Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00820


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Full Text
AUNO XXXI. N. 174.
r
\
r
1*
I
Por S mev.es adiantados 4,000.
Por 3 maces vencidos 4,500.
SEGUNDA FEIRA 30 DE JULHODE 1855.
Por anno adianUdo 15,000.
Porte franco para o snbscriptot.
,
DIARIO DE
CAMBIOS.
i.. ENCARRILADOS DA SLBSCRIPC.VO-
Keeife, o proprieterio M. F. de Fariii ; Rio de Ja- I Sobre Londres, a 27 1/4 e 27 i/8 d. loor 1.
netro, o Sr. JoSo Pereira Martina; Bahia, o Sr. D. p ,'Wrl ',, "^
Deprad ; Macei, o Sr. Joaqun Bernardo de Men- f ?"s fa n- Pr '
doea ; Paradina, o Sr. Gerrazto Viclor da Nalivi- Lisboa, 98 a 100 por 100.
le; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira Jnior; | Rio de Janeiro, 2 por /O de rebate.
ily, o Sr. Antonio deUmosBraga;Ceara.oSr. Aecoes do banco 30 0/0 de premio '
Joaquim Jos dejpltveira : Miranhao o Sr. Joa- j M ,' D *\.
quim Marques Rosigues ; Piauhv, o Sr. Domingos a.a comPanhia de Bebenbe ao par.
Herculano Ackiles Pessoa Gearence; Para, oSr. Jus- a companhia de segaros ao par.
lino J. Ramos ; Amazonas,o Si. Jeronymoda Costa. IDisconto de lettras de 8 a 9 por'0/0.
METAES.
Ouro.Onzas hespanholas- 299000
Hodas de 69400 velhas. 169000
de 69400 novas. 169000
de4000. 99000
Prata.Pataces brasileiros. 19940
Pesos columnarios, 1940
>i mexicanos. .... 19860
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os das ^
Caruar, Bonito e Garanrnins nos das 1 e 15
Villa-Bella, Boa-Vista, ExeOoricury, a 13 e 28
Goianna e Parahiba, segundas e sexias-feiras
Victoria e Natal, as quintas-feiras
PRAMARDEHOJE.
Primeira s 5 horas a 18 mina tos da manha
Segunda s 5 horas a 42 minutos da tarde
Para commodidade das pessoas residen-
te das cidades e villas do interior desta
provincia,1* proprietario deste DIARIO
vai estabelecer agente em cada urna del-
Ja*. encarregados de aceitar assignaturas
e receber seu importe; e para constar se
o publicando os noires dos mesmos
agentes: ,
Cidade de GoiannaSr. Euzebio Pi-
nheiro de Mendonca.
Dita de NazarethSr. Jjhp sfcaubtino
Marinho Falcar/.
Villa de BrreteosSr. Joo Manoel
Pereira da Silva.
parte emciu.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Gommercio, segundasequintas-feiras
Relacao, tercas-fejras e sabbados
Fazenda, quartas e sabbados s 10 horas
Juiz do commercia, segundas as 10 horas e as
quintas ao meio-dia.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas
1* vara do civel, segundas e sextas ao meio dia
2* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia
Jullio
danto das armas acororonr a disciplina da tropa sdb
sua jurisdic,ao, e mante-la em sua plenilude, prohi-
be expressamenlc que as pracas em destacamento
no reconcavo, ou as fortalezas, entrera e tranzi-
tem nesla capital deaoniformsadas, e toda aquella
que esquecida de seos deveres, transgredir a presen-
te ordem, ser castigada corporalraenle cora rigor;os
Srs. command.intes de corpos, velarlo no cumpri-
menlo de-la ordem.
O inesmo marechal de campo adverle aos cora-
mandantes de guardas, que as continencias' milita-
res sao dividas as pessoas que as tem segundo a pro-
visSo de 6 de marro de 18i3, desde o loque de ar-
vorada al o de Triudade, e nao al as seis lloras
smenle, como nlguns abusivamente assiiasm : re-
commenda que leiam a citada protSao, que deve
estar na memoria de todos os militares, para se nao
deixarem cahir em Tallas,, nunca relovevais a pre-
texto de ignorancia.
Assiguado.Jote Joaquim Coelhn.
Conforme.- Candido Ijtal Ferreira, ajudaule de
ordeos encarregado do delalhe.
EPHEMERIDES.
6 Quarto minguanle aos 12 minutos e
40 segundos da tarde.
14 La nova as 2 horas, 21 minutos e
40 segundos da manha.
12 Quarto creacente as 5horas, 30 mi-
nutos e 40 segundos da manha.
29 La cheia as 4 hora, 44 minutos e
33 segundos da manha.
GOVERNO DA PB.O VIMCIA.
Exaadltat* do da 2K da Jaiba.
Beto. ao Exm. cnmmamlanls superior da
guarda nacional do municipio do fiecfe, rtcm-
mendando a eipedic3o de sua* rdeus para qne os
guantas que da ora ora diante furem presos, sejam
temeitidos osdol.0 batalliAo d'j infamara para o
quarlel doParaizo,osdn2paraas Cinco-Ponlas,osdo
3 para o Hospicio, os do balalhao de artilhitra a
fortaleza do Brum, e finalmente os do esqaadro
. de avallara para o quartel da Soludade.Expe-
dir m-se as ordeos nocetsarias para etse lint.
DitoAo Exm. marechal cwnmandante dan ar-
mas, transmillindo, por copia, o aviso de 6 do cr-
reme, em qae o Eim. Sr. ministro da guerra.com-
mullicando haver expedido ordem para que o di-
rector de arsenal de guerra di corle mande eQuc-
tuar a compra e remeasa para isla provincia dos ins-
trumentes bellicos constanlet| da relacao, que re-
meta por copia,
DiloA o inspeclo da tketourariii de fazeud.,
iransraillinde, para o fin conveniente, o aviso de
lellra na importancia de 41109, succad pela thetou-
raria-de fazenda da provincia Jo U o Grande do
Nerle sobre a desta e a favor de Antoqjo Benlo da
Coala,Partlcipou-se ao Eim. presidente daquella
prcrviucia.
DitoAo mesara, remetiendo, para os convenien-
tes exames, os mappas, baia* e altas das pracas
ue foram tratadas na enfermara do presidio de
ornando durante o segundo trimestre do anno cor-
rente, i
DitoAo asesino, recommendando que, i vista da
nota que remelle, mande abrir os asstnlamentos de
praca do tambor Jos Ignacio do Espirito Santo,
?|Ue se contratou para servir no 3. balalhao de in-
. anlaria da guarda nacional do RecifcParlici-
pou-Mao Exm. commandanle superior.
DiloAo chele de polica.Representando-me o
Ihesoureiro geral das loteras ta provincia, que pre-
sentemente acham-se a venda nesla cidade caulellas
le liilhelos da lotera do Rio d; Janeiro sem a chao-
Illa do referido Ihesoureiro, corno determina o arl.
1 do regelamento pritiocal de 30 de junho do au-
no pastado, compre que V. ii. ipeca suas ordeus
para qoa srja efiecliva a disf osirAo do citad ar-
tigo.
DitoAo juz relalor da j4|ila do jmlic, Irans-
tailtindo, para ser relatado en. sesiio At f lesma
Sote, o processo verbal do soldado l"rancjsi Css-
to,pertencenle ao 9. balalhao de infinta ia.
ParSicipoa-te ao maracbal cammandante das armas.
JmaAo Mpactor 4j arsenal da niarinha, para
recomaaoadar ao conaodaal* do paUcho' i'i'ro-
T.....'ii" aadi i'^^WP tradonte da caoimls-
slode hyul-or* publica o oleo de tartaruga, que
Irouxe a seu Sordo do presid) de Fernando.
Coinmunicou-ie ao presidenta da s ipradila com-
msuSo.
DiloAo mesmo, recommendando i eiped;o de
suas ordans para que o commandanle do patacho
Plrapama entregue ao juiz de dkeito chefe do po-
lica os presos JoaoQuirioo do Souza, Joaquim Jos
Fiaza Espada, e ao juiz mundial Jesta cid.ide os
sentenciados Jos Gomes de Jlianda e Kraacisco
[Sudes Rodrigues, que viersMi do presidio de Fer-
iando.Ofliciou-se a respaila ai juiz municipal c
ao chefe de polica, reroellendi as guias dos referi-
dos sentenciados e presos.
director das obra* tublica-, dizend i que
dio JotTo dos S.ulos Porto da
o da companMl de tratalhadoies creada pa-
ra cuidar da limpeza das ras desla cilade, vencen-
do por esse IrabalbcrT'graliiiciirao raensal de 709.
Commuuicou-se a cmara municipal c o Kccife.
DteAo jura municipal da primeiri vara, trans-
millindo, para ter o convenierle deslino, oauto de
veslorii e de identidade do peisoa fio sentenciado
Jos Xavier, que filleceu no presidio de Fer-
nando.
DitoAo mesmo, devolverlo as gui's doi S sen-
tenciados, qae, segando o sen oftico de 22 de ju-
nho ultimo trio seguirn) para 'o presidio de Fer-
nando no patucho Pirapama.
'Dil*Aojuiz manicjpat dn termo de Goianna,
dizendo qoe com o parecer, que remilte por'pia,
dq procurador da corda, dado cnm referencia ao do
procurador fiscal da thesouraria de fazenda, qw> tam-
ban! remelle por copia, respoilde ao seu ofllcio sub
B. 10 acerca das joias de ouro e prata existentes no
cofre dos orphaos daquella cid ide.
DitoA' cmara municipal da cidade da Victo-
ria, tuzando litar nleirado de luver Klippc Cival-
canli de Albuquerque arrematado ptla quantia de
4:9499 as obras' do acougue daquelli cidade e de-
clarando em resposla, que approva semelhanle ar-
remawcao.
gpyMA^DQ DAS ARMAS,
ftaam'j| ral do eocaznaad* ca armu de
PtnuMtwoo asa cidade do Recite, aaa 28 de
hH|*a855.
ORDEM DODIAN.9C.
Sendo do dever do mareclii I de canpo, conunan-
EXTERIOR.
go, ,J^.,U.,H a u ....rnio-nn, mi. coMUtniMt, e pagamos a nossa victoria com gena-
ceula abdW na ?, **n-, te.jsli,,^ ..^,Jm,0 e^adasad ni.lMo.lo do B..He.i
te para o nosso proprTo nso. Porel f RMIRM*!*1 H
mculo das linlias era immenso ; da acfo que se ia
Iravar havia duas successivas phases a esperara
do combale e a do Iraballio.
O combate Iravou-se em a ooile de 22 para 23 de
maio ; comerou as 9 horas da aoite.
a O nosso alaque da esquerda era dirigido pelo
general de brigada Beuret, e conslava de tres com-
panhias do 10. balalhao de caradores a p.'lres ba-
tallics do 2. regiment da tegiao estrangeira, e um
balalhao do 98. de linda.
(i O alaque da direila, cujo commando fui confia-
do ao general de U Motterouge, conslava de escolhi-
das companhas do 1. regiment da lesio estran-
geira, apoiadas por dous batalhdes do*28. de linha,
com um balalhao do 18 e dous batalhoes de alirado-
res da guarda como reserva. Outros batalh&es este-
vara prestes; a marchar, dado o csso em que o gene-
ral Pal necessitasse de reforcos.
des forjas para nos receber,-ou quer que tlvesse de-
cidida dar um grande ataque, ou que tvessea inten-
(3o de completar as suas linhas, durante urna so
noile por um grande exforro, e por meio de orna vi-
gorosa demonslracjlo apoiar e proteger a obra em-
prehendida. Calculavamos em mais de 20 batalhoes
a forra do ilumino. Segundo nos disseram os prisio-
neros foram 26 balalhoes, que os nossos soldados li-
veram que aticar e derrotar.
a A um sigoal do general Pal comerou a acc,ao
com um impelo inexprimivel. ahi a poneos minu-
tos eslavam as emboscadas todas em nosso poder. Os
veteranos da legiao estrangeira sustentados pelo 28de
|inha, depois de um vigoroso ataque estabeleceram -se
em frente das obras Russas, prolegendo os nossos
trabajadores. Porem desembocando grandes e for-
midaveis massas de Russosdodesfiladeiro da Qaaren-
tena, em breve tomaram parte no (combate, dispu-
tando o terreno com urna obstinado extraordinaria.
Os dous balalhoes do 28.', o balalhao do 18. e o*
t
1

FOLHETIIg,
0 MATADOR DE TIGRES. (*)
Por Pasito retal.
--"
-^^^^""jj^ilJia-JoiK.
Havia no condaWo de Derhy enlre Ashborn e Ti-
deswell orna beata fazenda pertencenle a Saundert
de Newcastle, aperfelsoador de charras, coroado
pela criarflo de carneiros e bots em muitos concur-
sos, e celebre em todas as feiras do Derbyshire pelo
peso de seo basti.
Urna fazenda central na Inglaterra vale mais do
Sie um castello da nossa BVctanha ou mesmo da
ormanriia. Agente pobre dsva'a Saunders titulo
de arjuira, e lodos chamavam a sobrinha : Mus
Jane.
. Bala era a parola daquelles ar redor es ; tialia um
piano em seu qoarte mobiliadn de novo, e vinham-
Ihe msicas de Londres. Paseava montada em um
formoso poney, e raalava de amores os daniyt cam-
ponezes de dez leguas em torio.
O to Saundftrs affirmava qou Jane c isaria cnm um
fazendeiro como elle, c quande fall va dosjovens
t'/uire da viiohanra, que em sua opinao seguiam
de multo perlo a sobrinha em seos pa>sios, lancava
sempra um olhsr para o se fiel baslij.
Elle adorara miss Jane, e etlamer:ea-o a lodos
os raspeaos ; porquanlo en a Tada riionha dos ver-
des prados do Derwenl, era a linda raiuha das festas
aldeaas, e nao havia alegra sem alia.
Ha verdade, para conservar a virlude, misa Jane
nio necasaiteva do bastao palriarcha do lio Saun-
ders: osjovensvufreicaaaarNvv-sednbaldeem sus-
pirar por ella. Seroprs viva a alegre, acord iva de
SDaphaa cantando, e adormeca noile coni o wrriso
nos labios.
Duas leguas distante de Aihlorn i margem de um
aftluenle do Trenl, hsvia urna cata vizinha, cujas
laredes alvas oceultavam-se atraz de grandes earva-
bos. Nesse retiro viva um vellio, o mal nao eutre-
liuha retardes com os vizinhes, e oonsagrava lodos os
seus recursos a educarlo de un. sobriiho que audava
viajando pelo conltnenle. O yelho rnorreu, e a casa
flcou algumas semanas solitaria ; diipois as gelosias
tornaran) a abrir-se. e correu n boato de qae o sobri-
nho quera j vender a heranr;i.
Este era um bello mancebo (llamado implenen-
ie Christian, e tinha um fogo.o cavallo reto qoa
anchis da ndmirar;ao os ioveos tquirtt. Ora, esse
animal loraou a mana de seguir os passos do poney
da miss Jane, e Saonders mais de nina vez fez care-
ta apartando o punho do basl; o. As raparigas do
lugsr laiirivam a miss Jane ilhans sorraleiros, e
pergnnlavam para onde fugira-lhe o sorrso.
Pobre Jan* I olhos iovejosos tinham-na vUl cho-
rar debsixo dos salgueiros i m.i gem do Derwenl.
() Vida o Diario n. 167.
O Moniteur publica o seguinle despacho do gene-
ral Pelissier ao ministro da guerra.-He um bolelim
dos combales nocturnos de 22 e 23 de maio :
a Quarlel ganeral em frente de Sebastopol.
Maio, 26.
Seuhor marechal:Depois do assallo aos con-
tra-approxes russos estabelecdos em frente do Bas-
(iao Central, dorante a noile de 2 de maio, e a oc-
cuparao dessa importante obra pelas nossas tropas,
o inmigo para impedir o nosso progresas e .flanquear
os nossos ataques, dirigi toda a sua atlenrao para
o lado da Quarenlena, levantando ah novas linhas
de oonara-apprze. I- ormou o plano de ligar por
mel de urna gabionada, tonto as emboscadas estabe-
cidas naj^extremidade da baha, como as do cemile-
lerio, e ramificar n todo por via de um caminho co-
berto com a luneta direila do bastiao Central.
Em a noite de 21 para 22, por um esforfol sobre
humano de trabalho, hbilmente oceullado, o inmi-
go comerou a rnnstrucjao dessa vasla prara d'armas,
1,1o amearadora para o nosso ataque da esqaerda, e
mui conveniente para nella poder o iuimigo massar
grandes forrase intentar consideraveis torlidas.
O perigo desla obra'Ruasa era evidente. Coohe-
cendo al que ponto nos poda piejudiear, ordenei
ao general de Salles, commandanle do 1. corpo,
que se apoderaste dessa posicao, para depois tirar
vantagera das novas obras do inmigo, dirigindo-ss
contra eile. Manobra este mui delicada e diflicil,
pois que te devis conlar com urna louga e obstinada
resistencia, debaixoA um formidavel fego das ba-
teras.
>< O general de dirlaSoPal, foi encarregado des-
ta manobra, ajfamsararo-te dous ataques, sendo
um dirigido contra as emboscadas eatabelecidas no
fundada baha ; outro contra as emboscadas do ee-
milerio pelo ngulo soette desse recinto ; ambos de-
viam ser simultneos.
Depoi da lomada das novas gabionadas do inmi-
o objaelaxirucipal era o manlSTmo-sws.com suf- coaaijsjrarais, a pagamos a nossa
aliradores da guarda entraram surcessivamenle em
fugo, e esla heroica lula durou al a madrugada.
Cinco vezes as mais afastadas emboscadas foram lo-
madas e relomadas pelos Russos e pelas nossas tro-
pas. Estas pugnas bayoneta foram terriveis, mais
2 balalhoes de aliradores da guarda, o 9. de caca-
dores a p, e o 8. de linha foram chamados para
o campo de hatalha uns para combater, outros para
transportar os morios e feridos ; todos fizeram o seu
dever.
No meio d'este sanguinolenta e gloriosa lula lor-
nava-se imposatvel aos eagmlieiro* o lrabalhar.|Eo-
mos obrigados a destruir as obras do inimigo, de mo-
do que este as nao podesse conservar, e fomos im-
pellidos a adiar a segunda parte da nossa empreza
para a seguinte noite. Ao romper do dia os Russos
haviam cessado de combater, e os nossos batalhoes
regresaarara para as trincheiras deixando o terreno
janeado de cadveres do inimigo.
No ataque da esquerda as emboscadas foram to-
madas com o mesmo impelo. Ali.lambem os Russos
valtaram i carga com urna extraordinaria lenacida-
de. Deram-se muitosenumerosos assallos bayoneta;
porem duas horas depois o inimigo, desanimado, ba-
teo em retirada, e os nossos engenheiros se instala-
ran! slidamente na gabionada russa que se lornou
nossa definitivamente.
Em a seguinle noite era oecessario. completar o
qne diziamos tao vigorosamente comecado ; ordeos
um segando ataque, esperando um pleno successo
deste novo ezforjo da nossa brava infantera.
O general de divisad Levaillanl foi encarregado
da execucao desla ardua tarefa, rom 10 batallles,
dos qnaes2de aliradores da guarda operaram como
reserva.
Qualro desles batalhoes, as ordena do general Co-
uston, foram encarregados de proteger a nossa coaj-
qusla da noite precedente, na extrema esquerda. Os
outros 6, commandados peto general Duvil, devara.
lamentos jdatu do uiHh,,. a.-rx*tr-6o*TrVr? rtnVfora de combale
em a noile de 21 e 22 de maio urna linha de contra-
aproches, na frente destes alnjamentos, na quebrada
do cabero do lado do inimigo, com communicaces
para o baaliao n, 5. Esla nova Irincheira poda ser
defendida pelos fugos crusados de nossas bateras as
mais prozimas. O fim desta obra era estabelecer na
sua exlremidade urna batera, ftlri tomar de flanco
os aproches dos sitiadores contra o bastiao n, 5.
Aprovelando o nevoeiro da noile de 21 para 22
de maio, conseguimos estabelecer a linha projecla-
da de contra-aproche, com a p4rda de um so ferido;
mas, em razao da nalaieza pedregosa do solo, i
Irincheira nao pode profuodar-se aj)nao a pequea
altura. Ao nascer o dia, os trabalhadores se fizeftm
retirar, e ficou ocenpada petos aliradores.
A 22 de maio, de roanha, o inimigo comerou a
aliror com melralha de suas bateras as mais prxi-
mas sobre os nossos Irabalhqs ; dentis a canhoiiada
a mais viva e o fogo dos aliradores ato cessaram du-
rante o dia.
Propondo-se terminar, em a noite de 22 para 23
de maio, a Irincheira comerada, u ajndante de cam-
po general principe GortschskelT deq ordem de co n-
centrar, s 9 da noile, em frente do bastiao n. 6,
|bra proteger os trabalhos, os. regiment; de cala-
dores do marechal principe de Varsovia e de Podo-
la, com dous|batelhes do de Jtomir ; o commando
retomar na direita a gabionada qne corre Iarallel.1 luperior deslas lropas foi coufaao t'enBnle e.
meule com a grande mnralha do cemilerio, baler o
'nimigo, e contribuir para os nossos engenheiros se-
guraren) definitivamente as obras como nostas.
A acollo comerou i mesma hora .qae na noile an-
terior. O impeto destes bravos balalhoes, do 46. 98
14. e 80.; foi irreaistivel.
Aseroboscadas foram tomadas ; o inimigo repela-
do em lodosos pontos, relirou, sustentando ao me.,
mo lempo um liroteio, qae foi gradualmente ajes-
saodo. Os engenheiros hnraedialameare comepiram
a Irabalhar, apezar do ririssimo fogo da praca. O-ce-
ronel Guerin e o coafmandante Durand da Vller
dirigiram os trabalhos com lana inteHigenei corri
vigor. Portante o nosso xito foi completo. A obra
consideraveleom queo iuimigo coWava obstar os noe-
sot ataques esla nat nossas maos ; os stut gabioet nos
abrigsm; as suas propriaa emboscadas estad-nos ser-
vina castra alies. As une nao jiodemos ligar ao
nosso systema foram destruidas.
Estes vigorosos' combales nos causaram perdas

Urna noile antes de deitar-se, ella abracou o lio
mais ternamenle do qae coslumava. Saunders a-
chou-a mui paluda, e disse comsigo : a llei de in-
terroga-la aruanlwla.ii
O lio Saunders difteria assim de um dia para ou-
tro seu interrogatorio, lia mais de duas semanas.
A rapariga recollieu-se ao quarto, e o pianolicou
mudo. Na vespera Chrisliano vender a herauca do
to pela bomma de tres mil guineos. No dia seguin-
le era ja larde para interrogar miss Jaue ; pois seu
quarto^stava vasio, bem como a lida cala occulla
entre os-carvalhos.
O velho Saunders cobrio-se de laclo, assim como
Doug'asMi de Ferro, quando sua filha Anna-
Maria fugio cnm o lord das libas.
Jane escrcvitu-lhe de Londres para dizer-lhe que
Christian casara com ella. O to Saunders vio so-
bre o papel manchas redondas. Nao lembrava-se de
ter chorado nunca, era mesmo quando sua mulher
deixara este mundo por outro iiielhor ; porm amar-
rolou a caria e arregalou os olhos, porque senta la-
grimas abrazarem-lhe o interior das palpebras. Des-
ceu ao campo, conlemplou seus labios, e conheceu
que n,lo amava-os mais.
Quando eolrou, a casa pareceu-lhe mudada : Ja-
ne, a sobrinha ingrata, deixara o vacuo aps de si.
Saunders parti para Londres, tendo o basti de-
baiso do braco, e vollando urna semana depois, con-
demnoifa porta do bello quarto de Jane. Ategou
seus bois, duendo comsigo : Eis-aqui amigos ver-
daderos Porm euviava de quaudo em quando
um delles ao maladouro.
Ninguem fallou-lhe de miss
bastao.
Entretanto Christian e miss Jane percorriam o
continente. Amavam-se mutuamente, e sua viagem
era urna serie de prazeres. Christian desejava casar
com Jane ; mas como ? Assenlaiam de ir a Gretna-
Green quando voltaSsem, e tomada esta resoluoao,
applicaram-se a passar boa vida em Paris, em ap-
les, em Vienua, emliin por toda a parle onde passa-
se boa vida.
Depois que gaslaram dous mil e quindenios gui-
neos, Jane lornando-se sensata, disse a Chrisliau :
He lempo de partirme para Grelua-Green ;
pois o que resla-nos nao he de sobra para fazermos
a viagem.
Qunhentos guineos para ir das margena do Rheoo
fronlejra da Escocia parecem sufilcienles i primei-
ra vista ; lodavia os dous amantes s poderam ir at
Londres. Chegando ahi. Jane eslava enfadada, e
Christian concedeu-lhe alsuos das de repooso. En-
contrn em Saint-James-Park um companheiro de
viagem que levou-o ao club. Jogou-se, Christian
ganhou, e veio-lhe a idea de refazer um tanto a bol-
sa antes de ir a Gretna-Creen.
Jane era sampre da opinao do amante quando es-
te nareduvidsva de nada. Alugaram a casa de que
Tom Borne eslava encarregado ; porm no dia se-
guinte Christian perdeu, e logo depois aprendeu a
arte perigosa e fcil de assignar lettras de cambio,
i guerra qae travvu contra a sorle foi breve e des-
provida de incidentes brilhantes; sua decadencia du<
Jane por causa do
Huutem, a pedido do general Oslen Saeken, i-
oou-seo pavilhao de Iregoas, e foi concluido um ar-
mislifUtpara enterrar os morios. Entregamos mais
de 1,260 cadveres ao inimigo. Este campo de raor-
landade nos trouxe lembranca as nosses antigs
lulas com os Russos, e como nesses memoraveis tom-
pos, a honra das armas nesles combates bayoneta
semprperlenceu nossa infantera.
Calculando pelo numero de morios entregues ao
inimigo, podemos asseverarque as perdas dos Rasaos
sao quatorze vezes maiores do que as nossas. Estes
combales merecem bem o nome de nma balalha. E
todava, estes clculos ficao milito quem do que nos
dizem os prisioneiros e desertores.
A nossa arlilharia sob a direccSo do general le
Boeuf, den provas de ura vigor e destreza extraordi-
naria.. Fez incessantemente fogo varrendo o desfila-
deiro em que o inimigo reuna as suas reservas. Os
nossos projectis no cesssram de abrir profundos
sanguinolentos vacuos as massas russas, todas as
veze que se preparavam para um novo ataque. Nao
lendaj*Press>>es com que elogiar o golpe de vista e
sangtre fro do general le Boeuf.
Olservir-o das ambulancias foi admiravel e grande
hmvorhedevididoa lodos, os que lomaram parle
nesla acalorada accao. Terei em seguida a honra de
'evar ao vosso conhecimenlo os nomes dos bravos
que se distinguirn) entre os bravos. A nacao pode
justamente vangloriar-se de possuir tees tropas, e
dentro em pouco cont remunerar os mais dignos.
O commandanle em chefePelittier- a
(Jornal do Commrrcio de Lisboa)
O Jornal de S. Pelersburgo do 1 de junho Iraz
parte do principe Gorlsihakofr sobre os aconlec-
mentos de 22-23 e 23-24 de maio, publicado pe-
lo invalido Rusto ; ei-lo aqui :
llonieni 29 de maio recebeu-se do ajudaute de
campo general principe Gortocbakoa um relalorio
rou mis semanas, durante as quaes perdeu o terrena
pouco a poaco na casa de Tom Borne.
'Ja.ve.SDe do d'a em que encontramos miss Jane
e Uinsjiau, esses dous amantes perfeilos lindara ido
respirar o ar puro de Kichmund ; o nome de Gretna-
(.reen fra anda pronunciado ; mas com melanco-
la, e bem cumo falla-se dos Eldorados fabulosos.
Vollando em urna barca, Jane experimentara pela
primeira vez, depois que sahira da fazenda, um ver-
dadeiro aperlo de coracao que nao provinha da lem-
branca do bom lio Saunders. A causa innocente
desse primeiro desgoslo de miss Jane era miss Amy
Davtdsou com seus lindos cabellos lourot, e suas dez
mil libras de rendas em especlalva. Christian no
monologo que precede a todo o suicidio disse-nos
algumas palavras sobre miss Jane ; porm Christian
pode parecer um juiz parcial, e sentimos a necessida-
de de allirmar seriameule que misa Jane valia quan-
to pesava.
Era urna rapariga honesta apezar de sua falta, e
profundamente dedicada apezar de sua ingralidao
apparenle para com o lio Saunders. Fra desenca-
iniuliada pela mocidade e mesmo pelo valor de sua
ndole, e a ponto de loucura romntica que existe
em nm momento dado ua iraaginacao de todas as jo-
vens nglezas lizera o resto. O que rodeava-a no
condado de Derby agradava-lhe, i excepoao dosjo-
vens tfuira. Estes impacienlavara-na a" tal ponto
que Christian apparecera-lhe como um hroe de poe-
ma pico, e Jane amara-o com lodo o odio infantil
que prodigalisava aos seus fastidiosos perseguidores.
Assim o bastan do lio Saunders nao engaoava-se
quando seotia-se allrahidu para as espaduas do jo-
vens iquires.
Jane fugira da fazenda pelo temor exagerado que
linha do lio. Sua intenc^o era ir casar a moda esco-
ceza, e voltar depois para pedir humildemente per-
dao. As cousas tinham tomado outro geito, e lalvez
Jane nao tvesse resistido quanlo podera ; mas o re-
domoinho a arrebatara. Christian em suas prmei-
ras horas de amor era para ella um dos. Seguir-
me em ludo a vonlade era sua lei, e como Christian
dava-ihe o paraizo na Ierra, pedir mais ler-lhe-hia
parecido denuucia ou ingratidao.
O lempo nao enfraquecera a ternura de Jane para
com Chrslian. Para darmos nma idea desse gran-
de amor bastar dizer qne ella nunca coohecera que
era superior em ludo ao amante. E eis que repen-
tinamente ao aspecto da filha do commodore, sor-
prender nos olhos do sea Christian urna ambicio
senao um amor, um pezar senao nm desejo. Essa
observarlo ateou-lhe o fogo do crime, sen coracao
revollou-se contra essa dcsconhecida qae mesmo in-
volunlariamenle roubava-lhe a felicidade, e desde
esse momento Jane deleslou miss Amy Davidson do
fundo da alma.
Durante toda a manilla seguinte ( notemos bem
slo; o nome de Gretna-Green nao fui pronunciado
por miss Jane, a qual todava tinha urna idea, e nao
se leria animado a afrontar seu prente de Boud-
Slreel, se nao fosse sustentada pelo peosimenlo de
(reina-Creen.
complementar sobre o combate sanguinolento e dis-
putado, que teve lugar em a noile de 22 para 23,
em que o alaque do inimigo contra os alojamenlos
que haviamos comecado a construir na frente do
bastiao n. 5 foi repellido, comoo annunciava o des-
pacho lelegraphico de 23 de sanio.
Eis os pormenores deste brllbanle combate.
O ajndante general de campa de principe Gorts-
chakolT, leudo observado que o inimigo extenda
suas trincheiras sobre a esquerda de seus aproches
contra a bastiao n. 5, e aiaeaeara assim utios alo-
D1AS DA SEMANA.
30 Segunda. S. DonalUla; S. Rufino m.
31 Terca. S. Ignacio de Lorolla, funddnoslos J.
1 Quaria. As cadetas^jaS. Pedro apostlo.
2 Quinte. N.S. dos Anios ; S. Esteno.
3 Sexta. Invenci da S. Cruz.
4 Sabbado. S.Domingos de Gusmo, fundador.
5 Domingo. 10. N. S. das Noves; S. Eu-
triquio soldado m.
ral Khrouleil". chefe da 1 e 2, secones da linha de
defeza de Sebastopol.
Antes mesmo de comecnr os trabalhos,.o inimigo
comacon o alaque, laucando primeiro um balalhao
contra os alojamenlos em coustrncrao ; depois, vol-
teado i carga com o maior enrarniramenlo, condu-
aru ao combale at 12:000 homens (entre os quaes
achavam 2batalh0esda guard),sem contar as suas
reservas. Eutao se empeuhorA lucia mais sangui-
nolenta, em que se combaten d'ambus os lados com
o maior encarnioamenlo.
No plimeiro alaque, 2 balalhles do reg-nenia de
caradores do marechal principe de Varsovia e o re-
gnieDlo i!* catadons de Podoli- avaucaram rpida-
mente,' e fuerzan voltar a cara ao inimigo. Ao mes-
mo lempo, os dous balalhoes do regiment de cala-
dores de Jitomar carregaram os Francezes qne ha-
viam oceupado os alojameulos na frente do ngulo
da direita do cemilerio, e se esla bolee i a u ahi, e o
4, hatelbao do regiment de caradores do marechal
principe de Varsovia sarria dt res** ai lropas que
O inimigo, sustentado pelos reforcos qoe^le li-
ndao chegado, cadiu uovamenle sobre os nosnis a-
proclies; mas, depois d'uma viva fasiari, os cara-
dores de Podolia e de Jitomir repellirao/is sUiado-
res, eos batalhoes do regiment do l'odoha, que
perseguiao os fugitivos com a baioaela sobre as cos-
tas edegaram al os aproches mesmo do inimigo no
ngulo saliente do cemterio, e Ihe distruiram urna
ponte. Quanlo aos alojamenlos oceupados pelos
batalhoes do regiment de cacadores de Jitomir,
elles tres vezes muJaram de mos : u.
Os batalhoes do regiment de infanteria dq Min-k
e o de caradores de Oagllch, for.lo matidiidos refor-
r.ir as tropas combateoles. A carga que elles exe-
calaram, foi irresistivel : o inimigo fez um ultimo
esforcje, ms sem algum snecesso. Este combate
encarnioado duron assim toda a noile, al que, ao
romper o dia, o inimigo definitivamente repellido,
se relirou s suas trincheiras ; quanlo s nossas tro-
pas, ellas se approximaram da fortaleza na manha
de 23, deixando 150 aliradores a oceupar a Irin-
cheira.
Durante toda a durarlo desta noile, ato a alva, o
fogo da audara e o dos aliradores nao cessaram
um so minuto ; os aliradores nao davam treguas se-
nao durante o combate com arma branca.
Segundo o te-leimmhe do ajndante de campo ge-
neral principe Gorlscdakolf, as nossas tropas se con-
duzirara heroicamente, e em geral,este sanguinolen-
to combate, no qual os Russos repelliram o expulsa
ram um inimigo em foroa numrica mais do dobro,
faz a maior honra ao nosso exercito. O successo
com que este alaque d'uma Irincheira apeoas traca-
da, foi repellido, moslrou aos nossos inimigot o que
devem esperar se se arriscaren! a dar o assalto s
forlicaroes de Sebastopol. Os bataldoes do regi-
ment de cacadores de Jitomir e um balalhao do de
Ouglitclt se dislinguiram particularmente ; este ul-
timo depois de ter repellido o alaque da guardar
Convinba temar urna resol ucao decisiva f Jane bem
via isso, n amava como no primeiro dia.
Sabe o que he um excntrico ? pergunton o
commodore repentinamente a Tom Borne o qual ia
comerar a explicacao dos lugares.
NJo, respoudeu Tom.
O commodore metleu os dedos as algibeiras do
collele, e disse esleodendo o potcoeo :
Pois bem, observe-me que sa'ner o qae he um
excntrico !
EulSc milord he um excntrico ? disse Tom
Borne rom ar ao mesmo lempo humilde e .islnlo.
Manifeslamenle, respondeu o commodore cm-
perligaudo-se.
Irra I toruna Tom Borne nao podendo couter
sua insolencia ; de curioso um excntrico !
O commodore esfregou asalos, e murmuroa :
Alt ad !.... ilt ah nada fazemes como os
outros I ,
Depois acrescenlou encarando Tom por cima do
hombro : *
Eu era amigo de Conrlenay. N
- Nao he possivel, milord I
Vmc. couheceu-o ? perguntou R. Davidson vi-
vamente.
Condec nm Curtney que era carvoeiro em
Blackfriars.
Eu digo: Courlenay sir William Courtenay!
ojaoola dosjaootas! exclamou o commodore ani-
mando-se.
Meu pai, inlerrompeu Amy, a qual conserva-
va-se longe de Chrislian, Vmc. esquecs-sc de que
viemos ver o quarto.
Ella pareca temer que sua rgsvcliegasse ao man-
cebo, cuja penna corra e rangia sobre o papel ; mas
este nao podia ouvi-la ; porque eslava absorto pelo
seu ultimo acto.
Deixa-me, Amy disse o commodore solem-
nemente; bem vs que fallo de Courtenay...o suces-
snr legitimo de Brommel, scerescentou elle voltan-
do-se para Tom Borne, o qual dava surdas moslras
de impaciencia. Pens que V.nc. conheceu Bruin-
mel!
Nao, milord.
Brummel, lornou R. Davidson com um gesto
confidencial, era o nico born m que sabia vestir de-
centemente a camisa.
Oh meu pai 1 exelamoa Amy escandalisada.
Deixa-me, Amy bem sabes que sou um ori-
ginal... Meu charo, as pessoas mal informadas fal-
la in a lorio e a direito da grvala de Brummel; po-
rm era quanlo camisa que elle linha orna supe-
rioridsde inconleslavel.
Courtenay nao sabia vestir a camisa ; mas eoma
fcilmente cincoenla duziaade ostras sem beber.
Irra I exclamou Tom Borne; sera beber!
Chrislian deu um grande suspiro ; tlnht acabado
i caria a ia fecha-te.
Eu era freguez do alfaiale e do fabricante de
luvas de Courtenay, coutinuou o commodore; era-o
lambem de seusapateiro, de seu selleiro, de seu ar-
mador, de seu ourires e al de sea boticario. Amy,
francesa, e ter expulsado o inimigo de nossas trin-
cheiras, o persegua a blioneta calada al ss trin-
cheiras francezas mais prximas, e algnns doi caja-
dores mais ousados penetraram mesmo nellas em
seguimenlo.
Pelas nirrac6es dos prisioneiros, 17 batalhoes in-
migo?, em cajo numera, alm de 2 b.italhoesda
guarda, havia 2 de cacadoreae 2 da legiao estran-
geira, lomaram parte no combate.
Em rasao da durarao e da pertinacia da lacla, a
nos perla foi muilo consideravel; contamos ao
um major general, 3 ofll-
ciaes superiores, 13 ofticiaes subalternos e 746 ho-
mens morios : 7 offlciaes sapriores, 42 subalternos
e 1:377 homens feridos (sendo 200 levemente); a 1
oflicial superior, 8 subalternos e 315 homens con-
tusos.
Desgracadamenle temos a lamentar muitos ofll-
cines dislinctos; assim, em o numero dos morios,
encontrar-se-hao o bravo major general d'Adlerberg,
eommandante da 2, brigada da 9* divsao de infan-
tera ; o enlrepido e hbil coronel Zalscpinc, com-
mandanle do 3 balalhao de sapadores, que diriga os
trabalhos de engolillara ; o major Ourbiorr vilch,
commandanle de um balalhao do regiment de ca-
radores do general principe de Varsovia ; o major
Veizine, do regiment de cacadores de Ouglitch, e
o lente de au PelrofT, commandanle da balen!,
da 38 equipagem de marinh.
Enlre os feridos contao-se os majores Kolikovsky
e Derkalch, do regiment de caradores do general
principe de Varsovia : os majores Prokliorofl", Ts-
velkofl e Abasa, do de Podolia ; o major Kolhare-
vaky, do de Jitomir ; o bravo chafar! capilJo de en-
genhsria Mebolsine. O lenle coronel Kraievsky,
do regiment de cacadores do marechal principe de
Varsovia, ficou contuso.
Aperda do inimigo deve ter sido anda mais rbrle
do que a nossa : porque a cada carga as suas colum-
nas passavam debaixo da melralha das nossas bate-
ras, e chegados at nds erao recebidos por um fogo
sustentado e dclinilivameiiie postos em desordem
pelas nossas baionelas.
O lenle general kliroulell, que commsndava
uesla acr.io, da tesmunno da coragem e das acerta-
das disposicoes do chefe da 1, seceso da linha de
defeza de Sebastopol, o major general Semiakioe,
do chefe de estado maior da goarnicao, o majo? ge-
neral principe Vasilchkoff, e do mejor general
Tollebas, estes dous ltimos do sequille S. M. o
Imperador ; faz particularmente o elogio do coronel
de Garguer, commandanle do 4 balalhao de sopado-
res, do lenle coronel RoslovIsolT, do corpo d'esta-
do maior, e do major Roraanovilch, commandanle
do 2. balalhao do regiment de cacadores de Jito-
O jornal das operares militares de 19 a;34 de
maio, que acompanha eile relalorio, d os porme-
nores seguinles sobre a marcha dos trabalhos do eer-
co dianle de Sebastopol.
Durante todo ei lampo, o fogo havja sido fuco
dos dous lados, a nosm nerda pouco imprtenle.
Desfle2t es sitiadores comeoaram a operar por pro-
jectis de pedra contra o bastiao n. 4, mas nenhum
mal nos fizeram : eus aproches e seos Irabsmes de
mina nao avanejto. A conslruccao de forlificacoes
diante das bahas de Karaiesch e de Slrlelz loi pro-
seguida com grande aciividade ; demais, o inimigo
augmenta a eapeesura das palissadas de suas baleras
e a largura e profundizado de suas trincheiras.
Pela nossa parte nao obstante o mau lempo e
proximdade do fogo dos sitiadores, todos os traba-
lhos destinados a retorcer as obras atacadas, acabam
sucesivamente.
Em a noite de 23 a 24 de maio os sitiadores trou-
xeram espessas massas de tropas delrar do cemilerio,
m frente do bastiao n. 5, c depois d'uma curia mas
viva cankenada de todas as suas bateras, avancou
para os alojamenlos que elle havia atacado com tao
penco successo) em a noite de 22 a 23. Eniao a um
sigua! dado, os dous batalhoes do regiment de ca-
cadores do Jitomir, que os oceupavam, retiraram so-
bre as uossas forlificacoes, e essas ultimas abriram
sobre as columnas que atacavam, um fogo de ar-
lilharia cruzado e concentrado.
Os Francezes experimentaran! ama grande perda
neste ponto, mais conseguirn! manter-se nos dous
aterramenlos mas prximos do cemilerio e os des-
truirn ; quanlo > Irincheira qne unia estes aloja-
raentos ao bastiao n. 5 e que nos evacuamos, ella
nao foi ocrupada pelo inimigo.
A 24 de maio, pela narrarlo dos prisioneiros, .che"
garam de Conslanlinopla dianle de Sebastopol duas
novas divseles francezas e dous regiment! de cou-
raceiros.
(ludependencia Belga.)
M. Dsraeli Depois de examinar as diversas
emendas propostes, convida a cmara a tomar bem
conla ni: marcha em que se acha "empenhada, por-
que o fuloro do pama taspeilo da paz oa da guerrt
esla dependente da seatenra que ella pronunciar
sobre os fados que se pesiam.
A proposte de M. Lew nunca devia ter sido apre-
senlsda, accrescenta elle; he impoltica, porque na-
da ha menos hbil do que humilhar ama potencia
qne faz parle do systema europeu. Quanlo a ques-
lao de preponderancia, porque se nio applicam
Turqua os mearnos principios qae foTum pplleados
aos Paizes Baxvs e ao Rhenu de 1815 ?
Lord Palmerslonlevanla-se e diz f jalgo qae me
ser permitlido notar a contradicho flagrante em que
o honrado M, Disrael se colloeoo. Antes das ferias
de Pentecosts receiava que a cmara se seaarasse
sem ter formulado urna opinao calhegorica, porque'
llorante os .10 das deferas o ministerio podia
fazer urna paz vcrgonltosa ; agora vem hoje acensar-
nos de termos insistido em condires* que a Rassia
alga muilo dars, \pplausos.' '
O ministerio nao varia tanto as suas opinies ;
sustentamos hoje o que temos sustentado desde o
principio, e que nao he conveniente que o parlamen-
to se arrogue o direito de dictar cora e aos seus
constituirs responsaveis as condres das negoea-
ooes que o governo est seguindo, sobretodo porque
o governo da raiuha nao esla s empenhado em urna
guerra que elle sustenta de combinadlo com aina-
dos. (Muilo bem !)
lima cousa acho nolavel nesles debales que lem
j'orrido com osocego e moderaco que convm em
aes malarias. He qae os oradores menos pacficos
teem sido os amigos da paz a lodo o rusto. Estes
Srs. qae lem a paz no corarlo tem a guerra) nos la-
bios ; (riso) e a jnlgar pela soa attilu palavras, parecem-me feitos mais para serera dieres
do partido da guerra a lodo o transe, do qae partida-
rios da paz a todo o costo. (Applausos e riso )
O povo ingles, apezar de lado quanlo elles leem
dte, nao foi impellidu guerra. Foi elle o primei-
ro a proclamar a guerra justa e necessaria. Ouv
dizer h.i poneos momentos a M. Cobden que S
Porlsmoulh eslivesse cercada, elle iriapsra o hospi-
tal. Ha muitas pessoas em Inglaterra que jalam
CMARA DOS COMMUNS.
A'esiio en 8 de junho.
Discamo de lord Palmerslon.
A ordem de dia he a conlinuarao da discussao
acerca-da guerra.
___ -----------f-
que lodo o partido a que pertence o honrado repre-
sentante faria bem em ir para o hospital, mas pera
um hospital de oulra especie que toda a gente sabe
qual he, sem ser preciso eoaacilicar a soa nalurera.
(Applausos e hilartaade.j -.
Esles amigos da paayaroltem-se cura a idea de
urna guerra leila a un potencia quq tem GO milbes
de almas, pofm a Franca e a Inglaterra reunidas
tem urna pepflBclo igual-pele menos.," Urna lem 28
milhes. a oolra 36. Vas em materia'descienda da
guerra e das artes da civlisaoo, a Inglaterra e a
Franca lem a vantegem sobre a Bussia, cujos sub-
ditos sao apenas os eseravos do soberano aquem ser-
vem. (Bem '.,
Rapelirei aqa. tu motivo graves que delertttiM-
e- raui a l'i'aurae alqgJja^rapWtmmiIMMmajt
tira e de necesiTdade a armsr-sBenrTll
quia ? Seria sperfluo lembrar a exterrsao syslema-
lica de territorio que tem ssigoabdo a poltica da
Kussia ha algum lempo, assim como seia fcil 1ra-
rar .issuas usurparoese a sua marcha das margens
orientaes da Asia para a Asia central; as' suas usar-
parces Vi Armenia, Polonia, Nuroega, ao mar
Arclico. Em toda a parte, em todos os pontos da
sua immensa circomferencia alia tem procurado
sempre engrandecer-se ; em lodos os tralados feilo
cornos seus rizinhos, lem'fizado sempre os sens
limiles|almd sualinha natural,tratando de preparar
com aoleripac.ao as suas aggressOes ou exigencias fri-
turas. (Applausos.) Quando nos comprehendemos
este systema de aggressao que ia execater-se contra
a Turqua ; quando nos soubemos que o noro impe-
rador tinha proclamado inlenrao de seguir o sys-
tema e Je adoptar apoltica dos imperadores Pedro,
Alexamlre e Nicolo.ccmprehendemos que linha che-
gado a hora de oppor um dique trrenle"!
Aqui o nobre Lord repele pormenores i sabidos
acerca do tratado de 2 de dezembro celebrado com
a Au Vienna, e accresceattt houve oradores que nos cen-
suraran! de termos dado muita importancia pre-
ponderancia da Russia no mar Negro : porm he
exactamente deste lado que a Russia lie mais peri-
gosa. Daqui pode dar um golpe rpido e seguro
Na fionleira da Asia a Bnssia tem levantado fortale-
zas consideraveis, por exemplo, Gnmri, que nao lem
oulra razaedeexistencia senao o espirito de aggres-
sao. De Gumri e de Tifus pode a Russia dominar
vantajosamenle pelas suas aggressoes sobre o territo-
rio Turco na Asia. Porm ao menos deste lado a
Kussia tem muito caminho a andar, e pode encon-
trar na soa marcha as populares mais guerreiras da
Turqua, em qnanlo que bastam aos Kussos 48 ho-
ras para irem deSebastopol aConstonlinopla.(Bem!)
Em Sebastopol podia reunir 20 a 30 naos de linha
de hlice, aperfeicoadat, poderosamente armadas, e
podes dispensar-te de ouvir isso. Ah.' ah I meu cha-
ro, Vmc. rer que nada fajo como os outros.' Cour-
lenay rnorreu na brecha sustentando contra Water-
ford a aposta de comer setenta e cinco dozias de os-
tras cruas.
Tom Borne arregalou os olhos, e o commodore li-
na o chapeo com um respeilo religioso pare accres-
centar em tom grave e sentimental:
Morreu na septuagesima-lerceira duzia !
Cdrislian acabava de por na carta um bello cunho
de lacre prelo.
Amy que eslava.sobre espinhos tocoa no braro do
commodore murmurando:
Por favor, meu pai, atienda a posico desse
joven gentleman.'...
tiesta vez Christian ouvia, e comprehendeu per-
ameiito que trateva-se delle. Emquanlo David-
son segurava os oculos sobre o nariz para cootem-
pla-lo, o mancebo vollou-se brandamenle e seu olhar
enconlrou o de Amy. Elle eslremeceu e abaixou os
olhos ao passo que a rapariga occullava-se atraz do
Nao vejo porque nossa prsenos encommoda-
ria o genlleman, disse Roberto Davidson em voz si-
ta e inlelligivel ; porm j que tens pressa exami-
nemos o quarto.
Tetina a bondade dever, milord, exclamou lo-
go Tom. He quadrado... lindo papel... boa chami-
n... vista agradavel para o square p
Mandarei mudar todo isso, murmurou o com-
modore ; rainha intelligencia trabalha.
Milord far o que quizer... mas imanhaa o
quarto (era um aspecto mui dirTerente, pois terei var-
rido para fra asse senhor e seus movis.
Amy lancou a Tom Borne um olhar de verdadei-
ra indignaodo. O pobre Chrislian carvnu a cbeos
para occullar o rubor da fronte.
Ouviiio capitn Drayton fallar sobre a indigen-
cia na cmara dos communs? perguntou o commo-
dore, o qual tomou logo a atlilude de orador e puz-
se a declamar. A miseria, senhores, he a hydra de
rom raberas;... ou como disse lady Bridgeton em
seu ultimo ilillnlambo : a miseria he urna chaga in-
curavel e saogueuta.... Conhece lady Bridgeton t
Nao, milord, respoudeu Tom Borne erguendo
os hombros.
Lady DesdemoneBridgeton, pronuncion ocom-
modore pausadamente, a autora de Un d fi;;io, a
tragedia da moda, he simplemente urna mulher de
tlenlo, meu charo. Eu dara agora mesmo cem gui-
neos para ter a honra de ser-I lie apresentado.... Oh I
Amy, iiterrompcu.se elle vnltaudo-se para a filha,
a qual pusava-lhe o braco ; creio que nao disse na-
da queseja indecoroso. Quanlo a fazer cousa algu-
ma como os outros, bem sabes que isso me he impos-
sivel. Vou ja case de Crter experimentar* urna
parelha admiravel de cavados, semelhanle a da con-
de de Cheslerfield.... Vamos, Amy.... Meo charo,
(ico com a casa.
E milord nao se arrepnder, respondeu Tom
esfregando as maos.
Amy conlsmplava compassivamente a Chrisliau,
que eslava ainda immovel como nma estatua. Era
com este esquadra desembarcar perlo de Coeslanti-'
nopln ama terca que seria senhora desta capitel
dentro de poaco lempo.'(Muito bem \)
A abertura dos estreiloa a, todas as nacet, como
quera o honrado M. Cobden, Dio dara em resolia-
9|r
lado
senao por melhor do que qualquer onlra com-
binarao, a Porte a mare da Russia. Qaalquer
almirante rosto renjte de urna forca consideravel
poda a cada momanlo*j>'r.tliciar ao salteo as mais
desastrosas coodieSes ^^Rha um homem mamto
que |Mssa dreiltir temef||a]f ^osasrifearao. (Bem I
Para garantir eficazmente a Turqua, nio ha se-
nao nm meio : he persuadir Russia qae limite as
suas forcea no mar Negro. (Bem.) A Russia liana
proposlo hbilmente que em nm dado caso a Tur-
qua podesse chamar em seu soccorro ama esqua-
dra alliada, por exemplo, a Russa ; porque o miis.
Iro russo em Conslanlinopla (aria nascer fcilmente
a occ.isiao de ser preciso chamar a esquadra russa,
isto be, a oceasiao da chamada de nm perigo real a
pretexto de um perigo ficticio Este proposte sablil
foi rejeilada ; nem poda deizar de s-lo.
Para dizer a verdade,a Rassia nao propuoha sanio
meios insolfirienles. As conferencias tornavam-se
desiii uidas de objecto, e por isso acabaram. Agora
trala-se de saber o que deve fazer a'cmara no mia-
do actual das cousas. Antes daa ferias de Pentecos-
ts o honrado M. Dsraeli propoz a cmara qae de-
claris* se a direccao daguerra devia ser dexada aos
acluaes ministros, ou se devia ser confiada a an-
tros.
A cmara respondeu com urna materia de 100 ro.N
tos a favor do ministerio. Applausos.)
Nao sopponho opposioao o pensameelo ate que-
rer tentar urna segunda experiencia ; ella aere ter
oatrss vistas. -
Parece que queriam que nos viessemos camera,
com urna roensagem da cora, propor ama pelico,
pela qual a cmara se obrigaste a apoiar S. M. oa
conliauacao vigorosa da guerra (Malte bem), perm
urna tal mocao de agora destituida de objecto.
Alias na tamaa pastada, quando aprsentenos
cmara o resto dos documentos, relativos as negocia-
res, teriamos provavelmente pedido mesma c-
mara que ezprimisse o sen pezar de se nio poder
okter a paz, e que dedarasse que assegarava a S. M.
que l!ie dara o maior apoio par a continuarlo ri-
goraai da guerra, afim de chegar a eonclusao de
urna paz segura e honrosa. Admiro-me qae haje
oraderes que venhara anda agora pedir que se es-
pedliquem osebjeclosda guerra.
A ;uerra nio tem outro fim senao reprimir as ag-
sreesles da Russia contra a Turqua, em em pala-
vra, vitar qae o imperio turco seja devorada pela
Bas;a. Applausos.)
Es .e he o motivo porque a Franca e a Inglaterra
tomaram as armas, e nao temos nos razao ? Testos
eslardo lembrados de qae nos primeiros docaaseetos
aprisentados sobrrlesla grande quelao.a Russia dizia
que! Turqua devia parecer.que eslava meite aao-
te, flnast nn aauJaii.-. --~uxri. ni,. uevia de dividir a Itranos do moriboda, e qae se C Egjp-
(0 e i>n posse de outros porces da heVanoa a outros herdei-
rot. Hilaridade.)
A iuienc/5o da Russia de dividir a Turqua lie lio
chira como o sol ao meio dia, e ha para impedir esta
divino que nos fazemos a guerra. (Applausos.) O
fim da guerra nao be smenle proteger o fraco cen-
tra o forte, he lambem conjurar os nossos periges.
(Bem.) Ninguem imagine que se a Rassia tomaste
posse da Turqua, e se esta potencia gigantesca, co-
mo um colosso, tvesse um p no Bltico e outro no
mar Negro, os inleresses da Inglaterra nio se ve-
nara compromettdos 1
Nao pense o partido da paz que o commerdo e a
industria nao correran! risco algum em tal caso.
Em lugar do estado actual das cousas apezar de guer-
ra, em lagar de 30 ou 40 mil fardos de algodao pre-
parados todos os anuos, em consecuencia dos emba-
razos que este commercio especial encentrara no
Oriente, elle cessaria de lodo e talvez viesse dia,
(quem sabe 1) em que os soccessares de M. Cobden
fotsem para os bosplaes de Porlsmoulh servir de
ajudanles para as operaooes cirurgicas ou procurar '
um asyle. (Riso)
Termino. Aceitamos a mocao 0 honrado Sir
F. Baring ; aceitamos as seguranzas de apoio qae
aqui, eslou ceno, ninguem nos recusar. Sem du-
vida convm que a cmara d rainha a segurante
de que a apoiar na cooltnuacao da guerra. Esloa
certo que esta patritica resolucao achar echo em
todas as partes do paiz, e que cada habitante do Re-
no-l.'uido se felicitar por ver o parlamento anima-
do do mesmo espirito qoe elle. (Applausos.)
A mocao que temos de volar he a do honrado Sir.
F. Baring, representante de Porlsmoulh, menos a
iutro lucrlo ou prembulo, ejulgoque este mocao
deve ser aceita pela cmara. Espero que se pora de
parte todo o espirito de partido, porque aqui nao se
trata das Iotas de parlidos. A cmara o proclamen
no sea rolo ha 15 das. Daremos ser unnimes na
res? perguntou
Pdera levar todo de ama
Christian.
Se o senhor consente.
Consinto.
Tom Borne, ndole servical, ajudou'os melrinhoa
a cni.duzirem os trastes. Cada vez qae levavam-lhe
um roovel, Christian dizia philotophicasnente com
sigo :
Nao necesito mais dalle. .
Um meirindo pedio-lhe que se efastasse da mesa
em que esteva apoiado, e outro convidou-o pulida-
mente a desoecupar a cadeira em que ia asseotar-se.
Chrislian carregoa o sobr'olho eperguetou:
Nao podem deixar-me isto t
A lei s concede urna cama ao davector, res-
pone eu o meirinho; o senhor podera assenUir-se so-
bre o colchao.
E se en lhas propozesse trocar minha cama por
esla mesa e por esla cadeira ?
Mo negocio I murmurou Tom Borne.
AcceitamosI exclamaram os meirinhos upo-
derando-se da cama.
nm bello mancebo, e toncara-lite olhares tao galan-
tes na barca Richmund 1 A rapariaa seguio com pe-
sar o pai, o qual dizia a Tom Borne:
Uei de mobilhar ludo itto como o palacio do
duque Boccleuch em Piuilico. Proles ei nao imitar
a ninguem I
A voz de Roberto Davidson perdeo-se -na escada,
e Chrislian ouvio pouco depois o rodar de soa car-
ruagera.
Levaplou-se lentamente e ficou junio da mesa
como opprimido pelas suas rellexoes.
Ella reconbeceu-me! murmurou um instante
depois. E em que estado apresentei-me aos seos
olhos Esse malvado Tom fallara de minha miseria
com ura desembarazo!... \
Sacudi a cabeca e repellio a cadeira com um ri-
goroso pontap dizendo :
Mas qae importa-me isso '.'
Tomou a carta Iscrada de preto, e contemplo*!
um segund] depois do qua' um sorrso se Ihe desli-
sou pelos labios, e elle Urnou :
Na-i ha duvida, a rapariga hs mui formosa !...
e o coi Jore lem cerlo cheiro de libras esterlinas!
Sera un jeito sagro !
Ah 1 suflneo-me inlerrompeu s desatando o
laoo da grvate ; esse homem veio perlurbar-me a
ullima hora 1
Brummel! Courlenay pronunciou com ove-
ja, foram felizes.' Quando pens qae en sn servia
para ter muilo dinheiro e gasla-lo largamente. Era
urna s orarlo irresislivel 1
Eslendeu a mao para as pistolas, e arraou-as suc-
cessivamenle. Poz em um canto da nfesa a carta di-
rigida a Jane : eslava um (anto paludo, mas os
olhos brilhavam-lhe.
Quando aperlava a enronha da pistola para leva-
la a fronte, ouvio um rumor do lado da porla, e ex-
clamou vendo Tom Borne oolumiar:
Ainda vollas palito 1
Venho annunciar-lhe oulra visila, respondeu
Tom (ranquillamente.
Chrisliau tinha oceullado as pistolas debaixo das
abas do sobreoasaco.
Nao quero receber ninguem. replicn elle.
Oh .'disse Tom Borne sem perder seu totole-
en el sorrso, esses senhoies dispensario o seu re-
aTArt^tM an.^ Pl,el -'-"^..Uajndiguado,
del.ewis, alfniale.sapaleiro de Filow.ki, e de Staun-
lon, fabricante de luvas.
Chrislian lornou a assenlsr-se murmurando :
Visto que, disse Christian, nada
Vmcn. vara-se para os infernos.
He verdade, tive carruageos, cavallos...
Conlemplou seus pt mal calcados, acabando com
um accento melanclico :
E bolas 1
Tres ou qualro caras da mo agouro apparecem i
porla.
Acabem logo com isso 1 exclamou Christian ;
qnero estar s. Tom Borne e os meirinhos pozeram-
se a rir.
Bofe I disse o principal delles qua tinha in-
ventsriado a mobilia com um s olhar, cao gastare-
mos muilo lempo.
Sao gosloi, lornou Tem Borne com friese;
quanlo a miss Davidson, tem um nolvoy bem gentil.
: Ah I disse Chrisliau approiimando-se curiosa-
mente, ella lem um noiro ?
r aT SiI Edgar ,-ina,y> wspondea Tom Borne, nm
fidalgo deariule e dous unos, rico, braro espiri-
luoio...
E ella ama-o ? pergonlou Christian com vox
Iremula.
Tora Borne encarou-o, e disse :
Pare fallar i verdade, creio que ama-o louca-
menle; mas se o senhor olTerecer-lhe sea cora-
Sio, sai mesa e soa cadeira, isso podara laz-Ia re-
ectir. .
(Cfmlsaor--nvi
ii
I
1
:
i
i/-
ha mais pera
O quarto eslava no e apresenlava um aspecto W -
le. I ma uuveni desceu fronte do pebre Chrsliu :
nenhuma amargura era poupada asna agona.
Agora, dissc-lhe Tom, quando quizar retirar-
se me fara grande favor; pois tenhe de limpar o
quarto. *
O infeliz seductor deixou cahir os bracea mannu-
ando com deslenlo:
Esse marolo tem um cora(io da brome! Di-
ze-me, accrescenlou fingudo indifferenca, conheces
o genileinsn qoe vai alugar ata casa ?
Sei que tem dez mil libras esterlinas de renda.
respondeu Tom Borue.
Bondade divina 1 disse Chrislian, com sigo nao -
resta duvida !... A filha he muito linda, accrescen-
lou em voz ulta.
O senhor tem olhos airas da cabera se rio-a f
Ella nao he feia... porm eu prefiriria Jauet sna
amante. /
)
/
miitii finir
iirm'un
as-



DIARIO DE PERMMBUCO SEGNUDA FEtRI 30 OE JULHO DE 1855

expaessao dos nossos sentimer las pela corda, a como-]
represt-olanles desle grande paiz, dar a S. M. lodo o
apoto que pdennos na cooliiiaacan de ama guerra
que lein por fim ama paa ssgura e honrosa. (Ap-
plaaaoa.)
A moflo de Sir F. Baring ha i sejiainto :
A cmara vio com pozar que as conferentiai de
Vienna nao dsram em resultado |i terminado daa
hoslilidades ; julga do no ddver declarar qae can
tinaar a dar e sea apoto rainha, juntamente com *! Ilango, exprima-so astun :
mostrar lano valor como (em mostrad eale nobre
ejercito, aam estar exposlo a soffrirnenlo tao gran-
des como os que se acham consignados ucstaj^^
finas. .^^^
A cimera ordena que se impij^ro relalorio da
commissao Roebuck. ^^^^^
bir C. Wood^enb^fosla .10 rapilao Duncorobe
que pede eseto .cimentes eerc da noticia publica-
da peto fs do auassinio dos marinheiros ingle/e.
X
os teus alnado*, para a continuado da gui
qae S. M. tinao obiido una pa Lsa^rai"* dora-
doura. ^af**
Esta mojiio foi adaiajnr unanimenle pela* c-
mara. *
s. (!,,.. -
{Cormgmienoia partwuk.r da Independencia
oioat,
Madrid 7 da junho.
O ministerio est definitiva mente composto e de-
sigoei-voa honlem oa me mbros: o duque da y do-
ria, presidente do consriho, sern pislaO'Donnell,
ministro da guerraZabala, ministr.' d'ealadoFon-
tes Andr, ministro da grsja e jastialHuelve, mi-
nistro do interiorBrail, ministro das finaneas
Alonso Martnez, ministro dos trabalhos pblicos-
Santa Croi, ministro da nurinha. Vou fazer-vos
sciente em pouea* palavras de des eros persoaagens
'destinados a dirigir d'aqni em dianto os negocios do
pala.
Zabala era hontem eapilSo geaeril de Madrid ;
fez parte, como sabis, do pronunciamento de 28 de
junho ultimo qae provocoa a revolujao de jal^o.
Fel escelhido, pesio que general, pira dirigir o mi-
nisterio dos negocios estrange ros, porque, dorante
de asnos, fot addide a djneriiiite stnbaixadH. He
om homom liberal, de coslumes p.ieiltcos, e cojas
maneire sao mai agradavei.
Hoelves, nomeado ministro do inlerior, jamis
estove era administrarlo alt-ome; cemludo, lem
om grande eonheeimento dos negocios, foi durante
mostos naos secretario daa cortes, he geralmeate es-
tiaaad*.
Fontat Andr, nomeado ministro da graca e jus-
Itja, he, diaem, um jurisconsulto hbil, e homem de
btre, e di<-se toaito bem delto.
Alonso Martnez, nomeado uinist'-o dos trabalhos
pblicos, he om hornera completamente nnlto a to-
dos os respeitos; ara advogndo em Burgos, orna
dascidades roals atraiadas da Hespanha, sement he
eaahaciaedepois qae he mev.bro dis edrtes consti-
tuales, n toda*' as vezes qtMi falla no congresso d
pravas d'aaaa rara incapaeidacle, mtiiclada cora ama
peelenjoo rt O ministro das (tanacas devi deter raals a alten-
cao d'Espartero, he com eftoib) o personagem mais
imprtante na posijio actual Ananerira da Uespa-
nha ; compre qae o homem qae aceita hoje este
posto diflicil eateja eonseto da sua liabilidade,porque
se expe a soeeombir dentro le poneos' dias, soh o
ridiculo oniversal, como fez recdilemente o du-
que de Sevllhano. Sera querer dar-ves a miolia op-
orlo pessoal sobre M. Bruil, que oetnpa hoje o pos-
to qne M. Hadez acaba d'abalonar, creio dever
fomeear-vos algum parlieatnridades sobre ote no-
vo ministro das finanzas.
rail he om rico proprtotaiio e capitalista de Sa-
ragoce, represeala esta provincia na cortes eonsti-
tuiotes, Peto occasiao da tentativa do brigadeiro
l.hore, 00 mee de fevereiro de 1854, expox-se for-
tamonte penegoifoes do gevorno, facilitn a par-
tida para Franca a am dos ehefea co movimento,
eme um dos seas amigas enoontroc ferido, e um
paisaporte nos arredores da < idade. Todo o rnoodo
sabeqoe elle occoltbu em sea casa o eapitao general
aetaal d'Aragao, Ignacio Guma, pel.i occasiao dos
ltimos acootecimenlo* ; sem elle movimento de
Saragoea era impossivel fazer-se.
Conspirava-se em sna casa, eslava sentenciado
morle se a conspirarlo abortassu. Esla coospiraco
produzo o pronunciamento do Saragoja 0 forma-
ste (Toma junta de qae era presidente. He om dos
raro hespanhoes qoe onvio Irovejar contra o fla-
gello da emprcgo-mania ; he provaid qoo.se con-
serve por moilo lempo ministro das Roanjas, ospe-
dintes d'emprego^jamais tiverarn audiencia, perde-
riam o seo tempo e o sea Intalho ; se curapre o
qae prosnettea, os preguijoso, eos inuteis 1I0 sen
mlnaSfOTIO SOIi'
jolga-lo peto sen passado, Mr. Ilroll dir a vordade
acerca da proposla finaneeira da Uespanha, m an-
tes renunciar a sua pasta. lia incapaz de mentir
aos dettdndos da oaeao ede ,he aprescnlar qoes-
I8ea debaixo d'um falso ispelo. Go< d'um grande
crdito na pennsula ; deve-o recudi da sna con-
fuda, e espera-se qoe querer' comn ministro con-
servar- na mesma condijio.
Uatitoa muho, por cansa di sua saude.^ccdtar o
ministerio; mas o duque da Victoria lmpoz silencio
aos racaios do seos amigos dueodo-lhes:Des per-
mitta qoe chegoe o da em quu tenhn as sua mSos
o crdito da nacflo hespanhoia. a
Bail apresentara o sen programnia em dous oa
1 tren dUs ; ha provavel qae nao faca nuilas promes-
aaa. Assegora-se qae se preaAi pedi ns edrta a re-
roahoaimiato da tedas asebripcoes feitas em neme
da penfamla, a roessno a des eomil. Bruil qoer
1 de lodo ser o caia de Enlaao e nao ara ha-
da partido.
Bis pois composto o novo gabinete ; ojo devo oc-
coltar-voa qae as cortes veem com e maior despra-
zer as cousas feitas peto doqoo da Victoria. Ama-
nhia anala ser* tempestaoie ; :ie a asiemblu
emiltir om voto de censura, Eiparlero a O'Donnell
se retirarao provavelmeute da vida poltica, o que
aria oo mui grande daagraca na circasmalaacias
acluaes.
Vai propor-se, logo nos primeiro dias, o resta-
balecimepto do imposto do ammmot: e se fario mo-
'diAcjrOM aa^lei da dwaraorusaban. Os ministros
reaniram-se esta noile para eaaminarem as niodili-
cajoe qae toen a fezer no d icrelo respailo da
milicia nacional; decreto que 1 urvio da pretexto
crise ministerial.
. Temia-se boje que iiouvesHm disturbios na ruta
de Madrid. A eavallaria arli .liaria foram eolloca-
daierofriat* do ministerio 10 interior, anas nao
houveram desorden;; a, procieiito do Corpo da leos,
qual astisliratn, segando o cosame, a aotorida-
das civia e militares, tez-se a melhir hora qua nos
anstos precedentes.
fontinuafo iami&o de 18 de}unho da cmara
. do commufi 1. .
Continua a leitura do reto torio da commissto
Hoebock acerca do exereito em frente de Sebasto-
pol.
O relatarlo reproduz oa dp Cambridge de canda de Lncan e dn conde de Car-
digan, o quaes coacordam em dizer que no re ez de
uoveoibro houvera tanta falla le forragem que foi
preda matar cavallos par n,i > haver eom que os
aa*tnjr. Segando aa informarse" fornecidas a com-
rarsefT Hoebok, toda t re.pom*bi!idade desta falta
de forragens em qaanlidade sullicienle recade sobre
o quartel-meatre general. Todos se qoelxaram delto.
O .ervieo medico deixou muilo a t esejar, a o cor-
po de ambulancias composto de veteranos em lugar
de o ser de homens aptos para le servico nao cor-
t jspondau a necesidades do eiercilo. Ha verdade
qua aqoi tambem acontecen ipie ao tempo de paz
urna multidao de serviros necsaarins so dorante a
guerra tinhara sido desprezadiw, e colovam al ana
completa dMorganlsaclo. O lospital de Balas-lava
eotdaSeotari nao linliam o numero de cirorgiOes
proporcionado ao dos doentes e feridos.
A pharmacto era ininfcieale ; forera a miseria
e o toflrfraento nestes hospitaei seriam ainto moito
mais considerareis se a earidale publica nao vies-
se wpprlr tacanas delxadas pela directo oOlcial
do hospilaes.
Grande numero de rticos, especialmente ronpa
de cima, mandado de Inglaterra para o servir dos
hoepttae; desappareeeram, e de-e fazi!T-se am inque-
rilo severo a tal respeito.
A commissao resumi no seo retoiorio a sabstan-
Tenho o Jesgoslo de dizer que a noticia de qae
acaba de fallar o meu honrado amigo he verdadei-
r*, a an vou dar eonheeimento i cmara doa faetos
taes quaes julgo se passaram. Para que o poblico
soja completamente informado a tal respeito, man-
darei para a mesa os despachos que hoje se recebe-
ram do almirante Hondas, e qoe contm todos os
promenores deste triste acontecimento.
Parece que a corveta a vapor Cossark linha ha
algum lempo tomado e retido algumas embarcares
costeiras vista da Ilango, e que tres homens ti-
nham ficado prisioneiros, a saber o capilo de um
desles navios, seo filho e oulro roarinhairo fin-
lantlez.
O almirante Dundas nSo qnerendo exercer rigo-
res iouleis sobre o eommercio do paiz, em quanto as
commanieaces e abastecimentos entre o golpho da
Finlandia e S. Pelersburgo eslavam interceptados,
ordenou que o Cottach vostasse a Ilango, e dsse
liberdade s pessoa* capturadas e a mais quatrb pri-
sioneiros que liuliam pedido para ser lineados em
Ierra no mesmo sitio. Em conseguencia disto o C01-
tuck voltoa ,1 Haogo, e tendo ancorado pequea
distancia, mandou o seu boto sob o commando do
logar-tenente ioeste com os 7 prisioneiros rassos
o a equipaaem ordinaria de um bata. A bandeira
parlamentar foi arvorada pelo menos meia hora an-
tes de ehegar ao porto. De resto nao se vio senao
um homem qu#e)eilou a fugir. '
O ofttoiaese os prisioneiros desembarcaran). Aba-
gagam desles foi posta em trra e o borneo fica-
nro no barco, quando um corpo de soldados russo
que pareca composto de 300 a WO bomens appare-
ceu na, porta. (1 odlcial fu immediatamente fluc-
tuar a bandeira parlamentar,., e explicou a razao
porque elle o os seas homens tinharo vjqdo trra,
O eapilSo Finlaodez toraou tambem a bandeira par-
lamentar das maos do lagar-tenente, e procuran ex-
plicar em inglez e em finlandez porque he qu o
barca linba aportado i margem. O ofucial que com-
mandava os Russos nao s entenda o inglez, mas
ate o fallava. a Nao nos importa, disse elle, "com a
bandeira parlamentar ; mostraremos cornos os Rus-
sos sabem e podem combater.
Depois disto, algaos ceios de soldados russos li-
zeram fojo contra o otlicial e prisioneiros liulande-
zm, qae estavam em Ierra e os malaram todos. De-
pois fizaram fogo contra o bote at que todos os ho-
mens cahiram morios. Precipitaram-se em seguida
00 barco, lau^aram alguna cadveres ao mar, tira -
rara para fura am ferido e acabrtm-no s baione-
tadas.
Por fim roliraram-se deixando cinco bomens por
morios no boto. Como este nao vollava, mandaram
do Co$tatk urna yole que nao pode descobrir senao
de longe qoe o barco eslava amanado margem, e
que dentro havia alguna cadveres. De noite om
homem ferido eom duas balas, orna 00 braco oalra
no hombro, pude cortar as amarras do barco e faze-
lo sabir para fura do porto.
Durante este tempo o Couack qoe linha ficado
para saber o qoe era feilo da equipaaem e para re-
clamar os homens.qne elle suppunha (erem sido hi-
to pnsioneiros recolheu o un en qae escapou. A
elle he que ouvi os promenores que commuuiquei
i cmara, e sobre a exaclidao da sua relacao he qOe
repeusam necessariameate os fados.
A narrado de sir C. Wood produz na cmara
profunda sen a cao.
A cmara contina depois a discossao da reforma
administrativa.
-
(Oa Independencia Belga de 20.)
Pan 18.
He uma-deeagradavel neceasidade ler dedesmen-
tir qnasi todos os dias os boatos qoe moi ligeiramen-
te espalhados, e mui fcilmente acollados, chegam
a lomar aVftuma consistenci apooraate, anda aoe
nao lia, aa roalidade, fuadamenla nos relos conlie-
CIUOS. "
De rest, isso nada tero quof admirar. He fcil
improvisar as conversacCes ero Paris urna rpida e
nao interrompida serie da batalltas e victorias, devi-
das aos brilhanles successos do general Pelissier.
Porom compre que a impaciencia publica se tran-
quilice, porque as cousas nlo vao Uto depressa, por
que sao precisos preparativos laboriosos e esforcos
consideraveis. Teado os alliados tomado ao inimi-
go posijues tao importantes uos dias 22 a 33 de mato
e 7 de junho, compre cebar d'alii se eslabetecer e
organisar-se slidamente com aovas forjas de ataque
antes de emprebeaderem ootras operarOes contra a
obras tao vigorosamente constituidas para a defeza
como as dos Russo em Sebastopol. Ciimpre levan-
lar bateras poderosa dirigidas contra oa ponto qoe
oslas mesmas obras cobriam precedentemente, e
centra as quaes a lula deve reeomecar. Parece qna-
si eerto qua ha anda contra a prace. que o general
Pelissier *vi dirigir o saut aloques, antes de ir pro-
curar osexercitos russo que clao em campo. As
difliculdade que tem 1 vencer, as precauces e os
trabalhos aus quaes he obrigado, nao Ihe permitiera
pois fazer regularmente as psrticipajoes de peque-
nos aeootecimentos.
EU o que se passou acerca do commando das tro-
pas fraocezas que se eslabeleceram nos lerrepos da
margem esquerda do decheroaa, donde recente-
menta expulsaran! o Russos. Mallas divisos se a-
cliam reunidas oeste ponto, o gentral Pelissier jnl-
gau fazer um novo corpo e deu o commando a Can-
roberl. Este teslemonho de estima o sympalbia tl-
oba sido moiliisiino merecido ; porm a modestia
do general Canrobert decliuou anda esta honra.
Cedi ao general Pelissier de deixar as cousas seguir
o seu curso regular, o commando daa divisos reu-
nida momentneamente, am formar um corpo es-
pecial, foi deferido ao general Morris, como o mais
anligo. Quaolo ao general Bosquel continua a com-
mandar o saq carpo, e o seu neme nlo. foi pronun-
ciado para este caso.
O numero do visitantes hontem, domingo, as
dais eipostooes, passou de 81,000. Na expsito da
Industria 61,600 a 19,500 na das Bella Arle. A
receila de 90 cntimas pela entrada, foi de mais de
16,000 francos. Urna circumstancia assznolavel
he que a r'eceita effecliva excede em alguns dias 20
cntimos, o total indicado pelo numero das entradas
certificada pelo contadores. Isso explica-ae pela
razao que um eerte numere de visitantes nlo sabem,
apezar dos avisos moltipcados. ou nao se recordam
que nos ecrptorlo* da expsito nao se entrega di-
nheiro, e-que compre, por consequencia, pedir am
bilhete, e remetter exadamente o preco. Qoando
um visitanle aprsenla dinlieiro nsuito superior a
otan preco, perde a soa entrada sem ir ao escripto-
ria da troca.
Hontem a urna so perla do Palada da Industria,
a receila exceden de 57 fr. 70, o que se cha indica-
do pelo numero das estradas.
Nao be de resto om pequeo trabalhe contar, pa-
ra verifica-la, a receila total de 81,000, entradas a
vinte cntimos. Nove decimos, quasi sao pagos em
cobre, um dcimo lmente em prala. Isso faz
288,000 suidos eS.OOO peras de 30 cntimos. Esta
o'pera;o oceupa multas oras grande numero de
e,mprega.dos du ministerio das Ruanca. Hontem,
s onze da noile, nao linha terminado.
Sexta reir 8, primeiro da a 5 francos, depois que
se entrou por um franco, nao houveram senao 816
visitantes, dando urna receila de 4,080 fr., para a
exposirao da Industria. Sexta feira ultima a receila
foi anda peior. As duas exposires nao renderam
enao 5,200 fr. *
(Peridico dos l'oret do Porto. )
Papa linha ate o direito de exigir qae o rei viesse
em pessoa curoprtr esta obrigacjlo de vassallagem.
Depois Paulo II recnsou a hacanen, e quiz um im-
posto de 60,000 .escudos.
Em 1472 Sixto IV restaurad a anliga pratica da
hacanea com certas condic^es de defensa militar e
martima para osseus estados. Innocencio XI dan-
do a investidura a Carlos VI d'Austria, em 1722, lhe
fez jurar que apreientaria o tributo eoitumado, e
Clemente XIII, por occasiao de conceder a investi-
dura a Fernando IV, em 1760, exigi o mesmo ju-
ramento. No ponlificado de Pi VI, em 1777, o
coudestavel Culmina, apresenlando a Chinea em no-
me do re, mudou inesperadamente a formula, di-
zendo que apresentava urna homenagem da devojio
du seu soberano pa ra eom S. Pedro e S. Pauto ; o
Papa responden comsuavidade, o que a aceitava co-
mo urna ohrigacao de vassallagem.
Finalmente, em 1788, a Chinea nao tendo sido
apresentads, o mesmo Papa Pi VI do alto do seu
throno proteslou solemnemente antes fla henean da
palito, e a pratica desta homeaagem permanecen.
O procurador geral da fazendi, acompanhado pelo
commiasario geral da reverenda cmara, lia am pro-
testo, alteslando que o rei de aples nao enviara o
tributo cum debilit et astuetis solemnilalibus i re-
cognitionem upremi el direcli domini sanlir seis
apostlica;tuper regno Sicilia; cis ultraque pharum
etc., e o anto padre receben o protesto.
Este anno nao llavera semelhanle protesto. Evi-
dentemente o rc de aples foi disto informado, por
que deu ordem a dous fidalsos napolitanos, um dos
quaes he o cavalleiro Torcida, para assislirem as ves-
peral de S. Pedro, a fim de tomarem nota desta
omissao. Nao se pode duvidar de qae, exonerndo-
se S. M. siciliana desta*obrigacio da sua coroa, nao
se (eoha em vista tornar o rei mais brando na des-
inlellgeacias que existen) enlre a corte de Roma e
a de aples.
A qutslau dos Jesutas continua complicada, eo
re anda nao levantou o interdicto que fulmnoo
contra o jornal Cvita Catholica as fronteras do
seu reino. Por oulro lado, o ministro da inslruccao
publica de aples ordenou, que todas as congre-
garles que leem callegios, fossem obrigadas a su-
jeitar ao seu came o progrlrarna dos estudos a que
pretendem dedicar-se, tanto em bellas ledras, como
em philosophia oo#heologia. Finalmente, preten-
de-se em muitos oulros casos tornar os religiosos de
pendentes da approva^Jo e do reconhecimentn da
autoridaHe ministerial, o qoe poe em perigo nao s
o ensino dos Jesutas, mas de outras ordena religio-
sas, e Roma vo ludo islo com muilo desgasto.
(Jornal do Commercio de Lisboa.).
L-*e no Jfurnal des Debate.
;
\
la. He evidente para a eominissao qae oa noffi- O santo padre resolved que esto anno u3o teria
lugar, por occasiao de celebrarem-se as vesperal da
testa deS. Pedro e d S. Pauto, a homenagem so-
lemne da hacanea, ceremonia mais eonhecida com o
nomo de homenagem da Chinea (Chinea significa o
mesmo qne hacanea). Nao ser /ora de proposito dar
urna noticia resumida desta pntica. No acto de
investidura do reine da Doas Sicilia*, concedido por
Clemente IV a Car1os|d'Anjou em 126.1,esla Papa re-
servn para a igreja o senhorio desee reina, late di-
reito de soberana foi representado pela homenagem
de ama hacioea, levando 7,000 ducado era ooro
n'uma taca de prala, e offereclda em nome do rei
na vespera da festa de S. Pedro e de S. Paulo. O
melos do exereito foram devidos : circumslancias
em qne se empreheudeu e execuloo a expedido da
Crimea. A aJimn|tao qoe acesidio a toda o ar-
raojos nao linba idea da forc das fortalezas que de-
viam atacar nem dos recorso i do inimtoo que ia
eombaler-se. A paciencia, o siffririenlo e o valor
doeierdlo aiertcem a admirarlo e ratkUe da na-
'.'.10 pala qual elle combaten, derraraou tea snngue
9 pazsem dnvida ler na devjda conta
^^^Mco e a sua pacii:n*a o.lo meocs he-
roica. (Appletos.i
A commissio conclue exprim odo a aaperaaeadle
que para o fataro eulro qoal poer exereito inglez
AS NACIONAL!DADKS E A CIVILISACAO.
La preste abal leu mur de la
patrie.
1 (Beranger.)
II.
Tem-se dito tjae he com pezar qae temos visto
apparecer na Presse urna opiniao contraria a da
immtnta maioria do partido liberal, o qoal julga
que emquanlo nao* for bem resolvida a queslao das
nacionalidades, nao haveri nem socego para a Eu-
ropa, nem seguranca para os governos, nem base
para as reanles diplomticas, nem possibilidade de
um bom systema de alliaoni.
Sendo assim, que restava fazer'.' Apenas urna
delas dnas coasas :
Ou colloarem-se allivamente no mea terreno ;
Intarem arca por arca com o mea Iheorema, e asma-
garem-o sob o peso de orna das tres demonstrarles
segunles: A democracia nao tem por ultimo fim
nem a liberdade, nem a civilisarao, nem a unidade;
ou mellior as nacienalidades sao a fraterndade,e
nao o egosmo, o amor e nao o odio, a paz e nao a
guerra, a unidade e nao o desmembraroenlo ; ou
aioda melhor, a civilisarao nao he nem a liberdade
nem a paz, nem a joslfca, nem o direito, nem a uni-
dade ; a civilisarao he a guerra, o despotismo, a
forra, a iniquidade, a conquista, a divisao.
Ou entilo, o que provavelmente tivera sido mais
eommodo, convinha estabetecerem-se largamente
sobre o terreno que ja havfam escolhido ; tinliam a
liberdade e o esparo nanea falln.
E eolio em lugar de discutircm urna queslao,
coja demonsIrarSo todos teeUrom ter com a i'm-
nteii'a maieria do punido liberal, nada mai res-'
tava senjo'provar, do modo^ue se livesse querido,
que exista realmente um meio seguro, iofallivel de
darieeege Europa, segoranca aos governos, urna
base inabalavel s relaces diplomticas e a um bom
systema de allisn^as : couM|flas qae em v3o tem
sido procuradas at aqu, e nem ao menos se tem
posto em exercicio, e cuja inveneXe e principalmen-
te o andamento equlvaleriam pelo menos Famosa
(jescoberta, sempre esperada, da qnadratnra do r-
enlo.
Se em qoalqoV ama deslas duas ordens de ideas,
um ensato, um s ensato se livesse feilo, eu me da-
ra por vencido, eu, meu Iheorema, minha conclu-
s3o e minhas autoridades. Eu (liria do engenho
dos mens autores o qoe dizia Catao da virtude :
Nao es senao am nome e me teria passado para as
nacionalidadesamor, fra(ernidade,_ paz, unidade ;
ou para a civilisaeSoguerra, despotismo, divsao,
forja, iniquidade, conquista epartllha.
Porque eu nao elassiflco a persistencia no erro
demonstrado, como eonslancia pela forra de espiri-
to, eu a chamo obstinaran pela impotencia. He es-
safa razao porque nao per lenco nem a um homem,
nem a m partido, nem ao senado', nem ao Monte-
Aventino, nem ao Mario, nem a Sylla', nem a Pom-
peo, nem a Cesar. Nao tendo nem phanalismo,
nem orgolho, nem ambielo, pertenco justica e
virlude; quando ellas me sao demonstrada! eu -as
abraco, sou dellas e as conservo, e quando se offere-
ce occasiao de as snstentar, sei, sem qaeixar nem
gabar-me, exorno por urna conseqoencia toda natu-
ral, tomar meu qulnhao de afflirOes e de miserias, e
levar minha cruz al o fim.
Em lugar de esmagarem-me sob o peso de urna
das pravas que pero, qne s lem (eijo ''
Estes filhos de Vollaire, que esiao sempre promp-
'os para escarnecer de quem quer que se lembra de
emiltir um parecer contrario ao aeu, houvcram-ie
comigo, como verdadeiros eonegos de Lutria. Of-
fereceram-me por pouco mais de nada todas s espe-
cies de in folio, diccionarios de geogrardiia, livros
de historia, tratados de direito das gentes, tratados
de diplomacia, tratados de eqidade, Grotlus, Wal-
ter, Pufeodorf seus glossarios, e que mais? urna
completa bibliotheca transtornada. Parece me*-
mo, Dos me perdoe! qoe como simples filhot de'
Cruzados, estes senhores creem na torre de Babel;
elles abisuppoem o berjo das nacOes para fazer da
coofusao das lingoas e da mjltiplicidade dos povos
um principio eminentemente providencial e depen-
dente da natoreza mesmo das cou^as. Sim, sua
certeza philosophka em histeria chega al ahi.
O que se lem provado com todo este apparalo de
datas de lingistica, de geograpbia e de IraladoAc-
cumulados sobre tratado'.'.. Oh I meu Daos, o que
vamos ver.
Com as dalas se lem obiido a chronologla dos fac-
i, e nao soa philosophia, o que he causa de que
mailas vezas os fado se a presentera oulra vez q u el-
le que os guardava em sen tollo de Proemio.
Com um diccionario polyglotto, so lem obtldo
o sentido relativo que cada nar.io d s palavras;
porem nao o senlido absoluto, umversalmente acei-
to, que s pode dar s palavras a autoridade de um
principio.
Com am. diccionario geographlco se lem conse-
guido exactamente demonstrar a verdade deste pen-
samento de Pascal: verdade deste lado, erro da-
qnelle, o que me parece qoe nao deve ser urna das
condices do progreeso da civilisarao, a menos que
a civilisarao nao queira dizer Irevas.
Qoanlo s pravas que os doutrinarios do dogma
das nacionalidades poderam exlrahir dos livros e dos
tratados de diplomacia, de direito das genles, de
equilibrio, de alliancas e de outras bellas inveuroes
nascidss dos desmem bramen los odas guerras da po-
ca feudal, perpetuadas em a nossa, passaodo, como
privilegio, dos vassalos aos snzeranos, e das provin-
cias s naroes, elles mesmos nos vao dar urna curio-
sissima dellas.
Como dscolo, nao para juslincar-me, mas para
confirmar a verdade, nao quero, segundo o exemplo
que me deram, fugir do terreno da lula para nolro ;
nao lenho por cosume empregar osle meio de nao
encohlrar-me jamis com os meas adversarlos, e
cantar um Te Deum em ambos os campos.
Vou pois fazer o que elles nao fizeram : entrar
om seu terreno, pisar en seus pasaos, toma-Ios cor-
po a corpo, e se nSo encontrar senao o vacuo ou
contradiques sobre contradlcOe, isso mesmo ser de-
monstrado ; sem prejuizo todava da prova que se
deve tirar de seus cinco artiga da que elles nSo du-
vidam, e que vai tornar-se proprledade sua, a 1a-
ber: que nacionalidad* a civilisarao san dous ter-
mos opposto, que se repeliem, se exeluem fatal, e
nvencivelmente, am presenca do felos da lgica,
qoe, em sua ordem respectiva, sao os resollados da
le inexoravel da nalureza dai comas.
a O que he urna naconaldade perguntarao
elles, o quo he o equilibrio 7 Existe esle equilibrio,
existi em tempo algum'.'
A resposla primeira questao fezse esperar, e de-
pois dos cinco artigo anda a esperamos. Pelo que
diz respeito ao equilibrio, depois de se ter repartido
entre os 60 estados europeos, os 250 mili oes do ha-
bitantes que os compoe, se nao pode sabir deata con-
cluso : o equilibrio natural nunca exktlo.
Nao exisle pois na Enropa senao om equilibrio
facticio e de convenci, urna fctao, para fallar a
lingua do liberalismo, onde tudo he ficc^o, como
sabe-se. O mundo moral caminha ahi por ficrei
raoraes; o succeuo chama-se juslica, a paixao vir-
lude, a forra direito, e o dever he a neceessidide
de ceder jusiira e forca ; por toda a parle sao
licrcs de sentimentos, de principios, de probidade.
Assim v-se para onde vamos aos bajos elaroes des-
tas luzei. No mando polilico e social hqviam as
ficres legaes qne fazem, diz Lamannais, a que am
tratante aeja um hontem da bem, um tolo um ho-
mem de espirito, om consummado patife seja decla-
do innocente e seja proclamado inviolavel um pre-
vilegiado, que se peisegue, ou a quem se corta a
cabeca ; estes nao responden! pelo qoe fazem, aquel-
les respoudem pelo que nfio fazem. a Ora, em nos-
so lempo, temos visto a que lem cliegdo os gover-
nos e as sociedades com as flccOes legaes.
Se para manler o equilibrio e harmona do man-
dos, Dos, nos dias da crearao lhes livesse dada l-
mente ficciie physicas, ha muito tempo que o uni-
verso tivera voltado sorra vez para o adis. E qua
oulra cousa senao o cabos podem produzir no mun-
do da poltica internacional as fenles diplomticas
de om equilibrio facticio e de conrenrao .'
A isto nos respondem. o Os grandes estados tem-
se servido sempre de sea poder para estenderem-se
cusa de seus visinhos. 11 -
Eii-aqui, segundo rae parece, um habito mui com-
promelledor em todos os lempos para a durarao do
equilibrio de convengo. Elle o tem sido principal-
mente depois do secuto XVIII,- poca em que, co-
mo dizeiii. a nlrodtv.io-se na Europa urna poltica
que tem por fim sacrificar os estados fracc-s s com-
binarocs polticas e geograpTUcas dos estados pode-
rosa. B .
Isto he, em virtude dai ficcOes diplomticas, o
que eslava somente no estado de videncia, de abu-
so, de iniquidade, de roubo, foi regulado, saneciona-
do, legitimado e constituido era um direito pelos
mesmos grandes estados. O' sanlidade do direito
dasgenles!
Porem, onde achar-se conlra taes fieces um re-
medio que nao seja urna nutra ficc,3o ? Como esta
poltica se lem chamado poltica de conveniencia,
i cooveniencia do grandes estados convida oppor
a conveniencia dos pequeos'! mas depois da inva
ligacao de eommodo et incommodo, quem decidira 1
o direito ou a forra, os pequeos estados ou os gran-
de? Onvi a respos.ta ; ella be simpis.
As combioacOes de equilibrio tem sido imagina-
das, para proteger os fracos conlra os fortes, e ella
lem constante e nicamente assegurado a prepoten-
cia dos fortes e a oppreasa dos fracos.
Se esle equilibrio nao he urna diimera, accres-
centam, a diplomacia ha 150 annos, qne o pollera
[er estabelecido qnatro vezes : em 1700, 1740,1814
e isi.i.
E porque a diplomacia nao tem estabelecido, este
equilibrio salvador Oh! dizem, por motivos que
nao convem recordar... Oh meo Dos! n.'Ioilladais
a resposta. Motivos 1 Nao ha senao nm : este equi-
librio he urna chimera.
Nunca, disse Mirabeaa, nunea ama chimera
(porqoe na verdade he ama chimera' bem real, e
desafio a todos os nossos polticos para que provem
o contrario com os faetos,) foi tao vidamente reci-
bida, alimentada com tantos thesouro e regada com
laolo tangoe. O equilibrio polilico he ainda hoje o
engodo de qoe se servem os esperlospara o adianta-
raeoto de seos projectos de interese p phraoQ formular coro que o* tolos pr*iano>ooo no.
brenJrSia estopfdez. lato he um pouco grosseiro,
pordLfque fazer, he de Mirabeaa.
Dpois de Mirabeau, esclarecidos como elle por
1700 e 1740, e enriquecidos com as luze de 1814 e
1815 os mais Ilustrados publicistas fueranionvir so-
bre as.flceOes de equilibrio a aeesma expressito, cA-
niera alimentada de thetouros, chimera regada de
sanguc.
I.amennais disse : n Tinha-se proclamado o rei-
nado da forja; pedio-se-lhe urna garanta contra
ella ; dahi nasceu este systema de equilibrio enlre
os estados, equilibrio chinierico, que julgou-se es-
tabelecido pelo* tratado da Neslphalia, e que des-
eosjcensdo sempre e sempre procurado, he sempre
a grande obra da Rosa-Croz da poltica. Nunca lal-
vez houvessem mais guerras, nem guerras mais san-
grenta, nem usurpac,des mais iniquas e mais auda-
eiosas 'do qua depois da invencao desle systema des-
uado a previni-las; e a lei suprema do interesse,
promulgada solemnemente por algomas potencias
que querem ver o fundo dista doatrina, nao parece
prometter Europa destinos mais tranquillos para o
futuro.
Finalmente, as meimas comas que destruiram a
grande sociedade dos povos, e ddiveram o progresso
da civilisarao christai, obrado tambem em cada esta-
do, ahi produziram elfeitos temelhantes. As rea roes
de jusiira foram abaladas, e o direito sacrificado nim-
ias vezes nvareza e a ambicao. Era diflicil que as
mximas, pelas qoaes os soberanos regolavam sua
conducta no exterior, nao penetrassem mais ou me-
nos no governo iolerno, e isto sob o governo de
principes mesmo religiosos; porque, dullnguindo
duas pessoa diversas no monareha, estavam persua-
didos que a regra dos deveres ira urna para o homem
e oufra para o rei, em razao da soberana, que ludo
legitima, nio Jtavendo, nem um juiz nem superior
algum sobre a Ierra. O mesmo so ha dito do povo,
e pela mesma razao, depois que o declararan) so-
berano.
Assim pois, a islo merece refiexe, separando-se
contra a nalureza esseacial das censas, a crdm po-
ltica da ordem religiosa, o mundo foi logo amea*
cado de urna anarebia 00 de um despotismo univer-
sal ; a segoranca des estados ficou sera garanta, o
nao lem havido por garanta senao om Ilusorio equi-
librio de forras. Cada estado submetlido no inte-
rior, mesma caesa de desordem tem marchado
igualmente para o despotismo o para a anarchia ; e,
para escapar a estes dous flagellos das sociedades
humanitarias que se tem imaginado at hoja? An-
da um equilibrio de forjas, ou em oulros termos
de poderes; eis todo: fizeram-sc os trillados de
Westphalia. E como as naces divididas pelos seos
interesses, nicas lab que ellas reconhecem como
nanies, nao lem nanhnm lacz* commum, e em lugar
de formaren) enlre si urna verdadeira sociedade, vi-
ven a respeito urnas das outras jai um estado de
Independencia lelvagem; am, onfc muilo pode-
res iodependentea esiao edabelecidos, b3o existe
nenhuma sociedade verdadeira ; o estado est per-
petuamente entregue lula intestina dos interesses
diversos, que procuran) prevalecer. Tolos se de-
fendem, lodos necommettem; e no entender de ca-
da um, seu desejo sendo seu direito, nlngoem est
ligado com outrem na ordem poltica, e as pertur-
barles succedem ai perl urbajees, iarevolucea, at
que esla democraeiaTdc selva^iis/policlados gera
com dor um despoli.
Edgar Guinet escreveu : Evocaremos hoje os
phantasmas de Guyanna, de Normandia, de Borgo-
nba, do Champagne, de Franco-Condado para pro-
curar os elementos de urna arte innovadora e po-
remos em ordem de balalha esla* gloriosas palavras
contra o espirito e o genio de nosso lempo'.' Daos
nao o permita As barreiras, que aeparavam as
intelllgencias urnas de oulra nesle paiz, cahiram ;
quem poderia, quem quererin crgue-las oulra vez '.'
Dma mesma alma, urna mesma vida, um mesmo so-
pro pe-rorro hoje a Franja intera ; um mesmo
sangue circula nesle mesmo corpo. Em lugar de
encerrarmo-nos em o crculo das opinides, dos pre-
conceilos, dos sentimentos de urna parte qualquer
deste paiz, develos trabalhar em pensar em com-
mum'com elle. No sdo de nossas tradicnles locaes
elevemoiaoa com elle ale a conscieoca de seus des-
tinos ; he desle ponto de vista somente, que pode-
remos, como de cume de urna alta torre, abrajar
todo o horisonte moral do nosss secuto. Homens
da provincia, a Franja te lem engrandecido sob
nossaa ruinis. Sao nossos destorjos que lhe servi-
rn) de pedestal. Ficaremos pois submergidos no
reinado de um passado que nao existo e que nao
deve mais renascer, ou antes concordaremos em as-
sociar-nos a esle genio de lodos que cobre nossas
discordias passadas com o grande nome de Franca ?
Esla questao, parece-mc,e> la resolvida para nos.Com
procuro efeilo.nesselodo provincae,n|oencontro se
nao Francezes. Porem, se a consciencia deste paiz,
na cootinuajao de sua historia, so ha devado gra-
dualmente da communa provincia, da provincia
Franja, digo que esla progresso nao deve parar
nestes lermos. Com eOeilo, bella como he (peeo-
v os que vos nao engais com a palavra qne vou
pronunciar) ereiplandecenfe como ella na familia
do povo, a Franja nao he todava senao urna pro-
vincia da human ida de ; e se nciilium de nos consen-
le em encerrar-se nos hbitos do espirito de urna
fraejao de territorio, por urna razao scmelhante, to-
do este paiz aspira com am mesmo(iforjo sabir de
seus proprios Ijos, para conhecero qoa sepassa tora
delle.e confiindir-se desle modo com o genio do gene-
ro humano, Debaixo deste ponto de vista quanto
he ainda provincial o espirito de Londres, de Paris,
de Pelersburgo e de Philadelphia !
Visitai estas grandes reunios de homens, interro-
gados uos a respeito dos outros, veris qoao mal
elles se conhec^m, o quanto, em virlude desta igno-
rancia, elles se descreen) mutuamente. Qoestes de
districio e de canuto, no grande imperio da civilisa-
j3o moderna.
Vctor Coan, em 1846 fallando de, Adao Smith
na academia das scicncias morae e polticas, disse:
A Europa he um se mesmo povo, do qoal as
diflcrentes oajes europeas sao provincias, e a hu-
manidade inteira nao he senao urna s e mesma na-
jao, qoe deve ser regida pela lei de urna najo bem
ordenada, a saber pela lei de jusiira, que he a lei da
liberdade. 'A poltica he dislincla da moral, porem
nao lhe pode ser opposla. E o qae lio lodas as m-
ximas deshumanas e tyranncas de urna poltica ca-
duca diaole das grandes leis da moral cierna '.' Em
risco de ser tomado por aqaillo que son, isto he, por
um philosopho, declaro que nutro a esperanja de
ver pouco a pouco formar-se um governo da Euro-
pa inteira, a imagem do governo que a revolujao
franceza deu a Franja. A santa allianja, qua leve
logar, ha alguns annos, entre os res da Europa, h
urna emente feliz qae o futuro desenvolver, nao
somente em pruveito da paz, ja lio excdlente em si
mesma, senao tambem da justija e da liberdade eu-
ropea. -
Todos estes systemas de opposijo e de equilibrio,
diz Destull de Tracy no seu commenlario sobre o
espito das leis, nao sao, eu o repito, senao vaas ma-
caquiees ou urna guerra civil real. As naroes eslao
a respeito urnas dis outras, no estado em que esta-
ran) homens selvagens, que nao pertencendo a na-
jao algoma, e nao tend enlre si nenhum lajo so-
cial, nao teram tribunal algum a que recorrer, ne-
nhuma forja publica que reclamar para ana protec-
jao ; seria necessario que se servissem, cada nm de
sua forra'individual para se conservar.
Assim, pois, em quinto as cousas existirem assim
t a forja resolver as quesloes de equilibrio ; e co-
mo est na lei das najOes fracasto serem absorvidas
pelas naroes forles, he to impossivel ir conlra esta
falalidade das nacionalidades, como fazer que um
circulo seja quadrado, e um bastao nao tenha senao
urna extreraidade. Nesle momento a Franja e a
Inglaterra se tem constitoido enlre a Turqua e a
Russia, esse tribunal de que falla Destull da Tracy
e antes delle fallaram Henrique IV, Frederico II e
Napoleao I.
Pois bem! qual sera o resollado da forja das
duas grandes potencias do occidente empregada no
'enrijo do direito e cujos esforjo sao embarazados,
parausado ou ameajados por prfida neutralidades"!
Ah! quem o sabe ?
A torca mesmo nao pode ser sullicienle ereajio
do equirrerio. Com effeito, se a forja da iniquidade
he somente que faz respeitar a forja da justija o es-
tado de violencia e de perlurbajao se perpetuar at
que, por acaso, desfallecmento ou cansajo, o equi-
librio seja rompido. O mundo est exposto a trope-
jar de secuto em secuto, ora; na iniquidade, ora no
direito, porem sempre na forja, islo he, no sangue
derramado, nos Ihesouros agotados.
Por islo se tem dito. He fora dos metos ordina-
rias dos vilha* comhinajOes da diplomacia (e e
poderia ajunlar da guerra) que lie necessario procu-
rar .1 solujao de quesloes at aqu insoloves.s
Semelhantes conselhos nada|queremldizer,ousigni-
fican) qae convem renunciar a iovestigajio do equi-
librio, ou entilo condemnar-se a conslitui-lo com os
mesmos elementos que por essencia, resistem ao
equilibrio. O que vern a ser simplesmente a estupi-
dez de que falla Mirabeau.
Ora, lgicamente (e o que he lgico acontece ne-
cessariamanlc,, toda a impotencia d equilibrio tem
por termo ama igualdade. O equilibrio europeu
no fim de sua marcha, ter pois esle termo fatal.
Qual ser esla igualdade ? Nao ha senilo duas igual-
dades na sociedade: a igualdade na liberdade ou
ijbaldade no despotismo, na civilisajao, ou para
barbaria. E como a igualdade he a unidade, as
nacionalidades, que ao a divsao, as nacionalidades
que sao bs elementos impassiveis d* um equilibrir
impossivel, sao fatalmente destinadas a|desappa'receo
quer na unidade da civilisajao, quer na unidade da
barbaria, na unidade da liberdade ou na unidade do
despotismo.
Entrenlato eu nao linha dito oulra cousa. .as-
mente tendo de emiltir urna opioiSo linha optado
pela desapparjao das nacionalidades na liberdade
e na civilisarao. Porque razio pois se vio cora pe-
zar apparecer aa Preste este meio supremo, que es-
t as condije* mesmo da sociabilidido e da na-
lureza intelligeate do hornera terminar qaeslOei,
que por si mesmas sao declarad insoluveis t
Depois de ter recoohecido que os homens, que se
havam votado sua solujao linham sido entre-
tanto homens de urna experiencia e eapacdade ra-
ramente igualadas depois* continuar a procurar, en
o repito, esta nova quadralura do circulo, nao seria
urna presumpjao sem igual JE sera icomo se lem
dito, ter resolvido tao nobremenle a questao das na-
cionalidades, o ter feilo por um desles meios, que se
lem mandado procurar fora das combinarles ordina-
rias, caducas e impotentes da diplomacia^ e de suas
ficroes
Exista um oulro meio;.' Porqae ne o apnsen-
laram ? Appresenlaram-no ? Veremos.
III
Qu'est-ce done que la patria ? 1
O elail |a patrie du duc de Guise 1* Bala fre
Etait-ce Nauci, Paris, Madrid, Rome'.'
[Voltaire.)
Nao empreamos esse meto de discutir, que ca-
raclerisava oulc'ora a polmica do partida liberal.
Argumeotaudo-se, nao para se ehegar verdade,
mas para se ter razao, falsiflcava-se, cancava um ad-
versarlo, para, combal-lo somente em seu texto e
em stlas ideas alteradas. Os que nos lem lido, sabem
perfetimente que nao tnhamos bascado nosso Iheo-
rema da Guerra e as Nacionalidades sobre estes
versos:
O odio e o egosmo
Somente he que tem patria.
Mas fsllamos do aboso, que se Um feilo dessa es
pede de polmica, nao contra nos, que com isto
pouco nos alllgimos, e s fizemos citar estes versos
mas contra o grande poeta e maior ciiladao aiuda,
que os escreveu, que tem direito ao respeilo de to-
do, sendo pouco digno de desfigurar o pensa-
mento de algaem s pela necessidade de um so-
phismi.
Aquelles que, tratando dos quatorze ejrcitos en-
viado fronleira pela Convenjao, oxclamavam:
a Se o egosmo he s que tem palria, nossos pas
repellindo os Pruisianos de Bruoswich, eram o
egostas, e o Prusianos de Bronswich os humani-
tarios, a mostraran) primeirameuie pouca inte 11 i-
gencia e grandeza de alma, e flngiram depois con-
fundir o patriotismo generoso admiltido por lodo ho-
mem de brio, que resisie a invasao da palria, e o pa-
triotismo odioso, que vai invadir os oulros, e que lo-
do o homem juslo repelle, porque para esle a reci-
prncidade he a grande lei de verdade e de jus-
tija.
Mas aceito a confinan qoe se fez; e ja' qae se tem
dito qae era conveniente acabar eom os palavrOe*
fallos de sentido (e acrescento: ou que lem um sen-
lido, que se escarnece), vou tratar do esseacial das
cousas ; veu dizer em alto o bom sem o que em voz
baixa peusam os discpulos das (lcjoes moraes, le-
gaes, tociaes, polticas esentimentses, sobre as quaes
se inaramam 01 sophismas para o uso dos esperlos,
qoe explorara ospapalvos, e dos presumpjotoi, qu*
querem ressuscitar os morios.
Se Deste momento digo a verdade, que poe ccrla'
conveniencias nao teria dito toda inteira, ao risco
de lhe fazer soffrer a orle de toda verdade incom-
pleta, que he offuscar como um paradoxo ; se aca-
bo de dixlpar illusOes em que, pela commiserajao
que ntpicam, eu apenas linha tocado de leve, no
risco de a ver esforjarem-se por uoir-se e vollar-se
conlra mim, como faz coro seus IrojSs a serpeme,
coja cabera esraagaram, niaguem crimina se nao a
conleslacBo, de que lem sida ohjeoto ai nspirajOei
ao fim supremo da democracia e da nalureza do ho-
mem ; niaguem se queixc senao dessas immobilida-
da na arrependimenm, na decepj6*a> nos interesse*
e em toda a* tenacidades impotente do pal-
iado.
Se o patriotismo, sobre o qoal se fundam para
proclamar o principio da nacionalidade, he um sen-
lmenlo absoluto, adequado i existencii do paiz, que
o gera ; se elle he independenle do lempo e das cir-
camstancias capazes de o alterar a ponto de se julgar
extinelo; se nao entra nelle nerrhuma mistura de
egosmo, de interesse pessoal ; se um povo se arma,
se hale, morre nicamente pelo amor da patria, pa-
ra repellira iovasao, que Iranspuo as fronteras, di-
ga m me porque em 1814 e em 1815, o patriotismo
nao se agitou nem se armn,pelo contrario !
contra os Praviana* da Bronswich daqaella poca,
auxiliados pelos Rosios, Inglezes, Allemes e par
loda a especie de rajas do norte em grande mul-
tidao, assim como se linha agitado, levantado e
armado em .1793 e noi dias gloriosos da Rep-
blica ?
Quando Longwi, Verdun eram tomadas, -quando
I.lle era bloqueada e quando a trincheira eslava
abarla diaole de Thiouville, quando duzentos mil
camponez tinha refleclido e perguntado, pa1
porque se armava, se bata e morria. A
foi, que depois das grande guerras de Be
hoo'ie mais Vendea. A resposta he, que
1196 a 1330 nao ha mais Polonia. O cam
dcar o tonru sna parte nos direito, nas
quaes os azh$ llohira proclamado una t>.
otros sos senhoroa ; depois de 1830, a Rossia
clamou para o eampoo polaco a emiocipajao
hornera e da Ierra ; ella fez mai, fe-lo proprielan
das trra da oobreza polaca, como a revolujo linha.
failo 01 plebeoida Franca propietarios das torra da
nobleza e do clero.
Ha 15 dias apenas qne se lou na gazellas;con-
tra ojuem os camponezes polaco se levantam nesto
momento Porvenlura he contra os Sr. Polacos ou
conlra o governo Russo? O' liberaes.derpocrates demo-
rado* oumal vindos.de quem he a carta que jogais hoje,
promovendo a ressurreijao da Polonia ? Jogaes por
conli dos senhores polacos contra. seas camponezes,
salisfeitos de terem a liberdade humana, a liberdade
da trra e o direito trra, a carta que 01 Pili, os
Cuburgos a os Brunswick jogavam por contada erai-
grajo ffancezi, conlra os eamnoaase* proprielarto
e lis-res da Franca, onde o estranaefro achava o pala
disposto de nm modo contrario do que dam o*
emi grado*.
Ah 1 lodos os Cob'entz se rennem ; lodos preten-
dem representar a narao, a Ierra, a patria ; todos
bradam com urna emphase odenla e vingadora.
a Roma nao exista mais em Roma, ella est onde
estou. E todos, sim, todos dilfarcam seu ppellos
s armas estrangeiras eom interesse* falsea.
Fui mister na verdade haver p partido liberal
austracos a pruisianos tinliam Iransposto as frontei- -doolrnaro, o velho partido da liga adultera de urna
ras e o rei da Prussia marchava sobre Paris'com seu liberdade, autoridade basteada, qne qoizesie con-
exercln j em Campanha, porvenlura n patria es- terem s o principio democrtico ; foi mister o par-
'ava mus em perigo, do que em 1814 e 1815 quan-i 'do qae, coso das superioridades, e oppressivo da
do Alejandre da Russia. Frederico da Prussia, Fran-
cisco da Austria, Wellinglon de Inglaterra innun-
davam com aeu baskirs e seus kalmulkos, seus ken-
serlilz, com suas japonas efeossecas e suas jaquitas
vermelhas os vales da Carona e as planicies da
Alsacia e da Campanha, 'onde somente ps nossos
soldados peleijavam suas grandes e heroicas balalha*
de gigantes ?
O patriotismo qae chamou heroet aos voluntarios
dos qoalorze exereito "a Convenjao, e o patriotis-
mo qae chamou salteadores aos soldados do exereito
do Loire,a,ao porvenlura o mesmo patriotismo? v
Se o patriotismo he sempre um, he sempre o mes-
mo, leudo sempre por nico fim e nico movel o
amor e a ddeza da palria, porque os patriotas de
1814 a 1815 nao se arrojaram de todos os pontos da
Franja para formaren) urna muralha de peilos vivo
conlra o desastre de Waterloo? Porqae ojo orga-
niaaram em tres dias, em Piris smenle, como no
tempoda Coqvenjao, urn exereito de 40,000homens?
Porque nao quizeram ser por ana vez, como elles,
a esses voluntarios sem pSo, em calcado, tem armas,
que sao a admirajao da historia, a honra da Franja,
o eterno objecto de nossa admirajao,* e creiam,
tambem da minha ?
O filhos herdaram mais de seus pae o corpo do
que o espirito. O patriotismo nao he paranlo um
sontimauto absoluto, inherente ao fado somente da
origem ; he ora senlimento relativo, subordinado
aos lempos, s circumslancias ; e o patriotismo de
urna circumstancia, de um lempo nao he o patrio-
tismo de ootra circumstancia, de oulro tempo. Hou-
ve pois no patriotismo da repblica um movel deci-
ivo, diverso do senlimento e do amor da patria, e
que nao se encontrou no patriotismo de 1814 e de
1815. NJo foi por eonseqainteo mesmo patriotismo
qae repellindo un, deteve a outros.
Ma nao! aquelles qae zombam, dizendo a o egos-
mo s he que tem patria, n aquelles qae fazem dis-
cursos sobre o patriotismo da poca republicana, to-
do concordavam que nao foi sement o patriotismo
que levou s fronleiras os quatorze exerritos da
grande Repblica; porque nao se escraveu ; o
amor da patria creou em tres dias um exereito de
40,000 homens ; mas sim : 9 o enllimiasma da W-
berdade creou....
Evocando estas duas pocas, urna das quses he a
gloria, a oulra a vergonlia do que ao chama palrio-
'mo, devemos pois dizer qoe cima deste senli-
mento existe outroque o domina, que *> produz e
que qaando nao existe, o deixa em estado de cada-
ver, de palavra, de nada. Em 92 e 93, esto senli-
mento dominador e creadorsechamouliberdade.
Voa tois longe. Este senlimento da liberdade
se combinava em 93 com oulra senlimento mais aca-
nhado, mais pesseal, mais egoisla ainda.
A nobresa, o clero tinhara sido varridos do solo
com todos os seus privilegios; os que linham ficado,
linham emgradjj e seguiam as bagasen do re da
Prussia, com os odio>, as iras e os desejos da resl-
luijao pnsse de seos direitoj. A sua volta linha
entao por ignifieajto : restabelecmodto absoluto
de todos os direltos de corporajao e de casta. Eis-
aqul a parte da liberdade conquistada, qae os pa-
triotas correram a defender.
Ma nao eram somente o privilegios, que se li-
nham lirado ao elero e nobresa; eram tambora
seu parque, seu castalios, suas torras que a revo-
lujao, por venda de balxo prejo e por desmembra-
mentos, fez passar s raaos dos pichaos, q'ue debaixo
dos uomes diversos de artistas, de operarios, de cam-
ponezes, linham plantado e edificado nns sem os go-
zar jamis, e cultivado sempre os outros, sem jamis
colher para si as caifas. Foi este direito, esla posaa
da propriedade, que os pleiteos doa quatorze exer-
citos revolucionarios foram defender, preferindo an-
te* morrer, que virem a ser vassallos e desherdados,
de senhores e possuldores que a revolujao os, havia
feilo.
Em 1814 e em 1815, os nobres, o elero enlravam
nas eqoipagens dos exordios eslrangeiro, roa* 01
plebeos nada linham mais qoe receiar, nem privi-
legios que estavam morios para sempre, nem reivin-
dicaces de propriedades, coja possa era para elles
ora fado adquirido, consagrado, declarado irrevo-
gavel para sempre pelos proprios reis qoe vol-
lassem.
Portante, nao se falle mai de um principio de-
monslrador da razio de -ser-das nacionalidades nesse
patriotismo, qua.se faz soar tae alto em certas po-
cas, ao passo que em outras se deve collocar tao
abaixo. Nao sendo nada por si mesmo, elle s he
alguma coosa eombinando-se eom outros senlimen-
to mesquinhos, pessoaes, egoistas, que se esconden)
debaixo de sua ficjAo, e coja uniao nao produz se-
na esta especie de axioma aragonez, experimentado
em 1814 e 1815 : se eu livesse que defender mi-
nha propriedade e minha liberdade, defendera mu
nha palria, ti non, non! a
Ah porque nao posso julgar-me livre nesle ponto?
Como eu acabarla com esla liejao sentimental, fa-
zendo locar com o dedo nas causas, pelas quaes roi-
lhes de Europeu, mostrando sea indeferentismo e
at desprezo por ella, realisnndo peto contrario
cada! dia este positivismo do ubi bene, que se escar-
nece, vao procurar alero, dos mires oulros tugare
ootras trras para fazer dellas sua palria de adopjao.
Feliz ainda a Europa por ler esse meio de omigrajaa
por ondo podem escapar lodos os ferido de seu es-
tado social. Se nao fosse islo, (alvez ella soOresie
o castigo que j lhe foi inflingido ha 14 oa 15 seca-
tos atrazados, quando os servo; e os pretendidos ho-
meus livres do mundo romano chamavam os barba-
ros para o corajo do imperio, oa Um para elle
a preferindo, diz Salvlano, padre de Marselh, v-
veram livres em urna apparenle escravidao, a vlve-
rem captivos em orna liberdade ficticia.
Pira 080 vollar mala a estas realidades, applique-
mo-las, por tristes que sejam, s illuses da ressur-
reijao das racionalidades que he em snmma a idea
principal a que eederam os que se levantaram con-
lra mirr.
Es aqui a Polonia ; o como aos patriotas da Con-
venjao, disserain Sem dovida he lambem por ego-
smo qoe vinte-mil Polacos se dcxaram matar por
Souvrarow em Praga, em 1794 ; que Varsovia s
levantou contra a Rossia em 1830.
Porvenlura jalearas embarajar-mc? lenho res-
posta e a doo, porque tambem posso dizer : 1 Nao
procuro para mira o testemunho dos homens, islo
he, pouco se me d do que elles dizem ou pensara
de mim ; he sufficienle para mira ir com a minha
consciencia e caminhar guiado pela minha razio.
Respond) pois :
Boira 1794 e 1830 deve haver urna dslincjo qu
se fallassemos da guerra da Vendea, loriamos de fa-
ze-la enlre os lempos do Bocage, em qae os campo-
nezes sublevados por seus caras e seus nobre* se ba-
teram como untos a como lees, e o tempo da CI10-
aannere, em que nao houve senao comprometlido
e Incorrlglveis de siluajOes perdidas. Entre estas
diversas poca, na Polonia como 11a Vende.'o
inferioridades, tinha restringido a najlo am as
classes media, creado o predominio da liberdade
poltica sobre a liberdade humana, e entregado des-
le modo esla a explora jao daquella, para fazer da
resuirejao das nacionalidades, o principio e o fim
desta explorajao, e chamar contra os camponezes da
Polonia, na segunda metade do secuto dezeoove, os
Pili, osCetSnrgo e os Brunswitck que, no Dai do.
secuto desoll, linham naufragado contra es campo-
nezes da Franja.
Mas qnerei ressuseitar ? Pois bem! onde ed o' '
corpo?
Sem prudencia e sem lgica esqueceii que vos
mesmo fizesles esta pergunta: o Que he otosfna-
jao ''. ti qae depois de haverde folheado em todos
os diccionarios da* lingoas, dissesles : a As niales
nao o sabem ; a que para nos provar, qua He
pouco o sabieis, exigiste para constituir ama ndo-
naldade, a reuniao de lanos demento, que he im-
possivel deixar de dar-vos, com a variantes de cir-
cumstancia, a resposta de Fgaro ao conde Almavi-
na : c Ah I senhor, eom aa qualidade* qu* exig*
em urna nacionalidade, conheceis mailas najes di-
gnas de serem nacionalidades ".' >.
Como realmente nao podis citar sanio duas oa
tres, sol, sem o siberdes. mai partidario da anida-
de ni humanidad* do que poderieis crer, ao menos
ser s um daqudles que mais pravas torao dado' pa-
ra justificarlo da nossa marcha acelerada pora o
sucasso immenso na ordem ditina, de qne falla de
Mnittre.
Os elementos consUlolivos de urna nacionalidade,
o quaes se tara invalidado por urna rauUidao tanssi -
ta dis restriejoee objecjde, 8o:a raja, a lingo,
os costumes, o territorio, a leis, eonfigurajjo do
paiz, o governo. Todos ades elementos de oarioaa
l.idade podendo existir, como dizem, *em que baja
nacionalidade, vou fallar doa elementos queoegon-
do os partidarios da ressurreijao,a determinara, ca-
racturiiam, firmara de alguma sortee Iba dio saq .
noni*.
Estes elementos sao : urna mi*sRo especial, a ad-
missio dejum elemento novo M todo commum, urna
idea adquirida, conquislasfP on desenvolvida, a
qoa! prova a individualidad, a consciencia da na-
cionalidade, qae faz un) povo capaz de constituir-**'
internamente, manfWar-te no exterior, finalmen' '
te, a unidade moral de ora pensnrasnto commum, a
idea predominante, qoe anima a materia, que ren-
ne em um centro commumaiodo* o elemento es-
passosd actividade, que fou\a finalmente a perso-
ualidade social. **>*)_
Note-se bem, que nao soa ea queuijo da rauoiio
de lodo estes elementos o principio cnnslilulivo.sem
o qual a nacionalidade he condemnada a nlo exis-
tir. Nao quero contesta-Ios nem uteola-los, eu os <
tomo loes como os fizeram ; applico-os do modo
porque o eslabeleceram. Apena lomo para raen
uso particular o elemento territorio, que voluntarla
ou involuntariamente fizeram demasiadamente ^bara-
to. Depois deberme mostrado de tao fcil accomav*-
darao, nao he demim'que se deverf qoelxar, se
a lgica a mais vulgar do mais simbles bom sent
levar al as proprias creanjas a darem esta per-
gunta;
Partidario da resurreij3o, Onde est o corpo ?
esta resposta :Em nenhuma.parte.
Preste.
1ITERI0R.
RIO DE JANEIRO.

CMARA DOS SR3. DEPUTAQOS.
Ola 18 de Janato de lo*.
Le-so e approva-se a acta da sostSo anterior.
O Sr. primeiro secretario d conta do legjate
expediento:
Dous officios do Sr. ministro do imperio,enviando
o antograpbo da resolujaoda assembla geral teg-
lajio contendo diflerentes dtsposijoes a btm da na
toralisajao dos colonos estrangairos, e o da reaolojio
creando varios eollegios eleiloraes era algomas pro-
vincias, nas quaesSua Magestade Imperial comen-
te.A archivar-se.
Do mesmo Sr. ministro, remetiendo copia do de-
creto que concede ao bacharel Francisco Antonio
Pereira Rocha privilegio exclusivo por 10 annos para
eslabelecer no porto da capital da prov*"rma Bahia
ama cale, oa haler, ou palent slip, e a condije
com que he concedido o mesmo privilegio sre
bacharel.A' commissao de commercio, industria 1
arles.
l)o mesmo Sr, ministro, enviando um offlciojdo
presidente da provincia de Pernamboeo, aeompa-
nliado de oulro da meta da respectiva assembla*le-
gislativa com urna representarlo dirigida assembla
geral sobre o direito que dita provincia tan) a
territorio da freguezia de Nossa Senhora da Penba
de Franja da Taqura, que *st ligado provincia
da l'arahiba.A' eommisaAo da eatatiiliea.
l'm requerimenlq de Jeroavmo Jos lavare, pe-
dindo ser indemnisado da quantia em qae foi ava-
hado o navio Imperador Alexandre, apresado
por tord Cochrane na HlrradoJtejshJo.A' cotn-
misso de fazenda. ^^^
l.m-se e approvam-se varias fjJacjoes, e o se-
guinle parecer
A commissao de penases e ordenados tendo de-
vidamente examinado o requerimenlo He Joao Bap-
lisla de Souza Velho, ex-contador da cmara muni-
cipal da corle, pedindo que oa se lhe d a sua apo-
sentadoria, ou se nao poder esla ter luaar, lhe seja
arbitrada urna pensao on qualquer oulra remunera-
jio ; e comqoanlo a commissio recepheja 01 bons e
longosservijos do peilcionario,"1odvia nao julgando
semelhanle maleria incluida no circulo das attribui-
jOe da assembla geral, he de parecer que dirija-so
ao poder competente, que sem dovida allender
como fdr de jusiira.
o pjo da cmara dos depatados, 18 d junho de
1855.O. F- Ballhazar ia Sikeira. Gomes /M-
fxfiro.
O Sr. Mello Franco manda mesa um requeri-
menlo e pede que a cmara se digne approvar com
urgencia : .
(i Requeiro o seguinte :
o I. Pela repartijao dos negocios estnngelra,
copia das inslrucooes nSo obtenadas pelo Sr. Pedro
Ferreira de Oliveira.
* 2. Pela repartija dos uegorios da justica, o
requerimenlo do .altores secretario do baalhae'da
suardas nacionaes de reserva da capital da provin-
cia de Minas erae, Nicolao Antonio Tassara d
Padua, *om o documentos que o acompanharam
para instruir a qudxa qae o dito alferes dera ao
governo conlra o commandante superior respectiva.
H A informajio do mencionado commandante su-
perior a tal respeito, e finalmente copia do aviso da
6 de oulubro do anno p. p.
o 3. Pela repartjSo dos negocios do Imperio,
rii he a receita do eollegio de Pedro II, qoanlo
pende elle, e em que ?
a S. a R. Paro da cmara dos depolado, 18 de
junho de 1855.Manoel de Mello Franco.
A creencia propoita he approvada, 'sendo re-
mellido mesa o requerimenlo, enlra mmediaraen-
te em discuisio.
O Sr. Ferreira de guiar se oppO* ao requeri-
menlo.
O Paula Tonteen entende qne o estado melindro-
so do negocios do Paraguay e todos os preceiloi di-
plomticos aconselham que a maioria da cmara dos
Srs. diputados regeite o requerimenlo da obre de-
putado por Minas, peto menos quanto aa priroeito
assumplo, Disse que a publicajao denas instrnc-
jes, no estado actual da coasas, pode vlr a servir
de grande impecilio centinuajao dn negociaeoes
diplonialicai.
t
-



r~" "- -
/
v
-
O Sr. Ferraz fi algumas re leons, o couclue
n b que vola P*,u reqntiimeiilo,
O Sr. Pedrelra (ministro do imperio) declara que
que mu promplo para dar o an voto 9" o 3*
parta do reqneriroenlo. Mas, qitnli i l> parle ea-
cunvencido que a cmara dos Srs. depnladoi tem
JasUnte criterio e discricSo apura :iao volar por
ella.
3 Sr. Mallo Franco ou da p ilavra segunda vei,
depois de algomas consideraji es, jede lcenea
, mamara para retirar a primira parte do sen reque-
manlo, deixando ai oulras para tarera submetlidat
n approvocao da casa.
Consultada a casa, ella annne Da retirada da 1-
parte do reqoarimento.
OSr. D. Francisco(pela prdern) ptrganta se se-
ra adatillioo como emenda ao roqueiimenlo do Sr.
Mello Franco nutro requeriraenlo que elle quera
apresentar pedindo certas inform iciiei .
- O Sr. Dutra Rocha (lambem |la irdem) observa
que parase admillir Jease requei menlo do Sr. D.
Francisco he necesario antes do ludo consullar a
casa te concede a urgencia,porque > me-imo se fez par
^ ^s5om r3Jaw,ra<,nl'> oSr. Mello Fraiico.DIz quo te
^OforweeMd pela mesa como emuoda esse requerl-
e^jnju|as outros appareceflii, e a disciissJ se
lornaiftlinWlaUnavel ; que os rabilados sao os das
nicos par a apattentacalo do requer ment, e que
so concedida uinaj urgencia e peJerao elle admit-
lir sui outros da''-
OSr. Praifn(e : Njo mi competo decidir
previimenlo an'es do nobre diputado apresentar
na emenda, s# perfence ou nao a oh/icio em dis-
cusaao. Se lia^r relajo serei obligado a receb-la,
se porem fdr n"Hl"a alheia nao poderei featr.
Posta as yol; sao appeovadas ai 2a e 3 parles do
requer meoy
PRIMEV ^ PARTE DA ORDEM DO DA.
EnlnTeUT s eliscussao, c heapprovado sem deba-
!, o projecto qie concede um privilegio e subsidio
de I2:QOOJ> aniuaea AssociaeJo Sergipense para
estabeleeer ana nha de reboque as diferentes
barras da provrncja de Sergipe.
O Sr. Pirra rfpela ordemV: Requeiro a ur-
gencia pan qu este projefflkantre ja em 3" dis-
cusslo. (Apoiadof-'
Concedida a prgencia pedida, entra o projecto nm
3' discutan.
D 5c Sobral da, que o rio de S, Francisco he a
diviaa das provincias de Sergipe t Alajas. e por
jato detejqia itaa barra dessc ro fien compre-
tendida, no privilegid-aiue lie concedido Attocia-
tv8ergipenta de que trata o prometo, ou se qual-
qaer outra aesoclnejo qoe as Alabas, m Pernam-
boco, ou em qualquer outra pailu apparecer e se
proposer a eslabelecer o serviro de reboque por
meio de vapor na barra do rio 5. Francisco, nilo
rara pfada por cale privilegio concedido Asso--
oSergipente. Atsimse a barra do rio S. Fran-
aeo ficar comprehendida no privilegio, vola con-
eM ; ao caso contraro vota a favor.
Sr. Gomen ftibeiro declara que vola a favor do
ojetto, porque para elle nao mil Um os escrpulos
que o precedente orador aprsenla.
" "S" Siquiira Quiiroz sustenta o projeclo, por
que entend que coma respectiva adopplo a cmara
fara jaslira a provincia de Sergipe, e neuhuma or-
ienta aos direitos da provincia das Alagoas.
Seedo a materia jalgada discutida, a roaolurao he
adoptada e remellida a commisao de redaccao.
SEGUNDA PARLE DA ORDEM DO DA.
Viucao das forja de mar.
ntinua a discutsao do arl. 1 da proposta do
governo que Ra as forcas de mar para' o anuo fi-
naueeiro de 1856 a 1857.
) Sr. Carneiro di Campo* dudara que a sua
juanea no ministerio nao est alterada pela mo-
diftcacao que soffreu, eque conlint'th a prestar-lhe o
apoio que pode.
P Sr- fotla Ferrtira enlende que o ministerio
*at bem, mas que julga conveniente que os poderes
oto Estado sejam equilibrados.
dlscussao rica adiada pala hora, designa-se a or-
do dia e levanta se a sewio.
!
ALAGOAS.
Villa do Pane 9 de jolho.
Mnda pobre e invalido soldado, cor
comeaWn-me no
\BW* poeto, nao trepidando jamis nem um instante,
Rem prelendendo recuar a menor polegada do
weatro da peleja.
Voan<'0 pensara eu que meua (tarcos emprega-
a prol desla villa e seus habitan! fassem coroa-
de tristes e asperrimos resultados,para a minlia
">yepolica pesaoa 1
jesraido de um honroso orgulho, jolgava que at-
s os meus serviros, merecesse encomios de ln-
feeehendo qaando nao a aureola de -loria, ao
a, a gratidao, e que servisse is-o como um in-
o^flueme animasse nesla senda. Ah quanlo
m illusorias minhas esperanzas! Agoardei sem-
e, qeetconscios dos majaeslorros, ja coostiluindu-
CTbnhista desla Ierra, j descrevende com
reialUade o ronjuuclo de seas males, proeuran-
iim remedios que extirpassem a causa de sua
proefracio, \suppuz sempre que avista
ros Importa
era tal a m
depoisde
Mearon,
um maman I
alto do
[tes
ou todo brad
^
4
/
desles Servj-
oma fnieitacao me fosie enviada ;
lia crenra que j me preparava para
jr a commi.-ao tomar tima pilada do
lir urna posicao altiva, eipeclorar
; incitar a allenciip, e depois do
ettertoria :Se-
woelra-JuUisnn-
geirat npreaaeesTiaaataeabais de enunciar, eu sinto-
na posiatdt} de u m nobre orgalho, nao por haver
prestado ns servidos que aponais, mas porque no
a ge, no apngiY. na meta de voa'a generoddade,
vosdignasteselev ar-me a um ponto onde ninguem
loco, na eupuhi da nulhdade! Folii a autora de
meus dias, porque tem a consolac.ao de presenciar o
charo fruclo Je snasentranhas, nivelado a hroes co-
mo D.Qaixole,/Saocho Paucu, et leliqua comitan-
te caicrva. ;
Sentaganfiet'naose moveram, perd a celebridad.-
discurso, e intimamente prpsrguiim nasuaobradu
*naturar ious pensamanlos! "ur toda a parte
o nuvens condepsades, indicios do prxima
tampetlade'-.-apparalos feros e medjihns, caretas o
as horriiili;mas, em samma um aggregado
de mesquiuh>t ajenlas peripecias. .Serei por-
veatara tairui para assim amedroutido murrer de
~tici r>eixem-edisso'meus charis, trate cada um
W bem preencher seos deveres, e deiiem o cosmopo-
lita percorrer o teu-ayro, livre e desembargado do
poaae. Basta de caraco.
Bem dizia eu na miaba ultima missiva, que o mez
de maio promettia um destecho, porque a combas-
tivel longo lempo amontoado devin demonstrar sua
eflkaca; e par isso esperei anciosn pola rea lisa cao de
meus prognoslicos. Lelo seus ol irnos jornaes, ah
leparei com essa serie horrorosa de ttventualidades:
Car toda a parte o genio do mal aedento ergoendo a
irsuta eom8, a discordia lavrando com intensidade
espantosa, os monarchas tremendo oscilantes em
sena tarnos, os demagogos e seus ajenies dando ex-
paotao aos seus instinctoa de desmoronamento, v-so
finalmenle.o mundo transformado em um embroglio
dei maUrn inllammaveis, aguardando lao smente
a flamma fatal, para na sua explosa aniquilar a lu
maoidade nica solfredora ne<6as alonlinas.
Qoasipor um tnt vai Pi IX passar'esae mundo
ende desapparecemas grandezas e vnidades da trra ;
o matrero Nesselrode proitrado, clonando no silen-
cio a falta da pula que Ihe conceder tantos rao-
iMOloa de felicidade ; Bechid Pacha, desviado por
injustas sugesloet da oasla dos negocios estrangeiros
da Porta, e astirn olvidados os seus grandiosos ser-
y> ja' ^'"'L*9 Llionia, detapponlido, abaod-
14 pelo goterno de que fora urna forte alavanca
^jp* arl, contina manivela das :ontrariedades o
*pc5ea dos ulicos e iurejosos, oi lalvez reconbe
) sua incipacidade para proseguir, cedendo o
batUoda guerra, e ainda mait sujeta ndo-se a fazer
segundo papel en) um palco aonde filra primeiro ac-
ralmentoB, a quera e povo i nglez dominado do
VI fipr causa das tristes noticias Ja Crimea, abra-
sar eolio o uqieo capaz de guiar a oscilante nao do
eilado^ue papel, que pasicSo he a sua nessas emer-
gencm aae agilam aa grandes iia;es: Que tem
Julio. Nada, lado prosigue na meuria, e dahi urna
justa consequencia vai perdendo o rrestigio, e ei-lo
euconimendaodo-se a todos oe tantos,, oscilando e
em vao poe-se a capa treroendajjmva bolvasca o ani-
auile!.. Esnprlfir* ^J* providencia por corou
setas aberrTei J'^HP'^inhas, colloca sempre
em posirSu M saljjKllespanha. o que faz o meo
* etrervescjaaeyi jas pajxAes qoe agitam a tua
^""Mnlgama de asneiras, um lecido de
'Jf, que vao dando um resultado a revol-
(orjjgjjajf, pjr(ei 0 abandono daqnelles' que has-
peodlo da revolucXo, e elle mesmo nao
I como manejarse na critica posicSo do sen paiz.
A Austria,como sempre fucillo da comeada ter-
giversando, querendo tirar a aardin la com a mao do
gato. A Prussia conservando-so ni mesrria posico
abjecta, milla edescommunal. E liiiiilineiil- para co-
rear a obra iniqua estingainaria, par demonstrar a
verdade de todos estes eventos, Vctor Huc.o com es-
aa voz sepulcral qnetoa horrivelmeule nos tmpano;
doslyrannos, desenvendo com cores que Ihe pretil
urna iraaginarilqju-lamenle indignada, oquadru ver-
de negro dot torpes manejos, aatuitindo os clessos,
incitando as turbas, e qaal raio amia^ndo reduzir
ludo a cnzas. Irnl Ser pona o cabera?
Ah, mea carosenhor, se Indt) proieijur como vai,
o qiundo abysma-se, a reperctsBo chegar a todas
a* nac8es do globo, e como etharra-la I Longe o -
Iho da yelha de laes escarceos.A Contina etla villa gozando o inspido contacto
de um baile inteiramente prosaicu, M e glacial. Se
islo que aqui reina he paz, lalve fin mair. acerta-
do habitar na mansao silenciosa, ludo observa ncar-
rancuJo e austero, os males progridem, Iodos se la-
mentara, estequeixa-se.aqoelle pranleia-se, sao un
aggregado de Jeremas, pranUsaodo a mina de Je-
rusalem ou Israel.
yue he isto? Que genio do mal he este que indi-
trando-se nos poros desla Ierra e de tem habitantes.
ameava radazi-la a Irista posioode Jia mansao se-
utiUral! Miurire mei Diui, tecumlum magnam...
Belfgilo... o qoe? O mosnio marisma u indilTe-
reotitm, o mesmo abandono de suis sairos dog-
mas, em tumma nao quero ser propneta dn rainal...
dtixo ao lempo a solujaa das verda lea que hu pro-
pagado... Tmpora mulanlur ti noi in mili...
Ataluhridade publica camrnha araccada de gra-
ves padecimentot, a morte untada c< implacivel com
a fouce aliada percorre tua escala falal, sa:lando sua
ferocidade. Appruximm-te de Irinta as cranlas
imoladas, victimas do terrivel coquelachu que com
dlfferentet espeelol vai ceifando delicadas existen-
cias! Alrnde la culras moleslias, Uii como: asex-
cellentissimat maleitaa, que escoltad ii. dos fros e do
continuo bata-bate dos queixos, panegoen a hama-
Didade Reatas alturas. Os seohorts homeopalhas
etgoianaenlobalos, o OrganoBandr. em um molo
continu, que importam poim tod >s estes soccor-
ros, tenao nonsguem applacar a intensidade do fla-
gello 7..
Ouem esia no sen elemento he o nieta compadre
Simeao, de corda em punho, nao tem lempo nem
para dar moviraeolo ai mandbulas! GanhindoSO
reu por cada srgnal. nao pOe lempo para flagelar-
nos com o rouqueoho dalo delim dos tinos. He
tujeitiqjio'da venial Conversa cora os santos, onve
historia dos defuatoa, finalmente he capa' de en-
reler urna sociadade contando bjjtorias do bicho
prelo com malhas brancas, da cabra cabriola e oulras
que Uies caraminholas que lano assuslam aos meni-
nos MSe me apanha nos dominios de sua jurlsdiccao,
qne vingancu nao toma o medico. Abrenunlio,
Ahrennnlio"...
Chegou da capital o Dr. Bodrigo, que j sumi
a vara de juiz de direito interino, he de esperar que
o foro lome mais.animacao, liberlabdo-se da indo-
lencia que o aeorvava. Estava islo aqui por tal for-
ma, que os empegados se viam as eascaa, e o Dr.
Galdim, vendo tal estado, conservavase em o seu
Sebas(o|>ol, aguardando occashlo propria para en-
Irar no exercicio de suas funecBet "He ad\ogado.
Veremos.
Anda continnam no exercicio do delegado e sub-
delegado neste termo o raaior Belmiro e o lenle
Lins Jos de Caslro Arajo, ambo* possudos de
bons desejos, e por suas honrosas poiic/ies, no Aso
de administraremoscargosque Ihes foram confiados.
A bem acerlada nomeacao feila pela companhia
i ernambucana do capuio Apguslo Accioli de Bar-
ros para sen agente, naufragou pela rejeicao que
della fez este eenhur. Com ePTelo.sao tao atdnas es-
tas ranches que duvidei terapre que o-capitao Au-
gusto tobearregado de importantes oceupaces, em
urna posicAo independenle, se sujeilasse a estas fanc-
es idnticas as de um caixeiro. Veremos quem ae-
ra o substituto.
O nnsso commcrcio, coilado, delinha a olhos vis-
tos, nio ha vendas, de forma que repartido por lo-
dos nada toca a cada um. Nao ha lugarejo que nao
lenha a sua espelunca, os mscales cruzam-se em to-
das as direccOes, o Chico Inglez em San Miguel, pjr
rasjo de um fogo de cruzeta de toa invencao, vai
desviando os matulos desta villa, e reconcentrando o
commercio na sua residencia. Nao ha quera se op-
ponha; portanlo o maganao vai aproveilando a qua-
dra. Emquanto venta, agua na vella. Agora mes-
mo adba o Sr. Ignacio Correa de abrir um leilSo,
aonde est vendendo ludo por precos commodos,
cansando desgoslos a alguns, que nao toleran) iven-
der-se 13o barago. Ora adeos, ludo he negociar !
A agricultura prosegue na mesma rolina rrrassante,
e longo de acompanhar u progresso que tem alcanza-
do por toda a parle, conserva-se no marasmo inson-
davel, Para plantar canoa, moer engento, vender
o assucar e arrecadar.os cobres, nSo precisa ter gran-
des nocSes. E ludo o mais lio assirh.
Aqui esteve oilo dias recolhido a prisao o lente
coronel commandante do balalhao desta villa, resi-
di nesla villa este lempo, com geni salsfacao do to-
dos. Sim, foram otto dias de plena rumian para os
dileclantes. Emquanto a guarda nacional se prose-
guir assim. brevemente licar. redunda a anarchia;
porque desde que o mo templo parle dos superio-
res, os inferiores.pela rigorosa escala seguirflo a mes-
ma senda dos desmandos, e a consequencia ser o
desmantelamento de ludo.
Segu para esta capital o Bvm.tvigario Chacn,
que aqui veiosindicar sobre bma representarlo que
alguns despeitototenderessaram a S. Exc. Hvm.con-
tra o nnsso paroilio o Bvm. Antonio Alves de Soa-
za. Consta-me que inquirir algumas leslemunhas,
afectando o negocio para a cmara episcopal.
He por cerlo espinhosa a marcha seguida neslas
alturas contra ossenhores vigarios! Nao ha ne-
nhum quo agrade, todos soflrcm a guerra em maior
ou menor escala. Que parodio mais zeloso, sacer-
dole Ilustrado e cadao prestante, que o fallecido
vgario Uchoa, coja residencia vivia constantemente
apinhada dos malditos estranguladores da carne-e do
pira! Maa solfreu geerra desabrida e fera, morren-
do moralmcnle assassinado, assim me posso expres-
sar, tanta foi' a indignaran de sua alma contra os
embpstes e perfidias que infelizmente depararan)
com a approvacao do Bvm. vigario geral, entaoo Dr.
Manoel do Botario Tenorio. Consolo-se o padre Ao-
lonio,*aao bes S. S. a nica victima de laes mane-
jo-, estas peripecias sao 1,1o sedicas que nao mere-
cen! a menrao da novidade.
Acaba de apparecer enforcd na casa de sea se-
nhor, o negociante Joan Francisco Marques, o prelo
Domingos de na^ao Angula. Verdadeirarpente fal-
lando, sem causas reaes, lalvez por allucinacao ;
porque tratado bellamente, apenas com alguma su-
jeican, ufo sei que motivos livera, a nao ser a in-
fluencia da maldita cachaca,qnn ludu perverte e ani-
quila. He o maldito cuslume de certa gente, que
sem consciencia nao se poja de vender aguar deute
aos negros, embora resulten) destes e outros faclos.
A polica nao presta attencaoa islo deixa essasmal-
ditas baiucas propagarem o mal.
Basta, na outra qne enviar-lloi serei mais cxlapso.
Saudc e prosperiade sao os desejos do
Cosmopolita.
OURIO QE PERMMBUCO SEGUNDI FlM #{0{ JULHO OE 1855
Fallecen hoje na villa de Pao d'Alho, o Sr.
commandante superior da guarda nacional daquella
comarca, Francisco do Reg e Albuquerque, pro-
pietario do eugeteho Bellomonle, o qual pelas suas
maneiras urbanas e genio bemfazejo gazava de gran-
de estima o consideraran nao s dot habitantes da-
quella villa, como de lodos que de perlo o conhe-
ciarri.
Done toldadoriqae se achavam presos no cala-
hour;o do quartel de polica, eiimprindo sentenca de
llm .111 iin lin nri.in IrCirum _. ai____>. ..
------r-...-w >vuyn u --W....W uu ii.ii(iir#.ii UU DIUIII UU Ulf----UlitOS I
um anno rte prislo travaram nina dwpuiii, e um eram mallratados, que morriam ;i fome, a so
delles chamado Joao BaplisU dos Sanios ameacou
com um junco ao oalro de moma J0.I0 Antonio Cor
^.,. u... juuwn > uo niome jono Antonio Uor- guerras civis, nao he novo que a anloridade onal-
rea, o qual d.ngindo-e a um eaixla de ferramenta quer que ella seja legtimos que fussem sem actos' e
de nutro soldado preso, ahi tirou urna benficas suas accejes, desagrade a esto, ou aquello
dcscarregou sobre o oulro ciucopro- desafiando aerea censuras, aegnndo a escalla de^f-
de que fallecen a viclima nniicn feces individua,,* N'ainnu nnrm i .
le sapateiro 1
ac e com el'
fundas lacadas, de que
ui.uo .ai,., ib quo lanoceu a victima pouco teicues individuaes. Nessecaso porem n?o esli
Umpo depois, tendo hdo lugar esle aconleciro/nto Sr. o Veiga Pessa, aliento a dociliflade d.j seu ca-
hontcm. A polica vai instaurar o competente pro- racler, e ao benfico aeolhimenlo'que a todos pro-
cesso. digalisa. e em annnio :ln .mm nv.mr.,.,. .A:M nnM
PERNAHBUCO.
REC1FE28DEJULHODE 1855.
A'S 6 HOBAS DA TABDE.
BETR(SPECTO SEIANM-
Anda esta semana leve lagar no convenio dos
Carmelitas desla cidade, no domingo 22 do correte,
a festa de Nossa Senhora do Caimo, que te venera
no frontispicio do mesmo convento. Pequeo foi a
difierence que se nolou entre esta o a de quo falla-
mos na nossa revista passada, porque, a excepcao
de u 111 balao de nova intiencito qoe te soltou a lar-
de, e de um soffrivel fogo de vista, nada mais
ouve.
No dia 23, seganda-feira, chegou dot porlos do
sul o vapor Guanabaru, que nada adianlou ac que
sabamos das noticias vindas pelo Acn ehegado no
dia ultimo da semana passada. Mais urna cadeira
no senado se achva sem dono, em consequencia do
fallecimenlo do Sr. conselheiro de estadu Manoel
Alves Branco, visconde de Caravellas. As cmaras
progrediam em seus trabalhos, tendo j ^assado na
temporaria, os ornamentos do imperio e jusli;a.Tudo
o mais he sem grande importancia.
O Exm. bispu desta diocese.por pastoral de 23 do
correle, ordenoo que se lizesaem preces as igrejas
desta cidade e as de Olinda, pela cessarao da ca-
lamidade qne persegue a nossos irmSos da provin-
cia do Para, as qnacs edectivamente tiveram lugar
nos dias 26, 27 e 28. Nao he t esta a prava de fra-
lernidade e vivo inlorette que ao Para lena dado a
nossa provincia. Diversos soccorrot de gneros ali-
menticios e medicamentos foram para all enviados
esta semana no brigao Elvira eulepois no Guan/t-
bara. W
O vapor da companhia Inso-brasileira D. Marta
II, chegou de Lisboa no dia 26 do crrante, e alau-
mas nolicias importantes do estado da guerra na Cri-
mea nos foram por elle trazidas.Osezercitoi alliaos
punham em pralica lodos lodos os esTorcos para dur
um golpe qne deeidisse, se mo da sorl da guerra,
so menos da de Sabastopol : pouco porem, lindara
conseguido. Eis o mais importante. A Colina-Ver-
de, posicao vantajosa 'guardada pelos Bustos, fora-
Ilies disputada a pona de bayoneta pelas Francezet,
e sem grande resistencia dos que a deflendiam, cabio
em poder dos atacables, e com ella grande numero
de prisioneiros Rasaos. O bom resultado desta fei-
to, augmentando o enlhusiasmo doa qua nelle con-
seguirn) yanlagcm, fez com que os soldados, por
uro destes inpelos tao coi muos entre os Francezas,
e que bem caraclerisam seu genio, quzessem pro-
seguir em seus Iriumphos atacando desesperadamen-
a torre MalakolT ; porem o resultado nlo correspon-
ded ao que eiperavam, e de balde foi o sen orador,
porqve ot Bustos defendern) a torre,despejando um
vivissimo fogo sobre et quo a alayavam, os quaes
tem nada lucrar perdern) nesta oao um araude
numero de soldados. Os Francezes, porra, nao de-1
sanimaram, e um aegnndo ataque (Innam dirigido
contra MalakolT, e posto que, desta vez chegatsem a
penetrar na turre, todava n3o se pudendo nella
mauler, foram de novo repelldos com grande perda
de gente' de toa parle. No mar de Azoff 01 alijados
continuavam a ser melbor toccedidoi, e alguna por-
los bem fortificados linham ahi sido por elles loma-
dos aos Bussos %
Disto pois vefao os notaos lailcres -^? a goerra
desgrajadamenle continua coih a maior aetividade
da parle a parle ; e se bem que. alguns repuiem sig-
nificativos os triuinphos oblidos pelos alllados, to-
dava nos nao Ihe podemos dar esta significado, e
adiamos que nSo compensara a perda que elles Um
soffriilo.
Pela primira vez esle anno, vamos registrar em
nossa revista ora desagradavel acuntecimenlo pas-
tado no dia 27 do corrente, entre os esladantet da
Faculdade da Direito desta cidade, o qual sendo da
nalureza doa que ordinariamente se davam na cida-
de ae Olinila, quando all estava 1 roeima Faculda-
de, nao deixara de ser estranhadn por aquelles que
suppunham nao v-lo reproduzidos aqui. Nao li-
venios.he verdade.os disturbios motivados pela anli-
ga rivalidarte de segundo anualas e caloiros; porem
urna nova rivalidade entre estes e os estudanlea de
preparatorios do collego das arles dea lugar a que
os ullimos levassem snaousadia a ponto de irem
arrancar de dentro da Faculdade um dos caloiros
qae com oUes mais comprometilo estava, para so-
bre o mesm lomarem vraganca. Esta luva atirada
aos caloiros foi por elles acceila, e sahiram a campo
ara defender ao collega ; entilo, bengalas, pedias,
raneas de porta, e ramos de arvores foram armas
bastantes para o combate, do qnal algumas, caberas
e narizet nao sahiram como tinham entrador houve
alguma elTusflo de sangue. Devemos porem confes-
sar por amor da verdade, que os estudanlea dot oa-
tros anuos n.in lomaram parte no barulho, e que
mesmo alguns dos caloiros tiveram o louvavel pro-
cedinvento de se nao envolverem nelle, concorreodo
apenas alguns d'aquelles para apatiguar os conten-
dores, e tirar entre elles irmaos e pareles que Ii
linham.
O Exm. director da Falcudade, comparecendo
pouco depois de terminada a lula, procuren saber
quaes os autores della, para conlra elles empregar
os raeios repressivos que sua disposicao estn pos-
lot pelos estatutos, e efleclivamente consta-nos que
j cinco ou seis dos compromellidos foram recolhl-
dos aos carceres que Ibes sio destinados dentro dos
edificios do collego das artes e da Faculdade ; e fie
de etperar qne S. Exc. far eitenaiva a mesma pena
a ledo oa outros que porvenlura a (iverem mereci-
do, e bam assim que lomara todas as providencias
para qae nao leobamos o desgoslo de ver a nova
Faculdade de Direito ser a continuadora dot males
3ue em ta rende escala te nolavam ni veilia Ast-
enia de Olinda.
cesso.
Renden a alfandega 7):220309l.
Falleceram esla semana 50 uessoas, 11 homens, 9
muiheres e 15 parvohw livres; i humens, 5 raulheres
e 2 prvulos escravos.
------ Wllll ai ------
HEPARTigAO DA POLICA.
Parid do dia 28 de julho.
Illm. e Exm. Sr.Levo ao conbecimento de V.
Exc. que das itinerantes parliciparoes hoje recebidas
nesta repartirn, consta que foram presos :
A ordega do Dr. juiz dos feilos da fazenda, Vi-
cencia Maria do Rosario, por falla de cumprimenlo
dos deveres de fiel depositara.
Pela sabdelcaacia da freguezia de Santo Anto-
nio, Feliciano Francisco" Muniz, para averigoaces.
E peta sabdelegacia da freguezia de S. Jos.
Gustavo Goncalves Martina, e Jos Francisco Casa-
do, ambos tambem para averigoacSes.
Por nfflcio desta data communicou-m o comman-
rtate do corpo de polica, que, achando-se presos
no calaboueodo mesmo quartel. com outros mais, os
soldados Joo Baptista dos Sanios Joao Antonio
Correia, arabos sentenciados a um anno de prisSo
por aesercao aggravada, tratavam-se da ratots, e
laucando o primeiro mao de nm junco, antearon
com elle ao segundo que sinttiadamente dirigio'-se
aumcaixaoda ferramenta de tapateiro de oulro
soldado preso sentenciado, lngara mo rpidamente
de urna faca do Irabalho, e com ella descarregoo so-
bre o primeiro 5 Tacadas profundas, do que resullou
cahir este por Ierra desfallecido, e sondo conduzido
logo ao hospital vesloriado pelo cirurgiao mor do
corpo, poucas horas depois fallecen; sobro etle fac-
i vai ser instaurado o competente processo pela
subdelegada de S. Jos.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco 28 de julho de 1855.Illm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Bento da Cunta e Figaeiredo.
presidente da provinciaO chefe de policia Luiz
Carloi di Paira Teixeira.
Por ter sahido com nexaclidies o ofilcio que abai-
vo vai Iranscripto-aj-que foi publicado no Dtesto de
Pernambuco de 28 do crranle, as quaes desfigaram
n sentido do mesmo ofiioio, ha esle novamente pu-
blicado em sua integra. ,
Illm. Sr.Era additaraeulo ao meu ofliejo desla
dala, apresso-me em declarar j V. S. que convem
examinar seos vendedores de bilhetes e cntelas de
loterias.de frt da provincia.prestaram na thesoura-
na de fazenda a competente fianca, que os aulorisa
a vender os meamos bilhetes e "cautelas, certo de
que a flanea que liverem prestado para poderem ven-
der bilhetes e cautelas das loteras desta provincia,
nao pode servir para autorisar a venda, d'aquelles
onlros bilhetes e cautelas para a qual he ifidispensa-
vel urna flanea especial.
Dos guarde a V. S. Secretaria da polica de Per-
nambuco 27 de julho de 1855___Illm. Sr. I)r. Fran-
cisco Bernardo de Carvalho, delegado doprimeiro
dislricto desle termo.O chefe de policia Luit
Carlos di Paiva Teixeira.
DIARIO DE PEMAIBUGO/
llonlem Dlas 4 horas e meia Ja tarde, tomou
posse da igrlja do Collego desla cidade a irmandade
do Divino Espirito Santo, pur concesso feila pelo
Exm. Sr. presidente da provincia. Ao entrar na
sua aova igreja fez a referida irmandade subir ao ar
muitas girndolas de fogoetes, em demons!raca<> do
recosijo de qoe ficou justamente possuida por 1er a
dita de restaurar aquelle Brande templo, que ha
muitos annos se achara profanad, tendo at servido
de rasa de representarles tbealraes.
Muitas pessoaa assistiram a posse, e os sinos de
quasi todas as igrejas da capital saodaram cora re-
piques aquella feliz restauraran.
Se aos poneos dos nassoa comprovincianos que co-
nbeceram O esplendor e magnificencia com-
ver as ciicumslancias, pasa ter direito de tenlir-se
eiivcrconhado insistindowmnosco sobre laes pon-
tos. Mas o illoslro aggressor tem a insigne habili-
dade de nao investir sera palentear ao adversario
larga brecha por onde se posaa dignamente haver
a desforra. He essa rara babilidada que ora va-
raos a proveilar, sustentando, quanlo dissemos em
outra occasiao.
O Sr. ParaMbano, referiu lu-se aocomnandn in-
(erino da fortaleza do Itrum nos dizqae os presos
nrim im.!!..!-!_______________, ^- #._. _.
------.. ---.-a, ^M1 ii ,n,u ., 1UMIC, <) SU UlCS
poz senlinella vista.En) lempos de revolurOes e
guerras cvis, nao he novo que a anloridade, qaal-
, -------- ~- -- -.."., ^t_........ '.-'.rii^ue I-
leirnesjnilividiiaes. Nesse caso porem nilo eslo
seja-noa-
iquo
diaalisa, e em appoio do .que avanramoa,
licito appellar para o leslemuoho de lodos
que com elle lera lidado.
Passando agora a outros pontos de acusarles nao
menos Bravos, asseveramos que o Sr. tenante coro-
nel Veiga Pessa;'nao estava no Becife nos luluc jos
dias a, 3, e de fevereiro de 18i9 : elle tyTldva
relevantes serviros a ordem e a humanidade em as
comarcas de Limoeiro, Pa d'Alho e Nazarelh,
obedeca enlAo como militar brioso,as ordent do seu
general, e nao ao Sr. de Crusahy, como lao levia-
menle nos dii o Sr. Parahibano.
Mas, para que lim tocar nesta corda, de vibra-
rnos tao tristes, qaando a esponja da amoiaUa absor-
veu todas estas recriminacales'! So a mald.ide re-
quintada de quem nunca esteve guelo, he q aa pode
desejar que esta ulcera de novo goteje, n'urnt po-
ca loda de piz e de concordia, de conciliario e de
fuluro.
Quanto ao sentenciado padre Pi qne etleve em
vesperal de ser acollado, em a liba de Fernando,
sob o commando do gr. Veiga Pessa, declaramos
alio e bom snm.lie falso he revoltanle semelhinte ca-
lumnia,tanto mais teimvel.quando em si encerr visos
de verdade por quanto este infeliz padre tenlmciado
eslava destinado a ser speramente reprehendido
visla de leus companheros de infortunio e d.i guar-
nijao, por causa de sua conducta desregrada e que
tanto afrontava a moralidade pablica; quando a ins-
tancias e protestos do mesmo o nosso amigu desisti-
r de aemelhanfl) empenho ; mais urna prova de do-
cilidade do seu eoracao E, pois o'Sf. tenante co-
ronel Veiga Pesada nao deve ser votado senador,
porque mallratou a um sentenciado Parahibano o
padre Pi. remanamos nos agora : e o Sr. Veiga
Pessa, nao he alm do mais Parahibano tambera '?..
Quanlo he inconsequenle a lgica das paixes.
Concluimos, instando ao nosso comprovinciano o
Parahibano, que se deixe de. atacar tao deslealmen-
te ao nosso amigo e patricio Veiga Pessa porque
nao he isso proprio, nem da sua idade, nem de ca-
valleiros : he trisle fundamentar acusarnos tao gra-
ves em meros boatos. O crdito o gr. Veaa
Pessa como preslante foneciopario publico, dala
de muilo antea da nossa independencia poltica :
pecial de 29000 a
11600 e o regula*
1700 pur arroba.
Couros- Venderam-se a 187 1(2 rs. por li-
bra dos seceos salgados e nao ha
deposito.
Bacalho Enlraram dons carregamentos no
principio da semana, dot qoaes
um foi vendido acerca de 11830oV,
e o outro por ter ordinario nao
athou comprador p-. "tarado, e
se est retalbando. Hoje livemos
outros dous carregamentos
------ -------.....^. com
i,199 barricas qae dizem j foram
vendidas, mas nio cn^D o prero.
Belalhuo-se de 9 a 129 por bar-
rica conforme a qualidade ; e ha ~" '----------*~ ""
em ser de 8,000 a 8,500 barricas, mea, apresentem-te na
N:""tn lai-n .HaranH, rl C. An II.^.T.. **-----*- __
BANqj) DE PERNAMBUCO.
<-" ser ae o.uuu a ,juu Darncas, '"v-> i'"i"""u-atj ua jara aa ponte provisoria
carne secca- Nao leve ilteracao do preco: Ii- do Recife. Directora das obras publicas 20 de in-
raram m ar IB -Jlfl i,rKi< an aa.- j_ ...-- ... r '
caram em ser 18,500 arrobas do
\ Rio Grande; e 13,000 arrobas de
Bio da Prala, inclusive om ctrre-
gamenlo desla entrado na prsen-
le semana.
Farinha de Irigo- Tivemos nm
Phladelphia com
que guio para .
comMeguiram para os porlos do
sul perto de 700 barricas chega-
das de Genova a semana panada,
o coma vao ler o mesmo destino
algumas outras partidas. Ha hoje
era ter 3,250 barricas de Ballimo-
re, 800 de Phladelphia, 1,000 de
Trieste, 2,00 Fontana, e 6,200
saceos de Valparaize: venden-se
a primira de 289 a 30, a segnn-
crregaroenlo do "- >'?> 1m convier, que-
ra 1,200 barricas, ""' aa"">-eiras em que nao forera diat unios ou
a a Bahia ; assim 'er'u*o, na sala de suas sessoes, pelas horat da lar-
Dara os nortos do de. conlimia a nnc, H ,> !,: j.a.. .
.. v. >,.,oi.- un .09 .asaff, a seguo- ** *, iur
da a 32, a lerceira e qoarta a 34 Travestf do Carcereiro n. 11, por
6 rebas'."" ^ ^ 3I* Pr ""* Namesma ,rae" 13, por
generaese presidentes com quem tervio, e he de
supprque esses todos nao errassem para acertar o
Sr. correspondente,que tao gratuitamente o estigma-
tiza. ^
Finalmente, para loria e orgulho do povo Par.i-
Sr. Veiga Pessa, goza de loda a ooncl-
hibano, o _.
deraco, lano do governo imperial, como
numerosos amigos, e nao he de cerlo a Sr.
correspondente, qae ha de fazer enfermar o seu cr-
dito, porque almde conhecer-se o espirito com que
escreveu, era urna razao tem para aventurar pro-
posir/ies injuriosas dllireis de provar-se. Lea o
Sr. correspondente o luminoso discurso do depuf
lado Dr. Brandao, auloridade que de cerlo nao sera
por elle declinado e ver om estirado e bem merecido
pefasgyrico^, onde ressalla os serviros qae o Sr.
Veiga Pessa tem feilo a sua palria, o seu ment
transcendente, apezar de ama bravura e hunradez a
loda prova, sendo varias vezes interaoinpido por
moitos e eslrniuloso apoiarTus He varios Srs. depu-
lados, acrescendo a circumstanefa de que ludo quan-
lo expender o disno parlamentar, he basealo em
ontr'ora foi tratado o~aug~uat'o7mpo dos jM^ias' "e"Se df mand,ar 1ae qualquer lahelliao a quem for
cuslava acerbamente, quand,, por ali passavam, se- *
rem teslemanhas oculares da- inqualificavel profa-
nacao a que o linham entregado, lambem nao era
menos doloroso a lodos os bons osihollcos em geral,
ver um edificio, premitivamente destinado orarlo
e ao cullo de Dos, entregue ao abandono, tem o sig-
nal da Crnz em seu frontispicio, e volado aos mis-
teres profanos, mesmo em nolavel ulilidade.
Considerando a concesso feila a irmandade do
Divino Espirito Santo como um dos actos mais meri-
torios da presidencia, nu, Ihe agradecemos por nossa
parte, elhe tribuamos os devidos elogios por tao at-
signalado servico feilo a religiao e a Igreja de auem
somos filhos.
COMMIJICADO,
Sabbado 28, t 8 horts e 3|4 da manhaa, suecum-
bio a orna louga e dolorota eafermidade, oa villa de
Pu d'Alho, o St, Francisco do Bego e Albuquerque
ofiicial da ordem da Bosa, cominandanle superior
da guarda nacional daquella comiirca, e proprietario
do engenho 'Bellomonle.
Hoja 30, lera lugar o sen funeral-ni matriz do Es-
pirito Santo da mesma villa que, segundo somos in-
formados, aera feilo com loda a decencia, nao se lia-
enrlaajupa lo eslurcos e sacrilicios para que cor-
responda alia calhegora do illuslrelinado.
I'erdeu a provincia de Pernambuco nm de seus
cidaiiaos mais prestrnosos, e a comarca de Pao d'A-
lho lem de lamentar por muilo lempo a falta do
seu filho predilecto, d'aquelle que imraensas vezea
contribua com sua pessa e lieos, para resliluir a
tranquiiidade aos seus habitantes ; d'aquelle que
era sempre.o iris de paz,, o santelmo prolector as
alllir.ros dos que o procuravam em seut aptrlot e
angustiosas crsei.
Sra, o Sr. Francisco do Bego e Albuquerque foi
o modelo dos humens de bem ; generoso sem affec-
lalo ou faorarrice, probo tem hypocrisia, franco
sem calculo, poltico sem iuleresse, amigo sem re-
buro, elle accumulava todos us doles de urna alma
bem formada, qae aecessariamente Ihe atlrahiam a
sympalhia.de quem linha a forluua defo cummuui-
car de perto.
Agricultor abastado, sua fortuna foi alcancada pe-
lo Irabalho e fadigas do arado; a quaes te nao pou-
pava, ainda meimo depois de ler adquirido certa po
ticao que o dapensava dus labores campestres, ma
Diiearrigam hojidO de julho.
r~............ aaa.pa.aua. ,,arca W\n* Counteii of Zetland taixas
que o ten genio e natural aclividade Ihe nao conf !erro-
sentan) abandonar. -1 Barca uiglezaCynthiabacalh.10.
1-/
1 i
senliam abandonar.
Onde, porra, mais se distinguiram as dualidades
eminentes desse nobre cavalleiro foi semdavida du-
rante a rerolltde 18W189 nesla paovmcia. Li-
gado pelas idase por laces de familia s influencias
da actualidade, jamis se prevaleceu da posirao que
entao oceupava em sua comarca, para vexar us com
promeitidos, e ao passo que as de mais a vin-
ganr* e persegoicao opprimiam os vencidos, o Sr.
Kego a todos tratava com benignidade, a mailbs am-
parava e defenda.das insolencias dos exaltados, e a
alguna soceorreu com tua bolta, adocando-lHes os
soffrinienlos.
Eis.por que foi amado e respailado geralmenle,
tem djslincrao de pessoas ou do partidos, nao s em
na corharca de Pao d'Alho como as limitrophes, on-
de erafn conhecidas suaa virtudes particulares e c-
vicas.
Br natural do engenho Crusahy, e oceupou lo-
dosos lugares honrosos do seu municipio nao s de
eleirao popular, como de nomeacao do goveruo, dis-
lingumdo-ae tempre no cumprimenlo dos respecti-
vos deveres; fallecen com 50 annos incmplelos,
sendoaaluvo de duassenhoraa, das quaes nao leve
filhoj, deixando apenaa alguns oaluraes, mas legal-
raente recanhecidos.
Nos, que ipressailamenle (raramos estas lnhas, e
que algumatvezes tivemos occasiao da apreciar o rae-
rectraento iolrinseco do Ilustre i'ernambucano, con-
fiamos chnsiamente que. se o Allissimo sedignou cha-
raa-lo a si, com lana brevdade, ralo foi senSo para
dar-lhe o premio de que por suas virtudes se torna-
va digno.; e nesla piedota crenca, de joelhos ao p
de sua campa, nella depositamos urna perpetua om
homanagem a cinzas do dslincto e benemrito Pao-
doalhense.
30 de julho.
CORRESPONDENCIA.
Senhnre redactores :.\s daa por nt apre-
senladas acarea da clleicao de um senador pela pro-
vincia da Parahiba, lernbrando aos nossos compro-
vincianos, os sen iros prestados pelo muito hon-
rado e distinelo lenle coronel Jos Mana I. J. da
Veiga Pessa, foram desdenhoaaraenle impugnadas,
pelo correspondente do Hcho de 24 do rorrete, o
Parahibano. Tanto rancor denota seas escriplos e
tanta alllico, que cheguu a poni de asseverar com
todo detpeilo ou estulticia, qne o Sr. Veiga, nao se-
r o escolhido, embora v incluido na lista Irpli-
ce o qae prova t cerlo ponto, qcal o estado da
imagmacao do Sr. Parahibano, quando arro-
gou a si, o direito da escolha, dev.do nicamente
ao poder moderador.
Os fados, a qae alinde, longe de mancharem o
crdito do Sr. Veiga Pessa, depoem conlra a par-
cialidade e bom seoso de quem os cla como lerri-
veit acnaacoes.
Pe;soda-se o nobre eorretpondente, que nao
basta acusar, he preciso prpver o fados, e descre-
dos sem contradira.
De resto, instamos ao Sr. ParaMiano, mais
riiroiisperrao, quando tratar de persona I iaar qual-
quer ci.ladao ; assim suas palavras leriio Torca, s
assim as acusarOes terao seu devido clTeilo; isto pen-
ra e julga, o vosso,
Comnrotqndano.
de seus T \a" entrado no dia 28.
Tfra ova-16 diat, barca ingleza Snowdon., de
as toneladas, capitao Bobinsbn, equpagem 14,
carga bacalhao ; a James Crabiree & Compauhia.
""'"" sahidos no menino dia.
BabiaHiale brasileiro NovoOlinda, meslre Cus-
todio Joro Vianna, carga farinh 1 de trigo o mais
gneros.
Porto por LisboaBarca portuguesa Santa Cruz,
capiiao Joao Carlos Teixeira, carga assucar e mais
gneros do paiz.'
A'orio entrado no dia 29.
Macei2 dias, barca ingleza /otario, de 266 tone-
ladas, capit.10 H. Fristz Grald, equpagem 14,
carga coaros e mais gneros ; a Suthall Mellor
di Companhia. Passageiro, Maflieut Wylei,
Navios sahidos no mesmo dia.
,-------... ...M..u r,.iia.iicirM,. iic u,i-r,i in eill -. *, ------p,*...., ..Kuiicu, n WCI,
ilocumenlosque mais de urna vez lera sido publica- r- Aattot sahidos no mesmo dia.
dos sem corilradicla. Liverpool pela ParahibaBrgue inglez ord Har-
PURLICVC40 A PEDIDO.
Jos Antonio Gomes Jnior, requer a V. S. dig-
---------------------------- ^~w ^u^ub. ub.oaw ., !, ,11 tul
presentado o documento junio, Ihe d por certidSo
1 qoe Ihe forup- ado respelo a lojad.e lura ex-
istente na ridaife ue Lisboa, roa do Amparo o. 14,
em aome de Feliciano Jos Gores, aflm de ser frau-
dado o supplicante no inventario que am dita ci-
dade re esla procedendo por bito da Sra. D. Mara
Bosa Gomes.
Pede ao Illm. Sr. pr. jaiz de dreilo rio civel de-
ferimenlo.E B. M.
Francisco de Salles da Costa Mouteiro, tabelliiio pu-
blico- da nottas da comarca da cidade do Becife
de Pernambuco por S. M o Imperador, ajaaje
Dos auarde etc. "^ ^
CcrliDco que pelo snpplicanle me foi apreseolada
urna certido escrita e assignada pelo escrivao Ma-
noel Joaquim de Mascarenhas da cidade do Lisboa,
raoonhecida pelo consnl geral Vicente Ferreira da
Siiva, que a reconbega verdadeira, e nella me foi
aponalo 4) pedido por eetlidao o seguinle :
Manoel Joaqoim de Mascarenhas, escrivao de fa-
zenda do bairro do Roci por S. M. El-Rei regente
em nome dn Re eleCertifico que do lancamenlo
da decima e imposlos anexos da freguezia de Santa
Justa respectivo ao primeiro semestre do corrente
anno de 1855, conaia que oinqnilino da loja de louca
sila na ra do Amparo n. U he Feliciano Jos Go-
mes, o qaal foi collectadq na respectiva de cima in-
dustrial. Em firmeza do referido passei a presante
cerlidao, que confer com o administrador o Dr. JoSo"
Carduzo Ferraz de Miranda, substituto que serve no
impedimento do proprietario.Lisboa 21 de junho
de 1855.Manoel Joaquim de Mascarenhas, escri-
vao de fazenda a escrev e astgnei.Ferro; de Mi-
randa.
Estava o sello n. 152, 320 rs.. oagoli 320 rt.Be-
cife 27 de julho de 1855.Carvalho.Senna.
E mais se nao continha 110 que foi aponlado, que
eu sobredilo tabelllo no principio declarado e 110
fim assignado fielmente fiz pastar por cerlidao do
documento que nto foi presente, ao qual me reporto,
tornei-o a enlregar a quem m'o apresenlou ; vai a
presente em observancia do despachu retro.
Cidmfado fiedle 28 de julho de 1835.Subscrevi
e assignei em fo de verdade.Francisco de Salles da
Costa Mouteiro.
COMMERCIO
PRACA DO RECIFB28 DE JLLUOAS 3
HORAS DA TABDE.
Cotaces ofllciaet.
Hoje nao houverao colacdes.
aLFANDEUA.
Rendimcnto do dia 2 127. .
Idera do dia 28 .
30l.049j.-i87
10:5.579219
::/
11:6064836
a\ Barca inglezaSnotoonidem
\Ilarca inglezaDmmaidem.
Barca diuamarqnezaAgitesfarinhi de Irigo.
CONSULADO GKKAL.
Rc.idimenlo do dia 2 a 27.....32:1454736
dem do da 28....... 650)863
- 32:7965599
RIVERSAS PROVINCIAS."
Rendimenlo do da 2 a 27. .
dem do dia 28 .
1:866622
-P------
.- 1 luiiiiinn i_f*iio, 1 unes iiiiinie
cla de.mandioca, 4 caitas doces.
Lisboa e Porto, barca portoguezn Flor de S. Si-
mau, de.11U tonelada', condnzio useguiute:5,196
vnliiines com 1s,||i) arrobas de assucar, 69 ditos
mel, 1,000 couros seceos, 152 (oros de angico e la-
tamba.
Liverpool pela Parahiba, brigue inglez Lud Mar-
ding, de 397 toneladas, conduzio o seguinle : 4
fardos fazenda, 1.400 saceos com 7,000 arrobas de
assucar.
KECEBED0RIA4lB RENDAS INTERNAS GE-
< KAES DE IMHNAMBUCO.
Rendimento do dia 2 a 27.....30;IJ09j*774
dem do dia 28
31:079-92
CONSULADO
Rendimenlodo dia 2 a 2i
Idem do dia 28 ,
PROVINCIAL.
..... 16:1089130
.... :3p726
46:151*856
arrobas.
Genebra-----------Vendeu-se a 05 rs. a botija.
brralas-----------dem a 11 a groza.
Queijos--------------dem a lj>750 por cada om dos
. flamengos.
Manletgt- A ultima venda que se fea da ip-
v. gja regulou a 820 rt. por libra.
Vilios------------Consta se vender hoje um carre-
.gamenlo de Barcelona a preco
occullo, qne suppomos regulou
por 1809 a pipa.
Uisconlo ... Rebteram-se leltras de pequeo
prero a 8 por 0(o o de 7 a 8 mezes
* 9 por |5 ao anno. .
tretas------------Do assncar para Liverpoofa 20,
e do algodao a 1|2 d. por libra.
Tocaram neslc porto 2 vapores e 1 navio de Sid-
nev.
Enlraram, 1 com carne secca, 1 com farinha de
trigo, 4com bacalhao, 1 com vinhos, 5 cora gneros
de oulras provincias, 1 em lastro e 2 dous transpor-
,es' do governo, que linham sahido em commssao.
bahiram : 8 para oulras provincias, 2 com carre-
gamentos para porlos eslrangeirot e 1 em ltiro.
Ficarara no porto 16' erabtrca;oea, a saber : 1
elle raTreceVem^re^^^^ JXS ZVSLfTSSLlM = '
generaese presidente, comauera servio, e U H, &$>< SSSTl 1.^?^-^;
a 4 tira.
e 1 sarda.
MOVIMENTO DO PORTO.
aing, capitao A. Charles, carga assoear.
Porlo por LisboaBrigue portfeuez Bom Successo,
capitao Manoel Gomes dos Santos S Silva, carga
assucar.
EDITAES.
O Illm. Sr. inspector da lliesouraria provincial,
era cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia de 2t do correute, manda fazer publi-
co, que no dia 23 de agosto prximo vindouro, vai
novamente praca para ser arrematado a quem por
menos zer, a obra dos reparos do acude de Garuar,
avahada em 1:0129000. E para constar se mandos
afiliar o presente o publicar pelo Oiorio. Secreta-
ria da Ihetoorarit provincial de Pernambuco 24 de
julho de 1855.O secretario,
A. F. d'Annunciacao.
O Illm. Sr. impedor da thesourara provin-
cial, em cumprimenlo da resoluca da juola manda
azer publico, que a arremalacao da ohra dos con-
certas da ponte da villa de Iguarats foi (raosferida
para o dia 2 de agosto prximo vindouro. E para
constar se mandou afiliar o prsenle e publicar pelo
Diario. Secretaria da thesourara provincial de
Pernambuco 26 de julholle 1855___O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciacao
OBanco de Pernambuco lacea sobre parte do seu carregamento* prompto 1
a fraastjjwla Baliia, e contina a tomar para o resto da carga e escravos h frete,
lettras so\>* do Bio de Janeiro. Ban- *"
co de Pernambi^<95 de junho de 1855.
de Medeiros Bego.
L.parlicSo dat obras publicas precisa-* ur
venles para se engajar na companhia de operirM
oceupados na limpeza dos caes desta eidtde, e paga
aoiterventes livres*720rs. diarioi, e tot eseravot
I rs.: as pessoas que quizerem se engajar para It-
ira da ponte provitoria
Iho de 1855.O escriplurario,
Joao Francisca lligis dos Arijos.
A administraran geral dos aflabelecimentoi de
cardade manda fazer publico a qnem convier, qne
de, contina a praca dat casai abaixo declarada!
Ba da Senzaln Velhs n. 25, por
Rna da Lapa n. 5, por
Ra da Senzala Nova n. 26, por
Namesma roa n. 36, pur
Rita do Collegio n.,12, por
Roa Direito n. 5, por
Na mesma ra n. 7, por
1689000
2769000
608000
6O9OOO
1:0009000
66O9OOO
5769000
609000
729000
729000
1209000
mado n.
Julor.
IHEAIRO1) APOLLO.
Sociedade dramtica emprezaria
QUARTA FEIRA 1 DE AGOSTOH)E 1855.
Uepoit de oxeculada urna bella ouverlura subir
* scena pela primira vez o novo, e excellente dra-
ma em 5 actos original portugnez do Sr. Francisco
Luiz Machado, intitulado
AIKOR FILIAL
ou
OS SALTEADORES DA MOKTANUA DO POBRE
DENOMINACAO' DOS ACTOS.
1. actoA miseria.
2.0 ditoA louca.
3. diloO chefe de salteadores.
4." ditoO reconhecmento.
5. ditoO perdAo.
Perstnagem. ( Aclorit.
Ricardo, filho de Lulrj. O Sr. Bezerra.
o patacho nacional CONFIANQA, por ter
trata-se com o consignatarios Noraes e
Companhia. na ra do Trapiche n. 34,
ou com o capitao na prac,a.
~ ''era o Porlo por Lisboa legue eora a maior bre-
vdade a muilo conhecidt galera portugaeza Bra
charense ; quera quizer carregar ou ir de patsagero,
tiltil!8 a<" co,,si8"alariot T. de Aqoino Fanieca &
h"10-r do Vigario n. 19, primeiro andar, ou
ao eapiiVT^a.jartca.

^^aOXa
O agente Oliveira far eit^DTHjrfqaerinMnlo
do de [.asilarlo iTa massa fallida de Andrisfiaoter, e
por despacho do Illm. Sr. Dr. jui, do cemmerci dout ptimos escravos menores, de 19 1* attoaaToV
idade.hypstheradosa dilo fallido em 18 de marro de
1853: quinta-feira, 2 de agotlo prximo, ao meio dia
em poni, no eteripturo du mencionado asente,'ra
da Cadeia do Recife.
O agente liorja fara lellao em ten armasen,' na
ra do Collegio n. 15, de om completo'lorlimer.to
de obras de mareineira de differenles qoalMades,
de ama iofinidade de otros malte* ebjeelot etc.,
que se acharan patentes no mesmo armazm : quin-
ta-feira 9 de agetto, at 10 horat em ponto.
O agente Borja, por despacho de 8 de correte
do Illm. Sr. Dr. juiz de dtVeito da primira vara do
commeico Custodio Manoel da Silva Guinraraes,
requeriinenlo do curador fiscal da matsa fallida da
Bernardo Jos da Cunha, far leillo dos moveit a
de urna grande porreo do charutos perteucentet a
dita mana : terca-feira, 31 do corrate, ai 11 horat,
no arraiizem de Jos Joaquim Diat Pereira dat Mel-
lo, tito ao eaei da Alfandega.
AVISOS DIVERSOS.
Na mesma travesa n. 17, por
Rna do Padre Floriano n.13, por
Administracao geral dos eslabelecimentes de carida-
de49 de julho de 1855.O escrivao,
Antonio Jote Gomes do Correia.
r- A relacao dos devedoree de dcimas da eollee-
loria e municipio de Olinda, al o anno flnaneeiro
de 18511852 est em joizo, e os meamos devedores
sao convidados a satisfazerem seus dbitos, indepen-
denle da aeeio judicial qae os sujeilani a maiores
despezas, no prazo de 15 dias, a conlar do presente,
para o qae se poderao dirigir a ra Nova n. 44, se-
gundo andar, afim de oblerm a compelen!* gaia.
O procurador fiscal da thesourara provincial,
Cypriano Fenelon Guedet Alcoforado.
PLBLICAgA'O LITTERARIA. '
Acha-se venda o compendio de Theoria e Prali
ca do Processo Civil feilo pelo Dr. Francisco de Pau
a Baptista. Esla obra, alm de ama iulroducrao
sobre at aeros a excepr&es em geral, trata do pro-
cesso civel comparado com o commercial, eontm
alheoria,breaPp|lcacaodac.oSa julgada.eou- .
trat doulnnas luminosas : vende-se nicamente lUpte as loiat rln mama nZ*V
na loja de Manoel Joa Leile, na ra do Quei- ,'dL i J- COtllm.e' f P1^ <*
neto '"^""^nc13: premios serSo pagos
APRENDIZES DE COMPOSITOR.
Esta typographia aceita meninos que
saibam bem ler utenham bom compor-
latnento para aprender a oomposieao, ot
qgaes principiaruo a ganhar logo que fa-
cam algara trabalho que se potan apro-
veitar.
-O Sr. M. II. P. venha buscar o me-
morial que mandou imprimir ha quatro
mezes nes^i typographia, e que nao satis-
fez o seu importe.
LOTERIi DO RIO DE JANEIRO.
No da-3! ouSodo correute devia cor-
rer a lotera 9- da cultura das amoieiras,
ainda se acham a venda alguns meiot bi-
10. arcada exeraplar rubricado pelo "rptnaenCf'a = \ P? ^ P*rf
logo que se tenha eito a distribuirlo das,
listas. .
Lisboa.
DECLARACO'ES.
P conselho de adminslracao aaval contraa
para 01 navios armados, enfermara, barca de esca-
vacao e mais estabclerimentos do arsenal, o forneci-
aaento de carne secca, bacalhao e assucar branco,
nos mezes de agosto e setembro vindouro, e igual-
mente a compra de briol de lioho inglez, e coberto-
res de aa ou de algodao : portanlo convidam-se aos
que interesaarem em dilo forneclmento e venda, a
comparecerem as 12 horas do dia 3 do mez de agosto
vindouro, com suat amostras e propsalas na forma
eslabeleclda. Sala daasesses do conselhp de admi-
nistrarlo naval de Pernambuco 28 de jolho de
18.XJ.O secretario do conselho.
Chrislovdo Santiago de Olivelta.
CONSELHO ADMINISTBATIVO.
O conselho administrativo, em cumprimenlo do
nrl. 22 do reg. de 14 de dezembro de 1852, faz pu-
blico, que foram aceitas as proposlas de Joaquim Lo-
pes de Alraeida, Manoel Antonio Martina Pereira
Alejandre Jos Bibeiro, Domingos Francisco Ba-
malho, Joao Pinto de Lemos Jnior, Unilherme da
Silva (auimaraes. Keller & C, Henry Gibsun.-E-
duardo H. Wyal, Francisco Macel de Souza, Joao
remandes Prenle Vianna, Antonio Valenlim da
Silva Barraca, Souza & IrrnSo, Antonio Francisco
Correia Cardlo, JotBaplisla Braga, Joao Antonio
(.ornes, Antonio Pereira de Oliveira Ramos eBar-
Iholomeu francisco de Souza, para fornecerem :
O 1., 20 duzias de laboas de pinho, a 14-5 rs.
0 2., p dilas .le ditas de asaoalho de amurallo
de qualidade, a 72 rs. ; 6 ditas do ditas de louro, a
.163 rs.; b coslados de pao d'oleo. a 6 rs. ; 3 ditos
de amarello, a 12 rr. ; 4 costadinhoi dejamarello, a
HfatW rs. ; 1 rolo de pitia marfim, por .>00 rs.
U d., tO grvalas de sola de lastra, a 360 rs ; 6
meios de sola de lustre, a 17? rs.
,.P**0'. I00 nonete para os recrotas do 2." bala-
lhao de infanlaria, a 13380 rs.
O 5., 620 varas de brim branco lino, a 400 rs.
O 6., 56 covados de panno prelo, a 29100 r.
O 7., 5 ditos de dilo dito, a 2100 rs. ; 200 co-
bertores de papas) a 28700 rt. ; 300 varas de brim
branco fino, a 400 rs. ; 1,644 varas de algodozinho,
n llM) n,
O bV>, 500 varat de brim branco liso fino, a 400
rs. ; 192 covados da chita para cebarlas, a 240 rt. ;
72 ditos de flanella, a 300 rs.
O 9.o, 6 leocoes de latao, a 760 rs. a libra ; 4 en-
S-fe,' ^^ "! 6 chaleiras de ferro eslanhadaa, por
0 rs. ; 12 panfilas de ferro forradat de porce-
i--tr,.'i- ;"*^~-;;i >* Kannios ue ierro lorrauat ae porce-
'S "aa de diversos lamanhos, a 400 nu a libra ; 2 bi-
,.)1|.*XJU.) cnrnaa a .Kan ,.. 4 .k.. ka______a_ a .. *
Exportacao'.
Porlo com escala por Lisboa, brgoc porlu:;uez
Bom Saccesso, conduzio o seguinle : 1,837 tac-
eos e 6 barriquinhas com 10,52.) arrobas e 21 Ii iras
de assucar, .58 baarit mal, 197 couros Migados, 58
dilas seceos, OOVbcos com caaos, 45 saceos arroz, rama grotso d latao, a 700 a libra: 16 libras de
l barriquinha caf, 1 dita farinha de tapioca, 1 dita dilode ferro de meia grossera, a 320 rs. ; 1 600 ho-
dila de.mandioca, 4 caixas doces, loes convexos pequeos de metal amarello 'a irinta
gomas, a 280 rs. a libra ; 4B- gratas de hies bran-
cos1 de osso, a 300 rs.; 31 dilas de ditos prelos ; a
13800' 6 PafM d" MPa,M fei,0, M Provincia> a
O 11.- 12 castarolas de ferro forradas de porcel-
ana de dilTerenles lamanhos, a 4-10 a libra ; 4 ban-
dejas grandes ae folba por 15 re. ; 2 caixas de fo-
llia de llandrea dobrada, a 28b rs. ; 2 arrobas de a-
rame grotso da latao, a 700 a libra ; 16 libras de
i)

.
v
Francisco, idenw. .... a
J0S0, carapon'z chamado o
Pobre. ....'...
Mauricio, amigo de Bicardo. a
Miguel, jardinero.....a
4- salteador.......1
2-- lil".........
Roberto, menino de 8 araos.
Luiza...... ,
Emilia, filha de J080. .- ,
Juliana, mulher de Miguel.
Salteadores.
A accao he passada era Porlogal, na provlneia do
Minhoo 1 aclo em casa de Luiza ; o 2 em casa
de Joao ; o 3 nos bosques ; o 4 e 5- em casa de
Joao. Os muitos applausos com que etle bello drama
lem sido representado o Ihealro do Ro de Janeiro-
noi animam a aasegnrar ao respeitavel publico a boa
escolha qoe flzemos para bem agradarmos, a quem
na noile d sabbado nos coadjuvar'eom a sua con-
currencia.
Terminar o espectculo com a appltudida farca.
Senne.
Pinto.
Mouteiro.
Lima.
Rozeulo.
Luizfaha.
. A Sra. D. Leopoldina
Leonor.
Amalia.
A HOIU VIVA.
Ot bilhetes acham-te ai venda no mesmo Ihealro
todos ot diat, das 10 horas da manhaa at 2 da tarde,
e no dia do especlaculo no etcrlptorio do Ihealro.
Principia as 8 horas.
AVISOS MARTIMOS.
MARANHA'O E PARA*. .
Segu m poucos dias o biate nacional
ADELAIDLvrecebe caiga e passageiros :
trata-se com o consignatario i'. B. da Fou-
seca Jnior, ra do Vigario n. 4.
Real Companhia de Paquetes Inglese
a Vapor.
No dia 31
deste mez es-
pera-sa da En
Manoel Buarqae de Macado Liana eordeal-
menle agradece a todas as pessoas qne Ihe fize- I
ram a honra e obsequie deatsislir ao funeral dat
^ua mni preaada mai.
^Os credores da massa fallida de Leo-
poldo da Silva Queirox, sao convidados
para no praao de ti es diai apresentarem
as suas cnta$ ou ti lulos de divida, peran-
te eommissao respectiva, na ra da
Cruz n. 27.
Actiavate para alugar nm gratada tahraato ata
um andar baslanle fresco em St. Anurnho : trata-
se com o solicitador Manoel Luiz du Bego, ra da
I.ivrainenlo ni 27, segundo andar.
Roubo.
1
Ao amnnnecer do dia 24 da cortala, fngio anta
cabra de aome Luiza, sedozida a em companhia da
dous soldados que deaeriaram da dcimo balalhao de>
infanlaria, umde nome Faustiao, que dizem aer da
amizada da mesma cabra, a ooaalro am tal Poaseea
eoxo, roabando a dita cabra de sen senhor 1:1259,
arado urna uola de 5000, doat de 200}, ^ima de 100.
datas-do 5U9, e omaia ea ntiudat; os sigataas da ca-
bra sao ou seguintes : baixa e eheia do corpo, o resta
muilo picad de bexigas, daotes perfaitot, caballos
cara pinho i, e tem o andar balaaeeaado cora aa
qaartos ; assim pede-se ai autoridades policiaet at
providencias que estiverem a seu alcance ; assim
como proraette-se a qualquer pessa ama bata grati-
ficaran, apprebendendo d;.o roabo a aacrava, a era-
tregar a sea senhor, os iva ato Cabug, aoja a. 11,
de Seraphim & Ir mao.
-Manoel Lnlz daVeiga.tuforitad'o'pelo Sr. pro-
carador goral interino da veneravel Ordem Terceira
do S. Francisco da Penitencia desta "tWi|. pal*
preteotel chama aos devedores de furos da mifit
ordem, a virem pagar ditos foros at o dia 10 dat
agosto prximo futuro : na roa do I.ivramento n.
27, aeguuio andar todos os dias dat 6 da maiihjt as
9, a lira de nao cahirem em commiato,
CAPAS DE PANNO FINO. -
BNa ra de Queimade loja a. 18, veadeaa-ta riat
capas da panno lino propriat para viajttm. dcW ba-
rato prero de 183000 rs. H
Tendo Jos C.oncaives Braga conlrattdo enm o
conselho 8drfiinislraiivodo9 balalhao da inCanlara,
apolcar sanguisugas aus doentes da> hospital ragi-
meiilal du ante o espado ala) am tono, pelo preajo a>
160 rs., e nao lendo comparecido al hoja con o atan
fiador para assignar o termo qae eaUabajaca at baltat
1 mesmo conseibo convida aje-
demora 1,0 cus-
lame seguir
para o sal: pa-
ra passageiros, ele, trata-te com os agentes Adam-
on lioie & C, ra do Trapiche-Novo n. 42.
PRACA DO RECIFE 28 DE JULHO DE 1855,
AS 3 HORAS DA TARDE.
Revista semanal.
Cambios As transacrOes hitas depois da ul-
tima revista, ejde que foi portadoj
o vapor Avon, regnlarara a 27
1|2 d. por 19 ; e desde a sabida
desle nao houve mais transacc^es.
Algodao Enlraram 814 saceos, eos procos
afrouiaram lendo-se vendido de
69 a ii?io> rs. por arroba, havsn-
do poucos compradores.
Assucar A entrada foi diminuta, e ai ven-
das insignificantes, constando alie-
nas de algam branco superior a 1
25900 por arroba, o mascavado es-1 cretario.
loes convexos pequeos de metal amarelo, a Trila
e ciuco rie.
O to* ix> colheret de melal fino para topa, a
460 reit ; 36 dilas de dilo para cha, a 250 re. : 2
lomos para bancadas, a 280 rs. t libra
O 13.- 96 lalheres, a 25 rata.
O 14.' 4 ps do ferro, a 1$200.
O 15.- 16 arrobas de cobre velno a 300rt. 1 libra-
o ditas de zinco em barra, a 150 rs. a libra ; 46 li-
bras de rame lino de ferro de amarrar, a le rs. a
libra ; 30 cadinhos, sendo 10 de n. 6, 10 de n. 8. e
10 de n. 10, a 200 rs. cada numero.
* oSanS"' 3 cai,as de folha 'k "nndree singelas, a
1:069M70 l!JfP(~-
. u 17. os medicamentos e mais gneros para a
botica do Hospital Rsgimeotal, sesundo o pedido j
annuncado, na importancia de K99S020 ; avisa
aos supradilos vendedores que devem recolher os
referidos objeclos ao arsenal de guerra no dia 30 do
corrente me.
Secretaria do.conselhoadmiiislralivo para forne-
cimenlo do arsenal de guerra 27 de julho de 1855___
Bernardo Pereira do Carino Jnior, vocal e se-
cretario.
Na conformidade da requisiro feita
nesta data pelo conselho de dirccao do
Banco de Pernambuco, he convocada a as-
semblea geral dossenhores accionistas, pa-
ra reuniao ordinaria no da 31 docorren-
te, as 11 horas da manhaa, para levar-sea
efleito o disposto noart. 50 dos respective*
estatutos.Recife ti de julho de 1855.
Barao deCamaragibe.presidente.Jos
Bernardo Galvao Alcoforado, primeiro se-
Parao Porto e Lisboa.
A nova e mnito veleira barca Santa Clara, ca-
pitao Lonreoco Fernandes do Carmo, seguir at
o lini do correte mez, por ter maior parte do car-
regamento prumpiu : para o resto e pa.ssageiros tra-
'9e cora os consignatarios Barroca & Castro na
ra da Cadeia-do Recife n. 4, ou com o capillo na
praca.
Para Aracaly e hiale Comi io Sorte tecne
cora brevdade ; para o resto da carga, trata-te caro
Cnetaao Cyriaco-da C, M., aa lada da Corpo Santo
-- Para o Cetra a Maranhao tegae o palhabole
t-enus, capitao e pratico Joaquim Antonio San-
ios: recebe carga e passageiros : a Ira (ar cora Cae-
tano Cyriaco da C. M. ao lado do Corpo Santo n. 25.
Para o Porlo com escala por Lisboa, segu
eora a maiorbrevidadeobrigua norluguez Bom Suc-
cesso por ler parle da carga prorapla : qnem no mes-
mo quizer carregar ou ir de passagem, para o qoe
lem aceados commodos, dirija-se aut consignalariot
lbumaz le Aqmnp Fonseca gario n. jy, primeiro andar, ou ao capitao o Sr. Ma-
noel O. doa Sanio* l.essa, na praca.
^ Ao Rio de
Janeiro.
O brigue nacional MA-
RA LIZIA vai seguir em
poucos dias: para a ter-
rea parte do seu carrega-
----ment que Ihe falta e es-
cravos a frete, paraos quaes da' as melho-
res accommodaces, trata-se com os con-
signatarios Antonio de Almeida Gomes
A C, na ra do Trapiche n. \%, segun-
do andar.
PARA A BAHA.
Sahe na presente semana o hiale nacio-
nal AMELIA, por ter parte do seu carie
gamento prompto : para o resto da carga
e passageiros, trata-se com os consigna-
tarios Novis & C. na ra do Trapichen,
^i.oucom o capitao no trapiche do al-
godao. 1
PARA 0 RIO DE JANEIRO-
do referido contrato, 01
vameote.'iJor lal motiva, 109 que se qaiterem in-
cumbir de temellunte encargo, se apresas (arena aa
dia 30 do correle, no quartel ala Soledad* petas 10
horas com suat propoatat em caria fechada, a sena
respectivo fiadores, em pessa ea por carta para
firmar se i contrato logo depois do Goda a arrema-
tae,\o.Joaquim Antonio de .Uora,alferei> agenta.
No largo da Ribaira, jauto aavpraea da fariaha,
detappareceu um cavallo que eslava sem caagaUta,
. u. a- de cor cas:anho escuro, cajlrad de oes e qies da
ropa, nm dot prelo, com um pequeo signal branco junto ao casca
vapores Ja real de um dot pt, lem a orelha-esqaerrja cortada pe*
companhia, o mein.com o signa! O n'nm dos quartot; o detappa-
qual depois da racmenlo ou furia do dito cavallo acontecea ao dia
26 do corrente : quem Uelle souber oa o liver appre-
hendido, leve-o roa do l.ivraraento, na toja do la-
brado 'n. 8, qne ter recompenstdo.
8 Precisa-se alagar urna escrava para coziphar a
fazer o servico ezteraa e interno de urna casa da
peuea familia : na roa Direita, sobrado n. 86, se-
gando andar. .
_
Oetapptrecen no dia 26 da jnaho de 1850,
escravo Rayraqndo, crioulo, cor acaboclada, cabal-
los prelos, bocea grande, desdentado na frente, na-
riz chato, venias glandes, pausa barba,para*i gratas
e arqueadas, altara regular, idadamals de35 anuas,
Irabalba de tapateiro, a conhece -gsr-na Ultras ato
alfabeto portugus, que lalvez aaiba proataociar al-
guns nome, foi comprado, aa Sr. Manoel Goocalvet
.la Silva, a eontla qae o dilo escravo taita pelo ter-
tio do Ic, e teta tppai ecido at cidade ala Sobral *
par bata raga te a todas as auloari ladea palLiaes o
capilaes de campo, que hajam te prende-lo a lavar
ten ttnhnr Ignacio Ferreir>. de Melle Lttaj, na
engenho Camorira Grande, iregoetia de Agoa-Pr la.
ou nesta praca a Manaal Antonio da Santiago Latea,
quesera graerosameole recompensado.
Os credores da casa fallida de Oliveira Irniaot
& Companhia sao convidados, para, no prazo de 8
dias, que s prncipiarao a conlar do dia 30 ("a tor-
rente mez de julho era diante, apresentarem no
escriplorio la mesma administracao, na raa da Ca-
deia de Sanio Anlonian. 21, primeiro andar, os t-
tulos de seas crditos,.pira serem revistos e devida-
mente relacionados conforme lorem ou nalo admilti-
dos,como eslabelecem ot artpos 859 e 860 do cdigo
do commeri io, e artigo 164 4. do regolameato n.
738de 25 de novembro de 1850.Recife 26de Iho
de 1855. Os administradores da fallenclaFran-
cisco Xavier de Oliveira, Manoel Pereira Lautas,
Richard Dupperraann.'
Oabaiio assignado pretende comprar ao Sr. '
Alenoajlo Prado Freir urna sua cata terrea da pe-
dra e cal n. 44, sita na ra Direila da povoaeao dos
Afogaflos : qaem se jalgr com direito de impe-
dir a negocio da dita casa por hypotheca qoe tila
soffra, ou outro qualquer embarazo, dirija-te 1 fil-
iar cora o comprador, que mora na rut Direila doa
A fosados, cusa do fogoeteiro, na quina do necea da
Quiabo, ou annuncie por esta folha al o dia 8 do
agosto do crrante anno.
Joao do Prado Cmara Santiago.
MONTE PI ACADMICO.
Havendo t sociedade PhilotopMca desta cidade
oBerecido ao Monte Po Acadmico o saldo qae exis-
tir mensalm.jnte a seu favor, e o Gabinete Portoguex
da Leitura considerado como sooias honorarios es et-
iiidanics sulisidiados, houve por nem decidir a eom-
missao provitoria e directora qne at dsse am publi-
co leslemanho da sua gratidao. Recife 28 da julho
de 1855.n. Marques Rodrigues, 1. secretario.
Precisa-se de ama ama capis para ajonaimar
em urna casa de pouca familia : na ra <"
loja n. 2.
Precisa ae de urna mulher-ctpax, fadj
crava.que sa ha ootinbir e engnmmar parfeitan
le, e fazer o raas servico de urna casa 0)
; paga-sea contento : na raa Nova n,2, ou
*


\
Pretende sahir com muit brevdade, I ?'.ViXSi^?


w*
T
/" .


OIXRIO DE PERRMBUCO SEGlC^A FEIRA 30 DE JULHO DE 1855
Agostinho Marlim Moreira,'subdilo portuguez,
chegado da cidade do Ico a esta capital, vai a Eu-
ropa.
* A pessoa que quizer adianltr 1:0009000 para
recebar ero lijlos de alvenaria growa de primeiro
qualidade, dirija-ce i roa Nava u. 18, para tratar da
juste.
BOA GRATIl'ICACAO'.
Na noite de 25 do emente mez de julbo pardea-
se desde a casa do Sr. Iroderico Robilliard, do l'oco,
al a roa da Cadela \ e ha, un annel de ouro esmal-
tado, com um brilhaut : a pessua i|ue o ac
iuizer reslitui-lo, dirji-se ra da ( adjin-J
a b. 36, primeiro an l ir, que recebe ^^* gralifi-
eacSo generosa.
M. Scasso, mo) j^
muito ricas para_>*rTe : i
n. 31. Jr
ebeu de l-'ranf.i llores
no aterro da Boa-Vista
CONSULTORIO OOS POBRES
so mr2ovA i Ana 50.
w>T ROB"|LAFFECTEUR.
oHkico autorizado por dertsao do conselho real e
decruo imperial.
Os mdicos dos hoiipitae* recommendam o Arrobe
de Laffecleur, como neoBo a nico autorisado pelo
governo, e pela real lociedade de medicina. Este
medicamento d'am goslo agraduvel, c fcil a tomar
em secreto, esta em liso nainaiiuha real desde niais
de 60 annos; cura radicalmente em pouco lempo,
oom pouca despeza, sera mercurio, as affecces da
pelle, impigeos, as conseqiiencias das sarna, ulce-
ras, 1) ea accidentes dut partos, da idade critica, e da
acrimonia hereditaria dos humores; coiivm aos ca-
tarrlios, a bexiga, as contiaccOes, e fraqueza dos
" orgaoe, procedida do absenlas iujeccoes ou de son-
das. Como anti-syplii.itico. o arrobe cura em pouco
tempo os fluas recentes ou rebeldes, que volvent
iDeeHsaates em coosequencia do emprego da copai-
ba, da cubeba, ou das iujeccoes que represntela o
viro sen neutralisa-lo. O arrobe Laffecleur be
especialmente recoaunendaclo contra as doeucas, in-
veteradas ou rebeldes, ao mercurio e, ao iodurelo de.
potajsio. Lisbunne. Vnnde-st ua botica de Brrale de
Antonio Feliciano Alvs de Azevedo,praca de l>. Pe-
dro u. 88, onde acab.i de ebegar nma grande porco
da garrafas grandes e pequeas viadas direelamenle
de Pars, de casa do . Kicbeo Pars. Os formularios dao-se gratis em
casa do agente Svi na pisca de D, Pedro, n. 82.
Porto, Joaquim Araojo ; Baha, I.ima & IrmSus ;
Peruambuco, Soum; Rio de Janeiro, Rocha & Fi-
laos ;. el Moreira, lo; a de drogas ; Villa Nova, Joao
Pereira de Magales -Leile ; Rio Grande, Fraa de
Paulo Cont & C.
. Agenci* de contabilidade commercial.
Cliristovao Guilher.ne llreckeuftld, habilitado
com os conhecimenlo pralicos, que em materias de
ccmmercio tem adqjirido durante muilos auuos,
, que as lera eiercidD nesta prac,a, cnmo'caizei-
ro, guarda livros e gerente de negocios proprio; e
alheios, offerece aos negociantes desta e das oulras
praxis do Brasil, assiin como a oulras quaesqur
pessoas, o seo presumo para o fin ds frigir tudo o
qne se refert S contubilidade, como seja : rever e
. ajustar coolas de qualquer nalureza, orgaaisar ba-
lase, os e regularisar liquidacfies de fallimeiitos, de
.sociedades, rateios, ret,;ulac0es de averias, inventa-
rlos e panilhas amiraveis de qualquer especie de
bens, exlrahir coolas correnles com juros ou sera
lies, per em dia etenplu-aooes atrasadas, tomar
coala de qualquer nova e.scripluracao por partida
dobrada, mixta, ou ampies, arbitramentos judiciaes,
contratos commercia ? de qualquer natureza, etc.,
etc. Encarrega-se ostro sim de dirigir qualquer
negocio judicialmenle, quer perante o joizo coni-
raeroial, qur peranlo o tribunal do coiumercio eiu
prirneira e segunda i isiaocia, para o que tem a coo-
perario de um dos-nais hatilllados auvogados, e de
um dos probos e inteligentes solicitadores do foro;
Para este fioi tem o nnuncianle abarlo oseu escrp-
torio aa ra da Cadeia de Santo Antonio n. 21, onde
pode ser procurado das 8 horas d maulula as 4 da
tarde. O annuncunte espera merecer desta e de
outras pracas um botr, acolhimento, sendo o sea es-
tabelecimento da mi is reco hecida i tilidade.
Chriilovio Guil/terme Brecktnfeld.
Grande tala de barbeiro.
Antonio Barbosa de Barros, com nala de barbeiro
na ra da Cruz do Recife n. 62, primeiro andar,- faz
scieiite ao respeilavel publico que alem de barbear,
cortac cabellos e sangrar com toda a perfeico, lim-
pa denles, queima, chemba com a verdadeira raassa
adamantina, da qual iecetxm proximameate viuda
de Franca grande porc-io, e vende es frasrrainlios por
preco commodo ; ssim como ensma como ella he
applicada para cous;rvar icinpre os denles na sua
cor natural. Tamben tem um grande deposito de
bichas de Hamburgo, as qcaes vende em porrilo, a
retalho, aluga a menor pon o que o fregoez queira,
equando seja predi* elle rnesmo as vai applicar ;
assiin como ludo ma s qae ncima Tica dilo, mais ba-
rato do qUe em outra qnalquer parle.
JffTftfrlTTriTrrTrffl^
Ffc.BFb AMARELLA. Jg
Acha-se a disposicao do publico, em-casa w
a* do Sr. F. Q Rodrigues Esteves, ra do Cal- S
5 deireiro n. 42, uso medicamento, que no es- 2
8* lado actual da Ihti-apenlica, he o mais effl- H
caz para fc'EBRE AMARELLA. Conbece- M
mos o vegetal, cujas flores apresentamos em *l
E tintura mai, por seus effeitos cliaicos, e por JX
"** isto acoselhamcKi, que delle se use segando Jj
o roalo que leva :ada um dos frascos. -
Aanoei de Sjueira Cavalcatt.
P. S.Autorisados por innmeros fados
clnicas, declaramo-, ouo esle medicamento
be igualmente ce mOUii efDcseia para estes
i caaos: vmica, pnjumVoia, pleuriz, febres
iolermiltentei, solTrimenlos svpliililicos, ele. J
IthTKirtHtraiKKttffglg
\tteniao.
.llecebem-so pensionistas internos e exlernos paca
. ensioar os preparalirii com perfeirflo : no Moude-
gp o. 56, antes da l avessa da Trempe.
Dr. Ribeiro, physiciun by llie oniversity of
Cambridge, United Sutes, contines toreside, at ra
da Cruz u. 49, 2. floor,' and attends especiallv lo
the eye and ear's ditieasea, he makes occular, exami-
nation at any bour ia prvale residences ; remember
thal for the eiaminaliun of the ear, it requires the
ligbtolbe sun.
Ninguem conlale neri compre parles algumas
perlenceoles ao sitie com casa de sobrado, no lugar
da povoac9o de Beber be, que foi do Tinado capiUo-
mor Sonto e luamalhur Anua de Jess Nnbalhos,
por isso que tem de su liquidar estas partilhas por
parle da Alhaj e herdeira dj Tinado Jos Venancio
Pimeuta de Carvalh ),(jue mal e indevidamenle se fi-
zeram, e se est (raiando dos devidos preparatorios
para essa reivindicarao, e para que ninguem se cha-
me a engao, fago o presenteannuucio, como procu-
rador da filha e genro do dilft l'imenta.
Albita Jote Ferreira da Cunha.
Na ra das Crnzes n. 29, deseja-se faltar com
Antooio Jos de F ras ou alguem por elle, a nego-
cio de sen interesa*, ou anuuacie a sua morada para
er procurado.
O escriptorio la casa de Deane Veole i Com-
panhia mudou-se pira a ra do Trapiche Novo n.
12, primeiro andar.
DEITISfT 8
Paulo Gaignoux, dentista fraocez, estabele
% cido na ra larga do Rosario n. 36, segundo
andar, colloca den'.escomgengivasartificiaes, %
) e dentadura completa, ou parte della, cora a
^0 presso do an' ^
1 Jr t e*
O SOCIALISMO.
Pal raasral Alsrw Idasa.
Acaba de pubiiear-se asa interitsanle obra, que
trata do socialismo chriitao, e tambem da guerra do
Orele com toda a historia religiosa e poltica at
as conferencias de Vienna.
s taboras assignnntas podam mandar receber
os seos exemplares -laquelliis pessoa> a quem tiveram
a 1 idade de assignr. Continua abnrla as astignatu-
Ja al o flm do correte mez de julbo, a 29000 cada
exemplir, no escriptorio do Diarto de Pcrlxambuco
praca da Independencia, na loja de livros dos Srs.
Ricardo de Freitas & C, esquina da ra de Colle-
gio ; oas lojas do Sr. Jos Moreira Lopes, ra do
Uueimado casa amarella ; los Sr. Siquer; & Pe-
reira, Antonio Francisco Pereira e Brekeofeld, ra
do Crespo ; do Sr. Luiz Aatonio de Siqueira, ra
da Cadeia do Recife; e em casa do autor, j en-
quadernada. pateo do Coll>;gio casa amarella no 1.'
andar ; assim como n is maos das mesraas pessoas,
que ale agora tem lido a bondade de agenciaren! as-
signaturas. Findo o presente muz, veoder-se-ba
cada um exemplar avulso a 38 rs.
Companhia Pern.imbucana de navegarao
eosteira.
Oeomalho de direncSoconvida aos Srs. accionis-
tas da mesma empresa a effectuarem at o dia 31
" do correte mez maiii 10 por cento sobre o valor
das accOes que subsc everinn ; e o encarregado dos
recebimenlos he o-Sr. F. Coolon, na ra da Cruz
n. 26.
-* Aluga-se o primeiro andar do sobrado da roa
da Crui no Recife n. 40, proprio para qualquer es-
Cbelecimento : a tratar na mesma ra n. 49, pri-
meiro indar.
Regiment de cusas-
Sahio a luz o regiment das cusas judi-
ciaes, annotado com os avisos que o alte-
raram: vende-se a 500 re'is, na livraria
n. 6 e 8 da praca da Independencia.
Precisa-so por aluijuel de 2 pretas eseravas
para oservico de casa: quem as ti ver, dirija-se
ra de S. Francisco, sobrado o. 8, como quem vai
para a rua^Bella ou Hundo Novo. 4
'*'*JtStl-aAS)e*#
3 PARA EWME EM MARCO.
[sel Cassiano de Oliveira Ledo, legal- 9
W atente aulorisado, dac principio a um curso 0
# particular de Geometra no 1 de agosto: quem Q
dt quizar dirija-se a ra do Qoeimado n. 14, M
primeiro andar. a%
O Dr. P. A. Lo>*scozo d consultas homeopalhicas todos os dias aos pobres, desde 9 horas da
manhaaalco m"flia, em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noite.
Offece^e igualmente para pralicar qualquer operaco de eirurgia. e acudir promptamente a qual-
qoc^-rtllher que esleja mal de parlo, e cujascircumstancia nao permitlam pagar ao medico.
SO CONSULTORIO DO DR. F. A. LOBO M0SC0Z0.
50 RA NOVA 50 .
VEBDE-SE O SEGUINTE:
Manual completo de roeddicina homeopalhica do Dr. G. II. Jahr, traduzido em por
luguez pelo Dr. Moscoao, auatro volumes encadernados cm dous e acompanhado de
209000
um diccionario dos termos de medicina, eirurgia, anatoma, etc., etc. .
Esla obra, a maisiraportante de lodaa as que tralam do esludo e ortica da homeonalhi, por ser
queconlm abase fundamental H'esla doutrinaA PATHOGENESIA O EFFETOS linSMKIlUM
MENTOS NO ORGANISMOEM ESTADO DE SAUDE-couhecimentos que nao podem dispeusar as nes^
soas que sequerem dedicar a pratica da verdadeira medicina, interessa a todos olmdicos que quizerem
experimentara doutrina de llaliiieniann, e por si mesmos se conveiicersm da veVade d'ella: a todos os
fazendeiros e senhores de engenho que estao longe dos recursos dos mdicos: a lodos os capiles de navio
que urna ou outra vez nao podem deixar de acudir a qualquer incommodo sea ou de seus tripulantes
a todos os pas de familia que por circumstancias, que nsm sempre podem ser prevenidas, sao obriEa-
dos a prestar n continenti os primeiros soccorros em suas enfurmidades.
O vade-mecum do homeopalba ou traduernu da medicina domestica do Dr. Hering
obra tarubem til as pessoas que se dedicam ao estado da homeopathia, um volu-
me grande, acompanhado oro diccionario dos termos de medicina...... 10300
O diccionario dos termos de medicina, eirurgia, anatoma, etc., etc., encardenado'. ". '. U000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na ortica
homeopathia, e o proprielario desle eslabelecimento se lisongeia de telo o mais bem montado Dossivel
ninguem duvida hoje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 tubos grandes................ oj/wi
Boticas de 24 medicamentos em glbulos, a 10, 129 e 159000 rs.
Ditas 36 dilos a ........,
Ditas 48 ditos a .'......: ,
Ditas 60 ditos a .'.........
Ditas 14* ditos a..............
Tubas avalaos *,.....;.......
Frascos de m*ia onca de lindura............
Ditas de verdadeira linetnra a rnica............
Na mesma casa ha sempre venda grande nomero de lobos de cryslai de diversos tamanh
vldros para meffleamentos, e aprompta-se qualquer encommenda de medicamentos com to.la a hrvu
de e por precos multo comntBdos. oreviua-
- TRATAMENTO HOMOPATHim
Preservatico e curativo
DO CHOLERA MORBUS.
PELOS DRS.
609000
9000
29000
ou iostruccio ao povu para se poder curar desta enfermdade, adminislranrl<
r, ltis banquanlose ttcone ao m'edico'ou fflesmo pa" ^%asaj^-,fl:ss
TRADUZIDO EM PORTUGUEZ PELO DR. P. A. LOBO MOSro/n
Estes doos opsculos contera as indicacoes mais claras c precisas <*> noU *. .;mi lj"'"*
eso esta a.alc,nce de todas asnntelligencias, nao so pelo mmSSSmSlamrVconc,s" P"
cpalmeole aus preservativos que tem dado o mais &S&S*i> em idb IS fomopr,n-
elles tem sido pUslos em pralica. resultados em toda a parte em que
Sendo o tratamento homeopathico o nico que lem dado Brandes resallad no........ j -
veleofermidade, julgamos proposito Iraduzir estes do tS^STSSZSm^SZ^ir*'
la, para desl'arte facilitar a sua leitura a quem ignore o trance. PUSCU'09 Imgua veruacu-
Vende-se nicamente no Consultorio do traductor,'ra Nova n. 52, por 2SO00 rs
MASSA ADAMANTINA.
Roa do Rosario n. 36, segundo andar, Paulo Gai-
gnoux, dentista francez, chumba os denles com a
massa adamantina. Essa nova e maravilhosa coiu-
posicao tem a vaotagem de encher sem presso dolo-
rosa todas asfanfracluosidades do dente, adquirindo
em pouc's instantes solidez igual a da pedia mais
dura, e permute restaurar os denles mais estraga-
dos com a forma e a cor primitiva.
> .?11BLICACA0' DO riSTJTUTO HO g
" HEOPATHICO DO BRASIL. g
THESOURO HOMEOPATHICO
OU <&
VADE-MECUM DO M
HOMEOPATHA. ^
Melhodo concito, claro e seguro de cu- )
rar komeopalhicamente todas at molestia' /Ja
que affligem especie humana, e part- w
cularmente aifuellai que reinam no Bra- tk
sil, redigido segando os iiielliores trata- 7Z
dos de homeopathia, lano europeos romo 9/
merjeanos, e segundo a propria experi- #k
enca, polo Dr. Sabino Olegario Ludgers 7
Pinbo. Esta obra he hoje recouhecida co- f&)
mo a iliellior de todas que tralam daappli- /A
cacao homeopalhica no curativo das mo- '9
lestias. Os curiosos, principalmente, nao (A
podem dar um passo seguro sem possui-la e <2
consulta-la. Os pais de familias, os senho- restte engenho, sacerdotes, viajantes, ca- 1
piles de navios, sertanejoselc. etc., devem '
te-la mo para occorrer promptamente a
qualquer caso de molestia.
Dous volumes cm brochura por 109000
a encadernados 119000
Vende-se nicamente era casado autor,
ra de Santo, Amaro 11. 6. .Mundo No-
vo).
Est a sahir a luz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTRAHIDO DE RUOFF E BOEN-
NINGHAUSEN E OUTROS,
. posto em ordem alphabetica, com a descripcao
abreviada de todas as molestias, a ndicacao physio-
logica e therapealica de todos os medicamentos ho-
meopathiros, seu lempo de accao e concordancia,
seguido de um diccionario da signifcacao de lodos
os termos de medicina e eirurgia, e posto ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO MORAES.
Subscreve-se para esta obra no consultorio horneo,
pathico do Dr. LOBO MOSCOZO, ra Nova n. 50-
primeiro andar, por 59000 em brochura, e 69OOO
encaderoado.

O Dr. Sabino Olegario I.udgero" Pinbo,
mudou-se do palacete da ra de S. Francis-
co1 n.-68A,para o sobrado de dous anda-
resn.6, ruade Santo Amaro, (mundonovo.)
INFORMAQO'ES OU RELACO'ES
SEMESTRES.
Na livraria n. 6 e 8 da prara da In-
dependencia, vende-se relacoes semes-
traes por preco commodo, e querendo res-
mas vende-se ainda mais em conUr.
Novos livros de homeopalbia mefrancez, obras
lodasde summa importancia :
llaliiieiuanu, iralado das molestias chrooicas, 4 vo-
209OOO
69000
"9000
69000
169000
69OOO
IO9OO0
89000
79000
69000
49OOO
109000
309000
lumes.....
Teste, rroleslias dos meninos ..
Hering, homeopathia domestica. .
Jahr, pharmacnpa homeopalhica.
Jahr, novo manual, 4 volumes .
Jahr, molestias nervosas.....
Jahr, molestias da pelle.......89000
Rapou, historia da homeopathia, 2 volumes 169000
Hartlunann, tratado completo das molestias
dos meninos..........
A Teste, materia medica homeopalhica. .
De Fayolle, doulrina medica homeopalhica
Clinica de Slaoneli .......
Casting, verdade da homeopathia. .
Diccionario de Nyslen.......
Aulas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, contendo a descripcao
de (odas ai parles do corno humano .
vedem-se todos estes livros no consultorio homeop-
tico do Dr. Lobo Moscoso, ra Nova n. 50 pri-
meiro sudar.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
quemudou a sua aula para a ra do Ran-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eexternos desde ja' por m-
dico preco como lie publico: quem se
quizer uttlisar de seu pequeo prestrmo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
EDDGACA'O DAS FILHAS.
Entre as obras do grande Fenelon, arcebispo de
Cambra\, merece mai particular mencae otratado
da educacao das meninasno qual esle virtuoso
prelado ensina eomo as mais devem educar saas fi-
Ibas, para um dia chegarem a occopar o sublime
lugar de mai de familia ; lorna-se por tanto urna
necessidade para todas as pessoas que desejam gu-
a-las no verdadeirocarainho da vida. Est a refe-
rida obra Iraduzida em portuguez, e vende-se na
livraria da praca da Independencia n. 6 e 8, pelo
diminuto prero de 800 rs.
O Dr. Joao Honorio Bezerra de Me-
nezes mudou a sua residencia da ra
Nova, para a ra da Aurora sobrado n.
62, que faz esquina com o aterro da Boa-
Vista, e ah continua a exercer a sua pto-
issao de medico.
tt^.MLm'
I J. JANE,
(i contina a residir ua ra Nova n. 19, primei- |
8ro andar. m

Aluga-se um moleqoe para casa eatrangeira,
que cozinha bem a franceza ou porlugueza : 1 tra-
tar na roa de S. Francisco n. 7.
'S
_, ^ FUDICAO7
n IfLVr Bap,is,a Br,,'!a- na '" >"va
"iff\'o 8^B l0da, a (>ul'd b. l Ti CT f"-8e *a*i*at' ohra 'ente
corneo8. fUn"elr0 -""'Ia'' Perrero preco
n.^oP.rrSa" de am Pre, moco vicios,
of.m S de UD!a casa de ftn,i P"-se bem
quera o liver e quuer alugar, annuuce ou dirija-Te
afe,.a,lypographia, que se 11.. Jira com quem de"
O Sr. Joaquim Oclaviano da Silva tem carta
na l.vran. n. 6 e 8 d|praca da IudependencTa
Aos senhores de engenho.
INo primeiro armazem dobecco dodonc.lves. ven-
quaUdtde""3* r'CdS deTariu,,a da mais l*rior
nkTI ,>r/ci,a-e de urna ama para comprar e cozi-
nnar, nao se qoer de timo ; na ra da Praia n. 4.
-p Aluga-se urna casa propria para taberna por
ja ter servido nesie negocio, com armacao e perlen-
ces : quem pretender, dirija-se a Joao Aulonio Car-
piuleiro da silva, no Manguinboo.51.
a TeDdo. os anaizo essigoados tomado conta d
administraran da casa, eztincla ,le lleane Youle i
toropanliia, chamain cora o prsenle todos os deve-
aoies da cine1 casa salisfaaer os seus dbitos com a
maior brev.dade posahel para nao se empregar os
me.os judiciaes, tendo o Sr. Ricardo Dp>ermam a
procuracao dos ditos administradoras. Pernambuco
i#" *dV2*- Emil Bidoulac, guardo
Feuton, Luiz Antlmxo Seqveira, Manocl Joaquim
Hamos e Stlta. *
. ~ Alusa"!e uma lerre em Olnda, ladeira
da Misericordia n. 12,-em'multo bom estado : a fal-
uordia 8' f0a d RllDg' "' ,Joal Na ra da Cadeia ddBanlo. Antonio n., (in-
gc-se com perfeicao, de lodas as cores, toda a quali-
dade de obras. \ -
Os Srs. Manoel Fernahdes Rodrigues a JoSo
francisco da Silva, moradores em Po-d'Alho, le-
uham a bondade,apparecer uo Recife, ra do Ouei-
mado, loja n. 40. .
Tem de ser arrematado um escravo de nome
tiermano, penhorado por ezecuco de Jo3o da Silva
barias conlra a viuva e herdeiros de Jo3o Pires Fer-
reira pelo juizo da segunda vara municipal, escri-
vao Molla ; o qual escravo acbar-seh em praca nos
das 28 do crreme. 1.- e4 do mez prozimo vidou-
ro, no lugar do coslume.
Precisa-seaalugar uma ama secca, prela, forra
aa" 8I&27 5V dUS menDS = D alerr
rnrdojUa^imTa6o7:iPre,apara a,8ar' "'"^ ;l
Attencao.
A abaiio assignada, viuva 'de Juliau Portella da
Silva, declara para conlieciraenlo do respeilavel pu-
blico, que tem retirado todos os poderes que havia
conferido a Simao Jos de Azevado Santos para tra-
tar de seus negocios, lipando sem efleito a prucorarao
que para esle fim pass;ira ao mesmo Sanios, cm
quem ninguem podera Iralar negocio algom relalivo
a annunciante, que protesta proceder conlra elle e
conlra aquellos que com elle traUrem, usando para
uso dos meios que II.e facultam as Icis. Kecife 97
de julbo de 185.i.-Joaquiua Jeronyma de Jess.
^Amanhaa, 31 do corrente, na audiencia do Sr
Dr,, juiz de orphaos, tem de ir praca a requerimen-
lo do curador da menlecapta Marcelina Thereza de
Jess, a escrava Delphin, afim de ser arrematada.
Tendo JosGoncalves Draga contratado com v
conselho administrativo do nono batalhao de infanta-
ra applicar sauguesugas aos doeoles do hospital re-
gimental durante o espaco de um anuo, pelo preco
de 160 rs., e nao tendo comparecido al hoje com o
seu fiador para assigoar o termo que eslabelece as
bazes do referido contrato, o mesmo conselho convi-
da novamenle por tal motivo aos que se quizerem
enciimbir de semelhanle encargo a se apresenlar
no da 30 do corrente no quartel dfcSoledade, pelas
10 lloras, con. snas propostas em carta fechada, e
seus respectivos fiadores em pessoa, ou com carta
para firmar-se o contrato logo depois de finda a er-
remalacao. Joaqnim Antonio de Moraes, alteres
agente.
PERDA.
Um lenco de cambraia de linho com labyrin-
ho em roda, lavado, mas anda novo, com bico de
linno em lolha, perdeu-se do Mouteiro para o Cal-
deireiro ; a pessoa que o liver adiado e quizer res-
tituir, leve-o ao sitio em que se acha o Porlocarrei-
ro, que sera gratificado. '
Na roa do Collegio n. 19. terceiro andar, pre-
sa-se alugar uma boa cozinbeira e de bons costu-
cisa
mes.
O abaixo assignado, nao podendo despedir-se
pessoalmente de todos os seus amigos pela rapidez de
sua viagem pira o Rio de Jaoeiro o faz por esle
meio, ofTerecendo-lhes o seu diminuto presumo m-
quella corle, onde se demorar algom lempo.
Joaquim Filippe da Cosa.
No dia 31, as 11 horas, na sala das audiencias,
depois de finda a do Sr. Dr. juiz de aniciiies, se ha
de arrematar um sobrado de um andar n. 92, silo na
fu Imperial, com 34 palmos de frenle, 79 de fundo
e mais j2 para quintal, em chao proprio, avaliado
em 2:0009000, pertencenle ao Tinado Anlouio da
Inndade.
'' Por despacho do Illm. Sr. Dr. juiz do civel da
primeira vara, vai praca por venda a casa terrea,
sita na ra da Roda 11. 41, para ser arremalada
quem mais der.
COMPRAS.
Compram-se acefies de|Beberibe : na ra lar-
ga do Rosario n. 36, segundo andar.
COMPRASE
toda a qualidade de metal velbo, menos ierro : na
ra Nova 11. 38, defronte da igreja da Conceico dos
Militares, loja do funileiro.
Compra-se prala brasileira e hespanhola : na
roa da Cadeia do Recife n. 54, loja.
Compra-se uma escrava preta ou parda, de 10
a 14 anuos ; na ra Nova n. 34.
Compram-se rolos de pili ou vilicica, de um
palmo para mais em dimetro :,na fuudicq da Au-
rora, em Santo Amaro, e no deposito da mesma. na
til do Brum n. 28.
Compra-se efectivamente brunze, lati e co-
bre vellio: no deposito da fundicao d'Aurora, na
ra do Brum, logo na entrada n. 28, e na mesma
fundicao em S. Amaro.
Na fabrica de oleo s^riciio, ra dos GuararoJ
pes, cumprara-se escravos; nao precisa ter habilida-
des, basta serem mocos e robustos.
Compram-se palacras hrasileiros e hespunhes:
na na da Cadeia do Recife, loja de cambio n. 38.
VENDAS).
LEONOR D AMBOISE.
Vende-se o excellente romance histri-
co Leonor d'Amhoisc, duqueza He Breta-
nl|^, 2 voluntes por l.sOO rs., na livraria
n. t e 8 da prarada Independencia.
0 Vende-se ma escrava crioula, idade de 20 an-
uos, pouco mais ou menos, sabe cozinhar o diario de
ama casa, boa lavadeira de-b.tn t-ll.i e sabao, engom*.
ma liso, sem vicios neo achaque s, e a vista do com-
prador se dir o moliTjsVk venda ; ua ma da Praia
dc.Santa Rila, subraeaHe um andar contisuo as ca-
ta&imbas de Sania Hita.' ^
^ende se nma titania na ra da Senzala Ve-
llia n. 15, e nao liavenS comprador, vende-se a re-
lalho ; lodo o dono de liberna fatjegocio comprar,
a saber : vinho bom, vikagre, a/ene doce de Lisboa,
e nao vendendo jonlo,relalha-se pelo diminuto pre-
co de 640 a garrafa, toocinho superior de Santos,
cerveja, genebra ilc Hollsnila, tirelas, pralos e ba-
das, azeile de carrapato, sardinhas, caf de caroco,
rro/. de casca, um peso de arroba, outro de meia, a
lodos os mais gneros qua nella se acharem : a tra-
tar U mesma 11. 15. W
Vende-se rap Paulo Cordeiro a 18280 a li-
bra: na praca da Independencia loja de bilheles
n. 40.
Veode-se umacalio de casa no becco do Mar-
tina n. 7, chao proprio: dirija-se alraz da matriz da
Boa-Vala n. 40, que se dir
Vende-se nma negrada najao, bonita figura,
com ama cria de 7 annos, e tainliem se vende ne-
gra so : na ra Augusta o. 3, sobrado do las>pc,lo.
Veudc-scuin escravo de nacao, de idade 40
annos, que faz toda a cornos para uma casa de fa-
milia, cozinha soffrtvelmenle, e serve tambero para
roca : na ra do Hospicio, sobrado a mar el lo, segun-
do andar, esquina da praca da 1 oa-Vi-la.
Veodem-se charutos feilos na Ierra da melhor
qualidade, por preco commodo : na ra do Vigario
n. 14.
Vendem-ie 3 eseravas, sendo 2 oplimas criou-
las, muilo lidas, oplimas para mucambas ; 1 dila
para quilandeira : na na Direila n. 3.
12 800
3
Chales de ganga bordados a 2*800, ditos finos de
merino de todas as cores a 5;n; : na ra do Ouci-
inadoli. 33 A.
a BRtnn Praeger StC, tem para ven- s
fda em sua cusa ra da Cruz 11.10. *
Lonas da Bussia.
Instrumentos para msica.
Oleados para mesa.
Charutos de Havana verdadeiros.
(iomma lacea.
Batatas a
1S120 RIS A ARROBA,
vendem-se na Iravessa da Madre de Dos n. 16,
armazem de Agostinlio Ferreira Senra Cuimaraes.
aao se engeita.
.NA RA DO 0LE1MADO N. 40..
Tlenriqne erSsntos acabara de arrematar em lei-
13o grande porcBo de fazeuds dij seda, laa, linho
algodao, e querendo acabar, avisam ao publico, que
se veuilem por diminuto preco as fazendas seguio-
les, bem como oulras muitas, o dao se as amostiys
com penhor.. Mfe
Vestidos de seda de cor com Ion
12S000.
Dilos de seda de cor sem molo, a 11.-0U0
Corles de cambraia de seda de babadns, a 75O00
Cortes'de a de quadros, a
Sedas de quadros e lislrs, covado a
Adelinas de seda de quadros, covado a
Alpacas de seda de quadros, (ovado a
Seliui prelo Maco liso, covado a
Sarja prela lavrad, ro'.ado a
Sarja prela lisa encorpada, covado a
(irsdenaples preto mofado, covado a
Tafela azul claro mofado, covulo a
Chales pretos de reros, a ,
Chales de seda de cor grande;, a
Mantas de seda para seubjora, a
Cneos de seda de cor, grandes a
Lencos de seda coa) mofo, a
Lencos de seda de cor pequeos, a
Lencos de seda de cor para pravatas, a
Corles de col leles deselim bordados a
Cortes de rlleles de merino bordados, a
Cortes de colletes de seda com barra, a
Chiles de merino bordados a seda, 1
Chales de merino com franja deseda, a
Ctales de laa de cores,
Corles de casemira prela fina, a
Cortes de casemiras de cor fiuas, a
Corles de colletes de 13a, a
Panno prelo fino, a
OaNto preto para panno, covado a
Panno de varias coreffino, covado a *
Merino prelo de cordao enfesla lo. covado a
Alpaca preta de lustre fina, covado a
Brira liso de puro linho, peca a
Aberturas finas de cor para camisa*, a
Cortes de colletes da fustao finos, a
Cassas franeezas de cores linas, vara a
Canga amarella de quadros e lisa, covado a
Chitas franeezas largas, covado a'
Riscados francezes muito largas, covado a.
Lencos pequeos de cassa linos, a
Vendem-se alguns ps de c\ prestes e de mag-
nolia, e vasos de louja para llores ; ua ra da Cruz
a. 10.
Vendem-se e-tojos com navalhas para barba,
muilo boas, de Lisboa, cabo de marfim ; tesouras
muito superiores, tanto de costura como de barbei-
ros : na loja de ferragens da na do Qucimado n. 13.
Vende-se rap rolao francez muito fresco
ra do Quemado, loja de ferra:ensu. 13.
bue de mofo'a
15600
' 900
800
600
25C00
2J000
1J.300
900
360
99000
89000
5.3O0O
13500
900
800
720
38000
3500
3000
93500
53500
13500
4*500
45OOO
800
20500
.'I3OOO
43000
640
500
83000
700
600
600
240
260
220
300
\ ende-se cha hvsson muilo bom
ferragens da ra do Queimado n. 13.
na loja de
3 Vender manleiga inglea a 900 rs. a libra,
vinho tinto a 360 a garrafa, e lie raais superior pe-
lo preco ; no aterro da Boa-Vista o. 70.
Vende-se a casa n. 1 da roa do Rosario da
Boa-Vista, com oites dobrados soiao, e recente-
Mente acabada ; a tratar na ra de Apollo a. 13.
Vende-se o verdadeiro rap de Paulo Cordeiro,
e o mais fresco que eiisle uo mercado, por preco
conrmodo ; na loja de ferragens da roa do Queira-
do n. 13.
Attencao.
.Veode-se urn_malatinho de 12 anuos, muilo bo-
lilla figura, proprio para quem liver gosto de ter um
bonito pagera ; e lambem um eicravo de 22 annos,
bonila figura, para servijo de campo, chegados do
mallo ha pouco : na ra do Livramento n. 14.
Velas.
Vendem-se velas de carnauba pura, de 6, 7, 9 e
10 em libra, pelo diminuto preco de lis a arroba :
na ra Direila n. 59.
Vende-se uma escrava orionnr ele idade de 32
annos, pouco mais ou meaos : na Camoda do Carmo
n. 18.
Veodem-se saceos com superior gomma de en-
gommar, dita de aramia, m sarcos c em arrobas:
na roa da Cruz do Recife n. 36, casa de MendesA
Braga.
Vende-se um porlo.prfrio para cocheira,
com 13 palmos de allnra e tjji larga, portada loda
depedra. o porteo de amarella. muito boas ferra-
gens, c ludo em muito bom estndr/ba ra dos Coe-
"osn. 13.
aflB.
Vendem-se dous novo Jtonitos arreios para
uma parclha de cava I los para ftrro : a tratar na ra
da Cadeia de Santo Antonio n. 13. 1
Vende-se a taberna da rua dMnMrre le Dos
n. .1, a ciusl ollercce muila vantagem a qualquer
principiante, nao s por ter pouco fundo, mas tam-
bera por estar bem afreguezada para o mallo e praca.
Sedas baratas.
Vendem-se corles fie vestido de seda de quadros,
modeniosgostos, pelo diminuto preco de 183 cada
corte ; na loja de 4 portas, na rua do Quemado
n. 10.
Xa loja das seis
portas,
Em frente do Livramento.
Manteletas de cambraia bordados, fazenda muilo
fina e bonita a duas patacas, lencos de cambraia
brincos e piolados, proprios para mo a seis vileos,
neos pequeos para meninos a quatro vileos,
latra muitas fazendas que se quer acabar.
Vende-se cal virgm, chegada hon-
tem, e de superior qualidade por preco
razoavel: no armazem e Basto* & Ir-
maos, rua do Trapiche n. 15.
Ni rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ha
para vender superior relroz de primeira qualidade,
de fabricanteSiqueiraludias de roriz e de nume-
ro, e io porrele, ludo enejado pelo ultimo navio vin-
do do Porto, e juntamente vfnho superior, fciloria
em pequeos barra de dcimo.
N. -a I erro da Boa-Vistan. 53.
POIRIER.
Acaba de fazer uma especie de veneiianaf com o
nome stores, de nova invenco parajanellas, serven]
de ornamento e tem a vaulagem de impedir .1 cor-
renteza de ar uos aposentos e enlreler-lhe a frescura
necessaria. Podm igualmente servir para arma-J
zens. Por um engenhoso mechanismo sao muilo
melhor do que as venecianas antigs. S com a
vista melhor se pode saber o quinto s3o excellente-.
Brins de vella : no armazem de N. O.
Bieber & C, rua da Cruz a. 4.
POIRIER.
ATERRO DA BOA-VISTA N. 55.
Vende-se um carro dequatro
rodas, novo, muito elegante e
leve, e de novo modelo: em
casa do Potrier.
Vende-se oleo de ameadoa doce em latas de
8, 4 e 2 libras,' velas de espermacele americano ver-
dadeiro, de 6 em libra, c meias barricas com farf-
ulla de trigo, ludo SaK pieros commodo : no escri-
ptorio de Mallicus Auslin Ov Companhia, rua do Tra-
piche D. 36.
OS IELH0RES CHARUTOS.
que lia presentemente no mercado ; tndem-s
. Mndem-se por
preco razoavel : oa roa do Crespo, luja n. 19.
DamagHymonstro.
Damasco de lia eomqaiasi duas varas de largura,
proprio para igrejas, colchas, forros de carros e e*-
deirinhas a 13000 o covado : na roa do (lucimailo
n.2t.
Estaioenha.
Estamenha de laa pura para hbitos de lerceiros
franciscanos a 19120 < na rua do Quemado n. 21.
Vende-se ama taberna na praca da Boa-Vista
n. 15 : quem pretender, falle na mesma, que se faz
todo o uegocio, ou a prazu ou a dinheiro.
FARELOS E SEMEAS DE LISBOA.
Na rua do Vigario. armazem n. 7, ha
para vender semeas e farelos muito novo,
desembarcado hoje 3o patacho CONS-
TANCIA. .
FABINHA DE MANDIOCA. 1
Vende-se superior farinha de mandioca
em saccas que tem um alqueire, medida
velha por SOOO reis : nos armazens ns.
, 5 e 7, e'no armzem defronte da porta da
allandega, ou a tratar rao escriptorio de
Novaes n. -Vi, primeiro andar.
FARINHA DE TRIGO PON
TASA,
de superior qualidade, em pri
(0 commodo : na rna da Cruz,
riri mao, e por pre-
lazem n. 4.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior, potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, clrt
gada recen temente, recommen-
da-se aos senhoreajie engenhdt\P*
seus bon H'eitos ja' experimelr-
tados: na rua da Cruzn.'20, a:
mazem de L. Leconte Feron
Companhia.
8
!
Vendem-se missaas romanos e superie -,
meoba: na rua do Encaolamenio, armazem n. 76
Na taberna de JoSo BapUsla da Rocha, na ru_
Direila n. 05, ha para vendar doce de arar a geia-
ba, muito bom e muito barato.
Vende-se 2,500 covados de panno
verde de ura laa a 2/J000 rs. o covado :
na ruaf do Crespo loja n. 3, prxima ao
arco de Sanfc* Antonio.
na rua Nova n. 38, de fronte da igreja da Conceican
dos Militares, cadinhos do norte de lodos os tama-
itos, verniz copal a 900 rs. a libra, muito bom, op-
limas bigornaspara funileiro, tesouras para dilo,
alicates muito forte, rozelas para esporas muilu
boas, vidros para vidraca, em caia e a retalho, e
todos os preparos para oflicina de laloeiro e funi-
leiro.
Muita attencao.
Vendem-se na rna dn Cadeia do Recife n. 47,' loja
de Manuel Ferreira de S, cortes de ganga de cores
para calcas a 29240, cinta,* Ureas para camisas de
liomeui e vestidos de senhora a 240 o covado, luvas
de seda pretas para bomem a 800 rs. o par, palitos
de alpaca preta a 5$, 63 a 7&000, ditos -de alpaca de
seda a #3000.
Fazendas baratas.
Cortes de casa de cores Com barra a 23000, ebilas
boas de cores fisas a 180 rs. o covado, ditas largas
para lucto a 200'rs., ditas adamascada azul e amaril-
las proprias para coberta a 210, riscados francezes
largos de quadros modernos .1 260, pecas de cassa de
lista com 8 varas pof 13600, ditas de quadros a 2$rs.
corles deteda proprios para noivas a 203000 rs.-.cam-
braias de linho finas a 53000 a vara, panno de linho
parlenles com mais de 11 palmos de largura j
23OO rs. a vara, corjes de cambraia de salpico .1
23880 rs,. corle de casemira de coras a 49000, brini
de quadrinhos a 2W rs. o covado, sargtlim esenr ?
com mofo a 160a covado, lvas decores fio da Es-
cocia a 160 o par, esguiao para peilo de camisa 1
13100 rs. a vara, panno preto e de cores, merinos
(inissimns, e oulras muitas Tazendas que a dinheiro
se vendem por preco barato : ni loja n. 50 da rna
da Cadeia do Recife defronlo da roa da*Madre de
Dos.
Farinha de man-
dioca a !#S0O
a sacca.
No armazem de Tasso Irmaos.
Vendem-se cortes de cassa prela de bom goslo,
pelo diminuto proco de 23OOO : na ua do Crespo,
loja n. 6.
l.ABYRINTHOS.
Lencos da cambraia de iinho muito finos, toalhas
redondas e de poufas, e mais objectos deste genero,
tudo de bom -goslo ; vende-se barato : nafrua da
Cruz n. 34, primeiro andar.
Na rus do Vigario n. 19, primeiro andar, vaa-
de-sefarelo novo, chegado da Lisboa pala barca f.'ra-
lidao.
Capas de btirrachabaratissimas. ^^
Vendem-se capas de borracha, o melhor possivaf.
por preco que se nao vende em parte alguraa na'
rua da Cadeia do Recife, loja n. 50, defronte dj rua
da Madale Daos.
Moinhos de vento
ombombasderepulo |iara regar borlase baixa,
decapim, na fundicao de D.W. Bowman : narua
do Brum ns. 6,8 e 10.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a IftV-
?er um completo sortimento de moai-
das e metai^noendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro baljto
coado, de todo* o* tmauhos, pstra
dito.
Vendem-se em casa de S.' P. Jolms-,
ton & C., na rua de Senzala Novan. 4r.
Sellins inglezes.
Relogios patente nglez..
Chicotes'de carro e de montara.
Candieiros e casticaes bronzeados.
Chumbo em lencol, barra e municao.
Farello de Lisboa. *
Lonas inglezas. -
Fio de sapateiroedevela.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97. '
DEPOSITO M FABRia DE TODOS
OS SANTOS DA BAHA.
Vende-se em casa de N. O- Bieber &
C, na rua da Cruz n. 4, algodao. tran-
cado daquella fabrica muito proprio pa-
ra saceos de assucar e roupa para escra-
vos, por preco commodo,
Em casa de J. Keller&C,
da Crus n. 55 -, ha para vender
lentes pianos vindos ltimamente de Ham-
burgo.
Vende-se uma batanea romana com lodos os
saus perlences.em bom uso e de 2,000 librasT quem
pretender, dirija-se rua da Cruz, armazem n. 4.
COGNAC VERDADEIRO.
Vende-se superior cognac, em garrafas, a 12:000
a duzia, e 13280 a garrafa : na roa dos Tanoeiros n.
2, primeiro andar, defronle do Trapiche Novo.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina quo
volta para a cadeia.
Atleiicao.
A labcraa da rua Nova n. 50, que faz qpioa para
S '"i. S,nto Amaro, achando-ae bastante sortida
de bons gneros e o mais barato do ova em oatra
ualquer parle, como sejam : velas de espermacele
ssuperior qoalidadee muilo noval, queljosdo
ao esuperior vinho Ffgueira e de Lisboa 5 por
avisa aos seus treguaM a quem be amante
e barato ; assim cetB tem papel de I
dadea, por barato preco.
Fermmenta parV-eaVap
Ricas ca xas com ampiela ferrairseota muito
pira particulares ; na loja da ferragens da roa -_
Cadeia do Recife n. 56 A, de Vidal & Cepanhia.
Em xasa de Timm Monsem & Vinnaiaa,
praca do Corpo Santo n. j, ha
vender :
Cemento romano em barril
ltimamente de Hamburgo.
VARANDAS E (.
Um lindo e varado sortimento
varandas e gradaras de goslo m
fundicao da Aurora, etn Santo Ama
to da mesma, na rua do Brum.
IECHAIISIO P.
mo.
tfaTFUNDigAO DE 'CERRO DO EWJE-
NHEIR DAVID W. BO%NIAN. Ak
BA DO BRUM, PASSAKDOO oHA-
FARIZ, '
ha sempre um grande sortimento dos seguales ob-
jectos de mechanismoe proprios para enfeeiihoe, a sa-
ber : moeodas e meias osoendas da mais moderna
construccHo ; taixas de ferro fundido e balido, d
superior qualidade e da lodosos tamaitos; rodas
Acba-se ;i venda o manual do guarda na- J;S
cional, ou collecca de lodas as lela, regula- M
9 meatos, urdens e avisos concedientes a mes- $)
3 ma guarda nacional, organizado pelo capillo sjj
9 secretario geral do commando superior da ft
suarda nacional da capital da provincia de g)
9 Pernambuco Firroino Jos de Oliveira, des- f
1 de a sua nova orgaliisscao at 31 de dezembro '
f de 18.54, relativos nao so ao processo da qua- ??
S MGcacao, recurso de revista, etc., ele., senao d(
K a economa dos enrpos, organisarao por mu- ft
# nicipios. balallies, e companhias, com map- f$
A pas e modelos, ele, ele.: vende-se nica- %t
# mente no pateo do Carmo n. 9, primeiro an- $)
u dar, a 590Qp por cada volme, (*.
A 98000 A PECA.
. Vendem-se pejas de brim fino de linho. com 20
viras, proprio para cerolas, toalhas, lenroes e outra
muitas obras, pelo baralissimo preco de*93000 a pe-
ca, assim como oblras muitas fazendas que a dinhei-
ro se vendem barato : na roa di Cadeii do Recife,
loja n. 50, defronte da rua da Madre de Dos.
VINHO DO PORTO SUPERIOR UPITORIA.
Vende-se por preco commodo no arntazem de
de Barroca $ Castro, rua da Cadeia do Recife n. 4.
Velas.
Vendem-se excellentes velas de carnauba pura c
de composicDo, sendo estas do melhor fabricante do
Aracaty, pelo commodo preco de 149500 a arroba :
na rua da Cruz armazem u. 15. .
A ELLES, ANTES QUE SE ACABEU.
Vendem-se cortes d casemira de.bom goslo a :
49 e 59000 o corle ; na rua do Crespo o. 6.
Taixas par., engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, asquaes acbam-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vende-se um cabriole! e dous cavallos, ludo
junto ou separado, sendo os cavallos muilo mansos e
muilo costorcados era cabriole!: para ver, na co-
cheira n. 3, defronle da ordem terceira de S. Fran-
cisco, e a tratar com Antonio Jos Rodrigues de Soo-
za Jnior, narua do Collegio n. 21, primeiro ou se-
gundo andar.
FAZENDAS DE GOSTO
PARA VESTIDOS DE SENHORA.
Indiana de quadros muilo fina e pidres novos ;
cortes de Illa de quadros, e flores por preco commo-
do : vende-se na rua do Crespo loja da esquina que
volta para a rua da Cadeia.
CASEMIRA PRETA A 4>500
0 CORTE DE CAL{A.
Vendem-se na rua do Crespo, loja di esquina que
volta para a rui da Cideia.
He barato que admira.
Vendem-se saceos com feijao por di-
minuto prero: nos Quatro Cantos da rua
do Queimado, loja n. 20.
na rua
excel-
ATTENCAO.
Na rua do Trapiche n. o4, ha para
vender barris de ferro ermeticamente
fechados, proprios para deposito de fe-
ses ; estes barris sao os melhores qut: se
tem descoberto para este lim, por nao
exhalar em o menor charo, e apenas pe-
zam 16 libras, e custam o diminuto pro-
co de 4$000 rs. cada um. ?
Vende-se pipas, barris vazios e bar-
ricas internadas: a tratar oom Manoel
Al ves Guerra Jnior, na rua do Trapiche
n. 14.
I Potassa.
No auligo deposito da roa da Cadeia Velha, es-
criplorio o. 12, vaude-se muito superior potassa da
Rossia, americana e do Rio de Janeiro, a preco; ba-
ratos que he para fechar contas.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
acj'am, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo
chegado do Rio de Janeiro.
Grande sortimento de brins para quem
quer ser gomen lio cm pouco dinheiro.
Vende-a brim trancado de listras e quadros.di] pu
ro linho, a 800 rs. a vara, dito liso a 640, ganga
amarella lisa a 860 o covado, riscados escaros a imi-
tac,ao de casemira a 360 o covado, dilo de limo a
-280, dito mais abaizo a 160, castores de todia is'co-
res a 200, 240 e 3ft o covado : na rni d Crespo
n. 6. *
Alpaca de seda.
Vende-se alpaca de seda de quadros de bom gosto
a 720 o covaao, cortea de 13a dos melhores gosloique
tem viudo no mercado a 49500, ditos de cassa .:hila
a 13800, sarja prela hespanhola a 2>40O e 23t!00 o
covado, sclim prelo de Maco a 23M 839200, guat-
danapos adamascados feilos em Cuimarfles a 'J36OO
a duzia, toalhas de rosto vindas do mesmo lujara
99000 e I29OOO a duzia : na rua do Crespo n. (;.
CHALES DE LAS E ALGODAO,
ESaROS AMO RS. CADA IM.
Veodem-se aa roa do Crespo loja i esquina que
rolla para a rua da Cadeia.
CORTES DE CASEMIRAS
DE CORES ESCURAS E CLARAS A 39000.
\eodem-se na lia do Crespo, loja di esquina que
volta para a rua da Cadeia.
da
dentadas para agua ou animaes, de todas is prepor-
ces ; crivos e boceas de fornalhae registros de ko-
eiro, aguilhoes, broozes, parafusos e cavilhes, nwi-
nlio de mandioca, etc., etc.
NA MESMA FUNDICAO.
se execalam todas as encommendas com a superio-
ridade j conhecida, e com a devida presteza e com-
modidade em preco.
Em casa de Timm Monsem & Vi uatea
praca do Corpo Santo n. 13, ha para
vender:
Um sortimento completo de livrof em
branco vindos de Hamburgo.
Vendem-se dous pianos fortes' de
Jacaranda ,construccap vertical, e com
todos os melhoramentos mais modernos,
tendo viudo no nltimo navio de Ham-
burgo: na rua da Cadeia.Wraazem n.
21. A'
CAL VIRGEM.
Vende-se cal de Lisboa, chegado noj/-'""*-
tacho CONSTANCA, entrado hoitem,
prero commodo : no deposito da rus de
Apollo n. 2B- 1
Contina a veoder-se a obra de direilo /Ad-
vogado dos Orphaos, com um apndice imprtanla,
contendo a lei das ferias e aleadas das Iribaniaes da
juslic;a, c o novo regiment de cusas, pan
juizes, escrivaes, empregade de jaslics, e eot
que frequeutara os estudos de dirtito. pelo pra
35000 cada exemplar : na loja do Sr. padre
co, rua da Cadeia n. 56loja de encaderaacio e
livros, rua do Collegio o, 8 ; paleo do Collegio, li-
vraria classca n. 2, e ni praca da Independencia,
livraria a. 6 e 8. *
Vendm-sa lamneos lindos do Porto, a 500
rs. o par : na rua larga do Rosario n. 38.
Bom e barnto.
laa
i
to de vinho de cliam-
I>agneChateau-Ay, primeira qua-
idade, de propriedade do conde
de Marcuil, rna da Cruz do Re-
cife n. 20 : este vinho, o' melhor
de toda a Champagne, vende-se
A 36$000 rs. cada caixa, acha-se
nicamente em casa de L. Le-
comte Ferqn & Companhia. N.
B.As caixas sao marcadas a fo-
goConde de Marcuile o r-
tulos das garrafas sao azues.
08
Deposito do chocolate francez, de uma
das mais acreditadas fabricas de Pars,
em casa de Victor Lasne, rua da Cruz
n. 27.
Eitra-superior, pura baunlha. 1920
fcstra fino, baunilha. 19600
Superior. lj^0
Quem compiar-de 10 libras para cima, tem uro
ibate de 20 %: venda-se aos mesmos precos e con-
denes, era casa do Sr. Barrelier, no aterro de :Boa-
V isla n. 52.
Vende-se api em cimbeles de um quintal, por
preco muilo commodo : 00 armazem de Me. Cal-
moni & Companhia, praca do Corpo Sanio n. 11.
Riscado do listras de cores, proprio
para palitos, calcase aquetas, a 160
o covado.
Vedde-se ni rui do
volta para a cadeia.
Vendem-se no armazem n. 60, da rua da Ca-
deia do Recife, de Ileory Gibson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por precos
mdicos.
Vende-se eicellente taboado de plnho, recn-
tenteme chegado da America : na rui de Apollo
trapiche do Ferreira, a entender-se com o adminis
ador do mesmo.
Deposito de cal de Lisboa.
Ni rua di Cadeia do Recife, loja n. 50, contina
1 vender-se barril com superior cil virgem de Lis-
boa, pe- ireeo commodo.
sflHBero-ae muilo bo
cores i gustos 1JHU0, lj)6rjo,~e 20500,
padres de penles de tartaruga ir alar cabello l
1&500, 53500 e 68500, pentes de narfim para alisar
a 13100. bonitas (fiocis de seda b|pea a 320, 400,
480, 560 e 640a vara, hieos nnospMO, 240, 3B0.
400, 480, 560 e 610 .1 vara, sapMinhos de lia para
crianras a 320 e 480 o par, finissiraas espo'vas .para
denles a 500 e 600 rs., Rravatinliat.de barr gosto pa-
ra meninos s 800 rs., ricos toucarmulde Jacaranda
a 2800, dilos oleados a 1400, cairinhas com papis
de agulhas franeezas a 160. ditas muilo finas 1
finissieaas colheres de casquinha para sopa a
duzia, ditas para cha a 3*000, muilo tuper
meias de laia para padre a 13900 o par, o
com (rampas a 120, boniias franjas para o
e toalhas a 200 e 240 a vara, e em pa&
lavas brancas de fio da Escocia a 8fl
mescladas muilissimo boas pars imMsfl Vr'
chicoHnhosde baleia 1 900 e 13200,5
de peso muilo superior fazenda a 396tXr*iresHa,
dito almaco a 33800, dito meio holianda a 2J300 bo-
nitos atacadores de cornalina pra casacas e palitos '
a 500 rs. u par, timeiros de porcelana a 500 rs. o
par, camnhas de Jacaranda com 100 vellobss de ro-
go a 160, (s a caiiioha vale o preco) estojas com t
navilha feio e bom a 13500, finissimoa-boloes de ma-
dreperola para camisas a 120 a duzia, caizinhas da
casquinha para saboneles a SOO rs., anneit de corna-
lina de lodos Os tamaitos a 240, Tirelas douradas
para calcas ecolleles a 100 rs., bonitos espelhos com
molduras a 120, 140 e 160, nada ISo barato, e antros
mais objectos que se vendem por menos do qne em
outra qualquer parle, ed-se amostras : na reja do
Queimado n. 63, loja de Joilo Chrisostomo de Lima
Jnior.
SAL DO ASSU-'.
Vende-#e a bordo da barca MATH1LDE,
fundeada na volta do Forte do Mattot: a
tratar com o capitao a bordo) ou com
Manoel Alves Guerra Jnior, na rua do
Trapiche n. 14.
Rolao francez.
Vende-se o verdadeiro rollo francez em frascos
de libra c a retalho: u> rua larg do Rosario n. 38*
Rape Paulo Cordeiro.
Vende-se o verdadeiro e muito fresco rape Ralo
Cordeiro : na rna larga do Rosario o. 38.
Vendem-se afiadores finos para navalhasa 500
e 640 rs.: na rua larga do Rosario n. 38.
Veode-se uma parda moca, com ataas ha-
bilidades e bonila figura : na roa do Trapicho a. 1*.
Vende .e cognac da melhor qualidade': "m
da Cruz o. 10.
r*
y Veode-se uma escrl.
idade, viuda do mallo, sat.
ta babilidade para eogommar
das Aguas-Verdes o. 21.
'Is^VHnanmda
ronpv., e tem mui-
a fallar na roa
Crespo, loja di esquina que
AttncSo.
Na rua da Cadeia Velha o. 47,loja do
vende-se damasco de 13a de duas larguras,
proprio para roberas de cama e pannos de mesa.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invenqao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado na$ co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se.a venda, em latas de 10
libras, junto coni o methbdo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de *
N. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz. n. 4.
ESCRAVOS FGIDOS.
-------------------------------------------------------------------------WSF
Desapparecen na roanbaa de 2 do crranle, da
bordo do brigue Amortm., 00 porto de Macei, pro-
viociade Alagoas, oni escravo marinheiro de segun-
da viagemNde nome Francisco, crioulo,' cor prefa,
ralla gago, estatura ordinaria ou-regular, levando
com sigo a loupa que tinba, e bonet de panno : o
qual escravo foi de Nicoln.Alves da S>a, senhor
dn engenho Anhumas, na mesma provincia : eiaem
dr noticia delle, capturar, ou levar i casa de seos
senhores Sacavem Rarbosa & Companhia, em
cei, ou nesta cidade aos Srs. Amorim IraSos f,
Companhia, sera generosamente recompensa
Em 16 de jalho fugio do engenho Desengao
rreguezia do Rom Jardim, nm preto crioulo 1
me Roque, idade 30 annos, e representa lar menos
sito, secco, nariz grosso e arregazado, per na
beicos groasos. ps regulares a cor iverroel
vou um civillo russo pedrea
quem o apprehender, leve-o
a roa da Cadeia do Recife n.
mente recompensado.
PERN.
I
T. DE K. r.DB PARIA.-1855. *


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