Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00801


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Full Text
ANNO XXXI. N. 155.
Por 3 meaes atalantados 4,000.
Por 3 mea es vencidos 4,500.
**
SABBADO 7 0E JULHO DE 1855.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
DIARIO DE PERNAMBUCO

KNC\RRET,.M>OS DA SfJtSCRIPtpA'O.
Recite, o praprieterio M. F, de raria ; Rio de Ja-
neiro, o br. Joan Pereira Marlins: Baha, o Sr. D.
Duprad ; Macei, oSr. Joaquim Bernardo de Mon-
donga ; Parahiba, o Sr. Gervnzio Viclor da Natvi-
dade ; Nata}, o Sr.Joaquiro Ignacio Pereira Jnior;
Aracaiy, o Sr. Amonio de Lemos Braga; Cear, o Sr.
Victoriano Augusto Borges; Maianbao, o Sr. Joa-
qun Marques Rodrigue* ; Piaubi, o Sr. Domneos
HerculanoAckila* Pessoa Ceerenct ; Para, oSr. Jus-
tino J. Ramos ; Amazona*, o Sr. Jeronjmo da Cosa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 1/4 e 27 i/8 d. |por 19.
Pars, 355 rs. por 1 f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
< Rio de Janeiro, 2 por 0/0 de rebate.
Accoes do banco 30 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
D8conto de lettras de 8 a 9 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncea hespanholas* .
Modas de 69400 velhas.
de 69400 novas.
de 4>000. .
Prata.Patacoes brasileiros. .
Pasos columnarios, .
mexicanos. .
PARTIDA DOS CORREIOS.
29|000 Olinda, todos os dias
169000 Caruar, Bonito e Garanbuns nos dias 1 e 15
16*000 Villa-Bella, Boa-Vista, Ex eOuricury, a 13 e 28
99000 Goianna e Parahiba, segundas e sexias-eiras
1*940 Victoria e Natal, as quinlas-eiras
li940 L PREAMAR DE IlOJE.
19860 Primeira s 10 horas e 54 minutos da manhaa
| Segunda s 11 horas e 18 minutos da larde
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundasequinfis-feiras
Relacao, tcrr.as-feras e sabbados
Fazenda, tercas e sextas-feiras s lb.hosas
Juizo de orphos, segundas e quinta >lO lioras
1* varado civel, segundas e sextas ao aeiodia
2' vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia
Jullio
r
EPltEMERIDES.
6 Quarto minguanle aos 12 minutos e
40 seguodos da tarde., '
14 La nova m 2 horas, 21 minutos e
4u segundos da manlia.
.22 Quartocrescente as 5horas, 30 mi'
nulos e 40 segundos da manhaa.
*29 La cheia as 4 horas, 44 minutos e
33 segundos da manhaa.,
PARTE IFFIGUL.
DIAS DA SEMANA.
2 Segunda. S: Isabel; S. Othon b.
3 Terca.S.Eulogio m. ; Ss. Analolioe Dalhro.
4 Quana.'S. Isabel rainba vi uva f.
5 Quinta. S. Filomena v. ; S. Trfina m.
6 Sexta.S. Domingas v. ni. '. S. Isaas profeta.
7 Sabbado. S. Pulcherta v. imperattiz.
8 Domig..6.'> Ss. Procopio e Priscilla mm.;
Ss. Ceciliano e Auspicio mm.
A
CrOVEHNO JJA PROVINCIA.
ratjlHassll o 41a 3 le jalbo.
OfQeioAo presidente do conseiho administr-
is vo Bar* tornecimenl do arsenal de guerra.Com*
roeaicaodo a V. S., para seu ronhi'cimento.que nes-
ta data exped ordem ao inspector da tdesouraria
de fasenda, para mandar pagar Manoel Alves
tuerra e Anmaga Bryan, a importancia da fari-
nh?. comprada para o presidio de Femando cm 26
de marca e 21 de abril ltimos, te iho a observar-Ihe
qoe,:i isla da iatoruiacoes ecsdarecimentosoblidos,
neto se pode deixar de reconhecer que hoove pouco
escrpulo, oo antes deleito por oc:asiao da compra
dessa fariuba que datera ser ei minada, afim de
eviUrem-se duvidas ; e que lie lano mais de es-
tranliar-se eise procedirnenlo, quaalo consta que o
inspector do arsenal de marinha, sobre representa-
Cao do commandante de Pirapama, e anles da par-
liria deate estelara a V. S. a respeilo da mi. qnalli-
dade da fariiftia, e se* pessimo acondicionsmenlo ;
pelo que lecummcndoqued'ora um vanle empre-
gue-te lodo o cuidado e diligencia em compras se-
melhaotes ; cumprindo que igualmente se observem
todas as formalidades do reglame alo, para nao su-
ceder como com as contas da compra feila Bryan
i C. que nao foram remeltidas oficialmente i tde-
aourara de fszenda e com a rubrica de lodos os mem*
broa desse conseiho ; convindti, otitro cim, que al-
gara dos dito membros sista sempre ae embarque
dos gneros que por conta da fainada torern para
Fernando. Remelleu-se copla do ofilcio cima
Ihesouraria de faienda.
3
OfHcioAo ebefe de polica, Reirando-o de ba-
er espedida ordem Ihesouraria provincial, para
lagar nao ad o atugnel da rasa que servo de quar-
i.ei ao destacamento da Capunga, a contar d dia 21
de mirria31 dejunho deVe anno mas tambem a
despea feila cos o transporte de uro preso doente
ilo termo de Santo Anlflo para esti capital.
'DitoAo inspector da lliesoumia de faenda,
.tetas do conselkoadministrativo, dliadas do 6i8e
T
<
i_

k.
Ira usmilliivdo para os convenientes oxsines copia* das
.tetas do conselko ad
II dejunho ultimo.
Dito-Ao coramaudanle superior i nlerinoda guar-
a nacional da comarca de Garanhuiis..Vccusjndo
l'ecebido o ofHeio n"3 de 18 de juolio ultimo, com o
qual Vme. roeenviou oulro dptem ule coronel com-
maodule do :i balallio da guarda nacional dessa
iromaree, leudo a declarar em respecta, que cm 8 do
(lado met,nomee para ofliciacs do referido balalhao
os cidadaos que eslavam conlampl ailot na proposla
co meoiOO enle coronel, sendo tue por isso nao
pode ler lagar o que elle pede no ofDcio qu de-
rolvo.
Oito-^Ao Dr. Joaquina Francisco de Farias.Na
Sianta Casa que dizem perteacera irmandade e oulros toHiospi-
tllalli cslabelectdo ; e porque conviim dcscmna-
las eseropatosamenle, poisqoe estes devem ser en-
cofaorades ao graodelbospital do Recito, os Icrmos
le art. 44 da Ici provincial n. 9i,aGm de que seKios-
sa darflielhor direcrao ao lio*(iilal ile Olinda ; re-
solv namcar urna cun musi de 3 Inerabros, de que
V S. faz parte para elTeito de con pulsar o docu-
meBlosque eiUlirem no arebivo da Santa Casa,
lejpar todas as informacOes posiiveis para rke ni Tor-
ra ar miadarenle quacs sao os ben> que perlencem
. o hospital ; o que muilo conlio do icloe religiosida-
dade V.*S.Igoaes ao padre Maaicl Jos da Trin-
dhde e ao Dr. Manoel Ferreira da Silva.
DitoAo inspector do arsenal de marinha, dizeo-
d> que pude comprar peto pelo prero de 3509000 rs.
a-micliinf de serrar de que Smc Ir.ita, visto ser ella
i'.eceweria'para' o servido daqnell) arsenal.Com-
tDuncog-se a Ihesouraria de fazcoda.
DitoAo director dis obras publicas, remetiendo
ilguns exemplaret implexos do regulamenlu-dc l.'i
le mato altimo, dado para a eiecuro da lei pro-
iucial n. 35i de 23 de telcrnbro do auno proiim
uassado.Iguala Ihesouraria provincial.
DitoAo commandante do corpu de polica, re-
ummendando a etpedico de suas ordens, para qne
ni soldado daqaelle corpo, pira a barreira da
lonte dos Carvsllios, afim de coadjuvar o sargento
Manoel Gomes Tcixera, ua cobrarra do pedagioda
meaana barreira.Communicou-se i lliesboraria pro-
vcial.
DitoAo presidente da commusao de hygiene
publica.Respondendo ao ofllcio que V. S. me di-
rigi com dala de 30 de jnnlio olliriu, o.qual me fui
tulregue Itoje, lenho a declarar-lhe que muilu anles
le leceber o citado ofllcio ja bavia xpedido ordem,
conforme Ihe declare em oflicio do 16 desse roei,
I ara seren pesias emetecuro as medidas sanilnria'
. pprovadas ero 2 de novembro do anno proiimopas
sado, e posleriormcDle tcnlio feilo as convenientes
recoromendaQcs a semelbanlc resceilo; e em segun-
do lugar.que nao lera aido removidas para fora des-
la cidade as estribaras c cocheiras de alugael, con-
forme etaa commissao iudicou, por nao haver a as-
amblea legislativa provincial appnovado as posturas
<|M neste sentido aprsenlos? cmara municipal
iinlretanre convem que etsa commissao proponha
agora o que julgar miis conveniente, afim de que
endo convertido em posturas peU mesma cmara
potsa ler execn;ao.
PortaraAo agente da companhia das barcas de
vapor, recornmondando que mande transportar para
i orte como passageiro de estado, no vapor que se
espera de nerle o bacharel I.uiz Ignacio de Mello
.'Brrelo e ana mullier.
gocios poblicos, sao apenas os orgaos. dos milhoes
do visivel e corporal a presentimento do senli-
mento nacional, qne sol a nossa propria responsa-
bilidade dizemos que universal, excepto entre as
familias favorecidas da aistocracia que invenla-
ram arrogar-se o dlreito elusivo de arruinar o
paiz.
A aristocracia da Inglaterra he distincla da mes-
ma classe em muilos estados conlinenlacs, por ser
urna parle mais" integral da communhan, coni pri-
vilegios comparativamente pouco exclusivos, e sem
direilos immulaveis. Como individuos, sao ero geral
nolaveis pela sua superioridade lis mesmas clas-
ses em todos os lazares. Se, por alnuin prnraan
mgico, e Ibes. podesse abrir os olhos acerca da
sua verdadeiraposicao e podessem ser destituido
de cerlos preconceitos de calhegoria, que, podemos
asseverar-lhes, os toriiam ridiculos aos olhos anida
daqupllesquc desprezadameute se suhmtltem as
suas manifeslacocs nao ha corporac.ao alguma de
homens, anda entre o povo vigoroso e intclligente
da Inglaterra, que tenha prelencjto de competir
com elles em qualifiraccs acerca de lodas as repar-
lit;6es do governo. Muitas vezes a causa da sua in-
felicidade consiste cm ser representados perante o
povo por pessoas de sua classe que nao partilharh a
sua dignidade moral ou inlelleclual. Presenlcmen-
le. nena os promotores do rrravimento da reforma
adminislraliva, nem o povo cujo descontenlamenlo
rcprctenlam, nulrem pensamento algnm de eicluir
os membros respeilaveis da aristocracia das func-
os do gove'rno, ou gcralrnenle do servico publico.
Todava observara que dcbaixodo elusivo meneio
da aristocracia os interesses da estado lulo sido des-
pezados ou damnificados ; que o nepotismo tem es-
trellado o circulo da escollia ; quo o mesrao pro-
cesso das influencias de familias que bao deterio-
rado oulras aristocracias, tem lomado grande
poreao do psssoas incapaze* de deseropenhar o
servido publico, embullado as suas ideas com prc-
juizo e preferencia ; a que ser somenlo pelo au-
xilio do algnm grande movimenlo popular qne o
poder do governo poder ser arrebatado das rn.los
das poncas c exclusivas pessoas, e transferido a ou-
lras mais habis se for encomiado as fileiras da
aristocracia, muilo mtlhor. Fra bom que a aris-
tocracia, como classe, podesse regelar as lisonjas
insidiosas e venenosas dos seus parsitas, c uvisse
as sinceras c nao desrespetosas palavras dos homens
honestos. Com ludo, ha muilos seculos, os princi-
pa es governadores do paiz tem, com nlgumas bri-
Ihaales excepQe, sido etcolhidos no gremio da no-
breza e, por urna especie de jogo poliiico, de ama
parte mu limitada de cnlre o povo he um erro
grave suppor que homens iguas, se nao mais com-
petenles, nao posam ser encontrados. Fallando s-
menle nos mais dislinclos estadistas dos lempos mo-
dernos, como he que Us ministros cujo genio tem
asgignalado durante mais de um secuto a poltica
nacional, tem sido linmcns qui> n.lo foram escola-
dos d'entre os poneos favorecidos ? O l'ill vel
ilU-
iho.
EXTERIOB.
r
Os parsitas da aristocracia se esUo esforzando
para lorna,r propicios es seus patrn-js. zumbando
ilo movlm'ento em favor da retorma administrativa
i;m censequencia de vir da a cil Neste ponto se-
i;uem soaaenle ai seus oslinclos servis; mas, en-;1
re as creases
todos opnheceni
intligiita s soas ordens, sob n mascara de servir.
Aquelles que adulam os preconceitos s.1o destitu
dos de qualquer iatcnc^o de henevtleuciasao rao-
nidos simplesmenle peto deiejo de agradar s pes-
lOH de eujos caprichos aprovellam.
Fque-se sabendo que o movimenlo que tem to-
' loado as feiedes de urna exigencia pela reforma ad-
iniui.traliva, nao he iniciado u'um espirito hostil i
riilocraca. Anda nao tomou esi>, arador, pos-
s, te for mal comprenendidn / desprezado pe-
r
r
lo que, te for mal comprehendidn / desprezado pe
las classes goveroalivas, posta era brove turnar es-
ta forma. Presentemente nao he fliais do que a en-
rurporarao de um profuudo seiitiircnto de dcsrnn-
'milamcnlo para com a mantira p ir que os nego-
cws pablicos lulo sido dirigidos. Os meeliugs que
lem liilo lugar cm Londres, e as oulras ramiftcaijocs
cm oulras praseos, nao lem o carcter quo os pa-
rsita da arislactacia Ibes altribaem. Nao etto
o levantados on orgatiisadov n, nem fazem slo ab-
solulamenle desejusoi' de obler os cargos do esta-
do. Sao boif^jis sinceros, acostumados a goveroar,
a a extrahir a maior tsmma de servijo dos corpos
organisado dos empragados : e sSi mui ricos, ou
nui ililigenlemenle empeubados na consecucao da
riqueza, para serm lei.Udos pelas honras ordina-
rias ou emolumentos dos ministros, aeompanhados
orno sao pela condicao fatal da sua nalurea'pre-
cirai. Na sta nova capacidtde de oradores nos nc-
tieorge Canning, c Robert Pee! estes nao perten-
eci classe noltre.' O Pilt moco, quasi que lie da
mesma calliegoria. O mtis eminentes jurisconsul-
tos que temos tillo durante muilos seclos sahiram
das entrania's do povoe da mesma mantira muilos
dos nossos mail nolaveis guerreiros. E o chefe a-
clual da mais poderosa eda'mais aristocrtica secja;
da cmara jos cjjmnijins giie tero.conquistado
sua carreira ale a di'lincVl'posir.lo cm que so acl
nicamente pelo seu tlenlo por ventura nasce
elle da classe lobre ? Pode-se responder se sob
o actual syslema homens si>nihanlej po.lem appa-
raeer, para que muda-lo ? He^-lsTo Urna illusflo.
Ma anles perguntar qiiautas cousas) mais nolaveis
nao poJeriam semelhanles homens ler feilo, se nao
(ivess*nrsiiJo paralysados pelo silenciosa embarazo
nos preconceitos de classe.e pela resistencia iuerle de
um systema pelrificado t O publico deseja ver
maior numero de homens temelhaoles frente dos
negocios ; finalmente, a grande mxima de Napo-
leo lima carreira abarla ao tlenlo ser posla
em pralica n'um paiz a lodos, cojas instiluices pro-
fessam tomar por base.
Sea aristocracia se dsse ao Irabalbo dejler os acon-
tccimenlos da historia, veria que estonios na ves-
pera de una grande rcvoluco tooia, posto que an-
da eneja envoha com o manto do silencio. sPersua-
de-so que lio a mais esclarecida e patritica de lodas
asclasses governalivas em qualquer paiz; com lidd,
se os seus aenlimenlos fossem deduzidus das suas ex-
lernasmanifeslacOes, feilas em favor da sua classe
pelos seus parsitas lillerario, ou pelos ministros
que agora oceupam o poder poliiico ero sen nome)
lornar-ae-hia ignorante dos Tactos prsenles e das
licoes da historia. Os homens do Novo Movimenlo
nao sao avenlurcirosposto que por uecessidade al-
guns acharara cidrada com falsos caracteres nas
suas lileirassaoessusese os msculos las classes
inlclligenles, os crc.nlorej da riqueza nacional, e os
directores do grande syslema industrial que tem
consliluido a forja e o poder da Inglaterra.uestes
ltimos lempos. Nao procuran) empregos, posto que
os mos apologistas do syslema existente Ibes allri-
buam semelhaule inleucJto.
Poroulro lado, he errt suppr que ot estadistas
s possam ser encoiilrados em um circulo encanta-
dor de urna classe ou de poucas familias. Seme-
Ihanle opnioes errneas lem prevalecido cm oulras
pacas de mudancat polilcat. Tmmedialaraenle
anlet e depois da ultima revoloco franceza, os che-
fea do parlamento do.rcgimeu consliluctonal suppu-
nham que eram bsolulamenlo necessarios a o esta-
do. A cxpcriicia lem mostrado que os melhores
minislros podem ser escollados por um soberano in-
lelligenle entre a matsa inlelligentc e polti-
cos esclartcnjos. O imperador da Austria deseo-
bro ha poueos annos um meio semelhante de
riqueza adminislraliva. Admitlindo com toda a
franqueza que san preferiveis homens de \a-
lenlo aos que o nao possuem, podemos mostrar que
aconlecmcnlos rcenles lem provado que o valor
do talento ha
para a da marinha o Sr. depulado Joao Mauricio
Wanderley.
Jaleamos que esla modiflcafao no pessoal do mi-
nisreriu njompora modificaban cm seu programma
poliiico.
20
O vapor de guerra Ypiranga, entrado honlem de
Montevideo, nenhuma noticia traz de ioteresse.
Era esperada all com mu la anxedade o paquete
inglez Camilla, procedente deste porto, por te con-
tar que levara a decisao lina I do governo imperial
relativamente ao* auxilio pecuniario pedido pelo go-
verno oriental,
eWareeipeeta for desfavoravel, diz urna car-
ia que lemot i visla, nao vejo salvarlo para esle
governe.
Se a talvaco eslava tomento na concessao desse
auxilio pecuniario, o que nao acreditamos, mal ira
aa governo oriental, porquanlo consta-nos que a
resposla do governo Bratileiro fura negativa.
O Sr. Manoel de Carvalho Paes de Aodrade, se-
nador pela provincia da Parahiba, falleceu anle-
hontem deuum ataque apopltico.
Repiescnlacao.Appareceu honlem na praca do
commercio, para ser assiguada pelo corpo commer-
cial, urna representacau ao corpo legislativo contra
o dircito que o Iheseuro se ailnbne de credor pri-
vilegiado s ma-sas fallidas dos sacadores de lettras
de cambio por elle lomadas, e recambiadas por fal-
lada pagamento, nao obstante precedentes cm con-
traro.
Esta representaran ,foi motivada principalmente
pelo seguinle fado,mencionado no relatarlo aprc-
senlado este anno s cmaras peto Sr. ministro da
fazendn :
liaiendo a Ihesouraria de Pcrnambuco negocia-
do lettras no valor de 15,000 com a/ casa de Dea-
ue Youle & C, estabelecida naquella praca, afim
de remetler fundos para Londres, voltaram ellas
protestadas por falla do pegamento, e para seu em-
bolso leve a fazenda publica de recorrer ans meios
judRiaes. Pelo factoda fallencia daquella casa, oe-
correra duvidas sobre a hypolfieca legal do thesouro
iios bent dos devedures por lettras mcrcantis e eon-
sequente preferencia no concurso dos credores.
b Sobre o parecer da seceso de fazenda, a quem
o governo mandn consultar e qne opinara no sen-
tido da preferencia, foi ouvido o cooseluo de estado
pleno, e a melado dos membros presentes na confe-
rencia pareceu que a fazenda nacional nao goza de
privilegia, deveudo enlrar no raleio com os demais
credores da referida casa.
o Esla intelligencia restringe o privilegio fiscal
aos casos de que trata o 14 lit. 3 da lei de 22 de
dezcniliro de I7U1.
b Consideraam, alem disto, ns conselheros que
foram desla opiniao, que o arl. 79 ilo decreto de 20
de aovembm de 1830 nio revoga o cdigo commer-
cial eo regulamenlo para a ordem do jaizo e pro-
cesso respeclivo, e pretenden! que a exteusau do-pri-
vilege he lalvez mais prejudicial ao thesouro do
que aos credores cummercianles, alientos os emba-
razos, que pode encontrar nas operaces a que te-
nha de recorrer nas prar.s commerci'aes.
a A secfaode fazenda porern ( c com o seu pare-
cer se conformaran! dnus dos membros do conseiho
de eslado pleno ) peina, que a le de 22 de dezembro
de 1761, mandada observar p lo arl. 79 do decreto
de 20 de novembro de 1850 no processo execulivo
pelas dividas activas da fazenda nacional, depois de
fallar nasjJJ 11 c 12 genricamente, e em refereie-
cia a especie alguma de divida em particular, passa
a eslabelecer nas disposisfles dos 13, 14 e 15 urna
exrepcao, qj^mliniia a regra gc'ral do privilegio, a
qual na_*^tajaclcniler limitada ao caso dos con-
Iralos rama] ja^ireiros, olliciacs e magistra-
dos, scnrfw sjasVaJafiisa dos interesses da fazenda
sos, em que alus o razao da loi proce-
a sua torga. Demonstra tambem a sec-
jligenuia dada pelo legislador cilada
iniao, porquanlo o alvar de 24 de
setembro 1^1814""*j!3a 16 de fevereiro de 1816,
arl. 3, e o decreto de"29 de outubro de 1818, lefe-
rem-sa o nrivilegio como competente s dividas da
real fazenda, e nao exclusivamente as dos thesourei-
ros e mais responsaveit-, oto sendo de oulra sorlc
possivel a appliearao do favor outorgado ; e observa
finalmente que, :io eiaroo acurado do cdigo do
commercio, nao euconlrou disposicao quo contradite
seu pureccr, pois, se na intenrao do legislador en-
Irasse a.revogacaodo privilegio^fiscal, fa-lo-hia ex-
pressameWe. ainda mesmo qu intelligencia da
le de 1761 fo gac,ito, porquanlo he de data posterior o decreto or-
gnico do thesouro.
a Deiando ao dominio dos tribunaes de jusiica,
as ipicsloes actualmente pendentes em Pernambuco
elnas provincias da Bahia e do Maranhao, onde se
deu o mesmo fado a respeilo de latirs que nego-
ciaran! as respectivasIhesourarias, man lou a impe-
rial resolucHo de 25 de abril ultimo, que os parece-
res da sectaode fazenda e conseiho de eslado fossem
presentes ao corpo legislativo, afim de que lomis a
resoluc.ae que vos parecer, conforma juslira e os
interesses do eslado.
22
Ti vemos honlem noticias de Moni i vedo dol do
Correte.
O vapor de guerra Uage, que se achava na Baja-
da do ijaran, voltura ^Montevideo no da 9. OSr.
Joaquim Thomaz do Amaraf linlia sido recebido pe-
to general i'rquiza no seu carcter de encarregado
d&ncgocos do Brasil junto ao governo daCondefera-
(jao Argentina. '
&.Magc tez a viagem de Bajada a Montevideo err,
37 horas.
sido exagerado. Exilie sem duvida
a quem dest'arle procuram lsongeari1lm D0"l enlrc os '""nens rcfleclidosque he che-
la a terrivel injuria'que est sendo Rado loml"' P;lra uma mudanca conslderavel no
ttabalho pralicn do nosso governo e do seu pessoal.
; SR sabio e intrpido ministro sahiria frente sen partido, como o fallecido sir Kobert Peel, e ao-
leciparia a parle maligna. do movimenlo ameaca-
dorpoit que semelhanles cousas nem sempre po-
dem ser dirigidas pelo! teus inventorespor meio
de concessOcs judiciosas e melhoramcnlos. Islo njo
se podo esperar de lord Palraerston, porque, se lem
volitada, tem perdido a torca. Vale a popa que os
oulros partidos do,eslado esludem os aconleelmeolot
do lempo*, afim de se prepararem para se aecom-
mudar com o movimpnlo que crescer com a resis-
tencia, e se a prove larra da opporlunidade.
(Morning Chroniele.)
RIO DK JANEIRO
15 de junlio.
Os Srs. conselheros vscoode de Abael e Pedro
de Alcntara liellei'arde, pediram e obliveram as
suas demissOes, o primeiro do cargo de ministro dos
negocios estrangeiros, e segundo do cargo de mi-
nistro da guerra.
.0 ministerio foi r?eompolo, pastando para a pasla
dos negocios estrangeiros o Sr. conselheiro Jos Ma-
ra da Silva 1'aranliDt, e sendo nomeados para a
pasla da guerra o Sr. senador marquez de Cavias, e
.Major-eommandanle da seceso de balalhao| n. 3
dito dito, Joaquim de Souia Moreira.
Foi transferido como aggregado para o balalhao
n. 2da reservada guarda nacional Ja provincia do
Rio de Janeiro, o major commandante do esquadrao
de cavallara n. da meima provincia.
Foram reformados nos roesmes postos :
O tenenle-corooel da enliga guarda nacional de
municipio da capilal de Pernambuco, Manoel Cle-
me'.ilo de Almeida Calando.
O major do extindo I balalhao da guarda nacio-
nal do Aracaly, no Cear, Hay mundo Candido Fer-
reira Chaves.
)*e deerelos te 21 de dito mea (iveram merc da
serventa vitalicia dos nflicios de
Escrivaes de appellacjOes e aggravos do tribunal
do corr.mercio da capital do imperio. Candido Jos
Velho Billancourl, e Jo.lo elulio Monleiro de Men-
cione,].
Escrivao do juizo especial do commercio dito dito,
Antonio (joncalves Tcixcira e Souza.
Tabelliao do publico, judicial e olas e escrivao
dos orphaos da cidade de Macah, da provincia do
Rio do Jadeiro, Eduardo Frederico Laranja de OH
vetea,
Foram apresenlados na freguezia de Nossa Senho-
ra da Piedade das Ipiabas, ltimamente creada, na
provincia do Rio de Janeiro, o padre Jos Emygdio
Jorge de I.ima.
Saula.Luzia, dobispado de Goyaz, o padre Delfi-
no Machado de Faria. ,
Por decretos de 22 do dito mez. '
Foram removidos osjuizesdedireilo:
Justinianno Baptista Madoreirs, da comarca de
Santo S para a de Jacobina, na Bahia, por assim
o haver pedido.
Ermano Domingues do Coulo.da comarca de Uru-
b para a dos lbeos, na mesma provincia.
Jos Filppe do Souzi Lelo, do comarca do Boni-
to para a do Rio Formoso, em Pernambuco.
Francisco Xavier Paes Brrelo, da comarca do
l.iraoeiro para a de Sanl'Anna,(#) na dla provincia.
Foram nomeados :
Juiz de direilo da comarca do Brrelo,_ (*) o ba-
charel Joaquim (jonralves lima.
dem idem do Limoeiro, o bacharel Antonio Ma-
noel de Aragao c Mello.
Chefe de polica da provincia do Para, -e juiz de
direilo Jo3o Bsplista (Joncalves Campos.
Juiz especial do commercio da, provincia do Ma-
rauho, o juiz de direilo Jos Thomaz dos Sanios e
Almeida.
Desembargado!- da relarao do MtranbA, o juiz de
direilo Manoel Joaquim de Souza Brlto.
Ministro do supremo tribunal de joslica, o desera-
bargador da relacao da Bahia Manoel dos Santos
Marlins Valasqucs.
Adjuntos do tribunal do commercio.da capilal do
imperio, os desembargadores Manoel Macha lo'Nu-
nes. Albino Jos Barbosa deOliveira e Antonio Joa-
quim de Siq.icira
dem idem da provincia da Babia os desembr-
gadores Joao Antonio de.Vasconcellos e Jlo Ferrei-
ra Soulo.
Presidente do (ribunal do commercio da provin-
cia de Pernambuco, o desembargador Firmino An-
tonio de Souza.
Fiscal do mesmo tribunal, o desembargador Agos-
linlio Erraelindo de Lelo.
Adjunto do mesmo tribunal, o desembargador
Caelano Jos da Silva Santiago.
Presidente do tribunal do commercio da provin-
cia do Maranhao, o desembargador Cyprano Jos
Velloso. v
Adjuntos du mesmo tribunal, os desembargadoresi
Antonio Manoel Fernandes e Manoel Joaquim de
Souza Brito.
r- 25
Por decretos de 19 do correte mez:
Foram apresenlados nas freguezias de Nossa Sc-
nhora do I.relo de Jacarepagu, do municipio d
cdrle, o padre Antonio de Oliveira Torres.
Nossa Senhora da Ajuda de Guspemirim, o padre
Joao Pedro do Espirito Santo LeiUo.
S. Domingos da Saubara.do arceblspado da Bahia,
o padre Joao Jos de Aodrade e Silva.
Tfiaram mercda servenlia vitalicia do oBIcio de
Escrivao dos orphads do termo de Caitel.da pro-
vincia da Baha, Aurelio Correa de Moraes.
Escrivao dos orpliios e do judicial do termo de
Paranagua, da provincia do Pararla, Joao da Silva
Arouca.
Foi aceita n desistencia que fez Bento Manoel
Brizla dos ofHcios de tabelliao de notas e escrivao do
joizo municipal, residuos e pellas do termo de
Itapuva.
Por decretos de 20 do dito mez:
Foi perdoada a Silvino Lopes Delgado e Custodio
Jos Fernandes Portugal a pena de qualro anuos de
prisao com Irabalho a qoe foram coademnados por
senlcnca do juiz de direilo interino da comarca do
Cabo Fri".
Foram nomeados :
Majores ajudanles d'ordeos do commando superior
da guarda nacional da comarba da capital da pro-
vincia de Goyaz, Manoel Pereira Cardoso e Antonio
Pereira de Abreu.
Capujo secretario geral do mesmo commando,
liento Jos Pereira.
Capilao quarlelmeslre dito dito, Domingos Anto-
nio Cardoso de Sania Cruz.
CapitHocirur'giao-mr dito dito, oerorgiao refor-
mado de primeira linda Vicenlo Morelli Foggia.
Commandante superior da guarda nacional dos
municipios da cidado de Meia-Ponle, e villas de
Corumb, Trahiras e S. Jos de Tocanlins, da dita
provincia. Joao Jos de Campos Curado.
Chafe do ettado-maior do dito commando, Joao
I.uli Texeira prandao.
Maier-coramandanle do esquadrao n. 3 dito dito,
Joao tleury de Campos Conrado.
Tencfl'te-coronel-eommandlnle do balalhao n. 14
dito dito, Theodoro da Silva Baplisla.
Tenenle-coronel-commaodante do balalhao n. 15
dito dito, Jlo Veiga de Atahyde.
Major-commandanle da seccao de balalhao n. 2
dito dito, Antonio Jote Leal.
incendio.Pouco depois de escrevermos as li-
nhas que honlem publicamos sobre o incendio que
rebeulara na ra do Ouvidor, eslava dominado
fogo, e pelas duas horas da manhaa lnham termi-
nado os seus estragos
A casa terrea onde se aleou o incendio, do Sr.
Jote Joaquim de Souza Burga, ficou completamente
arruinada ; as duas contiguas, a de Madama Meyral
do lado de cima, e a do Sr. Boulle do lado d baixo
soOrcram muilo.
Distemos houtemqiiete ignorava a causa do incen-
dio. Acerescenlaremos hoje que oSr. Borges fui re-
eolhido a cadeia por ordem do Sr. chafe de polica.
Dos interrogatorios a que S. S. procedeu, resullam
9uspetas vehementes de que o incendio nao foi ac-
cidental, e de que Borges he o seu autor. Colde-te
detses interrogatorios :
1. Que Borges tendo um activo de 25 a 26 conlos
e um passivo de 18 contos, segurara os seut gneros
em diat do mez passado na quanlia de vinte dons
eontot.
2. Que tendo Borges dous caixeros, ha vnle
diasque um dellet abandona a toja de noile, e dor-
me na ra do Rosario, na casa de residencia de seu
patrio.
3. Que tendo Borges dado I cenca ao oulro cai-
xeiro que dormia na toja para ausentarle na noite
do ante lionlem, nao o substituto por aquella que
de ha dias licava em sua morada particular, e assim
deixoo a toja a sqs pela primeira vez na noite do
incendio.
4. Que depois de fechada aloja e 15 minutos
anles de reticular o incendio, Borges entrara all por
uma janellinha, /a pretexto de munir-se de cha-
rutos.
Com esles dados, n prisao de Borges lornava-se
de in lerlinavcl necessldade.
Sentimos terde dizer que Madama Meyral eo
Sr. Boulte airo tolTreram somente os prejuizos re-
tultautes do incendio. Ambos tem tojas de retojo-
aria ejoias, e a ambos fallara mu tos objecsts de
valor.'mo grado os esrbnos feilos pelo Sr. chefe
de polica para evitar os roubos. Sao Unios porem
os rloneiros que, a pretexto de auxiliaren! as auto-
ridades na exlinccao dos fogos, se introduzem nas
casas incendiadas aoprimeiro alarme, qoe a repres-
so absoluta do roubo se torna iinnossivel.
Nao ha incendio ncsla corte em que nao tentiamos
de admirar muilos actos de valor individual, mas
lambem nao lia incendio em que nao tendamos de
lamentar profundamente a falla dmelos cfficazes
para comhaler os fogos. Em verdade parece incri-
vel que em uma capital como esla nunca Iralasse a
auloridadc de adoptar um syssema qualquer, que
nos livrasse da desordem e anarchia que jeina sem-
pre nos incendios, e qoe diminuisse os seus eslragos.
Cremos que he lempo de olhar para este imprtente
ramo do servir publico.
Osdeslacamenlos dos vasos de guerra inglezes e
francezes surtos no porto compareceram como de
coslumc, e como decoslumo prcslaram muilo bom
tervijos.
S PAULO.
9 de junho.
Que chuver por ah vai Ha Ires dias que
dadao acautelado nRo tade de casa, porque
vasa com Jvontade.
Nunca velo eduva Ulo praguejada como a actual,-e
praguejada por loda.asorte de pessoas : devassot,
o ci-
o co
() Suppomos ter comarca de Santo Aniao.
Os. n.
(*) Suppomos ser comarca do Bonito.
0$ f. R.
beatos, militares, e lodo o eterc/ito feminbio, que
aoles de honlem, dia de Corpus-Christi, tinha de
brilharcada um no seu elemento. Os gi#"s cor-
rendo as-raas, o namorando em termos habis on
inhabeis, que he occidental; os beatos oivindo a
inissa solemne de S. Jorge de Portugal, e icumpa-
nhaiidu a apparalosa procissao ; os militare* que se
preparasam para lavrar nm lento com a festividade
do rei guerreiro, que desta vez leria de ficaf enro-
gislradacom uma boa f de flicio ; o exefcilo fe-
minino que nesse dia de grande-gala da batuda com
uniforme rico.
Oh I queme ia esquecendo daquelles que repre-
sentam iraporUnUsarato papel: os guardas jxscona-
es qoe fazem um rumor de lodos os diabos por essas
pracus. Cada nm me parece um general, caval-
gando mageslosamcnte, c deslumhrando a visla dse
soldados ratos, como eu, com urnas dragonas capa-
zos de allumiar uin quarto escuro. He o dia em
que apparecem guapos rapagoes para o lempo de
paz, e de guerra tambem.
Todava eslava destinado que todas essas aprump-
laroes scriam devoradas por um decreto pluvial ;
ludo chuedoo no dedo, eu inclusive, queja rae pre-
prala para preeneder urna lauda desta miz,que, a
nao ser um ardenlt fogo patritico, eu nao carre-
gava.
Ha de recordar-te que Ihe noticie! a fundaran da
irmandade deS. Jorge peto Sr. conselheiro Josino.
Tinha lomado vastas propor^oes; a sua leste linliam-
se collocado os ricassos da ierra, e, neste anno, pre-
lendia-se restaurar a velba procissao de Corpus-
Christi que, tos lempos de meu avd aqu se fazia
com grande solemnidade.
S. Jorge eslava de fato e estado nevo ; al a casa-
ca do eicudtiro, que nao sei se ah lambem se d ao
prlo, era de ferro oco.
Onze cavalgaduras de eslado a fidalguia da Ierra
mandou preparar cora magnificencia. Os Srs. ba-
rOes de Iguape e Tiet, brigadeiro Tobas. Thomaz
L. Alves, Floriaoo' de Toledo, I.uiz de Rezende,
Couluho e oulros tiveram de expedir o seu presen-
te ; ludo denolava.que o Santo guerreiro seria fes-
tejado cora nova pompa. Mas chuveu, e anda cho-
ve ; a pedrada calcada ( faca de conta que calca-
da ) esta gemendo, e eu coa ella, porque esla-se-me
seccando a prosa e a lira dos oicus aponlamento
este vazia. Por isso beque vim com esto qnesiao,
que cima vai declarada, a qual, por mais que eu
eslicasse, nao pode passar daqui.
Paseemos, cora bem pezar, i oulros assnmplo;.
Descobrio-se aqui umoovo meio de furlar, e este,
aposto, nao lembra ao mais limado gatuno do seu
aljube.
Ha urnas medalhas domadas, cum a elTigle de
uma impcralriz, com a cora de nm imperador, e
cora a circunferencia de uma moeda hesnanhola.
.Limada a caliera da me la Iba. que io sei se foi in-
ventada por algum capucbinbo para maior gloria do
Senlior, se confunde com a tal iSiocda, at mesmo
lio ti ni r.
Bem v que noile os gatos e as moedas sSopar-
das, e um milUanle lom-te arvora.lo cm passador
de-se novovmeio circulante, cuiseguiudo engaar
mais de uma casa de negocio. A empresa, be exc-
culada com tal ardile/.a, quo no lira das ctalas ainda
o'negociaiite da' em troco do metal-rnaUUvt, bom
papel moeda.
I Uiniamenlc a polica agarrando pela mao en-
controu o seu ladran.
O individuo capturado he um mpazinho crioulo,
mas ju|ga-se que elle nao passa de mandatario. Ha
de taver alguma intelligencia que airas da corlina
mova a maedina.
Eslive lendo o discurso do Sr. Ferraz em
que, sorprezo peto laxo que enxerg.i na repar-
licSo da jusiica, dcclaronque o Rio de Janeiro li-
nda urna casa de jury misoravel.
Ad meu edaro sendor ; por ca' padecemos da
mesma enfermidade. Falto quinto a casa de jury
sement : nao daja equivoco, pelo amor de Dos.
Reone-se aqui a casa do primero Iriduual do piz
em uma locanda que a gloriosa cmara municipal
nos da" com um sangue fri adihiravel. Queramos
qoe o Sr. Ferraz aqui enlrasseV vera que ptima
casa de leilao ; o meldor subdelegado das brenlias
nao da" audiencia em um edificio 13o bom.
O Sr. Tavarea Bastos admirou-so ao ver que
n'uma capital como esta ( ora po.s)ojury Ira-
baldasse na espelunca ; nao te onimar a reunir adi )
jury : repreaenlandu ao Sr. Saraiva ,foi-lhe concedi
dasa;casalaassembla, que aqui pranos, nao he
etsas coutat. ,
Pelo que o mesmo presidente consultuu a cmara
sobre os meios de fazer a mudanca. Sabe o que
diz esla cmara, Sr. redactor 1 Que nao Ihe convem
largar o charo palacio ( he um quarto na cadeia
porque elle lie de muilas recordaces. Tambem esla
nao lembra ao diabo.
Qra, he de brigar com quem nao reeleger esla
gente. Nem mais olil seitil para Ihe darconla.
18
Sempre'embirrei com os seus correspondentes que
vazios de materia, comecam at epstolas com obser-
vaces meteorolgicas ; inquisilam-me estos lugares
communs. Antes fallar na alia dos vveres, ainda que
mina j muilo excavada. Nada mais aldcao do que
coraecar uma correspondencia, declarando-lhe que
uma nevoa geral encobrio ludo de Untas a lanas
doras ; que os moules tem eslado descoberlos, o co
'irnpo, vento NO, e viracho de SE.
Todava cornejo por declarar-lde que vou fallar
na temperatura, pois qoe devo.
Sim, sendor ; tem aqui feilo um friq rcspeilaVel ;
desta vez iuvesiio-nos com vontade, e eu escrevo es-
to com os dedos mais daros que lodos os depulados
da upposco irradlcal.
Estamos, pois, no reinado do cobertor de papa, o
de mis paletos montanhezes qne agora louxeram os
csludantcs, nao os de Mna|, que esses te incum-
bem de iniciar-nos em um goslo de cachemira ftafr-
rita, cuja moda, por crime de lesa nacionalidade,
ainda nopegou.
Tambem domina o calcado de borracha : a chuva
astocou-te com um fri corlante e perforante, para
nos persegus nesta novena. Chova ha 9 das, sendo
que quem primeiro soflreu toi a irmandade de S. Jpr-
ge, que quera tirar o p do lodo, e lambem os que
se incumbiram de arranjar o esladu, tendo j corri-
do o fio da bolsa intilmente.
Agora de que eu invejo o seu Ro de Janeiro, esso
forno encantador. S por isso vale a pena ser depu-
lado til corles ; de bom grado mesmo eu cedera o
subsidio, que, segando dizem os entendidos, nao d
para o sorcete.
Chega de fro e chuva, que s Ironxe para conlar-
Ihe que foi lano, que uma pobre proletaria foi en-
contrada morta no meio da ra. Esteva ainda com
asmaos nos queixos a desvalida. Essa infortunada
era uma desacisada sem alvergue ; encostou-se a um
portal e ah morreu de fri r
Assevero que Vm. me esl pergunlando se'este S.
Pauto he algum paiz de barbaros, alguma aldea em-
brutecida, que nao lem um hospital, uma santa casa
de Misericordia, ou algum asylo de infelizes.
Ah, meu charo scnhor.lemos disto em abundancia,
mas a nossa tanta casa nao faz ludo x-offtco. Este
assciciarao tem um fundo de grnssos coulos de res,
lano que se cabala ua poca da eleicao da casa ; mas
os empregados tem oulros afazeres ; por exemplo
alogar seus predios por preco misericordioso aos fe-
lizes de sua roda. Nao digo que islo teja um mono-
polio odioso e repugnante ao espirito da insiiluic.io ;
s o qoe digo lie que morrer oo meio da ra uma i o tal senlior povo. E desgranado daquelle quem le-
mulher desacisada, que aqui vagava, e morrer de fri
de um sarcasmo aos irmaos da mitericordia, que a'
deviam ler acoldido. lito he nao ser cdadao, n3o ser
irmao.
Este espectacoto aqui de commum e edificante pa-
ra o estrangeiroque nos visita ; vaga na praca uma
recua de ebrios babiluaes.maniaros e mseros pedin-
choet, que deviam jazrsobas baudeiras da misericor-
dia. Ns.como andamos de casado comprido, nao so-
Bremos mossa cura eslas coasas. Morra quem qOizcr.
E Vine, desculpe esla tirada em beneficio da faina
da Ierra, cujo correspondente a ama. Se de exacto o
que per h se diz, dt*rro em breve nio nvejaremos
os cidadaos de Svres. Consla-t-me qoe na fazenda
do Cete, perlencenle ae commendador Paula Ma-
chado ou seu prente,se acaba de descubrir orna mi-
na de porceliana. He no municipio de Jacaredy. Vie-
ram' amostras para a capilal, e, cegando oirvi contar,
os exames tem sido favoraves.
Foi encontrado muri o AUemo Filppe Ptzer
no ro Tiet, e j em eslado de putrefacto. Este do-
mem se linda ausentado da familia por espaco de 9
dias, quandu ella ouvio dizer que seu cadver te
achava ua Barra Funda, reeodido por alguns pesca-
dores. A semana nao tem corrido bem : duas mortes
que se podiam prevenir.
Quando llie fallei no calcameotoda ciilade, dis-
se-lbc que o major Monleiro,- commissionado pelo
Sr. Saraiva, tora ao Ro de Janeiro esladar o meldor
syslema nesle ramo, e que a ra Direilo, por couse-
Ido desle professional, ia ser calcada peto syslema
Mac-Adam.
Este engendeiro deelarou-me qoe nio opiata por
elle,julga-o menos conveniente para S. Paulo,
Sedara que nio opinoa peto Mac-Adam. Nao quero
que sua tolda seja echo de oexaclidoe?, e recti-
fico. Talvez, como se trata de um ensato, o governe
escoldesse o Alac-4dam, como base de oulro. Diver-
sas ra Oes, qoe nao iraporllo agora, contribuirn! pa-
ra a designarlo do syslema.
A queslao llicatral lem-se tornado celebre. Nio
ha esperanzas de levanlar-se monumento, pelo geito
que as cooaas vio tomando.
O emprezaro Quartim tem trucado notes eom a
presidencia, sobre a intelligencia daTei : cr-so que
ainda toureremos nquelle epigrarama de edificio que
aqui lemas no largo do Collegio.
Sem me inlrometier neste queslao jurdica, decla-
ro que o povo qoer tdealro, venda elle de onde vier;
por isso ja ahite falla que algum particulares, de-
sengaados qqe o governo nao entra cm ajuste Com
o emprezaro, penslo na edificaco de um edificio
que aatisfaca s neeassidades da popularlo. Ninguem
quera concorrer com o Sr. Quarliui que alo aqu
tfm-muhslrado Inda n forra da vontade para o csl-
belecimoio Idcalrtl ; mas agora, que aalUo as 4ffi-
culdades, js se ideara eraprezas para salvar o nosso
mundo drarhaticn da rrisc que o araeaja.
OSr. J. Augusto relira-se.'se nm mellnr cullklo
na.> se levantar ; o actual nio favorece.
Admira qne os capitalistas da trra nao empcahen-
dam a cdificacje: o negocio deix.a lucro, segundo te-
ndo ouvido calcular. Desle mesmo acaudado edifi-
cio se tira vanlagem; consta-me que a reeeita de uma
noite de de 60Op, c a casa quasi sempro esl ocupa-
da. A academia por si s prcenede as bancadas da
platea.
Kara idea da receta de um edificio mais vasto,
com camarotes mtis largos e em maior numero, com
oulra concurrencia, allrahida por oulras accommo-
dares, que, oom reciproco proveilo, pode ullerecer-
se pelo precoi acluaet.
A populacao de S. Paulo j nao dispensa um lliea-
Iro; elle pode manter-sc ventajosamente. O Sr. Quar-
tim, ou qoem qoer que seja, levante um edificio sem
intcrvenc.ao dos cofres publcos;j que de oulro modo
nao pode ser. Acabe-se esle medo, esle roeeirisrao
que nos mala. Quando um belicne, como esse que
ahietl, da dinbeiro, que temor traz uma empieza
desla ordem '.'
Onv dizer que vai abrir-se demanda enlre o go-
verno a o Sr. Quartim, que quer fazer effectivo seu
privilegio.
Emquanto povaie tem (leamos sem tdealro.
Sera possivel qne ahi da corte venha um empreza-
ro tambem para mellierar-te esle ramo, corno tucce-
deu com a illuminarao, que agora he excellenle?
Algum receio, anda que pequeo, tem animado
parle menos civlisada da provincia quanlo lei de
trras. Pelas representares de alguns vigarios cons-
te que se lem medo de registrar pedacos de.Ierra.
Todava, em honra da provincia ; deve declarar-lde
que apparece um ou oulro fado solado. Os vigarios
por instancia da vce-presidencia, lem nas mistas
conveoluaes cuidado de advertir c instruir o povo
neste assumpto.
Yenhamos ao atsumplo da correio.
Esle povo recorre a sua Gazttilha para desahogar-
se ; a mala do Josephina, prende de nolic.as, aqu
edegou dojeas 3 horas da tarde !!'.
Sabio de Santos honlem s5 I \i da tarde.
Enlregaram-se at carias at 3 t|8 da larde. De sor-
te que gattou-se de Santos a S. Paufp 22 horas '.'.'.
Deslas felicidades s se goza em Goyaz'. Urna carta
que no Rio foi depositada na mala do Josephina no
dia 16 ao meio dia, foi abarla em 8. Paulo no dia 18
as i lioras da larde !
Ha quanto lempo era ministro o Sr. Wanderley T
e nos em jejum de semelbanlc novidade.
Nao pundo mais na caria.
J van subindo ot alimentares, e, pois, os mono-
polistas cumecao a desenvolver aclividade. A lenha,
principalmente, comer a vender-se, nao sei porque
successo, a 55 a carrada. O Sr. Fernando da Fonce-
ca fez postar nas abas e puntes da cidade palmillas
de pedestres para diflicullar o atravessamcnlo. Se
nio fosse isso, declaro-lde que j havera fume? na
pobreza.
Algans sobresaltos houveram no 4^ auno aca-
domico ; alguns moc;os estivernm a fazer b inca-rola
de frequcueia. Consla-rae que o lento dtclarou a mait
de um que liaba perdido o anno.
A final um engao foi causado lana amargura*
O lente em lempo, recordou-sc que tinha recebido al-
(eslndot justificativos dat fallas.
Todava, no 3. anno, um alumno foi rscado.
, ( Carta particular.}
(Jornal du Commercio do Ro.)
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO
DE PERNAMBUCO.
Rio 27 dejunho.
Caro mi.Vax populi, epx Dei. Nao ha quera
adevinhe dbm mais certeza, quem]possa com mais se-
gurnnea penetrar atreves do denso veo do futuro, do
que o seohor poro. Elle com sua vista de lineo de-
vassa o gabinete da poltica, apezar das cortinas de
muro, que o cercam ; alcanza uo toilete da joven
coi/uctie, para descubrir um deleito que cll i^cuida-
dosamenlc desfarca ; no rainarira da cantera da mo-
da,para descubrir seus gozos, ou pezares ; noescrip-
torio do advogado para divulgar suas rabulicet; na
mesa do escrptor publico para declarar os motivos,
que apararan! sua penna ; linaliro^e, uo mtis.re-
condilo do cora<;ao do mioislro, parcia^-igar seut
sutlos, para conhecer sua prxima retirada'da scena
publica, ou alcanear as escoras, deque se elle pre-
tende servir para segurar sua existencia j abalada
pelos tiros, que Ihe destechara os pretendidos suc-
cessores. He o maior prophela de todos os lempos,
o maior bisbtlhoteiro, o mais inconstante amigo, o
mais imprudente rallador, o mais carioso noticiador,;
le augura o prximo flm.
Ter elle algum espirite, que o intpire,algum de-
monio, que mea noile Uie notici o que se acha na
massa dos potsiveis ? Havera entre elle algnm ma-
go oceulto, que faz por un circularao as noticias, e
que se nao descobre para nao soflrer pena dos pro-
phelas, ou quando menos, algnm tributo t Nio o
creio. Quanlo a m>m todat essas adeviohtres sao
filhas da lgica do poro. Esta lgica, a mais per-
feila, que eu condece, resolve qualquer problema,
decifra qualquer enigma, e eacontr a incgnita da
mais diflicl equacao. He uma legtta algbrica a
quo nada escapa. Auxiliada pelos segredos, que
Iranspiram pelas boceas dos fmulos das importan-
cias locaes, ella colhe aqui e all, palavras dest
das, nulinas, que pareceu conlradidorias, amalga-
ma-as, combina-as, e pattando-ai pelo cadinho da
reflexao, funde a verdade, anda no dominio do fu-
turo. f
Explicada assim a lgica popular e sna economa,
passarei a dzer-lde o que produzio etsa bella tirada,
que entretanto nendom mrito lera para Vmc, visto
qoe nada Ihe adianto no artigo-noticias, e nem ao
menos Ihe d um etemplar daquella infallivel lo- '
gica.
Em minba ultima carta (eis o caso) llie diste, que -
o povo rumorejava mudanca ou modificarlo minis-
terial ; e elle linda razo, porque ameacades de uma,
livemos a oulra oo dia 1* do comente, apezar da as-
serian do Exm. da marinha, e actual de estrangei-
ros, em plena cmara, deque o gabinete continua-
ra edeio de vida, e sade por mais lempo, da que
desejara certos marrecos. Sendo aquella declara-
vo poucas horas antearla modifleacio, e ae mesmo
lempo em langa povo a sustonlavae indicava as.
modi/canles e mofichdos, oo o povo sabe mais do
qoe 8. Exc, ou S. Exc. quiz impingir-lhe o ultimo
carrapelSo na marinha.
Mas elle que os nio engole, em pouco lempo mos-
Irou de qoe lado eslava a verdade. Do lado de toa
lgica, como sempre. Em verdade, liouve uma mo-
dificarlo, recefatrucrio, concert, ou como melher
nonse tenha, ne gabinete. O Exm. Prannos passou
da marinha para os negocios estrangeiros ; fui em
regra, porque nio se clieg estranja sem embar-
car ; o Exm. Waoderlev, passou de augusto', pela
Baha,.- Exm. n*-marinha ; o Sr. marquez de Ca"
xias, muilo coulrangido, entrou como Exm. na
guerra ; os mais ficaram cerno d'antes. Enirarara
no descanso os Exms. Abaele e BeHegarde. Eu te-
ndo miiiliassympalliias por aquellesflous cavalleirse,
e muilo finio que o ra lasaa da Sr. Pedro Ferreira
comprometlesse o primeiro, bem como desgoslos nos
privassem do segando. O Sr.Bellegarde he um mi-
litar honrado, intelligente, perfeito cavalleiro, que
nao poda-ser bom ministro, smenle porque nao
eoslumava fallar ao'que prometlia, e era promelter
quanlo Ide pediam. Altencioto delicado, desenga-
nava pro.nptameole ao preleudenle, enjo direilo So
era provado ; e cerlamente com tees qualidades em
hornero nao pode ser ministro. Nao valcm minhas
nenias ; portento, nquein em paz.
Ainda conlinuam os prophelas, que nao ficaram
satisfeitos com a modicarao, c que queriam ver por
Ierra todas as pedr.is daquelle edififcio, a preconisar
mndancas, curia vida, e oulros vaticinios o-guoi
columta, faeite criimus.
J raordem os dous novos minislros, que ainda
nao deram metera para accasajSo. He grande sa-
l lia.
A joven opposijo esto d relacies interrompidassj
com a decrepite opposicso, e esta rale sabe bem, se
quer ou nao as antigs pedidas reformas. A ques-
lao esl agora ao modo das reforma, que, segundo
me diz miad velbioha, assostam actualmente an
dignissimo Souza Franco.
A opposirao decrepita alrou comopomode discor-
dia ao meio do gabinete as incompatibilidades, com
as quses nenliiim lado se enlende. Uns da joven
susteniam, oulros combetem, uns d> materia comba-
ten! e uulros susteniam, de turle que he uma com-
pleta anarchia, na qual os che'fes lemem intervir.
Se o projectindo entrar em discussao, leremos de
ver loaros d palangue.
Na Syberia j vai appareceqde algum movimenlo.
A principio disctio-se um projeclo de pescara, nio
poltica, e um oulro prodibindo as elejOes nas igre-
jas, que acho mui razoavel, sensato e justo ; ma
hoje o Sr. dignissimo visconde de Geqvitinhonha,
parece nao estar muilo salisfeilo smente com vis-
condado, digo, com a demora da eleiro de senador
pela Baha. O nosso dignissime D. Manoel lambem
recuperon o uso da falla, e talvez tenharads coosas.
e coosinhas, porque elle nao lie dos que dei xa a his-
toria em meio. Sustenta a minba velhnha, qie elle
leve quebranto, que Ide deiloo o Geqvitinhonha.
O Exm. Caxias apressou-se em reroeller para
teus corpos os officiaes do exercilo, que eslavam fra
delles, e a cattar as Ikencas dos qu deltas gozavam.
Parece-me que essa pressa\/oi um pouco desairosa a
sea antecessor. Teem surgido algans, que eslao gra-
vemente enfermos ; mas S. Exc, que dizem lam-
bem achar-se moleste, qoer galvacisar lodos ns ca-
dveres.Tcnho ouvido a alguns officiaes, que S. Exc.
os recebe alo Napolen, &etl a dirtenho car-
regado, corpo inclinado e descansado em uma banca,
mao ao peilo. corlezia a iiplomatique. Eu nao Ihe
vejo nada de censuravel. Um general, marquez,
condecorado com lodas as medalhas potsiveis, au-
gusto senador, Esm. ministro da corot, etc., etc.,
a ele, nao lie l qualquer papelao, para se apresen-
lar assim, assim, como querem os senhores da de-
mocracia de si pira cima. O exercilo, diz o nosso
general Seiira, vive da disdplina, e a disciplina da
subordinaran.
Passou d/esto para a melhor, no dia 18 do andan-
te, noile, de um ataque apopltico, que Ihe abre-
viou os padecimenlos, oscilador pela Parahiba, Ma-
noel de Carvalho Paes d'Aodrade. A Ierra Ihe seja
lev.
Como a Parahiba nao eonlava com aquello
lugar, eo tinha posto a disposicao do primeiro oc-
'cupanle, veja se por suas influencias poda arranjar
minba eleicao. Oh que pechincha! Cnide n'isso se-
riamente, que eu Ihe promello fazer ecboar na Sy-
beria Brasileira o seu nomc, como o mais preslimoso,
do imperio. Fice confiado emsua araahilidade.
Contentirilo que a Parahiba vote em quem qul-
zerl Confio quo sim; porque, em abono da ver-
dade o actual governo ole tem imposto ns provin-
cias. <-
Creio qoe he candidato o Exm. commendador
Frederico d'Atmeida e Albuquerqae, Parahbano
disidido, que.merece qssa honra como compensa-
cao de seus servieos, edoneslidade. Tres teem de ser
os elellos, e na Paradiba abundam ^cidadaos dis-
linclos.
Um curioso correspondente do Mercantil, que
sem duvidaeabe que existo a Paradiba por informa.
cao, leve a Qfllciosidadc de aprcsciilar dous candi-
datos senatoria por aquella provincia. Sobre um
nada direi, por que consta-me ser Parahbano, e
assim esl em seu direilo propondo-se candidato, o
Sr. Franca I.eile; o oulro, porm, o Sr. Paulo Bar-
bosa, que iadubtavelmente he mullo digno, e tem
prestado relevantes servidos, nao ha de querer pri-
var toa provincia, Minat, da honra de dar-lhe uma
cadeira no senado, recebendo-a de urna provincia,
que somente duas tem a dar a seus filhos, qoe tam-
bem teem mrito, servidos, e honeslidade. Enlendo,
por tanto, que foi muilo infeliz a lemhranca do cor-
respondente estrellado, que mir'O merece dos Para-
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DIARIO DE PERNAMBUCO SBADO 7 OE JULHO DE 1855

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hibanos pelu .un faion com que do pao do compa-
dre t/uer dar enorme naco a .mi afilhado. Aqui ca-
ba dizcr-seoulro ollicio, sentir r mcu I ,
Estamos com a labre amarilla em quarenlena, im-
porladi da Babia pelo hrigue escuna inglezSpy
que teta perdido dei pastosa de ai trriulacau; o
Exm. Piula Candido, portal, sdenla, que ella alo
pastora do Lazareto da Jurujuba.
Eu goslo das medidas preventivas don Sri. mdi-
cos. Lazaretos, quarentaoai, desintocces etc. etc. c
etc., c entretanto o mesmo Sr. l'ania Cauddo entre
os imperados presta secoorros, e entre oa deputado
preside Augusta.
Darse-ha caso, qne un medico nSo poeta
aer condaclor de epidemias Reaponda qaem
sabe.
Arribuu um navi americano, que saldr d'esle
porto, por haver, em um bello dia, amanhecido morto
o coinmundinto em seu belleh!. Chegando a esta
corle, doscobrio-se, que aquelle icio de vandalismo
Tora perpetrado pelo piloto, que, apenas descobei lo,
qaix aucidar-so com ama navalha.
Tambero um prelo eseravo, hn doas das, fe a
mesina operacao, sem chegar a rjiiclui-la.
Na noite do dia 10 para 11 de- corren til. sele, de
de/, colonos chin', que ha pouco tempo vieran) para
.1 faicnda do Sr. Joaquim Francisco de Lima, do
municipio de Vlenos, tomara n a melhor roupa,
que liuliam, poieram nos bolsos lodo o dinheiro,
que possiiiam, e enforcaram-se. Que concomitan-
cia!! Bis um desembarazo, que la de por com a ea-
beca arada aoa auicdi-maniacos que anda posaam
existir.
A rafonto progride coto vigor. Os raloneiros
nSo se limilam actualmenle s gallinhat, e oulras
quejandas inonensivas bagalellas, aos canos de'
chumbo, s correulis do arsenal, as hiendas do di-
to, j ateam em pleno dia os Iwlsos, escondera os
relogios, e guardara as caixas.
Be progresas, que no* lem vindo da Europa.
Dizem que um tapo he chefe de una quadrilha.quc
lem por parada o campo de Sanl'Anon; mas isso nao
admira, por que um rato deslripou, lia pouco, um
Ioglez. O Mercantil limifa-se a definir.Rondat
nocturnalA labias postas pela polica para os la-
dros poderem roubar a salvo!!So fra l no nor-
te! Como nao seriamos barbaros, selvageos e igno-
ranlOos.
Escuso dizer-lhe, que difcilmente farei agora
um passeio romntico, quando c co estiver recama-
do de fulgurantes estrellas.
Corre,- quo no sonado preteido-se inglezar as
discnssOes parlamentares ; islo he, faiendo as ses-
soes noite. Se tal pastar cala m os .ihealros; mds
tambem he misler que as caileiras dos augustos e
dos dignsimos lenham mais cemmodidade para se
tomar urna snala.
Anoile de S. ioao estove bellissima. Lindo luar,
i'lominacao a gai, Togueiras, fo jucles^eic/ia, rodi-
nhas, pistolas e baldes; baile masque, surtes, cao-
na asnada, inliarae o batatas ; joven* aguerridas,
as seguintcs emendas, alcm do oulras de menos im-
portancia :
Aulorisando o governo a conceder nm privile-'
gio por espado de 5 anuos a Luiz Espagnoli pora a
confecc,ao de gol", para uso medico, pelo preco de
80 rs. a libra e para 030 domestico pelo prec,o do
mercado, nio excloindu o privilegio i introdcelo
do galo oslrangeii o.
ii Para que.o governo mande orear a obra neces-
saria ao commo.lo transito do lilioral da villa de
l'orlo Seguro povoario do S. Miguel m Minas,
qaer por torra, quer aprovellando do ro Bureen o
que for oavegavul, para ser presente na primeira
reuniao da.assembla.
ir Faiendo o governo organisar ama compnnhia
dramtica brnsileira permanente, dispendendo al
10:000$ ra.
Aulorisando o governo a tomar a Manoel Pessoa
da Silva 230 ejemplares do sea poemaCaridade
medanle o preciso oame feito por urna commissilo
para este din nomeada.
v Elevando a 30:000$ a cifra votada para reparos
de ma Irires. ( ,
i( Aulorisando o governo a eilioguir urna das scr-
cTtes da secretaria da pretidencia, deiando para
isso de pruver as vagas, que nella se derem, e cha-
mando para as das oulras os empregados da mesma ;
bem como a extinguir tambem, se julgar conveni-
ente, o lugar de ollcial-maior, logo que vagar, Ca-
lendo de harmona as alterarles ucees-arias no res-
pectivo regulamenlo.
ii Reduiindo a 2:0008000 a cifra votada para ca-
lechese.
Augmentandojna cifra de casas pias 1:0O0?OOO
para aluguel do urna caa, em que se accommoden,
eouvenienlemenle as urplias de S. Jes.
' o Aulorisando o governo mandar tirar a plaa
o fazer ocnmpelenle ornamento de urna estrada,
quede Mazarelh va ter ao Curralinlw.
Mandando apfdicar a quanlia necessaria para
aberlurn da estrada, que segne da villa de Tucano
a'villa da Feira de Sanl'Anna na distancia de II
leguas.
o Aulorisando o governo a mandar quebrar as
cachoeirns do rio da colonia de S. Jorge em Ilheos,
procecendo-se'previamente ao compleme nr^a-
mcnlo.
Foi lido c approvado no dia 22 do correrle o pa-
recer da commissao de polica interna, acerca da
indicaco em que se pede assembla geral a elimi-
naran dn imposto sobre o charque cstrangeiro.
Na sessSo de 20 do corren le apresen toa oSr. de-
pilado Barbosa urna indicaco, para que se pera ao
governo geral a concessao do producto dos dircilos
de exporlaeio dcsla provincia, durante tres anuos,
para fuud de reserva de um banco hypolhecario.
Depois da segunda leitnra foi dispensada do inters-
ticio, e no da 23 dea a respectiva commissao o s
guate parecer:
A commissao de agricultura, commercioe indus-
tria, tomando na devida considerara a indicaco que
Uansaules e romnticas ; ciliados, estallos, estouros | a esta assembla offerecen oSr. deputado Barbosa de
e vabaredas; meninos, velhos n|vclhas; carros,
carrocas e carrinho. Esteva I iorssima. Et sahi
depois damuito scismar a umn janellj. lembrando-
me dos bellos diai de minha juvenlode, emquel
na santa lerrinlia, cora un emea/tc em punho, liz
muilo bonita' coutas; e casualmente acbei-me em
casa de urnas jovetii,fque Uvera n a bondade da ito-
ran-me c dar-me bolioholos e c l.
Eslava eu liorrivelmente inspido, de sorte que
nada aprecie i do que all liavia de bom.
A .ttpi.i janclla, fazendo um r.drospecto om minha
vida; eitive al qoasi dez horas.
Ao vollar ouvi locarfagoataj) o lgubre som
dos sinos ale S. Francisco de Paula, Candelaria e
mais oulras igra-jas. Eu, que ando em busca de im"
pressoes vilenlas ,tomei-a primeira ra, que me pa-
recen dever cuiiduzir ao lugar do sinislro, pela
mesma razio qae ledos os camiahos couduzem a
Roma.
Aodei; desande!, al que finalmente cheguei a
ra do Ouvidor, cm cujo centro ora o incendio.
Quasi a mesma scena, que ja llie descrevi ; mas-
cora menos inlensidade. Lavas, faiscas, gritos, po-
yo, soldados a cavallo atropellando os pasianles,
pedestres (animaos damninhos. qae se acliam em
toda a parte) espantando o pohies, carrocas demora-
das, bombas desmanteladas, confusao, anarchia,
dosordem, e finalmente os eslrangeiros prestando
ervicos. lira verdadeiro incendio na capital do
imperio, que nao lem urna oompanhia de fioni-
beiros, c ntnhuan apreslo para laes secnas.
Foi a grando fogeira da roa <.< Ouvidor em hon-
I de S. Joao, qne por um nuda ia consamindo a
mais importante roa da capital.
Manifestou-se entuma casa terrea, que tinha Injaj
do perfumara, commoaicoo-se a um sobrado e ama
. casa de um ri-[ojoelro. Consunio qnasi tresci&as.
Na do ralojoeiro liavia muilas joas, algumas dai
quaes foram eilraviadas na occaiiio-do alva-lns.
Dizem, quo o dono da perfumara, nfio estando
em boas cirrumilancias, segurara quinze'.dias antes a
casa porvinlo c lanos conlos, a llie lineara (bgo.
Est preso. Se he exacto cei lamente, nao pode
haver maior perversidade.
Eiso que lem laavido por c nesles nllimos das.
Tal vez mais algumacousa haja que lecha escapado
ao meu conhecimenlo ; pols a minha velhtnha n8o
lem Oidom da ubiquidade ; mas, se assim acontecer,
creia-moquo nio he por minha culpa, porem, por
que nao teiilia a minha ilispoaie,' o os fundos sacre
tos da polica, para ler urna gruta de olheiros que
Hioponhamcorrenle.com lodo! os aeooleelmenlos.
D lembrapcaa aos amigos, n' diga-llies, que, cofn
ipianto corlcsao, anda m recorlo delles.
Uisponlia da vonlada *e quein he e ser* eterna-
mente amigo ceru as occasioei jertas o incerlas ;
e oo olanlo lenlia sande.
BAHA.
S. Salvador 29 de juulio.
Embura a minha fraqueza liCeraria nilo permita
odeseovolvimento das idea, tnlavia a penna do-
bra-sc ao dever de nolici.ir-lUe o qae aqu se passa,
4oda a vet que approxima-se qn.ilquor vapor ; e co-
mo ueste sicrificio nada mais faco sen.lo camprir
ponlualmente a commsato de que me cocarreguei,
torna-se para mim om passa-tMnpo apresenlar-ma
no seu interessanle Diario com (aquella importan-
cia que coslumam ler os correspondentes de jor-
naes.
Depois do Solent seglo para o norte o Imptra-
triz, o-como no edrto intervalla dasahida laqaelle
a eqlrada dcste, puno oa nada occorresse, dexel
de escreyer-lhe ; Jioje, porem, qae mais dias se pas-
saram, cenvem dar o compele il desenvolvimonto
novidadei desta provinct, para lerem as hon-
ras de correr palo norte estampadas no seu noticio-
so jornal.
Promelti dar-lhe a synopse dos trabathos do jury
desta capital, o boje assim o faro, com quanto uada
nolavel apparejanos respeclivcs'ptoceisos.
fi primeiro julgamenlo levo lugar no dia. 5 do
corrale, a lando comparecido n reo Francisco An-
tonio da Casta, foi defendido p:lo Sr. Joaqnim An-
selmo Alves Branca, o ali-olvido do criuo deoflen
sas phy-icas pralicaJas em JoB') Silvestre do Sities.
No dia 6 coinpareceu Manoel Ribeiro da Silva,
decusado pelo niesmn crime fraileado em nm dis-
cpulo menor : seiulo defendido pelo l)r. Nobrega
o engenhein gtographo ), foi candemoado a um
me/, de prisao simples a mulla corrospundenle a
metade do lempo.
No da 8 foi absolvido o rea Joaquim Porto Se-
guro, soldado da companha d'arlifices, acensado, por
ferimentos feilos na africana Raoiiel; drfendea-n o
Sr. J. A. A. Brjnco.
No dia !) eompareceu o reo Finnino Martina 11er-
mogenes da Silva, aecusado pilo crime de eslelio-
nata ; foi defendido pelos Srs. larrea Garcia, e Luit
Maria, e sendo absolvido, hon-e nppellaeao ei-ofli-
cio.
No da 12 Toi aecusado pela promotorij Ruhlica,
DafoiqKos'Jot Garcia por reriroonlos feiloscm Gor-
diano Pcreia do Sacramento defimdeu-o o pa-
dre Rodrigo, provaiido lar huido engao a ruspei-
'to dt autor alo delicio.
No (lia 11 comparecen Jos l>uinlitK> Alves Car-
nauba, accosado por offeoas aliysicas (traficadas i
noite em Severo Monean EeiTeira : foi defendido
pelo Sr. Jfji Duarle da Silva, e absolvido.
No dia 15 foi jolgado o ro Benjimim Vieira
d'llortas, acensado pela prorooloria por crime la
perjurio i def-nVoA> o Sr. Correa Garcia, e foi ab-
solvido.
Acabada aquiniena, encen-ou-ie asassao no dia
15, como uoticiei-lbc na ultima missiva. Vamos
agora jo, Irabalhos da nosia aiajombla provincial.
Na discussao da le do orcanunio foram spoiada
Oliveira para o lim de represenlar-sc aos podere ge-
raes, pedindo em bem da provincia o imposto de
exportarlo provincial por espaco de Ircs anuos, pa-
ra fundo de reserva de um Banco hypolhecario, al"
leuden que, lulando a lavoura da provincia com
inmensos embarazos, que enlorpecem leu necessa-
rio progresso a mulla en Ir ellos, a falla de ca-
pules o a alia do juros ; nao pudendo mesmo aprn-
vcitar-lhe a creadlo do novo Banco Nacional, que
dispe-se com seus eslalulos a emprestar dinheiro
com o prazo nao maior de qualro metes ; e, sendo
certo quo o resultado do producto de qualqaer in-
dustria agrcola nao pode realisar-se em menos de
doie mezes, claro tica que bem pouco til poder
ser a essa inler.:ssante classe essa nova insliluicflo
de crdito. Comparando alcm disto a commissao a
cifra da cxporlarao provincial com aquella, que an-
imalmente he concedida para 'as despezas da pro-
vincia, nao po.le deixar de compungir-se, encaran-
do para o quadro de melhoramenlos, que iao ur-
gentes e indspensaveios.
A commissao. ponderando portanlo a vanla-
gem de semclhanle eslabelecimenlo, que serii'u pri-
meiro passo para arrancar a lavoura e industriada
provincia do abaliroento, em que jazem, nao hesita
emcomparlilhar a idea do autor da indieaeao, e he
por lanto de parecer que seja approvada.
!*B dia 23 approvou a mesma assembla cm 3.
discussao um projecto que concede privilegio ao ci-
dadao Manoel Jeronymo Ferreira, afim do astabele-
cer capalazias dn homens livres para condcelo de
merendonas n'esla cidnde, cojo projecto depois de
approvado em sua redaccSo, foi remedido sane-
filo.
Acabado o prazo da C. prorogac,ao, na vopera
de S. Joao, encerrou os seas Irabalhos a assembla
legislativa deila provincia; c, apezar da grande lide
em que ltalo so mnrlificaram os nobres depulados,
direi com o poda :
o Pelo ermo, sidreo espaco
Minha alma sandosa gyra,
A fesla de todo o mundo'
Tnl'rcse neulium lhe inspira, a
lloje s se Irata aqu dos feslejos de Dous de Ja-
do, e para Vine, facer urna idea do que luver,
eis o programla da respectiva commissao :
a No dia 29 ce junlio ser annunciada por meio
de um bando m.iscarado a aproximeilo do dia pi-
Iriotlco.
. A'sS liorasda noile du 1.de jullio deverao estar
reunidos na praca da Piedado os ha.talhes palroli-
cos, afim de acompanharem os carros triumphaes
jalea Lapinha, que serao coaduzdos por homens a
p, sendo cada um dos carros guiados por tres mem-
bros da ccmminao directora. Neile transito os ba-
talhoes patriticos deverilo levar archoles accesos
em lodos o seus pelolOe>.
A's dez horas da mauiBa do dia 2 de julho dever,
desfilar da Lapinha o acompanhamento dos carros
triumphaes, em um dos quaes ser enllocada ama
bandeira, que servio na lula da Independencia, e
serao conduzidos pelos cidadaos, que para isso con-
correrem sob directo da commissao respectiva at
a praca doTerreiro, nonde serat eonvenienlemenle
acondicionados para serem vistos durante as (res
noitesseguinles.
Para guarda dos meimos carros em seo transito,
alm dos batalhoes palriolcos, que para isto hou-
verem de coacorrer, c alm da forra armada e
guarda nacional, que o governo haja de ordenar pa-
ra a grande parada d'esso dia, haver urna compa-
nha de 50 homens vestidos de fardas de couro, aoi
quaes especialmente ser incumbida a conducllo dos
carroi.
Amadrugada do dia 2 de julho sera annunciada
com fogo d'arlilieio na Lapinha, e por salvas naa for-
talezas o navios de guerra.
A commissao directora far convile especial i
autoridades publicas, corpa consular ele, para aa-
siitrem ao Te-Deum, que se deve em aeran de gra-
pas celebrar na olhedral.
Terminado este, a commissao director; sa dirigir
o palacete, mandado levantar no Terreiro, acomi-
panhandoao Eim. prelado, aos Exms. vice-pres-
denteda provincia o commandanto das armas, cma-
ra municipal, cummandanle superior da guarda na-
cional c chefe da polica, afim de all ser cxposla a
fflgie de S. Magestade, e distribuidas por S. Exc.
Rvm. as carias de liberdde que a soriedade
Dpus de Julhohouver de dar, e depois de cantado
ohymno nacional, se seguir Jo a continencia e as do-
mis formalidades do estylo, sol direccao da mesma
commissao directora, d'accordo com'a commissao da
sociedadeDous da Julho.
as Boles dos dias 2, 3 e de julho estar Ilu-
minado* palacete do Terreiro, desde as 7 horas o
mein da noile at < II, ha ven In nelle duas bandas
da msica militar, qno locarao revesando-se, e ires
membrosda commissao directora so acharao presen-
tes em cada una das noiles, afim de encerrarem a
efllgiedeS. Mageslade.
A's 9 horas di noile do dia 1 de julho a commis-
sao directora conduzir. acompanhada dos cidadaos,
que se quizerem preslar, os dons carros Iriumphaes
para o palacete armado nu largo da Saude.
No dia 6 de julho a mesma commissao directora
ir receber os carros triumphaes para serem condu-
zidos ao Maeel. onde sern guardados.
A cmara municipal pormillio o gozo de lodos os
Hclosdiverlmentosduranleolo dias, para que o
povo bahiano pos domonsli.tr o subido ponto de
srus patriticas regosijus.
A columna patritica que ha de levar na noile
do dia 1. de iulho os carros i Lapinha, ser composla
de dnas divisOei e i oa 6 brigadas : o commandanto
em chore he n brigadeiro Lniz da Franca Pinto
Garrez; a 1.' diviso commandar o barao da Para-
gaass, e a 2. o commandanto superior interino da
guarda nacional; sendo as brigadas commandadas
por varios cidadaos influentes.
Os acadmicos de medicina, filhos das diversas
provincias do norle. prelendem dar no salao da fe-
crealira um grande baile, em a noite do dia 7 de
julho como prova de gralidao pelo bom acolhimento
qae lano cnraclaria o povo bahiano, e em honra ao
faustoso annivcrsirio da entrada do eiereito pacifi-
cador na Italiia. A commissao directora do referido
baile he comporta dos Srs. Bernardo Jos Affonso,
Luii Miguel Quadros filho, Pedro Antonio Cezar,
Manoel Carlos de- Conven, Luciano Xavier de Mo-
raes Sarment, Alfredo da Rocha Baslos, Joaquim
da Silva usmau, Olavo Adelio Carneiro da Cunha
e Bellarmino Xavier d'Oliveira Andrade. As hon-
ras serao feitas por varias senhoras disiinctas desta
cidade.
At agora eram aqu prohibidas as fogneiras as
noiles de S. Joao, S. Pedro, c\r. hoje porem o ac-
Inal chefe de polica deu ampia licenca para ellas; no
,que fui iniiilq louvado pelo povo, porque:
i A fogueira enva aos lares
.Trrenlos de claridnde,
Nngucm (lea em seu alvergae
Yum.i froxa ociosidade.
Riem contentes os velhos,
A flauta, a viola soa,
Rebenla a bomba cslrondosa,
O fugele aos ares vea.
Inquietos mocos gyram,
E com palmas e alaridos
\"o un sallando entre as chammas
Cada vez mais atrevidos.
Alravs dos arvoredos,
No co de mil povoacijes
l)erramam-se, afriiuiam, crescem
Das fugucras os clares.
Assim dsse'o Sr. Castilhoeo I)r. Liberato, que
tambem he folgas3o, quiz ver arder o juizo do povo
na noile de San-Joo, cujas regalas sao inviola-
veis.
Est designado o dia 1 i do oulubro vindouro para
a eleicao primaria, e o dia 11 de novembro para a
reuniao dos eleilores.
Urna postura da cmara municipal desta cidade
acaba do prohibir o pescar-se em lodo o lilioral do
municipio com redes de arraslo ; e cm confurmidade
com o disposlo do arl. 2* do decreto de 25 de oulu-
bro de 1831, determinoii o presidente da provincia,
que tenha execuc,3oa mesma postura provisoriamen-
te, emquanlo nao for submellida approvaeao dt
assembla provincial.
Os runbos continuara ncsla cidade com muila fre-
quencia e desembarace apezar da vigilancia da po-
lica. No dia 22 do corrento amanheceu raabaoa a
toja de ourives de Miguel Francisco dos Anjos, ci-
dade baixa. cijo prejuizo era avahado em 5 a 6
contos da rcis ; porm o ladreo foi preso no mesmo
dia, entregando oque liavia roabado, pela promes-
sa do dono n8o persegui-lo, se de ludo fiztsse en-
trega.
Alm desto roubo importante, outros tem appare-
cido. os quaes nao menciono por serem ridiculos.
Com a approvimaeao dos dias festivos valem-se os
ladres dessa indtittria, e quando acontece serem
presos, perdem infallivelmente no negocio ; ocho
porem conveniente que urna polica activa e vigilan-
te nao se deve descuidar de procurar todos'os meios
prevenir laes crimes, nao fiando-so smente nos
seus pedestres, porque tambem entre elles ha gran-
des industriosos. O
Foi capturado na villa do Tacao, Joaquim Ro-
drigo de Miranda, um dos 22 reos pronunciados
pela morle perpetrada ha dez anuos no infeliz bar
eharel Joaquim Procopio Freir de Andrade, juit
municipal e delegado daquelle termo ; sendo tam-
bem preso na villa de Ilapicur e recnlhido is prl-
sOcs do Barbalho desla cidade, Manoel Lucas, cm-
plice no mesmo crime.
Anda nada se decidi i respeilo da polaca Italia,
e crcio que o negocio do contrabando de po bra-
sil, apezar do parecer do desembargador procurador
da cora e da pericia do advogado do Salvi, conti-
na sem esperanzas de bom xito : eslao medidos
ern boas calcas pardas os dous italianos ; porm o
resultado he dar no oulro u que mais liver.
No dia 22 do crrenle cmnecou a correr o prazo
de 6 mezes marcados pira o concurso dos opposilo-
res s sceces da Faculdade de Medicina dc,sla ca-
pital.
O Dr. Fiel Jos de Carvalho foi nomeado biblio-
Ihccarin, o o Dr. Tho.-naz do Aquino Gaspar, official-
maior da mesma Faculdade.
De coiiforinidadc com o regulamenlo de 19 de
fevereiro do correntc anno, nao concede mais a po-
lica pessaporles eseravos despachados patii fura
da provincia, sean villa do ttulos de acquisi(ao
ou oulro documento coucluJeiile ; prevenindo assim
o Dr. Liberato os abusse espcrlezas com que al
eniao se faza semclhanle negocio.
Falleceu no dia 2i do correnlo o joven poeta,
Junqueira Freir, autor das Intpiracet do Claus-
tro, apenas contando 22 anuos de idade. Tendo dei-
xado u habito benedictino para viver com sua fami-
lia e dar a luz suas produees poticas, veio a mor-
le ruuhar-lhe a preciosa exislencia, que lano pro-
media sua patria o s ledras, deixando o pranto e
as sinceras saudades entre os seus prenles e ami-
gos. Sepullou-se no mesmo dia, s 5 horas ta larde
no mosteiro de San-Bento, onde viven por espaco
de Ires annos.
Acabo de ler na poca urna censara ai poesas
do Sr. Muir. Brrelo, cuja obra mcneionei em orna
das minhas missivas ; he evlrahido Mercantil do
Rio esse desabafu do corUtio polit no Bocage hrasileiro nada que lhe agradasse, a ei-
cepcilo de um soneto, (alvci o mais insignificante
doi lixercicioi Poticas de Uo grande genio, re
conhecido lia muito por um dos melhores trovado-
res do sen lempo. He aqui, que vem proposite ri-
lar o qae no fim do prologo disse n pola bahiano,
escudado eom Garrett : A boa e honrada critica,
a falla em geral, louva o bom, ola o mao, porm
nao fai limbreem achar defeitose erros na me-
n or falta para so regosijar da censara, Ha de
lerresposta, porque o Muniz nao mereca semclhan-
le insudo, principalmente por uro sea patricio, qae
notou armar o poeta ao ouro as suas poesa, em sea
paiz, onde existo lana gente que por desaffcices
polticas desarma o mrito.
Devo concluir cita, par- nao mais denunciar
a minha incapacidade, nem a penna eiceder-se
sem se importar com as minhas ideas : esta des-
envoltura he um desses rasgos generosos qae mui
tas vezfs apparecem pelo descuido nu por um acaso
Ora, se me fosse permiltido eicrever melhor, dando
a conveniente dircecio ao pensamento, talvez Vmc.
me pozesse u par daquelles qae moslram no seu im-
porlanl*,)iaTio a fecandidade do talento e o gosto
da escripia ; mas eu que sei o que valho, e longe es-
ton de comparar-me eom os que sabem, s posso
iraila-les na ponlualidade das remessas, e crcio que
islo mesmo n.1o he pouco, urna vez qte oulras ha-
biliiaees nao tcnlio.
Aqui lien ao seu.dispor, li a prolima chegada de
oulro vapur.
3 de julho.
Espcrando-sc aqui o vipor do Rio no dia 28 do
prximo passado, nao deseuidei-me de eicrever-lhe,
e nao tendo ella ehegado, permiltio-me que alu-
da hoje podesse fazer crescer atsla missiva com maii
algumas linhas.
Eslamos no meio do regosijo patritico do Doas
de Julho, cutre fugeles, illaminnrao, vivas ele.
O bando annunciadnr dos feslejos, leve lugar se-
gando o programma da funcean, onm grande bri-
Ihantismo e enthusinsmo. No sabbado noite foram
os carros para a pVa;a da Piedade, o na noilo do
dia 1- do correntc seguiram para a Lapinha com o
exe'rcito patritico, d'onde voltaram no dia 9 para p
Terreiro, dando a tropa aa descargas depois do Te-
Deum. ,
Nada aqui ororreu que oITmcasse o brilho do pri-
ineiro dia dos Bahianos, mostrando todos porliu,
que o aiiiiivcrsarjn da enlfada dn cicrcilo pacifica-
dor, nao devo jamis ser manchado com desordena e
demonslrarcs hoslis, porqua a principal garanta
da liberdde dos pavos he a Iranquillidade publica.
Alutures, poesas ele, nao faltaram : o povo gos-
la disto, e os laes liberaes om falla de cousa mais so-
lida, espalhamessas drogas, que nao fazendo o efiei-
to desojado, nem por isso deixnm de lacrar os eiper-
tos, inculcando-se por defensores desinteressadoa das
liherdades publicas, para adquirlrem urna nomeada
fosfrica. Acabado o tumulto, qae (ai parta mui
saliente do regosijo publico, se esqoecem todos do
que fizeram, e no oulro dia j ningem se lambra
dos pesados grilhoes, despolismes, tyrannia, escravi-
d.in ele., ele. que os poetas e oradores pintaran);
Sao estes oa dias em que a poltica torna-sa branda
e meiga, para dar o sau baile monatro, e como ella
est as boas gracia de todoi, ningaem lhe vai
mo nos sefis dsperdicios, porque lodos eslo no go-
zo dos seas diretos e regalas.
Esqaecia-me dizer-lhe que alm dos numerosos
batalhoes e regimenlos patriticos, appareceu urna
brilhaote divisSoestrangeira, composla de negocian-
tes a caiieirosallemaes e liamburcuazes, a qnal to-
mava a direila do batalbio dos, caixeiros nacionaes.
Pareca ama cmplela Crimea a Baha, na noite do
1- de Julho !
Por hoje basta, o qae escapou-me.ficar. para aaae-
guinle. Se qoizer publicar algumas das poesas que
aquiappareeeram, transcreva as seguintes, que sao
do poeta Munit Brrelo, que neste genero dellas,
poucus o excederao.
ALAGOAS
M a cei o 4 de junho.
Bem lhe disso cu em minha ultima epislola que
lobrigava ama nuvemzinha negra em nosso horiaou-
te poltico sub a forma da urna tal representaran dos
fazendeiros de Vassouras e Valenea conlra a lei da
reforma judiciaria. A principio aquelles fazendei-
ros poliliees queriam apresentar a representacao ao
senado, mas depois, diz o Jornal do Commercto, re-
solvern! a dirigi-la ao|presiik-nte|do conselhu; humil-
dementedeclaro que no^compreheinlo a trica. En-
I5o temos ou nao temos crise 7 A joven Jopposicao
vigorar ou definhar? O ministerio ser derribado
e depois reconstruido, ou apenas remendado 7 Pe-
co-lhe venia para dizer o meu humilde pensar a res-
peilo.
Li bem bonitos discurtos feilos na cmara tempo-
raria e cada vez mais me con venen da habilidade de
ni-ssos patricios para a tribuna ; duvido que haja
algores nm parlamento que aprsente um tao gran-
de numero de oradores dislinclos e eloquenles : nao
nos fallam Demosllienes, Ciceros e Mirabeaus.
Os Srs. Sascs Lobatos teem primado rom suas
philipicas ; se S. Lobato simples aggredio desabri-
damente o minislerio, pisando em sua dasenfreada
marcha em muilos calos, como ja vimos, S. Lobato,
com o apendirnlo de Jnior, prorompeu ltimamen-
te em invectivas no genero quousr/ue tndem con-
tra o presidente do Rio Grande do Sal, o Sr. Can-
sansao ds Sinmh pelo segunde modo : a A pro-
vincia do Rio Grande geme debaixo do peso do mais
hediondo e ovillante absolutismo. Desde a mais san
ta de todas as instiluieoes. desde a religiao de nossoa,
pas, desde a religiao calholica |e apostlica romana
desde a consliliiieao do estado, desde o acto addicio-
nal, desde a< les geraes, ato a mais insignificante das
leis provinciaes, ludo lem sido conspureado por esse
mi genio, a quem infelizmente foi confiada a admi-
nislraeao daquella provincia, a
Conlinuou o orador invectivando o Ilustrado ala-
goano de am modo descommanal; as accusacOes
qus lhe. fez sao gravissimas e anciosns, esperamos
qae o Sr. Cansamao oceupe a sua cadeira de depu-
tado para dar-lhe cabal resposla ; pois era noaso
entender, o Sr. Jacintho de Mendonea, que ae in-
cumbi de defender ao Ilustrado presidente, deixou
anda muilo a desejar, nao respondeu cathegorica-
menle, lalvet por nio estar previnido ou preparado
para aquelle terrivel ataque.
O Sr. Naburo oa realdade he um dos nosos mais
brilhantes tlenlos, mesmo na milindrosa posieo a
que as actuaes circumstancias teem levado o minis-
terio, ostenta-se impvido o grand e orador, o con-
sumado poltico ; quando a nppnsicao o aperta por
lodos os lados sabe elle achar sempre urna boa bre-
cha, encontra sempre palavras hondas quesoam agra-
davclmcntc e que ningoem comprehende, mas ap-
plaude ; he assim que mu eonvenienlemenle em-
pregou o s"eu methaphisico ecleefismo, que ninguem
sabe explicar e qae todos applaudem, perpassando
elle airoao por tudas as dfliculdadesquese lhe aulc-
poem.
Li a biographia do Sr. J. J. da Rocha fela por el-
le mesmo, e com quanlo ficasse penalisado com a
ingenua narraeo das miserias o inclemencias, pelas
quaes dit ter passado o illuslre jornalisla e licasse
commovido com as lagrimas que derramoo, comlu-
du, roe parece que nao ora a cmara o logar mais
azido para semellianlcs conlisses ; melhur tora que
elle expcaase por oulra forma as causas que o mo-
veram a desamparar sua bandeira, e dsse os moti-
vos que o toreara m desertar das antigs feiras.de
que era um alen lado campean.
Apreciei tambem o marcial discurso do general
Seara com seus 20 zuavos; he pena que o mais v-
leme dos laes zuavos, (o Souza Franco), fosse degra-
dado para a Sibera ; osgelos daquella frigidissima
regiao hlo de por cerlo eifriar o calor do valenla
contendor.
O D. Francisco deu a principio bem boas o engra-
ciadas calanadas, mas pT fim levou-o seu mo fado
a ir mecher no formigueiro de Minas, fazendo ver
que sendo essa provincia a mais populosa era a qoe
menor numero de recrutas dava para o exercito e
armada. Na forma do coslume, assanharnm-se os
baelas e bem receto tve que o pobre D. Francisco
fosse alli mesmo tratado como urna mosca quando
tem a desgrana de eabir em casa de formigns.
. Mudos outros discursos e discnssOes dignas de
eternas luminarias tiveram lugar; roas nao me fa-
rei carga de analisa-los, visto como nio somos poli-
lieos, e seria metiera mao em cear.i attteia. A pro-
posito de polticos, sempre lhe direi qoe gostei da
clasaificacao que delles fez a Semana do Jornal
do Commercio, dividindo-os em tres clasaea
a l> a dos velhacos ; 2 a dos tolos ; e a 3 dos
philosophbs : Velhacos san aquelles qne s iralam
de arranjar-se e nao Iralam dos interesses do estado;
tolos sao os que se sacrificam pelo estado ; e phi-
losophos sao os que Iratam ao mesmo tempo de si e
do estado. Nao me desvaneco de pertencer a ne-
nhuma das3 classes referidas, e creio qoe Vmc. faz
o mesmo; forjemos pois urna \' classe para nos ; de-
nomina-la-hemos a dos curiosos ; a ella perlencem
todos aquoelles qae estao bem inleirados dos nego-
cios pblicos e do que so passa por esse mundo d
meu Dos, comprazeodo-se em acompanhar a tor-
tuosa marcha da poltica, e analisar o procedimemlo
dos polticos das 3 nrimeiras classes, sem ulerease
ou sacrificio.
Creio que nao me levnrao a mala deniminaclta
de cariosos, tirada innocenlemenle do seu siraile em
msica, que sao os que tocarn e cantara sem acci-
pere mercedem laboris. Suppouho que uoesa cas
se nao he menos numerosa que qualqaer das 3 da
Semana, visto que nella ae acliam alistados lodos'os
alfaiales, sapateiros, e demiii artillas, a aspis da
patria! .Em nossa qualidade de curiosos examine-
mos pois como se acham os negocios pblicos.
Vejo a cmara temporaria dividida am 3 grupos:
a grande maioria composta dos ministeralistas; a
minora, ou jocen oppoaictlo, formada da varios
rhembros da primeira, os quaes se declaram descon-
tentos com a marcha ministerial, compOem-sc de 15
membros; por fim a vaina opposiclo, luzias, ou
mais parlamenlarmenie a radical, canta apenas 5
membros (reduzidos a 4 *com o suave degredo do
Souza Franco). Escusado he dizer-lhe qne a maio-
ria eal satisfoda comas cousas da actoalidade, en-
lende que o miniaterio tem cumprido satisfactoria-
mente o seu prograrama, que todo o seu procedi-
mento deve ser approvado oplime enm laude ; tudo
ae Iho antlha cor de rosa e de taphira, emfini seas
membros seriam na phrase de Vollaire os oplimis-
las;A joven opposico ao contraro en ton lo quo o
ministerio tem Iludido completamente o paiz, que
nao lem execulado o pragratnma e que deve ser re-
provado unnime ; tudo lhe parece cr de cravo de
defuotoedeazeviche; seus membros seriam, pois, na
phrase do encyclopediala cima cilado os pessimis-
laa. Quanlo velha opposigao ou radical nio fa-
rei a Vmc. a injuria de dizer-lhe o que ella quer e
quaes leus principios, que sao mui sabidos, do con-
trario nao o teria incluido na rcpeilavel classe dos
curiosos.
Bem sabe Vmc. qoe o thermomelro poltico he a
resposla falla do Ihrono, A principio persuadi-
rme ingenuamente que a opposico radical tinha-se
ligado joven cogilalione rerbo el opere, fazendo
verdadeira entente cordiale; ao v-las volarcm jun-
tas e preslarem-se muluo auxilio nos fortes ataques
conlra o Sebastopol ministerial; mas hem depressa
fui tirado do engao em que me achava pelo Sr.
Eduardo Franca (por sem duvida n mais franco dos
oppoaicionistas radicaes) o qual derlarou aherlamen-
le que a velha oppoaieao eslaria lan aomento ligada
joven emquanlo comlialiam o ministerio; se este
porm for abalado a cahir, Mear dissolvldn o com-
mercio de amizade, e leremos nova guerra; tal qus'
no vollarele! Ficam pois tem definidos o nume-
ro, pnsiees e nimos dos pleiteantes; agora dir-
Ihe-hei que o projecto de resposla falla do
Ihrono foi votado, passando por 70 votos contra 20,
em cajo numero entrramos cinco luzias. Ia-me
eaqueeendo de dizer-lhe que esta provincia conta 2
representantes as fileiraa da joven, sao os Srs. So-
bral e Gomes Ribeiro!
JA v Vmc. que o ministerio podia considerar-se se-
gurissimo; pois apenas linha conlra s na enmara
quatriennal 19 votos e no senado anda menor no-
mero ; mas eis qae de improviso oSr. C. Carneiro da
Lampos, am dos mais esforzados carnpeoes da maio-
ria, e acrrimo defensor do gabinete, aprsenla na
temporaria o seguinta projecto sobra reforma eleiln-
ral: Os cargos do presidente de provincia e ae-
ii eretario, commandanto de armas, general em che-
fe, inspector de fatenda* geral e provincial, chafe
de polica e de juiz de direito, inhibem os respec
ii (vos funceionarios de serem votados para senador
a e deputado o] membro de assemblas provinciaes
(i na provincia em que Ihes compele exercer jaris-
( dicrSo ou auloridade. Os de juiz municipal e de
o orphaos, de delegado e subdelegado inhibem os
u respectivos funceionarios de ser volados para se-
ca nador e deputado geral e provincial nos districlos
eleiloraes em que Ibes compete eiercer son fonc-
enes. Os votos que recahirem em laes emprega-
cc dos serao reputados millos. As provincias do im-
ii perio serao divididas em lanos districlos eleilo-
cr raes quanlos fonal os seus depolados assembla
geral, etc., etc.
Ao acabar de ler o projecto fiz comigo as seguintes
innocentes, reflcxes :Ser lato urna concesslo np-
po=ieao radical, ou ser urna trica ministerial? A
maioria da cmara seria consaltada a respeilo ilesje
projecto? Ella que he qnasi toda composta dejuizes
de direito, munlcipaes, chafes de polica, presidenles
de provincia a secretarios, aceitar tea sponte a sua-
ve peia?
Porque nao incluir o Sr. Carneiro de Campos os
lonles das faculdades e os desembargadores das re-
laees em sua li-la inhibitoria? Sqydo este senhor
amigo intimo do ministerio, he natural qae nao ali-
rasse aquelle pomo do discordia sem previo conheci-
menlo e consenso do gabinele ; tanto assim que 0
presidente do conselho parecen dar a entender que
o aceilava, o o Sr. ministro da jusliea, sendo inler-
pellado aperladamente pela opposicSo, nao quiz sa-
bir da concha "(como disse o Sr. Ferraz): ora isto faz
supporque he idea ministerial, sobre que nao foi
consultada a maioria. Mas com que intuito apre-
senton-se aquelle projeelo qne encerra o principio
das incompatibilidades, que sempre foi o nofi me
tangeredit maioria.' Humildemente declaro que, se
foi lctica, he per domis subtil e melaphysica para a
minha limila la eumprehensao. Sapponhamoa po-
rm qoe os mais eminentes membros da maioria fo-
ram coirsaltadus e, adoptando o projecto, volavsm
por elle; pergenio : qual a vantagem qae resalla-
r ? A reform nao eoarclar anda maia a liberd-
de do voto? Nao ficar mais aeomcoado c desenvol-
vido o systema deifilhadagem? Nio se lornarao o go-
verno e seus delegados os padrinhos genes de lodoa
os dgnissimos? Nao se verlo estes na necessidade
de ser seos hamilissimos satlites? Nao se converle-
rao is el'iees cm ver.ladeiras transacc,Oes geraes e
monstruosas ? Estas minhas imperlinentes e estpi-
das perganlas bao de por ceno provocar sorrizos
zombeleiros e escandidlos dos politicoes (das tres
classes da Semana) qae por ventura lerem estas li-
nhas, ercsipungarlo coinsigo:O sujeilo bem Rios-
tra que he apenas curioso ; nio v um palmo adi-
anto do beque!Cbnfesso a inopia e dou as maos
palmatoria !
Passa por eerto qoe os Srs. Limpo de Abreu e
Bellegarilc pediram e obtiveram demissao : com ef-
feilo, depois dos grandes encomios feilos pelo Sr. mi-
nislro dos eslrangeirns ao chefe' de esqoadra P. Fer-
reira e da declararlo de que ludo quanto este fuera
linha sido por insiraceoes do governo, nao sei co-
mo se possa conciliar o proeediroenlo do mesmo go-
verno nao ratificando os ajustes celebrados como
plenipotenciario do Paraguay e a exhoneracao do
Sr. Pedro Ferreira ducommando da divisan naval
estacionada no Rio da Prata, sendo alm disso cha-
mado corle para dar conlas. A desinlelligencia do
Sr. ministro da suorra com a commissao de mari-
nha e guerra deva necesariamente producir a re-
tirada do Sr. Bellegardet atacado forlemcnte pelos
zuacus uenhum Russo qaiz ucudi-lo : a commissao
ennservou-se impassivel e"ouvio silenciosa as necusa-
ees feilas ao minislro ; de lodos os lados pediam-se
explicarnos e informarles sobre os negocios bellicos;
o minislro ao principio respondeu o mais lacnica-
mente possivel e depois eclipsou-se!
Desmandei-me completamente, e a- a he que re-
paro que sem querer me fui '-" peta esca-
brosa, espinhosa, perigosa, *l-m llosa, falla-
ciosa, capciosa (ou oulro qualificativ
lhe pareca) senda poltica, em risco
em sem intrincados labyrinlhos ip
nido com n mcu pasaaaajaaMBVcurt7
me peccali; mas j agora est eseripto,
lempo para emendar a mao ou riscar, quod scripti,
scriptl, se lhe nao agradaren as garatujas, lance-as
margena, fazendo dellas o uso que melhor Ihs pa-
recer^ Deixemus porm negocias da corte e volva-
mos aos da provincia: que' lhe hei de contar? Crea
qae j lenho todio e vergonha de coostanlemenlo
Iracar-lhc as seguiles linhas tabellidas:a provin-
cia existo tranquilla, a administracilo vai proseguln-
do oplimamenle em sua marcha Ilustrada, a hygie-
nc publica nio lem soffrido alleracio e a seguranza
individual conlinaa em lisongeiro estado.Mais
quoi faire '.' se lado isso he a pura verdade, se na
fnzcm por ahi algumaboa falcalrua digna de ser-lhe
relatada, se em todo este mei nao houve um nico
assassinalo, c se nio (enhoo precioso dom de inven-
tar nm carapelao transcendental oa pela collossal,
como aquella do desfalque ou roubo dos oilo mil
contos do thesouro nacional ? I
Em falla pois de oolro assomplo, dexe-me dizer-
lhe o que por aqui se passou, oa antes as minhas
aventuras, em a noile do S. Jlo, o qual, segando
j lhe communiquei, he o sanio de minha predilec-
cau e especial devorao.
Se Vmc. liver boa memoria hade recordar-se que
pelo S. Joao passado conlei-lhe as proezas qae na-
quella aben;oada noite fiz ; cunfiei-lhe tambem as
apprchenses de quo me achava possuido acerca
da abolicao dos huscaps; pois bem, previa que, se
continuasse o furioso progresso em que ianios, seria
bem cedo proscripto in etemum aquelle innocente
folguedo de nossos maiores, como outros mudos que
os actuaes progressistas (ou abolicionistas! jalgam
indignos do carrancudo seeul dasluzes, que mesmo
por causa do nome deviaadmitlir os buscaps.
Bem recoiava eu que, asaim como haviam assas-
sinado o fresco entrudo, enterrassem os calidos bus-
caps Em o anuo passado cu e alguna pal seos fi-
lemos um Minino assignado, pedindo primeira
auloridade, que para maior honra e gloria do gran-
de santo nos marcasse lugar'onde a salvo podesse-
mos fazor rabear uns millteiros de huacaps qne ha-
viamos confeccionado com toda a devoglo : o nosso
requerimenlo fui f.ivoravelmonto deferido, e o lar-
go dos Mari)ros foi o thealro das proezas dos Joan-
iiilatra* (nao fita caso da comp.xie.ao !) Com a
bocea doce pelo benigno deferimculo Irans.cto, e-
suppondn que a primeira auloridade tambem era
como nos devota de S. Jlo, lmbramo-nos de fa-
zer lambem esle anuo oulro abaixo assignado, pe-
dindo licenca e campo para a gnea brincadeirn ;
mas, /tro/i dolor! tomos redondamente indeferidos ;
no enlamo, ja eu liavia soccado urnas duzias de
buscaps! Ainda mo persuad que, apezar das pos-
turas municipaes o prnhiItices policiaes, a impvida
rapazcada sa arriscarla a soltar buscaps, e assim,
sahi prevenido com as indispensaveis tovas c aa al-
gbeira fornidas ; porem, oh vcrgunha, ninguem
se animuu Onde eslito osvalentes campeos do an-
no passado, onde osCalAes de lindo fogo, osJoes
saUmandras, os F. Elysios de pos torcidos o outros
esforrados lidadores, cujas pedes parecam de amian-
tho? Nenlioin cnconlrei : apenas algum garolo
sollava de vez em quandn o seu montono traque,
algum traquinas as .mellas acendia urna insulsa
rodinha, c algum lulo alacava a sua bomba ou ro-
queda, a/atinan l-.i a gente enm o alrg.ador estampi-
do. Desaponlado o macambuzio nio sabia coni0
passaria a comprida noile de S. Joan ; comecci a
percorrer as ras sem desuno ; mas, por toda a par-
le era mesma monotona : ama imbaiiba medida
dentro de urna fogueira, e cm roda desta meia da-
lia de desencajadas meninos e moleques soltando
traques; quanto a buscaps, nem unrpara mesinha ;
as portas e janellas quo oolr'ura ficavam hermti-
camente fechadas, estavam escaacaradas, como ou-
lras tantas hoccarras, escarnecendo e zombando dos
defunlos buscaps.
Desengaado de que nao encontrara um amigo
bastante animoso para arrostrar com as prohibirles,
o soltar meia duiia de traques, disia comigo, tja qua
todos se lornaram libios, vou ver se arho algures
com quem ao menos tire Ornas sortea, nao sa dir
que nesta noite deixe de sallar a minha fogueira,
lomar meu bochecho d'agua ; por o meo ovo ao
sereno, e consultar o orculo : eslava ento na roa
do Commercio e odiando para om sobrado1 qne lem
janellas gticas, eonheci pelas lotes eborborinho qua
alli aeoccupavam'nodavotoetercicio d tirarsorles;
sem mais aqnelia fui sahindo as aseadas, a apresen-
lei-ma iampeiro no meio da rennllo ; ao ver-'me o
dono da? casa armado de lavas, perganlou-me:En-
13o amigo, soltou mudos buscaps ?Nada, meu
charo, (raspondi-lhaconsternado) m buscaps foram
proscriptos para todo sempre, nanea mais os vero-
moa, nonca mili, nunca 1 A esla lamuria nao
pode deixar de rir-se o bom ma..... (Ui quem a
ia escapolindo o posto do dono da casa !) '
Em urna alcova contigua a sala, vi um oratorio
enfeitado, Iluminado e ornado de fitas e flores;
ende outros sanios l se achava o lindo S. Joao cera
o surraotinho e o inJeffeclivcl manso cordeirinho,
quem deixara de adorar ao glorioso e amavel S.
Joan, ao santo mais garrido e brincan do kalendario?
o advogado das fontci e ribeiros, at pelos descridos
moaros fcslejado ?
ii Qnal ha hi r cnegado iconoclasia,
Melaphysico, abdruso protestante,
Que ao ver-le assim gentil c'o surraozinlto
Pastoril d'alvas pellos, e afagando
O cordeirinho que a leos pea nem bala,
Quem ser que tal vista nao converla 7
Notei no entonto, que no oratorio oceupava 0
principal lugar S. Antonio, o que me nao admiroo
quando subo qae as mocas tinham sido as armado-
ras. Se eu livesse bastante influencia na corlado
pontfice, pedira para o meo santo o mesmo privi-
legio de casamenleiro de qae gozam Santo Antonio
e S. doiiralo, e entao qaeria ver so ainda lhe da-
ran) lugar secundario em oratorios! Em urna pe-
quea mesa junta ao allarzinho estavam disposlos
uns dez pires eom sal, limites, cinz, urna carlinha,
om pendi de rosas, um ramo de alerrim.e mais
alguna ingredientes quo o condesccndenle santo
converle Daquella milagrosa noile em outros lanos
orculos do porvir. No meio da sala estova o infal-
livel livro do fado e os compelentes dados, cercadoa
por urna pnreao de jovem ulrlusque se.rus; aa de-
mas pessoas all reunida,! dividinm-se era grupos
espalhados a esmo am composto de abarridos scep-
ticos, desdenhindo consultar as sorles, alli mesmo
paleslravam peripalhelicamenle sobre a maldita po-
ltica, /como se esla nio fosse ainda mais fallas 1) ;
outro esperava ancioso pelo cha oolro emfim cui-
dava em diverlir-ie exuberantemente ; acoslei-me
a esse ultimo grupo, donde ouvia parlirein es|ali-
nhos phospboricos e risadas homricas. Indagando
os molivos daquella hilaridado sobe que eram urnas
sortea, eontldas em urnas balnhas de estala, con-
feccionadas por om sugeito, cuj nome nio cahirei
na aanera de declarar, pois he segredo : lia-se am
dos bilhelinhos phospboricos, quem linha lirado a
sorte, que tanta glbula promova, era a miis tra-
vesa a engranada das mocos qoe all estavam ; o tal
versculo dizi assim :
a Sempre viveslo Iludida,
a Pensando encontrar amor,
ii Quando s triste menina,
a Encontraste um vil traidor !
Oflereci-me em continente para ser o tal traidor,
fai porem logo reprovado in limine, e ainda em
cima unnimemente apupado.,
Fiquei encordoado e proleslei vingar-me, pu-
blicando o tal versinho; o amigo Guimarles,
tomando parlo no mcu insulto, deu-se o tra-
badlo de ajuntar quanlos versnhos poude, e pre-
sentcou-me com essa collecao qae lhe envi, para
que Vmc. faca della o uso que maia conVenienle lhe
parecer. Nao parou aqui a minha furia, resolvi-rrte
lambem a fazer cruenta guerra a am exercito de
bolinholos, pudings, e tortas, que disposlos em or-
den) de balalha, e lendo por generaos'3 pralarrazes
do fina cangica se eslembara em urna lana mesa,
que pareca um campo de batalha apinhado de iui-
migos; convidei o Beucvides e o Bsrros i me coid-
juvarememsa alaqueque pretenda dar, principian-
do pelos sobredilos 3 (tratos, que nos parecam estar
desafiando e fazendo foscas : intrpidamente os ata-
camos, o bem depressa vio-se ama boa brecha, po-
rem os meas dous adiados deram logo parle do Tra-
eos, fiquei pois susinho murdendo, corlando a des-
pedazando ludo quanto se me punha em frente; j
a traqueando, quando so apresenlaram em campo
Baha, padre Mello e o Fclix|prestando-mc efficassis-
tima coadjuvaclo; vendo o governador da prar,a
ue os solidos e massas duras nio resistan) ao vivs-
mo fogo, apicsenlou u*na mo,lle,7ujo
mais ningaem, nao altendendo que do tal aucora-
douro cidade sao 6 leguas.
Sezoei.Continua esle mal a aisolar r^rincipal-
mrnto o sul da provincia. as margen d Pimliy
ha familiai Inteiras cahida, senhoaps de eogerrho ha
que tem rodos o eseravos do mismo modo. Na po-
voajao da Lagoa-vermelha j tem morrido mal do
40 pessoas. Dizero os velhosqae esta mal nanea
ilacou tanto.
Boato.Ha ana 15 dial encheram por toda a pro-
vincia qoe o gabinete|linlu cabido, partindo islo da
antiga capital de S. Christovlo. Ser algum gouro'.'
He verdade (jo* "dizeraque praga de Urub no
malla cavado.
Solidas.Cliigoa e lomou cinta do seu lugar,
comarca da Estancia 0 Dr. Caelano Vicenta de Al-
meida ex-joiz da direito do seu Bonito.
O presidente eslev doeole, mas pela soa tor-
ga de vunlade j est bomquerer he poder.
O Aracaj vai cainiuliaudu a passo de gigan-
te ; a para alli corre para especular, o podreiro, o
vendelhlo, o farinheiro, o pideiro, o earniceiro,
etc. ele.
Esto em Irabalhos o jury do Lagarto, da Es-.
tancia, e do Maroim, |o primeiro J aioo o julga-
menlo de 3 reos, e todos (iveram senlencaa de morte,
dos mais pontos de nada sei ainda.
O regulamenlo de tosas lem produiido um
clamor geral na proviocia, o alguns bichareis s fa-
zem di/.er que nio esperavam esla monstruosidade
do Sr. Nabuco, mas eo pens qne ha porque ritos
nao melhoraram. ltimamente tom-sc dadp no foro
questao com a publicarlo do regulamento ; os feilos
anteriores a publicarlo cujos antos nio forem linda
contados, deverao se regular pelo velho oo novo re-
giment? A jaslijaest modo e, muilo cara em
nossa Ierra.
Como sei quo gosfa fie poesa, appreseWo-lhe
om soneto 9 parle de oolro de um velho chamado
M. L. de Garvalho Paes, cuja familia he dessa sua
proviocia.
SONETO.
Triste Albano, que as cordas desafinas
llesse leu instrumento desprezado,
Nao rcordes pois hoje o malpasando
Em pteaenra do qaaotu descortinas.
Floros, fruetas, aguas alalinas
Qoe rodeiam o casal afortunado;
Em que deve tomar o doce estada
'Na fresca da manhaa, doas Ponina.
As bellas e frescas flores dese n canto
Grande Anelo caulor que alli diviso
A empreza teme, qae nio chego a lanto.
Da morle pois nio cede o doro aviso
Ao velho, qoe passou do rito aa pranto
Um momento pastar da pranto 10 riso.
( Foi em occasilode nm casamento de dous jo-
ven*. )
OUTRO.
En) quanlo nova aurora vera subindo
De Anelio, que possae pomposos dados,
Na larde devneusdias mal pastados
Da noite faltes sombras vao calando.
Ah! quera pode a distancia ir mediido
De mea triste pensar aos teas cuidados '.
Eu churo sob oa ramos deseceadot,
Quando beijas a flor qoe vem abrindo.
i'eo direilo a fortuna nio presereve
Qual proscripto me lema infelicidad*,
1 Tu es presa de amor eu da saudade.
Tu em breva aeras mudo a u nada em breve.
( Foi feito comparando-se com nm primo no prin-
cipio dos estudus, qoe he boje o Sr. Ratisbona.1
O Cotinguibeiro.
PERMBIJCO.
.JURY DO RECITE.
Dta6dojtao.
Presidencia do Sr. Dr. Alexandre Bernardino dos
Reis e Silta.
Promotor publico interino, o Sr. Dr. Francisco
Gomes Vellozo de Albuquerqae Lina.
Advogado, o Sr. Dr. Joaquim Elvira de Moraes
Carvalho.
Escrivao, o Sr. Joaquim Francisco de Paola Esle-
ves Clemente.
Feita a chamada as 10 horas da manhan, acharam-
se presentes 39 srs. jumdoi.
Foram multados em mais 20$ rs. cada oro dos se-
nomTaTiiatU1losW"jniidot ja multados nos anteriores dias de
V
loje ignoro, mas de cujo sabor lemhram-se com
saudades os meus alijados.
Assim tinha decoradlo parte da noite, um grande
peso porem opprintta a minha consciencia, nao tinha
ainda cumprido toda a minha devorlo, fallava-me
linda polar urna fogueira, e alli n|o hivia ; despe-
di-me pois a franceza, e sahi a ver ae algures depa-
rava alguma pyra crepitante, nao andei muilo paro
encontrar o que desoja va: em certo tugar, cajo nome
naodirei. lobriguei urna porc.au de jovenem redor
de ama baila pyea devotamente .occtipadts nos pos
exercicios proprios daquella abeneoada noite ; urnas
munidas de ramos de adevinh adoras llores e folhas
consultadas como orculos, oulras alteando rodi-
nhas u pislolloesdo lindas lagrimas, oulras com as
biichechas prenhes de agua para saberem os nomei
dos futuros noivos, oulras finalmente saltandoas.,..
. *........crepitantes
Fogueiras l-Z-e a torneada fina () perna
Que se mostra ao saltarcomo a descuido
11 Ai, maman, qoe me viram qaasi Nada
Nao salto maisUm s, um a E o medo
De creslar a orla crespa o bem franjada
Dolafulu vestido, o ergue mais alio ;
Remdito San Joo todo desculps
Tlu bom que lies o santificas ludo !
Vale.
sesalo.
Aborta a sesslo, loi condolida abarra do tribunal,
a r _\nna Joaquina de Jess, accuiada por crime
de fe intentos leves perpetrados na pessoa de Sevi-
rino l.uiz Soares.
Cumpoz-se o conselho de sentones dos seguintes
senhores:
Pedro de Alcntara Abren e Lima.
Joao Antonio da Silva Grillo.
Jos Goncalves Torres Jonior.
Joi Jlernardo Ventura.
Joo Chrisostomo Fernandes Viaan*.
Caelano Pinto de Veras.
Antonio Cardoso de Queroz Fouscca.
Jos. Affonso dos Santos Bastos.
Jos Teixeira Peixolo.
Coronel Joao Francisco do Chaby.
Antonio Nobre de Almeida.
Jos Alvea de Soma Rangel.
Findos us debales foi o conselho condolido a sil
da* conferencias a 23|4horas da tarde.donde vullou
as :l 1;2 com suas resposlas, que foram lidisemToz
alia polo presidente do jury, em vista de coja d-
dalo o Sr. Dr. juiz da direilo absolveo a re,
condemoando a rouarcipalidae nu costas, e le-
vanlou 1 tesaao, adiando-a para o dia seguidle s 10
horas da manhla.
SERGrPE.
12 de junho.
Agricultura.Temos lido um invern regular,
porm como principiou cedo, (eremos urna grande
safra.
lia de se lembrar deque lhe fallei em urna plan-
ta de baunilha, pois, meu amigo, nao proaperou ;
nio sei se.pelo meo terceno nio ser proprio, oo por
ignorancia minha a respeilo da cultura. Eo en-
tend, e ainda enlendo qoe o governo deverin pedir
informaees pitra b Mxico, e cspalha-las pelas pro-
vincias, porque crea que seria assim crear tima
origem de grande prodcelo.
A minha fazenda de caf vai indo muito bem, e
confn que em breve lempo lerei a compenaafao dos
meus Irabah os e cuidados. Pretendo mais tarde
deixar completamente o engenho de astucar, e s
applicar-me as cultoras, que maia fcilmente admit-
lam colonos. Nao quero deixar eseravos a meus fi-
ihss; e esla geranio deveria solTrer.ecsforear-so pa-
ra nio deixar conlinuar o tal cancro. Sou muilo
abolicionista*.
Companha do Japarataba.Sou informado qae
o Sr. Antonio Jos da Silvn Travassos obleve o pri-
vilegio sobre a exclusiva navegacao do rio Japarata-
ba e canal do Pomonga. Esto emprezario Irabalha
por organisar a companha na provincia, mas eu en-
lendo que nao poder conseguir, porque tomos fal-
ta de capitaea, e algum que existe he em ralos de
avarentos, que como taea nao arriscara o seu queri-
do em emprezas (nao ha regra sem excepto.) Eu
j fallei contra este privilegio, mas depois de certa
informaees fiquei com o juizo suspenso; espero
pois os factos para destruirlo de algumas descon-
(laucs ou para a sua confirmacao.
Arribada do vapor Colinguiba.Fui informado
que esto vapor arribou na cidade da Estancia por
haver-se quebrado um ferro da machina, e mesmo
por falta do carvau. Foi aviso i Baha, e dias de-*
pois entrou na mesma barra o vapor Paran toa-
rendo ferro o carv.lo. Sou informado mais que nes-
sa companha anda escassez cm todos os sentidos :
os passageirns paiaam mal, vindo para mesa haca-
Ibiio, alguma galliuhi as qualro Testas Jo anno, etc.
Contam que na arribada logo que chegaram ao por-
to o capao passou ordem para nao se dar comida a
() N. B. Peco venia a Vmc. o a Garre! para
mudar a exprsalofina perna le que ello se ser-
vio porarossa perna.Nao sei a rat.10 porque oa
europeue, ao inverao dt nos, entendem qoe umaper-
ua para ser bem fella deve ser fina,Sao goslos :
uns goslam de melao com assoear, e outros eom la-
haco, excosado ser dizer-lhe que sou dos pri-
meiros.
REPARTS AO DA POLICA
Parta do dia 6 de julho.
Illni. e Eim. Sr.Levo ao conhecimenlo de V.
Exc. que das diferentes participarles hoje recebdas
nesta reparliea-,consta que foram presos:
A minha ordem, o prelo africano Ernesto, pata
ser castigado correccnvnalmenle.
Pela deleaacia do primeiro districto desle termo,
Jos Flix Mahnho, para trcrignic&es.
Pela subdelegada da (reguezin do Recite, o re-
lo Afiunso, tambero para averiguarles, e a preta
Loiza, escrava, por andar fgida.
Pela subdelegacia da friguezia da Boa-Visla, o
pardo eseravo Custodio, por aso ale armas prohibidas.
E pela subdelegacia da frgoeiia da Jaboatio, o
poriuguei Frincisco Loorenc-t) Cirio?, iodlciado cm
crime do lentlliva de morto.
Daos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambueo 6 de julho de 1855.lllro. e Exm.
Sr. consetheiro Joa Bento da Cuaba e Fgoeirede,
presidente da provincia.O chafe de polica mz
Carlot de Paita Teixeira.
~ DIARIO DE PERi\41BilC0.
Pelo vapor Imperador, ehegado honlem dos par-
ios do sul, recbenos jornaes do Rio de Janeiro que
alcancam a 27 do passado,- di Baha a 30 e Mtcei
a 27.
Depois da sabida dos Srs. viseonde de Abiete e
Rellegarde, segundo j hontcm noliciarcos, fui ra-
composln o miniaterio pela mancira sesuinle : o Sr.
cont I he rn Jos Maria da Silva Parinhoi passou pa-
ra a pasla dos negocios oslrangeiros, u Sr. depulado
Joo Mauricio ,\Vanderley foi nomeado para a da
mannha, eoSr. senador uiarqutt da Canas para a
da guerra.
Tinha passado no senado em 1.a dlsrusslo, o pare-
cer sobre a aulorisacio pedida pelo governo paro
continuar n Sr. viscooiledo Uruguay na missao tape-
nal em que se acba na Europa ; e em 3.', a propos-
la da fixa^ao dai furias de torra, tal quaLfoi emen- '
dada na camir.t lemporaria, assim como o projeelo
que prohibe o processu eleitoral dentro dos tem-
plos.
Na cmara dos depulados rumeeou no dia 25 a dis-
eussfiu de orcamenlo do impeli, lendo pedido 1 p-
lavra, conlra, l'senhorei; e 1 Tavor, 2-5. No dia
2ti enlrouem 2.' discussao o projeelo de reforma hy
Killiecaria, inscrevendo-se, contra, 4 membros, e 1
vor, 7.
Na mesma cmara foi adoptada no din 21. sem di
cossao, a proposla de fixacJo da forja naval ; e 110
dia 23 adoplou-ae o projecto que appruva a con-
vei.ca.) celebrada tnlre o governo do Brasil e o de.
Portugal para a repress.lo do crime da moeda falsa.
Em seguida foi approvado um requerimenlo dai '
adiamenlo do Sr. Ferreira de Agujar ao projeelo
sobre garanta de juros adclicionaea concedida pelas
assemblas provinciaes s comparrhias organisadas.
ou que) se orgaiusarem, para a construcclo de estra-
,das de ferro.
Na sesslo de 21 adoplou ainda a sobretftta cmara,
aem debate, lendo pedido urgencia o Sr. Ferreira de
Aguiar, a resoluelo que atilorisa o governo a estabe-
lecer n prosesso para a desa ppropriaco, de predios e
terrenos para estradas de torro no Brasil ; e bem as-
sim cm varias emtndat, par urgencia pedida pelo


01UI0 OE PtRNAMBUCO SBADO 7 til JUNHO DE i355
Sr. terral, o projeelo declarando qua as trra* do
ludio e miseaes ettinclas ficam pertencendo as c-
mara! municipae aro que ellas eslivrcem sitas.
| S. M. o Impera lor lomon lulo coro a aua corle, a
coraecar do da 19 do psssado, por doui metes, pelo
fnllecimenlo de S. A. I. e R. a isnhora arcltiduque-
za Mara DoroUtn, viuva do arihiduque Jos Pala-
I Uno, lio-a* ,S. M. o imperador da Austria.
O Sr. Manuel de Catvaltto Pues do Andradr, se-
nador pela provincia da Parahib.i, fallecer nod i a 19
do um atiqoe apopltico.
I O Sr. I). Andr Lamas, enviado extraordinario e
^^-, ministro plenipotenciario da repblica oriental do
Uruguay foi rocebido no da 19 aor S. M. o Impera-
dor, em audiencia ftVlicitlajr no paco da cidade, pa-
ra o fin de entregar a S. 41. I a recredencial que
poi termo i saa mistao' 'diplomtica na corlo do
Brasil.
O Sr. Jo,lo Francisco Emecy demittio-se do cargo
de director do Banco do Brasil.
Fot nomoado commaudante do vapor Btberibe o
Sr. capitao lenle Jos Maria Hodrigues, em lubs-
tiluic,ao do capitao lente Jos Segundino Gomen-
aoro, que passou a commnndar r vapor Gequilinho-
' nka. em logar do capillo lente JoSe Gomes de
Aguiar qae desembarca.
Tinltam cheMdo a Santos, no lia 17, '275 colonos
suissos e allemles. procedentes de Hamburgo.
L-se no Jornal do CommertAt.
Prisoes.Poi hontem pre*> am do rapares
qae se divert*! em loriar relo;iie* das algibeiras
de seus donos.
Este esperanzoso joven traiia com sigo o relogio
roubado da algibelra de Goldsmith na roa Direita.
Chama-so Jos Pe eir da Silva e he subdito por-
tuguez.
Fot (ambem preso o preto Benedicto, escravo do
Sr. Jos de Azovedo Sanios, que navia roubado
hontem da algibeira da jaqoela de seu senlior a
. quanlia de 70118 *. Eneonlrou-selbe nicamente
a quanlia pe 45US220 rs., e algunas fazendss qua
I havia comprado em casa de diversas marcadores tita
. ingenuos que nAo desconfiaran) de un preto, com
dous Trros ao pesclo, que razia compras avulladas
dando em pagamento notas no valor de 1009000 rs.
ede-2009000!
I.ouvaaiota polica palo zelo e ictividade que lem
mostrado na prisilo dos falsificadores e dos ladrOes.
Sempre que a acc5o da polica se limitar a repressao
e punirlo dos Crimea, nolbe faltarflo os elogios da
imprenta imparcial. '
Colonos Chas. Temos d j annunejar* nm-
acontecimeulo lamenlavel
Na fazenda do Sr. Joaquim Francisco de Lima, do
municipio de Valencia, existiam como trabithadores
?a dez colonos ehins dos recntenteme importados. Na
noile de 10 para 11 do crrante sete des'' colonos
(vealiram-secoraa sua mejkor roupa, melteram as
algibeiras o diuheiro quepoaauian:, o assim prepa-
rados suicidaran) se enforcando-se 1
Chamadas as autoridades para pi'ocedor-se ao ros-
pectivo corpo de deliclo,reconliecei-se que os Chins
ero bem tratados, qae o Irabalho ]ue faziam eslava
muilo dentro das toes forjas, c que pelo lado da ali-
meut.ic,lo nuda Ibes fallava, pois que havia abun-
dancia de manlimentos na casa em quo moravam.
Por falta de interpreto nSo foi pissivel saber dos
tresChins que resislirama mana do suicidio, os
motivos que levaram 05 companhei 09 a pralicareite
acto de loucura". O mais provavtJ he que foram
vicliaVns de in alaqne do nostalgia.
Ftbrt amarilla.A guarnidlo do brigue es-
cana de guerra inglez Spu, perlencenle a esta es-
tarao naval, e que se achava tundeado na Baha,fi
atacada de febre amarella. Tendo fallecido 10 pa-
fas, entro etias 1 official, resolveu 9 cnmmandanle
abandonar aquella porto o sesuir p,irn o sul, na es-
perance de qae a raudanen de ar corlara on pelo
menos diminuira o mal. Nao satengsnou. A ma-
neira que o Spy sanhva uini lat urde mais alta, e
nma temperatura menos calida, de lestia ou tornava-sa benigna, e quando hontem en-
trn nesta perto estavam em eonvalescenra lodos
quantos tinhaauido atacados ullimimenle."
Por precanMo fundeou o Spy ni hahia da J11-
rujuba, onde foi visitado peloSr. l)r. Paula Candido
presidente da Junta de Hygene.
o AbalroacUo.0 vapor Joseohina, da carrei-
ra de Santos, ao sabir hontem do uncoradouro fr.-mquia para o da carga, abalroou c cortou ao meio
um barco da roca (per) que segua vela para o
interior da nossa baha, lia gu.irnic.ao do per.qoe
se compiinha de cinco pretos, morreu um quo esla-
va debaixo ita tolda.
Ssguudo a melhures informac/tcs, este desastre
~^\* pode ser allrihuido inexplic; vel perlurbucao
C TtUTnarinhtiro que vinha ao leme do vapur. O coni-
> mandante, que se achava sobre o pissadico, hrada-
va-lhe com toda a forra bombonlo, e qunnto
mais grilava e gesticulava mis o mariiiheiro carre-
gava o lemea estbenlo Quando > commaudante,
perdida a aeperanca.de fazer-sa enlinder, saltou do
passadice para acudir ae lome, ja. nlo pode evitar a
abalroacpe.
blico, commonicando ter-se felnjpara all, nos das
22 24 desle mez.a condcelo dos Cadveres de dous
escravos em cabeca, e em una carrosa tirada por
bois, sendo a conducrSo por este ultimo modo man-
dada fazer por Joaquim Elias de Moura, e o cada-
ver laucado aquem da murslha do cemUerioo as 7
horas da ooite e por ler-se o porllo fechado. I
leirada, e mandou-se remetter o olicio ao fiscal pa-
ra proceder convenientemente.
Desta leitura v-se qu attribae-se-me ama in-
fraccio criminosa, pela qual te mandou que o fiscal
procedesse eouvonientemenle.
Commelten a cmara urna falsidadc '.' Parece que
n.lo, avista do seguinte oflicio qne Ihe fura enviada
pelo Sr. TlrSes, e qne o mesmo 9r. Viriles publica
no Diario da 30 do pastado.
1 lllms. Srs.Communico a Vs. Ss. que nosdias
22 e 21 do correte mez.vieram para o cemiteru pu-
blico para ser sepultado em sepultura com-
mum,acompanhan lo as gnias de n. 927i e 9291,
os cadveres da prvula Benedicta, escrava de Jos
de Moraos Carvalho, o de Hayroiinda, escrava de I).
Emilia Fausta Menna da Casta, conduzido o pri-
meira em cabera de protos e remellido pelo mesmo
senlior, o segundo em urna carroca puxada por um
bui, e remellido por Joaquim Elias de Moura, oc-
correndn mais qae este utlimo fura abandonado as 7
METAES E FUNDOS PBLICOS.
METAES. lui;as hespanholas 289600
1 d da palria. 298000 a 299300
Pecas de ii-100 velhas. I69OOO
a Moedas de 49. .
o Soberanos. a>
Pesos hespanhes.
da patria .
PatacOes.....
Apolicesde6,'........
a provinciaes......
9j000
8O8O0 a
1940 a
19920 a
Nominal.
108l|2ex-div.
103 % a 104 ",.
9*000
29000
13960
(Jornal do Commero do Kto.;
MOVIMENTO DO PORTO.
A'oiioj entrados no da 6.
Liverpool50 dia, brigue inglez Everlnn, de 201
toneladas, r.pililo James Kini, eqnipasem 11,
carga fazendas e mais gneros ; a Fox Brothers.
Passageiros, lvluar.i R. liughes, Chrislopher Rn-
dale Jullidge.
Assu'8 das, hiale hrasileiro Novo Olindan, de 85
toneladas, mestre Custodio Jos Vianna, cqopa-
gem.8, carga sil ; a Tasso & Compauhia.
horas do no)le ionio ao portao do cemilero, por ja o j Rio de janeiro19 das, hiale hrasileiro Sanio An-

/
Naufragio.Foram lioje apiaaenlados n po-
lica o capilao, 6 marinheiros e 1 p usgeiro do bri-
gue norte-americano tVitttU, capillo Silvesler, pro-
cedente de New-Vork con deslino ai Rio Grande do
Sul, o qual tendo aberto agu) foi a pique 60 nflhas
ao mar de Mangaralibal
A guarnicSo e um passagero, Alexandre Bar-
nelt, salvaram-se na lancha do navio, edepoisde
dous diaa de fadigas e de perigot conieguiram apor-
tar 1 Mangaraliba. .
a Witsiyl sahira da flew-Vork em 21 de marro,'?
osen carregamento compunha-se de farinha.lireu,
ele.
O Sr. chefe de polica, depoit de lar maullado
dar de comer aoa pobre) nufragos t de indagar te
rrecisavam ae alguma cousa, remetleu-os ao seu
corltol.
_ SjBi>tqUia tades BPrlSeV^acompanliadas das damas e sema-
iiariot, foram hontem academia das Bellas-Arles
ver os modelos e desenhos enviados da Europa para
o colicorto daWalna equeslre do fundador do im-
perio.
Acabada a visija da eiposifo, 11 a Magesladc o
Imperador foi escola militar, e Sua Mageslade a
Imperatriz fieon na academia das Ilellts-Arlea em
compauhia Jai soaa dantas, veador, membros da
bommiado e lentes.
Os desenhos e modelos ficamexpuslos ao publico
por quinza das, dat 10 Uoras da mauhaa as 4 da
larde.'
a Terminado este prazo, I er Ingir a escolhado
pensamento que ha ser adoptado e mandado esc-
rutar.
oulra parte enconlrarSo os lilores os despa-
ultimamenle publicados pelo-minideno da us-
astim cerno noticias de Saa Piolo o Montevi-
deo, e at cartas dos nossos correspoi denlos da corle
e Seraipe.
Qunto a Baha referimo-nos lainbem caria do
notso correspondente, ezarada em olugarcompe-
tonte, nada tendo qae aerescenlar-lhe.
Be Alago** nada referem 04 ornaes que se posea
mencionar.
.^-----*
acharem fechado.
Mas, ser cerlo qus eu tenha remellido escravo
algum da Sr. D. Emilia Fausta Menna da Cola '
Quem responde a isso he a resposla que ao Sr. Vi-
rSes deu o Illm. Sr. Dr. Filipnc Menna Calado da
Ponceca, o qne o mesmo Sr. Viriles publicou em o
referido Diario, ei-la :
a Illm. Sr. Maooel Luiz Viriles.Por oli-equio
do meo amigo o Sr. Joaquim Elias da Moura, en-
carreguoi a umseu li I lio o inconimodo .de me tirar
guia para enlcrrar-se uina escrava perlencenle a
pessoa de minlia familia, a fui en que mandei rondu-
tir di la escrava em urna csrrocja minha. e por meus
escravos, a e aquello moro tendo podido obter a gua
jn mui larde, me dssa ler chegado au cemiterio de-
poisdo porlao fechado, e ler entregue dil moro a
gnia ao purlciro em caminho.e por isso lalvez o por-
leiro soppozease ser a escrava fallecida e toda a con-
dcelo perteneento ao Sr. Joaquim Elias de Moura.
Se o faci foi esle e nilo como o Sr. VirJes nar-
rou, se eu n.lo Uve parle alguma na conduccao des-
se cadver,romo be que o Sr. Viriles me o imputa pe-
rante a cmara ? E como convencido de urna falsi-
dade pelos proprios documentos que exhibi em seu
favor, lem o arrojo de insujlar-me, nao reconhecen-
do a propria falta 1 Outro me tivera pedido perdilo
da injuria ; mas ee pobre Sr. Viraos nilo cunhece
a grandeza de 0111 (al procedimento, e julga manler
a sua dignidade apresenlando-se bravutoso, anda
quando esmagada pelo peso da verdade.
Nin mais me occoparei, Srs. redaclores.dessa mes-
qunha quesUo, agradecendo ao Sr. Virile o ler-se
encarregado pessoulmenle de provar que a sua as-
sercJo i meo respailo fura calumniosa.
Soo, Srs. redactores seu constante leilor s tssg-
oanie, Joaquim Elias de Moura.
PUBLICADO A PEDIDO.
lllms. Srs. Temos a honra de participar a Vv.
Ss. que se acham concluidos os Irabalhos de que se
servirn) incumbir-nos.
Organison-.se o livro ndice, ruja falla era de ha
muilo por dercais seusivel; nos rtulos de cada um
dos voluntes que compoe a bhliollteca se escreveu a
lellra da estante e o numero da pratcleira a que de-
vem perteocer, sendo depois convenientemente ar-
rumados de Arma,que com a maior facilidade se po-
de encontrar qualquer obra.
Franqueamos leitura exlerna diversas obras, ca-
ja saluda era vedada sem razan plausivel, prohihin-
do-a 13o tmenle ;is de jurisprudencia, grammalic,
lexicographia, e a algumas nutra ani numero limi-
tadissimo, que por serem propramenla de consulta.
ou por estarem encadernda,s com luxo e oroads dae
gravuras finas, entendemos deverem permanecer
conlantementR' no gabinete.
Tambem ampliamos os das concedidos para a lei-
tura, especialmente as obras serias, de forma que
agora entendemos que sem queixame razoavel dos
associados se pdenlo fazer ellectivas as mullas por
excesso de lempo.
Finalmente, depois de arhilrarmos um valor s
obras offerecidas, e aquellas, cujas facturas tmenle
mencionan) a importancia de sua tnlalidade, trata-
mos tle dar um balando Reral, conferimlo todas as
obras entradas para o gabinete desde a sua instala-
gao com as existentes as caanles, ou em poder dos
associados, e entilo livemos 0 desguato de observar
que este eslabelecimeulo Vaminhava velozmente a
um eslado de completa confusAo'. O livro do movi-
mento que livemos de examinar eslava na maior des-
orden) ; mais de cem obras se achavant debitadas a
socios que de ha milito as haviam reclhido, qualro
e cinco dbitos aberlos mesma obra, nmeros re-
potidbs em dilTerenlet livros, ou'lros sem rotulo al-
gum; e mesmo sem numero ; eis as ennsequencias
do culpavel deleito do ex-guarda bibliolhecario, e
da Ilimitada conlianra que nelle depositaram as
transadas administrarnos.
Fizemos, como nos compria, encerrar osdebilos
dos volme* jn recolhidos, demos nova numeraran
as obras que existiam toh nmeros repelidos, nume-
ramos as que o nilo eslavaio, e em conclus.lo deste
enfadnnbo serv; reconliecemos exislirem I2i volu-
ntes debitados a differentes socios para leilura ex-
terna ; (nota sb n. 1) 34 perdidos sem se saber co-
mo, (nota sb n. 2) seinlo destcs26 que prefaziam 20
obras completas, e olo que faziam parle de oilo
obras que se acham troncadas ; e inclnamo-nos a
crer que o numero dos volumes perdidos crescer
guando sj l,r|ar 'lp,ja7d"' reco|her as obras,sabidas
a 12. {(Te mais raezes, e que se acham dehilada a
socios que reputamos iocapazes de scmelhaufe^Uej)
abasos. sen
N3o devemos d.cixar de notar que a prudente me-
dida que prohiba confiar a cada socio mais de um
volunte nflo era observada, pois, tomu sa ve.da ola
sb o n. 1, lia um socio, debitado por qualro yoIu-
tonio TriumphOD, de 126 toneladas, capillo An-
tonio Joaquim de Castro, equipagem 9, carga car-
ne secca : a Novaes \ Companhia.
dem e porlos intermedios8 das e 14 horas, vapor
hrasileiro Imperador, commandanle o 1. l-
ente Torrezno. Passageiros para esta provincia,
os capilSes Jos Joaquim da Silva Cosa, sua tc-
nhora, 2 filhns e 1 cuuliad.i, Joan Maria de AI-
meida Fej, Manuel Jos Codito de Freilas, Jos
Maria de Alencaslro e Bazilio de Ainorim Beter-
ra, os alferes Gustavo Cltristano Dezuzar, Thco-
lonio Joaquim de Alenla Forluna, Manoel Joa-
quim de Sonza Jnior e sua senhora e Aasusto
Carlos de Cerqueira Chaves, sua senhora e 1 filho,
l)r. Manoel Filippeda Fonseca, Maximiano Fran-
cisco Peitoto Uarte, Joaquim Pires (inncalve* da
' Silva, Antonio Jos Alves Pinlo, Frederick Ha-
gedora, Frederick Lembke. o prelo liberto Uui-
llierme Jos Filippe, commendador Jos Antonio
de Mendonca e 6 lilhos, Manoel Pereira Reis Ju
nior, Adolpho Barho/a^le Moraes Cabra I, AlVaro
do Reg Toscano, Joaquim Jos Alves e sua se-
nhora, Manoel Joaquim Uarte tiuimaraes, Netlo
1 iriniano de Moraes, Jos da l'.unlia Coulinhn
Jnior, Jos da Cosa l.emos, Manoel Carlos Tei-
xeira, Francisco Ferreira Bastos de Amorim, Jo3o
Jos de Miranda Jnior, 1 soldado e8ex-prai;as
do exercito. Sesuem para o norte ; lenente-co-
' ronel Joaquim Mendes Guimnraes, capillo lu&o
do Reg Barros I'aleilo, os leneutes Carlos Ozuro
Uanckrrast, Sebasio da Cunda da Eca Cosa
e Joaquim da Gama Loh de Ecsi. os alferes Fer-
nando Marlint Garrocho, Jos Manoel Eduardo
de Paiva, Leonardo Luciano de Campos e J0S0
I.oiz TaVares, l)r. Mareosr1 Antonio de Macedo,
Antonio Jo> de Souza e 1 escravo, l)r. S mniarr,
Osear Robert lleurig e 1 criado, llr. Joaquim Jo-
s de Atsis, 1 ex-praca de marinha, I soldado, 13
ex-praras do exercito c 2 africanos livros a en-
tregar.
Xaoiot sahidos no mesmo dia.
Liverpool pela PtrahihaGalera ngieza Seraphi-
na, capilao John Sempson Orr, carga atsucar.
ParabibBarca ingleza J0I111 Lawson, em lastro,
Snspendeu do lameirao.
EDITAES
COMlltlCADd
1
O vapor do sul troiixe-nos a melanclico noticia da
niorte do leador Manoel de Carvalho Paes de An-
drade, Pernambucanodislinctq, a nntt das preciosas
nliqtflas da nossa emancipacjlo poltica.
Persuaditlo da que ot principios democralicos sjo
os nicos capazas de felicitar o ptiz, b maia confor-
mes com a dignidade do homem, nf parle no movmcno revolucionario joe se manifes-
tou em o norte do imperio em lb2, sob o Ululo de
t'epublica do b'quador, da qae foi chefe em con-
secuencia do bello prestigio qae gozara.
Posauindo om lagar dlslioclo na Malaria do paiz,
era a nico senador qua nao linda c judecorajao al-
guma, a deven o cargo elevado qae occopava no es-
lado, nio a profundo saber, qae infelizmente nao
potioia, massua probidado polilna, a sua cons-
tante addetio aos principios de 1817 e 1824, ao de-
s nlereste com que os segua e a coragem com qne
sr-mpre os defenden, sem embargo dos II innos de
exilio quepassan.
Uesoeu o lmalo ni idade de 74 anuos, sempre
fiel it ideas pelas quaet pelejou, em qnanto leve
forras par* o fazer, e a potterldade o joigar.i.
No momento solemne em que te abre um sepul-
cro para recebar nota victima illustr;, devem entu-
mecer lodos as animosidades polilicn-. Eniao a his-
toria imparcial se encarrega da nobre larefa de re-
gislrar-lhe osfeilosque pralicou e eipo-los aoS ollios
los vindours.carcadosdas liomenn;;ens e venera-
rlo publica. ,
mes, um por 3 c dous por 2.
Pela ja mencionada nota sb o n. 2. Verto Vv.
Ss. falta de alguna nmeros de peridicos Ilitera-
rios que sera necessario mandar vir para inleirar os
volme que devem ser encadeniidoj, ejulgamos
que seria conveniente ordenar ao guarda nm'exame
minucioso em lodos os peridicos polticos para en-
trar-se no conhecimenlo das c&lecres qae devemos
contar completas ou truncadas.
Concluimos remiendo a Vv. S. os merecidos lou-
vores pelaacerladadeliberar.ao de nundarem exami-
nar o estado da bihliolhera ; senliudo que os nossos
Traeos conhecimenlofl nao permillissem apresenlar
om Irabalho mais-perfeilo, sendo que para esle mes-
mo muilo nos servio a valiosa cooperarlo d mJi
digno Ihesoureiro o Illm. Sr. Gaspar Antonio Vieira
tiuimaraes, que impellido pelo seu reconhecido zelo
volnnlariamcnle ae prestnu a coadjnvar-nos.
Dos guarde a Vv. Ss. Rccife 24 de junho de
1855. lllms. Srs. director e mais membros da di-
rectora do gabinete portuguez de leitura em Per-
namhuco.{Seguem as aasignaluraa da crr.mijsflo.)
A' vista do exposlo e dos motivos que deram lu-
gar i demitaao do ex-guarda M. J. 1)., os leus Ires
ou qatttro apologistas, anda se nao envergonharao
de serem advouadoa de orna causa lio precaria t
lalvez qne nao! 1! Por consesuinle, sen dores necio -
nislas do gabinete porluguez de leilura, nos vos
convidamos a desprezar as insinuacoes daqoelles que
Jescjam fazer dele lia importante eslabelecimento
o patrimonio de atguem..
GOMMERGIO.
ALFANDEGA.
Rendimento do dia 31 3. .
dem do dia 6.....
CONSULADO GERAL.
Rendimento do dia 2 a 5.....
dem do dia 6.......
65:4139348
1034L}fi29
75:7559077
6:814*.VI
1:1809638
IMVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia 2 a 5. ....
dem do dia 6.......
S:2.i8S
13*131
3739513')
CORRESPOPiDEJiOA.
,'ienhores redacloru." Tendo lido a resposla'dn
Sr. Manoel Luiz VirJes em o Diaric de Ptrnambu-
cn de 30 de jonho p. p. as observarles que fl no
Diario do > e no ioera Pernambucuno de 26,
i.3o possodeixar de.admirar-mc da audacia daquelle
ir., que julga ser proprias do meu carcter a a/ei-
tdza e aueceracSo despejada do faliidades, quando
aquella pobre homem (ave a miseria de eihibir do-
cumentos que o coinpromctlem, apresenlando-p co-
mo aventurador de falsidade. O Sr. VirSes nao ipe-
diado o alcance de suas attercoes, aisenla que pode
oHender a quem vive na Iranquildade de sua com-
ciencia, a nio lm al lioje, gracas a Dios, trans-
gredido urna s das determinscSe legislativas c
nbrigatorias rio paiz. E o que aera isso ? Nao ser
luviandade ".' Nao ser pouco zelo pe o desi'nbrimen-
lo da verdade ? Nao teni facilidad; em offender
honra alheia' Sr. Viraes, se oSr. >vese em mc-
lor conta a sua repulaciio, seria mais cuidadoso em
asser^Ses que podem prejodicar a reputaejo dot ou-
Iros. Mas, emfim, elevo salisfazer-ina com oanligo
froverbio que ninguem dt'i o que nao lem, nem
lijis do que lem.
Entretanto, comes appareci esertvendo aquella
uas palavras para o publico, na pirquedesse im-
ortancia alguma ao Sr. Virios, e sim pelo respeito
qne devojfc mesmo jabuco, permlla-me esle que
en leve i evidencia a faltidade da issercao do Sr.
Virlea com os seus proprios docnmenlot. >
No eipedienle da cmara municipal da 31 de
maio p. p., publicado no Diario de ernambuco, li-
to o seguinte;
Um oflicio do administrador de eemilerlo pa-
5059647
Exportacao .
Paidliba, lancha braailcira Coucerao Flor das
Virtudes, da 26 toneladas, conduzio o seguinte :
119 volumes gneros eslrangeiros, 121 ditos ditos
naconaes. 400 arrobas de carne secca.
Liverpool rom escala pela Paralaba, brigue inglez
F'airvo, de 261 lanciadas, conduzio o seguinte :
980 saceos com 4,900 arrobas de assucar.
KECEBEUOItIA OE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia 2 a 5.....6:3519024
dem do dia 6....... 55S;3i2
6:9099366
CONSUIVVDO PROVINCIAL.
Rendimento do dia 2 a....... 14:1029868
dem do da 6....... '..53IS58
18:6318416
RIO DE JANEIRO 26 DE JUNHO.
Nao honve colacOcs officiaes em cambio, enlre-
lanlo honlein o boje fizeram-se Ir.uisaccQes sobr0
Londres a 27 1|4, 27 3|8 e 27 1)2, a mor parte.i,
eolaritet mais altas. O governo lomou 6,000 a 27
1|2a 90 dias. Consta-nos qoe nada mais lomar pa-
ra esto paquete.
Ferlarum boje dous navios pequeos para o Cana'-
um oldembnrgucnso a 62|6, e um norueguense a
60|.
As vendas de caf foram msis que regulares.
CamWoji.
Londres 27 t|4 a l|2a 90 dias.
Parlt 358 nominal.
Lisboa nominal.
Hamburgo 658 nominal.
FRETES.
Antuerpia TOj.nomin.
Canil.....45| a 60|
Estados-Unidos 1 dollar o.
Hamburgo 52|6 a 55|.
Havre. 80 fr. e 10 %
Liverpool 45(.
Londres 45|. .
Marselda 80 f. elOV
Mediterrneo 55i aTO(.
Trieste75|. nominal.
O coronel Francisco| Mamede de; Almeida, juz de
paz do pnimeiro districlo da freguezia de S. l'rei
Pedro Goncalves, em virludc da le, ele.
Faro saber aos qae a presente calla de edilos vi-
rem, ou della liverem noticia, qne Miguel Antonio
da Costa e SHva, me enviou sua petca do llieor se-
guinte :
Diz Migad Antonio da Cosa e Silva, morador e
estabelecdo nesla freguezia, com loja de cabos, que
seudo-lhe Caelano do Reg Toscano morador nesla
mesma freguezia devedor da quanlia de 449180 rt
constantes da conta junta, de objectos comprados ao
tupplicanle para costeio de sua barraca Sociedade
Feliz, e nao tenha pago al hoje dita quanlia, quer
o supplicanle chama-lu a conciliario deste juizo ;
mas conslando-lhe que o snpplicado se ausentara
para a Parahiba do Norte, em lugar que se nao sa-
be, e qne sobre dita barcaca se acha prestes um em-
bargo para cumprimenlo de bypolheca, requer o
supplicanle a V. Sese digne admilli-lo a jastilicar a
ausencia do supplicado, para que julgado por son-
tenca seja elle- citado por edilos,- com um prazo ra-
zoavel, vislo achar-so perto desla praea, e islo de
conformidade com os 5 1 e 3 do arl. 45 do decreto
n. 737 de 25 de novembro de 1850, com a comi-
nailo de que, nao comparecendo, ou seu procura-
dor, ser condemnado no pedido e cutas, dndose
ao supplicanle mandado de penhora para.proseguir
nos termos da etecucao. Pedo a V. S. Illm. Sr.
juiz de paz do primeiro districlo da freguezia de S.
Fre Pedro Goncalves, assim Ihe delira.E R. Me.
O advogadn, Vieira de Amorim.
Como requer. Primeiro dislricto do Ueeife 18-de
ju iiliiaat^lSJj.MamedeC
Nada "Sin""1"" cln ,''l':1 pdic"1" meu despa-
cho, e produtii do o supplicanle sua justificar,1o, e
lio-mc os jj^MioncIusos, nelles profer minha
lensi'ito Iheflrseguinle:
Julgo procedente a juslificaco de lis. -4, para o fim
requerido fl. 2. O ejerivao passo odilaet com o
lermo de 20 dias para serem editados nos lugares do
estylo e publicados pelas gazelas, para assim ser ci-
tado o roo para comparecer na segunda audiencia
desle"jui/.n, depois de concluido o lemo dos edita es,
para a conciliario, e nao comparecendo ser condem-
nado no pedido de 449180 rs., da conta fia. 3, e
pague o aulor as costal ot-causa. Primeiro dislric-
to da freguezia de S. Fre Pedro G-.ncalves do Rc-
cife 2 de julbo da 1855.Francisco Mamede de Al-
meida. ,
Nada mais se eonlinha em dila minha sentenra,
em observancia da qual se' passou a prsenle caria
da edilos, e hei por ella citado o supplicado Caelano
do Reg Toscano para que comprela por si, ou por
seu procurador, it segunda audiencia desta juizo de-
pois de indos os ditos 20 dias, para so conciliar com
o supplicaule sob pena de revelia e ser condemnado
no pedido e cutas. Pelo qua toda e qualquer pes
soa, amigos e condecidos do supplicado poderao
scicnlificar-lhe do cima expendido, e o porteiro do
juizo publicar e afiliar a presente no luga'r du cos-
lume e ae publicar pelos jornaes.
Dada e patsada nesla cidade do Recife aos 6 de jo-
lito de 1855. E en, Manoel Aloxaudre Gomes de
Mello, esciivao a escrev. Francisco Mamede de
Almeida.Conforme.O escrivao, Manoel Alexan-
dre Gome* ds Afelio.
O coronel Francisco Mamede de Almeida, juiz da
faz do primeiro dislricto da freguezia We S. Frei
Pedro Goncalves do Recife, em virlude da lei, elr.
' Faco saber aos qoe a prsenle carta de edilos vi-
ren), qae por parle de Jos Baplista da Fonseca Ju.
nior, me foi apresentada a petica do Iheor se-
gninte :
Diz Jos Baplista da Fonseca Jnior, que sendo-
Ihe Manoel Jos da Silva Grillo, devedor de urna
lellra na importancia de 7269842 rs., vencida em 18
de oejtubro de IcS,' o quer'chamar a conciliario
para qne dila lellra nao prescreva, e porque conste
qae o devedor re arda aotenle, em lugar nflo sabi-
do, requer a V. S. teja servido admilli-lo a justificar
esla circitmstancin para que jnlgada por senlenca.
se passe caria de edilos para por ella ser o supplica-
do citado, para os termos conciliatorios, romo dis-
poem o arl. 25 combinado com niil..dos arls. 53 e
45 do decreto n. 737 de 25 de novembro de 1850,
com pena de revelia". Pede a V. S. Illm. Sr. juiz
de paz do primeiro dislricto do Recife attim Ihe de-
lira.E R. Me.Jos Baplista da Fonseca Jnior.
Como requer. Primeiro dislricto do Recife 26 de
junho de 1855__Mamede.
Nada mais se eonlinha em dita polillo e meu des-
pacito, e procedendo o aupplicante a justificarlo re-
querida, sendo-me os unios conclusos, nelles pro-
fer minha sentenra do iheor segninle :
Jnlgo procedente a juslifiracao emvisla dos de-
poimentos das lestemunhas de lis. 3 i fl. 4, e da
disposico do arl. 25 do decreto de 25 de novembro
de 1850, combinado com a do arl. 53 do mesmo de-
creto. O escriv.lo passe edilaes com o prazo de 30
dias, para serem afiliados nos lugares pblicos do
rstame e publicados pelos jornaes, na conformidade
do 2. do arl. 15 do citado decreto, c pague o jos-
tflcante as coilas. Primeiro dislricto da freguezia
de S. Frei Pedro Goncalves do Recifo 5 de julho de
1855.Francisco Mamede de Almeida.
Nada mais conslava em dila minha senlenca, por
virlude da qual so passno a prsenle caria de edilos
com o prazo de 30 das, e hei por ella citado ao sup-
plicado Manoel Jo-e da .Silva Grillo, para que por
ti, ou por seu procurador eoropareca na primeira
audiencia desle juizo, logo qae se findem os ditos 30
dits para te conciliar com o supplicanle, sob pena
de revelia, e o porteiro do juizo publicar e afiliar
a prsenle no lugar do cosime e se publicar pela
Imprensa. Por isso loda e qualquer pessoa, amigos
e condecidos do supplicado, poderao fazer-lhe scien-
le do que cima Dea expendido.
Dada e pasuda nesla cidade do Recife de Per-
nambuco aos 6 dias do mez de julho do anno de
1855. E eu, Manoel Alexandre Gomes de Mello,
escrivao o escrevi.Francitco Mamede de Almeida.
Conforme. -0 escrivao, Manoel Alexandre Go-
mes de Mello.
O Dr. Custodio Manoel da Silva Guimaraes, juiz de
direilo do civel e conimercio, desla cidade do Re-
cife, e seo termo porS. M. 1. e C, etc.
Faco saber aos que a prsenle caria de edilot
virem em como Jos Joaquim Pereira de Mendonca,
me fez a pclicA do Iheor seguala :
Dt Jos Joaquim Pereira de Mendonca, negocian-
te csmbelecido nesla praca, que Jos Janunro Pe-
reira Lima, e Jos Dias Simos, so lite constituirn!
deve.lores dn quanlia de 5639420 rs., alm dos ja"
ros de urna lellra por elles aceitt em 14 de novem-
bro de 1849 e vencida em 14 de maio de 1850, por
conta da qual dura 1 1009000 rs. em 25 de maio do
mesmo anno, cromo at o presente nao Ihe lenham
querido pagar amigavelmenle e ignora o snpplicante
o lugar cerlo onde elles residam, vent protestar pa-
rante esle juizo na forma do arl. 453 3 do cdigo
coramercial, nfim do que seja interrumpida a pres-
cripc.io, e lite fique salvo o direilo para daver o
importe de seu crdito das supplicados, onde quer
de direilo fr, c requer se tome por termo o seo pro-
testo e seja intimado por edilos : assim pede ao Illm.
Sr. Dr. juiz do commercio |lhe delira.E R. Me.
Moraes e Silva.
E mais se nao eonlinha em dila pelicjio, a qual
sendo-mo apresentada nclla dei o meu despacho se-
gUinle :
Distribuida ; romo requer. Recife 30 de junh0
de 1855.Silva Guimares.
E baila mais se eonlinha em dito meu despacho,
om virlude do qual ae procedeu a distribuieo, o o
escrivao lavrou o protesto seguinte:
Aos 30 de junho de 1855, nesla cidade do Recife,
em meu escriptorio veio o supplicanle Jos Joaquim
Pereifa de Mendonca, e disc em presenra das teste-
munlias abaixo a-signada, que elle proteslava con-
tra os supplicados por lodo o conteudo na peliro
retro, e na conformidade da mesma protestado lem,
afim do produzir o devido effeito.
E de como assim o disse e protesten iiz esle termo
em que assignou com ditas teslemunlurs Eu
Pedro Tertuliano da Cunda, escrivao o escrevi.
Jos Jocquim Pereira de Mendonca.Luiz Francis-
co de Mello Ttvares. Francisco M. P. da Cosa.
E nada mais se nao eonlinha em dito protesto, de-
pois do qual foram tomadas tres teslemnnhas que
provaram a auzencia dos supplicados, e coja justifi-
cac.lo foi jnlgada pela sentenra do Iheor seguinte :
Julgo por senlenca e cuslas'ayaslicaficSo Toldas, e
mandn'quese proceda 11 citarlo edital requerida-
Kecifo 3 de julho de 1855.Custodio Manoel da Sil-
va Guimares.
Em virlude da dila senlenca, o escrivao passou o
prsenle, por bem do qual vao ser diados e intima-
dos do protesto aqu trantcriplo os supplicados, afim
de que nao prescrevam suas dividas, e mando a to-
das as pessoas amigos parelese condecidos dos sup-
plicados. Ibes facam avisos de qoe san pelo prsenle
intimados dn referido protesto.
Dado e passado nesla cidade do Recife 6 de julho
de 1855. Eu ,{edm Tertuliano da Cunda, escrivao
o substrevLCustodio Manoel da]Silva Guimares.
O Dr.Custodio Manoel da Silva Gnimarnes, juz de
direilo da 1." vara do commercio, nesla ciliada do
Recife de Pemambuco por S. M. I. e C. que Dos
guarde etc.,
Faco saber aos que o presente edilal virem e delle
noticia liverem, que Jos Joaquim Pereira de Men-
donca, me dirigi por cscripto a peticao do Iheor se-
cointe :
Diz Jos Joaquim Pereira de Mendonca, commer-
ciaute estabetecido nesta cidade, quejlo Manoel
da Silva Accioli, Cypriano Antonio Pedro,i Faria,
e Nicolao Francisca dos Santos, IhesSo devedores a
saber ; 1." da quanlia do 3659850 rs., principal de
riuas ledras por elle aceitas o vencidas em o mino de
1850, o 2." da quanlia de 800000 rs., principal de
urna lellra pelo mesmo aceita e vencida lamben) em
o anno de 1850, e o terceiro finalmente da qnanlia
do 1:3939810 rs., principal de nma latir aceita e
garantida por Fortunato Antonio Colho, e vencida
em 1851, e por que j lenham decorrido mais de 4
annos ; e ignora o supplicanle onde exlstam os sup-
plicados. vem o mesmo protestar peranle esle juizo
nos lermosdo art. 453 3.o do codico comm., afim
de que nao prescreva o seu direilo o possa o suppli-
canle a lodo o lempo haver dos supplicados llovedo-
res garantes 011 seus herdeiroa o imporlancia dos
seus dehilos, e requer que tomado por termo o.seu
protesto, seja intimado por edito: assim pede a
o Illm. Sr. Dr. juiz do comm. Ibe delira.E lt. Me.
Jos Joaquim Pereira de Mendonca.
Distribuida; como requer. Recife 27 dejnnho
de 1855.Silva Guimares.A Baplista.- Oliveira.
AoVJO de junho de 1855, nesta cidade da Recife de
Pemambuco, em meu carlorio veio o supplicanle
Jos Joaquim Pereira de Mendonca, e dlsse peranle
as testemunhas abaixq astignadas, que proleslava na
conformidade com sua peticao ret o; contra os suppli-
cados devedores referidos em aoa peticao, e de como
assim o disse e prolestou, Iiz esle lermo que assignou
com as lestemnhas.Eu Manoel Joaquim Baplista,
escrivao interino o escrevi. Jos Joaquim Pereira
de Mendonca. Luiz Francisco de Mello Tavares.
Manoel Jos Soares de Avellar.
E produ/.indo o supplicanle suas testemunhas su-
bindo os autos a minha conelusSo nelles del a sen-
lenca do iheor seguinte :
J ulgo por sen ten ca e cuitas a j nsti caro a faldas,
e mando que ae proceda a citara edilal requerida.
Recife 2 de jaldo de 1855. Custodio Manoel da
Silva Gulmarfies.
Em cumprimenlo desta minha sentenra o deri-
va interino lapliala pasou edilaes, pelo Ideor dot
quaet edamn, cilo e hei por citados os supplicados
devedores cima referidos por todo o conteudo na
peticao c protesto suprn transcripto : pelo qne toda
e quaiquer pessoa prenles, muaos e condecidos dos
supplirados dcieduro-, Ites ppderlo fazer sciente do
quo cima fica expoilo', eo porteiro do juizo afllxar
um dos prsenles edilaes na praga do Commercio, e
outro na casa das audiencias, e se' publicar pelos
jornaes.
Dada e pastada nesta cidade do Recife de I'er-
nambuen 3 de julho de 1855. Eu Manoel Joaquim
Baplista, escrivio interino o subscrevi.
Custodio Manoel da Silca GuimarSes.
O r. Custodio Manoel da Silva Guimares, juiz de
direilo da primeira vara do civel e commercio
nesla cidade do Recife de Pemambuco, etc.
Fajo saber aos que a prsenlo carta de editoj v]>>
reni, ou della noticia liverem, como Henriqne Gnb-
son e nulros como cessionarios do fallecido Antonio
Joaquim de Azevedo, me fizeram a'peticao do llieor
segualo :
Dlzem lienrique Gibson e oulros, como cessiona-
rios do fallecido Antonio Joaquim de Azevedo, que
exislindo em poder dos mesmus supplicanle* os li-
tlos de debito garantidos palos devedores Manoel
da Silva Mineiro da quanlia de 7039360 rs. ; Flix
Antonio de Alhuquerque, da quanlia de 3859200
rs. ; Miguel Bezerra dn Silva, da quanlia de 12798.50
rs. ; Sima Nuiles da Silva, da quanlia de 1569600
rs. ; EslevSo do Araujo Pereira,- la quanlia de ris
66590 ; Antonio de Almeida Azevedo Coulo, da
quanlia do 2339400 rs. ; Manoel de (Mello Costa, da
quanlia de 2509640 rs. ; Antonio Luiz Pereira Li-
ma, da quanlia de 569420 ; Manoel Tavares da Ro-
cha, da quanlia de 2259000 rs., e como j acham-se
veucidos os ditos dbitos e tejam referidos devedores
ausentes e-de residencias incerlas, querem 03 sup-
plicanles protestar judicialmente para que nlo corra
a preserlpcjlo, sendo semelhanle protesto intimado
por edilos, lado segundo o determinado no 3. do
arl. 453 do cod. commcrcial. Pedem no lilm. Sr.
Dr. juiz do commercio deferimenlo.E R. Me.O
advogadn, Marlins Pereira.
Distribuida ; como requeren. Recife 25 de jando
de 1855.Silva Gaimaraes.A Cunda.Oliveira.
Aos 25 de junho de 18.54, nesla cidade do Recife,
em meu escriptorio, veio o solicitador Miguel Jos
d# Almeida Pemambuco, procurador dos supplican-
les, e disse em prctenr-a das leslemunhas abano at-
siguadas que elle por parlo de seus conslitoiutes pro-
leslava contra os supplicados por todo conteudo da
pelico retro, e na conformidade da mesma protes-
tado lem afim de produzir o devido effeito. E do
comee assim o disse e prolestou Iiz osle termo em que
ssignou com ditas leslemunhas. Eu Pedro Terlu-
iano da Cunlta, escrivao o escrevi.Miguel Jos de
Almeida Pemambuco. Domingos Barbosa Rodri-
gues:Manoel Kavmundo Pena Forle.
E mais sen.io eonlinha em dila peliran, despacho,
dislribuic.lo e termo do protesto aqu copiados, em
virlude. da qual se .passou a- presente, pelo Iheor da
mesma-hei por intimados os supplicados do referido
prole-t, que ser publicado e affixado nos lugares
do coslumc e publicado pela imprensa.
Dada e passnda nesla cidade do Recife de Per-
nanilnico 6 de julho de 1855. Eu Pedro Tertuliano
da Cunda, escrivao o sohscrev.
Custodio Manoel da Silva Guimares.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial
em cumprimenlo da nrdem do Exm; Sr. presidente
da provincia de 23 do correnle, manda fazer pu-
blico que uo dia 19 de julho prximo vindouro, pe-
ranle a juntada fazenda da mesma Ihesouraria, se
da de arremtlar, aquem por menos fizer, a obra da
estrada da Magdalena, itlo de, o 1. lauro da de
Pao d'Aldo, avallada em 72:3609000 rs.
A arrematacao ser fela na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio do anno lindo, e sob as
clausulas especiaos abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem esla arremata-
dlo comparecam na sala dat tessoes da mesma junta
no dia cima declarado pelo meio dia competente-
mente habilitadas. '
E para constar so mandn aflitar o presante e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pemam-
buco 25 de junho de 1855.O secretario.
Antonio F. d'Annunciacio.
Clausulas especiaes para &*arrematacao.
1.* As obras do primeiro lauro da eslrada de Pao
d'Alho,farse-h3o de conformidade com o orcamenlo,
plantase perfis.approvado pela directora em conselho
apretenladoi a approvaco do Exm. Sr. presidente
da provincia, na importando 72:3609000 rs. <
2.> O arrematante dar principio ai obras 00 pra-
zo de dous mezes e as concluir no de dous annos.
contados na forma do arl. 34 da lei provincial n.
286, sendo obrigado a dar sempre transito ao publi-
co do p. e carros.
3.a O pagamento da imporlancia da arremalacao
serfeilo na forma do arl. 39 da le provincial n. 286,
sendo metade em apolces da divida publica, creada
pela le provincial n. 354, e a oulra metade em
moeda correte.
i.-' O arrcmalante devori ler ao menos metade do
pessoal do servido de gente livre.
5.a Para ludo o quo 0S0 se achar determinado as
presentes clausulas ncm 110 ornamente, seguir-se-da
o que dispe a respeito a le provincial n. 286.
Conforme.O secretario, A. F. da Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da tdesoararia provin-
cial em cumprimenlo da resulucao dn junta da fa-
zenda, manda fazer publico, que no dia 19 de ju-
lho vai novameole a praca para ter arremata-
do a quem por menos fizer a obra dos reparos de
que precisa o acude de Caruar, avallada em
1:0129000 rs.
E para constar se mandn affixar o prsenlo e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Idesouraria provincial de Pemam-
buco 25 de junho de 1855.
O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciacao.
O administrador da mesa do consulado provin-
cial avisa que lem de ser arrematados em basta pu-
blica ,1 porla do mesmo consulado, no dia 9 do cor-
renle, pelas 11 horas do dia, a preta Germana, crin-
la, idade de 13 para 14 anuos, avahada em 8509000,
e o bule do patacho Santa Cruz, avahado em 1509
rs., sendo a importancia Inlal de 1:0009000, o qoe
foi apprehendido pelo guarda Eneas Targine Accio-
li, em 12 de Janeiro desle anno por extravio dos di-
reitos provinciaes de exportacao. Mesa *lo consula-
do provincial 5 de julho do 1855. '
Antonio Carneiro Machado /tos.
DECLABA^OES
mnnidos de carias desles. Administradlo geral dos
eslabelecimentos de caridade 2 de julho de 1855.
O escrivio,
Antonio Jos Gomes do Correio.
A pessoa aquem Ihe fallar um majo do Jorndl
do Commercio vindo pelo vapor Imperador, sem
direcelo por se achar desalado, queira dingir-se a
tlminitlracau do correio para Ihe ter entregue.
Alm dos objectos cuja compra far esta repar-
tidlo no dia 9 do correnle mez, t 11 horat da
manhaa, conforme ha feito publico, lera logar tam-
bem no mesmo dia e a referida hora de cairo
velho, cera em archotes, verdete em p, ferro in-
glez redondo em verga de 6 e 7 oitavot, dito qoa-
drado'de i e dilo da Suecia em barra estrella, na
quanlidade que na occasiao julgar-se convenienle.
Secretaria da inspeccSo do arsenal de marinha 6
de jolho de 1855.O secretario, Alexandre Rodri-
gues dos Alijos.
PUBLICAQA'O LITTERARIA. *
Acha-se venda o compendio de Theoria e Prali-
ca d Procesto Civil feilo pelo Dr. Francisco de Pau
la BaplisbtjPEsla obra, alm de nma introdcelo
sobre as accOes e cxccpres em geral, Irata do pro-
cesso civel comparado com o commerciat, eonlm
a Iheoria sobre a appHcacSo da causa julgada, eou-
Irat douirinas laminosas: vende-se nicamente
na loja de Manoel Jos Leile, na ra do Quer-
mado n. 10, a 69 cada ciempiar rubricado pelo
aulor.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Resumo dos maioret premios da lotera
3. do rccolliimeDto de Santa Thereza,
extranidaem de junho de 1855'.
1 N. 3622.........20:000*
425.........10:000$
2500.........4:0000
.......2:000$
1066, 3333 ,
4197, 42*Vi.. 1:0000
151 437 ,
1348 1678 ,
4789 4885 .
1
1
1
6
10
859.
56,
3507 ,
96,
1073 ,
2254 ,
5113.
400*
COMPANHIA GYMNAST1CA FKANCEXA.
O director Menault tem a honra de avilar ao pu-
blico desla cidade, que oblev licenca para MA
L'.MCA repreaeulaco, a qual lera lugar lercarfeira
10 do correnle. Convida aos amadores que lbe
deem a sua costomada benevolencia e proteccao.
Esperando desle respeilavel publico nm bom acolhi-
mento, desde j Ihe agradece.
O jornal de segunda-feira dar o programma da
representarlo.
AVISOS MARTIMOS.
CORREIO CERaL.
As malas qoe deve couduzir o vapor Imperador
paraos porlos do norte, principiam-se a fechar hoja
(7) ao meio dia, e depois des de lacrar, recebem-se correspondencias com o porte
duplo : os jornaes deverao achar-se no correio 3 ho-
ras antes. .
Cartas seguras, vindas do sul, para Gustavo Ga-
briel Coellio de Sampaio, Joo l'irmino Correia de
Araujo, Thomaz Gomes Paranhos, Joan Bernardes
de Magalhaes, Braulio Romulo dos Sanios, Carolino
Francisco de Lima Sanios, Jos Machado Pntenle!,
Jo8o Augusto Para A. Lima, Antonio Alves de Sou-
za Carvalho, Manoel Antonio Moreira e Antonio Al-
ves Ferreira da Silva.
O, Illm. Sr. inspector do arsenal da marinha
manda fazer publico, qne no dia 9 do correnle mez,
s 11 horas da m.i.iliaa "designado na declararan com
dala de hontem, para a compra de diversos objectos
precisos ao fornecimenlodo almoxarifado, fara tam-
bem precedidas as propotlaVe concorrencias da ea-
lylo, entregues as proposlat at aquella hora, a dos
abaixo mencionados :
Tinta de escrever, 12 garrafas; remos de tojo, 6
doz^as; caivetes finos de aparar penna, 2i ; peo-
nas, d'ave, 200 ; obreias, 60 pies ; louro para aaaoa-
Iho, 20 duzias ; lona eslreita-e larga, 30 pecas. O
carvao de pedra que for preciso para fornecimento
dos navios d'armada e ofneinas desta reparlcilo.
Secretaria da capitana o porto de Pemambuco 3
de julho de 1855.O secretario, Alexandre Rodri'
gues dos Alijos.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pemambuco sacca sobre
a prac"a da Babia, ,e contina a tomar
lettras sobre a do Rio de Janeiro.. Ban-
co de Pemambuco 25 de junho de 1855.
O secretario da direccao, Joao Ignacio
de Medeiros Reg.
O Illm. Sr. .inspector do arsenal de marinha
manda fazer publico, que no dia 9 do andante mez,
precedidas as proposlas e concorrencia do estylo,
aprescnladas aquellas, al s 11 horas do dilo da.
proceder a esla mesma hora a compra das objectos
declarados na nota jnnla, precisos para fornecimento
do almoxarifado, com quem por menos vende-tos, Ja
melhor qualidade, e conforme as amostras qae ueste
sentido acompanharam as propuslas, tendo que os
comprar em maior porreo, se os precos i islo con-
vidaren).
Secretarirda inspeccao do arsenal de marinha de
Pernamboco em 2 de julbo de 1855. O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Anfos.
Nota que refere-te a aedaraeao desla dala pa-
ra a compra de objectos precisos ao fornecimento
do alma.rarifndo.
Agulhas de pal-roba, 20 ; ditas de brint e lona,
100; alvaiade ordinario, arroba e rada arcosj; de
ferro sorlido, 2 arroba* 5 ac sonido, 1 arroba ; co
la da Baha, 20 libras ; eadeados de ferro, 10; ca-
nelas para peonas, 10 ; dedacs de reputo, 20; do-
bradicesde ferro, 20 ; fio de vela, 2 arrodas; dilo
de algodao, 5 libras ; lona sortida, 100 varat; linha
c merlim, 2 arrobas ; dila de barca, 5 arrobas e
meia ; lencos de teda, 50 ; oculos de alcance, 2 ;
papel alroaro, 10 reamas ; dilo de peso, 2 dilas ;
penna d'ave, 100 ; dilas d'ac,o, t! caitas ; podras de
amolar, 2 ; presos de cobre para costado, 2 arrobas;
pregos de dilos para forrar, 2 dilas ; ditos ripaes,
7,000; ditos batel, 7,000; ditos de assoalho, 1,000}
ditos caibraes, 2,000 ; pas de ferro, 20 ; piassabu,
15 molhos; paos de pinho ou vrrgonlinhas, prao-
tes de pi, carga ou oilicica, 120 ; raspas de fer-
do, 30 ; saceos de conduecao, 30 ; sola, 12 meios 1
(iota branca, 10 arrobas ; dita preta, 10 arrobas ;
Iraves de diferentes qualidades, 150; laixas de
bomba, 5 libras; ditas de ferro, 5 dilas ; cbombo
em lencol, 9arrobas ; ditoem barra, 10dilas; vis-
las de osso, 150. O fornecimento de lijlo de alvo-
naria grossa, a ra/.o de 20 milheiros por mez ; dilo
de cal prela, a razan de 2,000 alqueires pelo mesmo
lempo.
Secretaria da inspeccao do arsenal de marinha de
Pernamboco 2 de julho de 1855.O secretario, Ale-
xandre Rodrigues dos Anfos.
Os 30 dias utels para o pagamento da dcima
urbana na reparlir-ao da meta do consulado provin-
cial fiidam-se no da 9 do crranle. Godos otquaes
incorrem na multa de tres por celtio lodos os seaho-
ros dos predios que deixarem de pagar eos dbitos
no anno de 1854 a 1855.
A adminisIracSo dos eslabelecimentos- de ca-
ridade, achando-sena posseda doacao feila ao mes-
mo estabelecimento por t. Joaquina Maria Pereira
Vianna, manda fazer publico aquem confiar, que
nos dias 5, 12 e 19 do correnle, na sala das suas
sesset, pelas 4 horas da tarde, ro pra;a as ren-
das das casas abaixo declaradas, pelo lempo quo de-
corror do da da arremalacao a 30 de junho de 1856
A saber :
Sobrado n. 15 da ra da Cruz do Becfe,
por............ 800JO00
"Dito n. 9 da ra do Codorniz, per 4O9OO0
ilo n. 4 da ra de Cosa, por. % ,3908000
Dito 11.25 da ra da Senzala Yol ha, poY 1689000
Dito n. 30 da ra da Cadeia do Recife,
por............. *00000
Dito 11. 5 da ra da Lapa, por. 2768000
Casa lerrea n. 26 da Iravessa da Senzala
HNova, (por.......... 608000
Dila n. 30 da mesma Iravessa, por 60J000
ila n. 93 da ra do Pilar, por 1208000
Dila n. 95 da mesma rna, por. 1208000
Dila n. 97 da mesma ra, por. 1209000
Sobrado 11. 18 da na do Collegio, por l:000$00c
Dilo do largo do Carmo n. 13, por. 4328000
Dito da ra Direita n. 3, por 5568000
Dito 11. 5 da mesma ra, por 6608000
Hilo n.T idemidem, por...... 5768000
Casa lerrea n. 123 dem, por ... 968000
Dila da Iravessa do Carcereiro n. II, por 608000
Dila n. 13 da juesma Iravessa, por. 728000
Dila n. 17 idem dora, por..... 728000
Sobrado n. 39 da ra do Roda, por 5248000
Dito n. 16 da ra de Sania Cicilia. 1208000
Dilo n. 13 da ra do Padre Floriano,
por. ........... 1208000
Os prelendenles devem comparecer no lugar as
horas aprazadas, acompanhados de seus fiadores, ou
20 .. 577 655 969 ,
1040, 1155, 1217,
66, 1505, 1613 ,
2172 2603 2682 ,
4033, 421 4730 ,
4870 5004 5226 ,
5711 5809..... 200$
60 >. 121, 156, 188, 519,
433. 462 529 907, 115, 1182,

1475 r 1563, 1590 ,
1804, 1855, 1882,
1955, 2044 2063 ,
2256 2270 291 ,
2320 2357 2420 ,
2554, 2668, 2701 ,
2816, 2849, 2851 ,
2910 2922 3020 ,
3100, 3125, 3169 ,
3277, 3797 4012.
4069, 4573, 4695,
, 4780, 4819, 4842,
4916 4988 5151 ,
5152, 5243, 5264 ,
5276, 5341 ,5385,
5426 5667 5757 ,
5761 5789 . 100,o
100 premios de........ *Q#
1800 ditos de ....... 20,<
PARA 0 RIO DE JANEIRO.
Segu em poucos dias o patacho nacio-
nal NICTHEROY, capitao Manoel Pedro
Garrido, ja' tem parle da carga engajada :
para o resto e escravos a lete, trata-se
com os consignatarios Isaac, Curio <& C,
na ra da Cruz 11. 49, primeiro andar.
PARA O ARACATY-
Segu em poneos das o bem conhecido liitle Ca-
pibariiie: para carga ou passageiros irata-'se na roa
do Vigario o. 5.
RIO DE JANEIRO.
O patacho nacional VALENTE, capi-
tSo Francisco Nicolao de Araujo, segu
para o Rio de Janeiro domingo 8 do cor-
rente, s pode receber escravos a frete,
para 0$ quaes tem excellentes commo-
dos- a tratar como capitao na pra ou com Novaes ii C, na ra do Trapi-
che d. 34.
RIO 1)E JANEIRO.
O brigtfc nacional FIRMA, capitao Ma-
noel .3e Freitas Vctor, segu para o Rio
de Janeiro nestes dias. por ter quasi seu
carregamento completo, pode anda rece-
ber algumas miudezas e escravos a frete
para os quaes tem bons commodos : trata-
se com Novaes & C, rua do Trapiche
n. 54.
20:000$
10:000$
4:000$
2:000$
1:000$
400$
2008
PARA A BAHA
segu com muila bretidade o date nacional Dous
Amigos, capilao Joao Rodrigues Vianna Dantas ; j
tem parla la Carga prompta : para o reslo trata-se
com u sea consignatario Antonio l.niz de Oliveira
Azevedo, na rua da Cruz n. 17, ou com o capitao na
prac.a.
Precisa-se de qualro marinheiros naconaes pa-
ra completar a tripularn da barca nacional Sauda-
de, que pretende seguir para Boenos-Ayrzs : a
quem convier pode dirigir-se a bordo da mesma,
tundeada em frente do trapiche do Pelourinuo para
tratar.
Para Lisboa pretende seguir brevemente o pa-
tacho portuguez Rpido, por ter a maior parle do
carregamento prbmplo : quem 110 mesmo qoiier car-
regar ou ir de passaaem, trate cora os consignatarios
Thomaz de Aquino Fonseca F'ilho, na ma do Vi-
gario n. 19, primeiro andar, ou com o capilao na
prae,a,
Companhia de navegacSo a vapor Luso-
Brastleira.
Esperahdo-se do sol nestes dias o vadnr D. Pedro
'/, commandanle o lenle Viegas do O', teguir
para) S. Vicente, Madeira e Lisboa, com a mais pe-
quea demora, o que se recommenda aos Srs. passa-
geiros. As carias para Portugal pagaran 300 rs. por
cada 4 oilavas c os jornaes gialis. A companhia sr
comprometi a enviar cartas para qnalquer parle da
Europa cora o porte re 180UO por cada 4|8 e os jor-
naes 80 rs. cada um. O agenle Manoel Duarlc Ro-
drigues, rua do Trapiche n. 25.
Dentro em poucos das sabir para Lisboa o
famoso palardo porluguez Brithante, visl que j
lem mais de metade da carga prompta ; e por isso
s pessoas que nelle qoiterem carregar devem dri-
gir-se quanto antes ao escriptorio da Viuva Amorim
i Filho, na rua da Cruz n. 45.
PARA O RIO DE JANEIRO.
O brigue escuna MARA seguir' em
poucos dias para aquelle porto, por ter a
maior parte de seu carregamento engaja-
do : para o resto da carga e escravos a
f|*ete, trata-se com os consignatarios Ma-
chado & Pinheiro, no largo da Assembla
p. 12.
Resumo dos maioret premios da lotera
54 do Monte Po, extraliida em 22 de
Junho de 1855.
1 N. 5912 ........
1 5895 ........
1 2960 ........
1 649 ..........
6 790162729405151
58494210......
10 164141922162705
5232347135744718
55215682.......
20 83 240 603 653
789111912031510
2155257231543307
3654-^566039553955
4026496850825950
60 27 201 230 528
560 099 888 905
99 4103011921337
1341137914571644
1709174218101855
2082208621-47-^-2298
' 2455253627752831
2866292229232942
2983300931863277
05773625365837 63
3869404541524172
4176426545584645
4660489850855166
5187526452695530
5620568656885905 100$
100 nmeros......... 40$
1800 ditos de......... 20$
Acham-se' a venda os nevos bilhetes da
loteria 17 do hospital da santa casa da Mi-
sericordia, que devia correr em a mesma
santa casa em o dia 6 ou 7 do corren te, as
listas se espera rn pelo .vapor nacional do
dia 16 em drante, ot premios serao pagos
logo que se distribuam as fictas.
LEILOES.
!**!
Ot abaixo assignados fazera sciente ao ree-l
peilavel publico e a lodos com quem lem ne-
gocios, qoe pelos annuncianles se acha en-
carregado com illimiladoe poderes para del- 5
les tratar e al decidir, a seu filho e irmao W
Antonio Carlos Pereira da Bargos Ponee de w
Len, com qaem deverao entender-se. ^
Engenho Aguas-Claras 3 de jutao de 1855.
Francisca da Cunha Bandeira de Mello,
Jos Flix Pereira de Burgos.
~wLwr
o
O agenle Borja far leiUo em seu armazem na
rna do Collegio n. 15, de um excellente sobrado de
um andar com bastantes commodos, tendo 35 pal-
mos de frente e 74 a 75 de fundo em chaos proprios
com um ptimo terreno ao lado que pode-se njui
bem edificar oulra casa, sita na rua de S. Pedro Mr-
Ij rem Otinda n. 58, o qual ser entregue pelo maior
pre^o que for offerecido em conseqoencia de ser
para lquidaco. O agenle Borja nlo podendo fazer
o leilSo cima que devia ler lugar terca feira 26,
lrantferio-o para odia tlbbado 7 de julho as 10horas
em poni.
AVISOS DIVERSOS.
Regiment de castas.
Sabio a luz o regiment das custas judi-
ciaes, annotado com ot avisos que o alte-
rarain : vende-se a 500 reis, na liviana
n. 6 e 8 da prac,a da Independencia.
Roga-se a pessoa que por engao
receben urna barrica com colla no dia 3
do crtente, haja de mandar*hvar a pra-
ca da Independencia n. 6 e 8, que sera*
recompensada ; nao o fazendo vera' seu
nome por extenso nestejornal, poishouve
quem a visse receber.
mm ADAMANTINA.
Francisco Pinto Ozorio churaba.ilenles com esla
deliciosa massa, cuja sua boa qualidaoe ja he noto-
ria, assim como tambem cal;' com miro e prata, e
oulms melaes brancosque suas cores igualara muilo
aos proprios nalures : pode ser procurado para esle
fim, na rua e-lreila do Rosario n. 2, confronte a
sreja.
ca-
Precisa-se.alugar urna escrava 1
saiba fazer todo o servico de urna 1
sa de pouca iamilia e que teja liel, i
paga-se bem agradando: na rua do i
Rangel n. 59, segundo andar.
fflj WRW ttftff MfffflrTiTl ffiffllrflTf'ff WfS ffi1
"-'f^^nCir^rirWlal'liMimMi11 m > 'lis at>>m fQTv^amt ,ta>M*>rwet>alai*VV
Qaem annnnciou ter nm escravo de 25 annos,
para trocar por unta preta que sirva para roa, pone
apparecer no Recife, na rta da Cruz n. 14, segundo
andar, para ver se se faz semeldante troca.
Anda precisare de nma ama qoe saiba bem
cozinliar, sendo s parn esle servico: na rua Augus-
ta n. 3, sobrado.
Da-re din dei ro a premio de em por eento ao
mez, com hypotheca em bens de raz nesta pnc* :
quem precisar annuncie.
LOTERA
Di MATRIZ DA BOA-VISTA.
HOJE, sabbado 7 de
julho, he ondubitavelau-
dainento da referida lote-
ra, no consistorio da gro-
ja *de N. S. do Livr a mea-
to, pelas 10 horas da na-
nhaa ; os meus bilhetes e
cautelasest&o no resto, nos
lugares j eonhecidos do
respeitavel pnblico Per-
naiubuco 7 de julho de
1855.O cautelista, Sa-
lustiano de Aquino Fer-
reira. ^
Precisa-te de om feilor qae emienda de plan-
lac,8es e saiba igualmente tratar de jardira, pata um
pequeo aitio ao logar da Capanga, preferindo-se
portuguez : qaem pretender dirija-se roa Velha>
na Boa-Viila n. 56, ou repartcio do sello, que
achara com quem tratar.
O Sr. Jos da Silva Correia Collares,
queira anntuiciar a sua morada para ne-
gocio de seu interetse.
O abnite astignado, lendo virio no Diario de 5
do correnle mez,. no requerimento da Sra. D. Can-
dida Agoslioha de. Barros e Sr. Jos Candido de
Barros, ser devedor Jos Raymundo Ferreira da
qnanlia de re. 52SO0O de ama "lellra vencida em o
anno de 18W, faz ver aos mesmos sendores qne Jos
Kavrqundo r-'erreira, morador na cidade de Sobral
nada devia ao fallecido Gaudino Agostndo de Bar-
ros, e por isso se n.lo euleitde coro o mesmo Sr. fer-
reira tal ledra.Jos Rodrigue Ferreira.
Precisa-e* de urna ama forra ou capliva, para
o servico interno de nma casa de ditas pessoas da fa-
milia : 'na rata estrella do Rosario n. 90, segundo
andar.
Precisa-se de urna nma forra oa captiva, que
saiba engommar e cozinliar: no paleo da Penlia, la-
brado de um andar, por cima da taberna.
O aulor dos annuocios publicados no Diario
n. 153 e 154, queira declarar por esla mesma folba,
-se a* iniciaes J. B. M. dos dilot anuuncoe dizem
retpeito a Joaquim Baplista Moreira.
O l)r. Antonio Jos Coelho, lente jubilado da
Faculdade de Direilo.' declara quanto se enlende
com ella a divida de Antonio'Jos Coelho, mencio-
nada no edilal do Sr. Dr. juii do civel, publicado no
Diario de 4 do correal* a requer manto do 'Sr. An-
tonio da'Silva Guarni, por quanto o declarante nada
deve ao mesmo Sr. Gusmio. *
O abati assignado, lendo de se mudar para o
seu engenho Pindobal, e uo podendo pessollmenle
des pedir-te de lodos os seus arnigos e coohecidos da
comarca de Mazareth, vem pelo presente agradecer
a lodos o bom Iralamenlo que Ihe deram duranl 16
anuos e meio era sua residencia, em Tainataiipe de
Flores, atseguraod a lodos aconliuuacjo de sua es-
tima, e pouca presliblidade na comarca da Pao
d'Alho.Joaquim Cacalcanti de Albuqnerqui
Mello.
Precisa-te de um menino de idade d* 12 a 14
aonot, para eaiteiro da taberna, praerindo-s* por-
luguez ou de fura da provincia : a tratar em Fra de
Portas n. 92, taberna.
Os bilhetes inleirot ns. 1980 e 3792 da 2.a par-
le da 6." lotera da matriz da Boa-Vista pertencem
ao Dr. Candido Goncalves da Rocha, do eogeoho
Sipo.
._*--. :. S
'


O ARIO OE PhRMIUCBO SABA007 Ofc JULH0DEI8S5
V
i
1
I
I
r
Precisa-e de ama prela para servir em urna
caa de pequea familia, nao *e exige habilidades e
nem qoe seja moca : quem 'tiver e qoiier alagar,
ilnija-se ruado Rangel, la.iernu u. 5, oa lunuucie
por este jornal pira ser procurado.
Roga-se 10 Illm. Sr. Ir. juiz de capel la-, que
liaja de laucar suaa vala* ubre os lien* de N.S.da
Koa-Viagem ; esle palrimonio lem de renda aimual
mai de 1:0009000, as san* cisas nlgumus jn lem c-
hidoe oulras est3n para cali ir, lodos os uno* se re,
ceba o rendimenlo do palriii uni, o que se faz dcst
diubeiio ludos o irnius ignnram, por isso regase
ao Sr. l)r. juiz do eapellaj, que chame a eonlas a
eslea senhores que leem sido ia<> evado com os bous
da Nos Seuhora, uomeandi quaulo antes uro* corn-
ac lem cahidu e
oulros que
conla meotalim ez tiaquello
mez. islo pede
l.ava-se e ensomma-e com aceio e perfeico, e
loma-se coula de roupa pan lava' : na Iravesga do
Carioca,a tratar com Anlouin Pinto de Souza.
Theatro de Apollo.
A commissao adniinislrati' a da companhia de ac-
cionista conviila a lodo* es1 es senhores para a reu-
nan ordiaaria da assemblea geral,que deve ter lugar
do domingo, 8 do correal mea de julho, a* 10 horas
da manhaa, como he determinado na ultima parle
do artigo 17 dos estatutos da mesilla companhia, afim
de te dar cumprimento ao di'posto dos J do referido
artigo.
O abaiio assignado pede ao autor do annuncio
publicado no Diario do 5 do correle com as iniciaes
J. B.U. ara. que peje o p>gimeuto que seu mano
licou a dever da casa em que inorou, se se enlende
com o abaixo assiaado.Jotio Baplisla de Medeiros
Qnem annnnciou ter tiara vendar urna negra
boa engommadeira, dirija-se a ra da Crin do Reci-
te u. -23 ; psga-se bem.
Preeisa-e de orna ama forra ou escrava, on
ntesmo de um moleque pira servieo de compras c
mandados de. urna pequea familia : na ra do Hos-
n.7.
Roga-se ao Illm. 8r. Joio Lopes OjJavor.de
declarar por esle jornal a quem comprou o escravo
Florencio, escravo de joaquim Jos Pereiratlo* San-
tos, fgido desde o anno de 1825. l'lo quer saber
Um prejudicadu.
Precisa-se de um caii ;iro qoe lenha praliea
de taberna <;"qne de fiador a sua conducta : na ra
do Encantamento n. l.
Aluga-se ama escrava -nuilo fiel, engomma op-
limameuie, lava, cose e cozinha moilo bem : quem
a pretender, dirija-se Paisagem da Magdalena,
primeiro sobrado patsando a ponte pequea, que
achara com quem tratar.
Massa adamantina.
Sebasliao Jos de Olivein receben de Franca lia
poneos das nova porrgo de ti asa adamanlina pira
i-hunbar denles. l-.sla proparaciio inconleslavel-
mente superior a todas a me al agora se emprega-
vam para este lim, he a nica capas de preservar de
total nina os dentetxcariados, e porque lhes enche
perfeamente as cavidades, e adquir apenas appli-
cada, a mais completa solidez. Como prova desta
verdade nadera annnncianle indigilar grande nu-
mero de pessoas, i quem, empte enm resullado o
mais feliz, a lem applicao, islo pottm seria ocioso
porque le quasi geralnieule i eronhecirta a suprema-
ca desla preciosa preparare. O aonunclanto adere-
ce, pois, seos servieo*, nao i para chumbar, lim par
e tirar denles, como lambem para oulro qualquer
fim de sua arle a todas as pesaoas que se dignarem
honra-te, procurando-o a q islquer hora na sua lojt
da travs da roa do Vigaiio n. 1, ou ao lado do
Corpo Santo o. 83, segundo andar.
Precisa-se.de urna ana : no aterro da Boa-
Vista n. 60.
Lotera la matriz da Boa-Vista.
Bilhetes, inteiros ojoOO.
No aterro da Boa-Vista n. 48, praca da
Independencia n. 14 e 16 e ra do Col-
legro n. 9, vendera-se bilhetes inteiros da
lotera cima, a qual corre a 7 de julho.
a 5#30d.
Pergnnla-se a adminitajao do patrimonio dos
orplins e orphaas, o motivo porqu eslamo em
principio do anno fiuanceiro ie 1855 a 1856, nao poz
em praca o feroecimenlo dos medicamentos para
tratamentn dos meamos orphaos Com sua i esposta
raetbor se esclarecera a me)roa adminislraco e ao
poblic O imigo da caridade.


MRPIIV
e Qutra* doenens da pelle. ^
** Traiam-se rom espeeialidade as alfreces
*J6 ca pelle, parlicularmenl; a morpha. 9
0 '' No consuuttorio homn-op tilico do Dr. Ca-" 9
Ssanov.i, roa das Cruzes i. 28. $
Aos pobre* trata-se de greca. $g
Jos Pereira Cesar, lento comprado n Coslodio
Joto de Carvallio Gnimaraes todas as fazendase divi-
ds activas da su loja, sita a rus do Queiinado n.
21 A., e desejmdo conserva r todos o freguezes que
ja o sao do mesmo eslabeteciinento, avisa a todos
aquelles, tanto da praca como de (ora della, qoe lite
sao devedores, que venham a mesma loja salisfazer
os taus debites, qoe ahi ach irflo .bom sorlimento de
no** e baratissimasfazendas. e o melhor agrado, e
a mesma franqueza que seiipre hoave oeste estabe-
lecimento.
Betralot.
No aterro da Boa-VWa o. 4, larceiro andar, con-
linoa-te a tirar reir tos pelo systema chrystalotypo,
com (nuila rapidez e perfeio; o.
Manual doi torcein franciscanos.
' Acha-re ito prelo o manual dos, irmos da V. 6.
Terceira da Penitencia do & P. S. Francisco.
A 1. parte desla obra con m a historia da iosli-
luioHo da ordem, a reqra coin omitas eiplicacoes, as
absolviles, as indulgencia; do S.> P. Benedicto
XIV, as do S. P. Po VI Vi qoe ainda nao goza-
vam os lerceiros daela vnsta diecese, e alm dalo as
que perteneem s a ordem terceira I Recife, e Indo
mais que diz respeito a** tereeiros e a ordem.
-'. pane he um perfeiti devocionario, contm
o mclhododeonvir missa, dn conCessar-se, a>Via-sa-
era, a coroa seraphica, oraciiw da manhaa e da noi-
te, Jim devoto ejercicio oaurt&es ao doloroso co-
rceo de Mara Sanlissima, indulgenciadas por Pi
Vil, alguroas ou tras orao6 Antonio, a historia e as visitada Poreiuncula, etc.
V 3,* pajrle contera 5 nodo d ajadar e asistir aos
agonizantes com melifluas e .ocantes oracoes, nbsol-
vif^ode Benedicto XIV,'don franciscanos, des car"-
m>Hlas,dosconfrades do Rosario das Dores, el-J
gomas benditos.
Esta obra que pala 1.a paite pertonce aos irmos
terceirosfraneiseaao*, pela :.a e3. he necesaria*
qualqoer ehriilSo, pela 3." irjaispeDMfcel aos Srs.
saoardotes.
Aasiana-se l&OOO o ejemplar em brochura, no
consistorio da ordem terceia, das 9 horas al as 3 da
tarde, na livrarla cinica, n largo do ColLegio n. 2,
e na loja de livros da roa d* CoMegio o. 8.
Aluga-se um sitio no lugar dos Afora los, na
roa de S. Miguel n. 39 : a tratar na Boa-Vista, ra
da Gloria n, 69.
Constande-rae que a Slrau D. Leopoldina Maria
da Coda Kroger pretende alienar aen bens de raz,
previno aos que o* quizerem comprar, de que roovo
contra a dita senhora aceao decendial pelo jnizo da
primeira vara do commercio do Recite, para me pa-
gar da ojantiade 4:8809000 e dos juros vencidos, e
qne esse broi eslao sujeitos ao referido pagamento,
aflm de nSo se chamnrem os compradores em lempo
algom ignorancia. Recife 10de maio de 1855.
Malinas Lopes dt Cosa Maia.
Prcisa-e de una ama [Jara casa de
liomem solteiro. sendo parda ou preta, e
que saba coser, ensboai- cozinhar. e,
sendo necessario, comprar alguma cousa
na ra, porque ha esoravapara fazer es-
te ultimo servieo: na ra estreita do Ro-
sario n. 15.
ATTESCO.
O abaiio asignado tendo-e preval
do Diario
bri-
lessa
pe-
aes,
com
oannu panado para pedir ao seusfreguozes.com
espeeialidade aba senhores icademicos, que houves-
em de salisfazer os seo deaitosno prazo de 15 das,
e como quer qne neuhum resullado tirarse vista
da razOes por elle allegadas, par justificaren! a
imposbllidade em qne en ao se achavam'de pagar
cssas HVidas, especialmenln o uliimoS, que com a
mudanza da Fafculdade ptia o Rerire, loram o
gados a fazer grandes despi zai, e .com quanlo d
annoencia ao abaiio' assfgrado sobrviesse nao
. qaeno prejuizo ao seus inUresses commere)
com ludo, de muilo "boa voilade coudeicendeu con
elles, esperanzoso de que tanto qoe melhnrassem de
condiol.vumem pagar-rfie >qae devlam. Mas como
assim. nao lem acontecido ate agora,e ocradito do
abaixo assignado sofTra grande quebra na praca, ten-
ca mo pela segunda vez do Ofen-io comomeio mais f-
cil eeojidueenl* a o fin que em em vista.para de nov
rogar' ao* seus;devedores, q le por seas brios e hon-
radez venham embolsu-lo dasquanlias, que ha lau-
to tempo Ihe devem, deveiido attender que o an-
nuncianle. aloi doler espirado com paciencia por
lano tempo, lem lambem da occoner s suas neces-
sidades, emui principalmei le de salisfazer sena de-
veres par cora os seos etedore na praca : porten-
to, determina o praio de 1 mez, a contar deta da-
ta, por jolgar lempo lafBcicule para ser. ndemnisa-
do dai qnaniia* que Ihe- devem. Observando, pa-
rea, qoe se ni esliver emt olwdo lindo esle prazo,
lerflo de passar pelo desdouro de ver seo* nomes e
quanlias znpecliVa esarad i por extenso nesle jor-
nal, visto Como o abaixo aasignado enlende Mr um
aboso da sua paciencia |o clmsiada condescenden-
cia, e sobre lodo porque atuim requerem neos intt
rearts, crdito e repnlacao, Olinda 3 de julho de
1855Antonio Ignacio d'Amaniula,
CONSULTORIO DOS POBRES
O BA KOVA 1 JJVrfAR 50.
O Dr. I'. A. Lobo Moscozo da consullas homeopalhieas todo* o* das aos pobres, desde 9 horas da
maniaa at o meio da, e em casos extraordinarios ;qualquer hora do dia ou nuite.
UHareCe-se goalmenle para pralicar qualquer operaco'de cirurgia, e acudir promplameiilc a qual-
quer mulher que esleja mal de parlo, e cujascircumstaocia? n,1o permutara pagar ao medico.
9)a CONSULTORIO DO DR. P. A. LOEO H0SC0Z0.
tM 50 RA NOVA 50
VEMDE-SE O SEGUINTE:
Manual complete de meddicina homeopathica do Dr. 0. H. Jahr, tra'duzido em por
tuguez pelo Dr. Moscozo, qualro volumes eocadernado em dou* e acompaohado de
um diccionario do termos de medicina, cirurgia, anatoma, ele, ele...... i(WtOf ~
Esta obra, a mais imprtenle de todas a que tratam do esludo e pratica da homeocalhia. por ser ii un
----------------------,--------_ ..------- B .......i.-..* que quizerem
experimentar a nootnoa de Hahnemann, e por si mesmos se convencerem da verdade d'ella: a lodos os
razendeuos e senhore de engenho qoe esiao longe dos recursos dos mdicos: a todos os capitcs de navio
que urna ou oulra vez nao podem druA de acudir a qualquer incommodo seu ou de seus tripulantes :
a todos os pas de faniilia que por cirnmilancias, que nm sempre podem ser prevenidas, sao obrisa-
dos a prestar in mnltnenh os primeiros soccorros em suas enferroidades.
O vade-mecora do homeopalha oo traduccao da medicina domestica do Dr. Hering
obra lambem til s pessoas qne se dedicam ao esludo da homeopalhia, um volo-
megrande, acompanhado do diccionario 'dos termos de medicina...... lOgOOO
O diccionario dos termos do medicina, cirorgia, anatoma, etc., ele, encardenado. ". 33000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar om passo segur na nralica da
bomeopathia, e o propr.elario desle estabelecimento se lisongeia de te-Io o mais bem montado possivel e
nmguem dnvida hoje da grande supenoridade do* seus medicamentos. v?"" |
Boticas a 12 tobos grandes.............
Bolicas de -24 medicamentos em glbulos, a lOJ, 12 e 158000 rs. '
Ditas 36 ditos a.....
Ditas 48 dilos a...................
Ditas 60 dilos a..........'"'*......
Ditas 144 dito* a ...........'..' | "
Tubos avulsos.................". i !
Frascos de meia onca di tinctura..........JI"J"*"""
Ditos de verdadeira tinctura a rnica........ .....
Na mesma casa ha .empre venda grande numero de tobos" d'e ery'slai d'e diversos lamahus
vidrospara medicamenlos, e aprompta-se qoalqoer encommenda de raedicamenloscom loda a Vcv da-
de e por presos moilo commodos. ureviud
8J000
209000
258000
.108000
608000
19000
XHM1
.MASSA ADAMANTINA.
Roa do Rosario n. 36, segando andar, Paulo Gai-
gnoux, dentisly francez, chumba os denles com a
mas! adamanlina. Essa nova e maravilhosa com-
posicao lem a vantagem de enchertera pressao dolo-
rosa lodaa as anfracluosidades do denle, adqairindo
em poneos instantes solidez igual a da pedra mais
dura, e permute restaurar os denles mais estraga-
dos com a forma e a cor primitiva.
1 i'lIBLICACAO; DO INSTITUTO HO
MtOPATMCO DO BRASIL.
THESORO HOMEOPATHICO
) OU
| VADE-MfCM DO
HOMEOPATHA.
I Methodo conciso, claro c seguro de cu- i
rar homeopathicamenle todas as molestia/ ,
que vffligtm a especie humana, e part-
i cularmente aquellas que reinam no Bra- \
[ til, redigido segundo os melhores Irala-
) do* de homeopalhia, tanto europeos romo
I americanos, e segundo a prupri experi-
' encia, peld Dr. Sabino Olegario Lodgere
) Pind. Esla obra he hoje reconhecida co-
l'mo'a melhor de todas que tratam daappli-
* cacao homeopathica no curativo das mo-
I leslias. Os curiosos, principalmente, nao
(podem dar om passo seguro sem possoi-la e
censulte-la. Os pas de familias, os senho-
i re* de engenho, sacerdotes, viajantes, ca-
[ pitaes de navios, serla nejo le. etc., devem
) te-la i mao para ocqorrer prompUmenle a
i qoalqoer caso de molestia.
Dons volumes em brochura por 108000
> s euradernados 118000
Vende-se nicamente em casado autor,
rna de Sanio Amaro n. 6. (Mundo No-
vo).
MVVS0-S-
Est a sabir a luz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTRAHIDO DE ROFF E BOEN-
NINGHAUSEN E OUTROS,
c posft em ordem alphabelica, rom a descripeo
abreviada de tedas as molestias, a indieacao phvsio-
logica c Iherapeulica de todos os medicamentos hn-
meopalhiros, seu lempo de accao e concordancia,
seguido de um diccionario da sianifcac,ao de todos
os termos de medicina e cirurgia, e posto ao alcance
da* pessoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO MORAES.
Snb*crevo-se para esta obra no consultorio horneo,
pathieo do Dr. LOBO MOSCOZO, ra Nova n. 50-
primeiro andar, por 5#000 em brochura, e 68000
eocadernado.
O Dr. Sabino Olegario Ludgero* l'inlio,
mudou-sc do palacete da roa deS. Francis-
co n. 68 A, para (obrado de dous anda-
resn.6, ruade Santo Amaro, {mundo novo.)
INFORMAgO ES-OU RELAgO'ES
SE1HSTRES.
Na'livraria 6 e 8. da praca da Inr
dependencia, vende-se relar/ies' emes-
trae8 porpreqoeommodo, e querendo res-
mas vende-s ainda mais emeonta.
Novo* livros de homeopalhia oiefrancez, obras
(odas de nmma importancia '
Uahnemann, tratado das molestias > chronicas, 4 vo-
lumes.............208000
Teste, irolesiias dos meninos.....68000
Hering, homeopalhia domestica.....,78000
Jahr, pharmaenpn'Tiomeopalhiea. 68000
Jahr, novo manual, 4 volumes .... 168000
Jahr, molestias nervosas.......6^000
Jahr, molestias da pelle. j 88000
Rapou, historia da homeopalhia, 2 volumes 16J000
Harlhmann, tratado completo das molestias
dos meninos..........10800o
A Tcsle, materia medica homeopathica. 88000
De Fayolle, douirina medica homeopathica 78000
Clnica de Slaoneli...... 68000
Casting, verdade da homeopalhia. 48000
Diccionario de Nyslen.......108000
Altlaa completo de anatoma com bellas es-
lampas coloridas, conlcudo a lescripcjo
de todas as partes do corpo humano 308000
vedem-se todos estes livros no consultorio homeopa-
ihico do Dr. Lobo Moscoso, ra Nova n. 50 pri-
meiro aodar.
AULA DE- LATIM. *
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
qu'emdou a sua aula para a ra do Ran-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eexterns desde ja' por m-
dico preqo como he publico: quem se
quizer utilisar de seu pequeo presumo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer liora dos dias uteis.
EDUCACA'O DAS FILHAS.
Entre as obras do grande Fenelon, arcebispo de
Cambray, merece mu particular mcin-ao otratado
da educarao das meninasno qual este virtuoso
prelado ensina como asmis^evem educar suas fi-
Ihas.para um dia chegarem a oceopar o sublime
lugar de mli de familia ; lorna-se por lano urna
necessidade para todas as pessoas que desejam gui-
a-las oo verdadeirocaminho da vida. Esl a refe-
rida obra traduzida em porluguez, e vende-se na
linaria da praca da Independencia n. 6 e 8, pelo
diminuto preco de 800 rs.
I' r DEJTISTA. S
1 Paulo baignoui, dentista francez, eslabele
Scido na ra larga do Rosario n. 36, sesnndo 9
andar, colloca denles com gengivasarlificiaes, *S
m dentadura completa, od parle della, com a
0 pressao do ar.
% Rosario n. 36 segundo andar. a
O Dr. Joo Honorio Bezqf ra de Me-
nezes mudou a sua residencia da ra
Nova, para fe ra da Aurora sobrado n.
62, que faz esquina com o aterro da Roa-
Vista, e ahi continua a exercer a sua pro-
issao de medico.
^:e asase
S J. JANE, DENTISTA, 2
contina a residir na ra Nova n. 19, primei- A
ro andar.
I
Dr. Ribeiro, physician b'y Ihe universily ol
Cambridge, United States, contines lo reside, ai ra
da Cruz n. 49, 2. Iloor, and allends especially lo
Ihe eye andear'sdiseases, hemakesoccularciajnina-
non at any hour in prvate reaidences ; remember
Uiat ter Ihe examinalion of Ihe ear, il requires Ihe
ligt of Ihe son.
Aluga-se ou vender urna casa com
sotao e sitio no lugar da Torre, junto ao
sobrado do Sr. Peixoto, com todas as com-
modidades para familia, cocheira, estri-
bara, quartos para feitor, etc.: na ra
da Cruz n. 10.
I Quem precisar de nm caizeiro brasileiro, que
sabe esersver, fallar correclamenle a lingoa franceza,
e igualmente possuindo todos os requisitos necessa-
rios para poder escrever e fallar com a maior perfei-
co a lingoa porlugueza, enlendendo alguma cousa
da lingoa ingleza, dirija-se ra do Trapiche n. 36,
egiindo andar, das 9 horas da manhaa al as 3 da
larde.
A taberna de Uurjalui de cima continua a eslar
prevenida o> um completo sortimenlo de molh.ido,
miodezase fazendas ; por tanto todas as pessoas qoe
quizerem continuar a honrar esle eslabelecimenlo,
all nchar.1o ludo que precisarem a vonlade do com-
prador, pelo mesmo preco ou com pouca dilTcrenrn
da praca; na mesma taberna ha corles de 13a do ul-
timo goto, chegados ullimamenle para vestidos de
sen horas.
Osabaizo assignados fazem scienlc aores-
peitavel publico, que compraram a padara @
que foi da viuva do fallecido Cario., sita no
largo do N. Senhora do Ter^o ou Cinco Pju-
las. osquaespromellema todos aquelles seuho- &
m res que lhes fizerem a honra de comprar o ex- A
B ce lente pao, bolacha fina, biscoito, falias,
9 holacluna* de ararute.deo servir comes me-
W mores farinhas que bouver no mercado, as- a
sim como a sua bolacha grande he firmada os
m com a firma de Ribeiro & Pinto, c a pequea A
com a de R. &i>., avista do eiposlo esperam -S
a concurrencia tent de seus amigo, como S
9 dos Illm. Srs. de engenho : a padaria prn- S
cipiar a Irabalhar no dia 2 de julho correnle. 9
__.^_. Ribeiro & Pinto. S
-'}9el
Na roa do Cabug n. 9, lerceiro andar, preci-
sa-se de urna ama boa cozinh.eira.
Preciia-e de orna ama forra qne saib bem
engommar e cozinhar, para urna casa de pouca fami-
lia : na ra das Cruzes o. 28, primero andar.
Precisa-se de'oma ama forra ou captiva, para
o servieo interno e entorno de urna casa smeme de
duas pessoas : a trator.na Iravcssa da ra Bella, co-
cheira n. 2.
Aqu nao ha uzura.
Alugam-se s bem acreditadas bichas de Hambur-
go, das que os facultativos costumam mandar appli-
car, pos nesle estabelecimento lia bem fresqu-
nhas e de bous tamanhos, e prova, quo quem lem
precisado de 8 hasta 4, os preco* sao bem rasoa-
veis : na ra estreila do Rotarte, padaria n.13.
As melhores bichas que fem vindo a esta
provincia,
sao as que vieram ueste vapor inglcz qne passoo pa-
ra o sul, lem um palmo de comprido, e segundo di-
zem os fregueie, lem feilo urna bicha mais sangra
do que 5 ventosa ; esUo no deposito dolas, na ra
estreita do Rosario n. 11.
Precisa-se de um bom (raballiador de padaria
eque qqeira encarregar-se de entregar pao em urna
pequea freguezia de pao, Hado conta da rasa : a
tratar ua padaria do paleo da Santa Cruz n. 6.'
A pessoa que annnnciou dar dinbeiro a juros
de um por cenlo ao mez, com hypolheca em bens de
raz, queira dirigir-se ru da Cruz n. 21K segundo
andar, queje dir quem faz esse negocio.
0 7T Procarai,ur do reverendo Sr. Fr. Antonio de
h. Gamillo de Lellis cnmprou para o mesmo Sr. re-
verendo, e Oca em poder do aununcianle o bilhele
inleiro n. 3721 da i" parte da fi. lotera a benelicio
das obras da matriz da Boa-Vista. '
Desppareceu da casa do abaixo assignado, no
da 2 do crrente, a* 7 horas da noile. unta prela por
norae Marcelina, de nacao, de idade de 30 aiuios,
pouco maisou menos, de cor fula, lem falla de um
denle na frente da parte de cima, e rem nos bracos
um bordado com Ires leltras iniciaes ; levou dous
vestidos, endo um preto e um entro com lislras en-
carnadas e verdes, ambo de cWta : rogase a tedas
as autoridades policiaes e capilaes de campo, caso a
peguera, leva-la a ra da Senzala n. 42.
Precisa-se de om caixeiro de 14 a 16 annos de
idade, para taberna ; na ra Nova n. 71.
Precisa-se de urna ama, qoesaiba cozinhar: no
sobrado n. 1, confronte a ordem terceira de S. Fran-
cisco.
Basilio Alvares de Miranda Varejao, como ad-
ministrador de sua mulher I). Carolina Josephina
Porcia de Meiidouca, herdeir* universal- do senhor
ou patrono do barbeiro Antonio da Trindade, alias
1 aes, fallecido ha pouco mai de um mez, veni pelo
presente protestar, como prolestadu tem nos respec-
tivos aulos, haver de quera.arrematar as casas e alu-
gueis da heranja do dito Trindade, qoe sem motivo
plausivel, se nao a prelezlo de poder seguir ruina
pela conservacao della, pz em praca o juiz de or-
phaos, esrrivSo Vasconcellos, contra os inleresaes do
annuucianle, que se habilita pelo mesmo jnizo. .
O abaixo assigoado, tendo deixado voluntaria-
mente o logar de cobrador da barretea de Cachan-
ga, fallarte ao mais rigoroso dever se cordealmenle
nao agradecesseao Illm. Sr. lenente-o*roncl Bernar-
do Antonio de Miranda, nao s os inmensos favores
recebidos, como lambem as maneiras obsequiosas
cun que dignou-se tra*te-to dorante anno e meio que
na mesma esleve empregado, proprias de um cora-
o bem formado ; e aproveita a occasio para farer
senliraosseusgratuitos iimigos, que nada mais o
forcou a lal procedimento senSo as liogoas mordazes
que a delractavam, sem qoe a iso dosse motivo, qoe
appella para o mesmo Illm. Sr. tenenle-corooel,
qne ha poDco tempo augmentou-lhe o ordenado de
2408000 para 3008000, e nao como dizem ter sido
despedido.Joio Rodrigues Compeli.
Precise-sede um caixeiro para taberna, de 12
a 16 aonos, dando fiador a sua coudocta : dirija-se a
ra estrella do Rosario, taberna n. 16.
Perlence a melade do qoe sahir nos doos bi-
lbetes inteiros ns. 3216 e 2991 da 2. parle da 6. lo-
tera da matriz da Boa-Vista, a qual corre no dia 7
do correnle, ks obras da mesma malriz.
Um irmSo da mesma.
. Precisa-se alugar urna preta escrava, sem ha-
bilidades, para servir era urna casa de famiilia : a
fallar na ra da Cadete do Recife, loja de cambio
n. 00.
. O Sr. Antonio Alves Ferrcira da Silv tem ar-
las vindas do sul, na ra da Cadete do Recife n. 48,
loja.-,
COMPRAS.
Compram-se travs de emberiba, de 30 palmos
do cmoriinent e 1 em quadro : na ra da l'raia,
casa terrea junto ao subdelegado.
Compra-se urna negra de boa figura, quo sai-
ba benayogummar, coser e cozinhar, paga-se bem ;
assim como um muleque de 14 a 16 anuos : quem
liver, dirija-se roa da Cruz n. 23.,
VENDAS.
COM PEQUERO TOQUE DE
AVARIA.
. A .>$00D rs. a pessa.
Vendem-se na roa do Qoeimado, loja n. 17,
pega de madapoUo com pequeo loque de avaria a
38000, e algodaozinho americano com pequeo to-
que,a28000a peca.
PARA ESCRITOS.
A 1$20Q -s. .
Cdberlores de algodao encorpados: na roa do
Queimado, loja n. 17.
FEIO E BOM.
Vende-se estojo com ama navalh, verdadeiro
ac inglez, feio e bom, pelo barate prejo de 18300 :
na roa do Qoeimado n. 63, loja de Joo Chrisoslomo
de.Lima Jooior.
ahi
taos.
Charutos
Chegaram pelo ultimo navio vindo da liahia, o*
muilo afamado charutos vrelas e de S. Feliz, da fa-
brica de Brandao, sei|do em eaixa do 100, 50 e St :
vendem-se na ra do Queimado 11. 9.
Vendo-te orna encllente bomh.i de repuxo :
na rua do Collegio n. 16.
Vende-se um cxcellenle lerreno do 33 palmos
de frente, na rua da Aurora junio a casa do Sr. Joa-
quim Manuel: a tratar na rua Vellia n. 18, 00, em
Sanio Amaro, silio defronle dn capella.
Vende-se nina carrosa e um quarlo : a tratar
na rua larga do Rosarion. 12.
Vende-se um silio no luaar da Crux de Almas,
com muilo boa liaixa para capim, terreno alio, com
arvoresde fruclo, muilo bou c grande casa de viven-
da, cora urna casa ao lado, que serve pira qualquer
cstahelccimemo. casa para prelo, o oulros commo-
dos : a fallar com o coronel Jos Carlos, ou com An-
tonio Lata Vieira, 110 mesmo silio.
Vendem-se 8 escravos, prelo e prelns, de Ira
30 anuos : na rua larga do Rosario ni 26, segundo
andar.
A o$SOO.
Chales de merino, finissima fazenda, bonito sorli-
mento de (odas as cores, pelo diminuto preco de
58500: na rua do Queimado 11. 33, teja junio a da
Fama.
Vendem-se 3 escravos, cnlre elles um ptimo
mulalinho de idade 16 annos, muilo lindo, urna pre-
la de boa conduela, quilandelra ; na rua Direila
n. 3.
Vendem-se 2 lindas negrinhas muilo sadias,
sendo urna de idade de 7 annos e a oulra de 4, a p*i-
moira lem principio de costura : na roa do Crespo
n. 10, segando andar. Na mesma casa compra-se
um negro moco, de bonita fisura.
Vende-se rap superior, Paulo Cordeiro, a
18280 a libra, rap princeza de Lisboa, em vdros :
no armazem de Palmeira & Bellrao, no largo do Cor-
po Sania n. 6.
TA1XAS DE FERRO.
Na iundicao' d'Aurora m Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
rua do Brum logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Marinha ha' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
e\istem quindastes, para carregar ca-
noas, ,ou carros livres de despeza. O
precos sao' os mais commodos.
Deeiti attea-
caoaobarateiro.
Vinlio da Figueira, de Lisboa, branco superior,
linio do Porto engarrafado, muilo bom, e vcllio a
800 rs. a garrofa, zeile doce do melhor, vinagre de
Lisboa engarrafado, brancoe luilo.sanliiilias de Nan-
tesem latas, queijos do rcion muilo frescaes, passas
cliiii.riras, paros, p-csunlus, cerveja de superior qua-
lidade, vinhn ltordeaox engarrafado a 400 rs. a gar-
rafa, e a 320 deixando-se o casco, dito champagne
da melhor qualidade, dito musualel do verdadeiro a
560 a garrafa, charutos da Baha muilo bous, sabao
branco do Itio, graxa em latea da melhor, batata de
superior quadade, cha de lodas as qualidades e do
melhor, boteehinha ingleza superior, manleiga in-
gleza e franceza, banha de porco muito alva, bola-
rhinha de aramia muito superior, velas de carnauba
pura e de cornposc,ao, ditas de espermcete das me-
lhores qualidades, o pelo mais barate prec,o, llha-
rim, mararrao c ilclria, cevadinha, sag, marmela-
da, papel almaco e de peso, dito paulado, e ludo
mais de muito hoa quadade, e o mais barato que
se enconlra : na taberna da rua Nova n. 50, na es-
quina da roa de Santo Amaro.
Lniz Jos de S Aranjo tem para vender no
sen armazem da roa do Brum n. 22, osegnintc, che-
gado ullimamenle : ggos com champagne de supe-
rior quadade, em garrafas e meia* ditas, lentos de
cestos moilo bem' fetos, carrinlios para meninos,
muito fortes c bou, urna grande machina de avar
roupa, urna balance romana com todos os saos per-
lence, que p'ssa de 800 a 1,000 libras, lodo por pre-
co commodo.
- Panno o setim prelo, brins hrancos, casemiras
e gangas de cor, lencos de selim de cor para grvala,
grvalas feiias, e entras umitas fazendas de goslo,
por preco razoavel : na rua do Crespo, loja n. 19.
Vendem-se chapeos de sol de seda e luvas de
seda para homens e senhora?, dlas de lorcal prclas,
com dedos e sem elles, por proco commodo : na rua
do Crespo, teja 11. 19.
Vendem-se hlalas novas de Lisboa, vindas no
ultimo navio, a 50 rs. alibra : na taberna da roa d
nortes 11. 4.
Vende-se nm sobrado de doos andares no Re-
cite ni rua do Contenta n. 10 :. a tratar na rua da
Assumpc.30 confronte o nicho n. 20.
SEBASTOPOL. '
Nn rua da Cadeia do Recife, teja n. l, vendem-
se ricas estampas coloridas, representando os mais
notaveis acontecimenlos da Crimea, os quae sao,
alm de oolros, o desembarque dos exercilos allia-
dos, cerco, ataque c bombardeamenlo de Sebastopol,
vista desla praca, lirada de diversos pontos, batalhas
d'Alma. d'lnkerman e de Balaklava, bombardea-
menlo de Odessa, visla de Contlanlinopla, quadros
dos principacs personagens russos, torcos, inglezes e
francezes, que lem figurado na guerra, e finalmente
muilas oulras vistes, pelas quaes pode qualquer pes-
soa conhecer exactamente as nosiQoes e moviraenlos
das esquadras e exercilos beligerantes.
AGENCI4 DA MDICAO
EDW1N MAW, ESCRIPTOKIO DE RO-
SAS RRAGA & C, RUA. DO TRAPI-
CHE N. 4i.
Tem para vender um completo sorti-
mento de taixas, moendas e meias nioen-
das para engenho, cuja superioridad ja'
he bem conhecida dos senhores de enge-
nho desta provincia, dos da Parahiba e
das Alagoas. d*de quando taes objectos
do mesmo fabricante eratn vendidos pelos
Srs. Me. Calmont&C, desta praca.
Vende-se o aprecia vel vinho Bor-
deaux engarrafado, muito prprio para as
pessoas que seacham em dieta e porpre-
to baratissimo, por ter urna pequea por-
i;ao que resta: na ruada Cruz n. 26,
primero andar.
Vendem-se os verdadeiros licores de
abayntlio e kiicli, chegados pelo ultimo
navio francez e por preco muito commo-
do : na rua da Cruz n. 26, primeiro an-
dar,
mTOS PARA VOLTARETE.
Vendem-se caixinhas corr tentos de mui-
to bom gosto para o apeciavcl jogo de
voltarete, chegados ltimamente de Fran-
ca e por muito-commodo preco : na rua
da Cruz n. 26, primeiro andar.
Vende-se todo o necessario para urna estri-
bara para dous cavallos, incluindo as lelhas com
pouco uso c por preco commodo : na roa do Cofle-
8> Acha-se u venda o inauual do guarda na-
58 cional, ou colleccao de lodas as leis, regula- @
# menlos, orden e aviso concedientes a mes- ft
S# ma guarda nacional, organizado pelo rapilao ^
9 secrelario geral do commando superior da m
a guarda nacional da capitel da provincia de 5
0 Pcrnambuco Firmno Jos de Oliveira, "des-
1 de a sua nova organisc.ao at 31 do dezembro '
~? de 1851, relalivo nao ao procosso da qua-
licaco, recuiio de reviste, ele, ele., senao
i 1 economa dos corpos, urganisarao por mu-
Ai nicipios, bateUiOes, e companhia, com map- $
# pas modelos, ele., ele.: vende-se unir- @
9 mente no paleo do Carino n. 9, primeiio an- M
J dar, a 591100 por cada volume,
.KlHtaawc^-sKHVKawKlaVFawR......... ,.,, ,, futtirim imii
Vende-se nina linda inulalinha de 15 para
16 annos, honesta, sadia e sem vicio algom,
he portento urna ptima mucama, vende-se
-com a condirao de nao sabir para fra da
provincia : os prelendenle* procuren! -na Jj
Boa-Vila,ruada (loria u. 85, casa terrea H
: junto ao obrado. wf
~' >iiiBBfatt wem
Vende-e' urna taberna, no Manguinho, paa-
sando a ponte, muito boa paia principiante, com
poucos fundos o commodo para familia, e muilo
afreguezada : a Iralar com Jas Antonio Marques,
no Chora-menino.
Vendem-se 2 livro naulico, o Piloto intimi-
do e laboas de reduelo, ludoem hom estado : na rua
estreila do Rosario n. 6.
Vende-se nrfia casa de laipa com 90 palmos de
frente e 100 de fundo, com mullos arvoredos de fru-
clo, pote preco de 2503000 : quem quizer, dirija-se a
roa Imperial o. 163 ; a qual casa he na travesa do
Trindade.
Vende-se superior doce de goiabn, feilo (ao so-
menle de casca : na roa do Rangel, quina do becco
oCarcereiro, taberna n. 50.
Que fumara aromtica lem nns charnlos que
se vendem nicamente, e por pre^o commodo, ua
teja da roa do Crespo n. 19.
VINHO DO PORTO SUPERIOR FEITORIA.
Vende-se por preco commodo no armazem de
de Barroca & Caslro, rua da Cadeia do Recife n. 4.
Vende-se farinha de mandioca, em sacras, por
prec,o commodo : na rua Nova o. 35.
' Vendcm-ie \ escravos de mete idade, proprios
para o mallo, 1 prela, 1 moleque de 5 annos, moilo
bonito : na rua do Livramenlo n. 4.
Vendem-se sapnlis grande ; no sitio da Tremi
pe n. 1, sobrado que lem taberna por baixo, na
roa da Cadete do Recife, taberna defronle do becco
Largo.
Vendem-se 2 coxixos bous cantadores: na! rua
do Hospicio n. 1.
Vende-se em um silio no Salgadinho, bom pa-
ra seren modados, peqiienoa|ps de coqoeiros.de pi-
menla da India, de nbaia.'de jabalicaba e de caf :
para tratar, 110 aterro da Boa-Vista, leoda de funi-
leiro ao chegar a matriz,
Vende-se urna bonita escrava que engomma
rom perfeirao, cozinha, cose chao e faz lodo o ser-
vieo, urna dila para todo o servieo, um prelo cozi-
nheiro do diario de urna casa.
Vendem-*e 70 saceos com farinha de mandio-
ca, por preco muilo razoavel : a tratar as Cinco
Ponas n. 71 ou 66.
Vendem-se 2' escrav.is crioulas, sendo 1 de 25
anno com 1 cria de 2 mezes, e oulra de :10 anno*,
oplima engommadeira, cozinlioira e lavadeira : na
rua de Hurtas n. 60.
A pechincha.
No aterro da Boa-Vista n. 8, defronte da
boneca.
Cebla chegadas ullimamenle de Lisboa a 200 e
400 rs. o cenlo, presuntos, linguicas, paio, manlei-
ga ingleza de todas as qualidades, dila franceza, bo-
lachinha de soda, biscoilos, e muilas oulras qualida-
des, passas, ameias, tmaras, cha da India de Indis
as qualidades, e muilos oulros gneros chegados ul-
limamenle, lodo de superior qoalidade e prer.o mais
barato do que em oulra qualquer parle.
Vendem-se 3 obras de Thcologia Moral, ulli-
m cdicfm, por muito mdico preco : na praca da
Independencia*!. 24 a 30,
Vende-se um escravo moro para todo o servi-
eo, lio fiel e sem vicio algom : no paleo do Terco
n. y.
Vende-so urna taberna, em Olinda, bastante
afreguezada, no Varadouro n. 17, defronle do em-
barque : a tratar na mesm. Garante-se o aluguel
da casa por er o vendedor o mesmo proprielario ; e
caso o comprador queira casa decente para familia,
tlambem se aluga urna uulra junto a mesma taberna,
Vendem-c na loja de 4 porte n. 3, ao lado do
arco de Sanio Antonio :
('..irles de vestidos de cassa pretos 2JJ5O0
Luvas de pellica de Jovin, sendo prclas, para
mao pequea de senhora
Chapeos hrancos de superior castor
Uitos ditos dito
Dito prelo de seila, aba larga
Riscados francezes
Na rua da Cadeia do Recife n. 18 vendem-se
relogio de 01ro, patele suisso, quadade superior,
mal barato do qoe em qoalquer oulra parte.
PEDE-SE A ATTENCAO' PARA QUEM TIVER
BOM GOSTO.
C. Hcssc avisa as pessoas gradas e de bom iom,
que lem para vender 2 lindissimos carro de 4 ro-
da, do maia novo modcllo de Pars, e ullimamenle
acabados ; a ronslrucrao des ditos carros foi feilii
mu de proposito para acreditar o seu estabelecimen-
to, e agradar aos freguezes, de quem lem recebido
nao equivocas provas de sua benevolencia,e por iiso
empregon lodo o zelo d'arte na sua solide/, e bem-
feiloria, e oa Oflerece desassombrado a lodo e qoal-
quer entendedor, c prelendenle a teda hora do dia,
na rua do Pires n. 22. aoode podem ser minuciosa-
mente ciaml nados ; n pre^o do dilos sera razoavel.
Vende-se arroz pila'do muilo superior, dito de
casca, saceos com millio, dilos rom farinha de man-
dioca, ludo mais barato do qoe em nutra qualqoer
parle, que be para se acabar com o resto : na tra-
vesa do Carioca, armazem de Antonio Pinto de
Souza.
18000
89000
42O0O
49OOO
200
GRANDE E NOVO
Chales de ganga
Qoeimado n. 33.
Moinhos de vento
'ombombasderepuxo para regar norte e baixa,
decapim,nafandicadeD..W. Bowman: na rua
do Brum ns. 6,8 e 10. '
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
.Veste estubeleciinento 'continua a ha-
ver um completo sortimenlo de moeaJ
das c meias moendas pan-a engenho, ma-
china de vapor, e taixas de ferro batido
coado, de todo* os tamanhos, para
dito. '
Vendem-se cm casa de S. P. Jolias-
ton C., na rua de Senzala Nova n.' +2.
Sel litis ingleses.
KelogSos patente inglez.
Chicotes de carro e de montara. I
Candieirose casticaes bronzeados.
Chumbo em lenco!, barra e muniqao.
Farello de Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiroe devela.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97..
DEPOSITO DA FABRICA DE TODOS
OS SANTOS DA BAHA.
Vende-se em casa de N. O. Bieber &
C, na rua da Cruz n. 4, algodao tran-
cado daquella fabrica muito proprio pa-
ra saceos dea ssu car e roupa para escra-
vos, por preco commodo,
. *Em casa de J. Keller&C, na rua
da Cruzn. 55 ha para vender excel-
lentes pianos vindos ltimamente de Ham-
burgo.
Vende-se urna batenca romana com todos os
saos pertences.em bom uso e de 2,000 libras : qaem
pretender, dria-*e ii rua da Cruz, armazem o. 4.
COGNAC VERDADEIRO.
Vende-se superior cognac, em garrafa, a 128000
a dazia, e 19280 a garrafa : na riia dn Tanoeiros n.
2, primeiro andar, defronle do Trapiche Novo.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas que tem um alqueire, me-
dida velha, por preco' commodo: nos
armazensn. 3, 5 e 7 defronte da escadi-
nha.-e no armazem defronte da porta da
alfandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes &C.,"na rua do Trapichen. 34,
primeiro andar. 1
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina qae
volte para a cadeia.
ATTENQO.
( Na rua do Trapiche n. 34, ha para
vender barris d ferro ermeticainente
fechados, proprios para deposito de fe-
ses ; estes barris sao os melhores que se
tem descoberto para este lim, por nao
exhalarem o mendr cheiro, e apenaspe-
zam 16 libras,* custam o diminuto pi c-
co de 40000 n. cada |tm.
Vende-se pipas, barris vazios e bar-
ricas internadas: a tratar com Manoel
Alves G*erra Jnior, na rua do Trapiche
n. 14.
Attencao 1 !
Vende-se superior tomo de milo, segunda e capa,
pelo baratissimo preco de 39000 a. arroba : na rna
Direila n. 76.
Potassa.
A boa fama
Vendem-se chapeo de pallia da Italia muito d-
ariaSl nomert menino*, pelo baratissimo preco
A. 11T? Ln" 'afJ0 Queimado, loja de miodeza
da lloa tama n. 33.
CHAROPE
DO
BOSQUE
<> uniro deposito contina a ter na botica de Bar-
lliolomeu Francisco de Souza, u rBa i^,, ,|0 1^.
rio n. 36; aarratea grandesSJOO e pequea 3>000.
IMPORTANTE PAfiA 0 PUBLICO.
Para cura de phlistea em todos oijeu drflerenles
grao, qner motivada por constipacSes, losae, tu-
rna, pteuriz. escarro* de sangoe, dr de costados e
peilo, palpitaco n coraco, coqueloche, brencliite
do* na garganta, e toda* a* molestias do* relo* pul-
monares.
* AttencSo.
Na rua da Cadeia Verta n-.47,!nja do S (Manoel)
vende-e damasco de laadaduas largara, moilo
proprio para coberlas decama e imunos de me**.

POTASSA BHASILEIKA.
f^ Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, ebe-
gada recentemente, recommen-
^ da-se aos senhores de engenho* o*
g eus bon* effeito* 'ja' experimen-
Jj tados: na rua da Cruzn. 20, ar- .
g mazem de L. Leconte FeroM
(7 Cempanliia.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Raduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invancao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlinf empregado na* co-
lonias ingleza* e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramnto do
assucar, acha-se a venda', enralas de tO
libras, junto com methodo de empre-
ga-lo no idioma prtuguez/em casa de
N. O. Bieber 4 Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
Sortimenlo de chapeos de >ol tanto de seda como
de panno, paraliomens e serhor*s,de todos os tama-
nhos e qualidades, paut de panno, seda, laa, linlio,
alpaca ele., de tedas s cores e quadade, cate,as de
brimbranro o par do, e um sortimenlo de malas para
viagem, assim romo halis para vestidos e esparti-
Ihns para senhora, rohre-se concerla-se toda e
qualquer qualidado de chapeos de sol, por rteno
pre?o que em oulra qualquer paarle : na rua do
Collegio n. 4, rasa de J. Falque.
Attencao.
borddos a 29800 : nariiadfil
Na rua da Cruz o. 2 |fflmero an-
dar, vendem-so os seguir^ub-efogiosaaB
muito hai-ato pi i;.i> www^^^SanWraf^'e-
logios de orno patente suisso, ditos de pra-
ta, ditos de dita dourada c ditos de dita
gatvanisada.
Vendem -se balates novas a 13600 o gigo: no
armazem do Cazuza, no caes da allandega.
Vendem-se na rua da Concordia n. 26, saccas
com arroz de casca, por prejo muilo commodo, c
lambem e vende na mesma casa um banheiro de
madeira com pouco uso, por qoalquer preco.
Vendcm-ie linda pnlceims d cornelina para
echora a 13800, dila para meninas a 19400 ^ na
rua do Qoeimado o. 63, teja de Soaa Chrvsoslomo
de I.. Jnior.
A'5$000"e 6.W0O rs.,
corles de rambraiae seda, fazenda boa e de lindo
padroes, dilos de harem de eda com habados a 89
r. o corle : na roa do Crespo n. 16, loja da esqnina
Velas.
Vendem-se escolenles vela de carnauba pura e
de comosc,Ao, sendo estes do melhor fabricante do
Aracaly, pelo rommodo preco de 149500 a arroba :
na rua da Cnfz armazem n. 13.
ATTENQAOV FREGUEZES.
Cheguem ao que he borne barato.
Cliouricas.paioc, presuntos, alelria, macarrao, la-
Iharim, olrcllinha para sapa, holachinlia deararula,
farinha de Maranhao, lodas as qualidades de cha,
Vendem-se riqoiaimoa leqne rom lindas e'finis-
No anligo deposil," daTua da Cadete Ve.ha, e. T^S^^^'2EtS^i^t.
iplorio n. 12, vende-se mnilo superior nolassa da ancas del n 1 ,. t^aJT^T^ .. J??."?.
rriplorio n. 12,-vende-se mnilo uperior polass'a da
Kossia, americana e do Kio de Janeiro, a precos ba-
ratos qne he para fechar conla.
- Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversa* mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
scjam.quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de J?neiro.
*~ Vendem-e ricos e modernos pianos, recente-
mente chegados, de eicellenles vozes, e pre^o cm-
m~''-
(1
lodaa^m casa de ^s^ljf^CpmpanJite^raii
bolachinhn ingleza, passa, velas de eapermacele de
uperioHJoalidade, lates com superior gracha, t
veja branca e preta, vinho velho do Pprlo, engarra-
fado, Bordeaox, champagne da melhor quadade,
chocolate, manleiga ingleza e francezaf e oulra*
muilas cousas novas, por preto que mnilo convir
ao* compradores: na taberna Ha rua Nova n. 50, que
faz quina para a rua do Sanio Amaro. -
Na rua do Oespo, tej n. 1 i vendem-se bons
cobertores de aUodao, branco, de pello a 19400, e
sendo em porcSo faz-e alguma diflerenca no preca:
lambem vendem-se seda escocezas a I92O o covado,
bonitos padrSe e sem defeilo.
Superior vinho de champagneeBor-
deaux: vende-se em casa, de Schafliei-
ilin & C, rua da Cruz n. 38.
A ELLES, ANTES QUE SE AC BEM.
Vendem-so cortes de casemiradc.bnm goslo a 3f,500
49 o 59OOO o corlo ; na rna do Crespo n. 6.
Taixas par& engenhos.
Na fundiqao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do q chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 3 a 8 palmos de
bacca, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-4e ou carregam-se enl carro
sem despeza a o.comprador.
" Cera de carnatiha.
Vende-se na rna da Cadeia do Hecife n. 49, pri-
meiro andar.
Vende-se um cabrolet e dou cavallos, ludo
junto oa eparado, sendo os cavallos muilo mansos e
muito coblumado em cabnolel: paro ver, oa co-
cheira 11. 3, defronle da ordem terceira de S. Fran-
cisco, c a tratar com Antonio Jos Kodrigurs de Sou-
za Jnior, na roa do Collegio n. 21, primeiro'oo se-
gundo andar.
FAZENDAS DE GOSTO
PARA VESTIDOS DE SENHORA.
Indiana de quadro moilo fina e padree* noros ;
corles de 13a de quadro e flores por preco commo-
do : vende-se na roa do Crespo loja da esquina qoe
volla para a rua da Cadeia.
CASEMIRA PRETA A 4-7500
0 CORTE DE (ALCA.
\ endem-se nn roa do Crespo, loja da esquina qoe
volte para a rua da Cadete.
-i-Na rna do Vigario n. 19, primeiro andar, ven
de-se terete novo, chegado d* Lisboa pete barca Gra
tidao.
Capas de"panno.
Vendem-se rapa de panno, propria para a este-
rao presente, por commodo preco : na rna do Cres-
po n. 6^^v^--^
Grande sortimento de brins para quem
quer. ser gsmenho com pouco dinheiro.
Vende-se brim trancado de lislras e quadros.de pu -
ro Hnho, a 800 rs. a vara, dito liso a 640, gang*
amarella lisa a 860 o covado, riscados escuro a imi-
tsc.te de casemira a 360 o covado, dilo de lindo a
280, dilo mais abaiso a 160, easlores de lodas as co-
res a 200, 240 e 320 o covado : na ro* do Crespo
n. 6.
COI PEQUEO TOQUE DE
------------LA-
Algodao do sicupra a"2500 e 36.: vende-se na
roa do Crespo loja da esqoioa qoe volte para rna
da Cadeia.
Alpaca de seda.
Vende-se alpaca de seda de quadros de bom goslo
a 720 o cavado, corles de 13a do melhores gustos qae
lem viudo no mercado a 45O0, dito de cassa chita
a 1800, sarja preln liespanhola a 23400 e 23200 o
covado, selim prelo de Maciio a 23S00 e SfSOO, guar-
danapos adamascado feilos em (iuimarft* a 33600
a dorio, toalhas de roste vindas do mesmo fcar a
99000 e 128000 a duzia r na roa do Crespo n. 6..
CHALES DE LAN E ALGODAO,
ESCUROS A800 RS. CADA II.
Vendem-se ua roa do Crespo teja d esqnina que
rolla para a rua da Cadeia.
COBERTORES.
Vendem-se cobertores escuro, grandes e peque-
o*, a 1200 720 cada om : na rua do Crespo n. 6.
CORTES DE CASEMIRAS
DE CORES ESCURAS E CLARAS A 3000.
Vendem-se na roa do Crespo, teja da esquina que
volla para a rua da Cadeia.
amB999 9Gommmm
Deposito de vinho de cham- W
iagneChateau-Ay, primeira qua- *-
idade'; de propnedade'do conde
de JHarcuil, rua da Cruz do Re-
cife n. 20 : este vinho, o melhor
de toda a Champagne, vende-se
a 56S000 rs. cada caixa, acha-se
nicamente em casa de L." Le-
comte Feron & Companhia. N.
B.As caixas sao marcadas a fo-
goConde de Marcuile o* r-
tulos das garrafas sao azues.
E


m
A Boa lama.
, r -------..... inumiaMduii Ulltl til-
incas de 1 ate 4 anno a 1*800 o par. dila* de fio da
E-cocia, moilo boa farenda, 240 a 400 r. o par,
vollas prela* para loto com brinco,' pulceira, alQ-
nete, fazenda muito upericr, a lKWO, ditas mais
ordinaria a IjOOO, paules de la de moilo bonitos
goslos e guarnecidos para senhora e meninas, peto
muito barate preco de 3000 cada nm, iandejaa. f-
nnsimas e com delicadas pfnlora, pelo baratissimo
preco de 2 al 68000 cada>.ama,< tranca de seda da
torta as largara e cores, fita* Anas de todas as cores,
bico linissimo de bonitospdre*,.de liuho, tetn-
ras as mais fina qne he possivel encontrar se e da
tedas a quahdade, meias e lava de todas aqua-
lidades, riquisslma franjas brancas e de core* com
hellas, propria para, cortinados, eseovas moilo fl-
nasoara1 cabello e roupa, estampas de sanios ooloti-
n.fs e em rumo, indo por preeos q-_ilT itet-an>n,fr-
asradar aos compradores : na roa do Queimado, no*
qualro canto, teja de Mudez* d Be*'Fama n. 33.
isla loja torna-** bem condecida pete raqdeebo-
nilo sorlimenlo qoe empre lem de rniudexas de bous
goslos e por preco empre mais baratos do qoe em
oulra qoalqoer parle.
A boa fama
Vendem-te roete* de laia par* More, o roelbor
qoe he possivel Iwver, I pelo muito barato preco d.
23000 o par: oa roa do Queimado, no* aanira can-
tes, teja de roiudeza da Boa Fama n. 33.
A boa fauna
Vendcm-e muito bonilos chapeos de
com molas, pequeo e moilo delicados, proprio-.
para meninas de escote, pelo barato preco de StOOn
cada um; he censa iSo delicada qae quem vir nao l
deixarn de comprar : nn roa do Queimado, no. qua-
lro cantos, lote de miodeza da Boa Kajja n. X. S
I
I
/
ESCRAVOS FU
Roa Fama n
GIDOS

Deposito do chocolate francez, de urna
da's mai* acreditadas fabricas deParis,
em casa de Victor Lasne, rua da Cruz
n. 27.
Extra-superior, pura baunilha. 19920
Eilra Tiao, baunilha. 19600
Superior. 13280
Quem comprar de 10 libras para cima, lem nm
bale de 20 % : venda-se ao mesmos presos e con-
diefie, em casa do Sr. Barrelier, no aterro de Boa-
Visla n. 52.
Vende-se ac em cndeles de um quintal, por
preco moilo commodo : nn armazem de Me. Cal-
moni & Companhia, praca do Corpo Sanio n. 11.
Riscado de listras de cores, proprio
pai a palitos, calcase j aquetas, a 160
o covado.
Vende-se na ro* do Crepo, loja di esqoioa qoe
volla para a cadete.
Vendem-se no armazem n. 60, da rna da Ca-
deia do Hecife, de Henr'y Gibson, os mai superio-
res, relogios fabricados em Inglaterra, por preco
mdicos.
Vende-se exrellenle laboado de pinho, recen-
temente chegado da America : na ra de Apollo
trapiche do Ferreira, a eoleoder-se com o adminis
ador do mesmo.
Besappareceo no dia 28 de junbo o escravo
Joao, de nacjio Angola, qne reprsenla ter 30 anno
de idade, altura ecorpo regular, rara redonda, com
carne sobre o olhe* ; tem um ralombo nsrendo da
orellia direila pona d* qqeiui, e oulro mil pe-
queo em cima ; tem falla,mansa e coRima a em-
htiagar-*e. e'anda ganhando na rua; levou camisa e
calca de riscado azul e um bonete, et. : qualquer
pessoa que o pegar leve-o ae sen senher O.da Silva
Campos, na ra das Crnzes 11. 40, que recompen-
sara.
Do patacho Vaharte, fugie um es-
cravo mariubeirodenome Caim", crioulo,
idade 28 anno pouco mai* ou menos, al-
tura regular, foi vestido de calca de risca-
do, jaqueta de brim, camisa brnca e
chapeo de molla: qaem apprehnder
pode-o levar em cata de Movaet-4 C-,
rna do Trapiche n. 34.
itosappareceo do engenho Camorir. Grande,
dn freguetia de Agoa Preta, o ecr*vo Gabriel, na-
rao Bengnella, parerendo er crloalo teas nao he,
maior de 32 anuos, altor* recolar, tdr muito preta,
cabello achatados, olhos amarellado, bstenle vi-
vo e ladino, dado t contar histeria do qne lea* viste
PO'.qjide tero viajado, mentiroso e atrevido quando
este elnbriagado, pernas fina, e bem fechado de bar-
ba, roste redondo. Ja lem sido orrado, levou um
gancho ao peacoro qqe he de soppr o Unha (Irado,
pormhadeeslarcomocooro dQ pescoco grosso e
apero, o qual foi escravo do Sr. major Antonio Ua
Silva (jusmao. trabalh* de barbeiro. e, tambem en-
lende de cozinha, trabalha de pedreiro e sabe f*rn
lellia. Desppareceu no ro*mo da dodiloengenlio
acm8, em companhia do mesmo escrava Gabriel a
escrava de nome Mari*, naci Casanga, idade 50
anno, batante alta, muilo eera do rrpo, cor prt-
la, cabera comprida para traz, ja' batanle pintada
de rabello hraoco, principalmente petes tontos, tem
um denle de menos na frente, 00 queiio de cima,
rosto comprido, beiro de cima "mete revirado, nariz
afilado, ps seceos, peilo moilo prqueiio, n qual
escrava o seu aoligo tenhor ja roorua em (inrabira,
dislriclo da provincia da Paraliilia; ambo* p escravo*
desapparceram no.d'ia 28 de mato do correnle an-
no : por io roga-se loda as autoridades policiaes
e cu pitaes de campo, hajam de .ipprehende-los e le-
va-Ios a seu senhor Ignacio Ferreira de Helio i.eoa,
no engenho icima, ou nesla praj a seo eorretpon-
denle Manoel Antonio de Santiago l.cssa, merador
na roa Angoste n. 3, qne erao bem recompensado.
Do engenho Brete de San Jos ua comarca da
Vir loria, fugio o preto Manoel per alcunha to.inino,
o qual lem o segiiinles signaes ; he de liaran An-
golii, idade 40 anuos, barba no queiio, muito pouca
na cara, (em um denle quebrado na frente do quei-
10 superior, hem feilo de corpo, estelara e grossura
medianas, ten nm* peroa mais croata proveniente
de ferida, qoe telvez ainda lenha alguma aberta :
be mnilo ladino que parece crioulo, he rendido Je
urna virilha, pelo qoe se torna potroso, gotl* de**m-
dar empre com calca e Camila de dula ou algodo
1 qnem'o prender' leve-o no dilo engenho de
t
Lote Barhalho de Vasconcellos. o 00 lleci?e a Joa-
quim Correa de Kesendc Reg & Irmafiiu noen-
genlio CajaBussii ao rendeiro Manoel Barbosa da Sil-
va, que em qualqoer da parte se gratificara com
geimrosidade. '
PEIIN. IYP. DE M. V. DB FABIA, 855
i


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