Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00804


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Full Text
v-v
ANNO XXXI. N. 158.
Por 1 mozos diantaios 4,000.
Por 3 meu vencidos 4,500.
QUARTA FE IRA II DE JULHODE I8S5.

Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO DE PERNAMBUCO
ENCABREGADOS DA SUKJCITIFC.VO..
Recite, o proprietario M. F. de Farn ; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joao Pereira Martnt; Baha, e Sr. D.
Duprad; Macei, eSr. Joiquim Bernardo de Men-
donra ; Paraliiba, o Sr. Gervazio Viclur da Nalivi-
dade ; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira Jnior;
Araeaiy, o Sr. Antonio de Lemrs Braga; Ceani, o Sr.
Victoriano Augusto Borges; Maianhflo, o Sr. Joa-
quim Marques Rodrigoes ; Piauhy.o Sr. Domingos
Herrulano Ackile* Pessoa Ceareace ; Para, oSr. Jus-
tino J. Ramos ; Amazonas, o Sr. Jerony mo da Cosa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, 27 1/4 e 27 j/8 d. |por 1.
Paria, 39a rs. por 1 f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Rio de Janeiro, 2 por 0/0 de rebate.
Acedes do ban>-o 30 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par,
da companhia de seguros ao par.
Disconio de leiiras de 8 a 9 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas* 298000
Modas de 63400 velhas. 169000
de 63400 novas. 16 9000
. de400O. 9C000
Prala.Pataces brasileiros. 1JJ940
Pasos columnarios, 1940
J mexicanos. .... 13860
PARTIDA DOS CORREIOS.
01 inda, lodos os das
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dios 1 e 15
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex eOuricury, a 1 '.\ e
Goianna e Parahiba, 'segundas e sexias-teiras
Victoria e Natal, as quintas-feiras
PREAMAR DE 1IOJE.
Primeira s 2 horas e 6 minutos da larde
Segunda s 2 horas e 30 minutos da manha
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundase quintas-feiras
Relacao, tercas-feiras e sabbados
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10.horas
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas
1* varado civel, segundas e sextas ao meiodia
2* vara do civel, quartas e sabbados ao meto dia
EPIIEMERIDES.
Jullic 6 Quartominguanteaos 12 minutos e
40 segundos da tarde.
14 La nova as 2 horas, 21 minutos e
40 segundos da manhaa.
b 52 Quariocrescente as 5huras, 30 mi-
nulos e 40 segundos da manhaa.
29 La cheia as 4 horas, 44 minutos e
33 segundos da manhti.
DAS da semana.
9 Segunda. Ss. Cirillo e Brido bb.
10 Terca. S. Silvana.; 8. Bianor m.
11 Cuarta. S. Sabino m. j S. Abudino m.
12 (luinta. S. Joo Gualberio ab.; S. Jason.
13 Sexta. S. Anacleto p. ro. ; Ss. Jcele Esdras.
14 Sabbado. S. Boaventurab. card. e doulor ser.
15 Domingo. 7." O Anjo Custodio do imperio ;
S. Camilo de Lellis fundador.
:,r
FABTE atTlOiL.
OOVEHNO DA PB OVIKGIA.
TmfMtmt do la a* Jalara.
OfllcitAo Exm. viee-prerideote da Parahiba,
rozando expedirlo de mas orden para que vi-
ta da conla que remelle,seja a Ihesou raria de lazen-
Ha desta provincia indemnisada da despesa que se
fez com a conslruccao do escahr para o servir?) rt'a-
quella presidencia.Fizeram-se a nocessaria com-
monicacOes a respeto.
fjeste sentido lizeram-*c a* oatras eomrounicaces.
DiloAo capitn do porto, remetiendo por copia
para trr a conveniente publicidade, nao s o aviso
circolar da repartirlo da matinha de 26 de junho
prximo Ando, mas taubem a tradcelo da notifi-
cacao, a que se refere o dito aviso, acerca de um
bloqueio eslabelecido em certos partos rnssos no
Bltico pelas forras combinadas da Inglaterra *
Franca.
DitoAo mismo, transmiltndo por copia para
ter a conveniente pnblicidade, nao s o aviso circu-
cular d repartirlo da marinha de II de junho ul-
timo, mas Umlirm a tradcelo a qoe te refere o
DitoAo Exm. bitpn dwcei>o. parlcpaudo que
segundo eotnlou de aviso do misterio da juslica mesmo viso, ra qual cotistaa notificacio de ter sido
de 14de ranto) ultimo, solitoii-e do da fazenda a levantado o bloqueio eslabelecido pelas torcas na-
ezpudicSo das convenienles-ordeo para qoe na Ihe- !,YM, iiiad,, -, Inglaterra a Franja nas boceas do
ouraria dOjfazenda desla provioeia se pague do 1. | Danubio, e de que devem estacionar all cruzeiros
paracapturar ns navios que fbrem encontrados

/
v^
i
desle mez eV dianle ao conegos da respectiva ca-
thedrat h congroas que Ibes foram mareada no S
9 do arl. 3 da lei n. 773.Igual eomotaarteec.io *e
fez aj)inspeclor da thesourari da fazenda.
DitoAoExm. marechal coinmandante das armas,
dizende qae, pela leilora do avino que remelle por
copia.ficar S. Eic iuleirado de que se mandn ad-
dir ao batalhao do deposito da corte n altere do no-
no balalhtu da infanlaria, Antonio H.alloso de An-
drade Carama.
DitoAo mesmo, tj-ansmitlndoeom copla doavi-
sn da repartiro da guerra de :M de junho u'.linio,
a fe* de offleio dos tenentes Dnrtiingos Eustaquio da
Cunha, Manoel Alejandrino de Albuqoerque, e do
alferea Caetano Xavier de Oliveira, todo perlen-
ceute ao dcimo balalhno de infanlaria.
DiloAo mesmo, reracltenc o por copia e aviso da
reparlicao da gnerra de 20 de junho prximo Pind,
determinando que tigam aeo> prrda de lempo para
a* rei(iectivos corpos.os officiaes mencionado na re-
laco qaa tambem remelle por, eopi.Comrnuiii-
cou-se (hetoarara de fazenda.
DiloAo chefe de polica, inleirjndoo de haver
atpedidoordem ao inspeclor c a Iheaooraria provin-
cial para que vista do recib) que S. S. reiarlleu
mande pagar adespera feiu cumoaluguel de um ca-
vallo para n coOducco de presos que viudo le Ca-
ruar adoeceran em Santo A Jtio.
DitoAo inspeclor da Ihjtonraria de fazenda,
transinilliodo para scu eonhet intento e execueto na
parle que Ibe locar, copia do aviso da 23 de junho
ultimo era que o Bxm. Sr. ministro da fazenda, ao
passo qoe eommunica haver chegado ao conheei-
mento de S. M. o Imperador qoe teem corrido al-
gomas lotera em o previo pagamcnlo dos respec-
tivo inipaatos de conformidade enm o arl. S do re-
grilamenlode27deabrilde 1844, d certas provi-
dencala respeito.I,uil co|>la remellcu-sc ao the-
8oureiro da loteras.
DiloAo mesmo, ioteirando-o de haver o desem-
bargador Firmino Antonio de Souza, prestado jura-
mento para :ilrer no exercicio do cargo de presi-
dente da trihuaal do commerrio dc'ta provincia.
Ignat acarea do juta especial ato coramcrcio o Exm.
Dr. Aaselm'i Francisca Peretli.Fiteram-se as on-
Ira ommanirafoaa.
Dito.Ao mesmo, eommanicind qoe, sogundo
consloa de participacao da secretaria do ministerio do
imperio de 15 de junho ulliitn, mindou-se pagar no
Ihetoorn nac nal ao drputado por isla provincia, o
Dr. AugastoJFre||j|[gu ffi Wwjm, i 9\llfarfe U8B*| '"*'
de id* voHaque Ihe comp'le.
DiloAo mesmo, declarando haver o bacharel
Caetano Estellila Cavalca.nli Pessoa, participado
que entrara no ejercicio do <:ar'go de juiz de direito
da comarca de Goianna, por ler sido nnmeado chefe
de policii do Rio Grande do Norte, o bacharel Jos
Nicuto BigutiraCosta, paastra ejercicio da vara
municipal ao primeiro substilato.-Nestesentido of-
ficiou-ee aoEim.ci)selhcirn presideoloda relajo.
DiloAe mesmo, auiorsantlo-e a mandar 'satis-
fszer toba-reapoosabilidade la presidencia, as des-
pesas a fazer-se no correle ejercicio de 1854 a
1855 com a ltandegae racelieloria do rendas inter-
nasdesli provincia,visto terem sido insufticit ules os
ereditos votadas para semelhanles itespezas.
, DitoAo mesmo, traajmillindo por copia o avUo
de 23 de junho allimo em que o Exm. Sr. ministro
da fazenda declarou qoe os S por eenlo deduzidos
do capital da primeira das l itisria cancedid a pela
lei [irovincial n. 304 de 10 da roaio de 1851, a Fi-
Iippe Mena Calado da Foaston, para crear e promo-
ver a industria do bicho de seia. dvem enlrar pa-
ra o cofres geraes por nao 'esrarem as loteras em
quesiao compreheudida oj eiicepc^io da eilada lei.
Tambetn remelteu-se :o|iia de rilado aviso ao
theabureim das loteras.
DiloAo mesmo, duendo qoe leve abonar o tol-
do de 100 rs. diarios, come eslava em pralica a 14
pravas deprdqne perlenccram outi'ora ao quinto
batalhao de artilharia e hojs fizem parle do segundo
de infanlaria.Parlicipou-se ao niarechal cominan-
duDlo da* arma.
Di>Ao mesmo, iuleira ido-o de haver o bacha-
rel Manoel lzidro de Miranda, participado que por
Incommodos de saude deis ara desde qdia 3 do cr-
renle de continuar a eiereer o cargo de promotor
publico da comarca de Goianna. Fizeram-se as
oatras coromonicacots a respeito.
DitoAo presidente do Irihuual do comn-.ercio,re-
metiendo por copia>oavisp do ministerio da juslica
de 12, dejunlio ulliuio, determinando que is depu-
- lados;d'aqiielle tribunal fiquom dispensados das func-
Sdes de jurados dnranle o lempo oe seo exircicio.
<\
f
is-
carregados com contrabando de guerra destinado ao
uso da" Russia.
DiloAo director do arsenal de guerra, Irammit-
lindo por copia o aviso da repauicSo da guerra de
13 de junho ullimo, determinaodo que por aquelle
arsenal sejam nimettidas para o corpo de cajadore
de polica do Rio Grande do Norte 15 espingarda
do adarme 17, enm bayoueta e o respectivo cor-
reame,
DitoAo lente coronel encarregado das obras
militares, reconmendando em vista de sua infor-
ui^ao.q je mande desmanchar com brevidade a par-
le abatida do barraca) do quarlel das Ciuco-Pontas,
fazendo guardar no mesmo qaartel a lelha a rha-
delras que se apraveiUrcni. Commonicoo-se ao
commaudante lo corpo de polica. .
DiloAo inspector da Ihesonraria provincial, re-
conimendando qne remella directora geral da
instrucsao pub ica urna relcao uominal do profes-
sores e profesoras publicas, com dcsignacao das li-
cencas quecadi um lem gozado, anas datas e se rom
ordenado ou acm elle, e bem assim urna oulra do
professore de lailndade.Communicou se ao res-
pectivo director.
PortaraNomeando,de conformidade com a pro-
posla do procurador fiscal da thesourarii provincial
ao bacharel II)bello Florentino Correia de Mello,
para o logar de ajadanle do mesmo procurador fis-
cal na comarca do Limoeiro.Fizeram-se as neces-
sarias commu licaocs a rspeilo.
j. DitaAo director do arsenal de guerra, para fa-
zerapromplarcom urgencia para sereio remedidos
ao meio batalhao do Ccar, conforme te determinou
no aviso que remelle por copia, os arligos de tarda-
mente mencionados no pedido que inmbcm remelle.
DilaPrnrogando por mais um mez a licenca re-
gistrada com que fui a corla o soldado da segundo
batalhao de infauUria, Thomaz Augusto de Vascon-
cellot. Parlicipou-sc ao marechal commandanle
das armas.
DitaO presidente da provincia, atlendep do ao
que expoz n rnarecbal commandanle das armas em
officio de2 di correte, resolveque o fornocmenlo
de elape para a tropn de primeira linha no presente
semestre seja feilo de conformidade com a tabella
qoe acompaohou porlaria de 26 de Janeiro ultimo.
Fizeram se as necesiarias communica(cs a res-
peito.
Qaartel-faaeral do com
Peroamkuco na cldada i
Jolho de 1855.
ORDEM JM) DIAL
O marechal de campo commandanle das armas
faz publico pitra tciencia da goorncao, e devida ob-
seaapncia, qme o governo de S. M. o Imperador
houve por btm ordenar por avisos do ministerio do
negocio^ da guerra de 18 de junho prosimo lindo,
que fosse dispensada do emprego de ajadanle do di-
rector do anenal de guerra desta provincia, segoin-
du immediatamepte para o sea respectivo batalhao
2.a de artilharia a pe, o Sr. capilaq Joao Evangelista
Nery da Fonseca, e que te recolhe-se na primeira
npporlunidde ao 4.a batalhao da mesma arma a qoe
pertence o Sr. I.-tenente Manoel Pereira Fonles,
que se ocha em Montevideo; cooaegoinlemenle o
Sr. capitn rery da Fonseca deveri estar promplo a
seguir para i\ provincia da Babia, no vapor que se
espera do ni re.
O mesmo marechal de campo commandanle das
armas delermiua, qne a guarda da arsenal de mari-
nha conliuu: ter considerada como perlencente a
guarnijao da praca, e por lano, rondada peta of-
cial superior do dia, emqaanlo o mesmo arsenal se
conservar alietlo, qoe nao obstante lica esta,guarda
sageila ao n>speclivoSr. inspector no locante ao de-
lalhe do ser'iri, e linalmenle que durante o dia um
dot tres toldados de reserva Oque oxelasivamente
empregado as orden do dito Sr. inspector para con-
diirrao de ofTicios.c oulros mitleres inherentes ao
seu empreso,
Jote Joaquim Coelho.
Conforme. Candido Leal Ferreira, ajudante de
orden encarregado do delalbe.
K
Per taaaama Cl. Rtybtad.
EXTERIOR.
O Journal de Debis n'om artigo da M. Saint
Marc Girardin acerca de oulros publicados na llctli-
ta do Dous Mundo, com relami abertura do is-
l|imo' de Suez, diz o teguinte :%
o Parece-me qoe pode dizernw, sem receio, A\ut
depois da guerra do Oriente um dos pontos mais
imporlanteatdeste leculo he a abertura do islhmo de
Suez, se \x* ventura pode realisar-se como muila
gente Ilustrada penta.
O que de"e attrahir a allenco do publico intelii-
genle para a islhmo de Suez nao menos que para o
Bosphoro e jbar Negro, he que a qoeslAo do Orien-
te que paran resumir-se hoje toda em Constantino-
pla e em Sebastopol, est tamhem no islhmo de
Suez, para qnem conhece o passado o comprehende
o futuro. '
Pomos de parte, nos dousexcellenles arligos de
M. Baude eida M. I'aulin Talabot, o qne diz rs-
peilo i questae d'hrle e qucsiao financeira. Sup-
pomos, aeredilando na patarra de M. Caude o de
M. 1' Talajva/l, que sao engeuheiros consumados
conhecedorca intelligenlcs da grandes obrase das
grandes empresa indnstriaes, suppomos que a a-
berlura do islam o de Suez he possivel, qne he una
i'inpre/.a raalisavcl. e qne alm disso lie bom nego-
cio para acopanUia que,a emprehender, porque
nesle lempo he mister que urna empreza seja nao
s ama cousa grandiosa, senao ama especularan lu-
crativa. nicamente queremos Iralar das consc-
queneias polilicas dessa abertura, que suppomos le-
vada a elteito. Estas consecuencias polticas sao de
tnnianha importancia que lodos devem desejar Bi-
dentemente que o projeclo em pouco seja um fado
coosumado.
a Be nos-a npini.lo que no Oriente s ha ama po-
ltica que seja proficua, a qnal he a qne a Franca
teguio pelo esparo de Irinla anuos que dnrou a rea-
leza constitucional, e a.qae anda lu>je segu na
acial guerra ; esta/poltica lem por alvo a restaura-
cao do Oliente pelo mesmo Oriente, e isto pacien-
temente, sem espirito syslemalico, em jalzar que
o plano da restauraejo do Oriente podo fruslrar-se
do um momelo para ootro, e com o conveocmen-
to de que ha differentes meios para alcanrar esle
fim. embora contradictorios apparentemonte : sera
misler, por certo, nesla reslauracao adoptar medi-
das, qoe sendo apenas provisorias serlo censura-
das como se foram definitivas. Por muilo lempo
nao havera no Oriente nada definitivo e bem as-
senle, convencemo-nos desta verdade, desagradavel
para os espirilos systemalieos.' Nos preparamos o
futuro, nao o creamos.
n Nao carecemos de repetir o que ja por multas
vezes temos dito acere dos diversos actos da polti-
ca da Franca com relacao ao Oriente, nesses ulti-
mo Irinla anuos. A Franra concorreu poderosa-
mente para a creaco do reino hellenico, folgoa com
os nnvus direilos que os principados do Danubio
successivamente lcancarain ; favoreceu e suslen-
loo a successao hereditaria no Egypto, e al em
1810, i forja de sustentar o Egvpto altrahio a im-
previdente immsade da Europa : com os seus cou-
selhos concorreu para a reforma da Turqua, e ani-
mou tanto quanlo poda o desenVolvimenlo da civi-
lisacaooccidenlal em Constautinopla. A guerra que
ella sostena actualmente contra a Russia nao he
um desmentido a essa poltica, antes he a su con-
firmac;5o, folgo em dize-lo.
a Refermo-niis qnicamnlc ao fim da guerra.
Este fim era defender Constanlnopla e o Bosphoro
contra o predominio da Ku-ia, e anda qu'ndo a.
guerra fosse puramente defensiva, o objectn desla
uem por sso era menos evidente e digno de louvor.
A poltica, ja quasi secular, da l'ranca he remover
no Urienle lodos os obstculos reslauracao do O-
riente. Ora, de lodos os obstculos que podem op-
por-se reslauracao do Oriente, o poder da Rus-
sia he por rerlo o maior, o mais funesta, e aquel-
le que a Franra niis_ enipeulio deve ler em remo-
ver. Sem independencia tillo ha reslauracao possi-
vel para o Oriente, e nao so sem a independencia
da Turqua, man aun a independencia da Grecia,,
sem a.emanciparan maior ou menor dos principa-
los do Danubio, da Servia, doEzypto esemapro-
greJstVaqieoeJo dos Christaos orientan*.
lo do I8.it'sao conformes com esle pensamenlo da
restaurarsdo Oriente pelo Oriente, e por isso desde
a sua promt^la; ^o as consideramos como as niavi-
mas fndame, ^es do direito europeu no Orienle;
?" jo lai Km que lastimamos que n paz uflo
"^ le *m harmona com ellas. Mas,
porque nao luraflTp fu ii n.i *\\ Mi. rn.jihnrjim-;
icm por isso deivamos de as considerar como a ba-
le necessaria da futura paz. Pela ton influencia
moral conlribuiram poderosamente para a reslau-
racao do Orienle. He dahi que procede a relacao
que lem com a quesIAo a que no principio nos re-
ferimos, isto be, a abertura do islhmo de Suez.
a M. Baude demonslrou no seu artigo com a
maior clareza como a abertura desse ishino deve
dar vida e raovimenlo n lodo o Mediterrneo, e es-
pecialmente i parle meridional e oriental desle
mar Algons escriploret, comparando a vida e mo-
vimenlo do Mediterrneo na anliguidade com a vi-
da e raovimenlo que lem lido desde o secuto XV,
isto he, desde a descobsrla do cabo da Boa Espe-
rnnea e d'Araerica, alguns etcriplores leem susten-
tado que u Mediterrneo toffrera urna grand* qne-
bra na sua importancia e na tua grandeza O Me-
diterrneo nada perdeu, porero o Ocano ganhou
muilo. Na anliguidade o Mediterrneo era o cen-
tro da civilisaco, viva e florescia s. O Ocano
era um mar desconhecido e deserto. A dcscobertt
do rabo da Boa Espranos ed'America|retlituio a vi-
da ao Ocano. Desle este momento a Europa
Occidental poz-se em contado com as Indias Orien-
taes e Occidentaes. Nao pretendemos porem dizer
que aberto o islhmo de Suez a marinha e o com-
mercio v3o inleiramenle par essa abertura directa-
mente at Indias atravez do Egypto e do mar Ver-
molho.
, Homens prudentes nos adverlem qae nao deve-
mos ler ciagEeradas esperanzas no transito pelo ca-
nal de Suez. I.imiamo-nns a acreditar que essa no-
va va, aberla entre o Mediterrneo eo mar das In-
dias, sera favoravel i airculaco das mercadorias e
da gente, o qoe com io ganhar muilo a barra me-
ridional e oriental do Mediterrneo. No sera isto a
resurreirao do Mediterrneo, que nao esl morto,
mas sim um novo principio de vida nlrndozido uo
Mediterrneo, e do lado em que menos vida lem.
b Se com cffeilo lrarmos orna linha do extremo
meridional da Italia at Alexandria, no Egyplo, lu-
do o que' lica para aesquerda desla linha, isto he,
loria a baca oriental do Mediterrneo, incluindo o
mar Negro, nao lem por eerlo a vida, nem a riqueza,
nem o brilho da civilisaco de qoe goza a hacia oc-
cidental. Conrpara as ilhas do Archipelago, Crea,
Rhndes, Sanios, Ciio, etset centros da antiga civili-
aacjlo: toda a Asia menor, o paz mais formoso do
mundo e oulr'ora o mat florescente ; a Grecia, que
renasce apenas, toda a Romelia, finalmente as cos-
tas do mar Negro, comparen) esse pases com a
Franca, com a Italia, com a Mespanha e que difle-
renca nao acharis! Recordai-vos do estado desses
paizes na anliguidade, era ah qae moravam as ar-
tes e o commercio, a ltlrratura e a industria, todas
as riquezas da civilisacjo. Nao he causa de profun-
da magoa o lembrarmo-nos qoe esta parle do mun-
do, que foi tao rica e Uo frtil, hoje ah esl deser-
ta e estril, que esses lugares onde aiuda vive a re-
cordacao de orna raca gigante, ah estao solitarios ?
Quem nao deseja ver rcflorescer a Asia com as soas
campias cultivadas, com as suas eidades povnadas?
(Iracas a Dos, os successos desta poca tendera pa-
ra a ressureicilo da Asa menor, do Archipelago, da
Thraca e d- costas do mar Negro. Os Torcus au-
xiliados e reformados pelo espirito do occidente nao
consenliro que esses paizes drfmhcm con ns vio-
lencias e vexames dos pechs.TJalre os tuccessos fa-
vnraveis restaurarlo do Oriente a abertura do s-
llimo de Suez ser um dos mais efllcazes. Esla por-
I-, aberls para as Indias, por lal forma atlrahiria o
commercio e a marinha dos moradores do Archipe-
lago, do Rnsphoro e do mar Negro, que diflicil ihes
sera retistir-lhe. Os capilacs e at populaces euro-
peas, que parecein comprimidos na Enropa, apezar
mesmo dos novos mercados, que a guerra lites fran-
queia actualmenle, reslabelecda a paz, correran)
para esses paizes onde a ferlilidade da trra atlrahe
o Irabalho do homem.
Um dos nossos collaboradores, ha alguns mezes,
fez ver as vanlagens qoe a lluugria teria com a ac-
lividade da companhia dos carainhos de ferro aus-
tracos, companhia que vai explorar ao mesmo lem-
po minas, floresta e caminhos. O que nao consegui-
ra urna companhia europea na Asia menor '.
He verdade qae careca primeiro de restituir a
ordem e a seguranca aqullos paizes, isto he, linha
de crear nm governo.
Considerando os effeilo qoe deve produzr no
Oriente a abertura do islhmo de Suez, ludo quanlo
respeila a esla grande empreza deve chaintr a al-
lenco de todos quanlos se oceupam nasta quesino
do l'renle, hoje tao inleresaaute, qne so chama a
guerra, e que anda ser mais inieressante quando
se chamar a paz, porque entilo seguir o seu curso
natural.
Entre os elteito polticos da abertura do islhmo
de Suez, nao deve esquecer a necessidade de aeu-
(ralisar o Egypto. o
Desde qae o Egyplo liver o canal ou o eatreilo en-
tre as Indias e a Europa, s poder pertencer n ci-
vilisaco.
Nesla poni susclam-se rail queslOcs diversa.
Como ha de nentralisar se o Egypto 1 Como lia de
garadlir-se esta neulralidade? Ser a neutralidade
mais segura nao havendo no Egypto algum poder
forte e independenle t Oo pelo contrario a inde-
pendencia cffectiva a real do Egypto ser por ven-
tora a garanta mait segura da neulralidade '.' Deve-
nios accrcscenlar que sei mister assegurar livre
uavegarao do mar Vermclho onde j ha dir ilos ad-
quiridos. Os Inglezes, por cxemplo, ha 10 ou 1
annos quo se eslabeleceram em Aden. Portanlo no
islhmo de Suez ha quesles 13o difflceis como as do
Bosphoro. Comecemos porcra por abrir o islhmo,
se isso he possivel.
Rajamos primeiro a obra, e depois tratemos de
evitar que se abose dclla.' .*
OS ESTADOS-UNIDOS.
O Mail-nleamer Pacific chegou a Liverpool to-
gunda-feira com carta e jornaes de New-Vo*fc, cu-
jas dalas chegam a 2. O frica .chegou da Beeloo
com datas al 25 do pissado.
A cid,i le e o estado de New-York parecen etlar
principalmente occapados com meelngs rivacs dos
amigo i daTemperanca e dos seus opposilores, os ne-
gociantes de licor a relamo, e lodos nquellesinleres-
sados oeste commercio, As lieenras acluaes devem
expirar a 8, e nJto serto renovadas. Depois desla.
dala, as pessoas que vendem espirilos em qtanlidade
menor de ciuco gales licariainagcilas a tiltsn .mol-
la de 25 doilars por cada infraejo. O commercio
pretende prnvar que a prohibicao era inconslitneo-
nal, e dilgencava opinies legaes para este fim.
Eslava para haver em Boston a 8, urna reemias de
pessoas que juram nio beber cha, cujo principal
objecto era exigir que novos licores prohibidos em
Massachuset >e toroassem um negocio livre. O
governador Gardner devia presidir nesla occasio,
e urna grande delegaran de New-York e oulros es-
lados tambem lomara parle.
O recrtamentn para a legiao eslranzeira do ser-
vioo inglez era feito com vigor em Boston, sob a
direccao do secretario provincial da Nova Scolia.
Posto que os agentes n,1o occullassem os seus tra-
badlos, as autoridades anda nao linham interfe-
rido.
Teve lugar om iacendio em Boston a 27 do pas-
sado, que causn ama perda de propre'dades na
importancia de quasi um milliao de doilars. Co-
merou em Ballery Wharf, qma antiga colomoa na
extrema parte septentrional da cid a le, e dahi se es-
palhou sobre os caes do Commercio, da Constilui-
rao e de Lincoln, distruindo a EastBosloo, barca
de transportar objeetos, e oulros edificios, cobrindo
um espaco de Ires gcras. Tres mil saccas de al-
godio e grande quanlidade de oulros productos fo-
ram reduzidos a ciozas. O navio Pharsalia, promp-
lo para sabir, eom todo o carregamento, foi dstrui-
do. O Diana, chegado naquelle momento de Nova
Orleans, foi igualmente incendiado, e um numero
de oulros navios fiearam gravemente damnificados-
O governa lor llrigliam Young, do territorio de
Ulrah, o supremo sacerdote de Mormonis, prooon-
rim um longb e apaixonado discurso aos dllimos
das sanios em Great Sal Lak City, a 18 de feverei-
ro, negando o direito do coogresso intervr na reli-
go dos Mormons, inclusive polygamia.
Esiao acabadas todas as aprehensoes de algoma
sera diflieuldade provenientes |do que|se chama nl-
Irage, cubanos. O New-York Herald diz : O
hoqrado Augusto Cezar Dodge parle hoje dos Esta-
dos-Unidos, no vapor Pacific, para sua missdo di-
plomtica em Madrid. A poltica Marcy lendo to-
talmente Iriiimpbado no gabinelc, deprehende-se
que s snas instrucrea sao do carcter mais pac-
fico, equetodos os receos que por ventura (ves
sem prcoecupado os espiritas dos leaes hespanhoes,
em cousequencia da publicarlo dos actos rcenles
pralicados em Ostend, aerao dissipados pe!a primeira
conferencia entre Mr. Dodge c o ministro hatpa-
nhol. Todasas louquires nnnunciam que o gene-
ral Concha e o commodore Me. Giulcy so acham
em muilo boas relaees ; e que naquella parle ja
nao esietem serios fundamentos de receio. O car-
go dej^Mr. Dodge parece ser puramente huno-
rarioj^^^
!> artigo ~m^ihijlon Union de 28 do pas-
tas bahas, tem algunos caropinatTIJserlas^e er-isido alio considera todava "'b-negocio inleiramenle
parleso terreno he accidentado ; cortam-no raulos
ros pouco importante-, enlre os qute> se conla o
Salehir : tambem lem alguns lsg'9*Mwio sjK u de
til resultara' ou nao da execucaoda ordjns do Com-
modore Mr. Caoley. Esle negocio pertence ios offi-
ciaes he*.panhet e a seu governo. Ell conhecero
agora a posirao do nosso governo aceren da quesiao
e lem a conclusao de paz oo a guerra nissnas raaus.
Se persislirem na sua carrefra de aggressoes a guer-
ra he iicvitavel, e guerra pelos seos prupros acto e
sob a son propria respontabilidade.
O cidadaos do territorio de Kansas expelliram o
seu governador, convocaran) os differeules dislric-
los a ra ndar um delegado a cidade de Leaven
Worlh, i 28 de abril, para escollier um novo gq-
verwadoi coja nomeaco deve ser can armada pelo
presdeme dos Eslados-Unldos. O governadw ex-
pellidn, o honrado A. II. Keeder, for; sondado por
ama pualica reuniao em sua volla aPeansylvania, e
nesla oc:asiao se exprimi da maneira seguinle :
< O territorio de Kansas,na ultima suieleirao.fra
invadid<< por um exercilo regolar orgaoisado, arma-
do al is denles, o qual a possou-se das suas
uran e nomeoo orna legislatura favontvel ao parti-
do da e-crevidao. Kansas foi sobjogado e conquis-
tado por homeot armados q> Missou'ry -, mas os res-
pectivos cidadaos nonca resolveram cede a balalha
pela sua liberdade e pela independencia do seu slo
invadido pelo eslrangeiro. O estado do Missoury
negou toda a sua sympathia para com 'estes saltea-
dores. Se recusas-e, todo sul seria convidado a re-
pelli-lo. Se o sal recusasse, o dever solemne reca-
hiria so are o norte, de sorle que os direitot dos seos
lilhos que acham eslabelecido* em Kansas, em vlr
lude doi pactos solemnes, fossem vingados e manli-
dos. Declaroa|ue as narrares dos crois ullrages
e das se vagen; violencias perpetradas na elei^ao,
publicados nas gazetas teptenlrionaes, eram de al-
guma serte exaggeradas.
ir O negocio parece envolver ama dilfiealdade pa-
ra o gal i neta do presidente Pierce, e talvez seja ou-
repe-
HTEBIOR.
BIO SE JAXEZBO.
SENADO.
SU I, a Jaatfca *a X55.
A'* 10 horas a meia da manhaa o Sr. prndenle
occupindo a cadera convida os Sr. senadores pre-
sentes para irabaiharem nas commiatOe, por jara
ordem do dia ; e designa para a da primeira seaaRo
a lerceira discuts3o da proposcao do senad.0 aateri-
sando o governo a conceder 14 mezas de licenca,
eom lado o tan aanrimanlra, ao Dr. Antonio Po-
li ISTHMO DE PEBEKOP. 4*-
O sthmo do Perckop, que liga a pennsula dn Cri-
mea ao continente, reprsenla um papel Importante
na guerra actual, e essa importancia pode anda crea-
cer, em resultado das operaeies militares dos exerci-
los all,id i-, por isso parece-nos que sern lidas coro
nloresse asseguintes noticias :
O istlimo de Perckop, a que os Trtaros rhamam
Ouro, uuOrkapu, isto he, {'orla d'Ouro, lica entr
o mar Negro e o mar Ptrido, tem lOverstesde
comprimenin, e 6 na maior largura (Ires versles cor-
respondem approximadamonle a 2 milliat inglezas).
Ao oesle llcajJllfa|ria^Perokop, fechado pelo lado
do conliujfili., polo aH> Srilgack e pelo lado da
Crma**por um promontorV que tem o mesmo no-
inad/isiliino. Perekop he Mapital do riislriclo as-
sinijliamado tambem, que-cofiOna com os dislrictos
dr Aleehk, de SimpheropW; de Eupaloria e de
Theodnsia. A leste o lerritorojia^prtado par mui-
X
No dia seseinto s horas do pasteio Celestino Pio-
lo! sabio de casa e drigio-se lentaraente para a praia.
Era na fim de telcmbrn, e tlesde a inanhJa cahiam
chava pasaageras ; mas nesse momento n arco-iris
appareci cima do horizonlo, as nitvens fugiam im-
pellidas por um brando vento tudueite, e um raio de
Hit comecava a enjugar a ara da praia. O mance-
breguio a caminho qno p)tsava diante du castalio,
e chegou aos rochedos em qoe piucos m?zes antes
livera a honra de merendar em ln bella companhia.
Evidentemente essa lembrai raer lhc agradavel; poit
assinloa-te no mesmo lugai, e ah ficou muilo lem-
po com a trono apoiada :. masi e tratando sobre a
ara eom ama varinba de salgueiro circuios entrela-
cadot. Depois voltoo observando**S noTtmilensas
que reoniam-se novamente sobro i^Bahia. SanTro'o*
de manhaa, elle fizera votoii arduntea para qoe.o tol
motlraste sua face radiola em um co azulado, e vol-
la ndo de au passeio solitario, desejava no menos
vivamente que todas essat nuvens se desfizetsem em
agua qae Ihe cahisse sobre ;i eaftifa ; mas nao podo
conjarar a tempestada nem o bello lempo, e quandn
chegou diante de cattello, u choa nao calda anda.
Enlao lomando orna delerminarai. tubiln, entrn
aera cansa nem pretexto. Ordinariamente havia al-
goem no terrajo e no vestib lio ; neste din os criados
estavam dispersos.
Entrando na anto-camar i, Celestino s achoa ah
um eriado pequeo e estouvndo que corren a abrir a
porta do tajao, e relirou-te lem dizer nada.
O jovet obreiro Oaoo sobre o lomiar indeciso c
perturbado.
Madaateselta de herlirej an e.itava em seu lugar
cotMfcado ; linha solalo a agullia e lia com o coto-
velo anotado sobre o lear, ~^k>
Entre, tanlior Celestino, dase ella ergueu lo a
cibera.
*
() Yide o Diario n. 157.
Incomuiodo-a talvez, murmurou este depois de
ler lancado un olhar enf Ionio do salan.
* Nao, responden a rapariga vivamente, e mos-
Iraodo-lhe urna cadera baixa parlo de t, disse-lhe :
Asseule-te all.
O mancebo obedeceu tremendo e respirando cora
diHiculdadt'. Madamesella de Kerbrejean reparn
em tua prrlnrbr.lu, e lornou com nm leve sor-
riso :
Qae lem ? Ymc. parece conlrariado...
Eu nio, senhora, repoftdcu elle com voz al-
terada.
Mimi nao desceu hoje ao salao acreseenlou
Irene ; ella anda esl nm tanto doeule.
Ah lano peior, mea Dos murmurou Ce-
lestino.
Houve om silencio. Madamesella de Kerbrojean
julgava qne o momento era opporluno para provocar
urna explicaran ; mas nilo aabia como encelasse essa
quesiao delicada, o a primeira patarra sobre ludo
cnib.irarav; -a lerrvelmente. Em sua ingenua preoc-
cuparito ella enearou Celestino como para procurar
ler-lho no nemblanle quaes eram nesse momento a
disposicOes de seu espirito. A esta interrogarlo mu-
da o mancebo abaixou a cabeca, o occullando o ros-
to nas raaos murmurou pal.ivras incoherentes.
Que he isto ? perguntou-lhe Irene brandamen-
la- (\*ifi ne que o perturba e afTlige atsim ?...
Oh nHhPreconceitos os preconecitos exefa-
mnu elle etgoeftlfLos olhos ao co.
Esta palavra irrBknalaralmenle a esplicacao ; as-
sm msdanesella deyferbrejeaii laiiQoo logo mao
delta, e diste com umaseriedado adoravel :
Ot priicouceitos s-<> lem imperio sobre as cabe-
as tracas ; taes chimr'rat nao podem ejercer a me-
nor influencia sobre rfspirlos esclarecidos.
He a senhora que falla-me assim exelamoo
Caiedino. '
Sim, responden Irene Iranquillamenle ; digo
com sneeri lade o que pens. Julga por ejemplo
que cu desprezo Mimi por ter filha de om pobre ho-
mem qne gtnhava sen pao locando rabeca pela mas?
Nao, cerlanienl. Seria urna grande injustica me-
dir o grao de e-itima e de affei;ao qoe devemos con-
ceder aos uniros pela riqueza od. pobreza daquellcs
qoe os deram .'i loz. Nao tenho razao, tenbor Celes-
tino, Vme. ni pensa como eo ?
Sim, mprmorou elle apoiando a mi sobre o
coraca como quem sente-se desfallecer... parece-me
que comprehendn-a... Meu Deo he' muila felici-
dadal... \ ,
Kerleuf, Krabnoje, etc. O clima he em f ral insa-
lubre. A cidade e a fortaleza de Perekop ficam no
islhmo entre o golph deSia*cli no mar de Azoff,
nerlo da porta de pedia que deila para o fosso, e os
baluartes correm do leste para oe*le.
O fossu tem urna ponte levadra luda de cantara,
al 8 metros do profundidade. \ cidade est mal
situada ; he miteravcl na apparencia, he um mon-
tao de casas roberas de colmo, armazens construidos
de madeira, ras inmundas ; o seu principal trafi-
co he o do sal, que a caravanas ah vem buscar no
verao ; os mercados sao muilo frequentados.
Oshabitanles que serio nos 3,300 (alguns dizem
1,000) sao Riissos, Trtaros, Armenios e Jodeus.
A cidade he defendida por ama cdadeila e um
pequeo cusidlo. Oulr'ora a fortaleza linha algu-
ma importancia, que perdeu depois; as muralhas
estavam arruinadas, porm ltimamente lizerara-se
grandes obras de forlificacio. Na distancia de 3
versles de Perekop fica o arrabalde de Armensko,
habiladopor Judeus, Gregos e Armenios, que Irafi-
cam em gado, particularmente em corderos.
Foi em 1736 qoe os Rnssos pela primeira vez ap-
pareceram na Crimea, commandados pelo general
Munich, frente de um exercilo de 100,000 ho-
mens.
Encontraran) o islhmo cortado por um fos*o do
2{ metros de largara e I i de profundidade, e prote-
gido por urna muralha de 23 de altura.
Todas estas forlificacOes eram flanqueadas de tor-
res, e protegidas pelo forte ieOrkapu. Os enlriii-
cheiratnenlos foram levados de a-s dio, e dous das
depois rendeo-se a fortaleza. Porm nao foi a vic-
toria do general Munich que franqueou a Crimea
aos (lossM.deve isao atlribuir-se Iraicao dos Tarta-
ros c sua incuria em reparar a fortifica-
ees.
Depois disto he que Munich pude assolar a pe-
nnsula a sua vonlade. No anno seguinla os Russos
fizeram urna nova invasSo porm. entao as mura-
lhas linham sido reparadas e o Khan commandava
em pessoa o scu exercilo. Em 1751 este valeroso
guerrero recebeu do suliao urna bolsa com 1,000
ducados e um vestuario de honra, pela sua brilhan-
le defeza de Perekop.
Em 1770 os'Russos oulra vez alacaram debalde a
fortaleza, porm no anuo segrate m ejercito de
90,000 homens invadi o islhmo e nstenhoreou-se
delle. (Jornal do Commercio de Lisboa.)
*ento deduvdas.- Assevera que o pavilhao ame-
ricano tora ins tillado, que o presidente deu os pas-
sos necessarios para obler reparado. A guerra nao
cabe no sea constitucional ; pertencer ao congres-
so decidir d'ora cavante se oulros meios mait efli-
cazes serio seguidos. O arligo conclue da ma-
neira seguinle :
a Releva observar, que como as ultimas ocur-
rencias nas visinh'ancas de Cuba occasioruira, que
o presidente raandasse urna Jorra naval para all,
deve-se concluir que o respectivo objecto he prev-
nir urna repeticSo de taes oceurrencias, e pun-las
no caso de serem repetidas.
Estes actos sao considerados pelo poder ejecutivo
como violacoes do direito internacional e indigni-
dades ao nosso pavilhao, e aggressBes aos nossos di-
reilos e obslacalos ao nosso commercio, que nio po-
dem nem devem ser tolerados. O commodore Me.
Cauley nio agitar queslio alguma de etiqueta naval
em connexao com oexercicio do direito de visila o
exame dos nossos navios pelos navios de guerra hespa-
nhoei. A sua tareft he saber que o nosso governo
repudia qualqoer controversia acerca do ejercicio
de lal direito, se fez desojado cobri-lo com os termos
de < pairar, ou fazer fogo ou com qualquer da*
phrases navaes qae rSa tao doutamenle,investigadas
em algumas das gazetas, ou si he eslabelecido fran-
ca e intrpidamente como om direilo hespauhol.
Nao pretende com um diccionario nas mos en-
trar em indagarles philologicas cora os officiaes hes-
paohes, mas dizer-lhet. Nio podis reclamar
direilo algum de busca, vizila ou exame de qual-
quer navi o que com juslica use do nosso pavilhao
no alto mar, sob qualquer maneira ou pretexto que
for, em raiuha presenta ou ao meu alcance ; se em-
prehenderdes slo, o acto ser praticado com risco
vosso. Se o Intelligenctr escolhe considerar as
inslrucrOes desle carcter como sanguinarias, a he
conveniente fazer o que poderem ; oulros cidadaos,
do melhor patriotismo, jalgarb de modo difireme
Nao pretendemos conjeclurar te una colisio bos-
Eia, Iranquillise-se dis emoeo profunda qae a pallidz de seu rosto re-
vela va .
He muila felcidade 1... repeli Celestino ; ih I
quera me dera morrer ncsie momento !...
Pode-se fallar assim I exclamou madamesella
de Kerbrejean admirada daaa exallacao.
O mancebo chegou-so aVa, e conllnuou sem ou-
sar cucara-la : -
A senhora adevinhon meo segredo... mas nio
sabe o exeesso da paixao que abraza-me o sangoe...!
nao sabe o que he om amor como o meu... elle tem-
as dado alegras e tormentos capazesde malar-rae...
Eis-aqni, acrescenloo tirando do collele a pona de
om estofo de varias cores, eis-aqui o lenca que a se-
nhora debruoa cora soas propras mos para mnha
pobre av, Irago-n sobre o corceo ha Ires mezes
como urna reliquia...
Irene hesitava em comprehende-lo, e calava-se os-
lupefacla.
Eis-me (remend a seus ps, lornou elle eial-
lando-se ; minha alma, raioha vida, todo he seu....
Senhora... Irene, amo-a 1...
Ymc. exclamou a alliva Britona com um mo-
vimento indsivcl de desdem.
E sem acrescentar ama s palavra, mostrou-lhe a
porta com um gesto imperioso.
Celestino empallideceu horrivelmenle e levantoa-
se com as pernas trmulas, Havia em seu olhar lal
expressao de ddr, de violencia feroz que Irene re-
cuou instinclivamenle.
Nao lenta... retiro-mo, disse elle com voz sar-
da. Ah eis como isto devia acabar... /
Preciptaodo-se tora do salao, sabio rpidamente
do castalio.
Um momento.depois entrou Gertrudes.
Qoe he iaso '.' pergunlon ella. Encdiitrei Ce-
lestino Piolot que saba daqui sem chapeo, com o
olhos espantados... passou dianle de mira como um
relmpago. Acaso vose fllnu-lhc, querida Irene 1
Em vcz'de responder, madamesella de Kerbrejean
oceulloa o roilo no leuro com.am gesto de cotifusfio
e de pesar, e rompen em pranlo.
A aia chegon-se a ella, lornou-Ibe a mi, e excla-
mou com inquietaran :
Que lem, minha filha ^ Nnnca a vi assim....
Que houve ?...
Nio alrevo-me a dizer-lhe, respondeu a rapa-
riga apoiando sobre o hombro de Gertrudes seu rosto
lrdenle e unundado de lagrimas.
I Depois conloa ludo com voz entrecortada, tepdo
-fiK
Ira deslas oceurrencias exteriores que serao
lidas de ama ou de oulra forma al qje a questio
da escravidao seja finalmente resolvida.O New York
Herald considera islo como um resultado do
desear erado expediente de repellr o eompromisso
do Missiury, c deixar as insliliiices fueaes de Kan-
tas Nebraska nas maos do povo daquelles territo-
rios. I'.nlao continua da maneira sec.oute.
a As ooosequencias estao dianle de nos. O honra-
do S. N. Porter na sua measagem de sauda^ao ao
gevernidor Keider, em Easloo lembrnu verdadeira-
niciile [ue a ultima invasao legitima de Kansas foi
prodoxida pelos abolicionistas do norle. Amea^a-
vam derrotar qualquer opposicao, do fazer de Kan-
sas um acampamento avanzado da septentrional al-
lianra :cnlra a escravidao, inlroduzindb urna quan-
lidade le slo livre no territorio, sutTlciente para
deitar por trra qualquer resistencia. O povo da
Mi'soui que possue escravos ficou nalurtlmenle
assuslatio. Com effeilo, a sua siluscb lie alantna
cousa critica. Tem o estado livre de Illinois a sua
frente ; e o estado livre de'seowa nos seos; flancos
avtsla de mitro c-tailo livreSaa^Mattachoscts na toa
niajii. rda, rra muilo natural que~le traasse in-
tensamente excitados rrlativamenle talara sega-
ran; dos seus escravos. O Missourlanos, no lado
occidental, considerara esla abolieo d**-colonisa-
.lo de Kansas como o eslabVIecimenlo eliberado
de um ponto de reuniao de um luaar ^ refugio
para o seu escravos fgidos. Assim, por nais im-
prudente, e injusta que seja a poltica da i lima n-
vasio hostil e Ilegitima de Kinsas.foi Ind bilavel-
mente adoptada como medida de seguran/ propria.
Quanlo a estas reunioes contra a esirav^tio como
combinarlo de sedicioso, de Irairoiios, ladroes de
escravos, e como viznhos coja presenca s pode pro-
duzr damnos entre popularlo negra, os Missou-
rianos tem recorrido a le fundamental para des-
truir ii conspirara dos seus inimicoi.
a Mr. Soul, ultimo ministra.americano em Ma
drid, loi recebido pelos teas admiradores era urna
reuniao publica em Nova Orleans em que, retpon-
dendo as recoluc.des de congratularlo por occasio de
sua vnlta, este diplmala homem modelo referi
ler feilo ozo da senlenja seguinle : n vollo para o
iieio ile vos com o corceo enlhusiaunado pela ra-
va qui>a nica mensio do meu nome teve privile-
gio de provocar no torpe feilo do corlapescoco co-
rotdo qoe governa a Franca, e com orna fronte em
que as mais abjectas e crois calumnias anda nio
poder im estampar urna nodoa.
O coronel Kinney da expedico de Nicaragua, ac-
ensad i de leocionar violar ai leis du neulralidade,
foi condemnadoa urna mulla de 10 doilars.
" At ultimas noticias do Novo Mxico annuncia-
vam escaramuzas entre as tropas do t;overno e os In-
dios de Utah e Apache. Pareca qiie esla guerra
India sera' diflicil e dispendiosa. Na California,
urna convenjao KnowNolhng livera lugar em
Sacra nento, na qnal delerminou-se apoiai* a pessoa
apremiada pelo partido republicano para seguate
el eiro presidencial ; sustentar a consliluicao era
lodos seus compromissot, e manter na principios en-
corpo-ados no bil Nebraska em toda a sua plenitu-
de. Irinla e dous delegados foram expedidos para
assislir a convenci presidencial, qoedeve ler lagar
em Memphs, em Tennessi, em 1856, O projerlo
aceren doe licores prohibidos ainda se- echa em
discussao na legislatura, e tem causado considerado
eicitamenlo enlre o pavo. A impressio geral era
que nao passaria oo senado.
( Correspondencia do Mornino Crome!*.)
o coracao ainda ebeo de indignacao. A aia evitou
cuidadosamente augmenlar-lbe a perturbarlo p>re-
cendo dar muila importancia ao que acabava de a-
contecer, ouvio tudu sem comraover.se, e disse de-
pois ergoendo os hombros >
Eis cerlamenta urna scena lolae ridicula '. Mas
querida filha, voss nao Um razao de affligir-se as-
sim ; sao iotenrito era boa, e ninguem poda prever
taes extravagancias. Deniais isso nao lera conse-
quencies ; pois este insolente rapaz nio te atrever
a tornar a apparecer aqu, e rugir tambera de en-
conlra-la. Cerlamenle voss esta livre para sempre
de sua presenta ; c por isso julgo inulil advertir o
sen luir cavalleiro.
Essa maneira do apreciar as cousas serenou-epen-
linamehle Irene, e livrou lite o espirito dos vagos es-
cropalos que alormentavam-na.
Ah 1 mea Dos 1 disse ella, quem lera suspe-
tado tal loucura '!
Nem voss nm eo, respondeu Gertrudes ; po-
rm Mimi foi lalvez nials perspicaz.
'I'eui razio, minha boa amiga I exclamou ma-
damesella de Kerbrejean ; eis porque ella est enco-
lerisada contra esse rapaz, e porque lanrou mnhas
rosas pela janella ; mas ella ama-o '.'
Mimi he lio phantaslica e (3o negligente que
brevemente nio pensara*mais nelle, respondeu Ger-
trudes ; entretanto, querida Irene, convm evitar to-
da a explicac.io e deixa-la esquecer-se por si raesma
de suas observarnos.
Irene aperlou a mi d: aia com ar consolado, e
depois de um momento d: refiexio, disse-lhe com
adoravel candura :
Minha boa amiga, o quo he o amor '.'
Ah minha (ilita, que pergunta-me voss?
respondeu Gertrudes um Unto embarazada ; seria
inulil tentar expllcar-lhe ; poit voss nio me com-
prehenderia : seu espirito ainda nio esta bailante
maduro para itto.
Mimi comprehendeu sem explicaran, observou
Irene ingenuamente.
A ala nio ntleodea a estas palavras, tomoo o bra-
co da rapariga, e disse-lhe affecluosamenle :
Vamos passear, meu cornejo. Voss lem ainda
os olhos vermelhos e as faces ardenles ; o paaaeia a
serenar.
Meu lio nio voltar agora 't pergunlou Irene
contul laudo o relugio.
Provavelmenie. respondeu Gertrudes, quando
vai visitar ot renderos, elle nunca volla antes da
hora do jantar. Oh querida filha, eis o sol que tor-
na a apparecer ; lome sea albura e sua caijuilia de
Untas, e vamos passar o resto da larde no jardim.
Havia diante da estafa um terreno inclinado, on-
de fura plantado oulr'ora um jardim de reparlimen-
tos s>mtricos. As guarnice de buxo que linham
cem anuos pelo menos, formavam sobre a ara loa-
ra linha parallelas de cor verde escura, enlre as
quaes elevavam-se rosas, dahlias o outras flores. As
plantas mais delicadas, as arvores exticas que lor-
nam-se arbustos em notaos climas nebulosos, llores-
clam em caxas ao redor de urna fonte adornada de
conchunas, cojo tanque eslava coberlo de golfees.
Irene percorreu o jardim, colhcu um ramo de ro-
sa-ch, e velo assenlar-se diante de urna mesinha
collocada entrada da esfuta, sobre a qual Gertru-
des linha j estendido os pioceis e os vasnhos cdhvas
tintas.
Eis abi nimias paginas em bronco.' disse a aia
abrndo o albura.
Vou enche-las,respondeu mailamesella de Ker-
brejean vivamente ; pos quero que isso esteja aca-
bado, quaudo meu pai ebegar daqui a dous mezes
lalvez.
Nio antes do da de anno bom, segundo creio,
disse Gertrudes.
Mas espero que nio ser depois! murmurou
Irene com um suspiro. Meu Dos l quanlo mais ap-
proxiraa-se esse momento So desejado, mais vaga-
roso parece-me o lempo!
Duat horas depois o cavalleiro culrou.
Boa tarde, minha rainha, disse elle i tobrinha
que rorreti-lhe alegre ao encontr, o lempo tornou-
so bello, e sinto muilo nio te haver levado.
E eu sinto muilo mais nio te-lo acompanbado,
respondeu ella abracando-o.
Que fizette durante minha ausencia V
I'intei a bella rosa-cha, que vimos florcscer
pela primeira vez este anno.
Moslra-me isso.
Ainda nio/ exclamou Irene impedndo-lhe a
passagem; he necestaro reloca-la. Retire-se j
daqui ; brevemente o alcancarei.
A rapariga voltoa para a estufa e o cavalleiro en-
trou no salao com Gertrudes.
Que he itto 1 exclamou elle vendo urna carta
sobre a meta; um bilhete dirigido a madamesella
de Kerbrejean? .
Tocou a campainhi para perguolar qnem trouxera
Ivcarpo Cabral, para Ir Europa tratar de ana sau-
de ; e a primeira discussao da proposcao do senado
mandando correr, cora a brevidade posarte!, as 5 lo-
lorias, ainda nao extrahdas, das 10 que foram con-
cedidas por decreto de 2* de junho de 1847 ma-
triz de Noaaa Senhora da Gloria desta corle.'
Em seguida retiram-ee os Sr. senadores para se
oecoparem do trabaihos para qae haviam sido con-
vidadas.
No dia 2 nio houve seasao.
Lida e approvada a acta antecedente, e o seguinle
expediente :
O Sr. 1. Secretario lnm oflico do Sr. ministro
da faiteada, remetiendo um do autographot saoe-
cona tos da resoluSo da assembla geral legislalv,
autorisando a ordem lerceira de S. Franciscola Pa-
nilen :ia da cidade de S. Panlo. e a varia irman-
dade a possuir ben de raiz. Fica o senado iulei-
rado, emande-se eommunica*. cmara do dipu-
tados.
l-se e vai a imprimir o sesjainle projeoto :
i A assembla geral legislativa resolve :
comriandante da academia de marinha, e ot lentes
calhcdrtieos e sobstitaloe, perceberao os ordenados
a graUficaroes constantes da tabella aTfue se refarem
os estatotosdacfjacolat de medicina, apprevartospe-
lo de:reto naraero 1,387 dfc vinte a 8 de abril de
1854.
ArL 2. Os sidos dos lenu; cathedraliea a sabs-
titutos que forera ofliciaes do exercilo ou da armada
serio incluidonos vendmenlos filados na referida
labe la.
| 1. Dos vencimentbs de jobilacao serdedezi-
do o sold do posto em que se aehar o ofiktal quan-
do a obliver.
2. A djsposicao do paragrapho anlecedenle le-
ra-vigor para os que forem despachados lentes ou
substituios depois da publicar/lo desta resolucio ; oaf
outras porm terao 1:200*100 pela jubilacao, ae pe-
la re gra do paragrapho 1." menor veaetmento Ihes
competir.
a Arl. 3. Aos lentes cathedfaieos e nbatilotos sao
applicaveitasdisposics dosarls. 51a 56,130 a 145,
c 188. e at da ullma parte do arl. 187 dotestaiotot
cima referidoi.
a Arl. 4. Ficam revogadaa an dispotiooea em ooo-
(rario.
.o Paco do sanado 2 de junho de 1855. Manoel
Fel zurdo de Souta Mello.Mrquez tfe_ Caxid.
Bapiatade Oliveira. Jote da Silca Mafra.
Mrquez de Monte-Alegre.
?atsaodo-ce a ordem do dia, sio approvadaem
debite em lerceira diteotsio, para er reroetlida
careara dot deputadoa, indo primeiramenle a coro-
mio de redaccio.a propoticao do senado aoloriaan-
do o governo a conceder 14 mezes de licenca eom lo-
dos osseus vencimento ao Dr. Antonio Polycarpo
Cabl.sjMra ir Europa tratar de sua saode, eem
primeira discussao para passar seganda a propon-
eflo do senado mandando correr, com a brevidad
possivel. as cinco lotera ainda > nio extrahidaa das
10 que foram concedidas por decreto de 24 de junho
da 1847, em beneficio da matriz de N. Senhora da
Gloria desta corle.
( Sr. Presidente convida aos Sn. senadores para
Irabaiharem nat commisaoaa, por ser a oltima parla
da jrdera do dia, o d para a da primeira seasao a
lerceira dseuaso da propoiitoei do tesado, ama
concedendo rmandade de Nem Senhora do Bosa-
rio da cidade do Desterro, poatnir em bens de raz
al o valbr do 8:000, e oulra autoriaendo-o gover-
no i mandar passar carta de naturelsa$ao de cida-
dao brasileiro ao Dr. Cesar Persiana ; e a primeira
discussao da proposcao do senado prohibindo dentro
dat igrejas todo e qualquer acto do processe eleilo-
ral, e levantou a sesslo.
l.ida e approvada a acta da eo antecedente, o
Sr. primeiro secretario di conla do seguinla espe-
diente : i
Um ofllcio doSr. ministro do imperio, partici-
pando que S. M. o Imperador receberi no dia 6 do
eorrenle mez, i 1 hora da tarde, na paco da cidade,
a (lepuiarao do senado que tem de apresentar ao
mesmo augusto senhor a resposl falla do throno.
Fica o tenado inleirade.
Oulro do 1. secretario da cmara do depolados,
pai tcipando que a mesma cmara adopten e dirigi
essa inissiva. O criado respondeu qoe fora um me-
nino da aldeh.
Vejamos oque he, senhor cavalleiro, disse a
aia admirada vagamente inquieta.
Nao conhece etla letra".' perguntou-lhe o ca-
valleiro.
A aia fez um geste negativo; o volito abri a carta
e leu em voz alta:
x Sonhora.
a Depois da afronta que recebi, minha dgaidade
prohibe-me de reapparecer em sua presenca ; von
del Jar este lugar tem saber para onde dirigirei meus
pastos. Se algum dia ouvir dizer que um desgra-
nado poz termo sua triste existencia, lambre-se de
minhas ultimas palavras....
a Aquelle que Ihe ser dedicado ate ao ullimo
suspiro. Celestino Piolot.n
Durante esta leitura Gertrudes nao sabia o qne
dovcria responder; mas quando ouvio a ullma
phrase decidio-se a occiiltar a verdade ao cavalleiro,
oquil carregava o sobr'olho, porque nao achava
sem luvida o termo dedicado sullii ienlemente ret-
peilcso.
Que significa isso? pergunlou elle ergoendo os
hombros; que afronta pode ter feito minha tobri-
nha .i esse rapaz?
Nenhuma cerlamenle, responden Gertrudes ;
Cele lino foi tratado como merece. Esta larde veo
como acontecedhe s vezes, Irene leve eom olio urna
especie de explicarjlo, c vio claramente qoe elle nao
quera o casamento, em que ella jieusira ; enlo
dcu-lhe a entender que devia cessar suas visitas.
A declararan foi talvez um tanto precipitada,
obseivou o cavalleiro, o admiro que Irene nao lenha
lido tnjs prudencia.
Sem duvida o rapaz ollendeii-a por suas ma-
neir.-s, respondeu Gfrtrudes evasivamente ; talvez
desdunhou manifeslamenle a pobre Mimi...
O patito he muitn capaz disso, murmurou o
cava1 leiro ; mat porque loma esse ar de desespero ?
Quem sabe ? disse Gertrudes ergoendo os hom-
bros.
lie inulil entregar esla carta a Irene, lornou o
velhn.
He essa inleiramenle a minha opiniao, respon-
den a aia vivamente; nao lh interesal receher a
conli lencia dos sentimenlos e dat risnluces de Ce-
lestino Piolot.
Irene entrou um iribraento depois, e nao tralou-se
de n; da. Tudo pareca ler terminado ahi; ma
bucea da noile Magu chegou carrejada de alguns I
4 tanctio imperial ns seguinle resoluetJe: I., cro-
ando varo! collegios eleiloraes im algumas provin-
cias ; 2.a, applicando varias disposic/tes para a na-
loralisatao do estraogeiros estabelecidos como eolo-
ncis nos diversos lugares do iraperje.Fka o senado
inlerado.
Quatro officios d mesmo, acompanhaodo a se-
gcinlea proposicet:
volumes qae o cavalleiro emprestara a Celeitioo.
Elle reeuvava-oa desculpando-se por nio traze-ios
penoalmente. A velha nao passou da antecmara ;
porm Gertrnde ouvio-a dizer ante de retirar-ee:
Vollo ja.... Celestino entrn hoje em cata eom
un semblante que encheu-me do medo.... poz-se a
serever, rasgou pelo menos vtnte cartas antea de
ac iar urna de seu gosto; depois lornou a sahr e vel-
lo), sempre com o mesmo semblante perturbado....
Julgo que esl doeule.
Celeslino Piolot sabira do caslello com a firme in-
tenco de partir no dia seguinle; porm semelhante
acto de razio e de firmeza eslava cima de uai tor-
tas. Urna attraccao fatal reteve-o nos lagares qae
madamesella de Kerbrejean habitava; parecou-lhe
qae a alegra de avista-la vezo eompensnrin suf-
ficientemente a dotorosa humilhacio, as difiicolda-
dei a as amarguras de lal tituacjlo. Depoii de ter
lutado dbilmente com toa paixao, abandonoa-te a
ella com o ardor mudo, e os transportes secreto* de
urna ndaleexaltada e inclinada s delicias mytticas.
O desgracado roodava noile e dia nos arredore* do
cat-lello como um louco. Apezar dat tempestades do
outono lio langas e to frequenles sobre cata costa,
ella ia passear com om livro na mo sobre at eleva-
crs coberlas de malo que dominan) a praia, e don-
de avistara os jardins do caslello. Mnitas vezes fi-
cava ahi al a noile assentado janto de nm tronco de
arvore com os ps na relva hmida esprelando com
attancao infatigavel o menores indicio do que pas-
sava-se na babitacao dos Kerbrejean. A eircoma-
lancia mait insignificante causava-llie emocOes indi-
zveis, urna porta qae entreab'ria-sc, urna cortina le-
vantada por urna mo nvisivel, urna forma vaga
quo desenhava-se alraz das vdra^a fazara palpilar-
Uni o coracao com violencia e empallideccr-lhe o
semblante. Mais de urna vez de noile as guardas da
alfiudega linhani-no avistado vagando a bera do
mar; mat linham-sa contentado de vigia-lo nm mo-
mento, e nSo haviam adeviohado o motivo de seu
passeio noctorno: se lveasem-no observado melhor,
tena ni visto que andava ao acaso com os olhos filo*
em orna pequea clardade que tramulava por Iraz
dat cortinas brancas do qaarlo de Irene. Os habi-
tantea de P.... apreciavam divertamenle essa manei-
ra de viver: nnt diztam qae Celeslino perder o
juizo, porm o maior numero eslava convencido de
quo o tngue dos Polol despertara nelle, a.qae ron-
davi asiim para contrabandear. *
(ConUnuar-te-ha.)


1
.
A ateembla geral legisla' iva raiolve :
Art. 1. Fica approvada a iipotentadorla eenctdi-
da por decreto dt 35 de maio da 1853 to conttlhel
ro Bernardo de Soma Franco, juii de dirtilo da ca-
pital do Par, em um lagar de deemb*rg.idor da
relacao do Rio de Janeiro, con i o vtineimtnlo innoiil
* 1:100*.
f Art. 2. Reeaara-se a* dupiiice eni con-
trario.
Paco da cmara dos depultdo* eni 2 de junhode
1855 V iscondt fe Baepenf, pr ndenle__frtm-
eUeo dt Paula Candido, prineiro secretario. An-
tonio Joti Machado, segundo leer tarto.
A oble geral legislativa retolv :
Art. 1. Fica approvada a ipotentadoria conce-
dida por decreto da 12 de abr: de 1853 ao juiz de
direlto Manoel Joaqun de S Mallos con o orde-
nado da 1:300.
Art. 2. l\evogm-se as iisposidSe* em con-
trario.
Paco da eantarn dos depata los en 2 de junlio de
1855.yueonde d$ 0aej>endy,presidenle. Fran-
cisco de Pauta Candido, primtiro lecrelario.An-
tonio tote Machado, segando secretario.
A atsembla geral legislativa nwlve :
e Artigo nnico. O governo h > aolorisado a man-
dar pagar to Dr. Jado Baptiila las Anjee a quantia
de 1:210*369 que pagoo o facultativo qne substi-
luio ao servido do hospital da iBarlnha da provincia
da Balita dorante a aoa estada ra Eoropa, de 1841 a
18*4, ficando-lhe para este fim aberto o competen-
te crdito: retoma aa aa dhuioiieoes em contra-
rio.
P150 do senado em 2 de jauho de 1855. l'is-
ctndt dt Baependy, presidente.Francisco de Pom-
la Candido, primeiro secretaiio. Antonio Jos
Machado, segundo secretarlo.
A assembla geral legislativa rewlve :
Artiga nnico. He aberto no governo um cr-
dito de 1:3109, aflm de pagar-si', ao primeiro len-
te reformado do ejercito Manotl Soares de Fi^aei-
edo os sidos que se lhe deveni cemo segando l-
enle da artilharia do mesmo eiereilo. desde o pri-
meiro la Janeiro de 1827, at31 de julho de 1831 ;
rerogada* as iHipoai{oea em con raric.
Paca da cmara dos depaludoa em 2 de jnnlm
de 1855. Viscondt de Batptndy, presidente.
Francisco de Patita Candido, piimeiru secretario.
Antonio Jos Machado, segundi secreta rio. i>
Via a imprimir as propositen.
He lida e approtada a redaccaa das emendas do
tenada Y proposidto da cmara dos epatados eon-
cadendo tetaras i santa casa da Misericordia, ex-
postos e hospital dea lauros da nidada de Cuyat .
Pattaado^e ordaa do da, do apprevadaa sem
debate, em tere aira dtacana, pira seren rem elu-
das enmara do depatados, iodo primeirameate i
eemasMe de redaccSo, aa propositos do senado,
urna eeneedendo irmandade de Noata Sanhora do
Rosario dacidade do Desterro, cossnir em bem de
rait al o Talar de 8:000, e oulni aeJorisaado o go-
verno a pastar carta brasilalr ao Dr. Cesar Parriaai : a em primeara
diaenatlo para pasar a seganda a prepaaidh do te-
nada prohiblnao dentro das igrejjs todo e qualquer
acta da procano eleitoral.
OSr. Prmhhml' declara agolada a ordem do
dea, a fci para da eagainta sesnlo, a seganda dis-
catsle di prepoatejio do sanado awlorisaodo o gorer-
no a pramerer a anearpaVacao de eompanhiat para
a patea, taiga e aecca de peiies ao lilornl e ros do
imparta ; tnaJlnnaoSo da segunda disctalo do pa-
recer da men i*au da meta tobm o irequerimenlo
de guarda das (alarias Jeaqoim Uiogenes Maxirou da
Roa, em qoe pede melhorameot de vencimenlos,
a levaata a tselo.
_ 6
Lida e approvada a acta da esto anteeedeni!, o
Sr. pracairo secretario da coala do segrale expe-
dttata:
Um ofneio do 1. secretario da enmara dos dpu la-
dos, parlxipaado a aomeaclto da mesa qae all na-
ve servir ao presente mei. Fica o senado inlei-
rado.
Un raqaariaiento dJos Francisco Barbosa, cor-
re do senado, pechado que seos vencimenlos sejam
igaaladofi tos dos correios das secretarias de esta'lo.
A' eornmissao da mesa.
He recaetlido secretaria um impresso sobre aa-
umptqs de lopographia, geodesil, e de mediees
Iriguomelrica, e geralmcnle de medicio de lenas,
oferecido por J. D. Slurt.
Pasaaoilo-N a ordem do da, he approvada sem
debata em segunda diseado, pan pastara Icrceira,
a prepesiejo do senado aolorisando o geverno a pro-
mover a encorporac do eoropa r hias para a penca,
salga a secca d pases no litoral e rios do imperio,
coajoactaaieole con as Mondas oOeirccidas pelas
evmasistOet de faaeada e cemmerc o.
Ceoliaaa-a sagaada a ultima di*:ussao adiada, do
nawtanr da eomauasao da mesa core o requerimtm-
to da guarda da galeras, Joaquim Diogenes alali-
na da Rea, em qae sede augmento de vencimenlos
con a emenda do Sr. viseoude de Gtquiliahoiiia
appeavada na primeira denatia.'
Disent la a matarla, lie aparatado ofiaracer, tun-
do rajailada a emenda.
O Sr. Presidente declara eegctida a ordem do
di vcobvida a deputaru> encarregada de aprese n-
Ur S. SI. o Imperador a resposia Calla do tbro-
noa detempanuar a saa misto, ni hora designada,
e ia toa tora taaadwat prsenles a occoparem-se
en rrabalbos de coataaiasoes: e di paia ordem do
dia 8 donotreate a sagitada ditcniaao da ptwposiqlo
do taado adiada correr, com brovidade pit-
ivel, ai 5 lotera* anda nle exlrahidat das tO qne
ftraa ceacadvdls por decreto dii 24 dejunho de
18, aa beneficio da nutriz da Nosta Senhora da
Gloria desta corte ; e trabalho de comaiiatOat, e le-
vanta a
DIARIO DEPERMMBUCO QU>RT> FEIR II DE JULHO DE 1865
gio Pereira Guimares, se prestado com zelo e de-
dicado ao Ira lallio dos exames, no espiro de 9 ho-
ras consecutivas, lho remuneraste a cmara cora ge-
nerosidade.Ao procarador a retaceo com ordem
na/a paga/ ao medico 16.
Ontro do liical do Recife, participando Dio poder
comparecer settio de hoje por ter sido torteado
jurado ; e pedindo mandaste a cmara pagar ao ci-
rurgiao, Jos Antonio Marqoes, n qoaulia de 6J400
de dous exsmes sanitarios que fot, e a elle fiscal
a de 4, que dispendeu om o enterramento no lu-
gar da Cruz dd Patrio, de dous cavallos condozidos
para all, um da praia do Forte do Mallos; a onlro
do largo do Trapiche do Algndo. Mandou-se
pagar.
Outfos (2) d fiscal de San-Jos, participando que
te mataram de 11 a24 do correle 1,304 rezes para
consumo desta cidade.Ao archivo.
Ontro do fiscal da Varzca, participando que se
mataram no mea de maio ultimo 28 rezas para o
consumo do fregaezia.O mesmo destino.
Foi approvadoum parecer da eommissao de edi-
.ficnco, nao te oppondo n que Marn Joaquina da
ConccicSo faca nos fundos da casa que habita, as
Cinco-Ponas, om telheiro,com lano que se obrigue
por termo a demoli-la sempre que a cmara o exigir,
tero exigencia de iinlemnisacilo alguma.Neslesen-
tido despachou- Comparecen o contador, Joaquim Tavares Rodo-
vallio, ainda nao de lodo reslabelecido da sua mo-
Itslia, a enlrou em exercicio para o qual foi cha-
mado.Mandou-se remaUer i eommissao de edifica-
cao a informado do enjenheiro cordeador acerca da
pelicio de recurso de Nicolao Gadault.
Despacharam-se as pelic;0es de Antonio Vicente
Guiratraes.de llernardino Joto Rodrigues Pinheiro,
de Froderico Chaves, de FrancisaoAlves de Moraes
Pires, de Uenriqu* Jorge, do Dr. Jos Joaquim
de Moraes Sarment, de Joaquim Jos de Santa
Anna, de Joaquim Pereira Ramos, de Isabel Hypo-
lita Ferreira de Moora, do Dr. Jos Mamede Alves
Ferreira, de Joo Alfonso de Albuquerque, de Jos
Alves da Silva (iuimarnes de Manoel Jos Mauri-
cio de Senna, de Manoel l.uiz da Veiga, de Ro-
mana Maris de Souza, de Rosendo Alves da Silva,
deTiborcio Valeriano Baptisla, e levantoa-se a
stsslo.
Eu Manoel Ferreira Accioli, secretario,a escrevi.
Barao de Capibaribe, presidente.liego e, Albu-
querque.Reg.Mamede.OUceira.Barata de
Almeida.
PEKNAIBim
CUaWKaV HUMICIPAI. DO BECIFQ.
SESSAO* EXTRAORDINAB.IA DE 27 DE
JUNHO DE 1855.
Presidencia do Sr. Bardo te Capibaribe.
Prsenles os Srs. Reg e Alhoqoerqae, Barata,
Reg a Ganuro, fallando com oaasa participada o
Sr. Oliveira, o sam elta oa maii senhoiea/abrio se
a tattku, e mi lida:eapprovada a acta da anteie-
deate.
Fei lido o seguiete
EXPEDIENTE.
Um officJo do Etm. presidenta da pro millndo, em resposU ao desta caara de 'J doaaiio
olttmu, uau copia do or^anwulo, qov approvra,
dos reparo* das varandas de farro o Pisatio Patli-
ea,afiatde qoe te etacutasta a obra__Resoivan-M
qa a rtppoicUas S. Exc. qaa, na sapposicio de
tareatesroparoedo dito- Paselo faites pelo cofre
provincia*, cerno foi a saa eeuiitracfllo, pedir a
cmara a, 8. Exc providenciatse sobre os mesinos
repara, ma mindando S. Exc. qne a cmara os
atediasen, e nao tendo ella consignarlo de furdos
pata fie-lo, pedia qne a habilitan para este lira
nefato d cea Qailo entender q) a oir Iba per-'
teoce.
lint piie>fom detpaclro do Bita, presidente
da provincia, paca a cmara informar, do porteiro e
guarda* do ceroiterio pabtico, pedindo lhe maadtsse
S. Exc. pagar e etateimo dos, teus ordenados, dt
metro fiema perqae o fea ao adoiinaalrador do mes-
mo aaatiteri*.Qne te ioformatee S. Kxc. qqe nao
se dando retpeito doa peticionarios as mesmas eir-
cananancia qne honte qatnlo ao iidmlnistrador, d
anrmnilla de trabata pelo nove regolamenlo, |ta-
reeia que nao podjaser allendida a sua pretea senSo do 1. de outnbro om diaate
Oalrp do precntador, reetellenlo a rel^ao das
UiUat,qae se veacem oo attimo do coirente, a Sai
de seren tiradas do cofre, na Im Mrtancit de........
8:9I798:Que se lirassem no diado sen ver ci-
mento.
Ontro de mesmo. pedindo a mar requiaitaate
ao presidente da tribunal do jaty n dispenn do ama-
nuease. ana fora torteado jurado, Hypjlito Gaesiano
de Amuiuarqae BlaraabSo, por ) adiar no exei ci-
io interiao de contador. Hetalveo-t* negativa-
mente.
Onlr do subdelegado do Rae fe, reraetteodo a
relarita dos mulUdot pea ialraceJe da pesiara* aiu-
nicipaas, no vare) a qae, de ordi saperier, p-o-
eedera nos estabmciineotoa ujeilc s a mesmas pot-
tarat, HtiporUado ai ataltai ata *:*.Qoa te tra-
millitteao ptaatada para o fia onvenionle.
OntredoaabJelogado da at-YMa.. reatelrerdo
Umbem a relarBo das mnllai qe dar, na mesma
outorin dide cima, importando eso, 2525, e im-
diad qae,aaattan^oa leroDr. Bozendo Afri-
JRY SO BECIFE.
Da 9 dejalbo.
Presidencia do Sr. Dr. Alexandre Bernardina dos
Res e Silra.
Promotor publico, o Sr. Dr. Antonio Loiz Caval-
canli de Albuquerque.
Advogado o Sr. Dr. Candido Aulran da Malla Al-
buquerque.
scrivao o Sr. Joaquim Francisco de Paula Esle-
ves Clemente.
Feita chamada as 10 horas da roanhaa, acha-
ram-se prsenle- 38 senhorea jurados.
Foram multados em mais 209rs. cada um dos so-
ohores jurados j.i multados nos auleriores dias de
tessao.
A berta a sess3o, (oi conduzidoabarra do tribunal,
o reo Antonio Mirtina da Silva, acensado por crime
de tentativa de niort* aa pessoa de Benedicta Mara
da Coneeirilo.
Coinpoz-se o conseibo de sentencia dos tegnintet
sendores: '
Mnoel Gomes Viesas.
Antonio de Souza Pavolide.
Francisco de Paula e Silva.
Joflo Antonio da Silva Grillo.
Adriano Xavier Pereira de lirilo,
Jos Alfonso dos Santos Bastos.
Caelano Pinto de Veras.
Joao Chrisoslomo Fernandet Vianna.
Joao Manoel Rodrigues Valenra.
Manoel Ignacio de Oliveira.
Antonio Cardozo de Queiroz Fonscca.
Coronel Joao Francisco de Chaby.
Dcpois de preslarem o juramento, e de 1er sido o
reo inlerrogado, o Sr. jurado Antonio de Souza Pa-
volide declarara que se achava impossibiliado de
continuar a fazer parte do consellio, em razio do
incommodo que ecabava de soffrer, o que affirmava
sob juramento, em consequencia do que o Sr. Dr.
jaiz de nireilto coiwiderou impedido o dito Sr. jurado
permllindO| que cite se levanlasse, e maudou pro-
ceder i chamada dos senhorrs jurados, para depois
de verificado havui o nuructo jlrgal proceder o res-,
peclivo soraeamento, coiil.ei'wNejas eiislirem na
casa 'H senilores jurados, havendoTnijtros senhora
jurados set,:!!r'io. e uepois de ama espera razoa-
vel, mu loa a esWa que sfm os senhotes :
Antonio dfc Moura Rolim.
Jos GnnealTea Torres Jonort '
Manoel IgScio de Oliveira l.obo.
Jos Teixr a Pernoto. .
E leva _iu a sossao a meia hora depois de meio
dia, ada: .o-a para o dia seguinle pelas 10 horas
da manh >.
10
Presii istia do Sr. Dr. Alexandre Bernardino
Jos fiis e Silva.
Advog i da ai:cusacao,o Sr. Dr. Antonio Vicen-
ta do atamente Feilosa.
Advogado da defeza.oSr. Dr. Jos Bernardo Gal-
v3o Alcoforaiio.
Eserivao, o Sr. Joaquim Francisco de Paula Esle-
ves Ciernen le.
l'eila a chamada as 10 horas da manliaa. acharm-
se presentea38 Srs. jurados.
Faram relevados das mallas eui qae incorreram,
segninles senliores :
Antonio de Moura Rolim.
Jos Goncalves Torres Jnior.
Manoel Ignacio du Oliveira l.obo.
Jos Teiteira l'enolo.
Foram multados m mais 20$ cada um dos Sn.
jurados j. multados uos anteriores dias de sesso.
Abcrla a sessdo foi conduzido a barra do Uibunal,
para ser julgado, reo. Belchior dos Keis Cavalcanli,
ecusado por crime de mora perpetrada no preto
Domingos, escravo do tenente-coronel Francisco
Antonio Pereia da Silva.
Sorteado o conselho de senlenra eompoz-se Tos
seguintes tanhore :
Joao Manoel Rodrigues Vallenca.
Joao Carniro Rodrigues Campello.
Francisco Antonio da Rota.
Coronel Joao Francisco de Chaby.
Jos Alvet de Souza Rangel.
Angelo Cutlodio dos Santos.
Jos Alfonso dos Sanios Bastos.
Antonio Goncalves de Moraes.
Jos Bernardo Ventura.
Jo3o Alhauasio Bjtelhn.
Manoel Ignacio de Oliveira.
Francisco de Paula e Sirva
Findos osdebatiM foi o conscllio conduzido a sala
das con lerendas as 51(2 horas da|iarde, donde vollou
as 6 3|4 com suas resposlas, que foram lidas em voz
alia pelo presidente do jury, em vista de cuja de-
ctsao o Sr. Dr. jaiz do direito absolveu o ree, con-
denuiandoo antor as costas e appellon para -o su-
perior Icibtael (la relacao, e levanlon a tessao,
adiando-a para as 10 horas da manhaa do dia se-
guinle.
tacoes, urna combinadlo de opinioes, um auxilio]
muluo nos Irabalhosdaintelligenci, umsapplemen-
ioi nsufflcieiic'm de cada um.nmangmenlode forca
para todos, a convcrgeoela em tamma dos raios de
todas as intelligencias em nra foco da luz commum,
de que cada um te poder proveilar, o que habili-
tar qualquer a fazer progrestos, a que nao chegaria
abandonado aos recursos individaaet.
E ainda n3o he ludo.Com o Alheneu Pernam-
bucano creis ara estimulo nobre para o engenho,
abrlndo om campo de gloria, onda os lidadores por
om serilimentq elevado farao por primar, e mos-
trar-te dignos das lauros da victoria ; e este amor
da gloria dispertando < o talento, exeilaodo-o vi-
gilia not trabalhos Iliterarios, promover incon-
lestavelmente a cultura do espirito. He poisalada,
senhores, a vida da inlelligencia qoe promovis, eo
pao do espirito, que procuris ilar. fundando o Alhe-
neu Pernambucano ; e dimanando esta instituicao,
assim como o Monle Pi, do principio fecundo da
caridade, tendendo ao mesmo fim, a que elle lende,
difiere jmenle efn que alli dais indirectamente o
alimento d'alma, eutretanlo que aqui o ides dar di-
rectamente, como umdom que vos he proprio.
Sim; senhores, no Monte Pi fazei muilo sem
duvida dando urna parle de vossos leres, para que
oulros possam procurar o pao do espirito* mas fa-
zei apenas odooativo de urna eouea, que est fora
de vos, que vos ha extra ola; hoje fundando o lAn-
nau Pernambucano ides dar-vos como inlelligencia, e
se o homem como inlelligencia he ama doulri-
na, nao ides dar somente alguma cousa que vos he
extranha, ides coramnuicar o que cxisle em vos
mesmos, o que faz a vida do vosso espirito, ides fa-
zer o donativo de veis mesmos, distribuindo dilec-
tamente por iodos o alimento de vossa alma. E,
es, senhores, porque vos ditse em principio, qua
inaugurando hoje o ^Aenea Pernambucano com-
pletis a obra de caridade encelada no Monte Pi
Acadmico.
E que direccSo mais nobre, senhores, 'poderieis
dar ao seulimenlo de caridade, que transborda em
vossa alma ; que fim mais elevado poderieis desco-
brir para fazer delle objeclo de vossos esforcos e sa-
crificios, do quo a cultura do espirito, o dcsenvol-
vimenlo da inlelligencia, o aperfeicoamento da ra-
zao, a acquisicao em summa da verdade?
O homem, senhores, espirito e materia ao mesmo
lempo tem tima vida duplico, e por pouco que se
medite sobre o seo organismo, nao se pode
drizar de reconhecer nelle facilidades physicas,
melhaphysics, e myslicas ; mas, se as|primeiras lhe
sao communs com os animaes desprovidos de razao;
se elle nao he feliz e honrado a proporcao que se
entrega aos prazeres dos sentido e da carne, para
viver como um Sardanapilo, antes lhe cumpre sem-
pre domar o furor dos sentidos e da carne, he evi-
dente quesua grandeza consiste as faculdades me-
thaphysicas e myslicas.
Foi sem duvida por esse sopro divino, com qae
Dcos communicou ao nosso primeiro pai alguma
cousa dos Ihesouros da sua sdencia infinita, qae elle
poz obre a cabera do hornera a corda da creaeao, e
deu-lbe a soberana do espaco. He por essa ima-
gen] da verdade increada, reflectida em nossa alma-
qne o universo pertence ao homem, como o univer-
so e o homem pertencem a Dos; he em ama palavra
pela inlelligencia, que o homem se distingue do
resto do mundo exterior e vzivel. O mineral crese
ce, o vegetal cresce e vive, o animal cresce, vive, a
enle (1|; n homem porcm nao t cresce, vive, o
senle, senao tambera pensa, e ora ; e se tendo e
vida augmenlativa do mineral, vegetativa da planta
e sensitiva do bruto, assemelha-seao mineral, i plan-
ta, e ao bruto ; por suas faculdades melhaphysicas,
e myslicas tema ida dos seres inteligentes, que
aspiram ao infinito, assetnelha-se aos anjos e pode
tornar-se partecipanle da nalureza divina (2); e eis
porque um dos mais preeminentes padres da igreja,
S. Thomaz de Aquino.di-se que o homem, rennin-
do os elemenlos de todas as substancias, as enndi-
Ses de todos os seres, as torcas de lodas as vidas da
creara*, produz Iodos ns efieilos,- abraca lorias as
harmonas, e he por assim dizer um mundo era
miniatura.
Mas, Seuhores, se he tmenle, pelas 'acuidades
melliaphysicas e myslicas, que o homem se distin-
gue dos mais seres do mundo visvel ; se he somen-
te pelo dcsenvolvimenlo dessas faculdades, qae elle
pode cliegar grandeza, e exercilar a realeza para
quo Dos o crcou, em que consiste esse desenvolvi-
meulo. senao na possessao da verdade,que heao
mesmo lempo a perfi-icao o a bemaventuranrad a in-
lelligencia ? Nao he por vjeittara a verdade eejo loz
qfle\liinanda de Dos mesmo deve derramac-se na
nteing^ocia do homem, como os raios dy^ol em
scus ollios***n\io he ella o
sanies iuquiela\yeeojlllllII1 parT onde gravilai
lodos os nossos dezejlte affeicOes Nio lie ella
que mantem : vida intelleclual, como a, nutricio
manleni a vida docorpo ?Nao he ella qae, egundo
o pciisa'menlo de Leibuilz, faz entrar a homem na
elernidado ? Sim, teriTiores, a verdade he tao nes-
cessaria inlelligencia, quanln a inlelligencia ao
hornera e se esto despido da inlelligencia, a reduzidu
conseguiulcmenle condico de poro animal seria o
maismiseraveldclodoss seres dessa especie.ainlel-
ligencia privada d verdade seria para elle um tor-
mento invencivel, e serveria de coudemna-lo a
urna fome insaciavel.
I'igaraj o mundo sem a luz, cum que o sol radia
sobre elle ; coqjeclorai o cahos, em qoe etisliriam
seres, que se nao nodesicm ver e distinguir, e con-
clu d'ahi o que seria o homem dolado de inlelligen-
cia, mas desherdado da verdade. A verdade he
pois inconlesUvelmenle a primeira necessidado do
homem ; tem olla a inlelligencia nao lem repouso,
a alma nao lem alegra, a vida nao lera con-
REPAHTICJIO DA POLICA
Parle do dia 10 de jalho.
Illm. e Exm. Mr.Levo no conhecimenlo de V.
Exc. que da diferentes participarse hoje recebidis
aestt repartic8-,consta que foram presos:
Pela subdelegada da-Ireguezia do Recife, Fir-
mino dos Santo* Lima, por insultos.
Pela subdelegada da frtgueiia da Moa-Vista, o
preto escravo Thcodoro, para averigoac,0es.
E pela subdelegada dos Afosados, a prela Serafi-
na Mara, lambem para averiguace*.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco 10 de jalho de 1855.Illm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Benloda Cunhii e Figaeiredo,
presidente da provincia.O chafe de polica Luiz
Carlos de Paiva Teixeira.
COMMl'MCAIMIS
AIXOOV^AO
7"poroccaiiao(raiiatoiirfilo do Alheneu Per-
nambucano no i. do corrate mez dirigi aos
taludantes da Fatuliade de Direito do Recift, o
DR.JOAQVISt VILLF.LA DE CASTRO TA-
VARES. lente ia 2. cadeira do 4.anno, pre-
siden fe honorario da mesma associacHo.
Senliores.lia pouco fanilasles o Monle Pi Aca-
dmico, e votaa Itmbranca lem aidoapplaudida por
lodos o eorases generosos: hoje completis a vos-
sa obra fundando o Alheneu Pernambucano. Am-
bas essas insliluicoes derivara do mesmo principio,
tendera ao mesmo fim, e t diversificara nos meios.
Com Monto Pi estabelecesles o bolo do la-
lento, o auxiliando as inlelligencias desfavore-
cidas da fortuna, corlando o obstculos nascidos da
pobreza, qne mollas vezeisuffoeam em germen t-
lenlos superiores, abriste o alcacer da scienda a
engenhos. que ubi se perderiam miugoa da recor-
to entre at egoni da humilia^ao, < de ledo ebeios
datta variada sublime, quo natceu e teve norae com
o chrislianismo, esteodesles-lhes a mao caridosa,
atsegorasles-lhes a superioridade do mrito, e fizes-
les at letlras um serv9oimmenso. Com o Alheneu
Pernamtucano, trao boje iaaugaraet, nao Ides, he
verdade, aaxiliar es talento* com meios materiaes,
ma idet proporcionar-llie ojneio mais fcil, com -
mods e provuoso dt se desenvolveren; idea asta
tcnlamento ; com ella o espirilo Iranouillsa-
te, repousa no regado da paz, enthusiasma-se ,
regojjja-se e derrama sobre a vida torrentes
de delicias- He por itio, senhores, que o ver-
bo dteos, que assumir.1 a carne humana para re-
mir-nos na cruz, respondendo ao governador da
Judoa diwe, que viera ao mundo para dar teslema-
nho da venlade : he por i.so qae enviando sea,
apostlos por lodo o orbe recommendou-lhes o en-
tino da verdade como a primeira caridade. e ses ao
annuncarem a palavra do Divino Meslre nzavam
tempre daquella saudajao, qaa lhct dirigir Elle
ao apparecer-lhcs suscitadopaz teja comese:
, E nao poderei, senhores.concluir d'aqui com cer-
teza, qoe a paixao da verdade he a mais nobreque
o homem pode nutrir, qua o esforjo para a indaga-
cao, da verdade he u mais til a honroso, que
elle pode empregar ; que as glorias inlellecluaes
sao sjjue mais Uuslram, que o dtseovolvimento
moral do homem |,e mj;, .Miar0
N8o poderei concluir com certeza, que as instilni-
roes, que ttndcm a excitar esta paixao, a provocar
esse eslorso, a etlender essas glorias, a promover es-
se desenvolvimtnlo, rtcaramendam-se por si mes-
mae, a senos apresentamsempre como um germen
fecundo de incalculaveis beneficios T
Sei perreilamnte,senhores, que o homem nao lie,
nem pode ser por si mesmo perfeilo em nada ; por
que s Dos he nm.lotal, e perfeito em sua natureza.
O homem he creado, vive no lempo, e Uto baila
para qoe elle seja, como toda a creatura, parcial,
roovel,finito e incomplelo em ludo; mas sei lam-
bem, que elle difiere de todos nt mais habitantes da
trra em sermme.lulamente subordina lo ao univer-
sal, e ao infinito ; pois (em par numero e medida
um numero indefenido, ama medida progressiva,
sem oulro limite superior senao o infinita mesmo ;
sei em urna palavra. que o homem he indelinida-
meule pcrfeclivel ; e se seraelhanca dessas mara-
villosas quantidades geomtricas chamadas series
convergentes em desenvolvimento, que jamis ebe-
gam a anidada, porque sempre se Ibes vai augmen-
tando melado apenas do quo falta para romplela-la,
o homem nao pode chegar a perfeidlo; he ao menos
inconleslavel que pode ir eamiulindo para ella, e
aproximar-se dclla cada vez mais, da mesma sorle
que aquellas mesraasquanlidades. proporcao qae sao
augmentadas vao adquirodo sempre um valor mais
aproximado unidade. So Dos, senhores, de quem
a nossa razao he umraio, pode dar-i lie perfeicao
ultima descerni a ella ; mas basta que o homem
possa ir marchando progressivatnentc para elle; bas-
ta que a cada passo, que adiante no progesso, se
veja manos longe dclla,para qoe nao deva entregar-
te inercia da ignorando, e muilo menos i aclivi-
dade do erro ; para qae deva dirigir todas at suas
petquizas, e meditacGes, todo o sea esludo para o
deseobrimenlo da verdadt.
_____i____________________....._________
Qaando se dorme,a vida nao lem acividade, e pri-
vada de saa fecundidade nao pode oOerecer nem
progresso, nem gloria.
Ja vedes poit. senhores, que a crearlo do Alheneu
Pemamliucano,\meio lao proficuo de aperfeicoaraen-
lo intelleclual, honra-vos sobra modo revelando era
vos as mais louvaveis dsnosicoes para a culluca do
espirito.
Equandose considera, que esta instituidlo he
ainda um novo laco de uniao e fratemidade entre
vos, nao he possivel negar-lhe a olilidade immensa,
a dispatar-vos a gloria de l-Ia fondado.
Merrrhros de urna, corporacjlo, cuja reputadlo vos
cumpre zelar; soldados de urna milicia, cajos tro-
pbens etcapam de todas as ruinas, para alteslarem
em lodosoiieculos.a dignidade do homem.vs linheis,
senhores.ainda qae obrando separadamente,etsasoli-
dariedade, que acompanha seraprc os cor pos conec-
tivos, e parlilha. por lodos os seus membros as glorias
ou revozes de cada um; o crdito de qualquer de
Y,s reflectia sobre o da corporac,ao, e como cada nm
de v nao linha ontro recorto senao a fraqueza mes-
ma do individualismo ; diflicilmenle poderia a cor-
poraco chegar a esse grao de illaslraco, que deve
ser para vos lodoso mais nobre titulo de gloria,e he
para os que lem a honra de encaminhar-vos as vi as
la scienda objeclo do maii ardete anhelo. Al-
ghmas vezes, senhores, o individualismo senlia-se
exhausto de Torcas, e enfilo invocava algum auxilio
eslranbo ; mas esse apoio ephemero longe de apro-
veilar corporac^o era as vezes um pomo de dis-
cordia atirado no meio del la, e rivalidades nascidas ou
de affeicOes, pessoaos,ou dos lacos de um nascimenlo
commum neslaounaquella provincia,vinhamdvidir-
vos ero pequeos grupos, e afrooxar, >enao deslroir
os vnculos de |uniao, que devera ligar sempre
aquelles que impellidos palo mesmo amor, e enleva-
dos as mesmas glorias enconlram-se debaixo da ar-
vore da sciencia para lhe colberem o fruclos, que
ella profusamente offerece a todos.
O Alheneu Pemamllfcano lidades, e reuuindo-vosemuma s familia eubstilne-
Ihe* urna nobre einuladto, estimulo do talento, e ori-
gem fecunda dos maiores progessos; e se por ventu-
ra a lei da solidariedade, a que ja estaveis sujeitos
no estado mesmo de individualismo, carrega hoje
mais sobre v-, leudes em compensarlo reunid o for-
fas sufficientes para lhe nao temerdes as conseqaen-
cias. O que vos cumpre he aproveila-las.e bem sa-
bis, que nao he senao a custa de muilo estado,e me-
dilacao, que se chega a avanjar alguma cousa na
cultura da inlelligencia.
O Braril dolado pela mao da Providencia de todas
as riquezas naluraes he lambem abundante em la-
lentos de toda especie, e dizer qae naicestes de-
baixo deste co tao puro e tao recamado de estrel-
las, que tanln avvenla o genio ; que correstes em
vossa Infancia por essas vrenles campias tao ma-
tizadas de flores, que tamaoha alegra coramunicatn
ao coragao, e lauto desenvolvem os senlimeolos;
qae em vossos brincos de criaaca sentastes-vos i
sombra dessas gigantescas e copadas arvores, que
tanta grandeza inspirara n'alma, e subiste ao come
dessas altas montanhas, qae revelara instantnea-
mente a magestade do infinito;he dizer qne ha en-
tre vos talentos superiores ; mas nao vo* Iludis,
seuhores, pensando qua o talento lie ludo por si .
A inlelligencia, que se nao he despertada oo in-
fante pela palavra fica em inaeco, como te ha ob-
servado nos sardo* o mudos privados de urna edu-
casao particular, ssemelha-se Ierra, que, ane-
xar mesmo de sua fertilidade, produz apenas car-
dos e espnhos, quando nao he amanhada pelo tra-
balhn do homem ; e nao ha maior obstculo para o
aperfeicoamenlo da razao do que a infatuarlo de
um espirito namoraJo de si mesmo, que suppondo-
se dotado de urna forra prodigiosa mira-te no que
sabe como Narciso na fonle.
O esludo, senhores, he o arado da inlelligencia,
equem o nao applica nao pode fazer verdadeiaos
progressos. *
Sua vonlade, sua vida pralica qoasi (oda esra-
nhaT indagac.lo da vordade vedam-lho a acquisicao
de novos principios,' quando mesmo chegue a am-
plificar os que tem, e a de.luir dellos consequen-
cias, nao lite he possivel obter novidade alguma es-
sencial. Os talentos, que se nao cultivam, ficam en-
terrados como os Ihesouros do avaro', e loruam-se
anda mais esteris, porque nao he possivel que
ningaem mais os desenterre para aproveila-los.
O Alheneu Pernambucano, senhores, offerece-
vos um campo vaslo para variados estados, e ain-
da nislo altendestes urna grande ciiTivay.iencia.
A' maneira do cnllor providente, que pa>*k,apro-
veilar toda a forcea vegoj^i7a da Ierra, e gotai ao
mesmo lempo dos dirfafctcs fruclos, qu ella peaje
dar, divide-a em diversas pordies, e destinando
a dell-g un] genero de cullara, aqui co-
Hib substancias, que o nulrera e vigoram, alli pomos
qoe Iisol^geaiia.lUe--(rT,alad3r, acola flores qae com
o hrilli.inlisiio de suas variadas cores lhe saciam os
olhos, epelo suave de seus perfumes lhe deleilam
o olfalo, vos, senhores, creando o Atheneu Pernam-
bucano, dslea lugar s differenles vocarSes, pro-
porcionastes a cultura do necessario, do til, e do
bello, e procurando assim aproveitar talentos de
natureza diversa assegnrastes o gozo de producedes
variadas, em que cada um poder primar, cultivan-
do as dispo9e,6es naluraes.
Segundo o art. 20 dos estatutos, qua regem esta
atiociadlo a phosophia, at sciencias jurdicas e so-
ciaes, e qualquer ramo da litteralnra formam o as-
sumplo das theses que doveis estadar e discutir ou
pela imprensa, oa na tribuna.
Assim, seuhores, alm das sciencias jurdicas e
sociaes, que devem cooslilair o vosso estillo prin-
cipal, faiem objeeto de vossas vigilias, a psycolo-
gia, a lgica, a moral, a Iheodicca, a esthatica, a
eloquencia, a poesa, a historia,, a grammalica, a
philologia, a lingistica, a rhelorica, a potica, a
critica Iliteraria e a histories. He sem duvida um
campo vastusimo, que cada um da vos poder cul-
tivar do modo, por que tiver mais gosto, e matizar
das mais mimosas dores.
E qumdo, senhores, vos mostris animados dos
mais ardentes desejos; quando emprehendendo es-
ta tao til inslifuicau no podieis deixar do calcular
as fadigns que ella vos obriga ; qaando inaugu-
rando-a hoje empenhais vossa reputarau e creis
om futuro de glora, caja, realisacao s do vosso es-
forz depende, tenhn as mais bem fundadas espe-
rant-asde que ides abrir nos fastos da Faculdade de
Direito desta cidade urna era nova, qae muilo e
muilo a Ilustrar.
Eia. senhores, sois jovens e a mocidade ha a for-
Sa, o movmento o a vida om Inda a sua aclh ida-
de ; sois Brasileiros ; nascesles e vivis debaixo desle
sol brilhanle, que lano fecunda a Ierra e sasona
os fruclos, como alenla o genio : (rabalbae, e cedo
colhereis os doces frulos "da arvore, que plantis ho-
je, e vos tornareis credores das heneaos da patria
drliumatiidaJe.
Agora, senhores, permitti-me daas patarras, que
me dizem respeilo.
Escolliido por vos para presidente honorario desla
lao til instiluieao, honrado assim com ama lao no-
bre dislinc.lo, qae nao po'so altribur senao vos-
sa affedlo, sinlo vivamente que o prazer qae me
causa vossa escollu seja anuviado pelo reconbeci-
menlo de miaba fraqueza ; mas augmentando esta
o prego do vosso obsequio, e consegaintemenle a
forca de minha gralidao aprovelo o ensejo para
dar-vos dalla um testemnnbo publico.
Recire 1 de julho de 1855.
Dr. Joaquim lilella de Castro Tacares,
Presidente honorario.
Avante, mancebos! dormir'he morrer
A gloria nos chama, devenios lutar !
Vergonha ao covarde, qoe voi da scienoU,
Se deixa no ociosem forjaflear !
3X
oa nao luminarias ? Se illaminou sua cata, leve pelo l po de freqoencla, nao t tilo achei pormenor algnm
menos o detgoslu de nao aer acompanhado pelos
amaoti-t do progretto a da- civilia'ie como o*
btiaetr um conuaorcio da ideas, una Iroaa da med-1
(l)A**im distingua Lineo os animaes do tere
pertincenles aos oulrosdous reinos da naluresa.
Mineralia ortreunt, vtgetabUa ertmunt, el vtvnnt,
animatia^rescunt, vivunt, et stntiunt.
(2) 2.* Ep. de S. Pedro, Cap. i. v. 4.
Poesa recitada na sessa'o magna da intta-
thaea'a da SocleJnde Acadmica Atheneu
Pernambucano palo socio Joao Dlntz
Rlbelro da Cunha. .
Nao vedes forraosacom luz cambiante
Marchar a sciencia com passo veloz ?
Scentelhas fulgculcs, nao vedesdespede
Qae voam que correm, que vera sobre nos'!
E nra grilo de forca trra baixado,
Rehoa (remend no espaco nos Ceus ;
Ao homem disperta, dizendo-lhe: Guiado
Camnha comigo que awnda-1'o Dos!
i
Nao vedes os povos correndo apressados
Beber largos goles de forca, de luz 1
Nao vedesque livres se juntam, te abraeam.
E jonlot progridem sombra da Cruz ?
Somente a sciencia aos povos Ilustra,
S ella engrandece d'am povo o brazSo
Se existe inda a Grecia o deve a seas lllbos
Que della lizeram um nobre padrao.
Se Roma a toberba levau suas- aguas
A povos distantes se o mundo domou ;
Nao foi a vicloria que a fe* tan illusira,
Ma* sim a sciencia qae lano prona* .'
My friend.A cora extraordinaria orpreza o con-
vite que V. Me. por este Diario dirigi em30 do pas-
tado a lodosos amantes do progresso e civilisarOo,
da Aumanidad.para palenlearem eom todo o prazer
o por meio da illuminacio de saa* casara sua com-
pleta adheio cansa de Uto eminentes principios,
se acaso o paquete inglez qae no 1. desta mez se
esperava da Europa, trouteste a fausta noticia da
tomada de Sebastopol, ou de urna balalha decisiva
ganha pelos Alliados contra os Rumos na Crimea.
Confesso-lhe ingonuamente que, nao obstante o sen-
(imeuto de ia plus parfaite amiti que lhe consagro
estive suspenso entre a admiradlo e a zombaria,
quando deparei com o seu convite, porque nao sabia
e mais seria para admirar o sea frentico cnthusi-
asiao pelas ideas livres do secuto actual, ou se antes
devia rir-me do seu inqaalificavel arrojo, da sua es-
tulla faloidade e presompeo. Refieclindo, porcm,
com alguma calma sobre o seu pomposo coavile, en-
tend que nao me era possivel deixar de toma-lo
como o resultado do seu fervorlo spleen, especie de
molestia que muilo o accorametle e a rautla gente
ba, ainda que nao eja do reino-unido ; e enlao re-
solvi-me a expor-lhe com franqueza o que sinlo a
(al respeilo, pedindo-lhe nao leve a mal estas mi-
abas toscas obsercations.
My friend.Primeiro qae lado lhe perganlare'n
j qae ninguem nos ouve, que papel representa
Vine, netse annuuciof porventura o de estadista.
guerreiro, diplmala ou pregadordecartazos? Como
estadista, nao lhe vejo por onde, salvo se V.Mc. com
esse novo genero de escriplo em prosa, com essa es-
(ravagante publicacao, qoer mostrar a lodo o mundo
qoe esli perfeilnmente de accordo como poltico em
todas as ideas da alta administrarlo, e ao alcance dos
segredos d'eslado desenvolvidos pelas dua graodes
naroes alliadas : mas para que tanta cousa ? para
qae essa manifestacao ? N3o ha quem "gruir que
V.Mc. pertence ciaste d'aquelles que, vendo os ne-
gocios da vclha Europa, atravez de um prisma falso,
julgam-se de repente no meio da.camara dos lords,
ou na dos commans, discatindo com o machucho
Clarendon, ou interpellando o m.itreiro Palmerstou :
d'esses ha mailos, e V. Me. qae he campeao d'esse
progresso que o desvair, esl igualmente iscado da
mana de querer passar por extramado poltico. Ora,
nesla parte lhe facn jastica ; tenho para mim qua
V.Mc. obdece nesse convite s ordens etpressns do
english govcrnmenl, como ehefa de senao, chan-
celler ou secrelario de estado dos negocios anglo-
francezes nesla provincia. He s debaixo desle as-
pecto que posso reconher a saa autorisac^lo para fa-
zer esse convite.
Entretaoto, my friend, permilla-me sempre obser-
vr-lhe que, se V.Me. ahi escreve como poltico, on
he o mais ineomprehensivel do mondo, porque he o
poltico das prophecias do futuro,ou he o mais digno
de escarneo, porque te deixa arrostrar de um zelo
ceg, esquecendo que ningaem o p6e em linlia de
conta, eatre o* polticos da poca, a por muilo amor
que V.Mc. lonha ao progresso a civilisac.lo, nao
pasear jamis de um objeclo de zombaria, querendo
considerar-se como echo detses principios, e capaz
de em nome delles convocar os povos a ama eilra-
ordinaria manifestado de suas ideas.
Ser que V.Mc. he algum dos iniciados na diploma-
cia europea, e manlem directas communieafoescom
lord John Russell, oa.com o principa Buol ? Rccebeu
d'elies, atravez de algum telegrapho elctrico, cer-
tas particpaseles officiaes que o fazem esperar o pr-
ximo desfecho da guerra do Oriente? Pode ser lado;
mas o certo ha que;poaca falla faria V.Mc. notconse-
Ihes d'esses personagens, ainda que pelo seu modo
de fallar enrgico e arrogante, d-me visos de ser
um dos polticos que tomaran) parte pas celebras
conferencias de Vicua.
Ser V.Mc. algum guerreiro croe, fagindo n'um
balao aerosttico, dos campos da Crimea, viesse com
todo o seu Ircm de balalha, hospedar-so por algnns
dias nesla regiao da America ? Qaal he o braza o de
suas armas ? traja como os Turcos oa como os adia-
dos? Conla os seus dias de glora por combtese
triumphos, on he, antes, algum desses etprilos
da moda que vao alraz de lado, e te ostentara capa-
zo, de arregitneular militares d'exercitos como cartas
dejogar, de entrar em rendidas lulas, de maneja-*)
los com a pona do dedo como se fora con a -pona
da espada ? Ah mon-cher '. Antrtfois, eu dizia
comigo:he bem difcil locar o sublime dq ridiculo,
mas hoje tenho reconhecido pela wpericona quo
em V.Mc. se realisa perfeitainenle es*9p~rncpio.
Em norae de que idea profunda *a < .resan
tjom esse carcter improvisado, con
co rrfnanfe do progresso e da civilisicao para acom-
panha-lo em scus pensamenlos de |iltoranacao e re-
gosijo'.'.... Era precito que se considerasse o repre-
sentante exclusivo dos interesses dos Alliados euro
ropeus.para qae se podesse julgar aulorisado a fazer
semelbanle convite, mas nem esse carcter lhe per-
tence, e ainda mesmo quando Iha perlencesse fra
mister qae precedetse a convic{lo dd qne isso a qae
chama progresso e cicilisarao he tomad no mesmo
sentido por lodos, pois bem pode acceder, setnser
extraordinario, qoe muita gen/e hija realmente
amante do piogrtsso t da eiviUsaciio que nao parli-
lha as suas ideas, e aigaem haver, que, mesmo par-
(ilhando-as, nem por isiojentenda conveniente por
luminarias, e fazer outras ostenladies de regosijo
pela tomada de Sebastopol, ele
My friend, oulro ofDcio, deixe de pregar n'esta
tom : V.Mc nao lem i procuradlo bastante de lo-
dos otamanlM da hnmanidade :]fra necessario que a
livesse para fallar tao desembarazadamente. Ha
multo quem acredite nestas cousas que V. Me. en-
deosa, quem lhe d graode apreco, e nem por isso
enlcnda que o aer progrtssista e dcilisado importa
o mesmo que nutrir etses ardentes desejos que o de-
vorara. Essa porfiada gnerra do Oriente envolve
muitas e mui complicadas qitestoes, tem um alcance
profundo, pe em agilacao muitos interesses encon-
trado, disperta mallas medilaefles sobro o destino da
sociedade a da lodo o mando: e o certo he qne ninguem
com elevada probabilidade poder asaeverar priori
quaes serao lodo* o* resultados que ella lende'a pro-
ducir pra o futuro, qual a marcha que imprimir
nos acoutecimentos de maior importancia socialm\
poiitica, o nem tao pouco de que modo o sea des?
fecho coi.correr.i para a civilisacao elpura o progresso.
Nesle ponto, basta, meu charo amigo, que V. Me.
lea e lea a historia. Dos he quem sabe o que sur-
tir essa lula em que estn empentados tantos inte-
resses ; e qual ser a fonle da felicidad ; te a vicio-
loria final dos (alliados, a queda de Sebastopol, ou
qualquer oulro resalido ialeiramenle diverso...
De mim lhe digo abcrlamenle que nao sou torco,
alijado, nem rasso : como homem prezo ludo quan-
to for enconcernenle ao bem da humanidade, esem
querer campar de aprogressisla e menos de espi-
rilo a evanglico e apostlico, assegaro qae, segan-
do o seu fraco modo de pensar, um dos paincipaes
elemenlos para a sustentculo dos direilos dos povos,
e para eleva;ao e bem^jlar da sociedade, he a paz,
posto que umitas vezes ella nao possa em ludo pro-
dozir os fruclos que d'ella so esperam. E, portanlo,
sem pretender os foros da estadista, guerreiro ou
diplmala, que nao me nssenla applaudiria mul-
to a V. Me. se rnostrnsse desejos de ver restabelecrda
a paz publica na Europa, se o coracao lhe palpi-
tasse pelos senlimentosde concordia e Iranquilidade.
Nao son das Iheorias exaggeradas.e por sso nao per-
lenco lambem n escola dos fanticos enlbasiastasda
paz, como a eoncebeu Sainl-Piarre ; mas, quizera
sobretodo que, a ser possivel, se reslnbelecessem a
harmona e concordia entre as naoSes belligeranles
da Europa, medanle as condiroes de ama poltica
salvadora eqae nada livesse deaviltanla para qual-
quer ama deltas.
Ora, pensando assim, my friend, nao poderia dei-
xar de rir e rir muilo, quando li o seu pomposo e
monumenlal convite por este Diario ; e ainda me
rain mais no gto aquello (rechosinho em qae V. Me.
iodo abrasado no amor da a civilisacao e progresso,
mostou o desejo de ver toda a oslenlacao de regosijo
publico por qualquer combate (ja nao be preciso a
lomada de Sebastopol !> que dste.a Iritimpho aos
alliados. Valbii-me Daos com V. Me, Depois que
se lbe mellen era cabera a mana de querer passar
por homem de allas'coacepcfies polticas; depois quo
se lembrou de apresenlar-s entre nos como omien-
'idade necessaria oo mondo social, (em V. Me. re-
presentado um papel que lhe nao desojara nanea :
refrela e recoolteca qne vai mal. E o paquete o que
lhe truxe de extraordinario'; alguma noticiados
seus amigos da Crimea ? approva ou nao o novo pla-
no dr cmbale ? japprovt en nao a demissao do
Caorobart e a nomeacao de Peliasier ? receben al-
ganta ataatagem ecrata do Ibeatro da guerra ? Poz
entende V. Me. a como *e julga hab lado para de-
fende-los. U malheur des hommes, charo amigo,
he na iaaoria dos caso* o resollado de suas impro-
dandax t precipitacftet; V. Me. qae partee ter aa
veia* o tingue araba, qua te eleclricii ao onvir pro-
nunciar ivilitacio qae Unto inlereise motira
pelos deslino* do genero homano, crea firmemente
que fez de truo oujpgral n'am ridiculo entremei,
parto do ten ipatdflhngenho- Quanlo* episodios
galantes nao sahirianf? dessa iua composicao, se ma
fosse permitlido acompanha-le aindi cm lodoso
pontos do sen ccmvil? Qu* singularidades nao en-
conlraria ?...
Mas lie bastante o que lhe tenho expretsado em
intima confidencia de amigo :aqu pura nos, deixe-
se de it.es arrebataraentos, seja sitiado on turco, in-
glez, fiancez, onotlomano ; siga a bandeira tricolor
ou a rainlia Victoria, abrace-se com a cruz ou com o
crescen.e ; poucofimporta ; porcm poupe ao publico
essas ridiculas manifeslac.de do seu inqaalificavel
'plcen, c relire-se ao sileucio' Tenho para mim que
desle modo tara muilo miior servico n a civillsasao
e ao progresso. Isto lhe aconselha
Um que so he brasileiro.
CORRESPONDENCIAS.
Srs. redactores.Conduzido dos sentimentos de
gralidac busco as paginas do seo acreditado Diario,
para faier publico o meu reconhecimenlo ao rauito
digno Sr. ajudanle uterino da fortaleza do Brum
l.ouren ;o Jos Rom,lo ; penhorou-me para sempre
o meu ecooheciraento pela muita altencao com que
sempre me tratoo uaquelli masmorra, suas manei-
ras delicadas, e muilo preslnvel, -humano para com
os infelices, qaa naquelles subterrneos jazem de-
baixo du guarda do austero commandanle Contera,
elle pro< ura suavisar a lodos pelas maneiras e cora-
cao bem fazejo de que he dotado ; e (indo, Srs. re-
dactores, fazendo votos aos cos para que lhe coo-
ceda dilatados annos, para amparo da Exma. e
onerosa familia ; e en firme na protecclo do Altis-
simo ura dia espero provar-lhe minha graiidao.
Receba, pois, o Sr. ajudanle meas agradecimentos.
filhos don seolimentot em que me nutro. Com a pu-
blicacao deslas linha muilo obrigarao, Srs. redac-
tores, a seo conalante leitor.
O preso agradecido.
Srs. redactores. Muitas e mui forles razes me
obrigariam a prolongar a minha, eslaria na vossa de-
liciosa cidade: acabar de conheeer o numerosos cul-
tores de letlras e poetas de merecimenlo de que ella
he berr;o. corresponder s tantas e tao obsequiosas
visitas e demonstracjOes de benevolencia que ndla me
prodigalisaram, e recrear-me gozando mais de espe-
co de um i vivenda por tantos ttulos apelecivel. Mas
en nao cu, Srs. redactores, um desses Turistas qoe
* viajam por prazer, a minha missao he oolr'a e pro-
caro desempeoha-la com pontualidade. Desde a hora
era que me convenc por om cardume du fados irre-
fragaveis (er inventado um meio emcacisnimo e nico
dse instruir o povo, de se allumiar a sociedade, de
se asseniar era bases olidas ora syslema le verdadei-
ra civilisacao, o nico syslema de poli ica sincera,
sania, e focundissima, entend qae me corra a obri-
garao de (aerificar lado, de fazer possivr.is, e impns-
siveis para que um tal beneficio se propngasse com a
mxima rapidez a segaranca. Foi para isso que ape-
nas vi plantada, pegada, florida, e ja coto fruclos a
innovacao no mea paiz, forte com esses resultados,
vei, nao movido de premio vil, nem de esperances
algumas de fortunas ou de honras, capilal deste
imperio, desta Ierra de irmaos a oflerecer, a suppli-
car se me aceitasse o beneficio fcil de dar, facilimu
de receber, mas, grande de si, grandissimo, e inco-
mensurav:! nos effeitos.
Nao posso gloriar-me de que a Providencia aben-
coasse alli os meas esforsos, como eu o presumir,
eqaanto t. causa da humanidade o demandava : as
opposicOes quo perseguem no principio qualquer in-
vencao, aos odios qoe alacam ainda mais violento
as innovacois utets, accresceram outras mui mesqui-
nhase nao menos damnosas opposites ja conhecidas
de todos, j.i peritamente avalladas pela parte sen-
sata e progressiva do povo brasileiro, e das quaes eu
julgosoperflao fazer aqui mens.lo. nter romp por
tanto, suprim sbitamente os meus trabiilhits, sacu-
d o po das minhas sandalias, e parli nao sem olhar
para traz com magoa, por ver qae aiad l.'i ficava
adiada a alforia das pobres criancinbas que n'um re-
lance se poder haver consummado.e transferido para
mais longe o dia da loz ietellectual, e creadora para
os individuos de lodas as classes. Entretanto, Srs.
redactores, (e isto me consola) lambem l avisto na
Ierra qae ileixei,virsaliindo a lame de btiicio alguma
cativa parle da boa se-
res de um mrito ret e reco-
/amsem casto ludo o qae hava
-no, de amoravel, de illaslrativo,
na adopr.lo das nova i doutrinas,
qae retocar, ma* fiquei planamente convaocido do
qae nenlium oatro professor obleve nanea, tala,
nem melhor em (So pouco lempo! lito qaa en pre-
Mnciei de patsagem, consta-meque, m o tas outras
pessoas desta cidade a alguma* das mal* dislinelas, '
da maior crdito, o lem Igualmente presenciado, do
qne retalla eretcer qaolidianamenla o populadlo de
cran{U e edultos no eu* cursos diurnos, a noctur-
nos. Nao hes a gratidlo, Sr. redactores, quem ma
faz tributar aqui osla homenagem a nm homem in-
cooUstavelmenle benemrito da humanidade. he
lambem um detejo de coraprovar por meio, desle
fado significaUMjMue qu para mim ja ubi ha mai-
10 lempo, mas tf muilo importa eja por ladea
comprehendido 6 acreditado. O methodo repentino,
por isso que be lodo asunto em bate* naluraes e ver-
il adeiras, por isso que he todo lgico e harmnico,
por ti mesmo se deixa comprahenuer de qualquer
professor, de qualquer pai, de qoalqaer mai, qoe
enlcn lao a saa sagrada missao, que nBo escarnecara
do primeiro da todos os deveres bamtnot, a que po- .
nham sinceramente peilo em o cumprir : e eom ef-
icilo, como poder mai ou pai ou preceptor dizer (i
para ee obstinar no ensino pessimo e nullo) que nSo
comprehende o melhodos?! Se nao too aanbor Gara- -
boa o comprehendeu (So perfeilamenle tem tneetre,
mas alascreancinhas de eis, de cinco, e menos
annos cm leda a parle o comprehendeca e por isso
m im lhe querem lano ? Finalmente, Sr. redac-
tores, lodas estas raiOes que me levam a esperar o
triumpho rpido a definitivo da boa,e geral doalrina-
c3o primaria nesla provincia, ao. aioda corroboradas.
Pala certeza qae eu nao poderia deixar de ter do gana-
roso e constante auxilio que v, e a* antros honra-
dos orgaos e guias da opinao publica, liareis de
prestar a esta causa que inlrestando a lodo em gral.
inters** doplicadameutea todo os eteriplorat, pas-
que da que aervirto imprimir entre ira povo que
nao ia iba lar ? Algum dia, se as obrigadtes imperio-
sas qun tenho oa minha patria mo permillicero, vol-
tarei Sr*. redactores, a cengratular-me eom voseo
pela realisacao completa denles nostos projectos, de
sociabilidade, e de melhoramenlo moral a inlellcc-
tual. l'ermitti-me agradecer-vos ja d'aqal a ioser-
r-ao d'isla caria na vossa folha, attim como a enope-
raco que da vossa peona espero, para qae em fim
restitu aos seas inauferiveis direitos .de s*a*)r, o
triste povo, esta pobre creanca milenaria, *eanpre
desberdada, ecqjo* infortunios, a cojos vicia proce-
dem ni mxima parte deesa mesma deaberdadeo.
Cooiienti-me a honra de me atsignar voato respei-
loso e.agradecido venerador aervo.
Peroambuco 9 de jalho dr 1855.
Antonio Feliciano de Castilho.
e para log i se declararan! seus apostlos.
Gracasi saa generosidad, ao seu patriotismo, ao
scu fervor de homem de bem, empreheud'
mooslrar por fados aos incrdulos, fin^i los ou ver-
daderos, cue efleclivamente chegara a inslruco es-
colar saa illuminacio elctrica, o curan regido pbr
esses distinetos brasileiios amante* do potvir do seo
paiz, curso instaurado com pouca* dezenus de meni-
nos, e adaltos, complea.e provadamente analphabe-
los.esperaiicosos curaos, aberlos poneos dias antes d
minha sabida, e a qae en ja nao pude assislir,vai tor-
nar alli i verdade Uto evidente q'oanto ella o he, ha
ja annos, panas populacoe qne a tem presenciado
aa Europa. Possam os esforcos desses benemritos
*er mais bnm succeddos do que os meas o foram des-
ta vez, possam' o amparo e a boa sombra do Ilustra-
do governc imperial, e dos zelosos superintendentes
da instruccao publica prosperar essas briosas tentati-
vas, e demonstrada a saa proflcuidade, compcllir os
refractario,, os apostados renitentes contra o pri-
meiro de lodos os melhoramentos oacionaes a cura
prirem o suu essencial e intofismavel dever de pre-
ceptores, que he,'ensiuarcm o mais possivel, e o me-
lhor possivel, no menos lempo possivel, Se, porera,
(nao o receio } por qualquer motivo imprevisto, a-
quelle curso experiraenlal e demonslralivo, podesse
vir a malcgrar-se, outras provincias deste-mesmo
imperio fictriara por fiadoras do piojeclado, do infa-
livel, do, para os estacionarios e retrgrados, ioevi-
tavel beneficio. Na carta qae ea dirig, antes de
liontem, ao nosso correligionario da luz, ao digno
redactor do Correio Mercantil da Balda, ja ea
dizia isto mesmo, ousava consignar ara lugar, mu
brilhanle entre essas provincias reformadoras prova-
veis, e cerlat da escola primaria auspiciossima
provincia a qoe pretence aquella folhl, e realmenie
nada mais prometledor de grandes cousas, que o ar
dor entran ado, e iiineisdivel qae en alli encontrei,
para a mai ima inslru;ao do povo, no chele deste ca-
pital ramo da administrarlo, no Exm, pertidenta da
provinda, na impreosa judiciosa, na preserveranca
Ilustrada de nra hbil professor, no bom senso da-
quelle publico. Cuslou-ma lambem a arrancar-me
daquella oilade, de qae tanto ha a esperar, e onde,
e o destino rae permittir, espero ainda vollar para
regalar meu coracao eom o espectculo de um povo
laucado francamente na estrada larga de todos o
melhoramenlo*. Aportando aqui, Srs. redactores, nao
posso abslei-me de emprtMar a ultima das poucas ho-
ras da minha estada nesta segunda Baha, testemu-
nhando ueste papel a minha gratidao pelo moito qoe
ja aqui se lem feito a prol da causa humanitaria,por-
que vs, e ;u nos desvelamos e as altas, e bem fon-
dadas espei.incas qoe levo do prximo futuro dc-
seuvolvimtnlo intelleclual desla provincia afortuna-
da. O Exm. presideule d'ella nao s me acolheu com
nma benigeidade qae ja por si provaria qoanto a
sua grande alma simpathisa com a minha nlopia ci-
vilisadore, se nao qu, do modo mais claro, me dei-
xoo ver que nunca a sua protervo havia de fallar s
eraprezas, -.orno esta, de geral inleresse. Com laes
proteclorea, e em negocios tao sympalhicos, e lao fa-
cis noeessnriamonle se hade ir longe, e cousegoir-se
todo. Felizmente a opinao, qae sf- por provas pal-
paveis se r isluma decidir as r.nptilares, e sem a
qual a accf o mesma das autoridades supremas tantas
vezes se iovalida, a opinao publica deseevolve-se a
olhos vistos em favqr do ensino humano e christ.io,
aprazivel, tapido, e porfolio. Nao admita : os docu-
mentos vivos da realidade de tal ensino sao pbli-
cos, numer >sos, expleudidos, conhecidos por mufle
francos a ledos, a a lodos facilimo de averiguar. A
escola d Si. Gamboa he em realidad nma das mais
perfeilas qcena Europa ou na America se possam
admirar ; a Imirar, repito, porque nao tendo aquellc
seohor viste' ja mai a pralica do ensino reformado,
allumiado s da Iheoria, e da saa rara inlelligencia,
cora tal exaccao, e tao maravilhoso frucli ae acha
cultivando o methodo repentino, que visitando tu o
ea etlabelecimealo, e ouvindn atgaaa dos eos
alumnos da mais tenra dada, e com mui peuco lem-
- V
Daqni a bem pouco lempo, tara a Paradina de
fazer a eleico para am cenador, que v* occapar >
vaga, que deixou o dislineto Pernambucano, da tan-
dota memoria Manoel de Carvalho Paes de An-
drade.
Ja vni seodo necessario de se predlspran a ani-
mo, prr om aclo de lana raagnitnde, e qae lama-
uha inlluencia exerce aoore o* destinos do paia.
Emqnanto he lempo, cumpre ao Parahibanos
pensar e reflectir madaramen'* na escoitia M mn
candidato, que em si rena os predicados exigidas
para lio eminente cargo.
O tcelo correspondenle do tarn.na corte, apr-
senla incapite rolis o Sr. Frederiee de Almeida
Paulo Barbosa e Franja Leite nrdispnU- 1.
remos oom a franqueza qae nd he propria.a prefe-
rencia reclamada em Iodos os enlidos, para bra-
vo veterano da ndependeoria, o marlyr de 1817, o (
proscripto de 1824, lenle coronel Jos Hara fe- f
funso Jacome da' Veiga Pcssoi. Confinos mais
qua moito n ntelligeneia.e virtudesjdeste .distiaelo
Parabihano, eynais ainda cm a reclidao, elevado
amor i patria, a par de um desinterese qne o ca-
raclerisa a toda prova, tendo sempre servido altos a
Iftoporlantet empregos, com urna aboegacM acal
Igual a seus proprios interesses. E, pois, devemos
esperar que desla vez, ainda serao lembradot e ga-
lardoados de urna maneira digna de nos, le aaiig-
ualados serviets e 13 dislinelas qualidades, pelo*
generosos Parahibanos, inrloiodo-o 5 vez na lista
trplice.
Lulero os candidatos a peilo deseonerlo,.'nada de ^
segredo e myslerio. fiilio nicamente de qaem temer
a derroia, se acaso fugirem discussao que possa ori_
enfar p;l imprensa aos eleitores. Sumos Paradina,
nos, temoso inconleslavel direito, de pleilearmos
por tod >s os meios licitse a nosso alcance, inlervin-
do para que os nossos comprovincianos acertem na
escolha queJjau de fazer de ura senador. ./*
o um Jia. Je glonou de7aij)&ft*jttli0jlfrr*f
pelo fuluro, julgado o din de ama eleicao. He qaan-
do a ama parahib.ina presentar- a exptesslo da
vontade irresiativel da maioria, e for julgada por o Bk
paiz, o nome daqaelle que mereceo os suTragios de
seos concidadaos, para o mai mnente pacto da re-
presen! icio nacional a que podem aspirar a* capa-
cidades do imperio.
Repelli, meus comprovincianos, dos vwsossnf-
fragtos, essas entidades mysteriosa, qaa porde-
iraz da sombra, he que nvultam, o parecem nota- '
veis, llepelli a enes, qae se julgam nicos e necek.
saros; fracos e paiilanimes. nao tendo propria
vonlade e se deixara levar de continuo per aleivosas r
ugesl6 A Dos praia, qae o pavo naralribano salba reco-
nhecer e galardoar aioda esta vez, as eminentes H
quilidades do maito honrado e prestmos tenante
coronel Veiga Pesaoi: assim pensa e jolga o vosso
Comproei8"eu*e.
PURLICACOES A PEMBO.
ANACRENTICA.
De Amor o Mimoso
Jamis sobre a Terra,
Demonio da Guerra,
Veris Irovoar;
Nem ara apoucada.
De erroueo perfume,
Por fofo* haveres
Caucado avivar.
Um bosque, urna fonte,
- Seu Colmo entre flores,
E castos amores
Ditoso aprecia ;
Que o vale da vida.
Fecundo em ahrolhos,
So ai flor, e fructo *
Em paz, e alegra.
O' vos, qne do Povo
No mando entendis
Tranquilo o queris.
Feliz, bemfeilor?
Afaslada a inopia.
Dobrai-lhe pradeute
As rosas, os risos,
E urracas de Amor.
A. J. i M.
(Bncareeimentos de moco.)
I -------- m
Ao mea nica o Illm. Sr. portate*- Parirlo
da Camba Waraara Airee. ()
Eu nSo tenhef vas grandezas,
Nem riquezas
Com que le possa brindar;
Ea t lenho miah'Alzira,
Pedre lyra
Qoe acompanha o mea penar.
Vale mais que praia a ouro
Mea Ihesouro,
Vale mais ojae o mando inteiro !
Eu qaero qae minha lyra
S desfira
Tea nome tao reitieeiro !
Tenho minh'alraa rendida
E encendida
Em tao grato e doce ardor ;
Tenho om peilo lao constante
Minh'amante
'as JJ.C consagraamor !
lenho yaas grandezas
Nem riquezas
Com qne te possa brindar ;
Eu s lenho mioh'Alzira,
Pobre lyra
Que acompanha o meu penar !
Em verde-escarojambeiro
Tin fogtteiro
Dcscanlavn am passarinho,
'Jomo era bello e formato
Tilo saudoso
V-lo irisle, coitadinho!
(a) Ao lermo* o Diario de 5 do correnle, Brande
desprazer (vemos por vermes qae o copisU havia
unido era am s eorpo dous pensamenlosdisUnrloi,
e, como .intendessemos-qae dahi poderia resultar
lolerpcatacOes pouco (avoraveis, fa#emus publicar
novamenle estes versos, ficando salvo o sea autor
qae neahime parle leve am semalhanle falla.
. (Nota do autor.) *


DIARIO DE PERNAMBUCO QUARTA FEIRA II DE JULHO DE 1855
\
Modulando grito MDto
N*are pranlo
Do ominaos rebonlava !
Oi rigores, que carpa.
Noite e da
Nal le e dia lamtniara 1
Niugnem sabe o qqe senda..,
Que dizia
TU mimoso paataraho t
S le aaa* que tiaou,
Que larminou
Sea radario... coitadinho .'
Vede, mortal, oeste quadrc
Desastrado
A qaaatd chepa urna paitas !
Ooa qutado issim nos domi w.
T fatciaa
A' mais illuslrerazio !
AGRICILTIRA.
*.

DO MELUORAMENTO DOS B.E RAMIOS.
Tratando-se de gados, aiogoem ignora nos paizei
eitraugeiros que ha grande differenra nu raras, em
rlaciu utilidade do proprietario. Sendo as des-
pizaida contarvaco valor dos productos animaea fazer urna differenca
no duplo.Daqui vem n grande esmero cora que
se etcolhem i tr.Uam as sementes ; e assim se expli-
M moliv* por que ha quem d po uro guio 5,000
reales; por um oarneiro 2,000; por um louro
(0,000; e por um vallo 700,000.
Juigam, e coro razSo, que os pais lependem qoa-
si a sua totiilidade da qualidade d;.s descendencias
que, cum o desembolso de algara Jinheiro feito a
lempo, pode melhorar-se o gado ; o que, entre as
lispezas feilas neita classe de melhorameotos, eu
reodimsnto que resolta delles, em f;ivor de quem as
faz,' ha ama deaproporcao geomelrica, nao devendo
ripater-se economa, porem mo'ciliulo, raesqui-
nhei e ruina. Por tal motivo n3o lia sacrificio que
nilo fajara, para obterem boas rar.as, nem experen-
o intenlem, no que diz're paito ao encru-
za ment as raen. Sabido he, que na Arabia se es-
tima -lano a pureza das eguas, q is quem as quer
vnuder, aprsenla sempre urna especie de arvore
gcmealogica, competentemente anloi is.ida, para acre-
ditar a autguisslma descendencia do animal. To-
dos sahem a qualiliearOes de purezs de sanguc, e
meiosangueelc, que se dSo em Inglaterra aos ca-
va los, paralizas apreciar devidamen e as qualidade
caracterstica*.Helalvamenl* .ao gado lanar, todas
as rezei leem, como nome appellalvo. o do rehanho
du que procadera, on o do rebaeho a que pertencem.
Um prejuiz* lameulavel obsta, en re nos, a que os
giuadeiroc altendam, com o devldo cuidado,
liansrorma|pkde seus cuidados, de ordinarios em
bous, *a oMaons em encllenles. Juigam, mas
coro milito faHica razo, que cada e-dado lem como
natural, as soas ratas, e-que, em balde, se trata-
ra deas.aclimalar a'oulro palz. Alguma cousa in-
fluem. cetlo, ua qualidade das rezes, a qualidade do*
pantos, a nposicao do terreno, e a grande eleva-
dlo de temperatura; porem, as qualitla les dislinc-
livasdas rafas, ou nunca se perdeiti totalmente,
ainda qu* mui betn possam degenerar, conforme as
circumslaucias, (ou resisten) por grande espaco de
tirapo a acco das variarse agronmicas e almos-
pliericat; He por iiso que moilos pastores jolgam
que s;ha boa reproductiva a rae,a loerinn.
Nio he, porm, JSim. Tanto pode ser merino
um gado estante calmo um Iranshamante ; e anda
que verdaile seja, que alguma vei so tem lanzado,
|por via de regra, urna rez desta qualidade no neio
ce um raba uno ordinario, dentro de poucea aonos
r odein lar desapparecido os seus caracteres na sua
propria descendencia. Daqui se v. que cruzan-
do-** sempre as rafas na progeuie de rafas disliuc-
las, pea forra a primitiva ba de etlinguir-se.
De qoe asneas podem acliraaUr-se em logare
riyi disliur.los e afastados, podem citar-so moi-
los exemplos. Varios gados dos mais acreditados
fia Europa sao originarios da Hespanha, e nao s
nao degeneraran!, come, a forfa de coidados, alguns
lograran! aperfeifoar-se.
Nallespanha ha rebanhos inleiro-i de rafa saxo-
r ial qne conserva sem variaco f erceplivel a ex-
ellenria da sum ascendencia. A transhuraacao sui
se coithece na nossa trra ; e apesar disso, era Fran-
raca merina se eslende cada vez m.iis.
Convencidos disto, klguns dos rosso prlhcipaei
(anadeiros esto desdealgum lempo a esta parle, fa-
iteado loovaveis esforcos para melliorarerii as suas
i ana por meio.de um bom systema de eucruzameu-
lodasracas;e para este lira leem trazido, por
((randas prefos, os melhores gados rstrangeiros. O
Itovereodos Estados-Unidos osla'colligindi noticias
acerca des itostos rebanhos merinos para fazer crear
usa raca na America ;e ha mullo lempo que com-
pra, afim ds os embarcar para aque le paiz, os me-
lhores exemplaresque enconlra na Inglaterra e|AI-
leraanha.
( Divio do Govert.o em Lisboa.)
-------------
Brigue portugus/(om Succesto\tm.
Brigue inglesEoertonmercadorias.
Brigue brasileiroAlciradiversos gneros.
Imporlaca'o.
Brigue inglez Beirlon, viudo de Liverpool, con-
signado a Fox Broibi'rs, manifestou o seguinte :
5 calas tecidos de algodao, 9 fardos ditos de li-
nho ; a Adamson Hawie a C.
38 fardos tecidos de algodao ; a N. O. Bieber &
Companhla.
1 caixa e 9 fardo tecidos de 18a, 35 harria pixe,
15 ditos alcatrao ; a Roslroo Rooker & C.
4 caixas biscoitos, 1 dita qaeijos, 2 barris conser-
vas., 5 ditos presuut . Nesbilt. T
? barricas cerveja ; a Antonio Loiz dos Santos.
2 caias lecldoa de algodao, 1 fardo lencos de al-
godao, 1 dito chales de dito, 50 caixas queijos ; a
Francisco Gomes de Oliveira.
9 barris drogas, 1 caia oleo, 7 barris tinta, 6 di-
tos e 10 pefas pao campeche, I caixa acido nilricu,
1 dita papel, 6 ditas caparosa ; a J. da Conceiro
Uravo. -
1 caixa qaeijos; a G. Ileynod.
1 dita azeite de pene ; a C. Ilolmes.
10 fardos tecidos de algodao ; a Kosas Braga &
Compinhia.
26 caitas e 77 fardos tecidos de algodao; a H
G'thson.
1 60 caixas folhas de {landres. 12 fardos e 6 caixas
tecidos de algodao ; a C. S. Astley &C.
2 pares de foles ; u D. W. Bowman.
50 barris mnnteiga, 12 toneladas ferro ; a Barro-
ca & Castro.
30 barris salitre, 6 fardos lonas, 1 caixa'meias, 47
caitas e 30 fardos tecidos de algodao; a Fox Bro-
thers.
6 barris ferragens ; a Brander a Brandis & Com-
panhla.
3 caixis meias de Ugodao e de seda, 12 ditas e
18 fardos tecidos de algodao ; a James Crabtree &
Companbia.
2 caixas objeclos para escriplorio, 50saceos pinco-
la, 10 Risos e 6 barris loufa'; a Me. Calmont &
Companhia.
3 fardos lecidos de linho, 30 barris cerveja ; a
Patn Nash & C.
20 toneladas carvfio de podra, 40 toneladas e 19 e
sneio-quuilaes ferro, 2 fardos tecidos de algodao : a
A. C. de Abren.
4 fardos lecidos de algodao ; a I. Curio & Com-
panhia.
41 faltos 2 caitas tecidos de algodao ; a Ja-
mes Bvder & C.
i barril metal, 1 dito e 1 cala ferramenta ; a E.
H. Wyalt. '
1 caita grvalas de seda, 27 ditas e 24 fardos le-
cidosde algodao, 2 caitas nielas de alcodflo, 1 caita
cordaopara velid%l fardo tobertoWJs de Ifla, 3 cai-
tas lecidos de seda, 9 ditas vestidos de algodao; a
Bruun Praeger & C.
3 saceos amostras ; a diversos.
CONSULADO GERAL.
Rendimento do dia 2 a 9.....11:0649670
dem do dia 10....... 1:4509952
12:5155622
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 2 a 9. .... 9539045
dem do di 10 ...... 549780
1:0079825
Exportacao'.
Bio de Janeiro, patacho brasileiro aValenle, de
130 toneladas, conduzio o seguinte : 150 ssccos
farcllo, 242 ditos ruilho, 30 rebolos pedras, 2,106
meiosde sola, 180 caitas velas de carnauba, 200 do-
las cocos torneados, 575 saceos as-ucar braoco, 1
caiao vinhu de caj', 20 saccas algodao, 2 duzias Je
tahoados, 1 caito espanadorea.
Passo de Camaragibe, hiale brasileiro Sania
Luzian, de 24 toneladas, conduzio o secoinle :126
volumes gneros cslrangeiros e nacionaes, 300 arro-
bas de carne, 6 saceos bolacha, 1 dito biscoilo, 2
ditos caf, 16 libras de dito moidu.
Liverpool, brigue inglez TitaniaD, de 314 tone-
ladas, conduzio o seguinte : 1,200 saceos com
6,000 arrobas de assucar, 950 saccas com 5,216 arro-
bas e 19 libras de algodao.
KECEBEDORIA l)E RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 2 a 9.....11:2539031
dem do dia 10....... 795118
12:049*040
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimentodo dia 2 a 9..... 24:6541074
dem do dia 10....... l:.>ljh.|l)
26:1689884
Exportacao' no exercco de 185i a' 1855 dos gneros a' margem declarado^
comparad; com a exportaro dos mesmos. no exercicio *e 1853 a' 185i.
GNEROS.
Assucar
Algodao
Agurdenle e alcool
Cuuros seceos e salgados.
Sola e vaqueta.
DESTINOS.
Para osporlos etlrangeirot
dem doimperio.....
l Paraos porlos cstrangeiros
) dem do imperio.....
(Para os porlos cstrangeiros
i dem do imperio.....
Para os porlos cstrangeiros.
dem do imperio ....
Para os porlos eslrangoiros.
dem do imperio. .
YARIEM
Mesa do consolado do Pernambco 9 de juubo de

<
o
Arrobas.
B
CanaJas.
Mcios.
1855.
18511855
1853-1854
no prazo de 30 das, a contar do dia da|primeira pu-
blicacSo do presente, a importancia das quotas cora
que devem entrar para o calfamento da mesms ca-
sa, conforme o disposto Da lei provincial n. 350.
Adverlindo que a falta da entrega voluntaria, ser
punida cera o duplo das referidas quotas, na coofor-
midade do art. 6. do regulamcnto de 22 da dezem-
bro de 1854. fc
Barlholoraeo Francisco de Souza. 169560
llerdeiros de Jos Pereira Lagos 259980
Antonio Joaquim dos Santos Andrade 32^610
Differeiica
QUANTIDADES.
3,491:739
516:794
4,008:533
1.11:272
5:758
137:030
674:724
549:045
1,223:769
120:042
325
120:367
24:545
68:813
93:358
3,322:666
365:595
3,688:261
123:915
.4:372
128:287
1,00*652
179:0)1
1,181:623
101:738
^101:758
10:534
54:849
65:383
169:073
151:199
320:272
7:357
1:386
8:743
327:89K
370:014
42:146
18:284
895
|18:609
11:011
13:964
27:975
O 2. escripturario,
Cattano Gomes de .i'.
N. II.As diOerenfas para mais em lodos os gneros, sao a favor da exportarlo no eterricio de
1854 a 1855, tanto para os-por loa eslrangeiro* como uacionacs ; porm, na agurdente a eipcrlacao
para os porlos cstrangeiros he a diflerenra a favor do exercieio de 1853 a 1854.
MOVIMENTO DO PORTO
iVact'o entrado no dia 10.
Baenos-Ayres21 diaa, barca iugleza a Rosarios,
de 266 toneladas, capitao Felz Gerald, cqnipagem
14, carga couros ; a Soulhall Mellor & Corapa-
nliia.
EDITAES.
I facto de orna
A (azata de Lgilo publica segoin
etaiDitlar probidade :
Per occasiao do terrivel inceTidio do Bercy, em
1820. aa aguas do Sena correram, sem eiacerafao,
em chimmas. Um negociante de Lyao perdeu. sua
parte, 800 pipas de vinbo e de agurdenle, que erara
a asta nica fortuna. Desias800 pipas, apenas 150 ei-
lavam pagas. O bario Rambaud, oessa poca, mair
de Lyao, querendo aecudir a lami
iaiW<'nit-c--prefcilo, abri urna subscripto en
Tavor do arruinado negociante.. Os credores do ne-
gociante coQcederam-llio urna moralpria. Pouco a
pouco o nesociante foi reclamando a sua fortuna, e
hojo seus lilhos que eslSo ricos, querendo honrar a
memoria Se seu pai e mostrar o o reeonhecimenlo
qoallc que,o ajudarama recomjior a ana fortuna,
empregata as necessarias diligencias para restituir a
lados os subscriptores as sosnmas qoe generosamen-
te Bie deram, Uncionando entregar i o llicsouro pu-
blico o capital e oa jares das qnanlias a que nao ap-
parega reclamante.
No hym>**> quati sempre fica logrado o honum.
Acaba de acontecer em Nova-York ama aventara
singular cojos sorprendentes resultados manifei-
tam a grande'elattieidade do cdigo americano a
reapeilo do matrimonio. Eis-aqui i dita aventara,
^que tem sida objecto de todas a > conversarles em
Nova-Vori :
Urna joven solleira e um joven solleiro, aos quaes
charaaremM A. e B., ambos desconhecidoa entre si e
aiada mais deseonhecidos naquclla cidade, foram
coqvidadas por urna pessoa conhecida de ambos para
um baile. A joven era 13o feia, que nao querendo
apparecer estire" a concurrencia urna flor rustica edescorada enlre um quadro s-
roaltado bollissiraa flores.reso veu occullar a sua
feialdade disfarfaadp>se em ira c de hornero, dis-
faroe nao niailo fetal de descobrr-se porque a sua
Tez e as sias feces Hludiam o riis perspicaz man-
cebo. Finamenle a nossa herona tinha 28 annoi,
e j tinha perdido a esperaofa di hymineo.
O joven, pelo contrario, linha una phisionomia
bella, as firmas delicadas, os cabellos Uniros, e o p
lio pequeo qoe ruaolveo aproveilar-se destes dotes
naluraes para tirar mais partido no baila disfarcan-
do^se em raulher, e fe-lo com lana habilidade que
ninanem ponde conhecer o disfarce. J o novo
Faubla* tinha danrado e valsado com dez cavallei-
iwUgalantes, quando um delles, o que Me
diriga (ipressOes mais temas, foi advertido secre-
tamente tle qoe a laTdama era um hornera.
Seniio lamanhos formigueiros no sea amor pe>-
prio, que jurou vingar-se daqoella baria.
Este cjvalleiro era a joven A., tambem disfama-
da em honum como 'o joven B. em uiullier. Osju-
raincnlosde vinganra que fez a joven A., nao ne-
cessilam ser narrados. Kestar-nos-ha dizer que urna*
hora depois, o Joven B.querendi levar ale ao etlre-
mo a borla do seu disfarce concedeu urna entrevista
* joven A., que continuando a representar o seu pa-
pel de homem Ibe oflireceu casar-se com ella, se
consentase deiur-se roubar.
\ erificoo-seo rapio e o sobornador ferninino.fiela
sua palavra,conduzio immediatamente a sua victima
ante um sacerdote seu amigo. O joven B., ceg de
luciira, alo se admiroa de encontrar este sacerdo-
te aceorcadn e promplo a verificaf a solemne cere-
monia i tres da manhaa. Na sua imprudencia sa-
crilega pronnncioo os juramentos do matrimonio e
deeasa do sacerdote conduzio o seu esposo a sua
propria casa, olTorecendo-lhe obsequiosa-nente o seu
domicilio conjugal. Entao leve logarama seeua ter-^
rivel, muis fcil de adevinbar-se que de clescrever-se.
Ao mismo lempo qae a joven declama ser ho-
mem, rindo a nSo poder mais, o Sr. A. dizia qoe
era mulher. Um ralo nao leria Iciado mais aterra-
de o noato joven B, como esta Fnesperadi declarac3o
e dase que se separara imme liai.amei.te. Porm
eslos gritos foram em vilo. O matrimonio (inha-se
celebrado segando as solemnidades qoe exige a lei
americana, e por consegninle era valido segundo
a lei.
Segundo se acabo depois, B. vai confurmando-se
31 o sea novo estada, porque nao tem outro re-
dio, e permanece aujeilo no la<;o que elle mesmo
se armn. Sua mulher feia e muito pobre, mas de
nascimonlo dislincto e bem educada, levou ao sea
estado de.... o marido qne encoiiiou no baile, para
aprcseiita-lo sal familia.
Le-ee no Braz Tittna : -
O fro em Madrid aeia os jmilas! para resistir-
llie (raiiem 4 camisas i oulra de fanella 1 mata gr-
vala qoe Ihes cobre o peiloccllnle de YoJs|dk aho-
loadolevita ferrada de algodao I luvasTbrradas
de pellas 1 lapa-bocea I e ao pescojo a manta de um
cavallo .' Em conseqoencia do fri j ninsuem as
ras se sada ; e ha dias um janoi.a virando de urna
esquina a correr com fri, derrnbou la lenlioras
sobre amas canailras de marjal! I
Vai cunhar-se em l.ondtf s om medalha para
as tropis da Crimea. Tem nuas (ivellas, n'iima a
palavraAlman'outra a palavra lukermann As
bandeiras dos regimenlos lerioAlraaCrimea
lokermann. (Bxlr.)
O liarau d. Boa Visla, bacharet em matheraalicas
pela Universdade do Pars, coronel do eslado-
maior de primeira classe do eiercilo, cavalleiro
da ordem militar de S. Bentd de Aviz, commen-
dador da ordem de Christo por S. M. Fidelissi-
ina, digoitario da imperial ordem do Cruzeiro,
senador e grande do imperio, rmnmandanle su-
periordn guarda nacional da capital da provincia
de Pernambco, c presidente lo conselho de re-
vista da mesma gnarda, por S. M. I. etc.
Fafo saber, que na terceira doiniusa do presente
mez (15 do torrente ) se reunir o coeselho de re-
vista da guarda nacional, como determina a segund
_JI30de 12 de mar-
fo de 1853, na sala dastv.
desta cidade, as 10 horas da i..
dade do art. 44 das iustrocfOes
tubro de 1850, afim de lomar co
corsos que versarem sobra o: caso
forera inlerpnslos pela mam
38 das dilas inslrucfcs.
E para constar a quem convcr, mandoj espedir
editaes, que sero aGxados nos lagares mais publi-
4.a O prazo da respunsabdidade ser de um anuo
Picando dorante esse prazo o arrematante obrigadn a
conservar o lanfo sempre em bom eslade.
5.a Uelade do pessoal da obra ser do gente
livre.
6.a Para todo o que nao se adiar previsto as pre-
santes clausulas, nem no nrfamento, seguir-se-ba o
que dispoe a respeilo a lei n. 286.
Conforme.O secrelario, A. F. d\lnnunria O lllra. Sr. inspector da thesourara provin-
cial de Pernambco. em cuniprimcnlo da ordem do
Etc. Sr. prasidenle da provincia de 5 do correte,
manda ffzer publico que no dia..26 do mesmo, pe-
ranle abanta de fazenda da mesma lhcspuraria.se
he-de arrematar, a quem por menos fizer.a obra dos
coucerl.n da punte da villa de Iguarass, avallada
em 4409000 r>
A arremalacao ser feita na forma da lei provin-
cial n. 343 de*l5'de malo do auno lindo, e sob as
clausulas espe **^s abaito copiadas.
s pessoas <
ar'""
se propozerem a esta arremalacao
a das sessoos da mesma junta no
o pelo mcio dia compuleuleiiien-
749150
E para constar se mandn affitar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesourara provincial de Pernam-
buco 10 ile jullio de 1855. O secretario,
Antonio ferreira da Annunciarilo.
Pela inspectora da alfandeg se faz publico,
que no dia 13 do correte, depois do meio dia, se
hao de arrematar em hasta publica, porla da mes-
ma reparlicAo, sendo a arremalacao livre de direi-
tos ao arrematante ; 16 lotes de 50 gigos com cer-
veja de 12 garrafas cada um, com 150 medidas,
600 rs. por medida, tolal 909000, viudo do Havre
nos navios Gstate II e Alina, e abandonados aos
diretos por J. R. Lasserre & Companhia. Alfande-
g de Pernambuco 10 de julhn de 1855.O inspec-
tor, Vento Jos Fernandes Barros.
O Ur. Custodio Manoel da Silva Guimaraes, joiz de
dirollo da primeira vara do commercio nesta ci-
dade do Recife de Pernambco, por S. M. I e C.
o Sr. D. Pedro II, que Dos guarde etc.
Faro saber aos que o presente edilal virem
ou delle noticia tverera,' que Manoel Jos Fran-
cisco e sua mulher por seu bastante procurador Ma-
noel Hilarte Rodrigues me dirigi por escriplo a pe-
licao do thenr seguate :
Diz Manoel Duarlo Rodrigues, como procurador
bastante de Manoel Jos Francisco, e sua mulher
Quiteria Mara residentes em Portugal, herdelros
legitimos do fallecido Antonio Jos Francisco Veiga
que esisliudu em seu poder as seguinles letlras sendo
4 assignadas por Bento Jos Anlunes Ferreira, a 1
em 16 de jolho de 1844 de 112040 ; a 2 ero 15 de
ouluhro de 1856 de 1:9209 ; a 3" em dilo dia e au-
no a 4 raezes de 1:9209 ; e a 4" em dito dia e anuo
a 6 raezesde 1:9129340 ; ama de Manoel Jos de
Souza Braga assignada em 30 dejonho de 1846 a 6
mezes de 1:4029960 ; urna de Jos Alves Piclo em
29 de ouluhro de 1846 de 1839350,^2 mezes ; urna
de Agoslinho Pereira da Silva em 12 de junho de
1846 de 3929695, a 4 mezes ; urna de Jos Soares
Corrcia em 10 de selcmhro de 1846 a 48 mezes de
3679670 ; urna de Lourenfo Jos das Neves em 16
de agosto de 1847 a 5 mezes de 1189436 ; tres de
Antonio Gomes de Macedo assignadas em 15 de ju-
nho de 1850, a 1 de 1:0009, pagavel em 131 de Ja-
neiro de 1851 ; a 2 de 1:0009, pagavel em 31 d.e
Janeiro de 1852 ; e a 3a de 1:1869559, pagavel em
31 de dezembro de 1852; e 5 de Joao Xavier da
Maia era diflerenles datas importando todas 5 em
629 cojas letlras [se acharo lodas vencida, quer o
Mipplkanle protestar judicialmente cuulra os mes-
mos devedorespara que nao corra a prescripi;aodc se-
melhanle* debito, sendo dito protesto intimado por
edilos, segando o determinado no 3 do arl. 453 do
cdigo commercial por aerem nquelle devedores
ausentes de residencia iucerla. por isso pede ao lllra.
Sr. Dr. juiz de direilo da primeira vara do cominer-
as I he deflraE R. M.Adolpho de B. E. Caval-
eanli.
Distribuida; como requer. Recife 27 de junho de
1855.-SHea Guimaraes.A Baplista. Oliveira.
Aos 30 de junho de 18551iesla cidade do Recife
de Pernaubuco em meu escriplorio vcio o suppli-
cante Manoel Daarle Rodrigues como procurador
bstanle de Manoel Jos Francisco e sua mulher
Qoiteria Mara, herdeiros do finado AnPinio Jos
Francisco Veifta e disse presente as leslemunhas
>iabaito assignadas que,na forma de sua pelillo retro
e para o fim na mesma requerido proloslava cunlra
os supplicados referidos em dila peticao e de como
assim o disse e proteslou fia o presente termo que
assignou com as testcniuuhas. En Manoel Joaquim
Baplista eserhao interino o escrevi.Manoel Duar-
le Rodrigues.Francisco de (Jliveira Mello e Silva.
Joo da Silveira lavara.
E produzindo os supplicantes suas leslemunhas
suhindo os notos a minha conclusao nelles dei a >en-
Icnra do theor seguinte :
Julgo por senlcnea e cusas a juslificafao folhas, e
mando quo se proceda a cuacan edilal requerida.
Recife 22 de jullio de 1855Custodio Manoel da Sil-
va Guimaraes.
Em cumprimento desta minha scnleura o escrv*
interino Baplista passoo editaes pelo theor dos quaes
chamo, cito e hei por citados osjupplicados devedo-
res cima referidos por todo o copleddo na peticao
e protesto supra transcriptos pelo,quc todaequaiquer
pessoa, prenles, amigos e cotilleados dos supplic
COMMERCIO
ALFANOEliA.
Rendimenlo do dia 2 a 9. ,
i dem Jo da 1
95:3579772
14:7259229
IfOdfeiOOl
Detearrejam boje 11 de julho.
Barca aertataojMSanto Crnzlonca e ardos de
coi desta cidade, e publicar pela impreusa.Racife
9 de jolho de 1855.Barilo da Boa-Vista.
O illm. Sr. iuspeclor da thesonraria provin-
cial, em cumprimonto da ordem do Etm. Sr. presi-
ente da provincia de 2 du correte, manda fazer
publico,qne no]dia 2 de agostolprotimo vindouro,pe-
ranle janla da faiteada da mesma thesourara so
ha de arrematar a quem por menos flzer a obra do
14.a lofo da estrada do sol, avallada em 16:5009000
* A arrematarlo ser feita na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de mato de 1854, e sob as clausu-
las especiaes abaito copiadas.
As pessoas que se. propozerem a esta arremalacao,
eomparefam na sala das sessoes da mesma junta,
no dia cima declarado pelo meio dia competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou allhar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretara da thesoararia provincial de Pernam-
buco? de julho de 1855.O secrelario,
A. F. d"Annundaran.
'Clauulas eupeciaei para a arrematado.
1. As obras do 14 lanfo da estrada do sul tar-se-
li.lo de conforroitlade com o oreamenlo, planta e
perfis approvados pela direcloria em conselho e ap-
presenlados a approvaflo do Etm. Sr. presidente
da provincia. nairaporlneia>de 16:50091)00.
2.a O arrematante dar principio as obras no prazo
de um mez, e as conclajrn no de 11 mezes ambos
contados na forma do rtico 31 da lei provincial n.
286.
3." O pasamento da importancia da arremalacao
verficar-se-ha em 4 preslaces iguaes, caja ulti-
ma sera paga na occasiao da entrega definitiva, e as
ootras correspondern a cada Ierro das obras.
4. Metade do pessoal empregado na obra ser de
Irabalhadares livres.
5. O prazo de responsabilidad,: ser de um anno
dorante o qual o arrematante ser obrigado a man-
ler i estrada em perfeito estado de conservarlo.
6.a Para lado o que nao se adiar determinado
as presentes clausula,nem no orrameuto segair-se-
ha o que dispoe a respeilo a li n. 286.
ConformeO secrelario, Antonio F. d'Annun-
cia^ao. -
O Illrn. Sr. inspector da Iheso-irara provin-
cial, em cumpritaenlo da ordem do Etm. Sr. pre-
sidente da provincia de do correnla, manda
fazer publico, que no dia 2 de agosto protimo vin-
douro, pranlo a junta da fazenda da mesma thesou-
rara se hade arrematar, a quem por menos flzer, a
obra do 2. lanfo da estrada de Muribeca, avallada
em 10:0109000.
A arrematara i ser feita na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio do anno lindo, e sob as
clausulas especiaes abaito copiadas.
As pessoas qne se propozerem a esta arremataco,
eomparefam na sala das sessOes da mesma junta, no
dia cima declarado pelo meio dia competentemente
habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o piesenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesourara provincial de Pernam-
buco? do jalho de 1855. O secrelario, Antonio
Ferreira da Annunciarilo.
Clausula* especiaes para a arrematac.io.
1.* As obras do 2.a Unco da ramificacaa da estra-
da de MurReca far-se-ho de cooformidade com a
oreamenlo e porfls approvados pela directora em
conselho e apresenlados a approvacao do Etm. Sr.
presidente da provincia, na importancia de .........
10:010900o rs.
2.a O arrematante dar principio as obras no
prazo de am mez, e devera conclu-las no de olio
mezes.'amboa contados pela forma do art. 31 da le
n. 280.
3.a O pagamento da importancia da arremalacao
reatlzar-se-ha em|4 preslaces iguaes coja ultima ser
paga depois da tnlraga definitiva e a* ootras corres-
ponderSo a cada terso das obras do luco.
fielmente traduzi do proprio original escriplo em in-
glez, ao qual me reporto, e depois de haver conferi-
do com este e achado conforme, o tornei a entregar
a quera m'o apreaenlou. Era f do que passei o pre-
sente qoe assigne e sellei com o sello do mea ofli-
cio nesta moilo leal e heroica cidade de S. SebaitiSo
do Rio de Janeiro, aos 14 de junho do anno de Nos-
so Seohor de 1855.'Jos Agoslinho Barbosa, tra-
ductor publico e interprete commercial juramenta-
do.Conforme. Francisco Xavier Bomtempo.
Conforme. O secreterio, Alexandre Rodrigues
dot Anjos.
CIRCULAR N. 158 A.
Rio de Janeiro. Ministerio dos negocios da ma-
rraba, 11 dejonho de 1855.
Illm. e Etm. Sr.Remello V. Etc., por copiai
a tradticrao dosupplemento (iazela de Londres do
dia 9 de marco ultimo, conlendo a nolilicafao de 1er
sido levantado o bloqueiu estabelecido palas forras
oavaes alliadas da Inglaterra c da Franca as boceas
de Danubio, e de que devem estaciouar crozeiros
para capturaren) quaesquer navios que forem encon-
trados carrejados com contrabando de guerra desti-
nado ao uso da Russia, afim de qne V. Etc. a trans-
mita a capitana do porto dessa provincia, para
dar-llie a conveniente publicdade.
Dos guarde a V. Etc.Jos Mara da SirV? Par
ranhos.Sr, presidente da provincia de Pernambu-
co.
. Comprarse.Palacio do governo de Pernambu-
co, 7 de julho de 1855.Fisueiredo.Conforme.
Antonio Leite de PinhoConforme.O secrelario,
Alexandre Rodrigues dos Anjos.
En Jos Agoslinho Barbosa, cidadao brasileiro, tra-
ductor publico e interprete commercial joramen
lado da praca, ele.
Certifico que me foi presentado, impresso em in-
glez, o supplemento da Gazcla Ofllcial de Londres,
publicada por ordem da auloridade, de setla-feira 9
de marco, o qual, a pedido de parle, traduzi para o
idioma nacional, e diz o seguiole:
Traducrao.
N. 21675.Estavam as armas de Inglaterra.
Sahbado 10 de marco de 1855.Ministerio dos ne-
gocios eslrangeiro 10 de marro de 1855.
Pela prsenle se faz publico que o muito honrado
Earl de Clarendon K. G. principal secretario e mi-
nistro de estado de.S. M. na repartirlo dos negocios
estrangeiros, acaba de receber um oftlcio do vice-
almirante Sir Edmund Lyons, G. C. B., comman-
dautedas forras navaes de S. M. no mar-Negro, da-
tado de bordo do Rojal Albert, cm, frente a Se-
bastopol, a 20 de fevereiro de 855. dirigido aos
lordscommistarios do alroiraolado, participando que
conjuntamente como \ice-almirante Bruat rornman-
daiili! da esquadra, franceza no mar-Negro, elle li-
nha, e desde o da 18 de fevereiro passado, le-
vantado o bloqueio do Danubio, qoe eslava e tinha
sido estabelecido desde o dia 1 de junho de 1854, e
que tinha sido notificado na Gazela do Londres de
13 dejonho de 1854, o qual lluvia sido dev idamen-
te mantido.
Pelo presente so faz publico que os cruzadores
das torcas ou esqnadras alliadas se achara e conli
nuarao estacionadas em frenle s embocaduras do
Danubio para capturar quaesquer emharcafoes car-
regadas cora contrabando de guerra, destinado para
o servifo do ioimigo.
E nada mais conlinha ou declarava o -dito d cu-
mento impresso, que bem e fielmente traduzi do
origiualque me foi apresculado em inglez, ao qual
me reporto, e depois de haver etaminado com esle
e achado conforme, o tornei a entregar quem m'o
apresentou.
Em f do que passei o presente que assgnei e sel-
lei com o sello do meu oflicio nesla muito leal e he-
roica c.dade de S. Sebastian do Rio de Janeiro, aos
25 de maio do auno de Nosso Senhor de 1855.Jo-
s Agoslinho Barbosa, traductor e interprete com-
mercial juramentado. Conforme.Francisco X i-
vier Boralempo. Conforme.O secrelario, Ale-
xandre Rodrigues do Anjos. ,
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, em virtude de aolor-
saro do Etm. presidente da provincia, tem de com-
prar os objeclos segninles :
Para, os recrutas em deposito no 9. balalba > de in-
fantaria.
Bonetes, 100 ; grvalas de sola de lustre, 100 ;
brim branca liso,, vara 750 ; algodozluho, dilas
600 ; panno preto, covados 25 ; sapatos, pares 100 ;
manila de laa, 100 ; esleirs, 100 ; bolees braocos
de osso, grozas 12 ; dilos prelos de dilo, ditas9.
\ 8. halalhao de infamara.
Brim branco liso, varas 870 ; algodozinho, dilas
1,044 ; panno preto, covados 87 ; sapatos, pares 349;
Secretaria do conselho administrativo para forne-
cimeuto do arsenal de guerra 9 de julho de 1&55.
Jos de Brito ,'nglez, coronel presidente. Btrnar'
do /'reir do Carino Jnior, vogal e secretario.
'se mandou afiliar o prsenle e*V*-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesonraria provincial, do Pernam-
bco 7 de jolho de 1855.
O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciarao.
Ciausjfc* especiaes para aarremalariio.
1. As obr^s para os {repares da ponte da villa de
Iguarass, sern feilas de conformidade com o Dif-
menlo, approvado pela direclortia em conselho, e
apreseniado a approvafSb do Etm. Sr. presidente
da provincia, importando na quinlia de 4409000 rs.
2.* Estas obras principiarlo o .prazo de 15 dias e
findarao no de 3 mezes, ambos contados como deter-
mina a lei provincial n. 286.
3. O pagamento desla arremalacao ser feito cm
urna s pTestacao, quando todas as obras estiverem
concluidos, c receida definitivamente pela reparti-
f3o das obras publicas.
4.* Para ludo o mais que nao estiver mencionado
neslas clausula; segnir-sc-ha o que determina a. lei
cima citada,
Conforme. O secrelario, Antonio Ferreira
4'Annunciaciio.
O Illm. Sr. inspector da Uiesouraria provincial,
em cumprimento da resolncan da junta da fazenda,
manda f..zer publico, que a obra dos reparos precisos
a casa da cmara municipal e cadeia da cidade ((lin-
da, vai novamentc a praca no da 26 do correle.
E para constarse mandou afiliar o presente-e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesourara provincial de Pernam-
buco, 7 de julho de 1855.
O secrelario.
Antonio Ferreira d'Annundacao.
O Illm. Sr. inspector da thesonraria provincial
em comprimento d4 ordem do Etm. Sr. presidente
da provincia do 23 do correnlc, manda fazer pu-
blico qoe no dia 19 de julho prximo vindourp, pe-
rante a junta da fazenda da mesma thesourana, se
ha de arrematar, a quem por menos fizer, a obra d"
eslrada da Magdalena, isto he, o 1. lanfo da de
Pao d'Alho, avahada era 72:3609000 rs.
A arremalacao ser feita na forma da lei provn.
cial n. 343 de 15 de maio do anuo lindo, e sob as
dos prsenles editaes na prar a.do commercio c ou-
Iro na casa das audiencias c se publicar pelos or-
naos.
Dada e passada nesta 'cidade do Recife de 'Per-
nambuco aos 2 de julho de 1855. Eu Manoel Joa-
quim Baplista, escrvao merino o sbscrevi.
Custodio Manoel da SUca Guimaraes'
Quarta-fuira, 11 do correte, em publica pra-
ta, presidida pelo Illm. Sr. Dr. joiz do* feitos da
fazenda, na sala das audiencias, arrematara-se por
ser a ultima prafa, os seguinles bem, por eiccurCea
da fazenda provincial: por venda, a casa (enea, na
ra da matriz Ja Boa-Vista n. 15, com quintal e ca-
cimba, avalad.i em 1:2009000, penhorada ana her-
deiros de Francisco Jos Corrcia ; dita na la do
Moodego n. 81, com 20 palmos de frente e 60 de
fundo, coznha fra, qointal murado, cacimba pro-
pria, avahada por 1:0009000, penhorada ao herdei-
ros de Francsio Jos Alve ; um terreno no becco
do Quiabo, frc::ue/.ia dos Afogados, por 2590)0, pe-
ohorado aos fi'hos de Bento Joaquim de Carvalho ;
a renda annoalda cata terrea, meia-agua, na ra da
Senzala Nova n. 3 por 489000, penhorada aoi her-
deiros de Joacuina Mara da Conceifao ; dem da
casa terrea, na roa da Alegra n. 20, em 729000, pe-
nhorada a Ignticio Joaquim Ribeiro : eomparefam
os licitantes nc- lagar e horas do coslume. Recife 7
de julho de 1855.Jos Marianno de Albuquerque,
solicitador da fazenda provincial.
CONSULHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, em virtude de nulori-
sjc.io do Etm. presidente da provincia, lem de com-
prar os objeclos seguinles:
Para os mus,eos do 8. batalhao de iufantaria. -
Bonetes 11, charlaleiras 11 pares.
Meio batalhao do Ceara.
Mantas de lila 312, sapatos 100 pares.
Diversos eorpos.
Panno verde escuro; para sobrecasacos e caifas do
10." batalhao 158 covados, mantas de 13a para o 4.
halalhao de aililharia, 9." e 10. d infautari i, com-
panbia do arli icos, e de cavalaria 253, sapatos pa'a
os mesmos 1301 pares, botos couvetos grandes de
metal bronseado com 'o u. 10 de metal ainarello
2282, dilos pequeos cora o mesmo numero 1956,
panno azul mselo para o 2. batalhao de infantaria
135 covados, e a palos para o mesmo 57 pares; capotes
de panno alvadio 63.
Recrulns em deposito no 2.a balalhc.
Sapatos 50 pares. v .
Oitivo batalhao de infantaria.
Ranlas de 13a 355, paono verde escoro eulre-fiuo
1871 covados.
Nono batalhao de infantaria.
Mantas de laa 376, panno verde escaro enlre-fioo,
cavados 146!-.
Meio batalhao da Parahiba.
Mantas de Oa 48.
(Ji arlo batalhao de arlilhara.
Panno canresim para vivo, covados 90.
Escola de primeiras leltras do segundo batalhao de
infantaria.
Arca prela, libras 6, compendios dearilhmetca
por Avila, 3.
Quem os quizer vender aprsente as toas propos-
tas em carta fechada na secretaria do conselho admi-
nistrativo s 10 horas do dia 12 do correle mez.
Secretaria co conselho administrativo para forne-
cmenlo do arsenal de guerra 5 de julho de 1855.
Jos de Bro Inglez, coronel presidente. Ber-
nardo Pereira do Carmo Jnior, vogal o secrej-
tario.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernambuco sacca sobre
a praca c.a Baha, e contina a tomar
lettras sobre a do Rio de Janeiro. Ban-
co de Pernambuco 25 de junho de 1855.
O secretario da direcejio, Joao Ignacio
de Medeiros Reg.
aWIII i
PUBLICACA'O LITTERARIA.
Aclia-se venda o compendio de Theora e Frail-
ea do Processo Civil feito pelo Dr. Francisco de Pan
la Baplista. Esta obra, alm de urna ni odnerao
sobro as aero e etceproes em geral, trata do pro-
cesso civel comparado com o commercial, eontm
a llieoria sobre a applcafao da cansa julgaila, eoo-
tras doutrmas luminosas: vende-se nicamente
na luja de Manoel Jos Leite, na ra do Quei-
mado nv 10, a 69 cada eiemplar rubriclo pel
autor.
40, segundo
Companhia Brasileira d Paquetes de
Vapor.
0 vapor m-
peratriz, com-
maodante o 1
lenle Brilo ,
espera-se dos
porlos do norte
em 15 do cor-
rete, e seguir
para o sal no
lia segointe: a-
_encia na ra
do Trapiche o.
ndar.
RIO LE JANEIRO.
O brigue nacional FIRMA, capitao Ma-
noel de Freitas Vctor, segu para o Bio
de Janeiro nestes dias, por ter quasi seu
carregarrento completo,pode anda, rece-
ber algunas miudezas e escravo a frete
para os quaes tem bonscommodos: "trata-*
se com Novaes & C, na do Trapiche
n. 34.
Para Lisboa pretende segor brevemente o pa-
tacho portugoes Rpido, por lar a maior parte do
carragameoto promplo : quena no mesmo qoizer car-
regar ou ir de passagera, Irate con os consignatario
Tllomaz de Aquino Fonseca & Filho, na ra do Vi-
gario n. 19, primeiro andar, ou com o capitao na
praca.
Dentro em poneos dias sahri para Lisboa o
famoso patacho porlngoez Brilhanle, visto que j
tem mais ds metade da carga prompla ; o por isso
as pessoas ene nelle qaizerem carrejar devem diri-
gir-se quado antes ao escriplorio da Viava Amorim
iV Filho, na roa da Cru n. 45.
Quem tiver contas contra o brigue
inglez PHANTOM, apresente-as boje im-
preterivelmente r no escriptorio de James
Crabtree &C, ra da Cruz a. M,
LE1XOES.
O agente Borja far teilao em seo armazeo
na ra do Collegio u. 15, de nm grande e completo
soriimenlo de obras de inarcinerianovase usadas,
e de outroi ruuitos objeclos dilTerentes,que se adia-
ra,, patnlia no mesmo armazem ; assim como ir
tambem a lelao o sobrado de um andar, silo na
rna de sar-Pedro Marlyr n. 58 em Olinda, ja au-
nunciado ueste jornal : qointa-fatla 12 do corrate,
s 10 horas.
Os administradores da masa fallida de Barbo-
sa S Lima farao leiOo, por intervencSo do agente
Oliveira, de ama armacao paraarmazem de aasuear,
1,936 saceos vasios, 2 ptimo* escravo e diversas di-
vidas, enlre estas urna leltra e coota de Oliveira Ir-
maos & Compaahia por 28^001000, lodo perln
cente aquella masaa : quinta-feira. 42 do corrale,
as 10 horas da mantiaa, no armazem n. 24, rea do
Trapiche.
SetUi-feir.i, 13 do crrante, as 10 horas da ma-
nhaa, sern vendidas em leilao publico, por nter-
venci do agente Oliveira, i reqaerimejto dotad-
ministradores da massa de Deane Voule & Compa-
nhia, e por despacho do Illm. "Sr. Dr. loiz dos feitos
da fazenda, a carteiras e maia nleneiliea da escrip-
lorio, e as fazendas' inglezaa, entre. ellas muito el-
godOes proprios para ensacar assucar, tientes do
armazem da referida maata, dio na roa da Cadeia
do Recife a. 52.
dos devedores Ihes poderao fazer scienlc do cju'J
cima fica etposto e o porteiro do juizo afiliar uurf e DECLARACOES
daw
i re
A pessoas que se propoztrom fesla arremata-
ran eomparefam na sala das sessoes da mesma junta
no dia cima declarado pelo meio dia competente-
mente habilitadas.
E para constar so,mandou ahitar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesonraria provincial de Pernam-
buco 25 de junho do 1855.O secretario.
Antonio F. d'Annunciarao.
Clauulas especiaes para a arremalaciio.
1.a As obras do primeiro lauco da estrada de Pao
d'Alho,farse-hao de conformidade com o oreamenlo,
plantase perfis,appaavado pela direcloria em conselho
.presentados a approvacao do Etm. Sr. presidente
da provincia, na importando 72:3604000 rs.
2.a O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de dous mezes e as concluir no de dons anuos.
contados na forma do art. 31 da lei provincial i.
286, sendo obrigado a dar sempre transito ao publi-
co de p e carros.
3.a O pagamento da importancia da arremalacao
serfeito na forma do arl. 39 da lei provincial n. 286,
sendo metade em apolices da divida publica, creada
pela lei provincial n. 3S4, e a oiitra metade em
moeda correnlc.
4. O arrematante deveri ter ao menos metade do
essoal do servifo de gente livre.
5.a Para lado o que DSo se achar determinado as
presentes eraasalat nem no oreamenlo, seguir-se-ha
o qne dispoe a respeilo a lei provincial n. 286.
Conforme.O secretario, A. P. n* Annunciaco.
O Ilim. Sr. Inspector da thesonraria provin-
cial, em cumprimento da ordem do Etm. Sr. pre-
sdanle da provincia, manda convidar aos conse-
nhores da casa n. 16 da ra no lvramento, abaito
mencionados, a entregaren] na mesma thesoararia
O Illm. Sr. capitao do porto, comprimiquanto
determinaran! os avisos da repartirlo da marinha de
11 e 26 do mez de junho prximamente lindo, aos;
quaes refere-se o Etm. Sr. consellieiro presidente
desla provincia no odelos de 7 do correte, manda
fazer publico nao s os mencionados avisos como as
iradncres que osacompanharam; o de II, relativa-
mente ao levantameulo do bloqueio estabelecido
pelas forfas navaes alliadas da Inglaterra e Franca
as barras do Danubio, estando 'todava ah cruzei-
ros pira capturarem os navios encontrados com con-
trabando de guerra, destinado ao uso da Rossia; e
o de 26, sobre a existencia de um restricto bloqueio
em cortos pollos rossos no Bltico pelas referidas
forras navaes da Inglaterra e Franca.
Capitana do porto de Pernambuco em9 de jalho
de 1855.O secrelario, Alexandre Rodrigues dos
Anjos.
CIRCULAR N. 4.
Rio do Janeiro.Ministerio dos negocios da mari-
nha, em 20 de junho de 1855.
Illm. c Etm. Sr.Remello a V. Etc. por copia,
a traducrao da notificafao que se acha no siippte-
menlo Gszeta de Londres do dia 27 de abril ulli-
mo. .innunciando o estahelecimenlo de um bloqaeio
em cortos porlos russos no Bltico pelas forras nae
vaes combinadas da. Inglaterra e Franja, afim de
que V. Esc. a transmuta a capitana do porto dessa
provincia, para dar-lhe a conveniente publicdade.
Dos guarde a V; Etc.Joo Mauricio II 'an-
derley.Sr. presidente da provincia de Pernam-
buco.
Compra-se.Palacio do govero de Pernambco
em" de julho de 1855.Figueiredo. Conforme-
Antonio Leite de Pinho.Conforme.O secretario,
tlexaudre Rodrigues dos Anjos.
Eo Jos Agoslinho Barbosa, cidadao brasileiro, tra-
ductor publico, c Interprete commercial juramen-
tado da prafa, ele.
Certifico que me foi apreseniado um documento
impresso, escriplo em inglez, o qual, a pedido da
parte, traduzi literalmente para o idioma nacional
e diz o seguinte :
TVadurrSo.
Repartirlo dos negocios cstrangeiros, 27 de abril
de 1855.
Notipcarao.
Pelo prsenle se faz publico c notifica qne o go-
verno de Sua Magoslade receben participarlo do ca-
pitao Wallson R. N., commandanlc da esqaadra
dos navios de Sua Magcsttde no Bltico, datada de
bordo do navio de S. M. e Imprieuse, em frenle a
Liban a 19 de abril de 1855, commuoicando que
desde o dia 17 do abril de 1855, e em nome de S.
M., e de tea alliado Napoleao III, imperador dos
Fraucezes, o porto russo de Libau na costa de Cour-
land se achava debaito de un restricto bloqueio,
por urna furfa competente dos i avos de S. M., e que
do dia 19 de abrU de 1855, todos os porto, bahas e
cnseadas pertcncentes a Russia deadf'aaJattitudc 55a,
Si" norte; longilude de 21 5' lssfl Wt no pharol
Filsand, na latliude de 58 25' norolPongtode 21
50' lale iinriuiido especialmente os porlos de Sa-
ckenbau, WJodau, e a entrada do golpho de Riga)
se acham isualmeete enllocad! s em am restricto es-
tado de bloqueio por urna forra competente; e pelo
presente se faz publico o notifica que todas as medi-
das aulorisadss pelas leis das nafoes e respectivos
tratados entre S. M. e seos alliados, com as difle-
renles nafOes neutras, serao adoptadas e levadas
a efleito com respeilo de quaesquer embarca;oes que
taotarem romper ou violar o dito bloqueio.
I E nada mais cont inhr o dito Impresso, qu bem
de osso, grozas 36 ; ditos prelos xle dito, ditas 22.
Hospital regimenlal.
I.ivroem branco pautado com 300 folhas, 1 ; dilo.
dito dito com 500 dilas, I ; bules Je loufa pintada,
24; escarolas de ferro forradas de porcelana de dif-
ferenles lamanhos, 12 ; colheres de metal fino para
sepa, 120 ; ditas de dito dilo para cha, 36; bande-
jas de folha, 4 ; chaleiras de ferro, 6; copos de vidro,
24 ; chicaras de loufa, 48 ; manleigaeras de dita,
24; mantas de lia de boa qualidade, 141 ; ominos
de loura, 23 ; panellas de ferro forradas de porce-
lana de diversos lamanhos, 12 ; p de ferro, 4 ; pi-
res de loufa, 48 ; pratos razos de loufa, 176 ; ditos
fundos de dila, 87 ; fianela para camisas, covado,
72 ; chita para coberlas, covados 192 ; entadas, 4 ;
meias compridas de lila, pares 12 ; lalheres, 96.
Provimento dos armazens do arsenal de guerra, ofli-
. cias de 1.a c 2.a classe.
Taboa de assoalho de amarello, duzias 6; ditas
de dito de louro, dilas 6 *, ditas de dilo de pinho, di-
tas 20 ; costados de pao d'oleo, 6 f los de nmarel-
lo, 3 ; cosladinbos de dito, 4 ; pitia marfim, rolo 1.
3.a classe.
Tornos de bancada de arroba cada nm, 2 ; hiber-
nas de 6 a 8 arrobas cada urna, 2.
4." classe.
Cobre velho, arrobas 16 ; znco em barras, arrobas
5; lencesde lalo de 14 a 15 libras, 6 ;'aramegros-
so de lati, arrobas 2 ', dilo de ferro de raea grossu-
ra, libras 16 ; dito de dito fino de amarrar, libras
16 ; caitas de olha de flaudrcs sngalas, 3 ; dila
com dilas dobradas, 2 ; cadinhos do norte do n. 6,
10 ; ditos de dito de n. 8, 10 ; dilos de dilo de n.
10,10.
5.a classe. 4
Sola de lustre 6.
Botica do hospital regimenlal.
Quarta-leira II de jalho de 18(55.
Primeira o L'NICA representarlo da nutapanhia
p> mnaslica franceza, fj .
Depois de ama das melhores ouverlurasf abrir-se-
ha a scena, u dar comero ao espectculo.
1. PARTE.
Daaos na corda.
1.UM PASSO A CARCTER, pelo joven Af-
fonso.
2.UMl'ASSO GRACIOSO, por madamesella
Aleandrina.
3.GRANDE, DANSA GROTESCA, tecatada
pelo Sr. Flix, terminando pelo salto mortal.
4.A tl.\ VOTA. da usada pela seohora 'iVilliams,
o OS DIFFICULTOSOS equilibrios da cadelra.
5.GRANDE TRABALBO e etercicio de ele-
vacao sem naromba.
6.UM l'ASSO a dous sobre doai, curdas pa-
ralelas.
7.O CARNAVAL DE VENEZA, por toda a
companhia.
8.GRANDE TRABALHO das 12 garrafas pos-
las em forma de pvramide.
9.OSTIIESJSLOCADORES pelos jovens Al-
berto, lien esto e Alfonso, o ultimo dos qoaesen-
trar em ama caitioha de 15 polegadas esa qaadro.
2. PARTE.
100 BAILE DOS NEGROS OU A DAWSA DO
COCO, por 4 artistas.
11.O TRAPEZIOVOLAfTE, terminando pelo
lurbiao C inez, com o fogo artificial.
Terminar o espectculo com a
GRANDE ASCEMGA
na corda fo Te desde o palco al a gua rtaordem de
camarotes pela senhora Williams.
Principiar as 8 horas.
Os bilheles acham-sc a venda no hotel da Barra
hoje 10, ii amaohaa o cesto no escriplorio d
Iheatro. '
THiATi.0 !!'POLLO.
Socieilade dramtica empreara.
Em conseqoencia de ler-se fechado o Iheatro de
Saitta-lsabd, naociedade dramtica empnaaria par-
ticipa ao reipeitavel publico, que leudo contratado o
Iheatro d'. pollo para dar os seas espectculos dra-
II irradia degomma elstica da 8 onca com pipos, maUcos. a( m de ganharem para sua subsistencia e
: Hnrt-3i.1in1i4 Aa iiOanma alatlir* rnm nions. 50 *. naralarlp 'le is emnrpeados e adores esrrinlliradas: re-
6 ; horrachinas do gmnma elstica com pipos, 50 ;
esponjas finas para lavagem, libras 4 : fonil de por-
celana de 2 libras, 2 ; ditos de dita de urna libra, 1 ;
dito de dita de S.oneas, 2 ; clysopompo d'Eguizicr,
2 ; siringas de metal paraelysteres,4 ; rolhas de cor-
tifa surtidas, groza 1 ; saca-rolha. 1 ; lesonra par
papel, 1 ; peneiras de seda, 4 ; dita de rame finis-
sima, I ; vidjros para opodeldoc com rolhas, 100 ;
assucar refinado, arrobas 8 ; aeido citiico, libras 2 ;
dito tartrico, ditas! ; aeafr.lo. dilas 1 ; agua ioslc-
za de A. L. C, garrafas, 50 ; agurdente branca em
barril, caadas 12 ; alcool de 36.a, ditas 12 ; lcali
voltil, libra 4; alcatrao, barril, 1 ; atbuiRle vivo,
libra 16 ; banha do parco, arroba 2 ; balsamo pe-
ruviano, libras 2 ; carbonato de ferro, libra 1 ; dilo
de' so la, ditas 4 ; dilo de polassa, dilas 8 ; bicar-
bonato de soda em p, dilas 4 ; cantridas, ditas 4 ;
calomelanos inglezes, dila 1 ; capsulas gelatinosas
decupaiba e cubebas, caixas 12 ; ccvada|limpa,arro-
bas 2 ; crmor trtaro, libras 4; cera branca em pao,
arroba 1 ; extracto de mulung, libra 1; dito de al-
casss, libra 1 ; emplastro de cicuta, libras 2 ; dito
de dita mercurial, libras 4 ; dilo mercurial, dila 2;
flore de borragens, dilas 4 ; ditas de papoulas, dilas
4 ; ditas de violas, ditas 4 ; dila de malvas, dilas
4 ; dilas de rosas robras, ditas 2 ; galha, ditas 8 ;
hydro chlorato de morphina, oilavas 2 ; incens, li-
bras 8 ; kr'eosote, onfa 1 ; mel de abelhas, caadas
2; man,l.a sorle, arrobas 2; dilo de lagihtla;, li-
bras 8 ; magnesia 'alba, ditas 8 ; nitrato de prala
branco fundido, onras 4 ; dito dilo crystalsado,|di-
la 2; oleo de nmendoa doce, arroba 1 ; dilo essen-
cial de alambre, onras 8 ; dito dilo de moslarda, li-
bra 1 ; dito dilo dejasmim, onfa 1 ; pona calci-
nadas de viado, libras 8 ; raz de jalapa, libras 8;
re/.ina eleme, libras 8 ; dila de angico, ditas4 ; fo-
lhas de sene, ditas 16 ; civette, oilavas 4.; snlphalo
de ferro, libras 8; dilo de magnesia, dilas 16 ; se-
mentes de meiniendro, onfas 4 ; snmo de igrozeilles
libras 12 ; sab.lo braoco fioissimo, arroba 1 ; dilo
amarello, calta 1 ; Trtaro emtico em p, libras 2 ;
vinho branco, caada 1. .

0uemos qoizer vender aprsente as sois propos-
tas em carta fechada na secretaria do eonsellw s 10
horas do dia 16 do corrate roer.
para|a de se as empregadosc actores escriplurados;re-
correm ao benemrito publico dista cidade, qoepor
mais de una vez lem protegida afluas oa idnticas
cir escothidos, e abriado desde ja urna ass'.gnalura de
12 recitas :om oabalmenlo de 10 por cauto, seudo
o* precos da casa os seguinles :
Camarotes de 1 .a ordem. 79(00
Ditos da 2." a ... 79000
Ditos da 3." ... 4.3OOO
Cadeiras..........1500
Ceraes........... 1H
Galeiras...........'>M
A sociedado dramtica prometa envidar todos os
meiosao *eo alcance para bem satisfazer um publi-
co, que de cerlo nao deitar de a proteger na cras
actual, om que nao tem outros lacros a perceber
mais do que a concurrencia do mesmo publico.
Recehcra-se assignatara e encomm indas de bi-
lheles no mesmo Iheatro das 10 horas s 2 da tarde,
e das 6 s8 da imite.
AVISOS MARTIMOS.
,------------------------_-------------------------------,
Companhia Brasileira de Paquetes de
Vapor.
O vapor
Paran rom-
nandaule F.
FerreiraBor-
ges, espera-
se da Euro-
pa antes do
fin do cor-
rele mez, e
seguir de-
pois de lo-
mar o car-
vo para a
Baha e Rio de Janeiro: poder receb carga abj
200 tonelladas e passageiros, oa cmara e no con-
xez, para os quaes tem bons commodos; agencia oa
rur do T.apirbc n. 40, segundo andar.
PARA O RIO DE JANEIRO.
O brigue escuna MARA seguir' em
poneos dias para aquile porto, por ter a
maior parte de seu carregamento engaja-
do : para o resto da carga e escravos a
frete, trata-se com os consignE tartos Ma-
chado 4 Pinheiro, no largo da Assemble'a
u- 12.
AVISOS DIVERSOS.
..... --- ...... -
Regiment de costas!
Sahio a luz o regiment das cusas judi-
ciaes, aunotad com os avisos qu o aite-
raram : vende-se a 500 res, na livrarta
n. 6 e 8 da praca da Independencia.
MASSA ADAMANTINA.
Francisco Pinto Ozorio chamba denles com esta
deliciosa raassa, caja soa boa qualidade j he noto-
ria, assim como tambem caiga com ourn e prala,
oulrcs metaos brancoqne suas cores igualara moilo
aos propris naluraes : pode ser procurado para esta
fim. na roa estreila do Rosario n. 2, confronte a
igreja.
O SOCIALISMO. I
Palo canoral Abro lataaa. ,
Acaba de pabliear-se esta interessanle obra; qoe
traa do eialismo chrtlio, e tambem da guerra do
Oriente com toda a historia religiosa e poltica ate-
as conferuheias de Vienna.
Os senJMre assignantes podem mandar receber
oa seas einplare daqueltaa pessoas n quem tiveram
a bondade de assiguar. Continua afetarta as'amttnalu-
j.i ateo fim do correle me/ de julho, a 29000 cada
cxempUr, oo escriplorio do Diario iePernambuco
pra^a da Independencia, na loja de livros dos Srs.
Ricardo de Freitas & C, esquina da raa do CeiTe-
io ; as lojas do Sr. Jos Moreira Lopes, ra do
Queiraadii casa amarella ; do Srs. Squeira & Pe-
reira, Antonio Francisco Pereira e Brekenfld, ra
do Crespo ; do Sr. Loiz Antonio de Shraeira, roa
da Cadein do Recife ; o em casa do aator, j eer-
quaderuda. pateo do Collegio casa amarella do 1.-
andar ; aisim como aas mos das mesmas pessoas,
que ate agora tem tido a bondade da ageneisrem aa-
signatarai. Findoft presente mez, vender-se-ha
cada om etemplar avnlso a 39 rs.
Precwa-se de onu ama para o servifo iolerno
e eilernr de casa de pouca familia : nesta tvpogra-
phia se dir com quem trata-so.s
O ibaixoassignado toga a Antoaio Teitein
Lima que. declare qual a pessoa a quem o abaito as-
signado ouereceaae em venda a eterava Joanna, sob
pena de assar por infame se nao o fizer.
iVanoa redro de Alcntara.
Roi.'a-se ao Sr. M. R. N. o favor de vir pagar
o import! de am val vencido, a* re* da Madre de
Dees, e se nao fizer com brevidade -enl* dedara-M
o sea naeei qualidade do negocio.
O i baixo assignado declara, qne a tiiopil da*
proearacaea pastadas como sdtsMatrador o liqoidala-
dc do casal de seu finado pai o Sr. Antoaio Marqaes
da Costa Soares, consltlaiodo aos Srs. Dr. Antonio
Teixeira de Borba, no Rio-Formoso. a ZeferinotiH
Peres da Hotta, na villa da Granja, a* qoaes conti-
nuara em seu lntero vigor, assim como ostra pasta-
da cm sen proprio nome ao Sr. Jos Paulo do Reg
Brrelo, na comarca do Cabo, qaaetqtser ootras re-
lativas, lanto ao dito casal, como a negocio* de pro-
pria coir a do annonciante, ficam de nenhum eneito
desta data^em diaole. Recife 11 de jolho do 1835.
Jos Marques da Cosa Soarai.
AVISO aO PUBLICO.
Paulo Loiz Oaignout, dentista francez, inventor a
nico possuidor da-maravlhosa. pteparacao, a quid
denomina rarusa adamailioa, previne ao retpeilavel
publico, que nao deve confundir esta admravel mas-
aa. inall ;ravel em pretenca dot cidos mais concen-
trados, (ora sedissas compostcjoea metlicas, de bs-
muth e estando, que algon charlaUes tambem de-
nominara massa adamantina^ e n3o gozan de nenhu-
ma das propriedades dessa ineomparavel preptraco,
e cuja principal he, conservar aos denles a cor natu-
ral que todos os, metaes Bram-lbe ao fim de cerlo
lempo : ra larga do Rosario n. 36.
> o dia 8 do correnla desapparecco de Santo
Amaro.casa do.Sr. Antonio J.Gooesdo Correio.onde
moroa o Sr. Viesas, ama esersva eota.es signa** se-
guintei: bem prela e bem parecida, crioala, de 2+ "
anuos io IJade, estatura baria, corpo regatar, de
uom* Antonia do Rosario, levou vestido de cassa
prela com ramagem astil a ama trouxa com nriks
roup* : quem a pegar, lave-a dita casa a sea se-
nhor Cirios Augusto Lias de Souza, quesera recom-
pensad j.
Alaga-se ama eserava boa eoxmbeira doeei-
ra ; quem pretender, procare na roa doalfarty-
rios, cisa o. 2, primeiro audar, das 3 horas da lardo
em dinole, que achara com quem. tratar.
I'erdea-se da algibeira orna carteira com al-
eaos papis de valor, qoe s servem a seo dono, por
isso roga-se a pessoa qoe achou, querendo entrga-
la, leva.i roa da Cadeia do Recife, loja n. 23, qe
recebe urna gratuicafao ; a qual carteira foi per-
dida ni bairrodo Recife ou Santo Antonio.
O Ihesoureiro da irmandade do S. S. Sacra-
mento da freguezia de S. Jos do Recife, declara aos
Srs. que em a noite do 8 do correle lhe fizeram
ce usinas offenaivas por causa da alo poder dar mais
de 24 apa* e 12 brandos para o acoropanhament
do Sar tissimo Viatico a um enfermo, qoe melhor
ISra censurassem a qoem concorreu para a creacSo
de urna freguezia sem so lhe conceder algum patri-
monio daquella qne d'antes sosumlava a parle di-
vidida, que com o mesquinho rendimenlo d* 70000
(aamais; semanalmente.qoe sao adquirido* as bol-
sas pelas portas, nao he que so ha de pagar 2009000
de, ordenado ao reverendo capcllao, lOCrjOOO ao sa-
cbrisUo, e comprar diariamente azeite, cera, vlnbo,
hostias, etc., e alm disto apresenlar grandes pompas
quanc o alguem o etigir ; a pobre irmandade nao
pode Iazer grandes pompas, apenas o necessario, a'
ato por cootar eafaeu ramio pessoas de espirito
verdadeiramenle reiisioso. Declara mais o momo
Ihesoureiro, quede hje em diante, por causa de
falla de raeios para compras da eer, s sahir o San-
llssma Viatico com solemnidade para can dos ir-
maos la irmandade, e esta ser feita com decencia a
nSo p traposa.Jos Pinto de Magalhaes.
0 Ihesoureiro da sociedad* Raleo da Mocidadc,
agradece ao cangailha o fervor com qoa tomoa a
defezt d* mesma soeieilade, de qoa elle Ihesoureiro
he ora padrao glorioso!! Aategrando-lhe, porm,
ser deiuecesaara a soa pergunla relativa a dividas
da sociedade, visto qoe ella loage d dever, inda lhe
sobra com qoe pague a am triangulo a harmona qoe
faz en i ana maravilhosa orcheslra. E pede-lbe,para
lhe mostrar a soa gralidio ; queira ir snslentar com
elle a na cbolisch a p fizo.O A. P.
'}nem pracisard* ama boa ama de leite, diri-
ja-se n raa das Crazas n. 41, segando andar.
.,
1


1,
^HlilMaiJgMMiiM
DIARIO DE PERMIUCBO QUARTA FEIRA 11 DE JULHO DE 1855
.
?
I
\
--'
Massa adamantina. |
Sebastiao Jos de Olivoira r ceb.u de Franca lia
T*"? "ow-porcao ce massa adam; ntina para
cambar denla. Rata preparas*) inconleslavel-
mtnle aperior a toda* as que al agora sil emprega-
vami para esle fim. lita .sica capaz de pieservar de
lolal mina os denles cariados, e porque llie enche
rer le la mente as cavidades, e adqoire apmos appli-
ada, a ruis completa solidez. Como prova desta
verdade podera o annuncl inte indigilar grande nu-
mero de pessoas, a quem, lempre com resultado o
iran feliz, a tem applicada, islo porm (ria ocioso
porque hequatiReralroubirecnnlieriria ; suprema-
ca desta preciosa prrpar.ciio. O aimuncinle offere-
ci!, pois, seos serviros, nao para cliuroliar. limpar
a tirar denles, como lamino pira oulro qualquer
fim de sua arle a todas as pessoas que so dignarem
honra-lo, precurando-o i quakuer hora na sua loit
da travesea da ra do Vinario n. f, ou solado do
Corpo Santo n. 83, segund} anear.
Precisa-se de m felor que entend de plan-
tapies estiba igualmente tratar do jardim, pata um
pequeo sitio no lugar du Oponga, prefertbdo-se
porluguez : quera'pretoiiJ<:r dirija-se a ron Velha
na Boli-ViiU n. 56, ou i repartido do sello, que
achara com qpem Iralar.
Precisa-ie de um homem norlugaer, ja habi-
lllado ao servicp de campo, pan tomar cunta da di-
recreo de um grande sitio, plantado de capim, mu
parto desta prara.para ne mesmo morar e trabalhar,
e do sea producto e rendiraonlo se taz un interesse
etc. : a filiar oa venda grande defronto da matriz
du Boa-Vista n. 88.
Precisa-te de ama ama porlngoeza, que saiba
cozinliar, engommar e coser, para casa de homem
solleiro : na ra do Qaeiioado o. 33 A, toja junto
a da Fama.
Companhia Pernambucana de navegaoao
costeara.
O-consoIbo de directo convida aos Srs accionis-
tas da metma einpreza a (ffectuarem at o dia 31
do crrante me roait 10 por o oto sobr; o valor
das acedes que subtcraverir.-i; e o eocarrogado doi
reoebuneolosheoSr.'F. Coulor,, na ra da Croz
D. 26.
Aloga-se um grande sitio oa ilha do Retiro,
Passagera da Magdalena, com duas boas casas de vi-
venda, urna grande tenala para prelos, urna olaria
e casa, dous viveirot acabidos de concertar: qoem
o pretender peder-se-ha entender na ra da Madre
de Deo n. 36, ou na travista da mesma ra arma-
sen n. 9.
RECREIO MILITAR.
Previne-te aos Srs. socios que a partida ter lagar
no dia 14, e ai propastas para convite de familia se-
rio entregues ate o dia 9, na cata do abaiio assigua-
oo, na roa do AragSo n. 12.t) secretario,
Alferes tarro;.
Francisco Antonio Coelho, propne-
tano do hotel Francisco, ollereca o mes-
mo estabelecimento de muitos annos acre-
ditado uesta cidade a quem o pretender
comprar, com todos o pertences a di-
nheiro a' vista ou a prazo com lettras ga-
rantidas : os pretendentes podein diri-
gir-se ao mencionado proprietario, ou ao
escriptorio do Sr. Francisco Gomes de
OILveira, ruada Cadeia do Recite n. 62.
1W K1E CTOBI
Ot abano issignados fczem sciente ao res-
peitavel publico e a todos com quem tem ne-
gocios, qoe pelos annunciantrs se acha en-
carregado com illimit; dos poderes pan del-
lea tratar e al decidir, a sen lillio e irmao
jgt Antonio Orlos Pereira de Burgos Ponce de kg
t Len, com quera deverao en tender-te. S5
Engeoho Aguas-Clant 3 de julho da 1855.
1 Francisca da Cunha B.inixra de Mello,
l*m_Filix Pereira de Burgos.
I:X9SK:9
AO BARATO.
Borzeguins de duraque gaspiados para
seobora a 2j?500 rs. o par, sa patos de cou-
ro de lustre para senhora. francezes e
de Lisboa a 1S200 rs. o par, sapatinhos
de colxetes a^ 520 rs. o par: na praca da
Independencia laja- de calcados de Anto-
nio Augusto dos Santos Porto m. .77 e
59.
O cautelista Antonio da Silva Gui-
mafSesfaz sciente ao publico, que vendeu
na sua casa da Fama o biihete inteiro da
segunda parte da sexta lotera da matriz
daBoa-Vista n. 418, com 6.0(^000rs.
O Dr. Ribeiro, medico pela univertidadede
Caiabridae, contina a residir na ruada Cro* do Re-
cife n. 49, 2.''andar, omie pode ter prmuirado a
qualquer hora, e convida a pobres para consultas
gratis, o mesmo os visita qu indo as circunstancias o
exijan, fax especialidade das molestias dos olhos e
oueidos.
Precisa-se alugar urna ama foiraque
Sari cozinliar e engommar, pata casa
de pequea familia : no largo do Paraizo
sobrado n- 15.
Precisa-se de ama ama para casa de pequea
familia, que lirva pai lodo o ser vico de portas
deolro, e que saiba eugominur : na ra do Hospicio
n. 3*.
O analto ataignado certifica ao Sr. (enente-cor
roniH Jos Candido de Barros, qoe seu devedor Ma-
noel Antonio Dias, qoe S. S. jaililicou achai-te an-
iste, em lugar ojo sabido, anda mora no (ingnito
Junili, onde S. S., em dias menos felizet, encontrn
am bom amigo, a qoem desde eata poca deve urna
Suantia approximadamente igual aquella do que se
iz c.redor; Dortanto nao previsiva de citar por
editos aquella devedor. Recite 6 de julho de 1865.
Manoel Aninit Dias Jnior.
Precisa-se alugsr orna negra qoe taiba vender
na ra : a tratar na roa do Cildeireiro n. 60. Ad-
vertirse qae te paga bem.
Aluga-se urna casa de um andar, sita na roa
da Roda : a Iralar na ra do Collegio n. 9.
Quem precisar alugar um esclavo prelo para o
servirlo de casa e roa, oa para qnalquer armazem,
capaazia, trapiche e pronta, dirija-e a qnalqaer ho-
ra do dia roa da Soledade, que tegua para o Man-
gainfio, nositio dos 4 leocs, que achara com quem
tratar.
Offerece-se nm rapaz lirasileiro para caixeiro
de cubranca de qualquer cata ele negocio denlro des-
ta praca : qoem precisar diriji-se i roa do Caldei-
reiro a. 54, das, 6 horas da niinhaa s 10.
Precra-^e alagar dus prctos escrave* para
ervtatta, pagando-te bem : quera o* liver e quizer
logar dirija-te,rua da Floientina n. 7.
Precisa-se de um moco iiitelligento para cai-
xeiro da ama toja de fazendas Irancezas: a fa'lar na
praca da Independencia n. 18 a 20.
As ca tu para o Sr. Antonio Alves Ferreira
da Silva, j foram entrego* ao Sr. Eduardo Fer-
reira Bailar.
COSUt-TORIO dos pobres
50 WUJk XffOVA 1 AMBOJ 5.
< Dr. P. A. Lobo Moacozo di consultas borncopathicas lodos oa dias aos pobres, desde 9 horas da
manhaa al o meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou imite.
OOerece-se igualmente para pralicar qualquer operarn de cirurgia, e acudir promptamenlc a qual-
quer raalher que esleja mal de parlo, e cujas circumttancias nopermiltam pagar ao medico.
1CM8DLNH0 DI) D. t \. Ltffl lOSDOZ. J
P- 50 RA NOVA
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual completo de meddirina homeopalhica do Dr. G. II. Jahr, traduzido em por
tugue/, pelo Dr. Moscozo, quatro volumes encadernados em dous e acompanhadode
um diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele..... SMH000
Esta obra, a mais importante de todas as qoelralam do esludo e pralica da liomeoca'lhia or ser ~i unir
qiiecontcm abase fundamental d'esla doulriuaA PATHO(iE,NESIA OU EFFETOS nmilRiYir*
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SADE-conhecimenlos que nao odem aitoeost ^a net-
toas que tequerem dedicar pralica da verdadeira medicina, inleresta a lodos os mdicos que aui?erem
eiperipienlar a doutnua de liahnemanu, e por si mesmos se convencereta da verdade d'clla a lodns os
fazendeiros e senhores de engenho que estaolonge dos recursos dos mdicos: a lodos os caoitesde navio
que urna ou oulra vez nao podem deixar de acudir a qualquer incommodo seu ou de seus Irinulanles :
a lodos os pas de familia que por circiimslancias, que n*m sempre podem ser prevenidas, sao ohriga-
dot a prestar m con/inn/i os primeiros soccorros em snas enfermidades.
O vade-mecum do homeopalha on tradcelo da medicina domestica do Dr.' Hering
10S000
3JKW0
obra lambm uta s pessoas que se dedicam ao esludo da homeopathia, um volu-
ne grande, acomjianhado do diccionario dos termos de medicina ....
O diccionario dos lermos de medicina, cirurgia, analomia, ele, ele, encardendo
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se t>ode dar am passo "seguro n
homeopathia, c o proprietario desle estabelecimento so lisongeia de le-lo o niais bem montado possivele
ninguem dnvida hoje da grande supenondade dos eus medicamentos.
Boticas a 12 tubos grandes................. juyin
Boticas de 24 medicamentos em glbulos, a 10, 128 e 158000 rt." wo
.....,.............. 208000
I.................. 258IK)0
................ 308000
".................. 009000
18000
2olKKI
Ama deleite.
Na ra do Crespo sobrado n. 9,
ciia-se de urna ama com leite.
pre-
Ditas 48
Ditas 60
Hitas 144
Tubos avulsos
Frascos de meia onca de tinctura.
ditos
ditos
dilos
Ditos du verdadeira tinctura a rnica.
Na mesma casa hr sempre venda grande numero de lubos' de cryslai de diversos laiuXsi
m para medicamenlos, e aprompla-se qualqaer encommenda de medicameoloscom inda hrBviH,:
vidro
de e por
preco muilo commodos.
MASSA ADAMANTINA.
Roa do Rosario n. 36, segundo andar, Paulo (l.-
gnoux, dentista francez, ebumba os denles com a
massa adamantina. Esta ndva e maravilhosa com-
posicao lem a vanlagem de encliersem pressilo dolo-
roso) todas as anfractuosidades do denle, adquirindo
em poucos instantes solidez igual a da pedra mala
dura, e permiti restaurar os denles mais estraga-
dos com a forma e a cor primitiva.
.?IBLICWO' DO KSTITITO 110-
HEOPATHIGO DO BRASIL.
THESOURO HOMEOPATIHCO
OU
VADE-MECUM DO
HOMEOPATHA.
Melhodo concito, claro e teguro de cu-
rar homeopticamente todas as molestias
que affligem a especie humana, e parti-
cularmente aquella que reinan no Bra- '
til, redigido segundo os inelhores trata-
dos de homeopathia, tanlo europeos como
americanos, e segando a propria experi-
encia, pelo Dr. Sabino Olegario Lodgera
Piaba. Esta obra he hoje'reconhecida co-
mo a melhor de todas que Iralam daappli-
casao homeopalhica no curativo das mo-
lestias. Os cariosos, principalmente, nao
podem dar um passo seguro tem pottai-la e
ronsulla-la. Os pais de familias, os senho-
res de engenho, sacerdotes, viajantes, ca-
pilaes de navios, serlanejosetc. etc., devem
le-la m3o para occorrer promptimente a
qaalquer caso de moleslia.
Dous volumes em brochura por 108000
encadernados 118(K)0
Vende-te nicamente em casa do aulor,
ra de Santo Amaro n. 6.-(Mundo No-
vo).
Est a tahir a luz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
JEXTRAHIDO DE RUOFF E BOEN-
NINGHAUSEN E OUTROS,
posto em ordem alphabelica, com a descripeo
abreviada de todas as molestias, a indicarlo physio-
logica e Iherapculica de lodoa os medicamentos ho-
meopalhiros, seu lempo de accao e coneprdancia,
seguido de um diccionario da signilicarAo de todos
os lermos de medicina e cirurgia, e posto ao alcance
tas pessoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO JIORAES.
Subscrevc-se para esta obra no consullorio horneo,
palhico do Dr. I.ORO MOSCOZO, ra Nova n. 50-
primeiro andar, por 58000 em brochura, e tieOOO
eucadernado.
Pteeisa^-sede um eitor para servido
decampo: a tratar na ra da Con<:eico
daBoa-Vista n. 59.
Preciarse de algtuis t abalhadores
de enxada: a tratar na ra da Cadeia do
Recife n. 45.
OSerece-M urna ama pata eata de homem tol-
tairo en de pooca familia, sabe bem coser, i ngom-
mar e fazer lodo o mais servirn de u ma casa : quem
preettar, dirija-te roa das Cruies n. 29.
Prcisi-se de orna ama d<> leite, forra on capti-
va : na roa do Cabag, leja de oarives n. 12, te di-
r qoem precisa.
Deaappareceu da roa dan Lanngeiras n. 26,
urna eterava por norae Caetaoa, de idade de 30 an-
uo, com ot sku2 seguiotet: tem um falli no
heicp, anda calcada, levou vestido escaro e branco,
panno prclo fluo, tpalos de corno de lustre, he am
tanto alia, e anda aprestada: quem a pegar, leve-a
a dila cata, quesera recompensado.
Qeee precisar de ama ama escrava para casa
de hornea* aolleiro oa de peqaena familia : dirija-te
a rea de Santa Thtreza, cata n. 7.
IternarJino Antonio Rami, nao podando des-
pedir- le de seut amigos em virl ude da brevidaile de
aua viagem, pede deseulpa aosmesmrs por esta falla
. involunlaria.
A pestoa que pot engao Irocou um chapeo na
agencia dos vaporea portugneae, hija de ir resli-
lui-lo e receber o sea : na roa da Cadeia do Kacifc
n. 36, pritMiro andar.
Aloga-se o segundo andar do lobrado da ra
do Collegio n. 13 : a tratar na loja do mesmo, no
Pamela
.'oaquim Jos Dias Perein declara, qoe leudo
arremiitado em lellSo de 9 de jniiho prximo pasando
todas as dividas activis que deviam a Antonio da
Caita Ferreira Estrella, com taberna na roa da Ca-
deia do Recife, convida a todos ot deredores Jodii
Estrella, lano Ja praca como do mntlo, para que
venhain pagar ao annondanU com a maior pres-
teza pMtivel. afim de evitaren) maiores dtipezat,
poit prometi ler toda contemp ir3o con) os que fo-
rem mlis promplot nos seas paijamtnlos, podiiodo
Kra liso dirigir-te ao annancitinte, no jalerro da
-Vista, loja n. 14.
v9 0 "uVuSabino Olegario Ludgcro* Pin lio, O
S mu a-se do palacete da ra deS. Francia- *
W cc>>k68A,para o lobrai'o de dous anda- Jj;
(M (csn.0, ruade Sanie Amaro,,mundo novo.) fi>
INFORMACO'ES OU RELACO'ES
SEMESTRES.
Na livraria n. G 8 da prac,a da In-
dependencia, vende-se relacoes semes-
traes por preco commodo, e querendo res-
mas vende-se ainda mais emeonta.
Novos livros de homeopalhia mefrancez,obras
todas de summa importancia :
Uahnemann. tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lme............. 208000
Teste, rrolestias dos meninos.....68000
Hering, homeopathia domestica.....78000
Jahr, pharmtenpa homeopalhica. 68000
Jahr, novo manual, 4 volumes .... 169000
Jahr, molestias nervosas.......68000
Jahr, molestias da pelle.......8*000
Rapou, historia da homeopathia, 2 volumes 16J00U
llarthnrann, tratado completo das molestias
dos meninos. .........
A Teste, materia medica homeopalhica. .
De Favolle, doulriua medica homeopalhica
Clnica de Slaoneli .......
Catting, verdade da homeopalhia. .
Diccionario de Nvslen.......
Attlat completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, rooteodo a descripc.o
de todas as partes do corpo humano .
redem-se todojaales livros no consullorio homeopa-
thicodo Dr. Wbo Motcoso, roa Nova n. 50 pri-
raeiro andar.
AULA m LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que mudou a sua aula para a ra do Ran-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos interno eexternos desde ja' por m-
dico prero como he publico: quem se
quizer utt lisa r de seu pequeo prestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qiialquer liora dos dias uteis.
EDCACA'O DAS FILMS.
Eutre as obras do grande Fenelon, arechispo de
Cambray, merece mu particular nien;,1o otratado
da educaran das meninasno qual este virtuoso
prelado ensina como at mais devem educar snas f-
Ihas, para um dia diegarem a ocenpar o sublime
logar de mai de familia ; torna-se por tanto nma
necetsidade para todas as pessoas que desejara* gui-
a-las no. verdadeirocaminho da vida. Esl a refe-
rida obra Iraduzida em porluguez, c vende-te na
livraria da prasa da Independencia n. 6 e 8, pelo
diminuto prero de 800 rs.
10800o
88000
78000
68000
48000
OOOOO
.108000
DENTISTA,
Paulo^Gaignouz, dentista francez, estabele
) cido na ra larga do Rosario n. 36, segondo
% andar, colloca denles com gengivatartiGciacs, 5f
A e dentadura completa, ou parte delta, com a 0
"" pressao do jir.
Rosario n. 36 segando andar.
i
O Dr. Joaq Honorio Bezerra de Me-
nezes mudou a sua residencia da ra
Nova, para a ra da Aurora bbrado n.
62, que faz esquina com o aterro da Boa-
Vista, e ahi continua a exercer a sua pro-
fissao de medico.
J. MI DENTISTA, %
S contina a residir na ra .Nova n. 19, primei- @
ro andar. u
As uielllores bichas que tem vindo a esta
provincia,
to at que vieram neste vapor inglez que patsou pa-
ra o tal, lem nm palmo de comprido, e segundo di-
zem os fregaezei, lem feilo ama bicha mais sangra
do qae 5 ventosas ; esUo no deposito dellas, na roa
estreita do Rosario n. 11.
I.uz Jos de S Araujo aprovela as columnas
desle Diario para lestemunhar sua eterna gralidao
aoslllms. Srs. Drs. JosJoaqoim de Horaes Sar-
ment, Joao Pedro Maduro da Ponseca e F. C. Mul-
ler, pelo desvello com qae tralarara sua esposa, ata-
cada da febre amarella, com vomito prelo, do que
felizmente se acha rettabeledda.
A taberna de tibrjah decima continua a estar
prevenida de om completo torlimento de molludos,
miudezase fazendas ; por tanlo todas as pessoas que
quizerem coulinuar a honrar esle estabelecimento;
all ncharao ludo que precisarcm a vonladc ilo com-
prador, pelo mesmo preco oa com pouca iliuerenca
o prac,a ; na mesma taberna ha corles do La do ul-
timo goslo, chegados ltimamente para vestidos de
senuoras.
$

Os abano assigoados fazem scienle ao res-
m peiiavel publico, que compraram a padaria &(
9 que foi da viuva do fallecido Carlos, sita no S
V largo de N. Senhora do Terjo ou Cinco Pon-
las. oquaes proincilem a lodos aquellas tenho- 9
W res que Ihes Bzereia.ahonra de comprar o ei- A
. ce lenle pao, bolacha fina, biscoito, falias, S
O bolaclunas de araruta, dos servir com as me- 1
Ihores farinhas que houver no mercado, as- S
sira cornu a tus bolacha grande he firmada j
g com a firmado Ribeiro & Pinto, e a pequea 2
@ com a de R. &P., aVi,la |o posto esperara a
S f.60?""6"' anlo de seus amigos, como
9 nos Illros. Srs. de engenho : a padaria prin- S
S cipiara a Irabalhar no din 2 de julho corrento. 1
Ribeiro & Pinto.
- Jos Pereira Cesar faz sciente ao publico e
especialmente ao commercio desta praca, que com-
prou a Cuslodto Jos de Carvalho Guimares as fa-
zendas e lodo o debito activo e pessivo relativo ao
seu estabelecimento da loja de fazendas da rasan
21 A, illa na rila do Queimado ; e que lem eslabe-
lecd na mesma casa e loja unn toriedade com-
merCial em comandita com o Sr. Jos Teiseir i I ei
le. por e nho proiiin'o paitado.
Recife 7 d jolln de 18j.
PrecUa-se de urna ama forra ou escrava, ou
.<,e.um mleque para servico de compra, c
mandadas de urna pequea familia : na ruado ilos-
Z P^f?:~ d .2I. j''Mo correnle
Vendem-ie duas pretas de meia idade, urna lia
qnilaudeira e oulra boa cozmlieira o lavadeira de
brrela ; um prelo que serve para lodo sen ico e he
bom caiador : na ra Direita n. 66.
Vende-se urna porro do sacros de milho e
oulra porrao de arroz de casca, chegado ullimamen-
le de Penedo : a Iralar na r\i.i Direita n.69 com An-
loniu Alvos de SMramla (iuiiuaraes, ou a bordo da
han-.ica Carolina, fondeada no Caes do Ramos.
1U LOJA DE (i rORTAS
em frente do Livrameoto.
Vendem-se vestidos de seda, bonitos goslos, pa-
ra meninas de 3 a (i anuos por 0-9 ; lencos de cam-
braia, hrancos e pintados, a 160 rs. ; rhilas de bous
pannos a 160, 180 e finas a 200 rs. ; risrados de li-
ndo para ronpa de menino e hoinein a 210 rs. ; fa-
zendas escura propria para ronpa de cicravos a 160
rs. e ou'.ras muilas fazendas por prec,o barato.
Sal do ss
a bordo do hialc Aoi'O Olinda. a Iralar com o mes-
tre a bordo, ou com Tasto rselo*.
HE HDITO BARATO,
romeiras de lindos gostos a 28300, chales de tarla-
lana a 18, lencos de boa gauga, a duzia 38400, Irn-
cos de garja e seda a 18. lencos de cambraia de li-
uho a 600 rs. : e nutras mais fazendas por baralot
precot, na ra do Queimado n. 33 A, oa loja junio a
la fama.
Brunn PraegenVC, tem para ven- Wt
da em sua casa ra da Cruz n. 10. **
Lonas da Russia.
Instrumentos paia msica.
Oleados para mesa.
Charutos de Havana verdadeiros.
Gomma lacea. s
Vendem-se^lous pianos fortes de
Jacaranda, construcc/io vertical, e com
todos os melhoramentos mais modernos,
tendo vindo no ultimo navio de'Ham-
burgo: na ra da Cadeia, armazem n.
21.
Vende-se um bilhar em muilo bom estado, por
preco muito razoavel ; uesla typozrahia se dir cora
quem Irata-se.
Colcoraine
REMEDIO EFFICAZ PARA CURAR
' CALOS, POR MR. MAOUS.
Esle excellenic remedio vendo-se na ra do Col-
leuio n. 1, loja de miudezas.
I.ABVRINTHOS.
Lencos de cambraia de nho muilo luios loalhas
redondas e de ponas, ff mais objectos desle genero,
ludo de bom .gasto ; vende-se barato : na roa da
Cruz n. 34, primeiro andar.
Vende-se urna escrava que cozinuabem e lava
de stbao : na ra da Praia n. 14.
Vnde-ic nina casa terrea que se acha bem
tratada, e rende inensalmente 108000 : qoem a pre-
lendei, dirija-se ra da Praia n. 14, que achara
com quem tratar.
Milho a 4-5000 o alqneire: a bordo da barcaca
Diligencia, Tundeada no caes do Ramos.
SYSTEMA MEDICO DE HOLLOWAY
^^'""^^'o uma casa ,errea Q0 airro de
Santo Antonio..de 88 a 108000 mensaes, cora quin-
rL\T^; "-,? de 3a 6 "lezes adinladosT na
ra da Senzala Vllia n. 70, segundo andar.
.nh7eSlaVe:lrCSp0"derei a0 ''nqoifidoranonymo
obre a sorpreza reservada ao probo e digno Sr. Kei-
del....Masdaqui por dianle ter o mesmo de assignar
qualquer pergunta que Ihe for dirigida, para san"
u !"i" l,??",der"P"e'com Russo ou cora
, *l"?.d0-, Tlvei sejaama bandeirabranca:
?.ft.to..S;,,l*f 'i"'0 d0 l-o, o qual ha
,-a "-preza macarrnica entendida por
lodo mundo-Ue-me ella incomprehensiveU riada
que .oui ilahano e apaizonade para os mfcarroes,
sohreludo1 sendoal pia.to-com bou, qne'jo par-
mesaoMas se o argulo perganl.dor V quizer
decifrar-totto qutltr'occhi-muiljssiino
e recebera merec.p. Hdiinann.
e-liuiarei,
Precisa-se de urna ama forra ou es-
crava de urna casa de niui pequea familia,
anda mesmo que seja de idade:' na ra
da conceicao n. 9.
Francisco Ignacio de Torres Bandei-
ra, esenvao interino do commercio em
primen-a instancia, da capital do Recife;
temabertq o sfeu escriptorio na ma es-
treita do Rosario, no primeiro andar da
casa n. 44.
O abaixo ssignado. dono da loja de
charutos da ra larga do Rosario n. 52,
|>ede as pessoas que se acham a dever qon-
tas atrazadas, que hajam de a ir pagai
com a mesma vontade com que se llie
bou ; pois na falta serao chamadas por
este DIARIO para assimofa/.erem. Joa-
quim Bernardo dos Reis.
para mi
NHO.
NA FUNDIQAO DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W. BO\VnIAN. ,iA
RA DO BRUM, PASSANDO 0 ~k-
FARIZ,
pr"2P T 8rande sorlinienl0 t* seguinlet ob-
jectos dernechaniimosproprios para eutenhos, asa-
rmdrnrrV'lns1e.meia? aJoe(ias da mais moderna,
superior uualidade e de lodotos tamanhos ; rodas
dentadas *ara agua ou aoimaes, de todas as propor-
oes ; envos c boceas de fornalha e regiilros de bo-
ero, aguilhftes, bronzes, parafusos ccavilhoes, moi-
nlio de mandioca, etc.. etc.
NA MESMA FfcDICA'O.
te execulam todas as cncoramendas com a saperio-
ridade ja conhecida, e com a devida presteza e com-
modulade era prero.
COMPRAS. '. ~
Compra-sena botica da ra do Ro.ario n. 36, 0
segrate:Cnrto de philosophia por Daairon. 4 vo-
lumes, ultima edica-o.em francez ; I.h-R, de lgica
por Charma, 1 rol., ultima edicao, em francez Ba-
edieso Uma moralidade por C'aroia, 1 vol., n'ltima
Compram-se aeces de Beberibe : na ra lar-
ga do Rosario n. 36, segundo andar.
Casa de commissao de escravos, na ra do
Livramento n. 4.
Compram-se escravos de ambos os sexos, tendo
boas figuras ptgu-se bem, timbera so recebem Pira
vender de commissao.
Compram-se palacoet brasileiros, hespaiiliet,
mexicanos e pesos de 5 francos : na roa da Cadeia
do Recite, loja de cambio 11. 38.
Compra-se uma negra de boa figura, que sai-
ba bem engommar, coser e cozinliar, paga-se bem
assimeomo um muleque de Ha16annos: quera
liver, dirija-se ra da Cruz n. 23.
_ Compra-se efleclvamenle brunze, latao e co-
bre velho: no deposito da fundirao d'Aurora, na
ra do Brum, logu na entrada n. 28, e na mesma
fundico em S. Amaro.
VENDAS
Vcnde-se um caial de escravos de meia idade,
propriot para campo, e um prelo tambera de meia
idade: na ra do Livramento o. i.
Domingos Alves Malheut lem para vender em seu
escriptorio, na roa da Croz n. 54. nm rico piano de
armario, recenlemenle chegado e de boat vozes, as-
ilm como te encarrega de mandar vir oulros a con-
tento dos pretendenlet.
, Vende-te ama escrava de 24 annos, quilamlri-
ra, cozinha o diario de ama.casa e lava- de stbao ;
vende-se |>or.qoerer-se comprarjim moleqae ; quem
a quizer, dirija-se roa da Moeda n. II, segundo
andar, que echar com quem tratar.
Vende-se ama cabra (mucho) raposa, com mn-
to bom leile : dirjase Santo Amaro junio ao ee-
milsrio dos Inglezet, casa de 2 pot toes.
Vende-se arroz pilado muilo superior, dito de
casca, saceos com milho, dilos com farinha de man-
dioca, ludo maVbara,lo do que em oulra qualquer
parle, que he para te acabar com o reto : na tra-
vesa do Carioca, armazem de Antonio Piolo de
Sonta.
Ach-se venda o manual do guarda na- dj
cional, ou ollcccao de todas 0 leis, regula- $
9 melos, ordena e avisos ronrcriieiiles a mes- ftj
9 ma guarda nacional, organizado pelo eapilao Q
@ secretario geral do coiomaudo superior da M)
ti guarda nacional da capital da provincia de {jf
fi) Pernambuco l'irniino Jos de Oliveira, des- (p
' de a sua nova organistcao al 31 de dezemhro
*;? de 1834, relativos nao s ao proeesio da qua-
?5 lilicarao, recurso de revista, etc., etc.. senao 31
5 a ecouomia dos corpo, oruanisaro por mu-
3$ nicipios. balalhdes, e companhias, com map- #$
pas e modelos, ele, ele.: vende-se nica- $t
mente no pateo do Carino n. 9, primeiro an-
dar, a 38000 por cada volume,
Vende-se o aprecia vel vinlio Bor-
deaux engarrafado, muito propriopara as
pessoas que se acham em dieta e por pre-
e baratissimo, por ser uma pequen por-
oao que resta: na ruada Cruz n. 26,
primeiro andar.
Vendem-s os verdadeiros licores de
absvntho e kiich, chegados pelo ultimo
navio francez e por preco muito commo-
do : na ra da Cruz n. 2(j, primeiro an-
dar..
TENTS PARA VOLTARETE.
Vendem-se caixinhascorrtentos de mui-
to bom gosto para o apieciavel jogo de
voltarete, chegados ltimamente de Fran-
raepor muito commodo prero: na ra
da Uruz n. 26, primeiro andar.
Na travesa do arsenal armazem n. 9 vendera-
se saccas com arroz pilado.
9J000 A TECA.
Vendem-se pecas de brim fino de linho, com '20
varis, proprio para errlas, loalhas, lenroet e oulra
inuitas obras, pelo baratissimo prero de 93000 a pe-
ra, assim como onlras muilai fazemlas que a dinhei-
ro leveudcm barato : na ra da Cadeia do llecie,
loja 11. O, dsfronte da ra da Madre de Deot.
VINHO DO PORTOSUPERWR FEITORIA.
Vende-se por prero commodo no armazem de
de Barroca & Castro, ra da Cadeia do Recife n. 4.
GRANDE E ROVO
Sorlimenlo de chapeos de tol (acto de sed como
de ptnno, para hoineus e tenhoras.da lodos01 tama-
nliusequalidadet, pa'.ns de panno, seda, lia, liuho,
alpaca etc., de todas escores e qualidades, caljas de
brim branco e pardo.e um sorlimenlo de malas para
viagem, assim como baleias para' vestido* e esparti-
Ihos para senhoras, cobre-se o concerla-se loda e
qualquer qualidade de chapeos de sol, por menos
Ereco que em onira qaalquer paarl : na ra do
ollego n. 4, casa de J. Falque.
Na ra da Cruz n. 26 primeiro an-
dar, vendem-sc os seguintes relogios por
muito barato preco que faz admirar, re-
logios de ouro ja^jentesurseO, ditos de pra-
ta,.ditos de dita dourada e ditos de dita
gaivanisada.
Velas.
Moinhos de vento
ombombasde repuso para regar hortass balsa,
derapim, na fundicafidel). W. Bowman : na ra
do Brum ns. 6, 8 e 10.
. AGENCIA
Da Fnndicao" Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Ncste estabelecimento contina a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das para engenho, ma-
e taixas ce ferro batido
todos os tatnauhos, para
das e meias
chinas de
e coado,
dito.
PILULAS HOLLOWAY
Esle ineslimavel especifico, composlo inleiramen-
le de hervas medicinaei, nao conten meYcurio, nem
oulra alznma substancia delecterea. Benigno i mais
tenra infancia, e i complei;.1o mais delicada, he
igualmente prompto e seguro para desarraigar o 111a-
na eoiuplrirao mais robusta; he iiiloiranienle inno-
cente em suas oporares e cITeitos ; pois busca e re-
move as doencat de qualquer especio o grao, por
mais antigs e tcnazesquesejam.
Entre milhares de pessoas curadas com esle re-
medio, muilas queja eslavam as portas da ruorle,
perseverando em teu uso, conseguiram recobrar a
sado e forjas, depois de haver tentado inutilmenle
todos os outros remedios.
At maisalfliclainao devem entregar-se ; desespe-
rajao ; faraui um competenle cusaio dos ellicazes
efleilos desta assombrosa medicina, e prestes recu-
perarao o beneficio da sade.
Nao se perca lemp^i em lomar este remedio para
qbalqner das seguinlesenfermiiladei:
^etideules epileplicCs".
aporcas.
Ampolas.
Areiatfmald';. '
Aslhina.
Clicas.
Convulses.
DchiliiL'ide ou exlcnua-
{5o.
Debilidade ou falla de
forjas para qualquer
cousa.
Desfnleria.
Dor de garganta.
a -le barriga.
nos rim.
Dureza no venlre.
LEnfermidades no ligado.
venreas
Enxaqueca.
Ilerysipela.
Fcbres biliosas.
inlcrmitlenlcs.
Febre toda especie,
(ola
11 emorrhuidas.
Hydropisia.
Ictericia.
Indigesles.
Infl.iinmares.
Irregularidades da inens-
IruirAo.
Louibngas de loda espe
ci.
Mal-de-pcdra.
Manchas na culis.
Obslrucjao de venlre.
l'hlhiiicaou consumprio
pulmonar.
Retenjflo d'ourina.
Rhenmatismo.
Symptomas secundarios.
Temo res.
Tico doloroso.
L'lccras.
Venreo (mal).
Vendem-se eslas]pilulas no eslahelecmienlo sera
do Londres, n. 244, Slrand, e na loja de lodot os
boticarios, droguistas e oulras pessoas encarregada
de sua venda em toda .America do bul, Havana e
Hespanha.
Vende-so as bocelinhas a800 ris. Cada urna dol-
as contera uma inslruccao em porluguez para ex-
plicar o modo de se usar d'estas pilulas.
O deposito geral he em casa do Sr. Soum, phar-
maceullco, na ra da Cruz n. 22, cru Pernam-
buco.
A boa fama
Vendem-se muito bonitos chapeos de sol de seda
com molas, pequeos e muilo delicados, proprios
para meninns de escola, pelo barato prero de 38000
cada um ; he coma 18o delicada que quem vir nao
deixar de comprar : na roa do Queimado, no qua-
Iro cautos, loja de miudezas da Boa Fama n. 33.
' NAVALHAS A CONTENTO E TESOURAS.
Na ra da Cadeia do Recife 11. 48, primeiro an-
dar, escriptorio de Augusto C. de Abreu, conli-
nuam-se a vender a 85OOO o par (prejo fixo, as j
bem conhecidas e afamadas nayalhas de barba, feilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na ev.iosirao
de Londres, as quaes alm de durarem extraordina-
riamente, naosesenlem no rosto na acrao d cortar;
vendem-te com a condirao de, nao agradando, po-
Jerem os compradores devolvc-lns ale 15 diatdepoit
pa compra reslitaindo-se o imporie. Na mesma ca-
sa ha ricas lesournhas para unhas, feilas pelo mes
1110 fatricanle.
TAIXAS DE FERRO.*
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
ra do Brum logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Marinha ha' sempre
um grande sortimento^ de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
i-azas, e fundas ; e em ambos os logares
existem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. O
precos sao' os mais commodos.
caoaobarateiro.
Vinho da Figueira, de Lisboa, branco superior,
tinto do Porto engarrafado, moito bom, o velho a
800 rs. a garrofa, azeite doce do melhor, vinaerre de
Lisboa engarrafado, branco o linio.sardinhas de ."San-
ies era latas, quegos do reino muilo fresraes, passass
rliin.riras, pajMajaresuulos, cerveja de superior qua-
lidade, viiiM Mlux engarrafado a 40O rs. a gar-
rafa, e a 32V Hndo-se o esseo, dito champagne
da melhor quHndc, dito mu.ealel do verdadeiro a
560 a garrafa, charutos da Baha muilo bons, sabao
branco do Rio, graxa era lataa da melhor, balatat de
superior qualidade, cha de todas as quididades e do
melhor, bolachinha inglesa superior, manteiga in-
gleza e france'za, banha de porco muilo alva, boia-
chinhn de ararais muito superior, velas de carnauba
pora edecomposic.io, ditas de espermacete daa me-
Ihoret qualidades, c pelo mais barato prero, talha-
rini, macarrao e alelria, cevadinha, sag, marmcla-
da, papel almajo e de peso, dito pautado, e Indo
miis de muito hoa qualidade, e o mais barato que
te encontra: na taberna da roa Nova n. 50, na es-
. quina da roa de Sanio Amaro.
Vendem-se excellenlcs velas de carnauba pura e
de composijao, sendo estas do melhor fabricante du
Aracaty, pelo commodo prejo de 148500 arroba :
na ra da Cruz armazem 11. I.#
Na ra do Crespo, Joia n. 12, vendem-te bons
Cobertores de algodao, hrancos, de pello a 18400, c
sendo era porjao faz-te alguma difTerenca no prejo:
lamhem vendem-e teda ecocezas a 18200 o covado,
bouilos padrees e sem defeilo.
Superior vinho de champagne eBor-
deaux: vende-se em casa de Schafhei-
tlin & C, ra da Cruz n. 58.
A ELLES, ANTES QUE SE ACABEM.
Vendem-se corles de casemira de,bom goslo a 28,500
43 e 58000 o corle ; n ra do Crespa n. 6.
Taixas pare engenhos.
Na fundicao' d ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, piissan-
do o chafari/. continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 [ palmos de
bocea, as quaes achm-s a nda, por
preco commodo e com j^'mptidao' :
embarcam-se ou carregan e_ern ca *
sem despeza ao comprjiip
Cera He carnait
Vende-se aa roa* da Cadeia do 1.
meiro andar. >
Vende-se um cabriole! e dous cavallos, ludo
junio 00 separado, sendo os cavallos muito manso* e
muilo coslumados m cabriole!:' para ver, na co-
eheira n.-3. defronlo da ordem lerceira de S. Fran-
cisco, e a Iralar com Antonio /os Rodrigues de Sou-
za Jnior, na ru do Collegio n. 21, psjjeiro ou se-
gundo andar.
FAZENDAS DE GOST
PARA VESTIDOS DE SENORA.
Indiana de quadMt muito fina e padrdet novus ;
cortes de lila de qaadrot e flores por prejo commo-
do : vende-se na ra do Crespo loja da esquina que
volla para a ra da Cadeia.
CASEMIRA PRETA A 4*500
0 CORTE DE CALCA.
Vendem-se na roa do Crespo, loja d.. esquina que
volta para a ra da Cadeia.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ven
de-sefarelo novo, chegado de Lisboa pela barca Gra
tidao. '
Vende-ie nm exccllenle bomba de repuso
na ra do Collegio n. 16.
Vendem-te $eacravos, cnlre cites um ptimo
raulatinho de idade 1G annos, muilo lindo, uma pre-
la de boa conduela, quilandeira ; na ra Direila
EA DOS QUARTEIS,
Ricos quadros com moldura donrada, com dese-
nlio a oleo, e sobre panno, representando episodios
amorosos, couta excelleutc ncste genero, os precos
varijiii a proporrao do l.imanbo. sendo os grandes a
18-280,18000 e 800 rs.; O, 500 e 400 rs. os mais
pequenot; com osla qunntia ornado com bellos qua-
drus una boa sala de jantar, no mais apurado gotto
da poca : ua I9ja de Cruz & Cernes, ra dot Qoar-
lais n. 24.
Vende-se uma preta mora, bonila] figora, sabe
vendeasna ra. cose, ereomma. fax labyriniho clodo
scrviro'de uma casa : ne ra de Sebe n. 23.
Vende-se um caivao de ourives e^lgnns outros
nslrurnenlos do mesmo oflicio ; no aterra da Roa
Vista u. 68.
He barato que admira.
Vendem-se .saceos com feijao por di-
minuto prerA nos* Quatro Cantos da nia
do Queimado, loja n. 20.
Vende-so ama cabra (bicho) moito leiteira,
propria para criar ama enanca : qum a pretender,
dirija-se i Soledade, passaudo omiti dos leOes, pri-
meiro porlio do hecco.
Ba do Queimado n. 1.
Ha om novo sortimento de lencos brancos com
barra de cores fias, proprios paia meninos e meni-
nas, pelo diminuto prero de 100 rs. cada um, om
completo snrtimriitn de cnsemiras de novos costos e
muito boa faienda a 48000, ditas'a '38S00, riseados
francezes do ultimo gusto a 200 o covado. Alm del-
tas ha oulrat n.oiUs fazendas pot. barato preco.
COM PEQUEO TOQUE DE
AYARIA.
A 5$00 rs. a pessa.
Vendem-se na ra do Queimado, loja n. 17,
pecas de madapoln com pequeo loque de avaria a
38000, e alsodacv.inlio americano com pequeo lo-
que a 28000 a peca.
PIBA ESCRAVOS.
A l(200 rs.
Cobertores de algodao cncorpados: na ra do
Queimado, loja u. 17.
FETO E ROM.
Vende-te etljo com uma navalha, verdadeiro
ac inglez. feio e bom, pelo barato preco de l500 :
na ra do Qoeimado 11.63, loja de Joao Chrisoslomo
de Lima Jnior.
Deposito de cal de Lisboa.
Na ra da Cadeia do Recife, loja n. 50, contina
a vender-se barril com superior cal virgem de Lis-
boa, por prejo commodo.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton & C., na ra de Senzala Nova n. 42.
Selliris inglezes.
Belogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montaria.
Candieirose casticaes bronceados.
Chumbo em lencol, barra e muniriio.
Farelio de Lisboa.
Lonas inglesas.
Fio de sapateiro e de vela.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97.
DEPOSITO DA FABRICA DE TODOS
OS SANTOS DA BAHA.
Vende-se em casa de N. O- Bieber &
C, na ra da Cruz n. 4, algodao tran-
cado daquella fabrica muito proprio pa-
ra saceos de assucar e roupa para escra-
vos, por preco commodo,
Em casa de J. KeHer&C, na ra
da Cruzn. 55 ha para vender excel-
lent.es pianos vindos ltimamente de Ham-
burgo. ^
Vende-se urna batanes romiina com lodos os
seus perlences.em boro uso de 2,000 libras : quem
preleuder, dirija-te ra da Crot, armazem n. 4.
COGNAC VERDADEIRO.
Vende-se superior cognac* em garrafas, a 128000
a duzia, e 18280 a garrafa : a roa dot Tanoeirus n.
2, primeiro andar, defronle do Trupiche Novo.
FABINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas truc tem umilqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. 5, 5 e 1 defronte da escadi-
nha, e no armazem defronte da porta da
allandega, ou a tratar no (iscriptorio de
Novaes primeiro andar.
Chales de merino* de cores, de muito
, bom gosto.
Vendem-te na ra do Crespo, loj da esquina que
volla para a cadeia.
ATTENQO
Na ra- do Trapiche n. 34, lia para
vender barris de ferro ermeticamente
fechados, proprios para deposito de fe-
ses ; estes barris sao os inelhores que se
tem descoberto para este :!im, por nao
exhalar em o menor cheiro, e apenas pe-
zam 16 libras, e custam o diminuto pre-
0,0 de 4,<000 rs. cada um.
Vende-se pipas, barris vazios e bar-
ricas internadas: a tratar com Manoel
Alves Guerra Jnior, na ra do Trapiche
n. 14.
Vende-fe a casa terrea n. 8 da- ra da Soleda-
de, com 30 palmos de frente, perlt' de 300 palmos
de fundo, com cacimba, sicomas arvores, e situad
em terreno proprio: a Iralar na ra de Apollo n.
Vi, armazem.
Potassa.
No ulico deposito da roa da Cadeia Velha, es-
criplorio 11. 12, vende-se muilo superior potassa da
Rossia, americana e do Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he para fechar conlas.
Attenrao. 'Mar
N rna' Cad,ia VM* *7-nJa d"> S (Manod)
vcnde-se damasco de Isa de duas largaras, limito
proprio para cocerlas de cama e pannos de mesa.
Q POTASSA BBAS1LEIBA. #
Vende-se superior potassa, fa- ft
bncada no Bio de Janeiro, che- S
gada recentemente, recommen- .
da-e aos senhores de engenjios os 1
seus bons eFeitos ja' experimen-
1 ra da Cruzrj.O, ar-
: L. Leconte FeronA $
S^
/
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Keduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglesas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o mlhorament do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
I bras, junto com o methodo de empre- *m
ga-lo no idioma portuguez, em casa de *
N. O. Bieber 4 Companhia, na ruada
A Boa fama.
\endem-secarleirai propriat para viagem por te-
rom lodos es arranjot necenarig para larba, pelo
baraliisimo preco de 39500, nAuhos com Moslrs-
dores de madreperola e pofeetaSsV coate naile de-
h.:ada para cima de mesa a 43000 ceda um, -looca-
dores cora columnas de Jacaranda, com excellestet
e.-pelhos, pelo barato preeo de 3JB00, e alera disto
mitras inultas couta que te vendem rnari haralo do
que em oulra qaalquer parte: oa roa de <
do, nos quatro cantos, loja de miadezat da
mi n. 33.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
ticas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas-, valsas, reJowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo
chegado do Rio de Jpneiro.
%n Cobre para forro de 20 at 24 n-
<$) cas compregos.
Zinco para forro com pregos.
-5 Chumbo em ban-inhas.
" Alvaiade decliunibo.
Tinta branca, preta e verde.
Oleo de linhacaem botijas.
Papel de embrullio.' 0
Cemento amarello. Efe
51. Armamento de toda as rtuli- 2
^9 dades. '
i|| Arreios para um e dous ca-
^ vallos.
(I Cocotes para carro e esporas de
;ff ac prateado.
* Formas de ferro para fabrica de
9 assucar.
'4i Papel de peso inglez.
'41 Cliampagne marca A & C.
t
I
nles voua, e presos com-
i O. Bieber & Compaubia, roa
/
paside panno.
_ J"e-paano, proprias para a esla-
Cao presente, por commodo preco: na roa do Cres-
po n. 6,
Grande sortimento de brins para quem
quer ser gemenho com pouco dinheu-o.
Vende-se brim (randado de hstras quadrot.de pu
ro linho. a 800 rt. a vara, dilo Iba a 640, ganga
amarella lisa a 860 o covado, riseados escaros a imi-
tara de casemira a 360 o covado, dito de linho a
280, dito mais abaiso a 16D, castores de todas at co-
res a 200, 20 e 320 o covado : na ra do Crespo
COM PEQUEO TOQUE DE
Algodao de ticupira a 28J00 e 3;>: vende-se na
ruado Crespo loja da esquina que volla para a ra
da Cadeia.'
Alpaca de seda.
Vende-te alpaca de seda de qaadrot de bom goslo
a 720 o covado, corles de lila dos mellares sstosqae
lem viudo no mercado a 48500, dito de casia chila
a 18800, sarja preta hetpaohola a 2MO0 e 28200 o
covado, selim prelo de Maeo a 28800 e 38200, cuar-
danapos adamascado! feilosem (iuimuMes a 38600
a duzin, loalhat de rollo viudas do mesmo lugar a
98000 e 128000 a duzia : na ra do Crespo n. 6.
CHALES DE LAN E ALGODAO,
JESCIROS A800 RS. CADA 1)1.
Vendem-se na ra do Crespo loja ta quina que
volla para a ruada Cadeia.
Vende-se linha de ahjWo em novellos para
costura, bem acreditada ueste mercado pelasupe-
rioridade de loa qualidade : era casa de South,.11
Melldr & C. ra da Cadeia do Recife n. 36.
CORTES DE CASEMIRAS
DE CORES ESCURAS E CLARAS A 38000.
Vendem-se na roa do Crespo, loja ds esquina que
volla para a ra da Cadeia.
t Deposito de vinho de cham-
pagne Chateau-Av, primeiraqua-
tt idade, de propriedade do conde
de Marcuil, ra da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a Champagne, vende-se
a 6$000 rs. cada caixa, acha-se
nicamente em casa de L. Le-
comte feron cf Compannia. N.
B.As caixas sao marcadas a fo-
goConde de Marcuile os r-
tulos das garrafas sao azues.
Deposito do chocolate francez, de urna
das mais acreditadas fabricas de Pars,
em casa de Vctor Lasne, ra da Cruz
n. 27.
Evtra-superior, para bannilha. 18920
Eitra Ono, baunilha. 18600
Superior. 19280
Quem comprar de 10 libras para cima, lem um
abale de :K) % : venda-te aos mesmos precos e con-
dices, em cata do Sr. Barreiier, no aterro de Boa-
Vtla n. S2.
Vende-se ac em cunhcles de uro quintal, por
prejo muilo commodo : no armazem ele Me. Cal-
moni 4 Companhia, praca do Corpo Sa/iui n. U,
Riscado de lastras de cores, proprio
para palitos, calcase j aquetas, a 160
o covado.
Vende-ee na rna do Crespo, loia da esquina que
volla para a cadeia.
Vendem-se no armazem n. 60, da roa da. Ca-
deia do Recife, de Henry Gibton, ot mais superio-
ret relogios fabricados em Inglaterra, por precoi
mdicos.
Vende-se exccllenle taboado de piuho, recen-
lemenle chegado da America : na ro de Apollo
trapiche do Ferreira, a entender-se com o adrarais
ad^r do mesmo.
s
<&
Rotim da India, novo e alvo.
Pedras de marmore.
Velas stearinas.
Pianos de gabinetede Jacaranda',
ecom todos os ltimos melho-
r^raentos.
em de C J. Astley,& fL*.
na ra da Cadeia. "

t
A Boa fama.
Vendem-se Hndissima. caix,, para cottnrade r
._._ p,, o,15ar lazenoa topenor, a SJI^^B UW
hJvat de torcsl1 com hella., muito M fazeo^a
MCI rt. p,r, ditas de ^ de ,&*?
defeito algara para homem e tenhora a IjatiO o paT
i35 *E:d"*^ buf,1 'indo Urtarraa -.
8j80,ealemdeludo arte nutras cowas I 3
"12%f .V lai0p" ** maito Bradasfc'
aos compradores : a ma do Queimado, m qeatre
cania, loja de miadezit da Boa Fama n. 33.
A Boa lama.
\ende-se papel marrim paulado o mal toperior
que he posuvel harer, pelo barato preco de 4000a
resma, dito de peso paulado :600, dito Tlmaco '
sem ser paulado, purom boa f.xCda, a 28600 a res-
ma peunas de ac, bico de lanca, o melhor que po-
de haver. a 18200 a caisinlia com 12 duzias, dilas a
-LMn,Yf,ei ,l"os de 2,3 folhas a 240. 320, 480
t>T ^ImV- fnia a 4e0< ,aP8 "^ "'inu-
sados a 120 a dnzia, diloa maii ordiuirot a 80 rs
canelas de ac e marfim torneadas, cousa muilo de^
.cada, a 120, 200 e 300 r... capachos pinudos pira
salasabOOrs.. bengalinhas de junco com bonitM
casloeaoOOr,., graod. sortimento de o^W cm .
armacao de aro a 800 rt. o per, dito, de armacSo de
metala 400rs., lunetas-qnadrailai com armaco'de
aruruga alJOOO cada uma, dilas com armaSo de .
bubl.ao00.rs., carleiras par. algibeira, faVend"
aio superior, a 640, lavas brancas de algodao
Jpnas para montaria, a 240 o par, dilat de ores.
""n.! ^ m "< 'vela '* Par. clc^f. ,
colletes a 120, esporai finas de metala 800. ISOOO
o par, chicotes finos a 800 e 18000. ricas aboloadu- >"
as para collete a 400, 500 e 600 rt., Iraacelin, m,-
lo, de borracha par. reloglo a 100 e 160 rt., tinteirot
caree.ro, de porcelana a 500 rs. o par, riwsataS
canas pan, rape a O10,,18000, 18500. q j2a000, cara-
puras pintadas nioifo fina, para homem.240, meias
pintadas mailo finas para homem a 820 par, e alm
de ludo isto oulrat inuilissimas cousat que iodo se
vende mais haralo do quo ein oulra qualquer oarle
como ha muito lempo esta canhecido Pn. rea do
yue.mado, nos qaalro cantos, loja de miudezas da
uoa i da melhor qualidade: vende-se em ]
casa de Brunn Praeger 4C, ra j
da Cruz n. 10.
Vende-se no armazem de Jame Halli-
dav, na ra daCrur. n. 2, o seguinte :
elogio, de ouro e prata, jabonetes pa-
tente inglez.
Sellins inglezes.
Silhoes inglezes proprios para senhma
montar.
Lanternas> para carro.
Molas de 5 folhas para carro.
ixos de patente para carro.
(^urrjsMBjira coberta de carros,
fio eil Bovellos para sapateiro.
WOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr &' Companhii;
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de caimas todas de ferro, de um
modelloeconsta-uccao muito superiores
A 400 RS.
Lencas de casta e teda, lindes e modernos na-
droes: na ra do Queimado .. 33 A, loia iotilTa
da ramu.
- Vende-te etcolha de caf de boa qualidade : na
roa do Ilrurp, armazem n. 14.
Cipas de burracha baratissirnas. '
Vendi-m-ia rapai de borrtcha, o m.lbnr poMVcl e
por precoque se nao vende em parle I su roa : na I
rna da Cadeia do Recife, loja n. 50, defronle da ra
da Madre de Dos.
PERN. TYP, DE M. F. DB FAMA, -1855
I


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