Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00805


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Full Text

ANNO XXXI. N. 159.
Por 3 meses adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencido. 4,500.
'- HHH
QUINTA FEIRA 12 DE JULHO DE 1855.

Por asno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto.
ARIO DE
ENC\BBK;Al)OS DA SBStRIPC'V'O.
Recite, o prepriet?rioM. F. de Paria; Rio le Ja-
neiro, o Sr. Joao Pefdra Martin; Baha, o Sr. 11.
Dnprad ; Macd, o Sr. Joaquim Bea-nardo de Meu-
denca ; Panhiba, o Sr. Gervasio vlelor da Nativi-
dode; Natal, o Sr. JoaqOim Ignacin Pereira Jooior;
Aracaly, o Sr. Antonio de Lemos B aga; Cear, o Sr.
Victoriano Augusto Borges; Maranhio, o Sr.Joa-
quim Marques Rodrigue) ; Piauhy, o Sr. Dominga*
Heredan* Aekilea Pessoa Cearenc ; Par.i, oSr. Jus-
tino J. Ramas ; Amazonas, o Sr. Jeronymo da dista.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 47 1/4 e 27 i/8.d,|por 1.
Paris, 355 rs. por 1 f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Rio de Janeiro, 2 por 0/0 de rebate.
Accoes do banco 30 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconio de lettras de 8 a 9 por 0/0.
METAES.
|Ouro.Odqs hespanholas- 29000
Modas de 6-9400 velhas. 169000
> a de 69400 novas. 169000
> de4000. ... 9J5000
| Prala.Palaoes biasileiros. 1940
Pesa col uralianos, 1*940
mexicanos. .... 19860
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, lodosos das
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex eOuricury, a 13 e 28
Goianna e Paraliza, segundas e sextas-feiras
Victoria e Natal, as quintas-feiras
PREAMAR DE HOJE.
Primeira' as 2 horas a 54 minutos da tarde
Segunda s.i horas e 18 minutos da raanha
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas equinlas-feis
Relacao, tercas-fciras e sabbados ,
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas
1" vara do civel, segundas e sextas ao meio dia
2* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia
EPIIEMERIDES.
Julho 6 Quarto minguaftte aos 12 minutos e
40 segundos dPtarde.
* 14 La nova ai 2 horas, 21 minutos e
40 segundos da manhaa.
32 Quarto crescenle as 5horas, 30 mi-
notos e 40 segundos da manhaa.
29 La cheia as 4 horas, 44 minutos e
33 segundos da manhaa.
=
ADVERTENCIA.
S' he permettido pagar a subscnp-
cao deste DIARIO a 000 rs. o quartel
dentro de 15 dia* do comero ; deppis do
quesoroente se recebera' a 4P'500.
~~iite flmciLr~
COJOKANDO DAS A.RH&8,
9aniil |M*I o uanialo tea eraaae de
Parsambaco 1 data Heetf, em H *
jauta a M66. -"
ORDEM DODIsN.KI.
O marrwhal de campo caminan,iante d*.*mus
declamaos Srs. eommandanles de corpose ntmpi-
nhias fizas, qae nio he licilo incla'iram nos pedidos
de utensis que lera de ser fornecidm pelo arsenal de
gaerra, objeeto algum que nao eslf ja designado, as
respectivas laballas, ou ordena especiis, e te por
' ventura drcamslsncras ae derem eiti reanlo ao bom.
andamento do servido, qae torne neeessano reqnisi-
lar algum utensil nio coraprebendido na tabellas,
faci scompanhar a requisljao da um offieio moti-
vando o podido, para ser lomado bu devida conside-
rajlo qae merecer.
O mesoio marechil decampo faz responsavel* aos
dito* sanhores cimmandanles pela Irausgressao do
qaa Se* .determinado.
Fiea de nenhum elTeilo o artigo da ordem do dia
n. 78 na parla que diz respeilo ao Sr te [tente do 10.
de 1 ufan tari a Francisco de A*sis fui i mirles.
- Jost Joajaim Coelho.
Conforme.- Candida LtcX Ferrara, ajodante de
orden encarregadodo detallie.
Dedicatee
Slipitibos A. A. A. injeclis
Priroom honc lapiden)
Solemn. precalilatuit
Pridie Non. Maii UDCCCLV.
Campridos lodos os ritos sagradas prescriptos pelo
ceremonial, a pri.iieira pedra, aspergida com agoa
benla e ungida com o oleo santo, foi felizmente des-
cida ao fundo da escavano preparada para receher
p-alicerce do monumento. O modo de descer a pe-
dra a o tusar para sua recepjlo fora ni preparados
de tal sorle que o cardeal cellebranle pode com
suas propria* nulos colocar a primeira pedra do
edificio em sen lugar. Qaando a padra chesou ao
Tundo e fot firmemente filada no lugar preparado
para recebe-la, etsc Ingar glorioso como o impereci-
vel alicerce da columna que deve ser levantada i
pureza immatolada de Maria, o cardeal approxi-
moo-se da escavano e lancou pela ultima vez agua
benta sobre o marmore destinado a eternizar na
Ierra a memoria da maior honra que a Virgem tem
recebido desde o estabelecimento da igreja.
A ceremonia receben asaim o sea complemente e
a procis-ao regressou para a igreja da propaganda
CHHtafICA
Pars ]
DAS DA SEMANA.
9 Segunda.' Ss. Cirillo e Bricio bb.
10 Terca. S. Silvano m.; S. Biaoor ra.
11 Quaria. S.Sabinom. ; S. Abudino m.
12 Quima. S. Joao Gualberto ab.; S- Jason.
13 Sexta.S. Anacleto p. ib. ; Ss. Joele E*drasv
14 Sabbaio. S. Boaveoturab. card. edoutor ser.
15 Domingo. 7." O Anjo Custodio do imperio ;
S. Camilo de Lollis fundador.
DA OUINZENA.
16 de mato.
A', medida ie a crise da Europa se prolonga, e
os incidentes s succedem, ha m Tacto que se re-
prndu/. con-tnlamentc e com ama pertinacia singu-
lar. Quand, a quc-l,lo parece ehegar a um termo
decisivo, tonar repentinamente urna nova face <
ameaja escapr a todas as direcces ; quando se fi-
zem esforros para precisar o debate e reduzi-ln a o-
ma allernatia foflexivd, qae abrigue ao menos to-
das as polilias a e formarera, enconlra-se jnsla-
mente algum espediente, que adia um desenlace,
srm diminu- a gravidade da siluajao. Em urna
pilavra, cada taxativa, qne se faz, parece ter em
resultado ans augmentar a incerteza e inflingir
periodicameite ima decepjlo de mais Europa,
do que esclarecer essas lerriveis complicacoes. lle-
vemos diaer que a Europa se linlia esquecido do
quanto importa ama deseas latas, cuja grandeza lo-
do sentem, sem ae se salba em que campo de ba-
talla, e por que ira*? podem ser resolvidas... Jul-
gim (dzer urna girra de equilibrio lao rpidamente
como urna campanha industrial, mas tem visto qoe
j guerra tem su;s condi;oes, que urna quesillo, na
EXTERIOR.
ROMA.
-O corraspondente do Univert, escrevendo-lhe de
Roma, diz qae a primeira pedra da columna mo-
lal destinada a perpetuar a memoria da pro-
clam ma da Immaculad,i -Concei;8o Tora
e asaeolada ao domingo 6 de
larde. A cniemooia den ou-
Ira occasiiio a mulliilio dos especMlores para ma-
Ditestaram seo piedosoMcolhimeolo e alegra, sua
devojioe amor a Raiolia do Co. O immenso con-
curso pareca como orna familia reunida para lan-
tr o alicorea do monamenlo que chiros de termi-
ta levaalam a sua amada mi.
Assim, qaando a procissao, marchando do colle-
gio da piapaganda para o lugar da ceremonia, can-
tou o ave maritttella, todo o povo lomou parte es-
tas doces iovocacOies. O monstra te esse matrem
achou ech') era todos os coracoes, c foi no meia de
um silencio de amor que sua emirencia, o cardeal
ecitou as primeiras orajoes ditas ao p
do monumento preparado para a gloria da Immacu-
Uda Concoicao do Mria.
Era para enternecer ver-se esse leneravel princi-
pada igrja quebrantado pela idade e pelas duen-
das arrastundo-se com difliculdade e sustentado pela
loa terna devoran a Hara e pelo sen ardente dese-
jo de honra-la ;e*ajavens pupilbs da propaganda
rapresenlando lodos os paizes e I odas as lingnas
mando.habilijadoesandaado a farmosa estrella
ir ; rsses jovens seminaristas que n igreja gre-
do mou
4. mar
(a nutt

l nutra em Roma com a doolrinn verdadeiramen-
ta ; esses bitpps vindos diis qualru partes te, ser a columna decorada
de niuudo, de Dublio, Sydoey, Montreal e Newporl
Mta eroebispo de Irenopolis e o de Siraci.i repre-
nido no centro da unidade catliolica as igrejas
itratTAWyniii rlnn qnnri perpetuam os ritos e <>
sacerdocio ; todajessa rautlidilo de individuos leu-
do soinaute ama voz para cenlar as gloria* da.Virgem
donde liavia sahido.canUndo o liymno ojly glorio- quatseacUam cotiproineltidos interesses muito di-
sa virgirtam.' Permita Dos que ess pedra leulia
breverneale a felicidade de sustentar as culru^iju
devem formar o pedestal da columna inoiiumental!
Permita Dos que essa columna se levante rpida-
mente 1 Permita Dos emfin que a estatua da
Virgem I inmaculada coresem demora o monumen-
to e receba a bomenagem e os votos que o muido
chrislao Me reserva e aocioso espera render-lhe I
Emquanto esse dia (3o ardentemente dsejado nao
raa, conleuleina-nos com traduzir do Giornalt de
toma a deicrip^ao do monunienlo que brevemente
ser um dos mais bellos ornamantos da Piazia di
Spagua, e um dos mais charos a piedade dentre to-
das os qoe adornam em lio grande uumero as pra-
casda cidade santa.
Sobre os alicercei, que eslilo no solo em coaside-
ravel profundidade, levantam-se duas bases oclogo-
naes collocadas ama em cima da outra. A infe-
rior lera em qualro de suas faces c direetsmeule op-
poslas urnas as oulras, qualro pedestaes sobre os
quites serJo collocadas estatuas de mormore dos
qualro patriarchas e prophelas quo fallaran,; mais
especialmente da gloriosa Virgenislo he, Moizes,
Izaias, David, e Ezecliiel. Estas estatuas foram
confiadas ao cinzel dos esculptores romanos Revelli,
Racomelti, Clielli e Tadoliui. As ootrai qualro fa-
ces da niesina base que allernam com as preceden-
tes serlo adujnadascom baixo-relevos que s\mboli-
sam a Sautissima Virgem.
A bate superior, asenlo da columna, he taribem
de forma ortogonal ; uas quatro faces maiores senlo
collocadas as armas do papa Pi IX em brouze e
iiwcripcoes commemorativas da solemne definilo
do.dogma da Immaculada Conccirilo por elle com-
pletada. As qualro menores fonmiro o encost
das quatro estatuas collocadas sobre a base inferior.
Do meio dessa base quefiea na altura de 8,85 me-
tro a columna selevautar altura de 14,27 me-
tros inclusive a base ed capitel. At a terca pir-
com ornamentos de
bronze que harmonisarao a base e o topo da mes-
ma. O capitel da mais ornamentada ordem com-
P"! fi,^pr.-i rriin _q [ir^a Ja pureza a Virgem sem
versos; governos de um temoermaento oppposlo
tem sotadMnoriK, e que a proptia diplomacia, a-
cosluinada d gailiar lempo, u.lo tem perdido sua
ferlilidade de conhina;6esa dila^oes.
Quando ha ji algumas seminas, le abri a con-
ferencia de Vienta, linlia-se certamente razes pa-
ra crer qoe ella feria um resaltado preciso e capital,
ou a Russia aceiliria as condires, qae Ihe eram fei"
las, e eolio eran paz, ou recusara aceita-las e
ent.lo a inlervencao decidida, e immediata d'Anstria
era a contequeuiia desla recusa. Entretanto, anda
mais una vez nio aconleceu absolutamente assim ;
o resultado nao fii Uto prumpto como se linha pen-
sado. A Russia reeusou, lie verdade, as garantas
que Ihe foram pedidas, mas parece qae a Austria
nao perdeu toda i esperanza de reatar por meio de
alguma combiuarao nova, estas negociac,6es, que a-
cabam de majlogrir-se. A quesillo Pica linda penden-
te, e como acontece semprc, apparece um imprevisto
com a retirada di mioistru dos negocios estrangeiros
de Franca, a quil leve lugar depois qoe M. Drouyn
d Lhujs volloude Vienna. Ora, qual lie o sentido
e o laco desles iicidenles '.' em que ponto as nego-
ciaces, qne apenas lerminam, deisaram a ques-
l.lo'.' qual he o carcter real das ultimas propostas
da Austria e da ua situaran para com a Inglaterra
e a Franca '.' I ir s facto lie cerlo : a Europa sabe
hoje sobre que a conferencia de Vienpa leve de de-
liberar, e que rxoposlas appareeeram ; ella pode
medir o terreno, avahar as prcleiices. jolgar as
condices das pofencias e as concesses ponco cora-
promelledoras di Russia ; pode ver. a verdadeira
nalureza, a signlicac.i.i e o alcance desse debate
diplomtico nos [coloclos, que o governo inglez
entregou ultimamuile publicidade.
Era esta cer lamn te a lula poltica a mais seria
que se pode agilar,' e a resistencia dos plenipoten-
ciarios, os argumentos de que se serviram, a perti-
nacia da politra;d)s czares alravessando ludo, sito o
d
13
lib:
Immacalada bem como ella tem sement um
lagnificas orafOes c|ue a igreja em
usagrado i beusJo dos alicerces
iificos sagrados foram canta-
pelo roto dos pupillos da propagada, o cardeal
celebraDtebenzeu o marmore preparado para for-
aaro primario assenlo do monomento. Em una
Ibertora la na peora foi potU. orna caiti de
ndu moedaide uro, prataeeobre,
cuonadas 00 decurso do anuo e un tubo lamben)
da chumbo, no qual so mlica una follia de per-
gamiuhu com a teguinte ioteripcio aasignida por
sua Etc. o Sr, Bamako secretario da propaganda e
par sua Exc. o Sr. Milezi ministro das obras pu-
blica!.
Bonum Factnm.
Cum prid. Non. Maii JDCCCl.V.
Ex auclorilsle.
Pii IX Pon. Mat.
Ji. Ph. S. R. E. Presb.Card. Fransonius
l'ro'f, S. Cousil Clirisliano Nomini Propagando
Primum liuncauspicalem lapidem
Rite poneret in faodamenlis
Colomoce Pire "
Deiparre stne labe conceptu-
Dicata?. -1-!'
ruut quorum ilumina lutograplia
IIuic subscripta suri
A abertura foi depois fechada por outra pedra na
qual eslava grarada esta segunda iascripr^o
Ex auctoritate
IX Pont. Mat
Ja Pli.S. R.E. Presb. Card. Fransonius
Precf. S. Coosilii Christ Noin
Propagando
lo faodamenlis columna- pire
macula, e com os ramos de
Iraz ao mondo.. Esta coI-jniN.
cipOlino foi adiada em 1777 ca\
de urna casa de Benedictinos utk
principio Pi VI, leve a inl
lar na praca do Monte Citoria, debaixo da direccao
de Jo3o Baplista Visconti entilo comms anliguidades, pondo-lhe em cima a eslaloa da Jasli-
ca, visto qoe he no palacio do Monte Cilorio que
os tribaoaes fazem suas sesses, mas asta idea nao
fei eiefutlda e at'uutoridadci recorreram logon
idea de restaurar i praja do Monte Cilorio oseu
aotigo obelisco cujos notavei. fragmenlos linliam
ido ltimamente adiados, e a columna foi posta de
parle no palacio do Mvnte Citorio at que se offe-
recesse occasiSo de applica-la i decoradlo da cidade
saula, i,iu rica em monumentos desla eipecie, issim
anlgos como modernos. Ella> lera 1,45 nelros de
diamclro, eosornamentosde bronze que bao de co-
brir sai parte inferior, oceultsrSo os damoos que o
tempo Ihe ha feilo.
O capitel lera em cima um pedestal .'redondo de
2,67 metros de altura sobre o qual eslaro emble-
mas s>mbolicos dos qualro evangelistas sustentando
o mondo e sobre o globo se levantar a final a esla-
loa da Immaculada Virgem coroada de estrellas,
agrndecendo ao co a nova gloria qne a solemne de-
finido proclamada aos 8 de dezembro de 1854 pelo
orculo do Vaticano conferir* ao sen nome e impe-
trando a, paz para a trra. Esta .estatua da altura
d* 4 metros ser obra do esculptar Obici, e ser fun-
A L LTIMA CIGASA.
Por madama C. Rejband.
(*)
a
dida em bronze na cidade d&Kma.
Tal lu? a idea do monumento qae a devocSo de
Pi IX, prepara para a Inmaculada Conceicao, esa
a etecurao corresponder ao plano que acabamos de
esbocar e qoe dtvemos ao arebileclo Polelti, este
monumento nao jera' indigno da cidade saota e de
seu glorioso deslino.
Afable!.)
[noso coomentario da guerra, que se pro-
^se onie eslava a difliculdide principal
coestava na reviso do tratado de
i.ira rTsar o imperio ottomano ao equi-
^p rOr fim i preponderancia russa no
sfcs termos he qae a Franja, logla-
^Jinha etpressado seu pensamento
(is de suaalliini-a de 2 de dezembro, e he o qae
lalava dereaiair e o que os agentes da Ressia
liam aceitado como principio.
Os plenipolenchrios das potencias alijadas, para
tirar finalmente txlo o carcter offensivo i comlii-
nae^o, que postesie ser adoptada, linham offerecido
io principe Gorlsiliaclton' e ao St. de Titoff, repre-
-enlantes do gabiiete de Petersburgo em Vienna,
que lomasseni a iniciativa uessa combinado. De-
pois da quinze das passado* a esperar instruc^ei,
que os agentes doczar nao linham, vio-se finalmen-
te que,v mas prapestaf .ieram mais tarde, como ama res-
posta s das oulr>s potencias, e na verdade a in-
compalibilidade nio podia ser mais completa.
Em summa, mal lie o resumo das divergencias
que appareeeram inmediatamente '-' Sobre qoe pon-
tos se dea essa combate diplomtico, loslentado
pelos representantes dos governos alliados e em par-
ticular por M. Drouyn de Lhuys cora urna notavei
intrepidez'.' As lolencias preseutiam una syslema
de ajuste fundad) no principio, de que a adnprao
era de alguma. sirte a razio de ser da conferencia.
As duas bases dase syslema ero qoe a Porta de ho-
je em diante participara das vanlagens do direito
publico da Flurcp.i, guo todos os estados promet-
tiam respeitar e fazer respeilar a integridade terri-
torial e i. iudepeidencia do Imperio ottomano, e a-
lim disto, que is forcas navaes da Russia no mar
Negro nao excoderiam a cifra de oilo naos ou fraga-
tas e mais um nimero proporcionado de pequeos
navios. Esla ultima estipularlo deria ter o carc-
ter de um contrato entre o imperador da Rossia e o
sallo, contrato succionado pela Eoropa.
He notavei a naneira por que a Russia repellio
igualmente eslai duas propostas, que todava nao
eram senao a Ira lurc.ao a mais simples do principio,
qoe linha admillido ; ella nao recoson sem dovida
promelter respeilar a integridade e a independen-
cia do imperio ottomano, mas recusou ludo quanto
conslitosse urna garanlia activa, em outros termos,
alfereca urna garanta chimenea e lllasoria, que a
nao obrigava a nada, ainda quando urna provincia
turca livesse sido invadida. Por ama circunstan-
cia singular, que demonstra a persistencia das in-
lenres di Russia, Mr. de Bourqueney fez lembrar
que ama negociadlo do tratado de 1841 tinha en-
contrado ja a mesma resistencia pertinaz sobre este
ponto 'entre os plenipoteuciiros russos. Quanto n
limitacao das forjas navaes, foi absoluta e invenci-
vetmente repellida de tsl sorte que a stSaagau fica-
va sendo a mesma, ou talvezanai aggravada, por
qoanto se resuma em urna garanta sem efflcacia
dada i Turqua e na continuado de urna prepon-
derancia amoaradora.
Entretanto que propoz a Rossia definitivamente '',
Propoz immedialamenle a abertura dos eslreilos,
mas urna tal concess.lo nao podia ser considerada
como muito seria, porque alm de ser, feila cusa
do -ulta-j, responda pouco ao objeclo da guerra ac-
tual, que nao hede sem duvida permitlr qna,a Rus-
sia faca vir sua esquadra do Bltico ao mar Negro
e augmentar assim urna forja ja desmedida. Foi
entilo que os plenipotenciarios russos provocaran)
orna ultima reuniao da cunferencia de Vienna para
fazer ama proposta suprema, a de manler o encer-
ramenlo dos eslreilos, reservando para o suliao a
facu'.dade de chimar para o mir Negro os navios
dos seos alliados, se julgasse sua segnranja a men-
eada.
Esta concessio em primeiro lugar he sem duvida
oenhuma urna faeuldade, que o sultao nao precisa
receber da Rossia, depois disto observa-se o carc-
ter singular da um ajuste, que suppe a necessidade
de recorrer de novo a nm soccorro eslrangeiro, e
que por isso mesmo prora o perigo. Finalmente o
artigo apresenladn pelo principe (iorlshackolf nao
liuliii cuidado de especificar o perigo, que podia a-
moacar a Turqua, e implicava para o sullao a fa-
euldade de appellar para'a Russia como para a
Franja e para a Inglaterra ; com effeito esta he o-
ma das lcticas da Rossia nestas iiegociajes; he
una de suas habilidades representar todas as poten-
cias em urna siluajSo de'igualdide pira com a Tur-
qua, e mostrar-se preoecupada da independencia
otlomana. Se ha necessidade no mar |fegro.de orna
poderosa esqoadra russa, lie para garantir esta in-
dependencia e ao mesmo lempo o equilibrio da Eu-
ropa l
Entretanto todos sabem qoe nao ha nenhoma pa-
ridade na situarn da Rusta e na dos oulros estados
da Europa para com a Turqua; suas relajes,
ses precedentes.-esuas ambijSes nSo sao ai mes-
mas. Niiigucm suspeilani que as diversas poten-
cias europeas, como dizia um plenipotenciario aus-
traco, o Sr. de Prokesch, queiram atlentar contra
a integridade da Turqua, porque nao he sem in'.e-
resse, nao he sua vocaeo, segundo a expressao,
qne a Russia applca a si mesma.
Quem na Europa pode airrcajar a independencia
otlomana'.' Ainda qaando a Franca livesse a idea
de prestar seu apoio ao paclii do Egypto, a Mclie-
mel Ali, nao eslava de nenlinm modo em seu pen-
samento atacar a existencia independenle da Porta
Otlomana. Podia ser um erro, as lodos se deixa-
vam levar pela Uusao de orna r'egeberaco pussivel
do imperio turco por um homem, queaHinha des-
envolvido algumi energa, e que nao era todava
senao brbaro inlelligenle. Qoal tem sido de oul?
lado, a poltica da Russia desde um scalo, senao
vollar-se constantemente para Constanlinopla, do-
minar a Turqua por tratados e pela guerra, tra-
balhar no enfraqoeclmenlo progressivo desse enfer-
mo, coja prxima morle o imperador Nicolao an-
nunciava com a iufallibilidade de um medico, que
ia empregar os remedios heroicos"' Sabe-se por
ventura em que momento a qaesUo aclu-1 tomn
suas verdadeiras proporjes ? Nao foi talvez quan-
do o principe Menskicholl foi n Conilanlinopla, foi
no da em que se soube deesas conversajes dn im-
perador Nicolao dispondo ja como senhur de urna
conquista, que julgava segura. Nesse dia empe-
iiliou-se a lula entre a civilsajo europea e essa
potencia ameajadora do pbanalismo religioso apoia-
do na forja barbara. E nole-se que esla poltica
da Russia pode ceder em Vienna nos poulos, que
servam pan desinteressar a Allemanhi, mas nao
cedeu nos qoe compensavam a Enrona, e Ihe ofle-
reciam urna garanta, que podesse proteger sua se-
guranca. ,
tantea di Franja,* da Inglaterra e da Austria iio | lh-)s na lula, na qoal a seguem a Franja e .1 Ingla-
esveram nem um s momento em desaccord*. trra. .,
Celestino 1 qoe vina elle fater alli lita noi-
t
X
(Continuacil).
Enlretanlo o triste enamorado atMveu-se a ir pas-
sear jonlo do caitello, e em urna noilo chorse e som-
bra Picoa muitas horas no lumiar dessa porta qae
nao poda ralis passar. l.'ma vez ousofl escalar um
maro e penetrar no jardim ; dabi zanhon a estafa,
o retire u-se ao romper da aira, levando algum pe-
daeiohoa de resed qoe murchavam ha tres ou qua-
tro dias sobre a mesa, om qoe madumesella de Ker-
lirejean deixava seu Irem de pintura.
Na'maiihaa seguiule o cavalleiro foi ao encontr
da sobrinha, dizendo-lhe :
ilom dja, mea eorajo como passasle a noi-
te ? Halla mal, sem duvida, pois os caes fizeram um
rumor lerrfvel.
Oh .' teve medo, mea bom |u, respondes ella
abrajando-o. Pyramo ladiava enm tanlo furor no
paleo qae pense que elle farejiva ladrOes fora.
A paredes sao groisas o as portas Corles, lea-
mos podido dormir Iranqnillament", aiudatBue esti-
veise um bando dianle do cusidlo con-, inao estive
vula veres preSles'a levanlar-m-s para ver donde
pruvinha essa matlnada.
Mlmi qae ah eslava inlerveto eolo na conver-
sajao.
Nao he a primeira vez gue ii(onte:e la! cousa,
diste ella chegandn janella, dia.Heda qual aclia-
vaai-se Irene e o lio ; urna ttaatas noiu-s os caes la-
draran com tanta colera quo Ictanlei-me para ver
atravez das gelosias, se nio havia algueio l fura. A
la eslava um tanto clara, e vi diilinclamente um
homem parado alli debaixo di tsresira :111a.
Um homem I um estranho! oxclimaram ao
mesmo tompo o cavalleiro e maJaracsolla de Ker-
P- Silo parecia Celestino Piolet, acrescentoo Mimi
flame
jTjfH^Bjfevantoii a cabera com un mivimento de
inquieta, e o cavalleiro luruou crguendo os
) Vide o Diario n. 158.
te'..
O qoe faz todo dia, respondeu Mimi. Acaso o
senhor nao o tem visto pastear na estrada com as
maos mellidas nos bolsos e as venias ao nr como um
grande paleta quetie '.'
Oh nao, disseu cavalleiro, nanea encontri-o ;
mas ain la qaando fosse assim, .nao seria urna razio
para fazer-me crer que elle vem de noile aqui me-
ditar daridade da la. Voss engannu-se.
-Pois nao 1 murmnrou Mimi agaslida e sahindo
logo do sala o.
Um momento depois o jardineiro sppareeeu por-
ta. Era om velho aldeao leonez de olliar serio e
physionomia serena al impassibilidade.
Senhor cavalleiro, disse dle, pernee se incom-
modo-o antes do almojo ; ajas he absolutamente ne-
cessario que eu Ihe falle.
Entra, e explica-te, meu charo Pedro, respon-
deu o cavalleiro tomando o brajo de Ireue, a qual
ehrgra-ee a elle cum urna vaga apprelieiisJIo.
O senhor cavalleiro n3o querer talvez erar-
me, lornou Pedro ; todava oque vou dizer he cor-
to : alguem pnstecu esta noile no jardim.
Visle-o ? pergunlou o cavalleiro com ar incr-
dulo.
O passeador '.' nao ; mas vi as solas da balas
impressas na rea ; verdadeiras botas ; isso conbece-
se pelo talao. Depois que q senhor conde parti nun-
ca vi no jardim pegadas semelliantes; mas ha ainda
oulra cousa : elle entrou na estufa...
He algum ladillo que lera furtado os limes e
as laranjas verdes.
Nio, senhor cavalleiro, elle nada levou, nada y
pdo conlrnrio deixou islo, respondeu Pedro tirando*
do bolso um caderno velno srdido e impregnado de
cerlo cheiro de plantas aromticas e de ponas de
charolo.
O cavalleiro follieou o caderno, cuja paginas es-
tavam cheias de versos nao acabados e de plirases
inlerrompidas, e depois diise :
Nao ule a pena decifrar toda esta poesia re-
eheada de falla de brthograpbia. Evidentcmeute o
aotor lie Celestino Piolof; reconhejo-lhe i letlra.
Vmc. j a linha visto? pergunlou Irene eom
sorpreza. ,
cavalleiro mordeu os beijos, e lornou :
Quem pode comprehender a conducta desee
palif Certamente nao foi para furtar um.ramale-
is que elle inlroduzio-se na estufa ; mas quil podia
ser seu fim ? Convem que eu esrlareja isso.
Para que ? disse Irene vivamente. Creio que
secia melhor fingir que ignora essa extravagancia, a
qual nao se renovar.
Hei de por cobro nisso, confinaos o cavallei-
ro. De hoje em dianle Pyramo ser sollo todas as
ooiles, e quando elle andar rondando pelos jardins,
nioguem lera lentares de saltar o moro. Ouves,
Pedro ?
Sim, senher cavalleiro, respondeu este, ledas
as uoiles sollareios caes de goarda, eao menor ru-
mor estare em p.' Se esse Celestino tornar a sallar
o muro, pode ficir certo de que receben toda a car-
ga de minlia espingarda.
-vh mea Deis I Pedro, nao faja iiso, exclamoo
Ireiir 'oss poderia mata-lo...
iN \J l"'lil (oidado, seuliora.carregarei a espin-
garda o* m om pmliado de sal grosso.
Pois bem, rodes retirar-te, e nao falles a nin-
guem a esse respailo, meu velho Pedro, disse o ca-
valleiro assenlanso-se para ler afazela.
Madamesella de Kerbrejeau foi logo contar aia o
que acabava de rassar.-se, e disse lerminaudo :
A Russia mostrea al o fim om requinte de le
nacidade, e lendo a conferencia ebegado a este li-
mita extremo, no qual apparecia a fraqueza de to-
dos os esforjos de conciliajao parece admir.ivel que
a discusso se teoha desviada um momento, e se
lenlia ido perder-se em um adiamenlo indefinido,
em lugar de ir directamente ao lim, islo he, ao
rompimento definitivo de urna negociaran sem re-
sultado. Com islo talvez se livesse evitado mais de
urna difliculdade, e em lodo o caso a situarlo era
mais couforme com a realidade das coasas. Nio foi
esle o partido qae lomaran) os membros da confe-
rencia.
Seja como for, no caso desla laboriosa e delicada
negociajao, ha um facto significativo ; os represen-
As considerajoes que os agentes das potencia*- em*
penhadas na guerra linham para Tazer valer, foram
sustentadas com igual forja pelo ministro do im-
perador Francisco Jos, e ainda no ultimo mome-
lo o Sr. de Buol moslrava que as propostas, cuja
inicialiva Mr. Drouyn da Lhuys linha lomade em
nome das potencias adiadas, realisavam as coudi-
joes oecesaarias seguranja da Europa, e que as
propostas da Rossia eram iuaceilavais.
Agora que a siluajao da Austria est 13o comple-
tamente conforme com a da Franja e da Inglaterra
na negcucoej, lera alia diHerente eM oatro lev
reno? As ultimas propostas de Vienna, de que se
tem fallado, e s quaes se refere a retirada de Mr.
Drouyn de Jl.huys, sSo ellas porventura tacsque
desliguen) a Austria de soas promessas, para nao
seren aceitas ? Todos naturalmente leem sua ver-
sao sobre estes faca* o estas propostas. Por nossa
parle eis o que julgamos justo e verdadeiro.
A Austria em seu projecto tena estabelccido, co-
mo base da limitacao do poder rosso no mar Negro,
o estado actual das forjas navaes do czar, tendo as-
sim por adquirido os resallados da suerra. Se o
governo russo augmentasse sua esquadra com um
s uavio, cada urna das polenda* alliadas leria o
direilo de fazer entrar no mar Negro inmediata-
mente um numero de navios igual a metade do nu-
mero dos vasos russos. Finaliiieuliaflirma-se at, que
houvera urna estipularn particular, a qual livera
dado om carcter permanente i allianja da Aus-
tria, d Inglaterra, da Franja 'o da Turqua, e as
leria compromeltido em urna acjio cummum. no
caso em que o poder russo se lornasse ameajador.
He fcil de eomprehender-sea economa e grada-
cao desla combinacao ; o primeira artigo leria sido
fcilmente admillido sem duvida ; o segundo orga-
sava |a ama gaerra nova ; o terceiro supponha esla
guerra immioente, e lite imprima o carcter de urna
latalidade sempraifrompla para renascer. De pro- j
vavel que os governos da loglalerra e da Franja
livessem hesitado peranle a acelajao de um meio,
que s fazia verificar o perigo que se procura evi-
tar hoje*. A retirada de Mr. Drouyn de Lhuys nes-
se cmenos se explica sem duvida por ter o ex-rai-
nislro dos negocios estrangeiros. propendido mais
particularmente pelaj vanlagens da|propos(a austra-
ca,'quer a Russia accitasse quer repellisse ; enlre-
tanlo, nao he imposiivel que ella procedesse mais
particularmente da communicajes que Ueuverem
de ler lugar uessa occasiAo em Londres e Pars.
Finalmente a quesllo est no mesmo estado, e a
Austria nao lem podido considerar o meio de pari-
ficajo eventual que ella propunba, seno como
ama combinacao digna de ser examinada, mas qae
a nao deslignva de nenhuma de suas obrigares.
Esla. obrigajes com effeito Gcam intactas, e con-
servan) loda a sua forra.
Porventura conseguio-se o fim proseguido pe a
Austria de colicorto com a Inglaterra o com a Fran-
ja t As negociajdes de Vienna palenlcaram a in-
flexibilidade das pretenje* russas ? Como pois o
governo do imperador Francisco Jos hesitara logo
peranle as necessidade de urna poltica que elle es-
Dolheu livremeute no nleresse da Europa como no
da Austria e da potencia germnica'! Fra dfllcil
dizer o qae .ir.i o gabinete de Vienna em prazo de-
terminado. O que elle far.'i definitivamente, resill-
'a de sua propria siluajao, convem .observar, licar
hoje na immobilidade, fora para a Austria recitar
alem da l'russia mesmo, porque l'rossia finalmen-
te nao aceitn nm papel activo na qoestao que se
agita. Pode ser qae o gabinete de Berlim se re-
sigue mui fcilmente poltica de urna potencia de
segunda ordem ; ninguem pode accusa-lo de fallar
a contrato* qoe nao fez, que recusou fazer, anis-
cando-se a flear fra de urna das maiores queslfies
deste seculo ; na verdade nao se pode at accusa-lo
de demasiada habilidade. lia urna considerac.lo qoe
nao tem menos valor.
Ninguem ignora os poderosos mei os de aejao que
tem a Russia na Allemauha, e osles roeios se lem
manifestado em todas as crses e se manifeslam ain-
da. Pois bem em presenja destes deas facto*, a
hesilajao da Austria em appellar para ^s estados
sllemaes e o Iraballio obstinado da poltica rutsa
alem do Rheno, que se pode concluir ? He qoe no
seio da propria Allemanha, a Russia he mais senho-
ra linda que a Austria, por quanto a nealralisa e
impede que ella liga o impulso de sua politice. Fi-
nalmente, ha um motivo poderoso para determinar
o gabinete de Vienna, esle motivo lera ainda mais
valor de algn* incidentes recentes, Depois qoe
appareceu a guerra, nao ie pode desconliecer que
ella podia abrir caminho a loda a sorle de questdes
novase perigosis, fameolar piixOes, dispertar a es-
peranja das nacionalidades vencidas, em ama pa-
lavra, ehegar a por em duvida*o|eslado mesmo do
continente., S havia um meio de conler a guerra
nos limite* polticos que Uie foram (rajados no prin-
cipio ; era a uniao de lodas as forjas regulares di
Europa, associadas para um mesmo fim, e pesando
com lodo o seu ascendente sobre a Russia.
Esla uniao foi enfraqoecida a primeira vez pela
retirada da Proasia ; a Austria foi mais providente,
e o ser iudubilavelmente ainda, levaudo a autori-
dade de soas forjas com a autoridade de seus conse-
A respeilo deltas ultima potencias, he fcil de
ver que o resultado das negociarles de Vienna nao
Ibes deixa oulra alternativa, semlo continuar a
gaerra. Ora, esta guerra nio he para a loglalerra
somante um laclo exterior, he ainda urna provarao
das rais graves para sua vida interna, para as suas
instituirles. Lord Palmerston, sobindo ao poder
ha poocos mezas,, linha comido por om momento
ossa.vaga do descontentes populares, levantados
contra r preesdeate administracao ; por alguna dias
elle foi o hornea nico da luglaterra, aquelle, cuja
aausgli 11 la 4atdo saevar. Nao houvc jamis tai-
Vez estadista designado para a podar mais umver-
salmente. Saa desgraja fouspirar demasala con-
fianca, porque nao podia justilica-la ; elle nao
tvera podido cora milagres de vonlade, e por fim
de coutas vio-se ao cabo de algum lempo qoe lord
l'almcrslijn a'percebia alguma cousa, que odos e
vollavam contra elle : o* partidarios da paz, qae fa-
zem mojes no parlamento; as partidarios da
guerra, que comejanr a nao ter mais f em saa
energa. Em summa, e he nislo que est o mais
grave, n3o he contra lord Palmerslnu qie lie diri-
gida toda esta agitarlo, he contra lado o syslema do
governo, o governo da aristocracia ingleza.
Todos estes descontentes que fermentara. Jti mezes,
e que as desgrajas do exercilo lem feilo sp[ arecer,
vieram segando o coslume diiciplinar-se e roncen-
trar-se em urna nova associajao orgaoisada para a
reforma administrativa. Sao burgnezes, negocian-
tes, banqueiros da Cit, que se reuniram no velho
palacio de Guldball, e iiuugurarara essa gilajao
qoe brevemente vai ramificar-se em toda a lugla-
terra.- A ordem do dia hedner ehegar u direejao
dos negocios a capacidade, a aplidilo individual ;
he simplesmeiile.um raovimento contra os lords qae
oceupara os empregos pblicos, cujoafillios, genros
e oelos povoam as cmaras dos commons.
Que resultado ter esta "agita jao '.' Ella s<) apr-
senla pelo menos com um carcter dos maii serios,
e ha de tobreviver provavelmeole gaerra que a
fez'nascer. Hoje certas classes tratam de conquis-
tar sua parle de poder; se pegassemos da palavra
dos novos reformadores, seria umi verdad jira re-'
volueao contra a aristocracia, e at a certos respei-
los contra a consiituicjo ingleza ; felizmente ha
entre nossos visiuhos um seuio pralco, que reduz
estes grandes, movimentos ao que elles lem de ap-
plicavcl, e nao he impossivel que de ludo isto re-
salte um novo grao de vilalidade e poder os orga-
nisajao poltica da Inglaterra.
A I-rauca nao lula com eslai agitajes. Estas
reformas que animam hoje a Inglaterra, muito lem-
po ha que ella as fez e consummou com urna rapi-
dez, com um furor de lgica, que nao lem servido
para fortificar sua conitituijao poltica a moial. Por
agora om dos fados mais con,ideraveis das condi-
je. internas da Franja, he a modificarlo que acaba
de ler lugar no ministerio, modilicacflo que lira lo-
da a sua importancia das circumtancias exlernas.
Por urna coincidencia singular, vio-se sabir do mi-
nisterio dos negocios estrangeiros, quasi ao mesmo
lempo, com poucos dias de diifcrenr.i, doo liomens
(crrivel
que linham recebido em seu cornejo essa
qoestao do Orieute e a linham dirigido al esse mo-
mento, o ministro Drouyn de l.lioy* e o director
dos negocias polticos, Mr. Thouvenel. O primei-
ro relirou-se, e o segundo linha sido nomealdtoou-
cos dias antes cmbaixador em Conslantinoplan>ara
onde o chamavam seu conhecimeuto das csmtolica-
cOes acluaes e seu tlenlo. ,--
Mr. Drouyn de Lhuys foPtfnbsliluido pelo conde
Walewski, que depois. de alguns anoos representara
a Franja em Londres; Mr. Thouvenel tem por suc-
cessor a Mr. Arraand Lefebvre, que foi ministro ern
Berlim, e depois conselheiro de estado ; finalmen-
te he Mr. de Persigny, que vai substituir em Lon-
dres ao Sr. conde Walewski. Deste yode termi-
nou esle movimenlo diplomtico.
Entre os incidentes que se referem qncstilo, na
qual seacha empenhada a Franja, ha lodivia nas
coudijes econmicas acluaes do paiz om f.tcto que
nao deixa de ter saa gravidade e sua significajao, e
he a caresta permanente ou anles crescenle so-
bre ludo, em Pars, de todas as locaces t de lo-
dos os gneros alimenticio*. Morar e nulrir-se tor-
nar-se-ha brevemente um luxo ao alcanoi de um
pequeo numero. Paris he sem dovida i cidade
dos esplendores e das magnificencias, mas o essen-
cialaavida lende a tornar-se de om dfllcil acces-
so. A que causa se pode allribuir esli elevajo
sbita de lodas as cousas'.' He evidente qoe o espi-
rito de especularlo tem nisto grande parte no mo-
mento em Iqoe a exposijo universal itlrihe para
Paris ondas ocessautes de visitantes de lodos os
paizes, o qae faz qae a exposj3o possa ser so mes-
mo lempo urna occasio de fortuna pan. alguns
especuladores, e ama occasio de empobn cimento
para a cuasia da populadlo. Nao he esle sem da-
vida o seo fim.
Qaalquer que seja a influencia que possa ler acci-
dentalmente urna exposijo, deve-se todava obser-
var seno ha um facto econmico mais gcral, depen-
dente da siluajao do paiz, de soas tendencia, do ca-
rcter mesmo, que loma a civilisaj-S cada vez mais.
Emquanto as cautas de despezas augmentan) a med-
Ah I mnli; boa amiga, live urna anguslia (er-
rvelt Quando Himi pronunciou o ame de Celes-
lino Piolo!, sent como um suor fri, e emqoanlo
meu lio lia os versos, eu eslava prestes a chorar de
confusao... Agori nao me alreverei mais a sahir nem
a ehegar janelli temendo avislar aquelle semblan-
te paludo... Meu Dos quanto tormento causa-me
ludo islo 1...
Tranquillisi-se, querida filha, diise Gerlrades
alIraliindo-a braidamente sobre os joelhos e beijan-
do-lhe a fronte ; na verdade nio ha razio para in-
quielar-se assim... Tanto peior para esse mancebo,
se elle tem a mana de dar passeios extravagantes e
de compr versos ridiculos; isso nada lem com
voss.
Eu quizara nlo'ouvir fallar mais dellc mur-
murou Irene.
Promello-lhe que ficara salisfeila, responden
Gerlrudes simplemente.
A aia j sabia parle do que Irene acabava de'con-
tar-lhe, sua vigilincia diegara as mesma descolar-
las que a ciosa cariosidade de Mimi, o desde algum
lempo ella cuidiva nos meos de por lermo ao ro-
mance absurdo que Celestino Piolet trainava com
lao deploravel perseveranjn. A scenn do escalamen-
lo nocturno pareceu-llie Uto audaz que ella resolveu
obrar immeditenla.
Na mesma noile deppis do ierao, quando mada-
mesella de Kerb-ejean relirou-se ao seu quarto, a
aia vollouao sali,-onde deisura de proposito a cos-
tura. O cavalleiro que fia aioda junto do foglo, Jar-
gou o livro, e disse :
Eolio, serihora Gerlrudes, que pensa do que
aconleceu a ooile passada '.' Evideutemeote he um
namoro, e en nio qoie explicar-me dianle de Irene;
respeilo. O negocio he bem claro : Celestino Piolol
salta os muro e compoe versos execrareis pelos bel-
los ollios de Mimi.
Perde seu tempo, pois ella nao pode soflr-lo,
respondeu a aia Irauquillamenle.
Eniao convida declara-lo a esse amanto extre-
moso, afim de que de ora em diante nio te exponba
mais a quebrar o pescojo, a ser devorado por Pyra-
mo, on a apanhar om defluxo por amor dessa in-
grata.
Elle couhecer por si mesmo que he despreza-
do, e lado acabara ah, lornou Gerlrudes com ar in-
dilterenle.
E depois de algum silencio, acieseeolou soltando
a costura e chegando-se ao fogilo t
Tem reparado, senhor cavalleiro, quanlo o hu-
mor de Irene lem modado de algum lempo para
c?
Sim, rainha chara Gerlrades, responden elle
com am suspiro, ella nao lem mais a mesma sereni-
dade nem a mesma alegra infantil. Um nada per-
turba-a e agita-a. Fica triste ou alegre sem saber
porque. Que quer '.' nossa menina nio existe mais ;
o lempo converleu-a em urna rapariga de dezescle
anuos. .__
Ella nao eufada-se aioda ; mas inquiela-se,
lornou Gerlrudes. A esperanja que tem de ver bre-
vemente o pai he misturada com ama especie de aa-
ciedade. Ella con la o dias, e temo que a chegada
do senhor conde nio seja lio prxima como tirilia-
mos pensado.
au 4espero maii, respondeu o catalleire a-
baixando avoz. Se elle livesse de estar aqu anles
do fim do anno, eu leria recebido pelo ultimo correio
da India a noticia de sua partida. Segundo loJu a
probabilidade nao o lomaremos a ver antes da pri-
mavera prxima.
Essa lardanja far Irene derramar muitas la-
grimas. O invern Ihe parecer mullo lonco, se o
passarmos aqui sos como os outros anuos. Ella ci-
bica em melancola quando soulierMe deve esperar
ainda muilos mezes a felicidade (jle julga lao pr-
xima. Felizmente ninguem he inconsolavel nessa
idade, e basta qaalquer distraejao para dissipar ama
grande dr. V. S. pode consolar fcilmente Irene.
Cemprehendo, respondeu o cavalleiro serrn-
do. Julga que convem fazer essa viagem sem mais
demora ? Eu j cuidiva nisso. Eis a ultima caria
de madamesella de Kersalidn, acrescenlon elle ti-
rando om papel da carteara ; ella renova eo convi-
te era termos t.lo urgentes que nao estando ainda de-
cidido a aceila-lo, eu mo qoiz mostrar a Irene essa
passagem. Nossa boa prima diz-lhe, que morre de
da, que se deseorolvem a* necewidades raateriaes,
a piixlo doi gozos, o gesto do lulo, as randas aug-
mentan) por ventura na mesma preporjlo ? Ese ac-
ia proporejo nio existe, nao he isto o signal da pro-
fundas pert jrbarOes morsas a econmicas ae mesmo
lampo ? Na verdade slo quetoes gravea, qoe todo
os espectculos contemporneos servan) para fazer
nascer.
A divertdade dos povos maoifasta-te ata atas eos-
lame* como em saa poltica ; is sociedad**, qaa se
formam, causeen) muitas vezes.na desrdeme oajcou-
fusao; as meiedadee velha* *e absorvem e esgotam o
qae Ihe* resta de vida, ellas slo presa (as vete* de
ama aspeen de um mal ocotinal e estril., AHet-
panha.depois qu se prectpiloajem um* seeda de agi-
tajOes noris, Dio tem podido ehegar a um instante
de calma re jalar e verdadeiro ; ella vai de crise em
criae, e quanlo mais se prolonga asta siluajao, mai*
as' dilliculd.dei se accamulam naturalmente.
Ainda ha poucos dias a Pennsula acatttva de ser
o Diestro du om* das scenac mais graves, qoe tem
havido depois da revolujo do lana passado. A cao-
sa desta scena he a le chamada da desamortisajo,
que decreta a venda de lodo* os bens do eslida, do
clero, das enmaraas, dos estabelecimentos.de bene-
ficencia. A respeilo dos bens do estado, os poderes
pblicos da Hespanha tinliam tem duvida o .direito
de dispor delles, aindi qoe foate do um modo impo-
ltico e para um resollado financeiro duvidoso. Seu
direilo era ja mais conleslavel no que dizia respeilo
a muitas pripriedades municipae*; sobre o* bao* do
clero, elle* eslavam sob a rgimen da ultima con-
cordata.
A queslc vista de perlo, nao he em si lia grande
comose peoia. A concordata prescreve a venda de
urna porjlo de bens ecclesiaslicos, cajo prejo deve
ser transformado em 3 por 100 am vwlagem do ;
clero e pan. constituir saa dotajlo. A lei acloal
nio faz oulra cousa.havendo apean ama carta parta
deslas prop-iedades, que nao estavam sujeilas i ven-
da segundo a concordata. Havia pois urna diflicul-
dade, qoe podia nada ser, se se tiveese recorrido a
meiosregala res e qae poda aggravar-sa pelo contra-
rio, se se pritendesse obrar violentamente. Foi es-
te ultimo pulido qae se lomou.
Fez-se desla qoeillo om negocia revolados
en!3o os escrpulos da rainha se despertarara, quan-
do se tratan della exercer nm direito, qae as cortes
acluaes Ihe tem recoohietdo.o direito de sancjlo. O
que se pasiou nessa occasio no pilado de Araujoez
onde eslava a rainha Isabel, fora dfficil dize-lo. To-
das as versiies lem podido ser acreditadas e o* doas
principaes -nembros do gabinete, os genera** Espar-
tero e O'De noell, foram acensados por lerem feilo o
papel mais eslranho. He verdade qoe o* mioislros
negaram, qoe tivessem feilo violencia raiona ;
nio houve nem duvida violencia material; o qne ha
positivo, he qoe a rainha teve de fuer a si urna
grande violeucia moral, e que moi certamente a
collocaram em orna siluajao, na qoal nio Ihe era
lu re seguir sea proprio impulso.
Parece que se duvidou ura momento emMadrid.se
rainha Isabel dara sua sanelo leTde desamor-
. lisajao,e durante sse tempo sabe-ae por yantara m
que eslava oceupado um cerlo numero de membros
das corles'! Reuniim-*e em ama sale da palacio
do congreso, e faziam mojSes" revolucionarias; nm
delles profunha al que se proclaraasse aracanda
do throno,!g a lei votada pelas corlee,oa faesesanc-
conada. lila queremos trazer seoao urna reeorda-
cao, qoe pude dar urna idea do qae he essa preten-
dido respeilo de cerlos progresista* hespanhes|para
os direitos das. cmaras. Hoje qoasi que sa laa
urna revolujio porque a rainha hesitava em sane-
cionar urna lei, a em 1840 fazia-** realmente urna
revolajao, porque a rainha Chciattaa, aila regante,
(nha dado sua sanejao a urna oulra lei regularmen-
tar volada pelas corles. Em ambo* oa caaos era nm
pretexto ; i verdadeira cansa era arrebatamento
das paiies revolucionaria*. Depois do y mor, qaa
fez esle incidente, pode-se pergunlar se a resnll
financeiro, que se esperara da lei de desamorlisajao
nio ser! sensivelmente diminuido. As fi au jas he*-
pauholas nao linham entretanto necessidade disto >
ha mezes jn que o gabinete de Madrid placara nego-
ciar om emprestimo, -e nio .a conaegoio em
oonsequentia deste axioma bem simples, que
is bou Dn incas slo a obra da boa poltica.
Esla (errivel queslao religiosa, qaa araba de agi-
tar a Hespanha, eneonlra-se no Pimosle, onde
lambem tem soas peripecia*. Trata-*a aioda da
urna lei sobre a venda dos bens do doro. Todo* se
lembram q je ba poneos dia*, no meio da discostao
desla lei pelo senado, o bispo de Casal, o Sr. de Cal-
labiaon acabava de fazer a propeata de arrecadar so-
bre as rendas dos bens ecclesiasticos urna *omma de
900,000 francos destinada aprover.o subsidio do*,
caris do campo para os quaes nao havia nenhuma
verba no o jmenlo, do estado. O Sr. de Callabia-
ua linha sido levado a fazer esta propeata, por-
que se tinbfi dado como urna razio da ipresentajio
desla lei, a necessidade de achsr recurso* para pro-
fazar subsidios do clero inferior. A offerta do hispo
de Cual linha per fim interromper a dtsrasslo no
senado, a fim de dar ao governo o tempo de delibe-
rar.
mas estimo poder agora conversar com Vmc. a eise [impaciencia por ve-la, e madama de Kersalion qoe
aflirma ha Irinla innos qoe est com um p na se-
pultura, acresceola de seu propria punho, que nao
quer deixar este mundo sem ler aperlado sobre o
coraj.lo a herdeira doa Kerbrejeans.
Iremos brevemente a Paris'.' eiclamou Ger-
lrudes com ar de viva salisfajlo.
Esse movimenlo espontaneo de Orna pessoa ordi-
nariamente t.lo sereoa c lio cootida impressionou o
cavalleiro, o qual disse :
Ah I meu Dos, minlu pobre Irene corneja a
aborrecer-se em sua solido I .
Ainda nao, responden a aia alegremente, o
pafllrinlio fica rte boa vonlade no ninho; mas saco-
de asazinbas e eitende a cnbeja fra.
Os preparativos da viagem foram feitos lio promp-J
lamente que nenhuma pessoa estranha leve nolicii
delles. Por acaso ou de proposito Gerlrades occa-
poa os criados de sorle que nao tiveram tempo para
ir lagarellar na aldeia, e a propria Magu, essa gaze-
la ambulante dn lugar, ignorou at ao ultimo mo-
mento que.os Kerbrejeans iam a Paris.
Na vespera do dia de lodos os santos Celestino Pio-
lo! sahio de tarde como coslumava, com um|livro
debaixo do brajo, levando o chapeo monedeabas
cahidas sobre os olhos, e o palito abotoado al o Des-
cojo. O co eslava carregado de navens em lodos
os poolos do horisonle, e urna chava fina e fra cahia
sem interrupjlo desde a manilla. Passaudo diante
do caslcllo, o triste enamorado obsecvoa com algu-
ma sorpreza que as gelosiai do primeira andar esta-
vam lodas Techada? ; toas essa circumstancia nao
disperlou-lhe no espirito nenhuma supposir.au. Elle
continuou sen caminho at nm lugar elevado e co-
berto de arvores frondosas, e parou junto de um ro-
chedn, no qoal havia urna escavajo alcatifada de
hera, onde fleava-se quasl ao abrigo.
O lempo tornava-se peior, clraveiros impetuosos
ajoutavam ai folhas das arvores, e lavavam as vere-
das eseorregadijas. Celestino asseoloo-se junto do
rochedo com as pernas unidas e os cotoveloi sobre os
joelhos. Dahi a vista va-so o jardim com seas enfeite
de buxo e as vidrajas da estufa, qoal j linham
sido recolhidas as plantas o oa arbustos exticos;
mas nesse mumeuto a chova eslendia como qoe am
veo cinzento diinle dessa perspectiva, e Celestino
lentava intilmente distinguir se havia gente alraz
do muro transparente qae garanta a larangeiras
inrenlas dos rigores da temperatura. Urna on doas
vezes jolgou entrever ama mulher vellida como ma-
damesella- de Kerbrejean que passava aira dss vi-
drajas, Essa illusio bastava-lhe para a felicidade de,
todo o dia: assim depois de ama hora de conlem-
p|ajao levanlou-se, e voltoa para P.... com o espiri-
to exiliado, lendo o corajlo ebeio de paixio e todo
o corpo pendrado,de urna humidade glacial. Pli-
sando lentamente dante do terrajo, vio albir do
caslelln Magu, a quat correu-lhe ao encontr, e dis-
se-lhe irnpedindo-lhe a passagem:
Eis urna notida aorprendedora! Sabe oque
ouvi dizer agora? O senhor cavalleiro, madamesella
de Kerbrejean e a aia partirn esta manilla...
Al) f disse Celestino sobresaltado, e parando
com o semblante paludo e desfigurado como >e o ralo
livesse cabido sobre elle.
Parliram esta madrugada na berlinda, conti-
nuou Magu, e apezar do roo tempo devem ler che-
gado a Morais, estando a esla hora a bordo do bar-
co de vapor. Amanhla estonio no Havre e depois
em Paris. E>> Mimi quem contou-me tudo isso ;
ella he aroavel quando quer.
Ah / eljes deixaram-na aqui! mormuran Ce-
lestino sem saber o que dizia.
Ella fleou debilito da goarda da velha cama-
rista Pctronilha, respondn Magu, e est salisfeila...
Agora parece-lbe que hesenhora docailellc... Ah
disse-mc elh), n.lo me enfadfirei ssinha.... A velha
Pctronilha nao me governar... Hei de levanlar-me,
e deitar-me quando quizer.... ire ler oa bibliote-
ca.... patsearei quando me aprouver, e veslire lo-
dos os dias es trages doraingueiros... Depn.s pedi-
me ooticias suas com certo ar qoe provoo-me que
ella estima-o.....Que Ihe direi de sua parlb quando
a virT
Dir-lhe-ha que eslou com siade, respondeu Ce-
leilino grosscirsmeole.
E sem ouvir mais a criada, voltou e foi vagar pe-
lo bosque al noite.
Magu eslava muito acostumada a estas maneras,
e oao podia conceber a menor desconfianja. Depois
de ler percorrido a aldeia para espaldar e ciramen-
tar a grande noticia, entrou em casa afim de prepa-
rar o jaiilar do ame. e esperou-o com paciencia co-
mo de ordinario. Quando Celestino voltou pareca
um naufrago lanjado sobre a piaa pelo mar : a rou-
pa Kotejava agua, o chapeo ensopado como urna es-
ponja cahia-lbe sobre os olhos, e seus cabellos esta-
vam unidos ao rosto lvido. 4
Boodade divina, como esta voss! ezdamoo
Magu, a qoal tendo previsto o caso, accender am
fogo na sala,lome j outra roopa, e aqueja-ie um
pouco anles de comer.
Nao tenho trio, responden Celestino lacnica-
mente.
En la o ponha-se mesa; o jantar espera-o na
tres horas.
Nio tenho fome.
Entao eata doente. Iso nio he para admirar i
vista da vida que passi. Vou fazer-lhe nmn boa in-
O ministerio nao'podia concordar, oa antes o re
queria fazer ama tentativa de conciliajao, qne ho-
fesio de artemisa, e qaando a tiver no estomago, ha
de deitar-se para suar bem; amanhia nada mais
lera.
Nao lenho tempo para deitar-me, repticou Ce-
lestino ; he mlster qoe eu faja esta noile meas pre-
parativos de viagem ; pois amaobia partirei...
Qaa diz exclamou Magu estupefacta, a aou-
de vai ?
A Pars.
Oh.' voss lambem? lornou a velha cada vez
mais admirada ; la ver talvez os Kerbrejeans?
Pode ser, respondeu Celestino Mmenle.
Eis icontecimeatos nns sps a* oulra* / mur-
murou Magu, a que sera de mim ?
Voss me esperar aqui traoquillamente a cui-
dar na casa.
E sem mais demora o mancebo foi abrir o arma-
rio velho e o bah velho, a comejou a tirar toa me-
lhor roupi.
Magu conlemplou-o um momento em silencio, a
depois dirigndo-se a elle, disse-lhe :
Ouja-me, Celestino Piolol, ion urna pobre mu-
lher empregsda em seu serv jo; mas he precisamen-
te por comer sen pi que devo fillir-lhe segando
minha conscleocia. Voss legue uro modo de'vida
que translnrna-lhe os uegocios, e prejudica-o da to-
das A% maneras. Bem sei qne he prudente : mas
melhor lbo fra gastar algum diuhairo na taberna
depois de um bom di* de trabalho, de qae correr da
manhii al noile pelos campo* olhando neaeia-
mente para o ar. Quer qaa d-lhe om bom cons*-
Iho '? Fiqoo aqui, trabalhe pelo seu offido, a cse-
se anles do fim do anno.
Celestino Piolot ergueu os hombros, dando unta
especie de risada, e disse surdamenle :
Casai-me I isso he impossivel...
lmpusriveBBhprque"! Inlerrompea Magu,
lim homem bnq^^Ko voss, qoe lem ama habita-
cao, e alguns hmm m mi do aolario, nio morre
soltdro, Nivosa tem a ambicio de casar can a fl-
llia do rei le Franja, ou eom urna Kerbrejean I
Eslas ul mas patarras lizarap Celestino estreme-
cer. Elleencarou Magol cofa ar perturbado Como
pira perginlar-lhe se sorpraodera-lhe o segrado ;
mu a velh.ique nunca pensara am tal uormidad* ,
continnou piscando oa olhos :
Tambera fui moja, e sd por axperiencii cono
o amor vetn s raparigas. Conbejo ama que senti-
r mullo stii partida.
Qaeri ? Mimi? date Celestino com nm das-
dem magt ifico, espero que da nio teoha panudo
em semdhinte loucura ; porra, se por sua iofelici-
dade assim ha, minha ausencia a corar....
{ConUMUOT'H-lia.J
*
*


2 *
.:
ntnos
oomprometlidoi podennm ios levar a t Mu, Sr. presdanle, comquanlo eu nlo contrari I senador qu roe procedeu nio est eertamenle bem
0IM..Q DE PtMMBUCO QU|WT< FEltU 12 j\ JULHC Ot 1855
V
t>'
X
A"
aullado, M ella fosM realisavel; gabinete
daii erilio tua deraissao.
O general Untado, um dos teas membros ueava
encarrujado djHbur um ministerio ; a mitigo nito
eu das ataja aotl*. A quettio quena devi. resol-
ver primeiramenlc.era uber 10 eerlo,)mqua onotJt-
tia a pioposla do Sr. Caltabiaia e cocheceros meta*
de decelo. Quando se tratan disto,u accorclo pa-
recen irupoisivel. Ai condie** principa** desta pro-
peala eran], que aa retirara a le sobre o eonvunto,
que o estaad" abandonara o direilo de adminis-
tradlo e osofruclo do bewoo leiitsll'w vacante*, e
qne he ara privilegio da coro*.t
O general liurind nio pode tchai om s colle-
ga, qne quilos*aceitar o poder par* tralaf sabr
estat bases, e alio o antigo gabinete vollou para o
governo. A discussao sobre a le do convenios tor-
nou a comecaf no taado, a foi agravada, a riqoe-
ritnento dosSr*. Cbllegao e Detambroii, una e-
maada tendete a moderar os linaHoa actuis da
suppressio da casas religiosas. Ot)relgosos poderao
car eom na easas,eraqaanto viverem e a soppres-
aiia|doi conventos ae operar medida das exln-
eSea, NSo be meaot para aratir i|M a al lima ten-
tativa de condliacSo, coja iniciativa o re de Sulde-
nha rioaa aobranMata tomad, taaba naufragado
leo tritleaMnle.
Ni atarease mesmo de systimi aonslitucional, o
Piemeate de-ve datejtr que esta qoestio teja tirada
as peiioei revolaeioaariat, para a<; quaes he ama ar-
mt temivel. (Avene den devx tnonies.)
HTER10R.
BIO ns TAinmo.
SENADO.
t
SU 8 *W Jaake e IMS.
Uda eapprovada a acta da sesio antecedente, o
Sr. prisneir* aacreUrio da oooU do Mguint* expe-
diente :
Um ofltaio de Sr. miniilro da justica, em respos-
taaodo senado de 28 do mea paHtado, em que pe-
de informacoes sobre oe municipios, termos e co-
marcas do imperio.A qnem le a requiaiclo.
>Sr. miniatre, lemetlendo un dos
aatographossaucdooidos da reaolucao, declarando
que a offlciaes da guarda policial das provincia do
Para e Amazonas que Dio verem sido contempla-
dos na organiuclo da guarda nacional das momas
provincias tem direilo a ser reformadorFica o se-
ado ioleirado, a manda-se comiounicar cmara
Jai depotados.
f Tros eulcioc do 1.'secretario dii mesma cmara,
aooropanhando ai seguintes propeiticOes :
A aseemblea geral legislativa retolva :
Artigo nico. O governo bu amorisado para con-
ceder carta de naflrraHnc*o de cidadio brasileo ao
subdita francaz padre Nicolao (jermaine ; Serado
revogadat para este Ora as dispusieres da lei em con-
trario.
Paco da eeraara dosdepulado. em 2 dejando de
1855.PUconde de Baependy, rmidenle.-frait-
CMceti* Paula Candido, primeini secretario..In-
tento Jos Machado, segundo secretario.
v A aateubla geral legislativa resolve :
* Artiga anteo. O governo Ara aalortsado para
conotdtrcarta de natoralisacto ducidadio brasilei-
roaeaabdilo prussiaao Carlos Frederico Ado Iloe-
4*r, o Dr.-Frederico Jote Carica B.alh, subdito alie-
Uo, aoa subdito i ingiere Saraool Southam e Ha-
worlh Soulh.-iiu ; rvogadas para late Qm as dispo-
stces em contrario.
Pa(*da cmara dos deputados em 2 de juolio de
1855 Visconde de Baependy.ptaiienle. Fron-
dia, de Paula Candido, primare secretario.An-
Ionio Jos Machado, segunda secretario.
a A aatwmbla geral legislativa resolte :
c Artigo nico. Pica o gotero) Jaolorisado para
pagar aol.-tenante da armada Augusto Mximo
Kolio de Almeida Torrezao os sollos atrasado! que
Ibe forem detidos.
a 'Pacoda cmara dos depuladcu en 2 de junho
de 1855. Vizconde de Baepency, presidente.
Francisco de Paula Candido,' piimeiiro tecrelario.
Antonio JofMachado, tegatxlo set-Telario.i
Vio a imprimir, no o estando j.
O Sr. Marques de Akrante* (pela jrdem): A
coramisso do senado foi recebida no cafo imperial
com todasm formalidades do estylo, e livetnos a
honra de presentar a S. M. o Imperador o voto de
gracias, a qne o mesmo augusto senhor sedignoadar
a seguate resposla :
Pdete irunafestar so senado o quanlo Ihctigra-
daoa o apoio que promette ao raen govefao : s as-
sitn taran mais prbmpta recompensa os seut desvelos
pelo bem da nagio.
O.Sr. Premente ;A respotii, de S. M. I. ha re -
cebida eam rouilo especial agrade.
O Sr. Sapiieta de Oltteira :it. iwesidente, b/
das qne est sobre a mesa um pnrecsi' da conimls-
s*o de iDstracc.>o publica, assigiado smentn por
mira, por lato qne acham-se ausentes is dous il lus-
tres membros que comigo fsztm par desea com-
missao. O Sr. Artejo Ribeire est ut Europa, e e
Sr. Uercollbo Ferreira Peana Desle al limos das
tem deludo de comparecer ao senado.
Pace pois a V. Exc. que lenta a hondada de fa-
jar com que aejam preencMdas ai taitas que su dao
Mcommisslo de ioslruccSo publica, ao menos pelo
que diz respailo ao Sr. Aojo Ribeiro.
V Sr.' Prndente:O S~r. Ara jo Ribeiro esta na
Europa, e perianto sem duvida algaida.he necessa-
rio ser soasUtnido; mas quaulo ao Sr. Hereja no
Ferreira Pinna, he da tuppor que comparec com
bretidade. Como quer que saja, na hn ao presiden-
la ene competen) easat nomea^Sts, porque o regi-
ment manda que as nomeacSetiaJam feilas por es-
crotioio secreto.
OSr. Mende ios Santo*:I'areaja-sne que, se-
gando ot eslylos do nosto parlamento, he cottune o
Sr. presidente aomear por ti mes mu, iadepen ienl
da totacao da cata, ot nembros que tem de preen-
dnjr as tagas qae se dio as wm misies ; mas aca-
bo de sef informadn que o uso hu o Sr. -presidente
consultar ao senado se contente que elle fae
essai nomeaijOes; e portaiilo peco a V. Exc.
que proceda nette sentido, coatnltando ao senado se
contante que V. Eie. nomu rileriuimente tim ou
dootmembras para preenehiinealo da/alta que no-
too o nobre sanador pelo Cear.
O Sr. Prndenle :Nio sei cjaaes sao ot prece-
dentes do senado a este respeito. Segundo o regl-
menlo, asaomeac/le detem ser feitts por eeeruli-
uio tecrelo. Na cmara dos disputados he que te asa
preencher estas fallas por simples norieac.ao de pre-
sidente. Nao me record te aqu em idntica) cir-
cumslaucias o presidente teto sido aulorisad pelo
senado para Casar estas nomet(k3. (Pausa.}
Iaforma-me o Sr. 1. secretario que sim, e tou
eaniultai ao taado : 1., te cantete jue se r.omcie
no) mombro para substituir ao !r. Arabja Ribeiro
eainmitsa de inslrnc0o pahlici ;2.. te a rmea-
S*> dte ser por escrutinio secreto ou feila palo
presiden le.
O senado, sendo consalltdo, decide que se no-
meia om mesnbro para sobnituir ao Sr. Aranjo
Ribeiro, a qae a noraeatao seja ,feita pelo Sr. pre-
sidente.
O A'r. Presidente : Nomeio pai-a memoro da
commiaso de iosiraecao publica inlerinamente o
Sr. Silteira da Molla.
Pasaando-aa a erdem do dia, entra em stgoada
diseassio o arligo 1. da proposiciio do senado man-
dando correr, eom a bravidtde posiitel, as 5 lote-
riat anda nao ezlrahidas das 10 que foram conce-
didas em beneficio da matriz de Nossa Senhira da
Olort.
O Sr. Ptmenta Bueno :-Coino de pois que foi of-
fereeUo este projecto de lei J r.rsm itrahid;s doat
deltas loterlai. e s fallam correr Ire, mando i me-
sa orna emenda para qsa no artigo 1., em tei: de 5,
diga-te 3 lolerias.
Le-se, he apoiada e ealra n ditcistio a emenda
dor. Prmeoia Bueno. mj .
OSr.SiicairaAi.WoMa: >jr. presidenle, n3o
lenhn em vistas contrariar a jinllea do projeco que
M/acbaem diseassio. Entendo que, se Iguina ap-
plicar^o do prodaclo do jago dat lotera rxde ser
<*CTHhw'"'" joslitleada, he iquella qae se faz pa-
ra oujeetos pos, porque Julgo que a piedade do ob-
jecto pode Ultez remlr a impi tdeti de imposto ; e
par mo, sempre qae a* trata da applieacao de lo-
terias para obfat de iarefas e pura obras 4o catidade,
como ediflejcao a auxilio de cilibelucimenlos de ca-
ndada, Ihe don mea toto. Uta to V. Exc que
votai por ledo aqaelle ehuteiro de lotrriai, e per
(odas tqaeHas emendas felitei slnfelirts que e pro-
puicrim aqu |o senado.
a materia do projecto, coinqunto ache que a fregue-
zia da Gloria, da qual hoja al son treguez, precisa
de auxilio para concluir a sua malriz, porque tem
urna graude obra empreheodida, nio posto deixar
de nolar qae otoado tenha j approtado etla pro -
jeclo em 1. a i' discussio...
O Sr. Presidente .Esta he a 2.* ditoitfsio, a-
gora se (ratas) art. t-
O Sr. Silvetra da Motla : Sim, senhor ; esta
boa 2. discussio, e traa sedo art. 1 ; mas nio pos
so deixar de nolar que o senado, leudo ha dias re-
jeitado como que lyslemalicamenlc a conlinuaco do
imposto das lolerin, nico meio qae ach*de jutli-
ficarv procedimenlo do senado na votado anterior a
respeito de loteras, Isto he, ter adoptado o systema
de volar contra ellas, s v saladamente approvan-
do loteras para esta ou para aquella igreja ; e inul-
to mais, Sr. presideoj, -qnando as loteras qae fo-
ram rejeiladas polo senado, cuja decisio eu acato e
respeito, eran) quasi todas concedida! para fina idn-
ticos, e para algons qae acho anda mais alteudveis.
como sao de estabelecimentos de earidade.
En Ir lano, viera m da cmara dos Srs. depu lados
Irinta e tantos projeclos concedendo loteras para
obras as provincias, obras que sao mais precisas do
que nesl corle, porque abi eslao nos centros das
nossas provincias igrejas complelamenle em ruinas,
nio se podendo nellat celebrar nem os silicios iu-
dispensaveis as fregaeziae, porque ocrha nem lu-
gar onde celebrar a misssa do dia; pois bem, pedi-
se ao corpo legislativo qae dsse essa especie deoc-
corro para malrizes do nosso sertao, e esse pedido ca-
hio nesta casa. Ora, ha de se julgar que o senado
he muito coherente, rejeitando esees soccorros para
as parochias do serian, e concedendo iguaet e maio-
res favores para as parochias ricas da capital do im-
E anda mais, Sr. presidente, quando o sentdo
procedeu com lodo este rigor a respeito das loteras
concedidas em beneficio de obras pas e de earidade
as prov.inciss ; quando o senado proceden catn to-
da esse rigor, sendo algunvas deesas lolerias concedi-
das para auxilio de igreja* e de estabelecimentos de
earidade em provincias pobrissimas qae nao tem rea-
da provincial algama, ha de se julgar qne he cohe-
rente approvando esle proje:(o a favor de urna fre-
guezia rica da capital do imperio, como he a fregue-
zia da Gloria, habitada quasi (oda elle pela nossa
aristocracia cummercial, que tem suas casas do cam-
po ne*sa freguezia *
(Ha um aparte.)
Por isso mesmo qne files podem ter duas casasi
urna na cdade, e outra para recreio na freguezia da
Gloria, qae he lio procurada, devem concorrer para
essa obra. Sel qae alguna dalles teem concorrido,
mesmo alguns que nio sio freguezes da Gloria, e
que all apenas lea tuas catas de campo ; mas islo
he um argumento para se dispensar elle favor que o
senado julgeu de ver negar aquellas fregoexias do in-
terior que sio habitadas por pobres.
Sr. presidenle, o favor extraordinario que se quer
fazer linda vem acompanhadn de outros pelo pro-
jecto. As lolerias que o senado rejeilon ha poacas
dias, e qae erara concedidas para freguezias do inte-
rior de provincias pobres, nao estavam acompanba-
das dos favores accessorios com qae estas sao agora
concedidas, l'nmeiro accessorio : j correram urnas
poucas de lolerias a favor da igreja da Gloria, o
pasto que para nutras freguezias pobres anda oio
corren nenhuma lotera; e como anda reslam algu-
no* para a igreja da Gloria, estabelece-se no pro-
jeclo a declarajio de que o governo Ihes d urna es-
pecie de preferencia mandando que ellas corram
com a raaior brevklade pussivel. Sagaado accesso-
rio: dispensa do imposto de 8 por cento. Em ler-4
ceiro lugar, adianur anda dos cofres p/iblicos a im-
portancia do rendimenlo das tres lolerias que se
mandam correr para se applicar desde j conclu-
sio da obra da capella-mr, sendo o Ihesouro indero-
nisado depois. De modo qae o favor qne se quer fa-
zer a esla igreja rica, que se negeu s igrejas pobres,
he mandar correr j as lolerias, dispensar do impos-
to e mandar adiaolar agora a importancia para se pa-
gar depois I P
Pois, senhores, quindo o senado no quiz conce-
der loteras, mesmo sem nenhuma deslas condiroes,
para as igrejas pobres do Brasil, ser coherente fa-
zeodoesla coneessio t Dizei-me mais, senhore, ha
poneos diks veio da cmara dos Srs. deputados ama
serie de projeclos de loteras concedidas,e notai bem
que a id ;a da coneessio dessas loteras foi indicada
por varios representantes de diversas provincias que
eslav.iin ao fado de suas necessidades, viram esses
projeclos para -o senado e o senado rejeilou-cs to-
dos : agora eotende o senado qae a cmara dos Srs.
depo' dos ha de approvar loteras concedidas para a
igtej da Gloria, quando etISo pelo menos naquea
careara trinla'memhros que indicaram loteras para
casas de^Uisericordia, hospilaes e igrejts pobres de
'uas provincias, e qne nada obtiveram ? O senado
rejeita tri na e (antas propqsi;6es da samara dos Srs.
depulados, e depois disso diz i mesma cmara :
c Agora dai loteras para a freguezia da Gloria s
Quer -le loteras para a freguezia da Gloria, dispen-
m'-se do imposto as leleriat para a freguezia da
ioformado ; te o estivesse, oulrai teriam suas.ideas.
Comefa por dizer que se querem fazer estas con-
cettoas a urna parochia rica^ele. He ama parochia
qu nio lem renda alguma, qae te compue de piro-
chitnos qae j (em feito sacrificios que montara a
cerca de 30:0009000 rs. para lerem onde se cele-
bren! os ortelos divinos.
OSr. Sitceira da Molla : Corresponden) a 50
as provincias. ,
O Sr. Pimenta Bueno : Tambem est engaa-
do. Al ao anno paseado o povo daquellc parochia
nha concorrido com .10 c tantos contos, e o annuJ dera ter execar,io na maior parte das parochias do
do com quatorze conlot e tanto. Talvez sent Brasil ? Entendo que nSo.
autor rae disculpar se as reOexOet qae voa fazer
nio forem fundadas.
uniendo qne ot artigos queja paitaram, comqutn-
lo leoham poi Qmadigndade da religiioque profes-
samoi, todava nos hiode trazer tariot embarazos m
tua pralka. Mas, como esses arligos esli approva-
doi, oerupar-ms-hei com o ultimo da que te (rala,
a retpeilo do qual procararei ser mullo breve.
O projecto, depois de ter apartado dai igrejas o
processo eleitoral, designa os logaret em que se de-
ver proceder a esses aclos. Mas ser possivel aqall-
lo qae o projecto ordena em temelhante caso ? Po-
Gloria, adianja-se a importancia das loteras da fre-
guezia da Gloria I He muita Gloria '.
Nio duvido, j disse, da justica da applieacao ;
acho que o senado poda volar por esta applieacao,
euja nalurAa al certo ponto releva a iniquidade do
Imposto ; mts era preciso que o senado fosse cohe-
rente, que nio flzesse o que fez rejeitando em um
dia Irinta e lanas propositos do diflerentes depu-
lados qhe liveram a parcimonia de propor para di-
versas provincias urna ou oulra coneessio, qaando
ai nossas provincias esli com as suas malrizes qua-
si (odas em mo estado, quando em todas ha neces-
sidade de obras para hospilaes le earidade. *
Lerabro-me ainda deque tratei aqai daeoneessao
de dnas loteras para om hospital n'um porto mar-
timo da provincia de San Paulo, isto he, no porto de
Ubttubt,onde ha muito commercio,ntuita affiuen-
ciade marinhagem qqe precisa de um abrigo quan-
do enferma, pois nio tem hospital onde se recolba.
Essa prposico. cabio. No en tanto para a fregue-
zia da Glora, qqe lem protectores tio valiosos, ha-
bitantes ricos, abastados, que temalgum templo on-
de faca as ceremonias religiosas, ha de o senado de-
pois dette proccdimenlo vola'r todos estes favores ac-
cumulados, estas preferencias para correrem antea
dai outras, estes empretlimos, estas dispensas de im-
poslos, qaando nio concedeu urna esmola de 10 rs.
para ai malrizesTde oulrai provincial ?....'
Enlendo que o nosso dever he de olhar para as ne-
cessidadesntais urgentes Jo paiz, comparar estas ne-
cessidades, allendei de preferencia aquellas qne re-
clamarfl nrh remedio mais immedislu. Sem duvida
alguma at icrejas que mais precisam dos soccorros
dos cofres pblicos, nao sio as da capital do imperio,
mas as das provincias,|previncas algumas dolas po-
bres, onde nao se pode contar nem ao menos com o
auxilio dos fiis, porque os fiis sio freos para au-
xiliar eslas obras, sio liomens pobres, nio podem dar
auxilio, por muito fervorosa que seja a toa f ; no
entanlo, que na capital do imperio os freguezes po-
dem fazer sem sacrificio algum donativo muito ele-
vado para a freguezia da Gloria, come sei que tem
feito. Se o senado equiparar esta freguezia s ou-
tras do desgranado seriao do Brasil, que nao tiveram
esla prolecco, estou ccrlo de que o zelo detles fre-
guezes e moradores da Gloria ha de supprir muito
bem, nio ha de haver falla alguma.
Por isso, Sr. prndenle, comqaanlo lenlia volado
por todas at lolerias para este fim, enlendo que para
satvar-se a coherencia do senado,deve-se dar|s lole-
rias da freguena da Gloria, om desuno igual ao que
se do i outras ; ou enlio permuta V. Exc. que eu
desde j iuicie urna idea, para salvar esla nossa cohe-
rencia : he olferecer como emenda nesle projecto
algumas loteras que foram desamparadas, e que en
posso oa (roear por outras, ou conceder em numero
menor oo maiilr. Agora proponho, pur ejemplo.
para um hospital em S. Sebailiao, nao em l'balu-
ba ; ha ootras nai anesrats circamstanciis, lembrar-
me-hei do porto de Tguape onde ha lambem neoes-
sidade de um liqtpital. Voa entilo ver se posso fa-
zer admitlir algumas Ideas quo esto ou casa desta,
a meo ver, corr alguma razio.
Por isto peco an senado que me deseul|>e algumas
pequeas considerarles que flz, onicaracnle como
inluilo de saltara coherencia do senado, de nio nos
expormos a mandar agora para a cmara dos Sr. de-
putados urna nolusao concedendo loteras, quando
ainda ha pouco dias rejeitamos cento e tintas. Era
preciso que houvetse razio mulo especial a este res-
peito. Se ella, porm, apparecer, eston prtmpto a
sojeittr-me decisio que te lomar, que ser da cer-
ta a msi! judiciot.
O Sr. Piatenta Bueno : Sr, presidenle, o-nobre
passa
aprsenle, mesmo na corte, i excepcla.de ordeos c
irraandades ricas, nenhuma outra paxochia onde se
lenha feilo tanto sacrificio para ter-se onde celebrar
us uicos divinos. Cusa muilo a achar quem que-
ra aceitar o lugar de provedor e de irmao de mesa
daquella irmaudade, nio s porque os sacrificios a
que sesujeam sio avullados, como porque, a nao
ser este recurso das lolerias, nenhum lera meio de
dar o mais pequenoandamenlo ss obras.
. Accresce ainda outro facto de que o nobre senador
nao est informado. A pequea capella onde ago-
ra eelebram os offlcios divinos esl no lodo arruina-
da, nao admtte concert, nio oflerece. seguranja ; a
sua pequenez he tal qne, nos domingose dias sanios,
quande ha maior concurrencia, o povo nio pode
achar logar nella ; e, ou ha de ouvir mista fra da
capellla, ou renunciar a assislir a esse acto.
O Sr. Si/caira da Motla : Eu conheco muitas,
no interior, onde te ouve missa apanhtndo chnvt.
OSr. Pimenta Bueno: Responder) a esse a-
ptrte.
Nio sei como te qoer sujeilar o municipio neutro
a carrejar com a exlraccio das lolerias para quan-
las necessidades liverem as provincias, a ponto de
chegar-se a por em duvida (como o nobre senador)
o coocorso da corte a esse direilo ; de modo qae na
date ho de correr lolerias para todos os pontos do
imperio oode se julgam precisas, menos para as ne-
cesiidades da propria corle Islo he, aquella por-
Cio dos habitantes do imperio que paga o mpoito.ha
de paga-lo para lodos ot ionios, menos para aquello
onde mora.
O Sr. Siloeira da Molla: lodos o pagam, por-
que ntt provincias lambeta te venden) bilheles das
loteriat da corle.
OSr. Pimenta Bueno:Entao porque nao cor-
rem nos oulros pontos do imperio porque se quer
que sejam estreidas na corle t
Eu eou Paulisla, lambem zlo muito os nteresses
de minha provincia ; mas era primeiru lugar esl a
jostija. Nio he possivel que parochias da corte nio
lenham malrizes, nem nenhuma igreja uo sen dis-
Iriclo, como tuccedtjia Gloria ; eque, negando-se-
Ihes lolerias, se permuta que aqu corram para obras
de fra.
Digo ao nobre senador que dentro de um anno ot
moradores da parochia da Gloria nao|poderao ouvir
missa, purque a capella actual nio pode durar nem
dous tunos ; j os peritas disseram que nio tem con-
cerlo senio fatendo-se um tediado inleirnmenle novo
e nio ha dinheiro para itso. A irmandade nao lem
rendas; o qae recebe apenas chega para pagar a cer
e o servir o dti auno ao coadjutor e aos sacrislacs.
He objeclo que consta do livro da exame das fre-
guezias.
A renda da irmandade nao chegt a 3,0009000 rs.
por auno.
O Sr. Silteira da Molla:s igrejas do inte-
rior se lvessem 3.-O0OJO0O de rcis, serio muito
ricas.
OSr. Pimenta Bueno:Pois essas igrejas procu-
ren) soccorros uas suas localidades, e depois que as
da corle esliverem promplas para o callo religioso
eolio se poder auxiliar as das provincias com lo-
lerias exlrahidas aqu.
O projecto que se discute cfra-se no seguinte: ver
se se concluem os Irabalhos em andamento, atm de
poder-se dentro de um auno proceder na capella-
mr celehracao do callo divino ; deixaudo a con-
clusiodo templo, que demanda avullados capilaes,
para quando puder ser.
J disse queacapella actual ampara grande ruina;
corre risco de desabir o tediado, e nao ha dinheiro
para eoncerla-li.
O Sr. Silteira da HallasOnde ha tanta gente
rica ha de apparecer dinheiro.
O Sr. Pimenta Bueno:Nu he lano assim, e
mesmo a ultima subscripto nao foi promovida entre
freguezes da parochia, porque elles j lem concor-
rido muito.
Farei lambem urna observar.lo que escapou ao
nobre senador. Nio se trata de conceder novas lo-
teras ; estas eslao concedidas ; o qae se quer he fa-
zer com que ellas corram brevemente para obviar os
inconvenientes qae j pondere, e dispensar-se o im-
posto alim de que esse producto, que andar por fo
e lanos conlot, possa salisfazer a necessidadeque ha
de um lugar onde se possa celebrar o caito divino.
He o que posso expor ao senado, que deliberar
em sua sabedoria como entender.
O Sr. Miranda:Muito bem I
Encerrada r discussio, he approvado o arligo 1.
e a emenda.
Segue-se a discussio do artigo 2., e he rejeitado,
bem a>mo o 3.a
Posta a votos a proposito para passar i 3.' dis-
cussio, nao passa.
O Sr. Presidenta convida aos Srs. senadores para
(rabalharem as commissoes, e d para ordem do
dia a sesrjhda diseassio da proposirAo do senado,
prohibindo dentro das igrejas todo e qaalquer acto
du processo eleitoral, e a primeira discussio das
propusices, apprortndo as aposentadoras concedi-
das ao conselheiro Bernardo de Sonta Franco e ao
joiz de direito Manoel Josqaim de S Mallos, e le-
vanta-ae a sessio.
9
Lida e approvada a acta da sessio antecedente, o
Sr. primeiru secretario di conta do seguinte expe-
diente
O Sr. 1. Secrtario le a caria imperial que no-
raea senador do imperio ao Sr. conselheiro Bernar-
do de Souza Franco.He remeltida commissio de
constitucilo com urgencia, conjuntamente com at ac-
tas da respectiva eleiejo a que te procedeu na pro-
vincia do Para, jfji
L mais dous oflicios do 1. secretario da cmara
dos deputados, ecompaahando as seguintes proposi-
COet :
A assembla geral legislativa resolve :
Art. uuico. Fica o gottrno auloriado a iodem-
nisar a propriedade do terreno em que esl edifica-
do o remilerioinglez, no lugar de Santo-Amaro, na
provincia de Pernambuco, e que para este fim foi
destinado palo aviso regio de 20 de novembru de
1813 ; rvogadas as dispesiedes em contrario.
a Paso da cmara dos depulados, em 6 de junho
de 1855.Fifcaitrfa de Baependy, presidente, Fran-
eisio de Paula Candido, 1. secretario. nfono
Jote Machado, 2. tecretario.
A assembla geral legislativa resolve :
Art. nico. O lempo dfc serviro exigido pata o
capellaes do exercilo serem promovidos s grafua
Ces dos postas de lenle e capilao, fica reduzido
ao lempo determinado para as promoeOes dos offi-
eiaes de sailde ot graduacOes dos mesmos postas.
Paro da cmara dos deputados em 8 de jnnho
de 1855. Visconde de Baependy, presidente.
Francisco de Paula Candido, primeiru secretario.
Lindolpho Jos Crrela das Seces, terceiru secre-
tario.
A assembla geral legislativa resolve :
Art. nico. O guvern fica nutorisado para con-
ceder carta de naluralisacio de cidadio brasileiro a
Ino Edwin Robera, e Guilherme Goorge Harvey,
subditas Inglezes, o primeiro residente na eidade do
Recife de Pernambuco, e o segando nesla corle ; a
Clirisliano Emilio Hess, dntmarqnez, tambem nesla
corle; e o padre Lorz Degrossi, subdito sardo, do-
miciliado em Porta-Alegre, provincia do Rio Gran-
de do Sal ; rvogadas para esle fim as disposiroe
am contrario.
' Paco da cmara dot depulados em 6 de janho de
1855.Vitconde de Baependy, presidente.Fran-
cisco de Paula Candido, primeira secretario.__
Antonio Jos Machado, segundo secretario.!
Vio a imprimir, nio o estando.
Passando-se a ordem do dia, enlr em segunda dit-
cuisSo o art. i. da pronota0 do senado prohibindo
dentro das grojas todo e qunlqoer acto do processo
eleitoral ; e he approvado sem debate o dito art. I,
bem como o 2.
Segue-se a diteuttao do art. 3.
O Cr\ Bario de Muriliba : Eu nlo ubi* que o
projecto que esl em discusio devtt ser bojesobmtt-
tkfo $pprevac,ao do senado, e por isso o leu nobre
creio que hija um impossvel desta irdem't ex-
clusivamente perfencente i naci braileira, a por-
'anto julgo que devemos fazer algum torco, algunt
tacrlficioi para qne ni eleicoes te fttm fra do*
templos.
Ser de pouca monta o escndalo qo'temoi dado
com ai eteicoee not templos? Ha dase por ama
disposicao legislativa pralicar em nosis igrejai ac-
los que mal excitan) at paixfies, dond natcem Un-
ta immoralidade, tanta crueza? I
Eu no arligo que'se discute, Sr. pradenle, apre-
tanlei urna relatan dos edificios dentados qaaesse
pode fazer as eleicoes, deitando eslas le serem fel-
fas as igrejas; e sendo meu Qm roostar que islo he
possivel, apontei em primeiro lugar < edificios pu-
blico!. Esl vslo que em todas ai prochias onde
houver edificio publico, como a casa la cmara ou
outro qualquer, esse edificio deveser lesignado pe-
lo governo.
Mai, como em algumas parochias no ha edificios
publico*, recorr aos edificios pertenVntes a corpo-
rasiei religiosas, aos convento!, etc, lembrei-me
em segundo lagar desses edificios porrue ot ha em
muilissimas parochias, e porque sio odinaramenle
mi.is va>los, sendo poneos os religioso: entre nos, ou
porque uelles nio residen) scus donos e assim en-
tend que snflreriam menos que ouIrosproprieUrios.
Saiba-.e porm, que eu tanto respeito as proprieda,
des das pestoas moraes. as corporacies religiotas-
como as propriedades das pessoas p'h sicas: o mea
respeito he igualmente grande, nao s porque en-
tendo ser islu de rigorosa justica, cono porque a
nossa cooslituicio sabiamente garant' em toda a
plenitude a propriedade, tem algara dittinccJto;
mas sendo certo que o numero dot nligiosot tem
entre nos diminuido moito, enconlramb-se em quasi
lodos os conventos vastos sales desocupados, onde
as eleicoes podem ser feilas, levei em Inha de conta
o menor sacrificio de cada um dellet, emesmo con-
lei cum a sua methor vontade, pois qu, lendo estas
corporajes composlas de pessoat piadesas, lie natu-
ral que queiram fazer algum sacrifica) para afas-
tar dos corpos das calhedraes o mames os escnda-
los que all lem havido.
Senhores, se nio fosse prescripto pela lei qr* a*
eleicoes sejam feitas nos templos, se nio fosse le
absurdo, he cerlo quo em rauilos lugares ondeha
edificios mais apios para esses actos j livesse det-
apparecidoesspralrcade lio terdveis resultado!
Pob aqai mesmo na corle nlo ha edificios de moitt
maior capacdade do que esses lercplos ero que as
eleicoes sio feilas ? Cerlameule que os ha. E por-
que, senhores, se tem felo ai eleietei por prescrip-
cao legislativa not templos, nesses lagares em que
ha edificios mal vastas, mais proprios para ene mis-
tar ? Talvez que pela nossa inditler-nca em materia
de religtao. .Mas, senhores, quando entramos para
o senado, prestamos all o juramento de manler a
religiiocatholica apostlica romam; a portanlo es-
sa iodifTerenc..-! nio esl em barmoiia com esse ju-
ramento que prestamos. .
A horrivel profanaclo do* lemphs por occasiio
das eleicoes foi aggravada pela lei 'gente. Duran-
te 15 a 20 daseslo as igrejas redtzidas a secreta-
rias eleiloraes; deixa de haver missa, o qae es-
candalisa muita ; e o que lem havilo nos templos ?
I,:m fiobre senador mejdisse qe ja vio as imtgent
servireu. de pedras, em algnm luciros tem corrido
o tingue humano servindo de inilumenlo a ima-
gem do Senhor I nos que sabemos disso, nos que
temos em nossai mos remediar isse, deisaremos de
o fazer ? Creio que Dio.
* Se alguma difliculdade encontramos, te nio he
bom o^artigo que se discuta, os norrts senadores o
suhsliluam por outro. na certeza di que terei ami-
to dcil em abracar qualquer oaln idea, qualquer
oolra subslitucio de local. Oqueen quereriaque
pastasse, ja passou em segunda dimussio, e era que
se afaslasse dos templos esse escanlalo a que temos
sido levados pelas miserias de nossai ms paixes.
Ha nada que coocorra mais para ofiender a mo-
.al publica do que os desacatas praicados as igre-
jas ? Nada concorre tanto para nfraqueccr essa
nica meslra da moral, a religilo. Digo nica mes-
Ira da moral, porqnenio creio err moral que nao
lem por base areligiao. O paiz, a Estado, que quer
progredir, prosperar sem religue, assemelha-se a
embarcacu que em alto mar nanga sembussuli.
Ms disse o nobre senador que as eleicoes ficario
no arbitrio* dos potentados. Mas cerno, se o govern.
na corle e os presidentes as provincias devem de-
signar os lugares em qae as eleires se bao
licar, e esla designaciu devo sor publica-'
lies respectivos '.' Se os putenlad^tem
na igreja o puderio fazer mais fc tme
periencia o lem mostrado. Se dll'
(liante do derramamento de sangoc
se absterjo de commeller fraudes
derramamento de sangue horrorisa mais
am templo, e porque sera' ahi evitada
Qb anles a experieucia houvesse mostrado isso. -_
Ai eleicoes mesmo, senhores, lep perdido extra-
ordinariamente por cansa dessa horivel pratica que
tem diminuido o senlimento religioso, sem o qual
nio ha verdadeira moral, nao ha -'erdadeira liber-
dade, nem mesmo sociedade possivel, porque a ac
Co das leis para na superficie do himem, e a rel-
giao penelra-o e a lodera-se-lhe io eoracao, e as
eleicoes ups templos lem concomen de um modo
horrivel para se perder o respeito i casa de Den,
para qae o povo nio lenha senliminlos religiosos.
Disse o nobre senador que as roqueas povoa-
ees nao te podem fazer as eleicOei seu.lo as igre-
mo qae eleir,es fossem feilas em um campo, ou lar- Uas, qne sao os nicos edificios qie ha. Mas por
que
Julgo que ns alendes ficaran a arbitrio doi polen-
lados. Sabemos que na mdior parle das freguezias
do centro apenas exislem pequeas capellas, as
qaaes, segando esle projecto, as eleicoes nao poderao
ser feilas ; ora, quasi nenhnma, dessas capellas lem
consistorio, e na maior parle dessas parochias nio
ha edificios pblicos, casa da cmara e sala para as
sessoes do jury, etc., como lambem nio ha conven-
ios i predios perlencentes a corporales religiosas.
Segue-se que, esgoladus assim lodos os recursos do
projecto, o resaltado ser ter-se necessidade de tan-
car mi de edificio! particulares com o previo con-
sentimenlo doi proprielarios; e alm desles edificios
nio lerem a necessari capacidade para conler o nu-
mero de p,essoas qae concorrem i eleicoes, ficario
estesdependeotes da vontade desses proprielarios, os
qaaei poderlo nao dar o precito consenlimenlo, por
coubecerem ou preverem qu* ai eleii;0es nio serio
feitai no sentido que elle* desejam.
Assim nio posso actualmente descubrir onde nes-
ses lugares poder ler lugar o processo eleitoral, des-
de que se prohibe a sua verificarlo nos templos, lie
todava,possivel que o nobre senador autor do pro-
jecto tenha j pensado sobre essa difliculdade e a re-
sol va de urna maneira satisfactoria.
Palo que pertence lambem iillim.i parle da dis-
posicao do arligo que se discata, parece que o nobre
senador envolveu ahi alguma incongruencia ; nao
foi muilo coherente com os principios que estabele-
ceu. nos arligos antecedentes, porque poder-se-hin
ceocluir que os consislorios das igrejas nao devem
participar do mesmo respeito, da mesma considera-
cao que merecem al mais parles dessas mesmas igre-
jas. Por ventura, nos consistorios' dessas malrizes do
centro nao esli guardados objeclos sagrados, ima-
gen! exposlas em altares particulares desses consis-
lorios ?_
E depois, senhores, j notei que a maior parte das
igrejas do centro nio tem consistorio, nio tem mail
do que capella-mr e corpo da igreja ; e-portanlo,
nesta parte a disposicao, alm da incongruencia que
j notei, nio poder ter inleira execucao.
Espero que o nobre leador aprsente algum meio
de evitar ai dilMcutdades que acabo de ponderar ;
e altanen que estou muilo disposto unir mea voto
ao do nobre senador, para quese nio continu a pol-
luir as igrejas eom esses derramamento! de sangue,
com esses desacatos a que s vexes as eleicei dio
lagar.
O Sr. Fonceca.: Quando profer o discurso com
que molivei a aprcsenlacSo desle projecto, ea diste
que toda a conleslac.io poderla consistir oa desig-
narao dos novos lugares em qae as eleicoes devem
ser feilas ; mas acrescentei qoe oosava affirmar
que difcil qae eu reroahecia nao poda ser elevado
a impoaicel; qae nesla matara, bem como em mili-
tas oulras, o querer he poder ; e como pensar de
outro modo, quando todas as outras naces que lem
inslituires livres nio fazen), suas eleicoes j)os tem-
plos ? Ora, se nngaem pode negar que nesla ma-
teria o querer he poder, pcrguuto eu, avista da hor-
rivel profanadlo que lem havido em quasi todos os
templos por occasies de eleicoes, devemos ou nao
querer esla substituidlo / Entendo qae devemos
querer ; e entlo (oda equalquer difliculdade que se
aprsente deixa de ser invencjvel.
Pelo antigo systema de eleicoes a nomeacio da
mesa era um acto (amultuario em que lodo o pavo
iulcrvioha e quera ter parle ; o lado poltico que
mais bem armado se apreseotava, que mais grilava
e que mais atrevido se moslrava era o que formava
a mesa ; e entretanto, senhores, mesmo nesse tempo
os trabalhos da mesa s podiam ser inspeccionados
Pelos poneos que a cercavam.
Mas, pergunlo eu, mesmo nesse tempo em qae,
peta lei qae entao vigorava, iutervinham lodos os
votantes das parochias para a acclaroacio da foimaco
da mesa, onde era que nesla corte, para nao irmos
mais longe, se faziam as eleicoes'! All na igreja
de Sanla-Anna qae estamos vendo, e cujo recinto he
lio eslreilo ou maisrxcaliliado do que algumas casas
particulares; na igreja do Sacramenta, onde por
causa das otas obratiserve de matriz, e portento de
recinto para as eleicoes, a sacrista,, ou consistorio ;
JB populosa parochia da Gloria, em ida malriz, cu-
fjrrecinto he, como sabis, o mais limitado possiveljl
e assim era oulras parochia. Eis os lagares onde
aqajna curie se faziam eleicoes quando eslas erara
tumultuarias.
Actualmente as eleires sio (titas mulo mais me-
Ihodicamenle ; o povo nlo tem intorvencio alguma
na organisaco da mesa ; dividem-te os elciloretem
dais turmas, a priinaira dot mais volados, e a te-
ganda dos menos votados, licaudo membros da mesa
o ultimo da primeira turma, e.o primeiro da segun-
da : o metmo te faz quanto aos aupplenles ; e fica
assim conslituida mesa, tem alguma intervengan do
povo. O povo nio precisa ou nio pode inspeccionar
os trabalhos da mesa, porque essa iaspeccao be feila
por aqoelles que se cooiideram chefes. Ainda mes-
PERNAMBUCO.
JURY DO RECIFE.
IHall doialho.
Presidencia do Sr. Dr. Atexandre Bernariino dos
Reis e Silva.
Promotor publico, o Sr. Dr. Antonio Luis Caval,-
canti de Albuqoerque.
Advogado o Sr. Dr. Candido Autran da Malta Al-
buquerque.
Escrivlo o Sr. Joaquirn Frtnciico de Paola Ette-
ves Cltmente.
Feila chamada at 10 horai da manilla, acha-
rara-se prsenles 37 senhores jurada*.
Foram nOtltado* em mais 20a rs. cada um dos se-
nhores jurados j multados not anteriores diat de
sessio.
Aberla a sassio, foi eoduzidobarra do tribunal,
o reo Antonio Marliui da Silva, ecusado por crirae
de tentativa de morte na pessua de Benedicta Mara
da Concento.
Sorteado o eonselho de seulenra comp iz-se dos
seguintes senhores :
Manoel Gumes Viegas.
Antonio Nobre de Almeida.
Jos GoncalvesTorres Jnior.
Caelano Pinto de Veras.
Frederico Augusto de Lem os.
Angelo Custodio dos Saotos.
Joio Chrsoslomo Fernandet Vaona.
Manoel Ignacio de Ol veira Lobo.
Manoel Ignacio de Oliveira.
Joio Carneiro Rodrigues Campello.
Pedro de Alcntara Abren e Lima.
Marcujfc Goncalves da Silva.
FinuWes debales foi o eonselho condozido a sala
das conleienciaas 3 horas da larde, doi.de vollou
as 4 com suas respustai, que foram lidie em voz
alta pelo presdanle do jury, em villa do cuja de-
cisio o Sr. Dr. joiz do direilo condemnou o reo a
"> anuos e 5 mezes de prisio, grao medio do arl.
205 do cod. criro. combinado com o art. 49 do met-
mo cdigo e nal casias; e levautau a sessio,
adiando-a para as 10 horas da manbaa do dia se-
guinte. *
REPARTIQAO DA POLICA
Parte do dia 11 de julho.
IlJm. e Exm. Sr.Letoao conhecimenlo de V.
Exc. que das diflerentet parlicipacoeihoje recebida!
ne Pela subdelegada da freguezia do. Recife, o por-
tuguez Joaqulm Ferreira Coelho, por desorden).
E pela subdelegada da fregoezia da Bna-Visla, o
pralo Jos Joaquim Guinsaries, para a ;riguacoei
pulidae.
Por oflici) de hoje datado, parlcipou-me o referi-
do subdelegado da Boa-Visla, qae honlem pelas 11
1|2 boras da manira fura roabado o prelo Frede-
rico Jos 'dot Sanios em toa catana ra Velha, na
quanlia d*,282000 rs. e em algum ouro, havendo
os tadroes,*b.ue foram dout prelos enlradji pela casa
(unligoa do Rvdm. Fr. Julo de Santa talas! Patio,
cora ama escada pediudo em nome do prclo Frede-
rco. que se achava ausente d casa em a praea da
mesma freguezia, vendendo qnltamla, (cenca para
passar pelo maro afim de" concertar o lelb ido da ca-
sa te Frederico, o qoc pao dovidou o mesmo Hdm.,
visw como ja era cosame fazer essa coneessio, pe-
net-aram os ladres pelo interior da casa e arrom-
banm urna caix* de madeira, donde roubaram a-
quella quantia, Picando o mesmo subdelegado oa di-
ligeocla de descubrir quem foram aquelles dous
prebs autores do crirae, para proceder iim termos
da lei.
Dsos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco 11 de julho de 1855.--Illm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos bento da Conha e Figneiredo,
presi lente da provincia.O chefe de polica Luiz
Caries de Paita Teixeira.
los deduzidos pete autor nat allegaeSa* de II. 124
1.131, ''undada no principio da absoluta retpo
tabilidade do aceitante para com o portador, e roas/
autoridad** por elle citadat, alm de alo Mrem ap-
plieacao para a caio verleote tio destruidos palo
que dispfe o decreto de 6 de abril da 178, qno#-
l deaecordo eoma diipoiiclo do $ I. art 250 do
reglamelo n,737 : qae por estar dispo*icoes Uo
|*nericam.nl, eabeWd*t be fcil de perceb*r-se
que no cato em qaeslio, comprehende-e qaiiqar
filtiflcaclo feila no corpo da leKrt: qne he princi-
pio corre uto entra os commeteUltalai, qae eeado
provada a fals.dade da bHtr,, fie, ic(i,,nle >_
nerado da responnbUidtd, Mod, iOCOnleteTd .
que ama lelira pede ser falsificada por te cootrafa-
zerem ti firmas que odias figoramon por *e falsi-
ficar o iiau conledo, a aoa tomma em qaalquer
desles casos moslram evidentemente ot autos ene
esl a le tira de II. 3, oque sem duvida algumas*
manifeala pela demonstracao constante de (1. 143
terso, em diente, tummamente apoiadt pela prova
comanle que dot mesmos autos te dedaz ; julgo
Provados os referidos embargos 6. 8, recibid sem -
condemuaclo a fl. 50 verso, falsa a letlra de O. 3,
elmproiedente a ccio iateaUda ; pagai as cusas
pelo autor.
Recife 5 de julho de 1855.-Ci/odto Manoel da
Silca Guimaraei.
E nada mais se coninha em dita taalenca aqu
copiada, do proprio original, ao qual me reporto o
val esta sem cousa que duvida laca, conferida e con-
certada.subscripta e assignda nesla eidade do ab-
afa de Pernambuco aoi 7 dejalhode 1835, Sabs-
crevi e assigne, em f de verdad*. Pedro Ter-
lurliano da Caoba.
go, como o d'Acclauacao, mu poneos teriam os que
poderiam estar em postean de observar o proced-
ment da meta,porque a sai circomtfcrencia nio ad-
milte sendo nm limitado numero do pessoas.
Mas, senhores, se na capital do imperio, onde as
parochias sao muito mais populosas, fazem-se as
eleicoes em recintos estreitissiraos, como te diz que
nesses lugares erraos, nessas parochias do interior
nio se poderlo fazer eleicoes em lagares ettreitot?
O Sr. Silteira da Motla:Mesmo em S. Pau-
l nao he possivel; por exemplo, na Penha.
O Sr. Fonteca:Faz favor de me deixar conti-
nuar.
O Srv Presidente:Altedcio 1
O Sr. Fonteca:Se se pode fazer eleicoes em
templos como em Sanl'Auna, sacrista ou consisto-
rio do Sacramento, Gloria, etc., sendo eslas paro-
chas lio ricas (a riqueza influe para o maior nume-
ro de volantes), lio populosas, como nio se poderao
fazer na sacrista da Penha? Pelo contrario, vejo
que os templos desata freguezias do interior tio
maiures do que algumas malrizes da corte, Sanl'An-
na, Santo Antonio dos Pobres, Gloria, etc. Sio re-
cintos muito eslreilos, nio ha parochias mais popu-
losas, e as rleicet te fazem tem que ninguem te
queite da incapacidade destas igrejas para conlerem
em si o povo. He qoe nao he preciso que o povo
esteja lodo a um lempo dentro dos edificios em que
as eleicoes se praticam. O mesmo recebimento das
cdulas dos votantes se faz, segando a lei vigente,
chamando-se a estes pela ordem em qae esto seus
nomes inscriptos no alistamento, sem algum tumul-
to, ou necessidaMe da proseara simultanea de todos.
Oh I senhores, nio continuemos a dar tanto es-
cndalo, tanta materia para os epigrammas dos es-
trangeros, que maljalgario do nosso progresio in-
lelleclual e moral vendo a lerrivel profanado dos
nossos templos; poupemos a udignacio das almas
piedosas.
Ditseo nobre senador que este projecto Irara in-
convenientes. Nada se faz ueste globo em que ha-
bitamos que nio lenha inconvenientes; e portanlo
pezemos na batanea os inconvenientes que resultara
da profanaclo de nossos templos por occasiio de elei-
cfie, a os que poderao resultar da medida de que se
lala ; e eu nlu duvido affirmar que estes inconve-
nientes nio poderio ter compsracao alguma com
aquellos* Ao apresenlar esle projecto J declarei
que eu sera mnilo dcil em aceitar qualquer substi-
tuirlo disposicao de que se trata, porque o roen fim
he que as ciegues sejam feilas nos templos, qae el-
lei sejam desaggravados. ,
Se fosse preciso gastar algnm dinheiro para dei-
aggravar os nossos templos, atestando deltas os es-
cndalos, oscrimesque ah lum lugar em lempos
de eleicoes, ponqu nsVo a dopl iramos isso? Qaando
gastamos tanto dinheiro com o ihealro lyrico c ou-
lras muitas despexai (contra ai quaes eu.nlo quero
fallar) qoe s servem para que se divirla am pe-
queo numero de pessoas, porque nlo basemos de
gastar dinheiro para qae nlo tejam profanados esset
asylos de piedade e de paz ?
Eu appello para a consciencia de cada am doi
cobres senadores; elles que di;;im sebe impossvel
atestar as eleicoes dos nossos templos: pela minha,
parte ereio que nao he lato impossvel; pois Dio
C0RtoSP0) DEMIAS.
que nio te bao de fazer as eleicoes nos consistorios
dessas capellas ou igrejas ? Naqudlis que nlo li-
verem consislorios, facam-se as ele ces nat sacris-
tas ; nio ha igreja um sacrista. Se eslas capellas
sio pequeas, he porque a populacho tambem be pe-
quena e pequeo o numero dos votantes. Se o lu-
gar he lio Insignificante que nera.tma capella pode
ter, he porque tambero o numero dos votantes he
muidiminuto, principalmente con a lei actual, se-
gundo a qual so pode ser votante qiem lem 200g rs.
de rendimenlo. Se n'umrdas freguezias da corta,
lio populosa e lio rica, como he ado Sacramento,
se fazem as eleicoes n'uma sacrista ou n'am corre-
dor, como se quer argumentar con o pequeo es-
paco dat sacristas das capellas do interior, nesses
lugares onde o numero dos volaii.es he Uo dimi"
nulo ?
O nobre senador disse que os particulares podem
nio querer emprestar seus predios oara as eleicoes.
Nao se os obrigt, e este recurso ser na falla de lo-
dos 01 mais que presenta o artiga houver algum particular que por patriotismo e pie-
dade queira prestar sua casa para este fim, se acei-
tar isso ; c no cas-} contrario nao^seni obrigado ; c
entao Uncar-se-ha mi do ultimo rtcnrso que apr-
sente o arligo.
Disse o nobre senador qae pan tem os consisto-
rios devo haver o mesmo respeito que para os tem-
plos, porque ahi tambero lia imagoit. Po.de haver
ama ou outra imagem qae pode t*r removida para
o corpo da igreja ; o um eonsistario uu sacrista,
bem qoe seja respeilavcl, nio exigt o mesmo res-
peito que o templo, que o corpo da igreja, oode esl
o Sanlissimo e (odas as imagem, alares, ele.
No projecto se diz : Preferinto-se os consisto-
rios oa Mcrislias daquellas igrejas onde nio te ex-
pfle perennemente o Sanlissimo Sacramento,
Sotando, senhore, que esle projecto lie urna me-
dida reparadora doi excesso, do! c-imes com que se
tem polluido osnosios templos ; he um protesto con-
tra esses excessos, contra eises crines que tanta dam-
uificacam o pniz e suts instiiuices, he urna medida
eminentemente morallsadora, e por tudo isto muito
digna do senado.
Todava eslou prompto a aceitar qualquer outra
disposicao qae aprsenle melhor sibstituicau de lo-
cal, que 01 nobre* senadores jolgvem mais conve-
niente.
Discalida a materia he npprovaJe o art. 3. e a,
propoiicio para passar a 3.* discussio.
Sio approvadas sem debate em 1. e 2." diicutsio
pira passarem 3., as proposites da cmara dos
depulados appruvnndo as aposentadorias concedida!
ao conselheiro Bernardo de Souza Franco e ao juiz
de direilo Manuel Juaquim de S Mallos.
O Sr. presidente declara esgotaia a ordem do dia
e d para a da 1. sessio, a 3. discusio da proposii;l0
do senado auiorisindo o govern a promover a en-
eorporacao de companhtas pin a pesca, taiga e ate-
ca de peixes no lillorat e rios do imperio, e a 1. dis-
cussio dai proposites da cmara dos deputados au-
loritando o governo a conceder cute de natoralsa-
clo ao padre Nicolao Germaine, Cirios Frederico
Adi Hoefer, Dr. Frederico Jote, Carlos Kath, Sa-
muel Soolham, e Hawort Southam e Imante
sessao.
Srs. redactores.Ha dias fixeram-me Vmcs. a
merca de publicar em toa mui conceptuada folha a
declararlo, qoe pouco aniel de fallecer bnvia feilo o
meu i 11 feliz canhado, Eduardo da Cotia Oliveira, e
da qual coma qae he falsa a letlra de 4:8809 por
elle transferida ao Sr.'Mathias Lopes da Costa Maia,
em virlude da qoal fui tu accionada por esta se-
nhor ; acrescentando o mesmo Eduardo, que era
falsa a minha firma, que nessa lelira figura de acei-
tante, o que Sr. Malinas comqnanto livesse delle
exigido um documento de que negociara essa letlra
por 4:0003, todava pouco mais do 2:000;; havia por
ella dado, comprebendendo-se anda nessa quanlia
Me ceiose tintos mil rcis, de qoe o me mo Eduar-
do Ihe era devedor.. Urna le'ttra de main de 5:0009
com os juros, e que se dizia aceite por mim, qae,
gracas a oos, poyoo em neos de raiz com que pos-
to garantir mais db qiindruplu do valor esta lelira,
tai negociada com o Sr. Milhias Lopes da Costa
Mtia, por pooco maii d 2:0009, entrando n.es*a
tomma urna divida !! I lito s hasta pai qae o pu-
blico, pertnle quem tenias vezes^le tem elle tein-
temente provocado, jalgue da moralidade de nos
ambos.
Agora,firs. redactores, Ibes rogo se sirvam de
trauserever em seu jornal -a doula e jurdica seo-
lenca definitiva em meu favar, proferida pelo Sr.
Dr. Custodio Manoel da Silva Guimariet, cuja il-
luslraclo e imparcialdade nio podem ser contes-
tada!.
Son de Vme. muilo ltenla veneradora.L>o-
poldina Mara da Costa Kruger.
Recite 9 de julho de 1855.
a Diz O. Marte Leopoldina da Co*tra Krnger.que
a bem de seo direito precisa que V. S. Ihe mande
dar por cerlidlo verbo ad verbura o theor da ien-
lenca por este Ijuizo proferida na accio decendial,
que tiipplieanle move Malinas Lo es da Costa
Maia, assim ( escrivio Cunlia. )
Pede au Illro. Sr. Dr. juiz do commercio Ihe de-
lira.E H. Me.
Pane. Becife 7 de julho de 1855.Silva Gui-
mariet. *
Pedro Tertuliano di Cunha, escrivlo vitalicio das
varas da civel, nesta eidade do Becife de Pernam-
buco, por Sua Magettede Imperial, que Deot
guarde, etc.
Certifico qae vendo oa autos de assga,ic,<1o de dez
dias de Motbias I.ope da Cotia Maia, contra D.
Leopoldina Maa da Costa Kruger, dellet consta
Mr o theor da Malenca de qne faz mem;3o a pelicio
retro da forma e maneira leguinle: Vistos esle au-
tos ele. Allendendo que a contestacio f Mhas 64 aos
embargos de 11. 8, fundada principalmente nos tres
primeiro depoimenlos de fl. 80 1II. S9, noatoBlem
defeza vnliota, urna vez que 01 autos convencen) que
estas (res teslemunhai sio intaressadas mi decisio da
presante causa, em razio de haverem inlervindo no
plano de te falsificar a lelira em qoeslat, nlo te po-
dendo conceder que dot dout ltimos lepoimenloi
de fl. 90a II. 93, e dos documentos da 68 a 0. 73
te possa lirlr prova bastante para destruir e que se
n.anifesta dos autos om favor da r, e evidentemen-
te mostrt a improcedencia e nenhum valor aquel-
la : qne os Documentos de fl. 11 a fl. 44 n 01 ullima-
menle juntos de fl. 145 a 0.147,* pac dos depoi-
menlos de fl. 95 a 11.121, oio deixam 11 menor du-
Tida de Mr falta a lelira de fl. 3: qae oe argumen-
Srs. ledaclorct. A tenga ditluncii qae me m-
para desia praca.e mea retiro de balicio poltico me
lem collocado na imnoatibllldad* de.ou nao uber de
cerlos fados, qae por ahi se passio, ou se 01 sei, be
ja (ao tarde, que patiflo como velbo. Nesta* eircums-
lanelat.'por urna dpestai eventoalidade forluil*s colhi
um dos neus jornaei, o de 10 de abril do, correnle
anno, e lendo-o deparei com um fado, que me es-
pnntou. De ama por todas as vezes me convenc, de
que imprem, esle mtiu civilitador dts nuces, esl
hoje Mndo o meio mail fcil de por ella serem ele-
vados^ au menos aparentemenle, homens que bem te
poderiam dizer infamia, ao paito que a honra, a vir-
lude, o mrito, e a innocencia ahi se deprimen) de
passo em passo, ibosanau-se assim da boa f dos re-
dactores,
Naquelle jornal vi, por ler olhos, ampolemne elo-
gio taeid) ao Sr. capilao AlTonso de Almeida e Al-
buquerq je; em que Ibe preste qualidades que elle Sr.
Aflonso nlvez nao lenha d'ellti leves noedes. Sr.
Anlero francisco de Paola Cavalcanli, anda gno-
raii, que a moralidade nlo cheg* para mnilo* ? Ora,
mea bom senhor, outro eaminho, qae perden-te.
Qutes o tactos que pudereis aprescnlar, que postam
tormar una coroa de louro a eate militar ; a menos
que nio queirais vus mesmo arranj;
vosso geito ? Como assim, Sr. Anlero.
avencar proposices, que nunca podareis provar.
a condifio de falterdes a verdade mais pura ? Tr.i-
zeiscom) para fazer tima parte do looro, com qae
preteadeis cingir o voMC-^flrfort>-^riIfcr,'"o ea
procedimeoto no Punc.
Poii bem, abi mesmo mostrar-vos-hei o disfarc
que muito volanffriamenle quisestes dar a verda
Infelizmente aqai appereeea esta vossopalrol
liorem queris qoe vos diga como, o que fel?
Occupandoa presidencia desta protincia
Bandeira de Mello em abril do anno preximimeh
lindo, eotioa o Sr. Aflonso para aqoi, commandan,
S urna forja para manler a orden), e capturar alg
dos mullos assastinM que por aqai htvia ; mas a-
quelle (ifficial.bem loage de curaprireero otdeveret
de toa posicio, e ordens qoe Ihe foram Iraosmitli-
das, tralou para logo de associar-se cora seos amigos,
prenles dos assasstoos, e durante o etpaco de 6 me^
zes que aqui esleve, captaron elle nm s ea ao me-
nos mostean persegui-los ? Como pois, Sr. Anlero, '
lendes a coragem de affirmar, que o Sr. Aflonso cap-
lurou asassinos no Piaue I
O jur.o publico, o mait levero dot juiz*/, dar o
verdadeiro apreco ao elogio, que sem modo de errar
dire, distes ao vosso capillo lmente por mera adu-
larlo, 01 pelo amor de verdes o vosi nome escriplo
em lelira redonda, e dispensai-nos a franqueza. Se-
ria melhor qae aquella parte de um jornal Oo acre-
ditado fosse occopada por algum desles tactos, qi
progreso vai descobriodo em tua marcha, e
fosse borrada lio deshumanamente. Dissesle ainda,
Sr. Anlsro.'que os bous desejos do governo havtem
sempre naufragado aqui, assim como ot de varios fl
g-pll p Infjiw, Timbanun.inftagon o vost
capillo, visto como nao tinha ot bn
devia ler um bom toldado, e queris que vos diga
porque ? He porqae elles, como o Sr. capilao Affon-
so, (inliam principalmente como commandanta em
chefeo sapientisstino Dr. Joao Leite; be porque
lodos ne curvio parante metquinhas quantias, he W
ainda porque lodot eram corrompidos. Vede *gort
se o meimo se deu com bravo capilBo Antonio JuHt-
no Correa de Fariasl Esle disUncto militar, itm
tender 11 coniideracOes, miit do que aquellas qn<
lavam em relaco com a sua honradez, afronta,
perigo, despresando amaacas, caplurou atetiitM \,
Prendan vadios, deixou de aceitar pe^ M Ka,
los filiara mait alio do que qualquer soipeita. -Ida^jHjK
ai eadeias, e la vereii nma prova, oa mar,
ontra. e as mais sio Uo evidente* cano as que trago
apootadai. O Sr. capillo Fariasfet mais ainda, e
qu* te portou inteiramenle impardal,tazando justica
a quem quer que fot**, ningatm o peder cootetter,
visto como adiando aqu o* animas dot partidos
exacerbados, fez prender aquelles qaer de ora quer
deoalri lado, que merectam. Dissesle ainda; Sr.
Anlero no entusiasmo do vosso phnnatismo,qae o vos-
sopalrioticohavia perseguido os assasxinos pro- .
legido* pelas anloridadea daqui, qoe entao funecio-
navam. Ht) muilo de leviandade, he muito, Sr An-
lero. Sibeis bem pouco iecer, um elegi, o* ante*
sios um mero detrador. Connecei* vos aa antortda-
det, a quem vt referit? nao.cerlamente. A provin-
cia inleira sabe, qne lem tido viclimat do baenmar'.e
algnns membros da minha familia, assim como '
quae* os seus iissasiiiios ; a manota sen lempo p
varemos al evidencia. Ameacados a lodot instan-
tes, he bem natural pnveneoes, tanto mais qnanto
eslavamot ditpondo dos melos, portan nenhnma ptr-
seguiclu empregamoi, temos nicamente appeliado
para a lei; e aera. Sr. Anlero, ter dofvlctima do ba- *
carnario, appelter para lei, desprezar meios i diipr,
seri,dio, proteger assassinos ? inda faltaste* a ver-
dade. Podereis e poder ateuem pergunlar: Vs re,
autoridades, e como coosenlieis vaguear ImptfM-
menle assasainot, vtd^i ele. ele. Ja ya%^^nmot
qae su diva da atoa parte o fado de eslarmos 8r-
fendicot, e se lincassemos mo dos meios a nossa
disposicao, comu autoridades, seramos tidee como
vingalivos, e nlo como aulordaites, Ocal sabendo
meu charo.qoe us felos chegam loog*. e qoe o vosso
pretendido elogio ndamenos he, do qae am ramo
tecido de frioleirase calumnias,que s a votsa cach-
te Ihes poda dar at honra* de- correspondencia.
Diguem-M, Srs. redactores, dar poblindade a estes
liuhas cum o que Ihei lera grato, o Ma criado.
Pianc II de junho de 1855.
Jos Joaquim da Silva.
Srs. redactores.Avesso inteiramenle essas in*
Irigat que teioadlam pelos joman, principalmente
ueste nfeliz eidade, onde exerro profistio de ad-
vogado, cu confitva na minha Iranquillidadetle esv.
pirita, que nanea m veria na dora necessidlde de
recurrir ao prelo para defander-me da iusinuafocs
malevjilM que por venlura. me moleslasem; ma,
contra toda a minha expeclaliva sos hoje forcado a
occupur a alinelo publica com nm bel* qa* me diz
respailo.
Nio nosso deixar pastar em silencio a correspon-
dencia d Sr. Jos Leso Perca .de Mello, inserta
nesle jHario 11.150 d 2 do eorrenlt, e m Liberal
Pefmnbuctno do mesmo dia pata toa celebridad*,
ero a c uil procurando esso senhor detender-se do
qoe a ten respeito diste o Heho Pernafnbtxana,*t\a
de tocar em meu nome, narrando o facto do embar-
go de o ma leltra mu bel-oraier. como se essa ni
oarraedo o o sen tanto respeito i legislario do pau
Mrvissitm para jailiflca-lu de am proeediment re-
voltenle, praticado em piano dia nesta eidade, onde .
he bea conhecido o Sr. Jes* *3o Pereira de Mel-
lo!!!
Tanto mal toa a lito levado, qaando o Sr. Jet
Leao lim temado o mea itleneio como pojovador
do.aclc que practbsa/a, que rircumsrrevendiwne i
esse fadti na parte que rae loca nao lenho em vistas
compari-lo eom o facto criminoso de Regenera Ido,
nem aoalissr a ditrerencade am pira oulro, isto he,'
f\


DIARIO DEPEMUBUCO QUINTA FEIRA lEJULHOE 1355
\
11
qoe Regeneraldo raign t leltri, e o Sr. Jote Lego
guardua-a nabolso da cdiaca t forUon.
Antes de proseguir, cuxprt-iaa jostficir-me com
n ingenaidade que me tai propria, di acc^o qoe
contra raim e minha familia inlenlaram Basle juizo
01 Srs. padre Luiz de Aran jo Barbn, Josa Fer-
nando di Crai, para que mi nSo supponb que somos
un devedoris recalcitrant-s, qie i pagamos per
urna teritenca eondimnaloria execoioria que a isso
ooeobrigee.
Os Sen. padre Loiz, e Vertanlo di Cruz por aeu
advocado deraiadama-t.oi, aquella pela quanli* de
1:08080(10 ra.,e 000Ors. frai* u
como ad vagado, dem< la a evidencia na
contrariedad*alibe!fe, orno mesmo documento
em virltide do qual se- pedia a*nelhantei qoanliaa,
qoe so devamo* ao mimairo 3:19*000 rs., e ao se-
gundo 7809000 r. Conrormaiido-se o adyogado
adverso, con as mlnhas raides, coofessei a divida
non* aantklo; eprosguiiidoni:aaia em eu (er-
raos fomos a Saal eeodemDados de preceilo. Quam
assimprocid* com toda a lisura, devs esperar que
astil* liaba lguma atiendo; esperivarao:,misa ntt-
td* boa tt no iltodia.
Publicada em 15 de maio a senlenca que nos con-
derauava, alguna diaa depois rcquereu o Sr. Dr.
go em um lettra de 1:300)000 rs., e
alia, que o fir. Jos Leitc tiitba de
pagar n meu mano Manocl Cavalcanti de Albuquer-
que Ei*K, allegando alem tic oulras cousis qoe meu
roano poderla extraviar o dinheiro em prejuizo dos
orpb*w, (milito brigado, senhor doulor!) Con-
) por un simles defi rido na
pettclo m preceder o jar traerlo, como he corrul-
la em direito praxe antiga do foro, vist > como te
riue a petizo ao Sr.
Jos Le.1t ara no dia 1 dii junap dar um especta-
iua illibaia rtputacao. Anda urna
. observar So a esse respeito; sempre se repula em na
T aquelle contri quera se reqner oa embargo, em
nlriodp do qoe lie coslume conceder-s* iu coollnen-
-implea.jar.imen ti da parte e protesto de
em tres dias p?remplorios, para que a par-
te contralla nao possa fruslrar i accao cu juslica ;
mas uo caso vertente o que se deu para oomnoscoT
Foi requerido e concedido o embargo no dia 25 de
raaio, e s no primeiro de unlio effictuida com to-
d,t a perfidia, poslergudo-se a le e conculcando-se
o roen direito e de mioli: familia !! Felizmente
para a mitiha reputadlo qiii) moilo sei pmsar, a mu
fo reverten intacta para quem cora tanta facilidade
ais, lancar-oo-la.
Bis como se passo o cas: : notificado o Sr. Jos
Leo Per Mello pelo licrivao Jos Xavier
Lio de Albuqoerqae para dar a raiao porque nao
pagaba a Ultra n de ser'protestada, arrasenla-i
leudo qoe Ir na o dinheiro para pa-
gar, e pede i lellra ; o esciivao vera a minha casa
busc -;a n;. boa l; o Sr. Jos Lego
rosl i erifnento'i, obrando lellra
pura guarda-la no. bolso d>x sua casaca, d relira-se
ar. da opposicao do eset vio, que ja o porta da
que o Sf. Jos leo he hacia mubaio
e dirii R-se a tasa do delegado o Sr.
I.ima 1 pedir providencias. O Sr. Jos
ostrn, a letlri o dinhe ro, e es
aoRvd. Sr. vlgario Santos, e diri-
ioSr. delegad* que jira lia-
ar por snu on I enanca. Bu lam-
en, e requer vutbelmente ao Sr. Ilr.
tesse.em virtade do seo cargo snlregar-
ra, a qual moslrin o Sr. Jos leilo com
s requerimeoloi, tlizendo q ue so na
seu advogad'o intregaiia o dinheiro em
asgar i lellra ; fez-llie ver o
i,i enlregar-m* a iellra, e na-
lo qua requer por pelillo a
ivrassa por termo o meu
qoe ue me havia folio; o Sr.
io o ser v3o informar, deferid a
enninsnd i qae fosie intimada ao
qual resp. ndeu aoofficial que na-
quanta o seu adyogado nao chegasie do
o berra no Agu-compriea, par onde tinlia
: e de fado as; ni acontecen. Chegan-
Qaeiroz .i Urdios, immediitamenle
oo chamar doos officiaiis de justlfl, e por estes
armo de deposito da lettraedo dioliei-
ro. decan ndo no mesrpo termo qn r.ueberam
icouta da nao to Sr.Jott U-io] l Ah
foi o reqoiole de toda i perfidia.. Com a demnra
qoe iciberam o termo j noie, tendo
tsjB a minha petiju, rao foi mas possi-
meo protesto nesse dia, porm slm
ndo-se ei treliiito -i horas sem
pqis tendentes ao em-
itido t
\
Entreunto, o Sr. Jos I^fio, ostentando dignidade
e pundonor, prestou-se sem pejo t orna ac<-3o de-
gradante, servindo de instrumento d'ontrem s com
a mira em olTender-nos por causa da desavenca que
ha lempo eiiste entre nos. B nao contente anda
com iso, manda publicar a iua correspondencia em
ama lint;uagem que bera raostra a iho educapto li-
mada... a o desfacameole com que u dirige i um
publico omsalo. Se tinha de defender-se do Echo
Pernambucano, procurasse mostrr a verdade do
fceto para justificar.**, oa se callasse, qne seria o
melher; mas nao involvene-mo em seu aranzel.
Aguardando-me para a occasiflo opportuna, como
hoje, de romper o silencio, eu falto com documentos
que tenhn em meu poder e com o testemunho fide-
digno dos habitantes desta cidade ; forte em minha
consciencia e na verdade do faci que lenlio enun-
ciado, desafio a quem queira atrever-se a contestar-
me. Emendo qae devo fallar tiesta linguagem, para
que couhca o respeitavel poblico que a verdade he
s quem me guia ; as ligeiras observarles servirlo
pira juslificar-me.
Resla-mc anda diier duas palavras : desprezo so-
lemnemiute a pergunla do Curioso e as insinuaces
do Camponc: imparcial, oo Liberal Pernambuca-
no ; estou lao cima desees cSes go:o>, que em sua
hvdrophobia jmais elles serio capazes de mor-
der-me.
Tenho a honra de submetler o mea procedimeo-
to esclarecida apreciaran das pessoas sensatas, que
me julgarao.
Sou, senhores redactores, seo cooslante leilor e
assignante
Jos de S Cacalcanli Litis.
Cidade da Victoria 8 de julho de 18*5.
PUBLIC4CA0 4 PEDIDO.
AO GRANDE POETA E L1TTERATO PORTU-
GUEZ, OILLM. EEXM. SR. DR. ANTONIO
FELICIANO DE CASTII.HO.
Inseniiii stiindni;'
do nuil profundo re|M'lo, ailmi
rarao' e nmizade.
D'um brasileiro qoe te deve tanto
A' quem mostraste generoso aspecto,
Coja Ivra novel tanto alagaste
Com tanto mimo, com tamaito affeclo.
Muito te devo; d'amisade honrosa
Com que le pague nao ierei jamis :
O que hoje sinto e senlini p'ra sempre
O espaco, o lempo nem se quer dlifaz.
E quaudo, apoza langoida viagem,
Vires surgir o teo paiz natal,
E longe do Brasil de novo entrare* i
as Ierras do leu lindo Portugal;
Lembra-te, Vale, que,entro mil que te amam,
Deisas um joven que jumis l'esquece,
Que nesles versos do seus votos puros
A (ida imagera frvido l'ofTreee.
Bis, Oslilho, meo fiel tributo,
Acollie-o n'alma que d'esl'alma va,
E vai unir-se ao universal applauso
Com que leu notne admirado echoa :
Perroilte ao metins, que, segoindo 'ancioso
Esse pregSo de immorredoura fama,
Diga-te sempre, repetindo ao mundo
Esla homenagem que mea pelo inOamma :
a Salve, Castilho, divinal poeta !
a Dos cos, da Ierra singular cantor:
ii Echo eloqoenle do progresso d'arte,
o Salve, entre os Grandes, Portuguez Canlor
A. R. de Torres Bandeira.
Rc-cife '.>de julho de 1855.
COMMERCIO.
Al.FANDEGA.
Ren,dimenlo do dia 3 a 10.
dem do dia II .
110:0344001
5:94.t8-2
116:0-278853
Deiearregam hoje 12 drjulAo.
Barca portuguesaSania Cruzdiversos gneros.
Brtgue inglezEcerlonmercadorias.
Brigue brasileiroElcirao resto.
Imporlacao. .
Iliale Forturia'^iiido da Ilahia, consignadoa An-
tonio de Almeida Qomes & Companhia, manifeslou
o seguinle :
t quartoia. '2 liarris azeile de palma, 650 molhos
de pissaba, 1 fardo fumo, 3B0 raiainhas, 3 caises
com_607 caixinliai charutos, 58 saceos caf ; aos
consignatarios.
Por largo campo indmito e fremenlc
Fena S' u** <<" d W i a Domingos Alve,
Miss,ena^fcarreiUr!i'Ts masas dThvi 'J8^ixin,,a' c *c*,0e charutos. 60 fardos fu-
ios aceiu, ^av>3 saceos cafe, lo ditos faTinha, 60 fardos pan-
no de algodao ; a ordem.
CONSULADO GERAL.
Tributo de caudaes ros
Soberbo noo regeito
Pobre feudo de incgnito regato.
DINIZ Od. Pjfli.
De longes Ierras, d* remotos mares,
Tu viesle ao Brasil, genio fecsindu ;
Filho da Europa, demandaste alegre
Ridentes plagas do moderno Mundo.
3
. Das lindas margene do soberbo Tejo,
' No la pete de relva debrucado.
Presto voaste a America opulenta
D'Allaolida gentil ti solo amado.
Portogaez e poeta Ia larga fronte.,
Em que barbulla inspiraran valeute,
Sbenle co encantador, diapbnno.
Leda.mostraste brasileira gente.
Ella acolbeu-le fervorosa,~o\ante,
Reconhecendo leas padrOes de gloria,
A lirio-te os bra{*s, respei Ion-te n mime,
Que ji. se esmalte nos paineis da historia.
Tropheos sublimes de virosos luiros
Que te ceder imrporrrdouia fama.
Ella os diviso n'amplidau do estadio,
Onde a scieocia lea valor proclama.
n*
' Honra de Lysia, qae le den o berro,
Falla em leus versos ao nascenle povo,
Que iroaao te chama, que le rende cultos,
luda lao joven n'um hemispliero novo.
He que em ti mesmo, delicado vate,
/lei d'barmnnia, d'immorlaes caneves,
Elle olwerva o poderoso herdpiro
Do grande geoio que exaltou Camoes ?
He que em leu-vulto, respirando aindat
Nobres alent* de gigantea musa,
Brilha celeste o enlhutiatmo ardente
D'aqaelU Homero da linguagem lusa..
He que em leas vos arrojados, fortes,
Cysue te amostras ile ineffavel canto,
Ao deassar a vaslidao do espaco, *r
Que a intelligencia divinisa tanto. / -
Filho da Europa, se bascaste alegre
Ridenlos plagas do moderno mundo, ^
V que entre os filhos desle povo infante
Todos le acatara eom prazer profundo.
Tu bem o sabes !e se a voz mais dbil
Pode, entre inoitns, repetir leu nume.
l.ouvar memorias Uo genlis. lao puras,
Que o lro lempo nem sequer consom :
Deiin-ine agora tributar sincero
I direito,
Vobra ltomenagetn de fiel
Retiilnnenlo do d 2 a 10.
o d2
II I
12-.515362-2
"035%-i
I1VEHSAS PROVINCIAS.
RendmcntO dn dJlSaiO...... 1.-0079825
dem do dia 11....... 4188
1:0129013
RECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PKRNAMBUCO.
Rendimento do dia 2 a 10.....12:0509059
dem do dia 11.......1:8555337
13:9049386
MOVIMENTO OO PORTO.
Nonios entrados no dia 11.
Parahiba8 dias. hiate brasileiro aCamfiesn, de 31
' toneladas, raestro Manoel Sophio da Proba, equi-
pagem 4, carga assucar : a Justino da Silva Boa-
vista.
dem8 dias, hiate brasileiro Tres Irmoss, de 31
toneladas, mestre Jos Duarte de Souza, equipa-
sen! ^ carga toros de mangue ; ao medre.
Babia6 dias, hiate brasileiro Fortuna, de 61 to-
nelada*, meslrc Pedro Valetle Filho, equipagem
(I. carga fumo e algndao trancado : a Aniooio de
Almeida Gomes.
Assu'19 dias, brigoe brasileiro Veliz Deslino,
de 207 toneladas, capitao Joaquina Snares Estanis-
lao, equipagem 12, carga sal e palha ; a Manoel
Goncilve" da Silva.
Hamburgo34 dias, bares insleza Corredan, de 206
toneladas, capitao J. Uood, quipagem 12, carga
fatendas a Astley & Companhia. Passageiros,
Cari Walter, Malinas Rasimann. ,'
^ 'arios tahidat no mesmo dia.
CamaragibeHiate brasileiro Santa Luzian, mestre
Esteva Ribeiro, carga bacalbo e mais gneros.
BahaHiate brasileiro aDous Amigos, capitao
Juaa Rodrigues Vianna Danlas. carga azeile e
mais gen;rus. Passageiro. Joaquim Antones.
LiverpoolBrigue inglez Titauia, capillo lleory
Pearce, carga asnear e algodao.
vi. Jos Joaquim Aniones. Jos Mara Freir
Gameiro.Francisco de Olirtra Mello e Silva.E
prodozindo o supplcatile soas testemnnhas, e so-
brado os autos a minha conclusao nelles del sen-
tenca do Iheor seguinle:
Jalgo por sotiienja e casias a justificac,ao folhas, e
mando que se proceda a citarlo edilil requerida.
Recife 4 de junho de 1855.~Clodio Manoel da
Silva Guimgrei.
Em comprmanlo desta minha senlenra o escri-
vao interino Baplsta pissoa edilaes, pelo Iheor dos
quaes chamo, cito e Ifci por citado supplcado
Francisco Maniz de Almeida pelo conteudo na
peti;3u e protesto supra transcripto: pelo qne Ha
equalqaer pessoa, prenles, amigos conhecidos do
supplicado devedor, lhe pdelo fazer sciente do
que cima fica exposto, eo porleiro do juizo aflitar
um dos presentes editaes na praca doCommercto, e
onlro na casa das audiencias, e se publicar pelos
jornaes.
Dado e passado nesta cidade do Recife de Per-
nambucoaos5 dejulhu de 1855. Eu Manoel Joaquim
Baplsta, escrivo interino o subscrevi.
Custodio Manoel da Silva Guimaraei.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumpriraento da ordem do Ezm. Sr. presi-
ente da provincia de 2 do correle, manda fazer
publico,que no.dia 2 de agosto.proxmo vindouro.pe-
raule a junta da fazeuda da mesma Ihesouraria se
ha de arrematar a quem por menos fizer a obra do
14. Unco da estrada do sul, a\aliada em 16:5008000
A arrcmat.u-.rio ser feita na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio de 1854, e las especiaes abaito copiadas.
, As pessoas que se propozerem a esta arremalacao,
coroparec,am na sala das sessOes da mesma' junta,
no dia cima declarado pelo meio dia competente-
mente habilitadas.
E para coltar se mandau aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de l'ernam-
buo, 7 de julho de 1855.O secretario,
A. P. d"Annundacao.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
1.a Asobraido 14 lauro da estrada doaut far-se-
lian de conformidade com o orcarnenlo, planta e
perfis approvados pela directora em coiuelho e ap-
presenlados a approvar.to do Exm. Sr. presidente
da provincia na importancia de 16:5009000.
2.a O arrematante dar principio as obras no prazo
de um mez, e as concluir no de 11 mezes ambos
contados na forma do arli.:o 31 da lei provincial n.
286.
3." O pagamento .da importancia da arremitai;3o
verificar-se-ha em 4 prtstaces iguaes, coja lla-
ma ser paga na occasiao da entrega definitiva, e as
uutras correspondern a cada terco das obra.
4.* Melade do pcssoal.empregado na obra ser de
trabalhadores livres.
5.a O prazo de responsabilidade ser de um anno
durante o qual o arrematante ser obrigado a man-
ler a estrada em perfeito estado de conservacao.
6." Para ludo o que nao se adiar determinado
as presentes clausulas,nem no orcarnenlo segair-se-
ha o que dispo a respeito a le n. 286.
ConformeO secretario, Antonio F. d'Annun-
ciacio. '
O Illm. Sr. inspector da theso-irarla provin-
cial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia de 2 do correte, manda
fazer publico, qae no dia 2 de agosto prximo vin-
douro, peraote a junta da fazenda da mesma lliesou-
rara se ha de arrematar, a quem por menos fizer, a
obra do 2." lanco da estrada de Murbeca, avallada
em 10:0109000.
A arrematacao ser feita na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15de maio do anno lindo, e sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas qne se propozerem a esta arrematacao,
comparecam na sala das sessoes da mesma jaula, no
dia dfcima declarado pelo meio dia competentemente
habilitadas.
E para constar se mandn aflixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 7 de julho de 1855. O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciarao.
Clausulas especiaes para a arrematarlo.
1.a As obras do 2. lapro de rnmificncao da*U-
Pela inspectora da alfandega te faz publico,
qne no dia 13 do torrente, depois do meio dia, se
nao de arrematar em hasta publica, porta da mes-
ma repartido, sendo a arrematarlo livre da direi-
los ao arrematante ; 16 lotes de 50 gjgos com cor-
veja de 12 garrafas cada um, com 150 medidas, a
600 ri. por medida, total 90*000, viudo do Havre
nos navio* Cusate It e Alma, e abandonados aos
diretos por J. R. Lasserre & Compinha. Alfande-
ga de Pernamburo 10 de Julho do v855.O inspec-
tor, Bento Jase Fernandes Barros.
DECLARADO ES.
PUBLICAQA'O LITTERARIA.
Acha-se venda o compendio de Theorii Prili-
ci do Processo Civil fiilo pelo Dr. Francisco de Pao
la Baplsta. Esla obra, alera de urna introdcelo
sobre as aeces e excepc,Ges*ra geral, traa do pro-
eeaio civil comparado com o commercial, eootm
a tiera tabre i appllcaco da ca m julgada, e on-
tran doatrinas laminosas: vende-s* nicamente
ni loja de Manoel Jos I-eite, na ra do Quei-
milo n. 10, i 60 cada exemplir rubricado pelo
olor.
^a^-jjatesri
'^pTr.

i A
1

i
io s poda ser efJct.tuido por doos of-
a em poder do porUdor, oa do escri-
vSo era quaato conservasse a lellra para o protesto ;
lo deu, porque cansa do termo de depo-
> receberam-a do Sr. Jos Lelo.
Cora) lira parar em M peder '.' Pea periia
quis ozou, pedindo-a em conlianja ao escriv.ro, e nao
nlraga-la; b:goo irnAor ctronelar-
I de justii.a com atlribi.i^Oes do
-'sa-mao. Ser isso ducoroso a ama pes-
soa que prez a sua rapataclo.'' llavera couia mais
adaute qoe empragir-so os nteios miia igoobeis
ir um fim qualquir ? ,
r. Dr.jyueiroz em mi f a mioi e meu
mano, sen motivos par* isso, su ipoz quo meu ma-
no, seria capaz deJpspassar a lellra a ooli-em eom
anledat i, ie o embargo fosa effectaado .lorenle no
di ti Iiuro ; inis sa em sua pe lelo requera o embar-
llraseestaj nlo.eslivesse Iransmiltida a
iloi orna cerlidao di liv -ode apon lamentos
icaria de notificara*) do escrivo, das
quaa coiibtavaque a lettra inha sido apresenlada
por parte de meu mino para o protesto, previr-se-
hia im f, se de tinto (besemos espites. M as disso
nS s* preeurava aber; imptrtava a todo transe que
eu fosa* dcsmoralsado; mas ralerara-se de om meio
antes nervio para roiiicilnceitoar-men! opino
bitsates desta comlrct, e do publico qoando
' coniiecimento de semelhante faeto.
os Lint, ir. a Sr. Jos LeHt>, que ea
Imt, e qae naopodia fazer
Bem : i:lami.-i e prole tei pela
jraticada, eitava em mea' direito.
revestida dti todas as cirenmstan-
taraclerisai om delicio, quo mere-
II do nosae cdigo criminal, toda-
eaee mesroo fallo iti/elfaDa-o A prisSo i l rea-
enlrega, oo deposito da lellra. procedendo
rale e da plano Indagacao do faci
para, a delerminir, irtfgo 41i do cdigo commercial
e arligos 376, 377, e 378 do decreto n. 737 de 25
de novemiiro de 1850. A isso me retorqnira sem dn-
reqoeri n'isse sentido, e que com
o di .lettra tinha cemado o motivo para a
ordem.de prislo. No primeiro cano tenho dado nma
previ do ma geoio pacifico ; no iiegundo direi que
o deposito di-lellra foi concltido ja noite, e entre-
laato havia lugar da o Sr. Jos Ledo esperar na ci-
deia. por ten advogado cinco huras pelo menos.
Clamo* o Liniescrivo com sobeja raza). Quem
lem om pouco de senso sabe da grave responsabili-
dad de om escrivSo por aeton d seu oflicio, o co
digo e mais ieia em vigor esta) elisios de inmensos
artigo* impondo penas sevenrs; (ior conseguate o
cariarlo di um derivad deve ier defendido le qual-
IMIo, que comprometa n sua res|>onsabi-j
lidio*.*eo*e tendo dado providencias em um caso
no esse qae pralicoa o Sr. Jos Lefio,
o quslquer om a accommeller o
eterivaoa entregar quaestuer au-
tos a papis, ad mesmo pedi-los em confiaboa e de-
pon negarle i entrega-Ios, sem que pona clamar o
eacrWo per tal violencia, Ciando asslm do brices
cros.*dos,(e aguardando Impassivel a fatal lentcnja
qise a lem de coudemnar a perder o emprugo E
rz familia qoe vi esmolar o pao da miseria!!
Tsaho guardado silencio snbre esse ficto porque
na lie do mea genio fallar r uilo e prloclpalmen-
ta petos jeraavea; para minia ccmplela utisficao
hasliva I apreciirao do roen prncedimonlo n'eua
oeeiio pelss pestoaseompict as desta cidade, a an-
da loaii qairtd* o Sr. Jos l.eSo ditii que assim
obrnvi porque tioha sido mudado. Maso ilr. Jos
Lelo tomn .este man silencio como ipprovidor
daaea ccao infame, quando issevera qae, se eu
denunciei, a conseqioncia era qce elle
Obrado legalmenie. jK minha edueactJo, os
jaMtiaaAaaan s da honra que mu.
I de eaoominle ;
me prevaleeiria di oecasiio paru samar
i M> propriis 4a ilmi Til abjeotas
Pobre '... que monta tComprehender la sabes
Esaes da gratidao limos penhores ;
Foram grinaldas de fesles mimosos,
Se eu da poesiajiossuiss* as CJres^;^.
Ouve este canto qae t'oO'rece ogapao
Um brmileiro qae por t s'inspin,
Guirda-ono coracao, desculpa, vale,
Grosseiras notas de 13o rude lyra.
Salve, Castilho! divinal poeta,
Dos ecos, da Ierra singular pintor,
Eeho cloquele do progresso d'arte,
Salve, entre os grandes, portuguez cantor !
Harpa maviosa qoe (e pende ao lado
Ah qne nao pdt mais abjaera locar 1
Sao harmonas que d'ahi derramas,
Vibrando as cords com primor lem par.
Se a voz do* anjos retumbar "ovisse,
Na Ierra um anjo desciufra'assiin :
Formas elhereas, myst'rioso cnlcio
Bordam-le as phrases d'uijpcanlor sem fim.
Vlido athlela no lidar famaso
Das ledras e da luz marchas avante :
Croa preciosa de fadigas raras
Collies n'areua, campeilo constante.
Eu le sado, milagroso engenho,
Vivo reflexo d'esse bous cantores,
Que Ro na e Grecia nos passado* lempo
Ennobreceram com seus don maiores.
Por inv os climas condozie-le o eslro,
Volve em leu eslro toda a gloria anliga ;
E a nova escola que espancira as sombras,
Acha era leus carmes umaSjiz amiga.
Graca, inaocoucia, naturaes instinclos,
De puro amor, fagueirn liberdade,
Charos prazerea d'exHllr diloso. .
Riso da infancia, ardor da mocidade :
Crearas Uo bellas que na vida surgem
Do corceo aspirarOes grandiosas,
D'ilma os segredos, is paixOes Timles,
Danalureudescripres pomposas :
Vastas ideas de subido encanto,
Donados sonhos d'alla phantasia.
Da creerse mil portentosos quadros,
No abrir da noite, ao despuntar do dia :
Todo era leus versos docemente falla :
Thesouio inundo, incgnita riqueza,.
He qualquer urna das canebes que entoas
De inexhaurivel, peieunal belleza.
De Mantua o Cysne renasceu garboso
N'esses primores do leu lindo melro :
Vc-seem It mesmo o tolgazao Theocrlo,
Da lyra pastoril vibrando o plectro.
Gesper revive em leu cantar mavioso ;
Kleisl resurge delicado, ameno,
Nesse pintar da Iresca primavera,
Da florea qoadra no expfimir sereno.
' Rival de Ovidio, Anacreonte e Horacio,
Tu Ibes aeftuUle a luminusa estrada :
Do Lacio a musa eufeilirmi-lc a vida,
A musa grega foi por ti saadadi.
Mis se formoso de poeta o vulto
Em ti 'eleva, Portuguez Cantor,
Que hei de eu dizer-le. sida historia os fastos
l'rompio repeles com 13o nobre ardor ?
Se cssas lembraness da nacilo qae he la
Vens recorda-las em vivaiiguagem,
Quem n"enes quadros samptuosos, bellos,
Nao v do genio a encantadora imagom 1!
Salve, Casllho, protector zelozo
Da lenra infancia qoe chamaste ao seio,
Da ndo-1 be a bisa do saber proficuo
N'um vallo casino que produz recreio.
I.az e progreno leus phanae sao estes !
Sabio, tu queres qae o porvir s'eslenda.
Que a intelligencia contra os vario golpe*
Da ignoiancia seas brazoes defenda.
Ah 1 que oa nao possa deserever-te o muilo
Quena inintvalma vivamente sinto!.,.
i Mas nao te esqaecas qae fallar d'isl'irla
Importa o mesmo qoe dizer : a Nao mintolt
Sim, eu t'eovio reipeiloi voto,
Pura horaenagem, oblac^lo sincera !
Nada mais digo : meu rasleiro canto
Nesle trbulo nada mais podra.
Hoje que Tollas para o berco patrio,
Ao seio da famii tim saudosi,
Hoje recebe ss eipressoes ingenois
ffam filho d'ata America formosa :
dade do
r. D.
F& lber
como oletJJaW
fez a pctirSo d
Diz o tenent
diz de
eommercio nesla cl-
:o, por S. M. 1 e C.
eos guarde etc.
o presente edital virem
s Antonio Lope, rae
dade Muribeca far-seho de conformidade com a
ornamento e perfis approvados pela.directora em
conselho e apresentados a approvacao do Exm. Sr.
presidente da provincia, na importancia de .........
10*105000 rs.
2.* O arrematante dar principio as obras no
prazo de um mes, a dever conToi-las no de oito
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, em virtade de aoteri-
saco do Eira), presidente da provincia, lem da com-
prar os objeclos seguintes :
Para osrecrulas em deposito no-2." balalhao de in-
fanlaria.
Bonetes, 100 ; grvalas de sola de ldstre, 100 ;
brim brinco liso, varas 750 ; algodaozinho, ditas
600 ; panno preto, covados 25 ; sapatos, pares IDO >
mantas de lila, 100 ; esleirs, 100 ; bolOes brancos
de osso, grozas 12 ; ditos prelos de dito, ditas 9.
8. balalhao de infaniaria.
Brrh branco liso, varas 870 ; algodaozinho, ditas
1,044 ; panuo pretp, covados 87; sapatos, pares 349;
esleirs de pallia de carnauba, 348 ; bolSes brancos
de osso, grozts 36 ; ditos prelos de dito, ditas 22.
Hospital rcgimeni.il.
Livroem branco paulado com 300 folhas, 1 ; dito
dito dito com 500 ditas, 1 ; buje* de louca pintada,
24; cacerolas de ferro forradas de porcelana de dif-
ferentes tamandoa, 12 ; colberes de metal lino para
sopa, 120 ; ditas de dito dito para cha, 36; bande-
jas de folha, 4; chaleiras de ferro, 6; copos de vidro,
24 ; chicaras de louca, 48 ; maptegaeras de dita,
24; mantas de lia de boa qualidade, 141 ; ourines
de lonco, 23 ; panellas de ferro forradas de porce-
lana de diversos tamaitos, 12 ; ps de ferro, 4 ; pi-
res de louca, 48 ; pratos razos de loio-a, 176 ; dilos
fundos de dita, 87 ; (lela para camisa, covadb*
72 ; chita para cobertas, covados 192 ; enxadas, 4 i
meias compridas de La, pares 12 ; talheres. 96.
Provimenlo dos armazens do arsenal de guerra, ofli-,
cinas de 1." c 2.a classe.
Taboas de assoalho de, amarello, duzias 6 ; ditas
de dito de lomo, ditas 6 ; ditas de dito da pinito, di-
tas 20 ; costados de pao d'oleo, 6 ; dilos de amarel-
lo, 3 ; cosladinhos de dito, 4 ; pitia marfira, roto 1.
3.a classe.
Tornos de bancada de arroba cada om, 2 ; bigor-
nas de 6 a 8 arrobas cada urna, 2.
4.* classe. ,
Cobre velbo, arrobas.16 ; zioco em barras, arrobas
5; lencues de lalao de 14 a 15 libras, 6 ; arime gros-
so de laido, arrobas 2 ; dito de ferro de raeia grossu-
ra, libras 16 ; dito de dito fino da amarrar, libras
16 ; caixas de folha de flandres siugelas, 3 ; dita
com ditas dobradas, 2 ; cadinhos do norte de n. 6,
10 ; dilos de dito de u. 8, 10 ; dilos de dito de n.
10, 10.
5.a classe.
Sola de lustre 6.
Botica do hospital regimental.
Borracha de gomma elstica de 8 oncas com pipos,
6 ; borrachinhas de gomma elstica com pipos, 50 ;
esponjas finas para>Javagem, libras 4 ; funil de por-
celana de 2 libras, 2 ; ditos de dita de ama libra, 1;
dito de dita de 8 oncas, 2 ; clysopompo d'Eguisier,
2 ; liringas de metal paraelystcres,4 ; rolha de cor-
lira sorlidas, groza 1 ; saca-rolha, 1 ; lesoura para
papel, 1 ; penetras da seda, 4 ; dita de rame finis-
sima, 1 ; vidros para upodeldoc com rolhas, 100 ;
assucar refinado, arrobas 8 ; acido ciliico, libras 2;
dito tartrico, ditas 1- ; acafrao, ditas 1 ; agua ingle-
sa de A. Lt C, garrafal, 50 ; agurdenla branca em
barril, caadas 12 ; aleool de 36., ditas 12 ; lcali
voltil, libras 4; alcatr.lo, barril, 1 ; azoagaw vivo,
libras 16 ; banhade porc, arrobas 2 ; balsamo pe-
ruviano, libras 2 ; carbonato de ferro, libra I ; dilo
de soda, ditas 4 ; dito de polassa, ditas 8 ; bicar-
bonato de soda em p, ditas 4 ; cantridas, ditas 4 ;
calomelanos inglezes, dita 1 ; capsulas gelatinosas
decupaiba e cubebas, caixas 12 ; cevada|limpa,irro-
b.is 2 ; crmor trtaro, libras 4; cera branca em pao,
arroba 1 ; extracto de mulung, libra I; dilo de al-
casss, libra 1 ; emplastro de cicuta, libras 2 ; dito
de dita mercurial, libras i ; dito mercurial,.ditas2 ;
flore de borragens, ditas 4 ; ditas de papoulas, ditas
T; dilas de violas, ditas 4 ; ditas de malvas, ditas
4 ; ditas de rosas rubras, ditas 2 ; .gallia, ditas 8 ;
THEAfKO I) APOLLO.
Sociedade dramtica emprezaria.
SABBADO 14 DE JULHO DK 1855.
Subir i sceni o bello drama em 3 acloa e 7
quadros.
Il\ i 6 ATOS
Ol
OS IBCEHDIARIOS
Terminar o espectculo com a eugracada falca
A UU VIVA,
ITincipiar as 8 horas.
AVISOS MARTIMOS
Companhia Brasileira de Paquetes de
Vapor.
O vapor
Paran com-
maadanle F.
Ferreira Bor-
ges, espera-
se da Euro-
pa antis do
fim do cr-
reme mez, e
seguir de-
Ipois de lo-
imar o car-
\ao para I
BUiih e Rio oe Janeiro: poder receber carga at
200 louelladas e pasugelros, na cmara e no con-
xeZ, para os quaes tem bons rommodos; agencia na
rar do l'.apicbc n. 40, segundo andar.
Companhia Brasileira de Paquetes de
Vapor.
O vapor Im-
peralriz, c*m-
mandanle o 1
lenle Brito
espera-se dos
portos do norte
em 15 do cor-
rente, seguir
para o sul no
kdia seguinle: a-
fegencia na roa
Fdo Trauiche n.
40, segundo andar.
RIO DE JANEIBO.
O brigue nacional FIRMA, capitad Ma-
noel de Freitas Vctor, segu para o Rio
de Janeiro nestes dias. por ter quasi seu
carregamento completo, pode anda rece-
ber algujnas miudeza e escravps a frete
para os quaes tem bons comciodos: tirata-
s com Novaes & C, ra do Trapiche
n. 54.
Para Lisboa pretende seguir lreveniente o pa-
tacho portugaea Rpido, por ler a mnor parle do
carregamento promplo : quem no mesmo qoizer car-
regar ou ir de passagem, trate com )s consignatarios
Thornaz de Aquioo Fonseca c\ Filho, na na do Vi-
gario n. 19, primeiro andar, ou enm o capitao na
praca.
Dentro em poneos dial sahira para' Lisboa o
famoso patacho portngaez Brilhante, vislo que j;i
lem mais de melade da carga proinpta ; por isso
as pessoas qoe nelle qnizerem carregar devem diri-
gir-se quanlo antes ao seripterio dii Viav% Amorim
Si Filho, na ra da Cru n. 45.
Consulado de Portugal em Pemambuco.
A requerimento do Sr. consol da Portugal, sen
presenra do Sr. Dr. juiz de orpli&aaMaaaenles, tim
de se proceder abbado, 14 dueorrflK ao meio dia,
ni porta dasle consulado, roa do jKpiche o. &, a
arrematacao dos espolio seguintes : objectos d* co-
ro avallados em 68$000, pertenoenles 10 espolio do
Uado Domingos Jos de Oliveiri; roopa e objectos
(ie Uso, avahado em 459000, do* finados Jezuino
Antonio BasMk, Manoel dos Santos, Domingos Piu-
lo e Manoel f^rdeiro ; roupa, livro e instrumentos
nuticos, avaliados em 459000, do finado Joao Jos
ie Vaacancellos e Souza -. orna eisi terna o. 4, do
aecco di Molefa, em Fri da Portis, avallada em
:150900o, e objectos de uso avallados em 261020,
pertencentes a Antonio Jos Vieiri : rs licitantes,
merend, podan) aoroparecer oeste consulado, afim
(ie luminar os objeclos cima mencionados. Con-
nlado de Portugal em Pernambuco 11 da jolho da
1855.O chanceller Inlerino, S. M. Alve* Cardoso.
O abaixo assigaado, leudo no Diario de Per-
tambuco n. 157 urna pelico do ^r. Roberto, liqui-
da tario da-casa de Dedier.'em qne refere a noraea-
claluradosdevedores da diUcisi, e qoe se achara
a senles em lugares nlo sabido*, vio om nome igual
ao seu, e com quanlo nao posaa ter applicicio 14
abaixo issiguado, viilo morar nesta pric*, jolga to-
ciivii convenienle declarar, qne nanea deven a caa
te Dedier & Compaohii. Bicifa 11 de jalhe da
1855.Antonio Jorge (jarra.
Precia- de um rtado, prefnrindo-M o qua
siaber coziahar, para casa de hominnolleiro : quem
quizar appareca na roa da Conceicio n. 21, 00 oa
ra Direila o. 27, aeguodo andir, qoe achira com
quem tratar.
Roga-se as autoridades polieiaes e de campo, a
aiptan da negra Juliana, de naci Cassange, qae ea
a cha fogida, idade :58a 40 annos, baixa, corpo regu-
lar, olhos pequeos e avermelhados dar cachaca, de
3ue gosla, com falla de dente* na frente, um Cali
e nui lado da cara, qae ptrece marca de alga-
na bexiga. e uma glndula oo coaaa semalhinla
junto a om dos cotovelos*; levou vestido da chita
r ixa e pauno di Cosli com Ultra* de azul e branco,
franjas do mesmo panno e malames brancos j va-
llms; he provavel que *ode por elle Keeife, Caa
Forte, Manguinho 00 Remedios, onde fol comprada,
e tem lido vista : quem a appreheoder, leve-a ra
da Cadeia de Saoto Antonio n. 30,- qoe ser gratifi-
cado.
O Dr. Firmino Anlouio de Souza, presidente
do Iribunal do eommercio desta provincia, a
publico, qoe hoje principia a fanecionar o mesmo
tribunal na segunda instancia.
GABINETE PORTUGUEZ UE
LBtTURA.
Por ordem do Illm. Sr. presidente da directora
ennvoca-se o conselho deliberativo para domingo,
15 do correle, a* 10 horas da maohaa, para dar
pusse ao que ltimamente foi eleito.M. F. de Sou-
za Barbosa, 2. aecretirio.
Por ordem do Illm. Sr. presidente convoca-se
o conselho deliberativo,, eleilo em sesslo de assein-
bla geral de 8 do correle, pira a sua pone no do-
mingo, 15 rio correte mez, as 10 horas da manilla.
M. F. de Souza Barbosa, secretario,
Nao lendo a asaembla geraftku Srs. accin is-
las ultimado 01 seos Irabalhos na senlo de 8 do
crranle, o Illm. Sr, presdeme adiou a conliouacSo
delles para domingo, 15 do crreme, as 10 horas da
manhla.M. F. deSooza Barbosa, secretario.
.TI l IHjIIiMl, roen papalvo, viste como sedan-
5111 a gavola rw ra doRangel, no da 8, quedizeis
igora da vossa fofa presumpcao, collado! porqae nio
dansasle?.. Vos, sabio da Grecia, deixaste-ros ven-
cer pela pericia do M.... Talero oa nSo -valem as
re;;ras... parabens Sr. M... oosao lorp dea s
garabias, e Vmc. (magaoao !..) mui de proposito so-
bresahia em prweuca de seu toestreO melrilha.
Precisa-se de um rapiz portuguei para cii
ro de taberna, que tenha pratica desla negocio, j
d fiador a sua conducta : no fim da loa do
la lerna da calcada alia.
Manoel Mafia Rodrigues do Nascimenlo, es-
crvao interino das appdlacoes e iggravos do tribu-
nal do eommercio, acha-se no ciercicio do dilo effi-
cin, tendo eslabelecido o respectivo cartorio ni casa
de sua resideucia n. 29, na roa alrax da matriz da
Boa-Vista.
Salusliano de Aquino Ferreira offence graioi-
tariente ao hospital Pedro II a atetad* dos premios -
qne sahircm nos quatro bilhets inteiros os". 3541,
3548, 3704 e 3840 da i. parte da 1.* lotera do liym-
nasio Pernambucano.
m
LEILO'ES.
eorsegoinle
ronel Jos Anin
sendo-llie liennque Jorge Rebello devedor
quanlia de 2129, proveniente de uma lellra venci-
da em 26 de abril de 1835, a como ignore a aclnal
residencia de sea devedor,-quer faze-lo citar por
edtos pan interroraper a prescripcao como deter-
mina o S3 do art. 453 do cdigo do eommercio.
Pede ao Illm. Sr. Dr. juiz do eommercio assim o
mande.B R. M.Atcoforado.
E nada mais se continha em dita peticao. a qual
sendo-me apresenlada dei o despachoeeguinte :
Distribuida; como reqner. Recife 28 de junho de
1855.Silca GuimarSei. ,
E nada mais se continha em dilo despacho, em
virlude do qual se procedeu a distribuir,1o, e o es-
crivo lavrou o termo do Iheor seguinle :
' Aos 30 de junho de 1855 nesla cidade do Recifo
era mea cscriptorio veio o supplicnule lenenle-co-
rouel Jos Antonio Lopes, e disse-em presenta das
lestemunhas abaixo sssignadas que elle proleatava
contra osnpplicido por-todo conteudo da peticao re-
tro ; e na conformidade do mesmo protestado lem
afim de prodatir devido effeito. E do como as-
sim o dis-e e prolestou fiz este termo,em qae aisig-
nou com ditas teslemonhaa. Eu Pedro Tertuliano
da Cuaba, esciiao o csrrevi.Jos Antonio Lopes.
Luiz F'rancsco de Mello Tavares. Domingos
Barbosa Rodrigues.
E nada mais se continha era dito termo, depois do
qual foram lomadas tres lestemunhas qae provar.im
a ausencia do supplicado, coja justificado foi jul-
gada pela senlenra do Iheor seguinle : ,
' Julgo por senlenra e cusas a justificaflo folhas, e
mando qne se proceda a cilicao edital na forma
requerida. Recife 9 de julho de 1855Custodio Ma*
noel da Silva Guimaraes.
E nada mais se continha em dita senlenra, em
virludeda qualse passou o prsenle, por bem do
qoat vai ser citado e notificado do protesto o sup-
plicado afim de qite fique inlervampida a pr'scrip-
rao; e mando a todas as pessoas amigos, parantes,
e conhecidos do supplicado, lhes lacam aviso co-
mo pelo presente he intimado do referido protesto
e este sera publicadofpela imprensa e afiliado no lu-
gar publico do cosame. Recife9 de julho de 1855.
Eu Pedro Tertuliano da Cunha, escrvao o escrevi.
Custodio Manoel da SUca GuimarSei.
\,0 Dr, Custodio Manoel da Silva Gaimaraes, juiz de
direito da primeira vara do cvel e eommercio
nesta cidade do Recite de Pernambuco, por S. M.
I. e constitucional o Sr. I). Pedro II., qne Dos
guarde etc. >
Fajo saber aos qae o presente edital virem e delle
noticia tiverem, que Jos Joaquim Anlnnes me di-
rigi por escripto a peliclo do theor seguinle
Diz Jos Joaquim Antones, que scndo-lhe deve-
dor Francisco Maniz de Almeida de uma lettra de
qnanli de 4809, vencida a 8 de junh de 1850, caja
lettra o supplicanle pagou como endossante au ;a-
cador, o qual devedor se acha ausente sem que delle
lenha noticia, nem sej conhecido o lagar de sua re-
sidencia, quer o supplicanle protestar para conser-
vacao e resalva do seu direro contra o supplicado,
e por isso reqaer a V. S. que se digne de mandar lo-
mar por termo o sin protesto, e que se passe carta
de editos para ser intimada ao supplicado, afim de
ver inlerromper-se a prescriprao na forma do artigo
453 3 do cdigo commercial, e assim : pede a V.
S. Illm. Sr. Dr. juiz de direito do eommercio defe-
rimenlo.E R. M.O mlvoga in. Almeida.
Distribuida; como requer. Recite 30 de junho
de 1855.Silva Guimaraes.A Baplisla.Oliveira.
Aos 30 de junho de 1855 nesta cidade do Recife
da Pernambuco, em meu escriplorio velo o suppli-
canle Jos Joaquim Antones e disse presenil as
teslemantias abaixo assignadas, que protestava con-
tra o supplicado Francisco Muniz de Almeida na
forma de soa peticao rer, e para o fim na mesma
requerido, e de como assim o disse e prolestou, fiz
sta lermo que assignou com as teslemuohas. Eu
Manoel Joaquim Baptisla escrivlo interino o escre-
mezes, ambos coudos pela for
286.
de art. 31 da lei
- cial de alambre,"oncas 8 ; dito dilo de mostarda, li-
p "S(. __, -------------'
l,,"^^/ v. Ura 1; dito dito de iasmm, onra 1 ; ponas calci-
JW O pagamento da importancia da arremalacio *,-. \ .u o
~rj.. _,, ... nadas de Tiado, libras 8 ; raz de jalapa, libras S ;
hydro chlorato de mqrphina, oitavas2>; incens, li-
bras 8 ; kreosole, onra 1 ; mel do abethas, caadas
2 ; man.l." sorle. arrobas 2; dito de lagrimas, li-
bras 8; i magnesia alba, dilas 8 ; nitrato de prata
branco fundido, onras .i ; dito dito crystalisado,|di-
(as 2 ;'CleoNle_mendoa doce, arroba 1 ; dito c-sen-
realizar-se-haem)4 preslic/ies iguaes cuja ultima ser
paga depois da enlrega definitiva e as outraercortM-
ponderflo a cada ter;o das obras do lauco.
4. O prazo da respaMabilidade ser de um anno,
ficando dorante esse prazo o arrematante obrigado
conservar o lauro sempre em bom estado.
5. Melade ido pessoal da .obra ser de gente
livre.
6.a Para lado o qae nko se aehar previsto as pre-
sentes clausulas, iiern 00 orcarnenlo, seguir-se-ha q
que dispOe a respeito a lei o. 286.
Conforme.O secretorio, A. F. d'Ajutunciacao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial do Pernambuco, em cumprimento da ordem do.
%ic. Sr. presidente d provincia de 5 do correle,
manda fazer publico que no dia 26 do mesmo, pe-
raote a junla de fazenda da mesma lbesouraria.se
ha de arrematar, a quem por menos fizer,a obra dos
concert* da ponto da villa de lguarnss, avahada
em 4409000 rs.
A arrematacao ser feita na o.rma da lei provin-
cial n. Ji3 de 15 de maio do anno fiudo, e sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrematacao
comparecam na tala das sessoes da mesma jqota no
dia cima declarado pelo meio dia competentemen-
te habilitada!.
E para constar se mandn aflixar o presento e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial 'de Pernam-
buco 7 de julho de 1855.
O secretorio,
Antonio Ferreira da Annunciarao.
Clausulas especiaes para aarremalanlo.
1. As obras para 0% (reparo* da ponte da villa de
Ignarassii, serao feilas de conj/rmidade com o orca-
rnenlo, approvado pela direclorlia em conselho, e
aprcsenlado a approvacao do Exm. Sr. presidente
da provincia, importando na quantia de 4409000 rs.
%> Estas obras principiarlo no prazo de 15 dase
findarao no de 3 mezes, ambos contados como deter-
mina 1 lei provincial n. 286.
3.a O pagamento desla arrematacao ser feito em
uma su prestaran, quando todas as obras estiverem
concluidos, e recebida definitivamente pela reparti-
rao das obras publicas.
4. Para ludo o mais que nao esliver mencionado
neslas clausulas, seguir-se-ha o que determina a le'
cima citada.
Conforme. O secretarlo, intento Ferreira
d'AnnunciarHo.-
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
em cumprimento da resolnran da junta da fazenda,
manda fzer publico, que a obra dos reparos precisos
a casa da cmara municipal e cadeia da cidade Olin-
da, vai novamenlc a prara no dia 26 do crranle.
E para constar se mandou aflixar 0 presento pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco, 7 de julho de 1855.
^ecrelarioj^
An Ionio FerreitfftAnn uneQfao.
liim. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr. pao-
sidenle di provincia, manda convidar aos conse-
nhores da casa n. 16 da ra oo Livramcnlo, abaixo
mencionado-, a enlregarem na mesma ihesouraria
no prazo tfeSO dias, a contar do dia dafprimoira pu-
blicaran do prsenle, a importancia das qaotas com
que devem entrar para ocalcamento da mesma ca-
sa, conforme o disposto na lei provincial n. 350.
Adverlindo que a falta da entrega voluntaria, sera
punida cem o duplo das referidas quolai, na confor-
midade do art. 6. do regulamenlo de 22 de dexem-
irmazem
[impido
usadas,
acha-
'EJfi
bro de 1851.
Barlholomeo Francisco de Souza. 169560
llerdeiros de Jos Pereira Lagos. 259980
Antonio Joaquim dos Sanios Andrade 329610
749150
E par constir se mandn afiliar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
huco 10 de jolho de 1855. O secretario,
Antonio Ferreira da AnnuncUteUo.
rezina etaae, libras 8 ; dila da angico, dilas 4 ; fo-
lhas.de sene, dilas 16 ; civetle, oilavas*4 ; sulphilo
de ferro, libras 8 ; dilo de maguesia, ditas 16 ; se-
menles de meimendro, onras i ; samo de gro/.eilles
libras 12; sabao branco (inissimo, arroba 1 ; dito
amarello, caixa 1 ; trtaro emtico em p, libras 2 ;
vnho brinco, caada 1. *
Quemos qulzer vender aprsente as suas propos-
tas em carta techada na secretaria do conselho as 10
horas do dia 16 do correnle mez.
Secretaria do conselho administrativo para forne-
cmento do arsenal de guerra 9 dejulhu de 1855.
Jos de Brito Ingles, coronel presidente. Bernar-
do Pereira do Carmo Jnior, vogal e secretario.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, em virtade de autori-
sajao do Exm. presidente da provincia, tem de com-
prar os objectos segointes:
Para os msicos do 8. balalhao de infaniaria.
Bonetes II, charlaleiras 11 paree.
Meio balalhao do Ceara.
Mantas de 13a 312, sapatos 100 pares.
Diversos corpos.
Panno verde escuro] para sohrecasacos calcas do
10. balalhao 158 covados, mallas de lia para o 4.
balalhao de artilharia, 9. e 10. d infaniaria, com-
panhia de artfices, e de cavalaria 25:1, sapatos pai
os mesmos 1301 pares, botei jeonvexos grindes de
metal bronseado com o 11. 10 de metal amarello
2282, dilos pequeos com o mesmo numero 1956,
panuo azul mselo para o 2. balalhao de infaniaria
135 covados, sapatos para o mesmo 57,pares; capotes
de panno alvadio 63..
Recrnlas em deposito oo 2. balalhao.
Sapatos 50 pares.
OitavO batalha* de infaniaria.
Mantas de lfla 355, plnno verde escaro enlre-fino
1871 covados.
Nono balalhao de infaniaria.
Mantas de lia 376, panno verde escuro enlrc-fino,
covados 1468.
Meio balalhao di Parahiba.
Mantas de laa 48.
Quarto balalhao de artilharia.
Panno carmesim para vivos*, cavados 90.
Escola de primeras letlras do segundo balalhao de
infaniaria.
Arta frea, libras 6, compendios dearithmelica
por Avila, 3.
Quem os quizer vender aprsente as soas propos-
las em caria fechada na secretaria do conselho admi-
nistrativo s 10 horas do dia 12 do correnle me.
Secretaria do consalh'o administrativo para forne-
cimento do arsenal de guerra 5 de julho do 1855.
Jos de Brito Inglez, coronel presideOj|e. Ber-
nardo Pereira do Carmo Jnior, vogal e secre-
tario.
Carlas segaras existentes na administracSo do
correio, para osseahores: Dr. A. A. de Souza Cr-
valho, Antonio Goncalves F'erreira. Caelano de Cas-
tro, D. Francisca Senhorinha de Mello Albuqaer.
que, Francisco Jos de Amorim, lenente-coronel
Uenrique Pereira de Lacena, Jusliniano Augaito
de Oliveira Paula, Joao Firmino Correia de Araujo.
Joo Joaquim da Cunha Reg Barros, Joi Antonio
Pinto, Jos Antonio Ferreira Adrilo, Jos Roberto
Moraes e Silva, Ludgero Goncalves Dias, Lino Jos
de Castro Araujo, conego Marcelino Dornellas, Ma-
noel Domingos Januario. Manoel *os Ribeiro Ca-
valcanti Lima, Manoel Thomat dos Santos, major
Carlos de Moraes Camisas.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernambuco sacca sobre
a praca da Baha, e contina a tomar
lettras sobre a do Rio de Janeiro. Ban-
co de Pernambuco 25 de junbo de 1855.
O secretario da direceo, JoSp Ignacio
de Medeiros Reg.
O agente Borja far leilo era seu
I oa ra do Collegio n. 15, de um grande e
sortimento de obras de marcineria novas e
e de outrgs muitos objeclos differenles.que
rao patentes no mesmo armazem ; assim col
larahem a leilo o sobrado de um andar, sSlo
rna de San-Pedro Marlyr n. 58 era Olindalja an
nunriado nesle jornal : qointa-feila 12 do cofreole,
a 10 horas.
Os administradores da massa fallida de Barbo-
sa & Lima farao leilo, por iolervcncao do agente
Oliveira, de um armarao para armizem de assucar,
i,936 saceos vasios, 2 ptimos escravos e diversls di-
vidas, entre estas uma lellra o conti de Olivcife.Ir-
inais & Companhia por -.18:50080110. ludo pe
cont aquella massa : quinta-feira, 12 do cort
as 10 horas da manhaa, no armazem n. 21,. cuj do
Trapiche.
-r- Sexla-rera, 13 do correle, as 10 horas da ma-
nhaa, serao vendidas om leilo publico, por Inler-
vencao do agente Oliveira, i reqoerime.ilo dos ad-
ministradores da massa de Dcane'Voale t Coripa-
nhia, e por despacho do Illm. Sr. Dr. juiz dos feilos
da fazenda, as carleiras e mais uleucilios di escrip-
lorio, e as fazendas inglezas, entre eUkmuitos al-
godo-is proprios para ensacar assucar,^aaistenles oo
armazem da referida massa, sito na ra da Cadeia
do Recife n. 52.
Precisa-se de um caixeiro pan tomar por ba-
lando uma taberna, 110 paleo do Pilar, em Forado
Portas, n. 15.
Precisa-se alagar um quarto para dormir um
moco ; quem liver annuncie.
rit Aluga-se um mulalioho de 14 aonos de idade,
"nal e*nrayo' IDUIl actiao, diligente e fiel, bom copeiro,
D I e que sabe.com perfeic^lo fazer lodo o servico de uma
'" casa, excepto o de cezinhar ; cruem o pretender, di-
rija-se casa do Hospicio entre as das Tinas Arsu-
niu e Cunha.
AVISOS DIVERSOS.
2
Regiment de coalas.
Sabio a luz o regiment das cusas judi-
ciaes, annotudo com os avisos que o alte-
rarain: veade-se a 500 re'ij, na livraria
n. t e 8 da piara da Independencia.
MASSA AMANTIM.
francisco Pinto Ozorio chamba dente* eom esta
deliciosa massa, caja soa boa quarlic aeja he noto-
ria, assim como tambera cal;a com cuto e prata, e
oulros melaes broncos que suas cores igualara muito
aos proprios naturaes : pode ser procurado pira este
fim, na 'roa estreili do Rosario n. -2, confronte a
igreja. "
Ao Sr. Paulo Gaygnoux.
O absiio assigndo pede ao Sr..Paulo Gsygnoui
denlisla fraocez, qoo seja mais poltico era seos an-
Duncios, e nao tratar por charlales a pessoas como
8. S. habilitadas, au em por denles, mas a por ein
pralici misteres queseaba de annonclar, e ao;
mesmo lempo convida ao mesmo senhor a vlr em
su* toja, na ra estreita do Rosario n. 2, confronte a
igreja, para ver essa massa que diz ser nico inven-
tor e possuidor.Francisco Pinto Ojorio.
O SOCIALISMO.
Peto ral Abran Talla.
Acpha de poblicar-se esla inlcressunle obra, qoe
trate Oriente com toda a historia religiosa e poltica at
as conferencias de Vienn.
Os senhores assignantes podem mandar receber
os seus exemplare (aquellas pessoas a quem liverim
a bondade de assignar.Continua aberta as assignatu-
ja al o fim do correnle mez de julho, a 2-3000 cada
cxemplar, no escriplorio do Diario de Pernambuco
praca da Independencia, na leja de livros dos Srs.
Ricardo de Freilas & C, esquina dfi ra de Colle-
gio -, as tojas do Sr. Jos Moreira Lopes, ra do
tiiieimado casa amarella ; dos Srs. Squeira & Pe-
reira, Antonio Francisco Pereira e llrekenfeld, ra
do Crispo ; do Sr. Luiz Antonio de Siqueira, roa
da Cadeia do Recite; e era casa do autor, j ea-
quadernada. paleo do Collegio casa amarella na 1.'
andar ; assim como as mos das rnesmas pessoas,
que ale agora lem lido a bondsde de agenciarem as-
signaturas. Findo o presente mez, v*nder-sc-ha
cada om exemplar avula* a 3* rs.
Precisa-se de ama nma para o servico interno
e externo de casa do pouca familia : nesta lypogra-
phla se dir com quem Irata-se.
Rogase ao Sr. M. R. N. o favor de vir pagar
u importe da om val vencido, oa ra da Madre de
Dos, e se nao fizer com brevidade enlo declararse
o sea nome e a qualidade do negocio.
O abaixo assigndo declara, que aexcepogo das
procuraces passadas como administrador e liqudala-
de do casal de seu tinado pai o Sr. Antonio Marques
da Cosa Seares, conslituindo aos Sil. Dr. Antonio
Teixeira.de Borba, no Rio-I'ormoso, e /.eferino Gil
Peres da Molla, na villa da Granja, as qua*s conli-
nuam em seu Inteiro vigor, assim como oatra paisa-
da ero sea proprio nome ao Sr. Jos Paulo do Reg
Brrelo, na comarca do Cabo, quaesqaer oulras re-
lativas, tanto aodilo casal, como a negocios de pro-
pria cunta do annunciante, ticara d* nenhuru effeilo
desla dala em diante. Recite 11 de julho de 1855.
Jos Marques da Costa Soares.
AVISO aO PUBLJCO.
Paulo Luiz Uaignoux, deotisti fraixez, inventor a
unicu ptssuidpr da maravitflbii prep.rac.ao, a qual
denomina massa adnmautina, previne ao respeitavel
publico, que nao deve confundir esla admiravel mas-
a, nalteravel em prcienc dos cidos mais concen-
trados, com sedissas composcGes metlicas, de bis-
mulh i; estauho, que atoan cliarlaLles tambera de-
nominim massa adamantina,enaogozam de nenhu-
raadas propridade dessaincoinparavel preniracao,
e coja principal hr'conservar ios denli a cor natu-
ral qne todos o lempo : roa larga do Rosario n. 36.
Aluga-se ama boa casa na |
be. com bom quintal, rio alrai, e at se Minera
tratar na mesma povoacao, com Jos Francisco Xl-.
vier de Mido.
A sociedade Raleo di Mocidade resautda pa-
la fascinacao de algom invejoso,' em sen bilheles,
resoiveu em a-sembla geral!!!! levar a effeilo o ore-
jelo do baile,fazendo publicar o programma do mes-
rao por desprezo a qaem servir carepuca.
PROGRAMMA.
Alm do numero de quadrlha* e Taita* Mr. Pro-
feaseur sustentar um pa 1 deai com madamesella
Chiqui... Mr. Calilo e Mr. Arrotip, om rezudanle
galope e Mr. Voit de fifre orno flbil schotisch com
qai) linalisar o baile; e coma economa he ulil em
lodo o caso, a receila para es aununcios esla linda,
salvo se for preciso.O p-fie.
Irra com. a tal polka.
Roga-se 10 encyclopedicoprofeanr dos Iras e ex-
Ihesoureiro da enferma sociedade llalo da Moci-
r^ioeque nos ensajos de sua ma polka a
trole, compadeca-se di pessoas que lhe
o has, pois nao he possivel tolerar-se o ralbo de
tantos cascos sem grave ineommodo. Esperan ser
allondidos.Macaco, Corcunda & Companhia,
A sociedade Baleo da' Mociedade -
l'crgunta-am curioso aos Sr. socios se ja recebe-
ra ni os premios dos bilheles que se achara em poder
do Ibesoureiro, e bem assim quando he e dia desig-
nado para o inimitavel baile naquelles dominios da
mesma sociedade, e sa eom effeilo o dispendio qoe
necessaramenle ha de baver he a cusa d*s raesme*
senhores ou a cusa de alguem deboa f, que at ig-
nora qae existe essa lociedade : iilo se deseja saber
para ficar infondadas certas suspeilas 'supersticiosas,
quej comecam apparecendo.-O'Miguet Pistn.
Quem preciar de ama ama para homem sel-
teiro ou pouca familia, dirijn-se ra de Sania The-
reza n. 7.
Um rapaz que se acha arromado ofljereca-iee
para caixeiro da rao oa de cobranca, mesmo para al-
gum senhor que receba assucar do malte, pare q que
tem mui la pratica, e d fiador a sua couducla: quera
do seu presumo se quizer utilhar, annuncie.
Precisa-se alogar na otaria com sitio e porto
de embarque : quem liver a quizer alogar, annun-
cie ou dirija-se i roa do Rangel o. 77, qae achara
com quem tratir.
Antonio Laiz de Oliveira Azarado fez mudanc*
de sea escriplorio da ra da Cruz n. 17 pira a mes-
ma ra n. 1, aoode morava o Sr. t. II. Gaensry.
Oi-se dinheiro a juros de 50 al 400 tobre
penhores de ouro e prata, ou com hypouieea em
tima escrava : na rui dis Flores n. 27, loja de mar-
cineiro, se dir quem da.
-*s
\.
I
THEATRO DE APOLLO.
A commisso aduiinisiraliv a da companhia de ac-
cionistas, convida pela segunda vez a lodos estes se-
nhores para a reueiSo ordinaria de assemblca geral,
3ue deve ter logar 00 domingo, 15 do crreme mez
e julho, as 10 horai da minhSi, como ha determi-
nado na ultima parte do artigo 17 dos estatuios da
mesma companhia, afim de sedar cumprimeato ao
disposto nos S do referido artigo.
Atuga-se om primeiro indar com muilos com-
modos, na roa da Penha com fundos para a roa Di-
reita : a tratar na rna do.Queimado n. 33, loja da
Boa Fama.
Senltores redactores: Como me icho livze da
priso que soffri na fortaleza di Cinco Ponas,
quartel boje do corno de polica, too por estas duas
linhas agradecer 10 Illm. Sr. comraandate do mes-
mo corpo e mais senhores ofiiciaes e ofliciaes infe-
riles, o bom trnlnmento qoe me d^jsm, e da roes-
roa forma aproveito o eneejo para agradecer aos
raeus amigos o quanlo ie jnlerneceram e interema
ram-sc por mira: nao sou mais extenso em meas
agradeclmenlot por nao cancar ae* leitores. Sou se-
nhoies redactores, ele. Victorino Jos" Ferreira.
Sabbado 14 do correnle, depois da audiencia
do Illm. &f. Dr. juiz do civel da segunda vara, se ha
de arrematar a armaejh) de orna loja de fazenda
com uma pequea carieira, ludo par 503, penhora-
das a Costa & I.imi, por esecueso de D. Jeroqyma ~^~-
Mara de Albaquerqoe.
O ahai 10 issignado tendo pedido sua damboM
de inspector do 2. quarteirSo da freguezi* de S.
Jos por seu estidoalc sade nSo lhe perraillir po-
der continuar a topar la) lagar, fallarla ae mais
rigoroso dever se deixasse de' agradecer ao Illm.
Sr. Dr. delegado deste dslrcto e ao Illm. Sr. sob-
delegado deajabfreguezia, as maueirai urbanas com
qae sempre vaVaram ao abaixo assigaado, a igual-
mente a confiarte*, qoe sempre neile depositaran!,
pelo que ibes ser sempre grito.
Amaro fose dos Prazeres. IB
Aluga-se uma sala e uma ajlcova di frente de .
um primero indar ni ra estreita do Rosario n. 33 ;
na mesma se vende um bom cJo da caca.
CIDADE DA VICTORIA.
Da'-se dinheiro a premio sobre penho-
res de prata ou boas firmas: a tratar no
pateo da feira, com Manoel Jos Pereira
Bor|>e*.


DIARIO OE PERMIUCBO QUINTA FEIR 12 OE JLHO OE 1855

V
Mana adamantina.
Sebastiio Jos de Olrveira recebuu de Franja ha
poucos das novejorcio de mansa idaraontinii para
chumbar dontaxl lala preparacao incootestavel-
iDtote superior (odas as que al a$ora se empregi-
varo para esle fim, he t nica capa* de preserar de
tolal luioa 01 deules cariados, e porque Ules exiche
perfeilamenlc as calidades, e idquirepenas sppli-
cada, a mais completa solidez. Como prova desla
"rela Je pedera o anuuucianle imiiail* gram nn-
mero de pesiase, a quem, sein|ire tn resultado o
xnuit l'eliz, a Itm applicado, isto pornr siria icinso
porqoe li quasigeralroeole.rec tullecida a aupiema-
ia desla preciosa preparacllo. O aniinncianleoffere-
ee, pois, seos serviros, no j p ira chumbar, limpar
lirar denle-, como lamheni (ra oulro quf Iquer
fim de sua arta a lodas as pesnoas uq* se dignaren)
honra-lo, procurando-o n qualquer fiera na sua, leja
da Iravessa da ra do Vigario n. i, ou ao lado do
Corpo Sanio n. 83, segunde an lar.
Precisa-se de um feilor que ealenda de plan-
tacOes e saiba iguakrnenteJratai de jardim, pata un
pequeo sitio no logar w Capunga, preferir do-se
porluguez : quem pretender dirija-se i roa Velha
na Bo,i-Viila o. 56, ou reparlijao do seo, que
chara com quem tratar.
Companhia Pernambucaiia de navegado
coteira.
O conselho de directa* fa'viila ao* Srs accionis-
tas da meama einpreza a effeciuarem al o dia 31
do correnle rae? mais 10 per rento sobre o valor
das acodes que subscreveram ; (i o encarregsd) dos
reeebimeolesheoSr. F. Coolon, oa ra da Cruz
n. 26.
O abairu ssignados faxein scienle ao res- j
i peilavel publico e a lodos cora quem tem na-
gocios, que pelos annuncianles se acha en-
mitados poderes para del- .
| les tratar e at decidir, a seo filhoe irmioM
lat Antonio Carlos Pereira de liorgos Ponce ile sor
' Leou, com quem deverio enlender-se. w
Engenho Aguas-Claras 3 de julho de 185-'.
Francisca, ia Cunha Bant'tira de Mello,
FiKx Pereira i* Burgas.
--tr
AO BARATO. ?****
Borzeguins de duraque gaspiados ])ara
seahera a 2500 rs. o par, sapatos de cou-
ro dt: lustre para senhora, franceses e
de Lisboa a 1J200 rs. o pnr, sapatinhos
cohetes a 320 r. o pa r: na prac;a da
Independencia loja de calcados de Anto-
nio Augiuto dos Santft Porto ns. I>7 e
39.
O Dt. Hibeiro, medico tela universidade de
Cambridge, conliaa a residir m roa da Cruz do Re-
cite n. 49, '_. andar, onde pide ser procurado a
qualqcier hora, e convida aos pobres para consullas
gratis, e mesmo os visita quande as cireomslaneias o
eiijam, faz especialidade da molestias dos olhos e
o vidos.
Precisa-se alugar unta ama lorra que
saiba cozinhnr e engommar, para casa
de pequea familia : no largo do Pataizo
sobrado n. 15.
Precisa-se de urna ama para^^Hfa pecaena
familia, qne sirva pera todo o servico de portas i
dentro, eque saiba eogommar : na ra 46 Hospicio
n. 3*.
l'reeisa-ie lugar orna negra qoe saiba vender
na roa : a tratar na roa do Caltieireiro.n. 60. Ad-
verle-se que he paga bem.
Aluga-so ama casa de om sudar, sita ns
da Roda : a tratar na ra do Cu legio n. 9.
Ooem precisar alagar stm esrravo preto para o
rvicp de cav e ra, ou para qualquer armazem,
*ft1aJ ia, trapiche e prensa, dirija-se a qualquer ho-
ra do dia rea da Soledade, que segae para Man
goiaho, no sitio dos 4 lees, qoa achara com qoem
tratar.
(iferece-se om rapaz braiileiro para caixeiro
de cobrasen da qualquer casa de negocio dentro des-
ta praca : qntm precisar dirija-se ra do Caldei-
reiron. 54, das 6 horas da manliaa as 10.
Precisa-se alugar dous pelos escravos para
ervenles, pagando-se beni : qui-m os liver e quizer
lugar dirija-se a ra da Florentina n. 7.
frecisaaj de um moco inteligente para cai-
xeiro de orna loja de fazendas fnmcezas: a fa.'lar na
praca da Independencia n. 18 e '0.
Ama de leite.
Na ruado Crespo sobrada n. 9, pre-
cisa-se de urna ama com leite.
;Precisa-sede um eilor para ser vico
de campo : a tratar na ra da Conceicao
da Boa-Vista n. 39.
lMcisa-se de alguns trabalhadores
de etrflBa : a tratar na ra da Cadeia do
Recite n. 45.
0ttNMttt-M0UtSSta
s ioma l
c outral doencas da pelle. w
0 Tratam-se com especieiidaoe as affeccoes W
t da pelle, particularmente a niorphca. 9
4) No consmillorio homo?opat lico do Dr. C-
- su sanara, roa das Cruses n. 'X. V
Aepobre* trata-se de Rra Q
Qaam precisar de ama mi a escrava para casa
da hornera solieiro ou de peqaum familia : dirija-se
a ra deSaolaThereza, casa n. V.
BernarJino Antonio Km, nle> podendo des-
pedic-s? de seus amigos em virt de da brevidnde de
sua viajera, poda desculpa aos meamos por esta falla
involuntaria.
i
Joaqnim Jos Dias Pereira declara, que lendo
arremalcdeem leilao de 9 de junho prximo passado
todas >sdividas activas que toiarh a Antonio da
Casta l'erreira Estrella, com taberna na roa da Ca-
deia du Kecife, couda a lodos os devedoresdodito
Estrella, lauto da praca como d> mallo, para que
. veohaia pagar sanannunciante com a.maior pres-
* tesa pwsivel, alim de evilsrem maiores despezas,
pois promelle ter toda conlempUcao com os'que fo-
rem mais promptos nos seos pa|;amenlps, podendo
para isso dirigir-se ao annuncianle, no [aterro da
Boa-Vista, loja n. 14.
^ft !

4t Paulo (iaignoui, dentista francez, estabule
# cido na ra larga do Rosario n. 36, segnnlo 9
41 ailar, colloca denles com gengivas artificiis, 9
9 e dentadura completa, oo parte dalla, com a
Sprussio do ar.
Rosario n. 36 segando andar, 0
<# # Jt tC
Aluga-se ou vende-u urna casa com
sotao e sitio no lugar da Torre, junto ao
sobrado do Sr. Peixoto, com todas as com-
modidades para familia, coclieira, estri-
bara, quartos para feitor, etc.: na ra
da Cruz n. 10.
CONSULTORIO DOS POBRES
50 BA KOVA 1 AlTOalA 50.
O Dr. I'. A. Lobo Moscozo di consultas homeopathicas lodos os dias aos pobres, desde 9 horas da
manhaa aleo meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noile.
Oflerece-*) igualmente para pralicar qualquer opera(ao de cirurgla, e acudir promplameule a qual-
quer raulherque esteja-otal de parle, e cujascircumstaucias niopermitlam pagar ao medico.
-M CONSULTORIO DO DR. P. A. LOBO I0SC0Z0.
50 RA NOVA 50 f
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo de meddicina homeopaihica do Dr. G. H. Jahr, traduzido em por
tugue/, pelo Dr. Moscozo, quatro volumes encadernados em dous e acompanhado de
um diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc...... O.-imo
Esta obra, a mais importante de todas as quetratam do esludo e pratica da homennaihia, por ser a nica
que conten a base, fundamental d'esla doulrinaA PATHOGENESIAOU EFFE1TOS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SAUDEconhecimenlos que nao podem dispensar as pes-
soas qoe se querem dedicar pralica da verdadeira medicipa, interessa a todos os mdicos que quizerem
experimentar a doulrina de Hahneinann, e por si memos se convenceren! da verdade d'ella: a lodos os
fazendeirosesenhoresde engenho que estao longe dos recursos dos mdicos: a lodos os capiliesde navio,
qne urna oo outra vea nao podem deixar de acudir a qaalqoer incommodo seo ou de seas tripulantes :
a lodos os pais de familia que por cireomslaneias, que nm sempre podem ser prevenidas, sao obriga-
dos a prestar n eonlinenli os prmeiros soccorros em soas eufermidades.
O vade-mecum do homeopatha ou triduccao da medicina domestica do Dr. Bering,
obra tambein til s pessoas que se dedicam ao estado da homeopalhia, um volu-
me grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina...... 10J000
O diccionario dos termos de medicina, cWurgia, anatoma, ele, etc., encardenado. 33KHH)
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar om passo seguro ua pratica da
homeopalhia, o o proprielario desle estabelecimento se lisongeia de te-lo o mais bem montado possivel e
ninguem duvida boje da grande superioridada dos seus medicamentos.
Boticas a 12 tubos grandes...................... 88000
Boticas de 24 medicamentos em glbulos, a 109, 129 e 159000 rs.
ilas 36 dilos a........*.......... 209000
Ditas 48 dilos a ,................. -209000
Pilas 60 dilos a .... '............... 309000
Ditas 144 ditos a .... ,............. 6(19000
Tubos avulsos....................... I9OOO
Frascos de raeia onca de lindura...............; 29000
Dilos de verdadeira lindura a rnica.................. 29000
Na mesma casa ha sempre i venda grande numero de. lobos de cryslal de diversos tamaohos,
vidros para medicamentos, e aprompta-se qualquer eneommeoda de medicamentos com loda a brevida-
de e poeprecos muilo commodos.
Compra-se na botica da roa do Rosario n. 36, o
seguiule:C11rso.de hilosopliia por Damiron. 4 vo-
lumes, nllima edicao, em trance/ ; l.icfles de lgica
por Charma, 1 vol., ullima edicAo, era fraurez ; Ba-
ses^le urna moralidade por Charma, 1 vol., ultima
edicto.
Coropram-sc acQes de Beberibe : na roa lar-
ga do Rosarlo n. 36, segundo andar.
Casa de couunissao de esevavos, na ra do
Livrament n. i.
Compram-se escravos de ambos os sexos, sendo
boas figuras paga-se bem, Umbem se recebem psra
vender de commissao.
CompKm-se palacfles hrnsileiros, hespanhes,
mSjMcaiibs e pesos de franco* : na ra da Cadeia
do Recite, loja de cambio 11. 3S.
Compra-se 111114 negra de boa figura, que sai-
ba bem engommar, coter e coziohar, paga-se bem ;
aasim como um muleque de 14 a 16 anuos : quem
tiver, dirija-se i ra da Cruz n. 23.
Compra-se urna casa terrea no bairro de Santo
Antonio, que Icnha quintal e cacimba : ua taberna
da run das Cruzes n. 20, se dir quem compra.
VENDAS-
IRATA1ENT0 HOMOPATHICO. .
Preserva tico e curativo .
DO CHOLERA-MORBUS,
PELOS DRS. '
csi/sV.rg: re: ,..m.. re*. _
oa insIrucQao ao povu para se,poder curar desta enfermidaile, administrando os remedios Tnais eflicazes
para atalha-la, emquanto se recorre ao medico, ou mesmo para cura-la independente destes nos lugares
em que nao os lia. a (
TRADUZIDO EM PORTUGUEZ PELO DR; P. A. LOBO MOSCOZO.
Estes dous opsculos conten as indicacOes mais claras c precisas, su peiasua simples e coucisacx posi-
ao esta ao alcance de lodas as inteligencias, nao s pelo que diz respeilo aos me ios curativo, como prin-
cipalmente aus preservativos que lem dado os mais salisfaclorios resultados em toda a parle em que
elles lem rido po'los eoi pratica.
Sendo o Ira lamento homeopathico o nico que lem dado grandes -resultados no curativo desta horri-
Vel enfermidade, julgamos a proposito Iraduzir estes dous importantes opsculos em lingua verncu-
la, |para desf arte facilitar a sua leitura a quem ignore o franecz.
Vcnde-se nicamente no Consultorio do traductor, ra Nova n. 52,' por 2>000 rs.
MASSA ADAMANTINA.
Roa do Rosario n. 3b, segando andar, Paulo Gai-
gnoux, dentista francez, chumba os denles com a
massa adamantina. Essa nova e maravilhosa com-
posico tem a vantagem de enchersero presso dolo-
rosa todas as anfractuosidades do dente, adquirindo
em poucos instantes solidez igual a da pedra mais
dura, eperiiiile restaurar os denles mais estraga-
dos com a forma e a cor primiliva.
ilIBL!CA(AO DO INSTITUTO H0-
mOPATUICO DO BRASIL.
TH5pOURO HOMEOPATHICO *'
OU <
VADE-MECUM DO > I
HOMEOPAfHA. (
Methodo conciso, claro e seguro de cu- {
rar homeopathicamenle todas as molestias
que ffligem a especie humana, e pafti- "
culacinenia aquellas que reinam no Jira-
sil, 'edgido seuundo os melhores trata- .
dos de homeopalhia, lano europeos romo '
americanos, e segundo a propria etperi- 1
enca, .pelo Dr. Sabino Olegario l.udgera
Pinho. E-la obra he hoje reconhecida co- ''
ido a melhor deludas que tratam daappli-
caeo homeopaihica no curalivo das mo-
lestns. Os curiosos, principalmente, nao
podem dar um passo seguro sem possui-la e
1 con^ulta-la. Os pais de familias, os senho-
I rea, de engenho, sacerdotes, viajantes, ca-
pujes de navios, serlanejosetc. etc., devem
I te-la man para occorrer promptamenle a
salquer caso de molestia.
* os volumes em brochura por 108000
| a encadernados II9OOO
I Vende-se nicamente em casado autor,
ra de Santo Amaro n. 6. (Mundo No-
A taberna de Garjah de cima continua a esta,
prevenida de um completo sorlimenlo de raolhadosr
miudezas e fazendas; por lano todas as pessoas que
quizerem continuar a honrar este estabelecimento,
all acharao ludo que precisarem a ventado do com-
prador, pelo mesmo preco ou com pouca difiercnr.a
da pra;a; na mesma taberna ha corles de 13a do ul-
timo goslo, chegados ltimamente para veslides de
senhoras.

DEITISTA.
Es< a sabir a luz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTRAHIDO DE RUOFF E BOEN-
' NI\CHAUSEN E OUTROS,
^poslo em ordem alphabelica, com a descripco
abreviada de todas as molestias, a indicarlo pli\sio-
logtca e llieupeutica de lodos os medicamentos ho-
roebpathirApea lempo d p;o e concordancia,
segpido de om diccionario da sign(icac,ao de todos
os termos de medicina e cirurgia, e posto ao alcance
das pessoas do povo, pelo
M. A. J. DE MELLO HOBAES.
Subscreve-se para esta obra no consultorio horneo,
palhico do Dr. LOBO MOSCOZO, ra Nova n. 50-
primeiro andar, por 5JO0O em brochara, e 69OOO
eucadernado.
O Dr. Sabino Olegario Ludgero* Pinho,
mqdou-se do palacete da roa deS. Francis-
co n.68A,para o sobrado d dous anda-
res n. 6, ruade Santo Amaro, (mundo novo.)
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, roa do Collegio n. 2,
rende-se um complelp sortimento
de zendas, finas e grossas, por
precos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto emper- *j
ces, como- a retalho, afiiiuicand c-
se aos compradores um s preep
para todos : este estabelecimento
sJirio^se de comb'mucao com a
inaior paite da casas commerciaes
inglesas, rancezas, allemaas e sits-
ima, para vender fazendas mais em
i^onardo que se tem vsnddo, e por
I tato flijrecendo elle maiores van-
tagerts troque nutro qualquer ; o
"propi'ietario deste importante <-
vabelecimento convida' a' todos os
eu patricios, e ao publico em ge-
ral, pasa que venham (a' bem aos
seu interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
Aluga-sc urna escrava bea co?.inheira e docei-
ra ; qnem a pretender, procure na roa dos Marty-
rios, casa n. 8, primeiro aodsr, das 3 boros da larde
em dianle, que achara cora qoiim irater-
Pardeutse da algibeira urna carleira com al-
apei de valor, que s servem a sea do 10, por
isso roga-se a.pessoa que acbot, querendo entrga-
la, levo roa da Cadeia do Kecife, loja n. 23, que
receber urna aralificocao ; a cual eirteira fui per-
dida ao bairro do Recite ou Sajito Antonio.
Qoem precisar* orna he a ara de HiU; diri-
ja-se roa dasCruzes, n. 41, scgniidi andar.
O abaixo assigaado roga a Anfonio Teixeira
Lima que declara qual a passoa a quem o ab.-.ixo as-
signado offerecesse em venda a escrava Joanra, sob
pena de passr por infame se cao o fizer.
Monotl Pair de Alcntara.
chronicas, 4 vo-
. 209O0TJ
. 6000
. 7#000
. 69000
. 169OOO
69000
K5OO0
ttjOOO
10900o
H9U00
79000
69000
49000
109000
309000
INFORMAgO'ES OU RELACO'ES
SEMESTRES.
Na livraria n. 6 e 8 da prara da In-
dependencia, vende-se relacoes semes-
traes por preco commodo, e querendo res-
mas vende-se ainda mais emeontn.
Novos livrosde homeopalhia mefrancez, obras j
lodas de summa importancia :
Hahoemann, tratado das molestias
lumes. ... r ... .
Teste, troleslias dos meninos .....
Hcring. homeopalhia domestica. ....
Jahr, pharmacnpn homeopaihica. .
Jahr, novo manual, 4 volumes ....
Jahr, molestias nervosas. *. .'
Jahr, molestias da pelle.' -. .
Rapou, historia da homeopalhia, 2 volumes
Harlhmann, tratado completo das molestias
dos meninos..........
A Teste, materia medica homeopaihica.
De Pavolle, doutrina medica homeopaihica
Clnica de Staoneli .......
Caatiiig, verdade da homeopalhia. .
Diccionario de Nysten.......
Attlas completo de analomia com bellas es-
tampas coloridas, contando a descripcao
de lodas as parles do corpo humano .
vedem-se lodos estes llvros no consultorio homeopa-
thico do Dr. Lobo Moscoso, ra Nova n. 50 pri-
meiro sudar.
AULADELATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
quemudou a sua aula para a ra do Ran-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internse externos desde ja'por me-
dico precrj como he publico: quem se
quizer utuisar deseupequenoprestimoo,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
EDCACA'O DAS FILHAS.
Entre as obras do grande Fenelon, arcebispo de
Cambra}', merece mu particular menear otratado
da erfucacao das meninasno qual esle virtuoso
prelfdo ensina como asmis devem educar suas 0-
Ihas, para um dia chegarem a occapar o sublime
lugar de mi de familia ; torna-se por tanto ama
necesidade para todas as pessoas que deseiam gui-
a-las no verdndeiro caminho da vida. Est" a refe-
rida obra tradarida em porluguez, e vende-se na
livraria da praca da Independencia n. 6 e 8, pelo
diminuto preso de 800 rs.
O Dr. JoaoJonorio Bezerra de Me-
nezes mudou a sua residencia da ra
N'ova^para a ruada Aurora sobrado n.
62, que faz esquina com o aterro da Bpa-
Vista, e ah continua a excrcer a sua pro-
lissao de medico ,
I J. JANE, DENTISTA, Z
continua a residir na raa Nova o. 19>, primei- %
ro andar. m
Precisa-se de urna ama de Iciie, forra oa capti-
va : oa roa do Cabug, loja de outives n. 12, ie di-
r qoem precisa.
Os abaixo assigoados fazem scienle ao res-
peilavel publico, que compraran! a padaria @
que~foi duviuva do fallecido Carlos, sila no 9
19 largo de N. Senhora do Tergo ou CincoI\>n- et
S las. osqaaespromettema lodos aquellessenho- 9
9 res que Ihes fizerem a honra de comprar o ex- @
ti cellente pao, bolacha lina, biscoilo, Lilias, ?.'
0 bolachinas de ararota, de os servir comas me- {5
9 Ihores farinhas que houver no mercado, as- Q
sim como a sua bolacha grande he firmada 55
19 com a firma de Rihciro& Piulo, e a pequea @
;.; cum a do R. & P., avista do exposlo esperam g.
s$ a concurrencia tanto de seus amigos, como @
39 dos Illms. Srs. de engenho : a padaria prin-
cipiar atrabalhar no dia 2 de julho correnle. Jf?
% Hibeiro ix Pinto. tj*
Desappareceu no dia 21 de junho do correnle
anno a preta Rosalina, de idade 3j anuos, de nacAo
Bcnguella, bastante alia, grossa do corpo, eai gr-
vida, tem 110 liraco esquerdo a marca P e R, ella di-
r quem he sua senhora, a qual pagar bem.
Precisa-se de urna casa terrea no bairro de
Santo Antonio, de 89 a 109000 mensaes, com quin-
,lal e cacimba, d-se de 3 a 6 roezes adianlados : na
ra da Scnzala Velha n. 70, segando andar.
Precisa-se de urna ama lbrra ou es-
crava quefijea o servico interno e externo
de urna casa de mui pequea,familia,
ainda mesmo que seja de idade: na ra
da Conceicao n. 9. ,
Francisco Ignacio de TorresJ^ndei-
ra, escrivao iutetino primeira instancia.da capital do Reci
tem aberto o seu escriptorio na i na
treita do Rosario, no primeiro andar da
casa n. 44*
O abaixo assignado.-dono da loja de
charutos da ra larga do Rosario n. 52,
|)ede as pessoas que se ucham a dever con-
tas atrazadas, fue hajam de as ir pagai
com a mesmu vontade com que se The
iou ; pois na falta serao chamadas por
este DIARIO para assimofazerem.Joa-
quim Bernardo dos.Reis.
Luiz Jos de S Araujo aproveila as columnas
desle Diario para lestemuuhar sua eterna gralidiib
aos Illms. Srs. Drs. Jos Joaqoim de Moraes Sar-
ment, JuSo Pedro Maduro da Fonseca e F. C. Mul-
ler, pelo desvello com que Irataram sua esposa, ala-
cada da febre amar.ella, com vomito prelo, do que
felizmeute se acha restablecida.
PUBLICACA'O COROGRAPHICA.
Esta' a' venda na livraria classica n. 2,
no pateo do Collegio, a obra intitulada
Breve Noticia Corographica do Imperio
de Brasil, escripia em 185 ; e roga-se
aos Srs. assjgnantes que tenhara a ton-
dade de mandar buscar os seus xempla-
res, no armazem de leiloes da ra do Col-
1 legio n. 15-
CIGARROS DE PALHA.
Avisa-se aos senhores acadmicos que
hechegado a loja de charutos da ra lar-
ga do Rosario n. 52, os afamados cigarros
de palha fabricados em S. Paulo, vindos
pelo ultimo navio qne velo do Rio de Ja-
neiro, i
Vcnde-se superior sal do Assu rindo ullima-
menlc pelo brigue Feliz Destino : a tratar com o
Sr. Manoel tionr,alves da Silva, oa a bordo com o
capilao.
A o$500.
chales de merino, linissima fazen da, bonito sorli-
menlo de todas as cores, pelo diminuto preco de
900 rs. : na ra do Queimado n. 33 A.
Baratissimo
a7$500
Chapeos de sol de seda cabo de canna de 26 e 28
pollegadas, o melhor .que he poisivcl : na ruado
Queimado 11. 33 A.
Chales de pura
la a
de lindos c modernos padrote a 79OOO rs,, chales de
ganga bordadas, pelo diminuto preco de 29800 rs, :J
na roa do Queimado n. 33 A. '
Fazendas baratas.
Cortes de cassa de cores com barra a 29000, chitas
boas de cores fixas a 180 rs. o cavado, ditas largas
para lucio a 20.1 rs., ditas adamascada azul e amaril-
las proprias para coherta a 240, risrados francezes
largos de quadron moderno* a 260, percas de cassa de
lista cora 8 varas por I96OO, ditas dequadrof a 29 rs.
corles de seda propriospara noivas a 209000 rs.,cam-
braias de lindo finas a .'19OOO a vara, panno de linho
para len^es com mais de II palmos *te largura a
2-'M) rs. a 'vara, corles de camhraia de salpicos a
29880 rs,. corte de casemira de cores a 49000, brim
de qaadriuhos a 240 rs. u eovado, sargelim escuro
com moro a 160 a eovado, hivas de cores fio da Es-
cocia a 160 o par, esguiao para peilo de camisa a
19400 rs. a vara, panno prelo de cores, merinos
finissimos, e oulras muitas fazendas que a dinheiro
se vendem'por preco barato: na loja n. 50 da rna
da Cadeia do Recife defronlo da ra da Madre de
Dos,
Vende-se um buhar em muilo bom estado, por
prejo muilo razoavel; tiesta lypograhi se dir cora
quem Irata-se.
__Vendem-se doas pretas de meia idade, nina boa
quilandcira c outra boa cozmluira o lavadeira de
brrela ; um preto que serve para lodo servico e he
bom catador : na ra Direila 11. 66.
Vende-se iinha de algodao em oovcllos para
costura, bem acreditada neste mercado pela supe-
rioridada de sua qoalidade : em casa de Soulhall
Mellor & C. roa da Cadeia do Kece 11. X.
Vende-se a casa terrea n. 8 da ra da Soleda-
de, com 30 palmos de frenle, perlo de 300 palmos
de fundo, com cacimba, alBuraas srrorci, e situada
em terreno proprio : a Iralar na roa de Apollo 11.
13, armazem.
- 3-*
9 Acha-se venda o manual do guarda na- 53
S cional, 00 rollecsHo de lodas as leu, regula- ji
^ metilos, urdens e avisos concedientes a mes- &
js) ma guarda nacional, organizado pelo capilao $
9 secretario geral do commando superior da 9
9 guarda nacional de capital da provincia de $
( Pernambuco Firmino Jos de Olivcira, des- f$
'dea sua nova orgauisscJo ale 31 de ilezembro
* de 1854, relativos nao s ao processo da qaa-
9 lificaco, recurso de revista, ele, etc., senilo 91
9 a economa dos corpos, orgaoisacio por mu- &t
9 nicipios, batalhOes, e companhias, com map- 9
4t pas e modelos, etc., etc.: vede-sc nica- 9
$ mente no pateo do Carmo n. 9, primeiro an- 9
9 dar, a 59000 par cada volme, 9
__jta roa do Vigario o> 19, primeiro andar, ven
de-seaielo novo.ehegado da Lisboa pula barca Gra
tido.
C1 pas de burracha baratisiimas.
Vendem-se capas de borracha, o mellior possiv
por prec.o que se nao vende em parte alguna aa
ra da Cadeia do Recife, leja n. 50, defronle ti ra
da Madre de Dees.
Moinhosde vento
'ombombasderepuxopara regar borlase haixi,
decapim, nafuinlica de D. W. Bownan : naraa
doBrunms.6, 8el0.
Vende-se o apreciavel vinho Bor-
deaux engarrafado, rnuito proprio para as
pessoas que se acham em dieta e por pre-
co baratissimo, por ser urna pequea por-
oto que resta: na ruada Cruz n. 26,
primeiro andar.
Vendem-se os verdadeiros licores de
absyntho e kitch, chegados pelo ultimo
navio francez e por preco milito commo-
do : na ra da Cruz n. 26, primeiro an-
dar.
Domingos Al ves Matheus lem para vendar era sea
escrif lorio, na ra da Crar n. 54. um rico piano de
armario, recenlemenle ehegado e de boas votes, aa-
sim como se eocarrega de mandar vir oulros a con-
tento los pretendenles.
Attencao.
Na ra da Cadeia Velha i. 47,lnja do S(Maooel)
vende-se damasco de lia de daas larguras, muito
proprio para co bertas de cama apaos de mesa.
L
Lotera do IVio de Janeiro.
No dia 4 do correnle mez devia correr em aSao-
la Casa Oa Misericordia a lotera 17.* do Hospital
da mesma santa casa. as lujas do costume na pra-
ca drf Independencia existe i venda bilheles e meios
lu leles desla lotera, osquaes lem no verso Osinele,
val do costume impresso com lellras de linla azul :
os premios que -.ilnrern ueste bilheles sao pagos
logo que se distrihuirem as listas, s quaes espera-
mos pelo vapor nacional, do da 16 em dianle,
Vcnde-se urna bonita escrava de 30 anuos, eu-
gomnia ci-m peleicao, co/.inha e cose clulo, urna di-
ta que engomma, cozinlia e faz labyrintho e todo o
mais servico de urna casa, um prelo que, co/.inha o
diario : na ra dos Qnarleis 11. 21.
Aos Illms. Srs. acadmicos.
A' ra do Queimado 11. 9, chegaram superiores
cliarulos da llahia.iniiltilados Varetas, da fabrica de
Brando.
vendem-se
aherlas; e 1
TESTOS V}U VOLTABETE.
Vendem-se caivinhas core tent de mul-
to bom gosto para o apieciavel jogo de
voltarete, chegados ulmamcpte de Fran-
ca e por muito commodo preco: narua
da Cruz 11. 2ti, prjmejr andar.
A 09000 A PECA. *~
Vendem-se pcc,s de brim fino de linho, com 20
varas, proprio para cerolas, loalhas, lenroes e outra
muilas obras, pelo baralissimo prety> de 99000 a pe-
r;a, assim como ostras muilas fazendas que a dinhei-
ro se vendem barato : 11 roa da Cadeia do Recife,
loja n. 50, a>fronle da ra da Madre de Dos.
VINHO DO PORTO SUPERIOR FEQORIA.
Vende-se por preso commodo no armazem de
de Barroca & Castro, roa da Cadeia do Recife 11. .
GRANDE E NOTO
Sortimento de chapeos de ol tanto de Seda como
de panno, para liomens e seohoras.de lodos os laraa-
nhose'qualidades, palitos de panno, seda. 13a, linho,
alpaca etc., de todas s cores e qualidades, caifas de
brim bronco e pardo,c um sortimento de malas para
viagem, assim como baleias para vestidos e esparti-
Ihos para senhoras, cobre-se e ,eancerta-se loda e
qualquer qoalidade de chapeos de sol, por menos
preco que em ouira qualquer paarte : na raa do
Collegio o. 4, casa de J. Falque.
Na ra da Cruz n. 26 primeiro an-
dar, vendem-se os seguintes relogios por
muito barato preco que faz admirar, re-
logios de ouro patente suisso, ditos de pra-
ta, ditos de dita dourada c ditos
{jal va tusada.
Velas.
Vendem-so excellenles velas de carnauba pura e
de eomposicAo, sendo estas do melhor fabricante do
Aracaly, pelo commodo preco de 149500 a arroba:
na ra da Cruz armazem n. 15.
Na ra ojo Crespo, loja n. 12, vendem-se bous
cobertores de algodao, braiicos, de pello a 19400, e
sendo em porreo faz-se algumadifferenca no prejo:
lambem vendem-se sedas escocezas a 18200 o eovado,
bonitos padrees e sem defeilo.
Superior vinlio de champagne-e Bor-
dt'uux : vende-se em casa de Schafhei-
tlin & C, ra da Cruz n. 58.
A ELLES, ANTES QUE SE ACAJJEM.
Vendem-se curtes de-casemira dejmm goao aU9,;>00
49 e 59OOO o corte ; na ra do Crespo/n. 6.
de dita
AGENCIA
Da Fandicao' Low-Moor. Ra da
Sexuala nova n. 42!.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das c metas moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e tai:xas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton & C., na ra de Senzala Nova n. 4 2.
Sellins nglezes.
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montaria.
Candiel rose casticaes bronzeados.
Chumbo em lencol, barra e muiiirao-
Farello de Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiroedevela.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97.
DEPOSITO DA FABRICA DE TODOS
OS SANTOS DA BAHA.
Vende-se en casa de N. O. Bieber &
C, na ra da Cruz n. 4, algodao tran-
cado daquella fabrica muito proprio pa-
ra saceos de assucar e roupa para escra-
vos, por preco commodo, "
Em casa de J. Keller&C, narua
da Cruz. 11. 55 ha para vender expel-
ientes pianos vindcw ltimamente de Ham-
burgo. "
Vende-se urna balanza romana com lodos os
seus perlences.em bom oso e de 2,000 libras : quem
pretender, drija-ee roa da Cruz, armazemn. 4.
COGNAC VERDADE1RO.
Vende-se superior cosnae, em garrafas, a 129000
a duzia, e 19280 a.garrafa : na rna dos Tanoeros b.
2, priinciro andar, defronle do Trapiche Novo.
FAiuNiiA eMandioca.
Vcnde-se superiorfirrinha de mandio-
ca, em saccasque tetn um alqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazensn. 5, 5 e 7 defronte da escadi-
nha, e no armazem defronte du porta da
alfandga, ou a tratar joescriptorio de
Novaes!& C., na ra do Trapiche n. 5-i,
primeiro andar.
Chales de merino'.de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na ra do Crespo, loja da esquina qoe
volta para a cadeia.
ATTENQftO.
Na ra do Trapiche n. o, ha para
vender barris de ferro ermeticamente
fechados, proprios pasa deposito de fo-
ses ; estes barris sao os melhores que se
tem descobert para este fim, por nao
e\halarem o menor cheiro, e apenas pe--
zam 16 libras, e custam o diminuto pre-
co de* $000 rs. cada um.
Vcnde-se pipas, barris vazios e bar-
ricas internadas: a tratar cora Manoel
Alves Guerra Jnior, na ra do Trapiche
n. 14.
Potassa.
, No anligo deposito da roa da Cadeia Velha, es-
criptorio 11.12, vende-se muito superior potassa da
Russia, americana e do Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos-que he para fechar conlas.
tricada
fiada a
POTASSA BBASILEIRA.
erior potassa, fa-
de Janeiro, che-
1 mn-
lOSOS
seus bons elteitos ja expenmen-
ludos: na rtia da Cr'uzn. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron & "W
Companhia. O
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Redundo de 640 para 500 rs. a
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle era Berlin, empregade
lonias inglezas e holiandezas, coi
de vantagem para o memorar Ho do
assucar, acha-se a venda, era latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber Companhia, na ruada
Cruz. n. 4. JL
5-i
.= as aa
XI
sse
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s
3
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b-l
>5 'S
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3
3
a
a

Uf
id
BE
Z*2
**
Faz scienle a urna casa ingle/.a de
grosso trato, que^nao pratique segunda
vez receber o importe de urna lettra duas
vezes, queira abtter-se de semelhante
procedimento. Manoel Jos Pereira
Borges.
Mauoel Jos Pereira Borges, pede a
diversas pessoas moradores nessa praca e
scs suburbios, que por cartas ja' tem
avisado, inandem pagar-lhe o que de-
vem ; e se de hoje a 50 dias o nao fize-
rem, publicara' seus nomes.Cidade da
Victoria 12 de julho de 1855.
O escripturario da Companhia de
Beberibe achando-se habilitado a comprar
e vender acroes da mesma Companhia, of-
ferece-se as pessoas que quizerem com-
prar e vender, a dirigir-se ao escriptorio,
na ra Nova, sobrado n. 7.
Um medico dos loncos, olferece no
philosopho hydrophathico um asvlo na
casa dos doudos, promettendo cura-lo em
pouco lempo sem gratificacao alguma.
Precisa-se alugar urna boa casa ter-
tea, no bairrb de Santo Antonio, da'-se
bom fiador ou paga-se alguns mezes adi-
antado, e trata-se bem da casa: quem ti-
.ver annuncie para ser procurado.
Antonio Barbosa de Barros, com sala de bar-
beiro n roa da Crot n. 62, 1. andar, limpa denles
queima e chumba com massa adamantina, e vende
os frasquinhos por preco commodo, assim como eo-
sina como ella he-applicada.
Ilavendo o abaixo assignado, como procurador
de Manoel Antonio Teixeira. annunciadoque Uer-
nardino Francisco de Azevedo Campos, nao podia
dispor da heranca de Manoel Antonio Teixeira, de
quem he o dilo Campos teslamenteiro, declaro que
fica de nenhum eBeito o dilo annuncio, e quo de
minha parle 11^1 ha obstculo algonvacerca da dita
heranca. visto ter desistido do direilo qoe linba seo
constituirte dita heranca.
Miguel ]ose%Barbosa (luimarats.
Na botica dalia do Collesio n. ti,
panoas, sendo 2 de
>fami-
- Vendem-se ti prelas moras, ctfm libUidadi
Ditas figuras, e 2 prelos : na roa larga do R1
tfcj^5*guuilo andar. ,^^k^B
Idem-se 2 lindas pecas, sendo 2 moloques,
um de 12 anuos e oulro mutalinh de 8 : ua rna da
Penha, taberna por haixo do sabrado.
Vende-se um lerreno de''marftlhn j beneficia-
do, em Motocolomb, por pre'po muito commodo : na
ra do Queimado, loja 11. 01.
Vende-se orna catraia nova, grande, propria
pera os fretes de vapores, com lodos os perlences,
vela, remos, ele. : para ver oa rna do Farol, e tra-
tar na ra do hlar, em Fra de Portas, n. 103.
Bonitas franjas com bolotas para
cortinados.
Vendem-se na ra no Qneimado n. 63,loja de J0S0
Chrisoslomo de Lima Jnior.
Vendem-se jrirtes de cassa pretj de bom goslo,
pelo diminuto prego de 2)000 : na rna do Crespo,
loja 11. 6..
Vende-se um escravodeTnacjlo Cosa, idade de
35 anuos.o qual he eslivador e calraieiro : na ra do
Monde un n. 23.
Vende-se um casal de escravos de meia idade,
proprios para campo, e um prelo lambem de meia
idade: na ra do l.ivramento n. 4.
M LOJA DE ( PORTAS
em frente do Livrameulo.
Veudem-so vestidos de seda, bbnlos gostos. pa-
ra meninas de 3 a 6 anuos por 681; lencos de cam-
liraia. brancas e pintados, a 160 rs. ; chitas de bous
pannos a 160, 180 e finas a 200 rs. ; riscados de li-
nho para roupa de menino e homem a 240 rs. ; fa-
zendas escara propria para roupa de escravos a 160
rs. e oulras muilas fatendas por preco barato.
Sal do Ass
a bordo do hiate A oro Ollnda, a tratar com o'mes-
tre a bordo, ou com Tasso Irm.lns.
HE MUITO BARATO,
romeiras de lindos gostos a 29500, chales de larla-
lana a 19, lencos de boa ganga, a duzia 39100, len-
cos de carca e seda a 15, lencos de cambraia de li-
nho a 600 rs.: e oulras mais fazendas por baratos
precos, na ra do Queimado n. 33 A, na loja junto a
da fama. '
COMPRAS.
Compra-se urna escrava que seja
moca, intelligente, sadia e sem vicios,
embora nenhuma habilidade tenha : a
tratar-e no sobrado da ra do Pilar n.
82.
Brunn Praeger&C, tem para ven-
da em sua casa ra da Cruz n..!0.
Lonas da Bussia.
Instrumentos para msica.
Oleados para mesa.
Charutos de Havana verdadeiros.
Gomma lacea.
Vendem-se dous pianos fortes de
Jacaranda construccao vertical, e com
todos os melhoramentos mais modernos,
tendo vindo no ultimo navio de Ilam-
burgo: na ra da Cadeia, armazem n.
21
jCfolfcoi
ame
REMEDIO EFFICAZ PARA CURAR
CALOS, POR MR. MAOUS.
Esle excedente remedio vende-se na ra do Col
legio n. 1, loja de miudeas.
LABYRINT110S.
Lencos de cambraia de linho muito finos, loalhas
redondas e de ponas, e mais objectoi desle genero,
ludo de bom gosto ; vende-se barato : na raa da
Cruz n. 31, primeiro andar.
Vende-se urna escrava que coziwha bem e lava
de sabo : na roa da Praia n. 14.
Vnde-se ama casa terrea que se acha brm
(ralada, e rende mensalmenle lOJjOOO : quem a pre-
tende!, dirija-se ra da Praia o. 14, que achara
com quem Iralar.
Milho a 48000 o alqueire : a bordo da barcada
Diligencia, Tundeada no caes do Ramos.
Taixas para ^fi^eftbOB.
Na fundicao' de ferrt" de D. W\
Bowmann, na ra do t m,~.;jjBSSn-
do o ^^jT L _M)u.t'r ssVc? um
-^^____yimento^'de t jts de ferio
__ crtatido de 5 a. palmos de
bocea, as quaes acliam-se a venda, por
preep commodo'" e'-com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em cano
tem despeza ao comprador.
Cera de carnauba.
Vende-se na ra da Cadeia do Recife n. 49, pri-
meiro andar.
Vende-se um cabriole! e dous cavallos, ludo
junto oa separado, sendo os cavallos muilo mansos e
muilo eosturradosem cabriole!: para ver, ns co-
eheira n. 3, defronle da ordem lerceira de S. Fran-
cisco, e a Iralar com Anlonio Jos Rodrigues de Soa-
za Jnior, na raa'do Collegio n. 21, primeiro ou se-
gjiudo andar.
FAZENDAS DE GOSTO
PARA VESTIDOS DE SENHORA.
Indiana de quadros muilo fina e padrees novos ;
corles de lila de quadros e flores por preco commo-
do : vende-se na ra do Crespo loja da esquina que
vollapara a ra da Cadeia.
CASEMIRA PRETA A 4> 500
0 COITO DE CALCA.
Vendem-se na ra do Crespo,-loja d,, esquina qoe
volta para a rna da Cadeia.
RA DOS QARTEIS.
Ricos qusdros com moldura dourada, com dese-
nlio a oleo, e sobre panuo, representando episodios
a morosos, --Ousa encllente ncsle genero, os presos
varlam a proporco do (am'anho, sendo os grandes a
15280,19600 e SO rs. ; 640, 500 e 400 rs. os mais
pequeos^ com esla quanla orna-so com bellos qua-
dros urna boa sala de janlar, no mais aparado goslo
4a poca : na loja de Ciuz & Gomes, ra dos Quer-
ais n. 24. *
Veude-sc urna preta moc.a, bonita) figura, sabe
vender na 1 ua, cose, engomma. faz labyrintho e lodo
servico de una casa : na ra do Sebo n. 23.
__Vende-se um caio de onrives e alguns oulros
instrumentos do mesmo oftlcifc : no aterro da Boa-
Vista n. 6S. i
He barato que admira.
Vendem-se saceos com feijao por di-
minuto preco: nos Quatro Cantos da ra
do Queimado, loja n. 20.
. Vende-se ama cabra (bicho) milito leiteira,
propria para criar urna crianza : quem a pretender,
dirija-se Soledade, passando o silio dos leoes, pri-
meiro porlSo do becco.
Rita do Queimado n. 1
Ha um novo sorlimenlo de lencos brancos com
barra de cores fixas, proprios paia meninos e meni-
nas, pelo diminuto preco de 100 rs. cada um, um
eomplerfTsorlimento de cascmlras de novos costos e
muito boa Tazencla a 48600, ditas a 3800, riscados
francezes do ultimo gosio a 200 o eovado. Alm des-
las ha oulras ii.uitas fazendas por barato preco.
COM PEQUEO TOQUE DE
AVARIA.
A 5OOO rs. a pessa.
Vendcro-sc na ra do Queimado, loja n. 17,
peas de madapolSo com pequeo loque de avaria a
39000, e algodaozinho americano com pequeno to-
que a 25000 a peca.
PARA ESCRAVOS.
A 1200 rs.
Cobertores de algodao cncorpados: na ra do
Queimado, loja u. 17.
FEIO E ROM.
Vende-se estojo com urna navalha, verdadero
ac inglez, feio e bom, pelo barato prejo de_ 18500
na roa do Queimado 11.03, loja de Joo Chrisoslomo
de l.ima Jnior.
Deposito de cal de Lisboa.
Na ra da Cadeia do Recife, loja n. 50, continua
a vender-se barris com superior cal irirgum de Lis-
boa, por preco commodo.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
ticas pura piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redo^vas, schc-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
Vendem-se rujas e modernos pianos, rece c-
menle chegados, de excellenles vozes, e presos com-
modos, em casa de N. O. Bieber & Companhia, raa
da Cruz o. 4.
Capas de panno.
_Vendem-s%capas de panno, proprias para a esta-
jo prsenle, por commodo preco : na roa do Cres-
po n. 6,
Grande sortimento de brins para quem
quer ser gzmenho com pouco dinheiro.
Vende-se brim trancado de listras e qiiadros.de pu
ro linho, n 800 rs. a vara, dilo liso a 640, ganga
amarella lisa a 860 o eovado, riscados coros a imi-
tadlo de casemira a 360 o eovado, dilo de linho a
280, dilo mais abaixo a 160, castores de lodas as co-
res a200. 240 e 320 o rovaflo : na ra do Crespo
COM PEQUEO TOQUE DE
AlgodiiO de sicupira a 2S5O0 e 3 : vende-se na
ra do Crespo loja da esquina qoe volta para a raa
da Cadeia.
Alpaca desela.
Vemle-s&alpaca de seda de quadros de bom goslo
a 720 o condu, curtes de lila dos melhores gustos qoe
lem viudo no mercado a 15500, dilos de cassa chita
a 10800, sarja prela hespanhohi a 25WK) e 28200o
eovado, selim prelo de Macao a 23800 e 39200, guar-
danapos adamascados faltos em Cumiarles a 39600
a duzia, loalhas de rosto vindas do mesmo logara
99000 e 129000 a doria : na roa do Crespo n. 6.
CHALES DE LAN E ALGODAO,
ESCIROS A800 R$. CADA 1.
,Vendem-se na roa do Crespo loja da esquina qne
volta para a ruada Cadeia.
CORTES DE CASEIIRAS
DE COKES ESCURAS E CLARAS A 3000.
VeodSfafc-e na roa do Crespo, loja da esquina qoe
volta pira a ra da Cadeia.
Veode-se escolha de caf de boa qoalidade : na
ra do Brum, armazem n. 14.
CHAROPE
DO
BOSQUE
O nico deposito contina a ser na botica de Bar-
Iholonieu Francisco de Soma, i gado Rosa-
rio n. :16; garrafas grandi-59500
IMPORTASTE PABA 0 I
Para cura de phiisica em lodos os seos diOerenles
graos, quer motivada por coS^^H
ma. pleuriz. escarres de saogui
peito, palplacao no coraco, coqaeluc
dar na Garganta, e lodas as molestias dos orgaos pul-
monar s.
A BOA FAMA
Vendem-se tesouraspara costara a 19000-a M
penles para tranca a 19500 a duxia, filas dos
vradas, de Indas as cores, esexo deleito a 120 rs. a
vara, n pecas a 19200, meias brancas para senhora a
210 o par, filas brancas de linho a 40 rs. a peca, pe-
cinhas de bieo com 10 varas a 560 e 6*0, carteiri-
nhas com asulhas surtidas a 240, escoras finas pata
denles a 100 rs., pulceiras ou braceletes encarnados
para ssnhora e menina a 320 e 400 bran-
cas du noveUo u. 50, 60, 70 e 80, a 18100 a libra,
ditas de cores umbem denovello a I9OOO' a libra,
holoes de porcelana para camisa a 160 a grose, ta-
das de linhas linas para bordar a 160, ditas de peso
a 100 rs., eairiteis de linhas de 200 jardas a 70 rs.,
botoes muito finos de madreperola para camisa a 600
rs. a grasa, dilos brancos e prelos para calcas a 280 a
grosa, linhas muilo tinas de marcar, azoca n encar-
TlSiaTajBOaTn^iTh, cottrlS ncveiloi^if WpjHJL
senbori a 100 rs. a dutia, mi^Sl^T'TiitedasaW r
I
Deposito de vinho de cham-
iagne Chateau-Ay, primeira qua-
idade, de propriedade do conde
de Mar-cui!, ra da Cruz do Re-
cife n,. 20: este vinho, o melhor
de toda a Champagne, vende-se
a 36,?000 rs. cada caixa, acha-se
nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N.
B.As caixas sao marcadas a fo-
goConde de Marcuile os r-
tulos das garrafas sao azues.
m--9-mmm
Deposito do chocolata francez, de urna
das mais acreditadas fabricas de Pars,
em casa de Victor Lasne, rna da Cruz
n. 27.
Extra-superior, pora baunilha. 19920
Extra fino, baunilha. 19600
- Superior. .19280
Quem comprar de 10 libras para cima, lem um
abale de 20 % : venda-sc aos mesroos precos e con-
difow, em casa do Sr. Barrelier, no aterro de Boa-
Visla n. 52.
Vende-se ac em cuiibcles de um quintal, por
preco muito commodo : ao armazem de Me. Cal-
moni & Companhia, praca do Corpo Sanio n. 11,
Riscado de4istras de cores, proprio
para palitos, calcase jarme tas, a 160
oeovado.
Veodc-te na roa do Crespo, loia di esqoioa qae
volta paia a cadeia.
Vendem-se no armazem n. 60, da ra da Ca-
deia do Recife, de Henry Gibson, os mais superio-
res relo|{ios fabricados em Inglaterra, por precos
mdicos. *. .
Vende-se excellente taboado de pinho, recen-
lemenle ehegado da America : na ra de Apello
trapiche do l'erreira, a eoteoder-ae com o adminis
ador do mesmo.
%
omatif.hu, ditas maiores e de lodas as co -es a lrw*
suspensorio a 40 rs. o par, grantpas a 6rs. o ma-
ciulio, altiuetes a 100 rs. a caria, p
ver a 120, brinquedos para menino i QQU
xiulia, espelhos com moldura doura H
perior.a 120 e 160, espelhos d capa a 8 s. a du- IB
zia. lo vas de sed prelas com palmas de cres para
senhora a 500 rs. o par, agolheiros de sneUi nm
agulhas sorlidas a 200, torcidas para candieirt
que o comprador quizer a 80 duxia,
baleia psra alisar A 280, ditos aberlos, boa*
a 320, eaixinhas com agnlhas francerasd
a 200 rs., litas de linhooe cores -
das dd viola a 200 rs. a duzia, c ate
oulras muiiissimas cousas qae lud'
preco! que faz admirar : na raa do (.
quatro cantos, loja de mludexas da Boa V
VINHO CHER
Em casa de Samuel P... johnston 4 C ,
ra da Senzala-Nova n. i9
AGEMCIA DA FLfflHO
EDW1N MS4W, ESCRIPTORIO D i RO-
SAS BRAGA & C, RA DO TRAPI-
CHE N. M.
T m para vender um completo sorti-
mento de taixas, moendas a meias moen-
das jxara engenho, cuja superioridade ja'
he bem conliecida dos senhores de enge-
aho desta provincia, dos da Parahiba e
das Algoas. desde quando tae objectos
do mesmo fabricante eram vendidos pelos
Srs. Me. Calmont&C, desta praca.
A Boa lana.
Vendem-se riquiisimos leqaes com lindas e fins-
simas pinturas a 23, 3, 49 e 53000 cada u
de seda pintadas de muilo bonitos padrdes para en-
ancas de 1 al 4 annos a 19800 o par, ditas de lio da
Escoria, muilo boa faienda, a 240 e 400 rs. apar,
vollas prelas para lulo com brincos, pulceiras, alu-
nles, fazenda muilo superior, a 49000, ditas mais
ordinarias a 19000, palils de laa de muilo bonitos
gostos e guarnecidos para senhora e meninas, pelo
muilo barato preco de 39000 cada om, bandejas fi-
nissiinss e com delicadas pinturas, pelo baralissimo
preco de 29 ate 69OOO cada ama, traocas de seda de
todas as larguras e teres, filas finas de todas as cores,
bicos finissimos ede bonitospadres, de linho, lesou-
ras >s mais finas que he possivel enccnlriir-se e de
lodas as quaiidades, meias e Invas de todas asvqna-
lidados, riquissimas franjas brancas e de cores com
belotas, proprias para cortinados, escovas muito fi-
nas para cabello e roapa, estampas de sabios colori-
das e em fumo, todo por precos qae ojo deixam de
agradar aos compradores : na ra do Queimado, nos
qualrn cantos, loja de njiodezas da Boa Fama o. 33.
Esta loja toma-se bem conliecida pele grande e bo-
nito turlimeuloque sempre tem de roiodeas de boas
gostos e por precos sempre mais baratos do qae em
outra qualquer parle.
A boa fama
Vendem-se meias da laia para padres, o melhor
que he possivel bsver, pelo muilo barato preoo d
2900(1 o par : na rna do Queimado, eos quatro can-
tos, loja de miadezas da Boa Fama n. 33.
CEMENTO
da melhor qualidade: vende-se cm
casa de Brunn Praeger & C run j*
lynjqUMMrinaiKs^BnjManMniMi^Z
da Cruz n. 10.
ESCRAVOS FGIDOS.
Desappareceu da na das Larsngerras n. 26,
urna isscrava por uome Caelana, de idade de 30 eo-
lios, com os sigoaes.seguinlcs: tem uro lalM^k
heiro, anda calcada, levou vestido escuro e hraSfo,
panno prelo fino, snalos de cauro de lastre, he um
lano a ,f jntnUff""1'" uem a P8'T leve-a
dila c mpensado.
PBW. TYP. DE M. F. DE FARIA, 1855
innniisxi--------


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