Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00813


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Full Text
t*4
-nm maman*
**
Por 3 mam adiantados 4,000..
Por 3 mezeii venado* 4,500.
X
SABBADO 21 DE JULHODE 1855.
Por aiano adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptc
DE PERNAMBUCO
KNCAimi ;<. .\dos da sobs:bip<;.vo.
Recifo, o proprietario M. F. de Farin ; Rio de Ja-
nro,oSr. JoSo PereiraMartin; Habla, o Sr. ,D.
icei, o Sr. doaquim Bei nardo de Men~
Parahiba, o Sr. tiervazo Vulor da Nalvi-
> Sr.Joaquim Ignacio l'creii'a Jnior;
Sr. Aatonio-deLeoios Braja; Osar, o Sr.
o Augusto Borge; Maranhao, <> Sr. Joa-
qun Cuques Rodrigue* ; Fiauhy, o Sr. Domingos
HereolanoAck.Ua* Pesio a Cearenco; liar, oSr. Jus-
tino J. Ramo* ; Amazonas, o Sr. Jerouymo da Cusa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a '.7 1/4 e 27 1/8 d. [por 1.
Paris, 355 rs. por 1 f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Riqde Janeiro, 2 por 0/0 de rebate.
Acedes do banco 30 0/0 de premio.
> da companhia de Beberibe ao par.
> da companhia de seguros ao par.
Discomo de Jettras de 8 a 9 por 0/0.
Ou
METAES.
aOncas hespanbolas' 29J000
Meadas de 69400 velhas. 169000
de 655400 novas. 1 (i9000
de 49000. 99000
-l'atacoes brasileiros. 19940
Pesos columnarios, ... 19940
mexicanos. ,. 19860
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os das
Caruar, Bonito e Garanhims nos das 1 e 15
Villa-Bella, Boa-Vista, Ei eOuricury, a 13 e 28
Goianna e Paralaba, segundas e sexlas-feiras
Victoria e Natal, as quiotas-feiras
l'r.AMMi DE IIOJE.
Primeira s 10 horas a 6 minutosda manhaa
Segunda s 19 horas e 30 minutosda tardo
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, aegun das eqi
Relaco, tercas-feiras e sabbados
Fazenda, quarias e sabbados s 10 hi
Jui do commercio, segundas as 10
quintas ao meio-dia.
Juizo de orphaos, segundas e quimas
1* vara do civel, segundas e sextas ai
2* vara do civel, quartas e sabbados
''Y
II
I
GOVEcUIO D* PROVI1CI A.
Expedoste da da 18 de jnllio.
OfllcieAu Exm. marechal commanlanle da
armas, iulerando-r de haver, em vi,la de ua infor-
aia$ao, concedido a licenca regstaada por lempo de
un mezquu solictou o cadete da Ibnipanlis fita de
cjvallara, Joaquina Vellozo da Silveira para ir i
l'arahiba.
iAo inspector da Ihesouraria de fazenda, di-
i S. S. j s* acha autorisado a nvindar pa-
ta M fizerem coin a cdniiiuacao drt
obrado Lazareto do Pina no presenil) exercco.
nao,, devolvendo a requoi-imento t
t *teVlettn%aT^*Tivao pfljT'iniBiirA jw*^ eriaB.**yw
Hn-kacttco Pereira P ilota, aUm de
que mande fiad un r scmelhanle pagamento.Par-
> iuarcch.il coinmuiidaiile das armas.
mcjinn, para mandar inilemnisar oan-
> do Lazareto do Pina, Jos JnaquimdeAl-
neida Guedes, da quantia de 710010 rs. etn que, se-
gando n duasconlas que remelle,miwrlam as des-
peas* taitas eom n sustento de 3 sokados do exer-
cte e l2pes*oat pobres, que lendo* vindo do norle
ao sapor ,''. Saivadnr, ilireram em quarentena no
roturido Lncete.
i'oAo presidente do conselho iidminislrativo,
Jan* que promovn esm brevidade *
compra dos heMe* de metal mencionados na retacan
tte, os quaes s3o aecess.irios ao arsenal de
i proraplar o fardaincnlo do dacimo
bittJliAode infamara.tizeram-ai as imcesrarias
co-mmunicares a respeito.
lileAo juiz/nunicipal da segunda vara, iulei-
r etlraCQio rio* bilheles da primeira lotera, que tem
de correr do di* 21 do correnteem beiieliciudo Gjm-
nato Peruambucano.
PortaraAo director do arsenal do guerra, para
10 padre prior daconvenlo do Cirmo desta
Me. medanle a competente indemoisarAo,o car-
ne de raosquelaria embalas qio fer preciso
nrre /la do glorioso palriirahaSanlo Elias .Tam-
mandoo-sa fornecer earlaxame para a tasla de
Frontispicio do eoavento dos Carmelitas
1
w
N. S
d)
T, 19
cmara municipal do Recita.Jul-
urgenle a neet-isidade de 1ra-
lr-se i asneio dss'ruas, bcecos, quiolaes e praias
fiesta cidad, rdeoei ao director das obras publicas
qa dieassr orna companhia de ribeiiinhos ou
t*aballiadoros para ser especialmenle em-arregad.
ervieo, sol a direccHo desta c: mar e imme-
9pio dos seos fiscies, autiliados peta po-
la modo quo .pretexto aleom deixem de ser
explorados lodos o lugares em que *: po>sam eon-
ir quaesquer causas de insalubridade. E como
esteja coaMcsda a organisarilo da *n<-ncinnarfa
deno i Vmcs. que coiri a niaior dili-
ppliqaem ludo o se i de-vello em
a preenclia ns'fins de su creacao,
'i expres*amcn!e aui liscaes de cada
|acmos lugares 'que aiaii prompla-
er limpns e varridos, liem como a-
uelles em que convm tazer os depsitos ie lisos c
inaleriat impuras, donde possam ellas ser removidas
gUtnmte : convindo oolro sim q le far-am
lasarnos pontos mais apropriartoH lentiiiellas que
iervaniia das providencial policiaes que
i ; e das mediilai sanitarias in-
iieadas pela coramissJo de tiyqienc pcbliea, para ca-
ja ejecutan requcs: lar ao cliefe da polica as prnrn.
lolicial'que forem necessanas ; Picando
O Sr. F. Octaviarlo ( pela ordena ) : Das co.n-
panhias de navegado Iransallantics eslabelecidas
para o porto do Rio de Janeiro ha urna qua ao
desempenho de sent compromiisos nAo tem ante-
posto interesses de oulra ordem : he a de Sou-
thamplon.
(Juaniloessa companhia se fundou, requeren fa-
vores, algons dos quaes nao eslava na aleada do
poder execulivo conceder. Recorre, pois, a esla
cmara para os oble -.
Apresenlando o requerimento dessa companhia,
rogo a commis-iin a que for remellido que d o res-
pectivo parecer com urgencia.
Manda mesa um requerimeulo da real compa-
nliia britnica de p.iqueles a vapor, pedindo per-
missAo para importar, livre dos direitos do consumo
o carv.lo mineral que deposita nos portas do Brasil [eq
i, i-iivti n Tima* ijmiM'
lio ser permiltldo. igualmente li-
vre dos direilos de lonsumo, lauto1 o deposito como
a baldearilo dos sobrcsaleules, machioisinae provi-
sies perteucentesaos barcos da companhia que nae-
gam entre ule. porto e os do. Rio da Prala.He
remellido s commUsoes de commercio, industria e
artes, e fazenda.
S|o approvadas varas redares, bem como os
dons scguinlcs pareceres, sendo o ullimo por escru-
tinio, por 51 -votos roolra 3 :
a A commisso le marinha e guerra foi prsen-
le o requeriraenlo co capilo honorario do exercilo
Jos Augusto Canlello Branco, iuslruido de 22 do-
cumenlos. no qual pede a cmara dos senhores de-
pulados a concessao do sold correspondente aquella
palcnle.
_ A commisso examinou os documentos do pe-
ticionario, edelles ( deprehende que assenloa pra-
ea de 1-. cadete no anno de 1823, no 1. regiment
de ravallaria de Minas, e servio al 1832, lendo no
decurso desse lempo sido encarregado por difieren-
es vezes de commissoes importantes que bem de-
sempcnliara.
Triido 9i de Ouro Fino, naquella provincia, por ocensiao de
rebenlar alii a relie liaoila 1833, presin bons ser-
viros causa da letralidade, comprometiendo por
essa causa a pouca fortuna que entilo pnssuia.
a E finalmente de exame dos documentos se col-
lige que de imporl.incia foram os serviros que o
peticionario prestara anda por occassaoda revojla
de S. Paulo em ISt:!, serviros que Ihe mereceranv
do overno irnperil a patente honararia de qae goza
reuuindo sob as arreas 600 homens, que sustentara
a sua cusa duruute a lula, e a frente dos quaes se
batera na denominada acca\> deSilveiras ; resultan-
do-lhc dcstes penosos sacrificios a completa ruina
do seu patrimonio, v. a falla de recursos que boje
senle para alimentar- se asi e a sua familia.
a A commisso, ponderando os principios de
equilibrio em que he baleada a supplica do peticio-
nario, porra reconhecendo que ao poder executivo
smente he que compelo coiiuecer do pedido feilu
a esla cmara, he ,1c: parecer que se remeta ao go-
verno o requerimeulo do peticionario, alim de lo-
ma-lo na roruidrac,go que Ihe morera.
n Pajo da cmara dos depulados, 1.. de junlio de
18.Seara Pereira da Silca. n
J o.in Sal tiio Toscano de Almeida pede no rc-
querimenio junto a demissilo do lugar do porteiro
da secretaria de>la augusta cmara : a commis.ao'do
polica, nao obstante reennhecer os bons iervicos
prestados por este empregado, he de parecer qaese
Ihe conceda a demisso, a visla das razSes que
allega.
o Paco da cmara dos depulados, 1. de junlfode
18>5.l'iscondc de llaependy, presidentePatrio
Candido, 1. secrelario.Antonio Jos Machado, i,
secrelarn.Lindo!fo Jos Correa das Seces, 3.
I
nutra monielpal o pagamento dos "ecrclario.f rmneo Jote deLinta^i. secretario.
ncarrecidos do sorviro e asseio ria '-c-se o seguinle parecer, e fl'ea adiado par pedir
lenosla dala olTieio iiiescnraria de a Pal*vra o Sr. Fer-az :
zenda afini de por disposigao de Vmcs. a quan-
lla raaoavel que Mr por Vmcs. indicada, da qual
dsrio coma opporluuamenle : convindo final qoe
A'mes. fiquem lambem na inlelliurucia de que ofii-
oh a chefe dd polica, para com pid 3s os meros ao
**% alcance auxiliar a aeeo da camela no bom dcs=
a* minhas delerminsriiei, que hei por
liuilo>ieffrorfi'ridada<.
issao de hysieue.Dirigndo nesta
ara amuicipal desta ciclado o ofllcio jan-
u conhecimenlo de lio i commisso
ne liyffcne pora que por sua parle d)to *6 acompa-
nbe a ieaj> do que nelle so ordena, mas repre-
sle sobra qualquer falla qu pos*a haver, e ou-
Iraa medidas que couvenha lomar.'dando-te de todo
ifim de se providco:iar como fin
redor presidente da commisso de hy-
lahdo conveuienle avisar a popularan
o* de cautela, ou de hygiene, que de-
lira k epidemia, que icloalmeule su
i Pan. recommendo a V. S. haja de,
'onsfllj^H^HBnlrnissap, coordenar algu as pres-
forma de directorio popular para ser
anir em folhelns avubios, que devem
sertas ^^Hsfor lodos os municipios.
If efcfe de polica.Diriginda nesla dala
ipal desla cidade o olflco que vera
a copia;'ienho a recommrndar-lhc
que nao so por sua parte auxilie e faca auxiliar por
teus Agenta* potieiae* a acjio da lita cmara no
ns que etpeco, cqjro lambem
lesmo, e por intermedio doi referido*
obre ludo o qae for a tem da salubri-
ica, dando-roe parte de quaesquer necur-
rencias e reqaisilando es proviilenciiis precisas pan
.aeree* immadiatameule saUsfeilss.
tA fcisneclor da thesourari! de fatenda,
emeldndo a V. S. a copia inclusa do ofllcin
a data dirijo a cmara municipal desli
euo sob miaba respcnsahilidade. que
poql ^^^B da mesma caman a quanlja qu;
(Cimente indicar para o ilesempenho fri
smo ofllcio se acha determinado i bem da
"le publica.
HTEBIOa.
'
RIO DE JANEIRO.
CA1ARI DOS SRS. DEPUT/iDOS-
Di* 4 da Jambo de 1155,
approva-sea acta da^esso anteceden-
[truneiro secrelario d corda do seguinln
n olliciu do Sr. ministr do Imperio, commu-
oqoeS. >I. Imperial se^lignou marcar o
o concille mez, a 1 hora W"de, no pa^a
para receber a depnlacao que ixir parle
'em de presentar a res tosa falla do
a cmara inteirada.
do senado, :ommunicando
BUa e val dirigir i vancr lo tmae-
i declara que lepi lircilo a seren
laes da guarda policial das pro-
naazoaas que nao lireremsidoeori-
lemploa misario da goanla nacional das
mrsoja | ca n cmara inleirada.
l'oaMI Sr. 1-. secretario, enviando as rosoli.-
roi's da lalla camera lomadas sobre as desla que
concl diversas eerpocacoet.A ai-
A mesa, a queni foi prsenle a indicarlo do Sr.
dcpuladn Araujo Lima, pro pondo qae o projerlode
le n. 121 do auno prximo passado que reforma a
leaislarao bypollicciria, e que ja (o npprovado em
primeira discussao, <;ulreein sesunda em globo'.e nao
arligo por artigo, como prescreve o art. 131 do rc-
'gimenlo, li de paatcer que soadople a referida in-
dicado para que m .dlior po-sa ser considerado em
lodas as suas parles o referido projeclo que, cora-
prehendendo 19 arligos, lomara mu demorada e
seguramente mr no i lucida asegunda discussao, se
fr pelo melhodo esi.abelecido, em delrmeiilo de
urna reforma reconbocidaaaeule urgente.
Paco da cmara dos depulados,) 'de"jun'.._
18.l'ifconde de Baeptndy, presidente.Paula
Candido, 1. secretario.^atonio Jote Machado,
2. secrelario.Lindulpho Jote Correa das Asees, 3.
secretario.f rancheo Jos de Lima, i. secretario'.
He jolgado objeclo de dclibe'raeo, e vai a impri-
mir para enlrar na- ordena dos Irabnlhos, o seguinle:
o llernard., Jos Alfonso, estudanleda Faculdade
medica desla curie, lendo sido approvado nos exa-
mes do 5. auno, parlio para a provincia da Bahia,
sem iulenrao de all se demorar, eassim nao levnu
guia para pnder-se matricular no 6. anuo da Farul-
dadedaquella proviicla. Mas nao Ihe lendo sido
possivel vollar para a corle, requeren a dila matri-
cula, que Ihe fui denegada por falla daquelle ululo
n qual s Hicchegoii da cune seis das ilepois de
expirad o prazo dos estatuios para as iuscripres
nasaula?. I
O dilo esludanli', raquerendo a uta augusta c-
mara urna providencia para nao perdor o anuo por
uinn circumslancia que nao aflecta a direcro e efll-
cacia do ensino, apiesenla :
o 1". Cerlides de suas approva^Oes anteriores: 3,
informardes do direclor da faculdade da Baha con-
firmando as allesar ies do reqoerimenlo e moslran-
do-se favoravel p-deneg do supplicanle, decujo
procedimenlo exemplar eapplicarao d* Iclemunlio;
3. informaran favoravel do presidente da provincia
H, a I testa dos dos lentes do 6". auno, declarando que
o estudanle de que se Irala lem frcquenlado as au-
las respcclhras sem lar a menor falla ; '>, parecer
do procurador da cora lambem favoravel a pre-
lenrao.
A commisso de inslrnccao publica, a quem fo>
ram prsenles lodos cslcs papis, aprsenla o seguin-
le projeclo de le :
e A assembla geral legislaliva resolve :
o Arl. 1. O gnve-no llca autorisado para mandar
matricular no 6. anno de faculdade de medicina da
Bahia O estadnnte Bernardo Jos Alfonso.
Arl. 2. Ficain revogadsjs as dispotirOcsem con-
trario.
F. Octaeiano.J. J. da Itocka.Duira Rocha.
PRIMEIRA PARTE DA ORDEM DO DA.
Uttico da mesa.
Procede-se a eeic,ao da mesa, e sabem eleilos
Presiienle ( 73 cdulas.)
O Sr. viscomlede Baependy.
t'ice-pretidente ( 76 cdulas
- OSr. Barbosa.
1. seerelario ( 67 cdulas).
, 0 Sr. Pauta Candido.
2. secrelario ( 61 cdulas).
O Sr. Machado,
V
k
A LT1A CI6.M.
Por xa4aaa C. Reybaud.

"I .
xni
Conlitioacao.)
Na manhaa seguinle Gerlrades desceu aoles da
tdinsria, e dirgio-se no cavallciro <|qe j et-
? excla'mou elle v*ido-a en-
valleiro, gra(ai ao ce;, respon-
Veaik* smcnle adverli-l i de ama cou-
11 que slllige-me mais do que adinin-me. Ilonlem
Hiaaala-se ao seu qnarlo, Mimi islav trailspor-
e diase a Pelronilhn : Oh OtaB fi-
vamos patear.o carnaval en
E quirm talln era leva-la '! pergoiilou oca-
valleiro.
O senhor ennde evidenlemerde
H le fa/.-lo renunciar a etsa dea : oro qai;
Min
e ella e fosse, (ornou (erlru-
s-a rapariga dO ;ni.lados a
iqui sem pe-
65 vol*.
63 volos.
58 volos.
57 volos.
3. O .Sr. Correa das Neves. 60 volos.
.% OSr. Lima. 10 a
Supplentes.
i. 0 Sr. Mello Franco. 2 volos.
2. 0 Sr. Edoardu Franca. 2
Diario a. 161.
Sera perigo pira qocm ? exclamou o cavallci-
ro. Acaso ha algtun namorico enlre ella e um dos
obre iros ?'
Prouvera ao (o que assim fosse 1 raurmorou
a na.
Enfilo de que desconfa Vmc. ?
KIo desconfo mais, vejo.
E depois de um momento de heslacao, acres-
cenluu:
Vejo a fraqnc.a do senhor conde.
Eu lambem jii reparei nisso, lornou o cavallei-
ro Irauquillameuie ; mas conllevo meu sobrinho.
Antigamenle elle frequentava o botequim de Nep-
luno em companhia do seos amigos os guardas da
alfandega ; agora compraz-se na soriedade de Mimi;
porm apenas a perder de vista, nao pensara mais
nella...
Serla msler prmeramente conseguir essa te-
pararflo, murmiirou (erlrudes com ar pqaco con-
vencido.
O cavallciro senlio que nina ctplicafflo tornava-se
necessaria, o dirigiu-se logo ao quarto do sobrinho.
Achou-o de chinela i e roupao, disculindo com Ni-
colao diside de ni mK grande que mandara con-
duzir para al.
Vazc* ja leus preparativos de partida ? disse-
Ilie o cavall'iro entrando ; uao ha lauta presta.
Calculo as di'meiuoea desla mala, responden o
ronde ; ella poder viajar com nosco.
O cvalleiro acensu a Nicolao que sahisse, e lor-
nou asceiilamlo-nall '
Bom Deosl'fltteqiierej tazer dessa machina?
Ella /nal raberia nr lejadilbo de urna diligencia.
Depois arreacentr u de proposito :
Iremos em berllnda de posta.
S ha qualro logares, observod o conde.
IGUNDA PARTE DA ORDEM DO DA.
Fixaro das forcas.de Ierra.
inua a discussao desla materia. Traa se
Hoarl. 1.
r. Ferraz :Peo a palavra para re-pon
sr. Presidente :Tem a palavra o Sr. Seara.
ir. Ftrra: :Eu havla pedido a palavra.
r. Presidente :Mas o nobre depulado falla
Ferro: :Fallo a favor. ( Risadas, t .
. PrcMente:Tsm razo. '
| Ferraz :Mas eu cedo a palavra ao Sr.
Seara :A cmara nao deve esperar de
_im diteurso esludado. e muilo mcoo um dis-
kljHeio de palavroes. Tendo envernados a far-
a arma va palrou.com 60e*rloxoiem
1817, 'poca em que eu era ainda mailn joven, e
leudo muilas vele despejado esses projectis mort-
feros, nao me cabe oulra cousa que nAa seja inhe-
rente aos soldados. Mannbrarci pois, Sr. presiden-
te nu lerreno escabroso da disciplina, no qual, se-
gundo as minhas conviertes, o nobre ministro da
guerra ha tropecado.
Desi'arle, Sr. presdanle, me ostento como o no-
bre general Saint-Arnaud, de saudosa lembran^a
e nio sigo as pegadas de um outro nobre ceneral,
o Sr. Foy. 0 Sr Sainl-Arnaud ante u parlamento
osleniou-sc cono defensor exclusivamente da disci-
plina do exercilo que elle antevi que um dia (ica-
ria tub o seu cnmmanilo ; a o Sr. general Foy nun-
ca alrrngio lio alto e digno eraprego, mas sir sem-
pre prelendeu as glorias da t,ribuna parlameular de
sua narao. -
Sem embargo, Sr. prsideute, nao serei eu quem
aquera as grelhas em que se acha enllocado o Sr.
general Bel|egarde. tieoeral como eu, senhores, de
mim nao deve esperar expressoes que o afflijam. Nao
son capaz de assim proceder para com um homem
que lem o botan de estrellas no excrcito do Brasil, o
liolao de general. .
Antes porem, Sr. prtesidenle.que eu enlre nessas
questes, como os meus collegas da opposicSo, em
cujas fiteiras milito, he de misler que eu erga a vi-
seira, e o farei com toda a franqueza de um solda-
do acostumado a combater no campo, leal e franca-
mente.
Pcrtenroa opposirao, Sr. presidente, porque es-
lou convencido que ella nao be opposirao radical,por
que ellajnao faz parte da parriali la.lc republicana.O
silencio dos nobres 'depulados certifica a realidade
desla ininha asserrao.
Senhores, eu nao reconhera por opposicionislat
ladicaet nolnosso paiz, por felicidade do mesmo paz
senio dous homens : o Sr. Antonio Borges da Fon-
ceca e o Sr. Honorio de I (amaraca, i quem o govei-
no actual, governo de conciliacao, acaba de conde-
corar com a ccwnmendajda Ordem de Clirslo. A res-
peito dessa prouisn de honras honorficas, ttulos
etc.. fallarci mais para diante.
Urna Voz; He materia vasta.
OSr. Seara :_Senhores, achando-me as fi-
leiras da opposirao, declaro que dellas nao deserta-
re), apenas roe afaslarei.em casos ejpccialissimos,
sem qne cvmludo se possa qualiflear isso de deser-
efio. Voo cxplicar-me:
Os casos a que me retiro, senhores, sao os segain-
les : Kquandose Iralar da disciplina do exercilo, e
que alguin membro da opposirao. opinar em sentido
roqlr.rio i mesma disciplina, porque entilo devo
afastar-nte ; 2, qnando se tralar de realisar a dou-
Irina txarada e consagrada na ronslituicao do impe-
rio, de quo a lei he igual para lodos, quer premie,
quer caslisue, sem distincrio de classes, e se na op>
posiriloapparecer alsuma voz em sentido contrario,
porque cuino, faslando-scclla de mira, eu me con-
servarei ueste enrpenlio. ,
O Sr. Meto Frhco e outros Srs. Depulados :
Nao apparece...
<1 Sr, C^ara: Anda me afartarel da opposirao
quandeella'ijrocurar empecer os molhoramenlos da
mioha prcivrraia..^^
Ou de qualquer oulra.
mpos : Falla especialmen-
te 5r. Paran
O Sr. Pinto
te da sua prnvin
O Sr. Seara: -i,
t de apartes ; ms-
eviln a conttmrra*

que bbBaat6ii^ilr
stava nn proposito de nao dar
(ara ver so de alsuma maneira
lellcs, direi ao nobre depulado
.jm aparte, que nao he carila-
rador come o nobre depulado
de aloxmentar um homem que uesla
raco. ^
r. Paranagu : Nao apoado ; retiro o
aparte.
O Sr. Seara : -~- Agradeco a V.Exc. (Risadas)
Senhores, como acredito que nao ha opposirao
18o virtuosa que nao pretenda sabir ao poder, eu
desejaria que a npposir.no nao avancatie nesla cata
ideas exageradas, fa/.endo promellmentos lao extra-
ordinarios que depois sohindo no poder nao o* pos
sa realisar.
Senhores, ainda nao est mui longe um exemplo
do que acabo de dizer. Em 1841 ensaiou-se nesla
casa urna ppposir.io. Em 1842 o ministerio ditsolveu
a cmara previamente ; em 18S4 oslentou-se urna
opposirao nesA casa, e o seu ca vallo de lia t all a qual
era, senhore; A* reformas do cdigo, a reforma da
le do conscllio .le estado, a anuiquillacaodessas ma.
chinas iufernaes que entao opposicao diiia que o
ministerio linha forjado; e o resultado qual foi
Depois que suhram ao poder os caudilhos dessa op-
posicAOy. (Risadas.)
Algn* Sr*. Depulados : -- Caudilhos !
O Sr. F. Octaciano : Caudllho uo sentido de
chefe.
O Sr. Seara : Estoo no proposito de usar de
termos....
O Sr. F. ctaviano : Marciaos.
OSr. Seara: ... marciaes como muilo bem
lembra o nobre deputado ; e por isso he provavel
que muila gente nao os calenda e os conderane...
Estes cauUilhos, senhores, loraaram as redeas do
governo, e o que lizeram Nao reformaram a lei
doconselho de oslado, nao acabaram com as refor-
mas do cdigo ; em fim, nao anniquillaram essa*
machinas infernaos, que entregaran! intactas aos
seus successores.
O Sr. Pinto de Campos : O Sr. Mello Franco
nao ha de goslar disto.
O Sr. Seara : Portento Sr. presidente, he de
magna congruencia que a opposirao teja muilo cir-
Cumspeta,
(H* parles que nio podemos ouvir.)
O Sr. seara :8e queretn explicare!.
O Sr, F. Oclatiano : Explique ; semprc he
bom.
O Sr. Seara : Senhores, especificare! essa po-
ca para salisfazer ao nobre diputado a quem muilo
amo, o Sr. ctaviano. (Hllaridade.)
O Sr, Presidente :. Altenr.io !
O Sr. Seara-: A cmara deve saber que otitr'-
ora um corpo do exercilo romano, commandado por
um dos seus melhores generaos, levava, o empenho
de conquistar os Samnitas... (An um aparte) ou Sm-
nilat, como os senhf res qoizerem ; he a quesiao de
Arisldes ou Ar i sudes.
Entretanto, seuhores, esse exercilo. bem'armado,
bem equipado e composto deslenles Komanos.enca-
Ihou n'uui grande desfiladeiro.. .
OSr. Figueira.dt Mello : Encalliar he termo
marilimo, e V. Bxc. prometteu usar de termos
marciaes.
O Sr. Seara: Esse exercilo, por nao esperar
Pois bm, Irene e Gerlrades irao no feudo, e
nos doos adiaole.
E Mimi, onde a poremos ? pefganlon o conde
resolutamente.
Deixa-la-hcmot onde est, respondeu o caval-
leiro. Queras leva-la 1 Que idea I.... isso nao he
possivel.
Mr. de Kerbrejean meneon a cabera como quem
obslina-se, e nao quer discutir.
Isso nao he possivel, repeli o cavalllro.
Porque eniao '! exclameu.o conde com ar qua-
(I irritado.
E pergMlas-me isso 7 respondeu o cavalleiro
erguendo osTBmbros. Essa rapariga nao he desti-
nada a viver entre nos, ella (Icaria destacada na so-
ciedade em que vamos achar-nos. Foi lalvez urna
imprudencia t la admllido na nossa inlimidade, e
acho conveuienle aproveilarmos esla occasiao para
romper hbitos que nao podem durar.
O conde mudara de semblante a esta especie de
declararlo ; era evidente que ella irrilava-o o em-
baracflva-o. Em tez de responder, elle disse cou-
teudo-te :
Bem sei que ninguem aqu ama essa pobre ra-
pariga ; he urna raza o para que eu a proleja. I'ro-
melli leva-la a Paris, e hei de leva-la,
De veras interrompeu o cavalleiro framen-
te ; perdesie o juizo ?... Qae faros della chegaodo
casa de madama de Kersalion ? A que Ululo Ih'a a-
presenlar* ? Que dir quem ouvir anonnciar ao
mesmo lempo a familia kerbrejean, e madamesella
Mimi Tirelon '.' I m bello non na verdade I...
Ella piule Iroca-io, disse o conde tordamente.
. 0 cavalleiro encarna usobrinho eom urna especie
de espanto ; pois comprehendia o imperio que Mimi
tomara tohre esse pobre espirito e as crmieqencias
que pedera ler essa loucura monslrooia. Esleve
i: A' guarda nacional dest-
pelo clarao do dia, vio-se collocado e flanqueado
nesse lugar, que depois foi denominado as folias
candnas. Enfilo o general, vendo-se iinpo,sib lila-
do de fazer manobrar o seu exercilo n'um semelhan-
le detfiladeiro, pedio capitulactio ; e os Samnitas,
lomando a nuvem por Juno, impuzeram-lbe obriga-
jes onerosas ltenla a tu* infelicidade. O general
a ludo subscreveu e regressou cem o exercilo des-
armado, e antes de dar contas pessoalmenle ao sena-
do romano, nao foi demillido, nao foi desmoralisado
na frente do seu proprio exercilo ; ao contrario, o
senado romano, confirmando o tratado que esse ge-
neral havla feto, honrando-o nesla parte, limilou-
te a adiar a vinganca para lempo opporluno.
Creio que o Sr. vinconde de Uruguay segulo esla
poltica relalivamenlc]aodctadorjdeiBuenos-Ayres ;
nao Ihe deu o golpe seolo seguro. O governo do,
note* e*ii perece-me qua devia aprevaMar agora
esla matima para cem o Paraguay...
Mas, senhores, esloa sahindo um ponco fura do
coslume que lenho de ser explcita e lacnico. Sr.
presidenta, ajnda por esla vez eu me reconheco li-
bio, ppque Amo diante de urna cmara Ilustrada co-
mo a actual.
Comquanlo ella tenha sido benvola para comigo
al boje, lodavia eu espera que conliuue a s-lo.
O Sr. F. ctaviano: Benvola nao, sim justa.
O Sr. Seara : Desempenhaudo, ou explicando
a minha primeira declararan, devo procurar respon-
der ao nobre depulado pela previuci.-i de S. Paulo,
que aventn urna idea que deve ser esclarecida mais
u qne o fez o nobre ministro da guerra.
Disse o nobre daputedo :ci E o castigo corporal ao
exercilo :' > ajk
O. Sr. PaeWto
cada.
O Sr. Scra :Bem ; o castigo^corporal i guarda
nacional destacada, senhores, esl emliarmouia com
a lei dessa mesma guarda.
O Sr. D. Francisco :Neg ; lenho um projeclo
a este respecto, hei de apreseuta-lo, e desejarei ve-
ta desenvolvido. .
O Sr. Seara : A guarda nacional chamada a
servico de destacamento, precedidas as formalidades
eslabelecidas na lei, lira por esle fado entregue a
autaridade, e por isso sujeita ao cdigo militar...
O Sr. Figueira de Mello iApoado.
O Sr. Seara :...e conseguiolomente sujeita
disciplina do exercilo, as suas leis, que consagrara
a castigo corporal. Mas, senhores, nao (enha receios
o nobre depulado a respeito de castigos corporaes a
pracas da guarda nacional.
O Sr. D. Francisco :Devo ler, porque j vi no
Maranliao, em outros lempos, fazer-se a ap'plicar.lo
desle castigo al pro Unir a morle.
O Sr. Seara :Nao tenha hoje receios disto, gra-
bas ao Sr. ministro dajoslica, que fez extensiva
guarda nacional a classe dos cadetes...
Como um outro nobre depulado pela provincia de
Minas exigi que os membros da opposirao decla-
rassem qual era a suaupioiao, a sua poltica, como se
haveram a.respeito nos negocios pblicos, crei te-
lo salisfeilo com as declararnos que acal) de fazer ;
entretanto, to assim nao he, se o nobre depulado
nao tft salisfeilo....
O Sr. Sigueira Queiro: : Logo licar.
O Sr. Mello Franco :Tenho muite prazer em
ouvi-lo.
O Sr. Seara :..ser superitan, Sr. presidente,
que eu explique aqu a geuuinaopiniau da cemms-
iao de marinha e guerra.
Sabe V. Exc, e a cmara observou, que no prin-
cipio, as primeiras reunise que livemos, o gover-
no, enxergando qae urna opposir.io se preparav.i pa-
ra liostlisa-lo, apresonlou-se frente doseU exerci-
lo legislativo, e deu o santo c a senha. (Risada.) '
O Sr. Aprigio 'Cuimares :Quaes eram t
O Sr. Seara :V'ou salisfazer an nobre deputa-
do. O tanto eradetidade,f-a senha era chapa
do governo. (Risadas.) Eslava no ten direilo. O
sanio e a senha corran) de bocea em bocea :*-I'ide-
lidade chapa do governo.
Proccdeu-se eleicao da mesa, e bem v V. Exc.
qne sobre a nomearao para presidenta desta cmara
n8o podia haver dbvida alzuma. Todos nos somos
affeiruadey a V. Exc. (apoiados), e por conseguin-
te a casa votou em V.' Exc. qua.i unnimemente.
A respeito da elei ;ao do primeiro secrelario, sabe
se que nos todos temos muila deferencia e syraj v
thia para com o nobre deputado que por muitos an-
uos lem oceupado esle lugar. (Apoiados.)
O Sr. Pauta Candido :Obrigado. '
O Sr. 'Seara :Creio que sera o nosso primeiro
secretario perpetuo. (Apoiados e risada*.)-
O Sr. 'Sera :' Do resallado deslas eleires,
Sr. presidente, colligio o governo que nos da oppo-
sirao apenas seriamos urna palrulha que na phra-
se militar he composta de um cabo e de dont sotda>
dos. Mas quandn so tr.itou da elcirao de < secre-
tario, entao governo observou que alguns vulos
leve de menoso HluslreSr. Dr. Machado do que o
numero que ttperava, segunds a distribuirn <|a sua
chapa ; e lodavia ainda os homens do governo os
leulavam nos sales immediatas sua grande torca, c
.que nos formavamos unicamenle ama palrulha.'
Nos porm, pelo contraro, envidamos um pouco
as nosss forjas, e a elcirao de 3 e 4o secretarios
sabio conforme a chapa da opposirao.
O Sr. F. ctaviano : Enfilo -ao oposicionis-
tas os Sr*. 3 e 4 secrelarios?
O Sr. Seara: O governo enISo trepidan um
pouco, o concurren lalvez para que nio hpuvesie
sessflo no dia eguhitc, que era sabbado, porque o
dia immediato era domingo, e o governo queria
aproveila-lo para exigir do sea exercilo o cumpri-
menlo do tanta e da senha.
-Appareceu o dia tegunda-feira, senhor.es, o go-
verno applicou us metas para que houveste Adeu-
dado relativamente i chapa para a etaira i da conr-
missao de resposla n falla do Ihrono. Embora di-
gam os peridico* do governo que elle lolerou que
etsa eleirao se lizesse como appareceu em resultado;
nao, senhores, o governo nao leve a cautela de
mandar ergoer a vi-eira aos cavalloiros que pleilea-
vam comnosco, deixou que se enlrelacassem com a
viseira cabida, e entao alguus desses cavalleiros ca-
jos corarnos palpilavam pela boa causa, uniram-se a
nos, e o resultado qual foi, senhores '.' Vos o vales:
um membro imporlanle da opposirao escalou a mu-
ralha, e entrou para a commisso de resnosta. fal-
la do Ihrono.
Ainda, senhores, o governo nos quiz experimen-
tar na eleicSo da commisso de fazenda. Empe-
nliando-se por excluir dessa commisso ao nobre de-
putado pe* provincia da Bahia, o Sr. Ferraz, qual
foi o resultado ? A imporlanlissima commisso de
fazenda conla ero eu seio esse membro bem de-
mnnslralivn da oppoiico.
O governo, senhores, ainda queslionou comnosco,
anda nos offereeeu balalha na discussao da respos-
la falla do Ihrono. Formn o seu exercilo, e
frente delta achou-so o general em chefe, o todos os
seus ajudanlcs (rnrdens, o ministerio inleiro. Co
nheeendo nos os movimenlos ou a manobra de exer-
cilo.ministerial, apenas eslendemot Urna linha nu um
cord.lo de aliradores, mais de 20 zuavos ou tajado-
res francezes. (Risadas.) Allendei bem, senhores, ao
que ha de implcito nesta proposicao.
O Sr. Aprigio Guimares : Boa gente.
O Sr. Seara : Senhores, tomos vencidos pelo
numero, he verdade ; mas abrimos as veas de mui-
tos desse exercilo do progresso reflectido e da con-
ciliacao, porque as nossas armas produziram o mes-
mo effeilo que agora esla produziudo o desses carado-
EPHEMERIDES.
Jullio 6 Quarto minguante aos 12 minutos o
40 segundos da tarde.
' 14 La nova as 2 horas, 21 minutos e
U segundos da manhaa.
52 Quartocrescenteas fiboraf, 30 mi-
nutos e 40 segundos da manhaa.
29 La cheia as 4 horas, .44 ir. inutot e
33 segundos da manhaa.
Um paiz
~Ier um
desse
res que te acham nos combales da Crimea,
mas Mini, e nao d Tige.
Senhores, eu multo lena que dizer a
governo ; mas'" nao quero roubar o le
ra,nao quero qae se diga de mim oqu
dizer de oulros : Esl nos roo liando o
Entro na quesillo da disciplina. Quam
como o nosso reconhece a necestidade
exercilo organisado, deve o admiaitlrai
exercilo ler em visla qae elle s pode ser%antajoso
ao paiz senlo conservando-se iliscplioado ; mas
quando se relaxaos as regras que ronceruatai boa
disciplina, o resultado he que em lagar d*W*er pro-
ficuo e de um damno loevilavel o paiz,
Senhores, islo lalilo mais se faz salicnl* quanlo
mais nos cniivencermos qae necessilaroos preparar-
nos para alguma cousa.
Concurre para indisciplina do eiercilo_eohores,
a retirada dos oOiciaes das fileira* resrtoefi?*. "\'ou
referir-me especialmenle dtvisao que *e aeba es-
tacionada ou destacad era Montevideo.
Senhores, essa divisao comprehende urna balera
dearlilharia, tees regiment, de cavallaria, cinco oo
seto lialallioos de infaataria. tarta que tobe a qos-
tro mil e lanos homens, est commandada por ufa
general mautmoderno: Eu alo ponho em duvida
a capacidade e lodas as oulra, circumslancias que
hablilam o Sr. brigadeiro Pinta a ser capaz de bem
cemmaifflar a divisan.
O Sr. Jacintho de Menionca : Apoiado, he
mato digno desse caminando.
O Sr. Scra : O nobre depulado qae me d o
apoiado nao est mais habilitado 4 que eu para cer-
tificar a minha assercao-(ofc 1 oh ); eu tive o Sr.
Piulo debaixo do meu commando immediato, por
muilas vezes entrou comigo prova, e o achei tem-
pre muilo bravo, e portanlo o nobre deputado nao
pode eunhecer esse oleial melhor do qae cu...
O Sr. Jacintho de Mendonea : Nao digo menos
disso, eslava-o apoiando.
O Sr. Sera : Porm, Sr. presidente, se por
um desses inconvenientes a que lodot estamos jei-
tos, o Sr. Pinto fdr privado do commando dessa
grande divisan, ser por ventura substituido por um
lenente-eoronel 11 porqaanlo coronis cororoandao-
les dos carpos esiao tora dos seus immediata com-
mandos
Eu per;o ao Sr. ministro qua nao se escandalic
com minhas palavras; e, senhores, smcnle em
um caso de honra ou empenho publico jue forrara
a dexar de estar ligado p com*p, mao com mo
braco com bra^o, com oSr. ministro da guerra.
Esl af.islado do commaodu do 2 regiment de
ravallaria o Sr. coronel Ozoro. A remorio desse
digno oflical tem-me affligido bstanle; bravo como
0 mais bravo, assiduo em extremo, inlelligeute.pro-
fundo coiibcccdor da arma de Cavallaria, e apezar
de ludo isso be removido e afastado de seu rer-
menlo A esse fado se encadeia outro'; o Sr. Se'
vero lambem foi afastado do commando do 2o bala-
Ibao dearlilharia a p, ao qual mulla falla faz,
como chefe. Ainda mais, senhores, muitos oulros
fados tem havido em harmonia a semelliantes pro-
cedimenlot, oque faz crer. Sr. presidenta, que se
principia, a applicar a mxima.
Omnee qui sicul nos, non cogilant, tecterminenlur.
Aquelles que como nos nao pensara, sejam exter-
minados.
Sr. presidente, ainda esl fora de seu regiment o
respectivo commandante do 4o, o Sr. Ju3o Propicio
Mena Brrelo, e adiase com licenca no Rio Gran-
de : apenas nos balalhes de infamara doas com-
man'dnnte se acham < testa. Os cor pus daquella di-
rlsW esiab rominiindadns por ofliciaes de patente
muilo inferior, c isso nao podo dexar de coueorree
para a Indisciplina do exercilo, o que be a minha
i norma.
Os corpo, do ltio tirante do Sal ainda csISo com
matar parle dos commandantes fora deltas ;. o re-
giment de arribara a eavallo, urna arma impor-
lanle, filo proficua no combale, sabei, senhores, que
esse regiment esl em S. Gabriel, o o commandante
em Porlo-Alegre.
O corpo rfe qne lio commandante o Sr. coronel
Frates ett na ca.-npanha, emqunnlo que o Sr. co-
ronel Prales esta em Porta-Alegre.
OSr. Ministro da Guerra; Est doenle.
O Sr. Siira : Se he, Spas de amannn, V.
Exc. cumpra a lei e riomeVVnlro commaudante ;
perdo-me Ihe dizer isso.
Sr. minislro, pode estar convencido qu eu falta a
verdade na sua frente, e nada digo na auseucia...
Senhores, ainda isso se.eslendeaos segundos corti-
maiulanles, qae sao capiflcs Os carpos que esfilo
oo Estado Oriental tem dous tarros ou mais dos
respectivos capitaes fora deltas: o 2 regiment, v.
g tem dous capiaesem Porlo-Alegre, um capiao
no arsenal de guerra da carie, um canitao com li-
cenca, ele.
Concorre ainda, Sr. presidenta, para a indiscipli-
na do exercilo a incumbencia quediscrcionarinmen-
m os presidentas de provincia dan a alguns corpos
do exercilo. Os presidentes empregam a tropa de
ludia no servico da polica, porque. Sr. presidente,
os corpo* de polica que devem salitfazer a esse ter-
vico nao sao sufflcienlcs. Primeiramenle, senhpres,
organisa-se o corpo de polica em ama provincia
e o primeiro objeclo do commandante he eslabe-
lecer una grande banda de msica, o que conto-
rre para tirar das lileiras dos soldados bastantes
baionetas ; e esta especie de linha vai. lavrandol
nos corpos do exercilo ; eu observo aqu na cor-
te, cem toda a parle, terbi gratia, no predilec-
to 1 batalhao de infamara, cojo commandante
mora ua Paia-Grande, e isso as barbas do go-
verno ; esse batalhao, senhores, alcm de ler i sna
frenlo urna companhia de portas-machados medi-
dos denlro de grandes barretinas, tem um pelotao e
urna diviso composlo de ama banda de musica.com
o adjunta de urna banda de tambores e oulra nflo
se de qae, de sorle qae o batalhao parece que he
lodo msica ; senhores, lito he verdade.
Sr. presidenta, um nobre deputado da opposirao
arguioaoSr. mintlroa respeita de prnmorSes por
merecimenlo. Senhores, ser preciso que o governo1
se compenetre de quo s constilue merecimenlo no
individuo militar a reuoiao da Iheora pralca e o
genio, e em outro caso aquelle militar que poi ac-
ms de valor no campo da balalha merece ser ele-
vado, e preterir a seut companheirns ; e nao deve
haver promoees como laxo, daiido-scjmcrecimcnlo
a um homem que, como disse o nobre deputado, a
obteve porque pertenceu ao predilecta 1. batalhao
de infaataria ; fallo do Sr. mejor Joaqun] alendes
Gomes...
Os Srs. Paes Brrelo e Pereira da Silca :Qffl-
cial muilo dislincto.
O Sr. Sera :Servio debaixo de minhas ordens,
c eu tl/.-llie a juslica devida quando live de infor-
mar ar respeita delta, mas nao obstante nao era para
preterir nos senhores majorca Porlella e Gomes...
O Sr. Paes Brrelo :Sao opiniOei,
O Sr. Sera :Eu disse proraoroes de luso, por
que esse major lendo sido promovido para commaji-
dunle do 5. batalhao de infinitara do Maranhao,
anda esl* na corle passeando, esperando lalvez un-
ir proposta, porque quem esta junta da fonte das
gracas he o que primeiro se barrufa...
Um Sr. Deptitado :Esse official obteve urna li-
cenca do governo.
Outro Sr. Deputado :Isso nAo lem nada com a
disciplina.
O Sr. Sera :Creio. senhores, quesera raabj.
qne suflicieule qnanta lenho expendido para pro-
var qae a indisciplina nao lardar a livt.-ir no exer-
cilo.
Nao posso, Sr. presidenta, me dispensar de tazer
algumas reflexoes ao ministerio em face das ultimas
condecorarse) e ttulos que o governo con fe rio. Se-
nhores, o mlt itlerio quando nao preraa bem,quan-
do lie escaseo aitquire desafectos, mas quando he
profuso adquireiuimigos, porque era tempee o m-
rito oblem at gratas.
Foi preciso qof eslivessemos nesta poca singular
m que os homens sao elevados medanle o reeeio
qoe inspiran!, para que o governo lilolasse em
massa o coiisellio do estado .' Nao dnvido d j mere-
cimenlo de cala um dos seus membros em particu-
lar, mas nesla prodisalidado* de raercs observa-se
que a ciaste militar nio partilhou delta como era de
juslica. Farei urna compararlo.
O Sr. Penni be presideulo do Alio Amazona,
proelitetaf ereio e, de tereeira crdem, e o Sr. So-
bastiao do Reno Barros he presidente do Para e boro
presidente... (Apoiados.)
O Sr. Pinta de Campos: Tem feilo orna ex-
cedente admi strarAo. (Apoiados.)
:0 Sr, Ser.i :...mas o Sr. Peuna foi felo dig-
nitario da ornem da Rosa, e o Sr. Reg Barros, por
que he militar, leve apenas a merco de oflical des-
sa mesma ordem 1...
Sr.* presidente, vou concluir, mas antet de o fa-
zer desejava referir urna conversa que eu observei.
Nao teiie issu me ser permiltido.
l'ozes :Cuite, cont.
O Sr. Seri:Sr. presidenta, eu tsisli a urna
discussao a respeita dos homens mais eminentes na
poltica ; uns dizam quo era o imperador apoleao
III, oulros que era Nicolao I, oulros que era Thiers,
oulros que Cama-tine, oulros qae lord Palrnerston,
ele. e enfilo nin individuo que observava...
Um Sr. Deyuldo : Essa sHlribuicao da Ibro-
nos.
OSr. Sera:... essa disribuiriu de notabilida-
des polilicas, disse : cr Senhores, que importa apo-,
taao III, Nicolao I, Metternich, Cavaignac, Espar-
tero, etc. O primeiro poltico do" mundo he aquelle
que, apezar dos empeulios de certa gen le, vai fa-
zendo rodar, N%nra em seus ebos, a machina do es*
lado : he o Sr. 6. Pedro II.
_Tenlio concluido.
oO Sr. Aeoiia em um tango discurso ataca a pol-
tica do governo. Deseja que se diminua atareado
exercilo, porque o paiz se acha em rircomslacias
norraaes. Como membro de urna das fractOet oppo-
sicionislas d* cmara, diz que o programara da op-
posirao ministerial he o seguinle :
Senhores, a nossa posirao he cerla, he clara. Nao
temos sabido le nosso* anligos principios (apoiados);
somos homem conservadores ; queremos a cunsliliii-
t3o em sua realidade ; queremos todas as garanta*
polilicas que ella consagra desde o primeiro grao da
manifestarlo publica at o ultimo [apoiados ; muilo
bem) ; queremos nesla cita e fura desla casa a ga-
ranta do peu lamento da lberdade realisada...
tVma Voz :Tambem queremos islo.
O .Sr. \ebias :.... queremos que a conslituic,3o
do estado nao seja ^m phanlasaja....
O Sr. Figveira Te Mello :Nos lambem.
O Sr. Sebiis :... queremos quo as leis tallas no
sentido de conservar os vnculos sociaes tejam ret-
peladas ; queremos que a ludo islo presida a mais
fiel c leal exerurao do governo, para que nao baja
oppressao nen anarebia (apoiado<); queremos o*
administrara, moraldade e ccooomia nos dinheiros
pblicos (apoiados); queremos para o povo o direi-
lo de escull ;r livrementa os seus. representantes
(apoiados); queremos nosarepresenlanles indepen-
dencia bastante para salisfazer as necessidiides do
paz ( apoiados ) ; queremos que nao se eslabeleea
enlre o povo irasileiro, seus representantes e o go-
verno, essa corrate elctrica, que prendo," que em-
barace a maiitfeslarao pura dos principios, pur dig-
nldade de lodos, por dignidade do goveruo. por
dgnidade des representantes o du povo brasileiro
(apoiados); queremoso Ihrono constitucional basca-
do no rorarao de lt%s os Brasileiros ( apoiados ) ;
mas queremos por isso mesmo que o Ihronn eunsli-
Ibcioual se fortifique as garandas, nos elementas
que a conttituicao consagra ; queremos este drande
principio conservador da superioridade do inbiiar-
clia respellado em todas as saas phases. respailado
em todas as grandes occasies (apoiaios); queremos,
como ha ponto disse, a lberdade do vota eetapen-
samento, do pensamenlo manifestado portadas at
formas qae a nossa consliluirao autorisa ; queremos
o direilo de volar, o direilo de escrever pela impren-
ta e o direilo de pelirao.
Porlanlo, Sr. presidenta, ji,se v que nos tomos
conservadores dos verdudeiros principios conslitu-
cionaes...
t7ma Voz :Enlo nao qoerem o progresso ?
O Sr. Nebias :O progresso nao est fra dos ele-
mentos que rht dirigem, dos principios qoe nos li-
gam e hos lem ligado ha lano lempa*.. (Apoiados.)
O Sr. Sayiio Lobato : O verdadeiro progresso
esl na guarda religiosa da consliluirao.
Urna Voz :Estamos lodos de accordo, sao mui-
lo boas ideas.
O Sr. Nebiu :Dzem que estamos lodos de ac-
cordo segando o programraa que lenho apresenlado,
mas algumas divergencias nelle npparerem, e eq
pasto a assign ila-las.
" O direilo. re peticao, qae nao he s um direilo
pessoal, que lie um direilo a bem da cauta publica,
de manifestai se o pensamenlo de urna maneira con-
forme as leis conforme a consliluirao do imperio,
esta de certa modo repellido pe m'aioria desla ca-
sa, pelo governo quo dirige o paz ; o direilo de pe-
l.o, exercilo muilo legalmenle por urna porcao
de Brasileiros, nao foi considerado um principio de
agitarlo pelo nobre presidenta do cooselho f bSo tai
considerado um principio do demagogia pelo Sr. mi-
nislro da jus.ita ? E, senhores. quando he qae se
lancou esse estigma sobre os dislinclos cidadaos que
assim procederam denlro de seus direilos e a hem
da causa pullica ? Quando ellesse propu.iham a
analjsar orna lei, nao digo bem, analysar um pro-
jerlo que apeoas linha passado o primeiro grao da
hilara legith lva ; quaudo para islo se propunham
tervir-se da imprenta ; he a horneo* qua assim pro-
ceden) uto leal e comedidamente que se lacha de
anarchistas, de agitadores! Desta maneira pode ha-
ver lberdade de discussao nesla casa e tora della ?
Quem veio arvorar aqu esse pendao de revolla, n*
que julgamos que assim se exerce um direilo livre
consagrado pe la consliluirao, ou aquellos qae qua-
lilicam de agi .ajilo, querendo sopear assim a opi-
niao, querento obrga-la .lalvez a desabafos ex-
tremos ?
Senhores, lie a primeira vez que vejo no Brasil
aryorar-se o ilirclo de peticao em ameaca de anar-
chla (apoiadoi); he a primeira vez que o* poderes
do estadoi jtilqam que se faz urna offensa sua exis-
tencia, ci- leticia de nossas leis, existencia da
ordem publica na analvse de urna le 1 Nos abemos
que a proprii consliliticao do estado esl* tujeila a
analyte razoavel ; al hoje essa arca santa da nossa
protperidade, do nosso futuro, da grandeza du im-
perio, da conservarlo da monarchia nao tem soffri-
do golpes pela lberdade lalvez de mait, lalvez ex-
cessiva emap>cas calamitosas, em poca* do delirio
que nunca pudem dar o termmetro de uro estado
permanente. A propria constttaicJlo, por etsa l-
berdade que lemai* se lem deixado, que demais se
lem applicadc muilas vezes, nao lem soffiido gol-
pes, vai pastando incolue, ha de constitu: sempre
prestes a romper ; mas passado o primeiro momento,
pode conter-se e dissimular tu indignarao, e o con-
de pode crer, que se elle linha ouvido, nao linha en-
tendido.
llouve um silencio, depois do qual o cavalleiro
ditse mudando repentinamente de astumpto :
Tenho deferido de um dia para oulro fazer-le
ama commumeacao importante ; quero fallar So ca-
samento de loa Dlha.
Ah Vmc. lem algum projeclo a esse res-
pello ?
Sim, respondeu o cavallciro levautando-se, tril-
laremos disso brevemenle ; creio que he lempo de
catarraos Irene.
('.erlrudes qae esperava no salan foi ao encontr
do cavalleiro, dizendo-lhe :
Entao f
O velho atscnloQ-se ainda suffocado de indignarao,
e respondeu : '
Vmc. tem razio, etsa brejeira enfetlirou meu
sobrinho.
? Foi sem o qaerer, tarima Gerlrades ; ella nao
lem coosciencia do mal que faz. O orpulho e urna
especie de inveja a dominara ; quiz participar lam-
bem da affeitan do senhor conde, e exceden seu
fim... Fique cerlo de que ignora us verdadeiros sen-
tmenlos que elle tem a seu respeito...
Essa innocencia perversa lio jetar do qae o vi-
cio I exclamou o cavalleiro.
Enfilo o tenhor conde declaran sna vonlada %
ronljnuou Gerlrades. Quer levar Mimi a Paris
O cavalleiro fez um signal affirmalvo nao ilre-
vendo-se a repelir i palavra qpe o'tisera tremer, e
diste tmenle : i
Quem sabe agora al onde pode ir essa lauca-
ra '.'... No dia em que desatadamente lvermos al- nenbuma occasiao de dar-lhe a entender gom testemunho evidente, levare) daqui miuha so-) querella ficasse. Umi irrilarao sombra reinava en-
brinha, e nao ereio que o pai ouse ir busca-la... De-
ntis se approuver a Deo*, ella lera brevemenle ou-
lro protector...
Irene entrou nesse momchto, e disse depois de ler
abracado o lio :
Que aconleceu i Ymc. lera um ar terrivel, e a
senhora Gerlrades est mui triste.
O senhor cavalleiro esl desgosloso, respondeu
a aia simplesmenle ; a viagem de que voss fallou-
me honlem nao se tar lalvez... ,
Nao lomars a ver agora tua Luiza, acrescen-
lou u cavalleiro attrahndo a eobrinha a si e bejan-
do-lhe a fronte.
He um prazer que fica smenle deferido, disse
ella com ar de tmido pezar.
Nao Iratou-se mais de ir pastar o fim do invern
era Paris, o nao hoove mudante apparente na* na,
"Ciras do* habitantes do castalio ; todava o conlen-
lamento e a paz nao reinavam em lodo* os coracoes.
Mr. de Kerbrejean linha em alguns momentos urna
physlonomia que revelava os arrebslamentos secre-
tos do urna paixao nao salisfeila, e o cavalleiro que
o observava com ama colera conlda, percebia que
elle comecava a padecer muilo. Quanlo a Mimi,
cessra repentinamente de prodigalitar-lhe seus afa-
gos e 'suas lisonjas. Ou por estar certa de toa in-
llucncia, ou por simples capricho, nao procurava mait
igradar-lhe, e ama especie de apathia acceder *
iui turbulenta jovialidade. S I'eoe conservava a
mesma brandura alegre e a mesma serenidade de es-
pirito. Pareca ler _n* fronte o sello de um destino
Miz, e seu aspecto infunda irrcsislivelmeuje a ad-
miracao, o retpeilo e o amor.
O cavalleiro resolver afaslar Mimi, e Mr. de Ker-
brejean que sutpeilava seu designio nao desprezava
Ir elles, e liria sem duvida rebentado, se calat-
tropbe mais imprevista nAo tivess dislrahido os es-
piritas dessas pertorbacOes interiores, mudando s-
bitamente a s tuarao.
lima msnhi.a chegou ao castalio a noticia do* acou-
lecimenlos dj fevereiro ; um s diario dtva vagas
informardes n fazia presentir gradet desgra;as. No
dia seguinle (eve-se a certeza de lodos esses desas-
tres. O saquee o incendio de Neully eram fados
verdaderos : horriveis excestos linbara si lo com-
mettidos, e nao sabia-se anda o numero dat victi-
mas. O corveta nao Irouxera nenhuma carta da fa-
milia de Kersalion, e este silencio pareca uro agouro
funesta. Madamesella de Kerbrejean eslava cboro-
sa, o cavalleiro morlalmente inquieta resolver par-
tir para Paris, se nao chegassem noticias ios das
segnintes, e Gerlrades afilela nao sabia mo ani-
masse a roraiem de Irene.
A noticia da rcvolnro prqduzira grande agilacjo
enlre o* obre ros que trabalhavam no castalio. Ti-
nham-se dispertado desde o primeiro dia e nao pa-
rcelara di-pistos a continuar brevemenle .llareta.
Nunca o .botequim de Nepluno fra visitado por Ire-
guezes mais numerosos. J o* oradora* improvisa-
dos perorava n em p sobre ai mesas vacil ante*, e
detde a man uta at noile ot hvmnos pauiolico*
reapavam nc.-te logar aborainavel.
Nu larde di lercerro dia Celestino Piolot npresen-
tou-se no cas ello adornado de filat tricolores, e com
um niasso di diario* a* mao : vioha offerecer *oa
prolertao aos Kerbrejeans.
Recebi boas noticias, diese elle com ar impor-
lanle ; ha m lila probablidade que Ravachon teja
enviado a etli departamento eom podece* muito ex-
ternos.. .
"'
DAS DA SEMANA.
16 Segunda. N. S. do Carino; S. Hilariano.
17 Terca. S. Marinha v. <*. Aleixo.
18 Quarta.S.Rufinob.;.'Frederico*eMaterno
19 Quinta, 8. Vicente de Panto ;S. urea.
20 Sexta. S.Jeronymp Emiliano; S. Elias profeta
21 Sabbiido.S. Prxedes v.; S. Daniel profeta.
22 Domingo. 8. Baria Magdalena (a pectadora
do Eangelo) Ss. Meoeteo e Vadregezilo.
' i
a permanencia, a uniao do povo brasileiro' em por-
tado accor lo com o seu monarcha.
Apresenta-te, Sr. pretidente, um oulro projeclo...
Mat nao eilrarei nelle agora, dexzrel de parte as
incompatibilidades ; liga-te esta parle do program-
numvslerioso da admioitlra^So qae dirige os des-
linos do estado ao programan dos senhores radicaes.
Perguoto-vos agora, senhpres da opposifat) radicad.
qual he a rosta bandeira hoje ? Estis na estacada ?
Conservis vosea* anligas trdces, ou ettais sals-
taitas com as promesaas do minittero ?...
O Sr. Sonsa Franco :Nio.
O Sr. Sajino Lobato :O Sr. Dr. Franca M hon-
lem princpiou a manifestar...
O Sr. bebas :... oo tendea futi alguma ees-
sao dos vossos principios, pois que se (rala de con-
cliatao. e al ao juizo de paz se admillera a* con-
cessoet"! Pisadas.) Dizei-me, sehor*, o que pre-
tendis 2 S-de francos. aiauaCestai-vos como om ou
oulro de u*os compaoheiros se tem manifesi
quaes sao vessos principia arlualroenle, em que
concordar* comnosco ? em que concordis com o
verno 1 em qu* vos separis delta 1 N3o o di-
zes ?..,
O Sr. Soma Franco Quando me tocar a pala-
vra hei de dize-lo.
O Sr. Ncbia : Pois bem ; sapponho .-qu sois
fiis ais vossas traditoes ; supponho que votaot prin-
cipios radicaes, que tanta* vezes vos lizeram pastar
por trames dolorosos, per desgastas, por decepcoes,
que esses principio* esli em seu inleiro vigor, qae
com elles inda enloiuleis que pedis felicitar o
perio. que com elles ainda entend
sileiro ha de ser taz. izei-
consttaicao 1 Queris a retarme de
toes as mais graves, que
conservado da monarchia e di
reforma do senado ?
Nio fallemos ueste velho eavallo da balalha
j cansou ; nao fallemos neaa lei que chamar,
cundaria da nossa orauisacSo jadiciara ; nao
tamo da Iui do cooselho de estado, e mesmo d
lei providente, provideolitsima qne cfaamouao
souro publico o dinheiro do* orphos ; tuto ti
nessas leis mais passageiret, porque pens'qae
donaste* lodo ess vosso terror, que oo tej
os de reflexao qne lambem vo* lem c'rejH^9l
teja pela dolorosa experiencia de rosta vi
tos annos nlendeis qae no vale mait a
combalcr a reforma judicaria, a lei
estado, a lei do dinheiro des orphaos ; ms as vos-
sas oulras preientes capilaes arada tabeistem
menos agora vos inlerpellarei com n
vei, eom franqueza levantar vosea
zer o qoe pretendis a sise respeito, quaes o Van* I
pensaiiienl agora e no luloro, Eule
que no plano da conciliario t^^H
verno te cumpreheade a concta^^H
se* principios?..
O Sr. Sayao Lobato : He o primeiro reduelo
que elles querem lomar.
O Sr.Xebiat:... ou, como diz o ote
amigo, queris fazer esta conquista para aoderx
ao reto, como de alguma maneira, com a sua fr
queza propria, no* dea a entender o ullimo arador
radical qae se pronaociou t Senhores, em lodo caso
he necessarioqoe tenhais franqueza nssempre nos
consideramos muito francos ; nao querem0' eoganar
uem avs, uem maioria, nem ao paiz, assim
nos haremos de apresenlar sempre.
Quanlo lei das incompatibilidades diz qoe ella
n,io forma ama parle Jo programm poltico da op-
positao que elle perlencc, nanea formn, nem po-
da formar. Repulava semelhanle medica iojas e
urna violarao enatiluitao. EnlrelanlaMeclarava e
protestava que se a cmara a adeplasse, elle se nao
opporia ; e conclue censurando a adminittracle por
causa da sua poltica externa. Leranta-se a tsalo.
RELATORIO
da repartica'o dos negocios da guerra
apresentado a' assembla geral le-
gislativa na tereeira sessao' da no-
na legislatura, pelo respuctivo minis-
ti-o e secretario de estado, Pedro de
Alcntara Bellegarde. ,
Augustas e dgnissiraos senhores representantes
da nagao.Em cumprimenlo de lei, venho hoje a-
prcieular-vos o relatara do tninistari ^^^K*rg-
Secrelaria de estado.
Esta reparlitilo continua a salisfazer regalar-
memo as aecestidades do sen ico que Ihe est iutwnt-
bide.
Ot eaaoluraenlos pago* pelos nublares exeilam
conflictos enlre o tataratee das pareqVe a necee**da
de de arrecaja-los para assim oblar os veiKiinenlos
de que vecafawceber os empregades, conforme o re-
gulamenlo da secretaria.
Allender aot primeiro*, trar ama grande dimi-
nuicao no salario de empregado* j mal aquiohoa-
dos, uraa vez que nio se estabeleram compensa-
ees.
Os emolumentas da secretara da guerrflem tldo
nos ltimos Iresanaot reipectivraenle ^170,
^719500 e 11:002^260, ou de 1S
ament em lermo medio.
Para quo a vanlagem dos conlribuntet Jo pre-
judique a jutla relribuicao do Irabaibo dos eraprega-
dos, ser uecetsaro qae a estes se abonero augaaen-
losde vencimnlos nt hvpolhcse
doze contos calculados. Estas dozi ceios ficaram,
sem oulra medida, todos a cargo do Ihesouro ; po-
rm ha modos emolumentos que se podem e devem
conservar; laet tao-os de cerlides e de ucearas
com vencimenta dos militares, e todos o* de* eolrus
contribaioles. Entrando esta* p seonro, pode-
r,lo~produzir urna importancia ai 4:0000 rs., e assim o encargo sobre a
reduzido a8:0005000 rs. annaaes ; encarg
redundar urna grande vanlagem ctast militar
e mesmo conveniencia do servijo, pela rapidez d
expedirn ile muilas ordens que actualn
com a applioatao da tabella-vlgenle de eraolamen-
tos.
Repartirues annexa* ieeretaria dentado.
A commisso de promotoes, descrabara{ando-sa
das peas, Olhas de toda a nova iustiloiolo, vai etla-
belecendo a tua esciiplurarao em ordem a melhor
coadjuvar o governo no imporlanle Irabtlho a que
tai destinada.
A existencia de um livro mesure em qnqjfje encon-
tr a vida militar de lodos os ofliciaes, escriplo com
mipuejosidade e.exaclidao. sendo a base primordiil
da regularidade dos lceteos, deve brevemente ve-
rificar-te, achaaMo-te incumbida a esta commis-
so.
Algn* ofliciaes te tem descuidado de regularisar
taas habilitafOM e iiervic^a, conforme e establecido
na le de 6 de tetembra de 1850 e retpadtVu rega-
lamenlo ; e nao obstante toda a dispoticao do go-
veruo de. forrar-se a pralicar acto* qoe postara ser
lachados de prelericao, a alguns tem ido neciva a
pouca altautao qae bao prestado ao preenchimento
das condiroes da lei. Em outro* casos porm verifi-
ca-se que os ofticiaes sujeita* a ata* prescrpjoe*
por crcumttancias fortuitas e iodependenles de sua
vonlade. nao se podem a ella* prestar, e sobra estes
fioa pesando a mesma peoalidade do* remtaos-
quando alias se achara em tervico de maior impar- .
tanda. as provincias do lilloral, e mesmo em al-
guma do i alertar, fcil be fazer recolher qualquer .
cao, o cavalleiro nao pode dexar de sorrir, e ex-
clamou :
Seu amigo, o poeta ? Ah 1 que grande poltico
leremo* I...
Elle eterave 13o bem em prosa com em verso,
raspn leu o mancebo seriamente.
Oh 1 nao duvido.
Com toa capacidade elle ser grande. J ago-
ra tu* posirao he mui bella ; lem amigo* ntimos no
governo. Quando elle chegar, eu Ihe apresaaiiarei a
V. S., se deseja isso.
Mudo obrigado, responden o cavalleiro, nada.
lenho a pedir-lhe. Toda a minha ambicio liraitEH
a viver Iranquillamenle no seio de minha familia.
He de esperar que as pessoa* como nos eslava* ao*
negocios publico* podero dormir em sua cata cem
sgu ranea.
O povo nao abusari de sua victoria I respon-
deu Celestino femphalicamente.
Retirando-se^elle dittioguio ama jatiella o sem-
blante pallids^k abatido de Irene, eslrameceu, e
murmurou ootofn corarao. chelo de orgulho e de
alegra :
Agora a fcateroldide nao he ama palavra vaa...
Os precearaitos eaHo abolidos ou igaal aes Ker-
brejean* !... .
Nesse mesmo dia bocea da aoile leda a familia
eslava reunida no talo. Irene,. Gerlrades e o ca-
valleiro formavam parte um circulo silencio ; o
conde racottado na poltrona parela dormir com o*
otaos aherlos, e Mimi, attonlada sobre uro coxim
no anelo da ehamm, bocejiva atraz de uro dia-
rio que divertira-ee em dobrar em forma de leqne.
A sinela snou violentamettte e tes leaos estremece-
Ao mesmo lempo ot caes ladraran) cem fu-
r---
Apezar de cus cubado* e da gravidade ca siloa-j ganindo
ror no pateo, e a galga do cavalleiro saltou no chao
**--*u


. i i iiritaaaaW
DIARIO DE PERUMBUCO SBADO 21 DE JULHO DE 1855


otTfcial no poni em que te teniura de pralicar os
examei presenpos, roas nal froiiteira! acha-se fre-
a adrainislracilo na alternativa .lo
deixar em abandono uu minos bem servido un pon-
er para > preterirn de
qualquer ollicial, que all coioiaifonado, nflo con-
teu direilu a acoetMflftn a realisaeao de
coudiroes a que Ihe iiilu he didn laliifazer por i 111 -
ediuieulo dstervicpi. Hall esp< cialiaenle tom islo
lugar na provincia de Mallo -ji-osso Creio, i vista
deltas eircumslancias, conveniente a ju.toque nob-
vio un tal embarace, quer dispersando nula pro-
vincia do* ex une. eligido pela le aos lenles pa-
ra que postara ser promovidas a capitaes, quando
lhes (oque por anliguidade, quer le oulro modo.
A situnjAo excepcional daqu illa provincia, ji tem
merecido outrai vaulageus, e nt a parece ser duequi-
dade.
A reparlrao dcquarlel rne'Ue general, creada na
intenc.lo de fiscalissr o maler a da iixercito, alada
nflo alljngio aquelle sruo de parfei(;lc que lie de de-
stejar. Com a diflculdade das cnuimi nicac,oes, e de-
ficiencia de dados, e o mesme embarazo no implan-
lar de noval diposic,oqajii lula aind;i; e comquanlo
esaei inconveuienles s^Pto malvendo, anda minio
resta a fazer. Pelo mappa junio sobnl,io v o
estad do rornecliueulu do tordamente do exercilo,
que- atorar em da, nao sendo trahallio
dos menos arduos em alinelo u carencia de escla-
recimenlos, que uem sempre 10 oblm com a con-
veniente, preslez.
0 archivo militar e ofllcin.i lytographca a ello
subordinada, progdde. U sen'material melliora, e
conseguinlemonte as obras cjuadah procede"' ; mas
.lida n.lo he elle tal, que dev imo-nos dar por satis-
eitos. A caria geral do imperio que o archivo esl
organisaodo, jinda nao se ada concluida. Nao te-
mos ui precists elementos, e cun morosidade se vo
coincido alguna aproveilaveii, uo obstante aspro-
idencias dadas pelo governo. e as diligencias do
general que se ada lesla desse eslalieleri
menln.
Conlaioria da gu$rra 0 pagadoriu dat tropa* da
corte.
1 pralica dos negocios que carrera por estos duas
eslar.Jet corrobora aindaos ai g imetuos com que se
suslenlou 110 ultimo rotatorio a conveniencia da sua
fosio, formando-se urna intendencia de guerra, que
maia rpidamente possa, sem prejoi.io da fttcalisa-
rflo, salisfazer is necessidade ilo servido.
Constituida cita intendencia, devem se dar regn-
lamenlos para o eslabelecimenli) de intendencias rai-
tiUrers, para si caso em qoe IVrca expedid )uarias
lenliam do operar rm lugares distantes das reparti-
rles de fazenda permanentes.
Apezar dos inconvenientes Ja man eir por que se
achara hoje constituidas as repartires de f.izenda
,0 quanlo he pcanvel, e mais pelo zeio
1 sciua chejes, do que pela ngularidade dn scus
os, vilo salufazeudo lis dnveres que Ules
sao incumbidos.
O relalurio annexo vos ioitrnira melhor do es-
tado da contadoria e seus traba!los; be 11 co-
mo do que mais occorre cerca do estado do-i cr-
ditos.
Comelho tupremo militar il< jutticajuntas de
j tu tira.
acrescentar imexiendido nos ullimoi
le todava til recordar a conveni-
rezes ponderada la extincclo-dos tri-
nas provincia- cm que ha rela-
es e na do Para sob a derroininacao de juntas de
Justina.
A rjiio jaslilicaliva delsa imliluijao ha de-appa-
do pela rapidez relativa da nossas communica-
cei para estes lagares ; ese algum pontotrio impe-
io pode anda invocar as vantagens provenientes
de mais rpido andamento 1101 proiessos militares,
nte aquelle que nunca a-fruio ; e em
1 uSo seria conveniente "i-ibelecer laes
a de garanta que .1 ihi poderia re-
:o to grave em s; meia.
lo da legislado penal do ejercito,
lia Unto arbitrio no julgamenlo de segunda > nstan-
,e nao pode ser djnlc a mais de um tri-
lejesullein graves difll ruldades, e mui-
nea nulaveifjiai senlengas dadas so-
bre casos sernethaute, pela falla de Iradiciles de
Iribunaes da comraL-sao, cono sao as juntas de jos-
tica.
oJerJo le* lugar, e mesmo entilo
icessarias, para casos eiipeciaes de cirenms-
(raardiiiarias, em qise a demora na solu-
cao final das sentenr.is possa ptejudicar gravemente
a disciplina. Parosles casos, as juntas deverao ser
organindas de modo que flquein prximas aci thea-
Iro do operarles importantes da guerra ; ou consli-
Uidas nosexercilos.
Escolas milih re.
Com os mappat juntos se anuir o movimenln da
escola militar e do corso de i Hanlai ia e caviillari
creado pela le de -Z) desetemb o de 1851. O nume-
ro de alumnos que se habilitan! para as necessida-
des do servico anda esl loni;e do que le f, z pre-
ciso, e distu) resulta termes grande quanlidade
de vaga* nos palos subalternos das armas scienti-
fiats. -
nilitar foi misler cha'msr para o unsino
dediversas material algn bachareii pela falla de
pesso.il de lentes.
l^p^Rj^Mldaidfts as otras lo edificio que
rola, e havendo-st eslabelccidn ah tam-
ban ircMvo militar, por falla de tiulro loca! apro-
priado, aind.i se nao acham cunvanieulemeule ac-
comniodadas as dilTerenle* aulas : nnlretanto, em-
pregam-se. para isso se conseguir, 01 esforjos com-
paiivds com os meios da que l dis|ioe.
O cibservaiorio vai camiuhaoda para aquelle gran
de riesenvolt imenlo que he de Jesejar. Diversos ins-
nraendadoi e recebidos da .Europa
se acliam convenientemente enllocados, e dentro
comefo s grandes series de obs r-
de ser Iraosmil tdas aos principacs
depaizesestrani;eiros.
s astronomi:. s para ar meridiano
III sido publicada! pan doos
aonaH.
faneca da asela militar 'continua l> end-
nele Ce physica oulao tanlo
It. daVeqae isso da inconveniencia de ac-
ravetnenle desifparen
__ktada ou se ar-
iservadoi que dtawiameiite se
so, mesmo pira que dentro em
o inutilisem o< mstnimeolss que ja
aimoi.'A falla de urn gia empregado se faz
'sentir aa aula de chimica, onde j es'di escassez de
varios productos esubslancias tara analyses.
A ewu*l militar, pelos sers estatutos acluacs, j
nao esta ao nivel de semellia ites n-tabeleciinenlof
oj. Torna-se irdispenajvel, dar ""
novos estatuios, desenvolven lo os esludos de I
que abfaojara em maior escala as ciencias mathe-
:ra,'s, 11 luaa applicarDes aos
aa a qii:sAo chamados os eu-
Bb. A meima denoniinacao
aV ser mudada, em vista da sepa-
psarameiilo militares feilas cora
a rreac.lo da escala do nppliciiflo. Impero que aulo-
: ao governo para, fazer a Mcessaria reforma no
evsteata de estados, e altendcr aos vencimenlo* ilcs
I aquinlioidoserr, comparadlo dos
de oiilras
16 do %\ le Janeiro desle anuo
aedeurc escola le applicatao dn exer-
lo mez correla teve logar a sua ins
ieal ercilhido pelnjzovetno foi a furia-
3 S. Joao, qual se aildicinnou urna chcara
ios, compreliendi la entre aquella
fortaleza o a da l'raii Vermdlia, comprada a Joa-
quim da Silva Nazrelb por 25 contos de ris.
Nesla xlenslo se accomciodam a escola e o bala-
lhao de enganheiros.
Os discpulos e empregados ; moslram pnssuidos
da boro espirito; e he de eipe ar que se ubtenham
muilo bonl resallados dcila n.lilmrao, que forne-
cer olllciaes e oldaes inferiores com iiislrurcao,
disciplina hbitos iniliLiriis.
') curso de infaotaria e ravallaria do Kio Grande.
tem > jularrncn e.'Os militares que se
habiltarain rcsle curio em o nnnolproximo panado
?foram examinados na escola militar da corte, e ap-
__provados nal doulriuas do iiegundo anno de mesmo

Arwnaet edepoiilot o>artigo bellics.
k do tice-director do arsenal de gaer-
bm foram eilabelecidos peta reEula-
mnlo de 2! de fevereiro dir1!i32, aogment;atoa pe-
lo arrescioui que lem (ido o exerciio de eniao para
estmenle) do fardurnenlo que prla
^^rto da 1HK, ficou incumbido
os arsenaes, l ^^boailo pralicnmenle impossi-
o rnesni tem lugar a respeilo dn
ife, qoe par aquelle regulaineuto foi
Iresjclasseido almoxirifado, que pelos
rviro, mceiisitaiii de Iraballiar ao
-im, a regularidade da scalisa-
c.l 1 e a promp 1 lio do expediente, lem-se tornado
incoinpativeis.
Urna reforma he urgente no regulameoto denle
arsenal : refanin em que se devem dividir as allri-
Imicoes arlunes do vire-director por tres oflicines ;
creando-so lies almoxarifes correspondentes s cas-
ses que existem, para que fossam funecionar simul-
tneamente, rjino he indispensavel para o bom an-
il,menlo do servido .que all incumbido a urna das
repartieses militares mais Importante!.
O edificio oceupado pelo arsenal de guerra do Pa-
ra mo lem as precisas proporc^eatjjgpMace de mui-
(as obras, que nlo podem ser reliH com rapidez, e
asim mesmo nao se corrigiriam lodos os deleito!
pela sua us pni^ao. O pessoal, como em outros es-
labelecimenloi da meima natureti, he insufllciente,
e por lauto lem sido obrigado o governo a chamar
diversos individuos, que concorrara para se pdr
o Irabalho em dia.
No Maranbo acha-se em bom estado o deposito
de arliaos bellicos, mas outro Imitse mo polo d-
zer do laboral jrio, a que l'aliam accommoda(es na
fiarte do edilkio que oceupa.
Nai provincias do Piauby, Kio Grande do Norle,
Parahilia o Alagas, o material perlencente are-
particao da guerra, ou existe cm tetheiros, ou em
parle de pequ-mos edificios oceupados por outras es-
la<;e<, nflo oll'ereceiido proporc,Oes para o sou bom
arranjo e seguranc.i. dando-se a falla mais sensvel
na primeira cas indicada! provincias, pela receole
imidanca da sisa capital.,
Do arsenal la Babia nada ha a acrescentar ao que
tem sido dito nos ltimos rotatorio.. A casa em
que se acha nao he bastante espaciosa para urna re-
partirlo de tal or.lem, e a compra do edificio vzi-
nho ainda nao esl resolvida, posto que autorsada
pelo corpo legislativo. Do da a dia se lorm maii
oecessaria essi acquisicao.
O armizein que serve de deposito na provincia do
Espirito Santo, apenas carece do pequeos e mu
limitados reparos. *
Na cidade na S. Paulo, a casa em que searreca-
dam osartigi' liellicoi, eij longe le snlisfazer ao
fm a que se destina. Apias umalpeqieiia parle
oceupada pela plvora' e carluxame he assoalhada a
foriada. Porjo de projeclis se cnconlra em outras
localidades, damniQcando-se e sujeilos a extravos.
Em Santos e.S. Sebastian tamh-m ha armazens pa-
ra-indenlicos midieres, e, ou esiaa cm solfrivel es-
tado ou de pequeos concert* carecem.
Na provincia de Santa Calharina conlinua-se na
edificarlo do novo deposito, e he de esperar que se
conclua brevemente.
No edificio oceupado pelo arsenal de Porto Ale-
are dao-se a luns defeitos que conviria carrigir.
Entre osprindpaes.apresenlam- rio e a falla declaridade das oflicinas existentes no
pavimentolerreo. Entretanto heuprincipal eslabele-
cimenlo desse seero na provincia, e mais conside-.
ravel se far, (piando o coverno poder dar-lhe aquel-
le desc-nvnh 11 enlo do que ha susceplivel, oceupan-
do-ie asinarinhas prximas, construiodo-ie novos
armazens e ofi-inai, e um caes a que aliaquem hia-
les o outras embarcares de igual lolacao.
Ha varios depsitos de rligos bellicos na provin-
cia. O do Rio Pardo concluio.se no ultimo anno.
A sua coiistruccn he perfeila, mas o plano defei-
luoau. Pouco clavo earejsdo, be hmido ; oque
poderosamente eoncorre para a deleiiorarao doi g-
neros arrecadados. Trala-se de remediar esle incon-
venientes. O de Cacapava,precisa de reparos e me-
Ihoramentos. Parece rwrm natua)il que apenas se
proceda s abras indisrrsu-ave*. devendo ser trans-
ferido para o recinto da prara. Em S. Gabriel es-
tao orcupadaS duas casas, com o Irem de guerra. Pa-
ga-se por quilquer deltas um aluguel excessivo
considerado o sea estado.
Mais crescida he ainda a despeza que se faz com
os predios alunados na cidade do ro Grande pira
depsitos. Tiezentos e cincoenta mil reis se conso-
mem mensalmeiile neste ramo de servico, e isso as-
ss indica quanlo urge a con.lrucr.lo de um edicio
apropriado. lia na provincia um deposito de pl-
vora construido ltimamente, mas os mais anligos
carecem daqudlas propones requeridas em edifi-
cios laes, ou sao casas alugadas e mal collonadas.
armazem na capital de Minas Geraes nao lem
* precisa capncidade, e demanda cunearlos. Para
que o armamento se nao arruina, est delle reti-
rado.
O de Goyaz occopa orna parle bastante hmida do
quartel do corpo de guarnicao uxa, e assim preciso
he todo o cuidado para que se nao arruinen) os ob-
jeclos em arr -ra laclo. A plvora ponan esl bem
acondicionada depois dos reparos que receben o de-
posito.
O arsenal da Mallo Grosso lem merecido a maior
altencao do governe? O seu p/ovimenlo em mais
larga escala, e eucajamento de artistas habilitados
para dirigdrem as anuas oflicinas, ou para monta-
ren) outras novas, nao lem sido esquecido; e por es-
as modo ra de esperar que, alm do seu abasleci-
ruento reculai, poder-se-hia colloca-lo em certa in-
dependencia do arsenal da cdtM. Infelizmente a is-
so oh-tuu o co icurso de desastres as conducrSes dos
ohjeclos ,e outros successos que se deram quasi sem
interruprao. Huje porm se nutrem bem fundadas
esperanzas dn que das remes-as feilas desla corle
em varias pocas, urnas ja tenham chagado a seu
desuno, a qui o mesmo se realise dentro em pouco
a respeilo de nutras.
A inleressaule inslituico dos aprendizes menores
nao tem desrV-erccido, e antes com anciedade sao
eiperadas as vasas que por diversas circomstaucias
se vao verificando. A sua organisacjlo lodavia ca-
rece ser alterada, marnente Dura .1 -eparacao da.
obrisaces de algn? einprcsadjl; mas su por occa-
sio da reforma dos anemias lera conveniente fazer
qualqucr niodiucacau*ni> respectivo regulamenlo.
Os consclhus administrativos para fornecimenlo
dos a-senaes continuam no desempenliu de suas
funcij jes com os embarazos proprios de novas crea-
rles, e do actual estado dos arsenaes.
Se .vf.oriiardes a reforma do regulamenlo 4os ar-
senaes, s poder proceder a urna reviso do regu-
lamenlo dos conselbos adminislralivos, que facilite
mais o sen trnbalho.
O governo lem em vista mandar buscar a Euro-
pa alguns dos gneros de maior consumo nos farda-
inenlos.
Exercilo.
A< necessi ladcs do servico na parle relativa
manutenerlo ila urdem publica no interior, e ao au-
xilio que he indispensavel dar s tropas de polilia
provinciaes, garaluiente iisallicientes, molivaram
a crearflo de orpos fuos na org)in!asM do quadro
do exercilo, u a de corpos provisorios ua provincia
da Parahiba u Paran : Rio de Janeiro, Amazonas
a Sania Calharina pedem scmelhautes creacoes, e
outras provindas augmento da existente.
L Sondo indispensavel, em vista da importancia do
ohjccto^ pruv denciar a esle respeilo ; reala faze-lo
por maneira que prejudique o menos possivel a dis-
ciplina militar, que muilo soffre com o systema de
destacamentos em lugares remotos, sem adminilra-
r;ao regular.
Para esle clleito se torna neceisario organitar de
novo .1 infamara, por modo que sendo suteeptivel
de aclaar em masas importantes, como se uecessi-
la as grandes operaco:>s da suerra, possa por la
mesnii orgaiiisacilo uperar dividida e separada a
distancias consideraseis, sem prejuizo radical da dis-
ciplina. :
A reforma na organisacm da arma de infantina
se faz lano mais uecessaria, quanlo os ltimos a-
perfcicoamenlos por que.lem passado a fuzil, o lor-
nilo urna arma de preciso a obrar ellcaimente por pequea! mascas, devendo
coniequentemente predominar a infanlaria ligeira
011 caladores sobre a pesada, cm maior proporcilo
do que a que se acha eslabelccida.
Os novos quadros deverao ser determinados de
modo que se pnssa passar do estado de circum.tan-
das ordinarii s .10 de extraordinarias sem altencao
essenciai na sua organisacao, para que se evite a
necessidado da creacilo de corpos provisorios neslas
circumslancias.
conlam com umporvir seguro, tratam de adquerir
meius que os poohan fra do alcance da miseria ;
o neste intento os meios illictos nem sempre to
desprezados, como o allestam as demissoes a que o
coverno lem sido compellido por alcalinas vezas.
Est organisado pelo decreta n. 1535 de 2:1 da Ja-
neiro do correnle anuo o batalhao de engenheiroi,
para cuja creacao foi o governo autorisado. Para
o futuro, depois de bem exercilado esle batalhao,
tornar-se-h.i necessario augmentar > sua forja, por-
que deve lomar grande parle nos trabadlos das 0-
bras da reparlicalo da guerra, a vir 1 ser o corpo
donde scliroin melhorea soldados para as colonial
mililarej.
O governo ainda lula rom as difHcoldades do re-
crutamentu e ensajamenlo, nao'obstante aa provi-
dencias do decreto n. 1089 de ti do dezembro de
1852, comu do mais recente n. 1WI de 10 de junho
de 1851. que modificou o primeiro. As prncipaes
dessas dilncnldadea sao, o nenhum incremento do
recrulamenlo voluntario, pelo augmento do valor do
jornal do Irabalho menos,ir loo ;-e a abundancia de
meios de se eximirem do recrulamenlo Toreado os
individuos a esle sujeilos. Em laes rircumstancias
tem estado o governo impedido de fazer completar o
quadro do exercilo.
Nao obstante os embarazos resultantes dos meios
acluaes da preencher o exercilo facultados por lei.
nao vos propongo mndauc.a radical, e ainda lenbo
esperanza de que com algumas medidas administra-
tivas se pesia remediar sua iurflicacia O systema
do alistamento eeonscripcao, me parfece anda foro
dos nos-os anligos hbitos, e por isso sujeilo por
ora, a graves inconvenientes na pralica ; e ainda
que, cm ihese seja o melhor dos systemas applica-
dos em os paizes mais adunia Jos ; nao ha fcil de
eslabelecer em circumstaiidas normaes, quando nao
existe um grande pergo nacional que possa fazer
callar as resistencias.
O pessoal do estado maior da 2.* classa nos pol-
ios de capitn e subalternos he insufficiente. No
grande numero de estabelccimentos militares devem
os empregos secundarios ser oceupados por offlciaes
dessa classe, mas a impossibilidade de o fazer pela
falta delles, imparla dislrahir dos corpos arregimen-
lados e 1I0 estado maior de I. cla.sU a minio, ofll-
ciaes. Alm disso. desunando-se ao estado maior de
2. classe aquelle. ofiiciaes que por falla de instruc-
cao nao davom pertencer as mitras armas ou cor-
pos, 011 que por sua iuhabililarilo physica nao sao
aptos para todo o servico, qnando lodavia olfcrecem
utilidade em servico mais moderado, succede que
estilo esses poslos de capillo e subalternos nao 50
preenchidos, como frequculemenle cora aggrenados,
embarazando o accesso de alguns a quem elle com-
pele por sua muila antisuidade e presiimo, e a'.m
disio impedido o governo de promover para esse
corpo a sargentos que aprcs-ntim tiluln- recom-
mendaveis, mas que nao rednem todas as condi-
(;fs dos candidatos ali posto de alteres^ 11 ao subse-
quente accesso na forma da legislarlo em vigor para
os corpos scieulificos e arregimenlados. I
Existe um numero consideravel de vagas de su-
balternos nos Corpus do arlilharia, eslado-maior de
I.-1 classe e de euceiiiieiros ; ao passo que nos outros
corpos ha muilos olllciaes que lem hahililares sci-
entificassuuicienles para aquelles. Seria moiln con-
veniente que o governo fosse autorisado a dar pusia-
gein para as ardas icienlilica aos alfares das outras
armas adiaolados eme.tintos, emquanlo nao houvc-
rem sargentos ou cadetes habilitados em numero
sofficiente para o preencliimenlo das vagas.
Por esta orra.iAu, vus lembro a conveniencia 'da
englobar ao sold dos olliciaes a quinta parle conce-
dida pelo arl. II da lei n. 618 de 18 de agosl de
1852a I. classe do exercilo ; lomando este beneficio
extensivo a 2.i; exceptuando porem o caso de refor-
ma para os olliciaes passadoi a esta classe em virlude
do eslabelecido no 2. do arl. 9. da mesma lei.
Repartirao de tauie.
Cun aanllim::. noineac,es para lugares de segun-
dos cirurgiOes completou-se o respectivo quadro, a
assim liudou a autorisacao de se proverem 01 pri-
meiros poslos do corno de san le, independenlemen-
le das candiees presfriptas pelo arl. 26, do regula-
Em confoimidade com as disposiees da penlti-
ma lei de flxacao de rorcas de Ierra foi ore anisada a
companhia de pedestres de Tury-ass. Parece oc-
casiao esla propria de lembrar .1 conveniencia de
allerar-se lambem a legislacio sobre esla qualidade
de fura. O nenhum futuro ollerecido aus seus of-
ficiaes Taz com que taes poslos sejara apenas procu-
rados por inferiores que nao nutrem esperanzas de
accessos na, fileiras do exercilo propria me ule de li-
uba, ou p >r paisanos fallos das precisas habilila-
;6es. Com rara excepcao algum uflicial do exercilo
de medianil raerecimcnlo, pretende ser commissio-
nsdo para as campanillas de pedestres, onde a es-'
pecialidade do Servico faz esquecer lodos os hbitos
dn vida militar ; onde as pnvacOes sao superiores
s por que'* passa na generalidade das^uarniees,
eonde se nilo alimenta o zelo na certeza de honesto
repoiign quando a idade ou os sotTrimentos filhos de
arduos trabalhos impein a obrigacilo de abandonar
posto. Oulra consideraco de grande valor pare-
ce fortalecer esle pensarpMto. Os offlciaes que n.lo
menlo n. 763, de 23 de fevereiro de 1851 ; deven-
do u'ora em dianle seren feilus os provimentos das
vagas por concurso, como se determina 110 mesmo
regulamenlo.
Os regulamenlos porque se rescm os eslabeleci-
meulos de sande, carecem de reviso e reforma, pa-
ra que possum com melhor desenvolvimenlo mais
complatamenle salisfazer Is prsenlos uecessi-
dades.
O governo lem-so eiforrado em melhorar o tra-
lameato dos soldados, e algumi cousa ha consegui-
do. De igual modo mece le era reluci ao material
de que ie carece; Urna da mais aensivds fallas
era a de instrumentos cirurgicos. Mandaram-ae
comprar em Inelaterra por intermedio da no..,-i 1
sarao dezcjseis jogos completos, _que foram divididos
pelas provincias, segundo as suas nece-sidades mais
urgentes.
Em' coral he ponco satisfactorio o estado dos edi-
ficios oceupa los pelos hospilaes e enfermaras na.
provincias, como se ve do.delalhe que resumida-
mente se aprsenla, acoinpankadj das prncipaes
providencias lomadas.
Na provincia do Amazonas nao havia enfermara
militar. Foi preciso .crea-la, e o presidente esl
autorisado a despender cerca de 6:O0.IS para melho-
ramento do edificio denominad > S. Vicente, onde
deve ser enllocado o ho.pil-d. I) le;no, se collige que essn casa apresanlar bstan-
les accommodar,es logo que se faram as obras p?o-
jectadas-
No Para lie necessario dar maior desenvolvimen-
lo ao hospital militar. >elle se lr.,i,i*m nao s as
pracas dos corpos do exercilo, como as d armada
e aprendizes menores do arsenal. Essa medid 1 im-
porta maior dispendio, e de promplo nao lem sido
possivel acudir a ella, M
No edificio di Marn de Deas se ach o hospital
resimenlal do 5 batalhao de infanlaria no Mara-
nlil'i. Carece de inmt.is obras, lendo-se arreado
ltimamente urna parte que ameacava ruina. Na
enfermara de.Caxi.:s nao fallam accommodarOes,
mas sao precisos reparos.
A nova capital do Pinuhy esl sem hospital, dc-
vendo levanlar-sc desdo a sua base a casa para esse
lim ; e as provincias do Rio Grande do Norte e
Parahiba, as que servem de enfermaras, pela tua
estreileza e m locilidade silo inconvenientes.,
Na Parahiba esl eui couslrurcaa o respectivo
hospital.
Em Pernamhuco fizeram se obras de piuca im*
porlancia 110 da Soledade. mas conlinua-sc a Iraln-
thar no dn llospicioai E*le edificio d-- ve costar mais
da quanlia oreada de 2il:il i.)> nao so porque se al-
lerou o plano primitivo, como por lerem subido de
proco alguns maleraes, depois da desastrosa en-
diente que pa.lereu a provincia.
Nao. he propria para urna enfermara a casa que
oceupa a da capital das Alagas, faltando-lheas
coiidirocs de salubridude.
Na provincia de Sergipe sao tratadas as pracas no
hospital da Misericordia, mas com a.mudaiiea da
capital (eremos de crear urna enfermarla..
Diversas opiuiOes se tem apresenlado sobre a es-
colhi do edificio que mais convaaba para o hospi-
tal da guarnicao da Bahia. Em tconsequenca de
informaees ministradas dessa provincia, h ivia-se
ordenado que o hospital Se transferase do quartel
da Palma para o Irem dos Afilelos, e para i o governo prov ncial^ulorisado a despender as som-
mas precisas com os reparos. Depois de gastos al-
guns contos de ris, re -niiheccii-se que o edificio'
nao se prestara aos raisleres de um estabelrcimenlo
de seme'hantc ordem, sem que a despeza subisse
a um algarismo por demais avullado, correndo-se
o risco da perda dos gastos feilos, quando se nao
quizesso que prosredisse a obra. BnlS novo plano
se apresenlou, indicando-se a transferencia do hos-
pital para o hospicio de Jerusalem, qoe se haveiia
por compra ou troca de proprios uacionaes, ou fi-
nalmente por meio de arreinlamenlo.
Talvez seja preferivrl o arbitrio de concertar o
quarlel da Palma, para que possa receber o corpo
de rliltiaria, qu so acha no forte de S. Pedro, o
para esle lugar transferir o Raapital ; lugar que se
recommond 1 pela sua excellenle posicio.
Da produca do Espirito Sanio, se saboque.i
enfermara est monta la o funecionando.
O hospital militar da guarnicao di corle carece
de melhoramenlos nnleriaes que se vao succes-
sivamenta fazendo, mas a primeira de suas necessi-
dades talvez sej.-i a reforma do "seu regulamenlo.
Das provincias de S. Paulo. Paran a Sania Ca-
lharina nada ha de mor importancia.
Os hospilaes de provincia d S. Pedro sao quasi
todos naos. Alsnus pequeuos coucerlos foram au-
lorisados. O da cidade datAio Grande oceupa urna
caa porque so paga mensalmeutc i Oj, a melhor
que re pude encontrar, mas pouco apropriada.
Delcrmiuoii-se que os doentes do corpo da guar-
nicao lixa de Minas sejara tratados por contrato com
a casa de caridade da capital, parecen lo esse syste-
ma o 111 ais conveniente saude dos soldados e a eco-
noma dos dinhelroi publico! ; mai ltimamente se
lem represen!: lo con Ira esta medida, e o governo
agoarda novas informaees para resolver.
Em Goyaz alguns melhoramenlos leve a enferma-
rla militar, preparando se urna sala especial para
Srein recebiJos os olliciaes doentes, que eram.de
omiscuidade tratados com as pracas de prel.
O hospital re.gimeulal de Mallo Grosso a as en-
fermarla! da villa Maria e Baixo Paraguay, funecio-
nam com aquella regularidade pcrmillida pelo aca-
nliamento dai casas e pela falta de medicamentos.
Para suppriraenlo do hospital se dclcrmiiioii a ce-
lebrado de um contrato com a santa casa da Mise-
ricordia, e para as enfermaras da fronleira fez-ie
urna importante remessa de drusas medicinad.
Fortificacoct, quarlel*, obrai militare* em
geral. Q
O governo nao se lem descuidado das (orlificar;oe!
da iiussa fronleira, bem como do concert das do
liltoral, lano quanlo permittem os meios poslos a
sua di.p isieao, e us recursos que podem forneccr-as
localidades.
Algumas nutras obras importantes foram cometa-
das, ou receberam incremenlo no decurso do anuo
lindo, mas infelizmente a insufliciencia dos meios
nao permitlio que se acudisse com igual cuidado a
oulras u3o menos nleressantd, mas de menor ur-
gencia. O resumo do que de principal ha nesle as-
sumplo he o segiiinle :
\ falla de um quarlel na capital da provincia do
Amazonas era soinmamenle sensivel, e deram-se os
meios para us reparos importantes da que carece o
edificio do largo do pelourinho.
No Para os quarleis la maos. O de Nazarelh de-
manda larga despeza nos seus reparos; o da villa
de C*iaves esla em via de roedilic.cao. Alm disso,
achum-se deteriorados os dos pontos tarificados-, e
bem assim alsnus oulros edificios, militares. O re-
paro simultaneo desies eslabelecimenlos importara
urna despeza consideravel pela grande caresta de
mao de obra de alguns maleraes na provincia, e
entilo forra he atlfiirtcr ao mais essenciai.
.Na provincia do Maranhao as arcoinmodac<3es;in-
leriores do forte de I.mz aeh.ni em maqesta-
do, com excepcao da casa do commaildante a da
pn-ao. He precito levantar urna muralha que 10-
e a iraca do caes da Sagrac.lo.
Dos quarleis, o nico de importancia he o do 5."
batalhao, digno de alguns melhoramenlos, a que se
vai procedendo.
A mudane 1 da capital do Piauhy exigi a coni-
Iruceao de um quarlel que se (rala de levar a ef-
feilo.
A guarnirlo do Cear deve fufar bem aero mm oda da
no novo quarlel quasi concluido, e sera elle unidos
melhores edificios da rapital. g
No Kio Grande do Noria, o quarlel ilTruraninliia
lixa nao he bstanle para alojamento da Iropa a suas
dependencias.
A fortaleza do Cabedello na provincia da Parahi-
ba continua a de-moronar-se. No prolimo futuro
anno financeiro sera applicado ao seu concert o
crdito que para esse fim foi consignado, para sal-
var esle precioso monumento dasorle doi fortes de
Sanio Antonio e S. liento, de que s existem tra-
bones. O quarlel he pequeo para a finca que lem
de receber.
A suarda nacional destacada saAecoramoda no
pavimento lerreo do palacio do go^Plo.
Em Pernainbueo se fizeram importantes obras
nos diversos quarleis: Hospicio. Soledade, Paraizo,
Artfices e Olinda. A compauhia de cavallaria nao
pode permanecer no quarlel que ora occopa, por-
que, sendo disolutamente, fallo d'agua, extraordi-
naria despeza se faz para o seu abaslecimenlo. Ja
est em con.Ir celo urna cavalharica em lugar apro-
priado.
O presidio de Fernando precisa de muilos cou-
cerlos nos seus edificios, e delles se vai tratando
pouco a pouco
O quarlel da capital das Alasas ainda nao esl
concluido, c para que isso se venfique-ja foi autor-
sada a presidencia.
Na Bahia, o Forte do Mar he requisilado pela re-
partirn da marinha para registro e quarlel da compa-
uhia de aprendizes marinheiros, a nica duvida em
annuir a esla rcqiiisico he proveniente da falla que
nos far como deposito de plvora.
Nos quarleis lem-se feilo alguns melhoramenlos,
mas em geral pouco correspondeules ao que he
precito.
Os prncipaes edificios sao o da Mouraria, cujo
desenvolvimenlo pede a acquisicao do terreno deno-
minado do l-orurii, o da Palma', das campanillas de
cavallaria, e do forte de S. Pedro.
Na provincia do Espirito Santo tern-se projeeta-
do um novo quartel oreado em 21:0009. A deficien-
cia 4a verba respectiva nao lem permitlido dar co-
meco a obra. ,
Na corle, nenhum 1 construerao importante se ha
emprehendido : apenas se fazern alsuus melhora-
menlos nos muilos edificios dependentes do mi ni. -
ledo da guerra,' e se continuam oulras obras ja
anteriormente em andamento. A difliculdade de en-
contrar terreno adequado con-t rucea o de um quar-
fet para u h" reclnenlo de cavallaria. talvez obste
que o governo se apruveile, com a brevidade que
desejaria, da aulorisacao facultada pelo corpo legis-
lativo ; apezar do que fic dito, nao pouco se lem
dispendido no municipio da corle e provincia do I
Rio de Janeiro com multiplicados concerlos.
Na provincia de-S. Paulo, o quarlel do corpo fixo
careca de concerlos, e habilitou-se o c< vern 1 pro-
vincial a mandar faze-os, mas ja e reclama contra
a iiisuBcieucia da consicnarao, por ser o ornamen-
to inferior ao que realmente se despender. Igual-
mente se aulorisou o mesmo governo para a cuns-
truecan de um quarlel na cidade de Sanios.
Em Santa C 1 (harina, as obras do quarlel do Cam-
po do Manejo continuam.
No Rio Grande do Sul, o quarlel da S. Gabriel
edificado p-lo 1. reclnenlo de arlilharia a cavallo
bj> nico que satisfaz. Todos os iulros saomalcons-
Irtfedos, anligos e lem as precisas commodidadd.
Entretanto, vilo-se nellei fazendo os concer|oi mais
urgentes para poderem ser habiladOs. Esli plajee-
lado um deposito "de plvora para a cidade do Rio
Grande, mas anda se nSo decidi a sua ron.trucan,
que de dia em dia mais mais urgente se faz, pela in-
conveniencia de ler-se este genero em urna embar-
caco pouco tegura.
O presidente de Minas foi autorisado a fazer con;
cerlar o quarlel da capital que se arruinara. Acha-
se em ndame alo a cousln.ccao da casa, que se des-
lina a deposito de plvora e concluido o pequeo la-
boratorio. ; *
Em Goyaz se Irabalha nos reparos mais urgentes
do quartel..
Na provincia do Mallo-Grosso, 01 quarleis de arli-
lharia e caladores estao no mesmo edificio, que, ve-
Iho e pequeo, vai manlendo-se pelos repetidos e
annuaes conceilos. O governo aulorisou o presiden
le da provincia a modificar o plano sob que se devia
construir o novo quartel do corpo de cavallaria em
villa Maria, e he de esperar, que essa obra depressa
cbegoe_ao fim. Da oulras obras menos importantes
se leiu cuidado, lano nos eslabelecimenlos da capital
como dos diversos dislrictos em que se divide a pro-
vincia.
________
' Orcament.
A despeza para o anno financeiro de 1856 a 1657,
he oreada emreis, 8,691:G0i568res; e a votada para
o de 1855 a 1856, de 8,387:2499772. O excelso de
351:3548796 res, he explicado em cada ama das ta-
bella! parciaes do oreamenlo.
Provem principalmente o augmento pedido dasie-
goinles rircumstancias :
I.1 Creago da escola de applicaco do exercilo e
do batalhao de engenheirns.
2.a Augmento de consignado para o fardamenlo
do exercilo, por se reconhecer insulTicienle a ante-
rior.
3.a Augmento de despeza com a gralificaco de
voluntarios e engajados, a que eslava on;ada escaca-
menle.
A maior diminuirn leve lugar na verbv de ofii-
ciaes do exercilo e reformados, por haver excedido a
diminuirn por fallecimculos de reformados e offl-
ciaes de 2.a lliiha com sold, aoaecrescimo proveni-
ente de novas reformas.
Os orcamenlos de repartir 1 da guerra, bem cont
em'geraios de lodos os ramos da despeza publica,
vilo ausmenlando com o desenvolviinouto e aug-
mcnlo de popul.1c.30 do paiz, e as crescenles neces-
- I-ule. de urna maior massa de inleresses a pro-
teger e guardar ; e se a renda publica vai Umbem
em ausmenlo, o da despeza, posto que em progresso,
pode lodavia ser menos oneroso do que foi urna ma-
nar despeza em lempos menos prsperos.
Com efleilo a despsza ore ida para n repartirao da
suerra em o anno de 1856 a 1857, importa em 23
1|2 por renloda renda geral, lambem oreada ara o
mesmo auno.
Comparando esle rosullado com a relaeaa enlre a
despeza effecliva da repartirlo da guerra e a receita
geral arrecadada, em os 14 annos que decorrem dn
I de julho de 1839 |ao ultimo de junho de 1853,
v-se que esla quota liemoi inferior ao lerirra
medio das que liveiam lugar no periodo notado.
DicisSo em Montevideo.
A divisa imperial auxiliadora, que em principio
de maio do anno prximo passado, entrn em Mon-
tevideo, em virlude dos Iraladoa feilos enlre o impe-
rio e o esl.ulo Oriental, se achava uaquella poca
forte de 4,029 pracas de 1. linha ede 1,116 de goar-
da nacional destacada da provincia do Rio Grande.
Posteriormente so mandn retirara guarda nacional
ao iios-n lerr (uno ; e foram enviada! do Rio de Ja-
neiro 100 pracas do l. batalhao de infanlaria arma-
das com fuzis ii (loe e bem exercil.-nl.is, e se remet-
ieran) milis 200 rocrutas para os corpos da divislo.
Parle da divisan embarcos na expedir,o naval que
subi o l'araua. e a forra total existente lio estado
Oriental e in>"arana consta de 4156 pravas, confor-
me os mappa mais recentes.
No relalurio do ministerio dos negocios estrangei-
roi, vos terso prsenles 01 motivos dn coaservarao
da nossa divisao no estado Oriental.
Em o anuo prximo lindo Uva a honra de dizer-
vos : a O governo tem a mais bem fundada confian-
a ea em que a divisao imperial, no cumprimento de
a seus deverps, vislentara o crdito' de disciplina,
II leahlade e valor, que uierecidamen|e goza o uosso
n exercilo : crdito qoe tem gauhado Por assiguala-
dos serviros prestados na manulenrao da ordem
a publica, e nos campos orienlaes e argentinos.
A mesma coofiauca anima aindo o governo, robo-
rada pela experiencia de unvanno de servico, em
que lem ugmenlado esse ere lito, formando assim
dentro e fora do paiz a maisbrilhaute reputarlo.
Augustos e dignis.imos senhores:
Promplo me acharis sempre a fornecer acerca da
adminislracao que me est encarregada, lodos os es-
clarecimenlo- que julcirdes convenientes, e estive-
rem a meu alcance.
Palacio do Rio de Janeiro, em 15 de maio de 1855.
Pedro de Alcntara Bellegardc.
-\
ment e do meu inseparavel ajodanle o branles, .lores, que por ca temos, bem como ao nosso juiz m:
i
ias estraiihs na, |;rade 1 exclamou
jean e o cavalleiro linham-se levan-
ra a cabera moimuranda :
cente, d frra.
abrirn mm rtinha ordem, dis-
. Fiquem t>dds emquanlo -iou ver o
1 >o lempo da primera repblica lecebiam-
ssiin visitas lian esperadas.
t e sabio. Irene seaui-o ule a por-
nnde Nicolc o o vellio jardineiro es-
Jos de um laaipeao, dentn um.mo-
1, depois deu um grito sufocado e
poroai trmulas, o rosto
*sntou-ie juno de Gurlrades e
< mi nar ib emocJJc :
-eeouUecer...., Parece-'
mee e chegsm.
Ah explicado nelfior, q cavallei-
ro enlrou # aerf a 1 na inulber dosa. Apoz
delle vi -re im raiC
'nRitzal... excla-
rbi .'jean.
resto* tres a braja ra !amaroa e lagri-
mas 11a alegra. Emquanlo #lregavaMte a essa
piimeira efl untava v rapas a
sabriolia, dizendo-lhe:
1 Joaoelsnqai o senhor duque de
Bwyil, o qual au recoiilieceriaa talvez se ea o
Mr. de Kerbrejan apellan 1 mSo do joven du-
que, e foi -auilar madama de Ixersalion e a lilha ;
dt-pois todos avsenlaram-se juulj do fogHo, fazendo
ranluamenle perguntas enti -cortadas de exclarnatOes
do serprasa e de alegra,
A velha lamo* a palavn, para explicar essa va-,
gem precipitada, a essa cheada inesperada.
'%
Fabricas
As noval oflicinas da fabrica dajpolvora da Estrel-
la, estao concluidas, ej Irabalham: a sua construe-
rao, disposicAo e melhodo de fabrico sBo excelleoles.
As dilTerenles oflicinasprojectadas e executadas con-
forme os ltimos melhoramenlos, e iucluindo algu-
mas applicaces noval, sao commumeadas por caini-
nhos eje ferro e soladas convenientemente, para que
qualquer desasir occorrido em urna nao poisa pre-
judcar as oulras.
Todas as pecas de leus mach'nismos foram fabri-
cada! no paiz. S urna dellas n.lo corresponden coin-
plelamenle, e apezar de que esl e pode continuar
em servic se cncommendou oulra pira a Blgica
que melhor prceuchao fim a que se destina.
O engenhode Galgas, devera depois ser duplicado,
para que o fornecimenlo esteja, em proporcao como
consumo.
O governo j deu um regulamenlo sobre o modo
de fabric o ordeus relativas ao planto de madiras
de lei, e de oulras prnprias para o carv3o de que se
faz a plvora. Enlrelauloem os terrenos da fabri-
ca ainda superabundara olas ina-'.ciras para Ira-
balliar al que o! novo! plantos produzaro.
I Depois do meu ultimo relalorio, se eflecluou urna
exploraran dos terrenos da fabrica da ferro de Ipuno-
ma aleas vizinh auras da ribera do (guape, que pas-
sa por mallas riquissimas do madiras proprias para
a fundic.no de ferro. O governo 111111 Jan proceder a
novos exames.
Se o resultado for salUfaclorio, poder conservar-
se a primeira fundir > no actual lugar da fabrica, e
passar a fazer-se refundirn e trabilhos das forjas
as extensas mallas do raminho para Iguapc : divi-
di lo assim o consumo de combuslivel de que carece
a fabrica arlual. Eulo se peder montar o Irabalho
em poni maior, aem o que nao ser possivel que sus-
tente a concurrencia de producrao eslrangeira.
CORRESPONDENCIA SO DIARIO
DE PENAMBUCO.
PARAHIBA;
Cidade de Souza 15 de junho.
Sei que Vmc. deve ler eilrauhado a moroiidade,
que se lem dado era miaba humilde corresponden-
cia, e ella considerarlo collocando-me em diflicll e
penosa situadlo, impoe-me o rigoroso dever dejus-
lificar-me p leitores. que roe liverem feilo a honra de ler as mi-
aba, primelras missivas, lias quaes comprometli-me
fazer-me echo das novi.hules desla Jocalidade.
Profesando eu quasi por heredilariedade a indos-
Ira agrcola, fra-me necessario logo que no torne-
ro desle anno fomos visitados pelas chuvas, deixar
a habilae.io da cidade pela do campo para all po-
der nielhnrmente curar de meus inleresses ruraes, e
todo entregue entao as lidas e cuidados de minha
prolissao, na qual encontr sempre lautos encantos
e allraclivos, confesso-lhe que'por alsum lempo des-
lembrei-me que havia assumido o carcter de seu
correspondente, e da obrisacilo qoe consequente-
mente pesiva sobre inim. de escrever-lhe com assi-
duidade. Pouco parein duruu essa especie de lor-
por, que rednzio-rae a minha condicilo de lavra-
dor e loso que em una hora da reflexan dc'sperlei
dessatlethargo, que me adormenlava, dei-me presta
em alinhavar une pelile lellre, a qual Ihe euviei por
uin amigo, que paiu ah se dirigi ; mal nao leve
ella a fortuna de chegar as suas maos porque o tal
'meu amiso voltoo do camuho con) o recelo de ser
pilhado pela febre amarella, que por ah anda o re
cuitan lo genle para o oulro mundo.
Desde entilo ficaram como que interceptadas as
nossas rea cues com essa.cidade. porque I
de cahlr debaito do auno do nascimento/eis lerri-
ve! emissaria da inexoravel parca. Em tal conjunc-
lura s me restava o recurso"do "^sreslres da capital
desla provincia, que aqu cosli n locar duas e
tres vezee no mez ; porm. meu. .aro, sem que en-
lre em meus clculos dirigir a mjf leve censura
pessoa iilgiima, devo dizer-lhe rP a a franqueza do
meu coslume, que nao deposito, sjceisaria coofiau-
ca em laes pedeslres, porque ijft juxJd&n^umas
queixas de extravos coulra ellesaa^^Pa^"^^^, em
que-ps papis eram conduzidos^em iiisjaaEi""'V^'"
cbaduras e chaves; ese islo tmnio se deverei pensar agora, que em Vez de malas n*^ v ^
adoptado o uso de saceos de estopa.7 Seria de mislcr
um fundo de moralidade, que nao supponho na
sent,'que se empresa no sei viro da crrelos para
nao se dever recetara pralica de muilos abusos aos
qsiaes nao tenho querido expor-me.
Sao estes os motivos porque tenho sido lardio em
minha correspondencia, e espero tejara ellas in Zi-
mina recebidos para o clleito de ser cu absolvido de
tuda, e qualquer censura em que por ventura lenha
incorrido, cuudemnadas as febres, e os correiot uai
cusas e mais pronuuciar,oet de direto.
Dado esle cavaco assim em guisa de ilefeza, con-
sinla que eu antes de exonerar-me duAneu pequeo
fardo de noticias, respetosamente me Dirija aos seus
benemritos correspondenlet da Mamauguape (o
Ordeiro) da capital, ne Iguarassfl, do Bonito, e ou-
tros para render-lheso trbulo de minha sincera ho-
menagem pelas honrosas o polidas expressoes com
que dignarnm-se de acolher as minha. primeiras
missivas. Bem vejo, que nao mereca lamanha
honrara, mas por isso mesmo descobro nesse gene-
roso proceder de t.lo disliuclos cavalleiros un) ex-
cesso de hondada, que captiva a nimba sratidao pa-
ra cora elles. A respeilo porm do primeiro des.es
Ilustres correspondentes devo confessar, que o meu
recunhecimenlo loma ainda maiores proporedes,
quando nulo que alem da maneira honrosa coro que
me Iracta, manifesla em asas luminosas epstolas a
mais decidida alleicao pelos serlanejos em geral. Com
elTeilo, quando se observa que nos os serlanejos vi-
vemos juasi1 volados ao ostracismo, quando apenas
sumos tonaurados por cerlos ligures nos b?ni 1 ven-
turados lempos de eleie-s para oblcrem de nos os
nossos votos, importunando-nos eniao com suas car-
las, saturada! de baixas lisonjas e falsas protestos de
a misada, quando em lim o serbio he hoje tratado de
re.lo quasi ceralmente.iiaii podemos furlar-nos a um
solemne leslomiinho de nossa profunda siali lu pa-
ra com esse distincto enrrespoudente que habitando
os contornos da capital, anninha cin seu peilo gene*
Na Se ra do Bonga, que he hoja o lugar, -de raeii
dosordeit do termo lano pela sua maior distancia
desla di ade como-por limitar com o Pianc, e Cari-
ri Novo, focos de criminoiot e malfellores, o respec-
tivo inspector de loa propria autoridad: reuni urna
porc,ao 1 e genle para prender algons d'aquelle! eri-
rainoui que por all andavam, a em rosullado deu-
le urna i cena triste, porque os laes criminosos resis-
liram a prisau, o appareceu enlre elles e a Iropa am
lirotairu, do qual sahiram alguna feridss de parle
partee reoa suecumbir ainda um dos ditos crimi-
nosos ; iiendo para Uinaniar se alm dos feTimeiitoa
da Iropa o de um innoi-W; ripz qlle suspelando-
se ser dn numero dos ajPninosos, offreu lambem
um tiro que o torio sravemente. Creio, que as au-
toridades tralam do processar do caso.
Um. ;abra ehegado aqui ha pooco em com-
panhia le um cerlo Borracha, qae veio de
Campo Maior no Piauhy com cavallaria, mostrou
lugo suas habilidades, dando urna sorra em urna
mixella de tua laia, com quem havia enlabolado re-
lares, |)or suspeitas de infidelidade; logo depois es-
lando o cujo em- um samba, apresentou-se o inspec-
tor com urna patruIba e Ihe deu voz do pri.au. mas
elle nao quiz obedecer, resisti, lucl'ou, e por fim sa-
bio com urna facadinha. A polica Iratoii lambem
de aver guar este fado. Tanlo o tl reformador de
mixella como o seu amo, o mencionado Borracha
parece que enlrarain aqui com o p es pierdo, como
l dizein, porque a aquelle turcedeuo que acabamos
de referir, e este mellendu-se no jogo du trinla e
um, e maca com oulras pessoas ue foca, qoe por
aqui lambem andavam, perder em duas noites con-
secutiva a bsgalella de 1-5009, secan lo me a.seve-
ra o branles, quecom quanlo nao teja jugador, he
lodavia um bello pir, e nao perde vasa. Feliz-
mente i 3u consta que em tal ogo e ilra.se penoa
d'aqui, quando assim me exprimo nflo he de mi-
nlw inlenijo laucar o odioso sobre as |ssoi! dos j-
gadorel, de quem alias formo bom conceilo, mas
quero erredar qualquer juizo desfavoravel qae se
poderia alittwic formar de minha Ierra.
Tambera nao foi muilo bem succedido por ca ou-
tro su;eito de mime Cabra!, que me dizera
morar li para a velha Olinda, porque Iravando urna
desavenga cora outras pessoas dessa produca, que
por cii eslavam, por causa de urna seriemma, cujo
domiui i era disputado de parte parle, foi o nego-
cio tea calorando de maneira que quizeram mo-
quear o lal qudam, e parece que ainda Ihe fo-
ram ao pello, nao pastando a cousa adianle por se
metierem de permeio algumas pessois que conse-
guirn) contar os impelo.. O branles que nao sei
le ja Ihn diise, perlence Umbem a cerla rMCa. le-
vou muilo mal a desfeita do seu patricio, e jul-
gar-se va du I ido d'aquelle. mas segundo oulra edicao tal-
vez mat correcta, e msuspeila de parte a,' parla te
deram imprudencias; da parle do qudam em
haver maltratado de palavras os seus contendores.e
da parle desles em quererera levar logo suas repre-
salias as vias de fado.
Pero litando ha poucos dias em urna das casi nim-
ias alijrenles as ras desta cidade cerlp qudam,
qoe vil.ha das parles do Ico com animaes para ven-
der, in dia seguinte amanheceu queixaudo-se que
Ihe haviain rouhado orna caixa de roupa com orna
porro de dinheiro, cuja somma elle mesmo nunca
delerm mu precisamente, porque una dizia que
andava por doui contos de res, a uniros que por
seiscen.os mil ris, e a uniros finalmente que de cin-
coenta cem mil reis; li/eram-.e as necessarias
buscas por parte da polica, e 11 final descobro-ie a
caixa airombada dentro do mallo com toda roupa, e
nada du dinheiro. Por meras suspeilas prendeu-se
um sns:ito, que eslivera a noile ua tal caiinhola, e
queja '.em dado provas de saber con. usar o verbo
lurripii; mal com dous 00 Ires dias de prisao fra
sollo porque o dono da caixa logo que. esta 'Ihe foi
restitu la deu-se por salis(eilo,e daixoo de conten-
der ou s contrae cujo, dando assim a entender que
o roubi do dinheiro era iuvencao de sua lavra.
Deu-se lambem aqui um fado que ja fora levado
aos prelos por dous dos seus Ilustrados correspon-
dentes, os das capitaei do Rio Grande de Norte, e
desta provincia, e amboi fizeram delle carga t au-
toridad policiaca desla cidade. mai com manifesla
injuilia, .em duvida por 11.I0 lerem sido bem inter-
inados lo caso; cumpre-m-a puis expor fiel e cum-
pridimenle a verdade, para que se mo faram juizos
ternera "ios contra as ditas autoridades, e recaa a pu-
blica animadversflo sobre aquelles que justamente a
merecen); fallo da prisilu e luga de Jos Lopes An-
tunes. >
Esle liumetn sendo morador na povoacao do I.uiz
Gomes ermo de Porlo Alegre da provincia do Rio
Grande do Norle, e all bem conceituado e eslimado
de todas, leve a de.craca de incorrer as iras de
-crios igures bem condecidos que all ha, porque
seguml) dizem nao quiz pactrar com elles em 1ra-
fleanci demoeda falsa, que alli quasi publicamenle
se fabrica va. e, uu fosse sanenle por islo ou por mais
algum nativo particular, o certu lio q je os taes fi
carnes une infelizmente de ludo dispoe a seu talan-
te n'aqielle lugar juraran) a perda da dilo Jos Lo-
pes, psi de numerosa familia, homm maneo, e la-
borioso. Em consequeucia disto en am do!, an-
uos pnximo passado fabricaran! Ii contra elle
am processo pela morle de um cabodo, na qusl nao
teve ell3 parle algnmn esim urna pessoa bem con-
juneta iros laes4gures, si vera est fama, entretanto
fof Toreado o mesmo Jos Lopes abandonar sua
-casa e s>us inleresses, e viudo ler aqui recolheu-se a
prisao, ? mandou um advogado a' Porto Alegre trac-
(ardeiua livrart\a por meio de recurso, e, eonse-
sniudo a perante o respectivo juiz municipal, o hon-
rado Si. Dr. Manuel Antonio, vollon para sua casa ;
mas ni) eslava ainda salisfeitii a sanha dos seus ini-
nnsos ns quaes conlinuaram a' perseg li-lo por (odea-|
os modis. al que em fin do anno passado nchan-
do-se na delegacia de Porlo Alegre um lal
amigo especial dos mesmos fizeram elles com
que aquelle delegado viesse ao I.aiz Gomes com
urna faite palrulln, e prendesse o dito Jos
Lopes o mais dous sobrinbos, conduzindo-os amar-
rados ij.'usMiusuiosamenta pira a cadeia de Porto-Ale-
gre, onde soraenle vieraro a saber que a motivo de
tilo bar liirn prisao era uina nova denuncia dada por
seus di os inimigos pelo mesmo facto da morle do
sobredi lo rabudo de que ja linhara si lo calumniosa-
mente iiccusado, e se acliavam absolvidos. Ileco-
Ihido o mesmo Jos Lopes cade|a de Porto Alegre,
foi instado para assiguar una rscriplura, uu cousa
que o valha na qual se obrigivam os seus persegui-
dores, ou o mais encarnizado delles, 5 desislirem da
denuncia ede mais persesuires contra elle de baixo
das lories e inauditas rondicecs de llies dar o refe-
rido Joie Lopes a quanlia de qualro ceios mil reis,
e de se desterrar do lugar de sua morada, marcan-
do-se-lhe a distancia de ou 80 leguas para a sua
nova 1'i.liilaro II e a ludo sugeilou-se aquelle po-
bre lio nem, levado do terror que inspira ama vio-
lenta e barbara parseguitao; depois do que passaram-
110 par 1 .1 sala livre com plena libertado de sabir
pare onde quizesse, asseverando-lhe o delegado que
iria tractor sempre de lirar o processo pro formula
para eulo couceder-lhe alvnr de soltura ; entre-
tanto demora se a lirada 011 o julgamenlo do lal pro-
cesso e desconfiando o Jos Lopes de alguma Irai-
c.ao ou novas tramas, approveila-se do ensejo e foge
da sal 1 livre.
Dicipa I
O que porem, pona asteverar-lhe ha,>que o dilo
subdelegado obrou de boa-f, e nflo ronlribuio de
orle alguma para a faga do preso, lauto que Iralou
logo de instaurar por este fado o competente pro-
eetso. Nao digo islo por Ihe tozar favor, pois no
exercieio da missio da qae rae enearreguei, n*o os
toco 1 nioguem, ea minha senda he a da veidade,
por amor da qual me leohosoccupadJdrsla fado. O
delegado nao se achava na cidade quando elle acon-
tece*-
' Como este, lem rugido da cadeia mais alguna pre-
so!, depois que licamaaaem delineamento, e eisim
mesmo um, que ha pouco cngara aqui. relirou-ia-
logo para Pambal, e at o presento nflo' votlou.
Em um centro de populado, cerno he boje esto
cidade, torna-se indispensavel a conservacao de al-'
guma torca publica para os miitetei da polica, mas
nem sempre lem sido altendida esta nocessidade.
Se eu livesse algum merecimento para com o digno
ebefe de polica, que me parece liu solicito no cum-
primento de seus deveres, Ihe rogarla que reparaste
essa falta.
Dou a Vmc. os devidos parabens pela acquisicao
que acaba de fazer, de mais um correspondente para
as columnas do ieu inleressaule Diario, o l'omba-
len-i, e lambem me congratulo cara a miaba vi/i-
nha por haver conseguido turar a casca, e piar, p*r
ra me servir das proprias expressoes do. seu orgio :
a mais lempo deveria ella, como cabera de comarca,
ter lomado esta resolucAo de lanta utilidade, e nflo
espetar pela nossa humilde iniciativa, reservndo-
nos esl'arle urna gloria, que de bom arado Ihe ce-
deramo. Sintu porm, que o (Ilustre collega se- -
Ireaste a sua carreira, laocando o cemento de anta-
gonismo entre nos, quando em sua missva recusuu
o seu valioso issenso alguma de notsat ideas, e se
esfoi^ou por conlesUr a exactidie de cerlos fados
noticiados era urna de nossas epstolas, lornando-se
anda mais nolavel esse propotito do collega por
urna ceita aspereza,' de que reveitio ai suas expres-
soes. .No inieresse das tuas localidades, deveria
remar a man perIMIa harmona em seus orgios, e
nao sena eu jamis, que accendetse o tocho da dis-
cordia entre nos, mas lomarei de bom grado em re-
laca ao collega a poscao, para que for impellido
por tuat aggressoes, sem cumludo deixar de conser-
var :n meu -coracilo as mais cara' *lTec,oes para
com a vizinba, e de rendei o coito de minha vene-
racai> aos diitinclos e benemerilos patricio! qoe alli
hab lana.
Nilo me resta lempo nem espaco para responder
cabalmente a ludo quaulo diiie o eaUega com re-
ferencia a alguns tpicos de minha ultima roiwiva ;
todava sempre dir nlgama cousa com liceoca d
covi'ga.
Uisse o collega, que havia encontrado em minha
missva urna censura ao vice-preshiejile Dr. Flavio
por haver creado nesla comarca ora destacamento
volante, mas que, liaven lo continuado o mesmo
delineamento durante o esclarecido governo do Exm.
Sr. Paes Birrete, uo le deveria julgar a minha opi-
niaj superior ao procedimenlu aecorda de doos ad-
ministradores da provincia. Respeilo muilo a il-
lusliac.au do Exm. Sr. Pac Brrelo, e sou um dos
apaixonados fela sua ene/gica adminittrace. mas
nflo posso couvr emque a consideraelo de nao ha-
ver me loso revogado aquelle acto Je seo anteces-
sor seja bstanle para u canonisar. O Sr. Paes Br-
relo ebeaou de novo na provincia e nao poda co-
nlie-er immedalamenle das necessdades da suas
diOerentcs localidades, como esse sea aulecessor que
iielln nasceu, e crou-se, para de chofre carrigir lo-
dos os erros que elle livesse commeliido. Assim,
pois. eu nflo Uve o proposito de censurar a atguem,
mas. se censura houve, parece-me que ella Ocaa
em p.
Quanlo ao commandante, que ailo era, dessa
destscamenlo, eu nada disse qae s desiuslraise,.an-
les me abetive de emsitir qoalquet juizo a seu res-
peilo, porque anda o nao couhecia. Admrame,
porm, que ocnllega fosee o primeiro aencarregar-
se de sua apolheose depois do procedimeule que leve
o dilo commandante em PomhaL Confesso, que
desonbec o r alega neite nonio, porque ao passo
que lodos os Pombalenses lavanlaram urna
lona, para se quexarem, do rerrutamento v
que ah teve lugar sob os auspicios daquelto c
mandante, o collega, que lamber se diz Potnbalen-
sa, guardou 11 respeilo profundosilencio. etratou t-
menle de o elogiar. Reconhejo, qoe etft comman-
dante no Piauc prestou algum serviras, ,e mais la-
ria, se nao fusse por vezs, contrariado amanas in-
ten;5es, masem Pombal ro lenio, de serle que se eu fra Pumhalense cerno o
collega, deixada a outro o seu elogio.
Occupou-se o Collega cora a noticia que dei da ir-
reselandaila do sorteio de jurados, que proceden
aqu o juiz municipal, e referinda e caso, concluio
admirndose que He merecesse a eslranhesa cam
que fra descriplo. Perdoe-me o collesi
sa. que ou o desejo de desculpar o leu pre
levoLi-o a omiltir algamas circunstancial do fado
que hisloriou, ou foi iliudido -palo Pataca, que mal
oseo heu para seu ciceroni, por ser moneo e inepto.
0 branles que he autor mais seguido protesto pela
ti lelidade da noticia, e assevera que deu-se com ef-
fei In esse qui pro ano, a que a Ilude o colftga, mas
pela cenfusio no sorteio.
- Peto qoe diz respeilo ao delegado da. Piauc, o
Dr. Meteiros, cuja maldade, diz o collcga,. nflo est
prosada, e como cousa odiosa nao deve ser allegada;
mas demonstrada, responder! que nao tenho aquel-
le Dr. em conla de mao hoinem, mas direi sera me-
do de errar, que como empregade publico elle ni
lem desempeiibadons seus deveres pelas rjxocsemil-
tidas em inhiba ultima missva, que n collega nao 1
i-onlcslou de urna maneira .icloriosi, o1 se quer mais
fados eu Ihe apresentarei um que tolla par todos, e
he que lendo tido sempre o dito delegado torca a .
soa disposic.au, existem lodavia-pato, urrtB**elato-
rio do chefe de polica ao p Uer-treieiilos' crim
sos uo termo de Pianc, e lodos estao em liberd.
sendo a maior parte delles atsassinos.
Tinha anda alguma cousa a dizer-lhe, eparlica-
1 armen le a respeilo do nosso foro, que. alora do aaais |
ja su acha a bracos com o novo regiment, poiern
nflo quero mais abusar de ma hondada par agora, a
aguardo-mepara oulra occasiao, |que espero
breve.
Tenba boa saude no corpo e na balsa, a dispoaJM
davnnladndo seu amigoO tertanejo.

C011DUC4D0a
Saboin que a estas horas minha casa de Neully
deve estar teduzida a cinzas'.' disse ella cora sua
vozinhn maviosa e flatflada. Quando partimos, quei-
mava-se o :aslello, e como nossa habitaran era poo-
co diitanle, ouviamot os cautos e os gritos dos sa-
queadores.... Nflo quero fallar desses horrores; cie-
rnis Ymc. verioe nairucan delles noi Diario*....
Direi tmenle que vendo os bandos esfarrapados que
chegavam de todas as partes armados de espinsardas,
live I a o gr.-nde medo que salii do qnarto... Mo pri-
meiro momento da pergo mea sobrinho linha acu-
dido rom a genis criados, e haviam fortificado as por
las e jauelli s; mal eu nflo qeeria sustentar um cer-
co... Kogu : a Gaslflo que nao arriscasse a vida pa-
ra defendet-nos, e que nos lirasse limplesmenlc da-
hi, se fosse possivel. Parecia-me que jamis pode-
riamoaafaslar-uos bstanle da captol do mundo ci-
viliado .' I.uiza nao estova blo aterrada, e creio qoe
leda moilrado Grmeza dianle do inimioo; mas quan-
do fallei de refugiar-me na Hielanlia flcou. mais an-
ciosa dn que eu.poi partir. Meu sobrinho nflo hesi-
lou em acompanhar-nos, e sracas a elle, podemos
alravestar esse paiz perturbado. Certamenle nao he
rommodo viajar pelo territorio da repblica. Era
inisler a cada instante npreteiilar passaporles, qoe
lulo eslavam era regra ; felizmente as pessoas eocar-
regadas dessas particularidades nflo sabiam ler, e
Gastao con-eguia dar explicacAa que provavam que
nossa viasem nao punha a patria era perigo. Che-
lava 13o conlenle de chegar que nilo sent" a fadiga.
Se titesemos sabido, querida lia, te amos ido
lo 'os aoseu encontr, disse Irene apenan lo as maos
da velha ; mas nao stispeilavamos a felicidade que
eslava para acontecer-nos.
Sube, minha cUsra primnba, que fizamos gran-
des projeclos durante a viagem '.' disse eulo rr.ad-
iiipsella de Kersolien. Meu primo quer trocar seu
palacio do bairro de Saint Germaiaipor algum cas-
tollo ulico a boira do mar, c minha m.li esl deci-
dida a comprar um terreno uestes arredores, aiim de
eslabeleccr-se para sempre na Brelanha.
(Jue necessidado' ha de fazer ludas essas com-
pras'.' exclamou o cavalleiro lacremente. Aqui ha
lugar para lodo', e se for necess ido accresceiitore-
mos urna ala ao cusidlo. Meu charo duque, lal he
a hospedagem bretona ; espero que nao a rejeilara.
Acceilo-a com o coracao ebeio de reconheci-
uieiilo, respoiidcu o inancelio enternecido.
Felizmente haviamosfeito algumas disposices,
cotjliiiuou o cavalleiro sempre 110 mesmo tom alegre.
Emquanlo nflo cdiUca-se a ala nova, nossos hospe-
des se dignaran de conlenlar-se coi os qmirlos que
acabam de sur resto arados e novaraenle mobillados.
Irene linha como um preseolimento do que agora
acontece ; aflervorou tanto os obreiros qoe ludo a-
cboii-se promplo como por encantamento.
Sim, minha lia, ludo eslava promplo para re-
cebe-la. disse Irene assenlando-sa aos ps da velba.
roso lito bons sentimenloa respeilo do aerlao.
Receba pois o honrado collega s nossos votos de
agradecimento e fique cerlo que sabemos appradar
a sua dedicarlo para com usco.
Passemos agora as novidades. Estomas anda no
mez do Sr. S. Joao, e j o verao vai creslando ludo.
O inverna que comecou cedo, e com tonta furia nao
correspondeu s nossas expectativas ; leve suas pau-
sas intempestivas e araban {racamento, de sortc que
nflo livemos urna rlbela lio abundinte, como era
de esperar, todava pela vanlagem da tortlidade do
nosso solo livemos legumes quantum olis.mormen-
le restando-nos ainda alsum dacolheila do anno pas-
sado. Quanlo poiin ao patio para os auiraaes, vai
ludo s mil maravilhas, porque em razflo mesmo das
poucat chavas no lim do invern o capttn ficou suc-
culenlo e nutritivo.
A tranquil!.da le publica continua inalleravel, e
a respeilo da securanca individual ha notar-.e os
seguidlos fados que lera ehegado ao meu conheci-
gaudo a Muriato nao acharaos cavados, e era mislcr Pode subir ao seu quarlo quando quizor ; Pelroni-
Aperar al amanhSa talvez; mal preferimos deixar Iba e sua camari.la devem ler ditpostox ludo la te-
a sege de posta e lomar am carro de aluguel. Basa
machina liorrvel sacudio-nos al meia legua dis-
tante daqui ; mas tomando o alalho cahimos emum
barranco, donde nlo podemos sabir. Decid -me co-
rajosamenli a andar o resto do caminho a p, eu que
ha vinte nnnos nlo me^atoslo da casa ; raai es-
poslo
gundo.ieui hbitos : Vmc. ser servida como em
Pars. *
Nao, minha flor, nao quero mais ddlar-me no
lof ; lid de pir-me mesa com voass. O ar desle
lugar j restiluio-tne ai forjas; nlo sinto mais meus
achaquas.
lima hora depois Nicolao abri a porto e annun-
cou que o juntar eslava promplo. Mr.de Kerbre-
jan offereceu o brai;o a velha, o cavalleiro acom-
paiihou inadamesella de Kersaliou, e o duque che-
gun-se a Irene dizcndo-lhe em meia voz :
Em casa de minha lia eu linha o tlilaao privi-
legio de conduzi-la s vezes; quer aceitar meu bra-
50 romo era Neullyf
Ella s r_-.jion.ii-n com um ollnii (mido, e apoian-
do a milo/.iidia no braco do duque deixuu-se condu-
zir l.-niaiiu na ouvndu o que elle dizia-lhe quasi em
voz baixa.
Entao Mimi sabio do canto em que fora esqueci-
da, edepois de ler hesitado um momento, dirigio-ie
tambera i sala dejantar, o mellen-ie alraz do con-
de. Esle vollou-so paia ella cmqunnto os nutroi
a-enlavaai-se, e disse-lhe com urna expressao de pe"
tar o de pa x.lo emitida :
Nao janlas com nosco, inlulia pobre Mimi....
mas nao te afllijas, puis juro te que iiso nao durar
minia lempo.
Gertrudes que linha previsto esla complicar, es-
perava ua antecmara. .
Venba, Mimi, disse ella chegaudo-se rapari-
ga, que taina da sala com o semblante sombro, ve-
ulia janlar comigo 110 meu quarlo.
Obrigada, nao tenho tome, respundou a rapa-
riga sem parar.
A aia lentou relc-la ; mas Mimi nlo rieu-llie ou-
vidos, e passou rpidamente a escada como para es-
capar-lhe. Entrando em seu qnarto, cahio sobre
um lisenlo, e poz-se a cherar com um transporto de
despeilo e da colera. Nunca -seu cora;ao esleve le
chein de amargura, nunca eila expeiiraeutora um
senliinento lo profunda de linmilbarn e de nveja:
cabava de comprehender que apezar da influencia
que tomira wbre o conde, sua poiicau permaneca
De novo velu ler aqui, e nflo constando de crime
algum delle, nenhuma razflo havia para que as nos-
sas autoridades o prendessem, pelo que o deixaram
viver cm paz, al que em marco do correnle anno
he a sua casa cercada noile por urna palrulha,
vinda de Porlo-Alegre para o prender, como de
fado o prendera ao amanhecer do dia segrale, e
preparava-se para ron lu/a-lo preso, quinde esto di-
rige u ma pelicao ao subdelegado desla cidade, re-
presentando contra a llegalidade do mandado de
sua prisao e o receio un que eslava ie ser aisassi-
nado de seus inimigos, que vinham ua palrulha; o sub-
delega lo dirise-seao commandante desla, pedindo-
Ihe, ((i e 1 he apr-.enUsseaa ordem de prisao, que Ira-
zia contra o queixso, e parerendo-lhs, depois de
examiaa-la, que essa ordem nao continha os requi-
sitos l:gaes, e que bata alsum fundamento 110 re-
celo iranitestado pelo mcsmoqueixoso, mandou, que
elle frasse delidu em custodia na cadeia desta cida-
de e por nflo haver aqui destacamento que fizesse
goarda ao preso, iustuu com o coramandanle daqucl-
la palrulha para mandar guarnecer a prisao com
parte de sua gente, ao que elle negou-se. Ficou,
pois, guarnecida a cadeia, que he muilo iraca, por
alcun paisanos, e do poder delles logrou o preso
vadir-se. ,
Ora nao son jurista para decidir si o subdelegado
obruu ou nao em reara, embargando o preso como
embarguu, mas como tambera tenho o meu codso,
e,o lea as horas* vagas, estou persuadido que elle
subdelegado eslava no teu diretlo, procedeudaipor
aquell 1 inaueira, avista de um artigo bem claro do
regulamenlo de 31 de Janeiro de 18, e demais el-
le nao resolveu-se por si s, consultoua alguns dou-
inleiramento inferior, e o que mais-doia-lhe era sa-
ber que nlo era nada aos olhos deseas pessoas que
vinham de alguma sortc reunir-se familia.
Eslava ah havia duas horas mergulhada em um
abaliineulo sombro, sem cuidar na escuridflu que
reina va cm torno de si, nem no fri que comecava a
ataca-la, quando' navio linter levemente a porta. Ao
principio nao responden pensando que ora Pelroni-
Iha ou Grrlrudes; mas vendo abrir-se brandameiile
a [loria, cnlou com impaciencia :
Quem esta ah *
Sou eu, Mimi, respnndeu o coude; onde csls,
pobre pequea, e que fuzes aqui sesjfluz '.'
Nada, disse ella indo Ihe aoWncoutro para
goia-lo.
O conde eslremeceu ao conlado dessa mao fria e
branda, sua imasinaeflo grosseira commoveu-se, e
elle murmuren cora um suspiro.
Ab I minha querida Mimi I
Asiente se all, clise ella dirigindo-o asapalpn-
dellai para umneadeira ; vou accemler a vela.
O conde linha-se serenado um pouco. Approxi-
mou mi-rhinalmciite a cadeira do fugflo e e.leuden
as mos como para aquecer-sc. embora ahi nao hoo-
vesse sigual de foge, depois diste sem levantar os
olhos pura Mimi:
Ah enfadoi-me muilo esla noile I -
E alias o senliur runde linha bella companhia,
duas fldalgas o um fldalgo. Deve te-Ios nchado mui-
lo amaveis.
Certamenle ; nys prefiro cem vezea la toga
retlice, soa converaarflo alambicada.
Que dizem elles enliio t
Nao sei ;- fallara de tontos eousai e m.udlo Uo
rpidamente de isumpto que he mui difllcil reter-
se na mamoda. Todava lembro-me que madame-
telia de Karsalion fallou de li.
PiOTA A'CERCA DO CHOLERA-MORBUS*-
Bem que cm urna memoria recntenteme puhli*~
cada pelo mais zeloso e activa propagador da Iiortfeo-
palhia, o Sr. J. V. M., alli se enconlrem ni
judiciosas e sabias refleioei detle illailre amig
humanidade, como lambem ludo quanlo a lal res-
peilo sa tom escrplo; corajudo em una obra ele-
mentar, que lera de ser lida por muilos, pouco asa-
dos a collier em la 1 vasto campo um ou oulro re-
medio apropriado, julgaei qne nlo ieriaj(esarertodu
expor em breve lyuopsis o que me parece maia ur-
gen-.e e coinprebeusivel a todas as inlelligencias dos
curiosos.; e bem que aescolha do remedio deva ser
determinada pela in.lividualidade dos syraploina
comludo, reunindo es poucos e prncipaes reme
quasi a generalidade dos mais importantes 1
ino los, vantajosa creio a sua expasicao ; alm d
que a popularan do campo.est quasi sempre expol-
ia ou aos recursos da Previdencia, ou aos da um mal
entendido curioso ; assim :
Se d trame a epidemia alguera se sentir indis pos-
to, leudo nauseas, m digcslflo, cabera aturdida,
suores fros, tomar i pac. por Iras, dias, ama collier
da solurao de manhfla.
Se as dejeces porm forem maiaeopiosas que de
ordinario, eas digetietsa nflo lizerem com regula-
ridade, toraar-se-ha phos. ac, urna collier de roa-
nhla, oulra de tarde, e alguns clysteres de agua fria.
Quaudo asde,cc{es forem acompanhadas d bor-
bonnios pelo ventree clicas, veralr.,1 pelo melhodo
cima.
Je apparecerena caimbras nos bracos, peruas e
louiago, camph., repelida de Ire em tres horas.
Continuando as caimbras e clicas, cupr., tres a
qualro dotes cora inlervallo de dual, tres e seja ho-
ras, e nflo aprovi^hdo, veralr.
listo tratamcoWHeve ser posterior a ars., camph.,
cupr., veralr., que no lempo da epidemia cnuvem
lomar-se como preservalivos, de qualro em qualro
dias urna dss.
Se a despeilo dos preservalivos o cholera invada
dcsubilo com lodos os seus lymplomas devastadores,
seuliiidn o doeuto:
Alordoamenlo da caneca, vertigens, perlurhac;oes
nn villa. |km e maos frioi com calor na lesla e coma
vigil, dr de cabeja na testo com calor secco a sem
tde, com sensaejao de fractura c prsalo, atloi 1 itV
-ligue i cabeca, pesu do estomago, arrotos, di v. .1
coste Has e lados de veutre, flacluosidadei abundan-
tes, prisflo de venlre, retenoo de ourinas, respira-
eflo curia, pulso pequeo e doro, moadeira, dar-se-
I
Ilemim.' enlflo ella vo-me?
sim, quando sahias ; cacha que tcns.mui bel-
los ol las mouriscus.
E (i-scuhnr dnque '!
O duque uada disse.
Mi ni apoiou-ie ao colovello sobre a chaminc, c
cont nplou um momento 110 e.pelln seus olhos
eran.es a avelludados, sua bocea bem lalhada e o
gtariaso contorno de seu temblante. Depois tornou
incliando-se para o conde com um gesto de garri-
dice:
Sou entilo muilo linda '.'
Ea bella I exclimou elle arrebatado, bella a
malar de amor lodos os que le vire n.
De veras I diiso a rapariga com ar altivo e
alegre ; oh I lano melhor I
O conde vio claramente que ella nflo o compre-
hemera, e que nem suspeitava o ardor que .1 con-
suma. Essa condeci repelli a confisso lalvez
presles^scapar-lbe. Elle desviou os olhos, faslou
1 ca eir e disse dominando sua emocao :
He larde; as muflieres linliam-se retirado
quando sub; agora Irene, vela no quarlo ce raada-
mesc lia de Kersaljou, e ins lie caiversa com o du-
que, unto do fogao. O melhor qH posto fazer he ir
deitir-mc. Boa noile, Mimi.
lu instante depois l'elroiiilha t.rouxe aceiaem
urna bandeja. A boa velba eslava s, lisfeita de Mimi
ler vallado ao seu lugar ;' nas lamben) eslava dis-
posl 1 a fazer quanlurpodesse para consola-la desse
revez. j*.
Tome, leimusa, live pena re voss, embora
nlo n mereca. Porque nilo quiz fazer compauhia a
seniora Gerlrudes'.'
Porqne prefera eslir lsinha, respondeu Mi-
mi groaiairameiile.
iterrompcti
Entao pretende de ora em diante viver encer-
rada 110 quarlo ? lornou Pelronillia ers-.iend m
hombros.
Oh I nao, diste Mimi vivamente-
E accrescentou erguendo os bracos e, fazendo os
dedos eslalarem como castonhalai.
Minha tristeza ja pasaou, estou ceanle I
Entlo veio-lhe ao espirito alguma maliciar
exclamou a camarista.
Nao ; pens na gante que chegau, o isso pe-
mcnle bom humor. A velha fidalga he muilo jocosa
com soa estatura mesquinha, sua vozinha maviosa e
sua sande delicada...
Vosae perde o respeilo, Mimi, Inte
Pulronlba escandalisada.
A' filba 11,10 te Ihe assemelha, conlinuou a ra-
pdga mperlorbavelmeole; ha outro genero : pa-
rece um cafanholo verde com sen pescoro lino e toa
cintura langa e delgada.
A figura do tenhor duque agrada-lhe sem 1
vida mai! ? disse PetronUha com inlenclo.
Naoreparei nelle, respondeu Mimi Uynocr
lamente.
Deveras 1 exclamoo PelroniUia com ir ine
dulo. Voss leve lempo de sobra paia re-lo. Qa
do as seuhoras inbiram a !eos qnarioi antes do jan-
la.- .voss ficou em seu canto sem atollar os olhos do J
senhor duque ; ajuando elle sabio para mudar a roo.
pa vMs enlrou brandamente na nlaoamara, allm -
de achar-se em snapaasagem, o quando desceu para ;
janlar, votlou aps delle...
K "F',isZ .""I?" ml>riianrriado e dirse :
Ah I Petrooilha, como elle estova bem ralea-
do eom suas meiaa de seda e seus sajialos luilrotoi I
(Coniiniair-aa-aHivl
m


\
DIARIO OE PERUIBUCO SBADO 21 DE JULHQ Ot 1855

-'
1

a.
*
I
r
ha logo camphora, que M rap ttirn cnm intorvallo da
cdcu del minutos ni colher nlia*, al qu ippare-
jam symploinas de molhoras, :om o que se ir.io alon-
gando, a mesmo suspender-se-hn a npplic.icao, se
Uaim o aconselhar o estado satisfactorio do doente.
Pastando porm a eufermid de o segundo perio-
do, lindo o (1 oenle :
la de eleetricideile na cabida Hu-
anle o som [rio na lesta, arrame ilo dos
cabello, olhar particular, rubor d m ollios, papillas
contrthidas, obscuracimentn villa, palpelras en-
Ire-aberlas, tioidos.*ibomboi nos oavidos, pallidez
do rosto, qae la cadavrico, suppressao da saliva,
cavidad da liocca jecea, ihippel'incia. detejo de
agua Tria, puso a pressao do Rtotriago, vmitos ex-
cesiivns, estomago minio qntnle, ;'|inmoi .oloro-
sos, jachar i o ven re. dores insupporta-
veis a roda ih urabigo,-calor f > ba io-venlre, aug-
meuUi do dcjecc.fles Sperabun lanles, pulso trmulo
e iinparceptiver,' picadas na* extremidades, palle azu-
lada, abalimnnto, prostracilo completa, desl'alleoi-
meato, Cslufrioi, suor frlo.traaquillidade do espiri-
jante s reino ide com difficul lade,
ro : ars. veralr.
jan symplomas qde liraultaneamente Dro-
sera aswt dous poderosos i aenles, o que parece
tornara indifl'erenle a escolha de im ou da nutro ;
. porm havcndn dWercnfa, quinto i outrus symplo-
roas, passo a nota-Ios para inai ir acido ; as-nn :
Ollios tlios a sementantes ao vidro, papillas dila-
tadas, semibilidade a lu, lingua' algumas vezrs sec-
ta, branca ou azulada, vot (rae Me nuca, sede inei-
tinguiv I, vonudede agua fria.qne lie rejeilada com
raucosiJades.Talor no estomas i a inteslinns, que so
!de alea bjcca, evacuaciji involuntarias, de-
aquosa, esbranquicada ou larvas, algumas
iverinelrmdas e misturad is-cnm sangue.'quei-
lo anas como de agua a (rver, respirarlo
difficil, pulso nlgumas vezes el vado a na apparan-
cia chuio, caimbras a convulsa3< nos dedos c arte-
llioi, que se eilendem sespadaas, p< a tornozelloa;
irea abriga o doente a volt.it-se de um para
logar, pille tria e cubera de uor glutinoso.
aiues, tremor das maoi, ardor insupporlavel
por dentro, tocago de eaplrilo.
I tilo OS sym plomas em que o irsen. diversifi-
taralr., o qual tambera faz as seguimos di-
Olnes revirado! para cima, deixan-
le ver os alvos, ou encovadas e ass-tmbrea-
l-esverdeado, espasmos da mandbula (ou
icoa espumjote, so|ueos, ouiiu.i
> geral do corpa.
:nrilivo do cholsra o cupi.-mclallk.
om dos primeiro*lugares e (em symplomis se-
es ao >rs. e veralr., nolire aqiielles em que
a aparta dos dona primeiro i, a dosle modo :
'icndas violadlas uo lado dimito do cerebro, es-
asmo: nos inlosltuoar' necessid.de de ouriuar, mas
ourma vero pauca e com dor ardenle na utelra,
nelMr/.iafllo penise inflaminacat na lando, respira-
rlo precipitada' com gemidos, difliculda.le de respi-
r; o peito he conlrahulo, a respirarlo diliril al
auffoi:ar,ao, contracto dolorqs.i no poilo, caimbras
uidas de vomito', e lias cilriinidtide.s superiores
h inferiores.
Sobre n mais Iratamenlo consulte-*-.' a palingene-
sia dos medicamentos.
la dos ttyinptomas e difTi rencas que apresen-
ara o Irea principa** remedios iciitii, pde-se con-
cluir, que o veralr. ser o escomido quando os symp-
lomas mais dominantes frem os vomito e evacua-
rles eicesivas e a frialdad* dolido o corpo.
aalo o symploma prinripal, alera dos
voraitot e dejetroes, (oro ardor v. palpitado das par-
les precordial.
epr., quanda as caimbras representaren! c> pri-
meiro papel.
lo os vmitos (em cessa lo, porm s dejec-
se achim anda colloridas ; cal.-com.
eoogeslgo cerebral acou.,jan., bell.,
n-voni., op. pnls. *
a febre nervosa : bell bry., hyos.,
ilesda'reaei;aorcpouii e locero :om-
plelo, poucp (resea, suor ligeiramenle vis-
coso, pulso imperceptivel : earb.-v.
Quaodo os vmitos n,1o eoife intirum a conserva-
5 remedios ou o corpo-esliver excessivamente
ide-se dar no doente Kelo, porm em pequea
ilidade, h;u como rlysteres de atua nevada.
Pode-s? conceder ao doente o leber agua (ra (aos
in lo nao esliver t'uado.
aa pequen i chapa de cobre pendnrada a pes-
que eejii limpaduas Vezct poi dia, pode ser-
irse.rvalivo,
i' doonle dever estar em um quarlo de tempera-
levada, se o lempo for fri > e bumidb ; ter a
lasas moderadamente aquerida ; sobre o
nonsarvarit om pdalo de baeln, e ni
os os ps ; observar a mais rigorn-
t durante a enfermidade, qnr na con-
/. B. B. P.
se tem prestado a dar os esclnrecimentos que se Ihe
lem pedido, a a examinar alguns dos objsclos exis-
tentes no gabinelo, alim de que a actual' adminis-
trarlo poalesso proceder com pleno conliecimento de
sansa. Teiido o Sr. JoiioQuirino de Agilitar pres-
tado constamos servidos ao (jabinele desde a sua ios-
liluioal o momanlo em que aetual directora
tomou pose, pareceu-no< de loda a joslica cono-
rir-lhe o diploma de Socio Benemrito.
Sob recorariiend.irSo collecliva de grande numero
de aecjonislas, propondo varios Srs. para socios ho-
norarios, a di-ectoria atlendendo ao merecimenlo
seienlin^o ou itlerarin dos proposlos, numeoo os se-
euinles:Amonio da Cnnha Souto-Maior, Antouio
Peilro Lopes de Men lonra, Jos EslevAo Coelho de
Magalb.lea, Jnfc Francisco Lisboa, J. J. C. M. da
Cuiiliaj conselheiro Jos Benlo da Cunha e Fignei-
redo. Con le de Mello, Jaeiiilho Augusto de Santa-
Anna e Aulonio da Silva Tullin.
Fundo so'iil.
Anles de apresenlar o estado do fundo social, se-
ja-nos permiltido apreciara demomlraHo suc:inla
consignada a este respeilo no rel.ilorio da transarla
administrado. Della resultara a existencia de um
saldo favor do activo da 286S6T0, vilo como som-
mava o aelivo em 56:i)V)0, e o passivo em 2769sU.
Este saldo, porm, nao se realisou porque do activo'1
(oi levada a lucros e pardas a quanlia de 30W, e a
sonnna do passivo subi a quanlia dp 0205026, com
importancia Je varias conlas nAo mencionadas no
mesmo relatorio, e quo a actual directora appro-
vou e pagan.
>a> leudo a transada administradlo fechado as
conlas na occaiiJo em que deisou a gerencia, temos
de apresenlar c resultado das mesmas no espato de
IS mezes, a contar de 31 de dazembro de 1853 ao
ultimo de junlin de 1853.
Capilal em 31 de dezembro de 1853 6:8773631
Importancia de 9 apolices emitlidas
at 30 de junho de 1831 .... I8O5OOO
COmSMDENCiy,______
Islefores. Inleressado. como" Vv. Ss. se
lo bsm da reliciao, diggar-se-hao
oscaudaloso fado, que lem occuirido
\ quea aulori.lnde, a quero com-
lecimeolo, e d povidencias alim de
in os abusos com discredilo nossn.
irlo Fr. Tartaruga lAo 11. iralisado, e lilo ins-
,n;m nesle bispaitn, lem no do Mara-
' conventual, lem podido obler sa-
llo de commissi mado do Rvd. pro-
al di armelilas, por leda esl;i ciciade lem an-
dado de porta m porta, cobran 11 de cada confrade
dos benlindos de N. S. do Carmo, qialro vinlens,
ver ileanuual, exigindo mais o quo nflo,
M dindeque se fez cotfrdi!: assim abu-
Rsy*>3sTflevorAodas pe*i-oas ignorantes tem
I oa avoltadissimo tiumeru de palacas.E
lo nin nova especularSo de furto, quando
bu dado, nflo como esmolla, mas como
E porque!'.' A igreja im-
oi travs penas a q.iein da e a quoin
or indulgencias; o sendo unica-
as antiar quo- fui esl^beleoida a corifra-
inhos, e nem para sur Ad.nilido a esta,
irmeliUs, fieram cobranza de taes an-
armelibts de boje iia,> fazendo ; lie
__oee que. para boa fama di sua ordem, es-
as como o publico 05 reconhece, nao
ar os devotas d: boa fe, e monos
i'orrerem lalvez cni alloma censura
se Oterem lal pagamento por
no lira, em o qual nflo consegui-
ulgiiucias. Advirlam em in os Bvds.
^^^ipara com o publico ratholico nao
rem deste Uto escandaloso proceilimenlo,
olidos oa conla laliei da execra veis
simouiacus. A'.sim o peusa
O confraie Ctirmetlta telha.
?liBLiaCAO A PEDIDO.
rfonis/aj do Gabinete Portugus de Lei-
r>''os pela'conf)an;a,r|Uc vos levou a In-
sa adminislra;Ao ilute eslabelecimenlo
:ecsialulos prupiios.qne oregessem,
vimos boje dar-vos conla de nollbsfeitos.
lempo leriamos desi-jdo preeneber esla
larri poupimos desvi.1 is para a realisa;Ao
jos. Lago que anumimos a gerencia
e os mais caidados da adminislra-
liros eslimular a activl tade da com-
," 7:037Sb31
tem de 1a* apolices emit-
lidas desde 30 de junho
de 185i a 30 do mesmo
de 1835......3:4809000
Liquido rendimento nos 18
mel8s.......4:481554. 7:9615
15:0I9I94
Eiislem em circulacao i 18 apolices conforme ve-
ris da respectiva escriplurncAo.
Caixa.
DemonsIrarAo das Iransac^es havidas desde 31
de dezembro do 1853 a 30 d junho de 186*.
Peceila.
Saldo;exitlcnle em caixa ... -. 545397
Accionislas, importancia recebida 9445.300
Subscriptores. tem....... 429J0OO
Despesa.
Movis, imporlancia paga. ,
Gaalos. dem ....'..
Jomaos, dem.....
Livros, idem......
Miguel Jos Alves, idem. .
Amorlisarilo de 1 npolice. .
Damonslrac.lr das Iransacroes havidas
junho de 1854 al 30 de junho de IS55
fleeeiia.
Imporlancia de 174 apolices emitlidas.
Ilem de 6 ditas que se venderam .
tem de mensalidades recebidas. .
tem de qnolas recebibas ....
tem recebida paraamnrlisarao da divi-
da do ex-guarda Manoel Ignacio
Dias........* .
Rs.
Detpeza.
Livros, importancia paga.....
Gastos
Movis j> i)
Jornaps o a .
Miguel Jos Alves imporlancia de
livros e jornae s.......
Joaquim 'i 11 lieiroJacorn, importan-
cia de vellas,........
Amorlisncflo de 4' apolices ....
Lucros e perdas......
Quolas...........
Acdonistas....... *. .
Miguel Jos Alves, imporlancia de li-
vros e Jomnos........
Saldo exislcnte em caixa ,
1:4075897
1109725
%
fVsjtnHrlf
IB 39185
4025570
189000
1:4278897
desde 30 de
3:48091100
12091X111
4:4379000
3:3369000
SH7OMI
Divida activa.
Accionistas, imporlancia de mensali-
dades .....'.....
Saldo do ex-fjliardd Manoel Ignacio
11:4615000
5:1845059
3:1445624
1:5875600
1829830
1885170
889600
735500
3G91H)0
303000
35OOO
' 4819190
5159307
Rj. 11:4619000
7175500
155S34
-Nflo existe divida acliva perleucente aosSrs. sulis-
criplores, em razia de nos terivos afTastado do sys-
lema seguido por nossos nlecessorex, que-ais deb-
lavam pela importancia da sitas quolas, logo depois
de approvados, ou quando findava o lempo de 1
subscripsao. A adual direttoria querendo evitar
eslorvosde conlas com lucros e perdas, emenden
que era maisjjcurial abrir lilnlos smenle quelle
que pagasse avlna quola, visio que com esle aclo
conlumava a ao:.'ilsi;Ao ou conlinuacAo. Exislem
.30 recibos dos que ullimaajjente se "approvaram, e
daquelles cujo lempo de subscripso findou.
Bicripturacao.
Em razAodo consideravel Irabalho deslo ramo le
servico tinhasido arbitrada pelo conselho orna qoola
como indemnisnfSii ao emprezado que coadiuvasse
os secrelarios. Tralou ajselaal adminlsIrajAo com
o empregailp da eobranca para eWe^^Tr>tcor~e*iini
como para subsliluir o bibliolhccario em seas impe-
dimenios. Aoronlecen lo porcm que a eobranca
se (ornou coriid.?ravol e labiflasa. e que as substi-
luii;0es do inbliotliernrio foram repetidas e prolon-
gadas, o segundo secrelario coadjuvado pelo the-
soureiro lomaran esle cargo sobre si, e lemos a sa-
tisfaccAo de vos annunciar que ella e acha na nie-
llior ordem possivel, atlendendo ao melhodo princi-
piado, ealo presente seguido.
Entendemos que esse melhodo se deve reformar
lorn.ndo-o mais simples e claro, e por conseguinte
menos laborioso e enfadonho. Fot creado o livro
de entradas e posto que anda em borran, por elle
veris o numero da obras e volumes de que se eom-
pera actualmente a bibliotheca, qual o seu modo de
acquisicAn, o sen valor e rusto.
Recomendamos aos nossos suesessores, que oman-
dem copiar sem demora.
A visla do livro competente extrahimos o seguinte
balance geral:
evedores. Nomenclitura, Credores.
old5367 Caixa
3:6379865 Movis.
10:1478378 Livros.
7329834 Accionistas.
Jos do Nascimenlo Lopes.
Fundo social .
missismzada
ada da revisSo do injerlo de osla-
onlra eommisau havia approvado.
poucas s.'iiianas haviam deeorrrdo depois da
leiijo ala aclual direcloria, quando cm sessiio do
cnnselha delib rstivo apresentau a menrionda cosa-
jnclusdesdo seu Irabilho. Tendiera el-
las a ampliar n ulilidade do rstiibelecimcnlo, con-
verleudo-o em ociedade lillernn 1, o que necessila-
va completa modinca as disposijSes econmicas e
i'iienlarns do tahelecimeufo, r (oruava iuap-
prnjeclo de estalulw da preceleite com-
raiss.1 eHio delibsralivn eonsiderou que
era realranle moito para di sejar :i ampliai-o de
1 le praifosla pela commis.ao, mas que Ihe nflo
realisavel tomos recanioj. pecuniarios do es-
do, e por isjo rejeilon o parecer que llie
fui ap
iou nomear onlra enmmissilo para a
icio sem notavel inoditicacao nos fins
Esla com m ssao a presen I ou o
Mo do consdho deliberativo de
>. e (laven lo elle sido apprcvado
conselho, pareca ultimada na-
odesla direclena. Jjlgou esla po-
m a ra/Ao, e com o direitn dos
^^Hs previo conhecimenlo
e-lo de estatutos rom sulli-
n esda qual poder funda-
ar o seu vol, e foi por esta serie do motivos.
Ha de hoje se pode convocar a assembla
geral, cm cojo seio depomoa com jubilo o pesado en-
eirgo da adminialra^Ao, passanile a aipor-llio o es-
tado *m que echamos e aqnelle em que deixamos o
pessonl o malerial do Gabinete :
Pttioal.
Quando lomoa posse a aclual direcloria. conlavn
o Gabinete, accionislas.....220
Sabsaliltsai 130 total 350
Despediraic-se durante a adni-
Ao da niesma, accionistas .
. .
l'essoal que ficon......
56
61
289
ram no anno da actual di-
npra de acedes navas
de ac$oe ....
de acroes ja. emitlidas
Irado nesle anno. .
149250
15.-0190194
15:0339114
15:03394 i 1
ati-
po eonsegainte actaalmenlc
O pessnal. accionislas.....
Sutacripreres '......
Tot:l. .
173
6
3 total 182
96
378
397
270
667
l -m setupre ma-
uraiAo e prosperi-
dad do 1 a direcloria precisou da
s, qie nlo achassn boa
lo eitabelecimenlo.
A' a* .igraderimentoa me-
particular mencaoo'Sr. Or. Jos Soare de
Aievca*. pel promptido e boa ventad com que
Bibliotheca.
Em quanlo o gabinete nAo poder ampliar a sua uu-
lidade, a bibliolneca ser o seu nico mcio de mau-
lar aquella que jn "Oerece aos socios, eos mais uteis
di.velos das directorios serao os que tenderem a sua
Hpservacflo, augmento, e boa ornwm. O modo um
lito eilra-regnlamenlar |>orque Tomos eleilos. nao
nos permillio meebe-lA por inventario verificado.
AconselAamot s futuras adminislrajaes que sao
nos emitiera a esla respailo. Ao lomar-mus posseda
aominisiracitn adiamos os livros dassilicadns e arru-
mados segundo a aflnidado das materias. Nao se
pode uegar que he este o melhodo de classific;Sa
mais natural. Succedeporerii as bihliolhelas, 8 que
so observa em '.odas as clnssifirai;Aes, a saber que as
arlificiaes posto que menos pliilosophicas, e menos
snenliiicasuo que asnaturaes, levam com mais segu-
ninga e rapidei ao conhecimenlo individual de um
objeclo. Succedia, pois que todas as vezes que o
guarda-bililiotliecario habituado ao servico do gabi-
nete adoecia cu nAo poda comparecer, tornava-se
quasi impossiv.-l. com justo queisume dos socios, o
expeliente quolidiano dos livros, cada vez mais con-
sideravel eomo veris abaixo. Para obviara lAo fun-
dadas quenas eram alguns membros da direcloria
obrigados a vir despachar os portadores, nao urna ou
oulra vez, mas sentaras e mezes inleiros.
Crumpria remover Uo grave nconvenieate, e nes-
sa remocao dava-se ao mesmo lempo opportunidade
para verificar o estado real da bibliolheca. Se
porem eslt Irabalho, nao menos grande do que
fadonho, e muilo superior ao lempa de que para ti
p>dia dispar a maior parle dos membros da direclo-
ria, incumban- delle umacommissAo formada pelos
Srs. Manoel l'ereira de Souza Barbosa, Joaquim
Ferreira de S e J0A0 Baplisla Vicira Riheiro. Nao
pode a directora deixar de louvar a resignajo com,
que estes seahr rea se sobmelleram a lAo aborrecido
Irabalho, e a inlelKgencia e o cuidado, com que o
ullimaram. Organiaram um livro ndice, qu an-
da nAo exislia. m conformidade com este livro,
escreveram em cada Volume a letlra da e.lante. c o
numero da pra.eleira a quuperlencem, franquearam
a leilura externa a cousideravel numero de obras,
cuja sabida era vedada sem razan plausvcl, augmen-
laiam o numero de dias conced toa para a leilura,
particnlarmenli! as obras ferias. Grajas a esle Iraba-
lho qualquer pessoa qne enlre pela primeira vez nm
Gabinete, pode hoje fazer salisfacloriaiucnle o ex-
pedanle quolidiano dos livros.
Pelo balance geral dos obras entradas desde a ins-
tituirao do Gabinete, e existentes as estanles, 011
cm poder dos socios, veio a comm pvzarseu, no cinliecimento dalsmenlavel confuso,
em qne jazia esla parle do Servico. No liwo do mo-
vimenlo, alias lodo elladesordenudo.achavam-se de-
btalas ,1 orios mais de om cenlo de obras que ha
muilo ellos haviam recolhido ; havia qualro e cinco
dbitos da mesma obra aherlos a diversas pessoas ;
nmeros repeliJos em livros dilTerenles, livrot sem
rotulo algum, e mesmo sem numero, e Analmente
livros sabidos lia 12, 16 e maior numero de mezes.
A coniinunrcm astouzas por aquello modo, breve
seria completa 11 confuaoat)a bibliolheca, e admira-
que a crnimisslo uo verilicassy al o momento do
seu relatorio msior perda que a de 34 volme, 8
dos qoaes pertcnlom a obras, que ficam (runcadas.e
a falla de vorios nmeros de peridicos litllerarios
que desempaselham as collec^oes.
. A rwpoosabilidada desles fados alo pode mom-
eado
^ en-
elle
mente recahir sobre a transada adrainislrajao, que
nunca verilicou o estada da bibliolheca pelaconfian-
(a illlmilada, que tinha no ex-guarda bibliolheca-
rio.
Pelos seguinlos nmeros vcieis que echamos :
Obras......... l,036i volume.....2349
(.ooipraroos, idem. 762, dem .... 1880
E que exislem, idem.. 1,768, idem .. .4229
Preslando sempre armas i malevolencia qualquer
compra por conla ale terceiro, particularmente quan-
do esta compra he para esUbelecimentos pblicos,
para arredar de si, e das futuras, ailminislraces,
que assim pens irein, at a mais leve ipparencia de
pretextos a malevolencia, conlralou esta directora
com os livreiros Ricardo de Frailas i Gompanhtj a
acqnisifflo dos livros com os abaliinentos usuaes no
coraraercio da livraria das diversas praras.de modo
que oblido um catalogo, econlcido abatimento
ordinario da praca.onde se ha da cuectuar a com-
praba sabe ao fazer da eocoinmenda, por quanlo
ella ha de ficar. V
Deixamos eneommendadas aos dilos senhores Ri-
cardo de Freitas i Corapanhia. em cooforraidade
com o referido conlralo as obras constantes da acta
de 15 de fevereiro.
Continuam as olleras de livro, ao eslabelecimen-
lo, sendo o numero dos volumes oQerlados dorante
a nossa gerencia de 112. Esperamos por esta occa-
sino para dar os devido. agradecimenlos a' lao bene-
mritos socios, especialm-iili- aoslllms. Sr. Antonio
Goncalves d'Oliveira, Antonia Iguaria Brandao, Da-
niel Jos Pereira Lima, Gaspar Antonio Vieira Gui-
marAas, Gabriel Antonio, Jeronymo Pinto de Souza,
Jos Joaquim da Cunha Osono, Jos Joaquim de
Faria Machado, Dr. Jos Joaquim de Morara Sar-
niento. Miguel da Silva Moraes Guerra, Manoel
Ferreira de Souza Barbosa, Ricardo de Frcilas &
1.0111 pai.lna, Bernardo Oardos Aj'res, Francisco Au-
gusto da <:-# e Silva, Dr. Francisco Firmo Xavier,
JoaoFcireir Villela, Jos Feliciano de Caslilho, l)r.
.1 ntnnio Jos Coelho Louzada, Juo Antonio Carva-
Iho de Oliveira. Joio Francisco Lisboa, J, V. C. Bi-
laucourl. Tambem foi offerlada aassignatura dos
seguimos: jornaes, pelo film. Sr. Luiz da Cosa Por-
lo-Carreiro, a.t7aia*o, pelo Illm. Sr, i. C. M. da Cos-
ta Torres, o Globo, pela redac{Ao o Cpmmercio P-
raUbano. aos quaes senhores da mesma serte agra-
decemos.
Conlinuam as assignalnrns dos jornaes extrangei-
ros a iierioiiaes, e lanto de uns eomo da ontros se
tem feito novas assignataras, como veris entre os
documentos annexos a este relatorio.
Com pezar noaso fomos privados dorante 4 mezes,
de alguns dos jornaes eslrangeiros, o que parece ler
sido efleilo do eslravio de oflicios expedidos pela se-
cretaria cora solUcienle antecedencia. Lugo qoe ao
nosso conhecimenlo chegou a noticia de que asas-
signaturas nao tinliam salo fcilas em lempo compe-
tente, expediram-se asordens necessarias a Francis-
co Jas Teiseira Bastos, de Lisboa, a qaal as envin
sem demora e continua enva-las regularmente,
peto que Ihe consignamos nesla relatorio um voto
de agradecimeoto.
Adia-se no prlo om supplemente ao Catalogo,
neces-ilado pplo grande numero dVDbras ulinna-
mente adqnerido, e por estes dias ser distribuido
pelos senhores as licaeao do catalogo, mas eonhecendo-se a difllcul-
dade, que parle dos socios achain para encontrar as
ubras que deiejam, bom seria quando houver de re-
imprimir-se um catalogo geral, que se adoplasse
um syslema mais daro, e que |iodesse s lolalidade dos inleressados no estabelecimeuto. ,
Movimenlo de livros.- Enlrados. Sabidos.' Total
Julho i setembro 3.053 3,513 6,566
Oalubro i dezembro 3,382 3,554 6,9:V6
Janeiro a marco 3,717 3,784 7,50"
Abril a junho 6,072 6,055 12,127
Total dos volumes ... 33,1:10

Movimeulo de Aecio- Sobscrip. Vzi-
leitores. nistas. lores. tantas. Total
Julho setemb. 1,588 993 1,675 4,236
Oolobro a dez. 1,458 955" 156 2,569
Janeiro amarro 1,583 1,072 201 2,836
Abril u junho 1,512 937 206 2,655
Tolal dos leitores. 12.336
Movimenlo medio mensal, dos'livros......2760
dem dos leitores.............., |028
Administrarao.
Havendo nos sido eleilos (ora das rundirnos e re-
aras eslabeleridas pelos estatuios provisorios, consi-
deramos que aunqllados Acarara ellos com mais ra-
za o era todas as uas oulras disposicrs, m verdade
muilo menos importantes.
NAo exislindn alera disso regulamenlo slgum in-
terno, 0inleressado eslabetecimeuto foi a nossa le
suprema, e seu augmento, nosso nico alvo, confor-
mando-Dos todava quanlo possivel aos estatuios pro-
visorios, e praticas anteriores.
Nao podemos realisar urna medida administrativa
de nrgenle neressid.nl', a saber : a transferencia do
eslabelecimenlo para um local mas vasta, 011 o aug-
mento do espaco no local actual Nao foi; porem por
negligencia, nem mesmo por falta de -repetidos es-
forros. Desojamos conseguir casa nropria, nico
meio.de aOer idnea para os nosso/fius acluars. e
para as Coloras nreessidades. Varias rombiuare.
se lenlarajm nesle sentido, mas foram baldados nos-
nos Irabalhos, o frustrados nossos desejos. Perdida
esperant-a de ter casa propria, restava-nos a acqui-
ia eslranha idnea. Estando porm j
prxima Hjndar a nossa gerencia, pareceo-nos que
deviamos dnaoi' aescojha livre aos nossos saccesso-
res, minisirandSsflpras informaras que temos n
esto respito.
Igual liberdadf" -ifes quizemosdeixar na escolha de
um individuo paV 'o lugar vago de bibliotliecario.
O conlaclo'nr.m dalo" e quolidiano em que a di-
recloria se iMiatuta os seus empregados ; a depen-
denria r-m qae ellaja devom estar dos primeiros res-
ponsaveis pela conservaran e nrdem dn Gubinele,
iorna aauilo convenieulc, que alm de idneos para
os mistres do eslabelecimenlo. sejam ao mesmo
iempo, quanlo possivel pessoas do agrado da direc-
loria. Por isso, e por estar prximo o termo da
nossa administracAo, anleS qnizetr.og sujeilar-nos .1
algum Irabalho para o eslabelecimenlo nAo sollrer
em seu andameulu, do que impar urna escollia nos-
sa a quem houvessedc nos succeder.
Temos cousciencia da baver pralicado quanlo nos
foj possivel a bem do Gubnele.
No anno da motsa gerencia chegou elle a mais do
dobro da pessoal, do aeadinienlo, do capital e dos
livros que linha desde aua instuiiao, e ludo nos
autorisa a augurar liemMo futuro de um eslabclcci-
menk* que deixamos com mais de oto coalos de reis
de renda annual, e em condires taes da adroini-
IrarAo que se tnrna quasi impossivel oeslravioda
renda, ou dos obiaclos ja adquiridos.' Para esle fu-
turo ser realmentebrilhenie. basia quo continua o
mesmo xelo dos socios, qne augmente proporcional-
menloaos recursos a ulilidade do eslabelecimenlo,
e que" nao si allcre a Concordia enlre os socios por
considernnSe. eslranhas ao bem do Gabinete. Com
estas cundieses lao simples, bem facis, emuitohon-
rosas, Icreis a gloria de secos fundadores de urna
bibliolheca, que podo dentro cm mui pouajps annos
ser a maior do Brasil, e contribuir mais do que
qualquer oulfa para a propagarlo da leilura nesla
provincia.
Recife 5 de julho de 1835.Dr. Jote Joaquim de
Moraei Sarmamento. director.Bernardina Gomes
de Carcalho, viee-direclor. Manoel Ferreira di
Soma Barbota, 2. secretario. Gaspar Antonio
yieira Gitimaraet, thesoureirb.
COMRERCIO.
?RACA DO RECIFE 20 DB JCLHOAS 3
HORAS DA TARDE.
?. ., CavlKics oHiciacs.
Cambio sobre Lajldrea27 d. I|2 e 00 d|v.
Assucar uia-,cavado bomI?7I0 por arroba.
Fret para. Liverpool20 para assucar.
Dila diluI7|31jjjra algo 1,1o d l'arahiba.
aLFANEC.A.
Reudimonto do dia 2 a 19.....205:5184913
dem do dia 20.......22:2399775
227:758j(i8S
Oetcarregam hoje 21 de julho.
Barca inglezaCorrUomercadorias.
Barca inglezaCountett nf Zetland'tiem.
Patacho americanoScoKaidem.
Brigue dinamarqnez /ffne.sfarinha de Irigo.
Brigae americannHcllenidem.
Polaca sarda-^iVaria Mizaidem e ruassas.
Brigne hespanhol/oa?Mimpipas vasias.
Patacho brasileo Comtanracal e mobilz.
1 alacho brasileiroCorifianrafarinha de trigo,
ltale-brasileiroAuroragneros do paiz.
Importaca o.
Barca ingleza Countest of Zetland viuda do Liver-
pool, consignada a. James Ryder & C. ; manifes-
loo o seguinle :
31 toneladase 3 quininas deferro. 600fogareiros, 2
barns grelhas, 28 caitas tecidos de alg.ulao, 1 dila
dilos de algoiiao e l.ia, 100 caixas folha de Oandres,
7 dilas cobre ; a Barroca & Caslro.
1 caixa e 3 fardos tecidos de laa, 41 gigos e 1 caixa
lonja, 1 cana meias de algodso, 7 dilas lencos de
algodao, 5 dilas tecidos de algoddo, 2 di'as dils de
linlrn ; a Fox Brolheis.
88 aigos e 22tarris louca, I caixa laidos do IAa e
algodno,;l() ditas e 10 lardos dilos de algodAo,5 fardos
dilos de laa.1.30 barris ajjpanleiga. L cc-las amoslras,
6 fardos tecidos de tinho ; a Johnston Pater Com-
panhia.
2 barris cutileria, 5 dilos pos prclos, 2 caixas ob-
leclos de boliea, 15 barris oleo de liuhaca, 24 aac-
cose20barrii salitre, 21 barris eraxa, IQJjarricaa
ferro, 890 fogareiros, 2 barris grelhas. 9 barris e 1
caan ferragens, 90 embrulhos p, 1 barril miude-
zas, 9.5 taixas de ferro fundido, 10 dilas de dito bali-
do, 3 fardos lecidos de linho ; a S. P. Johnston *
Corapanhia.
23 barris 2 calas a t,fardo ferragens,2 barris min-
dpzas, 10 embralhos rame, 1 barril vidros, 44 em-
brulhos pasde (erro, 12 bigamias, 26 uarafozos, 120
petos de ferro, 1 fardo lecidos de IAa : a E. H.
Wyatl.
4 caixas eontas ; o fardos e30 caixas lecidos de algodao, 4 fardos
ditos de linln, 50 barris grasa ; a James Grablree
& Companbia.
1 caixa sellins; a Rolhe & Bidoulac,
100 .caixas fulhas de (landres, 1 dila machina para
caf ; a Isaac.Curio & C.
9 fardos lecidos de laa, 19 caixas e 25 fardos teci-
doa de algodao, 32 barris cerraja, 1 caixa tecidos de
linho, 20 barricas ferragans; a Patuu Nash Com-
panilla.
6 calas e 8 firdos tecidos de algodao ; a J. Reliar
& Compaohia.
1 j fardos Lecido| de algodao ; a N. O. Bieber &
Companhia.
S laixas ferro balido, 23 toneladas ferro bruto, 1
caixa ronpa l'eita ; a D. W. BowrasB.
1 (ardo baetas, 1 caixa grvalas ; a Augusto Cesar
de Abreo.
1 caixa cooro ; a Demesse Leclere 17 taixas (erro (undido, 41 pecas, 5 embrulhos, 5
caixas michiniamo, 8(ardos lecidos de algodao ; a
Rosas Braga & Companhia.
3 caixas bicos de algodao, 1 barril ferragens, 1
cafta lio de linho, 2 ditas raiudezas ; a Feidel Pinlo
& Compantia.
- 44 caias lecidos de algodao, 7 dilas dilos de linho,
la barris alcalrao, 35 dilos peixe ; Rostron Rooker
& Companhia.
30 caixaa lecidos de algodao, 17 dilas o 18 fardos
lecidos de algud.iu e algodao e linho, 50 caixas fo-
Ihasdc (landres, 2 ditas lecidos de algodao e IAa ; a
Heury Gibsou- ,
I caixa manufacturas ; a F. Youle.
20 toneladas carvao queimado ; a C. Slarr c5
Companhia.
II caixas lecidos de linho ; a Adamson Howie &
Companhia.
5 caixas e 4 lardos tecidos de algodao e linho ; a
C. J. A-llei S Companhia.
65gigos el cesto louca, 100 barris manleiga ; a
M. Calmon & C.
4 volumes objcclos de agricultura ; a M: P. Fer-
reira.
12 laixas do (erro. 50 toneladas carvAo, 1 barril
agurdenle, 1 dilo viulio, 6 dilos cerveja, 6 presun-
los, 6 pedacos loucinho, 1 caixa vellas, 3 (ardos
rodpa, 2 (ardos fio de linho ; a nrdem.
3 saceos amoslras; a diversos.
Brigue dinamarquez Agnet, vindo de Fiume,
consignado a N. O. Bieber & C, manifestnu o se-
guinle :
2,415 barricas farinha de Irigo, 6 ditas bolladlas:
aos consignalajios.
Berganlim brasloiro Alaria /.usa, vindo do Rio
de Janeiro, consignado a Antonia de Almeida Go-
mes & C, msnifeslou o seguate :
1 caixa papel: a Len Lecomte Feron 4 C.
28 saceos cafe; a Amonio de Almeida Gomes
&C.
3 caixas rapo ; a Seve ,$ C.
I caixa selljns ; a J. M. M. Guede?.
20 pima- do paiz ; a J. B. Maciel.
4 caitas fazendas, 750 barricas farinha de trigo,
6.30 caixas sabao, 50 Islas e 42 rolos lumo, 3 volu-
mes mercadorias, 281 sarcus caf, 2,000 saceos fari-
nha, 8 bahiis com roupa de uso, 2 barris ubjectos de
cozinha, 9 mesas, 18 cadeiras*, 2 camas, 1 sof, 2
aparadores ; a ordem.
I Valo brasileiro Aurora, vindo do Aracaly, con-
signado a M 1. tins & Irm.lns, manifeslou o se-
gniole : y
t 40 mullios pclles de cahr.i.2 caixas pennas de na,
2 barris cadinhos de barro, t caixa, I barril e 2 faf-
dos raleado, 21 raivas cera de camauba em velas,
33 siecus cera de carnauba, 1 caixa carne, 3 barris
sebo, 600 colinabos de cabra, .11 mol bus esleirs de
palha de carnauba, 35 meios de sola, 15 pipas aba-
tidas ; a ordem.
Patacho hamburquez Henry & Guttave. vindo de
Hamliurgo, consignado a Briiiin Praeger & C, ma-
nifesloo o sogulnte:
10 caixas lecidos de laa e algodao, 1 dila e 1 pa-
cole amoslras, 6 fardos e.5 caixas lecidos de algodao,
4 dila dilo de seda, 10 dilas lencos de algodao ; a
SAiaiieilin & C.
1 caixa lecidos de algodao; a Timm Monsen &
Vinassa.
2 caixas cauro de lustre : a B. H. Wyatl.
49 .arralos ervilhas ; a Raba Schmeteau & C. ,
500 Barradles vazio ; a .Novaes & C.
4 caixas carias para jugar ; aN". O. Bieber & C,
1 caixa (echaduras ; a A. Slreiber.
50 caixas velas ; a Manoel Joaquim Ramos e Silva.
1 caixa piano, 20 dilas velas, 1 dila lecidos de
algudAo, 2 pacotes amoslras, 1 caixa obras de ac, 1
dita relogios ; a ordem.
,6 saceos liuhaca, 25 caixas queijos, 50 barricas
cerveja. 16 dilas alvaiade, 2 dilas pedra hume, 3 cai-
as ajo,2 (ardos allheia, 1 caixa canfora. 1 dila sa-
bio, I dila magnesia, 2 ditas gomma laca, i (ardo
esponjas, 1 caixa rap, 5 barris oleo de liuhaca, t
caixa joia, 1 dita plaas, 72 gigos ranal. 1- vacias,
120 saceos farello, 3 caixas vidros, 50 barricas geno-
bra, 61 caixas e 3 fardos lecidos de algodao, IAa,
linho eseda, 11 caixas miudeas, 1 dila amoilras, 2
dilas papel, 2 dilas conservas, 8 dilas pianos,, 90 pre-
suntos, I harrUasupollio. I dito feijao, 1 dilo 11:
que, 1 gigo bnrabas, I caixa amenas, 1 dila
-unios, 1 harrUaupolliu, 1 dito eijAo", 1 diloTTren-
awabas, I caixa aineixas, 1 dila* 1
barril /rudas seccas ; a Brunn Praeger & C.
CONSULADO GERAL.
Rendirnenlo do dia 2 a 19. .
dem do dia 20.......
17:6693556
1:5469141
19:21.35697
DI VERSAS -PROVINCIAS.
Rendimento do da 2 a 19. .
dem do dia 21) .
1:2893530
315160
1:320J930
Exportacao'. ,
Aracaly, ltate brasileiro Capibariben, de 39 to-
neladas, conduzio o seguinle : 215 volumes gene-
ros eslrangeiros e nacionaes, 1 cailAo com 272 volu -
mis impressos, 20olhelos, 25&caiias doce, 50 dilas
charutos. /
Buenos-Ayre* por Monleviilo, brigue liespanhol
aJoven Eduardo, do 314 toneladas, cenduzio o se-
guinle : 250 pipas cachaja. 50 ditas espirito, QM
saceos e 600 barreas com 5,687 arrobas e 32 ltfs
de assucar, 13 :is pimeliulo.
Barcelloaa.fcf^ca hcspanhola Silencios,.de 203
loiieladus, conduzio o seguinle : 800 saetas com
4,299 arrobas e 3 libras de algodaor_-^.^v'
Liverpool por Cear. brigue ioglex oEvertowns.de
279 lanciadas, conduzio 9 seguinle : 1,400 saceos
cora 7,000 arrobas de assucar, 700 arrobas de osaos.
RECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-
. RAES DE PBRNAMBUCO.
Rendirnenlo do dia 2 a 19.....22:5763067
dem do dia 20........ 862ff775
23:4388i2
CONSULADO PPOVINCIAL.
Rendimenlodo dia 2 a 19..... 33:4428077
Idem do dia 20 1:1855372
34:627*419
MOVIMENTO DO PORTO.
Mnta entrado no dia 20.
Aracaly19 dias, hiale brasileiro Aurora, de 37
toneladas^matare Estacio Mendes l Silva, equi-
pagem 6, carga couros e mais generas ; a Martins
& Innaos. .
iVao>ot tahidot no mesmo dia. '
Rio de JaneiroBrigue brasileiro .Firman, capitn
.Manoel do Frailas Vclor, carga assucar e mais g-
neros. Paaaageiros, Juvino Eduardo Pina, D.
GullhcrminaEugenia de Souza e Francisco Cor-
ris Soares.
AracalyMale brasileiro aCapibarihe, capitn An-
tonio Rodrigues da Silva, carga fazendas e mais
gneros. Passageiros, Manoel Anlonio Alves Ri-
heiro, Melquades da Cosa Barros, Eduardo Gon-
calves Valente e Joaquim Riheiro.
Para com escala pelo Ceara e MaranhAoBrigue
brasileiro n Despique de Beirizn, capilAo Elizeu de
Araujo Franca, carga fazendas o mais gneros.
Passageiros, De-iderio Anlonio de Miranda, Joa-
quim da Fonseea Barros, Luiz Rodrigues Sami-
< cu e Antonio Pajlicurpo.
Montevideo por Buenos-Ayres Brigue hespanhol
Joven Eduardo, capila Jos Sensal,carga assu-
' car c agurdenle.
BahaPatacho liollandez a/eesler, capil.o J.
Nenneboog, carga fazendas e raais gneros.
EDITAES
O Illm. Sr. inspector da (hesnnraria provin-
cial, em ciimprimento da ordem do Exm. Sr. presi-
ente da provincia da 2 du correnle, manda fazer
publico,que no dia 2 de agosto"prximo viodouro,pe-
ranle a junta da fazeu.la da mesma" thesouraria* se
lia do arrematar a quera por menos fuer a obra d
14. lani;o da estrada do sul, avahada em 16:5009000
A .11 remataran ser feita na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio de 1854, e sob as clausu-
las especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se prupozerem a esta arrematadlo,
comparecam na sala das se'sGes da mesma junta,
no dia cima declarado pelo meio dia competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou ailar o presente e pu-
blicar pelo Diario. ,
Secrelaria da thesouraria provincial de l'ernam-
buco 7 de julho de 1855.O' secrelario,
A. F. "Annunciaeilo.
('lumias especiaes para a arremalarao,
i." As obras d' 14 laneij da estrada,do sul (ai-so-
ban de couformidade com o orsamenlo, plaa e
pcrlis approvados pela directora em conselho o ap-
presenlados a approvajio do Exm. Sr. presidente
da provincia na imporlancia de 16:5008001).
2." O arrematante dar principio as obras no prazo
de um mez, e as concluir no de 11 mezes ambos
contados na forma do artigo 31 da lei provincial n.
286.
3.a O pagamento da importaucia da arremalarao
verificar soba em i prestadles ganes, cuja ulti-
ma ser paga a occasio da entrega definitiva, e as
nutras eorrespuuderAo a cada tarjo das obras.
4.a Melade do pessoal empregado na obra ser de
(rabalhadores livres.
5. O prazo de responsabiiidade ser de um anno
ddranle o qual o arrematante ser obrigado a raan-
ler a estrada em perfeito estado de conservado.
6. Para ludo o que nAo se adiar delerminado
as prsenles clausulas.nem no orcamento-teguir-se-
ha o que dispe a respailo a lei n. 886.
ConformeO secretario, Animo F. d'Annun-
eiacao.
O Illm.Sr. inspector da Ihaao'iraria provin-
cial, em cuoiprimenio da ordem do Eim/Sr. pre-
sidente di proviucla de 2 do corrento, manda
fazer publico, qoe no dia 2 de agnalo prximo
douro, perante a junta da fazenda da meima thesouaj
rariase ha de arrematar, a quem por menos lizer, a
obra do 2." lancavda adrada de Muribeca, avallada
em 10:0103000.
A arremalarao ser faita na forma da lei provin-
cial n. 313 de 15 de maio do anno Godo, e sob ai
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalarao,
comparecam na sala das sesses da mesma jauta, no
dia cima declarado pelo meio dia competentemente
habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o piesenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secrelaria da thesouraria provincial de Pernam-
boco 7 de julho de 1835. O secrelario, Anlonio
Ferreira da Annunciaeilo. n:^.
Clausulas especiaes para a arremalarao.
1. As obras do 2. lanco da r.imilicacao da estra-
da'de Muribeca far-se-hao de couformidade com o
nrcaineuio e per 11 s approvados pela direcloria em
conselho e aprrsenlados a npprovacao do Exm. Sr.
presideulada provincia, na importanciade .........
10:0109000 rs.
2. O arrematante dir principio as obras nt>
prazo de um mez, e dever conclu-las no de oilo
metes, ambos contados pela forma do arl. 31 da lei
n. 286.
3.' O pagamento da importancia, da arremalarao
realizar-se-haem4 prestaroes iguaes cuja ultima ser
paga depois da entrega denitiva e as oulras corres-
pondern n cada terjo das obras do lauco.
4. O praio da responsabiiidade ser de um anno,
ficaudo durante sto prazo o arrematante obrigado a
conservar o lauy-o sempre em bom estado.
5.a Melada livre.
6. Pira ludo o que 11.I0 se adiar previsto as pre-
sentes clausulas, nem no nrcamenlo, seguir-se-ha o
que dispe a respeilo a le n. 286.
Conforme.O secrelario, A. F. d'Annunciaeilo.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial de Pernambuco, em euraprinienlo da ordem do
xc. Sr. presdeme da provincia de 5 do correnle,
manda fazer publico que no dia 26 do mesmo, pc-
ranlea junta de fazenda da mesma ihe.ouraria.se
ha de arrematar, a quem por meos Ozer.a obra dos
coucerlos da ponte da villa de lguarass, avahada
ero 4409000 rs.
;.A arremalarao ser feila na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio do anno lindo, e sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propo/ercm,a esla arremalarao
comparecam na sala das sessoes da mesma junta no
dia cima declarado pelo meio dia competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandou afinar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 7 de. julho de 1855.
O secrelario,
Antonio Ferreira ia Annunciaeilo.
Clausulas especiaes para aarremalaeao. '
1." As obras para osJreparcs da ponte da villa de
Iguarasa, serAo feilas de conformidade com o nrca-
menlo, approvado pela diredoriia em conselho, e
aprescnlado a npprovacao do Exm. Sr. presidente
da provincia, importando na quanlia de ti03000 rs.
2. Eslas dbras principiaran ao prazo de 15 dase
lindarn no de 3 mezes, ambos contados como deter-
mina a lei provincial n. 286.
3. O pagamento desta arrematado ser feito em
urna su prestarlo, quando todas as obras estiverem
concluidos, e recebida definitivamente pela reparti-
dlo das obras publicas.
4. Para ludo o mais que nao estiver mencionado
neslas clausulas, seguir-se-ha o que determina a lei
cima citada.
Conforme. O secretario, Antonio Ferreira
d'Annuneiaeao.
O Illm.'Sr. inspector da thesouraria provincial,
em cumprimenlo da rejolntAo da junta da fazenda,
manda fazer publico, que a obra dos reparos precisos
a casa da cmara municipal e cadeia da cdade Olin-
djkvai novamenle a prara no dia 26 do correnle.
va para constar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretarla da thesouraria provincial de Pernaoi-
huco, 7'de julho de 1855.
~^ O secrelario.
VV_ -"ionio Ferreira d'Annunciaeilo.
O Ilim. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. pre-
sdeme da nrovincia, manda convidar aos conse-
nhores da casa n. 16 da ra ao Liyramenlo, abaixo
meneionados, a entregaren) na moma thesouraria
no prazo de 30 dias, a conlar do dia dajprimeira'pu-
blimcnu do presente, a imporlancia das quolas com
que.devem enlrar para o calcamcnlo da mesma ca-
sa, conforme o dispuslo na lef provincial n. 350.
MWtindo que a falla da entrega voluntaria, ser
punida cem o duplo das referidas quolas, na coufor-
midade do art. 6. do regulamenlo de 22 d dezem-
bro de 1854.
Barlholomeo Francisco de SouxaV 163560
Ilerdeiros de Jos Pereira Lagos 233980
Anlonio Joaquim dos Santos Audrade 323610
749150
E para constar se mandn afiiiar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secrelaria da thesouraria provincial de Pemam-
liuco 10 de julho de 1855. O secretario,
Antonio ferreira da Annuncianio.
-
O Illm. Sr. insf. -clor da thesouraria provincial,
em cumprimenlo da^esolusao da jimia de fazenda,
manda fuer publico que a arrenialacao da obra do
acude do Buique foi transferida para oaxlia 14 de
agosto proiimo vindouro.
E para constar se mandou aflixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 17 dejulhodelSSS.Oaecrelario, A. F. d'An-
nuneiaeao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cal, em cumprimenlo da res'olucAo da junta da fa-
zenda, manda fazer publico, qae a arrematado da
obra do primeiro lauco da cicuta do Pao d'Al'ho foi
transferida para o dia 26 do crrante.
E para constar se mandou affixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 19 de julho de 1855.O secrelario, Antonio
Ferreira da Annunctaeao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria proain-
ctal, efn cumprimenlo da rcsolucAo da junta da Ca-
lenda, mauda fzer publico! que a obra dos reparos
da casa.da cmara municipal e cada da cidade de
Oliuda, vai novamenle a prara no dia 2 de agosto
proiimo vindouro.
E para, constar se mandou afiliar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 19 de julho de Jj55._o secretario, Antonio
Ferreira da AnnumftfZo.
DECLARADO ES
Tribunal do commeicio
Pela secretaria do tribunal do commercio da pro-
vincia de Pernambuco se az publico, que se malri-
cularam prximamente nesle tribunal na qualidade
de commerciante de grosto trato, os Srs. Manoel An-
lonio dos Santos, cidad.lo brasileiro, domiciliado na
cidade.de Belem, provincia du M aran ha > ; Alelan-
dre Paulo de Brilo, cidadao porlugucz, domiciliado
na cidaile da Barra, capilal da provincia do Amazo-
nas ; e Vicente Mendes Wanderley, cidadao brasi-
leiro, domiciliado nesla cidade. Secretaria 19 de
Julho de 1855.O secrelario,
.ni; Antonio Segueiro.
BISPADO DE PERNAMBUCO.
Brevemente se ho de aflixar edilaes de concurso
s freguezias vagas desta diocese. Palacio da Sole-
dade 20 de jolho de 1855.O provisor,
Francisco Jote Tacares da Gama.
A repartirlo das obras publicas precisa de ser-
ventes para se engajar na companhia de operarios,
oceupados n limpeza dos cae desta cidade, e paga
aos serventes livres 720 rs. diarios, e aos cscravos
640 rs.: as peaaoaa que quizerem se engajac para lal
servico, apresentem-se na obra da ponte provisoria
do Recife. Directora das obras publicas 20 de ju-
lho de 1835.O escriplurario,
/03o Francisco Ifeaii ios Anjot.
Pela subdelegada do Recife foi apprehendido
um cavallo rosto, que vagtva pelas ras tem dono,
com cangalha e um sgeco, atravessado nella : quem
direilo livera elle apresenle-se, que jwtiBcando sen
dominio Ihe ser entregue.
1 adminisIracAo geral dos eslabelecimenlos de
caridade manda fazer publico a quem convier, que
as qi iutas-feiras em que nAo forem das santos ou
feriad na tala de suas sesses, pelas 4 horas da tar-
de, contina a praca das casas abaixo declaradas :
Una da Seniata Velha o. 25. por HiS,-OUU
1 Lapa n. 5, por 2769000
i/.ala Nova u. 26, por 6O9OOO
Nn meima ra n. 36, por 609OOO
Ba d i ColttJfh n; 12, fJR 1:0009000
Ra Direitn n. 5, por 66O9OOO
Na mesrba ra n. 7. por 5769000
Traversa do Carcereiro n. II, por 603000
Na meima travesa n. 13, por 729000
Na mesma irvessa n. 17, por 729000
Ra d> Padre Floriano n. 13, por 1209000
Admirislrarao geral dos eslabelecimenlos de carida-
de 19 de julho de 1855.O eserivao,
Antonio Jos Gomes to Crrelo.
A rclarJo dos devedores de dcimas da collec-
loiia e municipio de Olinda, al o nono finaneeiro
de 18l1852 esta em juio, e os meamos devedores
sao convidados a satisfazerem seus dbitos, indepen-
denle la acc^o judicial qne os sujeiUr a aurores
despezas, 110 prazo da 15 diaa, a conlar do prsenle,
para ,0 que se podeao dirigir a raa Nova n. 44, se-
gundo andar, alim de oblerem a competente guia.
O procurador fiscal da thesouraria provincial,
Cgpriano Feneton Guedet Alcoforado.
Na conformidade da requisirao feita
neata data pelo oonsellio de direccao do
Banco de Pernambuco, he convocada a as-
sembla geral dos senhores accionistas, pa-
ra reitniao ordinaria no da 31 dnvtjorren-
te, as 11 horas damanhaa, para levar-sea
eferto o disposto no art. 50 dos respectivos,
estatutos.Recife 4 de jumo de 1855.
Bai-o de Cmaragibe, presidente.Jos
Bernardo GalvSo Alcoforado, primeiro se-
cretario.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernambuco sacca sobre
a praca da Babia, e contina a tomar
lettras sobre a do Rio de Janeiro. Ban-
co de Pernambuco 25 de junho de 1855.
O secretario da direccao, Joao Ignacio
de Mtdenos Reg. -
Nlo lendo comparecido alguem no dia 9 do
corren!) mez propoudo-se ao foraecimenlo de cal
preta precisa esta reparajao para as suas obras,
naoobslanleo convite no annuncio ou declaraco
com dala de 2 tambera do correnle mez/manda o
Illm. Sr. inspector fazer publico, que o dito forne-
cimenlo pode anda ser coulratado, precedidas as
necessarias proposlas, com q.iem se aprsenle nesla
secretaria fazendo-o com mais vanlageusparaa fazen-
da. O mesuro Illm. Sr. in-pector manda anda |a2er
publico, qoe adinillirpessuastitresnesla repartido
servindii na qualidade de srvanles co;|o jornal de
.20 rs? i. IjOS, quando empregados ni Irabalho ae
sul do Rajeife.Inspeclori do arsenal de marioha
de Pernambuco em 1:5 de julho de 1815.O secre-
tario, Aluandre Rodrigues dos Anjos.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, em virtude de aulori-
sajao Jo Exm. presidente da provincia, lera decom-
prar os bjectos seguales :
Para o 10. balalhjo de iufaiitaria.- *
BotSes convexos grandes edisos de metal doorado
2800 ; ditos pequeos ditos 1600.
Quem os quizer vender aprsenle as suas propos-
tas na secretaria do conselho administrativo s 10
horas do dia 26 do correnle mea.
Secretaria do consallioadmiuislrali'vo para forne-
cimenlo do arsenal de guerra 19 de julho de 1855.
/ose dn Brilo Ingles, coronel presidente. -* Ber-
nardo Pereira do Carmo Jnior, vogal esecrc-
lario.
O conselho administrativo, em cumprimenlo
do rtico 22 do regulamenlo de 14 de dezembro de
18.52, faz publico que foram aceitas as propostas de
Francisco Maciel de Souza. Antonio Pereira da Oli-
veira Ramos e 1. Keller & Companhia, ^ara forne-
cerem, o primlo : 207 pares de spidos de sola e
vira feilos na Ierra, a 15.100 r* ; 11 ce indo, 11 b-
lleles cora callao de ouro, para os msicos do 8." ba-
lalhjo, a 79000 rs., 11 pares de charlaleirat para os
mesmos, a 5>0t)0 rs., e o terceiro, SO cobertores de
papa a 700 rs., e avisa aos supradilos vendedores
que deu'in recolher ao arsenal de guerra os referi-
dos objedos nu dia 21 do corrate mei.
Secrelaria do conselho adm nislralivo para forae-
cimenlo do arsenal de guerra 18 de julho de 1855.
Bernaro Pereira do Carmo Jnior, vogl e se-
crelario.
Baha.
PUBLICACA'O LITTERARIAl. '
Acha-se a venda o compendio de Theoriale Prali
ca do frocesso Civil feito pelqafir. Francisca) de Pau
la Baplisla. Estambra, alentte urna inliioducrao
sobre as arrOes e exceptes em geral, I-ata, idapro-
cesso civel comparado com o commercial, jeonlm
a ih'oria sobre a appltca;io da causa julgada, e ou-
lras doulrmas luminosas : vnde-se,,uniclmente
na luja de Manoel Jos l^ile/ua ra tdaJ Quei-
mado n. 10, a 63 cada eiemplar rulir^da pelo
Julor.
O director da companhia gymnamica Iranceza tem
a honra de prevenir ao respeitavel publico desla ci-
dade, que tenea-feira, 24 do correnle, lera logare
seu espectculo.
Tbefttro
D APOLLO.
SABBADO 21 DE JLI.IIO DE 1855. -
llenelic.10 dos adores Joao Antonio da Costa e Pe-
dro Baplisla de Santa Rosa.
Sabir asceoa alinda camelia em cinco actos
0 CONVIDADO DE PEDRA
OU
D. JOAO' TENORIO.
Personagens. Adores
D. Joao Tenorio, huniem dissoluto Os Srs. Lisboa.
Esganarello, criado de Joio Santa Rosa.
t. Elvira, esposa de t. JoSo. ... A Sra. I). Mara
Leopoldina.
Carila, aldeaa...........D. Leonor OrsaL
Maturlot, dem..........D. Mana Amaia.
Pedro, aldeao...........Os Srs. Moaleiro
IJ. Carlos, irmao de D. Elvira, Mendes.
I). All'on.-o, idem idem.......Lima.
Domingos, mercante........Pinlo.
Gasmao, criado de D.Elvira Rozendo.
A estatua do commendador. Sebastiao.
1). Luiz, pai da I). Joao ...... Sena.
Um espedro, criados, ele.
Terminar o espectculo com a mu jocosa farrea
O GASTRNOMO.
O actor Costa daeote e em perigode vida, lia dous
mezes, fallo de recursos para se curar e sustentar a
sua numerosa familia, implora a proteccao do illus-
Irado publico que lanas vezei era melhurcscircuaM-
taucias o acolheu e prolcgeu.
Os bilheies acham-se desde j a venda no thealro
de Apollo das 10 hora da manhaa as 3 da tarde, e
na casa do beneficiado Sania Rosa na ra de Santa
Isabel a qualquer hora do dia.
AVISOS MARTIMOS.
Real Com'janliia de Paquetes Ingleses a
Vapor.
No dia 22
deste mez es-
pera-se do sol
n vapor ,/ton,
o qual depois
dn demora do
entume segui-
r para a Eu-
repa: psra pas-
sageiros, ele,
trata-se com os agentes Adamson Howie & C, na
ra do Trapiche Novo n. 42.
PARA O PORTO.
A baica porlogueza a Santa Cruz, lem de sabir
[com lodi a brevidade, por ler'parle do carrrgamen-
to promplo : quem na mesma quizer cirregar 00 ir
de pasta :am pode' enlender-se com os consignatarios
na ra do Vigario u. 11 ou com o capilao a bordo.
Para a Baliia,
o hialb .iovo Olinda sahe breve por ler o tencarre-
gamenlo quasi promplo; para o restante, Irata-se
com Tai so Irmilo.
ta*
Para o Porto e Lisboa,
A novie muilo veleira barca Santo: Clara, ca-
pilao r.'iurenco Fernandos do Carmo, seguir at
o fim do correnle mea, por ler m5iot*parte do car-
regaraenlo promplo : para o reato e pmageiros Ira-
la-ae com os consignatario! Barroca Castro na
ra da Cadeia do Recife n. 4, ou com o capilao na
praca.
Vai seguir com brevidade o hiala brasileiro Forr
tuna : para o resto da seu carregamento, trala-sa
nos Amonio de Almeida Comea
do Trapiche n.46, seguudo
HA O RIO DE JANEIRO.
escuna Marta segu para aquella porlo
seili fe ira 90 do correle : para passageiros e escra-
vos a frete, para o que lera excellenlrs commodos,
Irahi-ae com Machado l Pjadieiro rw largo da as-
sembla n. 12.
' Spgoe para a Paral'
gente, a qaal lem parte ipti para o
resui, Irata-se com o seu
Ktnios n.2, armazem, ou no trapicha d
A batea porlogueza Flor de 8. Soido preten-
de sabir para o Porlo com escala por Lisboa, al o
fim do corrale mea : quera nella quitar ir de pas-
Mgem, trate com Carvalho 4 Irmao, Da roa do
Brorn n. 28, ou o o capilao, na praja.
ParaoCear e Maranhao tegua o palbabol8
Vens, capiUo e pralico Joaquim Antonio G. 8eir
lot: recebe carga e passageiros : a Iralar com Cae"
lanotynaco da C. M. ao lado da
o brigue nacional MARA
LUZLA, de lot,
tonelladas, de primeira
marcha, forrado e enca-
________vilhado de cobre, freta-se
para qualquer dos por tos do .imperio ou
da Europa : a tratar com os consignata-
rios Antonio de Almeida Gomes di C, na
ra rloTaapiche n- 16, segando andar.
LELXO'ES.
O agente Borja far leilaoem seo armazem, oa
ra do Gollegio n. 15, de ama grande quautdada de
objedos de dilferanlesqualidades, cont bem, obras
de mtrciueiria, novase usadas, obras de ouro e pra-
ta, relogios diversos,lou^as e vidros eriat,
e ouiros muilos objedos, etc., ele, que ia acharao
pa temes ; sabbado, 21 do correlo, as
Segonda-feira, 23 hJo coi
manhaa, serao vendidas em leilao p
paclu do Illm. Sr. Dr. joiz dos feitos da .fazenda, a,
requi rmenlo %dos administradores da masa de
Dean! Youle & C, e por nierveoejo do agente Oli-
veira. diversas fazendas ingieras, consi
chitan, alpacas, pannos de laa etc., assim como ca-
deiraii de balando americanas, e armario proprio pa-
ra guardar fazendas : nos indicados dia e hora, e no
arraa.iera da referida masas, sito na ra da Cadeia
do Recife n. 52.
O agente Borja, de ordem do IUn ido
direitn da primeira vara do eommen
ment do curador fiscal da maesa
Augusto de Carvalho Marinho, fa
dila massa, sfla na ra do Qne
liado n'um grande e completo 1
das (raneczas e inglezas de dn
eicellenta armacSo padencen! lodas
as dividas e movis existentes na laja so
la-feira, 25 do crreme, as 11 .horas cm ponto.
AVISOS DIVERSOS.
Regiment de costa
Sahio a luz o regiment
caaes, annotado com os lite-
rara in : vende-
n. 6 e 8 da pra
PROtRllA DA 1
FRONTISPICIO DO CARMO.
or'n-
(esta da Nossa Adorada!
MaiSanlissimaSBNBORA DO
CABMl
maneira IM^^fl
\a madrugada de sabbado
ter tugar o teraolamenlo da
bandeira da ESUo-
KA.aqn.ils 1 jui-
la, ra estrena do Rosa
percorrer as ras larga do Ro-
sario, Cabug, Nova, Flores,
Cambo-i do Carmo, e ao subir a hasta se soltar urna
girndola de fogo do ar.
Na uoile de sabba lo haver vespera, a na madru-
2ada de domingo misar cantada. As 11 horas tora
luzar a missa da (esta, sendo o calabraole o reve-
rendo Fr. Jorge de Sant'Anna Lucio, e o pregador
da menma o mni digno padre meslre provincial Fr.
Joilo da Assumpeao Moara, e do Te-Deurn sera um
dos diilinctos oradores do mesmo >
Tem guarda de honra d 3. bala arda
nacioc al. sob o commando do capitn Antonio Ber-
nardo Qainleiro, a qaal aallv a feita ate
o Te- Deum, dando as salvas do e
llavera msica militar e da .
orchealn, esta do insigne
lisia Melquades Franci
Coala, e aquella do insigue 1
lisia Hermogenc
tjusmlo ^^mj
da guarda nacional do Re
As 1 horas d tai de ter lugar a proa
correr i as ras cima indicadas.
Depois da proeiaaSo su
um baldo do nova inveoct
1 est cidade, I
1 Pernambu
Seguc-se u lira ment da bandeira,
e depois secnloarn o Te-Deum.
llavera fogo de vista, leiio pelo
primeiro dos artista*1 neste genero, o
Sr. Rufino Comea da Fanseca.'
Porlanlo convidan ae a lodosos devotos da mesma
SENHORA, para que se dignem diriglr-se nos dias
_________, .__ ..
orocisafto
mencionados, alim de ajwJ_S
a bandeira.
Deseja-so fallar com n Sr. Joaquim Miiel Ma-
ris a nugecio que o senhor nao ignora : oa raa Di-
reita doa Afogados n. 13.
Quera precisar de urna ama de leile dirija-so
ao alelando Afogadocasa do Sr. Jos Francisco de
Souza Lima, que achara com quem tratar.
Aluga-se o primeiro andar do sobrade, c.
da Crcz ao Recife n. 40, proprio para qualquer'
tbeleiimenlo : a tratar na mesma ra n. 49, pri-
meiro andar.
O nbaiio rssianado declara qae Mi
caixeiio de seu irmAo o Sr. Antonio da Silva Guer-
ra desde o dia 20 do correnle, e a pro occa-
sio para agradecer cordialraenle ao mesmo eeahor
o bom Iralamento e as maneiras allenciosas coro que
se digrou honra-lo durante 8 annos que estere era
soa casa. ReeifeSt darjulho de IR.S5
Miguel da Silva .'
Miguel da Silva Moraes Guerra retira-te para
o Rio de Janeiro.
O abaixo assignado declara, que hoje compran
por ordem do Si. najorjoe Murliaa Forraira 2 bi-
lheies da 1.a partiHa 1. lotera de GytMasio Per-
nambucano os. 187 e 5637, cajea MUtatea cara era
poder do abaiio assignado. Hecife Odejulhade
1855.Antonio Fernandas Huma.
.Va roa Direita, sobrado de ora andar n. 33 ao
p da boliea, ha sempre doces de disneas quima-
des pura vender em libras, meias libras e qoartas,
fazem-se bandejas de bolinhos com armaeflo e sin-
gelas, enlejiadas de bom gosle e commodos presos,
e tambem pao-de-ls an(eitados con alllnim, arroz
de leile, podins, doce d'ovos, pasleis de ala, Ire-
medeiras e jaleas de substancia.
O abaixo assignado perdeu a parle do
Hiele 1056, que havia corla ;
zer saciedade, pertencente a
que deve correr hoje 21 do corrente.
Jote Joaquim Gomes da jtbreu.
Avisa-se ao Sr. caulelisla Antonio' da Silva
Guim.irics e aos mais vendedores de bilheies de lo-
tera, para nao pagarem o que lab
qunrliis ns. 1268 e 2104 da 1." par
do CymoaMoPernambucaiio, assign
dos Sanios Pnlual, os quaes form
J. M. da Cosa comproa para Jos Antonio da
Silva Barros, do Maranhao, o iulhete inlei
5090 da 1.a parte da 1.a lotera do Gyranasio t'er-
nambncano.
Precisa-se de om mo^o norlu:.
b um eogeiiho distante desta prar
mesmo nao entendendo .ree-
riodo-se dds chec ; a pesto que
pretender, dirjase ra do Crespo, leja 1
Por ordem do Sr. presidente eSedivo do Alhe-
en Pe rnambucano Josej Silva Velho, arte
aosSri. sr^roaenectivM reoBir-te exIralP-
ilinariimeuiVaWaWflj^H da larde, na Fa-
cnldade, par?bjeclo dMKnna Importancia. Re-
cife 21 de julho de 1 seci^^^H
II. V. de Locena.
Na prtja do Illm. Sr. l>r. juh de direilo do
civel, no da 23 dn correnle met de julho, val ser
apregeada pelo valor de 1:50080000 a casa terrea,
sita na praja da Boa-Vista n. t, com cozinha lora,
bom quintal murado e cacimba medra ; e ser ar-
rematada oa mesma praca a quem mais dar, com
dinheiro avista.
lia noel Ferreira de S fax scieate qne deiiou
da aer seu caiieroo Sr. Joao Corris da Silva.
Aloga-se una escrava pare o servico de ama
casa : quem pretender, dirija-se ra do Jardira
n. 14.
I
I
E



DIARIA DE PERMIUCBO SIBAOQ 21 l JULHO DE 1855
llegado ullinameule da cidade do
j Cru;, oflernce-ie para c. i-
i commereia! de, a praja : na
ifaru paitara n. 43.
JM urna prela escrava.
que seja coinhaira : l M na ra do Hurlas
a. 140.
plJ^^Bpara
aproroptei i i que lia de mwiilic.i-
chupes, lu) ;|ae te podo desejir, t >-
>ri, porlanl).
___HMKh coiitinuar.lo a
a concurrsii-
i em
n. 31.
iciou querer comprar as Ordenn-
fdea do Reino conteos litros dos qu 2 o'annuocio de-
clara, pode dirigii-se na dn ngel o. 21, que
ach n iralar.
Na toa Direila ti. 13 d-se dnlieiro a juros sa-
br penhores de ouro ou prala.
a de navegaco
costeira.
Oconselho de recebe convida ais S:s. accionis-
tas da mesma empreza a effeeiuarem al o dia :Jt
do cerrante raez mais 10 por cent) sobre o valor
das acedes que subsoreveram ; e o encai-regado dos
receblmenti he o Sr. F. Ceolon,'oa ra da Cr
B. 2b.
Joaqniru Jos Das Percira declara, que tendo
arrematado em leilio de9 de unhoprox mo pastado
dividas activas qoe devimn a .Antonio ta
Coala Ferretea Estreila, cora tabenu na rua da Ca-
deia do Retire, convida a lodos os levadores do dilo
Estrella, tanto da praca como do mallo, para que
venham pagar so ao aunuuciante com a roaior pres-
teza poaaivel, alim de evitarem rasiore despezas,
pota promelle ler (oda coutemplac, i, coni os que fo-
rem uiais uromplos nos seos paganenlos, podenco
para isa dirigir-te ao aniiuncianle, no aterro da
Boa-Vista, loja n. 14.
beiro, physicitn hy Ce universily of
Cambridge, l'nited Slates, coutinuet lo rtside, at rita
"Ja Cr floor, aud altenJs eipecially lo
the eye and car's -Meases, lie raakosoceuiar, exarai-
al aey nour in prvale residi ees; remerobnr
r the examinalion of the ear, it requires ll.e
liguteflhe sun.
mmmmh. s
Remedios etiiearissimos (entra as <*
febrea intermitientes.
tirando serliroento de carteiras de hornero- ,?
9 paihia muilo em conla. f
9 i-i ouc a escaUter. I9OOQ ,
9 I 1, 4110 e 501) rs. 1$
^^Hatbia, 4 tol. eOOO <
homoeopalhico do l):. Casa- 19
^^^ean. ;28. qc
STAjJR & C.
Bieiio scu intenso es-
-maru,conl nuaj.i a fabricar
prumptido, todaa qualda-,
1 o uso da gricullura, uj-
ia para maor coinmudo
sauce e do publico em gen I,
dos grandes armazena ao Sr.
Brom, alraz di arsenal de ma-
l DE MACHINAS
lio.
moradores uio completo sorli-
HKtudos os raelhora-
^^H^^^Hgfiaes) de que a
lustrado a neces-
le vapor de bai:ia o alia pressao,
das como fundi-
os para ondtuir formas de
upara moer Mandioca, prensas pa-
ra dilo, fofii balido para fjrinba, aradosde
islracfj, fundos para
orlas para fornallas, o una
u de ferro, quo seria enfadonlio
deposito cisle urna pestoa
ra recubsr (.das as en-
., que annuncianle conlau-
e suus ollinnn e maclunismo,
ofliciae, se compre mellem a fazer
raro a inaior presteza, perl'eieao, e ezacla
coui aa modelos ou daainnot, e inslruc-
roesqi; iecidas.
tauuu
das, c
alan.
CONSULTORIO DOS POBRES
50 BA NOVA 1 AHBAB 50.
O Ur. P. A. Lobo Moscozo di contullas homeopalbicas iodos os diss aos pobres, desde 9 horas da
matinaa atoo meio da, e em casos extraordinarios a qfflrquer hora do dia ou ooile.
Ofierece-se igiialroenaa para pralicar qualqoer operac,o de cirurgia, e acudir promptamenle a aual-
quer mulher que isdrcuroiUncias nao permiltam pagar ao medico.
WlCIM^^ DR. P. A. LOBO I0SC0Z0.
50 RA NOVA 50
VNDESE O SEGUINTE:
Manual complelo de meddiema homeopaihica do Dr. G. II. Jalir, traducido em por
tagnez pelo Dr. Moscozo, qualro voluntes encadernados em dous e acompanltado de
um diccionar o dos lermos de medicina, cirurgia, analomia, eic, etc.
Compram-m accoes de|Beberbo : na roa lar-
ga do Rosario o. 36, segundo andar.
COMPRASE
toda a qualidade de metal veilxi, menos ferro : na
rnn Nova n. 38, defronle da igreja da Conceco dos
Militares, loja de funileiro.
Compra-te urna lipoia em bom estado :
do Vigario loja |Attenrao.
y Compra-se urna escrava parda 00 crioum, do idade
de 16 a 30 auno, com habilidades ou sem ellas, que
seja sadia e de brtliila fignra ; pasa-se liem : na ra
do Nogueira, sobrado de un#andar com varanda-de
pao.
Compra-se prala bratilcira e hespaobola : na
ra da Cadeta do Rccifo n. Sf, loja.
20000
Esla obra, a maisimportanle do lodas as que Iralam dn esludo e pralica da liomeonalhia. por ser a uii'ic
rnnlni a has fundamental d'esla doutrina__A PATun
iclinc.UinnucCl,lo qu(l esiaoionge dos recursosaos mdicos: a lodosos capilies de navio,
na ou ouira vez nao podem deixar de acudir a qualqucr incommodo sea ou de seus tripulantes
8 os pas de familia que por circumstancias, que nam sempre podem ser preveuida9, sao nbrica-
prestr in eontinmti os primeiros toccorros ero anas enfermidades.
qae eontin a has rundamenlal d'esla doutrinaA PATHOGENESIAOU EKFEITOS DOS MED1C V-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SAUDE-conbecimento. que nao podem, dispensa,"i nes-
soas que se querem dodicar a ortica di. verdadeira medicina, interessa a todos os mdicos que quizercm
experimentar a rtoolrina de Hahneuiann, e por si raesmos se convencerem da verdade d'clla a todos os
fazendeiros e senhnres de cnaenho que eslRo longe dos recursosdos mdicos: a lodosos caniles de ntvin
que um" *"* "'* mi*i t....ian> .in:... j-------,? -----------_
a lodos
dos a
O vademcum do homeopalha 00 Iriducjao da medicina domestica do Dr. Hering
obra tantbem til s pessoas que se dedican ao esludo da homeopalhia, um volu-
me grande, aiompanhado do diccionario dos termos de medicina KUTin
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, ele, le, encardenado. '
feem verdadeiros e bera preparados medicamentos nSo se pone dar um passo seguro na pralica da
homeopathia, e o proprielano desle eslahelecimcnlo se lsongeia .le te-lo o raais bem munlado poative e
ninguem dnvida lioje da grande superioridade dos teui medicamentos.
Boticas a 12 tubos grandes................ non
Bolicas de 24 medicamentos em glbulos, alO, 12 e 153000 rs. ojoou
Ditas 36 ditos a...... an*
Dtta, 48 dilos a | *- 20000
Ditas 60 ditos a ........ Sffi
Dftas 1U dilos a ......' Sftg
Tubos avnlsos .............. BWO00
Frascos de raeia anja-de lindura..,. '.'.'.....'.'.'.'...... K
Ditos de verdadeira lindura a rnica............- ^m
Na mesma cata ha sempre i venda grande nomero de lubos de crystil de diversos tamaitos
ndrot para med.camentos, e aprompU-se qnalquer encommenda de raedicamaoloscom toda a btlsiil
de e por precos mu lo commodos. "icviua-
TRATAMENTO HOMOPATHICO.
Preserva tico e curativo
DO CHOLERAMORBUS,
PELOS DRS.
ou inslrucrao ao rovo para se poder curar desta enferml,! iT ,j^i,i,i
SRjtt S^'" "CUrre ^ n,edC0' "Z^ P" "= ^ed^esleT^st^:
TRADUZIDO EM PORTUGLEZ PELO DR. P. A. LOBO MOSCOZO
XSttZStsr,em dad0 J> '3 -^-,IrK;1radoTrro7oda,r;u?r-rj;
Sendo o Iralamento homeopalhico o
a parte em que
la,para desl'arle lacililar a .
Vende-sV un rnenle no
t'.onsu I lorio do,lnid ucloi
imporlaoles
ancer.
ra Nova n. 52/por 25000 rs.
MASSA ADAMANTINA.
Ra do Rosario n. 36, segundo andar, Paulo Gai-
gnoux, dentista francez, chumba os denles com a
inassa adamantina. Essa nova e maravilhosa com-
posicao leni a vanlagem de enchersem pressao dolo-
rosa lodas as anfractuosidades do denle, adquirindo
em pqueos inslai.les solidez igual a da pedra mais
dura, e pcrmiite restaurar os denles mais estraga-
dos coma forma e > cor primitiva.
d
AO fHUGO..
No {irmazem de faxendas bara-
tas, roa do CoUegio n. 2,
?enUe-se tina completo aortiaiento
is, lina* e grosaa, por
isbaixosdo Tpie'emou-
Iquer parte, tanio era por-
omo a retalho, affianciindo-
um $ prero
le eatabelecintento
de combinado cem a
raaiof parte das casas conimei-ciaes
mgltxas, rancezas, allemias c suis-
ara vender fazendas mais em
,'ue.te tem vend.do, por
le muiores van-
) qualquer ; o
este importante es-
nv'nto convida a'too os os
:ios, e ao poblit erage-
ral, ra trae venhaio'(a bem dos
l interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da rtia do
Collegjo n. 2, de
Arrtonio Luiz dos Santo.'. &Bo1m.
vca'o coboCbaphicaT"
|^Ka clstica n.
obia intitulada
l i'UBLICAtyO' DO MSTITUTO 110-
HEOPATUICO DO BRASIL.
9 THES0URO HOMOPATHICO
9 O
i VADE-MECUM ,DO
HOMEOPATHA.
| Mclhodo txnciso, claro seguro de cu- i
| rar homeopaihicanienle todas ai molestia ,
7 que affligem a especie humana, e pai- '
cularmcnle aquellas que reinar no Bra- '
sil, fedgido segundo os melhores trata-
dos de homeopalhia, lano europeos romo
k americanos, segundo a propria ciperi-
7 encia,' pelo Dr. Sabino Olegario I.ndgera TV
P Pinhy. Esla obra he hoje recouhecida co- @)
a mo a mellior de lodas que Iralam daappli- 9 cajitoi homcoialhica no curativo das mo- 'St
I lesliH. Os curiosos, principalmente, nao
i podeh dar un passo seguro sem possu-la e /2
9 coiislls-la. Os pas de familias, osseuho- W
% res de cngenlio, sacerdotes, \iajanlrs, ca- (f-
r-tpities de navios, sertanejoselc. ele, devem
7 le-la mSo pura occorrer promptamenle a ^
qoalquer caso de molestia. <>
. Dout volumen em brochura por 10S000,'''
encadernados 1l000"tt
Vende-seuuicamenleem casado autor, 2Z
' ra de Santo eWmaro n.. (Mundo No- W
9 ">) (Si
Est sabir a luz no Ro de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTRAHIDO DE RUOFF E BOEN-
NINGHAUSEN E OUTROS,
posto em ordtm alpltabelioa, com a descriprSo
abreviada de todas as molestias, a indicarao phvsio-
logica e Ibera pe u lea de lodos os medicamentos ho-
meopathirot.seuleinpo.de ac^ao e concordancia,
seguido de um diccionario da signilicaiAo de lodos
ot lermos de medicina e cirurgia, e posto ao alcance
das pettoasdo povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO MARAES.
Subscreve-se para esla obra no consultorio horneo,
pall.ico do Dr. LOBO MOSCOZO, ra Nova n. 50-
primero andar, por 5000 em brochara, e CjOOO
encadernado.
para o terso do
...7 k ? ua,"M. e"gajar cornelas .
sexto balalbao da guarda nacional, assirh como sm
meslre para dirigir o memo: quero quizer, diriia-
ro ao maior do mesmn hainil.in .....a- .'
no paleo da Paz,
aphica do Imperio
n 185i ; e roga-se
deB
assgiiate que tenliam a bon-
uscar os suus exempia-
s da ra do Col-
lt^ion. Id-
lORPHtU 3
e outras doencas da pelle.
TTalnro-se ,M Pelle. parlienlarmenle a morpha. di
W ;o consutil jpalh^o do Dr. Ca-tt
sanova, ra d j

O Di*. Sabino Olegario I.udgero; Pinho,
mudou-se do palacete da ra de S. Francis-
co n.fiSA, para o sobrado de dous anda-
resn.6, ruade Sanio Amaro, (mundo novo.)
ao major do mesmo balalbao,
fregoezia dos Afogados.
^ Precisaba de um homem nacional ou eslran-
getro, mas que seja do inleira capaeidade". para ser-
vir de criado a umscuhor de engenho, Irala se bem-
quem preleuder, poje dirigir-se ao paleo da malriz
ue hanlo Antonio, casa de um andar 11. 2.
Urna pessoa qne reside em um primeiro andar.
sito em boa ra da freguezia de Minio Anlonio, que
lem bo'is commodos, quinlal e cacimba, pagando de
luguel 2OO5OOO por anuo, deseja permula-lo por
di orlrm ,ambem em boa ra, mas que nao etec-
aa a 03000 mensaes, a a causa da permula te dir
a quem o prclender : na Camboado Carmo, taberna
n. *6, se dir quem he.
O abaixo astignado declara aoscredorcsdeMa-
noel.asPinlio, preso na cadeia. que em casado
dilo Pinito ensle urna lellra de setenta o lanos mil
tai, porom esta paga como consta dos recibos- de
d.nlteiro qoe reeebeu da thesouraria, e para nao
naver duvidas faz o presente annuncio.
Jos Luiz de Mallos.
Precisa-se .le urna ama para casa cslrangeira,
dcmuilo^ouca familia, que saiba ensommar corA
pcrfeiSao, lenha boa conduda e seja fiel : paga-se
bem : na ra do Trapicho, Novo n. 38.
A Sra. Besire Madelcne relira-so para Eo-
uLS, aIba'.10 ''nado, invcntarianlo dos heos do
fallecido Luiz Anlonio da Silva Burgos, avisa pelo
prsenle credores do mesmo Burgos, que Se o
juito de orphaos.do Bonito se esl proeedendo o Ve -
pecl.vo inventario para qoe Ss. S-. venham ou m
dem legalisar os seus crditos, afim do serem al!
didos na parlilha.-taldino Alves Barbosa. .
O Sr. Joaqum Octavano da Silva tcm-carta
na Lurana n.>C e 8 da praca da Independencia
Precisa-se de urna senhora de bons
costumes e honesta, trae entenda Bem de
costuras e cortar, para acabar de ins-
truir duas meninas: quem estiver neste
caso annuncie 011 drja-se a. ra da Con-
cordia sobrado que tem varanda pintada
de encarnad, confronte a entrada da ca-
a de detencao.
~ f}0"1'!'-** fallar com urgencia ao Sr. A
Jos Coirea, na ruado Vigario n. 19, prime!
uar, a negocio de sed inleresse.
VENDAS.
iiuii "OB
Farinha de trigo marca MMM, igual
marca SSS de Trieste, em lotes de 10
barricas para cima a 52.S000 rs. a barri-
ca : os pretendentes erttendam-se cOm o
Sr. corrector peral- Uoberts.
CHARUTOS.
Na ra do Crespo n. 21, ha para ven-
der especiaos charutos: pede-se aos ama-
dores o especial obsequio de virem ver.
CAL VIRGEM.
Vende-se cal de Lisboa, chegado no pa-
tacho CONSTAXCA, entrado hontem, por
prer^o commodo: no deposito da rita de
Apollo n. 2B.
Vende-se urna escrava parda : na ra Angas-
13 Ri DO
Vende-se um cavallo caslanho, sordo, amlader,
proprio para Ha: no pateo do Terco, taberna
n. ti.
Vendcm-se velas de carnauba pura," de fie 10
em libra, feitas eom perfeiriln. pelo commodo prero
de 142)500 a arroba : na ra Direila n. 59.
Vendem-se 2 novosa bonitos arreios para ca
vallos: alralar na ra da Cadeia de Sanio Anlonio
n. 3.
Cal viraem, chegada honlem, e de superior
qualidadc, por proco razoavel : no armazem de Bas-
tos Irmaos, ra do Trapiche n. 15,
Vende-se urna optnla escrava propria para lo-
do o servido de urna casa de familia : na ra do Pi-
lar n. 50.
Vende-se urna negra com urna.cria, com mni-
lo bom Icilc, e um negro de meia idade : na ruad
Livrameulo n. 4.
Vendem-e tamancos vindos do Porlo, a 500
rs. o par : na ra larga do Bosario a. 38.
AGENCIA DA FODMjAO
EDVYTN MAW; ESCRIPTORIO DE RO-'
SAS BRAGA & C, RA DO TRAPI-
CHE N. .
Tem para Tender um completo] sorti-
mento de taixajs',.moendase meias moen-
da para engenho, cuja superioridade ja'
he bem conhecida dos senhores de enge-
nho desta provincia, dos da Parahiba e
das Alagoas. desde quando tes objectos
do mesmo fabricante erara vendidos, pelos
Si-s. Me. Calmont&C, desta praca.
E MAIS PEGHINCHA.
NA RA NOVA N. 8, LOJA DE
Jos Joaquim Moreira.
Acaba de receber pelo ultimo nato franco*, um
magnrtco sorlimento de borzeguins para senbora,
lodos de ditraque, mas que pela daMci.le/.a com que
d,lo feilos e consistencia da obra', rMRo devem agra-
dar ; accrescendo alcm dislo o prejo, que apenas he
de-29100 rs. o par, bem ionio, sapatos de couro de
lustre para senhora a 13600, ditos de cordavao mui-
lo novos a 15000 ris, pagos na occasiao da en-
trega.
CEMENTO
da melhor qualidade: venderse
M casa de Brunn Praeger &C, ra m
St d,i Cruz n. 10. B
mmmmmmmmmmmim
VINHO CHEBRY EM BARRIS.
Em casa de Samuel P. Jolmston <& C,
tua da Senzala-NjfJva n. 42.
rlda asa Srs. socio 1 a comp.i-
;igo, 22 docorren-
, pata a 1 pr.rovaio dos es-
'da r->ta diteccifo.
na ama' aa s.iiha cezinhar e
cngonmiar perfeilsmanle a Iralnr no largo da fii-
eire, Ubeina d. 1, que faz quina para a ra de
sania Hita. .
Attenco.
Pre- m eaiiiro que enlundt le minde-
"*P" de-ama loja poi balam-o, dan-
fo0.-i-TJ la P^"""' b :ra IVZFJ, """iet.: quem eiliver reslas ci--
30, que alii achara wm quem traiar.
AIu|,'a-aa orna cata nobre, con 'Jtaarlote 4
alai, -udeaeesl wiodoum maro.
Bar ao Sr. Pedio Antonio do Bo-
botica. o. 36,
INFRM'ACO'ES OU RELACO'ES
SEMESTRES.
,,-r-Na livraria n. 6 e 8 da prar;a da In-
dependencia, vende-se relacoes semes-
traes por pretjo commodo, e querendo res-
mas vende-se e inda mais emeonta.
lovos livrosde homeopalhia mefrancez, obras
lodas de summa iniporlancia :
llaliiicinann, lalado das molestias
1 lumes. .. J. ...... .
Teste, rroleslias des meninos ,
Hering. homeopalhia domestica. .
Jahr, pbarmacnpabomeopalliica. .
Jahr, novo manual, 4 volumes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pelle.......
Rapou, historia da homeopalhia, 2 volumes
Barthmann, Iralai o completo dat molestias
dos meninos.........,
A Teste, materia medica homeopaihica. .
De Fayolle, doulrina medica homeopaihica
Chuica de Slaoneli .,......
CasliHg, verdado da homeopalhia. \
Diccionario de.Nysl'eo.......
AlUas completo do analomia com bellas ci-
lampas coloridas, conlcndo a descripro
de lodas as parles do corpo humano 0,
vedem-se lodos etles livros no cousullorio homeopa-
lhico do Dr. Lobo Hoscoso, ra Nova o. 50 nri-
meiro audar. '
ALADLATIM.
O padre Vicente Ferrer' de Albuquer-
quemudou a sua aula para a ra do Ran-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eexternos desde ja' por mor'
dico prero cerno he publico: quem se
quizer utilisar deseupequenoprestimo o,
pode procurarno segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora do dias uteis.
Precisa-se de um feitor para 1
to perto desta praca: na ruada Concor-
dia taberna que faz esquina para a casa
de detencao se dir' quem precisa ;" na
rnesraa tabernase dir' quem vende um
bom cao para quintal ou sitio.
O SOCIALISMO.
- Pel "Mi Abre e Lima.
Acaba de publicar-se esla interessanle obra, que
rala .lo socialismo chritlSo, e tambem da guerra do
enle com loda a historia religiosa a poltica al
as conferencias de Vienna.
O senhores assignantes podem mandar receber
s exemplare, daquellas p. mn n qnem l.veram
a bondadedeassignar.Conlim .ahertaasastignalu-
.mn!' "" corrcn,e m" *- jolho, a 23000 cada
TS Vi? escr'Plorl d Diario de Pernamouro
R.cardo de rretia, o C, esquina da roadoColle-
g.o ; n.s lojas do Sr. Jos Moreira Lope, ra do
Quemado casa amarella ; dos Srs. Siquer & Pe-
dor^!l."! \"T,K0 .1'creir" Brekenfel ra
. d0 Cr"P 'l0 Sr- I-ui Anlonio de Siqoeira, roa
cI,ronica-#*vo- t^'V Kec,fe.; enS Jo aulor j^i e-
. 20S000 a^d.Wda- P!"eo do CollRO "sa ""a nal.-
6B000 2, aS"m COm "M' m"" 'da9 m"mas Pe**as,
fiaom ''BralB- *'ndoo prsenlo mez, vender-se-ha
." '. .* 169000 UD> exon,P'ar aTul9 rs.
." ." .' 6#000
69000
IGjOOO
Brunn Pratgr & C., tem paraSfcn-
da em sua casa ra da Cruz ml).
'Lunas da Russia. ^f
Instrumentos pai a mnsjp
(Meados para mesa.
Guiantes de Havana verdadeiros.
(iomma lacea.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandioca
em saccasquetem um alqueire, medida
velha por o^OOO reis : nos armazens ns.
~, 5 e T, e no armzem defronte da porta da
allandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes & Companhia na ra do Ta piche
n. o, primeiro andar.
Na ra da Cruz n. S6 primeiro an-
dar, vend-seoexcellentevinho de Cham-
pagne, chegado ltimamente de Franca,
e por milito commodo prero, que s se
dir' ao comprador.
Sal do Ass:
a bordo do hiate Angelical), a traiar com Antonio
Joaquim Seve, ha ra da Cadeia do Kecfe n. 49,
primeiro andar.
A 480 rs. o covado.
Alpaca prela de cordSo, fazenda eucorpada e bo-
nila. propria para calcas, jaquelas, palitos e outras
obras : na ra do Qucimado, loja 11. 21.
Vende-se oleo de amendoa doce, em latas de
8, 4 e 2 libras, v^las de espermicete verdadero.' de
6 em libra, ludo a pre;o commodo : na ra do Tra-
piche n. 36, escriplorio de Matliana Austin & Com-
panhia. '
A boa fajila
Vendem-se charnleiras de diversas qaalidades,
pelo haralissimo preco de 160 rs. cada urna :- na ra
do Queiinado, loja de mindezas da Boa Fama o. 33.
VENDE-SE
na ra Nova 11. 38, defronte da igreja da Conceic.no
dos Militares, cadinhos .lo norle de todos os lara.i-
nhos, verniz copal a-900 rs. a libra, muito bom, p-
timas bigornas para funileiro, lesnuras para dilo,
alicates muilo roces, rozetas para esporas muito
hoss, vidros para vidraea, em caia e a retalho, e
lodos os prepares pata oflicina de laloeiro e foui-
leiro. .'
Vendem-se 2 escravas nioulas, sendo, 1 de 25
annos de idade, com I cria de 2 meszes, e 1 de 30 an-
nos, ptima emgommadeira e cozinheira : na ra
de Hortas n. 60.
Vende-se urna loja de mindezas em muilo boa
localidade para negocio, com os fundos que convier
ao comprador. Este negocio lorna-se de muila van-
lagem para quem se qaizer eslabelecer, ao s pela
cata ler commodos para familia eseroaloguel muilo
mdico, como tambem por c-lar muilo afraguezada
para vender a retalho, o que se prova, e igualmente
se alianca no comprador o motivo da venda : a fal-
lar na Boa-Vsla, rua da Santa Cruz n. 30.
Acha-se venda na livraria n. 6 e 8 da prac,a
da Independencia a ctccllenle obra intitulada Gram-
malica Kazoavel da Lingoa Porlogueza,, composla
segundo a doulrina dos melhores grammalicos anli-
go e modernos, de dfferenles idiomas, por Lonren-
c,oTrigo de I.oureiro, obra esla ulilissima nSo s
para os 'principiantes de inslrueao elementar, como
para todas as pessoas que quzerem ter pcrfeilo co-
nliccimenlo da lingoa portuguesa/
Muita atten^iio.
QVendem-se na rua da Cadeia do Hecife n. 47,' loja
do Manuel Vcrrcira de S:i, corles de ganga de cores
para raleas a 25240, chl.is largas para camisas de
homem e vestidos de senhora a 240 o covado, loras
de seda prelas para homem a 800 rs. o par, palils
de alpaca prela a 5& 63 e 79OOO, dilos de alpaca de
seda a 85OOO.
Fazendas baratas.
Corles de cassa de cores cUm barra a 29000, ahilas
boas de cores fivasa 180 rs. o covado, dilas largas
para laclo 200 rs., dilas adamascada azul e amarel-
las proprias para coberla a 240, ciscados francezes
largos de quadrot modernos n 260, pecas de cassa de
lista com 8 vara por I96OO, dilas dequadros a 29rs.
corles de seda proprlospara noivas a20?000rs..cam-
braias Je linlio finas a 59000 a vafa, panno de linho
para lenres com mais ,10 It palmos do largura 4
2.J500 rs. a vara, corles da camhraia de snlpicot a
9880 is corte de easemira de cures a 49000. brm
de quadrinhos a 20 rt. n rovado, sarcelim esotro
com mof a 160 a covado, luvas decores fio da Es-
cocia a 160 o par, esguilo para pello de camisa a
19100 rs. a val*, panno prelo e de cores, merinos
finissimns, e outras muilas fazendas que a dinlieiro
se vendem por preco barato : na loja n. 50 da rn*
da Cadeia do Bccife defroule da rua da Madre de
Dos.
Farinha de man-
di'oca a 2#50O
I
SS*1
POTASSA RRASILEIRA.
I0f Vtnde-se superior potassa, a-
^ briqula no Rio Me Janeiro, che-
gada receutemente, recommen-
da-s< aos senhores de engenhos os
eus bons effeitos ja' experimen-
tador, : na rua da Cruzn. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feroni,
Companhia.
Na oa do Vigario n. 19, primeiro addar, ven-
de-se farelo uovo, chegado de Lisboa pela barca Gra-
tidao.
Capas de burrachabaratissimas.
Vendeni-se capas de ;borracha, o mellior possivel,
por preco que se nao vende em parle aUuma na
rua da Cadeia do Recite, loja o. 50, defronle di ras
da Madre do Dos.
Moinhos de vento
'om bomba-de reputo para regar horlat e baixa,
decapim.nafundiaOdeD. W. Bowman : uara
do Urum ns. 6, Se 10.
AGENCIA
Da Furdicao' Low-Moor. Roa da
Sien zal nova n. 43.
Neste ver um completo sortment de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro balido
e coado, de todos os tamauho, para
dito.
a sa
No armazem de Tasso \\
Ron tas franjascom
cortinado.-*
V os.
tfiotas
-f hi-
para
IO9OO0
83000
73000
69000
43000
10JOO0
309000
d. J8, funde-te loda a qualidade do obra de bronze
a ro'r'funUeTr8 f"- "'U",e 0b ,e"de1"
coS:. Ue'r0 Cm ,0da S PerfCSao i>"V
rr..0aem !?e*r de "na escrava para ama, di-
nja-se a rua do Quermado, loja n. 11.
1 aseu
Sm raa da Cadeia do
I'i
o'ligdl.e julg nii-
em qnem sa jolgar son crede r, qaaii a
tiriofii de ferri-
; a.
da
Bra lodo tervlco .le
a tui das Cruzes n.
I. BBAGA.
^^^^^Hie dirig o-me o
do cor-
jue, defen-
uei ler sido
^^^1 do Oni icnr,, e nao p>r
Dr. Haga, esim
aja, qu indo no i-
ercicio da lupplencia da vara munleipj l daquelle
termo, o qaal felo foi a livranca etn reernap de em
Leandro e D. Joaquina. Tenh repjodd:>. Cibro-
b lt de jjbIio da 855.
-nrari
,l)r. Braga em
rento ana>, si
dendo-me da
ralie^^^H
rnim, v.
pelo Sr
EDOCACA'O DAS FILHAS.
fcalra as obras co grande Fenelon, arcebispo de
Cambray, merece mu particular menelo o tratado
da educado das meninasno qual este virtuoso
prelado ensma como asmis devem educar tuas Q-
lhas,pra um dia chegarem a occapar o sublime
lugar de mai de familia ;. torna-so por tanto urna
necessidade para tudas at pessoas qoe desejam ai-
a-las 00 verdadeirocaminho da vida. Est a rfe-
ida obra tradoiida em porlnguez, a vendo-se na
Imanada praca da Independencia n. 60 8, nelo
diminulo preco de 800 rs.
O Or. JoiiolTonorio Rezerrade Me-
nezes mudou a sua residencia dn na
Nova, para a rua da Aurora sobrado n.
62, que fazesq nina cOm o aterro da Roa-
Vista, e ah continua a excrcer a sua pro-
hssao de medico.
i t. f JANE, DENTKT S
continua a residir na rua Nova o. 19, primai-
^B ro SDisr.
DENTISTA.
2 r. IIHTiVT1
ZVL". 2"XB\oax' denl,sl" fr'""-. eslabele
O cido na rua larga do Rosarlo n. 36, sesnodo 2
S l*^01'0"' den,le""' gengivasarlific ae
nr odHUnra."mp,e,a- 0U ^ d'". com^.
9 pressao do ar.
artificiis, 9
m
Precisa-se de um prelo moco n pin irin.
para o'servico de urna cata de f.Zia paca-se hem'.
a esla lypograplua, que lhe dir com quemdeve
MASSA ADAIANTflU.
1 recisa-se de am caueiro qoe lenha pralicade
liberna e que alia ice a toa conduela : na Caounza
non llrna de Jia de Almaida Ferreira. 8 '
.LLfrT t?'ato.zo'>o chamba denles com esla
ti L""" f "ja o- boa qualidade j he noto-
ntiV,!T,C9mh'ambemcal!"C0m P"".e
aos nrVnH branco"l'' cores igualara muilo
aos proprlo, nalraes. ^ ser procurado ,
fim na roa eslre.la do Bosario n. 2, fronte a
greja.
Iar7. &nEJT*cion deseja.r fallac com arrema-
tanie da liba do Nognoira, poda djrigir-se mesma
llh. ou na roa da Praia de Sani. Bila, sobrado
O abano astignado, solieilador dos aaditorios
acsia cidade, taz scienla ao respeilavel publico, que
tnudou sua residencia para a rua de Saula Tcreza,
casa n. 1 : quem com o mesmo livor negocio, deve
dirigir-te i mesma casa, das 6 horas da manbaa as 9,
a das da larde om dianle, que ah oachar prom-
plo.n fallar a todos. Recite 19 de julho de 1855.
t Tkeodoro de Altntida Cotia;
COMPRAS.
Vende-se unta escrava de 17 annos da idade,
que sabe fazer oservico de urna casa, lava, e tem
principio de engemmado, e. sem vicio nem acha-
que : 110 largo da Penha'u. 8.
COBERTORES DE LA',
Hespanhes, muito encornados, a 0,s', 7S
e 8<000 cada um.
Vendc-se na na do Crespo, loja da esquins, qne
volia pasa a rua da Cadeia.
FAltELOS E SEMEAS DE LISBOA.
Na rua do Vigario armazem n. 7, ha
para vender semeas e farelos muito novo,
desembarcado hoje do patacho CONS-
TANCIA.
Em casa de Timm Monsem & Vionassa,
praca do Corpo Santo n. 15, ha para
vender:
Um sortimento completo de livros em
branco vindos de Hamburgo.
Em casa de Timm Monsem & Vinnassa,
praca do Corpo Santo n. lo, ha para
vender: "
Cemento romano embarricas, chegado
ltimamente de Hamburgo.
i Palitos baratos'.
Palitos di alpaca prela fina, muilo bem cor.idos e
torrados a 68000, dilos de merino verde de cordfloa
<%-00, ditos de ganga amarella, forrados, a 3^000:
na ruadJa-Queimado, loja 11. 21.
Vende-se a casa lorrea n. 8 da rua da Soleda-'
de, com 30 plmns de frente e perlo de 300 de fun-
do, rom cacimba, algumas arvores, c situado em,
terreno proprio : a Iralar-na rua de Apollo 11. 13,
armazem.
Vende-se ama canoa aberla, com ferro e cr-
reme, ludo em muilo bom eslado, que pega mil li-
jlos do alvcnariagi-o'sa : no paleo do Paraizo n. 10.
j ~a yendem-s0 scravos, sendo 1 lindo mulalinbo
de idade 16 aniius, oplimo para pagem, 1 eteravo de
lodoserviro, 1 pieta qutandeira, cozinha bom odia-
rlo e lava, e 1 moleque de idado de 8 anuos : na roa
Direila n. 3.
com muilo boas vozes a
4
Vendem-se na rua do Queimado n.63,loja de Joao
Chrsoslomo de Lima Jnior.
Vendem-se corles de ca.sa prela Ue bom goslo,
pelo diminnlo preco do 5000 : na rua do Crespo,
loja n.. r
. LABYRINTJIOS.
Lencos de camhraia de inbo muilo Gnos, loalbas
redondas e de ponas, e mais objeclos desle genero,
lado de bom -goslo ; vende-se barato : Da rua da
Cruz d. 34, primeiro andar.
Achs-se 11 venda o manual do guarda na-
9 cional, ou colleccao de Iqdas as leis, regu
9 mentos, orden? e avisos concemenles a mlT_
9 ma guarda nacional, organizado pelo capilo
9 secretario ceral do commando superior da
g guarda nacional da capilal da provincia d
9 Pernambuco Firmino Jns de Oliveira, dcs-
' dea sua novaorganisac<1o al S/de dezembro
*? da 1854, relativos nflo s ao prcesso da qua-
lifiCarSo, recorto de revista, ele, ele, senSo
n economa dos co'rpos, organisacao pormu-
9 nicipios, balalhoes, e companhas'com map-
9 pas e modelos, ele, ele: vende-se anica-
-mente 110 paleo do Carmo n. 9, primiio an-
9 dar, *59OOO por cada volume.
Vendem-se em casa de S. P." Johot-
ton & C., na rua de Senzala Nova n. 4 2.
Sellins inglezes.
Relogios patento-inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Candieiids e casticaes bronzeados.
Chumbo cmlen^ol, barra e munjeao.
Farello di Lisboa.
Lonas injjlezas.
Fio de Si.pateiroedevcla.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97.
DEPOSITO DA FABRICA DE TODOS
OS SANTOS DA BAIA.
Vende-se em casa de N. O. Bieber &
C.,a rua da Cruz n. 4, algodao tran-
cado daquella fabrica muito proprio pa-
ra saceos de assucar e roupa para scra-
vos, por prero commodo,
Em casa de J. Keller&C, na rua
da Cruz 11. 55 ha para vender exeel-
lentes pianos vindos ltimamente de Ham-
burgo. '
Vende-se urna balanca romana com lodos os
stus perlcnees.em bom uso e de 2,000 libras; quem
pretender, dinja-se rua da Cruz, armaziDrj. 4.
COGNAC VERDADERO.
Vende-se superior eognac, em garrafa, a 125000
a duna, e 1 J-280 a garrafa : na roa dos Tanoeros n.
I, primeiro andar, defronle do Trapiche Novo.
Chale ce merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendcm-se na"raa do Cretpo, loja da esqoina'quc
volla para a cadeia.
ATTENCO.
Na rua do Trapiche n. 54, ha para
vender barris de ferro ermeticamente
fechados, proprios para deposito de fe-
ses ; estes barris sao os melhores que se
tem descoberto pata este im, por nao
exhalaran o menor cheiro, e apenas pe-
zam 16 libras, e custam o diminuto pre-
co de A(iQ0 rs. cadaum.
Vende-se pipas, barris |azios e bar-
ricas internadas: a tratar com Manoel
Alves Guerra Jnior, na rua do Trapiche
u. 14.
No nnligo
Potassa.
i nntigo deposito da roa da Cadeia VeHia, es-
orio n. 12, vende-se muito superior pohtssa da
ossta, amencana c do Kio de Janeiro, a precos ba-
tatos que he para fechar conlas.
Na rua do Vigario n.l9, primei-
ro andar, tem pana vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, schc-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Vsndtan^a naats modernos pianos, recenle-
menle chegados, de eteellenles vozes, eTJrecos eom-
da Cruz n1" i"* ^ "' B'eber & Con,P,nl,ia' r"
Grande sortimento de brins para quem
quer ser gEmenho com pouco di.nheiro.
Vende-se brm trancado de titiras e quadros.de pu
linho, a 800 rs. a vara, dito liso a 640, gair
amarella lis.i a 860 o covado, riscados escoros a imi-
lacao de ra- emira a 360 o covado, dilo de linho a
1 i ""V,1!? 8baJ, a 160, 'res de lodas as ce-
es a mo, 210 e 320 o covado : na rua .do Crespo
Vende-se om jogo da breviarios em bom'esia-
do : na casa do sachrisUo da ordera lerceira da S.
tnucuej.
NAVALHAS A CONTENTO E TESCWRAS.
Na roa da Cadeia do Recife n. 43, primeiro an-'
n,'n,5r'pU>fl0J*1 Ao** C. de Abren, eaiill-
oeto hahu^Sf- ea[*mIWaUi. de barba feitas
de I ond J^"e,n,e ? foi Pwmlad. na et.Ktsrao
vendem -s, com ^'nS.TT10 M "^ d tocUr
derem o, con?l0d79J*+ pa compra rofttZd^,0Ma"*l? il"*"*
sa ha ricHs leaoariahtel* in,f.ort- *" ">emw ra-
mo fatTicanie. ptr*unl""> "='Pelo wei
-Vendem-ae dou, pano, frtef de'
odos os melhoramentos ma, moderno,
tendo vudo no ultimo navio de Ham-
burgo: na rua da Cadeia, armazem n. |
-I .
Cobre para forro de 20 at 2
cas com pregos.
Zincb para forro com pregos.
1 Cliumbo ebarrinbas.
Alvaiade de chumbo-
Tinta branca, preta e verde.
Oleo de linbaca'era botijas.
Papel de embrulio.
Cemento amarello.
Armamento de todas a':qnafi-~'
lades.
ca-
n.6.
COI PEQUEO TOQUE DE
r Vende-se um piano _
muilo bonito, com muilo pouco n-o : na loja de 4
portas, do Sr. Guimaraes, Da rua do Cabug, se dir
quem vende. Assim como um cordao de ouro do Por-
to com 30 oilavas, e um toucador de Jacaranda mui-
lo bomlo.
Rape era preta.
Chegaram algamas libras desle mai acredlado
rapo arca prela da Baha, e se vende em porr.ao 00
as libras : na rua dr. Cruz n. 1, escriplorio de Anto-
nio Luii de Oiiveira Azevedo.
FARINHA DE MANDIOCA.
A bordo do hiate CONCEICA'O FELIZ,
fundeado defrente do caes do Ramos, ha
para vender muito superior farinha de
mandioca por preco mdico: os preten-
dentes dirijam-se a bordo do mesmo hiate,
ou na casa de seu consignatario Domin-
gos Alves Matlieus.
A otfOOO it. o corte de vestido.
Linda fazeida de vistosos qoadrot, intitulada Va-
lachia : na raa do Queimado, loja n. 2J.
Vende-se mel de furo bom, em barris d 4 e o
em pipa, om o caico ou sem elle : na roa do '.Tr-
menlo n. 32, padaria, se dir quem vende.
Vendcm-se velas de carnauba pura, de G e 10
em libra, feilas com perfeic.3o. pelo commodo preco
do 1 ij.'iOO aarrobu : na rua Direila o. 59.

^ Compra-se urna escrava que seja
moca, intelligente, sadia e sem vicios, -
einbora nenhuma habilidade tenha : aj -T.ila preu de urna qualidade inieiramente no-
tratar-seno sobrado d4 rua do Pilar n.l-va-' com lre* P"1"1" B "' de largura, multo pro-
82. P1'3 P*H m "horas qne usam da saia o timSo :
' vende-se na roa, du Crespo, loja n. 19.
. A 98000 A PECA. '
Vendem-se per-ss de brim fino de linho, com 20
vars, proprio para cerolas, loalbas, lencoes e ontra
muilas obras, pelo haralissimo preco de'98000 a pe-
ra, assim como outras mujlas fazendas que a dinbel-
ro se vendem barato : na roa da Cadeia do Recite,
loja 11. 50, defronle da rua da .Madre de Dos.
VINHO O PORTOSl'I'ERIOR EBITORIA.
Vende-se por- preco commodo no armazem da
doBarroca & Castro, rua da Cadeia do Recife n. 4.
Velas.
Vendem-se encllenles velas de carnauba pura e
de composisHo, sendo c-las do .melhor fabricante do
Aracaty, pelo commodo prero de 145300 a arroba :
na rua da Cruz armazem n. 15.
A ELLES. ANTES QJBE SE ACABEU.
Vendem-se corles de easemira de,bnm goslo a 29,500
4 e 5JO0O o corle ; na rua do Crespo o. 6.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Rowmann, na rua do Rrum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas d-ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, asquaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao'
embarcam*se ou carregam-se em carro
sem despeza a o comprador.
Vende-se um cabrolet e dous cavallo*, ludo
junto ou separado, sendo os cavallos mnilo mansos e
muilo coadunados em cahnolcl: para ver, na co-
clteira n. 3, defronle da ordem lerceira de S. Fran-
cisco, e a Ir.ilar com Antonio Jos Rodrigues de S011-
za Jnior, na raa do CoUegio n. 21, primeiro ou se-
gundo andar.
FAZENDAS DE GOSTO
PARA VESTIDOS E SENIIORA.
Indiapa de quadros muilo fina e padrOet novos;
corles de lila de quadros e flores por preco commo-
do : vende-se na rua do Crespo loja da esquina qoe
volla para a rua da Cadeia.
CASEMIRA PRETA A 4-7500
0 CORTE DE CALJA.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a rua da Cadeia.
. He barato que admira.
Vendem-se saceos com feijao por di-
minuto preco: nos Quatro Cantos.da rua
do Queimado, loja n. 20.
Algodao de sicupira a 2&500 e 3 : vende-se na
rna do Cresio loja da esquina que volla para a roa
da Cadeia.
Alpaca de seda.
Vende-se alpaca,de seda de qoadros de bom goslo
bov arto, cortes de laa dos melhores gustos que
Jo mercado a 4500, ditos de casta chila
lem
a 15WH sarja prela hespanhola a 29400 e 29200 o
covado, selim prelo de Maco a 29800 e 39200, guar,
danos ad mascados feilos em GuimarSes- a 39OO
o^'V^S, ,ro-s, vinda" ,io mesn, 'aara
99000 e 129J0Oaduzia: na rua do Crespo n. 6.
CHALES DE LAN E ALGODAO,
ESCIROS A800 RS. CADA Ifl.
Vendem-^ie na roa do Crespo loja di esquina que
volla para a rua da Cadeia.
CORTES DE CASEMIRAS
DE CORES ESCURAS E CLARAS A 39000.
Veadem-se na rua do Crespo, loja da esquina une
tolla para a rua da Cadeia.
TCT
Deposito de cal de Lisboa.
Na roa da Cadeia do Recite, loja n. 50. continua
a veoder-se barris com superior cal virgem de Lis-
boa, por preco commodo.
III HI.MIJ
Deposito de vinho de cliam-
I pagne Chateau-Av, primeiraqua-
\ lidade, de propnedade do conde
1 de Murcuil, rua da Cruz do Re-
I cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a Champagne, vende-se
a 56$000 rs. cada caixa, acha-se
nicamente em casa de L. Le-
comte Feron Companhia. N.
B.As caixas sao marcadas a fo-
goConde de Marcuile os r-
tulos das garrafas sao azues.
Deposito do chocolate francez, de urna
das na s acreditadas fabricas de Parta,
em casi, de Vctor Lasne, rua da Cruz
n:27.
Exlri.-snperior, pura baunilha. 1#)20
Eitri One, baunilha. 19<00
Superior. i280
QuemcompHirdelO libras para cima, tem um
abale de 20 %: venda-so aos meamos precoee con-
dicoes, em casa do Sr. Barrelier, no aterro de Boa-
Vista n. 52.
Vendt-se acn era cimbeles de um quintal, por
preto muilo commodo : no armazem de Me. Cal-
moni & Cocinanbia, pra^a do Corpo Sanie n. 11.
Riscado de listras de corea, proprio
para palitos, calcas e aquetas,, a 160
covado.
A
Vende-se na roa do Crespo, loia da enquia qae
volla para a cadeia.
Vend m-ie no armazem a 60, da rua da Ca-
deia do Hec fe, do Henryadibson,' os ujai? superio-
res relogios fabricados era Inglaterra, por precos
mdicos.
Vendt-se eicelrenlo laboado de pinito, recen-
temenle chegado da America : na rnt Je Apollo
trapiche do Ferreira, a entender-se com oadminis
ador, do mesmo.
Arreios para m e dous
vallos.
Chicotes para carro e esporas d
ac prateado.
Formas de ferio para fabrica de
assucar.
Papel de pesoinglez.
Champagne marca A&C.
Rotim da India, novo e alvo.
Pedras de marmore.
Velas stearinas.
Pia nos de gabinete de Jacaranda',
e com todos os ultim mekho-
ramentos.
No armazem de C J. Astley h C,
na rua da Cudcia.
SAL DO ASSL".
Vende-se a bordo da barca STATHILDE,
fundeada na volta do Forte do Mattos : a
tratar com o capitSo a bordo, ou com
Manoel Alves Guerra Jnior, na rua do
Trapiche n. 14,
SEDAS DE CORES.
Vendem-se corles de vestida de seda da
prero muito em cunta para acabar: na k
ponas un rua do Queimado a. 10.
VeHs-sel irav* de 36 palmos, de qualidade
muilo bo, pin comieira de ilguma coberla de casa,
2 enlames com 36 palmus cada um, 1 noria de rua
da poslora, 1 rolula nova e outras'^foas : jia ri
do Rfigel n. 21.
Venderse ou arrenda-te o engenho Cratl
liuulo no termo da villa de Porto Caito ; em
nho tem vaneas suflicieule para falrej;
mente lr mil p.les, sendo ot patlMaa muilo
lem lodas s ebras uecestarios feilas de lijlo e cal,
4sios para lavradoretcat:i|ctao> e casa coberla
da lelba, muilo boas m.llas onde te encontrara as
madeiras de melhor qualidade, ala de lodas es-.
las vanlagent tem a de chegarem as bareacas at a.
saccado, de sorle qoe he nwilo fcil o erobat
nstucar : a pessoa que qaiier negoeia-lo, dirija-se
ruada Concordia, ulliroo sobrado ao sal, do Sr. Ma-
nuel Firmino Ferreira, ou ao mesmo
Colcorawe,
REME 1)10* EFFICAZ PARA CALL
O colcorarae alivia immedialamenle c
segundo sna apnlicac*) corla e (orna o ten-pi
eslado de ^exlbilidnde como te tal cilio nao
vesse ciislido : este etceltenla rua do CoUegio o. t, a 18000 o Trise
Rolao francez.
Vende-se o verdadero rolao francez em frascos
de libra e a retalho: ni roa larga do Rosario n. 38.
Rape Paulo Cordeiro.
Vende-se o verdadeira e moila fresco rp"FanIo
Cordeiro : aa roa larga do Rosarf.
Vendem-se afladores finos para navaibas a 500
e CiO rs.: na rualarga do Rosario n. 38.
Vestidos a J ,920
Na loja de 4 portas da rua d"(TRei"ma.1o-n. Id
endem-sc corles de vestidos de cbitadecore* ,boa
r.tzenda a seis patecas cada corte, leudo mailotor-
liinenlo para etcolher.
Vcnde-scou arreorla-se no Corredor da Var-
tea, om sitio nico que la lem portaorfe ferro, com
arande casa de vivenda, estribara, rochelr, el.
minias arvores de frocto, assim como Ierra de
padn : qnem o pretender, dirija-te ao mesmo
qoe achara pessoa habilitada para contrata
lindi, no palacio do btspo,eom o proprM
Vtndem-se chapeos francezes muilo (mscelo
haralissimo preco de 4j)O00 cada am, mas sioll
para quem tem calteja grande : na aterro da Boa-
, ~ Y'nde-se urna parda moca, eom aljumas ha-
bilidades e bonita figura : na rn* do Trapica
Algodao da fabrica de Todos s Silc
Baha .
Vendo-te na rna da Crat a. 1, escriplorio <1
Ionio Luiz de Oliver. Azevedo, o algodao di fi
ca ucimii. he muilo recomroenuado para ret
escravot e saceos de assucar.
Farinha de mandioca.
Vende-se superior teiinha de mandioca em Meca
de ilqueire, medid! Velha, poi barate preco: ao ar-'
mazem da Iravessa da Madre de Dos n. 5, ma da Cruzn. 1, riplotio de AotoniotottdeOli-
veira Azevedo.
Vende-se cognac da melhor qualidade : na rua
da Cruz ii. 10.
Superior vinho de champagne e
deaux: ven*-se em tasa de Schafhei-
tlin & C.tua da Cruz n. 58.
Vendem-se roda de arcos para pinas
como bombas de carnauba:- no armazem deronle do Trapiche do Algodao. '
Attenco.
Na rna da Cadeia Velba n. *7,lja do S (Maaoel)
vende-se damasco de Ha de daas largaras, mnilo
proprio para coberlas decama e pannos de mesa,
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. fibra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Brlin, empregado na* co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagein para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o metliod
ga-lo no idioma portuguez, eim casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
SCRAVOS FGIDOS.
,~ la*10 fln nno de 183t ou principio de
1852, um cabra de ame Franelseo, conhecdo per
Sabia, d leoenle-coronel Manoel >unes de Barros,
moradoi na fazenda Gavian, da comarca Bfr
rizenda ama, .era generosamente sntiflcid : pro-
oceniudo? r'8r d* COnl^, qaem Ur"
Eogio no am !tenda S. Domin-
gos, disliido de Pombal, am mulato de nomoPri-
mo, de io annos de idade, eslalora regular, secco do
corpo, p.!tnas fiaas, roste sardenlo, testa alia tfean-
^H*e encarnicadoa. pones barba,
"""WH tem era urna cdza a costura de
urna fa, ^secador de fnmo, tabaquista, e lam-
be Rollada pinga, lie bem fallante, e lem a falla
el, tm offlcio de vaqueiro, cose de alfaiate e de
sapateim, be muilo sirio pura negocio, e mesmo gus-
te de pesar no alheio edejogar: quem o .pegar,
levando a ieo seultor o major Jos Alves da Nobres*
na referida fazebdi, receber 1OJO00 laikrah'-a
{Do alm da despeza da viagem.
Doiapparecea a 18 do eorrente, Joaquin.
cange, r. presente tet 40 annos, estatura baixa^^H
do corpo, cor fula, cabello cortado-reate, carne t<
breo olhoi. nariz chato, falla de alguna deotes na
frente, pellos pequeos e mrenos, nadegaa iropina-
dat. tem um pe e perita eneliada, tem signies da
relho mu cosas; lcvon om vestido* brinco1 e -
.te rhtta prel, ainRog vtlhot; qoartdo foge ten
tnmeandSr por esta praca e imbilde-
pessoa a poder pegr e levar o J^^^
Cimpos, na rna da Cruzc
pensada.
PERN. TYP. l>fc M. P, DE FaRIA.
18*


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