Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00815


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Full Text
ANNO XUI. N. 169.
Por 3 m3Z98 ndianiados 4,000.
Por 3 mjzes vndelos 4,500.
TERCA FEIRA 24 DE JULHODE 1855.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o sbacti
I ARIO DE
' --------------------------------------------------1---------------------------------------------------------------------------------------------------i------------------------------------------------------------------------
VDOS DA StltSORIPC.VO
tari* M. I'. ....... PoreiraMartim; Baha, o Si. 1K
. o Sr. Joaquim Bernardo do Men-
jhjlja, o Sr. Getvazii Vidor da Niilivi-
Natal, o Sr. Joaquina lguniol'ereira Jmiiur;
y, o Sr. Antonio.do l.etnoi Braiw; Cear, o Sr.
joaaui Oliveir} ajaranhao Sr. Joa-
quim Marques Rodrigue. ;,I'iauliy,.- Sr. Domneos
ano Ackiles Pesso Cearon^a ; Pare, Sr. Jus-
tino J. Ramos ; Amazona, o Sr.lcroiivmoda Gusta.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 1/4 e 27 j/8 Pars, 355 rs. por 1 f.
Lisboa, 98 a 130 por. 100.
Rio de Janeiro, 2 por 0/0 de rebate.
Acedes do banco 30 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
> da companhia de seguros ao par.
Disccnto de letiras de 8 a 9 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oqcas hespanholas" .
Mpdas de 69400 velhas.
de 69400 novas.
de4000. .
Prat.Palacoes brasileiros. .
Pesos columnarios, .
mexicanos: ,
1.
PARTIDA DOS CORREIOS.
29*000 Olinda, lodos os.dias
169000 Caruar, Bonito e Garanhins nos dias 1 e!5
16J000 Villa-Bella, Boa-Vista, Ex e Ouricury, a 13 e 28
99000 Gianna* Parahiba, segundase sexlas-feiras
1J940 Victoria e Natal, as quintas-feiras
1 940 PREAMAR DE HOJE.
19860 Primeira 0 e 30 minutos da-tarde
I Segunda 0 e 54 minutos da manha
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commorcio, segundas^quintas
Relaco, tercas-Teiras e sabbados I
Fazenda, quartas c sabbados s 10 horas .
Juiz do comnicrcio, segundas as 10 horas c atas
quintas ao meio-dia.
Juizo de o filiaos, segundas e quintas s 10 horas
I" vara do civel, segundas e sextas ao meio dia
2' vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia
EPIIEMEKIDES.
6 Quarto mrhguante aos 12 minutos e
40 segundos da tarde.
14 La aova as 2 horas, 21 minutos e
40 segundos da manlia.
22 Quarto crescente s Stioras, 30 mi-
nutos e 40 segundos dn manhaa.
29 La cheia as 4 horas', 44 myiutos
33 segundos da manhaa.
_______________i__________________________________.i
das da semana.
23 Segunda. S. Apollinariob. ro. ;S. Liborio b.
24 Terca. 8. Cbristina v.; S. Francisco Solano.
25 Quarta. S. Tbiago p. ; S. Christova m.
26 Quinta. Se.Symphronio e Olympio mm.
27 Sxia.S.Pantoleao medico m. ; S.Sergio m.
28 Sabbado. S. Innocencio p.; S. Narciso m.
29 Domingo. 9. S. Anna mai" da SS. Virgera
mi de Dos; S. Martha v.
IT ITFKUL.

K
> Da jirsticA. .
da juscaRio do Janeiro
de 1855.
,' 1 "'"lo presjnle i M. o Im-
2 que V. Exc. me dirigi com
iltimo, cumpa hado das co-
souviadus pelo commandamc
aienal dessa provincia, iro-
! duvidas.: 1-, se o cidadao que
.lo do servico activo, ua
de 25 deou
ftW*. ou SMiUHMS poste d
Hn haver lejo declararao alguna
rila nacional, mi ff consetho de
le sua nomeoi-to, lean -pensado do semro, 2, oflicial inferior ou guarda intado d serv co activo, nos termos do art.' W do
n. 1354 da 6 de abril do auno passado,
H*U teitibm dispensado de comparecer aos
ercisio :.rviU-(eraes. 3, n ao cidadao que
t oflicial, e que solicitar a soa paledte,
is que a nao livor.apreseiilado i sei.s inperiores,
nem houvcr prcHtado njur.iuienlu drrposto, no pi'a-
ckIo pelo art.it) do citad i decreto n. 1351.
i.iprenmtar fardado ep-ompto para o ser-
! car-se a mesma pena de priva cao
mamla. mesmo augusto seiihor declarar
V. Exr. para s.eu conbrcimeiilo, e em rospo*la ao
pan mencin qoanlo primeira duvida,
vista da ilispnsirAo do -" do art. 68 do re-
t decreto, lia claro qu o cid idao que tiver di-
ii rtispenti do servico activo, perde osse ilircito
n qoe solicite a patente do posto par que
(pi Horneado, ficimlo etn ign.ies circunstancias o
qua aceitar n iioiiit-Hciio de ollietal inferior. Quan-
ii segunda, qo'i tratando a primeira parle do srt.
o derreto das dispensa; do> chfrs Jas
^^^Bcas e dos seus empreados quamlo
ahalho das ditas rapar. i^Oes, depreheii-
cedidas titi-
llio, sendo
;" re "escala, e uno
yein comparecer; e
i citado artigo a pro-
la nbeni que ficam
^^^^fcacae^viep., dopois
ija-csse ir i-
r^o rt g larda nacio-
(*-,nioscam ofliciaes
^^^H|lto acliarq-e com-
% 4 do ar,. t8 do de-
i luanlo tercetra,
f'*a rar no exerciiio
^^H recoulieci'lo por
ecenerlilo juramento ia
'fondo decreto, lie evidente
i: i ciiefe para
i na peua do art. .20 do decra-
^B| paseado, porque larnbem
^^wc nlto comparece, na prato
qoanlo lin.ilroMte
^^^HvHvnl da tr lindante sunerinr, fl >-pnr
iina ,duvidH#||3He,a
i preheodilo
ItldesdlemlmidalooO,
.1 '-i fanl.i.lii di-nlr do pra-
do decreto de 6 de abril de
.'7i)mos A'oiueo (fe
provinei do Amn-
fle negocids da jnstirs.
-junbo lo 1855.
> Lerei ao coulLBCimento da i.
M. o Impc la que a V. V.\t. foi proposla
la 2" caroarra dessajprovin-
10.de abril doeor-Mil anno, que
iqaat diz o nusamo promotor :
i* e segointes do cdigo do
segolntaa da le de 3 de de-
|K871 do regulamr lio de 3 ae ja-
isstabelecer regras solire a pres-
o tempo de prilnra do reo po
o de amencia, cin lugar sabido,
eit duvida se, concorretido lempo
prsenle, e lempo de ausencia,
lommando-n na proporc.lo da
lo, triplo, ele, ou se fiea'inler-
io pela ausencia, e inhibido o
^^^Rp a *sscs periodos : o mes-
liouvc f>or bem approvar a deci-
lo he, que a preM.nca do rao no
piraiDduuKa fxescripc^o, lleve
_ _ilo, e cuuipridamente pelo lempo
que ausentando-se o reo antes
lermo de prescripi;ilo, o tempo de
so presume comoausencla, e deva ser com-
I, e conforme s|osciicia Mr cm lu-
ido. O que eommiiniro a V. Eic.
junho de 183fi, devia ser dada pela alfandega mais
prxima do Iuirar en que se eflectuou a apprehanso.
A'recchedoria do municipio da corte, man-
dando restituir a Marianno Jos Cupcrlioo do Ama-
ral a quautia de 108 que pagou de sello do titulo de
primeiro oflicial da secretaria do arsenal Se guerra,
visto ler provado que nao cliegou a tomar posse des-
se em prego.
e para o fazer constar aquel.
7: Exc.7o.se Thomaz Sabuco de
presidente da provincia da Pa-

egunda do
nim orden.
marquem i
f
1
ISTERIO 1)A FA/.li\"DA.
iife do dfjh6 dcjuit/io.
lurarias. O marqoe/da Paran,
I do Ibesouro nacional, leudo
qua em algumas Uiesourarias do
tc-m dado ao art. i." do decrclo n.
) .le jiillio de 1850 a sua veedadeira inlerpre-
ppondo-si) que a revildao,Si> e mulla pelos
passador as letras e crditos depois.de
pso faci devidas conjuncta-
iliora em lemp apresentado a
activo, declara 'aos seuliores
^^^HRsonrarias, para sua in-
^^K vista dn citado artigo,
cam sujeitos revalidando quando
o depois do prazo marcado para
espectivo impoilo, e d.lo lugar a
mull quando se verifica alguma das
ib 6.-do titulo unico da parte
anudo regulanieuto. E oulro-
unos scnliores iuspectores qoe
30 dias, ir o sallo simples os pertences
aprsenla.los em tempo, mas de que por
ganis do artigo cm queslao
gia revalidarlo e raulla.
le Pernambuc i de 30 do outubro do anno
acertada foi n eliberacao que
ivida de etan ou neo sujeilo re-
acio um livro de lombo ,de diversas irmandn-
e.direilo da segunda vara crime da
iota mandara sellar na recebe-
o-e ja por elle rubricado, porquanto f
IT do regol ment de 10 de jiilfio de 1850,
que os I vrosxle que Irali paguen) o sello
ido*> pela autoridare competente, e
TipturacSo, n estando com-
c.l > o livro a respeito de
crsou n dnvica, claro lio que ficeu sujeito re-
validaeio na formado artigo Si do mesmo regola-
inento, por ler la Jd lugar a rubrica snles do paga-
mento do imposto-, qne a interprelajao quaquiz dar
ao sopracitado artigo, e que servio
de fandamc oda thesourari, islo be, qu;
is duas eoniflci"es da rubrica e cscrip.uracao devem
ter tomadas conjunclivarneiila, mo instando a eis-
lenciadeuma s dtllas para motivar a revalidarlo.
iiaohaadsnissivel, porque de semellia ule intelligen-
i\\ resalUcia que os livros para os q ises a rubrica
rlaaloria. como sejam os do razflo do com-
ser escripturailoi impunemente
de sorem pasiveis desse imposto
r ,wsa do regulamimto, bem como
ro proceii ole o iaument > dedozido da
ordem n. 199 de 8 de novambro de 1850, por nao
i ep.ece vertenfe, (h is que nella su
m por fim indicara como deviaavsec sellados,
vros o3o contemplados no icgulamento de
il de 18W, como ootros qut, posto deves-
agar sello ailes desle allim regulamento,
stavsra atiso snjeltos antes da lubrica, nSo ha-
vimdo na I nterior disposii;ao a|guma que
ulenta, que menos regular-
a qua mi i tomen conlie-
la por offlcio
dn jo'ti, de i por meio do r quenmenlo da
tigos 91 e 92
le julbode K.'O.
irina, declaran lo que no pro
do collector din; reolas geraes
Antonio, falln o calculo fei-
npetenla do rendim?iilo niaximo do
tarefera a ordem di 17 dejulho de
e o tribunal
ipelenta o jnizo administrativo
iuUii ara primeira instancia, visto
..-isla, na 'ormaTIo regulanleulo de 22 de
MINISTERIO DA GUERRA.
Rio de Janeiro. Ministerio dos negocios da guer-
ra, em (ida julliii de 1H55- |
Itlm. PE\m. Sr. Nao coutindo que os capitaes
estejam ausentes das respectivas companhia. delcr-
mina S. M. o Imperador qne V, E. faca seguir
para a corle, alini de reunir-sc ao seu corpo, o capi-
l,ln do primeiro balalbao de infantaria Fortnalo
Jos Dias, 'podendo V. Exc. nomear para o substi-
tuir mi exerririo em que se acha qualquer oflicial
do estadomaior de segunda classe, ou mesmo refor-
mado dos que residem nosla provincia, o que com-
munico a V. Exc. para qne tenha a devida eiecu-
Dos goarde a V. Exc Marguts de Caxiai.
Sr. presidente da provincia de Santa Calliarina.
m 'oaaiar-ii
GOVE.NO pA PROVINCIA.
* .Expedienta do da 21 da Jmlho.
(inicio Ao Esm. vice-presidenle do Para.
Com o maior pezar recebi a infausta noticia que
V. Exc. me den em seu oflicio de 27 do'passado, de
haver fallecido o Eira, vice-presidenle dessa provin-
cia l)r. Angelo Custodio Correa e de haver V. Exc.
assumido as redeas da adiniuistrarao como terceiro
vice-presidenle. Nao podendo dcixar de lamentar
iSo triste siicccsso, felicito comtudo os Paraenses de
terein a frente de seu destino um cidadio tao dslinc-
lo como aquella a quein acaba de succeder. Dgne-
se poli V. Exc. de conlar com a miulia de.carao e
particular eslima.
DiloAo mesmo. Accuso recebi do o oflicio
que V. Exc. me dirigi cm dala de 4 do corrcnle.em
qua me participando os terriveis efleilos da molestia
que desde 26 do maio ultimo tem grassado nessa
provincia, c que em virlu.le dessa epidemia, a'fome
ameacava essa' capital, me raquisita a remessa de
alguna medicamentos, gado, carnciros, gallinbas, fa-
rinlia e uniros gneros alimenticini. E rlieiu da
mior constcriiatao por tao infausta noticia, tenho a
honra de participar a V. Exc, qua tiesta dala segu
para essa capital o brigue Hidra carregado dos soc-
corros conslanles da relarao inclusa,-e que poderam
ser embarcados no menor espado de tempo que foi
penniltido: declarando que So lodos da mcllior
qualidade que existe-nn mercado.
Desojando ajudar a V. Eta. a vencer o pesadissi-
mo Iraballio de urna quirira 13o calamitosa, serei o
mais solicito possivcl em coolinuar a satisfazer as
reqnisires qoe por V. Exc. me forem feilas, fazen-
do eirlrelanto mil votos para que a Divina Provi-
dencia, suspenda quanlo ante o flagello que ora
atormenta essa provincia digna de mellmr sorle.
; COMMftSIDODAS ARMAS,
Qaartat-seoera! do commondo das armas de
Pernamboco na clde do Kecle, em 22 da
Jalho de 1855.
ORDEM DO DA N. 86.
O marecbal de campo catmandanle das armas
declara para os lins convenientes, que a presidencia
foi,servida por portaras de 16 do crrente nonieac
para o carg do delegado de poHcia de termo de (i-
ranlmns ao Sr. capiaodo uono batalban de infanta-
ria Manoel Claudinor de Oliveira e Cruz, que vai
lomar o cominando do deslacamentj volante da-co-
marca do mesmo nome, c de liontein datada nomear
interinamente au Sr. major graduado reformado J-
se Amonio Barbosa para exercer as funcr,oes de aju-
danle de director do arsenal de guerra desla pio-
vincia.
0 mesmo marecbal de campo declara tambero,
que boje coulratou para servir por tres mos na
banda de msica do dcimo lialalliao de infantera
na qualidade de msico de lerceira classe, nos Icr-
mos d* imperial resolucao de 27 de novembro de
1852 o paisano Rufino Francisco de Paula, oqual
perceber alcindos vencimenlosque por le Ihe com-
petirem. o premjp-lfe 150, pago i... onuformidade
doarTrjro-^snajilecrcto n. 1WI de 10de jonhodo
anno passado.
. Jote Joaquim Coelho.
Conforme. Candido LealPerreira, ajudanle.de
ordem cucarregado do delalbe.
Pelo quarlcl general da corle foram remedidas
para serem entregues ;is ex-praras do exefcilo abai-
xo mencionadas, as escusas que lem de resgatara-
quellas que provisoriamente Ibes, foram conferidas:
poden", por lafilo procura-las na secretaria militar.
AnsperjdaAmonio Benlo Nunes.
'Manoel Pereira dos Saotos. .
Jos Gomes dos Sanio.
Soldado. Geraldo llispo.
Romo Gomes.
o Antonio ile Franca c Alnieida.
i> Manoel Joaquim de Saut'Anna.
Secretaria dn cumulando das armas ni cidade do
Recife, em 23 de julhn de 1855.
FrancUcoCamellol'cssoa de lacerda.
seu que existe i.a secretaria do imperio.A' com-
miseao da pensiles e ordenados.
De Uercatano Antonio-da Fonseca, pedindo per-
missao para fazer exaroe do 3. anno medico, na
forma dos estatutos qoe em 1852 regiam o ensino da
escola, e sendo nelle approvado, fazer larnbem
exame das materias em cojos annos se liver raa-
Iriqalado.4 kommissao de inslrucrao publica.
Fien a cantaia inteirada daiparlicipacao que fazem
os Srs. depulaeos Saraiva e Jaques de nao pod^-
rcm compareceOi sess3o de boje e de mais alguns
dias.
.--**-*
Foi lide-e apprexada a redatlfo do prejeclo qoa Tmst. Mello
oo aquellas individualidades, mas por- principios
consagrados na legislarlo, e que aproveitem a to-
dos : approximai-vos a elles por esle modo, e
eniao veris como a conciliarao principia a rea-
lisar-se...
O Sr. Mello Franco : Apoiado. '
O Sr. Drandio :... Emquanlo assim o nao fi-
zerdes, consent que vos diga que nao ha de ser com
um ou oulro emprego dado a esteou qoelle indi-
viduo, que nao ha de ser com oflicialalos e cominea-
das que conseguiris a conciliarao e concbavo de
JeajaaattP01 v'
-*^*
SITIO DE. SEBASTOPOL.
Tomada ato Mameln e da forli/ic&cao franca.
Ministerio ila guerra, junlio9.
Lord Panmuro aprsenla seus cumprimenlos ao
editor do Time), leudo niuito prazer em Iransmit-
lir-lhe a nolicia que boje Ihe cliegou de lord Ra-
gln. -
Sebaslopol 7 de junlin.
Oformidavel fogo que comorou liontcm (>; con-
tra a praga tem sido continuado kje com grande vi-
gor, e logo depois das seis boras da tarde os Franca-
zesilacaram e tomaram a forlilica>c3o Ufanea e o
Mameln. eSSaaBH^BB
A qjirrarao foi multo hrilhanlc ; liouve grande gs-
Ibardia de ambas as partea,
t) 7inie. n,1o sao ainda coubecids (caaud'/*e not yclk
knotcn.]i>
Crrelo Mercantil do Rio.)
IITEBIOR.
BXO DE JANEIRO.
CARIARA DOS SRS. OEPTADOS.
Da 6 de Jambo* de 1855.
L-se e approva-sea acta da sess,1o anteceden-
te. O Sr. primeiro secretario d.i conla do segulnle
expediente :
l'm requerimeulo do bacbarel Joaquim da Gama
Lobo d'Ecn, 1." lente de arlilliaria, pedindo pas-
sagem para a 1.* dasse do corpo do eslado-maior.
A' comipisslo de mariuba e guerra.
. De D. Auna Cmbelina Clara de Mello, viuva do
ajudante l-'elix Amonio da Bosa, pedindo que se de-
crete a perceprao do meio sold a'que tem direito,
desda a poca damorle de seu marido.A' commis-
saode mariuba e guerra.
Do lenlo do eslado-maior da 2:> classe I.uiz de
Beaurepaire Bollan, nedindo ser de novo resliluido
arma de infanlaria, visto tercessado o mo estado
de saude que o obligara a pedir a'transferencia
para a 2.* classe.A' commissao de marmita e
guerra.
De Manoel Ignacio Machado, subdito porlugucz,
pedindo dispensa na le para poder naluralisar-se
cidadao brasileiro.A' commissao de constituirn e
poderes, .it*
De Joo Moraira de Uueiroz, e de. Joao Cypriano
Lino da Costa, pedindo o lugar de continuo desla c-
mara.A' meso.
, Dos ofliciaes de jutlira do tribunal da relarao de
Pernambuco, pedindo augmento de ordenado.A'
commissfio de pensiles c ordenados.
Do padre Joaquim Jos de Ges Tourinbo, vigario
collado na fregnazia de Santa Anna da Aldea, na
provincia da Bahia, prdiodo urna lotera para
a concluso d|, matriz. A' commissao de fa-
unda.
Do desemBargador Henrique Velloso ie Oliveira,
reclamando contra a sua aposenladoria, e pedindo
que ae llie declare o direito de haver da companhia
de ealrada de ferro de S. Paulo a Sanios urna iqdem-
nisarao, qag se mande restituir um manuseripto
reduz o lempo marcado para o intersticio dos capel-'
laes militares, e rejeilada a do projecto que aulorisa
o governo a couceder caria de naluralissrao de ci-
dadao brasileiro ao subdito porlugnez padre Antonio
Mara Mascarenhai, seado o projecto remetlido de
novo rnmmissao de rrdacrto. .
, PRIMEIRA PARTE DA ORDEM DO DIA.
Parecer da meta.
Enlra em discussao o parecer da mesa que tirar
adiado em sessHo anterior, por ler pedido a patevra
o Sr. Ferrai, approvando a indicaeo do Sr. Araujo
Lima para qne saja discutido englobadamente o pro-
jecto de reforma hypolhecaria e nao artigo por ar-
tigo.
O Sr. Ferra: se oppOe a que sea discutido en-
globadamcnie o projecto de reforma bypolbecaria,
o suggere que seja dividido em tres ou qua tro par-
les, como se pralicou em 1816 ou 1817 cerca da
discussao da reforma judiciaria Eotendo que um
assumplo tao imporlaole deve ser tralado com a
maior escrpulo e clrcumspecca possivais, e allego
em abono da sua opiniao oque se pralicou as cama-
ras franceza e belga, as quaes objecto semelhante
foi tongamente discutido.
O Sr. Paula Cndilo diz qoe acha mui justas as
reflexOes do precedente orador, e que a mesa tra-
cou scnielbaiitc parecer somenle movida pelodesejo
de livrar quato antes a agricultura e as outrss in-
dustrias das garras dos usurarios. No enlaolo decla-
ra que a mesa esta prompta a recebar qualquer auxi-
lio de luzet qne nesla materia Ihe for oflereeido no
sentido de mclltorar o seu parecer, lodo bascado no
desejo de dar i lei a maior perCeirao possi-
vcl.
O Sr. Araujo Lima sustenta a sua indicacao, in-
voca em favor de seu pensamenlo varios precedentes
praticados pela cmara e pelo senado em diversas
pocas, acerca fie objectos que eram reputados ur-
gentes, e conclqe volando pelo parecer da commis-
sao.
A discussao Ac adiada pela hora.
SEGUNDA PARTE DA ORDEM DO DIA-
Fixarao dat fortat de Ierra. "
Q.Sr. Braduo : He pela segunda vez que no
correr da paseme, legislatura eu subo a tribuna op-
posicionisla para combater um ministerio que, tendo
feilo em suaascenrao ao poder largas e lisongeiraa
promessus i osco, lem etn retallado creado imia s't-
tuar.lo verdadeiramenle iiidcfinivvl e preparado um
estado de cousas a todos os respeilos lamentavel.
!J^go~raBlns os respeilos lamentavel, porque, o
p.issu quevejovervellia opposirao entrinebeirada as
suas ideas, lambeVea_fJft urna parte das fileiras que
ouli'ura perleuciarr^^eovcrno iuleiramefile separa-
da delle, fnzendo-bv opposirao, c opppaiejeo no meu
enleiufcr, inleraaii, le conscienciosa. (noiados.)
Na situarao em'qu. me acbo collocado, Sr. presi-
dente, situaban que n.lo he filha de resenlimeutos
pVovenieulcs de pptenrOes mailogradas, mas da
cnnscicucia do metis rlevcres, um unico pezar me
acompanba, e he ver-me divergente daquelles a cu-
jo lado oulr'dra combat; mas elles me farao juslir.i
elles vrrao em minhas palavras nao o desejo ncin-
loso de fazer guerra ao governo do meu paiz, porcm
o seUlimenlo profundo dos inieresses nacionaes, a
con vieran de nao Icrem sido satisfeilas as mais im-
portantes necessidades publica), (^poiaos.)
Sr, presidente, fazem 24 mezes que desle mesmo
logar eu pergunlava aos nobres .secretarios de esta
do que entao dirigiam os destinos do paiz : O que
leudes feilo? E boje a forra das circumslancias me
ohriga a fazer aos honrados ministros da corda a
mesmissima pergunla: O que lendas feito, tenho-
res t
t) Sr. siquttra Quein: : Apoiado.
O Sr. Uranio: Subiudo ao poder o ministerio
actual, diste ajopalz : En vou seguir urna nova
poltica, vou abrir nm campo vasto i justica e con-
ciliarao, vou encelar orna nova rn ao progretio e fe-
licidade nacional.
Examinemos porm, senhnres, qnal lem sido a
marcha do governo, qual (em sida csse progresio qoe
elle proclamara perante a nacao, e depois desse exa-
me decidiremos se comelleilo os actuaes ministros
lem curoprido a ?ua promessas, o se o-paiz ha re-
do os beneficios que linln direito a esperar de
13o solcmiieunaiiifeslaces.
ajindo appareceu o prugramma do gabinete exis-
Bo Imperio necesiidades reaes qde haviam sido
Hraslradas nesla casa, e por mais de *na vez de
nnnciadas pela imprensa. A agricultara, a seu lur-
no, rcclaniava providencias e auxilios ; o commer-
cio larnbem, a industria pela mesma forma, e final-
mente lodos os Brasileiros cansados das lulas pasta-
das pediam a conciliarao, a harmona dos espirilos,
a justira da parle do goveruu.
Eslas necessidades, como disse,!rnham sido aven-
tadas na cmara o servido de objecto de largas dis-
cusses. Mas-e que fez o gabinete Prolegeu elle
porVenlura a agricultura do paiz? Auxiliou-a em
alguma cousa ? Por cerlo que nao ; deu algum passo
para que os Brasileiros que vivem segregados da in-
dustria coromercial podessem ser adroididos a ella, e
gozar das vaolagens qoe os eslrangeiros desfruclam?
Enunciou alguma idea oeste sentido ? Apresenlou
cmara e ao paiz algum plano de melhoramenlos ?
Cerlamenle que nao.
E a conciliacilo ? Como foi ella tentada ? Que pas-
sos deu o governo para ella t A ppposirao radical o
lem declarado, e a sua declararlo neste caso he de
summa importancia. Ella diz que nao teta havido
lal conciliarao, que apenas so tem accommodadu
laes e laes individuos que foram' .nados para um
ou oulro emprego, e nada nm; J. he eala a con-
ciliarao que o gabinete imperial prometiera no seu
programla, nos seus relatnos ? O empregar um
ou oulro individuo oeste ou oaquelle logar he que se
pode chamar conciliario ?
O Sr. Figueira de Mello:Em que consiste a
conciliarao ? Diga.
O Sr. Brandilo:Sr. grdenla, eu devo mani-
festar francamente o meu pensamenlo a respeilo
desla materia, visto como fui um dos que ndvoga-
ram a causa da conciliarao nao s na sessao de 1853,
como na do anno passado.
Enfeudo que ella nao poder.i existir emquanlo se
nao deram raodificares as pre'leurjOes de um e de
oulro partido, emquanlo as ideas seno casarcm
mais ou menos, emquanlo finalmcnlo nSo houver
eulre elle um accoido sobre laes aaj laes principios,
sobre laes ou.laes pontos a respeilo dos quaes existe
divergencia. Conciliarao por cerlo nao pode ser
isso que o governo tem feito ; a lula das idas'sub-
sistir sempre em lodo tu vigor, e o gabinete nlo
rara mais do que Iludir o seu programma e a
ua53o.
O Sr. Figueira de Mello:A. lula das ideas ni-
ea deixani do existir.
O Sr. Brandio:Fazei concessoes aui vossos ad-
versarioi polticos, nao por emprego dado* a estai
O Sr. Brandio:Porlanto, m'eus senhores, vejo
que o1 ministerio actual nao lem comprido o seu
programma, vejo qne elle nao lem derramado bene-
ficio algum sobre as classes industriosas da socieda-
de, vejo que pelo contrario' lem permanecido em
um terreno estril aoode s imperara o patronato e
a afilliadagem.
> O Sr. Figueira de Mello :Nao apoiado.
i* O Sr. Brandao :Vejo finalmente que as bases
fundamentaos de nossa prosperidade, a agricultura
e commercio nao merecem os seus cuidados, e ja por
estes motivos o nao posso acompanhar.
" O Sr. Figueira de Mello :Piano piano se ra
lontano.
O Sr. Brandar, Forem, vejamos agora se o
ministerio, nao tendo cumprido as promessas que
fi/.era ao paiz, nao leudo dado um passo para o bem,
deixou de dar tambera um passo para o mal.
Senhores, nesse terreno na verdade o gabinete se
lem distinguido de todos os seus predecessores,
arcando para o paiz um futuro qoe eu repulo de-
sastroso, c preparando um estado de cousas de que
muilo se deve rereiar. ,-poi'udo.)
Enteudeu elle que devia strxeformador ; mas
em um senlido diamelralmenle opposto aquello cm
que o devia ser.
. O Sr. Figueira de Mello :Sao opiuiOes.
O Sr. Brandao:O que fez o ministerio actual
a esle respeilo? Apresenlou cmara, do* Srs. de-
pulados a celebre lei da reforma judiciaria, e des-
liarle assignalou ao imperio una poca que no meu
entender, como acabei de declarar, ha de trazer con-
sequencias funeslissimas e deploraveii.
Sim, mcus senhores, o ministerio enlendeu que
ja era tempo de descarlar-se dessa traern do cl-
menlo democrtico, que formando urna dat parlas
do nosso paci fundamental, lano o incommoda ;
persuadio-se queja eramos urna sociedade tan velha
e tao corrompida, um'povo tao degenerado, que ba-
via chegailo a poca em q\ie o absolutismo podia
pairar sobre nos sem causar a menor iinpressao, aem
produzir o mais pequeo abalo em nossa oxisteucia
social !
Mas. Sr. presidente, me parece que os nobres se-
cretarios de oslado illudiram-se, e erraram comple-
tamente, qoando anppozeram que no paiz nao ba-
via mais opiniao publica, que cm loda a extens,\p
do imperio nao exista mais quera levantaste a voz
contra o despotismo e invases do poder execulivo.
(apoiadot.) senhores, be verdade que a opiiao pu-
blica enlrojfes'tem jazido como que em marasmo,
como que abafada, de cerlo tempo a esta parle ;
mas nolai que quando se loctjvnu elemento popular,
quando se lenta contra o prtcipio democrtico,
quando se ataca esta parte da conititoirao que inle-
ressa a todos, ella desperla-ss, acorda,, loma novas
forjas, e finalmenta apreseula-se em lodo o vigor da
sua juvenilidade ; e be justamente o que tem acou-
lecido no caso presente.
O nobre ministro da justira e os seus rollegas per-
suadiram-se que era tempo de acabar com a judica-
tura popular, com a liberdade da imprensa, com
oulras garantas que sao dadas ao povo brasileiro i
e nesse sentido o gabinete fez pastar nesla casa a
famosa lei da reforma judiciaria, porem ainda not
resta a esperanza de que o corpo dos ancuas da pa-
tria far a essa lei a devlda justira.
O Sr. Seara:Esl preparado para combale-la.
O Sr. Brandao:Sr. presdeme, etse primeiro
aclo do ministerio oo meu cooceito foi o mais
atteolalorio das lberdailes publicas que elle poderia
dar.
O Sr. Figueira de Mello :Demontlrou-se o an-
no passado o contrario dsso. E demait, essa lei es-
l agora em discussao ?
O ,Sr. Brandao: Respondo ao meu nobre
collega que fui arrolhaio o anno passado (rsadaj),
e que nao pude Vallar contra essa lei, e que se en-
tao o pudesse fazer, mostrara como ella se encami-
. nlia para o absolutismo ; o que apenas farei agora
ligeirameule
O projecto da lei da reforma foi, dizia eu, meus se
nhores, o acto mais atlealatorio que o ministerio po-
deria pralicar contra, ajllberdades publicas, c para
prova desla asserrao nato tenho necessidade de ou-
Ira colisa mais do que de recorrer historia dos po-
vos. Com efleito ella nos faz ver que, todas as vc-
zes que o governo se yai afaslando de seus deve-
res e 'procura eslabelecer o absolutismo, as duas pri-
meiras insliluicOes que alaea sao o jury e a im-
prensa.
Desde o tempo dos Romanos assim aconteceu.
Qoando entre elles a auloridade publica quiz aca-
bar com o ltimos vestigios da aotiga liberdade,
decretou o desapparecimenlo desse tribunal popu-
lar que se compooha de juizes sahidos das clanes
activas da naro, e que eram deoomioados. Judices
selecti. Judices in albo relali. Velo Diocleeiauo, e
essa judicatura foi abolida ; o absolutismo o mais
ferpz pairon entao sobre a cabeca de todos os cida-
daos romanos.
O mesmo se tem dado em Franca. Sempre qne
o despotismo invade a sociedade franceza,'he contra
a imprensa e contra o jury que elle deifecha as seuj
primeiros golpes.
As celebres leis de 1852 e 1853 demonstrara ex-
hubcranlemenle que o actual imperador dos Fran-
cezes muilo receiou do jury e da imprensa acabando
afinal por nullifica-los. '
Parece pois qoe o gabinete actual do Brasil, na
iniciaran dessa lei da reforma, que he o acto mais
imprtame de sua vida politica, nao leve inftnrOet
favoraveis is liberdades publicas. Parece qde elle
quiz elevar o principio da auloridade a tima altura
que necesariamente o deve fazer pesar sobre a pa-
ran como urna sombra pavorosa e lerrivel..
Eu, senhores, sou partidista do principio da au-
loridade ; pcrlenco a esse lado que no paiz* se cha-
ma da ordem ; nunca entrei em revolurGcs, sou ini-
migo dellas. Mas nlendo que elevar esse princi-
pio a urna exageraran tal como deseja ajgaliinele
aclual lie laucar o paiz nb absolutismo revestido de
urna de suas formas, amis hedionda, islo lie, com
a capa de.conslilulrao.
O Sr. Figueira de Mello (com irona): Isso he
hurrivel !
O Sr. Brandao : Senhores, se entendis que o
paiz nao se pnde reger pelas formulas constitucit-
naea, fra melhor que vos apreseulasseit peranle
o parlamento e dissesseit: lie' misler mudar de
forma de governo antes do que quererdes hypo-
critamente cercear o ltimos resquicios que restara
das liberdades publicas e dat garantas outr'ora con-
cedidas ao cidadao brasileiro.
Mas vos nao tendes coragem p.ra lanto...
O Sr. Mello Franco: Apoiado.
(l Sr. Brandio \ ..: e por isso procuris a tan-
gente da lei da reforma, e vos soccorreis a meioa in-
directos para conteguirdes aquillo que tanto desejais
e qn o paiz tauto abomida, lano repelle.
Eis pois, Sr. presidente, o primeiro passo que den
o ministerio actual ; eis os prolegmenos de seu pro-
gresso refleclldo c filho da experiencia.
O paiz jazia em paz, todas as classes da sociedad e
se applicavam ao trabalho, nenhoma idea, nenhum
pensamenlo exista a respeilo da ecetsidade da pri-
var os cidadaoi das inslituiroes consagradas pela
cor.stiluiro e que caracterisam um povo livro ; en-
tretanto o gabinete julga demonstrada essa neeesu-
dade. e um formidavel assalto contra as liberda
des publicas, fazendo pastar esse dcsslroso projecto
reforma,
he esse o progfeso"rei
(cu o ministerio? Morle do jury, aniquilamenlo
da imprensa, arbilrio para Hornearlo de delegados
extraordinarios com poderes eliscriconarros e pri-
ctido que nos proni"'*-
vilegip de foro, limilar.lo no principio de defeza,
qne lie de direito natural, reeonhecido por lodos os
povot ; he esse, digo eu, o/progresse>refleclido do
nobre minislro da justica e dotteut collegas".'!'.
Ora, se islo assim be, como os actos de S. Exc. o
demonstran), declaro que o nao posto acompanhar,
porque seria um crime, e que, pelo contrario, como
cidadao brasileiro, como representante do paiz, hei
de estar sempre'na brecha para atacar e. combater
semelhante progresso reflectido.
Mas,'senhores, vamos ver te o ministerio lem ao
menos procurado tuavitar etse primeiro patso que
den para firmar o absolutismo governamenlal; va-
mos ver te lembrou-se de alguma medida que pos-
sa ter ventajosa ao paiz e Irazer proveito as diversa!
classetda sociedade.
Cuidastei, Sr. ministro, da liberdade individual ?
NSo tabeit qua ella existe no Bratil, mais do qoe em
qnalquer oulro paiz, constantemente aggredida?
Nao sabis que tem havido no imperio um abuso
comiente da parle da auloridade relativamente a
essat chamadas prises para averigoaeoes policiaes ?
Nao sabeaaw<|iie se conservam aunas e annos encar-
cerados as cadeias individuos sem procesto e pre-
sos ordem de nm ou oulro agente do polica para
averiguares #E o que Cuestes pan garantir etse
dom precioso qne lano cuidado mereceu do legis-
lador cousliluiile '.'
Eu nao vejo, nem na vossa le da reforma, nem
em oulro qualquer aclo potteror, urna providencia
sequer que garanta a liberdade dos cidadaos, que a
ponha a salvo d'atbilrio do-poder, da invasio da
auloridade publica^, Portanlo ainda nesla parle re-
conbero |que o que queris nicamente be dar ao
elemento absoluto um poder colossal com quepossa
esmagar vontade a quem bem Ihe parecer.
E css: abuso contra a liberdade individual de que
tenho fallado c'reio que mesmo netla corte te tem
dado em grande escala, sem duvida onlra as inlen-
eocs do meu nbre amigo qne nella exerco o cargo
de chefe de polica.
loris.-ir.in para emisaao de bilbetes em quanlidade
dupla .i dos anuos anteriores ; e, pois, declaro ao
minitlerio que me acho seriamente embaucado e
ancioso por saber que fim levaram as sobras de que
leijjo fallado, e que conttam das pecas ofliciaes qoe
tenho em m3o.
O Sr. Figueira de Mello:Tal vez cemessem.
. O Sr. Brandao :Eu nao liro conclusrs, nem.|
V. Exc. m'at pode emprestar; s quero saber se
estes din leiros exitlem ou te foram applicadot em
proveito do imperio e dot cidadaos .brasileiros.
Em 18VI eu e ot meut amigos parlamentares...
O Sr. Pinto de Gampos:Da- saudosa memoria.
O Sr, Brandao :... distemos nesla casa o que
he islo ? 0 que sao ornamentos ? Os ministros da
cora dispoem dos cofres da nacjlo a ten arbitrio, e
por meio de crditos suppementares, como se fostero
propried; de soa 1
O Sr. Figueira de Mello :N3o me lembra de
nada disto.
O Sr. Brandao :Creio mesmo qua em um dis-
curso de V. Exc. se leem (aet palavrat.
A presenta-se agora, senhores, urna detpeza de
2,600 contot em crditos tupplementareti.
'lrocam-se aparte.)
O Sr. Brandilo: E ot mesmos meut amigos
nao me qaerem ajudar a combater o governo que
assim gatla ot dinheiros pblicos.
O honrfdo ministro do imperio, em quera alias
eu reconlieco grande capacidade, rouita agilida-
de...
lima ni} Aglidade ?...
O Sr. Brandio: ... murtas habililares. no
exerefeio de 1853 a ta gsToo do rhesuufo, alm
da quantia votada, 131 contosquinhenlos e tantos
mil res; no exercicio de 1854 a 1855, 32 con los.
O nobre ministro da justira, esle foi mais alio, gas-
Ion notdout annos perto da 700 contos du rct fora
do orame ilo.
O Sr. Ministro da Tuilira d um aparte.
O SP. Brandao : V. Exc. entrn para o minis-
terio no principio do exercicio ; por consegrante
essa quantia foi toda despendida no sen lempo...'
O Sr*. Ministro taJustira da oulro aparte.
O Sr. -Brandao: Eu, creio que o oreamenlo
quando se faz inclue todas essat despezar, do con-
trario estou em erro, e V. Exc. deve esclarecer-me
O Sr. M" nislroda Justica :A despeza foi crea-
da depois,
O Sr.''Brandao : Pois b^rn ; e no anno de 1854
a 185-5 a datpeza ja nao eslava creada ?...
O Sr. Ferreira de guiar :Tambero houye-
ram despez.it dccreladaa depois.
O Sr. Figueira de Mello :Deixe isso para o or-
namento.
O Sr. Brandao : l'ermitla-mc V, Exc. que eu
continu agora, emhora a miuha pouca intelligencia
O Sr. riguera de Mello :Pelo lado da polica 'tifio me permita conhecer so vou bem por ahi...
parece que irao.
O Sr. Brandilo :Aqui onde retido o nobre mi-
nistro da justira c lodo o gabiuele tem-se prendido
para averiguares policiaes muitos cidadaos que bao
sido conserrados por longo tempo sem processo as
cnxevias do Aljube.
O Sr. Mello Franco :Aqui a polica he mag-
nnima, concede amnistas na sexla-feira da Pai-
xao. -
O Sr. Brandao :De maneira que para o minis-
terio a uuica cousa que lem valor he o principio'
da axforidade ; a liberdade do cidadao nao deve va-
ler cousa alguma !
Meut senhores, nao posta deixar materia, porque ton timplet.cidadao, e nao seise
nm da vira em que algum agente da polica larn-
bem me fara prender para averiguares policiaes.
Conseguinlemcnle he esta ainda urna das circums-
lancias que muilo peso fazem em minha conscicn-
cia centra esse projecto de reforma judiciaria com
qua o nobre ministro de justira e lodo o gabinete
eslrcou a sua memoracel administraran.
Vejo que ludo se quer para o principio da aulori-
dade, vejo d,uc esse principio fica revestido de um
poder ede nm arbitrio immenso ; ao passo que ob-
servo que a liberdade do cidadao jaz desamparada,
tem prolerrao alguma, e que at os nicos vehicnlos
pelos quaes [ella se pode manifestar e salvar Ihe
querem tirar, a saber : o? jury e a imprensa.
j Honlem o nobre deputadu pela Bahia fez urna
analyse da* que o partido da ordem linha lima porcao de hu-
racos qde, comquanlo adoptattem o principio da
auloridade, iodtv'ia queran) o contorci delle com
a liberdade. Explcou-se excedentemente: assim
he, Sr. presidente, eu perlenco a essa fraccSo ;
, sem liberdade naosquero a ordem, sem a ordem nao
quero a liberdade.
O Sr. Mello Franco :Esta direito.
O Sr. Ferreira i Jguiar:Eu tambem.
OSr. Brandao: Mas ao ministerio esta doulrina
nao agrada ; elle s reconhece a arbitrio e o poder;
a liberdade do cidadao", isso nao lheconvem. (poiy
dos.) Se ao menos qliereudo forra para a aulori-
dade, que ja a lem de sobra, elle tambem quizesse
garauliat para ot governadot, eu Ihe'dara o meu
voto, mat isso nao quer elle...
V-ma vo: :Apresenle-me etsa garanda nova.
O Sr. Bramido :Nao exijo mais do que aquel-
las que nos d a constiluirilo, o jury, a liberdade de
imprensa, e he isso o que se procurou acabar com
essa falal e celebre lei de reforma judiciaria.
Nao sou redactor de papel nenhum, nao sones-
criplor publico, pelo contrario lenho jido victima
da imprenta, e ainda o eslou senda ; mas, embora
lia me aggrida. hei de ser sempre o teu defensor,
porque me parece que ella -he urna das primeiras
garauliat de um povo livre. {Acolados.)
Agora, Sr. presidente, teja-me permilldo fazer
algumat consideracOea sobre oulro assumplo que se
liga a marcha do ministerio.
O Sr. presdanle do conselho e seus collegas dis-
serara o anno passado, e reperam esle anno, que
linhfio feito grandes economas, c que o estado fi-
nanceiro do paiz era brilhanle, e nesla parle dri-
Rindo-se i opposirao exclamaram : Vi* nao tendes
o que di/.er... n
Poder ter assim, Sr, pretidenle, roas eu estou
um punco sceplico a esse respeilo, as leis do orea-
menlo de 1850 para c, apresenlam lodas urna so-
bra de receila que monta para mais de qualro mil
contos... *
Urna ro: :A. isso he. que se chama eslado satis-
factorio.
O Sr. Branda:Tem havido esta tobra, e en-
tretanto observo qne se abrindo o corpo legislativo,
(ralando-to do oreamenlo, e apresentando os nobres
ministros os seus relatorios, nelles nada se diz a
respeilo detsos i ou G mil contot que devem existir
no (hesouro !
Ao contrario o Sr. ministro da fazenda pede ama
omisso de bilhelet do Ibesouro na importancia de
oto mil contos romo anlecipariln d/'receila do exer-
cicio de 1856 el857 para fazer face t despezaa do
mesmo exercicio, se me nao engao, eraissao es-
ta quo iiurf foi tao avullada como S. Exc. agora
quer I
l'ico pois visla disto perplexo e um pouco as-
sombrado ; te deven) existir sobras no Ibesouro ja
liquidadas o arrecadadas, e se o nobre ministro da
fazenda nos faz semelhante pedido, he< claro que o
cegocio carece de explicaco, para que taibamot
aonde eitao estas sobras, queapplicacao tiveram,
qual foi o teu desliuo. 11c de crer que nao exilia
muilo dinbeiro no thetonro, porque se nos pede au-
O Sr. figueira de.Mello :Faro-lhe um pedido.
J Urna ^o: : Deixem o orador fallar.
O Sr. Brandao : O nobre ministro dos neg-,
cios eslrangeiros andou com a despeza fra do orca-
meulo em 7fi contot, e o nobre minittro da mari-
uba. esse foi clstico frisadas) ; no 1. anno gaslou
438 cantos, fra a despeza aulorsada pelos dous
decretos de ns. 1,309 e 1,383 ; isto no annjLda 1853
1185i ; de 1854 a 1855 gaslou 593 conlos 800 V tan-
tos mil res, de maneira que s S. Exc. gaslou mil
conloa de res alera du detpeza marcada no .re-
menlo D ludo isso eu concluo urna ciiusa,| se-
nhores, e lio que at leit do oreamenlo sao imitis,
devemos deixar o Ibesouro aos nobres infoislros,
elles que fanam at dospezat, e depois de abrrem-
se as cmaras apresenlem as suas contal, i*) quze-
rem ; isso he melhor do que SS. EExct. a seu arbi-
trio fazerem despezasalm das voladas, a virem dizer
quo ellas tilo justificadas.
O Sr. Pretidenle : Permilla-ine o nobre de"
pulado pedir-lhe que inlerrompa o teu diteurio, pa-
ra convidar a dcpularao que lem de apreseolar a
S. M. o Imperador a respeala falla do ihrono a
cumprir a sua roissao.
O Sr. Brandao : Son membro dessa deputa-
cao... '.
O Sr. Prndente : O nobre depuldo pode in
lerromper o"seu discurso e acompanhar ain oulroa
membros da commissao, porque vou suspender a
sessao at ella voltar.
O Sr. Brandao : Bem.
O Sr- Presidente convida a edmmissae que (em
de aprsenla! a S. M. I. a retposla i falla do thro-
no a dirigir-so ao pase.
Suspende-se a sessao e abre-te novamenbj al;,'
hora.
O Sr. Bandeira de Mello : Peso a palayra pe-
fordm.
O Sr. Pretidenle : Tem a palavra o Sr. Ban-
deira de Mello.
O Sr. Bandeira de Mello : Sr. pretidenle, Ti
dcpularao eocarregada de levar S. M. 1. a rei-
posla falla o throno dirigio-se ao paro da cidade,
e sendo ahi recebida com at formalidades do esly-
lo, II cu o vol de graras, ao qual Sua Magettade
tedigoou responder pela maneira seguintc :
Podis manifestar cmara* dos Srs. debutados
o quaolo Ihe gradero o apoio que promette ao meu
governo : s assim (ero mais prompta recompensa
os seus desreos pelo bem da naro. o
O Sr. Presideu: A retposla de S. M. he re-
cebida com especial agrado. (Patua.) O Sr. Bran-
dao pode continuar o sea discurso'.
O Sr. Brandao : Nao sei, Sr. pretidenle, em
que ponto linli.i fleado, mas me parece qoe fallava
sobre as flnan<;as do paiz e tobre o eslado do thesou-
ro que not foram aqui apresenlados como muilo li-
tongeirot pelo honrado Sr. minittro da fazeuda ;
tambem faljavu sobre esta multidau de crditos sup-
pementares t extraordinarios qae este ministerio
tem levantado contra o que por vezes se tem dito
nesla cata.
Senhores,*uni esqdjptor muilo i Ilustre da Europa
diz que at (Inancas constiluem um terreno abraza-
dor sobre o qual e fazem e detfazem os ministe-
rios ; e assim he, porque sem duvida Oeohuma nao
pode deixar de ter muilo importante um assumplo
que diz respeilo bolsa dot cidadaoi e aos sacrifi-
cios que elles fazem quando pagara imposto! para at
despezat do^aalado.
Por consegrante, te se mostrar que nm governo
nao lem bem despendido os dinheiros pblicos, ter-
se-ha provado que eise governo nao pude certamen-
te faxer a felicidad* do seu paiz.
- He pois pan verse salvo o ministerio de orna se-
melhante situarlo deiagradavel que Ihe peco que
me diga que aaplicarao tiveram as sobras da receila,
ao menos na importancia de mais de 4,000:0000000
que figurara no bataneo da receba e despeza de
18521853, e quo pastaram para os teguintes exer-
cicios, nos qaa<, teguudo ot ornamentos, novas so-
bral devem dn ler havido. A materia he giave, e
me parece que SS. EExcs. nao deixarSo de expli-
ca r-se,
Tambem eu dizia, Sr. presidente, que en urna
fatalidade etsa mullido de credites supplemeatares
e-extraordinario!; ditia que seria melhor iue se
nao fizessa lei do oreamenlo, e que se eotragatse
ao arbitrio do governo todas ai despezat, ja que elle
conlinuava a ilitpor do Ihesooro publico alm das
verbas decretadas.
Repilo agora a mesma couta, erepilo-o cornos
mejs amigos parlamentares de 1853, porque elles
lularam no meirao terreno (apoiado e naoapoiadoi),
acensando assim como eu o governo daqaell > dala
por amia dos crdito! extraordinarios e suppleraen-
tares...
O Sr Mello Franco ; Fogo nelles. <
O Si'. Plntode Campot: Mo apoiado, porque
boje nao se dato as mesaaat circsmstinciai de eutao.
(Apoiadot.)
o Sr. Brandao : ... no qae se houverara esm
(oda a razio, e do mesmo modo porque boj* au pre-
cedo.
O Sr. Pac* Brrelo : Nao ha tal: as cirenmt-
(anciat sao diversas.
OSr. Brendao': Sio as metmiatimas, co
limpies di He re u re de pessoai. Couseguiotemenle es-
tou nos meus principiot, e por torea delles nao pos-
so apoitir um governo que alm o maii gaita fora
das previses do oreamenlo dous. mil teitcentos
contot, alm das sobras, cujo destino en ainda
ignoro.
Isto para mim he negocio noito metindreso, a
que, como ot nobres ministro! sabem, na -Ingtater-.
ra d lagar i mala rendida porfa entre o minitle-
rio e a cpposicdo, e i vezes entre os seos pvoprioe
amigos. ^
Creio que SS. EExs. nao bode deixar de lar li-
do o que diste o anno pastado no teo do parla-
mento inglez o Sr. Gladtlone quamlo, vende-e
barajad j com a guerra do Oriente, e n
que era neceisario tomar nm dos dout e
ou conlrthir um empreslimo ou augmentar o im
to vulgarmente amado income tax, diste
eslais reunidos, e se ea vos vlesse pedir grat
mat pretenteraeole linheit o direilo .de m'a negar
des, dizendo-me que emquanlo durarem os veesos
Irabalhot eu posse fazer as minhas propone/Ses. Pe-
dio pois nicamente dous saiihoes esterlinos para as
despezas da guerra, e assim reconheceei que em ma-
leria de despera!e dinheiraatpabiieos s o parla
ttem jorisdiccSo.
Mas islo e paita na InglaU
sat mud.-m muilo de fig
Consirlam poii os nobres secn
Ibes" diga que eu nlo vou de i
contrario leniodovidat a retpeil
que se lem falto na casa, de qae o nosso eslado
respeilo do objecto de qne acabo de tratar
geiro. I'ode ser que assim seja, porcm en
mn't seriiit ,apprehensoes.
, Reservava dirigir-roe ao honrado Sr. n
guerra en ullieso lugar, mas eaaw tenho
orramenlos, da renda e da despeza publica, ule uei-
xarei neat 8_occasi|o de pedir algumat explica;
S. Exc, uuuemalii trinlo a mais alia e subida
considera cao...
O Sr. Pretidenle: Nio ae trata agora do orea-
menlo. '
0.5r. Augusto -de Oliveira : Mat a diseussSo
he em geral. '
O Sr. Presidente : Pode-se tratar netla discus-
sao da politica em geral, mai o nobre depuldo quer
referir-te segundd dase, renda publica.
O Sr. Brandao : Bu retiro ata expresa*. Ve-
jo no parecer da nobre commisUo de marinba e
guerra una couta qu na verdade rfle causn espe-
cie. Dis ella, creio qjiede accordo com o nobre mi-
nittro d goerra, que o exercite* brasileiro ainda
nao se elt.vou alm do -numero de 16,000 homent.
O Sr. Sera : Itlo be fado.
O Sr. Brandao : ... no enlanUi.observo que as
leit do oreamenlo constantemente a quan-
tia de pe lo de 4,000:0009 para. 2r>,000 horaens de
prarat de pret em eslado ordinario, e mais 6,000
horneas em estado extraordinario...
O Sr. ledra : Para o eslado extraordinario al
se d quanlia.
O Sr. Ilrtmd'io : Mesmo qne seja para o eslado
ordinario, o qu? be oerlo he qae a qoanlia volada
be para -20,000 homent. Ora, nao tendo o ei
excedido n 16,000 hmeos, desejo qae 5. E:
diga se lata aquella quantia tem sido gasta can
16,000 hornera, ou s exitte algum saldo della, e ae
esse taldo tem pastado para a receila dos annot se-
gninlet.
Eu peco ao nobramnislro. etla explicacao para
esclarecerme, perqu com efleito en malaria* laes
S.t|Sxc. reconheceri qoe lodo o esdarlineoilirM|j^
sempre proveitoso. ^^
Tenho, -neus senhoret, deaconflaucaa mu
de que lersmos no futuro urna grande, complicac.ao
pelo qne diz respelto s financat, pi
peilo i receita e despeza pubjiea. Nem baver Bra-
sileiro que pense nos negocio!
esleja preccenpado deltas desconaoras, porque ob-
aervo que lodos es annos, ou a receita augmente ou
decreesa, a despeza sempre aagmenta. Compar
detpeza do anno de 1853 cora, o de- J854, comparai
o de 1854com o de 1855, e voa veris quede
para oulro anno augmenta sempre mesmo na le
oreamenlo 1,000 e lana* conlos, e isto oQ i
anguenle ou diminu.
Mas, raejs senhores, d'onde procade isto 1
ha a cauta preseniemenl? He o ministerio qne di- <
rige ot deslinoa do paiz. Digo qu* be o ministerio,
porque vejo qae elle tem aeoroeeido despezas
ceatira; vejo, por exetnplo, que tendo de moa*
reparlicao das trras, creontim pessoal 18o Rrtbde,
deu ordenados Ues, quetsaje ata re cos-
a mais d: canlos, s pelo qne diz taapeitao
pessoal; vejo qoe o minislario (em dado bm eum-
plo qae nSn pode deixar de ser assustador, lera ac-
cnmulado no mesmo individuo dlvertot 'emprego, a
ponto de hnver no Rio de Janeiro empresta que
percebe 24 contot de rit de veucimentot; e isla
ao passo qc.e grande parle da popularlo vive mor-
reudo a Tome f Ua empregados, digo, que lem 34
el3couloi do res de venoimentos no Rio da Ja-
neiro I
OSr. Paula Candiio :. Quem slo esees
O Sr. Brandao": Nao me incumbo de dizer -os
seusnomes, mis o miniterio bem o* coaliece, ajo
seus amigos, seos queridos ; quem qmixer certifi-
car-so va aos balancoi, v aos orcamentos,. e ahi
ver...
O Sr. Paula Candido : Nem lodos tem tempo.
O Sr. Brandao: Poit podem pedir aiutrot.
CometTeito, meosteuhores, existe luxo exeestivo
oas rapartitoes, digo luxo as suas orgauisardet,
comoTieua das Ierras. As commissoes conslanles a
perroaoentisque pareceque nunca acabarao, as mis*
soes parliculares, at accumulaeea de ordei
do itlo faz com qoe a renda publica SFJa^^^^H
e deixe e ser applcada aos verdadeirs inieresses
da nato. De forma qae, como dizia o nobre de-
puldo pelo Cetra, meu amigo, que tt sentado no
principio dei la bancada, o fonccionalismo ne Brasil
parece qae <|uer abtorver ludo; e o governo acoreca
este fonccionalismo, tendo que h pastas qae te tem
tornado maii singulares netla parte, como
exemplo a du Sr. mililitro do imperio...
O Sr. Ministre do Imperio du um aparte.
O Sr. Brcndaa:Quando se tratar do oreamenlo,
se me deram a palavra, moalrarei noca tuaadrmois-
traco, nette particular, tem sido lerrivel, tem cor-
tado largo dn mais.
Tambero,- choree, ha urna couta que me sorpren-
de, e agora cabe dirigir-roa ao nobre ministro da
justica, dn presado amigo. A polieia absorve sana
quantia enorme de dinbeiro....
0 Sr. Figueira de Me\o: Explique-se.
O Sr. Brandao:Ealb da polica era geral. Vejo
crditos tupplemenlaret constantemente para po-
lica....
Urna voz : lito he muilo mvstarieto.
O Sr. Brojidao'. Dii'em-me al qu* bi empre-
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*1'


!( ihuiimBWMBPWWHWMm
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DIARIO DE PERNAMBUCO TRQA FEIM 24 DE JULHO Bf 1855
s
"I
w^ .
lo don como < erlo n fado, retiro
o qoe lenho e(id*gtrlBiente iliitr que lia mes-
mo ama pornao de agente dalla que absorveni -oih-
spirs ; afiirma-sc que
(Torosas, qoe ha ho-
ns qua vencera 6:000^ como espiOes-da poli-
di....
Vma do::Cem fleto r (Risadas. I
OSr. /iawido E de certo iu creio qao ha cum
aflcilo colisas muilo triai a Ja respailo, porque
vejo que a mor parle dOf crditos soppleroen lares
creados pelo Sr, ministro da jusl ?a do para a poli-
ca. Ora, a polica Ata no'oriniento ja bem dola-
da, d-se-lhe bailante dinheirn ; i) alm de ludo isto
la vcn oa laes crditos qoe refotcaro a ana j issaz
considcravel dulac^o. Sa nos eslivessemos en> nlga-
raa de certas tidades da Europn seria isto Justifica-
vel, mas aqu, que uSo ha razio sullicienle par; que
a polica gaste lautas caoleoas do coritos de rois, e
menos ainda para que lenha espides pagos por seis
conlos'de reis Islo he horrivel !
Agora, meu, senliores, tratari de iim ponto qoe,
supposlo j lenha sido discutido nada casa, nao
posso prescindir de locar nelle, visto como professo
principio verdadeira fielmente consiitucionaes.
Voo fallar deesa representacao le Yassouras, que
aqu desgranadmenle au vi coinlemrar ou qualifi
car de sediciosa ; e como os V lasorenses, segundo
o que li em iu i dita representa^ o e o que vi dos
joruaes, estao uas mesmas ideas uro que*eslou, islo
lie, querem o ry, a liberdade da iinprensa, ele,
etc., ngo posso deixar de dizer d uas palavras a esle
respeilo.
O minislerio enlendeu que alm da tuda milis, e
de havef decretado quanlas despizas quiz por ruejo
de seus crditos stipptemenlare e extraordinarios,
que alm de ter ferio passar nesti casa a sua lei de
reforma, enlendeu, digo eu, que at devia como
que imporsilencio ao paiz e a todos os cidadaos i res-
peilo derla ; e he o qua resulta, nieus nenhores, dessa
maniftalacSo fiila pelo nobre presidente doconsclho
nesla casa con1 ra aquella representarlo dos propie-
tarios ruraes ruis* importantes, segundo me infor-
mam, da provincia do Kio de .' a eiro. '"
O Sr. SiquiHra Queiroz : Apoiado.
O'Sr. Bramlo:Meus senh ires; quero dira qoe
uo anoo de 18.' havia um roioistro da cora da de-
clarar em pleno parlamento qo o direilo de pelican
envolve agrtacio e nao pode ser xercido sem perigo
para a soeiedade"''. j
O Sr. Pa&t Barrito : Filen a reUpeilo do
modo.
OSr. Hrandao:O modo fui o roais simples,
meo honrado colfega. Noseiile que outra maneira
se poderiam prevalecer os Yassourenses para fazerem
chegar presenta do'senado do sua paiz urna p< tiran
mifislassem as suas upintoe; a respeilo da
lei da reforma judieiaria Regriram-si'pacificarncn-
le liomeiu que nSo iospiram a menor suspeita, lio
mens qua tem lauto interesse como os proprios mi-
nistro; de asalo na susteolacJc la nrdem (aooia-
ens que oflerecem, p >r suas fortuna', pe-
los seus precedentes, por suas familias, todas as ga-
lodosfecs pcniores de ordein. de
obediencia s leis e de amoi- nnnarc'iia (apoiados),
. e nessa reurriio toda pacifica amigavel rielib.'rou-
se a representarlo. Ora, ha Aislo uiolivo para di-
zer-se. corno fez o nobre presidente do coaselhn.que
horoens daqu>lla ordem, que Ululare* e propieta-
rios Qotavais sito sediciosos ?
'/ma*eoi:--No ha (al.
O Sr. Ferrara de guiar.XSo foi assim.
O Sr. Brandan:Disse quo eram agitadores, e
discursos. Mas. sniores, n*o ad-
mira islo, nao admira que S. Ene. qualifieasso de
agitadores osjraudes fazeodeims Je Vussouras.qean-
do elle lemhrnu-ac, nos assomos hincar por obre -os, qaeem mu to boa f nos ipre-
efeudendo as inslilt 9001 dos nossos pais,
(apoladot), a pacha deque queramos pescar as
aguasturvas.
OSr. Pues Brrelo:Sio O Sr. Brando:Elle desculpoe-sc ; mas o diist.
Por minh.i ;iarle declaro, e oreio qoe os meo!no-
brea collegas ja opposirao annuirflo minlia cecla-
rar,-
.NaA.u e oulroi seahitet : Podo decla-
rar.
U Sr. Hrandao:.. que nos, qie nos acharaos rol-
locados, em 1 iposirao, e que temos a coragem de
aecusarne fruto ogoverno, do pileniear e de eip'or
ile opaiv. o que elle lera lei to en que pretende
fezer, possnir a tamhem bastante patriotismo para
nao querermossenao o que le licito e dignamente
ue nem no prssido neni no prsen-
osos adversan>s encontrar tactos
1 qno aiiloriiem a essa proposi-
etendermoi pescar tas agitas tur-
vas. : opposffio.l
i especialmente ao honra lo Sr.
: he sobre <> objeclo particular da
A petar de teda* :> eipicac/iei que o nnlire ninis-
Iro teiu dado.estou ioliroaroinle conVencide que a
commis*ao de. marinlia c guerra, em vez de dar Ihe
um voto de conanca, Ihe foi lioilil, u esta em per-
feitodssaccorJoeomS. Ec.;S. )Sic. vio-selahez pe-
la forra dascircumstancias obligado a concorditr com
insequencia eu uousidero a posirao de
S. Ec. inte ramcute defavi*iivel. Has defiemos
^^w adiantc.
d re ministro da in.'rra 18 mil hosaias
:sdeprel,eeu Ihe dara 50 mil Immeiis, 3a-
a mais de ;tl mil liomens.se reister fosse. para sus-
lenlar 1 houri e dignidade do paiz.
idescora ira muila grande, e be
as 18 mi I rneos para vivercm
spioravel urd que acta.mente
seachno ni
.0 deploravel. e nlo he sem razio, Sr.
ministro, porque desde o anuo pas ido que eu de-
clare) neila casa que repalavn 1 ezeicilo do Bnsil
* lodos osreipaHot deslavoreiico, pois que ohser.
vava qae o sildado eoflicial bosileiros viviam na
alo linhatn quasioque comer, ao pa.vso
es de empregidos goiavam de gran-
ad s, e ainda assm os repulavam nsufli-
muita tropa mal retribuida ; porque lio de primeira 1
inloicao que a miseria desanima, faz perder cora-
gem c cnthosia o mais firme e resoluto, (potados.)
Mas, Sr. presidente, nao he smente a mesquinhez
dos sidos que acabrunlia ao soldado brasileiro,
s3o a injuslicas do nobre ministro da guerra, lia
poneos das um uolire deriutedo pela Birria toe a S.
Exc. ama igual aecusajao, e cu a reforc,ajwra ver
se o nobre ministro recua na carrsira de suas injus-
tas.
Vita Voz :Sao declamacoes.
O Sr. frandao :E uSo ser injaili(,i preterir
os direitos de bravos e dlstinclos officiaes ? NSo sera
injuslica obrigar a que conlinuem a servir no ejer-
cito soldados com 10, 12 e 18 annos de praca, e ao
mesmo lempo dar baita a oulros com 4 ou 5 annos
de servico ?
O Sr. Figueira de Mello: Isso he porque fo-
ram se reengsjande.
O Sr. brando : Est engaado o met nobre
arago',; asseguro-lhe que que eiislem em servido
muilos soldados com 10, 1'2, 18 e mais a unos,sem no-
vo engajamenlo,
O Sr. Ministro da Guerra :E tamben aqui.
O Sr. Hrandao : Eu quizera que o nobre mi-
nistro, anda quando nao podesse melhorar a elasse
militar, praticasse joslica invaravel, porque S. Ezc.
que hesoldado, deve saber que nessa elasse a injus-
lica he maia doloroia do que em oul'ra qualqutr da
soeiedade. (Apoiaaot).
Se S. Ec examinasse e alendesse ao que se pas-
sa na Franca, quehe um paiz essencialmenle militar
assim como na Prossia, vera que o eolhusiasmu do
soldado francez e a superioridade que elle aprsenla
nos combales procede principalmente da mporlah-
cia que o sen governo d ao excercito.das recompen-
sas que Ihe prodigalisa ; he porissoque a tropa fran-
ceza se acha pratieando prodigios de valor diante da
formidavel fortaleza de Sebastopol ; lie por isso que
a constancia e'coragem dessa Irppa altraliem presen-
temente a allenco do mundo. No Brasil, porem,
procede-se com o exercilo de outra forma ; o solda-
do brasileiro he sem duvida o hnmem mais pobre e
perseguido pela injuslica que existe no paiz 1 !
Nesla occasio nao posso deixar do aecusar o Sr.
ministro da guerra pelo procedimenlo que leve com
um official do estado maior do exercilo. Esse offi-
cial de qoem fallo, moco de latelos e de moralida-
de, acaba de ser como que deportado por S. Exc...
O Sr. Minhtro da Guerra : Foi encarregado
de urna miss3o honrosa.
O Sr. Hrandao : lia circumslancias que fazem
descobrir o fim occullo, porm verdadeiro,de cerlos
actos..
O Sr. Ministro da Guerra : Creio que est no-
meado ha mais de um auno.
O Sr. Bradio : Se be assim, o que eu ignoro,
observo que V. Exc. so mandn sabir da curte der
pois que elle comedn aescrever um peridico que
Ihe nao agrada !...
O Sr. Ministro da Guerra : NSo sei disso.
O Sr. Hrandao : Sendo esse moco o redactor
do peridico denominado O Militar Brioso...
O Sr. Ministro da Guerra : Nao-sei disso.
O Sr. Brandan :... e sahindo nelle alguns arti-
gos mui decentes ; porm que incommodaram a S.
Exc, appareceu immedialamenleaordem parjl elle;
esfas coincidencias reveliam ludo...
OSr. Ministro da Guerra : Em servico mili-
lar nao ha coincidencias, o servico faz-se e eu de o
deslino que devia a esse official. _
O Sr. Brandao :Ora, desla maneira nada ha que
se nao possa justificar.
Confesso ao nobre ministro da guerra que nao eos-
tumo dizer o que nao sinlo...
O Sr. \tin' O Sr. Brandao : ftzendo de S. Exc. um con-
ccilo muito subido, estremec quando se deu esse
faci que acabo do referir ; estremec, e disse comi-
go.j desconfiado como ando de que o minislerio tem
suas preteu<;oes ao absolutismo : chegou a poca do
ostracismo,c o paiz sa acha ameocado por um fuluro
ruedonlio.
Sr. presdanle, en vrut concluir dizendo duas pa-J
lavras a respeilo do deploravel a desgranado nego-
cio do Paraguay. O desfecho desle negocio veio ira-
Jaro minislerio na opiniao publica. Quem ouvio,
como eu, a maneira emphalica, o santo fervor
com que o nobre ministro dos negocios eslrangeiros
se explico'! aqui tres a qolro das antes da chega-
da do vapor, e nepois leu o fatal resultado da diplo-
macir-armada do gabinete, nao pode deixar de la-
menl ir /desventura do nobre ministro dos neg
cios 'Slrangeiros.
lina t'nz : A boa fe o justifica.
C Sr. Brandao : Eu nao lle neg a boa fe...'
OSr. Ferraz :^- Ha de ir com ella para o ceo.
(i Si\ Brandao : ... mas o que digo he que o
que se pasaou na casa e o que depois se soube, se
nao demonstra inepcia tiu falla de inlcresse, em de-
trimento da honra o dignidade nacional, ao meos
moslra que o nobre ministro dos negocios eslrangei-
ros he oxlramemente leviano (0/1.' oh'.,- porque, se o
nao fosse. sem ter informac,Oes exactas, sem saber o
que verdaderamente havia occorrido no Paraguay
com a nosta esquadra e diplmala, nao viria peran-
le o corpo legislativo teeer-llic elogios immensos,
para ltimamente ver; obrigado a referendar ode-
crelodc dcmssSo daquellc a quem t*o eslrondosa-
menle elogiara.
Senliores, o minislerio procedendo pela forma que
en tenho exposlo pude Ir muila bem, Uo seu enten-
der, porm vai muito mal perantc o paiz. (Muito
tem '.)
l-'iea a discussao adiada pela hora, c levanla-sc a
sessao.
O crime, porem, que mais sensacao causou, foi
perpetrado nesla mesmo cidade na noito de 20 de
junlio. Eis os delalhes dellc : Bernando Fernaudes
Caedo, subdito porluguez, casou ha poucos mezes
com una joven brasilcira, e como Ihe desse mos
tratas refugiu-se ella em casa de urna familia eom
queflVnha parentesco : All a procuren Caedo por
veres al que na citada noile, depois de um alterca-
do com o muco dono da casa chamado Jlo Bapsl
de Sou/.a. e um seu unan, e lendo-o estes obrigado
n sahir, antes de chegar a porta da ra vollou se, e
arrancando de nma faca que trazia occulla, esfaque-
011 oa dous moco--, um dos quaes expirou 18 huras
depois, e o oulro esleve em grande perigo. Canelo
fugio, e soube-se depois que elle ludo linha disposto
para evadir-se logo que livesse dado a morle a sua
mullier. No entanto a polica, a cuja frente se acha-
va o Sr. l)r. Bello, desenvolveu urna actividade sem
exemplo. I'cram varejadas mais de quarenta casas
onde Caedo lioha re ices; lizeram-se sessenta ou
mais interrogatorios s pessoas que delle podiam dar
noticias ; um vapor foi expedido para dar busca nos
barcos que nessa madrugada liiiham largado ; roan-
daram-se partidas de forga policial.em todas as di-
rec<;0es, circulares a todas as autoridades, depreca-
dos s das provincias e Estados visinhos.Assim.se
al agora nao se conseguin a prisan do assassino, he
quasi iofallivcl que se ha do conseguir apenas elle
saia do coutu onde se possa aehar. .
'.raines.O Sr. Icnenle-coronel de engenheiros
Comes Jai Jim segnio ltimamente para o Kio tiran-
de, com encargo de examinar a possibilidade de di-
versus trablhos hydraulicos para facilitar a navega-
cJJo enlrn Rio Grande e Porlo-Alegre, especialmeaie
no canal da lagoados Palos chamado Porleirinha.
Pronteirat.De Jaguarao.Veio dessa frontei-
ra a noticia de que urna partida de cinco desertores
brasileiros Unha sido atacada por outra oriental pun-
co alm da linha divisoria ; morreram dous deserto-
res, e os Ires restantes passaram jn para esta provin-
cia. eram-se as ordena neressarias para os captu-
rar.
Tendo-se na cmara fallado de nma nolicia pu-
blicada pelo Mn-rantil de Porlo-Alegre na resenta
de abril, de qoe um Brasileiro fura fuiiladn no lis-
tado Oriental sem forma* de processo, e declarando o
Sr. ministro de eslrangeiros que pedindo informantes
ao ministro brasileiro em Montevideo,- ainda nada
recebera, trataremos na de fornecer noves esclare-
cimentos a respeilo, c sao os-qoe se acham em urna1
caria que acabamos de recebar do Cerro Largo ( Es-
iado Oriental ) com dala de 28 de maio de 1855. Ei-
los:
a O Brasileiro fuzilado, ou antis assassinado no
Estado Oriental, chamava-sc Luciano da Co'sla, e
havia pouro se linha eslabelecido no departamento
de Cerro-Largo. A sua morte foi ordenada pelo ac-
tual cliefe poltico daquelle departamento tenenle-
coronel I) Trifen Ordonez, Immem de carcter des-
ptico e baldo de loda nstruecjo. O corpo de Lucia-
no da Costa fui deixadu insepulto periodo cemilcrio,
e se prohibi a sua familia manda-lo enterrar, nem
lazer-lhe encommondaces religiosas.
Nessa mesma carta nos dizem qoe Tritn Ordonez
linha feilo senlar praca n'um embriao do orpo de
sen rnmmando a diversos Brasileiros, inclusivo de-
seriares da divsao auxiliadora, o que den motivo ao
general dessa divisan mandar urna partida para os
resgalar.
Frontcira de Qiiarahin.As noticias dessa fron-
leira nao san Iranqiiilisadnras. Dizia-seque os che-
fes orienlaes Jacinlho Barbal, Tristn Azamhuja e
oulros Iramavam um mnvimenlo conlra o governo
de Montevideo o divisan imperial. Oslo'deram par-
te as autoridades da fronteira presidencia, mas
siippe-scqnesan boatos sem fundamento.
Fronteira de |S Borja,.Moje mesmo recebemos
nossa correspondencia daquella fronteira, que alcali-
na a 8 do crrenle, e della consta que ludo eslava
em perfeila tranqoillidade. O coronel Osorio desem-
penhava com lodo o esmero o commando da guarni-
rn e fronlcira, eslabeleceudo aimgaveisrekcOescom
as autoridades correnlina*.
Paraguay.As nolicias que de S. Borja nos com-
municam sobre e Paraguav sao que elle tinba liceo-
ciado o sen exercilo, reduzio.1 1 a tOO hpmens a guar-
niejo de Itapua, mas por algumas providencias que
se lomavam, sobretodo relativas s cavalhadas, cria-
se que o exercilo se tornara a adiar reunido para a
primavera.
Corrientes.Eslava completamente restabelecida
a Iranquillidade publica, maso invernador se via em
graves embaracos pelos extraordinarios dispendios
que linha feilo para repellir a invado Caceres, e
ainda mais pela pouca cnnlianca qoe Ihe inspiravam
cerlo* homens, dos quaes alias nJo poda prescindif.i
Para terminar esla longa resenba s nos resta
dizer que lionlem, 30 de junho, oSr. '".ansin-an de
Sinimbii. enlresou a presidencia ao Sr. l)r. Bella, na
qiialidadc de 1." vice-presidenle, eque amanbaa em-
barcara para o Itio de\laoeirocomsua nobre familia.
10
Enlreu do Kio fia Prata o paquete inglez Camil-
la. As dalas de Montevideo alcannam a 5 e de Bu-
enos-Ayres a 2 do crrente.
Uo Eslado Oriental nada ha qne mereca mcneSo.
Em Buenos-Ayres descpbria-se' orna conspranao
rosisla, e linh.iin sido presos alguns olliciacs, esca-
pando prem os cahecas, que dizem ser general
Flores, I). I'edro Rosas eo coronel llomaoa Bustos.
OSr. Porlella, ministro do interiore ile'eslran-
geiros, riera a sua deinisso, c fura substituido pelo
Sr. Dr. Valcrflin Alsina.
As provincias interiores cslarapi em paz. '
A Tribuna de Roenos-Ayresliublica o tratado de
commercio e de navegarao celebrado pelo Sr. Pedro
Ferreira com o governo do Paraguay.
No paquete .tioit vieram as seguinles primeiras
parles para o thealro Lyrico Fluminense
Primeira dama dramtica Sr.a Emm.
PrimeirolenorSr. Francisco Mazzoleni.
Prmeiro liarilono Sr. Lnigi Walter.
No prximo vapor de Soulhamplon deve chegar
urna primeira dama meio soprano que faz parle da
companhia e no vapor /). M. II um primeiro [rompa
concertisla.
Os coristas vem em direitura de Genova.
O Sr. Antonio Porlo, encarregado pela direcnao
do thealro lyricu de fazer estes contratos, veio igual-
mente no ,/cnn. Os seus precedentes nos fazem es-
perar que todos os artistas que escolheu, e sobfeludo
o lenor, estarflo na altura do nosso Iheatro.
lies erirocir
ose i
i; ^^
sr. Sil, ueira Qaeirz Apoiado.
a Guer'a : Ha urna proposla

da eonrrabsiio.
1 : Essa prnpoila me parece que
, o desidertum. O augmento de ordena-
do* he s para os felites..
1.: :Para os detsrflbargsdores joiiesda
direilo. ele.
O Sr. Angust de OUce-a : Apoiado. Os ma-
gistrado* uSo tem razSo de quena, lem,ii;ln bem
aqsiiihoadns.
O Sr. hrandao :Sim, Sr. ministro, ainla per-
na cosiviccio de que o exerlo brasileiro se
nnaposinilo depluravel, porque na verda-
nceber corno ns sollos aclusesclie-
goer lirial viver n cr.e, ou rntsmo em
da Jes do. inperio, bem crino para
mos, pagar cusas, andar aseiado, e
indispensaveii ao hoinem que
le islo em urna poca em que as
subsistencias cada da mais encarecen!.
ueira Queiroz :Apoiado.
O Sr. /iviaeVto :.... a menos que 10 niio qneira
qqe t fartlii, qoe deve ser o symboiu da honra, lique
expolia a ser manchada pelas"necessidades lesullan-
loinlvoz de sol
wew.lenle, sol/>i dos militares brasileiros
lia que faz com que elle* so coinervem moralisa-
udem pralicando actos desairesos par
su pjderem farda-; e sabe
ressidade, quintas privanois muilos
delles nao senlem...
O Sr. (andido Borget : Apoiido.
O Sr.* frand&o : Eu silceo offitiaes
~ de jullio.
Temos fallas de New-York st 2 de maio. Nada
occorrera na l.niao digno deniencionar-se.
Da California ha dalas al l'i de abril. Os Know-
DSlhiugs linliam ganho todas as eleiee-'.
0 vapor Galden Age, que sahira de S. Francisco
para Panam em 17 de abril com 750 passageiros,
encalhou no dia '.l em um ruchedu a cinco milhas
de distancia de Panam. Deslc porl partir im-
medialamenle o vapor /. /.. Slephens em soccorro
tres passageiros a conseguir salva-Ios lodos.
A guerra civil coulinuava a assolar o Mxico. O
Journal of Commerce de New-York de 2ide maio,
rcl'erimlo-se ao eslado daquella malfadada repbli-
ca, diz :
" Ao mesmo lempo que Santa Aona marchava pa-
ra o sol, afim de expellir os rebeldes para alm do
Passo de Chilpunzigo, um novo mnvimenlo, fomen-
tado por contrabandistas e flihuslciros, n ameaca so-
bre o Rio-Grande. Com sorprendivel clastifidade
ile espirito e vigor do corpo cnnlinua esle nolavel
anciilo a fazer face s suhlevacOes e a baler os seos
inimigos e os inimigos da ordem publica.
As noticias .Ir Ilavana ateaiicmn a 19 de maio;
A illia eslava tranquilla, o general Concha linha
parlido da capilaLpara o inferior alim de inspeccio-
11-ar as tropas, e corra de plano que apenas vol-
lasse a sde do governo, levanlaria o eslado de sitio
em que se achava aquella colonia.
II
Cartas de Buenos-Ayres annunciam que o Sr. Pe-
dro Ferreira recebera naquella capital a noticia da
sua demissao. e tencionava passar o commando inte-
rino da divisan no da 5 do correte ao Sr. Bar-
roso.
Accrescenlam essns carias que o vapor Camacuam
(endo fondeado sobre um baoco em frente aquella
capital envendo logo depois vasado o rio, encalhara
em erais de urna ancora e abrir agua. Tirado dessa
posirao e levado para o arroyo do Tigre, quizeran
averiguar as autoridades brasileiras a exYensao das
avarias e Iralaram de desempachar o porjlo. A-
penas porem se inexeu nefearvao, algumas laboas do
fundo, contiilas em seu lugarpelo peso daquelle com-
liuslivel, sallaram fura e o vapor alaoou-se.
O Mag linha segu lo para a Bajada com-o gene-
ral Sania Cruz. ,
ora : Ce
lulo.
-9-
t> paquete a vapor Toranlins, entrado nesla ma-
uhaa. Ira/, dalas do r io Grande a 5 e de Porlo-Ale-
gre at 2 do correute.
O Sr.Can>ansio enlregou a presidencia da provin-
cia deS. Pedro do Sul aoSr. vire-presidente Bello, e
rclirou-se para a corle no Toeanlins.
Do Mercantil de Porlo-Alegre copiamos as seguin-
les noticias: A
Coincidencia. Reccnlcmenle deu-se no lagar
chamado S. Jeronymo, a 1 leguas desla capital, urna
lerrivel coincidencia. Candido Jos Leo, perlenccn-
le a una abastada familia daquelle lugar, foi no auno
de1K52 forleinenle indiciado de ler alagado a sua
mullier no momento em quo alrnvessava, embarrado'
com ella n'uma canoa, para nma ilha fronteira, cha-
mada da Paciencia. Acensado pela opiniao publica
desse crime, foi procesSado e pronunciado, mas oju-
ry o absolvoo; agora nlraveando eUe emba/cado da
mesma maneira e no mesmo lugar morrea afogado,
sendo alias bom nadador e salvando-sc um negro e
um menino que iain com elle.
Suicidio.Na cidade do Rio (Iraude sucidou-se
com um tiro de pistola Jos Cardoso Rangel, confe-
renle da alfandega. Temi sido despedido desse em-
presa, com o peque.no ordenado que acabava de re-
ceber pacn diversas dividas, r_ relirando-se para a
sua morada pralicou aquclle acto de desesperacjlo.
taitiuntos.A crimiualidado ncsle me/, foi mui-
lo mais consideravel que nos anteriores, embora a
maoiia do criines connecidos >nvi soja desses que
revelan! falla de segoranra individual, c sim ausen-
cia da moral e do senliineiilo religioso.
Por nolicias'um lano vaga, quo chegaram a
esla cidade. constou que linha sido assassinado cni
Cima da Sem um moco, fazendeirodaiiuellc lugar,
e cria-se .pa os assassino foram uns pardos forros
que elle perseguir e ameanra por molrvos de forlo
de gados.
No sugundo dislriclo do Trinmpho, a 12 leguas
desla ldade, repelio-se o alroz crime de urna inai e-
crava malar seus futios, com o fim, .10 que parece, de
as eximir da escravidao. Foi a parda Entilar, escra-
vadu etdadao Manuel Faustino da Silva, fjne levan-
do dous lilhos seus, um de* annoi de Idade, e oulro
de peilo, para um pomar prximo da casa de seu se-
Coilarios pela ponicS) em que
e ach .uesquiilio' odo quo percelem ;eoi-
ta seis seiv;os ; cuitados |as qU(, kotrrem,
e s por.ii.so. onheco oflieiaes, ciiBio dizia, quesof-
liem imn enstf-"privares....
O Sr. Seara :Apoiad).
OSr. L'randao :.... que fazem as mnia restric-
ta econo nas flm de q'ue esse pequeo toldo Ibes
chegiie pura passar o mez. e nenias circninsincias,
naodevem ser ignorad! pe) nobre ministro da
ra, ele nada diz, nada adiaitta noset, relalorio
em favor dessa ciaste a que tamtum perlaoce!
Sanhorr, sempre qoe se trata do exercito sobre- ,
vero-me um. idea, e h. ,. cwer soles ler um I $2*T. \SSSWT i^K K
pequeo txerclto, porem Mn p,go, do qne poswir I iuicidado alirando-i 10 rio Jicili;.
S. PEDRO DO SUL.
CMade do Rio Grande 29 de junho.
_No prmeiro .leste mez suicjdou-se_com um tiro de
pistola no ouvido Jcs Cardoso Ragel, .conferenle
por parte das capatazias da alfandega. Este infeliz
j por vezes ha\ la tentado exercer esse.aclo de deses-
peranao c loucura, e lendo ido despedido do em-
prego em cousequcucia de sua completa ihabili la le
para bem exercc-lo, pois que j sen eslado de raz.lo
soflria graves perliirliaces, laueou-se nesse aclo hor-
rivel que premeditava.
Tamhem no dia 6 llivemos a infausta noticia do
passamenlo de Jus Maria da Porcioncula, xa cida-
de de Pellas. Esle seniur, bem conliecidoalo com-
mercio desla corle, e que lia piuco havia chegdn a
esla provincia, ainanlicceu morlo, lendo suecum-
bido de urna apoplexia fulminante, segundo allesluu
O Dr. Jo8o Baptista de Figueiredo Mascarenhas.
Vina questao biTstanle importante venlillou se 110
Jia li do (corrcnle cm urna rennian da assoriarao
c01111nerci.il desta praca.
Como ja bj geralmenle sabido, a praca desla ci-
dade em urna igual reunan que l-ve Jugai em i) de
Janeiro de 1847 resolveu que lorias as trnsacees
coinincrciaes conlinuariam a ser feitas em oreas de
ouro com o valor liso rio :12J000, e os pataeit "ou
pesos a 23000. Desde cniao em graves embaracos
se tem adiado os mesnios commercitules. Foi por
e-la_ra/.an que 110 dia II do torrente leve lugar a re-
uniao d,i Assoeiacao Coinmerrial. Abi apresenluu
o presidente delta, o commendador Jos de Souza
(jomes, o seguinte discurso :
A rommissao idminislrativa, adaptando a pro-
posta de um de seus incmbros, resolveu convocar a
asscmblca geral da Associacao, afnn de chamar a
altcucao nao s do corpo do rommercio desla eidado
como de loda a provincia, para utn objeclo transcen-
dente qual o do meio circulante.
o A mueda em gyro no commercio sao as oncas
de ouro, e os pesos do prdla, eslrangeiros. o o di-
nhciru americano por um valor convencional, cnlre-
laulo que a verdadeira inoeda do paiz esta sujeila a
um premio ou agio como se fora urna mercadura.
I'm tal estado de cousas, anmalo, circumscripto a
esta provincia, e em opposic.ao com lAdo o imperio
exige um remedio, se for possivel, que remova esle
mal, sem que o mesmo commercio se resinla ou
solTra grnele abalo, respeitaurio-s os contratos que
Uveram origen) riebaixo de 11111 principio diverso
^daquelle que se pretende eslabclecer.
A esla A--o aarao compele tomar a iniciativa
tilo importante materia, c aplanar as difliculdades
que diariamente experimentamos em nossas relacSe)
com as repartiees publicis e com a caixa filial do
Banco do lrr-iI. onde a mneda convencional nao
lein curso, lie misler que o signal representativo
do valor dos contratos seja a moeda legr.l do impe-
rio, e nao cssas moerias que as leis nao recouhecem,
cujo valor liclicio favorece ,1 sua importaran eom
detrimento da verdadeira nioeds dos inlcresses
reaes dos cnmuierciaules. Em lodos os paizes a
mueda eslrangeira lie. e deve ser, um arjigo de com-
mercio, sujeila a vicissitudes do mercado.
de velar nos inleresses do commercio, vos aprsenla
(( Reqoeiro que a AssociagSo Commercial nomee
urna commiss.lo para dar o seu parecer sobre o ob-
jeclo da prsenle reuniao, tomando por base a ex-
posinao da comroissan administrativa da AssociacAo
Commercial.I). Santiago Rodrigues.
Depois de algoma discussao foi rejeitado; e o Sr.
Barbosa Coelho, vice-coniul de Portugal, ollereceu
a seguinte indicacHo :
a Proponhuque a assembla geral decida por urna
volarlo nominal, se convir que de um lempo dado
em diante a moeda legal do imperio subslilua 00
commercio a moeda eslrangeira, que actualmente
circola por um valor convencional. Barbota
Coelho. b
Por esta occasian manifestou-se o desejo de aca-
bar de urna vez com essa anomala que veio aug-
mentar o catalogo das militas especialidades que se
riao nesla provincia, e depois de alguma discussao
acerca das difilcolriades com que lula a praca pela
estssez de moeda nacional, nao lendo o Banco fi-
lial do do Brasil eniillido suas olas, como Ihe he
permitilo pela respectiva lei, acnn>elha\a a pru-
dencia que se adiasse a rcsoliieao da acabar cum
ess. commercio eslabelecido eirt I87 ; e assim se
vencen, cahiodo a indicaran por 20 volus conlra 17.
Tivemos ocessiao de observar que all se achava
o Sr. Antonio de Sj Britn, inspector da alfandega,
que, precisando a sua posirao naquella reuniao, pe-
dia para lomar parte na questao, nao como socio,
porqee jtilgava incompativcl com a autoridade de
seo emprego, mas como empregado de fazenda que
lanas relaces tem com o eommercio, sendo admit-
ilo por urna votaran da sala, c tomando a palavra
pronunciou-sc por mais de urna vez contra essa con-
venci, que laxou de extra-legal, porque enlende
elle que com a resolurao da praca em 18i7 creou
ella urna mueda sua, que excluiudo da base de Indas
as Iransacrfies monetarias a do cundo nacional, fluc-
ta o valor desla como mercarioria, o que na ver-
daile he conlra os principios econmicos e adminis-
trativos adoptados cm lorias as naces.
k O nobre general, couimandante Superior da
goarda nacional da comarca da capital, acaba de lo-
mar a iniciativa para que do poder competente parla
urna decisao acerca da questaose os officiaes da
guwda nadonal^eceriio ou nlosoffrer por crimes
eteis apena de priso as cadeias ou prises tam-
bem deis, ou se derem gozar nesle caso dos foros
roijfedidos aot officiaes de i' linha.
Importa muito a boa apmnistrac.ao desla provin-
cia que o governo geral conceda, nao os furos daT>
linha, porem alguma garanta aosofficiaes da guar-
da nacional, para nao seren compellidos a entrar
as immundas cadeias que temos ; posto qua seja o
crimo civil e soffra elle urna prisao tambem civil, se-
ja ella porm como distinenao daquelle* cidadaos a
quem a lei nao lem concedido honras iguaes; Disto
nao desvirluamos as regalas e o amor-proprio dos
oflieiaes de primeira linha, nem estabelecemos um
privilegio na elasse de simples cidadaos. Atienda o
governo que nesta provincia raros sao aquelles que
nao se lenham preslado ao servico das armas, e'esla
circumslaucia, se for desatindala, pode alguma vez
prejudicar a ordem publica.
Em boa hora- lembron-se o governo mandar ao
dislincto engenlieiro o Dr_. Jardim para a commissao
em que se acha ric examinar o e-ladn da barra da
provincia e propr lodos os raelboramentos possi-
veis acerca desle objeclo, assim como dos phares da
laga dos Palos. Importantes sao os seus sminos.
Acha-se elle recolhido a eslu cidade desde o dia 13
do correle, da excursao que fez aos phares da la-
ga dos Palos, para proceder a exame do eslado em
que se acham e dos melhoramenlns de que necessi-
lam ; e tem proseguido as suas iuriaganes e eslu-
dos concernenles ao melhoramenlo da barra. Nessa
exconsao visilou elle eobservan a obstruida barra do
ro S. Gonealn. Chegou al Porto Alegre, afim de
nao s apresentar-se ao presidente da provincia,
como pntender-se com esle a bem do andamento da
sua commissao. :
O presidente aproveilou a estada passageira deste
hbil engeuheiro na capital para manda-lo ao dis-
lriclo de S. Jeronymo, na margem direila do Jacu-
la, cima do arroin dos Ratos, examinar a descober-
la que o mineiro Johnson informava ler all feilo de
om jazigo de carvao rio perira, que pareca de me-
llior qoalidado e mais abundante que os do dislriclo
dn Erval. O exame feilo pelo Dr. Jardim nao po-
da ser senflo muilo ligeiro, e pouco coocludeule,
pois so se havia perforado o jazigo em um nico'
ponto, uada se porienrio inferir sobre a inclinaean e
exlensaosuperficial das camodas ; ao passo que as
amostras Irazidas pela sonda, e submctlidas a exame
eslavare. reduzirias a tenues fragmentos, e mais ou
menos mesclarios com materias heterogneas prove-
uienles das carnadas sobreposlas : comludo o resul-
tado das experiencias assim feilas, e mesmo a for-
macao rio terreno da baca prefuraria. diz S. S.
presidencia, nenlinma. duvida deixam no que toca
especie do coinbuslivel. Nao sabemos ainda se a
continuarlo dos trablhos de evplorarao lem ou nao
feilo reconhecer a nqoeza da mina e a pureza e boa
qualidade do mineral, de m lo que convide a orna
ragular extraccao, como seria-muilo para desejar,"
tanto mais que estaseria facilitada pela proximida-
de do rio e arroio supramenciooados. Anles de
retirar-seda capital o lente coronel Jardim veio
pona de Ilapuan, em companhia do presidente e de
diuis outros engenheiros do servico da provincia,
afim de escolhereui o lugar mais conveniente para
o novo pharol que all se lem de edificar cm enm-
priinenlo da lei de 28 do sotembro de 185:1, sol. 11.
7t9; ficando designados-para esle fim plano na
encosla da inontanha em que boje v-aeSflnta cruz, e
em que oulr'orii us rebeldes construiram a sua pri-
meira balera, da a^1 apenas se notam os vesti-
gios. Este pharol,siegun.ln a novo plano e projec-
io do Sr. Dr. jardim, lera 05 palmos de altura sobre
o n'vel da laga, estijlcance de 16 a 18 milhas.
Muilo salisfez ao commercio desta cidade a con-
ssao que o Exm ministro da inarinlia o Sr. Dr.
aranhos lacitametito fizera do lao desejado e re-
himario rebocador para esla barra, segundo se in-
ferida parle rio seu imporlantissimo relalorio em
quo elle enumera osvasos de guerra que compoem
a flolillia,desla provincia, na qual vem com aquella
destinacSOo vapor Cama'-u 111 ; e nao menos aura-
riou a noticia deque S. Exc. j linhamcojnmciulario
para Inglaterra a grade ou raspador hydraulico
destinado a profundare conservar o canal da barra,
ltimamente proposlo pelo mesmo engenheiro, e
anteriormente lembrado pelo Exm. consalheiro Can-
dido Baplista, que tambem o vio applicad com fe-
iiz exilo na desobslruieao do porto de Liverpool.
A barra, bem que com grande leulidao,e quasi in-
sensivelmenle, contina a melhorar, e nao temos ti-
do nenhum novo sinislro a deplorar.
Io de julho.
Aliim dola o Sr. Dr. Jlo Lins Yieira Cansansao
de Sinimbii a'presidencia desla provincia, e reco-
Ihe-se nesle vapor para essa curie. Leva o Sr. Dr.
Sinimb'a henalo de um povo brioso, allivo e no-
bre como se sempre mnslrar-se o povo rio-gran-
riense. To avisado soube haver-se esse dislincto
Brasileiro na admiuistracAu desta provincia, que ne-
nhum de seus antecessores leven palma de louvor
qus porfa Ihe ullerecera as* cardaras municipaes
nos agrariecimentosque dirigen nesla occasian.
A cmara desla cidade reuni se honlem para
noniear urna commissao quo deve depositar as
maos do nohre ex-presidenle o votos de agrade-
cimenlos de sem raunidpes pelos saos principios e
grandes beneficies promovidus por S. Bxe. duranle
sua sabia ariministrarAo. Consta-nos que o mesmo
lem feilo varias nutras cmaras, inclusive a da nos-
sa capital, que encarregua a ama commissao de tres
de seus membros para acoapanliar an Sr. Sinimbii
al i barra. Aqui frelam-se vapores, nomam-se
conimisses, os agentes consulares das diversas na-
re-, a ol i i-i al i ila de da gnarda nacional, com iner-
cia ule- nacionaese eslrangeiros, os empregados p-
blicos, todos einfim esperara dar ao Sr. Dr. Cansan-
sao as provas do quanln foi elle solicito no empenho
de enraminliar a provincia para a vereda de sua
verdadeira felicidade. Este he. o meii pensar,' e:
tamhem de urna grande maioria de meus compro-
vincianos.
Aempreza do conde de Montravel, para o esta-
helecimenlo de nina colunia agrcola as margeos du
rio C*ihy, be urna concepcao grandiosa, e ebeia de
imprlanlissiiuos resallados. A localidade abundan-
te de espessos malos, eom planicies coberlas de urna
vegetasao Ilimitada, pelo vigor dos elementos pro-
prios qne em si eseerra a nalureza do terreno, com
11111 rio navegavel em todas as estarnos do anno, e
muilo mais fcil do que a uavegarao do rio dos'Si-
11 os", faz inleiramenle 11111 contraste com a mcqui-
nha e mal dirigida empreza da colonia de Pe-
dro Segundo, de que Iho dei nolicia na minha
anterior carta, nolicia por ccrlo (ao desagradavel
qiiau verdadeira. A colonia do conde de Montravel
esl assentada sol inelhores condirues do que a de S.
Leopoldo, famosa e nica que nesle nosso Brasil ex-
iste como um parir3o de gloria para o reiiiario rio
Sr. I). Pedro 1, de suudosa memoria, como para son
sabio e cordato ministro, o fallecido visconde de S.
Leopoldo, Dr. Jos Feliciano Fernaudes Pinheiro da
Ciinha. Conhecemos o sitio em que se acham eol-
locadas estas duas colonias, e misamos assegurar,
romo cooheredor de sua lopographia, que a emprza
do conde de Munlravel, nssim como a colonia esta-
belecida oulr'ora na I citoria do linbo e cauhamo.ha
de Irazer urna populadlo laboriosa e sttmmamenle
ulil para a provincia, purquo lem de f*zer sua
grande importancia agrcola e inaoufaclureira, como
a fortuna do cunde de Montravel e seus associados
ou descendentes,
(Carta particular.)
-------.....OHIi
criminal, o rigor das autoridades poda ser-Ibes ap-
plicavel. Mas parece que se considerou islo amnis-
tiare!, nao hnuve procedimenlo algum, procedendo-
e mal oo bem.
Nao devendo assim prngredir as cousas, podendo
mesmo provnvelmenle haver alguma eslralada, o
chele de polica quiz corlar a cousa pelo meio. A
subdelegada funfciunava no thealro pela deleganSo ;
esta nao linha querido punir a desorden), e, pois, a
perlurbara"" davla continuar ; acaboo,ie a delegacao,
e na noile de honlem o ehefe de polica lomou o seo
posto no espectculo, c ludo se conservou na ordem.
Pareca que rslavamos em ama platea civilisada.
Foi melhor assim : 01 anrioes do Rio e oulras pro-
vincias nao deviam sollrer por culpas 011 brinque-
do alheios.
Tenho ouvido censurar ao chefe de polica por
assomir a funrcao neste interim: pensam alguns que
esto fado acarreto a desmoralisarao da autoridade,
cujo nniro crime foi cumprir seas deveres; accres-
cenla-se que o chefe de polica assim procedendo ra-
tificou o pensamenlo de qoe o subdelegado r11.1ti va-
va a rusga. ,
Mas eu acredito que esle resultado foi-mais curial
e prudente. A auloridade pmeedeu benignamente,
recusen opplicar o rigor da lei, a anarchia havia de
continuar, e era preferivel qne acabasse a crise.
llamo por ronseguinte 111 n liliraran ministerial, e
aplarnuse a silnaco que coulinhii orna paqodeira
perignsa, que por sua nalureza nem deve influir nos
aclos, ercio eu.
Est remoliendo que as modifiracoes sao um pti-
mo vesicatorio em todas as orricns de coosas. Ahi
pela corle avulla a prova disto." Deixe-me concluir
esle tpico, que talvez nem devesse enlrar aqui por
sua importancia. Mas Vote, v bem que o Josephina
deve levar alguma couss: leve islo.
Mas uo hei de concluir sera consignar aqui, que
01 menores aconlecimentos irregulares deixam um
pessimo exemplo. Cum boas 011 ms razOes de esla-
do (a diplomacia inda, guarda reserva) nan se quiz
processar os indiciados; fez-se ama boa brecha nn
espirito publico.' Agora, por orra-iao de qualquer
procedimenlo,'pergunta- pobres. Valha-nos entao o salvaterio, que aqui lem
minia cabida, nao liouve conhecimenlo do mal, nem
inftneao de o praticir, nem o cdigo criminal disse
que esses pagodes sao urna ace.lo ouximisso ron Ira-
ra as leis penae<. E demais a tal lei de 26 de oa-
lubro he anormal," como se diz commommenle
aqui no jury.
Falleceu nesla cidade, e fui sepultado honlem
na Misericordia, o tenenle-coronel Jeronymo Jos
de Andrarie.
. A reprcsso do crime prosegue rom vigor em
Braganra. Arabam de chegar dahi hom numero de
capturados pelo destacamento estacionado, que tem
feilo muilo.
l*roleslo que nao toco mais em correio ; para
que hei de dar incommodos ao Sr. Seiqueira? Deixe
qoe se gaste li ou mesmo 30 horas de caminho. E
que monta isso? O melhor da festa lis esperar por
ella ; a mala do vapor esl neste caso.
Mts nunca me esquecerei de pedir aoSr.Serquei-
ra qne veja se Ihe dan mus riinfieiro para o correio
de S. Paulo. Isto nao lem lugar, Sr. doutor. Os
empregados dos crrelos estao na condicnao dos po-
bres vicarios e conegos, he preciso arrolhar a bocea
rio povo que grita a todo o momelo que s os len-
tes nao ho qoe tem barriga.
Faz-se grandes preparativos para o festejo do
Espirito Sanio, cuja magestade he o engenheiro Por-
firio. Ter lugar amaAhaa na igreja de S. Goncalu.
Espalha-se prla cidade os convites para o grande
banquete, circumslaucia nfuliivel neste casos; di-
zem mesmo qoe o champagne anima a devoran dos
beatos.
Empenhar-me-hei com o Emilio para que me d
um bem lugar. S assim Ihe descreverei a feslanca.
, 9 de julho.
Vmc. lem consentido que, de envolta cora as no-
ticias provinciacs, os seus correspondeules advoguem
algum assumplo de interesse de sua Ierra. Coucilia
assim os inleresses da folln com os de seus assignan-
les, que nesla provincia sao muilo numerosos.
E. pois, prevaleno-me desle precedente para con-
siderar um assumplo qoe oceupa a cmara vitalicia,
relativo nos inleresses paulistanos. He o augmento
de depntarao.
Seja dito de relance que os nossos prelendentes
depntarao geral, qoe j formigam, presuppondo que
o tamandu das incompatibilidades lem perigo de
passar, moslraram-sc um pouco desaponlados com
as rajadas que o Sr. U. Manoel e Marancuape alira-
riiin a essa nuvem de alent c de esperanra. Oh,
nao foi isso do ajuste : ha mais gente para sacrificar-
se na fogueira do paiz He para lastimar que se se-
pulte o projeclo soh urna lave 1.1o pesada, guardada
por lo vigilantes coveiros.
A pua he de economa ; poc esle lado applaudo
a deliberaran do senado. Todava, nSo aceito a opi-
niao do Sr. Maranguape, que enconlrou absurdida-
de na idea pelo que diz respeilo a minha provincia,
que cm sua opiniu devia mesmo soffrer diminuic.ao
de deputa tos, ltenla a separano da anliga comar-
ca, hoje constituida provincia do Paran.
Acato, como.devn, as opinioesde urna proemineu
cia tilo nolavel por sua lluslrac.ao e servicos como
'he o Sr. visconde ; mas, me permittTri observar que
0 nosso progresso u.1o dista muilo da bypolhese que
S. Ex imaginou para que se riecretasse o augmen-
to. S a colonisanAo eslrangeira, nos ltimos Ires
annos, j nos tem dado um consderavel
de popularan. Alm do que, a causa .
necessdade do augmento he a iniusliK liavida na
dislribuinao que uos coube. ^
Nao se guardn ahi propnv
.is oulras provincias ; S. Pa
mal aquinlioado. A prinlucr
Paulg revelahfgrandemenle i>
va. O nosso caf, o assucar
correm ao mercado em um vsTlln consderavel, que
estao ao par das provincias melhor aquinboadas em
represent.inao nacional. Ora,l n.lo be possivel que
a nossa producrao scja.lilo cojjsidsravel se nio lives-
se pnpula(;ao-correspondeiile.
Pelo que toca a linguagem dos algarsmos, que
he inexoracel, basta que Ihe exprima a receila dos
Ires ltimos auuos financeiros ; esla significaran de-
monstra que, em relanao a" provincia de Minas, quo
cunta mais do duplo da nossa representar.', devia-
mos ter urna depiitacao pelo menos igual a dous ler-
ros daquella provincia. Trago esta base para o cal-
culo, porque nao lendo havirio al hoje o recencea-
menlo da populanao no Brasil, alguma cousa deve-
ria servir de base para o numero de representantes
de cada provincia. *
Ouem admiltir tambem a extepsao territorial
como principio regulador neslas quesles"! Os rieser.
los, os campos, as maltas e os passariuhos, nao" lem
al o presente direilo a urna represenlanao parla-
mentar. ,
Ahi vai, pais, o quadro da nossa receila geral nos
tres ltimos exercicios financeiros. Em frente des-
le documento que nao e refuta com q palanfrorio
pde-se fazer idea mais aproximada rio nosso pro-
gresso, quo esla bem ro/.inliado e icflcctido ; de-
vendo-se ainda significar que, em relajan com o
paseado decennio, a presente receila comporta o
duplo.
1850 a 1851 1851 a 1852 1852 a 1853
Imp. e exp. :l:W:860S94? 52l:I2i5l8U 419:9983191
commiisl.o proceden curialmenle. Ma 1 deixar lan-
o aristcrata de qaeixu cahido foi mesniu urna cala-
raidada publica.
Cora os aconlecimentos do thealro andeu aqui
o sarao da subdelegara de mo em mo como urna
lepra, 011 empregb gratuito : ningueni quera go-
vernar-nos. O subdeleasdo jolcando-ie talvez of-
fendido com o procedimenlo qualificavel ou inqua-
liflcavel do chefe de polica, depdz a lo a, qoe nin-
goem qutria. Aflnal vollou para o mesmo, que (islo
agora he mea) parece ter resulvidn'retroceder por
governar hoje a provincia quem governa.
Um fado doloroso leve lugar anles de honlem,
nesta cidade. Fin infeliz menino brmeava prximo
a um muro que se est deslruindo para a passagem
da nova 1 na forinosa. quando o resto da muralha
baqoeou sobre elle. A crianra, depois desle succes-
so perdeu a forma humana ; tal linha sido a prestito
da muralha. Foi lirado anda vivo riebaixo das rui-
nas, e po icos i oslan (es sobrevveu.
Nada mais por boje. A provincia vai em paz,
segundo diz o correio das villas. O manejo dos ne-
gocios pblicos prosegue at agora seiri queixa : o
Dr. Almeida dirige o governo com a moderarlo e
imparcalidade qoe sempre o acompauharam.
(dem.)
(Jornal do Commereio.)
ilguraa em relacao
foi fgranlemenle
as rendas d S.
rtropurtancia relati-
f oulros gneros cori-
Inlerior.
Exlraord
2itl:8H:!.3 3:3453159 3:080-3017 22:028512(1
Depsitos.
581:0903351 770:038374(1 770:0.>tio970
K9:430ni33 H0:528?5U 116:8523600
673:5203784 850:.567328t 886:90s>*s72
Mov.def. 30-.C8-.S35I1 59:2;Ktol40 20^389948
S.doex.ant, t82:3i7;:!86 19i:50a3l62l2;):3olMrJ
jfe:5533520 1052:2983185 10:17:1093170
Em fins oa/nercicio de 1852 a lK:l se.arou-se a
comarca de Gerliha ; e. pois, alguma parle da ren-
da j foi por 1> arreca.la.la. Islo explica, al certo
poni, a diminuirn 011 anles o pequeo augmento
que se ola em reanlo ao que apparece de 1850 a
1851, de 1851 a 1852. Devo-lambem Uizel-lhe que
oos Ires exercicios de que fallo os supprimentos fei-
los por esla provincia ao Ihesouro e as oulras pro-
vincias foi este :
Em 1850 a 1851 281:9953008
1851 a 1852 335.4883413
1852 a 1833 277:3603617
esta grave qneslo, qu com vojsas laxes e pruden-
cia resolvereis. A couimiss'o nada formulso, por-
que s n'uma reuna geral se pode reconhecer o
espritu de que se acha animada a maioria des n-
aociantes, e adoptar as provideuias mais adeqoadas
e de commifin interesse. v
Segaio-se depois desla allncucao a apresenlacaorio
sguinle requerimeole, olfereciJo pelo Sr. San-
tiago Rodrigues :
. PAULO.
e 29 rie junho.
Seguindo as nslrucnes que me foram dadas pela
sua solicita redacnao. que quer gne cada provincia,
lenha a palavra no veterano Jornal do Commercio',
sem perda de correio, fae dua liabas, lendo muilo
pouco a siguificnr-lbe na occasi.lo.
Fallou-se aqu muilo noseuthusiasmosacadmicos,
nos funestos eventos quo podiam apparecer se nao
liouvesse prudencia n auloridade fiscal do thealro.
Mas ludo isso acabou, como experimeiitalmenie de-
viamns esperar.
Tiulia-lhe noticiario que se preparavam arintes no
thealro, na primeira reuniao. Mas o povo acad-
mico separou-se em opinies ; uns eram de volo-quo
se fizesse urna parede, parn que nenhum escolstico
fosse a o Iheatro, como om protesto aos aconlecimen-
tos, oulros opinavam que convinha ir e manifestar
ahi alguma cousa cm relarao auloridade. Foi o
que se fez ; cerca de 20 rapazes do anno inferior la
se apresenlaram, e, no silencio da representado, a
um lempo dcixaram o recinto aun estrepite.
Mais larde um pequeo grupo eorreu algumas pre-
as, vociferando, segundo ouvi dizer, contra o sub-
delegado.
Estes fados estilo bem encabeea.dos oa legislanSo
89:8H9037
A renda geral da. provincia de Minas, que he s
do interior, pois que nao lem alfandega, oscilla en-
Ire 320 a 350 conlos animar*. Logo, pela nica ba-
se segura por que sa pude calcular a importancia de
nossas provincias, nao se. pude demonstrar a imincn-
sa superior! lado que se deu na provincia de Minas
ropresenlanao respectiva. Trago esla base para
provar a injuslica com que fomos tratados ; o Sr.
Maranguape mesmo declamo que no Brasil nilo es-
l organisado o censoria populanao. A compararlo
s das rendas do interior das duas provincias favo-
rece a S. Paulo. De proposito nao quero fazer valer
a srande dillerenea dos algarismos no lolal da te-
ceita, porque as rendas rie importaro e exportacao
de S. Paulo nali sohem ao algarismo a que suhiriam
se o nosso commercio nilo eslivesse pado pelas leis
fiscaes, que ludo chainam ao emporio da corle.
V'ou concluir esle assumplo, que bem provavel-
menle esl massandn algum seu leilor ; lmilo-me
a dizer que a vanlagcni decorrcule provincia do
augmento mesmo de um, avulta na balanna de nos-
sos destinos. A depnlanao he o lermomclro por on-
de se compulsa o respeilo e deferencia que tem urna
provincia. Olhe para o hatathtio de Minas, que se
quizesse roncar laza tremer ierra, cos e ministe-
rio. O Sr. Mello Franco liem disse no.oulro dia
Senliores, unmonos ; ns somos rinle, oh, e essa
forra numrica significa muito se algum dia I ver-
mol algum ministro emperrado. Mas, eu creio que
a bisea nao passa, apezar de se oppor a Sr. D.
Manoe).
Este S. Paulo he caipra. Se eu quizesse provar.
esla these, licaria ainda com a palavra para ama-
nha. Parece que, por termos malo de hexigas,
como qiioliriianamente nos prega a Semana, com
gracia ou sem ella, Iralani-nos aqui como verriariei-
ros eaipiras. Oa, nao sejnm ingratos,' meus cha-
ros ; somos muilo boas pessoas.
Em vilo procurei o meu nome na monstruosa
listadlos accionistas da companhia da estrada de fer-
ro. Agora recondeno que fui um dos aristcratas
olvidados na distribuirn. E, pois, dou-lhe proen-
ran>1n para manifestar o mea profnudo despeilo ; e
que seja por meio de orna das engranadas r.orres-
pondehriazintas em forma de annuncio. Queixa-
ram-seosmeus colleg'as aristcratas de se haver con-
siderado a elasse menos favorecida do paiz, como se
ella nao fosse a mais numerosa e a -mais digna dos
favores desla ordem. Quinto genlc de censo, a
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO
DE PERN AMBUCO.
RIO
14 de julho.
Caro mo. Tenho andado (3o alarefado neste*
ullimos lias, quo cheguei a receiar (que desgrana
eminente !) nao poder escrever-lhe ; mas felizmen-
te o desapontamenlo, que, opportannmenle, soll'ri.
motivou o,efieito contrario, porque rteu-me desejos
rie escrever-lhe pira desabafar. Oh E sabe o quan-
lo hs Inico e slular um desabafo em lempo ? Um
desabafn em regra, cm furnia, e segundo as regras
da etiqueta ?
Se lodos quanln* snflrem urna conlrariedade, urna
hrefelrice, um desaforo, ou um desapontamenlo,
soobesseni procurar um desabafo em regra. nao te-
riamos a lamentar tantos suicidios, homicidios e ou-
lras que lies loucura*.
Eu vol pelos desabafos, e agora prejerula colher
urna colli reno delles,para emprega-fos nasoccasies,
visto que comigu milhares fcaram no logro, e nem
linios han de recorrer an cordan, instrumentos per-
Turantes ou plmbeas plalas.
Sabe V., ou se nao sabe Saiba, que nesta miracu-
losa corte, o que menus anda va, c o qoe menos vda
desapparece ; saiha mais, porque he bom saber tu-
do, principalmente l no norte, onde o progresso
industrial n.1o chegou ao seu zenith, aun una asso-
ciacao para'certas emprezashe nma california, 'um
Potori, que se descobre, ao qual concorrem, romo
moscas a mel, om enchainc de zangues, especulado-
res, agiotas e oulros animalejns da familia do* insec-
tos impertinentes, procurando cada qual com a fer-
tilidade espantosa de sua mveoea 1 industrial, obler o
maior numero desjere, para'cora ella* agiotar na
prara, e colher uns lanos por cenlo, proilaboTe,
que Ibes dao aquelles, que leudo seus c- pitaes, e rie-
sejando um emprego honesto, lucrativo e seguro pa-
ra ellas, 11S0 teem a fortuna de adiar um pndrinho
visconde, bario, esperto ou vedante, que llre ob-
lenha ahumas aerees na grande Internla dislri-
balejTe,
Sao favas contadas, aquello qne he agraciado com
urna [torran de acms lem por cerlo tantos vinle,
irinta, quarenta por rento, quanlos ceios de mil
reis Ihe deram nos laes bilheles. que Ihe enlram pa-
ra 1 bolsa sem emprego de capital e sem liabalho.
Creio que concordar contigo, que he esta a melhor
das loteras, o mais productivo dos negocios, a mais
importante oceuparan condecida.
Partindo destes principios, que eu. e toda a popa-
licao desla capital, (nico panto cm que somos un-
nime.') lenho por inconlesveis, e de primeira in-
liiiijan, como dizia o meo professor de geomelria,
entend, que visto nao ter que fazer, devia tambem
pedir urnas acnOe* da estrada de ferro Pedro II, que
aqui tem feilo furor. Aconselhado pela minha ve-
Ihjnha, e lendo oblido urna norma, para que me nlo
escapasse, na peticao de graca, uina furmpla sacra-
menlal, t> rie etiqueta (esses viseondes, ainda mes-
mo os de rio curtos, uno admittem brincarieiras
com os duelos dvido*^ escrevi um respeilosq cursi-
vo (cursivo inglez, que he.o mais honesto que eu co-
lillero encaixei a caria Supplicante em um encello-
pe de pura e aristocrtica rana franceza ; e apezar de
prolegido pelos Alliados, recorr a diplomacia aus-
traca. Incommodei du*s duzas rie 46iiroej de to-
das as grandezas, oblive carias de meia dozia dj vis-
condes, acabados em todas as vogaes do alphaheto,
fallei a qualro depulado*, dous senadores e um mi-
nistro, a este comlicenca do sea correio, mediante
a esporlula de dous mil reis pela licenra para au-
diencia, e cinco para lembrar, finalmente fiz ludo
quauto era humanamente possivel,' para ser agra-
ciado.
Conlava, caro-mi, nao sei como de pejo o diga,
fazer urna modesta ganancia ; mas, oroh dolor !
nem a p oteccao do cursivo britnico, nem o encel-
tope galicano, nem a diplomacia austraca, nem os
bares, visconde*, deputados e senadores, nem o
correio ele S. Exc, e nem mesmo S. Exc. me propi-
ciaran! a sorle...
E-Jia^iarfljCiLdian mc-que mal de muilos he con
solo,_ s)U0 eu daref urna resposla tu cathegorica',
o programma do riignissimo Paula Candido, o
programla dos programmas. Consolo nico, ver-
dadero, efficaz, consolador, corrobora ale, conforla-
Uvo, he urna ou duas centenas de accOes, que, ter-
mo mii imo, poriem 'produzir, dous cotilos cada
centena.... Isso sim consola, consola, a qualquer ba-
lan, ain la que seja da lagoa do trtaro, ao mais in-
consolavel visconde, ao mais zangada reputado, ao
mais enfesado senador, ao mais toureado ministro,
ao mais agaslado pelrarcha do* rios boiatos, em ali-
vursio com a sua Laura. He, repita, um consolo
conciliador ou concillara 1 consoladora.
Chega o grande rila da promissao, levanfo-me s
seis huriiS-ri.' ^tm, ubr tiSrcantd, consollo a
grande 1 enorme columna cerrada. ees>uule.lw materia a 11111 milh.lo de caria* de uomjs, dos queri-
qps da fortuna, procuro, mecho, remed > em cata
de-inen nome : mas nem um s eacontrei, qoe se
Ihe assemelhasse. Decididamente 11S0 he possivel,
que raen nome figure em urna ladainha. Perco es-
peraiinas tle canqnisano.
Vejo um bolieirn de um inagnala. favorecido com
um met cent'o das ditas ; um carcereiro de urna das
casas d correcnai com urna riezena, um barbeir
com um 1 vinlena, urna habitante da ra do.Hospi-
cio cora ijm quarlo de cenlo, os compositft-es, com-
paginsdires, dadores de linla e distribuidores das
typograpliias, com o que foi possivel; pais, fillios, fi-
lias, cu aliados, nelos, primos e lodo o parentesco* dn
aulemgenuit dos magnalas arranjadoi, vejo ludo
quinto lem faro levantar sua lebre,( e s eu, eo s,
e mais nao sei quem licar formando hypotheses. He
horrivel ; nao pensa assm '!
Eu linha necessidarie de descarregar minha t/i,
ineira inister o desabafo ; portante lenha paciencia
codra massada.
I'asscaius s novidades. ''-.
Nesle artigo pouco tenho a dizer, apezar de auxi-
liado pnlos babados dos jornaes, petos gazelilhas
niozaUcs e noticias dicersas.
A polkM aqui mannueija, eeu tenio encontrado
dous subdelegados de ni du|s, quatrO inspeelores
torios e doas pedestres maneta*.
A jus.ica civil faz sua exposicao na quina do nas-
cente do thealro de San Pedro, aprsenla urna ma-
lilha ri; olflciae de ustica. que cheiram a reo de
polica a meia legua ile distancia. !-e V. os visse',
rumo 011. snnp'aria urna esquadra de mendigos.
Quando tenho a infelicida.lc de passar pela tal qui-
na.lie om cinco sentidos.
A Justina criminal lambem fas sua evposir.lo1 no
pardiaieo. chamado casa de jurados ; um dos pa-
drOes di illustrissima municipalidade. Tem alH urna
sala democrtica onde se acham em eeramum os mal-
sins ds vj(!slica, leslemunhas de ambos os sexos, e
objeclos de servino escaso, do qual, com a innocen-
cia natural, caria um vai usando conleme as preci-
sdes eom ama san facn verdaderamente fra-
ternal.
A cata da cmara illuslrissima he a que maior cs-
terqolinio lem ao p de s. na entrada mesmo, onde
o* mendigos pernoilam, tet-in a sua co/.inha e sen
relraile.
Parece que aquella Ilustre corporaejo, como ge-
neral valcute, foi collocar-se no losar de maior pe-
rigo.
tina enarene caixa, que pende porta, parece
quo ten por fim recebar, e conservar 11 aroma exa-
lado dr deposilo, que Iho lica" inferior, para que os
illuslrsimospossam avadar a densida le aromtica,
que e acha espalhada 110 ambiente desta heroica
cidade de 8. Sebastian.
O molo conlinoo, descoberlo pelos alcelciroS'des-
la grande capital continua em progrusso. Ha dous
mezes e tanto, que aqui mcacho, e ainda nao con-
cluirn) urnas cinco branas de ra, quando muito,
que ha entre o pao c a caricia velba.
Anle* en hoavera aprendido a calccteiro Crea-
me, qin o melhor emprego, que .aqu lia. he prima
dona aosoluta ; depois encarregado rie urna collcc-
ro de leis, ou de oalra qualquer cousa ; depois em-
prezario do thc-ilro lyrico; depois dono de una ly-
pograf hia ; depois bispo do Ihesouro ; depois minis-
tro ; t finalmente calcador das ra*.
Ain la continalo (com licenra do Sr. Cipancma)
os tra'ialho* de cslender os Roa rios Inlegraphns elc-
tricos, quando os primeiras ja nada dizem, rio (pie
se Ules manda dizer. Eujulgava qne depois da in-
subordinadlo silenciosa rios primeiros, era cftnve-
niente nSo entender mai* cum taes impertinentes ;
mas he lal a necessidade de sabcr,-se na polica, que
o agente da telcgraphia'espirrou no morro do castil-
lo, que ninda'conlinuam os ensaios rios laes contis.
As anilorinhas receberam com especial agrado os po-
Ierres.
Os ivlburys andam sollos, dcscobcrla moderna,
actualmente, pois conhece-se, que os burros teem
roais lenso. do quo os corheiros; e eu ^enhu en-
contndo uns poucos nesias circuinstancias, com
bastante susln a principio, em quanto nao*sube do
melh'iramenlo moral da rara burrical. A grande
difllciililad". para um provinciano enmo eu, he fa-
zer-su entender, e entender o quadrupede.'
Hnie qiie os eocheiros dos poucos carros qoe os
leem, entendern! justo e raioavel andar pelos nas-
seios, he mais seguro Iransitar-se pelo meio das ras
com licenna da polica. ,
Estes melhoramentos podem ser ahi adoptados, se
qolzerem estar a par rio protresso desta corle.
As mumias qai, pelo processo rio galvanismo, uu
oulro qualqaer segredo me lico-cirurgicn, sao am-
bulantes. ,
Tenho-as visto, com feces do sculo 4, daesan-
00,
mmlo us restos gloriosos dos primeiros lempos ; mas
sise reipeito he combinado com aro cerlo terror, qne
me cama urna horripiladlo sempre qoe as epcontro,.
encaiiilhadas nns indefecliveis csbelleira e lora.
Se y. as visse, ci.moea as tenho visto, qoerendoTc-
cordar as meiguices doea lempo, oh! de horror
griUrin. Que retornos, qoe caretas I Tambem le-
nno vmiodas laej mumias do seso masculino, com
eus ocutos, bengala e commenda. Felizmente 0S0
dansari.
Esl descoberlo um novo syteraa aaoslico, que
diapema muito bem lelegrapluaeleelrio. Pelo no-
vo isileiM, que eo charoarei auricular, podemos
conven, sera dar extensae a voz, V. l. e eo aqui
Tomara qne osvstema se deaenvolvesse, para finar-
me da enorme massada de escrever-lhe as nolicias.
Um lefio, que leve lugar n da 7 do correte, s
2 hprai. da larde, deslruio o barrado do campo de
Sanl'Anoi. d'unde linha de partir o halan aerostti-
co. Parece que o vento nJo quer que Ihe rievas-
sem os aerios dominios.
Oppnriiinamente. dizem oa teimosos aarooan-
las. seraannunciado o dia. e lugar, cm qua lrao -
rie subir ao* ares.
OSr. Menear, espirituoso escriplor ao correr da
penna lo Mercantil abdieou, ainda nao sabemos
qual o seu successoa. He pena, porque eo muito
a precinva aquelles escriplos.
Corre por aqui, que a ou a cholera se acha no Pa-
ra de visita, e muila geni* anda ossuslada, apezar
rieatseverar o Exm.Sr. Paela Candido, que se ella
ipiizer visitar esla cidade.a far prender n pelasrio,
para ixo destinado da ilha Marica.
S. Ene. he muilo capaz de oumprir sua palavra ; .
mas leino moifo, que ella se revolle, e nao arceile
a hosp-dagem.
Tem de passar pela quarenlena os oavios vindos
do norle, e da Europa. ^
O Ei:m. Abrozio do Para pedio ao governo provi-
dencia para langar do paiz o cholera ;#creo que a
poliria vai ser encarregada da exportacao daquelle
lerrivel eslrangeiro.
Os augustos eonlinoam arengueiros. A joven oppo-
sinao ainda nlo ajustn suascoulas cora a velha; mas
oaugusto Mello Franco j se feliciloulpor haver pri-
meiro tresentdo nelia o demonio da atolera 1
Eesla! U
Eu i-empre previ, que a velha opposico no pe-
dia fazer causa conunum com a joven. Descobria
entre illas um poeto de divergencia, qoe Ibes (nao
consenta ligarem-se.
O angosto lerraz continua forte e leimoso ; bem
como o augusto Mello Franco, que nao guarda at-
tennoes.
Os cignissimos tomaram alguma ammaeo ; mas.
a sic I cans I gloria inundi. co.n o dignsimo tieqoi-
tiuhouha esfriaram um punco, al mesmo o Exm.
I). Manoel.
Os velluuhos van comprehendenrio esle mundo.
U Exm. Tosa foi nomer.do presidente do Kio
Grande do Sul. Corre que uo acceda.
Te ir andado neslcs ullimos das ara zumbido de
modilicacao ministerial; mas cu o nao acredito.
A polica tcui andado pela ra da amargara, con-
duziria pelos augustos Ferraz, e Sayao Lobato. So
ella tem feilo quanlojelles inencionam.que Ihe fara
muilo bom proveilo ; mas necessiia de urna justifi-
ca nao.
Eu ,a por mais de urna vez Ihe tenho dilo, hei
bastante medo da'senhora polica oortezaa, que
Deas conserve sem negocios contigo.
Moireu, a trra Ihe seja leve, o barao da villa No-
va do Miuho, de um anthrrx, que possaia a bagatela
rie cinco mil coutos de re. Tinlia someule umV
(illsa. Eslava mona, e bem eoiiservasO, e nao ha
-poucos que o ronheceram sem prolessar -real.
Em quanto lempo improvisa ama fortuna qoem!..
ora quem !
Quem lem a bossa d mercanca desenvolvida...
linha muilo bons crditos.
Se eu tivesse esperances de adquirir por aqu
algnnii rhelpa, cerUraene que alTronlaria oon-
tradicajAo constante desla tmosprieca. Serie um
sacrificio que velera bem a pena do resultado.
Quando se he barao com,cinco mil cntos. na se
teme 11 fro, calor, tubrculos, e os iles ; mas la vem
um anthrax, e ainri assim morro ssra lioinem de
muleslia nao usual. .
Depois de um abrasador calor, que nos molesto?
por algurts das, apparece
porlavel, o mais forte que l ido, que
rae gela os dedos. *
Se ollecontinua Dio espere noticias rainhas no
primeiro paquete.
O vapor foi demorado emqunlo chegava o que
vinha do norte ; e isso den occasiao a qoe eo Ihe
podesse aonunciar, que.v Pereira da Silva, qu
hrigoii cern as classes dss polticos e militares,
gnu agora tamhem com a dos padres, mas q
Kvas, conego Piulo de Campos cal
coro lados os papas e sanios padres
Saude, e quanln he bom Ihe desejo por r
Bes. ,
N. B. .0 seu Diario nao tero chegado regular-
me 11 ti], Talvez seja isso do correio.

ilasssK-
BAHIA.
San-Salvad 20 da jtho.
Tendo minha dUposin3o dous vapores, escolhi e
Gitanibara, porque u Acn, alm de Dio entender '
u noaia idioma, costuma fechar a mala pelo methodo ,
Caslilho', e, pois, ainda que eu deiasse ludo de
maopara dar-lhe noticias alindas, nao chegaria a
(apipo o meu portador ao correio com esta missva ;
cerlo, porm, de que nao me desctiidei hojetlo -es-
crove '-sAe, creio que nada soffreu Vmc.
J lTe fortm os festejos do Bous de Julho, e, co-
mt> sempre, passaram elles entre nos sem novi-
dade
o Qual lapido relmpago no espano
Se diswiwsy-*
Tal, sem deixar pegadas de aea ve,
Foge o prazer. a
Alm do baile rios acadmicos fllhos do norte e e
do Visconde de Pass, anda em applauso ao grande
dia briiiano, deram tambem nutro milito esplendido
em a noile de 1:2 rio correle, nu sali
publico, os amigos rio Exm. hrigx
Auto lio da Fonseca Cosa, qne se relira
le : nessa sincera e bem merecida demonatrac.io,
quiz a Baha palentear S. Exc. as syinpatliias e
saudades qus nella deixa aquelie, que, em lao pou-
co lempo qoe commandou as armas nesla provrocia,
s lubi; captivar a alTeicao rie lodos, pelas snaa ssanei
ra, delicadas par da honra e firmeza de carcter,
de que dea exuberantes provas no exeraicio da im-
pnrtanlc cnmniissao, nue lio dignamente desempe-
iiIhvi, e da qual nesfra demissao. Como om d>is. 1*
admiradores das nobre qualidaites dn brigaNlero
l'unsica Costa, fui tambem essa funcr.ilo.e fatigado
pelos meus velhos achaques o oulros impediinr
ralirei-me anles da mua noile sem poder distinguir,
110 ireio de tantos semblantes delicados, qoe en-
chiam aquelle salao, a ralulia do baile
os ei tendedore da materia ; creio qoe obrei
gra, mrqiie assim deve praticar qoem passou da li-
nha dos lees e nao tem; pretencei conlradanras ;
quedes, porm, que nao estao no'meu caso, relira- .
rain-se pela madrugada, qu foi quaude lindou-se
o grande baile.
Nao esl longe a poca de apreciarma as van-
tagens dos chafarzes, cujas obra* se adiam baalan-
le adiantadas, pelo incansavel xelo da companhia do
Queitiado. Vimos na noile rio 1. do crrenle a
primeira experiencia d seus importantes trablhos,
apreientanrin a mesma companhia,'era applauso ao
auniversario do Dous de Julho,um repino 00 largo
da Lapinha, que lanfava de um altura immensa
grande abundancia d'aaoa cristalina. A lembranc
de ser eseolhirio o prmeiro dia dos Bahianos para
essa demonstracao das maravilhas do espirita de as-
sociarao, he digna do patriotismo dos honrad
did.li-, que tomaram a si lao ulil empreza.
a commissao de hygiene. publica desta provii
para prevenir a visita do cholera, pulid-
guinle :
Pendo chegado ao conhecimenlo da commissao
de hygiene publica desta provincia que'na cidade
da piovincia do Para se manifestara desdi os tos
do mez de maio, em forma epidmica, o cholera
asiai'cu, e lendo de accordo com o governo da pro-
vine a pesia era pralica as medidas mais reconimen-
Javeis em laes casos para obstar a propagarlo da
enfermidade osla cidade, acha conveniente fazer
publicar os seguinles conselbos preventivo* :
ir Os habitantes desla cidade deverio com argn- '
cia fazer, remover de suas habitac-Oes quaesquer m-
in-ii ri icias, quo tondas a viciar o ar, obstando a es-
tagnacjio d'aguas de servino domeslico eu plu-
viaes, quer no interior das mesmas habitanoes,
quer nos palcos ou quininas, e fazendo extinguir por
me.n de carbonisan3o ou de fogueiras as ni
cliui accumuladas.
a Devem as familias evitar a agg!omeranao de
pessoas em lugares estreilos, mal arej idos e hmi-
dos, dividindo-se por habilanflce que oHecenam mais
comniodos de aceio e de veoUco e. desprezando
as que nJo os olTerererem. Dever-se-ha ler cautela de
nao fazer uso de alimentos de dilficl digesUlo, ou
que eslejam de qualquer modo corrompidas, e evi-
tar quantidarie excessiva rie alimentos au de bebidas
-alcoelica*. O aceio do corpo e dos vestidos be mui-
lo para ser rerommehdado, devendo caria um ha-
iilir-se lodos os das em agua lepida ou fra, quan-
do habituado. He tambem muito recommeiidavcl
evitar excesso de todo o genero, sem lodasKa dc;var
o habito deseos exercicios'physicos ou inlellectuaes,-
e eNercendo cada um sua acllvidade habitual.
a A commissao de hygiene publica recommenda
gu ilmeiileque senj "preste ouvidos annuncios
de remedios, que previnem a enfermidade. Se al-
gn houvesse digno de recommendasao, a com-
missao de hygiene publica 11 propalara em cumpli-
te :i lo de lea dever.
o Previne lnalmenle a commissao de hygiene
publica que, chaiido-se vigilaule soliro marcha
da molestia, so apressara a publicar nslrticroea po-
pulare* relativas ao Iratamenlo, quando opporluua-
menle o deva fazer.
O vapor fefro //, que foi portillar da qne Ihe
enviei com dala de ."> do crranle, seguio para 1
seu destino na man ha a dn dia 6 e nao na larde do
dia 5, coma havia sido aununciado, em conaequen-
cia de um abalroamento que leve com o vapor Co-
linguiba, da companhia Santa-Cruz, fletado por
algins, individuos p*ra n hola.fra de oegocianle
poituguez. Manoel Pinto Leite, que retirou-se pa-
ra t Europa com na familia, resaltarido dn cho-
qu idos dous vapores um prejuizn de 1:6O000,qiie
he emqnaulo foi ornada a avarin de Cotiaguiba, co-
ja qnana nao se negarain a asjjsjasuaMkasf* que o -
fre'.aram, porque san pessna* diz o
rifioqne mai* vale om goslo doq
irecnilo do nosso thealro resolvnn-se contra.
tar a companhia draroalieu, qne Irabalha no Ihea-
valsando, scholisando, e passeando. Respeilo tro de Santa-Isabel dessa provincia : ln onta acqui-
r
/
K
^


DIARIO DE PERMMBUCO TERQA FEIRA 24 DE JLHO DE 5355
?
\
sirio, que bstanle talisfar ao poltico bahiar.o,
principalmente nquelles qo, coma eo, Rostam do
variar, porque huios mis temos nowii bon de consta-
ra e de lelo, e unido o prazer um meteoro brillian-
le, que se emerg na atlido <)o >c mmenlo de.
apparece momento depois do goiu, devenios apio-
veilr deludo, einquanlo estamoi nqai degradados
neslo vele de lacrima** miserias, onde linio te *>f-
(re e padece
A masina diretgo mandn contratar na Europa,
pera pelo vapor inglez do da .'Ido auosto presi-
mn.qitntro ilansartuaa e urna prima-don? contralto:
se uestes melli irr montos Ihaatraei nlo cnlrar o cko-
lira, teremaa de apreciar bel ionios, por-
que slo est soai. que 89 achain a
testa do noaso Idea'
>r. J. A. I i ilos moco, tlenlo-os
de*U provincia, cuja erdiglo e g>slo|ite eserever
tanto respiram mis seu escriples, publieou no Cor-
reio Mercantil ilgumaa lintias eni riefexa do poeta
F. Muniz Itarrcli : no qoe etcreieu o Sr. Teixeira
iroslrou o jjue he a poesa e cono a entendem a-
quelles qoe sabem aprecia-la, e te nlo dosfez a mor-
daz critica do Mercantil do Rio contra o nosso Bo-
eiige, jttlgou como moflo insignificante para marear
a repn'.agao lilleraria do olor do /.vertidos poeti-
ce, at agora eonhecido por om dos melhores poetas
brasileiros.
Desla vei parece que s lenlio a noliciar-the o
que ah flea ; e, croia-me qee he sumen .e o que uc-
correu da nelavei, se o juizo me nlo mente ; cnatas
triviaes e eorriqueiras aclio desm cestari refcri-las,
como, por exemplo, o cabalar-se faca ser deputudo
provincial, em cuj exereteio ja fndam as lira de
papel reeommen lando um ou outru nome, miis ou
menos eonhecido : o expediente lie xcal lente, e lo-
mo lilho do sysljma que nos rece, nio censuro o
deseniharagn usque pedem votoi, porque o esperar
qocm se lembre tn Dr. Pedro ou Paulo para depu-
s outros SariSs de eleiglo, sem conliere-los, hej
l que ninguem faz, princii a meu e hoje todo se consegu'por cabalas e smpenjiot, ment-
rase trapagas. En tanibem ree(rrmenlei-me o la
se foi meu nome em um tallo se peqoei, espero ser
absolvido nao sahindo deputado, em cojn deseng.ino
jnuitos me acompanharlo, pela si ir,pies ratln de ser
o numero dos pretendentes maiot do <|ue o dos s-
tenlos da aosemala, e nlo pela i'icaiacHade tos
que cabatam, pois todos se acliam habituado* pira
legislar, depois do appa'erimcnto nas assemhlas de
oradore* modos e,legisladores sardos, rilo fallando
do9\eegos. porque o numero* deste* he i.ilinilo.
Vou concluir, para qoe as horas nao corlan a
mala se leche, rieixanelo-me se-m o goal o de ver a-
;e* absurdos estarbpados no seo Liario, que se 1180
fosse ter Vme. para coirigiros muusertoa, peiorae-
ri. Tenha, pois, paciencia em snllrer-me, porque
quando os canudos do pensamenlo nada respiran c
iaa das ideas exlinsue-se, lio im-wssivel que
smenle ns dedos possa-n dirigir i peona, sem n-u
Tragar na asneira quem se melle a escr ;ver paro o
oblico sera estar habilitado ; maso el teimoso lie
nm dos nieus rtuiores deleitas, e cciuo alo esta las
stnlot prefinir semelhante vicio, cuntenle-se
com o que hoje pude rabiscar.
es de fechar esta, vou noticiar-Ib; que nlli-
maraente houve aqui um qui pro guo verde, que por muita gente assaslada. Espalhou-e
qoe duas rezes linpestadas ou enrenenadas haviam
sido moras ao logar do costme, e postas a venda
nos agougues denla ciilarie ; e cr rao poda ser cine
aasiin fosse, t cu tive merlo ila^raga ; felizmente,
porcin. nn-pass-iu o boalo de umi histeria mal on-
lada, segando se deprehende da informaglo do ad-
ministrador rio tnaUdouro publico, aTlancindii :i
cmara municipal que a pesl; e o veneno eram
bicheirm, as quress preiodicavam o couro das re
ecusadas. \ mprtc. meu retador, lio um ali-
vio paraos trales,-como diiem s molas, nu nd m-
Tror que ris lodos se apoden, quando ella c!ie-
m ser esperada, e com esses TefSentes :do
ndo-jue de que ninguem vive
nitadi, apeiar dos mios
nos no tnenlrodo mundo. Au
xttoir.
V. S.O lirii'.a^^^BHtociKO.riuevem cem-
* mular a< ra; chegou no ultimo
por, e creio que hoje ou amanl ila tomara goase do
respectivo cominando. ";
ranle epiiemia de 1848 1810 em Dumfriet,
tjl.isgoo. Manchesler, Hull, Shelield, Liverpool,
Wolvi-rliamplon, Uuu.lee, llainiltuii, Coatbridse,
CtTMbridg, l.eds, Sumlerland, Bristol, Londres,acha-
ram-ac l:lO:tKK) em varios estados re desenvolvi-
meato, sen !o 6-000 mu'prximos cholera, doa
. somente -2~> deixaram de terninar pela edra.
quem oosaria esperar urna mortalidade lio inaig-
nilicanlese desprozadasa medidas h>aienicas; se
retardados os socco/rof, easea 130,000 casos de dir-
rhea chegassem ao ponto de cholera confirmada "f
- De proposito temo dado esle ohjecto um maior
desenvolvimeulo, para que convencidos lodos -da
ulilidade da observancia doi preceitos hygienicos, se
einpenhem e'm abracar as medidas prescribas pelo
enverno, sem o.que lodos os esforcos seriam bal-
dados.
He aos particulares quem'hoje nos dirigimos,
dando algumas regras para se saberem regular no
caso de termos a infelicidade, do que Dos nos pre-
serve, de sermos visitados pelo lerrivel flagello, que
hoje assola desgranada provincia do Par : o go-
verno lem seua ministros que Ihe devem lembrar o
qoe cumpre fazer-se ; mas.se nos he permiltido, sem
otieiirieruios allieias susceplibilidades. dirigir lossas
vozes ao governo, nos Ihe implymos por amor da
humanidadoque seja euergico, c que determine, cm
quanlo he lempo, as medidas que a pratira lem de-
monstrado seren uteis nas acluaes e melindrosa*
circunstancias em que nos adiamos.
He na inminencia e deaenvolvimento epidemia que o scnmenlo dacaridade deve ganhar
seu maior desenvolvimeulo, porque a uccasio he
propria para nulnrmos 13o sublime virtude mas na
falta de caridade deve mover-nos o interesse pes^*
mais con os inconvenientes dease acude e a fazer
planfacdes noaferlilisaimo terreno, que lia mais de
oitenla anuos se achava oecqpada por agua.
Oulros servidos lem esses sen horea prestado a nos-
sa provincia, como bem seja esae trnbalho da 'estra-
da de ferro queestao promovenrio, no qoal lem sido
incansaveis, logo que for realisado chegaremos a
um estado de grande prosperidade.
Consiilero, pois, estes tres dadlos inglezes dig-
nos de lodo o elogio e gralido dos agricultores,"por
minha parle apresso-ma em Iribular-lhea lodo o res-
peito e estima, e a Vmcs. o a.gradecknenlo pela pu-
blicidadc deslas linhas em aeu conceiluado jornal.
Coriolano t'ellozo da Stteeira.
KibeirSo 16 de julho de HTt.
I'ERMMBIXO.
HEPAIITIC^AO DA POIJGIA
faite do da 23 df joll
lUir r.Levoao conliecinienlo de V.
renles partieipai-Ocs iiontem e lioje
;;P', consta [regoetin do Recfe, o
i Coila liieira, por ebrio, o
Villians, a ie'|uisj^^^
reta Isabel
do res-
tara avnri-
cia da fregue" i de Sanio Arlo-
Joaquim da Silva, por >inbrii guez, n fre-
^^^Bi*< eterava, a reqneriin ;nto da senlu ra
ibdeleiiacia dai-Urticaeiia de S. Jos, Ma-
nuel J o prolo nscravo JoSo
Baptista, arabos para averiguac/ts.
E pela subdelegacia da frognona dil-Boa-Villa,
Man ellos da Cunta, Rento Rodrigues da Silva.
Benedicto, escr.vo, e Joaqnim Jos da Silva, todos
lambma para a 'erigoacOes.
ilee* cuarde a V. Exc. Seeretfria da policinde
Perna-mbuco 23 de julho de 18ii.1 Im. e Etm.
Sr. eonselheiro Jos Benlo da Ciinha n Fiqucir-do,
presidente da pioviiici,-.O che fe de lolicia fui:
Cario ti Pana- Teixeira.
pte-honlem para a provincia do Para o
vaudooasoccoiros de que i falla*.
nlos daquel a par! do imperio.
.tocar no Maran lo, sem duvida p-
i.porcionar ah una prompta conihic-
ima couan que por ventura tenlii de
Dranoin deslino.
mi -m dos portosdo sul o vipor C'uano-
bara, que do Rio de Janeiro liavia patudo antes do
, vapor < Avon (no da li.)
Njrs-gazelas qu da corte rei'i]emoi, nada mais
eiwotIrtimos ds algurn inleresse, alm do que vai
transcripto em oulra perlc, senlo ellas da mesma
K*jU qno as irizidas peloteo.'!, atcalrazadat.ua
. a.
Quanlo-. Babia alcanca a nlti ni data a 20 do cr-
rante, e n irnos a mencin ir acerca deasa pro-
vincia, ren ido os leilores para a carta do nosso
. correspnndealp.
recebemos garcas alo >].
a commonieaces de l'enedo. diz o
toque al i grassavam coro inleisidadc fnbres
e que pelas margen* Jo rio de San Fran-
Otseo havia grinde morlandgde
i jornal, referindo-iie anda a una carta
da dita cidade. noticia que no da 20dopassado
naufragara all, les a cinco lesnas cima da barra,
a galera Mon/ideana carreitada de muas, com
destino a Havan.i, perdendo-si -10 aclpdc allarem
em un hole pira trra, o dono, o capillo e a espo-
sa com dr/os niarioheiros, aalvaudo-so poim o ros-
to da eqnipagem. jj
soal, porque prestando se soccor.ros s classes pobres
diminuimos a miseria e a insalubridades assim em-
barazamos a epidemia em sua marcha. E Ionio as-
sim he que (aimard, e Gerardin nos conlam que
os progressos do cholera fo'ram obstados em Breslau
por um ado de beuificencia de seus iiabitanles ricos.
que nlo s fornecernm aos desgracados vestidos, e
Rtmenlos do boa qualidade, mas liveram tambem o
cuidado de mandar limparas luliitarfifs. de fechar
as que eram insalubres, e de dividir as familias nu-
merosas que viviam em casas aperladas. Esle bonv
resallado da ortica da caridade deve servir de es-
timulo, para^ine lodos subscrevam com alguma
qutda, na proporc.o das posses de cada um, para
inelhorr a coudiclo dos pobres e miseraveis.
Quem nao qocira ou nio possa subscrever com di-
nheire pode, se quizer olTerecer roupas, objedosde
casa, e gneros, qoe ludo he til -c necessario. lsto
se pode fazer por meio de urna commisso directo-
ra feila pela auloridade eompelente, a qual deve
formar commisscs parochiaes, composlas de pessoas,
de riconlieriita probidadef influencia para.abrirem
subscrip^oes, e indagarem das casas que eslo no
caso de sercm soc coi rulas, informaren! de lodo a
comniissao dircclnra para mandar loiilar as neces-
sarias providencias.
Emquanlo as substancias alimenldres, de que se
deve fazer uso, nos nao podemos., apresentar urna
lista designando as que slu innocente, e as qoe sao
prejudicii.es, porque sao innocentes para algons in-
dividuos, substancias, que em oulros produzem in-
coiniiu, los. e de-arranjos das funeces degesliVas :
apenas podemos mencionar algumas geralmentc
consideradas nocivas laes slo as carnes salgadas,
ensacadas, as de fumeiro, a de porco, o peixe sal-
gado, os mariscos, ostras, (agostas, e as conaervai.
Mas em geral devem lodos usar de urna alimenta-
clo sla e sufliciente ; servindo de norma a cada in-
dividuo seus habito? ordinarios, eo conliecimenlo
iln Torca degesliva de seu estomago ; e levado por
estes dados cada um pode tscolher, mellior que nin-
guem as substancias que Ihe convm comer. Nlo
he til, mas sim mui prejudicial o rigor excessivo
na dieta, mormeule em individuo acostumado
umita comida. As bebidas ligeiramenlo excitantes
t > uteis, mas he preciso que nlo Imj.i abuso, e que
se evitemos excessos alcoulicos. Quem etiver ha-
bituado ao" cha, ao caf, c ao vinhodeve continuar
a osar destaa bebidas, Todos os hbitos antigos de-
vem ser respailados ; convm a vetes modera-los
mas nunca suprimi-los de repente. Nlo convm
sabir em jojuui mormenle quando se tenha de en-
trar em huspitaes ou alrovesdr bairros insalubres ;
nein inusino sabir de manba muilo cedo, ou a imi-
te. Deve-se evitar a demora em casas onde se acba
reunido grande numero de pestoa*: lem-se visto
mullas veaes individuos serem atacados a sabida do
Ihealro ou das grandes reuuies. islo lie, .depois de
etlarem por muilo lempo exposto* a influencia de-
molerla de um ar viciado.
lie mui prejudicial o uso do purgantesf^oo de
remedaos de composi^ao desconhecid corno mems
preservativos. O vestuario deve eslar em reanlo
cora as condic5es melercnlogicas; convm eevitar as
sbitas alternativade temperatura, a humidade, e
o arrefecimenlo. He da mais alia importancia a
observancia da hvi;iene no que respeila a csrolha e
asseio das casas : Nlo se deve habitar casas hmi-
das, baitas, com pouca luz mal ventiladas, e proxi-
mas'dg lugares, on depsitos, que cxlialem miasmas
ptridos. Deve seler em consideraran a renova-
clo'do ar em lodas as casas, e"mormenle nosquar-
los ite cama : para isso deve-se eslabelccer urna ven-
tilaclo abrindo-so as jauellas durante algumas ho-
ras do dia.
He intil, e mosmn prjndlr:il usrj de fiimiga-
Soes com sobslancias" Kisidcradas desralectautei,
como o chloro", a camphora, e o vinagre. Mas e:
crin urna aeco nociva sobre a mucosa das vias res^
UMA RECTIFICACAO.
O correspondenle do Jornal do Cotnmcrcio nesla
capital, foi menos exacto quando no sopplemenlo
ao n. 189 deacreve o ceremonial com que foi inslal-
lado o Alheneu Pernamhucano. Com pezar descu-
bro nas poucas palavras ilo digno correspondente
ama irona acerba e un punco ferina contra os Flu-
minenses. A queslio he odiosa. Abslenho-me de
discuti-la... Nao posso altribuir senao a erro de i ni
prensa u que o mesmo correspondente diz do eslu-
danle do quinto anuo. A boa IV c lealdade que de-
vem sempro cararlerisar todo ocavallero, me fazem
crer nao ler havido da parle do digno rorrespon-
pnndente o menor desejo de ferir a repulaclo de
um moco, que em lodas es pocas de sua vida aca-
dmica lem dado provas.de grande applicacao, me-
recendo sempre de seos mestres particular dislinc-
f,o.
He verdade que suslentei na aula a improceden-
cia do direilo de pelicao, mas fi-lo porque queren-
dm ser sofflcieiilemenle esclarecido sobre esse ar-
tigo da nossa couslituiclo, procurei obter do meu
Ilustrado raeslre e amigo, o Exm. Sr. eonselheiro
Dr. Aulran todos os argumentos em que se tinha
fundado o legislador para estabelecer aquella dis-
posiclo n-ii-lilucinnal. He inexacto que fura da
aula continuaste a negar a legilimidode desse di-
reilo.
Seria ridiculo que om csludante do segando au-
no, e quasi dcsconhccido, se envolvesse ero ques-
Mes de reformas. A outros compele prepara-las,
efleclua-las ou combalc-las, quando por ventora
possam ellas ser fataes ao paite a nossa s mais cha-
ras instituiroes, Sou, ele.
Recife 23 de julho de 18.V>.
Manuel Peixoto de Laceran IVerneck.
n\iido
i)
64O0
Carne serca............
Cocos com casca.......... cento
Charnlos bons...........
i) ordinarios........
regalia e primor .' a
Cera de carnauba......... t$
o em velas...........
Cobre novo mo d'obra...... 8
...
quira Barbosa da Silva, J. de Mendonca do Reg
Couros do boi salgados
o verdes...........
d espitados.......
de onea ........
n cabra corlidos .
Doce de calda.........
a goiaba........
seceo ..........
jalea ...........
Estopa nacional........
i) eslrangeirn, mo d'obra
Espanadores grandes..'....
o pcquelios.....
mandioca.....
mitin.......
aramia......
Farinlia de
a

Fcijlo






alqueire
a
alqueire

Srs. redactores.Havendo-se divulgado lia miii-
to,xnao sei como, que milito* dos meas amigos nes-
ta comarca residentes cstavain propnslos para diver-
sos lugares de nlliriaes do 1. batalh.lo da guarda
nanional deste municipio, de que sou commanrianle;
ella vendo sido publicada a proposta dos ditos ofllciaes
sem o nome de algunsdesses amigos, porobservacao
que fez o respectivo Sr. commandantesoperior do
morarem elles forado dislriclo do balalhlo, segun-
do elle me riisse, vejo-me na dura alternativa do
declarar que foram por miin propostos os Srs.: Jlo
Cavalcanli'Ribciro de Vasroncelios para lenle da
1.a companhia, Lourencu Rezerra Marinho Falcan
para capillo da 2.1 dita, Francisco do Reg Barros
l'essoa para capillo da 3." dila, Joaquim da Silva
L'essoa para lente da 5.a dita, Joaquim Cavalcan-
ti de Albuquerque Jnior para lenle da li. dila.
Luiz de Oliveira Cavalcanti para alteres da dita, Jo-
s Pedro de Oliveira e Mello para capillo da 7.
dila
O meu fim com esla declaraclo lie somenle asse
gurar aquellesamigosda minha estima, e bem assim
mostrar, que se soflYeraiu llesinjuslica, nlo parti
esla de mim, e sim da m vonlade que parece votar-
me, e aos ditos njeus amigos o Sr. rommandante-
superior, o que se prova exuberantemente com a
Humearlo de varios nlliriaes do 2 o 3. halalhla em
identiras. ou peiores circumstancias, como bem silo
os Srs. Trancisco do Reg Barros, nomeado alferes
para a .a companhia do 2. balalhlo, Joscde llollan-
da Cavalcanti Leillo capillo da 7.a companhia do
mesmo balalhlo, morando ambos no districto do Io
balalhlo, Jos Francisco Lopes Lima Jnior, eslu-
danlenessa praca ha 3 para annoss vindo passar os
dias de ferias nesle termo, nomeado lente para a
i." companhia do 3. batalhao, Antonio Bernardo Lo-
pes Lima, em iguacs cirenmstancias, nomeado l-
ente para 5." companhia do 3." balalhlo !! E mais
ainda Manoel Caelano Borges Fchoa morador em
Pao .'Albo ha muilo, c ha dous meze, pouco mais
ou menos de muda na freguetia dos Afogadi s, c no-
meado alferes para ai." ro'iipanhia do 3." balalhlo!!
Roso-Ins. Srs redactores, a publicaclo dcstas li-
nhas. com o que multo Mies licar obriaado o seu
constante leitocIlerculano Francisco Pandeim de
Mello.
Nazaretli 17 de jnlho de 1835.
Fumo bom...........
ordinario.........
em folha hom........
o < ordinario.......
reslolho........
Ipccacuanha............ a
l'.nmma........... alqVH
(iengibre............. i$
Lcnha de achas grandes......ccnlo
> a o pequeas.....
boa loros....... B
Pranchas de amarello de 2 costados urna
o louro..........
Costado de amarello de :>."> a 'iii p. de
c. e 2 ,'j a 3 de I..... b
i) de dito usuaes....... o
Cosladinho de dito........ b
Soalho de dito. ........... *
Ferro de dito............ o
Costado de louro......... b
Cosladinho de dilo........ n
Soalho de dito..........;
49000 Barros, Luit Francisco da VeigaJ-
3S8J0 Pela subdelegada da freguczlo de S. Fr. Pedro
I9IOO Coocalvesdo Recife foi recolhido um preto donme
Vjrf Jo5o, preso pelo capillo de campo por fogido, o
qual diz ser escravo de Antonio Rodrigues, morador
no Mannuinho : quem direilo liver a elle apresen-
le-se com seas ttulos, que justificando a idenlidade
Ihe sera entregue.
vCONSELHO ADMINISTRATIVO.
Ja' se adiando nomeado ajodanle do diredor do
arsenal deeuerra. o conselho adminislralivo avisa
a aquellas pessnas que entregaran! suas propostas ao
mesmo cuusclho, que devem comparecer amanhja
'l'i do crrente a fim de aprcsenlar as amoslra's dos
ohjeclos ollereri los. Secretaria do conselho admi-
nistrativo para fornecimento do arsenal de guerra
23 de julho de 185.Bernardo Pereira do Carino
Jnior, vogal e secretario.
A reparlico das obras publicas precisa de ser-
ventes para se engajar na companhia de operarios,
ocrupados na limpeza dos raes desla cidade, e paga-
aos serventes livres 720 rs. diarios, e aos escravos
'40 rs. : as pes-oas que quizerem se engajar para tal
ervico, apresenlem-se na obra da ponle provisoria
do Kecifc. Di'ecloria das obras publicas 20 de ju-
lho de 18.V).0 escriturario.
Joo Francisco /tenis do* Anjos.
Pela subdelegada do Recife foi apprehcndido
um ravallo riisso, que vagava pelas ras sem dono,
com cangalha e um sacro alravessado nclla : quem
direilo liver a elle aprsenlee, que justificando seu
dominio Ihe ser entregue.
A ailroinislraclo geral dos estabelecimenlos de
caridade manda>fazer publica 1 quem convicr, que
nas quinlas-feiras cm que nlo forem dias santos on
feriados, na sala de suas sessoes, pelas l horas da tar-
de, contina a praca da* casas abaito declaradas :
Forro de dilo..........x.
o n cedro..........
Toros de latajnba ........: quintal
Varas de pnrreira.........duzia
b aguiUiadas........ a
o b quiris.......... a
Em obras rodas de sicupira paro c. par
eixos b b on
Mclaro.............*.. caada .
Milho...............alqueire
Perira de amolar '.........urna
b filtrar.......... b
b b rebulls...... b
Ponas de boi -....... cento
Piassava..............molho
Sola 011 vaqueta......... meio
Sebo cm rama...........(g>
Pelles de carueiro .........urna
Salsa parrilba...........(ffi ;
Tapioca.............. i>
I ibas de bol .........cento
Sabio '. ..............4
Esleirs de perneri........ama
.Vinasre pipa........... o
Caberas de cachimbo de barro. inilheiro

IlLMMt' A PEDIDO.
predicados seus
a proporclo "?...
Ita.
Huma Virgen
Slo do inlinilosjl
Meu pensamen' tilla ao coraclo,
Ahi a f diz tn/^ l-lle Mai da Itoos !.'
Nlo ha cri-': 1 sem o crer :
Se nlo he- Dos se revelon,
Esperanc ludo he morrer '
Seos meerio, sen.culto, quem diclou '.'..,
Honrada 110 Carmelln antes do ser,
l.rapeta do cotpo : slo uteis o. banhos gera'eTmor-1-----*eu = ^ "" Dos inspirou I

CONSELHOS HYGIENICOS CONTRA O CHO-
LERA MORBOS
fiK^a hygicne collocar, manter, res-
Ifcm slo ou iloentt. istlado 011 reu-
nido em tocielade nas condicSe: as mais favoraveis
ao riesenvolvi.nenio recular ( sua organisaclo phi-
clual, e moral : pido mais era prenso,
(bsse considaHMI urna deosa dig'ia da
I'nrcm sceila he digna de ser
1 i que se propSe ; ella so torna mais
limo quando vemos que seu fim
chimera, mas im unn realidade ; c
ns preceitos devjrr. ser eserupulosa-
ervados como dosims de urna religilo
santa e vivificadora.
B nlo tinta a dilTerenca. que se d
bo creado seguido os preccilos r.jgie-
Je nma atmosp'i'ra pura, uulrirjo por
lo apropriada i toa idade e organisa
por-exercidos corpreos bem dirigi-
i^inlro que em sua infancia se definhon em a
ibera 1 Hada de urna li hii:aclo acanhadi, que
irlSuMollirienle nliroentado, om nutrido por
suislanrias mais suculentas excitantes, do que
B de iea estomago, e que se ntre-
nnos iriibalh e exercicios
I organisarlo, on que passon
1 quasi complelii apalhia. All
lereis o homsin Irabalbador, robuslc. ulil a si r 1
patria, o soldado calente, capaz de ganhar Iu-
de valor de cora;eui: aqui o homem
do, covarde, preguicioso, intil, e lalvez
preadicial.
Se todos re homens vivessera m r-stricla obser-
vancia dos preccilos hyaieuims, os mdicos pouco
leriam que l'azer ;e moitos di u a trra deixaria de
ser cavada p ira rustes de lanas victi-
mas, qoe pela nmi#od lio ilutare! eonsellos fa-
zem aproximar a hora da lerrivel deipedida.
A influencia da bygienc sobre o d-'senvolvimento
e apcirfeicoainento intell'ctual, 1; moral do homem.
e sobre o destino das sociedades tem do sentida
S>doa os philosopho" e hiiloriadorcs como Pia-
ladlo, Mortlesquieu. Ilcnsseiu, Cabanis o
-ol. Rousseau a ennsider; mais urna virlude,
qoe urna selencia : e U>nel a chaina a guia dos
legisladores, e a providencia das nacOes.
Se a ulilidade de ob-ervancin dos dogmas hygie-
ni-os em os lempos ordinarios he lo gcraliiienlc
s.mtida, e al estada : sen valor se tprna mai sen-
sivel ero a pocas de epidenia. Sai a livemos
occasiVde comurovar numeiicamenle esla-nossa
ascrco em um artigo que sa lio a iui em o 11. 133
detlu peridico :ahi raostramoi por dados fiirncci-
daspala historia das epidemial, que a mortalidade
em laes caaoi tlava sempra ni razio dircfcla da ci-
vilisaclo. '
Para lorncrmos mais scn'i' ;l esla verdade ; para
quo lodos se convencam des ineumparaveii beneficios
que se lera nbtido com a prali a dis mximas hy-
gienieas, c rro a prompiidlo dos occorros logo no
com nios do enasio *o-
^HBtnne Barbosa, o
!'iltl> paiMr.'
geminando lodo os caso de diarrhea le qoe
se lomnu conliecinienlo pelas 'izital medicas domi-
ciliarias c\ qoe foram inlado i por istle ysiema, da-
piratonas, e" lalvez sobre (oda a economa. ;
Para conservarlo asseio das casas, cnvm man-
da-las caiar ; e lavar em das de sol, e em horas da
manilla, de modo que a noitetoda a luiim.lacle se te-
nha evaporado : nlo consentir em casa censa algu-
ma, que d lugar a exhalaces nocivas : e por isso
nlo te deve guardar por muilo lempo rodpas sojas
principalmente se ellas perlenceram i doenles acom-
mellidos da molestia, de qoe neis queremos preser-
var ; e deve-se mandar fazer diariamente o despejo
da mundicia e de ludo que possa corromper-se. Nlo
convm criar animaes, wutksonsentir monturos nos
quntaes. Nlo menor atlenco" dve 'mereteffva.
corjio : si
nos; e a mudenca frcquenle de roupas- brancas,
quer do ve-lua'rio. quer das cimas ; e convm qao
estas sejam e postas aoar antes de se tnrnarem a
fazer as camas. A hygiene nlelleclual e moral
adquire neslas crcumsiancias, urna preponderante
importancia. Dvem lodos ler urna vida oceupada
regular, e bem ordenada ; de modo que o espirito
esteja enlrelido em occupac,oes serias, e agradaveis ; evitando, quaolo ser possa o susto e o
terror, lendo em alinelo, que nem lodos 1I0 ataca-
dos, que denlre ot qfte o sao muilos lem a felicida-
de rie escapar, eqne finalmente com um rgimen do
vida bem determinado, e com a applicacao dos soc-
corros logo no comeco dos ataques o numero d os
preservados, e dos que te talvam se lornn mai con-
tideravel. He preciso evilar os trabadlos excessi-
vos, as lngas vigilias, as fadigas, os excessos de lo-
ria a nalureta, c as emorOts raoraes vivas e esfor-
car-se por ganhar soceuo de espirito, resignarlo,
sangue fri, e firme/a d'alraa.
Eis 09 cousolhos que julgamos conveniente offe-
recer'a notsos'eoncida.nos : cyja observancia Ibes
h de grande ulilidade ; mormenle se forem ao mes-
mo lempo protegidos pelaV medidas hygienicas, que
compele ao governo fazer excr.utar.
S lvermot 11 infelicidade do cholera Invadir esla
provincia, devem lodos ler cm vista, qoe qualqner
incommodo, mormenle os do apparelho digestivo,
pode degenerar em um ataque ,de cholera ; e por
tanlo devem Io.o em comeco entregarene ao cui-
dado dos mdicos ; deprezando sempre o uso de re-
medios, que os cliarlalaes. por iimtriminoso abuso
da credudsde publica, filha do terror e do susto,
expoem a venda nessas orcasies, com os pemposos
litlos de infalliveis e milagrosos.
Que Dos vele'sobrc esla provine, poupando-a
aos horrores de urna epidemia lloaasusladora ; mss
se olla bouverde ter visitada, (traa que ella eqcon-
Ire em sua marcha o sraride obstac/alo da observan-
cia das medidas higinicas, que a pralica lem de-
monstrado seem da maior ulilidade neslcs caaos.
Somos, Srs. redactores de Vmc. alleudo venerador
e obrigado,Joo da Silva Ramo*. '
Recife 18 de julho de 1855.
Ao cnllo venerahilismo da VIRGEM MARA. 10b a
invocacao do Carmo, olTerecidb em complemento
de suas pomposas festividades no convenio do Re-
cife, nestecArreole raez, i lodos os seus fervoro-
tos devolosT
^atcimijB3'Tir,vC-
Quera entre ns sres. monor que DOS I
m depois D'Eile, he ludo perfeiclo !
iiuinenso qu
Foi leniaj^d'ira PvaJJer maior u^
saoa
11000
139000
HiO
187;,'
31100
200
19000
2i0
20tt
ateo
ioo
320
. 1328H
15000
28000
10(I
19600
29000
33500
5000
83OOO
33000
73000
*S000
33OOO
383IHHI
i. 3000
13500
2i00
3900
103000
163000-
7*000
253OOO
103000
93000
63000
43000
63000
53200
. 38200
23200
33000
13280
13600
13920
13280
W3000
203000*
3300
13600
6i0
6&00
3800
3000
S3:>0
,23400
55200
3240
I73OO6
43000
3210
3120
3160
303000
53OOO
A RODA VIVA.
MOVjpVIENTO DO PORTO.
Vacio., entrados no. dia 22.
Rio rie Janeiro e porlos intermedios8 dias e 12 ho-
ras, do ultimo porto 14 horas, vapor brasileo
siIjuauabaraB, coramandante o 1, lente Salo-
m. Passagciros desla provincia, coronel Luiz An-
tonio Favilla, sua senhora c 1 escravo, tencnle
Augusto Lopes VillasB0.3 e 1 escravo, cadele
Americo Clemente Pereira Uarte. Antonio da
Cunta Carvalho Bastos. Bclarmjno Coelho da Sil-
va, Frarfciseo Jos fie Magalhaes Bastos, Domin-
gos Jos de Ateverio, Jusc Joaquim rio Oliveira,
Manol eAntonio Lopes da Silva Mnriliha. Vicen-
te de Paula Carvalho, Jlo Francisco Marques,
Manoel Jos de Lima, Jos Francisco de Oliveira,
James Hnnler, Angelo Roque, I desertor do exer-
eilo, 1 dito de marinha, 1 dilo ile polica, 3 iracas
do exercilo, 10 ex-dilas do exercito, 1 mullier e 1
lilho menor, Mara Fortunata o 1 lilho menor, pre-
tos livres, Seguem para o norte : depulado An-
tonio Marcelino Nones lionralvete 1 escravo, al-
feres Joao Jos de Lima,-Vradete Jos Belarmino
tiasp.ir, Baldnino Jos CoeIm\, Ricardo Alves de
Carvalho, Jos Pereira LeileJM orlado e 2 escra-
vos, l.ibanio Pereira dos SanlosV'Joaquim Jos de
Lima e Silva, Camillo Primo das Chagat, Alfredo-
Soulierde Gaud e 1 criado, 4 pracat do exercilo e
2 mnlheres, 10 ex-dilas do exercilo e 1 mullier, 3
Ra da Senzala Velha n. 25, por 1683000
Ra da Lapa n. 5, por 2761000
Ra da Senzala Nova n. 26, por 603000
Na mesma roa n. 36, por 608000
Ra do Collegio 11.12, por 1:0003000
Ra Ilireila n. 5, por MOtjOuo
Na mesma ra n. 7, por 5763000
Travessa do Carccreiro n. 11, por 6O3OOO
Na mesma travessa n. 13, por* 723000
Na mesma travessa n. 17, por 723000
Ra do Padre Floriano n. 13, por 1203000
Administraran geral dos eslabelecimeiilos de carida-
de 19 de julho de 1855.O escrivlo,
Antonio Jos Gomes do Correio.,
A relaoao dos devedores de dcimas da collcc-
toria e municipio de Olinda, at o anno finauceiro
de 18511852 es! cm jui/o, e os meamos devedores
slo convidados a salisazerein seus dbitos, indepen-
denle da accao judicial que os sujcilara a mainr.es
despe/.as, no prazo de 15 dias, a contar do presente,
para o.que se poderlo dirigir a ra Nova 11. 44, se-
gundo andar, aflu de ohlcrem a competente guia.
O procuradnr fiscal da lliesouraria provincial,
Cypriano Fenelon Guedee Aleo/orado.
Naconfpimidadeda reciuisii-ao feita
tiesta data pelo consellio de direct^ao do
Banco de Pemambuco, he convocada a as-
semhla geral dos senhores accionistas, pa-
ra reuniao ordinaria no da 31 do corren-
te, ag 11 horas da manlia, para levar-sea
elleito o^Bisposlo no art. 30 dos respectivos
estatuto.liccii'e de julho de 1855.
BariodeCamaia^ibe^residente.Jos
Bernardo Galvao Alcoorado, prlmeiro se-
cretario.
BANCO DE PEKNAMBUCO.
O Banco de Pernamhuco sacca sobre
.a prara ila Babia, e contina a tomar
lettras* sobre a do Rio deoJaneiro. Ban-
co de Pernambuco'25 de junhp de 1855.
0 secretario da direccao, Joao Ignacio
de Medeiros liego.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho adminislralivo, em virlude de autori-
saclo no l'Am. presidente da provincia, lem de com-
prar os ohjeclos seguinlet :
Para o 10. balalhlo de ifantaria.
Boles convexos grandes clisos de metal domado
2800; ditos .pequeos ditos 1600.
Quem os quizer vender aprsente as suas propos-
las na secretaria do conselho administrativo as 10
horas do dia 26 do corrente mcz.
Secretaria do conselhnadministralivo para forne-
cimento do arsenal de guerra 19 de julho de 1855.
Jote de Brito fnglez, coronel protidenlc. Ber-
nardo Pereira do Carmo Jnior, %voga1csecre-
Os bilhelis acbam-se venda no mesmo Ihealro
lodos os dias, das 10 horas da manilla as 2 da larde,
e no dia do espectculo no escriplono do Iheatro.
Principia as8 horas.
SALI DE B4ILES PBLICOS,
RA DA FlUl v, C\SA,im
QUE FOI OUTlVOlri
O THEA.TBO PUlLDKAiU v-
TICO. '
I.HWIHS BAILES M MASCABAS.
EM 28DE JULHO E 4 DE AGOSTO.
Nos dijs cima indicados terlo lagar nesle tallo,
que foi preparado de proposito, ese achaornado cum
brilhanle lnxo e lodo o gosto, os doos primeiros in-
tretoit 1 nionI,is deste genero, qoe. ah slo offerecidos
ao respeitayel pnblic desla grande cidade, lio ca-
leridu de las" dislracces. |
As 8 hor da noite a banda de mutica do 2. ba-
lalhlo da guarda nacional deste municipio, -dirigida
pelo hbil iirofetsor o Sr. Hermorgenes, annunci.irn
o comeco do baile, e pelas numerosas ,e variadas pe-
cas de seu repertorio llenara o publico plenamente
satisfeilo. Ao Sr. meslre-sala esla incumbida a direc-
c.oi e boa or lem dos bailes, os quaes terminarlo
sempre as2 horas, penco mais ou menos. -
Convida-se, prtenlo, a todos os amadores,- nio s
a virem ver com precedencia o mannifico sallo dos
bailes pblicos, como lambem a prevenirenj-se dos
necessarios bilhelesde entrada para cavalleiros, pois
que as damas leru entrada Rrattt. Ditos bilheles
acham-se desde ji 1 venda nicamente na ra .do
Collegio n. 18, primeiro andar, e nas vesrerase dias
dot bailes, no esenptorio da casa-do mesmo sallo.
Prec 28010.
AVISOS MARTIMOS.
para o porto. .
A barca portuguesa Santa Crnzn. (em de sahir
com toda a brevidade, por ler parte do carregamen-
lo prmplo : quem na mesma quizer carregar ou ir
de passage n pode onlcnder-sc com os consignatarios
na ra do Visarlo 11. II ou com o capital abordo.
Para a Babia,
o Hiale Ao -o Olinda sabe breve por ler o sen carre-
gamerfrb quasi prompto ; para o restante, Irata-se
com Tasso Irmlos.
Para o Porto e Lisboa.
A nova e muilo veleira barca Santa Clara, ca-
pillo l.ourengo Fernamlcs do Carino, seguir al
o fim do c. ni-nio mei, por ler maior parle do car-
regamenlo prompto : para o resto e passaseiros tra-
ta-se com os consignatarios llarroca & Castro pa
na da Cadeia do Recife n. 4, qu com o capilo na
Praga.
Baha.
PUBLICAgAO HTTEUAKIA.
Adia-se venda o compendio de Theoria e Prali
ca do il'yres-o Civil feito pelo Dr. Francisqp de Pau
laffplisla. Esta obra, alm de urna inroducglo
ditas de marinha, 3 africanos livres, 1 escravo e / obre as aeces e excepcesem geral, Irata do pro-
COMMERCIO-
ALFAN DECA.
Rendimenlo do dia 2 a l. .
dem do dia 23.....
236:3867H
12:140j935
248:5270676
Descarrejam hojeh) de julho.
Barca nglezaCountes* 0/ '/.etlandmercaderas.
Patacho brisileirnConstanciasal.
l'alacliu.h niiliiir-iiiv.llenrich & Cutatemerca-
duras. ^J-
Polaca sardaMara EUzadem.
Brigue dinamarqnezAgnesfamilia de trigo.
Brigae brasileroMario Luziaidem.
CONSULADO GKKAI..
Rendimenlo de riia 2 a 21..... 19:8578335
dem do riia 23....... 90s9Oii
crias a entregar.
Aracaly pelo Assu'14 riias, do ultimo purlo^l,
hiale hrasileiro iiDuviriosuo, de 43 toneladas, mes-
Ire Jlo Uenriques de Almeida. eqnipagem 5,
carua sal ; a Marlins V Irmos.. Passageiros, An-
tonio Pereira da tirara e I escravo, Josc Joaquim
da Silva Malulo, Cicero Teixeira l'erreira Cha-
ve*:
1'ar.ihibn5 dias, hiate hrasileiro Conceigla Flor
das Virlodes, de 26 toneladas, mostr leidoro
Brrelo de Mello, eqnipagem 4, carga loros de
mangue ; a Paulo Jos Baplisla.
Philadelphialidias, galera americana ojtinipern,
de 513 toneladas, commanrianle l.e Favor, equi-
pnuera 13, caraa farinha de trigo : a Rostron Roo-
ker. Seaoe para a Babia.
Nado saltido no mesmo ma.
BarcrllonaPolaca bespanhola Silencio*, mestre
Jarinllio Alcina, carga algodlo.
cesso civel comparado com o coinmercial, eonlm
a Iheoria sobre a applicago da causa julgadaf-eou-
Iras doulnnas luminosas: vende-se nicamente
na luja de Manoel Jos Leite, na ra do Qnei-
mario n. 10, a 69 cada eiemplar rubricado pelo
Julor.
22:7615651
EDITAES.
. DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do da 2 a 21..... 1:3205930
Idom do dia 23'....... 5#951
I:32688
Exportacao'.
Aracaly, hiale hrasileiro ulnvencivc!i>,de '17 Inno-
ladas, coiidu/in o seaunte : 211 volumes seeros
estrangeiros e uacioliaes, 370 raixat charolo, -^29
eaias doce de oiaba. >
RECEHEDORIA HE RENDAS IMTERNAS C.E-
1 KAES DE PERNAMBCO.
Rendimenlo do riia 2 a 21.....25:7275698
dem do dia 23....... 889*9*0
O Illm. Sr. insaector da lliesouraria provincial,
em cumplimento da resoluglo da junta de fazenda,
manda faier publico qoe a arrenialagio da obra do
agnde do Buique fui transferida para o dia 11 de
agosto prjimo vindouro.
E para constar se mandou aflixar o presente c
publicar pelo Diario.
Secretaria da lliesouraria provincial de Pernam-
huco 17 de julho de 1855.O secretario, A. f. d'An^\
nunciarao. %
O Illm. Sr. inspector da lliesouraria prtiii-
cal, em cumprimento da resolutorio da junta da fa-
lenria, manda fazer publico, que a arremalaglo dal I'rei
1 Pao d'Alho foi' Hi
26:557o(>:!8
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlodoriia2i2l. .' ? 35:30>513
dem de dia 22 ....,.;-. 2:5665527
Srs. redaclortt.O amor que voto a agricultura,
por cojos melhnramculos muito me inleresso, obri-
gou-me a dirigir ao publico estas duas linhas, para
as quaes espero principalmente chamar a allcngan
dos agricultores rie minha provincia, nma vez que
nlo temos urna sociedariede asricullura que publi-
que e riiacula os melhorameulos capazos de promo-
ver os adianlamenlosdessa principal foute rie rique-
za, cujea mclhoramentos pouco a pouco vio sendo
descoberlos pelos ceios emprehendedores, e por is-
lo dormem desconhecidos daquclle a quem podem
interesar, e slo s eonhecidopelo pequeo circulo
que os adopta. Depois que'assentci nesle engenho
urna inoenda patente de avnelo dos senhores en-
genheiros Alfredo c Eduardn^le Mornay, alcaocei
eonsideraveis vanlagens em relaco ao uso das me-
Ihores moendas, que at entlo temos adoptado na
provincia, como por experiencia, pas-u a expender:
Slo urnas moendas de urna consirucelo forte e te-
sura, o seu grande pezo e capacidade faz a mais
perf-it 1 pressao, aproveitandn mais de 15 por rento
le calilo do que as moendas communs. sem que to-
dava Jexija mais forca motora, e seu apeno feilo
sobre molas per um excedente systema, que seja
qual foT a quaulidade de raimas enlrodu/.idas na
moenda. nlo perde a forga ; o trabadlo dellas he
sempre ometmo, einconsequencii do qao heeviden-
le que consom um Ierro menos do lempo no traba-
dlo, do que s melhoret moendas existentes para cx-
trahir a menor quanlidade rio caldo rio oanna ; a
grandeza dos cyliinlros, e a quasi posiglo hontonlal
em que eslo collocadosot dous, que ^fazem a prs-
alo, nlo quebram o basago, antct o lornam mais
apruveilavcl para a fornalha. nao licanclo poidos os
llllamentos.deixam esles d couularem-se com o cal-
do, pelo que loroa-se muilo fcil a clariflcagao.
J nlo slo poneos os melboramentos qoe devem
os aaricultores da cannaaos aenhores Mornays nos
marhinitmos de seus engenhos, principalmente no
Sr. I'rederico de Mornay ; neste.cato etlou eu, que
conservando um grande agudc no meu engenho pa-
ra c.idhcr as pequeas safras que planlo, mediante
um Irabalho insano de o concertar pelos arromba-
menlos frequenles a que era sujeilo, sendo o ultimo
na enehenle de jtlnhn do anno pastado, cojo estrago
foi dos maiores, chsmei aoSr. Fredericode Mornay,
e dando elle nova forma.ao machinUmo, poz o en-
geeho moendo, e tirando as safras cem um pequeo
riacho que deitava dentro do dilo agude, vindo a
resultar-me dessa reforma a vantagem de nlo lutar
37:87a5970
PAUTA
obra do primeiro la neo'da estrada do
transferida para o dia 26 do corrente.
E para constar te mandn aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da lliesouraria provincial de Pernam-
huco 19 rie julho de 1855.O secretario, Antonio
Ferrafra da Annunciaco.
O Illm. Sr. inspector da lliesouraria provin-
cial, em cumprimento da rcsoluglo da junta da fa-
zenda, manda fzer publico, que a obra dos reparos
da casa da cmara municipal e cada da cidjtdc do
Olinda, vai novamente a praga no dia 2 de agoslo
prximo vindouro.
E para constar se niandog'-'fl'uar o prsenle e
publicar pelo Diario.
Secretaria da lliesouraria provincial de Pernam-
buco 19 de julho de 1855.O secretario, Antonio
Ferreira da Anixunriacao.
QTNTA-FEIRA 26 DE JULHO.
Espectculo em pr'oceilo do actor Anlonio''orge.
Depois de urna escolhida ouvertura subir a scena
a sempre applaudida tragedia do poda hrasileiro
Magalhaes.
ANTONIO JOS OU O POETA E A IN-
QUISICAO".
Os papis de Mariaaua e Antonio Jos terlo det-
empenhades pelos eMBios artistas Maria "Leopoldi-
na e'Jose da Silva Res que generosamente se pres-
taram a esta reprcsentaglo, em que o publico anda
ter de admralos.
Vai segor com brevidade o hiale hrasileiro For-
tuna: pan o resto de seu earresamculo, trata-se
com seus consignatarios Antonio rie Almeida Gomes
& CompanEiia, na ra do Trapiche n. 16, segando
andar.
Para o Cear c Maranhlo segu r palhabole
f'enus, capillo e pralico Joaquim Antonio G. San-
tos : recebe carga e passageiros : a tratar com Cae-
lano Cyriaco da C. M. ao lado do Corpo Santo n. 25.
o brigue nacional MARA
LUZIA, de lote de 305
tonelladas, de primeira
tnafclia, .forrado e enca-
villiado de cobre, i'reta-se
para qualquer dos portos i!o imperio ou
da Euro]>a : a tratar com os consifnata-
rios Antonio de Almeida Gomes & C, na
ra rfoTjapiclie n- l. segundo andar.
Para o Torio com escala por Lisboa* sesee
com a maior brevidade o brigue portagaez Bom Suc-
cesso por ler parle da carga prompta : quem no mes-
mo quizer rarregar ou ir de passagem, para o que
lem aceiadis commodns, dirija-se aos contignalarios
Tiloma/, rie Aqnino l'onseca & Filho. na ra rio VI*
gario n. !' primeiro andar, ou ao capillo o'Sr.Ma-
noel G. dos Santos Lessa, na praca.
Para o Aracaly sahe o hiale aurora : quem
quizer carregar ou ir.de passagera, Irala-secom Mar-
lius & Irmlo, roa da Madre Para a Parahiba sahe por esles dias a barcaga
S. Jos Diligente por ler a maior parlo da carga
prompta : para o resto, (Ala-se na rus da Cadeia do
Recife, loja de ferragens n. 56.
A barca porlngueza Flor de S. Simio ptelen-
fh sahir pira o Porto com escala por l.isboaVc o
lim do correnlc mez : quem nella quizer ir de pas-
sagem, trate com Carvalho & Irmlo, na ra do
Bruni. 28, ou com o capillo, na praga.
PARA O RIO DE JANEIRO
Pretende sabir com muita birevidade,
o pataclio nacional CONFIANCA, |ioiUer
parte do'seu carregaineuto prOmpto :
para o resto da carga c escravo 1 frete,
trata-se com os consignatarios Novaes &
Comparhia, na ra do Trapiche n. 5-i-,
ou com o capitao pa praca.
PARA A BAH|A.
Sahe na presente semana o hiafe nacio-
nal AMKLIA", por ter parle do seu canw
gamentq prompto : para o resto da cargtt
e passageiros, tratase com os consigna)
tarios Novaes & C. na na dp.Trapichen,
5i, oucom o capitao no trapiche do al-
godao.
LEILOES
Precisa-sc alugar um primeiro ou
segundo andar para una familia de tre
pessoas, t|ue seja em ba. ru, no bairro
de Sanio Antonio ou Boa-Vista : quem
livii d tija-sea esta typographia que J
dir i[ lem precisa, ouannuncie.
Pcrdeti-se da casa do major Quares-
ma ate' a ra da Uniao, urna pulceira de
ottro formada de aneis engranados, la-
vrada : quem a tiver adiado querendo
restituir, dirija-se a ra da Saudade casa
terrea, cujo sotao tem duas janellas.
Hoje '2V do corrente as 4 e meia
horas da'tarde, ha'mesa geral da irman-
dade de N. Senhora da Conceicao dos
militares, para a qual 5o cofhvidados to-
dos os irmaosdesta vetteravel irmandadea
comparecerem no respectivo consistorio.
Pcde-se ao Sr. Antonio Botelho Pinto de Mes-
quila, tutor dos orphios de Jos Marta de Jetas Mo-
uiz, que a bem dos inleretaes dos metmot orphSas,
liaja de |xir novamenle em praga a renda do sitio dq_
Viveiro, risCo hater qnem o pretend.
( l.'m dos pretendentes.
IfoOO por mez.
Al usa-sena ra efe Cruz nma sala e leova muilo
Brande, cas* muilo fresca : qnem a pretender, diri-
ja-se mesma n. 8, armazem.
I'mcisa-te de urna ama de leite : em Fra da
Portas, casa db professor publico.
Anna Pastora de Jesnt, vendo no Diario de 4
do corre de um proferto feilo Jf lo Sr. cnsul de Por-
tusal relativamente aos devedores do finado Manoel
Rodrigo es Costa, de coja heranca he candor, e ia-
clnindo-se no numero destes tambem o nome de sea
fallecido marido Joao Leite Raposo, como devedor
.te duas obrisages. urna de 28tJQl e oulra de
1:0308902, para evitar duvidas e fesCoes fnlhras, a
annuncianee apressa-se em prevenir, qoe niniuena
se arrisque a recebar, comprar on. fazer qnalqver
urna onlra Irantacco acerca desse inculcado debito,
visto qm; taes obrigares j se achajn pagas, e
ram dadas ao dilo Rodrisoes Costa.e se consen
cm seo |>oder por um acto confidencial, e para etrto
lim, que sendo agora detnecessario declarar, todava
se nlo oinitlir, e com lodas as circunstancial se de-
clarara se hoiiver quem pretenda fazer effactiva a
enhranga. Recife 14de julho de 18o5.
Ouem quizer dar a quao(a da 6005000 1 joros
por seis mezes, com hypoiheca em om moleqn dt
21 annoii de idade e bom ofticial de mnreiaeinLatv
tresande-s* o mesmo moleque a qnem rir o disjbei-
ro, para com o servlgo delle pagar-se dos uros ; ,d-
veriindo-se que t> referido moleque ganha 480 per
lia. c tribalha em nma loja publica : qoem quizer
fi/er ests nesocio. procure a seu senhor,
estrada le Jlo de Barros, o segundo depoisde pas-
sar a do Olliu rio Boi, defronle rio sitio da Cscala,
011 annaiicie para Ser procurado.
A ibalxo assiaToada, proprietaria do sobrado a.
"iO da pracinhado Queimado, em coja loja tinha seu
estnbele imenlo o fallecido Antonio Angosto de Car-
valho M irinho, faz ver, qne nio garante a estaa aa
dila loja a quem quer qoe haja de arrtmaUr aar-
maglo e fazendas do dilo eslabelecimento.
Mara Senhorinha 9o I.ivramento.
Des'ja-se fallar com Sr. Joaquim Milelo Ma-
ri? a nejocio qne o Sr. nao ignora : na roa Direita
dos Afofados n. 13.
Miguel da Silva Moraes Guerra relira-se para
n Rio de Janeiro.
O Sr. Joaquim Octavian da Silva ten carta
na livraria n. 6 e 8 da praga da Independencia.
-- Ofl'ertce-se urna pestoa para gsspiar, debru
ar e pesponlan, por prego commodo r na ma do Pa-
dre Floriano-n. 45.
Joiio Cardos* de Mesquila faz publico, q
xou de ser caixeiro de Sr. Domingos Jos rarreira
Guimariies desde o dia 16 do con ente, o agradece ao
mesmo ir. aa boas maneicas com qoe sempre o lr*-
lou.
0(erece-ie urna ama para csa : no beceo do
('.impeli, casa n. 4.
Prcii-se de urna ama que taiba coziobar e
enjommar, para fnsa de pouca familia : ni roa das
l.araogeiras, sobrado de um andar n. 96.
Ilesa ppareceu n dia 21 rio correte mez om
cavallo caslanho. Capado com cieCrrzes por
carroga, c com urna' pequea bexiga no eapinharjo ;
por Uso rosa-se a lorias as autoridades a appreben-
tlo. ou a quajquer pessoa qoe delle dr nolicja, diri-
ja-se i Casa Forte, encruilhada dCordelro,** %l-
lar com seu dono Jos Ribeiro.das Carrogas, n. 1.
Qnem precisar de om araassador de padsria
dirija-se ra DireilL n. 27.
Ollerece.-se urna, malhar paflFama do ,-easa de
homem sollciro : no paWb do Carmo n. 5W, loja.
Tioca-se por dinherra am imagem de 5
goel, maior de um palmo : na roa do 'Calabattgo
n. 34.
REMEDIO IMCOMPABAVEL
Personagehif.
Antonio Jos. 1 ,
0 conde de Ereceira .
I'rei Gil ... .
rianna ....
Lucia .....
1 111 criado.
Actores.Os Srs.
Res.
Sebasllo.
O heneliciailo.
I). Maria Leopoldina
1). Rila. 1
Lima.
dos precos correnles do amucar, algodao, e mais
gneros do paiz, que se dcspaclutm na mesa do
consulado de Pernambuco, na semana de S\
a 28 de julho de 1855. "
Assucar cmcaixas branco 1. qualidade @ >
a i) 2." o f)
mase......... J
bar. csac. branco.ti...... n
n n mascavado.....
refinado.......... ..
Algodlo cm pluma de l. qualidade
DECLARACOES
Terminar o cxpectaculo com urna graciosa farra.
O actor Antonio Jorge agradece vivamente ao
Exm.Sr. presidenle da provincia por Ihe haver con-
cedido o Ihealro, aos seus collcgaa que se preslaram
a enadjuva-lo a 10 publico de quem espera benevo-
lencia e protcegao.
A pequea porejo de bilheles que reslam, eslo
venda na mo do beneficiado, na ra Bella 11. 39.
Principiar at oilo horas.
2.'
3.
cm caroca. .
Espirito de agurdenle
Agurdenle cachaca .
o de cauna .
canaria

resillada
do reino .
Genebra
.......... canaria
........... botija
......".... canaria
................ garrafa
Arroz pilado dras arrobas um alqueire
cm casca...........
Licor
Azeile de mamona......
o mendobiin c de coco
o de peixe .......
Cacan .'..........'
Aves araras .......
papagaios.......
Bolachas............
Biscoitos ..........
Cafe bom............
11 resslolho .'.........
com casia.........
caada
orna
um
2J700
1-9800
3S200
liSOO
6JQM
SUMO
1!)6fl0
9700
tm
-3W0
9*80
f>700
*"iS0
210
*J80
(,!l.l
1600
8600
1760
1S0
551000
lOJtOOO
3,-tOO
79000
c*9fi0
4,1500
3JI000
() Majorem nunium facer polvl, majorem
Matrem non polcs. fio San-B.)
TRIBUNAL 1)0 COMMEUCIO.
Pela secretaria do tribunal do eommercio da
provincia de Pernambuco se laz publico qne se ma-
tricularan! prximamente no mesmo tribunal na
qoa'.idadi; de coinmci ckiiito- rie srosso trato, os Srs.
Manoel Anlonio dos Sanios, cidadao hrasileiro, do-
micilia lu na cidade de S. Luiz. capital da provin-
cia do Maranhlo ; Aloxandrc Paulo rio Bulo, ci-
dadlo portuguez. domiciliado na cidade da Barra,
capital da provincia rio Amazonas ; e Vicente Men-
iles Wnnderley, cidadao hrasileiro, domiciliado nes-
la cidade.
Secretaria 23 de julho de 1835.O secretario,
Luiz Antonio Sequeira. m
Tabella qne orsanisoifo tribunal do eommercio da
provincia de Pernambuco na sessSo administrati-
va de 10 do corrente, em virlude do decreto n.
1597 art. fi 5 do 1. de maio do correnlc anno.
Aos curadores fiscaet das fallencias. 1 a 3 por cen-
lo das somm.is qne arrecadarem em consideraglo a
enhilada rio valor da inassa ; aoa depositarios, meio
por cento rie commisslo das sommas que houverem
depositado ; aos administradores, de 1 a 3 por cento
rie commisslo de cobranras de crditos, venda de
mercadorias c adjudicages de lodos e qoaesquer
bens.
Secretaria rio Iribonal do eommercio de Peraam-
bucu 19 do julho de 1855,--0 secretario, ttrfz An-
tonio Siqueira.
CORREIO GER4L.
As malas quo deve conduzir o vapor Gitnabara
para os portas rio norte, principiam-se a fechar hoje
(2i; a 1 hora da larde, o depois dessa hora al o mo-
mento de lacrar, recebera-se correspondencias com
o porte duplo: osjoreaes deverlo achar-se no cor-
reio 3 horas antes.
Cartai seguras existentes na adminislraga'o-do
eorreia: Agosliaho da Silva Vianna, Francisco An-
tonio Pcssoa de Barros, P. Baplisla. da Cunha Ma-
dureira, Jlo Augusto Faria de Abreu e Lima. J.
Anlonio da Piedade, JosCaetanode Araujo, J. Joa-
:triirAMii\ i. m v.stica viwm v
Em cotfltaucucia de haver adoecidn o arCista
Flix, fica^Transferido o cspectacnla da companhia
anniiiiciadn para o 21 rio corrente para qnando o
mesmo artista se echar reslabelecido.
TIIEATRO D'APOLLO.
Sociedade dramtica emprezaria
SABB.VDO 28 I)E JULHO.
Depois de cxecularia urna bella ouvertura subir
i scena pela primeira vez o novo/e. excedente dra-
ma em 5 actos orisinal portuguez do Sr. Francisco
Luiz Machado, intitulado
AMOR riZalAXi
ou
OS SALTADORES DA MOMAMIA DO POBRE
UENOMINACAO' DOS ACTOS.
I. acloA miseria.
2."ditoA louca.
, 3." ditoO chefe de salteadores.
4." dilo0 reconheciroento.
5." riitcO perdi.
I'ertanagent.
Ricardo, filho de Luiza. .
Francisco, idem.....
Jlo, ramponez chamado
Pobre. .......
Mauricio, migo de Ricardo.
5Iiguel, jardineiro. .
1." salteador......
2.- dito......
Roberto, menino de 8 anuos.
Luiza.......
Emilia,, filha de Joln. .
Juliana, mullier de Miguel. n na Amalia.
Salteadores.
A aegao he passada em Portugal, na provincia rio
Minhoo Io acto em casa de Luiza ; o 2o em casa
de Jlo ; o 3 no bosques ; o i e .V enjuta de
Jlo. Os muilus applausot com que esle lien* drama
lem sido representado no Ihealro do Rio de Janeiro;
not animam a assegurar ao rcspeilavel publico a boa
escolha que lizemos para bem asnidarmos, a quem
na ooile de sabbado nos cosdjuvar com a sua con-
currencia.
Termioarn o espectculo com a applaudids faiga.
O agente Borja, de ordem do Illm. Sr. I)r. jaiz de
direilo da primeira ra rio eommercio, i requeri-
menlo rio curador fiscal da massa fallida de Anlonio
Aiisiistii le Carvalho Marinho, fari leiliin da loja da
dila massa, sita na ra do Queimado 11. 50, congis-
lindu n'um grande e completo sorlimeMo ite fazen-
das (rauc vas o inglezas de diversas qualidadet, nma
excellent armaclo perlencente a mesmi loja, todas
as dividas e movis existentes na loja supra : quar-
la-fcira, 25 do crreme, a 11 horas em ponto.
Sabbado. 28 do correnle, ao meio dia em pon-
i, o agente Oliveira fani leillo em seu escriplono,
dos predios scsuiules : ama rasa terrea, sita ua ra
de 1101 la o. 82 ; una dita de 4 andares, na ra No-
va n. 19, a qual rende animalmente rs. 1:2004000 ;
oulra terrea, na run da Roda 11. 26, quo rende rs.
1445000, e oulra no becco Tapado, nos fundos ria
casa da ma Nova n. 21, que tainbam rende annual-
menle rt. 72JO00, sendo as tres ultimas fereiras : os
pretendentes slo convidados a examinar anticipada-
mente os mencionados predios.
O jgenlo Borji. far leillo em seu armazem na
ra do Collegio n. 15, quinla-feira -t> do corrente
de um graude e variado sorlimento de obras de mar-
cineiria novas e usadas, nma porglo de louga fina
para mesa, vidros, relogios para algibeira, patente
ocle/., snisso e horisunal, obras rie ouro e prata, e
oulros 111 oilos ohjeclos que 60 adiarlo patentes no
mesuio armazem no dia do leillo.
UNGENTO HOKLOWAY.
* Militares de individuos detodas as naciies pndem
teslemiinhar as virtudes deste remedio incomparavel.
e prov ir. em caso necessario, qne, pelo uso que del-
le lizeram, lem seu corpo e membros iuleirsmente
saos, djpois de haver empregado intilmente outros
IratamiMilos.^^^^Hpoa poder-se-ha convencer
riessas cu/aso9ssp0HrBs pela le tura dos peri
Jue lh'as relalam todos ot dias ha muilos
maur parte deajas slo to sorprendentes qusaJHai-
lam os mdicos mais clebres. Quantas pesso.
cobrar 1111 com esle soberano recaed
bracos r pernal, depois de ler perman
lempo nos huspitaes, onde deviam soffrer a ampo
laclo '. Dolas ha muilas que haveudo deixado 1
asylos de padecimenlo, para
essa operagio dolcrosa, foram c idas completamen-
te. medanle o uso desse preei
mas das laes pessoas. na efaste
ment declar.iram esles resultados beiieco ti
dolon corregedor, e outros magis a de
mais : ulenticarem sua allirin,
.Niiuiiein desesperara do estado de sua saude se
tivesse bastante conllanga para ensaiar tsle remedio
enlista demente, seguindo' alsum lempo o trala-
nenloque necessitasse a nalureza do ni
sudado seria provar incouteslavelmente
cura !
O 11 nguento he til ata par'cu((rre"i1l* not
seguinlet casos.
AVISOS DIVERSOS.
orna carmeem bom estado e
na ruada Cadeia rio Recife n.
Alporcas. anatriz.
Cambias. Callos. Cjnceies. las pernas.
dos peitos.
Corladuras. t de ol tros.
Dores de cabega. Mordeduras de replis.
das costas. Picadura de mosquito*.
dos membros. Pulmii
En Tenuidades da culis Queintatoelas.
em ijeral. Sarna.
Actores.
0 Sr. Bezcrra.
u 11 Lisboa.
. n Senno.
M Pinto.
. 11 Monleiro.
11 Lima.
1) B lto/emlo.
I.uizinha.
.ASra D. Leopoldina
. )> 0 Leopor.
Prccisa-se de
que seja pequea :
3(1, primeiro andar.
Quarla-feira, 25 rio correnle, depois ria au-
diencia do Illm. Sr. Dr. juiz da segunda vara civel,
ir i praca urna armaglo rie loja com urna pequea
carleira para escripia, ludo avahado por 509000 rs.,
por execiglu que por esle juizo move I). Jeronima
Maria dn Albuquerque contra seus devedores Cuta
i Lemos. ,
Quem precisar rie ama ama de loile de muito
boa conducta, dirija-se ao bejeo rio Pcixolo' defron-
le da 111,1 tri/. nova que achara com qocm tratar.
Os tenhores qoe tencionavam man'dar vir Ira-
balhadoi-es Qhineze.slo informados que o Sr. Dr.G.
E. Fairlianks passnu aqui algumas horasc conlinuou
sua v sem honiem de manilla pelo vapor ioglez
Avon, indo para Londres e de la para a China,onde
vai abrir relagOes e engajar 500 trabalhadores, que
sesuirlo logo depois para a Bahia. De vOlta detta
prlmei-a expedign de ensaio riaqui a 10 ou 12
mezes, o Sr. Dr. G. E. Fairbants, p.isssar aqui e
entlo podera fixar as condignas' dot engajamentos.
Pernambuco 23 dejalho rie 1855.F.M. Duprat.
. Snxla-feira 27 docorredte, depois da au,lien-
do Illm. Sr. Dr. juiz de direilo do civel, ao meio
dia, na sala dos auditorios, ter logar a arremaln-
glo da casa n. 1, sita na praga da Boa Vista, a
qual casa tem cosinha fra, quintal murado e esta
em bom estado, e o valor porque vai em praga he
de 1:500JJ, lendo fiCjdo transferida paia o dia cima
pela falla de audiencia no dia 23, como se aunuu-
ciou.
Tcndb-se perdido na noite do Te-Deum Lau-
damos da Sra. do Frontispicio, na igreja do Carao,
dentro da mesma, urna caixa de tartaruga para ca-
0t, j Lsada, com os signaes seguintet: grande, Jiat-
-tanle grossa, leudo no lampo orna pequea falla;
quom a achou quertnto resiilui la a tea dono que
dar 1> KM) de gratficagao, dirija-se a roa do Sebo,
casa n. 40 on na alfandrga e cnlender-se com Jlo
Manoel Ribeiro de Coulo, que esl aolorisatlo para
dar dita gralificigao.
Eofennidadcs do ano*. Supuragoes ptrida
ErtingSes escorbtica. Tinha, am qualquer par
Fistol. 110 abdomen. le qne seja.
Frialdadc ou falla de ca- Tremor de ner
lor nas extremidades. Ulceras na bocea.
I'riciaS. do ngado.
Gengivas escaldadas. das articulaces.
InchcOcs. Veas torcidas, ou noda-
Inllaiiimaglo do licariq. das nas per
da bexiga.
Vende-se esle ungento no eslabelecimento jaral
de Londres, n. 244, Strand,e ua loja de lodos os bo-
ticarios, droguistas c outras pessoas ncarregadasde
sua venda em toda a America do Sul, Havana a
Hespsn..
Veode-se a 800 rcis cada borelinha, eonlm ama
inslr^trglo em portuguez para explicar o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral he em casa do-Sr. Soum. phar-
maceutico, na ma. da Cruz a. 22, em Pernam-
buco. .
MECHASISMO PARA EISE-
HHO.
NA FUND^AO D FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W-BO\VNIAN.*WA
RA DO BRIJM, PASSANDO O oHA-
FARIZ,
ha sempre um grande sorlimento dos seguales ob-
elo;i de mechanimos proprios para engenhos, a sa-
: moendas meias msend.it da mais moderna
cunslucgao ; laixas de ferro fundido e batido, da
superior qualidade e de lodosos tamaiihos ; redas
denudas para agua ou auimaes, de' todas as propor-
gOes ; crivos e boceas de faraalhae registros da ba-
eiro, aguilhflet, bronzes, parafnsos e cavilhoe, oi-
nho rie mandioca, ote, ele
NA MESMA VUNDICA'O.
se exiicnlam todas as cncommehdas com a superio-
ririade j coohecida, c com a devida presteza e com-
morii lade em prego.
Prf cisa-sc de um caixeiro que tenha pralica da.
taberna : a tratar na ra da Lingoela a. 5.
Precisa-te de ama ama pira casa de pouca fa-
milia : na roa dos Quarteis, loja n. 24.
Precisa-se atusar rrmt escrava que nlo tejs de
roa, Vara o aervigo de perlas dentro de urna casa
de penca familia : qoem liver, dirija-se a dislilagao
por delraa di igreja de Sania Rila.



JLIL
DIARIO OE KRMIBUC1 TEfiQ* FElfU 24 DE JULHO DE 1855

PURLICACA'O COROGRAPH1CA.
Esta' a' vendara liviana classica n. 2,
no |>ateo do Collegio, a obra intitulada
railiica do Imperio
isil, escripia eih 1851; e rcga-se
aofSrs. assig: tifejjbam a bon-
dadc demandar buscar os iieiwexempla-
res, no ainiazem deleil es c'a ra do. Col-
legio n. llj-
AO PUBLICO.
No armazem de fa sendas bara-
tas, na do Collgio n. 2,
vende-e um completo sortimento
de fazendas, finas e grossas, por
precc* mais batios do que emou-
tra qualquer parte, tanto em por-
i, como a retalho, amanendo-
se aos compradores um $ pre(;o
para bxlos : este eslabetecimenro
de combinara o com a
maior parte das casai. eoiomerciaes
inglezas, frajicezas, artemas e s.uis-
sas.para Vender azeiidas mais em
conta cloque se tem vendido, e'por
isto ofljrecendo elle maioreS van-
tagens do.que outro qualquer ; o
proprietario deste itipoi-tantc es-
tabelecimento^couvicla a' todos os
seus patricios, e ao publico em gc-
ral, para que venham (a" hem dos
|* seus inleresses) 'comprar fazendas
baratas, no armazem a ra do
CoUegion-. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
CONSULTORIO DOS POBRES
50 AUA NOVA 1 4MTOAR 50.
O Ur. V. A. Lobo Moscozo da consultas ho
manhaaalco meie dia, e em casos eitraordkiarji
Oflereee-se igual
quer mulher tus
u todos os dias aos pobres, desde 9 horas da
Hqoer liora do dia ou noile.
alquer operado de cirurgia, e acuilir prompt&menle a qual-
scirtumstancias nao permittam pagar ao medico.
DO JE. P. A. LOBO I0SC0ZO.
,1, O abaixo assiguado, pro-
_jFprietario da hnlia de mni-
bus, faz sci-nte ao respeitavel publico,
que no 1 de agosto vindouro, propoe um
mnibus na direccao da Paiaagem at a
a do Sr. Viegs; o preco da mensali-
dade he de 3$000 rs. pagos adintados,
e asahoras das partidas se:."o marcadas de
conformidade com a von tade da maioria
dos assignantes: e avuLos 500 rs. por
viagem. Claudio -Dubeu>.
llebrard .it Blandin, ra do trapiche Novo n.
20 e ZL fazem scienle que no fui do mez da jullio
crrante devem dissolver a sociedade comtriercial
ntfe existe entro os abaixo assiguados; por isso ro-
gamalodas as peuoas que julgarem-se credor da
. dita cata, de apresentar suas con las a nles du lira do
mez para seren pagas; e lambem regam a todas as
pessoas que sao devedorea a dila :asa de virem pa-
las. Recite de Pero imbuco 21 de jullio
de iSoj.tftbiard & Blandin.
ki de urna ama de leite: no aterro dos
A togados n. 16*, primeiro andar
Raphael ,arcia vi-a a lodos os .teas
devedores e a qiem mais convier, que *m >{ de ja-
neird* 18W, o crectores da lira a ceromercialTIan-
i & arcia lhe eutregaram ageieucia da dila
, desonerando por eslii acto o ocio Kan -
firini, assim exiiucla, Rcou a cargo e res-
ponaabilidade du annunciante i sua liqoidac.lo ; o
>i co Mamado pelo joiio (onmarcul des-
ude, escrivio Santos ; e poi isso, desde a men-
ta dala por diaule, loda e ciualquer Iransaccao
qa nao fa.sse o| erada pelo annn iciante, nao he va-
liosa, e contra olla tora de se oppir : lodos os deve-
dores ale a cilad i data, e dahi por diaule, cajos de-
liverem veucidoe, queiram solvo-losno praio
de 30dias, ndoi os qoaea o imniinciaille passara a
fazer a cotaranca judicialmente.
No dia 25 de correnle, as 10 huras, se ta de
arrematar a anmrlo e mais eITcilos existentes na
>erua n. 60 da fenle da ra do AragRn. na Bja-
leneenleao casal do tinado Jos (tabello
Tavares, em presenta do Illm. Sr. Ur. juiz di j-
se oles.
a noile do dia 19 da corred* mz de, julho,
ie um revesso do engenho ivo da Con-
cejjjojrogoezia o> Jaboalao, dous ravalios, senda
^n*nado rapceo, cornelina ecauda relas e una
i branca na lesla, orna baila no pescojo, rida
de earrego, sende. este abalado, i.) oulro be rosso
cardJo, lem lavaje ferro om ambos os quarlns e
barriga, anda a (p, be grande u nao esla gordo ;
'aes Bairelo : quero do inesmos liver noli-
cu, pode dKigir-se ao dilo engenho, ou nesln praca
a Jos Joiiquicn de Novaes, roa do kivramento .
3*. p Joa Pereiri da Cunba, no liairro do Reciie.
que ser iieneros:imeole recompeniado.
WniHa n. 13 d-se dinheiro a juros so-
bre pctriiores de auro ou prala.
o priroeiro andar do sobrado da ra
no Recifu n. 40, propriu para qoalqueres-
tabeMimeota : a tratar na mesna ra o. 4'J, pri-
uieiro andar.
Ur. Ribeiro, medico pela universidade Je
(.ambndge, conliua a residir na ruada Cruz do Re-
eife indar, onde podo ser procurado a
qualquer hora, e convida aos pobres para consullas
gratis, e mesnio os visita quando as ctrcumslancias o
eijam, faz especialidade ouvidoa.
Regiment de cu titas.
Sabio a Juz o regiment dis custas judi-
ciaes, annotado com os avisos que o alte-
ra ram : vendse a 500 r; ni livraria
n. OeSdapraca da Independencia.
LOTERTA DO RIO DE lANlirRO.
dos maiores premios i\d lotera
i Miseiricoi-dia, extraliida em 4de
julho de 1
i J.
i
1
1
(i
itl
1!
10
20
455, 1197,
2142,-4261,
688, 1941',
2649 5157 ,
5577 3907 ,
4642. .
27S,
47 ,. 905 ,
981 1092,
2097,
4951 .
2597 ,
5180,
*!i?3 .
20:000#
10:000*
4:000#
2:000
1:
1859
5594 ,
4147 ,
4790,
2287
5752 ,
4212, 4450
5485.
.551 ,
S25 ,
1345 ,
2:592 ,
&777 .
400^
60 199, 205, 267, 552,
200.S
421, 851,
1024, 1059,
1544 1560 ,
175J 1752,
1857., 1864,
1921 2050,
114, 2195,
i 2579 ,
2612 2751 ,
2922, 2957,
5405 ,' 3545 ,
3674 3998 ,
4046 4150 ,
, 4268,
, 4665 ,
-V874, 4984,
5162 522,i ,
I 5517,
. 5749, 5914.
100 premios de ...
180* ditos de .....
Sahio nesta provincia a soitede 2:000;/
1 m omeio bilhete n. 1124. t a de 1:000:1
cm o meio dito n'. 2097, e o litros muitos
uios de 400*. 200$ e 100,;. Ospossui-
dores queiram ir receber.
Acliam-se a renda na prinja da Iride-'
(ndencia os irovos billietet-'e meios da
loteria 9 da cultura das aniorei -as que
devia correr tal vez a 21 dojiresente. As
Istas esperarabl pelo vapor nicional San
Salvador no dia 5 de agosto futuro. Os
premios serio pagos logo que ie izet a
cli6trihuicao da; listas.
Precisa-se por alugnel de 2 :rel) escravas
p.moservieo de cna : quem as liier, dirija-ie
rirn deis, francisco, sobrado n. 8, como quem vai
para a ra Helia ou Mundo Novo.
Qfieree-se una mnlher de bo; conduela para
o tervfco de casa de nm homem solteiio, inda mes-
mopara um sitio parto da- praca : quem onier, di-
riJH Bu-Vista, iecco dos Fenena n. |. '
845 ,
L108,
1705 |
1776 ,
1891 ,
2086 ,
2S.73 ,
26.65 ,
2732 ,
3C*4 ,
5618 ,
4015,
4206,
45[) ,
488 , .
4985 ,
8.
5521 ,
. . 100,'
40;;
20.;
50 RA NOVA 50
VENDE-SE O SEGU1NTE:
Manual completo de mcddicina horacopalhica do Dr. G. H. Jahr, traduzido em por
luguez pelo Dr. Moscozo, qualro volumes encadernados em dous c aconipanhudo de
m diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, ele., ele.
. "^T--------- r~" *" -.....w.*.- ..... ..u 1 ...111." U 1. I<1 ll MllilTS II
fazendeiros c senliores rte engenho que esUo longe dos recursos dos mdicos: a lodos os capilaes de navio
que urna ou oulra vez nao podem dcixar de acudir a qualquer incommodo seu ou de seus Iripulanlcs :
a todos os pas de familia que por circumslancias, que nam sempre podem ser prevenidas, sao omina-
dos a prestar tn contincntt os pnmeiros soccorros em suas enfermidades.
O vade-meenm do homeopalha ou traduce.lo da medicina domestica do Dr. Hering
. obra tambera ulitis pessoas que se dedicam ao esludo da homeopalhia, um volu-
me grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina ...... 103000
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc., encardenado. ". moo
Sen. verdadeiros e bcm.preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pratic-Tda
homeopalhia, e o nropnetano daslc cslabelecimenlo se lisongeia de te-lo o mais bem montado possivel e
ninguem duvida hoje da grande superioridade dos seus medicamento.
lloliras a 12 tubos grandes............... 831000
Boticas de 2 medicamento em glbulos, a 10, 12 e 15JJ000 rs. . .....* -. '......... 20S000
a.................. 25j000
a................... liOcOOO
a.................. iiosooo
.. ;................... soo
lindura.................. '>()00
Ditos de verdadeira lindura a rnica..........., tSSSi
N'amesmacasa ha sempre venda grano* nmero de lobos de orystai de diversos lama'nho,
vidros para medicamentos, e aprompU-se qnalquer encommenda de medicamenloscom loda a hrevida.
- por prectis muito commodos. M
Ditas 48 ditos
Ditas 60 ditos
Ditas 144 ditos
Tubos avulsos . . ,
Frascos de meia 0115a de
de e
TRATAMENTO HOMOPATHICO.
Preservatico e curativo
DO CHOLERA MORBUS.
PELOS DRS.
os remedios mais
ellicazes
ires
ou intrucho ao povu para se poder curar dcsla enf^.^idaTcTadnmsTaTo',
eTqu'e'nt'os J1-'lto' *. Para cura-l. i.idependenrdes'.eros'i'"
TRADLZIDO EM PORTUGUEZ PELO DR. P. A. LOBO MOSCO/O
Sendo o Iralamenlo homeopatliico o nico que lem dado cranilpsresiilia.incnn^..i- 1 .
velenfermidade, julga.nosa proposito Iraduzir esle dous hnporlan," d dCS'
la, para desl arle facilitar a sua leilura'a quem ignore o fcancez.
Vende-se unicanienlc no Consultorio do traductor, roa Nova 5-2, por 2SO00 rs
a horri-
opusculos em lingoa veruacu-
MASSA ADAMANTINA.
Roa do Rosario n. 36, segundo andar, Panto Gai-
gnoux, dentista francez, chumba os denles com a
matsa adamantina. Esta novar maravilhosa com-
|iosir;io lem a vanlagcm de encher sem pressllo dolo-
rosa lodaa as anfractuosidades do dente, adquirindu
era poucos instantes solidez igual a da pedra mais
dura, e permute restaurar os denles mais estraga-
dos com a forma e acor primitiva.
s'lJBLIGAC.%0' DO INSTITUTO 10-
MtOPATHiGO DO BRASIL.
TJJESOURO IIOMEOPATH1CO
VADE-MECUM DO
HOMEOPATHA.
Mtthodo concito,'claro e seguro de cu-
rar homeupalImamtnte ludas at molestias
que affligem a especie humana, e parti-
cularmente aquellas que reinam no Bra-
sil, rdigldo ses!aoda os melimres trata-
dos .de homeopalhia, lauto europeos como IJ3?
americanos, e segundo a propria cjperi- ^>
eni-ia, pelo Dr. Sabino Olegario I.udgcro jr
l'inho. Esla obra he hoje reconhecida co- ()
mo a melhor de lodns que tratam daappli- jk.
cajao honieopalhiea no curativo das mo- "'
leslias. Os curiosos, principalmente, nao l&k
poden dar um passo seguro sem possui-la e yL
cuiisulta-la. Os pas de familias, os senho- W
res de engenho, sacerdote, viajantes, ca- fl)
pitaes de navios, sef (anejo ate. etc., devem k
le-la mao para ccorrer promplamente a f>7
qnalquer caso de molestia. uk
Dous volumes cm brojlura por 10J5000
s D encadernados II^MN) fA
Vende-se nicamente cm casado autor, /^a>
> a de Sanio Amaro 11. 6. (Mundo No- 'iv
Es i a sabir a luz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO JW MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTfiAflIDO DE RUOFF E BOEN-
PINGUALSKX E OUTROS,
posto eitfordem alphabelica, cora a descriprSn
abreviada de todas as moleslias, a indicar.lo physio-
logica e Iherapcnlica de lodos os medicamentos ho-
meopulhiros, seu lempo de acrao e concordancia,
seguido de um diccionario da signilicacfto de lodos
os termos demedisina e cirurgia, e posto ao alcance
das pessoas do novo, pelo
DR. A. 4. DE MELLO MORAES
Subscrevc-se pra esla obra no consultorio horneo,
palhico do Dr. LOBO MOSCO/O, ra Nova n. 50-
primeiro andar, por 59000 em brochura, e 6JO00
encaderuado.
f() Dr. Sabino Olegario I.udgcro* Pinho, ()
mudon-se do palacete da ra deS. Francia- (fi,
co n.68A, para o sobrado de dous anda- W
{f} resn. 6, ruada Sanio Amaro, (mundo novo.) A
NFORHAQO'ES OL' RELACO'ES
SEMESTRES.
Na livraria 11. c 8 da praca da In-
dependencia, vende-sc relaroes semes-
trates por preco commodo, e querendo res-
mas, vende-se a inda mais em conta.' -
Nvos livros de homeopalhia lucfranccz, obras
lodasde summa importancia:
Uahnemann, tratado das moleslias clironicas, 4 vo-
20900
65OOO
7J000
60OOO
MW00
tiento
85000
1651.100
Preeisa-sc de urna senhora de bous
costumes e honesta, que cntenda bem de
costuras e cortar, para acabar de ins-
truir duas meninas: quem estiveiu^e
caso annuncic ou dirija-se a ra. da Con-
cordia sobrado que tem varanda^pinada
'le encamada, confronte a entrada da ca-
sa de detenrao.
Prccisa-se cu? um feitor para un
to porto desta praca : na ra da Concor-
dia taberna que faz esquina para a casa
de detencao se dir' quem precisa ; na
mesma taberna se dir' quem vende
boin cao para quintal ou sitio*. .
O SOCIALISMO.
Pelo fOMral Abras e Lima.
Acaba de publicar-se esla inlercssaulc obra, que
trata rid socialismo chhslilo, q lambem da guerra do
enle com loda a historia religiosa e poltica al
as conferencias de Yienna. '
Os senhores assignanles podem mandar receber
os aeus cxemplares daquellas pessoas a quem liveram
a liondadc ile asignar. Continua alierla as assignatu-
aa ale o hm do corrente mez de julho, a i-000 cada
ejemplar no escriplorio do Diario de Pernambuco
praca da Indepeodeiicia, na toja de livros dos Srs.
Ricardo de rreilas & C, esquina da ra de tolle-
gio ; as1 tojas do Sr^Jos Moreira Lopes, ra do
yueimadj casa amarella ; dos Srs. Siqucira & Pe-
reira, Antonio Francisco Pcreira eBrekenreld, ra
do Lrespo ; do Sr. Luiz Antonio de Siqucira, roa
da Cadeia-do Recite ; c era casa Jo autor, i en-
quadernada. paleo do Colleajo casa amarella no 1.-
andar ; a|tim como as mitof das mesmas pessoas,
que ate agora lem lido a bondade de agenciaren! as-
signaturas. Findo o
preiente mez,
cada um eioraplar avulso a 3 rs.
*
vender-se-ha
Sn.
roa Nova.
Na funjieao de Jos llapisla Braga, na
n. 3H, ronde-sc loda a qualidade de obra de bronzo
e laiao. assim como faz-se qualquer obra lendente a
laloeiro e runileiro com (oda a perfeidio
commodo.
e prcro
DENTISTA, I
Paulo Gaignoui, dentista francez, ostabele
cido na ra larga do Rosario n. 36, sesnudo 9
andar, collora denles com gengivssarlifciaes,
e dentadura completa, du parte della, com a
pressao do ar. g%
10500o
9000
75W0
6500
400
105000
30SOOil
lumes.
Teste, iroleslias dos meninos.....
llerng, homeopalhia domestica.....
Jahr, pharmaenpea homeopalhica. .
Jahr, novo manual, 4 volumes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pelle.......
Rapou, historia da homeopalhia, 2 volumes
llarlhmanii. tratado completo das moleslias
dos meninos..........
A leste, materia medica homeopalhica. .
De Fayolle, doulrina medica homeopalhica
Chuica de Slaoneli........
Casling, verdade da homeopalhia. .
Diccionario de Nyslen.......
Alllas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, conteodo a descripcao
de todas as parles do cotpo humano .
vdem-se lodos estes livros no consultorio homeopa-
Ihico do Dr. Lobo Moscoso, roa Nov* n. 50 pri-
meiro*udar.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que mudou a sua aula para a ra do Ran-
gej n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eexternos desde ja' por m-
dico preco como lie publico: quem se
quize-alutilisar deseupequeno presumo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualqftcr hora dos dias uteis.
EDOCACA'O DAS FILHAS.
Entre as obras do grande Fenelon, arcebispo de
Cambra}, merece moi particular mencae otratado
da educarlo das meninasno qual este virtuoso
preladoensina como asmis devem educar suas fi-
nias, para uro dia cliegarem a oceupar o sublime
lugar de m5i de familia ; lorna-se por tanto urna
neces9idade para todas as pessoas que desojara ui-
a-las nu verdadeiroraminho da vida. Esl.j a refe-
rido obra Iraduzida em porluguz, e vende-se na
livraria da praca da Independencia n. 6 e 8, pelo
diminuto preco de HOO rs.
O Dr. Joao Honorio Bezerra de Me-
nez.es mudou a sua residencia da ra
Nova, para a rm da Aurora sobrado n.
62, que faz esquina com o aterro da Boa-
Vista, e alii continua a exercerasua pro-
fissSo de medico.
S n J. JANE, DENTISTA. "
conluiua a residir uaruaNova n. 19, primei-
ro andar.
i
OUerece-ie urna mqlher de bons eoslumes para
ama da casa, para coser e engommir : a tralr no
Meco Largo do Recite n. 7.
Precisa-se de nm preto moco c aein vicios,
para oscrviro de urna cas.l de familia paga-se bem:
quem o livere qbizer alugar, annuucie ou dirija-se
a esla lypographia, qoe se lhe dir com quem dave
liatflr
4M. Scasso, modista brasileira, olfe-
rece leu prestimo ao respeitavel publico, para
apromptar com presteza ludo que ha de mais dilica-
do e bomjjoslo para senhora, tendente a vestido,
chapeos, turbantes e o mais que se pode desejar, to-
cante a modas as mais recentes ; e espora, porlnnlo,
qoe nao as suas delicadas freguezas ronlinnarao a
honrar a sua frecuozia, mas Jjunbem a concurren-
cia de todas aquellas senhoraV que capricham em
vestir e o-nar-se com o que he de mais elegante e
bcm confeccionado : quem quizer utlisar-se de seu
presumo, procure no aterro da Boa-Vista 11. 31.
Companliia Pernambucana de navegacao
costeira.
Ocenselhn de direcrao convida aos Srs. accionis-
tas da mesma empreza a ctrerluarem al o dia :tl
do cSrrenle me?, mais 10 por cenlo sobre o valor
dasacefiesque subscreveram ; e o encarregado dos
recebmenlos he o Sr. 1". Coulon, na ra da Cruz
n. 26. '
Joaqnira Jos Dias Percira declara, que lendo
arrematado em leilao deO de junhoproximo passado
todas as dividas activas que deviam a Antonio da
Cosa Ferreira Estrella, com taberna na ra da Ca-
deia do Recife, convida a lodos os devedores do dilo
Estrella, lantoda praca como do mallo, para que
venham pagar s ao aununcianle com a maior pres-
teza possivel, afim de evilarem maiores despezag,
pois proiflfelle ter loda conlemplacao com.os.que fo-
rem mais promplos nos seus pagamenhjfc pudendo
Sara isso dirigir-se ao nnuncianle,
oa-Visla, loj n; 14.
Compr.i-so cfleelivamcnlc bronze, lalao e co-
bre velho : no deposito da fondrfio d'Aurora, n
ra do Brum, logo na entrada 11. 28, e na mesma
fundicao em S. Amaro.
Compra-se (oda a qualidade de sapalos de se-
nhora : na ra Direila n. 85.
VENDAS-
ATERRO DA BOA-VISTA N. 55.
Vende-se nm curo dequatro
rpdas, novo, muito elegante e
evo, e de novo modelo: em
casa do Poirier.
N. .".') a trro da Roa-Vistan. 5 5.
POIRIER.
Acaba de fazer urna especie do venezianas com o
nomo stores, de nova invenro para janellas. servem
de ornamento e lem a vanlagein de impedir a cor-
renteza de ar nos aposentos c eulreler-lhe a frescura
necessaria. Podem igualmente servir para arma-
zens. Por ura engenhoso raoclianismo sao muilo
melhor do que as venezianas antigs.: So com a
vista melhor se pode saber o quamu sao excedentes.
Brins desella : no armazem de N. O.
Rieber 1S1 C, ra da Cruz n. 4.
Vende-se urna boa cscravn, propriu pare todo
o servic.0 d* urna casa de familia: na ra Nova
11. 19. *
Vende-se urna escrava qe lera de idade 10 an-
uos, boacozinheira, por prono muilo em conla por
se adiar adoenlada : na ra Direila n. 6G.
Vende-se oleo de amendoa doco em latas de
8, 4 e 2 libra, velas de cspermaccle americano ver-
dadero, de 6 em libra, e meias barricas cora fari-
nha de Irigo, ludo por precos commodos : no escri-
plorio de MalheusAusliDi Companhia, ra do Tra-
piche n. 36.
Veode-o a taberna da ra eslreila do Rosario
n. 10: a tratar na mesma.
Vende-se ura rico violan de excellenles vozc?,
com caix, por commodo preco : no atorro da Boa-
Visla 11. 17.
Vende-so um,-. lancha de carvalho em muilo
hom eslado, propria para qualquer embsrcasao :
tratar ua rua Imperial n. 175. Na mesuia casa se
dir quem aluga una canoa de mil lijlos.
Vendem-se doa's escravas muilo mocas,
crioula, outra de nacflo, com algnmas prendas : 110
diquia, priraeira taberna pussqndo a do oili.
Vende-se 1 mulaiinha de 14 annos, 6 prelas
moras e 1 prelo de 20 anuos: na rua larga do Rosa-
rio 11. 26, seguudo andar.
Borne barato.
, Vendem-se muilo bonitas pulecras de dillerenles
cores e gustos a IS-OJL. 1J800, 29 o 29-500, bonitos
padroes de pcnles dtarlaf uga para alar cabello a
S5.0, 395OO e GjjOO, penlcs de marlim para alisar
a laiOO, bonMas trancas de seda branca a 320, 400,
180, 560 e 640 a vara, bicos linos a 200, 240, 320,
100, 180, 560 e 610 vara, sapatinhos de l.ia ptnsj
crianoas a 320 e 180 o par, linissimas cscovas para
denles a 300 e 601) rs., gravatinbas de bom goslo pa-
ra meninos a 800 rs., ricos toucadores de Jacaranda
a 2?800, ditos oleados a 1SO, caixinhas com papis
de agulhas rrancezls a 160. ditas muilo finas a 240,
pnissimas colheres de caiquinha para spa a 65000 a
duzia, ditas para ch.i a 3500d. muflo superiores
meias de laia para padre a 1.5900 o par, caixlnhas
fom'grampas a 120, bonitas franjas para cortinados
e loalhas a 200 e 240 a vara, e cm peca a 258OO e 39,
lavas brancas de lio da Escocia a 800 rs. o par, ditas
mescladas muitissimo boas para montara a 1 o par,
chicolinhosde b.deia a 900 c 1?200, papel paulado
de pesor, muito superior fi/.end.i a :i-6O0 a resma,
dilo almaro a 3W00, dito meio ludlanda a 24500 bo-
nitos atacadores de cornalina p,;ra casacas palitos
a 500 rs. o par, tinleiros de porcelana a 300 rs. o
Tji. ?ar, caixinhaa de Jacaranda com 100 velinh s de fo-
^o a 160, (s acaiiinha valo o projo) esljos com 1
navalha feo e hom a 15500, Gnissimoa boles de ma-
drepcrola para camisa 120 a duzia, cajiinhas de
casquinha para abneles a 300 rs., aunis'de corna-
Jina de lodos os tnmanhos a 248, fivclas douradas
para caljas c collelrs a 100 rs., bonitos cspelhos com
molduras a 120, 140 e 160, nada Uo barato, o oulro.
mais ohjeclos que se vendem por menos do que cm
oulra qualquer parle, e d-se amostras : na rua do
< hn-imado 11. 63, loja do Joflo Chrisoslomo do Lima
Jnior.
Vende-se urna armars com 11 hteiros envi-.
draradosebalcaoqoc pcrtcuccu a loja do finado
FARELOS E SEMEAS DE LISBOA.
Na rua do Vigario armazem n. 7, ha
("para vender seiucas e fardos muito novo,
desembarcado boje do patacho CONS-
TANCIA-
Palitos baratos.
Palitos d alpaca prela fina, muilo bera cozido *
forrados a 69COO, ditos de merino verde de rnrdJo'*
79-500, cbtos de anga amarella, forrados, a :t>00O:.
na rua do QueimaiTo, loja p, 21.
-r Vendem-sc 4 escravos, sendo 1 lindo mulalinno
do idade 16 anuos, ptimo para paglin, 1 escravo d
lodoservico, 1 pela quilandeira, corintia hemudla-
rio elava,'e 1 moleque de idade de 8 anuos ; na roa
liireitau. 3.
Vende-se urna escrava de 17 anuos de idade,
que sabe fazer o servico de urna casa, lava, e lem
principio de engommado, c sem vicio ncui acha-
que : 110 largo d;i Penda 11. 8.
Vende-se um piano com muilo boas vozes e
muilo bonito, com muito pouco uso : na loja de 4
portas, do Sr. Cuimaraes, na rua do Caluma, se dir
quem vende. Assim como um curda de ooro do Por-
to com 30 oilavas, c um toucador de Jacaranda mui-
lo bonito.
FARIN1IA J)E MANDIOCA.
Abordo- dojiiate CONCEI^A'O FELIZ,
lundeado defronte do caes'do Ramos, ha
para vender muito superior farinha de
mandioca por prero mdico: os preten-
dentesdirijam-sea bordo do mesmo Inati
ou na casa/ de sen eonsigoatario Domin-
gos Alves Matheus.
FAR1NUA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandioca
em saceas que tem um alqueire, medida
velha por oi'OO ieis : nos armazens ns.
5,5 e 1, e no armzem dfrftntv da porta da
allandega, ou a tratar ro 'escriptorio de
Novaes cVCompanhia na ruado Trapiche
n. 54, primeiro andar.
a rua da Cruz nl 26 primeiro an-
dar, vende-se o exceflente vinho de Cham-
pagne, chegado ltimamente de Franqa,
e por muito commodo preco, que s se
dir' ao comprador. ,
Sal do Ass:
a bordo do hiate Anglica, al/alar com Antonio
Joaqoim Scve, na rua da Cadeia do Recife n. 49,
primeiro andar. ,
/Lourcnco da Silva Pimenlel, por, preco comiiiodo*:
Iralar com o abaixo assignado na rua cslruita <
Rosario 11. 31.Francisco l'ereira Lagos.
Farello novo chegado pelo ultimo navio, pi
prejo commodo: no a raazem da rua da Cruz n. i
Vende-se urna negrinha de idade de 1 annos,
uilo linda : 110 aterro da llna-Visla n.- 24, primei
m
ro andar.
Verde-se o-fcngenho Suruaja", situa-
do na l'regu^ti^'dejguarass, com porto
de embarqu, ebm safra no campo, para
ftOO paeSi-com boas commodidades para
"r^ol-ada, bem como tem no mesmo enr
gidio dous sitios de Coqueiros com por-
to de 500 pe's: os prctendentes podem
dirigir-se ao mesmo engenho, a tratar
com o seu proprietarioAlexandre Tavares
da Silva-.,
Vendei
reita u. 70.
jaropes para refrescos: na rua D-
Vende-se urna mulalinha recolbida, ile idide
11 anuo, com habilidades : aira/, da matriz de San-
io Antonio n. 20. segundo andar.
Vende-se um escravo de narJio Costa, o qual
n cstivador e calraeiro : na rua do Mondego n. 25.
-.VcndenT-se missaes romanos c superior esla-
menba: na rua do Encanlaiiieiilo, armazera 11.76 A.
Vende-se urna canoa grande e um carro de
conduzr fazendas : na rua do liiicanlameulo, arma-
zem n. 76 A.
OS MELHORES CHARUTOS.
que ha presentemente no mercado; vendem-se por
prero razoavel : na roa do Crespo, toja n. 19.
Damasco monstro.
. Damasco de 1.1.1 com quasi duas varas de largura,
proprio para igrejas,Tcnas, forros de carros e ca-
adeiriuhas a I63OOO o covado : na rua do Queimado
11.21. -
" Estamenha.
Eslamcnha de laa pura para hbitos de terceiros
franciscanos a 19120 : na rua do Queimado n. 21.
Continua a vendef* a obra de dircilo o Ad-
vogado dos Orplulos, com' um apndice importante,
conlendo a le das ferias e aleadas dos Iribunaes de
juslira, e o novo regiment do cusas, para uso dos
juizes, escrivaes, empregados de juslica, e aquelles
que frequeulara os estudos de direilo, Ipelo preco de
3^000 cada templar : na toja do Sr. padre Igna-
cio, rua da Cadeia n. 5C ; loja de enradeiuai ao e
livros, rua do Collegio n. 8 ; paleo do Collegio, li-
vraria classica n. 2, e na praca da Independencia,
livraria a. 6 e 8.
ReflexOes sobre a educarn phvsica e moral da
infancia, pelo Dr. Ignacio Firmo Xavier. Esta obra
que lem merecido geral aprero, e que he de incon-
_ lestavel ulilidade as mais de familias, a quem espe-
|atcrro da cla'mente loi dedicada, acha-se venda na livraria
1 de Jos Negueira de Souza, rua do Collegio n. 8 : as
tal nrecisa contratar nin 1,.,,,, a ~ _T" ra' e Dao "d" tonnam recebnlo os
e nao nao lenham recebido os exemplarcs as-
Aluga-se om moleque para casa cslraogeira,
que cozinha bem a franceza ou porlugueza : a tra-
tar ua rua de S. F'rancisco o. 7.
O abaixo assiguado lem mudado sua residencia
da rua da Cruz para a rua de Apollo d. 6.
francisco Tiburao de Souza. Aeres.
COMPRAS.
Compram-se acOes de|Beberibe : na rua lar-
ga do Rosario n 36, seguudo andar.
, A COMPRA-SE
toda a qualidade de melal velhq. menos ferro : na
rua Nova 11. 38, dofronte da igreja da Conccico dos
Militares, loja de funileiro.
Compra-se prala brasileira e hespauhola : na
rua da Cadeia do Recife n. 54, loja.
Coropra-se urna escrava prela ou parda, de 10
a 14 annos ; na rua Nova n. 34.
Cjpprase um sellara inglez em meio uso, cora
todos o^u) perteuces : quem o liver e quizer ven-
der, anmincie'ou dirija-se rua da Praia, sobrsdo n.
45, segffiido andar.
Compram-se rolo de pifia ou vilicica, de ura
palmo para mais cm dimetro : na fuudicao da Au-
rora, em Santo Amaro, e no deposito da mesma, na
roa do Brum n. 28.
vrana.
na mesma li-
- eonselho adminislrativo do hospital rgimen- i E"' ^" s,il,scrcveram *. Pssilo da dita
''llar pelo lempo de u"
junho de 1856, com quem maiores
vautagens offereccr, a applicacao das sanguesuga
que necessarias forem aos doenles do mesmo hospi-
tal, adverlindo aos concurrentes, que devcrSo com-
parecer com suas propostas era carta fechada,'as 10
horas do dia 25 do crreme, no quarlcl da Soledade,
afim de se dar a preferencia ao que salisfazer a con-
dirao cima declarada. O mesmo eonselho conlra-
tasobasmesmaseondicoesa lavagem da roupa dos
doenles do referido hospital, sendo ella jomposta das
segrales pecas : lencoes, camisolas, loalhas, fro-
nha*s, colchas de chita, manas de laa, guardanapos c
brreles. Recite, 21 de julho de 1855.-J9onm
Antonio de Moraes, alteres agente.
liuu c
Farinha de trigo marca MMM, igual
marca SSS de Trieste, em lotes de 10
barricas para cima a 52,^000 rs. a barri-
ca : os prctendentes entendam-se com o
Sr. corrector geral Rpberts.
CHARUTOS.
Na rua do Crespn. 21, ha para ven-
der especies charutos: pede-sc aos ama-,
dores o especial obsequio de virem ver.
Vende-se urna escrava parda : na rua Augus-
ta n.36.
Vcndcm-se velas de carnauba pura, de 6 e 10
cm libra, fcitos cora perfeicao. pelo commodo preco
de 149500 a arroba : na rua Direila n. 50. ..
Vendem-se 2 novos o bonitos arreios para ca-
vallos : a tratar ua rua da Cadeia de Santo Antonio
u. 3.
Cal virgem, chegada honlem, e de superior
qualidade, por prego razoavel: no armazem de Bas-
tos IrmAos, rua do Trapiche n. 15,
Vende-se una ptima escrava propria para lo-
do o servico de urna casa de familia : na rua do Pi-
lar n. 50.
Vende-se urna negra com nma cria, com mui-
lo bom leitc, e nm negro de meis idade : na rua do
I ivramenlo n. 4.
Vendem-se lamances vindos do Porto, a 500
M. o par : na rua larga do Rosario 11. 38.
COBERTORES DE LAA',
Hespanhes, muito encorpados, a 6gt 7$
e 80000 cada um.
Vende-se na rua do Crespo, loja da esquina, que
volta para a rua da Cadeia.
YLDESE
na rua Nova n. 38, defronte da igreja da Caneci ir
dos Militares, cadiiihos ilo imite do lodos os lama
olios, verniZaCopal a 900 rs."libra, muito hom, op-
limas bigornas para funileiro, tesouras para dilo,
alicates muilo fortes, rozelM para esporas muito
boas, vidros para vidrara, em caia e a rclalho,
todos os preparas paia ullicina de laloeiro c funi-
leiro.
.M1 ii t ,1 -alten cap.
Vendem-se na rua da Cadeia do Recife n. 47," loja
de Manuel Ferreira de S, corles de ganga de cores
para cairas a 29210, chitas lareas para camisas de
homem e vestidos de senhora a 240 o covado; luvas
de seda prelas para homem a 800 rs. o par, palitos
de alpaca prela a .55, 63 e 7J000, ditos de alpaca de
seda a 8--000.
Fazendas baratas.
Corles de eassa de cores com barra a 2J000, ehilas
boas de cores litas a 180 rs. o covado, ditas largas
para lodo a 200 rs.. ditas adamascada azul c amanil-
las proprias para coberla a 21'.), riscados framezes
largos de quadros modernos a 260, peras de cassa de
lisia com 8 varas por I36OO, ditas de quadros a 2S,rs.
cortes de seria propriospara univasa25000rs.,ram-
braias de linho finas a 5&000 a vara, panuo de lindo
para lenroes com mais de 11 palmos de largura a
2-MO rs. a vara, corles do cambraia de salpico a
25880 rs,. corle de easemira de core a 49OOO, brim
de quadrinhos a 250 r. ucovado, sargelim escuro
cora moh a 16(1 a covado, luvas decores fio da Es-
cocia a 160 o par, osguiao para pcilo de camisa a
1300 rs. a var, panno preto e de cores, merinos
linissimos, q nulras inuilas fazendas que a dinheiro
se vendem por prece J>aralo : na loja n. 50 da rn
da Cadeia do Recife Oefronle da rua da Madre de
Dos.
Farinha de iian-
dioca a, S^SOO
a sac
No armazem de Tasso
iaos.
Ronitas franjas com A lajUs para
cortinado!
Vendem-se na rua d (jucimWpajp^^loja de Joao
Chrisoslomo de Lima J timor.
Vendem-se corles de cassa prela de bom
;oio,
pelo dirainolo prer,o de 25OOO : ua rua do Crcspay
loja n. 6.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa,
bricada no Rio de Janeiro, che-
<*-
MOENDAS SUPERIORES.
Va fuudicao de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
mondas de cannas-todas de ferro, de um
gad cccntemente, recommen-
da-se aos senhoies deenganho os
seus bons eletos ja' e.yperimen-
tados: na rua da Cruzn. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
ama do Vigario n. 19, primeiro andar, ven- ,
de-sefirelo novo, chegado da Lisboa |-ela barca (ra- *
tato.
modello econ?'
Capas de burrachabaratissimas.
Vendem-se capas de 'borracha, o melhor possivel ,
por proco qu se nao vende em parle alguma na
rua da Cadeia do Recife, loja n. 50, defronte di rua
da Madre de Dos.
Moirios de vento
ombombasde repuso para regar borlase baia,
decapim, nafundicaode D. W. Bowman : ama-
do Brum ns. 6, 8 e 10.-
- AGENCIA *
Da Fundicao' Low-Moor, Rua da
Senzala nova n. 42.
Ncste estabelecimento' continua a lia-
ver um completo sortimento de mon-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de Ierro batido
e coado,. de todos os tamauhos, para
dito.
Vendem-se em casa de S, P. Johns-
ton & C., na rua de Senzala Nova n. 4 2.
Sellins nglezes. -
Relog os patente inglez.
Chicotes de ca'ro e de montarla.
Candieiros e casticaes bronzeados.
Chumlwm Icncol, barrae muniro.
Farello de Lisboa. .
Lonas inglezas. '
Fio de sapateiroedevela.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de grasa n. 97.
DEPOSITO DA FABRICA DE TODOS
OS SANTOS DA RAHIA.
VenJe-se em casa de N. O. Rieber &
C, na ua da Cruz n. 4, algodo tran-
cado d.iquella fabrica muito proprio pa-
ra saceos de assucar e roupa para escra-
vos, por preco commodo,
Em casa de, J. Keller&C, na rua
da Cr'uzn. 55 ha para vender excel-
lentes pianos vindos ltimamente de Ham-
burgo.
Vende-se urna balanja romana com lodos os
saus pert-;iifes,em liom uso e de 2,000 libras : qoem
pretende-, dirija-se rua da Cruz, armaiam n. 4.
COGNAC VERDADEIRGlP
Vende-sc superior coanac. cm garra/s, a 12j>000
a duna, t-15280 a garrafa : ua rua dsaTanoeiros n.
2, primeiro-aiidar, defroule doTrapicIra Novo.
Chales de merino' de cores,- da muito
bom gosto.
. Vendem-se na rua da Crespo, loja da esquina que
volta para a cadeia.
ATTENQflO.
NaJKta do Trapiche 11. ,15, ha para
vender barris de ferro ermeticawente
fechados,, proprios para deposito d&fe-
ses ; esles Larris sao os melhores que se
tem descoberto para este um, por nao
exhalaren! o menor cheiro, e apenas pe-
zam 16 libias, e custam o diminuto pre-
LABYRINTHOS.
Lencos de cambraia de Iniho muilo finos, loalhas
redondas o de ponas, e mais objeclos desle'genero,
ludo de bom-gosto ; vende-se barato: na ruada
Cruz u. 34, primeiro andar.
M Acha-se :i venda o manual do guarda na-
J9 cional, ou collecc,3n de todas as leis, regula- @
menlos, ordens e avisos concernentes a mes- 9
ma guarda nacional, orgauisado pelo capitao ^D
t secretario geral do commando superior da 9
@ guarda nacional da capital da provincia de
Ti Pernambuco Firmino Jos de Olivcira, des-
1 de a sua nova oraauisarao ate 31 de dezembro
de 1854, relativos nao s ao -processo da qua-
^ lfticaso, recurso do revista, ele, ole, senilo
a economa dos corpos, orgaqlsa;o por mu*-
Si uicipios, Jiatalhots, e compaoliias,com map-
8^pus e modelos, ele, ele: vende-se nica- (:;
mente no paleo do Carmo n. 9, primeiro an-
dar, a .'151KH) por cada volme,
A 0-jOOO A PECA.
Vendem-se pecas de brim fino varis, [iroprio para ccrolas, loalhas, lenroes e oulra
muilas obeas, pelo baratissim preco de 92000 a pe-
ja, assim como ostras muilas fazendas que.a dinhei-
ro se vendem barato : na rua da Cadeia do Recife,
loja 11. 50, defroule da rua da Madre de Dos.
YIN110 DO PORTO SUPERIOR. IEITORIA.
Vende-se por preco commodo no armazem de
doBarroca & Castro, rua da Cadeia do Recife n. 4.
Velas.
Vendem-se eicellenies vetas de carnauba pura e
de composicao, sendo estas do inelfior fabricante do
Aracaly, pelo commodo prero de 11-5500 a arroba :
ua rua da Cruz armazem 11. 15.
EI.I.ES. ANTES QUE SE ACABEM.
Vendem-sc corlcs'de casemira de,bnm goslo aSj^SOO
4 e 55000 o corle ; na rua do Crespd n. 6.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Rowmann, na rua do Rrum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
iindido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, asquaes acham-se a venda, por
preco commodo c. com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vende-se um cabriole! e .dous cavallos, ludo
junio ou separado, sendo os cavallos muilo mansos e
muilo rosluir.ados em cabrtolct: para veri "a co-
clieira n. 3, defronle da ordem lerceira de S. Fran-
cisco, ea tratar com Antonio Jos Rodrigues de Sou-
za Jnior, na rua do Collegio n. 21, primeiro ou sc-
guado andar.
FAZENDAS DE GOSTO
PARA VESTIDOS DE SENHORA.
Indiana de quadros muilo fina e padroes novos ;
corles de 13a de quadros ejlores por prego commo-
do : vende-se na rua do Crespo loja da esquiua que
volta para a rua da'Cadeia.
CASEMIRA PRETA A 4*500
0 CORTE DE CALA.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volta pora a rua da Cadeia.
He barato que admira.
Vendem-se. saceos com f'eijao por di-
minuto preco: nos Quatro Cantos da rua
do Queiraaao, loja n. 20.
Deposito de cal de Lisboa.
Na roa da Cadeia do Recife, loja o. 50, conlina
a vender-s barris com superior cal virgem de Lis-
boa, por prego commodo.
CO de 4000 rs. cada um.
Vende-se pipas, barris vazios e bar-
ricas internadas: a tratar com id a noel
Alves Guerra Jnior, na rua do Trapiche
Potafsa.
No anliao deposito da rua da Cadeia Velha, es-
criptorio n. 12, vende-se muito superior potassa da
liussia, americana c do Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he para fechar conlas.
fia rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas par piano, violao e flauta, como
sejam, quadchas, valsas, redoWas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo
chegado do Rio de J?ieii-o.
Vomlm-se ricos e modernos pianos, recenle-
rnenle chegados, de eacellenles vozes, e precos com-
er casa de N. O. Bieber & Companhia, rua
modos
da Cruz n. 4.
Grande sortimento de brins para quem
quer ser gemenho com pou,co dinheiro.
Vende-se brim trancado delislras e quadros.de pu
ro linho, a 800 rs. a vara, dilo liso a 640, ganga
amarella lis i a 860 o covado, riscados escuras a imi-
lacSo de canemira a 360 o covado, dilo de linho
280, dilo mais abaiio a 160, castores de todas as co-
res a 200, 2i0 e 320 o covado: na rua .lo CreSpo
n. 6.
COM PEQUEO TOQUE DE
Algodao de sicupira a 25500 e 35 : vende-se na
rua do Crespo loja da esquina que volta para a rua
da Cadeia.
Alpaca de seda.
Vende-se alpaca de seda de quadros de bom goslo
a 720 o covado, cortes dcWa dos melhores gslosqoe
lem viudo no mercado a ;>-,00, ditos de cassa chita
a I3.SOO, sarja prela hespauhola a 25500 e 25200 o
eovado, seli-n preto de Maco a 2S00 e 35200, guar-
danapos adamascados fe i tos em Cuimaraes a 35600
a duzia, loalhas de rosto viudas do mesmo lugara
WfOOO e 12;O00aduzia : na rua do Crespo n. 6.
CHALES DE LAN E ALGODAO,
ESMOmoO RS. CADA II.
Vendem-se na rua do Crespo loja d esquina que
volta paraa rua da Cadeia.
CORTES DE CASEMIRAS
DE CORES ESCURAS E CLARAS A 39000.
Vendem-su na rua do Crespo, loja da esquina que
volta para a rua da Cadeia.
Deposito de vinho de cham-
f tagne Chateau-Ay, primen a qua-
idadcj.de prppnedade rio conde
de Marcuil, rua da Cruz do Re-
cife n. 20 : este vinho, o melhor
de toda a Champagne, vende-se
a >6000 rs. cada caixa, acha-se
nicamente em casa de L. Le- '
comte Feron & Companhia. N.
R.Ai. ca xas sao marcadas a fo-
goConde de Marcuile os ro-
|g} tutos das garrafas sao azues.
Deposito do chocolate francez, de urna
das mais acreditadas fabricas deParis,
em casa de Vctor Lasne, rua da Cruz
n. 27.
Eilra-superior, pora baunilha. 15020
Eilra lino, baunilha. l96O0>
Superior. 19280
Quem comprar de 10 libras para cima, lem nm
abale de 20 % : venda-se aos mesmo's precos e eon-
dirftes, em casa do Sr. Barrelicr, uo aterro de Boa-
Vista n. 52.
Vende-s ac em euDhetr*de um quintal, por
prego muilo commodo : no armazem de Me. Cal-
inont & C0mp.1nh.ia, praga do Corpo Saulon. 11. -
Riscado du listras de cores, proprio
parapaLts, calcas e jaquetas, a 160
o covado.
Vende-se mi rua do Crespo, loia di esqgioa qne
volta para a cideis.
Vendem-se no armazem n. 60, da ra da Ca-
deia do Recife de Henry Gibson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por .preco
mdicos.
Veude-st eicellcute UUcado de pinho, recn-
tenteme chegado da America : na ruj de Apollo
trapiche do Furreira, a enlender-se com o adminis
ador do mesmo.
I'cnores
rtes de
i e com
loderoos, *
de Ham-
rmazem n.
Cobr
24 on- i
i
@ Zinco para forro com, pregos.
S CJiumbo em barrinbas.
h Alvaiade de chumbo.
i*. Tinta branca, prei e verde.
Oleo de linliaca em botijas.
' Papel de embr'ullio.
I Cemento amarello.
0 Armamento de todas as quali-
$ dad es.
S Arreios para um e dous ca-1
valios.
a. Chicotes para -carro e esporas de
tSk acp prateado. j
Formas de ferro para 'fabrica de w
assucar. f?
<0 Papef de peso inglez.
l& Champagne marca A &C.
f-g) Rotim da India, novo e alvo.
(A Pedras de inarmore.
X Velas stearina*. ,
g Pianos de gabinete de Jacaranda',
e com todos.os ltimos melho-
^ ramentos.
1 No armazem de C \. Astb*y & C,
na rua da Cadeia.
agencia da mmm
EDWIN MAW, ESCR.noRlO DE RO-
S.'S URAGA & C, RUA DO TRAPI-
CHE N. 44.
Tem para vender um completo" sorti-
mento de taixas, moendas e meias moen-
das para engenho, cuja siipe
he bcm cjjmhecida dos scnlu. -nge-
nho desta provincia, dos da Parahiba
dasAlagoas. desde quandojaes objectps
do m-3smo labricante eram vendid
Srs. Me Calmont&C, desta pra<
jg da melhor qualidade: vende-se em
I cn.ia de Rrunn Praeger &C, rua 3
da Cruz n. 10.
PECIIW HA E AIS
NA RUA NOVA N."8. LOA
Jos Joaquim Moreira.
gJAcaha de receber pelo olli
magnifico sortimeelo de borzeguins
lodos di; duraque. masque pela delicadeza cora qu
dao feilos e consistencia da obra, n
dar ; airrescendo alcm di-
de 25I0O rs. o par, beM^^H
luslre para serlhora a 1\
(o novos a 19000 ris,
Irega.
VINHO CHERRY
Em casa de Samuel P. J
rua da Senzala-Nova
33Q*flK KttJBGttlEttBal
^^^*M.MIAIIUl*'Ml|.l^! -----........
M Bninn PraegeriC, tem para ven- 1
| da em sua casrua da Cruz n. 10. 1
S Lonas da Rus*a.
1 Instrumentos paia msica.
g -Oleados para mesa.
I Charutos de Havana verdad
$g Gomma lacea.
Is.VV AI.HAS A CONTENTO 13 raSOURAS.
Na rua da Cadeia do Kccife 11. 48, primeiro aft--
dar, esiriplcrio de Augusto C. de Abreu, conli-
nuam-so a vender a 89000o par prfq***\", as ja
hem conhecidas e afamadas navallinT leliaiWi 'feilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na ciposirfio
de Loncj-es, as quaes alm de durarem i lia-
riaraenl.', nao se seniora no rosto na acrao d corlar ;
vendem -se com a condiro de, nio ac
ileoem os compradores dcvolve-las al 1"> diasdjepois;
pa compra reslitaindo-se o importe, i
sa lia ricas lesourinhas para unhas, fi
mo fatricaele.
SAL DO ASSU'.
Vende-se a Iwrdo da barca MAT|f 1LDE,
fundeada na volta do Forte do Mattg : a
tratar com o capitao a bordo, OU com
"anoel Alves Guerra Jnior, na
'rapiclie n. 14.
SEDAS DE CORES
Ve raje ti-se rorles de vestido de sedado coro
prero muilo em ronta para acabar: na loja del
^portas ur rua do Queimado n. 10.
Vende-se 011 arrenda-se o engenho Crastre,
Uiiitto no termo da villa de Porto Calvo ; em
uho lem varzeas sufliciente para safrejai
inenle tres rail piles, sendo os partidos muilo pert
lera todas is obras necessarias feilas de liiolo e ral,
1 sitios para lavradores com saccado e casa coberla"
inadeiras de melhor qualidade, e alm de I
tas vanla^ens lem n de cliegarem .
sarcado, de soile que he muilo fcil o mh
assurar : a pessoa que quizer negocia-!o, dirija-se a
rua da Ce ncordia, ultimo sobrado ao sul, do Sr. Ma-
noel I-11 mino herreira, ou ao mesmo cugeuli
Rolao francez.
Venda-se o verdadeiro rolio francez
de libra o atclallio : na rua larga do I
Rape Paulo Cordeii
Vende-se o verdadeiro e muito t Cordeiro : aa rua larga do Bosario n. 38., .
Vendem-se afiadores finos para iivarbas a'500
e iO rs. na rua larga do Bosario n. 38.
Vestidos-a. 1 $920.
Na loja de i portas da rua do Queimado n. 10
veudem-se cortes de vestidos de chita de cores boa
fazenda a seis patacas cada corle, lendo muito sor
limento para escolher-
Vemlcm-se chapeos francezea muito linos, pelo
baralissiiro prero d 49000 cada am, mas sao lodos
para quem lem canece grande : no aterro da Boa-
Vista ii. 18.
Ven le-se urna parda moca, com algnmas ha-
bilidades i; bonita figura : na rua do Trapicheo. 14,
Vende-se cegnac da melhor qualidade: na'rna
da Cruz n. 10.
Superior vinho de champagne eRor-
deaux: vende-se em casa de Schafliei-
llin & C, rua da Cruz n. 58.
Vencem-se rodas de arcos para pipas, assim
como bombas de carnauba: no armazem do Guerra
defronle du Trapiche do Algodo.
Attencao.
Na rua da Cadeia Velha ii. 47,loja do S(Slaooel)
vende-se damasco de 13a rhiriuas larguras, muilo
proprio para cuberas de cama e paunos de mesa.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle m Berln, empregado as -
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantxigera para o melhoramento do
assucar, icha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com ooftthodo de empre-
~a-lc no idioma prtuguez, em casa de
I. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz. n. 4.

N
tj>

I
ESJCRAVOS FGIDOS.
-------------------------------..---------------mr -,,.
Em lli de jalho Cogi do engenho Desengao,
rreguezia d me Boque, idade 30 annos, e representa ler menos,
alto, secco, larit grosso e arregacado, peritas
beicos grossos. ps regulares e cor avermelhada ; le-
vou um mallo roaa Mdrez, novo, e esquipador :
quem o mi ,, ou
a roa da Ca-! qoe sera gei
PERN. TTP. DE M. F. DI F/.RIA.-r 1KS.


Full Text
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