Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00810


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Full Text
CUARTA FEIRA 18 OE JULHO DE 1855.

Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!,
ANNO xni N, 164. ^^j^Jh'Jlf UARTA FE,RA l8 DE 4U-LH0J,E ,855'
Por 3 mozos a di tintados 4,000. ^H Hk ""*
Por 3 moto, vencidos ,500. <3 P Pr **m adantado 15';
;,mj^f, "^? Porto franco para o subscripto!.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
IRREG-VDOS DA SURyGBIJ-AO. CAMBIOS. METAES. PARTID \ DOS CORREIOS \i'nirwQ T ====== =====
ENCARREGADOS
Recita, .
nero, o Sr. Joan Pereira Mariim; Bshn, Sr. D.
Duprad; Meeei, oSr. Joaqun) B<:rn.ir donea; finphib, o Sr. Gervizio Viclor di Nalivi-
dade ; Nati!, o Sr. Joaquim fgaiacio Pereirn Juoiut;
Arieaty, oSr. AmoniodeLemosflriga;l>ar, o Sr.
Victoriano Augusto Bargas ; Marir.hao, o Sr. Joa-
i|uim Marojo Rodriga j Piauliy o Sr. Domingos
Hcrculaae Ackilee Pcetoa Cearenee; Pira, oSr. Jus-
tino J. Runa ; Amazonas, o Sr. Je;'oyrro da Cus,-;.
/4 e 27 i/8 d. |po
Paris, 3.W rs. por 1 f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Bio de Janiiiro, 2 por 0/0 de rebate.
Accoes do banco 30 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Discomo de Ictiras de 8 a 9 por 0/0.
Prata..
liras hespanholas
fodas de 69400 velhas.
de 65400 novas.
de 4*000. .
atacos brasileiros. ,
i columnaros, .
mexicanos. ,

29J000 Olinda, todos os das
169000 Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 el5
16J0OOI Villa-Helia, Boa-Vista, Ex eOuricury, a 13 e 28
9C000]Goianna e Paralaba, segundas e sexlas-feiras
1940 Victoria e Natal, as quintas-feiras
19940 L. PREAMAR DE IIOJE.
198601 Prmeira as 7 botas a 42 minutos da manhaa
| Segunda s 8 horas e 6 minutos da larde
ADVERTENCIA.
tido pagar a ubscrip-
rao deate DIARIO a 000 rs. o cfuartel
lenti'o de 15 dias do comeo:) r^jepois doJ
que soroca te se recebera' a i#5l)0.
MME FnCir-
Tribunal do Commercio, segundasequinfrfeiraa
Relacao, tergas-feiras e sabbados
Fazenda, ter?as e sextas-feiras s 10 horas
Juizo de orphos, segundas e quintas as iC horas
1" vara do civel, segundas e sextas ao meo dia
2* vara do civel, quartas e sabbados ao eo dia
Goanusrso das ambas,
*s*rtel-f eaaral a* couoadc. a. ara** U
B*nianano m oltaae Bncus.. ai 17 de
Jalao ati 1866.
'ORDEM :BOAN..
reoaat de campo comniaroanlc das armas
. facultativo q j.r etliver dedia
gimenlal, seja iusepai-avel di eslabele-
ito durante as 21 huras! servijo, permllin-
' IP^ia lodad qac vi janlar 4 casa nde:)ii.1o se po-
dora demorar man de H horn, das 2 s i-
i ordem do da de hon-
tm sobos. 83, na parte que mandou daslisar de*
rorpos, onde se aehavanl ad.tdus m Srs. oITlciaes
i|ue na Canfarmidade da< ordem dt ;nveiiiotiuhars
de seguir para as Alago*. Babia u crt'.ii reuni-
Vaalb^'W a Jue nartenmm, visto como
foi rasoivide qne deixassen)
i embareiffm^Spof*fmperatrii\ procedente di
f senh res ofliciaes coiilinuam addidos
lando o ierv(o que )hes romiwlir, al qae se
! occasiao de egurem [ara o seus des-
linos.
Josi Joaquim Caclko.
lo Leal Ferris a, ajadanlc de
ordena eucirregidc do detalhe. -,
EXTERIOR.
AFRAQUEZA DA GUERRA.
retlabaiecer proiti pamente e fir-
v
I
riar-w nenio a paz ? T..I lie ,i queslao, qu<
lie o objl e toda a* preoccupare <> de todas
as conversados tai Paris, era Londres, en Vieona,
o em Berkn oada a fraqueza da guerra comeen a
maoKastar-ie; mas cada um lem sen modo decora-
preliender p reiUbnleciroento da paz e sua con.soli-
aatas o peinadores, joroalistf s e pnbli -
oeonnordo*; a AtumbUe nationalc tt>
rmipreliende a pat armad, a paz cororme com esto
i: Si tis pacem, para bet'um, a paz
lllagka, i c mlermitlenle, ao pano qoa a Pr
ihde soMo a pozarla, ,\ paz contarme
Mxiasa : Siitti pacem para pacem
a paz rs-ioi al. a paz deRnltlva.
rabeau entenda a pai, quando
diziaa2diagododel790: ,. .
i oa qae a Eoropa oau ser mais qut
urna grande familia.
Ule proceder boj; efundo o que
nidia; ie vencen'l i o iulorvallo,
lo lestino, quo a es|iara, po-
adej o sigaa! des,n benevolencia
repara o rcconli?ciircnto dos dlrei-
de deliberar sobre as
ipa necenioVidii poli.
I'ca.qnsn* o) Uouvermais nem leoota ncm es-
crave
rfnra neerssidade de nlliados, qoando
nao tivy B*uioimigo? **
a. Tartas "o estoja longe le nos ..momento em
quoa liberdade, reinandoaeni rival nos ous mun-
* *Hfc2f'*,f-)t3(Pt? < philozophia, alnolva a especie
ae de guerra e proclame a paz nni-
vrsal. J o eco morir o pacto di feiracau do
~ .ero humano. *
Ha ilesio inodo uue o anlor do Qucro dnt rcrolu-
cu do tyslemi poltico da Europa, llr. Frcdcrico
Ancilhi, o mprebendia,qoando faiia lobresaliir
rmos o msl, que inulta dasiuicnca de om
Iriboaal revestido do direilo de chantar o* governos
e manido de ama ("orea sufllcienle
para fazecriipeilar saaa decisfes:
rtcs1 estados, qoe cohicm a noperficie
di. Rtoboi tfc poMatismorae., tobe, s-re racienaes
e livtasjaomo e individaos qae i ceropOe. O poder
'v wtSrana, *n cada um delles, he o (rincipio vital,
o laeo da aiciacao, a chave da aboba Ja do edificio,
n* aj se pode tocar sem perico c sem crime.
Alma coi-po poltico, elle pen-a, q, cr, obra, lem
direitoj e obrtgacDes e deve isajlmcnle manter ana
eeutjprir otstros. Os soberanos e os etado i, em sua
qualidade df pessoss moraes, sao sujeto a mcsms
hi, que servo para determinar asridacoes dos indi-
viduos! sda am debes teai sua esphera joaclivi-
dide, qae (pitada pela dos oulrcs; onde aeaba a
liberdade da as, comee* a de ouiro e sua* prnprie-
d.ides respectiva sao igualmente sagradas. Nao ha
?id* principio* dejuitira difTerenl?- um par os
p irtleolaras, oatro para os esUo"os. Anteriormente a
loda coovboqSo eolre os soberanos, leve se admillir
;|1^bIbI 'nl ''" eenttt< I"'1 resulte da
**&* ainiloS povos, eollocailo ansio la-
onlra a llieoria das obripares, s
quaes es estados podem constraugrr legilimamentc
- Mt os ootros, se lem o poder e os neios. '
Este direilo eziste, mas falla-llie ama garant
eiterna : nao tem poder de coaesao, qie pessa for-
maros difrerentuetados a nilo se desviaren- em saas
rHacoes da !inba Ao jaslo. Os indlsidios lem
a ulia mm. (*)
Ver
ataasa C. fteyaaud.

XII
(Continuarlo.)
tirando s eom o conde, Miml ezclamou .ilegre-
nient* :
Ah I trnum vamos rir um poooo !
laso mtsroo tie o que qoero, responden elle ;
nas dlze-ve primeiro, porque eslavas lao ifria do-
mate o almoco t aj-,
Porque vi as sobrancellia frar.zidas do senlior
'Mvalleiro, rrapondeu ella desearadaminle.
Eii-aqui tena anno*. tirnon o conde ti -ando do
bolso ama donas Incetlnha imbntida! de lo.irlim e
de prata, qae fabricam-e em Bombaim.
Coiitaitqs 1 gosto multo delles 1 c-zctaninti Mi-
mi abrind* boeeta..... Ah sao monda le viole
franeos !
gurado sens dreilos, creando urna garanda ao for-
maren! a ordem social, e por este faci sahiram do
estado da nalurea. Os soberanos pois esUo ainda
ueste estado, porque anda nao crearam esta garanta
commum de sua eiisleocia e de seus direilos, e cada
um delles heounicojuz e defensor do que Ihe
prlencie exclusivamente e do que os oulros devem
respeitar.
Na falla desta garanta commum de sua exis-
tencia ede tas direitos, que tem fcito sua siluacao
precaria em todos os lempos, os soberanos se lem li-
gado reciprocamente por contratos chamados trata-
dos; tem usado da prerocaliva de lOdas as pessoas
'ivres e moraes de eeder, adquirir e trocar direilo.
O coiiliecimeiiln deles tratados forma o direilo das
gentes convencional o o direilo publico; mas esles
tratados lem sido feitos e violados com urna facili-
dade igual. Nao sendo garaulidos por urna vontade e
um poder que podessem assegurar sua eiecuco, el-
les tem dado nascmenlo a novas | violencias, tem
multiplicado as olTensas e as queias e nada lem
obstado. A regra dn justo condemna sem duvida es-
lasiafraccs e os principios do direilo ordenam que
o estados, como os particofares, cumpram suas pro-
messas; mas estes principios despidos do um poder
de coacta su luciente para os fazer respeitar, lem
existido na theoria sem dirigir a pralica.
Aqu apresenl.i- ressar vivamente a lodos os amigos da humnala Je.
O estado da nalurea, em que vivem ainda as socie-
dades urnas a reipeilo das outras, he um estado con-
trario i felicidade e ao deslino do homem; um estado,
onde a forra nao existe seuao para o proteger e pu-
nir os violadores. Esle estado eternisa lodos os males
reunidos no flagello somente da guerra; accarreta pe-
rigo, que reuascem sempre ou pelo menos cnlre-
tem rivalidades, receios perpetuos e provoca mani-
das de precauco, qoe em si mesmo s,lo j um mal
real. Os estados na devem porvenlura procurar sa-
bir dcsla situadlo vilenla? Nao devem dejeja-lo vi-
vamente E quaes sao os meios, que parecem mais
apropriados para esle Gm t
Mr. Ancillou examina successivamente os .que
lem sido propostos, a aber : a monarchia univer-
sal, o esiabelecimcnfo de um tribunal soberano das
nacoes, a generalisacao do rgimen conslloeional,
os progressos da razio e dt, moralidade, e os ach
igualmente impotentes.. Eis aqu o que elle diz
particularmente dos progressos da razio e da morali-
dade :
Finalmente ser dos progressos da razio e da
moralidade, que se deve esperar esta garanlia da
existencia o da independencia dos estados ? A forr.
moral substituir ella algum lia a forra pbysica,
que conlm os individuos da sociedadt? Por bailas
e consoladoras que sejam eslas ideas, ellas n.lo me-
recen) grando alten rao; sao vapores asrndaveluien-
te coloridos, que nao tem nenhumn especie de con-
6 Quartominguanteaos 12 minutos e
40 segundos da tarde.
14 La nova as 2 horas, 21 minutos e
Ao segundos da manhaa.
52 QuartocrescenteasShoras, 30 mi-
nutos e 40 segundos da manhaa.
29 La cheia as 4 horas, *44 minutos e
33 segundos da manhaa.
16 Segunda. N. S. do Canso; S. Hilariano.
17 Ter;a. S. Marinha v.; 8. Aleixo.
18 Quart.S.Rufinob.,SfcF!^M3eMatonio
9 Quinta. S.Vicente dePanlo ;S. urea.
20 Sexta. S.Jeronymo Emiliano; S. Elias profeta
21 Sabbado.S. Prxedes v.; S. Daniel profeta.
22 Domingo. 8." Hara Magdalena (a peceadora
do Evaogelo) Ss. Menaleo e Vadregeaito
atencia.
..... (,s principes e os pavos, os ministros e os
demagogas, arrscenla elle, lem multiplicado sen,
duvida as guerras sen necessidade; mas s guerra8
dependen! essencalmonlo do estado de naliircza, em
que se aeliam os gov rnos azis a respeilo dis ou^os.
As guerras injustas nascenvda falta de nina garanlia
commum o provam a sua necessidade; as tmerras
justas nao ao masquo o emprego legitimo da foiea
para Tazcr Iriumphar o direilo; ellas sao as relacoes
de nic.ii prra nar.le, u que as medidas coercitivas,
asfpcnas, os suplicios So aas relacoes de individuo
a individuo: meios de asse:rurar o reinado da jus-
tica pelo desenvolrimento do poder
lie asum que o autor da Soeiedaile primaria, Mr.
de f.imenoajs, a cmprchenJia igualmente e concor-
davacom Mr. Ancillou no mesmo pesmenlo, ex-
pressadd desle modo :
O universo nao he senao urna grande sociedade,
na qual cada ser, unido aos aatros seres, ejerce co-
mo um orgao particular no corpo vtvo. as, funcces
proprissi necessarias para n conseifacjlo integrando
lodo n de seu desernolvimento; e a sociedade resol-
vendn-se em a unida le, o principio da unidade ser
o principio da sociedade.
Se bouvesse entre os povos Iribunaes, cujas sen-
tenras tiveasem urna sanecao siffleienl, assm como
existe enlre os individuos, ver-sc-n pooco a poaco
mudar-re a opinulo iobre ludo quanli diz respeilo n
gaerra; ella inspirara o mesmo horror qae inspira
qualquer onlra especie de monstro, porqne nao se-
ria mais com effeito sen.lu o homicidio puro e sim-
ples. Os desenvolvimeolos futuros da cvillsneao n-
nunciam por ventar ama instiluirao provavcl Eu
o creo.... mas seria mijler que lodos os velhos go-
vernos de familia e de casia desapparecessein com o
direilo, que Ibes serr de base, n
O mesmo pensamenlo se aeha impresso nestes
lermos na obra intitulada : 06ra de L. N. Ilona-
parte :.
Fallam-sc de Iotas interminaveis, o entretanto
fr fcil ans soberanos consolidaren) a paz para sem-
pre : consultan, elle- as relanes e es cnslumes das
diversas naees entre si, dem-llies sua nacionalida-
de e as instituinies, que reclamam, e lerao adiado o
verdadeiro equilibrio polllico. Enlllo lodos os povos
sero irmaos e se ahracarao face da tyranaia des-
thronada.da trra c\ nsulada e da bumanldade sals-
feila. ;t. t, p. 81.) i)
--- ll
tres qaailos do hora depois de meio-dia ; te-
- ir putear ao alto mar. Queres,
de
les, ahi ha cem que comprar con- Cnnlieco Joilo, lie um espirito sempre enlrettue
taito e ouln a aljama influencia que o domina sem sen conheci-
da, senlior conde, repeli Mimi menlo. Confcsso que esperava qoe durante esses
nettendo eom negligencia a boeeta no bolso
mos tpinpn
Mimi ?
Com muilo gosto exclamo ella contenta.
Essi proposta acaoava de fazer-lbe comprehender
que o conde na entava iuleiramenle absorto pela
alegra do lomar a ver soa familia, e a rapariga con-
cluio naturalmente que enrslana linda a mesma
necessidade d ser dislrahida e lisongeado. Mimi
nflo enganava-se ; o condeja havia eoiilrahido o ba-
JhIo, o eslava mullo mais subjucado do que ella po-
Uia snppor.
;* Antes da lior do janlar madamesella de Kerbre-
jean e o lio desceram an salao esperando achar ahi o
conde ; mas esle pasieava,ainda com Mimi.
Vou ao seu encontr at ao lrraco, disse Ire-
ne envolvendo-se ein am manto ; a noite approx-
ma-se, c elle n.lo pode tardar.
' -O cavalleiro ficon sosinho alirando o logo. Um
inslnnle.depois entrn Gertrudes mu pensativa : Pe-
Ironilba dern-)he par le de lado o que se passra nes-
oito dias, e ella linha como um presentimehto da
influencia fuqesla que Mimi poderla lomar sobre o
conde. A cnusa parecia-lbe 1,1o grave qoe ella nao
hesilou em expd-la ao cavalleiro ; porm este nao
romparlillioii suas apprehensoes, e responden :
de Henrique IV, de Luiz XIV, de Car-
leao, lu, que foste sempre para o oc-
uropa a fonle do progresso, la que pos-
nlentaculos dos imperios, o ginio das
seo genio da guerra, nao lens mais
11 para cumprir ? Esgolars tuas for-
ergia em hilar constantemente com tees
7 Nao, nao pode ser esle o leu des-
ira n dia em que pan governar-te, de -
ender que tua missau he por em lo-
1 ostraBaos a la espada de Breuno em favor da
(tV l,p. 193.)
annos qoe polmica procura fazer
dameale a vanlagem da allianca iagleza
u da alHan<;a russa, como se fosse preciso absoluta-
mente que o Franca se ligasse inleiramente com u-
ma deslas ditas grandes potencias.'Ouvindo-se soar
eslas duas Rieses no mundo poltico, parece que a
Franja lem necessidade de oulra forja diversa da
sua para ser ouvida nos congressos dos tais. Nao
pretendemos que ella deva ficar s, e nao tenha re-
lajocs francas e amigaveis com ninguem, mas ere-
mos qne urna allianca- deve ser o resultado de tan-
gas relacoes benvolas entre as nacoes, e n3o o
fruclo de om arrebalamento. Eis-aqui as palavras
do imperador NapoleSo :
A Franja por sua posicSo geographica, riqueza
do seu solo o energa iulelligente de seas habitan-
tes, be o arbitro da locUdait europea ; ella esque-
ce mssao, qae. a uatoreza lbe impe, quando se
faz conquistadora, e a desprezs, qoando obedece s
obrigajes de urna allianja qualquer. Ella he pa-
ra as najOes da Europa, o que o leao he paraos se-
res que o cercana ; ha pode mover-se sem serjpro-
teclora ou destruidora ; presta o apoio de soa forja,
mas nao o Iroca jamis era seu proprio interesse por
um soccorro qne Ihe seja necessaro para sua defe-
za. Sua propra forja sempre Ihe he bastante, ainda
mesmo qoando ella so acha moinenlameamcnle cn-
fraquecida pila eufermidade +rs najoes, as dvises
intestinas, porque sii Ihe he bastante um esforjo
convulsivo para punir os inimigos de lerem o osado
chama-la para o combale.
Em 1793, loda a Europa eslava ligada contra a
Franja. Cera mil Vandeanos pagos pela Inglater-
ra, amcafavam Pars; um milhao e Irezentos mil
Francezcs se flzeram soldados pelo amor da patria,
e nao como se tem podido dizer, para fugir alma-
diad inba dos Helores de am Hobespierre ou de um
Couthon. A liga foi vaaeida e condemnada a reco-
nhecer a repblica. '
1814 e 1813; seu aoalmenlo comparativo era
mais que compensado pelas vanlagens de sua uniSo,
de sua obediencia urna s ordem: nem a oc-
cnpajao do Paris, nem a balalha de Walerloo a
con lemnavam a passar por baxo do jugo. O gene-
ral Bonaparle a leria salvado, o imperador a per-
deu abdicando.
Quando se lem a honra c a felicidade ao mesmo
lempo de se pcrlencer Franja, deve-se compre-
hender todo o alcauc desta posic.to ile favor e nao
Iraniformar-se de uaro-ol, que se he, era tiarSo-
tale lite.
7C!W*j|j|err,i, 13o poderosa como he, nao pode
inlcrvir 9 \m os negocios do con I me nlc com loda
a imporlancAMliuirnieiro lugar, da necessidade
lem de npoiar ~ro Vi en na, em Paris ou em S.
Peteisburgo.
a Firmar a p -nao he manler por atgnns annos
nina lr.ni;iijjj|a*agc taclicia, lie trabalhar por fazer
desapparecer odios eu%e as najes, prolegendo os
iuieressis, a'-tendencias de cada novo ; he crear
um equilibrio juslo enlre as grandes potencias, be
finalmente seguir a poltica de Henriqne IV, e ia0
marcha desastrosa dos Stuarts e de Luiz XV.
Abram-se as memorias de Sully, e vejam-'se
ojnaes erftn os grandes pensamerilos do homem, que
tinha pacificado a Franca e fundado 1 liberdade re-
ligiosa. Para eslabelecer slidamente o equilibrio
europeo, Henrique IV previa que era mister que
tosas ns nacoes fossera igoaes em poder, e que ne-
nluima dominssse as outras cora, sua preponderan-
cia ; previa que, para os pevos como para os indi-
viduos, a'igualdade somanta he a fonle de toda 1
juslrj.
c lleniiqae IV linha levado ainaior parle da Eu-
ropa a roadjuva-lo em seus designios humanlarin--,
e quando o ferro de om infame assassino veio arrnn-
^ar dias tao preciosos, elle reuuia om immemo ej-
ercito compotlo de contingente* europeus propon-
io-te ao fin, nao de urna eonquisia estril, mas
da paz universal. la obrigar a Hespanha a reco-
nhecer a igualdade e a independencia da*s najoes, c
Uvera cslibelecido urna especie de areopago desti-
nado 1 resolver pela razao e nao pela forja hruli
as quesldes de poro a povo. (1. III, p. 117.)
Eis-aqui com Mr. de Gemond expe em sua
Historia da Franca este pensamenlo de Henrique
IV:
Henrique IV, que linha um genio admravtl,
havia pensado, em crear um tribunal poltico dos
res segundo 01 principios, que von apresentsr.
Como formarara-se as sociedades ? pela renuncia
absoluta do direito, que a nalureza parece dar ao'
hornera jbre lodos as cousas, pelo sacrificio ao in-
leresse^ co',-pela reuna o dd lods as vonlades
- Queres vir passer l fura ? pirgunluu Mr.
de Kerbrejean. Ha poaco sahi, e idnu o sol agra-
litvel.
Is bum, vamos, responden a lapariu'a ate-
os caminhos nao estiv?ssem cheios de
idea.
, T sempre, die o conde tomando o
cli li
Sahiram jnntns. Mimi nao alreven-se a lomar o
: roas caminhou an lato delta briu-
om seu par. mdinaric. O ar
i>ilamenle, uir rento brando
a, as barcas dos peladores rcuni-
qoalro annos elle (ivesse sabido um pouco da espe-
cie de ahalimenln moral em que linha cahfdn ; ago-
ra recnnlicjn que era urna illnsao : nada nelle mu-
dou senao a eurpotancia e a cor dos cabellos. Ape-
zar de sua curta inlelligenca e Va fratfieza de seu
carcter he incapaz do fallar a cortos deveres. Nao
vejo inconveniente em que Mimi faja-lhe companhia
quanto quizer ; demais isso nao durar mailo, pnls
voo tratar seciamenlo de casar esta rapariga, e ain-
da que seja-ii|e necessaro duplicar o dote que Ihe
dar o lio Tirelon, touseguirei achar-lhe utn ma-
rido.
Era quisi noile quando o conde volltu .10 caslel-
! lomra-lhi' o brajo e Mimi seguia-os can
-. ~~ r~ r V-. ----- ------- -------- .-- U .,a ||.y 0 ,|B I lili a>CKJ3 1,1111
baha forroavam umi frols prestes, la rolando. Todoi asientaram-se jonto do fngao an-
tes de prem-se a meia,
brinho
e o cavalleiro disse ao so-
gaamarp
Mimi parou, dizendo:
Is commodo e igridavel pisseer So nao tivetset voltado lio larde, (eriamos po-
e arrasSar os sa jirtos latir o dido lanjar a vista sobre os quarlos, onde quero met-
:MS,Ioa ler os obreiros quaiilo antes.
ha opiniao responden o Quaes quartos t perganloo o conde.
'"AtasS*; aStsavam ,.bre *s onds, A'"t- --,"""-- Ker,ion e.a fi.ha
ogavam soore as ondas |>io da oceupar esta
ide tiro j o mlngio, 1
Vade o Diario a. 162.
irimavera. Eu j tinha Jado
ordens, e a obra devi.i eomerar em nossa aosencia ;
mas agora dsrs lu ipinao, e dirigiremos junios os
obreiroSt Ser necesiiaro lambem fazer alguns Ira-
i balhos no jardim ; pois Irene qoer ama estafa serai-
lhanlo.qdella que navia em Neullv debaixo de soa
varanda.
Aft meu lio, en diue-lhc isso 1 exclamou
Irene cerando como se essas palavras conlivessem al-
guma allusao.
Oh Dos, nao, responden o cavalleiro com
am sorriso ; mis adevinhei... Quando tvermos pre-
parado rsse retiro, goiiaras de ir assentar-te la com
Latas.
Ah mtnha boa e linda I.uiza 1 rourmurou
midamesclla de Kerbrejean ; quanto prazer terei de
tornar a v-la !
No dia seguale o cavalleiro percorreu o caslello
formando seas panoslos quaes comecaram logo a
ser poslos em execujio. Os melhorcs obreiros dos
arredores foram chamados, e emqaanlo ans traba-
Ihavam no interior, oulros revolviam o jardim.
XIII
Menos de urna semana depois da volla dos Ker-
brejeans, Celestino Piolot chegou orna noile a P...
Icndo o bastan de viajante na mao e o alfnrge s
cosas. Embora eslivrase morrendo de fadiga, pas-
sou (liante de sua casa sem parar, e conlinuou a ca-
minhar al u lugar em que depois de ter dobrado
um promontorio pequeo avislava-se a baha, no
fundo da qual era situado o caslello. O lempo es-
lava sombro, o vento soprnvi do lirgo, e o mar agi-
lado quebrava-se contra os rochedns com um maru-
llio rnoco e profundo. No primeiro plano as sinuo-
sidades da praia, e as rampas alcatifadas de relva
confundam-se as Irevas ; alem detsas linha* con-
fusas a habilajilo dos Kerbrejesns elevava-se como
orna massa negra semeada de ponto* luminosos, e
mais longe ainda o cimo das arvores seculares dese-
nhava-se lirmemenle em um roo malisado de estrel-
las brilhantes. Ao aspecto dessa paisagem nocturna,
Celestino parou com urna eraocao inexprimivel, la-
grimas de entemecimnloe d amor correram-lhe
dos olhos, e ello murmuren Iranspassado de alegra :
Ao menos agora poderci avista-la todos os
das...
Depois volloo para a casa quebrado de fadiga.
Magu ja linha corrido o ferrolhe da porta ; mas rt-
conhecendo a voz de seu joven amo, acudi com a
canda na m9o, e exclamou :
Jcsui! j volla Eu nao o espesava; todava
achara a casa limpa e ludo em seu lugar. Entre lo-
go ; no fogao ha fog6, o tem r incommodar os vizi-
nhos, terei com que preparar-lhe urna boa ceia.
Quero johreludo descansar, responden Celes-
lino eguindlr-a a passo pesado.
Como est magro e (balido! exclaman ella con-
lemplando-o. Ah meu pobre rapaz, acaso voss
portou-se como o lilli prodigo t
Celeslino nieneou 1 rabeja, e respondeu sorrindo
tristemente :
Nao foram os prazeres que pozeram-me assim.
em urna so,.armado do poder coactivo c coercitivo
eucarregado em fazer juslija a todos. Pelos mea-
mos lace* o debaixo das mesma* condienes he que
se devem unir os dietas das najSes. Sem um tri-
bunal pollco drif*reis, armado do mesmo modo,
lodos os (retados das potencias nao tarto mais forja
do que teriam os contratos enlre particulares, se
nao xistissem os tribunaesde justija, quensfizem
executar. Na Europa, as allianja tem feilo de to-
das as casas soberanas urna s familia ; mas he no
seio das familias que nascem as quesles dos re,
como sao enlre particulares no estado selvagem ;
conviria pois que ellas se rtdazissem a quesles or
dinaria, qae focena julgadas asa appellajSo para
a Dieta perpetua dos reis.
Este prnjeeto de nm novo tribunal amphycioui-
co, concebido por Henrique IV, Sully, Elsabelh e
o duque de Borgouha, exposto com clareza por J.
J. Rosseau, he o que o genio do homem lem imagi-
nado de melhor para a felicidade do homem.
Mas esta unan dos reis lera condijes Como o
orgulho dos diademas soflrer leis i
Nao ; mas os reis, pelo inleresse geral, por seo
interesse particular, se submellerao livremenle ao
tribunal dos reis, do qual todos elles serao mem-
bros, e cada um ser o dieta por sua vez.
o Demais no estado de guerra, nao soffrem os reis
lodos os dias as leis da forja e da injastija 1 Pro-
pem-se-lhe impor a e mesmos a tai di razao e da
equidade, e mostra-se-lhes o valor delta : a segura
posse de seos estados, seus direilos regulados sem
demora, sem incertezas, sem despezas, sem riscos,
sem effuso desangne ; a paz no interior e no ex-
terior o augmento das riquezas.
Mas quem se encarregaria de formar esta u-
niao, reunir lodos os reis em urna liga commum,
qaem 1 iqaelle qne sor mais digno, o mais benfi-
co ; eis-aqi a consummacao da paz perpetua.
Se, como lodos cnnfessam, anligos e modernos,
imperadores e reis, estadistas e Iliteratos presado-
res e tribunos, philosophos e pnblcitlas, a paz he
um bem e a guerra um ma, sobre quem recabe a
responsabildade deste mal 1 A gaerra nao e faz
por si mesma o s; lem suas lea, lem taus usos ;
nao apparece entre dous povos, declara-se de go-
verno a governo. Se os governos nSo p'erdem jamis
a occasao de escarnecer o revolucionarios, que
prelendem estabelecer a liberdade pelo terror, por
ventura tero os revolucionarios por sua vez menos
razao para escarnecer os governos, que prelendem
estabelecer a paz pela guerra ? 'A paz nao lem si-
do airuh,, senao a fndig da guerra e nada ma, al-
gumas guerras lem durado Irinla annos, que frac-
tas lem preduzido ? Vollaire diza : e Nao so tem
de a farem logo ? i> Vollaire tinha razao, somos ohr-
gados a convir e o que completara a nossa conver-
sa contra a guerra, se algum dia hoiivessemos sido
seus partidarios, seria ainda mais a sua fraqueza,
do que o estrago, que ella cansa, o sangue qu
derrama e os railhes qoe consomm. (Presse.)
A PAZ.
Depois de algum lempo que a paz esl em Indis as
boceas c nos bicos de todas as peonas, tambera de-
sefariainos cnconlra-Ia Nos fados, urcm era vo a
procuramos ahi. Ha vitv'eincoUSs que come-
jaram as conferencias de Viena ; porvenlura ja
chegaram ellas, em um s dos qualro pontos, a am
resultado satisfactorio ? Provavelmente nao, e em-
bora a anciedide extrema da opiniao publica *s
governos conservara um silencio, absoluto, --por
conseguate consideramos como maito irreflecldas,
se nao sao all'ecladas, as esperaojjs de certas gaze-
las, e entendemos quo poupamosaos nossos leitores
muilas decepjae, acautelando-os do urna
sa seguranja.
engano-
A guerra pode lerminar de dous modos : ou co-
mo-um processoconlra litigantes enojados, on en-
tao como urna quesillo resolvlda por estadistas pers-
picaze.''fio primeiro cjso a paz ser um expedien-
te, 8 resollado de comMnajocs tarluilas, incerlas c
pasiaseiras ; o inirago nao depor a armas male-
riacs, icuao paro lomar oulras moraes e occuliis, e
em pouco lempo se vera' quelite tem lucrado mais
eom urna paz mal taita do qae com urna guerra
feliz.
A primelra condij para ler-ae urna boa paz, islo
he, urna paz que no futuro de/a-todos os estados
garanlias reciprocas, he couliecer bam as causas
da guerra, que agita 1 Europa,; mas para lodos os
homens capazes de observajao, estas cansas sao co-
nhecidas. A origen) da desordem cela* na cegoeira
dos estadistas, que nos interesses commons dos di-
versos povos, nao lera podido achar os meios de pre-
venir ou reprimir em lempo as ambijOes e os aug-
mentos de poder capazes de perturbar a harmona
das relajees geraes. Esle erro tem Introducido
no sjslema poltico da Europa am principio cons-
lanle de inquieta jJlo, de veraalilidade de sgilajao.
Elle tem impedido de deierminar as bases do equi-
librio, que deve pezar os dreilos, ns deveres e o* n-
leresses respectivos dos estados designaes em forja,
e todava em taladlo e em lula mais ou menos cons-
lanle, mais ou menos immediata.
A marcha gradual deslas cansas e elidios no
es-
Tamben n3o foi o trabalho, rcpleou a velha
vendo as maos do joven obreiro.
Ah I tornou jislc depois da'ler lanjado om
olhar em torno de si, antes quero estar iqui do que
em Pars 1
Tem razio I exclamou Migui, vosse aqu est
era sua casa.
Depois de um mcmenlo fie silencio, Celeslino
acrescenloo com o corarlo palpitante e a voz tr-
mula ;
- Qae taz-sA por aqai ? Tem visto a gente do
castalio?
Oh ha novidades, respondeu Magai vivamen-
te. O senhor conde chegou.
Ah 1 exclamou Celestino, eis porque a senho-
ra Irene vollou !
Ja sabe que ella esl aqni peeguntoo Magu
admirada.
8im, soube isso vagamente, balbociou o man-
cebo ; mas voss deve sab-lo melhor do que eu, se
vio madamesella de Kerbrejean. .
Ainda hoje cncontrei-a porta do caslello com
o senhor cavalleiro ; ah eitavpm vigiando os traba-
jadores.
Ah I ah elles edificam ?
Nao ; mas fazem grandes reparos e aformoseam
o caslello lodo. He ahi que haveria agora tarefa
para um bom obreiro como voss...
Celeslino nao fez caso da iosinnarao ; apoion-se
ao colovello cora ar pensativo sobre a mesa, e ape-
nas respondeu por monosyllabos aos discursos da
velha.
Na manhaa seguinle quando o cavalleiro sabio,
acbou n porta do caslello, Celestino Piolot que o es-
perava, O jnven obreiro tornara a tomar o barrete
ea blusa, e linha debaixo do brajo um sacie/que
continha seus instrumentos de serralheiro. Apezar
de urna noite do repouso e do almoco conforlativo
que Ihedera Magu, linha anda o ar fatigado, e seu
semblante pareca revelar lougas privacOes: pal-
sao lonco que o devorava fizrra-lhr- a m'esni.is des-
truijocs que a miseria e os eicessos. O cavalleiro
foi locado de compaixao sua vista, peoiou que o
ardor da mneidade tnlin-o arrebatado, e'que elle
vollavn biimilhado, abnlido e sobreludo arrepeu-
ddo.
Bom dia, meo rapaz, disse elle eslendendo-lhe
a man. Voss esleve-em Paris, a parece-me qae en-
contrei-o duas 01: tres vezes. Esse lugar nao foi-lhe
favoravel segando vejo, e voss fez bem em volUr.
Diga-me qne pretende fazer agora, e se posso ier-
vir-lhe em alguma cousa.
O senlior cavalleiro he mailo bom, respondeu
Cdslino animado por esse benvolo nrolhinieuto.
Ouvi dizer que V. S. aformoseava p castalio, e ve-
ndo pedr-lhe trabalho.
paco de sessenla anno lao fecnndo em tundes
nconlecmenlos, teslt sorprendido a todos Melles
rujas cunibinajees ephemeras da poltica arente
nao ahsorvem o pensamenlo. Pondo de parteas in"
dagnjes, que sao do ilnminio da erudijAo paa en-
tregarem-se aos tactos, que sao proprednde d pol-
tica, estes espiritos observadores, vendo na hsloria
a unifurinidadc de rerlos aconlecimentos em pocas
diflferenles, tem concluido dahi que esta uniormi-
difle depende das causas naturaes, por consazoin-
te invariaveis. A constancia dos resultado pro-
vando-lhes que as raesmascausas deviam prduzr
os mesmos efleilos ; o lem levado a esludar lio os
meio de terminar' guerraupajn a artt da/*OjMcr-
var a paz, estudo novo, mais diflicl^maii -cuto,
mais fecundo. Desle esludo nasceu a brochara\n-
litula da : a Paz, daqual nao faltara cerlameite
aqu, se lodos uquelles que conliecem os habitas (
Preiie nao eslivessem convencidos de que pos
tallar delta com tanla liberdade, como e eu es-
Ballico ; finalmente nalunlisajao de lodos os eslrei-
los, liberdadii da foz de todos os ros e rompimenlo
detodosaa-WhmosacusideuJdos, tendo por fim
epor eiTeajp lacililar e abreviar a navegacao. s Cite'
textualmente esta fpAsagera. porque excitou um
pasmo geral, julgaram-na de nma violencia exces-
iva, e vram nella o sonho de um espirito chimeri-
co. Entretallo que pede emaaaima Mr. da Girar-
din Pede apenas que cida estado se conserve nos
"limitesdo quo exige sua legitima defeza. Al hoje
curtas potencias, exagerando o desenvolviraento de
seus recursos militares e martimos, lem adquirido
nAosa taco Idade de abasar de sua superioridade,
senao de fazer soflter a lodo* em lampo du jja
inconvenientus (e as despezas do syslema ielosd
exagerado quese Ihertem deixadd adoptar. Mr.
de Girardin censa que o remedio para esle mal,que
he o flagello da Europa, nao esl em um falto e dis-
pendioso principio de cmulajao imitativo ; mar em"
aan acord enlre as poleadas, que nSo devem con-
erevesw pan oulr. gazela e o autor me fosse des- ,en,ir que 0 estado de paz sirva para certo- gover-
conhecido.
Em 1795, no momelo em que a Europa eslava
iiiftammada,e a repuulica franceza piraba em campo
8 exordios, Kanl publicou seus a ensata philoso-
phicos sobre a paz perpetua, o Fez rir muito aos
diplmalas e publicistas de seu lempo ; eula como
hoje tralava-sede chimerico qualquer prnjeeto, que
n.lo (ivesse sabido de um chancellara, lodo sysle-
ma, que a poltica nao tivesse applicad anda ; en-
tao como hojee como sempre os espiritos mais aca-
nbados linham a prelcnrao de estabelecer os limites
do espirito. Jnlgou-se que se liana refutado o
Ilustre philosopho, chamando-o sanhador e meta-
phlsico.
O projeclo de pax de Mr. Girardin nao lem
nada de commu4*eom o de Kanl. O philosopho
de Kenigsberg, applcando molhodo melaphisico
a> scionda poltica, dava|as i.loas mais geraes a matar
exlensao possivel, reduzindo-as a sua expressao
mais simples. Mr. de Girardin pelo contrario, lo-
ma os tactos mais vulgares para cleva-los a' genera-
lidad de um principio. E elejulgaque a polti-
ca tem pairado muilo por cimadas quesldes e a faz
descer dessa altura, e posto qoe os procesaos nao
sejam os inesmos,con(udo tenden para|o mesmo fim;
era natural que se Ihe fizesse a mesma recapc.lo.
Os que seguem os camiohos freiucntados, diz Vol- '
taire, apedrejam sempre os que indicara novas es-
tradas. _
O aulor da Paz nao tem dex,do de levar suas
pedradas. Atiram-lheaqui, cmMadrid, em Turin,
em Bruxcllas, para as maioras Un vem de Londres.
Alguraas gazelas, em Turin sobregilo,, lem atacado
uas ideas separadamente ; mas ela lem empregado
em sua refutajao conveniencia e liento ; logo ellas
leraorcsposla. Os peridicos inglees, mais direc-
tamente inleressados na queslao ten entendido que
pjdem deixar de ser erios; nao em ldo razao,
porque Irala se para elles de um neiocin imprtan-
te a guerra; diz Burke, nio deia jiorais urna
najao no estado em que eslava. ,'r.rdade incon-
lestavel, quo so applca sobreludo ao. resultado da
guerra actual, resultados lao inavilavis para a In-
glaterra como para a Russia.
Nao quero reproduzir aquLlexIualrrsnte o queSr^
de Girardin naojulgou bem de expor e cuiemlcu
quedeaua por em brochura. Amito-ie a indicar
a lea geral, que lem excitad j o mao himor das ga-
zelas inglezas. Mr. de Girardin er qc as perlu-
bajes, quo lodo soffrem, s3q o resalalo da posi-
jao inccrla e falsa em que todos os esla.as se acham
ans para con a* oulros ; pensa que as ViegociafOas
n.lo lem urna nformidade do direejao' mais ov-
llente e ama eflicaca maior porque os nagqctadores
nao tem um fira commum e bem deteralnado ; que
a gaerra apareccu, porque o systema rft allanjas
fundava-se em um mao principio que Jr dilllcl
de lerminar, e qne se lera apenas urna pu precaria
emquanto se nao substituir um direilo p blico no-
vo, cujas base elle indica, ao syslema qu' lem fal-
sificado todas as relajcs administrativas &,|i(arex e
polticas das potencias europeas, Elle est conven-
cido de que, segundo-se a valha polilici loma-se
um caminho errado, nparla-ae do fim e locura-s
firraer ama pyramide sobre srta pona. !
Ha, diz elle, oulra poltica para seguf-se sem
ser a de engrandecimento do territorio pe;1; rival-
dnde, peta guerra, pela eonquisia, pelo donjnio, he
1 polilica do engrandecmenlo'do homem el re-
cprocdde, pela paz, pelo progresso, pela Vcnla-
Jflo. O primeiro aclo e a prmeira garant., dcsla
polilica, tal como -a comprehendo, seria a clara-
Sao dos direilos do mar. Igualdade perante loda as nacQes, pequeas ou grandes, mais 1 me-
nos civilisadas Desiraijao smullanca e voranla-
ria de (odas as forlificajes, quaes quer que tjam,
as qnacs, sobre pretexto de proteger oujum Ionio
fraco 011 interesse terrilorial, ameajam a libetlade
mal lima 1 Cuusegu internen le destruirlo de.Se-
bastopol, qae domina o mar-Negro, mas lamtem
e ao mesmo lempo destruirn das qualro cidtdes
fortificadas, as quaes fechan) a entrada do estrile
dos Dirdanellos : destru jlo de todas as obras cois-
truiu^s em Gibrallar, que humilham o Meditera-
neo ;abolijaodo pedagio do Suma, qae o exgelo
imen-
mons-
pela
llavera tanto quanto vos quizer, disse o ct-
valleiro vivamente ; mas convera tomar primeiro a-
guns (las de repouso. ^
He intil, senhor cavalleiro, o Irabaflio" t>
me tar mal, pelo contrario, responden Celealiui
lanjando a vista em lorno de si como para procura
o lugar em que ia eslabelecer-se.
Ja que tem tanta corasen), venha, disse o ca-
valleiro levaado-0 para urna sala transformada emj
oflicina de carp nliros.
nos, certas pulidos prepararen) meios de nrpressao,
Qae ha ooh de lao exorbitante ? Qae ha mesmo
e lo novo ? Por ventara as potencias nao lem o
ostume de v giarem-se amas as outras nos recru-
lanenlos. no augmento das tropas nos preparativos
mulares ? Par venlra a Inglaterra sobretodo nao
ten procurado constantemente com o maior riume,
na irmimenlos, as construcjes e expedijoes na-
v.nsdas nutrs uarfics molivosde reclamacef, de
exricajoes e opposijao .
A susceptililidade dss gazelas inglezas he inepta;
ella procura uslificar a opiniao daqnellesqueha 150
annts, tem pensado ; lem dito e lem escriplu que a
Inghterrn nao pode ler verdaderos alliados, nao
lem lenhuma especie d inleresse duradonro, qne
Ihe s'jam commons com oulro povo ; que ella por
sai posjao he, como a anliga Ifbma, incapaz de se
guir m syslema, que inspire nos oulros estados nma
coafianja lonu e perfeila. Dosme livre das ideas
c aa linguagen de Barrer e du Moniteur de 18I1 ;
eiitretanlu ha urna queslao, que cumpre esclarecer.
A queslao lie esta. Eiislem na Eurajn potencia
que leuham n.na poltica illimlada.islo lie, qae se-
jaia inleressai as em impedir que as oulras poten-
ca se enlend.im, se combinen!, se nnam entre si
por meio de relajees de orna seria consistencia '* de
urna ulilidade recipioca He evidente, por exe tri-
plo, que a Riiisia por Iradicjao, por poliliea, por
inslinclo, he sempre aggressiva,sempre invasora.
He inconteslavel qae sedo on larde os povos do
norte, que sempre lem agitado o mando, .invidrto
o occidente, como seos pas invadiram o imperio ro-
mano, sa a Europa para conle.los, nao souber achar"
ama poltica forte, previdente e sustentada. Feliz-
raenle esle perigo abala todos os espirites ;', lie um
principio Social qne est em jogo ; Irata-se de saber
se as najiies emancipadas pela revoluto, seit ou-
lra vez despojadas e subjugadas.
A Franja desde 1789 que rcsnlvcu -se fran
le ; o depois de ler malogrado as alliancas
Iruosas, os projeclos de desmemhramento
energa de seu governo revolucionario e pelo (Hero-
smo de seus ejrcitos, ella, por seu Irinmphu e sua
posjao inilaciivel, collocou a Eoropa na neci ssida-
de de reconstituir seu direilo publico. A Int laler-
ra marcha hoje comnosco.
Se como ere nos, he com fraqueza o nao tenlo em
vista inleresses aecidcnlaes, secundarios e leratrara-
ro ; se ella lem renunciado combinar_a*>srislasL de
sua poltica com os velhos proieclos de exlensijoJS de
invasao de seu commercio nacional ; se nSo" pensa
mais em desunir os oulros estados para os enfraque-
cer, se nSo tem mais poder e syslema dominador
para fazer prevalecer como oulr'or pur meio de
falsas combnarOes d allianja, de interesse e do
equilibrio, casia-nos comprehender a irrilarao de
suas gazelas.
Sebastopol lineara constantemente a independen-
cia do Oriente, assegnr a Russia ama preponderan-
cia, que he um perigo para a paz e para a lilierda-
dc ; de que ella succunibi e lomemos o mappa muudi, que,
vemos nelle ?' Ao lado da Russia diminuida e ho-
mDiada, encontramos a Inglaterra por luda a parte
segura para si, por loda a parle amcacadora pana os
obtros; ate Heigotend 0 Calculo, do Ganges 4 ba-
ha de'Wadson; em Gibrallar, em Malla, em Corlar
no cabo da Boa Esperanja, em Mauricia, em Santa
lidien, em Ceylio, na Jamaica, em Haltax, collo-
cadaem posiaBrs formidaveis ou inarcessveis,abran-
gendo o mando e oceupando por loda a parte as
passagens, qae vio ler de ama a oulra exlremidade
do globo.
Parece-me que ha orna forja gigantesca inleira-
mente diversa da forja da Russia no mar Negro e
em \o prcif uro najbloria alguma cousa, que Iba
possa ser romparadlT*
E se a Europa lem necessidade de estar negara
conlra a Russia. nao (em por ventura nenhuma ga-
ranlia qae exigir da Inglaterra ; Desde 1799que a
Rnssia tem inlervindo seis vezes com seos exercitos
em os negocios Jo Occidente, a esta intervmjllo lem
falsificado a polilica de lodos os estados comptomet"
tido e perturbado todos os interesse ; mas he sem-,
pri a Inglaterra qne lem preparado a invasao, cha-
mado s armas, armado todasos bracos, pago lodos
os governos. Aqu cabe naturalmente urna ebser-
vajo,*qae explicar la I vez o mo humor da gazelas
inglezas.q ando sa lhas falla am desarmar ama soda
soas fortaleza*.
Depois de viola anno da gaerra falla i Frahja,
toda as poteodas al a Bossia,, fizaram rati-
ficar pelo congresso de Vienna soa diversa ac-
quisjOes., A Inglaterra foi a nica, cajo immenso
augmenta nao foi submellidoa nenhuma delibera-
rao. Foi; ssim que, depois de ler levantado o man-
do contra 11 preponderancia da NapoleSo praticou em
plena patt aclo de supremaca sobre as potencias al-
ajiiadasysjday^,anila flaasja-p^radeslrn: ad-
e validada ea Franja ; por Vetltlr querem as gazeU
inglezas que se penseque >lli he boje alliada da
Franca smenle para dasirair a rivalidade da
Rosita?
Finalmente ja que a idea de desarmar Gibrallar
Res pareen tao monstruosa, alias no obligase a
perguntar-lhes, porque titulo o adquirirn) e porque
Ii|ulo o conservan), e sobre lado porque se esfor-
jara lano em conserva-Io armad,armado con-
tra quera '.' Nio lie nem contra a Rnssia, nem con-
tra a Hespanha, nem contra os corsarios de Argel e
de Marrocus ; por ventora ha contra a Franja ? A
Inglaterra pede a liberdade do mar Negro, tem ra-
zao, masf a liberdade du Mediterrneo na be menos
imporlanl para nos, e esta Jiberdade s existir em
nome, emquanto nossos naVios forem condemnados
a passar pt r baxo das bateras de Gibrallar. Se o
mar deve ser livre, deve-o ser por toda a parle a
para todos igualmente:
Em todo o caso ha doos annos qae. a Franja faz
grandissimas sacrificios para ler direilo da exigir e
lomar garanlias para o futuro. l)e sen lado a In-'
alalerra, se a experiencia que aeaba de fazer de na
forja relativa nao be perdida para ella, compteben-
dera que he de sen inleresse dar ao Bando as garan-
lias qae a |wz e a cvilisajao Iho pedem.
Se pelo contrario da se obstinas em sed valbo
syslema de separajao e exclosao, pode-se
desde ja que, mesmo depois. da paz, de qualquer
modo qoe te faja, a poltica da Europa nao dexir
de ser tempeslaosa, inconstante, desordenada. O*
estados poder o ter algum socego, resaltado da fa-
diga dos povos e da prettSo dos intaresse* educa-
dos, mas (te socego ser precario ; nao haver
nelle nem :ccordo, nem resallado, nem consisten-
cia nos ajudes.
As naroei alormentadas petas raesmas paixes,
pelas mesmis intrigas, estarSo sempre expostas a ser
arremedadas sem prudencia, >em motivos a sem re-
sultados em novas guerra, al qaa final menta o
excesso de perturbarlo e de miseria obrgue a en-
satar o syst ddtm.)'
rao ama vislo celeste; mas nenhuma manifeutajao
(raho-lhe os transportes secretos. A propra Ger-
trudes, que ao principio'o observara com descoofian-
ja, crea depais que eslava curado de soa laucara.
Onanlo a Mimi, pouco se Ihe dava de pendrar-Ihe
os senlimcntos 1 mesmo nio fazia nenbum caso delta.
Conlinuava a atujar e llsongear o conde, e consegui-
r por-se debaix > de soa protecjilo immediali; as-
sim quando receiivi a severidade de Gerlrudes e as
i reprehensoesde Petronillia, refugiva-se junto delta.
No almojo o digno Jionicm nao dcixou de referir dahi afrontava-os iberiamente. Mr. de Kerbre-
como Celestino Piolo! se Ihe presentara, e a com-J paxan que (ivera vendo-o com o rosto paludo, cor-ysahia do caslello, mas occopsva lio poaco lagar na
ERUCAO DO VESUV10.
Capoles 2 de malo.
N3o se talla hoje em aples senao em um gran-
de fado, a erupjso do Vcsuvio, que ha temos era
esperada e li desejada. Os poces em Resina esla-
vam seceos, e de 1850 para c a monlanha mate de
urna vez le) Irovcjadoe fomegado, chegande mes-
mo a cahir 110 principio do correla anno ama por-
j3o dn craUra.
Avista disso grande nnmero de eslrangatras de- '
roorsram ac|ui mais do coslume na esperan ja de ve-
rem est utraordinario espectaenlo, na paraca
que a montinha nao quiz dar-lhes este-puto; apena
se retiraran;, eis qne elle eemeca a vomitar ferande
quinlidada de lava.
O guia principal, qne se chama Gatohoo, referi
honlem pelo manhla qaa subindo *monlanh, eo-
vira, ao ehegar ao cume, am graaitotfcajaean de ea-
Irondos como liros de peca, e gue lego'tapuis fora
arremetsada ao ar ama deseirga de .oedras abraza-
das; mas qce a chuva, a uevoa 1 o ftVm misturan-
do se imped ram-no de approximar-se fiara maWinr
observar. Durante todo o dia de honlem, nada
mais se vio nenio fumo-e nnvem qne envolvan) alo
s a montar ha mas lambem loda- a costa corren-
do depois era immeosos votamos para Capr.
Apenas aeoileceu, loda a popula jao correa para SI.
Lucia a vero magnifico espectacalo, entretanto era
impossvel iristingoir a monlanha, s ae viam nu-
vens, fumo 11 fogo. A ilmosphera eslava caberla
al 10 proprio zenlh, de vastas novaos 'negras eom
tinta, e listridts de branco. No mate da monlanha
lodo eslava Inflamando, no centre lvantava-*e am
con de fumo negro e mais em bsixa auvens eaeo-
ns cobriam -Ihe a bise no longe da qual corra para
Resina o ro de lava- Dorante toda a nete pasea-
da honre como ama prodsOo de carrea que sa diri-
gan) a Resr a. A scena tarnou-se ainda mais gran-
diosa por causa da um eclypae da loa.
5 de mata. ''
Viita de Icnge a monlanha gnea aprsenla, poa-
co mais on nieno*, a mesma apparenria qae na pri-
meiras erupjoes; ato he, volomes de fume, de for-
ma e cor varaveis, uhcm delta a etcorecem ai
motphera brilhanleque Ihefica por cima. Un
oulra vez enormes pedras em braza sao arremeasa-
das,e a noile nm ciarlo vermelbo Unge e immenso
volme de fumo, o que prodoz um glande effeito ;
" **'
afta*
r.
po curvado, ar doentio e quasi necessitado.
Quem sabe onde esiao os escodas velhos da po-
bre Callel? diste elle. Talvez r nelo nao os tenha
poupado; mas agora volla i vida boa. Qoando en-
ronirc-o esta manhaa pedio-me trabalho, dei-lhe, e
elle melteu logo maos a obra.
Ouvindo estas palavras, Mimi dea nma risadioha
e lanjon am olhar furtivo a'Irene. Esta guardou
um silencio iudilTerenle c Gerlrudes respondeu ao
cavalleiro:
Dzera que esse rapaz he hbil; elle ser me-
lhor que osoutros obreiro* que nao podem restaurar
as bellas fecha luras do salao.
No mesmo dia madamesella de Kerbrejean cnlrou
na ala em que Celeslino Irabalhava com mullos
companbeiros, saudou-o com ar de fra benevolen-
cia, assim como coslnmamos saudar ama pessua de
quera nos lerabramos apenas, e depois vol ion a ra-
bera sem affoclajo. O mancebo inclinou-ie sem
poder proferir urna palavra, e tem alrever-se a le-
vantar os olhos para ella. Era a prmeira vez des-
de muiloj mezes que ouvia o som de sua voz, que
reipirava o leve perfume que exalavam seus vestidos,
e as forjas de sua alma nilo correspondan) a tanla
felicidade. Quando Irene sabio, elle assenlou-se
parle com a cabeja as maos embriagando- com
suas propras emojoes a mergulhado em urna especie
do extase.
Que lem elle? disse um dos enmaradascon-
lcmplando-o a furto ; esl doenle t
. Nao, rourmurou oulro, esl fatigado, e nao be
forte no trabalho.
Celestino bemdlase seu destino, e rogou ao co
que prolongasse soa felicidade. Para que seus votos
fossem completamente ouvidos, leria sido necessaro
que se quebrassem todas as tachadoras do caslello
ama aps a oulra, e dle nao esperava isso; mar II
sonueava-se de que o trabalho da que eslava eocar-
regfto podera dorar at a fim do invern. Esta
poca foi verdaderamente n mais feliz de sua vida.
A presenja de Irene enternecia-lhe aaerenava-lhe 1
alm, e quando a via passar lao tranquilla e tao bel-
la, tinha tenlajoes de prostrar-se e de adora-la c*>-
'.miilia, que sua presenja era por assim dizer indif-
erente. .I.evanlava-se da cama ja tarde, e fumava
una-parle do dia em, seu quarto, donde s descia a
iora do almoco. Hpii do janlar jogava o domin
om Mimi, sustenhaaaKonslrangido am momento de
ouversajlo com o cavalleiro, fallava affeclaosamen-
li a flllia, da chava e do bello lempo, e ia deilar-se
aidez horas.
Algumas semtmas passaram-sc assim. Corra j o
nvz defevereiro, a (emperalura tinha-je abrandado,
e a vezes havia no ar lepida baforadas que faziam
preenlir as brisas embalsamadas da primavera. Os
traialbos exerulidos debaixo da drecjio do caval-
lei* camiihavam rpidamente ; j os obreiros li-
ndan dado a ultima de mao i estufa, e os jardinei-
ros cabsvam de planta-la. As paredes eram alcatifa-
das le hera, un.a foule susurrava nu funda ao p de
um ochedo, cujas tandas estavam eheas de Ierra ve-
geta. Dais grandes magnolias cruzavara seos ra-
mos cima do tanque onde flucloavam plantas aqua-
ticas.e as violetas comojavam a florescer i roargem
da v reda que serpenleava em lorno do rochedo.
Partea urna paizagera em miniatura rodeada de um
murojle vidro.
Nontiesmo din em que lermoaram-se esses Iraba-
llios.jrene levoz Iriumphalmenle o conde a estufa,
e dis- -Iho eom ternura:
veu charo pal, poremos aqni algumas das ar-
vores "le Vmc. 'io em suas viagens. Nio tena pra-
zer de 'ssenlar-s; comigo sombra das pulmeias, a
de ver]Lorescer enlre essesrochedos algumas da; bel-
las placas da ludia t
(~, tament isso me ser agradavel, responda
elle ata ando-se para deixar passar Mimi, a qual
vinlia it,'olen(einenle, e sem ramiCeslar a'menor
curosii le.
Ei urna niaravHha 1 disse ella enlr-T;,Sst>r-
tes e tatuado um olhar em lorno de si;
mais do A umu porjSo de relva sot>
de pedra Am 01a lugar qu -
ama lancina grundo
O eond '-
mor--
Madimesetla de Kerbrejean sbitamente entriste-
cida, deixoa o brajo do pai para ir ao encontr do
cavalleiro, qae chegava. A presenja desle punba
sempre um termo aos chistes da Mimi, a qual ape-
sar de sus audacia natural nio se atrever nunca a
enlregar-se Jiante delta as Ira ven oras que divsrtiaoi
o conde. Posto qae este 1 convidaste bom e geto a
ficar, a rapariga ahio da estola e tai assenlar-sa,
tendo o* bracos cruzados sobre os joelhos e o* p ao
sol. Um instante depois Hr. de Kerbrejean fot reu-
nir-se a da. Irene seguio-o com a vista, a vollan-
do-se para o cavalleiro, dlsse-lhe cera ara suipriro:
Coitadn de mea pai I estava habituado a ama
vida activa, e o repouso opprime-o. Agora qtja elle
nao muda mais de lugar, aborrece-se.
Ja pereebeate ten r pergaatoa o cavalleiro
com ar pensativo.
Ah I desde o primeiro dia. Sei qaa elta ima-
nos ; mas notsa presenja nSo bisli-lhe, slo-lbe ne-
cesarias algumas dslracjoes. Sea hamnr nao he
naluralmenle triste, a lagarellice de Mimi diverlo-o,
e elle s est contente qaandq a v adejar am torno
de si, o que prora qae goda do rumor e do movi-
mento.
O cavalleiro refleclio um poaco, e depois disse
com urna resolujao repentina :
S vejo am meio de dislrahi-lo, he leva-lo i
Paris.
Ah.' marmreo Irene, qiando parliremos?
Nesles oilo dia.
To brevemente I mea Dos 1,
Que I queros ditTerir ? tornoa 3 cavalleiro com
um sorriso ; no nao esperava isso.
Ah I moa bom lio, toca a Vmc. decidir, res-
pondeu ella corando. Eu Ihe obdec*re sempre'eom
alegra.
Estimars muilo lomar a ver loa querida Loi-
ra, aecreseealea o cavalleiro com ar de handade.
Vai, minka Slba, dize ludo lisa, a Gerlrudes.
Oh! elhi lambem Gcar mui,conlenle, araa-me
lano 1 responden Irene.
O cavallein chegou- Ihe o brajo ;m affeclajao Uvoo-e ae terrajo para .
unicar-l he sens pmjectos de viagens. Etper-
ma dfliculdade, alguma bjeojao de
ib ; perm a |iroposla parecen- ser -
de, e dle respondeu m b"":'
Varna 1 V-.^ _*- -
r a teda*
I
iirniiri
\



2
;;3ILCL11
|iorm preienlemenle lira con* do cihiuslo e ha
isaitolranquillosomrae, que le a porfo separad*
qdasi igml era aliara o iialig ean* circular don-
da lem sabido todas as emprenta moderna*. O rei
a a familia real visitaran! a eruprao a centenares de
(atoa soben a. mootanh* dia I noite.
Pareen haver ah dan 011 tret; correlos da liva
<|oa ae m-risiam da abertura que vomita rogo e fu-
mo continuamente, a que modn aampra da aspee -
t> conforma a viol.ncia ca Kilo subterrnea. lia
Coda a probabilidade qna n erungSo durar algn*
das, como na* primeirai eccasiiie*. al que a' aegao
'olean je,i aeamulada da montar ha se lea ha eihaa-
itde.
-10 do maio
A lava j lem c.mmhaJn dea millas de sai fonle
c est fazendo lerrivel estrago. A noite passada
fui i montaoha a achei laclo mui modado. Os la-
gares por onde domingo i noite passeei estilo cober-
Im per um mar de fogo. A eilrada pot onde des-
idePollena e Maesa da Somme para a crranle
principal esta atora eoberlt de earvio. As caaes
situadas naa exlremidad*, d a r*ivecS.o fsram derri-
badas, sendo alm disto-engolillas urna rapeilinlia,
ama casa d campe pertencente a om fldulgo a mas
anta ptanlagao de tiahes e um jardira.
Do oatro lado do leilo grandi da lata, urna oulra
ocrenle se diriga para S. Sebastilo. Esperavamos
pede* atraveau-la a sabir oulra vez a cscala, mas
'* na mi fei maie pn diz eoramammenle, fallando de um pas pantanoso
BO invern, lava estar illa.
0 fago comeceu a entra: aqoi no eem torio da ci
ciado pequea, porm fui desviado da sen corso por
tm asare. De lado oppoKle da (torrente eslavam o
rata toda a real familia; as margen? de ambos os la-
dos ast.vam apiahadas da 'lorinos, cajea faces eram
Iluminadas tela loa de coi leon** da faehos e pela
cbamroa aluda mas mplaodecoote dn lava que
deaeia rpidamente. Desda ara; nhaa Um ella andi-
do orna milha; parecenda am vasto rio de carvOes
accesos. Oqae ao principio me impressionou e anda
me impressiona cerne o mal nwsestoso espectculo
de toda a sceoa ha vagiirtso, silencioso e irresisli-
vel raoviroento deasa correnle inflammada que lera
ludodisnte da ai, que yunce lodosos obstculos, que
cresce contra es moros e aiws q je encontr, e depois
daoovora-loe, marcha da inasrra maneia qoe d'an-
m, silenciosa, ineeasanle c inesislivel. Eu lava
f la qaebrar a violencia das mllenlos do invern, to-
dos a ethoe se dirigiam pai* esas log.r, por qaanlo
i setenta jardas, dentro de urna hora sem duvida ne-
hama e atacara. Com efleito gradualmente elle se
fui elevando e augmenjando sun vastas proporges;
depois grandes masas eabiram i rollar;m para di-
ante; o qaa provoeou era sossarro geral. A fami-
lia rea} eslava defronio de mil, separada da multi-
dao e ol liando com intensa aneied ade. Sea ejrapgao
rontinoar, he opiniu guml qan a Lava pegar al
i peale Maddaloni e de la correr para o mar. H
mojtra anno. nao ha urna erupcao lio grande e lio
destructiva a mesmo agora ao rodemos dhter de qoe
modo oh quando ella terminar A niontanha est
litleralmeni* traspassada di Lava a moilos receiam
urna ex plosao violenta romo a seena final da Ira-
Wdta. .
14 de maio. <
O Vesavio em vei de ee.-*ir aja destructiva erup-
gio, vai commettendo lodoii os dias maioros eslragos.
A arden te Lava inda rolla sobre o terreno conde-
nado a sobro a, povoagous qaa lie fleam embnlxo.
Mate ltimos dia* urna porgio dalla separou-se da
trrenlo principal e rorrend* sobre Cerolo pa-
ra a direila he chegada jai lo de S. Jovio. Nio me
atrevo a diier-lhe quintas bellas Ierras collivUdas
ido eobertss, nem quintas pianlagoos lem sido
destruidas. A inqoielajan qa>: he extraordinaria,
figo permita calcular, mas assei.oro-lhe que a per-
ndmdoos lie considerabilissima. Ha
nle duas largas corriles, urna ao norle
na direegao do Cerolo, e iulra mais o oesle na di-
recasao deS. Jovio o Porlici. Por om dii inleiro a
rreote, pode-se dizer que cessou de cor-
seen depoii urna pasada aecumulacno
desde eolio tem-so ella aproximado
cada ver mais do sitio on Je a ponte tara deludas
t'.iixo bom eomo' variasen*)* na margem. Tudo is-
to fez para alargar e nprufun lar o leilo da cr-
lenlo e para remover quiieiqaer obstculos que po-
ilessem impedir a lava em aeu curso. Mo obstante
estas precaugoes, tem ella lodavin causado em mui-
i.oa lugares grandes deslraigoes levantanco-se cima
das bordas, aa qdaes tem Chegou ao muro do Campe- Santo e parou, o que be
considerada como uro miisgre. Ai 1 de billa villa
de S. Jovio molla a ate*tif,ir. Usa* villa he um dos
nidos predOsjlosdosNapolilinoi;. Existan nella em
todas es directoes bellas casas de campo, cojos pru-
prielarios (reman agora vigiando com aneiedade o
progresa que faz. a destructiva correte. Elles con-
rpse minlos. Grande porrao
gccnle a S. Jovio est ja destruida,
i Continuar, o corso da Lava a conduzru
toinir, ledavia esperase que
Oo tange. 0 eume da monlanha esta
ao erivado e asa superikln pre lume-se estar Uo del-
la.qoa 'recetaaapoderii cahir de um instante a ou-
tro, piloquoa oingoem lid-permitlido passar alm
'loObserwtorie na verdsdesiria loacora tenla-to.
O especticulo qoe a moi laulia lpresenil noite lie
iravelmente grande, sana flanees eilao cobcr-
5 am floido igneo que qualquer pode imaginar
ser aaogne qae corre do gigante ferido.
. ,Correspond neta do Morning Potl.)
DUBIOOE PEBMMUCO QU*RT> FtlR* 18 DE JMLHO DE 1355
ta pelo p'ojecto tal qual foi adoptado em primeira
disrussto.
Ventir.i-se n.lo haver numero liga! para vo-
tar-se
O Sr. presdeme declara ficar encerrada a^iscua-
silo, e depois de mandar proreder chamada, desig-
na a ordem-do dia a levanta a sestio.
RELATORIO
apresentado asMnihla geral le-
gtsle tiva na terceira sossao' da no-
na kigislatura.pelo ministro e secre-
torio de estado dos negocios da fa-
zencla, Mrquez de Paran'.
Anguito* i ignMmoi Srs. repretenlanlet da
ntnlo..\presenlsudo-vo8 o relalorio da repartirn
a meu cargo, principiare! expondo os dados, em que
me fundoi para orc,ar em :ti.WK):O003O00 a receita
do futuro exereiciu'de 18561857.
Noaso astado fihancero ni deixa de ser anda sa-
lutacin i, bem que no exercicio de 18531854, e
no 1. semestre do eorrente, a receita aprsenle al-
8um deci escimcnlo nos srtigos de importadlo e ex
porlafao. A dimiiniicflo no primeiro partee ser
conaequencia immediala do estado de guerra, em
que se acham envolvida as principaes nacttes da
Edropa, e do qual era de esperar qoe se resenliese o
cemraereio do Brasil; e a do segundo he indubila-
velmeme devida n reducran dos 2 por eeuloqoe, em
confjrmiilade do decreto n. 1,133 de 23 de marro
de 1853, se fez nos direitos de exportaran, e que
comeono a vigorar no l.de julho do mismo ano.
A receita do exercicio que prximamente lindnu,
comparad com a do-de 18*-21853, que lia amis
consider.ivel que tem ldo o imperio, ojjsreca com
effeito urna dillerem;a, para mauns, de 1 jv:llt!5l 17
que le verificou do modo segmite:
Importa olio.
Oeipacho martimo. .
Exportarlo. .
Extraordinaria. .,
!,236:32|I46
7358142
1.148:7408413
99:367026i
2,485K)638!I95
O producto porem das rendss internas teve o aug-
mento do i53:6478878, o que re lu a diiferenca ao
alsarismo cima indicado.
A receita do 1." semestre do crrenle exercicio foi
do 15,10 :3733236, excluidas algomss rendas inter-
nas, cuju producto nao se conhece anda no lliesou-
ro. A arrerailarao do semestre igual no exercicio
do anno lindo prodozio 15,482:1808112, resaltando
de sua compararan com a do actual apenas urna dif-
ferenc:i de77:8118876. que provavelmenle deixar
da existir no bataneo definitivo.
Tendo a receita do exercicio de 18531854 dimi-
nuido, em reanlo a do precedente, na razio de 5,1
por centn, e sendo o dacrescimento llovido no aclu.l
siimenle de 0,5 por cento, comparativamente a
18531854, parece que as cansas cima assignaladls
exerceram j toda a influencia, que podiam exeror,
sobre a marcha descendente dos recursos do eilaio,
a que a receita se conservar estacionaria em quin-
to 111(1 subsistirem, recuperando sti mnvimenlo de
progressu, logo queso reslabelecam os beneficioida
pax no oulro fiernispherio.
O total das rendas perlencenles ao presente e.er-
cicio, e conhrcirio al a dala do quadro n. 4, aonma
em 22.890:313?091, o calculo da proporrao para
lodo o exercicio da34,473:992998l. Esta* qointia
reonda ao saldo de 2,651:7973531 qoe deisu o
exercicio de 18531854, conforme os docurrentos
que tem sido receidos at agora no Ihesouro, e hlo
de servir de base ao bataneo provisorio do diloanno,
pretaz a somma de 37,128:7908512, a qual pr-
senla os recursos de qaa dispon o Ihesouro no actual
exercicio.
A' vista do que Sea esposto, julgo nao ne ler
apartado da eiactidao, que he pnssivel emsemethan-
le materia, quando, lomando por base o anuo me-
nos prospero, flxei em 34,000:0008000 a receita pa-
ra o exercicio de 185657, o que vrm a dar
1,508:001)8000 menos qoe o lermo medio da arreca-
dacao doi tas ejercicios ltimos, como se v das se-
guinles ronTparaces:
185152. 185253. 185354.
35.786:8218853 36.391:0328008 34,318:8858842
Termo .medio. 35,508:9098901
A redueco porm de alcana imposto* arrecada-
dos nos exercicos de 185152 e 185253, e as cau-
sas jassisnaladas fazem receiar que se pao possa
altiiigir a semelhanle algarismn ; e por i-so he orea-
da a
Receita em........ 34,000:0008000
espeza ........33,780:9688025
de 6 le agMlo de 1847 liquidaram-se -236:5928988, i Assim nXo pareceu razoavet ao governo annair ala.
^*.[cmIl.,-l^lw>.i,n.tol^l0^a,,err.Pr.'- dicada modifleacio. '
Pela pretendida elleracao do *.* do artigo 11
lude lo decreto n. 1,177 de 17 de malo d 1853,
168:3368775, notla! do 404:9918763; o raram por
hquilar dos da primeira especie 227:1058904, nao
se polendo determinar a importancia dos da segun-
da qto Ocaram no mesmo estado.
Os referidos quadro demonstram diversas oulras
circunstancias relativas n esta divida.
Aslabellas qoe os acompanham demonstram mais
qnaetas qnanlias qoe foram pagas nus exercicos
de 1852-53 e 53-54, classillcadss por ministerios e
cujosnngamenlos se fier.im por eonla do crdito
coucetido pela le de 11 de setembro de IK.5-2 ; sendo
realiiKlos on exercicio do 185253 399:9878834. e
no de 5354 200:9483289. o qoe faz a somma total
de 60*9368123 ; despendida por conla dn referida
credi nos ditos exercicios.
O cuadro n. 17 moslra a importancia da divida
noctwnle, representada por letlras do'Ihesouro
emitidas desde o 1." de marco de 1854 ate 31 de
mares do correnle anno, a qual monta i somma da
1,5660008.
Peo quadro n. 20. v-se quo os saldos, dos diver-
sos csfrrs de orphaos desde o ejercicio de 181243
al ai correnle de 1854 55 somma em.
4,3557808552.
0 bensde defunlos e ausentes relativa ao municipio
da cile e provincia do Rio de Janeiro, cm 31 de
janelo de 185*, montava somma de 1,618:9113851.
Do iresmo quadro v se, que at ao Din de dezem-
bro illimo entraran! nos cofres do Estado mais
244:668581 de dinheiros desla origem ; e que se
despmdeu no mesmo lempo, com pagamentos que
foran reclamados, a impurtadua de 90:81*8017
ficanio por eonseqoencia exisffWdo nos mesmosco-
fres n 3l de dezembro de 1854 a qoantia de. .
1,80x7678418, perlencenle a esta especie de dep-
sitos.
Dnquadro n. 22 v-se o estado dos cofres de de-
posito pblicos e do depsitos diversos, conforme os
ullinos halancos das provincias, veriKcando-se com
refermeia nos de depsitos pblicos, que o saldo
exislaile ora de 841:3168345, o qual Be compunha
iguiiles valores : 4
lliinheiro......590-932524.5
Lm..U)uro prala e brilhinles. 76:7618418
l Papis de'crdito. 173:6193662
dos ap
219:0313975
32,441:24633:13
31,780:6688025
1.339:7213692
Saldo. .
Comparada a despeza fizada no
exercicio de 185556. .
Com a ornado para 185657. .
llavera um accrescimo de. .
As razos desle augmento alio explicadas as ta-
bellas que acompariham o ornamento.
Ditida txierna.
A divida estarna que e* 31 de deiembro de 1853'
suutaali.. 5,871,700, eslava reduzida em 31 do
meMo mez do anno pretrito a s. 5,824,200 (la-
bella n. 10) por se liaverem amorlisado desde aquel-
la primeira data 47,500 s. em aplleos dos empres-
liirroicontraliidosem 1821, 1829 e 1842, contarme
a tabella n. II ; pela seguale forma :
Empreilmu de 1824 *. 39.800
11 a 1829 6.000
1812 1,700
s. 47,500
Mahjr deve ser presentemente a diminuido de-la
divida'; mas njose conlieecndn anda no Ihesouro a
applicac-io qua se deo a fs.'83,384, que foram re-
mcliidaso anuo passadopara serem entregues aos
ronlrnU.lores de diversos einpreslimos, e emprega-
das em sua amurtisafau, n3ti foram as ditas quanlias
incliiiilas no quadro das somuias amorlisadas.
Pela tabella n. 12 se demonstra que desde o 1. de
abril de 1854 al 31 de marco deste anno se tem
remrliido pitra Londres U. 368,490 no valor de
-1,215:5113401 rs., leudo sido as remesa rOectuadas
pelas r^Darlcoes ahaixo declaradas.
TIietouro nacional.....,. 256,2.50
Tliesoraria da Baha. ... 47,340
Dita de Pernambucu. ... o ^ig.'JOO
.Dita dolar....... 45;ooo
. 368.490
KIO SE .7AMBXBO.
CAIAM DOS SRS. DEPUTADOS-
Da M oo alo.
. L^0. PITOta-ie acta da aesalo anteceden-
sr. primeiro seensUrio d.i conla do seguate
expedienta: .
lim requeritnenlo do cinsellio da nova empreza
Ivrica, propondo edillcar cm tliealro lyrico, para o
que sabmelte a esta amara is condiCs com que
poder reahsar este intuito. A' commissgo de
commerci, industria 1 irles.
Vai imprimir para entrar naordera dos traba-
proposta do governo tizando as forra, de mar
para o anno Qnanceiro de 1856 a 1857, converti-
da em projeclo pela eonimissao de marinlia e guerra.
ORtBU Dt) IHA.
ReipoUa falla do throno.
O Sr. Araujo Lima de rende a poltica seguida
peto ministerio, e declira qo* \rola pelo projeclo de
rasposUcama tara radlgiJe puta respectiva eom-
misaao.
O Sr. Horta (pela orden) dase qae 01 depotados
da opposisao liverira niolto timpo pan apreciar a
poltica do gabinete, vino qae a discusaao tinha sido
multa tonga, e assim p-dis que fosse encerrada, e
m passasae a trotar de materia mais inUresianla do
que aaetoal.
SQ^Uda a cmara, j|>prova-se o encerramenlo
da dls< usMo, a posto o prje do, e reieitada a emenda m arparado do Sr. Sayao
AUttlaM i* rmenciaetoi jttroektn e juiztt mu-
Hidpau.
ntra em terceira diicuaso o projeclo que marca
is autoridades que cleveni passar os attestados
ie residencia eos pnroclios e juizes muncipaes para
eobrancii deaaas congruai e seis ordenados.
O Sr. Dutra Hacha depois dn algumaa consldera-
V, manda a mesa a mgi inte emenda, aoart. 2.",
que ha lida a apoada, e entra bot disciisslo :
lem-so as yalavraipelos juizes de di-
activosas seijunlesou pelos presidentas
daa cmaras municipaei dos termos respectivos.S.
a R.Oulra Rocha.
"" p^'}a!l'>i quer que cm logar de se dei-
uaosjuinss mualcipaes, o urna jurs-
dicao eumulalive ausjuizusde rHreilo e aos pre lenle das cmara,, se pn-cisaiie mellitr a disposi-
que.osjuiwsd direila podessera dar
Jfojoizes itmnicpae nos lermos em
qoe rwldissem os meamos juizes de dimito o as c-
maras moiiicipm nos uniros ttrmos. Enlende que
desla maneiiiipreciaa-* nelhor a joriadicae, evi-
tam-so o. amelo,, uivez acintes con-
trario a boa orden da-i coasas. Finalmente .leda
nobre depnlado, trie o preceder, mo-
a sua emenda oeste sentido, nio duvida ores-
^.^"J^? : ***"' ',oU";< unln ". Pro-
tara erneoda nu sen tilo em quo acibadeeuun-
Val a meta, he anotada e entra em discassao a so-
gointe sut-emenda:
Em lugar da* palav astermos respectivosdi-
WOS termes em qae nao se acharen os juizes
^*"*stiH(j,ji
'-" *'gonda visa em susten-
** sua iub-
Distas quantias deizaram de ar pagas ta. 30,fJOO
ds remessas taitas pelas tiiesourarias da Baha e
Pernambuco. O governo tomn logo a providen-
cias nccrs'arias afim de que sejam'lndemnisados os
cofres pblicos da importancia das letlras, que he de
261.8l8iI78 rs.
A despeza que so lem de tazar no exercicio de
18561857 com os lucros e amorlIsacSe da divida
exlerna lomma, como se v da respectiva tabella do
ornamento, em Es. 430.137, 011 3,823:4403000 ao
cambio de 27 ds. por 18000 ; perlencendo aos juros
f''?.'78- ou 2,593:6443114; e amorlisacao ,.
1J8,3j2, ou 1,229:7958556. Nao se melleu porm
em linbe de conla as s. aaj8i remetlidas para
Londres para serem applicadflsW amorlisarao, pelo
motivo que cima declarei; porem no caso de terem
o flm destinado diminuir a importancia dos joro,
c augmentara a amorti As divenas considerace, que vos ti< no me re-
lalorl.. d anno pausado sobre o estado dos fondos
Brasiieirjs em Londres, nada mais lenho qoe ac-
crescenler, a nao aer o communicar-vos qae os fun-
dos Brasiteiroscontnuam a gozar do crdito que
merecern ; a despeito do olado.de guerra m que se
acham ai principaea naeOes da Europa, ellos pou.-o
lem otlr.do em relagao aos de oulros estados ; e se-
gando as ollimva datas eram" colados os de 5 or
cento de 101 a 103 ; e os de 4 i|2 de 94 a 96.
Divida pauica interna. 1
O quadro n. 13 apreseul o estado da divid inter-
na fondada em 31 de dez;mbro de 1854. a qual ele-
va-se a somma de 57.744:0iJ8000, representad, por
apolice? da divida publica de 6, 5 e4 por cento, na
segoinlu relaego :
polines da dkida publica.
6 por canto,.......55,795:6008l)fK
de * > t 119:600809
e, com referencia aos de depsitos diversos, que a
riporlancia recnlhida nelles, no exercicio linJo de
5354, foi de 2,732:5343013.
O quadro n. 23 demonstra finalmenle, qnea som-
ma dos crditos volados desde 1813 alo .1852 lie de
4,765:9193275, e como por conla dos referidos cr-
ditos smeole se despenden at ao lim do auno de
1854 a qua ma de 3,466:8728805, resulla que. em 31
de dezembro desle anno, restava anda dos ditos cr-
ditos a somma de 1.299:0163170.
Divida activh.
A divida activa liquidada e condecida no Ihesou-
ro era em 31 de dezembro de 1853 de. .
4,199:1923312 (Tabella n. 26,) e no periodo decorri-
do entre essa dala e a de 31 de dezembro de 1854,
elevon-se ao total de 4,555:547328, (Tabella n. 27)
tendo por eonsequenc'a divido um augmenta de
356:3543977, o qual pruvt da liquidaran taita no
intervallo das duas referidas dalas, e que pode lor-
nar-se maior, porque anda se ignora o resultado da
liquidadlo de svmelhanle dividas taita por algomas
Ihesourarias nesse mesmo periodo. O Homero dos
deyedores est calculado em 53:915, a) a divida pode
ser classificada da maneira seguinte em retaceo ao
xito do sua cobranza.
Cobravel......3,794:3588105
Oovidosa..... 306:9933841
Iusoluvel..... 454:1958343
O qoadro 11. 31 moslra a somma das dividas co-
bradas al o lim de detsmbro de 1854 pelas mesas
de rendas e conectara da pro vi nra do Kio de Ja-
neiro ; e a tabella 11. 8 as que se lem cobrado pela
recehedoria do municipio al o lim do exercicio de
18.521853.
Permanecen! anda as cansas, qoe dilllcullam a
cobranra ds divida adiva, e que vos expuz no meu
rotatorio anterior, eJevo de novo insistir na neces-
sdade de adoplardei as medidas, qoe eolio iudiquei
como indispensaveis ao melhoramcnto desla parta
importante da admiiislracln da fazenda. .
Chamarei entretallo a vossa artencAo para um a,-
sumpto de grande iiteresse para a fazenda.
Havendd a Ihesoiraria de Pernambuco negociado
leltras no valor de15,000 libras esterlinas com a ca-
sa de Deane Youlie C., estabelccida naquella pra-
ca, afim de remeter fundos para Londres, vollaram
ellas protestadas |or falla ele pagamento, e para sen
embolso leve a -azenda publica de recorrer aos
meius judriaes. Pelo faci da fallencia daquella
casa, uccorrem ibvdas obre a hypotheca legal do
Ihesouro no* -bels dos devedores por lellras mer-
canls e ronsoaieiile preferencia no concurso do
eredores. .
Sobre o parecr da sernan de fazenda, n qoem o
governo manila consultar e que opinara uo sentid >
da preferencia foi uuvido o conselho de estado ple-
no, e meladedos membros presentes .na conferen-
cia parecen qio a fazenda nacional nao goza de pri-
viltgio,ileveiii entrar no rateio com' os demais
credores da eferula casa.
E casis de quelrala o 14 do titulo 3. Ja le de 22
de dezembrode 1761.
Consideran, alm dislo. 01 comellios, que foram
desla opinit, quo o arl. 79 do decreto de 20 de no-
vembro de 850 nao revnga o endino commercial e o
regiitamenli para aborden do juizo e proeosso res-
pectivo, e tctendemque acxtous.ln do privilegio he
lalvez inasprejudicial ao Ihesouro do qoe aos. ere-
dores comrercianles, altamos os embarazos, qae
pode enror.rar as opcrarcs a que tenha de record
rer as prcas commercaes.
A secrja de fazenda porm (e com o seu parecer
se rnnforraram dous dos membros du conselho de
esta lo pifio) pensa que a le de 22 de dezembro de
1761, maulada observar pelo arl. 79 do decreta de
20de novtnibrn de 1850 no processo execulivo pelas
di.i l.-nacji'as da fazenda nacional, depois de tallar
nos 115 12 genricamente e sem referencia a es-
Eecie alg'ma: de divida em particular, passa a esla-
elecer os dispo-iees dos jj 13, 14 e 15, orna cx-
ecpeao, me confirma a regra geral do privilegio, a
qual nfloie pode entender limitada ao caso dos con-
tratos rees ou dos Ihesonreiros, ofliciaes e magis-
trados, am prrjulzo e olfensa dos inteje-ses da fa-
zenda ns domis caios, em que alias a razio da lei
proedeeom toda a sua tarca. Demonstra lambem
a serc,a>quea inlclligencia dada pelo legislador
citada li apoia sua opiniilo ; por quanlo. o alvar
de 24 d selembro de 1814, a le de 16 de feverero
de 1811 arl. 3, e o decreto de 29 do outubro doMSIS
referei>-se ao privilegio como competente ,-is dividas
da realfa/enda e nta exclusivamente as dos Ihesou-
reirosi maisrespoasaveis. nao sendo de oulra sorle
possivi a applca finalrcnte que, no exame accarado do cdigo do
comrercio, nao cnconlrou disposicao que conlra-
dicle'cu parecer, pois se na iiiteiic.au do legislador
entrase a revogarao do privilegio fiscal fa-lo-hla ex-
presamente, anda mesmo que a intelligenca da
lei r1761 fosse contraria a da.iercAo, e qiese mto
deviioferir do silencio do cdigo semelhanle revo-
gajiJ, por quanlo he de data posterior o decreta or-
gan-u do thesnurn.
Dixando ao dominio dos Iribunaes de justiQa as
quoiocs aclualmenle pendentes em Pernambuco, e
naiprovincias da Baha e do Maranhao, onde se
dei o mesmo taclo a respeilo de lellras que nego-
er,-am a, respectivas Ihesourarias, mandn a inj-
peiil resolacSo de 26 de abril ultimo que os pare-
cees da sectao de fazenda e conselho de estado fos-
M |>resenles ao corpo leeislativ.i, afim de qne lo-
nis a resolocao qoe vos parecer contarme 11 joslica
ilos interesses do estado.
I Bancot.
( Em 22 de selembro do anno passado submelleu o
.esideine do Banco 1I0 Brasil a considerado do go-
erno as seguintes njodilicacoes ilos estatuios que o
"egem, propostas pela assemblca geral dos seus ac-
illas.
Bs. 57,744:000800
A dill'erenca para mais, entre este qoadro e lo
rlalono do anno passado, rjucm da c'missflo'le
38:0003000 em apolices, parsMbgamenlo da d^la
inscripta, legando consta deaaJHdro n. 16. O r'*s-
mo qoadro descrimina as provincias a que per'n-
ciam ils dividas, para cuju pagamento foram elidi-
das as ditas apolices. 1 <
Os qiiadroi n. 14 e 15 muslram o estado da irle
da divida anterior a 1827 j inscripta no grane? li-
vro do Itiesoaro nacional e nos seus auxiliare' das
Ihesourarias de fazenda, ou smenle nesles,'nais
anda nio convertida em apolices, na forma ':ler-
miiimla pela lei de 15 de novembro de 1827;"'qul
eleva-sn no ultimo de Janeiro de 1854, a impo'lncia
da 473:i778607, sendo da primeira especie
222.5118287, c da segunda 251:1663520. E4 di-
vida foi Hugmenlada, al ao fim de dezeirWo de
mesmo anno, por urna nova inscripto qoe/fe fez
no grande livro pertencente provine! deSftio de
Janeiro da quanlia de 15:7408059, e MimiMio at
aquella data de 38:4159637. por pasamento? que se
realisaiam, dos quaes pelo ihesouro 33:-21.5l637 e
pela Ih-sourarada provincia de S. Pedro 5:003000
resalla pois que, ero 31 de dozembro do ano pas-
sado, eMa.especie de divida passiva ficou remzidu
somma da 451:0028229. ]
As cusas do augmenta e dmnuicJo divida
inscripta acham-se minuciosamente e'xpliodas as
notas lineadla no, respectivos quadros; ojagamen-
lo porm tai etlecluado cm apolices de 5ior cento
al o valor d 38:fX)08flO0, como licaoJlloJo rostan-
LVe.\eSc).dn,,0r0' Pr ,erWn ^^ "">-
llem deita divida existe oalr.i da mim:
rMjJp.-ovenientetainbem de quanlias fcnores de
*oi, qae lera de ser paga a dinhehT na im-
'a do 103:6723749. O pagaml.'to porm
^nende anda de exame b ihesouro
iujbrtsncia dn
'- Ihesouro
'.54,
jie pudesse descontar letlras de associac,Oes
onimasbaneaes ; bem como de eslabelerimentos
pblicos de reconhecido fundo ou patrimonio t
concurrencia' da decima parle do fundo eflcclvo do
Banco.
2.i Quelite fosse facultado adianlar dinheiro em
conla correnle sobre cautelas da casa da moeda, do
ouro oella recolhido para runhar al seu valor l-
quido legal, urna vezquefossem previamente trans-
feridas ao Banco.
3." Que as palavrasnao podendo o prazo em
nonlium dos dous casos ser menor de 60 diasqae
se leero no 4 do arl. II, fossem substituidas por
estasnao pudendo a importancia da primeira es-
pecie exceder i sexta parte do capital realisado do
Banco.
4. Qua o abalimento no valor liquido das lellras
recebidas como penhpr fosse pelo menos de 10 por
cenlo.
3. Qoe se Ihe permillisse descontar lellras al o
prazo de ieis mezes, com lano qne a sua importan-
cia nao ullrapassaisc a quinta parle do fundo effec-
livo do eslabelecimenlo.
Algumas destas alleracaJes iriam estabelecer ex-
ceptes perigosas e nao justificadas pela necessidade
s regras, que a scenca e a experiencia lem reenm-
mendado como essenciaesao, Bancos de circulacao
regular e sulidamciile consliluidos.
O poder de multiplicar us recursos do crdito por
meta da emissao de um papel.que prcenche as func-
cOes da moeda, nunca poder ser exercido sem in-
convenientes, se os ttulos adiiiitiidos a descont nao
contiverem prazos curfos de vencimenlo, que por-
millain aos Bancos, nos dias de crise ou de descon-
fianza, recolhcrem com a necessaria celerdade o seu
fundo.e fazerem taco a seus empenhos.
J fdra por orna transigencia, sem duvida neces-
saria. que em vez de 90 das, prazo mximo gerl-
menle adoptado nos Bancos cslrangerus, que poden
servir de exemplo, (o elle elevado i quatru mezes
peta artigo 11 dos estatutos ; e qualquer amplacao
nova a este respeilos concorreria para expr o an-
teo a perigosas contingencias.
Sem pretender per em duvida a solidez das ns-
liluicOenle crdito actualmente exilenles no impe-
rio, fdra todava imprudente prcsuppor desde j
que ellas se acharara sempro em estado prospero, e
principalmente que mereceram confianza todas ai
que te estabelecerem d'ora em diante.
Pelo que loca aos oiitros estabelccimenlos fabu-
cos, a que se refere a 1 modificacao proposl" pelo
Banco, declaro-, 1. que rarissimas ve/es se atha-
ram elles em estado de conlrahir emprestimos a
curios prazos de pagamento ; 2. quo suas lellras
'o poden ser conalderada^ituio, commercim.
;
dos estatutos, o Banco depois de applcnr aos descon-
los ou emprestimos o vilordas quantias tomadas a
premio, ver-se-liia na impoaniblidade de satisfazer
as obrigac.Oes assim conlrahidas sem tancar mao do
fondo que serve para garantir o prompto pagamen-
to d suas notas ; sendo deste modo violado o pre-
ceito do $ 7.o da lei orgnica da iusliluicao.
O governo, por tanto, depois de ouvlr a skco de
fazenda do coiisellio de estado, nao julgoo eonve-
nieule annair s modificares 1.". 8. e 5.a ; e pelo
decreta de 20 de dezembro de 1854 limitou-se a ap-
provar a 2 e 4.", reservando-se anda aasim o di-
reilo de revogar esta ultima concessao, se della se
seguissem mos resultados.
Em 26 de marco desle anno, dirigio-se novamen-
le u Banco ao ministerio da fazenda para solicitar a
faculdade de elevar a sua emissao alm do doplo do
fundo dponivel, allegando que a alTIuencia exces-
siva das notas ao troco, por motivo das ennsidera-
veis remcsias de papel-moeda e melaes para as pro-
vincias do Norle do imperio desde o comeco do an-
n, liavia reduzido a sua reserva e rompido a rela-
tan fizada nos estatuios entre ella e a emissao: que
tiesta conjunclura fizera urna chamada de capital na
mas que anlevia que a entrada desle capital se rea-1
de deteriorado em qaanlo a soa quaolidade secn-
serva ao nivel da necessidades das perro ulagoes ;
e, sopposlo o que existe entre nos sejimoilo inferior
extensao dessas necesidades, como os tactos tem
alleslado, nao era (odavia fcil ralciilar-se a priori
qoal a massa de notas fiduciarias qoe arria permlli-
do accrescenlar-lhe sem perigo.
Somante ensatas feilos com prudencia o poderiam
revelar ; e nesse intuito preferio-se marcar por em-
qoanto a relacSo de 1 para 2 entre o algansmo da
emissao e do fundo disponivel, eonfiandi-se ao go-
verno o alargar progresstvamente aesphern da aecllo
do eslabelecimenlo, na rasAo do valor das notas an-
niialmente resgaladas, a do incrementado movimen-
lo industrial da nervio. .
Baldadas porem seriam todas estas precanefies, e
nenhum meio houvera mais de regular a circolac.in,
desde qne fosse licita as sociedades comnierciaes eri-
girem-se, de sua propria aatoridade en Bancos de
emissao, e lancarem no mercado quanlidades de pa-
pel, capares supprir ou substituir Ilimitadamente a
moeda correnle.
Em semelhanle hypothese ncm o Banco do BrUsil
poderla fruir com seguranca as vanlagens, qao peta
lei Ihe foram conferidas em compensacAo da, eoudi-
gOes onerosas, a qoe se compromelteu para eflecluar
a glande operagao do resgale, viilo que seus mov-
"^"V'.?0!*.0!!!10' e .ospendera os descont, ; mentos de crdito seriam coarcladose contrariados
pelo papel dos estabrlecimenlos rivats ; nem o go-
verno se sentira habilitado para comprirconvenieu-
lemenle a inissao, que a tal respeilo foi commeltida
usarla quasi exclusivamente cm notas do mesmo
Banco, sem augmentar o fundo disponivel, que len-
do os oulros eslabelecimenlo, do crdito contrahido
lambem seos descont,, precisamente na occasiao em
qae o augmenta das lran sau do credilo, pojiam d'ahi provir graves transtor-
nosao commercio.
Bem que o Banco desde que comedn soas oper/i-
coes manlivesse sempre a circulacao das mas notas
a quera do limite legal, como cuasia dos respectivos
balanros, este limite te achou efectivamente ultra-
passadu ero marco ollirno. 'Nos onze mezes decor-
ridos de abril de 1854 ao lim de fevereiro de 1855,
o lermo medio do fundo disponivel menal tinha si-
do de 6.640:0758597 rs e o da emissao de. .
10,310:3053121.
Em 31 de marco o eslado da caixa era o segoinle :
Dinheiro.....5,951:5578589
Barras de ouro. 1,783:9488415
841:3168345 A emissao nesle mesmo mez subi i. .
16,050:1003000, sendo o pxcesso, em reinlo ao fun-
do disponivel, de 579:3878992.
Esta dilTereiica, punco notavel, nao significava por
si so um estado anormal da circulacao, capaz de mo-
tivar a providencia requerida, pois que mesmo em
lempos ordinarios nem sempre lera fcil graduar
exactamente todas as semanas, ou lodosos mezes, os
movimenlos da emissao com os do fondo disponivel.
Depende isto de causas variaveis e incalculavei,
que, influindo sobre a massa e rapidez das Iransac-
coes, relem rio giro, ou fazem refluir para o Banco
maior ou menor quanlidade de suas notas. Urna
ligeira conlracr.ao do, desconlos, pela elevadlo de
premio, houvera bastado para restahelecr 110 mez
de abril seguinle a relacao legal, se nao concorres-
sem ns oulra, circunstancias cima mencionadas, a
qoe era preciso a Hender.
Com effeilo.a sabida nos mezes anteriores de aval-
ladas quanlias em melal e papel-moeda para com-
pra >las safras e escravosdo Norte, e para oulros di-
versos destinos, produziram no mercado am vasta
que dilHciiliava no Banco a conservaran do seo fun-
do disponivel na medida indispensavcl ao desenvol-
v ment d.- soas operacoes ; e este ficta occorrido
na proximidade da poca, em que na'praca du Rio
ile Janeiro se linham de cffectuar numerosas liqui-
dnroes. comerava a reagir sobre a confiante e a sor-
liros elleilos que rnstunian ser preludiu das crines
monetarias.
Se menos retardada honvera sido a creacaodas
eaixasfiliaes facultada, an Banco por seas cstalolos.e
que eslenileriam o campo circulacao do novo papel;
a se a directora tivessupportunamenteaccumulndo
metaes, imporlando-os dos mercados estraogeiros,
como medida preventiya, he de snporque n9o viesse
a experimentar semelhanle Iropeco no mechansmo
de ,Das opera;0es. Entretanto esse obstculo exis-
ta, e em vista de remove-lo, e de atalhar o progres-
so dos soVrimeolos, que a reslncra.o dos descont*
devia causar.ao commercio, soffrimenlos sempre ag-
gravados pela apprelien.au fanlaslca de um perigo
mal definido ; nflo dovidou o governo. pelo decre-
ta n. 1,581 de 2 de abril do correnle anno, aulorisar
a directora do Banco a triplicar a emissao durante
o espado !e 1 anno, salvo so antes di sao enlendesse
convenienterevoga-la. O uso, qne far este estaba-
lecimcnlo de tal concessao temporaria o condicional
tai regulado com clausulas desunidas, urnas a impos-
possibililar para o futuro a repelicno dos accidentes
que a toruaram necessaria, e oulras i subordinar es-
se accrescimo no poder da emissao ao estado da cir-
culacao, e conlc-lo na orbila das preciscs reaes do
commercio.
Pelo, decretas de 20 de dezembro de 1851 e 21 de
margo do correnle anno foram appmvados os esla-
lulos das caizas filiaes do Banco do Brasil creadas
as capiiaes das provincias da Minas, Baha, Per-
nambuco, Marahhao, Par e S. Paulo, e na cdade
do Itio Grande do Sul. Salvas as modificicGes recla-
madas petas cirrumslancia, peculiares, ellas se
acham todas nrganisadas em liarmunia com as dis-
pusiges fundamentaes da instltaicjta c*nlral,de que
dimanam, e que completan pan o uniforme desem-
pcnlio dos lins imprtame, da lei de 5 de jolho. Em
breve, como he desesperar, le acharan consliluidos,
e cine,lado a foneconar estes no,os cslabeleci-
menlos, que IWm de-detramar de um modo mas po-
deroso e edicaz, do qae ataqa, os beneficios docre-
dito em nossi* provincias, servindoao mesmo lempo
de etlreilar e forlilicar a unido de tojas ellas peta
commuoidane dos iiileress.
" 1P Banco estabelecido' nsla curie sob a firma social
Ij)aa. Mac Gregor & C, emillndo no !. de mar-
50 ultimo vales ao portador, c com prazos de 5 e 10
da*, suscitou aoja grave quesillo, cuja soluejto inle-
res.a no mais alto ano a boa organisscao do credilo
nesle paiz. O governo imperial lem sempre enten-
dido que a faculdade de emiltir lar* vale, quando
pratcada por corporac,oea henearas, equivale em
saus elTeilos|ecoiiomicos de augmentar a massa de
meio circuanle; e por issono* decretas, em que tai
outorgada a eocorpora;ao de diftarente* compaudias
desla especie, urna, vezes poz grande* limitarnos. A1
semelhanle hculdado, reduziudo a s.inma do- bilhe-
les, que poderiam ser emillidus, ao valor correspon-
dente de urna parte smente du capital social,' e fi-
zando o mnimo do valar dos mesmo, billieles, cmo
cou am os anligo, Bancos rommerciaes e do
isil, e iaro os de Pernambuco, Para e Maranhao ;
as lezes a recusou absolulaineii'c, como acon-
leceu com o Banco Rural e ilvpolhecario, a que se
impoz a r;stric$ao de serem sua lellras" passadas a
pessoa determinada ei transfervef. por va d en-
dosso, ngu podendo ler um prazo inferiora 30 dias.
Nesles diverso actos de prohibirlo ou rcsirictao, o
governo obrava nat> s em virludeda ingerencia po-
sitiva, quollio d a le commercial sobre a encorpo-
rar.io de sociedades anonymas, mas anda em nome
da altribuirap geral, que"como fiscal da fortuna pu-
blica Ihe eompele, de impedir os siiistros de urna
m circule580, qualquer que sja a forma das corpo-
raees, que' os possam causar. O direito de emit-
lir moeda, e de regular o seu valor, envolve em si
o de emiltir os sigiiaes representativos della ; e esse
direilo, que he privativo do estado,s por nma con-
crssao especial pode ser exercido por sociedades par-
ticulares concessao a que em lud a parle se li-
ga ni condicoes e limitas, e cojo goso deve estar su-
gelo a mais severa fiscalisarao.
Ora, os bilheies ao portador e a vista, cu coa pra-
zo diminuta, qaando fortificados com auloridadcdas
corporac,oes que os emitlem, fazem as vezes de moa-
da ; passam de mo era mita : serrem de instru-
mentos a lodos os escaimbos e liquidacOes ; eoceu-
pam na circuladlo o mesmo lugar qoe a moeda le-
gal oo a, notas do Banco autorisado, visto serem
Iransmiss res como ellas sem obstculo do eudosso
esem a formalidade do sello em cada trasfereucia.
O arligd 426 do cdigo comm. equipara ate certo
ponto lellras- da trra as notas promiisoras e os
escrplo* parliculares no crditos com prnmessa on
obrigac/lo de pagar quanlia certa, o com n prazo fixo,
pessoa determinada ou au portador sendo assgna-
dos por commercianle.
Mas tal disnoseao, no que diz respailo s lellras
ao portador, Vr porventura applieavel s socieda-
des commercaes sem ftergo o sem contrariar a, in-
lencesdo cdigo ? Ha regala, otis e permittida,
inollciisvameule peta lei aos individuos, e qae so
(oruariam funestas o jnconciliuveJs com o iuteresse
publico se fossem usadas collectivamcnle : neste ca-
so esl a faculdade deque me oceupo. As lellras ao
portador, passando por om particular por mais rieo
que seja, nao permauecen ordinariamente em giro
depois do seu veucimenlo; s transferencias operani-
so em estreito circulo, e sua quanlidade nunca pode
ser tal, que allecta sensiveluiente o iDOvimpto dos
valores. O mesmo, porm, nao sai-cede ao papel
fiduciario das sociedades bancarias, que, envolvido
ao seu criterio e responsabilidadc.
No poni de vista do,. nter esse, bem enlenddos
do commercio e do publico em geral, a experiencia
lano allieia como propria lem ensillado quanlo Ibes
pode ser perniciosa a influencia de Bancos de ems-
flo iudepeneentes de qualquer acc,ao fiscal da aulo-
ridade, e livres das pia, e cautelas, preventiva, ata*
illusoei e do ahuso-
O principio da concurrencia'he sem davida fecun-
do em bom resultado, quando applicado oulras in-
dustrias, porque ealimula a habilidad* ooergia dos
productores em beneficio do consumidor.
Naquella. porm de que se Irata, e em que a prin-
cipal condirao nao he j o baito juro do capital, mas
a solidez do papel qoe o representa, a coreorreocia
de Bancos entregues a si mesmos quasi sempre pro-
duz a dislensao toreada das molas do credilo. com
todo o sequilo de suas depluraveis censequei.cia.
Ella os leva a eslenderem os desconlos, em pro-
pnrcao alguma com as legitimas exigenciafda indus-
tria. O desejo de augmentar dividendos Ihes taz fe-
char o, odos sobre a insutneieneia das assignaturas
que Ihes sao offerecida, dando logar a emprezas te-
merarias, a compras excessivas, e fomentando de lo-
dos os modus o espirito de especularlo, pela baixa
artificial dos juros de capilaes em grande parta fic-
ticios, e peta nimia tacjlidade de o* obter.
Mas, a etasiicidade do credilo lem oui limita, bem
depressasobrevem as rcaecoes e as crises ; e quando
os Bancos oliedeajem enlao necessidade de conlra-
hirem-se repentinamente, ja u nao poden fazei sem
arrastar o commercio na sua' ruina, e dar prejuizos
incalculavei, nos particulares e ao eslado.
Como conclusao das eonsideracSes que acabo de
fazer. parece-me urgente quo u poder legislativo lo-
mea providencia, qae reclama am ebjecto Un inti-
mimenle ligado com osmajs vilaes nleresses da for-
tuna publica e parlicul.il-, filando a verdadeira in-
teligencia do nrligo 426 do codigoj commercial.
TUESOIROE TIIESOURARIAS.
Thetouro.
He innegavel que o,decreto de 20de novembro de
1850, que reorganison o Ihesouro, lera incinerado
muito o torviea desla repartico ; mas uem por isso
deixo de reeonhecer qqe elle carece anda de ulgu-
mas alterarles na parta relativa eslacao especial-
mente incumbida da lomada de confts.
O quadro 11. .'6 moslra qoe a I." contadura lo-
moii, no espaco d*.12 mezas lindos 110 ltimo de
mar^o desle anno, 159 contas annuaes e meosaes.
tal resultado he segurameute importante em vista do
muilo pouro que se poda obter a respeilo desle ra-
mo de servico comafcamliga organisaco do Ihesou-
ro ; mas he lambe -verdade,- qoe anda eslao por
lomar grande parle das mais imprtame* conlas ; e
que em quanlo esta repartirlo nSo esliver habilitada
para examinar todas ns qne >Sn relativas a um exer-
cicio 110 prazo correspondente ao exercicio segoinle,
nao preencher cabalmente a mais indpensavel
condicao deumbom sistema de conlabilidade.
As causas que, 110 men conceito, tem concorrido
para o resultado que acabo de mencionar, sao :
.' A grande massa de cootas atrazadas ; porque
antea da reforma do Ihesouro apenas se lomavam as
do Ihesourciro geral. as da theseuraria dos ordena-
dos e algumas poucas mais.
2. O pequeo numero de empregados que anda
lem a 1." cunlnduria, e que nao he possivel j aug-
mentar por falla de pes-oas convenientemente habi-
litadas, que desempenliem um servico de nalureza
lao especial.
3. A, disposices da legi-IncHo cm vigor, qoe con-
ferem nicamente ao Ihesouro a revisan das coolas
de despezas dos ministerios da goerra e marinha, re-
visaoques pode ser taita depois de haverem sido
as inesuia, contas lomadas petas reapeclivas conla-
dorias. Ora, nem estas reparlic&es eslo organisadas
do modo qae posssm bem preencher taes deveres,
nem ha ueoessidade de que o tacan, visto como isso
n,1o isenta o Ihesouro de loma-las de novo. Resul-
la porlanlo desle systoma, alm dos obilaculos pos-
tar definitiva tomada das contas,urna duplicar .i o de
servjo, prejudicial aos cofres pblicos.
4.a As diiculdade, que lem cnconlraJ"miBl
ro emuhlcr iutarma^es e documenlos/indspensa-
vei, para a lomada de conlas de outra reparlicOes;
e reluctancia dos escrives e laheU^i em remetle-
rcm as cerlides de escriplurasiJ^^Vnpra e venda
dos bens de raiz, eas relacOes f Jinheros de or-
phaos e ausente, que s3u indispV aveis para a to-
mada de contas das collectorios.
5." A imperfeicao da escripluje^g^le varias es-
tai;os fisraes, o a irregalarjrladc,, lacinias confu-
saoqueso nula na de oulras ; o que tudo embaraja
e dfliculla o processo da revisao, e produz grande
perda de lempo.
6. Finalmente. A organisacao mesma da direclo-
ria de conlabilidade. He tal a importancia o mulli-
plicdadc dos matara, incumbidas esta directora,
que me parece cnuvcnicule dividi-ta em dnas ; for-
mando a tomada decantas urna reparticab distincla
com om chefe da categora dos das oulras directo-
ras, e incumbido exclusivamente de dirgi-la.
Peta quo loca s oulras providencias, eitao ellas
un aleada dvgoverno, que tara nu supracilado de-
creta as alterarles, que a experiencia* lem aconse-
jado ; mas depende do poder legislativo,e eu a jul-
go indispensavel, a medida de fazer extensiva n dis-
pos{,1o do artigo 36 da lei de 17 de selembro de 1851
aos escrives e tabelbaes, que nao remellerem ao
Ihesouro em devido lempo os documentas a que ci-
ma me refiro.
Os Irabalhos das oulras contaduras cuniinuam a
ser feitos muilo salisfaloriamente, etcepluande-se
ledavia o que he relativo 11 liquidajao da divida. E
a respeilo desle mesmo ramo de servico devo obser-
var, qoe oao siraude partela divida passiva, co-
mo qnasi tuda a divida activa do Estallo, anterior i
reforma do ihesouro, eslava por liquidar; e que, de-
pois do decreto de 20 de novembru de 1850, al lim
de dezembro ultimo, liquidaram-se 2,478 processo,
de divida passiva, na importancia de 1,258:5968 e a
quanlia de 943,6573 de divida activa.
icripturaco de Landre*.
Foram finalmenle mutiladas no Ihesoore lano a
esrnpturacao central, como a especial da receita e
despeza realisadas em Londres! Assim, com os mo-
delos de halanc.o, que inaudei ob ervar pelas or-
denante 20 de fevereiro e 28 de marro do anno pas-
sado para regularisar a indicada escnpluraro de
Londres e a conlabilidade publica, principalmente
na parle relativa aos movimenlos de fundos, conse-
guiram-.e os fin* que se linham em vista ; islo he,
o, elementos indispeu.avei* paran organisacao des-
ses dous importantes trabadlos. No intuito de mon-
tar convenientemente a propria escripturacau da le-
gac.ao do Loudres, niandei all em lominissio um
aran ir a lodos os Irabalhos e dirigi-tas immediala.
wenie, nao pode sem prejnizo do*" negocio, cujo
eiane requer habilitacoes aspeciats, dedicr-,e com
eim-acia aos Irabalhos qoe dizem respeilo 4 divida e
aiwntamenio ; conven por esse motivo na organia-
Sao defioiiiv. da directora geral. crear nella orna
T^'Jm ,e" rf,P"l'*o chefe e o Homero de e*-
2- a? ?m5lenl. 'le se enerregue do asseo-
tamenlo da divid. Mb a direcCao todava do aja-
oxhado petoi demai, eropreg.dos. o, nutro, Ira-
hallo, da reparlicao, oiqu.e, porilaa nalureza exi-
gen o conhecimento do direito
AMeneado contencioso na. Ihi.onrarlas lam-
bem senlem talla de pessoal. O decreta de 22 de no-
vembro de 1851 artigo 14, manda qne o servico do
expedienta da. aecr,ocs ,e,a desempenhado por em-
pregados da Ihesourana que o inspeclor. designar
mas ale agora so se lem podido dispor em cada Ihe-
sooraria de um amanuense, e s veze* de um colla-
borudor.para auxiliar o procurador fiscal no cumpri-
mer tu de suas ohrigacfies,
Nao sendo aioda definitiva a organisarno das tde-
souiarias, convini aogmentar-se a numero de sen,
empregados, para dar as secrOes do contencioso os
que forem sufficienle, para os Irabalhos sen cargo.
Thetourariat. '
Bem que nao lennam ainda ebegado ao Ihesouro
os r-latorios ile todas a, Ihesourarias de fazenda,nos
quaes deven dar conla dos Irabalhos do exercicio
pro que j lenho recebido, e do, Irabalhos por todas el-
las remettidos durante o mesmo exercicio, que os
diversos ramo, do servico dessas repartiese* lem me-
morado muiln. Seos batanaos meusaes o definitivos
so organisado, com bstanle regolaridade ; o. pro-
cessos de meios sidos e dividas de exercicios fin-
dos (em sido feitos com muilo mais evaclido, e he
inegavel o progresso que apresen'1 a maior parle
deltas na liquidado da divida acliva e lomada d
cuntas.
No periodo decorrido desde a rcorganisacao das
Ihesourarias al o fim de dezembro do anno passado
veniicaram ellas pela tomada de conlas, om alcan-
ce de diversosresponsavis que sube a elevada quan-
lia que por ventora se coohecer dos reltanos qoe aio-
da 1 ao chegaram ao Ihesouro.
Cata da moeda.
Ello eslabelecimenlo conlinoa a apresentar os re-
sull idosaalistalorios.que do progressivo melhoramen-
10 do seu material se deviam esperar. Algon, Ira-
nalhos da officina de ensata, lendo ido'ltimamen-
te v -ncados na casa da moeda de Franca, forcm
as provas lisongeiras para o credilo do nosso eslabe-
lecimenlo.
No exercicio de 18531854. se recebeu para a-
T'-V^L% lor de .'3l:8668266, sendo em ouro
.,._.' e em .nraia 97:c<683313.
1
claridos.
no preeligi d
presume repn
na circulacao en
cujo valor pode
s.1o, caosando
ndes capilaes reunidos que se
mantein-se indifinidamente
currencia com a moeda legal,
feriar pela abundancia da emis-
suliida nominal de lodos os pre-
ros, provocando as exportacOcs metlicas, e pertur-
bundo o curso ifis Iransa^es coinmereiaes.
Posta a questao neslc, lermos, n3o julgo que pos-
sa preslar-so a duas soluc/tas diversas ; porque se
prevalicesse a inlelligenciH, que ao supracilado arti-
go do codigu comm. se quiz dar, importara isso o
mesmo que consagrar como direilo t.....mura a livre
concurrencia cm materia de emissao naneara, n que
nunca tai admisslvel nem compalivel com plano
algum serio e regular de credilo, e que muilo me-
nos o seria no meio das cirro instancias excepcionaes
da circulacao do nosso paiz.
Os designios da le de 5 de julho foram crear nm
banco de descont c emissao, que auxiliaste o gover-
no no resgale gradual do papel-moeda, c conjuncta-
menle desse ao erudita commercial n.lo s as dimen-
ees mais ampias, que exigtam no. crrsccule ri-
queza e civilisacao, como anda bosus menas prera-
r, e irrperfeitas do que asqne exisliam. A insii-
liii(3o projeclads, leudo de rnconlrnr as arteria, da
crculacSo preenchidas por 46 mil conloa de papel
moeda do eilado, preciso tai, para torna-la possivel
sem risco., adaptar soa estructura esse obstculo
preexistente, e nao denar-ie liberdado datmlssao
a mesma latitude, que 1 llirora e a pratica lem ao-
lorisado no* paizes de circulacao metlica. Enlen-
deu-se enm jazao, que um syslema de credilo, basc-
ado qiiasl lodo em urna moeda l.lo iiijeil, ao que ha
de eventual, de capricfmo e de as*iistadic.i no ele-
mento dn confianza, requera maior circumspeccdlo
em sea desenvolvimento, do que oulro qualquer.
O valor do papel-moada minlem-se Arme e nlva
em terrenos nacionaes sem titulo legal, bem como
aos qaa se inlrnmellorem ao, arrendados por com-
I anilla* ou particulares sem consenlimenta dos ar-
rendatarios. Os numeroso* abato, commellidoi a
ule reipelo e divido, principalmente fraqueza
da penalidade dn mencionado artigo, justificara a
conveniencia dula providencia contra homen. pela
ntjfjurle vagabundo, e sobre o* quae* a multa he
wuripte inefilcaz.
Saguodo o relalorio a que me refiro, acha-se con-
cluid* a demarcacao da quasi Inlalidade' dos terre-
na* diamantinos requerido, petos oecopanles, o o
producto total dos arrendamentas no* riou. ultimo*
anuos foi o que coma do segoinle quadro.
4 s-i* s '$
O 1 llt 00 2 | 99 II S5' X
1 * m a, 3.
0. melaes recebidos para cunliar' produziram
1~..',.. raoe'tas das especies o valora* abaiso de-
MOEDA DE OL'RO DE
203000
IOsiOOO
Simma .
154,287
116,825
301,112
3,085:7403000
1,468:2503000
4,553:9908000
MOEDAS DE PR.ATA DE
23OOO
13000
8-500
8200
S imina.
73,813
260,0.58
369,815
26,335
730,011
147:6263000
260:0.583000
1N;9I7500
5:2678000
597:8683.500
euipregado dn ihesouro, qae lem desempenhado sa-
lstalnriainenleseus deveres. '
Directora dat rendai.
Ella repattiran continua a fonecionar regalar-
mente, expedindo us diversos servico, a sau cargo
com aquella presteza, e ponlualidade. que reclama
u nalurazados mullo,, o variado, objeclu-, com que
se ocenpam as 3 seccoes, de que ella se compe.
Por carencia lalvez de pessoal mais habilitado para
certas especialidades, que Ihe incumbe o decreto de.
sua crearlo, e exige a conveniencia, ou necessidade
mesmo, do urna eslalislica completa e exacta da na-
vegacao e commercio do Brasil, como meio mais se-
guro e efiicaz do avahar o seu progresso, c calcular
a sua renda, nao Ihe tem sido possivel Irazer em dia
a urganisarao do, mappas Oatatisticos. ,
Enlretanta esta a imprmir-se a colleccilo de 1848
a 1849, c quasi prompla a Para que porm su nao relardem, elenham pre-
ciso desenvolvimento e pertar,ao. Irabalhos, cuja
importancia nao deiconhecereis, e possa aquella re-
parlican habilitar o governo para suhmellcr au vu-
so dscernimenlo e illuslra;lo o, valiosos recursos,
que podem subministrar us mappas, de que trata ;
lalvez seja conveniente a creafo de msi, urna sec-
C.1o, que na sobredita directora tomo por encargo
nico e exclusivo o preparo organisajao da eslalis-
ta cuiiiiiierri-l do imperio.
Directora do contencioso.
A direcloria geral do contencioso lem a seu cargo,
conforme o artigo 24 do decreto de 20 de novembro
de 1850, escrever o, lermos de r.rrcmalac.10, fiaiic.a*
e coulralos com a fazenda pubMta.orgaiiisaros qua-
dros da divida acliva, fazer o seu assculamento, e
promover e dirigir a cobran;, da moma divida.
O aisenlameiiloda divida activa lie feilo regular-
cenle na corlo a visla das cerlides que remelle a
directora geral da conlabilidade, exlrahidas. dos li-
vros de contas ro rentos na enntudoria cutnpelenle, e
das retacos qne enviam as Ihesourarias do fazenda
da divida liquidada e entregue no juizo, represen-
tando portautoa divida ajuizada, cuja cobranza esl
a cargo dos procuradores dos taitas, a exaclidao
dele assentamcnlo depende a do, quadro, da divi-
tfa, e a boa scalisenlo da cohranca execuliva.
A csrnpluraro da divida da corle e provincia do
Rio da Janeiro so acha em da : e u mesmo se dara
a respeilo das demais provincias, se nao livesse sido
preciso proceder revisao do assctotamenlo respec-
tivo, atientas algumas difieren;,, que se encontra-
ran! entre o mesmo asseiilamento e os quadros dat
Ihesourarias.
G pessoal da directora geral cosist actualmente
do ajudaute do procurador fiscal, de um 1.- ejerip-
turario, um 2., tres quartos, Ircs quinto* e dous pra-
licantcs. O lempo decorrido depois da reforma do
Ihesouro ha demonstrado que este pessoal lie insuf-
ficicnte para o servido da reparlicao.
0 (jidanle do procurador fiscal, 1 quem incumbo
No primeiro semestre d 18541855 enlrou pa-
-on-l,,-r. valor de 896:152893.5, sendo........
1 oKtWUSia em ou'o, e 139:1578125 em prata.per-
lencendo Inda a prala lazenda nacianal, e do ou-
ro ,48:40589/8 a parliculares, e 8:5898532 .1 fazeu-
da publica. Estes melaes produziram 182.199 moe-
das das especies e valores que se seguem :
MOEDAS DE OURO DE
2080O0 108000 58000 4,854 55,683 30.617 97:080300" 556:8303000 183:085300
Somma. . 81,154 756:9953000
MOEDAS BE PRATA DE
.28000 18000 ,8500 3200 .50,915 30.851 8,734 10,545 101:8303000 30:851-3000 4:3673000 2:1093000
S imma . 101,0451 139:1373000
Nos exercicios de 1849 a 1854 recebeu a casa da
moa da para cunliar o valor do 21,518:2668000, dos
quaes 18,568:8203 em ouro, 2.919:4168 era prata.
o ouro se cumpreheudiarri em mnedas dn anligo
padrao 1:14:9708, em ditas eslrangeira o valor de
9,1(0:4038. e em ouro em p e barras 9,273:4478;
na uaia se cenlinham mee.las do anligo padrao
1,735:9623500, o em dita, eslraiiguiras e em daifas
1,2130833500.
O ouro ea prala entrados neste periodo produzi-
ram 3,727,463 moedas das especies e valores se-
guirles :
MOEDAS DE ORO DE
208000
103000
53000
Somma.
223,971
20,654
l,055;917
16.225:8408000
2,239:7108000
103:2703000
18,568:8203000
MOEDAS DE PRATA DE
23000
18000
3-500
3200
763,927
937,693
913,016
36.880
SnmmarrT"
2.671,546
1,527:8548000
957:6933000
456:5233000
' 7:3763000
"W
49:4168000
O termo medio do ouro cunhado na casa da moe-
da no seiennio de 1849 a 1854 tai de 3.094:803, e o
da 1 rata un mesmo lempo de 491:5718. Comparn-
dole estes valores com os do exercicio de 1853
185!, se conhece qoe nelle se conharam mais.......
1,4.59:1948420em ouro, e 106:2913180 em prata.
O total dos melae, cunhados des le 1849 al o ul-
lm de dezembro de 1854 representa o valor de....
27,'i66,2769500. sendo em ouro 21,879,8058, e em
prala 3,686:4713.500, guardando o ouro para a prata
a relacao de 6,29:1.
A renda do eslabelecimenlo no eiercieio de 1853
1'154 foi do 91:5583977, e pioveo de conhagem e
auaco da ooro e prala 81:0*98172, e de producios
de obras fabricadas para o estado, e para particula-
res 10:5198805.
A despeza nesse mesmo exercicio foi ordinaria e
extraordinaria 111 importancia de 188:9138385 ; a
priricira constante de urdenados, ferias de operarios
e expediento, muntou 84:5768974; e a extraordi-
naria, proveio de compra de novas machina, no va-
lor le 65:1323858, de reparos no edificio 8:5978350
e do compra de genero, para fornecimenlo das ofia-
cin, 30:6058163, o que reunido pretaz a somma de
1013358471.
_A receila do 1." semestre de 18541855 foi de
17:t308946 ; resultante da conhagem e afinaejio do
ouro e prata e de obras fabricadas no eslabelecimen-
lo : a despeza ordinaria fui de 41:7643532 e a ex-
traordinaria de 15:8303309 ; haveudo por conse-
quencia am excesso da despeza ordioara sobre a
receila de 24:7338636, o qual deve desaj.parecer no
fim do exercicio pelo progresso, quo vai leudo a ren-
da desle eslabelecimenlo.
NSo obstante continuar a reconhcer a necessida-
de c a conslruccao de um novo edificio para Casada
Monda, com as proporcocs que exige o desenvolv-
mei lo de suas uOicinas, nao dei ainda .implicaran
quanlia que votaslcs para o comeen desla obra, por
parecer convenienle dar preferencia a oulras despe-
zas mais urgente,.
Papel sellado. *
Pr aviso de 12 dejaneiro desle anno aolorisei o
oso do papel de sello proporcional para o, diversos
ttulos sujeitos a este imposta, a excepto das-tet-
tras para as quaesa ohciua de eflamiiaria, obre-
carregada de oulras incumbencias, nao tem ainda
pod do apromptar a sutlicienle q laulidadc de es-
lampas.
Em data, de 25 de novembro de 1854 e 12 de Ja-
neiro de,le anno, mandei por a venda o papel para
livrus, de 80 a 100 rs. e para conhecimeiitos de car-
ga, continuando a ser sellados por meio de verbas
os livros do commercio.
Por despacho de 13 de dezembro ultimo, autorisei
a directora geral das rendas a fazer extensivo pro-
vincia do Rio de Janeiro o aso do papel do sello fi-
xo, do modo porque se acha na corte ; e tornar-se-
da all obligatorio do 1." de julho prximo em lan-
le, rara oque ja se lomarnm as providencias neces-
sarii. regularidade desle servico.
O sello fixo prodozio no exercicio de 185354 a
rece la de 170:4373280, seudo 103:9368.560 por ver-
bas, e b6:5003720 por papel sellado ( mappa n.
38..
O rendimento do mesmo imposto por papel de sol-
lo pioporcional imporlou. nos dou, mezes decorri-
dos do romeen de sua venda al 26 de marro de
185; em 12:8873 incluida a quanlia de 6:9608500 de
selle impresso em papis de estampa particular, co-
mo he permitidlo pelo arl. 1. do regulamculo de 31
de dezembro de 1851.
Terrenos diamantino'.
A inspectora geral dos terrenos diamantinos da
provincia de Minas Gcracs no relalorio, qoe me en-
vin acerca do estado da adminislrncae do, ditos
tarreas, expoza necessidade de se fazerem algumas
altjraces na legislacao respectiva, afim de se evi-
taren os principaes embararos, que na na execucao
o tem all encontrado. Ella prope qoe se franquee
aus tascadores sem designado especial de distriejo
lod s os terrenos, que nao foram anda arrendados
por occupanles, vilo que no municipio de Diaman-
tina, nos do Serr, Grao-Mogol, Patrocinio e Con-
cei.-ao nada mais lia que descobrir e explorar, ro-
sal lando desla medida a vanlageni de desenvolver-
se > espirito de exploraran dos diumarile. nos luga-
res inda nao condecidos, o de se procurarem srvi-
tos nos campos, ierras, riacho, e no. outros pollos
de dominio nacional, cojos (hesooms subterrneos
se conservan ainda ignorados. 11 d'ondc lem sido
aedidos os falseadores peta. dsposir,ocs dos arta.
28, 29 e 30 do rogulamcntode 17 de agosto do 1846,
qui circunscreveu a sua industria em districlei pro*
pr is e extenrOes determinadas de terreno.
, Lequer lambem a mesma inspectora str aalorita-
da a impor, alm da mulla du art. 37 do regula-
Seilo de 11 de dezembro de 185i, a pena* de 30 a
1 lia Ue priso a todo* aquellei que minerarem
O inspector geral dos terrenos diamantinos da
provincia da Baha infnnna-que, sopposlo a minera-
rao dos diamantes seja a mais impoilanle industria
do centro daquella provincia ; e sea desen-
lo e vantajosos resollado* pedesaea j elevar o valor
ele lodos os productos o haveres, e dar aa commer-
110 urna proporrao decupla, todava a baja que em
1 84819 sofi-eram o* diamanli que infe
lizmenlo sollreu aquella provincia era 185253,
iltimamentc o prego, a que Um subid* o* escravos,
entorpecern a explorac/io das larras, o qoe fez
decrescer a respectiva rend.
Eslao em arrendamenlo, segundo os mappas quo
,-o Ihesouro remellen .0 lobredilo inspector geral,
1,074:820 bragas quadrada daquelles terrenos por
13:9188900 ; c licenciados 1.028 falseadores, cojos
ttulos importarn em 2:0563000.
Fabricas.
Exisliam em principio desle anno no municipio
ca corle 38 fabricas, a que he facultado o dwpa-Jho
livre das materias primas destinadas ao ten roiiW-
inn, eVujo valor pode ser computado em 490:5118163.
Segundo os mappas iiltimamente remedidos ao ibe-
vouro pelo, fabricantes, acham-se nella* emprega-
dos 901 operarios, e o valor do. artigo* manufactu-
rados eleva-e por anuo a 3,864:2808, conforme a,
lelagoes ns. 39 e40. Nu provincias numero das
lubricas que gozarra-de idntica isenrao, he'de 45 ;
sendo 6 na do Rio de Janeiro, 10 na Babia, i em '
Pernambuco, 12 em San-Pedro do Sol. S 1 San-
l'aulo, 2 no Marandao, 1 em Mmi
1 elagao n. 24. A somma do^^H
lecrao cuslou ao Ihesouro em 185354, tabio a
363:1118t41. Este modo de favorec fabrica,,
consagrado na lei de 28 de abril de 18 onti-
iiuado pelo regulamenlnde 22^^^H
decreto de 24 de agosto.de 18 i renar com
a promulgagao da nova tarifa, pelo, mu >s incanve-
nentes que dabi resultara. Sem duvida, he da mais
alta conveniencia acorogoar. al cerlo ponto, o des- '
iMivolmenlo da industria fabril entre nos. Nao po-
ilenl jamis tornarse prsperos independenle os
povos exclusivamente agricultore*. quaesquer que
nejara alias di cundiroes propicias do solo que ha-
bitan), porque a verdadeira grandeza ,6 pode resul-
tar da reunio de toda, as industrias, queso auxi-
lame completara reciprocamente, o da divsao do
Irabalho nacional, qaeabrindoscarrrh-a variedado
das aplidoes, da emprego lpopulaelo concentrada
nas grandes cidades, e matare, recurso* ao paiz con-
tra aa eventualidades d* guerra exterior.
Sem ser sectario do regimon protector, entendo ,
0 ue a doBlrina contraria, qae cunta com a-paz per-
petua, e exclue de seu, calclos a. dflerengas de
lempo e de oaciooalidade, deve ler exceptes! carao
lodos os bons principios as tam; e umardeltas he
que quando industrias novas e olis se presentan
1 evestidas de caracteres de vitalidade e de progresso,
(umpro que o, governos as auxiliem razoavelmenle,
t que ganden a* torgas precisas par nao sei
nsmagadas pela concurrencia dos rticos similares*'
do eslrangeiro, O detrimento temporario, qae dahi
compensado no porvir peta* noval '"WhM un-
lucran e instrumentos de trabalho qao 1&Aq3tSt.
A habilitagao industrial de-cada naco he a sua
principal fonle de opulencia ; e lodo qoe o esta- I
1o dispende no sentido de promover essa educar"
nmbora pareen gravoso no presento, tandea multi-
plicar 110 fuluro os meios productores de riqueza.
Eulrelaudo, os abaso a que lera dado lu
tystema da isencao total dos direitos al aqoi 4-m
ngor a difficuldade de definir com precistAa na-
lureza da, materia, primas, e de proporeMlnK a*
noncessoes necessidade* raaos a a importancia dar
manufacturas ;en impossibilidads de excrcer sem
1 exames era estabetacimenlos parlicntaaa* nma fis-
calisago rfilcaz, adra deoao ser Iludido o fifi da
tai ; todas estas crcumslanca. aeonselaaram sobs-
tituir na nova tarifa a taengaoVr direito* modera-
do, que sem retirar as manufacturas a protcefade
quegozam, edeque necessilam, a cortciliem com
ns inlcrcsses immedialos da fazenda nacional.
Faxcrtias e escrotos da naci.
Nos mappas airnos este relalorio sob ole 42 e
13 se acham rednides todas as intarmagow, qaa dos
( remenlos existente, no thesnuro se poderam co-
Iher nterca das fazendas e escravos da nagio. Por
ellas sJb conhece, qo o numero diales ollimo* cle-
leio da* dila, tazendas 972. os quaes podem Ser etas-
silicados do modo seguate :

IDADES.
Da.' 2 a 15. annos. .
He 16 a 4.5 .
He 46 a 76 .

O rendimento total da, tazendas no
eiercicoile 185253 tai de. 26-1548I65
0e5l,eza......... T:5t3
Saldo
16*898243
A exigaidadedesta renda, comparada cum a no-
rterosa escravalur* emprcg.da nu serviga daqoellas
p-npriedadea, deixa por *l s cbmprebender as difl-
culdades que o governo lem .empro encontrado era
taze-las administrar proficuamente nos lugarr
ir otos cm que exislein ; e bem assim os ahu-
v lavis nus syslema, dos arrendamentas.
.^*lfeinl" nao julgo conveniente! que por ora adopto algnma da, medidas que n este respailo lem
sido anteriormente indicadas ; pois que alienarlo
dcsia parte do dominio publico se nao pedera ef-
lecluar, nas presentescircnrmlancias do paiz, sem
l.'raves prejuizos; e nem o numero da escravalura
valida, como se v da classificarao cima feila e
que serve ao seu cosleio he tal, que permita dUt'ra-
lur-se parto delta para as obras publica*sem dexir
is fazendis em abandono.
Al.l ANDEOAS. CONSULADOS, MESAS DE
RENDAS E COLLECTORIa" i
A'ora tarifa.
A scrgito de fazenda do conseibo de estado a
quem tai incumbido o exame du projeclo da nv,
tarifa, j, apreseutao o sen Irabalho, ruja iropresvlo
usa a terminar ; mas o governo resolveu submel-
l*-laaoconheeiinciilo do conselho d eslado pleno
Obras da aXfandega.
Levando a effeito a resolugao que tomei, como
ios disse no meo rlalono anterior, de fazer con* r
truirporadminslracaoocesdaalfandoga da cor- i*
le, tai dessa obra especialmente encarregado o en-
senheiro C.Neate ,ob a superintendencia do nn'cc-.
lor daquella reparlirSo. Para esse fim algn ins- '
Irumelilos o machina, tarara aqu mesmo prepara-^
los, c oulros ja chegaram, construidos em Inetater
1.1. Em novembro ultimo afflncou-se a primeira
estaca no ngulo sudoeste da baca proieetnda a
ja eslao em .Miistruccao, segundo informa o dito'
engonheifo, cerca de 200 ps de extensa*' linear da
mesma baca. Inclusive a importancia da, machi-
nas viudas de Inglaterra, despendeu o Ihesouro con
as obras hydraalicas da alfandega da corte, no ,T.
fftff "*.' J",imo d9 "*P nmlo,
Alm de dilTerenles-obras intarnas'eseimiiaalfa*
que ... mesma alfandega Joram urna, conduid., e
culras eslao em andameiito. ullim '
... 6. o qual, medi.^ a colli'cagao'ls varteaTo
?rrel.nhaCeZrhah'},Ue '?4?"r de '"^Vd GrSo
1 ;.. I "ab.lmeate liab iudn por o rece-
lim.nlo de mercadoria*. Concluio-se ol,e,S-
^.mTl83mhrna-.12,(a,fl8,ro) "u do iToSn-
lo-selihe nm J.V "if P*""0' de ,a3td" 5 b""-
il .Mil ntavUe, (atttTnne0 "" "nio
inazam nP r Deu'w obrwt do ar-
""JP'i10' bri-
dos armazen, de ferro projeclados.
Ihi,!!*?"!^* qu* l'i"'i"' eomo nu**** o
mesooro o ch.fe da repartgso, d. que me oceupo,
i
-


rrs~
\
i
.......______
de um cutir par o mico italta, live d'S npprovar o
contrato qoe pan w elledo fura por ella celebra'
j" emjulho sr-guintedeveT eslr priunpla aajuel-
J* enjbanasao n importancia da 20,S(K5>.
Palo aieu anlaeexor fo.tes informados da nc va
ponte, muralhas do lado no noria e sul, a de um
cae, cuja confiniccflo larnou indi|iensavcl oo porta
la cidade da Baha a lemten que all se
desenvolv na edificado pariic dar tire ornar,
dunde rosnltnu a inutilidad da ponle, eniao ao tur-
VVifo da liltandeita; a Via aeeessidade, segundo o
l;o doa utnciaes engenheiro que foram censull-
. dos, de acempanhar o movimenlu zeral, avancen lo
era maior escala ainda sobre ornar na oonilruccto
da referida uova ponte e mural lu>.
No con;e( dos soliredilos engenheiro s, e no do?
inspectures da thesuurnria ealfand;sa, presidenta
da provincia, para que essas obra* Mistan ser coi.i-
pletas, *l precncher us fins de un edificar-ao, em
reanlo quer ao coramerrio, qunr ao tlsco, he de
, urgente iiecestidade a compra, 011 desappriacao e
\ dcmolicSo de dous arante ni parliculnro, que p ir
f ambos aquelles Utos So apenas separado do edifi-
cio da atftodega por um rslreito e ca hndo bec:o
do 6 palmas de largura ; pertencenles o 1, deno-
minado di Ponte, com um andar, alein do terreo
80 palmos de fronte, e 158 d ft iido, e paredes
da 3 ', de espeaaura, ao coronel Amoro Pedruso
de Albuquerqoe ; e o 2., com dous andares, alni
das toja e de uro solio, 52 palmos de (rente e l.Y
de fundo, e paredes de 4 ti'de grossura, i ordein
terceira de S. Francisco.
Informan) os dito (unccionarios que, prescindi-
do da mikir clari ade, aaTormosetmeii o e lidie/1
que a demulieac M ditos rmateos Irara ao edifi-
cio da alTaude) e da Iharmonin e pruporrao que
este guardar com ai obras na uoi a ponte e
caes, cuje plano, Iracado pelo tenenle-gene-
ral bario de Cacapava, foi ja adoptado pelo
lliesooro, accresce a graude conveniencia e vauln-
am ojo ida isolar aquello edificio da proiimidarle
econtacto em que neacha com predios particulares,
como de prestar ao transito publica maior comm i-
didade, e ao grande movimenlo i> transporte de
merciddrins que alli tara crescido com o progresis o
desenvQlvimeiito do commercio, a largueza e facili-
dade de que este Unto necessila,
ideado instancias que oliimamente me for.iin
feitaa nesle sentido, raandei que se procelcsse a un-
i darjMttW'propTiedstdes, e ms infurmas-'
li reolucsu em qoe esi avara es rospec-
livos senliorios, quanlo sua alienar;", cmodo
preco que ezigiam. Em consequci.cia firain ambos
r dOus d-
em (0,0008 i-ada um ; infur-.
mando o i ouraria, que js proprie-
larios esle hsar a sua venda : que o
> houvesse ped lo anterior-
mente 96,0009, tentara aepoi i com 80,000;
I w ordem terceira de S. Franci.co,
qoe i -Io em pocts da divida pu-
tar, he anda o le 50,000, em
t|ue por im dos ditos officiaes fera estimado cm
1848, por se achar entao em mcll or e-tadrrque o
da ponte, na qual dera na mesma poca o valor do
40,000,
i podendo resistir' a conviefali da ulilidade *
vantagens i|ae ao commercio e a Calenda trara
ttamolijao dc-e-referidos arraazetr; s oeni me .'eli-
do posilvel por falta da crdito determinar n compra
, del jes ; coito, que me habilitareis para olla com os
fundo necnssarios, antes que a conclusa das obra-,
L da alfand*i;a da Baha, melhorando a silSacao drs-
^ sjs propriela les, encarece ao mesr.10 lempo o sen
valor.
Coiu as obras dessa repartirlo tem despendido
o thesouro desde dezembro de 183. era q le liveraiu
ronsoco, ais mareo lindo, 607,0269073.
leudo mu lenta e.instrucrao.e 111
queucia da e-rassez de operarios, e deficiencia
e caresta de matcii.ic, como infur na o inspector
ta re.-:.. .faudegii, algumas obras dossa rep.ir-
tiejo, para as qoues, desde o exe'cicio lindo fura
aberto o erudito de i2,16l7O0, que semnndoavi
garar no corrente; as-im como, ful nesle o de
1 ,938 para o inellinramenlo do pavinento lorreo da
niesms repnrtieSo.
s'N* alfaodaga du Rio Grande do Sul aulorisei a
c>cavacio do ancoradouro junto i ponte daquclla
rjpartigao, na prasenra das consie;rac^s que ao
tliasouro Bitram o respeclrro inspector e o da Ihe-
snuraria de (azeuda, de accordo com a presidencia.
sebre a nec a rae. l ponto as embarcarles que liouvc-
rndi 1 ir o port, mais fcil e regular se
terne lesembarquo o fi r ana obra forarn consignados 8,000;).
Atienden lo as re<|iiisieOes dos inspcctori! d'alfan-
diga, a da tliesnuraua edo presidenl; do 8. I'aulo
sobre* conveniencia de urna nova peale de descar-
ga para a alfandega de .Santos, a qual por falla de
operarios Imbei, e de um olicial e genlioiro, no
fira poasivel levar-e a elTeilo no etercido anterior,
ordnelas" ionocorrenle;applii:andopara
, israassumm. .rtaucia oe 11S:I040
tnviam re 1 ejercicio ; mus acunteceodo
cer o aegenheiro que se dispunh. par cncarre-
tlRir-se deesa obra, e observan to o preiidenlc a cou-
mcia, e a economa para a fazentt 1 de reiiliiar-a*
|f* iirremalt3oeoraaciiiidi(;;lii de cin-
gir-e o aeMiOMlanli.' a respectiva planta, n de pro-
etttcrde aonordo cem o entjenheiro, a qiemfosse
fH ii'.cambidasoa inspeccSo, nsaimodetermiuei, elevau-
dojconsigiinca 12,ai'J88St), impuilanria do seu
oicamento. ltimamente porein pondera o mosipo
Uesidenle, imviando tres propostas, que foram ofre-
cidas ao inspector daqnella repartid io, que o or;a-
snlo be di;fe'luoso, e qussjawisconvejtewtfora.ir
uella cidade am engenhewo hanl prob'
^elherpossa apreciar as tesrtjirfttpostas, e or-
TtiesMmiLH>)lMR de resalver como raelhur parce;* sos inte-
rntses da fatenda.
sndonoosenliil o governo na rans'erencia e
nridincj alfandezada provincia le Scrgipe 1I1
liiirra doiCosieiros para a margem di Aracaj, no
la zar denominado Diaria, atientas as irazoes de con-
veniencia iitUidaoV puMica, que pan issn submel-
len sea cojisideraeao o presidente dn provincia, foi
es eaontori lepara mandar construir, por arrema-
ta ;Jlo, naquellc ponto onaa cas com a- coiwenientes
pr>poices [-ara o eipodienlo da dila reparlicllo
abrind-se-lli para esselim um crdito da qiianti.
de 29,211, cm que fui oreada essa.otira, e fazendo-
tn de -USegnranea, eennomia, e per-
feijas con ecommendacO s.
'9sMlocum>intos eUlislicos relatrvon aos objeclos
cu nprehendido debaixodesle titulo, liem que esle-
j.iin ainda Innge de presentara eaclidSo de que
sin sasceplivei, j oflerecem eotrltu lo siifTicientes
elementos a ama xiria appreciacio das operarles
co nmerciaes, das forcas prnlulivas do paiz.
Os rasposa nnmerosi a 48 moslram que 110 auno
de 18S354 a importscSoe exportara reunidas pro-
duziram a mraa d 158,566,071em valores offl-
cines. Feitaa eonsparaejocom aseoinno preesdee-
le, ancontru-se urna dillerence pira menos de
DIWIOBE PERNMBUCO QUARTA FEIRA 18 DE JLHt !>t 1855
1457:862!% do< Estados Unidos; 95:779i00da
I''rinva;|65:OD.5(<00 de Montevideo; 460:2029310 de
Porlugal ; 64:87500O da Hespanh; 142:%7400de
Buenos Ayret: 11.6115710 da Cidades Itanseaticas,
e 101:875560 d'Africa.
Em 185253 a mesma mpartatao subi a.........
4:866:59l578, realiaando-se portento urna diffefeni a
para mais no 111111 lindo do 2:604:113-5880.
Impar tapio e exportarlo do Par.Oa todas as
provincias do imperio foi a do l'ar.i, que msior in-
cremento aprsenlo! no movimento de sua impor-.
tacao e exportado compsiativamente eos annos an-
leriorss.
O valor da prinieira sabio a 4t932:976. e allra-
passou o meio termo da imporlarao do quinqnennio
em 2:889:893, ou 141,447 OO, e da do ultimo anuo
em 2:066:737, ou 72,106 0|0.
Na sua esporla;ao mais notavcl ainda foi o pro-
gresao, pois que elevou.-se cima da do anuo pnssado
em 2:689:544, 011103,234 0|0, e do periodo quin-
quenal em 3:446:696, ou IB,655 0|0.
;Os productos que mais figuraran) ncle desenvol-
vimenlo fnro o cacao e a gumma elstica.
O mellioranrento da navegado por vapor as a-
guas do Amazonas, e a abertura do commercio di-
recto e iivre de barreiras fiscaes com o Per, impri-
mirn^ aquella vasta provincia um impulso, cujn-
eleitos m ligo de augmentar, a medida que os ele-
mentos de sua riqueza natural melhor conliecidos, e
inelhor explorador Iheoffereceremuieios de permu-
laes mais abandantes e variadas.
Exportacao petrt o Rio da Prata.O valor desla
eiporltcio foi 110anuo de 185351. segundo o map-
pa 11, til de 2:994.155, e apenas ezccdeuodo termo
medio da dos cinco anuos anteriores em 270:811, el
a do anno de 185253 em 496:306.
Reexportaran e baldearao,0 mappa n. 58 de-
monstra que o valor da reeiporlacao e baldearlo de
lodo o imperio foi em 185354 de 2:156:791, ou
1:521:967 (41,37 0|0) menos qne o do tormo medio
dos cinco anuos anteriores, e 301:515 ( 12,26 0]0 )
menos que o das do anno do 185253.
Reexportado para,o Rio da Prata.Esla reos-
porUc.ao era 18554, nao passou como se v do
mappa 11. 62 da somma de 809:076, Nclla cucon-
Ira-se urna diminniea,. de 1:076:721. em rclsco o
lermo medio da dos cinco annos anteriores ; e de
592:187, em comparacap da do anno de I8S253.
Xacet/ar&o de longo cuno.O mappa n. 63 dji
em resultado em 1853* 2.222 navios entrados
com 708,937 1|2 toneladas, e 2,192 sabidos, com
728,912 l|2 toneladas.
Kstao ahi cumprelieii lidos 159 navios naciouaes,
entrados com 33,552 toneladas e 144 sabidos com
32:635 toneladas.
Confrontada a n.-.vegarao desle auno com a de
85253, t apparecu urna differeuea para menos de
268 navios entradoi, com 88,494 toneladas, e 378
navios sahldos com 106.628 tonelada*, e relativa-
maule ao lermo medio do quinqucuuio,nota-se tam-
bera ama diminuidlo de 398 navios com 89,216 lo-
neladas, nr,s entradas ; o as salii las, de 454 navios
com 113,487 tonelada,
NacegarHo de grande cabotagem. No mappa
respectivu designado com o 11. 61 ve-se que em 1853
54 o movimento da cabotagem lie representado por
3,174 navios entrados com 371,807 1|2 toneladas, e
pela sal 1 la de 3,017 com 359,004 loueUd-s.
Savegaca entre o Brasil t o Rio da Prala. O
mappa n. 65 indica que na navegacao enlre o. Brasil
e as repblicas uViquelle uome em 185354, figura-
ran) as entradas, 118 navios brasileiros com 23,339
toneladas, e 205 navios estranjeiros com 56,143 1(2
toneladas ; e as saludas 97 uacionaes com 19,406
toneladas, e 190 eslrangeiros cora 52.429 lfJlo-
Oeladas.
O exame comparativo desla navczac,ao com a de
185253, apunta as entradas urna iliuiiiiuiefio de
34 navios, e um acere-cuno de 4(0 tonelada,!, o as
sabidas urna diminuicAei de 26 com 3,118 1(2 lanc-
iadas ; e com o nielo lermo dos qualro annos ante-
riores, revela lamn rn uina dillerenra para menos,
as entradas, de 16 navios com 1,859 l|2 toneladas,
e as sabidas, de 125 com 15,971 1)2 toneladas.
- Piincipae$ arligos de exportacao.Na segninle
tabella, ondeseconl'mas quanlidades e valores offi-
ciaes dos principaes arligos da I \ aura nacional, ex-
portados do quinquennio del81950 a 185354,
poder-se-lia appruxiinadamenlo apreciar quaes as al-
lera^M que elles cxpcriinentaram no referido pe-
riodo, teudo-sc em caula o termo medio animal dos
preros e du cambios.
he inconteslavelmeule insufflcienle e ineficaz para
alcanzar o Hinque se leve em viste; pois o mal
simples clenlo basla pra demonstrar ao conlribuinle
a inleresse que tem em nlu satisfsier opporluna-
menle o preeeilo da lei. A conveniencia da promp-
tidio na cobrante dos imposlos, a neerssidade de
por lermo ao incremento da divida activa, e a boa
marcha da admiuislracao, ezigem que se confira ao
governo a faculdade de esiabelecer mullas al 200,
e penas de detenrjlo at dous mezes, nos rcgulaineu-
losque era virtud de sua altrbuic.ao propri hou-
verde fazer relativameule a arrecadajao dos im-
poslos.
Kio de Janeiro em 8 de maio de 1855.
Marques de Paran.

Caf.
Attucar. .-tlijtiio.
5 ", ^ SE ?eajox
ni,, piii- iimi
^-io-'C ^ (* 6 o b
01 X X XX
w 10 36 -a
s es a
tsu'aosbi
te -:>
e s a
t IO *- w
r x vioe"
s o s _.,
5,
O
1
W^ililiio 0 X U 'J\ O*
'
l,'l14,498,vou 0,07',. ecom o termo medio do quin-
quennio decarrido d 184852 um augmento de 151,
augmento qne se deve preaumir maior pela falta dos
m ippas dss ulfaodegas de Santos e Urucuayana.
Imp;rlaco geralio imperio.No mappa nume-
ro 49 v-ss que o valor da impoigsKTi eslran-
1 directa elevou-se em 1853jUB" somma de
84,131,74? m
Reiulte dt saa comparacao com a da r>portac.ao
di 185251 ama diminule.io de 1,604.098,5 ou
IJIMjj; e com i do ermo medio da il as cinco annos
arleriores. urna dillcrenca pera mais de II. 111:1,1475
01115,441, V.
Esta imporlarilo p-oedeu, as propor;fS abaixo
duclarade, dosseguintes paites.
Da Ora a Brttsnha seas possessOes
rreoja
Cidade* Hatseali.-as
Eulgic
llsspanha e mas possessdes
Pnrtug
taladas Unidas
Bio da Prali
Austria e-su is po'scssOes
Sardenhi
P rtosdeJkperio
ultw pelK.
ogcral.Pelo mappa
Mra-se que a exportarlo, con) qu.'iilo diminoi-
1a .pianlilade, considerada no puno de vista des
valores looge de declinar, continua em sen movi-
mento ascendenu!, e o algrismo que representa na
f lalistica annual lio mais lisongeiro do qui se po-
li iria esperar, ltenlas as rircumstamas da Europa.
Ello elevou--e 11 74,134,3240:)0, o que corresponde
a um tecresrimo de 0.664,em rtenlo ao .mino pre-
cidentc, e dn 16,051 subr a do qqinqueiiu 0.
A soa disliibuic.lo fui e seeuiule :
(iraa Itrelanlia e seas posseMOrs 21,77-l!.9016l
'i,)2,,963#664
9,84,0i4864
5.179,0529930
1,833,236*609
69.68979
5,7.4:.,033J3
677,5
1.37;i,7W20O
niero 54 de-
Estados Unidos
Franca e uat pussessOes
Austria
Cidades Banieaticas
Pirtugal e sua possessCe
Kio da Prala
Sutweeloitirega
Liom*rce
Bossie ~JH
Oulrus paizirs
i

Imprtanlo com caria de guia.Pelo mappa nu-
mero 51 cuuliece-se que o valar desla iie)|iorlar;ao com-
pilado era 11.9u7.K78, lie inferior do .111110 do
185253 ero 5,3.57,6705, oa 31 ',.__, ao do termo
medio do quinquennio em 1,538,107, nu (1,5 *.
Estas dilTureiicas parecem considera vele por nao
se Icr inclu Jo 110 auno findo, em censequencia da
falta demsppas, o Valor da imporlae.no de Santo',
que en 1 vt foi de 5,290,931.
Imporlpcio nacional.O mappa inmcrn 52 mos-
lf qeo a importarlo dos gneros nacionie:i nsvega-
duspor cabolagem e sujeitos 10 expedente de 1|2 i
3j|fevou-se somma de 5,720.782. He um rcesso de
,99 j sobre o do auno ultimo, c de 21,6!,' lompara-
tiramente a<> termo medio do quiuqu. nnio.
Importarlo e/trangelra do Rio de; Prata Ella
orcoa no auno de 185354. conformu alela o map-
ps numero 59 em 4.497,550, excedei do a do termo
n*01 l>'nteroreslde2,o5l,333ll, ea do
d; II '^
Impbrtoffoae moeda de ouroe prt,la e de metaet
pteiato:-- -^ 0 valor de v,i7('.7l)5458
sendo 6, moedas de ouro 287,07
4.fl^473TI8a da GrJo-Bretanha eioas potsessOes;
Estes alaarismos mostrara que o algodao exportado
em 185\354, em referencia ao lermo medio dos i
annos anteriores, solfreu umeiiminuicau de 81,093
!, ou 8,65 0|0 11 aj quanlidades, e de 303,195, ou
5.84 0|0 nos valores.
O assucar, feitaigual cnmpararo, deu ama diffe-
reuea para menos de 737,959 T. oa 8,43 0|0, as
quanlidades, e um augmento uu 196,636, ou 1,25
0|0 nos valores.
O caf experimentan do momo modo e no mes-i
mo periodo, urna mingua de 709129'3>, ou 7,97 0|0
as quanlidades, e urn accrescimo de 2,771,198, ou
9,06 0,0 nos valores.
BISTITIjICAO' 1)E DIREITOS.
Em 11 de maio de 1840 e 15 >ic junho de 1841 vos
furao remethdus pelo ministerio da fazeuda os pa-
pis relativos i reclamar-ao de vario negociantes in-
ulezes, os quaes pretenden) ser iudemnisados dadi-
ferenea dos dlreitos do importarlo, que us annos
de 1826 e 1827 liles forio cobrados de mais na al-
fandega de Monlevido, quaudo este estado acliava-
se ainda encorporad 1 ao imperio. Nao jutaatido
dever inlerpor nesta occasiao o meo juizo sobre urna
qucsiao que vos esl iffecl, e pendente de vossa de-
liberae.lo, nao poso comlud dispensar-me de pon-
derar-vos a urceucia da UecisAo de um negocio, que
por motivos difiranles iutercssa lano ao thesouro
emo aos autores da reclamaran ; e no caso de cn-
(eoderdes que deve sur elle altciidido em seo todo
ou uarcialmenle, ser preciso que volis os fundos
necessarios para semellianle desprza.
Importo* e sua arrecadarao.
A experiencia lem mostrado, em lguns dos im-
poslos de lencamente, de taitas que ciimpre remover
quer a re-peiln das bases em qoe as'eulain, quer re-
lalivamenta as formas da sua arreraitajao, e na-
tiirczi dos meiot, de que dispo o poder administra-
tivo para torna-la effecliva.
O imposto no consumo d'auuardenle no munici-
pio da corle, lal quid se acha eslabelecido pela lei
de 30 de nevembro de 1841 e formulado no decreto
7,688.735698j de 12 de junlio del8i5. depois das Iran-I.ii 111 ic.p-,
4,197,55l138. numerosas, quetemsuccesvivameule experimentado
73 ,0089781 f no modo de sua coliranra, desde a poca remota,
W9488 em que foi creado, nao esl ainda extreme de in-
convenientes, o que alias nao he para cslranhar, se
se allender, que em lodos os pai/.e, em que este ar-
tigo de imposieo existe, tem sido grande a dillicul-
dade de arliar um syatama de percepr;ao, que sem
jdar azo a fraude e ao .ravio, sejaao mesmo lempo
justo era sua applicii(Ao, e sent de vexame. As
tjontribuieoes pruporcionaes directas, menos popu-
lares por sua naturez 1, que as oulras, nrecisam |iara
screm accedas sem reluctancia, de signaes materiaes
exterior, que sirvan) para uina rxacla apreciadlo
dos valores proda^p\,peIa industria, sobre que re-
caben) ; e n 1 impasirn de quu se trata, nao he
colisa fcil encontrar com seguranr.* vs elementos
dessa apreciarn. A sua receila comludo ha pro-
gredido do auno em anno, e lem mais do que tripli-
cado no .quiuzo exerciciu comprrlicndidos entre
1839SO* 185154, leudo sido o seu producto, no
prjmeiro, do,56,307;9G1, e nesle ultimo do..........
170,8089006.
Convindo porem, conciliar lano quanlo possivel
seja os inleresses do litco com os dos Coutribuiiites.
e pr lermo as reclamaces, que lem excitado u r-
gimen em vigor, bcra quo nimias sejam infundadas
e nutras exageradas, jnlgo uceessano lazer algumas
alterarnos 110 regulaniento, que respeita a esle ramo
das rendas publicass Mas pura isto lie mistar que
aulorrseis o governo a modificar a tai sapracilada,
que prascreveu a forma do imposta pnr patente, e
bem assimn augmentar a pen.ilidadc iudispensavel
a respeilo dos extravos, que poderiam crescer com
as irfcdancas, qoe se Gzerem no actual syslcma de
arrecadar,uo.
Igualmente carece de urna reforma cm sua base
a imposicAo sobre lojj, sojeitas nicamente a um
direito proporcional 1 o preco du aluguel da casa em
que o negocia li? exeecido, ou 10 valor do fundo dos
eslalieleciineulos, californio os lugares. He urna
quesillo boje resolvida pela legislarlo das uares
mais adianladas 11a sciencia da adminislrc.1o, que
em semelhautc materia o direito proporcional ao
valr locativo ni de per si nao produz senflo orna
reparlicAo desiguale injusta .lo imposta, porqua tal
industria que da considerareis beneficio", exige
um local pouco extenso e pinico dispendioso, entre-
tanto que outra, quu em comparacao da primeira
aproas dri lucros exiguos, precisa de vastos locaes,
e por ronseguinle routriboe com maior quota para
as rendas do estado. 1
A mulla de3 0[0, que no artigo 21 do regula-
menta de 16de abril de 1842, e art. 32 do de 15 de
junho de 1814 se estaheleceu contra os cojlectados.
qoe dentro do prazo da lei dtixaseem de lali-Tazer
o referida imposto de fojas, e o da decima urbana,
PARA'.
Hontem (22 de janho) peles 5 horas e meta da lar-
de leve logar 110 Paco Episcopal um acto tao bello
e inleresaente, quanlo podem ser lodos aquelles que
a religue inspira e consaera. Reunido um anilla-
do numere de pessoas ecclcsiaslicas e seculares, ahi
sob a presidencia do Exrn. e Revm. bispo diocesa-
no D. Jos AUonso de Moraes'forres, deliberou-se
sobre a fuiiilic"io da uova irmandado da (inmacula-
da GinceieSo da Mili do Dos. S. Exc. Revm. de-
pois de urna locante altacur lo expon lo os lins de
lao solemne reunlao, mandn 1er u compromisso
por elle organisadn : o qual sendu por lodos appro-
vado depoie d algumas observa;6es, convidou ao
Exm. Sr. leneuto-curonel commanilanlo das armas
Jos Antonio "la Fonseca tialvap, e ao remito Kcv.
Sr. vicario peral, arcediago Raymundo Severino
de Mallos, para tomarem assenlo a mesa, em qua-
lidade de secretarios (o que com goslo li/.eram alini
de se proceder a primeira eleicao. dejuiz e mais
futiccionarios, que lem de Dos a primicias de scus serviros na nova ir-
mandade. Ur acia que corro impressa, couslam
os nprnes dosWleitos. Nao poda ser mais beirracer-
lada a esculla..
Assim inaugurada a nova dinamia le. S. Etc.-
Revm. igradereu a pia ruadjuvarao dos irmAos,
desejando-lbes multas grecas pur intermedio dn Mai
de Dos, ,1 quera nao poderia Iteixar de ser agrada-
vel o fervor com que concoman) par consolidar o
culto da Imniaculada Couccicao ; com tanto maior
consolaran, quanlo animadora era Jt espera,njii de
que em circunstancias lao criticas, omii as em que
nos chavamos, sendo ella nnssa intercessora, seria-
mos Iivre da calamid,ule. que pesava sobreos.
Em todo os rostas e vio estampa la ata o run-
fia ni; a com qoe taram acolhidas estas palavras.
Levantados o tratadnos da mesa as-Ave-Maria,
todusse dirigiram com 8. Exc. Rvm. a seminario,
onde se achata a vencravel iraagem de N. S. da
Conceicao, palrnua do collegio, cun todo o esmero
preparada para sahir era prucissao. Eslava fura dn
cu nicho, collocada era urna das salas do pavimen-
ta baixo, para facilitar a sua sabida para a Se, poni
destinado para a saiiida da procissao.
Era um pouco depois das Ave-Mana, qunndo a
linda c dovola imagcni de S. Sv'de Caneeico do
seminario, donde mtica saldr, em condolida para
a S com numeroso cortejo...
Os seminaristas, os raos fdrmavam ala, levan-
do em rlenles lochas liem symbolisado o fervor de
sua f, c no mais profundo silencio a devida signi-
fn-.i can de seu lecolhimenlo e respeito.
Recolhida a sagrada imagen. 11 S, S. Exc. Revm.
se relirou depuis da cantando aTola pulchra,
pelos seminaristas.
No dia segu 11 le sa1,,ludo 231 S. Eic# Revm., que
cura zelo digno de ser imitado, (em'proinovido a
rcanimacao do culto da Mai de Dos no dogma de
sua Itnm.ii'tlada Conceicao, eslava na S antes das
seta horas ; ah reunido ao Kevm. cabido mandn
dar logo movimento a procissao, que levou o mesmo
gyro da 'lo Sanlissimo Sacramento.
Foi ama procissAo de penitencia, e ao mesmo
lempo de Iriumphn... O povo com fervorosas pre-
ces intarpiiuli 1 com fe o pntrueinio nntatarlivel da
Virsem, pele exlinccio da publica calamidade, e
cominemorava com jubilo a delinicSo dn dogma di-
sua 1 onceicAo Immaculada. >Oh! s: a nOssa devo-
cao foi verdideira, acompanhada dos meins que nos
podem reconciliar com Dos, he impossivel que Ma-
ra Santissima nao incline os reos em noso favor.
Nao s 1 favor dos alllictos habitamos desta cidade,
quo glorindose com o titulo '-de sua invocacio, M
|em iiimiedi-t incide col locado drcbaixo de seus mai
lernaes au>picios*; mas lambem de lodos os nos-
sos irmAos do interior, entregues a maior consler-
nacn !
Grande foi o concert do povo Pessoas de Metas
s classes, sexo e condieao rurreram pira sob o
presidio de Marta ; e pelas ras taziam resoar os
seus louvores na andnfilo anglica que era alter-
nada pelo hymnoAve mam titilaamado' por
dous meninos do coro. Os .seminaristas carregavam
o andor ; escrupuli-ando a sua devoc,ao que e
exclusivamente o nao fizessem, apenas i-c taran) lu-
gar aos lentes dentro da S an sabir c r.:colh.-r-'e a
procissao
Pela vollada 8 horas tinlia a procissao dado o sen
gyro : oantou-se n orgao aTota, pulchra ;e fi-
coU a sania imasem exposta t veneracAo dos lei.
A religiao, filha. 1I0 eco, imprimo em Indos os
seus aMqa, anda nos mais simples am carcter de
elevado eHeplirae que os cnnstiinc functOrs medias
enlreanglicas e liumnnrrs.
Quem poderla dcixar de internercr-se vendo .
sagrada e vfeneravel imascm de N. 8. da Conceicao
l.lo religiosamente saudade por innmeras linguas
devoto '.'
Oh 1 ronera deixar de ser arei,lnvel i Santa Vir-
gem esto trihulo do religiosa homeuagem que Ihe
consagra am paye-inleiro, conimemorando cora ju-
bilo o dogma ^T sua Concnieao Immacnlada, na
poca mesmo, ; m que ella acaba de ser definida
cora lana soler, na le l da eminencia du Vatica-
no, ner -XQZ ma alosa e iufallivel, qae foi com
li"nar.,m, 7""" forrespon'di-le por lodo a orbe ca-
tholico j
NAo, Mili aentis.im de Jess, nao deixarcis de
acolhcras preces e votos do povo, de quem eeis cs-
pecialissim 1 advogada, e que cm tantas oceasides e
eriies as mais arriscadas tem experimentado os do-
ces effeilos de vossa maternal prnlcccio. Cremas
mesmo,I que a vossa consoladora presenta nasiuas
e pracas desta capital, com a cfficacissima invocarlo
de voso nome adoravel ja fez affugciilar o mal, juo
tanto nos lem flagellado, purifirando os nossos ares
dessa. nuvens pestilentes e morilleras que tem Uto
lerrivelmente uarregado sobre o nosso horisontc !
Ai I O nosso horisontc outr'ora lAo bello, e sem-
pre risonlio....
Mara Sanlissima, boje s nos pode consolar a idea
do vosso poderoso amparo. Por vos subam as nos-
sas preces ao throno de vosso Filhu Bcmdilo, por
v nos descaro as misericordias do Altissimo.At-
rim seja. *
(Treze de Maio.)
"-lew.
lode entregue a illusOet e artificio, para a idminiV
iracCo policial desle infeliz lagar, certaroenta Vine.
se deixaria possuir de horror, ecomigo diraquan-
lo de traicao para cora a presidencia, e quanlo de
desconceito da parle da mesma.
Assevera-me o camarade Jaca, qae a tanto lia che-
gado o desregramenlo de um tal individuo, que for-
rada se vio e Illm," cmara a representar peanlo a
presidencia acerca do estado de conllagracao a que
o mesmo ha levado o termo.
Commonicaine ainda u carnerada qne outras re-
prcsenlares foram lambem enderezadas a presiden-
cia no mesmo sentido, o que o Hlm. vinaria fura
pessoalmente ler urna conferencia com a mesma
presidencia. Se lermo nao liver quanlo anles a ad
ministrarlo policial as maos de um liumern, como
o ile que me oceupo, cerlamenle conflagra-seo des-
ditoso termo, pois que pussivel uu he mais da parte
dos tolerantes e morigerados habitantes do mesmo o
esladu de refreamenlo e paciencia, de que ha lempo
se I1A0 revestido.
Por aqu ja cliegoii o bem ncommodo, c a: vezes
bem prejudicial esli, de maneira a nao ser u legu
me como justamente se esperava, egundo o desa-
brimeuto com qe enmecara o invern; portanln,
algum tanto cscasso o auno do que faz parle du arti-
golegume.
Emquanlo ao precioso para os quadrupedes, nada
ha a desejar, pois o.pasto adiase seguro.
Por agora ou a dizer a Vine, que suflicientt julgo
o quanlo llio li transmillido para materia desla
missiva.
^ ludo que de bom lia almeja ao seu prssoal, quem
tem a hoora de ser sen acatador e um dos sens me-
nores servos.
O Calnlame.
PERMBIM
REPAKTIIJAO DA FOIalCIA.
Parle do dia 17 de julho.
Illm. e Exm. Sr.Levo aoconhecimenlo de V.
Exc. que das differentes participacOes boje recebidis
nesta reparlica.', consta que foram presos:
Pela subdelegara da Ireguezia do Recife, o
prelo Joaquim, escravo, por andar fgido.
Pela subdelegada da fregaezla da Maribeca, o
i 1 !n Severino ta-calves. para everiguaees.
Pela subdelegacia da freguezia de Sanio Anto-
nio, me tai participado em oflicio desta data, que
fura preso o crioiilo lenlo Jo da Silva, aulor dos
roubos feilos ao prslo Frederieo Jos dos Sanioso
ao boticario Ignacio Jos de Cont, de que l'ueram
menrAo as partes diarias de 11 e 12 desle mez, sen-
do que foram cncoiilrado^em poder do mesmo criou-
lo alguns objeclos de ouro, quo se reennbeceram
perlencentes aos mencionados roubos, n respeilo dos
quaes o referido suMelegado continua a proceder as
convenientes pesquizas.
itaos guarde a V. Exc. Secretaria da polie.ia de
Pernambuco J7 de julho de 185.illm. e Exm.
Sr. consclheiro Jos Ucnlo da Canb.i e Figucircdo,
presidente da provincia.O chefe de polica Luii
Carlos de Paira Teixeira.
conduzio o segninle : 243 voluntes genero es-
Irangeiros.
KECEUEDOKIA DE UBNOAS INTERNAS E-
IlAES I* PEHNAMBUCD.
Rendimento do dia 2 a 16.....19:3fi7#000
dem dq dia 17....... IMfH
19:8019251
CONSULADO PROVI'CIAL.
Kendimentndodia2al6..... 31:1209551
dem do dia 17........ 698J216
Secrelari 1 do tribunal do rommercio da provincia
e Ternaar/Juco 17 de julho de 1855.
Maximiano Francisco Duarle
Olicial maior interino.
3|:818797
MOVIMEPTTO DO PORTO.
Aoti'oj entradoi no dia 18.
U10 de Janeiro II das. Iiiata brasileiro Venus,
de 123 toneladas, meslre Joaquim Anlonio Gon-
ralves dos Sanios, equipagem 9, canffarinha de
mandioca e mais gneros ; a Caelauo Cyriaco d
Cosa Merma.
dem10 das, patacho brasileiro .oiifiaii'-a, de
107 toneladas, capilAo Emilio Ribeiro da' Silva,
equipagem 8, carga farinha de trigo e mai gene-
ros ; a Novaes & Compartida.
,Assu'18 dias. barca braileira Malhildee, de 233
toneladas,capilAo Jeronymo Jos Tellea. equipa-
gem 14. carga sal ; a Manoel Alvcs Guerra J-
nior. Pasaaceiro, a familia do capitn.
Alcnbara11 dias, hiato brasileiro Furao, de 66
taludadas, meslre Martinianno dos. Sanios Miran-
da, equipagem 8. carga tarinh de mandioca ; a
Amorim Irmaos. Seguio pare o Rio e arribou a esto porto com aurLaberta.
liamburgu52 illas, escuna Bliurgiir/a tiHcn-
rirh (S Gustaven, de 130 tonerMas, capillo N. Ri-
ckelsen. equipagem 8, enrga fazendas e mais se-
eros ; a ltrunn Pracgcr. Passageiros, G. I. Ha-
debrand e a Sra. Anna Banmann.
Sanios16 dias, barca porlugueza aSanla Clara,
do 438 toneladas, capilAo Loureneo Fernandes do
Carmo, equipagem 13, em lastro ; a Barroca r
Castro.
nato* tahidot no mesmo dia.
LisboaPatacho portuguez nRrilhanle, capilo An-
tonio Uraz Pereira, carga assucar e mel.
Rio de Janeiro errarlos intermediosVapor brasi-
leiro altnperalriz, rnmmandanle o 1. lente
A. C. de Brilo. .Passageirojk Dr. Francisco Sera-
pbieo de Assis Carvalbn, sua sentiora e 1 escrava,
Francisco de Paula Cavalcanti de Alboquc-que
Mello. Januario Alexamlrino da Silva Rabello Ca-
neca e 1 escravo, Joio Soares Sarorhe, Alexandre
Jos da Rocha, Eduard R. Alabes, Paulino Nu-
iles de Mello, Francisco Ferreira Bastas de Amo-
rim, Julo Jos da Costa Lemos, Jus Francisco
Alvcs de Lima.
PTJBLICAQA'O LITTERARIA.
Aeha-se :i venda o compendio de Tbeona e Prali-
ca do Proce o Civil taita pelo Dr. Francisco de Pau
la Baptist*. Esta obra, alm de urna ir troducrao
sobre as ar;VeWjHHfle* cm ral, trata dojro-
cesso civel comparMO com o eommercial, eonim
a Iheoria so ir a applicaco da causa julgida, e ou-
tra donlrina luminosas: vende-ee nicamente
na taja de Manoel Jos Leite, ia' roa do Onei-
made a. 10, a 6 cada exemplar rubricado pelo
autor.
QINTA-FEIRA 19 DE JULnO. '
Espectculo em praatilo do actor Antonio Jorge.
epois de nme escolhida ouvertnra snbii.1 n scena
asempre applaudida tragedia do poeta lirasieiro
MagalhAes.
ANTONIO J
arianna
O O POETA E A IN-
JICAO'.
0 papis de MarMna e Anlonio Jos sitrao des-
einpenliailos pelos eximios rlisUs Mara laMpbldi-
na e Jos da Silva Heis, que gcnerosamenlu se pres-
laram a esla represeulacao, em que o publico ainda
lera de admralos.
9er>aaeerts.
Anlonio Josa. .
O ronde de Ereceira
Fre Gil ... .
larianua. ...
Lucia.....
L;m criado.
Adores.Os Sr.
Rcis.
SebastiAo.
O bcueficiailo.
I>. Maria Leopoldina
D. Rila.
Lima.
DE ITOA1IBIJC0.
Os rclatorins dos ministros da corda sAo por assim
dizer a Id-tana abreviada da nilmini.ii.,c.u, pu-
blica nos annos decorridos de urna a outra scssAo da
assembla geral legislativa; e portanlo nao pido a
leitura de pecas lao importantes deixar de constituir
urna das primeira necessidades para o paiz.
Por este motivo promellemos, quaudo se realisou
a muitanra do formato do nosso Diario, transcrever
integralmente os referidos rotatorios; mas nao len-
do jornal algum da curte feito ;i publicaran deltas
por inteiro, preciso nos- foi manda-Ios buscar, c ho-
jc cimecamos a cumprira nossa promessa, pois que
para isso nos adiemos habilitados.
EDITAES.
Sr*. redactores.No exercicio da fancedes de*
juiz de direito do commercio desla cidade, que aca-
ba de dcixar. nada mais flz do qae procurar, como
sempre, csforc,ar-mc como me rampre na qualidade
lo magislrado, por prcencher liclinenio meus da-
vere, quanlo pode attingir a'minha aranhada in-
telligcncia; entretanto a mui distincla corporacao
eommercial desla mesma cidade a dignou dirigir-
me a honrse carta de 9 do correle, publicada no
seu jornal dn boje.
S'iuimiimeute penhurndo por 13o subida generosi-
dadM, e lrVado pelo mais sagrado dever. apresso-
uieTm a presentar a mesma respeitavel corpora;Ao
cummcrcial o mais solemne e sincero (estemunho
da minha gralidao por lAo distincla honra e Con-
sideracAo.
Nao menos imperioso he o meu dever para com
Vmcs., pela hon.tade com que houraram-me, a-
companhando com expressoes tao ofliciosas, a pn-
blicaciloda referida caria; c pois, dlgnem-se de acei-
tar meu solemne protesto de reconherimenln.
Permitan) a pahlicidade destas linhas do seu
amigo e veuerador
Custodio Manoel da Silta Guimardes.
Recita 16 de julho de 1855.
Pela adminislracAu da mesa do consulado se
taz publico que no dia 21 do corrente a una hora
da tarde, te lulo dArrematar cm lista publica a
porta d mesma 15 arrobas c 25 libras de algud.lo
de primeira qualidade, a 58O0 rs. a arrobare 16
arrobas c 8 libras de lerceira qualidade, a SWOO a .
arroba, total 1727SI rs. apprehendido pnr dolo, a
Leunardu Pacheco Coolo, pelo feitor con taren le des-
la mesa Jos Allousu Ferreira. Mesa do consulado
de Pernambuco 16 de jullio de 1855. -O adminis-
tradorlodo Xavier Carneiro da Cunha.
O Ilim. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia, manda convidar aos eone-
nliores da caso n. 16 da ra no Livramcnto; ab.iixo
mencionados, a entregaren) na mesma thesouraria
no prazo de 30 dias, a rontar do dia ilajprimeira'pu-
blicaeau do presente, a importancia das quolas cora
que devem entrar para o calr,amento dn mesn ca-
sa, conforme o disposto na lei provincial n. 350.
Adverlinilu que a falla da entrega voluntaria, ser
punida cem o duplo das referidas quutas, na confor-
midad): do arl. 6. do rcgulameoto de 22 de dezem-
bro de 1854.
Itarthulomeo.Francisco de Souz. 16560
llerdeiros de Jos Pereira Lagos 25-5980
Anlonio Joaquim dos Sanios Andrade 32610
----------------------^^ -------------------------------- E para constar so
____________CCf^l^EIlCIO; m, blicar pelo Diario.
~ \ \E ^ ^j^cretaria da tbei
Rendimento do dia4 7 166:130^^ J'dc jul,lode
dem do dia 17 A 7:9*4 jT^
N .%_______f Anto,
74I50
E para constar se mandn afiliar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da lllcsouraria provincial de Pernam-
huco 10 de julho de 1855. O secretario,
Anlonio Ferreira da Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial,
em eumprjiienlii da resoluc-lo da junta de fazenda,
manda fazer publico que a arreanuiucao da obra do
acude do Buiquc tai transferida para u dia 14 de
agosto proximu vindouro.
E para constar se mandn afiixar o prsenle e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihosuraria provincial do Pernam-
buco 17 de julho de 1855.O secretario, A. ./'. d' An-
nunciacao.
O Illm.'Sr. inspeclor da thesouraria provincial,
em cumprimento da resoIncAn da junta da fazenda,
manda fazer publico, que a ubra dos reparos precisos
a casa da cmara municipal e cadeia da cidade Olin-
d:i, vai novamente a prara no dia 26 do corrente.
E para constar so mandn afiixar o prsenle e pu-
Ibesouraria provincial de Pernnra-
1855.
O secretaria.
Anlonio Ferreira d'Anhundacao.
21.714.9765758
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4l3,09:i136
:!.80i,443768
PARAHIBA.
Catle do Rocha 29 do junho.
O'ianl.is e quantas vezes hei empunhado a minha
arruinada pluma no intuito de alistar me oa honro-
sa fiteira dos que com toili razAo uccopam hoje as
paginas do seu respeitavel -Diario, embora convicto
da impossibilidade de nio salistazer, o quanlo he
para desojar, tAu ardua como espinhosa larefa, pois
que, leiul 1 apenas os mens progenitores prestado,
me a instruccAo primaria, esta um pouco mal, cm
virtade da defficiencia scienlilica por que pacta o
centro desle imperio, digno por cerlo de melhor
sorte, jamis sern asmitsiyas por mim trucada- das
que toda allencAo c aprero merecen) dos leitores;
mas, boje que resoluta mo vejo a nao hesitar um s
momento mais me levara ao seu justo exercicio a
minha ainda que delriorada pluma, segundo a ur-
gencia de traiismiltir-llie o que por este infeliz lor-
rAo occorre, bem que correspondida nAo seja a es-
peclaliva, arrojo-nse> enderefar-lhe a presenta, es-
peraod liada mai de sua bizarra do que acolhi-
menlo da mesma ris columnas do sen apreiiavel Dia-
na, cerlo de EM* esforcos empregarei, afim de qne
approxime-n ion poucechilo permilta-nien icrmu
10 desempenho desta Uto incommoda larefa.
(Jue oasadia de minha parir, inexperieute- piloto
no pelago das letlras. lancar-me ao campo jornalis-
tico, onde famosos-gladiadores maneain as uas asu-
radas tancas.
Tendo em frente o axioma nemo dal quad
non habetpaiso a referir a Vmc. o que, iccorren-
do por aqui, he chegado ao roeu-roiibeeimcnto por
intermedio de um meu cantarada, que, em artigo
uoticiaslie ptimo.
Nao obstante le prevtnido ao enmarada que de-
ve haver fidelidad 00 que me communicar, comlu-
do tica a meu cuidado sellar do eunliu ^.^ ver.lado In-
do o qualquer fado, que pm\ entura se me oflerc-
cer como digno de referencia a Vmc, pois que,
presumo cm grande escala a minha repitacAo, mo
quero que emotivos hajam, de sorte a enc'grecc-ta.
Por Jaca beconbecido o meu amavcl camarade,
hoje revestido do carcter de Cvrinu desle seu
criado.
Talvez Ihe podejse dizer que inveja 11A0 leuhe da
quanlo cozmosseos respeilaveis correspondentes
da Parahiba e Souza, relaiivaraenta i Cyrineos, pois
que, conliecidos por mim os que to honroso papel
representara na sociedade, e confrontados entro si.
as laminas 11A0 leva qualquer um ao meu dignis-lnio
enmarada; mas, deixodea lauto rhesar, por que-
rer primeira mente esludar, como convm, o capa-
docio, o qual, eitreando agora a saa carreira. em-
bora boas esperanzas hajam a respeilo, pode toda-
va contrariara minha especlaliva.
Um dia por cerlo vir, em quo pnssn eu dizer,
sem receta de objerres. o enmarada Jaca, como Cy-
rinu, milita na mesma ordem de um branles, de
ura Meircles, ele, ele.
Passo ao que justamente faz objeclo do meu de-
bul, sob os auspicios do patriarcha da igreja, por ser
hoje o dia, em que du mesmo res n talhinha.
Esta villa, plantada na fralda de um serrote, pri-
vada dos recseos necessarios ,1 vitalidad, seguida
de urna pequenhez em seus edificios, lugar nao per-
mitle, anda hoja, a que scmellianlo carcter mere-
ea, outra n:lo sendo a causal senAu a nenhuma nl-
tencAn que para-com a mesma sempre ha prestado
aquello a quem incorre o rigoroso dever de velar
sobre o esladu de prosperidad de qualquer urna das
parles do paiz.
Alem do expendido em detrimento ao lorr.lo,
nma oalra circumslancia apparece, que mai tes-
tifica o quanlo desdiloso he ella.
Alexandre Ferreira dos Sanios, sem recursos 0-
leliecluacs, dolado de um ndole irascivel, privado
de prestigio, escollildu pela presidencia par regof a
polica desle lermo, nada ha poupado a leva-lo a
um completo estado de conllagracao, nada mais sen-
do qae um autmata um meio de satisfacao a
llbeios capricho.
Se permiltido me fosse dehucliar, quem justamente
teja u hortera, de que lineara mi a presidencia,
Descdrregam hoje 17 i julho.
llnguoi irtslezLord IJardingtWiio.
linguo inglezPaluJ hacalh 10.
ltarca inglezaCorridomercadorias.
Paladn americano///.enfarinha de (rigo.
Patacho americanoScoitaidem.
Patacho hollandezZeestermercadoria.
l'aladio portuguez.DorisfaBfaceblas, batatas
tare I lo.
Iliale brasileiroAnglicagneros do paiz.
Uialc brasileiro//mrjrSofuino e charutos.
Imporlaca o.
Patacho brasileiro Constancia, vindo de Lisboa,
Consignado a llastas Lemos, manifeslou o se-
guiole:
. barricas pedra liume, 3 dila salitre, -1 dila oca
amarilla, 3 tantas alecrim, 4caixas 'Irosas medici-
na es, 3 fardos retallos de pellica, 7 dilas flores e
hervas medieloacs ; a Francisco Severiano Rabello
& Filbo. '.
1 caixa droga, altazema e livros do p.io de ouro c
piala, 1 dita cevadioa o hervs medicina*, 1 dita
ccva.la, 1 dita drogas, 1 fardo malvas; a Borlholu-
muo brancisco de Souza.
20 saceos salitre, iM barris cal, 7 Jilos presuntos,
.1 ditos paios, 10 ditos chouriros, 5ditos lo 11 ci 11 lio.
14 ditos banha do porco, 5 ditas aceite doro, 100
barricas e 50 canastras batatas, 1 barril vinho, 50
saceos farello ; a Francisco Joan de Barros.
1 i barris presuntos, 10 ditos paio/. 20 dilps chou-
ris, 10 ditas toucinlio, 28 ditos banha de porco, 10
ditas azeile doce, 60 barricas farinha do Irigo, 175
barris cal, -219 barris e 60 canaslrs hlalas, -.i
moios sai. 1 barril viulio, 50 saceos farello, 600 mo-
llios ceblas { a Jos Teixeira Bastas.
I barris viiiliu : a Luiz Antonio de Siqueira.
4 barricas linliaca, i dilas cevada, 4 fardos alfa-
zema ; a Antonio Lniz de Oliveira Azcvedo.
t caixole rap ; a Jus Vcllozo Soares.
13 barricas cera ; a Thomaz do Aquino Fonseca
& Filio,-. "
1 barril toucinho, I dito chouricas, 1 dilp paios,
10 volumcs cadeiras, 3 dos 1 leito de -madeir, 1
dita sota, 1 dita 1 leito do ferro, 1 dita lavatorio, 2
ditas metas de jogo, 1 barrica miudezas, 1 volme
colchoelt 1 dito enchergoos, I dita cuuimoda, 1 dito
hacia de follia e oulrus objeclos ; a Jos Uonralve
forres. _. '
5 gaiolas passaros, 1 coedeca rap, I dita hce-
la de doce, t nbrulhi) ; a Jos Joaquim da Costa
Maia.
1 embrnlho ; a Jos de Aquino Fonseca.
3 condecas vasia, 1 cmbrollu ; a Francisco do
Magalhacs Bastos.
1 ganda canario ; Jos Joaqun) Pereira.
Uiale brasileiro Anglica, viudo du Cearn e Ast,
consiguado o Anlonio Joaquim Seve, inanifeslvu o
seauintc
de Philadelpliiar
manifeslou o se-
110 couros muidos, 1 barril sebo, 1 caixa queijos,
390 alqui'ires sal, 1 sara do ferro ; a Jos Antonio
da punha IrruAo. gSB
3 pipas. 3 quarlolas e 5 barris vasios, 200 raolhos
palha de carnauba ; a ordem.
20 caitas cera de carnauba cm velas ; a uiz Jus
de S Aranjo.
Palacho americano Scotia,
consignado a Ilenry Forslcr
guilde ;
11 calas chapos do palhVl^aliu c 1 caixa com
saceos, 2| r,-,ias Knu,, -}\ difllWttagios, 2 dilas cora
mnibus, I caixa arreos, 12 rudas, i pares de eixos ;
a lt. UepperoMn.
1 caiva e 12 volunte* com carro c rodas. 1 cala
c 1 volumo ignora-sc, 93 barris hrcu, 19 caixas ch,
200 barriquinhas boliichiuhas, 40 ditas bolacha,
200 remos, 20 volnmes esleirs da India, 9 fardos
panno de algoilAo, 40 barris carne de vacca, 9.58 bar-
ris farinha de Irigo, 20 barris carne de porco ; a
Henry Forsler C.
Briguo' inglez Pallas, vindo de Terra Nova, con-
siguado a M. Calraonl & Compaubia, manifeslou o
scguiita :
1,900 barricas cora bacalhlto ; aos consignatarios.
CONSULADO (.ERAL.-
Hendimenlii do dia 2 a 16.....v 15:708H>7
dem do dia 17....... 72.ia.300
16:433507
l>lVERSAS PROVINCIAS.
Rcndimenlo do dia 2 a 16.....
dem do dia 17 .
1:1149199
37-3136
1:1519635
Exportacao'.
Parahiba, biate brasijeiro a Tres Irmaos, de 31
loneJaitas, conduzio o seguinic : 121 voluntes g-
neros eslrangeirn e nacionaes, 1 caixa rap ara
preta, 2 barricas carviio animal.
dem, iiiale brasileiro Camuesa, de 31 toneladas,
DECL.VRACO ES
s
Terminar, n espectculo cora o ultimo acto da tra-
gedia.
O ador Anlonio Jorge agradece vivamente ao
Exqi. Sr. presidente da provincia por Ihe liaver con-
cedido o llieatro, aos seus collegas qne se prestaran,
a coadjuva-ln e ao publico de quem espera benevo-
lencia e pruieccAo.
Principian as oito horas.
IPIcatro
APOLLO.
SABBADO 21 DE JULHO DF. 1855.
Beiieficio los adores Joao Antonio da Costa e Pe-
dro Baptisla de Santa Rosa.
Subir asuena 1 linda comedia em cinco actos
0 CONVIDADO DE PEDRA
or
D. JOAO-" TENORIO.
Pcrionagent. Adore*
I). Joao Tenorio, homem dissolqlo 0Srs. Lisboa.
D
Esganan lio, criado da I). JAo
1). Elvira, esposa de D. JoAu. .
Carlota, aldela.........
Maturina. dem........
Pedro, aldeild.........
I). Cartas, jriaAo de I). Elvira.
1). Affouso, i Um idem. ....
Domingos, mercanle......
(lusmao, criado de D. Elvira .
A estatua do commendador. .
D. I.uiz. pal de I). J0A0 ....
Um espectro, criados, ele.
Terminar o espectculo com a mui jocosa farra
O (ASTRNOMO.
Santa llosa..
A Sra. D. Maria
Leopoldina.
D. Leonor Orsal.
I). Mara Amelia
Os Srs. Monleiru
Meudes.
Lima.
Pinta.
Rozeudo.
Sebastian.
Sena.
AVISOS MARTIMOS.
Real Compuniia de Paquetes Itiftlezes a
Vapor.
a-fera 18 do corrente, por corita e risco
te quem pertencer, de 10 barris om vi-
(Jho tinto, 20 barris com dito raneo de
Lisboa, 10 canastras com alhos, e urna
porcao de i-esteas de ditos : defronte da
porta da alfandega, aomeio-dia. -13
O asente Borja, de ordem do Illm. Sr. Dr.
jaiz de direito da primeira vara do commercio,
renu'-rimnto do curador ftscat da masae fallida de
Antonio Augusto de Carvalho Marinbo, tari leilao
da luja da dita matsa, sita na ra do Qoeimado n.
50, eonsitlindo n'nm grande e complete sorlimenu
de tazenc a* francesas e ingieras de diversas quali-
dades, una eieellenle armarao pertenceuie a Se-
ma. todas as dividas e moveis existentes na dita
toja : seita-feira, 20 do correte, a 10 horas.
~ AVISOS DIVERSOS^
-^ ,.., ,- ,..1 -^-.. -1
Regiment de costas.
Sabio a luz. o regiment das custas judi-
ciaes, innotado com os avisos que o alte-
ra rain j vende-se a 500 ros, na iiwaria
n. tt e 8 da prai, da Independencia.
MASSA ADAMANTINA.
Francnco Pinto Ozorio chamba c1enteeom esta
deliciosa massa, cuja sua boa qualidade j<1 noto-
ria, assiir. como lambem calj com ouro e prata, e
uniros motaes brancos que oas cores ipuatam muito
aos propros natoraes : pode ser procurado para esto
fim, oa ro estrella do Rasara n. -i, confronte a
igreja.
Precisa-so de nma ama forra para e servic) in-
terno e externo de casa de posea familia : a tratar
nesta Ivpngrnphia.
O tbai yo assignado vendo no DIARIO
de hontem, 17docorrente, seu nome ao
numere dos infractores as posturas da c-
mara muncipal de Olinda ; declara, que
tal infraccao se n8o deu, porquanto pro-
vou peante a mesma subdelegacia de
Olinda, taes pesos Ihe nao perteocerem.
e tanto he que pelo mesmo jenhor sub-
delegado, o major Salvador Herique
de Albuquerque, fot retirada dita mul-
ta, que no referido DIARIO se decla-
ra.Olinda-18 de julho de 1855.Jos
Nunesde Paula.
HlPrttcUarse alugar um sitio ou urna
casa com jardim, perto do Kecil'e : na
ra do Trapiche p- 38.
Consulado dePortugal em Pernambuco.
Por ordiim do Sr. cnsul de Portugal se fes publi-
co, na conformidade do rezulamento imperial de K
de novembro de IH51, as pessoas que forera credo-
ras dos finidos Domingos Jos de Oliveira, Antonio
Jos Vieir.i, Jesuino Anlonio Bastos, Manoel do
Saulos, De mingos Piulo, Manoel ( Jogo
Jos Vascc neellos e Souza, queiram anfetentarnes-
le consulado as uas cenias oa. nutros quequer tl-
lulosde rrdito, cumpetentemenle legaRsado, Gm
de serem 1 Hendidos egundo as Torces dos respecti-
vos espolias arreradados. Consolado de Portogal
em Pernambuco ao 16 de julho de 1855.S. M. A.
Cerdoso, cbauceller interino.
Precise-sede um bom coznhairo, ferro na cap"
tivo, que si ja fiel, para urna casa eslraogeira, paga-
se bem ; u 1 ra do Trapiche Noy. b. 38.
Precisa-se de um homem para trabaibar esa
ama carraca, com comida oneem ella, paga-se bem:
no armazern de materiaes da travessa de Poucitiho
n. 26, indo para a ctdeia nova.
O fisol da fregaezla d Santo Anta;
ainda alagar 2 prelosescravo paia oervi
pesa das ruis: na roa do Rangel, sallar coas o
mesmo fiscal.
Precita-se de rima ama de meia idade, qnesai-
ba fazer o tiervicu do nma caso do hornera solleiro :
na ra do Queimado n. 33 A.
I)ose>i-se tallar com urgencia ao Sr. Anlonio
Jos Cdre a, na ra do Vigario n. 19, primeir
dar, a neeocio de seu inleresse.
SiLAC L>E BAILES PBLICOS.
BSB**S
, No di 22
desta mez es-
pera-se do sol
o vapor .len,
o qual depois
da demora do
costura segui-
r para\a Eu-
ropa: pappas-
sageircsr.eic,
ir-ta-se com os agentes Adamson llowie JT., na
roa do Trapiche Novop. 42.
Naconforinidadeda requisiro feita
nesta data pelo conselbo de direcc/10 do
Banco de Pernambuco, he convocada a as-
sembla geral dos senbores accionistas, pa-
)jlt reuniao ordinaria no da 31 do corren-
te, as 11 horas damanbaa, para levar-sea
efleito o disposto no art. 30 dos respectivos
estatutos.Kecife 1 \ de julho de 1855.
Ha rao de Cainuiagibe,presiden te.Jos
Bernardo Ualy|p Alcoforado, primeiro^se-
cretario.
- Em vista do disposta su ultima parlo do aviso
da reparlijao da marinhiqe 19 de junho ultima-
mente findo, transmillido por copia a esla reparti-
dlo pelo Exm. sr. presidente da provincia rom o
oflicio de 9 do corrale mez, mandando que as ca-
pitanas dos portas sejam alistados os pilotos de car-
la, faz publico o llim. Sr. capil-ta do porto que os
existcnles nesta provincia devcrilo aprcsenlar-se-
Ihe pera um (al lim u mais breve possivcl, sendo lo-'
i.islo lano mais necessario quiilo que pelo con-
trario, nao se peder dar eiccurao a providencia
eontida na primeira paridlo citado aviso, para pre-
ferirem nos embarques iquelles nflo leudo carta.
Capilluda do porta de Pernambuco em 12 de ju-
lho de 1855.O secretario, Alexandre Rodrigue*
dos Alijos.
Pela administrarn dos eslabetecimentos de ca-
ridade se faz publico aos iiiquilinns das casas que
foram dnadas 1 mesma administraro neta Sra. I).
Joaquina Mara Vianna, que leudo de ir prara
por arrendamenlo de um auno, nenhum dos mesraos
jinquilioos poderlo lam.-ar sem que se inostrem achar-
se quites, e os que se acharem a dever podem ir pa-
gar ao ttiesoureiru da adminislrecao, isto anies do
dia marcada para a prara, que lera lugar, quinta-fei-
ra, 19 do corrente.
- Acba-se appreliendido por esla subdelegada
um cavado por furtado : quem for sea dono cumpa-
rece munido de documentas, que mostr ser sua pro-
priedade, que Ihe sera entregue. Subdelegacia da
freguezia da Var/.e.i 14 de julho de 1855.0 subde-
legado, FraiKisco'loaquim Machado.
BANCO DE PEBXAMBUCO.
O Banco de Pernambuco sacca sobre
a praca da Babia, e contina a tomar
lettras sobre a do Kio de Janeiro. Ban-
co de Pernamhiii'o 25 de junho de 1855.
O secretario da direccao, Joao Ignacio
de Medeiros Reg.
l\"3o lendo comparecido alguem no dia 9 do
crrenlo mez propoudo-sc ao furnecimenlo de cal
preta precisa a esta repartidlo para as sutis obras,
niloobstante o convite 110 annuncio ou declaradlo
cora data de 2 tambera do corrente mez, manda o
Illm. Sr. inspector fazer publico, que o dito fonie-
cimeuto pode ainda ser contraladu, precedidas as
necesarias propnslas, com q.iein se aprsenle nesla
secretaria fazendo-o com mais vanlagens para a fazen-
da. O mesmo Illm. Sr. iu-pi-clnr manda ainda fazer
publico, que admillirjpessoa Iivre nesla reparlic.no
srrvindo na qualidade de srvenles rom o jornal de
721)rs. r IJOSO, quaudo empreados no Irabalhe ae
sul do Kecife.luspeclori do arsenal de marinha
de Pernambuco em 13 de julho de 1855.O secre-
tario, Alexandre Hodrigucs dos Anjos.
EUITAL.
Pelo prsenle sao convidados i compareccrem na
casa das scssos da cmara municipal desla cidade,
no dia 19 do corrale, petas 10' horas do dia, alim
de seren inspeccionados por junta medica, os in-
dividuos que interpozeram recurso por molestia,
peranle o conselho de revista.
Sala das sessoes do Conselbo de revista da guarda
nacional do Kecife, 17 de julho de 1855.Firmino
Jos de Oliveira, secretario do conselho.
O Exm. Sr. desamhargador presidenta do tribunal
do commercio desla provincia maiida fazer publico,
que lendo ale ser prvidos os dous ofcios de escr-
vacs de appellaees e aggravo do referido tribunal
creados pelo regulnmento numero 1597 do 1 de maio
do correle auno, convida o pretendentes a apre-
entar-m-sc na secretara do mesmo tribunal com
seusrequerimenlos no prazo de essenla das a con-
tar da publicarlo desta edita!, datados e assignado
pela parte, ou sen procurador, acompanhados de
follia corrida e mais documentos, sendo lodos devi-
damenta sellados, e instruidos alm disto cora cer-
d3o de idade e do ewme de snfliciencia, para que,
senda informados, leuham depuis sea compleme
desliuo.
Ma-
Hio
sen
ece-
rete
, RIO DEUANEIRO.
O brigut; nacional-I
noel de Freitas Victor
de Janeiro nestes dias.
carregamento*completo, _
ber algunas 1 lindezas e'eU
para os quaes tem bons commodos : trata-
se com Novaes & C.j ra do Trapiche
n.-o-. ,
PARA O PORTO.
A barca porlugueza a Santa Cruz, lera de sabir
com luda a brevidade, por ler parle do carresamen-
lo promplo : quem na mesma quier carregnr oa ir
de passagem pode entender-se com os consignatarios
11a ra do Vigario n. 11 ou com u capilAo a bordo.
Para a Babia,. '
o hiale Koco Olinda sabe breve por ler o sen carre-
gamento qoar promplo ;.para o restante, Irata-se
com Tasso Irmaos.
Segu para a Parahiba por Icr^t maior parle
do sea carregamento promplo, a barraja Carolina:
para o retanlo poderao entender-se rom o sou con-
signatario, na roa da Cadeia Velba, taja de ferra-
gens n. 56.
O brigue nacional FIRMA segu para
o Rio deJanciro, quarta-eira 18do cor-
rente : para escravbs a frete e passageiros,
para os quaes tem excellentes commodos,
trata-secom Novaes tS Companhia, ra do
Trapiche n. 5 V, ou com o capitao na pra-
ca do Commercio.
BAHA.
Segu com muita brevidade, o ltiate
nacional AMKLIA : para carga e passa-
geiros, trata-secom Novaes & Companhia,
ra do Trapiehe n. 34, ou com o mestre
110 trapiche dp algodao.
Baha.
Vai seguir com brevidade o hiale brasileiro For-
tuna', -para o reslo de seu ca-Tcgarocnlo, (rala-se
com seus consignatarios Aninuiu de Almeida (iomes
& Companhia, na ra do Trapiche n. 1G, segando
andar.
Para o Porlo com escala por Lisboa segu com
a maior brevidade o brigue portuguez Bom Suc-
cesso, por ter parle da carga promplo : quem no
mesmo qtiizer carregar uu ir de passagem, par o
quo lem aceia tas commodos, dirija-sc aos consig-
natarios Tilomat de Aquino Fonseca & Fillio, na
ra du Vigario n. 19, primeira andar, ou o cipilao
oSr. Manoel li. dja^janlos Sena, na praca.
ILOES.
O agenta Borja, por ordem da administrarlo
da massa fallida do Kicardo Royle, tara leilao em
seu armazem, na ra do Collegio n. 15, dos objeclos
pertoncejilcsa nvesma massa, cousisliudo em Cartei-
ras de amarello para escriplorio, havandu entre el-
las urna exfolenle para i pessoiu), secretarias, guar-
da-papis, gnanla-roupas, commodas, estantes para
livros, mesas grandes e pequeas, cadeiras, lavato-
rios, um gramil! balcSo envernisado e oulras muilas
obras de marcineiria, ele, uina ptima machinado
copiar carias, um eicellcnte cofre de broiize. varios
objeclos de escriplorio, urna grande quaulidade de
livros diversos, un porgao do roupa frita, e outros
muilos objeelus, que se acharo patentes 110 mesmo
armazem : quinta-feira, 19 do correte, a 10 horas
em poni.
O agente Borja fgt leilao em seo armazem, na
ma do Cullcgiii n. lSfan um grande quaulidade de
objeclos de diQerantes qualidade, como bem, obra
de marcineiria, novas e usadas, obras de oero e pra-
ta, relogios divrso, tacas e vidro, qninquilherias,
e oulrus muilos objeclos, ele, etc.,. que se achardo
paleles : sabbido, 21 do corrente, ss 10 hora;.
O agen le Borja por ulorisardo do Illm. Sr.
Dr. juiz de urp utas, i requerimenlo de Jos Joa-
quim Dias Fernandes, inventartanlc do ben-do fi-
nado Manoel Jns de Araujo Machada, tar leilflo
em presenca do dilo jaiz, dos movis perlencentes
aos orbaos, co sistindo em ama ptima mubilia de
Jacaranda com pedra, espetaos, riqusimos qnadros
com escellente; estampas, vasos de porcelana, vi-
dros, urna gra ide mesa clstica, louc.is e onlros
muilos objeclos, os quaes se acharflo patentas uu da
du leilao : quaila-foira, 18do enrrente, as 1,0 !.ora,
no largo da Assembla n. 12, segando andar.
LEILAO-
Novaes & Companhia l'aro leilao, quar-
RUA l'JA ?ttAl\, CASA. EM
QEFOI OUTR'llA
O THE.ATUO FHlLDRAM\-
TIGO-
GUINDES BAILES DE MAS(M\S,
EM 28 DE JULHO E 4 DE AGOSTO.
Nos dias cima indicados lerao lugar nesta salao,
que tai prcriarado de proposito, e se cha-ornado cora
brilhante hizo c lodo o goslo, os dos primeira io-
Iretanimcnlos desle genero, qoe ahi sao offerecido
ao respeitavel publico desta grande cidade, la
recido de boas dislracres.
As R liorj s da ooite a banda do nutica da S.
lalhao da guarda nacional iteste maoitipio, dirigid
pelo hbil professor o Sr. Hermcrgecies, annunci.vr,i
o comeeo d<> baile, e pelas numerosas e variad pe-
ras de seu leperlorio deixar o publico plenamente
salisfeito. Ao Sr. Ontarelli esla incumbida a direc-
eilo e boa ordem dos bailes, oe quaes terminarlo
sempre as 2 horas, pouco mais 00 nv
Convida-ie, portanlo, a lodos os amadores, nao s
a virem ver com precedencia o magnifico salai
bailes pblicos, como lambem a prevenirem-edos
necessarios lilhete* dntrada para cavalletro, pois
que as damas leru entrada gratis. Ditos bilheles
acham-se desde ji venda tnicamente na roa do
Collegio o. 18, prrmeiro andar, e as vesperase dia
dos bailes, no escriplorio da casa do mesmo islao.
Prejo 2QJCK0.
O bacliarel Gustavo AdolpHo Retaos Ferreira
nao podendo pela rapidez de saa viagem despedir-
se pessoalmente daquelles qoe o honraos com a sua
amizade nesla praviqcia, tem por meio deste pedir-
Ihes desculpa desla saa" involuntaria falta, o oflero-
cer-lhes o seu fraco presumo na cidade da Barrado
Kio Negro pira onde se relira,
Piole Luiz Gaygnoui convida a pessoas qne
pretenden) terrecebido de Franja m
na a a presenta-la quiota-feira, 19-do corrente,
commissao de hygiene publica, para ser eiapinadu
e comparada como a verdadeira massa,invernada pe-
lo abaixo assignado.P. L. Gaygnoui.
O Sr. Jos Pereira de Goes lem orna earle via-
da de Goianua; na livraria u. ti e 8 da praca da In-
dependencia.
O eartorio dos feilos da fasenda provincial foi
mudado para o segundo^ndar do obrado da rita do
Colleqio n. 21, e estar berta nos dia alis desde
a 9 horas da manida at as 3 da tarde.
Precisa-se de mu petuyo qae tanha pralira
de taberna, v. que queira s* eaiseiro nos Apipucoi:
u tratar na ra do (jn'imado n. 51.
Precisa-se de ama ama psra. lodp servir
urna casa de pouca familia: na roa da Hartas n. 66.
_ Qem precisar de urna escrava para ama, di-
rrja-se i ra do Queimado, taja n. 11.
Um pardo quo ler e escreve, offerece-se para
qiulquer emprego, mesmo d criado, a bordo ou em
Ierra : qnen, precisar, dirija-se ae paleo do ParaizO,
casa o. 27.
Na fabrica de espiritas, de Jqs Joaquim Lima
Bairao, n ra Oireita n. 17, ha constantemente
nmsortimentu da licores, tanto fino como mais or-
dinarios, agurdente do reino, genebra, zniz, agur-
dente de caima, chamada de caber,, eapirite.de vi-
nho, para lem servir qualquer encommend com
toda a promptidao, e seus preco o mais baratos pos-
siveis, 1 vista da boa qoulidrte da fazenda.
O SOCIALISMO.

Pele teaeral Ahroa o
Acaba de jublicar-se esla inleressante obra, quo
(rala du socialismo christao, o lambem da guerra db
Oriente con} loda a historia religiosa o poltica al
as conferencias de Vienila.
Os senbores assignanle podem mandar.raeeber
os seus exem piares dsquellu pessoas a quem tiveram
a bondjilc de auignar. Continua aherla as assigrialu-
ja at o fim do. corrente mez de julho, a 20000 cada
eiemplar, u) escriplorio ou Diario 4* Pernambuco
praja da Ioc'epende.ieia, na taja de vro -do Sr.
Ricardo d Kreitas ij C, esquina da.roa do Colle-
gio ; as tajan do Sr. Jos Moreira 1a do
Queimado casa amarella ; dos Srs. Siqoeua 4 Pe-
reira, Antao Francisco Pereira e Brekenfeld, ra
do Crespo ; do Sr. Luis Anlonio de Siqueira, roa
da Cadeia do Recife ; e era casa do aotor, j en-
quadernada. pateo do Collegio casa amarella no 1.*
andar ; assim como as misos das 'mesmas pessoas,
qae ale agqrn tem (ido a bondule de agenciaren, as-
signaluras. Findo o presenta mez, veuder-se-ha
cada um esemplar avulso a 39 rs.
Na fundida a de Jos Baptisla Bravia, na roa Nova
n. 38, funde-se toda a qualidade de obra de brome
e latao. aasirr como faz-se qualquer obra lendeule a
laloeiro e funileiro com loda a perfeicao e prect)
commodo.
Precisa-se de um menino de idade *i2 a 14
annos, para cdieirodataberna, prrerindose por-
tuguez ou de fra da provincia, dando fiador a saa
cooductn : a tratar na ron de Pilar n. 92, taberna.
Deiejasa saber onde eiiste o Sr. Manoel da
Silva Voz Sei ;as para seu inleresse : na taja a. 3 de
4 portes, prosima ao arco de Santo Antonio.
>



Uavendo o abaixo assignado como procurador
de Manoel Antonio Teixeira moa ociado qnc Ber-
nardina Francisco de Azevedo Campos, nilo podia
dispor da baratea da Manoel Antonio Teixeira, de
queni ha o dito Campos lala nenleiro, declara que
fiea de nenlium elleito o dik annuncio, e que de
miid a parle nao ha obstculo abjura cotta da dila
Berauca, visto ler desisldo do direito que linlia r>eo
consliluinl. i dita hernnea.
Miguel Jos Bai^oza Guimarait.
OIMIO DE PERRA1UCB0 QUARTA FE1RA 13 QE JULHODL 1855


Precisa-sede um caixei ) que tenha praliea
de taberna a que saiba ler t escrevar : na roa da
Lingoeta n.
Precisa-so alujar urna pj'eta para o servido de
una na roa ; assim como precisa-se logar urna cusa ter-
rea ni hairro de Santo Antonic que lonha quintal e
commodos para familia : qocn este* objcclis tiver
anasete.
Manoel Alvea Goerra .1 iniot embarca para a
Europa mu lilho de nome Manoel, idade 13 anuos.
O arrematante do imposto de 20 por
ceuto sobre o consumo de agurdente db
municipio do Recite, avisa j>ela segunda
vez;* todos os contribu inte do dito im-
posto, que at agora nao teein pago, o fa-
jara por todo este mez, ni ra das Laran-
geiras n. 18, e com ei|)ecialtdade os de
S. Lourericp,- Casanga', Estrada-Nova,
Afogados, iquia', Barro-Vermelho, Ti-
gipi, S' Amaro de Jabwtao, c todos os
mai da freguezia de Miiribeca ; do con-
) se.proceder' executivamentc.
Antonio Joaqun: Rebello Bastos,
eslabulecido no paleo do Tere,o n. lt, vendo seo no-
me no Diario re 4,do correte cojno ausente, e de-
vedor ao Sr. Vicente Ferreira da Costa da quanlia de
194tv;t4, declara mu positiva mente que nada deve
a este senhor, e pede-lhe haja de publicar por esle
jornalo motivo qoe dea causa i elijdebito, e muito
eadmira oauouncianta do Sr, Vicente Ferreira da
Costa ler o trabalho de jojtif :,ir eni juizo a sua
usencia, qosnda todos os da; nos avistamos, salvo
se o |>ateo do Tef(o he lugar nao subido para o Sr.
Vicente Ferreira da Costa.
Basilio Alvares de Mira la Varejao, como ad-
ministrador de ua mulher I). Carolina Josepbina
Porcia de Mendonra. herrleira universal do senhor
ou patrono do barbeiro Antonio da Trindade, alias
Paes, fallecido ha pouco mais de um mez, vein pelo
presenta prolostar, como prole Miado lem nos respec-
tivo autos, haver de quero anomatar as casas e alu-
gneis da heraacado dito Trindade, que sem motivo
plaosivel, senao a pretsxto d pela conserva cao dellas, piiz oibi praca o juizo de or-
phlea, aaerivao Vasconcellos, contra os interetaes do
annunciiote, que se habilita [ido mesmo juizo.
Sexla-feira, 20 do corrate, jo raeio dia, te-
pols da audiencia do Illm. Sr. Dr. juiz de direito da
primeira vars. ducivel, e na ssla respectiva dos au-
. ditori js, ir praca a qoem nuis der, por arrema-
[ ta<;!lo, a caa n. 1, sita ua praca da Boa Vista, ava-
llada por 2:00081100, requerinentc de Gregorio da
Silva Reg, pnr seo bastante ctocarador nesla cid
de, para en aprmenlo de lestiuneul.
T. Kern vai a Europa, dinamia a sua meo-
raeM ao Sr. C. L. P. Bocck.
Catatando ao proprielam do engenho Gaipi,
da fregoezia de Ipojuca, que lencionam vender nu
arrendar o engenho Caou, previne com este aunan -
ci a qaalquer pessoaque qu'uer entrar em negocio,
que o dito engenho Cacu est tiluado em suas Ier-
ras enrao consta de seus ttulos e cemarcacSo que
mandila proceder. Recife 16 de jullio de 18o.
J. I. de Miraoda.
Va roa Direila n. 13 d-M dinlieiro a juros so-
bre peoliores de oaro ou prata.
CHAROPE
DO
BOSQUE
) nico de|MHIo contina a sur n> tiolira de Bar
Ihotonien Francisca dSouta, ni ra larga do Rosa-
rio n.;)(".; carrafas grandes5^51 e pequeas 33000.
: HBPOITANTE F4KA-0 PliBLlGO.
Para cura de plitsiea em tod grios, qucr'molivada por cons ipafOcs, losse, aslh-
ma, pleuriz. escarros de sangne, dor de costados e
peito, palpitado no corarlo, coqueluche, broncliile
goma, e todas as molestias dos orgos pul-
monares.
Companbia Pernambuct.tia d navcgaco
costeira.
I conaalno de diree(3oconvida aos Srs aecionis-
i da mesaia einpreza aeueotjarein at o dia 31
9 mez mais 10 por c-nlo sobre o valor
subscreveram ; e o encarregado dos
mos be o-Sr. V. Coulon, na ra da Cruz
um rapaz brasileiro para caixeiro
i de qaalqoer casa de negocio dentro des-
luom precisar dirija -se i ra do C.tldci-
ras da manhaa as 10.
Maim Jas Oas Pereia declara, qoe lendo
arremaladoem leilAo de9 de j mho prximo passadu
t sta Ferreira Estrella, coro taborna na roa da Ca-
deia do Recife, convida a todoi os devedoresdodito
como da mallo, para que
veo han pagar sanannuDciaii.e coro maior prs-
tela poasivel, alim de evitaron manes despezas,
pois promelle ler toda contem Iroso com os que fo-
rm m o promptos nos seus palame alo, podendo
e ao annunciante, nojalerro da
Boa-Visla, loja n. 14.
DEHTIWA. S
Paulo daignoux, dentista f-ancez, eslabele
cido na rea larca do Rosario n. 38, sesnndo
olloca denles com genciva? artiliciaes, 4$
# edintadora completa, ou ]iarte delta, com a
' V pressao do ar. a
^
Francisco Antonio Coellio, proprie-
tariodo Hotel Francisco, oHcreceo ines-
mo estabeiecimento d<: muitos annos,
i nesta cidadea mec o prcten-
r com todos osperlences, i di-
liheiiW a vista ou a praj.o com lettras ga-
rantidas r os pretndenos podem dirig
gir-se ao mencionado proprielnrio, ou ao
escriptorro do Sr. Frarcisco Gomes de
Olivara, ruada Cadea'Jo Reciie n. G2.
Precisa-Fe de um prele moco e sem vicios,
para ouervico de urna caa fc ranita paga-se bem:
quem o Uvero qoizer alugaf, annuucie ou diri/a-se
firaphia, que se Un d.r ecm quem deve
trato.
lien rapaz qoe aeacha arrmalo olTere:e-se
para caixeiro de ra ou de cobianca, mesmo Data al
gum senhor que receba assucar do mallo, para que
Um mala praliea, e da fiador n ana conlela : quem
do sen prestio se quizer utilinr, annuncie.
Alaga-se nina prata milito Bel e sadia, que sa-
no perfoitamenle engommar, cozinhar e fazer todo
o servir o de casa: na roa Nova n.. 18, segando
aadar.
Na roa da Madre de Dec n. 36. primeiroan-
dar, precisa-se de ofliciaes de nlfailte de obra gran-
de e miada.
Attencao.
Pergunta-sc a administrarlo di patrimonio dos or-
phSose orphaas o motivo por quii calimos em prin-
cipio do anno flnaneeiro de 1833 i IRii e nao p5z em
formclmenlo dos medicamentos para trala-
i mesmot orphaos ? Com sua resposta me-
Ihor h aclarecer a metma aclm mistrargo e ao pu-
blico,O amigo da caridade.
AEaga-se o primeiro andar da roa dfr-ddeia
do Kecifen. 47 por 129000 memaes: a tratar por
baixo, na loja de Manoel Ferreira de !>i.
ur. Ribeiro, medico pela u rvenidnde de
Cambridge, contina a residir na roa da Croz do Re-
cife n. 49, 2." andar, onde |>6i o ser procurado a
qualqaer hora.e convida aos loares jara conmllas
gratis, e mesmo o* visita quane o as cii cumstancias o
enjam, faz especialidad das inolestlis dos olhoa e
uuvides.
Osbauo assignado, pro'essor pirUcnlar pro-
visionado de primeiras lettras, mudou a sua resi-
de neta da fregneza da Boa Viita para a de Santo
Autonio, ra da Concordia, onde prateude tonl-
nuar to seu ministerio, a est prorapto a receber
qoalqstr alumno, nao a interno como externo que
a* epeira ulilisar-do seu preslimo. Pidre Vhomas
de sanio Mananta de Jess Higalhuet.
fSiAKEE
, Acha-te a dpoaic4o do publio, em ca>a
es, ra do Cal-
| deireiron.42, um medicamento, que no ei-
g lado actual da therapeotca, he o mais eff,-
ca para fTEBRE AMABIU.A. Conheco-
S moa o vegetal, cejas flores apresenlamos em
l linlHra mai, por saus efleilni clnico, e per
5 uto aconselhamoa. que delle ie me segundo
rajuloque leva cada um da frasco.
Mano/1 de siquMra 'C.ualcanU.
.1. S.inlonsados poajlfenanieros factr
I clnicos, doelaramoi, qoe el ti midicamenlo
i he igualmente de muita alOcacia para estes
casos: vmica, pneumona, plenriz, febres
intermillentei, soffrimenlo* inphiuticos, etc.
COiSULTORIO DOS POBRES
50 KUA NOVA 1 A1VDAR 50.
O Dr. P. .A. Lobo Moecozo di consultas hcaneopathicas todoa o* dias aos pobres, desde 9 horas da
manhaa aleo meio dia, e em casoa extraordinarios a qualqucr hora do dia ou noile.
Oflerce-se igualmente para pralicar qualquer operacao de cirargla, e acudir promptameale a qual-
quer mulher que estoja ma| dej^^ycujasciicumslani'ias naopermittam pagar ao medico.
CONSLTOUi DO IL P. A. LOBO I0SC0Z0.
50 RA NOVA 50
a VNDESE O SEGUINTE:
icma homeopathca do Dr. G. II. Jahr, traduzido era por
tuguez pedo Dr. Moscozo, quatro ve lomes encadernados em'dous e acompanhado de
um diccionario dos termos de medicina, cirorgia, anatoma, ele, ele......
Esta obra, a mais importante de todas as qoetralam do esludo e praliea da homeopalhia por
que conten a bise fundamental d'eala doulrinaA PA'lHOGEI>ESIAOU EFFETOS DOS
MEMOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SAUDE-conhccmenlos qne nao podem d"penSr as pel-
soas que se querem dedicar a praliea da verdadeira medicina, interessa a lodos os mdicos que quzerem
experimentar a doulrina de llahnemann, e por ti mesmos se convenceren) da .enlodo d'clla a lodos os
fazendeiros e senhores de engenho que esiao lonee dos recursos dos mdicos: a lodos os capiles de navio
que urna ou nutra vez nao podem deixar de acudir a qualqucr ncoramodo aeu ou de seus tripulantes :
a todos os pas de familia que por circumstancias, que n.m sempre podem ser prevenidas, sao obrga-
doa a prestar \n continenU os prmeiros soccorros em suas enfermdades.
O vade-mecum do homeopalba ou tradcelo da medicina domestica do Dr. Ilering
obra lambem ulil s pessoas que se dedicam ao esludo da homeopalhia, um volu-
me grande, acompanhado do diccionario dus termos de medicina...... 10*000
O diccionario dos lermos de medicina, cirurgia, analomia, etc., etc., encardenado \ UOOO
Sem verdadeiros e bem preparados medicahientos nao se pode daMam passo aeguro na pralicada
homeopalhia, e o proprielano deslc cstabelecimenlo se lisongeia de IcSmais bem montado nossivel e
os~ .
20S0O0
ser ,i uni-a
MEDICA-
ninguem dovida boje da grande superioridade dos seus medirament
Boticas a 12 tubos grandea^ik...........
Boticas de 21 modicamentoe^fclobulos, a 109, 12 e lSOOO rs.
Ditas 36 ditos ^^a .'?TT.
Ditas 48 ditos a..........
Ditas 60 ditos a...........
Ditas 144 ditos a...........
Tubos avulsoa ....... ..,..
88000
.............. 209000
.............. 25000
............. 309000
................ 605000
........... .... I9OOO
'......... 2*000
Namesmacasa ha sempre i venda"grande nmero de'lubo d'e crysla de iliv'ersos lamanh!?!
vuiros para medicamentos, e aprompla-se qualquer encommenda de medicamentos com loda a brevida-
- por procos muito commodos.
Frascos de meia onca de lindura. .
Ditos de verdadeira lindura a arniet.
de e
IRATAMENTO H010PATHIC0. -
Preseryatico e curativo
DO CHOLERA MORBUS,
PELOS DRS.
ou loslrucjao ao povu para so poder curar desta enfermidade adinintatrana..TI ^JTi" ** m"
;mquan,o se recorre ac mdico, ou ^^X^Z?^^^
TRADUZIDO EM POMUGUEZ PELO DR. P. A. LORO t)SC070
^^V^KrScr,em dadoj! ^^co^-su^r^rod-r^re^;";
Sendo 0 tralamentn homeopalhico o nico que lem dado tiuiIb. r.eii^a.._______- j
ftltDrermM.de. julEamos a proposito traduzir e.les dous"mporla"te om .1 r M"
l.,|parade.lVle facilitar a sualeifira a quem ignore o franTei Pu9cul ""g" vernac-
Vende-se nicamente no Consultorio do traductor, roa Nova n. 52, por 2f000 rs.
Vende-se urna bonita e:rava boa
(|tiitandeira, de idade 25 a 27 anuos:
quem precisar ditiia-se a ra Augusta
n. 52.
'Vende-ae um jogo do breviario^ em bom esta-
do : na casa do sachrisljo da mdeiu lei'ccira de S.
Francisco. ,
Vende-se urna eserava crioula, de idade 22 an-
nos, encomma permtanteme, lava, cozinha e cose
na ra do Colorello, casa n. 99.
Vende-se um sobra.lo no liedle, na rtia do
Cordouiz a. 10 : a tratar na ra da Assunipcio, con-
fronte o nicho n. 20..
Vende-se a poste de um terreno com 70 pal-
mos de frente, murado pelo rundo, com M palmus
de alicerce na frente, no lugar denominado Campo
Verde, freguezia da Boa-Visla, logar muito proprio
para qualquer eslnbelecimcnlc 'le pallara ou de fer-
reiro, por ser em quina da ra do Soein : lem agua
doce, e teq f.iro he minio diminuto : procure no
principio da ra Augusta, casa n. 6, que se dir
quem vende.
Vende-se
iva, i
n. 3'J.
urna armarn para tal>crna, quasi
nova, com oaixoes envidracados: na ra Imperial
Vendem-se 4 libras de prata, propiia para ser
desmanchar em obras : cin Fra de Borlas n. 92, se
dir quem lem.
Vende-se cognac da melhor qualidade: na ra
da Cruz n. 10.
Vende-se a laberna da eiicruzihada de Be-
ln, a qnal (em bstanle freauezia, e o motivo la
venda se dir ao comprador. Esla bastante disorli-
da, serve para algom principiante, pois lodo nego-
cio se faz : quem pnaaisar, dirija-se a Iravessa da
Cruz de A linas, da PoOlt
quem tratar.
te de telina, que achar com
Vende-se urna estribara defronte de S. Fran-
cisco : a tratar na roa da Guia, laberna n. 9.
Muita attenro.
Vendem-se na ra daCadeia do Recife n. 47,' loja
de Manoel l'erreira do S, corles de ganga de corea
para calcas a 29210, cinta tareas para camisas de
horneen e vestidos de eenhora a 240 o covado, lovat
de seda pretas para homem a 800 rs. o par, palitos
de alpaca prela a .">$, 60 e 79000, ditos de alpaca de
seda tafeOOO.
MASSA ADAMANTINA.
Roa do Rosario n. 36, segundo andar, Panlo Gni-
gnoux, dentista francez, ebumba os denles com a
maisa adamantina. Etsa nova e maravilhosa com-
posicjfo lem a vantagem de encher sem pressao dolo-
rosa lodas as anfractuosidades do dente, adqnirindo
cm poneos instantes solidez igual a da pedra mais
dora, e pcrmiite restaurar os denles mais cslraga-
dof coma fjrma e cor primitiva.
.'LBL1CACA0' DO INSTITUTO H0-
HEOPATIIICO DO BRASIL.**
THESOURO HOMEOPATHICO w
ou m
VADE-MECUM DO (^
HOMEOPATHA. ^
BS Melhodo conciso, claro e seguro de cu- B
* rar bomcopathicamenU todas as molestias 7k
W que affligem a especie humana, e parli- W
efl cularmente aquellas que reinam no Bra- (&
ai/, redigido secundo os mellones trata- 7
dos de homeopalhia, taulo europeos como vyj
tV4k americanos, e segondo a propria exper- ^,
v enca, polo Ur. Sabino Olegario Ludgero J
^ Pinho. Esta obra he hoje reco.uhecida co- (ff
aV10 a melhor de lodas que Iralm daappli- ig
^ca^ao homeopathca no curativo das mo- w
n lesliaa. C>s curiosos, principalmente, nao
podem dar um passo seguro sem possn-la e Z
consulta-la. Os pas de familias, os senho- IpP
Q ret_ de engenho, eacerdotes, viajantes, ca- )
pilles de navios, sertanejot etc. eje, devem 2a
te-la mo para occorrer promplamenle a ^
Snalqucr raso de molestia. *.
oos volomes em brochura por lOjftOO J
> i encadernados 119000 &
Vende-te nnicamehle cm casa db anlor,
ra de Santo Amaro n. 6. (Mundo o- w
Es lahir a luz no Ro de Janeiro o
hJEKTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTRA HPDO DE ROFF E ROEN-
NINGHAUSEN E OL'TROS,
posto em ordein alphabetica, com a descriprao
abreviada de lodas as molestias, a indicarlo physio-
logca o Iherapeullra de lodos os medicamentos ho-
meopathicos, seu lempo de arc;lo e concordancia,
seguido de um diccionario da signilicacilu de todos
os lermos de medicina e cirurgia, e posto ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DIUA. J. DE MELLO 10RAES.
Subscrevc-se para esla obra no consultorio-horneo,
pathico do Dr. LOBO MOSCOZO, ra Nova n. 50-
primeiro andar, por 58000 em brochara, e 69000
encadernado.
i
O Dr. Sabino Olegario Ludgero! Plnho,
mudou-se do palacete da ra deS. Francis-
co n. 68A, para o sobrado de dous anda-
rcsn.6, ruade Santo Amaro, 'mundo novo.)
O escripturarip da Gompanliia de
Bebenbe achando-sebabilitado a comprar
e vender act-oes da metma Companliia, of-
ferece-se as pessoas que quizerem com-
prar e vender, a dirigir-seao escriplorio,
na ra Nova, sobrado u. 7.
Antonio Barbosa de Borro, rom sala de bar-t
beiro n rea da Cruz n. 62, l.t andar, Innp denles
queima e cliumba com massa adamantina, e vende
os rrasquinhos por prern commo sina como ella heapplicada.
Constando ao abaixo assignado que
Manoel Duarte Ferrao temdlto a algumas
pesoas que he" seu sogro, npressa-se em
declarar que isso be urna falsidade revol-
tante; porquanto a mulher do dito Fer-
rao apenas oi ama de crea rao da finada
mulher do abaixo assignado, e somente
casada ha dous^ annos para tres com o
mesmo Ferrao.Silvcrio Barrozo de Car-
Valho.
.,~ Rog,a--!e ? Sr- Gaspar da Silva Leite Colma-
rles do Barreiros. e ao :r. Manoel Pacheco de Mel-
lo, de Gamela de Barra Grande, o favor de appare-
eercm na roa do Oueimado, loja de miudezas iu33,
a negocio do seus inleresses.
Precisa-se alagar uma ama para casa de pouca
ramiha t na ra do Hospicio n. 34.
Precisase alagar uma ama que saiba cozinhar
c fazer todo o mais servico de casa: na rea Direila
n. 80, segundo andar.
..T?rcci.!a"se.cnsaii"' cornetas para o temo
sexto baialhao dauarda nacional, assim com
meslre para dirigir o mesmo : quem quizer,
je no major do mesmo balalh.lo, 110 paleo
fregoezia dos Afogados.
. ~ Precisa-se de um caixeiro de 12 a 16 annos
.idade, e que lenlia alguma praliea de laberna :
ma dos Marlyrios, taberna.
...~riiien/iqae G; SlcPP'e remelle para Europa o
seu l.lhoAugusloC. Stepple, cidadte brasileiro de
idade 10 anuos.
_r" "" Pfccisar de uma pessoa que sabe perfei-
lamente refinar assucar, dirija-se ruadaSenzala
Nova 11. 4, oa-annuncie.
Aluga-sc uma casa terrea, sita na Sulcdacle n.
i, com commodos para peefaena familia, por MOOo
meusacs : a trabr na ra da Aurora n. 26, primei-
Precisase de um homem nacional ou eslran-
geiro, mas qne wja ne inicua caMcidade. para ser-
nonm "!. a" Um Se"'"'f ''C e"""l">. la lt Bom:
disnM !.dW! ^y*"-" *> Ptotft matriz
de Sanio Antonio, casa dt um andar 11. 2.
O abaixo assignado deixot, de ser cai-
xeiro dos Srs. Novaes & Companhia.Re-
cife 16 julho de 1855.Matheus Ferrei-
ra Franco.
63000
I65OOO
69OOO
89000
lrJJOOO
I
79000
69000
49OOO
IO9OOO
309000
INFORMAQO'ES OU RELAQO'ES
SEMESTRES.
Na livraria n. C e 8 da praca da In-
dependencia, vende-se relatjoes semes-
traes por proco commodo, e querendo res-
mas vende-se ainda mais emeontn.
Novos livros de homeopalhia mefrancez, obras
todas de summa importancia :
Hahnemann, Iralado ras molestias chroncas, 4 vo- i
lumea............20000
Teste, rrolestia:! dos meninos.....69OOO
Horing, bomeopalhia domestica.....79000
Jahr, pharmacopa homeopathca. .
Jahr, novo manual, 4 volumes .
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pelte.......
Rapou, historia da homeopalhia, 2 volnmes
Harlhmann, Iralado completo daistoleslias
dos meninos....... .
A Tesle, materia medica homeopathica. .
De Fajolle, doulrina medica homeopathica
Clnica de Staoneli .......
Casliiig, verdade da homeopalhia. .
Diccionario de Nyslen.......
Aulas completo de analomia com bellas es-
tampas coloridas, contendo a descriprao
de lodas as parles do corpo humano .
vedem-se lodo* estes livros no consultorio homeopa-
lhico do Dr. Lobo Moscoso, ra Nova'n. 50 pri-
meiro sudar.
AULA DE LAjUM.
O padre Vicente Fen^Ble Albuquer-
quemudou a sua aula par* na do Ran-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eexternos desde ja' por m-
dico preco como he publico: quem se
quizer utilisar deseupequeo prestimo o,
pode procurar bo segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
EDUCAA'O DAS FILHAS.
Entro as obras do grande pendn, arcebispo de
Camhray, merece mui particular mencSe otratado
da educaco das meninasno qual ste virtuoso
prelado ensina como as mais devem educar suas fi-
ihas, para um dia chegarem a occapar o sublime
lugar do mSi r)e familia ; lorna-se por tanto ama
necessidade para lodas as petates que desejam gni-
a-las noverdadeirocaminho m vida. Est a refe-
rida obra traducida em portnguez, e vende-se na
Ifvrnria da pra ;a da Independencia n. 6 e 8, -pelo
diminuto precc de 800 rs.
O Dr. Joao Honorio Bezerra de Me-
nezes mudou a sua residencia da ra
Nova, para a ra da Aurora sobrado n.
62, que faz esquina com o aterro da Boa-
Vista, e ahi continua a exercer a sua pro-
issao de medico.
: J. m, DENTISTA, %
W continua a niaidir na roa Nova n. 19, primei- A
re andar. r S,
rrecisa-te de orna ama para o servico interno
externo de casa de pouca familia : nesta lypogra-
pbia se dir com qoem trata-te.
A o$500.
Chales de merino, finissima fazenda,* sortimenlo
de lodas as cores, pelo barato preco de 59"i00, ditos
de ganga bordados a 29800, ditos de lila algodSo, di-
tos de larlatana a ISOOO.lcncos de carca eseda. lin-
do sorlimei.to, a 19000, romeiras de lito e de cam-
braia a 29500, meias brancas para menina a 240 o
par, ditas para .menino, fazenda superior, a 280 o
par: na ra do Queimadon. o.\ A.
ARADOS DE FERRO.
^ Na fundicao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara;
dos ". ferro He -Tr qualidade.
A 5$000 rs. o corte de vestido.
Linda fazenda de vistosos quadros, intitulada Va-
lachia : na ra do Oueimado, loja n. 21.
Vende-se uma preta moja, crioula. que sal
fazer lodos os arranjos de casa de Tamilia, sendo para
fra da Ierra : na distilajao por Iraz da greta de
Sania Rila.
Vendem-se xaropca de todas as qualidades pa-
ra refresco : na ra Direila n. 70. e por detraz da
igreja de Santa Rila, dislilarao.
Vcnde-se niel de furo bom, cm barris de 4 e 5
em pipa, com'o casco oa sem elle : ua ra do l.h ra-
malo 11. 32, padaria, se dir quem vende.
Vende-se |uma casa de (ipa na Iravessa do
Trindade, com 90 palmos de frente e 100 de raudo,
com mullos arvoredusde rurtus, pelo diminuto pre-
50 de 2IO9OOO : quem quizer, dirija-ec ra Impe-
rial n. 165, que su dir quem vende.
Vendem-se velas de carnauba para, de 6 e 10
cm libra, feilas com perfeicao. pelo commodo preco
de II95OO a arroba : na ra Direila n. 59.
A S500.
Vendem-se corles ile laa/.inhas de cores,
fa/.emas modernas decores lizas.
Alpaca* deae cores, proprias para vestidos de senhora a 500
rs. o covado.
Chitas Tinas france/as do cores lisas a 210
a rs. cada covado.
Cassai e cambraias de cores com babadas c
*| flores coloridas, a 210 rs. cada covado.
m Chales de caxemira de dina t cor, a 5JOO0 "
9 rs. cada um.
Na rna do Crespo, loja amarella n. 4.
Vnde-se uma rica flauta de bano e de bomba,
com 8 chaves de prata, por preeo commodo : na ra
do Queimado, loja n. 14.
CIGARROS DE PALHA.
Avisa-se aos senhores acadmicos que
he chegado a loja de charutos da ra lar-
ga do Rosario n. ,")2, os ai'amados cigarros
de palha fabricados em S. Paulo, vindos
pelo ultimo navio qne veio dqMUo de Ja-
neiro.
Vende-se superior sal do Ass vindo nltima-
menlc pelo hrigue Feliz Destino : a tratar com o
Sr. Manuel Gone.ilves da Silva, oa a bordo com o
capitao.
Fazendas baratas.
Corles de casal de cores com barra a 29000, chitas
boas de cores lisas a ISO rs. o covado, ditas largas
para lucio a 200 rs., ditas adamascada azul e amarel -
las proprias para coberta a 210, rscados fraiicezes
largos de quadros modernos n 260, pecas de cassa de
lista com 8 varas por 19600, ditas" de quadros a 28 rs.
cortes de seda prupriorpara iioivaa2O9000rs..cam-
braiasde linho linas a .3-9000 a vara, panno de linho
para lenccs com mais de II palmos de largura a
5100 rs. a vara, corles de cambraia de salpico* a
29880 is corle de casemira de cores a 48000, brim
de qnadrnhos a 240 re. o covado, sargelim escoro
com mofo a 100 a covado, luvas de cares To da Es-
cocia a 160 o par, esguiao para peito de camisa a
19100 rs. a var, panno, prolo e de cores, merinos
linissimos, e oulras muilas fazendas queadnheiro
se vendem por preco barato : na loja n. 50 da rna
da Cadeia do Reciie defronte da rna da Madre de
Dcos.
Familia de man-
dioca a J$S0O
a scca.
No armazem de Tasso Irmaos.
Weein attei-
caoaobarateiro.
Vinhn rtarFigueira,
linto do Porto engatr1
Lila preta de urna qualidade inleirarnenle no- 800 rs. a carrafa azei
va, com tres palmse meio de larsura, muilo pro-
pria para as senhoraa. que usam de saia o timao:
vende-se ua ra do Crespo, loja n. 19.
FARIN'HA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandioca
em suecas que tem utn alqueire, medida
velha por .S'OO reis : nos armazens ns.
o, 5 e 7, e no armzem defronte da porta da
alfandega, ou a tratar r-o escriptotitt.de
Novaos & Companbia na ruado Trapiche
n. o-, primeiro andar.
TAL1IERES PARA MENINOS.
Na ruada Cadeia do Recifen. 15, loja
do Bourgard, vendem-se fallieres de osso e
marlim para meninos, e rolo hambur-
gus em garrafas.
Na rna da Cruz n. 26 primeiro an-
dar, vende-seoexcelleritevilio de Cham-
pa|M, chegado ultin--'" }nle de-Franca,
:a

COMPRAS.
Compram-sc todos os numeros das
flhas intituladasO Amigo dosllomens,
distribuidas pelos socios da sociedade da
Propagaeao da Fe, de 7 de Janeiro de
ISiate 26 de dezembro de 18i-7: na
praca da Independencia n. 5.
Attencao.
Compra-so uma eserava parda oa crould, de ida-
de de Ib a 20 annos, com habilidades ou cem ellas,
que seja sadia e de bonita finara, a qual paga-se
bem : na roa do Nogueira, sobrado de um andar
cora varanda de pao.
Compram-se colleccoes de" constituir-So e endi-
Ros, reformas, lea e decretos relativos, por Jos do
INasciraenlo Silva; primeiras linhas do procesio ci-
vil, por Pereira e Souza ; Dgeslo Brasileiro, Ma-
nual alteo, Doulrina das Accoes, por CorreaTel-
ts ; Ordenacea do Reino, Advogado dos Orphaos.
Uiccionano Jurdico Commercial, por Ferreira Bor-
ges: quem Uver estas obras pode procurar a A. S.
de Barros, na ra do Vganfo n. W, ainda mesmo
que lenham algum uso.
Compra-se um par de casticaes de prata, que
nao lenhan mais de meio palmo de allura, embira
aejam usados : annnncie.
Compra-se uma eserava que seja
moca, intelligente, sadia e sem vicios,
embora nenhuma habilida'de tenha : a
tratar-seno sobrado da ra do Pilar n.
82.
Compra-se uma boa cabra (bicho) que Icnha
bstanle leste : na ra da Aurora, cata nova junto a
do Sr. (juslavo Jos do Reg.
Compram-se accScs de'.Beberibe : 'na roa lar-
ga do Rosario n. 36, segando andar.
COMPRASE
loda a qualidade de metal velho, menos ferro : na
ra Nova n. 38, defronte da igreja da Conceico dos
Militares, loja do funilciro.
areco, que so se
na rtta da Sen/ala Ve-
razo, sendo pessoa rapaz,
muito.
ao compil
oude-se ama
15, a diuheir
tndo a diiheiro VTsTa o conWador far melliof
ngocio com a dila taberna : a^^lar na mesma: e
lambem se vend doce de cajiTsecco a 500 rs. a li-
bra, em hcelas oa as libras, como coi.vier ao com-
pradorv
Vetle-se 1 mesa grande que serve para qual-
qucr senhor advogado, 1 par'de bancas, 1 commoda,
I cuna de armneo. grande, 1 par de mangas do vi-
deo com seus casticaes, 1 mesa de meio de rala, ludo
usado, e 1 marqueza : a tratar na ra Dircita u. 16,
ou deronlo n. 3, lenda defliarcneiro.
Sal do Ass:
a bordodohialeoAngelira, a tratar com Antonio
Joaquiro Seve, na ra da Cadeia do Recife n. 49,
primeiro andar.
A i-80 rs. o covado.
Alpaca pela de cordao', fazenda cnfnrpada e bo-
nita, propria para ralcasjaquelas, palitos e oulras
obras: na ra do Queimado, loja n.gly
~ vende-se uma eserava crioula, mofti, rom ha-
bilidades, bem como um boi manso e unn rarror
para o mesmo, lodo novo 0 cm perfciU estado : na
ra da Cruz do Recife n. .56. na imprensa.
Vendem-se 80 travs de louro. viudas agora do
sul. de 35 a 10 palmos de comprido, em primeira
m8o, das 6 horas as 9 da manhna, e das 2 as 5 da
larde ; na rna do Rosario da Roa-Vista n. 14.
Vende-se oleo de amendoa doce, cm latas de
8, 4 e 2 lbramelas de espermicele verdadeiro, de
6 era libra, lene a preco commodo : na ra do Tra-
piche o. 36, tscriptoro de Matheus Auslin & Com-
panhia.
Vcnde-se nm moinho muilo bom para
milho : na ra da Cruz do Recife, casa n. 1
cundo andar.
$ l'OTASSA BRASILE1RA.
0 Vende-se superior potissa, fa-
fbricada no Rio de Janeiro, clie-
gada 1 eceutemente,* recommen-
da-se aos'senliores de engnlios os
^ sius bons efeitos ja' expa"men-
W t;.dos: na ma da Cruzn. 20, arj
W mazein de L. Leconte Feron di
Companbia.
N.i ra do'VIgario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se fardo novo, chegado tidiio. '
Capas de burracha baratsimas.
Vendem-se capas do ;borracha, o melbor postivel ,
por preco que se nao vende em parle alguma oa
ra da Cadeia do Recife, loja n. 50, defronte dj ra
da Madre de Dos.
Moinhos 4e vento
'omboinbasderepuxo para regar hortatf baila,
decapim.nafundicadeD. W. Bovnnan : narua
do Brumos. 6,8 e 10.
Lisboa, hranro superior
', muilo bom, e velho a>
ce do melhor, vinagre de
Lisboa ensnrrafudOjjMncoclinlo.sardiihasde Nan-
tes em latas, queijoSflo reiooinuilp frescace, passast
chouricas, paios, p-esunlos, cerveja de superior qua-
lidade^-vinlio Bordcaux engarrafado a 100 rs. a gar-
ral|, e t 320 deiando-se o casco, dito champagne
da melhor qualidade, dito musualel do verdadeiro a
560 a garrafa, charutos da Babia muito bons, sallo
hranro do Rio, grata em latas da melhor, batatas de
superior quadade, cha de todas as qualidades e do
melhor, bolachinha ingleza superior, manlega in-
gleza o franecza. bauha de porco muito alva, bola-
chinha de ararula muito superior, velas de carnauba
pura edecomposicao, ditas de espermacele das me-
lliorcs qualidades, o pelo mais barato preco, lalha-
ri'm, macarraq.e aletria, ceviidinha, sag, inarmela-
da, papel almaco e de peso, mais de muilo hua qualidade, e o mais batato que
se enrontra : na taberna d.i ra Novf 11. 50, na es-
quina da ra de Santo Amaro.
Bonitas franjas com bolotas-paia
cortinados.
Vendem se na ra do Queimado n.63,loja do Joao
Chrisoslomo de Lima Jnior.
Vendcm-se corles de cassa prela de
pelo diminuto preco de 290OO : na
loja n. 6.
Saldo
a bordo do Male hora Ollnda,
tre a bordo, oa com Tasso Irmao
, LABYRTNTIIOS.
Llros de cambraia de iinho muilo finos, toalhas
redondas e de ponas, e mais objeclot tiesta genero,
ludo de bom gusto ; vende-se barato: na ruada
Cruz 11. 34, primeiro andar'.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton & C., na ra de Senzala Nova n. 42.
Sellins inglezes.
Uelogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Gnndieiros e casticaes bi-onzeados.
Chumlioem lencol, barra e municSo.
Farello de Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiroedevela.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97.
DEPOSITO D\ FABRICA DE TODOS
. OS SANTOS DA BAHA.
Vende-se em casa de N. O- Bieber &
C, na rita da Cruz n. 4, algodSo tran-
cado daquella fabrica muito proprio pa-
ra saceos de assucar e roupa para escra-
vos, por preco commodo,
Em casa de J. Keller&C, na ra
da Cruzn. 55 ha para vender excel-
entes pianos vindos ltimamente de Ham-
burgo.
Vende-se uma balanza romana com lodos os
seus pertences.em bom uso e de2,000 libras : qnem
preleudcr, dirija-se ra da Cruz, armazem n. 4.
COGNAC VERDADEIRO. '
\ cnde-ic superior cosnac, em garrafa*, a 12JO00
a duzia, e 1280 a garrafa : na ra dosTanociros n.
2, primeiro andar, defronle do Trapiche Novo.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendcm-se na ra do'Grespo, loja da esquina que
volta para a cadeia.
ATTENCIO. .,
Na ra do Trapiche 11. 54, ha para
vender barris de ferro* emticamente
fechados, proprios para dgposito de fe-
ses-; eaes barris sao os melhorcs que se
tenMfescoberto para este fim, por nao
exhalarem o menor cheifo, e apenas pe-
zam 16 libras, c custam o diminuto pre-
co de 4j'000 rs. cada um.
Vende-se pi pas, barris vazios e bar-
ricas internadas: a tratar edm Manoel
Alves Guerra Junor, ua ra do Trapiche
n. H.
Eotassa.
No amigo deposito da ra da Cadeia Velha, es-
criplorio n. 12, vende-te muito superior polassa da
Rossia, americana e do Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos quo he para fechar conlas.
Na ra do
AGENCIA DA FUNDICAO
EDWIN MAW, ESCRIPTOBIO DE RO-
SAS BRAGA 4 C, RA DO TRAPI-
CHE N. 44.
Tem para vendefum completo sorti-
mento de taixas, moendas e meias moer**!
dan para engenho, cua superioridade ia'I
Bbeniconliecida ^ $eltoreg d(.
xbD desta provincia, dos da Parabiba
da Alagoas. desde quando taes objeclos
do mesmo fabricante erara vendidos pelos
Si-s. Mc.Calmont&C, desta praca.
Superior vinho de cliampagneBor-
dea ux: vende-se em casa, de Schafliei-
tlin & C, ra da Cruzn. 58.
Vendem-se taccat grandes com rtrioba d man-
dioc, pelo diminuto pieco dt 2J5O0 a aacca, esto
se acabando^ na ra Nova, luja B. 35.
Vende-se ora mnlalinho de idade 16 annos,
muro lindo, ptimo' par paaem, um moleque de L
idade 8 annot, e um bom cscravo de todo terfiro :
na'raa Direila n.3.
Vendem-se rodat de reo* para pipas, assim
como bombas de carneaba: no armazem do Goerra.
defronle do Trapiche do AlRodo,
Attei
N; roa da Cadeia Velha n. 47,inia do S (Manoel) I
ven.ic-ie damasco de Isa de (toas larguras, mullo .
proprio para coberlas de cama e pannoa de meta.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Recluzido de 640 para 500 ra. a libra *
Do arcano da nvencao* do Dr. Eduar-
do ltolle em Berlin, empregado as co- l
lonus inglezas e hollandezas, com gran- *
de vantagem parao melhoramento do
assucar, acha-se, a venda, em latas de 10
libras, junto com omethodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber A Companbia, na ruada
Crin:, n. 4.
I
SYSTEMA MEDICO
HOLLOWAY
PILCLAS HOLL
Esl ineslimavel especifico, composto inleirameo-
le de ervas medicinae, nao conlem mercurio, ero
oulra alcotna substancia delecterea. Renigno mais
lenra infancia, e t compleicao uiais delicada, lie
igualnente promplo e aeguro para desarraigar o ma-
na compleicaoroai robasta ; he 1 oteiramenle inno-
cente cm suas operasoete eUlos ; pois busca e re-
moye as doenca de qoalqaW especie e grao, por
mais mitigas e tenates querrjam.
QEniremilhares de pessoa curadas rom ete re-
medie, mullas queja eslavtm as porta da morJe,
perseverando em seu uso, conseguiram recobrar a
sande e forjas, denois de haver tentado intilmente
todos os oulros remedios.
As naisaffliclaMiao devem cnlregar-ie desespe-
ra^.lo ; fa;am um competente ensato dos eflieaze
efleilos desta assombrosa 1 1, e prestes rect?
perario o beneficio dasade. M
Niec se perca lempo em lomar ewa remedio para
qlialqaer das segoiutesenferniidades:
Accidentes epilpticos, js, l'ehre loda especie.
A boa
VENDAS.
FARINHA DE MANDIOCA.
Abordo do hiate CONCEICO FELIZ,
fundeudo defronte do caes do Ramos, ha
para vender muito superior farinha de
mandioca por preco mdico: os pret'en-
dentes dirijau-se a bordo do mesmo ltate,
ou na casa de sen consignatario Domin-
gos Alves Matheus.
SAL DO ASS'.
Vende-se a bordo da barca tf ATHILE,
fundeada na volta do Forte do Mattos: a
tratar com 6 capitao a bordo, ou com
Manoel Alves Guerra Jnior, na ra do
Trapiche n. 14.
Vende-se o sobrado de dous andares, da rna do
tajrdomz n. 10o qaal tem chaos proprios, a Iralar
na rna da Astompcao n. 16.
Vendem-se charulciras de diversas qualidades,
pelo baralissimo preco de 100 rs. cada iima'vna ra
do Queimado, loja de miudezas da Boa lama n. 33.
VNDESE
na ra Nova n. 38, derronle da igreja da Conceico
dos Militares, cadinhos do norte de {odos 03 lma-
nnos, verniz copal a 900 rs. a libra, moilo bom, p-
timas bigornas para fqnileiro, tesnuras para dito,
alicates muito Tortea, Rzelas para esporas muito
boas, vidros para vidraca, em caita e a relalho, e
todos os preparo-: rara oflicina de latoeiro c runi-
leiro.
Vendem-se 2 escravas crinlas, sendo, 1 de 2.
annos de idade, com 1 cria de 2 meszet, e 1 de 30 an-
iiiis. ptima emgommadeira e cozinheira : na ra
de Hftrlas n. GO.
\ ende-se urna loja de miudezas em muilo*boa
localidade para oesocio, com os fundos que coovier
ao comprador. Esle negocio lorna-se de muita van-
tagem para quem se quizer eslabolecer, nao s pela
casa ler commodos para familia esero alueuel muilo
mdico, como lamliem por estar muilo afreguezada
para vender a relalhrii.o que te prova, e igualmente
je afianea ao comprador o molivo da venda : n fal-
lar na Boa-Vista, ra da Santa Croz n. 30.
.Acha-se i venda na livraria u. f> e 8 da praca
da-Independencia aciccllcnleobra intitulada liram-
matica Razoavel da l.ingoa Porlogueza, composla
segundo a dontrina dos melhores grammalicos ami-
gos e modernos, de difTerenles idiomas, por Lourcn-
-o Trigo de I.oureiro, obra esla utilissima nSo sti
para os principiantes de inslrurcao elemenlar, como
para todas as pessoas que quizerem ler perfeilo co-
nhecimenlo da lingua porlugueza.
VENDEM-SE
Barris com bru, os maiores que tem
da America, chegados agora :
vindo
ra do
Sautos.
Amorim armazem de
na
Paula &
Vende-se i par de rselas, 2 alfincles, 1 pul-
ceirn, 1 par de brincos, 1 par de flvellas para snpatns
de sacerdote, 1 correnle para relogin, 2 livros pau-
lados com mais de 200 folhas cada um, proprios pa-
ra escriturario de loja de fazrndas, o 1 holilo com
brilhante : na roa du Lirramento n. 33, loja de cal-
jado.
MC Vendem-se chapeos dt seda para seihora S
a 5-jOOUe 101)000 rs., estes chapos rliegaram fe-
1 ltimamente com ora pequeo loque de mo- ^
B fo : na raa do Crespo, loja amarella n. 4.
M.R^iMHmsiHfliajf>u,K,illireiul*li mw
9 Acha-se venda o manual do guarda, na-
cional, ou collecrilo de todas as leis, reflBto
m'ntba, ordens e avisos concedientes anW #
ma guarda nacional, orsani-ado pelo capil.lo Jt
% secretario geral du commando superior da ~b
):J guarda nacional da capital da provincia de ^f
C>J I'ernambuco l-irinino Jos de Olivcira, des- f
de a sua nova organisaclo ate 31 do dezemhro '
~ de 1851, relativos uito s ao processo da qua-
s3 linrar.it), recur-u de revista, etc., etc., senAo f)
a economia dos corpos, oruauisarilo por mu-
nicipios, balalhes, e cbmpanhias, com map-
pas e modelos, etc., etc.: vende-se nica-
C> mente no palco do Cumio n. 9, primeiro an- $
$ dar, a nhhj por cada volme, g
A 9000 A PECA.
Vendem-se pejas de brim fino de linho, com 20
varas, proprio para cerolas, toalhas, Icn'roes e outra
muilas obras, pelo baralissimo preco de'9SO00 a pe-
ca, assim como oatras muilas fazendas que a dinhei-
ro se vendem barato : na ra-da Cadeia do Kecife,
loja n. 50, defronte da ra da Madre de Dos.
VINHO DO PORTO SUPERIOR FEITORIA.
Vcnde-se por preco commodo no armazem de
de Barroca & Castro, ra da Cadeia do Recite n. 4.
Velas.
Vendem-se encllenles velas de carnauba pura e
de composicao, sendo estas do melhoc fabricante do
Aracaty, pelo commodo prero de 1J500 a arroba :
na ra da Cruz armazem n. 15.
Na ra do Crespo, loja n. 12, vendem-se bons
cobertores de algodilo, Imneos, de, pello a 13)400, e
sendo enr porril faz-se alguma djfferenra no preco :
lambem vendem-se sedas escocesas a 1S200 o covado,
Lbonilos padres e sem defeito.
A ELI.ES, ANTES QUE SE ACABEM.
Vendem-se cortes de casemira de,hnm gosto a 29,500
48 e 5000 o corle ; na ru do Crespo 11. 6.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o ckafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, asquaes acham-sc a venda, por
preco commodo e com,promptidao'":
embarcam-sc ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vcnde-se um cabriole! e dous cavallos, ludo,
juftlo ou separado, sendo os cavallos muilo mansos e
muito costaleados em cabriole!: para ver, na co-
cheira n. 3, defronte da ordem lerceira de S. Fran-
cisco, c a tratar rom Antonio Jos Rodrigues de Sou-
za Jnior, na ra do Collegio 11. 21, primeiro ou se-
gundo andar.
FAZENDAS DE GOSTO
PARA VESTIDOS E SENIIORA.
Indiana de quadros muilo fina e padres novos ;
corles de lita de quadros c llores por preco commo-
do : vende-se na rtia do Crespo loja da esquina que
volta para a ra da Cadeia.
CASEMIRA PRETA A 4?600
0 CORTE DE CALCA".
Vendem-se na ra do Crespo, loja da esquina que
volta para a ra da Cadeia.
He barato que admira.
Vendem-se saceos com eijo por di-
minuto preco: nos'Quatro Cantos da ra
do Queimado, loja n. 20.
Deposito de cal de Lisboa.
Na ra da Cadeia do Recife, loja n. 50, contina
vender-te barris com superior cal virgem de Lis-
boa, por preco commodo.
Vigario n..l9- pjtnfti-|
ro andar, tem para vendesddiversas ifrt< U
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilbas, valsas, redowas, sclic-
tickes, modinhas tdo modqrnissimo ,
chegado do Rio deJPieiro.;
endem-sc ricos e modernos pianos, recente-
mente chegados, de excllcnlos*ozcs, e precot com-
modos em casa de N. O. Bieber & Companhia, raa
da Cruz n. 4.
Grande sortimzlto'de brins para quem
quer ser gsmebho com pouco dinheuo.
Vende-se brim trancado de luirs e quadros,de pu
ro linho, a 800 rs. a vara, dito liso a 640, ganga
amarella lisa a 860 o covado, risrados escurus a imi-
laco de casemira a 360 o covado, dito de linho a
280, dito mais abaiio a 160, castores de lodas as co-
res a 200,210 e 320 o coTado: na ra do Cresoo
n. 6. *^
COM PEQUEO TOQUE DE
Algodio de sicupira a 29500 e 3 : vende-se na
ra do Crespo loja da esquina que volta para a roa
da Cadeia.
Alpaca de seda.
Vende-se alpaca de seda de quadro de bom goslo
a 720 o rvaclo, cortes de ISa dos melhores gustos qoe
tem vindo no mercada a 48500, ditos de cassa chita
a IJ800, sarja prela hespanhola a 29400 e 2200 o
covado, seliui prelodeMaco a 29800 e39200, guar-
danapos adamascados feitosemCuimames a 3?G4K)
a duzia, toalhas de rosto vindas do mesmo tugara
99OOO e I29OOO a duzia : na ra do Crespo n. 6.
CHALES DE LAN E ALGODAO,
ESpOSA800RS.CAAlM.
Vendem-se na raa do Crespo loja d esquina que
volta para a ra da Cadeia.
CORTES DE
DE CORES ESCURAS E CLARABA 39000.
Vendem-se na roa do Crespo, loja da esquina qne
volta par,, a ra da Cadeia.
ralla de
qualquer
Alporcas.
Ampo las.
Areias(mald').
Atlanta.
Clicas.
Conviilsoes.
Uebilidade ou eitcnaa-
caa.
Uebilidade ua
forras para
coosa.
Desinteria.
or tle garganta.-
re barriga.
a ros rin.
llurera no ventre.
Enreimidades no ligado.
venreas
Eniaqueca.
Iierysipela.
l'ebri's biliosas.
a inlermillentes.
Vedem-aee.las do Ltndres, n. 244, trani, eiiaSu.j. u> 4e,
holicarios, droguistas e oulras pessoas encarrecadat
llespaVha "" t0da a AmerCa dSo1' Hwi
Veqdaaacas bocelii
Cota
Hemorrhoidas.
HydTopisu.
Ictericia.
Indigestes.
imacOes.
Irregularidades da mens-
Iruarao.
Lombrigas de leda espe-
cie.
Mal-de- pedra.
Manchas na culis.
Ibttroccao devenlre.
l'tiUiisieaoa coneumpc.go
pulmonar.
Relene;ao d'onrina.
llheumalismo.
Symplomas secund
lmures.
oloroso.
Ulcera.
Venc
I
nam-
Deposito de vinho de cham-
pagne Chateau-Aj^primeira qua-
lidade, de proprerlade do conde
de Marcuil, ra da Cruz do Be- |
cife n. 20: este vinho, o melhor
de loda a Champagne, vende-se
a 566*000 rs. cada caixa, acha-s.
nicamente em casa de L.
comte Feron & Companhia. "Wl
B.As caixas sao marcadas a fo-
goConde de Marcuile os r-
tulos das garrafas sao azues.
>$#$$:$:**$*
Deposito do chocolate" francez, de uma
das mais acreditadas fabricas deParis,
em casa de Vctor Lasne, ra da Cruz
n.27.
Exira-saperior, pura baunilha. 18920
Eslra liun, baunilha. 19600
Superior. 10380
Quem comprar de 10 libras para cima, ten} um
abate de 20 % : venda-sc aos mesmos precos e con-
diees, em casa do Sr. Barrelier, no aterro de Boa-
Visla n. 62.
Vende-se ac era eunhetes de um quintal, por
preco mi ilo commodo : no armazem de Me. Cal-
moni & Companhia, praca do Corpo Sanio n. 11.
Riscado de listras de cores, proprio
para palitos, calcase jaquetis, a 160
o covado.
Vnde-sa na ra do Crespo, loia da esqolna qoe
volta para a cadeis.
Vendem-se no armazem n. 60, da ra da Ca-
deia do K-cife, de Uenry Cibson, os mais superio-
res relogias fabricados em Inglaterra, por prejoi
mdicos.
Ven.le-se cxcelleute laboado de pinho, recen-
teniente chegado da America: na rus de Apollo
trapiche to l'erreira, a enleoder-se com oadminis
ador do tiesmo.
plica r o modo
O deposito ge?
maccutlco, na roa da
hoco.
A Boa fama.
Ve ide-se papel marlira (antado o mais snperior
quo I e possivel naver, pelo barato prera dt 4*100a
reamo, dito de peso pautado a 39600, dito almaco
sem ser paulado, purera boa ,'uztnda, a 2J600 a tes-
ina, '[rnnas de ac, bico de tanca o melhor que po-
de haver, a igSuOa caixinha com 12 duziasr la a
niO, (aniveles finos de 2, 3 e 4 folhas a 2*0. 320 460
c JOOrs., ditos de 1 Mha a 0, tapia Baos enverai-
sados a 120 a duzia, ditos mais ordinarios 80 rs.,
canelas de ac e marlim torneadas, cooaa muttexle-
hcada, a 120, 200 e 300 r... capacha, piolados par.-,
salas .1 600 rs., bengalinhas de janeo cem bonitos
casloes a 500 rs1*grande sortimenlo de ocalo com
armn.flo de ac a 80fLrs. o par, ditos de armarSo de
metal a 400 rs luneta* qoadradas com armarlo de
tarlaruga a 100 cada orna, ditas coge -meci da
hualo a 500 rs., carteiras para algibeiir, fazenda
muile. superior, a 6TO, luva brancas de alaedao
proprias para mentaria, a 240 o par, dila; decores,
lazenda boa. a 400/s., fivelas douradas pi a ralease
collcl-s a 120. esporas tinas de metal a 8I1O e 1*000
o par, chicles finos a 800 e IjOOO, ricas abotoadu-
ras para collete a 400, 50/) e 600 rs., tranceln nre>
tos de borracha para relogio a 100 e 100 r.. lia^Hl
e areeiros caixas parajap. 640. 19000, 19500 29OUO, cava
puras piutami muilo fina? para homem a 240, mrias
pintadas mmTo linas pata homem a 320 o par, e alera
de linloisto eulras inuilisimas coimas qoe lado se
ve.ide mais (tralo do qoe em oalra qualqucr parle
como ha muilo lempo esla conliecido : ua ra d
(Jui-inado, nos qaatro cantos, loja de miudezas da
Boa fama n. 33.
A Boa fama.
Ven lem-se lindissimas caixas para costara de se-
nhora 1 25. 39 e 39500, caixinha moilo delicada.
proprias para guardar joiaa a 600 e 800 rs., nenies
de malino para alisar, fazenda superior, a 19500,
luvasde torcaliwnbelotaa, moilo boa laxando, a
800 rs. o par, dtUs de seda de lodas a* torea o sem
defeito algum para homem e senhora a 18200 o par,
pentes de lartaruga de muilo bonitos padies a 49500
59000 e 59500, dilos de borato imiUndafbrtara,
19280, e alcm de ludo lato oulras cousas de muilo
bons gastos, c Indo por precos que muilo agradarlo
aos co mpradores: ua ra do Queimado, nos qualri
Cantos, loja de miudezas da Boa Fama u. 33.
: VAKMDAS GRADES.
Um lindo t variado sortimentodeatodellos para
varanda e gradarlas de goslo nioilernissimo : na
fundicao da Aurora, cm Sanio Amaro, e no deposi- .
lo da .tiesma, na roa do Brum.
IECHAHIS10 PARA EBGE-
KHO,
NA FUNDigAO DE FEBRO, DO ENCE-
NHEIRO DAVID W. BOWNAN. AA
RA DO BBUM, PASSANDO O ^IIA-
FARIZ,
ha sempre um grande sortimento dos seguimos ob-
{celos le mechabiimoa proprios para ensenhos, a at-
1er : inoenda c meias moendas da maja moderna
consIruccSo ; laixas de ferro rundido e balido, 'da
superi >r qualidade e de lodos os tamanhos ; rodas
dentadas para agua oa aaimaes, de todas a* propor- .
roes ; citan e boceas de fornalha e registros de bo-
eiro, aeunnoes, bronzes, parafusos e cavilhoe, moi-
nho de mandioca, etc., etc.
NA MESMA FUNDICAO.
se exe ridade j ronhecida, e com a devida prestene eom-
mndidde era preco.
_~>
/^
ESCRAVOS FGIDOS.
Manoel Antonio dos Paisos Otlveirn pede as
autoridades policiaese capilaes decampo a appre-
hcnflo Je sen escravo Zacaria, qne desde senunda-
fera, 9 do correle julho est fgido, e os aicnses
sao os legoiotes: crioalo, idade 32 anno, punco
mais ou meos, eslalara e eorpo regalares,- barba
compri.la, .e bem que consta que as corlou, fnlta-
lue um dedo em um dos ps, toregrislt:
quem o pegar, levero a seu senhor, na ra doCabu-
g n. 1'.!, quesera recompensado.
PERN. TYP. DE M. F.DEFaRIA.-
Ib-35.
-V
V


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