Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00808


This item is only available as the following downloads:


Full Text
AUNO XXXI. N. 162.
Por 3 mezes adiantadoii 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
SEGUNDA FElRft 16 DE JULHO DE 1855.
.-..
Por anuo adiantado 115,000.,
Porte franco para o subscripto!.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
EKCAHREI.ADOS IA SBS Rclf, o proprietario M. F. de Farin; Rio de Ja-
ixiito, o Sr. Joan Pareira Martn*; 'Babia, o Sr. D.
Dilatad ; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
di>iie ; Parahiba. o Sr. Uervazio Viclor da Nalivi-
J. F; NnlaJ. a Sr. Joaquim Ignacio Pereirn Jnior ;
Aracatv, o Si'. Aoionio de I.eraosBragi;Cear,o Sr.
Victoriano Ampalo Bergesi Maranlio, o >. Joa-
11 Marques Rodrigos; Piauhy,,. S'tr. Dominaos
f&+ "'nVreulano Ackiles Pesaos Ceareuce; Para,oSr. Jus-
1 ino J. Ramns ; Amazonas, o Sr. Jernimo da Cusa.
H i lili i
CAMBIOS.
fobre Londres, a !>7 1/4 a 27 i/8 d.|por 1.
Paris, 355 rs. por 1 f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Rio de Janeiro, 2 por 0/0 de rebate.
Acedes do banco 30 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhi i de seguros ao par.
Disconio de Ietiras de 8 a 9 por 0/0.
METAES.
Ouro.Onc hespanholas*^ 299000
Modas de 69400 velhas. 169000
' de 69400 novas. 169000
i de 49000. 99000
Prala.PatacCesbrasileiros. 19940
Pesooolumnaros, 19940
inexieanos. .... 19860
PARTIDA DOS CORRE10S.
Olinda, todos os das
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15
Villa-Bella, Boa-Viste, ExeOuricury, a 13 e 28
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras
Victoria e Natal, as quintas-feiras '
PREAMAR DE IIOJE.
Primeira s 6 horas 6 minutos da manha
Segunda s 6 horas e 30 minutos da larde
=
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e quintas-feiras
Relaco, terras-foiras e tabbados
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas
Juizo de orphos, segundas e quintas s lt) liras
1* varado civel, segundas e sextas ao meio lia
2* vara do civel, quartas e sabbados ao meio I dia
EPHEMERITiES.
Jullio 6 Quartominguanieaos 12 minutos e
v 40sMgiin\>s da, tarde.
l'i Luftiovaas i horas, 21 minutos e
40 segundos da nianba.
52 Quariocrescenle as 5horas, 30 mi-
nutos e 40 segundos da inanhaa.
29 La cheia as-Aloras, 44 minutos e
33 segundos da inanhaa.
DAS DA SEMA
16 Segunda. N. S-do Carreo ; S. Hilariano.
17 Terca. SVMarinba v. j S, Aleixo.
18 Quarta. S. Rufinob.; Ss. Frederico
19 Quinta. S.Vicente de Panlo.; S. urea.
20 Sexta. S.Jerouymo Emiliano; S. Elias profeta
21 Sabbado.S. Prxedes.; S. Daniel profeta.
22 Domingo. 8. Maria Magdalena (a pegadora
doKvinfjeJo)Ss. Meneloo cTadregezilo
X
* H
ADVERTENCIA
S he permiitdo pagar n subscrip-
deste DIARIO a i>000 rs. o quartel
5 ditt do cometo;. depois do
quesomerite se recebera' a AjOO^
10 depotubro do auno passado a que acompanha-
ram aa instrucrOes de que se I lie remelleu copia em
90 do di lo mez.
ilo Ao provedor da saude, remetiendo por
copia o oflicio em que o agente da companhia das
barcas de vapor declara as providencias que ha dado
para que os vapores que vieron do norje oto lo-
mem carvto dentro do porto desta eidade.
J)ilo A' cmara municipal do Recife. Con a
transferencia do matilouro pnblico pura a Cabanga
pode o barraran que at agora he destinado p.ra as
bataneas da matauca ser convertido em asilo de
ixm. mareehal comnaodanle das mendigos, fazendo-se-lhe os reparos e aceios neces-
pute arnciiL,
GOTEmMO DA PROVINCIA.
do dla/ll de hamo.
/
""^ay-WRsa Taa.p"*1* aP*fi" -]'-* Y. Bxc. me dir i-
> de marco, ponderando-me n3o
er posshi retara do commando das ar-
ma* continu a permanecer no local em que se
sebe, loto por nao ter as proporroes exigidas pa-
ra o bou dsempenho do servico do juarlel gene-
ral nos seos diferentes ramo, como pela ralla de
vanlilacao e por oulros inconvenientes ; cumpre-me
dizer, que ano havendo eotro logar ds propriedada
nacional par onde possa ser transferida a diu secre-
aria, forrse he que V. Ew. procure alugar uraa ca-
a apropriada para isso, dando-me parle Jo prero
our que for contratada, atim de manda -lo silisfazer,
liando V. Exe., desde ja nulorisado para fajera
ir.msferencla no roais brete lempo que fur possivel.
Dito Ao mewno, inleiranda-o d<- haver aulo-
lisadoa tbesoararia de fazenda a pagar ao capililo
Manoel d* Cuulia Wanderlev I.insconstante dos do-
cumentos i S. Etc. remelleu, estando elle uos
termes legae
Dito Ai> cliefe de polica, coraran nicando que
lera thesonraria provincial para p-
sanos, quejulga coatemente lembrar a Vmcs.,
visto qne o armaiem que se havia mandado despe-
jar na ra do Calabouco he inaproveitavel para tal
objecto, r sobre tudo mui insalubre.
Dito A' cmara municipal da Villa Relia, de-
Clarando que a legislado de 1833 ja foi remedida i
mesma cmara o auno passado, e a de 1854 agora
que chega da corte e est sendo coordenada para ter
o conveniente destino.
Portara Desonerando, de conformidade com
a proposla do chefe de polica, do cargo de 1. sup-
plenle do subdelegado do 1. diilriclo da freguezia
de Maranguape,' termo de Oliuda, a Jlo da Cruz
Fernandes do Sooza, que assim o pedio, e Humean-
do para o referido cargo a Joto Peixoto de Araujo,
e bem assim para o de 1." supplenledo subdelegado
do segundo dislriclo da aapradila freguezia, a Fran-
cisco Rufino de Araujo Cavalranli. Communicou-
se ao referido chefe.
Dita Ao agente da companhia das barcas de
vapor, recommendando a expedidlo de suas'ordens
para que nos vapores da mesma companhia sejam
2)000 rs., qoe, segundo. 0 recibo transportados a seus destinos, por cunta do.governo,
I*
I
V
a""
S
. S. ranietteu, se detpendeu con a passagem
(le dous presos viudos da Villa de Barroire* para es-
la capital a bordo de urna barcac.
Dito Aor inspector da lliesouran de (azenda.
A demora que as escollas que conluzem presos
capital foOrem no recebinento dos respectivos prels
'caota moito translorno ao servicp publico, e por Is-
sj vconimenilo i V. S. baja de fazer cora que ellas
s;jim sempra deapacludas com a mai.ima possivel
1 r Dito Ao roesmo, dizendo que, visto i poder
i ai' applicado para cosleiu de lazareto- n crdito d
6:0009 rs., abarlo pela ordem d llrsouro n. 50
ele 6 de junh j ultimo para bies eslatelecimeotos,
'. aaandar pagar job a respouialiilidade da
t que o'governo imperial resol va o
peas que se Rteroni no prsenle
a obra do lazareto do Pina.
exames copia da acta do cousilho adroinis-
Hativo datada de 27 de junho ultiaiW
Dito Ao mesmo, intrirando-o ile liave o des-
;ador Firmino Antonio de Siio;ta particpa-
lo eerrenlc entrara no eiercicio do
i de prasidenle do tribunal do ?o nmercio.
UUo Ao Sr. II. Biunn, dizeAdo ficar inteira-
ilo iletNftfTS. 8: aesumindo o exercicio le sea cargo
-le cnsul de Breman aesta provincia.Fizeram-se
as iKjcewariai communicaeOes a respeito.
Uilo Ao capiao do port, inleirando-o de hi-
^erdeilrna. dh-eilo interino da primeira
para fazer pire do conse-
3 do reaulainr-nlo^dij^-il^
^Wr'svfan Mira preveniudc-o, bem co-
imandanle da estacSo navs de que o refe-
em de rennir-se no di i 14 do cor-
i ente.Fee-ie o necessario espediente.
> Ao engenlieiro encarregado das obras
ires, recommendando que drt, transferir os u-
taMMUanhia Asa de cavallarln desta provin-
!e Santo Amaro, mandando f-
jer em urna coxairas novas tres repartimentos
i u qnarlos pura servirem de resenas da mesma
Wl pe ir M aotnareclial comman-
Dilo Ao juiz de direilo, Jos Filippe de Sooza
l.e locommunicando que por decreto de 22 de jucho
nsfa do aviso do ministerio da jus-
I ici%Pn lk4iesiri mer, fui Sme. ,remoTdo da
i:omarca do Bonito para a do Bi> F irinoso,-Fize-
rain-se a neeessarias commgnica^Se^.
la Ao bacharel Joaquim Goncalves Lima,
inleirando-o de que por decreto de 22 Je junho ul-
, segundo constou de aviso da reparlico da jus-
lipi de 2C do mesmo mez, fr Smc. nomeado juiz
lie direito da comarca do Bonito, e mircando-lhe o
priao de tres mezes para a aprcsenlacu da respec-
tiva carta imperal.T-Expediram-se a> necessarias
(oinmunica^aa a reepeilo.
Dito A*Hresidente da commissSi de lirgiene
I uUlica, dizendo que o regulamenlo a qne Sime, se
i.lo eihHe na secretaria
lerendo nao aer outra coosa seno a oti Tidereial de
amoreiras grai
verdura l|e de'
os ofliciaes mencionados na relarao que remelle, e
bem astim as familiar daqaelles dos d-los ofliciaes
que forera casados.
Itetarao a que se refere o of/ieio tupra.
Para as Alagoas.
Capilo Antonio Alaria de Castro Delgado.
Tenerte Malina* Vietra de Aguiar.
Jos Hermenegildo Leal Ferreira.
' # Para a corte.
Capilao Pedro AQouso Ferreira.
a Antonio Jos I.onra.
a JoSo Peres (jomes.
Tente Jos Cesar de Mello Sampaio.
Alferes Manuel Joaqaim Machado. Parlicipou-
se ao mareehal commandanledas armas.
Dita Ao mesmo, para mandar transportar pa-
ra a Baha, por cun* do goverrro no vapor qne se
espera do norte, o eiipilo do segando balalbno de
arlilharia'a p, Jeto Evangelista Nerj' da Fonce-
ca e sua familia composla de mulher e lilhos.l'.ir-
ticipou se ao mareehal commandante das armas.
Relacao dos criminosos recolhidos a cadeia da i'il-
, la Bella no mez de junho.
1 Belarmino Jo-e de Moura, pronunciado no arl.
192 do ewl. pen.
2. Manoel Ribeiro, dem.
3. Anua Francisca, dem.
' 4. Jeto l.uiz, dem. -
tjos Francisco, criminoso de morle.
Antonio Concalves da C'inceirao, ladro
eavallus. .
^^tTrfwrrtirPrelrjrcriminoso de morle.
8. Francisca Maria Romana, dem.
9. Manoel Joaquim Tavares.por tomada de presos.
10 Manoel Alexaudre, por dei'xar fugir dous
presos.
11. Albino 1'ereM idem. *?---
12. Jos Rodrigues, idem.
1.1. Joflo Antonio, idem.
14. Joto Ferreira, idem.
15. Jos Evangelista, idem.
16. Manoel Francisco Xavier, recrulado.
17. Manuel de Oliveira, idem.
-18. Mathias Francisco dos Santos, idem.
Estado do paz.Nada Uo magnifico como o'as-
peets da immewa planicie, que se estende ero re-
dor de Miln, d sde as fraldas dos Alpes al Parmn,
o desde Aletas Ira al Brescia. Em logar de orna
seara, como a Franca e na Blgica, a l.nmbar-
dia offerece de lgum,a sorte tres eolheitas supper-
postas, trigo, n no e arroz, e por cima pondem de
s festejes de vides. Base laxo de
lo s irrigarse* que se praticam n
niais vasta esx la. As estradas qoe atravessam
paiz, e principi Mente nos contornos de Placencia,
Pava e Milao,silo orladas de espa^osos canaes dou-
de parlem perpendicularmenle oulras regueiras
mais eslreila aJHevad *aua at os mais distantes
campos. Adufe semelhanles as dos inoinlios, e que
cada^iroprietario conserva levantadas por certas ho-
ras, segundo o preco estipulado com os encarrega-
dos desse servir, permillcm regular essa dislribui-
cto d'a.ua, e em caso de necessidade transforma-la
n'uma innunda(to geral.
Mudos desses canaes que servem. ao mesmo lem-
po de vas de transporta, f.iram cavados, ou pelo
menos reparados no lempo da dominacao franceza ;
taes sao o nactglio grande, que une o Tessino ao
Otoa, o canal Morlizana, que sahe de Adda e cir-
cumda Milito, eo canal aberlo entre esta eidade e|
de Pava. Jiiilir.a se fa^a ao governo austraco,
que se ha mostrado fiel s raesmas tradires. e fax
entreter e inspeccionar os menores arroios de que
*e possa aprovetar. Eoconlram-se por toda a par-
'e no solo lombardiano os vestigios da Franja. Foi
anda Napoleiio quem o fez corlado dessai estradas,
cuja regiilaridade iguala a das alamedas de urna
quinta, quera creou a niaravilbosa passagem de Sim-
pln, le levantar arco triuinphal do mesmo nome,
construir toda a froniaria da eathedral de Milao e
oulros muitos edificios, emlim, qaera den principio
ao parque de Monza, concluido ao depois pelo prin-
cipe Eugenio. Os prmeiros ensaios de irrigaeao
foram feilos por'ordem do vice-rei da Italia nes i
mafnica residencia, i e dahi propagou-se em lodo o
paiz, e Irouxe, com o concurso iulclligcnte dos
grandes propietarios, os felites resultados que sao
boje admirados. *
A I.ombardia faz urna exportarlo consideravel
de cereaes, e principalmente de fazendas de seda.'
Rergamo, Vicencia e Brescia sao os principiaes de-
psitos -lesles dos productos. Urna infinldade de
amoreiras cobre paiz, o assemelha a urna floresta,
ebasta apenas para sustenlar-o dos bichos de se-
da, para os quaes he reservado um local junio de
cada habitaran. Todo camponez possbe um viveiro
que conslilue o principal recurso da familia. Os
estofes que se fabricam, posto que moito inferiores
aos leudos de l.eao, silo geralmehle empregados
para o consumo e para es movis, e achara vanlajo-
sa evlracrao na Atlemanlia e nos diversos estados
da Italia, onde os consumidores preferein a liara -
teza i qaalirlade. A feira de Rergamo he o ponto
de reoniAo para onde afiluem de (odas as partes da
pennsula os neguoianles ile cedas. Ella he fura da
eidade. n'um vatio edificio conteudo mais de seis-
ccnlas lojinbas symtricamente distribuidas em roda
eo central ornado de urna linda foule.
As feiras'ile'Urescia, Vicencia e Tadua silo igualmente
e duram, como a de Rergamo,
um ou dous mezes. movi-
que neslas tres localidades
be um porfeito e admiravcl con-
;niariio dorante o resto do
EXTERIOR.
A \mU CIGMA.
Br asadanM G. XUvbaail.
f{

i
sm xn
dia seguinte quando levantou-se, Mr. de Ker-
luaj aiillnii alravez das yidraraa o co seni sol, a
unte eoberlo de nev e as vagaa rom iras das on-
tlaa sjwe aconlavam a prala com um bra nido aovo.
O aipeeto detsit paisagem gtlada o l'ez estremecer,
lie assentou-s-s junto da chamin em urna das pol-
meeiat o quentes < >mo um leito, e d -> prh o ps fon le casa nessedia. A' ho-
almoeo Mimi voltou da arija mu garrida e
son mais bello Irage. Nao pudia ir-lhe ao
reiMeoaento ataviar-se aasim para ora. hornera de
quireuta e cinco annos ; porra a apprjvac^lo eos,
elogios do conde lisongeavam-na, e ella deslava a-:
iiridar-lho. Talvez mesmo enlrevisse ja a poisibili-
ilaile de tomar alloma influencia sobre neu espirito,
ii obter assim certas coasas que sua vaidade cubi-
ca va:
Bom dia, Mimi, exclamoq o rende com ar sa-
lisTeito ; vns a proposito para almoear;s aumgo ;
mi primeiramente aquece-le um poiic'o, e dize-me
que lempo temos l fra.
Um lempo horrivel, responden ella tirando o'
mallo de merino e o chapelinho de palha arela;
piar de minins luvas de lia, uto fro nostledos;
vejijjL
listcndeu soas maoj delicadas, mostreado ponte
dos dedos rosados.
-4 Ah coitadinha dlsse o conde gracejando ; he
cairo na Rstuia; as roaos estto gelada e talve;-. o na-
riz lamben
Cralo <|ue nao, responden ella dilatando as
veiila< rom u-n sorriso que Seisavauntrever denli-
nhueiguaese alvos semelhanles a ama fileira le pe-
ralas,.
Taalo melbor 1 toruou o conde ro mesm tom;
man itao pode acontecer, se tontinuai' esse lTaiide
Para impedir tal desgraca voo dar-te ama con-
ta i>ara geanlar-le o nariz.
E foi procurar logo em suas mala* de viagein nma
eurpa de sedfi, a qual laneoil ao pescoco de Mimi.
Obrigadii, senhor conde, muilo oiirignde ex-
r.ianoa ella em um transporto de a egria. Ah .'
- ho bello esse estofo 1
i eu a un espelho, admiroa o effjito d ssse te-
i'ires, e depois tirou-o do petceeo pan
^^Knta tornante em torno da eltbeea.
liar conde, ditse voltandc-se ; nto es-
la ssiin
Oh I exUmou OH* cora ar de adauiraco.
f.omeO. mui itlracli-
P*or urna esp
e guia os bracos para arefiqkjii$eV3t da charpa
() Vide o Diario n. 160.
mui frequ
de qninze
ment exlraorl
reina nessa po
traste ~^i-a
anno. "-"""
za he o cent ro de um cerlo commercio de transito
com o Oriente. A franca abertura do sea porta d
esperanza de que renascera o trabalho em seas in-
mensos cstaleiros de constroecto naval, reliquias da
sua grandeza passada.
Faliam anda i industria e n agriculluta da Lom-
bardia as grandes vas de communicacao que faci-
litariam aos mercaderes a circularan, e o commer-
cio com os paizes visinhos. O camrnho de ferro de
Milao Veneza ainda est por acabar ; em 1H53 es-
lava construido de Veneza i Verona, assim como de
Treviglio i Millo, e comerava-se o lanro que une
Verona Brescia. As vastas planicies da baca do
P olfereceni poneos obstculos ao estahetecimenlo
de vas farreas ; todava, a ponte de qualro kilme-
tros que rene Veneza ae continente, apresenlava
grandes difliculdades de exeeucito, por causa d
desigual profundeza dos lagosinhos, profundeza que
em certos lugares he asss consideravel para dar
passagem a navios de grande lote, entretanto que
em oulros lugares os pilares assenlam em baixos.
A composirAo e os costumes da popularao 3o
muilo mais favoraveis ao dcsenvolvimcnto dos cami-
nbos de ferro no norte, que no meio dia da Italia.
Os habitantes do norte viajara de mais bom grado
ou para seos negocios ou para seus prazeres que os
dos Estados-Romanos ou das Duas-Sicilias; a liurgue-
zia e a classe dos pequeos raercadores que nesses
dous paizes s3o quasi nollas, sao em grande -nume-
ro na I.ombardia, onde enconlram-se por todas as
estradas bufarinheiros indo de eidade em eidade, e
de villa em villa vender suasmercadonas; porem, em
cnmpeiiiaeau os camponezes estilo longe de offere-
cer o bello typo das regies merdionaes ; clles
sto de pequea estatura, e nto leem sent um ali-
mento insalubre, que se coinpdc principalmente de
polenta, especie do papa de milho, que substilue o
pao, e cojo uso, junto falta de asseo. das habila-
rOes as quaes se apinliam, reservando mnilas vezes
a metade para a instalarjlo dos bichos de seda, os
exnoe a molestias contagiosas as mais asquerosas.
Essa miseria, to puuco em armona com a riqueza
do solo, provem da extraordinaria multidau de fa-
milias rednzidas a viver quasi exclusivamente dos
productos da trra, por falla de oulra oceupario.
Convem entretanto arcrescenlar que os proprietarios
milanezes dao prova de ama louvavet solicitude pelo
bem estar das classes ruraes: em muitos municipios,
elles lem tratado de eslabelecer banhos pblicos, e
de derramor noces de hygiene que teeni ja nota-
velmente melhorado o estado de saude dos habitan-
tes. Os-medicos do grande liospitaljde Milao leem
podido alleslar que depois de dez annos que os ba-
nhos cslto em uso no campo, a cifra dos dnentes
atacados cada anno pelo llagelio lem muilo dimi-
nuido.
Estas observarles nto se applicam as eidade-, on-
de a industria se tem concentrado, e entretem abas-
lanea. Os habitantes das cid,ules reunem geralmcn-
le a belleza italiana a elegancia franceza ; e sao co-
mo em Inda a parle mais inlelligenles e instruidos
que a genle do campo. A classe media, aprsenla
poucas grandes fortunas ; estas continuara a per-
tencer s antigs familias aristocrticas, cuja existen-
cia era ainda das mais expleudidas antes das ultimas
revolucofs. Fortunas de 109 a 200,000 libras de
reoda sto mui vulgares, o de lempos a lempos no-
vas residencias vera ainda se annWar as magnificas
casas de campo (cillas) do lago de Como e Brenla
Acrrescentaremos que em ncnliuma parte como ira .
I.ombardia as classes opulentas fazem mais ge "^ iflo^raaSes
As obras histricas publicadas em Miln neo po-
llera competir com as que suhem luz quulidialra-
menle em Turn ; porem he isto devido as comas *
nto aos horneis.Cilam-sa Viagens na Valachkj e\
na Moldavia pelos Srs. Seslin e Beeehi da ac.
ma de Crnsca Milao 18-V1.) O Chrislansmo rs-
cenle, a greja e os barbaros no stimo secuto, o la-
pa e a Europa no sculo XI, pelo Sr. Dondolo (Mi-
13o de 1834;) a feudalldade e as municipalidades,
pelo Sr. Rosa, obra che de saber e de talento (Mi-,
lAo1K."); a historia da Italia de Bolla, contiiuada
depois de 1814 al nossos dias, pelo Sr. Turolli ;Ml-
lao 1834.) He para lamentar que o autor desta ulti-
ma obra nto (enha feito uso dos documentos quites
archivos austracos Ihe podiam fornecer.
Duas nicas obras potica sto assgnaladas al-
lenro em 1833; 1 o mundo promeltido, visto his-
trica, pelo Sr. Cicconi, publicado ao mesmo lempo
em Tarn ; 2 Cario Luchino Visconti drama tr-
gico, pelo Sr. Ottobelli. O Sr. Dall'Acqn tiiosti
deu a Veneza urna tragedia, Anna Erizxo ;
mas o Iriumpho dos autores dramticos nao he mais
brilhaule na I.ombardia que no Piemonle.
O romance he menos naluaralsado si Milto que a
Tarn. Foi em Milao que escreveram Manzoni,
Grossi, M. Can t, M. Carcano. A excepeto do
EzzeUno do Romano ultima obra de M. Cant, ludo
mais he de escriplores ponoo conhecidot, apenas ci-
taremos a Monaco de casa de Guglielmini, Positi-
vismo e Cormenlalsmo romance sentimental sem
nome de autor publicado em Trieste. O eslylo|deno-
la nm hornera que s he meio italiano, e o fondo um
escriplor inexpcrienle.
Citaremos tambem ho numero das produeces Ili-
terarias da I.ombardia algumas obras theoricas e pra-
ticas sobre a amoreira e o bicho de seda, e entre ou-
lras a de Mazzoldi, em Brescia ; o agricultor mo-
derno ou encyclopeiia de agricultura por Briosche
(Pavia 1854); Flora da provincia de Bergamo pelo
Dr. Rota ,'ergamo 1853). Um dos mais Ilustres
poetas da Italia contempor intimo amigo de Mauzon, fallecen era Milao a 10
dedezembro de 1853. Autor de mnilas novelas em
verso, Grossi tem sido juslamentechamado o Lamar-
tine da Italia Elle nto lem menos harmona, ele-
gancia c doeura qoe o poeta frunces ; cede-Ibe tal-
vez na profundeza, mas cortamente be de mais cla-
reza que aquelle. As exequias de< Grossi foram um
lulo publico ; desde muilo lempo que a exemplo de
Manzoni, Grossi havia deixado de escrever.
Urna exposirto de pintura e de esculptura leve
lugar em Milao em 1833. Como em Paris, a mor
parle dos artistas de nome se deixaram ficar de fra.
Ha cerlamente ainda bullas obras, mas he preciso
procura-las muito lempo na multidau dos qoadros
mediocres ou mos.
emocao. Menos feliz, o'Sr. Mazza lem urna desfor-dente, aliad ser urna associar-ao fraca, miseravel t
e-B discrco de quantos quizerem iosulla-la.
A LOMBARDlAr^"
A parte itlica da Austria (em urna existencia se-
parada, urna vida propria que pos quasi comple-.
lamente fra do movimeulo politice e social das
oulras provincias do imperio ; e assim ella merece
ser cm si mesma esludada. Com quaulo represente
um papel importante na historia daquella monar-
chia, a I.omhari a de dgniu modo forma um estado
ao lado do estado; e ti nico laro que a prende real-
mente a Austria he o da conquista. A I.ombardia
a muitos respeitos tambem se ada n'uma condi-
cto inconteslavelmente prospera, e basla urna rpi-
da presiden a, pa- da vista sobre ella para se conhecer os innmeros
recursos que aprsenla.
Alera, destes dous grandes ramos de commercio,
muitas cidades lombardas sao o centro de indus-
trias especiaes qoe alimentara transantes mais ou me-
nos ola veis. Assim, Padua fabrica muitos pannos as-
saz procurados na Tuscana, no Piemonle, e nsesmu,
segundo dizera, no Levante, e tambem faz om
grande trafico de carallis ; all, como em Vicencia,
vaf-se' comprar ainda vinhos, porcellanas, velados
e filas assj'is apreciadas no paiz.'-. Brescia conta nu-
merosas fabricas* de arligos de ferro, ac,o, cobre e
Iironze, de cufaria, inslrumenlos de cirurgia c
qninquharias diversas, alem do tocidos de las e
algodn. Milao, verdadeira capital da Italia do nor-
te, he afamada por seus objeelos do earrocaria, por
seus velodos, srtas sedas, seus tapetes, damascos,
Dronzes doorados, crystaes, eepelhos, instrumentos
malhematicos e de physica, e sobre tudo por sua
faianca qqe imila a porcellana ingleza. O fabrico
das perolas falsas oceupa um grande numero de
tiraros as Ibas Murano, Mnzzurbo, Burano e Cor-
cello, situadas nos contornos de Veneza. Os tto
famosos espelhos e roais artefactos' de vidro desta
ultima eidade leem decahido de sua Importancia
avista dos progressos realisados em oulras parles ;
roas as oflicinas de Marao ainda estto em plena
actividade, e sens productos leem sabido nos mer-
cados levantinos o bordo dos navios gregos. Vene-
qoe flucluavam, e havia nesse momento em sua phy"
sionoraia e em seu olliar, algama cousa que Irazia
memoria a graca inslenle de sua m.li cigana.
Quasi no mesmo instante entrn Peironilba, e dis-
te contemplando Mimi de travez, e ncenanoo-lbe
que lrasse quaulo antes a louca de phanlasia qoe
amarrotava, inirando-se no espelho :
Nicolao nilo advirti o senhor"ceode de que o
slmocn est promplo ?
Porni a rapariga nao fez casa dessa ordem muda.
.Iftemvollar a cabera disse Iranquillamenle :
' Veja, Petronilha, eslou vestida como saltana.
Ea, louquinlia, o alinojo osl promplo, disse
o conde levanlando-se, e convidando-a cora o gesto a
segu-lo.
Mimi _p6z a charpa sobre o encost de urna pol-
ronaalisou os cabelles laucando ora olliar no espo-
lio, e psssando dianle de Petronilha, disse com ar
ile Iriumpho :
O senhor conde ajrala-me com muita bondade;
quer que eu fava-lbe companhia, e roimoseoo-me
-.om aquella liada charpa. Por isso amo-o de todo
0 roen corarao.
Nos dias seguintes o campo ficoa sepultado debai-
xo de sua morlalha de nev, fazia om fro rigoroso,
a o conde encerrado no castello uto cuidou em por-,
se caminho. Cerlamente elle se feria enfadado,
se livesse smenle diante de si o honesto temblante
de Nicolao, e o rosto enrugado de Petronilha ; po-
rem Mimi fazia-lhe tilo boa companhia que elle nto
achava o lempo longo. Eram ainda as mesmas alli-
nidades que utlrahm-no irresilivelmente : ama
oessoa mais espirituosa e mais distincla qoe Mira!
le-lo-hia seduzido menos ; porm essa pequea agra_-
dava-lhe pelos seas lados vulgares, e elle abandona-
va-J" ao deleite de sua soriedade assim cmo pas*ira
oulr'ora a vida no meio dos malsios e dos frequen-
ladores do boloquim de Nepluuo. A rapariga, ufa-
na pelo seu bom successo.-adiantava-se na familinri-
dade do conde, saltava em lomo delle, afagava-o e
lisougeava-o desde a inanhaa at noite ;. mas sem
malicia, sem calculo lormado, sem nenhama previ-
sto inleressada.
Desde os prmeiros dias ella induzira Mr. de Ker-
brejean a mostrar-llie as curiosidades que troozera
de sua vlagem, c ambos tinbam aberlo urna mala
cheia dos productos da industria indiana. Todos
esses objeelos tinham sido reunidos sem moito dls-
cernimenlo, e formavam urna mistura dianle da qual
Mimi extaiiou-ie urna inanhaa inleira. Tendo-a o
conde convidado a escolher o qoe roais Ihe agradas-
se, ella lomuii urna fazenda de seda cor de rosa bor-
dada de prala, um frasquiulso de essencia de pao
san Jalo, um leque de peonas de faisio chinez e bra-
celetes de laca Adornados de ouro. Foi isso o qoe
eicitoo-lhe a cobija, e elta nto fez grande caso do
chale de casimira qu o conde deu-lhe para substi-
tuir seu manto de meiin. ,
Os lavores de qae Mimi era objecto eaasavam eer-
lo eslranhamenlo aos criados do castello, e Petroni-
lha eslava perturbada da surpreza e de indignadlo.
O respeito fechava Ihe a bocea ; mas ella desabafava-
se em tegredn com seu velho esmarada Pedro jardi-
ueii, t com o fiel Nicolao.'
O senhor conde he demasiadamente bom, di-
zia ella, anima urna familiaridade de qae devia of-
fenderse. Essa sirigaila' falta-lhe ao respeito a ca-
tra esculptura, as mais bellas obras eslto postas
nos palacios da aristocracia. Todava Seleroni eipoZ
urna estatua (um padre a quem se levanta um monu-
mento no cemilerio) que lem sea mrito. O Redem-
ptor que sahe do sepulcro de Fraccaroli, apezar de
ser de algum merecimcnlo nao corresponde repula-
cao do artista. Magu deu um Scrates se levantando
no thealro d'Alhenas durante a representario dat
nucens de Arittophano; he orna obra cheia de vala,,
e que faz pensar. O David do mesmo autor be
nos bem acabado; elle liaba de lutar contra, a-J;s-
branra viva do David cojossalde Miguel Anjo. Pel-
loli reprcsenjiir*eeaak- ielllMtfde o combate de dous
gallos, raas-'oecupou-se demasiadamente
Putlinali apresentou dons
ra a tirar. Mencionamos ainda os seuhores Pallav
ra, Rolla, Gu, Ido, Mougeri, Rolli, Borbolt, Conco-
ni, eujas obras nto sao sem valor.
f. A pintura religiosa parece quasi abandonada. A-
penas se pode aasignalar um pequeo quadro de So-
gui. Caironi, Ooadagnini, Pe/zi, Induoo, apezar
do talento de que s.lo dolados nao produziram pri-
mores d'obra.
A exposirto de 183:1 rrcebeu um grande numero
de retratos. O melbor he o de' Sogni, que tirn o
*au eroprio retrato, como, ha annos, o havia feilo
Hayez. Este ultimo lem alguns relratos, porem elle
'fie Inferior a si mesmo; outro tanto se pode dlzer de
Mollcni a Pezii; ao contrario Pagliani vai em eami-
nho de prngie.'so.
0 Sr. RiccaMI expoz tres qoadros de marinl a, que
mostrara nellc um progresso continuo. Elle he sem
con'estacao alguma o priroeiro pintor ueste genero
da Italia seple urional.
A pintura d; monumentos e perspectiva he repre'
sentada pelo senhor Bisi. A sua religiosa de S. Bru-
no de Chiaravallaaprsente todas as qnalidades
do seu talento. OSr. Qoerena pnlou sPraca de
S. Marcos de 'eneza, uolavel por sua simplicidade
e o bello uVik do colorido e sombreado. O mesmo
mrito distingue a Sonta Maria dat gravasde Cai-
roni.
Depois da morle de Canclla, a escola da paisagem
parece nto saber mais a que se pegar, lem em de-
masa recorrido as imilae*M estrangeiras. lo islo o
qoe prejndica nos paneis de Reuica, e Prinetli, ape-
zar do rei'ontie:idn talento dos mesmos. O Sr. Aston
lem mais firmeza e originalidade, e, breve ser om
dos meslres, se souber dar mais transparencia a seas
prmeiros planos. Os seuhores Pozzi e Vajenlim fo-
ram mais bem i.uccedidos nos annos precedentes; um
he muito mono ono, e o outro inuito longe do verda-
deiro. Os senderes Maselegazza e Mazza dle espe-
ranzas. As mel lores paisagens deslaexposieao sao de
pintores que ni o pertencem a l.ombaidia. A. mais
uolavel de todas he a dos senderes l.ange e Monaco,
obra domis subido mrito. SlSpem ao depois Fran-
cesedi, e Perusl de Turin disefpalo do Sr. Caame
de Genebra, enlgons pintores suissos.
Dabi vo-se qoe a-Lombardia, sem tancar um bri-
llio verdadetro sobre este dominio das artes, qoe por
largos lempos foi o privilegio da Italia, nto lie nem
estril nem desanimada. O poder da natureza, e as
admiraveis qu; lidades da rara manlm iia>I.ombar-
dia esse sagrado foco, e pelos trabadlos do espirito,
aasim como pelos da industria e agricultura ella em-
parelha com as mais importantes provTMcjas da mo-
naniia au-tria -1. De ha muilo mesmo que ella le-
va yaulagem pela perfeirto do sen estado social;
nto I!ie falla lalvez sent algama liberdade mais no
vil i de sua' actividade para ser um dos mais ricos, e
mais dilosos paizes do mundo.
(^nuaire des deux n
------'------M
nais rico, e
['
rnjona'ei.)
TEMOR.
as niinii
bellos bus-
empcego do seo saparfluo, e que o observado!- a**^ Slrma e ^n txpoun.ro duas estatuas de me-
sabe o que mais deve admirar se a multiplicidarie e | rj|0
grandeza, sel riqueza dos eslabelecimenlos de be-
neficencia, sobre lado em M Uto, onde o grande
hospital he certamente gigantesco.
Movimeulo intelleclnal. Depois do Piemonle,
nto ha paiz na Italia, em qne o movimento intellec-
tual seja mais acliyo e mais sensivel do qoe na Loni-
bardia. A necessidade de nanea se fallar nos ne-
gocios pblicos, concentrando na ltteratura propria -
mente dita tudas as forjas do espirilo, d talvez aos
escriplores, e as obras de arl em geral um valor
mais importante. Eis aqu um rpida quadro das
principaes obras, que foram dadas i luz cm 1833.
OSr. Gum.iri publcou urna theora das provas
no processo civil austriaco (Paria), e este anno elle
publicou o corso do processo civil, e no mesmo lem-
po sahe luz em Milao om manual do processo ci-
vil austriaco pelo Sr. Sonzogno.
Deve-se ao Sr. Selm um.curso de rbimica ele-
mentar, e ao abbade Regonati urna historia das cru-
zadas mocidade (Milto 1853).
Em economa poltica a nica obra que se posea
citar he muito recommendavel ; he producro da
peona do Sr. Jacini, einlitula-ee a propriedade ter-
ritorial, e as populaces agrcolas na I.ombardia (Mi-
lao 1854).
da momento. Ah 1 como o senhor cavalleiro a farin
voltar ao aeu logar, se a ouvsse lagarellar com tan-
ta liberdade 1 Desde que jauta todos os dias com o
senhor cunde, vnostra urna arrogancia sem igual, e
ninguem pode fazer-lhea menor repredenst : icreio
que nem a senliora Gertrudes conseguira nada della
agora. Enlra-lha na cabera toda a sorte de ideas
phanlasticas, por exemplo, vela no qaarlu quando
todos doruiem. A noite passada tendo visto que nao
apagara a luz, tavaulei-ine para saber o que fazia,
e vi-a pelo furo da fechndura cortando o bello panno
qoe o se o luir conde den Ihe.
Ella atreteai-sc a njetler-lhe a lesoara excla-
mnu Nicolao.
Sim, raeu amigo, cortara a sen goslo esse lin-
do selim bordado de prala, ella qne nao sabe cortar
um avenlal de cozinha. Emlim paciencia, esse gran-
de fri oto durar sempre, o senhor cunde partir
para Paris, eolia ludo se acabar.
Donsnu Ires dias depois Mimi esquvou-se no (ira
do juntar, e o conde voltou sosnlio ao saltu para lo-
mar caf. A velha camarista enlrou enlfo sob um
pretexto, e pz-se rondar em torno da mesinha n
qual Nicolao acabava de trazer a bandeja carregada
de licores e todo o apparelho necessario para fumar
nto o charuto vulgar, mas o longo cachimbo india-
no, cujo cano tortuoso termina em um vaso de me-
tal. Emquunto Mr. de Kerbrejean recostado em
urna poltrona junto do fogo, lomava paulatinamente
caf e fumava ao 'mesmo lempo, Petronilha cb/gou-
se a elle esfregando as m3os, e dizendo :
Parece-me qoe o lempo melliora nm pouco ;
se continuar assim poderenios ter amanhaa um co-
meto de degelo.
Oh espondeu o conde, nto ha apparencia
disso. Cheguei janella ha pouco, o vento soprava
do noroeste, afSrmo-lhe que nto era quelite.
Todava he cousa lerrivel que a nev e o fri
retendara aqai o senhor conde como prisioneiro,
acrescentoa Petronilha.
Sim, murmurou elle agilando-sc em sua pol-
trona.
Esse mo tempo nto parece ser geral, conli-
nuou a velda ; um guarda da alfandega viudo de
Morais dizia esta manhaa que dahi para la os ca-
minbiis sto pralicaveisr Praza a Dos que seja ver-
dade O senhor condo deve estar tto impaciente
por abracar suq lilha !
Eu dara ludo no mando para que ella esli-
vesse aqoi, murmurou Mr. de Kerbrejean com um
suspiro. -
Nesse momento a porta abrio-se, Mimi entrou pre-
cipitadamente ; e foi collocar-se dianle do conde de-
pois de ter gyrado lentamente sobre si mesma como
para mostrar-I he o lodu de seas atavos.
Bondade divina, que mascarada murmurou
Petronilha erguendo as mos ao co.
Torna a voltar-te, pequea, para eo poder
ver-le melbor I exelamou o conde ; he muilo bello
esse vestuario 1 Eu pensava que nada saborias fazer
desse bello estofo cor de rosa bordado de prala 1
Ab 1 ah 1 fizeste delle um vestido de bailo que asten-
ia-te moito.
O ronde dizia a verdade. Mimi linha ama belle-
za Iriumphante com o corpinho um tanto decolado,
as mangas curtas e os braceletes de lenlijoula cima
do colovelo como as dansarnas indianas. Para com-
pletare- adorno ella pozera sobre a cabeca o leqne
de pennss de faisto, o prendera cinlora com nina
fita o frasquindo esmaltado qae continha a essencia
do pao sndalo. Todo isso era bello e extravagan-
te. Ella assemelhava -se a uraa princeza dos roman-
ces de avallarla eahindo como das nuvens em um
castello anligo.
Quanto he gentil essa pequea assim toruou
o conde vollando-se para Petronilha como para in-
duzi-la a adiantar-se e exprirarV tambem saa admi-
rajto ; mas a velha cohtendo-se difflcilmente, res
pondeu com frieza :
O vestuario he um tanto ligeiro para a esla-
e.lo ; Mimi arrisca-se a apanhar !*m grande de-
fluxo. .
E sabio do alio acenando a Nicolao que a se-
guase.
He verdade, pequea, deves sentir fro com
esses bracos us, disse o conde adrando o fogo. Vcm
aquecer-te.
Essa he boa nto temo o fro responden
ella.
E como para provar o qoe dizia lomuu um para-
fogo, afim deaervir-lhe de (que, e poz-se a dansar
cantando urna aria de bolero. Os passos que impro-
visava nao eram muaciirrec1os, e havia mais vigor
do que graca em seus mov intentos. Essa especie de
pantomimo era urna reminiscencia de seus ejerci-
cios de oulr'ora. O para-fogo servia-lhe de pandei-
ro; ella elevava-o cima da cabeca arqueando os
bracos e sallara sobre o tapete com nm gaz incrivel.
Cousa extravagante nesse momento disperlavam-
se nella certos iustinclos, e lancavam-na em vagas
saudades : pensava no effeilo maravilhoso que prn-
duzria dansando assim em publico com seu lindo
vestido cor, de rosa bordado de prala e sen diadema
de pendas.
Moito bem 1 muito bem exclamava o conde
balcndo'n compasso com o p, e Inorando pelo na-
riz baforadas de fumara. Cerlamente en nto espe-
rava ter esta neite dansa figurada e pantomimo.
Ah.' fatiga muilo cantar e dansar ao mesmo
lempo, disse Mimi parando emfim, e cahindo esba-
forido em urna poltrona.
Assim o crein/ responden o conde, nto podes
mais, louquinlia.
Veja como bale-me o coracffo, lornon a rapari-
ga inclinando-se para que elle pozesse-lbe a mao so-
bre o coliele.
Oh 1 nao duvido, disse o conde um tanto eom-
muvido, e rindo dessa ingennidade. Ests multo
suada ; deves lomar algOma cousa quelite.
Sim, responden ella.
O conde oto charoou uingnem, lirn elle mesmo
da bandeja assucar, agurdente e agua, poz essa es-
pecie de ponche em uma| chicara junto do fugo, e
apresenlon-o a Mimi, a qual beben de-um trago e
entregou a chicara, dizendo smplesmente:
Obrigada, isso he muilo bom.
, Dansasle bastante, Mimi, torn a o conde, jo-
gaeraos agora una partida para repou lares.
Sira, reapondeu ella, juguemos'i orno honlem o
(lomiap.
O conde nto gostavn dos jogos qne exigiam eom-
binares profundas; mas umava o domin. Demais
Mimi linda nma maneira de jogar que diverta-*
singularmente: ria, apaiionava-se, an-ebalavi-se, e
Na pintura histrica apresrnta-se no primeiro lu-
gar o meslre que formn a joven escola milaneza
o Sr. Hayez, pintor bullanle e espiritual, mas a
quem faliam profundeza e emocao. Hayez eipoz
dousquadros as l'entzianas e lmuda Lambertazzl. Dous oradores impugnaram o
O talentudo artista enconlra-sc em ambos, mas o. vando a necessidade de economa,
primeiro he mais bem succedido, porque aproxima-
se mais do romance historien que da historia, e he
nesse genero intermediario qae Hayez faz seus me-
lliores quadros. Depois delle segu Cornienl i umdos
seus discpulos, que soube todava fazer-se indeficn-
denle, e se ha tornado de alguma sorte o chefe da
escola realista. Cornienli expoz om Moiss menino
pisando a cora que Pdara Ihe pozera sobre a ca-
bera. Esle quadro he materialmente bem e-ludado,
mas o ideal acba-se demasiadamente supplanlado
pela prosaica realdfde das miodezas. A mesma ob-
servacao cabe ao RenaUIo e Armida do masmo artis-
ta. Esses quadros historeos sao raros; a execocto
denota em geral muita inexperiencia, mas conscien.
ciosas buscas para1 escolha do assumpto; he orna es-
peranza para .futuro. Tres quadros foram inspira-
dos por orna gravan franceza, os mar tures christlos
no momento de tua condemnavao. O do Sr. Zuccoli
he muilo bem desempenhado, elle commonica a
quando perda enlrcgava-se a nma afllicco cmica.
Ao toque de meia-noite, ella levantou-se vivamen-
te, e disse fazcnilo urna grande reverencia:
Senhor conde, desejo-lhe um bom anno segui-
do de maitos oulros igualmente felizes.
Apreseutoi'-lhe as duas faces, eabraeou-o cordeal-
menle.
Eu nto pensava nisso '. exelamou elle ; ama-
nhaa he o primeiro dia de anno.
He boje, respondeu Mimi olhando para o re-
logio ; veja, o anno novo a comecou.
E eu que nto cuidei anda era tuas festas 1 ac-
crescenlou o condo metiendo raachinalmente a roto
no bolso. ,
' Oh : nto ha presan, respondeu Mimi rindo, es-
perarei anda um pouco.
Estou entao aqu ha oito dias murmurou Mr.
de Kerbrejean com ama admiracao sincera; isso pa-
rece-me impossvsl.
NSu vio ama s vez o almanak ? pergunton-
Ihe Mimi.
-Nto, respondeu elle, graras a ti, meu diabinho,
nto enfadei-me um momenlo, e o lempo passo sem
que eu o senlisse.
Vollandu ao seu qnarlo, Mimi chegou ao espelho
para admirar-se anda, e depois despio-se lentamen-
te sem fazer caso das iib-crvieoes de Petronilha, a
qual dizia-!he:
He miseria, Mimi, ama rapariga de sua idade
educada em urna casa como esta, ter tto pouco jai-
zo e recalo. O senhor conde quaJie a bondade em
pes-ea, lolera-lhe todas essas insolencias, e mesmo
diverle-se com ellas ; mas qual ser o resultado dis-
so .' Que diriam as pessoas estranhas se livessem-na
vislu esta tarde vestida como actriz'! Creia-me, ml-
nha pobre Mimi, he urna loucora abandonar-se s
suas ms inclinaces de malicia e de orgulho; ellas
Ihe faro comraeller faltas qoe recabirao sobre voss
algum dia.
A boa velha conlinuou meia hora nesse tom fa-
zendo de quando emquando ama pausa como para
esperar o effeilo de seu discurso. Emfim nto oblen-
do urna s palavra, e nto ouvindo mais ncnbum mo-
vimento fui applicar o olho ao foro da fecbadura. e
vio Mimi dormiudo profundamente. O vestido cor
de rosa, o leqne de pennas e o frasquinhu estavam
dianle da cama, e a can-lea fumegava e crepilava
sobre a mesinha. Petronilha contemploo um ins-
tante esse quadro, depois enlrou sem rumor, apu-
gou a luz, c rclirou-se murmurando:
lie intil; nunca de raira Moaro bom cnrislto.
No dia seguinte quando Mimi ucordou, um raio
de sol passava alravez das cortinas, o om ia-se fura os
mugidos.das vaccas que sahiam do corral.
A rafcariga corqprehendeu que era ja larde, e disse
em voz alta, levanlando-se precipitadamente:
Ah.' grande Dos I sao nove horas pelo me-
nos:...
Nove horas e Irenroortos 1 gritou-lhe Pelro-
nta do fundo da oulra alcova. Vista-se logo ; ne-
cessita-se talvez de'vosi no salto.
Qaera t o senhor conde? perguntoa M'
vnmente.
Nto, respondeu Petronilh
senliora Gertrudes que a k*1
A senhora Ger''
SilO DE JANEIRO.
SANADO.
^^Hs^4.le los** de 188*. J
. I.iila e approvada a..acta da sessSo antecedente
pasca-se a ordem do da"-'.
Entra de iy-vo em disnssao o projecto, propa-
lado na sessidlsr 16, regulando~s~Trfi5|oadl| dos
lentes da escola militar a academia de nVsnha.
O Sr.tVhconde de Albuquerque :PrtHini que
esle-orojeelo, Sr. presidente, nto deixaria *de ser
approvado ; e sta piesumpr.io, junta a convenien-
cia que julgo r ;sullar de lomar a menor parte pos-
sivel nos debat, fez com qae eu nto dissesse nem
urna palavra a seu respeito. '
Dous oradores impugnaram o^projeclo, um itloli-
e uutro croio que
Sim, ssnjiores, eu sou econmico, desejo, que o
mea paiz. soja econmico ; osas a primeira econo-
ma que re ommendo, a ve qne fallis tanto em
economa, lie qae se forte menos.
Urna voz :He verdade.
Q Sr. Htconde de Albuquerque :Sim, zelai
mais oainteresses da fazenda poblica.sde mais zelo-
sos na administracto dos bens nacionaes; mas. nao
deiieis de pagar bem aquelles empregos, aqaelles
encargos qire julgardes necessario para o bem aer da
sociedade.
StrpntitofM,itataitmi\/u Lasas saferma que.
se fizeram sobre astrOceSo pnbUca sao deqnadas ;
uto sei se foram attendidas todas as circumstancias
que devero concorrer para se promover a instrur-
jo no paiz ; mas quanto aquillo qoe ae eslabele-
cea relativamente a ordenados, digo que nao hon-
ve dissipacao.
Embura ss queira dzer que no paiz nao lia pes-
soasjeutlicieiitehabilitadas para o desempeoho de
taes funeco<, o que nto digb, mas emboca isso se
diga, respor derei qoe o hornera de brio que se in-
cumbe de qualquer comrorssao, no exercicio della
se torna hbil, e principalmente no magisterio, por-
que se da o grande principio que lodos nos
moadovendo doeetur.
Portanto, trabalhemoa mais para a moralidade, e
islo he que nao se] se foi bem allendido na reforma.
Oala qae s o grande principio da moradade
se desatlencido na inslrucrjlo O grande princi-
pio religioso, de qoe fallamos milito, lie o- menos al-
lendido, poique uto sel como sa possa fallir nesse
principio sem dar o exemplo individual.
Pola haver alguem que conteste, Sr. presidente,
que o estado das sciencias matliematieas nto he in-
ferior ao estado de ncohum* ootra sriencia En-
tendis que, para habilitar os nossos ceocidadtov no
estudo do direilo e da medicina, deveis procurar
devidos meins, dar toda a proteocto, e qoe nao de-
veis proceder do mesmo modo a respeito das rna-
Ibemalices u das suas api o que
o* seoheres de direilo e-de medicina se desee
cerem os principios malhematicos ? o que
elles?
Nao qnero Uater para aqu, Sr. presiden
estatutos da l'niversidade de Coimbra ; nao quero
fazer a apologa das malberoalic.as. Dos toe livre
disso ellas seriara rabajl
l.imito-me a pergunnj sf or que motivo se ha de.
dar preferencia ao direilo "e a medicina '.' Nto I
ve impugnado quando se tratoa de apprdVa
augmento dudo aos professores dos cursos jnridi
das faculdaces medicas ; e quando apparecero re"
clamacbes justaserri favor de sciencias que precisam
protecrao, f,ritam : He necessario econoroia.
Sr. presidente, vejo com dor a indiflerenija com
qoe no meu paiz se olba para as ciencias mathe-
malicas applieadas. Para a mais insigaificante obra,
para o mais insignificante projeclo, dnaes phjsicose
indoslriaes permilta-se-me este nome), mandawe'
buscar um eslrangeiro, e a elle se incumbe cousas
tto insignificantes '. E nao poderemos maudar bus-
car estraug;iros para mdicos ". De cerlo que com
mais conveniencia, e talvez que tambem pare jui-
zes....Se he esse o- principio, ahi temos o eslrangeiro
para nos aut'iliar.
Nao ente ideroos assim ; cumpre habilitar os nos-
sos coucida Itos, cumpre proteges as sciencias me-
dicas e jurdicas; mas cumpre tambem proteger as
sciencias mnlhemalicas,
O projecto, na minha opiuio, est imperfeito.
Eu desejaria que toda a proteccio, IcaJo o favor qoe
fui feilo ao Mino du direilo .e da medicina fosse
tambem applicado as matbemalicas : isto beque'de-
veria ser. Temos Uo poneos midieres na adminia- i
Irarao publica em que se reqner essas sciencias, que
se jalgae deroecessaria a sua proteceao ?
Sr. presid;ute, he um rifio conbecido entre) lodo
asseverando qae esses lentes accumulam varias gra-
tifioacSes que compeosara qualquer augmento qoT Ttrnuedesr jamos habilitar nossos Dlhos^
dadomnndimalhemalicas nto servem para nada
isto he, a sociedade nto protege as sciencias ma-
lhemalicas. Nos que temos' Cilios, podemos dizar
que, se elles vto para malhematicos, be porque nao
fazem a nosw vontade ; he porque he mais fcil I
irem matricular-so uas escalas militares, que exi-
gen muito menor numero de preparatorios. Nos,
pois, que vemos cono a sociedade marcha, porque
uto havemos de remediar esse estado de censas ?
Nto sel em que avalla essa despeza para se cla-
mar tanto pelo principio de economa quando ae
(rala de fazer desapparecer essa desigualdade entre
a proteceao sos estodos. Ah Sr. presidente, se
quizessemos applicar toda a nosaa altenflo as des-
pezas publicas, fiscalisscto deltas, aos canses por
onde se desviara os diuhejros do Estado, qoaTito
nao teriamo! para ampliar essa proteceto as scien-
por ventora se preflMa dar aos vencimentos da sua
categora de lentes.
Sr. presidente, u principio de economa he sao, be
Sympathico, quer nos individuos era particular,
quer as assciiicdes em geral, e mesmo no gover-
no ; mas a palavra economa sapponho qoe he mui-
tas vezes mat entendida. Eu nto julgo principio
geral de economa o pagar mal, o pagar pouco aos
fuuccionarios do Estado ; na minha opinito islo nao
he econetnia.
O Sn'BarBo do Pindar;E quando qoem pa-
ga lie nolire '.'
O Sr. lisconde de Albuquerque :Qoem he po-
bre nto tem vicios.queni he pobre nto quer ser na cao
uaoseacba em estado de ser ;\ quem quer aspi-
rar aos foros de naci independenle.deve renumerar
bem a quem serve ; alias nto ser nacao indepen-
Mm, minha pequea, e o senhor cavalleiro e
a senhora lrem- tambero. Cliegararo s sete horas da
manhta.
_ He possivil!.... nada ouvi, murmurou Mimi.
' A senhora Irene ja procurou-a duas ou tres ve-
zes; desri logo.
Brevemente, respondeu a rapariga.
E dirigind-si ao espelho poz-se a peutear lenta-
mente os cabellos.
Ah 'velhaca, duba escriplo occultamenle, pro-
segua a velha. He por isso que o senhor cavalleiro
e a senhora Irene voltaram.
V que tiie ama boa idea, toruou Mimi com
um sorrisO'coodrangido. Agora ci-los reunidos, c
lado vai omelhir possivel.
Nto, nto, replicn Pelronrlha entre os denles;
creio qae fra melhor que o senhor conde fosse a
Paris /
O lempo osla bello boje, nto he assim '! disse
Mimi com um suspiro.
O tempo est magnifico. O vento mudou esta
noite, urna chava grossa varreu a neVe, e o sol er-
gueu-se Claro on mez de marco. Fra o ar be mui-
ta brando, e puder-se-ha passear ao meio-dia. Oh !
accrescenlou \ velha odiando para a janella, eis-ahi
o senhor conde j no jardim com a tilda.
A [lenas a camarista redrou-se, Mimi foi tancar a
vista alravez da vidraca, e avislou na avenida prin-
cipal mndumesella de Kerbrejean que caminhava
apoiada ao bracc do pai. A esse aspecto um pun-
gente ciume enclieu-lhe o coraco, seusolhos enche-
ram-se de lagrimas, e ella murmurou:
Ei-l passeando com a lilha querida.... Agora
voltarei a um casto e ninguem fura mais caso de
mim I
Um quarlo de hora depois ella deseca. A familia
ia almfar. Mimi ouvindo vozes na sala, parou so-
bre o lumiar, e 'ancou'a vista pela porta entres berta.
O conde eslava em p entre a filha e Gertrudes, qoe
ja se achavam a sentadas, Boto pareca lembrar-se
de que na vespera fura Mimi que oceupra o lugar
do cavalleiro em sua frente. A rapariga curopre-
hendeu que se nao conseguisse inmediatamente, reco-
brar sua posicn, ficaria para sempre enlre os cria-
dos ; assim enlrou resolutamente e foi comprimen-
lar Irene. Esta abracou-a cordealmente e disse-lhe
com effusto.
Fizeste bem em escrever-rae, querida Mimi;
viemos sorprender esse maligno pai qae nto dava
noticias soas... Elle dis* me que o trataste muito
bem ; agradeco-le de lodo o corncao.
A rapariga ftz nova reverencia, c fieou emi
diante da mesa encarando o conde. Estele-
instante de emliarac/i e de licsitarto, *
acenando a Nicolao qoe pozesse
do cavalleiro.
Eia, Mimi, po>-'
Ella nlo esn*'
Iriumph''
ni""'"
toruou o.conde encarando Mimi cerno para induzi-
la a deiiar o ar serio que lomara sbitamente.
Mas ella licou silenciosa durante lodo o alrouco.
Demais saa enriosidade eslava excitava pelo geilo
que lomara aconversaco. O cavalleiro falta',
sobrioho da ifleictn que assendoras de Kersaliou ti-
nham coocebidu |por Irene, e dava-lhe a entender
que datii em diante as duas familias passariam jau-
las uraa parle do nono.
O conde nao oppunha nenliuma objeceto a esse
projecto, mas oto eslava contente, e a idea de tor-
nar a acdar-ie em certa sociedade assustava-o singu-
larmente. O cavalleiro percebendo isso accrescenton:
Estaremos aqai mais lempo do qoe em Neully.
Madama de Kersalion est conveocida de qoe essa
mudanca de residencia ser favoravel a soa saude -r
quanto lilla, alo deseja mais do qae reaoir-se pa-
ra sempro a Irene. A affei;o reciproca, os laros de
parentesco, os interesses de familia pro luziram cases
arranjos que. certamente approvars, eseil charo
Joao.
Esle conl5olou-se de responder com um-sigl d
assenlimento, e disse dirigindo-se lilha.
Madamesella de Kersalion era mui linda ou-
lr'ora ; assemelhava-se um pouco a li.
Ah meu charo pai. Vmc. lisongea-me! ex-
elamou Irere. Quer qoe eu faca-lhe sao retrato ?
Minha querida I.uiza ainda he muilo bella: lem um
lalbe elegante, olhos lindos e mol magnficos cabel-
los louros. Infelizmente obslma-se em crer que nto
be mais mofa, e vesle-se como tal: nem flores era
fitas, nem estofes de cor clara ; sempre lencos lisos,
vestidos pre os ou pardos.
Mas assim ella deve ser urnanodoa as socie-
dades, obsenou Mr. de kerbrejean.
Nunca vai s sociedades 1 Pio pode decid-la
urna s vez u acompanhar-me. quaodo meu lio le-
vava-mc ao speclaculo on ao baile.
Mas erj essa ?
Oh a: visitas nto obrigam-na a vettir-se com
luxo. Minha lia de Kersalioq quasi nunca alio do
quarto. San estar precisamente doente, tem nma
saude muilo lelicada; o rumor fatiga-a, a socieea '
enfada-a ; dosde muito lempo nto recebe !>"
E oseibor duque deRenojal"'
Mimi estouvudamenle.
Ah / ello lem a hoe-
Vroc. ? disse ocavalf''
as sobrancelha* '
Foi '
ella'
'S-


TcrUmoi raaitos meiiM pan satisfaier t esla
oulru necettidades public.it.
Suppooho pois Sr. presidente, que o principio de
ecoootuia nao pode prevalecer para m votar contra
o projecto.
O oulro principio ovocad) he o de accumalacSo
de ordenado* j m jal; qun o nobre senador que
fallou aobre u materia nao aiU rnuilo btm infar-
Jad*.
Infelizmente he lie |>oaei a proteecio qu* da-
moa 10 ettudo daa i .-acias malbemalicaa, que de
ordinario aqae las que i ella te dio para podaren
viver, dadicana-ae a pro Harta de acidado, ciaste
militar, clave que taaabam iio ha da mait favore-
cida, qae, m mlnha opiniao, a* he cora dinhei-
ro qae a avorecerin, por joe o que a essa elasse
anana tea* aaestret, qae olla aprende as acade-
mia*, he que ama daa q laldida* iuharenlea eo bom
desempacho de sais fu atceslie o despretodas rlque-
n*; islo he o-que te misma Oessas academia aoa
homeoa que querem b in deiempenhar asfuucces
de mililar.
Nao he pola como sollado i|aa digo que te deve
dar bom ordeuadoe -ius lentes de malhemaUcas.
Qaeea abe te n iu serit melhnr qne os lentes de ma-
Uaaraallca* da* escolaa militares, nao digo das esco-
las de appiieaca, mas das th sricas, mo fostem mi-
litara
Can) effeilo, alguus que te lem dado o estudia")
das mathematicas rrcorrcra n vida militat e'queren-
do comujsar nos seos utl.udon, a carreara que te Ibes
depara he a do nitgitl'trio, porque infelizmente nos
tto tiramos todo o prstilo qae te poder ia tirar des-
ee ramo de estadas. Vio p.ira o magisterio; e o
qae lem elle* t quaes sin estes ordenado* t ,
He necesario saber o/ie o lente militar olo pode
osar de toa industria; ti nico meio que lem para
utar delta Iba deve ser prohibido, o de ter careos
particulares. As outra! rlatsei, nao: o lenta de di
reilo pede ter advogadc, porque nao lem nenhuma
complicado a adTogacia com o magisterio; e o me-
dico que he lente pode, o a qualidade de ser lente at
Iheaugmeuta a clientela. Mis olete de malhema-
ticjj q qne he qae leen 1
O Sr. JobiiH.Oa anassos militares.
conde de Muquir que:Saiba o nobre
asador qae me d es) uparte, qoe en era major de
arlllhnria aa idade de H annts, e quando enlrei pa-
ra o inag|aterio morri na carrea militar : cit*aqui
a* aeeeases qae os miliai-es vlie achar no magisterio.
Lora qoem talla o noble senaior! Ha um ou oulro
fcmeanTio; nao he pulo magisterio; sao as eom-
ttdes sao as presidencia, lo oatros lagares; he a
rtilicaqoe tem feilo milita genlesablr : o magiste-
rio mililar be lomba 1
Vao duvido qoe a ora oa entro lado se d algu-
mas caromissoe que nilo podciei ter exercidas por
outrat peetoas, ainda <|nl vejo que o estado de
direilo d hibililaeao para lado... Nos somos her-
eiros (tstamenleiros d os Piel agones no*es e nao
dos Portugueses velbo?, carne' detejo sor. O esludo
do direilo he hamUlaejIe par lodo.
Mas, nitores, quando no isseao paia trala-se de
desenvolver .-linlrodnc;*) do leapor, etc., ele., ele, a
quem se ha de emprtgar? Aos juies aos roedi-
cee T Os mdicos tamben ten inuilo de mathemati-
cas, mas nao he seu raan especial, nao sao essas suas
lubilitaces. Lancai indo doi lentes, mas pondo os
lentes na aaa verdadejrji categora, que aogmenla-
reia o numero de indWiluos :om estas habililaroes.
O Sr. Silveira da .Mofla d um aparte.
OSr. Viseando d'.iDuquerm:Eroprtgarei esl
dito hespanhol -fui*i labe J Tenho visto militares
cera principio adminil -aliviis superiores a quantot
homens de direilo e* coihei
O Sr. Sileeirada M*'M--\ adminislrarao pre-
cisa ser estudada. Wk
Wktrque : Nao se pode
ser mililar som caobecanra lininislracao ; desde o
soldada at o general neuhara d om paseo na sut
vida tem coahectr a adminis racSo.
O Sr. Silceira da MiHIa : Ramofesperial, pode
ser.
Vm :': Toda a a Iminslricao *
'r. fiteende de Albuquerque : Toda nao ;
anal as primeira* admhiitlraedes qne conlicci foram
militares.
O Sr.JoUm : Em dutre lempo.
OSr. Visenos d* Uuc/iieraue : Prouvera a
Daos que estivessemes ataan leinpo 1
Confessn, Sr. presidente, qae toa harnea de ou-
lro lempo ; ato me posto acommodar a estas ideas
da dia ; eu nao vea para o socialismo. As ideas de
agen squercm edil de foje, nao se importara
i nafa : aliamos desle embaraco
de aoja aio nos m }<>rtcua com o que pode ir
aasanliio. Hat eu nio \oo para ahi; serapre te-
abo ai vista o presente, a pretrito c o Caluro.
res, lemoe ja a historia do magisterio em
nossa paii, sesmo em Eorlugal, qae c (ambem iioj-
sa historia, digam-me, qaal (ni o lente de malhema-
ca que (et fortuna n:i ana cu reir, a nao ser hon-
ra t (Jaal fot o lealil da mathematicas qae no
exercicio de taas funci,et piiils fazer ama fortuna
pecuniaria 1
W attoa as idis do dia, nao son de opi-
' se augmente o toldo aot militare* ; mas
aiio que te a j ,'inonte o ordenado aos Ico-
exacta!, n anas applica;es.
n nao tao tt ideas do dia ; as ideas do
lugmentar os sollos ios soldados quando na
miaba epioMo o milita: que nao detpreza as rique-
zas ala he digno da um farda. Se desejo qne se
augreearte os ordenados dos leales, he para que bem
desempenhem seas datares, he para promover as-
piracCe a eteet lagares, he puru habilitar roaior nu-
mero de pessoas em sooncias (So oecessarias to-
ciedade.
Tenio dHo de malt para justillcar o mea veto.
Eu desejuria a/xe o illutln; autor do projecto, un
qualquer oulro nobre sntdi>r qoe esteja mais im-
m todas estas nr'ormn que se fizeram para
riflo publica, eieierilha' todo o favor qae se
ootrat sciencras para se tornar extensi-
vo s setnelas malhemlicas.
O Sr, Bario de Piidmr : Sinta. Sr. presiden
PUMO DE PERMAMBUCO SEGUNDA, FEIRA 16 DE JULHO DE 1855
te, ter de contrariar senilmente* de um amigo
com qoem ettoa he milite identificado ; perm amo
de, a'no cabo tlt vida principalmente gesto
de adizermataatneatf.
O nobre seaaddr, djiado-me eu este apstie :
Quein ha pobre pagt tos hu erapreetdos como
he rico paga, como rico, a islo res-
ponden o nobre senador : l}oera he pobre nao lem
vicios. 11 Mas direi ao isea nobre amiio qoe vicios
sendo pobr;. pag aunadas soas toreas ;
lado, e ao tei qoal aera a paradeiro.
taeu nobiu amigo que urna naci nao
pod er pobre, porque onUo deia de ser nacao ;
e eo digo iu ama aaci> pobre peda soffrer iucom-
D*adH de oa aa^ae ran; iwismaitas veze esta na-
fa pobre pode veocer ti rica:; ena naca pobre pode
deeordeas |K>Ult:as, eonservarrse com
dignidade. Nao me reinontarni antiguidade, alo
irei a Sparra para mosliar ao nobre leador cerno
urna nacao pobre pode appnreser no meio dat outras
icte: inri ao; nossgs das. Nao co-
iobre seruder so vario destos vendavaes
pobeatnaa naca* pobre da Karepa qae se con-
fela qoando m otra lem sida agitadas.
Nao taba o nobre senador qae a Blgica, nacao
pobre, tesa por toa saber oria conservada a paz?...
OSr. UMuq,erq*t: A Blgica
aebre!
O Sr. Bario de Une'tr : Caatpate a Blgica
eoea a Mustia. .
9 Sr. rucmdeie JiiktqmirqvejVeja como rf-
la paga ios tent erapregidos.
O Sr. Bario de finir :-E porque qocm (em
mais deve pegar tate, e enligo meantopagoe-se
nenaot empregados,i digo mais abj, lalvez pelos
tizada uinha erbvacao, qoe esla persuadido
" antka he a primsira das sciencia*. Dl-
- aminha vo fraca para mattrar
"""-se o- qae disiaro os
*. rauuaandc. s
" "lar n en-
O Sr. yitconde de Mbuquerque :A tabella do*
ordenados est approvada.
OSr.Barao de Pindarc: Ainda niugutm me
moslrou isso.
Disso o meu uobre amigocortem-ae at ladroei-
ras.Sim ; lodos nos queremos isto ; mat ulo foi o
nobre senador ministro ? maidoo -enforcar ulgaan
ladrao ? (Risadai.)
O Sr. Vitcondt di Albuquerque t-dtlo he pre-
ciso.
O Sr. Bario de Piniar:Nao digo enforcar,
ous foram ao menos mandados para a cata de eor-
rrccJo ? En quero que baja moralidad?, he muito
boa coutl; porem pergantarei tambera : etlio to-
dos o domos empregados bem pagos ? O senador he
bem pago?....
O Sr. Vitconde de Albuquerque:Nao.
O Sr. Bario i* Pindarc:Tem elle os meios de
poder viver t
O Si: Pisconde de Albuquerqm :Nao.
O Sr. Bario de Pindar:TerSo quando aecu-
molim commisfoes, e fuzem 10, 20 e 30 conlos por
anno; do contrario, nao.
Bstou persuadido uu este lugar abrio-me o ca-
minho da honra; masrambem que me fechou a por-
ta da riqueza....
O Sr. Vitconde de Albuquerque:Apoiadissimo,
he verdad*.
O Sr. Bario de Pindar.Enlao devenios atleu-
der a lodot os empregados...:
O Sr. I'isconde de Albuquerque:Nio con-
testo.
O Sr. Bario de Pindar :.... para poderem ser-
vir bem; mas, meu nobre arnigo,n<* temos de mar-
char segundos* Torcas da narao; ama nar;ao)rica
pode pagar muito bem nos seus empregados, mas
ama nacao pobre deve pagar em proporcAo das suas
forjas; Isso tira, eu quero, e quero mormente com
relaco aos meslres que ensinam at scienciat e as
artes, quero que elles sejam bem pagos, mas que
tejam pagos em proporcao das nossas forras, porque
quem nao lem nao pode pagar mallo.
Senlipres, se adedennos ao que se passa no nos-
so patz, havemosde ver que muita devisa te poda
econamisar. V se um desembargador aposentado
porque nao linha forras para r ao tribunal, dizi :
mesmo ; diz o constlhoiro : a Eu mo posso estar
aqu; venha a rainha aposentadoria. Mas para
ministros de estado todos esUo bons. Isjo acontece
porque se desprezaram as antigs leis de aposenta-
doria. Alguns ha que sao aposentados e que creio
que era tres veze* assignaram o teu mime em au-
tos ; mas foram aposentados por doeules ; quando
porcm alcntara urna paita, oh senhores, qne es-
perleza (risadas), que energa Atqoandn fallara
moslram soberana. Para jnisas, isso nio ; nao
prestara, esto doentes, nao podem ; enlrelaudo eu
lenho visto algnm (lestes al empunlinr a espada co-
mo ministro da guerra, c valenle.! Examinar autos,
isto nao ; be censa que nao podem fazer.
Sr. presideatr, se um pobre tiver criados de muito
laxo, dirao lodos qae esse homem est doudo, que
he om faiifarrao, porque nio lendo dinheiro, lem
ans poucot de lacaios bem fardados. O pobre nao
deve (er vicios, bem; e eu digo que ama nacao tem
vicios quando paga nlra das suss posses, quando
gasta alm do qae pode. O qae faz urna nacao va-
lenle he a virlude, he o patriotismo, islo he que tor-
na umt naco verdadJHramente Tlenle e forte.
Em summa, c ja se livesse mandado pagar aos
lentes de medicina a direilo estes ordenados, eu
votava por este projecto somente pela igualdade ;
dira : a He verdade que somos pobres ; mat ja te
dey a um, 6 enlao por mais um emparran v a
cixa ao porao. n Porm se isso nao lie assim, se es-
ses ordenados rstao dependendo de approvajao, nao
posso votar pelo projecto ; e bom serla que'elle fosse
adiado para quando se tratasse desses outros orde-
nados, alinTIe lomar-se urna decitao geral.
Senliores, cnlendo que a primeira elasse qne de-
ve ser protegida he a elasse militar ; nao porque el-
la lenha espada, mas pelos perigos qoo continua-
mente corre em defeza da sociedade. Quero ins-
Iruccio.iclla lie necessaria, e te nao, veja o meu
nobre amigo como essa cidadella, nao digo bem, co-
mo essa fortaleza da Crimea tom zombado detsas oa-
roes civAisadas E porque f porque os eogenheiros
da Rui linham muita iniruccao. lie por isso
^ue ille lem podido engaar as n.c,oes tnais civili-,
das do mundo. O (fue disspram essas naces quan-
do prirreipioo a guerra ? Disseram que era urna
lorale de pedra mole com pecas de pao pintado;
mas a i xperiencia mostrou-TriBf~<|ue os engnheiros
na Knssia sabiam tanto tota elles. A insTructao
pois he a base de lu do.
Ngi digo mais nadacA'oleve senaaW como enlen
derA A ipufia fraca fea nao pode^zer mudar a
inlenMo^do senado, naje em dia o ministerio lem
maioria em ajabas as cmaras ; se pois os Srt. mi-
nistros arhara bom este projecto devem declara-lo
para assim votsrmos.
O Sr. yeonie de Mbuquerque:9r. presidente,
como conheto o meu amigo que acaba de fallar, pe-
co hcenca para lomar algum lempo a casa, afim de
verse elle muda deappiniao, o qne espero em atin-
tate ao seo proprio discurso. Se eu livesse octasioJ
de faltar com o meu nobre amigo em particular nao
tomara tempo n cata; mas cojan se vai volar, nao
lenho remedio tcnao dizer algalias patavraa icerca
das razes que acaba de ponderar.
Sr. presidente, o primeiro fundamento qae o meu
nobre amigo leve para votar contra este projecto foi
de qne os estatutos das outras escolas, corsos, ou o
qoe quer que teja, e qoe pelo sobrenome nao per-
ca, ainda nao ettao approvados. O nobre senador la-
bora em perfeito equivoco, que pode destruir lendo
as acias da casa ; porque foi nesta mesmr casa que
se approvou a tabella dos ordenados dos ostros len-
tes ; ettao pois os ordenados approvados. A questao
nao he dos estatuios, he dos ordenados ; o projecto
refere-so a tabella, e a tabella est appruv&da ; por-
tento o mea nobre amigo deve reconheccr o seu er-
ro, e volar a favor do projecto.
Permita agora o mea nobre amigo que eu fac.a
algamas reflexes acerca daqaitlo em qae parece es-
tamos discordantes. Diste elle que a classqajtnililar
deve ter protegida, e que" por isso dar seu voto pa-
ra o augmento de vencimentos: eu digo, os milita-
res nao devem ter grande* vencimentos ; roa* com
isto nao quero dizer que a elasse militar nao deva
er protegida. A differcnr.i lie que o nobre sena-
dar, sendo alias mais velbo do que eu, est moder-
no, eeu estou anligo. Saiba o nobre senador que os
nicos servicos remunerareis, as nicas familias qae
linham direilo (note bem, dircit, nao etmola) raf-
as dos magistrados, e veo dizer a razio.' Sim, se-
nhores, o militar quando Tica rico udo s> rapatbisu
com a ciaste ; quando Iba d para aferroihar, nio
tem amor farda. Islo he o que se entina as es-
colas, nao he miuha opiniao, be a dos meslres ; e
euj o disse ao uobre senador. as escolas entina-
se que urna das virtudes militares he t desprezo da
riqueza; o militar vive contaudocom a remunera-
cao da patria ; sabe que a sua familia nunca ser
abandonada, que a saa patria ter sempre era vista
os seos servidos ; esta lie a patrlra de todo o mnndo.
O cobre senador sabe muito bem o que se passa na
Inglaterra ; as grandes remunerarles dao-se sempre
aos militares, e razao he porque te Ihe nao d
muito dinheiro na sua vida; se se der muito di-
nheiro aos militares, elles bao de gasta-lo, porque
se o n3o gaslarero nao prestara. Mas depois suas
familias nao ficar.lo na miseria. Nao queris remu-
nerar os servidos de quem se oceupou da patria ?
Nao, para ahi nao vou eu ; as miabas ideas sao pelt
antiga...
O Sr. Bario de Pindar:E a rainha opiniao ex-
clae isso ?
OSr. Vimnde de Albuquerque :Eiclae. O
oobro senador nunca foi soldado, eraflm, eo via fa-
zer piel aos dias compeleutes, e via como elles
gastavam tuda ; sabis tambara o qae as raarinhei-
rot fazern da toldada quando a receben; esbanjarn
lodo.daoa lodot: porconsaqueneia dando-se-lhes
dinheiro faz-*e urna dietipaego ; o nobre senador faz
ponca idea da nobreza*mililar,..
*!~ que sin homeru que se sustentara da
'""Merque:A paga de seas
* "o "presente.
*> em am
nacap que quer sustentar oa foros de independencia;
diuheiro nao nos falla ;oulrotanlo tivetsemos nt
de jalao. Seremos pobre, mat ha de espirito ; de
dinheiro nao o tomos. Falta-nos alguma iolelligen-
cia ; mas meios de ser natao independente temos
tem aspirtr aos foros de conquistadores.
O nobre senador a diz: qaem he pobre piga mal.o
Mat o nobre senador pode comparar ama nacao que
quer hombrear entre as outras, que quer ter foros
nacionaes, com am particular 1 Um particular qae*
faz desposa que nao pode, deve ir parar na casa di
correccio, porque quem cabritos vende e cabras nao
lem, de algures lhe vera...
U Sr. Bario de Pindari:Maiores crimet sao os
daquelles que governam urna nacao e esbanjarn os
stt dinheiros.
O Sr I'isconde de Albuquetque :Etbaujar nao
he pagar ; pagar servicos uecessarios nao he esban-
jar ; e urna nac.io nesta parle nao se pode comparar
com um particular.
O nobre senador falln aqui em accuruulacDes de
ordenados ; eu nao tei disso, nao sei quaes tao essas
accuraulacOea : e, Sr. presidenle, prouvera a Dos
que aquelles que'accumulam s tivcssem de rend
aqu lio que se Ibes paga pelo Ihesouro Sra, prou-
vera a Dos -
O nobre senador fallou era magistrados aposenta-
do. Sr.presideAle, qaem tilo os polticos do nosso
paiz'.' Nao sao ellos tirados da magistratura".' E que-
rer, i o uobre senador que esses magistrados, que sao
homens polticos, vao continuar na magistratura,
agora, ou que se Ibes tire squillo que elles ganha-
rarr. com as suas habilitarnos 1 Nao he possivel.
Sr. presidenle, eu nao sou de opiniao que os ma-
gistrados sjam polticos; nunca foi esla a minha
opiniao ; mas tem soccedido assim ; as sommidadet
polticas que temos foram tiradas da magistratura, e
nao lie justo que se privem daquilto que ganharam.
Nao rejo pois essa injuttira ; o que nos faz mal nao
sao os aposentados, sJo as maiorias empolgadas, es-
tas sao que acoberlam o crime, pretextando conve-
niencias. Ahi he que o nobre senador achar o vicio
de no*sa moralidade, ahi he que se achara o exem-
plo destruidor da sociedade. Estou persuadido pois
que o nobre senador, schando a razao no que cu
disse, votar comigo a favor desle projecto.
Sr. presidente, eu sei, e ha muito tempo confesio,
que os lugares que o nobre senador lem, s lhe lera
servido para consumir a fortuna que herdou de seus
pas e que lhe rcsullou de seu Irabalho ; mas o no-
bre senador tem por sso mesmo mais razao para ser
justo : tem mais razao para partilhar a opiniao de
que convm apaiarinhar as pretene/ies justas e re-
pellir as injustas ; e portanto espero qne elle vote
comigo, como he nosso cosame votsrmos juntos, e
supponbo nio ter-se sabido bem as votnr,oes em
que nos temos separado, porque Dos la em cima
he quem v bem ai cousaf que so passam nesle
moado.
'O Sr. Dantas, :Sr. presidente, depois que falln
o nobre senador que me precedeu, enlendo que nao
posso deixac.de dar algumas explicaces torta do
qne cu disse antes de honlem nesta casa, para que
te n3o pense qne eu pretendo oppor-me ao melho-
ramento dos ordenados dos lentes da academia mi-
litar. Seuliores, o nobre senador que me precedeu
disse : Ordenado mesquinho nio he economa, eu
quero bous' ordenados e mais moralidade. > Pois
bem, senhores, eu me acho de accordo com o nobre
senador, quero augmento de ordenados, mas lambem
quero que passem no projecto disposices qae mora-
lisem a academia ; pois pensa o nobre senador que
augraentando-se os ordenados o passando o projecto
tal qual se acha ficarlo os lentes satitfeilos e cuida-
rio de seus deveres, e claran de m.lo a essas exigen-
cia de commissocs e raais comraissdes 1 Se o nobre
senador tal pensa est completamente engaado ; he
necessario pois que o projecto declare que os ven-
cimentos dss commisses de que elles forem encar-
regados sejam romprehendidos nos ordenados qne
perceberera, ou lenham a optflo se os vencimentos
da commissio lorem maiores ; e ainda assim, senho-
res, eu nao acho que se tenha remediado o mal, por-
que o goveroo nao se importa com disposices de
le, salla por ludo ; quando quer esbanjar dinheiros
faz o qne quer. Eu ante honlem cilei nesta casa 0
escandaloso fado de haver um lente da academia
militar qoe percebe peno de 1:0009 por mez sem
que vn dar aula.
O Sr. Mantel Felizardo :Declare quem he.
O Sr. Dantas :Ora, o nobre deputado quer-me
abrigar a descer a individualidades ; cortamente nao
o farei, declino do seu convite"; para mostrar os a-
btispt e desperdicios do governo nao he necessario
que traga discussae nomos de individuos ; o meu
desejo he combater os abusos senreffesHler a algaem.
Diga, pois. Sr. presidente, que o govemB nio te jm-
porta com disposices de le, e o nobre senador qu
me deu o aparte habe muito bem que mi temos len-
tes da academia mililar fra da corte em commissio
com toldo da patente e mais a quinta parle do orde-
nado de lente, c todos os vencimentos que se coslu-
mam dar em laes commisses ; relo, Sr. presiden-
le, que a lei nio aulorisa isto ; estou portanto con-
vencido que, dado o caso que passe o augmento dos
ordenados, ainda assim cominuarau os abusos do go-
verno. Senhores, eu mo nao record que lentes da
arademia jqridica sejam encarregados de commisses
pelas quaes percebtm vencimentos e accomolem ao
mesmo lempo sens ordenados e gralificaces ; este
escndalo s d-se aqui na corte, e he isso que en
quero que se evite ama vez-que te augmente os
ordenados.
Disse o nobre senador que o entino de mathema-
ticas uao era inferior ao da medicina e de direilo, e
que nao ha razao para que se d maiores ordenado*
a ans do que a outros. Senhoav, o poder legislati-
vo nunca deve approvar um abuso, parque sem du-
vida um mal s vezes traz muilos. Esse augmento
de ordenados, essa tabella que foi approvada o anno
passado loi feila pelo Sr. ministro do imperio contra
a expressa profubicio da lei. A leide 1853 deu ao
Sr. ministro do imperio smenla^faetldaile para mo-
dificar no que fosse conveniente os estatutos das es-
colas de medicina o direilo, excepto augmento de
despeza ; entretanto o mesmo Sr. miniro as mo-
dificares que fez aprcsenlou urna nova tabella, em
que se augmentavan ordenados o o numero de em-
pregados, e contando com a condescendencia das
cmaras pedio e conseguio o anno passado a sua ap-
provacao ; for portanto isto um mal qoe rios ha de
euslar muilo ; preparemo-nos para volar os mesraos
ordenados as escolas de sciencias theologicas, que se
vao crear, e mesmo escola mililar do Rio Grande
do Sol, porque o direilo que se anega boje para os
i lentes da academia militar de rerlo ha dn nti-vii.ro,
muncraeao publica, eran as familias dos militares o. UB PTevalecer
a______I...1____*-.________,--=:_ .. -paraos outros. Disse mais o nobre senador qae a
tabella annexa aos estatutos da academia da, medici-
na estavam approvados, c que nio dependendo maiS
de revisio do poder legislativo, poda ja ser applica-
da aos lentes da escola mililar ; mas note o nobre
senador que nesc projecto nao se traa smenle de
ordenados ; leia nobre senador o arl. 3. do pro-
jecto, c ver que ah se diz que as disposires dos
arts. 31 a 56 e outros dos estatutos sao applicaveis
acs loles da academia mililar. Ora, nao se adian-
do approvados os estatutos, como poderao as suas
disposices tornarem-se permanentes para a escola
mililar ? A isto nao me respondeu o nobre visron-
de. Portanto, Sr. presidente, ea acho que este pro-
jecto precisa de ser meditado, e modificado cm dis-
posices que o leznem mais perfeito.
Vm Sr. Senador: Fici para a segunda* dis-
cussao.
O Sr. Dantas : Qoal segunda discussio pois
nao esleve este projecto dous das sobre a meta, e
qual a razio por que se Iho nao fez modilicacoei ?
Declaro que pela maneira por que elle se ada nao
lhe dou o meu vol. Sr. presidenle, nobre vis-
conde die que oSo ha razao para t pagar menos
aos empregados militare que aos civis. Senhores,
eu nao acho conveniente que se proclame isso coro
lauta irrcflexao ; o mililar quando quer ser mililar,
quando vai para onde lhe manda o governo, quan-
do se acha em campanil au em serviro aclivo, lem
bons vencimentos ; quando porm nao quer sahir
da corle, quando quer ser militar de resta e porta
de igreja, he justo que seja privado de algn ie-
Ihoraincntos. Os lentes da escola militar lem o ten
roldo e mais a quinla parle, lem os seus ordenados,
tem os sceseos e tem o meio sold para sua malher
e linios. Os lentes dos escolas civis nao tem este*
tecessos, e nio deixam por sua morle oulro recurso
a suas familias senio o fruclo de suas economas.
Espero, pois. Sr. presidente, qoe os nobres asa}arts
" orejelo que te discale mandem ii mesa argomas
in artigos addilivos, tem o qae nSo voll-
"ada para pasear a tegun-
He sem dbale approvada em ullima ditcossio a
emenda nova, feila e approvada na lerulraditcnstao
da propoticie da cmara dot deputados, tobre a na-
luralitacao de.Carlo* Frederico Ado Hoefer e ou-
lro*, endo enviada a mosma emenda cotnmiitio
de redaceso.
O Sr. Presidenle declara, que havendo fallecido
o Sr. tinador Maaoel de Carvalho Paes de Andrade
te ia uaroear a depularao do eitylo para attislir ao
seu funeral; sao elellos por sorte o* Sr*. Vergaeiro
marque* de Olinda. Paula Pestoa, D. Manoel, Mo-
ni e Souza e Mello.
Sao npprovadat temdebata.em primeira e segunda
discoisSo para passarem a terceira, ai proposites da
cmara dos deputados, ama approvaodo a aposenta-
doria concedida ao bacharel Francisco Antonio Ri.
beiro no lugar de procarador fitcal da (hesouraria
da provincia da Bahi, e oulra aulorisaodo o gover-
no a conceder dous annos do licenga cora os respec-
tivos ordenados ao jaiz de direilo do Ic, Marco
Antonio de Macedo.
O Se. Presidente declara esgolada aordem do da
e da para a da primeira tessao : primeira disenssao
da proposico da cmara dos deputados auloris-ndo
o governo a conceder carta de naturalista o de ei-
dadao brasileiro a Ino Edwin Roberto, e outros ; 1'
discussao do parecer da commissio de instruccao
publica sobre a prelencao de Joio BaptisU (iuima-
raes e Joio da Silva Pinheiro Freir; ullima discus-
sao do parecer da commissio de negocios ccclesias-
licos sobre a desmembrarlo da freguezia do engenho
Velbo, e levanta a sessao.
BtiatjajBJafJBBsBa
CARIARA DOS SRS. DEPUTADOSr
Da 28 de mato.
He lida eapprovada a acta da sessao anteceden-
te, e o Sr. primeiro secretario d conta do seguinle
expediente :
Um ofllcio do Sr. ministro dos negocios eslrsn-
geiros, enviando ama copia da convenci cile-
brada entre o governo imperial e O de S. M. Fide-
lissima para se prevenir e reprimir respectivamen-
te o crime de falsificaran de rnoeda tanto metallica
como fiduciaria com corso legal em cada um dos
dous paizes.A's commisses de diplomacia ejus-
tica criminal.
Um requerimento do capitao honorario do exer-
eito Jos Augusto Caslello Branco, pe lindo o sold
do posto honorario que.llie foi dado. A' commis-
s,lo de marinlia e guerra.
Dos moradores do municipio do Rio Preto, em
Minas, pedindo ser este municipio annexado ao Rio
de Janeiro.A'commissao de cstalislica.
Da adraiustracao da irraandade do Nossa Senho-
ra da Cooceicao do curato do Porto das Caixas, pe-
dindo permisso para possnir bens de raz al o va-
lor de 50:0008.A' commissao de fazenda.
Sao julgados objeclos de deliberarao, e vio a im-
primir para entrar na ordem dos Irablhos, os se-
grales projectos :
A' commissao de industria, commercio e artes
foi presente o afllcio do governo a que acompa-
nhoo o decrete n.'1,457 de 11 de outubro de 1854,
que concede o privilegio exclusivo por 12 annos, e
um auxilio pecuniario de 12:0005 aoOuaes a cora-
panhia ou associacio Sergipense, qno lera por Om
eslabelecer vapores de reboque na barras da pro-
vincia de Sergipe.
a Os sinislros que quotidianamente se dio na bar-
ra da Colinguiba, e outras da referida provincia, de-
vem reclamar toda a solicitude da adminislrarao a
bem da agricultura e commercio da mesma provin-
cia, que de dia era dia se Verifica, cresce e pro-
grde.
Sua importancia nao pode ser desconhecida a esla
cmara, e .i cura do mal que empece estes ramos de
riqueza publica deve de ser prompta e eflicaz.
o Nesles termos, de accordo com um dos repre-
sentantes da mesma provincia, a quem a commissao
ouvio, tem a mesma commissao a honra de propr,
por meio do seguinle projecto de resolurao, a ap-
provarao do referido decreto,^ com as modificacoes
quejulga uteis, e quena discussao lindara com mo-
tivos que lhe parecem de grande peso.
A assembla geral legislativa resolve :
Arl. Fica approvadoo privilegio exclusivo e
o auxilio pecuniario de 12:0009 annuaes concedidos
por decreto de 14 de ootubro de 1854 asauciarao
Sergipense, e para a crqaro do serviro de reboque,
por meio de barcas de vapor, as dilTerentes barras
da provincia de Sergipe, debaixo das condic.es qae
acompanham o mesrao decreto, qoe sero exeeula-
das o cumpridas com as leguiotes modificaces:
1.a Urna das barots de vapor ser apropriada ao
reboqne das embrcares de carga nos dilTerentes
rios internos da provincia.
i O praso para o serviro da 2' barca de vapor
\r prorogado al 2 annos,
rl. 2. Ficam revogadas as lela am contrario.
Salada coramisse, 28 de maio de 1855.Si/-
ta Ferrnz.Almeida e Albuquerque.
a A' commissao de instroccio publica foram pre-
sentes os reqaeiimenlos de dous esladante* de me-
dicina.
a O primeiro, Marlim Leocadio Cordeiro, pedej
aalorisacao para ser admittido a extrae do 3 anno
do curso medico e matricula do 4, visto qae por
enfermidade adquirida nos exerciciof clnicos esco-
lares exceden, na aula de clnica externa, das fallas
marcadas nos estatutos das facilidades de medicina-
E prova : 1 (com altestado de um substituto da fa-
culdade detta corte.) que a tua enfermidade foi eou-
Irahida por lnfeccao cadavrica, por ferir-te nos
trabalhot anatmicos escolare* ; 2o (com a acia da
congregarlo da referida faculdade,) que aa rallas
pelas quaes perder o anno foram dadas na aula de
clnica exlerna ; 3 (com altestado do lente de cli.
nica externa,) qu posteriormente, as ferias do
Natal e Paschoa seguio a clnica do respectivo pro-
fetsor, compensando essa frcqotnca cm tempo e
aproveitaraenlo as fallas dadas anteriormente.
a' O segando, i.uiz Jos l'creir da Silva Manoel,
pede que se o releve da perda do 4 anno. visto que
nao deu fallas qoe lhe trouxessem esse malsenSo na
aula de dioica esterna, de cuja malcra nio se faz
exaine no 4 auno eonjouclamente cora at ouiratse s,
sim no lim do curso. E prova : 1, que ai faltas
dadas o foram por molestia grave, como o atiesta
um lente da faculdade de medicina desla corle ; 2,
qae as ditas (altas s foram dadas na aula de clnica
externa, como o atiesta o secretario da dita faculda-
de ; 3, que como pensionista do hospital da Mise,
rcorda all trabnlhou durante as ferias, como o at-
iesta o director do mesmo' hospital ; 4, que sabio
approvado plenamente no lerceiro anno segundo a
cerlidao da faculdade respectiva.
A commissao de Inslrucrio publica, atienden-,
do a qae nos estaflos das faculdades nao se achara
providenciados estes casos nue alMt podem'ser dei-
xados ao prudente arbitrio do govejrpo, ouvidas is
congregares ; e attendendo mala a qoe os favores
que requeren) aquelles esuadantes nio sao de nalu-
reza odiosa porque nao ferera oa direi tos de lerceiro,
e devem ser considerados verdadeira equidade, vis-
to que os referidos esludanles compeosaram com o
exercigjo posterior as fallas qae linham dado, e por
outras razes que oa discussao oflcrcccrao a esla casa
prope o seguinle projecto delei :
a A assembla geral legislativa resolve :
Arl. 1. O governo fica antorsado para mandar
admitlr o eslndante Marlim Leocadio Cordeiro a
exame das materias do 3 auno medico, e lambem
matricula do 1 se fr anprovado.
Arl. 2. Fica lamb 'm autorisado para mandar
admittir o estudante I.uz Jos Pereira da Silva Ma-
noel n exame das materias do 4" anno medico, e
lambem matricula do'5 se fr approvado.
,o Art. 3. Paraasditas matriculas os referidos es-
ludanles devem justificar previamente que lem fre-
quculado at aulas dos annos respectivos e qae nao
lem dado um numero de fallas maior do que o mar-
cado nos estatutos.
t Sala das commisses, 26 de maio de 1855.__/".
Oclaviano.Dutra Rocha.Rocha, o
Sold dos officiaes militares.
O Sr. Carneiro de Campos fundamenta e manda
mesa o projecto seguinle :
a A assembla geral legitlativa decreln :
a Arligo ooieo. A 5 parte de toldo com qae fo-
ram augmentado e* dos oflieiaes da i dasse d
exercito, pelo arl. 11 da loi n. 648 de 18 de agosto
de 1852, aproveilar lambem aos ditos ofliclaei.lan-
lo as suas reformas como nae pensoes d meio Sol-
do e monte-pio de ma inba ; fieando assim revoga-
dn a ultima parle do dito arl. 11 da citada lei qoe
mandou continuara regalar para estes vencimen-
tdt de reforma, pensees de meio sold e monte-po
de mrinha a tabetja da lei do 1* de dexeeibro de
1841.
*]P*(o da cmara dot depuladot, 28 de maio de
1855.Carlos Carneiro de Campos, a*
PRIMEIRA PARTE DA ORDEM DO DIA.
Dispensa de leis de amortisacio.
Sao approvada* em 2a discussao, e pataam para a
3a, ai seguales retolaces :
a I. Dispensando at leit de amorlisacao era fa-
vor do collegio de Nossa Senhora do Bom Conselho
de Papactea, para poder possnir bem de raz at o
valor de 20:0008.
e 2.* Fazendo goal dispensa em favor da ordem
3 de S. Francitc.o da cidade de S. Chrittovio, capi-
tal da proviocia de Sergipe, pira possuir ben* de
raiz al o valor de 5:0009.
3.* Fazendo igualmente dispensa em favor da
irmandade do SS. Sacramento, da cathedral da ci-
dade de S. I.uiz do Maranhao, para possuir bem de
raiz al o valor de 50-.000.
4.a Fazendo igual d:tpensa em favor da irman-
dade do SS. Saerameoto da freguezia de Nossa Se-
nhora da Conceicao de Angra, da provincia do Rio
de Janeiro, at o valor de 50:0009.
Dilisio de collegies eleitoraes.
Entrara em nica discussao as emendas feila* e
approvadas pelo senado i propoica0 da cmara dos
Srs. depotados alterando o decreto n. 671 de 13
de selembro de 1852, sobre divisan de collegios elci-
ora*es, e sio approvadas sem dbale as Ires se-
guinle* :
o No 1" do art. lo aecrescente-s.e :Fica crea-
do na mesma provincia um collegio eleiloral oa vil-
la Leopoldina, composlo dos eleitores da mesma vil-
la, e dos das freguezias e cralos que se conim no
municipio respectivo.
< No 6 accrescente-se :Fica creado um col-
legio eleiloral na villa de S. Fidall, composlo
dos eleitores das freguezia do municipio da mesraa
villa.
a Arl. 3 addilivo. Na provincia do Parani fica
creado uro collegio eleiloral na villa de Anlonina,
compotto dos eleitores da roetma vitl, dos da villa
de Morreles, e freguezia do Porlo de Cima, separa-
do do del'aranagu. a
Segue-se a discussao do seguinle:
a Arl. 4 addilivo. Na provincia de S. Paulo fica
creado um collegio eleiloral aa villa da Parahyba-
n, composto dos eleitores da mesma villa, dos da
villa de S. I.uz e#freguezia do Bairro Alto, separado
do de Jacarehy. ,
O Sr. Barbosa da Cunta em am breve discurso
impugna o arligo addilivo que crea mais am colle-
gio eleiloral na villa da Parahibuna, provincia de S.
Piulo.
* Entretanto, sendo a emenda julgada discutida, he
approvada, bem como a seguinle c ullima :
O artigo 3. da proposico pasta a ser 5.
Sao adoptadas e remetlidas a commissao de redac-
rao com o respectivo prnjeclo.
SEGUNDA PARTE DA ORDEM DO DIA.
Resposta falla do throno.
Continuara-, da discussao desla materia.)
O Sr. Candido Borges traja o estado actual do
paiz ; censura o governo por ter apresentado certas
reforma; insiste particularmente sobre a uecessi-
dade de re(ormar-se o syttema eleiloral, as munici-
palidades, e a este respeito se exprime da mineira
teguinte : Quem foi senhores, qne salvou i Belgi-
ca das chammas des-e incendio aleado em Pars
a em 1818"! Foi, diz um grande essriptor,essa uniao
a intima de todas as classes, foi esse amor da patria
a plantadono cora tao de lodos pela gerencia de to-
a dos nos negocios de suas localidades; foi este amar
s que nos faz apreciar e. guardar toda as obrat de
nossa productao, foi emfim ene excellenle regi-
men manicipal que he tem duvida am dos mais
bellos Ihesouros de sua legslacio. o Diz que na
Inglaterra o elemento municipal he quem anima a
vida polticara tolo-os ponto do territorio, que
este elemento he quem multiplica as garantas de
paz oliberdade, (fcalisando e vulgarizando os seus
direitos, e que lhe d essa forra, essa energa adro.
ratel que leva o povo inglez algumas vezes arros-
trar quasi o mpossivel. Exige que se admita o
principio das incompatibilidades para a indepen-
dencia e liberdade do voto, e conclae votando con-
tra a resposta falla dn throno, segundo a forma
porque est redigida. t
O Sr. Bandeira de Mello defende o projecto
de resposta falla do throno, o depois de algumas
observaecs geraes, diz : Antes de considerar as
aecnsaces feitas ao gabinete, antes de aprecia-las
convenientemente, permita n enmara qu- eu fJTiTfe
de passagem em outra ordem de ideas.
apreciarme*
abuete, os l-
econhccimenlo
lacios solados
o nao
ictuil, na telo qoe o nnim*|p traloo d* dar'Yeco jao le da Ierras que tanto
lem de concorrer para offerecer nossa lavoara o
aricas de qae carece.
a Igualmentetralou de adianlar raiolvere*-
iiinliosa questao das estradas de ferro, que igoal-
mttle leude a chamar colono* para o nono paiz,
porque o colono (em sem dovida principalmente era
vitla achar mercadot fice!, para ot sea* produelo*,
u eme* mercadot oao podem ter offerecidot de am
modo vaotaja.0 qae cabra *. despea, priocipal-
nente quando a Itvoura e ettender lerr*. m.i,
.luanles, euio medanle e*,e vehicalo rpido que
oDerecem at vial frreas.
Defende o goveroo dat argulcei da opposcao, e
conelue, voUndo pelo projecto de resposta falla do
ihrono. Levanta-te a sessio.
PERWMBICO.
a Senhores. paraaquilat.iroios
devidimentc o merecraento de
lulos que elle posso. ter estima'
do piiz, nao basla attender para
qae esse gabinete poisa
caraelcrisara, que o nao asslg"nalam,: mas releva
em consderaeSo o eoraplexo) de lodos os seus ados, o
nexo que os prende, o lim a 'que lendem, o esforros
feilos para conseguir a prosperidade nadoqal. Se
acaso leudo em consideracao fados solados qoizes-
eraos negar a um gabinete o nosso apoio, sem duvi-
da qne nenhum gabinete seria tuttenlavel, porque
lodo o gabinete he composlo de homens, e lodos os
homens sao defectivos ; e, alm da fraqueza natural
do homem, as circumslancias (em um poder ou for-
ja que militas vezes lu invencivel e contrariara os
planos e vistas as mais bem combinadas.
a Todo o governo precisa de agentes que o auxi-
lien) ; estes muitas vezes tem opinies propras, e of-
ferecem obstculos que nao poderem ser previstos,
nem conseguntemente remediados a tempe. Resul-
tara assim faltas e desvos que nao podem com jusli-
ca correr por_conta do governo, e lodos aqoelles que
comprehendem as difliculdadesde urna itdminislra-
jao nao podem censceociosamnle negai-lhe o ten
apoio, s porque podem notar alguns erros que la-
mentara, e que, mesmo qaaudo possam ser Imputa-
dos ao governo, nao eonstnem o carcter de sua ac-
(ao goveroativa, nem de soas vistas polticas.
a Daqui resulla que para apreciarmot o aclual ga-
binete, para pdennos tirar oa .nio a consequenca
de qae he digno do apoio da cmara des Srs. depu-
tados, sobreleva procararmos distinguir quaes sao
oas fcires predominantes, quaes sao seus principios
de accsHo. Vejamos, pois, senhores, quaes sejam es-
tes principios ; invcsliguemo-lus.
i Eu, observando a marcha do aclual gabinete,no-
to doos principio de accao que o diltlngucm, que
o assignalam ; o primeiro he um amor mui declara-
do, mui forte pela paz, pela harmona entre lodos
os Bratileiros ; parece que nesse intuilo muito lem
conseguirlo o gabinete (apniadot), e por que modo?
Fazendo efiectivo o artigo da constituica'o que quer
que todos os Brasileirot sejam iguaca, tem oulra di
tincao que a da virtude e talentos. He pela exe-
ci#]o dette arligo que nos vemos que o gabinete
tem conseguido eslabelecer a confianca publica, lem
acabado com a lista de proscriptos, lem acabado com
essa lula, esse duello de morle e de injuria que ex-
ista am oulro tempo. Nos vemos que lodo* achum
prolecejao na lei, vemos que lodo aquclle que lem
coosssiencia do seu direilo dirige-te ao governo e es-
pera que o seu direilo seja reconhecido ; j nao ve-
mos mai essa nocessidade poltica que em oulro
tempo arrdslavam a actos irregulares ambos os par-
tidos, essa nocessidade, essa falalidade que impunha
a todos, dielave rsses actos qoe eram coma conse-
queifcias do coiiftldo, e que s a luto poda de algu-
ma sorte justificar. Esse etlado da irrilacao passeu,
hoje os parlidos esto como que confundidos, dao-se
as maos, esperam um futuro vanlajoso de prosperi-
dade para o paiz ; a ordem se acha firmada, porque
todos estro persuadidos de que he pastada a pora
em que seus direitos polticos eram desconhecidos :
o estado aclual, inspirando esta confianca, he sem
duvida um estado de ordem, urna stuarao que deve
permanecer, porque nao he potsvel que te mante-
nha um etlado de coatas qoe n'io o amado, e am es-
tada de cousas nao pode ser amado quando a cida-
dao julga que seus direitos politicosjsilo violados. AoN
governo aclual he devida a morle dos aoligos odios
e dissenres que dividiam a familia bruileira, e s
por este ttulo elle bem merece do paiz, quando ou-
tros ttulos nao tvesse.
O onlro prindpio de necao. o oulro caraderistico
da aclual administraran, que a torna dislincl.i, vera
a ser o empenho com que ella se tea desvelado pa-
ra resolver as mais imporlanlet qoetles de'prospc-
rdade publica. O quo vemos ueste sentido 1 A ins-
Irucro corra no paiz desacreditada, era orna espe-
culado rendoa, principalmente para osestrangoiros:
o qoe fea o-gabinele actual 1 Pedio auloriiarflo ao
corpo legislalivo para reforma-lis o lem feilo de
um modo satisfactorio.
a A eettacao do (rauco (razia grnlaf embaraco*
aos romo* limadores, a nona agricultura liaba de
corlo de definhar cera a ralla de bracos. 0 gabinete
RECIFE 14 DE JULHO DE 1855.
A'S 6 HORAS DA TARDE.
RETKOSI'ECTO SEMWAL-
Tiremos esla semana chegado tul o vapor Pedro
II dacompanbia lut-bratilera, o qual ppuco adan-
tou ao que sabamos dll. Urna nomeajao de pre-
idon(eparaGoyaze daa* de commandanle* da:
rniM para Babia e Para, foi o que de novo soube-
mas de roaior importancia. As cmaras continua-
vamatrabalharcom mais ou menos calma, e sem
cue nenhuma |occurrcncia desagradavel se lizesst
notar.
A bordo do Pedro I veio com deslino para Lis-
boa, o dislncto Iliterato portuguex, o Sr. conselbei-
ro Anlonio Feliciano de Castilho, o qoal dorante a
demora do vapor desembarcoo e (coa em Ierra al-
gumas horas, dando assim a muitas pessoas, que ad-
miradorss de seu mrito litterario o desejavam co-
nbecer de perlo, a satisfacSo de commanica-lo.
Consta-nos que eflcclivameolo muitas pessoas gra-
da visitaran) ao Ilustre porluguez, e que este ca-
valleiro corresponder, como era de esperar, ao fa-
voravel juizo que todos fazem de suas hrilhanlen
qoalidades, encantando a todos com o seu tratar
ameno e delicado. Sentimos que o Sr. Antonio Fe-
liciano de Castilho, pela forca das circumslancias
n3o se podesse por mais tempo demorar entre nos;
i muito desejamos quo possa elle om dia realisar o
esejoque palenteou de vollar ainda urna vez ao
llrasil, e demorar-se entilo entro nos, porque s as
s m bem o podereraos apreciar, e elle por sua vez
firmar a vantajosa opiniao qoe lem desla provin-
cia.
Nao pensem os nossos leilores que a infame ante
c e furlar (era chegado a sua ultima perfeicao, e que
rada, mais ha a inventar, porque pelo contrario a--
quellesque desafmente a ella so applicam, pro-
curara todos os dias fazer novas descoberta<, dai
caaes algumas infelizmente proluzem bons resulla-
eos. Ainda sla emana ti vemos a prova disto em
um fado qae vamos referir. No da 10 do corre-
te, pelat fl horas do da, na freguezia da Boa-Vis -
ia, dous prelos, a titulo de relelharera urna casi
contigua em mora o Rvm. Fr. Joao de Santa Isa-
bel Pavae, na roa Velha, pedir am a este (cenca pa-
ia sallar pelo muro de sua casa alim de fazerem i
(il retelhadura, ao que o Bvm. PavSo nao pondo du-
a ida, os taes prelos manidos de ama escada qoe de
anlemo traziaui, sobiram ao tclhado, e era lugar du
c concerlarem dcscnncerlaram-no, penetraran) nc
interior da casa, e ahi. arromban lo uojacaixa da
inadeira, sacaran) delta a qunntia de M2> e mais
nbjeclos de onro ; depois do que pozeram-se en
luga, bem pagos por certo do trabalbo qne ti-
veram. Taes relelbadores nunca ot quereremos ttr
>ra nossa casa. A polica anda nao os pode detec-
irir, o que certamenle he bem aenslvel, porque t
sendo conhecidos poderao obter o premio da it -
veocao.
Oulro roubo leve lugar esta semana lambem ni
'regaa da Boa-Vista, os autoras desle.f porm, i
nem que delicados, nao fizeram com ludo mais dn
que por em pratica meios ja conhecidos chaves fal-
tas, por meio das quaes poderam abrir a porta de
urna botica na praca da Bua-Vista, e roubar a quan-
lia de 609 e um relogio de ouro, sendo estes os
'inicos remedios qiie acharam proprios ao mal quo
aadedam. Infelizmente lambem os autora destu
seto nao poderam ainda ser capturados ; a polica*
porm, nao se esqaecer delles, e lio bem provavel
qu os encontr.
Por algum lempo nao livemus de referir aconte-
ciraenlos desla ordem ; a acti' ida le posta em ptn-
lira pela polica assuslou-ile. algum modo aos qus
vivem a cusla.de snbscriptficVI'orcadas: mas conta-
mos qoe elles te engaaran) em seus caleiJj"S**J|I'
pondo que a polica nao sabe mais ir desenterrar ot -
jectos furtacfbs abordode navios. O publico confia
que os empregados dessa reparlicao se esmerar.1}
oao s na clptora dos ronliadorns, como e prncipsl-
BienW^mlpiTtwoTFqoe os roolibs e praliquem.
No dia 11, no btirro do Recfe, urna crioola d
idade de 12auno, e eterava do Sr. Joaquim Ribei-
-o Ponte, debrucando-se esloovadamenlo, pelo que
parece, sobre orna janella do quarlo andar.cabio da-
ai, do qne lhe resallou a morle. Fizeraea-ae inda-
gaces sobre o acontecimenlo, e nenhuma suspeta
houve de que nia fuste todo devdo ao acaso.
Qoiota-feira 12 do corrente leve tugar a instala-
cao do tribunal co commercio de segunde instanda
detta provincia, e no mesmo dia comeron a func-
donar.
Dat coramanicaccs recebidat do interior da pro-
viocia, consta qoe fra attatsioido no Bon>-SocCess>)
lo termo de Flores, um .individuo por nome Fclis-
Jerto Alvesda Rucha, teado autores do crime a nta-
, her do mesmo Rocha Antonio Pereira, os quaw
inhara sido capturados, e estar,un sendo procetsadot.
So mesmo termo linham sido presos Manoel RTbei.
ro e Anna Francisca, esta eerao mandante e aquello
como mandatario de ferimen-'.oi graves, feilo n
mzale junbo, e em urna lonlber de nome Mara d >
O' de Jetas.
No Rio Formoto am preto,escravu do Jas Perers
Lint, suicidara-se por meio de am laca posto ao pes-
coco, serviodo-se para islo d csteios cm qoa estar
collocados os sinos da igreja do Rosario daquella ci-
dade. Nem a presenta do sagrado templo pode des-
pertar ueste infeliz a idea do horrivel allentado qae
contra si ia pratiear, e desta vez parece-no qne tem
appliratao a op'niilo dos que aflirmain, que ossuic
dios serapre sao o resultado de um desarranjo inlel-
leclnal.
No dia 12 do correle cn:crrcu-so a sessao do jar]
lemlo-se completado os das di le.
Fallecern) ella semana 49 pessoas ; sendo livret
10 homens, 11 raalhercs, e 18 prvulos, e escravm 5
homens, 3 mulheret e 2 prvulos.
Ilemleu a alfandags 76:3529982.
ma i
COMARCA DF IVUKf DE FLORES.
Villa de Tacaralii 31 de maio.
Amice.Conqaislou Vmc. a minha graldao pu-
blicando as minha itssivas, que anda agora ro
que live o gostnho de ver em ledra J^donda essas
::iralujas, tao subida honra nunca esperei receber no
ultimo quartel de minha vida, protetlo qae em-
quanlo vivo dr o rocoinmen-.arei emminhasfra-
ras oraces, desejando-He um crescido numero de
bons assignantes no seu respedtabilissimo jornal. Foi
ii primeira vez que vi o Diario de Pernambuco,
(nao lenho vergonha de dizer-lhe) e estendendo-c
na minha carr.nchosa mesa que lenho na tala de vi-
rilas, fazendo parle da perca roobilia, passou alm 4
ledos ; os vaqoeiros quo chegavam de campear, per-
iraniavam-me mis. se era novo oso de toalhas de pa-
lie!, outros (mais sabidos) Se a lisia da junta de qua-
ficacao,porque sao ai folhat de papel emendadas
mas as outras, emfim, meu amigo,foi o sea Diario
considerado como um aborto dn imprensa, e admi-
ado qual outro liulver. quando arrojado pela on-
da ao comoro da praia onde naulragou. Aqu li-
nhamos venda o nosso papel de peso, o almario
raras vezes apparecia, e ddle s gastava o tabelliao
para os teas inventarios, alguns jomaos que temos
sislo, (e islo depois qoe aqui chegoa o Dr. juiz mu-
nicipal) t3o de mediana ealalara, ou mesmo un* pyg-
ir.eos vista do seo, e por isso nao deve Vmc. ex-
Iranhar que fosse a sua folha ippdlidada por los-
illa de nova moda, por lula de qualificacae, etc.,
iitc.; oa verdade, faco ama idea bem favoravcl de
i na oIRcina typographica, quando nclla imprime
urna gazeta do formato do Diario de Pernambuco.
X nossa correspondencia vai prndoziodo boa* rotul-
tados, ha poueo ube que a lllm. cmara muai-
cipal, eojuiz iam nssignar o Diario par* lr a*
laisiiva* deTacaral, o que estariam alerta as suas
c brigacOes, afim de qoa o Thsmat nao posta dar
< om i Hogui otoealM, a propoaiU do Themaz-
j tai etle meu noticiador lendo algum recela de dar
a* hora* do titeado, tto intolerante cttet homeus
du Intlioclo, porque qoerem ellet dar an\ lastro no
pobre Thorcaz ? poit igaoririo atoes meu* senhores
por ventura, ue o lampo da amorosa nao ha mai*
delle noticia ? Thoraaz, v repicar o tioe, observe
alguma coma na torra qoe estou com mo na
mana.
Nada de grande importinda oecorrea nesle ter-
mo daranle ot mezes da abril a malo, mu nem por
'to aa pode dizer qae he totalmeat* iutigaiQciRle
a sua elironica. O dologado mandando na da 7 lo
mea pastado, entregar aa Dr. jolz de direilo dow
rcenla, endo aaa dalla* aqeaUe eompaoheiro do
Pjilga, qne Ibe fallei na minha penltima, ot mar-
recot ja perlo da Villa Bella 5 legos*, bateram zas
voaram, contt-me que esta sendo jirnretaida a
tropa por essa faga dos recrulat.
Tivemot no dia 28 represenlacio mgica, per om
discpulo de Bernab, l cahi com o meut ac
tutles (tanto custava cada bilhete) ai com o Om da
aoliciar-Jhe as artes desle peloliqueira, qoa nos pra-
gou umbom logro,sea polica fizesseerquelbecom.
pria, lalvez que elle nao tabits* sem pagara carea-
ragtra.
A polica no mez de maio llrou o peda toen, tap-
loroo lies criminosos, senda dout de marte, e um
de oflensas pliyscas leves, descubri os aulorete
cmplices em dous roubo qu a se fizeram dentro des-
ta villa, e a-sira lambem ot objectet fornido* qoa
foram entregue* ao* seas donqa. Moda precedido
busca, lorturM, praoes, etr., t*., condcoe. t ni
qua ojo entregaran).
EsltTItTot com boas esperancas para a desceberta
de urna rica mina de pedra marmore no uosso Ta-
carat ; em urna escavacao qoe sa fea para deposite
dat agoat pluviae, foi encontrado om pedaeo d<
pedra marmore de palmo a meio da cempr ido, de
qualidade branca e dagria mu fina, e suaceplivel
de receber qualquer polido : acha-t definilrvamen-
te reconhecido verdadero marmera pelai xperien-
ciis feilat pelo Dr. Mareo Macedo, ente enleudendo
mui bem da mineraloga, quando aqai passou em
ferereiro, disse que nSo bavia duviila na oa boa
qualidade : consta-me que o Dr. juiz maniclpal vai
remelter ao Exm. Sr. presidente da provincia o pe*
daco que existe, para protwacr-ae a ma exame. por
peritos na arle, que- afinal o conveac*,-este hada
escola domagi/ter dixU ele.
A illuilritsima cmara monieipa! raacflitmsu em
sessao ordinaria nodi 14 de abril, desla ves deo om
puto bem sotTrivel, decretou a factura da urna pon-
te cora visos de pinguella em m llagada qoe exis-
te junto s ras desla villa, a de ra chafariz na
fonle d'agua polavel, a limpeza da* roas, etc., etc.,
estes beneficios que de ha muito eram redamados
pela necessldade publica, foram em|
j uao be ara peqaeno passo para o at igretto mate-
rial desta villa, Deo Ilumine aos tenhore* vereado-
res, c augmeuleas rendas do municipio para com-
pleta felcidade ftossa. i
A aaortalidade no mez de maio chegoa ao aa-
ro de 14 pessoas, allribue-se a asna difTeret^a para
mai*, em relacao as anteriores, porqne o Re de S.
Francisco na razante roetama visitar aos habitantes
que habitan) as toas margen* com as sasota, ante-
ra toaxU-me que lie o lampo de pagarm elles tato
tributo, o Thoriz dizqoa aera tempre assim
nem nanea peior.
Os agricultores perderam toda* o* sea* legumes, a
falla de chuvas a farinha Ucea na feira a 330 a
cuia, a carne continua no tea preso fio de S pata-
ca.
Nao o desejo ver sem a bolsa reeheada j por tan-
to maos a obra, e espere qae ea vollarei.
libarla partid
---------
REPAHTI5AO DA POLICA.
Parte do dfa 1* de jalho.
lllm. e Exm. Sr.Levo ao coche V.
Exc. que dat differentM.participaeoet hoj
nesta reparlir;3<>,coasta que foram presos:
Pela subda^iacia da Ireguezia da Recife, Ma-
no J Joaquirrf^ Caoba, p3ra averiguases pati-
ciaes.
Pela subdelegada da freguezia de Santo Anto-
nio, Jenuino Antonio de Sena, por furto de ca-
vallo*.
E pela subdelegada' da freguezia de S. Jos.
Paulo Jos de Sant'Anua, indiciado em crime de
marte.
Por flfcio de 12 do .corrente coirnnameosphte o
delegado do segundo dislricto desle termo, qae da
participatuo que 'he fizera o subdelegado da fregue-
zia de S- fjptstenco, cemita que fra assassinado
aia> lim tiro era Ierras d iho GargoaSa
silio de Albuqoerqne USiSf9r^f^tFm^^etl
consequenca de au altercac^lo havida entre"!
sendo que este conseguio pr-se em faga, i
mesmo delegado erapresado as precisas dil
para capturar, e contra elle osla praoedenda
termos d lei.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da
Pernambuco 14 de jolito de 1855.lllm.
Sr. conselhciro Jote Bento da Cunta e Fi|
presidenle da provincia.O chafe de pollet
Tarlot de Paita Teixeira.
W
w--
I aceitar
icnlo de
Diario pe p^^bix).
Dandn publicrdade tbaixo carta do corpa eeaiai-
mercio desla cidade, dirigida ao Sr. Dr. it
val Custodio Maaati da Silva Guimaraes, qu
ba dedeixar o exercids dasfuneces de jnzcomraer-
cial, ai quaes exerceu nesta capital desde a crearao
do.codgo commerdal, o tatemen com lana maior
tasfarao, qoanto tambera temos em o devdo apre-
cia as qualidades do magistrado, que com iraparca-
lidade e inleircza soube desempenhar a imp
rpissao de qae etteve por tanto lempo reve
a Ot abaixo assignados, negodanles esl
nesta cidade, desejando dar a V. SJaaolemne leste-
munbo da intelligencia, probidideTnaparcialida-
dc, com que V. S. exerceo'a vara de joii do com-
mercio desde a iSecucao do cdigo comroercial at
o presente, tomam a liberdade de faze-lo por cata
carta, sssegurendo a V. S. a alia estima e conside-
racao, em que lera o magistrado, qoe dignamente
exerceo as soas tuneos com satisfarao do commer-
cio e com religiosa observancia das leis, e qae mui-
lo isssrjam que seos servicos sejam devidamenle
apreciados,esperam que V. S. **^^
esta homenageraque Iribulam ac snar
V. S., a quem desejatn muitatve
. < Recife 9 de jalho de 1855.irim.S
dio Manoel da Silva Goimar
ves da Silva.Matheus Auslin & C.-
Jos Pereira da Canha.Antonio Joaquina de Souza
Ribero.Me. Ctlmont & Cou* Braga & C
Baltar J Oliveira, Bas(o & Lento*, Janes Crab- j
tree4CJoao Piolo de Lemos.Manoel Alvos
Guerra Jnior,Por procurarao de Uenry Fers-
ter A; C,, T. J. HartBRolhe & Bidn I
Amorm lrmos& CS, O. Bieberc C-AogusU
Cozar de Abri.James llnllidny.Mauod Joa-
quim,Ramos e Sitva.Luiz Antonio Vieira.Jantes
Rider & C.Por procuracao de F. Souvage M. Buoel.Timm Munsem 4: Vinnarsa.Por pro-
curacao de C. J. Alley C, Rad. Kruckeuberg-
Jos Antonio. Batios.Brunn Praeger & C
Par procuracao de Joliuston Paler & C, P. Zarby^*.
L.Lecorate Feron & CPaln-Nash 4 G.Por
proeajracao de Schapheitlin 4 C, L. Koher__J. P.
Adour CPor precorarao de Cals Irmao, J.
Colorrjbiez. Feidel Pinla & C. Por procava-
Cilo de viuva Amorim & Filho. J. a'. Brillo.
Isaac, Curio ,$ CE. Dder & CE. II. Wvalh.
Jos Baptista da Fooseca Jnior,J. Keller & C.
Vicente Alves de Souza Carvalho.T. de Aqoino
Fonseca & Filho.Joao Ignacio ds Medeiros Reg.
Henry Gibson.Fox Brothers.Manoel Ignado V
de Oliveira.Por procuracao de Brender Brao-
dis & C, Frederico L. Guimaries.Barroca ek C*-
Iro.F. S. Rabello 4 Filho.

CORRESPONDENCIA.
Srs rcdaclores.^Obstectado a am nobre impul-
so de nosw conscencia, eit-oos hoja pela primeira
vez oecopaodo ai columnas de sea mu c
jornal para tornar,parete om abuso- e escndalo de
orna auloridade, que doscouhecendo a seta potirio,
e calando lodo o senlimento de jatlica. nnranali
seoatenlandoajri
alguem lhe poeta Ir *ii a a
fi imigaaian
Nr;niygaainiafBli|nBjl,
procadimeoto ur inganca, por qae t
de ser alia improfiena do presente cato, nato K MFIHflR FXFMblAb cupnuTn.n
r

v.


*
-t
da Ww 1101 perpassou pelo espirite. O nosso fim u-
nicamenle h fazer convencer a etsa autoridad* que
abroo irrOaelivamente e com eraaia ignorancia, pa-
re qae ajo coolinue t reincidir nene aula reprehen-
etvei o injusto; ei-lo: Determinan aa puMurai da
cmara municipal da Olinda que a afer e,9o aa reno-
va todos anoos altsomez dejunho, depon do qual
serio malulo aquellcs qaa forem encontrado erjm
peso* on medidas falsificadas, ou na iifeiida. Eu-
teodendo portn o subdelegado int< rio diqoelta til-
dado qaa nao deveria entregar o errgo ao effaclivo
aam praliear oa neto que o tornasae celebre, apres-
soo-se, tetes do termo marcado pelas peatorai, a
faaer ama corrida somante era algumas abernas, ca-
jo proptiolario llir- arara detafeotoi, ac pateo que,
como he g4ralmente notorio, ficaran oolrns por ser
oorrida, sendo os ten proptietar es intecedento-
msnte visados.
Ni ptoo todava alii a reprehet lihllidsde de uin
tai acto; porque nio possuinao a ramaia daqoella
nidada nn padrao de pesos e medidla, so:correu-seo
tal subdelegado do padrao de nm botica, mandou
Miar uroi tentiaetla na poila de c ida tiberna, qoe
imtenden eatrar, o desl'arle'consuniou a sua obra
.ora levar comsigo o competente escrivao, de sorle
(|ue oa tralos forma livrado pelo porteiio da cma-
ra, miando peiuefiscal, reservan lo para si o sab-
i'elegado processar aos Uberneiros, sem que dsse a
miaiioa stisfaa|a cmara de Olinda. Sendo po-
raadeaoUrqM os pesos encontrados se achavam
sfaridos tarados pilo competente "erid ir.
A villa iranlo de un prooadiraooto tao inslito
e descutumnnal quem nao observar cm seu autor
1 m senlimtinto de vinganca, nm des jo d fazer mal
a homens iiioltensros, que so se cempraiem em ob-
nrvar a li,.aatn de modo aleum inlervit ni policia
de (Miada 1 Ignorar o Sr. Salvador, que sendo S. S.
iramenlodo lie incompetente para dar
imitas n, recorra ao carloria do eicrivao de Olinda e pro-
ecordo da retaceo qun con leiniiou ha
) jssix de pat, que se ido tambem ve-
, conhecimento de un neg:io que in-
lorcssava a canuta. E digne-se da iiceilir um coo-
libo prudente c'om que termiaanunos esta; e h
qae se S-S. durante violo anuos ie professor do
meninos nunca pode conseguir ama celebriilade que
o ranoraateiidasse aos Olindenses, a ilespe lo de snas
cartas do alphabelo, taboadat e quedadas ninbarias,
ala he obrando dasl'arle como subdelegado que por
Orlo o atascar, mormcnle sendo Si. S. lao conhe-
>idp de lodos.
jueiram, Srs. redactores, dar pohlicidnrio a estas
Viscas liuhas de um
O/lendido.
pbhcacOes a poT~
Toaqcim dos Santos Azevedo Jnnior.Nao es-
"raahaode Vmc. a eipectaco qae is veas cansa a
Mihida de om caixeiro, e como lenho de arrumar-me
ptr laso puro qae Vmc me responda o p desla
qual man comporlamento, se cumpri como devia, e
pnraalastar qualquer pdiosidade que me appa-
rteer. 1)* Vmc. aliento,servo a criade, fcente
remita Ai Silo*.
Sr. Vicenla Ferreira da Silva.Tmho 1 respon-
der que, dorante lempo qae esteve em ininha casa
comportoo-He bem a, sempre cumpri i como sea de-
vnr, e no ntais mida lenho dizer. Sou de Vmc.
cnado, Joaquim dos Santos Azscedi Jnior.
do uoioe bilhelefoca primitivamente um d
sobre cuja corva se fez o penltimo t da dita
palavra bilhele. E a reqoerimeoto do qutixoso
foi declarado qoe a palavra meladabem poda
eslar escripia ua palavra bilheteem visla do que
Oca ponderado, e qae o nome de Manoel de Mallos
Hachada, poda ser escriplo na (ereeira linha,
sondo osdou'i primeiros nomes em leltias inciaes.e
o Icrceiro em breve oa por extenso sendo as duas
ultimas letlrasescripia na qoarta linha, ondees.
elipse irregular. E mais nSo tendo os ditos peritos
a declarar houve o delegado este oto por Ando, em
o qual assignoa como peritose qaeiioso. Eu Jo3o
Saraiva de Araujo Galvao, escrivo o escreviCar-
valho.Domingo Affonso Nery Ferreira.Laix da
Cosa Porlo-carreiro. Manoel de Mallos Machado.
E mais se nao continha ero" dilo rnho de exaroe que
eu escrivao fiz extrahir por cerlidao dos autos a que
me reporto, e vai em cousa que duvida fura, sobs-
cripta e assignadn nesla cidade do Kecife de Per-
namboco aos 6 de julbo de 1S55.Fix escrever sob-
crevi e assigaei. Em fe de verdade, Joa\Saraica
de Araujo Galcao.
COMMERCIO.
rE
OIMIO OE PERHAIBUCO SEGUNDA FEIRA 16 DE JLH DE 1855
Assu
PRACA 1)0 RECIFE ti DE JULUOAS 3
UOKAS DA TAKDE.
Colarles olliciaes.
car mai
plr ar
mascavado bom al fino13740
rruba.
Al.PANOEt.A.
Rendimenlo do dia 2 a 13.....149:181M67
(dem do da 14....... 8:6688711
157:8305178
Da Manoel de Mallos Machado, que se Ihe faz
preciso que, o escrivao deaia delegicu Ihe de poj
cerlidao o Iheordo segundo examjjjlailo por deli-
boracao dp juizo ei-oflicio no bilhele n. 27,sobre
pplicanle quesliona com Antonio Jos de
ichndo. Pede ;i V. S. Illm. Sr. Dr. dele-
e daSra.E R. Me.
Delegacia desle. distried do Kecife aos
o/el855.F. B. Carvalkr.
de Araujo Galvao eierivSo do juizo
" primeira vara, e da delegacia do
riel do lermo dsaUade do Rerife
o. por S. -M.' I.C. a qiirm Dos
i que o eiama de que faz nancio a peli-
5io apra, lie do theor seguinle :lulo de rame
Vilo op bilhele inteiro da lotera abiiio declarada.
eros. Passageiros, Jos da Azevedo e Silva, Jo-
s de Fariai Coulp, Jos Ribeiro Bastos, Manoel
Ribeiro Guimaraes, Jos Antonio Vicira, Alvaro
do Reg Toscano, Autopio Jos de Souza Cruz.
Liverpool por MaeeiBrigue hanoveriano oDili-
genlias, capiao I.. | Ruyl, carga assocar.
LisboaPatacho pnrlugoez Rpido, capilao Frau-
cisco Paulo B.iplisla Uirou, carga assocar.
Rio de JaneiroPatacho brasileiru Niclhcroy, Cd-
pitflo Manoel Pedro Garrido, carga assucar. Pas-
sageiros, Manuel Duarle Antonio Xaiieira.
LondresBarca ingleza aNorvay, com a mesma
carga que trouxe. Suspenden do lameirao.
Navios entrados no dia 15.
Rio de Janeiro8dias, brlgoe hespanhol Segundo
Emilioi), de 280 toneladas, capilao Francisco Susl
y Mir, eqnipagcm 13, em lastro ; a Viuva Amo-
rim & Fillius.
Alcobaca12 das, hiato trasileiro Conceijao Fe-
liz, de 48 toneladas, meslre Manoel Jos da Boa
Morle, equipasen) 6, carga farinlia dsjgnandinra ;
a Domingos Alves Malheos. Passaaeiros, Joao
Francisco de Medeiro, Antonio Jos Viegas.
Cear pelo Ais24 dias, iiiale brasilciro Ang-
lica, de 82 toneladas, meslre Joso Joaqoim Alvet
da Silva, eqiijpasem 8, carga sal e mais gneros ;
a Antonio Joaqiiim Seve. Passageiros, Antonio
Merlina de Caslro. Joaquim Dias da Silva, Pauli-
no Nunes de Mello, Francisco Ferreira.
liladelphia50dias, patacho americano Scolia,
de 160 toneladas, capilao J. Fisher, equipaeem 7,
~ farinlia de trigo e mais gneros ; a Henry
i\ Companhia.
EDITAES.
Dtscarrtgam hoje 16 de julho.
Barca porloguezaSania Cruzdiversos gneros..
Brigue portugueUom Succcssovinho e chumbo.
Brigue mglezLord Hardingattvio.
Brigue inalezEcerlonferro.
Patacho hollandez'/.eettermercadorias.
Importaca o.
Batea ingeleza Corrido, viuda de Hamburgo, con-
signada a C. J. Aslley & Companliia, inanifeslou o
seauiule:
1 caixa lecidosde lila, 1 pacole amostras ; a Scha-
feitlin&C.
7 caixa tecidos de algodao, 1 dila estampas ; a
Timm Mousen & Vinasaa.
1 caixa livros ; a O. II. Gaenslev.
2 caixas chales de lia ; a J. Keller & Compa-
nhia.
5 fimeias ditas algodao, 1 fardo lecdos de laa,
1 pacole amostras; a Manoel Joaquim Ramos
Silva.
1 caixa chapeos de sol de seda e algodao, 1 dita
ditos de algodao, 1 dita flores arlificiaes, 100 ditas
vela. 50 barricas cimento, 8 caixas, 4 barr e 2 pa-
cota* drogas, I caixa vidros para boticario, 2 ditas
copos, 1 dila e 2 barris moiloes, 3 caixaa madezas,
11 barrisdroga e tinturara, 3 caixas nieis e esco-
ras. 52 barris alcalino, 25 ditos pixe, 34 pecas cabo,
48 barricas ceneja, 1 caixa eouro de lustre ; a Isaac
Curio &C
1 pacole papis de msica ; a C. Sleuber.
4 caixas- e 3 pacoles objeetna para chapeieiro, 1
caixa vinho ; a G. Christiam.
1 embrulho obras de ouro, 4 caixas couro de lus-
tre, 30 ditas phosphoros, 10 ditas iniudeza., 2 ditas
amostras, 1 dita relogios de ouro ; a Rabe Scham-
leau & C.
3 caixas calcado de borracha ; a N. O-Bieber &
Companhia.
43 barris pregos, 2 dlos ferragens, 3 caixas espe-
Ihos ; a James Hainday.
200 barris genebrn, 5 caixas objectos de barro, 1
dila chales de 13a, 4 ditas couro de lastre, 104 barris
alcatrao, 6 caixas tecidos de soda e algodao, ditas
lencos de algodao, 4 ditas tecidos de linlio, 25 tone-
ladas earvao, 24 pos taboado. 118 pacoles cabos, 10
caixas cadeiras, 16 dila lecdos de algodao, 5 ditas
ditos dajattnho algodao, 100 caixas velas, i dilas
sabio, flPlas lecidosde seda, 2 ditas ditos de laa,
80 pacoles papel do embrulho, 100 cestos garrafas
vazas, 50 saceos e 20 caixas especiaras, 100 barri-
cas certrja, 380 saceos farrello, 20 caixas bacalho,-
2 pacoles. 1 embrulho e 1 caixa amostras ; a C. J.
Aslley & C.
4 caixas couro de lustre, 2i) ditas qoeijos, 50 ditas
chumbo, 8 dilas ferragens, 104 barris pregos, 1 caixa
miudezas, 1 dila bolfies, 1 dita agalhas, 68 pacoles
miudezas," 22 caixa armas, 2 ditas amostras ; a or-
dem. ,
CONSULADO GERAL.
Rendimenlo do da 2 a 13.....14:4178194
dem do dia 14......." 1349113
O Dr. t'.usloJlio Manoel da Silva tiuimaraes, juizde
direilo da primeira vara do cominercio nesla cida-
de do Recife, por S. M. I., etc.
Fago'saber ao- que o prsenle edlal virem, em
como Eduardo Ferreira Bailar me fez o requerimen-
lo do theor seguioto :
Diz Eduardo Ferreira Bailar, por si e como ad-
ministrador de sua mulher D. Joaquina Brgida das
Neves, vuva do finado Jo3o Francisco da Cruz, que
para conaervacao de sea direilo nos dbitos vencidos
ha longo lempo abaixo declarados, em virlude do
arligo 443 do cdigo do commercio, precisa protes-
lar contra ditos devedores na forma qoe determina
o arligo 453 3 do dilo cdigo, afim deinterrnmper
a prescripr.lo ; requer a V. S. se digne mandar lo-
mar por termo o seu protesto ; e como os devedores
moram em lagar incerlo c nao sabido, qae e passe
carta edlal inlmando aos devedores o protesto re-
querido, osquaes sao os seguales: Jos Vicente
Emery, letra vencida em fe'vereiro de 1810 828>56,
Jo3o C'imaco Froes Cavalcanti, letra vencida a 17
de fevereiro de 1847 2589980, Jos Joaquim da Sil-
va Madureira, lelra vencida em 18 de novembro da
18481809500, Francisco Macocl de Almeida, letra
vencida aos 3 de fevereiro de 1848 57340, Antonio
Alves Teixeira Bastos o saldo de urna ordem venci-
da em 17 de julho de 1848 150$, Jos de Bessa Gui-
maraes, lelra vencida em 21 de oulubro de 1818
1759985, Francisco Jos de Paula Jnnior, por duas
14:5519607
ascimei
ios3.de
l'cri
me ach iva,
ia
saai-eaiin
LMVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 2 a 1,3..... 1;1018467
dem do dia 14....... 39432
RECEBEDORIA DE KK:VDA'S
RAES DE PERNAMB1ICO.
Rendimenlo do dia 2 a 13.
dem do dia 14 .

Ihodo.dito annii,nesla cidade
em casa da resi lencia do
eiro dislricto, l'ransco Ber-
onde u escrivao de seu cargo
ompareccram os uritos nomeados,
los Alfonso Nery FSrTeira. Ihesou-
pnblico Loiz da CBsT^rW-- "Randimen"todo dia 2 a 13.
dem do dia 14
1:10(8899
rem, '.que |Frederico Coulou e JGcorge Palchel||rae
fizeram a pe ti cao do theor seguinte :
Dizem Frederlco Coulon e George Palchel
admnislndnros da fabrica de Delfino Goiialfes
Perera Lima, qua havendo feilo encommenda de
3 mil arrobas de sebo a Claugsen de Berlram por iu-
termedio de Roslron Dullor do Rio de Janeiro, ha-
vendo sido a remessa feila pelo brigue ero de Per-
nambnco, acontece qae leudo principiado a receber.
no dia 6 do correte dilo sebo, se conheceu qae as
barricas nao conlinham o que menciona a factura,
porque as barricas de sebo cuado someule o conlem
no textos na grossura de meio palmo mais oa menos
e o restante he graxa, qne he de qualidade inferior
o logra menos preco, e as qoe lera sebo em rama do
inesmomodosomenlco lem na referida grossura, e
o mais he consistente em objectos de inftrior quali-
dade, e que estao em putrefacto e como dahi re-
sulte grave prejuixo ao comprador e diminuirlo
no preco e assm se realise a hypothese do artigo
211 do cod. comm., vem os suppiicanles reclamar
contra a fraude e protestar eonlra quem de direilo
for parahaverem as pardas e dainos ea diferenc.a
de preco, dignando-se V. Exe. de mandar tomar seu
protesto por termo e fazer a inlimac3o por edilos na
forma do art. 391 do regulamenlo n. 737 ; onlro
sim, requeren! a V. Exc. que s digne nomear pe-
ritos, que procedendo a vestoria as referidas bar-
rica, declarem a qualidide do sebo nellas c ntido
a dilK'renca que hoaver em cada urna dola-, assim
como adilTerenca do pre;o de ama e oulra qualida-
de com as espcclicacrs precisas para pleno conhe-
cimenlo da verdade, sendo lado reduiido a lermo
para ser entregue aos suppiicanles, e nomeandu V.
Exc. quem represente os auzeolea.-Pedema V. Exc.
Sr. Dr.-juiz do commcrcio assim Ihes deliro, mar-
cando dia o hora.E R. M.Alcoforado.
E mais se nao continha em dita pelicao, na qual
dei o despacho seguinte: lome-seo protest por
lermo, lazendo-sea intimacvo na forma requerida, e
nomeio para representar os ausentes o Dr. Antonio
Jos da Cosa Ribeiro, o qual ser citado para na
primeira audiencia desle juizo, juntamente com os
suppiicanles, se louvarem na forma dos artigo 192 e
193 do regulamenlo n. 737 -com arhilradores para a
vestoria de que se trata.Recife 9 de jutlio de 1855.
A.F. Perelli.E mais se nao continha em dito des-
pacho, em viiludo .lo qual se fez a cilac,aoe lavrou-
se o termo' do theor seguinte :
Certifico que sendo nesla cidade do Recife cife o
Dr. Antonio Jos da Costa Ribeiro para lodo o con-
tend! da pctico, replica e despachos relro, de
que ficou eotendido; o referido he verdade.Recife
11 de julho de 1855.O oflicial de juslira, Braz
Lopes".
A o-11 das do mez de julho de 1855, oesla cidade
do Recife em meu carlorio, veio o solicitador Mi-
guel Jos de Almeida Pernambuco, procurador bas-
tante de Frederico Coulon e nutro, como adminis-
letras vencidas em 12 de Janeiro e 11 do marca de
1849 7639350, Joaquim Flix dn Rosa, lelra venc- '"dores da fabrica do finado Delfino Goncalves Pe-
16:7718215
S72-J18
da em 5 de outabro de 1849 4769900. Theodoro de
Almeida Cosa, um vale de 1009, Jos Vicenle Fer-
reira Leile, em om vale de 1509. P. a V; S., Illm.
Sr. Dr. juiz.de direilo do eivrl da primeira vara se
digne mandar qae distribuida se lavre o protesto e
se passe carta edilal intimando o protesto aos deve-
dores.E R. Me.O solicitador Cantillo Augusto
Ferreira da ."iica. Caja pelicao sendo-me apresen-
lada dei o despacho seguinle':
Deslribuida como requer. Recife 30 de junho de
1855. Sf/ca Guimaraes.
Em virlude de dilo despacho se procedeu a distri-
buirlo, e o cicrivau lavrou o protesto seguinte :
Aiis 30 de junho de 1855, nesta cidade do Recife,
em men escriplorio veio o supplicanle Eduardo Fer-
reira Bailar, e dase em presenca das tcstemunhas
aballo assignadas, que elie protestara contra os sup-
plicados por lodo contundo da pelicao relro, e na
conformidade da mesma protestado lem, afim de
produzir o devido elTeilo. E defamo assim o dsse
e prolestou fu esle termo em que assignou com di-
tas (estemunhas. Eu Pedro Tertuliano da Cunba,
escrivao o escrevi.Eduardo Ferreira Bailar.Ju-
vino Carneiro Machado Rio*.Joo Alhanaxio Das.
E nada mais se continha ein dilo protesto, depois
do qual foram inqueridas tres lestemunhas que jus-
lificaram a ausencia dos supplicados, cuja juslifiea-
ch| foi julgada pela sentenca seguinle:
Jul:o por sentenrd e custas a jusliticarao folhas, e
mando que se proceda a citaclo edilal requerida.
Jtecife 9 de julho de 1855. Custodio Manoel da
arrie,
__CQKS1JXAD0 P
A
jases deferio o Dr. delegado o jura-
os -.Evangelhos, e Ihes eocarregou
do mesmo juramento eximinassem o bi-
, da vigesi;ma primeira lotera do Rio
^concedida pai^SiBaJ/MClo e reparos das
i daquella provincia, e"Whiaarp-iftf-nV
Ibeta rtferdo houve nome anteposlo e
Se aquclle por lcllra! iniciaes, e que
hide do lellras, por extenso que nomes julga-
v; m tr sido sasigoados, e se reconhoeiam os faclo-
Saaia aasignatura, ou letlras aiilepostas?
>".!, !, na eobrepuslo^que assignalura divi-
M acr da tinta eom que fura colerla a assigna-
iira anteposta ; bem assm se sobre o nome de Jos
Mara de Mendonca e Castro poda se- escripto o no-
ins de Thom Alves Maiade Siqsteira, sem que par-
le da latir Jficasse deicoberta de modo a ser
\ menda visivelmenle conliecda, e im divisasse uos
. do primeiro nome Thom^ ter sido o an-
los; e tambem se exista nnme anle-
davraperlenct; quaes aletlras qu se
Intente lenapalavn -bilhele-tam-
nome anteposlo, e qual elle fura t
o por elles peritos o jera ment, assim o
cumplir ; e passanda i fazer os exa-
iac,8es de qae se acliavari incumbidos ;
que no dorso do bilhcta exslem ves-
Incoa de caracteres cscri los com lint
a do que a* das palavras, que arloaimen-
escriptaa, sendo estas sobreposlas cm
rossos do qoe os das primitivas : que o
,nieiro ooine da lerceira linha que lieThom
dtixa perceber a ultima baste corva da leltra M
o nome Alez' com i|uanlo nao apre-
saste iados da existencia de
oulro M- :niarado con ou-
t-n' ue fra conl'rafeito de modo
a apresenlar u lellras A, il m l indo-se qae o
nrmeAlvet qaando escripto m breve he ge-
ralmeiite asadoAlz'e nao Ale!' como se
b (hele, em eujo nome se nota mais, qae
Hl i por tal forma iancado, ejoe indica tr-
ra vista oceultar o ponto que exista ou de-
Jepei* da inicial M a qual leltra pa-
) escripia primitivamente : qua oo ter-
ne da sobrtdHa Urceir ln lia se reconbece |_
q'ie oM primitivo fra engrossdo. conservando
nao obstante o primitivo carcter, pirecendo mais
qae este terceiro nome Icrmuiou na quarla lnha,
sendo que at leltra que depois do inesrro M
iarn na lerceira lnha foram lleudadas, e en-
g rostidas de modo a apresenlarem actualmente o no-
Mayaassim escripto, cojo primeiro Aen
cobre urna lelra que linha liaste,c que oa qoarta liona
ss v omaeeiipse irregular com umliprrao a na) la-
do qoe indica eocohrir, oa ter sido leila para eaco-
brlr os caracteres primitivos, cuja elipse aclualmen-
U: figura comod grosciramenle feilo paracom-
e|ioTsaode que rege o nmeSiquei-
ripto em breve ; sendo pira ociar que o e
da referida prepas<;.io dealm de eslar muilo
ramale emendado, acha-se en distancia snas
regalar da elipse oa ligara qae representa o
- ; e quanlo ao ultimo nome m> cual se v om
- regolrmenle feilo, depois delle nm brrao,
borrio ura q t por cima um a.
lararan qae a coatrafactao toas ola nos di-
lle borroes ea, e qoe nao reconlinciam os faclo-
nsdas mesma lellrasouassignaluras,lauto antepos-
las,como rnopastas e'qoe sobre a nomo-Jos Mara de
l'.endonja Castro,nao era possivel esesever-se o de
Thnm Alvet Maya de Siqoeira leniqne a hasta da
ficasise ihesberla de m; ira i ter vi-
enle i:onhecida a emenda e mas porque sobre
-lliomr te descobrem os vestigios da om
i dito tica, o porque entre aa lellras da
perlenct etittem traeos usis linos, qae
> earauteres actoaes, e que indica toe oulro9
fiirjiii primilivamenle escriplos. Dm-lararam mais
uents sa i'econhece
exWia aoira tala vi aariin Irajot
i finos qoe nao poder aro ter cotudos pelos ca-
! netaret solireoostos, pareeeodo qoe a oltimo
K
17:6439103
VINCIAL.
, 28:6779415
8989895
29:5769310
PRAC.1 DO RECIFE 14 DE JULHO DE 185
M
t
/testa semanal.
Cambios---------- Fzeram-se Iraneacc/ies importan-
les sobre Londres a 27 1)2 d. por
19, e dizem que algumas a 27 3|4
coin. preso ; e sobre Pars a 350
rs. por franco. A llresourara d3o
lem podido entrar no movimenlo
pelos motivas anteriormente de-
clarado.
Assucar Os brancos bnns sao procurados,
porm nao apparecem. Vendeu-
e o mascavado regular a 1S640;
e do bom a fino de 19740 a 29 por
arroba. A entrada foi mu limita-
da por eslar qoasi linda a safra.
Algodao Os compradores cslao mu anima-
dos com as noticias viudas ulli-
mameole cas entradas iiosla semana foram,
vendidissde 69 a tijtiOO por arroba
conforntsjhl qualidade.
Venderam-e de 185 a 187 1[2 n.
por libra dos seceos salgados.
E nada/lglsse continha em dUa sentenca, em vir
luda ti.-. quarSej^s^hi-o prsenle, por beni do qual
va o a ser clan 'mimados do protest aqu copi-
dos : ossupplic devedores afim de que nao pres-
ervara as suas vidas; e mando a todas as pessoat,
amigos.___fntse cnnhoeidos dos supplicados, Ihes.
fadm o aviso de qo?|ino^M0Re,ll9D Inllrludos^to
rlerido protesto; e este ser publicado pela iin-
prensa, e nflixado no lugar publico do Asame. Re-
cife 9 de julho de 18T">. E cu Pedro'-Terluliano da
Cunda, escrivao o escrevi. Custodio Manoel da
Silca.Gutmares. '
Est conforme com o original a que me reporto,
conferida e concertada na forma do cstylo. Recifo 9
de julho de 1855. Escrevi e assgoei em f de ver-
dade. Pedro Tertuliano da Cunh.
reir; Lima, e dsse perante as teslemonhas abaixo
assignadas, que elle prnteslava contra os supplicados
na forma de sua pelicao e replica retro, que licam
fazendo parle do prsenle, e de como diste e pro-
lestou, lavrei o prsenle em que se assgnou com as
leslemonlias j dilas.Eu Francisco Ignacio de
Torres Bandeira, escrivao interino o escrevi.Mi-
guel Jos de Almeida Pernambuco.Joao Vicente
Tarares Bandeira./eroomo Ignacio dos Santos.
E mal se n3o continha em ludo aqu copiado, e
em virlude do despacho na pelicao exarado, o es-
crivao que esta subscroveu, mandou passar a pr-
senle com o prazo de 30 dias, pela qual o seu theor
se intima aos supplicados e a quem de direilo for,
e hei por intimados a quem interessar possa de todo
o ronteudo na pelicao e lermo de protesto, aqu
ludo transcripto na forma do arligo 391' do reg. n.
737, pelo que loda o qualquer pessea, prenles oo
amigos dos supplicados, a quem a prsenle interes-
sar possa, o poderau fazer sciente do que cima lica
exposlo, e o porleiro do juizo affixar a presente no
lugares do coslume, c ser publicada pela imprensa.
Dada e pastada nesla cidade do Recife aos 13 de
julho de 1855. Eu Francisco Ignacio-de Torres
Bandeira escrivao uterino, a subscrevi.Anselmo
Francisco Perelti.
Giro Sr. inspector da thesourara provin-
cial; em cumprimenlu da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia, manda convidar aos conse-
nhores da casa n. 16 da roa ao Livramenlo, abaixo
roeneionados, a entregarem na mesma thesourara
no prazo de 30 das, a contar do dia daprimeira'pu-
blicacao do prsenle, a importancia d
que devem entrar para o calca nenio
sa. conforme o di'ponto na lei jraitjpsjfj" n. :.y.).
Adverlindo que a fallada ciitf||,fjj,lll'1,nr;,, .,.,,,
punida cem o duplo das referidk quolas, na confor-
midade do arl. 6. do rcgulameto de 22 de dezom-
- le 1854.
realizar-se-haenV4 preslaoes guaes epja ultima ser
paga depois da entrega definitiva e at oulra corres-
ponderao o cada terco das obras do lanco.
4.a O prazo da retponsabilidade ser de um anno,
ficando dorante essa prazo o arrematante obrigado a
conservar o lanco sempre em bom estada.
5,
lvre.
6.* Para lodo o que nao se adiar previsto oas pre-
santes clausulas, nem no nrcmento, seguir-se-ha o
qae dispSe a respeilo a lei n. 286. -
Conforme.O secretario, A. F. d'Antiunciacao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial de Pernambuco, em cutnprimento da ordem do
Exc. Sr. presidenle da provincia de% do correte,
manda fazer publico que no da 26 do mesmo, pe-
ranle a juntada fazenda da mesma Ihesouraria, se
ha de arrematar, a quem por menos fizer.a obra dos
concerlos da ponle da villa de Iguarass, avahada
em 4409000 rs.
A arrcmalasao ser feila na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio do anco lido, e sol as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
A pessoas que se propozerem a esta arrematacao
comparocam na sala das sesses da mesma junla no
da cima declarado pelo meio dia competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o presente e pu-
blicar pelo Diauo.
QSecretaria da Thesourara provincial de Pernam-
buco 7 de iuIIio de 1855.
O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
1.a As obras para os'Jreprh-r.s da ponle da villa de
Iguarass, serlo feilas de conformidade com o orca-
menlo, approvado pela direclortia em conselho, e
aprcsenlado a approvacao do Exm. Sri presidenle
da provincia, importando na quantia do 4109000 rs.
2.a Estas obras prncpiarao no prazo de 15 dias e
lindaran oo de 3 inezes, ambos contados como deter-
mina a lei provincial n. 286.
3. O pagamento desla arremataran ser feito em
urna s prestarlo, qaando todas as obras esliverem
concluidos, e recebida definitivamente pela reparti-
f.ao das obras publicas..
, 4. Para ludo o mais que nao esliver mencionado
nestas clausulas, seguir-se-ha o que determina a lei
cima citada.
Conforme. O secretario, Antonio Ferreira
d'Annunciacao.
O Illm. Sr. iospeclor da Ihesouraria provincial,
em cumprimenlo da resolncao da junla da fazenda,
manda f.zer publico, que a obra dos reparo*precisos
a casa dfjfcamara municipal c cadeia da cidade Olin-
da, va novamente a prara no da 26 do crrante.
E para constar se mandou afijxar o presente a pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pcrnam-
haco, 7 de julho de 1855.
O secretario.
Antonio Ferreira d'Annunciacao.
Pela administrado dos estabelecimentos de ca-
ridade se faz publico aos inqailinoa das casas que
foram doaila mesma adinimslraco pela Sra. D.
Joaquiua Mara Vianna, qae tendo de ir a prac,a
por rrendiimenlu de um anuo, nenhum dos mesmos
-nquilinos poderao laucar sem que se moatrem achar-
fe quiliis, e o. que te acharen, a dever podom ir pa-
it Melad do nestoal da obra Hr de sele gr "'"ureiro d* adminislrac,5o, isto anles do
|. Melada do pestoal da oDra sera ae gewie m,rcld, p.ra a praca, queter lagar quiola-fei-
ra, 19 do cirrentc.
Aclftie apprehendido por ett tnlidelegaeit'
um cavallo por forlado : quem for sea dono compa-
rece sounid de ducumenlos, qoe mostr ser sua pro-
pnedade, q ie Ihe ser entregue.. Subdelegtcia da
freguezia dn Varzea 14 de julbo de 1855.O subde-
legado, FrantUeo Joaquim Machado.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banro de Pernambuco aacci sobre
a praca da Babia, e contina a tomar
lettra sobre a do Bio de Janeiro." Ban-
co de Pernambuco 25 de junho de 1855.
O secretario da direcelo, Joao Ignacio
de Medeiro Reg.
Nao tendo comparecido elgaem no dia 9 do
corrento mez propondo-se ao foruecimento de cal
preta precisi esta repartido para as suus obras,
nao obstante o convite no aiinuncio oo declararn
com dala de 2 tambem do correte mez, manda o
Illm. Sr. inspector faer publico, que o dito forue-
cimeulo pode anda Ser contratado, precedidas as
necessarias propostas, com quem se aprsenle nesta
secretaria fa .eudo-o com mais vaDlageut para a fazen-
da. O mesmo Illm. Sr. iuspector manda anda ^azer
publico, que admillirpessoaa lvresnesla reparlicao
^ervindo oa >|ualidade de srvenles com o jornal de
720rs. e 13030, quando eiqpregados no Irabalho aa
suido Kecife.Inspectora do arsenal de maroha
da Pernambuco cm lude julho de 1855.O secre-
tario, Alexaodre Rodrigues do Anjot.
FtIBLICACA'0 L1TTERARIA.
Acha-se venda o compendio de Theora e Prat-
ca do Proce&o Civil feilo pelo Dr. Francisco de Pau
la Baplisla. Esta ebra, alm de urna introducto
sobro as acc,Ces e exceptes cm geral, Irata do pro-
cesso civel c imparado rom o rommercial,' conlem
a theora sobre a applicaco da causa julgada, eoo-
Iras doulrinis luminosas : veade-se unicamenle
na luja de Manoel Jos Leile, ua ra do Quei-
mado n. 10, a fio cada ejemplar rubricado pelo
autor.
AVISOS MilHITIMOS
DECLARACOES
Agurdenle- dem de 85a a 905 por pipa.
Azeile doce- Id,em de 2200 a 2350 por galao.
Faruha de trigo- Tivemos um carregnmentodeNew
Orleans com 2,000 barricas, que
seguio para o llio de Janeiro, on-
de consta ohler-se melhor preco
pelas quadades superiores. ,0
nosso mercado esl um pnuco des-
animado.^iriucipalaiente para as
quadades inferiores, das quaes
f se esperan algumas partidas dos
porto do imperio. Vcnden-ae a
328 da de Ballimore, a 365 da de
Trenle, e de 295 a 309 da de Val-
paraizo em taceos, ficaram em
ser 1,200 barrica da primeira,
1,700 da segunda e 2,800 saceos
da ullima, i
Bacalho A falla de entrada e o bom con-
tumo qua ten havido fez bailar o
deposito para 1,600 a 2.000 bar
ricos,tubndo o preco para 1U550O
113; e senao ehegar ler de vollar
a presos superiores.
Carne secca- Vendcu-se de 34500 a 45400 por
arroba do Rio drande do tul, da
qual hoje ficaram era ser 32,000
arrobas. Nao lem havido vendas
da de Buenos-Ayre, por querer
faze-lo a 45 por" arroba, por isso
ha em ser 5,500 arrobas.
Canella- dem a 830 ra. por libra.
Batatas ----- dem a 800 ri. pos arroba.
Garrames f Vcuderam-se a 800 rs. por um
einpalh.ido.
Pimeola dem a 280 rs. por libra da da In-
dia.
Queijos----------Fez-se venda de 50 caixas dos 11a-
menhot a 19800 cada nm.
Toucinho- O de Lisboa vendcu-se a 8IO0
por arroba.
Vinhos------------ Nao tcm havido vendas, e os com-
pradores estao enjoados.
Velas------------Venderam-se a 680 rs. por libra
das Je composic.no.
Disconlo Sem alterarlo de 8 a 9 por cenlo
ao auno.
Fretes- Os navios que tem apparecdo fo-
ram fretados para tomar algodao
nos porto lmlrophe do 9|16, a
518 d. por libra ; e 20 pelo assu-
car para Liverpool.
Tocou'oo nosso porto 1 vapor porluguez, I navio
com guano, e oulro com farinlta de trigo.
Entraran) 2 em lastro, 7 com gneros de oulras
provincias, 5 procedemos da Europa com gneros,
fazendas e earvao; e 2 dos portos do imperio para
concloirem scus carregamenlos.
Sahiram 5 eom gneros para os portos do imperio;
t em commuatU) do governo, 6 com gneros para
portos eslrangeros, 1 em lastro, e oulro para com-
pletar seu carregamenlo em Macei.
Ficaram' no porto 34, sndo 1 americano, 21 bra-
sileros, 1 hollandez, 4 liespanhoes, 4 inglezes, e 2
porloguezes.
O D.r. Custodio Manoel da Silva Guimaraes, juz de
direilo da 1." vara do commcrcio nesta cidade do
Recife, porS. M. I. etc.
Fajo saber aos que o prsenle edilal virem, em
como Manoel Jos da Silva Marques me fez a pe-
tijao do Ihcor seguinle :
Dii Manoel Jos da Silva Marques, como lqoida-
tario da exlincla firma Morques & Vetgas, que para
inlerrouiper a prescripc,o que marca o arl. 443 do
cdigo do commcrcio a respeilo de dividas da lel-
lras e obrigaces, requer a V. S. se sirva mandar
tomar por termo o seu protesto contra os individuos
abaixo designadas na forma ordenada pelo arl. 453,
169560
25) W)
325610
bro
Barlholomeo Francisco de Soiza. .
jJ.^eirosjieJos Perera lirios .
Antonio Joaquoi dos Santos Andrade

E para conslar se mandou afiliar o prsenle e'pa-
blicar pelo Diario. ,
Secretaria da Ihesouraria provincial-de Pernam-
hvjco 10 de julho de 1855'. O secretario,
Antonio ferreira da Annunciacao.
716150
MOVUVIENTO DO PORTO
A'ari'o entrado no dia 14.
Rio de Jsttflro7 das, barca hespanhola aChrs-
tina, de 315 loneladasj capitao Mariano Rpig,
- equipageot 14, em lastro de fiedra : a Aranaga <\
Bryan.
liados sonidos no mesmo dia.
ParahibaHiale bratileiro Flor do Bratila, meslre
Jlo Francisco Marlins, carga fazenda* e mais ga-
do em lugares iusertos e nao sabidos, precisa que
por carta edilal sejam intimados do referido proles
to : os devedores sao os seguales :(jedeo Forjas
de.Lacerda, vencido cm 1842, por lettra, 2115575;
Vicente Teixeira Coimbra, lira, passado em 29 de
agosto de 1841, de 1093 ; t Antonio T. Ribeiro,
lellra vencida em 1814, 1095 ; Jos Amonio Ribei
ro Guimaraes, vale, em .'ido mare,o de 1815,675390;
Bernardo Rodrigues Cosa, leltra vencida em 1816,
OSOOO.
" Pedea V. S. Illm. Sr. Dr. jniz de direilo da 1.
vara civel se digne mandar, que distribuida se lome
o lermo de protesto, e sa passe a caria edilal, inl-
inand os devedores.' fe R. M.Procurador, Joao
Joaquim de Figaeirado.Cuja policio sendo-me
apresolada dei o despacho seguinle :
Distribuida ; como requer. Recife 30 de junho
de 1855.Silva Guimaraes.Em virtado de dito
despacho se procedeu a dislrhuicao, e o escrivao la-
vrou o termo seguinte : ,
Aos 30 de jaho de 1855, oesla cidade da Reci-
fe e em meu escriplorio veio o supplicanle Manoel
Jos da Silva Marque?, e dsse em presenca das tes-
lemunhas abaixo assguadas, que elle prolestava
eonlra os supplicados, por lodo conteudo da peli-
cao releo, e na conformidade da mesma protestado
(em, afim de produzir o devido efTcilo. E de como as-
sm o dsse e prolestou fiz este termo, em que ossignou
eom ditas lestemunhas. E eu Pedro Tertuliano da
Cunlin. escrivao o escrevi.Manoel Jos da Silva
Marque*. Jovinu Carneiro Machado Rios. Joo
AlhanasioiDas. .
E nada mais se continha em dito protesto, depois
do qual foram inquiridas tres lestemunhas que jus-
tificaran] a ausencia dos supplicados, cuja justifica-
cao foi jaleada pela sentenca do theor seguinle : ,
Julgo por sentenca e custas a justificado folhas,
mando que se proceda a cilarau edilal requerida.
Recife 9 dejalho de 1855.Cuslodto Manoel da
Silca Guimaraes.
E nada mais se conllnha cm dita scnlpiir.-i, em
virlude da qual te passou o prsenle ; por bem do
qual v;lu a sor citados e intimados do protesto aqu
copiado os supplicados, afim de interromper a pres-
cripeso ; e mando a todas os pessoas, amigos, p-
renles o conhecdos dos supplicados Ihes fa jam avi-
so de que pelo prsenle sao intimados do referido
protesto; e esle ser publicado pela imprensa, e
afiixado no lugar publico do coslume. Recife 9 de
julho de 1855. E eu Pedro Tertuliano da Cunta,
escrivao o escrevi.Custodio Manoel dv Silca Gui-
maraes, ,
Em vista Oodisposto na ullima parle do aviso
da repartidlo da marmita de 19 de junho ultima-
I*mente lindo, Iransmllido por copia a eala reparti-
rn pelo Exm. Sr. presidente da provincia com o
ofticio de 9 do correte mez, mandando qae as ca-
pitanas dos portos sejam alistados os pilotos de car-
ta, faz publico o Ilim.Sr. capilao do porto que os
existentes nesla provincia deverao apresenlar-sc-
Ihe pera um tal fim 9 mais breve possivel, sendo la-
do slo tanto mais necessario quanlo qoe pelo con-
traro, nao se poder dar execufao a providencia
conlida na primeira parte do citado aviso, para pro-
fer rem nos embarques aquel le- nao tendo carta.
Capitana do porto de Pernambuco em 12 de ju-
lho de 1855.O secretario, Alexandre Rodrigues
dos Anjoi.
CONSELIiO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, em virlude de autori-
saco do Exm. presidente da provincia, lem de com-
prar os objectos seguales :
Para osrecrulas em deposito no'3. batalbao de in*-
fantaria.
Bonetes, 100 ; grvalas de sola de lustre, 100
brim braceo liso, varas 750; algodozinho, dita,
600 ; panno preto, covados 25 ; sapalos, pares 100 *
mantas de Ua, 100 ; esleirs, 100 ; hotes brancos
de oaso, gruas 12 ; ditos prelos de dito, ditas 9.
8." batalho de infamara.
Brim branco liso, varas 870 ; algodozinho, dilas
vados 87; sapalos.pares 349;
esleirasde palha de*carnauba, 348 ; boloes brancos
de osso, gr'ozat 36 ; dlos pretos de dilo, dilas 22.
Hospital regimcolal.
Livro em branco paulado com 300 folhas, 1 ; dilo
dito dito com 500 datas, 1 ; bules de louca pintada,
24; encarlas de ferro forradas de porcelana de de-
ferentes tamaitos, 12 ; colheres de metal lino para
sdpa, 120 ; dilas de dilo dito para cha, 36; bande-
ras de folha, 4; chalairat de ferro, 6 ; copos de vidro,
24 ; chicaras de louc.s, 48 ; manleigueiras de dita,
24; mantas de lia de boa qualidade, 141 ; ourines
de louca, 23 ; panellas de ferro forradas de porce-
lana de diversos tamaitos, 12 ; pus de ferro, 4 ; pi-
res de louca, 48 ; pratos razos de louca, 176 ; dilot
fundos de dita, Hl ; flanela para camisas, covados
72 ; chila para coberlas, covados 192 ; enxadas, 4 ;
mcias compridas de 18a, pares 12 ; lalhcres, 96.
Provimento dos armazens do arsenal de guerra, offi-
cinas de l. e 2. classe.
-Taboas de assoalho de amarello, duzas 6 ; dilas
de dilo de louro, dilas 6 ; ditas de dito de pinho, di-
las 20 ; costados de pao d'pleo, 6 ; ditos de amarel-
lo, 3 ; cosladiohos de dilo, 4 ; pili.i inarfim, rolo 1.
3. classe.
Tornos de bancada, de arroba cada um, 2 ; bigor
as de 6 a 8 arrobas cada urna, 2.
4.a classe.
Cobrc'velho, arrobas 16 ; zinco em barras, arrobas
o; lenjes de lalao de 14 15 libras, 6 ; rame gros
so de laido, arrobas 2 ; dito de ferro de meia grossu-
ra, libra 16 ; dito de dito fino de amarrar, libras
16 ; caitas do folha de (landres siugelas, 3 ; dilas
com dilas dobradas, 2 ; cadinhos do norte de n. 6,
10 ; ditos de dito den. 8, 10; ditos de dilo de n.
10,10.
5.a classe.
Sola de lustre 6. '
tica do hospital regimenlal.
Borracha de gomma elstica de 8 oncat com pipos,
6 ; borrachinhas de gomma elstica com pipos, 50 ;
esponjas finas psra lavagem, libras 4 : fuul de por-
celana de 2 libras, 2 ; ditos de dila do urna libra, 1;
dilo ile dila de 8 oncas, 2 ; clysopompo d'Eguiier,
2 ; srogas de metal paraclystcres,4 ; rolhas de cor-
Real Companhia de Paquetes Inglezes a
Vapor.
No da 22
desle mez es-
pera-te do sal
n vapor Avon,
o qual depois
da demora do
coslume segui-
r para a Eu-
ropa: para pas-
sageiros, etc.,
rata-sfe com os agentes Adamson Howie & C, na
oa do Trapiche-Novo o. 42. '
PARA O RIO DE JANEIRO. .
O brigue escuna MARA seguir'- em
poucos dias para aqueile porto,, por ter
a uiuior pirte de seu carregamento en-
gajado : para o resto da carga e escravos
a frete, Irata-se com os consignatarios
Machado iS Pinheiro, no largo'da Asaem-
blean. 12.
PARA O MARANHA'O E PARA'.
Segu com milita brevidade o brigue
nacional ELVIRA, tcm grande parte de
seu carregamento engajado: pal-a o resto
e passageiros. trata-se com os consignata-
rios Machado & Pinheiro, no largo da As-
sembla n. 12.
Para o Aracaly segoe com brevidade o hiale
/mensicel: qaem 110 mesmo quzcr carregar ou ir
da passagera, Jirija-se a Marlins & IrmAu.
Companhia Brasileira de Paquetes de
Vapor.
O vapor
Paran tom-
mandanle F.
Ferreira Bor-
?&:m
pa artes da
fim Ulo cor-
reni mez,
seeuir de-
Ipois de lo-
marlo ear-
vao (para a
receber carga at
Agencia de contabilidade commercial.
Christovao i.uillierma Breckeafeld, habilitado
com os ciinhecimenioa pralicos, que em materias de
ccmmercto lem adquirido durante mutos anoos,
qua as tem exercido nesta praja, como caixei-
ro, guarda livros e gerente de uegocios proprio
alheo, offerece ao negoeiantat dala e da oulras
praca di.Brasil, assim como a oulras qoaaaqoer
pessoas. o seu presumo para o fim de dirigir todo o
qoe se refere a contabilidade, come) teja : rever
ajoslar cenias de qualquer nalurea, orgaotar ba-
lances e legularisar liqaidacoai de fallimanloi, de
sociedades, rsleiot, regulasOes da ataras, inventa-
rios e parlilltas amigtvei da qualquer especia de
bens, exirahir cocas correntes ata joros 00 sem
elles, per aro dia eteripiocac/M atrasada, lomar
conta de quahuMS^ nova aseripluracao por partida
dobrtda, inixtaTli simples, arbitramentos judiciae,
contratos commercioes de qualquer natsxreza, ale.,
etc. Entarrega-te oatro sim de dirigir qualquer
negocio judicialsnenle, qur peraale o juizo com-
mercial, (|ur peranteH tribunal do coramercio aso
primeira u segunda inslancia, para o qae lem a eoo-
perarao d3 om dos raait habilitados advogadoa, de I
om dos probos e inteligentes solicitadores do toro.
Para este fim lera o annuncianle abarlo oten escrip-
lorio na rua daCadeia.de Sanio Antonio o. 21, onde
pode ter procurado das 8 horas d roaohaa at 4 da
tarde. O annunciante espera merecer daata e da
011 tras praca um bom acolbimento, sendo o ara et-
tabelecimunlo da raais reconhecida otilidad*.
Christovao Gulhcrmc Brcckenfcld.
Prec sa-se de um^menino de idade de 12 14
annos, paratcaixeiro de taberna, preferindose por-
luguez ou de fra da provincia, dando fiador a toa
cooducta : a tratar oa roa do Pilar n. 92, taberna.
O Sr. Joaquim Jos.Arantes tcm ama caria
viuda do Porto ; a fallar com Manoel Ricardo de
Mendonca, no quartel de policia.
Deaeja-se saber sonde existe o Sr. Manoel da
Silva Vaz seixas para seu interetae : n loja, a. 3 de
4 portas, prxima ao arco de Santo Antonio.
Precsa-se alagar orna ama que atiba cozinhar
e fazer tor o o mais servico de casa : oa roa Direila
n. 86, secundo andar.
Precisa-se eugajar cornetas para o terso do
sexto batalho da guarda nacional, assim como om
meslre para dirigir o mesmo : quem quizer, dirja-
se ao major do mesmo batalho, no pateo da Paz,
freguezia dos Atogados.
Quen precisar de urna ama para coser, eogom-
mar e cozinhar. drja-te povoacao do Monteiro,
defriuiie do oitao da igreja, qoe achar com quem
tratar.
Quem quizer comprar 2 eseravaa qoe vendem
oa roa, dirija-te ao beceo do Veras, su cata n.,7,
que achara com quem tratar.
Preciia-ae de um caixeiro dea 12 a 16 tonos de
idade, e qi.o leona alguma pralica de taberna : na
rua dos Marlyros, taberna.
Ilenrqae G. Stepple remelle par Europa o
seu filho-A igulo C Stepple, cidadao brasileiro, de
idade 10 annos.
Quem precisar de urna pesso qoe sabe perfe-
tamenle reriuar assucar, dirija-se ruadaSenzala
Nova n. 4, oo annuacie.
Manoel Antonio da Pastos Olivera pede a
autoridades policiaes e capiles decampo a appre-
hensaode sao eteravo Zacaras, que desde igurula-
faira, 9 do correle jalho est fgido, os signaes
sao os seg atea: crioulo, idade 32 annos, pooco
mais ao menos, estalara e corpo regularesj barba
comprida, ae bem qoe consla qoe at corteo, falla-
Ihe um dedo em um dea pt, e be muilo regrisla :
quem o pe|;ar, leve-o a seu senhor, na rua do Cabu-
K.i n. 12, qae ser recompensado.
D. Candida Agostinbo da Ba'rros sao filho Jo*
s Candido de Barros fazem sciente ao publico, que
por engao foi incluido no edilal dos devedores de
sua casa, (1 nome do Sr. Jas Antonio Vtera de
Sita*,
Alogs-se ama casa terrea, tita aa Soledad o.
27, com coi modos para pequea familia, por 99000
mensacs : .1 tratar oa roa da Aurora o. 26, prmei-
ro andar.
Precisa-se de um hornera nacional oo eslran-
geiro, mas que seja de inleita capacidade, para ser-
vir de criado a um senhor de engenho, trata s bem
quem preleuder, pode djgtyr- ao paleo da matriz
de Santo Antonio, cat*j^pm andar 11. 2.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, era cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presi-
ente da provincia de 2 do crrente, manda fazer
publico,que no dia 2 de agosto.'proximo vudouro.pe-
ranle a junta da fazenda da mesma Ihesouraria se
ha de arrematar a quem por menos fuer a obra do
14. Unjo da estrada do sul, avaliadl em 16:5003000
A arrematacao ser feila na forma da lei provin-
cia! n. 343 de 15 de maio de I85+, e sob as clausu-
las especiaes ahaxo copiadas.
As pessoas que se propozc.em a esta arrematarlo,
coraparecam na sala das sesses da mesma junla,
no dia acma'declarado pelo meio dia competente-
mente habilitadas.
E para constar te mandou affixar o presente e pu-
blicar pelo Diario. a
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 7 de 'julho de 1855.O secretario, -
A. F. d'Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
1.a As obras do 14 lanjo da estrada do sul far-se-
hao de conformidade com o ornamento, planta e
perds approvados pela directora em conselho o ap-
presenlados a approva-lo do Exm. Sr. presidenle
da provincia na importancia de 16:5001)1)00.
2.a O arrematante dar principio as obras no prazo
de um mz, c as concluir no de 11 mezes ambos
contados na forma du arligo 31 da lei provincial o.
286.
3. O pagamento da importancia da arrematacao
vericar-se-ha em 4 preslnc,8es ignaes, cuja ulli-
ma sera paga na occasiao da entrega definitiva, e as- { sortijas, groza 1 ; saca-rolha, 1 ; lesoura para
G cande
de barbetro.
13 Janeiro; poder
200 tuueliada:'c passsjfeeiros, na cmara e
xez,-para os quines tem boa commodosl: ai
rur do Trapiche n. 40, segsjBo andan
o con-
cia na
RIO DE JANEIRO-
O brigue nacional FIRMA, capito Ma-
noel de Freitas Vctor, segu para o Rio
de Janeiro uestes dias. por ter quasi seu
carregamento complet, pode ainda rece-
ber algumas miudezas e escravos a irete
para osemaet tem bdns eommodos: trata-
se com rtovaes & C, rua W Trapiche
n. o.
PARA O PORTO.
A barca portugueza a Santa Cruza, lem de sabir
com toda a brevidade. por ter parle do carregamen-
lo prompto : quem na mesma quizer carre3. r ou ir
de passagem pode enlendcr-se com os consignatarios
na rua do Vigsrn n. II oa com o capilao abordo.
Para a Baha,
o hiale .Voto Olinda sabe breve por ler o seo carre-
gamento quasi prompto; para o restante, trata-se
com Tasso Irmaos.
LEILOES.
O'Dr. Anselmo Francisco Peretli, conimendadorda
Imperial ordem da Rosa, |uiz de direilo especial
docosBBrcio desla cidade do Recife, provincia
de Pernambuco por S. M. I. e I'., etc.
Fajo saber aos que a prsenle earli.de erutos vi-
oulras corresponder3o a cada terco das obras.
4.a Metade dopessoal empregado na obra ser de
trahalhadoresjlivres.
S.l O prazo detesponsabilhladc ser de um anno
durante o qual o arrematante ser obrigado .a man-
ler a estrada em perfeilo estado de conservadlo.
6. Para ludo o que nao se adiar determinado
nts presentes clausulas,era no orcamento seguir-se-
ha o qu dispe a respeilo a le n. 2S6.
ConformeO secretario, Antonio F. d'Annun-
ciacao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia de 2 do crreme, manda
fazer publico, qae no dia 2 de agosto prximo vin-
douro, perante a junta da fatenda da mesma Ihesou-'
rara so ha de arrematar, a quem por menos fizer, a
obrado 2. lauco da estrada de Muribeca, avallada
em 10:0109000.
A arrematadlo ser feila na forma da lei provin-
cial 11. 343 de 15 de maio do anno lindo, o sob as
elausulas especiaes abaixo copiadas.
At pessoas que se propozerem a esla arrematado,
comparecnm na sala das sessSes da mesma junla, no
dia cima declarado pelo meio dia competentemente
habilitadas.
B para conslar se mandn affixar o presente c pu-
blicar pelo piario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 7 de julho de 1855. O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciacao.
Clausulas especiies para a arrematacao.
1.a As obras do 2. lauco da ratncajao da estra-
da de Muribeca far-se-hio de conformidade com o
ornamento e perfis approvado pela directora em
conselho e tprtsenladoa a approvacao do Exm. Sr.
presidenle da provincia, na importancia de .........
10:0109000 rs.
2. O arrematante dar principio as obras no
prazo de om mez, e dever conclu-las no de oito
mexea, ambos contados pela forma do arl. 31 da lei
n.286. t
3.* O pagameDlo da importancia da arremadijio
papel, i ; pendras de seda, 4 ; dita de rame fins-
sima, 1 ; vidros para opodeldoc com rolhas, 100 ;
assucar refinado, arrobas s ; acido cidco, libras 2;
.lito tartrico, ditas! ; acafr.io. ditas 1 ; agua ingle-
za de A. L. C, garrafas, 50 agurdenle branca em
barril, caadas 12 ; alcoolt 36.", dilas 12; alcal
voltil, libras 4; alcalrao, barril, 1 ; azougae vivo,
libras 16 ; banita de porco, arrobas 2 ; balsamo pe-
ruviano, libras 2 ; carbonato de ferro, libra 1 ; dilo
-j de soda, dilas 4 ; dilo d potassa, dilas 8 ; bicar-
bonato de soda em p, dilas 4 ; cantridas, dilas 4 ;
calomelanos inglezes, dila 1 ; capsulas gelatinosas
decupaiha e cubebas, caixas 12 ; ccvadajlimpa,arro-
bas 2 ; crmor loriar o, libras 4; cera branca em pao,
arroba 1 ; extracto de mulun'g, bra 1 ; dilo'de al-
casss, libra 1 ; emplastro de cicuta, libras 2 ; dilo
de dila mercurial, libras 4 ; dilo mercurial, dilat'2;
flores de borrageng, dilas 4 ; dilas do papoulas, dilas
y ; ditas de violas, ditas ; 4 ditas de malvas, dilas
; dilas de rosas robras, ditas 2 ; galha, dil*s8;
hydro chloralo de morphina, oilavas 2 ; incens, li-
bras 8 ; kreosole, onca 1 ; niel de ahelhas, caadas
2 ; man.i.l." sorte, arrobas 2; dilo d? lagrimas, li-
bras 8; magnesia albas dilas 8 ; nilraio de prata
branco fundido, oncas 4 ; dilo di 1,0 cryslalsado,di-
tas 2; oleo de amondoa doce, arrobad ; dilo essen-
rial de alambre, oncas 8 ; dilo dito a% moalarda, li-
bra 1 ; dito dilo de jasmim, onca 1 ; ponas cala-
nadas do viado, libras 8 ; raz de jalapa, libra
rezina eleme, libras 8 ; dila de angico, dilas4 ; fa-
stas de sene, dilas 16 ; civelte, oilavas 4 ; 6ulphalo
de ferro, libras 8 ; dito de magnesia, dilas 16 ; se-
ment* do mcniendro, oncas 4 ; tumo de grozeilles
dibras 12; sabio branco finistimo, arroba 1 ; dilo
amarello, caixa 1 ; trtaro emtico em p, libras 2 ;
vinho branco, caada 1.
Quem os quizer vender aprsenle as suas propos-
tas em caria fechada na secretaria do conselho as 10
horas do dia 17 do corren! mer.
Secretaria do conatlho administrativo -
cimenlo do arsenal de guerra 91*'
Jbte de Britt lngltz,eo^-
do penira do C' *
O agento Borja, por ordem da ndmlniilracao
da massa fallir de Ricardo Roj le, far leila.i em
seu.armazem, na rua do Collegio n. 15, dos,objeclos
perlencentes mesma massa, consislindo em carlei-
ras de amarellj para escriplorio, havando entre el-
las urna excellnnle para 4 pessoas, secretarias, guar-
da-papis, cuiida-roupas, commodas. estantes pera
livros,. mesas grandes c pequeas, cadeiras, lavato-
rios, um grande balclo envernisade e oulras muilas
obras de niarciineiria, etc.. ama ptima machina de
copiar carias, um excellenle cofre de bronze, varios
objectos de escriplorio, uraa grande quanlidade de
livros diversos, orna porcao de roupa feila, e outros
mutos objectos, qua se acbarao patentes no mesmo
armazem : qourla-feira, 18 do correle, as 10 horas
em poni.
O agenle Borja far leilao cm sea armazem, na
rua do Collegio n. 15, de urna grande quanlidade de
objectos de differen.es qualidades, como bem, obras
de marcineiria, novas e usadas, obras de ouro e pra-
ta, relogios diversos, loacase vidros, quinquilleras
a oolros mutos objectos, etc., etc., que se acharao
patentes : sexla-feira,;20 do correte, as 10 horas.
Antonio larbosa de Barros, com sala de barbeiro
na rua da Cruz do Rccffc n. 62, primeiro andar, fax
sciente ao letpeilavel publico que alm de barbear,
cortar cabellos e sangrar com toda 1 perfeicao, lim-
pa denles, (|ueima, chamba com a verdadeira massa
adamantina, da qual receben proximameale vnda
de Franja irande porcao, e vende ot frasquiobos por
pre;o rom nodo; assim como eosina como ella he
applicada para conservar sempre os denles o sua
cor qalural. Tambem lem. um grande deposito de
bichas de Hamburgo, as qnaes vende em porcao, a
retalho, aluga a menor pdrcao que o freguez qaeira,
e quando seja precita elle mesmo at vai applicar ;
assim como tu lo mais qoe cima lica dilo, mais ba-
rato do que em nutra qualquer part
Havendo o abaixo assigoado como procarador
de Mauoel Antonio Teixtira aonuuciado qoe Ber-
uardino Fra ncisco de Azevedo Campos, nao poda
dispor da h( ranea Oe Manoel Antonio Teixeira, de
quem he o lito Campos lestameoiairo, declara qu
fica de nenltum eileilo o dito annuucio, e qae de
miaba par i nao ha obstculo alguna cerca da dita
beranca, vi ilo ter desistido do direilo qae linha seo
consliloiota dita heranga.
Miguel Jos Darboza Guimaraes.
O aba :xo astigoado, professor particatar pro-
visionado de primeirat lellras, mudou a saa resi-
dencia da 'reguera da Boa Vista para a de Sao ta
Autonio, rua da Concordia, ende pretende conti-
nuar no ten ministerio, e esl prompto a receber
qualquer al irano, nao t interno como externo, qos
se queira utilistr de seo presumo. Padre Oaoaia-
de Santa Marianna de Jess Maaalhim^b
No dia 9 do correte desappareceu ama es-
crava parda, de uome Rosa ; levou sai de chita r-
xa, e pauno da Costa lstrado de azul a encarnado,
alm desle signaes lem mais osseguinles: olhos
grandes, nariz afilado, beicoa grossos e sabresahidot
da bocea, fuendo tromba, em ambas at orelbas tem
um rasgao, irovenienle do peso de brincos, tem om
[albo no dec o iudex da mao esqnerda, eot dedos dos
pea estragaros de bixos, e falla descansada : re-
commenda-se as autoridades policiiet a captura da
mesma. e qoem a apprebender leve-a roa Augus-
ta a 56, que sa Ihe dar ama gralificajao.
I). Virtuosa Maris da Costa GaimarSea, viuva
do fallecido Mauoel de Oliveira Guimarae, soora-
dora em Alagoa de GaUoa, avisa a quem te julgtr
credor do'mesmo fallecido, aprasenle seos ttulos no
prazo de 8 das, em casa de Jlo Jote Gomes Pi-
nheiro, rua do Queimado u, 38. '
AVISOS DIVERSOS

Regiment de custas.
Sahio a luz o regiment das custas judi-
ciaes, annotado com os a.visos que o alte-
ravam : vende-se a 500 reis, na livraria
n. (i e 8 da pcatja da Independencia.
Wm ADAIA^TNA.
Francisco Pinlo Ozorio chumba denles com esta
deliciosa* maesa, cuja sua boa qualidade j lio noto-
ria, assim co'mc lamhem cals* com ouro e prata, e
oiilrcs metaes trancos que suas cores igoalaiii muito
aos proprios nalurae : pode ser procurado pura esle
fim, ua rua eilreita do Rosario o. 2, confronte a
igreja.
O SOCIALISMO.
Peto iieneral Abren 0 Lima.
Acaba de publicar-te eala interessaute obra, que
trata do socialismo rhristao, e tambem da guerra do
Oriente com loda a historia religiosa e polilica at
as conferencias de Vienna. "\
Os senhores assignanles podem mandar rccHifr
os seus exemplares daquellas pessoas a quem liveram
a bondad.; de assignar. Continua abarla as anignata-
i.i al o lim do crranle mei de julho, a 2J0CO catsj
cxeinplar, 00 escriplorio do Diario de Pernumbu*^
Kraja da Independencia, na loja de livros os te^PiWtvNLll(>.AO DE F*7
cardo de Fieilas & C, esquina da rua de CoU- JiJiJpiBO D*,r
io ; as lejas lo Sr. Jos Moreira/ Lopes, iu doj -"-1* V"
Queimado cas: araarelta ; dos Srs., Siqueira 4 Ve w
reir, Antonio Francisca Pcreira.e llrekenfcld, p
do Crespo ; do Sr. Luiz Antonio de Siqueira,
da Cadeia do Kecife ; e em casa Ja-jni
qoadernada. paleo do Collegio casa -
andar ; assim nomo as mos
qoe ale agora lem tido a *
signaturas. Find"
cada um os'
Acha-ie JBsIpnsico do publico, am eai
g do Sr. F. Q Rodrigues Esleves, rua do Cal-
deireiro n. 42, ura medicamento, qoe no e-'
,_ lado actual da therapeutica, he o mais effl-
S e para FERR AMARELLA. Coohace-
3m mos o vegetal, cujas flores apreteolamoa em
SI tintura mai, por eus effeKos dioicos, e por
j* islo acomielhamos, que delle te ose segando |
S o roalo qne leva cad nm dos fraseos.
Manoel dt Siqueira Cacalcanli.
B P. S--Autorisados par iuuumerot fatlot!
5 clnicos, declaramos, que este medicamento :
* he igoalr .ente de muila efficacia para estes !
S casos: vimics, pnenmooia, plruriz, febres
| inlermittenle*, soffrimens^ syphilitieB. ate. |
lajfifi HMV-V
iWEa^b*a*w**tfnhf**a^%^wi*4[ ^HbtTaii*aiw^w^aaHTfl*ii^
O abano atsiguado fax publico, que no dia 12
do correnle dissolveu-se amigavelmenta oa melbor
armona, a sociedad)! existente do eslabelecimenlo
de carros fnebres, sito no pateo do Paaaizo o. 10,
que gyfava '.ob a firma de Jos Pinto de Magalhaes
6 Companhia, edetta data em diante licon o nenno
Rrleocendo nicamente a abaixo anignado, o qual
responsa vel pela lr*nsac{oaa a ello ptrteoceotes.
Aproveilo a occasiao pan agradecer ao ex-eocio o
Sr. Jas Marlins da Cruz a confian; illimilada qae
cm mim deposloa durante o lempa da. tociedade, e
muito mais Iheasradeco e fare por sempr me mos-
trar grato pela franqueza desiotereste qoe apre-
senlou ale c ponto da dissolut/ao.
Jos Pinlo de MagaUes.
H0M(E0P\THIA.
Remtdioa eflicacissimoi contra ai
febres intermittentes.
Grande sortmcnlo de carteiras de homoeo- S
9 palhia muito em conla.
Ji' onrade tintura a cscolher. 1(000
Tubos'avolsos a :W0, 4(10 e 500 rs.
Elementos de homceopthia, i vol. 61000 #
No cousnlloro homceopathico do Dr. Cata- 9
19) nova,.rua dasCrozesn. 28. sB
MECHAIISMO PARA EIGE-
IHO.
Si

s
\
m


DIARIO OE PERMIUCBO SEGUNDA FEIRA 16 DE JULH0DEI855
v~-


Companliia Pernambucana de navegado
coateit-s..
0 cansallio de direcr,ao co a- ida 1109 Sr accionis-
ta da aiesina empreza efftetaarem al o di* 31
do (errante mez nial 10 por ,ceolo obre o valor
das aceces que subtcreveram e o *o'crregado dos
rcebimeulosheo8r.,F. Culn, nina da Cru*
D. 26.
ntfW Tk" t aWHtt S 8:*K8SXS88
1 Us abaixo M-aigoados I 'tem cente ao re*-
: peilavel publico e a lotl< com quem Ion ne-
' .(ocios, qoe pelo annuiu'ianlrs se acha en-
carroado com itlimita lo pdete pnr.i del-
-|- iea tralar e al decidir, 1 seu fllho e irmao
MC Antonio Cario Ptreira Jo Burgos Pom:e de
- Len, com quem deveia> eutp-der-se.
Engenho Aguas-Claras 3 deH'ho da 1853. M
Frontina da Cunha ,9i ndeira de Millo, ja
Jos* Flix Pereira de lurgot ja
ES*a:=3CK38888B6X
Quem precisar alugar um esrr.ivo preto para o
servido da casa e ra, ou para qualquer armazem,
capalaiia, Irapiclie e prensa, dirija-ge a qualquer ho-
ra do dia roa da Soledade, que segu para o Man-
guinho, nositio dos.4 leoe, qae adiara com quem
Iralar.
OfTerece-se ffm rapai, brasilcira para caixeiro
d cbranla de qualquer cata de negocio denlco des-
la praca : quem prects*r_diriji-se roa do Caldei-
reiro a. 54, das 6 horas da nunhaa \s 10.
Ama de leite. ,
Na ruado Crespo obrado n. 9, pre-
cisa-se de urna ama com leite.
Joaquina Jos Dial Pudra declara, que leudo
arrematado sai leilSo de 9 de juuho prximo paseado
todas as dividas activis qoe deviima Aotonio da
. Costa Ferreira Estrella, com laber na na roa da Ca-
deia do Kecife, convida a lodos os devedoro do dito
Estrella, tanto da praca como do mallo, para que
venham pagar so au aununciaiile com a maior pres-
lesn possiref, afinj de evilirem, inaiores desperas,
poi prometi ter toda conr-rnplagio com us que fn-
rommois promplos nos seo* pagamentos, pudendo
para isso dirigir-se ao anriouciante, no aterro da
Boa-Villa, toja n. 14.
DEITOTA, i
Paule Gaignoux, Vmisa francez, eslabele
Q eido na raa tarea do Rosario n. 36, secundo
audar, enlloca denles coro gens vas artificiaos, 9
e dentadura completa, >u parle della, com a
prestan do ir. eg
: <
Francisco Antonio Coelho, proprie-
tario do Hotel Francisco, oerece o mes-
mo eatabeleciirento de amitos annos,
acreditado neta cidade a quem o preten-
der comprar com todos 08j>er tencas, a di-
nKeiro a vista ou a-prazocom letlras ga-
rantidas : os pretendenteJ podem diri-
gir-te-aonencianadc proprietario, ou ao
escriptorio do Sr. Fi-iidciuco Gomes de
Oliveira, ra da Cadeia do Recife o. 62.
Roga-ia a pessoa que h rojo arrematante da ilha
do N'ogoiira, declare a sua morada para ser procu-
rada a negocio de sea inUresse.
Precisa-se alugar orna una s;c.ca, prela, forra
oq captiva, para tralar de 2 meninos : no aterro da
Boa-Vislan. 11,toja.
Sebastilo Jos ro Oliveira previne c- publico
a respeilo de m celebre aniiun:io inserido ueste
Diario, pela qu.il algnera se allribue a iuveuc,fto e
exclusiva posseda massa adaman ina. N?o merece
larga apreciacAo p ridiculo do laei asserefles, e por
uso limila-se o abnanalaaie a declarar ao tal inven-
tor, qae de bom grado se prestar! a submetter a ura
exame por pessoas habilita da a massa que possoe
procedenda-ae de igual forma com a tal exclusiva
de sua incenco, e o reiultailo dtsse exame faru co-
nhecero ponto de qoe parte ocharlatanismo.
Precisa-se de urna cislureira de boa conducta,e
que saiba fazer vestidos; no aterro da Boa-Vra
11. 31.
rrecisa-se de um
paca o servico de orna cas.f^B*Tan)ilia ; paca-se bem:
quem o liver o quizer alaga1-*, anuudcie 011 dirija-se
a ella Ijpogrnpliia, que sa I lie dir com quem deve
trat.i
Prccisa-ae alugar una preta captiva para lodo
servico de uina casa de poica Oroilia : 11 tratar ua
ra eslicila do lto Sra. retadores.Ajiidr volt imprens par
responder a Sra. I). Leopoldina Minada Costa Kro-
ger, aperar da re ue l-nlio a toda especie
de polmica. Nao o farei, porei, qoantna queslu
da msralidade, imprnden emcnle aventada pela dila
sinhora, oa sua corrapondencia publicada honlcm
110 Diario, porque a.uossa qaelao versa sobre
pagamento da lellra aceita por el a e descontada por
mim ; e eu nao devo netii qiero lahir deste terreno,
ein qne a necessidade mt c'ollocou, para discutir
mofalidade de ningnem. pr ncip; Imcnte de urna se-
nhori. IHrei apenas qo dtUo entoou minha adver-
saria o hymooda victoria, hawenilo eu recorrido pa-
ra o meriiis-imo tribunal de cominercio da senlenca,
DltiroaiMnte proferida conli a 1111 n. Esta senlenr;a
assenta na supposta fallir ade da referida lellra, he
vordade ; mas lambem lie verdsde de qne foi urna
das Mllimts p*Hicad*%.ant* da pone do Kxm. Sr.
Vr. Perelll, e ho o tea sido s a digno juiz que a
lavrou, Aoucf. querido por mim no 00170 da lellra ajuizada, e na
asignatura da Sra. t>. Leopoldina para ver te era
uit lulo verdadeira. Go;:c 1 Ssii. 1). Leopoldina da
alisfatao de eslampar no Diario urna senlenca, pos-
to qae respeitvel, concebida em termossiimmamen-
ur vagos, que declara falta a lellra, cujo exame, re-
querido em lempo, ta itSo opeoo, que ea nao Ihe
invejo gasto, e aguarc'n Irancjuillo o tecordao do
tiibaiul luperior. onde (1 n'sgocin ha de ser apreria-
nenoa presta t inteiro cunheimenlo de
causa. Soof, etc. MathU* Lo tet da Cosa Aaia.
Recife Y de jullio de I8c>5.
H Preciss-se'de um ciiielro qae tenlia bastante
pralica de taberna e qa; ci fiador a sua conducta :
na roa das Cinco Ponlw, liberna n. 93.
Ubi rapai que seaiha arromado oiTerece-se
para caixeiro de ra ou ce cobra ira, meimo para al-
gum seuhor que receba asincar do mallo, para o que
tem muila pralica, ad Hadar a 1 ua conduela: quem
do mu prestirs se quizar ulili&sr. annuncie.
Precisa-se de am feilo jara nm sitio perlo
deta ciarie; na ra di Cideia do Recil'e n. 43.
Tendo fallecido no RioFormosoManoel Fran-
cisco Pereira, e aeltahdi st enenrregado da liquida-
cao seu fHho J0S0 Franrisco Pereira, pede aos
credores da mesraa casa Jmjam de aprerenlar las
coalas ou ltalos nrstes 8 d ias, visto que lem de pro-
ceder aa inventario, na roa da l'raia n. 31.
CONSULTORIO DOS POBRES
50 BA NOVA 1 ANDAR 50.
O Dr. P. A. Lobo Moacozo d consullas homeopatliica todoi os dUs aos pebres, desde 9 oras da
manlM.i aleo meio dia, e em casos extraordinarios a quatquer hora do dia ou noite.
Oereoe-se igualmente para pralicar qualquer operaco de cirurgia, c acudir promplamenle a qual-
^oer mulbet que eileja mal de parlo, e.lijascircumsUncia uao permittam pagar ao medico.
SO CONSULTORIO DO DR. P. A. LOBO IOSCOZO.
50 RA NOVA 50
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual completo de meddictna homeopalhica do Dr. (i. H. Jahr, traduzido em por
tuguez pelo Dr. Moscozo, qualro Totumes encadernados em dous e acompanhado de
am diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele...... 208000
Esta obra, a mais importante de todas as que tratam do esludo e pralica da homeopalhia, por ser ii nica
que conima base >">>ne"lal d'esla doulrinaA PATliGENESIA OU EFFETOS DOSMEDIC4-
MENTOS ^0 OW(.A>IS.MOEM ESTADO DE SALDEcouhecimenlos que nao podem dispeusar as pes-
soas qoe sequerem dedicar a pralica da verdadeira medicina, interessa a todos os medico que quizerein
eiperimentar a doulrina de Ilahnemann, e por si mesmos se convenceren! da verdade d'ella: a lodos os
fazendeiros e enhores de engenho que estao longe dos recuros dos mdicos: a todos os capilaes de navio
que urna ou outra vez nao podem deixar de acudir a qualquer incommodo seu ou d seus tripulantes *
a prestar in continenli os primeiros soccorros em suas enfermidades.
M|f moco e som vicios,
H Preeisa-se de ana ama para cisa de urna 10-
nhora viuva ; em S. Josa do Maogoinho, cm casa do
lente (trilo.
Aluga-se ama prola multo ilel e sada, qne sa-
lte perfeilsments eogorimar, connhar e fazer todo
o servico"de casa: nii nu NnTa n. 18, segando
andar.
Precisa-se de ana ama para o servicoinlerno
i externo da casa de puuc familia : n'esta typogra-
pliia se dir com quem traa-se.
" Precisa-se alugar ana oliria com sitio e porto
de embarque : quem I ver e quizer'alugar, annun-
cie ou dirija-se i roa B Rangel n. 77, que achar
com quem tralar.
Na raa Direita n. 13 d-st diolietru a juros so-
bre penhores de ouro oa prsta.
m Na rea da Madm dt Deo n. 36, primeiro*o-
. r, precisa-se de ofliciaes de alfaiate de obra gran-
03 e miada.
Aluga-se urna grande casi lerrea com sillo, na
roa da Soledade : a tralar no IHaogaiuho, sitio di
viuva Hcrculano.
Attencac.
Pergunta-se a adminislri^ao do patrimonio dos or-
pliaos e orpbaas o molvo jor qae estamos'em prin-
cipio do sano Dnanceiru de I85.'i a 18)1 e nao piiz em
praca a fornKimento dos mtdiamentis para trata-
menlo dos mesmos orphSos ? Cam sua resposta me-
Ihor se esclarecer a masma adminislr.ic.ao e ao pu-
blico.O amioo da airiilade.
Precisa-se de una ama dq, leite, que seja de
bons costumes e que nls lenlia filhos : na roa es-
trella do Rosario o. 39, terceiro .indar.
Alaga-** apriaetro andar dama da Cadeia
do Recife n. 47 por 12)000 mnosaes: a tratar por
baixo, na loja de Maaoel t'erriira de S.
Na madrugada do q inla pira scxla-feira des-
la semana (13 dejulhoi foi ronbadaa botica da pra-
ca da Boa-Vala n. 6, levaran os ladrees o segua-
te : 60*00 em dioheiro. 1 1 elogio de ouro sabo-
nete, patente suisao, som vidra, 1 carteira de algi-
>eira bastante velha. muilo roda das lra *Ha 5 leltras e 1 obrigarao, as qoaes foram
"- fallecido AirlSo Jos dos Sintos.ej
idaDie : qualquei pessoa a ouem '
"*'! on se utier do pTeMntfBRa*ak "
^> Boa-Vista o. 6, sera 'd
"^-v. *iMBltojnte-
IIAR11UDE.
No pateo do Hospital n. 9, vendem-se
l-cajs de primeira sorte a 80 rs.
Veude-se uina bonita mulata de 18 aonos,
morama, engnmmadeira e coslureiru, pelo prero de
1:2008000 : na roa do Sol u. 23, segundo aadlr.
Ao madamismo.
Na ra do Qaeimado n. 19. vendem-se alpacas de
seda, as mais moderna que tem vlndo 110 mercado,
pelo biralo pre<*o de 720 rs. o covado.
a todos
dos a
O vade^ ecum do homeopalba" ou traduccao da medicina domestica do Dr. Hering
obra lambem til as pessoas que se dedicam ao esludo da homeopalhia, um volu-
me grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina......
O diccionario dos termos de" medicina, cirurgia, anatoma, ele, etc., encardenado'. ". ".
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar nm passo secuto
homeopalhia, e o proprietario deste eslabelecimento se lisongeia de te-lo o mais bem met
ningaem duvida hoje da grande soperioridade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 tubos grandes........k....."...
Boticas de 24 medicamenlos em glbulos, a toj, 12> e 159000 rs.
Ditas 36 dilos a.........., ,
Ditas 48 dilos a.......... ....
Ditas 60 ditos a................
Ditas 144 dilos a............, s \ ,
Tubos avulsus..................j
Frascos de meia ouja de lindura.............\ .' **
Ditos de verdadeira lindura a rnica..........".*.*.'.".
Na mesma casa -ha sempre venda grande numero de tubos de crysta d'e diversos lanuohos,
vidros para medicamenlos, e aprompta-se qualquer encommenda de medicamenlos com loda a brevida-
rle e por precos muilo commodos.
IO9OOO
39000
na pralica da
atado possivel e
89000
209000
239OOO
309000
609000
19000
2900 230110
TRATAMENTO HOIOPATHICO.
Preserva tico e curativo
DO CHOLERA MORBUS,
PELOS DRS.
oa inslrucao au povo para se poder curar desia enfermidade, administraiIToffe'Jedio^ mais eflicazes
."S. -aV i hm<,Ua SC reCUr" a ,C0, U """""" Para eu"-ia "J"Pendenle destes nos lugares
TRADUZIDO EM PORTUGUEZ PELO DR. P. A. LOBO MSCOZO
Esles dous oposculos contmas indicares mais claras e precisas, so pelaba simples c concisaex n.
Sf^lnnV/''T ^ r 3 ln,e"!CenC'aS.1 "a 6 "'0 1"' .-P-tilo ao. meios cEra ivo como pPr
vel ,o?.a !ur,Tnl0 h0l*oP*,,h.*0 "', 'q lm dado gr-fndes resollados no caralivo desla horri-
?. i5 u rt rJul"mos P*P"''"> l"duz.r esle, doos importamos opsculos em lingua ven.ac, -
la.lparadeslarlb facilitar a sua le lora a quem ignore o franoez. M
ukiicamente no Consulloriodu lraduC|or, roa Nova u. 32. por 25000 rs.
MASSA ADAMANTINA. .
' Ra do Rosarjio n. 36, segando andar. Panto Gai-
gnoux, deiitisth francez, chumba os denles com a
massa adamantina. Essa nova e maravilhosa com-
posicSo lem a vantagem de enchersem pressilo dolo-
rosa todas as anfractuosidades do denle, adqairindu
em poucos njslantes solidez igual a da pedra mais
dura, e permute restaurar os denles mais estraga-
dos com a frrjia e a cor primitiva.
i-miCACAO' DO INSTITUTO H0-
KLOPATIIICO DO BRASIL.
g THESOURO HOMEOPATHICO
O
& VADE-MECUM DO
@) HOMEOPATA.
B JUelhodo conciso, claro e teguro de cu-
rar hoineopathicamenti lodas as molestias
que affligem a especie humana, e parti-
cularmente aquellas que reinam no Bra-
sil, redimido segundo os melhores trata-
dos di- homeopalhia, lano europeos como
amertanos, e segundo i propria cjperi-
encia,; pelo Dr. Sabino Olegario fcudgera
Pinlic. Esta obra he hoje reconhecida co-
mo a tnrlhor de todas que tratam daoppli-
ca^Ao homeopalhica no curativo das mo-
leslias. Os curiosos, principalmente, nSo
podem dar nm passo securo sem possui-la e
consislla-la. Os pas de familias, os senlio-
res de engenho, sacerdotes, viajantes, ca-
1 pilei de navios, sertanejosetc. ele. devem
he-la* mSo para occorrer promptsniente a
'qualquer caso de moleslia.
Dous volumes cm trochura por 109000
1 encadernados 119000
' Vende-se nicamente em casado autqr,
roa de Santo Amaro 11. 6. (Mundo No-
vo).
Esl a sahir a luz no Ilio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTRAHIDO DE RUOFF E BOEN-
NINGHAUSEN E OUTROS. '
posto em ordetn alphabetica, com a descripcao
abreviada de lodas as molestia, a indcaeflo physio-
logica e tberapeulica de lodo a* medicamentos ho-
meopalhiros, seu lempo de acjSo e concordancia,
seguido de uij-uiiccionario da siguficarao de todos
os termos deaBflicina e cirurgia, e posto'ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO 10RAES.
Subscrevo-se para esta obra no ronsullorio horneo,
pathico do Dr. LOBO MOSCOZO, ra Nova n. 50-
primeiro indar, por 59000 em brochura, e 69000
enesderoado.
0900o
89000
79000
(9000
49000
IO9OOO
309000
O Dr. Sabino Olegario I.udgero" Pinho, f^
mudou-se do palacete da ra deS. Francis- 4*
co 11.68A,para o sobrado de dous'anda- V
(B resn.6, ruade Santo Amaro, (mundo novo.) tf
INFORMAgO'ES O RELAgO'ES
SEMESTRES.
Nalivrarian. Gc8 da pratja da In-
dependencia, vende-se relacoes semes-
traes por prer"o commodo, e querendo res-
mas vende-se 11 tula mais em conta.
Novos livros de homeopalhia uicfrancez, obras
todas de summa importancia :
iialioemano, tratado das moleslias chronicas, 4 vo-
lumes............ 209000
Teste, nroleslas dos meninos.....69OOO
lleriiig, homeopalhia domestica.'. 79000
Jahr, pharmaenpea homeopalhica. 09000
Jahr, novo manual, 4 volumes .... 169000
Jahr, molestias nervosas.......69OOO
Jahr, moleslias da pelle.......89000
Rapon, historia da homeopalhia, 2 volumes I69OOO
llarlhmann, tratado completo das molestias
dos meniuos. .'......
A Teste, materia medica homeopalhica. .
De Fayolle, doutrina medica homeopalhica
Clnica de Slaoneli .......
Casting, verdade da homeopalhia. .
Diccionario de Nystea.......
Attlas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, cootendo a descripglo
de todas as parles do corpo humano .
vedem-se lodos estes livros no consultorio homepa-
lliico do Dr. Lobo Moscoso, ra Nova o. 50 pri-
meiro andar.
AULA' DE LATIM.
0 padre Vicente Ferrer de Albuquer-
quemudou a sua aula para a ra do Ran-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eexternos desde ja' por m-
dico preeo como lie publico: .quem se
quizer uttlisar de seu pequeo presumo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
EDCA'O DAS FILHAS.
Entre as obra do grande tencin, arcebispo de
Cambrajvjnerece mui particular mencae otratado
da educa^aovdas meninasno qual este virtuoso
prelado ensioa como as milis devem educar suas fi-
ihasvpira um dia chegarem a oceupar o sublime
lupr de mil de familia ; torna-se por lano urna
'cessidade para todas as pessoas qae desejam gui-
a-hj noverdadeirocaminho da vida. Est a refe-
ra obra Iraduzida em porluguez, e veode-se na
vraria da praca da* Independencia n. 6 e *, pelo
minuto preso de 800 rs.
O Dr. Joad Honorio Bezerra de Me-
ezes mtidou a sua residencia da ra
va, para a ruada Aurora sobrado n.
*az esquina com o aterro da Boa-
^tinua k exercef a sua pro-
1 ?*
A taberna de Uarjali de cima continua a esla,
prevenida de um completo sortimento .le molhadosr
iniudezas e fazendas ; por lano tudas as pessoas que
quizerein coutinuar a honrar este cstabelccimenlo,
all acharao ludo que pretisarcm a vontade do com-
prador, pelo mesmo preeo ou com pouca illl'erenra
*a praja ; na mesma taberna ha corles de 1,1a do ul-
timo gosto, chegados ltimamente para vestidos de
senhoras.
W Us abano assignadds fazem scienlc aores-
V.peilavel publico, que compraram a padaria
que foi da viuva do fallecido Carlos, sita no
largo de N. Senhra do Terco ou Cinco Pon-
K 9 que Ihe fizerem a honra de comprar o ex- A
.cellente pSo, bolacha fina, biscoilo, falias, ffif
O nolacliinas de-ararola, dos servir com as me- S
<8> lhores familias que liouver no mercado, as-
0 sim corno a sua bolacha grande he firmada
9 com a firma de Kiheiru & Pinto, e a pequea
9 com a de R. & p., avista do exposto esperam m
a concurrencia lano de seos amigos, como m
V dos Illms. Srs. de engenho: a padaria priu- O
cipiara a Irabalhar no dia 2 dejulliocorrenle.
Vtuiro & Piulo.
O abaixo assignado. dono da loja de
charutos da ra larga do Rosario n. 7>-2,
pede a&pessoas que-se acham a dever con-
tas 1 trazadas, que hajam deas ir.pagai
com a mesma yontade com que se Ihe
ou; pois na falta serao chamadas por
este DIARIO para assim o fazerem.Joa-
quina Bernardo dos Res.
O scripturario da Companlria de
Bebei*be acharrde-eliabnitadcTr compra r
e vender act-Oes da mesmaCotnpanhia, of-
i'erece-se as pessoas que quizerem com-
prar e vender, a dirigir-se ao escriptorio,
na ra Nova, sobrado n. f.
Precisa-se alugar urna boa casa tor-
tea, no bain-o'-de Santo Antonio, da'-s
bom fiador ou pagp-se alguns raezes adi-
antado, e trata-se bem da casa : (|uem ti-
ver annuncie para ser procurado.
Antonio Barbosa de Barros, com sala de bar-
beiro na ra da Cruz n. 62, l.o andar, limpa denles
queim* e chumba com massa adamantina, e vende
os frasquiohos por preeo commodo, assim como en-
sarna como ella he applicada.
James JJalliday retira-se para Europa.
'Constando ao arbaixo assignado que
Manoel DuarteFerrao tem dito a algumas
pessoas que he seu sogro, apressa-se em
declarar que isso be urna falsidade revol-
tnte; porquanto a mulherdo dito Fer-
r5o apenas foi ama de crearao da finada
mulher do abaixo assignado, e somente
casada ha dous annos para tres com o
mesmo Ferrao.Silverio Barrozo de Car-
valho.
. Dr. R'beiro, physiciin by (lie universify of
Cambridge, United States, contines to reside, al ra
da Cruz n. 49. 2.o Ooor, aud atienda especially lo
Ihe eye and ear's diseases, he makesoceular, exami-
naliou al anv hoor in prvate residenees ; remember
thai for ihe examination of Ihe ear,' it requires Ihe
lighlofthe sun.
g Clara Ilota Ramos, viuva de Joaquim Martina
Ramos, avisa a quem convier queoescravo Jos
existente cm poder de Joaquim Ferreira de Barro
Lobo, senhor ou rendeiro da engenhoca Sanla-Lu-
zia, comarca deNazarelh, he da propriedade da an-
nuncianle, leudo sido furtado do poder de seu ma-
rido, como consta da jii-tificacao que a annunciaiilc
presin perante o Sr. Dr. delegado desla cdade, a
caja ordem fora o mesmo escravorecolhido a cadeia,
d'onde o mesmo l'erreira de Barros, tirara por um
mandado do Sr. Dr. juiz do civel da primeira vara
que requeren ob e sub repliciamenle. Perianto,
mnguein podera transigir com o mesmo Uarros so-
bre o-referido escravo, que a annnnciante desde j
protesta haver pelos meios legaes, assim como os
dias de servico e mais prejuizos, protestando igual-
mente fazer recahir a devida punicAo sobreaqaelles
que lao criminosamente tem usurpado sua proprie-
dade.
3 Roga-se ao Sr. Gasnar da Silva Leite Guima-
raes. de Barreiros, e ao Manoel Pacheco de Mel-
lo, de Gamela de Barra Grande, o favor de appare-
ccrern na roa do Queimado, loja de miudezas n. 33,
a negocio do seas interesses.
COMPRAS.
Gompra-se urna escrava que seja
moca, intelligente, sadia e sem vicios,
embpra nenhuma habilidade tenha : a
tratar-se no sobrado da ra do Pilar n.
82.
Compra-se nma casa terrea no barro de Santo
Antonio, que tenha quintal c cacimba : na taberna
da roa das Cruzes n. 20, se dir quem compra.
Compram-se ac(0cs de(Beberibe : na ra lar-
ga do Rosario n. 36, segando andar.
COMPRASE
toda a qualidade de metal velho, menos ferro : na
ra Nova n. 38^lefronle da igreja da Conceieao dos
Militares, loja i$ funileiro.
Compram-se rolos de pitia ou viticica, de um
palmo para mais em dimetro : na faudieao da Au-
rora, em Sanio Amaro, e m> deposito da mesma, na
roa do Brum n. 28.
VENDAS.
Vendem-se 80 travs de loaro, viudas agora do
sul, de 35 a 40 palmos de comprido, em primeira
mflo, das 6 horas aa 9 Ja manhaa, e di 2 as 5 da
tarde ; na ra do Rosario da Boa-Vista n. 14.
Vende-se oleo de amendoa doce, em latas de
8, 4 e 2 libras, velas de esperncete verdadeiro, de
" "-m lihra, lado a proco rommodo : na ra do Tra-
- 36, escriptorio de Matheus Auslin & Com-
~"'nho muilo bom para retar
lecife, casa n. 17, se?
A boa
fama
Vendem-se chiruleiras de diversas qualidades,
pelo baralssim preeo de 160 rs. cada urna : na ra
do Queimado, toja de miudezas da Boa Fama n. 33.
YME-SE
na ra Nova n. 38, defronle da igreja da Conceiro
dos Militares, cadinhos do norte de todos os tama-
nhos, wrni/ copal a 900 rs. a libra, tuuito bom, p-
timas bigornas para funileir/i, ternuras para dito,
alicates muilo fortes, rozelas para esporas muilo
boas, videos para vidraca. em caixa e a retalho, e
Iodos os preparo para ofiiciua de latoeiro e funi-
leiro.
Vendem-se 2 escravas crioulas, sendo, 1 de 25
annos de idade, com 1 cria do 2 meszes, e 1 de 30 an-
nos, ptima emgommadeira e cozinlieira : ua ra
de llorlas n 60.
Vende-se o bom e bem arredilado rap Jo3o
Paulo Cordeiro da fabrica do Rio de Janeiro ; rap
esle bem aceito pela sua compos(ao e assemelhar-se
ao de Lisboa pelo seu bom aroma agradavel ; ven-
de-se 25 libras para cima, no deposito seral da ra
da Cruz do Recife, casa n. 17, e em libra e a rela-
Iho. as tojas sei-uintes : ra da Cruz do Rerife,
Fortnalo Cardoso de Gouvea ;'n mrsma ra, Jos
Gomes Leal, Jos Fortnalo da Silva Porto. Tliomaz
Fernanries da Cunlia, Manoel Jimquim ite Oiiveira ;
hecco da Ca/imba, Antonio Ramos ; ra do Crespo,
Joaquim lleurique da Silva ; ra do Qaeimado, Ma-
galhAes & Silva, Teixeira & Souza ; ra Direita,
Jos Vctor da Silva Pimentel; pateo do Carmo, An-
tonio Joaquim Ferrcira de Souza ; ra larca do Ro-
sario, Viova Dias Fernandes, Manoel Jos Lopes,
Barros <$ Irtnao ; aterro da Boa-Vista. Joaquim Jo-
s Dias Pereira, Jos Victor da Silva Pimentel.
Vende-se urna loja de miudezas em muilo boa
localidade para nesocio, com us fundos qoe cunvier
ao comprador. Esle negocio torna-se demoila van-
tagem para quem se quizer eslabelecer. *jo so pela
casa ter commodos para familia eseroaluguel muilo
mdico, como lambem por estar muilo afreguezada
para vender a retalho. o que se prova, e igualmente
se alianca < comprador o molivn da venda : a fal-
lar na Boa-Vista, ra da Santa Cruzn. 30.
Arlia-e venda na livraria 11. 6 e 8 da praca
da Independencia a ctcellente obra intitulada Gram-
malica Razoavel da Lingna Portdgueza, composla
segundo a dontrina dos melhores cr^mmaticos anti-
ro e modernos, de dfferenles idiomas, por Louren-
$oTrigo de Loureiro, obra esla ulilissima n.1o s
para os principiantes de inslrucrito elementar, como
para lodas as pessoas que quizerem ter perfeito co
nliecimcnlo da lingoa portugueza.
VENDEM-SE
Rarris com bren, os maiores que tem
vindo da America, chegados agora : na
rua do Amorim armazetn de Paula d
Santos.
Vende-se urna escrava rroula com ama cria
escrava, engomtna e cozinha com perfcic,o : na rua
do Livramenlo n. 4. '
Muita attent^o.
Vendem-se na roa da Cadeia do Recife n. 47/ loja
de Manuel Ferreira de S, corles de canga de cores
para calcas a 28210, chita* largas para camisas de
homem e vestido de senliora a 240 o covado, lavas
de seda pretas para homem a 800 rs. o par, palitos
de alpaca prela a 5, 63 e 75000, dilos de alpaca de
seda a 8)000.
Vende-se 1 par de rselas, 2 alfneles, 1 pul-
ceira, I par de brincos, 1 par de flvclla* para spalos
de sacerdote, 1 correle para relogio, 2 livros pau-
tados com mais de 200 folhas cada am, proprios pa-
ra scripturario de loja de fazendas, c 1 bolao com
brilhanlc : na rua do Livramenlo n. 33, loja de cal-
cado.
E Vende-se urna taberna na povon^o de Bcberi-
be, com poneos fondos, casa com commodo para
pequea familia, rio alraz : a Iralar na mesma, com
Jos Fraucisco Xavier de Mello.
Luvas d pellica, f
muilo novas, para meninos, mulher c homem, pele
preto de 500 a 18000 : na roa do Queimado, loja
de miudezas n. 11.
He nuiito barato
4.000 RS.
Lencos do ca'sa e sda com franjas, de lindos e
modernos padros a 400 rs., ditos de pura seda lam
hern com franjas, o niellior possivel, lano em fazen-
da como em snrlimcnOj-JfOOO, cliaes de algodgo.
do'larlalaita a 15000: aa rua dt-^kaMtlV''
da com
dilofd
33 A,
Cortes de case-
MIRA 1)E CORES PARA CALCA A
5,$500 e 4/J800,
fazenda superior,- e lido sorlimcnlo : na rua do
Qaeimado u. 33 A.
Toalhasdelinho
PARA ROSTO A 600 RS. :
na rua do Queimade n. 33 A.
2,500.
Corles de rlleles degorguriio o seda, lindos e mo-
dernos goslos : na rua do Queimado 11."33 A.
Vemle-se urna mulata escrava, moca ; no ater-
ro da Boa-Vista n. 67.
.Vende-se por 1:300)000 urna crioula bonita,
com 4 anuos, recolhida, sabe bem coser ; outra
coin8annospor60lj000: na rua da Senzala' Velha
n. 70, segundo andar, 6e dra quem vende.
Voiidem-secMpMd seda para senliora
js| a 5.5OOU c 108000r., estes chapos chegaram
1 ii Ui ni; imiite coqi 11ra pequeno loque de roo- ,
J5I fo: na rua do Crespo, loja amarella n. 4. f
i Vendem-se 30 travs, as quacs se acham de-
sembarcadas no trapiche do Ramos, sendo raadeira
de qaalidade, com 35 a 10 palmos de comprimeuto :
os prclendcnles dirijam-se a rua do Queimadon. 6,
que acharao com qaem tratar.
A 2.S.")00:
Vendem-se corles de laazinlia* de eores,
fazendas modernas de cures lizas.
Alpacas de seda de quadro e lizas furia-
cores,' propria* para vestido* de senhora a500
rs. o cuvado.
Chitas finas francesas de cores Dxas a 240
rs. cada covado.
Cassas e cambnias de cores cora babados e
flores coloridas, a 240 rienda covado.
Chutes de caxemira de*uma so cor, a 5)000
rs. cada um.
Na rua do Crespo, loja amarella n. 4.
Ve/rde-e urna rica ftaula de chano e de bomba,
com 8 chaves de prata, por prejo commodo : ua rua
do Queimado, toja n. 14.
Vende-se por prejo cammodo o verdadeiro vi-
nho de Bordeaui, era quartolas e garrafas : no ar-
roazem da rua da Cruz n. 19.
CIGARROS DE PALIIA.
Avisa-se aos sniores acadmicos que
hechegado a loja de charutos da rua lar-
ga do Kosario n. 32, os afamados cigarros
de pal ha fabricados em S. Paulo, vindos
pelo ultimo navio que veio do Rio de Ja-
neiro.
Vende-se superior sal do AsVi vindo ultima-
mente pelo bricue Feliz Deslino : a Iralar com o
Sr. Manoel 'encalves da Silva, ou a bordo com o
capilo.
Fazendas baratas.
Cortes de cassa de cores com barra a 2S00, chitas
boas de cores fizas a ISO rs. o covado, ditas largas
para lucio 200 rs., ditas adamascada azul c amarel-
la proprias para coberla a 240, riscados fraocezes
largos de quadroi modernos n 260, pecas de cassa de
lisia com 8 varas por 1)600, ditas duquadros a 2)rs.
corles de seda proprios para noivas a 20)000 rs.,cam-
braias de linho linas a .5)000 a vara, panno de linho
para lanees com maii de 11 palmos do largura a
24O0 rs. a vara, cortua de camliraia de snlpicos a
2)880 IB,, corle de casimira de cores a 4)000. brim
de quadrinho a 240 r. u covado,,,sargelira escoro
com mofo a tfiUn covado, luvas decores Oo da Es-
cocia a 1110 o par, esguiSo para peilb de camisa a
I&100 n. a vara, panno prelu e de cores, merinos
finiisimos, e oulras muilas fazeudan que a dinheiro
se vendi.-ra por preeo baralo : na loja o. 50 da na
da Cadeia do Recife defroulc da rua da Madre de
Dos.
Farinha de man-
dioca a 2$50O
a saeea.
No armatem de Tasso limaos.
Deem atteii-
caoaobarateiro.
Violto da Figueira, de Lisboa, branco superior,
linio to l'4o engarrafado, muilo bom, e vellio a
800 rs. a garrafa, azeite doce do melhor, vinagre de
Lisboa engarrando, hranroe linio.sardinlias de Nan-
tes em latas, queijos do reino muilo frescaes, passass
chnuricas, paios, p'esunlus, cerveja de superior qua-
lidade, viiiho Bordeaux eugarrafado a 400 rs. a gar-
rala, e a 320 deixandu-se o casco, dito champagne
da melhor qualidade, dilo muscatel do verdideh-o 1
560 garrafa, charutos da Bahia mnilo bons, sabio
branco do Rio, grata em talas da niellior. hlalas de
superior quadade, cha de lodas as qualidades e de
melhor, bolachinlia maleza superior, manleiga in-
gleza e franceza, banba de porro muilo alva,, lola-
chinha de ararula muilo superior, velas de ca aauba
pura edecomposicno, dilas de espermacel das me-
lhores qualidades, o pelo mais baralo prro, talha-
rim, macarrlo e alelria, cevadinha, sagijr, marmela-
da, papel almaco o de peso, dito pintado, e ludo
mais de muilo hoa qualidade, e o mais baralo que
se encentra : na taberna da rua .Viva n. 50, na es-
quina da rua de Santo Amaro.
Bonita* franjas com bolotas para
cortinados.
Vendem-se na rua do Queimado n. 63,loja de Jolo
Chrisoslomo de'Lima Jnior.
Vendem-se curte de casa prela de bom gosto,
pelo dimiuulo preeo de 2)000 : na rua do Crespo,
loja n. 6.
KA LOJV DE 0 PORTAS
em frente do Livramento.-
Vendera-se vestidos de seda, bonitos gostos, pa-
ra meninas de 3 a 6 annos por 6) ; lencos de cam-
braia, brancos e piulados, a 160 rs. ; chitas de bons
pannos a 160, 180 e finas a 2Q0 rs. ; riscados de li-
nho para roupa de menino e homem a 240 rs.; fa-
zendas escura propria para roupa de escravos a 160
rs. e ou'ras muitas fazendas por preeo baralo.
Sal do Assi
a bordo do hiato Aoio Olinda, a tratar com o mes-
tre a bordo, ou com Tasso Irmans.
LABYRINTHOS.
Lencos'de cambraia de iinho muilo finos, loalhns
redondas e de ponas, e mais abjeelus deste genero,
ludo de bom gosto vende-se barato: na rui da
Cruz n. 34, primeiro andar.
Milho a 4)000 6 alqueke: a bordo da barcara
Diligencia, tundeada no caes do Ramos.
Vende-se ura buhar em muilo bom eslado, por
preeo mimo razoavel ; nesta lyposrahia se dir com
quem Irata-se.
Vendem-se duas prelas de meia idade, urna bda
quilandeira e outra- boa czinheira e lavadeira de
barreta ; um prelo que serve para todo servico e he
bom caiador : na rua Direita n. 66.
0 Adia-se a venda o inauual do guarda na- $
cional, ou collccrao de todas as leis, regula- $r)
i menlos, urdens e avisos concernenles a mes- ff
S raa goarda nacional, orgauisado pelo capitao jjn
9 secretario geral do commando superior da 9
13 guarda nacional da capital da provincia de 1$
51 Peroambnco Firmiuo Jos de Oliveira, des- 9
1 dea sua nov organisifao al 31 de dezembro
* do 1854, relativos nflo sii ao processo da qua,-
$9 lificaeo, recurso de revista, etc. etc., senSo CB
O a economa dos corpos. organisar-ao por mo- 1JJ
@ nicipios, batallioes, e coinpaiiliias.com map- (B;
A pal e-modelos, ele, ele: vende-se nica-
mente no pateo do Carmo n. 9, primeiro an- 9
dar, a 5)000 por cada volme, M
Vende-se o apreciavel vinho Bor-
deaux engarrafado, muito-propriopara as
pessoas que se acham em dieta e porpre-
90 baratissimo, por ser urna pequerft por-
co que resta: na rua da Cruz n. 26,
primeiro andar.
Vehdem-se os verdadeiros licores de
absyntho e kiich, chegados pelo ultimo
navio francez e por preeo mu "
do : nrtrii da Cruz n. '2%, priny
dar. ,
Superior vinho de champagne e Bor-
deaux: vende-se em casa efe Schafliei-
tlin&C, rua da Cruzn. 58.
Na raa do Vigario n. 19, prime re andar, ven-
de-se trelo novo,chegado di Lisboa pela barca Ora-
txdao.
Capas de burrachabaratitsimas.
Vendam-se capai de borracha, o n elbr possirel |
por preeo que se nao vende em pane alguma na
roa da CaiJjiado Recife, loja n. 50, defronle dj rua
da Malre de Dpos.
Moinhos de vento
ombnmbasderepuxopara regar borlase baixa,
decapim. nafundicaode D. W. Biwman : 41arua
do Brum n. 6, 8 e 10.
AGENCIA
a Fundicao' Low-Moor. Raa da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecunento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
china* de vapor, e taixas de ferro batido
e' coado, de todos os tamaultos, para
dito.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton i C., na rua de Senzala Nova n. 42.
Sellins inglezes.
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Candieiros e castiraes bronzeados.
Chumbo em lencol, barra e muni'co.
Farello de Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiroedevela.
Vaquetas de lustre para carro. ,-
Barris de graxa n. 97.
DEPOSITO l)\ FABRICA DE TODOS
OS SANTOS DA BAHIA.
Vende-se em casa de N. O- Bieber &
., na rua da Cruz n. 4, algodao tran-
cado daquella fabrica muito proprio pa-
ra saceos de assucar e roupa para escra-
vos, por preeo commodo,
Em casa de J. Keiler&C, na rua
da Cruzn. 55/t ha para vender excel-
entes piano vindos ltimamente de Ham-
burgo.
Vende-se urna batanea romana com lodosos
sus pertcnces.em bom uso e de 2,000 libras : qaem
pretender, dirija-se rua da Crui, armazem n. 4.
COGNAC VERDADEIRO.
Veide-se superior cognac, epi garrafas, a 1*25000
a dalia, e 1B280 a garrafa : na raa dos Tanoeirus n.
2, primeiro andar, defronle do Trapiche Novo.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha d mandio-
ca, em saccasque tem um alqueire, me-
dida velba, por preeo commodo: nos
armazens n. 3, 5 e 7 defronte da escadi-
nha, e normazem defronte da porta da
alfa ndega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes ciC., na rua do Trapiche n. 54,
primeiro andar.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da eSHlna que
volla para a cadeia.
ATTENCAO.
Na rua do Trapiche n. 54, ha para
vender barris de ferro ermeticamente
fecliads, proprios para deposito de fe-
tes estes barris sao os melhores que se
tem descoberto para este fim, por nao
exhalar cm o menor cheiro, e apenas pe-
zam 1C libras, e custam o diminuto pre-
eo de 4$000 rs. cada um.
Vende-se pipas, barrit: vazios e bar-
ricas internadas: a tratar com Manoel
Alves Guerra Jnior, na rua do Trapiche
n. 14.
^^ptassa.
deposito da roa da Cadeia Velha, es-
criptorio n. 12, Yindc-ee muito superior potassa da
Ros da, americana e do Rio de Jai.eiro, a presos ba-
ratos que he para fechar contas.
Vandm-M saccas grande com farinha de mao-
dto-a, pelo diminuto piejo de 29500 a sacea, etlo
e icabaudo : na roa Nova, lija n. 35.
7,?vMit~* ,?m i*i da idade 1* anno,
w 1 ti L0pt"D0 P*rl paIe,, nK>, delrenledo Irapicliedo Algodso. '
Attenrao.
Ka rua da Cadeia VHI-a ,.. 47,Ioja do S (Manoel)
vet de-e damasco de la Je duas lartur,7 muilo
proprio para cubarla decnu e pannaade mesa.
WbWIWBRASILEIBA. 0
Vende-se superior potassa, fa- A
bricada no Rio de Janeiro, ebe- S
gada recentemente, recommen.- 2
da-se aos senhores de engenhos os S
seus bons elTeitos ja' experimen- '
tados: na rua da Cruzn. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron d
Companhia.
AOS SENHORES DE ENGENBO-
Heduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano d invengo' dsVDr. Eduar- '
dci Stolle em Berln, empregado ns co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o meihoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia,' na ruada
Cruz. n. 4.
VIRAMAS E GRADES.
L'm lindo e vanado sortimento de modellos para
va randas e gradaras de gosto modernissimo : na
fandiSo da Aurora, ero Santo Amaro, en deposi-
to da mesma. na raa do Brum:
BEMEDIO IMCOMPABAVEL
UNGENTO HORLOWAY.
Militares de individuos de lodas as Mf oes poden
lestemuiiliar as virtudes deste remedio incomparavel.
e pr ovar, em caso necessario, que, pelo um que dal-
le fizeram, lem seu corpo e membros inlei
saos, depois de haver empregado intilmente
iratameulos. Cada peasoa poder-se-ha
dessas caras maravilhosa pe leitiira dos peridicos
que lli'as relatam todos os dias ha muitoannos; e,
a msior parte deltas sao 18o sorprenderles e*ae admi-
lm os mdicos mais clebres. QasralaSpeaaom re-
cobraram Com esle soberano remedio uso de seus
bracos e peruas, r>epois de ter permanecido longe
lempo nos hospitaes, onde deviam soffrer a arnpu-
tacrio 1 Deltas ha muitas qoe havendo-deiado estes
tv los de padecimento, para sa nao sabmrttrrem a
eisa operaeAo dulorwsa, Turamcurada cojiiplelaoirn-
U, mediante o uso desse precioso remed. Algu-
ma das laes pessoas, na efurto Ue sen receaheci-
nieulo, declararam esle resultado bedeficos dianle
do lord corregedor, e outros magistrado, afd de
mais autenticaren! sua aftirmaliva.
'i.Niiguem desesperara do estado de sua saude se
t vesse liastaulecouaiica para eusaiar tste remedio
constantemente,' seguindo algurn lempo o Irala-
rienloque neceisitasse a natureza. do mal, cejo re-
sollado seria provar inconlestavehnente: Que ludo
cura !
O ungento he ulil mais particularmente M
seguales casos.
Alporcas.
Cambras.
Callos.
abeafh
-staeN
Cancere.'
Corladuras.
Dores de ca
das costi
dos membros.
Enfermidades da -
em geral:
Enfermidades do anos.
Eru
cdlis
tos de mui-
na rua
TEMOS PARA YO!
Vendem-se cai\inha8corEi
,, tobom gosto para o;rrn.ccicrv>eM^o de
ToTtal*ere^*drega^r3ru1tinimei-te deTran-
cae por muito commodo.preeo:
da Cruz u. 2G, primeiro andar.
A DjSOOO A PC.V.
Vetidem-sa petas de brim fino de linho, com 20
varis, proprio para cerolas, loalbas, len{oes e outra
muilas obras, pelo baralissimo pre(o de 9S000 a pe-
ca, assim como oalras muitas fazendas que a dinhei-
ro se venden barato : ua roa da Cadeia do Kecife,
loja n. JO, defronle da rua da Madre de Dos.
VINHO DO PORTOSUPERTOR FEITORIA.
Vende-se por preeo commodo no armazem de
de Barroca & Castro, rua da Cadeia do HeciTe n. 4.
Na rua da Cruz n. 26 primeiro an-
dar, vendem-sc osseguintes relogios por
muito barato preeo <|ue faz admirar, re-
logios de ouro patente suisso, ditos de pra-
ta, ditos de dita dourada e ditos de dita
galvanisada.
Velas.
Vendem-sc escolenles vela da carnn-iba pura e
de composicAo, sendo estas do melhor fabricante do
Aracaly, pelo commodo prejo de 149-500 arroba :
na rua da Cruz armazem n. 15.
Na ruado Crespo, loja n. 12, vendem-se bons
cobertores de algodao, brancos, de pello a 13)400, e
sendo em porcilo faz-se atgoma diflerenca no preeo:
lambem vendem-se sedas escocers a 13200 o covado,
bonitos padrOes e sem deleito.
A ELI.ES. antes que se ACABEM.
Vendem-se curtes de casemira de.bom gosto a 29,500
f*> e j-*HK)0 o corte ; na rua do Crespo n. 6.
Taixas parn engenhos.
Na fundicao' de ferro de D- W.
Uowinaiui, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de tijc'ds'iie ferro
fundido e batido de 5 a, 8 palmos de
bocea, asquaes acham-se a venda, por
preeo commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vende-se um cabrlolet e/ dous cavallos, ludo
junto ou separado, sendo os cavaltos muilo mansos e
muilo cosluii.a.los cm cabriole!: para ver, na co-
cheira n. 3, defronle da ordem lerceira de S. Fran-
cisco, e a Iralar com Antonio Jos Rodrigaes de Soa-
za Jnior, na rua do Collegio n. 21, primeiro ou se-
gundo andar.
FAZENDAS DE GOSTO
PARA VESTIDOS DE SENHORA.
Itiilia.ua de quadros muilo fina e padres novos;
corles de 1.1 a de quadros e llores por preeo commo-
do : vende-se na roa do Crespo loja daesquiua que
volla para a rua da Cadeia.
CASEMIRA PRETA A 4*500
Na rita do Vigario n. 19, primei-
vo andar, tem po-a vender diversas_ nu>:
sicas para piano,*^olao 2 flauta, como
sejiim, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
ticJies, m'odinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio deJpMeirti.
^-vendem-se ricos e modernoiipiioj-i3srT5Ctrr
mente chegados, de excellentes vnze, e precos conv
modos em casa de N. O. Bieber & Compaoliia, rua
da Cruz n. 4.
matriz,
Lepra.
Males das peroas.
dos peitos.
de oiho.
Mordeduras de reptis.
Picadora de mosquito.
Pulmes.
Queiraadelas.
Sarna.
Supurarles ptridas.
1 em qualquer par
e seja.
: de ervos.
I lce| na bocea.
ligad 1
liculacSes.
Veias^Ridas, ou noda-
das n pernas.
Tren
Grinde sortimento de brins p
quer ser gimen lio com pouco
lUj^UJ
9
uaoTO.d
uem
ro.
A'ende-se brim trancado delislras e qoaoviS'.de pu
ro linho, a 800 rs; a vara, dito liso a 640, ganga
amarella lisa a 860 o covado, riscados escaros a imi-
IiqIo de casemira a 360 o covado, dito de linho a
280, dilo mais abaito a 160, castores de lodas as co-
res a 200, 240 e 320 o covado : na raa do Crespo
n. ii. r
GOM PEQUERO TOQUE DE
Algodao de sicupiraA2S50O e 38 : vnde-se na
roa de Crespo toja da eSQaina que volla para a rua
da Cadeia.
Alpaca de sedit.
Vende-se alpaca de seda de quadros de bom gosto
a 720 o covado, cortes de 13a dos melhores gustos qoe
lem vindo no mercado a 49500, ditos de cassa chla
a1S800, sarja preta liespanhola a 29400 e 25200 o
covado, selim prelo de Alacio a 29800 e392(10, guar-
danapos adamascados feilos em Guimariles a 39COO
a duzia, toallias de rosto viudas do mesmo logara
99(00 e 128000 a duzia ^ na rua do Crespo n. 6.
CHALES DE LAN E ALGODAO,
ESCUROS A800 RS CADA II.
Vendem-se na rua do Crespo loja da esquina que
rolta para a raa da Cadeia.
CORTES DE CASIMIRAS
DF. CURES ESCURAS E CLARAS A 3000.
Vendem-se na rua do Crespo, laja da esquina qae
volla para a. rua da-Cadeia.
i Deposito de vinho de cliam- 0
1 pagne Chateau-Av, primeira qua- #
lidade, de propriedade do conde'
de Marcuil, rua da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a Champagne, vende-se
a 56$000 rs. cada caixa, acha-se
nicamente em casa de L. Le-
comte Feron 4i Companhia. N.
B.As caixas sao marcadas a fo-
goConde de Marcuile os r-
tulos das garrafas sao azues-
Frialdide oa falla de ca-
lor as extremidades.
Friciras.
Gengivas escaldadas.
InchacOes.
Inflammacao do -Usado.
da^ekiga.
Vende-se estmnguenln no eslatlecimcnto geral
dai todoai bo-
ticarios, droguistas e oulras pesso^^B"*"
sua venda em loda a Amerie* di gui e
Ilespio
Vende-se a 800 ris cada Jlcetinha, eonlm sjm*l-
instructao em portuguez Pffa esplicar 0 modo de
lazer uso deste unguenlq,*
t deposito ge^MMNKii
TtfiCC*aitSli-F>~
buco.
tasa do Sr.- Soum, phar-
"rua. da Cruz n. 22. em Pernam-
3
0 CORTE DE CALJA.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a rua da Cadeia.
RUA DOS. QUISTIS.
Ricos quadros com moldura dourada, com dese-
nlio a oleo, e sobre panno, representando episodios
amorosos, cousa encllenlo ncsle genero, os precos
variam a propon-So do loman lio, sendo osgraqdes a
19280,19OOO e 800 rs.; 640, 500 e 400 rs. os mais
pequeos; com esla quunllu orua-se com bellos qua-
dros tima boa sala de janlar, no mais apprado gosto
da poca : na loja de Cruz Gomes, rua dos Quar-
lais n. 24.
lie barato que admira.
Vendem-se saceos com feijao por di-
minuto preeo: nos Quatro Cantosda rita
do Queimado, loja 11. 20.
Deposito de cal de Lisbo
Ni rua da Cadeia do Itecife, loja n. 50,VHiina
a veuder-se barris com superior cal virgetn de Lis-
toa, por preeo comrnodo.
ia.*
5o.mii
Deposito do chocolate francez, de urna
das mais acreditadas fabricas deParis,
em casa de Victor Lasne, rua da Cruz
n. 27.
Eitra-stiperior, pura baunilha. 19920
Eitra fino, baunilha. I96OO
Superior. I9S8O
Quem comprar de 10 libras para cima, lem um
i hale de 20 % : vende-se aos meamos precos e coa-
t cues, em casa do Sr. BarreliiT, ao aterro de Boa-
Vistan. 52.
Vende-se ajo em cunhele- de um quintal, por
preeo milito commodo : no armazem de Me. Cal-
moni & Companhia, praca do Corpo Santo n. 11.
Riscado de listras de cores, proprio
para palitos, cagase j aquetas, a 160
o covado.
Vende-se na roa do
v illa para a cadeia.
Crespo, loia da esquina qae
A Boa lama.
Veude-se papel mar fim paulado o mau
quo lie possivel haver, pelo baralo preeo Ue gOOOa
resma, dilo de peso pautado a 39600, dito aJinac
sera ser pautado, porem boa fazenda, a 296OO Mes-
ma, pennas de ac, bico de tanca, o melhor que po-
de hover, a >92u0.a caiunlia con 12 daiia, dilas a
640, caniveles lino de 2, 3 e 4 folhas a 240. 330,400
e 500 rs., ditos do 1 tulla a 160, l.pis fios enverni-
sados a 120 a duxia, ditos mais ordinarics80 rs.,
canelas de .150 e marfim torneadas, cansa muito de-
tienda, a 120, 200 e 300 rs., capachos piulados parn
salas a 600 rs., beagahuhas de junco com boniloa
caslOe a 500 rs., grande sortimento,de oculos com
armucAo de ac a 800 rs. o par, dilo de arm.-ic.ao da
metal a 400 rs., lunetas quidradas com rmaro dqA
tartaruga a 19000 cada urna, ditas com o -mafae del
bfalo a 500 rs., carleiras para algibeii>, fazenda
muilo superior, a 640, luvas brancas di algodao,
propria para montatia, a 240 o par, dita: de corea,
lazenda boa. a 400 rs., (velas dourada p*. a calcas e
collatesa 120, espora Cuas de metal a 800 a 19000
o par, chicotes linos a 800 e I9OOO, ricas aboloadu-
ras para collete a 400, 500 e 600 rs., tranceln pre-
lu de borracha para relogio a 100 e 160 rs., linteiros
eareeirosoo porcelana a 500 rs. o par, riqussima
canas paro rapa 640, I9OOO, 19500 e 29000, cara-
pucas piuladas muilo finas para itoraem a 240, meias
piuladas muilo linas para homem a 320 o par, e alera
de ludo islo oulras inuilissimas coatas que ludo se
vende mais baralo do qae em outra qualquer parte,
como lia muilo lempo esla eoohecido ; na rua do
Queimado, nos qualro cantos, loja da miudezas da
Boa Fama 11. 33.
A Boa Fama.
Vendem-se lindsimas caixas para costara da se-
nhora a 29. 39 e 39500, cai-uhis muito delicadas,
proprias para guardar joias a 600 e 800 rs., Penles
de marflrn para alisar, fazenda superior, a I9500,
luvas de torzal com belola, muilo boa fazenda, a
800 rs. o par, ditas de seda de toda a* cores e sem
deleito algum para homem e senhota a 15200 o par,
pentes de tartaruga-de muito bonitos padroes a 4y5O0,
5*000 e 595OO, ditos de bfalo imitando tartaruga a
19280, e alcm de tudo isla oulras colisas de muilo
bons gostos, e todo por precos qua muilo agradarlo
aos compradores: na ruado Queimado, no* qualro
cantos, loja de miudezas da Boa Fama n. 33.
A Boa fama.
Vendem-se carteins proprias para vlagem por te-
rem Iodos os atrjnjos necessario para barba, pelo
baralissimo prafo de 39500, reloginhos com mostra-
dores de madreperola e porcelana, cousa muilo de-
licada para cima ie rossa a 4j000cid wn, loura-
dores com columnas de Jacaranda, com excellenlea
espelhos, pelo barate preeo de 39000, e alem disto
nutras muilas cousnf que se vendem mais baralo.do
que em oulra qualq ier parte : na rua do Queima-
do, nos qualro cautos, loj de roiodezas da Boa Fa-
ma a. 33.
CHAROPE
DO
BOSQUE
O nico depositoconlinia a sv na botica dt Bar-
tholomeu Francisco de Sonta, na rua larga do Hosa-
rio a. 36 garrafas grandes59500 e pequeas39000
n
^
4
IMPORTANTE BAR 0 PUBLICO.
Vender^ no armazem n. 60, da rua da Ca- ^^tt^X^S^^JSt^T
dura do Becife, de Uenry (.ibson, os mais supeno- I ma, pleuriz. escarros de sangue; dr de cUdn.-
res relogios fabricados em Inglaterra, por prejoi p.iio, palpilaCSo no coraco,~ coqueluche roichu!
i^"?i4r,!!",U* taAu M l!LoW- de^rgVpui-
n i odeos.
Vende-se excedente taboado de pinho, recen-
temente chegado da America : na rui de Apollo
trapiche do Ferreira, a eolender-se com oadminis
ador do mesmo.

PERN.TYP. DE M. F. DB F ARIA. 1855.
/
MELHOR XFMPIARFNPnuTQAnn


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID E4NAO4AE9_FHGPBG INGEST_TIME 2013-03-25T15:29:56Z PACKAGE AA00011611_00808
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES