Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00799


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Full Text
ANNO XXXI.
Por 3 meses adiantados 4
Por 3 meses vencidos 4.00.
r'I i
N. isa.;
,poo.
QUINTA FEIRA 5 DE JULHO Dt
Por anno adiantado 15,000.
%Q&&- ^Z^rr^art o subscriptor.
E^CARRF.UADOS DA SUBSt;lUP<;A'0.
Heclfe. o propriel^rio M. F. Farin ; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Jo mi Pcreira Martina ; E.ihia,"o Sr. I).
l'uprad; Mace, u Sr. Joaquim Bernardo de Men-
donc ; Parabiba, o Sr. Gervazio Vctor dade ; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio l^reio, Jnior;
\racaly, eSr. Amonio de Lemos gruja; Ceara, o Sr.
Victoriano Augusto Borges ; MaranlSo, <> Sr. Joa-
qnim Marques Rodrigues ; Piauhv,Sr. Domingos
Herculano Ackile? Pessoa Ceerenc'e ? Para, oSr. Jns-
Uiio J. Ramo ; Amazonas, o Sr. Jeronymo da Cosa.
^~ i m
DE PEENAMBUGO
CAMBIOS.
"Londres, a 27 1/4 e 27 i/8 d. |por 1.
Paris, 35 rs. por 1 f.
; i -Lisboa, 98 a 100 por 100.
i Rio de Janeiro, 2 por 0/0 de rebate.
Acones do banco 30 0/0 de premio.
a da companhia de Beberiba ao par.
i da companhia de seguros ao par.
Dist onto de lettras de 8 a 9 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncaa hespanholas- ,
Modas de 63MOO velhas.
de 6*400 novas.
le4000. .
Praia.Patacoes brasileiros. .
Pesos columnarios, .
mexicanos. .
I PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os das
Caniar, Bonito e Garanbuns no dias 1 e 15
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex eOuricury, a 13 e 28
Goianna e Parabiba, segundas e sexlas-feiras
Victoria e Natal, as quintas-feiraa
' FREAMAR DE HOJE.
Primeira s 9 horas e 18 minutos da manha -
Segunda s 9 horas e 42 minutos da tarde
PARTE 0FPICI1L.
?
OOVBeUf O DA PROVXHCU.
LE N. 3<9.
Da naca organisarao instrucrao publica da
prq&neia.
Jos Beato da Conha Fgueiredc, presidente da
provincia de Pernambuco. Faco aber a todos os
teus habitantes, que a assembla legislativa provin-
cial decretou e eu saocconei a resol tro seguale-:
TITULO I.
CAPITULO TJNICO.
Da direccao e inspecrao ios eslabtleeimtntoi pu-
blico e particulares dewutrncravprovincial.
Art. 1. A directo e inspeceao dos slabrtecimen-
los pblicos e particular de inslruccao em Pee*
iurobaco serio exercdas pelo prndente da pro-
vine, por utn director geral, um conselho direc-
tor, delegados e conselho de dislricliM lillerari.js.
Art. -2. O director geral ser normlo pelo pre-
sidente da provincia, e lera o veneimonto de 1:400
" ae ordenado, e 600/ rs. de graiillcaoic pelo ef-
feclivo eiercicio.
Art. 3. Ao director geral ioeambe :
1. Inspeccionar por si, por seas delegados, o
pelos membrue que elle designar d'eeitxe os, do < ou-
elho direclor, todas as escolas, colegios, casan de
educado, e estabelecinealos provlociaes de jos-
In.ccio primaria e secandaria, assiii. pblicos, co-
ma particulares.
S 2. Presidir aos sames de capacidad! para o
magisterio, e conferir o* ttulos de prirovacae, con-
I o -me o modelo, qoe for adaptado.
3 3. Autorisar a abertura de escola, e es-tabeleci-
mento particulares de ineto-ocsao, guardadas as
MioosijOas delta lei.
, 4. Rever os compendia* adoptados as escalas
imolicas, corrigi-lo* eu faze-los corrigir e sobstuir,
i|uando for uecessario.
S 5. Ceordeuar oaroappas, e infqrmac,6ee quo s
delegado*, ttosdislriclos litlerarios Ihe remetieren
no decarss daanno leetivo sobre a lustrucco pri-
maria e secundaria, e aprsenlo- ao presidente a
prova!, at o Qid de Janeiro, nm quadro eslatisti-
co de todas as escolas provinciaes, eurarelalofio
circumslanciado do progresso oeste ramo de serv -
.o oain todos os esclarecimenlo que a til rsped o
iwler ministrar, ireompanhando-o c*o oicomeil o
animal das depeza* con a ioslruccao sob sna direc -
S, especicando cada urna de suas respectivas
verbas.
6. Convocar o conselho direclor, presidir s
suas reunin, e mandar proceder aos eiames e in- -
foraaacOes necessarias para que elle possa exercer al >
s jas funeces coro acert.
*! t. Uaganisar os regimentos interma das esco-
la* e do* outroa o-labclecihienloi de inaUocfio pu-
blica.-
S 8- Bxpedir inslrucjcs :
t. Par 'os esaraes dos professores adiantos e a-
,^vara o dc-emijenhi. das reapeclivss obrigacOes ,
diroctamente aos delegadas dos districlns litlorarios,
e por intermedio deslea aos professores do entino
prinaario, bem como aos professores do Gymnasio
por iutermedio do seu regedor.
3. Em geral para ta^o qaanlo for concemenle i
biu axecuoto desta lei.
8 9 Julgar as infracedes disciplinares, que
furem impostas as penas de admoettaca, reprehen-
sa> ou multa.
10. Prdpor o preaideate da provincia*:
1. (ralneac vcociraiiitos pera Os professores publios, nos casos,
e pelo modo estabelecid dos arta. 28 e 31.
2. Os in divdaos qo*. na forma do cap. 2 do til.
2 se habilitareis perrprofessores adjaiitns.
3. O* individuos competeutemeiila habilitados
para o migisierio publico, e es que chivara ser en-
tiwdos da inspecsSo do entino,
i. A^creario de escolas primarias da qualquer
dos uroV
5. A cr*aj3o de maii algoma cadeira no tiymna-
ele, rwandVi asaartumslancias tiigirem.
6. Os Professores que devam ser jubilados na con-
aimidaCj* dosarts. 29 e 31 desta lei.
7. As- alteracees qoe a experiencia aconselbar
que se devam fazer nesla lei.
Ex*rcer as funcrees destaradas neata lei e
quaeaquei- outras/deejBe, com referencia an eervi-
jo da instruccj* peblica, o encarregar o governo
da provincia.
trt. *. O director geral solNcitar da govnrno da
priviacia a appruvuao dos actos e qus trata o 8.
ns. : a 3 do artigo antecedente, sem susneiuao de
exscajao. Nos otros casos mencin i Jo no n. 1.
do citado S S, e nos nmeros lo ti e no 7 do 10
ser previamente ouvid o oinsellio directftr. Nos
casos dos t$a4 e 7 do art. 3, alera da audiencia do
co'iselho. procectri a approvajao do presdanle da
provincia i execaco.
Sompre queforeuvido ocomelho, osea parecer
aroinpanhari as propostas do direclor geral.
Art. 5. O/lreelor geral ten, para, o expediente
da TeparlcJo a seu carao un secretiro n.iraeado
palo presidente da provincia, sob proposta daquelle,
com o ordenado de l:Q6tls000 rs.
Arl. 6. Ao secretario coiapete :
1. Escrever, registrar e xpetlir os ltalos e
quaoequer ojtrosTn!-^*; w,,, Btiadirecto-
ra.
2. Escriplurar em livros proprios orden s rela-
tivas a despera, segundo as inslrcc.ces, a modelos
que Ihe forera dados.
3. Lavrar as actas, a deliberacoe d.> conselho.
1. Keceber asqaotas, que forem dcsigtadas pira
as despeas ordinarias do expediente.
5. Preparar todos os esclarecimeotos, que devara
servir de base aos relatnos do director geral, a
orgnntsatao do qoadro tlalistico, a aos ootros Ira-
kalhos da directora.
Arl. 7. Os delegados de dtstriclos litlerarios se-
riio oomeados pelo presidente da provincia, sob
propoata do director geral, a nao podorjo exercer o
n-iagisterio publico ou particular, primario oo le-
cuudario.
I'en a seu cargo :
1. inspeccionar,' nos termos das inslraccoes, que
Ihe forem expedidas pelo director geral. as escolas
pubBcas des respectivos districtos, procurando sa-
ber se nellas se eoajipren fielmente ns isatr,ucciJes
e nrens superiores, dando conta ao director geral
do ijue observaren!, e propondo-lhe as providencias
quJ>ulgarem conveeienles.
2. Impedir que se abra algoma escola oo colle-
gio, sem preceder .-mloritacao para al llm.
3. Vjsilar na forma das inslrucf 3o dadas pelo
director geral todos os eetabeleciirwntcs pancula-
res de ensino, que tenhito sido autorizados, o obser-
vando se nelles sao guardadas os p
e as regras hygiencas ; se o e
contrario i couslituico, re
lado, e te sao comprdas as dis|
t. Recebar, e traosmillir ao d
'ritos da moral
dado nao lie
as leis do es-
es desta lei.
eclor geral, com
aaaj. otn
T*Wre
fff edurarao
inCsrmacao soa, todas as parlWtac0(S e reclama-
oftes dos professores, e com espaof,lidil|s de Ires em
"Tes meros mappa dos alumno. 0iYersas casas
publicas e papWBlare(i wiOcando
prmelro a sua exaclidao, a aflni-lhes as ob-
serva** que Ibes Precarenf,ei!wati.1,i .nlre ,,
qiiaas deven, declarar as v
peecionadaa ai ditas casas.
ve- que
cessarins,
Iruhaiii
si.lo
Preparar, sob proposlas dos professores publi-
co e enviar ao director geral, o orcamento annoal
despens das escolas respectivas, assim como
lter-|he, depois de verificadas, asconlas das
as despezas que deverao sempre ser aisgna-
por aquelles professores.
Fazer Jnvenlarlar os utensilios de cada escola
_ ica, mandando'extraliir doas copias do inven-
brft), urna para ser transmillida ao director geral, e
** para ficar em seo podar, sendo ambas assig-
na as pelo professor, o qoal ser respoosavel pela
tservacao dos referidos utensilios dentro Do pra-
qoe for designado em OOM tabella especial.
rt. 8. O conselho director he conrposfo :
o director geral ;
O regador do Gymnasio provincial ;
De dona professores do mesmo instituto, designa-
polo presideute da provincia ;
De nm professor publico oo parlicblar de nslruc-
#0 primaria, que se liaja distinguido no eiercicio
Si ministerio, nomeado pelo presidente da provn-
; e de tu,iis dous membros, que nao pertencam
' magisterio, da escolha do presidente da pro-
ttoca.
I Art. 9. O governo da provincia designar um
aibsBluto para os impedimentos de qualquer dos
dous ultimes membres, assim como os professores,
que'devam em caso igual sobstuir aos que fcrem
raembros do conselho.
No impedimento do regedor do Gymnasio servir
o censor. i
Estas substituiees somonte lerSo logar, quando
o impedimento for de mais de 15 dias, ou quando
nao rov. possivel reunir a maioria dos membros do
cooselr,n, ou finalmente quando as decisoea depen-
deieni do numero completo dos ditos membros.
Arl, 10. O director geral ser substituido por
' um dos membros do conselho direclor, que o presi-
dente Ai provincia desigoar, o qoal percebera' oes-
te caso a gratificarlo do exercicio.
Arl. 11. O consellio direclor lomar parle em
toda* os negocios, em que sua inlervenrao for de-
terminada por esla lei.
Tara' especialmente a seu cuidado :
1 Oetame dos melhores melhodos, e syslemas
praticos d% ensino.
2. A designacao c revisSo dos compendios, na
forma do arl. 4. i
3. A creacao de aovas cadeiras.
4. O syslema e materia do exantes.
En geral sera' ouvido sobre lodos os aasomplos
Iliterarios, que interessera a' instroccJo primaria e
secundaria, cojos melhosamenlos e progressos deve-
ra' promover e fiscalisar, auxiliando o direclor ge"
nrl.
Jnlgara' as infraecoes disciplinares, a' que esle-
ja imposta pena maior qoe as de adrnoestacao, re-
prehensao, ou mulla, quer dos professores pbli-
cos primarios e secundario*, quer Jos professores e
directores das escolas, aula*, o collegios particulares.
Arl. 12. Os eensclhos de disirictos lilterarios
atrao cohijioHo* :
_ tJo* respecltvos oelegarto, que a eatoe freaidirto ;
^fte^dous pais de familias, nomeado* pelo direclor
geral 7^
Do respectivo parodio.
Os conselhot-de districlos exercerlo neetet w fun-
coes do conselho director ao que Ibes for applicavel.
Os leus membros sulislilrHrao sos respectivos delega-
dos, e nos seas inipedimentosVsegundo forem
nados pelo director geral ; e o*
li**caodaseseolaspubll*aie particulares dos seus
districtos. 4 ,
titulo n.
Da-ffiatraicfiio publica primaria.
CAPITULO I.
r CondirOei para o magiilerio publico, nomearao,
dtmiuSo, e canlageru dos profesores.
Arl. 13. ;i podem exercer o magisterio publico
o s cidadsos brasileiros, qoe provarem :
' 1. Maioridade legal.
, -2. Moralidarie.
' -3. Capacdade profesional.
Arl. 11. A maioridade legal provaie parante o
dlireclor geral por eerlidao, oo justificaeflo de idade.
Arl. 15. A prova da moralidad*sera dada peran-
raate o mesmo director, apreeenlando o candi-
dato.
f. Folha corrida nos logares, onde hija residi-
do nos tres annos mais prximos dala de seo
riiqucrimento. .
2 .AlleslaeOes do respectivos parocbos. IU-
^ao pode ser nomeado professor publico o indi-
vil luo que liver oBrldo penas de gales, ou condem-
nacao judicial por furlo, roubo, eslelionalo, banca-
rola, rapto, incesto, aJoUerio, ou por oulro qual-
qui-r crime nlTeosivo moral publica, ou a religiao
do estado.
Arl. 16. Qoando a aecassca judicial nos casos
cima mencionados lenba sido argida de calum-
niosa pelo candilado, e Dio naja provocado coodem-
iiclio. judicial, poder, elle aer admitlido oulrai
provas, se asim o decidir u conselho diraclor.
Ni. caso de divergencia entre o voto deste conse-
lho, e o do director geral, suspender-se-ha qualquer
deliberado al decisao do presidente da provincia.
Da deliberacao do cooaellio que for contraria ao
candidato, poder este jtcorrer para o presidente no
praro-do dez dias. Igual direilo tero, no caso de
decisRo favoravel, qualquer membro do conselho,
cojo voto tenha sido vencido.
Art. 17. As pestoa; do sexo femenino, qoe se pro-
pozercm ao profeasornlo, deverao exhibir de mais,
se forem casadas, a eerlidao de seu casamento ; se
vmvas.a de bito de seus maridos, e se viverem se-
paradas desles, eerlidao do Iheor da senlenra qoe
jolgou a separacSo, para se avallar o molivo qu* a
origino*.
As solteiras so podero exercer o magisterio, leodo
vinle e cinco annos completos de idade, salvo se eo-
sioarem em casa deseas pata oo prenles, at o se-
gundo grao, oestes forem de reconhecida morali-
dade.
AUDIENCIAS.
Tribunal do^Commercio, segundaseqtiilas-feiraa
Relaco, ter\ as-feiras e sabbados
Faianda, tortas e sextas-feira is 10 horas
Juizo de orpblaosjjfigundas e quinus s 10 horas)
1* varado civS, segundas e sextjs ao meiodia
2' vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia I
EPIIEMF.RIDES.
Julho 6 Quavto minguante aos 12 minutos e
40 segundos da tarde.
14 Lna nova as 2 horas, 21 minutos e
W segundos da manha.
52 Quano crescenie as Shoras, 30 mi-
nutos e 40 segundos da manha.
29 La eheia as 4 horas, 44 minutos e
33 aegundos da manha.
X
nstruccao primaria aer feita por provisto do pre-
sidente da provincia.
Art. 24. Em igualdade de circuraslancias prefe-
rirlo para o provimenlo das escolas publicas:
1. Os professores das do primeiro grao para a* do
segando, lendo eosiaado com distinecao por tres
annos,
2. Os professores adjuntos qoe oda nao estive-
rem na circunstancias do art. 39, mas houvcrem
pratieado salisfatoriamnle por Ires annos.
3. Os professores particulares qne por mais de
cinco annos livcrom exercido o magisterio com re-
conhecida vantagem do ensino.
Os hachareis em humanidades, e os graduados
em qualquer ramo da instrac^lo superior do im-
perio.
Arl. 25. O provimenlo em qualquer cadeira,
gaardadas as regras precedente*, ser considerado
vitalicio, depois de cinco annos de effeclivo exer-
cicio.
O professor oo professora em taes eondicSes per-
der sua cadeira somenle por senteo^a em processo
disciplinar quo os sujeite pena de demissSo, ou
por iocapacidade physica ou moral, judicialmente
declarada.
Art. 26. Os actuaes profeatores de instracsao pri-
maria continuarlo a vencer os meamos- ordenado
qoe ora percebem.
O qae forem prvidos de novo, e os qoe se ha-
bilitaron voluntariamente na forma delta lei, o"
prasp qae Ihe sera marcado, terao os segainles ven-
cimentoi, a saber:
Os da* escolas de 1. groo 60U da ordenado, e
200-3 de gralificdctlo.
Os professores das escolas do 2. grao 700$ de or-
denado, e -2UUS de gralificaco.
As profesaoras terao 1009 menos de ordenado
em cada um dos graos.
Arl. 27. O professores publico* que tiverem ser-
vido bem por dez annos, lerSo preferencia para seus
filho* enlrarem no numen dos professores adjuntos,
de que trata o art. 35.
Art. 28. O presidente da provincia poder con-
ceder sob preposla do direclor geral, com au.lien-
Coronel reformado Uenrique I.uiz
da Cnnha e Mello.
Direitos. .' ; ., .
Sello..........
Emolumentos...... .
Tenenle-coronel Justino Pereira do
Parias.
Direitos.........
Sello..........,
Emolumentos.......
DAS DA SEMANA.
2 Segunda. S. Isabel; S. Othon b.
3 Terca. S. Eulogio ra.; Ss. Ariatolio e Dalhro,
4 Quarta. S. Isabel rainba viuva f.
5 Quinta. S. Filomena v.; S. Triflna ro.
6 Sexta. S. Domingas v. m. : S. Isaial profeta.
7 Sabbado. S. Pulcheria v. imperatriz.
8 Domingo. 6. Ss. Procopio e Priscilla mm.;
Ss. Ceciliano e Auspicio mm.
509000
160
20?O00
405000
160
166000
aos respectivos com-
Nesle sentido oliiriou-se
mandantes superiores.
DilorAo mesmo, remetteDlva conta do qne **
despende* pelo arsenal de marinha com o irata-
menlo do marinheiro Bazilio Francisco do Nasci-
raenlo perteocenle a escuna Lindoya, afim de qne
mande indemnisar a repartico da' marinha da im-
portancia de semelhaote conta.Communicou-se ao
inspector do mesmo arsenal.
DiloAo commandaale da eslajao naval, decla-
rando que conceder o prazo de 30 dia, qoe pedio
Luiza Joaqoia do Espirito Santo-, para provar qoe
eu filho Pedro Jos Goncalves nao est as cir-
cumstancias de ser obrigado a servir oa marinha, $
recommendando qoe durante este prazo nao d des-
tino a semethanle recrola.
DiloAo capitilo do porlo, Iransmrltindo por co-
pia o aviso circular d#30de maiu ollimo, no qual
o Exm. ministro da marinha decliroa o numero de
recrutas e voluntario, que esla provincia deve for-
necer no prximo fuloro anno flnaacoice, para o ser-
vido da marinha, comm'onicou qae mandara por a
duposicao da presidencia na Ihesoararia de a/.enda
a quaotta de 5:8689000 rs. para ai desposas a fazer-
ecom a acqoisirito do's referido* voluntarios e re-
crutas.Nesle sentido ofliciou-se ao inspector da
mesma thesooraria e ao chefe de polica.
Dilo Ao capiao do perlo, remetiendo por co-
pia o aviso da repartido da nariaha, de 13 do cor-
renle, e recommendando que faja oeganisar, e re-
meta com brevidade secretaria da presidencia o
garantas. Esle rac|0 he altestado unnimemente pe-
lo leslemunho dol, plenipotenciarios presente* con-
ferencia; alm disVo um despacho do Sr. conde de
Buol communicadjo ao mesmo lempo a Paris e a
Londres eslabelec qae as negociac6es, cujos limiles
eslavnm assim definidos, nao forara abenas seolo a
pedido da Rassiaj
orcamenlo da despea i fazer com a deraarcac.ao e
balBamenlo das barras dos porlos em quo tiverem
ca do comelhe direclor. ama gnlrilcae exlrao^ de locr o* vapore, da companhia
dinaria, qae nSo exceda i quinta parle dos venc-
meatos mareados no art. 26, aos professoresque.se
honverem distinguido oo ensino por mais de qoinze
annos.
A concessao desta gralificacao aos professores qoe
no se habilitaren! na forma desla lei, ser dada
com o prazo de ddze annos, nao devendo ser supe-
rior a quarta parte do ordenado.
Em ambos os casos tal"gralificacao poder ser sus-
pensa ao professor que a desmerecer pelo sea pro-
ced me oto ulterior.
Art. 29. O professor on professora qae contar
vinle e cinco anno* de servioo effeclivo, poder ser
jubilado oa jubilada com o ordenado por iuleiro.
Aquelle ou aquella qoe ante* desse lempo esliver
impoaatbililado de continuar no exercicio do magiste-
rio, peder obler a sua jobiUcao com a parte do
"desvede praforri*nt w .tema ara* liver effaeti-
vamenle servido, nao padendo porcm gozar desle
favor antes de haver exercido as funcefies do sea
emprego por dez annus, prazo que ser de Ireze an-
nos para os actuaes professores que se n3o habilita-
re m na forma desla lei.
Art. 30. Os jubilados que o forem por molivo da
artigo antecedente, nao pdenlo
exercer emprego*^*Jgum de noraeacSo do governo
provincial.
Art. 31. Os pfofessores pMljos terao direilo
1. Ao augmento da 4." r~~'fl TM-fTI.i'aTtl"" or-
denados, qoando forem conservados no magii
sob proposta do direclor geral, depois de vinle e cin-
co annos de servico.
2. A" seren jubilados cora todos os venclmentos
mencionados no art. 26, se servrem por mais
dei annos alm do prazo mencionado no arl. 29.
Arl. 32. A jubilarao, quando no for decretada
pelo presidente da provincia, *ob proposta do direc-
lor geral, ouvido o conselho director, poder ser re-
querida pelo professor.
Justificadas era aau requerimento .as condicoes do
art- 29 en 31 oa segunda parte, o presideute da pro-
vincia defiriri, como entender dejustica, iob in-
formagao do mesmo director, e parecer do conselho.
Arl. 33. O proreasor publico nao poder excercer
emprego atgum admioislrativo de nomearao provin-
cial sem autorisacao previa do direclor geral.
Nao Ihe ser contado para sua jubilarao o tempo
empregado fora do magisterio.
Fica-lhe absolutamente prohibida qualquer pro-
fisso commercial ou Industrial.
(Coulmuar-**-na)
Ar. 18. A capacidade professional prova-se em
Oame oral, e por escripl0, que lera lugar sob a pre-
sidencia de director geral, e neraote dous examina-
dor*jS nomeados pelo governo da provincia.
Arl. 19. O oame versar no s sobre as mate-
rias do eosiuo respectivo, seoao tambera sobre o sys-
lema pralico o melando do mesmo ensino, segundo
as nstruccocs qoe forem expedidas pelo direflor
geral, depois de approvadas pelo governo da pro-
vincia, e lendo precedido audiencia do conselho di-
rector.
Arl. 20. Nos exames para professora, ouvirao os
examinadores acerca dos diversos Irabalhos d'agu-
Iha o juio de urna professora publby, ou de urna
senhora para csse fim nomeada pelo presidente da
provincia.
Art. 21. Ouando vagar, ou se crear algoma ca-
deira de instruccao primaria de qualquer do* grao,
" direclor geral o far annunciar pela imprensa!
marcando um prazo razoavel para a inaeripcao e
proceso de habilitadlo dos candiditos.
Findo o prazo, er pela mesma forma annunciado
o dia para o exame dos concurrentes.
Arl. 22. O director geral propor presidencia
(I entre os candidalos approvados aquelles, ou aquel-
la que Iheparecerem preferivei, acompanhando
soa proposla ai provas dos exames de lodos -
crrenles.
Arl. 23. A nomeacao r>-
Exp.aiaot* de da 30 da juah de 1M5.
OnicicAo Eira, presidente da Parabiba, .fulei-
randoH)de haver expedido ordem no sentido dse-
rem enviados para aquella provincia na .primeira
embarcaeao qoe seguir para all, o* sellins, mosillis
e artigas de fardamenlo meocionados aa eonU e guia
que remelle sob os. 1 e 2, e rogando qoe mande in-
demnisar i tbesouraria de fazonda da quantia da
85699801*., em qoe importa a supradita conta.De-
ram-se as convenientes ordena a respeito.
DiloAo Exm. Dr. Anselmo Francisco Peretli,
dzendoque, com a copia qoe remelle do parecer
do conielhciro presidente da relaco, responde ao
officioem qae S. Exc. coasaltou se poda eulrer oo
eiercicio do cargo de Juiz especial do commereie.
DitoAoEim. direclor geral de inslrocco pu
bca, ioleirando-o de haver no dia 3 do eorreole
fallecido o professor publico de prijneirai latirs da
villa Jo Brejo Maooel de Mello e Alboquerque, e
bem kssim de se achar na regencia daquella cadei-
ra o cidadao Eleodoro de Mello e Albuquerqae
Nesle sentido ofnciou-se a' tbesouraria provincial.
DitoAo Eira, raarechal commandanle das ai-
pnas, commuoicando que, era vista de sna informa-
cao, conceder um mez de 1 cenca sera vencimenlos,
qne pedo'o lenle Aleandre Jos da Rocha para
ir a corle.Tambera se communcou a thasouraria
de tenda.
DJloAo chefe de polica, ioleirando-o de que a
thesooraria lem ordem para pagar oslando nos ler-
moi legaes, a conla que S. S. remelteu da despez
feita com o sustento dos presos pobres da cadeia do
termo de Ingazeira, desde 20 de abril al 30 de maio,
lado desle anao.
DiloAo inspector da Ihesouraria de fazenda, re-
commendando a expedirlo de soas ordens, para qne
villa da ola que remelle, seja arrecadada na re-
oebedoria de rendas internas, a importancia dos di-
reitos e emolumentos que estao a derer os officiaes
da guarda nacional, mencionados era dita nota.
Sota a que te refere o officio supra.
Manoal Gomes de Oliveira, quarlel-
mestre do commindo superior da
guarda uacional de Santo Anlio.
Direilos.........
Sello.........
Emolumentos. .....
Peraambaeana,
deteriminando-se em dilo orcemeuto a desposa de
cada barra oo porto.
Dilo Ao inspector do arsenal de marinha, di-
aendo que couvem que Smc. Taca lapressar a remes-
sa da plvora vinda da corle com deslino provin-
cia do Rio Grande do Norte.
Dito Ao director dat obras publicas, declaran-
do qoe pode comprar pelo preco.por Smc. indicado
o lagedo qoe for necessario para a obra do matadou-
ro publico desta eidade; licaodo na intelligeria
de que se expedo ordem a Ihesouraria de fazenda
pra que na aifandega ee consinU no despacho sen-
t de direitos, de ementante lagedo.Expedio-se
a ordem de qae se (rata.
Dilo. Ao mesmo, approvaodu a compre qoe
Smc. fez de 4 qaiutaes de chumbo a 199200 rs.! ca-
da nm, para en* d* detenco. Comronnicou-se
i tbeaeoraria provincial.
Dilo Ao mesmo, recommendaudo que auxilie a
mudanca da bbliolheca provincial que se acha no
lyceu para urna das salas do edificio em que* fonc-
ciona a FaculdadedeDireilo,enlendendu-e para isso
com os repectivos directores.
Dilo Ao commandanle do corpo de polica,: di-
zendo que visto nao quererem continuar no servico
daquelle corpo os soldados Francisco Solano da Sil-
va e Goncalo Maooel de Sant'Anoa que finalisarara
os seas engajamenlos, deve Smc. dar-Ibes baixa:
Dito Ao inspector da thesooraria provincial re-
aode entregar ao Ihesou
da administrado dos eslalec7me)i44j|i
proporcao que Ihe for sendo requisitado, a quola vo-
lada pela lei do orcamento vigeote para as obras do
hospilal Pedro II. Commuuieoo-e* a supradita
administrado.
Portara Nomeaodo de eonformidade com a
proposta do lenle coronel commandanle do 3" be-
lallilo do iaraolaria da guarda nacional do mnnici-
pio do Reclfe, para ofliciaes do mesmo balalhao
ciiladaos seguintes : P
Bstado-maior.
Cirurgiao Dr. Jojo Mara Seve.
4V Companhia.
Alferes JoSo Pedro de Jess da Halla.
8." Companhia.
Alferea Javioo Carneiro Machado Kios.
Particpou-se ao respectivo commandanle
perior.
He por lano ca -0 qae esla potencia nao pode ac-
cusar-nos de termO|, procedido com ella por lorpre-
za; sabia qae ama Uas condicoes indispensaveis da
paz era a cessaco ,a Sllj. preponderancia no Euxi-
no, e nao Ihe faltou! lempo para calcular os sacrifi-
cios a qoe a obrigavtj a aCeilacao 'esla obrigajao.
Toda a queslao he aUar principa de GorUcha-
koffeM. de Tiloffcimprrr,m esta obrigacao es a.
pelo contrario fica/arij abaixo dos seus lmites. Bre-
vemende examinarei MK ponto, porern anlej qero
verificar a exaclidao je alguna* das sssercoes com
qne comee*. circular do Sr. conde de Nessel-
rode.
Ja as conferencias <,s senhores plenipolenciarios
da Kussia por occasiSo da dUcnssSo da primeira ga-
ranlia, relativa segundt, elle* a conservacao das im-
munidadesda Moldavia Valachia e Serva, e segun-
do nos abolisao da injueneia abusiva exercida pe-
lo gabinete de S. Petersbargonestas (res provin-
cias vassalla* da Porta, pareciera enganar-se cerca
do verdadero ponto do dUate. Sr. conde de Nes-
seIrode desenvolve a roesbia ihese; reponder-lhe-hei
Cora as segti'gles pergunU,.
Em que momento desd^ as ultimas guerras foram
n inmunidades dos principados do Danubio ataca-
das pela poteacia soberana, i Era' que poca qaiz o
suido revogar alguma das]concessOes do sou prede-
cessor I Quando he que a |riioca, a Inglaterra e a
Austria mapifeetaram oalr.. desejo seJo o do con-
servar e melhorar o regmet de independencia ad-
ministrativa que nao era oi Valachia e Moldavia
ama conquista rcenle, mf 0 resollado d'um ac-
crdo lvremente celebrado ]ha scales, e s alle'-
rado no da emqoe os hospedare comecaram du-
rante a* guerras do seculj ti.- a cootar mais
com a corle da Kussia d"1 qoe com a Sublim?
Porta -----------!
For assim que a Moldavia lerdeo mefade do ter-
ritorio qae Ihe liaba aido garr-lido pelosaullOes. foi
assim que esta provincia eia Malachia em lugar de
conliuuarem a ser .como devlari1>uma barreira reapei-
tadaeolreo imperio oltom*no|e a Rusta foram al
depois do tratado de Andrinopl. qaeparecia reco-
ohecer-lhe direitos melhor definido,, goTernada,
mais por agentes do gabiuele dB S. ptier,bOrgo do
qoe pelos seus proprios chefes, ^ qne em p|en, piti
como se fossem urna eonlinaacAb do imperio russo,
se acharara de improviso occupaijaspor nm exercilo
cstraogeiru. ,
Eileaao, senhor.os verdadeirl|)S ma|es que lcrn
solftido os principados do Danubio ; estes sao os
perigos que os lera araeacado sempre : a nn* e a
outro* he que a primeira garinUa .^j, por
lerino. ,
Tenha sido ou nao a influencia L Rus, aIem uo
Prnth exercida com o titulo legal d. protectorado,
queslao nao he essa, e seria t*ze-*M degenerar em
questao de palavras, eslabetece-la c(,mo 0 faz o Sr.
conde de Nesselrode. A historia poL dizer oque a
Moldavia o a Valachia lem ganluCL ,, a anli
ga nalureza das suas relacoes com a ':COf(a de S. 'Pe-
lersburgo, e-be a volla desle estado i, cousas '
a Franja, a Inglaterra e a AusIria^Weram
venir.
No fallarei da segunda garanlia : s, baae* do i
regulamento sao boas. Contealar-me-lej com fazer
observar quese a navegacao do Dauobi, embaraifada
ha vinle e cinco anchos recobrar a sua liberdade foi
preciso ama guerra para decidir a Kussia
COMMANDO DAS ARMAS.
Qaanel-geoeral do oennando da* ara** de
Ferawmamoo aa cldade de Reclfe, eaa 4 de
jalhe da 1856.
ORDEM DO DIA N. 76. '
O Ilhn. e Exm. Sr. raarechal de campo Jo Joa-
quim Coellio, commandanle das armas, manda de-
clarar para o* fins eonvenienle, que na eonformi-
dade da ordem do dia n. 75 de hontem datada, o 6r.
capiao delegado do crurgiao-mr do pierdto nesla
provincia, nomeou Jaoje para servirem no hospital
regiraenlal no corren!* semestre, os senhores segun-
dos cirurgioes do corpo de sauda,(eneole Dr. Fran-
cisco Goncalves de Moraes,* alferes rs. Fortunato
Augusto da Silva e Joaquim da Silva Araojo Amo-
zonas.
Candido Ual Ferrtira, ajudanle de ordem en-
carregado do delalhe.
i (nao
fices sahidaa do mundo.1
esla immeosa vantagem para oseo eonimercio, v-lo-ha ao snngae derramado pela Frayica e pela
Inglaterra. y
Estoa a chegar ao ponto capital, pornj antes de-
vo responder a urna censura qoe o Sf conde de"
Nesselrode dirige aos plenipotenciarios Mas poten-
cias occidenlaes. Accusa-os de terem reilardado a
ditcnssao na conferencia de ama questao dte toleran-
cia e huraanidade que devia pelo coalrar'!
o primeiro lugir bas deltttoracoes, ou pc a melhor
dizer, de nao terem tomado em considera ;3o com
tanta diligencia como deviam, a sorte do> subditos
christaos da Sublime Porta.
Nao ha discussao em qne nao baja regas,'* linha-
e concordado em que as qualro garantas fossjbm exa-
minadas oa sua ordem. Ora se o debel p^rou na
terceira.o obstculo nao foi da nossa parte; fotram os
plenipotenciarios da Russia que o levanlaram. e nos
ni firemos mais do que conformar-nos com ni n pro-
gramma precednlemenle estabelecid.
De reslo o Sr. onde de Nesselrode encarree, -se de
joslificar a sua reserva, queexplcavaj o ann unci
da prxima chegada a Vieona do ministro dr r.e.
gociosestrangeiros do saltao. Urna questao rtJiglo-
sa eogravescida pelas preteooBes da Russia linlia si-
do a causa da goerra. Era natural nao entrar nVella
sanio na presenca de Ali-Pach; alm deque tella
nao eslava ji nos mesmos termos em que liaba sido
eslabelecida.
EXTERIOR.
Dr. Simphronio Cezar Coulinho, ca-
pilflo cerurgao da gaarda nacio-
nal eje Nazar'
Dlreil'-
O Monilcur poblca a segoinle circular do conde
Walevrski, ministro dos negocios eslnngeiros de
Franca a todas as legaces francesa :
Paris 23 de maio de 1855.
Senhor: .
Todas as folhas da Europa reprodutiram do jor-
nal de S. Petersburgo a circular que o Sr. conde de
Nesselrode dirigi em dala de 10 de maio aos agen-
tes da Russia as corles eslraogeiras.
O governo do imperador esperava o encerramento
ollical das conferencias para dar urna opiniao acerca
d'eltas : porm como o gabinete de S. Petersburgo
julgou dever fazer sem mais lardanra um appeilo a
opiniao publica, ninguem se admirara de que nos o
sigamos no caminho por elleaberlo, e eu da roinha
parte entro nelle con. toda a confianza que podem
inspirar-me a moderaco e lealdade da nossa poli-
tica.
I.embrarei primeiro as circunstancias qae decidi-
ram a Franca e a Inglaterra a entrar em negocia-
cOcs, quando a continuaojo activa da guerra pareca
dever aer oobjeeto principal das tuas preoccupac.oes
e cuidados. Tinha-se celebrado o tratado de 2 de
dezembro e as potencias alliadas por cuusi.lerarao
para com o seu novo allado consenliram em tentar
um ultimo esforco do conciliacao, fundado na pos-
sibilidtde de fazer aceitar pela .Russia as bases que
ellas tluham marcarlo paz, para inleresse geral da
Europa. He sabido que quando o principe Gorls-
chakolTfoJ pela primeira vez convidado, depois de
ler conhecimento oflicial das inlencOes communs da
Franca, Inglaterra, Austria, e Turqua, a expllcar-
-erca das da sua corle, elle reeusoo calhegorica-
^ i> adherir s condi(5es que Ihe eram propostns.
Si -Zi 7 de Janeiro, depois de ama referencia a S.
NeAsborgo, he qu* elle aceitn sem reserva os di-
509000
| 160
109000
O gabinete de S. Petersburgo tinba exigido u\na
obrigarao formal que, apezar de se applicar na Ap-
pareo.-ia s a inmunidades religiosas, nao deixa.va
de Immilhar a Porla, embarazar a sua acgSo adrrTi-
nislrativa e paralysar qualquer reforma efficaz Aa
ordem dvil. A Franja a a Inglaterra recoohecerarij
qae o governo lorco devia recusar-se a soflrer la, s
condicoes que seriam a r'uiua da sua independencia
e se nos referirmos ao texto da quarta garanta, In
fcil ver que a Russia se obrigava a renunciar a re-
prcduzi-Ias e a deiiar ao sulUo, salva a accao ami-
gavel e os conielhos dos seus alliadoi.a iniciativa das
medidas que livessem por fim o inleresse material e
moral dos seus subditos. Nao le devia por coose-
guite tratar nai conferencias de Vienna de discu-
tir lliecricamoote syslemas, mas somenle de procla-
mar um principio contraro aquello que eslabelecea
o principe MeaschikolT na sua raissao aConstanti-
nopla.
O Sr. conde de Nesselrode diz bstanle para que
nos seja prmiltido duvidar que os plenipotencia-
rios da Russia nao ullrapassassem estes limites. Pro-
vavelmente elles haviam de enganar-se acerca dos
motivos da quarta garaoliu, como acontecen na dis-
cussao relativa aos principados do Danablo e esque.'
cer-se de que se nao Iralava senao de urna exigen-
cia da Russia, qual a Europa nao poda sujei-
lar-se.
de 1:1 de julhe.de 1841 para as(eg*jrar na familia
europea um lugar invariavel do imperio otlomano,
e de oulra pelos perigos com qoe o augmento das
Corc,as da Russia no Euvino ameacava a Turqua, a
Franca. Inglaterra e Austria declararen qae a cou-
vencao dos estretos devia ser revista oa para melhor
dizer completada, e qoe era necessario acabando
com a preponderancia da Russia no mar Segro
reslabelecer entre ella e a Turqua o equilibrio ro-
lo por ama successao de aconterimentos desastrosos-
O Sr. principe Gorlschakofi* depois de urna prxima
hesitacao adherio na conferencia preliminar de7 de
Janeiro s doas eondicSes desta proposta, que se ex-
plica fcilmente, que nada tem de ambigua, o foi
sob a f desta adlfes.lo que os representan tes da
Franca e Inglaterra em Vienna recebaran) os seos
plenos poderes.
Tornea repulir que o governo do imperador e o
do S. M. Brilnnnica deviam sqppor que o gabine-
te de S. Petersburgo ae linha decidido aos sacrificios
exigidas pela ailoacao, e nexki supposirao os pleni-
potenciarios da Russia foram convidados a pre-
sentar um* iniciativa destinada a salvaguardar a
d gnidade da sua corle. Recusando o gabinete de
S. Petersburgo ser o primeiro a annnociar as con-
cessOes qoe eslava disposto a faier.o alliados d* Su-
blime Porta, deMoardo com ella, apresentaram as
eondicOes qae vm em om dos appensos do ondeci-
mo protocolo.
Nao Iratarei de justificar as nossa exigencias, a
sna moderaco he evidente. Nem enlrarei em nal*
pormenores qoe hoje nao teriam objecto. Prefiro
caraclerisar os inleresses da Europa uo mar-Negro
e examinar depois ae a doplice soluciio proposla
pela Russia da' a estes inleresses a satisfacao qae nos
queramos obler.
Exclusivamente limitado pelas castas de doas es-
tados vizinhos, interdiclo as outrai marranas milita-
res o Foxino lieha-se tornado ara campo fachado
oi.de don adversario*, desiguaes em forca, estavam
sos em fronte un do outro, o irais fraco a merce do
mais poderoso. Urna fortaleza formidavel eneerra-
va em suas cidadellase nos seas porlos um exercHo
sempre promplo a embarcar, ama esqoadra sempre
prompta a recebe-la a levantar ancora. Esta apya-
relo de guerra, intil para a defeza, nao lian* se-
an un destino possivel.
Era urna ameaca permanente contra a capital da
Turqua, e o mysterio imp*enettavel que o cercava,
angmentava anda um perigo que ao menor eyraplo-
ma de crise, aterrava toda a Europa.
Obrigadas, apezar dos seus esfarcos, qw a WatorU
avahar, a recorrer ao emprego das arma*, a Franca
e a Inglaterra nao divem depe-Us senda depon de
coosegoirem o seu fim.
A paz qae ellas conquistaren) he preciso qoe seja
seguida de um repooso seguro.
Esla segoranca seria a consequenna de alguna das
daas rombinares que o conde de Nesselrode reeom-
menda '.' Em ama palavra, estes dona systeroas ac-
bariam com a preponderancia russa no mar Negro f
O primeiro, que he a abertura rompida e reciproca
.do Bosforo e dos Dardaoellos, traria com'igo a abo-
lC3o dVirna regra que u imperio otlomano conside-
ro u sempre como a sna salvaguarda e que em 1811
entrou no direilo publico da Europa.
Hoje a Russia, que recusa reduzir o numero dos
seus vasos, allegando as exigencias da soa honra e as
prerogalivas da sua toherania, nao hesita era pedir
< sublime Porta a abdicacao da sua independencia
as soas agaas interiores, na grande arteria qoe aira-
vena a sua capital. Ella reclama a entrada no Me-
diterrneo, islo he, os meios e o pretexto de augmen-
tar em vallas proporcOcs o seo desenvolvimenlo ma-
rtimo, e em compeasacBo destas vanlagens lioii-
ta-se a consentir que as esquadras penelrem d'aqoi
por liante em um mar em que na* acham porte de
a All-matUia ndquiret rcfngio nem arsenal de abaslecimento. Para exerce-
rem a vigilancia qae Ihe he indirectamente concedi-
da, a Franca e a Inglaterra seriam obrigadas a su-
jeiUir-se para sempre aos ma onerosos sacrificios.
Accrescenlarei, senhor, e esta considerado he de
grande peso, qus celebrada com taes condicoes a paz
ficava exposta ao acaso do primeiro incidente, e que
a propria presenca, necessariamenle intermitiente,
das esquadras franceza e ingleza no Euxinn reve-
lava ja um perige que era urna ameaca de guerra.
Era com efleito a prova de qoe a Russia precuav
de ser novamenle conlidaf a sua preponderancia nao
linha cessado d'exislir, e o fim da lerceira garanlia
nao eslava conseguido.
Alcancar-se-hia melhor este fim com a adoprSo do
segundo syslema 'desenvolvido pelo principe de Gor-
tschakoiT e por Mr. de Titofi? Os estreitos ficavam
fechados, porem o sau quo anterior guerra era
restabelecido, a marinha russa podia reparar-se e de-
secvolver-se soa vootade delraz dos moro* dos seus
porlos, e quando o sultao juigasse ilumnenle urna
aggresso, so enlo era aulorisado a chamar os seos
alliados. A resposla a esle appeilo seria orna nova
goerra que faria ver ao mesmo lempo a impreviden-
cia das potencias occidenlaes e a forca regenerada do
inimigo que ellas hoje combaten). Podiam ellas sem
imprudencia consentir em urna transacclo que s
Ihes conceda um raponso momentneo, sempre per-
tornado pelas suas previsoes ? Finalmente a prepon-
derancia da Russia no mar Negro seria anniquilada
se fosse necessario ao proprio momelo da conclus.lo
da paz convir em om meio de Ihe por um dia termo?
Seria superfluo, senhor, levar miis longe este ra-
ciocinio, e jolgo lerdemonstrado que, oo partiodo do
principio de se abrirem oo de se fecberem os Darda-
uellos eo Bosforo, o gabinete de S. Petersburgo nao
cumpriu a obrigaclo qae linha conlrahidomaSdando
I os seus representante* conferencias de Vienna. Pa-
ra confirmar esta opiniao, lembrare que o Sr. coade
de Buol na ultima rooniao, que foi a de 26 de abril,
'eclarou:que o projecto ruaso, em que elle nao no.
*>ver uma'solucao, nem mesmo urna base de soi-
cao, indicava somenle os meios de reagir contra a
preponderancia naval da Russia, quando ella se li-
vesse ja elevado s proporrOes de um perigo inlole-
i ravel, mas nao a lzia cessar de om modo permauen-
I e e no eslado ordinario das cousas.
. ( As exigencias das potencias occidenlaes, conformes
ci im os desejos da Porta, e adoptadas e sustentadas
al ao fim pelos plenipotenciarios austracos como
fo rmando noj syslema completo e efllcaz, eram pelo
co nlrariolaut moderadas na sua expresslo quanlo le-
gil imasKa essencia.
SI
que
pre-
da Nesselrode apona como um esquecimeuto das con-
veniencias devidas soberana da Russia.
Accusa-nos de termos querido contra o direilo das
geoles negar ao gabinete de S. Petersburgo a facol-
dade de recusar ou retirar o exequtur aos consale*
qae se hoavessem de eelabelecer nos porlos do litoral
doEbxino.Nsnnnea tivemestal preteocao. Pedimos
'que nenhqma resideocia fosse prohibida, mas enten-
de-se que segundo as regras que regulam a materia,
um cnsul nomeado podia nao reeeber a approvacao
do governo miso por motivos plaosiveii e inherentes
sua pessoa e nao ao posto.
Tenho concluido, senhor, eespero qae todos o*
espiritas iraparciaes ficarao conbecendo qae as po-
tencias occidenlaes nao podem ser responsaveis pela
conlinuacao de urna guerra, cojo efleitos qnizeram
suspender com tanta sinceridade e diligencia como
empregaram para prevenir osea rompimealo.
A Franca e a Inglaterra no tem os senlirnenlo*
qae Ihe allribuera; a soa hoslilidadenao be como di-
zem.impiacavel.
Ellas nao qoizeram nunca impor Russia urna
paz contraria a soc honra e i sua dignidade. porern
a necessidade impoz-lhes om papel qae, com ajada
da Divioa Providencia, ellas saberao cumplir, e a
Europa, fortificada as suas bases Ibes agradecer o
(erem coudo dentro de justos limiles urna influencia
que procurara altrapassar em ludo o circulo da sua
fecao legtima.
Auloriso-vas a ler esle despacho ao Sr....e aos nos-
so* collegas.
Recebei ele.
IValtHHki.
{Perioiico dos Pobres no Porlo.
Os jornaes inglezes estrahem de um jornal de Mel-
jiourne { Australia ) a seguinlc retaro de om horri-
vel naufragio.
* A barca Rio Grande entrn no nosso porto cora
o capiU* e cinco homeos da tripolacao de am navio
peruviano que no dia 3-de julho paseado se despe-'
dacou completamente, qoando tentava passar o es-
treito canal de New-Bramptam, situado entre os reci-
tes desse mesmo nono e a Nova Caledonia, pelos' 10
15, e 161 30 long. I.. Iat. S. Esle naufragio cnsloo a
vida a 640 emigrad* chinezes que o referido oavio
coodazia para Callao ; 18 horneas conseguirn) sal-
var-te na lancha grande, e foram ajgnus dias depois
recbalos por om navio de goerra qae o desembar-
con em S)iang-nai na* castas da China.
O capiao, o cirorgio, um oBoial de bordo e c'n"
e* mariobeiroi, qne eaoseguiram salvar-se a'oulra
laucha nao foram tao felsaa*. O temparil arrojou-o*
para o mar alto, aekaado-se desprovides do* instru-
mentos niisiiarie pata dirigiren a esanaroacao, vo-
garam mais de 2:000 milbas, antes de avistaren Ier-
ra. Finalmente depois de andarera vinle cinco dia
no mar, os seis ultime* sm-alimento algum, aparta-
rara Nova Irlanda. Tres dia depois da sua chega-
da e oflicial de bordo tando-s* atestado aera exami-
nar trra, foi morto pelos iadlgenas.
Os infelizes nufragos conseguirn) afinal eolriu-
cherar-se, e resolveram os inJTgenss a'J
algum mantTmento. Assim viveram seis semanas, al
que em 5 de selembro souberam qoe am navio in-
glez entrara no porto de Gowes para refrescar.
O capiao naufrago tralou de combinar com o ca-
piao desee naTvio, que le chaman Autlraiieu o ti-
ra-Ios d'all; porcm foi a moilo cusa, porque encoo-
trou am homem grosseiro, mas afioal conseguio que
o recebesse a bordo.
(Jornal do Commercio de Lisboa*)
IITERIOR.
RIO DE JANEIRO
CMARA DOS SRS. OEPUTADQS
Da 3* da salo da IMS.
(Conclasao.)
SEGUNDA PARTE DA ORDEM DO DIA.
Resposla falla do throno.
\ 'trttt principios conhecidos com o nomo das qutro
As ullimas reformas feilas na Turqua, aquella
que estas provocara e a diligencia que a Sublime
Porla lem posto em escolar os nossos eonselbos pro-
vara que o coracao do sultao est aberto s inspira-
{Bes nais generlos. O que he preciso he que estas
iospiracOs posean ser concebidas sem embarace, e
que aquello que as conceba tenha o merecimenlo
dellas aos olhos dos seos subditos e do mundo; ora
para qae esle resultado se obtenha, he iodpensavel
que a Russia para o futuro abandone as armas de
quese lem servido.amasvezespara embaracaruteis
reformas, oulras para indispor as populac&ei contra
o seu soberano. Tal he o sentido da quarta garaotia,
e ao ler o despicho do Sr. conde de Nesselrode pare-
ce que nao he assim que ella he considerada em S.
Petersburgo,
Entro agora, senhor, na queslao do mar Negro.
Movidas de urna -ftle pela iiisuiliriencia do tratado
jt
pedimos Bussia coasa alguma contraria
dignidade, e, aiuda menos, sua honra.
' lonvidaroo-la, movidos nicamente pelo inleresse
fiera ,| da Europa, a fixar em urna base justa e accei-
ta pi ;.]a Porla o numero dos vasos qne para o fuluro
(erial em um mar onde nao pode recear ataque al-
gum; |e onde asna marinha de goerra, reduzida a
prnpc ircesrazoaveis, sullicienlc para o sea servico
reguh ir, seria pelo menos, em todo o caso, igual i
maru 'ha ollomana.

O g< ^bnete de S. Petersburgo recusou-se a esle ac-
cordo, qoe dara a paz ao muudo. Declinou a aulo-
ridade dos excmplos que Ihe citamos ; esqueceu que
elle'no ultimo tratado de paz com a Persia impoz a
esla pot enca a obrigacao de n3o navegar pelo mar-
Caipio,' exclusivamente reservado as flolilhaa da Kus-
sia ; ni quiz admiltir o* que a Franca, a Inglaterra,
os Estala is-Uiiidos e os Paizes Baixos tem aceitado
sob forra, a e em poca diversas, quer para terminar
a guerra, quer para consolidar a paz ou lupprimir
germen i le rivalidadeou de conflicto entre estados
vsinhos. \
Fallar* de urna parlicoliridide que o Sr. conde
O Sr. Presidente :Tem a palavra o Sr. minis-
tro dos negocios estrangoiros.
O Sr. Vitconde de Abaete (ministro dos negocio
eslrangeiro) :Sr. presideote, soa obrigado a pe-
dir cmara dos Srs depalados algaoi momentos de
allencSo pan aplicar alguna actos relativo! poli-
tica exterior que foram mal apreciados e mal julga-
dos por alguna Srs. depuladoi que tan combatido o
voto de gracas. ^
Sea conscieocia do dever faz com qo#os nobres
deputados levantan a soa voz e drjam ao governe
do paiz censuras que mais ou menos,' na mioha opi-
niao, concorren) para dcsconceiloar o paiz no eslran-
geiro, a conviccao que temos de que bavemos satis-
feito a todo* os deveres que nos impoe a nossa po-
icao, inspira-nos a necessaria forca o energa para
repellir semelhanles censuras, e d-nos plena confi-
anca de qoe oos ha de ser favoravel a seoleoca que
o'paiz houver de pronunciar acerca da marcha da
actual administradlo.
O discurso proferido pelo honrado depulado pela
provincia da Baha (o Sr. Ferrai)jdeiiou ao mea es-
pirito urna impresso extremamente desagradavcl.
Eu julgo, Sr. presidente, qae p nobre depando re-
ccheu a mor parte das inormacoes que offereceu
consideracao da casa, ouna lei tura do peridico 5-
manario, qae se publica oa eidade da Assompcao,
ou em utidas que Ihe foram traaamiltida por pei-
isoas de fiira do paiz.
Todos sabem que o peridico A'enaiidVio he escrip-
ia sob i influencia do governo paraguayo e por elle
aspirado ; e entao no admira que os fados referi-
dos nesse jornal nao o soja ni de modo favoravel nem
honroso para o Brasil, Acredito tambera que as no-
ticias transmitidlas ao obre depulado nao o lem si-
do por pesaoas impareiaes, e qoe devam, como taes,
ler bem coacetuadas.
Sr. presidente, o nobre depulado priaeipioo o na
discurso expondo os motivos que em sua opiniao di-
rigirn) o governo quando resolven mandar ao Pa-
raguay urna missao acompanhada de alguma forra
naval. Disse-o nobre depulado que essa demons-
Iragao de forca nao foi soggerida ao governo pelo
faci dos paasaporles dados ao encarregado da nego-
cios do Brasil naquella repblica em 1853, roas sim
pela conviccao que linha o governo de qae pera re-
solver a questao de limita* e a questao de navega-
cao fluvial era de mister recorrer a essa demonstra-
Co armada.
Eu creio que o nobre depulado ,est.i engaado.
Nao direi qaal das 3 questOes qae libamos penden-
tes com o Paraguay era a mais importante : se era a
questao de limites, se era a questao da navegacao
fluvial, ou se por ventora era a questao dos passa-
portes dados ao encarregado dat negocios do Brasil.
O qae assevero cmara he qoe .-, queslao que mais
impressionou o paiz, que a questao que eicitoU nos
representaoles do paiz maior reparo, e que osmo-
veu a sedeclararem pela necessidade de que essa
qacstio livesse ama soluro prompta e honrosa,'foi
a questao dos pasiaporles dados, ao oocarregado de
negocios do Brasil pelo goveruo do Paraguay em
1853. (Apoiados.) *
Anda soam aos meus ouvidos alguazas voies Blo-
queles e patriticas que se levantaran nesla cma-
ra dizendo ao governe qae coovioba decidir quanto
antes essa queslao. O nobre depulado nao entende
aism, e observoa que, se por ventura fosse essa a
qnestao mais importante, entao o gnverno^dajrasil
devia ler procedido como, para resolver ^
lio semelhanle, linha pw'foV

I

;
un uno cvEuniAD cupnyTnunn



ARIO DE PERMMBUCO QUINTA FEIRA 5 OE JUNHO OE 1855
nos o govwno da Grla-Brelanha) > cnjo ministro na
Hespanha o governo hespanhol linfia enviado o> seus
passaporles. A cmara abe perfe.it JflWjile qie nao
ha semelhacja alguma ende estas duas questi
nein quanto aos fundamentas perqoe o governo i
Hespanha deu os passaporles ao ministro de S. M.
Britnica, comparados com os que levaras o gover-
no do Paraguay a dar passaporles ao ministro do
Brasil acreditado na Assurop(lo, riemquanto ao pro-
eedimenlo que depois deste laclo leve o governo di
Hespanha, comparado com o procedimiento que teve
para com o Brasil governo do 1araguay.
Ao aclo dos peats portes enriados pelo governo d*
Hespanha ao Ministro da GrSa-IIrelanha seguo-te
toda a especie de explicables dadas pelo ministro
hespanlioLque se achava acreditado na corle de Lon-
dres, o Sr. de Estoriz; o nan contente com estas sa-
tisfaces, o governo da Hes p.iua mandoa un agen-
te conlidcncial, o conde de Mirasol, dar novas ex-
plcajes deste Tacto ao governo da Graa-Bre-
taleha,.
Accresce alndi ama circunstancia muito essen-
cial, e vein a ser que es pa.saporles dados ao minis-
tro da Graa-Brclauha que se achava acreditado em
Madrid foram precedidos feita pelo governo hespanlol para qne esso ministro
fosse retirado.
Ora, compare-te este pioredimenlo com o proce-
dimenlo qae leve o governo do Paraguay para com o
do Brasil no acto de enviaros pasaportes ao sea en-
carregado de negocios e depois de ter praticado es-
te aclo,a ver seha que, os motivos por qoe esses
passaporles ge deram sao evidentemente improce-
dentes e fuleia. (.potodci.)
B depois de se enviaren! os passaporles, qual foi
a explicajao que den ogovernodo Paraguay por con.
sderajlu ao do Brasil? Apenas encontrara o uobre
depnlado pela Baha a neta de 12 de agosto de 1853,
na qual, em lugar de se dar orna explicajao, se Tai
urna iutimajlo ao governo imperial relalivamdnte a
semelhanle fado.
Nao muito lempo depois de praticado esse fado
passou por esle porto um dos lillios do presidente da
repblica, que se dizia ir emtnissao Europa. Que
occasiao mais opporlunase poderia offerecer de dar-
se ao governo imperial urna explicajao desse fado
inslito e,violento ? Mas, em lugar dilo, sabe n no-
bre depnlado, sabe a cmara, e todo o paiz sabe
que o filho do presidente Lpez nem ao menos des-
embarcou ncsla corte, seguio para a sua msalo sem
aqui trocar urna palavra sequer com o ministr0
dus negocios eslrangeiros do imperio sobre aquelle
fado.
Tempos depois foi o governo imperial informado
de que o governo do Paraguay procorava nao s pro-
ver-se de arligos bellicos o de meios de defeza e ag-
gressao, mas lambem en;ommendava a comprada
vapores de guerra para reforjar a sua flolilha. O
qne devia, pois, nestas drcamslaiiciat, fazer o go-
verno imperial f Todos estes fados que acabo de re-
ferir i cmara dos Srs. deoutades nlo deveriam a-
conselliar ao governo qun se nao limilasse, para re-
solver a queslflo relativa aos passaporles lo encarre-
gado de negocios do Brasil, a nicamente mandar
ci.lad.lu, eu acredito que elle nao pode aceitar sem
explicar.! ; quando porm se dirigem a um ofliciel-
general da armada do Brasil a queni o governo en-
autWo Ullll du*lMaxaaaaaBaKames commisses,
eu creio que no s elle, como toda s8a~Bohro^cj>
porarao a quam o nobre depulaib alias tantos e lao
justos elogios tem lecido, lem direilo...
O Sr. Ferrar: Ue castalio que V. Exc est ar-
mando.
O Sr. Minittro dos Negocios Estrangeiros :
.... Um direilo de estranhar semelhanle expresases.
O Sr. Figueira de Mello : r Apoiado.
O Sr. Minittro dos Segados Estrangeiros :
Senliorea, nomeon-se um ofAcial di marinha que,
duranle toda sua vida militar, lem mostrado.qne he
hornero de inlelligencin e de conselho para resolver
sobre qualquer objecto importante, moa que lia lam-
bem hornera do aceito quando he indispensavel esta
accao a bem do servico, a bem da honra e da diani-
dado do paiz. (Apoiados.) Repito com prazer na
cmara dos Srs. dactilados que o chefe de esquadra
o Sr. Pedro Ferreira de'Olivera lem mostrado que
lie homem de guerraVu/)oiu.<.> ; moslrou que o era
dorante a lutada independencia do sen paiz, em que
preslou valiosos gervicos; moslrou que era duranle
a lula que I vemos da sustentar em 1826 com a Con-
federado Argentina ; era nUo um dos eseolhidos
para as commisses mais importantes, e sempre as
desempeuliou com intelligeucia, e a salisfajao do go-
verno imperial...
O Sr. Ferraz : Folgo de ter dado a V. Exc. a
occasiao de tecer-lha aale elogio.
O Sr. Ministro dos Segnos Estrangeiros :
O Sr. chefe de esquadra,Pedro Ferreira moslron
que era homem de guerra na rebelliao da Baha em
1837, moslrou que nao vollav a cara ao fogo, que
a preslava a r ao fogo toda a vex qne o servico exi-
ga ; o chefe de esquadra o Sr. Pedro Ferreira de
Oliveira moslrou que era hoa.em de guerra as im-
portantes commisses que desempenhou no Ro da
Prata por espado de mais de tres annos duranle o
lempo das iulervenjOes franceza e ingina.
Nao pode pois o nobre depulado pela Baha sem
urna fiagrauteinjustija....
O Sr. Ferraz : Esl engaado, he castalio de
V. Exc.
O Sr. Ministro dot Negocios Estrangeiros :
.sem urna flagranlejinjoslia, achar o menor motivo
de censura na escolha que fez o governo imperial do
Sr. Pedro Ferreira de Oliveira para Ihe confiar a
importante commisso que Ihe fui dada, e da qual j.i
emos colindo algum resultado. '
Sr. presidente, motivos pessoaes nao tiveram a
menor parle, nem podiam ler netta nomearao. Ofn-
no-me de conservar antigs relajees de amizade
com o digno e bravo almirante a quem roe tenho re-
ferido ; a dre mais cmara, o digo-o lambem coro
toda a ufana queeslou convencido de que nessa dis-
lincla corporar.lo da armada liaveria oulros ofliciae,
13o dignos como o Sr. Pedro Ferreira de Oliveira
para desempenharem urna tal commissan ; aceilei
com salisfacSo esta nomeajao, assim como aceitara
onlra qualquer qne recahisse em um offical general
da armada as mesmas condjes do Sr. Pedro Fer-
1
para o Paraguay ma nova missao diplomtica des-* reir de Oliveira, e destes uao crea o nobre depula-
acompanhada de oulro qualquer meio ?
Eu enteudo que o governo que assim procedesse
precedera nao so impr-idcnlemente, mas lambem
de um modo pituco compalivel com a honra e com a
digoidade do paiz. {Apoiados.)
Se essa missao fosse assim desprovida de (oda a
especie de apparalo, na<) ara de suppr e de receiar
que nao fosse aceita coro a considerado de que de-
ve ser digna, e a que lem inconteslavel direilo a
missao de um governo mandad a outro governo ?
Ja v pois o nobre de m'.ado pela Baha, primo,
que a questao dos passaporles dado* ao encarregado
de negocios do Brasil na Assumpjao era urna ques-
tao ligada ios inleresses da honra e da dignidade na-
cional, considerada debaixo deslas condjes, im-
potsivel lie que o nobm deputado nao Ihe d nma
importancia superior a de todas as outras qoestet.
A questao relativa aos limites he urna questao an-
tiquissima ; nao he orna quesISn que lenhamos uni-
camente-com repblica do Paraguay, he urna qnes
Uo qne temos com outras rcpnblicas ; com'a Boli-
va,com Venezuela, com a Nova Granada, e oulro*
Estados limrtrophes. Ora, se por ventura, smenle
por causa de urna queslio de limites, o governo do
Brasil ostenUsse esse apparalo de Torca, nao acha o
nobre deputado que m-jilo imprudente e mal avisa-
do procedera o governo imperial excitando a des-
conCan;a das outras repblicas com quem lemos as
uiesmes qiiestoes, provocando-as lalvez a se ligarem
contra o imperio no inleresse c-jinmum de evitaren!,
de repellirem um periio comtiium a todas ellas ?
Eu sinto discordar i teiramouledo uobre deputa-
do, quando da a entender que esai era a queslio
maij importante de lodas, que essa era a questao em
consequencia da qual governo imperial deveria
empregar meios de loria violencia para conslrangcr
a repblica do Paragay a concordar com o governo
imperial na fixaro do limites entre os dous paizei.
Andara assim imprudente e mal avisado o governo
imperiil pelas duai razos, almde oulras muitas,
qne lenhn tido a lionn do expor cmara das Srs.
dcpulados : primeira iizao, porque a solacao desla
questao dee-se esperar do lempo, da discussao ; se-
gunda, porque se nos quzesseinos decidir esta qaes-
taat nao desatando difliculdados por meios pacficos,
mas cortamlu-as coa a espada de Aleandre, exci-
lariamos contra no* as repblicas que nos icercam,
com as quaes lemos iguaes ajustes a celebrar ou de-
cidir.
No procedera pois o nobre depnlado em lacs cir-
cumslancias como bom eoltico, piocederia impru-
dentemente, poderiase'm uecetsidade justificada com-
pronelter o pai em siirio e gravissimos embtrasos.
(.tpoiadosM
Assim, dio receio dh:er ao nobre deputado que nao
foi a questae de limite^ nem a qneslo relativa a
navegado dos ros, aquel las que moveram o governo
imperial a acompatiliar a missao que enviou ao Pa-
raguay de alguma for;a. As principan razOes des-
la medida foram esqueja lite a honra de eipri
cmara; o governo enlemlru qu pn.ser fiel ao
pensameulo do paiz, rio seos dignos represen la ni es
que por diversas vezes se haviam pronunciado sobre
esle asauroplq, devia rom a maor promptidao que
Ihe fosse possivel resolver a questao a qne me tenho
referido de am modo honroso e digno para amitos os
paizes
Ja expllquei lambem o motivo por que eotende o
governo imperial qoe esa missao Mu poda ir des-
acompanhada de algnma forra. Esas foreja nao foi
cerlamente mandada para Impr ou ameacar o go-
do que eu nao seja o primeiro a reconliecer qne nao
ha um s, ha muilos.
Senbores, como offical de marinha, commetleu
por accaso o chefe de esquadra Pedro Ferreira de
Oliveira erros pelos quaes so Ihe devana fazer as cen-
suras que o nobre depulado Ihe fez T Diz o nobre
deputado que cu tiro de suas palavras pensamenlos
que ellas nao contera : pois quando o nobre depu-
lado diste que o Sr. Pedro Ferreira de Oliveira, pai-
sandasse para o vapor Amazonas, foi examinando e
procurando todas os baixot paca encalhar o vapor,
nao fez nma censura gravissima a este digno ofll-
ciil?
O Sr. Ferraz :.De certo, porque a embarcac^o
era a menos compeleule.
O Sr. Ministro dos Negocios bMrangeiros : Sou
en que acho as snas .palavras espirito mais que de
censura contra esle digno oQicial da nossa armada,
ou he por ventura o nobre depulado que se exprime
por urna maoeira qae nao podem suas palavras ler
explicado secuto de directamente offensivas ao dig-
no chefe a quem as dirijio '
O nobre depulado di.se que a missao do Sr. Pedro
Ferreira de Oliveira era tanto urna missifb de paz
que, sahiudo elle do parto do Rio de Janeiro em 10
de dezembro do auno pastado com a esquadra, che-
gra com a roesma esquadra a AssumprAo...
O Sr. Ferrar :En referi-me evpedisao.
O Sr. .Ministro dos Negocios Estrangeiros-:
Isso est entendido. Uisse o uobre deputado : A
demora da esquadra, que daqui sabio em 10 de de-
zembro de 1851, de Montevideo em 15 de Janeiro de
1855, chegando pelas 10 horas e mea di manliiia
Asaumpcao, era urna prova dos senlimentos pacfi-
cos da expedi(io. r
.Nao sei que islo em caso algum possa ser prova de
cousa oenhoma, e muito menos de. sent melos psei-
ics on de guerra ; porqoa a verdade ha que a ex-
pedido c'negou ao rio Paraguay em lempo em que
poda livremente operar, so por ventura fosse naces-
sario faxe-ln. Porlanto, se por ventura tivaue ba-
rido alguma demora, nao he exacto que essa
&t ido te-
nha inditp. ,afe que
coiitioanj guas do
Rio da P> venci-
doNe^ jte pa-
triotismo...
O Sr. Ferraz :ltso he lambem um cas ;llo, des-
manclie o ; 080 exilie nada disso.
O Sr. Ministro dos Negocios Fslrangei >s:....
pira esqueear-se da quaesquer resenlimer s ero be-
naficn do bem e da ulilidade publica.
O Sr. Furas : Nao ha lndisposi(3o enhuma,
pnsso afUancar.
O Sr. Ministro dos Negocios Btlranc iros :J
diste e acrescenlarei que, quando houvi e, eslava
convencido de qae o nobre depulado t( instante
patriotismo pin fuer calar esses senli .otos pes-
soaes na prtsenca do bem da sua patria.' .tas pe;o II-
cenca ao nobre depulado para dizer-lhd que Ha cen-
suras que se podem fazer sem perigo ei a certas e de-
terminadas occasioes; porm as mesma s censuras era
oulras occasioes paessm alm da pesson a quem ellas
se dirigem (apoiados), e podem offender gravemente
o servico publico. (Apoiados.)
Acha o nobre depulado pela provincia da Babia
que be razoavel e patritico dirigir ceusuras Uo gra-
ves como o nobre depulado tem faite, a um plenipo-
tenciario brasileiro, do qual anda nao temos infor-
macoes que nos deem a certeza de hnver concluido a
sua missao diplomtica ? .
O Sr. Ferraz : Sigo o exemplo de V. Exc. de
oulros lempos.
O Sr. Ministro dos Negocios Estrangeiros :
Acha o nobre depulado que he juslincavel e patriti-
co dirigirem-se censuras to sraves ao chefe com-
mandanle da forca naval a maisrpeitavel que le-
mos em paiz eslrangeiro ?
O Sr. Ferraz : I.embrai-vos da historia do du-
que de York.
O Sr. Ministro dos Negocios Estrangeiros :
Senhores, eu deseju, n3o que o nobre deputado con-
sulte essa historia, ma> os scui pvoprios conhecimen-
tos ; pecolhe como seu amigo, como urna pessna qae
nunca dexar de respeilar os seul tjenlos, os seos
conhecmenlos, peco-lhe, Sr. deputado, que feche
toda essa historia, consulte simplcsinriite o seu cora-
cao, qoe eu sou o primeiro a reconliecer qoe bale
pelo amor do seo paiz.
Tenho exposlo, senhores, as razes por qae enlen*
do em minba consciencia que o nobre depnlado nao
joslificou as censuras que fez ao chefe de esquadra
comroandante da expedirlo nos ados a qoa roe te-
nho referido. Creio que o nobre depulado nao fe1
mais feliz as oulras eensnras qne difigio-lbe.
A segunda parle do discurso do nobre depulado
leve por objecto, na rainha opinio, apreciar a con-
ducta do Sr. Peiro Ferreira de Oliveira, nao j como
commandanle da expedirlo, porm como encarrega-
do de urna missao diplomtica.
Como comroandante da expedido, ainda pec.o li-
cenja cmara para repi lir-lhe, eslou eohvencido
de que niuguem desempeuharia mathor os seus de-
veres do qoe esse dlstincli ofOcial. E aqni devo res-
ponder a oulra censura do mesmo genero que a
omitlindo.
J dei os molvos da di mora que leve o Sr. Pedro
Ferreira no Rio da Prata' sahindo do Montevideo a
15 de Janeiro.
J inanifestei o motivo por qoe sahindo daquelle
porto em. 15 dj Janeiro, chegando s ilhas de Hor-
nos no dia 16,' ah se demorn 8 dias nos exercicioa
que julgon iodispeusavels fuer para adestrar as
guarnieses..Resta considerar i sua marcha dahi por
diante.
Sabio o Sr. Pedro Ferreira das tilias de Hornos no
dia 24 de Janeiro, e foi collocar-te na bocea do Guas-
s, ende eslacionou al ao dia 30 do mesmo roez.
Quaes os motivos desla demora '.' Senhores, leve de
esperar alli esses poucos dias at que se Ihe reuuis-
sero todos os vasos oje expedieao, al que chegassem
os transportes qne levavam as suas provises de boc-
ea e'de combuslivel. E nola, senhores, o qoe he
incnnleslavel, que s enlo poda a expedirlo seguir
viagem fcilmente,' porque este anno o rio' Paran
cometn a enclier muito larde.
Sabio, pois, o Sr. Pedro Ferreira de Oliveira da
emboccadura do Paran no dia 30 de Janeiro, e che-
gou as Tres Boceas, islo he, 'foz do Paraguay, no
dia 20 de fevereiro. Consequenlemente fez essa na-
vega;ao apenas cm 20 dias.
E note ainda o uobre depulado pela provincia da
Baha, que o Sr, Pedro Ferreira de Oliveira leve de
locar na cidade lo Paran, capital da provincia de
Entre-Ros, e na capital de Corrientes. All devia
demorar-se e dmorouse o lempo necessario para
comprimcnlar os membros do governo da Confede-
rac,a)o Arsentin.i ; em Corrientes demorou-se para
prallcar os mesmos actos de poltica e corlezia, e
par,- que desc;rregassem alguns dos transportes que
leva ii, cujas .trovisdes foram baldeadas para os m-
vio de guerra.
Disse o nolre denotado que cfvapor Tacuary fez
mainr viagemem 7 dias, que a nossa escuna de guer-
jgja Tibagy fes igual on a^or viagem em 21 dias.
Admira que o nobre deputado'queira eslabeleeer
comparacao entre urna esquadra de 22 navios, inclu
demora pode*se cohverter em pacifica ama ex- i Jos os transportes e embarcaefies que navegavam
pedirlo cojo fim fosse ro levar a guerra ao Paraguay.
Neg porm que esta demora que houve na che-
gadada expeditiu *t Tros-Boceas seja digna de eeti-
tur. ^, *
O chefe da expedcj) sabio deste porto no dia 10
de dezembro, e sanio do porto de Montevideo no da
15 de Janeiro. Quaes foram as razies desla demora
Nao tem ella juslilicaeao '.' ^iao foi aconselliada pelos
nteres-es e pelas necessidades do servico publico ?
Senhores, a expedieao n3o sabio toda reunida deste
porto no dia 10 de dezembro. O commandante ero
chefe dessa divisio leve de esperar qne Rio da Pra-
ta se Ihe reuniesem todos os vasos de guerra qne der
vam compor a expedieao ; He titiha de entender-
se com os agenlcs diplomticos do imperio residentes
em Munlividoe em Bueiioi-Ayres ; linba de pre-
vrdenciar em Buenos-Ayres sobre o frelamenlode
transportes e sobre os fornecmentos da expedi(3o
antes de sua partida, e no lugar do seu deslio**
O Sr. Forraz : Isso devia ser ftito por oulro,
nao por elle.
O Sr. Ministro dos Negocios Es frangiros : O
chefe linlia que dar providencias para essa fim, e
lado islo nao poda deixar de nigir algum lampo
para se poder conseguir satisfactoriamente.
Ouvi um aparte o nobre deputado em que me dit
que ludo isso devia ser feto por oulras pessoas. Sup-
chefe devia esperar qne ludo islo se filiase antes que
a expedieao seguitse para a sea destino. Eis aqui,
senhores, os motivos prf-edeoles e justos por qoe o
imandante da expedirlo nao pdde sabir do
allu
tevido senao no dia 15 de Janeiro.
se com alguns navios para a illia de
e lugar que se flzeram os exerc-
io o nebre depnlado pela provincia
-Foram os axamet do) fogufles
verno do Paraguay,ro mandada como nma condisiq | ponhamos qae assim seja, mas a verdade he qae o
de dignidade para a nrisslo e pr o paiz ; fpl man-
dada como um meio de evitar e prevenir qaalqucL
evealualidade, te por ventora o governo' do Para-
guay nao quzesse allender a justas re
sobre o objecto mencionado linhamos feito.
Nao creio qoe a opiniao dn paiz fosse que nos de-
vessemos levar a guerra ao F'araguay, que devetse-
roos preferiros reles da forca aos meios diplom-
ticos. No onvl esse grilo de guerra que o nobre de-
pulado proferia oulio dia, nem na Iriouna, quando a
tribuna leve de pranunciar-se sobre esla questao,
nem na imprens, nem por aenliam dos oulros
meios por que costums ma?ifetar-o j opiniao pu-
blica.
AsiMlrocsOesdailasao plenipotenciario brasileiro,
que era ao mesmo lempo commandante da exped-
cao, faram concebid is no sentido que teoho exposto:
.elle era encarregado d empregar cuan toda a dis-
eriejoos meios dipl nii.iticos, pacficos, para obler a
satitftrjo a que tinl amos inconteslavel direilo ; s
deveria recorrer a o itros meios so por ventura nos-
tas reclamaroes fossjm desatlendidas.
Foi por ventura desacertada a escolha que fez o
goverao imperial ;teve razao o nobre depnlado, que
esluda os>negocios do paiz romo eu tive a honra de
declarar em 1818, quando disse que houve grilo de
guerra, mas de guerra aos cofres pblicos? Julgou
bem o uobre depuUdr, quando julgou,segundo pare-
ce, que a escolha do commandante da forra era tal
que, se se dsse a necessidade de empregar meios
coercitivos, elle nao seria capaz de o fazer f...
O Sr. Ferraz : Tanlo assim,que disse que exe-
cuti fielmente as suas inslruc;Oes,
O Sr. Ministro t!os Negocios Eslrangeirt: O
nobre depulado chumou-l'ie horneen de paz ; nao sai
se estas expressoasindicam que aquelleditlinclo ofD-
cial de mariiini na i seria capaz de ser homem de
guerra, se as eireiinistanc a> o eompellitsem a em-
pregar a forc;a qae o govemoihe havia confiado para
oliter pacificamente i sati-faeao a que linhamos di-
raii J**irn como para sustentar, sempre que fosse
"*ar*- ^~\Aaaii a dignidade do paiz.
porto
Dall dirig
Hornos; foi
cios a que a
da Babia.
Sr. Ferraz
eongreve.
O .Sr. Ministro dos Negocios Estrangeiros:Foi
all que se fizeram os exercicios a qne al ludio o no-
bre deputado, como se enlendetse qoe o chefe de'
ama divisao naval devia emprcar a oflicialidae e
as o.uipagens, |nao 'em exercicios desta nalurez?,
mas talvez, como o nobre dopuladi dis-e de um ot'.
ficiol do^osto exercilo, em bailar e *jverlir-se. Uvn
nfficial do exercito he censurado pelo \obre depii-
Indo sem motivo algum, porque (cndo-s>e-the con-
fiado urna commisslo, em vez de a desempenhar,
disso o nobre depulado, se diverlio bailanila\e can-
tando ; aqu porque o commandante em chele da
divisao compre os regolamentos militaros da ari
da, adestrando as tripulantes nos exercicios de giie??
ra, o nobre deputado quer lanzar sobre elle inli, 0
a censura, mas o sarcasmo !
genitores, quando o fim da expedieao fosse nica-
mente um passeo militar, vos sabis, e o uobie de-
petado pela Babia oao pode ignorar, que seria
obrigaeau restricta desse commandante mandar fazer
exercicios (apoiados); assim o determinan) o;, regu-
laroenlos militares da armada. Ncssa parle, tporlau-
to, o chefe commandante da expedieao nAo he digno
tero duvida de elogio, cumprio n san devn jr.-i,.
dever porm lomava-te muito mais rigorosu se nos
atlendermos a que a diviio naval que elle c ominan
diva ugo linlia ido fazer sjmplesmente urr. passeio
militar. As circumslanciat poderiam nltri commandanle a empregar as forjas em i efexa da
honra e da dignidade do paiz*, e queries vi, Sr. de-
putado, qoe neslas rircumslancas, que nc sla even-
I lualidide, nao fosse esse ehefe restrido observador
escoleiras! A divisao sob o commando do Sr. Pedro
Ferreira de Oliveira nao poda navegar de noiie,
porque era uecessario allender aos pengas da nave-
gado. Tanto vapor Tacuary como a escuna
Tibagy, que sao de pequeo calado, e podiam se-
guir muiti) encostados Ierra, navegavam nao s de
dia como lenoile. Aquellas dous navios iao sones,
linbam a ua marcha intelramente livre. Os navios
da nossa >ipedc,ao i3o em conserva tas dos oulros,
osvapon* rebocavam os navios devela de guerra
ou docomboy. Como quer pois o nobra depulado esr
labclccer comparacao possivel entre a navegarao
cosleira daquelles doos navios e a da expalcao,
coinpo-ta de 22 vasos 1
O qqe eu tenho referido nao moslra evidenlemen-
Duvjdo que o uobre depotado pudesse achar quero
nesla larle eacompanhasse nas-censuras que tem di-
rigido ,o commandanle da esquaofa ; duvdo que
possa ..presentar o pareeer de homens ptofessiemaes
que confirmem a soi opinilo a tal fespeilo. Pelo
contr rio estou convencido de que, se o nobre depu-
lado, flgose fiando lano sobre esle objecto nos sens
proprlos conhecmenlos, quiter consultar os homens
prvCssionaes, osoffldaes da nossa marinha de guer-
ra, lodos elles ,rhe hilo de exprimir o juio que le-
nho Udo a honra de manifestar cmara dos senho-
res deputados,
Senhores, passou depois o nobre depulado a consi-
derar o proeedimenlo do Sr. Pedro Ferreira de Oli-
veiiracomo encarregado de orna missao diplomtica.
Disse o sobre depulado que chegando a divisao s
Tres Boccas.no dia 20 de fevereiro, e laudo Jeito sig-
nal de combate, quando brlhava no semblante de
idas as pracas de suas guarnieses o ardor pelo de-
ijo de cada um cumprir o seu dever, pesie mimen-
o apreserrlontSti um emissaro do governo do Para-
guay, o encarregado da polica lluvial, perguntando
ao cliefe da mesma divisao: Paz ou guerra ? Que
fo:-iherespondido: Paz, nos nao queremos brigar,
minha missao 'ie pacifica e conciliadora.
Senhores, o nobre deputado fex-nos aqni a leilura
de dillerenles olas, as quaes. achoo.motivos para
censurar a conducta do Sr. Pedro Ferreira de Olivei-
ra-, parque raza nlo Un |a nota que a autoridade
policial do ro Paraguay expedio ao Sr. Pedro Fer-
reira de Oliveira, e a resposla que este Ihe dea ? Es-
tes documentos sao muito importantes, edevem ser
urna das bases para a nossa discussao quando livermos
de apreciar o proae.lf ment do Sr. Pedro Ferreirn de
Oliveira.
O nobre deputado npenis estabeleceu um laclo:
o commandanle em eii fe da divisan imperial enlrou
as aguas do rio Paraguav com o signal de combate.
Se n coinniau l.iuln em chefe da diwjo imperial
enlrou ns anuas do rio Paraguay como vos o aflr-
iqnis, rninn he que rindes accusa-lo de que nunca
deu um passo nesse rio sem licenr;a e consenlimento
do governo da repblica ? Peco-vos, senhores. que
registris esle fado : o comroandante ero chefe da
divisao imperial enlrou as aguas do rio Paraguay
sem pedir lcenca ao governo da repblica.
O Sr. Ferraz : Vollou logo.
O Sr. Ministro dos Negocios Eslrangeiro::
Nao eslon habilitado para explicar os motivos des-
ra, e a resposta deste aquelle commandanle ; eis-
aqui o oflicio:
Porto do Cerrilo 20 de fevereiro de 1855. O
abaixo assignado, commandanle da polieia fluvial
da bocea do rio Paraguay, tem a honra de dirigir-se
a V. Exc. para dizer-lha quo nenhum inconvenien-
te haver em que V. Exc. tuba i Assumpcjio, se, co-
mo er o abaixo assignado, vem repblica em mis-
sao pacifica o diplomtica, munido das garantas que
o direilo das gentes concede a toda o agente diplo-
mtico.
a Netta cooforroidade, V. Exc. se servir dirigir-
se ao ministerio Je rela(0es exteriores da repblica,
faxendo-lhe saber sea csracter, como he eosturac em
taes casos, para cu o fim o abaixo assignado pOe
disposicffo de V. Exc. as postas do servico publico,
e nao duvida que reeeber 'logo urna resposla satis-
factoria daquelle ministerio.
o Dos guarde a V. Exc. muilos annos. Fran-
cisco Xavier Gonralces. Illm. e Exm. Sr. Pedro
Ferreira de Oliveira, ele.
Ora, o que consta desle oflicio esli por ventura
resumido as palavras proferidis pelo nobre depu-
lado pela provincia da Baha? Cerlamenleque nao.
Disse o nobre depulado pela provincia da Bahia
que essa autoridade policial do rio Paraguay, diri-
g ndo se ao commandanle da divisao imperial, Ihe
pergontara: paz ou guerra ? e qne este responder
ttpaz.* Que ento este Ihe dissera : podis pas-
sar....B
O Sr. Ferraz: Eu lerei a ola do ministro.
O Sr. Ministro dos Negocios Estrangeiros:
Me, senhores, difireme o que o nobre depulado dis-
se daqoillo que se passou ; te por ventura fosse essa
a manera porque se exprimiese o comroandante da
polica fluvial do Paraguay, nao creio, senhores, que
nenhum ofllcial brasileiro podesse supportar tama-
ita insolencia. (.Wnifos apoiados.)
Perde-me a cmara se por ventura eu me exced
na palavra que acabo de empregar.
O commandante da polica fluvial do Paraguay,
assim que avstou a nossa forc as aguas daquelle
rio, disse ao seu commandanle em chefe : Vos po-
dis subir, maseu vos peco qne vos dirijis primeiro
ao meu governo, e podis licar certo de que a res-
posla qoe haveis de obler ser satisfactoria...
O Sr. Ferraz : Ao contrario, que nao poda
subir sem a resposta do seu governo.
OSr. Mililitro dos Negocios Estrangeiros ( de-
pois de repetir a leilura do oflicio cima ): Ora,
o nobre deputado, qoa aqui nos disse no seo discur-
so, qae nada se move na repblica do Paragoay sem
ser pos ordem do governo daquelle paiz, pode des-
conhecer que cela nota dirigida pelo commandante
da polica fluvial era urna nota do governo do Para-
guay. ( 4/ui'0s apoiados. ) Se pois se dirigir ao
commandante das forras: ea nao vos ponho em-
baracos, se vossa missao ha pacifica, podis subir al
a Assumpi;ao, roas peco-vos que vos entendis com
o meu goveme... quera o nobre depulado que
em taes circumstancias o commandante em chef da
nossa forca nao eslivesse por essas comeaunieaefies,
qne Ihe eram feilas, por essa seguraoca que Ihe era
dada, e qoe a despello de lado isso subiste rio cima
com a forca que levava ? E para que, senhores ?
( Apoiados. )
Eu j vos dlsse, que as inleocSes do governo im-
perial eram nao corlar vj n com a espada de Ale-
xandre, mas desata-lo com os meios diplomticos;
se, pois, o governo do Paraguay era o primeiro a vir
diante do commandante das nossas forjas, dxendo-
Ihe : Eu estou promplo pnra entrar em uma dis-
cussao parifica sobre os pontos de divergencia qoe
exislem ntreos dous paites, mas peeo-vos que nao
subis com essa forja qae trazes a, eu pergunto, se-
nhores.se em laes circumslanciat poderia o eomtnan-
danlo da nossa forca desprezar lodas essas declara-
fes, e lomar sobr* si a tremenda responsabilidade
de hostilidades e de ama guerra cujos efleilos sao
incalcolaveis, quando as suas inslrucces ndo o au-
torisavam para proceder de uma tal manera.
Quando nessas inslrucces nao eslivesse escripia
a palavra paz, mas nicamente a palavra guerra,
sendo certo ou mesmo provavel, que poda elle obler
o fim de sua missao, conseguir o resultado desrjado
sem o emprego dos meios da forja e da guerra, nBo
s o chefe de esquadra Pedro Ferreira de Oliveira, o-
proprie nobre depulado pela provincia da Bahia, se
fesse o plenipotenciario mandado pelo governo para
resolver taes difflculdades, nao trepidara...
O Sr. Ferraz : Eu seguira a risca as minhas
iostruccJjes.
O Sr. Ministro dos Negocios Estrangeiros : ...
em seguir i risca todas as suas inslrucces'.' Nao,
lendo certeza ou probabilidade prxima certeza de
que sem o emprego das armas e o risco da guerra
havia de conseguir os mesmos flns, nao preferira
estes meios. Se livesse om proeedimenlo contrario,
nao seria eu que o imitara. (Apoiados.)
Se por ventora o resultado me juslilicasse, e eu
tvesie conseguido para o meu paiz aem o emprego
da fnrja, sem as calamidades da goerra, smente por
meioj das negociacoes diplomjLlj*r^-'<'i!ne,'-,nos fias,
"'" fia'ln T q'ilT o paiz abeocoaria os meas esfor-
jos. (Muilos apoiados,) Se eu me houvesse enga-
ado, e o resultado nao correspondes! s minhas es-
peranzas, en me retirara sem duvida maguado de
nao ler curoprido as inslrucces que se rae honves-
sem dado, mas com a eonsolacao de ler sacrificado a
minhn responsahildide, todo o meu futuro, na es-
peranza de conseguir que nao se perturbsstem as re-
ljeles de paz lao desejadss. (Apoiados.)
Ja vos li, senhores, o oflicio qoe o commandante
da polieia fluvial da bocea do rio Paraguay dirigi
ao chefe de esquadra Pedro Ferreira de Oliveira ; a
resposta deste digno delegado da governo foi a se-
guinle:
a Commando em chefe da esquadra brasilera na
bocea do Paraguay, a bordo do vapor Amazonas, 20
de fevereiro de 1855.
Illm. Sr. O abaixo assignadn, chefe de esqua-
dra e commandanle em chefe das forjas navaes de
S. M. o imperador do Brasil no Rio da Prata e seus
affiuentes, leve a honra de reeeuor o oflicio do Sr.
Francisco Xavier Gonjalves, commandanle di poli-
eia fluvial na bocea do rio Paraguay, em qae Ihe
participa que nenhum inconveniente havia em que
o abaixo assignado siga Assu'mpjan, porque er
que o abaixo assignado vem repblica do Para-
guay em missao pacfica e diplomtica, munido das
garantas que o direilo das gentes concede a todo o
agente diplomtico ; e qae nessn conformidade se
sirva dirigir-se ao ministerio de relajes exteriores
da repblica, fazeodo conhecer seu carcter, como
he costme fazer-se em laes casos ; para cajo fim
pOe i disposjjjo do abaixo assignado as postas do ser-
vijo publico : e nao duvida que reeeber muito
promplo uma resposta satisfactoria do ministerio ex-
alias importante, uestes documentos que deviam ser-
vir de base discussao, o nobre depulado nem
falln'. Enlendeu que devia resumir ludo qnanln
elles conlm as palavras que se lera no seu
discurso, e que se acaso lvessen*. sido dirigidas
pelo commandante da polica fluvial ao rom-
mandante da nossa expedijan, e respondidas por
esle commandante da forma qae te deduz do
discurso do nobre depulado, laes fados seriam
dignos, nao s da om severo castigo, mas tam-
bera ila aoimadversao do paiz contra o plenipoten-
ciario que tinha sido nomeado e qae se havia liumi-
Ihado por uros forma impropria de qualquer cidadao
que preza a sua honra, e muito mais de um offleial
general da armada brasleira, que dispunha de ama
forja respeitavel.
Senhores, a osla note seguio se oulra direida no
dia 90 de fevereiro pelo commandante da divisao na-
val brasleira ao ministro das relajOet exteriores da
repblica du Paraguay. He a seguinte :
ir Commando em chefe da esquadra brasleira na
bocea do rio Paraguav, a bordo do vapor Amazonas,
20 de fevereiro de '1855.
a Illm. e Exm. Sr.O abaixo assignado, chefe de
esquadra e commandanle em chafe das forjas na-
vaes de S. M. o Imperador do Brasil no Rio da
Prata eseos aflluentes, tem a honra de participar a
S. Exc. o Sr. minislro de relajos exteriores da Re-
publica do Paraguay, para que se digne levar co co-
nhecimentn do Exro. Sr. presdanla da mesma re-
pblica, que boje s 11 horas e meia da manhaa,
quando se apprdxiraou coma esquadra do seu com-
mando ao porlo do derrito as Tres Boceas, recebeu
um oflicio do comroandante da polica fluvial do
dito porto, no qual Ihq participa, que, crendn ser a
raistlo do abaixo assignado parifica e diplomtica,
nenhoma duvida havia em qne o ahaixu assignado
seguste a Assumpjao, munido das garantas, que o
direilo das gentes concede a todo agente diplomtico:
e que nesta conformidade se servitse o abaixO assig-
nado iliricir-se a S. Exc. o Sr. minislro de relajees
exteriores, para cujo fim punha ditposieio do abai-
xo assignado as postas do servico publico : e que nao
duvidava de que receberia resposta prnmpla e satis-
factoria.
navio qne o conduzi na irtelligentia de que esla
r.ncetsao, depois do decreto de 3 de outubro ullinio,
se faz em favor de V. Exc. por consideraras pai re-
culares para com o imperio. Este passo consulla fia
perfeilameule o crdito e a honra do governo.de S.
M.; seria em ludo conforme ao carcter pacificc r e
moderado de S. M. o Imperador, seria a prova iiie-
quivocada sinceridnde dos desejos que proclama de
manter a paz e a amizade com ot estados vi-mb e o meio nico e seguro de chegar-ss a concluir am
arranjo amigavel. *r*
Sa V. Exc. quizer dar esta pssso preliminar, t.1p
joslo, equitativo e honroso para o governo de S. Xi o
imperador, o se servir faze-lo saber ao Sr eomm in-
danlc da polieia fluvial na bocea do rio ParaguajL i
quem se faz nesta data a conveniente coinmumcaj a,
nenhuma dfficuldads ter em snbir com o seu na lo
al est capital,annunciar o aeu carcter, apresen ar
os poderes com que o honroo o seu augusto sol s-
rano, e realisar a esperanja qoe alimenta de c r-
responder dignamente a essa alia confianca.
Se por desgraja, para ambos os estados, V. E c.
nao quizer preslar-se a esle aclo conciliatorio, e in-
sistir em sabir o rio Paraguay com a sos forja i ia-
val, V. Ex. lera iniciado as hosllidades republ :,
carregar com a responsabilidade de aggressor gi a-
luilo e nao provocado, e pora a repblica na iule-
Era porque o Amazonas nao poda, em consequencia
do teu calado, continuar a uavegajio do rio Para-
guay;! deseada deste vapor para o lugar aonde se
achava a dvisSo nao era poit uma condijSo imposta
e sim uma necessidade.
O Sr. Ferraz: Porque
olas ?
O
no allende s oulras
Sr. Ministrados Negocios Estrangeiros :Nae
posso t-la* em eeosiderajlo, Dio tenho conhecimen-
lo nfficial deltas.
O Sr. Ferrai: Eu u lerei V. Exc. peco a
palavra.
O Sr. Ministro dot Negados Estrangeiros :Ob-
servarei, em segando logar, que nao jalao que le-
olia forca alguma o argumento qoa o nobre depn-
lado pela provincia da Babia pretende deduzir da
permitas que alarma ler pedido o chafe de esquadra
o Sr. Pedro Ferreira de Oliveira, para Ihe ser mau-
dado am oulro vapor em que podesse subir Assum-
pco. ^
Eu disse no principio do meu discurto que a ola
do commandante da polica flnvial do Paraguay, a
resposta do commindanle em chefe da Torca naval
brasleira, a nota qne elle dirigir ao minislro das
ralajS>s exteriores da rapublica, e a resposla desla
nota, e que deviam ser uma das bases sobre que
cumpria que versaste a discussao. Destes qualro do-
clnavel necessidade de defender-se. sem atlenlar [cnmonlos* qste me tenho referido por mais de uma
para o resultado que ter a luta, nem deler-se a ule
a superioridade de poder e forja de que V. Eixc.
dispe. Este lerrivel e penoso,'pororn indeclinaVel
dever, Ihe ropo a soa honra, e dignidade, como
disse o abaixo assignado,
' leudo o abaixo assignado comprido com as or-
dena de S. Exc. o Sr. presidente da repblica, r ss-
la-lhe tmente assegurar a V. Exc. a sua rnoi
lipda contideraco.
Dos guarde a V. Exc. muilos annos.Jos
con.Illm. e Exm, Sr. Pedro Ferreira de Oli-
veira.
Atienda a cmara s considerajes qne se faz tm
nesla ola. Observt-se que a medida lomada pelo
governo imperial de mandar ao Paraguay uma injs-
sao ncompanhada de forja teve lugar aero nenhum
*o o^esse dirigen-*- uro simples Idos regolamentos militares di armada 1
to proeedimenlo; mis o fado existi, o nobre depu-
lado assim o declamo, e consta islo dos documentos
ofliciae-. .
Como este documento deve ser uma das bases des-
ta importante discussao, eU pejo liceoja camai
para ler os termos em que est concebido o oflicio
que ocomroaodante da polica fluvial do Paraguay]
dirigi ao commandante em chafe da forca brasilsV
O abaixo assignado lem a honra de fazer scien-
le ao Sr. commandante Gonjalves, de que a sua
crenja he exacta, quando snppe que a missao do
abaixo assignado no Paraguay he pacifica e diplom-
tica, e que vem munido das garantas necessarias
em laes casos; para cujo fim remelle ao Sr. com-
mandante o ortelo incluso para o Exm. Sr. ministro
de retacees exteriores, para que se sirva faze-lo se-
guir ao seu destino mmediatamenta.
ii O abaixo assignado previne ao Sr. Gonjalves de
que aguardar a resposta do Sr. ministro de relajes
exteriores pelo lempo de seis dias contados de hoje
ao meio dia; lindot os quaet nao lendo resposla sa-i
tisfaloria, continuar a sua viagem al Assarop-
jSo.
Dos guarde i V. S. Pedro Ferreira de Oli-
veira. Illm. Sr. Francisco Xavier Gonjalves.
Porque razan o nobre depilado nao leu esse do-
cumento"; (Apoiado.) Porque razio resumi toda es-
sa importante discussao para declarar cmara em
does palavras que o commandanle da polica lluvial
dorio Paraguay tinha perguutado ao chefe de es-
quadra commandante da divisao : Paz ou goerra?
que pazu responder esle, e o entro Ihe tornara:
Poiscntao segu em um anavio, e raandai a es-
quadra para Iraz.
Senhores, se por ventura a nota que eu acabo de
ler i cmara fos-e dirigida pelo governo do Paraguay,
que escarceos .ao leria feito o nobre deputado pela
Baha?! Como roarcar-se prmoa um governo inde-
pendenle....
OSr. Ferrar : Isso he ordinario.
O Sr. Ministro dos Vegadas Estrangeiros : ...
para dar resposla dentro desse prazo marcada ?....
Dizer a esse governo: Se nao me dais a respos-
la em seis das eu tiSo com esla expedieao,>i be uma
causa ordinaria .'
O Sr. Ferraz : Chegadas as cousas a esse pon-
to, lie ordinario.
O Sr. Ministro dos Negocios Estrangeiros:
Oh senhores I He triste que lodo quaolo fazem at
autoridades do Brasil srj ordinario, eque s seja
digno de elogios tudo quanto fazem as autoridades
estrangeiras I (Muilos apoiados,)
Senhores, eu na* eslou exagerando as proposijes
conlidas ucsle documento. Porque razan o nobre
depulado, que sem duvida leu a nota que en
de ler a honra de ler na presenca da ca mar;
achou algumas p;.lavra< pnra exprimir ar
della um juizo que nao fosse desfavoravel ao,
mandante da expeuijao '.' Contentava-me com
feontentava-me com muito perneo. Mis neste
ii O abaixo assignado mandoa pergunlar ao referi-
do commandanle quai o espejo de lempo oeceasario
para ler resposla de S. Etc. o Sr. minislro de rela-
jes exteriores ; ao que respondeu qoe nao seria era
uienos.de qualro dias.
O abaixo assignado, em vista da nenhuma duvi-
da que ha de poder seguir al a Assumpjilo em mis-
sao pacifica e diplomtica, reolveo fondear a esqua-
dra do seu commando em frente do porlo de Cerrilo
as Tres Boceas, e participar a S. Exc. o Sr. minis-
tro de relajee* exteriores, para que se digne levar ao
couheciment.i do Bxm. Sr. presidente da Repblica,
que S. M. o Imperador do Brasil, augusto sobera-
no do abaixo assignado, digiiou-seconfUr-lhe plenos
poderes para tratare terminar, se fur possivel, pur
meios pacificos e honrosos a ambos os governos, as
questoes pendentes entre o do imperio eo da Rep-
blica do Paraguay.
O abaixoassiguado, ao fazer esla participa j3o a S.
Exc. o Sr. minislro de relajes exteriores, tem a sa-
lisfajao de significar a S. Exc. que se acha animado
das mais lisongeirat espera o jas de corresponder
euulianja que uelle deposilou o seu augusto sobera-
no, salsfazendo aos senlimentos qne elle nutre pela
conservaeao da paz e amizade entre o imperio e as
uajfles vizinhas ; e por isso, querendo o abaixo as-
signado dar urna prova de tees senlimentos, aguarda-
ra no poni em que se acha com a esquadra do seu
commando, nao os qualro dias qae diz o com-
mandanle j referido serein necessarios para receber
a resposla detta nota, roas sim seis, contados desde
'boje s doze do dia, lindos os quaes seguir sua
marcha al a Astumpjao, aonde apresentara seus
plenos poderes, se durante a viagem nao fr hosli-
iisada a forja dn ten commando, no qae confia o
abaixo assignado, porque as-im o exige o bem e ot
inleresses das duas naees.
O abaixo assignado prevalece-se da presente
opportonidade para apresentir a S. Exc. os seas res-
paitosos cun, rmenlos.
Dos guarde a V. Exc.-*. Pedro Farrtira de OH-
reir.Illm. e Exm.Sr. ministro de relajes exte-
riores da .Repblica do Paraguay.
Ja se v, prtenlo, que o mesmo que tinha dito o
commandante da nossa forja naval ao commandanle
da'polica lluvial, marcando-lhe um prazo lixo e im-
prorogavel para receber uma resposta satisfactoria,
isso mesmo se repele ua ola dirigida por aquelle
commandanle da nossa forja naval ao ministro das
relajes exteriores da Repblica do Paraguay.
Acamara, pela leilura que vou fazer de oulra
note dirigida pelo minislro das relajees exteriores
do Paraguay ao commandante em chefe da divisao
imperial, ver que o governo do Paragoay nao achou
lo simples como o nobre depulado pela Baha, esa
designarlo de prazo certa e improgavel. O ministro
dat relejos exteriores do Paraguay respondeu pete
maneira seguale :
a Assumpjilo23 de fevereiro de 1855.O abai-
xo assignado, ministro e secretario Interino das re-
lajes exteriores da repoblica do Paraguay, recebeu
lionlem a nota de V. Etc. datada de 20, ao meio
dia, na bocea do rio Paraguay, na qual V. Exc, em
consequencia do oflicio que Ihe dirigi o comman-
dante da polica fluvial no porlo do Cerrilo, com-
municnndo-lhe que, se sua missao era diplomtica
e pacifica, fosse servido dirigir-se a esle ministerio
na certeza de que obleria prompla e satisfactoria res-
posla, partiripa-llie que contando poder seguir al a
Assumpc,1n em missao pacifica, fondeara a esquadra
de seo commando em frente do porlo do Cerni,pi-
ra fazer saber no uoverooda Repblica que S. M.o
Imperador do Brasil se diguara couliar-lbe plenos
poderes para lrjlafc,e terminar.sefor possivel, e por
meios pacficos e linrosos a ambos os governos, as
quesldet pendentes entre elles, asegurando a V. Ex,
achar-se animado das mais lisongeiras
corresponder confianca deseu^ifffslo soberano,
salsfazendo aos senlimentos g^rjcel le nutre pela con-
servarlo da paz e amizade entre o imperio e as na-
jos vizinhas, o que "or consequeacia esperar nao
os qualro, djji ^^ segundo diz. Ihe havia assegura-
, b commandante de polica fluvial serem necessa-
rios para receber a resposta, mas sim seis, contados
do dia 90 ao meio-dia, lindos os quaes seguira sua
marcha.
c O abaixo assignado levu ao conhecimnto do
Exm. Sr. presidente da repblica o contundo da no-
ta de. V. Exc, e recebeu ordem de S. Exc para
communicar-lhe que lendo e conservando sempre os
mais vivos e sinceros desejos de manter inalleraveis
as relajes de perfeili amizade e cordeal Indiligen-
cia com o governo de S. M. Imperial, recebeu com
a mais viva e lisongeira salisfajao os primeaos an-
uiincos de qne S. M. o Imperador se dispunha a en-
viar ao Paraguay am agente diplomtico para ajus-
lar as qoeatoes pendentes entre ambos os governos ;
sua salisfajao e esperanja parecern) preenchidas
quando vio que S. M. o Imperador, na abertura das
cmaras, a-segurava em sua mensagem que o inci-
dente qae linh occorrldo com o sea encarregado de
negocios na repblica nao alterarte a pa entra os
doos estados,
S. Exc. e Sr. presidente comprazia-se com este
idea e esperanja, e preparava-se para dar an envia-
do de sua mageslade a mais explcita e solemne pro-
va de qoe, como ditse na Bota de 12 de agosto de
(853 e mais documeutos ella annexos, da qual at
hoje nao se leve um s aviso de recepcao, as dis-
posijes lomndat para com o ultimo encarregado de
negocios no Paraguay, nao linhs havido a menor in-
leiijao do fazer a ma'is ligeira offenta ao Brasil, nem
atlenlar contra a dignidade do sea governo, quan-
do Ihe cliegaram novas annuncios de que o governo
doenesmo aususto imperador prepara va una expe-
dieao naval e reuna um exercito no territorio de
Misses, .udo com deslino ao Paraguav.
o Taes annandos eram mui proprioa para inspi-
rar duvidas e temores ; mas S. Exc. o Sr. presiden-
te da repblica, esperando receber alguma commu-
nicajap, como era natural e de uso en Ice lodasas
najs, persisti em sua confianja de qoe se che-
garla a uma solujao pacifica e decorosa das quesies
pendentes, apeaar do saber que' no Rio da Prata se
reuniam forjas navaes e um exercito em S. Borja.
ii Sem embargo de nflo reeeber quena ou recla-
marJo que pudesse justificar tal armamento, S. Exe.
o Sr. presidente conlinuoa na mais cmplela inae-
So, esperando sempre qae essas forjas reunidas no
iu da Piala nao viriam ao Paraguay sango quamlo
se llvessem esgotado todos os meios pacificos, ese
conhecesse que eram inuteis todos os etforjot ten-
dentes a uma solujao pacifica.
' O Sr. ministro interrumpe a leilura detta ola
para pedir cmara que ihe permita ler e fallar
tentado por se acbar muito fatigado. O Sr. presiden-
te cnsul le a cmara, e esla conceda unnimemente
a lcenja pedida. OSr. ministro sema-te e conti-
nua a leilura.)
< Na opinlSo do mesmo Sr. presidente, nao s era
possivel, como al mui fcil, o accordo das questdes
pendentes : lano mais que eslava 13o sinceramente
disposlo a qualqaer concetsao razoavel e decorosa
qoe s espera va a ehegada do agente de S. M. o Im-
perador para terminar qualquer desiiilelligenca.
a Porm quando soube que Y. Exc. enlrava no
Paran co.m qma esquadra imponente, e que o subia
do mesmo modo, sem annunciar a sua vinds.nem o
objecto della, sa ditsiparsm lodas as illusdes e epe-
ranjas, vio com o mais profuudo pezar fechada loda
a va de communieajio amigavel e disctalo paci-
fica ; a honra e a digni.laJe de estado independeule
Ihe impunham o dever e a necessidade de negar-se
a loda a eommunicajao e negociajao iniciada e con-
tinuada debaixo do^ode!' c ameaja da forja : seme-
lhanle forma em uma missio diplomtica, quando
eommunicajao previa ao governo da repblica ; i pie
esla forja entrara no rio Paraguay sem que o .eu
comroandante em chefe houvesse pedido permisilo
alguma ; qae pelo decreto de 3de outubro prximo
passado determinara o governo da repblica <|ue
nenhuma'embarcajao de guerra, anda perteneenda
a qualquer najSo que livesse cora ella tratado | .fe
navegajlo, poderia entrar as aguas daquelle ra)
sem que primeramente pedisse i competente au-
toridade perraiasao para faze-lo. Ora, se apezaV'
de ludas estas considerajet o governo do Parasua;
diza ao commandante em chefe da divisao impuri-
al : i As aguas desle rio vot etilo francas pela de-
ferencia qoe roe merece o governo imperial ; ou t*
lou disposlo a tratar com o vasso governo pacifica-
mente, nao s acerca da anliga qaieslo de limilts
iiavegajBo, mas lambem acerca da questao retelivi
aos passaporles enviados ao encarregado de negocio*
do Brasil, em cojo acloeu vos declaro que nao tive
a menor intenjSo de offende.r o carcter offical da-
quelle asente diplomtico, e rouili menos a honra
e dignidade do voseo governo ; < sr apezar de tuda
islo quanto leoho a honra da etpar acamara,
commandante em chefe da divisao imperial, encar-
regado ao mesmo tempe de nma missio diplomtica
desprezaste todas essas explicaces arespeito do pas-
tado, lodas etsas prometsarde seguranza a respeito
do futuro no que tecava a solujao ilas quesies que, vencido de que o arl. 3 da convenci de 25 de d
vez resulla, evidentemente que o commandanle em
chele da forja naval brasleira enlrou no rio Para-
guay sem ter podido lcenja. Se ella subi tmenle
eom o vapor Amasnos nao foi porque o governo
do Paraguay Ihe intimaste a prohibijao de subir eom
lodos os vasos de guerra ; o governo do Paraguay li-
milou-se a dzer : a Se vs subirdes com lodos os
vatos de guerra que cosamandait, no poderei ne-
gociar comvosco. d lato poderia dizer qualquer
governo em quaeiqner circomslaneias, para evitar a
suspeila oe que se preslava a negociar eoagido pela
ameaja, ou pela preseuja da forja ; sao escrpulos,
sao allegajes muito naluraei, e a que se nao devs
desatleoder, quando se pode crer qoe ha boa fe, su
mesmo quando com essa concetsao se facilflam as
negocinjes, o te da mais forja ao direilo dt quem
ai reclama.
O commandanle em chefe da divisao imperial,
aceitando essa propotlaque se Ihe lazia, cocapro-
melte-se pela sua parte a nao subir o rio com mais
de um vaso de guerra ; occorrendo circunstancias
que tornaran! necessaria a presenca no rio Paraguay
de mais de um vapor, o comroandante em chefe da
divisao naval brasleira, para ser fiel ao cumprimen-
to da promessa qoe havia feito. linba obrigajjo de o
declarar ao governo do Paraguay...
O Sr. Ferraz :Pedir lcenja. -
O Sr. Minislro dos Negocios Eslrangeirts :
IWo era isso pedir lcenja para entrar no ro Para-
guay, era o cumprmenlo de uma promessa feilo ;
creio porlanto que uenhuma forja tem o argumento
que pi'itdiiziii o uobre deputado pela Babia...
O ,r. Ferraz :Ea o desejara.
O Sr. Ministro dos Negocios Estrangeiros :
Alem disso, senhores, peco-vos lcenja para ser mais
frailen ; as tenho a menor duvida em dixer qae a
arl. :$.o ,|a convenci de -25 de dezembro de 1850
permatle aos navios brasileiros a nivegajao do rio
Paraguay...
O r. Ferraz :Isso he palinodia i vista do sea
relalnrio.
O ir. Ministro dos Negocios Estrangeiros :Nlo
tenho a menor duvida em declarar que estou eon-
linhamos a ajusUr ; se, digo, apezar de taas e 13o
graves razes qoedeviam ser allcnilidas, o comman-
dante em ches da forja imperial nao annulsse pro-
posta que se Ihe hsvia feilo. e subiste o rio Para-
guay, nao lomara elle Sobres! urna responsabilida-
de que nao poderia justificar ? Nao exporia elle o
piz a males que podiam ser evitados ? Nao demo-
rara elle antes d que aprestara a solueio deslas
qoesles importantes ?
Estou certo, Sr. presidente, de qae o governo de
S. M. o Imperador havia tomado todas as prondeu
cas, empregado lodosos molos "possiveis pira que
qualquer resistencia que pudeseser ofierecida nossa
divisao naval qoe subir o Paran; e se achava na
emboccadura do Paraguay, fo-se p'romptamede re-
pellida ; eslou cerlo e convencido de que o governo
imperial linda meios de levar os soccorros nfecisos
pelo rio Paraituav provincia de Mallo (rosso ; a
fortiflcajlo de Humana, todos os meios de resisten-
cia qae desde muito lempo uesla corte, na Confe-
derajo Argentina e no Estado Oriental sfdia qoe
o governo-djo Paraguay havia accumulado para em-.
bargar o passo nossa esquadra, tolos esses meios
de resistencia serian promptamente vencidos..
OSr. Ferraz:Esl visto.
O Sr. Ministro dos Negocios Eslrangetror......
pote percij e bravura....
O Sr. Ferraz:Da nossa marinha.
O Sr. Minislro dos Negocios Estrangeiros:....
n3o s de nossos ofliciaes e marinheiros, mas tambera toral.
por essas mesmas qualdades que.em grao eminenlu
oroam o chefe da esquadra Pedro Ferreira de Oli-
veira. Mat apexar desla certeza e da cenvceo
qua tenho dn resultado que leria o recurso forja,
nao reconhece o nobre depulado qne esse meio nao
zemt.ro de 1850 garante ao goverao do Brasila aave-
gajo do rio Paraguay..
O Sr, Ferraz :leoon'.iece o direilo.
OSr.Ministra dos Negocios Estrangeiros:Po- .
rinjseeudeduzo desse arl. 3 da .convenca o direilo
que lemos de naveear-oaio Paraguay, nao adopto a
doulrina do nobre depulado pela Baha, quando
entetide que esla uavegajio nos he devida coma ri-
beirinlios que possuirous as aguts superiores do rio
Paragoay. -t
Baleado, erabora contra a opiniao de muilos pu-
blicistas..
O -'r. Ferraz :De grande nomeada...
O Sr. Ministro dos Negocios Estrangeiros:....
'le grande nota, que a qualidadl da ribeirrahot alo
d direilo algum, neos mesmo imperfeilo, a parle
da i lavegajAo de am rio cajos aguas ata coiaamos.,.
9 :ir. Ferraz :A' base de nossa publica he n-
tei:ament difireme.
O Sr. Ministro dot Negados Estrangeiros:Ga-
mo quer qoe seja, eu son de opiniao qae o direilo
qivi lemos navegajao do rio Paraguay alo poda.'-
>ei entendido com a mesma lalitude coro ,que pro-
le!-de sustenla-io o nobre depulado pela Bahia,
qu ando aasevera que aquelle que eterce soberana
sitijre a emboccadura de um rio nao pode, quando o
inleresse da sua conservado deieza o exigeru, im-
pedir o transito de uma forja pelas aguas deste rio...
O Sr. Ferraz :A conservajSo he d direilo na-
O Sr. Ministro dos Negocios Estrangeiros :
Neslas cacumstancias, apreseulaodo-se as aguas do
rio Paraguay uma divisao que o nobre deputado pe-
ll. proviacia da Bahia com toda a razao chamou a
rfais bella esquadra da America Meridional, nao po-
q ue essa forra lao grande nao subisse toda pelas suas
ligaos terriloriaes'! Sao quesies estes qae eu no
(arelando decidir, que apenas ouereco a considera-
i;Ao do nobre depulado pela provincia i
mar ._________________
edimelo qoe leve o gu- i
verno de Sua HTageslade quando deu inslrncjet, ao
seo plenipotenciario, e a este quando as execulou
conforme a tua lellra o espirito.
Senhors; eu ja diste que nao temos ainda infor-
ma jes uHeiaes acerca do resultado final de toda et-
fa missao,"abemos apenas que o primeiro dos ob-
;ieclos deque foi encarregado o plenipotenciario bra-
sileiro foi por elle satisfactoriamente desempenluido.
Senhores, ainda nes'a parle o nobre depulado pela
Bahia enlende qae o plenipotenciario brasileiro nlo
satisfezaquillo que o paiz devia esperar; ainda mais
esta vez o nobre depulado pela Balite, para demoos-
Irar a sua pmposijao, Mo procuren funda-la nos
documentos oftlciaes quo raostram a maueira parque
essa queslio foi resolvida ; parece que a nebro depu-
tado te prupz como condijio nlo ler a cmara do-
cumento algum alm daquelles sobre os quaes pre-
tenda derramar o fel da mais amarga censura, sem
so lembrar, como, ja tive ocetsito de dizer, qne esse
fel nlo salpica smenle ao plenipotenciario brasilei-
ro apoiado,) mas lambem ao paiz a qaem elle re-
prsenla, e a favor do qual foi desempenhar
importante commisiaa. f
A qusstao dos passaporles dados ao enca>lrreg,d0
de negocios do Brasil resolvido pola seguale ma-
neira. p
podia produzir o mesmo resoltado seguro, duradouroJ deria o governo da repblica de Paraguay reclamar
qne temos esperar, se essas quesies se resolverem
pacificamente, por meios diplomticos? Dos meios da
forja que por ventura houvessemos de empregar u
que emende o nobre depulado que podia resultar ?
Ou podia resultar o estado de guerra, que nao he
sem duvida um estado permanente,he um estado que
se ha de resolver tatcesaariamente em oulro; oujwvji,
nao resultar inmediatamente a guerra, eoj^miar-
mos na posse dos limites a que nos julsAmos com
direilo, sem que o Paraeuay pndessedelles desa-
lojar-tros. Mas elle estado de cousnjt*fera agrada-
velao imperio, seria conveniettjajsfos ioteresses re-
cprocos aos daos paizes '.' ,ifn mus oblido o reco-
jmento de nosso tifOio, ou apenas a sujeijlo
viitletreWifl^oye.rno liaffaragiiav a um fado que elle
nao poda destruir pela forja ? A guerra on a oceu-
pajao por meio da forja nunca pedera ser decidida
definitivamente senao medanle alguma.convencaa
obtida voluntariamente, islo he, pelos mmos diplo-
mticos.
Se, pois, oslas considerajOes sao inooaleslaves e
ogovernodo Paraguay nos assegurava que eslava
promplo a entrar era negociacoes, a conceder-not
aquio que pretendamos, qae era o objecto da mis-
sao que allia enviamos, nao vejo motivo que podesse
justificar un proeedimenlo diverso daquelle que le-
ve o plenipotenciario brasileiro, acqaescendo ao
convite que Ihe fuera o governo da repblica puri
que se dirigiste Assnmpjio sem apparalo de forja.
Annuio o plenipotenciario brasileiro propnstf
feita pelo governo do Paraguay, dirigio-se a Assura-
pjao no vapor Amtzonas, em'jae tinha arvorado a
sua insignia.
Pejo cmara dos Srs. deputados lcenja para
nao repetir as palavras do nobre depulado pete pro-
vincia da Baha quando quiz censurar a deliberajAo
do chefe de esquadra o Sr. Psdra Ferreira de Oli-
veira, eseolhendo o vapor Amazonas para nelle su-
bir al a Assumpjao, cora preferencia a oulros va-
p'ore de menor calado, e qne por conseguiule esta-
vam menos etpostos a achar difflculdades na viagem
do rio Paraguay. As raides que levo o chefe de es-
quadra para preferir esse navio foram que lodos ot
praiijos do rio Paraguay Ihe disseram que a nchen-
le do rio dava fcil e segura navegajlo ao vapor
Amazonas. O digno ehefe da esquadra, bem como
ot oulros ofliciaes de marinha que te achavam as
Tres-Boceas, observando qoe era grande na emboca-
dura cchenle do rio, suppuzerom que esle mesmo
phenomeno que all se obsarvava dafrie-tlia|ii.i parte
superior do rio. E.pois, a o comuiandadte em che-
fe da divisao imperial foi inducido em erro, o foi
pelo voto, pa(o opiniao dos hmeos praticos do lu-
gar, e pela observaj.1o do qae vis na Iot. do rio Para-
guay. Heconheceu-se infelizmente que esla grande
endiente da embocadura do rio era' produzida pelas
aguas do Paran e Vermejo.
O vapor Amazonas pdde subir sem difliculdades
ale o Vermejo ; dahi por diente o rio Paraguay nao
linlia agoa-toUlciente para a navegajao daquelle va-
por. Nao acho, prtenlo, que o nobre depulado le-
nha ainda netta parte razio para censurar o com-
mandauleem,chefe da divido brasleira.
Oulro qoalqner, allendeno%ao parecer dos prati-
cos, observando o que aconteca na embocadura do
Paraguay, faria o mesmo que elle fez preferindo um
vapor domaior forja, e que ao mesmo lempo offere-
ria maiores commodidades, a um vapor de menor
forja, e sem os mesmos recurso' do Amazonas.
O Sr. Ferraz :A missao era loda pacifica !...
O Sr. MlMiro dos Negocios Eslrangeifos :
Suecedeu que o vapor Amazonas encalhasse logo
que passoo o Ro Vermejo, e qoeo Sr. Pedro Fer-
reira livesse necessidade de mndar-se para oulro va-
por. A osle respailo expite o nobre depulado pela
provincia da Bahia, algumas circumslanciat de que
o governo imperial nlo (em nem inforrnacoes oflici-
aes, ero conhecimnto algum.
O Sr. Ferraz :As olas etilo impressas.
O Sr. Ministro dos Negocios Estrangeirot iA
tnica noticia oflleial que lem o governoJie que o
commandanle em chefe da forja naval brasleira di-
riga uma tota ao minislro dos negocios estrangqjros
da repblica,declaranilo-lheqnepara poder continuar
n sua viagem al a Assumpjao era nicessario que su-
bisse um vapor de menor calado,! para o qual elle se
mudara, faxendo regressar para a divisao o vapor
Amazonas.
Sr. Ferraz : Esla foi a ultima ola; ha
O Sr. Ministro dos Negoriot Eslrangeiro*:
SeiNmente desta de que eslou fallando ; nao tenho
.informadlo oflleial, uem conhocimenl algum dessat
Ihe nlo precede redamajlo aja a que o, Para-1 outras a que se refere o nobre deputado.
-iiaj livesse desaltendido, lio inslita, injuriosa, of-
fensivs o hogoilliaole sera necessidade.
ii S. Exc o Sr. presidente da repblica se achava
perfeila e sinceramente disposto a recebara V. Exc.
ou a qualquer oulro que A. M. o Imperador houves-
se por bem enviar ao Paraguay para o ajuste do* ne-
zocos pendentes, desde que se apresinlasse ua for-
ma e termos de qne usara lodas as najoes ; porm, a
vista dessa allilude hostil qoa lomsu o governo de
S. M. o Imperador, desse apparalo bellico e essas
intiinajes percmploras com qu V. Exc. annanci
a sua missao, a honra e a susceptibilidad!- dn pavo
paragaavo nao lite permitiera receber a V. Exc no
carcter diplomtico.
a Supposlo quo enm o simples apreste e arma-
mento se fazem j ao goveriio^taragnayo e a rep-
blica uma injuria e offensa gravissima,S. Exc n Sr.
presidente da repblica, cedendo aos desejos qne o
' conservar retaca*! amlgaves e benevo-
'uria, a esl
em uma
<*.
[uruninn riinniiminn
Com eleito. lendo-se esla nota v-se que o rhefe
da esquadra "dx ao ministro que leve ,io conheci-
mento do goveruo suprema essa sua nut3, alim de
que Ihe permuta a subida do vapor Ypiri/nga, faxen-
do elle chefe regressar o vapor Amazonas para o lu-
gar sonde se ochava estacionada a divisao.
Notare! era primeiro lugar que a reliradi do va-
por Amazonas, segundo se deprehende da note, nlo
foi nma cundicao imposta a chefe da nossa divisao
pelo governo do Paraguay, e sim uma deliberarlo
espontanea desse chef,
OSr. ferraz : He porque nao leu as oulras
tolas.
O Sr. Ministro dot Negociot Estrangeirot :Ji
disse ao nobre depulado qoe nao "tenho informaeTto
oflleial, nem conhecimnto dellas ; digo aqnillo que
sei. *
Nem era possivel que oulra cousa aconleeesse. NSo
he crvel qae o governo do Paraguay impuzesse no
commandanle em chefe da forra naval brasleira por
oondijao fazer descer o vapor Amazonas para o lu-
ciese achava a esquadra brasilera. Qual a
commandanle em chefe era obrigado
-"- Amazonas para o Ypirangal
O ministro das relajes exleriorerem-Si^ de marro
dirigi au plenipotenciario brasileiro uma' "ola ai
que procumu minuciosamente explicar eaSowfitlo-,
etu que se propoz manifestar qne nlo linnTMelrVido
a menor inleiijao de ofender ao goveroa deis. SI. a
Imperador, c deelarava quo o governo do Paraguay
estara promplo e dispotto a receber qualqu/er outru
agente diplomtico que S M. o Imperador hoovesse
por bem mandar acreditado para aquella repblica.
Nao contente com lodas essas -deelaracOes, termina
a nota do minislro das relajes exteriores dizendo
re te o miuislrobrasileiro, nao obstante (odoquan-
le psaderava, entenda que algoma censo devia
accrescenlar-se para plena satisfazlo do governo im-
perial, o governo do Paraguay nao dovidaria accres-
centeraquillo que fosse razoavel o honroso.
A ossa ola do ministro das relajes exler
res, datada de 2i de marjo, responden no roe.
mo dia o plenipotenciario brasileiro dtxsndo : a Qae
liaveria por completas e satisfactoriat.as expliea-
jues que ae Ihe haviam dado na nota a que respon-
da, addiciontndo-lhes o governo da Parasoay:
primo, urna deraonslrajao de honra r. bandeira bra-
silera, dando-se-lhe uma salva de 31 tirof^eetmdo.
que lodos estes actos se publicaran! no jornal di re-
pblica.
Exiga, poit, o rjoajpolenciaro brasileiro mais
duas condijes pare poder dar por completas e sa-
tisfaeteriis as explieajes que hsvia recebido.
A este ola do plenipotenciario brasileiro respon-
deu ainda no mesmo dia 21 de mar jo o minislro das
relajes exteriores do Paraguay, dizendo que o pre-
sidente jterepub"jcjyp^ir|jtaya as indicajes que se
Ihe havMili Teiro^Po^siimT^nTores,' que se hou-
ve por terminada'a.aoeslio dos passaporles enriado*
ao encarregado de negocios do Brasil.
Creio que por esla esposijSo resumida que tenho
feito cmara dos Srs. deputados, nlo pote deixar
de reconhecer-se qne a salisfajao foi a mais comple-
xa qoe podia desejr-se.
Eu, senhores, ainda pero liceoja para ler as notas
0 que me lenbp referido, para que nlo possa Ocar
duvida alguma mi solujao que teve esla questao.
O'Sr. Ferraz : Estao no rea lorio.
O Sr. Ministro dos Negocios Estrangriros :
Eu nao Jeiejo qae ellas fiqaem tmenle no man rola-
lorio, desojo que ellas fajaro.pai te do discurso que
tenho proferido, e que se me esl tomando ; deseia
que o paiz lenha perfeila e pleno conhecimnto do
modo por que e governo imperial procuron desem-
penhar um dever iao sagrado como he aquelle de
sustentara honra e dignidade do paiz.
Se por venlura us compcehendemos mal o nosso
dever, se nao tatisfizemot aquillo que o paiz tinha
direite a exigir de nos, queremos ter conderonados,
appellamos para a seutenja do paiz e dos, seus
dignos representantes. Mas, pata que essa sen-
lenja seja dada com imparcialidade e com perfei-
to conhecimnto de causa, he preciso que lodos os
documentos ofliciaes relativos a esta importante
questao nao Qquem smanle us relalorios dos mi-
nistros, he preciso que lenham a maior publicidade
possivel,sejam conhecidot detodos, afini de que ca-
da orne todos possam emitliram juizo seguro e rom
perfeilo conlieoitnenlo de causa.
Porlanlo, apezarda ohservajao que me fez o hon-
rado depulado Vela provincia da Babia, apezar do
cansajo em qaejf me acha, anda pejo lcenca a c-
mara dos Srs. disputados pora Ihe ler esses documen-
te). Sao os tegjuiutes:
a Awumpe4, em'23 de marjo de 1855.Oabtixo
assignado rec.eb.eu a nota que Ihe dirigi V. Exc om
19 do correBte,yespondenJo do abaixo assignado de
T7,em qne de Aovo eammunica achar-se competente-
mente auloriuuto. como refere a ola de 10 de
dezembro ullimu'do minislro dos negocios estrangei-
ros do imperio, para fazer um ajuste razoavel quo
ponha termos dsiagradavel ocrurrencla que det-
grar idamente teve lugar cora o encarregado de ne-
gocios deS.M. Imperial oSr.Filippe Jns Pereira
Leal; e que lem laaban plenos poderos para ajuslar
c concluir at negociajoesque ficaram interrompidrf
pela despodida do mencionado Sr. Leal.
n. Exc. o Sr. presidente da repoblica, tlenle do
nota de V. Exc, or.tenou ao abaixo assignado qua
eommanicisse a V. Exc. que o tooren.n onvrnB

k
I
. qae o inpron.o governo <



DIARIO E PERMMBUCO QUINTA FEIRA S DE JULHO DE 1855
f

I
repblica, convencido do quanlo importa n repbli-
ca, e bem assim ao imperio do Brasil, roanter e es-
treilar boas e arnigaveis relac/>en entre ambos os go-
vernoa paUee> (em feilo serapra quanlo (em julg-
do conducente a esse imporlanla objecto ; eslava e
al perfeilamente disposto a proceder sempre uo
sentido de rnanter e aalreitar estas relieves. A'sim
que, foi-lhe sobremaneira penoso ver-se impedido a
adoptar para eom o encarregado i1o negocios de_S.
-II. o Imperador a medida extrema, que Dio pode
avilar, porque asaim o exiga iiTemediavelmeule a
utuacao excepcional do Paraguay.
ii S. Exc. o Sr, presidenlajulgi que lie de sumira
conveniencia nio entrarein urna jnalilicac,,io maisam-
pia de leu procedimenlo a reapailu daquelle deplo-
ravel incidente, que, no ulerease de ambas as par-
tes, lleve ser lanzado no mais completo olvido, na
certeza que deve ter o governo.dti S. .VI. I. deque
mu looge eslava do pensamenloile S. Rico Sr pre-
sidente oflender no menor poni a alia dignidade e
decoro deS. M. o Imperador, nmi rumper ou Ite-
rar as rtoes amigareis entre ambos os goveruos,
como apressou-se a manifestar ao governo de S. M.
em notade 12 deagoslode 1853 ; repetiado nova-
meMancila oecasiAo'u que entao disse, que chava-
se ptowplo e disposl a receber enra as devidas con-
sideracAes a qualquer agente que S. M. o Impera lor
i|uiiesse enviar jonlo do governo paraguairi. como
u bavia feilo enm lodo o esmero rom os mrnislros de
S. M. I. antecessores do Sr. J.eil. que rrceberam
saanprede S. E\c. o Sr. presidente: lodas'as demoias-
races da mais cordeal amiade.
To longo eslava S. Ce. o Sr. presidente de
penisr que o deploravel acdenle orcorrido com o
Sr. Leal alterasse e rompetse aua' boa relac,i}es com
o governo de S. M. Imperial, que eonlinuou man-
leudoai meihures relacOw de boa intulligencia com
o cnsul geral de S. M. Imperial na AssumpcSo, e
anda mais o conflrmou que no rstavain alteradas
as boas relacoes entre ambos os goveruos a noticia
que leve de que a fortaleza pandera promptamenlo < salvas que em sed transi-
to pela baha da corto fez a pavilho brasilairo o
Vapor de guerra paraguayo Tacaanj.
Aclos Uo significativos dos senl menlos benvo-
los de S. Bic. o Sr.presidenle da repblica para com
o govemo de S.M. Imperial davem persuadir a este
das boas arnigaveis dispoaicoes que niaclm, e que
Ihe ser muito salislactorio poder entrar novamen-
le em urna discuss.to pacifica e am cavel das ques-
loes que flearam pendentes a salud i do Sr. I.eal.
i >f V. Etc. julga que esta declarara a satisfaz a
todas as explicac&esqne posta exigir a dignidade e
deedro de S. M. o Imperador, S. Exc. o r. presi-
date confia em qoe V. Exento lera dnvidaem en-
erar na oegociac,ao dessas questOcs de uavegacao e
limites.
SeV. Exc. julgarque he necesario accrescen-
lar-se alguma causa mais a esta declararlo, para que
seja iao completa como o pona desojar o governo
imperial, sirva-se V. Eic. de o communicar ; por-
quanto, se for decorosa para ambas as parles,S. Exc.
o Sr. presidente nao se negar ao que aeja razoavol
e convenieule.
s O abaiio assignado, ministro e fecrelrio de es-
tado iuterino-dis retacos aterioieh da repblica,
tem a boma de offerecer de novo a V. Eic. a su.i
mais Histincla considerarflo.Jse Falco*. Ao Exm.
Sr. Pnlro Ferreira de Oliveira.
Vapor de guerra brasileiro Yvirangt, surto no
parto da etdade da AsiumprAo do" Pnrageay, em 24
de marro de 1855.
O abaixo assignado recbeos nota que enm dala
de huutem ihe dirigi S. Eic. oSr. 1). Jos Falcon,
na quat, enmmunicaudo que o fixtn. Sr. presidente
da repblica do Paraguay, convencido Jo quanlo
importa repblica e ao imperio maniere estrellar
boas e arnigaveis relacOes entre ambos o governos
e paites, tem feilo ludo aquillo que ha jnlgado con-
ducente a lal fim ; e protestando que no proced-
trienio havido com o encarregado de negocios da
Brasil Filippc Jos Pereira I.eal esleve muito longo
da. mente do mesmo Exm. Sr. presidente fazer a
mais leve ofTensa a alia dignidade e decoro de S. M.
Imperador do Brasil e menos anda romper e al-
terar as relactaes arnigaveis esistenles enlr; osduus
governo, atsegura que o Eim. Sr. presidente da
-publica, para tornar Uo ccinplela quanlo fdr de-
sejavet :< declaracno. nlo negar a abaixo assig-
nado aquillo qae mesmo abaixo assignado jolgar
neces.ario addicionar, sendo lal addicionamenlo ra-
r.oavel eenvenienle e decoroso para ambas as partes.
e O abaixo assignado den o mais subido apreeo e
lomou na mais seria considerarlo as declararoes do
supremo governo da repblica; e convencido .da
existencia dos setalirocnlos benvolos conciliatorios
manifestados pelo mesmo supremo governo, julga do
sen dever ponderar o seguate :
'< A queslao de que se trata ha da ordem daquel-
lai em que o governo do paii que se considera of-
fundido nos seus direilos de independencia e sobe-
rana se v obligado a proceder de modo que na
c inrlosKo deltas nao fique o menor vislumbre de
quebra da dignidade nacional. Ora, a mi loria em
queslio tem sido considerada pelo publico brasileiro
e por sou governo da nalurlza dessas de que falla o
abado signado, como se v no llieor da ola ex-
pedida a 10 de dezembro ultimo pelo ministro dos
nsgocios eslrangeiros.
Quando osinlerestes de dual nac'" vl'.tnbas e
scirnpre amigas recommendam que se ma.ilenha a
pm, e se estreileu) as relacfes de amiiiide ; e qui-
n es respectivos (roa-amos estao aouna los dos dese-
joi que a correspondencia do Imito assignado com
S. Exc. or. I). Jos Falcon tem re aproe imenle
manifestado, a soluto re laes quetlbe-s be fcil.
Sendo assim, o abaixo assignado, em vista das
ii-iruccoes que recebeudo governo irnperial.repu-
lara completas e satisfactorias as eipli:aqe dada-,
addicloiiando-se-lhes urna salvada til tires de r-
tilharia dada bandeira brasileira arvorada em Ierra
e lacen.lfl-sc publica em um dosjornaes do puiz a ma-
neira amigavel, e para emboaos goveruos honrosa,
pe qual se por termo queslao procedente da des-
pedida do encarregado dos negocios do Brasil oSr.
Filippe Jos Pereira I.eal.
Esta'isalva ser immedialamente respondida com
oulra de igual numero de Uros pelo vapor de guer-
ra brasileiro Ypiranm, que conservara nes co
ir; i:a no lepe de proa a bandeira nacional desla Re-
pblica.
a O abaixo assignado espera que etU sua prepas-
la Uo raioavel, conveliente e decorosa para ambas
i parles, sera aceita pelo supremo go> erno .da re-
gblka, visto serum nteio que lem tido ndopla-
por diflereutes na(6es, inclusive o imperio do
i!, para p (."^flirevalecendo-sc de mais esta opporlan'ulade, o
abis" assignado reitera a S. Exc. o Sr. I). Jos Fal-
con is protestos de sua perfeiU^estima e distincla
consideracSo.Pedro Ferreira di OUttira.^fS.
Exc. o Sr. D. Jos Falcon, ele
e AxswBpylo 24 de marco de 1855.D abaixo as-
sign.ido recebeue levoo aoconhecimenli de 5. Etc.
o Sr, presidente da repblica a ola de V. Etc. des-
la daU, e lem a honra de dlzer-llie qu. recebe* a
ordein da comprimenlar e felicitar a ">r. Exc, em
scu neme, pela-eoudusao honrosa do ilesagradave)
incicente da despedida do^r. Filippe .los Pereira
I.eal.
PresUBdo-ae S. Exc o Sr. presidente o qu*V.
Ei-. indica em son ola a que o abano assignado
responde, nrdenou que amanhaa. an nnscer do sol,
urna balera de terr salve ao pavilhao brasileiro,
' 3ffo^T!?gTMf^s'isil?'IMo paraattayoi coauvin'r
e u n tiros ; e que esta agrdavTnolicie se faca pu-
blica boje mesmo.
He ludo quanlo o abaixo assignado em a hon-
ra de levar ao^conhecimeulo de V. Exc. para os Gas
A berta a sessao, foi conducido a barra do tribunal,
o reo Joaquina dos Santos Barros, aecutado por i-ri-
me de ferimentos leves perpetrados em Mauoel Ig-
nacio de Barros.
Coinpoz-se o conselho de senlenca dos seguioles
enmares :
Coronel Joao Francisco de Chabi.
Adriano Xavier Pereira de Brilo,
Jos (ionralves Torres Juoior.
Antonio Uoncalves de Muraes.
Angelo Cusi.lio dos Sanios.
Antonio Muniz lavares.
Ur. Francisco Kaphael de Mello Kego.
Mannel Ignacio de Oliveira.
Jos Teiieira Peixolo.
{oao C.hrisostomo Fernandes Viana.
ornnel Trajano Cesar Burlamaque.
JoA Carneiro Rodrigoes Campello.
Fiados os debates aa 2 horas e um quarlo da lar-
de, (ni o conselho condolido a sala da conferencias
te onde vollou as 3 3(4 com suas resposlas, que fo-
rana li declsao o Sr. Dr. juiz de direilo absolveu o reo,
condemnando a monreipalidade nas cusas, e Ic-
vantou a sessao, adiando-a para o da seguinle s 10
horas da manilla.
Ola 4 d jalho
Presidencia do Sr. Dr. Alexandrt Bernardina
do flel a Sitia.
Promotor publico interino,, o Sr. Dr. Francisco
.llames Vellozo de Albnquerque Lins.
Advogado o Sr. Dr. Candido Aolran da Malla Al-
buquerque.
Escrivae o Sr. Joaquina Francisco de Paula Este-
ves Clemente.
Feita chamada as 10 horas da rosnhaa, acha-
rain-se presentes 40 senhores jurados.
Koram multados em mais 03 rs. os Srs. jurado-
ja multados nos anteriores das de ieses, e mais em
108000 o Sr. Dr. Anlonio dos Saulos Siqueira Ca-
valcanti.
que se imprime em Paria; e eslou persuadido que
ninguem aqu dir melhor do que escreveu o Dr.
Ilenri Coln, leu redactor; o lano me parece ler li-
do razao, quando julgnei uteis os seus conselhos,
que esse artigo acaba de ser transcripto no jornal
Treze de Maio da 5 de junho ultimo pelo Sr. Dr.
Francisco da Silva Castro, dislincto presidente da
Comiins-.io de Ilygieue Publica do Pura, e sao os
conselhos, que nelle -e d, qae lem si.lo seguidos
com proveilo naquella provincia, como prova o bul-
lelim, que pelo mesmo foi remettido offlcialmente a
Commiasao desla provincia.
Rcconhero a utilidade das medidas indicadas pe-
lo Sr. Dr. Silva Ramos, ea Commiasao de Ilygieue
Publica, compenetrada de;sa utilidade, desde multo
se esforc pela sua observancia, e pela de oulras que
nao forana lemhradas na correspondencia a que jne
retiro, e quo o Sr. Dr. Silva Ramos nio s encon-
trar nos trabalhoa da mesma Cohamissio, senJo ve-
r indicadas em seus relatnos do estado sauilario
da provincia, e nas medidas preventivas contra o
cholera apreseuladas em i de noverbro do anno
passado, e approvadas pelo Exm. presidente desla
provincia; mas infelizmente nao entraas allriboi-
Ces da Commissao do Uygiene Publica, nica eom-
pelenle para tratar deslas materias, visla do Regu-
lamcnlo que baixou com o Decreto n. 828 de 29 de
selembro de 1851, nem entrara nas da que propOe o
Sr. Dr. Silva Ramos, o darexecucao as medidas sani-
tarias, e por ronsequencia o resultado, que esta ob-
leria, seria o mesmo, qae lem conseguido aquella,
que em verdade ha sido incansavel, como ja o fra
o exlinclo Conselho Geral de Salobridade Publica.
Sou, Srs. redactores, etc., ele.
Dr. Jooouim de Aquino Fornica.
4 de jalho de 1855.
Srs. redactores.Encajregado da direcceo do la-
zareto dV Pina, ua qualdade de provedor interine
da saude do porto eem resposla a correspondencia
do cuno.-o, publicada no Diario de Pernambueo
ADerla sesso oi conduzdo a barra do tribunal, de henlem, teoho a dizer que as pessoas, que se
para ser jnlgado o reo soldado do lO batallUn de in- '
faniaria Jos de Carvallio, aecusadopor crime de fe-
rmenlos leves perpetrados na pessoa do portuguez
Fraucisco Jos da Silva.
Compoz-se o consalhu do senlenea dos segninles
senhores : ...
Frcderico Augusto de Lemos. '
Dr. Friiisco Epifanio de Paul dos Santos Aleluia
Antonio Nobre de Almrida.
Angelo-Custodio dos Santos.
Antonio da Costa Ribeiro e Mello.
Joo Athanasio Bolelho.
Caelano Pinto de Veras.
Themoleo Pinto Leal.
Hpolylo Cassiano dellbuquerque Maranhao.
Jos Goncal ves Torrea Jnior.
Coronel Trajano Cesar Burlamaque.
Anlonio Muniz Tavares. _^,~.
Fiados os debates foi o conselho conduzdo a sala
das conferencias a 1 hora da larde, donde vollou as
2 com suas resposlas, que forana lidas em voz alia
pelo presidenle'do jury, em vala de cuja decisao o
seuhor jtiz de direito condemnou o reo a um roez de
prisao e multa correspondente a raelade do lempo,
grao mnimo do rugo 301 do cod. crm., e cusas;
e levantoii-se a sessao, idiando-a para o dia se-
guinle as 10 horas da manhaa .
HEPARTIIJAO DA POLICA
Parte do dia 4 de julho.
Illm. e Exm. Sr.l.evoao conhecimento de V.
Exc. que das differenlts participarles boje recebidas
nesta repartica-sconsla que foram presos:
Pelasubdelegacia da Iresuezfa dn Recife, o pre-
lo escrav Jos, por andar fgido, Julo Baptisla da
Rosa, para averiguarles policiaes.
Pela lobdelegaela da freguezia de Sanio Antonio,
o prelo escravo Anlonio. por desordena.-
Pela sobdelegacia da freguezia de S. Jos, Izidro
Joilo de Dos, e Mara Joaquina da Concei;ao,,lam-
bem para averiguic.ea policiaes.
E pela subdelegacia da frtguezia da Boa-Visla,
Mareellino Gomes Correia, por ferimeiilos, Palati-
no Augusto Barbalho, igualmente para avericoa-
Ces, Mara d'Assumprria dos Prazeres, por de-
sorden:.
Por nfflcio de 2 do corrente commiinicou-me o ea-
piU > delegado do lermo do Limoeiru, qae lhc fira
participado pelo subdelegado do primeiro dislriclo
do Bom Jardim que. no da 17 de junho lindo, fora
gravemente ferido Finniuo Jos Barbosa, stndn nu-
lor desleferimenlo o cabra Mauoel,e-cravo de Joa-
quim Travassi Sorinho, o qual'fui preso e reeolhi-
do a caedia e contra elle licava o mesmo delegado
proce.leodo nos termos da le.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernainhiico j de julho de 1855.Illm. e ExnTT
Sr. conselboiro Jos Benlo da Cunu.-i e Figueiredo,
presidente da provincia.O chefe de polica .uta
Carlos de Patea Teixeira.
acham deudas na ilha do Pina, nao iguoravam que
nao podiam ehegar at aquelle lazareto, e qoe,
quando mesmo nao soubesseui que nao Ibes era
permitido, bastava-Ihes a advertencia qae Ibes foi
feita pelas senliiicllas, e que desprezarain, segundo1
informa o encarregado do servito interno do mesmo
lazareto ; devendo aecresecntar que, se parte da
Torca que all eslava rctirou-se, foi porque, nao se
achando em contacto immediato com as pessoas sub-
raettidasa quarenlena, julgou a autorizado superior
que nao infringa os preceilns sanitarios, mandando
que se reculhease ao seo qoarlel.
Sou, Srs. redaclores, seu uiuilo obrigado vene-
rador.
Dr. Joao Ferreira da Silva. ,
Recife 4 de julho d 1855.
COMMERCIO
PRACA DO RECIFE 4 DE JULHO AS 3
DORAS DA TARDE.
ColacOes olliciaes.
Hoje nao houveram coU^oes.
Al.FANDECA.
Rendimento do dia 1 a 3.
dem de dia 4 ...
:i:l:.-.l!l>!J'i
2i:557|47l
55:076j903
1 Oetcarre/am hoje 5 de julho.
Brigae hamburgoezCitomercadonas.
Brigue sardoamnpedra,
Brigue brasileiroeropipas vasias e sebo.
Brigue portuguez/lapidodiversos gneros.
CONSULADO* GERAL.
Rendimento do da 1 a 3..... :(>:.- .t
dem do dia 4....... l:645oli)7
5:6885.510
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia 1 a 3..... 30396
dem do dia 4....... 9479
12C875
. ortacao'.
Rio Grande do Sol, patacho brasileiro Aslra,
de 147 toneladas, r.uiduzio o seguinle : 3,000 co-
ro*. 877 barricas com 5,768 arrobas e 13 libras da
asaucir.
KEOKBEDOIUA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE l'l-.RNAMIIIT.O.
Rendimento do dia 1 a 3. s 1:056?>245
dem do dia 4....... i:L'lit-37l
TilESOI'RARIA DA FA/.ENDA PROVINCIAL.
Ilemoiislrario du saldo exislenle na caixa do exerci-
rio de 1854 a 1855 em 30 de junho de 1855.
Saldo cm 31 de maio
prximo passado
Receila no corrente mez
Despcza dem.
Saldo. '.
Em robre.....
notas.....
141:5039127
121:5163231
-266:0193358
H6:0499tT9<
773667
17*:892000
179:9690667
179:9699667
5:3225616
O Ihesoureiro,
. Tlioma: Jote da Silta Ommao'.
No impedimento du escrivao da receila e deapeza,
Anlonio Witrucio Pinto Bandeira e Accioli de y.
Demonstrarlo do saldo existente na caixa de depo-.
silos cm 30 de jonho de 1855.
Saldo cm 31 de maio pr-
ximo passado. 279:3195595
Receila uo corrente mez. 5
-------------- 279:3199595
. 36:3129000
Despeza idem
Saldo,
lina olas. .
d letras. .
6608000
212:3479.595
213:0079595
243:0075595
O Ihesoureiro.
Tnomas Jo.ic da Silca GutmSo.
No impedimento do usrrivu da receila e despeza,
nfonio IVitntci Pinto Randeira e Accioli de V.
Demonstrado do aldo exislenle na caita especial
da cansIruccRo da ponte do Recife em 30 de junho
de 1855.
Saldo em 31 de maio pr-
ximo paseado. 31:7779533
Receila no correte mez. 5
RENDIMENTO DARECEBEDORIA DE RENDAS
INTERNAS GEKAES DE PEUNAMBLCO, DO
PRIMEIRO E SEGUNDO S
EJERCICIO tiB-""- """
Renda uosproprlosnacionaes ....
Foros de terrenos e de marinha. .
I.audemios..............
Siza dos bens de raiz.........
Decima addicional das corporacftiw
de mao mora...........
Uireilos novos e velhos e de chan-
cellarla ..............
Dizima da chancellara.......
Matriculas do Curso Jurdico .
Mulla por infracefles do regula-
ineulo. ............"
Sello do papel lixo, e proporcional.
Premio dos depsitos pblicos. .
imposto de despachantes e enrre-
tore...............
Emolumentos das repartieses de fa-
zenda ...............
Imposto sobre lojas, casas de des-
cont etc..............
Dito sobre casas de movis, roopas
etc. fabricados em paiz eslran-
geiros ............... 7205000
Dito sobre barcos do interior .... 7415000
Dito de 8 por cenlo dos premios das
loteras............... 18:3203000
Taxa deescravos........... ,4:76J000
Cohranca da divida acllva..... 7:4305927
Direilos do patentes de olliciaes da
guarda nacional......... 19:875j000
Receila eventual........... 3368960
Salario de africanos livres...... 135666
T:
43.58050
8673266
1:4649175
5ir7428840
5:5495040
15:1388769
2:5588507
34:5085800
27.58096
72:7969794
2743952
2:0008000
2:1248260
30:6675474
~J^
I
Despeza idem.....
Saldo.........
Em cobro. ...-. 102867:1
o notas......29:9068000
31:7778533
1:8689860
29:9085673
29:908673
O Ihesoureiro,
Tlioinu: Jos da Silca Gmmao'.
Trf^r^ao^yi,ciNtf9-S.'fceila 'stptt*.
275:6078576
RecebeJoria de Pernamburo 30 ilejnnho delSo,5.
O eserrvio, Manoel Antonio Simiies' do Amarais
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dial 3..... 7:3779533
dem do dia 4....... 3:2118196
'10:5888729
MOVIMENTO DO PORTO.
Antonio ifitrutio Unto Bandeira e Accioli de V.
Dumotisiracao do saldo existente na caixa especial
do cal(amento das ras dela cidade em 30 de
junho de 1855.
Saldo em 31 de
prximo passado. .
Receila no corrente mez.
Saldo, em 31 de
prximo passado .
Receila no crranle
convenientes, e ao faze-lo seja-lhepermiilido acres-
caalar seus eomprimeotos e felicitado i articular, a
a segoranca de saa mats distincla considerarlo. -
youi Falcon.\ S. Exc o Sr. Pedro l'errtiira de
Oliveira. Despeza idem
Ora, eu ereio, Sr. presidente, que eatus documen
tos provam muito mais aa propo millido, mostrada mais coneludentemenU qae o go- Em cubr
verno imperial obteve ama salisfacao completadle
qoe podem provar o contrario casas cartas, qoe ea
ignoro de qaem lio, dirigidas ao nobre depala o pe-
la provincia da Bahia, oa a algum sea amigo, nas
quaesse diz que a queslio relativa ao encarregado
de negocios do Brasil foi resolvida i lalisfaro do
governo da repblica, e que o plenipotenciario bra-
ilelro fiara ludibriado.
(Ua um aparte qae nao ouvimns.)
a-i admira que se estas caria ao escripias por
alguna cida.iao da repblica do Paraguay, elle pro-
curo desviar ludo qoanlo, anda que lavtmente srja,
posna olTender a dignidade do seu paiz [apoiaint);
mu, nos que nao somos evdaos do Paraguay, que
temos.a fortuna re ser subditos do m itrio, a nos
campre-nos expr a verdade nesla imporlante ques-
lio.
E, senhores, a verdade confirmada pelos facas: a
verdade confirmada pelos documentos de que tenho
feilo a leilura, he, na minha opinio, que a queslao
relativa ao passaporlesiladoa ao encarregado de ne-
gocios do Biasil pelo governo parrguayo foi resol-
vid i |ior um nimio digno pura o imperio do Brasil.
(. Nos nSu liiibauoi por flm humilhar o
Paraguay, nao queramos de cerlo humilhar o go-
verno deesa repblica.
Foi..prtenlo, essa qnesiao resolvida par modo lal
qoe, -sendo a sua solelo mullo honrosa para o Bra-
sil, nlo lie de cerlo-dshonrosa para o govcrnis do
Paraguay. (Apoiados.l
Termino aqui, solicilando denle j licenca para
continuar amanlina.se V. Exc m'o consentir.
O ir. Presidente:O* Sn. mini-lros Inm direilo
a faltar sempre que pedem a pnlavra.
lira a discnsao adiada) pela hora, l.evanln-se a
sessao s 2 3|4 horas. ,
5:8645963
4228920
1315863
6:287388:!
2:1.53l)20
4:1359863
pagas dilas prestarcs em a pobres da divida publica
creada pela lei provincial o. 354.
4.* Melade do pessoal das obras constar do tra-
bajadores livres.
5.a O prazo de responsabilidade sera de um auno
durante o qual ser o arrematante obrigado a man-
ter a estrada em perfeito eslado de conservacio.
6.' Para ludo o que nao se adiar determinado
nas presentes clausulas,nem uo orcaineutu seguir-se-
ha o que dispoe a respeito a lei n. 286.
Conforme)O secretario, Antonio F. d'Annun-
ciaclto.
O Illm. Sr. inspector da Iheso'iraria provin-
cial, em cumplimento da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia de 18 do corrente, manda
fazer publico, que no dia 12 de julho prximo vin-
douro, peranle a junta da fazenda da mesma (hesou-
raria se ha de arrematar, a quem por ineuos Hzer, a
obra do 1. lance da estrada de Muribeca, avaliada
em 8:8009.
A arremataran ser feila na forma da lei provin-
cial o. 343 de 15 de maio do anno lindo, o sob as
clausulasespeciaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremataran,
coiuparccnm na tala das sessfles da mesma junta, no
dia cima declarado pelo ineio dia competentemente
habilitadas.
E para cooslar se mandn aluzar o piescole e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de IVnium-
buco 20 de juoho de 1855. O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciacao.
Clausula especiaes para o arrematacSo.
1.a As obras do l. lauco da ramiGcac,ao da estra-
da de Muribeca far-se-ho de cenformidade com o
orramento e perfis npprovados pela directora em
conselho e presentado- a appr<*var,o do Exm. Sr.
presidente da proviucia, na importancia de 8:8008-
2.a O arrematante dar principio,as obras no
prazo de um mez, e dever conclu-las no de sele
mezes, ambos contados na forma do art. 31 da lei
n. 286.
3.a A importancia da anemaUrao ser paga na
forma do arl. 39 da lei provincial o. 286 em apo-
lices da divida publica provincial n. 354 de 23 de
selembro de 1854.
4.a O prazo da responsabilidade ser de um anno,
Picando duranle dito prazo o arremalante obrigado a
conservar o lanco em bom calado.
5.a Para lado o que nao se achar previsto nas pre-
stles clausulas, nem no nrctamento, seguir-se-ha o
que dispoe a respeto a lei o. 286.
Conforme.O secrelario, A. F. d'Atmtmciaco.
-*- O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, cm cumprimento da ordem de Exm. Sr. pre-
sidente da provincia de 14 de maio ultimo, manda
convidar aos proprielarios abaixo mencionados, a
eulregarem na mesma Ihesooraria, no prazo de 30
dias, a contar do dia da primeira publicarlo do pre.
sent, a importancia das quolas com que devein
entrar para o cal{amenlo das casas da travessa de S.
Podro, conforme o disposlo ua lei provincial n. 350.
Adverlindo que a falla da entrega voluntaria, ser
puuda eom o duplo das referidas qnlas, na con-
formidade do arl. 6 do reg. de 22 de dezembro de
1854.
N. 4. Calburina a|aria do Sena. .
N. 6. Manoel Antonio da Silva Reis.
N. 8. Mauoel Jos da Molla. .
N.lo. Mara Rosa da Assumprao. .
N. 1. Mauoel Buarqnc de Macedo. .
E para constar se maudoa alTixar o prenote e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buro 9 de junho de 1855. O secrelario, Antonio
Ferreirada Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesooraria provincial.
cm umprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia de 23 do correle, manda fazer pu-
blico qoe no dia 19 de julho prximo vindouro, pe-
ranle a junta da fazenda da mesma 'hesojiiaje.: .
ha de arrematar. a_au~;-rr 7 .
^^^^.^ magdalena, islo he, o 1.a lanco da de
Pao d'Alho, avahada em 72:3608000 r.
A arrematarlo ser feila na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio do anno lindo, e sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem i esta arremata-
cao comparecam na 6ala das sessoes da mesma junta
no dia cima declarado pelo meio dia competente-
mente habilitadas.
E para constar se mundou aflixar o prsenle e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 2.5 de junho de 1855.O secrelario.
Antonio F. d'Annunciarao.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
1.a As obras do primeiro lanjo da estrada de Pao
d'Alho,farse-hao de conformldade com o orcamepto,
plaas e perfis,approvado pela directora em conselho
presentados a approvac,ao do Exm. Sr. presidente
da provincia, ua importando 72:3609000 r.
2.a O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de dous mezes e as concluir no de dous atinos.
contados na forma do arl. 31 da lei provincial n.
286, sendo obrigado a dar sempre transito ao publi-
co de p"e carros.
3.a O pagamento da importancia da arrematacao
serfeilo na forma do arl. 39 da lei provincial n.286,
sendo melade em apolices da divida publica, creada
pela le provincial n. 354, o a oulra melade em
moeda corrente.
4.a O arremalante dever ler ao menos melade do
peuoal do servico de gente livre.
5.' Para ludo o qae nao se achar determinado nas
prsenles clausulas nem no ornamente, seguir-se-ha
o que dispoe a respeito a le provincial n. 286-
Confurme.O secrelario, A. F. da Annunciacio.
' O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial em ctnnprimeiilo da resoluto da junta da fa-*
zenda, manda fazer publico, que no dia 19 de ju-
lho val novamenle a prara para ter arremata-
do a quem por menos ffzer a obra dos reparos de
que precisa o acude de Caruar, avaliada em
1:0129000 rs.
K para constar se mandn aflixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
a pelicio relro, e de como anim o disse fiz esle ter- Dita n. 97 da mesma ra, por
mu, cm que asaignou com as leslemunhas abaixo as-
signadas.
Eu Manoel Jos da Molla escrivao a escrevi..Wi-
guel Archanjo Fernandrs l'ianna. Manoel de
Souza Pereira. Jo3o Manoel Mendes da Cunha
Azecedo.
E mais se nao conlinhaem ludo aqui copiado. E
leudo o supplicanle produzido suas leslemunlias, e
sendo-me os autos conclusos, em vista delles dei a
senlenea do theor seguinle :
Julgo por senlenea a juslilicar.lo a fallas,e mando
que se proceda a rilaran edilal a forma requerida,
e cuitas. Recife 30 de junho de 1855. Custodio
Manoel da Silva Cuimaraa.
E mais se nao conlinhaem dita senlenea aqui co-
piada, em virlude da qual, o escrivao que a subscre-
veu, mandn pasear a presente com prazo de 30 dias,
pelo qual e seu Iheor nei por inlimrdos os suppli-
cados ausentes.para o fim declaradooa peticSo e ter-
mo de prolest-..- Pelo que toda e qualquer pessoa os
poderao fazer cenles do que fica tilo. E o porleiro
do juizo afiliar o presente no lagar du costume e
sera publicado pela imprensa.
Dado e passado nesla cidade do Recite aos 30 de
junho de 1855.
Eu Manoel Jos do Molla escrivao o lulascrevi.
Custodio Manoel da Sitia liuimaraei.
575600
198800
18800o
643800
198800
1205000
l:000500e
4328000
5568000
' f)609000
5769000
968000
608000
725000
729000
5249000
1209000
1209000
O Dr. Cuslodio Manoel da Silva Guimares, juiz de
direilo do civel e commercio, desta cidade do Re-
cife, por S.M. 1. e C, ele.
Faco saber aos que a presente caria virem, co-
mo I). Candida Agoslinha de Barros e Jos Candido
de Barros, me fUeram a peiirao do Iheor seguinle :
Dizem 1).Candida Agoslinha de Barros eJos Can-
dido de Barros, viova e Qlho do floado Gaudino
Agostinho de Barros, que JoSo Cavalcanll de Albu-
querqne, Manoel Anlonio Coulo e oulros individuns
constantes da rolarlo junta, Ihe sao devedoresdo di-
versas quanlias provenientes de ledras por elles acei-
tas e vencidas etn diversos annos, a saber : de 1832
at 1848, e porque alguns do llovedores sejam pes-
soas inleiramente descoiihecidas dos supplicanles, -
oulras sejam fallecidas, ignorando os supplicanles
quaes sejam seus herdeiros, e outros finalmente, ese
lejana ausentes sem que se saiba positivamente on-
de rezidem para acaatelar o scu direilo a interrom-
per a presenpen aliento o lempo decorrido, vem os
supplicanles protestar peranle eslejuizo, como Ihes
permiti o arl. 453 5 3 do cod. comm., alim de que
fiquem salvos os seas crditos c possam a todo o lem-
po havera importancia dos mesmos e seus juros
dos supplicados, seus garantes e herdeiros, para o
que requeren), se lome por lermo o sea prolestoese-
ja intimado pnj edilos aos supplira los.
Assim peilem'ao Illm. Sr. Dr. juiz do'commercio,
Ihes delira. E R. M. Como procurador, Flix
Francisco de Souza Magalhde*.
E mais seiwo conlinha em dita pelicao, na qnal
dei o despacho seguinle :
Distribuida ; como requerem. Recifo 28 de ju-
nho de 1855Silca Guimaraes.A Molla. Oli-
veira.
ios 28 de junho de 1855 nesla cidade do Recife,
em meo. carlorio veio Flix Francisco de Souza Ma-
aalhaes, procurador bastante dos protestantes D.
Candida Agostinha de Barros e Jos Candido de
Barros, c disse peranle mim c as leslemunhas abai-
xo signadas, que protesta de conformidade com a
petijao retro, e do como assim o disse fiz estejtermn,
em qae ic assignau o procurador bastante com as
leslemunhas abaixo assignadw.
Eu Manoel Jes da Molla escrivao escrevi.
Fe* Francisco de Souza MagalhUc*. Joaquim
Jos da Rosa.Joaguim innocencia Goma.
E mais se nao conlinha em dito termo de prolesto
aqui copiado. Depois do que se ve a relelo dos de-
vedores do Iheor seguinle : ,
Jo Cavalcanli de Albnquerque, urna ledra de
4779440 rs., vencida em o anno de 1832 ; Manoel
Anlonio Coulo. urnalettra de 731285rs., vencida
em o auno de 1840 ; Luiz Lucio Monleiro da Fran-
ca, orna ledra de 808000 rs., vencida em o anno de
1810 ; Manoel Anlonio Dias, urna ledra de 6455760
rs., vencida em o auno de 18O ; dispar de Mene-
zes Vasconcelloi de Druramond, nina ledra de
1:1708000 rs., vencida em o anuo de 1842 ; Jos
Raymundo Ferreira, ama ledra de 529000 rs., Ven-
cida em o anno de 1842; F. A. Sculla, urna lellra
de 2389770 rs., vencida em o anno de 1844 ; Joa-
quim -\lves da Silva, orna ledra de 205000 rs ven-
cida uo anno de 1844; Jao Francisco Duarie, ama
lettra de 70-3000 rs., vencida em o anno do 1844 ;
JosdeAmnrim Lima e Francisco de Amorim Li-
ma,, ama ledra de 1368000 rs vencida em o anuo
de 1845 ; Francisco Gomes Velloso da Silveira, urna
lellra dr 50#000 rs., vencida em o auno de 1845 ;
padre Joaquim Jos de Menezes, urna leAlrfcvtorrrtr
rs., .vencida- em o aniw^Vre-^G000-Ts., veoei-
5Mr 'AAwfoe 1845 ; Anlonio Coelho de Mello,
urna lellra de 5229890 rs., vencida cm o anno de
1846 ; Honorato Barbosa da Cosa, urna ledra de
IO5OOOrs-, vencida emo annn de 1846 ; Manoel Jo-
s de Magalhes Basles,urna lellra dn 3008000, ven-
cida em o anno de 1846 ; Jos de MedeirosAguiar,
tres ledras do 2508985, total 7525955 rs., venci-
das em 1848, c duas em 1847 ; Fonles & Mello,nina
lellra de 3008000 rs., vencida em o anno de 1847 ;
Jos Manoel dos Santos Vital, urna letra de 208000
rs., vencida emo anno de 1847 ; Ezeqaiel de Sou-
za Cavalcanli. urna ledra de 508000 rs., vencida em
o anno de 1847 : Caelano Comes de S, urna ledra
de 253000 rs., vencida em o anno de i sis.
E mais senao continha em ludo aqu copiado. E
produzindo o supplicanle suai leslemunhas. em vis-
ta deltas dei a senlenea aqui copiada do Iheor se-
guinle :
Julgo por senlenea e cuitas a jostificaco folhas, e
mando quo se proceda a citacAo edilal requerida. Re-
cife 2 de julho de 1855.Custodio Manoel da Sil-
va Gumaraes.
E mais senio continha em dita senlenea aqui co-
piada, em virlude da qual, o escrivao que estasubs-
creveu, maodou passar a prsenle com o prazo de
30 dias, pela qual e seu Iheor, hei por inlimados aos
snpplicados dovedores constantes da relacSo snpra
transcripta, para lodo o cooleudo na pelicao protes-
lo-supra-lranscriplo. Pelo que toda e qualquer pes-
soa, prenles, amigos ou conjitcidos dos ditos deve-
dorea os poderao fazer scieules do que cima lica ex-
poslo. E o porteiro do juizo afinar e publicar o
prsenle nos lugares do coilnme, e sera publicado
pela imprensa.
Dado e pastado nesta cidade dn Recife aos 2de ju-
lho de 1855. Eu Manoel Jos da Molla escrivao a
snbscrevi.Custodio Manoel da Silva Guimares.
Sobrado n. 18 da ra do Collegio, por .
Dito do largo do Carino n. 13, por. .
Dilo da ra Direila u. 3, por ....
Dito n. 5 da mesma ra, por ... .
Dito n. 7 dem idem, por......
CssaJ.errea n. 123 idem, por ... .
Dita da travesa'do Carcereiro n. II, por
Dita n. 13 da mesma travesa, por. .
Dita n. 17 Idem idem, por.....
Sobrado n. 39 da ra do Roda, por .
Dilo 11.16 da ra de Santa Cinlia. .
Dito n. 13 da roa do Padre Floriano,
por............
Oa prelendenles devem 'comparecer 110 lugar as
horas aprazadas, acompanhados de seus fiadores, ou
manidos do cartas destes. Administrara 1 geral dos
eslabelecimentos de caridade 2 de julho de 1855.
O escrivao,
Antonio Jote Gomes do Correio.
O Illm. Sr. inspector do arsenal de marinha
manda fazer publico, que no dia 9 do corrente mez,
as 11 horas da ma.ihaa, designado oa declaracao com
data de hontom, para a compra de diversos objeclos
Erecisos ao foruecimeulodo almoxarifado, faro lam-
en! precedidas as propostas e concurrencias do es-
l)lo, entregues as proposlas at aquella hora, a dos
abaixo mencionados :
Tinta de escrever, 12 garrafas ; remos de tojo, 6
duzias ; caivetes finos de aparar peona, 24 ; pen-
nas d'ave, 200 ; obreias, 60 piles ; loara para assoa-
Iho. 20 duzias ; lona estrella e larga, 30 pecas. O
rarv.io de pedra que for preciso .para fornecimento
dos navios d'armada e ofHcinas desla repar ir.io.
Secretaria da capitana do porto de Pernambuco 3
de julho de 1855.O secrelario, Alexandrc Rodri-
gues dos Anjoi.
, Os 30 dias uteis para o pagamento da decima
urbana ha repartirlo da mesa do consulado provin-
cial fiudain-se no dia 9 do corrente, ndos os quaes
incorrem na mulla de tres por cerno lodosos senho-
nos dos predios que deixarem de pagar seus debilos
no auno de 1854a 1855.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernambuco sacca sobre
a prara da Bahia, e contina a tomar
lettra sobre a do Kio de Janeiro. Ban-
co de Pernambitco 25 de junho de 1855.'
O secretario da direccao, Joao Ignacio
de Medeiros Reg.
PUBLICAgA'O LITTERARIA.
Acha-sc i venda o compendio de Theo 1 e Prali-
ca do Procetio Civil feilo pelo Dr. Fraucisco de Pau
la Raptista. Esla obra, alm de nma introduccao
sobre as aeces e exceproes em geral, trata do pro-
cesso civel comparado com o commercial, eoolm
a theoria sobre a applicaco da causa julgada, eou-
lras doulrinas luminosas : vende-se nicamente
na luja de Manoel Jos Leile, na ra do Quei-
mado n. 10, a 69 cada exemplar rubricado pelo
autor.
AVISOS MARTIMOS
PARA 0 RIO DE JANEIRO.
Segu em poucos dias o patacho nacio-
nal NICTHEROY, capito Manoel Pedro
Garrido, ja' tem paj;teda carga engajada :
para o resto e escravos a fete. trata-*e
com os consignatarios Isaac, Curio &C,
na ra da Cruz n. 49, primeiro andar.
- PARA O ARACATY-
Segu em poucos dias o bem conhecido hiale Ca-
pibarihe : para carga ou paisageiros Irata-se ua ra
do Vigario o. 5.
RO DE JANEIRO. _^-i
... tDims^ capt
0 J&y*sW fcolao de Araujo, segu
para o Rio de Janeiro domingo 8 do-cor-
rente, s pode receber escravos a l'rete,
para os quaes tem excellentes commo-
dos#. a tratar con? o capitao na praca,
ou com Novaes & C., na ra do Trapi-
che n. 5V.
RIO DE JANEIRO.
O brigue nacional FIRMA, capitao Ma-
noel de Frats Vctor, segu para o Rio
de Janeiro uestes dias. pov ter quasi *vu
carregamento completo, pode ainda rece-
ber algumas miudezas e escravos a lrete
para 0$quaes tem bons commodos : trata-
se com Novaes & C, ra do Trapiche
n. 34.
PARA A BAHA
segu com muila brevdade o hiale nacional Dom
Amigos, capitao Joao Rodrigues Vianna Dantas ; j
lem parle da carga prompla : para o resto trata-se
com o sen consignatario Antonio I.niz de Oliveira
Azevode, ua roa da Crui n. 17, oa com o capilao oa
praca.
Precisa-se de qualro marlnheiros nacionaes pa-
ra completar a tripularlo da barca nacional Sauda-
de, que pretende seguir para Buenos-Ajrzs : a
quem couvier pode dirigir-se a bordo da mesma,
Tundeada em frente do trapiche do Peloarinho para
tratar.
Natos entrados no dia 4.
Rio de Janeiro14 diai, barca ingleza John l.aw-
son, de 309 toneladas, capito John Lawson,
^"'tniiem 14, em lastro; a Johustoo Paler &
Companiaia. .
dem14 dias, brhue BfYiiTro tlvirao, oe 181
toneladas, capitn Joao Pinto de '.hveir e Silva,
equipagem 12, carga farinha de trigo finis ge-
nero*; a Machado & P.nheiro. Passageiro.-enos^^Secretaria dalhesqurana provincial 1
DECLARACOES
LEILOES.
notas......4:0049000
4:l3598(i3
O Ihesonreiro,
Thomaz Jos da Silva G'iwmoo.
No impedimento do escrivao da receila e despeza,
Antonio Ifitruvio Pinto Bandeira e Accioli de I'.
De ioiislrarao do saldo exislenle na caixa especial
das loteras desla provincia em 30 de junho de
1855.
maio
. 1:61
mez.
--------------- 1:6790500
....... 1459000
daipeza idem. .
Saldo.
Em cobre. .
Em nulas .
tantiaa) Jos de Mello.
Sacio sahido uo mesmo dia.
Assu'Patacho brasileiro aViajaute, roeslre Mar-
lim Francisco do Souza, em lastro. Passageiros,
Joaquim Carneiro Machado Ros e la familia,
Ucmelrio Maciel da Silva c 2 escravos, Manoel
de Mallos Teixeira Lima.
EDITAES.
bnc ** de lunl, O secrelario,
Antonio ??2rfa~Z>nunciacao.
.- O Illm. Sr. inspocl.;r dg ,h(rtouraria provincial
m,?ndaazer pnblico, q.e do dia 3 dn correnle por
dia.'':'_Pa"mr?e.0*rde'^ e mais despezas pro-
% de janho prximo flndu.
500
1:5319000
1:5348500
1:5348500
O Ihesoureiro,
Thomaz Jote da Silva Gusmiio
Nolrnpedimenln do escrivao da receila e despeza.
,/iiioiuu 1 riIruvio Pinto Bandeir a eAccioli de I'.
i'nTmp
PRMICO.
C0RRESF03DE.C1AS.
JURY DO RECIFE.
Dia 3 t Jalho
Presidencia do Sr. Dr. Alexandrc Bernardina dos
Reit e Silva.
Promolor publico interino, o Sr. I)r. Francisco
Uornei Velloto de Albuquerque Lini.
Advogado, o Sr. Dr. Rufina Augu-lo dn Al-
""fcrivao, o Sr. Joaquim Francisco de Paula Este-
vs Clmenle. ,. .
Sella a chamada as 10 horas da mandan, ach.iram-
**"nenies40 Srs. jorados.
'MamdLpensadosdaiessan por lerem tpretenlado
"id de molestia os senhores :
'" Antonia Agripino Xavier Pereira de Bulo e
Manotl Joaquim Ferreira Eleves.
15iam raultadot em maii 205 ri. cada um dos se-
liswas jarano, muludo, nos aBieriores dia de
lo.
<
Srs. redactores.Nao e ttndo dirigida a algum
dos inembrosda Commissilode Hygiene I'uhlira.u S..
K. Jlo da Silva Ramos, afim de saber oque havia
alivamenle epidemia que reina na provincia do
Par, e oque se tem feilo aqai na inleur.lo de pre-
servar a popularlo do cholcra-morbus, ou ao me-
nos dd tornar menos intensos e repelidos os seus
golpes.se acaso a Divina Providencia nao qoizer li-
[ vrar esla provincia desse lerrivel flagello ; mas, ha-
vendo publicado urna correspondencia no-Diario de
Pernambuco de hoje, cumpre-me pois, tomo presi-
dente dessa CommissAo, dizer alguma eousa.
Partilho, como medico, as ideas apreseuladas pelo
Sr. Di.Silva Ramos cm sua bem Iracadn correspon-
dencia, e louvo, coinocidado, a sua pbilanlhropia ;
ina, para que se reallsem os meio que propOe,
nao he preciso mais do que a Commissao de HygKne
Publica, de que faco parle, e o quo lemhra lem se
feilo desde oululro do anno passado, e conlina a
fazer a-mesmi ConfmissAo. Assim, pois, me parece
inutil que urna commissao especial de mdicos aja
noineaiUaafielo governo para fazer aqullo que est
feito. ou val fazendo aquella Commissao.
Comprehendo, como o Sr. Dr. Silva Ramos, loda
a importancia dos censellms hvgienicos, e foi por is-
lo, e na iiileucao de ser til a todas as classes, de
que se coinpea nossa ociedade, que em K de 110-
vembro do anno passado publiquei no Diario de
'Pernambuco a tradocc/io, que eu havia feito, da am
1 encllente artigo da Sanie Uiiiterulle, peridico
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial,
m cumprimento da resoluto da junta da fazenda,
manda fazer publico, que a arrematacao da obrado
anide da villa do lluique fui transferida para o dia
12 de julho prximo vindouro.
E para constar le mandn aflixar o prsenle o pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria' provincial de Pernam-
buco 28 do junho de 1855.O lecretario, I
A. F. d Annunciacao. j
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provn/
cial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr. presil"
enloda provincia de'18 do correnle, manda faze/1-
publico, que no 12 de julho prximo vindouro, pe*"
ranle a juntada fazenda da mesma thesouraria fe
ha de arrematar a quem por menos lizer a obra ('"
13 lanceo da eitrada do sul, avaliada em IO:310ftO)0
A arrematacao ser feita na forma da lei proaiiil_
cial n. 343 de 15 de maio de 1854,, e 10b as 1.1 usi'1 _
las especiaes abaixo copiadas. 1
As pessoas que se propoierem a esta arrematar/111'
comparecam na sala das sessoes da mesma jtiif'n
no dia cima declarado peh> ineio dia compeleW'0-
mente liabilitadas*-- i
E para constar te mandou tOixar o presente e'Pu~
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial "do Perujam-
buco 20 de jnlio de 1855.O secrelario,
4. F. d'Annunclacdo. .
nciae vencidas at o li
SjecreUriada thesouraria"^'^ de'p"ernambUco
^ de julho de 55.-0 ^cretario,
f. da AnnuneiatJo.
OadminUtrador da rL do eo,al,a provin.
|c,allaviu1 que tem de ser fftumtita em hU> pu-
no dia 9 do cor-
ermam, criou-
a em850000.
. ,11;, avalialo em 1503
rs., sendo a importancia lotnl rf ..ooo^ooO, o que
foi apprehendido pelo guarda K
blica a porta do mesmo coi"
rento, pelas 11 horas do dia?"'''. 'A"..
la, dadede13 para 14 anuos* ''",f .,
e o boto do patacho Santa "-"
li, em 12 de Janeiro doslo anno
nas Targine Aecio-
Clausulae especiaes para a arrematatnf
1 As obras do 13 lani;o da estrada do*nl!f,,"se
h,lo de conformidade com o orcaraenlo, plfin,a e
perBs approvados pela direcloria em conselhr e aP"
presentados a approvacio do Exm. Sr. pref,aer'ic
da provincia na importancia de 10:3409000.'
2.a O arrematante dar principio as obras t PraI
de um mez, c as concluir no de 9 meze" ambos
conlidos na forma do artigo 31 da lei provi,0'"' "
286,sendo obrigado a dar transito no fim',,e seis
mezes.
3.a O pagamento da importancia d arrf "tatacao
vcrificli -sc-ha em 4 preslacfies iguues, enc^ a ""'"
mafpga na occasian da entrega delioilva,'* a> """
Iras tres correspondero a cadj lerro da oPrs' """'
. por extravio dos di-
reilos provmciaes de exportado..1 ... ..aa.aU-
do provincial 5 de julhVde I855.1 M*"a do v0,,,ula-
An,onla CarBtiro'Machado Ros.
O Dr. Cuslodio Manoel da Silv;, Guimara,s, juU
i'Jto'^ Cel,lr0mm"^o ueste cidadeJdo
llecuc, por a. M. I tt,,, ele.
Faco saber aos que a P-e*ele carta vlrem,
corooa pel'Ciloe1 termo Ue prole- ue Bell,0 ,0s
da Costa, he do theor seguinle : ,
Diz liento Jos da Cosa, que ^ oeve,|ores
ISuSatS: Jo6A'-'-yar"n1a Teira, da qaanlia de
I: Jl I 10 rs ; Antonio Jos de Soa_ d4e. 5009000
Milfm? d S'l^.Alnieid.l Sa;da qoan,ia de
lfprs ; Manoel t.omes llar .^ ,, ^raujo ,,e.
reir, da quant.a de I,a4o0tl1 rs. Jo<6 Pff0 JCe|e,.
lino de Mendonra, da quan* ,- 1'. ,-,,-100 1
viuva e herdeiros de Doimiii v' '
quaulia de 1^1179580 rs. ; c_>i
tem vindo ou mandadop,!3,
upplicaiilc sabe ne
residencia de cada mu 5uUpr rf e e.- con.
cluir-ie o prazo da presenpeao ;' na pre.
judiq.oa ao supplicanle e para qu< ,' jU,tpiciluo se
nao approaeilem desse d'.rellof!u leatar como prolesla, nao prejudicV,r 7prescripc;lo
as ditas leltras, e requer a V. s qu ,\jglle .
dar lomar por termo o seu protesto, p7w,a o suppli-
canle assignar e admlti-lo provar por^L^ipnauniias
a incerteza do lugar da residencia dos saT
para que, provado, V. S. julguepor meiic'
de fazer a intimado do prolesto por edilos
em ha noireif!^" a.
l''.d"S"S'''l>cados,
xlfotisn Ferreira, da
isso. quo 11A0 s nao
que nem o
ar eerto da
ilicados,
man-
111 o
O Illm. Sr. inspector do arsenal de marinha
manda fazee publico, que 00 dia 9 do andante mez,
precedidas as proposlas e concorrencia do estylo,
apreseuladas aquellas, al s II horas do dilo da,
proceder a eita mesma hora a compra dos objeclos
declarados na nota junta, precisos para foroecimento
do almoxarifado, com quem por menos veode-los,Ja
melhor qualidade, e conforme as amostras que nesle
sentido acompanharam as proposlas, sendo que os
comprar em maor porcao, se os preros islo con-
vidaren!.
Secretaria da inspeccao do arsenal de marinha de
Pernambnco em 2 de julho de 1855. O secretario,
Alexandrc Rodrigt^i Anjvs:
Nota quajtfue-te a de. cSodeita data pa-
;:?. compra de objccloi precioi i? fornecim,
da almoxarifado.
Agolhas de palomba, 20 ; dlls de brim e lona,
100; alvalade ordinario, arroba e raeia ; arcos de
ferro sorlido, 2 arrobas ; aro sorlido, 1 arroba ; co-
la da Pahia, 20 libras; cadeados do ferro, 10; ca-
nelas para pennas.40'; dedaes de repuxo, 20; do-
bradieesde ferro, 20 ; fio de vela, 2 arrobas ; dilo
da algodilo, 5 libras ; lona soitida, 400 varas; linh
e merlim,' 2 arrobas; dita de barca, 5 arrobas e
meia ; Ienfos de seda, 50; oculos de alcance, 2;
papel almajo, 10 resmas f dito, de peso, 2 dilas ;
pennas d'ave,100 ; ditas d'aco, 6 caixas ; pedral de
amolar, 2 ; pregos de cobre para coslado, 2 arrobas;
pregos de ditos para forrar, 2 dilas; ditos ripaes,
7,000; dito* batel, 7,000; ditos de assoalho, 1,000;
ditos caibraes, 2,000 ; pas de ierro, 20 ; piasaab.a,
15 roolhos ; pjs de pinbo ou versontinha?, pran-
les de pao, carga oa oilicica, 120 ; raspas de fe-
du, 30; saceos de conducrio, 30 ; sola, 12 meios
tinta branca, 10 arrobas ; dita prela, JO arrobas ;
travs de differentes qualidades, 150 ; (aixas da
bomba, 5 libras ; dilas de ferro, 5 dilas ; chumbo
em lencol, 9 arrobas ; dlloem barra, 10dilas; vis-
las de osso, 150. O forhecimenlo de lijlo de alie-
nara grossa, a razio de 20 milheiros por mez 5 dilo
de cal prela, a razao de 2,000 alquairc* pelo mesmo
lempo.
Secretaria da inspeccao do arsenal de marinha de
Pernambuco 2 de julho de 1855.O secrelario, Ale-
xandrc Rodrigues dos Anjos.
A dministracao dos cslab.lecimenlos de ca-
ridade, arhando-se na posseda lloarlo feila no mes-
mo eslabelec noto por D. Joaquina Mara Pereira
Vianna, mana fazer publico a quem convier, que
nos dias 5, 12 c 19 do corrente, na sala d?.s suas
sessoes, pelas 4 horas da larde, ir.io a praca as ren-
das das casas abaixo declaradas, pelo lempo que de-
correr do dia da arrcmalac,ao a 30 de junho de 1856.'
A raber :
Sobrado n. 15 da ra da Cruz do Recife,
O agente Borja faro leilili.ena aeu armazem,
na ra do Collegio n. 15, de orna iofinidade de ob-
jeclos de differentes quilidades, como bem: obra*
de inarcineiria, novas e usadas, obras de nuro e prar
la, relogios diversos para algbeira, urna grande po:--
c,ilp de louca fina para mesa, vidros e oulros mvftos
objeclos, ele. : quinla-feira, 5 do corrente, as 1} ho-
ras em poni.
O agente Borja far leiblo em seu arazem na
roa do Collegio n. 15, de um excelleole^obrado de
um andar com bastantes commodos, tjAdo 35 pal-
^os de fenle e 74 a 75 de fundo epafbaos proprios
com um ptimo terreno ao lado Que pode-se mili
bem edificar oulra casa, tila oaufrde S. Pedro Mar-
a rt-m Ol lula n. 58, o qoal ttft entregue pelo maior
lirero que for oiTerecido jf consequencia de ser
para liquidado. O ajfjKeBorja nao podando fazer
o leililo acirru que^evla ler logar Ierra feira 26,
tranifevto-o parj,da sabbado7 de jolhoaslOhora
em ponto.
Rolvrl Kniabt, capito do brigae inglez Phan-
tom far:;|eitao em presenca do cnsul de S. M. Bri-
imfsUgUviico ior intervencSo do agente Borja epor eonla
'"^ Tnfcq. de quem pertencer, do apparelho do dilo
brigue desarvorado na viagem de Terra Nova para o
parlo desla cidade, consislindo em velas, raastros,
cabos etc.. fseata feira 6 do oorreule as 10 horas da
manhila a porta da alfandega.
AVISOS DIVERSOS.
No dia 6, ai 11 horas, na tala das audiencias,
depoii de linda a do Sr. Dr. juiz de ausentes, se he
de arrematar um sobrado de um andar, sito na ra
Imperial n. 92, em chaos proprios, com 34 palmos da
frente o 69 de fundo, e mais 252 para quintal, ava-
hado era 3:0008000, duas casas terreas, sitas na ra
Bella, urna de n. 10. com 20 1(2 palmos de frente e
80de fundo, coziiiba fura, quintal murado, cacimba
meeira, avaliada em 80O9OOO, oulra de n. 8, com 21
11 palmos de frente e 80 de fundo, cozinha fra,
quintal morado, cacimba meeira, avaliada em
l:000jj000, amba foreirai, e urna escrava, ludo ner-
lencente ao ligado Antonio da Trindade.
BOA ESPECULACAO1.
O Sr. Vicente Ferreira da Coila em o numero de
seus devedores menciona Joao Domingoi Fernandes
da Luz na qaaolia de 3239l40,e como esle esleja au-
sente e n8o seja gado sem pastor, ahi val o recibo
publicado pelo encarregado da liquidacao do eu ne-
gocio, acresceiitandn que o Sr. Vicente, oa nota qae
enlao aprcseolou, era credor de 362$650,|e como tal
recebeu 50 e como a qoanlia agora annunciida ,-
seja menor.de rigoroso dever lem a restituir o exce-
dente. Por aulurisaVao, dos Srs. cima menciona-
dos (copia Del) a quaulia de 6509596 em tres leltras
aceitas pelo Sr. Jos Francisco Das ao prazo de 6,
12 e 18 mezes. e desla forma estamos pagos e satis-
feitos, e sem direilo algum de pdennos haver do
Sr: Joao Domingos Fernandes da Luz, (endenttj ao
negocio da venda. Recife 18 de selembro de 1851.
Candido Alberto S. da Motta.
Quem auuunciuu dar dinheiro a um por cenlo
ao mez, com bypotheca em predio nesta praca, dir-
janse ra Direila n. 17.
Aluga-se por proco razoavel o primeiro aud.av
da ra da Cadeia do Kecife n. 47, proprio para ino-
rar hornean solleiro ou escriptorio : a tratar por bai-
lo, na loja de Manoel Ferreira deS.
Ninguem faca negocio com a casa da fallecida
Anna Theodora do Lorelo, sita na ra do Cotovello
n. 29, em razio de alguns dos herdeiros lerem ven-
dido as suas partes, e havercm algumas dividas,
principalmente JoJo Pereira CiIdas e Jos Pereira
Caldas, que nada Ihe pertence'ita dj*a eaia.
Precisa-se de urna prela para servir em ama
casa de pequea familia, nao e exige habilidades e *
nem qoe seja mora : quem a tiver e quizer alujar,
dirija-se ruado Rangel, taberna n. 5, oa annuacie
por este jornal para ser procurado.
Auicnlou-se no dia i. do correnle o mulato
Jos, um pouco alio, secco, sem barba, nariz um
laoto chato, denles abertos. (em um dos ps mais
grosso dn que outro, e he canhoto, levando urna ca-
misa branca e oulra de chita franceza, calca de brim
liso de qnadrinhos, usada, e mais duas,* urna de ca-
semiraazul, vclha.e oulra preta, chapeo de palha de
carnauba, pequeo, com fondo redondo ; consta que
tem sido visto nesla cidade e no camlnbo de Olio-
da : roga-se, porlanlo, as autoridades policiaes e
cpitaes de campa, que o pegando man lem levar
com seguranza n casa do abaixo assignado, seu se-
uhor, na ra da Cadeia do Recife n. 53. lerceiro
andar.Salustino Ephigenio Carneiro da Cunha.
D-sc dinheiro a premio de um por cenlo ao
mez, eom bypotheca em bens de raiz nesla pra;a :
quem precisar aoouncie.
Roga-se ao Illm. Sr. Dr. juiz de capellas. qoe
baja de kancer uas aislas sobre os bens de N. S. da
Boa-Viagcm: este patrimonio lem de renda annual
mais de 1:0009000, as suas casas algumas j tem c-
nido e outrs estilo para cahir, todos os annos se re-
cebe o rcii'iimeulo do patrimonio, o qoe se faz desla
dinheiro lodos os irmaos ignoran), por isso roga-se
ao Sr. Dr. juiz de capellas. que chame a cotilas a
esles senhores que leem sido to exactos enm 01 bens
d* Nossa Senhora, nomeando qoaoto antes urna com-
missao, alim de reparar os beos que lem cabido e
outros que estao para cahir, dando esta commissao
conla mentalmente da despe/a que tez. naquelle
mez. lito pedeUm irmao. '
Pede-se as autoridades policiaes digoem-se lan-*
car suas vistas sobre ama suciajdc traficantes, qae
diariamente se junta ao p do arco de Sanio Anto-
nio, uns com IrOuxasde fazendas, oulros servindo de
espoletas, lodos, para o fim de eoganarem os pobres
matulos, lendo alm disto o descaramento de faze-
rem insultos, e proferirem insultos.
Joilo Joi Giro retira-se para sua proviqci'
Ceara al o du 7 desle :. roaa-'-r-^""'11 cobrar o
queu) jlBn"*^Taimara pagar o que Ihedeverem,
e p~or naeio desle e despede de lodos oa condecidos e
mais senhores.
No dia '26 de junho tagio a crioula Antonia,
(ilha to scrlao, a qual foi arrematada na villa do
Cabo e veio para esta cidade ha 2 aunos, estatura re-
gular, gorda, fula, bons denles, um olho de meos,
cara larga, e est com a culis ciieia de marcas de be-
xigas ; roga-se a ryialqucr auloridade que avappre-
hender, a mande entregar na ra Direila n.24, qae
lera recompensado.
Attenqao.
Lava-se e cogomma-ae com aceio e perfoicao, e
loma-se eonla de roupa para lavar : na travessa do
Carioca, n tratar com Antonio Pinto de Souza.
Theatro de Apollo. -
A commissao administrativa da compaobia de ac-
eionislai convida a todos estes senhores para a reu-
niilo ordinaria da assemblea geral.que deve ter logar
no domingo, 8 do correnle mez de jullio, as 10 horas
ta manhaa, como he determinado na ultima parle
do artigo 17 dos estatutos da mesma corapanbia, alim
de e dar cumprimento ao disposlo oo <$ do referido
artigo.
Furtaram do sitio, em Santo Amaro, de Amo-
nio Jos Pereira, ua noite do dia 3 do corrent*!"!!^-
quarto rodado e ama besta castanha foveirj,^ 'L
deHes der noticia e leva-Ioi roa do C^Kag.- 'Vo,
ser recompensado.
Recommenda-se s autoridades loliciaes e ca-
pujes de campo a apprehensao do sscravo crioulo, do
nomc Braz, que se acha fgido./esde novembro de
1853, e tem os sigoaes segties : bati, cheio do
corpo, idade 26 annos, nJfnomia agradavel, bem
barbado, os denles sugmores mais salientes qoe os
debaixo, leudo onXaafles quebrado, o qoe he mnilo
vizivel ao rir-sjd^icalrizes de acontes nas nade-
gas ; tem id?ticontra Jo nas Cinco Ponas e palco
da rbeira dafia cidade, iuculca-^e forro, e he pro-
vavel quej*tnha mudado de nome : quem o appre-
fieojlerjtjde dirigir-se i esta cidade, ao armazem n.
PpflJWaei da Alfandega. ou ao engenho Tabalin-
ga, ao Illm. Sr. lenenle-coronel Uereulano Caval-
canli de S, que sera gratificado.
Desappareceu no da 28 de janho o escravo
Joao, de oasfe Angola, qne reprsenla ler 30 aonos
de idade, aliara e corpo regular, cara redonda, com
carne sobre os olhos ; lem um calombo nascendo da
orelha direila pona do qneixo, e ouflro mais pe-
queo emclma ; tem falla tnanaa e costme a em-
briagar-te. e anda gaohando na ra; levoWamisa e
caica de riscado azul e um bonete, etc. : qualquer
pessoa que o pegar leve-o ao seu senhor D. da Silva
Campos, na roa das Crazes n. 40, qae recompen-
sar.
Em resposla ao pedido do Sr. F. EdeJemann,
inserto 110 Diari.de Pernambuco n. 152, o abaixo
assignado tem a declarar que nunca foi, e nem ha
de seu cosame, ameacar rom chicotadas oude
qualquer ontra frma.-rP. Feidel.
__Pergoola-se adminislrarjo do patrimonio doi
orphSos e orphaas, o motivo porque estamos em
principio do anno flnanceiro de 1855 a 1856, nio poz
em prace o fornecimento dos medicamentos para
traiameoto dos mesmos orphaos Com saa resposla
melhor se esclarecera a mesma adminislraejo e ao
publico. O Amigo da caridad.
Precisa-se de urna ama : oo aterro da Boa-
Visla n. 60. *
prao de 30 dias, seodo afiliados nos logjresdo v-os-
loiiie, e publicado pelos jornacs.
Pede a V. S. Illm. Sr. Dr. jnlz de direilo dJ, ,
civel e do commercio, deferimcnlo__E K. M.
Procurado Miguel Archanjo Fernandes I ianna.
D' : como requer. Recife 30 de juoho de
18 Juimaraes.A Molla__Oliveira.'
f,^i junho de 1855 nesla cidade do Recife
ei ,eu carlorio veio Miguel Archanjo Fer-
ia i Vianna, procurador do protestante Benlo
J ^Jvo Costa, e disse prsenle mim e u leslemunhas
i.ais" assi'iudas, que protesta de conformidad* com
M
por............
Dilo n. 9 da ra do t'.odornix, por .
Dito o. 4 da roa de Cosa, por. .
Dilo n. 25 da rita da Senzala Velha, por
Dilo n. 30 da ra da Cadeia do Recife,
por............
Dilo 11. 5 da ra da Lapa, por. .
Casa lerrea 11. 26 da travessa da Senzala
f -Nova, por........." .
jta n. 30 da mesma Iraaesa, por .
_ la n. 93 da ra do Pilar, por .
Dita n. 95 da mesma ra, por. .
Regiment de castas.
Saino a luz o regiment da* custas judi-
ciaes, annotado com os avisos que o alte-
raram: vende-se a 500 ris, na livraria
n. ( e 8 da'praca da Independencia.
Roga-se a pessoa que por engao
recebeu urna barrica com colla no dia 3
do corrente, baja de mandar levar a pra-
ca da Independencia n. 6 e 8, que ser'
recompensada ; nao o lazendo vera* seu
nome por extenso nestejornal, poisbouv
quem a visse receber.
Do patacho Tlente, fugio um es-
cravo mariubeirodenome Caim, crioulo,
idade 28 anuos pouco mais ou menos, al-
tura regular, foi vestido de caira de risca-
do, jaqueta de brim, camisa branca e
chapeo de molla: quem o apprehender
pode-o .levar em casa de Novaes & C.,
ra do Trapiche p. 34.
Preci$a-e alugar urna escrava. que a
saiba fazer todo o servico de urna ca- J|
sa de pouca familia e que seja fiel, S
papare bem agradando: na ra do S
Hanpjel n. ), segundo andar.
__Scxta-feira, 6 do correrle, peranle o Illm. Sr.
Dr. juiz de orphaos, na sala das audiencias, se ha de
arrematar de renda trienal, nma casa com silio no
lugar do Caldeireiro, perlcnceule ao casal do finado
Domingos Anlouio Comes Guimarles.
->- O Sr. J. B. M. venha pagar a quantia que seu
mano ficou devendo da casa *m que morou, e se o
nao lizer lera de ver seu nome por extenso.
Da-se 1008000 a joros com penbores : a pessoa
que precisar, dirija-se ao aterro da Boa-Vista n.'.'al.
__Os 4 qtiartos de bilheles da prsenle lotera da
matriz da Boa-Vista ns. 2941, 2415, 2304 e 2834
pertencem a sociedade R. da Mocidade, os quaes li-
6O9OOO cana em poder do Ihesoureiro da mesma.
603000 Ollerece-se urna ama para casa de pooca fanai-
12t000 lia, nJo lem costme de ahir oa ra : quem pre-
12IO000 lender, dirija-se rna de S. Jos n. 1.


i
i
Lotera da matriz da Boa-Vista
Bilhetes inteiros 5J500.
No aterro da Boa-Vista n. 48, praca da
Independencia n. 14 e 16 e ra do Col-
legio n.'O, vendem-se bilhetes inteiros da
lotera cima, a qual corre a 7,de julho,
a5S500.
SOtrJOOO
4OO&00O
3909000
168000
OOO5OOO
'2768000
LIVERPOOL 1." DE JUKUO DE 1855.
Juntando urna copia doiannoncios da dissoluc.io
da sociedade de Mellors& Kussell de Liverpool, da
deRussel Mellors & C. de Pernambuco, da de Mel-
lors Russel & Companhia da Bahia, publicada na ga-
zeta de Londresde hoje. Nos annunciamos qne as
trinsaccijes das firmas exlinctas vio continoar em
Liverpool pela nova firma de Mellor & Soulhali;,
em Pernambuco pela de Soulhali Mellor & C.; na
Bahia pela de Mellor Soulhali & C. IVi recebemos
com gost 01 favores conferidos firma exliocla,
esperamos que a conlianca ser cslendida as firmas
novas, assegurando que lodosos neuocios que nos fo-
rem confiados.'receberao nossas melhores atlenroes.
Mellor ,& Soulhali.
Massa adamantina.
Sebasliao Jos de Oliveira recebeu de Franca ha
poucos dias nova porrao de massa adamantina para
chumbar denles. I'.sla prepararlo inconleilavel-
mcnle superior a todas as que al agora se emprega-
vam para este fim, he a nica capaz de preservar de
total rnina os denles cariados, e porque Ihes enche
perfeilamente as cavidades, e adquire apenas appl-
cada, a maii completa mlidez. Como prova desta
verdade poderia o annunciantc indigitar grande nu-
mero de pessoas, a quem, sempre com reiullado o
mnii feliz, a lem applicado, islo porm seria ocioso
porque he quasi geralmeule reconheeida a aprema-
cia desla preciosa preparagio. O ainiuncianle oflere-
cc, pois, seos servico*, nflo para chumbar, limpar
e tirar denles, como'tambem para outro qualquer
fim de sua arle a todas as pessoas que e dignarem
laonra-lo, procurando-o a qualquer hora na ana loia
da travesa da ra do Vigario o. 1, o ao lado do
Corpo Saoto 11. 83, aegundo andar.
__ precisa-se de um moleqae : na ra da Cadeia
Velha n. 10.
A pessoa que perdeu no aterro do
Afogado um livro que pertence ao gabi-
nete inglez, dirija-se a esta typographia
a fallar com o compositor Csneiro, que
dndoos signaescertos Ihe sera' en/re-*
gue-
-.

r
--
iiitii inn


UIMIO OE PERNAMUCBO QUINTAFEIRA 5 QE JULHO OE 1855
Jote Pereira Cesar, leudo comprado n Custodio
Jote de Carvalho (iuimarae> (odas as fazendas e divi-
das activas da sua luja, sila na ra do (juomado n.
21 A., e desojando conservar todos os frcguezes que
ja o sao do momo oslabelocimsolo, avisa a todos
aquello-, lano da praca como de lora delta, que Ihe
sao devedores, que venham a menina luja salisfazer
os seus dbitos, que ahi aciiarao boro aorlimcntu de
iiovis c baratissimas fazendas, e o melhor agrado, c
a mesma franqueza que seinpre houve nenie estabe-
lecimenlo.

lotera da matriz da boa-
vista.*^
Ao8(i:000,sd0, 2:000,$000, e 1;000000.
Corre ndubilavclmenle sahbsdo,, 7 de julho.
O cautelista Salustiano de Aquino Ferreira fai
sciente ao respeitavel publico, que as suas cautelas
esl.lo sujeilas ao descont di: oito por cenlo do im-
posto da le. Os seus billieles inteiros, vendidos em
originaes, nao sofl'rem o descont de oito por cenlo
1 do imposto geral. Achamse veuda as seguinles
tojas: ra da Cadeia do Kecife n. 4 c 45 ; praca
da Independencia n. 37 e ;i*j ; ra do Livrameulo
u. 2 ; ra Nuva n. 4 e Mi; ra do Queimado ti.
39 e 44 ; ra eslreila do Kosario o. 17. aterro da
Boa-Vista n. 74, e na ra da Cadeia u. 38.
Bilheles
Metos ,
Quarlos
Quintos
Oilavos
Decimos
Vjgesiuio
58800
J5800
lj>440
attio
" 720
600
320
Recebe por ioleiro
ii com descont
6:000
2:760a
1:380
1:104
690
5529
276
i
\
., referido cautelista declara mu expressameute
ao'respeilavel publico, que u: responsabiliza apenas
a "pagar os oilo por rento da lei sobre os seus bi-
lheles vendidos em originaos, logo que se Ihe apr-
senle o bilbele inleiro, indo o possuidor receber o
respectivo premio que nelle sabir, na ra do Col-
legio n. 15, escripturio do Sr. Ihesoureiro Francisco
Antonio de Oliveira. Peroambuco 26 de junlio de
1855,Salustiano de Aqtiitw Ferreira.
LOTERA Di5. RIO DE JANEIRO.
A lotera terceira do rccolliiinento de
* Santa Thereza, da qual vendemos algum
L i 1 lie tes corteu en 15 do presente, e a 54
do Monte Pi Geral, da qual ainda temos
a venda, correu a 22 ou 2o : as listas de
aoilius se esperam ate 4 do prximo ju-
lho ; os premios sao pagos depois da en-
trega das mesmas.
Precisa-se alugar urna ama que tenha bom e
bastante leile, que seja cap./ e cuidadosa para crear
urna cranla nascida de poneos das, paga-se bem :
uo paleo do Terco subrado ao um andar e solSo ree-
dificado de novo n. 16.
Retratos.
No aterro da Boa-Vista n. 4, terceiro audar, eon-
tinua-se a tirar retratos pelo syalema chrystalotypo,
com muita rapidez e perfeicflo.
O Dr. Ribeiro, medico pela unversidade de
Cambridge, contina a residir na ra da Cruz do Re-
cife n. 49, 2. andar, onde pode ser procurado a
qualquer hora, e convida aos pobres para consultas
gratis, e mesmo os visita qoaodo as circumslanciuo
eiijam, faz espacialidade das molestias dos olhos 0
ouvidoe.
Manual dos terceiros franciscanos.
Acha-re no prelo o manual dos irmos da V. O.
Terceira da Penitencia do S. P. S. Francisco.
A 1.a parte dealaobra conlm a historia da insti-
tuido da ordem, aregra com muilas eiplicacSes, as
absolvieses, as indulgencias do S. P. Beuediclo
XIV, as daS. P. Po VI de que anda nao gou-
vam os terCBifos desla vasta diecese, e alm disto as
que perlencem s ordem terceira dn Recite, e todo
mais que diz respeito aos lerceiros e a ordem.
A 2.a parle he um perfeilo devocionario, conlm
u mclliodo de ouvir missa, de coufessar-se, a via-sa-
ra, a coroa seraphica, or;?s da mandila e da noi-
e, um devoto ejercicio ou oraches ao doloroso co-
arflo de Mara Sanlissima, indulgenciadas por Po
VII,algumas oulras oraofies, o responso de Santo
Antonio,'a historia as visitas da Porciuncula, ele.
agOhizBniUi^caaiim o modo de ajudaeje assistir aos
virolo de BenedicloXI^-nmr-^UesojgfOes, ahsol-
melitas, dos confrades do Rosario e das
pumas heneaos.
Esta obra que pela 1.a parle pertence aos irmos
terceros franciscanos, pela 2-* e 3.a he necessaria a
qualquer ehrsfo, e pela 0V1 indispensavel aos Srs.
sacerdotes.
Assigna-se a I5OOO o evemplar em brochura, no
consistorio da ordem terceira, das 9 horas ale as 3 da
tarde, na livrria classica, no largo" do Collegio n. 2,
e na. toja de livros da ra do Collegio n. 8.
Tendo de relirar-ras para o Ro de Janeiro,
deiso durante a minha ausencia por nieus procura-
dores os Srs. George Palcbetl, Vicente Ferreira da
Cosa 8 Jos Francisco Barrote.
Jjrn/uim filippe da Cosa.
A pessoa que precisar comprar um bonito es-
cravo flel, diligente e de boa conducta, o que se
alianra, dirija-se ruados Quarteisn. 24.
As padres pregadores.
Alem de oulras obras do pulpito francez e portu-
gus, aeham-se venda na ra do Collegio n. 8,
ermfies de Borderies, Homilas sobre os Evange-
hvs, elogios fnebres do general llrouot e O' Con-
n*. por l.acorriaire, inslrucroes sobre os manda-
-^Wi por Lamber!, conferencias pregadas em Saq
l*ffi>ia pelo padre Landrieui. doulrina e moral
"': -i^WikColIecto dos melhores trechos dos padjes
amigos roldemos, 3 diffreutes e novas obras do
-Mez re Mari, pelos padres Morand, Martin e Mr.
Mau.'evner, e\j, sublimes conferencias do padre
Ventura, de KauKa com o titulo de Razao Pbiloso-
phica e Razao Calhoica.
O secretario da Vkqeravel ordem lereeira de S.
francisco desla cidade dd-Wife avisa a quem inte-
ressar possa, que, tendo oblidw Illma. cmara mu-
nicipal licenr* para poder nbrirsascalacumbas exis-
tentes no edificio da mesma ordeufi^ara dentro do
prazo de 15 dias, a contar da publicarlo' deste, que
por si ou por seus agentes venham procurar os restos
morlaes existe les as mesmas catacumbas, do cota-
trario serao lanzados no deposito commum.
Offerece-se urna mulher para coser em alguma
casa particular : quem precisar annuucie.
Aluga-sc um sitio no lugar dos Afosados. d
roa de S. Miguel n. 39 : a tratar na Boa-Vista, ra
da Gloria n, 69.
A mulhr que annunciou nesla folha querer
coser em casa de familia, procure nesta lypographia
que se Ihe dir quem precisa.
Precisase alugar urna ama que saiba coznhar
e lazer todo o mais servco de casa : no paleo do
Ierro u. 44.
, T c'mland-raequea,Sra. D. Leopoldina Mara
da Costa Kruger pretende alienar seus bens de raiz,
previno aos que os quizerem comprar, de que movo
contra a dita senhora aejao decendiaU pelo jnizo da
primeira vara do cominera > do Recite, para me pa-
gar da qonnlia de 4:8805000 e dos juros vencidos, e
qne esses bens estao sujelos ao referido pagamento,
ahm de nao se chamaren) os cumplidores em lempo
algum ignorancia. Rccife 10 de maio de 1855.
Malhias Lopes da Costa Maia.
Precisa-se de unta ama para casa de
homem solteiro, sendo parda ou preta, e
que saiba coser, ensaboar cozihar. e,
sendo necessario, comprar alguma cousa
na ra, porque ha escrava para fazer es-
te ultimo serrico: na ra estreita do Ro-
sarlo n. 15.
Na ruada Madre de Dos n. 3G se
acham urnas caixinhasde charutos*que por
engao foram embarcadas em urna em-
barcado que seguio para Una em princi-
pio de junho prximo passado: quem se
julgar seu dono pode apparecer em dita
ra, que dando os signaes certos Ihe serao
entregues.
ATTENCAO.
O abaixo assignado lendo-se prevalecido do Diario
o anuo passado para pedir aos seus fregnezes.com
especiaiidade nos senhores acadmicos, que houves-
em de salisfazer os seus debtosno prazo de 15 dias,
e como quer qne nenhum resultado tirasse a visla
das rwej por elle allegadas, para justilicarem a
impossiblhdadeem que entao se aihavam Je pagar
essas dividas, especialmente os ltimos, quo com a
mudanca da Faculdade ptra o Reife, foram obri-
gados a Tazer grandes despezas, e com qoaulo dess-a
annuencia ao abaixo assignado sobreviesse nflo pe-
queo prejuizo aos seus inlresses commerciaes,
com ludo, de muilo boa vontade coudescendeu com
ellos, esperanzoso de que tanto que mclhorassem de
condi$ao,viessem pagar-ihe oque deviam. Mas como
assim nao lem acontecido l agora.e ocreditodo
abaixo essignado solfra grande quebra na praca, lau-
ra ma pela segunda vez do O/ario como meio rmjsfa-
cil eeonducentea o fimque lem em visla.para danov
rogar aos seusrdevedores, que por seus brios e hon-
radez venham embolsa-lo dasquanlias, que ha tan-
to lempo Ihe devem, deven.lo Hender que o an-
nuncianle. alm de ler esperado com paciencia por
lano lempo, (em lambem de occorrer as suas neces-
sidados, emui principalmente de salisfazer seus de-
veres para com os seus credores na prara: portan-
lo, determina o prazo de 1 niez, u contar desla da-
la, por julgar lempo sufllcieiile para ser indemnisa-
do dasquanlias que Ihe devem. Observando, po-
rcm, que se nao esliver embolsado lindo eale prazo,
lerdu de passar pelo desdouro de ver seus noines e
nuanas respectivas usuradas por extenso ueste jor-
nal, valo como o abaixo assignado enlende ser um
aboso da sua paciencia |e d-msiadu condescenden-
cia, esobre ludo porque assim reijuerem snus inte
resses, crdito e repulacao. Olinda 3 de. julhode
I800.Jnlonio Ignacio d/lmandula.
*Alugam-e 2 negros para padaria ou armazem
de assucar: quem precisar auuuocie.
CONSULTORIO DOS POBRES
so mu* srovA i jlwi*** 50.
O Dr. T. A. Lobo Moscozo d consultaa homeopathicas lodos os das aos pobres, desde 9 horas da
mauhaa al meio dia, e vin casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noite.
ODerece-se igualmente para praticar qualquer operarao de cirureia. e acudir promplameute a qual-
quer mulher que esteja mal de parlo, e cujascircumstancias nao permiltam pagar ao medico.
NO IMORIU DO DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
50 RA NOVA 50
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo de meddicna horaeopalhica do Dr. G. II. Jahr, traduzdo em por
tuguez pelo Dr. Moscozo, quatro velumes encadernados em dous e arompanhado de *-
um diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc...... 208000
Esta obra, a mais importante de todas as que tratara do estudo e pralica da homeopathia, por ser a nica
que conlm abase fundamental d'esla doulrinaA PATHOGENESIAO EFFETOS DOS MEDICA-
MENTOS UO ORGANISMO EM ESTADO DE SAUDEconhecimenlos que nap podem dispensar as pes-
soas que se querein dedicar a pratica da verdadeira medicina, interessa a todos os mdicos que quizerem
experimentar a doutrina de Hahnemann, e por ai mesmos se convenceren! da verdade d'clla: a lodos os
fazenderos e senhores de engenho que esiao longe dos recursos dos mdicos: a lodosos capites de navio,
que urna ou outra vez nao podem deixar de acudir a qualquer incommodo seu ou de seus tripulantes :
a todos os paisvle familia que por circumstancias, que ucm sempre podem ser prevenidas, sao Abriga-
dos a prestar in continenli os primeiros soccorros em suas eufermidades.
O vade-mecum do homeopalba ou tradcelo da medicina domestica do Dr. Heriog,
obra lambem til s pessoas que se dedicam ao esludo da homeopathia, um volu-
nte grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina...... I09OOO
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, ele, etc., encardenado. .19000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pratica da
homeopalhia, e o proprietano deste eslabelecimenlo se lisongeia de te-lo o mais bem montado possivel e
ninguem duvida boje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Bolicas a 12 tubos grandes.............
Boticas de 24 medicamentos em glbulos, a 109, 12S e 15)000 rs.
Ditas 36 ditos a-..........
Ditas 48 ditos a..........
Ditas 60 ditos a..........
Ditas 144 ditos' a ..... .....
Tubos avulsus.......... ......'
Frascos de meia onc,a de tinctura...........-
Ditos de verdadeira lindura a rnica.
83000
.......... 901000
.............. 25000
............, 3O(M)0
........:..... 60*000
.............. 1000
.............. 20000
Na mesma casa-ha sempre venda graude numero de tubos' de cry'stai de diversos lamanius,
vidros para medicamentos, e aprompla-se qualquer encommenda de medicamentos com toda a brevda-
de e por precos muilo commodos. *
MASSA ADAMANTINA.
Ra do Rosario n. 36, segundo andar, Paulo Gai-
gnoux, dentista francez, chumba os denles com a
massa adamantina. Essa nova e maravilhosa com-
posirao lem
rosa todas as
em poucos instantes solidez igual a da pedra mais
dura, e permita restaurar os denles mais estraga-
dos com a forma e a cor primitiva.

Quem precisar de nm caixeiro brasileiro, que
sabe escrever, fallar correclamenle a lingoa franceza,
e igualmente possuindo todos os requisitos necesa-
rios para poder escrever e fallar com a roaior perfei-
a vantagem de euchersem pressSo dolo- tao a lingoa portugueza, enlendendo alguma cousa
i anfractuosidades do dente, adquirindo da lingoa ingleza, dirija-se ra do Trapiche 11. 36,
' segundo andar, das 9 horas da raanhaa al as 3 da
tarde.
A taberna de Gurjah de cima continua a eslar
prevenida de um completo aortimenlo de roolhadu.,
miudezase fazendas; por lano todas as pessoas'que
quizerem continuar a honrar este eslabelecimenlo,
I all ncharilo Indo que precisarem a vontade do com-
prador, pelo mesmo preco ou com pouca dillcrenra
da prac.a ; na mesma taberna ha cortes de 1.1a do ul-
timo goslo, chegados ultimameole para vestidos de
sen horas.
Florencio Marlins da Silva Borges, tendo de
ir a cidade do Porlo at os fins do curenle auno
afim de tratar de sua saudt, e desejando liquidar lo-
das as suas Irausacccs com a praca, roga aos seus
devedores (r.item'quanlo antes de realisarem seus
dbitos, sem quesejam a isso forjados.
IBLICACAO' DO INSTITUTO H0-
HE0PATH1G0 UO BRASIL.
THESOURO HOMEOPATHICO '
ou 1
VADE-MECUM DO I
HOMEOPAT11A. I
Mtthodo concito, claro e seguro de en- \
rar homeopalhicamente todas as molestias .
que af/ligem a especie humana, e part- '
cularmente aquella* que reinara no Bra- |
sil, redigido segundo os melhores trata-
dos de homeopalhia, lauto europeos como
americanos, e segundo a propria etperi- 1
encia, pelo Dr. Sabino Olegario Ludgera
Pinho. Esla obra he boje recouhecida co-
mo a melhor de lodas qoe Iratam daappli-
cacao homeopalluca no curativo das mo-
lestias. Os curiosos, principalmente, nao i
podem dar um passo seguro sem possui-la e
consulla-la. Os pas de familias, os senho-
res de engenho, sacerdotes, viajantes, ca-
pites de navios, sertanejos etc. ele, devem
.te-la i 111,10 para occorrer promplameote a
qualquer caso de molestia.
Doos voluntes em brochura por IOoOOO
h encadernados 113000
Vende-se nicamente em casa do autor,
ra de Santo Amaro n. 6. (Mundo No-
vo).
REPERTORWiritimni-
HOMEOPATHA.
EXTRAHIDO DE RUOFF E BOEX-
N1NGHAUSEN E OLTROS,
. posto em ordem alphabetica, com a descripc.o
abreviada de lodas as molestias, a indicado physio-
logica e Iherapeulica de todos os medicamentos ho-
meopalhiros, seu lempo de acc.lo e concordancia,
seguido de um diccionario da significarlo de lodos
os termos de medicina e cirurgia, e posto ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO MORAES.
Subscrevc-se para esla obra no consultorio horneo,
pathico do Dr. LOBO MOSCOZO, ra Nova n. 50-
primeiro andar, por 5000 em brochura, e 68000
encadernado.
Vcndem-se 3 obras de Theologia Moral, ulti-
ma i- lirao. por muilo mdico prero : na praca da
Independencia 11. 24 a 30.
Vende-se um cscravo muro para lodo o serv-
So, lio fiel e sem vicio algum : no paleo do Terrjo
n. 9.
Vende-se urna taberna, cin Olinda, bastante .
afrenuezada, 110 Varadouru n. 17, defronle do em- >>0a""os ,"a rua "'"Han. 3.
Vendcm-se na ra da Concordia n. 26, aaccas
com arroz de casca, por prero muilo commodo, e
lambem se vende na mesma casa um banheiro de
madeira com pouco uso, por qualquer prero. (
Vendcm-se 5 escravos, sendo 1 ptimo mulati-
nho de idade 18 anuos, 3 pretos de bonitas lisuras,
1 escrava crioula quilandera, e 1 molequede idade
' O Dr. Sabino Olegario Ludgero Piuho,
mudou-se do palacete da roa de S. Francis-
co d. 68 A, para o sobrado de dqus anda-
rcsn.6, ruade Santo Amaro, (mondo novo.)
INFOHMACO'ES OU RELACCES
SEMESTRES.
Na livrria'n. 6 e 8 da prac.a da In-
dependencia, vende-se relacoes seines-
traes por preqo commodo, e querendo res-
mas vende-se ainda oais emeonta.
Desencaminhon-se ou furlaram da ra da
Praia, da porta de nm dos armazeos de carne, om
quarl.10 caslar.ho, cr de sangue, com um nico sig-
na! branqo em baixo, de meia marca, cabera pelada,
Mina cortada, capado de fresco, iberio de cima e de
baixo, menso e com calos as pas, carrega bem
baixo ; desappareceu no dia 20 de junho correte
dn lugar indicado : quem delle der noticia ou lewar
roa do Vigaro n. 19, primeiro andar, ou no enge-
nho Espirito Saolo do Sr. JoSo Elloy, ser reeom-
pensado generosamente.
Novos Jivrosde homeopalhia mefrancez, obras
(odas de sumns importancia :
Hahnemann, tra.'jdo das molestias chronicas, 4 vo-
lumes. .' ..........20000
Tesle, rroleslias dos nreninos.....6JOO0
Hering, homeopalhia doiTieslica.....78000
Jahr, pharmacopa homeop.thica. 6*000
Jahr, novo manual. 4 volumes .... I69OO
Jahr, moleslias nervosas. ... ... 69OOO
Jahr, molestias da pelle.....-',. 89000
Itapou, hisloria da homeopalhia, 2 volmos 168000
Harthmann. tratado completo das molestias'
dos meninos. .-......' lOfOOg
A Teste, materia medica homeopalhica. .
Ue Fayolle, doulrina medica homeopathica
Clnica de Staoneli .......
Casting, verdade da homeopalhia. '.
Diccionario de .N'jsien.....<~m
Attlas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, conlendo a descripcao
de todas as partes do corpo humano ,
veden-se todos estes livros no consultorio homeooa-
thicu do Dr. Lobo Moscos, ra Nova n. 50 nri-
meiro audar. "^
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
quemudou a sua aula para a ra do Ran-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos iuteinos eexternos desde ja' por m-
dico preep como he publico: quem se,
qutzer uttlisar de seu pequeo prestiino o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hor dos dias uteis.
EDCAvA'O DAS FILHAS.
Entre as obra do grande FenelOD, arcebispo de
uamtiray, merece mu parlicular menjao otratado
da educaran das meninas-no qual este virtuoso
prelado ensina como as mais devem educar suas fi-
lias, para un dia chegarem a occopar a sublima
lugar de mai de familia ; torna-s por lano urna
necessidada para todas as pessoas que desejam 'gu-
a-las no vedaderocaminho da vida. Est a refe-
rida obra Iraduzida em jwluguez, o vende-se na
livrria da praca da Independencia n. 6 e- 8, nelo
dimmulo preco de 800 rs. .
6?000
4000
108000
30JO00
barque : a tratar na mesm. Garanle-se o aluguel
da casa por ser o vendedor n mesmo proprielario ; e
caso o comprador queira casa decente para familia,
lambem sealuga urna ulra junto a mesma taberna,
Vendem-sc naloja de i purtas n. 3, ao lado do
arco de Santo Antonio :
Corles de vestidos de cassa pretos 2*500
Luvas de pellica de Joviu, sendo prelas, para
mo pequea de senhora 18000
Chapeos brancos de superior castor 88000
Dilos ditos dito 49000
Dilos prelos de seda, aba lar^a 48000
Rscad^sfrancezes 200
Vendem-se 2 escrav.is crioulas, seudo 1 de 25
anuos com I cria de 2 mezes, e outra de 30 aunos,
nplima encommadeirn, coziuhcira e lavadeira : na
ra de liortas n. 60.
.Vende-se um preto proprio para serviro do
campu : a tratar na na da Cadeia do Kccife,' leja
n. 43.
MEGHANISMO PARA ESGE-
IHO.
NA FUNDICAO DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W. ROWNIAN. rtA
RA DO RRUM, PASSANDO O oBA-
FARIZ,
ha sempre um grande sortimenlo dos seguiutes ob-
jectos de merhansmos proprios para en^enhos, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
construrrao ; laixas'de ferro fundido e, balido, de
superior qualida le e de lodosos tamaitos ; rodas
dentudas para agua ou aoimaes, de todas as propor-
r5es \ crivoa e boceas de fornalhae rcgi'lros de bo-
eiro, aguilhoes, bronzes, parafusos ecavilhOes, moi-
nho de mandioca, etc., ele.
NA MESMA FUNDICAO.
se exeeutam todas as encommendascom a superio-
ridade j conheeida, e com a devida presteza e com-
roodidade em prero.
Cliarnto finos.
Chegou ltimamente da Baha um completo sorti-
menlo dos muito afamados charutos varetas e S. F-
lix, sendo em caixas de 100, ditas de 50, e ditas do
25: vende-se nicamente ua ra do Queimado o. 9,
loja do Azevedo & Carvalho.
pechincha.
No aterro da Roa-Vista n. 8, defronte da
boneca.
Da-se aquantia de 508 a 100000 a juros, com
penhores: a tratar na ra Nova o. 12, de melo-
da as 2 horas da larde.
f
*
Os abaixo assignados fazem sciente aores-
peilavel publico, que compraram a padaria
que ro da viuva do fallecido Cario, sita no
9 largo de H. Senhora do Teree ou Cinco Pan-
las. osquaesprometlema lodos aquellcs sinlio-
9 res qne Ibes fizerem a honra de comprar o ex-
cellente pao, bolacha fina, biscoilo, falias,
O bolachinas de araruta, deo servir com as me-
0 lhores larinhas que houver no mercado, as-
9 im como a soa bolacha grande he firmada
9 com a firma de Ribeiro g Pinto, e a pequea
com a de R. &P., avista do exposto esperam
9 a concurrencia tanto de seus amigos, como
9 dos Illms. Srs. de engenho : a padaria priu-
B cipiara a trabalhar no dia 2 de julho correle.
___,. Rtbeiro & Pinto.
St8#@SS91J-99#9
^,Os credores da massa de JosSchia-
mesina massaT que*^- f9?.& devedores;da
mesmo Jos Schtatino, sob pena d pafia-
rem segunda vez ; pois o nico encarre-
fjado de receber as mesmas dividas lie o
Sr. Ignacio de Souza Leao.
Permula-se urna mulalinha de annos, muito
sadia e de bonita figura, por um moleque da mesma
idade, pouco mais ou menos : quem quizer este ne-
gocio, dirija-se a ra do Mondegon. 139, lodosos
das ate 8 horas da roanhaa, e das 3 da larde em
diente.
I). Mara Halena Pessoa de Mello, como admi-
nistradora do vinculo do Monleiro, faz saber aos de-
vedores do mesmo vinculo, que vai usar du direto
que a le Ihe faculta, chamndoos a juizo, c Ibes
marca o prazo de 30 dias imprurogaveis a contar de
noje, para a realisacao dos seus pagamentos. Mon-
leiro 2 de julho de 1855.
GABINETE PORTUGUEZ DE I.EITURA. -
l or ordem da directora couvoca-se extraordina-
riamente a asscmbla. geral dos Srs. accionistas, pa-
ra domingo, 8 do jrrenle, pelas 10 horas do dia.
M. F. de .-"Duza Barbosa, 2.- secretario.
Faz-se publico que a sociedade que exista en-
tre nos, negociaiilesestabeleeidosem Liverpool com
a firma de Mellors & Rossell, fot hoie amieavel-
menle dissolvida.-Samuel M. Mellors. Charles H
Liverpool 31 de maio de 1855.
Williams.
Faz-se publico que a sociedade que exista en-
tre nos abaixo assignados, com casas de commerri
em Fernamboco, debaixo da firma do Rossell Mel-
lursjXC., e na Babia com a de Mellors Russc'll C ro boje amigavelmente dissolvida.Samuel M.
Mellor Charles Hill WillUm,, Willam Soutball,
David Anderson.
Traspassa-se a armaco e mais reparlimenlo
do armazem que foi de materiaes no fim do becco
Largo confroule a ponle provisoria : tucm preten-
der dirjase a travesa do Pociuho armftem de ma-
teriaes 11. 28 A, indo para a cadeia nova.
Continua a estar para ser alugada a
casa da travessa do Pocinho junto a Camhoa, com
cxcellenles commodos: ua travessi do Pocinho ar-
mazem de materiaes n. 26 A, indo para a cadeia
nova.
Previne-se ao Sr. Anlooio Mrle de Vascon-
celos Bourbon, que lendo:se" desencaminhado a lel-
svi?Ue .acellou a Manoel Anlonio Gonjalves em
18*4, cojo eilravio foi poslerior coneiliaao relali-
va a dita leltra ; consegjfinlemenle que a nao pague
a qualquer que por ventura a tenha adiado.
Onerccaj^ajjB mull
de c. um sitio perto da pra
pitra o servido
Vendem-se lindas pulceirns de cornelina para
senhora a I98OO, ditas para meninas a I800: na
ra do Queimado n. 63, loja de Joao Chrysoslomo
de L. Jnior.
Vende-se no armazem de James llalli
day, na ra da Cruz. n. 2, o seguinte :
Rebgiosde ouro e prata, sabonetes pa-
tente inglez.
Sellins ingezes.
Sillines nglezes proprios pata senhora
montar.
Lanternas para carro.
Molas de 5 toldas para carro.
Eixos de patente para carro.
Couros para coberta de carros.
Fio em novellos para sapateiro.
Attencao.
Chales de ganga bordados a 29800 : na ra do
Queimado 11. 33.
Pelo preco fazconta.
Chales de lita e seda, lindos padroes, a 29500 : na
ra do Queimado n. 33.
vestTdos.
Os mais bonitos cortes de vestidos de cambraia que
(em apparecido. no mercado a 69500, dilos a 49500 :
na ra do Queimado n. 33.
i^a ra da Cruz n. 26 primeiro an-
dar, vendem-se os seguintes relogios por
muito barato preco que faz admirar, re-
logios de ouro patente suisso, ditos de pra-
ta, ditos de dita dourada e ditos de dita
galvanisada.
Vendem-se batatas novas a 19600 o gign : no
armazem do Cazuza, no caes da allandega.
Vende-se a padaria dos Afogados ; a Iratar
uesla prara, na ra Direita n. 40.
A boa fama
Vcndem-se chapeos de pallia da Italia muilo fi-
nos, para homem e meninos, pelo baralissimo prego
de I96OO : na ra do Queimado-, loja de miudezas
da Boa Fama n. 33.
A BOA ti1 AMA
Ceblas chegadas ltimamente de Lisboa' a 200 e
400 rs. o cenlo, presuntos, linguiras, paios, mante-
ga ingleza de todas as qualdades, dita franceza, bo-
l.ichinlia de soda, biscoitos, e moitas outras qualda-
des, paisas, ameixas. lamaras, cha da India de todas
as qualdades, e muilos oulros gneros chegados l-
timamente, todo de superior qualidade e precio mais
barato do que em outra qualquer parte.
Vende-se em um sitio no Salgadinho, bous pa-
ra seren mudados, peqtieuo*|ps de coqueiros.de p-
ntenla da India, de ubaia, de abalicaba e de caf :
para tratar. 110 aterro da Boa-Vista, leuda de funi-
leiro ao chegar a matriz,
Vende-se una bonita escrava que engomma
com perfeicjlo, cozinha, coso chSo e faz lodo o ser-
viro, urna dito para todo o servico, um preto cozi-
nheiro do diario de urna casa.
Vendem-se queijos do reino, o quanto pude ser
bom uete genero, tanto por serem muilo Trescaes
como pela boa qualidade da massa, por preco com-
modo : na r()a dos Martyrios, taberna 11. 36.
Veudem-se 70 saceos com familia de mandio-
ca, por preco muito razoavel : a Iratar as Cinco
Ponas 11. 71 ou 66. .
Vendem-se sapotis grandes ; no silio da Trom-
pe n. 1, sobrado que lem taberna por baixo, e na
ruada Cadeia do Recife, taberna defronle do becco
venderse 1
si novo : na ra do Enea
Vende-se um terreno na ra da Praia, junto a
casa do Sr. Jos Hygiuo de Miranda, j aterrado pa-
ra se edificar : quemo pretender, procure na ra do
Livrainenlo, casa n. 20, segundo andar".
SEBASTOPOL.
Na ra da Cadeia do Kecife, loja n. 19, vendcm-
se ricas estampas coloridas, representando os mais
notaveis acoulecimenlos da Crimea, os quaes sao,
alem de oulros, o desembarque dos exercitos adia-
dos, cerco, ataque e bombardeamenlo de Scbaslopol,
vista desla praca, lirada de diversos pontos, balaihas
dAlma, d'Inkerman e de Balaklava, bombardea-
menlo de Odessa, vista de Constantiuopla. quadros
dos principaes personagens russos, turcos, ingezes e
Irancezes, que lem figurado na guerra, e finalmente
muilas oulras vistas, pelas quaes pode qualquer pes-
soa conhecer exactamente as posiefies e movimeotos
das ^sqoadras e exercitos belligerantes.
MNCIi DA FlMlCUI
EDWIN MAW, ESCK1PTORIO DE RO-
;.VSAS BRAGA & C, RA DO TRAP1-
P CHE N. ii.
Tem pata vender um completo sorli-
mento detaixas, moendas e meia moen-
das para engenho, cuja superioridade ja'
lie bem conliecida dos senhores de enge-
nho desta provincia, dos da Parahiba e
das Alagoas. desde quando taes objectos
do mesmo labricaate erani yendidos pelos
Srs. Me Calmont&C,desea pratja.
Vende-se o apreciavel vinlio JJor-
deaux engarrafado, muito proprio para as
pessoas t|tte se acham eui dieta e por pre-
co baratissimo, por ser tima pequea por-
cao que resta: na ruada Cruz n. 26,
prime 10 andar.
Vendem-se os verdadeiros licores de
absyntho.e kitch, chegados pelo ultimo
navio francez e por preco muito commo-
do,: na rita da Cruz 11. 26, primeiro an-
dar.
Vendem-se lesouias para costura a 19000 a duzia,
pentes para tranca a 19500 a duzia, fitas de seda la-
vradas, de Indas as cores, e sem deleito a 120 n. a
vara, e peras a 19200, meias brancas para senhora a
240 o par, tilas brancas de linlio a 40 re. a pe^a, pe-
cohas de bico com 10 varas a 560 e 640, carteiri-
nhas com agolhas sorlidasa 210, estovas finas para
denles a 100 rs., pulceiras ou braceletes encarnados
para senhora e menina a 320 e 400 rs., lindas bran-
cas de novello 11. 50, 60, 70 e80, a 1IOO a libra,
dilas de cores lambem du uovelio a 19000 a libra,
botOes de porcelana para camisa a 160 a grosa. mia-
das de linhas finas para bordar a 160, dilas de peso
a 100 rs., carrileis de linhas de 200 jardas a 70 rs.,
bolGrs muito finos de madreperola para camisa a 600
rs. a grosa, dilos brancos e pretos parar talcas a 280 a
grosa, linhas muito finas de marcar, azues e encar-
nadas a 280 a caixinha. com 16 novellos, dedaes para
senhora a 100 rs. a duzia, micangas miudasa 40 rs.
o macinho, dilas maiures e de lodas as cores a*120,
suspensorios a 40 rs. o par, gnunpaa a 60 rs. .0 ma-
cinho, allinelea a 100 rs. a caria, pedras para escre-
ver a 120, brinquedospara menino a 500 rs. a cai-
xinha, espelhos com moldura dourada, fazenda su-
perior, a 120"e 160, espelhos de capa a 800 rs. a du-
zia. luvas de sed* pretas com palmas 'de cores para
senhora a 501) rs. o'par, agulheiros de metal com
agulhas surtidas a 200, torcidas para candieiro do a.
que o comprador quizer a 80 rs. a duzia, pentes de
baleia para alisar a 280. ditos abertos, boa fazenda,
a 320, caixiuhns com agulhas francezasde fundo azul
-^ (.ndas n, a '-^O0 filas Je linho de cores a 80 rs. a pec,a, cor-
nlanienln, armaieWffVXl^ de viola a 200 rs. a duzia, e alem de lodo isto
n '"--".-v^msas que lado se vende por
grecos que faz admiraTn.a>air-aD-Quimaj|0 ,09
qnalro cantos, loja de miudezas da Boa Fama n. 33,
A Boa f amau
Vendem-se carteras proprias para viagem por le-
rem lodos os arranjos necessarios para barba, pelo
baratissimo preco de 39500, reloginhos com mostra-
dores de madreperola e porcelana, cousa muilo de-
licada para rima de mesa a 1-O;io cada um, louca-
dores com columnas de jacarando, com excellenles
espelhos, pelo barato preco de. 39000, e alem disto
nutras muilas cousas que sevendem mais barato do
que em outra qualquer parle : na ra do Queima-
do, nos quatro cantos, loja de miudezas da Boa Fa-
ma n. 33.
Lotera do Rio de Janeiro.
Ainda se acham venda alguus bilheles da lotera
54 do Monte Po Geral, que havia correr em a Sania
Casa da Misericordia em 22 ou 23 do presente ; as
listas virao pelo vapor brasileiro qoedeve aqu che-
sar a 3 mi 4 de julho prximo.; bem como as da
terceira lotera de Santa Thereza, de que tambem
veudemos algn* bilheles.
A 5x000 6S000 rs..
cortes de cambraia e seda, fazenda boa e de lindoi
padroes, dilos de harege _de seda "com babados a' 89
rs. o corle : na ra do Crespo n. 16, loja da esquina
X
T
na ama que saiba
ra casa de pequea
H fa raa d0 CaJ>Rii d. 9. terceiro audar, preci-
sa-se de, urna ama boa cozinheira.
Precisa-se de urna ama
DENTISTA,
Paulo Catgnonx, dentista francez, estahele
cido na ra larga do Kosario n. 36, secnndo
andar, colloca denles com gengivasarMficiaes,
e dentadura completa, ou parte della, com a
SreSsao do ar.
osario n. 38 segundo andar.
4* .ir AAMB F

O Dr. Joao Honorio Bczerra de Me-
nezes mudott a sua residencia da ra
Nova, pam a raa da Aurora sobrado n.
62, que faz esquina com o aterro da Boa-
Vista, e ahi continua a exercer a sua pro-
issao de medico.
*8S:3aSjl2
i ,. 4. JASE, DENTISTA, I
continua a residir na ra Nova n. 19, nrimei- m
% ro andar. Je
ee8se39te.fte3
Precisa-se alugar urna ama qoe saiba coziohar
e engommar, para casa de muilo pouca familia : a
iratar na ra eitreila do Rosario u. 2.
S^-rrr-'- ^"--Uep.'ut'fa'm
lia. ua ra das Craies u. u, primeirp ndar.
ser"vlro?n.a"S^de m am' jervieo mterno do urna gisa : no aterro da Boa-Vis-
Precisase de urna ama forra ou captiva, oara
o servio uiterno e exieroo de urna casa iom.nl. d.
?h"r.Pn"" ^ "^ t"" da rua Bella" co"
* *: y^,
i-ava-se e engotnma-se com toda perfeicSo, e
pe^o commodo : a pessoa que precisar, dirija-se a
rua de S. Jos, casa n. 58.
nTv^, r,Uar'0S bilha"* da Mer:< ''" matriz da
Ca'rao Perlen^mi-sociedade-Fronlispici- do
n,^iga"Sn* ,e^nnd0 "der da casa da roa do
Queimado o. 9 : a iratar na loja.
,1 Qel Pr'rde urna escrava pa'ra ama, dir-
ja-se a-rua do Queimado, loja 11. 14.
nrn7[!CrfLa'S9de ?m".?ma P"a oservSo diario de
urna casa de pouca Tamilia : na roa das Laraugeiras,
no segundo andar do sobrado 11. 14 8 '
TENTOS PARA VOLTARETE.
\ endein-secaivrtljascm tentosrjg^it-
"JnZm'Tt^w\eo,0 pa.ra .#lnogode
voltareft?rtn7jgaat2s ,lltn3Krmepte d Fran-
ca e por muito comm.J^ precio: na rt>
da Cruz n. 2C,"prmei.ro andar.
Vende-se lodo o necf,8S'",.',, Par* "'"a estri-
bara para dous cavallos, iti,c'ulndo lelhas cotn
pouen uso e por prero cornm""10 : na rna do Colle-
gio n. 4.
COMPRAS.
Compram-se ac^ .es de Beberibe: na ..
do Rosario n. 36.
1 larga
Compra-se eirectivamente bron.e, lalao e co-
bre vclbo : no deposito da fundido d'Auror, ua
ruadoBrum,logonacnlradan.28, e na mesma
lundicao em S. Amaro. ""
Compram-se rolos de pitia ou oilicics, de um
palmo para mais em dimetro : na undioAo de Au-
rora em Sanio Amaro, e no deposito da mesma, na
rua do Brum o. 28.
9 Acha-e venda o manuaI B"arda na- @
3J rional, ou collerrAo de 4oilas a' leis. regula- 9
menlos, orden e aviso'* eon',orrienlcs a mes- 5(
ma guarda nacional, Or8||u'"do pelo eapililo
9 secretario geral do /-ommai|0o superior da fj)
$ guarda nacional da Wpi'al da provincia de @
H Peroambuco l'irmirf0 Jos "le Olfveira, des-
' de a sua nova orgarrl9,Si'0 a.'* de dezembro '
* de 1831, relativos flil0 ao processo da qoa-
lilicacao, reenrso >de rel"a,. ele, ele, senSo
a economa dos orPos. organisarjo por mu-
@ nicipios, baialhoe9, e companhias, com map- fJJ
paa o modelos, '*" e,c- vende-se nica- }9
$ menle 110 pateo do c'rn> ",i9, primeiro an- B
dar, e 590XK) por "^ v"lome,
VENDAS.
VIMIO DO PORTO SUPERIOR FEITORIA.
rt Rn'r'iVf % Prr pres '""""Jo 110 armazem de
oe Barroca t Caslro, rua da Cadeia do Recife 11. 4.
Vende-se um sobrado de dous andares no Ro-
cie na rua doCordonz n. 10 : a tratar na rua da
Assumprao confronte o nicho n.20.
Veudeir..se batatas novas de Lisboa, vindas no
i.l.monavio,^50rs.olibra: na taberna da rua do
Hortas n. 4.
, T Vendc'n-se 2 coiiios boni canladore: na rua
do Hospicio n. 1. _,
/
Na rua daCadf,a.do ?eclfc 18 vendem-se
relogios de ouro, pai)';Dle-,ulsso> qualidade superior,
mais barato do qoe qn*J.uer outra parte.
Veudem-se rol "Rj0*. de onro P"lcntc inglez de
urna datv melhores rab"e.ai en> de Soulhall
Mellor & C, rua da" Cade,a a Kecife M. .
Vendem-se 10 ,P'PM elidas novas, com arcoi
de ferro novo para a>s m"Dias : em casa-de Soulhall
Mellor & C. rua di' Cade do Recife n. S6
PEDE-SE A ATIE tAO'PARA Q^M TI VER
U( i ba I O.
C. G. Hesse avisa peasoas gradas e de Irom tom,
liielem'para vendc'r Imdissiinos carros de 4 ro-
das, do- mais novo n/">dello de.Paris, e oltimamenle
acabados ; a consli;"0?30 do? dito carros foi feitn
mui de proposito pa/11 acreditar o seu eslabelecimen-
lo, e agradar aos f*guczes, de quem lem recebido
nao equivocas PJT ?' df 5Ua benevolencia,e por is9o
empresou lodo* Ie' d'arte 1111 sua solidez e bem-
feiloria, e os 1 ''ce dcsassombrado a lodo e qual-
quer enlenr;,-dor- prelendenle a loda hora do dia,
na rua d* Tes ? -- ,ondc podem ser minuciosa-
menle *"f""a' ; o preso dos dilos sera razoavel.
_ Vende-se arroz pilado muilo superior, dito de
e,,.ca. saceos com miiho, ditos com arinha de man-
dioca, ludo mais barato do que em entra qualquer
parte, que he para se acabar com o resto : na tra-
vessa do Carioca, armazem de Antonio Pinlo de
Souza.
Vendc-se farnha de mandioca, erU. r
prero commodo : na rua Nova n. 3j. ^~
Vendem-sc excedentes velas de carnauba pura e
de.composicao, sendo estas do melhor fabricante do
Aracaly, pelo commodo prero de 149)00 a arroba
na rua da Cruz armazem n. 15.
CAFE EM GRAO PRIMEIRA
SORTE.
Vendesoeicellente caf de primeira qualidade,
vindo oltimamenle do Rio' de Janeiro, e por com-
modo preco vista'ida superioridade: na ruada
Cruz quina do becco dos Porlos n. 36.
ATTENCAO', FREGUEZgS^-
Cliegum adijjeJj6^bc>Tbarato.
Cliouricss.pa^tsypresuntos, alelra, mararrao. la-
Iharim, ejlaeTinha para sopa, bolachinha de araruta,
farin_Ua-le Maraiihao, lodas as qualdades de cha,
achinha iugleza, passas, velas de esjiermacele de
superior qualidade, latas com superior gracha, cer-
veja branca e preta, vnbo velho do Pogo, engarra-
fado, Bordeaui, champagne da melhor qualidade,
chocolate, manteiga ingleza e franceza, o oulras
muilas cousas novas, por preso que muilo convrii
aos compradores: na taberna da rna Nova n. 50, que
faz quina [tara a ru "decanto Amaro.
Na rua do Crespo, loja n. 12, vendem-se bons
cobertores de algodao, hrancos.wle^iello a I94OO, e
sendo em porrao faz-se alguma diirerenra no prero:
ambem vendem-se sedas escocezas a 19200 o covado,
lonilos padrees e sem defeilo.
Superior vinlio de champagneeBor-
deaux: vende-se em casa de Scliafhei-
tlin & C, rua da Cruz n. 58.
A ELLES, ANTE-'Ql"E SE ACABEM.
Vendem-se corles de casemira dp.bnm goslo a 29,500
i9 e 59OOO o corte ; na rua do Crespo u. 6.
Taixas pare engenhos.
Na fuidicao' de ferro de D. W.
Bowraann, na rua do Brum, passan-
dP o chafariz continua haver um
ccimpleto sortimenlo de taixas de ferro
fu ndido e batido de o a 8 palmos de
bo^ca, as quaes acham-se a venda, por
p,-ero commodo e com promptidao' :
,.,, ih:irciim-se ou carregam-se em carro
$erQ despeza ao comprador.
Cera de carnauba:
V onde-so aa rua da Cadeia do Recife n. 49,
meh oaudar.
Vende-se um cal.rjoletw^lous cavallos, ludoi
junto' ou senaradn, sendo os cavallos muilo mansos e
inuil.' cosnteados em cabnolel: para ver, na co-
clieir.' SVdelroulo da ordem lereeira de S. Fran-
cisco, e a Iratar com Antonio Jos Rodrigues de Sou-
za Ju n,or< na rua do Collegio n. 21, primeiro ou se-
gundo.'a"rtar.
Moinhos de vento
eom bnmhasderepuso para regar hortas e baila,
decapim, uafundisade D. W. Bowmau : narua
do Brum us. 6, He 10.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimenlo de moenr
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamaulios, para
dito.
Vendem-se em casa de S. P. Joluis-
ton & C., n;i rua de Senzala Nova n. 42.
Sellins ingezes. "
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Candieiros e casticaes bronzeados.
Chumbo em lentjo, barra e municao.
Farello de Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiro e de vela.
Vaquetas de lustre para carro.
Barrs de graxa n. 97.
DEPOSITO D\ FABRICA DE TODOS
OS SANTOS D BAHA.
Vende-se em casa de N. O. Bieber &
C, na rua da Cruz n. 4, algodao tran-
cado daquella fabrica muito proprio pa-
ra saceos de assucar e roupapara escra-
vos, por preco commodo,
Em casa de J. Keller&C, na rua
da Cruz nv>55 ha para vender excel-
lentes pianos vindos uitimaientede Ham-
burgo.
Vende-se urna balanra romana eom (odos os
saus pertences.em bom uso e de 2,000 libras .quem
pretender, dirija-se rua da Cruz, armazatna. 4.
COGNAC VERDAJDE1RO.
Vendc-se superior coenac, em garrafas, a 129000
a duzia, e 19280 a garrafav: na raa dos Tnnoeirns n.
2, primeiro andar, defronte do Trapiche Nove.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farnha de mandio-
ca, em saccaque tem um alqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. 5, 5 e 7 defionte da escadi-
nha, e no armazem defronte da porta da
alfandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes Si C, na rua do Trapiche n. o\,
primeiro andar.
Chales de merino1 de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se nn na do Crespo, loja da esquina que
volta para a cadeia. .
ATTENfO.
Na, rua do Trapiche n. 5i, ha para
vender barris de ferro ermetcamente
fechados, proprios para deposito de fe-,
ses ; estes barrs sao os melhores que se
tem descoberto para este iim, por nao
exhalaran o menor cheiro, e apenas pe-
y-am 16 bbras, e custam o diminuto pre-
co de 4$000 rs. cada tim.
Vende-se pipas, barris vazos e bar-
ricas internadas.:' a tratar com ManoeL
Alves Guerra Jnior, na rua do Trapichtf
mil.
Attencao! !
Vende-se superior fumo de midi, segunda r capa,
pelo baratissimo preco de 39000 a arroba : na rna
Direita n. 76.
Potassa.
No antigo deposito da rua da Cadeia Velha, es-
criptorio n. 12, vende-se muilo snperior potassa da
Russia, americana e do Ko de Janeiro, a presos ba-
ratos que be para fechar conla-.
Na rua do Vigaro n. 19, primei-
*> andar, tem para vender diversas mu-
lirns paro piano, viol3o e flauta, como
scjam.quadrilhas, valsas, redowas, sclio-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Vendem-se ricos e modernos pianos, recente-
mente chegados, de excellenles vozes, e precos com-
modos em casa de Ti. O. Bieber & Companhia, roa
da Cruz n. 4.
Capas de panno.
_Vendera-e capas de panno, proprias para a esta-
rao presente, por commodo prero: na rua doCres-
po n. 6,
Grande Sortimento de brns para quem
quer ser gzmedio com pouco dinhero.
Vende-se brim (raneado de lislras e quadros.de pu
ro linho, a 800 rs, a vara, dito liso a 640, ganga
amarella lisa a 86Qe covado, riscados escures a imi-
lacao de casemir a 360 o covado, dito de linho a
280, dlo maiaabaiso a 160, castores de todas as co-
res a 200, 240 e 320 o covado : na rua do Crespo
n. 6. v
COM PEQUEO TOQUE DE
, Algodao de sicupira a 28500 e 3 : vende-se na
rua do Crespo loja da esquina que volla para a rua
da Cadeia.
Alpaca de seda..
Vende-se alpaca de seda de quadros de boro gosto
a 720 o covado, corles de ISa dos melhores gustos que
lem viudo no mercado a 49.300, ditos de cassa chita
a 1*800, sarja preta hespanhola a2400e 2J200 o
covado, setim prelo de Macao a StOO e 35200, guar-
danapos adamascados felos em (ioimaraes a 3J600
a du/i.i, toalh.is de rosto vindas do mesmo tugara
99000 e I25OOO a duaia : na rua do Crespo 6.
GRANDE E NOVO
Sortimenlo de chapeos de .o tanto de seda como
de panno, para homens e senhoras.de todos os taroa-
nhose qualdades, pats de panno, seda, Isa, linho
alpaca ele. de Indas escores e qualdades, calcas d
brim bronco e pardo,e um sortimenlo de malas para
viagem, assim como bsleias para venidos e esparti-
Ihos para senhora*, cobre-se e concerta-u toda e
qualqoer qualidade de chapeos de sol, por menos
prero que em outra qualquer paarle : na raa du
Collegio 11. 4, casa de J. Falque.
CHAROPE
V DO
. BOSQUE
O nico deposito contina a ser na botica de Bar-
tholomeu Francisco de Souza, na rua larga do Rosa-
rio n. 36; garrafas graudcsOO e pequeuas 39OOO.
IMPORTANTE PARA 0 PIBLICO.
Para cura de pliti,ca em lodos os seus diflerentes
graos, quer molivada^or constipacoes, loase, astb-
ma, pleuriz. carros de sangue, dr de costados e
peilo, palpitado no corceo, coqueloche, bronchite
dur na garganta, e lodas as molestias dos orgios pul-
Cobre para forro de 20 at 24 on-

m
cas com pregos.
Zinco para forro com
Chumbo em barrinbu.
Alvaiade de chumbo.
pregos.
e verde.
botijas.
as quali-
um e dous
ca-
Tinta branca, preta
!= Oleo de lnh ac em
W Papel de embrulho.
Cemento cmarello.
|0 Armamento de todas
{ji dades.
A Arreios para
(A yallos.
.i. Chicotes para carro e esporas de
ac_o prateado.
w Forma de ferro para fabrica de
assucar.
'$ Papel de peso inglez-
^ Champagne marca A&'C.
A Rotim da India, novo e alvo.
8 Pedras de marmore.
Velas stearinas^"
^ Pianos de gabinete de Jacaranda',
*com todos os ltimos melho-
ra raen tos.
No armazem de C J- Astley & C,
narua'da Cadeia.
Attencao.
Na rua da Cadeia Vlha n. 47,lnja do SfManoel)
vende-se damasco de lia daduas larguras, muito
proprio para coberUs de cama epaunosde mesa. '
t& POTASSA BRAS1LE1RA.
^J) Vende-se superior potassa, fa-
Q Aricada no Rio de Janeiro, che-
(A gada recentemenle, recommen-
g. da-se aos senhores de engenhos os
? seus bons eireitos ja' experimen-'
w tados: na rua da Cruz n. 20, aiv
mazem de L. Leconte Feron 4
Companhia.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Redorado de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invenqao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co^
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-sc a venda, em latas de O
libras, junto com o methodo de empre-
r-lo no idioma portuguez, em casa de
O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz. n. 4. \ -
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N
es
L
A taberna da rua
NOTA I. SO,
oa esquina da ra de Santo Amara, acha-te stfrlida
de muilo bon genero e por muilo commodo preco,
de maneira que ao ver o eTTeito agrada, e ao ouvir os
pretos rai comprar, potque na verdade vinho mos-
catel engarrafad, de boa qualidade, a 640, e oulras
muilas cousas por preco diminuto, ni haveraauem
nao se anime a comprar.
CHALES DE LAN E ALGODAO,
EStllOS AMO RS. CABAII.
Vendem-se na roa do Crespo loja di esquina que
volta para a rua da Cadeia.
e peque-
Crespo n. 6.
, COBERTORES.
\ endem-se cobertores escuros, grandes
nos, a 1^-200 720 cada am : na rua do Ci
CORTES DE CASEMIRAS
DE CORES ESCURAS E CLARAS A 3*000.
\'endem-se na roa do Ccespo, loja da esquina que
volla para a rua da Cadeia.
pri-
Deposito de vinho de cham-
p igne Chateau-Ay, primeira qua-
lidade, de propnedade do conde
de Marcuil, rua da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de^toda a Champagne, vende-se
a 56$000 rs. cada caixa, acha-se
nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N.
B-As caixas sao marcadas a fo-
goConde de Marcuile o ro^
tillo das garrafas sao azues.* *H
Deposito do chocolate francez, de urna
das mais acreditadas fabricas deParis,
em caa de Vctor Lasne, rua da Cruz
n. 27.
Era-superor, pora baunilha. 19920
Eitra fino, baunjlha. 19600
Superior. 15280
Quera comprar de 10 libras para cima, tem um
ibale d 20 %: venda-sc aos mesmos precos e con-
diefies, em casa do Sr. Barrelicr, no aterro de Boa-
Vista n. 32.
Vende-se i
Desappareceu do engenho Camorirr. Grande.
da freiuetia de Agua Prela, o eravo,Gbri|, a-
C-lo Beigoella, paieceudo ser caiovlo Mas nao hp
cabellos achatados, olhos aroarellados, bstanle vi-
vo o ladino, dado a contar historias do qne te visto
por onde tem viajado, mentiroso e atrevido qoaodo
esla embriagado, pernas (mas, e bem fechado de bar-
ba, rosto redondo, ja tem sidoaurrado, levou um
-ancho ao pescoco que he de suppr'o lanha lirado,
porm ha de estar com o couro do pescoco grosso e
spero, qual foi escravo do Sr. major Antonio da
Silva (.usmao. Ir.balha de barbeiro. e lambem en-
ende de connha, trabalha de pedreiro e sabe fezer
ma. uesappareceu no mesmo dia do dito eagenho
cima, em companhia do mesmo escravo Gabriel a
escrava de nome Mara, naco Cassange. idade 50
annos. bastante alta, muito secca do corpo, cor pre-
la, calieta compridapara Iraz. j baslaule pintada
ae cibenos brancos, principalmente pelas fontes, lem
um denle de menos na frenle, no queixa de rima,
rosto comprido, beico de cima meio revirado, nariz
ainado, pes seceos, pellos muito pequeos, a qual
escrava o seu antigo sendo* j raorou em Gorabira,
dislrclo da provincia da Parahiba ; ambos os escravos
desapparecaram no da 28 de malo do corrente an-
no : por jaso roga-se a todas as autoridades policiaes
e capites do campo, hajam de apprehende-los e le-
va-los a seu cnhnr Ignacio Ferreira de Helio Lessa.
no enaenho cima, ou neala praca a seu eorrespon-
dente Manoel Anlonio de Santiago Lessa, morador
na rua Auguslan. 3, que serao bem recompensados.
vT"rn"nll BreJ de San Jo' na comarca da
\ .ctoria.rugioo preto Manoel por alcuoha HaSno
J" 'guintea aignac, ; |le de nasSo An-
gola, idade 40 annos, barba uo qneixo, moilo pouca
na cara, lem um denle quebrado1 na frenle do quei-
voi superior bem felo de corpo, estatura ec2swa
medianas, lera urna perna mata rossa proveotaS!
de fendas que lalvez ainda tenda alg frl,.
de mo.tolad.no que parece crioulo, heMaSffida"
^ urna vinlha, pelo que se torna potroso, gustad**.:
1 dar sempre com calcas e camis^de cd lfou taldao
il:R2.U|SL0rrevder le,eo no dil.eng.ntod.
Luiz Jiarbalho de Vasconcellos. ou no Uecifa jijea.
qoim Correa de Resende Reg & Irma", u.^
gendo Cajlbussu ao rendeiro Manoel Barbosa da Sil-
va, que era qualquer das parles se gratificara coan
geuorosidade.
Veudem-c 4 escravos de meia idade, pr
>ara o mallo, 1 prela. 1 moleque de 5 anuos,
na rua do Livramenlo n. 4.
bonilo
FAZENDAS OE GOSTO
PARA VESTIDOS DE SENHORA.
India "*,,e quadros muilo fina e padroes novus;
corles d ,aade quadros e llores por preco commo-
do : ven de"se "a rua do Crespo loja da esquina que
volla pa ra a rua da Cadeia.
CASEMIRA PRETA A 47500
0 CORTE DE CALCA.
Venden 1"s* na 'O" do Crespo, loja da esquina que
volla para Ta* da Cadeia.
Ja n ,a do Vigaro n. 19, primeiro andar, ven
de-sefarel novo, chegadoda Lisboa pela barca Gra
i tidao.
ajo em cunhelas de um quieta!, por
preco muito commodo : no armazem de Me. Cal-
mont & Companhia, prara do Corpo Saulon. 11.
Riscado de liatras de cores, proprio
para palitos, calcase j aquetas, a 160
o covado.
Vende-se na rua do Crespo, loia da esquina que
volta para a cadeia.
Vendem-se no armazem n. 60, da rua da Ca-
deia do Recife, de Henry Gbson, os mais superio-
' relogios fabricados em Inglaterra, por precos
res
mdicos.
Vcnde-se cxcellenle taboado de pinho, recen-
temenle checado da America : narui de Apollo
trapiche do Ferreira, a enlender-se com o adminis
ador do mesmo.
No da 1. do proumo passado raez, asenlou-
se do engenho Ltinga de cima, na freguezia do Ca-
bo um escravo crioulo de nome Francisco, de idade
JO annos, pouco mais ou menos, baiso, chelo do cor-
po, cara lisa, ventas espajosas, beico superior pen-
dente, pernas finas, ps pequeos, rendido, segundo
parece, da verilba direita, osando de runda algumas
veze, lem varias costaras autigas da acontes pelas
coalas, trabalha de car re ro e no mail servco d
campo, he muilo regrista, e consta haver dito qnel
em hosca de alguem que o accolhesse, como j o i
leve quando perlenceute a oulro senhor; assim i
sa-se a pessoa em cujo podar elle se acba, qai
de derolve-lo a seu legitimo dono ... ndUo en...
nho. pois be bem rppreheiiMvel e culoavel Mnalfcan
le proceder. "^ siwniwTi-

,
A
K
1
PERN. TYP. DE M. fTdbT
AMA, -/
-#
un nnn
i



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