Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00814


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Full Text

168.
Por S ramea adiantadoa 4,000.
Por 3 inmes vencidos 4,500.
SEGUNDA FEIRA 23 DE JULHODE 1855.

Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!
DIARIO DE PERNAMBUCO
1JNCARREUADOS !).\ SI 'BSCKIPC.VO.
Recife, o.proprietaroM. F. ito Faria; Rio de Ja-
oSr. Joo Pereira Martina; llahia, o Sr. D.
taprtd ; Maccio, o Sr. Joaqun) Bernardo de Men-
; "Parahiba, o Sr. Gervasio Vctor da Nativi-
dade Natal, o Sr.Joaquim Ignacio i'oreira Jnior ;
Lracaly, oSr. Antonio de Lcinns Braga; Ccar.i, o Sr.
Virturiaoo Augusto Borge; MaranhAo, o Sr. Joa-
quicn Marques Rodrigues; I'iauliy, .-Sr. Domingos
Herrulano Ackiles Pessoa Cearence ; Para, oSr. Jus-
tino J. Ramo* ; Amazonas, o Si. Jernnymoda Costa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 1/4 e 27 t/8 d. |por 1*.
Pars, 355 rs. por i f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Rio do Janeiro, 2 por 0/0 de rebate.
Acedes do barfco 30 0/0 de preffio.
da corapanhia de Beberibe ao par.
> da companhia de seguros ao par.
Disconio de lauras de 8 a 9 por 0/0.
METAES.
Ouro,t)neu hespanholas*" .
Modas de 69400 velhas.
de 69400 novas.
de4000. .
Prata.Pataefa brasileos. .
Pesos coluronarios, .
i mexicanos. .
PARTIDA DOS CORREIOS.
291000 Olinda, todos os dias
169000 Caruarii, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15
16000 Villa-Bella, Boa-Vista, Ex eOuricury, a 13 e 28
99000 Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras
1*940 Victoria e Natal, as quintas-feiras
9L_, PREAMAR DK nOJE.
15860 Primeira as II hotase 42 minutos da manha
| Segunda s 12 horas e 6 minutos da larde ,
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundase quintas-feiras
Relaco, tercas-feiras e sabbados
Fazenda, quarlas 6 sabbados s 10 horas
Juiz do commercio, segundas as 10 horas e as
quintas ao meio-dia.
Juizo deorpbos, segundas e quintas s 10 horas
1* vara do ciVel, segundas e sextas ao meio dia
2* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia
PARTE OFFiGIiL
EPIIEMERIDES.
Jullio 6 Quartominguanteaos 12 minutos e
40 segundos da tardo.*
14 La nova as 2 horas, 21 minutos e
40 segundos da manha.
92 Quarto crescente as horas, 30 mi-
nutos e 40 segundos da manha.
29 La cheia as 4 horas, 44 minutos e
33 segundos da manha.
DIAS DA SEMANA.
23 Segunda. S. Apollinario b. m. ;S. Liborio b.
24 Terca. S. Chris'na v. ; S. Francisco Solano.
25 Quarta. S. Tbiago p. ; S. Christovad m.
26 Quinta. Ss.Symphronio e Olympio mm.
27 Sexta.S.PantaleaS medicom. ; S.Sergio m.
28 Sabbado. S. Innocencio p.; S. Narciso rn.
29 Domingo. 9. S. Anna mi da SS- Virgem
mal de Dos; S. Martha v.
I
i
Va
.'

*1
GOVERNO DA PROVINCIA.
Exaedieate a Ik 19 al jaleo.
OITicio Ao Etna, presidente do conselho adroi-
nislralivo do patrimonio dos orphaos, inteiando-o
ver em vista de sua informacao, deferido o re-
perimelo em que Joinna da Silva Madeira pedia
perotissflo para admitlir no cnllegio dos orphaos o
u Ribo menor Manoel da llora Ferreira [Hada-
Ira.Igaal communicaeflo so fez acerca do reqoe-
> em que Thereza (lesar a de Jess peo ia para
ir admitlida no collegio das orphfl.-s a sun filba me-
astede trame Ee*eia.
^W'e At jwpec'or da llitsouiaria de fazenda,
ro Etm. presidente da Par.hiba
icipado, que expedir' orc.ero para ser a mesma
escurara indemnisada da .importancia da despeza
m a eonstruceSo do escaler destinado para aquella
paevincia.
Dito Ao mesmo, dizendo quo. pola leilura do
Helo que remelle por copia, ficari S. S. inleirado
haver o tnareclial comraandanli das arma* aln-
gado ama casa a Marcelino Jos Lipes por 5009000
*. anouaes. para ser nella enllocada a secrelana do
cominaade das armas.
loAo chefe de polica, comnunirandn liaver
lo ordem ao inspector di lhe L para mandar pagara quantia de 2000JU rs.,
constante dos recibos que S. S. remollen.
to Aocommandante da estaoao naval, man-
dando apresentar a S. S. o individuo de nome Ma-
noel do Naci ment Rangel, que sendo preso oa co-
marca do Piio-d'Alho, declaren er desertor do bri-
ue har* Ilamarac. Corii.iiiiiii:ou-se ao joiz de
direitp daquella comarca.
Dite Ao capilflo do porto, diz indo oue, com o
oflicio que remelle por copia da maechal comman-
danle da arpias, respund ao em que Smc. snliciloo
encas para serem recoIMdos au calaboucn do
"fla Po-Amarello, os prisos que forem para
i enviados pelo capataz de Mararguape.
oAo inspector da lhe ajando que mande indemnisar o enenrrega-
.arelo do Pina. Josn Joaquim de Almei la
lajqeantia de 789720 rs., em que segundo
amelle, impir am as despzas feilas
nstenlo das pracas de corpci de polica que
a em servirn naquelle estabelecinienlo des-
de 26 do jonlio ultimo ale 4 do enrente.Cimmu-
nicon-se ao inspector do arsenal de marinha.
Mo Ao enseoheiro enoairegalo das obras mi-
litara, inleiraiido-o de havur auto riendo ao inspec-
tor da theaouraria de fazendt maiidar pagar a Au-
gusto Jos Teixeira a qoantia d* 160740, e a J aaquim
a Silva Reg a de 108000 rs., no caso de listaren
neo termos legaes os conhecimentos que Smc. re-
metlen.
Ao presidente da comnvssao de hygicne
Wic.Na conferencia (|o; cliamei Vmc, no dia
Sdo enrrente para Iralar de rezocos da salnbiida-
de cuidar d > asseio c limpeza das
t desde logo e inui antes de receber
de 17, dei orden a repartirlo das
irgani breare estar a disposir^" da ca-
mumcipal e da polica, jara a im que Vmc.
n dito scu odicio, q le por lano fica respon-
y
iz de paz presidente i)n junta revisora
a de Taqnanliofa, acensando recebida
ia aullienliea que Smc. remelteu da revisSo
dosridados qualilicados naiuiella f-eguezia.
-80--
io Ao Eira, preside* le do conselho admi-
VOdo patrimonio dos *>piulo., recomniendan-
rloque deas necessarias proridercias para que a
. thesouraria de fazenda seja indemnisada da quantia
de titWI rs.. em que segn Je a cjula que remelle,
importa o siocle que se man leu fazer no arsenal de
guerra para o mesmo consellu.Communirou-se a
aopradita thesouraria.
Dito Ao Eim. marechal comnandante das ar-
uloris.in.lo-o .i mand ir dar baisa do servido,
'w^atesentadn isenrlo le:;al. aos recrulas
vates Moreno, Fi'anciscc Antonio da Sil-
lia Silva bourido, que se acham com
prac snd balalhan de infantera.
o inspector da tbesooiaria de fazenda,
ndemnisar a lejiarli^o da marinha da
49102 rs., em que segundo a ronla que
portara os canee -lis feilis no escaler que
jo da proveloria d rou e ao inspector di irsenil de marinha.
Ao mesmo, coramuuicao lo afim de que o
o inspector d:; alfandega e aoadmi-
ir da mesa do consulado, que approvara a
IfcffstlW Une tomen o \ics-consul da Repblica
' Urmraay nesla provincia, Antonio Va-
la Silva Barroca, dn pasear o esercicio da
vice-conulado, ao cilado Jos I.e3o
, durante a viageia que l>m de fazer a In-
ranca, Picando p.o cin 11 refeiido cidadao
1 apresentar o imp;r al beneplcito no pra-
ties, contados de lioe. Fizeram-ie as ou-
Iras eommiiiucace".
Ao iuipector do anenal de marinha, di-
ateiraio do coateudo to oflcio co:n que
remrlleu acontado maleriid empreado na
^ viga que se manduu ccnslruir naqoelle
al para o terviro da alfandega |de lo em resposla quo vislo ja se achar con-
mcionada barca, recoinmendou ao ins-
to mesma alfandega qoe a mande n'eeber, e
M Esm. ministro dn fazenda acerca do es-
despeza que se dea na^nsIrncSo da so-
prad 1 barca, sfini de qoeclleVlsolva a respeilo o
ar raais conveniente,Fz-se q necessario
expr
Ao director dai obras -luhlicas, dizendn
*n a copia que remalle do ofticio dn inspec-
ia provincial, retaivaineuln ao acu-
arnar, satisfaz a re|oisrao que Smc. fez
em st oTcki n. 325.
HitoAo juiz de direilo dn Rio Formse, decla-
lp qne nSn chegou a e a) da Molla, cuja soltura Smc. recia na.
"Dilo^Ao commaudanle dn corpo de polica, d
zendo que pode mandar pastar escusa ao segundo
' sargento daquelle corpo, Francisco Caelans de As-
n awim aos soldado. Feliz Ferreira da l'ai-
Cetario Torquato do Eupirik. Sanio, visto que
irem elleseegajar-se ile no-o para conliuua-
rm no -rvit;o.
immissao de hygiere publica. Em
a 9a oflicio que Vmc. inc dirigi em dala de
, cumpre-me dizer quanlo a primeira parle :
as'necessana- procidencias : e quan-
1 cenvm que a cnmmlssfln me in-
fla com que c'eveni ser engajados os
e boticarios encarregados das obrigaees
irtigos 41 e 12 das medidas sanitarias
ro do anna pusado.
a municip, 1 do Recife.Compre
que Vmcs. red n quanlo antes is posturas muiii-
iftobridade publica indicadas
na rpia inclusa pela comrr inflo i: hygiene que sao
da loaior urgencia, assim como Ibes reccmmendo
novamentn a mais prompt lransf;rencia do mala-
dooro poblieo para n lagar Ir Cabinga.
neando, de ciinforiaidade com a pro-
posta do juiz de felos da fazenda nacional a Anlo-
nioPtrtira de Souza. para ervir nterin: ment o
oflicio deeacrvao dos re'eidos feitos em quanlo
durar o impedimento do respectiv> propritlario Pe-
Mre Jos Cardo.Fizeram-re ai neeessai'ias com-
municac/M.
Di la Concedendo lieencii a Jarroca | Castro
para, remetterem para Lislioi i0 luzias de costado
de amarillo. /ij
IITD10IL
RIO SE JANEIRO.
CMARA DOS SRS. OEPUTADOS-
Da 6' 4a ]an.e do IS5V
L-see .approra-sea acln da sessflo anteceden-
te. O Sr. primeiro secretario d ronla do seguinle
aipadiei
Ura ofticio do Sr. ministro do imperio, solicitando
des*a cam-ra o.necrssaro dnsenliraento para que o
Sr.'depotfllo Jos Benlo di Couha e Figueiredo
continu a presidir a provlna de l'ernanliuco du-
rante a prsenle sessflo.A' comniissflo de constilui-
jflo e po l.em-se e approvam-se T iras ledacroes.
O Sr. Pretidente :O Sr. Sayao Lobato pedio a
palavra, nio sei se he.para.negocio urgente.
O Sr. Sayao Lobato : He para negocio urgen-
te o proprio da occasiio. Eu a ezpouho a Vi Exc. e
h u.amara.
Segundo o que determina o reaimento, apprnvadn
o lulo de : volts 1 elle ,1 mesma commis-
sSo que oapresen poden faze:- urna on
oulra alleracSo insigninca le, Lio somante de re-
daccao.
Aislm, o voto de gracas que a cmara lia dia ap-
prevou vollou, de conformidadecom o regiment, a
commissao respectiva ; os meus honrados collegas
dessa commissilo entenderam que nflo havia nada a
altrame, q'ie ojio havia mesmo correcto algumaa
fazer-se no sentido de redaccAo, e tanlo assim qne o
mandararp passar a limpo, e supponho que al i se
acha sobre a mesa assignado por V. Ezc. e os Srs.
secretarios.
Eu pela iniulia parte, Sr. presidente, entendoque
urna alteraban he indispensavel qoe seja feila, c ella
lie (al que- nao cabe as faculdsdes da commUsflo ;
he de misler qne e cmara em sua sabedoria a de-
libere, e eu passo asujeitar o objeclo soa conside-
rado.
Diz om periodo de voto de gracas que foi appro-
vado pela cmara :
a Foi grato ii cmara. conhaainunU de qae a
desagradavel occurrcncia que subreveio as relaeoes
do imperio com a repblica do Paraguay terminou
por 11 m modo honroso para ambos os paizes. pres-
lando-se o gr.verno paraguayo reparacfl* que nos
era devida. Este resultado annoncia que a missflo
que V. M. I. envin aquella repblica conseguir
igualmente un accordo satisfalurio acerca dasoutras
qucsltes pendentes.
Senhores, eslds phrases, que a cmara poda con-
venienlemenie empregar na occasie em qne apprn-
voa.o voto dn grabas, na quadra actual, depois que
cWegaram ao nosso conhecimenlo as ultimas ocenr-
rencias que infelizmente liveram logar no Para-
guay, nao he mais possvel que a cmara possa ma-
uifesla-las.
O Sr. Siqueira Queiroz :Apolado.
O Sr. Sat/So Lobato ; Por este modo a cmara
seguramente nao poderla (raduzir os sentimentos de
que-se acha possuida...
O Sr. Siqueira Queiroz :Apoiade.
O Sr. Sayao Lobato :...de todo o paiz se acha
possuido ; aflrontaria mesmo n sabedoria da corda di-
rigindo-lhe Mes palavras.
E o mais he anda,Sr. presidente, que um tal tpi-
co, nette solemne documento, dara um argumento
poderoso ao presidente do Paraguay para repellir
qoalquer preienrflo dn nosso governo, allegando que
esse tratado, ou antes essa burla de tratado que elle
fez com o nosso agente, que boje est demittido, he
moilo suslentavel, e al de cerlo modo leve a appro-
vaelto da cmara do Brasil, porqne a cmara do Bra-
sil, em urna nccasi.io a mais solemne, declarou co-
ra, depois dp estar perfeilamente inleirada deslas
circumslan.-iiis, que ella confiava que todas as ques-
I6es pendentes haviara de obter. medanle os meios
emprezadus, a mais satisfartdria soliir.lo.
V. Ezc. porlanlo, Sr. presidente, deve reconbe-
cer a importancia e gravidada desta materia. Es-
tou que a cmara em soa sabedoria nao pode des-
prezar urna emenda que he indispensavel a este pe-
riodo.
.0 Sr. Presidente : Devo dizer ao nobre depu-
tado.;.
O Sr. Sayao Lobato : Perdoe-me V. Exc, es-
lou a concluir. Eu linha esbozado a seguinle e-
menda :
A cmara dos depulados, aenhor, fiel interprete
los sentimentos de lodosos rasileiros, sempre pres-
tar ao goveino de V. M. I. mais decidido apoio
no empenbo de sustentar, com a honrs e a dignidn-
de nacional, os grandes e legilimos interessesdo im-
perio ; e faz votus para que a desagradavel occurrcn-
cia que sdbroveio as relacAes com a sepublica do
Paraguay e onlras queslocs pendentes lrminem por
um modo honroso para ambos os paizes.
Era esla a alteragflo que eu entend que se devia
azer nesle periodo ; mas V. Etc. deve recouhecer
que ella eiccrie muilo as faeuldades que tem a eom-
missflo ; a cmara smente he que a pode determi-
nar. Enlendn, Sr. presidente, quo a occasSo be
proprla para se deliberar d<-rnjr,ela-nuier,i, e
que nao vale qualquor'consSdor.irao ddtTSitSa do re-
giment da casa, porque cima delle est o
do bom senso, eas alias conveniencias do estado,,
em todas as occasies e sobrestado se devem a Hen-
der e sustentar. Nflo era possvel que a cmara, ma-
nelada pelo scu regimenlo, feilo sparasyle-
malicar a orclem dos Irahalhus, se julgasse incapaz de
remover um escndalo que por cerlo se dara se ne-
ta occasiflo imnifeslasse cora os sentimentos e as
palavras lisongeiras que se acham nesle periodo do
vol de gracat, quando pela verdade sabida uem.el-
Pa assim o sent nem o pode exprimir.
Emendo que a cmara deve acolher a minha e-
menda, ou](mtra equivalente.
O Sr. Presidente: Darei cmara o que occor-
re a esle res eito. "^**^ n ___
Depois de volado o projeeto da resposta falla do
Himno declarei que ia remeUe-lo a commissilo na
forma dos estylos e de urna decis.lo da casa lomada
na sessflo de 2i de maio de 1843. Assim o fu, mas
depois o digno relator da commissilo rae declarpu
quo nao havia necessidade de alteraro alguma na
redaccAo do projeeto. Neste sentido mandou-se co-
piar n original na secretaria. Antes, porcm, de ser
entregue a resposla depulaco para leva-la a pro-
seara deS. M. o Imperador, lencionava sabmette-la
apprrovaco da cmara.
O Sr. SaijSo Lobato : Sempre era bom que
V. Exc. declare que nflo foi eu que disse que acha-
va que o vob> de gracas nflo devia soflrer alteraro
al zurea.
O Sr. Pretidente: Ja declarei que foi o digno
relator da commissao.
OSr. .S'ai.ao ooafo : Nflo linha ouvido.
O Sr. Pretidente : Por consegoiote.a occasiflo
oppoiiuna ce ser alie adida a reclamarao que acabnu
de fazer u nobre depulado relativamente a um tpi-
co da resposla he quando se lr.alar de approvar a sua
redaccAo ; anles disso nao julgo bem cabida a recla-
maeflo.
O Sr. Say3o Lobato: Perdoe-me V. Ezc. O
queeu proponlio nao he materia de redaeeje, exce-
de as faeuldades da commissAo, s a cmara he que
pude resolvr.
O Sr. Pretidente : O nobre depntado bem sa-
be que esta queslflo pode ser lomada em considera-
Cao quando se tratar da redaceflo. Ah'he permitli-
1I0 mostrarle que lia incoliereocia, contradicho ou
absurdo, afi.n de desfazer-se tal embararo, "e nflo
anteci {.adamen te.
O Sr. Sayao rebato : Perdoe-me V. Ezc, al
nao esl.i luis cslvloa da cmara propor-se a redac-
cAo do voto de gracas n discossflo e volarflo da
casa.
O Sr. Pruidente : Na sessao de 1843 o Sr.
Ferreira Panna, eatao depulado, propoz que o voto
de gracas Toase remeltido mesma commissilo, anda
'que nao tivesse sido alterado por emendas, e a c-
mara ver pela leilura que o Sr. 1. secretario vai
fazer das respectivas actas, qne naquelle anno foi
8ubmeitda volarflo da cmara a redaecflo do voto
de Bragas.
' O Sr. Satfito Lobato : Em nenhnma de muitas
sesses anteriores foi lda e posta a volac^lo a redae-
cflo do vol de gracas : V. Exc. pode dar lestemu-
nho dislo, u o mesmo se farla agora se eu nflo trou-
sosse esla ouestflo casa.
O Sr. 1.' Secretario l as actas das sessSes de 24
e 26 de maio de 1843, em que foi lomada a delibe-
rado a que o Sr. presdetele se referi.
O Sr. Prndenle : A cmara acaba de ouvir a
leilura do que se passou nesse anuo. He verdade
que esle uso nflo tem sido sempre observado. Quan-
do passa a resposla falla do Ihrono sem emenda
alguma, e n commissao declara que nflo ha necessi-
dade de correcres na redaecflo,manda-se pr a lmpo
o trabalho, e assignado pela mesa enlrega-se o voto
de gracas depulacflo para seguir o seo deslino. Mas,
vista da duvida do nobre depulado, de que ja es-
lava prevenido, lencionava submeller a con-idera-
tta casa a redacto Jo voto de gracas, como foi
approvado pela cmara. Entilo o nobre depulado
pude maudir a mesa a sua emenda, e a cmara tra-
ri de examinar so ha incoherencia, contradicho ou
Murdo manifest na materia approvada, para que
possa ser admitlida a emenda.
e, eentra emdiscussaoa redaccao da resposla
falla do l'trono.
Sr.Sajio Lobato :Peco a V. Exc. que man-
de ler a emenda.
OSr. Pr.-.tidentc : Nao me posso guiar nesla
discossflo enflo pelo que dispe o regiment no arl.
137 ; be uecessario poivque a cmara previamente
decida que ha no vencido incoherencia, contradc-
eflo ou absurdo manifest, para que possa ser ad-
miltida a emenda do Sr. depulado. (Apoktdot e nao
anotados. )
O Sr.- Habuco (ministro da justica,oppde-se mo
53o porque iuverte as formulas do regiment eos
estylos establecidos sobre a diicussao do vol de
graca.
O Sr. Ferraz.: Sr. presidente, eu divirja do
nobre ministro da juslica e da sua doutrina ; o Sr.
ministro da juslica quer dar resposla -falla do
llirono um carcter permanente, como o que tem as
leis ordinarias ; mas a resposta falla do Ihrono
versa muilas vezes, ou quasi sempre, sobro faclos
qupsedaol cena poca de certo modo, e que,
passados dias, ou1!ugparec'eni ou se succedem de
um modo conlrari- a toda a espectativa. Eu don
om escntplo ao nobre ministro da juslica.
A corda na abertura das cmaras nos diz, v. g.,
qne anulas mvmbros da familia imperial, depois de
graves padicimenlos, se acha melhor. A cmara
I nesle caso volara as resposlas felicitando a cora por
Iflo fausta noticia ; depois porm da votac,flo, era vez
da melhora e resUbelccimenio, se se dess^o succes-
so contrario inesperado, o fallecimcnlo, o voto de
gracas como elle linha sido concebido e votado acaso
deveria ser spresentado corda ".'
(Uuvem-se diversos apartes.)
Se como csse facto oulros se dessem, a cmara de-
veria cingir-se a m.flerialidade da formula, meutin-
do ao paiz e coja ?...
O .Sr. Minittro da Juslica He um acto
feilo.
O Sr. Ferras : Prgunto,l nobre ministro da
juslica, se nos negocios do Bi agaay a cora
a cmara : a Esperamos do* atorco* da dipt
um de. fecho sai".
Se ale desfecho .
se dsse, e se no correr da discosslo, e ilepots de vo-
lado o vol de gracas, se reconheeesse que esse des-
fecho era contrario aos interesses do paiz, e desse lu-
gar a urna guerra, ao principio de hostilidades, a
cmara volara essa redaccao na forma em que esla-
va concebida ? Certo que nflo : por consegoinle, a
doutrina do nobre ministro da juslica nflo se pode
considerar como urna doulrina ortlmdoia ; sendo as-
sim, Sr. presidente, se a opposirflo lendo offerecido
ao gabinete um meio muilo significativo pelo qusl a
cmara declara ao paiz e a corda que pode contar
com lodos os seus esforoos, o .ministerio nflo quer!..
Dei xa-I o raminliar agua abaito como tem caminha-
do em ludas as cousas. (Apoiaios.)
O ministerio, senhores, nflo' se dever lisongear
com esse apoio que lhe damos? Sim, senhores, e
lano mais quanlo os ltimos jurnaes dio esse* tra-
tados feilos como um armisticio, e o Paragoay se ar-
mando para a guerra, e neslas circumstancias, Brasi-
lero que son, Brasilciros que todos somos, nflo ha-
vemos de offerecer ao ministerio palavras que podem
servir de base a quaesquer empeuhos, a qoaesqoer
medidas de forras, de valor de que o governo possa
laucar man para sustentar a honra e diznidade' ua-
cional 1
Senhores, eu nflo insistira nesle poni se nflo'ou-
visse o nobre ministro se pronunciar do modo por
que ouvisles ; eu creio que a cmara se deve unir a
opposicjo para dizer cora : a Senhor, confiai na
cmara dos depulados ; ella loda, como um s ho-
mem, seerguer para defender e sustentar a honra e
dignidade da uacflo (muitos apoiadot); nesle senti-
do eu appruvo qualquer medida, embora o ministe-
rio nflo queira.
O Sr. Magalhaes Castro : Principio com o
poeta latino l'tmeo Daaos et dona ferenttt..
(Vivas roclarnacea...
O Sr, 'residen f : Atlen$ao !
O Sr. Magalhaes Catiro: Prelende-se urna
novidade com exagerarles perigosas, quando inno-
centes sejnm as inlenroes dos nobrea depulados. He
perigosa esta discossflo ; procedem os nobre depu-
lados com manifesta precipitado..(Aeclamacoes.)
O Sr. Pretidente : Atlencflo
O Sr. Magalhaes Castro : ..." com exagerado
amor da palna, com zelo extemporneo pela honra
e dignidade nacional.
Queris urna novidade nflo. admissivel no vol de
gratas, eslaudo marcado o da e hora para S. M. re-
ceber a depulacflo com a resposla da cmara ao dis-
curso da corda. A
Se nflo fosse pdssivel cmara manifestar senli-
menlos tao patriticos em outr.i occasiflo e por oulro
qoalquer modo, entilo eu acompanharia a opposi-
co ; hoje mesmo. porm, pude subir urna mensa-
gem n M. rejeitando o meio e o modo pro-
posto.
A [mtica nao tem soffrdo ataques rcenles em sua
'dignidade.
tozes : Ora, ora !
O Sr. MagMatt.Caitro : A eelebracflo dos
ltimos tratados com o governo do Paraguay nao im-
^rla essas graves offensas. (fieos recUrmcSet.)
%U|||s tratados celebrados pelo plenipotenciario
brastieiroTia se pode ver oHenas l.lo graves dig-
nidade e nThura da nacao 1 Nflo !
O mao snc^^fjpjj. expedirOes contra Sebasto-
pol lem acasd Ti-iderado pela Franca e peta
Inglaterra cm ,as tantas offensas da dignidade
nacional '. Ni cerlo. Dire, pois, que o mo
successo da ex^__^flo brasileira ao Paraguay, nao
pode ser considerad i como grave oflensa da honra e
dignidadepaciooal. Os nobres depulados querem
urna iinovaeflo que, nflo pode paisar por ser contra o
regiment ; qu he jmenle um meio de opposicflo
imprudenle, e mais hada.
Vol portento contra a preteneflo qne se dis-
cote.
O Sr. Presidente : Esla preenchda a hora da
l.a parle da ordem do da.
O .ir. Ferraz : Eu peejo a urgencia para que
este negocio se decida hoje. (Apoiados.)
Consultada a cmara he concedida a urgen-
cia.
O Sr. Pacheco : Sr. presidente, nflo posso dei-
xar de associar-me aos senlimeutos patriticos da-
quelles que e.nlendem qne algoma modificacSo sede-
ve fazer na. resposla falla do ihrono. Para que is-
lo lenha lugar nflo ser de misler instituir urna no-
va discossflo poltica, como parece lemer o nobre mi-
nislro da. juslica ; he de esperar que aquelles que
lomarem parle nesla discussflo se limitem s ao es-
tado da quesiao, eguardem para lempo opportuno
mais largas consideracoes. Nao posso dexar de ad-
mirarme que o governo, que reprovou a conducta
do seu agente peranle a repblica do Paragoay, re-
jeile a emenda que deseja apresentar o nobre depn-
lado pelo Rio de Janeiro ; parece-me que nflo s de-
via acrila-las, como que j devia ler vindo ao corpo
legislalivn dizer algoma cousa, pedindo laivez urna
sessflo secreta para Iratar desles negocios, para fallar
francamente ao corpo legislativo, e pedir o seo con-
curso, e as medidas que fossem necessaras para sal-
var a dignidade do paiz, qne eu enlendo at certo
ponto comprometlida naquelle lugar..
O .Sr. .Ministro da Imtira : Nflo he possvel
anda.
O Sr, Pacheco : Pens que nestss clrenrastan-
cias a cmara dos Srs. depulados se apresentar pe-
ranle a corda fazendo um papel nflo s vergenhoso,
como al ridiculo ; d-se um vol de approvacSo i
marcha seguida no Paraguay na mesma occasiflo em
qne o proprio governo acaba de reprovar as nego-
eiaces all feilas Ha ama irrisflo Embora fosse
esse vol approvado anteriormente s ultimas noli-
ciss, sempre se dir que a cmara dos Srs. depata-
dos foi impievidente, que nflo esiudou, como devia,
a marcha dos negocios, emillindo urna opiniao que
os faclos se apressaram a desmentir.
Nflo dovido que a modificacan que se deseja pos-
sa encontrar diffleaMades no regiment; mas, nao
obstante sereo inimigo de violar dsposioOes legaes,
nao (repidarei nesta occasiflo em fechar os olhos a
qualquer irregularidade, para que vilo no voto de
grabas palavras animadoras. Trala-se da nacionali-
dade, e cumpre que aquelles que fallara em nome
da na;flo sejam os primeiros a tzelar e a infundir
eslej grande senlimento. O principio de nacio-
nalidadc lem i'-ilo c ha de fazer por muilo lempo a
grandeza rio imperio brasileiro, cumpre que pugne-
mos por elle ; que nos apresenlemos com honra pe-
rante o mundo, ese nelleanda nflo avultamos, creio
que podemos, e que devemos na America meridio-
nal apresentarmo-noj com o orgnlho do nome bra-
sileiro (apotados), nflos poique temos aconsciencia
da nossa forca (.apoiados), como por nossas inslitui-
ces, pela juslica da nossa causa, e pelos favores que
temos desinleressadamenle prodigalisado as repbli-
cas do Prala, principalmente a do Paraguay. (Apoi-
ados. ) ,
Nflo se (rala, senhores,de urna queslflode partido,
trala-se de patenlear o senlimento nacional, e mesmo
de tirar o governo da posicflo crtica em que se col-
locou nesla a desgranada queslflo ; e se estes sflo os
desejos da camar dos Srs. depulados, porque nflo
havemos de aproveitar esla primeira e solemne occa-
siflo que se ollerece, porque nao havemos de cou-
sentir que seja apresenlado coroa um vol de gra-
bas em que v consignado o senlimento unnime da
cmara 1
Tcnho sempre sMo o mais fiel propognador do
principio da legaldade ; amo as formulas, e fujo de
as violar. Mas nesla occasiflo nao quero examinar
se ha irregularidade na modificaeflo que se preten-
de, e volarei por qualquer moeflo no sentido de fa-
zer bem palomo a corda que nos estamos promptos a
dar ao governo do paiz. qualquer que elle seja, to-
dos aquelles meios que forem indispensaveis para
sustentar a gloria nacional. (Apoiados.)
O Sr. Paranhos (ministro da marinha):Sr. pre-
sidenle', como o ineu nobre collega, o Sr. ministro
da juslica, eu mi associo aos sentimentos patriticos
que tem manifeslado os nobres depulados que, sus-
lentam a necessidade do ama modificacSo no voto
de grabas j approvado pela cmara; mas en nao
posso convir com os nobres depulados era que se vio*
lem os estylos da casa o o seu regiment, para se fa-
zer essa emenda era um acto j discalido e decidido
pela camera ; eu nflo posso convir. em que. baja a
necessidade dussa manireslaco a cora pelos ltimos
snecessosque sohrevieram em nossas rclares com
a repblica do Paraguay.
Senhores, a manifestaran de sentimentos patriti-
cos he seguramente muito digna da cmara dos Srs.
depulados (apoiados), mas tambem pode ser perigo-
sa e .lilamente prejudicial a s interesses do lisiado
quando seja prematura oa desnecessaria. Os nobres
depulados parece que figuram um casut belli que o
governo imperial nflo v anda ; pareee que se traa
de levar a guerra ao Paraguay, que a guerra he
urna necessidade indeclinavel para o governo, eqoe
nesla conjunctura a cmara se deve apressurar em
assegurar o seu apoio a cora, seguranza que alias
nao pode ser posla em duvida. (Apoiados.)
Pois, senhores, nflo ha grande inconveniente em
considerar e decidir qoeslOes loternacionaes com es-
sa celeridsde, com esseacodamento com que os no-
bres epatados parecem querer levar esta qustflo?
yual foi a effensa feila a honra e dignidade do
fCtade j virara os nobres depulados essa of-
Pois, porque o a|cnle diplomtico dn ira-
pafieMletH-011 eoaMtWrOtei qts* nflo poderh atr ap-
provada, segoe-se que ha urna offensa honra e
dignidade do imperio,segue-s? que nos devemos des-
de j preparar pa'ra a guerra, levar cora um vo-
to de guerra coolra a repblica do Paraguay ? !
O Sr. Sayo Lobato : Est fantasando a sea
modo.
O Sr. Minittro da Marinha : Nflo he esta ma-
uifestarao,alias de senlimenlos muilo louvaveis.ver-
dadeiramente brasileiros, contraria prudencia com
que a cmara dos Srs. depulados ha de querer que o
governo imperial sustente a dignidade e os direlos
do imperio ?. .
O Sr. Nebins : Quem sabe se ha plano nessa
manifeslacflo 1
O Sr. Ministro da Marinha : Nflo ha plano,
acredito, mas ha inopportunidade, ha inconvenien-
cia, que os nohres depulados, reflectin Jo mais de
espaco, hflo de recouhecer...
O Sr. Sayao Lobato : Como se ha de appro-
var csse periodo depois do faci couhecido ?
O Sr. Minislro da Marinha :A falla do Ihrono
refere-se a circumstancias que nflo sao as acluaes,
que nflo sflo aquellas a afbe se refere o nobre depu-
lado ; a cmara discuti e votoo osen voto de gra-
cas quando ainda raililavam essas circumstancias ;
nflo lia porlanlo incongruencia, nflo ha inconvenien-
te para a causa publica, em que a cmara dos Srs.
depulados dirija corda esse vol de gracas, que nflo
pode ler appliracfln a faclos posteriores.*
Nflo ha necessidade da manifeslacflo que ns nobres
depulados prolendem fazer apoiados) ; n nflo es-
tamos ja, Sr. presidenle. collocatta na conjunctura
de urna guerra com o Paraguay ; a prudencia e a sa-
bedoria do governo imperial podem adiar alguma
oulra solucflo. alguma solucflo pacifica s quesldes
anda pendentes...
O Sr. Sayo Lobato: He o que diz a emenda.
nma solucflo honrosa a ambos os paizes.
O Sr. Afinislro da Marinha : Mas a emenda
tende a fazer crer aopaz, s potencias eslrangeiras,
que nos vamos preparar para urna guerra, ,que nflo
podemos decidir as qaesles pendentes que temos
com a repblica do Paraguay senflo por meio da
forca...
O Sr. Sai/ao Lobato : He interpretado quo V.
Etc. esl dando ; o paiz nos julgar.
O Sr. Ministrada Marinha : Sim, o paiz nos
julzar. Porlanlo, Sr. presidente, partilhaiido os
senlimenlos verdaderamente brasilciros que mani-
festara os nobres depulados, nflo posso convir em
que se modifique o voto de gracas ja approvado pela
cmara dos Srs. depulados ; quando ja se pedio
corda dia e hora para a apresenlacAu desse vol de
gracas, e csse dia e hora estao marcados ; quando
nflo se dflo essas otTensas dignidade do imperio que
os nobres depulados se figuram ; quando. nflo ha
necessidade de fazer crer que o paiz esl na neces-
sidade indeclinavel do decidir sitas quesles com
a repblica do Paraguay pelo recurso extremo da
guerra...
O Sr. Pacheco : o so diz isto.
O Sr. Minittro Ja Marinha :A resposla fal-
la do Ihrono nflo pode prestar argumento alzum ao
governo da repblica do Paraguay ; pelo contrario
far sobresalir a injuslica com que esse goveino lem
procedido para comnosco ; tornar mais senst\cl
que a denegaeflo de nossos Ueitos qnauto nave-
gacflo do rio Paraguay e ao tratado de limites esla-
va longe.de sor prevista pelo zovhrno imperial,con-
trasta com os sentimentos pacific* e amigavei que
o zovernimperial por mais df urna vez tem manifes-
tado a esirrepublica; longedj ser argumento que se
preste s prctennies exageradas do governo doT-
raguay ; repito, far aobresahir a juslica, a mode-
r.irflo.e os senlimenlos a miza veis do governo impe-
rial, qae tito mal lem sido correspondidos.
Por (odas eslas razdes voto contra a pretendo dos
pobres depulados.
OJSr. Sayao Lobato ;Sr. presidente, "eu pro-
testo contra a interpretaeflo que aprouve ao nobre
ministro dar emenda que live a honra de apresen-
lar. (Apoiadot.)
OSr. D. Francisco : Apoiado, he urna inler-
pretaeflo Toreada.
O .Sr. Sayao Isbato:Nflo se .trata de um prego
.de guerra, nao se trata de estimular ae governo para
lanzar mflo dos meios os mais vilenlos e atropeltar
urna qustflo que pode e deve ser decidida quanlo
for possvel muilo pacienlemente. A emenda lem
um sentido Iflo natural, tflo claro, que he por certo
adrairavel que o nobre ministro, conhecendo perfei-
tarrfenle o cutido da emenda, declinou delle, por-
que na posieflo aperlada cm que se acha, enlendeu
que era conveniente Iludir a queslflo.
Senhores, nflo se trata tao somante de levar ao
Ihrono urna manifeslacflo dos senlimenlos patriticos
de que se acha possuida esla cmara, trala-se prin-
cipalmente de remover do.voto de gracas um periodo
qne envolve urna falsidade manifesta. ( Apoiados ).
Se a cmara, as circumstancias acluaes, se apresen-
lar peranle o Ihrono imperial e proferir o quese con-
tera nesse periodo, mentira a seas sen tmenlos,menlirn
aos sentimentos de lodos oBrasileiros (apoiados);
affronlar a sabedoria da corea, queenlranhar urna
linguageiu qde as circumstancias acluaes repellcm
econdemnam., E com effeilo, senhores, havemos
de dizer ao Ihrono, havemos de proclamar a lodd o
Brasil que as negociaees encarregadas ao Sr. Pedro
Ferreira de Olveira levan l>om caminti, que aca-
mara deposita seria, sincera cunfiaura no resultado
de laes necociagdes?
Era laes cifeumstancias, Sr. presidente, pode valer
esse .argumento miseravel, ousarei dizer, da tea du
uosso regiment ? Pois a cmara que, em circums-
tancias ordinarias, tem tantas vezes dispensado no
regiment, nflo pode, em atlencflo A gravidade,
iiuojprlancia desta materia, lomar aquella delihera-
C3o que deve adoptar por lodos os motivos 1 E nflo
he mesmo conforme o regiment que se tem proce-
dido '? nflo lemo> o direilo de fazer qualquer allera-
cSo de mera redaecflo ?...
Urna Voz:Mas islo nflo he redaecflo.
O Sr. Sayao Ijjbato:E havebdo materia para
urna alleraco mais importante que exceda a nma
mera redaecflo, nflo era o caso de se Irazer a enma-
ra semeihanie queslflo ? e nflo he esla digna'de. toda
a oniisiileracAn ? Pois porque o dia e hora foi pe-
dido e esl marcado para que o voto de gracas seja
levado a coroa, havemos de deizar passar um periodo
semelhante que envolve em i um absurdo, urna in-
coherencia, urna conlradiccflo manifest'.' Esse pe-
riodo he um absurdo, segando os sentimentos de
que se acha possuida a cmara e o paiz ; he ama in-
coherencia com todas as conveniencias que cumpre
altender, segundo os fados Iflo conhecidos, Iflo apre-
ciados pela cmara ; he urna verdadeira conlradic-
cflo a verdade reconhecida. Eo nobre minislro da
jostica mesmo reconheceu qne era um anacro-
nismo.
Aqu cabe, Sr. presidente, responder a nm argu-
mento qne por cerlo nflo procede. Disse-se que a
cmara, tendo votado esla materia em circumstan-
cias emque seria admissivel essa confianca nos meios
emprezadus pelo governo no Paraguay,' vale a de-
cisflo lomada em tal circumstancia e nflo agora.
Sr. presidente, o voto de gracas vai ser levado a
coroa no da 6 de junlio, depois que a cmara se
acha perfeilamente esclarecida a esle respeito; ainda
fot hoje que V. Exc. submelteu a approvacflo da
cmara o voto de gracas; a cmara tem d,e sanecio-
nar agora o discurso que dirige ao throito, e pade a
cmara nesta occasiflo affirmar que deposita a sua
confianca noque est feilo como devendo (razer ama
satisfactoria solucflo das quesles pendentes com o
Paraguay 1 Pude dize-lo, sem mentir a seus sen-
timentos, sem fallar a todas as conveniencias, sem
affrontar a sabedoria da coroa ?
Senhores, nflo se Irala de urna trica de opposicflo
trala-se de um assumplo grave que nflo admilte qual-
quer eslralczia t seria al sacrilegio se alguem se
quizesse aproveitar de tal materia para enredaro go-
verno, trazer-lhe difJlcnldades...(Apoiados.)
O Sr..Htl/ias:NIo he um prsenle de Gregos.
O Sr. Sayao Lobato :A mudiflcacflo que a
emenda envolve na sus primeira parte nflo he sean
urna modesta revelaeflo dos seuliraenlos de que a
cmara se acha possuida, n que fielmente interpre-
ta de lodos os Brasileiros. Em qoalquer occasiflo
era bem cabida esla manifeslacflo, principalmente
neslas, porque se o governo entende que n.lu ha
ccisus ie/i, nem por isso deixar de ter necessidade
de se reforjar, de laucar mflo de todos os meios para
poder melhor se haver em tao importantes negocia-
Cues.
Nem se diga que o ministerio se acha Iflo forte
que dispona estas manifestacies; o ministerio 11-
V
^^^^^^^^^^^ ^s^^^^^^^^^s^w^a^BBB>^BFMaBBaB^aaaiaavaB
felizmente esta muilo fraco (apoiados) ; precisa
muito de se reforrar com o apoio da opiniao publi-
ca (apot^iit); nflo deve dispensar esles meios, on
" mostrar com o seu procedimeoto que est
qae s
alias
desengaado de obler semelhante apoio, e
procura pairar no poder por oulros modos.
Sr. presidente, eu resumo em duas palavras a
emena ; por ella-se traa de eurrigir um periodo
do voto de gracas, que as circumstancias presentes
nflo po-le ser apresenlado dignamente pela cantara,
nflo pode ser dignamente ouvido pela corda. (Apoia-
dos.)
O Sr. Nebiat (pele nlem):V. Etc. fazme
o obsequio de mandar lee O arl. 1:17 do rrgimenloj?
O Sr. Siqueira Queirtz:Pedimqs a allencao
da cmara.
Trsr. 1. SefretariO (ttndo)^ Adopias de-
finitivamente''projeeto, ser ellerfinetlido.com
as emendas approvadas, a commissilo de redaecflo
para o reduzir a devda forma. Esla redaecflo seto
depois submettida i approvacao da cmara, e bem
que a discussflo della dever snmenle versar sobre
eilar 011 nao conforme ao vencido, comtudc, quan-
do pelas reflexes ou da commissilo, ou de qualquer
depulado, se reconhecer que o vencido envolve in-
coherencia, conlradiccflo ou absurdo manifest, po-
der-se-ha entrar em discussflo da materia para des-
fazer-se tal emhararo. a
Vozes : Votos votos I
Consultada a cmara se jalga a queslflo de ordem
discalida, decide que sim.
O Sr. D. Francisco :Requeiro a V. Exc. que
haja votaeflo nominal sobre a materia. (Apoia-
dos.)
Vozes .Ora 1 ora I
O Sr. Augusto de OHceira:Ja perdemos urna
hora, com esta discussflo.
O Sr. D. Francisco:Nflo lerflo .1 coragem de
fallar ao paiz Oh! oh '.)
Urna voz :Estamos atorrados !
O Sr. D. Francisco:O voto symbotieo encobre
minia cousa I
Havendo i23 votos a favor da votaca'o nominal,
he rejeitada.
OSr. D. Francisco :He que eu disse, nflo
liveram a coragem de fallar ao paiz; dislo ja
sabia.
Consollada a cmara se na redaccaq do voto de
gracas ha incoherencia, conlradiccflo ou absurdo
manifest, decide em contrario. Em seguida he
approvada a redaecflo do projeeto de resposta lal
qual foi apresenlada pela cummissflo.
SECUNDA PARTE DA ORDEM DO DIA.
Fixacao das for ca de Ierra.
Continua a discussflo desta malcra. Trala-se ain-
da no arl. 1."
O Sr^ferrac censura o ministro da guerra por
nao ter apresenlado as medidas indispensaveis para
melhorar a organisacao do ezercito, como a cora
havia annnnciado na sda falla, e faz varias interpel-
laces ao governo acerca do estado do exercilo, que
elle nflo julga satisfatorio.
Censura igualmente o ministro dos negocios es-
trauzeiroe por cansa da demissflo do chefe da devi-
san man 1.1 i,i|.io|1' irazitav o Sr. Pedro.Ferreira de
Olivcir.i, nao porque julgue que a demissao fosse in-
justa, pois entende que o Sr. Pedro Ferreira nflo
possue as habilitaees para um diplmala, mas por-
qne semeihanie acto revelava leviandade e conlradi-
eflo no minislro, o qual ha mui pticos dias linha as-
severado que os nossos negocios no Paraguay iam
muilo hem, e era breve leriam urna solucflo" salis-
faloria e digna da honra da nacao.
Tmbem aprsenla o seu programma poltico, que
he o seguinle : a Todos nos opposicionistas aclufles
amamos o governo representativo c devemos traba
Ihar para quo elle seja urna realidada entre no-,
para que a cmara dos Srs. depulados, qne lem lan-
o perdido a sui influencia, reganhe e.a influen-
cia, essa* posieflo, e que seja ta direcefln t\os negocios
do nosso paiz. seja, pode-se dizer assim, o verda-
deiro arbitro. Essas duas fraccoes sejam unisonas
em um s pensamento, e qne os imposto;, quaes-
qoer que.sejam, venham a ser volados pela canta-
ra do, Srs. depulados; que as despzas publicas se-
jam nicamente feilas conforme a lci que nflo se
ilUiijVpor meio de subtilezas esse grande fimw_essa
-grande baso do syslema representativo, yer^sn.
ambas as fracees a eleicAo livre e sincera, querem
ambas as ftacees a realidade do syslema represen-
tativo, a Fallando sobre a le de cleieds, diz que
o syslema representativoatflo soffre ataques em con-
sequencia dos seus drfeitos, mas sim pelos abusos
que se dflo. Faz alzumas reffexes acerca di refur-
ma judiciaria, e concluio dirigindo cnnselhns aos
differenles minislro-.
O Sr. Pacheco diz qne o Sr. ministro da guerra
deitou em p todas as censuras por ello apresenla-
das, ese eSqueceu de dar muilasdas informares pe-
dids.sendo de notar que alzumas que se dignou dar
foram inleiramenle incompletas ; e apona as omia-
ses que julga ter cominellnlu o minislro por elle
interpellado e censurado,
Reproduz tambera as sitas aecusaces ao gover-
no por causa dos negocios do Paraguay.
O Sr. Magalhaes Catlso :Fallaran) deus nobres
depulados contra, forlemente contra ; nflo esperava
ler agora a palavra ; mas V. Exc. m'a ...
OSr. Ferrat:Eu voto a favor do projeeto, al
dou forca de mais, se o govertto quizer.
O Sr. Magalhaes Castro :Queio as coosas e nflo
as palavras. Pronunciaram-se duas discursos de for-
te opposicflo, e em toda esla discusso havida s se
lem fallado contra ; su eu o primeiro que fallo a
favor ; o regiment vai Iludido por consequencia...
Mas deitemos islo e varaos n discusso.
Estou persuadido, Sr. presidente, da innlilidade
das rainlias vozes em relacflo ao curso necessario e
natural das cousas ; levanlo-me porlanlo para cum-
prir o dever de depulado da nacao, porque tambera
cedo s impressoes do momento com a satisfaeflo de
manifestar o meu pensamento. Nesla quadra, quan-
do se dizque devem lodos deiinil suas posices, era
impssivel que me conservasse calado.
Serflo tslvez menos exactas as conjecluras rainhas;
infliitn porem, Sr. presidenle, de modo, e lano no
ineu animo, que nflo posso deixarde felicilar-rne do
alio desta cadeira pelo estado lisongeiro em qne se
acha o imperio. Nflo negis, nio podis nega-lo ; no
interior, com a paz que he geral, e sombra da or-
dem publica, reprodttzem se os capitaes, que se em-
pregam nasdiversas industrias com ettrema confian-
ca ; no etletior, anda nao foram alacadaS impane-
mente a honra e a dignidade nacional.
Nflo posso porlanlo, Sr. presidente, dexar de feli-
citar-me desta cadeira pelo estado lisongeiro em que
se acha o imperio brasileiro.
S. Exc. o nobre ministro da guerra, disse o nobre
depulado qae encetou a discusso, entrn para a pas
la que lhe coube coberto de applausos; o nobre mi-
nislro comecou inspirando confianca illimitada, li-
songeiras esperances foram as de todo o imperio; mas
frustradas ficaram, nflo corresponden S. Exc s es-
perancas da patria. Qoaes sao porem os defeitos do
nobre ministro da goerra ? Onde as culpas ? Qnacs
sflo as faltas pelas quaeso nobre minislro deve reti-
rar-se (nolai bem ) para arganisar novo ministerio '.'
Esta estrategia nflo ser bem succedida contra o ga-
binete aclnal ; nolai bem. senhores, como eslas coa-
sas vao : am minislro coberto de fallas, cheio de di-
mes, mas pudendo orgnnisar novo ministerio !..
Examinemos as faltas, examiuemos as colpas do
nobre minislro da guerra. Com effeito, sao immen-
sas, sflo grandes, sflo inloleraveii! O nobre ministro
lem boas palavras. he civil e generoso; nflo satisfez,
he verdade, com promptidflo a preteneflo de nm cer-
lo coronel ; continua em commissao na provincia do
Maranhflo um certo rapilflo; o nobre minislro d
baixas, o nobre miuislro nflo d baitas, porque o no-
bre minislro he aecusado por dar baixas e he acensa-
do por nflo dar balsas...
Sr. Ferraz :Nao ha conlradiccflo.
O Sr. Magathae Castro :Estou repelndn o
que disse, nflo estou dizendoque ha conlradiccflo ; o
nobre minislro coneede licencas, adianlamentos, pas-
sageos ; o nobre ministro permute addidos em diffe-
renles corpos. Todas eslas cousas parece qne nao ha
lei que as autorise, ou que nflo sao do estylo ; sao
nonda les. Havendo movmenlo de tropas, quando
se diz que os sidos dos militares sao Iflo redozidos,
nflo deveis conceder esses adianlamentos permitlidos,
nem dar nma passagem. Amigos do exercilo, defen
sores da classe militar, apresenlam-se por (al forma
defensores da disciplina ; enlendem que a disciplina
solTre porque S Exc. d passagem a quem nflo lem
um sold bom, porque se concedem licencas que as
les permitiera 1
Sflo mailasns culpas do nobre ministro. O nobre
minislro cousente que a tropa de linha continuo dis-
seminada poModo o imperio, deixa que o soldado
acompamte procissOes eque guarde as cadeias, etc.
Ora, com effeiio, deve rclirar-se este ministra que
permitte eslas cousas; nio he possvel que se tolere
um ministro que consenle qae o exereKo continu
espalhado por lodo o imperio ; nflo he possivel que
secundo o nobre minislro da marinha' para qae ode-
fendanios, continuemos com as colpas do nobre mi-
nistro da guerra, que sflo muitas.
Tave aiuda a ousada o nobre ministro de mandar
prcpar.tr o seu gabinete cora luto asitico ; o mi-
nislro la guerra desta nacao tflo grande e Mo briosa
deve ler am gabinete apenas adornado com o Tieccs-
sario somente, porque devemos ver que somos pobres,
muilo Tiiseraveis, posto quesoberhos muitas Vezes,
eorgulhosos por.nossas glorias. O robre minislro
tem promovido por mcrecimenlo, a lei lhe concede
esle arbitrio, mas nflo devia usar desle direilo qne
lem por lei; accttso-o sem exhibir as .-trovas das pro-
moces injustas.
O Sr. Ferraz :0 negocio lita vai bem I "
O Sr. MagalhSes Castro :Espero que o nobre
depulado me nao incommode. [>ecoII e pela autiza-
de que lite tenho, pela amiaade qae moslroit sempre
ler-me.
Snezocio nflo me vai bem a raim, e se eo qnizesse
r i discussflo minha pessea, loria muito que res-
ponder ao nobre depulado, mas nflo farei hoje o que
nunca fiz, Sr. presidenle,e, pots,proseguiret acensan-
do o nobre minislro da gaerra.
O nobre ministro da guerra, Sr. presidente, lera
lido a coragem de ouvir a commissilo de promoedes !
EseV. Etc., Sr. ministro, nao ouvisse a commis-
sao de promoefles, havia de ser aecusado de absolu-
tista, de querer concentrar Indo em si, de querer ser
todo.
Port tuto, veja n nobre minislro como procede;
vai muito mal ouvindo a commissao de promoedes,
e se nflo quizer ouvi-la ser aecusado de absolutista,
de concentrador, etc.
He deste modo com.sementantes arrusaees, com a
relacflo de tae fallas, qae se pretende e se econse-
Ib 1 a murada de um ministro 11 Sflo esles os faclos
que burlaram as esperancas lisongeiras, que nspiruu
S. Exc. quando, coberto de applausos, entrou na ad-
minisltacflo da gnerra.
E o que poderei mais accrescenlar em defeza do
nobre ministro? Que poderei mais dizer depois de
ter o njbre ministro se defendido com lanta clareza?
Nada, nem sou da prolssflo, nem posso dizer me-
lhor do qae o nobre minislro j disse. Ninguem nega
as vanlsgens dos campos de nstrnceflo ou manobras,
verdaderas escolas de pericia militar ; as circums-
tancias porem do paiz o governo nflo podern Iflo cedo
eslabelecd-los, como compre, c o exercilo ainda por
muilo lempo ser dislrahido em servicos diversos,
como em guardar cadeias, etc., etc.
O Si: Ferraz :Agora vai bem o nobre depula-
do. (Sotando que o orador falla mah bateo.) Esla
no piano. (Risadas.).
O Si: MagalhSes CaStro:Quem pode aqui fal-
lar, quem pode gritar he a upposicjo.
OSr. Siqueira Queiroz :Esta nflo grila. falla
raais baixo.
O Si: Magalhaes Castro :O nobre minislro re-
coohece a necessidade de dar melhor organi3acflo
forca publica, e nflp desespera de melhora-la.
Creio que o nobre ministro lamenta, como cada
nm de nos, o violento meio de rccrulamento; mas nflo
tem sirio possivel prescindir delle, assim como nflo
lem sido possivel eslabelcccr os campos de iuslruc-
eflo.
Agora, quanlo ao faci de ler o nobre minislro li-
rado de cerlos corpos ccerlos ominan.linios, lambem
parece quequalquerde ns esta mais habilitado a co-
nhecer deslas cousas, muilo mais habilitado do que o
nobre ministro. I A disciplina nao se pode manler
com a mudanca dos commandantes dos corpo], como
senflo hotivera hypolhescsem que fosse indispensa-
v'l a mudanca do'commaudanle de balalliflo ou re-
giment por amor da disciplina. Em todas etas con-
sas devemos intervir, Somos ns os junes, e liao com-
petem ao ministro da respecriva repartico
Senhores, estas accusaces todas ditvem se
las de provas ; o minislro, procedendo denlr.
hilo das leis, lem a presumpcao favoravel 0
du ; quando nm depulado pretende aecusar
Irp, deve apresenlat-se com documentos ou ptoduzir
razos muilo cnucludenles.
Agora, sim, he que vou oceupar-me com
depulado que me lem dado apartes.
O Sr. Ferraz:Promplo. (Risadas.)
I O Sr. Magalhaes Castro :Prepare-se.
Promelle o nobre depulado Inda a forra ao
ij/f'alcm mesmo da forca pedida. Sao ex
; ulmenes do nobre depulado, que. alias1
r si? injuslica, cousiderou muilo abaixo da mais
o( aria capacidadea do governo do imperio na 1-
reci-j dos negocios pblicos e das nossas quesldes
com a repblica do Paraguay.
O nobre depulado encheu-se de zelo patritico, de
um zelo muilo louvavel pela honra e dignidade da
naci ; sera lerabrar-se que as paixdus mais nobres
peccac pelo excesso, por exageradas.
O Sr. fierraz:Nflo linha anda oovido a licito.
O Sr. Magalhaes Castro :Por mais que queira
raetler a ridiculo cousas serias.o nonre depulado nflo
0 podor conseguir ; esta arma do ridiculo sempre
volta-se contra quem a rmprega. Tenho constanle-
menle ouvido ao nobre depulado corr. altencfl, nun-
ca lhe dou apartes, e menos apartes que o incommo-
dero. Por consegttinle espero que o.nobre depulado
me o-ca, e senflo lhe agradarrelire-se.
En dizia que o nobre depulado se havia enchido
de am patritico zelo pela dignidade e honra da na-
ci ; masque linha sido nesla parle exagerado e im-
pertinente.
O Sr. Ferraz:Islo'he verJade ; para os Srs. mi-
nistros.
O Sr. Magalhaes Castro :Qualquer que seja a
nalureza ou a causa do proccdimenlo do governo
havido com o plenipotenciario chefe da esquadra as
aguas do Paraguay, os nobres depulalos, exagerando
como lem exagerado, as ultimas oceurrencias, eonse-
geiran Iflo smenle enllocar o governo aob a desa-
gradavel pro-sao de parecer que cedeu aos gritos dos
nobres depulados, muilo precipitados, muito soffre
gos rtcila parle.
O Sr. Ferraz :Islo he accusacfli que est fa-
zendo ao governo.
O Sr. Magalhaes Castro:Com, os vossos cla-
mores- impertinentes puzesles o governo sob a dolo-
rosa pressflo de parecer que ceden aos vossos gritos.
Mas seja qual for a causa da demissflo do plenipo-
tenciario brasileiro, obra vosea, quando assim o
pensis, ou seja acto muito lucre do gabinete, nin-
guem dir, e menos o governo, que esses tratados
cleloados pelo plenipotenciario brasileiro impor-
tara 1 osde ja offensa a dignidade e honra nacional.
E se nflo importara, a que veio lodo esse clamor,
lodo esse fogo patritico ? Queris fazer opposicflo?
Eu nflo o posso crer : mas, pergunlo, queris fazer
opposicflo a pretexto, com a capa da liberdade, da
dignidade e da honra da nacflo '.'
O Sr. Siqueira Queiroz:Nflo ha capa.
O Sr. MagalhSes Castro :Estes objectos ISo sa-
grados, tflo queridos, que nos offuscam a nos lodos,
serflo pretextos para derribantes o ministerio to
seguro desde o sen principio ? O que foi que nos
disse, senhores, o que nos revelou aqui o nobre
minislro da marinha ? O seguinle : O que posso
desde ja declarar cmara he qae o plenipotencia-
rio brasileiro celebrou cora o governo do Paraguay
um tratado decomracrcio, etc. d (Lt.)
Entre duas altas partes contratantes estes factos
sflo, com efletlo. graves offensas honra e dignidade
danarflo! Aonde estao aqui, senhores, essas graves
offensas honra e diguidade nacional, para lenlar-
des ci ui sondadas ullcnsas derribar o governo '.'
Confio, Sr. presidente, em aula um dos nobres
ministros.
1 O Sr. Ferraz : Oh tem razfl).
O Sr. Siqueira Queiroz : Apoiado.
O Sr. Magalhaes Castro : Nio supponho ler
miszelo, nem mais patriotismo ; descanco as lu-
zes e no patriotismo desle gabinete, que tem mere-
cido a confianca das cunaras e do paiz.
Qumido se trata de quesles Iflo serias nflo posso
dizer mais; a opposicflo que atropello ludo, impellida
pelos desejos da queda do ministerio.... Nflo posso
ser raais explcito, porque nflo desejo complicar
quesl jes pendentes.
Nfl>, as Ihcorias da diplomacia tem desapparecido,
disse o nobre depulado por S.. Paulo, podemos Ira-
zer para esla can todo, discutir a peito descoberto.
Eu, porm. nflo aprend esla doulrina ; e quando
em onlras parles, em oulros paizes, posas a opposi-
cflo apartar-se dos Miniares preceilos da sciencia,
creio qqa nflo estamos nas citeumstancias.....
O Sr. Siqueira Queiroz : Porqne ?
O Sr. Magalhaes Castro : Senhores, o que he
cerlo, o que esta aos olhos de todos, lie que o gover-
no j tomn em considerarlo o procedimeiilo do mi-
nistro plenipotenciario, chefe da eaqtiadra ; e quan-
do esse empregado lenha infringido as Instrucrdes,
que i nporta isto, senhores, para a retirada do nobre
visconde minislro dos negocios esttatigeiroa que no-
meou este empregado, e que acaba de demilli-lo rom
a mcMn ingenaidade, cora, a mesma boa f 1 E foi
esle nobre ministro o que mais soflieu du honrado
memtiro da opposifflo, sem lemb-ar-se daquella
se tolere um niinislao que nflu lem podido elevar o grande capacidade, daquella grandi; generesidade,
exercilo ao p desojado com um campo de instruceflo
ou praja de manobras 1 O nobre minislro da mari-
nha ha di'Jsoffrer tambem grandes alaques porque
nao lem um mar de inslrucrflo, onde a nossa armada
possa pralicar, emhora lodos os nossos vasos sejam
poucos para o servico ordinario: mais anda, nflo foi
daquella earidade immensa, que nesla mesma can o
defendeu, quando soffrera unta injuslica 11 Essa ca-
ndado, essa generosidad, essfl capacidade, foi o no-
bre rtinislrn de estrangeiros, e'; quelle mesmo
que mais softreu naquelle banco, qce chamam de
dores *
l. de quem, senhores ? De qnem nflo ba muito re-
ceben do nobre ministro provas de sabedoria e de
generosidade !
O Sr. Nebiat t Com quem he isto ?
O Sr. Siqueira Queiroz; Sea palavras.
C Sr. Magalhaes Castro : Compara!, senho-
res, o procedimtnto do governo com o procedimento
da opposicflo.
OSr. Siqueira Queiroz : Vamos a islo.
O Sr. Magalhaes Castra : O goremo procede
corro lendes visto, com ingenuidade e prudencia,
quando a opposicflo nflo duvida com exageradas x-
clamaces perigosas nodosr esta patria Iflo qaerida
coro a ignominia deser governada por incapacidades
selvagcns !....
0 Sr. Siqueira Queiroe : Nae apoiado.
JJ Jr^fatl*a*t Castro: .... com a iguomi-
nia dTslrftbVeriada por ministros sjMvasJtat; a^p-
posico, qne parece prezar tanto a honra e a digni-
dad 2 nacional, nflo dnvida patenlear, com njnslca,
que o imperio he governado por selvagens (relama-
ces), alordoeu-nos os otividos, profanado com do-
loroso acecnto inopporluno estes nomes tflo charos
patria, honra, e dignidade nacional ...palavras
mgicas, qne podemnosoOuscar !...
O .-ir, Siqueira Queiroz i Muitas de. nos a tem
defendido.
O Sr. Magalhaes Castro : ....'mas por oatro
lado toda esta nacflo consta de,selvagens, de incapa-
cidades, comecando pelos seus marquezes, pelea sens
vise >ndes, por aquelles qae a goveroam I
O Sr. siqueira Queiroz : Quena diese Isso ?
O Sr. Ferraz : Deixe-e, deizc
O Sr. Magalhaes Castro : Podar o Paraguay
respeitar esle imperio quando'a oppos:
que os ministros que o dirigem | sflo cidade sel
vanen ? O qne queris v, senhores, com esll-
exai eraeflo de honra e dignidade nacional ? Quereia
a guerra ? Nflo, o gabinete, menos apaixonado do
que vos, ainda nao vos pedio, npvos exercilo para
sujetar o Paraguay, e nem vos vos mostraste
tflo ctosos na occasiflo da desfeita que est prepa-
rada.
(i Sr. Siqueira Qtirox : Qne direito tem pa-
ra dizer isso ?
O Sr. MagalhSes Castro : Aq
dos, e vi qne se nflo mecheram.
Cm Sr. depulado: E o nobre 1
che ?
0 Sr. Magalhaes Catiro : -
re sempre que o governe procedes
E queris agora guaaJBBenhoi
< .Sr. 5s?uerrfl^^H : Quem pedio a gaav-'
ra '.'
L'ma voz : Deix
O Sr. Magalhaes Catiro: a honra
e di ;nidade nacional ainda nao la, estes eb-
jcclus sazradot ainda sIBo inclumes: "rtas se nao
queris a guerra, o que pretetraeiaf Ser.hores, ea
nao sei alonde-^aerets ir com tanta;-honra e >
dade nacional ; nflo sel qual .0 Am all agir ; confiai na sabedoria d sreri
nesla queslflo da alto alcance, nesle *
gra ,e, que nao se prende ostoeaSH
nos e so ha condescendencias naquelle que d
deni o governo, eonsenli..
O Sr. Siqueira Queiroz : Ah! confessa qae
ha condescendencia
0 Sr. Magathaet Catiro : .... que vos accorde
par vosafianear que sflo baldados, que nao pode-
rflo ler etilo, que sao improticao todo os vossos
palos....
Incapacidades selvagens l Sr residente, o tiro
por sua enormidade, de man Ho car regada, quan-
do fura disparado sobre qrera o merecesse, nflo
locara o alvo, dcixsndo esmagado o injusto ag-
gressor.
(Irocam-se alguns apartes.
i't. presidente, vollo aos egocios internos, e de-
claro que nao teria tomado tanto lempa a cantara,
refurindo-me ao nobre depulado pela Babia, se nae -
me livesse provocado....
O Sr. Ferraz : Nflj sabie^sue era o minis-
terio
O Sr. Magalhaes Casfro : ^^)epois de tongas
lulas, Sr. presidente, de reiteradas tempestades po-
lticas, veio i, calma ; ao rigor das reacfoes, taires
iiicispensaveis naquellas quadras, sooeeden o des-
carao dos espritus ; enlflo, o tbrono, representante
legal, constitucional, e fiel nacflo, nos recommen-
dou que nos abstivessemos de qestoes.abstractas, e
as cmaras, nos meslos senlimenlos, responder ira
a cora, para curar dos interesses inaleriaes da
paiz.
Interesses maleriaeserara os assumploem q
dos cuidavam; parece-me estar ouvindo ai-
aquellas palavras fortes do nobre depulado qae,
fenleudo os interesses maleriaes, pareca pagaste
por elle com exclusao de oulros principios de govem
no: a Aonde virdes calcaudo-se unta roa, (ne temos pooco mais oa menos) ragando-se ama
menlanha, conslraindo-se urna ponte, abrindo-se
una via de communicacao, ah acharis o imperio
do Brasil ; interesses maleriaes, lie estse grande
pensamento nacional, n
Jaziam sepultad loda as ideas de reformas, nin-
guem hontem.quera reformas, interesses maleriaes,
e si conservaeflo queriam lados.
lixisle nos archivos da cmara om projeeto de re-
rorma da conslituicSo qne aprsenle! em 18*3. K
que deslino leve esle projeclofl.dorroe Boa archivos
da cmara! Em discussOe differeotes de diversos
projeclos de resposla aos discursos da corda offereci
emenda para que se tratasse de melhorar a lei de
eleices; ainda em 1853 t cmara rejelou urna
emenda minha nesle sentido, eque s leve o meu
voto.
Trago estes faclos, e as considrcdes que tenho
feito, para provar que tem estado 110 espirito das ca-
ntaras e do governo a necessidade de lodaa refle-
xflo, de loda a moderaeflo possivel. no que respeila
s reformas, e que he uovo, e Inleiramenle novo,
este desejo ardeule qne agora apparece de'reformas
e mais reformas ; esta cmara, ha milit que nflo
cuida em reformas, nem as quer ; se cuidetse, o
meu projeeto e as minhas emendas nflo ficaiiam no
csqueciinenlo aquelle, c des presadas eslas.
Sobe, neslas circumstancias, ao-poder o gabinete
de 7 de selembro, e de accordo eom a representaco
nacional promelle em seu programma ordesa na pa-
lavra conservaefloe liberdade compativel nas pa-
lavras progresso lalo.
1 odeis, senhores, negar vosso apoio ao gabinete,
rnattdizer que o gabinete ato lem sido fiel o aen
profrarama, he um desasa injusticas que oto se pe-
de crer. He J muito tarde, ahora est adianlada;
diroj somente que o Sr. presidente do conselho .alo
vos promelleu pr-se testo das reformas, promel-
leu aoompanhar as necessidade* do pais eom pru-
der cia o sabedoria.,
O Sr. presidenle de conselho nflo promelleu fun-
dir os partidos, proraetlen ser tolerante e moderado,
como o primeiro passo a d,ir-se para chegarraos s
reforma uteis, que nflo poiliam ser acolhidas a adop-
tadas com prove 110 te conlinuassem os 01M0 in-
veterado, tendo precito comecar por arrtfecer os
nimos. -
O nobre presidente do conselho, na mamfestaeso
do programma do gabinete, nflo proraeilea pr-ae k
testa das reformas seoio com moilo lento ; e admi-
ra qae o nobre ministro da jostica lenha sido acen-
sado por ter procedido, nesta casa, em harmona
com o programma ministerial, ou per baver concor-
dado com a camata em alguns assumplo ; acensa-
do, senhores, pela saba moderacao eom que discu-
ti a reforma judiciaria, ele.
Senhores, eslou convencido qne nlo he o melhor
syslema pdr-se o gabinete atrs das cmaras ; -creio
mesmo, e estao convencido, qae o governo deve mar-
char a frente do todas as reformas ; mas nas. cir-
catoslancia do paiz o gabinete tem (oda a raigo pa-
ra nflo se pdr Trente dellas: a primeira das raines
slii do eslsdo em que o governo achou as cmara,
opposlas sreformas; e a segunda, no faelo das una-
nimidades, que desvirluariara toda a reformas,
que serium lachadas de exlordoidas (apoiados e re-
clamacdet): assim pens, Sr. presidente, e no ani-
mo do governo pesaram estas rtzBes, posto qne as sao
declare.
Irlo lomando as cousas bom camioho, e entrare-
mos nas vas do progresso razoavcl, quq o governo
nflo repelle.
Dizer porlanto que o governo nflo tem sido fiel ao
seu programma *he nma manifesta injuslica, assim
como nflo descaipa-ln porqtve elle se nao tem eolio-.
cado afrente das reformas.
Sr, presidente, eu nao devo cansar a paciencia da
cmara*, nanea esperei que, me coubesse a palavra
nesla hora. Mnito tenho qne dizer, e nem mesmo
sei por donde par, nem onde irei ter, porque res-
ponde a todos os oradora que me precederam,
fallirara todos contra. Nao me asseularei, pore.m,
sen dizer'mais elgumascousas.
a Nao ha liberdade de imprensa, nflo ha liberda-
de le tribuna I u Ol 11 tenhore! nao b liberdade
de imprensa em um paiz onde tudo se eecreve ? 1
Nflo ha liberdade de tribuna em urna cmara onde '
tudo se diz T I As accusaoes canem por si metmas.
Aonde este processos, essas vinganca, essas perte-
guii;Ses imprens ? Nflo as ha.
Nflo ha liberdade Je tribuna 1 Anda a quereia
maii impla?! En conheco qae a disciplina nflo
I
*r

V
-.---.-.*


2=
1

V
'
levar c representante da nai-Jo a oectuidaile
de soffocar acus lodientos noi chis de salvarlo da
patela ; man, em ramo, neni appirente, una pa-
tale superior do eiercito levanla-se na Iribmia
luislro ; fall i com independencia
qee s he ffaraulida jioi pahua civilisadoa : e que-
rdade de tribua? Nio viales como
Mala cmara ana palela u| crio ergueo ana voz,
mesmo aero fundamenlo, contra j sen mioislro?
Honra seja Coila ao nobra general, membro da op-
pusicao, maa honra seja lambem ftila ao governo e
a na.;3o undij se v por (al foi ma garantida a liber-
dade da tribuna.
Beprovadaa as pelases 1 n Oh I senhore, poia
he pottivel que partiss da be de um estadista
reprovacao late mein const lucir-nal? I O que ae
dase Coi, quo coa paites novos e onda ae ato podem
aindn considerar inteiramenle ari afecidas as pai-
oea poltieaii, essas petir;Ge pidan) ser periiosas, e
porlauto timbera nesta parte o gi verno nao soffre
brecha.
Sr. preaidenle, pelss forjas pedida; e ae
o Sr. ministro pedir roais, vi tarei por aua p ropos-
la. Confio no Sr. ministro da |;uerra, -como em
todo ogabinate, e direi fiaalinenia que he lastima
que esMmigla do governo aejam ot que Ihe fazem
mais dolorosn opposic,a"o. Eu fallo por.mim, antea
qaixora manillar coro a oppcsicjao radical, do que
com aoppoaica dos mena migra. daqnellesque
me haviam apoiado hootem,'i que sem raii sufli-
cinle me ae;am agora aeu apoio-. Una mostram-sc
homciis d principio*, outre- de alguma maneira
coolradictorir*, ou preciptalos, ou irrefleclidos.
E cuino a offensa do amigo he mais dolorosa que a
do in miso, un, no governo, esla i circanuUncias,
a bracos eom a* opposicao radical,
ajo com aquelles qoe meapoiaiam, que me de-
fenderam. e que ha bera ponen morriam por mim,
como agora inorrem por essa Moas de liberdade,
de honra e de dianidade meln al. Tenho con-
elnido.
OSr. Horro:Mnilobem. (Apoiaios.)
A discusan Oca adiada pela hora. Levaala-se a
sessao depois das 3 horas ja Urde
-"-^BaaBaaas ^
2 de jnlh(.
Por decreto de 28 de jnnho ultimo Corara Hornea-
dos :
Tenente-coronel coramaodati le do batalliao de in-
'anlarian. 68 desuarda naci al da provincia de
Minas-Geraee, Fernando Augusto da Silva Caedo ;
Major coKinandgule do esqcadrSa de ca vallara
.11 da guarda nacional da misma provincia, Lino
los 1'erreira Arroond ;
Commandante superior da guarda nacional do mu-
i Parlo Imperial e Nalividade, da provin-
cia de Goyai, aarias Antonio dos lanos;
lenenie-cor niel chefe do es ado-maior do uesro
commando, Kaymundo Nonato Fernandes ;
andante do balalhSo lo n unicipio to Rio
Formo, o te tiente-coronel da anii;;a guarda nacio-
nal. Joa Luii de Caldas Lint ;
.'.apilio qnarttl-meatre do co rimando superior da
icional do municipio ce Nizareth, da prn-
err.ambuco, La.it Paulino Vi eir de Me i-
afeito o decrete do S'. de Janeiro al-
ampara para este pollo a Jos Cabral de
Oveira Melle;
jmmandanle do esqu.idrae de cavallaria
trienal do municipio de Marvto, da
'iauhy, o capitao Demetrio Aires dos
Res ;
lajorcs ajuilanles de ordena do commando supe-
la guara nacional dos muir ipios da Inde-
H naneiras, da provincia da Paraliiba,
Joaquim Joa Preira da Cuuha e Minoel Lourcuro
da Silva Mello;
lario geral do mesrio commando,
-erque Monli negro ;
I-niest're dilo liito, Jos Polycarpo
teroaiidej Pilenla ;
var as honra* rio poslo di: ma-
ulante de urna das companhiis do ba-
acioual da fr igue, ia de San-I.on-
ijurupapo em Peroanbuio, Antouio dos
Saulos Medeirns Raposo.
Foram refoi
i guardaSac,anal da cfdade de
achoeira, da provincia da Bak, Joi Buy Dias da
Foniara;
l da colineta leaiao da ruanla nacional da
l provincia da Parabiba,Francisco Alvos de
de Sonta Carviilho ;
r do sitiado batalhaa j guarda nacional
da freguetia da Aiagoa .Nova, de manicipio de Can-
pina-Grande, da mesma provincia, Antonio de Arito
Lyra j
O coronel da eillncta legio da guarda nacional
uo Jai ir, Jeio Jos de Gouvaj
O major da mtlncta lagiao da guarda nacional de
Campo-Maior, no Piauby, Marcjllinc Tito de Cas-
tollo Braoco.
Por decretos de 30 do dito. m*i fornm reconduzi-
dosos tacharen :
Yffonso de tarvalho.r o loaar de joiz
municipal da lerceira varada capital da Baha ;
Manoel Soares, no lu;;r pal e de orpbao do termo de Guimarles, no Mara-
nhao.
Foram aprestados os padro
< l.ayinundo Bitlancour! na freguezia
da villa de Brevas, no Para ;
> Borges de OlHiiho.ni Cret uezia de San-
ta-Auna da Car ipina, na dita provincia.
Di permiltirlo que permula*.;ni ontre si as res-
peelivan fregoei[i>aja padrea Camillo de Mendonca
Furtade. vjgari ajBHo da Creg eiia de S. Bruto,
Ha, e Jtroi. vmo Jos Pacheco
biiquerqus Maranhaa, vigai'io collado da fre-
Siossj Senhora da Coiiceicai. de Carneina-
rande, na da Parahiba.
Foram nomeados
i-da secretariado tribunal do cotu-
da provincia dePernaiubuc), o baeiarel
Aprigio Juatiui.ino da Silva Guioarlis.
trio 4i mesaaa aeei slaria, Dinamirico
Augoslo do Ke ;o Barros.
DIARIO OE PRRMBUC0 SEGUIDA FEIRA 21 DE JULHO QE 1855
Por decraloa de 30 deioahn finio foram na-
meados "
lir, o coronel de
1 Lona;
I: o-maioc de ses:un-
llrdo Petetra Colla-
do
Cninmandanlu das armas do
artilharis, Severo Jos de
CoramaudauUdo corpo de
da ciaste, o briiiaaeiro.Joao
;o Aasarlo;
Capeliio-alCeies da repartislo eeclesiastica
adra Joaquim Lopes Hodrgues ;
llstricto-msior. br gadeiro Fran-
cisco Sergio de Oveira.
Por decreto na roesma dala C:ram IransCeridot r
itaoBJoy Manoel de Olivara,do 1: regiment
de arhlliaria a 'MTalto para o 2- balulhao de irli-
lnaria
UanoeLGerallo do ('.armo Barros, do
ta para o 7- dameama arma.
t data foiiim d;mitlidos :
residi ti Iba de Fern.-.ndo
coronel relbrniiidu, Jos An-
> do curato, o 1- teiienle do corpo de
!iros, Salu no Soares do Mtirelles, e o le-
lo cafJB ^^p.de gaarnir-ao fu da
Babia, Kraneicco Joa de Souia"n Silvn.
.. ,
9
m pela raanhaa nm dos mais ri-
cos propriel; ;>ilalislas disla praca, o Sr. ba-
lo Minho {(omrrendador Jos
Soa idade o toa ce mplcir;So ain-|
tgo leinpr >le vida para pader
8zai i te fortuna. Mai. uui anlhrai. que
nSo pode ser vencido pala sea rndico o Sr. Dr. Fei-
-ou ao tmalo aoe K aunosde ina vida.
OuvinatM avalia a hei oisa em cerc de
lim ile sua vi iva, publica, por mais defensivas que sejam do inleresse
Alllouio de !Jou- particular de alguus individuos. E se assim se fuer,
za Ribeiro.
irapw ris diligencias da piHci da edrlr, ve-
riflcoa-se qae ot calores du roabn da casa dos Srs.
Oopperamos raearaus que tlnlia n roubado ha .em-
pos a casa de reiojoeiro da ra ila Misericordin n.
9. Dando burea a polica d 'silln rolii em casa
de um dos presos, qe resida netsa cidade, eocon-
na Inli; con.endo 46 relo-
gios dosroubarlos. O indrvictao que all morava ia-
ma-sa Giovanni Muralti, e ha cor htei lo pelo appel-
udo de JoSo V.jronez.
Bio Grande ate 4, e de Porlo-Alcire al o 1. do
correnle.
A provincia eslava em tranquillidade.
O Sr. Cansanso de Sinimb entregara a presi-
dencia no da 30 ao Sr. Bello. Ao deixar esse cargu
S. fcxc. recebeu as maiores provas das sympatbiaa
que ganhou no seu etarcioio. A municipaldado da
capital e de oulroa pontoa mandaram-lho officl-
almenle voloi de cgradecimenlo muilo litongei-
ros.
De Jaguar*, i escrevem ao Diario do Mo Grande
que urna iufelii familia, compaala de mtilheres des-
validas, e que por unicaopulencia tlnham a sua ho-
neslidade, Cdra assaltada a horas moras no i. dis-
Iricto do Arre io Grande por urna malla de Ires ne-
gros escravos, que, arrombaud a-entrada, violenta
ramas misersndat. Saciado o appetite infamas os
barbaros ae re.iraram a mansalvo, contando acaso na
sua estnpida segundado com o interessado' segredo
das colladas. Porm matsabiam elles que diante da
desesperara!) de lano ultrage nem o.pudor pode
reCreara sedo da vinganca, e que as offendidas mo-
jas houvessem de eorrer ellas mesmns a dennnciar
a justica sua vergonha para obtor salisCajflo do
atroz insulto. Dous dos Ires foram colhidos mao
pela polica jaguarense, e eslavam nacadeia da cita-
da villa seguiuilo-se-lhes o processo ; mas o ootro,
conseguindo eicapar-lhe, achava-se no Estado-Ori-
enlal refugiado.
Os leilores dayem eslar lembrados do fado por
nos ha lempos annunciado do fuzilamento de um
Brasileiru n Estado Oriental. Eis-aqai os detallies
qoe agora encontramos a respeilo desse triste suc-
cesso :
O Brasilelro fuzilado, ou anles assassinado no
Estado Oriental, chamava-so Luciano da Cosa, e
havia pouco so tioha eslabelerido no departamen-
to de Cerro-Largo. A soa morte Coi ordenada pelo
aclnal cheCe poltico daquelle deparlamanto, te-
nenie-coronel D. Trifon Ordonez, liomem de ca-
rcter desptico e baldo de loda iuslruccSo. O
corpo de Luciano da Costa foi deixado insepulto
perlo do ccmilerio, e se prohibi ;i sua familia
manda-lo enterrar e fazer-lhe eocommendacSes re-
ligiosas.
Da fronleira do Quarahin dizia-se que os chefes
orientaes Jacinllio Barbal, TrisUo Azambuja e ou-
Iros Iramavam um movimento contra o governo de
Montevideo e divisSo imperial. Disto derairf parle
as autoridades da fronleira presidencia, mas sup-
poe-se que s3o boatos sem fundamento.
Noticias do Paraguay vindas de S. Borja dizem
que tinha sido licenciado o sea exercito, reduzindo-
se a suarnicao de Ilapa, maa por algumas provi-
dencias que se Inmavam, sobretudo relativas s ca-
valhadas, julgnva-se que o exercilo se tornara a
adiar reunido para a primavera.
Nada mais encontramos de interesse.
Foi nomeado secretario do governo da provin-
cia do Espirito Santo o Sr. bacharel Joaquim Anto-
nio de Oveira Seabra.
Par decreto de 27 dejanho prximo passado
CoioalCeres dn 1. balalho de iuCanlaria de linha
Francisco de Piula Pimentel, agraciado por S. M. I.
com a merc de cavalleiro da imperial ordem da
Rosa.
12
Foi nomeado commandante da diviso naval do
imperio no Rio da Prala,o^r. capiuio de mar a guai-
ra Joaquim Ha; mundo de Lomare.
Ante-bontem todos os lentes da Faculdade de
Medicina foram em corporarao agradecer a Sua
Magestade Imperial a graca de ter conferido a cada
um de seas membros as honras de desembargados
e urna commisso de cinco membros dirigira-se
casa do Sr. ministro do imperio, para, em nome da
Facnldade, agradecer as provas de considerarlo que
ella tem merecido da parlo de S. Exc.
(Correio Mercantil do Rio.)
ITOAMBICO.
RECIFE 21 DEJUatflO DE 1855.
A'S G UOKAS DA TABDE.
RETI.0SPKf.T0 SHIML
No couvenlo dos religiosos carmilitas desta cidade
leve lugar, no dia 16 do correnle, a Cesta de Nossa-
Senhora do Carmp, a qual este anno fui celebrada
com loda a pompa e magnificencia ; para o que cons-
ta-nos que nao poupar.i esforcos o digno provincial
da ordem dosmosmos carmelitas o Rvm. fr. Jo5oda
AtsnmpcSo Moora, o qual faz-se credor de elogios
pelo zelo e dedicaras que emprega para dar todo o
esplendor ao culto religioso, e bem assim pela solici-
tude com que procura bem administrar e fazer pros-
perar a corpora ;io qoe dirige. Fez a pregacjlo da
Cesta de que fallamos a Rvm. fr. l.ioo do MonteCar-
mello. Numeroso foi o concurso do povo qae assislir
a ella, sendo porlanto desta vez bem aproveitada o
vaslidao do templo. A tarde houve urna bem ordiua-
da procisso.
Mal pensavamosqaando escreviamosfuma de nos-
sas revistas passiidas, e na qual tralavamos do estado
sanitario da provincia do Par, que hoja leamos
anda de lamentar este estado, e que igualmente se-
riamos ubrigado'- a dar como quasi certo aquillo que
ento punharoof em duvida. Com elTeito. o vapor
Imperariz, chegado do norte na segunda-Ceira des-
ta semana, trouxe-nos a lerrivel noticia do estado
aliclivo em que anda se acha aquella provincia.
Passav all geralmente como certo que o mal cu-
jos esliagos soCaiiam sentir, era o cholera morbos,
havendo duvida smenle acerca de soa qualidade,
duajida esla que nao he por ccrlo muo animadora.
Lameilamus proCundamente que a bella provincia
do l'ay, que tac. avaolajados pasaos ia dando pa
o engiauXecimenlo, e que em breve disputara
lugar enlce as mais nota veis provincias do Bri
veja agora eaiCado um grande numero de seas f
e definhado por conseguinle o seu melhoranaWto.
Mas. por isso meimo que deploramos a sorte do Para
e de setis habitinles, e Ihe desojamos um prompto
remedio, he que Cacemos votos para que aquelles
que regem os destinos da nossa provincia ponham
em pralica todas as cautelas possiveis afim de qae
Uso tenhamos lao bem por c o tal cholera, que por
cario he um hospede bem pouco desejavel. Confia-
mos sobre ludo qae o Esm. presidente desta pro-
vincia desenvolver a maior solicitude em lomar as
medidas que a arte a prudencia aconsclharem como
capa/es de por obstculos no desenvolvimento do
mal que tememos. S. Exc. na verdade j lem loma-
do algumas. medidas adequadns esle fira, assim,
por ejemplo, creoa esla semana ama companhia
encarregada da iimpeza e asseio da cidade, a qual
incumbe arredar todas as cansasde iufeccao que fo-
rem cuhecidas, e como inconleslavelmenle o actual
matadouro publico seja urna destas causas, S. Exc.
apressa-se em faze-lo passar para o edificio que para
tal misler se esl coustruiudo no lugar da Cabanga.
Torna-se igualininle indispeusavel, a no-so ver, que
se proceda o mais severo exame nos gneros alimen-
ticios, que sao Torneados aos habitantes da cidade,
e com especialiilarlo nai carne verde, a respeilo da
qual nada arriscimps em afllanear qoe seja por def-
feitos na matan;), seja por Cali a delimpeza nosacou-
gnes, a temos umitas vezes moida e de cor esverde-
ada, paseadas pouco mais ou monos 16 horas depois
de morta : muilo cuidado, pois, entendemos que se
deve ter com esle genero. As cocheiras enllocadas
no centro da cidade sao lambem Cocos de infeccoes,
porque todos ssbem que grandes depsitos de in-
mundicias ellas conten, e que delles sahe um mo
cheiro capaz de iucommodar ao olalo anda o me-
nos delicado ; e por isso talvez fosseagora bem acer-
tarlo o remove-las para Cora da cidade. as cir-
eumstancias acidaos aio aa deve trepidar em lomar
todas as medidas qiie forem reclamadas prla sade
selionlem' eleirS) para prove-
dor, offldaa, mesariose adminltlradresdas diversas
repartirle* da Sania Casa da Misorico-dia. que do-
servir no anno compromis.ial de 1855 a 1856,
foram ii lineados os seguiotes irmf os :
Provcdor, rceteilo, marquea ,le Paran.
EserivSo, reeleito, 1*. themaz Jos Pinto 8er-
queirn.
Thesooreiro. Milao Mximo di Souz.
Procarader, JoSoTeJaeira Ba-iljs.
Mordomodss obras, reeleilc, Rodiigo Tlieodoro
de Freitas. -
Mordotnoa dos presos, eonsr Iheiro Manoel Pali-
arOe de Souza o Mello o Br. Joj Ca los de Ainiei-
da Ardas.
CotuUteiror.. '
Mordomo da demandas, reeloilo, Virgilio Jos de
Almeraa Campes.
Mordomo do hospital, Manonl Cornia de A(!iar.
Palrimonio do Subo, reeleito, Ma-
lo palrimonio de 0. Liiza, Antonio
oga, Candid.0 Jc Rodrigues Tor-
ta Joa Gonc;ilv,b.i,-o do S.Gom-Jio e
co.
' des M-potlot.
ao, .' t Machado Coc
Sreirc PatrieJu Bieardn Freir.
nileirr da l.uj.
> lie olkUuenlo.
Eacriv. la Fousca.
retro, Manoel Jos Goiicalves Machad) Ju-
|iiim M.'ia.
raerlo do HospU.'a i* Pedro II.
Esciivao, reeleito. viscondo o a Rio Bonito.
Thesoureiro, reeleito, barSo <1 a Mau.
. l^fw^o'. reeleito, Francisio de Paula Vltlra
Mordaaao da capaila, rcclaitt, Jeto Antonio de
Oveira. .
Thesoureiro da loteras, resurto, loto Peoro da
Veiga.
-
10
Reubeuioi hodtem pelo Tivanibu jornaes do
nr
Rib
rea,
Joai
como esprramos. ento os no-sos leitores e todos os
habitantes da ci.'.ade {podem tranqoillisar-se, porque I
o cholera,immudo comp lie, nao se atrever a man' -
chsr a nossa bella cidade.
A semana pastada noticiamos doos roubos que se
lnham Ceito-na Boa-Vista, u boje temos a salistacSo
de dizer queja Coi capturado nm individuo emcujo
poder se encontraran) alguns objeclos de ouro, que
fazam parle dos mesmos roubos, temos pois seguro
um dos autores do rrtme, o qoe torna sem duvida
fcil o conlicciinentn do oulros qne por ventura le-
nliaia concorrirlo para oraesmo crime, e podemos af-
fiainjar que conlinnando a polica a proceder assim,e
sendo ajudada pelo jury,logo um roubo uesla capital
sera Cacto raro. ".
No dia 18 do carrenle appareceu morto, victima
da afogamen'.j.iim crioulo'menor, de nomo Joaquim,
que te lora banhar no rio confronte aosCoulhos.
Do interior consta que fra assassinado, em Ierras
do enaenho Gurgueia da Creguezia de S. Loureurjo,
Basilio do Albuquensje Lobo por um individuo da
nome Ignacio,c quaWiuda n.o tinlia podido ser cap-
turado, apezar das diligencias que para isto Cazia a
polica daquelle lugar. '
Fallecern) esla teman.i 51 pessoas ; sendo vres,
13 homens, 11 mulheres e 18 prvulos ;e escravos,
6 mulheres a 3 prvulos.
Bcudeu a alfandega 783(i-j363.
de divisSo gradeado Joic Mara Ferretfa Coi Domea-
do capiao do porto do Maranh.lo.
Foi despachado secretario da presidencia do Espi-
rito Sanio o Sr. Dr. Joaquim Antonio Seabra.
O Sr. marque* de branles Coi nomeado veedor
M. o Imperador, e a Sra. marqueza do mesmo
titulo dama honoraria de palacio.
O governo imperial tioha coneedfto aos lentas das
i acuidades d Medicina as honras de desembarga-
dos
S. M. o Imperador Cea a sania casa de Misericor-
dia da corle um donativo de 6009 rs., no dia da vi-
sitado de Sania Isabel,
Tinham fallecido o Sr. conselhelro de estado Ma-
noel Alves Blanco, visronde de Caravellas e senador
pela provincia da Babia ; e o Sr. Joao Henriques
de Carvallio Mello, direcior da academia de mari-
nha % commandante da companhia dos guardas ma-
rinhas.
Ern onlra parte curontrarno os leilores o mais que
de algum interesse deparamos nos jornaes recebidos.
Ba Bahia reCere o Holieiador Calholico que no I
do correnle conCerira S. Exc. Bvm. Sr. Arcehispo
a sagrada ordem de -presbteros a 18 aspirantes: 9
roligiosos Carmelitas e 9 clerisosseculares, sendo um
desles natural de Alagos, bispado desla provincia.
Segundo o Jornal de Cachoeira. linha sido assas-
sinado na villa d Feira um tal Gonveia, procurador
de causas daquelle Coro. Em oulros lugares varios
criminosos do morle haviam -ido capturados.
O lerrivel rio de mnrte, chamado na China ho-
luan, na India mordechi, na Persia ueb, no Tliibet
sinanga, na Arabia Acida e na Europa toda chole-
ra morbus, rolou alioal suas aguas pestilencias ate
(erra da Santa Cruz !
Da Asia, donde he natural, lem sahido varias ve-
zes esse horroroso flagello para devastar o mando,
conservan.lo-se todava sempre la'era inccssaule ac-
tividade como urna ameaca permaneulo pobre
homauidade ; nunca porcm desenvolveu elle tanto
Curor como no Secuto XIV, no qnal, percorrendo
lodo o enligo continente debaixo do nome de pesle-
''gra, maln, segundo Villanl, dous lerros da po-
pulatao enl.lo exislenle. (i)
. A Europa tinlia-oj esqoecido, quando em 1832
tornos) a visita-la. Cr se que viera.conj os soldados
russos enviados ao seu solo naiIJ^aa acompanlian-
do-os depois a Polonia, soyaBsaWminara as difCe-
rentes provincias da AUemauha, donde passra pa-
ra paizes meridionaes.
Os estragos que de enlSo para c tem feito na-
quella parle da Ierra sao espantosos, [o ainda mais
o he que depois de 23 anuos de desl ruicao e de luc-
ia continua se achasse elle com farras bstanles
para emprchender 1,1o longa .viagem e chegar en-
tre nos em estado de poder zoinbar dos esforcos
que a sciencia, sempre solicita, emprega conlra'os
seus ataques.
Tres grandes epidemias aCfliKem a humanidade,
a peste propriamcnle dita, a Cebre amarella, cha-
mada tambem mal de Siam e mais commummenle
vomito negro, e o cholera morbus.
A primeira, por urna singularidad* inexplicavel^
ndo obstante ser tambem contagiosa, nao consta
que ama s vez tenha sabido das regiOes do Orien-
te donde he natural. Asegunda tambem nao rei-
na senao nos paizes quenles, e n3o ha noticia de
que tenha apparecido em nenhum que fique a mais
de 30 leguas da linha equinoxial. A lerceira, po-
rm, verdadeiro jadeo errante, lem percorrido todo
o mondo conhecido, tem invadido todos os paizes,
qualquer qu seja a ialilude em que se acheni, tem
feito tremer todos os vvenles.
Por mailo lempo esliveram os Brasileiros plena-
mente tranquillos acerca desses grandes (lagellos,
bem convencidos de que nenhum delles visilaria o
seu abencoado solo ; dcsgranidamente, porcm, o
lempo lem mostrado que eslavam engaados. Nao
era o bello co azul, que os cobre quem .alcenlava
o mortal inimigo, era sim a Clemeucia Diviua que
delles o aparlava.
Com etteito, seis annos iiilo sao pastados, o eis que
j duas das tres lerriveis epidemias nos lem assal-
lado Ainda laclamos com a febre amarella e j
oulro inimigo mais poderoso c formidavel nos ataca
pela extremidade do imperio (2) -
Bem sabemos que nao faltar ali quem considere
ludo isso como mero efleilo de causas fortuitamen-
te reunidas, mas mis que Cornos educados em oulros
principios, nao podemos deixar de ver nos males que
nos affligem urna disposicao da aabedoria suprema
para purificar a ons das Caltas commellidas, para
proporcionar a oulros novas occasies de pralica-
rem a virtndc, para emfirn advertir a lodos de que
a verdadeira vida nao he a que se passa na trra,
mas sim a que comer quando esla acaba.
Diz-se geralmente que Dos efiendido, pelos nos-
sos muitos e grandes peccados nos enva em aua jus-
ta colera esses e oulros CUgellos para punir-no-;
longe pnrm de nos Cazermot lo grosseira idea do
Ente infinito. Um Dos colrico e que se compraz
em fiagellar suas crealuras n3o he cortamente um
Dos diguo de ser amado ; he am tiranno e nao um
pai.
Em vez, pois,-de consideradnos os males que nos
afiiigera (3) como um cffeito da colera divina, deve-
remos antes, pelo contrario, considera-los como um
efieito da divina hondade.
Comprehendcmos daramente que depois da vida
presente ninguem ser admitlido na sociedade de
Dos, que he perfeitisssimo, ou por oulra que nin-
guem ser admiltiln a gozar da bmaventuranc,a ce-
leste sem que se aprsente limpo de toda a macula,
isto he, da que provm do peccado original e da que
proven) do peccado actual. Ora, sendo a primeira
apagada pelosbaplismo,a seganda nao o pdserse-
n;tojalas boas obras, pela oracao e pelo solTr1s||ejn-
to. (i). .
Se pois, cegos relativamente ao nosso verdadeiro,
inleresse nao recorremos em lempo a esses meios de
expfacilo Dos emsua infinita misericordia, e nao em
sua cholera,como se costumn dizer, envia-nos varios
males,n.lo s para purificar-nos das culpas commelli-
das,habilitando-nos assim a pdennos ser adaniltidos
na suadivina sociedade, scn.io lambem para adverlir-
nosde que devemos remar da vida desregrada que
levamos. E com efleito quanlas IransCormacfies se
nao operam ne>ses lempos deexpiacao '.' quanlosin-
dividuos engolfados nos prazeresmundanos.ou entra-
nhardos profundamente no lodacal do vicio se nao
cnnveriem para o bem, para a virlude '! Admiremos
por tanto a bondade dluina adoremos asabeJoria in-
finita, agradegamos-lhe ainda mesmo esses males que
nos enva, visto que em certas circunstancias sao ne-
cessarios para o nosto verdaderio bem.
Qual ser o pai tarno,e canuhoso que, tendo um
(illio doente, Ihe nao ministrar a conveniente me-
dicina dar restatirar-lhe a laude, embora conheca
a dor quevai causar-lhe 1 Qual ser mesmo aqoelle
que n.lo recorrer a meios coercitivos, caso o filtro,
por nao conheeer beai o seu verdadeiro interesse, se
recuse a loma-la t.
E nao sen desla mesmo modo que Dos obra ao
nosso respeilo '.' Certameote que sim. Elle nao nos
enva os grandes males para purificar-nos da macula
do peccado, que he a doentja da alma ; senio quan-
do ve qae, despresandn o nosso verdadeiro inleresse,
recatamos fazer uso ;da medicina appropriada a esla
torte de eofermidade.
Se queremos pois, qae o lerrivel flagello que de-
vasta o Para nao nos veuha tambem assallar, dmos-
nos presta em fazer que nao seja aqu necesarios
queremos dizer, demos-nos presta em purificar-nos
de nossas culpas, dirigindo ao Altissimo Cervorosa,
supplicat.pralicando acijoes meritoriase Calendo ade-
quadaspenilencias.
A Providencia mesmo parece indicar-nos esla li-
nha de conducta. A febre amarella, qne ifevia per-
correr lodo o litoral do Brasil, appareceu pela pri-
meira vez entre nos em um dos pontos intermedios,
no qaal nao pdia ficar encerrada ; entretanto
que o cholera apparece agora em urna das exlre-
midades do imperio, onde mu bem pode acabar
em communicar-isc s outrat partes. (5)
i Aportando s nossas plagas airare-/, das ondas, qaal
oatro Joas .plagas de Ninive, elle grita-nos de l :
Brasileiros, dai'-vos pressa em purificar-vos de vos
sas culpas, do contrario, cu, ministro do Senhor, irer
fazer-vos o bem que de vosso mulo propriu nao que-
ris fazer a vos mesmos.
pralica em alguna paizas em cireiimslancias iguaes,
esse dia ceja consagrado nio s orarjao senio lam-
bem penitencia, ordeoando-se qne se observe nel-
le um rigoroso jejum.
*Sa assim procedermos, purificando-nos conoent-
lementcAe nossas culpas, o mal, lornano-se des-
necessario, mo nos visitar certameote, i.equando no
caso contrari,elle venha sempre a atacar-nos, temos
f que nao Cara tantos estragos quantos podara
fazer.
B. l. O.
E porque raz.lo nao procederemos n* como os ha- d'affiL^orh.Xr h- clc,"Ul! A
bilan.es.da antlga cid'ade ? O povo de Ninive esou ,^^,f^ S 'c^'^ P.CS C
rei, diz a Escrptura sania, lizeram penitencia, je- paun0 1u?nle, e far-se-lia deitar o
DIARIO DE PERWMIM
Pelo vapor inglez Akoh, chegado anlc-hontcm do
sul. recebemos jornaes da corte at 15 do correnle
e da Bahia al 19.
Tinham sido approvados na cmara temporaria os
ornamentos rio imperio e justica.
Na^esma cmara foi julgario objeclo de delihe-
racao um proje:lo creando no mnnicipio neutro e
em cada ama das provincias, onde houver chefe de
polica, um advogado do povo, encarregado especi
almnte de pro egera liberdade individual, devendo
OBsar funecionario sor eleilo.pela cmara municipal
judamente com os juizes de pa/.
No senado deviam entrar em diteutsao no dia 16
os pareceres acerca da eleirao por.circolos e das in-
compatihilidadrs, com o projeclo que a semelhanle
respeilo pasin na cmara dos depotados em
18i8.
Fra all ltimamente remedido s conmitsoes de
fazenda e instricco publica o projeclo que equipa-
ra os vencimenlos dos lentes das academias militar
e de marinha, aos dos lentes das Facoldades do JJi-
reito e Medicina. *
Constara achar-se nomeado presidente da provin-
cia do Rio Grande do Sul o Sr. couselheiro barao de
Mnrrtiba. "
O Sr. capilar de mar e guerra Joaquim Raymun-
do de Lamare Coi nomeado commandanfb da divi-
sSo naval do imperio no rio da Prala ; e o Sr. chefe
juaram, o dc-ilaram-so na cinza, pelo que a cidade
foi salva da deslraic.au com que Cora amearjada.
Ordinariamente nao recorremos Providencia se-
nao quando, depois de tormos Rielado com o mal
por algum lempo.reconhecemos afinal a nossa Impo-
tencia. Enlo-pedlmos-lhe qoe tendo mizericor-
dia de nos, vre-nos de seas golpes. N3o sera mc-
llior e mais prudente recorrerinos logo agora que o
mal ainda se acha longe, pedindo-lhe que nSo per-
mita quechegue at nos? Cremas que todos res-
pondcrfio pela allirmaliva, visto que nao ha meio de
luclar vanlajosameute com lao terrivel inimigo.
Lcmbraremos por lano ao Exm. Diocesano, que
como chele da Igreja Pernambucana, convide ao
Fiis da mesma para que unidos ao respecti-o clero,
se dirijam lodos casa do Senhor a rogarThe com
fervor e compunrao digne-se apartar de nossos ir-
m.los 1'araen-c.s a lerrivel pesie que os flagella e de-
cima, e igualmente livrar-nos de seus formidaveis
assallos.
Lembraremos mais que. scmellianra do que se
(1) Bem que nao esteja provado que a pesie negra
fra com efleilo o colera morbus asialico, seguimos
a varios autores que cousideram-na como tal, ou pelo
menos como urna epidemia do mesmo seero.
(2) Logo que se eslabeleceu a primeira linha de
vapores entro a Inglaterra e o Brasil, o nosso go-
verno, visla da rapidez com que se ficaram Cazendo
as communicajues entre o velho e o novo inundo,
receiou qoe o lerrivel flagello nos losse importado
por um desses vehculos, c enl.lo deu-so pressa em
tomar as medidas convenientes aconselhadas pela
sciencia para ver se poda iinpedir-lho a entrada
em nossos porlos; mas a Providencia, enviando-o
agora ao Para, noein barco de vapor* mas em um
navio de vclla, acaba de liumilbar a sabedria hu-
mana, mostrando que se ha mais lempo nao linhamos
sido alacadoi, he porque nao o linha julgado ne-
cessario.
(3) Pallarnos dos males que soffremot sem qae os
(calamos directamente provocado.
(4) Como vivemos enlre calholicos, dispensamo-
nos de provar este ponto.
() Atquarentei.as eoutras medidas sanitarias nio
nos devem inspirar moila coofianca a esle respeilo,
pois, nao tendo podido impedir que o mal viesse da
Europa ao Para, he mu provavel o quasi certo que
uao poJerao impedi-lo de vir a Peruambuco.
COHMISSVO DE HIGIENE PUBLICA.
Tendo-so desenvolvido epidmicamente
na provincia o Para urna affecoao, que a
respectiva Oommissao de Hygienc Publica
cr ser o cholera-morbui, o que confirmam
lodosos symptomas por ella descrplos em
communicac.i3os officiaes; e convindo que a
populacho desta provincia se acautele con-
tra o mal, que pode acommett-la, n3o obs-
tante todas as medidas empregadas na in-
tens3olo emb.arac.ar a sua introdiicc5o, a
Commissio de llygione Publica julga con-
veniente recommendar a todos a leitura do
artigo da Sint Universelle, traduzido por
seu presidente e publicado no Diario de Per-
nambuco de 8 de oovembro do anno passado ;
nao s porque nesse artigo se encontram ex-
cellcntes conseitios hygienicos o thorapeu-
ticoa, que podem r-star ao alcance de todos,
seno porque os factos tem mostrado na-
quella parte.do imperio, onde esse mesmo
artigo foi transcripto, a pedido do Dr. Fran-
cisco da Silva Castro, presidente daquella
Commissao, no jornal Trae de Mua, que
nao he infundada a sua opiniao ; o como
talvez seja diTicil haver agora esse numero
do Diario de Pernambuco, em que foi publi-
cado, a*mes;na Commissio manda-o trans-
crever, aDm de que chegue ao conhecimento
de todos o que ninguem deve ignorar.
Sala da Commissao em sessio extraordi-
naria 17 de jullio da 1835.Dr. Alexandre
de Sovsa Ptretra do Carmo, Secretario da
Commissio.
I.
O cholera li precedido por Indis-
posices precursoras. Prscau-
ces hyg ienic >s.
H raro que o cholera So seja procodido
de signaes precursores; por isto a prudencia
acouselha que em tempo de epidemia, os me-
noros desarranjos na saude sejam conside-
rados como indicios provaveis da inminen-
cia da molestia.
Nos lugares, em que o cholera reina epi-
dmicamente, principalmente quando a epi-
demia tem adquirido certo desenvolvimento
e intensidade, poucasxsSo as pessoas, que
nao experimentam algumas indispusieres.
Dellasse-p'lo preservar ou combate-las por
meio da estricta observancia das leis da hy-
giene. Ento he mui importante ter urria
vida extrema nenie regutor. He preciso evi-
tar com grande cuidado as vigilias e toda a
sorte de excessos, porque elles enfraque-
cem.
H.
Hygiene da uicsa.
Um dos pontoi mais importantes, sobro
quese deve dirigir atteiic'i. he a alimen-
tago, que ha de ser mais roporadora do
que abundante. Se o appetite se conserva
apezar da indisposigao, da fraqueza, da fa-
diga garal, nao sera satisfeito inteiramenle.
As carnes de boi ou de carneiro assadars, a
galliaha pouco gorda, devem constituir a
base do rgimen alimentar com velhos vi-
nho* de Brdeos ou de Borgonha. Os le-
gumesefructosbein maduros devem nelle
ligurar em fraca propongo ; mas no me-
recem a excluso absoluta que solTrem ge-
ralmente. He preciso ficar bem persuadi-
do de que o rgimen deve variar, segundo
aS aPju>BS. individuaes, c que a raelhor re-
gra raeguir he escolher de preferencia os
alimento quo s3o digeridos com a maior fa-
ciliUade, e que nunca^jerturbam o exercicio
regular das fiinccies digestivas.
Se o estomago nSo tem appotencia alguma
aos alimentos solidos, limitar-se-ha a to-
mar caldos e ligeiras sopas, e entao tor-se-
ha cuidado do proporcionar o exercicio com
aaliraentac3o, ede evitar toda fadiga.
As infuses aromatices, taes como as do
cha, de macella, de horlela, de, caf, se
tem-se por habito tomar-se esta ultima, se-
rio uteis depois da ref^ir3o. A addirjJo dos
alcoolicos, taes como o rhum ou agurden-
te, a essas bebidas he raras vezes til, e po-
ser nociva.
HJ.
Uiua indi?csts>0--uao be cliolcia ;
mas paM detcrinina-luu
As indigcslocs.'-aps arrotos a/.edos, sao in-
cidentes que poiteni'n3o dependeida-epi-
.demia reinante, mas que exiget|Pn?stas
cifvjumstancias, mais cuidai/o do que nos
terrpos- ordinaaios. Oppor-se-h3o em pri-
meiro lugar indigesto as infuses arom-
ticas do. cha, de macella, de hortelSa, as
paslilha e agua de hon.el3a (esta dada a pe-
quea colheres). Se estes meios nao sao se-
guidas de bom resultado, so manifestam-
so eructarjes-, solucos, se O estomago torna-
se doloroso, he preciso jietes casos desem-
barazar este org3o pela bocea, Experimen-
tar-se-ha primetramente a titillarao dacam-
painha da garganta, ajudada por algumas
taras de infusiio aromtica ou de tepida. A
agua de horteiSa pura, ama duzia de gottas
de. ether em urna colher d'agua, so por ve-
zes seguidas de melhor resultado, segundo
oSr. Cayol, do que as bebidas tapidas para
determinar un vomito na indgesl3o*Ein-
lim, e estes meios s.o insullicieules, drei-
dir-se-ha a dar ento 50 ou 75 centigram-
mos de ipecacuanha (9 ou 14 graos) em urna
pequea tarja d'agua topida. Far-se-ha de-
pois descansar e transpirar brandamente o
doente. Algumas horas depois, dar-se-ha,
se elle sente-se fraco, ama taca de caldo
quente inteiramente despido do gorduras.
Syinptonias J mais aineacacloreg.
As iudisposicoes, que acabamos do men-
cionar, indicavam antes urna predisposicuo
para o cholera do que a imminencia desta
affecQo. Mas urna fraqueza inslita, o era-
barago ou dor de cabega, o aborrecimento
aos alimentos, as nauseas, vonlades de vo-
mitar so/n resultado, ou dando lugar a v-
mitos, biliosos, as anxiedades e pesos do
estomago, urna prisao de ventrn rebelde,
bortorygmos, todos estes symptomas so-
lados ou associados s3o preludios eventuaes
do cholera, queconvm combater com pres-
teza.
Nestas circumstancias, o doente dever
lomar um banha, de ps mui queme duran-
te nm quarto de hora. Ter-se-ha cuidado
de manter duraate todo o tempo desse ba-
l temperatura elevada Ao sabir
m um
doente
em um leito bem aquecido ; ter-se-ha tam-
bera a precaucao du por nos ps do leito e
no seu interior botijas cheias de agua fer
vendo e convenientemente arrolhadas. Es-
tando deilado o doente, se Ihe applicar so-
bre o verme uma larga cataplasma de la-
rinha de linhaca sem intermedio de panno
entre o venlre e a papa, se he possivcl. co-
berta por tafeta goramado ou flanella. No
caso de vira fallar farinha de linhaga, ser
esta substituida por milo de p3o ou por
amido. Tornam-so *s cataplasmas mais e-
molientes pondo-se sobre sua superficie
oleo, que tem a vantagem do opoor-se a que
essas cataplasmas adhiram pollo, so nao
ha panno entre esta e a papa. Se al dores
do ventresaomui agudas, a cataplasma se-
r preparada com decoegao de cabegas de
papoulas, em vez d'agua simples, ou entao
por-se-ha sobro sua superficie 20 ou 30 got-
tas de ludano de Sydenham.
Applicada esta cataplasma, dar-se-ha a
beber de meia em meia hora uma taga de
iufusSode macella romana, ou do hurte-
I3a-pimenta secca, ou de folhas de salva
menor ou de hysopo, ou mesmo das de ri-
bes preto, Afim de calmar as nauseas e vo
mitos, emprega-so a agua de Selts, tendo-se
o cuidado de oo dar senSo pequeas por-
coes de cada vez.
Quando a transpirac5o,excitada npr estes
meios. cessar; su o doente experimentar
umalliviogeral; sea ngua seachar bem
humidecida; se aecusar fraqueza ao mes-
mo tempo que um vivo desojo do alimentos
dar-se-ha caldo de vacca friu ai colheres, de
hora em hora, depois do duas em duas ho-
ras, ou de tros em tres, a medida qjie se for
augmentando a dse; permittir-se-ha de-
pois sopas do massa (seraole) cnjas de
arroz ou de salepo, panadas brandas, tendo-
se cuidado de pOr-se enlre cada refeigao um
intervallo dcqualro horas pelo monos.
As bebidas que se preslaro melhor
volta alimentag3o sSo a agua panada ou
de salepo. Se o doente deseja os cidos,
poder-se-ha juntar xarope de groselhas
agua, ou enlSo rjjrna limonada ou laranjada.
Ter-se-ha desconOanga das bebida fermen-
tadas como a oervaja, a cidra.
V.
V dtarrha ; a choleiina.
A diarrha lio algumas vezes o primeiro
e nico symploma precursor do cholora.
Quando sobrevm repentinamente com ex-
plosSo de gazes, a molestia toma a denomi-
nag,lo docA-i/erian. Qualquer dirrha de-
ve ser combatida sem demora, visto que
n3o basta mais di que um excegso de fadi-
ga, que uma perturbagSo moral, o estoma-
go sobrecarregado, um exqesso, qualquer,
mudanca do lempo para determinar sem
transigo a passagem dos accidentes mais
graves do cholera. *
Indcpendentemente dos meios cima a-
conselhados, recorrer-se-ha aos que vamos
agora indicar.
Cii/steres nm amido e ludano.
Dar-se-h3o qliartos de clysteres edmpos-
tos de uma quanlidade d'agua tepida igual a
quecontm um capo ordinario, na qual se
diluir uma ou duas colheres grandes do ami
do, e de 7 a 10 gotlas de ludano de Syde-
nham ; se nao so tem amido, em seu lugar
empregar-so-ha uma ou duas gemmas do
ovo fresca e mesmo a clara. Esses clysteres
poderaoscr repetidos, se convierem, segun-
da e rae6mo terceira vez, no intervallo de
tres ou quatro horas.
Se nao se lera ludano disposigSo, em-
pregar-se-ha, para preparar o clister, em
vez d'agua simples, d'agua em que ter-se-
ha feito ferver bstate lempo a metade ou
um quarto da polpa que constituo uma ca-
beca de papoulas.
e a diarrha resiste, juntar-se-ha suc-
cessivaraente, s bebidas aromticas, quer
agua panada, quer agua de arroz mais ou
menos espessa, quer uma decocgSo de raiz
de consnlida-maror.
Ludano pela bocea.
Um meio bem simples que multas vezes
consegue fazer parar a diarrha, he o se-
guate : tomar quatro vezes por dia, de Ires
a cinco gottas de ludano de Sydenham na
quarta parte de um copo d'agua assucarada
listas doses devem ser tomadas pela manha
ao Ievantar-se da cama, noite ao deitar-
se, e inmediatamente antes das duas.prin-
ctpaes refeiges do dia: Os meninos, se-
gundo a idade, pondo-se uma a tres gottas
d, ludano em meio copo d'agua assucara-
da, tomarao uma ou duas colheres grandes
as pocas indicadas. Nenhuma pessoa que
erapregou este meio, leve o cholera, posto
que militas de entre ellas tivessem tido fre-
quente.nente principios de diarrha. Em
tres casos vi este meio tao simples restabe-
lecer em seu estado normal as dejeeges,
quasi constantemente desarraigadas duran-
te dous mezes, apezar da applicag3o dos ad-
stringentes, dos clysteres laudamisados e
do um rgimen mui severo. Algumas pes-
soas foram obrigadas a continuar o uso do
ludano durante diversos mezes, passando
muito bem quando a isto so submettiam,
tendo, polo contrario, desarranjos logo que
queriam deixa-Io. N3o se deve temer o uso
prolongado do laudado administrado da ma-
neira que acaba de ser indicada : a expe-
riencia tem provado que dslle n3o resulta
inconveniente algum. Ainda mais, succe-
de ordinariamente que um abatimento ge-
ral, uma languidez extrema, que resulta
da choleiina, se dissipam mui promptamen-
te, e que apezar du em prego do narctico,
o doente torna a adquirir toda a sua activi-
JaTJe S se deve parar quando apparecer a
constipagSo do ventre, estando-se sempre
ltenlo para recomegar logo que so mani-
festar o mais pequeo desarranjo.
Elixir paregorico americano (1).
Vo bom velho lempo, os elixires eram
muito da moda, e ainda o sao entre os In-
glezes. O elixir paregogieo americano lem si-
do empregado, este anno, com bqm resul-
tado era algumas familias. Elleconvem par-
ticularmente s pessoas quo le.'n repugnan-
cia aoemprego do ludano, cujos elemen-
tos principaes elle contm. A formula do
elixir paregorico americano he a seguinte :
8 gramraos (2 ot.
(3 1)1
36 grSos)
!l libra)
;cstao.
.ira .contra a
[na dse de 3 a 4
sido empresario
melhor resul-
R.Opio bruto
AgafrSo.......
Acido benzoico..
Oleo essencial do
aniz.".......
Alcool anunonia-
cal. .j.....
Filtro depois de 8 dias u
Este elixir, aconselhado
asthma o a tosse convulsa,
gottas em uma tisana, te.,
nestes ltimos lempos com .
tado contra a cholerina, tmesmo contra o
cholera confirmado. /
He dado este elxir no principio da cholo-
nna, quando nao ha senao a diarrha, na
doso 10 a 20 gottas, cm uma pequea taga
de infusao de hortela, ou simplesmente em
uma. colher d'agua assucarada. Pode-se to-
mar a mesma dse de uma em uma, de duas
em duas, de tres ou quatro em tres ou qua-
tro horas, segundo o effeito ohtido.
Uma voz parada a diarrha, pode-se sus-
pender o medicamento, e delle se nSo to-
ma sen3o uma ou duas vezes no dia para
fazer-se cessar os borborygrnos e as clicas.
Depois que este elixir foi conhecido em
Paris, gragas aos cuidados de um conselhei-
ro da uorto das contas que deu a recenta a
um de nossos melhores pharmaceulicos, es-
te medicamenlo tem sido empregado em
grando oscila, nos hospitaes, e principal-
mente na cidade. Um grande numero de
familias se deu pressa em munir-se deste
elixir, osperando entao de p firmo o cho-
lera. (?)
Alcool catnpkorado.
Indiquemos agora, principalmente para os
pobres, um meio muitissimo gabado na A\-
lcmanha contra os primeiros accidentes
cholericos i o aleool eimphorado ou *ip camphorado. o alcool camphorado toma
agora o nome de espirito de champhora as
reclamagfles o annuncios dos jornaes poli-
ticos, o quo d-lhe a apparecia de reme-
d o novo, .pelo que certas lojas esperara at-
trahir os freguezes. Ora, sabei que o al-
cool camphorado ou espirito camphorado,
ou espirito de camphora, sejundo quizer-
des chama-Io, se encunlra em todas as phar-
macias, o que cada um pode prepara-lo em
sua casa, fazendo-se dissolver 6* grammos
de camphora (2ongas) em 440 do alcool a
86.(14 oncas'. Fira-se depois.
Diversos fidaldos na Austria tem dado, na
ultima epidemia, uma certa quantidade de
alcool camphorado aos. seus camponezes
como preservativo ,do cholera, e por este
modo proveniram muitos ataques desta mo-
lestia.
Quando sontem-so as in/Jisposiges que
enumeramos cima, ou, que se tem diarrha,
poom-se 1- ju 3 gottas de alcool camporado
sobre um tormo de assucar, que se faz dis-
solver em um pouco de agua, de tisana, ou
que so toma puro; assim se procede de
cinco cm cinco minutos, depois de dez em
dez, depois de quarto om quarto de hora,
depois do meia cm meia hora, at a cessa-
c3o dos accidontes.
Oalcooi camphorado, por este modo ad-
ministrado, ser o exilir dos pobres.
Yomivjs e purgativos.
Huitas diarrhas desapparecem maravi-
llosamente no principio com um vomitivo
ou purgativo.
Os purgativos, a que so dove dar preferen-
cia, so a agua de Scdlitz na dse de uma
garrafa, quo se toma aos copos de hora em
hora, ou ainda melhor o sulfato de soda,
do qual se faz dissolver 40 gramraos (10 oi-
tavas) cm quatro copos d'agua, quo seda
do mesmo modo, de hora em hora. He pre-
ciso recorrer a um ou a outro desses purga-
tivos, desde o apparecimento.dos accidentes
quo.precedem o cholera.
Quando a bocea he amarga, a lingua co-
berta por um limo branco, ou amarellado ;
quando ha nauseas o mesmo vmitos bilio-
sos, administra-so anles a ipecacuanha
do que o sglfato de soda ; d-se o ptie ipe-
cacuanha na dse de um grammo a um
gram. e 50 centigrammos (18 a 27 graos), que
se faz beber nf dous ou tros copos d'agua
tepldn de hora em hora. Se a ipecacuanha
n3o fa* parar os accidentes, pde-se recor-
rer agua de Sedlitz ou ao sulfato de soda.
, (I) Paregorico significa calmante.
(2) Pa provincia do Para se tem obtido igual re-
sultado com esle elisr, segundo afflrma a respecti-
va Caaunissao de llygieue Publica acrecentando
tus Ua reputado milagroso, (.Sola do traductor.)
He nm erro c/er-se que nSo conveuha
purgar-ge ou vomitar-se em tempo de cho-
lera. Estes dous meios so mullas vezes,
pelo contrario, os que triumphnm mais do-
pressn do accidentes, que preceden) o cho-
lera. Urna pequea explicago tranquillisa-
ra o Ieitor. Quando se tem a lingua bran-
ca, pastosa ou amarga, he indicio do que
se chama, embarazo, estomago carregado de
bitts. As.vontades de vomitar, os roncos no
ventre, a diarrha, indicara nestas circums-
tancias, que a natureza procura por si mes-
ma desembaragar-se por cima ou por baixo.
Se he sjudada por um vomitivo ou purgativo,
n3o s.e: faz mais do que seguir a vereda que
elle indica, (Quo vergit natura conducendw.
Hipp.], suppre-so a sua insufficiencia, cor-
ta-se a diarrha, e lica-se desembaragado
era algumas horas de uma mal, que teria
durado diversos dias, e mesmo ido a peior;
por quanto, o cholera gyra era torno dos
que soffrem de diarrha. Tudo quanto pe-
demos affirmar, he qhe purgamos mais, em
tempo do cliulep, do que era qualquer ou-
tra eslagao, e quo nunca viraos a adminis-
trag3o de um vomitivo ou de um purgativo
seguida da explos3o do cholera.
Assim, logo que ae tiver a lingua carre-
jada, a bocea pastosa, com perda ou dimi-
nuigSo de appetite, algumas vezes dor de
cahec, ventro dolorido, borborygrnos ou
roncos no venlre, quando se tiver o nstinc-
lo de que he a bilis que determina estes in-
commodos, a evacuagSo he indicada. Uma
diarrha com explosSo de ventre torna ain-
da mais urgente esla indicag3o. *A ipeca-
cuanliu no preferivel ao purgativo, em quan-
to a diarrha nao'se acha cstabelecida ; es-
te convem antes quando ella o est. Mas
pde-se quasi sempre empregar indiffercu-
temen.e o ultimo em ambos os casos.
Sea diarrha dujrasse desde muitos dias,
se sobre ludo foss abundante, nao aconse-
lhariamos Os purgativos, porque ha exage-
ragode fluxo bilioso He preciso, pe.ccon-
trario, fazer parar c5te ultimo por meio do
ludano, em clyster ou pela bocea ; o que
tambem poderia ser empregado, se o purga-
tivo duterminasse dejeeges muitissimo co-
piosas.
Sub-nitrulo de bismuth;'
As' pessoas sujitas diarrhi, ou acom-
mettidus por diarrhas presistentes, acon-
selhamos o emprego do sub-nitralo de bis-
mulh na dse de duas a quatro colheres
pequeas (8 a 16 grammos ; isto he, 2 a 4
oitavas) por dia aos meninos, e de 2 co-
lheres grandes (16 a 30 grainmas ; isto he,
4 a 7 lh2 oitavas) aos adultos. He ad-
ministrado puro ou misturado com os li^
montos. Este medicamento tem a vanta-
gem de ser inspido ; e por isto podo ser
lomado'sem didiculdade estando mistura-
do cora a sopa. Adminstra-se a dse cima
indicada em duas vezes, metade na refer-
gao da manhSa e metade na da larde.
VI.
CoBtvalescenca. da cholcrlna.
Quanio os accidentes precursores do
cholera tem desapparecido, o doeuto nao
deve considerar-se carado. Ha sempre um
periodo de convalescenca, cuja durag3o he
em geral proporcionada a da molestia.
He preciso durante essa convalescenca ob-
servar com o maior cuidado as precauges
hygienicas, que foram indicadas em nos-
so numero de junho, e velar principalmen-
te com a mais excrupulosa aitengo sobre
a qualidade e quantidade dos alimentos,que
deverSo ser graduados com muia ciroums-
pecc3o. Ter-se-ha muito em memoria que
o menor desvio de rgimen, a menor in-
l'racgo das regris de hygienle, pode fa-
zer reapparecer accidentes mais graves do
quo e-si.'s que j foram experimentados, e
que, por se ter soirrido um primeiro ataque
da epidemia, nao se est por isso menos
exposto a experimentar de novo a sua in-
fluencia ; entretanto couvra nao se ter
grande medo. Quando a choleiina tiver
desapparecido, quando se tem rollado as
condigOes ordinarias de sade, deve-se por
do lado todas as precauges superfinas, e
dar-se com confiangae tranquillidade sua
vida haJjjtajaJ__ifiaxa muitas pessoas o ex-
cesso Ido cuidados; a mudanga de hbitos,
a attenuagSo do regimom, sao condigOes
desagrada veis que predispem para a mo-
lestia, porque iles,enfraquecem o organis
mo e diminuem por conseguinle o grao de
resistencia de que tem necesstdade para sub-
trahir-so aos elTeilos di iufluencia epid-
mica.
VII.
' Cholera confirmado.
0 cholera comega quando a diarrha tor-
na-se parda-esbranquigada, inodora, eque
apresenTa o aspecto de decoccSo...de arroz,
mais ou menos espessa. Se sobrevm v-
mitos similhantcs s dejeeges, seas ou-
rinas se suspendem, se as caimbras appare-
cera, se a sede torna-se viva, se a pello es-
fria-se o humedece, so o pulso torna-se
pequeo, deprimido, filiforme, se os tra-
gos do rosto sao contrahidos, se a fage so
decompe, sea voz muda de timbre efica
abafacia, o cholera acha-se em progrsso.
Recorrcr-s-ha entao aos meios seguin-
tes:
1 Applicar sinapismos e cbserva-los bem.
He preciso obrar fortemente sobre ex-
terior por meio de sinapismos applicados
sbreos bragos.pernase epigastrio.manlen-
do-se cinco ou seis minutos. Scro postos
succssivamento sobre outras partes dos
membros o do tronco.
O uso dos sinapismos exige uma vigilan-
cia, que as familias era sempro prestam
suflieientemcnte. I'or vezes se esquecem
de tira-Ios, e entao causam queimaduras 13o
graves quanto as quo faria a agua fervendo
Vi um ioente curar-so do cholera, e pere-
cer depois da queimadura causada por um
sinapismo esquecido sobre o ventre.
2. Outrtt meios externos de aquecer os cit-
le ricos. '
a Os sinapismos s3o vantajosament sub-
stituidos sobre o tronco por um pedago de
13a espessa em diversas dobras, embebidos
em agua quente e torcido. Com o-taJa
envolve-se todo o tronco desde o peito at a
baca, e isto se repete, havendo necessi-
dade se a, tranpiragao se n36 etabelece.
Um outro meio ainda mais fcil para pro-
vocar o calor e suor, Breio a que dimos a
preferencia, consiste em envolver o doen-
te em um cobertor de 13a secco.
Ter-se-ha o cuidado, ao mesmo tcmpo.de
cercar o doente com botijas cheias de agua
fervendo, ou l jlos antecedentemente a-
quecidos. Quando estes meios sao insnfii-
cientes, recorrer-se-ha s frieges, que de-
vem ser l'eitas enrgicamente com as maos,
com escovas seccas, com um pedago de fa-
zenda de la em forma de^ rlha, secca ou
embebida de vinagro'mui quffnle, ou me-
mos em algum linimentos, cujas formu-
las foram dadas no unmero de junho
(vid. muis adiante./1 Proceder-se-ha em
baixo do cobertor. Ajuda-so efilcazmente
o effeito das friegues por meio da amassk-
dura, isto he, apertando, expreraendo os
membros e loda a superficie do crpo com
as m3os seccas ou untadas de o;eo de a-
mendoa doce camphorado. Em lim, se a
massadura n3o basta, poder-se-ha agoutnr
ou friccionar toda a superficie do corpo, so-
bre ludo a columna vertebral e as extremi-
dades inferiora, com um punhado d or-
tigas.
3. Aquecer interiormente o doente.
Nao basta aquecer o exterior, he preciso
obrar ainda.fortemente no inlerinrpela ad-
ministraoeo de ura dos meios segrales :
Essiencia de hortelif.
Pingum-so del a 5 gotas do oleo essenci-
al do hrtela pimenta sobre um torrSo de
assucar, que sodeixa derreterem uma U"
ga de nfus3o de folhas d) liortnlS, de ca-
momillu ou da cli, e se faz com que o do-
ente tome tudo. Itcitera-so em caso de
necessidade, a mesma applicagao, se nil
ha reacuo rpida. Poder-se-ha dar tam-
bem o mesmo oleo de hortela em cafe
preo. Trio ou quonte, segundo o gosto do
doente. Poder se-ha fazer uso igualmen-
te de urna infusao de cha bem assucarado,
na qual se tiver posto a terga parto de rhum
ou de agurdenle.
2'iaetiira da IrmSi de laridade.
Um remedio muito recommenJado pelo
professcir Rcaraier o pelo Sr. Cayol he a
lindura denominada da Irma de laridade.
Prepara-se esta lectura, do mod,o eegulnte :
fi32grSmmo*{lpnca)
li
faz
Rec: Raiz de anglica i
de calamus aro-
mticos (prefer-
vel oda Jamaica)
de enula-campa-
na maior ....
(u/o aipana)
de genciana.
P. tuito a macerar em um litro ( 3 gar-
ja ) de genebra dorante trea ou quatro
das ; depois eacorre-se todo o liquido, que
pode ser conseivado durante mu.^s anaos
em frascos bem arromados e postos em lu-
gar secco.
a dse desla lindura he de um calis de
cor para um adulto; e se reaegao se nao
az sentir no fin de mei hora da- se-
gunda dse.
Acetato de ammoniaco.
Tem-se empregado tambem com .vanta-
em o acetato liquido do ammoniaco ad-
ministrado em uma infusSo aromtica, na
dse de una pequea colher para cada taca,,
ou em uma pogao. (lie. Agua distillada
de tilia, 50 grammos, ikto he, 12 112 oita
vas ; agua distillada de hortela a mesma
quantidade ; acetato de ammoniaco 30
gram., isto he, 7 lia oitavas; xarope a
mesma quantidade). Esta pog3o toma-se
as colheres no* intervallo da 13, ou de 2#
horas, segundo a gravidade do caso.
O jrio para provocar a reacedo.
O fri interiormente he uro dos meios do
reaegao mais poderosos, a quo se possa re-
correr. () golo so por si he am precioso re-
curso para calmar a sede inextinguivel de
certos doeotes ; a mr-parte o desejsm vi-
vamente, e deli-t se nao aborrecerem seno
quando ja nao lhes serve Je utiltdade al-
gqma. Adminstra-se o golo em pequeos
pedagos, que se faz chupar ao doente a
quem soda a cngolir de lempos a tempo
uma colher de gelo esmigalhado. As bo-
bidas aromticas e alcoolicas tambem po-
dem ser dadas fras e mesmo geladas ; s-
mente he perciso ter cuidado d i nao fazo-
las beber senao a goles successivo, afim de
nao surprender o estomago com impressao
de um fri consideravel, que poderia sup-
rimir a humidade da pello e suor.
VA.
Ha certos phenoiuenos do cholera
que iiclumaiii cuidados l>artlcu-
lares.
Sao os vmitos,as diarrhas e as caimbras.
Vomito reberdes.
Quando os vmitos sSo incessantes, eque
se exerdem sobre tudo quauto be inlrodu-
zido pela bocea, torna-se preciso oppoi
meios especiaes tomados entre aquelles
que varaos indicar.
As temperaturas exlremasdos liquido! in-
geridos sSo bons meios para combatera vi-'
lenciados vmitos ; porquanto as substan-
cias tapidas sao as que o estomago mais
geta. Em principio u>udar-se-h3o as l da:
quentcs cm muito quentes, quasi a queU
mar. Dar-se-ha uma colher grande de i
vez, o reiteirar-se-ha isto muitas vei
Em concurrencia com bebidas muito
q lentes, dar-se-ha a pogao seguate a mm
Hieres de sopa,e se ho vomitada, a colheres1-.
pequeas repelidas mais a viudo.
Sub-carbonato de potassa, 2 gramraos (.
graos ) ; sueco de lim3o, quantidade i :i-<
ente; agua de hortela praeata, 90 gram
(i\ oitavas); xarope 'de ethe
7 112 oitavas.)
Poder-se-ha umi gotta de ludano em
cada colher graudo da pog3o quo le admi-
nistrar.
Se os dous meios precedentes, asso
dos ou solados, nao fizerein parar o vorni.
to, recorrer-se-ha ao fri. As bebidas fr
como as quentes, devem ser dadas em pe-
quenas quantidades do cada vez. O gelo
em pequeos pedagos tambem convem
perfeitamente. As aguas gazo.as podem ser
associadas as bebidas fras. Qua
de Sel tez tambem he regeitada, coosogue-
se muitas vezes fazer parar os vmitos por
meio da pogao antadaoietica de Rivire
(Vid. no numero de Junho, pocaj antivo-
miiiva.)
Vmitos que tinham resistido a muitos
meios,. cederm immedillmente a una,
duas ou trez colheres -grandes quaqdo
muito de forte agurdente ou de rhum pu-
ro, dadas de cinco em cinco minutos. As
mais das vezes uma ou duas bastam.
Diarrha.
Quando o cholera est confirmado/ e' as
dejeeges se tem tornando brancas e abun-
dante,, desta senao pode oceupar o medi-
co, embora esgotem e cancera extraordi-
nariamente os doentes. Os meii
gados pira determinar a reacWI
recem os mais proprios para combater essa
diarrha, que sempre se modera bstanla
qua mi o manifesta-se a reaegao.' O
sao destinados a fazer parar as^eracuagoes
convem mais especialmente na, diarahea
mica], que constituea cholerina, na c
rhea branca de um cholera moderado,
assim como as darrhasescuras que prev'
cedom a esto, ou mesmo a um cholera mais
intenso ; nos o iniiearaps com cuidado
occasio dos prodrornasdo cholera, c tan
mos occasio do sobre elles dizer algu- I
ma cousa quando nos oceuparmos dos cu- i
dados quo reclama a convalosconga.
Caimbras.
Quando as caimbras sao violentase ponto
de arrancar gritos aos doentes o Tazerem
toda sorte de contorsOes. deve-so oppor-
Ihes os meios seguintes :
As cataplasmas emolientes forteon
luadamsadas (4 a 8 grammos de ludano
de Sydenham ; 1 a 2 oitavas) sao appAcadas i
com vinlagem quando s os membros se
achara accomraettidos.
A massadura, as ligaduras momentneas
dos msmbros c >m lengos dobradosem for-
ma de grvala, t cxtengSo dos meirrbw
frieges por meio de podacos de Oaiiella
embebida de ether acetiao, camphorado,
laudan isado; as friegos seccas feiUs oom
as maos despidas de instrumentos ou por
meio de escovas, de grossas toalhas de al-
godao ou de rolbas de flanella, tem por ve-
zes conseguido aliviar os doentes.
O c.ilorofurmio tem sido gabado de uma
maneira inteiramenle particular ; rnen-
te, em vez de se friccionarem os membros,
pOe-sc- o doente de lado, e com um pedago
de flanella fortemente embebida dachlora-
ormic, se.fazem friegues cgm actividade
em toca estns3g da columna vertebral'du-
rante um minuto pouco maisou menos;.
raras vezes so ho obrigado a empregar
mais de uma ou duas vezes essas frieges :
quasi sempre, desdo a primeira lel at
a rubefaegao, as caimbras cessara para nao
voltaram mais.
Como o prego do chloroformio nSo o
poe a disposigao de todos es doentes,
em vez de emprega-lo puro, poder-se-ha
faze-lo entrar em um linimeito composto
de balsamo ir.anquirlo, 90 grammos ftl oi-
tavas) tintura d'opio, chlqrororraio, de cada
4 gram. (I oitava.)
Uando as caimbras s3o geraes, recora-
mendam-so tambem as friegos com gelo.
Ao mesmo tempo que se tem recurso a al-
gum dos meios precedentes, pode-se, se-
guindo-se o conselho de Rcaraier, dar
quarlos de clisteres, conteodo 30, 40 50 ou
60 ce itigramos (de 6 a ti graos) de a asfe-
tida diluida cm uma gemma d'ovo em agua
simples ou em urna decoegao, quer de raiz
de valeriana silvestre na razSo de 10, 15
20, 25 ou 30 grammos (de 2 112 a 7 112 oi
Uvas; para cada litro d'agua, (3 garrafaa-
quer de rai z de peona.
IX.
Cholera fulminante.
Nos casos mais communs, assim como
temos dito, o cholera principia por diver-
sas indisposigOes ; depois appatece o perio-
do denominado cholerina ;e quando emfim
manifestam-so os symptonas cholericos
esles soguera em seu desenvolvioMotoa
marcha uma gradagSo quepermitte iusti-"
tuir um tratamento regular e raethodico.
Mas nem tudo assim so passa, ti'incipal-
mento quando a epidemia tem adquirido
uma certa intensidade. No meio da uma
diarrha era apparoncia benigna e queiem..
sulo desprezada, ou depois de alguns dias
da indisposiges mal definidas, o cholera se
desriscara de repente por um desses ala-
ques/epentinos que nSo deixam terapo pa-
ra combinarem-se nem graduarem-se, os
meios
Os meios que convem oppor a esta forma
devem sex toma ,mos
para o cholera chegado as asna
ultimas pbases. NSo se perder u
trsapalpadellas, eScdlhcr-se-hi logo
mais enrgicos.
\
J
iitii inn



DIARIO OE PERMMBUCO SEGUNDA FEIBA 23 DE JULHO DE J355

Esteriormerrte reeorror-se-ha aos sina-
pismos, as cataplasmas rnuilo quelites, as
friciroes sobre a regiSo dorsal : sol>re os
moirtbros; ar-se-hilo quer fricgrje > simples,
iiier e de preferencia ammoniaeaas ou avi-
nagradas, o1, com o linimento hngaro (vid.
inte) ; emuregar se-lia do triodo
a prjcirso sobre os membros, isfrietjOos
com um pimnado d ortigas, os tijolos
quoes envoltos rom (lamilla niolha la de
>1 aromtico oji vinagro formando um
10 de vapor, a* bolijas d'agua qticnte,
bertores do lia seceos.
i mesmo lempo que se faz bo 3er o do-
cute una infusiio aromtica beu quente do
dol a salva menor, e nriniipal-
menle do caf, puro ou. estimulado com o
acetato liquido.de amioniaco, tseepto se
urna sede imperiosa urna viva aupelencia
no exijem o uso das bebidas fras u o doi
Un tambem neste caso que-se di:va recor-
rer im medicomento indio (vid. mais adian-
is gottas da mistura de strogonoff (vid
mawaJiante), ao olor essenctal do hortein
segundo o melliodo do Sr. de Uloo'. i'oom-
se la 10 gottas destp remedio em um* co-
lher cmmun de agurdente ou de gene-
bra ; aa-so a beber igual dso meia hora
depois. a genenlidade dos casos, segun-
do o Sr. de lllcck, 1)0 gatas bastan ; seno
cDulina-se at quo os phenomenos favo-
tenbam francamente declarado.
) *o mesmo lempo urna forte infos3o
de folhas de liorfcilS pimenta ben quente
e misturada com agurdente ou ihutn.
Quando o doent'-*Vomita a etsencia de
hurteli, o Sr. de BI>ek administra-a e;n clis-
usao de (lores de ca-
5 a 10 gottas de oleo
appliuam-se qualro cly.-ileras
em quinze minutos.
X.
Cholera tos meninos, dos reinos,
muliiercs j>jadas.
. Meninas.
, o estomago supporla difficil-
i excitantes muito on.rgioos, como
; hortolS eos alcoolieos; o ex-
citante, quo com elle se aeommoila melhor,
ido liquido de aminoniaco dado
guinte :
lortell pimenta 90 grammos.
> liqulo de ammoniaco 15 ,,
de hrtela.....15 ,, ,
la colher de meia em meia Iidm. A is-
i giammas de xaroira*tli aco-
quando be frequente o vomito Seo
inua, da-se urna ou duas golas d' o-
!e hortea em viudo quente ou clyster,
depois de uave-lo posto com antecedencia so
bre um torrao de assucar. Ajuda-se a aegao
des-tas (estancias com a tisana do lione-
a psqnenas doses frequentemente
repetidas >ra o-* estimulantes esterioros.
srultitnos, sito os sinapismos que
convem melhor, e quasi sempre sao sullici-
Vethos.
-upporta 1 en os mais
:. internos e externos.
insistir no vinho, e
I quarto etn quarto de
que se tenha feil.o fer-
>mo lempo exti-
le-
mulhere3 pedas exige
mulantes levem sur
B>a precaucao. Oomeca-so
u do de ammoniaco ; depois
sencia de hoi tela, e em caso de
chega-se at ao clia alcooli-
de 30 a 50 centigramraos 6 a 9 graos) em ca-
dia; berber-se-ba nma infusiio ligeira de
cha ou do macellu depois da refeiciio,
uma ou duas tacas de tisana amarga de lu-
pjlo, de chicorea,- de cavalhinha, de raiz
ds calumba, etc. Se anda ha disposicSo
para o vomito, 30, 40 50, 60, centifcrammos
(del a ti graos) de iiub-uitralo de bismulh,
dados antes da refeijiio, a fazem desapp-
rener. Se este m<) cntenlo nao produz
oireito, selhe junta o p imp8lnavel*de raiz
do calumba pu de; carvio do evonymo.
T.imbem seexperimontarilo as aguas gazo-
sis, o leite ou caldo fri tomado em jejum.
Se anda resta urna escorrencia Diliosa
q ic nao acaba, r porfrisado irapalpavel, Via dse de 30, 40ou
50 centigrammos antes da comida, juntan-
dn-se-lhe uma colher pequona de amido di-
luido com agua, ou com uma colher pequea
de jarope Jtacodib,
Quando sobreven!, pelo contrario, pri-
sab de ventre, reco:rer-se-ha aos clysteres
cora agua de farelo, de semenle do linhaca..
do .altheia, ele Porvey.es, quando he a-
bandonada a si mesma, a constpacao se
termina pela diarrha, o os doentes ficio
por muito tempo, sugerios a estas alterna-
tivas i por islo he preciso procurar con-
seguir a regularidade das dejeceos.
Quando a convalescenija caminha regu-
larmente, os cuidados hygienicos devem
passarem primeiro lugar. Dever-se ha tra-
zor roupas quentes, evitar a humanidade
e lodas as causis de resfriamento, fazer
exerciclo fcioderado que nio va at fadi-
ga. Asreieicfles serflo reitas. a horas re-
gulares ; escolher-so Inlo os alimentos na
cUssedos queso do fcil digestao, e que
fazem. pequeo volumo contendo o mais
possivel .ie materia nutritica. Sua quan-
tida.lo sera graduada co. mais esuicU
aUmQo. Rebor-se-ha narrefeiOes agua
de Sells ou de Vichy, a quo juntar-se-ha uma
csrta auantidade de vinho ; da mesma sor-,
te beber-se-ha no fim da refetejo um pou-'
co de vinho puro. Emflm, quando 0 con-
valescen'.e experimenta, no Gm de ceno
tempo, fadigageral, o que o esercico tor-
na-sa penoso, os banhos enlo sao mui
uteis.
Poca'o anti-vomltiva.
II. : Acido ctrico. ... 2 grammos (36 graos)
Xarope simples ... 2* (6oilavas)
i-carbooalo do soa -2 (36 graos)
Agua......120 .(4 onjas)
Fara ilissolver o acido ctrico na melacle 6"agnl,
juila-su o xiropc epe-seem um frasco : dissolve-
se na oulra meta le da agua> o bi-carbonalo c pe-se
em oulro Iraici>.
U-se ao doente ama collicr do 1. frasco e logo
depois oulro do 2., de sorteque a eiTecvcscencia g-
zosa se opera no estomago.
II.
ratai
pausfse a

m
Linimento
Vinagre.....
Agurdente. .
I'arinha de moslarda.
Camphora.....
Pimenta da India. .
Deixa-se a macerar durante tres das. Se se quer,
janla-se um dente d'alho.
liuagaro.
250 grammos (S oajas
500 (16 )
16 (' )
8 (ioilav.)
8 (i )
Poca'o ctherca e landanisada.
(MedicamentoJHdio.)
R.: Elher sulfrico. 8 graintnm o lavas
Ludano de SyJ. 2 ( -- )
- Xarope dacodio. 30 (1 orma}
Agaa de brlela. M.'a f. lomar s colberes de quario em quarto
ilMiora, depois de mia em meia hora, e emlim de
llora em hora.
------------- fc
Mistura de Strogonof.
R.: Tinctura etherea de valeriana...) ,- a ,,,..
anodina de Holfmaun.) "* Parles-
de oox vmica .
XI.
ra obre nni nfethodo
^^Bh eabmlci.
^Jk Iratamento que acaba
ue ja silo muitissimo nu-
rii gabado ctrlos metho-
que.segundo ditem seras in-
m numatosos resultados f-li-
nvenionte lembai que csses
dos, experimentados por pra-
is, nao cotresponJeram
>eranras qu; elles tinhara fsito conce-
|ue at hojo n3o possunr.os especi-
i, npm iratamento algum nfali-
i clialera He prudente, sem
conjecturarmos acerca Vo que pode reser-
contiuara seguir os tri-
i instituir o Iratamento
^^p as regras, c ue nos le-
> de fazer p;netrur no espirito
im. Ha entretanto um des-
^^Jse lem fetn lamigerado
tempos, e a respeito do qu al
.urnas paUvrrs: he o
O tratar o cholera pelo sul-
jebnina. Este medicamento
admenle gabado : aflirmou-
overdadeiro rexedio do
i mfira achado, e que o sul-
p^p^pk seria, part o cholo-
p^pHb de quinina he para a
, islo he, rfcn. mais ncm
ue um peciflco. Pois'bem !
.ac3o veio dar um desmentido
as asserQOes. O sulphato de
i gosa de virtude nlguma
Mrtra o cholera, e com esta medi-
p^p^Bdnra o mesmo queco n outr is
umdiae abandnalos no
O qne he preciso saber e nao
lina admioistracao do sulplia-
pode expor a serios peri-
mo letermnar a-norte, se nilo
lientamente sobre scius effeitos.
1 tanto mais circunspecto em ama
joanlo, na mr-partedns casti;
ave, nao produz *ymptom al-
"Ilie s3o paoprjoi, e que om
lircumstancia se pode ser ar-
agarar sua dse.'Assinr, longe
i admmslraao dosulpliato de
de acooselha-la, eremos dever
aa
6
de rnica (de II. e
d'oplo '.
Essencia de liorltla .
AI. EsU mistura tv; um dos estimulantes mais
enrgicos : d-se na lise de 16 a 20 guitas em- um
copo de viuho branco adorado com assncar.
ATTENCAO ANDA AO NICOPOI.ITANO OU
AO SR. DR. JOS' TllEODOROCOUDEIRO.
O per smenlo humano, astim como
Dos, faz o mundo sua imagem.
(Lammrlinc.
Acoslamado a r ~r ri ir l ImUJmU o os
senliinenlus alheios pela miniia natural lend,
a nada figurar, a naJj cnlorire mar Usar, senao
o buril, as cores e virlu les da verdadeapodero-me de
orna completa eslupclaccaotodas asvezos que as cir-
caioslaocias collocam-me em frente de om aggres-
sor de menos Qdedignidade, de menos icalJ.idn, ou
de e-j!Ttnca e desinimmunal audacia I.
_lsfu posto, nao pude conter a mioba impassbili-
dade peraiue os novos iosultus e alTrotas' que lao
desatinada e tresloucadainenle me irrogou o fami-
gerado metraiheiromeu desleal coega l>r. Jos
Theodoro Cordeiroau o Nicopolitano, em seu se-
gn lo manejo difamatosiocontra mim dirigido as
paginas do Diario rli Pernambitco d 6 do crren-
lo raez I Que raai&iuiia'-vlMiiacaq enL^deuegrir
uma repiiljt;o que taolo sabe respeilar as reinlta-
cas allicias 1 lano receia proletir urna plavra
negra !..
O Sr. Dr. Cordeirca verdedeiro Nicopollaoo
o anonymo rebucadosignatario do communicado
de 12 do junho proiimu passado, e de 6 do corren-
%, 'nao romprelieudca, por cerlo, a generosidade
ros meussenlimentoi aquilalou-me por si '. pre-
oou-me e^avalia-me pelo advogado e condigno ami-
go do Sr. Ur. Cocllia litaiicoirt 1.. Esquecendo-se
que eu soube remunerar as suas invectivas e inju-
rias do 12 de junho com a cnaor iodulgencia-e
magnaoimidade em minlia resposla no Diario de
22 do mesmo inez, suppoz-me em condc,ao infe-
rior a sua : e, e-lo de novo a mctralliar % minha
reputaran !.. O publico,,pois, nos aprecia o publi-
co sensato, a quem peo altearan, e por amor de
quem smenle vollo as columnas da imprensa, seja
anda o supremo jniz do nosso comportanieuto 1..
oarjao. 1
AlsUllUiS
instancia as pes>soas es-
{Cevitcm a sua appli-
XII.
>-
na a' cerca de mn
p<:riodo evontn il, ou de
o cholera.
i doente escapa aos acidentes qu>3
o cholera confinnado, o calor
nbros. a circuaco se
vlas'as fanc<;;s tendem n
u estado normal: e o que st
ob a denominac de reaerfo. Su
i he moderada, confunde-se coni
51, do que j vamos oeeupar-
em sompre assim succedo : pelo
vem-se dosen"olver-s3
variados que reclamara um tra-
;nte. Ser-nos-hia impossi-
iq'ii os accidistr.es o indicar
com effeito mJilissimo
is dedistiif|ur, para'que
e respeito algumas infor
medici) eslarecido
o itaUme ilo ; por-
dar-se a iud,cac.ao ic
prati ria, dcapp'icar sanguc-
sugas, etc.; emflm todas cssas indcaco;s,
mente a primeira, estao fora da
medicina popular. Mas quasi semprco me-
dico chega antes que se desmi"olVi m os'iic-
cidentes. que constiluem o Kirceiro perio-
do do cholera, periodo que filta nos cas3s
ligeiros, mas que algumas vezes .om* um
espantoso nos casos grares.
ique julgamos devor f.znr cohhe-
cer a nossos leitores a mc,-parto tos moios
que sn [lodem empregar us ci sos Jo cholo-
confirmado, nfio so conclna qu
os.i intfrvengSo do metlico cono intil,
liscihamos as p?usoas estrant.as
:Vani dirijam a sua
: atamenlo d > cholera. N
v inteiramente d1ff;rente : q
somente preparar a tc>d>s pura 1
irrer iinaiedialainen'.e a nm cholo-
rico, aflm que, em quanto tu'o clu.'ga o nie-
1 quando, em razio de qualqner
ancin n3o he fcil sua immedi.iia
ia, te possam oppor meios activos
essos da moleatia. Ha lem dinto
ero de de meios fherapeuti-
3o po lemos fazer mengSo, por
quo s ao medico compete julgac da oppor-
lunidade de sha applica^au.
XIII.
csccnejtio enoleiM
bacS.'s
omogo usa pr^H2
es (2o lentas, difli
ar>st-h>o algumas pitatUl d rhuiDaroo,
Eiistem Iribuuaes 110 paiz, aos quaes podera re-
correr; mas ainJa quero, por esla vez, ser generoso
para com um mtu collega pauco digno de altenres 1..
quero slmplesmenle saliifa7.er-me.com overflirl da
opiniao pultlica 1
Bem poderia eu tiizer : 00 Sr. Dr. Cordeiro baja
de dar, quanlo antes, as coinpelenleyf|BUocias
contra os rneusfeitnsjudiciarios pacivei -Je expia-
540 penal, como arrojada e fdiricitanUinenle o diz
em seu ultimo ata<|ue ; 00 luja da responder pe-
ranle os Iribunacs do paiz, pelas injurias e calum-
nias impressas contra mim proferidas "em seu se-
gundo anonymo !.. Mas nao quero anda !.. e an-
da rae apraz vencer com a arma da generoidade !..
ReOectindo ao meu cjllega, que ao provocador ha
quesa deveallribu.r a voplade do acio. e nao M
provocado ; e coinigniutemente que, nao eu, e sirai
elle he que lem querido a que entre, nos se trave
ara duelo com armas desiguaes asseguro-lho, que
se pooco temo as suas virulencias infamalorias,
menos o manejo do raciocinio, porque, felizmente,
possuo tanto, quan:o he-.bastanle para fazer calar
o do advogado da Victoria; n,1o obslante a sua em-
pitase de^porlentaso I.iWamos ao que importa:
Diz o mea colloga, que eu vomitei injurias contra
a 13o illibada rapulite|a do seu amigo Dr. Hitan :o.irt,
em dizer, queconira os originnes dos documentos
por elle apresonlados em sua defeza exislem vehe-
mentes indicios de falsidade ; e me concilaodo a
apuntar quaes estes indicios, protesto, que eu verei
aexliuberantejus'.ifiearao de sua aolbenlicidade...
Bem prescimlindo do transcendente destas ex-
preisOes, suspendamos por um pouco os nossos jui-
zos delinitivos, e observe o mea colica : Que eu
nunca duvidei se me apresenlasse ulteriormente a
eihuberante jaajilcacao da aullienticidade do re-
ferido docuinenWe que o faci de querer eu exa-
minado, prova lambein eiliuheranlomenlc a minha
alternada intenck, ou de certificar-me de sua au-
lliantidade, ou de aulbenticar na forma do art. 92
do cod. do proc. crini. para poder servir de prova a
aun defeza (se be que a ord. I. l.o. til. 88, 30 a ad-
milta) ou a de um novo crime do Sr. Dr. Bitan-
courl. Mas conteslar-me-ha o Sr. Dr. Cordeiro
com todo o talealo do seu raciocinio, com lodo
o esplendor de sai jurisprudencia, que a copia apre
sentada pelo seu amigo, e o proprio original (pao
obstante anda 11A0 lar cu wslo) au eslavain, e iiao
lo anda eivades de inultos vicios contra a au-
Ihenticidade '.'.. Pela negativa respondo : por quan-
lo, o primeiro vicio qua leude a os inauthenlilicar
prova-ae com a falla do designai.-ao da casa em qtfe
I9 o nlr.umenlo original.Per. e Soma
nol. 458.
egundo prova-se pela exlemporancidade do re-
iimenlu e sillo (por ser o dilo documento par-
r prejudicial a lerceiros, que no caso verlenle
Soos orphlosl qu! imluz falla de dala at que se
14 aclo do f ilrecnsavel, como a sua appreseula-
^mjaiza.pae- manto de sello,o,Dr. P. Baptisla;
fore a copia, viito nao se haner dado a favor desta
uenhurat das excepcoes aimissiveis em direilo para
constituir a probabilidade do documenlo Moraes
oil. 437 Ord. 1. 3 til. 60 pr. Pereira e Souza
nol. 465. r
O oitavo prova-se com o st baver assim preterido
as formulas legaes, e solemnidades nocessarias
Moraes cil. g 450 e 458 1>er. Souza not. 458.'
Ealem desUs razoes jurdicas, sera rrivel que o
r. Biuneoorl lliio da jurisprudencia, teoba fir-
mado um contrato de locar.lo. de servirlos de om ea-
cravo, por i annos, cujo p'apel foi dalado em 1851,
e deixasse de o reeonhecer e sellarlogo depois.para o
Tazer a 12 e 14 de maio do correnle anno, quando
tinha de responder a um processo de prevaricado ?
Sera mais crvel, que o Ur Rilancoiirl, se real fosse
o dilo contrato, deixasse de reeonhecer e sellar o res-
pectivo papel ucjsla villa, onde foi feilo, onde resi-
do elle. e o seu compadrefigurado locadorA.deS.
F. R.; e onde exislem labelliaes e collector de consi-
derar.Ho, para os ir sellar a 10 leguas do distancia,
em municipio eslranho ; e islo em occasio, que
uma viagem deslas Ihe poderia ser prejudicial, por
erfetta durante o prazo irrevogavel e falal de 15
das, em que tinliade esluJar, e elaborar duas res-
postas a dous procesaos de responsabilidade ?
A visla das precedentes razes dir ainda o meu
colleja Dr. Cordeiro, que ou injuriei ao seu cliente
Dr. Bitancaurl, por querer desvanecer as suspeilas
quo tinha sobro a veracidad-; do original, cuja copia
fui por elle apresentaila '!
Quanto a prevencHo domen jnizo.como forraa-
dor da culpa ; quanlo as diligencias de busca, e pri-
s3o a que mandei proceder contra o Dr. Bitancourl,
cslranliadas e argidas l,i-i|viralentamei,le pelo Sr.
Dr. Cordeiro, direi, que nao iteixavam de ler soli-
dos e legilimos fundamentos, que em seguida passa-
rei a expender para maior iu.struccao do mea idoso
collega, e de lodos aquellas, que, sem o menor cri-
terio, constituirain-se verdadeiros sectarios de suas
exclamaces.
A preveocao do juizo cntendo ser tim aclo inhe-
reulc ao exercicio da mstrue<;ao criminal, e como
lal deve ser manlida todas as vetes que o jniz ins-
triirlor julga-la conveniente para eaUbelecer a crc-
dibilidade dos fados e circunstancias comprobato-
rias ou negativas do crime, e para firmar uma ver-
dadera con vi crio a respeito ; porqiranlo de uma
falsa convicrao pode resultar tanto uma condemna-
c.l iniqui, como uma ahsolvicao injusta. A reve-
lia, pelo modo porque Uo fatalmente I asada en-
tro nos, he ftina verdadeira iniquidade [_t nein vejo
razes, que jusliliquem a sua admlssaSo romo
regra na frmaao dos processos. Va i do encontr
aos principios de direilo penal, que eslabeleccm a
proporrao entre 05 delietns o as penas ; porque sen-
do ella uma falla extrauha ao delicio, deve ser pas-
sivel do una pena especial, proporcionada a sua
gravidade, c nao sabmetlcr i julgamenlo o delicio,
coja in-drucci a motivou. Vai ella de encontr
anda as regras ordinarias do processo, ou leis adjee-
livas, porque s^ndo o fim deslas a informaco,ou iiis-
irurrilo do faci criminoso,para suhramotlrr o indi-
ciado a aecusa^o e ao jalgameulo, frea Iludido esle
bavendo ella lugar ; porqrfanlo ha de se juhjar
sob a sua influenciare nat> peli.s dictames da inti-
ma comicc.lo firmada as provas.
Emmaleriade processo be falsa, segando Bentam,
Ihaoria das provas pag. 5 une regle que lend
mellre en contradiccin la decisin du joge cstlaloi;
qui enlraine le juge i pronuncer conlre sa persua-
sin inlime, sacrifier le fond la forme, juget
camine Ilumine de loi ton! anlreinonl qu'il ne ferair
comme homroc priv. Como, pois, querer o Sr.
Dr. Cordeiro, que eu faga correr o revelia o seu
amigo Dr. Ritaucourt, e o julgue sem mo instruir
do fado, sem firmar a minha convicrao intima ?
Como querer que eu lanrasse mao des traordinaria que s a lei da necessidade a justifica,
sem esgotar lodos os meios, quo a lei da justica
poe ao alcance dos juizes? Nao vi a distancia que
lia entre esla, que servo da bussula as regras do pro-
cesto, e aquella que he urna consecuencia (oreada
da necessidade de nao ficar o crime impune?
O procedimento, portanlo, do eu cliente Dr. Bi-
tancourl, de nao querer absolutamente comparecer
em juizo para o ex.un do'documento, cuja exhibi-
jao exig, e ser interrogado be que se pode qualificar
de njostificavel; por quanto lie contrario a obriga-
rao expresta que llie impOe o art. 142 do cod. do
proc. cnin., cuja doulrina recommenda o arl. 400
do regulamento o. 120 de 31 de Janeiro de 1842 ; he
contrario anda a obrigac.o cnnsequencal e corre-
lativa a auloridade que ao juz de direilo confere 01
citado artigo -103 do regulamento citado,de prncaj
der as diligencias que jolgar conveniente para o c
clarecimcnio da ventaje.
I'ar.i r-inforlar o ini-n procedimento sobre as bus-
cas e prisao coja ordcui leve lugar no dia 21 de ju-
nho prximo pastado) por desobediencia aos manda-
dos da juslira contra o Dr. Bitancourl, alera dos ar-
gumentos que esUo ao alcance de lodos era face do
citado art. 400 uas palavras e as mais qae julgar
convauieule concrdame com as palnvras segnln-
les do art. 23 S 1 da lei de 3 de dezeinhro de 1811
n proceder on mandar proceder ex-officio quando
Ibo for prsenle para qualqucr raaneira algum pro-
cesso crime, em quo lenlia lugar a aecusarao por
parte da jusjica [era euja elasse eslo lodos os de res-
ponsabilidad) todas as diligencias necessarias, ou
para sanar qnalquer nuliidade oh para mais ampio,
conhecimeoxoda verdade, e cirruiiislancias que pos-
'no julgamcutOB palavras estas, que se
"er extensivas a todas as diligencias
compaliveis>com a ord.-r judiciaria, rumo .1 das
mesmas busenpauo expligilanieute be conorida aos
jaiies de direilo AmATi') do e >d. do proc. crin). ;
a de prisOes quo ina^^itaineule lio condrida aos
mesmos j'zes pelaC. ralidade do arl. 304- dcil,
cod. combinado co' ~^ arl. 179 10 J cmi-l. do
imperio, que diz o '. fica disposto aceros de prhvao
anlcs da culpa f a, que nio coinpreheade os
casos qae n.ao s-a- jmente criminaes em que a lei
determina todava '^jmSo de alguma pessoa por
desobadocernosmaMados da juslira.ou n3o cuinprir
alguma obrigacao dentro do determinado prazo,
alera das chaces que j fiz do desembargador T-
menla Bueno, e M. Oadol, na minha resposla de
22 do prximo pttsdo mez, cilare mais as sesuinles
palavras de Brackslonllv. i cap. 21 paa. 148 i car
il serail abzurde de lear altrbuer le pouvor d'exa-
raner un aecut, s'ils n'av.iicnt (referindoa aalori-
dade do juiz. aussi le pouvoir de le conlraiodre se
presenter el i se proler a ect ex uncu ; c cilare fi-
nalmente as latidas expresses do erudito juriscon-
sulto l'ernamhucanolleudes de Azevedo a pjag.
107. Do termo iraperalivoassistirareferin lo
10 ar|. 142 do cod. do proc crioja) resulta que ojuiz
deve mandar buscar o roo debaiW de vara, so elle
nao comparecer em virlu le do mandado de Molifica-
(30....; porque a presenca do Decusado na inquiricao
das leslemunhis nao he exclusivamente du seu inte
resse; convem sobfeludo justica publica, que o
acensado esteja prsenle inquiricao e a lodas aa
diligencias e informarles a que houver de proceder
o jniz formador da culpa para o descobrimenlo da
verdade e ludo o que esplndidamente diz eue
dislinclo pharol da nossa jurisprudencia desde a pag.
132 at a pag. 155, que be o que ha de mais lgico,
lucido e convincente sobre a auloridade qoe lem os
juizes de direilo de passarem ordem de prisao.
Tendo instru -lo o meu collega Dr. Cordeiro, em
lugar de o invectivar, perguntar-lhe-hei: o docu-
Sienlo abaixo nao exprimir ama semiprova da frau-
do Dr. Bitancourl, commeltida por meio da ap-
preseota^o do papel de locacHo de servidos, com
que tenlou encolirir o ia dominio sobre O escravo,
qoe Ihe era vedado adquirir, qoer directa, quer in-
directamente, semindo a ord. I. I, Ut. 88 30 1
Ilim. Sr. Dr. Nabor Carneiro Bezerra Cavalcnnli.
Parlitipn V. S. qu? o doriiraenlotfsSo estes a
SWiptura do compra e papel de siza,.que exigi) que
xige em seu mandado cttao em poder do Sr. l)r.
JoSo Francisco Coelbo Bitancourl; poisdeda 21 ilo
raei de junbo dcste crrente auno que vend o nio-
leque Josa ao Dr. fiilancourt. Dcus querdca V. S.
por muitos anuos.
Antonio de Souza Ferreir /tabello.
11 de julho de 185").
Quanlo ao meufidus Achates.cuja inllueucia quer
a forliori allribuir o Nicopnliano ao meo procedr-
menfo relativo aos negocios do Dr. Bitancourl, re-
pito ao meu collega, que lem a sua consigui resi-
dencia na minha troncaba livfaria, e lem a sua per-
sonificado na boa razao, as ideas a as leis!..
Terininarei fazendo applic.irlo da mxima citada
.pelo men collega cada un d oque lem. O Sr.
Dr. Cordeiro da-me injurias, calumnias, adrontas,
insultos, o miserias Eu com elle reparto o verde
fructo dos ineus estados, e dou-lhe um exemplo de
generosidade ; recordando-lite todava que o gigan-
te com o qoal fora lular David, desprezava-o.... e
assim nao menospreze com lana ufauia, nao obslah-
VIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do da 2 a 21..... 1:3209930
Exportacao'.
Rio de Janeiro, bricue escuna bnsileiro oMarian,
do 161 tonelada*, conduzio o teguinte : 355 sac-
eos farello, 7 meia pipas c 42 barris mel, 40 pinas Vinao do Fayal. Chegaram UO pipas pereabo-
agurdente cachaca, 1 caixSo esdanadores, 108 mo-
Ihos dcconrinhonle e.-ibm, 2 calxttes barriqninbas
do doce, 3,213 meios de sola, 588 saceos millio, 7
barricas e 5 saceos cera amarella, 97 rolos de salsa,
42 sacras com 183 arrrobas e 13 fibras de algndo.
As-a', lirigno brasileiro iiNero, de 193 toneladas,
conduzio oseguinte : 124 volumes diversos gene-
ros. 6 remos, t erra,10 vergelhOes e2 barras de fer-
ro, 8 resmas papel. *
HECEBEDOK1X DE RENDAS INTERNAS E-
RAES DE I'RRNAMBUCO.-
Rendimento do dia 2 a 20.....23:43898^2
dem do dia 21.......2:288!>856
25:7270(i!>8
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlodo da 2 a 20. 3t:627449
dem do dia 21....... 0779094
35:3049513
ItHMHv
PRACA DO RECIh'E 21 DE JULHO DE 1855,
AS 3 HORAS DA TARDE.
Hecita semanal.
Cambios----------Saccpu-se a 27 11-2 d. por 1( a
dinheiro, c 27 1 |t cem prazo.
Algodao----------Continua a ser procurado, ven-
dendo-secom proraplidSo 85,698
saccas quo enlraram esta semana
' do ti^OOO a ft400 rs. por arroba,
e algum muilo superior de 69500
aOSbOOrs.
Assucar O pouco que entra he de qualida-
dc inferior e hmido, que nao ani-
ma os compradores. Veudeu-se
' branco ordinario de 29100 a 2S250,
o mascavado bailo a 19600,resu-
lar I j720, e o superior da 29000 a
29050 rs. por arroba,
Couros------------- Foram muito procurados, e ven-.
derain-se de 186 a 187 1(2 n. por
libra dos seceos salgados.
Bacalho Tivemos om carregamento de
1.900 barricas ebegado de Terra
Nova, que foi vendido a 109500
por barrica, tirando eai ser 3,000
barricas.
Carne secca- Teve melhor sabida, e os pre(os
forana mais firmes. A do Rio
Grande veudeu-se de 3800 a
49400 por arroba, e a 49000 a de
Bueoos-Ayres. Ficaram em ser
26,000 arrobas da primeara, e
5,000 da segunda.
Familia de trigo- O mercado esta bem supprido,
por quanlo temos em 5,800 barri-
cas e 6.500 saceos; por cujt razao
os piejos afrouxaram, retalhando
se a :llij a de Baltimorc, a 32sa
de Philadelphia, 3'Oa de Triesle.e
de 269a 279 por6 arrobas do Chile
, em saccai. Alem do deposito sup-
pra,-riegarain 2,400 barricas .le
Tfieste,le 700 de Genova, que es-
"- ^ To em %er.
Vinhos--------------Conliriuam enjuados.
Discooto--------- UelMier.im-te leltras de 6 mezes
"de 8 a 9 por cenlo ao anno, e de
Vinho calalso. Nada feilo. Tamos 1,470 pipas
em primeira mao, apezar de daas cargas que se-
guirn).
Vinho de Marselha. 30 pipas fora vendidas a
495.
tagem.
Vinho do Porto. Algumas vendas a 320, 3359
e3609.
Vinho de Malaga.* Nio houve vendas. Temos
om er 1,015 quinto* 86 quarlos.
Vinl(o moscatel. 250 canas em m condirao
foram vendidas a preep que nio pode eslabelecer
cqlasSo.
,- n EXPRTACAp.
Caf. Como dissemos, a visla das nolicia
viadas ltimamente da Enropa e dqsEstados Unidos,
os precos aclnaes nio podem alentar os nossos ex-
portadores, por ssc qae as vendas limilam-se a :
6|171 'para os Estados Unidos.
6,838 i> o Canal.
4,920 o Mediterrneo.
17,929 sacca.
A pqnena porjao vendida para os Estado* Uni-
dos foi do 15600 a 19700 por ser caf cscolhido. Pa-
ra o Canal e o Mediterrneo pagou-se de 49 a 19100
e alguma coua do ordinario de 39200 a 38600.
Em ser 170.000 saetas.
As colacOcs de nossos precos torrentes devem ser
consideradas corno nominaes, visto serem quasi as
mesmas das do fim de junho, antes de se ler recebi-
do as ultimas noticias dos mercados consumidores.
I)e 65,303 saccas de caf, das quaes ''
40,220
sendo para Baltimore. . . 2,019
Hljslon .... 3,003
Now-Orleans. . 6,022
New-York . . 24,959
I'biladelpbia. . 4,187
e para Antuerpia .... 3.820
Canal. ,..... 2.300
Haraboreo .... 5,159
Liverpool .... 2,680
Malla eConstaulinopla 4,400
Porto.
Rio da prala
Trieste .
127
486
6,111
baco 17 do julho de 1855.O secretario, A. F. d'An-
nunciacao.
O Illa). Sr. inspector da Ibesouraria provin-
eal, emcumpriinenlo da resoluto da junta da fa-
zenda, manda faz#r publico, que a arrematarlo da
obra do primeiro lanjo da eitrada do Pao d'Alho foi
transferida par o dia 26 do rorrete.
Mra constar se maodou afiixar o presente e pu-
blicrmelo Di avio.
ibesouraria provincial de l'eniam-
bucol9de]| |MMBr-0 |Crelaro, .-/nloio
Ferretra dajBllinnclar
O Illm. Sr. inspector 4a thesouraria pmvin"
cial, em coinprimaolo da resolucao da junta da fa-
zenda, manda fier publico, qoe a obra dos reparos
da casada cmara municipal, e cada da cidale de
Olinda, vainovurnenle a praca no dia 2 de agosto
prximo vmdouio.
E para roiitnr se mandn afiliar o presente e
publicar pelo Cario.
Secretaria da'ljiesouraria proviacial de Peroam-
buco 19 de julio de 1855.-O secretario, Antonio
Ferreira^da Annuncianio.
DKCLARACOES
irliatiajy"-
emfsWpol
^\ 7a8jxl0 por cenlo.
Frete*.-.....1)
Do assucar para Liverpool a 20. e
carneado na Parahiba
mi aliodao Cl
/ a 17|32.
na Semana qoe ac
Enlraram na tamaa que ac.iMBRS embarcajes ;
sendo Sem lastre** com farinha de Triyo, 3 com
dita de mandioca, 1 com bacalho. 4 com gneros
do paiz, 3 com carregameatos da Europa.
Sahiram em 10, a saber: 2 para porto eslrangei-
ros com carregmciilo de gneros do paiz, 2 em las-
tro,# para nutrs provincias, e uma com parle do
carregamento que Ironxe da Europa.
Ficaram no porto 17 envbrcaci5es, a saber : 2
americanas, 26 brazileiras, 1 dinamarqneza, 1 ham-
burgueza.O bospanbolas, 5 inglcza), 5 porlugaezns,
e 1 sarda.
------- taiwia. ------
RIO DE JANEIRO 13 DE JULHO A' TARDE.
Redta do mercado.
As Iransicces em gneros de importarao foram
de pouca consideraran. Raiiaram um lano os pre-
cos dos gneros do Mediterrneo, dos qaeijos e dos
presuntos. Subirara os da farinha e da manteiga. O
mercado de vinho animou-sfjsalguraa cousa, sto he,
relativamente a importancia das vendas, porem os
presos nao melboraram, visto que ha falta das boas
qualidades, apezar de serem as existencias ainda a-
vulladas.
As atas noticias dos Estados-Unidos o da Europa
influirn) naturalmente no nosso mercado de expor-
tado, e como os nossos negociantes de caf sasten-
lam os seus precos apezar dessas noticias, foram as
tratisaccdes insignificantes. O mercado monetario
continua infelizmente no mesmo estado, sendo a la-
xa dos juros elevada e os dcsconlos difSccis;- apezar
dislo o cambio baixoa sensivelmente; sendo a maior
parle das ncgociaces effettuadas pelo Acn a 27 d.
1MPOKTACAO'.
Enlraram 21 navios ; 3 vieram arribados e 4 em
lastro. Dos 14 navios restantes 6 trouxeram fazen-
das e gneros, 4 carvio, 2 vnlta>e gneros, 1 carne a
1 bacalho. \ ,
* itforiiiKJMp do Merejo.
Ac. A nica x elida foi de J-2 calas de Milao,
viudas do Rio da Prala, a 11)9500.
Agua raqp-Nent entradas nem vendas.
AlcalrSo. Nem -miradas nem vendas.
65,303
Enlraram de barra^ra 39,663 accas.
Para informa^es eslalislicas s^bre a exportacao
comparada de cafe, referimo-nos revista mensa!
que publicamos no dia 1.
Assucar. As traosaeces foram pooco impor-
lanlcs, c todas efectuada* para o consamo. Consla-
rm de 12 caitas de Campos, 343 caixas e 4,992
sacros do norte.
Os precos regularam para Campos, redondo 29700
a 2*900, batido 29500 a 29700. mascavado 29100 a
jGOO; Pernambuco branco 29800 a 39200, masca-
vado 29400, nao ha ; Macci branco29600 a 299O0,
mascavado 29300 a 2J500; Babia branco 29500 a
29700, mascavado 29200 a 29400.
As existencias boje constam de pouco mais on me-
nos 250 caixas de Campos, e de 497 caixas e 14,000
saceos do norte.
Cours. Venderam-ie 500 do Rio Grande a 350
rs. os pequeos e medios, e 340 rs. os grandes.
Existencia em primeira mao 14,400
segunda a 3,060
Tolal. 17,400
leles. A siluarao do nosso mercado de caf
obsta as transaccoe*; ha poneos navios de que se
possadspor; cnmtudo conideramoa'riomiuaes as
nossas couques, por nao baver lransaces.|
r relaram-se apenas 10 navios este mez, sendo : 1
para Trieste a (1716; para Marselha a 50|. 52|6 e fr.
60; 2 para o Canal a 60|, e via Santo a 67i6; 1 para
Liverpool, via portos do norte, a 9|16 Ib. dealeo-
dao; 1 para N*w-Orleans a 1 dollar; 1 para o Rio
da Prala por 9,500 patacoes; e 1 para o Cabo da
Boa Esperanca por 280.
MERCADO MONETARIO.
O cambio abri e conservou-se frouxo enlre os ex-
tremos de 27a 27 3|8.
Passaram-se 300,000, sendo a maio# parle a 27
o 27 1|4, a 90 das. O governo lomou 50.000 a 27
a 90 das.
Sobre Franca pasarani- sendo 620,090 sobr Pars ilireclamenle, entre os ex-
tremos de 360 e 35aVms a maior parle a 360 e 358;
e 130,000, letras indirectas, a 353. Negociaram-so
tambem fr. 110,000 sobre Antuerpia a 353, 354 e
too.
O cambio sobre Ilambur;o foi efectuado a 658 a
90 dias, a cajo cambio passaram-se 500,000 marcos
de binco.
Desconlos. Continuaran! com diCcoldale a laxa
elevada de 8 0(0 nos bancos, e de 8 1|2 a 10 por 0|0
fr delles.
Moedas metaficas. Jjuasi nada feilo neste mer-"
cado, com cxcepcSo de algumas oncas da patria ven-
didas de 289500 a 289700.
Ac5?es. Venderam-s algumas pequeas por-
ces das do Banco do Brasil a 104j> e 1059 de pre-
mio, mas a especularlo limitou-se quasi exclusiva-
mente asaetees da estrada de ferro de Pedro II, das
quaes houve vendas importantes em geral de 109 a
129 de premio, devendo as entradas ser feilas pelo
comprador, e a 149 e 159 a entregar depois-das duas
primearas entradas efectuadas.
POST-SCRIPTUM.
14 de julho ao meio-dia.
Vendeu-se a carga de farinha do Chile entrada
boufeova 259500.
trile de 400 caixas queijos flamengos, novos,
Em virtude das ordens recebidas allimamente
da presidencia desta provincia, e qoe foram pobli-
tadas no jornal <>fficial de hoje, s quaes he preciso
dar-se cumprimenlocom urgencia, por assim o exi-
gir o bem da humanidade, lenho convocado cmara
para o da 23do correnle, e rogo aos Illms. Sr. ve-
readores nao deixem de comparecer. Passo da c-
mara municipal do Recife 21 de julho de 1855.Ba-
riio_ de Capibaribe, presidenteManoel Perrcira
Accioli, secretario.
A reparlir."o das obras publicas precisa da ser-
ventes para se eugajar na compaohia ds oparirios,
oceupados na lioipeza dos caes desla cidade, e paga
aos srvenles livres 720 rs. dlarips, aos, escravos
640 rs.: as pessoas que quizerem se engajar para tal
servido, nprcsenlem-se na obra da ponte provisoria
do Recite. Directnria das obras publicas 20 de ju-
Ibo de 1855O escriplurario,
Joao Francitco Regit dos Anjos.
Pela sabdalegacia do Recite foi apprebendido
um cavallo rosso, que vagava pelas ras sem dono,
cora caogalba e um sacco atravessado nella : i|uem
direilo tivera elle apreseolc-se, qae joslificandoaeu
dominio Ihe ser entregue.
' A administrado geral dos estabelecime'nlos de
caridade manda fazer pnblico a qaera conviec. que
as quiulas-feiras em que nao forem dias santos ou
feriados, na sala de suas sessOcs, pelas 4 horas da lar-
de, contina a praca das casas abaixo declaradas :
Leopoldir
ente se pres-
publico atada
Actores.O Sra.
Reis.
Sebaallao.
O beneficiado.
D. Mara Leopoldina
D. Rila.
. Lima.
Terminara gedia.
O actor Antonio Jorge agradece vwamenle ao
Exm. Sr. presidente da provincia por Ihe haver con-
cedido o Iheatto, aos eos collegas que te prestaram
a coadjuva-lo (i ao pnb'.ic? >1 quem espera benevo-
lencia e proletcao
Terminar c expeclaculo rom ama graciosa far^a.
A pequea porcao de bilbeles que reatara, esto
venda na mao do beneficiado.
Principiar as oilo horas.
empenliados polos eximios a
na e Jos da Silva Reis, qae
laram a esta representaste,
lera de admira-loa, B
Pcrsomgeru.
Antonio Jos.....
ti conde de Ect caira .
Fre Gil ....
.Vlarianua....
Lucia .......
Um criado.
AVIESOS MARTIMOS.
PARA O PORTO.
A barca porlugaeza a Sania Crol, lem de talut
com toda a brevidade, por ter parta do carregamen-
to prora po : quem na mesma quizer carregir oo ir
de passagem pode enteoder-sa com os consigaatariua
na ra do Vicario o. 11 ou com o capitao a bordo.
Para a Baha,
o hiale Atoe Olinda sabe breve par ler e seo carre-
ga ment qoa-ii prompto; para o reslauts, trata-se
com Tasso Irmos.
Para o Porto e Lisboa.
A nova e mailo veleira barca .Santa Clara, ea-
pitao l.oareoco Fernandes do Carmo, seguir at
o fim do corrilo mez, por ler maior parte do car-
regamento primplo : para o restoe passageiros tra-
ta-se cornos consignatarios Barroca Castro na
ra da Cadeia do Recita n. 4, ou com o capillo na
praca.
a sua quasi-ancianidade jurdica,, o seu joven col-
ga A'aftor Carneiro Dezerra Cacalcanli.
Limoeiro 13 de julho de 1855.
COMMERCIO
aLFANDEGA.
Renrfimonlo do dia 2 a 20. ,
dem do dia 21.....
227:7589688
8:6289053

.
processo civil ^ 129,
O terceiro prova-se com a' falla de despacho do
juz para exlracco da copia. Moraes Carvalhn s
501Per. e Sooia-nol. 466, *
O quarto prova-se com o faci do nao lor sido a
referida,copia ex rbida da ola, c sim de outro ius-
trumento. Per. eSooza nol. 437.
O quinto prova-se cap a preteridlo do concert
exigido pela Ord 1.1. til. 21 S3 10. 30 e 31: lit. 79
6, para o qnal requer-se na extrarcan rTa copia pre-
senca ei subscripciio de dous labelliaes ou escrivae,
ou a leilora peranle as parles, o a isso quizerem ser
presentes. Oijl. I. cil. til. 80.S 15. Moraes Car-
vallio *01 ct. e Per. h S.iuza. nol 457, cil.
O sexto prova-se com o ter sido a ropiajulrabda
em outro muir pi (na cidade da Victosw) c nao
ler precedido ao acto apreseolacAo em juizo a com-
petenle leg.nlisac.io, que se coshima fazer reconhe-
ceudo um laboiliao do municipio a firma do que
bi o instrumenta. Moraes cil. 456.
O elimo prova-se cora o relo das 5 'recusas do
Dr, Bitancourl d<) ipreieotar o originai,ao qual se re-
236:3869741
Descarregam nof23 de julho.
Barca inglezaCorridoalcatrao.
Barca ingla Counless of Zellandmercadorias.
Br'tguo dinamarqo|a/9nfarinha de trigo.
Palacho americanolellendem.*
Polaca sardaA/sra lizadem.
Palacho hamburguexHnrich Gstatemercado-
rias.
Palacho brasileiro CoiuaucWdiversos gneros.
Brigae brasileiioMurta Luizafumo e salan.
Importaca o.
Polaca arda Marta Elisa, viuda de (ienova, con-
signada a Basto 4 Lentos, manifesloo o seguinte:
1 caita obras de ferro, 8 vulumes drogas; a
Schuler.
12 caitas marmore ; a Jos Saporiti.
2 ditas Ira'tes ; a J. Pinto de Lemos Janior.
2 ditas chapos de palha ; a ordem.
1 embrulbo livros ; a C. M. J. .
600 barricas farinha de Irigo, 185 saceos farello,
8,000 Mjnllosdo marmore, 12 lardos alfosia, 18 di-
tos coarinhos, 12 dilos ervadore, 10 saceos pimenta,
20 barritas alpisla, Is fardos, 6 barris e 8 caitas dro-
gas, 25 raixas alvaiade, 7 fardos amendoa, O) caitas
papel, 112 balas dilo de embrulho, 120 cadelras, 45
fardos cabos, 500 caitas massas : a Basto & Lemos.
CONSULADO GERAL.
Rendimenio do dia 2 a 20.....19:215J697
Idtm do dia 21....... 64IJ038
19:*5*>735
Azeile do Mediterrneo. Veuderam-se 30 bar-
ris a 29300 o galo, e 500 caixas Plagnli a 9{/00
pouco mais oo menos.
Azeite de Portusat. I-'i/.cram se algumas Iran-'
sacefles a 3259 e 3309 a pipa.
Bacalho. Uma carga de 1,544 barricas alcan-
rou de 109 109-500.
Breo. Nio nos .-ansia que se eflectaasse venda
taima.
Cabos. Venderatn-so 135 pecas da Russia a 399
e 171 a409oquinlal. Nao liouve vendas nem do
Cairo nem do de Manilba.
Carne secca. Enlraram 7,400 arrobas do Rio
daPrata, e 64,224 arrobas do Rio Grande. Os pro-
ros para ambas as qualidades regularan! de 39500 a
Cha. Traosacrs insignificantes do Hysoo a
19800, e do Poucbung ordinario a 18.
Canhamaco. Vendas regulares do 265 a 270, ge-
ralmente a 265 rs. a jarda.
Carne salgada. Nao ha.
Carviio. Duas largas de Cardiff graudo alean-I
;aram uma 289 e utra 279 a tonelada. Venderam-
se tambem 12 toneladas de carvao belga a 245- O
resto do que entrou foi armazenado, e o8o ha para
vender em primeira mSo.
Cerveja 100 b, rricas da de Hambargo alcan-
raram |400; ave;idas da Ingleza foram insigni-
ficantes a SlLf w
Cera. *- Honve vendas de 20,000 libras da de An-
gola a 759 rs. a libra, pooco irais ou menos; de
6,000 libras da de Portugal em crumme a 960 rs. e
alguma cousa da arr.er(tana a 740 rs.
Chumbo do munirSo. As transacrocs foram li-
mitadas a 219 e 219500 o quintal.
Farello. 1,226 saceos do Chile de diversos laraa-
nlio alcancaram 49200 o sacco regular de 82 libras,
e5IO'de Hamburgo a 39900.
Farinha------Venderem-se 9,744 barricas de Bal-
limore, parte para reexportacao, dlB249500 a
259-500 : 298 barricas extra obliv'eram 26f, e 50 eu-
ropeas 329500.
Fica smente em primeira mao 2,000 barricas de
Baltimore. 1,000 gallego e 51 Haxall, uma carga do
Chile entrada hoje.
Folha de Flandies. As vendas forana limitadas,
|a2!9.
liarrafs. 30 g gos vindos de Inglaterra loram
vendidos a 12 e 139- 50 entrados por cabotagem a
diversos precos, regulando nooco^nais ou ineuos por
89500.
(ienebra. 1.00J garrifuCs vindos de Hamburgo
obliveram 4-9200, e 700 frasqueiras deScModain
59600.
(jrnssaria. Vendcram-se 750 peras a 260 a 270
rs. a jarda.
Manleiga. Como ja dissemos na revista do mez
passado, parte da franceza pelo Villa de Pars ven-
den-se no dia 30 a 700 rs., islo he para meios barris,
os ioteiros alcancaram 660 rs., e surtidos 690 rs. a
libra.
A ingleza que veio, sendo nova e poaca, foi ven-
dida a 950 rs., menos um lote a 900 rs. antes de che-
gar. .
Massas. 1,329 caixas altanrarain 69 pouco mais
ou ineuos, e 500 caixinhasde 3 libras 19600.
Oleo de linhaca. Veidsjam-so cerca de 60,000
libras a 250 rs. a libra, e alguma cousa em rvlalho
a 260 rs.
Passas. -^ A onica venda foi de 350 caixas, quali-
dade regular, a 49. _
l'iiiho. Nao houve vendas; cnlrou hoje uma
carga.
Pixe. Nada feilo.
Presuntos. 100 ioglezes em mao estado foiam
vendidos em leilao a prefo que nao regula, 250
W.eslphaanos acerca de 480 rs. a libra, e 19 barri-
cas porluguezas a 3605:s.
Queijos. Paite dos qne enlraram pelo Acn
ain-la n*> eslao vendidos. As vendas elfecluailas fo-
ram senilmente a 19850 ; om lote alcanrou 2?, e
um antes de chegar 29100.
Sal. Entrou uma carga, vendida a 620 rs. o al-
qocire.
Taboado do Ballico. Vcnderam-se 86 duzias a
28, mas esle prcro nao regula.
Enlrou hoje uma carga.
Velas. Venderam-se 450 caixas dasderompo-
sitao a 660 rs. a libra, e 300 de nossas existencias
eslao avariadas.
Viurfgre. Houve algumas lransac8es a 909 e
1059 a pipa.
Vinhn de Lisboa linio. As vendas foram de al-
guma importancia. As boas qualidades regularam de
2809 a 3009, cujos precos obliveram as marcas B &
C, e F & S. velho. O resto das transacOcs effec-
luou-se enlre os miremos de 220* e 260J.
Viuho superior que chegar presentemente pode
obter mais de 30C(8, apezar de serem nossas xsleoe'
cas avalladas em qualidades ordinarias e regulares.
Do brinco houve urna venda de 150 banicas a
215, e alguma cousa superior a 280 a pipa.
Viulio de Ceite. 100 pipas portagueus alcan-
caram 225.
/ Tucanoaran! baje cerca de JIOO.
Passaram-se hoje mais 5,000 sobre Londres a
27 e 4,000 a 27 1[4 a 90 dias.
14
Depois da publicaran do posl-scriptum da revista
quo sabio na supplemenlo do hoje; passarara-sc mais
5,000 a 6,000 sobre Londres a 27 a 90 dias,
Nada se fez em caf.
FRETES.
Antuerpia 70i.nomin.
Canal.....55| a 65| n.
Estados-Unidos KOja 100 11.
Liverpool 45| nominal.
Londres 45|.
Marselha 80 L e 10 V
Mediterrneo 50| a70pi.
Trieste75i. nominal.
Hamburgo .~>inomin
Havre. 80 fr. e 10 J.
Cambios.
Londres 27 90 dias.
Pars 355 a 260. .
Lisboa nominal.
Hamburgo 658,
METAES E FUNDOS PBLICOS.
METAES. Oncas d patria. 289600
o hespauholas 299000 a 299500
Pecas de 69400 vethas. 169000
a Moedas de 49. . . 99OOO
0 , 89800 a 99OOO
n Pesos heipanhes. da patria*. . . 19940 a 29OOO
0 . 1>920 a 19960
1 PalacOs...... . Nominal.
A plices de 6 %......... ". 1081i2*ei-dv.
provinciaes....... . 103 5a 104 %.
(Jornal do Commercio do Rio.)
MOVIMENTO DO PORTO.
Ra da Senzala Veiha n. 25, por I6S9OOO
Ra da Lapa o. 5, por 2769000
Ra da Senzala Nova n. 26, por 6O9OQP
Na mesma ra 11. 36, por 609000
Ra do Collegin n. 12, por 1:0009000
Roa Dircila n. 5, por 66O9OOO
Na mesma ra 11. 7, por 5769000
'frave.-ssadoCircereiron.il, por tiOjOOO
Na mesma travesa n. 13, por 729000
Na meema Invnssa n. 17, por 729000
Ra do Padre l'loriano n. 13, por' 1209000
Admioistracao i?eral dos estabeleciaientos tlecarida-
de 19 de Jalho de 1855.O escrirao,
Antonio Jos Gomes do Crrelo.
A relarao dos devedores de decimas da collec-
loria e municipio de Olinda, al o anno financeiro
de 18511852 esta em juizo, e os mesmos devedores
sao convidados a salislazerem seos dbitos, indepen-
dente da acrao judicial que os sujeitar a maiores
despezas, 110 pnzo de 15.di.is, a contar do presente,
para o que se pnitrito dirigir a roa Nova p. 14, se-
gundo andar, aiim de obterem a competente guia.
O procurador fiscal da thesouraria provincial,
(ypiiano Fenelon Guedei Alcoforado.
Na oriformiilade da retiuisicSo feita
nesta data pelo consellio de direcro do
Banco de Perdambuco, he convocada a a$-
sembla geral dos senhores accionistas, pa-
ra reuniao ordinaria no da 51 docorren-
te, as 1 i horas da manhaa, para levar-sea
efleito odis]>osto no art. oO dos respectivos
estatutos.Recite l\ de julho de 1855.
Barao de Camaragibe, presidente.Jos
Bernardo Galvao Alcoforado, primeiro se-
cretario.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernambuco sacca
prac_a da. Baha, e contina a l
lettras sobre a do Rio de Janeiro.
co de Pernambuco 25 de junho de 1855.
Q secretario da direccao, Joao Ignacio
de Medeiros llego. .
Nao tendo comparecido algoero no dia \ do
correnle mez propondo-se ao fornecimento de cal
prela precisa .i esta repartirao 'para as suos obras,
iianobstaiiic o convite no aonuncio oo declarticio
com daja de 2 tambem do correnle mez, mansa o
Illm. Sr. inspector fazer publico, que o dilo fofne-
cimeolo pode ainda ser contratado, precetrOls as
necessarias proposlas, com quera se aprsenle nesla
secretaria fazeudo-o com mais vanlagens parfazrn-
da. O mesmo Illm. Sr. inspector manda ainda fawr
publico, que udmiltirjpessoas livres nesta repartido
servindo na qualidade de srvenles com (o jornal de
720rs. e 19080, quando empregados no trabalho a
sul do Recife.luspeclori do arsenal de marioha
de Pcniifmbui o em 13 de julho de 1855.O secre-
tario, Aleandre Rodrigues dos Anjlk.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho adminilralivo, em virtade de autori-
tatao do Eim. presidente di provincia, tetn de com-
prar os objectos segujnlen:
-Para o lO.ajjkbalalliiio de infantaria.
Botes couveos grandes e lisos de metal doorado
2800 ; dilos pequeos ditos 1600.
Quem os quizer vender aprsente as suas propos-
las na secretaria do conseibo administrativo s 10
horas do da 26 do correnle mez.
Secretaria do conselho admiuislrativo para Torne-
cinsento do aisenal de guerra 19 da julho de 1855.
Jos de Brilo Ingles, coronel presidente. Ber-
nardo Pereifa do Carmo Jnior', vogaljesecre-
lario.
Naci entrado no dia 21.
Rio de Janeiro e portos Intermedios(1 dias 1|2, va-
por iuglee Avon, commaodanle Richard Re-
vetl. Passageiros para esla provincia, Manoel
Antonio Newingloo Camello, John Atf-cd Thow.
Nado sabido no mesmo dia.
Liverpool pelo CetraBrigae inglez uEicrtnwn,
capito James King, carga assucar.
Vario entrado no dia 22.
Buenos-Avie26 dias, sumaca bespanhola Talia,
de 118 toneladas, capitao Antonio Cartellar, equi-
pagem 8, carga carne secca ; a Amoriro Irmaos.
Segua para Havana, arribou com agua aberla a
esle porto.
Nucios sabidos no mesmo dia.
Assu'Brigue brasileiro ero, cepillo Ignacio da
Fonseca Marques, erai lastro e alguns teneros.
Passageiros, Bailar do Moora Silva, Thomaz
Pinlo Martins.
Soulbamplou c portij intrrmrdiosVapor inzlez
nAvnnu, commandanlu Richard Itevell. Passa-
geiros desla provincia, Fredcrich Kem, James
Railioay, Antonio Valcnlim da Silva Barroca,
Mademe Dcsire Mailelajnc.
Rio de Janeiro Brigue esfuna brasileiro Marino,
capiOo Manoel Jos Vieira, carga milho e sola.
l'assageiro. Jnaqaim Rodrigues da Cosa.
Para pelo MaranhaoBrigue braiiteiro Elvira,
capitn Manoel Jos Pereira Martnho, carga man
timenlos mandados por conla do govern.
Baha.
Vai seguir oom brevidade o bi
luna : para r> resto de seu cal.
com seas comignatarios Anlon
& Compaobin, oa roa de Traj
andar.
brasileiro Fr-
iBto, trata-se
_ imeida Gomes
n. 16, segando
Para o Cearn e Maranhao segoe o palhabote
Venus, capiUo e pratico Joaquim Antonio G. San-
ios : recebe carga e passageiros: a. tratar com Cas-
tao Cy risco da C. M. ao lado do Corpo Si
o brigue nacional MARA
LUZ1A, de lote de 303
tonelladas, de primeira
marcha, forrftdo e enea
vltiado de cobre, freta-se
para qnal quer dos portos do imperio ou
da Luropc : a tratar com os comignata-
rios Antor/io de Almeick Gomes 41
ra HoTxipiche n. lo, segundo
Para o Porto com escala por Lisboa, segu
com a maior brevidade o brigue portogoez Bm Sm
coso por ter parte da carga prompla : qnem no i
mo qoizer. carrejar ou ir de passagem, pan
lem aceiados commodos, dirija-w aos consianalarios
Thomaz de Aquino Fonseca Filho,
gario n. 19, .ariraeiro andar, ou ao co. o :. Ma-
noel G. dos Sanios Lesas, na praca.
Para o Aracaty sahe o hiato (ra
quizer carrejar ou ir de passagem. Irata-secom Mar-
lins & Irma-i, ra da Madre de Dos a.
Para a Parahiba sana por estes dias a
S. Jos DiUjer'.te por ler a maior parte d
prompta : pira o resto, trsta-se ira roa da Cal
Recife, loja le ferragens n. 56
O hiati Incncvei receba a mal p
caly hoje f^3) ao meio dis.
~ LEsXOXS-
PBLICAgA'O *LITTERARIA.
Aclta-se venda o compendio.de Theoria e Prali
ca do Processo Civil feilo pelo Dr. Fraucisco de Pao
la Baplista. Esla ebra, alm de uma introdcelo
sobre as actes e exceptes em geral, trata do pro-
cesso civelamparado com o comraercial, eonlcoi
a theoria sobre a applicaco da causa julgada, eou-
tras doutrinas laminosas: vende-so nicamente
na loja de Maoel Jo> Leite, o a ra do Quei-
mado n.
Jutor.
10, a bocada eieraplarrubricado pelo
EDITAES.
O Ilim. Sr. inspeclor da Ibesouraria provin
cial, em cumprimcnlo da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia, manda 'convidar aos conse-
nhores da casa n. 16 da ra uo Livraraenlo, abaixo
mencionados, a entregaren) na mesma thesouraria
no prazo de 30 dias, a contar do dia dajprimeire' pu-
blicacao do prsenle, a importancia das quotas com
que devem entrar para o calcamcnlo da mesnu ra-
sa, conforme o disposte na lei provincial n. 350.
Adverlindo que a falta da entrega voluntaria, ser
punida cerno duplo das referidas quotas,' na confor-
midade do art. 6. do regulamento de 22 de dezem-
bro do 1854.
Barlholomeo Francisco de Souza. 16&560
llerdeiros de Jos Pereira Lagos 259980
Antonio Joaquim dos Santos Andrade 320610
749150
E parawnstar se mandn aflxar o prsenle e pu-
blicar pflkiario.
Secretam da thesooraria provincial da Pernam-
huco 10 de jnlho de 1855. O secretario,
Antonio Ferreira da Annu/tciardo.
O Illm. Sr. inspeclor da thesooraria provincial,
em cumprimenlo da resolucao da junta de fazenda,
manda fazer publico qae a arremalaeSo da obra do
acude do Buiqoe foi transferida para o dia 14 de
agosto prximo vindouro.-
E para constar se maodou afiixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesooraria piMinclal de Pernam-
Segunda-ieira, 23 do correle, s 10 han
manhaa, sei So Tendidas esa leilao publico, por
pacho do IHm. Sr. Dr. juz dos feilas da fizenda, a
requerimeno dos administradores da massa de
Deaoe Yool; & C, e por nlervenct* do agente 011-
veira, diversas fazendas inglezas, consisliado em
chitas, atp.T.i, pannos de 1.1a ele, assim como o-
deiras de ba lanco americanas, e armario proprio pa-
ra guardar lazendas : nos indicados da e hora, e no
armazem di referida matea,silo na roa da Cadeia
do Recife o. 52.
O agente Borja, de ordem do Illm. Sr. Dr. joix de
direilo da primeira vara do commercia, i requeri-
mento) do cjrador fiscal da musa fallida de Autono
Aoguslo de Carvalho Marinho. far leilao da toja da
dila massa, sita do ra do Qneimado o. 50, consis-
lmo n'um grande e completo sortimeoto de fazen-
das fraocczis e inglezas le diversas qualidades, ama
excedente irraatao perlencente a mesma loja, todas
as dividas c movis exisleates na loja sopra : quar-
la-feira, 25 do correle, as 11 horas em ponto.
Sabbado, 28 do correnle. ao meio dia em pon-
to, o agento Oliveira far leilao em seo
dos predioi seguales : uma casa terrea, sita M roa
de llortas u. 82 ; uma dila de 4 andares, na roa No-
va n. 19, a qual rende annoalmente rs. IriOOflOOO;
mitra terrea, na roa da Roda n. 26, qae rende rs.
1149000, e oulra no beceo Tapado, nos fundos da
casa da ron Nova n. -21, que Umbam rende animal-
mente rs. ""ajOOO, sendo es tres ulbmas foreiras: os
pretenden! sKo coovraados examinar anti
mele os ir encionados predios.
AVISOS DIVERSOS.
Regiment de costas-
Sahio a luz o regiment das castas j*d-
ciaes, annotado com os aviso que o alte-
raram : vende-se a 500 res, na lirrria
ai. 6 e 8 da praca da Independencia.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Resumo dos maiores premios da lotera
17. da Misericordia, extrahda em 4 de
julho de 1855.
N.
20:000s
2:.00|
3i se
COMPA HA GYittSTIQ FRANCEZA-
TttCA-FEIKA 21 DE JL I.UO E 1855.
Depois de bma brilhanle ouvci tura, abrir-se-ha a
scena e dar principio ao expeclaeolo.
' 1 PARTE.
DANSAS NA TORDA.
1. UM PASSO, pelo joven Affonco.
2.o DANSA GRACIOSA por madamesella Alexa-
drina.
~b\ GRANDE DANSA c evoloco pelo Sr. Flix.
4. Por pedido geral a GRACIOSA G A VOTA pela]
Sr. Williairis.
5. i.KAMil-; TitAIHI.IH) sem maroiuba.
t." A GRACIOSA POLKA sobre doas tordas pa-
ralellas dansado pelos principaes actores ca cooipa-
nbia.
7. AS PIRMIDES ARABJCAS do carnaval
por toda a rompanhia.
8. AS CORDA!.ENS AMERICANAS grande
trabalho gv miastieo por cinco artistas.
9. O GLOBO AMBULANTE executado sobre
uma bolla r diversas dansas e esercicios, palo Sr.
Flix.
10." A PASSAGEM DO COPO, dos arcos a da ca-
.deira seguido da DESLOCACO.
11. For 'innmeros pedidos O TRAPEZIO VO-
LANTE.
12. A
iWII lOlilJWYiL ,
ASr.a V^illiams lomara a fazer esta diiicilimaas-
cen^o por muitos pedidos e por nao terera todos
podido bem apreciar.
A compaubia agradece cordialmenle ao respeita-
vel publico desla capital o hom accolbimanto e p-
de-lho anda uma Vez saa prelec^o.
Os bilbeles se acham a venda hoje das 10 horas da
manhaa atu as 5 da tarda no escriptorio do thaatra,
e amanhaa das 10 at a hora do espectculo.
-**frH!l*^-
QIINTA-FERA 26 DE JULHO.
iipectacuio em proceito do actor Antonio Jorge.
Depois de orna escomida ouvertura subir a scena
a sempre pplaudida tragedia do poeta brasileiro
Magalhaes.
ANTONIO JOS OU O POETA E A IN-
QUI3ICAQ/.
Os papis de Marianna e Antonio Jos ierSo;des-
1717.
1585.....
3547.....
112*. .
453, 1179,,
21*2, 4261,
10 688, 1941 ,
26*9 5157 ,
3377, 3907
4642..... Ofl<
20 278, 345, 551 ,
C47 903 923 ,
981 10W, l
1859 2 :>. ,
3594 77 ,
4450 ,
4790 seo*
00 199, 203, 2C7, 31
421 845 ,
1024, 1039 1108.
1544 1560 *705 ,
1734 172, 1776 ,
1833, 1864, 1891 ,
1921 2050-; 2086 ,
2114, 2195, 2273 ,
2292 2379 2565 ,
2612, 2731 2752 ,
2922 2937 3024 ,
5403 3545 3618 ,
3674, 3998 4015,
4046, 4150, 4206,
4255, 4268 4504 ,
. 4665 4848 ,
4874 4984 4985 ,
5162 522 5298,
5501 5517, 5521 ,
5749, 5914
100 premios de......a.
1800 ditos* de.....
Sahio nesta provincia
em o meio hilliete n. 112*. e a d
em o meio dito n. 2097, e o
premie* de 400$, 200$ e 100 ssui-
dores C|ueiram vir eceber.
Achtim-se a venda mf^prara da Inde-
Etendencia os no* s e meios da
oteria 9 da cultura das amoreiras
devia correr talvez a 21 do presente. As
listas esperamos pelo vapor nacional San
Salvador no dia 5 de agosto futuro. O
premios secao pagos logo que se fiief a
distribuido das listas.
Precisa*e por ahigael 4a S prata* eseravas
para o ucrvic da casa : quem as liver, dirija-se
ra de i. Francisco, sobrado n. S, como quem vai
pan a ra Bella ou Mondo Ntvo.
Oirereee-se ama muliier da boa conducta para
tj servicu de casa de um homsm solteiro, ainda bms-
mo para um sillo perto* da praca : quem qniter, di-
rija-se Boa-Visla, boceo dos Ferreiros n. 4.


I
I
\y
DIARIO DE PERMIBUCQ SEGUNDA FEIRA 23 DE JULHO
L > abai.vj assignado, pro-
o da linha de omni-
repeitaicl publico,
3lM>ij.ro, propoe um
Ijft Pajanem ate a
rsajp da mensa 11-
dade lie iO rs. pigos adiantados,
i horas daa partidas .e.riio n arca Ja de
confoi viintadt: da miioria
dos ihos 500 n. por
viag
he Movo n.
SO e jullio
eme cotmnercial
os abaixo astignadoi. ; por iimo ro-
as as pessoas que j ligarem-se creJor da
ctN, de apresen! i* antes do oi do
me/, para seren pagas; e lamtiem rogam a todas as
rteijoa que silo devfjdores a dita casa de virem pa-
lente de Purnamlioco 21 de julho
de ix:>.ilel/rar4 c Blondn
Pede-ee ao S. Antonio Btelh> Pinto de Mes-
jeila, tutor dos orphAos da Jos Mmb de JetiusMu-
niz, qoe a b>m do* interesses dos meamos orphAos
baja de por novamente em prara afonda do litio do
Viveiro, visto haver qoem o pretenda.
Um ttisprutendmtei.
Precisa-eede ama ama dt leti: no almo dos
Afogados D. 1<7, primeiro andar.
Kapha-il Flix Jos Garch aviaa lodos os eos
devedores e a quom oais convier, que em 21 de ja-
1851, os credores da fi-ma commerciil Bnu-
I entregaran a Herencia 1a dila
roa e casa, descuerando por osle acto o socio Ban-
deira.cuja firma, assim entnela, ficoa a cargo e res-
pousakilidade do annuociante a sta liquidado ; o
que assim foi confirmado, pelo uizo commercial des-
cidade, escrivao Santos ;.e por o, desde a men-
cionada data por diaote, todn -s qualquer transaccAo
qie nao fosse operada pelo aonunciante, nao he va-
liosa, e contra ella ter de se tmpor : todos os deve-
dores at a citada dala, e dalia por diante, cujos d-
bitos ealivernm vencidos, quciiam sjlve-los no praio
e :iOdias, fiudos os qoaes o a inundante p.issara a
facer a cobraoc*iodcialmeni e.
hoas costun.es para
oiuiuar : a tratar no
rtmcjkidicialmenlr.
?oe-slpiamulhei de
panr coser e eac;oi
Offeret
ama de casa, .
becco Largo do Recite u. 7.
lo corrente, as 10 horas, su ha de
arrematar a armc,Ao e mais fleilts existentes na
. 60 da frente da roa do AragAo, ra Boa-
lertcneenle ao casal .c finado Jos Rabello
Tavaret, empresenta do Uta. Sr. Dr. juiz de an-
teles. ;. ^ajjM,
Jos Ferreira Coelho Grillo, pnrtngoez, retira-
se para a Europa.
la 19 do carrete mez de julho,
l revesso do enzenhn Novo da Con-
i JaboalAo, dous cavallos, sendo
ca da preta.'. e una
ima baiin mi pescoot', anda
este abalado O ,outro hn rosso
as de ferro eio aibos os quarlos e
barriga, anda a passo, he grande e nan esta gordo ;
loaes cavallos pertencem ao Sr. Joo Francisco
Brrelo : quem dos misinos liver noli-
le dirigir-se ao dito eng >nho, ou nesla prara
l Joaqun de Novaes, na do' Livraraimlo n.
s Pereira da Cunha, no bairro do Hecife,
imenle recom]>ensado.
do correle, a> malo dia, depois da
i do direilo la pri-
respectiva dos sudito-,
- der, por arrematarlo,
a Boa-Villa, avahada por
menlo re Grgorio da Silva
s procurador nesta cidide, pa-
ra camprim'Milo de testamento
\sieiau hy Ihe university of
I States, coa lines to reside, al ra
loor, a mi atienda espec ally lo
P^P^PJpd ear's diseases, fio laakei oceular, exami-
loofta prvate reside ices; rerumber
P^P^PJien of tlie ear, U requ'm (he
ia Direila o." 13 dn-iie dir heiro ajaros so-
bre peuhorc s de oure ou pra
Grande sala de barbiro-
Antonio Barbosa de Barr, com sala de barbeiro
i Cruz do Recite u. 62, primeiro andar, faz
> respeilavel publico que ulem de barbear,
corlar cabellos e sangrar com toda i perfeicSo, lim-
pa denies, queima, chumba cota a verdadeir.i roassa
i. da qaal receben prximamente viuda
grande porco, e vende oii frasquinhes por
iodo ; assim cor u ensioa como ella he
a para conservar seropre ss denles na sua
ir natural. Tambem tem u u iande deposito de
amburgo, as qoaea vente em po-r^o, a
retalho, aloaa a menor porro que n fregueZ qoeirat
e qaaudo .-ja preciso elle niesmo as vai applicar ;
assim como ludo mais que .iina lira dilo, mais ba-
lo que em oalra qualquer, parle.
H-.l)Kb AMaBLI.A. H
publico, em :asa
es, ra do til- S
ijaiuenlo, que ni', es- S
* lado actual da Iherapeolici, he o mais fli- S
BRE AMA.BJLM.. Conhuce- g
cujas florS aprevenamos em M
-eos etTiilos clnicos, e por $
gg lito acuiselhaiuos. qoe della s use segaudo
)| o rotulo qn ,scos. t
Manon aicanti. 2
. Aolorisa. lumeros fados *
us, declaran medicamento **
almente de multa IBeacia para esle
ica, piieuiiionii, pleuriz, felires Wt
ypliililicos, etc. St
s^Bs^Ml^llBHBItHtg
ntabili immeicial.
ivav GaHherme B stkeareld, habilitado
conliecimenlos praliets, que em malarias de
cemroercio tem adquirido JuranU mullos anoos,
que as lem exercido nesla iraca, como caiaei
ro, guarda livros e gerenta dn negicios prapriosfa
alheias, Iffrece a os negociantes desla e da oulrit
prarn do Brasil, assim como a oulras quaesquc
pestoas, o suu preatimo para c lim le dirigir tudo o
ilabilidadi), como seja : rever e
justar eonlas de qualquer aitiirea, organitar ba-
taaidr,5cs de fallimenlos, de
Jaco;* de a varias, invenla-
^^Hl quluer especie de
HHnliiti.'s com joros oa sem
^^Hknfas atrasadas, tomar
^^H etcnpluracao por partida
iles, arbitramentos judcii.c>,
de qualquer a.ture/j, etc.,
itro sin de dirigir qialquer
^^K qoer aerar le o juo com-
unl do commetcio em
para o que flrn a coo-
dos advocad )s, e de
probos e inleltgeateaatoliciladores alo foro.
.iiiciinle aberto o ser escrip-
C.ldeia de Sauli Amonio o. 21, onde
das 8 Iroias di manilla as 4 da
toarte aspe .-a merecer de* a e de
ia prariis um bou, acolliin1 enlo, sendo o seu es-
itpMcimanto da mais recoiiliecida utilidade.
Chr ,.Hrechenftli,
CHAROPE
CONSULTORIO DOS POBRES
50 WUA NOVA 1 MJM9AM 50.
O Dr. 1*. A. Lobo Hoscoso da consullas honieopal aleas lodos os dias aos pobres, desde 9 horas da
manhaa ateo ineio dia, b cm casos exlraord alqocr liara do da ou noile. .
UHerece*e igualmente par praticar qoalquer operajo de rirurgia. e acudir promplamenlc a qual-
quer mulher que esleja mal HHascircumstaDcas uAo permitlam pagar ao medico.
DO DR, P. A. LOBO I0SC0Z0.
50 RA NOVA 56
VEN1WE-SE O SEGUINTE:
Manual complelo de meddicina homeopathica do Dr. G. II. Jahr, traduzido em por
tagnes plo Dr. Moscozo, qualro volumes encadenados em dous e acompanhado de
-um diccionario dos termos de medicina, cirargia,anatoma, etc., etc...... 2OJ000
Esta obra, a mais importante da todas as que Iratam do estudo e pralica da homeor.athia, por ser a nica
queronlm base fundamental d'esla doutrinaA PATHOGENESIAOU EFPETOS 1K)S.MEI)IC*-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SAUDEconliecimenlos que nlo podem dispensar as pes-
soaa qoe se qncrem dedicar pralica da verdadeira medicina, interessa a todos os mdicos que qafterem
experimental a oitriua de Bahnemann, e por si mesmos se convencerem da verdade d'clla: a lorlos os
fazendeiroseienhorcs de engenho que esto longe dos recursos dos mdicos: a lodosos capilcs de navio,
que urna on mira vez nao podem dcixar de acudir a qualquer incommodo seu ou de seus tripulantes :
a todos os pas de familia que por circumstancias, que om sem pra podem ser prevenidas, slo obriga-
dos a prestar ia eonlnenli os primeiros socenrros em soas enfermidades.
O vade-mecum do homeopatha ou tradurrao da medicina domestica do Dr. Hering,
obra larabem ulil as pessoas que se dedicam ao esludo da homeopalhia, um vol-
me grande, acompanhado do diccionario dos termo de medicina...... 108000
O diccionario do termos de medicinal, cirurgia, anatoma, etc., ele, encardenado. 39000
Sem venladeiros e bem preparados medicamentos no se pode dar um pasan seguro na pralica da
homeopalhia, e o proprielario desle eslabelecimenlo se lisoneeia de te-lo o mais bera montado possivel e
ninguem dmida hoje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 lubos grandes...................
Boticas de 24 medicamentos em glbulos, a 10, 12 e" 15000 rs.
89000
Ditas 36 ditos
Ditas 48 ditos
Ditas 60 -ditos
Ditas 144 ditos
Tubos avulsus .
Frascos de ir eia onra de
'.............. 209000
.....-............ 2ri000
.......'........- 309000
a..............-.'... 609000
....., ........... 19000
lindura.............,..... -j.-hiki
Ditos de verdadeira lindura a rnica.................. SflOO
Na mesria casa ha sempre venda grande numera de lobos de crystal de 'diversos tamaitos,
vidros para medicamentos, e aprompla-se qualquer eucommenda de raedicameuloscom loda a hrevida-
de e por procos muilo commodos.
TRTAMENTO HOMOPATHICO.
Preserva tico e curativo
DO CHOLERA MQRBUS,
PELOS DRS.
CKXim.K.Ca: W32 ""^aWJ3H;jB?aK.M
ou inslrnccao ao povo para se poder curar desta enfermidade, administrndoos remedios" la ellicazcs
para atalha-l, emquanto se recorre ao medico, ou mesmo para cura-la independcnle desle nos lugares
6111 (JUC 1130 09 ni. i
TRADUZIDO EM PORTUf.UEZ PELO DR. P. A. LOBO MOSCOZO
Estes dous opsculos contm as indicac.>s mais claras e precisas, so pela sua simples e concisaex poli-
cio esta ao alcance de todas as indiligencias. nAo so pelo que diz respeilo aos meios curativos, como nrin-
cipalmenle sos preservativos que lem dado os mais satisfactorios resollados em toda a parle emane
elles tem ndo poctos ciu pralica. ^^ '" B,u 1ue
Sendo o Iralamento homeopathiro o nico qoe (em dado grandes resallado* nocoralivo desla horri-
veleoferroidude. julgamos a proposito traduzir estes doos imprtanles opsculos em lingua verncu-
la, para dest'artetacihtar a sua leilura aquemignoieo francez. aaa^aw vernaca)
Vende- nicamente no Consitlleriodu traductor, roa Nova n. 52, por 23600 rs.
Quem precisir de urna ama de leite dtrija-sa
aoalenodo Afogadocasa do Sr. Jos Francisco deo
soma Lima, que achara com quem Iratar.
Precisa-se de urna senhora de bons
costumes ebonesta, cjue entenda bem de
costuras escoriar, para acabar de ins-
truir duas meninas : quem estiver ueste
caso annncie ou dirija-se a ra da Con-
cordia sobrado que tem varajjda pintada
de encarnada, confronte a entrada da ca-
sa de detencSo.
MASSA ADAMANTINA.
Ba do Rosario o. 36, secundo andar, Paulo Gai-
gnoiK^dentista francez, chumba, os denles com a
massa adamantina. Essa nova e maravilhosa com-
posi^lo lem a vantagem de enchersem presslcdolo-
rosa todas as anfractuosidades do deote, adqoirndo
em poucos inslanles solidez igual a da pedra mais
dora, e permute restaurar os denles mais estraga-
dos com a fr,rna e a cor primitiva.
g .'UBLICACAO' DO INSTITUTO HO g
MEOPATIIICO DO BRASIL. g
g THESOL'UO HOMOPATHICO 9
OU O
VADE-MECUM DO Q
HOMEOPATHA. Q
Melhodo concito, claro e teguro d$ cu- fi
Jrar homeopalhicamenlc (odas as molestia* 2
que affltgem a especie humana, e part- W
A cularmente aquellas que reinam no Bra- &
sil, redlgido segundo os melhores Irata^ z
dos de homeopalhia, -tanto europeos como \^5
americanos, e segundo a propria experi- 6JJ
- encia, pelo Dr. Sabino Olegario I.misero j
Pinho. Esla obra he hoje recouhecida co- mo a mrlhor de lorias que traiam daappli- /ijk
W cac^n homeopalhica no euralivo das mo- $jg
IB leslias. Os curiosos, principalmente, vnlo B
podem dar um passo seguro sem possui-Ia e 2
consulta -la. Os pas de familias, os senho- W
(A res de engenho, sacerdotes, viajantes, ca- Ji
w prlaes denavios, serlanejosetc. etc., devem 5
te-la i.ntlo para occorrer promptameqle a v)
qsialqrici' caso de molestia. sti
Dous volumes em brochara por 109000 *
b encadernados 119000 O
Vende-se nicamente em casa do autor, *
toa de Santo Amaro n. 6. (Mundo No- w
ts
O eonselho administrativo do hospital regimen-
lal precisa conlraar pelo lempo de um auno, a fin-
dar no ultimo de junho de I806, com quem maiore
vsnlagens offereccr, a applicaclo da sangoesogas
Vende-se um piano com muilo baos vozea e
muilo bonito, com muilo pouco uso : oa loja de 4
portas, do Sr. Guimarles, na ra do Cabug, se dir
quem vende. Assim como um curdiln do ouro do Por-
qoe necmsarias Torem nos duenles do menino hospi- lo com 30 oitavas, e um loucador de iacaraud mui-
tal, adverlindo aos concurrente*, uub deverlo com- tn honitn '
concurrentes, que deverlo com
parecer com suas propostas em caria fechada, as 10
horas do dia 2) do crreme, no quartel da Soledade,
afim de se dar preferencia ao qaat> aatisfazer a con-
die.io acim declarada; O mesmo eonselho contrar-
ia sob as mesinas condicocs a lavagem da roupa dos
doentes do referido hospital, sendo ella composla das
seguintes pejas : lencoes, camisolas, loidlias, fro-
nhas, colchas de chita, maulas de lila, guardanapos e
barretes. Kecife 21 de julho de 1855.Joaquim
Antonio de Maraes, alferes agente.
s- Aluga-sc urna escravn para lodo serviro de urna
casa : na ra da Alegra n.9.
Em Id de jolln fagio do engenho Desengao,
rreguezia do llom .lardirn, um prelo crioulo. por no-
me Koqne, tdade ;W anuos, c representa ler menos,
alio, secco, nariz grosso e arregazado, pernas finas,
beir;os grossos, pes regulares e crir avermelhada ; le-
vou um cavallo russo pedrez, novo, e esquipador :
quem o ipprehender, leve-o ao engenho cima, ou
1 ra da Cadeia do Kecife n. 21, que sera generosa-
mente recompensado.
Aluga-sc um molequo para casa cslrangeira,
que cozinha liem a franceza 011 porlugueza : a tra-
tar na ra de S. Francisco n. 7.
Oabaizo assiguado lem mudado sua residencia
do ruada Cn* para a ra de Apollo 3. 6.
Francisco Tiburcto de Souza Heves.
A pessoa qoe aonunciou querer comprar urna
lipoia pode ir loja de fazendas na rua da Praia da
Itibeira.
Prtcisa-ic de um caixeiro que leohn pralica de
[alterna : a Iralr na rua da I.ingoela 11.5.
Precisa-se de ama ama para casa de ponca fa-
milia : na rua dos Quarleis, loja n. 24.
Precisa-se alugar ama cscrava que nlo seja de
rua, para o serv de portas i dentro de urna casa
de ponca familia : quem liver, dirija-se a distilacao
por detrax da igreja de Sania Hila.
COMPRAS.
r Compram-se arrOe- de|Beberibe :
ga do Rosario n. 36, segando andar.
na rua lar-
COMPRASE
toda a qualidade de metal velho, menos ferro
roa Nova
Militares
n. ;, defronte da fgreja da Conceico dtt
, loja ile fonileiro.
Compr.i-se tirata hrasileir.i c hcspaohola : na
rua da Cadeia do Kecife n. 51, loja.
VENDAS
Vende-seo engenho Semaya', situa-
do na freguezia de lgftarass, cOm porto
de embarque, com safra no campo para
tOO pes, com boas commodidades para
morada, bem como tem no mesmo en-
genho dous sitios de'Coqueiros com per-
to de 500 pes: os pretendentes podem
dirigir-se ao mesmo engenho, a ttataj
com o seu proprietarioAlexandreTayaA
da Silva. /
Vendem-ropes para reiremos: ot*."ua Di-
reila n. 70. /
Vende-ae ama mulalinhayicolhida, de idade
14 annua, com habilidades : aira/, da matriz de San-
io Antonio n. 20. segundo andar.
Veode-se um ecravo de narlo Costa, o qaal
he eslivador e catraeiro : lia rua do Mondego t. *>.
DO
BOSQUE
conlina a ser na botica le Ilar-
IJiolomee) Francisco deSnuzi, na na largado Kosa-
rio o. 36; garrafas grandes 5J;00 e pequea) 39QO0.
UPIRTAKT PAR (I PIBIJCO.
ca em Ir dos es seus diSerenles
or co islipar;iies, tosse, aslh-
ma, plenrz. eicarroi ele sangue, dor de costados e
paito, palpitado no corceo, coquelache, tronchile
dar na garganta, e todas as mcleslins dos oriiaos pul-
monares.
Aluga-se o primeiro .ao lar rio sobrado da roa
. da Crol no Kecife n, 40, prorrio para quaquer ea-
tabelecimenlo : a Iratar na lesmi roa n. 19, pri-
meiro andar.
lo declara sise o Sr. Anloni 1 da Silva Guer-
" dgf*'c "* SOdb-correnlr, e aproveila 110 occa-
"*J^^^Wr Cu mesmo senhor
o biim Iralameulo e ai manelrai alt;nciosgs :m qoe
se dignou hnnra-lo durante li innon qe esleve em
sua easa. KacfeSI do julho do Is
Miguel da Silva Mo\.ies Guerra. .' .
AviM-se ao Sr. caolelisla Amonio ra Silva
Mo aoiinwii vendedores de bilhele de lo-
lagarera o que falnr por sorle nos
^^^^|t288e210t da 1.a parle da i." lotera
^^oPemambucauo. assigijadm por Davino
'onlual,*aquaes foram perdidos,
le um moco porluimez pan feitor
da un engenho distante desla praen l leioi.ii, ainda
niesmo Dio enleudeudo do so -vir;o ce campo, prefe-
riodo-se dea etatgUsto* llim ment;; o pesioa qoe
pretender, di ., |0ja n. 9.
Na prijr do Illm. Sr. I ir. ji.iz de diieilo do
do corrente mez da julho, vai ser
apregoada pilo v 0)80000 a casi terrea,
sita na pracn da Boa-Villa n. 1, rom calinita fra,
bom quintal murado e cacimna nieeira ; e leni ar-
rematada na roesma praja n uen mais dr, com
dinheiro i villa.
Manoel Ferreiraade S faz s:ienleque deliou
de ser seo calxefroo Sr. Joto Comia da Silv.i.
Alogi-se orna escrava |>ara o servijo le orna
cata : quem pretender, diri a-w ruado Jsrdim
n, 14.
Est a sahir a luz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTftAHIDO DE RUOFF E BOEN-
NINGHAUSEN E OUTROS,
posto em ordern alphabeliea, com a descriprao
abreviada de todas as molestias, a ndicacfto physio-
logira e thernpeatica de lodos os medicamentos ho-
meopalhiros, seu lempo de aceito e concordancia,
seguido de um diccionario da' significarlo de lodos
01 termos de medicina e cirurgia, e pasto ao alcance
das pessoas do povo, pele-
DR. A. J. DE MELLO MORAES.
Subscrevc-se para esla obra ja>consultorio horneo,
palhico do Dr. LOBO MOSCEO, rua Nova n. 50-
primeiro andar, por 59000 em brochura, e 69000
encadernado.
. rPrtx;isa-se de um feitor para u m si-
tio perto desta praca : na rua da Concor-
dia taberna que faz esquina para a casa
de detenefto se dir' qftem precisa ; n
mesma taberna se dita* fJem vende um
bom cao para quintal ou sitio.
O SOCIALISMO
Pelo general Abren e Lima.
Acaba de publicar-se esla inleressanle obra, qoe
trata rio socialismo chrislAo, c lambem da guerra do
Oriente com loda a historia religiosa e poltica at
as conferencias de Vienna.
Os senhores assigoanles podem mandar receber
os seus ejemplares daquellas pessoas quem liveram
a bonrlade de assignar.Continua oherla asasaignatu-
4a ale o fim do corrente mez de julho, a 2-300 cada
ezemplar, 110 escriplorio do Diario de Pernambuco
prara da Indepeodenaia, na loja de livros dos Sn.
Krcardo de Freitas & C, esquina da rua de Colle-
io ; as loj.ts do Sr. Jos Moreira Lopes, rua do
Oueimado casa amarella ; dos Srs. Siquetra & Pe-
reira, Antonio Francisco Pereira e Brekenfeld, rua
do Crespo ; do Sr. I.uiz Antonio de Siqueira, rua
da Cadeia do Kecife; e em casa do aotor, ja en-
quaderoad. palco do Collegio casa amarella no 1.-
andar ; assim como as mAos das mesmaa pessoas,
que alo agora tem lido a hondade de agenciare! as-
signalurai. Findo o prsenle mer, vcncr-se-ha
cada um eiemplar avulso a 3 rs. ^<
w
O Dr. Sabino Olegario Ludgero* Pinho,
mudou-se do palacete da rua deS. Francis-
co n. 68A, para o sobrado de dous anda-
resn.ti, ruade Santo Amaro, (mundo novo.) <
INFOKMAQOES OU RELAgO'ES
SEMESTRES.
Na livraria n. 6 e 8 da praca da In-
dependencia, vende-se relacocs semes-
traes por preco commodo, e'qucrendo res-
mas vende-se ainda mais emeonta.
Novos livros de homeopalhia mefrancez, obras
lodasde summa importancia :
Uahnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
luntes. ........... 203000
Jliuiy.--
Na rnndtcb de Jos Bapusta Braga, na rua Nova
n. 38, funde-se loda a qualidade de obra de bronze
e lati, assim como.faz-se qualquer obra tendente a
laloeiro e Tunileiro com loda a pcrfeirAo e preco
commodo.
89eO**S@ s
I ; DENTISTA.
Paulo Gaignoui, dentista francez, eslabele
cido na rua larga do Rosario 11. 36, seentulo
andar, colloca denles com gengivas arliliciaes, $t
dentadura completa, ou parle dola, com a ti
nal pressao do ar.
s
65000
"8000
65OOO
169000
6000
89000
I65OO
lOJOOo
89000
78000
65000
15000
Teste, irolesas dos meninos
Bering, homeopalhia domestica.....
Jahr, pharm icnpahomeopalliica. .
Jahr, novo manual, 4 volumes ....
Jahr, molestias nervosas....... .
Jahr, moleslias da jielle.......
Rapou, historia da homeopalhia, 2 volumes
Harlhmann, tratado completo daimoleslias
dos meninos......- / .
A Teste, materia medica homeopalhica. .
De Fajolle, doutrina medica homeopathica
Clnica de Slaoneli .....
Castina, verdade da homeopalhia."...
Diccionario de Nyslen.......lOjfOOO
Atllas complelo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, conler.do a descriprao
,de todas as partes do eorpo humano 30&000
vedem-se lodos esles livros no consultorio homeopa-
Ihicodo Dr. Lobo Moscoso, rua .Nova n. 50 pri-
meiro andar.
AULA DE LATIM.
I O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
quemudou a sua aula pana ruando Ran-
fjel n. 11, Onde continua a receber alum-
nos internos eexterns desde ja' por m-
dico preco como lie publico: quem se
quizer utilisar deseupequeo prestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora (Jos dias uteis.
EDUCACAO DAS FILHAS.
Entre as obras db grande Fenelon, arcebisjio de
Cambray, merece mui particular irienrAe o^lralado
da edocacAo das meninasno qual este virtuoso
prelado ensina como asmis devem educar mas fi-
Ihas, para um da chegarem a oceupar o sublime
lugar de mi de familia ; loma-se por tanto urna
necessidarle para todas as pessoas que desejam gui-
a-Us no verdadeirocarainho da villa. sl. a refe-
rida obra Iraduzida em porluguez, e vende-se na
livraria da praca da Independencia n. 6 e 8, pelo
diminuto prnjo de 800 rs.
O Dr. Joao Honorio Bezerra de Me-
nezes mudou a sua residencia da rua
Npva, para a rua da Aurora sobrado n.
fi2^que faz esquina com o aterro da Boa-
Vista, e ah continua a exercer a sua pro-
lissao de medico. ?
* J. JANE, DENTISTA, *
continua a residir na rua Nova 11. 10, primei-
Precisa-se de um prelo moco e sem vicios,
para oservico de urna casa de familia ; paga-se bem:
quem o liver o quizer alugar, annuucie, 011 dirija-se
a esla lypographia, qne se Ihe dir com quem deve
tratar.
MASSA ADAMANTINA.
Francisco l'inlo Ozorm*.chamba denles cora esla
deliciosa massa, cuja sua boa qualidade j he noto-
ria, assim como tambem calca com ouro e prala, e
ostros melaes braocosqne saai cores igualam muilo
aos proprios naluraes : pode per procurado- para esle
hm, na rua eslreila do Rosario n. 2, confronte a
igreja.
Quem annunriou desejar fallar com o arrema-
lanie da liba do Noguelra, pikje dirigir-se mesma
Ilha, ou Da rua da Praia de Sania Rila, sobrado
n. Si.
' O ahaixo assignado, solicitador dos auditorios
desla cidade, laz scienle ao respeilavel publico, que
mudou sua residencia para a rua de Saula Tereza,
casa n. 1 : quem com o mesmo liver negocio, deve
dirigir-se i mesma casa, das 6 horas da manhaa as 9,
o das 3 da tarde em dianle, que ahi o achara prom-
pto\i fallar a todos. Recite 19 de julho de 1835.
Theodoro de Almiida Costa.
Precisa-se de urna ama que sai ha cozinliar e
engomroar perfeilamante : a Iralar no largo da Ri-
beira, Mberna n. 1, que faz quina para a rua de
Santa Rila.
AttencSo.
Precisa-se de nm caizeiro que enlenda de miude-
zas para lomar eonla de urna loja por balance, din-
do fiador a sua conduela ; paga-se bem ou se da in-
lereiseienisio convier : quem eativer Desta cir-
cumslancias, diiija-se rua do Queimado, loja u.
39, que ah achara com quem tratar.
Aluga-se urna casa nobre, com 9 qoarlos o 4
salas, na roa dd Seve, onde se esl fazendo um moro.
Anlonio JoSp Vidal vai Portug!, c juica na-
da dver, porm qoem se julgar seu credor, queira
apresenlar.a cunta a seo filho, na sua loja de rerra-
gens, rua da Cadeia do Recife n. 56 A..
Precisare de urna ama para lodo serviro d
ama casa de pooca familia: na rua das Crozes n.
20, se dir quem quer.
M. Scasso, modista brasileira, oiFe-
rece seu prestimo ao respeilavel publico, para
apromplar com presteza ludo qoe ha de mais dilica-
du e bom goslo para senhoras, tendente a vestido,
chapeos, Un liantes e o mais que se pride desejar, lo-
caule a modas as mais recentes ; e espera, por lano,
qoe nao s as suas delicadas freguezas conlinuarAo a
honrar a sua fregurzia, mas lambem a concurren-
cia de todas aquellas senhoras que caprichAm em
veslir e oiiar-se com u que he de mais elegante e
bem confeccionado : quem quizer ulilisar^sr de seu
presumo, procure no aterro da Boa-Vista n. 31. -
Companhia Pernambucana de navegarao
costeira.
O eonselho de direccAo convida aos Srs. accionis-
tas da mesma einpreza a effecluarem al o dia 31
do corrente mez mais 10 por cento sobre o valor
das aceces que subscreveram; e o encarregado dos
recebiraenlos he o Sr. F. Coulon, na rua da Croz
n. 26.
3
Vendern-se missaes ramanos e superior esla-
menha : na rua do Encantamento, arinazem n. 76 A.
Vende-se ama canoa gratule e um carro de
conduiir fazendas: na rua rio Enranlamenlo. arma-
sem n. 76 A.
Vende-se urna escrava de meia idade, que co
zinha e lava muilo bem : na rua larga do Rosa-
rio n. 32.
lo bonito.'
Rap orea preta.
Chegnrara algomis libras desle mui acredilado
rap arta preta da Babia, e se vende em porfo 00
as libras : na rua dr Cruz 11. 1, escriplorio de Anto-
nio Loiz de Oliveira Azevedo.
FARIMIA DE MANDIOCA.
A bordo do tate CONCEICA'O FELIZ,
fundeado defronte do caes do Ramos, ha
para vender mito superior faritilia de
mandioca por preco mdico r os preten-
dentes dirijam-se a bordo do mesmo ltate,
ou na casa de seu consignatario Domin-
gos Alves Matlieus.
A 3s000 rs. o corte de vestido.
Linda fazenda de vistosos quadros, intitulada Va-
lachia : na rua do Queimado, loja n. 21. 1
Lila prelada urna qualidade inteiramente no-
va, com tres palmos e meio do largura, muilo pro-
pria para as senhoras que usam de saia e limAo :
veode-se na rua do Crespo, loja n. 19.
' FARINIIA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandioca
em saccasquetem um alqueire, medida
veljia por 3.<000 res : nos armazens ns
5,5 e 1, e no armzem defronte da porta da
allandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes &Companlu'a na ruado Trapiche
n. 54, primeiro andar.
s 1
a rua da Cruz n. 26 primeiro an-
dar, vende-se o ekcellente vinho de Cham-
pagne, chgado ltimamente de Franca,
e por muito commodo preco, que s se
dir' o comprador.
Sal do Ass:
bordo do hiale Anglica, a tratar com Antonio
Joaquim Seve, na rua da Cadeia do Recife D. 49,
primeiro andar.
A -80 rs. 6 covdo.
Alpaca prela de cordo, faznd'a encorpada e bo-
nita, profiri.i para raleas, jaquelas, palitos e outras
obras : na rua do Queimado, loja n. 21.
i
VENDE-SE
OS MELHORES CHARUTOS.
que ha presentemente no mercado; vendem-se por
preco razoavel: na rua do Crespo, luja n. 19.
Damasco monstro.
Damasco de laa cotn quasi duas varas de largara,
proprio para iurejas. colchas, forros de carros e ca-
riciruihas a ItiJJOOO o covarlo : na rua do Oueimado
n. 21. i ,
na rua Nova n. 38, defronte da igreja da Coneeicao
dos Militares, cadinhos do' norte de lodos os 1.-11:1,1-
nlios, verniz copal a 900 rs. a libra, muito bom, p-
timas bigorns para funileiro, tesnuras para dilo,
alicates muito lories, rozelas para esporas muito
boas, vidros pnravidraca, em caita e a retalho, e
lodos os preparos para ollicina de latoeiro e funi-
leiro.
Vendem-se 2 escravas crioulas, sendo, 1 de 25
annos de idade, com 1 cria de 2 meszes, e 1 de 30 an-
noa, ptima emgommadeira e cozinheira : na rua
de Uortas n. 60.
Muita attencao.,
Vendem-se na rua da Cadeia do Hecife n, 47,' loja
de Manuel Ferreira de S, corles de ganga d cores
para calcas a 29240, chitas lama* para camisas de
liornem e vestidos de senhora a 240 o covado, lavas
de seda prelas para homem a 800 rs. o par, palitos
de alpaca prela a 58, 68 e 78000, dilos de alpaca de
seda a 85000.
Fazendas barritas. ,
Corles de rassa de cores com barra a 28000, chitas
boas de cores Cuas a 180 rs. o covado, ditas largas
para lucio a 200 rs., ditas adamascada azul e amarel-
las proprias para robera a 210. riscados francezes
largos de quadros modernos .1 260, pecas de cassa de
llisla com 8 varas por 18600, ditas de quadros a 28 rs.
- Ifcrles desrda proprios para noivas a208000 rs.,cam-
- nraias de ludio finas a 58000 a vara, panno de linho
liara lencoes com mais 7de 11 palmos de largora 4
28400 rs. a vara, corles de rambraia de salpico a
8880 rs,. corte de casemira de cores a -iSODO. brim
de quadrinljii- .1 J r<. o covado, sarselim escoro
com mofo a ICO a covado, Invas decores fio da Es-
coria a 160 o par, esgoiSo para peilo de camisa a
1-300 rs. a vara, panne prelo e de cores, merinos
lirimiiiin-, o oulras muilas fazendas quea dinheiro
se venilein por preco barato : lia loja 11. 50 da rna
da Cadeia do Recife defronte da ruada Madre de
Dos.
i.^ajae
ro andar.
Deseja-e fallar ao Sr. Pedro Anlonio do Ro-
sano Porlo, na rua larga do Rosario, botica n. 36
no aDonciesua morada.
Jopqnim Jos Dias Pereira declarable lendo
arrematado em leilae de 9 de junhoproiimo pastado
todas as dividas activas que deviam a Anlonio da
Costa ferreira,Eslreila, com taberna na roa da Ca-
deia do Recife, convida a lodos os detedoresdodilo
Estrella, tanto da pra<;a como do mallo, para que
venham pagar soao aiinuncianle com a maior pres-
teza possivel, afim de evitaren! niaiores despozas,
poii prometi ler toda conlemplac,io com os quo fo-
rero mnis promplos nos seos pagamentos, podeodo
para isso dirigir-se ao annnnciante, no latcrro da
Boa-Villa, loja n. 1*.'
Estamenha.
Eslamenha de lia pura para hbitos de (erceiros
franciscanos a 18120 : na rua do Queimado n. 21.
Contina a vendrr-se ahra de diteito o Ad-
vogado dos Orpho*', com um apndice- importante,
cmitendo a lei das ferias e alfadas dos Iribonaesde
juslica, e o novo resimemo de cusas, para uso dos
juizes, escrivaes, eitufbaados do ju que freqnenlam-ps/estudos de direilo, pelo pree,o de
38000 cada exen?plar : na loja do Sr. padre Igna-
cio, rua da Cadei n. 56 ; loja de encadernarjjo e
livros, rua do Collegio n. 8 ; paleo do Collegio, li-
stara classici n. 2, e na prara da Independencia,
livraria* n. 6 e 8.
V- Reflexles sobre a edurariio phvsica e moral da
inf'Taria, pelo Dr. Ignacio Firmo Xavier. Esta obra
que lem merecido coral apreso, e que he de incon-
lestavel'utilidade as milis de familias, a quem espe-
cialmente loi dedicada, acha-se i venda na livraria
de Jos Nogucira de Souza, rua do Collegio n.8 : as
pessoas que subscreveram para a impressito da dita
obra, e nao nao Icnham recebido os exemptares as-
signadoi, podem mandar have-los na mesma li-
vraria. '
VEDD-SE
Farinha de trigo marca MM M, igual
marta SSS de Trieste, em lotes de 10
barricas para cima a 32,s'000 rs. a barri-
ca : os pretendentes entendam-se com o
Sr. corrector geral Roberts.
CHARUTOS.
Na rua do Crespn. "21, lia para ven-
der etpeciaes charutos: pede-se aos ama-
dores o especial obfequio de virein ver.
CAL VIRGKM.
Vcnde-secal d Lisboa, cdegadojio pa-
Ltcho CONSTA-NCA, entrado hoiitem, por
preqo commodo : no deposito da rua de
Apollo n. 2B.
Vende-se urna cscrava parda : na roa Angus-
la 11..Mi.
Vendem-se velas de carnauba pura, de 6 e 10
em libra, feilas eom perfeicao. pelo commodo preco
de 1 i>."'K) "pirroba : na rua Direila 11. 59.
x- Vendem-se 2 novos e bonitos arreios para ca-
vallos : a Iralar na rua da Cadeia le Santo Antonio
n. 3.'
Cal virgem, chegada honlem, e de superior
qualidade, por proco razoavel : 110 arma/.em de Ras-
los Irmos, rua do Trapiche n. 15,
Vende-se urna ptima cscrava propria para lo-
do o Serviro de urna rasa de familia -. na rua do Pi-
lar n. 50.
Vende-se uma nesra com orna crin, com mui-
lo bom leite, e um negro de meia idade : na rua do
l.ivramenlo a. 4.
Vendem-se tamanros vindos do Torio, a 500
rs. o par : na rua larga do Kosario n. 38.
COBERTORES DE LAA',
Hespanhes, muito encornados, a b\s,
8S000 cada
7|
Farinha de man-
dioca a 2$S0O
a sac-*^;
No armaem de Tasso^ jiTios.
tas para
o.63,loja de Joao
Bonitas franjas co
cortinad
. Vendem-se na roa do QueL
Chroslomo de Lima Jnior.,.
Vendem-se curtes de cassa prela de hom goslo,
pelo diminuto prero de 28000 : na rua do Crespo,
loja n. 6.
I.ABYRINTHOS.
I.enc,os de rambraia de iinlro muilo finos, loalhas
redondas e de ponas, e mais objeclus desle genero,
ludo de bom goslo ; vende-se barato : ne rua da
Cruz n3i, primeiro andar.
ey Acha-se i venda o manual do guarda na- <
0 cional, ou rollejaan de todas as leis, regula- 1
4) metilos, ordense avisos concernenles a mes-*
9 ma guarna nacional, orgatiisado pelo capilao 1
9 secretario geral do commando superior .da 1
9 guarda nacional da capital da provincia de 1
{g Periainbuco l'irmino Jos de Oliveira, des-1
dea sna ovaorganisai;ao ale 31 de dezerabro
de 1854, relalivos nao s ao processo da qua-
lilicaro, recurso de revista, etc., ele, senflo
9 a economa dos cornos, orsnnisafo por mu-
nicipios, batalhOes, e companliias.'coin map-
A pas o modelos, etc.. etc.: vende-se nica- 1
mente no paleo do Carmn n. 9, primeiro an- 1
" dar, a 58000 por cada volme, 1
<& POTASSA BRASILEIRA. <0)
fg*) Vende-se superior potansa, fa- ^
lineada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenhos os
seus bons efTeitos ja' experimen-
tados: na rua da Cruzn. 20, ar-
jnuem de L. Leconte Feront
Ccmpanliia.
Na roa do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se farelo novo, chegadodt Lisboa pela barca Gra-
Capas de burrachabaratissimas.
Vendem-se capas de borracha, o melbor possivel.
por prc;o que se nao vende em parlo alguma na
rua da Cadeia do Hecife, loja n.>50, defronte di rua
da Madre de Dos. *
Moinhos de vento
"ombombasde repuxopara regar horlas e baixa,
derapiai, na fundiraflde D. W. Bowman : paras
do Brun ns. 6,8elO.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Hua da
Senzala nova n. 42.
Nestc estabelccimento contina a ha-
ver um completo sortiment de moen-
das c meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e la xas de ferro batido
e coa do, de todos os tamaunos, para
dito. W
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton & C, na rua de Senzala Nora n. 42.
Sellins inglezes.
Relogios patenir inglez.
Chicotes decano e de montara.
Candleirose castic,aes bronzeados.
Chumbo em.lencol, barrae municao.
Farel lo de Lisboa.
Lona inglezas.
Fio de sapateiroedevela.
Vaquetas de lustre para carro.
Barrii degraxa n. 97. '
DEPOSITO DA FABRICA DE TODOS
OS SANTOS DA BAHA.
Vende-se em casa de N. O- Bieber &
C, na rua da Cruz n. 4, algodSo tran-
cado daquella fabrica muito proprio pa-
ra saocosde assucar e roupa para escra-
vos, por preco commodo,
Em casa de J. Keller&C, ha rua
da Cruzn. 55 ha para vender excel-
entes piano*- vindos ltimamente de Ham-
burgo.
\ ende-se uma liala'nca romana com lodos os
stus pirlences.em bom aso e de 2,000 libras1: quem
pretender, dirija-se rua da Cruz, armaztmn. 4.
COGNAC- VERDADE1RO.
Vende-se superior coenac, em garrafa, a 125000
a dnzia, e 15280 a garrafa : na rna dos Tanoeiros n.
-'.primeiro andar, defroule do Trapiche Noy.
Chales de merino' de cores, de muito
boro gosto.
Ven lem-so na rna do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
AT1NG0.
Na rua do Trapiche 11. 51, lia para
e ssuuu cada um.
Vende-se na rua do Crespo, loja da esquina, que
volta para a rua da Cadeia.
FAUELOS E SEMEAS DE LISBOA.
Na rua to Vigario armazem n. 7, ha
para vender semeas faielos muito novo,
desembarcado hoje do patacho CONS-
TANCIA.
Em casa de Timm Monsem & Vinnassa,
praca do Corno Santo n. 15, ha para
vender .
Um sor I i ment comi^eto de livros em
branco vindos de Hamburgo.
Em casa de Timm Monsem & Vinnassa,
praca doCorpo Santo n. 15, ha para
vender :
Cemento romano em barricas, chegado
ltimamente de Hamburgo.
Palitos baratos.
Palitos d* alpaca prela fina, muilo hem cozidos e
forrados a 651100, dilos de merino verde de cordSo a
"5500, ditos de ganga amarella, forrados, a 35OOO :
na rua do Queimado, loja n. 21.
Vende-se a casa Ierren n. 8 da rna da Soleda-
de, com 30 palmos de frente e perto de 300 de ron-
do, com cacimba, alcarrias arvores, e siloado em
terreno proprio : a Iralar na rua de Apollo n. 13,
armazem. .
Vendem-se escravos, sendo 1 lindo mulalinho
de idade 16 anuos, ptimo para pagem, 1 eteravo de
todo servido, 1 pela quitandeira, cozinha bem odia-
rlo e lava, e 1 rnoleque do idade de 8 anuos; na rna
Mireilan. 3. '
A 93000 A PECA.
Vendem-se pecas de brim fino de linho, com 20
varas, proprio para rerolas, loalhas, lencoes ejjajte
multas obras, pelo baralissimo prefO. de'9a0Hne-
ca, assim como onlras nimias fazendas que a Hinliei-
ro evendem barato : na rua da Cada do Recite,
loja n. 50, defronte da rua da Madre de Dos.
VINHO DO rORTO SUPERIOR FEkTORIA.
Vende-t -fot. pre^o commodo no armazem d
de Barroca & Catiro, ru.i da Cadeia do Kecife n. 4.
Velas.
Vendem-se excellenles velas de carnauba pura e
de riiniposirao, send eslas do melhor fabricante do
Aracaty, pelo commodo prero de 145500 a arroba :
na rua da Cruz armazem n. 15.
A eli.es, antes Vendem-se corles de casemira de.liom goslo a 29,500
45 e 55000 o corle ; na rua do Crespo u. 6.
Taixas par& engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann na rua'do Brum, passan-
do o cliafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, asquaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vende-se um cabriole! e dous cavallos, ludo
junio ou separado, sendo os cavallos muilo mansos e
milito cosluir.ados em rabnolet: para ver, na co-
ebeira 11. 3, defronte da nrdem Icrceira de S. Fran-
cisco, c a Iralar com Anlonio Jos Rodrigues de Sou-
za J unior, na ma lo Collegio n. 21, primeiro ou se-
gundo andar.
FAZENDAS DE GOSTO
PARA VESTIDOS DE SENHORA.
Indiana de quadros muilo fina e padroes novos;
corles de lila de quadros e flores por preco commo-
do : vende-se na rua do Crespo loja da esquina que
volta para a rua da Cadeia.
CASEMIRA PRETA A 4%00
0 CORTE DE CALCA.
Vcudem-ic na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a rus da*Cadeia.
He barato que admira.
Vendem-se saceos com feijao por di-
minuto preep: nos Quatro Cantos da rua
do Queimado, loja n. 20.
_ t,.^..^ .,, ,, |,i
vender barns,. de ferro ermeticamente
fechados, proprios para deposito de fe-
ses ; estes barris. sao os melliores que se
tem descoberto para este fim, por nao
evhalarem o menor cheiro; e apenaspe-
zam 16 libras, e custam o diminuto pre-
co de 4$000 rs. cada um.
Vende-se pipa?, barris vazios e bar-
ricas internadas: a tratar com Manoel
Alves Guerra Jnior, na rua do Trapiche
n. 11. r
Potassa.
No a ntigo deposito da roa da Cadeia Velha, es-
criplorio n. 12, vende-s muito superior potassa da
Russia. americana c do Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos que hejpara fechar eonlas.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao'e flauta, como
acjam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de J?neiro.
w V^lllltffi-Ms ricos emodeinfll Sjjanos.jccenle-
menlc chegados, de excellenles vozea,* precos com-
modos em casa de N. O. Bieber & Companhia. roa
da Cruz n. 4.
Grande sortimento de brins para quem
quer ser gsmenho com pouco dinheiro.*
Vende-se brim trapeado delislras e qoadros.de pu
ro linho, a 800 rs. airara, dilo liso a 640, ganga
amarella lisa a 860 o covado, riscados escuros a imi-
latao de casemira a 360 o covado, dilo de linho a
280, dilo mais abairo a 160, castores de todas as co-
res a JDO, 240 e 320 o covado : na roa do Crespo
n. 6.
Vende-ee uma escrava de 17 annos de iddvC 1
qoe tabe faMr o setvieo de ama casa, lava, e^tev ^*-f
principio de engommado,' e Sm vicio neui acha-
que : no largo da Penha n. 8. '
REMEDIO IMCOMPARAVEL
afoes podem
UNGENTO, HKl)
Militares le individuos fe
testimunliar as virtbde destrfnedn
e piovar, em caso necesaario, que, pelo use qoe del-
le lizerain, lem seucorpo e incmbros inleiamenle
saos, depois de haver empregado intilmente oulros t
Iralameiitos. Carta pessoa poder-se-ha convencer
dessas curas maravilhosas pela leilora dos peridicos
que lh'as relatam todos'os dias ha muilo* linos; e,
a miior parto del las solSo sorprendentes qne admi-
tan] 01 mdicos mais celebres. Quanlas pessoas re-
robi aram com eate soberano remedio o uso de seos
bracos e pernat, depois de ler permanecido longe
lempo nos hospitaes, onde deviar soffrer a ampu-
lacfio I Oellas ha muilas que havendo drizado esses
asylo de padecimeiito, para se na* sobmetlerem a
essa operario dolorosa, foram curadas complelamri
te. mediante o uso desee precioso remedio. Algo-
mas das laes pessoas, na efusao de ten reconheci-
mer lo, declararam esles resallado* benficos dianle
do lord corregedor, e oulros magistrados, ifirh de
mais aulenticarem sua aOirajp^^^H
Mnguem desesperara do estado de sua saude se
Iivcsm bastante conlianca para ensaiar tale remedio
coiHiantemente, seguindo algum lempo e Irala-
ment que necessitasse a natureza do mal, cojo re-
sultado seria provar nconlstavelmeDle: Ose ludo
cora!
O ungento he til maii particularmente nos
legitimes casos.
Alporcas.
Cambras.
Callos.
Cancere*.'-
Cor aduras.
llores de cabeca.
da* cestas.
ilo* me mi) ros.'
Enfermidades da culis
em geral.
Enfermidades doanus.
Erunroes escorbticas.
fstulas no abdomen.
l-'rialdade ou falla de ca-
lor as eilremidade*.
l'riirtras.
Cengives.eealdadas.
InchaSs.
Infl.immarao do figado.
matriz.
Lepra.
Males da* pernas.
dos pellos.
deolh
Mordeduras de replis.
Picadura de mosquitos.
I'ulmOes.
Uueimadelas.
Sarna. K
Supuracoe* ptridas,
linha, em qualquer par
le qne ej.
Tremor de liervos-
l:leers A bocea.
do fieado.
rlicul*{es.
Ve i as torcida*, ou n oda-
das oa* pernas.
da bexiga.
Vende-se esle ungento no cslahelecimenlo geral
de l.oudrs,n. 244,S/ran<,e na loja de lodosos bo-
ticarios, droguistas e oulras pessoa* encarregadaade
Hespan..
Vende-se a 800 rcis cada bocelinha, cont ama
fnslrucsao em porlugoex para explicar e modo de
faztr uso desle unguenlo.
O deposito geral he em easa do Sr. S
mareutico, na roa da Cru.
buco.
IECHAHISIO PARA EHGE-
110.
NA FUNDICAO DE FERRO D(
N'HEIRO DAVID
HUA DO BRUM,
FARIZ,
ha sempre um gran
jectos de mechanisr
ber : moendas c ma
coDitrocrSo ; taixas di
superior qualidade e d
deutadas para agua 00 ai
cfleii ; crivos e bocc;i
eifli, aguilhoes, bronze*, parafuscj
nht de maadioca. etc., etc.
siJA MESUA'FUr-
*e eieeotam todas as cncommi
ridfd jajeonbecida, e eom aj
^^^Hl em pre^o.
AitAlsS E GRADES.
COI PEQUERO TOQUE DE
Ais idjiu de sicupira a 29300 e 39 : vende-se na
rua do Crespo loja da esquina que volla para a rua
da Cadeia.
Alpaca de seda.
Verde-se alpaca de seda de quadros de bom goslo
a 720 o covado. cortes de lila dos melhores gustos qoe
tem vndirno mercado a 4->>00, ditos de cassa chita
a t,-s800,.srja prela liespanhola a 29400 e 2200 o.
covado, tetint prelo de Maco a 23S00 e SJ200, suar-
danaposMamascados feltosem (uimarSes a 39600
a duzia, loalhas de rosto vindas do mesmo logara
93000 e 12000 a duzia : na rua do Crespo n. 6.
CHALES DE LAN E ALGODAO,
ESMM0SA800RS.DUI.
Verdem-se na rua do Crespo loja da esquina que
volla para a rua da Cadeia.
CORTES DE CASEMIRAS
DE CORES ESCUIAST: CLARAS A 39000.
Veiirtem-*e na ruado Crespo, loja da esquina qne
volta para a rua da Cadeia.
Deposito de cal de Lisboa.
Na rua da Cadeia do Hecife, loja n. 50, continua
a vender-se barr* com superior cal virgem de Lis-
boa, por prece commodo.'
Deposito de vinho de cham-
pagne Chateau-Ay, primeira qua-
lidade, de propnedade d conde
de Marcttil, rua da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho^s melhor
de toda a Champagne^'ende-se
a 56$000 rs. cada caixa, acha-se
nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N.
B.As caixas sao marcadas a fo-
goConde de Marcuile os ro- l
tulo da* garrafas sao azues. n
Deposito do chocolate francez, de uma
das mais acreditadas fabricas de Pars,
em casa de Vctor Lasne, rua da Croz
n. 2*7.
Exlra-snperior, pora baunilha. 19920
Extra fino, baunilha. 19600
Superior. 19280
Quem comprar de 10 libras para cima, lem um
ahale de 20 %: venda-se aos mesmos precn* e con-
dicoes, em casa do Sr. Barrelier, no aterro de Boa-
Visla 11. 52.
Vcnde-se ac em cimbeles de um quintal, por
pret;o muilo commodo : no armazem de Me. Cal-
moni ti Companhia, praca do Corpo Santo n. 11.
Risc ido de lialras de coren, proprio
pa a palitos, caigas e aquetas, a 160
o covado.
Vemle-e na roa do
volta para a cadeia.
Ven
deia de
res re
mdicos.
Crespo, lea la esqaina qne
aro-se no armazem n. 60, ra na 8a Ca-
""e, do enry Gibson, os mais snperio-
fabricados em Inglaterra, por precos
Vende-se escolenle taboado de pinho, recen-
temenle chegado da America : na rui de Apollo
trapiche do Ferreira, a entender-se ara o adminis
ador do mesmo.
-A
Im lindo e variado sortimento ri
var.indas e gradaras de godo modernissimo : na
funlir,ao da Aurora, em Santo Amaro, e no deposi-
lo la mesma, na rua do Brun
~ Vende-se o bom e bem acreditado nrp Jeito
Taulo Cordeiro da fabrica do Rio de Janeiro ; rap
esle bem aceito pela sua composicao e aseemeihar-se
ao de Lisboa pelo sen w>m aroma agradavel ; ven-
de-se de25 libras para dma.no deposito Rntala roa
da Cruz do Recife, casa n. i7, e em libra e a reta-
lho, nas lojas seguintes : rua do Kecife,
l'oi lunalo Cardoso de Gouv-a ; ni rua da Cadeia do
Recfr, Jos Gomes Leal, Jos Fortnalo da Silva
Porto, Thomaz Fernande da Cnnha, Manoel J-
qu.m de Oliveira ; becco da fin i*|ljjFilauiiii lia
mes ; rua do Crespo, Joaquim Hei
rua do Queimado, Magalhaes c5; Silva,
Souza ; roa Direila, Joa Vctor da Silva Pintean i
paleo do Carmo, Antonio Joaquim Fi
z rua larga do Rosario, Viuva j^^^H
SI."noel Jos Lopes, Barros &. Irmi
Boa-Vista, Joaquim Jos Dias Peret
da Silva Pimeolel.
SAL DO ASS
Veude-e a*bordoda barca.MATIIII.DE
fundeada na volta db Forte do M
tratar com b capitn a bordo, ou
Manoel Alves Guerra Jnior, na rua do
Trapiche n. 1 \.
SEDAS DE CORES.
Vendern-se corles de vestido de
priro muito em cunta para acaba*
portas ua roa do Queimado 11. 1<
Vende-se 011 arrenda-e o eoaa
-trnrdfl no termo da villa de Porto Gal
nha tem vaneas sufflciente* para,afrejar
rtanle Ires mil pSes, sendo o< parlidos moilo perlo*
ten todas s obras necessarias feilas de (ijeln e cal,
sitios para lavradores com saccado r cas coberla
de lelh, moilo boas maltas onde se ericonlram u
madeiras de melhor qualidade, e alm de loda* e-
t.is vantagens lem a de chegarem as hareacM ,-
saccado, de sorle que he moilo racH o emhar
assucar : a pessoa que quizer negocia-lo, dirija-se
ron da Concordia, ultimo sobrado ae sol, doSr. Ma-
noel Firmino Ferreira, ou ap mesmo engenho.
Rolao francez. _
Vende-se o verdadeiro rolao. frenen em frasee.
de libra o a.reallto: na rua larga do Rosario n.!
Rape Paulo Cordeiro.
Vende-se o verdadeiro e mnito fresco rs
Coideiro : a rua larga do Rosaran. 38.
Vendem-se a fiadores finos para navalhas a 500
e 610 rs.: na rua larga do Rosarlo n. 38.'
Vestidos a 1^920.
Na loja de 4 portas da roa da Queimado n. 10
verdem-se corles de vestidos de chila de core* boa
raienda a seis patacas cada corle, lendo muito sor
tmenlo para escoltver.
Vendem-se chapo francezes muilo fino*, pelo
baralissimo preco de 4000 cada om, mas slo todo*
para qoem tem cabeca grande : no aleo di Boa-
Vila_ 11. 18.
1 Vende-s uma parda moca, com algunas b-
bilidades e bonita figura : na ma do Trapiche n. 14.
Algodao da fabrica de Todo o Santo da
Babia .
Vende-se na rua da Croz o. 1, escriplorio de An-
tonio I.uiz de Oliveira Azevedo, o algodao da fabri-
ca cima, he muilo recommendado para roupa- da
escravos e saceos de assucar.
Farinha de mandioca.
Vende-se superior farinha de mandioca em saceos
de alqueire, medida velha, poi barato prero: ao ar-
mazem da travessa da Madre de Dos n. 5. on na
rua da Cruz 11. 1, escriplorio de Anlonio Lois de Oli-
vera Azevedo.
-- Vende-se cognac da meHtor qualidade : na roa
da Croz o. 10.
Superipr vinho de champagne eBor-
deaux: vende-s em casa de Schafhei-
tlin St C, rua da Cruz n. 58.
Vendem-se rodas de arco* para pipas, assim
como bombas de carnapba: no armazem do Guerra ,
defronte do Trapiche do Algodao.
Attenqao.
Na rua da Cadeia Velha 11. 47,loja do S (Manoel
ven le-se damasco de laa de duas largura*, muito
pro irio para cuberas de cama e paunosde mesa,
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Redundo de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berliri, empregado na co-
lonias inglezas e hollndola, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
asucar, acha-te a venda, eni latas de 10
libias, junto com omethodo de empt
ga-lo 110 idioma pt
N. 0. tibej.- iC< ,da
Cruz. n. 4.
PERN. TVP. DE M. 1. DKFaRIA.-^B


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