Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00809


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Full Text

AUNO XXXI. I. 163.
Por 1 muies adiantadog 4,000.
Por 8 mores vencidos 4,500.
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TER(A FEIRA 17 DE JULHUUt i &b.
Por s.nno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto*.
DIARIO DE PERNAMBUCO
ENCAnBEGADOS DA SIltSChlPCA'O.
Reeife, preprieterio M. F. de l'aria; Rio de Ja-
ueiro, o ."ir. Joa Pereira Martin; Balna, o Sr. D.
Duprad ; Macei, o Sr. Joaquim .Herminio de Men-
donca ; Parahih*. o Sr. Gervazio Vctor da Nativi-
dade ; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira Jnior;
Aracaty, Sr. Autopio de Lemos llrags; Cear, o Sr.
Victoriano A0*1""10 Borge*; M iranhdo, o Sr. Joa-
Surm M*rqae* Rodrigues : Piauhy, o f.r. Domingos
I ere to*dtte VtMlt Cearcr. c i; Pun, oSr. -lus-
lino J. Bafjgi ; Amazonas, o Sr. Jeranmoda Cosa.
I i-------------------------------
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 1/4 e 27 i/8 d. |por 1.
Pars, 355 rs. por 1 f.
< Lisboa, 08 a 100 por 100.
' Rio de Janeiro, 2 por 0/0 de rebate.
Accoes do baneo 30 0/0 de premio.
> da compendia de Beberibe ao par.
da companhi de seguros ao par.
Disconto de lemas de 8 a 9 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas- 29*000
Modas de 69400 velhas. 169000
de 69400 novas. 16000
> de4000. 99000
Prata.Patacdesbrasireiros. 1940
Pesos eolumnarios, 1*940
mexicanos..... 19860
PAIITIDA DOS CORREIOS.
Olinda, lodos os dias
Cuma ni, Bon i lo e Garantan* ms dias 1 e 15
Villa-Bett, Boa-Vista, BeOaricury, a 13 e28
Goianna e Parahibi, segonda sexias-feiras
Victoria e Natal, as quinias-feras
PREA&IAR DE IlOJE.
Primeira s 6 horas* 54 mininos da manhaa
Segunda s 7 horas e 18 minutos da larde
AUDIENCIAS. 4
Tribunal do Commercio, segundaMMointas-feiras
Relaco, tercas-feirase sahhados
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas
Juizo de orphaos, segundas e quintas is 10 horas
1* vara do civel, segundas e sextas^o meio da
2' vara do civel, quarlase sabbadOflio meio dia
EPHEMERIDES.
Jullio 6 Quartominguanieaos 12 minutos e
40 segundos da tarde.
14 La nova ai 2 horas, 21 minutos e
4o segundos da manhaa.
92 Quartocrescenteas Shonis, 30 mi-
nutos e 40 segundos da manhaa..
29 La cheia as 4 horas, 44 minutos e
33 segundos da manhaa.
DIAS DA SEMANA.
1.6- Segunda. N. S: do Carmo ; S. Hilariano.
17 Terca. S. Marinha v.; 8. Aleixo.
18 Quarta.S. Rufinob.jSs. Fredericos eMaterno
19 (Quinta. S. Vicente de Paplo ;S. urea.
20 Seiia. S. Jeronymo Emiliano ; S. Elias profeta
21 Sal bario. S. Prxedes v. ; S, Daniel profeta.
22 Domingo. 8.a Mara Magdalena (a peccadora
do Evangelo) Ss. Meneleo e Vadregezilo
ADVERTENCIA.
S he permettido pajjsir s. subscrip-
cao deste DIARIO a 4s000 rs o quartel
dentro de 15 dias do com eco .depois do
ciuesomente se recebera' i 4<500.
/'
*
fete of au.
covutdo
IDAS ARMAS,
9aartal-(*n*ral da coaanaomlo das uam da
PmuBkwa ma otilada do Rae f*. ea* 16 da
tmtkm da ttH.
ODBM DO DA N. 83.
O manchal, de campo coinmandanle das armas
determina, que tejara eieloida aesla data dos cor-
potan que esto addidos.os senhores officiaes abaivn
mencionados, os quaes leguem ni *ap>r Imperatri:
para as Alagas, Baha e corte, cum o (im de se re-
unirero aos seu* respectivos bati'hes.
O mesmo mareclial de campe fai publico que a
presidencia foi servida, por por.aria di; 30 de jiinho
ultimo conceder, arolmez de Ikenca tem venciruen-
tos para ir irle aa Sr. lenle, do 10. balalhao d
infamara Alejandre Jos da tacha, cuja licenjn
ter lio je principio.
refere primeira parle da presen-
ta ordem.
CapiaoLuiz de Franca I.eite.
DitoAntonio Mara de Castro rielgadn.
DitoJojo Evangelista Nery da Fonceca.
HiloJo* Pires Gome*.
Di loAntonio Jos Lanja.
DitoPodro Alfonso Ferreir.i.
i Catar de Mello Sampa o.
DitoJas Remenegildo Leal Fecreiri.
DitoMalinas Vieira de Aguiar.
Alfares Manad Joaquim Machado.
Joti Joaquim Coelha.
Conforme. Candido Leal Ferrara, ajndante de
ordena eacarregadodo delalbe.
IIIERIOR.
RIO SB JANE JjSO.
CAARa DOS SRS. DEPITADOS-
Xha 39 da ti.
L-te a approva-se a acta da sessio anleceden-
te. O Sr. primeiro secretario di conla do teguinle
expediente: >
Um offieio doSr. primeiro secretario do seando,
cotamuoieaodo que o senado adopton t vai dirigir i
sanejao imperial a resoluc.io autorizando a ordem 3.a
de S. Fraajeiaco da Penitencio da drade de'S. Pan-
to a possoic bens de raiz ; e que S. M. 1. -cunstnte
na que ipprova a aposentadoria concedida ao sacris-
ta da apella Joaquim dos Keis Perno..Fio a c-
mara inlerada.
L-se a he julgado objeclo de deliberarlo e vai a
imprimir para entrar na ordem los Ir.iballios o se-
guale projecto :
Foi preteate commissao de pensocs e ordena-
dos o requarimento rto jui de dimito lo Ico, Mar-
co Antonio de Maceo o, pedindo i ajinos de licen;a
com os respectivos ordenados e gratillcacilo, para ir
Eoropa tratar de saa saude.
o Euminandoo requerimenlo ilo referido magis-
trado e documentos que oiiislriicn, reeoobeceu a
commiatla a ierdaa'tnW6aia^tf>J>Ws1iaaidade por
3 antros dlfalameota da saude do miisro, ftaVio
mente cnmpromeltida,segundo alt-stad> medico que
assim o affirrna ; deveodo anda a commissilu aciet-
. centar que, na cooformidade do que allega o pre-
tndanle, e por informacoes colliidas aliunic, \ir.i
elle alterada suauode no desempsnlio a que se deu
por orden do governo*provincial e geial, da direc-
coa aboilura de urna entrada entre a comarcado
Cralo en do Icri, e do exaniede losseis e minertes
tuquelia comarca.
Septo pois reaet os fndame los era queiprer.
taafrrvW taafUrneu pedido, e lio iitendiveis os
inolidn que a lie iterara causa, eulciu'.e a commis-
to que um serridor do Estado falto de recurios
proprioi no deveter abandonado aiu >oa desgrana,
neganito-M-lhe s meios de tentar reslabelecer sna
tande deaamiauar na preslajo dos ser vicos que
o Estado II iippoz. ."^^
a Em prescuja de taet consideracoes. dos proce-
denles que ai tem lado, e do neiilium onus que lla-
ll varo para a thesouro, julg a coinmi;sJo que o re-
ferido magistrado deva ter atlendido siimente com
reUejlo coocauXo de aeus ordenilrtos, para o que
oCaraca a aegainte resoluro : i* W
a K awembla geral (egidaliva tesolic :
'j. Art. 1. O governo. he autoriado a conceder
docts tonas de lieenn.com os respectivas ordenados,
ao ialz de diroito do lc, Marcos Antonio de Ma-
cetfo, para tratar de saa saude onde me! luir lliecon-
vier.
ArU 8, Ficam revoga Jas as dnposioes em con-
trario.
zar da Socira./. JS. de S. S. .lobato. Gomes
/tibtiro.
ORDEM DO DA.
Respaila falla do throtto.
(CootiquacSo da sessoanliicedente.)
O Sr. Salmeo (ministro da jusli;) : Sr. presi-
dente, tono a palavra para defendur-mc de algumas
accusajOes que me focara dirigida! peloi nobres d-
os da opposic^lo por minhas culpas e pelas cul-
pasalheiai. Devo porem aproveilar a occasiao pura
fazer urna ligeira apreciaco da situaco actual. Es-
ta apreciado preceiler minha dtreza.
PerpatMndo os discorsos que tem sido proferidos
na casa contra apoltica do ministerio, vejo que a
uppostetlo, fundada em motivo* contraditorios, dia-
inelralmeiite oppoilot, nao tem senllo urna coinciden,
ca, uta pensamentohe a destituidlo do ministerio
actual, para que venha teja o que f jr.
Em verdade, ha um exercito, lem havido urna bi-
talha renhida de muilos dias, e air.da niio ha urna
handeira que deva tubslituir aquella que est arvo-
radal
Hontem um nobre depatado pela provincia do Rio
de Janeiro autorisou este presupp J'lo. O nobre de-
pulado reconhocen que nSo havia liandeira; mas quer
o nobre deputado encarregar au gc\erno do dar urna
bandeira i opposicao; juer o aobie deputado que o
gaverno teja quera arganise, qnem diacipline a op-
liosico contra elle mesmo I
Alguns Srs. deputadoa. lendo a onciliacao como
-orrupcSo. como principio.... i
O Sr. Ferraz:Da maueira pralcada.
O Sr. Ministro da Justi;a:.... como principio
ile sceplicismo, de, dissolufo, deixua en rever o re-
i;resso ds ideas absoluta e exclusivas que foram prn-
prias, ttlvez mesmo essenciaes, de urna epoea qu;
jassou, as quaes nao sao hoje senJo um unachronis-
tno, urna repugnancia com a opinio publica.
A verdade he que os nobres depulados quedeixim
nntrever o desejo ilesse regresso oS<> tem no* labios
ostra palavra que nao teja liberdi>le; ato usam de
nutra linguagem qoe nio saja emprentada aos libe-
rtes da oulra pfica....
O Sr. Ferrai:Repillo da minha parlu.
O Sr. Ministro daJuttira:Ou' ros querem o
ilesenvolvimenlo, a expansao do proi;ramma minis-
terial no sentido qoe ellos entendem, no sentido que
nlles inlerprelam, mas querem que c goveroo lome
n iniciativa de reformas que elle* imlicam, mas nao
ilefinem; que podem ser o que elle nao querem,
podem ser mait do que elle* querem.
Ma* o governo, qoe alia* est sojeilo principal
ondicSo a que eslo sujeilos tinda rois irregulares, isto lie, ao principio da conservac-io,
detdcomo revolucionario arriscar-se pomeraaven-
11 ira, por ventura a reformas....
O Sr. Ferraz;Totoo nota.
OSr.'Ministro da Jujtifo:.... anda n,lo eslu-
didas, par*, que venha seja o que for. Nao deve es-
perar a opiniao publica, mas de.ve precede-la. >ai
deve aproveilar a siluacae para gr.ndes'melliora-
rnealo* imlmUiaes, mat deecomplii a-la. Nao devo
ciirdpor os nimos, mai deve excita-:os. Jjh .senho-
ret, do notao programmaavio se noile concloir que
nt toroas*emos. nos governo, a miss3o de sobverler
opaiz (Apoiados.l
Ootros, Analmente, por urna peripecia espantosa
tornados liberaes da noite par* o dia,..
O Sr. farro;:Repillo da minha parle'.
O Sr. Ministro da Jit*lira:E nio me retiro ao
nobre depatado.
.... tornados liberaet da noite par: o da, querem
a titulo de repracao da tc;,1o e reacio a democracia
na legislacso, nos julgamenhu e at na fere* publi-
s. He a bandeira de Vassodrtt (rsoelaa e apoiados)
que o nobre deputado por Minas se encarregou de
levantar nesta casa; lie urna bandeira vaga, essa ban-
' Icira da reparacao que nao diz at onde chega e so-
l re qujenlos versa. [Apiados.)
ftmattn^o como o nobre depntado
Suer, como o nobje depatado .leixou antr>ver, con-
ste em tornar o jury universal, a guarda nacional
rival do exercito, a goarda nacional inilrtimenlo da
' ilmnocricla eautra a autoridad*, bem vedis que isto
nao he urna reparacao, he ama reaccao, urna revolu-
cKo espantosa que lende a levar-nos a essas poca*
lie sangoe e de abysruo,das quaessahimoscom muita
dlfllculdade, com muilos esforeps. (Apoiados.)
O Sr. J. J. da Rocha:Acautele-se ella, que he
dever do governo; salve-nos deite precipicio.
O Sr. Ministro da Justica:Seuhores, vos vedes,
a historia o diz, que a legi'lacao mesmo de po-
cas cajo espirito he absolutamente diverso lem
permanecido, nao obstante a mudanca dessas po-
cas. Vemos que em Franca, r. g., a restaurarlo
manleve as leis da revolucSo e do imperio; a dym-
nastia de jolho segu o mesmo camiuno; a rovolu-
ro de 1818 conserva at les da restaurarlo, as leis
da dymnastia de jolho: Tomemos, por ejemplo, o
jury; o jury he iaalituicsa* do imperio, o jury nao
appltcavel s causas civru, tmente applicade aos
crimes e nao extensivo aos crimes correcciunaes.
Pols bem; esta instituirlo permaneceu, nao obstante
a revoluejo de 184S; por maiores que fossem os es-
forceo* ilos exagerados nao se couseguio .que o jury
fosse extensivo as cautas civeis, fosse extensivo aos
crimes correccionaes que eatcespondem rom peque-
a diderenca aos crimes aliancaveis e policiues ria
snossa legislacao, e que pelo prujecto da reforma ju-
diciaria devem deixar de perlencer ao jury.
En nao duvido que a rearro que te operon em
favor da autoririade no lempo que decorreu de 1838
por fiante livesse alguma exagerarlo; roas o certo
he, senhores, que pela maior parte as conquistas qne
a autoridade fez nessa poca, que chamarei de pa-
triticos esforcos, lio essenciaes para a sua manu-
lenro, e da sociedade (apoiados), e que devem ter
cunservadas se nao queremos lomar quelle ponto
de partida, se nao queremos arriscar de novo a so-
ciedade a auarchia e a detordem. (Apoiados.) En
anda eslou fallando da bandeira de Vassouns (rito-
das), e vosdirei. senhores, qufc esta bandeira n*o he
vossa, isto he, dovsque a proclamaste* nest can;
esta bandeira com pequea dilferenca de inscripto
lie do partido radical, que rom ella sempre comba-
tea. Esta bandeira 1 elle ha de retoma-lt (apilados)
desde quederdes um pattu para dianle, desde que
conseguirdes algum triumpho, alguma vanlagem,
porque os nomes proprios tem muila significacSo,
oais do que pensis. Quts tulterit Graceho.% de sed'i-
tione guafrentes ?
O oobre deputado a qnem me teuho referido com-
memorou as conquistas da democracia. Elle nos dis-
te como ella sopprimio o exercito que considerava
rival, como te armou por meio da suarda nacional,
como gnvernou por meio dos vice-presidentes elei-
los, como legislou por meio da* assemblas provin-
ciaes, como julgou por meio dojory, como policiou
por meio dos juites de paz. Au depois o nobre de-
pulado noayeferio como se operon a reacio em fa-
uor da autoridade, como a autoridado militarsou a
guarda nacional, como toroou sua a magistratura e a
polica, como restringi o jury e a guarda nacional;
e enlao nos disse o nobre deputadoludo isto con
vinha, havia aggressao, havia perigo. Em 1853 ces-
sou a sggressao, cessou o perigo; o desidertum da
todos era urna Iransaceito a respeito dos excessos da
aceito e'da rearco. Mesas circunstancias sobe ao
poder o ministerio de 7 de selembro. estabeleceu o
seu programma de conservador e progressisla. O no-
bre deputado enlao espern: os lacios, porin, vie-
ram desmentir os suas previses, as suas esperanzas.,
O ministerio actual, que linha promeltidn ser pro-
gressisla, cumpletou a obra da reaccao por meio da
le da reforma judiciaria. Esta lei da reforma ju li-
naria, entra parcnlliesis, que fui o annopassado im-
pugnada por desarmar a autoridade, he hoje o com-
plemento de reaccao no sentido da autoridade !
Senhores, vendo a vida pastada do nobre deputa-
do que nos fez este quadro, me parecen que elle
"e-tfaha aiir.ilrej idn de representar a papel de li-
lieral-ultr.i para vir-nos pedir cuntas de prumessas*
qoe nao frenamos frito, de ideas que se nao con-
linham ao programma do ministerio.
qual parecesse oulro que nao era na vespera, tran-
seat ; mas que o nobre depatado queira deduzir do
programma ministerial as deas qu* aqui elle erail-
lio, causa cerlamente pasmaceira, eslranhcza a lo-
dos !
^TSeiiTiofes, o nosso programma ahi est, a primeira
cundir,jo ilelle lie o principio da autoridade, nenliu-
ma transacr.lo prometlemos a respeilo deste prin-
cipio. (Apoiados.) Nos nos compromellemos a adop-
tar como base da nossa poltica a poltica conserva-
dora, a ailmillir como accessorio o progresso reQec-
^ tiii.i e justificado pela experiencia. {Apoiadot.)
Ilein claro, por conseguinle, fallamos nos, e cer-
lamente essas ideas efuo o nobre depalado emillio,
essa re.enerarlo de influencia da democracia em
toda a legislarlo e na forca publica, niio se con-
ten de nenhuma maueira no programma. (Anota-
dos.)
Comprdmellemo-nos, senhores, a aceilar as in-
compatibilidades, a reforma eleiloral e municipal,
nao mis desdizeinus; em oulra parle do meu dis-
curso tralarei deslc ponto.
Entretanto os nobres depulados lem descriplo a
situaran com negras cores. Segundo os nobres de-
pulados os vinculo esiao quebrados, ludo he scep-
licismo, ludo he duvida, tudo ameaca urna dissolu-
c,lo I Mas, senhores, este estado de cousas he re-
sultado da poltica do ministerio ? Nao. mil vezes
nao, ao contrario a poltica do ministerio foi o etTeilo
desta situaran, que era o siaiu quo de 1853.
Eolio laiiibem ja se faltava em sceplicismo, a te
fallava nesls estado de disolu-ao ; linha cliegado a
poca cm qoe os partido* se transformavam, em qoe
os homens mas encarni;.idos se approximavtm ;
liidjam ces-ado a lula e o perigo, era desnecessario
caminhar por (liante com a mesma poltica restric-
ta, com a mesma pressao ; e, pois, o ministerio ac-
tual, senhores, nao fez sanaO interpretar e reconhe-
cer um fado preexistente, senao aceitar o estado da
sociedade. Em consequencia adoptou esse pro-
gramma de ecletismo ; da vocae.lo dos tlenlos e do
mrito : da conservado e do progresso combinailo
para facilitar assim pelo concurso de todas as inlel-
ligencias e actividades as grande* emprezas eos
grandes meliioramculos moraes e materiaes qoe o
paiz deseja mais que ludo, porque o pait s pode
eugrandecer-se pbr mo dellas, e nao por meio des-
sas I utas encanijes las que tem levado as repblicas
conterrneas ao estado deploravel em que se acham,
e o Mxico al a dissolucao. (Apoiados.)
Urna voz :Todos nos queremos evitar isto.
O Sr. Ministro da Justica -.Com meios mait ou
menos eflicazes...
Eu,_ senhores, nSo vejo que o estado das Musas
seja lio desesperado como parece aos nobres depu-
lados.
O Sr. Ferraz:Porque est con oculos uues, ,
O Sr. Ministro da Justica :Talvez. (Risa-,
das.)
No meu entender e qoe vejo |he a transformacao
dos partido, o que era natural desde que tiuha
cessado a lula, como os nobres depulndos mesmo
confessam ; o qoe vejo he a vida e o incremento
da industria ; o que veje, senhores, lie o ardenle
desejo de inelliorainentos. O paiz quer paz (apoia-
dos), quer iudotlria, qneratset melhoramenlos que
tendera a engrandece-lo. (Apoiados.) Os polticos,
porem, querem objeclo para sua actividad* e im-
portancia, querem valer, querem lula, esmerilham
motivos, inventan] bandeira! ; mas entretanto nao
arvoram nenhuma que posta dominar a titucao.
Ainda, senhores, que nos nos (ornissemos, como
quera hontem o oobre deputado, em vez de gover-
no, agitador, nao terjamos feilo nada.; feriamos, 4
vista do estado da sociedade, cahido sol o peso da
maldicao de lodos. (Apoiados.)
syslema representativo ter, senhores, lao in-
compativel com a ordem publica, com asociedade
civil, que seja da sna natareza, da sua essenca, que
a poltica, com lodo o corteja da intolerancia e en-
carnicamenlo, sempre com a mesma inlensidade,
preoecupe tudo, domine tudo, exclua tudo ? lie
preciso, paro que elle viva, que haja urna luta, se-
ja pelo que for, seja eomo for, ainda que seja pre-
ciso elevar os rescnlimenlos pessoaes calhegoria
de motivos polticos .' Nao pode chegar urna silua-
se a lula, succeda a calma, i lempesia le, e a indus-
tria e os grandes itileresses socaes venham preoecu-
par a poca ''
Cerlo, senhores, nao (levemos admirar que o es-
lado do paiz seja este, quando os nobres doputados
sabem que na Inglaterra o mesmo estado de coasas
se est dando. Eu anda o anno passado live occasiao
de ler as palavras eloqueotes de lord Aberdeen,
que presidir o ministerio passado, as quaes demons-
tran! isto; chegoo a poca em que estes nomet de
whtgs e lories nao tem mais signilicarao.
O que ea vejo, senhores, he um campo vazo de
ideas polticas que ne'.le floresceram c que nelle inur-
charam, he um campo emeado de elementos de
grandeza, prosperidade e futuro, abrolhado, porem,
aqu e.acol, do germen da anarchia, qoe o patrio-
tismo manda destruir e e-.lirpar para que aquelles
elementos possam prosperar. Estes germen* nao
sao teuSo os residuos dessa accao e reaccao a que se
referi o nobre deputado de Minas, nao sao sean
os desmandes do* partido* para alcancarem o trium-
pho, nao sao sendo os elementos que todos os das
accumulamos, porque, querendo ferir os individuos
que se acham em urna posirSo, nos ferimos essen-
cialmenle as posic,dea: (Aooiadot.) He porque ha i bres aos quaes se lem estendido a munificencia im-
A respeilo mesmo das elcicOes prometlemos sin-
ceridade, a nao temos fallado nossa promessa. A
verdade he que o ministerio lem rfiemhros habilita-
dns e com idade ; enlrelanto as vagas de senador
que lem havido se nao tem apresentado como can-
didatos, por enlenderm quo s o devem ser quan-
do houver razas natdraes e legitimas para suas can-
didaturas. Em nenhuma das eleicjoes que se lem feilo
soJ a dominaclo do ministerio aelnal tem elle ex-
ercifio influencia indabila. ( Apoiados. )
Um Sr Deputado :Por causa do resultado.
O Sr. Ministro da lurtira :Por causa do resul-
tado ?
ama Talalidade, e he que todos pensara qoe he tao
fcil conquistar como conservar a conquista, que he
lie fcil detmoralUar a autoridade comorestaurar-
Ihe o presligio ; cada um pensa que he um Neptu-
nio que pode com o seu tridente dominar as ondas
que subleva, quando a historia ahi esta para de-
monstrar qoe os demagogos sao inhabeis para
manter a autorid/Se que minaram, para acareiar
o respeito que deslruifam.
O Sr. Ferros:Quaes tilo ellos 1
O Sr. Ministro da Justica:Nao lem applicar^lo
a alguem.
O Sr. Ferraz: Pense! que era i opposicao.
O Sr, Mini'lro da Justica :Os fados abi estn,
senhores, para demonstrar esta verdsde, que por
urna fatalidade quando ferimos as individuos n.lo
reparamos que ferimos essencialmente as posicOes
que elle* oceupam, e que legtimamente aspiramos.
O faci da reunido de Vassouras o que he seno is-
to ? Nao he aquelle Tacto um germen de anarchia
porque pode ir alm; porque pode reproduzr-se ?
NSo se pode elle reproduzrr? Nao pode ser ip-
plicavel a quaesquer leis daqui em dianle, a quaes-
querm misterios que ndosejam o nosso? (Apoiados.)
E que raudanca de coasas e de ideas Negavamos
oulr'ora s assemblas provnciaes, corpos electivos
e orgaoisado, o direilo de peticlo sobre as leis do
oslado ; hoje se confere este direilo a comicios e
meetings de urna villa ; de urna aldeia I !
O Sr. Ferraz:E qaem foi o autqakdos mee-
tings no Brasil ?
O Sr. Ministro da Justica :Oulro fado, Sr.
presidente; o ministerio invoeou o voto desta cma-
ra em apoio do projeclo de reforma judiciaria, e o
que Jie que disse um nobre (tequiado'.' Essa vo-
lar.io nao valo nada, fui exlorqoida pelo medo !
E pensis vos que rom essas expresses feris o mi-
nisterio, ferisos seis individuos quecorapoem o mi-
nisterio '.' Nao ; desmoralisais esta cmara ( apoia-
dos )\ a apoio delta nao nos serte, nSo serve tam-
bem para vos. nao servir para oinguem. ( Muilos
apoiados ). Esse projeclo de lei passou pelas ires
discussdes que o regiment prescreve ( apoiados );
observaran! se todas at formas eslabelecidas para
madureza ( apoiados ) ; pois bem, um nobre depu-
tado disse que nao Un ha havido lerceira discussAo,
e uo linha havido porque se encerra havendo
oradores inscriptos. Islo faz mal ao ministerio, fas
mal aos seis individuos que o compoem ? Nao ; faz
mal qnelles que reformaram o regiment e que es-
tabelcceram quese podia encerrar urna disesssao
depois de cerlo lempo, ainda qoe houvessem ora-
dores inscriptos; islo nao fere rnenle ao projeclo
de reforma judiciaria, fere tambera a todos oj pro-
jectos de lei qne tem sabido da cmara Jo* Srs. de-
ulados desde 1850 al'hoje.
E porque lana celcumn quando a opposicao radi-
cal dizia qoe esla cmara nio represenlava o paiz t
Islo que se diz hoje e o que a opposc,Ao radical di-
zia desmoralisa a cmara (muilos apoiados): per-
mitli-me, senhores, que em apoio deslas idea en
lea um trecho luminoso de um dos mais bellos dis-
curso* proferidos na tribuna franecza....
O Sr. Ferraz :Por quem "!
O Sr. Ministro da Justica :.....dizia esa ora-
dor....
O Sr. J>rra;:Qnem he T Moitas veiet o no-
rae (lestri* tudo o que so diz.
OSr. Jtinisimda Justica:....dizia este ora-
dor.
a Venceris talvez, muilo desejo, mat he nessa
dia, heno dia inmediato a esse que bao de come-
ear os vossos embaracos e s vnsios perigo* ; veris
renascer contra vos, surgirem contra vos, e ampre-
garem-se contra vos, to)las as armas, todas as per-
lidias, todas as malicias, todas as iniquidades, lodos
os ultraje, todas as astucias que se empregaram no
vossn lempo contra os pudores que a tai-a veis; p.is-
sareis por ludo ssu, e, devo accresceular, lereis me-
recido tudo. ~
a Nio ha'aenan umt conlirao capaz de reslabele-
cer a auloriilade ncsle paiz, ja o disse nesta tribuna,
he defeiule-la ^uuudo nao ae exerce ; vou mais Ion-
ge : he derendeMMRsmo quando nos he desagra-
dare! a cerlos ri y*, porque era ultimo resultado
nao se lem semp sle mundo o governo que so
quer. .-;.......i
a Depois que assTftrTtveTdes procedido com os ga-
yemos ndo forera d voSSu gosto, oh quando che-
gar o dia do vosso predilecto goveroo, o governo
que vos merece a preferencia, lereis toda a forja
para defende-lo, enlao poderes dizer aos oulros :
Hoje mando eu, vos obedecei; tenho direito para
fallar-rvos astim, obedecei, porqneeu obedeci quan-
do nao mandava. Respeilai-me, porque ea respei-
te quando os que mandavam nao eram o* que o
mea coracao quera ; servi-me, porque eu serv o
paiz com aquelles a quem nao amava. n E'depois de
trr dado este exemplo aos vossos adversarios, pode-
rei gabar-vosde possuirdcs urna arma que elles
jamis conseguirlo quebrar, o ( Mocimentos di-
versos.)
O Sr. Ferraz :Mas quem-he esse orador ?
O Sr. Ministro da Justica:Montalembert.
(i Sr. Paranagu :Tlenlo muito distinclo.
(Apoiado ).
O $r. Ministro da Justica : NJo temos cum-
'prirfo o nosso programma ? Mas qaal he o nosso
programma ? O nosso programma he o-principio da
autoridade, he a poltica conservadora como base, e
o progresso reflectido. sustentado pela experiencia
como accessorio.
Nao taremos, senhores, preenchido esse program-
ma T' Consideremos.a nossa poltica, o nosso pro-
cedimenlo em relajad au principio conservador : nes-
ta relajo somos aecutadot de ir alera ; vos vedes,
senhores, que somos acensados de ter proposlo um
projeclo de lei que he o complemento da reaccao no
sentido da autoridade, Que disposijAes tomamos
nos incompaliveis como principio conservador qne
adoptamos '.' I )s nossos agentes nao s3o qeasi lodos
perlenceoles a essa poltica ? Esses agente nao
aceitaran a nossa poltica, nao tem ido eomnosco,
nSo tem servido com lealdade ? A maior parle das
honra e empregos que nao sao de confianci nao
lm sido conferidos a individuos do partido conser-
vador ? ( Apoiados.) Em qoe temos pois fallado
a esta parte do programma'.' Porque nao temos man-
tillo o exclusivismo dos empregos e das honras ? Oh!
islo nunca, nunca faremos. Qnanto aos empregos
que nao sao de con banca, a munificencia imperial se
lia de eslander a homens de lodos os credos ( mui-
tos apoiados ), anda que n8o nos sigam.
Seuhores, em umt sociedade governada pelo sys-
lema representativo ha don* principios dislincto*, o
principio permanente que se refere monarchia, e
o priucipio transitorio que se refere ao ministerio.
Havemos de desconhecer serviros e Iradices honro-
sas que se referen) a esse principio permanente, s
porque os individuos sao adversos ao principio tran-
sitorio? Enlao que diflerenja vai de una monar-
chia a urna repblica T Podc-se sustentar que em
orna repblica todos ns empregos se considerara
romo despojos da balalha paraserem repartidos pelo
general ou presidente vencedor ; mas era urna mo-
narchia nao he assim ( apoiados ), he preciso reco-
nhecer-se os servlcos, as tradiros, eo merecimento
dos individuos, ainda qoe contrarios...
( Trocam-se differentes apartes.)
O Sr. Presidente :Altenjgo I
JO Sr. Ministro da Ifuslica :...e a esla poltica
vos chamis corrupcao Corrupto haveria, senho-
res, se nos para conferirme urna hunra ou um em-
prego mandassemos chamar um individuo e Ihe ds-
sessemos : Vos lereis este emprego se abandonar-
des os vossos principios, se renunciardes as vossas
crencas. Senhores, nos nao temo* feito islo. ( M '-
tos apoiados. ) ,
Ndo he um principio qne caraclerisa urna polti-
ca esseque torna accessiveis as honras e os empre-
gos no merecimento sem dislincrAo de crencas : ser
concliajao pessoalesse principio que temos seguido?
k Muifu apoitdot.)
O Sr. SayUo Lobato :Mas nao se lem feilo o
mesmo em l'ernamhuco. Vivas reclamaccs da de-
puiarao pernambncana. )
O Sr. Ministro da Justica : O nobra deputa-
do pela Babia no seu discurso, e o nobre deputado
pelo Rio de Janeiro no seu aparte, parecem dar a
entender que o ministerio tem seguido essa poltica
smente para este ou aquelle luaar, smente para
esta ou aquella provincia, c nao para lodo o Brasil.
a provinciaaic Pernambuco nao lem sido conde-
corados muilos individuos que pcrlencem a opposi-
jao radical ? ( Muilo apoiados.)
O Sr. Ferreira de Aguiar :Al mesmo s Ihe
lem dado empregos.
O Sr. Ministro da Justica:Eu, seuhores,levaria
algum,lempo se quizesse fazer a relacao detses indi-
viduas que as provincias de Minas, BabiaAlagoas,
Pernambuco,e todas as provincias,tem sido agraciados
pelo governo ; a poltica do gaverno tem sido a
mesma por toda a parle...
O Sr. Souza Franco Ai um(aparte.
O Sr. Minsitro da Justica:Como.se todos quan-
do em opposicao lem condemnado o principio do
exclusivismo, como n.lo applaudem e nao conside-
rara como principio conlra-poslo a cessacao daquel-
le principio do exclusivismo ? Para haver corrupcao
seria precisosoppor corrompidos os caracteres no-
-t7/n Sr, Deputado :-^Isso he verdade, no Para.
Q Sr Ferraz: E o sr. ministro tem fallado em
referencia o resultado.
O Sr. Ministro da Justica :Nao s as do Para
mas a respeito de todas, S. Paulo, Paran, etc.
( Apoiados. )
Um Sr. Deputado : E as de Goya t
O Sr. Ministro da Justica : O nohre deputado
pela Babia, querendo arhar-me em conlradicco,
disse qne eu havia acensado nesla casa o nosso col-
lega o Sr. Francisco Antonio Ribeiro por ter oflere-
cido, quando presidente de Pernambuco, as posijes
offiriae* aos adversarios polticos. Eu creio que o
nobre depulado est deslembrado do que eu disse.
Eu nao dei como certo o fado de ler o Sr. Ribeiro
oflerecido posicOes offlciaes aos seos adversarios po-
lticos, censurei ese facto em hypothese ; mas o
que entao eu condenava. o que condeno anda ho-
je, he a mversao (ipoiados), porque realmente, se-
nhores, para operar umt mversao n.lo somos nos os
mais hahililad.is.
O ecleclismo que a poltica ministerial deseja
atlingr deixana de existir logo que se quizesse subs-
iiluir mis por oulros.
Tambem disse o nobre depalado que eu linha es-
criplo carias para Pernambuco que haviam sido des-
prezada. As carias de felicilacito que dirig para
Pernambuco por occasito das grscas conferid* por
S. M. em 2 de dezembro e 11 de marco nao foram
senao para alguns meus amigos de om e oulro lado.
BOSr. Ferra; : E Sr. Porfirio do Nazarelh 1
O Sr. Ministro da Justica : Nao me lembra de
ler esrriplo a esse senhor. *
O Sr. Ferraz : Elle tnoslra a carta.
O Sr. Ministro da Justica : Pode ser : nao
me lembro.
1 Senhores, sou chegado s reformas. Pelo que diz
respeilo ao progresso no sentido material e moral, o
ministerio lem feilo quanto cabe em suas forjas ;
pode ser qne ndo lenha feilo o rnelhor, mas o delei-
to nao he de sua vonlade, ser de sua- deficiencia.
Appellamos para os nossos relatnos, appellamos pa-
ra uma|razao calma e desprevinida.
No enli lo polilico, pergunta-nos a npposici i o
que temos feito. Eu vos disse, senhores, em prin-
cipio, e hei de repeli-lo sempre : a us nao nos
compromellemos a fazer umasubversao da socieda-
de, nos nos comprme liemos a aceitar o progrcso
reflectido e justificado pela experiencia ; ndo nos
compromellemos a fazer cata ou aquella reforma que
declaramos aceilavcl dentro de um prazo Mal, por
fas e por nefas, como den a entender o nobre depu-
lado pela provincia do Ro de Janeiro.
A nossa posicao por isto mesmo que lemos orna
poltica eclctica, urna poltica que se funda na con-
binajdo da principio conservador edo progresso re-
flectido, carece de milita prudencia; porque senos
compromellemos a aceitar reformas,ou o progresso
reflectido, tambera elames principalmente adsiric-
tos ao principio conservador, que he a base da nossa
poltica, e esle principio nos determina a nao sacri-
ficar esle principio aquefle, nodetermina que seja-
mus eaulelosos, que esperemos, qu estudemos e ndo
precipilemo* as cousas, fazendo-as dentro de um
prazo fatal, impmrogavel e com a rapidez....
O Sr. Ferraz : Indefinida.
O Sr Ministro da Justica : do vapor.
O nobre depulado pela provincia do lito de Ja-
neiro hontem mesmo conheccu que o prosrrsso de-
via ser filhn do lempo, da reflexao e da prudencia.
O meu cotlega digno presidente do conseibo ja se
explicou a reapeilodas reformas re un modo salisfac-
torio. Elle declaru qae accitava as incompatibili-
dades, a reforma eleiloral,a reforma municipal; ma,s
que desejava ndo preceder, porem esperar a opiniao
publica, que ndo lomava a iniciativa. E porque,
senhores, nos queris iinnor a iniciativa, e um pra-
zo fatal .'
Nao basta indicar as reformas, he preciso i dilu-
ate dizer em que ella consiste m. por ventara
o nobre depulado, que hontem tao fortemenlc nos
arguio, porque excedemos um prazo que elle defi-
ni, disst em que deviam consistir ellas ? O nobre
deputado as soppoz estudadas, chegada madure-
za : vejamos porem.
d reforma eleiloral. Disse o nobre depulailo :
c Esto negocio est maduro, esle negocio esl eslu-
dado; houve urna commissio nomeada em .1852, e
essa commisso ja deu conta de seus trabalhos. o
Que commisso fui essa de queeu nao tenho noti-
cia'.' Eu *e apena* quefoi nomeada urna commisso
para a revisao da lei eleiloral qae hoje regula, mas
nao foi encarregada de examinar, de reveras ques-
tes importantstlmasde urna reforma eleiloral no
sentidu da elejdu lirecla. E, senhores. como ser
no sentido restricto '.' No sentido restricto cu duvi-
do que ella potsn avanlajtr-s, porque' he impopu-
lar : ser no temida inversa, no sentido do suflragia
universal t Parece-me que as cousas ficariam em
peior estado. (Apoiados.)
E qual he a base dessa elejdo ? ser o imposto '.'
nesla materia
tudo
ser a renda '.' Qual a qualificaedo, que he
Sao quesles imporlanlissimat, e ahi vera a gran-
de quesldo da reforma da cousiiiuicdo.
* O Sr. ferraz: Qual he a sua opinido ?
O Sr Ministro da Justica : O nobre deputado
deve pergunlar qual he a pinio lo ministerio,
nao a minha.
O Sr. Ferraz: Eolito a do ministerio 1
Um Sr. Deputado : Fica para logo.
O Sr. Ferraz: He bom saber-se.
O Sr. Ministro da Justica : Hontem o nobre
deputado' pela provincia do Rto de* Janeiro, com a
linguagem eloquento que o distingue, referindo-se
aquelles QU* querem- fazer conquistas conslitucio-
naes com is armas na mito, dase : a A constituijdo
prescreve a formula por que as reformas devem ter
feilas. o
Pois bem, ahi est o caminho aberlo, propende
essas reformas do modo por que a constituijdo pres-
creve, qoe o governo nido se prenunciar, llavera
lempo de formar-se a opiniao. (.potados.)
O Sr. Ferraz : Queris ir a reboque nesle ca-
so. (Airada*.)
O Sr. Ministro da Jaitifa : Ora, a violencia
e a fraude tem a mesmo effeito moral, e. se o nobre
depulado coudemuava esses que eum as armas na
mdo queriam fazer conquistas conslilucionaes, deve
condemnar tambem ot que ts querem fazer sem se
seguirem lodos os tramite eslabelecidos na const-
luijdo do Eslado.
Assim, se esla reforma depende da reforma da
constituirlo, o remedio ahi esl, proponde que o
trligo seja reformavel : o ministerio nao se op-
pora.
Esle encargo que queris fazer ao governo de se
por testa de reformas nao exigidas pela opiniao,nao
definidas, nao estudadas, parece contrario a poltica
que elle segu, porque nos temos o progresso cemo
accessorio, e quando fr occasiao de ser o progresso
a base da poltica, ha oulros que podem representar
essa poltica, que nao somos nos.
O Sr. Ferraz : Quando ser essa occasiao 1
O Sr. Ministro da Justica : A occasiao ha de
vircom a opiniao, e a corpa he que ha de reconhe*
cer quando o ser. (Apoiados.) '
O remedio pois esta em declarar o artigo reforma-
do ; se a lei da reforma judicraria, que nao eulende
ncm de leve com a constituijdo, he desraoralisada
todos os das por inconstitucional, se a reforma elei-
loral se li/.er sem a reforma do artigo da constitu-
cao que marca os tramites por que devem pas*ar as
reformas, cumo ndo ser desmoralisada essa rertir-
ma que so refere a maior ou menor somma de di-
reito polticos dos cidaddos .'
Quanto reforma municipal, ndo posso deivir
nesla occasido de queixar-mc do nobre depulado
pela provincia do Rio de Janeiro pela maneira por
que haiou ao meu digno collcga o Sr. minitlro dos
negocios do imperio. O nobre depulado pela sua
linguagem deu a entender que oSr. ministro do im-
perio lem ama causa pessoal nesla reforma.
O Sr. Candido Borges : Nao.
O Sr. Ministro da Justica: Oh I o nobre de-
palado disse que o Sr. ministro do imperto quera
tergiversar, quera um adiamento indefinido....
O Sr. Candido Borges : Referi-me ao seu re-
lalorio.
O Sr. Ministro da Justica: Essas expresses s
podem alludira urna causa pessoal. O Sr. ministro
do imperio ndo pode ser condemnado por querer
Eroceder nesle negocio com lento, com madureza.
,m que he que consiste a reforma municipal, se-
nitores? Conile em separar o execulivo do deli-
berativo da cmara, consiste em lornar o agente des-
te executivo agente do governo, consisto em dtr
maior somma de poderes a cmara..; tnnicipaI da
corle, etc., ele. Ora, pergunlarei ea, *las ques-
Icssdn muito simples? eslas quel6e* nao enten-
dem com arligosda consliluijao do rtado? (Apoii-
dos.)
O nohre ministro dos negocios do imperio dirigi
a pessoas competentes, h capacidades do paiz, va-
rios quisitos a respeilo de duvidas que occorreram
sobre a constitucionalidade de alguns artigos desa
reforma municipal. Homens de grande peso fo-
ram de parecer que era necessaria a reforma da cons-
liluicdo para que a reforma municipal nesse ten-
tido.tivesae lugar : he a esse parecer que alinde n
relatorio do nobre ministro dos negocios do impe-
rio. Se o nobre deputado quer, ea Ihe pasto lr as
quesles graves qne o nobre mlaiitro do imperio
sujeilou considerajdo das pessoas a quem con-
sullou.
O Sr. Candido forges d um aparte.
O Sr. Ministro da justica : -r- Acha o nobre de-
pulado que nao he preciso a reforma da consti-
tuijdo ? Muitas pessoas habilitadas julgam que he
preciso...*
O Sr. Candido Borges : Peja-a o governo.
O Sr. Ministro da Justica: O governo nesa
quesldo deseja proceder com todo o tenia; urna du-
ida de ronslilucionalidnde, com fundamento plau-
sivel, ndo pode deixaf de ser sojeila a murta raedi-
tac.lo, a muilo esludo. (Apoiados.) Vamos a urna
quesldo suscitada : o presidente da cmara deve ser
lomeado sem intervenjdn do elementa popular'.' A
reforma eslabeleria a nomcajdo do co(verno.
O Sr. Candido Borges : Ou da cmara mu-
nicipal.
OSr. Ministro da Justica : O nohre depula-
do sabe que mesmo nos paizes regidos peto syslema
absoluto, a numeajao municipal sempre foi um ele-
mento popular (apoiados) ; o nobre depalado ha
de recordar-se qae nos sob o absolutismo lindarnos
o elemento popular as nomeajoes municipaes.
' Urna f-'oz : E era bem vivo, bem forte.
O Sr. Ministro da Justica : He da essenca
(disse eu-am um parecer sobre estas quesles.) he da
essenca das tradijes do poder municipal a cleijdo
ou intervengan popular ; nsam he que em muito*
paizes, em diflerentcs idades, ob formas de gover-
no incompaliveis, estes administradores com deno-
minajes diversas tem sido electivos por numeajao
ou proposla. directa ou indirectamente, assim' na
Franja, Iuglalerra, Austria, Prussia, Blgica, Hes-
panha, ele. *
He urna qucsiao, pois, que ndo pode ser decidida
sem nimio lento. Acho que lodos os escrpulos do
nobr ministro do imperio sao justificados quando
se (rata de urna quesldo que se refere a constituirn
do Eslado.
O Sr. Candido Borges : Mas sustento a espe-
cialidadc ; cuino quer a reforma ?
t) Sr. Ministro da Justica : Disto he que me
qaeixo, he do nobre depatado dizer quo quer a re-
forma sem dizer quaes sdo os seus pontos.
O Sr. Candido Borges : J os apresentei, o gn-
verno sabe delles ; se um no he conveniente adopte
oatre, ditcnta-se francamente.
O Sr. Ministrada Justica :Ndosei o qoe mais
queris do governo em execujdoaoteu programla ;
ndo tomamos a iniciativa, mas estamos promptos a
Moperar ; aprsenla! o vosso projeclo de lei, eluci-
dai eslas duvidas conslilucionaes.
O Sr. Candido Borges : Bem, dem algnma
cousa.
O Sr. Ministro da Justica: Pois bem, ficamos
nisto. nanlo as incompatibilidades, disse o.no-
lue depulado pela Baha que ndo me posso justi-
ficar.. .
O Sr. Ferraz :Ndo sou eu s, nao.
O Sr. Minsiro da Justica:Saahores, eu pro-
fessei sempre, e aiiida i rufeato o principio da que os
magistrados ndo devem ser homens polilico* (apoi-
ados) ; nao podem ser homens polticos, porque li-
cam dependente...
O Sr. Ferraz : Ma's isto sao palavras nica-
mente.
y ozes: N pratics.
O Sr. Ministro da Justica :Ndo podem ser ho-
mens polticos porque se dislrahem das suas func-
jes. O poder judiciario he chamado nesta grande
quesldo d.-is eleijoe* para ser arbitro, como he arbi-
tro de lodos os oulros direilos, de todas as outras
que-les exislenles na sociedade civil ; entretanto
nao pude exercer ene papel de arbitro se he parte,
se he concurrente. (Apoiados.)
O Sr. Mello Franco (iudicando a direila):l)a-
quelle banco ndo(o apoiam agora.
O Sr. Dutra Rocha: Eu apoio completamente
a idea das incompatibilidades.
Oulros Srs. Depulados : E nos tambem.
O Sr: Ministro da Justica : He esta a minha
opinido individual, e em conlradicjao dell ainda
nada fiz. A tmara ha de recordar-se qae em o an-
no passado eu reconhec qae a reforma judiciaria
linha por complemento as incompatibilidades, nao
impuguei a idea, peto contrario fomenlei, fiz com
qae esta idea fosse remellida a duas aommissOcs da
casa...
Urna Voz : Para o ceroiterio. ^
O Sr. Ministro da Justica : Essas commisses
deram o seu parecer nos ltimos das de sesso, a
sessdo deste auno apenascomvja.e pois u3o ha ainda
razodequeixa ; enlrelanto vos o sabis, nessas com-
misses taas foram as opinies quanlas foram as
cabojas ; veto al a quesldo constitucional.
O Sr. Brandao : Esperamos que V. Exc. faja
passar esle anno.
O Sr. Ferraz: Enlao ndo abandona a idea?
Oulro Sr. Depulado : Nao faz della quesldo de
gabinete.
O Sr. Ministro da Justica: J disse ao nobre
depulado que ndo abandonava a dea, qne a segua
por convicjdo ; enlrelanto ndo ha idea polilico, por
excei icnle. que ndo.dependa de opporlunidade, da
forma ; havemos de estudar a formt, havemos ti
ver a opporlunidade.
O nobre depulado pela provincia do Bio de Ja-
neiro nos impz hontem, como j live.occasiao de
dizer, o dever de orgftnisar a opposicao...
O Sr. Perra: : A honra. .
O .Sr. Ministro da Justica :.... a honra de or-
ganizar a opposicao. Eu, senhores, declino de se-
melhanle competencia ; a oposijo que se organise,
o governo ndo lem obrigajdo nenhuma de orgauist-
la. A bandeira do ministerio est muiloclara, muito
patente ; ndodo as desconfianjas de uns nem as es-
perances de oulros que nos podem obrigar a avanjar
do nosso programma. O nosso programma ba> o
principio da autoridade, he a poltica conservadora
como base, he o progresso reflectido e explicado
pela experiencia como accessorio : o que fr alm
disto nao nos compele como homens conservadores;
entdo dever:'- vir quem rnelhor possa desempenhar
esle papel 'de reformador.
Ndo posso concluir esla parle do meu discurso
sera notar a improcedencia do motivo pelo qual n no-
bre depulado do Bio de Janeiro dejuou de prestar-
nos o ten vol. Segundo o nobre deputado elle es-
lava resolvido a volar pela resposta falla do (tirano,
mas mndou de opinido, porque ha urna agitajo em
Vassouras. (Rito.)
. O Sr. Candido Borges : Se ha, os senhores he
qne o disseram.
O 'Sr. Ministro 4a Justica : Distemos que ha-
via um principio de agitajo, elemento de agilacao.
mas ndo agilajo no sentido de desurdem, de per-
turbarlo. Por ventura poder influir sobre a poli-
tira deste grande imperio, que he dividido em pro-
vincias, e ndo em municipios, a opiniao de oro mu-
nicipio ?
Sr. presidente, passarei segunde parle do meu
discurso. Os nobres depulados pela provincia do
Rio de Janeiro (a da Baha me dirigiram algumas
censuras...
O Sr. Ferraz : Eu ndo ; defeza.
O Sr. Ministro da Justica :.... um, de nm mo-
do desabrido ; oulro de um modo irnico, ttreas-
tico...
O Sr. Ferraz : N3o ; ndo tenho esse dom.
O r. Ministro da Justica : Vamos ver quaes
sdo os fados que provara qae pelo minislerio da jus-
tica lem havido desperdicias.
O nobre deputado pelo Rio de Janeiro nos disse
qao o Sr. Euscbio, participando cm seu relatorio de
1851 o contrato da illumioacdo a gaz, declara que
esta importante acquisijdo para o municipio neolro
era mais barata, entretanto que sendo a iluminar"m
do azeite de importancia de 100:000g, a do gaz te
eleva a '300:0003. Eu cornejo por negar que seme-
Ibanie proposijao fosse aventurada peto men dislin-
cto autecessor. O Sr. Ensebio, referindo-se a illu-
minajdo a gaz, disse quo a luz de cada combnslor
seria res mais barato do qoe a de cada lampcao
de azeite ; elle ndo ae referi pois a illuminajdo em
geral, em complexo, ma* a cada combnslor; para
que .i lluminajlo a gaz fosse mais barata era preciso
que a collocajdu dos combuslores fosse a mesma dos
lampees, que te substituste um lampedo por um
combuslor : ora, a collncajo dos I a m pee* era ni,
era irregular, nSo podia ser conservada e seguida
para a illuminajdo a gaz.
GNdo se procurava soraenleo asseio e belleza'"
irocurava-se tambem qoe a illumin*''
hor ; e esle desidertum ndo *
a inlensid; de da luz na eslivesse em relajeo ou
proporjdo com o espejo respectivo.
O Sr. Pauta Candidp:Apoiado.
O Sr. Ministro da Justica:Em comequencia,
tendo perg miado o Sr. bardo de Mau ao Sr. Eu-
sebio, euia i ministro da justica, quaes as distancias
que se dey,iam guardar na collocajdo do* combus-
lores, elle assim se exprimi :
a Solicita V. S. que o governo marque j a dis-
tancia em que devem ser enllocados os combuslores
as rnas, e os candelabros as prajas. Ndo pode o
governo determinar anda essas distancia*, porque
ndo lem pleno conhecimcnlo da forra.da luz, e bom
sabe V. S. que a delerminacdo das distancias depen-
de lambern muilo das localidades, de son que s
a experiencia o poder habilitar para isse. Entre-
tanto, para que V. S. possa encommeudar os com-
buttore* e candelabros, regule-se pelas di-i andas es-
labelecidas em Manchester, visto que segundo o con-
trato, a illu niuajdii deve ser superior de Londres,
e nunca inferior de,Manchester. '
A' vista desle aviso se condece que o meu nobre
aniecessor.linda ndo eslava habilitado para deter-
minar a* distancias, e que nao estara mesmo habi-
blado sendo quando fnsse'fixada e inlensidade da luz.
Ora, se a i ilensidadc da luz ainda ndo esl filada,
porque ainca ndo podemos obler um termo de eom-
parajdu para saber se a luz dos nosso* combuslores
he superior dos de Londres ou inferior dos de
Manchester. lemos que o ministro da justica de hoje
esto im habilitado para marcar as disUncias como
eslava o ministro de 1.851, porque as cousas esiao nd
mesmo estado.
Em const-quenca desse aviso foram colbcados os
lampees conforme as distancias de Manchester. To-
dava, comparadas as distancias de Mancheiter com
as do Bio do Janeiro, v-se que os nossos lampees
ainda esiao mais distantes termo medio, >' por cen-
lo do que os de Manchester. He cerlo, porem,como
eve occasiao de obervar o nobre presdeme do con-
tedlo, que posto que ainda nao habilitado* para
lixar definitivamente is distancias, porque isse de-
pende da fixajdo da inlensidade da luz....
O Sr. Pauta Candido:E mais cousas.
O Sf. Ministro da Justica:...... todava, como
nos pareceu que a luz era excessiva, que a despeza
ia crescendo maito, o ministerio actual delerminou
o segninte:
Ministerio dos negocios da justica.Ro de Ja-
neiro, em 5 de dezembro de 1tJ5i.Cumpre que a
respeito da llnminajdo a gaz V. S. faja observar as
segrales providencias : primeira, que a distancia
mnima dos combuslores que d'ora'em diante se esla-
belecerem para a dita illuminajdo, seja de 15 brajas
ou de 150 palmos, e a mxima de -20 brsjas ou 200
palmos, em todas as ras dcsla cid-de, que, em vir-
lude do priioeiro contrato, devem ser Iluminadas a
gaz ; segunda, que V. S. declare ao empresario da
dita illuminajao qual deva ser a distancia dos com-
bustares em cada urna das ras, segundo a maior ou
menor circolajdolque possa haver emqualquer dellas
eslabelecendo-a entre os dous termos cima menci-
onados ; lerceiro, que as ras e estradas compre-
hendidas no segundo contrato ser a listnela de
00 palmos no mnimo c 250 no mximo. Cumpre
outrosira que V. S. informe se devem ser supprimi-
dos alguns dos combuslores j asscnlados ; tirando
na inlelligencja de que nesla dala s lez de ludo sci-
enle ao empiezario da sobredta illominajdo, afim
de que elle se enlenda rom V. S. a tal repeilo.
Dos guarde a V.'S.Josi Thomaz \abuco de Ara-
ujo.Sr. Je ouvnio Martiniano Figucira de Mello.*
-V esle respeito ainda nenhuma informajdo leve o
minislerio. Crcie pois que a accusajdo que nesse
tas.
, e
Di-
sentido fez j nobre deputado, ndo foi justa.
Tambem iccusou o nobre deputado de desperdicio
a illuminajao a gaz uaanaiie* de laar. Senhor**. al
governo lev use pelo exemplo dos paizes di Eoropa (rancia nao fez senao om patronato,
onde essa illuminajdo esl eslabelecida, e oolavel-
meute de P levou-se pch inpossibilidade atiesada pelo empre-
sario, o qual dedarou que nao linha sido de su.i m-
lenjau que a illuminajao quanto ao lempo ndf se-
guisse o mesmo exemplo da Europa.
O nobre depulado pela provincia do Rio de Janei
ro disse qae havia excessiva differenja entre asUir-
cumnslancia' dos paizes da Europa e as nosiias, por-
que a nossa la he bella. Nincuem o contesta:
se a nossa lu he belln, ella tambem he incert
frequenles vezes escurecida por nevoeros. (A,
adot. )
Neslas circunstancias o que devia fazer o fgaer-
no ? Deveriam flcar apagados os combuslores, Anta
que a I na fosse somonte official, ainda que a 'nffBSo
alramiasse ? Para se lomar a providencia de mandar
acender os lampees quando a la se escurecesse,
adiamos grande obstculo da parle d'> emprezario,
porque ndo era possivel ler sempre de prompliddo o
grtnde numero de individuos oceupadot nesse ser.
vijo para quando por ventura a la de repente es-
curecesse. ( pojados. )
Aqui cabe reffecllr na injustija feila pelo nnbre
deputado pe" Rio de Janeiro, quando disse que a
illuminajdo do' arsenal de guerra iraporlava men-
salmenle na qaantia de 0009. J o Jornal do
Canimercip publicou urna tabella da qutl resulta
que 2:7003 he o que se despende com a illuninajau
de todos os edificios publico* da justica, guerra e
marinha.
O Sr. Sayao Lobato:Assim mesmo o acciescimo
inda he muitu elevado.
O'Sr. Ministro da Justica : NSo duvido que
esta materia.careja ainda de correcjdo; e o gover-
no espera ir diminuindo a luz que pela experiencia
se vir que riedesneci-ssana. Bem sabe o no.ire de-
pulado que estamos em principio c experiencia.
O Sr. Sayo Lbulo : Todos os particulares fi-
zerara economas, e todas as repsrtjOes publicas
gaslara 3, 4, 5, 6, 7, at 10 vezes mais.
O Sr. Ministro da Justica : Nao ha tal rela-
jdo. A que repartirn publica se refere o nobre de-
putado ?
O Sr. Sayao Lobato: A' casa de correcjdo, ^j
quartel do Campo, ele.
O Sr. Ministro da Justica : A casa da cjrrec-
cdo que despenda 2Q3, passou a gastar 1008 ', mas
o numero das u/.es anterior era iusufflcieuln par
o servijo, nao era conforme s conveniencias do sys-
lema peailenciario, foi preciso augmentar os lam-
pees ; enlrelanto creio qae alguma cousa ainda se
pode diminuir
t Sr. Sayao Lobato : No quartel do Campo
gasta-te 7 ou 8 vezes mais.
O Sr. Ministro da Justica: Oulra accusajdo
feila pelo nobre depalado foi relativamente a gran-
de augmento de comarcas. Segundo o nobre depu-
lado, os ministerios antecedentes tinham aconselha-
do aos presidentes de provincias quo inlluisscn pa-
ra que as assemblas provnciaes nao fizessem novas
crcajes de comarcas, ou que nao sancciouassem as
leis que esss assemblas fizessem nesse sentido.
O principio absoluto de ndo haver novas creajOes
de comarcas be um principio que, vos o sabis, de-
roga o artigo do acto addicinnal qae incumbi as
assemlrtns provinciaet a divisdo judiciaria (apoia-
dos) ; he um principio alm dalo inconveniente
(apoiados), porque nos nao podemos querer que u-
ma divisdo judiciaria teja eslacionaria ndo obstante
o movimenlo da populajao, ndo obstante as cir-
cunstancias do lempo e lugar, (apoiado.)
Os ministerios passados nunca seguram e*se prin-
cipio absoluto, e a prava he que muitas comarcas
fonm creadas sob os ministerios a que live a hjnnra
do succeder. Foram sob os ministerios passados
creadas comarcas na provincia do Rio Grande do
Sul, na Baha, na provincia do Maranhdo, na deS.
Paulo, e na de Minas Oeraes. (Apoiados.)
Urna voz : E em Goyaz tambem.
O Sr. Paranagu : Precisamos ainda de algu-
mas.
O Sr. Ministro da Justica :Porlanlo, neg que
entdo houvesse um principio Absoluto e contrario
crearan de comarcas.
Toda a quesldo dos ministerios passados, assim
como a minha, he que essas creajes se ndo fajam
sem necessidade justificada. Do mesmo modo por
que sobre esla materia procederam os meus ante-
cessores, tenho prcedidu. Alguns presideples me
(em consultado sobre laes creajes, e eu Ihes tenho,
respondido pela negativa.
O Sr. Sarnti-a : Em S, Paulo ha necessidade,
e V. Exc. ndo quiz.
O Sr. Ministro da Justica:Eu ndo adher a
novas comarcas do Msranho, Santa Calharna...
OSr. Sarai u : A respeito de S. Paula al
acho que fez m; I.
O Sr.Minisito da luslira:De outras pro'lhcias
tem vindo reclamajes i mines, e eu, cm aliene io ao
eslado do* cofres pblicos, uto tenho assentidn i
islo. O governo aclual lem deixado de pro-
marcas creadas em algumas provincia*: (Ar
Ndo foram prvidas tres comarcas da Tacar
nambuco), e Ires creadas na Parahiba, po
eslava a necessi Jade dellas bem jus*)'"
OSr, Sayao Lobato d i-
HOSr. Ministro *
marca deT'""
tjnjri" '
Vista e (''lores, que sdo exlensitsi mas (apoiados);
ma* cunvpria que a divi-ao fotae feila de ootta ma-
neira, e ndo consliloindo sunente o municipio de
Tararal urna oulra comarca.
Nanea, Sr. presidente, o oobre deputado foi lio
injusto como quando, para provar qoe o governo f-
mentava a tendencia das assemblas provnciaes pa- '
ra a creajao de comarcas, Irouxe o exemple das co-
marcas creadas na provincia do Rio da Janeiro. O
nobre de pillado diste: A assembla provincial
rreou dms comarca*, o ministerio, desejoto da crea-
jdo de comarcas, talvez para arranjar afilhados, foi
alm, mandou que se creaste mais orna. Eu appel-
lo para o lestemunbn do nobre depatada vice-presi-
de'nte di provinciad Rio de Janeiro, e qoe occopa
hoje a presidencia desta casa, elle que diga se a crea-
jao da lerceira comarca foi lembrauja toa, senao
foi elle q aem fez sentir a necessidade que atavia de
crea-la.
O Sr. Presidente fez signal affirmsliro.
O Sr. .iuyao Lobato : Agora cabio a topa ae
niel.
O Sr. Ministro da Justica: Cheto* 4* polica
upeciaes. Senhores, esla quesldo he veltin, he de
1853. Nesse anno deu o ministro da juslija conla ao
parlamento da cretjdode chefesde policia.especiaes
pan Ma' o Grosao, Goyaz, Santa Calharna e Espi-
rito Sanio, nicas em que estes cargos eram aecu-
muladut ao* juizes de direilo. A accusajdo, por
consequencia, ndo vem sobre mim, vem sobre lodos
os ministerios passados qae crearam estes chefes de
polica especiaes. Cectameute ninguem dir qu* as
provincias do Bio Grande do Worle, de-Sergipc, ele,
etlavam em melhores condijOes para terem chefes
de polica especiaes do que as de Saeta Calharna e
Espirito Sanio, onde a vigilancia era razdo do trafi-
co exigia a presenja do chefe de polica na capital.
(Apoiado.) Apenas, por consequencia, creei chefes
de polica especiaes era cinco provincia*. Quem
creou os culros ? A necessidade dos chefes de poli-
ca especiies he palpavel, he sentida desde a data do
regulaineulo das curreijOes.. Vos sabis qae por esse
regnlameulo o juiz de direilo tem de sttnr para ca-
da termo las vezes para abrir as testos do jury, a
urna vez para abrir a correijdo, qae dura dous me-
zes; era possivel, senhores, qoa sem preterir as ne-
cessidade* do servijo o chele de polica estrvesse
sempre ausente da capital della? Ninguem o dir.
(Apoiados.)
Aposenladorias. -y. Esla quesldo tambem viria a
proposito em 1H5t, hoje ndo me parece bttn cabida,
poniuanlo vos sabis que a aposentadoria he om ac-
loque para valer depende essencialmente do poder
legislativo ; o governo apeias tem a iniciativa, obra
o acto derendeudo da approvajo da carpo legisla-
tivo. E te o corpa legislativo approvoa, eomplelou
esles actos do ministerio, a accusajdo coala o mi-
nisterio nesle sentido reflecte contra o corpo legis-
lativo. 0 anno paseado apenas houve tres apoea-
ladorias, i do ministro do supremo tribunal de justi-
ca. o Sr. Werneck, que estava absolutamente inca-
paz de5ervijo, que ha muilo lempo que ndo la ao
tribunal....
lores: Ha mais de 10 anaos.
OSr. Ministrada Justica : ... ponco das de-
pois veio i inorrer; a oulra*- aposentadoria he do
Sr.'desembargador Manoel Bernardiuo de Fignere-
do, cujas molestias sdo de todos sabidas, porgue es-
lava quasi privado da vista. ( Apoiados.) Ha oulra
de um emprendido da capelU imperial, mas estas
aposentad! rias da opella imperial lo regidas pelos
estatutos respectivos ; em o beneficiario tendo 20
annos ile servijo e impossibilirlade provada, a apo-
sentadoria he um direilo que ella) lem.
Oulra aecusajao he a clasikaj:1o|das comarcas.
Segundo, o nobre depulado, o ministerio classificau-
do a* aenttreaaaioKia do Janeiro i|ak priroeita. ea-
irancia ndo fez sendo om palronalov 5enhore,eu eu-
tendo, que por motivo mais uobre t legitimo foram
eslas comarcas classilicasjas em primeira cntrancia,
isto ndo foi senao elTeilo da experiencia da adminis-
Irajdo. A mesma raido que talvez delermnou o
ministerio passado a classiliear de primeira entran-
ca a comarca de Canlagallo, qae cerlamente ndo be
inferior em vanlagen a qualqoer da creadas na
minha adriinistrajdo... *>
O Sr. Stydb Lobato : He muito inferior, V.
Exc. esl engaado. '
O Sr. Ministro da Justica: Dizeea-me murtas
pessoas que a comarca de Canlagallo be muito vtn-
tajosa ('apoiado* ),' que o lie tamo como a* oulras a
que o nobro deputado se referi, (anto que he mais
procurada| lo qae oulras. ( ^poiddos-. ) O governo
lem temido grande dilliculdade em prever as comar-
cas desegarid* e lerceira enlrancia, era precisa que
fossem clasificadas... ,
O Sr. Sayao Lobato : Estas ja estavam clastin-
cadas, eram parle*...
O Sr. Ministro da Justica : A parle ndo he o
lodo, o todo pode compreheoder vaotageat que urna
parle ndo comprehende.
O Sr. Saiyo Lobato: Eram partea nobres de
comarcas d segunda e lerceira enlrancia, e ndo po-
diam ser ser satamente rebaixadas como o foram.
O Sr. Ministro da Justica : Eu ijisee que o go-
verno linha sentido lifliculdade em promover as co-
marcas ile tgunda e de lerceira enlrancia, porque
as comarcas, principalmente consideradas at de orna
provincia com as.de oulra, nao estn exactamente
clasificadas quanto s condijet relativas, e dahi
vem que a remordo da primeira para segunda en-
lrancia nao lie promojdo, sendo pena.
Tem succodido que o governo promove am indji-
viduo de comarca de primeira cmlrancia para urna
de segunda, e elle dixa a magistratura, entendejido
soffrer com esta mudanca. Citarei um exemplo. O
goVerno tinha de preeiicher a comarca de Piratinim,
que he de augfanda enlrancia, nsmeou para ella o
juiz de direilo de Goaralinguet, e esse magistrado
abandnou o lagar. Ora, quando a comarca de Goa-
ralinguet esta classificada em primeira enlrancia e
Piratinim em segunda, tica provado o qoe disse. De-
is, qoe rozto havia para que na provinda do Rio
Janeiro nio llorente lambern comarcas de pri-.
J
I
meira enlrancia para os juizes municipaes que ser-
vissem com dislincjdo nesla provincia, e qoe nao
quizessem ir para oulra provincia ?
O nobre depalado pelo Ro de Janeiro, fallando
do abuso que se fazia dos crditos supplenlares, dis-
}c: a Ahi esi o craHito de 25:000 par* o trafico,
esle dinhero nao se gastn com o trafico, s O que
hei de oppor a esta asseverajao do nobre depotado ?
Porque ndo ) gastn ele dinhero com o trafico ?
Porque o geverno dedarou qne ndo tinha havido
desembarque l'P'ois s com os desembarque* he que
se gasta ? A vigilancia nada cusa ? casia pouco ?
Por ndo haver deaembarqte* nem tentativas nio ce
segu qne o governo deva arrefecer na vigilancia
que lem lido. ( Apoiados.) A verba he de 25:000$,
o governo tem de dar gratlicajfles, tem de dar
13:000 provincia da Bahia para manter urna for-
ja que ola disseminada pela eosfa do %ul ( apota-
dos ): he poi inverosimil que esta verba foste em-
preguda com o trafico ?
e Maso governo distrahio- para a imprensa.
Se o governo lem urna verba de fundos secretos, ca-
ja applicacdo nao carece de justificajao, que necessi-
dade tinha de imputar essa despeja a oulra
verbaque carece de justificacio? ( AptWios. ) Mas
cm que segastou esle dinhero ? Tentou-te corrom-
per um escriptor. Se se tentoo, nio seij: se se
lentou e Udo re pode conseguir, ndo se gaslou o di-
nheiro : que vem isto ?
O Sr. Ferri: : Nem he bom saber.3
O Sr. Ministro da luslica : Sr. presidente, te-
mos feito desperas com a imprensa, ndo podemos
deixar de faze-las, lodos os ministerios as tem feito.
( Apoiados. ).Ndo podamos deixar de faze-las, todos
os miutterios tem necessidade da opiuido publica,
e por consequencia da imprensa. Como gaslei,
cm qae Basiei e com quem, ndo o direi, nem
me poderes obrigar. a esta perfidia, co*uo seria se
viesse aqui devassar os mysterios da polica secreta.
(Apoiados).
O Sr. Ferraz : Deot nos livrt, que sao horro-
rosos, i Risadas. )
O Sr. Ministro da Justica : A reparlijao da
juslija est' cheia de addidos, disse o nobre deputa-
do pela Bahia. Tem Ires, e quem Vir os trabalhos
eslaliatico qcic eeompaoham o relatorio da justica
veri a necessidade que tinl.a o ministerio de chamar
esses tres hachareis para laes Ira baldos"; assim mesmo
c usa isso a quantia aiensal d 266966o.
i O delegado de polica vence um ordenada.
Ndo te. '
O Sr. Ferraz :Oh senhores o d"'
e da Barra Mansa.
O Sr. Ministro da '
O Sr. Ferrt--
OSr
jmsmsmSsmtx
riirliman runnurninn
- '-------------------------------------..'.."

iiitii inn




\i-
O Sr.fHt BrriU :No Jornal tibio isso.
- Ar'. *""0 da /'"f = Gstou-se com a
piolara 4:020/, com a decorado 2:5(10. Gmipra-
ram-se seis toalhas de liohu (rtsoeVs.- por 129; urna
mobilia de Jacaranda por 1:700. Se a cmara quer
ver a relajo doi moviii qae te compraran!, cool-
aoaret a ler.
Fo;m:_ Nohepjidtfl.
O .Sr. Minittro da Jatlica : Iiaporlaram por
lano ii deepeaas era .6:000*000.
O Sr. Ferraz: E o mito. <
O Sr. Minittro da i'uilita : O mais, como dis-
*, foi a reparacio dn edificio, que lie proprio na-
cionil ; i repartido i oroplenle linda necossidide
de prevenir a ruin*. iJepoi, enhores, vede bein,
en nflo Iratei de lubslilur urna mobilii por oulra.
Podia-se chamar despedido e o ministerio di jus-
lCa, lendo cadeira, so fas a outros movis na secre-
taria, trillase de sub.-ailui-los por cous melhor.
Nao, cunara taba que aquella casa era occupa la
na maior parte pela secretaria dos negocios estran-
geiros ; cabio essa jecrelarla, reparligao da fazen-
4a concerlou o edificio, fiearm as sal.-is vazias.'nAo
bavia movis, en por consecuencia preciso cmpra-
lo e mubiliar a cata can a decencia' propria de urna
repadieo publica. (.-i|K>iac'o). A reedificacSo Toi
grande e nao pequen!.
O Sr. Ferraz : A reediucfcXo fui grande, dit
- o Sr. ministro. I
O Sr. Minittro da Jatlka : *- Em cada audi-
eocia Mla-se 5*0.
O Sr. Ferraz : I na> diste em cada audien-
cia.
O Sr. Ministro da Juslica: Por noile Nao ?
O Sr. Ferraz ; Por mez.
O Sr. Minittro da /uso : Nem por mei ;
aqui esta o leslemunho do ollicial-maior da secreta-
ria da justi^a.
O Sr. Ferraz : En responder!.
O Sr. Minittro da J-tfica : Cortamente o no-
bre depuUdo p6e-me .im ma posicio 1 Quer que a
oa patarra vatha contra a iaformacjo, ja nao digo
do ministro, Das do ollicial-maior da secretaria.
O Sr. Perras : (a responderei.
O Sr. Minisiro da .Itlica : Gasta-se 4*800
por noile. Senborts, no lempo das eainarai nao me
he possivei dar audiencia de dia, eu as dou de noi-
le, e he precito ler a casa Iluminada.
Urna voz : Nao vale a pona fallar nsso.
O Sr. Minittro da uttica : Graliucacoes de
feslas a erapregados. Mo ai dou ;dei graulicatoes,
mas nao de feslas, 4ei-ns a alguna erapregados que
a disliogoiram fazendo Irabalhos importantes a f-
radas tena.
Ajudas de cuslu a Lados os juizes maoicipaes !
Nejo ; tenho dado ajudat do cutio, pela verba
despezas secretas, a juies maoicipaes de logares
longinquot. Quando iliMrei para o niinilerio al-
BOJ"ipresideoles de provincia tiieram sentir as dir-
ficaldides com que lutiivam, os incooveoienles que
havianj em seren o ligares de juizes municipaes
preenclMospor joizes leigos, por juizet nao lellra-
los, e entSo eu recorr este meio. Cerlamenle,
senhores, nao te pode ujigir que um joix municipal
va para Januaria, S. llralo., e para oiitro lugares
loogiuquoa a sua cusa, ompromellendj o ordena-
do do lo Jo o qualriennf) com a despeza deviaaem.
(Apoiadot.) Se,a cara ais quizer, eu lerci a rclaco
da deipeza, que se teni feilo com esias ajudas de
custo, apezar de ser secriiU.
Alguns Srs. Deputaot: Nao he preciso.
O Sr. Minittro da .'tilica : T>pographias ar-
Tecadadas o compradas Nao comprei uera arreca-
dei neahuou tvpograpliii.
O Sr. Ferraz : SiisT
O Sr. MtHiitro da Jutiiea: Sim, senhoras, se-
no. Eai a secretaria da jostra urna typognpliia.
eoii iradico ou coja liidoria eu uao sei ; mas j a
chei la. (fHtadas.)
) Sr. Wanderley :f~ NSo ha quem a queira.
U Sr. Paranaeu: ],slo pertencc historia an-
liga.
O Sr.MiaUtr* da /lu/tfo : Telegraphos elec-
lambem a despoza con esta necessidade do
sonriso pdollco nao se refere a mim. Quaodo enlrei
para a dminislraca acbei grande quanhdado do
s elctrico comprados;, os fio subterrneos ti-
nham sido destruidos per causas oaluraes do terreno
as esperiencias que con ellos te ferara. Exisliam
as ho aenos, os quaes inindei aproveilar, afim de
que se nao perdesse a dus;^exa, para urna aprendiza-
gem, pita orna experiencia.
As tolac/tes que com osles fies se montaram esl3o
Uncciooando, eo auno pistado, trabaIhando na pre-
senta de S. al. e Imperador o de militas pessoas dis-
nclas, correapomlerairi-*) satisfacloriasnenle. A pe
ncn e illuslraco das psteos que estao testa desta
repartieao estn foca de duvida ; Sr. Capaoema
seropte foi considerado como um hornera de talento
W1??' ,a del f8B,a sbla da orgaoisaca
deimiiiva dot' lelegraphcs elctrico em o relalorio
do anuo pastado, adoptando o sjstemt de Beriim
psen(ral ds )oliefaJ chegando as linhat
atetcopoNs, aNiiheroh\ e a todo os arribadles da
cidade.
Para realisar estas lnliai definitivn, encarreguei
ao noaso ministro em Londres de celebrar um con-
trato ale a quanlia"de :000) (foi poi verdade o
que diese o nobre depatb o al te poni); porm
~"i" cl!U,80| i remeisasaunuaesd
K>WOT>t>. que un verba (tabelecida pelo brcamenlo.
bis a verdade do fado.
Sr. Ferraz : Fazni urna boa applicacSo della.
U >r. Mimitro da Jaatfm : A ultima cantara
do nobre depulido foi ao decreto pelo qual o poder
moderador.... *^
O Sr. Ferraz : Islo'oo deiio ao* teiihorei.
O Sr Mimttro d&Juka : ... pelo qual o po-
der moderador decMrou incluido as amnistas an-
teriormente concedidas fallecido Antonio Aflonso
rerreira.pa? d*ver sua mnlher e Olhos veocer os or-
danados a qaa elle linha direilo.
O nobre depulado qie sempre foi josto e gene-
roso....
ui-08*!' '9rra: : Gotwoi c*m os dinlwiros pn-
blwosl Nunca fui. '
O Sr. Minittro da Jmtic* : .... nao me pare-
eeu o meimt) ceonruilo este aclo do poder mode-
^aoor.wtiealo por muiliiemas razies de eqqidade,
coaslaulas da consulta da ta de jusl5.
-;2-.r' Flrr?z'-~ A el"idacle I'* a base para
se darem dioheires publicns.
O Sr. Minittro da Jmtiea; O noora depulado
nao pode negar que o podsr moderdor, nos actos de
clemencia, ae decida por equidade.
do ; sabia porm que o Sr. ministro da juslica nao
poderia ler Tallado, nem provavelrnenle fallou, con-
tra o programma que elle presidente do cnnselho)
apresentou na sessflo de 18,53. Declara que esle pro-
gramma persiste inleiro, e te uos termos, e te o mi-
nisterio se tern afTastadoalguma Cousa delle h alar-
gando o, e nao retlriugindn-o. M proraessas que
forara felas hao lido maulidas, e o contrario anda
nao rora provado pela opposicao.
Utsso que era verdade que o mioislwio nao se li-
nha apresclado ja, oa sessSo actual com urna pro-
posta relativa as rsformas eleilori** ; roas que cum-
p na examinar o que estabeleeera no seu orogram-
ma. huleada quo um dos melhoramenlot mais de-
sejaveis na le das eleicoes, e mais necessarios Dir
compleUroQlrasreformis, he a adopeo da forma
directa. Segundo a sua opini.lo, este mclhoraraen-
to nao pode ser adoptado, nao se poderla adoptar
por urna le ordiuaria ; ha necessario urna reforma
constitucional, era preciso que urna cmara fosse
autonsida para faze-lo. Assim, nao devera propor
seroelliiuile reforma a urna cmara, qoe anda linha
um duracao. legal de alguns annot. nao devera tra-
ze-la peraute ella scrrrque urna opiniao bem verifi-
cada, e gcneralisada reconhecesse.a necessidade des-
la reforma.
Miase que se se formasse ama opiniao ueste senti-
do, nao lena duvida de acoroco-la ; mauleria as
OlIBlOOEPRMlBCO TRQ FEIM 17 E JULHftDE 1855
suas prumessas ; peraria o detuvo v.menio "100,e "S Vej 'Sl gelado* e no uUilno ^"""o ;
opinl ; mas. 'se a, nceli7,T^Z\\ f?"'lSm"'="' obse"aJ? a -P""* ^inica cvili
O Sr. Ferteae Nao \t este fim.
) Sr. Mirtttf da JmiHfa i Sim. pora destruir
ajraaaa poltica que obsliva o vencimenlo. Miste o
*re depulado que peder moderador liona obri-
W o ptjder adminstralo o a pagar ordenados in-
otWHlos. Kesjaa conseqa,,ucia. Nessedecrelo seiclia
a clausula de se pagar os ordenidos que Ihe cmpe-
lirem; a reparlicao da tiaenda lie que cumpre li-
quidar qoe ordenados to eaaei. Os ordenados que
davem r pagos a esU vinva siio smenle aquelles
que, conlbrme ama resoluto de cousull 1,0 seu raa-
icea antes do.lempo da
-------- ,_.,--------- .cociiTuiviiiieiiio uessa
opiniao; mas, seas necessidades publicas podem
aalitazcr-S'-- nicamente com a eleico por circuios
J cora as n:ompalibilidades,nao esperara o anno do
.?" *Cl'r'":',ar es,8 pensamenlo ; declarou que
em 1845 apresenlou no senado um proieclo relati-
vamente a eleicrtes ; procurou dar-lhe lodo o deseu-
volvirnenlo de que precisava, procurou lomar a me
lida exeqiuvcl, adoptando um modo pralieo que
Ihe paroceu tois appropriado.
Allirinou que o rainislerio quer, persiste no mes-
mo pensamenlo em qoe eslava quando elle (presi-
dente do conselho) apresentouT) seu programma- se
so traa de melhoramenlos que tenham emvisiaa
reforma de eleicoes, nicamente no que loca a sc-
rem fetas por circuios, e no que loca as incompati-
bilidades, disse que nao esperara o anuo de 1855
para declarar a saa adhesao i semelhanlc reforma,
pois que desde 1818 prestou-lhe o seu vol no seal
do, onde passou em segunda discustao o proieclo
contendo eslas medidas, e que fui offerocido por
ima commissao de que elle faz.a parle e era rela-
tor. Misse que quando declarou que precisava vr
ormada ama opunao para depois acorocoa-la, leve
em vista a eleicao directa, e que se fosse necessario
para este ineihorameulo uma reforma constitucional,
nao havia o ministerio propo-la, e lomar uecessaria
desde logo .ima disaolucao, quor o projeclo livesse
sido adoptado, quer nao. sem que estivesselem ve-
rincado que uma opiniao decisiva e preponderante
exima esta reforma. Esperou que 01 orgaos da opi-
uiau discotissera esle poni, esle objeclo ; mas espe
rou em v3o, pms que n.lo procurou formar na paiz
a opiniao para que fosse reformada a constiluirao na
parle em que decreta as eleicoes indirectas.
O (overno, disse elle, admita Iodo o prosresso,
progresso lento, ordenado, que nao prejudique a
ordem, a seguranca publica,, que nao acorocoe ou
provoque as revoltas. Progressos que sejam verda-
deiros inellioramcnlos as nossis leis, nao sio con-
trariados pelo ministerio. Enlrelanlo que aquellos
que concehem estes melhoramenlos, que lera fixado
as suas ideas a respailo delles, lera fallado nos. seus
deveres, nao procurando apresenta-los para que se-
jain julgadose acolhido palo corpo legislativo.
yuanio a reforma municipal, lem para si que o
ariiito da conaiiluicao que Irala desle obiecto he da-
quelles que as leis ordinarias podem modificar ; nao
di: respeilo aos limilet e as altribuicoes dos poderes
poniicot e individuaos dos cidados brasileiros ; por
consequencia nao eiicontra no seu espirito cmharaco
alsum a reorma que se projeclava, dividndo ai at-
rinuiroes exoculivas das allrboicOes propriamenle
legislaliva 110 que loca a admn.slra5ao municipal.
flias uiz que esta opioiSo nao he eeralmente aceila,
que a inatonn do eVnselho de estado enlendeu o
conliario ; qde uma grande parlo do corpo legislati-
vo emende tambera o contrario ; e por isso o Sr.
nimsiro do imperio nao poda fazer deste proieclo
urn projeclo m.nislerial. Alera disso, declara que a
reorma que se pretende Iraria um augmento de des-
peza de peno de mil conlos, e semelhante augmenlo
ae drspeza nao pareceu opportuno ao goterno ;
mas que isto nao impedialque ',o nobre depulado da
provincia do Rio de Janeiro, que agunrd.s tantos
melliorainentoa desta reforma municipal, apreseu-
tasse na cmara um projeclo ueste sentido.
Acerca do estado das nossas financas, diz qne
nao Ihe he possivei aceitar uma discussao, c que,
como o nobre depulado (o Sr. Souza Franco) pro-
melle enlrar mais largamente nesla materia, para ia
o aguardava ; mas drria sempra que o nobre depu-
iaoo raz dlfTereoles disiincroes mediante as quaes c
pode considerar salisfaloria o estado das noast* fi-
nancas. Ora, como essas dislincroa* nao esli Uo
marcadas pela natureza das coasas que ellas e nao
oiilras pnssam soraenle ser reitas, pcleria dizer que
aiguma mais ha a fazer era que o noaso actual esla-
00 unaiiceiro deve ser considerado saltatorio.
Uepois de ler defeaddo a poltica externa seguida
pelo governo, e altenuado as accusacOes fellas ao
presidente da provinci do Rio Grande do Sal, o
or. presidente do conselho conclue pedindo cma-
ra uma decisao prompla a respeilo do voto de gra-
tas, para que ella se occupasie com a discussao de
ouiros objeclos de utilidade, especialmente com a le
de luacao de forrjas e cora a do ornamento.
V i>r. Ferraz em nm breve discurso responde ao
presdeme do conselho, insislindo em qoasi todas as
iaea> que Iraeram o objeclo do sen pcianeiro discur-
so, proferido sobre 1 reipoKa a filia do (hrono ; mas
especialmente se oceupou com as relacoes exterio-
res. Levanta-se a sessSo.
ro da campi.ua. A classs mais infeliz da sociedade
he aquolla que lem soffrido o grande estrago, sobre
ludo os lapuyos e os escravos ; as pessoas brancat
tem sulTrido a enfermidade com meooa intentidade.
e poucas lem morrido ; naa pessoat de bom trato ella
se tem mostrado com symptomas raui benignos, e
deslas apenas sei ler suecumbido a senhora do Sr.
Joaquim Pedro tioncalves de Campos, de quem fal-
lou o Sr. Mr. Castro no seu communicado inserto
no Treze de .1/110, a quem desenganei logo, paran-
te o sea marido, que me chamou para v-la as 3
horas da madrugada ( nflo me occorre agora o dia )
por j sa achar no periodo lgido, com o pulso con-
centrado feisoes decomposlas olhos eucovados
diarrha de um liquido esbranqoicado, auxiedad
extrema e caimbras as pernas ; e ueste mesmo dia
pela 4 lloras, sdecurabio ella. Mas pessoas de bom
trato, o cholera se manifesta no seu primeiro pe-
riodo, com beuignidade, e oelle aa demora bastante,
de maoeira qde ha lempo para aze-lo abortar nesle
periodo, o que nao acontece as outras classea em
que elle accommelle no primeiro periodo e com in-
lensidado, e com immensa rapidez passa ao periodo
lgido, nao dando lempo a obvia-lo uaquellc perio-
do, e por isso he que se explica a grande morlanda-
de neslas: tenho vislo enlrar doenles no hospital
solTrendo o mal no primeiro periodo, e instantnea-
mente os vejo frios, gelados e no ultimo periodo ;
A dotes dos medicamentos cima sio para p-
soas adultas, conforme idades far-se-hio abali-
raenlos proporcoinidos. Ordinariamanta esta moles-
a cachaca em qaanlidade. Anda oas Iragedias nao
delxam de haver cenas cmicas.
Os nosaot chefes, espiritual e temporal, se
rtal mil., rfittio.il A* I..._____ .-
lUnf ..i.-T uiiiaridiimuiB etia moles- US notaos dieres, espiril
quanto islo tnbalho para couseau r nn dn ,. ,..n ........-.i7i _
quanlo isto tnbalho para couseguir nio do aos
meus doentesnem caldo*, nem ngua fra, ajmenle
os medicamentos. Cedido que seja eile periodo, o
da seguinte ja concedo aot mcos doentes caldos
timplesmsiite, *m pequeas pgrc/Ses com uma co-
Iher de vinho generoso ; no 2." dia ja caldos on-
groasados com cevadinha ; no 3. sopa de gallinha
no 4. callinha cozinhada com arroz ; no 5. g.illi-
nha e farinha ; no 6. carne, e era pequeas porcoes
til* tlnixiM Uin.nil> nn J--_.. a --*
.i, :. j J "'" e.1u,DM porcoes flor accommell do, lem maudido hoiicat d
etc. sempre lomando os doentes o cha de macella, a etc. Para alguem crece elle H ores dente-
loma, e bebendo o vinho as comida. Se os do- miraran 1. r.T^ vJ. 'i'1 J)Je,de?!cJ
loma, e bebendo o vinho as comidai. Se oa do-
entes existem no 2.o periodo, concedo-llus 01 cil-
doi com vinho, a agua fra s pequeas porcOes, se
ha muila sede ; sa os doentes escaparan! deste perio-
do prosigo na eoovalescenca.como cima.
Or. Joo Florindo Ribeiro de Bulhoes, primeiro
cirurgiflo lenle do C. de S.
(Diario do Commercio.)
ttmm
a -------..*....( ufl iiruuuiicia, quinao
inda na* eslava pronunciado pelo crime de rebel-
nlr' FS?V ~ E *' **'" eiertieo...
O tsr. Minittro da Jairpo : Sao eatava em
exeremo, porque linha perdido o lugar ; mas eatava
deoiro do semestre em que poda ir paia o seu
^ O Sr. Ferraz : Parn esta nao preciaava o per-
O Sr. Minittro da J-ti fa : Ao de|>ois, senhea ,
Te, a insignificancia da i|uanlia...
O Sr. Ferraz : Nao qaero saber da insignifi-
cancia. A qoeetao lie do pcecidente e da immorali-
dade.
O Sr. Miaiitro da Ju,xtica : Qual he a immo-
rolidade, arabore* l Allonder lana viura lanzada
lumueria, viuva de um taclurel que foi membro
daata caa a magiilrado.
O Sr. Ferraz : Palie* fa7*-lo dando da voasa
algibeita.
O Sr. Siaueira Qneiioz : Apoiado.
O Sr. Minien* da Jettira : ~Sr. prehidenle, pa-
ro aqu o meeWiscuiso per ma achar lummimeute
i-ansailo ;e me parece qae tenho respondido a todas
**^**ai"e* feilas ao ministerio qae dirijo.
AigttntSri. Depuladt Apoiado ; muito bem.
o .V. soma Franco ditse que lanoiun.iva em um
urienrso de opposicio que alava precaraudo, feli-
citar o governo pelos tervieps qne havia prestado ao
paiz ; mas em ronsequencia do discurso qae acaba-
va de oovir proferido pilo minisiro da justica, no
qual!% Etc. eonfssara, qoe o governo anda era 0-
nngado a adiar por algam lemn) as reformas noiili-
cas. linha naajalatto de rewloeao ; declara-se em op
positao, raanuma* Ugeint oliservatSea acerca da
poiiiiea exIaTna e interna, e (specialmenlej a res-
Iteiio da (mancas do Esla o, qtie foi o ponto princi-
pal sabr que versaram as suas censuras ao mi 11U-.
lario.
OSr. Viriata (peU otdarn) a :E peco o eaear-
raaneat* da discussao.
^aaa oceasiao o Si-, presiilenle do centelho a-
cia-ae da pe para princioiir o i*u disenrsp.)
Maa> Voz :EsU en:, a i>alavra o Sr. prasi-
doate la conselho, '
O Sr. *iri<'pe-'e retira* o seu requeri-
l*lo. M
lar sem discaatao. lAptiudm.)
a oZ' y~'0 :"'! P"ra,pala ordem.
a a r. Ferro* e 0!r* :- Sao pode obte-la.
I J?J*re'id'*!' '*'> momento de dar 1 pa-
Jwjjm- Sr. praaiente do concho, a Sr. dep.lido
levanfoo^se e fez o seu reqierimenlo...
brl as" Del""ai9 *~* goraa reta votar o-
Jtot*Z?2rfr?' 1*wftorser con-
s*nar a> ramera, (potasio;.)
9,o*: ^ "" Wi'"* -
" Sr. Prndeme Va-M proceder i -
"- de fazentia de eslraagciros
"ada a cmara
PARA'.
Sr. Redactores do Diarto do Commercio.
r o neudo mais possivei occullar do pevo aquillo,
c> Ji' l,IT' c,b*' connecimeato,rogo-lliesen-
caresaMamenle o favor de inserirem em seu concei-
loarlo jornal esle communicado a bem da populado
iietia infeliz provincia, que esta sendo hoje Iheatro
jo lernvfl flagello do cliahjra-morbus asitico, afim
ie que ao ler esle meu eteripto ja esteja o poro cer-
to dos meira de que deve lancar mao logo no ataque
enrcrraidadc, no que consiste toda a vantegem do
curativo ; amaneando que nio escravo por imor de
escrever, e porque queira eiatir-me ; mas sim por
mor da homandade, e por querer concorrer para
vio iloa males das pessoas qoe forem accom-
llidas de laohorrivel enfermidade. Q qae vou
expur a.consideracao do poblico, he filho do* jneus
sludo* e aturada observaco sobre a molestia rei-
nante, ja no hospital rcgimental de que too encurre-
gado, ja na minha clnica civil, e nao de impostura
>o exagera?. Os primeiros mdicos que descobn-
ram o cholera-morluis ucsta cidade, foram os mili-
B po dia 26 do mez prximo pastado pelas 11 ho-
ras'do da : esta hora fui chamado aahospilal pelo
racnliaiivo qoe eslava de dia, o cirurgio-mor Albu-
querque.e logo que la me *presentei,deu-me o bra-
ce o dito cirurgiao, a falloo-me desta serte :
Doulor, mandei-llie rlwmar para Vmc. observar
* dous doenles do beUUiao ll de infautaria, que
nesle mumenlo aqu enlraram ; be cousa singular
ve-Ios ambos aprcsenlar os mesmissimos symp-
tomas. r
Fui ve-Ios, e tal foi o qae vi, que para logo me
jborrorise, e maldisse da nossa sorte. O cirnrgiao
Albuquerque perguutou-me ;--ser o cholera res-
pondi-lhe : snspeito muito. Sacrumbiram estes dous
doentes d ah a 3 horas, lendo sido tambera observa-
dot pelos doulores Joao Manoel de Olivera e Ame-
neo Marqaes Santa Rosa, os qaaes, commanicando-
Hies eu o apparocimenlode lal enrermidad*. se diri-
giram loso eoraigo ao hoapilal par observa-los e as
mejmas suspeitas liveram da idenlidade da referid.i
aaeiealia : 01 lymptomat que nos offereceram ot do-
foramum fri gelado em lodo o corpo, pulsa
mieiramenle concentrado, e quati desappareeendo,
seajwanla inteiramenle decomposlo, olhos encova-
dos, vmitos ediarrhea de um liquido esbranqoica-
do, grande dor no estomago, caimbras vicenlas nos
meraoros, a pelle das maos rogada, como sa estives-
sen por muito lempo mergulhadas eaa agaa tria. A
vista dislodirigimo-nos de promplo ao Illm. Sr le-
nei.le-coranel commandanle das armas, e participa-
mo-lhe o occorndo : 00 dia seguiute, de bordo do
vapor Paraente entrn um outro doente apresentan-
do-no os mesmo aymplooMS, o qual pereceu na
"te deste mesmo dia; n. dia 28 conlinoaram a en-
rar iguae doenles, tanto do balalhSs 11 de infan-
tina, como do vapor; de tu lo sendo sabedor o lllm
sr. lenente-coranel commandanle das armas, soliici-
10 e desvenado como cosluma ser no desempenho de
seus deveres, pedio a alguns mdicos paisanos que
mi slingissem ao hospital, aiim de observareni uns
oaema que la exisliam : apresenlaram-se os Srs
dou ores Cantao, Malcher, Guimarae, e Castro, es-
tando ,a 1 espera delle, eu, os Srs. doul-re* ()li-
veira, rapinarab, Correa Piulo,.e Americo,
t entao os quatro primeiros senhores doulores
de nada sainara, e mesmo o Sr. doulor Mal-
cher que tinhajno di antecedente lido um caso
igual, nao o havia diagnosticado cholera : o que por
nos ja era um pooco sabido, para elles era inteira-
, .------ -.----- ftti iiiiniid clnica civil,
o destesquejaaotTrem o mal no allmo periodo, bem
poucos me tem escapado nao obstante ler-lhes admi-
nisltado lodos os meos indicados pela razao e por
lodos 01 clnicos de nota, de quem tenho bebido
mullas lices nesla terrivel quadra.
giNao quero por ora enlrar em questo acerca da
maneira porqnenos foi importado o cholera, e qual
foi o navio que nos trotue 13o bello presente ; essa
quesiao fica para logo, e nem lao potico quero fazer
um tratado completo de lado quanto tenho vislo, e
observado oesta crise fatal, o quo cerlamenle sabi-
na fora do mea proposito e me levara a expr ao
juizodo povo aquillo que o povo nao pode compre-
hender : como ja disse, o meu fim he inslrui-lo dos
medicamentos qne deve ler disposicao, e dos re-
cursos que deve lancar mao inmediatamente que te-
ja assallado pelo inimigo, ao menos emquauto se
procura, e se cnconlra mdicos, visto que no estado
actual, he bem diflicil de acha-los com promplidao,
a vista dos Irabalhos clnicos qne sobre elles pezam.
I.oiueeaioi primeramente por descrever ossvmp-
tomas com quo se lem apresenlado o cholera nos seus
periodos, depois farei o receiluario dos medicamen-
tos que qualquer pessoa deve ter de prevenclo, e fi-
nalmente indicara o aso delles em relaco aos
symptomas da molestia : comprindo-me fazer ver,
qne nflo escrevo para mdicos c sim para povo i
por isso baque uso de uma linguagem fora dos pre-
ceilos da ciencia, c so acominodada a comprehensao
de quem Dio he medico. Se eu quizesse escrever
para medical, isso seria feilo de ootra maneira.
Symptomas com que se tem manifestado a en-
fermidade reinante
Molleza. indsposc,So geral, sede, dor no estoma-
go, no yenlre, diarrhea, ao principio amarellada, e
ao depois esbranquirada, dar de cabera, pelo corpo,
e sobreludo as pernas, o vomilos. Cholerina ou
1 periodo.
Sede iosaeiavel, caimbras vehementes, corpo Iodo
gelado.pulso.concenlrado.diarrhea cordeagua de ar-
roz.suores abundantes o frios,semblanlc decomposlo,
ollios encovados, reteneflode ourinas.Cholera con.
firmada. 2 periodo.
No 1 periodo rarissimas vezes se reunem n'um
doente todos os symptomas descriplos ; mas nem
por isso a falta deum ou muilos delles negar a exis-
tencia da enfermidadedno 2,periodo'secncontra lodo
o cortejo delles cima descriplo ; em lempo de epi-
demia de cholera toda a indisposigao do-corpo d
probabilidade da existencia da molestia, e por isso
deve ser loso combatida.
(Fabre.)
Medicamenlos qne se pode ler disposicao para
logo que ataque a molo.n...o que se]nau alteram.
Que se podem comprar sem receita.
Tilia, ou losua.ou mesmo macella.
Cognac ou genebra de llollauda.
Puiiri ralailu
Que prccisao de recetas.
R. Agua de melissa 6 oncas. *
Elher sulfrico meia oitava.
I.audano de Sydenhamvinle golas.
t.harope de acido prussico medicinal uma onca.
Mande para beber as cnlheres.
R. Pomada de belladona 4 oncas.
Estrato de opio 4 oilavas.
Misture e mande.
R. Ipetacuanha em p um emeio grao.'
Opio era po um Ierro de grao.
I ara um papel, e como elle mais 19.
Mande para lomar um de era 2 hora.
R. Agurdente campherada uma libra.
\mmouiaco liquido dua oncas.
Sssenea de moitarda uma onca.
Misture e mande para esfregares.
R. Agua sedativa de Raspail ama libra. .
Mande para use externo.
K. Vinho deMadeira 5 onc,as.
Acetato de ammoniaco 3 oilavas.
Tintara de canella,2oilavas.
Xarope diacodio 2 oncas.
Mande para beber as eolheres.
Que o devem comprar na oceasiao em que so
preeisSo, por quanto se alteram.
R. Infasio de linha;a urna libra.
Claras de ovos duas.
Ludano de Sydenham vinle golas.
Mande para clysteres.
1!. Clysteres d'amidon laodanisado uma libra.
Mande.
R. Bebida antiemtica de Riviere 8 oncas
Mande para lomar as eolheres.
K. Sinapismo meia libra.
K. Mistura salina simples uma libra e nula; X^
Applicasio do medicamento conforme os symp-
los existentes.
togo que qaatqucr pessoa se sentir atacada por
todos os symptomas cima dcicriptos no primeiro pe-
nodo, ou por algunt delles, Immedialamenlo beber
meia chicara de cha de losna, filia ou macella com
1 collierea grandes de cognac, ou um calix de sene-
pr- hollsndeza e uma colher pequea de paxiri ra-
ado, e deye-se deiUr e abafarie ; ha sempre uma
tal ou qual embriaguez, o doente dorme, ina muilo,
e no maior numero dos casos accorda sem sentir na-
da mais, faenao a molleza que deixa o deaappare-
ciinenlo de Ul molestia, e mesmo a embriaguez
se a molestiajirincipia logo com vomito de ma-
neira que esta pnmeira applicacsoseja improficfia,
por nao recebe-la o estomago, nesle caso deve-se
comecarpor fazer cessar os vmitos, dando-se ao
"oenle de meia em meia hora ama colher grande
de agua de melissa, elher sulfrico etc. ajudando-se
com as esfregacSes sobre o estomago com a
pomada de belladona, e extracto de opio- raris-
simas yezes me lem ralbado esta prescripcao, e auan-
do isto-acontcc. tem os vomilos cedido, as applica-
SSita'l ert"T.di- ?"0D> e"sl"1 "'agua
sedativa de Raspad, a bebida anli-emclica de Rivie-
re por eolheres grandes de quarlo em quarto de ho-
ra, aos sinapismos as coxas etc.
Mepoi de cetsados os vmitos te anda existe mol-
leza, calefnos, dores pelo corpo, pernas, ele., etc.
d oulra vez o cha com a genebra ou cognac e o pu-
xin, e rajo abafar o doente para suar ; se de prin-
cipio se maniretla Umbem a diarrhea, ao passo que
vou administrando os remedios cima, vou tambera
applicando os clystere de infutio do linhaca cora
clara, de ovo. ou clysteres de amdon laudanmdos
etc. na dose de meia chicara par* cada clvsler, visto
que moila* vezes a diarrhea que se desamparon ao
principio, em quanto se combateram outros svmn-
lomas, deaapparecidos estes, lem-se ella augmentado
a poni de zombar de todos os meios e levar o rafe-
iz mansio dos justos; e por isso tao terrivel symp-
loma nao deve de principio ser despiezado.
Muilos doenles tenho vislo em que o cholera lem
comecado por uma diarrhea, a qual depois de horas.
Illm. e Exm. Sr.Comparec quinta-feira s ho-
ras do costume em a casa da cmara municipal para
presidir a sessao ordinaria da commissao de Ilygie-
ne Poblica desta provincia, que devia ler lugar na-
quelle dia, portn infelizmente nao se pode ella ce-
lebrar por falla de numero de membros, bavendo
apenas estado all o secretario da commissao, fallan-
do lodos os ma* sem causa participada, excepto o
vogal Dr. Augusto Thiago Pinto, que est fora da
capital com licenca por molestia. Presumo que es-
ta falta sera motivada por muilos afazeres clnicos,
que na aclualidade sohrecarregam os facultativos.
Desde 31 do mez ultimo nao tem havido mais sessao
algum, oque he muilo para lamentar, mormenle
quando a commissao lautos deveres lem a preen-
cher! Pretenda convocar, e hei do convocar uma
sessao extraordinaria para segunda-feira 18 .lo cor-
rele, afim de se providenciar sobre diversos objec-
lo, e especialmente para ouvir a opiniao da com-
misvo a respeilo da conveniencia de se enderecar
V. Exc. uma nota dos medicamentos indispenta-
veis, qae muilo importa haver era todas as povoa-
e. freguezias, villas e cidades di interior da pro-
vincia, para serem empregados, logo qae por des-
ventura dos moradores desses lugares a epidemia
reinante por la se manifest; mas a veloCidade da
marcha do mal nao deu lempo para tamaita de-
longa. O seu vio he quas iguil ao do pensamenlo !
ISesle instante, que acaba de ancorar o vapor Ta-
vajoi no seu regresso <1 a Barra do Rio Negro, son
informado, que o Cholera, pulando cerca de duzen-
tas legua distante desta capital, romera a ostentar-
se em Obidos, onde ja havia sacrificado agumas
victimas, pessoas escravas moradora daquella cida-
de, por tanlo em virlude dissa apresso-me a pro-
por esolicitarde V. Exc.providencias, Iransmiltin-
do a V. Exc. a minha opiniao isolada, afim de que
possam era lempo ser soccorridos os uossos irmios
to interior, entregues ao desamparo, a' ignorancia,
e'ao furor devastador do mal, podendo aproveilar
V Ex. para Iflo urgente expediente a sabida do va-
por Marojo que ha de ter logar no di* 18.
Igualmente me consta, qne em Camela esta la-
vrando o terrivel flagello.
Em vista pois da gravidade das crcumslancias en-
vo a \ Exc uma ola dos medicamentos indispon-
savels, que muilo convmexislirem era maos depa-
radlos professores do ensille primario, delegados,
ou sub delegados de polica de qualquer dos luga-
res, por onde pasa o vapor, ou que rsteja as pro-
ximidades. Estes medicamentos devem ser acompa-
nhadosd alguns exemplares da gua, ou inslruccoes
sobre a epidemia, que foi impressa no Treze de
MaiO, ou do artigo por mim publicado no mesmo
jornal sob o tituloUnas palavras sobre a epidemia
reinante.
Tambera enlendo, que mui relevante servico V.
Exc. prestara' ao paiz e humanidade, se ordenar a
remessa de uma porcio dos mesmos medicamentos
para a provincia limilrophe ib Amazona, onde lu-
do falta, particularmente remedios, anda para ou->
tras doenras mais ligeiras, quanlo mais para esta lio
croel, e vingaliva.
o-"18 ?uarde V- Ew.Para' 16 dejunho de
IS.M.inm..e Exm. Sr. Dr. Angelo Custodio Cor-
rea, -/ice-presidente da provincia.Dr. Francisco da
silva Castro, presiilenle da commissao d'higiene pu-
blica desla provincia.
Nota dos medicamentos, o otrtros objeclos indis-
pensaveis pira serom remellidos para o interior
da provincia a ea.la parodio, professor, delegado,
ele
Cichaca10 frasco.
Escovas6.
Lanceta4.
Macella2 libras,
Losna1 dita.
Iomma-arabica2 ditas. >
Mana' bom2 ditas.
Sal ratharlieo2 ditas.
Alcool camphorado3 ditas.
Elixir paragorico americano4 oucas em vidros de
> onca.
Laudan liquido de Sydenham2 oncas em iguaes
vidros.
Da segointe formla2 garrafas cheias:
R.
Agua de horlls-pimenla)
It. de canella )aaouca* daas.
It. de flor delaranja )
Elixir paregorico americanoOit. mei*.
Xarope d'elher tolpharieoonca uma.
Junte e Mande. .-
16
18-55
6
Dn Castro.
___________ (rre: de Mato.)
.o ot meios, que a devocao
inspira, para reconciliar-nos com Dos: lem distri-
buido gratuitamente com o povo as mlraculosas me-
dalhas da tonceir,ao, em cuja honra acaba de erear
urna irmandade; lera acompanhado as procissOes de
penitencia, e as suas pasloraes tem levado o con-
forto aoi espirito!. Nio menos cuidadoso lem sido do
temporal oExra viee-presidenle; todos os soccorros
tem ministrado a pobreta, e para os ponloi do inle-
rior accommetlido, tem mandado boticas, diuheiro
--------n- 7- t| jit uresineiin-, a ad
miracao da provincia. Para mim, nao ha qoe admi-
rar no moito que tem feilo o Exm.Sr. Dr. Angelo :
porque, 10 mo admira o com que nflo centava : en-
tretanto, lodo esses grandes bens eu esperava da
illuslracao e patriotismo de S. Exc. E dainaia. pa-
rece de jusli5a, que os cofres pblicos, cheios das
conlnbuicoes do povo, se abrara para soccorrer o
povo. He aaaira, que ser bem cabida a comparadlo
do estado com o estomago.
Um roceiro poz t disposicao dos vigarios da capi-
tal 60 alqueires de farinha para se distrlbuirem com
os pobres, bis uma grande virlude nascida do grande
mal da peste Sempre he cirio que aqoelle males,
que licam por conla de Dos, trazeui sempre um bem.
U procurador da Trindade lambein di esmolas de
farinha a 23 do correle.
25 de junho.
Chega o vapor de Camela, carregado de duzenlas
e antas pessoas, que de l vein fugindo ao cholera,
que mais rurioso all do que aqui, levou n'nm s dia
50 pessoas !..!.
Chega o vapor de Camela; e nelle vera o corpo ina-
nimado do Exm. vice-presidente Dr. Angelo Custo-
dio Correa Ja embarcado, de volla para a capital,
depois do ler feilo na desolada Camela quanto era
possivei fazer em bem dos anda yivos e dos morios;
quando condazia para aqui sua familia e innme-
ras oulra* arraucando as as gaj-ras lerriveis do mal;
quando trazia o coracao cheio de sentimenlos huma-
nitarios e candosos para tradozi-los em fados, que
levaran, o alent, e a vida aos trilles Cametaencs,
ro elle sorprendido, e com lal forca. que o Dr.
Canijo, que o acorapatihoo uessa viagem de carida-
de, tem de teslcm.nihar, com o coracao amargurado,
afnnesla victoria do inexoravel'Caminhaele!..,.
PertencejaielermdadeoSr. Dr. Angela Custodio
Corra Muito pese na balanca da juslica divina o
muilo bem que elle procurou fater-nos oa triste ac-
lualidade.
EsU na vicc-presidencia o muito digno Sr. l)r.
Joao Mana deMoraes, pois que nao esta na capital,
nem talvez qnerer vir o Sr. Pinto: Do actual Exm
vice-presidente, cujos senlimentos conhecemos mu
de pedo e apreciamos, esperamos a cnnlinoacao de
medidas cari.losas,o enrgicas, se for precisopa-
ra esconjurar a fome qoe nos ameara, c extirpar ou
annullar a ar;aodoGangelico.
Esta morte do Sr. Dr. Angelo veio aterrar a po-
pulacho, mais do que as centenas de mirles, que
temos prdkciado. Nao, porque nos aterre, comoao
caboclo, Ttnorle do capiaomor; mas porque para
asoulras conlnbuiaiempre m motivo, que ou tinlta
desaparecido agora, ou,que eslava em nos-as maos
evitar; como eram, a incerteza sobre a natureza do
mal c por couseguinte dos remedios com que podia
ser atacadoa irregnlaridade de vidadescuidos
quebras de dieta etc. Mas nao se dando n. Sr. Dr.
Angelo nenluini deases chamariz do cholera.... Oh i
como eacapar ao terrivel encontr, se nao vale a
grande precaujao, como elle a linha ? Valha-nos a
misericordia divina, e as preces, que todos os nossos
irraaos brasileiros devem dirigir por nos ao Allissi-
mo, pois que cnlre lanos a pedirem com fervor, al-
gum ha vera que mereca ser ouvido. Enlerrou-se
com todas as honras devidas a' sua alta dignidade e
sinceramente chorado pelo namerosissimo concurso
queoacompanhouaoseu ultimo jazigo. Aqui, por
urna eiceprao feliz, a poltica nao gera odio, nem
deita rancora: ha enfados, na oceasiao das lulas
eleiloraes, e esles enfados dao sitio a' compaitao, ao
sentamenlo e a' dor, ao menor opro da desgraca
mormenle quando em crUea, como a adnal. lem
desapparecidoopoliuco, e so se v o administrador
zeloao pelo bem do seus concidadaos, o hornera sen-
si vel aos males de seus semelhanles, o Martyr da Ca-
ndada. Tal te mostron uesta memoravet vice-
Pro^aenci "dJ Sr. r. Angelo Custodio
27
Chaga.segonda vez, o vapor, earregado de fami-
lias cametaenses, que fogera ao lerrivel espectro,
lando ldeixado, l, ondea a morte he qoasi certa
onde o medo obnga ao filho a abandonar o pai ata-
cado do mal, ao marido a esposa, ao pai o filho, ao
amigo o amigo, l onde Indo he gemido, he pranlo,
he dor... verdadeira habiMcSo da morle ; l detxou
o vapor done individuos diaposlot a salvaren! as-vic-
timas oa a morrerem nesle cardoso empenho. Um
medico e um padre O medico he o digno Bibiano,
o hbil Dr.lupinamb : o padre he o Rmv. ub-
chantre da Cathedral, Severino.
Um padre e um medico !.^E anda o sarcas-
mo e a mpiedade se lembrario de desacredilar es-
ses dous entes ? Se dir ainda que o padre brasilei-
ro he egosta, emcaridsde, intil f Sacrificios me-
nos generosos, he verdade, porera sacrificio reaes
lem reito na aclualidade rauitoa outros padres, pri-
mando entre elles em dedicacJo, era desvelos, em
IlIflA A r'itnann ma--. *.l.,..n^l la_.a_:__ aras .
< Uma mullier residente no lugar denominado
laraura, da villa do Pasto; ienlindo-ie grvida, veio
no flm de 1 anno a parir um bi:ho qae de ter hu-
mano 10 ttoha os hombros: e o mais era de diffe-
rentes animaea: cabeca o cara de macaco, olho de
morcego, sem ouvido, cabellado lodo o corpo, sem
ciada, pernas de gia, genitaes de cao a pregadojio
urabigo : estas eram a mal* nolavei circumitaneiaa
do tal bicho, que nasceu modo de um veptre horoa-
no, ele. A lal diiformidade linha denlas. 1
Que excedente artefacto para a actual ei'nosieSo'
francetal pum^tF
Concloo aqoi, reservando outras muiU* couta
para a prxima oceasiao.
Comarca de Oeira.'
mele dnsconhecido.
------- w -uc,,,c. .|uc suumeiiemo-
Ihes a coiMideracao, cansaram-lhes algum choque,
e o sr. ut. Castro lao impressionado ficon, que nea-
la oceasiao anaunciando a forlalea da barra a en
Irada do vapor, quiz mandar impedir a livre entra-
da do mesmo ao porto. Na conferencia do bospial
que duroo das 9 horas da manhaa al quasi 1 da
larde, a na qaal figuraram 9 medico, .5 mlilarea e
,4 pananos, nao houve a menor discordancia a res-
peilo do diagnostico de cholera, apenas divergiram
aleonaera amrmarem ser o sporadico e 00Iros era
presamirem ser o asiaiieo, e eu conheceudo ser a
doenraem qaesUo o cholero, demorei o meo juizo
sobra ser sporadico oa asitico,.icbHo Itoje para mas
forajf dovida ser este altimo, vista des symplo-
"'V *,sivei9' ,ao Plpilantes qoe no* olferecem
entes ; aquellit mesmos svmplomas que sao
."Xosta fal ^'T^ Pr *?"*. 0e sobre ta, epi ,Z
1 Tal- m.a lem mu modaraaroenle escript,., como Vidal
sst. Uriaalle, Fabre, el*. Ve-se por tanto qae
na dctcoberla cabe aos medico do corpo de
nem eUet consentirn que lli'a roubem
entao o cholera comecou a fazer seus eslra-
- hoapiUI, os ataques eram rpido, e
-ie;inoilos doenles nem lem-
" ; rorssmot foram os
'a itroz furia de
'mbem os-
2Jsars= E EE=f=s3KS
, -..-___,. ..-----------, > ^ s7|iui ue oras,
1 Jiesmo de da, quando os doentes, que ao prinl
ifn a desamparara, menos se apercebem, ja os lem
lOTsdo*o.aquodo grlo da enfermidade ; sao rel-
menle estes 01 casos era que maior perigo de vida t,
prsenla ; e por isso desde que qualquer pessor
em quanlo durar esta quadra, se sima com diarrh
deve immedialamenle combale-la com o pnxir em
agua Ira, os p.pes de ipecacuanha com opio, os
eljslercs de1 linnaija ou de amdon ele. MmTos
lambem tenho observado, em que a moleslia cometa
siraplesnienle por um enjoo ou ewhimenlo de esto-
mago ; e por tanto logo que qualquer pessoa e tin-
ta atsim, deve beber repelidas veze. cha da inTceUa
com losna, uma colher de cognac aa genebra on
mesmo uma colher de melissa com elher: ele Al
gomas vezes quando nao obslanle esUa applic'acfie.
continuara aa dores fortes as pernas, bracos nade,
gas ou mesmo no estomago, fazm-se esfregaroei
fortes com escovas, esponja, ou panno de laa un la!
do. na pomada de belladona e extracto de opio 00
ensopados na aguardante campl.orada com ammo-
niaco, ele :. 1 esles meios poderosos nao me lembro
de ler visto resisdr esle symploma aterrador, c
caso de ddr forle no estomago um sinapismo nesle
lugar lenrme mo,l., veze, aprovetado Quando
'PO" de desapparecdos todos os ymplomas fica a
durthea. es a tem como nnr o.i .J.,^ ..
._ --------:.--. v "mu ceuiaonsanni-
cacoes dus-papeis de ipecacuanha com opio, nm de i
l%x" em tC'fu"' de Cha d8 "* o losnaT
aj.dando a accao delles com oa clysleres cima des-
cr.plos: multa, vezea.pawdo todo o estado mrbido
tenho visto mullos doente. (carera com febre. sede
ddrde cabes;. ; nesle caso tenho lirado os roelhores
resultado, com a adminislracao da m,laralina sim'
pies de meia em meia hora aos clice, e sittapisino,
nos bracos e na nuca. -iiino
Se o doenle cahe uo segundo periodo da enr.rmi-
dade, e aprsenla os symploma* cima enumerados
nesle caso fazera se e.fregacoes fortes por todo o cor-
po cotn escova ou esponjas untadas na pomada I de
bc.ladona, ou agurdenle camphorada, d-se de be-
ber de meia era hora uma colher de vinho de Ma
dc-ira e acetado d'..mmuniaco ele, e tambera va'i-se
administran, ti ao doenta caldosde gallinhaem perrito
de quatro eolheres e uma de vinho telho. J neile
poriodo precisa-ie da assislencia do medico, e ja de-
ve ter havido lempo de se o lar p.ocurado, c elle
er appareeido. Quinto .angrla nos pe,, ou brajo,
nao uso della. ousdoanle. que *angrei no I.o pe-
riodo morreram-rae dahi poucas horas, e no 2
periodo, he ella con Ira indicada : das appcacoe de
sauguesugas no estomago le.h. lirado m maores re-
soltados ; nos caso, de dor violenta no estomago
0u.nd1.p0.1cJ0, as sangnesuaas era numero de dot
tem sempre e.to desai-pare.er este .ytnptoma ra"
veze, enho no di, guite ,0,aao ,, '
"'as sauguesugas, e depois calaplasinas de
m hora : he um meio muilo po-
""vado t mailo doente.
1 GORBESPONDEnTJIAS DO DIARIO
DE PENAMBUGO.
PARA'.
>-------Bellem 20 dejunho. '.
Anda a pote I... e cada dia mais interna, mais
terrivel, mais devastadora !! J nSo ha um bairro
nesla capital, a qne nao lenha visitarlo esse *ami-
nhanle funesto, e a alguns do interior tem accom-
metlido n passando de asa em casa, fazendo nao
pouca victimas, mostrando em muilas occasies a
sua horrenda catadura, como se estivesse as mar-
gens do Gaoges, donde he natural. Este Icavesso
cholera sporadico, contra a nossa confian*, de qae
mais adiante nao passaria, leve capricho de pas-
sar adianto, tornar-sa o cholera asitico, aspregui-
50a-*e por aqui pelas margeos do Cuajara, como
se estivesse em sua Ierra, como te fossem margeus
do Ganges.
E o asiiticonao Ihe quero proferir o nome, me
assustn, a me aterra a domina aqoi ferreuharaente
despostico; lodo temem de e encontrar cora elle,
e por isso a* nossas bellas ra ealao desertas;
apenas le veem mdicos e padres, e alguns coja
oocupaejo necessariamenle os chama aos seus luga-
res ou a furto vio visitar o prenle, o amigo accora-
eU||,A He bem lamentavel o aspecto da cidade !
A mUtiq Lielem, que 1,1o risonha ia em sua marcha
progressiya e rpida om futuro brillianle e inve-
javel, traja agora, nadeolac4o,as vests da viuvez a
orpliandadeT Que peccados temos a expiar, paaa
qae assim no* puosa juslica divina!? A scieneia
Imita tragado nm limite ao lerrivel caminhmte : e
o homeos da scieneia reconhecem que elle transpoz
esses limite, quo nada retiste i forca misteriosa
que o impela! A religiao oppOe-lhe as oraces, as
preces, osjejuns, a medillusda CnnceicSo, as pro-
cisse; a .ciencia pieaua da maneira porque esse
novo Remo saltn por sobre as mrala** por ella
exigida, nppde-lh* a eacdv?, escva, e mais escova
ate esfolar o maldito !... e elle tem cedido!... foge
a escova, como o diabo croz I
vE a fome !! Ella ahi vem, pasaos de gigan-
te, fechando o hediondo cortejo do asitico, com-
pletar a nossa desgrana J falta a Carne verde, e
nao se pode comer salgado nem peite, porqae diso
muilo gosta o dyseaterco caminhanle; a farinln
esl a 490O0 ; as gallinhas a 3000, a da ludo ,s<0
ha ju tao pouco qne he preciso brigar para have-los.
O lavradores e criadores ou nio Irabalbam por
doenles ou fogem de vir conlaminar-.se na cidade.
Se as outras provincia nao houver commisera-
cao para esta Irma infeliz ; ou se o governo geral
e esquecer desta estrella, lao funestamente eclipsa-
da agora quecomecava brilhar com lano resplen-
dor, morreremos de fome s qae nao morrermos da
pesie.
Quem nos salvar !? Daos! que, ainda aggrava-
do, pune sempre como pai, pune pela raetade. Ape-
zar do graude desenvoivimenlo qae (em tomado a
molestia es'.endendo suas melanclicas azas por lo-
dos os ngulo d* capital, nenhum medico al boje
tem sido atacado ; nenhum padre tem sido tocado
pelas melanclicas azas estendida por toda eidade
apezar de a toda hora andarcm a ungir, confessar'
e enterrar Se este mdicos do espirito e do cor-
po, fossem igualmente envolvido* as azas, que le-
na de nos I ? .
lie noile, e principalmente se chove, qne o
maldito accommelle com mais foria ; he mesmo um
foragido, um desertor do Cange, que em noile
tempestuosa assalteia o viandante inerme. Feliz-
mente temos mdicos, que o sabein ser I E para
apontar-lhe os que mais se lem distinguido, seria
de misler apresenlar os nome* de todos elles. A
gralidao dar um lugar dislindo aos Sn. Ors. Mal-
cher, Bulhoes, Cantao, Camillo, Guimartes, Tupi-
namba, e Americo, e ao Sr. Jos do O' e Almeida
bomcopatha.
Ma, no meio de taas trenas tristes o allliclivas
ha cousas que arrancara o riso ainda ao mais tmi-
do. A pnmeira Toi o dizer-lho eu na correspon-
dencia passada, quo se esperava decrescimento do
mal pela passaqem do sol pela cqunoxial 1 E eu
quena dizor que era o solsticio o suspirado termo do
desptico remado do asitico 1 como confund ama
cousa cora ootra ?! o medo, o medo barulhou-me a
indiligencia.
Cedo medicoe que nao se lem em qualquer
contreceilou ceda beberagem para um dos colo-
nos do Sr. Pntenla Bueno. No dia eguinte, acha-a
sobre a mesa, intacta como uma venal. Entao
i.aotomou o meu remedio? Nao, lenhor, nio
qnizPois ba de morrerMorrena, se tomisse o
seu remedio.Ha de morrer.Nao he de morrer,
nao qaero, e he do viVer, apezar do enhor.E o
cato he que nao obstaule os vmitos pnlos, o ho-
raem esta vivo I Ma linha preferido outro medico.
Um sujeilo cahio redondamente as pos le uma
scnlinella. Acudi se iramediatameoto, e Ii esiao
escovas as dezeoaa a esfolirera o choierico. De re-
pente abre uns olhos muilo grandes, detcompoa os
escovadores caridoso; e despeja-** por ah fura I A
cholera desle era motivada pelo antidoto do cholera
n J*('8 sJ9UttHM>S^,*MM-nv "'leo e rorrespon-
iudo o conegocura Manuel Rodrigues BidiavMajjjajM* **^n>iraTI!ra Panhiba, a aceitar Vmc os de
amizade e gratido, qae de coracac Ihe exhibe oseo
tull*) mac cnntUniA .. ._:_.
o vir alodahora da noile ou dodia pS"/iiosp-
taes, pelas casas dos pobres, a ministraros soccorros
necessarios, e at a amnrlalhar, vera com prazer
(triste, he verdade) realisado n^natfo Para esse ty-
po de curas hbilmente lracidof^|religiosa penna
do Sr. de Lamartine.
Foi espantosa a mortandade -amela 1 E qual
O motivo > As gordura detinterfris do Manar,
sustento ordinario .ia populaba ;eq^lcrrur o
terror qae os obrigava an'rjarqm com s lrizes
tapados com risco de sulTocrem-te, qoe obrigalaaps
a abiodonirem os cholericos por mais estreitos aaZ-
fossem os vincalos que os prendeuem, e deixarem
ituepallo* os cadveres dos que luccurabiim E
para maior comulo de desgrana e de medo, 01 m-
dicos do logar foram da primeiras victimas Gran-
des colpa* deve ter no cariado divino a infeliz Ca-
nela.
Em XI de junho fallecen, victima do cholera, a
Exm. Sra. D. Catharina de Soaza Franco, qae no
mesmo vapor linha vindo com seu cunhado e irmaa
para esta cidade. Tinha ella de morrer Nao
eremos em fatalismos: algutna raza deve-haver
nesla mesma ordem de cousas para explicar isso
Logo qne chegaram a Exraa. viuva e sua irmaa, o
Sr. Dr. Malcher foi convida-las .'para sua cata, onde
adiaran os promplos soccorros da medicina e os
asikluo* cuidados de nma familia bemfazeja e cari-
dos, em caso do accommell i ment Aceitaram o
olTerecimenlo. pois que ellas o reconheciam sincero
ecordeal! mas, quando o Sr. Dr. Malcher as foi
buscar, ja Ihe Imitara alagado nma casa ; e a can
alugada foi preferida i casa do maior amigo de sen
irmao...
Mudou-se a infeliz viuva pira a nova casa, fican-
ao na primeira, e ja dominada pelo cholera a Sra
D. Catharina, acompaohida pela Sra. do Sr. Ribei-
ro. O medico assiatente hesitou em conseotr-lhe
A transporte : quizeram para, uso consultar ao Sr
Dr. Malcher, e chamaram-na; porem, s uma via-
gem poda ja fazer a infeliz... a viagem para a eler-
nidade..
aJ* ^U,bem 1"' ceitar oseo otTerecimcnto, Sr.''
Dr. Malcher, disse moribunda, ......
PIAUHV.
-V"2-dr*V*,enSl a junho
de 18a5.
Saude e cumpriraento a Vmc, de quem son cria-
do, e a quem desejo sempre conlinuada saode, aoce-
go de epinlo e felicidade pecuniaria em toda a la
vida, a qual seja longa quanto Vmc. quizar.
Desde a minha ultima, qoe Ihe escrevi de There-
zina, em data de 16 do pretrito n. mez, lenho frui-
do de audo .egflida e^ualleravel, grata robustez
de minha constlalcao, e a salubndade giral (menos
ua cidade da Parnahiba, onde a mortferas bexigaa
sao assim anda hospedes horriveis, e horriveis como
seus desastrosos estragos .'...)
Bem que atrapalhado com as incommodos de uma
viagem importuna -e fastidiosa, esforco-me, todavia.
em dirigir-lhe4 esta (rudes e pouquissimas frases,
com o grato intento de saudar e cumprimenlai a
vmc, por coja apreciavel saude o ventura otlicto
o mesmo lempo.
liav.a eu concebido o designio de escrever-lhemi-
ud.tmente acerca de todo quanto vi de inleressanlc
e pello no longo caminho por onde vim da capital
esit villa, pois que realmente sao digna de menso
vanas crcumslancias. que observei, e qae regislrei
no mea estreitioholioerario ;mas, meu bom ami-
go, esses fervorosos desejo, arrefreem e cahem im-
pulenlesempresenta dos onerosos afiazeres, que pe-
sam sobre mim e reclamam o meu decidido cuidado,
veja \ me. qual nao lera o meu rairlvrio entre o
querer tenaz e a impossibilidade 1 Todavia, ahi
lera estas Imitas, com que u.uar> sempre oceupar
uma parte das vastas columnas de seu popularissi-
mo e acreditado Diirio, peco-lhe que recebi-as
com a momia bondade a indulgencia com qoe ha
dei al m'nha' d850"01"1^"* correspou-
Deitei a capital no mesmo pe, em qne Ihe des-
crevi na minha ultima, Mcripla all isto lie, deixei-
a na insipidez e adorroecimenlo, em qae ha mailo
jaz, e na mais safara monotona !
J o baile, de que Ihe fallei, qoe houve, por
motivo do casamento do Dr. C. de S. Marlins. e qne
Un um bom despertador dos nmiciasimos do. divor-
limaolos..., nao he mais a conversa do dia dos gym-
naslicos dansadores, eeit os lilhos querido dos pn-
zeres e recreicOes privados do bom exerciein da
gambia*. e do mai., invocando a deusa dos godos
para que Ibes d oceupacao as horas deaoceupadas.
Uamem, rapazes, que quic serao oavdo, allendi-
dos, satisfeitos e... etc.!...
Nao acreditando na elli.-ari.nlas invocaces esop-
plicas dos mai, o travesso Mesquila (supranumen-
"o da thesourana provincial.) todo dado ao genio
dramalico, havia-se ssoeiado a omros rapazes, e
comecavam entrar em ensaios de ama pequea re-
presentacao, que.se me nao fallece a memoria, he o
Judas em sabbado de alleltiia.e que lera lugar.se-
gundo Ihe onvi, em 30 do correnle. O qoe fura o
nofto improvisado dramaturgo, o Mesqoita, com
eos collega das eslravagancia I Bagalellas, e s
bagalellas, por cedo. Deu-lhe na cibera o compor
dramis, e l esla escrevendo noile e dia, diz elle,
para levar a scena e, depois, ao prlo a sua enge-
nhosa compoiicao. Trabalha, Irabtlha, menino que
o rularo te acea sorrindo...
Em rainha vigem at aqoi, en honve de ob-
servar, que a chavas este anno, nesla provincia,
roram poucas, e a conseqaencia he a fome infalli-
vel qaa se espera, na popolaeJo, o que se antev
pela ralla de mantimentos arrot, milho, feijao, zer-
gelim, etc., que pereceram pelo ar Jor do sol quenle
no tempo em qaa mais necessariaseram aa chova"! Os
municipio de Jerumenha, Panlagua e San-Gonee-
lo, foram os em que hoaveram mantimentos, por-
qae o seguraran] algumas chuvas ora tempo i valer
a lavoura :os mais sorTrem a falta o conseguinle-
mente a fome, qae parece inevitavel.
No dia 4 do correnle cheguei aqui de manhaa,
e, pela pnmeira vez livo de ver esla villa, que bem
pouco merece ste nome, nia pelo terreno em que
esla assenlada, o qual he oprimo, mas pela incoria
era que vivel... Por hoje nao Ihti fallo della, por
que nao tenho tempo ; porm na primeira ppporlu-
nidade Ihe a descreverei, e entao raostrare qu3o ve-
rdica he a minha asserejo tabre dizer, que bem
pouco, presentemente, merece esle daspreado po-
voado o litlo pomposo da villa. Referir-lhe-lhei
lambem algumas crcumslancias de minha viagem
na parte em que ella pode inleress.tr aos numerosos
leiloresdo Diario de Pernambuco.
Esta provincia gota de perfeita paz, e igual-
mente, comoj lite ditse era outr.t oceasiao soffr
de um atraso, que se assemelha a miieria !
Adeos. Sirva-se de apresen! *lido administrativo da provincia, ma* eu nao fui
le, a por isao nada ouvi ; logo porm que Ihe po-
"lia o Intioa... ja tbe que n3o tanho segredos para
:abeca e cara de maca'cVollioVde mw'ifiio-^.T0 """' pe"3d off'!recf0 om
ido, cabellado lodo o corpo, sem v nci C0~C0Pe aBuar-aoirepreaenUnte* d. pro-
n Lv^Mn,0i ellc* lbe retribu.! como o
bMa1 a Por hora Y,,"a do a m-
l.mn?JW"COU,",U"f. qoe pouco impor-
d. coSV""" em K*aoA diacoSoa divizao
2,/nnH d Pa'Md0 *"*" a"lb*da a requeri-
mento do d.gn.ssimo Florencio : a re.peilo de nlili-
dad. de,e projeclo ja o anno paado Ihe die ba-
DlVa
Saiba mais Vmc, que aqoi nao tocara o vapores
da companhia Pernambocana, porque esla infeliz
provincia ule preitou, como as oulra. subvencJo al-
gum* a companhia assim poi vdoa par* mis essa
grande esperaos de melhoramenlos a consoltdoo o
commercio o monopolio que aqoi fazem com o* g-
neros dos pobres malulos. Ditem que S. Etc, ne-
gara' a subvencJo por nao podaren a rendimenlnsj
ia provincia comportar essa deipeza ; en porm nao
ichomui satisfaclori* esa razao quando S. Exc
7 no seu 'elaterio do dar en saldo de...!
'iwOOrJi tao maneiras.de pensar a respeito do qae
:ada um tem plena liberdade ; caso he que eu
perd eeperanca, de com mena lOgOOO ir ahi dar-
me um abraco e ver es*e bello (lorio do imperio :
utendo poi que lambem compaaaiu esta' m
i.eo1 direno nao locindo nesle porto seus vapores.
1 iremos no di* 3romediitcomo em se diz
! aia menle, no nosog. Carlos que, gnift. a minha
iertinacia vai-se (ornando aoffrivel, sobre ludo mui-
-ogusleidoaadmaodojoven director com sua
alia ao peito 1 AW que eslava garboso! Ha Jioraens
|ut icm goslo em te fiterem grou entre pavei.
.^ossa illuslrissima leve para com o nono et-che-
e de polica um rasgo de aumma delicadeza, de-
ed.ndo-se delle pelo offlcio janloque a furto no
den o Solatna, que ihe rogo.o. Vblicid.de/
Maisum crime revoltanle Vou regiilrar em eu
Diario. na occastiao de er preso o malvado Bel-
arm.no de tal, filho de Pedro Prazeres, do ternsooe
Goianiiinha, cravou este diversas punhaladas no ins-
pector de quarleira, do Campo-Redoatte, que flcou
travemenle fendo ; o malvado alen de ser crimi-
noso de morle bedesertor doexerciloaehe-w proso n.
cidaiadeafa cidade, ainda devemo mtia ote lavor
a solicitude do mcansavel Sr. Dr. Herculano
Na noile do da 6 do correte os presos da cadeia
desta cidade, fizeram uma tentativa de faga que
r.-lizmenle pelas 11 horas foi presentida pelasenli-
nella e sendo de promplo occorrida aehoa-nja una
eifavacao .le 14 pos de prorundidade : foram na
mesma noite'postos a ferros es cabesas, e lomaram-
sti outras providenrias :.a nossa cadeia ha pequea
ir al arraujada, coulm om crajeido Homero de pre-
s. s nao lie debalde que contra Uto tenho clama-
d i tantas vezes.
Anda tnbalha o jory de S. Goncalo a o Mariaono
apenas me diz, que foram ja abtnltidot 3 des ama-
veis que all responderm : eU' claro, que o jury
da qualquer parle nao me dtsmente.
Continuamos no mesmo mar de- insipidez. Sau-
de o que de rnclbor desejar-lh* apetece qoem he
ele. etc.
lllm. Sr.Faltada esla mnnicipalidade a mu
re ais rigoroso daver, se no mntenlo em qae lem V.
S. de deixar a administrarlo da polica desla provin-
cia nao agradecesse os servc/>s por V. S. prestados
a esla porcao do imperio, ao passo qne lamentamos
a perda que soflremos, drnosos parabensaoiGoian-
niinses por lerem de froir a jnslie administrada
por um magistrado intelligeole, probo a sobretodo
jtisliceiro.
Receba, pois, V. S. as despedidas desta munici-
p ilidade, qae se recordar aeropre eora saudade* do
d gno chefe de polica, que foi inexoravel oa poni-
cdodo crime- e perseguicao dos criminosos.
Parte V. S., roas pelos Rio-Grandenses'de Norte,
sera lembrado com respeilo, amizade e gratido.
Dea* guarde a V. S. Paco da cmara amicipal
da cidade de Natal, em sessao extraordinaria de 2
dojolhode855.Illm. Sr." Dr. Hercnlano Anto-
nio Peretra da Cunta.Manoel Jos Fernaodes
Barros, presidente. Joaquim Gomes da- Silva
--Francisco Xavier Pereira de Brito. Joaquim
I-rancisco Loyolla Barata.-^Jos Francisco de Sotua
Praca.
humilde, mas censule, servo a araigp
Alcino'Cynthio.
CEARA'.,
Fortaleza 10 de jolhn.
Estamos com o mensageiro a porta, e eu enlrantft
no cumpnmento da minha missao, bem desojada
desla vez resarsir-lhe a peqnenhez da minha passa-
da, exlendendo-me nesla em eumprimenlo e largu-
,n:raa' acon,ece, aae ooando nos chega aqoi pri-
raeiro o vapor do norte qne o do tul, tica assim a
S?n."i fitm tima fiw^iapirrvorolliaitdo uns nar os
outros e iozan.tn n cin a m,,itaa .,*.*. -t___i j___
He sem duvida muito mais bonito, mais glorioso
e mais significativo de profunda e sincera amis.de
chorar sobre a sepultura que esconde os restos mor-
laes de um hornera illuslre, .e espalhar sobre ella
speciosas llores de eloquencK> .. Aqoi. oh I. .
pode-se merecer a cora de 1.^ alhees: all, ha
poucas teslemunhas... e as alineles e obsequios po-
dem ficar ignorados e ogloriosos, dentro de quatro
paredes... 7
a Capial, qai polerit. *
Recebemos a inspirada nolieia da cscnlha do nosso
presadissimo patricio e distinelo brastleiro oExra.
conselheiro Bernardo de Souta Franco. Etiao com-
pletos os uossos Votos 1.. porque recebeu o mrito
a corda devida aos saus irabalhos e patriotismo.
Mas a pesie suffoca a etplo3o dos nossos caraces.
!>e tu nao Toras, maldito gangelico, esta noile seria
a mais bella noile do Para... Agradecemos todavia
a Providencia, quenosquii dar momeo!n de pra-
zer tao intenso entre tantos das de dor e de luto.
Largos anno goze o Exm. senador a honra com
que o agraciou o nosso adorado mnnarcha ; e conti-
nu a mostrar-se sempre Bernardo de Souza Fran-
col
MARANlJO.
S. Kuiz 7 de julho.
Comecarei, lastimando o nao haver Vmc. recibi-
do, segundo estou Jtoje informado, a minha corres-
pondencia, que part* pelo Imperador. Urn amigo,
a qoem coiitiei aquello precioso deposito, segua com
elle para o Rio !..
Tenhamos paciencia com taes contrariedades que
por outro lado, bem demonstran! o quanto valem o*
amigos, que seguem alarefados com militares de en-
commondas, alm de muilas coasas que os preoecu-
pam, mormenle quando sao pretendemos aos nacos
do grande pau-de-lda mai patria.
Nesle momelo acaba de chrgar o Impera**, do
Para, tratando cnlre outras noticias aterradoras, do
verdadeiro cholera, que lavra aquella inf-liz pro-
vincia, a da morle do digno vicd-presidenie o Dr.
Angelo Cuslodio, e de outras pessoas gradas
Osjornaes, ou antes o coi lega do Para Ihe dar
outros promenores. que agora me heimuoMivel dar-
lhe, alterna a presta com que escrevo eslas linha,
qoe nao sei so os seus compositores a pdenlo de-
ctrrar.
Por ora o mal ainda nSo nos vsilou. gr{as a
enrgicas providencia que o governo lem lomdo,
eslabeleccudo dous lazaretos ; gracia ao aeeiu que
ha na cidade, gracas aos ventos genes, que ha dial,
comecaram ,n rerrescar-no ; gractu finalmente i
Divina ProvidenciaE, sem duvida fiado* nella,
esperamos ir postando bem em as nossas saudes, que,
como sabe, formara a publica saude.
Iloniein, em varia, igrejas, abriram-*e preces pu-
plicas, i convite do Exm. prelado, em ama bem ela-
borada pastoral.
A29 do prximo pastado mez, o quitandeiro Joa-
quim Xeixeira de Sooza suicidou se, eoforcando-se.
O mao estado de sua casa o levou a esse desespero.
Deixou mullier efilhos.
Valha us Daos com tamaitas desgranas...
O Ooieriador de 5 do correnle aprsenla o se-
Ruinle trecho da ama caria, escripia por peuoa aa-
loriMdadavilladoPasw.
.
t- .------ >w r-r...., un-Mii^y .o i'rtis os
omros e jogando o ciso.e muilas veza a espera desse
inerinometro, regulador da opiniao publica, ficamos
ipalhlcos edenamos de escrever, he justamente o
que ora me saccede, a o que nos acontecea na vez
passada cora a demora do Sr. Tocantint, que al
esta hora nao se dignou vir preencier a lactina qae
deixou ; todavia vamos ao que ha.
Nodia primiir* do crtenle foi instalada a assem-
plea provincial e do luminoso relatoriadoSr. conse-
lheiro Pires da Molla, bem podia e exlrahir algu-
ma cousa inleressanle para Ihe transmitlir, mas vai
sendo publicado mui vagarosamenle no Pedro II, e
aos pedacinhos, de modo que soltara a secuinle
quinzena teret materia para fazer eitraeto. A aber-
tura foi muilo solemne, apresenlanlo-se ama guar-
da do honra do primeiro balalhao de fuzileiro da
guarda nacional em grande nnibrme, e a noite no
Iheatro urna companhia do mesmo liatalhao, repre-
sentando-se ahi pela companhia to Sr. Germano
urna peca em obsequio aos senhores deoulados ; e
eaatando-se em primeiro logar o hymoo nacional
na presenta do relralo de 9. M. o Imperador ; lindo
o qual o Exm. Sr. presidente dea viva ao mesmo
augusto senhor, a familia imperial, a constituido e
ao Learenses, sendo correspondido por outro dos es-
pectadores ao presidente da provincia.
Foram eleilos: presidente da aseemblca o Dr. Pe-
dro Pereira da Silva Guunaraes, vice-presidente o
r. frilippe Raulmo de Sooza Uchoa; primeiro se-
cretario I mz Antonio da Silva Vianna, segundo di-
to Jos Maximiano Barroso.
Principiaran! nos seos augustos irabalhos, mas t
lionlem nao honve casa por falla Je numero legal,
pois nao esla a atsembla funecionando com o nu-
mero completo. Nao obslanle toi regeiladaa idea1
de aochamarem supplciiles, o qae as ms linguas
logo ilribuiram a serem esles do credo apposlo, po-
rem bu nao loraei por esse lado, visto que estamos
gozndoos efleitos da conciliarao.
O vapor Imperatri; sudo oeste porto, e proce-
dente dos do norie, trouxe-no a infausta nova do
fallecimeulo do Sr. Angelo Cnilod .0, em exercicio
de vice-presidente da proviuda do Para, que su-
cumbi ao mal do cholerina alli reinante, e qne tem
feilo nesla quiozena mais da 400 victima I Com
esta noticia o dito vapor devi ter licado Tora do
porto e seguir o ais breve possivei, e por isso tam-
bera lindarei esta que estou Tazando ao correr da
peana, com mais preca do qoe pretenda, deixan-
do-a todava aberla para me resalvur com algum
note bam. Eque lal a patlesinha, qie principiou
no Pura pela classe nfima, e d'ahi deu um salto pa-
ra a geole da pnmeira plana, atacando pela tumi-
dada .' uto he, pelo chefe da adminigtracao provin-
cial, levando nao s a este como uma sua cunhada
e nove escravos, segundo ditera os passageiros que
daquella para esta provincia vieram procurando re-
fugio uao so ao mal da pede, como 10 da fome, qu*
lem all chegado a um ponto lal, que o vico-presi-
dente pedio instantemente pam aqui soccorresde
viveros e medicamentos.'
Eii-aqui, meu amigo e senhor, porque cu goslo
Unto desta minha Ierra da afcias e da carne sece* ;
h* poeque a pestes aqui saltam como gatos por bra-
sas, e se somos ama porfi do franciscanos, lambem
em compensasao g.izamo um c|ima sandavel por
excellencia, onde uao ha exalacOes mephilicas, era
miasma, deleterios.
Corre por aqui a noticia qae para partes de Santa
Hila, no lerrao de Quexeramobim, houveram nove
morle, resultante* de uma assuada por causa de
mulheres, mas esta noticia precita de confirmacao ;
todavia coovm referir que a peale, que mais nos
persegue he o trabuco e a faca de ponta.
Vium parecer da commissao hegencadoPar.que
decara que a natureza da peste alli existente-he o
cholera inorbu epidmico, qoe est no seu estado
de recrudescencia, e j tem atacadu a meladeda po-
pulaelo. Adeos.
N. B. Se o Tocanlins, a quem mandei recora-
meu Jaces na minha paseada, estiver por ah ao*
beijos com algoma polaca ou indiana, queira pedir-
me i.istanlernenle qoe sedexe degs coquelisse, tao
projudiciaNao seu leilore. digo, aos leilores de
Vmc. Oh / Ao concluir a ultima linha faz aignal de
vapor ao sul. Venha o termmetro da opiuiao pu-
blica da qumzena,... Venha... "^
PERNAMBUGO.
REPABTXQAO DA POUCIA.
Parlado dia 16 de julho.
Illm. e Exm. Sr.Levoao conhecimento de V.
Exc. que das dierentcs participacoes honlem e hoje
recebidas nesla reparic,a>,coote que foram presos :
lela sobdelegacia da (regoezia do Recife, os
marujos frauoeie G. N. L. flarry, A. Emnaaeo, e
K. I.ands, a requisijao do respectivo consol.
Pela subdelegada da fregu** de Sinto Anto-
nio o prelo escravo Martiuho, a requerimenlo do
Min hor.
. Pela subdelegada da freguezia de S. Jos, Dio-
gn Jos Baplista Laraogeira, para averigoacoes.
E Pe>)(tkmf2j'*4W>>i>> di Boa-Viala, *
.1 2r^'rMan?1^WSre* 'BMWr.Jwspanliol
Ttntonio Outes Martn, o Joao Hortencio Malinas,
para nveriguarOts.
Communicou-me o delegado do primeiro dislrclo
deste termo, em oflicio desta dala qoe, pela subde-
legaciada freguea de S. Jos, lbe fora partidpado'
que as 3 horas da Urde do da 14 do correnU, filie-
cera repenlinamanle jonlo porta de ama cata da
ra da Praia, um individuo de nome Frauciica, te-.
raibranco representando ter de idade 40 aunas pon-
ce mais ou menos, o qoil seodo veslorUdo por fa-J
-cnltavos.declararam estes ter sido a morU occasio-
nide por um alaque de applexia fitlteroastle;
lsndo-se que esse individuo vivu en continuada
embriaguez.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
I r-rnarnliiico 16 de julho de 1855.Illm. e Eira.
Sr. conselheiro Jos BenlftjLL Conn 'i^ei"edir
.OcnVIJ J polica- Luiz
Dresdeiite da crMineia" .
Curios de Paita Teixeira,
B llanto da reoeiu o nana n cantara _
cipal do Recife ao atas Jnujln 1SJ6S.
' RECEITA.
Saldo em 30 de deiembro de 1854 UJlUi.
Exercicio de 1854 a 1855.
Imposto de cordeat&es *
e licenca 101 a li 1548760
Foro e laudemio* .
Molas pelo fiscal da
freguezia de Santo-An-
tonio ......
dem pelo da Boa-
Viila......
dem pelodeS.Lon-
rento ......
dem pelo rcgala-
raimton. 120 de 31 de
Janeiro de 1842 .
Taino dos abogues.
Imposto sobre fogo
artificial.....
dem sobre esiabele-
cinenlos da freguezia
do Reeife.' ....
'dera da Boa-Vista .
dem lobre vehcu-
los e enrocas .
Multas de 50 por \ .
3 33580
20 a 28
10 e 11
i
46-5000
129000
'1O9OOU
3 108000
7 a 9 4609750
43 a 45 30600
2 e 3
6 e 7
33
1
C-JOOO
6*000
69000 '
39000
51 29000
69000
39000
108
13
1(9000
Exercicio de 1853 a 1854.
Hullas pelo fiscal da
Boa-Visla.....
Imposto de 69 sobre
carrocha......
MutUsdeSOport' .
dem sobre os impos-
to de eslil 3ledmentoi425a426
Imposto de estabele-
cimenlos da freguezia
da Boa-Visla ....
dem de Santo Anto-
nio .......
Bxercieto de 1852 a 1853.
Imposto de 29 sobre
eslabelecimenlos da fre-
guezia deS. Antonio .
Mullas sobre os mes-
mu .....1
7511690
359OOO
RIO GRANDE DO NORTE.
Natal 13 dejnlho.
No primeiro do correnle leve lugar a abertura da
asseinbla desla provincia, porm como la' ditem
no ultimo denle, pois que apena concorreram 11
digitiasmos, que ainda assim par* este numero foi
mislnr lomar aento o Bonifacio, quo da vez pasta-
da nnegou o lugar: aoed poraiii a dignissira.i,
chanaram Ir supplentes, segundo diz o Canlalicio
0*0 l por moila vontada, a rcliruu-se para sua
Ihesc orara o Booifacio. |p
Diuam que S. Etc. litera um* bella exposirao do 1 gn nina e a marcha do veVno.
DESPEZA.
Eipodientee imprestoes 3
Ordenados do mez de de- '
zemliro prximo panado 7 a 8
Jory e eleicoes ....
Cusas criminae .... 21
Luzes para as prises 6
Liropeza e calamento de
roa.........61 a 86
."iegncios foreuies. .
Eveatnars......30 a 35
Soppnmento ao cemtorio publico.
Balaoto em 31 -de Janeiro T 1855.
349000
1:G90196
49OOO
789761
299920
5<09840
3179866
1.539320
2:2849250
5:0239I5J
.2:8029622
7:8859775
,Sn*r? munWpal do Recife 1. de fevereiro de
1SJ3.U procurador, Jorge lictor Ferreira Copee.
~1B0 PE PEmMEUCO.
Oflerecemos hoje contidericJio dos leilore* o di*,
curso proferido pelo Exm. Sr. coiuelheiro Jos
Tliomaz Nabuco de Araojo, na aessao -si cmara
temporaria de 29 de maio prximo pastado; discur-
so succolenlo e laminoso, oode o nobre minisiro da
juilica, pondo-*e fora das d*cUmaco enabaticas
refuta de orna maneira victoriosa o* autao* alaouea'
iiovanrenle feilo i polillca sabia e grand.osa do aa-
bi.ete de 7 de selerabro, satisfazendo ao meamo
leinpocm a sua cone.sio elequente a razao e a lo-
licla. S hoB,e",'ue!'P"'>'wdo e reflec-
Sando-necassarUmeiil demorado e trablbo oua
lorrtainot de publicar 1. discauoe, da, cmara !
Sislat-vas, em conseqaencia da grande captad.mat
tenas qoe comlanleraenle affluen para ial^.
TnlaiP!M,e,,*>*, "iKUrSb, CUjoTir.
gu nenio* nos.parecem redutir ao seu jutio valoTa
KC2 J*,!?.B!l;?,J?0 'Mn'<' oir po!
a
/

S


DIARIOOE PERMIBUCO TERCA FEIRA 17 DE JULHO DE j855
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.

1
. .
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Afasia los do campo da poltica, ja pe .o carcter e
pela mias*o da noa*a folha, qae no-, nac permitan)
tomar parta activa na lulas pelej.idaa pelos parti-
os, ja peto profundo desgoslo que no inspinm
as controversias dos nomes propiioi, e ai descnra-
po*lUT virulentas, geralraente instituida dh-
co cilma a regalar dos principios e dos verda-
dero* otaras** da paii; nio na* Ira lodiiTia possi-
rel eon*erar-ao* sempre ioteira oanle fra do iq-
minio da poltica, porque isso ser: a o meimo que tor-
nar nos indiHereiiles aos beos e ana males da pa-
Eis ah (Jorque, apenas no* convencernos da j-
(ica e conveniencia do programla lodo constitucio-
nal, generjiaroeule adoptado e sef;oido pelo actual
governo, nao besilamo em paleoter ao publico a
nossa adhesoa urna politica que tend a muda/,
como eueelivamente t*m mudado, a face do notso
pau, acalmando per toda parle s paiies irritadas
pelo -\slmna das rMccAw. dirisindo i aclividtdc
dos Ilrasiieiros, para os trabalhoi uteit, proporcio-
nando emBm ai reformas eaais urtcidaf pela maio-
na da Molo.
. No discarao qoe hoje publicamos, e que servia de
motivo a estas breves considraseles, sobresane pura
nos o seaoiote trecho, oode temes a satisfazlo de
ver de alguna surte confirmadas, por om Ilustrado
ministro da cora, alguma daa ideas (|ne outr'ora
esplendemos, quando livemos del apreciar o pega-
mento do goverae, e cmbale- o* u< antago-
nistas :
O tatema representativo teta,' ps, fTu ri-
compaliMl eom i oritm pubtira. com a soctedade
.cicil, que teja ia tua naturezo. da sua emenda,
qu* a poltica, com todo 6 cortejo da intolerancia
e do encarniciiincnlo, sempre eom a me?ma intensi-
dad*, preocupe todo, domina tuda, ei.clua ludo'.'
He preciso para qoe elle viva, que baja urna lula,
soja peto que for, seja como for, .iluda que seja pre-
Jm elevar os resenmoolos pesseaos eathegoria de
motivos polticos? Nao podo chigar urna situarlo
sn que os partidos se transformem, em que cesse a
luta, tnceeda acalman tempestaite ea industria,
eos grande* rateresses socaes veiham preocupar a
poca?
Se ot iHMwt leilores se lembrurera de que disse-
anos o asno paseado em o na. 2>i6, 267, 269 e 70
desee no* jornal, em apoioda politica deconcilia-
{M.no deiiarSode coovir comnoseo que nada nos
mdla ser mais lisongeiro do que a lellura do refe-
rido trecho; porm i nosaa satratacao aumente nSo
.nos determinara ao passo qoe acabamos de dar, se
acato nao foat* acompantuda da firme conviccaoque
atad* nolrimos, do qoe i realiacao pratica do
pemamanto all eontido pode aocelnrar o progreaso e
Inzer a prosperdade do nosso pai::. E cpmo pira
Mil fim wlem encaminhado os esforrot patriticos
do gaainola de 7 de Miembro,' fuminos sempre ar-
den te votos pela sua conservas*'> u pelo completo
trumpho das suas ideas.
Qeantu ao alai que se- conten nii discurso do no-
ble ministro da Justina, cont ita rao-nos por ora
orai dar-lhe *m simples voto de adhesau, aguard.in-
da occasio maisoppurrana para, se nos for possi-
val, emtfrtnos o nosso joiao icen da reforma ju-
driaria e das incompatibilidad*!, questOes gravissi-
mis, em qoe se achara envolvidos ioteresses vitaes
dtpni*.
Chegoi bonlem dos portosdo norte o vapor Impe-
rttriz, tfjxeiido-nus jornaes do P.ir ac i ilo cor
rmle. dnMaranlio al 6, e do Ciar* al 7.
Toda* as provincias desse lado permanecen) em
sacego, e as cartas'dos nossos correspondentes, que
v5o transcriptas em puln. parlt, inleirarao os lei-
tare* do que nellas ha occorrido d maiii notavel.
O tapor Imperatriz trouie-ni a triste nolicia
ce achar-se encclivamenle desenvolvida o cholera
lo Para, onde lodos se achare rnn oiilerncao,
sendo urna das victimas do terrivel fla^ello o pri-
nero vice-presidenle d'aquelln prov ncia, enlSo
em exereiciq A carta do nosso correspondente em
lelem e os artigas que do Tren de Haxo trans-
trevemos. dispensara-nos de acci encentar aqu mais
guma cousa acerca do estado affliclivo em que se
acharo os nossos irmaos paraeosei.. Resta-nos so-
liente implorar ao Todo Podi>row> pira que se
imercie doa Brtsileiros, sospeudiindo all os .na-
ques de lo funesta e aterradora epidemia, e pre-
servando ao raesmo lempo, de tua invasao todo o
Jo imperio da Sania Crin ; c corao para este
fim devenios Tazar oque estiver no n(*so alcance,
conflamaqueoEim.Sr. presidente da provincia
concentra i a sua solicitada na promovi da me-
didas hyrienieas, aconselhadas jwla sciencia como
preventivas do mal.
AMAZONAS.
Barra 11 d julho ele 185.
Vi, a rauito meo pezar, no num*rd9i, (-21 de
abril p. p.) da sua prezada folha em orna correspon-
dencia lirada do Treze de Unto, o nieu nome, o
qual alias nao merecera a atiene; io dos leilores do
IXario, exposto com "premeditada interprendo
do facto ao qual o correspondente ttrT"T~' *i Itnio
que referio-iea censura das autoridades a u.-si!on>
sideracao do puhlirn. N*n .n* calx, nem seriada
antuassaajgum pava seua leilorts, e pelas razoes qae
induzera a modestia e n reserv peranr.e o
Snbfico, acho porem que lia de nieu lever afaslar
o rnpu nomequalquer palavra que ter cionasse des-
merecidameule escurecs-lo.
0 aator do artigo do Sreze t Mato, em conlra-
vent a su prudencia, ejue arpare e em outra
parte da sai correspondencia, : niesme ronlra su
eouseiencia, porque elle est ao ficto ela verdade do
loe, escreve 6 segninte ; denlre oi co-
lnno*Wmgracwr, ou como queir.im denomioa-los,
qne o conde Rozwadoa'ski truoxe escolhidamenle
eom sigo da corle por conta de governo, (em appa-
recid alguas com habilidade rara, menos para o
trabalhu.
lV perfeitamenle t un qua.feselo cabe
aoindivide*.flirms* referV^vt^tesTirofetrro-
nas e Irabalhadores, que salrerdo qne eu ,em-
barcava para servir nesia provincia, vieram junios
(>aa>.lotlBT poaco cMa* autes da miolia salud da
corte nistro do imperio a passagem livre paia elles al ao
Wt"i onde queram empr;g r-se as obras pu-
I,tendo ouvido elles qoe aqu liavia grande
falta ate bracos, e sendo que na corte ilguns deilea
sa aohvam sem trabalho, e oulros com iesejo de me-
Ihorar a sai condisflo.
Foi oeste sentido que o Em. Sr. ministro deci-
di-* a dar passagem livre aos Ciua quizessem em-
barcar ale a Uarra dp Rio Migio ; visto a grande
falla da bracos qne aqu houve.e aindn continua ha-
ver.Ao requerimento queej tioli; apreseutado
para este fim, poda razoavelmenle limitarse
loda mmlia|acsaoJ oflicial em q jan lo a esles ho-
rneas, se um natural desejo de ver adianlado o ser-
vito das obras, no qual eu meara o i* ampregar-pie,
a am natural senlimenlo de hqmanidaJe nao me ti-
vassa empurrados*m mesmu ama incumbencia
fficial para esaefim;de cuul; r conslintemenle em
primeiru lugar de que nao loase malograda esta ten-
tativa 'do governo, de promover h emiiirajao eipoa-
Uneapara esta provincia, e deiois, nao havendo um
del les especialmente disso incumbido de offerecer-
me de servir de intermedio entre olles o as autorida-
des competentes, em quonto as providencias reiom-
meodadas em favor desles individuos, e o modo de
lhe screm applicadas.
artigo, ao qual me retiro,n3o se lembra
ascua esforjoa que elle neimo em urna parle
d* aoaa* viagem presenciou, mas im de dizer qae
en os Irouxe escolhidamente, o que ello a nao pod*
Ur preseneiodo, pois que nao f ji assim.'
Nada me seria Uo fcil do iian proear este fado
aloda evidencia, iocluindo para o conliecimenlu de
\ rae. o primeiro requerimeiitirreu a respeilo desles
homens nai corle, e oulros ofD-ioi que entend por
cinsa delles deterdiriglr as anloritjides cimpe
lentes em Pernambuco, ne Para i nesla capital.
Para n3o eniolver-me cni cita^Oes fastidiosas,
permla-me Vmc. que por me o desla eu lembra ao
correspondente do Treze de Matii uni.amenle o meo
officodaladoBarra. 10 de o'ntiibro (el854,e di-
rigido ao Em. Sr. conselbeiro l'enna. que oceupa-
va naqnella data esla presideneia ; corneja este :
ThbIio a honra dr remeller a V. Exc. as relaees
nominaes dos aitifices, aoa qnajs o Em. Sr. minis-
tro do imperio, a pedido dellen, den passagem para
a Barra do Rio Negro, para <[un ponelo-se a dispo-
sifao'ile V. Exc. trabalhassem n.M obras publicas, n
Dgu mais adianle:
' tnm estas communicacfleri espero ter t lionra
d apresenlar a V. Exc. quanto escLirecimento es-
et numen aleance a respeilo da lae! professicnis-
ta* piesenlemenle chegados, a itis de os ter visto na
"obra.E concluo como sosegu:
Permilta-me V. ExcaecrescenUr, qae em-
qeanlo pude observar os presen icmenle viudos no
lempo qne eslive cora elle, dsele o din cm que em-
barcamos na corte, pens qtio com bem poucas ex-
eepe,c>es,quM todo* elles poderlo lornar-se lcii para
adhinlar as obras que V. Exe, tem inaugurido, e
constantemente promovido deudo que lomou posie
dea Ib presidencia, e que por rniio da equidade que
roconliecem em V. Exc, toda-ni provincias que go-
verDoa, b a severidade indispensavel com ho-
menspropensos de abusaren] da sai importnela,
mereimento e posisao excepciooal como ealran-
geiros, V. Exc. conseguir deles em bem do adi-
amntenlo das obras lodos os serviros, e concursos
que estao no caso de prestar.--
Suppontio que dahi bem apparecn que eu nao
pretenda ter apresentado gen:e escolhida, mm da
qual ea roe punha Dador ao Em. Si. ministro do
imperio,massim, urna junta di voluntarios, dess-
joao* de melhorar a ua aorte, empregando-se as
obras publicas desla provincia.Nem eu poda ea-
colhe-los, porque para issq en oso lirha mitaiio da
auloridade, e portanto ncnhinn con talo ou van-
t.igem para lhes offerecer.
Hes diara precisir de trab.ilhwe c uerer ir liusca-
lo o Amazonas, aonde o goveino linda necessidade
aoollr, par* ia elle* embarcavam, he para isso,
*ii "*"' !eB,ido 9ae eu rvi le intermedio entre
enes o o governo.
A v*lnn euolhtiaiMHU alea s lie odiosaella
he ibsurda,aqu na* ha o mu de allestados, qoe
(jpertnos levam dos eos pahrik, onde eslao nota-
dos entre oulros fictos, u lempo do rvico e as qna-
lincotoesque Um o individuo, o nin me eousla de
ven em qae, pause exigase um eiame do opera-
no anted|jjjrjttohra. EjB ol,rM q|le lJe>Je
c pnnierw da emfjrenjkMnlsnare e milhare de
individuos, seria Isso i ,e ,mp,ivel.
todos aqnllea qoe vieram na-
qaeJUoecHlaoitisjBoptraoAmaionasroram sem
utilidiide algoma pira o *arvi{c da* obras deeta cida-
para
u
(ojo
dos
que
sido
qu
tel
lidad
mun
Iros
de. Quas todos tem Irabilhado nellis por mais oa
menos lempo, alguns continuam al hoje a empre-
gar-se com mulla ulilidade : citare! sement o Sr,
Hass, ferreiro mecnico, qoe Irahalhando por sua
cpnla faz enlre 4 a 69por dia ; e um oulru que o
Eam.. Sr. presidente iocombio-o de urna miss.lo
confidencial junto a urna expedijao que acaba de
despachar para os campos do Rio Brinco, e que at
esla dala eslivcra como primeiro feilor, ou mes-
mo adminsfrador da olaria provincial. Oulros
uiuitos empreherieram a viagem de Lima, conflando
que anas habilidades l se achariam mais recompen-
sadas do queaqui,onde a existencia he cheiade eliili-
coldades para um estrangeiro. Alguns regressaram
Ta o Par* desanimados pela mesma eircnmslaocia.
Um foi sentenciado por ter commetlldo um roubo
jaiz reconheceu a innocencia dos outros inculpa-
__j do mesmo crime.) Comquerazao porm pre-
tende o raeu detractor impular-me alguma respon-
sabilidade neste lurlo ? Eu de cerlo nao advogarei
o crime, mas |,1o pouco nao consenlirei que se a-
ponle ao desprezo que elle merece a um homem,
" Correndo alraz de um guarda, qae fugia por ler
suspeito de um furto de 1$ da bolsa daquelle
assim se tornou delioquenleentrn no quar-
nao pedindo licenca, visto que com esta forraa-
de dava-se o lempo de escapar aoladrflo.
Explico "este fado em abono da verdade, e nao
porque um fosse Lombardo a uulro fillio desla pro-
vincia. Eslou mesmo de opioiflo que os grandes
engenhos tem isso de commum com a escoria dos
povos, que ambos nao se restriugem a urna naciona-
lidado determinada, mas pertencem igualmente ao
- -ido iuleiro, uns pela universal eslima, eosnu-
.. pela universal reprovaoao.
Aceilcm Vmcs. os protestos da alia consideraco
de quem he de Vroc. etc.
Fbiettan, conde de Rorwadowiki.
------- IIWIII
Srs. redactores.-l.en.1o o seu jornal de 9 do an-
dante, fiquei asss maravilhado por deparar o meu
nome em um requerimento de protesto feilo pelo
procurador do coronel Jos Pedro Velloso da Sil-
vejra, no qual me considera devedor da quantia de
-2:3-26J750, proveniente de urna lellra vencida em
lo de fevarciro de 1816. ,
E para que o publico respeilavel enlre uo conhe-
cimenlo da veril .ule e nao passe desapercehido se-
mclhaule procedimenlo, apresso-me a fazer a pr-
senle declararlo, francamente asseverando que na-
da devo ao Sr. coronel Jos Pedro, nao s relativa-
mente a essa teltra do Sr. Pessoa, como tambera por
transieres posteriores.
Os documeulos que aprsenlo serao mais que suf-
hcienles para calar no animo de alguera qualquer
juizo desfavoravel a meu respeilo. Com a inaercSo
deslas Indias lera Srs. redactores de agradecer-lheso
seu constante leilor.
Antonio Henriqaet de Miranda.
DOCUMENTOS.
Declaro que lenho na dala de hoje saldado to-
das as miulias contas com o Sr. Antonio lienriques
de Miranda, ficando sem vigor qualqoer titulo ou
documento que apparecer possa de dala anterior:
para constar pasaei a presente.
Jos Pedro Vellato da Sileeira.
Herie 29 de abril de 1853.
lllm. Sr. Ur. Loureneo Bezerra Cavalcanti.__
Em reaposla ao seu muito preaado favor firmado ho-
je lenho a dizer-lhe, qae n.io encontr entre meus
papis essa Idlra de Antonio lienriques de Miranda
que deu motivo a transaccao que fiz eom o Pessoa,
quando ella apparecer possa, est sem vigor como
declara o recibo de saldo de contas que passei, o
qual torno a ratificar, parece pois que nada mais
lenho a declarar a lal respeilo. Fico a seu dispor,
sou com loda a eslima e respeilo de V. S. amigo
venerador obrigadissimo subdito.
Jote Pedro k'elloio da SHveira.
i (Eslavam reconhecidos e sellados.)
*
n
um
a
alqneire
@

alqneire
PUBLICA!.\0 A PEDIDO.
lllm. Sr. dezembargador Marliniano' da Rocha
Bastos.Demudo V. 5. de presidir o tribunal de
eomraercio, os abaixo astignados, depulados do cun-
merciu e negociantes malrfculados, julgam ilo seu
dever dar um publico testemunho da plena con-
fiaba que o corpo de commercio tem depositado na
reconlierida intelligencia, reclido e prohidade de
V. S. Estas qualidades subtiainenla demonstradas
durante toda a existencia do tribunal, de que V. S.
foi insinuador, loruaram, na verdade, inesperada a
sua exonera;ao. mas serao sempre causa da nosaa
perfeua eslima e alto concedo da pessoa de V. S.
Recife 10 de julho de 1855.JoSo Pinto de Le-
mos.Jos Antonio Bastos.Luiz Antonio de Si-
queira.Jo3o Ignacio de Medeiros He*o.Manoel
tioncalves da SilvaL. Leconte Feron mes Crablree & CBasto <5 Lemos.Jos Teileira
Basto*.Manoel Ignacio de Oliveira.Vinva Amo-
rim & Filho. Tasso Irmoa. Henry Uibson.
Fox Brolhers.Barroca & Giro. Francisco Go-
mes de Oliveira.Manoel da Silva Santo.Paln
Nash (J[ CArauaga & Brvan. N. O. Bieber ^
CAmoriru Irmaos & CManoel Joaquim Ra-
mos e Silva, etc. ele.
COMMERCIO.
PRAGA DO RECfFETC-DE-tH4I0 AS 3
JJORAS DA TARDE.
Colare olHeiae.
Hoje nio hoaverSo cotires.
aLFANUEGA.
Rendimenlo do dia 2 a 14. .
dem do dia 16".....
157:8504178
8:280578.1
166:I30J96I
Detearregam hoje 17 it-julho.
Barca inglezaCorrido mercaderas.
Barca ingleza^Confew of Zellanddem.
Brigne ingle/Lord Haringcarvao.
l'alaaliajmeTicanoSci/flHaT3rinlLi.it*. hia- ^r
Hiate brnsileiroAmeliafumo charutos.
CONSULADO GERAL.
Rendimento,dodia2al*..... 11:5533607
dem do dia t6...... 1:1549600
15:7089207
IMVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo d>i dia 2 a 11..... t;104ft899
dem do di 16....... OHpsjtjQ
1:1149499
Esportacno'.
Lisboa, patacho portuguez Brilhanlen, de 156 to-
neladas, condu/io o seguinlc : :K>4 volumes com
11,177 medidas de mel, 1,561 saceos com 7,820 ar-
robas de assucar.
RECEBEDORIA DE BE.NDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 2 a 11.....17:6439103
dem do dia 16.......1:7239097
19:3679000
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimeniodo dia 2 a 14.
dem do dia 16
29:576*310
1:544-2M
31:1209551
PAUTA
ios preeot correntet do aetucar, algodiio, t mais
teneros do paiz, que te despachan na meta do
consulado de Pernambuco, na temana de 16
a 21 de julho de 1855.
Assucar em caitas bramo 1.qualidade
Sb 2."
mase.........
bar. e sic. braneo. ......
a o mascavado .....
i) refinado..........
Algodao em pluma de 1." qualidade
2.* B
3.
b em enroco.........

em enroca. ,
Espirito de agurdenle......ranada
Agurdente cachaca........
a de eanna.......
redilada .........
do reino .....
Genebra >........
" ........"i?. .
Licor ..........
........
Arroz pilado duas robas
o em casca.......
Azeile de mamona......
mendoliim e de coco
- de pcixe.......
Cacau .............
Ave araras .......
papagaios .......
Bolachas .,........,
Biscoilos............
Caf bom............
resslollio..........
com casta.........
muido...........
Carne secca .'.......
Cocos com casca........
-haralos bons.........
ordinarios......
regala e primor .
Cera de carnauba.......
em vela?".....
Cobre novo mao d'ohra
Couros de-hoi silgados.....
verde...........
a espisdos.......
de 0115,1..........
" a cabra corlidos.....
Docede calda........... n
goiaba..........
secco ...,,.,..... > 9400
. B
caada
... botija
. c.mada
garrafa
um alqueira
. B
caada
n
B

urna
um

))
I
i*
>
B
a
cenlo

B

B
*
B
B
9
9
9
| 29600
19800
39200
69600
69200
59800
19650
9700
9470
9180
So
9700
9480
240
9-580
9210
49600
19600
9600
19760
19280
59000
109000
39OOO
79000
89960
49500
39000
3500
69400
49500
39840
1400
9600
29200
II9OOO
13JOO0
9160
187X
9140
9200
159000
9240
9200
9160
alq.

b jalea ......
Eslpa uacioual........
b eslrangeira, mao d'obra
Espauadores grandes......
pequeos.....
Firinha de mandioca.....
B b inilhn.......
b ararula ......
Feijao.............
Fumo bom..........
b ordinario........
em folha bom......
ordinario .
b reslolho ......
Ipeeacuanha ..........
Gomma ........
Gcngihre.........
Leuha de adas grandes......cenlo
b pequeas..... n
b b b toros....... o
Prauchas de amarello de 2 coslados urna
b a louro. *.......
Costado de amarello de 35 a 40 p. de
c. e 2 ,',' a 3 de I..... b
de dilo usuae........ ,.
Costadiuho de dilo........ ,..
Soalho do dilo...........
Ferro de dilo...........
Costado de louro.........
Cosladinho de dilo........ .
Soalho de dito ........... 0
Forro de dilo...........
B redro..........
Toros do latajuba......
Varas de pnrreira......
b b aguilhadas........ B
s quiris.......... B
Em obras rod.-is de sicupira para c. par
b eixos b
.............. caada
....... alqueiru
....... urna
9320
19280
I9OOO
29OOO
I9OOO
19600
29OOO
39500
59000
89000
39OOO'
79000
49000
39000
409000
39OOO
19500
29400
9900
109000
I69OOO
79000
. quintal
duzia
Melaeo
Milho............,\
Pedra de amolar.......
n filtrar........
b b rcbolos.......
Puntas de boi.........
Piassava...........k
Sola ou vaqueta......'. .
Sebo em rama.........
Pelles de carneiro.......
Salsa parrilba.........
Tapioca............
L'nhas de boi ........
Sabao .............
Esleirs de perneri......
Vinagre pipa .*.......'.
Calieras de cachimbo de barro
258000
109000
99000
69O00
49000
69000
59200
39200
29200
39000
192K0
19600
1.5920
19280
449000
209000
9300
19600
9610
69OOO
9800
49OOO
93-20
29200
5C2U0
920
189000
4-5000
9210
9120
9160
309000
mheiro 59OOO
cenlo
molho
meio

urna
cento

urna
MOVIMENTO DO PORTO.
Xatioi entrados no dia 16.
Para e porlos intermediosII diasj vapor brasileiro
Imperatriz, commandante o 1. lente A. C.
de Brito.. Passageiros para esta provincia, l)r.
Jonquim de Paolo P. de Lacerda e 1 criado, alfe
rr Joao Baplisla do Reg Barros, sua senhorae 2
escravo, Flix Peres, W. Grainger. Ficou de
qiiarenlenaspor ti diag. Segum para 0 sol : Dr.
Marcos Pereira de Salles e I criado, capitao Jo-
vencio Manoel Cabral de Menjzeaesna familia,
Dr. Candido Jos de Figueiredo e 1 escravo, ce-'
piaoCInudino Angelo Caslello Braneo e sua fa-
milia, alteres Segundino Filafianno de M. c Silva,
Joao Francisco Lisboa e sna familia, Sebaslilo Jo-
s da Silva Quiutanilhi e 4 escravo. Follearpo
Franaisco de Vasconcellos c 1 criado, Joao Forrea-
ra deCouto Menezes e 1 criado, Antonio Joaquim
da Rocha, Manoel Mara Pere, Joao de Araujo
Cosa e 1 escravo, Adolphe Broi, William Buc-
kley, Chrialopli* Hoir, JooRibeiro Guimaraes,
Francisco Odas Caslello, Francisco Porl, 21 re-
crulas para o axereilo, ditos para marinha e
98 esersvos a entregar.
Liaboa31 dias, patacho brasileiro eiConstanciao,
de 152 toneladas, capito Jos Joaquim Pereira,
equipagem 13, carga sal e mais gneros ; a Bistos
& Lemos.
Liverpool12 dias, barca ingleza ctConotess of Ze-
tlanda, de 326 toneladas, capillo J. H. Horniball,
eqnipagem 16, carga fazendas e mais gneros; a
Jame Ryder & Companhia. Conduz 1 passageiro.
Fundeou no lameirao.
Terra Nova51 das, brigue inalez PallasB, de 172
toneladas, capitn Charles Auny, equipagem 10,
carga baealhuo ; a Me. Calmont & Companhia.
Colinguiba1 dias, patacho brasileiro Ventura
Feliz, de 114 toneladas, capillo Marcelino Jos
de Bilancourl, equipagem 12, carga assucar ; a
Schramm Whately A Companhia.
Rio de Janeiro 9 dias, brigue hesonhol nJoa-
qnimsr-ate 248 toneladas, capillo Heraldo Orla,
equipagen\13, em laslro ; Aranaga & Bryan.
Ballimore4aVdias, brigue americano eillelen, de
lili lonelada^|i)iia* John Claypoole, equipagem
10, carga farir^^T"*igo e mais gneros ; a ilen-
ry Forsler & "ln.i.
Rio de Janeiro 'as, barca portugueza Flor de
1 toneladas, caplijo Jos Fran-
ujuagem 19, em lastro : a Car-
S. SimaodO'i
cisco Carnei'
valho i\ Irmaos.
agen
EDITAES
Pela adminislr.ir.io da mesa do conialado se
fax publico que no dia 21 do crreme a urna hora
da larde, se bao de arrematar em hasta publica a
porta d> mesma 15 arroba e 25 libras de algoej.lo
de primeira qunlidade, a 59800 rs. a arroba, e 16
arrobas e 8 libras de terceira qualidade, a 59000 a
arroba, (0t.1I 1725781 rs. apprchendido por dolo, a
Leonardo Pacheco Coulo, pelo feilor conferenle des-
la maja Jos Aflonso Ferreira. Mesa do consulado
do Pernambuco 16 de julho de 1855.O adminis-
trador loao Xavier Carneiro da Cunha.
O Dr. Anselmo Francisco Ferclli, commendadur dn
imperial ordem d* Rosa, o juiz de dircito especial
do commercio desta cidade do Recife de Pernam-
buco, por S. M. I. e C etc.
Fajo saber aos qoe a presente caria virara, em
como Manoel Pereira Magalhaes, fizora ao med au-
lecessor a pelir.io do theor segninte :
Diz Manoel Pereira Magalhaes, morador nesla ci-
dade, que desejando evitar a preacnpr.lo das ledras
conslanlesda relasao junta, vero reqnerer a V. S. se
digne mandar lomar por termo sen protesto, e inti-
jna-lo ios sopplic.idos seas devedores, alira de ficar
inlerrompida a prescripso na forma do artigo 453
3. do cdigo criminal,a porque don dos menciona-
dos na mesma relarao Jos Baplisla Magalhaes e Ma-
noel Correa Tclles moram foia da comarca em lu-
gar que o upplicanle Ignora, requer a V. S. que
indinados os mais admita o supplicanto provar a
ausencia delles e incerteza do lugar de suas mora-
das ; e provado quanto baste se julgue por senlen-
Sa, ese passe caria de edilos com o prazo de 30
dias, afim de serem intimados os dous referidos au-
sentes do protesto do suppticante.
Pede ao lllm. Sr. Dr. juiz de direito da primeira
vara do commercio delerimento, E R. Me.__Ma-
noel Pereira Magalhaes.
E mais se nao conlinlia em dla pclir.io, na quil o
meu antecessor dera o despacho segoinle.
Dislribuida ; como requer. Recife 26 do jnnlio
de 1855. Silva Guimaraes. A Santos. Oli-
veira.
E mais se So continlia em ilili pelillo e despa-
cho, em virtude do qual'o escrivao lavrou o termo
do theor seguinle :
Aos 26 d junho de 1855 nesta cidade do Recife,
permite mun e as leslemunhas abaixo assiguadas dis-
so Manoel Pereira Magalhaes, uue proteslava na for-
ma declarada em san pelirao rplro contra Francisco
Xavier da Silva Mendonsa e outros constantes da
relasao junta, e de como diste e protslou na for-
ma da dita peliso relro, qne fiea sendo parle do
prsenle assignou eom as leslemunhas abaixo decla-
radas. Eu Joaquim Jos Pereira dos Santos, es-
crivao o escrevi. Manoel Pereira Mugalhae.
Miguel Archnnjo Fernandos Vianna. oaquim de
Albuquerque Mello.
Depois do que se ve a replica do theor se-
gninte :
lllm. Sr. Dr. juiz do commercio. Diz o suppli-
canle que da ultima certido consta estar ausente o
supplicado Juso Romao Goncalves Muniz, pelo que
vem requerer a V. S, admita o anpplicanle provar
on justificar lambem a ausencia dcste supplicado, a-
fim de ser citado por edilos. E R. Me-Manuel
Pereira Magalhaes.
Deferido. Recife 2 de julho de 1855.Silva Gui-
mariles.
Depois do que so v a relasao dos devedores, na
qual se acham os uomes dos devedores seguintes :
Manoel Correa Tulles, urna lelra aceita por elle e
garanlida por Francisco Xavier da Silva Mendonca,
da quantia de 479010, vencida em 15 de oovemhro
de 1835 ; urna diU, aceita por Jos BapUlaMa"a-
Ihaes, da qoanlia da 1:2719120, ven- JMlo 1. de
julho de 1844 ; urna dita, aceita por Jos Romao
Gonsalve Muniz, da quanlia de 6009, vencida em
17dejanhodel850.
E mai* se nflo condola em ludo aqui transcripto
etendu usupplicanle prodazido suas lestemaiihas,
sendo os lulos conclusos ao meu antecessor, deu a
senlenca do (licor segoinle :
Julgo por senlensn e castas a juslificaso II,, e
mando que se proceda a cits.1o e eelilal requerido.
Recit 7 de julho le 1855.Custodio Manoel da Sil-
va CnimarBes. *
E mais se nao continha em dita senlenca aqui
transcripta. Em virlude do que o escrivao que esla
snbscrcven, mandn passar a presente caria de edi-
lorcom u prazo de 30 dias, pelo qual e seu Ihesme
chama e intima, e hei por intimados aos supplicados
devedores a oseles cima declarados, de lodo o con-
tedo na peticSo, replica e termo de protesto cima
transcripto, pelo que loda e qualquer pessoa, p-
renles ou amigos des ditos soppticndos os pdenlo
fazer sciente do que cima fica etposlo. E o por-
leiro do juizo afiliar a prsenle nos lugares do cos-
lume, e ser publicada pala imprenta.
Bada e passada nesla cidade do Recife de Per-
mVtm -
nambuco aos 14 do ialho de 1855. Ea Francisco
Ignacio de Torres Bandeira. escrivao inlerino o
lubscrevi.Anselmo Franeitco PerretU.
O Ilim. Sr. inspector di (hesouraria provin-
cial, em cumprimunto da ordem do Eim. Sr. pre-
sidente da provincia, manda convidar aos conse-
nbores da casa n. 16 da ra ao Livramenlo, abaixo
mencionados, a eolregarem na mesma thesouraria
no prazo de 30 dias, a contar do dia dajprimeia'pu-
blicasao do prseme, a importancia da* quotas com
que devem enlrar para o calramenlo da mesma ca-
sa, conforme o disposto na lei provincial n. 350.
Adverlindo que a falta da enlrega voluntaria, ser
punida cem o duplo das referidas quotas, na confor-
mlelade do ert. 6. elo regulamenlo de 22 de duzem-
bro de 1854. .
Barlholomeo Francisco de Souza. 169560
Herdeiros de Jos Pereira Lagos 259980
Antonio Joaquim dos Sanios Andrade 329610
7$9150
E para constar se roandoa afiliar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
huco 10 de julho de 1855. O secretario,
Antonio ferreira da AnnunciacOo.
O lllm.' Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cum'priraonto da ordem do Exm. Sr. presi-
ente da provincia de 2 do crrenle, manda fazer
publico,que no da 2 de agosto prximo vindnuro,pe-
rnote a junta da fa/emla da mesma Ihesouraria se
ha de arrematar a quem por menos fizer a obra do
14. lanso da estrada do sal, avahada em 16:5009000
A arrem.1t.1clo ser feila na forma da lei provin-
cial n. 313 de 15 de maio de 1854, e sob as clausu-
las especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que so propozerem a esta arrcraai arao,
coraparesam na sala das sessOes da mesma junta,
no dia acuna declarado pelo meio dia competente-
mente habilitadas.
E paraconslar se mandou afiliar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 7 de julho de 1855.O secretario,
A. F. d'AnnunciacSo.
Clausulas especiaes para a arrematarlo.
1.a Asnhras do 14 lanso da estrada do sal fir-se-
I1.10 de conformidade com o orr.unento, plaa e
penis approYados pela directora em conselho e ap-
preseulados 1 approvaso do Eira. Sr. presidente
da provincia na importancia de 16:5009000,
2. O arrematante dar principio as obras no prazo
de um mez, e as concluir no de 11 mezes ambos
contados na forma do artigo 31 da lei provincial n.
286.
3. O pagamento da importancia da arretnalaso
verificar-se-ha em 4 preslasoes iguaes, cuja Ulli-
uia ser paga na occasio da entrega definitiva, e as
outras corresponde-ron a cada terso das obras.
4. Melade do pessoaUmpregado na obra ser de
irabalhadores livre.
5. O prazo de responsabilidade ser de um anno
durante o qual o arrematante ser obrig'ado a man-
Icr a estrada em perfeilo estado de conservasao.
6. Para ludo o que nao se achar determinado
as presentes clausulas,ucm no orrainenlo leguir-se-*
ha o que dispoe a respeilo a le n. 286.
ConformeO secretario, Antonio F. d'Annun-
ciarSo.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. pre-
sdeme da pruviocia .de 2 do corrente, manda
fazer publico, que no dia 2 de agoslo proxinu vin-
douro, permite a junta da fa/eiida da ine.iiia Ihesou-
raria se ha de arrematar, a quem por menos fizer, a
obra do 2. lanso da estrada de Muribeca, aValiada
.em 10:0109000.
A arremataran ser feila na forma da le provin-
cial n. 343 de 15 de maio do anno lindo, e sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremr.tar.lo,
compacer.ini na sala das sesses da nicsmi junta, no
dia cima declarado pelo meio dia competentemente
habilitadas.
E para constar se mandn afiliar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario. ,
.Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 7 de julho de 1855. O secretarlo, Antonio
Ferreira da Annunciac.ao.
Clausulas especiaes para a arrematacio.
1.a As obras do 2. lanso da ramificarao da estra-
da de Muribeca fnr-se-hao d conformidade com o
enrmenlo e perlis npprovados pela directora em
conselho e apresenlados a approvae;ao do Eim. Sr.
presidente da provincia, na importancia de .........
10:0109000 n.
2.> O arrematante dar nrjncipio as olirai no
prazo de um mez, e dever cunc)ui-his no de oilo
metes, ambos contados pela forma do art. 31 da lei
o. 286.
?.a O pagamento da importancia da arreGoalasao
realizar-se-haem;4 preslases iguaes eojaallinuseii
paga depois da entrega definitiva e as outras corres-
pondern a cada terso das obras do lanso.
4.a O prazo da responsabilidade ser de urn anno,
ficandu durante case prazo o arrematante obrigado a
conservar o lanso sempre em bom estado.
5.a Melad* *do pessoal da obra ser do genle
livre.
6.a Para tudo o que nao s achar previsto nns pre-
sentes clausulas, nem no nrcamento, seguirae-ha o
que djspoe a rcsi eilo a lei o. 286.
Conforme.O secretario, A. F. d'AnnunciacSo.
O lllm. Sr. inspector da thesonrara provin-
cial de Perpambuco, em cumprimenlo da ordem do
Exc. Sr. presidente da provincia de 5 do crrente,
manda fazer publico que no dia 26 do mesmo, pe-
mnie a junta de fazenda da mesma Iheaooraria, se
ha de arrematar, a quem por menos fizer.a obra dos
concert da pqnle da villa de lguarasa, viliada
em 4409OOO rs.
A arrematasao ser feila oa forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio do anno lindo, e sob as
clausulas especiaes abaixo copiada*.
_A pessoas que se propozerem a esla arrematasao
compareram na sala das sessOes da mesma junta 00
dia cima declarado pelo' mel dia cumpelenlemen-
le habilitad**.
E para constar se mandou afiliar o prsenle e pu-
blicar pelDiario. *
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 7 de jalho de 1855.
O secretarlo,
Antonio Ferreira da, Annunciar'to.
Clausulas especiaes para a arremataco.
1. As obras para os^Jreparos da ponte di viHa de
Igunrassii, ser-So feilas de conformidad* com oorca-
menlo, approvnlo pela directortla em conselho, e
apresentado a approvasito do Exm. Sr. presidente
da provincia, imporliudo na quanlia de 4409000 n.
2.a Estas obras principiarao no prazo de 15 diase
findarflo no de 3 metes, ambos contado* como deter-
mina lei provincial n. 286.
3.* O pagamento desta arrematarn ser feilo em
urna s prestaran, quando todas as obras esliverem
concluidos, e recebida definitivamente pela reparli-
rilo das obras publicas.
4.a Para ludo o mais que nao estiver mencionado
nestas clausulas, seguir-se-ha o que determina a lei
cima citada.
Conforme. O secrolario, Antonio Ferreira
d'Annitnciac.So.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria provincial,
em cumprimenlo da resolnran da junla da fazenda,
manda fazer publico, que a obra dos reparos precisos
a casa da cmara municipal e cadeia da cidade (Hui-
da, vai novamenlo a prara no dia 26 do corrente.
E para eonstai se mandou afiixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretara da Ihesouraria provincial de Pernam-
Iibco, 7 de julho de 1855.
O secretario.
Antonio Ferreira d'Annunctaco.
DECLARACOES
CORREIO GERAL.
As malas que eleve condnzir o vapor Imperatriz
para os. porlos do sul, principiam-se a Techar hoje
(17) as 11 horas da manhan, e depojs de*sa hora nl
o momento de lacrar, recebem-se correspondencias
com o porle duplo : os jornaes devero achar-se no
correio 3 horas antes.
Circular. Secretara dos negocio eatrangeiios.
Londresfi de janho d* 1855.
lllm. Sr. O imperial ministerio do negocios es-
trnngeiros em San Pelershuri;o, recentemenle publi-
cou um relalorio, allegando ser copia de urna com-
muuicaejao, feila pelo capitao H'alson, da nao de S.
M. Imperiense, as autoridades russianas, no porto
do Bltico, n'uma clausula, da qual o capitao Wat-
son he allegado de ter nulificado e que estrangeiros,
a islo he, navios neutraes, que naquella occniao se
achavam ora qualquer porto do Bltico, poderiam
* e_gair destino, somonte em lastrooa com carga que
nao fosse propriedade russianaa: e de cuju relato-
rio da referida nutillcasao, feilo pelo capilSa Wat-
son, o Imperial ministerio dos negocios esirungeiro
colliga, e publica, como aviso aos neutraes, a Infe-
rencia qae o governo britnico nbandooou o prin-
cipio proclamado o auno passado por Sua Mlgestsde
na sua declaraeao VS8 de maio ultimo, qae Sna
a Mlgestade renuncian 0 direito de apprehens3o de
a propriedade inimiga, carrgada a bordo do navio
a neutral, salvo que seja contrabando de guerra, b
N'um oolro paragrapho do relalorio do impe-
rial ministerio dos- negocios estrangeiros, capito
Walsoo, he representado ler declarado em resposla
pergunla, se ou no 01 navios neutraes por elle per-
mitlido seguir deslino de porto Bltico, depois do es-
tabeleciraenlo do bloqueio, em laslro ou com carga,
teriaro a liberdade de seguir viagem sem risco de
serem deudos por qualquer dos cruzeiros de Sua-BIn-
gcslade, qoe uo mar podessem encontrar ; que elle
sobre si nio portera tomar esta responsabilidade,
pois que o almirante commandando a esqoadra bri-
tnica, de futuro daria ou nao oulras orden*.
O governo de Sua Magestade, nio sorprendido que
urna lal publicaso da parle do imperial ministerio
dos negocios estrangeiros em San Petenburgo, Uves-
se causado alguma inquietarlo aos poderes neutraes,
que razoavelmenle nao poderiam suppor que o im-
perial governo da Hussia, osar ia do espediente de
represenlar falsamente a nolificaco feila s autori-
dades russianas sobre am ponto to interessante ao
commercio dos estado em harmona com a Ruasia.
Felizmente em abono da verdade,e pelo alivio dos
poderes neulraes do emhaniro que 1*1 representa-
rlo, publicnda pelo imperial ministerio dos negocios
estrangeiros pollera ocrasionar a nao Imperiense,
acha-se no momento presente no porto de Porls-
moulh, tendo sido obrigado a voltar para Inglater-
ra, afim de renovar os prejuizos por elle recbidos,
pelo seuabalroamento com um oulro navio de Sua
Magesla le no Kallico. 11 governo de Sua Magesta-
de tem lido por conseguinte occasio de communi-
car directamente com o capitao Watson, e de saber
delle exactamente o que se passou no momento em
queslao : e os poderes 'neulraes saberan que o im-
perial governo da Ruasia, publicou face do mando
inteiro, como verdade, urna representaran, qoe lau-
to como a inferencia que dahi o imperial governo
cnlligio he em lodo e por lodo sem fundamento.
Em respeilo a primeira parle, islo he, a prohibi-
S3o allegada aos neutraes, de exportar produelo rur-
siano de qualquer porto qoe te cha bloqueado pe-
los cruzeiro de Sua Magestade, rapitao Watson,
apresenlou permite o governo de Sua Magesladc,
um caria coro data do 1. do.corrente mez, do l-
enlo Dekantzow, do nao Imperiense, oflicial ein-
pregado pelo capitao Walson, para communiear
com as autoridades russianas no porto Bltico, que
diz o segoinle : ec porto e carregados com producto rossianu, (cen-
11 teio e genebra) foram permittidos, e na realidade
1 seguiram os seus respectivos destino. O governa-
11 dor me pergunlon, se on nao eu podarla prnmel-
ee ler que elles jamis soriam molestado, em respos-
ei la lhe disse que a proclamaban de Sua Magestade
ee era moi clara e concisa, e que* seguirla a ritca, e
ce 11.1 cventualidade de serem capturados, seriam jul-
ee gadus pelolribunaLjdoAlmirantado. a
Em quanto a segunda parle que diz,qne o capitao
Walson recuson compromelter-se que navios por el-
le permillidos sahlr do porto Bltico, n.1n fossem na
sua viagem molestados, o mesmo oflicial lenle De-
kanlizow afllrma : ei qae o governaeler lhe pedio li-
censa para quatro barcos de pesca, sem roberas,
ee afim de elles procedercm para Riga, e qae dc-
pois de haver feito saber ao capillo Watson o
ei mesmo, assim como os nomes e carga* do* respec-
ee livo navios neulraes surtos em porlo, qoe elle
ee Coi o portador da licenca para elles procederem, e
11 na mesma occasio lhe informou que mo liavia
a inienran do molestar nem a villa, nem os barco
a de pesca, porm, qae o capitao Watson, nao poda
garantir, que barcos daquelle lote, nunca seriam
11 molestados, visto que se sperava o commandante
a em ch-efe, e esto poderla expedir novas ordena.
O governo de Sua Magestade Brilannica recusa
fazer qualquer commenlo sobre a resolur.lo deste
negocio lomada pelo imperial governo da Russia, e
smenle vos ordena que dar a maior publicdade a
esle offico, no paiz que rezidis.
Do V- S. muilo aliento venerador. Assignado,
Cforendon.
Ao lllm. Sr. B. Augustos Cowper,cnsul de S.
M. Brilannica de Pernambaco.
RELACO OS INFRACrORES A'S POSTURAS
ML'MCI l'AES DE OLINDA, NA CORRIDA DO
DIA30 DE JUNHO P. P.,
Varadouro.
Manoel Marques de Oliveiraiueurso po arl. 32,
por ser encontrado com vinagra falsificado com mis-
tura, e ceblas podres; multado em 89000 rs.
dem.
BJoao Franeitco Pinloiueurso no art. 33, por ler
lerno de medida de folha incompleto; multado
S 29OOO r.
dem.
Joao Baplisla de Macedoinrurso uo art. 32, por
ser encontrado com caf rooido falsificado com mis-
tara; multado em 89OOO rs.
dem.
Jos Nones de Paulaiueurso no art. 31, por ter
o peso de libra com 3 yi oitavas de menos, e de
quarta com menos 2 ) oilavas; multado em 309000
ris.
dem.
Jos Francisco Pereira de Fontesincurso no art.
31, por ler o peso de 4 libras eom 6 oilavas de me-
nos, e o de 2 libras com menos 2 oilavas; multado
eir ""\9000. Incurso no artigo 32, por ser encontra-
u .-com vinagre falsificado com mistura; multado em
89OOO. Incurso no arl. 33, por ler dona- ternos de
medidas de folha incompletos ; multado em 29OOO
ris,
Ladeira, do Varadoaro.,
Jusc Barbosa de Souzaiueurso no arl. 31. por
ter o peto de 8 libras fallando 21 oilavas; o d 2 li-
bra com 8 oilavas de menos; o de libra fallando 4
oilavas, e o de mela libra cora menos 4 oitavas; mul-
tado em 309000. Incurso no arl. 33, por ter oe ter-
nos de medidas de folha, e de peo incompletos; mul-
tado em 29000 rs.
Ra de S. Benlo.
Jeronymo Francisco da Cunhaincurso 00 art.
31, por ler o peso de libra fallando 4 oitavas; mul-
tado em 309000; incurso no art. 32, por ser encon-
trado com caf msido falsificado com mistara; mul-
tado era 89000 rs.
Pateo de S. Pedro Apostlo.
Antonio Silveira Linsincurso no arl. 31, por ler
o peso de 8 libras fallando 4 oilavas, o de 4 libras
com menos 6 oitavas, o de 2 libras faltando 4 oita-
vas, o de libra faltando 2 oilavas, o de meia libra
com menos 2 oitavas, e o do quarta com 1 ;, oita-
vas de menos; multado em 309000 rs.
Ra de M Jibias Ferreira..
Manoel Joaquim Botelhoocurso no arl. 31, por
ler o peso de 8 libras faltando 8 oitavas, o do 4 libras
com 4 oitavas de menos, e o de meia quarta fallan-
do 2 oilavas; multado em 309000 rs; incurso no art.
33, por ter am lerno de medidas de folha incomple-
to; mullado env 29000 rs.
dem.
Antonio Ferreira da Silvaincurso no art. 31, por
Ur o peso de meia libra com urna oilava da menos;
multado em 3O9OOO.
Quatro cantos. *_ ,
Joio Francisco da Coala, incurso uo art. 33, por
ter um ternode medidas de folln incompleto; mu-
lado em 2*000 rs.
dem.
Jos de Barros Cavalcanliincurso no arl. 33,
por ler os temo de medidas de folha Incampletos;
multado em 29OOO H.
dem.
Antonio Joa do S Araujoincurso no art. 31,
por ter o peso de 4 libras failaudo 8 oitavas, e o de
2 libras lambem com 8 oitavas de menos; mullado
em 3O9OOO. Incurso 00 arl. 33, por ler temo de
medidas de folha incompletos; mullado em 29OOO
ris.
dem.
Loiz Jos Piulo da Costaincurso no art. 31. por
ter o peso de 8 libras faltando 32 oilavas; o de 4 li-
bras faltando 4 oilavas, o de 2 libras com 3 oilava
de menos, o de libra failaudo 4 oilavas, o de quarta
com 2 oilavas de menos, e o de meia quarta Tallando
2 oitavas; multado em 309000 rs.
dem.
Antonio Gonsalve Pereiraincurso no arl. 31,
por ler o peso de 4 libras fallando 3 oilavas, eo de 2
libras com menos 2 oitavas; multado em 309000;
incurso no art. 32, por ser encontrado com vinagre
falsificado com mistura, e bacalho e fumo completa,
mente corrompidos e arruinados; mullado era 89OOO
rs; incurso no art. 33, por ler os ternos de medidas
de folha e de pao incompletos; mullado em 290O0
ris.
Subdelegacia da freguezia da S do Olinda 2 de
julho de 1855.O subdelegado supplenle, Salvador
lienriques de Albuquerque.
Na conformidade da requisito feita
nesta data pelo conselho de direccao do
Banco de Pernambuco, he convocada a as-
semble'a geral dossenhores accionistas, pa-
ra reunio ordinaria no da 51 do corren-
te, a 11 horas da manhaa, para levar-se a
effeito o disposto no art. 30 dos respectivos
estatutos.Recife 1* de julho de 185*
lia rao de Cama r ag be, presiden *r
Bernardo Galvfio Alcoforj'1-
cretario.
Era vis a do disposto na ultima parle do aviso
da repartirse da marinha de 19 de junho ltima-
mente fiado. Irantmillldo por copia a esla reparti-
SSo pelo Eim. Sr. presidente da provincia rom o
offico de 9 d > corrente mez, mandando que as ca-
pitanas dos nortos sejam alistados oa pilotos de car-
la, faz publi :o o Ilim. Sr. capitao rio porlo que os
lstente bita provincia elvenlo apresentar-se-
Ihe pera um til fim o mais breve possivel, sendo la-
do isto (ante) mais neeaesario quanto que pelo coo-
Irario, nJo aarjoder dar eiecosSo a providencia
conlida na piimeira parle do citado aviso, para pre-
ferirem nos embarques quelles nao tendo carta.
Capitana do porlo de Pernambaco em 12 de ju-
lho de 1855.O secretario, Alexandre Rodrigues
dos Anjot.
Pela admiuislrasio dos eilsbelecimenl de ca-
ndado se faz publico os inquilinos das rasas que
foram doavlat mesma administrado pela Sra. D.
Joaquina Mara Vianna, -que tendo de ir praca
por arrendainiilu de um anno, nenhum dos meamos
inquilinos pjenlo lanzar sem que se moalrem achar-
se quites, e os que se acharem a dever podera ir pa-
gar ao lliesoi.reiro da administrado, islo ante do
dia marcado para a praja, que (era lugar quinia-fei-
ra, 19 do corrente.
Acha-se appreheudido por esta subdelegacia
um ravalio por furtado : quem for seu dono compa-
resa munido do documentos, que mostr ser sua pro-
priedade, que lhe ser entregue. Subdelegacia da
rreguezia da Vanea 14 de jalho de 1855.O subde-
legado, Francisco Joaquim Machado.
BANCO E PERNAMBUCO.
O Banco de Pernambuco sacca sobre
a praca da Bahia, e contina a tomar
lettras sobre a (Jo Rio de Janeiro. Ban-
co de Pernambuco 25 de junho de 1855.
7-0 secretario da direcqo, Joao Ignacio
de Medeiros Reg.
Nao tendo comparecido alguem no dia 9 do
crrenle mez propoudo-se ao fornecimento de cal
prela precisa i esla rep.irlic.lo para as suos obras,
nao obstante o convite no annuncio ou declaraeao
com dala de 2 lambem do corrente mez, manda o
lllm. Sr. inspector fazer publico, que o dilo forne-
cimjrato podo anda ser contratado, precedidas as
necessarias propnstas, com quem se aprsente nesta
secretaria fazendo-o com mais vanlagens para a fazen-
da. O mesmo lllm. Sr. inspector manda anda fazer
publico, qoe admitlirpessoa* livresnesta repartido
servindo na qualidade de serventes com o ,ornal de
.20rs. e I9O8O, quando empregados no. trabalho ae
sul do Heeife.lospeciori do arsenal de marinha
de Pernambuco em 13 de julho de 1855.O secre-
tario, Alejandre Rodrigues dos Anjos.
PUBLICACA^LITTERARIA.
Acha-se venda o pendi de Theori-i e Frail-
ea do Proceso Civil feilo pelo Dr. Francisco de Pau
la Baplisla. Esta obra, alora de una itilroducr,i0
sobre as aerees e eiccpses em geral, trata do pro-
cesso civel comparado com o eoromercial, eontra
a Iheora sobre a applicaso da causa julgmla, e ou-
lras doulrinas luminosas-: vende-se un reamente
na luja de Manoel Jos Leite, na ma do Quei-
mado n. 10, a 69 cada ejemplar rubricado pelo
autor.
AVISOS MARTIMOS
Real Companhia de Paquetes Inglezes a
Vapor.
No dia 22
deste mez es-
pera-ve do sul
o vapir. Acn,
o qual depois
da demora do
custume segui-
r para a Eu-
ropa: para pas-
sageiros, etc.,
r.ta-se com os agentes Adamsou llowie & C, na
ruado Trapiche Novo o. 42.
PARA O RIO DE JANEIRO.
O brigue escuna MARA seguir' em
pouco dias para aquelle-porto, por ter
a maior parte de seu carregamento en-
gajado : para o resto da carga e escravos
a rete, trata-se com os consignatarios
Machado & Pinheiro, no largo daAssem-
blea n. 12.
RIO 1>E JANEIRO.
O brigue nacional FIRMA, capitao Ma-
noel de Freitas Vctor, segu para o Rio
de Janeiro nestes dias. por ter quasi. seu
carregamento completo, pode ain da rece-
ber algutnas mittdezas e escravosi a rete
para osquaes tem bons commodos: trata-
se com Novaes & C, ra do Trapiche
n. 34. V
PARA O PORTO. V
A barca portugueza ei Santa Cruza, (eiiule sajhir
com loda a hrevidade, por, ler parle'do carrrgarptn-
lo prompto : quem na mesma quizer cn egarlfS r
de passagem pode enlender-se eom os eonslgoalarius
oa ra do Vigarto n. 11 ou com o capitao a bordo.
Para a Bahia,
o hiate Noro Olinda sahe breve por ler o seu carre-
gamento quasi prompto; paia o retanle, trata-se
com Tasso Irmaos.
Segn para a Parahiha por ler a rraior parle
do seu carregamento prompto, a hareaea Carolina*:
para o restante poderao entender-se com o eoretji-
sigoaiario, na ra da Cadeia Velha, lo ja de ferra-
gena n. 56.
-O brigue nacional FIRMA segu para
o Rio de Janeiro, quarta-feira 18 do cor-
rente : para escravos a rete e passageiros,
para os ciuaestein excellentes coinmodo,
trata-seiom Novaes & Companhia, ra do
Trapiche n. 5V, ou com o capitao na pra-
ca do Commercio.
BAHA.
Segu com muita bfevidnd, o hiate
nacional AMELIA : para carga e passa-
geiros, trata-se com Novaes & Companhia,
rita do Trapiehe n. 3i, oatjcom o mestre
no trapiche do algodao.
LEILOES.
O agente Brja, por ordem di adniInsrcelo
da massa fMida de Ricardo Roj le, tara leiUfo em
seu armaicm, na ra do Collegio n, 15, dos objeclos
perlencentes mesma massa, coosisndo em cartei-
ras de am; relio para escriplorio, ha vane o enlre el-
las urna eicellent para 4 pessoas, secretarias, guar-
da-papis, guarela-roupas, commodas. estantes para
livros, metas grandes e pequeas, cadeir.is, lavato-
rios, uo) grande balcSo envernisado e oulras moilas
obras de marcineiria, ele, urna ptima machina de
copiar carta*, um escolente cofre de brome, varios
olijeclos de escriplorio, urna grande quaiitidade de
livros divo -sot, ama porsao de ronpa feila, e outros
muito objeclos, que se acharao palenlea no mesmo
armazem : quinta-teira, 14 do correte, us 10 horas
em ponto, .
O agente Borja far leilao em sea armazem, na
ra do Collegio n. 15, de urna grande quanlidade de
objeclos de differenles qualidades, como li*m, obras
de marcineiria, novas c usadas, obras de curo e pra-
ti, relogios diversos, loucase vidros, quinquilheras,
o oulros muilos objeclos, ele, ele, que se acharao
patentes : seita-feira, 20 do corrente, a 10 horas.
O agenle Borja por aotorisaco do lllm. Sr.
Dr. juiz de urphaos, requerimento ds Jos Joa-
quim Dias remandes, iuventarianle dos bensdo fl-
uido Manoel Jos de Araujo Machado, far leilao
em prsenla do dilo juiz, dos movis perlencentes
aosorphaoi, coosisndo em ama ptima mobilia de
Jacaranda com pedn, espelhos, riquissimos qaidros
com excellentes estampas, vasos de porcelana, vi-
dros, urna grande mesa elstica, louri.s o outros
muilos objeclos, osquaes se acharao palete no dia
do leilao : quarla-feira, 18 do corrente, as 10 horas,
no largo di Assembla n. 12, segundo andar.
LEILA'O.
Novaes & Companhia faro leilao, quar-
ta-feira 18 do corrente, por conta e risco
dequem pertencer, de 10 barris com vi-
nho tinto, 20 barris com dito braneo de
Lisboa, 10 canastras com allios, e urna
porc&o de reste&s de ditos : del'ronte da
porta dualfandega, aomeio-dia.
AVISOS DIVERSOS
Regiment de cnstas.
Sabio a luz o regiment das cutitas judi-
ciaes, annotado com os avisos que o alte-
rara m : vende-se a 500 res, na ''
n. 6 e 8 da praca da Ind*~
' IA!4
Fran-1-
O SOCIALISMO.
Pelo giiwal Abras a
Acaba de publicar-e esla niereaunte obra, qne
rala de socialismo chritlao, e lambem da guerra do
Oriente com loda a historia religiosa e poltica at
as confereicias de Vienn.
Os senhores os seut eiemplare* daquellas pessoas a quem tiveram
a bondade de assignar. Conliiiua aliarla as'anigr.iu-
i al o fim do corrente mez de julho, -2JIO00 cada
eiemplar, no escriplorio do Diario de Pernambuco
Erara da Indepeodeticia, na foja de livros do Sn.
.cardo de Freitas & C, esquina da ra do Colle-
gio ; na lo jas do Sr. Joi Moreira Lepes, ra do
Queimado casa amarell* ; do So. Siqueira & Pe-
reira, Amonio Francisco Pereira e Brekenfeld, ra
do Crespo ; do Sr. Loiz Anlonio de Siqueira, roa
da Cadeia do Recife; e evo easa do autor, j en-
quadernada. paleo do Collegio casa amarella no 1.*
andar ; assim como as m3os da mesma pessoas,
que ale agir tem lido a bondade de genciarem *-
signaturas Findo o prsenle mez, vender-se-ha
cada um eiemplar avulso a 3 r*.
FUJDICAO!
Na fundico de Jos Baplisla Braga, na ruaHova
n. 38, fnnie-se teda a qnalidade de obra de bronze
e lalao, assim como faz-se qualquer obra tendente a
laloero e funileiro com loda a perfeiejo preso
commodo.
l'rec sa-se de um menino de dad* de 12 a 14
aunos, para caiieiro de taberna, nreferindose por-
luguez on de fra da provincia, dando fiador a ana
conducta r a tratar na ra ojo Pilar n. 9-2, taberna.
Deseja-se saber aonde eiisfe o Sr. Manoel da
Silva Vaz Seixas para seu inters* : ni foja n. 3 dts
4 porta*, prniima ao arco de Santo Antonio.
Preca-se alugar um ama que saiba cozinhar
e fazer todo o mais servio de cata : na roa Direita
n. 86, segundo andar.
Precia-se engajar corneta para o tarso do
seilo bala! hilo da guarda nacional, assim como am
mestre paia dirigir o-metmo : qo-m quizer, dirja-
te ao major Jo mesmo balalhao, no pateo da Paz,
freguezia dos Afogados.
(Juera precisar de urna ama para coser, engom-
mar e cozinhar, dirija-se i povoaejo do Mooleiro,
defronte do oitao da igreja, quetchar com quem
Iratar.
Precisa-sede a m caiieiro de 12 a 16 anuos de
idade. e q je leuha alguma pratica de taberna : na
la dos Marlyrto, taberna.
Hem-ique G. Slepple remelle"para Earopa o
seu filho Augusto C. Slepple, cidadSo brasileiro, de
idade 10 anuos. '^,
Quera preciar de urna pessoa que sabe perfei-
l.iniente rtfinar asquear, dirja-w i-ra da Senzala
Nova n. 4, ou annuneie.
Alu::a-se orna casi terrea, tila na Soledide n-
27, com mraodo para pequea familia, por 91000
mensacs: a Iralar qyi roa da Aurora n. -JAj, primei-
ro andar)
Precisase de um homem nacional ou estran'
eiro, man que seja de inUira capacidade, para ser"
vir de criado a om scuhor ela engeoho, lrata.se bem:
quem pre euder, pode dirigir-te ao pateo da matriz
de Santo Antonio, casa de am andar u. 2.
Grande "sala de barbeiro.
Anlonio Barbosa de Barro*, com tala de barbeiro
na ra da Cruz do Kecife n. 62, primeiro andar, fax
sciente ao respeilavel publico que lm de barbear,
cortar afelios e sangrar com toda a perfeicao, lim-
pa denles, queiraa, chamba com a varoadeira massa
adamanli ia, dn qual recebeu proiimamente viuda
de Frans grande porsao, e vende os fraaauinho por
preso conroodo ; assim coin entina com* ella he
appiicada para conservar sempre os dente* na cdrnalur.il. Tambero tem am grande deposito da
bichas ele llamburgo, as qnaes vende em porc*lo, ,a
retalho, aluga 1 menor porsao que o freguz quaira,
e quando seja preciso elle mesmo.as vai appticar ;
assim como tu lo mais que cima fica dito, piis ba-
rato do que em outra qualquer parle. -
Ha"endo oabaiio, assignado como procurador
de Manoel Anlonio Teiieira anouaciido que Ber-
nardino Fraiicisco de Azevedo Caanaet, nio poda
dispor da heransa de Manoel Antonio Teiieira, da
quem he o dilo Campos lostamenteiro, declara que
fica de nenhum elleilo o dito annuncio, e qae de
minlia parle nao ha obstculo alguru acerca da dra
heranca, vislo ter desistido do direito qae liaba seu
constituidle dita heransa.
Migutt Jas Barboza Guimmret.
TRIBtTO DE GRATIDAO'.
O primeiro cadete Franca, eavalieirotda ordem da
Rosa, leudo, por ordem do governo d*la provincia,'
do retirarse para a capital dojmperio [Rio de Ja-
neiro) muito agradece aos Sn. coronel Jos saVoir-
doSalgu'iro, Antonio da Silva Gustnao Jnior e
Loureos Jutlinianno da Kaclia Ferreira, todas as
suas dedicadas protecc&es.
O abaixo assigaado deixou de ser cai-
xetro dos 9rs Novaes 4 Companhia.Re-
cife 16 julho de 1855.Mathes Ferrei-
ra Franco.
O arrematante do imposto de 20 por
cento sobre o consumo de*aguardente do
municipio do Recife, avisa pei*v segunda,
vez a tiados os contribuinte do dito im-
posto, que at agora nao toem pago, o fa-
cam por todo este mez, na r-ua das Laran-
geiras n. 18, e com especialtdade o de
S. Lourencp, Caxanga', Estrada^ova,
Afogaclo, Giquia', Barro-Vermelho", Ti*
gipi, S* Amaro de JaooaUto, e todos o*
mais da freguezia'de Muribeca ; do con-
trario se proceder' executivamente.
No acriptorio de Vicenle Ferreira da Costa, rea
da Madre de Ueo, eiistem carta para os Sra.: Ao-
gusto A lolinario dos Santos Siqueira, Jos Narciso
Camello, Barlboloniea Francisco da Souza, Jos Ro-
drigue Je Carvalho, Antonia do Reg Lhna, los
Ferreira da Silva Cincinato Mavignier Lopes
Gama.
Prsejsa-sc de sul caiieiro que tenha pratica
de taberna e qu* saiba ler^e terevet: na ral da
I.ingoet 1 d\ 5.
Piectsa-se alagar unta prela para-o sarviso de
urna casi le penca familia, e que enlenda de vende7
na roa ; assim como precisa-se alagar om* caca ter-
rea no biirr de Sanio Anlonio que tenhu quintal a
commodo para familia : quem estes aitjectos tiver
aononcie.
> Manoel Abres Guerra Jnior embarca para a
Europa t*u Slho de nome Manoel, idade 13 anno*.
Ersaboa-e e eogomma-se roupa com toda a
perfeisau e seguranza : na Soledade para o Maogai-
nho, casi do Machado, lado esquerdo.
Antonio Joaquim Rebello .Basto,
estabeleeido no paleo do Terso n. 11, vendo aeu ne-
me no IHario de 4 elo corrente como ausente, e de-
vedor ae Sr. Vicente Ferreira da Costa da quantia da
1949314, declara moi positivamente que nada devo
a este se ihor, e pede-Ihe haja de publicar per este
jornal o motivo qae deu cansa a esle debito, e muito
soadmiri o aununcianle do Sr. Vicente Ferreira da
Costa lar- o rrabalho de justificar em juizo a sua
ausencia, qoando todos os dias nos avistamos, salvo
se o patio do Terso h* lugar nao sabido para o Sr.
Vicente Ferreira da Costa.
Baiilio Alvares de Miranda VareiSo, como ad-
ministrador de sua inullier 1). Carolina Josephina
Porcia de Mendonsa. herdeira universal do senhor
ou patrono do barbeiro Antonio da Trndade, ali
Paes, fallecido ha pouco mais de am mez, vem pelo
present protestar, como protestado lera nos respec-
tivss mos, haver de quem arrematar as casas e ala-
guis da heransa do dilo Trindade, que sem motivo
plausivel, te nao a preleito de podar seguir ruina
pela conservasao deltas, pjz em praca o juizo de or-
phflos, escrivao Vasooncellos, contra os interesses d
annuuciaole, que se habilita pelo mesmo juizo.
Suxta-feira, 20 do corrente, ao meto dva, 6-
pois da audiencia do lllm. Sr. Dr. juiz de direito da
primeii* vara doeivel, e na sala respectiva dos au-
ditorios, ir prasa a qoem mais dar, por arrema-
tSSo, a casa n. 1, sila na prasa da Boa-Vitta, ava-
hada por :(XXlao00, requerimento de Gregaria da
Silva Rago, porte* bastante procurador nesla cida-
de, para cumnrimento de leslamenlo.
H 'je. 17, as Ifrhoras, na tala da* aadiencias,
depois ele linda a do Sr. Dr. juiz da ausentes, se ka*
de arrematar elua casas terreas, sitas na toa Bella,
urna de n. 8 com 1 palmo* e meio de frente, 80 de
fundo, quintal murado, cacimba tneeir* ; oulra de
n. 10 com 20 palmo e meio de frente, 80 de funde,
quintal murado, cacimba meeira, ambae emento*
foreiros ; um obrado de om andar, sil* na ma Im-
perial n; 92 com 34 palmos de frente, 69 de fundo,
e mais !52 para quintal, avaliado em 3:0009000, a
easa dei. 8 em t :0009000, a de n. 10 em 8509000,
e urna eterava, tudo perleneente ae finado Antonio
da Trindade : os pretendentes podem lanzar era
receioa.gum porque a rels*o nao lomeo coaheci-
mento do aggravo cue interpz Basirio Alvares do
Miran ji VareiSo do despacho do Sr. Dr. juiz d"> -
senles, que mandou por em prasa os b'
islo na sisslodo dia 14.
T. Krn vii a Eur-
raso ao Sr. C. I ^
- O
.-
\
m.
\
c.


-
DIARIO DE PERnilUCBO TERCA FEIRA 17 DE JULHOOEI855
=
!
i


Companhia Pernainhucana.de navegarn
coscara,
O consellio de direccSc convida sos Sis. aecionis-
las da mesma einpreza a effeilaarem al o da :11
>Io correle me roas ICi por cenlo otra o valor
las arpies que sobtcreviir.ini ; e o ocalregado do
recebimenloa he o Sr. F. Coulun, di roa da Cruz
B. 26.
Quem precisar alujar urr> escravo |irlo para o
kerviro da ca* o 111:1. OU para qualquei arwaicm,
capazia, trapiche e prensa, dirjase a q'ialquer ho-
ra do da rua da Solodads, que segu pira o Man-
liainho, no sitie des 4 leOi.-s, qoi achara coro quero
tratar.
Ofitrece-ae nm rapta briisibiir para "i",'"1
de cubiauea da quaiquer lisa d; imsroco leolro del-
ta prasa : quero preeisar dirjase a roa do Caldei-
reiro u. 5i, das 6 horas da ina ihita as 1(1.
Joaquim Jos Oas Pireira declara, que tendo
arrematado era leillo de'. de ualio prximo passado
todas as dividas activas que deviam a Antonio da
Casta Ferreira Estfalla, com taberna na. roa da Ca-
ileia do Itccife, convida a lodos os eedoresdodi(o
Kstreila, lauto da praca como ilo mallo, para que
venaos pagar su ao annuu :inli! cm a naior pres-
teza possivel, afim de evitareni maiore .despenas,
pois prometi ter toda conlemplacSo com os que fo-
rero mais promplos dosmics pi gameoloi, podendo
para isao dirigir-se ao aanuiiciaule, nu (aterro da
Itoa-Vista, loja n. 14.
<*>
BDTBTi
Paulo Gaignoui, de ulisla francez, eslabele
8cido na ra larga do '(tosari n. 36, segnudo' 9
andar, colloca denlescom gevgivasartificiaes,
e dentadura completa, ou parte dalla, coro a
< presso de ar. 9
ft99999999999999999999
Francisco Antonio Coelbo, proprie-
tario do Hotel Francisco, oiFerece o mes-
mo estabelecirrento de amitos annos,
acreditado ne$ta cidadea quem o preten-
der comprar com todos ot; perterlces, a di-
nheiro a vista ou a firazo com lettras ga-
rantidas : os pretendentijs podem diri-
gir-fe ao mencionado proprietario, ou ao
escriptorio do Sr. Francisco Gomes de
Oliveira, ra da Cade a do Recite n. 62.
Precisa-se de uro preto rooc,o e rain vicios,
paral o servido de ama casa le familia,- paga-se bem:
quero o tiver e quizer alonar, annuucie ou dirija-se
a esta lypographia, que se lhe-iiir com quem deve
tratar.
Preciaa-se|de om caiieiro que teolia bastante
pratica de taberna e que jiS fiador a sua conducta :
na ra das Cinco Fontal, labtrn n. 93.
lim rapaz qoe se aelia arromadoflerece-se
para caiieiroderua ou de cabranca, mesa para al-
gnm seaner qae receba assucar do mallo, para o que
tero omita pratica, e da. fiador a ana conduela: quem
do sen presumo se quizer uliliaar, annuncie.
S Preeisa-se" de orna ana para casa de ama se-
ora viuva ; emS. Jos do Maogoinho, ero casa do
lenle Brilo.
Aluga-ie orna prela iiiuito fiel e sadia, que sa-
be perfeitamente engommar, cozinhar e (azer lodo
o servido de casa: aa ru; Nova n. 18, segando
andar. *
Na raa da Madre de Cieos u. 36, priroeiro an-
dar, precisa-sc de officiaes de alfaiate de obra gran-
de e miada.
Aluga-se orna grande tasa terrea coro sitio, na
roa da Soledade : a tratar no M.inguiuho, sitio da
viuva Herculano.
Atten: ao.
Pergonta-se a administradlo do patrimonio dos or-
phios e orphaas o motivo por qoe llamos m prin-
cipio do mno.finaoceiro de I i~> a 1856 e nao poz em
praca o fornteimeulo dos imdieainentos para tro L-
menlo dos mesmos orphlos !' Corr sua resposla roe-
Ihor st esclarecer a mesma adminislrac,ao e ao pu-
blico.O amigo da caridaile.
99999999399- 9-99 9999999
S HOMPITIII*. i
9 Remedios ellicacis .mos contra as 9
febres interecuttentes. 2-
Granito sorlimento de crteiras de hoiniro- 5
9 palhia muilo em conta.
9 ) oncade tintura a esrolhei'. 19000 9
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O Dr. P..A. Lobo Moscozo d conaullas homeopathicas lodos o das aos pobres, desde 9 hora o*a
maulia aleo meio dia, e em rasos extraordinarios a quaiquer boradodia ou noitc.
Oflencc-se Igualmente para pralicar quaiquer operarn de eirnrgia. e acudir pr'omptamehte a quai-
quer roullier que esteja al de parlo, e cujascircunstancias nao permitlam pagar ao medico.
NO COHTORII) D DR. P. L LOBO I0SC0Z0.
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VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual completo de meddicina bomcopaihica do Dr. G. H. Jahr, traduzido em por
taguoz pelo Dr. Moscozo, quatro volumes encadernados ero dous e acompanhado de
om diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, ele, ele....., -209000
Esla obra, a mais irn porta n le de todas as que tra qneronlm abase fundamental d'esla doulrinaA PATHOCENESIAOU EFFEITOS DOS JMEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SAUDEconhecimenlos que nao podem dispensar as pes-
soas que se querem dedicar pralica da verdadeira medicina, interessa a todos os medios que quizerem
experimentar a rlonlrina de Hahncmann, e por si mesmos se convencerem da verdade d'ella: a lodos os
farendeiros e senhores de engenho que esiaolonge dos recursos dos mdicos: a lodosos capitesde navio,
qce ama ou outra vez nao podem dcixar de acudir a qualqoer incommodo sen ou de seus tripulantes:
a lodos os pais de familia que por circumstancias, que nam sempre podem ser prevenidas, sao obriga-
dos a prestar in continenti os primeiros soccorros em suas enfermidades.
O vade-roecum do homeopalha on lnducc.no da medicina domestica do Dr. Hering,
obra tamhem ulil i pessoas que se dedicam ao estado da homeopalhia, um volu-
me grande, acompanhado do diccionario do termos de medicina...... 10JO00
O diccionario do termos de medicina, cirurgia, anatoma, ele, etc., encardenado. 35 Sem verdadeiros e bAn preparados medicamentos nao se pode dar om passo seguro na pratica da
homeopalhia, e o proprietario desle estabelecimento se lisongeia de le-lo o mais bem montado possivel e
oinsuem dovida boje da grande soperioridade dos seus medicamentos.
Bolicas a i tubos grandes. ..'..,...............
Botica de '24 medicamentos em glbulos, a 109, 12$ e 15JOO0 rs.
Dilas 36 ditos a............ ......
Dita 48 dilo a..................
Ditas 60 ditos J...............
Ditas 144 ditos a..................
Tubos avulsos......... ..........'.....
Frascos de meia onca de lindura..................
Ditos de verdadeira lindura a rnica.................
Na mesma casa ha sempre venda graode nomero de tobos de crystal- de diverso tmannos,
vidros para medicamentos, e aprompla-se quaiquer encommenda de medicamentos com toda a brevida-
de e por precos muito commodos..
89OOO
209000
2.59000
308000
609000
lKHI
29000
29OIIO
Massa adamantina.
Roa do Rosario 36, segundo andar, Panlo Gni-
gnoux, dentista francez, chumba os denles com a
massa adamantina. Eaaanova e maravilhosa com-
posicSo lem a vanlagem de encher sem pressao dolo-
rosa (odas as anfractuosidades do dente, adqairindo
em poucos asanles solidez igual a da pedra mais
dura, e per mirle restaurar os denles mais estraga-
do com a forma e a cor primitiva.
9
99999999999-9 il-9 9999999
AUga-53 o primeiro andar Ja roa da Cadeia
do Recifen. 47 por I29OOO iiensaes: a tratar por
baiio, na loja de Maooel Ferreira de S.
Na madrugada de quinta para ei|a-fcira des-
ta semina (13 de jullio) foi roabadita botica da pra-
ra da Boa-Vista n. 6, e levaram os ladroes o segua-
te : 6O9OOOem dinheiro, 1 relojio deoaroiabo-
nclc, patente suisso, sem vidro, 1 cartei'ra de algi-
beira bastaitle velha, muito mida das Iracas, e den-
tro della 5 Miras e I obr'nrarSo, as quaes ferain
sacadas pelo, fallecido Adrin Jos dos Santos, ej
pagas pelo- amiunciaiite qn.ilquei pessoa .1 qaem
for oflerecido dilo relogio ou loobenlo presente rou-
bm e o denunciar na prara gratificado com generosidade, pois ha grande inte-
rasso eaa deijtaUir o ladrSo.
lgnac'o Jos do Coulo.
TRATAMENTO HOMOPATHICO.
Preservatico e curativo
DO CHOLERA MORBUS,
PELOS DRS
._Z3.H9^m.f.JBjali: HS J/&.XSRR
ou inslrucva ao povu parara poder curar desta enfermidade, adminislrando os remedios mais efficazes
paralalha-la, ernquanloajpecorre ao medico, nu mesmo para cura-la independenle desle nos lugares
ero que na) o ha. .
TKADLZIDO EM PORTUGUEZ PELO DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
Estes doos oposculos contenas indicacea mais claras e precisas, so pela.'sua simples e concisaex posi-
Qo esta ao alcance de todas as intelligencias, nab s pelo qoe diz respeilo aos meies curativos, como prin-
cipalmente aus preservativos que lem dado os mais satisfaclorios resultados em toda a parle em que
el les tein sido postos em pralica.
Sendo o tralamenlo homeopathico o nico que lem dado grandes resollados no curativo desla horri-
vel enfermidade, jolgamos a proposito Iraduzir estes dous importantes opsculos em lingoa verncu-
la, |para defl'arte facilitar a sua leitura a quem ignore o francs.
Vende-se nicamente no Consultorio du traductor, roa Nova n. 52, por 29000 rs.
999999999-999999999
Os abaixo assignados fazem sciente ao res- 9
1 peilavel publico, que compraram a padaria
que foi da viuva do fallecido Cario, sila no
9 largo de N. Senhoru do Terco ou Cinco I'on-
9 las. os qnaes prometlem a lodos aquel les senho-
9 res loe Ihes fizerem a honra de comprar o ex-
9 cellenle pao, bolacha fina, biscollo, falias,
9 bolacliinas de aramia, de os servir com as me-
9 lhores farinhas que lionver no mercado, as-
9 sim como a sua bolacha grande lie firmada
,'IIBHCACAIV DO INSTITUTO H0- [ |aSeTt^S^^eSn
IE0PATHIC0 DO BRASIL. [ 9 a concurrencia tan.o de ,eu, amigos, como
THESOURO HOMEOPATHICO f g ^Sirt^tZ^VCA*
OU Ef 9_ flioero & Piulo.
VADE-MECUM DO I
HOMEOPATHA. I
Methodo conciso, claro e seguro de cu- I
rar homeopathicamcnle lodo as molestias .
que af/'igem a especie humana, e parti-
cularmente aquellas que rtinam no Bra- \
til, redigido sesundo os melhores trata-
dos de homeopalhia, lano europeos como '
americanos, c segundo a propria experi- |
encia, pelo Dr. Sabino Olegario I.udgera
Pinliu. Esla obra he hoje recouhecida co- 1
mo a melhor de todas qae tralam daappli- (
cacjlo homeopalhica no curativo das mo-
lestias. Os curiosos, principalmente, nao i
podem dar um passo seguro sem possui-la e
consulta -la. Os pais de familias, os senho-
res de engenho, sacerdotes, viajantes, ca-
pies de navios, serlanejos ele. ele, devem
je-la a inflo para occorrer promplamenle a
Siialquer caso de molestia,
oas volomes em brochura por 10J000
s encadernados 119000
Vendr-se unicamenle em casa do aulor,
ra de Sanio Amaro n. 6. (Mundo No-
vo).
deia do
alugar um molequu : na rua da Ca-
n. 10, loja. _____ _______
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, roa do Collegio n. 2,
vende-se um compliito sorlimento
de lamidas, linas c. grossas, por
presos mais baixos do que em ou-
tra quaiquer parte, lanto em por-
coes, domo a retalho, amanendo-
os compradores um s pre;o
para 'todos : este ettabjecimento
ahrio-se' de combi.iiaro com a
maior,purte das csate comirierciaes
inglezas, rancczas, allen.aas e suis-
sa, para vender fazeidai mais exn
conta do que se tem ''end ido, epor
isto ofi'erecendo elle maiores Tan-
ta geni doque outro quaiquer ; o
proprietario deste iitipoitante -
tablecimento convida a' todos 0$
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' l>em dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, rb arma:m c;a rua do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Roli
FARINHA DE MANDIOCA.
Vendi-se superior furinlia de mandioca
em suecas que tem um alqueire, medida
velha por i)$000 reis: nos armazens ns.
3,5 e7, e no atmzeiudelronte da porta da
alfandefja, ou a tratarro escriptorio de
Novaes &Companliia na ruado Trapiche
n. 3i, primeiro andar.
TALnERES PAUA MENINOS.
Na ruada Cadeia do Reciten. 15, loja
do Bourgai'd, vendem-sc fallieres de osso e
marim para meninos, e rolao hambur-
guez em garrafas.
Na rua da Cruz 11. 26 primeiro an-
dar, vende-se o excedente vinho de Cham-
pagne, chegado ltimamente de Franca,
e por muito commodo prero, que s se
dir' aocqmprador.
Vende-se urna bonita escrava boa
quitandeira, de idade 25 a 27 annos:
quem precisar dirija-se a rua Augusta
n. 52.
Vende-se o bom e bem arredilado rap Jolo
Paolo Cprdeiro da fabrica do Rio de Janeiro ; rap
este bem aceito pela sua composr,4lo e assemelhar-se
ao de Lisboa pelo seu bom aroma agradavel ; ven-
de-se de "i libras para cima,no deposilo geral da rua
da Cruz do Kecil>, casa n. i~, e em libra e a reta-
lho, as lojasseguintes : rua da Crut do Recife,
Fortunato Cardoso de Couvea ; na rua da Cadeia do
Recite, Jos Gomes Leal, Jos Forluuato da Silva
Porto, Thomaz Fernandes da Cunha, Manuel Joa-
quim de Oliveira ; becco da Cacimba, Antonio Ra-
mos ; rua do Crespo, Joaquim Heuriqie da Silva -.
rua do Queimadn, Magalhes & Silva, Teixeira &
Souza ; rua Direila, Jos Viclor da Silva Pimeotel;
paleo do Carmo. Antonio Joaquim Ferreira de Sou-
za ; raa larga do Rosario, Viuva Das Fernandes,
Manoel Jos Lopes, Barros & Irmo ; aterro da
Boa-Vista, Joaquim Jos Das Pereira, Jos Yiclor
da Silva Pimeotel.
" Vende-se urna laberna na rna da Senzala Ve-
lha u. 15, a dinheiro ou a prazo, sendo pessoa capaz
e sendo a dinheiro i vista o comprador far melhor
negocio coro a dila laberna : a tratar na mesma ; e
lambem se vende doce de caj' secco a 500 rs. a li-
bra, em hcelas ou as libras, como convier ao com-
prador.
Vende-se urna eslribaria detronle de S. Fran-
cisco : a Iratar na rua da Guia, laberna b. 9.
Vende-se 1 mesa grande que serve para quai-
quer senhor advogado, t par de bancas, 1 commoda,
1 cama de armario, grande, I par de nttngasde vi-
dro com seus cas(ic.aes, 1 mesa de meio de sala, ludo
usado, c 1 niarqutza: a tratar na rua Direila n. 16,
on deronle n. 3, lenda de marcineiro.
Sal do Ass:
a bordo do liiale Anglica, a tratar com Antonio
Joaquim Seve, na rua da Cadeia do Recite n. 49,
primeiro andar.
f Jg, A 480 rs. o covado.
Alpaca prela de cordo, tazenda cncorpada e bo-
nita, propria para calcas, aquetas, nalilns e oolras
obras: na rua do Queiroado, loja n. 21.
WlflWtBCfgttifMJtt-
g^M**M*A^5(]
2J500.
Vendem-se corles de Uazioba de cores,
fazendas modernas de cores lixas.
Alpacas de seda de quadros e lizas furia-
cores, propriaspara vellidos de senliora a 500 ;
rs. o covado. !
Chitas fina francezas de cores fixas a 240 !
rs. cada covado.
Caisas e camhraias de cores coto habadoi e i
flores coloridas, a 40 rs. cada 'covado.
Chales de caxemira.de urna so cor, a 59000 j
rs. cada um.
Su rua do Crespo, loja amarrlla n. 4.
Na
Vende-se urna escrava crioula, mota, com ha-
bilidades, bem como um boi manso e urna carrosa
para o mesmo, ludo novo e em perfeilo estado : na
roa da Crnz do Recife n. 56. na imprensa.
Vende-se oleo de amendoa doce, em lalas di
8, 4 e 2 libras, velas de espermicele verdadeiro, de
6 em libra, ludo a preco commodo j na rua do Tra-
piche n. 36, escriptorio de Malhers Austin & Com-
panhia.
Vcnde-se um rooinbo mnilo bom para relar
milho : na rua da Cruz do Recife, casa n. 17, se-
gundo andar.
st a sabir a luz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
eXtratiido de ruoff e boen-
ninghausen e outros,
poslo em ordem alphabelieit, com a descrip^o
lbreviada.de todas a molestias, a indicarlo plnsio-
logica e therapeotica de lodos os medicamento ho-
meopathiros, seu lempo de aerflo e concordancia.
ssalixjtVrde um diccionario da significaijao de todos
os termo de medicina e Cirurgia, e-posto ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DR. A. .1. DE MELLO M0R.4ES.
Subscreve-ie para esta obra no consultorio horneo,
pathico do Dr. LOBO MOSCOZO, rua Nova n. 50-
primeiro andnr, por 59000 em brochura, e 6&000
eneadornado.
m.
PU6LICACA'0 C9ROGRAPHICA.
Esta' a' yenda na livraria classica 11. 2,
no ptiteo do Collegio, a obra intitulada^
Breve Noticia Corograpliica do Imperio
de Brasil, escripia em 185); e roga-se
aos 8rs. assignantes que tenliam a bon-
dade de mandar buscar os seus ejempla-
res, no armazem deleilOes da rua do Col-
legio D. 15-
'--MIH
MOKPHiA 8
c outras doenqas da pelle.
Tratam-e com especialidale ai affecQes _
(ll pelle, particularmente a niorplia.' #
lo consuullorio homsopatliico do Dr. Ca- 9
sanova, rua das Cruzes o. 28.
Aos pobres Irata-se de graoi.
O Dr. Ribeiro, medico pila cnivenidadede
Cambridge, contina a residir na ruaca Crnz do Re-
cite a. 49, 2. andar, onde pcxi e ser procurado a
qualqoer hora, e convida aos po;>res para consallas
gratis, o mesmo os visita quaodn as ci cumslancias o
exijaro, faz especialidade daa molesli.is do olhos e
'OUVdOH.
O abaixo assignado, prolesaor particnlar ?ro-
visiooado de primeiras ledras, laudou a sua iresi-
dencia da freguezia da Boa V sta para a de Santo
Antonio, rna da Concordia, onde pialeude cinli-
nuar no seu ministerio, e est |)rpraplo a receber
-Iquer alumno, nao s interno como externo, que
ntilisaf de ten presumo, Padre Clwnaz
'"tna de Jess Migalhet.
.14.
-". em casa
Cal..

O Dr. Sabino Olegario Lndgero" Pinho,
mudou-se do palacete da roa de S. Francis-
co n. 66A, para o sobrado de dous anda-
resn.fi, ruada Santo Amaro, (mundo novo.)
O abaixo assignado, dono da loja de
charutos da rua.larga do Rosario n. 52,
pede as pessoas que se acham a dever con-
tas atrasadas, que hajam de as ir pagai
com a mesma vontade com que se lhe
iou; pois na falta serao chamadas por
este DIARIO para assimofazerem.Joasjfc
quim Bernardo dos Reis.
O escripturario da Companhia de
Beberibe acnando-se habilitado a comprar
e vender ccoes da mesma Companhia, pf-
ferece-se as pessoas que quizerem com-
prar e vender, a dirigir-se ao escriptorio,
na rua Nova, sobrado n. 7.
Precisa-se alugar urna boa casa tor-
tea, no bairro de Santo Antonio, da'-se
bom fiador ou page-se alguns mezes adi-
antado, e trata-se bem da casa: quem ti-
ver annuncie para ser procurado.
Antopio Barbosa de Barros, com sala dQjbar
beiro nu rea da Crnz n. b-2, 1. andar, limpa dq^s
queima echuinln com massa adamantina, e vende
os frasquinhot por preco commodo, assim como eo-
sina como ella he applicada.
Constando ao abaixo assignado que
Manoel Duarte Ferrao tem dito a algumas
pessoas que he seu sogro, apressa-se em
declarar que isso he urna falsidade revol-
tante; porquanto a raulher do dito Fer-
rao apenas foi ama de creacao da finada
mulher do abaixo assignado, e somenle
casada ha dous annos para tres com o
mesmo Ferrao.-Silverio Barrozo de Car-
valho.
Roga-se ao Sr. Gaspar da Silva Leile Guima-
res, de Barreiros, e ao >r. Manoel Pacheco de Mel-
lo, de Gamela de Barra Grande, o'favor de appare-
eerem na rua do Queiroado, loja de miadezas n. 33,
a negocio do seus ioleresss.
precisa-se alagar urna ama para casa de pouca
familia : na rua do Hospicio n. 34. ,_
No pateo do Hospital n. 9, vendem-se
cajs de primeira sorte a80.rs.
Ao madamismo.
Na rua do Qoeimado n. 19, vendem-se alpacas de
seda, as mais modernas que tem vindo ao mercado,
pelo barato proco de 720 rs. o covado.
A boa fama
Vendem-se charuteiras de diversas qoalidades,
pelo baralissimo prego de 160 rs. cada urna : na roa
do Queimado, loja denriudezas da Boa Fama n. 33.
COMPRAS.
INFORMAgO'ES OU RELACO'ES
SEMESTRES.
Na livrarla n. 6 e 8 da praca da In-
dependencia, vende-se relacoes semes-
traes por preco commodo, e querendo res-
mas vnde-se anda mais em conta.
Novos livros de homeopalhia uefrancez, obras
todas de summ 1 importancia :
Uahnemann, Uatado das moleslias chronicas, 4 vo- a0 gr. Gustavo Jos do Reg
lumes.............20000
Teste, rrolestias dos meninos
Compra-se urna escrava que seja
moca, intelligente, Sadia e sem vicios,
embora nenhuma habilidade tenha : ia
tratar-seno sobrado d rua do Pilar n.
82.
Compra-se nma boa cabra (bicho) qae tenha
bstanle leile : na roa da Aurora, casa nova junio a
69000
Hering, homeopalhia domestica..... 7|000
Jahr, pharmacnpa homeopalhica. 63000
Jahr, novo manual, 4 volumes .... 16IJ000
Jahr, moleslias nervosas....... 69000
Jahr, molestias da pelle....... 89000
Rapou, historia da homeopalhia, 2 volumes I69OOO
Uarlhmann, tratado completo das moleslias
dos meninos.......... lOgOOr,
A Teste, materia medica homeopalhica. 89OOO
De Fayolle, doulrina medica homeopathica 79000
Clnica de Staoneli....... 69OOO
Casting, verdade da homeopalhia. 49OOO
Diccionario de Nysten....... 109000
Atllascomplel de aoaloraia com bellas es-
tampas coloridas, conlendo a descrip;ao
de lodas as parles do corpo humano.. 300000
vedem-se lodos estes livros no consultorio homeopa-
thico do Dr. Lobo Mostoso, raa Nova n. 50 pri-
meiro andar.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que mudou a sua aula para a rua do Ran-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eexternos desde ja' por m-
dico preco como he publico: quem se
quizer ulisar de seu pequeo prestimo o
pode procurar no segundo andar da refe-
rida oua a' quaiquer hora dos das uteis.
EDOCACA'O DAS FILHAS.
Entre aobras do grande Fenelon, arcebispo de
Cambray, merece mui particular menciie otratado
daeducacHo das meninasno qual esle virtuoso
prelado ensina como asmis devem educar suas fi-
llias.para, um dia chegarem a occapar o sublime
lugar de mii de familia ; torna-se por lano urna
necessidade para lodas as pessoas qoe desejam gui-
a-la no verdadeirocaminho da vida, lisia a refe-
rida obra (raduzida em porlugnez, e vende-So na
livraria da prajn da Independencia n. 6 e 8, pelo
diminuto preco de 800 rs.
O Dr. Jotro Honorio Bezerra de Me-
nezes mudou a sua residencia da rua
Nova, para a rua da Aurora sobrado n.
" que faz esquina com o aterro d Boa-
't,I continua a exercer asna pro-

Compram-se acones deBeberibe : 'na rua lar-
ga do Rosario n. ;10, segundo andar.
COMPRA-SE
(oda a qaalidade de metal velho, menos ferro : na
rua Nova n. 38, de fronte da igreja da Couceigao dos
Miliiares, loja de funilciro.
VENDAS.
A 5$000 rs. o corte de vestido.
Linda fazenda de vistosos quadros, intitulada Va-
lachia: na rua do Queimado, loja n. 21.
Vende-se urna prela moca, crlonl, que sabe
fazer lodos os arranjos de casa de familia, sendo para
fra da> Ierra : na distilacao por traz da igreja de
Santa Rita. s '
' Vendem-se xarope de todas as qualidades pa-
ra refresco : na rua Direila n. 70. e por delraz da
igreja de Sania Rila, distilacao.
Vcnde-se mel de furo bom, em barris de 4 e 5
em pipa, com o casco ou sem elle : na rua do Livra-
menlo n. 32, padaria, se dir quem vende.
Vende-se |um,i casa de tnipa na Iravessa do
Trindade, com 90 palmos de frente e 100 de rundo,
com muitos arvoredos de (rucios, pelo diminuto pre-
co de 2409000 : quem quizer, dirija-se rua Impe-
rial n. 165, que se dir qaem vende.
Vendem-se velas de carnauba pura, de 6 e 10
em libra, feitas com perfeic,ao, pelo commodo preco
de I495OO a arroba : na rua Direila n. 59.
Lila prela de urna qaalidade inleiramente no-
va, com Ires palmos e meio de. largara, muito'pro-
pria para as senhoras que usam de saia e limito :
vende-se na rua do Crespo, loja o. 19.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & G. em
Santo Amaro acha-se para vender aras
dos de ferro de ---rir-qualidade.
na rua Nova n. 38, defronle da igreja da Concejero
dos Militares, cadinhos do norte de todos os lama-
uboSr verniz copal a 900 rs. a libra, muito bom, p-
timas bigornas para funileiru, lesouras para dilo,
alicates muilo fortes, rozelas para esporas muito
boas, vidros para yidrara. em caixa e a retalho, e
todos os preparos pura oflicina d latociro'e funi-
lciro.
" Vendem-se 2 escravas rrioulas, sendo, 1 de 25
annos de Idade, com 1 cria de 2 meszes, e 1 de 30 an-
nos. oplima emgommadeira e cozinheira : na rua
de liarlas n. 60.
Vende-se nma loja de miadezas em muilo boa
localktade para neaocio, com 01 fundos qoe convier
ao comprador,, Esle, negocio lorna-se de mui la van-
lagem para quem se quizer estabelecer, "iao s pela
casa, ter commodos para familia esero aluuucl muilo
mdico, como lambem por estar muilo afreguezada
para vender a relallin, o que se prova, e igualmente
se alianca ao comprador o motivo da venda : a fal-
lar na Boa-Vila, rua da Santa Cruz n. 30.
Acha-se venda na livraria n: 6 e 8 da praca
da Independencia a eicellenle obra intitulada (iram-
malica Razonvel da Lingoa Portugueza, composta
segundo a donlrina dos melhores arammalicos anli-
go e modernos, de diflerenle idiomas, por Louren-
cpTrigo de Loureiro, obra esla ulilissima nio
para os principiantes de inslrucco elementar, como
para tod3S as pessoa que quicrem ter pe Rilo co-
nhecimenlo da lingoa portugueza.
^,VENDEM-SE
Barris com bru, os maiores que tem
vindo da America, chegados agora : na
rua do Amorim armazem de Paula &
Sautos.
Vende-se ama escrava rrioula com orna cria
escrava, engpmma e cozinha co;n perfeijo : na roa
do Livramenlo l). 4.
Muita attenrao. .
Vendem-se na rua da Cadeia do Recife n. 47/ loja
re Manuel Ferreira de S, curtes de ganga de cores
para calcas a 29210, chitas largas para camisas de
liomem e vestidos de senliora a 240 o covado, luvas
de seda pretas para homem a 800 rs. o par,' palitos
de alpaca prela a 59, 69 e 79000, ditos de alpaca de
seda a 89000.
Vende-se 1 par de rosetas, 2 alfinetes, 1 pal-
ceira, 1 par de brincos, i par de fuellas para sapatos
de sacerdote, 1 coirenle para relogio, 2 litros pau-
lados com mais de 200 folhas cada um, proprios pa-
ra escrituraran de loja de fazendas, e t botao com
brilhanle : na rna do Livramenlo n. 33, loja de cal-
jado.
Qi Vende-se urna taberna na povoaoo de Beb'eri-
be, com poucos fondos, casa com commodos para
pequea familia, rio alraz : a tratar na mesma, com
Jos Francisco Xavier de Mello.
Luvas de pellica,
muilo novas, para meninos, mulher e homem, pelo
preco de 500 a 19000 : na roa do Queimado, loja
de miadezas n. 11.
"__ Vende-e nma rica flauta de bano e de bomba,
com 8 chaves de prata, por preco commodo : na rua
do Queimado, loja-n. 14. .....
CIGARROS DE PALHA.
Avisa-se aos-senhores acadmicos que
he chegado a loja de charutos da rua lar-
a do Rosario n. 52, os afamados cigarros
e pallia fabricados em S. Paulo, viudos
pelo ultimo navio qne veio do Rio de Ja-
neiro.
Vende-se superior sal do Ass vindo ltima-
mente pelo brigue Feliz Destino : a tratar com o
Sr. Manoel Gouc,alves da Silva, ou a bordo com o
capilao.
Fazendas baratas.
Cortes de cassa de cores com barra a 29000, chitas
boas do cores lixas a 180 rs. o covado, dilas largas
para lucio a 200rs., dilas adamascada azul e amarel-
las proprias para coberta a 240, riscados francezes
largos de quadros modernos .1 260, pecas de cassa de
lista com 8 varas por I96OO, ditas de quadros a 29rs.
cortes deseda propriospara iioivas a2U9000rs.,cam-
braias de 1 ir 1 lio linas a 59000 a vara, panno de linho
para lences com mais de II palmus rio-largura a
29100 rs. a vara, corles de cambraia de salpicos a
29880 rs,. corle de casemira de cores a 49000. brim
de qaadrinho a 240 rs. o covado, sargelim escoro
com mofo a 160 a covado, tovas de core fio da Es-
cocia a 160 o par, esguiao para pello de camisa a
I900 rs. a vara, panno preto e de core, merino
fnissimos, e oolras rouilas fazendas que a dinheiro
se vender por preco barato : na loja o. 50 da rna
da Cadeia du Recife defronle da rua da Madre de
Dos.
Familia de man-
dioca a 2$50O
*a sacca.
No armazem deTasso Irmfios.
Deem atfen-
eaoaobarateiro.
Vinho "da Figueir, de Lisboa, branco saperiof.
linio do Porto engarraTado, moito bom, e velho a
800 rs. a garrafa, azeite doce do melhor, vinagre de
Lisboa engarrafado, branco e tinto.sardinhas de Nan-
les em latas, queijos do reioo muito freseaes, passass
chouricas, paios, presuntos, eerveja da> superior qua-
lidade, vinho Bordeaux engarrafado a 400 rs. a gar-
rala, e a 320 deixando-se o cseo, dilo champagne
da melhor qutlidade, dilo mu a I el do verdadeiro a
560 garrafa, charutos da Baha mnilo bons, sabio
branco do Rio, graxa em latas da melhor, btalas de
superior qualidade, cha de todas as qualidades e do
melhor, boiaehinha ingleza superior, maniera in-
gleza e fraiiceza, banha de porco muilo alva, boia-
ehinha de aramia muilo superior, velas de carnauba
pura e de composirao, dila de espermaceledas me-
lhores qaalidade, c pelo mais barato preco, talha-
rim, macarrao c aletria, cevadinha, sag, mermela-
da, papel almaco e de peso, dilo pautado, e ludo
mais de muilo hoa qualidade, eo mais barato que
seencontra: na taberna QArua Nova n. 50, na es-
quina da rua de Sanio Amaro.
Bonitas franjas com bolotas para
cortinados.
Vendem-se na rua do Qneimado n. 63,loja de Joao
Chrisostoroo de Lima Jnior.
Vendem-se corles de cassa prela de bom goslo,
pelo diminulo preco do 29000 : na roa do Crespo,
loja n. 6.
M LOJA DE 6 PORTAS
em frente do Livrmento.
Vendem-se vellidos de seda, bonitos goslos, pa-
ra meninas de 3 a 6 annos por 69 ; lencos de cam-
braia, broncos e pintados, a 160 rs. ; chitas de bons
pannos 1160, 180 e finas a 200 rs. ; riscados de li-
nho para roapa de menino e homem a 240 rs. ; fa-
zendas escura propria para roupa de cacravos a 160
rs. e oo'.ras muilas fazendas por prRo barato.
69SOa9904IOSM
(0 POTASSA BRASILEIRA.
10) Vende-se superior petassa, fa-
(k bricada no Rio de Janeiro, che-
gx gada recentemente, recommen-
2? da-sc aos senhores de eng;?nhos os
^ seus bons effcitos ja' experimen-
7 tados: na rua da Cruz 11. 20, ar- J
@ mazem de L. Lcconte Feron & W
Companhia. 4$
I
Na rna do Vigario n. 19, primeiro andar,*en-
de-se farelo novo, chegado de Lisboa pela barca Gr-
fido.
Capas de burracha baratissimas.
Vendem-se capas de borracha, o melhor possivel ,
por pref o que se nao vende em parle al suma oa
rua da Cadeia do Recife, loja n. 50, defronle dj rua
da Madre de Dos.
Moinhos de vento
ombombasderepuiopara regar borlase haixa,
decapiro, na fundicao de D. W. Bowman : naraa
do Brum ns. 6,8el0.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Roa da
Senzala nova n. 42.
Ncste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton C., na rua de Senzala Nova n. 42.
Sellns biglezes.
Relogios patente inglez-
Chicotes de carro e de montarn.
Candieirose casticaes monzeados.
Chumbo em lencol, barra e munido.
Farellode Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiroedevela.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97.
DEPOSITO DA FABRICA DE TODOS
OS SANTOS DA BAHA.
Vcnde-se em- casa de N. O- Bieber &
C, na rua da Cruz ri. 4, algodao tran-
cado daquella fabrica muito proprio pa-
ra saceos de assucar e roupa para escra-
vos, por preco commodo,
Em casa de J. Keller&C, na rua
da Cruz n.' 55 ha para vender excel-
entes piano* yindos ltimamente de Ham-
burgo.
Vende-se urna batanea romana com lodos os
stus pertences.em bom uso e de 2,003 libras : quem
pretender, dirija-se rua da Cruz, annazamn. 4.
COGNAC VERDADEIRO.
Vende-se superior cognac, em garrafas, a 129000
a dnzi 1, e 19280 a garrafa : na roa dos Tanoeiros n.
2, primeiro andar, defronle do Trapiche Novo.
Chai 's de merino' de cores, de moito
bom gosto.
Ven lem-se na rua do Crespo, loja da esquina qae
volla para a cadeia.
eeBor-
hafhei-
Vendem-se 80 (ravesde louro, viudas agora do
snl, de 35 a 40 palmas da eompride, em primeira
a ao, das 6 horas as 9 da manhaa, das 2 as 5 da
ti rde ; na rua do Rosario da Boa-Visla n. 14.
Brunn PraegerAC, tem para ven-
!> da em sua casa rua da Cruz n. 10.
Si Lonas da Russia.
1 .Instrumentos pata msica,
[i Oleados para mesa.
j' Cliartitos de Havana verdadeiro.
S Gomma lacea.
^yratafMwwit viWBt
-Superior vinho de chami
elcaux: vende*-se em cajff
tli n & C, rua da Cruz n. 58.
Vendem-se sacca grandes com farioha de man-
dioca, pelo diminuto pieco de 29500 a sacca, esta
se acabando : na rna Nova, loja n. 35.
Vende-se om mulalinho de idade 16 annos,
muilo lind, ptimo para pagem, om moleqne da
idde 8 annos, e um bom escra'o de lodo servieo :
na raa Direila a. 3.
Vendem-se rodas de arco* para pipas, assra
cono bombas de earnaoba: no armazem do Guerra,
delronte do Trapiche do Algodao.
AttencSo.
Na rua da Cadeia Velha n. 47,loja do S (Manuel)
vende-se damasea de Ida de daos largaras, moito
propno para coberlas de cansa pannos de mes.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Rjduzido de 640 para 500rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, emprgado as co-
lonias inglezas e hollandezas, .Com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, etn latas de 10
libras, junto com o methodo de, empre-
ga-lo no idioma poftuguez/em'casa de
N. O. Bieber 4 Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
mxxsxMxmmti
SH (EIEI.TO
JJE ca melhor quaUdade: vende-se'em
M casa de Brunn Praeger&C, rua
da Cruz n. 10.
Sal tlolssu
a bordo do liiale SomOlhida, a Iralur rom o mes-
Irc a bordo, 011 com TassoMrm,l0".
I.ABYR1NTH0S.
Lencos de cambraia de indo muilo lino, toalhas
redondas a de ponas, e mais objeetos deste genero,
ludo de bom goslo ; vende-se barato : na ruada
Cruz n. 34, primeiro andar.
ATTtNC&O.
Na rua do Trapiche n. 54, ha para
vendrr barris de ferro ermeticamente
fechados, proprios para deposito de -fe-
ses ; estes" barris sao os melhores que se
tem clescoberto para este lim, por nao
xhalarem o menor cheiro, e apenas pe-
zam 16 libras,'ecustam o diminuto pre-
co de 4$000 rs. cada um.
Vende-se pipas, barris vazios-e bar-
ricas internadas: a tratar com Manoelj
Alves Guerra Jnior, na rua do Trapiche
A Boa lama.
Vcndem-aeriqoHsiroos leqaes' com lindas e fitis-
sira.11 pinturas a 29, 39, *> e 5*000 cada em, moas
de eda pintadas de moito bonitos padroes para ancis de 1 al 4 annos a 19600 o par, ditas de fio da
E.cocia, moito boa fazenda, a 240 e 400 rs. o rar,
vollas pretas para loto com brincas, paleeii 1, sM-
neles, fazenda muito superior, a JKWO, ditas mis
ordinarias a 19000, palitos de tai de mnilo bonitos
goslos e guarnecidos para sechora e meninas, pdo
muito barato preco de SJOOO cada om,- bandejafi-
mssimas e com delicadas pinturas, pelo baralissimo
preco de 29 at 69000 cada nms, trancas de seda de
lodas as larguras a cores, litas fina da todas as corst,
bicos fnissimos ede bonitos padroes, de liaho, lesos-
ras ns mais linas qne he possivel enconlnir.se e te
lodas as qualidades, meias e lavas de tedas as qua-
lidades, tiquissima franjas brancas e de cores coa
belo las, proprias para cortinadas, escovas sao i lo i-
nas para cabello e roapa, estampas de unios color-
das em tamo, lodo por precos que nSo deiiam ce
asradar aos compradores : na rna da Queimade, q*s
qualrn canlos, loja de miadezas da % u 31.
Esla loja loma-se bem condecida pelo grnale ,tu-
rnio sorlimento que sempre lem de miudeu de boa*
goslos e por precos sempre mais baratos do que em
ouir.i qualqoer parte.
,4 boa fama
Wndem-se meias de laia para padres, o melhor
que ne possivel haver, pelo mnilo barato preto de
900) o par: na ruado Qoeimado, no qaalro can-
tos, I jja de miudezas da Boa Fama a. 33.
l
He muito barato
A400E (.000 RS.
Lencos de cassa c seda com franja, de lindos e
modernos padrn a 400 rs., dilos de pura seda lam-
bem com franjas, o melhor possivel, lanto em fazen-
da como em sorlimento 19000, chales de algodSo,
dilos de larlalna a 19000 : aa rua do Queimado n.
33 A.
Cortes de case-
MIBA 1)E CORES PARA CALCA A
TAIXAS DE FERRO.
fundicao' d'Aurora ,en
Snnto
Na
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
rua do Brum logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Marinha ha' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
"""11, e fundas ; e em ambos os logares
'uindastes, para carregar ca-
- livres de despeza. O
"ommodos.
fazenda mperior,
Queimado n. 33 A.
5500 e -V$800,
e lindo soriimcnlo : na rua do
Toalhas de linho
PARA ROSTO A 600 RS.:
na ruk do Queimade n. 33 A.
2,500.
Cortes de colleles degorguro e seda, lindos e mo-
dernos goslo : na rua do Qoeimado n. 33 A.
Vende-se urna mulata escr? va, mora ; no ater-
ro da Boa-Visla n. 07.
Veodem-se ehapeosde. seda para senliora
H a 39000 e IO9OOO rs., estes chapeos chegaram
1 ltimamente com om pequeo toque de 100- j
fo : na roa do Crespo, loja amarella n. 4.
uw HHM i iM Mil "I al" lili 1
-SI
Nvn nnlwn'aa' *airi
Acha-se a venda o manual do guarda na-
cional, ou collecrao de todas a le, regula- 9
menlos, urdens e avisos con'cernenles a mes-
raa guarda nacional, org'aui secretario geral do cumulando superior '-da #,
guarda nacional da capital da provincia de
Peroamboco Firroino Jns^ de Oliveira, des- '9
de a sua novaorgansacSo al 31 de dezembro 1
de 1851, relativos no s ao processo da qoa-
lifiearo, recurso de revista, etc., ele, sendo #
11 economa dos corpos, orcanisarflo por mu-
nicipios, balallics, e companhia, com map-
pas e modelos, ele, ele: vende-se nica-
mente no paleo do Carmo n. 9, primeiro an-
dar, a 59OOO por cada volme,
A 9*000 A PECA.
Vendem-se pecas de brim, fino de linho. com 20
varis, proprio para cerolas, toalhas, lencoes e outra
mnitas ulnas, pelo baralissimo preco de 99000 a pe-
ca, assim como ontras muilas fazendas que a dinhei-
ro se vendem barato : na roa da Cadeia do Recife,
loja n. 30, defronle da rua da Madre de Dos.
VINHO DOPORTOSUPER1ORFE1TORIA.
Vende-se por preco commodo no armazem de
de Barroca & Castro, rua da Cadeia do Recife n. 4.
Velas.
Vendem-sc excelentes velas de earnaoba pura e
de composicao, sendo estas do melhor fabricante do
Aracaly, pelo commodo prejo de 148500 a arroba :
na rua da Cruz armazem n. 15.
Na rna do Crespo, loja n. 12, vendem-se bons
cobertores de algnda, brincos, de pello I9OO, e
sendo em porcSo faz-ie alg'nma dUTerenca no pre$o:
tambem vendem-se sedasescocezas a 15200 o covado,
bonitos padroes e sem defeilo.
A ELLES, ANTES QUE SE ACABEM.
Vendem-se cortes de casemira de.bnm goslo a 29,500
49 e 59000 o corle ; na rua do Crespo n. 6.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowman 11, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sorfimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, asquaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao'
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vende-se um cabriole! e dous cavalloi, Indo
junio 00 separado, sendo os cavallos muilo mansos e
muito coslurr.ados em cabnoiel:- para ver, na co-
cheira n. 3, defronle da ordem lerceira de S. Fran-
cisco, ea Iratar com Antonio Jos Rodrigues de Sou-
za Jnior, na rua do Collegio n. 21, priroeiro ou se-
gundo andar.
FAZENDAS DE GOST
PArIF VESTIDOS DE SEN HORA.
Indiana de quadros muilo fina e padroes novos;
corles della de quadros e flores por prcc,o commo-
do : vende-se na rua do Crespo loja da esquina que
volla para a rua da Cadeia.
CASEMIRA PRETA A 4*500
0 CORTE DE (ALCA.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volla pan a rna da Cadeia.
He barato que admira.
Vendem-se saceos com feijo por di-
minuto preco : nos Quatro Cantos da rua
do Queimado, loja n. 20.
Deposito de cal de Lisboa.
Na rua da Cadeia do Recife, loja n. 50, contina
a vender-sc barris com superior cal virgen) de Lis-
boa, por preso commodo.
A boa fama
n. 14.
"Tlassa.
* No ulico deposilo da rua da Cadeia Velha, es-
criptori) n. 12, vende-se muito superior polassa da
Russia, americana e do Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he par! fechar conlas.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, ^em para vender diversasm-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Jpieiro.
Vndem-se ricos e modernos pianos, rcenle-"
menlc rhegados, de excellenles vozes, e presos com-
modos em casa de N. O. Bieber & Companhia, raa
da Crui n. 4. .
Grande sortimento de brins para quem
quer ser gsmenho com pouco dinheiro.
Vendn-se brim trancado delislras e quadros,de po
ro linho; a 800 rs. a vara, dilo liso "a 640, ganga
amirelhi Usa a 860 o covado, riscados escoros a imt-
tscao di' casemira a 360 o covado, dilo de linho a
280, dilo mais abano a 160, castores du lodas as co-
res a 200, 240 e 320 o covado : na rua do Crespo
n. 6.
CON PEQUERO TOQUE DE
Algodao de sicupira a 29500 e 39 : Vende-se na
roa do Crespo loja da esquina que volts para a rna
da Cadeia.
Alpaca desala. *
Vende-se alpaca de seda de quadros de bom goslo
720 o covado, corles de l.la dos melhores goslos qoe
(em viudo no mercado a 49500, ditos de cassa chita
a 19800, sarja prela hespanhola a 29490 e 29200 o
covado, iclim preto de Macn a 29800 e 39200, guar-
dan,! pos adamascados feilos em (iiimaraes a 39600
a duzia, loalhas de rosto viudas do mesmo logara
99000 e 129000 a duzia : na rua do Crespo n. 6.
CHALES DE LAE ALGODAO,
ESCIBOS A80ORS. CADA IM.
Vendem-se na roa do Crespo loja da esquina qae
volla naraa rua da Cadeia.
CORTES DE CASE1IRAS
DE CORES ESCURAS E CLARAS A 39000.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina qoe
volla para a rua da Cadeia.
Vendem-se muilo bonitos chapeos de sol de seda
com pequenqS e muilo delicados, propria
para meninas da escoiavDiilo barata preco de 39000
cada um ; be cooa lio aStW3*ar^oe qaem vlr na>
delxsr de comprar : na rna do Queimado, non rpia?
(ro cintos, loja de miadezas da Boa Fama n. 33.
>A VALHAS A CONTENTO E TESOUBasS.
Na roa da Cadeia do Recife n. 48, primeiro ani-
dar, escriptorio de Augi.slo C. de Ahreu, eonU-
nuarr -se a vender a 89000 o par (preso Bso, as j
bem ronhecides e afamadas navalh.is de barbo feitas
pelo hbil fabricante que foi premiado na exposicSO
de timdres, as quaes alcm de duraremeatejirdina)-
riamcnle, nflosesenlem no rosto na.l'atTrTracler;
vcnd?m-se com a eondicSo de, nao agradando, po-
derem os compradores devolVe-las at 15 diasdrpois
pa compra restiloindo-se o importe. Ma mesma ca-
sa lia ricas lesourinhas para unaes, feitas pata atea
mo fak'icanle.
Deposito de vinho de cham-
{tagne Chateau-Ay, primeira qua-
idade, de propnedade do conde
de Marcuil, rua da Cruz do Re-
cife n. 20 : este vinho, o melhor
de toda a Champagne, vende-se
a 56.J000 rs. cada caixa, acha-se
nicamente em casa de L. Ler
comte Feron & Companhia. N.
B.As caixas sao marcadas a fo-
goConde de Marcuile os r-
tulos das garrafas sao azues.
Deposito do chocolate francez, de urna
das mais acreditadas labricas de Pars,
emeasa de Victor Lasne, rua da Cruz
' n. 27.
Evlia.iiperor, pora baunilha. 19320
Eitra fino, baunilha. I96OO
Superior. 19280
Quem cteprar de 10 libras para cima, tem um
bate de 20 % : venda-se aos mesmos precos e con-
diees, ero casa do Sr. Rarrelier, no alerro de Boa-
Visla n. 52.
Vende-se aro em eunheles de nm quintal, por
pre?o muilo commodo : no armazem de Me. Cal-
mont & Companhia, praca do Corpo Santo n. 11. *
Riscado de listras de cores, proprio
para palitos, calcase aquetas, a 160
o covado.
Vende-se na roa do Crespo, loia da esquina qae
volla para 1 cadeia.
Vendm-se no armazem n. 60, da rn da Ca-
deia do Recife, de Henry Gibson, os mais superio-
res relogioi fabricados em Inglaterra, ptir preco
mdicos.
Vendf-se encllente laboado de pinta, recen-
lemenla chegado da America : na rut de Apollo
trapiche do Ferreira, a eolender-se com a adminis
ador do mesmo.
VINHO CHERRY EM BARRIS.
Em casa de Samuel P. Xohnston 4 C,
rua da Senzala-Nova n. 42.
Vendem-se dous pianos fortesj de
Jacaranda", construccao vertical, e com
todo:; os mel hora me n tos mais modernos,
tendo vindo no ultimo navio de Ham-
Imrgo: na rua da Cadeia, armazem n.
21.
Vende-se no armajem de James Halli-
day, na rua da Cruz n. 2, o segu.inte :
Relogios 4p quro e prata, jabonetes pa-
tente inglez.
SeU'ms inglezes.
SilhOi inglezes proprios para senhora
montar.
Lanternas para carro.
Molas de 5 folhas para carro.
Eixos de patente para carro.
Couros para coberta de carros.
Fio em novellos para sapateiro.
Cobre para forro de 20 at 24 on- I
cas^com prego*.
Zinco para forro com prego*.
Chumbo em barrinlias.
Alvaiade de chumbo.
Ti ata branca,, preta e verde.
Oleo de lindara em botijas.
Papel de embrulho.
Cemento amarello.
Armamento de todas as quali-
dades.
Arreios para um e dous ca-
vallos.
Chicotes para carro e esporas de
ac_o prateado.
Formas de ferro para fabrica de '
assucar..
Papel de peso inglez.
Champagne marca A &C.
Rotim da India, novo ealvo.
Pedras de marmore.
Velas stearinas.
Pianos de gabinete de Jacaranda',
2 com todos os ltimos mel ho-
ra men tos.
No armazem de C J. Astley & C,
na rua da Cadeia.
:escravos fgidos.
No dia 9 do corrente desapporecea una es-
crava parda, de uoroe Rosa ; levon saia de chita ro-
sa, e panno da Cusa Mitrado de azul e encarnado,
alcm des es signaes tem mais os seguirrte: olhos
grandes, narii afilado, beiso grosso e sobresabidos
da bocea, fwendo tromba, em ambas as orelhas tem
um rasgao, ptovenieute do peso de brincos, tem om
talbo no ledo ndex da mito esqnerda, e os deifts dos
pe estragados de biios, e falla descansada : re-
cummenda-so autoridades policiaeS a captnra da
mesma, t qnem a apprehender leve-a rua Aogus-
la n. 56, que se lhe dar urna gratificaste
pj Manoel Antonio dos Pais'os Oliveira pede as
autoridadss policiaese capiUes de campo a apprc-
hensio de seo escravo Zacaras, que desde segunda-
feira, 9 do corrente julho esui fgido, os signaes
sao os sei:uioles: crionlo, idade 32 anno, pouco
mais ou menos, estatura e corpo regalare, barba
coroprida, le bem que coma qoe is cortou, falla-
Ihe nm dedo em um dr ocegrisla :
quem o pegar, larle-o a sen senlior, na rua do Cabu-
lla n. 12, quesera recompensado.



PERN. TYt. DE M. F. DE FaRIA. 1855.


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