Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00797


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Full Text
1

V

>
% -
I
MO XXXk N. 151.
~
Por eses adiantados 4,000.
Por tyaKwes vencidos 4,500.
ENCARREG.VDOS
Recite, t proprieterio M.
SIJBSCRIPCA'O. CAMBIOS.
icife, o proprietrrio M.l de Paria ; Rio de Ja- Sobre Londres, a 27 1/4 e 27 i/8 d. |por 1$.
neiro, o Sr. JoSo Pereira irlins; BaW, o Sr. D. I paris 355 rs# ^t t f.
Duprsd; Macelo, o Sr. Jduim Bernardo de Men- ., __ m ... iaa
doii^a ; Parahiba, o Sr. ivazio vielor da Nativi- Lisboa 98 a 100 por 100.
dade; Natal, o Sr. Joaqujlgnacio Parjeira Jnior; Rio de Janeiro, '2 por 0/0 de rebate. .
Aracaiy, o Sr. Antonio diemos Braga; Cear, o Sr. Acces do banco 30 0/0 de premio. .
Victoriano Aogustc. Boris Maranhao, o Sr. Joa- da oompanhia de Beberibe ao par.
Kim Marques RounauesiPiautiv, o Sr. Domneos v- ,
alano Ackiles Pessoajiarence ; Para, oSr. Jus-, da '* de segaros ao par.
tino J. Ramas ; Araazom> Sr. Jeronj mo da Coila. I Disconlo de letlras de 8 a 0 por 0/0.
TERfA FEIRA 5 DE JULHOOE I8&5.

Por armo adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
NAMBUCO
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas* . . 298000
Modae de 69400 velhas. 168000
de 69400 novas. . 16000
de 49000. I 99000
Prata.Patacoes brasileiros. . . 1940
Pesos columnarios, . 1940
. 19860
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, lodos os dias
Caruar, Bonito e Garanhuas nos dias 1 e 1 ft
Villa-Bella, Boa-Vista, ExeOuricury, a 13 e28
Goianna e Parolaba, segundas e sexlas-feiras
Victoria e Natal, as quintea-feiras
PREAHAR DE HOJE.
Primcira s 7 horas s 42 minutos da manhaa -
Ssgunda s 8 horas e 6 minutos da larde
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundasequinias-feiras
Relacao, lercas-feiras a sabbados
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas
1* vara do civel, segundas e sextas ao meio dia
2" vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia
EPIIEMEHIDES.
Jiilliu 6 Quartominguante aos 12 minutos e
40 segundos da tarde.
i 14 La nova as i horas, 21 minutos e
4o segundos da manhaa.
. 22 Quanoc'rescente as 5horas, 30 mi-
nutos o 40 segundos da manhaa.
29 La eheia as 4 horas, 44 minutos e
33 segundos da maiihaa.
DI.V&DA SEMANA.
2 Segunda. S. Isabel; S. Otlion b.
3 Terca. S. Eulogio m. ; Ss. Anatolio o Dailiro.
4 Quarta. S. Isabel rainha viuva f.
5 Quinta. S. Filomena v. ; S. Trifina m.
6 Sexta. S. Domingas v. m. '. S. Isaas profeta.
7 Sabbado. S. Pulcberia v. imperatriz.
8 Domingo. 6. Ss. Procopio e Priscilla rara.;
Ss. Cuciliano e Auspicio rom.
EXTIIOR.
CORRESPONDE.
DE PER
Par
Vou fallar-lhe anda
gera bllamais hoja u
ssassioato contra o im|
que leve para mu anlo
ISDO DIARIO
SUCO,
maio.
toa quesio, de que Din-
pisto he, d tentativa de
Mor e das consequencias
|p governo, que dispue
da imprenta, linha col J,do- os jornasisfas para
oM fatlaasem do misera* ;,esino, o meaos qae
3
lase postivel, para qae
o imitar aqoetles qoe (
feilo al aqtn por caua
efleito os jornaes foran
ce so leve algumas no
vel dada ao sen proces
A 7 desle mez Pianor
foram exteaaos, dan
ensillo teve urna
gar sea criare, pan/
granle.
Interrogado sobre
do a perpetrar aqu!
pensamenlo por eaf
linha arruinado soa i
qoe* eoverno oblej
raro pelo telegraphaj
comroetteu nos esu
e linha (ido condea;
Pianori concentros]
ahaolata sobre ara ;
Unle do processo ;'
dinheiro bastante r
uto trnballiava, isl.
disto trasia pistolafr
muilo cima de s
Era evidente q#-'
nao provinliam de*<
pod conseguir de'
efle pretenda ter?
esterlinas por sen
lieiio ao seu Ir
coucloir, qoe tinla
ra commelter o af
roa-ee fazer que 1
aqu eslo convel
estabelecidos em,
para o itsisiiaS
mas (si imposiiv
este r espeilo. S
criminoso pelo
parrecidas.
A impassibili
do nos debates,^
premo. De,
os recursos que
bunal da reta;
*
I'tivessem a pliaolzia de
i do molim, que se (em
crin) es polticos. Com
lo reservados e o pabli-
pela publicidade inevila-
Irante o tribunal do jury,
lulgado, e os debales nao
lenas algumas horas. 'O
singular -, nao podia ue-
sido preso em fla-
que o linham leva-
ene, respondeu que seu
> ipedicao de Roma, que
M; mas das informarles
Nao eni Roma, chega-
!rb. resulta que Pianori
roenos/onos assassinalos,
dozu anuos de gales,
m syslema de negarlo
iporlaiile, o miis impor-
-a ncllu un somma de
laura um operario, qae
cer de 1-J5 francos ; alm
oxi e vestidos i'de goslo, e
di<;,o.
dbheiro e estes objectos
abati, e com olTeilo nao se
ixro mesItc, em cuja laja
em Londres at duas libras
Se lile nao devia esle di-
devia-s'e necessariamenlo
paga feiln por algnem pa-
qoeelle perpeliou. Procu-
festasse aqnitlo de qae todos
que os cheles dos reagidos
s o linham armado e pago
auto esleve naquslla capital;
icar-lhe a, menor revelacao a
o for, Pianori fui declarado
qie o conderanou pena dos
; que esle hornera linha mostra-
budonoa-o hessa instante su-
ma conderanaeiio, usou de lodos
cencede : appellou para o Iri-
,as oossas leis lem o direilo
apreieatna algni vi-
lla;8o foi desprezada ; di-
lor tolicilat.do stu perdao
Ih foi negado e segunda
Pianori foi condolido
o lagar ordinario das eie-
na. Dizem qae elle mos-
riodicos DMuciciiara.n o fac-
pubtico nao se oceupou
s he lambrado de lempos
em lempos peli tartas le foiieitocoes dirigida o
imperador porjM o ^^^^ t Eoropl.
Paseo a oswo h |denta da qoj, se refere gran>e que So eUrop.. Mr. Dronyn
de Lbsrys, nosst mni d(M negocio, etlraogeiros,
ape.asv0ltoa*.eoofe,ni.iadB yitnfii< deo ,ua
dsmissao. Aspmiao DDli(.a inquielouH1e viva-
mente com estoresoluc uorqae espaihon-se o boa-
to deque Mr.?rwryn( LnuV4 tinlia iceiudo am
meio de solu^ |ropos ; ,, Aus|riai que 0
imperador uJi linha ,1^,, tcaita,,|
que parece hoje caria.
Com elTeito a A ci deforma
rigio-ee poit
mas esta
feira paseada
5 horas d
caee, onds
Ijou algam valar.
lo em poacas liabas,
mais desle negoci, qo
- lid
lo^h
cisaqui o
diente para tor
a quesUo diffl*
mar-Jegro,
o siaiu cilmente Rus4
toftal um nu
havia iwqoelli
des sem qoe
muilo para d
do a Rusaia,
Urouvn de Lli% ; q
lea ao imperador, que
coasnllado o Osvimo ii
'Nla Mo podia sjeradn.itti
as que Mr. I reiva de
laViei
meltido^ia
sus demiasao.
O imperadoi iikslio I
rasse, e resolv mise fu
Hender nlailo a Rossia,
aco das forjas roseas no
ra o que se chama aqu
Ter-se-hia concedido f.i-
[ho de conservar em Sebas-
e fragatas igual ao que
do comecodas boslilidn-
xceder esle numero. He
esto arranjo tivesse convin-
e Buol falln logo a Mr.
o esle volloa a Paris, fal-
ipois de o ler examinado e
lea, enlemleu que a propos-
ite nestas circamstsn-
ays, um pouco compro-
na, pulgn necessnrio dar a
tilmenti) para que areli-
lenlo a jceila-la. O sobs-
titulo de Mr.l tthyn de i nay, be 0 nM, embajza-
dor em Consta iliiopla, o|gr. & Waleski, fllho
natural do .mi eridor NaC,^ If 9 qae ,|Dna siao
multo aceito efnfcndreior sal cnaud. e bellas
maneiras. Mi. *aleskl leri por 9acceMor em I on-
dres o amigo ,n,i4o do iLperidor> 0 Sr. conde de
Persigny.
Una mar
li mamen le em
vizlr, dau no1
oue o saltao a
causas de um
intrigas, qae
provawl he
cha
m

ti leve tambem logar I-
antirla. Rechid Pacha, grao
iaeiros_s de maio ma demisso
tan. Hem diflicil indagar as
nelhan4^solu(a Porta. A versao mais
semanas, Kechid-Pa-
~sult.1 mandar para o exilio
lito poeso,. enligo grlo vizir,
s^p^oi
Mehemel A li-Pacha, -cunhado de sua Alteza. Es-
probrava-sea Mehemel-Ali actos iniquos de concus-
sao, e Recbid, qae se esfnrcava para por alguma or-
dem na administrado lurca entregue i venalidade
e a dissipacao, linha querido dar am grande exem-
plo, ms a mulher do exilado linha ficado em Cons-
(autinopl.i e sapplicado ao saUao, sea irmao, toda em
lagrimas, at que linalmenlevbleve o chamameolo
de sen marido.
Esta resoluto oflendeu a Itechid-I'acha, que im-
medialamenle resiguou funce da vizir. O sul-
lao que lera por esle homem hbil a maior eslima,
qoii conserva-lo em seu sefvico e o noraeou seo em-
baixador extraordinario eni Vienna, enearre-
ga0o de seguir abi os trabalhos da conferencia.
Afflrma-se que a partida de Rechid para Vienna le-
ra lugar a II desle mez.|0 embaiador inglez, lord
Redcliffe eslava auzenle de Conslanlinopla, quando
teve lagar esta pequea revoluto de palacio. Se
elle eslivesse alii, livera empregado l los os seos es-
for^os para se oppor, logo qae volloa de urna pe-
quena excurso, que fez o Crimea, empregou' toda a
sua influencia sobre o sol(3o, para obler delle o fa-
zer juslira a Rechid, mas as coasas eslavam muilo
adianjadas ; lioalmeole, o ascenilenle das potencias
europeas nao ficardiminoido cam esla mudanrda e
pessois. O nuvo grao vizir, Ali-Pacln, e o novo
ministro dos nezocios cslrangeiros, Fuad Effendi,
sao como Rechid, dedicados a cansa da reform, e
decididas a arrancar a Porta das Barras da Russia.
O ministerio Inrcosera apenas um pouco mais
francez e um pouco menos ingtez, porque Rechid
era um pouco dominado por lord Redcliffe, e se
oppunha, por exemplo, ao rompimenlo do isllimo
de Suez, porque o concessionario desta grande em-
preza era francez.
Eis-aqui a noticia de urna mudanza muilo
importante anda. Na manhaa de 16 de maio. u i
peradur NapoleJo receben do general .Canroberl
despacho (elegraphiA seguin(e: Crimea 16 de maio
as 10 hora_s da manhaa. Minha alterada saude nao
me permiltindo mais conservar o commando em
eliefe, mea dever para com mea soberano e para
com meu paiz, me obriga a pedir-vos qae entreguis
0 commando ao general Pelissier, chefe hbil e de
urna grande experiencia.O exercilo, que Ihe en-
Iregarei esla. inlaclo, agoerido ardenle e cheio de
eonfianca. Pejo ao imperador que me conceda um
lagar de corabalenle n frente de urna simples divi-
so. O ministro da goerra dirigi ao general Can-
roberl a resposla seguinte : o Paris 16 de maio, as
11 heaesda noile. O imperador aceita vossa de-
misatO. Sent que vossa saude estoja alterada, e vos
felicita pelo senlimenlo, que vos faz pedir ficar no
exercilo ; commandareis nelle nao urna divisa, mas
o corpo de-exercilo do general Pelissier. Enlreguai
o cominan o a esto general.
Esles pequeos despachos, 1.1o rpidamente Irans-
millidus/deram lugar a uumerosos commenlarios,-
mai a madanra em summa foi bem acella pela pi-
mo. O general Canrebert den prova de am telo,
e de ama habilidade imcomparavel, sobretodo pe-
los cuidados Intslligenles, qoe tomn pelo bem estar
do soldado ; mas se bem qae sea valor pessosl seja
levado at a lemeridadc, e elle se lenha expeslo mais
que uiuguem aos golpes do inimigo, nao ousou to-
mar sobre si a responsabi.lade de nm grande alaque;
como uro assalto, por exemplo, o qual podia termi-
nar gloriosamente a campanha, mas que podia tam-
bem occasionar um espantoso desasir. Cr-se que
o general Pelissier ser maii resoluto, e que sen com-
mando sera maisassignalado por algam acto decisi-
vo. Mr. Pelissier he um dos nossus velhos genpraes
da frica, o melhorsem coniradic daquelles que
nao eslo uo exilio. Muilo mais anligo no sea grao
que o genaeal Canroberl dizem qae elle soffria com
alguma impaciencia, o le-lo' por seu superior. Ve-
remos brevemente se elle realisa as esperancen, que
sna nomeaejo tem feilo nascer.
Do lliealro da guerra sp livemos esto qatozena ntH
licias pouco iniporlaiilcs. 'Urna expedidlo auglo-fran-
reza linha partido nos primeiros dias de maio para
ir apoderar-se da cidadede Kerlch, como se dizia, e
corlar as commuiiicaces do exercilo russo eoai o
mar de Azof!.' Esla expedicao compunba-se de 7 a
8 mil homens de tropas, qoe se linham embarcado
em urna divisao naval anglo-franceza, mas esla for-
ra nao linha chegado anda ao seu destino, quando
pina ordera, expedida a toda a pressa do qoarlel ge-
neral e Irazida por urna corveta a vapor, Ihe pres-
crevera que vollasse. Soppde-se que esta ordem foi
enviada de Paris pelo (elegrapho.
Nos provincias Moldo-Valachias, o commandanle
das forjas austracas, o general Caronini, acaba de
proclamar o estado de sitio. Allribue-se eslas me-
didas de rigor descoberla de urna conspirado tra-
mada pelos refugiados Hngaros.
A esquadra fraoceza do Bltico, s ordens do
conlra-almirairte Penaud, acaba de fazer-se ao mar
a 6 de maio, para ir reonir-se a esquadra iugleza,
que dexou o porto de Kiel,edeve achar-se o golpho
de Finlandia.
A diplomacia estove Inactiva esla qninzena, oes-
te sentido de qae a conferencia de Vienna, onde se
debate o destino da Europa, nao teve ama s sessao ;
maja luz manifesla-se completamente sobre os re-
sultados das ullimas negociarles.
O governo inglez acaba de commaoicar ao parla-
mento os diversos protocolos assignados pela confe-
rencia dorante o mez de marro e abril. Esle pro-
tocolos sao verdadeiros vrocessos verbaes, ande se
acham resumidas as discossoes dos plenipoten-
ciarios. A grande exteosao destes documentos nao
me permitto mais reproduzi-los nem analvsa-los
nesta carta destinada a resumir brevemente os Tac-
tos e apresenlar-lhe o lodo delle, mas recommendo
vivamente estes protocolos i sua altertcao, e peco-
lhe que ao menos aprsenle aos olhos de seu< lei-
tores o da conferencia de 26 de abril, qae fechou a
campanha diplomtica. A Russia de seu lado, quiz
fallar opinio publica ; recebemos hoje raesmo
urna extensa circular do Sr. conde de Nesselrode,
que expoe debaixo do ponto de vista russo, a histo-
ria das conferencias de' Viepna.
Esta circular he urna obra habilissimamenle com-
binada ; os fados sao apresentados ahi de tal sorte
qoe ao l-los, parecera que o espirito de conciliarSo
e de paz simo lodo inleiro do lado dos pteoipole -^ de maio.O inimigo fo.(. prente e plausiv el da demissio do general nao foi
com ludo admiltido sern reserva, perguntou-se se u-
ma razan mais alia nao linha inspirado seraelhanle
de terminarn, ou a voutade de couimunicar direc-
(3o das cousas um impulso raai enrgico, oo a ne-
cessidade de dar salisfa<3o a impacienlcs exigentes.
O imperador deu o posto vago as general Pelissier,
cujo valor, coohecimeutos e energa sao umversal-
mente apreciados.
Esle ullimo continuou a ivassa des despachos.

Eotrelanlo i
quarto, dirig
Callel Pij
de sen neto
para sua velhia
Ella eacaroj
rendo iogn a i
Bondailel
viasse essa con
que chegou i
verso I Quaad
para morrer.
Porque el
q-jillamente.
Porque i
o domlnam I
nao me engan
na lilierlinegen
ama casaca de]
las nos ps
Vme. pp
lerrompeu o
14IGM.
Mtoasa Raya.ad.
Conlirto.) i
UlleiroB linha lirado fora do
idoealedisse-llie saudando-a:
dou-lls paralieus pela volla
ilo ; lima grande consolarlo
n lanionfusa ; masjrevale-
exclao : *
a nfied a Deo qoe me en-
*dj 1../ .! V. S. ja uvio dizer
Ibondesse bijorrilha.esse per-
nlraila uiauha, fiqoei logo
3 perg iou 0 eavalleiro Iran-
4aeirohar torios os vicios que
.%u etlcom vehemencia ; eu
Indo idizia que elle cabina
jfl seor cavalleir, elle lem
flno, ii collcle de seda e bu-
ida Ib.
I que Itasse esfarrapado '! in-
rm leve sorriso. .
n a velha exaspera-
' nenhum
"VI
ciarios moscovitas, e que a Franca e a Inglaterra
tom pretencOes itaceilavis. Nada ha mais falso:
as potencias occideotaes querem a paz, e nao exi-
gem seoo o que he rigorosamenle necessario para
que a paz seja doradoura e a iodepeodencia da Por-
ta Ollomaia seja seriamente garantida. Has oque
o Sr. de Nesselrode'quer, nao he a paz, he a conser-
varao do swu quo, sobretodo relativamente a neu-
Iralidade da Allemauha. Anda que a guerra.Ihe
casto malos homens e muilo dinheiro, a R ostia a
pode suslentai sem pergo muilo grave, emqaaoto a
Austria nao culrar em inda. Ora, a Austria qoe
est romnosco de coraran, hesita pronunciar-se em-
qoando nao senlir-se apoyda pela Allemanha on ao
menos pela Prossia. O governo rnsso procuroa per-
petuar estas hesitacSes e be ocsle fm que nma no-
la acaba de ser dirigida aos gabinetes allemaes pa-
ra tentar separar sua causa da das potencias occi-
dentaes. Mr. de Nesselrode faz sobresahir as van-
lagens e qoe resollam para a Allemanha das con-
cesses feitospela Russia sobre o primeiro asegundo
pontos, islo he, sobre a queslao das provincias dan-
nubianas ea da livre navegarao do Danubio. Elle
insina depois mu claramente que eslas vantagens
seriam reliradas.se a Allemanha sahsse da neulra-
lidade. Malos gabinoles da confederacao sSo de
sorte enfeodados Russia, que aceitarSo anciosa-t
nle o pretexto, que Ihes he offerecdu para fica-
m.neutros aperar dh Austria, em nome de um
pretendido inieresse allemao.
Na Inglaterra ba inqaietacilo e aglacao nos espi-
rito* ; urna associarlo acaba de ter um meeliog em
Londres afimjde protestar contra a marcha do .go-
verno fazer pesar a responsabilidadedos erros expe-
rimentadas sobr elas'e.que tem o monopolio das funr-
6es publicas e reclamar urna reforma administrati-
va radical: Os principaes negociantes da cidade
estao a frenle do movlmenlo, que sa propaga ja as
grandes cidades dos tres reinos. As niocOes se suc-
cedem as duas cmaras, urnas lendo por fim fazer de-
clarar qae a goerra mal dirigida, oalras que se teria
podido, e se poderia anda fazer ama paz honrosa.
Urna destas mcOes, a presentada por lord Ellembo-
rough na cmara dos pares, e que linha um sentido
Bellicoso e hostil ao gabinete foi repellida pela enor-
me niafbria de i&5 volos eonlra 75. Eu Ihe farei
conhecer snmmariamente as onlras medida, que
la/.em discutidas.
-Nosaa etposh;ao mrrersal foi aberla a 15 desle
mez : o imperador e a imperatriz assistirum a esla
Inaugurado. Al aqui a exposirSo lera (ido pouco
successo, ou porque os galeras nao estao anda todas
promptas, ou por causa do preco de entrada, qoe es-
t fixado em 5 francos al o 1 de junho. Este
preco he muilo alio para altrahir a popularan.
No primeiro de julho pagar-se-hs tmenle um
franco cinco das da semana, e 25 cntimos no do-
mingo. A sociedade aristocrtica tora um dia por
semana a 5 fraocoi. He provavel que a aftluencia
se torne eniao mnilo coosideravel, porque ha muilo
bellas cousas ua expoaiclo. O Brasil nao tora man-
dado qaasi*nada e eu o sinto muilo, fallar-llie-hei
oulra vez da expsito em minhas prximas cartas.
------------.
PARS.
6 de junho.
Qatstlo do Oriente. A (erra. Sebastopol.
m impulso enrgico e decisivo foi dado s ope-
raroes, e cerlameote vai-se caminhando para resal-
lados considerareis : O relaiorio dos suecessos se
eiirontra iuleiro as correspondencias enviadas ao
ministro da guerra pelo general Canroberl e pelo
seu suecessor no commando, o general Pelissier :
Sebastopol 2 de maio de 1855. Esta noite pralca-
mos um feilo feliz, o inimigo linha fortemente li-
gado os seas trabalhos enlr si rom quarteis, em
frente do basliao eslava urna obra de conlra-fosso'
com duplo circuito e mui solida : alacamo-la, sus-
Icntamo-la debaixo de um fogo vivo e nella nos es-
labelecemos definitivamente, tomamos ao inimigo
oito pequeos morleiros que ahi se chavara, as nos-
sas perdas aluda inexactamente avaliadas sao abai-
xo do que suppuz, o inimigo sofireu muito, as tro-
pas se toruaram admiraveis de entbuiasmo.
Era frenle de Sebastopol 3 de maio. llontem s
4 horas da tarde, o inimigo sahio para rehaver a
obra de conlra-fdiso que Ihe hayiamos tomado em a
a noite precedente, as tropas de guarda atacaram-o
bayoneta, precipitado e laucado na prara, a arlilha-
ria iuimiga protegen a partida o a entrado desta
sortida com urna canhonada mui violenta que as
nossas bateras respondern) com grande forluna.
Em frente de Sebastopol, 14 de maio. O inimigo
fez duas sorlidas noite, foram vigorosamente re-
pellidas. Hi de maio. Conlinuamos os nossos
trabalhos em frente da prara, varios ataques dados
no inimigo tem produzido ptimo resultado, o es-
pirito das tropas he sempre excellente, eslo pos-
suidas de ardor e confianza. .
A 16 am soeceseo previsto desde algum lempo, se
realisou, o general Canroberl em ora despacho ao
imperador espontneamente resignou o commando
em chefe do exercilo, ai fadigas da guerra Ihe al-
teraran] cruelmente a saude ja abalada por ama
ophlalmia persistente e dolorosa. Este motivo ap-
ceolral e o mar orna granda praja d'armas onde
lenciooava reunir torcas consideraveis para fazer
importantes sorlidas. Em a noile de 22 para 23 a-
lacamos esles trabalhos defendidos por quasi toda a
guarnido, o combale foi mui enrgico e riurou qua-
si toda a noile, tomamos e oefapaiiios melade das
obras, espero poder annunciar-Hhe amanlia que o
/esto lera sido tomado em a nota prosima.
24 de maio.Completamos rao i felizmente i noi-
le passada a lomada das obras atacadas na vespere,
occupam'o-las. O inimigo qo- na'fvespera linha
sotfrido perdas enormes cede mais fcilmente, as
nossas, posto que sensiveis, lifc sido muilo meno-
res.
25 de maio.Hoje oceupames a linha da Tcher-
naia, o inimigo qae nao linha- sido reforjado dis-
putou mui pouco o terreno, oe retirou* rpida-
mente para a montanha. Eslibelecemo-nos defi-
nitivamente uas'obras lomadas em as noites de 22
para 24, foi concluido um arnrfelicio para enterrar-
se os morios, e podemos medir < as perdas do inimi-
go ; devem ser de 5 a 6,000 hameiis morios e ie-
ridos.
26 de maio. O inimigo na tem feilo demons-
trarao alguma, querem frente da praca, quer con-
tra as nossas lindas do Tchernaja, os trabalhos de
fortificarles de Kamiesch v3o pspgredindo, o estado
sanitario se conserva bom.
27 de maio. Triurnpho eosepleto em Kersch e
em Jenkale, o inimigo reliroufeao approximarem-
se os adiados; incendiou os sew armazous, as suas
bateras e os seus vapores, o nr de Azoffesl oc-
cupado pelas esquadras ailiad
30 de maio, II horas da
de Kerlch de 29, lodo vai b
liada est de volla do mar d'A
vios de Commercio em Bediai
incendiou 4 dos seus vapores e
veis, ama forte guarnirlo deis
Nunca, senhor eavalleiro I exclamou a velha
com energa, nones I
Eniao deve ter ajaotado muito dinheiro, disse
Irene ingenuamente.
Tenho alguus sidos, murmurou Callel, digo-o
sement aos senhores, porque sei com quem Iralo ;
mas o3o fallem disso a ninguem. <
Seu lillio nao volla para despoja-la, nem para
vigiar sua heranca, tornou o eavalleiro, elle est con-
vencido bem como todos de que Vine, he muito
pabre.
E lem raz3o, sou muilo pobre I inlerrompeu
ella levantando a voz.
Assim, conlinuou o eavalleiro, Celestino pre-
tende trabalhar para si e para Vmc. ; poderei eocar-
rega-lo de al gnus trabalhos da serralheiro de que ne-
cessila o caslello, e elle ganhar nisso tres ou quatro
francos por da...
Um escudo e mais I exclamou a velha sbita-
mente aplcala, nao encubro-lhe que iiso me dar
prazer.
Bem v que elle nada Ihe callar, prosegoio o
eavalleiro ; pelo contraro ha de ajuda-la muilo. As-
sim nao torne a (rala-lo com rigor como fez esto ma-
nhaa... Elle rsl na sala do fundo do paleo ; nao
qoer que venha :'
Depois quo liver tirado a casaca, respondeu
Callel. Tenho aiyda a roupa remendada, que elle
deixou qoaiido parti ; pode lomar a vesli-la. '
Como '.' exclamou o eavalleiro ; Vmc. esquecc-
se de que elle cresceu admiravelmente, a engordou
proporcao.
J que a roupa est muito estreila para elle,
[.nao lente vesli-la, pois rasga-la-hia, tornou Callel
vivamente. Tenho oulra cousa para dar-lhe, he una
jaquela do ave, que era um homem robusto... bre-
vemente me levanlarei para buscar todo isso... -
*v" > estas -"livras a ve1' i-se e len-
li'da
e.Tnho noticias
, a esquadrilha al-
l, deslruio 106 na-
o proprio inimigo
azens comder-
a em Jenkale nos
astegura a posse do estrello ; a expedirlo toinou 90
pecas de todos os calibres.
I. de junho, 10 horas da naje. Fizemos saltar
dous tornos diauto do basliao d Mastro, a segunda
explosao causn grande mal ai) inimigo. Na que-
brada do Careuage diante da ajosias obras os enger
nheiros descobriram urna linlia transversal de 24
caixas cubicas cheias de plvora, tendo cada urna
40 centmetros de altura, iatlajjjuiite cspsccjadas e
enterradas lor do solo. Cada caixa, conlendo 50
kilogrammos de plvora, est coberta com um apa-
relho fulminante que faz explosao pela nica pres-
ssto do p, eslas caixas foram lomadas pelos enge-
nlienos.
2 de junho, 10 horas da noile.As noticias rece-
bidas de Kerlch ua data de 30 de maio anuunciam
que, ciii conseqnencia .da recusa das autoridades
miniares de tienilsecl. em enlreger os arma-
zens do governo e 90 navios carregados de
provisoes para o exercilo russo na Crimea, a es-
quadra s ordens do capilao l.yons bombardeen a
prara, expellio as tropas e deslroio tud. Assim
em 4 das o inimigo perdeo immensas provisoes, 4
vapores de goerra o 240 navios empregados exclu-
sivamente na conduccao de provisoes para as tro-
pas na Crimea. \
Todas as noticias atlestam que am passo immen-
so ha sido dado para o cerco complete da fortaleza
rusia. Ter successivamenle tomado posse do basliao
central, das margen* do Tchernaia, de Kerlch, de
Jenkale e do mar d'Azoff, ter lomado aos Russos
os seus principaes ceiros de abaslcciraenlos, sobre
lodo Kerleh 13o abundantemente prvido de provi-
sf.es e municiies, accessivel d'ora em vanle para el-
le* pela iinca via de Perekop, va mui tonga, moi
diflicil, mui cuslosa, especialmente pelo estado da
temperatura, he ter alcancado resultados acerca de
cujaUmportancia be intil discutir.
Tem-se repetido mil vezes em qae se acabar a
tomada "de Sebastopol'.' A resposla a esla perguu-
la se enconlra boje u'um boaio qoe circula em lo-
dos os lados. Resolveo-se nao dexar pedra sobre
pedra em Sebastopol, quando lasechegar, conser-
var-se-ha Kamiesck como praca d'armas com urna
guarnir de viole mil homens incesantemente
prvidos pelas esquadras alliadas, por meio de al-
guna trabalhos d'arle se far de Kamiesch ja Uo
formidavel urna especie de Gibrallar inexpugna-
vel, nrcupar-se-ha ao meimo lempo Conslanlinopla
indefinidamente com urna guan icao de 40,000
homens. Con>ervnr-se-ha igualmente Varna, An-
drianopo'lee Gallipoli, e com eslas excellenles po-
si(0es capazes de impedir lodo o commercio russo
aguardar-se-ha Iranqaillamaole e sem novos sacrifi-
cios qae o inimigo queira consentir a paz.
O Bltico.
A esquadra do fraga las acabo u de eslabeleccr no
Bltico o bloqueio de lodos os portes russos ; um
momento em cruzeiro no golpho de Finlandia entre
as'.ilhas d'l'to c de Oago, e contando : a Imperieuie,
o Arroflant, o Huryalus, o Amphion, o Tariar,
o Conftict, o Tournille, o Autterlil:, o Duques-
nes, o Astas, vai sempre avancando. A sua appro-
xiraarao derramou ao longo, dos golphos de Bothi-
nii e de Finlandia um verdadeiro pnico ; em Re-
vel os habitantes se lem retirado cora ludo o que
possuem mais precioso com medo de um borabar-
deamenlo, transporta-se o que he a propriedade
da cidade para o interior daEsthonia; entretanto
m Riga como tiveram' a prec.uirao de tancar can-
de granito, receia-se menos o bombardeamenlo.
almirantes inglez e francez tem guardado al
presente a mais estrela reserva, e nao tem reve-
lando cousa alguma das suas operaces futuras.
(/f diplomacia, as conferencias, os protocolos.
epois de tantos vaos esforcos tentados em Vi-
einta no teiO das conferencias, a diplomacia anda
nol emudeceu e anda nao qoebrpu a sua penna.
O ci'nde de Nesselrode publica urna circular ende-
recalda a todos os agentes diplomticos da Russia.
cirrisl.ir explicativa das ullimas negociaedes de Vi-
ennal e cuja iutenrao man Testa he laucar sobre
os negociadores do Occidente a responsabildade do
rompimenlo dks canferencias. He sempre esta mo-
ni e tllusoria palvra qae zomba dos lenes e infa-
HpReap campees do equilibrio europea. O conde
de Walewsk, o novo ministro dos negocios es-
trangeiros assignalou *a lomada de posse do sea no-
vo posta por urna resposta circular russa, repcllio
as eslraqihas a\ksga$oes do gabinete de S. Pelers-
burgo cu\m urna franqueza, com, urna precisa, com
urna clareza inleirameute franceza, moslrou os
corajosos \ esforcos tenlados para chegar-ss a ama
paz honrolsa" e o paciente acolhiraenlo dado a todas
as propositas ainda as menos serias, emfim moslrou
que hoje, lse a tranqaillidade de todos s pode ser
comprada I pelas armas, he a Russia que assim o
tem qneri
Todo o inundo germnico se immobilisa na mes-
mu siluarilol nao.tem dado um passo, quer sobre o
terreno da diplomacia, quer sobre o da acra, pa-
rece ter acreditado asapparencias de ronces-oes
feilas s corifereocias pela Hussia no qae diz res-
pelo aos priiicipados e navegara do Danubio,
e deixa ignorar al quando a sua neotralidade po-
de adiar a fur\marao da liga europea ; quando di-
a ignorar, nos engaamos, pulique
1 das conferencias de Vienna esl
a Austria esl definitivamente re-
omar parte alguma na guerra. He
do lamentar que esta potencia se resigne a um pa-
pel de abalinieutw e quasi de abdicaco. Taes nao
pareciam dover per as conclasoes das premissas lo
enrgicas que cite linha estabelecido. Quaudo um
l.lo grande imperuo arma todas as suas forjas con-
traa alliancas coin partes belligerantes, e al en-
va ara exercilo para o terreno da lula, d a pensar
quo nao sao vaos \ protestos, e o futuro dir como
se justifica esla incunsequeucia da Austria.
zemos qoe dciu
o protocolo fin
mui prximo,
solvida a nao
Franca.
Ja se nao trata di viagem do imperador Cri-
ma. Nova modifichrao leve lugar no gabinete de
Paris : M. Drouyn da Lhuys concertara com o conde
deBdOl as conferencias de Vieuna nma- proposico
qne devi ter por efTcIto Ou reilabelecer a paz se
rosse aceita pela Russia, ou assegurar o concurso
inmediato e enrgico Ida Austria na guerra,'se ,,
Russia repellisse-a. Eata proposico nao delfrnde-
ria safficienleraente os ieresses inglezes sos olhos
do gabinete de S. Jame)*, e por considerares paral
eom os seos alliados Napoleao III regeloa-a sem
hesilarHo, Esla dissenrao entre M. Urouyn de
l.hoyse sea soberano delerminou a sua retirada dos
negocios. O seu mccessqr, o conde Calonna Wa-
lewsk nasceu em 1808 juVito de Varsovia, afilhado
do imperador Npoleao I, Vecebeu do padrinho um
legado consideravel que o\ habillou a terminar os
seos esludos.
Em 1828, na poca da coroacao do czar Nicolao I
como rei da Polonia, foi nomeado camarista e ea-
valleiro da ordem de S. Estanislao. Na occasiilo da
insurreicao de 1830 a 1831, Winguo-sepor sua co-
lagcm como oflicial do esladct-maor no exercilo a-
cional. Casado depois com uyna rica ingleza, rere-
bcu de M.Thiers em 18(0 una misiao junto-do pa-
cha do Egyplq, missao de quelse houve tambem qoe
depois foi euviado a Buenos-A jires em qnalidade de
muiislro plenipotenciario. Ueifoisdos acontecimen-
(os de 1818, I.uiz Npoleao sopira ao poder, no-
meou o conde Walewsk erabais ador em Inglater-
ra, e foi desle posto em que elle Vez ludo quanto es-
lava em seu poder para estreilan a allianca anglo-
franceza, que foi lirado para occapar o cargo eleva-
do e diflicil dexado vago pelal demissao de M.
Drouyn de Lhoys.
Quando ha ura anno o conde da Peisigny deixou
o ministerio do interior, o imperadwr endererou-llie
urna caria na qual proraelliaappellar mais larde para
sua dedicaran. Fe-lo ao conde de Walewsk embai-
xaidor ua curie de Londres : esla missao importante
lie um leslemunliu dos serviros quelprcslou e da-
quelles que se devem esperar da sup dedicarlo ao
paiz.
Sem o menor estrepito, o processo k> assassinolo
imperador, o italiano Pianori, Toi devwlvido ao tri-
bunal dos jurados. Foi condemoado \ morle e exe-
cutado. Tratado da maneira mais exlpedila e mais
minara, este negocio nao leve as |Woporrjes de
um processo poltico, o miseravel nem ste quer che-
gou a occopar urna sessao inleira, foi jiplgado entre
um ladrao e um velhaco do mesmo valoi
A rainha Victoria e o principe Alberto' aceilaram
o convite do soberano francez, e virao a Pars a 16
ou a 17 de agosto. O palacio de S. CloudJ ser pos-
to sua inleira dsposicao ; a imperatriz se oceupa
em pessoa de mandar preparar todos os aposentos.
Espera-se ua mesma poca el-rei de Sirdttnha o el-
rei de Wurlemberg. Entretanto o lord jUaire de
Londres j chegou a Paris a 3 de junho, e ticou oo
Hotel-de-Ville com a sua Tamilia, eos outrc\s mem-
bros da depularao da Cit oceupam um paU icio que
Toi prep rado gara recehe-'.os ; um banquete e um
baile se jslio organisando para elles.
,' Inglaterra.
O.MOvmete que se declarou depois de algnm
lempa procura anda a sua expressao, mas nao lar-
dar provavelmcnleem eoconlra-la. Nada tuenos
lie que una sublevaran eonlra a aristocracia, con-
tra a clai.se que lera gozado al o presente do mo-
nopolio c o governo, de lodosos beneficios da cons-
'iluicao, contra a classe qae, dizendo muilas vezes :
ha alguna cousa afssar.parecia ter pensado a Tundo
qae todo ia da melhor meneira-^iossivel. Tomar
este movimento mais cedoou mais tarde nma forma
violenta, ou permanecer as vas pacificas legaesT
Oi-lo-ha um futuro prximo ; mas o qae he corto
he que como as instiluiroes aristocrticas sao o pro-
prio fundamento da sociedade ingleza, no dia era
qoe eslas nao regorem mais na Inglaterra, se reali-
zar urna verdadeira revolurao. O santo he o se-
gninle. II'forma administrativa, nada he precisado,
e o carcter vago, elstico, indeterminado do movi-
mento parece fazer todo o perigo da situacao, pare-
ce qne nem o governo nem o parlamento ja nao sao
tomados em cunslderacao, que a vida se retirou de
amhos.corno na vespera de urna prxima riissolucao,
e como se a represeutarao nacional j nao represeo-
lasse a uarao ; os seus membros occasionam mee-
tings no suio dos quaes se oppera o porto da grande
rennvarao lo immineole hoje, talvez amanliJa, 1,1o
salutar a salvarlo da forma governameolal que al
0 presente tem Teifb a honra, a gloria, e a forluaa
da Inglaterra.
He portante Tora do parlamento qne a crise vai
lomando desenvolvimeoto cada vez mais comidera-
veis, lie em meetings qoe se insiste sobre a necetsi-
dade de grandes moflificares polticas. Todas as
proposiroes, todas as moces estao na ordera do da,
e ura membro do parlamento M. Domronde, presi-
dindo urna destas assembtas, indcou em um djs-
curseabcrlainenla como cansa do mal a influencia
arislocracia, e como remedio o voto universal por
escrutinio secreto. No seioda representarn nacio-
nal, a guerra occu pando a attenrao do parlamento
d tambem s maniTeslacoes a occasiao de se repro-
duir ahi; M. Layante, um daquelles que desenlia
a opni;o como o mais capaz de fazer Irinmphar o
volos do paiz,e responder s suas exigencias,he o ao-
lor de urna mocao concebida da maneira seguiute, a
que deve fuer na cmara dos communs : A cma-
ra dos communs vo com inieresse profondo, e in-
gente o estado da naco, he de opiniao que a manei-
ro po'rqce o mrito eo tlenlo dio sido sacrificados
as uomearoes para funccOi-s publicas, influencia
do partido, de familias, e a urna fidelidade cega, a
rutina, deu logar .a graves, infortunios, e ameara
laucar discredlo sobre o carcter nacional o arras-
lar o paiz a novos desastres.
Anteriormente urna moeso anloga linha sido fei-
ta na cmara dos lords por lord Ellcmborough, foi
regeitada por 181 otbs contra 71 ; qual he o sen-
tido leste voto ? Mas que a Cmara dos communs
adopte, ou regeile tambem a mocao de M. Layard
nao he menos provavel qae he esto o grito da opi-
niao c nao o voto de um simples conventculo. O
ministerio de-lord Uerby Taz ludo para resistir uo
meio das difliculdades que viio nascendo todos os
dias. O inqoeritu Roebuck hoje terminado nao
Tez mais do qae confirmar fados condecidos, nada
de novo reveloo, e s oflerece resultados mui in-
significantes.
Turqua.
Tiveram lngar algumas moditicacoes na alia ad-
minislrarao : Reschid-Pach j nao he grao-visir,
este Tacto produzio grande sensarao em Conslanli-
nopla. A ordera de exilio de Mehemt-Ali-Paaha
foj revogada por Abdul-Medjid, o foi islo o qoe de-
lerminou a ralirada do grao-visir. Depois de ter
empregado lodos os meios para que o saltao adop-
lasse a sua delerminacao, e achando-o ioabalavel
oDereceu a sua demissao qae Toi aceita, Ali-Pach
1 foi designado para o posto vago, Fuad-Eflendi qne
nesla occasiao foi elevado a dignidade de Pacha,
he nomeado ministro dos negocios eslrangeiros e
presidente do conselho do Tausimal ; Chisik-Pach
ministro das financas esl interinamente encarrega-
do do gr8o-visirato,Muklar-Bey elevado gerarchia
dos Pachos foi nomeado ministro das financas, em-
fim Reschid-Pach substituto em Vienna a Ali-
Pach.
Proseguindo na obra das reformas, o suliao pu-
blicou ltimamente nm decreto, qoe proclama a
replicn ella agitando-se ; nao quero qne Celestino
mella a mo nos meus cofres... nao tenho confianra
nelle.
Tera confianca em mim ? disse Irene sorrindo.
Sania Virgem I acaso isso pergunta-se .'
Poh bem, procurarei eu mesma ; indique-me
smente onde esl a jaquela.
Seria necessario despedir primeiramenle certa
pessoa que ha aqui de mais e Techar a porta, dase
Catlel em voz baixa.
Irene deu urna coinmssao vizinha, que relirra-
se a oulra extremiriade da lala, ella sabio logo, eo
eavalleiro emporrou a porta.
He all qae devo procurar'! perguotou Irene
mostrando o armario.
A velha Tez um signal negativo, e designou com o
dedo o anaulo mais esenro da sala, dizendo :
Ha all urna noria sem gonxos nem fechadu-
ra... ella abre-se por meio de urna mola.
Irene examinou a parede Torrada de madeira, e
por. sem hesitar o dedo sobre um bolao de cobro se-
inelhante cabera de am prego.
* Jess I Vmc. descobrio-a Uto fcilmente I ex-
clamou a dotute com nm sobresalto de espanto e de
iuquielncSo.
. Tranqoiltisc-se, tornou Irene, eu teria procu-
rado muito lempo, se itSo houvesse no caslello um
escondrijo qoe fecha assim ; o qoe parece provar,
minha chara Callel, que sua habilacilo e a minha fo-
ram edificada! pelo mesmo pedreiro.
A rapariga erapurrou a porta, e logo a luboa de
carvalbo gyrando sobre um eixo, deixou ver a e/T
Irada de urna especie de adeguiuha sombra e pal
funda, em cuja extromidade brilbava a dbil clurtf4'
dade de um resj>iradourii. C
A Mqeeta dive estar em umcufrelbem
Tundo, i Irisa CalMl erguendo-se ; loquci-a com
prnprias matts ha qulnze dias.
Irene passoo com precaurao peto meio de uina
tesordem de caixas e de Jaxdos' ,/ihalavani o
cheiro particular r^pV^ "r*'i: 0 mar. Ci.tamrj 8 corsario! e
ndislas" ra fonnar esse
ar i-'^auanao
V
linham menos de cem aonos. O cofre de que Cal-
le! Tallava era um desses movis velhos de madeira
fina, ornados do ricas incruslajdes que labricavara-
se antiganiente na cosa firme da America. Prava-
velmenle essa novidade provinha de algum navio
hespanhol on porragaez que naufragara ne>sas pralas
perigosas, e o Piolla lioham-na ochado entre as re-
liquias qoe o mar lancava sobre a praa.
Irene volloa a chave de prala na fecha dura, le-
vaotou a lampa e poz-se a procurar. A melhor rou-
pa do detento Piolol eslava ahi com efleito cuidado-
samente dobrada, e seu chapeo elcalroado servia de
cofre de dinheiro a Callel : denlro hvia urna boa
quanlidade de escudos, alm de ama duzia de do-
broes. Madamesella de Kerbrejean lanrou smente
um ciliar sobre'esse Ihesourinho, e tomando a ja-
quela vollou logo para junio da velha.
Callel linha lomado a cahir esgolada sobre o Ira-
vesseiro ; todava estendeu a mSo para locar a ja-
quela, e disse laucando om olhar inquieto para a
adeguiuha : Querida senhora, fech bem ao menos...
Fique tranquilla, (espondeo Irene. Quer que
chamemos sea neto?
Ainda nao I aiuda nao, murmurou ella Te-
chando os olhos.
Madamesella de Kerbrejean nao insisti, assen-
lou-se parle, e poz-se a abanhar um lenco novo
que trouxera para substituir o srdido trapo de chita
qoe cobria ordinariamente o peilo de Callel Piolo!.
O eavalleiro linha-se approxiraado da velha para
fallar-lhe ainda do neto; mas vendo-a lo abatida,
abaixou a cortina da cama, alim de qne ella podesse
___ Irene, a qual
........lu i j n 11 nr"aa-_j~.......'.........
j voVhaixa quando Celestino PioW entreabri
* -Pandamente a porta. Irene reconhecoS .'S ra-
z qoe va lodos os dias quando era raerU** e 'loe
lea va-Ihe lo bellas conchihas. DeponL^*, te-lo
nadado com am. gesto amigavel, arenou-lnViJlue a
daenlo havia adormecido, 'todava elle
vai-se a entrar, a flcou no limiar com una mj o a-
piiada sobre a hombretra encarando com admir^ *
Wadamesella de Kerbrejean, cuja preseoca ignu- v
f que nao raconbKia.
JA r
4
i'gualdade para lodos os seus subditos e chama a lo-
dos para o servico militar ou pessoalmenle, ou por
via de resgate ; esta medida produzio grande efleito
na popularlo chrslaa de Conslanlinopla, e esperase
que os oulros privilegios nao se Tarjo esperar por
muilo lempo.
i obstculos administrativos encontrados na aber-
tura das vas de communicaco no islhrao de Soez,
se acham presentemente superados.
Dinamarca. '
He para 4 de jonho qoe foram designados a com-
parecer peraote o supremo tribunal de juslira do
reino lodos os membros do gabinete precedenle.me-
nos um s, o ministro do ducado Schleswig, ha sele
indiciados, a saber : MM. Oersted, presidente do
conselho, Tellsch, ministro do interior, o lenle ge*'
neral Hausen, miuislro da guerra, Bluhme, minis-
tro das reanles exteriores, o contra-almirante Sien
Blle, ministro da marjnha, o conde Sponneck, mi-
nistro das linanras, e Scheel, ministro da juslira.
Sao aecusados, primeiro, de ter provocado e ordena-
do sem ter obtido a autorisaco da Dieta, postoque
esla se achasse reunida, diversas medidas que occa-
ionavam despezis, nao concedidas pelas leis sobre
as financas ; segando, ter depois solicitado, e obtido
a sanc$to real dis mesmas medidas, e ter ordenado
o pagamento de onlras somraas igualmente seu auto-
risaco legal. Alm disto a aecusacaoesprobra a M.
de Hausen, em particular o ler a se bel-prazer
danoslo das sommas qae nao eram concedidas pelos
ornamentos em 1853 a 1854. O alto tribunal de juslica
sa consliluio conforme o 72 da eonstuicao, com-
poe-se de 16 juizes, sendo 8 membros do Folke-
thing, e 8 membros do tribunal supremo, eleitos res-
pectivamente pelos coros de qoe Tazem parte.
Piemont*. .
* A lei dos convenios oceupoo todas as deliberares
da represeolacSo nacional, lodos os espirito* das
populaces durante esles ltimos lempos : a 22 de
maio a cmara alta volou-a com algamas modifica-
cSes, e a cmara dos depulados pela soa parle adop-
lou-a a 29 com as emendas do senado, a sanelo real
Toi inmediatamente dada, e a sessao das cmaras
desle anno Toi immediatamente encerrada. Vctor
Emraanael continua a soffrer dolorosaaiente. Per-
den o mais novo de seus filhos ha pouco (ampo, e
eis que o duque de MoMeferrate seacha mui perigo-
samente enfermo ; por mais dolorosamenle afleclado
que seaohe, ve sofirimeotos physteos junlar-seaos
seus soffrmentos raoraes, ferido em urna perna por
urna queda de cavallo, quiz continuar mui cedo a
contra a opiniao dos mdicos os seas exercick or-
dinarios, e deu ama nova queda. Perdeu a saude
qae linha ha 7 on 8 mezes, e parece absorvido de
orna maneira mui inquieta nos negocios do estado
mui felizmente compromellidos hoje, porqu* os pro-
testos da corte de Roma lem exaltado os- liberar, e
produzido em Tarn e em oalras cidades gravas per-
turbacOes. A 13 de maio,dia do aohiveriarioda pro-
clamarlo do Estatuto Constitucional. O ministerio
reconstituido he composto da maa(|ri seguinle : M.
Cavonr das financas, com a preaidsoaja do^onscHio,
M. Cebrarie dos negocios eslrinfairoi, M- Lanzada
nslrucro publica, M. Ralazai do Rtarior, M. De-
foresta da juslica, o gaaaral Datando da guerra, e
M. Palecoppa das obras pubBM, i*"
Portugal.
Um grande acto de juslica qoe honra o governo de
D. Fernando, el-rei regente, foi praliodo a 15 de
maio : Os restos do cantor das Losiadas, do inmor-
tal Camoes.esquecidos vergouliQsaman te durante dous
sectese meio Torain encontradossob o allar-morda
capilla de Santa Anna de Lisboa. Foi ahr que li-
nham sido depositados em 1595, 16 anuos depois da
sua morte, por D. Goncalo Coulinho, foram piado-
samente recolhidos e enllocados em ama orna da e-
bano em preseoca de ludo quanto Lisboa enterra
de mais Ilustre, e confiados iiib-priora do con-
venio at o dia em que forem depositados no monu-
mento que so Ihes esta preparando.
A lei que conferc ao marechal deSaldanha a pre-
sidencia do conselho s*m pasta Toi volada por 80 vo-
los contra 8. lima companhia franceza Toi aatoria-
da a estabelecer urna linha telagrapbca enlra Lis-
bo, Badajoz e Porte. Um voto unnime das cortes
permillio a el-rei continuar suas viagens a Ingla-
terra, Franca e a Italia com o irmao o intasto D.
I.uiz. Consagrando a viajaros ltimos Inatentos da
eaa minoridad, vaso visitar a Franca, a satos da
sna partida em ama proclamarlo, el-rei regente
disse aos Porlugaezes qae esta viagem linha por al-
vo o aperfeicoamenlo de sua edaesran, que linha si-
do o objecto constante dos seos cuidados paternos, e
que esperav na Divina Providencia para ler nm da
a salisfacao de poder dizer que conlriboio para a Te-
licidade da naro, preparando o augusto herdeiro
da coroa a occapar dignamente o Ihrono dos seas
antepassados. Recebidu pela sua chegada a Paris
pelo priucipe Npoleao. D. Pedro V a 28 de maio
chegou s Talherias pela grade de honra enlre ama
dupla ala da guarda imperial, encontrn ao p da
escadara do pavilhao do relogio, o imperador cer-
cado dos grandes oTficiaes da coroa. O seu servico
de honra se compoe do copde de Talli, do mar-
qaez de Charaon Quilru e do conde de Aygnevives,
assistio no dia seguinte.com snas mageatades impe-
riaes as correras de Chantilly, visilon o palacio da
indualria a consagra lodos os instantes da soa resi-
dencia a-estudar Indo qoe merece um alto grao de
alienlo.
Hespanha. m
Nesle paiz o abysmo dss revolu^es esta semprs
aberlo : annunciamos na nossa ultima corresponden-
cia a sanecao real dada a lei sobre a conficaco dos
bens ecclesiaslicoi, foi no palacia d'Aranjuez a oc-
casiao de sceoas graves, qoe dao toda medida da si-
tuacao, o que s3o 13o importantes que apezar de
sua data relativamente antiga, pretendemos Irans-
crever a narracto inleira"depois das relelas rece-
idas. Sabbado 28 de abril fel manhaa,dous com-
boys parliam de Madrid para a residencia real, nm
destes comboys eoodiizia o marechal duque da Vic-
toria, presidente do conselho, mui decidido a oblar
a saueco, o outro coraboy condnzia Monsenhor,
Franchi qae ia communicar a Monsenhor Luznriaga
as orden* que acabava de receberda Santa S, e pe-
dir-lhe os seus passaportes. no caso da lei ser pro-
mulgada. Como a rainha livesse opposlo ao prin-
cipio urna recusa ts propositos de Espartero, esto
res'pondeu-lhe : devo declarar-lhe, Senhora, qne a
sua recosa pode ler as mais funestas consequencias
para a paz publiea a para a sua pessoa ; V. magea-
lade sabe com que Tacilidade se Tormam as barrica-
das as ras de Madrid,a popolifaO ja esla profun-
damente irritada e descontente, eni breve se levara
as ultimas extremidades, a crea-me a assembla nao
hesitara tomar as resoluees mais enrgicas, a a rai-
nha respondeu, arrependo-me de tor consentido a
apresenlacao desla le, que perturba a miaba cons-
ciencia, pos que ha urna violceo d'um tratado qne
fiz com o paiz, e eilou resolvlda a ao Ihe dar a.mi-
nha saucedo por que estou convencida quedella re-
ultarao grandes desgraca* para a Hespanha.
Tendo a marechal insistido sobre os embarazos
que a recusa creava aos ministros, que se .aehavam
compromellidos, e nao podiam conservar ai snas
pastas, a rainha disse, que a linham echado dcil a-
inda na*s occasiOes mais difficultosai, e que nao po-
dia crer que a abandonassem na situacao em qoe a
linham colocado, o quando eslava sem conselheiros
e sem defensores. Pois bem assigne, replicn o
marechal ; nao posso assigoar esla grande inquie-
tarlo ; entao Espartero entrn no aposento d'el-rei
quem recerdou os servicos qae linha prestado
rainha e ao throno depois da restauraeao ; nao sei,
respondeu el-rei, se fora melhor ter perdido o
Himno o a coroa do qae ler conselheiros taeseomo o
senhor os tem feilo. O marechal nao podendo ob-
ler nada, parlio para Madrid. A noile os ministros
foram convocado!, e decidio-se que uo dia seguinle
a demissao do conselho em massa seria entregue i
Irene comprehendeu sua heslar,ao, levaoitoa-se,
edingndu-se a elle dissje-lhe com benvola' fami-
liaridade:
Bom dia, Sr. Celeslioo, vejo que nao reotoohe-
ce a menina que quera dar-lhe sempre suas ''none-
cas em troca dss billas conchihas que Vmc. ^cha-
va sobre praia. '
Celestino Piolol corou vivamente, e respondeu
passando a rnao pelos cabellos como para encebrir
sua periurbaro i.
Pardoe-me.Tw eu n3o linha essa honra ; >nas
agora rernnhero-a perfeilaraenle.... Senhora Irt'iie,
como est ? ; ^ .
Muito bem, disse ella com um leve sorriso.
' Ah I tanto melhor.'
Proovera ao coa qae todos aqu tivessem t'So
boa saude como eo, tornou madamesella de Kerbr e-
jean. Essa pobre Callel parece muito doente.
t Acho-a muilo envelhecida.
Vmc. vollou a proposito para prestar-lhe seu
cuidados, conlinuou Irene. Sei que ella nao aco: ,
Ihcu-o bem ha pouco ; (mas Iranquulise-ss, meo til V
j fallou-lhe, ha de fallar-lhe anda, e ludo ir-bem*. '
Ha urna mulher lerrivel, disse o joven obreiro,
lem preeonecitos a que meu espirito nao pode con-
formaerse.
Mas Vmc. est decidido a respeita-los, c isso
se acommodar, responden Irene vendo quo elle lo-
mara nma blusa e deixra a casaca azul que tanto
exasperara Callel Piolol. Entr brandameute e as-
senle-sc'atraz da cama ; quando ella accordar, meu
lio a exhortar ura pouco, e depois Vmc. se adian-
lar.
Celestino liesitou ainda, e disse:
Ella recebeu-me cora lods a sorte do afrontas,
ealiau nMa pedia-lhe, Dos livre-me disso.'....
Sei qe he pobre, e nada quera delta sena algu-
mas plavras boas; porcra ja que nao quer dar-me
sua amisade, e nao facr caso da sna heranca, o iue-
Ihor sera vollar hoje niasmo...
Nao Taca tal cousa I disso Irene vivamente.
c ite$a o qoe acornee^ Vmc. n8o so arrepende-
.larjieado jnn* i/ti u avii. Nag <\^r ~~
O mancebo cedeu a esae conselho dado com ama
benevolencia um tanto imperativa, e assenlou-se em
um canto onde a doente nao podia v-lo.
frene continuou a coser conversando em voz bai-
la cm o eavalleiro, e voltando de quando em quan-
do os olhos para Celestino, o qual comprehendia que
Iratava-se delle.
Callel devia estar orgulhosa desse rapaz, disse
0 eavalleiro; he um bello homem.
Elle assemelha-se figura de cera que repr-
senla o rei Mural nos quadros que moslram-se na
feira, respondeu Irene ingenuamente.
Creio que gosta de ler, tornou o eavalleiro.
Fmquanto eu fallava-llie na sala, vi um livro que
saliia-lhe do alforge.
Um nstente depois a doente acordou ; madame-
sella d Kerbrejean e o to chegaram-se logo cama
Entao, Catlel, como est '? perguotou o eaval-
leiro.
Um tanto alliviada, grecas aoco, respondan
da ; amanlia poderei lalvs andar a p.
Assim o esperamos; mas entretanto he neces-
sario ficar, ler o corpo em repooso e 0 espirito tran-
quillo.
Ha aqai alguem que deseja fazer-lhe compa-
nhia, o asiistir-lhe, accresccntoo Irene; nao quer
agora ver mu rielo?
; Callel Piolol respondeu acenando com a cabera, e
retirou-se para o Tundo da cama. A um signal do ea-
valleiro, Celestino approximou-se. Opobre rapaz es
1 .ava conmovido ; ajoelhou sobre o lamborete que
a,chava-se junto da cama, e lomou a mo-da av.
P '.-la enearou-o murmurando:
Ah 1 nh I he esse verdaderamente o filho de
u pobre filho Corenlino Piolol?... Seusbigodes
inlpedem-me de reconhece-lo...
cenoa-llie qae se relirasse, e desviou o rosto. 5
Mea t ipa/, va lancar abaixo lado sso, d^%3
eavialleiro vnndn as bellas barbas pretasdr C.eleil
sua -imti ''
Ja que elle lem urna blusa, he intil dar-lhe a
jaquela.
Madamesella |de Kerbrejean e o lio encararam-se.
Parecia-lhes que a velha recobrava loleiramente a
presenca de espirite, e que poderia talvez com eflei-
to levantar-so no dia seguinte:
Qne he aquillo"! perganlott ella vendo o len-
to novo que Irene enllocara entre a roupa velha es-
palhada sobre, a cama.
He um lenro para Vmc. por ao peecoco quan-
do levaular-se, responden a rapariga,
Muito obrigada, minha seoborioha, elle ha
muilo bello para mim 1 exclamou Callel depois de
ler tocado o panno com a ponte de seus dedos des-
carnados. t
O eavalleiro levantoa-se entao dizenJo:
via, coragem, Vmc. j esl melbor, e se resla-
bolerera brevemente.
Ades, minha chara Catlel, acrrescenloo ma-
damesella de Kerbrejean alando as filas do chapeo
de palhioha ; amanhfia tornaremos a vir ve-la.
' E espero ler a salisfacao de adiar jauto de
Vmc. seu neto Celeslioo, diise ainda o eavalleiro.
Apenas Irene e o lio retararam-se, Callel Piolol
lenlou levanlar-se para tornar a por a jaquela em
seu lagar, e esconder lamhcm seu lenco novo. Sua
Traqueza era /trema ; com ludo ella- arraslon-se
vacillando al a oulra exlrcmidade da sala, econse-
guio abnr a porta da degoioha; roas ahi Toi ataca-
da de nma vertigem, fallaram-lhe as Torcas, e ella
cabio sem sentidos.
ido Celestino entreabri a parla "m amarlo
depois. a av eitoodid
sto "-* *'


r-
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OIMlOOE PEBIMM BUCO TERCA FElft* 3 DE JLHO DE 1855
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rainha, se ella M> eejBBjs*""" '"D?3 d* ,eL No
dia vuiui iodos n'ln,,lro cheg.ram umn
% 2am%r.rrh5' 'DT,e,|1',,cud?pri-
meiro pendrado a c*!* da rainha, ll.o diese :
senhora, r*ee*>ejne V. M. se illuda acerca da sua
situaran, >'. ** '?oora oue ,c persistir uas suas re-
cusas, "nblea e constituir em convenci na-
cional, pronunciara o iteu llirono ngo, e a hanirii
da Uespanlia, te V. M. Bes impellir aislo renun-
ciaremos esta realea conslitucional pela qual temos
feilo lautos sacrificios e proclamaremos a repblica,
Hespanhalja niio ser infeliz,porcinconservaremossua
filha que perteace i nacSo e que poder servir de
refens contra V- M.
Estas .Tincaras proferidos com grande energa por
un humem que nem sempru he senhor de ai, lan-
raram grande perturbado no espirito da rninha e
gelaraN) o animo, liaba is forcas exhaustas, e s
responda or lajjrimas : j nao exilo, brada ella
rom dor, farei no inleressd di minha lilha o que
nio leria feilo por mim, assignarei se promeller-me
nAo lirar-m'. mas protesto com toda minha alma
contra as suas violencias e espero que Dos Tara ca-
liir sobre a sua cabeca o sobre as dos seus colleaas
e dos seus amigas a responsabilidado da minha fra-
qaeza.
Nesle momento o ramarista-rar e as damas Ha
raiolia foram iiilroduzitlos na cmara real.preccdidos
da joven princeza das Asturias, qu* se laucn nos
brae,o da mi, ao passo que os oulros so Ihe precipi-
lavam aos (es, supplicandu-lhe que pozesse fin a se-
melbaule lula e nao comprometlesse por urna resis-
tencia niais tonga a seunranca da sua pessoa eos
desuno* da sikwIv muaslia, e o roarechal O'Donnell
repiem: depressa, senhora, eis nqui os seas minis-
tros que estilo caneados lie esperar ; os ministros
entraran) e a rafalla assignou.
Durante este lempo Madrid pareca turnar un
aspecto revolucionario, a guarnirlo eslava prepara-
da, grupos numerosos percorriam as ras, os mem-
bios mais exagerados das-cortes tizeram un eonselho
em que proponham proclamar a convenci nacio-
nal c a vacancia do llirono, de sorte que por ama
coincidencia singular preludiavam estes actos ex-
tremos no mesmo momento em que o general O'Don-
nel ameacava a rainha, os chotes da milicia se con-
serlavam para saber se deviaiu deDender a assem-
bla oa a rainha.
No din seguinle na cortes O'Donncl desmenlio os
boatos que linliam circulado sobre as aceas que
acabamos de referir, e bradou, exislem em torno
do Ihrono intrigas que cumpre desfaxer, previnire-
mos todos os escndalos, couhecenios a immensa res-
ponsabilidade que pesa sabr nos, devemos atsegu-
rarapaz da Hespanha, desenvolveros iglexeasesmo-
rese maleriaes,saberemoscollocar-nos cima dasdif-
ficoldadcs creadas por horneas que oulr'ora calcavam
aos ps todas as leis do paiz. Esta declaradlo sau-
dada com enthnsiasmo pelos progressislas impoz si-
lencio ao partido moderado. Para dar satisfazlo as
idea radicaos o soverno operou consideraveis mu-
danras no pessoal' da casa da rainha, a duqueza
d'Alba, o duque de Baylen e o duqne de Medina de
la Torres conservaran) os seus postee.
Kallnu-se un momento em um projeclo de ra-
gem ii I artnnes,hlo he,que a rainh i devia,ir a "una
cidada fronteira, edalii protestar contra tullo oque
se tcm feilo alo aqu sob seu nome, mas sendo dea-
coberloo projeelo, O. Isabel ceder a inlimidarao
dos seus dous altos conselheiros.
A ommisao de "remenlo fixoii o algarismo do
dficit tro 204 milhdes,o eonselho de ministros resol-
ven um emprestimo forrado desta somma que ser
lomada sobre os contribuirles, pagando 800 a 1000
reales e niais, este ompceslimo ser reembolsavel
i mediante os bens de de"anu que servir para compra-Ios. Esl.ivam resolvidos a
fazer desla queslflo de empresttmo forjado una
qoestSo de gabinete. SuBlevcOes numerosas se ma-
nifeslaram em todos os pontos da peniosola, espe-
rialmenle em Catalnnha, em Navarra e em AragAo,
e o estado no sitio foi decretado. Resulta das in-
l'ormres recebidas que existe urna vastissima cons-
praoslo cirlien> que, comccaila em jullio de IS.>1
tem lomado novas pruporees'depois que as cortes
volaran) as bases da consliluicau e a lei da desa-
morlisafio, o foco desta conspiracao esta ao mesmo
lempo cm Madrid c no eslrangeiro.
Para responder a. todas ai sensac/Jes insorreccio-
naes, o governo reclainou e obleve das srlcs pode-
res extraordinarios ea suspensa das garantas cons-
liluciuuaes. A lula se estaheleceu entre as tropas da
rainha e o> facciosos, e estes ja tem soffridn algn.
revezes. G. M.
Ao; -23.Lnia, Africana, eserava com 22 anuos de
idade.
dem.Adelina, branca, nascida a 13 de oulabro
do anuo prximo paseado.
dem. J.i iquini, pardo, nascido no ultimo do fe-
vereiro do correte ariho-
fdem.Isabel, branca,naseida ha 6 mezes. *
An lodo 43.
Frtguezla de Santo Antonio do Recite 30 de ju-
nho do 1855. O vigario, Venancio Ilcnriques de
Rezende.
DIVKIO DE PERWMBICO.
PERMBICO.
MAl'l'.V demonstratico dos doenles tratados no
hospital regimenlal de Pernamhucono 2. trimes-
tre de 1853.
' ------
Ilo.pital na Soledade l de julho de 1855. a f es a a o o 1 B S J-. S S s l o 3 n id
108 330 438 318 21 99
Somma
438
Obsertaro.
Dos fallecidos 6 foram de febre amarelhi, 3 de tu-
brculos-pulmonares, 3 de varilas conDuehles, 2 de
cerebrite, 3 de diarrlia, t de colite, 1 de congeslao-
pulmonar, I de anasarca e I de gastro-hepalite.
Di: Prxedes Gomes de Souza Pitonga,
Io cirurgio encarregado.
KKI A(.A(> DOS-BAPTI8ADOS DA FBEGUEZIA
DE SANTO ANTONIO DO RECIFE DESTE
MEZ DE JIMIO DE 1855.
Aos2 Amelia, branca, nascida ha i mezes; Santos
leos.
Aos 3.Francisco, pardo, nascido ha 4 annns; San-
tos leos,
dem.Alfredo, pardo, nascido ha 2 annos.
dem.Isabel, branca, nascida ha 1 mez.
dem.Jo.lo, parda, escravo, nascido ha 2 mezes.
dem.Auna, branca, nascida a 31 de julho Jo
anno prximo pastado.
Mcm.Jgnez, branca, -nascida a 25 de marro do
anno prximo pasudo.
dem.Florinda, branca, nascida a 6 de ab'l do
anno prximo passado.
Aos 5.Joao, branco, nascido ha 4 mezea.
dem.Florinda, parda, nascida ha 13 annns; San-
tos Oleoi.
Aoa 6?Manuel, eriolho, nascido a 17 annos ; San-
ias leos.
Aos 7.Mara, parda, eserava, nascida a 13 de
aoril do corrente anno.
dem.Maria, crionla, eserava, nascida a l de abril
do corrente anno. '
dem.Justina, branca, nascida a 12 de dezemhro
do annb prximo passado.
dem.Agnede, branca, nascida a 1 de feveriro de
1830.
Aos 10.Vctor, crioulo, oscravo, nascido a 13 de
Janeiro de 1833.
dem.Filippa, crioala, nascida no primeiro de
raaio do corrente anno.
Hem..Mara, branca, nascida a 21 de abril do
corrente anno.
Aos 13.Antonio, branco, nascido a 11 de feveri-
ro "do corrente anno.
do
Aos 17.Manocl, branco, nascido a 22 de raaio
corrente anno.
dem.Alfredo, branco, nascido a 28 de Janeiro do
correnle anno.
dem.Augusto, branco, nascido a 12 e maio do
correnle anno.
dem.Franeelino, crioulo. escravo, nascido a 20
de maio do corrente anno.
dem.uilherme, branco, nascido a 14 de Janeiro
do corrente anno.
dem.Francisco, crioulo, escravo, nascido a 17 de
j.ineiio do corrente anno.
dem.Jos, branco, nascido aos 7 de marco do
correle anno.
Aos 21 .Mara, branco, nascida a 3 do abril de
1830 ; Sanios leos,
ldam.Bernardina, branca, nascida a 26 dejulho-
drl852, '
Aos 2*.Francisco, crioulo, eseravo, nascido ha 3
mezes Sanios leos,
dem.Mara, branca, nascida i 7 de marro do
1 correnle anno.
dem.I.aurentiua, crionla, nascida ha 4 mezes.
dem.Alfredo, branco,nascido ha 2 mezes.
dem.Manocl, branco, nascido a 18 de marco do
correnle anno. ,/ t
dem.Jos, branco, nascido ha 2 annos.
dem.Maria, parda, nascida ha (i mezes.
dem,Maria, branca, nascida a 12 de dezembrodo
janno prximo passado.
dem.Antonio, pardo, nucido a 8 de Janeiro do
anno proiimo passado.
dem,Ondina, hranca, nascida a 27 de selembro
do 1853..
dem.Miguel, branco, nascido a II do correnle.
Idom.Joao, pardo, nascido a 23 de fevereiro do
anno prximo passado.
ldam.Maria, parda, eserava, naicida 4 dojuoho
Vamos concluir hoja as noticias'que hontem co-
medimos.
Na Inglaterra reina grande agitarlo. Nao se paisa
dia em que nao haja all meetings para a reforma
administrativa. Os carlistas compareceram em um
que leve lugar no districto da Marylebono e depois
de protestaren) contra a associarilo por t-Ios exclui-
do, nao obstante havC-los convidado an meeting
da Taverna de Londres, deeiararam insufciente o
procramroa da mesma o asseguraram que nada se
faria sem a adheso'a Carla do poco, l'rocedendo-
se votacao, veriiicou-se quo os carlistas e seus ad-
versarios achavam-se em igual numero.
A maior parte dos meetings adoplam dous dos
mais importantes principios da Carla: o suflragio
universal, e o escrutinio secreto. A associacSn val-
se, pois, modilicaad ; ella altara-te a medida que
se vai eitendeudo e que alravessa as carnada popu-
lares :
Eis aqu nlgftns extractos do manifest que ella
dirigi ao principio ao povo ingle:
Concilladnos, a associtcBn para a reforma admi-
nistrativa deve a sua e islencia s necossidades da
nossa poca: o seus membros nenhum nleresse tm
na agitaco ; nao procuran) salisfa/er nenhnma am-
liicio pessoal nem auferir nenhum provello indivi-
dual ; nao tem em vista oBender pessoa alguma
nicamente querem .lar impulso e directo ao mo-
vimenlo que d,i lugar a urna luta diulurna e violen-
ta, e que para elles ser causa de consumirem mnilo
lempo e de perdercm muilo dinheiro. Ha muito
lempo que conbeceram a necessidade absoluta deste
movimenlo, porem nflo qui/eram emprehendc-lo al
hnje, esperando que nutras o fariam. Foram, pois
ubrigadus a enccla-lo, e cstio resolvidos a nao poa-
par eiforco algum para conseguirem a sua reali-
sjcio.
.... Desejamos comludo que fique betr. enten-
dido que a associaQao para a reforma administrativa
n,lo tcm nicamente por nbjeclo a adminislracao da
guerra. A associacan ter.i de tratar de moitas quea-
tes que nenhuma rclacan tem com a guerra ; e, oo
haja' paz ou guerra, a sna missao ser sempre a
mesma...
He evidente que para alcanza* a reforma admi-
nistrativa o primeiro passo que deve dar-se, he fazer
cunhecer ao publico e ao parlamento qoacs sSo os
dilforcules encargos do governo, expondo cora a
maior cxaclidAu posivel as suas diversa* funcOes, a
sua maneira de dirigir os negocios, as despezas de
que carecen) e o lempo que isso se consom...
o He urna opiniAo gerahnente acreditada,que no
ha no reino quem tubslilua os ministros, que to el-
les, e nicamente elles quo exercem urna influencia
sufliccule para dar ao governo urna maoria na c-
mara dot lords e na das cnmmuns, as elei^Oes ge-
raes. Os candidatos enviados pelos clubs'silo escolla-
das sempre com a oleceo de sustentar a phalsngo
ministerial', o parlido mini.teri.il, por este'meio
tem u,ma decidida influencia sobre os membros esL
colhidos; portanlo, lio da maior importancia que os
e|eitores, em lodos os bureos e condados, ponham
lermo ao svstcma pelo qual nao he o corpo eleiloral,
mas os clubs que podem cscolher os membros e as
localidades que devetn representar. A associacao,
portanlo, pede com in-tancia aos eleitores que esco-
lliam elles proprios os seus candidatos. He um pon-
to importantissimo para a reforma administrativa, o
desemharacar-se o corpo eleitoral dos clubs o dos
seus agentes. Nao ha colisa alguma n'uma eleicoo.
que cxjja a insistencia de um (raneante parlamen-
tar... s
Na Preste de Pars de 18 de maio l-se o sa-
guiote :
<( No banquete de lord Maire, que leve logar an-
te-lionlein, disse lord Palmerslon :
Mylord Maire, estamos empenhadosn'nma gran-
de lucia, podis estar certos que lio o nosso mais vi-
vo desejo -"termina-la o mais brovaapossivel, com
condiees compaliveis com i digiydad deste paiz,
c com garantas de urna paz liuravel, porque a di-
visa deste paiz deve ser, estou |convencido : A paz
com honra, uu a guerra com victoria a
Lord Juliii itussell e lord Clarcndon assisliram
igualmente a este banquete. Lord John Russel fez
cmara dos communs um magnifico elogio, que
terminou por estas palavras : n Espero que a cama-
ir ra continuar a conservar-se na altura da sua
(i misso, e quo, respeitanlo as insliluices do paiz,
ii mostrar ao universo quanlo ha muilo melhor a
a um governo apoiar-se no corac.lo de um povo
a livre e grande, do que reinar sobre rfma nacao de
escravos ahjcctos. Lord Clarcndon e lord Pal-
inerilon celebraran) a allianca anglo-franceza.
ii Parece que os ministros, nao obitanle islo, fo-
ram recehidos mui friamenle na cidade, e a siluaco
do gabinete nao melhorou. O Times de honlem
Iraz um ataque quo ultrapassa lodosos limiies. To-
dos os das, diz elle, pode temer-se a renovaco de
setsoes degradantes d Vienna ; a Inglaterra est sob
a ameaca de ama rfaz Ignominiosa, lord John Ras-
sel inclinase a desfszer a obra emprehendida ha
um anno, e entregar a Porla discrirau da Russia.
He apoiado por am cerlo numero de seus collegas.
Que os nossos inmgos fa{am contra nos o que pos-
sam, que os nossos alliados ( a Austria ) nos trahis-
sem ; mas nos, com algum sacrificio qnc nos custe,
desfaramo-nos de homens capazos de faltarcm, n'um
lal momento, nossa honra e'aos unssos inleresses,
e de terem vergonhosamente coropromettido o no-
me de ama naoiio que, al hoje, jamis deseen a
curvar-se nos revezes, e qae (em.moslrado nos seus
mniores desastres sempre coragem e perseveran.
a Para que o Times se exprima desta maneira,
cumpre que lenha ama mu fraca idea da vilalida-
de do gabinete. Se alguma cousa poda salvar os
ministros, he a desunido de seus adversarios. A mo-
can de M. Layard nao ser sustentada pelos lorys.
O Morning-Herald o annuncia esla manhaa. He
verdnde que acrescenta que urna mocio semelhante
era apresenlada por um membro do parlamento do
partido conservador.
O Morning-Chronicle, nrgao dos peelilas., faz
igualmente prever nma mudanca.
a O movimenlo para a reforma administrativa
propaga-se, e parece querer Iransformar-se pela ti-
di^ao do que si ch|iia socialismo em Franca. A
mezes.
juncejo do um carlista nolavel ao comit central
de Londres era o primeiro symploma. Urna emenda
ii cm favor das classes laboriosas a afastou urna
grande maioria ao meeting da cidade, e volaram por
unanimida le palo de Norwich. Os principaes nego-
ciantes, de llerliy dirigen) um appello aoi seus con-
cidados, e propoem de inserir o seguinle na pelicao
que e dirigir ao parlamanlo : ti E no caso em que
a reforma nao se faca immedialamente, o povo ob'ri-
ga-se a apoderar-te elle mesmo da adminislra^ae
dot seus negocios. -
Depois de ter assim invectivado contra alguns
membros do actual gabinete, que mostram-se incli-
uados paz, o peridico inglez ataca furiosamente
a lord lirey, autor de nma proposla apresenlada na
cmara alta tendente ao mesmo fim.
Eis como o Jornal do Commcrdo de Lisboa d.
conla desse nrtign doHVmas : .
i Dizefn que antigamenlc havia na corle de Ro-
ma. pralica, em cerlas feslas religiosa*, de subir
um pregador ao pulpilB, nicamente para combater
os artigos de f, para enleslar o dreito, suslenlar
ailronla e a calumnia, em somma para defender a
causa do inimigo do hoinem. L'ma ceremonia
melbante leve lugar a noile passada na cmara dos
lords e o orador que se encarresou desle eilrava-
gante raister de advogado do dabo, nao foi oulr
eaao lord (irej1. Os pares quo respondern) com
senlimeirlo de estadistas e do inglezes a esta lons'a
e inlerminavel arenga, acharam justo comprimenl,--
rcm a lord Grey pela sinceridade do seu proceder, e
foi urna coa- umeira propria das discassoes parame n-
lares.he porro necessario um esforro para estes roo-
"no primenlos, porque nao he fcil romprehender a s in-
~ -idade de am homem yae^tc envobe n'um laliy-
" ^ar-^1,Wfna i.rptsnl? | no
,'ezi-
,'dot
. f rom
deshohra dos registros do exercito britnico, e in-
corre na pena de morte se he colhrdo, porr esle
crime militar he menos grave nos seos motivos e
menos injurioso para o servico publico,que a deser-
&< de um par inglez, senhor de um nome llusle
go servico publico, e possuindo urna grande intel-
ligencia e grandes recursos oratorios, maa lio fraco
de juizo ecomum natural 18o perverso, que n'uma
crise nacional val com o peso da sua auteridade e
do seu exemplo para o lado do inimigo deslc paiz.
Lord Grey linlia o dreito, na liherdade dos deba-
tes, direilo innnclo de qualquer cidadao inglez para
criticar e condcinuar a poli tica do governo, divergir
de todos os principios que oirigam os ministros da
eoroa, e pedir quo ae altenuassera os efleitos desla
guerra.
a llebaixn deslcs ponloa de vista reconhecemos
que havia lgica em lralar a queslaoda paz. Porem
quarulo arrastado pela sua propria lgica chega, nao
s a censurar todos os actos do eovarno inglez c dos
seus alliados, masa justificar lodosos actos do czar;
nao so a laucar em rosto aos homeos com quem tem
cooperado toda a sua vida a criminosa cegueira da
sua poltica a deploravel leviandade do seu proce-
der, mas a tomar a defeza, na cmara dos pares de
Inglaterra, da boa f, moderadlo e proceder polti-
co de Nicolao da Russia, pasmamos de que seu pro-
prio senlimenlo moral nao retroceda em face de urna
tan monstruosa concluto.
a O articulista aegue increpando fortemenle lord
Grey pela sua proposta o elogia o discurso enrgico
de lord Clarcndon, o qual expoz todos ns aggravot
que a Europa tem da Russia, o como ella ameaca a
sa independencia. Diz o actualisla que era misler
um correctivo a essa apologa da Russia pronuncia-*
da por um par ; e conclue pordizer que nao ha ne -
gociaces posniveis, e qae s a guerra pode Irazer a
paz; guerra sem descanco, fcila com inlelligenca
e energa, a
Prorompendo depois em seu furor bellico conn
os estados allemifcs, o escriptor inglez exprime-"'
nos seguales termos:
a As corles allemas enganam-so compltame'"1'
se imaginan! quo podem continuar aexcrceralgi'ma
influencia sobre a poltica das potencias belligc-rl,n-
les. O occidente nada tem a temer df sua I "-
53o nem de seu resentimento. Se imaguavani< H""
sua assistencia e'ra necessaria ao nosso bom successo,
ou seu eonselho nossa poltica, os acunlecin-iC"'0*
quo succedem-sc no Ihealro da guerra devem desen-
cana-Ias. Teriam podido lomar parle as rr'odidas
adoptadas pelaspotencias occidenlacs para restau-
rar a paz. Teriam podido participar dos arranjos
que n victoria permillir algum dia a polei-,c'"* a'"
liadas diciar.
o Tem-se feilo grandes concetrfes, e ilesenvol-
vido ama paciencia extrema para induzir a Allema-
nha a recobrar sua siluaco na Europa. F'ssa* ,en"
talivas de conciliario.nilo snrtiram effeito S a AHe-
manha relirou sei: concurso em quanlo poi-a ser-nos
algum lano til: resta s potencias c(CCi,'enlaes
mostrar ao mundo que podem obrar por si sos. O
dia das negociacoes j.i passou. Estamos .-'gora nulo
risados'a tomara linguagem de potencias que tem
200,000 homens eneclivos na Crimea, e em qnanlo.
a Russia disputn sua preponderancia no mar Negro,
a frota alliada devasta as costas e os porloe do mar
de Azoff.
ii Um.i carreira de successos parece abnr-se oan-
te de-ni, a qual segundo eremos ser1 enrgicamen-
te seguida pelos nossos officiaes de Ierra de mar
sem que receiem ter impedidos no curs0 <-a ranipa
ola por novas nejociacoes. Toda aj tentativa das
potencias allemas para continuar fc conferencia8
deveria ser considerada como tentativa de fazer urna
iliitraccao em favor do inimigo. AJ naso sobre que
abriram-se as negociares em abril/ nio pode mais
ser applicada ao estado presente d

do o successo feliz de nossas arma-/ nB um PJSS0 C**
ra a reslanracao da paz visto qai jamis recoare-
mos; antes camnharemos sem leavior ao termo de
nossos esforr-os e ao triiimpho de possa cansa.
Se os Ioglezes e Fraocezes est? Pela mor parte
disposlos a suslenlar a guerra, o /mesmo espirito ao-
ma loda a populacao russa, iocl(:u9ve o proprio ozar
Alexandre a quem ao principia repfesenlavam co-
mo pacifico.
Eis aqqi como se exprime a &> respeilo orna cor-
ces(lbndencia de Hamburgo publicada na Indepen-
dencia Belga:
a O observador imparcial t*eve ter notado, qoe
desde que o imperador Alexaj-'dre sobio ao Ihrono,
os armamentos e os preparativo militares (omaram
mqilo maior incremento, lcndo-se dilo alias que o
novo imperador eslava anillado do sentimentos al-
tamente pacficos.
O czar actual, dedicado* ao esWo militar, no
qual lora educado, dcsenvir-ve na suprema direccilo
a maior aclividado de -qu um homem he capaz.
Talvez nenhum sober-.no *la Uussia gozasse de ta-
maita popularidade entrtS os generaes, ofllciaes e
soldados, como o actual.
o No da 9 dcslemez (>n'o) f a Cronsladl, onde
o preceder o grao daqii<> Conslaolino, para inspec-
cionar as novas forlificaioes do lado do norte, cons-
Irujdas ullimamcote sob1 direccSo do general enge-
nbeiro e governador mi'ilar Dohn, a quem o im-
perador lestcmunhou a na alisfacao, bem como aos
generaos" ecommanda'"es ,la fortaleza. Todos os
soldados empregados i liflcnfOea receberam t'm rabio de- prala dtj, grati-
ficado.
ii Desde qoe em S. Petcrsburgo sesoabe do ap-
parecimento da esqu,dra ingleza em frenle de Re-
vel c mesmo mais a-zante do golpho da Finlandia,
nota-se na capital flm grande mov nenio miniar.
O commandanle ge-r1 de lodas as milicias do im-
perio, o general Ie"moloff manda dirigir sobrd S.
Pelctsbnrgo, de lo>'as as direcces as cohortes des-
sas novas tropas, c"ja organisar,ao e armamento es-
18o concluidas as noo provincias do imperio, on-
deo recrulamentr fora ordenado pelo defunto im-
perador Nicolao.
o As tropas qile va"0 chegando vo para dous es-
pac.isos acamparnenlos, eslabelecidos nos arredores
da capital, para a protegerem, no caso em que as
esquadras alliadas, (entera um desembarque rn
Wf bory, confirme o plaoo, que segundo parece,
imaginaran) no nno passado.
o A' vista das meuidas adoptadas pelos generaes
russos, parece 1"* r muilo difflcil i esquadras, a
nao se exporm a grande risco, aproximarem-se de
Revel de forrna que possam effecluar o bombarda-
melo.
A muta 'ropa reunida nesle ponto, parece
Icanquillisal" os babilanlosem quanlo ao xito de
qualquer dmbarque:
O Times a valia as [oreas alliadas na Crimea em
200,000 hrjmens.
Eisaqn(.fle qo modo wiao elles repartidos :
a O numero effeclivo do exercito francez acha-se
elevado a-113,000 homens, do infamarla, cavallaria,
e arlilhai la. Quanlo ao exercito inglez, os refoicos
successiv'os que tem recebido neslas cinco on seis se-
manas fizeram subir o total de seus combatcntes a
35,000. Com os Piemontezes, dos quaes 8,000 es-
tavam j/1 acampados na Aldea de Karni perla de
Balakli'va, lord Ragln pode dispor de 43 a 14,000
homens. O resto dot Piemontezes esperado a cada
dia de ve ter elevado essa parle do exercito dos al-
liados a 30,000 homens. Jteunindo a essas forcas as
tropas oltiimauas que mtitam a 35,000 homens, a
sabe)-': l'>,000 Tarcos e Tunesianos Meados em Bala-
klav a, e 23,000 Turcos e'llgypcios chegados a .19 da
v jptaloiia c escolhidos entre fiordo eiarcito tlo-
maJo cm lrncado'lO;000 reembarcados';-alg'uns das
ant para a Eupaiofia,tOS exercito alliados" dian-
lc 20 >000 homens. ,_"-V
Nao obstanle todas as demonslracdes bellcas qoe
si3 fazem em Inglaterra e Franca, parece tmla-
,'i.i que ha da parle dos dous governos o projecto de
talar relirar da Crimea o grosso de seus exercitos
fdcixando apenas urna guarnico iilliricnle cm Ka-
miesch, logo que conseguirem destruir completa-
mente a e-'iii adra russa ou arrazar Sebastopol.
Eis o q-ie a este respeilo so 16 em urna currespon.
delicia da Independencia Belga :
a Notaste sem davida, que no despacho lelegra-
phico do Pcli>sier, esto general diz que os Irabalhos
de forlificaces de Kamiesch progridem.
n Vao fazer-se os maiores esforcos para tomar Se-
bastopol, o pelo meno para destruir a esquadra
ru-s i no por! e nao deixar pedra sobre pedra na
cidade. Depois urna parte do exercito reembarcara
conservando Kamiesch como prnc,a d'.irmas.coin ama
gnarnicao de 20,000 bomens, qae coulinundamente
ser fornecida de ludo pelas esquadras alliadas. Pa-
rece tjae a poticjode Kaj^ese. heitaoy^urjnidavel,
auecom^alsamas obrls mili ^yr^dJMffyv .- vtnnrcs"-
pecie de G' braltar. Ao meamo lempo Constantioo-
pla ser oci upada indefinidamente, sendo a gnarni-
cao de 40,0 JOO homens. Igualmente Varna, Andri-
noplee G (allipoli serao oceupadas. Senhores por
esla forme t de excellenle poiices; impedindo o
commcrci l"n "a Bussia, os alliados poderSo aguardar
lranqoilli<>sesem novo#,,crir"'0qo a Rasaia se
resolva faMr Pal-
O Joif""1 Oebatt noliciaildo os combates da-
dos a 2* c ^ He d'snte da Sebastopol, expri-
me-se ^a maneira seguate :
oHotfPor um despacho elctrico do general Pelis-
sier, i Ia' dal da 24 da maio, recebido em Paris no
mesial" oia (diitancia de 500leguas, sendo 100 por
mar),7Mbenios que oalra praja u'arraat muilo mais
espar-nsa e mala importante foi tomada em retallado
de ui:na especie de balalba onde figurara a maioria
da ncmerosn gnarnicao de-Scliaslopol. Este comlia-
lo ei icarnicado duroii loda imite de 22 para 23,c
apeiias nos apossamosde metade das obras atacadas.
Por em em a noite segninle a victoria complelou-se
por nm segundo impeto das nossas tropas, a grande
prica d'armas dos Russos foi conquistada inteiramen-
te e os sitiantes ah ssestabeleceram. Confiamos que
al ii se conservarao com a mesma energa, se os Rus-
t >s (entarem invetli-lbs.
As obras que nos oceupamos tinha'm sido aber-
I as e construidas entre o baluarte central e a baha
Ja quarentena.
o Eis como pode orienlat-se o leilor qae lenha a
visla um desses planos de Sebastopol qae sao vul-
garitsimos. O recinto he dividido em duas partes
pelo grande desfiladeiro do porlo militar.
n Aqui s temos qoe oceuparrno-nos com a parle
comprehendida entro esle desfiladeiro a leste, a qual
forma a direita desla linha, t o mar a oesle, qae for-
ma a esquerda. Na extrema direita levanta-s o
grande baluarte do rmslro, ponto culminante; de-
pois, a esquerdn, na rexcao do mar lica o baluar-
te central assim chamado pelos sitiantes, porque est
quasi no centro da linha da qae tratamos mais
longe ficam o baluarte e as bateras que dominam a
baha da quarentena. ,
a Desle lado, as nosias (ropas ocenpam j as obras
exteriores do baluarl do maslro, o remitcrio pr-
ximo da quarentena, Analmente as obras de conlra-
aproche que re levantavam entre este ultimo ponto,
e o baluarte central, islo be, parece que estamos se-
nhores das principaes obras exteriores na extrema
esquerda das linhas. ..Cumpre-nos dizor como pro-
ceder nesles ataques para se estabelecerem na obra
conquistada. O ataque he dado pelos liatalhoes reu-
nidos de anlem.lo ua Irincheira ; pouco fogo se faz,
lodos carregam a bayoneta com impelo quasl ins-
tantneo.
, t Apo as (ropas de ataque marchan) os iraballia-
dores armados de alvinos e ps, levando a arma em
bandoleira ; com elles v9o contingentes de sapadores
e mineiros commandados pelos seas ofllciaes. Logo
que as tropas de ataque expulsara o inimigo de seu
alojamento, trala-se logo de fazer os necessarios pre-
parativos para ahi alojar os vencedores. He ni-so
qoe se empregam cooi a maior acliVidade os traba-
jadores e os sapadores. em quanlo os balalhes
conservam em respeilo o inimigo.
o Immedialamente ae trata de empregar a obra
tomada contra os sitiados, iito he, de lhe dar a for-
ma on a direcro do ama Irincheira de sitio, conser-
vando do Irabalho do inimigo tudo qnanto pode ser
til. Nesta operac.ao os trabalhadores nada ficam a
de ver aos balalhes de ataque, pois que como elles
esiao exposlos metralha e i fusilara, sem ao mes-
mo lempo terem a grande distracc,ao do enlhnsias-
mn do fogo ou das cargas de bayoneta.
a Os ofllciaes de eageoheros comportam-se adrai-
ravelmenlenle nesta occasioes pelo seu sangue fro
perfeilamente geomtrico, indicando o Irabalho que
he necessario fazer, Iracando a cordel com os seus
officiaes inferiores a direci.ao que deve lomar-se
para escapar ao fogo de enfiada do inimigo, activos
e corajosos, e ao mesmo lempo imperlurbaveis como
se estivessem enlretidos cm estados. No ataque e
tomada das obras exteriores do baluarte da Maslro,
as engenheros disliagairam-se extraordinariamente
s ordens do lenla coronel Gucriu, que sollicilara
o (ominando das forcas da sua arma nesle ataque,
anda que entao exerceise as funeces de director
do parque de fornfcimenlo de engenheria. Hoje
he chefe do estado maior desla arma. O general
Pelissjcr inauguron o seu commando em chefe com
urna demonstrarlo vigorosa, sem todava se afastar
do sytlema de ganhar terreno palmo a palmo por
meio de arrojos parciaes.
a Desla forma o sitio de Sebastopol vai progre-
dindo com urna constancia enrgica e os seus suc-
cessivos progresos devem provar a Europa,que as po-
tencias reunidas em frente das muralhas de Sebasto-
pol nao abandonara a empreza, a qoal levarao ao
cabo, Iriamphaodo afinal; muitas carias estao con-
formes com o deffpacho do general Pclissier aflirman-
do que os soldados russos comecara a moslrar as
sortidas symplomas de fraqueza e de desanimo, s
O mesmo peridico, referindo aoceupacio do val-
le doTchernaia e mar de Azoff, exprime-se da ma-
neira seguinle :
Os alliados estao ja senhores de muilos pontos,
cuja possessao demonstra urna serie nolavel de Iri
umphos. Assim as grandes obras exterioras dos
Rusns vencidas no dia 2 de maio, o as obras anda
mais importantes tomadas as balalbas noclurnas de
22tee de 21 estao em nosso poder ; esjlabelecemo-
nos nellas, e eslo ligadas nossa 4." parallela, e
consliluem magnificas linhaa de defensa contra as
sortidas do exercito rosso, ao mesmo tempo servem
de (rincheiras de approxc, que noscollocam a 100
metros da praca.
Em breve comecara o Irabalho das baterlis de
brecha ou o nao menos enrgico das'minas. Os
5 a 6:000 Russos morios oa feriJos em 22 e 21 de
maio provam que esle duplicado combate foi dos
mais encarnigados, e merece bem o nome de bala-
lba, porque de ambos os lados enlraram na achilo
forras consideraveis.
, a Todas as correspondencias que se referem ao
combate de 2 de maio sao unnimes em dizer qual
he a saperioridade no impeto e na destreza dos nos-
sos soldados sobre os Russos uos combates bayone-
ta. O soldado rasso manobra bem em linha, mas
no combate corpo a corpo arma branca he pesado,
inhbil e desconcerta a impetuosidado dos nossos.
He portanlo um tacto inconleslavel que o exercito
alliado tem conquistado um grande ascendente moral
sobre o exercito rosso.
Como so v o sitio progride. Em loda a linha
da esquerda o inimigo foi expulso das obras exte-
riores, e compellido n limitar-te o recinto amora-
Ihado-
c He de suppdr qoe idnticas operaces se reali-
sarao na direita do lado do arsenal e da torre Ma-
lakoff. No entretanto, os Irabalhos proseguem com
vigor no rehiro e nos extremos.
ii He posslvel que desles 3 ataques algum seja o
mais decisivo, o que deve trazer comsigo a lomada
da praca, seudo os outros das ataques simulados
para eslreilaro inimigo por todos os lados ao mes-
mo tempo, como he pralica seguida nos sitios.
A prudencia iohibe-noa porem, em presenta
dos lettores russos. de indicar o lado que provavel-
menle deve ser o Boato objectivo do ataque prin-
cipal.
a O segando successo importante que noticiam os
despachos do general Pelissier, lio a oceupacsao do
valle do Tchernaia, rio que orla o campo dos allia-
4oi e cuja embocadura fira na exlremidade d haba
de Sebastopol, debaxo das ruinas de lnkerman.
At anas, margens sao de rochas alcantiladas. De
naturalmente sobre Simpheropol, que o exercito
alliado dominando o valle de Tchernaia, acha-se
n'uma sitaacao magnifica para realisar a dupla con-
dicao do desembarque na Crimea, a saber, o sitio
de Sebastopol e urna campanha vigorosa contra o
exercito rosso.
ii O (acto porem mais importante de todos,
que' nos he annunciado simultneamente pelo ge-
neral Pclissier e por lord Ragln he sem davida
a occupacHo do mar d'Azoff pela etquadrilha alliada,
bem como a lomada da Kerlel (a Pan lica pe de
Mithridatet) e ade Yenikale, pequeas forlalezas
qae dominam o estrello por onde se entra netsc
mar.
a Era por ahi, com mais facUidade pelo isthmo
de Perekop, que o exereilo rusto recebia a maior
parle dos seus vveres e das municSes. Os abaste-
clmeolos vinham pelo Don, grande rio |quo desem-
boca no mar d'Azoff, depois de terem alravessado as
melhores provincias da Russia.
Tambem lhes chegavam abastecimento do meio
dia do imperio, e em grande quantidade por Tagan-
rokc Marionpol, cidades conheci las pela importan-
cia do seu commercio de cereaes am tempo de paz.
Os gneros cram ltimamente transportados em em-
barcarles para Kertck, donde partiam por trra
para a Crimea, emquanto que os alliados sao con-
tinuadamente abastecidos pelo mar que lhe nao po-
dem fechar como nos o fechamos aos Rassos.
a A expediclo de Kerlch, he de justiea confessa-
lo, fura eoucebida pelo general Canrobert, qae ja
linha embarcado 12:000 hornen*, quando um des-
pacho de Paris suspendeu a partida. O general Pe-
lissier execula-a hoje com o concurso das Torcas in-
glezas,. e a operaco tenj um xito magnifico. Ao
mesmo lempo o general em chefe fez avancar o ex-
ereilo, c protegne com vigor nos Irabalhos de sitio,
a O exereilo combinado das Ires potencias, inclu-
indo a Turqua, pode hoje computar-te, tem exagge-
rajao em 180:000 emblenles, e talvez 200:000,
por causa dos reforcos continuados que recebe ;
com razao pode julgar-se qne a compauha da Cri-
mea pro.luzra um desses grandes conflictos, que
lera urna influencia decisiva na guerra e no fuluro
da poltica.
O Pays tambem faz as seguinles considerarles
acerca da nrcupac.ao do seguudo ponto :
As cunseqoencias pralicus'desla operaco sao
tornar maisjilifficil, senao impossivel, o abasteeimen-
lo do inimigo. O trigo, os vveres, as mais provi-
sftes vindas da Russia meridional, eram carregados
em numerosos barcos de cabotagem nos portes do
Azoff, no Donde Taganros e de Marionpol no mar
de Azoff, e transportadas tn 50 ou 60 horas para
Kerlch, donde eram expedidas para o 'interior pela
estrada militar de Kerlch a Simpheropol.' Ao mes-
mo tempo, mas nicamente duranle o ver.lo, nu-
merosas caravanas se dirigiam pela liugun de Ierra
d'Arabal, entre o mar de Azoff e o Sivach uu mar
Ptrido para o interior da pennsula. Hoje a ban-
deira do czar ja u.lo trmula neslas paragent; os
barcos da cabotagem russos foram apresados, met-
lidos a pique ou incendiados. O mar de Azoff per-
tence s potencias alliadas, que por.isso mesmo cor-
laran) aos Russos a estrada de Arabat. Com elleilo
a pona septentrional da restinga de Arabat fica se- atf
parada do pontal meridional do conlinete rusta' '
pelo eslreiloe porto de Ientchi. Esta eslreilo qd\
nao tem mais de cento evinle metros, e que com-
munica o mar de Azoff com o Sivacb, he como um
fosso profundo que he misler transpor para passar
a restinga de Arabat.
a Um s vapor francez uu inglez, eslacciunando
no excellente porto de Ienitch, corta aos Russos
esla communicacao qne lhes era tao til em tempo
deguerfa.
a Por lano s lhes reala a via terrestre qae de
Taganrog se dirige de leste para oeste por Marion-
pol, Grande Karatchar. Togaurek e Perekop ; mas
esla estrada he longa, muitas vezes impralicavel, e
alm disto depende dos alliados corla-la em Mariou-
pol e em Taganrog, cujos porlos anda que pouco
profundos, nao sao inaccessiveis a/ embarcaces
mais peqnenas da nossa esquadrilha. Os immen'
os recursos da Russia meridional eslo d'ora avan-
te perdidos para os defensores da Crimea.
Entretanto os despachos rassos, como he natural,
nao concadena aoa alliados tantas vantagens quantas
elles reclamam.
Contessando terem estes oCcupaJo a margen) es-
querda do Tchernaia, o principe Gorlschakofi de-
clara ao seu governo que segundo as medidas por
elle lomadas, nao poder o inimigo cortar as com
muuicacoescutre o exercito oceopadu fra de Sebas-
topol e a guarnirlo qae defende essa fortaleza.
Pelo que diz respeilo aos combales d 22 e 23 de
maio, eis o que se l em nm despacho da Corres-
pondencia Lijolinet.
Hamburgo, 28 de maio'.
S. Pelersburgo, 23 de maio.
O principe Gorlschakofi, na sua participarlo de
23. annuncia que na noite da vespera, 17 balalhes
dos exercitos alliados linliam atacado a Irincheira de
cootra-aproche comeada na vespera em frente dos
baluartes ns. 5 e 6. O principe Gorlschakofi aceres-
cenia qne se travra nm sanguinolento tombate que
dorara tosa a noile ; a qae os doze balalhes rassos
que guardavam esta Irincheira tinham perdido 2,500
homens.
Um despacho de Berlim com dala de 28 publicado
pala Independencia Belga, a rspeito do ,-taque de
22 diz o seguinle :
c O combale foi mnilo encarnirado, darou toda a
noite. As nossas tropas (as rostas) em forra de 12 ba-
talhfies comporlaram-se heroicamente. Lutou-se
maltas vezea bayoneta; o inimigo foi repellido com
perdas enormes, a
A'cerca das operaces bellicas no Bltico, accres-
cenleremos ao qne hontem diisemos o segointe ex-
tracto de urna correspondencia de Nsrgen i visla de
Revel com dala de 16 de maio publicada pelo Ti-
mes e transcripta pelo Jornal do Commercio de
Lisboa :
o Chegou o grosso da esquadra, e fondeouemNar-
geu, a seis milhas de Revel, sem ter encontrado ves-
tigios da esquadra de bloqueio do cap tao Walson. O
almirante mandn annanciar a toda a esquadra, que
os roubos e quaesquer prejuizos causados aos edifici-
os pblicos ou particulares, seriara rigorosamente
punidos.
ii U .Wei'infoi reconliecer Revel: approximon-se
al 2:30o jardas dos fortes; viam-se os artilheiros cm
posicao junio das suas pecas. Nargeo, he ama pe-
quea iiha, qae fica a 6 milhas ao noroeste de revel
de forma oblonga, com 11 milhas de circumfereneia,
e toda robera de pinhaes, excepto-nas dnas extremi-
dades : no extremo do sul ha am terreno de 200 a
300 geiras, dividido em diversos cerrados agriculta-
dos, era cada um ha ama casa com dous quarlose um
fogio de lijlos. Estas casas formen) urna povoacilo
de 200 habitantes, qae no vero vivem da pesca, o no
invern da caca dos patos bravos. Um pouco para o
norte da povoac.io existe urna linda igreja de madei-
ra. Foi levantada a expensas dos Snccoa, e o cara he
Sueco.
Prximo da igreja vem-se as ruinas de nm an-
tigo forte, chamando o forte da Estrella, por causa
da soa configurarn. Um pouco mais ao longe fica o
cemiterio. Ahi, em sitio retirado, jazem os que lica-
ram a retaguarda dsiresquadras inglezas em 1808 e
(809. Em outro sitio estaosepultados os dous valen-
tes que perdemas no auno passado: em roda das
suassepulturas nlantaram-sc muils pinheiros novos.
" No extremo do norle existe um pharol, de que
tiraran) a lantcrna; he um ponto de reunan, e esia-
beleceinos aln um posto para vigiar estes sitios. Nar-
e ,T.i, foi reconliecer Ifelsingfors. A esquadra qoa
ahi vimos no anno passado ja I nao est ; o que he
una prava de que nao se adiando em seguranca nes-
le ponto, foi acolher-se a Cronstadt. o
Noticias de S. Perlersburgo qualficam de falsa a
noticia que publicaram os peridicos inglezes e fran-
cezesacerca da dsmistao do chanceller rusto, o conde
da Nesaelroda. O illoslre anciao anda continua a
dirigir at relarflea de leu paiz cora as potencias os-
tra igeirai.
< O coronel Knney
ainda acensado de ter vii
de. Aperlada o mesmol
Philadplpliia elle compai
ta ultima cidade, e prol
aea navio nflo linha polvi
fim de aua expadicJo eralkpj,,,,!, om projt0
deeolonsacBo. o procefta, qIrTaratW por 2 me-
ua acabamos de fallar he
do as lei. da nenlratida-
mpe em New-Vork e na
n peranlea justiea des-
* convence-la deque
a bordo, e qae o nico
um lado eslava o corpo de obaervaao dos alliados B*n he mnilo salubre. Nvenlo a gente de Revel vem
em posices guarnecidas de reductos: Em frente os
Russos aham-se fortificado, e he deise poni que
o sen exercito exterior pareca ameajar-nos conti-
nuamente.
Sobre os rchelos pela parte de cima de ln-
kerman os Rnssos tinham construido bateras de
grande calibre, que apezar da grande distancia, in-
commodavam os alliados nos seus Irabalhos da ex-
trema direita.
n Finalmente, para que melhor se aprecie a im-
portancia da nrcu pacn do Tchernaia, diremos que
nos estavamos bloqueados e como sitiados por estas
Habas russaa, e que de ambos os lados parecan)
a esta liba dar os seus pstelos de recreio. Do local
onde a esquadra esl Tundeada, olhando para o sul,
avisla-se Revel com os seus campanarios e roiusretes,
qne refleclcm os raos do sol, v-te al o movimenlo
dos seus habitantes.
a 'Estamos cm frenle do famoso Dombug, ou pacos
municipaes, construido- sobre urna elevada collina
rochosa, que fica no meio de orna planicie. Sobre Um
terreno com duas milhas de romprimenlo ficam as
forlificaces que protegen) a cidade, ha ama que lie
formidavel e conla 200 pecas. Ve-se o fumo dos for-
nos onde constantemente aqaecem as pecas.
a Ao mul,jia distancia de 18 milhas, avislam-se
O queden logar a esle engano.foi ter sido noraea-
do para a respectiva repartilo um novo secretario
de oslado, o conde Tolesloi, fado qoe em nada ia>
'erveiocom o velho chancellar.
O principo MensehikoO, que em Inglaterra e Fran-
ca fora tambem dado como morto, chegara ultma-
me ate a S. Pelersburgo onde fora recebido com a
maior benignidade pelo actual imperador, o qual al
o a presentara imperatrit como um dos mais dedi-
cados servidores do estado.
Na Ukraoia revoltsram-se ltimamente slgon
cossacos, esegundo os peridicos inglezes e fr8ncezes
a rrvolla prometa lomar grandes proporcoes.
Da Dinamarca dizem lar o gabinete aasentadn na
coir posicao de um parlamento geral para a monar-
chii. Esle corpo devera compor-se de 80 membros,
sen lo 30 delles oomeados pela coroa e os oulros lira-
dos parle dos corpos representativos das tres difieren-
tes partes do reino (Dinamarca propria, Srhleswig a
Holstein) e parte nomeados por eleicAo directa.
Os eleitores devero pssur urna renda annual de
1,9(i0 rigtdalers (1,200,000 rea pouco mais oa menos)
ou pagar de roposlos pelo memos 200 rigtdalers
200,000 reis.
I -se na Preste o seauinte:
A Inglaterra parece estar em vesperas de desavir-
se om a Hespanba e com o seu antigo amigo Espar-
tero por ama quesfao de tolerancia religiosa. Trata-
se ainda das reclamarcs de lord Howden embaixa-
dor dn Inglaterra, a respeilo do ministro anglicano
que qoeixoa-se das autoridades de Sevilha.
Asgazetas inglezas nnounciaram ltimamente, qne
lord Howden obtiverasua licencia habitual e havia de
vir passar algumas semanas em Londres, e essa 11-
cenra fora a principio tomada por urna censura in-
directa do zelo enipregado pelo embaixador. Essa
'ntei-pretarao era falsa e resulla de nm artigo do
Muming Post qoe lord Howden he plenamenle- ap-
proiado, e qae sua chamada temporaria deve mani-
festar o dcscontentamento do governo inglez pela
maneira porque foram acomidas suas reclaraaces.
Com effeito, o Morning Post diz que o governo
ingle/, approvou a conducta de lord Howden. He
mait que provavel que as retacees futuras de ^osso
embaixador e do ministerio de Espartero nao serao
das inaia cordaes. Tanto melhor ; nenhum momen-
to h mais favoravel para obler concessoes do que a
poca que segu o rompimento das relajees am-
gaveis. A liberdade religiosa ha de ser concedida
brevemente, e essa concessao ser precedida de algu-
mas preliminares irritantes.
A quest.io da Hespanha com a Santa S acerca da
lei da amortisacao tambem nao foi ainda regalada,
e corre que ha toda a probabilidade de o oao ser
como desoja orgoverno hespanhol.
in Roma era opiniao geral qoe as relaces diplo-
icas entre as duas corle* cessariam brevemente.
O cholera esl fazendo estragos na Al lemanita,
principalmente nai tropas austracas estacionadas na
Galicia.
O lerrivel flagello faz victimas tambero em Hespa-
nha e Portugal,'como verso os leilores do seguinle
arlito da Gazela Medica de Lisboa do primeiro de
junio p. p.
NOTICIARIO EPIDMICO.
i Como o tinhamos previsto, o cholera-morbus
epidomica, que parecer ter cessado completamente
no mino viiinho, de novo appareceu alli nos princi-
pios ja primavera.
a Salamanca, Patencia, Lcdesraa, Ferrol, Zamora
Alfara, Jan; e outras povoaces de menor conside-
raea >, teem sido mais ou menos flagelladas pela epi-
dera a. O carcter, com que ora ella se tem a pre-
sent do, he, em geral, pouco intenso e mortfero ;
entri tanto.alguns lagares ha onde a mortalidade tem
excedido um pouco metade dos atacados. Em Jan
o mi mero dos morios he calculado cm 300 pessoas. A
mortalidade em Salamanca nao lem sido menor. Em
Madrid he ja certa a existencia da molestia.
Pelo que respeita a Portugal, lem se dito que o
cholera semaoifestara]ua barca d'Alva.nas Carvalhas,
em Urvedosa, em Trov&es, na Regoa e em S. Joao
da Pesqueira.
a Pessoa, qae devera estar bem Informada nos afi-
anza, que a molestia, que grassava naquellas povoa-
ces. "nio era a cholera-morbus asttico, mas sim
urna epidemia de febres lyphoides ou gstricas, que
se tcpponham consequencia das pessimas condicee
hyengiicas.enrque vive a gente pobre e mseravel da-
quel'as Ierras. Desgracadamenle as noticias ulti-
mare ente recebidas depessoas Competentes, que teem
tratado de doentes atacados da dita molestia, con-
tradizem as nformaQoes. que uos deram. He fra de
toda a davida, qoe o cholera se acha em Ierras de
Portugal, poslo que, por. em quanlo, se nao apr-
senle ainda com aquella intensidade, e na exlensao-
com ine costuma invadir, em geral, as povoac/ies.
> im S. Joao da Pesqueira e visinhanfas, teem os
doenlessido tratados com todo o esmero e solicilu-
de pido Sr. Dr..Francisco Antonio Ferceira, e An-
lonin Jos Teixoira Jnior, o qual sendo alli cirur-
gio le parlido, cedeu generosamente dos seus- or-
dena los para acudir s necessidades dos doentes po-
bres.
Co isla-nos quo o governo tem tomado todas as.
providencias tendentes a circumscrever a epidemia, e
a limitar o numero dos seus ataques.
Na India sabemos que houvera ltimamente no
Ituru ah urna revoluc.io palaciana, a qoal terminara
comji deposito do aclnaf re e elevadlo do herdeiro
presomptivi) do mesmo ao Ihrono.
A disposicao pacifica do rei de Iturmah foi o mo-
tivo ce soa desgraca. As pessoas mais influentes du
paiz estilo animadas de um espirito bellicoso, e co-
mo o rei oppunha-se a realisarao de seus intentos,
depo::eram-no para terem a liberdade de obrar como
enle dem contra os Inglezes seas inmgos.
Na China tinham os imperialistas tomado Shan-
ghai ; as tropas rebeldes rctiraram-se para Nankin,
o pait: ia recobrando sua primeira Iranqoillidade.
marchando a reconslruccao da cidade com bastante
prest iza.
Em Canto continuavam os negocios polticos co-
mo ce antes. Os rebeldes, sendo dorroladus em
Whaiopoa, congregarain-se em grande numero em
Kuwkoug praca de alguma cnnaiderao, junto da
fui do rio, mas os Mandarina estao preparando-se
para ataca-los.
At noticias dos Estados Unidos constan) do segnin-
le artigo que transcrevemos da Presse e do mais al-
guns fados relativamente ao Knoic-Solhtng, qoe o
Jornal des Debis transcreve do Seio:York-Herald:
a .New-Vork 22 de maio de 1855.
a Nosso bolelm lhe chegar sem nenhuma duvi-
da antes dos dous paquetes que partirn) ha 3 das
com s malas intermediarias. O Ariel tinba 191
passa: eiros para o Havre, e 186.328 dollacs em di-
nheiro comprehendido;o famoso pedaco de aura ava-
hado em 40,000 dollars quo foi echado ha alguns
mezes na California, e que he enviado Exposicao
Universal de Paria. O Hermn que garlio ao mes-
mo tempo para Brema liaba 250 passageirds, e
12!},326 dollars. No momento da parlida teste ul-
timo vapor deixaram um acco de carias dirigido ao
cnsul geral dos Estados Unidos em Paris, lend#o
sellodo Estado, o confiado cerollamente aum pas-
aageiro. Essosaccofo reenviado a Washington, e
nio :hegar era poneos dias ao sen deslino.
i .V linha do Havre acaba de enriquecer-se eom
um novo paquete, o .trago. Sua primeira viuge'm
effecloou-ae mui felizmente, e elle partir ne dia 2
dejunlio prximo. Picamos desafortunados Fran-
klin tllwnboldt substituidos cora vanlagem, e de
ora em dianle nossos compatriotas podero tomar o
porte do Havre para ponto de partida ou de chafa-
da sem serem condemnados a passar vinle dias no
mar.
zea; o coronel dan urna
Vnilti States qoe ha da
hendedore soa riqueza fi
ci O recrutamento br
algamt dilliculdade. c
B, Pellinger escoltado d>
Ion foi preso por nao
i Corra o boato da qu
n Ro Grande (Mxico)
o rio frente de 1,500 h
noticias de Guayaran, V'
de maio qua parla da gu
n;a da 5,000 dolan, 0
induzir esta ebefe empre-
decidldamante partir,
leo continua, mas com
D agenta recrulador Jolm
utas qae levava a Bas-
ca da 1,000 piaslrae.
bentou ama reralncao
e Caravajal atr?veasoii
ns. Dizem tambem por
Rico com data, do 1..
cao de San Joan i
loo-se, e nSodepoz asarj-, mt0 quando oblevt
das autoridades ama dimjuiclo do iampo de aer-
vico. !
O augmento mesperej, das expedieSes de di-
nheiro duranle a semana :j,Mda derl aw fundos es-
peeolalivcs um movimeii.^ decadencia conside-
ravel. As transaeces de n jnroav.fcram quasi
nenhumas; poslo que ha; oda grande abuodaocia
decapitaes, ellas tem dr ,aido em consequencia
da falU de compras, qoal lr ConU dos capitalistas
indgenas, quer dos esttpjros. '
a As chavos fortes dea! panados bao sido con-
sideradas como moi faree ig ,, edheilat: por itso
os fundos pareeem hojx, oerimenUr um leve im-
pulso deelevacao.
a De 7 de abril para s, exporUcflos de dinhei-
ro de Boston e de New-*J ,em excedido a oito mi-
Ihes de dollars, ao passf.: as receitaa da Califor-
nia apenas foram de 3,0*.

') dollari. Todava ape-
ptoa reserva melallica
257,000 dollars. Chega
ules-maiores ou meco-
norte,
he de 2,130,250 (tol-
da 13 de maio da Ca-
lollars.
no relatorio semanal
,002 dollars nos des-
dxa, el, .500,606 dol-
ces tem sido mode-
cadencia ; as princi-
i 110 1 8e sobre Pa-
s do Estado de New-
18 de maio, achan-
inselhot lomees.
lervada par ogran-
eunir-se em Phila-
3.) Qoanlo ao pro-
que foi adaptado :
i America.
confederado ama-
I, nem esle, nem
Unidos da Ame-
onal na legislaran
canas.
zar dessa exlracc|o seroy,
dos bancos augmento/
todos os dias onro em
res das cidades do inli
a A exporlacio da
lars ao passo que a mr .
lifornia he apenas de i .
O estrado de 19 i ,
dos bancos um augmen
conloe ; 639,430 do
lars em deposito.
o Em compensarlo i
radas com tendencia gaen
paes sobre Londres fitet i ,
ris a 5-*12-l|2. ,j;
O eonselho dos Know.g,,
York reunio-se em SyraW.t
do-se nelle delegados devana,.
A qustao da escravid) foi.
de conselbo nacional qt de\
delphia no mez p. fetro ji
gramma poltico do parti, e
1.-Os Americanos gnoro
2. Uniao entre os Ejai
ricana.
3. Nem mais
oeste.
4.* A confederado d,s Esl
rica tal qoal he, orna e indi
5." Nenhuma interven
oo na adminislrac,ao}das
6, Hostil idade is pret
padres e prelados da igi
aqui os intermediarios
fecundada pelo sangue prtles
7. Reforma radical das le
8. Insliluices livres da
classes e para lodas a seilas, s>
sagrada de Dos, a base unive
jornal americano accrescenla
rito de ordem e respeilo cor
em Philadelphia, at Anote-No.
um Iriurapbao brlhantee dorad
No Per a populacao eslava i;
da com a proxma*eiefe presi
Na Bnlivia fra eleilo o genei
a imprensa combatido a candil.
Cruz.
No Cbilt) conclairam
carnele oblendo o governo
No Eqador ficou o govj
boato que alli se espalhari|je
lada pelo general Flores,
var o exereilo ao p de
vinda do mesmo.
Ao lerrcinarmps esle ar^o romos informados
que n agente do almramafo do v por Avon de-
tlarara ter lido em San Vice te cm omero do Ti-
mes, alli levado pelo vapor igletf^i ery-Croce, n-
hido de Liverpool dous diasSpois lo Acn e che-
gado aquella ilha era direil ra e pi meiro que esle,
a noticia de haverem sido ("madose oceupados pe-
tas Francezes o forte a a tone de JKalakoO em Se-
bastopol.
Lomo nao vimos o numen' do. Tintes a qoe sa re-
rere o dilo agente, damos es ja noticii ab a respon-
sabilidade do meamo. Os lores jue a apreciem
como julgarem qoe merece.'
'
v:
j
i papa de quem es
iliea romana sao
aublica, regada e
V
ularalisacSo.
cao para ledas ai
, a Biblia palavra
^irvaoslraeco. O
i o mesmo-espi-
jcao prevalecer
eontam com
famenle oceupa-
aL
za, lendo toda
do general S.
telaicoat nacifi-
e de votos,
asauatado pelo
invasaa projec.
esteva a ponto de ele-
f erra am antecipacao da
.
hesitar mutuamente em atacar as respectivas posi-, .idourados areaes da Helsingfors. Nargeo he em lo-
rpes. _r^~" '__"*.....** ^ Jd o Ballic o lugar mais ppropriado para" o ponto
Os dcspactHtsna poilem explicar-no/'crcur fa* reunlo das nossas torcas navaes- O clima he sa-
lanciadameMne porqoe motivo os Rustes nao eNubr, a agua he boa, nao he possiveltntrar oa sa-
v^Air do golpho sem que nos osabamos, e ficapertqdp
ponto prineipal, onde, segundo parece, leremos de
operar. -VT v
0 comma 'befe foi a bordo do Merlin
para reconber xhnidade'potsi-
vam em fcJrca nas suas posi^Ses. Foram por
t*ra '''aados de frenle ou tomados de travez )or
meio jfde umi roaraha. pela regao monlanbeaa qae
CIisl tna frenle de BaUklava 1 He o que as paiU-
^ fe .eointes ne. r,P icarao. Seja como for, ha
^uio os Ruisos se retiraran) para as^uaontanhas,
W- i___- ..,.-
CORRESPO fUE^SIA.
algum
mais sincero
de regra, dadas eslas
curiosidade leva de
e de krudencia e re-
s toiopes em que nao
Senhoresredactores.A1
pecear por indiscreto, do
arrepeodimenlo, mas por vi
circumslancias. a energa
vencida lodos es meas cal
serva : eis-me eso nma d.
posao deixar de fazer por stu conciiluado Diario,
tima perguota a quem me nba responder.
Sou commercianle, e em consequencia'de meas
negocios tive necessidade oi^rnte de isKar oro mea
amigo, qoe tendo chegado > vapor t o norte, acba-
va-se recolhido ao Lazaretol .Destoo Ineeodo cerlas
formalidades alli adoptadas jpronroi i-me da casa
chamada Lazareto, per i 'i aaarn|o yerto da-
quelle que foi designado ao visitaste* ; em cente-
queocia do que fiquei recl so, porade minha valla
casa, no entender da auti idade (oroplenle, rom-
i/i n fiwit77r\ iiaiii'fnrin
pia o cord&o sanitario.
Entretanto, das pracas
fazero) o servirn 'do
Lazareto, vollaram para ol quartel JO acempinha-
das por um oflicial. sem ob 'acolo aloim.
Em vista desse raele,. tiergontolea : dar-te-ha
cato, qoe as fardas preserrba os soldados de sarasa
instrumentos do contagii.1 ou seras somante os
coramercianles os unicoe-n, baaMn ""a nesle enlre o
i
Lazareto e a cidade, paraje con
por modo diverso, do quepratic;
A resposla terde sum'interc
Cm,
les ae proceda
m os toldad oti
para o
9.
'
h
pimicACflifci iDe.
UMA REIRI
da 3 de julbo,
Florianno Corrde
Exm
ii As noticias de Havana de 15 fazem esperar pr-
ximo lcvanlamenlo do sitio de Cuba. O -jebera!
Concita parti para ir inspeccionar a gnarnicao de
Mala izas a de Crdenas. A tranquil lid ade mais
profunda reina agora na rainha das Antilhas, e o
somuo do governador^cral nio he mais perturbada
seuac por vagas appceheusocs sobre os plauos de ge-
neral knney.
V- 9UD ...... i 1 ''I
fRTft C
Oh que dia eo ,.
M'invsagon
Do rottbu que Be, a*
Malauuni'ii'
Joia- que ternosis a(r
N'um mosienlo don
"Lvasle-fiMiri 6 mr
Mas parece illa, qe
De PALMIRAnlili
Da vida "para aorle-
N'angclica mas>. r'i
Daquelle que Jli s, I
Osaudoso soip, e
A idea do roulguet-,
Mata noli
Nesle dia asiai cji
. Cruel invd
se
Reeife 2 de julho '
\
Ment da lilha
tto e sua
So etlst,
H a iinlid '.....
TRVCF.tlU.
jne lembranra
nte.... '*
morte,
^nte! ::...
;ciaVarn, ,/
de amargura
la dora!
realidade
passanieiite!
ni t momentoi...
:be aojo,
embra tanta ;
s, o pranlo.
'-este
moiienle,
-l marte
e a mente!
"fe Marinko.

**f
\ miTiiRnn
"


"f1
*>
35.
01ARI0 OE PERNAMBUCO TERCA FEIR* 3 DE JUNHO DE 855
3
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i
*
l
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Iho, ondflbiKrivJo de seu cargo me achiva, alii
comparecern! os labellaes Francisco Baptiila de
Almeida, e Joao llaplisla da S.i, aos quaes delirio o
Dr. delegado o juramciUo dus Santo Evangelhos e
Ules encarregou que, debaixo do mesmo juramento,
examinassem o b'lhele da lotera :21.a do Rio de Ja-
neiro concedida para coostrocci e reparo das ma-
triies daqoella provincia, de numero 4427, decfl-
raudu se a assignatura do verso do referido bilhele
he por extenso o por letlras iniciaes, e quaes as lel-
tras oa nomcs nelle escriplos, aisim como a sobre
estas eiislcm outros nomei e saas declaracOea,
ou Dome sobre posto da individate E qu
igualmenle examinassem o bilhele numero 2296 da
mesrna lotera, e declarasseni se etisle atguro vieio
na> asignaturas do dono desse bdhete, e se a assig-
natura dos dous individuos que nelle sa acha tota
escripia por un ou por ambos, e no caso de ter
sido escripia por ura so qual delles a fea; e recebide
por ellas o jurameuto assim o prometieran! de cum-
prir. E passando a fazer os exames e averiguacea
inlierenles a suas profissoes : declararam quanlo ao
primeiro ponto do etanie reUlivamenle ao bilhele
numero 4427, acha-se. elle assignado no verso com
asegaiola nota: Perleuce esle tullate a Thom
Alves Maia dcSquira(eni breve o Siqueira); e bem
assim com assignatura do cautella Aulonio Joi
Rodrigues de Souza Jnior, 'parecendo a ellea arbi-
tres, que por alguns traeos qoe apparece entre 89
letlras do referido perleuceque foram ante-pos-
tas algumas ledras com Unta dilferente, e peona
roais lina com que fra escriplo o referido per-
tence, mas queelles peritos nSo podem classificar
o carcter das ledras dos referidas traeos; e que os
traros que se vem na referida ola do parten es
lao uas palavrasper lenceeslebilhelea Thom
eMaiae que as palavras coudas m ledo
perleuce foram escripias com lina mai prela, c
peona mais grossa, e que o nomeL'henie"esla es-
criplo sem a leliraeque fecha o marina nome; e
queomcudoAlvesnao cabas lelirae
paca complemento do mesmo nom, e que a prep-
sitodeentre os nomesMaiae Siqueiraes-
cripta no principio da quarta linlu acha-se escripia
irregularuiente ein consequeneia de se achai a raes-
ma preposicao muile mal escripia tanto na lelira
dcomo na lettrae sendo que a primeira nao
moslra carcter dedsenao conlrafeilo leudo a
figura de un circulo oval com borran no centro e
cortado; e que a letlraeda inesma prepsito
est emendada, e grosseiramenle escripia, e que a
sitiaballieda palavral)ilheleacha-se a silaba
Ihe com um traco cortando as duas ledras. De-
' clararam mais que as palavras postas no todo do so-
bredilopertenceparecem ante-postas, como ja
haviam declarado, com tinta diflerenle para borro-
gar nutras ledras. Quinto ao segundo bilhele nu-
mero 2296, qoe as duas asaignalaras do dorso do
mesmo bilhele, sao eseriptas pelo memo ponho. E
a requerimeulo do queitoso para que os peritos de-
claraseam se estando as palavras que se lem no
dorso desle bithete numero 2296, poderiam ler sido
roberas com epertenceque hoje se 16 no blhe-
le 4427? Responderam que sim, acrescenlando o
perito Baplista deS, que menos n j.cas> de serem
escripias com os caracteres empreados no dorso do
bilhele numero 2296. A requerimeulo de Jos Ha-
ra de Mendonca a Castro, que se chava presente,.
foi perguntadu aos peritos s na palavras emenda-
da no dorso do bilhele numero 4427 podia oslar es-
cripto o nome do queixoso como esle se escreveo lio
dorso do bilhele numero 2192 da vigsima primeira
lotera das casas de caridade do Rio de Jaaeiro, que
o mesmo Jos Mara apresenteu reconhecido, e o
Dr. delegado raandou juntar ao pmcesso; e bem as-
sim se no nomoTlioiu Alves Maia de, Siqueira
posto uo dorso do bilhele numero 4427 podia estar
anteriormente escriplo eni longo, ou em breve no-to-
do, ou em parte o nome deJos Mara de Men-
kmea e Castro'.' Respondern) que nao, porque
dos trajo primitjva visiveis cobertos com as ledras
suppostas no se pode colligir ama presumpjao ra-
zoavel de afflrmaliva, especialmente por qnc a cer-
teza seria impossivel confundir: entretanto poderia
eslar as palavrasMaia de SiqueiraMendonca e
Castroe mesmo lalvez cmThom AlvesJos
Mara, o que com tudo nao he mu presumivel
napalavraAlvespor estar esla limpa; sendo a
negativa cima escripia relativa a primeira parle da
pergunla, e o resto que tica escriplo em relajeo a
segunda, pdenlo o oomc daManuel de Mallos
Machadosem a celera, podia sar escriplo no
pertence; e mais nao leudo os mesmo peritos a
declarar, hueve o delegado esle termo por fmdo em
o qual assignou com os peritos, queixoso, a interro-
gado. Eu Joao Saraiva d'Aranjo (iitlvao, escriv3o o
escrevi.Bernardo de Carvalho.Jlo Bantisi de,
Sa,'Francss*^ BaplU ffTmeida.MaimM de
Mallos Machado.Jos Mari de Mendonca e Cas-
tro. E mais se nao conlinha em dito termo de eia-
ne, qoe eu escrivao no principio desla declarado, e
abaito assignado bem e flelmenle eilrabi ,por cerli-
dao do proprio original a qoe me reporto, e tai sem
roas que drrrhto faca, escripta e ssigiiada neSla
sobredila cidade do Recife de Pernambuco aos2 de
jntho de 1855.Escrevi e asaigneLEra f de ver-
dude.
Jo*> Saratta d'Araujo Galtao.
fe
i
*
i
-
Patacho porluguez Brillante*ebolas farinha e
batatas.
Imporlaca o.
Srigue hamburgus Cito, viudo de Ilamburgo,
consignado a N. O. Bieber & C; manifeslou o se-
guinle :
16 caixas e 2 barricas miudezas, 3 caixas lecidos
de seda e algodao, 1 caita mi-sangas, 6 ditas leci-
dos de linlia, 42 dilas tecidos de algodao, 16 ditas
ditos de algodao e linho, 1 fardo ditos de algodao e
algodao e liuho, 1 caita objeetos de porcelana, 1
caia tapetes de algudao.l caixa piano,8 caitas fazen-
das, 9 caizas palles preparadas, 1 fardo lecidos de
laa, l caixa fazeudas para bandeira, 8 pacoles a-
moilras ; a Timro Mousen & Vinasta.
len A
efu
2 caias linta azul, 17 canas lecidos de algodao,
1 caixa botoes, 1 dita lecidos de laa, 1 fardo tecidos
de algodao e laa, 1 caixa livros, 6 caitas pedes pre-
paradas, I caixa chapeos, 1 dila cabellos de coelho,
100 caitas velas, 4 pacoles amostras ;a J. Keller &
Corapauhia.
2 caitas pelles preparadas ; a Rabe Schmetean.
5 caitas objeetos de ajo, 6 caixas pe)les prepara-
das, 4 latas.canfora; a ordem,
1 caita botoes, 15 dita filas de algodao ; a E. U.
Wiall. x
1 caita li iles de madreperola, t caixa agnlhas, 1
dila fallas deouro, 2 ditas bichos, 4 ditas tinta
azul, 1 dila ultramarino, 20 dilas palitos de fogo, 10
caitas bocelas de pinho, 8 dilas lecidos de algodao e
laa, 3 ditas ditos de Uta, 19 ditas cadeiras enverniza-
das, 10 dila lecidos de algodao, 6 "ditas bezerro de
lustre, 2 caixas rap, 2 ditas calcado, 50 dilas quei-
jos, 5 barricas prego, 429 barras de ferro, 200 bar-
rica genebra, 120 saceos farello, 2 pesas carne fu-
mada, 1 caixa papel, 1 dila tecidos de teda, 1 caita
opellios,l dita eslampas, 1 dila piano, 1 dila objee-
tos de prala, 100 caitas cognac, 875 garrames vazios,
2 pacolese 4 caixinhas amostras ; a N. O. Bieber &
Companhia.
1 caixa piano, 4 caixas pelles preparadas; a Do-
mingos Alves Malheus.
4 fardos lecidos de laa ; a Brunn Praeger & Com
paohia.
13 caixas tecidos de algodao, 2 barricas, lonja, 2
caitas lecidos de algodao e laa, 1 dita ditos de algo-
dao e linho, .5 ditas ditos de Ida, 1 dila dilos de se-
da, 3 pacoles amostras ; a Schpheillin & C
1 caixa miudezas a Jos Alves da Silva Guima-
raes.
2 caixas armas tle consulado e sello ; a Jos An-
tonio de Araujo.
2 caitas velas, 73 presuntos,! caita salame, 2
caitas pellos preparadas ; a Francisco Gttedes de A-
rnujo.
1 caita miudezas ; a J. Teglmeier.
2caitas'pelles preparadas, 30 caltas licores. 1 di-
ta fitas de velludo, 1 dila calcado ; a Manoel Joa-
quina Ramos e Silva.
CONSULADO GERAL.
Reudimento do dia 2 '.. 2:2909393
t'lVERSAS PROVINCIAS.
Reudimento do dia 2 208610
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Kemlimenlo do dia 2....... 5009943
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlododi.i 2...... 4:3949296
PAUTA
ato preros correntes do auucar, alfjodao, e mais
eneros do paiz, que se despacham na mesa do
consulado de Pcrnambueo, na semana d 2
a 7 dejulho de 1855.
Assucar em caixas ara neo 1. qualidade
DAD D 2.a D '
mase.........
ii bar. e sac. branco.......
b mascavado.....
ii refinado..........
Algodao em pluma de 1.' qualidade
ii ii n 2. *
o O n P 3.a o
d cm carojo.........
Um agradecimemo.
{tatulo-, embalado no presente e iuobrando os ira-
perscrutaveis arcanos do futuro, lianquiilo no gre-
mio de miaba familia, eu suppunha ter algam dia
realisados os man doce soohos, as roiohas roais al-
ias esperanjas; eis que um falal acnuieciinenlo veo
apagar inleiramenle o lisongeiro harizontu, qae ledo
me orria, e roubar-me o objeelo duisas esperanjas,
ilessca sonhps. A noticia do patsamenlo de meu
querido mano e amigo Manoel Aletandrino da Silva
(iirao, fallecido em Pernambuco a 4 de rosio pasea-
do, veio desvanecer todas as illosoei de minha vida
e fazer-me solTrer os (erriveis eOeitos de urna inten-
sa dr. Fico inconsolvel snpportando os revezes
de minha infaosla sorle, reslaudo-me dar meus sin-
ceros agradecimientos a aquetles dos collegas de meu
finado inano-qoe lao solcitamente o com tinta de-
dicajao, o assisliram durante sua molestia, e a aquel-
los que, depois de ana morir, mostraran) o mais pro-
fundo sentimenlo, pranteando-o.
Recebara, poisyjissses esperaneoso* jovens as mi-
aas lagrimas e os suspiros de meii pelo dorido,
como o leslemonho de miaba evrdenl gralidao e da
eklima o alta considerajo de que sin credores.
Ceara 10 Je junho de 1855.
Conrado Balbino da Silca 6't'ruo.
REMSTA COMMERCIAL DOS PRINCIPAES
MIJACAOS DA EUROPA PELO VAPOR
AV*S, PARTIDO A 9 DE JUN 110 DE SOU-
TUAMPTON.
. [Continuacao.)
Hamburgo 3 de junho.
Caf.As operarnos em caf comojaram com os
deposita seguintes: em l.o de maio de 1855
17,000,100 libras; em 185416,000,000 libras; em
1853 17,000,000 libras. A procura das melhores
sortes nio po lo ser satisfeita senao parcialmente por
causa d penuria doaprosionamento em boas qua-
lidades. Nao obstante as grandes olTertrs nao pode
a procon ser satisfeita e principalmente do da La-
guayra. Os cafs do Brasil sao dexprezados, e os de
S. Domiigos pouco procurados. ltimamente, to-
dava, o baizo prejo do ordinario do Brasil, atlrahia
o altenjlo dos compradores q_uo negociaram muitas
pailidaspor especulajaVcutlasBrasilde 2 de
maio 12, 11,000 saccas da prejo de 3 3|4 i 5'}%
B.de l a 25de maio, 12,800 sac. de 3 ,',' a 5 l|4.
B.de 2 de maio a 3 de junho, 10,000 ac. de 3 X
a 5 1i4 i.; total 33,800 sac; entretanto que uo mez
de abrilas vendas em caf do Brasil linliam che-
gado ao ilgarismo de 66,000 sac. Do de Laguayra
negocianm-se 29,000 sac. de 5 a 6 3)4 B.; de Puer-
lo-Rico 4303,000 libras de 5 i|8 a 6 >{,4o S. Do-
mingos tlguns milhelros de saceas de 4 ) a 4
7|8B.
An- Depsilos em Cliegadas nos Depsitos em
nos. 1 dt Janeiro. 5 mezes. 1 de junho.
1855. 19,5(0,000 Ib. 36,000,000 Ib. 21,000,0001b.
1854. 10,00>,000 29,100,090 14,500,000
18-53. 11,501.000 o 33,800,030 19,900,000
Assucar.Nola-sc pouca propensao ,para a ven-
da; o limitadi sorlimenlo impede que as IransaccOes
sejam activas,sem todava influir nos prejos que se
conservan! limes.Vendas de 2 a 10 de maio__ '" dearr'natar a quera por menos fuer a obra do
prejos linues. A posirao desle artigo he fa-
ilColajoesf^racas. 7 !,' i 9, Guaya-
'Xi 4 3j4 S. Domingos 3 i shiU
Espirito de aguntenle......caada
Agurdente cachara.........
a de caima....... o
o do rei io. ........o
a reslilada .......
Genebra..............
............... botija
Licor...............caada
" .............garrafa'
Arroz pilado du.is arrobas um alqueire
n em casca...........
AyWln iji>ywra---wr-rr^t^,.
i) rocndobim'e de coco .
a o de peixe......... o
Cacao.........'. .... i$
Aves araras r-.........urna
ii papagaios...... um
Bolachas.............. @
Bistolos.............. u
Caf bom..............
a resslolho...........
com casia..........
muido'.............
Carne secca............ >,

28600
19800
39200
58800
59400
58000
19150
9600
9420
9480
9600
8180
9580
8240
8580
9240
49600
18600
5,000 saceos di Brasil a 3 3it5 b.; 1500 sac. mas-
cavado e branct da Havatia 13 libras 10 b.21 li-
bras;8,000 Mtoricia e Pernainliuco 10 !lbra< 12 a
14 libras 12. b.;y!83 caitas e 200 sac. da Baha a 19
sh. 9 d.,1,403sac. de Pernambuco prejo secreto;
mais a enlrogar 000 da Manilha, e 2,000 da Mnu-
ricia.ltimos pejos,Baha mascavadn 13 X a
5 118,branco lul'.
Cacao.Fica seslo procurado;300 sac. do Para
viadas de Lisboa efavam vcmlidm a entregar,
170 da liahia, imporiajao recente acharam compra-
dores a prejos flrmesj A psico desle artigo he fa-
voravel
quil 4
bauco.
Cnabw.Lisboa GKM. d.) 46 % por rail ris.
Portc'diUi.
Anlcerpia.
Caf.Apezar das uolkias reeebidas do Rio de
Janeiro \e\o Acn e D. Mtria //que pedem urna
nova alta de prejo e etplijes moderadas para o
norte da Europa, o mrcala licou calmo por lodo o
mez de maio, enos primeiros das de junho; todava
compre observar qu na ulloia semana o consumo
se reanimou um pouco, e que se leve de nolar um
geiro proseguimenlo as twnsacjes. Vendas
9,800 saccas do Brasil,5,00d de S. Domingos e
1,800 de Java.Ultunos prejo; deposito (pavilhao
eslrangeiro), Brasil lioo verde'26 % i7 cenU.-y
verde 25 1j2 a 26, esverdinhWlo 24 1|2 a 25,
bom ordinario 23 a 11|2,baiaV ordinario a ordi-
nVio21 a22 l|2,S Domingas^ a 27XHaviam
sido recebulos os carrtgamenlos s;guintes do Hrasil
0153 sac. pelo -Virosa-----531pelo Mara
ThcrczaMMlpolj Mase 7782 polo Ma-
zeppa- viudos lodos do Rio de Jauoiro. As cliega-
das em maio firam de 36,431 sac, sendo 29,161 do
Rio.As existencias do brasilerem em t. de junho
de 1855.60,fJ00saccas,18i21,000 sac.;1853
19,000. O dep>silo total comprehendia 89,000
sac. conlra 38,00(1 na "mesma dala em 1854.
Assucar.Exceienle posijao O resudado da
veuda em Roderdari pela sociedade de commercio
|.dos Paizes-Baixos.Vmde o lulal foi adjudicado com
um avance dequa ;' d. sobre os prejos de irareo
e a noticia da proxiaia apresentajao na Ingfalerra
de urna lei para fawecer a dislillajao dos assucarcs
em deposito,'vieum ainda augmentara firmeza
que este'productoliaha (onquislado'.nos primeiros
das de maio. A (Tocura f aciiva, '.< prejos ma-
nifeslaiu um avaiJJ de quast X 11. sobre odssoj ulti-
mo avisos. As fcocaaje, teriam sido mais impor-
tante, se os pon dores desle produelo, que ja ha-
viam realisado Heos, ua se tivessem mostrado mai-
le mais exiger.lev
As vendas oinurehendem roais de 12,000 eaixas
da llavana. Citan do Brasil 4,000 saceos, sendo
2,784 de Perumbuco viudos pelo Sea-Lark a 13 0.
sime.
Sahindo lroso do mesqainho ollido
Eis terge Apollo de mil grija cheio,
Qual novo revri reaascendo vuie
Em ondas de esperauja e mais fulgido
Um novo meteoro reluzido
Na amplido dos espejee, ao anecio
Da qeasi exljncla seena, novo meio
De esplendor aprsenla esclarec4o.
Vos, socios Ilustrados, qae fazeis
(>im lano empenlio ressurgir Apollo
Meu hymito de prazer nao rrgei'oi,.
Mostr a scena os coslumes de oulro solo.
Be mitro povo, oolro lempo, e enlo veris
\ ossa gloria toar de polo em polo.
<;. c.
'"i
m 1 MA CARAPUCA.
A tua prcsumpjao naasa a vaidade,
He lodo (en saber mera sandice,
Alcm de ser loitcara, he meninice
Quereres-lo arrogar capaialede ;
Deita pois, enormissiraa entidade,
De procurar no palco garridice :
As musas te repellsm, e he lolice,
Ir no palco hoscar celeWtilade.
Ja nao s lauta cousa ? Mais desojas 7
Teu deaejo ser sempre baldado,
Qoe o fado nao peroiide que naai> sejai ;
Fica pois, ne qae elas, bem consolado,
.Perqu le nao succeda qu tu veja
Teus esforcos perdidos, e o ganhado.
1.de julhode 1855.
M. de M.
COMMERCIO
PRAGA DO REUF2 2 DE JULIIOAS 3
HORA* DA TARDE.
CnlajOW olciaes.
iloje nao houvcram colajes.
AI.FAISDEGA.
Rendimenlo do dia 2 ...... 21:1029199
Detcarregam -hoje 3 dt jultio.
Barca inglezaSeropkinaferro.
Briizuo inalezFairybacalho.
Brigae hamburguezCitomercadorins. .
Polaca hespanholaSilenciopipas de vinho.
Brigue portugoez-Aapia'odiversos gneros.
Cocos com casca..........eenlo
Charutos bons...........
> ordinarios........
regalia e primor ....
Cera de carnauba........; ()
em velas.........., ,
Cobre novo mao d'obra...... i
Cooros de boi salgados.......
. expitados......... i
i verdes....,.'.,....
ii de onja.......... a
cabra cortidos.....
Docc;de calda...........
a gotaba.......... o
secco............
jalea ,........ '
Eslpa nacional .......... ()
eslningeira, mao d'obra .'
Espauadores grandes........om
pequeos.......
Firiulra de mandioca.......alqueire
j> milho ......... ib
aramia........'
Foijan............... alqueire
Fumo liom............ u.
ordinario.......... y
ero folha bom........
ordinario....... a
o reslolho ........
Ipecacuanha............ .
Gomma.............. alq.
Gengibre. _.......... ($
Lenha de achas grandes......eento.
pequeas.....
ii toros.......
Prendas de amarellodeZcoslados urna
tonro.........
Costado de amarellode35a40p. de.
c. e 2 X a 3 de*l. .
de dito usuaes.....
Cosladiuho de dito......
19760
18280
59000
109000
39000
79000
89960
49500
39000
39500
69400
48500
39810
19400
9600
"V**6*<. a^a^^eslr^ejroj^ Veuderaro-se mleilSo por
118000
139000
9160
9187X
8200
9100
158000
8240
9200
9160
8400
9320
18280)
1800C
290M
1*0(0
186*0
280
39S0UI
59J0Q
750f
3S00)
780p
1900
38O0
409O0
33.O0
1J500
3100
,i900
IriOOO
11>000
:8000
causa daWiaem 5 d^ junho 400 caixas e 1,600
saceos vindoi d. Baha pelo Haitiana. ltimos pre-
jos : Havan/ riguero esfl^lO) n. 13 7|8 a 14 (n.
12): 0. 14 |i 11. 13 a. 14 lr2 1* 3i*, n.<14 0. 15
a 151[4, nAQ. 15 l|2 a 15 314, n. 16 0.16 a 16 1|4
Co assucar tacos e hmidos obtem geralmeule de
fl. 1|4a 1|2 aiaixo destes prejos).Brasil, o branco
vale 3 1|2 14 1|2, e a nuscavado 11 1(4 a 12 lv2
Cacio.-Fica raro, e sem negociajoes por causa
da falla ddeMaranbao, qualidade a mais procura-
da em Aruerpia. Algomas porjoes de6sa proveni-
encia vedidas no curso do me, foram pagas de 27
a 29 ersimos (direitos pagos); hoje nos ioforroam
que s irocura pelo prejo de 30 e 31 cent; o de
I Guay II se sustenta a 221(2 cen.
Co is.A procura consBrvou-se lnguida por to-
do c ez passado, e teria sido uenhuma se os pos-
suii js desejosos de realisar as veudas nao houves-
n lito algumas coucessoes nos prejos. Os couros
ligeiros abaixaram da 1 a 2 cent. As vendas
D

I
I


,
B
Soallio do dilo. .....
Ferro de dito ......
Costado de looro ....
Cosladinho de dito ...
Soalbo de dilo......
Forro de (lito......
' 11 n cedro..........
Toros de talajuba....., quintil
Varas de parreira '........."uzia
aguilhadas.........
o qairis............
Em obras rodas do sicupira para e. par
a eixos r. "
Melajo..........
Milho..........
Pedra de amolar ....
11 > filtrar.....
rebolos ....
Ponas de boi......
Piassava.........
Sola ou vaqueta.....
Sebo em rama ......
Pelles de carneiro ....
Salsa parrilba......
Tapioca.........
IJnhns de boi......
Stbao ..........
Esleirs de perneri........urna
f
caada
alqueire
urna
ce n lo
molho
meio
9 ,
urna
@

cenlo
Vinagre pipa

Cabecas de cachimbo de tarro. milheiro
59OOO
'08000
99000
68000
49000
68000
59200
39200
292OO
38000
18280
18600
19920
18280
418000
20&000
8200
18600
8640
68000
9800
49OOO
9320
28200
5*200
9240
188000
38200
9210
9120
9160
308000
58000
lo 1 na pruca se limitaran) ro correr de maio a
I I pede coplra 20.474 do anuo passado na me-
n ala.O total das importajoes era maio foi de
.' 83 pelles conlra 57,014 em 18540 total das
das do 1. de Janeiro a 31 de maio he de 72,819
Ira 153,114 em 1854 Foram importados no
Smo periodo 10i,2lt seceos, 14,036 aalgados de
lenos-Ayres e Montevideo, 4857, de Pcnumbuco,
alna, Maranhao etc.; por Indo 161,000couros con-
ra 2S7,0 eia 1854. leposilo geral em 1855
16,432 coulra 99,091.
Londres 8 dejando.
Cafe.As sortes coloridas lem prowcado boa pro-
cara e seus prejos nrai firmes, aliente a.resorvados
possuidore. Venderem se cerca de 3,400 saceos.
Ceylao nativo sobre a base desh. 46. 6 a 47 pelo or-
diuario a bom ordinario. No das plantajdes de que
houve pouca ofierla reeliiou-se urna alUde sh. 1 a t.
6.Veuda neuhuma do de Moka ;do da Jamaica
foram vendidos alguns carregamer.los a pre$o de sh.
47.6a 70. 6. pelo bom ordinario a bom media-
no. As vendas dos ceta do Brasil chegam a 2,800 sac-
cas do ordinario do Rio a 43 sh. 6,-2,500 ditos di-
to baito e ordinario de 37.16 a 40, ou em baita de
inai de shil. 1,200 da Baha de sh. 41 a 44,e
2,935 deSantos recoraprados pela maior pirte nos Ici-
loes entre sh. 42 e 52.
Assucar.Realizou-se umiralta o fizeram se im-
portantes negociajoes sem enfraquecimenl nos pre-
jos dos assucare colouiacs da Manilha, Bcnases, e
Madras. As vendas publicas annunciadas do assu-
car de Maurida corprehendiam 28,618 accos cuja
adjudicajao qaasi total cffectuou-se pelo prejo de
sh. 34. a 39. o haixo a tino amarello, desh. 29. 6.
a 32. 6. o baito a bom triguciro, e de 34 a 42 sh. o
granuloso a fino amarello. Os de Bengala, sobre
10,747 saceosofferecidos, 7,000 foram vendidos por
prejos mullo firmes. Os da Havana tamben deram
lugar a importantes negociajOes, dos quaes 800 sac-
eos a entregar por Trieste. Quanlo aos do Brasil,
al 12 de maio haviam passado pelo marlello dos
IcilOes 3,650 saccosde Pernambuco, vendidos de sh.
35. 6. a 39 o mascavado hmido a bom trrgueiro, e
de 40 a 42sh. o branco ;do 12 a 18 foram vendidos
amigavelmenla 2,000 saceos do uiascavado do Brasil
a 33.9, eumcarregamenlode3,309saccos branco de
Pernambuco pelo Mediterrneo ash.25.6. (deposito/;
de 18 a 26 nio se fez urna s negociajao nos das
sorles do Brasil; mus de 26 at hoje lem sido vendi-
dos amigavelmente 8,600 saceos de Pernambuco a
enlregar para um porlo do Reino-Unido a sh. 19. 9.
(deposito); porloijoes foram adjudicados 5,000 sac-
eos velhos dilo por prejo de sh. 32 a 34 o mascava-
do, de 35 a 36 sh. o ama reliado, c 1,500 saceos dilo
de 32 a 34 sh. o haixo a bom mascavado.
Trieste, 31 de maio.,.
Caf.A boa opiniao, que*obre esto artigos
nossos avisos moslravam querer inspirar, nao se con-
firman ; as negociajcs lem sido raudo moderadas ;
venderam-se em summ 1 15,000 saccas do Brasil,
endo 2,500 da Babia a 35 fl. do Rio de 41 a 42.
Assucar.Os prejos ficam firmes, mas sem nego-
ciajes importantes. O da Havana s gozou de al-
gum favor. Notam-se as vendas 8,000 saceos de
Pernambuco a II. 21, e 1,200 saceos da Parahiba
pelo mesmo preju. ltimamente os da Parahiba
(em lotes de 900 accoJ obtiveram 21 1|2 fl. o
quintal.
MOVIMENTO DO PORTa
i^iacio entrado no dia 2.
Aracaty pelo Assu'13 dias, hiale brasileirn Capi-
haribeo, de 38 toneladas, mestre Antonio Rodri-
gues da Silva, equipagem 6, carga sal e mais ge-
nero ; a Luz Borne, de Cerqueira. Passageiro,
Manoel Freir de Mellb.
Navio sahido no mesmo dia.
Rio de Janeiro pela BabiaVapor inglez Avon,
commandanle Reved. Passageiro desla provin-
cia, o conselheiro Sebasliao do Reg Barro e 1
criado, Fr. Francisco de Santa Maanita Ouarte,
James Ileury Wya'.l, Antonio de Mello Souza
GQimares, J. Poingdestre e Poingdeslre.
EDITAES.
O Illm. Sr. iuspeclor da tbesouraria provincial,
em cumprimento da resolujao da junta da fazenda,
manda fazer publico, que a arrematajao da obra do
ajude da villa do Buique foi transferida para o dia
12 de julho prximo vindouro.
E para constar se mandou afilxar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da tbesouraria provincial de Pernam-
buco 28 de junho de 1855.O secretario,
./. F. da Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesoiiraria provin-
cial, om cumprimento da ordem do Exm. Sr. presi-
ente da provincia de 18 do correle, manda fazer
publico, que no 12 dejulho prximo vindouro, pe-
ranle a junta da fazenda da moma thesouraria so
13 lauco da estrada do sul, avadada em 10:340*000
A arrematajSo ser feita na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio de 1854, e >ob as clausu-
las especiaos ahaixo copiadas.
As pessoas que ae propozerem a esla arrematajao,
comparejam na sala das sessOes da mesma junla,
no dia cima declarado pelo meio dia competente-
mente habilitadas.
E para constar se' mandou alfixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 20 de junho de 1855.0 secretario,
A. F. d'Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arrematarlo.
1." As obras do 13 lance da estrada do sul lar-se
bao de cooformidade com o orjamenlo, planta e
pe lis approvados pela directora em conselho e ap-
preientados a appiovsjo do Exm. Sr. presi lenlc
da provincia na importancia de 10:3409000.
2.a O arrematante dar principio as obras no prazo
de um mez, e as concluir no de 9 mezes ambos
coutados na forma do artigo 31 da-lei provincial n.
286, sendo obrigado a dar transito no ti ni de seis
mezes.
3." O pagamenlo da importancia da arrematajao
verilicar-se lia em 4 preslajoes iguaes, sendo a ulti-
ma paga na occasio da enlrega definitiva, e as nu-
tras tres coirespondtrao a cada lerjo da obra, sendo
pagas dilas preslajoes em apolices da divida publica
creada pela lei provincial n. 354.
4. Melade do pessoal das obras constar do tra-
bajadores livres.
5.a O prazo de rcsponsabilidade ser de um 311110
durante o qual sera o arrematante .obrigado a raan-
ter a estrada em perfeito estado de conservajao.
6." Para ludo o que nao se achar determinado
as prsenles clausulas,nom uo orjamenlo seguir-se-
ha o que dispoe a respeito ajei n, 286.
ConformeO secretario, alomo F. d'Annun-
ciafdo.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, cm cumprimento da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da. provincia de 18 do correte, manda
fazer publico, que no dia 12 de julho protimo vinT
douro, peranle a junla da fa/.epda da mesma thesou-
raria se ha de arrematar, a quem por menos lizer, a
obrado 1. lanjo da estrada de Muribeca, avadada
em 8:8008.
A arrematajao ser feita na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15de maio do anuo lindo, e sb as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
A pessoas que se propozerem a esta arrematajao,
comparejam na sala das sessoesda mesma junta, 110
dia cima declarado pelo meio dia competentemente
habilitadas.
E para constar, se mandn afiliar o piesenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secrelaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 20 de junho de 1855. O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciacao.
~ClaututaT*y-f'rr j-imi *" 1. As Obra do 1. lanjo da ramificajao da estra-
da de Muribeca far-se-ho de conforroidade com o
orjamenlo e perfis approvados pela directora em
conselho e apresentados a approvajo do Exm. Sr.
presidente da provincia, na importancia de 8:8005.
2.a O arrematante dar principio a obra* ao
prazo de um mez, e dever conclui-las no de sele
mezc, ambos contados na forma do arl. 31 da lei'
n. 286.
3. A importancia da arrematajao ser paga na
forma do arl. 39 da lei provincial n. 286 em apo-
lices da divida publica provincial n. 354 de 23 de
selembro de 1854.
4.a O prazo da responsabilidade ser de un> anno,
licaudo dorante dilo prazo o arrematante obrigado a
conservar o lanro em bom estado.
5.a Para ludo o que nao se achar previsto as pre-
sente clausulas, nem. no nrjamenlo, seguir-se-h o
qae dispoe a respeito a lei n. 286.
Conforme.O secretario, A. F. d'Annunciae*J^.
, O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimento aja ordem do Etm. Sr. pre-
sidente da provincia de. 14 de maio ultimo, manda
convidar aos propietarios abaixo mencionados, a
eutrgarem na mesma fhesouraria, no prazo de 30,
dias, a contar do dia da primeira publicajao do pr-
senle, a importancia das quolas com que devem
entrar para o caljamenlo das casas da Iravessa de S.
Pedro, conforme o disposlo na le provincial n. 350.
Advertindo que a falla da enlrega voluntaria, ser
punida coro o duplo das referidas quolas, na con-
fnrmidado do arl. 6 do reg. de 22 de dezembro de
1854.
N. 4. Calbarina Mara do Sena. 578600
N. 6. Manoel Antonio da Silva Res. 199800
N. 8. Manoel Jos da Molla. .... 18900o
N.10.' Maria Rosa da AssumpjJlo. 649800
N. 1. Mauoel Bnarque de Macedo. 198800
E para constar se maudou afiliar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 9 de jonho de 1855. O secretario, Antonio
Ferrtjra da Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial.
em cumprimento da ordem do Etm. Sr. presidente
da provincia do 23 do correnlc, manda fazer pu-
blico que no dia 19 dejulho protimo vindouro, pe-
ranle a junla da fazenda da mesma thesouraria, e
ha de arrematar, a qem por menos lizer, a obra da.
estrada da Magdalena, isto he, o 1." lanjo da de
Pao d'Alho, avallada em 72:3608000 rs.
A arrematajao ser feila na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15de maio do anno lido,, esoh as
clausulas especiaes abaito copiadas.
As pessoas que se propozerem esta arremata-
jao comparejam na sala das sessoes da mesma junla
no dia cima declarado pelo raeic dia competente-
mente habilitadas.
E para cooslar se mandou afiliar o prsenle e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria, provincial de Pernam-
buco 25 de junho de 1853.O secretario.
Antonio F. d'Annunciacao,
Clausulas especiaes para a arremataran.
1." As obras do primeiro lanjo da estrada de Pao
d'Alho,farsc-h8o de coul'ormidadccom o orjamenlo,
plantase perfis,aprirovado pela directora em conselho
apresentados a approvajo do Exm. Sr. presidente
da provincia, na importando 72:3608000 rs.
2.a O arremtenle dar principio as obras no pra-
zo de dous mezes e as concluir no de dou auno.
contadas na forma do arl. 31 da lei provincial 11.
286, sendo obligado a dar sempre transito ao publi-
co de p e carros.
3.a O pagamento da importancia da arrematajao
serfeilo na forma do arl. 39 da lei provincial n.2K6,
sendo melade em apolices da divida publica, creada
pela le provincial n. 354, e a oulra melade em
mneda correle.
4.a O arrematante dever ter ao menos melade do
pessoal do servijo de gente livre.
5." Para Indo o que nao se adiar determinado as
prsenles clausulas nem no orjamente, seguir-se-ha
o que dispoe a respeito a lei provincial n. 266.
Conforme.O secretario, A. F. da Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial cm cumprimento da resolujao da junla da fa-
zenda, manda fazer publico, que no dia 19 deju-
lho vai novameule a praja para ter arremata-
do a quera por menos fizer a obra dos reparos de
que precisa o ajude de Caruar, avadada em
1:0128000 rs.
E para constar se mandou afiliar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secrelaria da thesouraria provincial do Pernam-
buco 25 de inulto de 1855.
O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciacao.
O Illm. Sr. iuspeclor da thesouraria provincial
manda fazer publico, qoe do dia 3 dn corrate por
diante pagam-se os ordenados a roais despezas pro-
vinciales vencidas al o fim de junho protimo fiado.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernambuco
2 de julho de 1855.O secrelario,
A. F. da Annunciajao.
O Dr. Custodio Manoel da Silva Guimaraes, juiz de
direilo da primeira vara do civ'el e commercio
tiesta cidade do Recife de Pernambuco, etc.
Fajo saber aos que a presente caria de editos ti-
rcm, ou della noticia liverem, em como Francisco
Antonio Pontual, me fez a pelijao do theor se-
gninte :
^ Diz Francisco Antonio Pontual, que sendo Pedro
Nolasco Cavalcanll, ja fallecido, devedor ao suppli-
canle da quanlia de rs. 1198600, valor de ama lettra
mercantil, vencida em Janeiro de 1839 e vencendo
juro convencional de 2 por cento ao mez. Antonio
Ribeiro de Silva da quanlia de rs. 260J000,por igual
Ululo vencido em selembro de 1836, e verteendo o
mesmo premio, Jos Rodrigues da Cunlta da quanlia
de r. 6838882 por igual titulo.vencido 110 anno de
1840, e vencendo o mesmo premio; Sobastiao Anto-
nio Pimenlel por igual titulo de rs. 4208000, venci-
do em novembro de 1844, e vence o mesmo juro ;
Manoel Paz do Nascimenlo por igual ltalo de rs.
^98100, vencido era outubro do 1816, e vence o
mesmo juro ; >uccede nao ler o supplicante noticia
nem dos herdeiros do primeiro e nem do seguintes
declarados, por aquellos lhe serem desconhecidos e
esles ignorar a estada delles e por se acharen! au-
sentes, em parle desconhecida, pelo que pretende
protestar judicialmente para conservajao e resalva
do seu direilo contra os supplicadus, e requer a V |S.
qoe se digne de mandar tomar por termo o seu pro-
testo, e que distribuida esta se passa caria de editos
para ser intimada aos supradilos na forma do arl.
453 3." do cod. commercial.
E assim pede a V. S. Illm. Sr. Dr. juiz de direilo
do commercio deferimcnlo.E R. Me.Francisco
Antonio Pontual.
Distribuida; cerno requer. Recife 30 de junho de
1855.Silva Guimaraes.A. Molla.Oliveira.
Aos 30 de jnoho de 1855, nesla cidade do Recife
da Pernambuco, em meu carlorio veio Miguel Jos
de Almeida Pernambuco, procurador do protestante
Francisco Antonio Pontual, e disse parante mim e
as leslemunlias abaixo assignadas, que protesta de
conformidad? com a pelijao relro, e de como assim
o disse fiz esle termo em qoe se assignou o procura-
dor do protestante com as teslemunhas abaito assig-
padai. Eu, Manoel Jos da Molla escrivao o es-
crevi.Miguel Jos de Almeida Pernambuco.__Ma-
noel dos Sanios Azevedo.Jos Gonralve de S.
E mais se nao conlinha era dita petijio, despacho,
distribuido e termo de protesto aqui copiados, em
virlude da qual se p.isiou a prsenle, pelo theor da
mesma hei por intimidado os supplicados do referido
protesto, qne ser publicado o afiliado noa logares
do cnslume c publicado pela imprensa.
Dado e passado nesla ddade do Recife de Pernam-
buco 2 de julho de 1855. Eu Manoel Jote da Mol-
la escrivao o sabscrevi.
Custodio Manoel da Silca Guimaraes.
0 Dr. Custodio Manoel da Silva Guimaraes, juiz de
direilo da primeira vara do civel e commercio,
nesta cidada do Recife de Pernambuco, ele'.
Fajo saber aos que a presente carta do edictos ti-
rcm ou dlla noticia liverem,' em como Henrique
Gibson me fez a pelijao do theor segjiinie :
Diz Henrique Gibson, que tendoem seu poder di-
versos ttulos de crditos qoer fazer intimar aos de-
vedorespor meio de edictos por serem ausentes e de
residencias incerla, proleslo judicial para que nao
corra contra o sopplicanle a proscripto que corre-
ra a favor dos devedores Jos Paulino de Albu-
querque Sarment na imporlaucia de 7018193, total
de tres lelras- vencidas em 15 de fevereir de 1843,
em 15 de fevereiro de 1814, e em 15 do mesmo de
1845, e Jos Ignacio de Mendonca duas lelras, urna
de 5508 vencida em 24 de dezembro de 1812, e ou-
lra de 8678 vencida em 21 de dezembro de 1843.
ludo seguodn o determinado pelo 3 do arl. '10.I
do cdigo commerdal. P. ao Illm. Sr. Dr. jaiz do
commercio deferimento. E R. M. O advogado,
Marlins Pereira.
Distribuida: com requer. Recife 23 de junho de
1855..Silca Guimaraes.A Cunta.Oliveira.
Aos 25 do junho de 1855, nesla cidade do Recife,
em meu cscriptono veio o supplicante Henrique Gib-
son. e disse ero presenja das teslemunhaf abaito as-
signadas, que elle protestava contra os supplicados
por todo couteudo da petijio retro e na cooformi-
dade da mesma protestado lem, aura de produzir o
devido efleiio. E de como assim o disse c proleslou,
fiz esle termo em que assignou com dilas teslemu-
nhas. En Pedro Tertuliano da Cunta, escrivao a
escrevi. Henrique Gibson. Luz Francisco de
Mello Tavares. D. Antonio de Locio Silbes.
E mais senao conlinha em dita pelijao, despacho,
distribuir -tttuuiL.de protesto aqui copiados em
virlude da qual produzio o aupplicanle suas tesle-
munhas e subinduos autos a concluso, dei a minha
senlenja do theor seguinle :
Julgo por senlenja a justificajao a folha, e
mando que se proceda a citaran e edtil.nl lia forma
requerida e cusas. Recife 30 de juuha-de1855.
Custodio Manuel da Silva Guimaraes.
E mais senao conlinha em dila seulenja aqui co-
piada, em virlude da qual se passou a prseme, pelo
theor da mesma hei por iulimados aos supplicados
do referido protesto, qoe ser publicado e afiliado
nos lugares dn coslume e publicado pela imprensa.
Dado e passado nesta cidada do Recifo aos 2 de jn-
lltode 1855.Eo Pedro Tertuliano da Cunha,escrivao
1 subscrevi.
Custodio Manoel da Silva Guimaraes.
O Dr. Custodio Manoel da Silva Guimaraes, juiz de
dizeilo da 1.a vara do civel, e commercio, nesla
cidade do Recife dePernamboco etc.
Fajo saber aos que a presente caria de editos vi-
rem ou della nolicia liverem em como Jos Rodri-
gues de Araujo Porto, me fez a pelijao do theor se-
guinle :
Diz Jos Rodrigues daAraujo Porto, eslabelecido
m loja na ra da Cadera do Recife, que quer pro-
leslar judicialmente conlra seus devedores abaixo
declarados: l.ivio Lope Castello Branco, da qaantia
de 11980O rs, de principal de urna lelira aceita por
elle e vencida em o 1. de agosto de 1842, alm dos
juro de 2 por cento; Pedro Bezerra de Brito, da
quaulia de 5108970 de principal de duas ledras acei-
tas por elle, e vencidas em 12 de. Janeiro de 1844,
alm dos juros de 2 por cento ; Jos Con-eia Nogoei-
ra Paea, da quanlia de 1318000 de principal de urna
lelira acuita por elle e vencida em SO de Janeiro de
184-1, alem dos juros de 2 por cento; A'Konio Pires
Ferreira, da quanlia de 6939210 do principal de
nma ledra aceita por ello e vencida em 13 de marjo
de 1845, alm dos juros de 2 por cenlo; Christovao
Correia da Silva, Antonio Pires Ferreira, di quantia
de 4599*10 de princiapal de urna letlra aceda por
elle e vencida ein 23 de marro de 1843, alm dos
juro i razio de 2 por cenlo ; Joao Ferreirajdo San-
ios Caminba, da quanlia de 9268570 de principal de
urna lelira aceita por elle, e vencida em 8 de agosto
de 1815, alm dos juros de 2 por cenlo ; Jos Pedro
de Mello, da quantia de 7898120 de principal de 3
ledras aceda por elle, e v/eucidas a primeira da
quanlia de 1918550 em 5 de outubro do 1845, a se-
gunda daquantia de2679210. em 24 de abril de 1846
e a lerceira da quanlia de 3808460 em 16 dejulho
de 18i6,alm dos juros de 2 por cenlo ; FilippeNery
da Silva, da quantia de 99^580, delprincipal do urna
letlra aceita por elle e vencida em 31 de dezembro
de 1845, alm dos juros de 2 por cenlo ; Joaqaim
Baplista da Cunha da quanlia de 2978000 de princi-
pal de urna lelira aceda por elle, e vencida em 30de
julho de 1850, alm dos joros razao de 2 por cen-
to ; Viuva de Ignacio Gomes da Silva, e Joaquina
Raphael de Mello Jnior, da quantia de 7688800,
de principal de urna lettra snceada pela dila viuva,
e aceda pelo dilo Joaquim Raphael, vencida em 10
de abril de 1819, alm dos juros de 2 por cenlo ;
Joaquim Lopes de Magalhaes, da quanlia de.........
1:0829130 do principal de doas letlras aceitas por elle
e vencidas a primeira da quantia de 54180.55, em 14
de abril de 1848, a segunda da quanlia de 5419065
em 14 do outubro de 1848, alm dos juro de 2 por
cenlo ; Jos Caetano Rufo Hitarle, da qnanlia de
879600 de (res letlras acedas por elle, a primeira da
quanlia tfe^OgOOO em 26 de julhode 1851, a segun-
da da quanlia de 288800 em 27 de selembro de 1851,
a lerceira da quanlia de 288800, em 26 de selembro
de 1851, alm dosjuro9 de 2 por cenlo ; Ignacio da
Fonceca Marques da quantia de 52960. dcjirincipal
de urna lelira aceda por elle, e vencida em 25 de
outubro de 1849 : c que sendo ignoradas as residen-
cias actuac dos raesmos devedores os Taja intima-
jando protesto por edito para o fim previsto no
3." do arl. 453 do cod. do com.
Pede ao Illm. Sr. Dr. juiz do commercio assim lhe
delira.E R.Mc.Advogado Fonceca.
Dislrlbuda, como requer. Recife 30 dcjunho de
185.^Silca GuimarHet. A Moda. Oliveira.
Aos 30 dias de junhu de 55, nesla cidade do Recife
do Pernambuco.em mea carlorio veio Jos Rodrigues
du Araujo Porto, edisse peante mira, eas teslemu-
nhas ahaixo assignadas, que protesta de conform la-
do com a pelijao cm fenle, e de como assim o disse
fiz esto lermo em qne assignou o protestan!.' com as
teslemunhas abaito assignadas. Eu Manoel Jos da
Mofla, escrivao a escrevi.Jos Rodrigues de Arau-
jo Porto, F'rancisco Gonjalves Netloi Manoel dos
Sanios Azevedo.
E mais se nao conlinha em.li'a p.'li ;.l 1. despacho,
distribuirao e lermo de protesto, aqui copiados, em
virlude da qual se passou a prsenle polo theor da
mesma hei por intimados os su'pplicidos do referido
proleslo, que sert publicado e afiliado nos lagares
do coslume e publicado cela imprensa.
Dado e passado nesla cidade do Recife de Per-
nambuco i de juuho de 1855. Eu Manoel Jos da
Molla, escrivao o subscrevi.
Custodio Manoel da silca Guimaraes.
O Dr. Coi (odio Manoel da Silva Guimaraes. juiz de
direilo da 1.a vara do comnercio, nesta cidade do
Recife il 3 Pemambaco etc.
Fajo saber aos que a presente caria de edito vi-
rem, ou de.la noticia liverem em como Joaquim An-
tonio Santiago Ucssa, me fez a pelijao do theor se-
guinle :
Illm. Sr. Dr. juiz de direilo da 1.a vara do com-
mercio.tiz Joaquim Antonio Santiago Lessa, com-
merciante 11 morador nesla cidade, que sendo ella
credor por Ululo de Ultras e cuntas de livros dos de-
vedores qu segu. As quaes sao ; Antonio Ferreira
de Vasconcelos, Antonio Barreta Lima, Antonio
Eornandes llosa, Antonio Ferreira de Brito, Jo5o
siiaru. da Silva, Guilherme Marques de Nepomure-
110, Antonia Manoel da Pauau, Vicente Joto de Oli-
veira, PorfirioCiriaco da Rucha. Luiz Antonio Mari-
neo, Caetano Jos da Costa Pereira, Joaquim Fran-
co do Bom-iim, Sebastiao de Carvalho da Cunha
Andrade, Antonio Peregrino'Cavalcanll de Albu-
querque. Joao Florentino Catalcauti deAlbuquer-
quo, D. Luiza Francisca Cavalcanll l.'choa, Antonio
Gonjalves Ferreira. \niouio Jos Ribeiro Jnior,
Sebastian l.ins Wanderley, Joaquim Estanislao dos
Santos, Fra icisco de Vaaconcellos Lins ; e como os
devedores cima mencionados sao de (dolos j ven-
cidos ha ten po, como consta da relajo junla, ese
adiando prctimo a expirar o lempo marcado pelo
cod. com. pura a presenpjao dos referido Ululo, e
vai por isso o supplicante requerer V. S para nao
ficar prejudicado o seu direilo, mandar lomar por
termo o pro.esto di referidas ledras, e cuidas de
livro, sendo o dilo protesto intimado por editaos os
supplicados le conformidade com o disposlo no arl.
391 do decrclo n. 737d 25 de novembro de 1850,
afim de ser lulerrompida a prescripc.10 na forma do
decreto, nes es termos pede a V. S. assim lhe delira.
Espera R. Me.Joaquim Antonio Santiago Lessa.
Distribuida, como requer. Recire 30 de junho de
1855.Moa Guimaraes. A Cunha.Oliveira.
Ao 30 de junho de 1855, nesla ddade do Recife,
em meu esciiptorio veio o supplicante Joaqaim An-
tonio Sauliago Lessa, e diste em presenja da teste-
munlias abaixo assignadas, qae elle protestava con-
lra o supplirados por lodo conleudo da pelijao retro
e na conforn.idade da mesma protestado tm, afim
de"7/f'oduzir o devido emolo.
E de come, "assim o disse o proleslou, fu esle ler-
mo em que usiiunu com ditas teslemunhas. Eu
Pedro Terulianoda Cunta, escrivao o escrevi.Joa-
quim Antonio Santiago Lossa__Domingos Barbosa
Rodrigues.Manoel llaymundo Pena forle..
E mais se nao conlinha em dita pelijao, despa-
cho, disinti rao e lermo de protesto aqi copiados,
cm virlude da qual se passou o presente pelo Ihoor
do mesmo,In i por intimados o supplicados do refe-
rido proleslo, o qual sen publicado e afiliado nos
lugares do coslume e publicado pela imprensa.
Dado e passado nesla cidade do' Recife 2 de julho
de 1855.Eu Pedro Tertuliano da Cunha, escrivao
o sabscrevi.
Custodio Manoel da Silva Guimaraes.
DECLARACOE3.
Os 30 dias itteis para o pagamento da decima
urbana na repartijao da mesa do consolado provin-
cial findam-su no dia 9 do crrenle, lindos osquaes
incorrem na multa de tres por cerno todos o senho-
rios dtispre lins que dixarem de pagar seas debito
uo anno de 1 S"> a 1855.
Pela su )deleicia da fregoezia da Boa-Vista se
faz publico. i|ue fra apprehendido nm carneiro :
seu dono corripareja peranle a mesma subdelegada.
Subdelegada da freguezia da Boa-Vista 30 de junho
de 1855.O tubdelegado em etercicio,
Antonio Ferreira Mat-fins Ribeiro. t
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernambuco sacca sobre
a praca da Babia, e continua a tomar
lettras sobre a fio Rio de Janeiro. Ban-
co de Pernambuco 25 de junho de 1855.
O secretnrio da direccao, Joao Ignacio
de Medeirns Reg.
O consi.'lho de adminislracao naval, contrata
para os navio* armadme enfermara de marmita, no
anno financeiro de 1856 a 1855, o fornecimenlo de
medicamentos e os servijo de arle de barbeiro, bem
como o de faldamentos brancas e azaes pan as pra-
jas do.marit hagero, pelo que couvida-se aos qae
interessarem 13ra ditos fornedmcnlos, a presonla-
rem-se 12 horas do dia 3 do mez de jnlho vindou-
ro, na sala daisestOat, com suas propostas, declaran-
do os ltimos prejos e quem seus fiadores, pudendo
anles os inleressados dirigircm-se secretaria da
inspeejao do arsenal de nariuha, para o fim de eta-
tninarem os rcceilitarios e amostra do (ardamenlos,
e n.lo leudo o conselho acedado as propostas de fa-
rinha de mandioca e assucar branco para rorneci-
metilo no trimestre de judio a selembro futuro, por
seren de in qualidade, de novo convida aos que se
propozerem a fazer dito fornecimenlo, a aprsenla-
retn suas proposlas e amostras uo dia e logar cima
indicados, cerlos de que o contrato ser por 1 ou 3
"mezes, ou por compra, conforme convier ao con-
selho.
Sala dassesfoes do conselho de adminislracao na-
val em Pemambnco 28 de junho de 1855.O secre-
tario, Christovao Santiago de Olijseira.
tfUBMCACA'O LITTEKARIA..
Acha-se venda o compendio de Theoria e Prali-
ca do Proceswi Dtil feito pelo Dr. Francisco de Pai
la Baplista. Esla obra, alm de urna introducj.lo
sobro as acroes e exceptes em geral, trata db pro-
cesso civel comparado com o commercial, eonlm
theoria sobre a applicajo da cansa jolgada, eou-
Iras doulrinas luminosas i vnde-se uuiranente
na luja de Manoel Jos Leite, na ra do Quei-J,
ruado n. 10, a SJcada otemplar rubricado pele
autor.
AVISOS MARTIMOS.
jada : para o resto da carga e escravos a
frete: trata-e com oa consignatario Ma-
chado & Pinheiro, no largo da Assemble'a
n. 12.
PARA.O ARACATY-
Segu em puu:os dias o bem con herido hiale Ca-
pibaribe: para carita ou passageiro Irata-se na ra
do Visarlo n. 5.
LEILO'ES.

O agente Borja far|lcilao em seu armazero na
ra dn Collegio 11. 15, de um excedente sobrado de
um andar com bastantes commodos, lendo 35 pal-
mos de fenle e 74 a 75 de fundo em daos proprios,
com um ptimo terreno ao lado qne pode-se mu
bem edificar oulra casa, tilo na roa de S. Pedro Mar-
lyr emOlinda n. 58, o qnal serenlrecue pelo maior
prejo que for oflerecido em ronsequencia de'ser para
liquidarlo. O agente Borja nao podendo fazer o
leilao cima que devla ler lagar terja-feira 26, trans-
fer.i-o para o dia lerja-fcira 3 dejulho as 10 horas
em ponto.
O asenle'Borja fara leilao cm sen armazetn,
na na do Collegio n. 15, de urna infinida te de oh-
jectos do diflerentes qualidade, como bem: obras
de marcineiria, novas e usadas, obras de ouro e pra-
la, reluci diversos para algibeira, urna grande por-
ra de louj.1 fina para mesa, vidros e outros mudos
objeetos, etc. : quinla-feira, 5 do correnle, as 10 ho-
ras cm ponto. '
Francisco Severiano Rahello '& Fimo far.lo
leilao de 5 pipas com excedente viuho lilo de Lis-
boa, em lotes a voutade dos compradores: quarta*
feira, 4 do correnle, no largo da alfandega.
AVISOS DIVERSOS
Regiment de cusas.
Sabio a luz o regiment das custas jdi-
PARA 0 RIO DE JANEIRO.
Segu em poucos dias o patacho nacio-
nal MCTHIROY, capitao Manoel Pedro
Garrido, ja' tem parte da cargj engajada:
para o rato e escravos a trete. trata-sc
com os consignatarios Isaac, Curio A C,
na ra da Cruz a. 49, primeiro andar.
L,lObE JANEIRO.
Segu cota breviJadeo brigue nacional
FIRMA, capitao Manoel de Freites Vctor,
ja' tem parle da carga prompta: para o
resto, passa ge i rose escravos a frete, trata-
se com o capitao na praca, ou com No-
vaes&C-, rita dp Trapicbe n. 34.
RIO DE JANEIRO.
Segu com muita breviJade por ter
a maior parte da carga prompta, o pata-
chonacional VALENTE, capitao Francis-
co Nicolao de Araujo: para o raito da
carga e escravos a frete, trata-se con?, o
capitao na praca, ou com NovaesA C,
na ra do Trapiche n. 34.
PARA A BAHA
segu com muda brevhlade o hiale nacional Dous
Amijos, capitao JdSo Rodrigues Vianna Dantas ; j
lem parle da carga prompta : para o resto, 1ra-
ta-se com o sen consignatario Antonio Luiz Oliveira
AzeVedo, na ra da Cruz n. 17, ou com o capitao na
praja.
PARA O RIO DE, JANEIRO.
O brigue escuna MARA seguir' em
pouess dias para anflfetle porto, por lera
m.iinr narro rSewii Mm>7i.mentn 0110-. ,~ Uesappareceo do engenho Camorrr. Grande,
maior parte de sen carregament enga-' ft1-lr(,euciiarae Ag0!1 &*, o escravo Gabriel, na-
ciaes, annotado com os avisos que o afte-
raram : vendfe-se a 500 ris, na livraria
n. 6 e 8 da praca da Independencia.
A pessoa que achou no fogo do arco da Sanio
Antonio urna cana de tartaruga pequea, com aros
de prala, com a lirma de onro de M. A. B., dirija-se
ao pateo do S. Pedro o. 26, que ser recompensada.
A pessoa que perdeu no aterro do
Afogado um Kvro que pertence ao gabi-
nete inglez, dirja-se a esta typographia
a fallar com o compositor Cisneiro, que
dndoos signaescertos lhe sera' entre-
gue
Precisarse de urna ama para cata de
homem solteiro. sendo parda ou preta, e
que sai ha coser, ensaboar' cozinhar, c,
sendo necessario, comprar alguma cousa
na ra, porque ha escrava para fazer es-
te ultimo servicp: na ra estreita do Ro-
sario n. 13.
Na ra da Madre de Dos n. 36 se'
acham urnas cai.xinhasde charutos que por
engao foram embarcadas em urna em-
barcarlo que seguio para Una em princi-
pio de junho prximo passado : quem se
julgar seu dono pode apparecer em dita
ra, que dando os signaes certos lhe sero
entregues.
Os Srs. Francisco de Paula Lima e
Lourenco Jos de Carvalho, teem cartas
na rita do Trapiche n. 34, esciiptorio
de Novaes&C.
Joao Mauricio Cardoso faz publico, que nin-
Bitem compre ou fa(a qnalquer Iransaccao com o Sr.
J0S0 Jo- Ribeiro dos Santos sobre a prela Joaqui-
na, de narao, estatura regular, de dade.jle 30 an-
uos, pouco mais ou menos, por quanlo esta oacrava
he de propredade do annunciante. que a comprou a
pessoa qoe a pu-suia ha mais de anuo, e aquello Sr.
sem titulo alzum violentamente ha chamado a mes-
ma escrava i sea posse: prtenlo o annunciante
protesta proceder pelos meios Iegaes coulra quem
sobre a mesma escrava luer uegocio.
GABINETE PORTUGUE7. DE LEITliRA.
Por ordem da directora cunvoca-se extraordina-
riamente a assemhlca geral dos Srs. accionistas, pa-
ra domingo, 8 do torrele, pelas 10 horas do dia.
M. F. de -~ Conslando-me que a Sra. D. Leopoldina Maria
da Costa Kruger pretende alienar seus bens de raiz,
previno ao,- que os quizaren) comprar, de qne inovo
conlra a dita seuhora accao deceitdial pelo jnizo da
primeira vara do commercio do Recife, para me pa-
gar da quanlia de4:88DWXX) e dos juros vencidos, 6
qne esses bens eslao sujeitos ao referido pagamenlo,
afim de 0S0 se chamaren os compradores em lempo
algum ignorancia. Recife 10 de maio de 1855.
Malinas Lopes da Costa Maia.
ArrENCAO.
O abaito assignado tendo-se prevalecido do Diario
o auno passado para pedir aos seus freauezes.-eom
especialidade aos senhores acadmicos, que houves-
sem de salisfazer os seos debilosuo prazo de 15 nas,
e como quer qne nenliom resultado tiraese a visla
das razoes por elle allegadas, para justificaren! a
impossibflidade em que enl3o se achavlm de pagar
essas dividas, especialmente os ltimos, que com a
uiudanca da Faculdade ptra o Reciff, foram obli-
gados a fazer grandes despezas, e coro quanlo desea
anuuencia ao abaixo assignado sobreviene nao pe-
queo prejnizo aoa sens inleresses commerciaes;
com ludo, de muile boa voatade condescendis-rom
elles, esperaneoso de que tanto qae melhoraisem de
condicao.vie-sem pasar-lite oque deviam. Mas como
assim nSo lem acontecido al agora,e crdito do
abaixo assignado seflra glande quehra na praca, lan- J
c,a mo pela segunda vez do Diario como meio mais fa-
cil cconducente a o fim que tem em vista,para de nov
rogar aos cusjdevedores, que por seus brice e hon-
radez venham embolsn-lo dasquanlias, que ha lau-
to lempo lhe devem, devendo alleader qoe o an-
.ncinte. alm de ter esperado com paciencia per
ito lempo, (em tambem de occorrer as saas neees-
dades, emit principalmente de salisfazer seos de-
veres para cora os seas credores na praja : prtan-
lo, determina o prazo de 1 mez, a contar deata da-
la, por julgar lempo suflicieiite para ser indemnisa-
do dasquanlias que lhe devem. Observando, po-
rm, que se nao estiver embolsado lindo este prazo,
lerao de passar pelo desdooro de ver seos nomes e
quanlias respectivas exaradas por extenso nesta jor-
nal, vislo como o abaixo assignado eatenMe ser um
abaso da sua paciencia |o demsiada condescenden-
cia, e sobre tudo porque assim requeren! seos inte
resses, crdito e reputarao. Olinda 3 de julho de
1855.Antonio Ignacio a' Amandula.
Descoberta espantosa,* feita sob a protec-
cao dos Srs encarregados da execuco
das posturas municipaes.
Os homens mais eminentes de todos os paixes des-
de o Mniioraelapa al a Franja e Inglaterra, teem-se
oceupado ha mnitos annus eso descubrir o molo-con-
tinuo, sem jamis terem-no conseguido I Eslava po-
rm reservado para esta cidade 13o decantada descu-
bertal E na verdade concluio-se sua demonslraco,o
s3o della autores os vendedores de leite, por quairto,
deilaude pela primeira vez em um (landres qualqur
porco desle liquido, nunca mais elle termina, antea
quanlo maia vendera maior qoantidade tem para Ven
der I e te isto nao he o verdadeiro moto-continuo,
no creto que se possa descubrir nutro I Os miligres
da transformarlo da agua em vinho as bodas deCa-
naan, e o sustento de 5,000 pessoas com 3 peites e 3
p3es, parece qne vio ser esquecidos, devendo desla
poca em dianle oceuparem-ee os cantores celebres
com elernsar os autores desla roelgueira O' qoe
estupeuda descuberta I Sefosse vivo o ambicioso qoe
comprou a Pedro-Malas-Arle< a panella que fervia
sem fogo, e cozinhava os ahencoados feijoes sem ca-
lor, de certo avamjava a esta deadiberla, qoe he su-
perior a da horra que vasava dinheiro. ele, ele!
Viudo, pois, o' sabioa de todo o mo*Ho, vinde a ad-
mirai Vinde e poslai-vos pelas roas Nova e quadro,
do Cabug.i, praja da Independencia, larga do Roa-'
rio e Ouarteis.c ahi acharis das 6 as 8 horas da nt-
nliaa em dianle os demonslradores desle pbraomeno!
Altendei e dte i, se ha descaberla superior a esta?
Vm dos admiradores.
Precisa-se alagar urna ama qae saiba cozinhar
e lazer. lodo o nMa trrico de casa : no paleo do
Terco n. M.
Alogam-se 2 negros para padaria ou armazem
de assucar : quem precisar anaancie.
- Offerece-se urna mullier para cnser em alguma
casa particular : quem precisar annuncie.
Atten^ao.
Alocase nm sebradinho na Iravessa do Carioca, o
na mesma casa toma-se cotila de roupa para lavar e
eiignmnur, lano de homem como de senhora, 'com
muilo acelo e premplidao : a tratar com Antonio
Pinlo de Souza.
O secretario da vcneravel ordem lerceira de S.
Francisco desta cidade do Recife avisa a qoem inle-
resaar possa, que, lendooblideda Illm. cantara mu-
nicipal licenca para poder abrir as catacumbas exis-
tentes uo edificio da mesma ordem, para dentro do
prazo de 15 dias, a contar da publicaran desle, que
por si ou por seus agentes venham procurar os restos
morlaes existentes as mesraas catacumbas, do con-
trario serSo (aneados no deposito commum.
Aos padres pregadores.
Alem de oulras obras do pulpito francex e porla-
gnez, acham-se venda na ra do Cullegie'n. 8, os
seVmea de Bor.leries, Homilas sobre os Evange-
Ihos, elogios fnebres do general Droool e O'Con-
nell, por Lacordaire, inslrucjOes sobre os manda-
mcnlos, por Larubert, conferencias pregadas em Sae-
ta Valeria pelo padre Landrieut, doutrina e moral
ehrisla on collecjio dos melhores trechos dos padres
antigos e modernos, 3 djfferentes e novas obras do
Mea de Maria, pelos padres Morana!, Martin Mr.
Maolevrier, e as sublimes conferencias do padre
Ventura de Raulica com o ttulo do Rozao Pliiloso-
phica -r Razio Catholca'.
r-
I
aum
m<
sida
.^r-
t
1-
J
cao Benguclla, parecendo ser crinlo mas nao he,
maior de 32 annos, altura regular, rnr muilo preta,
cabellos achatados, oihos amaiellailos, bastante vi-
vo e ladino, dado a cuntar historasdo qne lem vislo
por onde tem viaido, mentiroso e atrevido quando
est einbriacado^pernas linas, ebem fechado de bar-
ba, rosto redondv, j lem sido sorrado, levnu um
gancho ao pescoco que he de suppor o tenha lirado,
porcm ha de eslar com o coaro lio peseojo grosso e
spero, o qual foi escravo do Sr. major Antonio da
Silva tiusniao. trabalha de barbeiro, e tambem en-
tende de ro/.inha, trabalha de pedreim e sabe f^zer
lelha. Desappareceu no mesmo dia do dito engenho
cima, m companhia do mesmo escravo Gabriel a
escrava de nome Maria, najo Cassange, idade 50
annos, bstanle alte, muilo seeca do rorpo, cor pre-
la, eabeja comprida para traz, j bastante pintada
de cabellos hrancos, principalmente pelas fonles, lem
nm dente de menos na frente, no queixo de cima',
rosto coirjprido, beico de cima meio revirado, nariz
afilado, ps seceos, pcilos milito pequeas, a qnal
escrava o sea antiao senhor j morn em Gurabira,
dislricto da provincia da Parahiba; ambos esescravos
dcsapparceer&ro no dia 28 de malo do correnle an-
no : por isso roga-se a todas as autoridades policiaca
c captaes de campo, tiajam de apprehcnds^los e le-
va-Ios a seu senhor Ignacio Ferreira de Mello I.esta,
no ensenho cima, 011 nesla praca a sen correspon-
dente Manoel Antonio de Sanitario l.cssa, morador
na rita Angostan. 3, que serao bem recompensados.
Tondo de relirar-me para o. Rio de Janeiro,
deiio durante a minha ausoncia por meus procara-
dores os Srs. Geerge Palchell, Vicente 'Ferreira da
Cosa e Jos "Francisco Barrle.
Joaquim Fitippe da Costa.
A pessoa qae precisar comprar 11 rq bonito es-
cravo fiel, diligente e de boa conduela, o que se
aliam; 1, dirija-se ra dos Quarteisn. i.
Precisa-se alugar urna ama quesamaWzinhar
o encaminar, para casa de muito pouca familia : a
tratar na ra estreila do Rosario n. J.
Precisa-se de urna nma de leite, que o lenha
bastante e bom, promelte-se pagar bem : 110 pateo
do Pilar, em Fra de Portas, n. 12,
^
"V
(-.


*
OIMIQ JE PRM*SCBOTESCA FIRA 3 OE JULHO DE 855
Precisa-so de um criado fiara o servir de casa
eslraugeira, e que seja bom boMeirn, ua ra da
Cruz u. 4.
Jos l'erein Cesar, leudo comprado a Custodio
JosdeXarvalhouimaraes todas as faiendase divi-
das activas da sui toja, sita na ra do Queimado n.
21 A., e desojando conservar todos os freguezes que
j.i o sao do moran cslabeleciinenlo, avisa a todos
aquelles, Unto da prac,a como de fra della, que Hie
san devedores, que venhain a mesma loja salisfazer
os scus dbitos, qoo ahi acharao bom sortimento de
novas e baralissimus fazendas. e o inulhor agrado, c
a mesma Irauqutza qae sempre liouvo oeste eslabe-
lecimento.
Um professor de insliucrno elementar offere-
cc-se a dar lices er casas particulares, com bom
melbado e zelo, civilidade e aproveilamenlo, era
doutrina ehrislaa, palo catliecismo explicado, cu
leitura pelo classicos de moralidade civilidade,
como seja o livro de Ouro, ein escTpturac,So por
Madurelre, em contabilidade pelo compendio do
l)r. Colaco, e lingua verncula com analyse gram-
matical c lgico pelo antor mais seguido: algum
sciilior pai de familia quo tiver precisan de lec-
ciouar seus pequeos em casa, pode aununciar para
ser procurada, ou dirija-se ao aterro da Boa Vista
ii.5l.
lotera da matriz da boa-
vista.
AosG:000s000, 2:000000, e i:000$000.
Corre indubitavelmenle sabbado, 7 de juiho.
O cautelista Salustiano de Aquino Ferreira faz
scienle ao respeilavel publico, que as suas cautelas
estao sujeilas ao dusconlo de oilo por cent do im-
posto dalai. Os seos billieles inteiros, vendidos em
originaes, nao soffrem o descont de oilo por cento
do imposto geral. Acham-se venda as seguales
lojas: ra da Cadeia do Recite n. S e 45 ; praca
da 11 ule pendencia n. 37 e 39 ; ra do Livrameuio
n. 22 ; roa Nova n. 4 e 16 ; ra do Queimado n.
39 e 44 ; ra estreita do Kosario n. 17, aterro da
' Boa-Vista n. 74, e ua ra da Cadeia n. 38.
Burieles 5&800 Rei*be por iulei.ro 6:000
Meios bsO b com descont 2:7603
Quartos 140 u 1:380$
Quiutos l.jiti i> a 1:1049
Oitavos 720 d 690
Decimos 600 i> 5529
'Vigsimos 320 i> 276
O referido cautelista declara mui expresamente
ao respeilavel publico, que se respoosabilisa apenas
a pagar os oilo por cento /a Ici sobre os seus bi-
luetes vendidos em originaes, logo que se Me apr-
sente o bilhele inteiro, iudo o pr-ssuidor receber o
respectivo premio que nelle sabir, na roa do Col-
legio n. lo, escriptorio do Sr. liieioureiro Francisco
ADtonio de Uliveira. Pcmamboco 26 de juntio de
1855.Salustiano de Aquino Ferreira.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
A lotera terceira do recolhimento de
Santa Thereza, da qual vendemos algn*
billietes correu em lodo presente, e a 54
do Monte Pi Geral, da qual ainda temos
a venda, correu a 22 ou 25 : as listas de
ambas se,esperam at 4 do prximo ju-
iho ; os premios sSo.pagos depois da en-
trega das mesmas.
Casa de commissao de escravos.
.Na roa Direila 3, sobrado de tres andares de-
t fronte da travessa de S. Pedio, recebem-seescravos
de ambos os sexos para se vemlerem em commissao,
nao se levando por esse trab; llio mais do que 2 por
Oroto, e sem despeza algum de enmedorias : offe-
recendo-se para isto lodos es commodos e seguran-
za .precisa para os ditos escravos.
Precisa-se alagar ama ama que leuh bom e
bastante leite, que seja capaz o cuidadosa para crear
i urna creanra nascida de poneos das, paga-se bem :
- j no pateo do Terco sobrado ae um andar e solio ree-
dificado de novo o. 16.
' Precisa-se alugar orna preta para o servico in-
terno de urna casa no Recite : dirija-se roa do Vi-
gario n. 2.
Retratos.
No aterro da Boa-Vista n. 4, terceiro andar, eon-
tiuua-se a tirar retratos pelo systema chrysIalolYpo.
com moita rapidez e perfeicao.
Aluga-se o primeiro andar da roa da Cadeia do
Recie n. 47, muito proprio para inorar homcm sol-
te-iro, ou para escriptorio : a tralar na loja do Sa
Manoel).
' O abaixo assignado previne ao respeilavel pu-
- blico, e principalmente aos scus freguezes, que os
charutos da ana fabrica a Juventude ii, vendem-se
unicamcnie em casa de Demingos Alves Malliens,
ra da Cruz n. 54 esta praca, na do Rio de Janei-
ro, em- casa de Antonio Pereira Ribeiro Guimarez,
c ua provincia da Baha, cm sua fabrica. O annun-
ciaule julga que lem assim vedado o encano des
seus freguezes, que tantoere o seu crdito.
Francisco'Jos Car doto.
O Dr. Ribeiro, medico pela universidade de
Cambridge, contina a residir na roa dn Crnz do Re-
cife n. 49, 2." andar, onde pode ser procurado a
qualqner hora, c convida aos pobres para consultas
gratis, e mesmo os visita quando as circo instancia- o
eiijam, faz especialidade das molestias dos olhos e
ouvidos.
Aluga-se ou vende-e urna casa com
sotao e sitio no lugar da Torre, junto ao
sobrado doSr.Peixoto, com todas as com-
modidades para familia, cocheira, estri-
bara, quartos para feilor, etc.: na ra
da Cruz n. 10.
.iIGco

No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se un completo sortmehto
de fazendas, fina e grossas, por
presos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
ee, como a retalho, amanendo-
se aos compradores um so preco
para todos : este estabelecimento
ahrio-se de combinaoBo com .a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francesas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
corita do que se tem*vendido, epor
isto .offerecendo elle raaiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietano deste importante es-
.tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, o publico em ge-
ral, papa que venbam (a' bem aos
seus interessefi comprar fazendas
baratas, no ^armazem da ra do
Collcgio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.

|

bavse dinheiro a premio de um por cento ao
mez, eom hypolheca em bens de raz nesta prac,a :
quem precisar annancie.
Precisa-se de am menino porlaguez, qne 1*:
nlia alguma pratica de taberna, de idade de 11 a Ia
annos, e que d Dador a sua conducta : na ra Di-
reila n. 27.
Manual dosterceiros franciscanos.
Arlia-re do prelo o manual do irmaos da V. O.
Terceira da Penitencia do S. P. S. Francisco.
Al. parte desta obra contm a historia da insti-
tuicao da ordein, aregra com rouitas explicares, as
ahsolvices, as indulgencias do S. P. Bentjlclo
XIV, as do S. P. Pi VI de que ainda nao gozs-
vam os terceiros desta vasta diecese, e alera disto as
que pertencera s ordem terceira dn Recife, e ludo
mais que diz respeito aos terceiro* e a ordem.
A '2." parte he om perfeito devocionario, contm
o raethodo de ouvir missa, de confe9sar-se, a via-sa-
cra, a coroa seraphica, orarQes da manhaa e da noi-
te, um devoto ejercicio ou oraces ao doloroso co-
racao de Mara Sanlissima, indulgdbriadas por Pi
VII, algumas oulras oraces, o responso de- Santo
Antonio, a historia e as visitas da Porciuncnln, etc.
A 3. parle contm o modo de ajodar e assi6tir aos
- agonizantes com melifluas e locantes oraces, absol-
viese de Beoedicto XIV, dos franciscanos, dos car-
melitas, des confrades do Rosario c das Dores, e al-
gumas heneaos.
Esta obra que pela 1. parte pertence aos irmaos
terceiros franciscanos, pela 2.a c :i. he necessaria a
qualquer chrislo, e pea 3. indispeniavel aos Srs.
sacerdotes.
Assigna-se a IJJOOO o ejemplar em hrochura, no
consistorio da ordem Icrceira, das 9 horas al as 3 da
tarde, na livraria classica, no largo do Collegio o. 2,
e na loja de livros da ra do Collegio n. 8.
Um cozinheiro francez, qne sabe fallar o hes-
pauhol o o portuguez, deseja arraojar-se em urna
casa particular : quem de seu presumo se quizer uti-
lisar, dirijt-se ra do Trapiche, no holel da Barra.
O solicitador Joaqoim de AUmqucrquo Mello
niidou a sua resideneta para o segundo andar da ca-
sa n. 13 da ra do Crespo.
PEDIDO A POLICA.
PedC-se ao Illm. Sr. subdelegado da freguezia de
Sanio Antonio, que lance suas vistas sobre urna su-
cia dfe peliulras qne andam vagaudo fra de horas
pelasrojadesta cidade, pinjando obsenidades pelas
portas, como acoirteceu na Camboa do Carino e atraz
da matriz,"com vozerias, e inmllan lo as familias
com palabras obsenas.O pai de familia.
Aluga-se uma rasa lerrea, sita na ra do Sebo
n. 54, coa oommodos para pequea familia : a tra-
tar na rna da Aurora n. 26, primeiro andar.
Precisa-se de ama ama,para casa de hornera
solteiro : na ra larga do Rosaiio d.TS, primeiro
andar. -
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quer mulher que csteja mal de parlo, e cujascircumstaucia dSo peruiillam papar ao niodico.
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VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual completo de meddicina horaeopalhica do Dr. (i. 11. Jahr, traduzib em por
tuguez pelo Dr. Moscozo, qualro volumes encadernados em dous e acompanhado de
um diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, ele, ele......
Esta obra, a maislmportanle de todas as quetratam do esludo e pratica da homeonalhia, por
que conten abase fundamental d'esta doutrinaA PATHOGENESIAOli EtT'ETOS DOS
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SALDEconhecimentos que nao podem dispensar as pes-
soas que se querem dedicar i pratica da verdadeira medicina, inleressa a todos os mdicos que quizerem
eipenmentar a doutrina de Hahnemann, e por si mesmos se convenceren! da verdade d'ella: a lodos os
faiendeiros c senhores de engenho que estao longe dos recursos dos mdicos: a todos os capiles de navio
que uma. ou outra vez nao podem deixar de acudir a qualqner incommodo sen ou de seus tripulantes :
a todos os pas do- ramilla que por circiimslancias, que nm sempre podem ser prevenidas, sao obrica-
dos a prestar fn conlinent os pnmairos soccorros co suas enfermidades.
O vade-mecum do homeopatha ou traduccao da medicina domestica du Dr. Bering,
obra tambera ntil as pessoas que se dedicam ao estudo da homeopathia, um volu-
nte grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina...... O'WOO
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc., encardenado. n Sem verdadeirosc bem preparados medicamentos nao se pode dar nm passo seguro na pralira da
leopalhw, e o proprietano desle estabelecimento se lisongeia de le-lo o mais bem montado possivel e
209000
ser a nica
MEDICA-
homeop
ninguem duvida hoje da grande superioridade dos seus medicantents.
Boticas a 12 tubos grandes.............
Boticas de 24 medicamentos em glbulos, a 10$, 129 e laoOO r. "
Ditas 36 ditos a...........
Ditas 48 ditos a ..........
Ditas 60 ditos a...........'. '.
Ditas 144 ditos a............\
Tubos avnlsos.......... ...... \ '
Frascos de meia onca de tinctura............'
Ditos de verdadeira lindara a rnica.........
SfOM
. 20S000
. 2.9000
. 305000
... (oaooo
. I000
. 28O00
Na mesma casa ha sempre.-i venda grande numero de" tubos' de rysta d'e diversos lamaos?
vrdros para medicamentos, e aprompU-se qualquer encommenda de medicamentos com toda a brevida-
- por proco- -
de e
muito commodos.
MAS-A ADAMANTINA.
Roa do Rosario n. 36,'segundo andar, Paulo Gai-
gnoui, dentista francez, chumba os denles com a
massa adamanlina. Essa nova e maravilhosa com-
posinio tem a vantagem de enclier sem pressao dolo-
ros;! todas as anfractuosidades do dente, adquiriiulu
em poucos instantes solidez igual a da pedia mais
dura, e permute restaurar os denles mais estraga-
dos com a forma e a cor primitiva.
.MJBLICACAO" DO INSTITITO HO g
NF.0PATHIC0 DO BRASIL.
THESOURO HOMEOPATniCO '
VADE-oECUM DO S
HOMEOPAtB.V.
Mtthodo conciso, claro e seguro de cu-
rar homeopathicamente iodos as molestias
WJ que affligcm a especie humana, e parli-
$h cularmente aquellas que reinam no Bra-
2 sil, redigido segundo os inelbores trata-
9 dos de homeopalhia, tanto europeos como t>J
americanos, e segundo a propria experi- #4
enca, pelo Dr. Sabino Olegario Ludgera W
Pinho. Esta obra he hoje recouhecida co- @
rao a mi'lhor de todas qae tratam daappli- gk
carao honieopatluca no curativo das mo- J
O leslias. Os cariosos, principalmente, nao O
Opodem dar um passo seguro sem possui-la e a
consulta-la. Os pais de familias, os senho- @F
(A res de engenho, sacerdotes, viajantes, ca- (
i pitaes de navios, serlanejosetc. etc., devem X
f) te-la i uni para occorrer promptamenle a (Sr
qualquer raso de molestia. U%
Dous volumes cm brochura por 109000 &
a )> encadernados 112)000 ^
Vende-se nicamente em casa do autor, Zi
' ra de'Santo Amaro n. 6. (Mundo No- V/
Esl. a sahir a luz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTRAHIDO DE RUOFF E BOEX-
NINGHAUSEN E OLTROS,
c poslo cm ordem alphabelica, com a descripro
abreviada de (odas as molestias, a indicarlo physio-
logica e therapeulica de todos os medicamentos ho-
meopalhiros, sea lempo de acr.ao e concordancia,
seguido de um diccionario da significado de lodos
os termos de medicina e cirurgia, e pasto ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO MARAES.
Subscreve-se para esta obra no consultorio horneo,
pathico do Dr. LOBO MOSCOZO, ra Nova n. 50-
pr i metra andar, por 55O00 em brochura, e 69000
encadernado.
Quem precisar de nm caixeiro brasileiro, que
sabe escrever, fallar correelamentea liusoa franceza,
e igualmente possuindo todos os requisitos necessa-
nos para poder escrever e fallar com a maior perfei-
cao a lingoa porlugueza, enteiidciido alguma cousa
da lingoa ingleza, dirija-se ra do Trapiche n. 36,
segundo andar,' das 9 horas da manhaa al as 3 da
larde.
A taberna de Gurjahii de cima coutinna a eslar
prevenida de um completo sortimenlo de moldados,
nmidezase fazendas ; por lano todas as pessoas que
quizerem continuar a honrar esle estabelecimenlo,
all acharao ludo que precisarcm a \ontade do com-
prador, pelo mesmo preco ou com pouca dilferenca
da praca ; na mesma laberna ha cortes do l.ia do ul-
timo gosto, chegados ullimamenle para vestidos de
seuhoras.
Antonio Joaqoim Sevc, lendo contratado a
compra de uma casa dejobrado com sitio, no lusar
de S. Joso do Manguinho n. 29, rujo terreno foi
comprado por D. Leopoldina da Cosa Kruger a Ma-
noel! ereira de Castro, e lioje pertencentc a Gustavo
11. Praeger ; faz o prsenle annuncio para prevenir
qnalquer cousa que possa om futuro appareccr.
~ .''Io,renc0 Marlins da Silva Borges, tendo de
ira cidade do Porto at os lins do crreme anuo
alim de tralar de sua saude, e desejaudo liquidar to-
das as suas transan-Oes com a praca, ruga aos seus
devedores Irnlem quanlo antes d realisarem seus
dbitos, sem qne sejam a isso forjados.
D-se a quantia deO& a 1009000 a juros, eom
penhores : a Iralar na ra Nova n. 12, de meio-
dia as 2 horas da tarde.
O Dr. Sabino Olegario I.udgero Pinlio,
mudon-se do palacete da roa de S. Francis-
co n.68A,para o sobrado de don anda-
resn.6, made Santo ngaro, (mundo novo.)
INFORMAgO ES OU RELACO'ES :
, SEMESTRES."
Xa livraria n. 6 e 8 da praca da In-
dependencia, vende-se relaces temes-
trae por preco commodo, e querendo res-
mas vende-se ainda mais emeonta.
Descncaminhon-se ou furtaram da ra da
Praia, da porta de um dos armazeos do carne, om
quarlao csslanho, cor de sangue, com am nico sig-
nal branco em baixo, de meia marca, cabera pelada,
dina corlada, capado de fresco, aberlo de cima e de
baixo, menso e com calos as pas, carrega bem
bai*o ; desappareceu no dia 20 de janho correnle
do lugar indicado : quem della der noticia ou levar
roa do Vigario n. 19, primeiro andar, ou no enge-
nho Espirito Santo do Sr. Joao Ellov, ser recom-
pensado generosamente.
Novas livros de homeopalhia mefrancez, obras
(odas de summa importancia :
Hahnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes. ........... 209000
leste, rrolcslias dos meninos..... 69OOO
Bering, homeopathia domestica..... 79000
jahr, pharmacnpa hnnieopathica. 69000
Jahr, novo manual, 4 volumes ... 169000
Jahr, molestias nervosas....... 69000
Jahr, molestias da pelle....... 89000
Rapan, historia da homeopalhia, 2 volumes I69OOO
llarllimann, tratado completo das molestias
dos meninos.......... IO9OO0
A Teste, materia medica homeopalhica. 890O
le Fajolle, doutrina medica homeopalhica 7*000
Clnica de Slaoneli ....... 69000
Casting, verdadt da homeopalhia. 4O00
Diccionario de Nyslen....... IOjOOO
Alllas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, conlcndo a descripcao
de todas as parles do corpo humano 30*000
vedem-se todos estes livros no consultorio homeona-
thieo do Dr. Lobo Hoscoso, roa Nova o. 30 pri-
meiro sudar.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albunuer-
quemudou a sua aula para a ra do.Ran-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eextefnos desde ja' por m-
dico preco como be publico: quem se
quizer uttlisar de|5eupequeo prestimo o,
pode procurar na segando andar da refe-
ida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
EDCACA'O DAS FILHAS.
Entre as obra do grande ienclon, arcebispo de
Cambray, merece mui particular niencao otratado
daeducajao das meninasno qual este virtuoso
prelado ensina romo asmis devem educar suas fi-
Ihas, para um dia chegarem a ocenpar o sublime
lugar de mi de familia ; torna-se per tanto uma
uacessidade para todas as pessoas qae desejam gui-
a-las no verdadeirocamiiiho da vida. Est a refe-
rida ofcra (radu. ida em portugaea, o vende-se na
livraria da praca da Independencia n. 6 e 8, pelo
diminuto preco d 800 rs.
DENTISTA. I
W Paulo Gaignour, dentista francez, eslabele
9 cido na ra larga do Rosario 11. 36, segnndo 9
# andar, colloca denles com uensivas arlificiaes, gt
& e dentadura completa, ou parle della, com a
$ pressao do ar. ^
9 Rosario n. :u> segundo andar.
O Dr. Joao Honorio Bezc'rra nezes miidott a sua residencia da ra
Nova, para u ra da Aurora sobrado n.
Vista, e alii conlinua a exercei' asna pro-
(issao de medico.
Precisa-se de uma ama para casa de pouca fj-
rallia : no alerr da Boa-Vista n. 42, para cozinliar
e engnmmar.
2S@9@3<:|:*^
1 l MI, DENTISTA,
A conlinna a residir na ra Novo 11. 19, primei- (j$
J ro andar. t
......-------^^w99.ww@9
us abano assignados fazein scienle ao res- @
$ peitavel publico, que compraram a padaria
que oi da viuva do fallecido Carlos, -ta 110
W.largo de N. Senhora do Terco ou Cinco Pan-, o
las. osquaespromellema lodos aquelles senho-
res que lhes.lizerem a honra de comprar o ex- A
ijj) cellenle pao, bolacha fiua, biscoilo, fatias, @
O bolachinas de aramia, dos servir cora as me-
. Ihores fannhas que houver no mercado, as- (j
sim como a sua bolacha grande he firtnada 5,9
g com a firma de Ribeiro & Pinto, e a peqiiena fij
m cm a de R. &P., avista do eiposto esperara 3
a concurrencia tanlo de seus amigos, como <
m dos Illns. Srs. de engenho : a padaria priu- SS
cipiara a trabalhar no dia 2 de juiho crreme.
Hibeiro & Pinto.
Qs credores da massa de Jos Schia-
tino previnem a todos os.' devedores da
mesma massa, que nao paguem nada ao
mesmo Jos' Sclnatino, sob pena de pa"a-
rein segunda vez; pois o nico encarre-
gado de receber as mesmas dividas be o
Sr. Ignacio de Souza Leao.
Precisa-se de um criado iel e activo
para o servico de uma casa escollastica,
sita na ra estreita do Rosario n. 17, pri-
meiro andar.
Precisa-se de ama ama de leite, branca ou
parda, sem cria, que tenha bom leite para cri
menina ; ua ra do Bruro 11. 22. "
- Permnla-se uma mulatinha de 6 annos, muito
sadia e de bonita figura, por um moleque da mesma
idde,poaco mais ou menos : quera quizer esle ne-
gocio, Jlrija-se a. ra do Mondego n 139, lodos os
dias al 8 horas da manhaa, e das 3 da tarde co
diante. ,
Oueni precisar de um caixeiro portuguez para
taberna, e mesmo para tomar por balanco, o qual
tem bastante pratica : dirija-se ra do Rangel,
loja n. 36. >
D. Mara Halena Pessoa de Mello, como,admi-
nistradora do vinculo do Monteiro, faz saber aos de-
vedores do mesmo vinculo, que vai usar do direilo
qne a le Ihe faculta, chantndoos a jnizo, o Ibes
marca o prazode 30 dias improrugaves a contar de
hoje, para a realisacao dos seas pagamentos. Mon-
leiro 2 de juiho de 1853.
Quem anunnciou querer comprar 10 ou 12 ca-
deiras e mesa de meio de sala, de Jacaranda, menos
os robllos, querendo as cadeiras e mesa, procure
na ruado Kangel n. 21.
Hoje, 3 do correnle, depois da audiencia do
Sr. Dr. juiz de orphaos, tem de ir prac.a reque-
rimenlo do tutor dos orhos lilhos do finado coronel
Joaqoini Juse Luiz de Souza, os escravos Jouquim e
Veutura, cujo cscriplo se ncha em mao do porleiro
do respectivo juizo.
Beriiardiuu Anlonio Ramos vai Europa, e
aeixa por seus procuradores nesta praja aos Srs.
Victorino Domingos Alves Maia, Theolouio Felii de
Mello e Francisco Antonio Pereira de llrito.
Ptecisa-se de ura lypographo que tenha per-
reilo conhecimento de sua arle e conduela regular,
ludo provado por allcstndo de pessoa professional e
capaz, para lomar conta e dirigir os Irabalhos de
uma typographi fora desta cidado: a tralar no caes
do Kamos 11. 25, primeiro andar.
COMPRAS.
Casa de commissao de escravos, na
ruadoLtvramenton. 4.
Compram-se escravos de ambos os sexos, de 12 a
V) armes, sendo boas figuras paga-se bem, tambem
recebem-se para vender de commissao.
Cnmpra-se um boi manso para carroca, que
esteja bem gordo : no paleo do Paraizo n. 10.
Compram-se 10 ou 12 cadeiras, 2 cousolos, 1
mesa de meio de sala, asada, mas em bom estado,
sendo de Jacaranda : na taberna da ra dos Martv-
no n. 36. .
Compram-se patacoes rasileiros e hespanhoes
na ra da Cadeia, leja de cambio n. 38. '
Compra-se uma cabra, bicho, que seja bou do
lene, e paga-se bem : na ra da Cadeia do Recife n.
49, primeiro andar.
VENDAS.
Vendem-se os verdadeiros queijos e carne do
bem condecido serlao do Sirid, por preco commo-
do : na laberna da ra dos Mari) rios n. 36.
Vende-se familia de mandioca, em saccas, por
preco commodo : na roa Nova n. 35.
Vendem-se 4 escravos de meia idade, proprios
para o imtbj, 1 preta, 1 moleque de 5 anuos, mnilo
bonito : na ra do Livrameuio o. 4.
Na ra da Cadeia Velha n. 1, vendem-se pre-
suntos de Lisboa superiores, pelo preco de loucinho,
assim como queijos ldndrinos de superior qualidade,
eoutros mudos gneros, tu'do por barato preco, que
a vista do comprador se mostrarao.
# Vende-se uma escrava de meia idade, por pre-
co commodo: no paleo do Paraizo n. 14. -
Vende-se ara cord.io de ouro do Porto, com
30 oitavas, a 45O0 a oilava, chegado do Porto, novo
e sem uso algum : c um par de brincos do ouro cura
diamantes : na na do Calinga, loja de 4 portas do
Sr. (iuimares. se dir quem vende.
Vendem-se na ra da Concordia 11. 26, saccas
com arroz de casca, por preco muilo commodo, c
tambem se vende na mesma casa um hanheiro de
madeira com ponen uso,'.por qualquer preco.
Vendem-se 5 escravos, sendo 1 ptimo mulali-
nho de Idade 18 annos, 3 prelos de bonitas figuras,
1 escrava crioula quilandeira, e 1 moleque deidade
10,unas : na roa Direilan. 3.
Vendem-se lindas pulceiras de cornelina para
senhora a I98OO, dilas para, meninas a 1*400: na
ra do Queimado n. 63, loja de Joan Chrysoslooio
de L. Jnior.
Vendem-se 3 escravas mocas o de bonitas figu-
ras, e 1 prctode meia idade : na ra larga do Rosa-
rio 11. 26, segnndo andar.
) Vonde-se a padaria dos Afogados ; a Iralar
tiesta praca, na ra Direila 11. 40.
Veudo-sc nm hom eseravo, sem o menor vicio
uein achaque, o qual co/.u.li.i o diario e faz mais to-
do servico, he muilo fiel: na ra Direila 11. 21,
segundo andar.
g',4v\ua@3e-3ss)aia8i
55 Acha-se a venda o mauual do guarda na- ;>
ti cioual, 011 colleceito de todas as leis, regula- (
memos, ordeus e avisos conceriienles a mes- i
9 ma guarda nacional, orgautsado pelo capilao
A secrelarto geral du enramando superior di ft
guarda nacional da capital da proviucia de 3$
fi Pernambuco l-'iimino Jnsc de Oliveira, des-
' de a sua nova orgauisacan ale 31 do dezemhrn '
*'. de 1851, relativos nao so ao procosso da qoa- *
00 linearlo, recurso de revista, ele, etc., senao 39
9 n economa dos carpos, organin|aa por mu-
9 nieipios, balalhOes, e conipanhias, com map- }
56 pas o modelos, etc., ele.: vende-se nica- ;;
mcnle no paleo 1I0 Carmn n. 9, primeiro an-
3* dar, a 59000 por.cada volunte,
1Mp 999 ?0 3 9 m
Na ra da Cadeia do Recife n. 18 vendem-se
relogios de ouro, patente susso, qualidade superior,
mais barato do qae em qualqner outra parle.
Vendem-se relogios de ouro p le ale lnglez de
uma das melhores fabricas: em casa de Soulhall
Mellor & C, ra da Cadeia do Recife) n. 36.
Vendem-se 16 pipas abatidas novas, com arcos
de ferro novo para as mesmas : cm casa do Soulhall
Mellor & C. ra da Cadeia do Recifen. 36.
da melliQr qualidade: vende-se em
casa de Iirmu Praeger &C, ra
da Cruz n. 10.
PEDE-SE A ATTENCA(V PARA QUEM TIVER
BOM COSTO.
CU. Ilesse avisa as pessoas gradas edebom tom,
lito tem para vender 2 lindissimos carros de 4 ro-
das, do mais novo modello de Pars, e ullimaracote
acabados ; a conslruccao dos ditos carros foi feita
mu do proposito para acreditar o seu estabelecimen-
to, e agradar aos freguezes, de quem tem recebido
nao equivocas provas de sua benevnlencia.e por isso
emprecou lodo o zelo d'arlc na sua solidez e bem-
Icilona, e os olTerece desassombrado a lodo e qual-
quer entendedor, o pretndeme a toda hora do dia,
na ra do Pires n. 22, sonde podem ser minuciosa-
mente examinados ; o preco los ditos ser razoavel.
Vende-se arroz pilado muilo superior, dito de
casca, saceos com milho, ditos com farinha de man-
dioca, ludo man baralo do que em ontra qnalquer
parle, que he para ae acabar com o resto : na tra-
vessa do Carioca, armazem de Antonio p'into de
Souza.
a ~, Y^f"** nma escrava crioula, bonita figura,
de idade 20 anuos, engomma pcrfelamenle, lava e
coz.nha : no armazem da ra da Praia ti. 30, de An-
tonio boncalves ferreira e Silva.
Drunn Praeger StC, tem para ven-
da em sua casa ra da Cruz n. 10.
Lonas da Russia.
Instrumentos pata msica.
Oleados para mesa.
Charutos de Ha vana-verdadeiros.
Gomma lacea.
:*s*
Vende-seno armazem de James Halli-
day, na ra da Cruz n. 2,oseguinte:
Relogios de ouro c prata, sabonetes pa-
tente inglez.
Sellins inglezes.
Silhoes inglezes proprios para senhora
montar.
Lanternas para carro.
Mofas de 5 bljias para carro.
Eixos de patente para carro.
Couros para coberta de carros.
Fio em novellos para sapateiro.
ARADOS DE FERRO.
^ Na fundicao' de C. Starr. & C. cm
Santo Amaro acha-se para vender, ara
dos rl'> ferro de --"iir- quadafi.
nmmu e bus fechma
NA RA NOVA N. 8, LOJA )E
Jos Joaquim Moreira.
Acaba dojrecebor pelo ultimo navio francez, nm
magnifico sortimenlo de burzeguins para senhora,
lodos de duraque, mas que pela delicadeza com que
dao fcilos e consistencia da obra, muito devem agra-
?rTSSr"c ue 29100 rs. o par, bem como, sapatos de couro de
lustre para senhora 119600, dilosa1cordavao mui-
lo novos a 1900a.ris, pagos ua occasiao da en-
trega.
REMEDIO IMCOMPARAVL
UNGENTO HOKLOWAY.
Milhares de individuos de todas as nacOes podem
leslemunhar as virtudesdesteremedio incomparavel.
e provar, em caso uecessario, que, pela uso que del-
le fizeram, lem seu corpo e membros inicuamente
saos, depois dehaver empregado iuiililmeriteoutros
Iratameulos. Cada pessoa poder-se-ha convencer
dessas curas maravilhosas pela leitura dos peridicos
que lh'as relatam todos os dias ha muitos annos; e,
a maior parto deltas silo tao sorprendentes que admi-
rara os mdicos mais clebres. Olanlas pessoas re-
cubraram com este soberano remedio o uso de[seus
bracos e pernas, -depois de ler permanecido longe
lempo nos hospilaes, ondo deviam soffrer a atnpu-
laoflo Dellas ha muilas que havendo deixado esses
asylosdc padecimenlo, para se nao submelterem a
essa uperaeao dolorosa, lora 111 curadas completamen-
te, mediante o uso desse precioso remedio. Algu-
mas das taes pessoas, na efusio de seu reconheci-
mcnlo, declararam esles resultados benficos dianle
do lord corregedor, eoutros magistrados, afim de
mais autenticaren! sua aflirmaliva.
Ninguem desesperara do eslado de sua saude se
livesse bastante coufianra para cnsaiar tslc remedio
constantemente, seguindo alsum lempo o trata-
mentoque tiecessitasse anatureza do.mal, cojo re-
sultado seria provar uconteslav tmenle : Que ludo
cura !
O ungento he til mais particularmente nos
seguintes casos.
Alporcas. matriz.
Cambras. Lepra.
Ci'Hus. Males das pernas.
Canceres. (|0S peilos.
Corladuras. de olhos.
Odres das costas. Picadura de moiquilos.
dos membros. Pulin/es.
Enfermidades da culis Queimadelas.
em geral. Sarna.
Enfermidades doanns. SupurajCes ptridas.
Erupces escorbticas. Titiha, em qualquer par
Fstulas no abdomen. lo que seja.
Frialdade ou falta de ca- Tremor de ervos.
lor as extremidades. Ulceras na bocea '
Frieiras. do ligado.
Cengivas escaldadas. das articularos.
Inchacocs. Veas torcidas, ou n'oda-
Iiillammacao dq ficado. das as pernas.
da bexiga.
Vende-se esle unguenlo no eslabclccimenlo geral
de"Londres,n. 214,Strand,e na loja de lodosos b-
llennos, droguistas e otttras pessoas cncarrenadasde
sua venda em toda a America do Sul, Havana e
llespan..
Veudc-se a 800 riscada bocelinha, conlm nma
inslrucsao em porlucuez para explicar o modo de
fazor uso desle ungento.
O deposito geraL he enheasa do Sr. Soum, phar-
maceulico, na ra da Cruz n. 22, cm Pernam-
buco.
Gropiga e viho
verde.
Vende-se superior vinlio verde de 19600 a caada
e 240 a gtrrafa, assim como tambem se vende gro-
piga da mais superior que tem vindo a esle merca-
do, pelo preco do 610 rs, a garraa, e 48800 a caa-
da : na (iraca do Corpo Santo, armazem n. .
Vende-se um silio, com ara peqneno vvero,
eproporcOes para maisdons ou tres grandes, na fre-
guezia dos Affogadas, ra do Bom Costo : a Iralar
na ra Direila, n. 137, l. andar.
LINDAS CASEMISAS DE COR
COI BARRA AO LADO, DE
CUADROS E LISAS, A
4,000 0 CORTE.
Na ra do Queimado em frente do becco da Con-
gregado, passando a botica, a segunda loja nume-
ro 40.
A 1,000 RES.
Vende-se o resumo'da historiado Rra-
sil, pelo baratissimo preco de 1#000 ris:
na ra do Crespo, loja n. lo.
Vende-se uma negra vendedora de coa, nuto
boa e fiel : no sobrado junto a igreja do l'arai o.
He muito barato
Chales de tarlalana de cores a 19000 : ni ra do
Queimado 11. 33, loja jut ,, da Fama.
AI $000.
diales de algodao e Lia, fino?, a l?j000 : 1a ra do
Queimado n. 33.
Chales
de laa e seda, flnissjma fazenda, e padriies i;uaes aos
de seda, pelo diminuto preco de 3J0O, roneiras de
lindos gostoi a 29600 : ua ra do Queimaio u. 33,
loja junto a da Fama-
A boa fama
Vendem-se chapeos de palha da Italia nuilo fi-
nos, para homcm e meninos, pelo baratissino preco
de 1|0OO : na ra do Queimado, loja de niudezas
da Boa Fama n. 33.
A Boa lama.
Vendem-se riqnissimos leques com linlas e finis-
siraas pinturas a 2o. 3, 4 e oOOO cada im, meias
de seda pintadas de muilo bonitos padrOis para or-
ansas de 1 al 4 anuos a 19800 o par, litis de fio da
Escocia, muito boa fazenda, a 240 e 4r0 rs. o par,
vollas prelas para lulo com brinco, puceiras, alli-
neles, fazeiitla muito superior, ,1 SrMXHl ditas raais
ordinarias a 9OOO, palitos de laa de nuto bonitos
gustos e guarnecidos para senhora c neninas, pelo
muilo barato preco de 3S000 cada uir, bandejas fi-
nissimas e com delicadas pinturas, peo baratissimo
preco de 2 ale 63OOO cada uma, tralcas de seda de
todas as larguras o cores, litas Unas d( todas as cores,
bicos liiiissnni.s ede bonitos padres, te linho, tesou-
ras as mais finas que he possivel eicontrr-se e de
lodas as qualidades, meias e lavas Je todas asqua-
lidades, riquissimas franjas brancas e de core com
belotas, proprias para cortinados, cscovas mnto li-
nas para cabello e roupa, estampa-de santos colon-
das e em fumo, lodo por precos qie nao deium de
agradar aos compradores : na ruado Queimado, nos
qnatrn cantos, loja de uiiudczas sa Boa Fama n. 33.
sta loja1 lorna-se bem conhecid pelo urande e bo-
nito sortimenlo qne sempre lemdc mindezas de bons
goslos e por precos sempre maS baratos do que em
outra qualquer parle.
A boa fama
Vendem-se meias de laa para padres, o melhor
qae he possivel haver, pdo muito barato irero de
23OOO o par : na ra do Qicimado, nos quiiru can-
tos, loja de mindezas da Bu Fama n. 33.
A boa fama
Vendem-se muilo limites rhapeos de sol de seda
com molas, pequeos e muilo delicados, proprios
para meninas de escol;', pelo barato prejo 1e 38000
cada um ; he cousa tai delicada que quem vir nao
deixar de comprar : na ra do Queimado, no qua-
lro cantos, loja de miidezas da loa Fama n. 33.
Vendem-se btalas novas a 18600 o gign : no
armazem do Cazuza, no caes da allamtcga.
.aTENCva
Vende-se urna liada' negrinh.-" de 9 annos de daf-
de, muilo cspctlinS e propria para crear-se,e uma
negra da Costa de '!'> annos de idade, ptima qui-
landeira e sem v'cios : quem pretender, dirija-se i
ra dos Martyrios n. 14.
Vende-se uma casa terrea muito boa, na ra da
Couceico da Boi-Visla : a tralar na na Nova n. 67.
Loteria do llio ih: Janeiro.
Ainda se acham venda alguns lillieles da loteria
54 do Monto Po llera!, que iiavia-nrrer em a Sania
Casa da Misericordia em 22 ou :'l do presente ; as
listas virao pela vapor brasileiro fie deve aqu che-
gar a 3 iiu 4 de juiho prximo bem como as da
terceira lotera de Santa Therezr / de que" tambem
vendemos alguns bilhetes.
Mel novo.
cm harris de 5.a bem acondicionan, em porreo e a
retalho : no trapiche do Cnulia charao com quem
tralar. '

A sOOO eG.sOOOrs..
cortes de cambraia e seda, fazenda boa e de lindos
padroes, ditos de barege da seda cun I.abados a 89
rs. o corle : na ma do Crespo n. 16. loja da eiquina
Velas.
Vendem-se exccllenles velas de rnanba pura e
de coinpnsirao, sendo eslas do melh- fabricante do
Aracaly, pelo commodo preco de 1S0O a arroba
na ra da Cruz armazem 11.
CAFE EM GRAO PilEIRA
SORTE, \
Vende-soeicellenle caf de prmeia jualidade,
vindo ltimamente do Rio de Janeiro e ,por com-
modo preco vista da superioridade' 111 ra da
Cruz qnina do becco dos Porlos 11. 36.
ATTENCAO',. FREGUEZS,
Cheguem ao que he borne larato-
Chnuriras.paios, presunto;, alelria,' nu-arrao. la-
lharim, cslrellinha para sapa, bolachinha e aramia,
farinha de Maranho, lodns as qualidad* doch
bolachinha ingleza, passas, velas de espenaeele de
superior qualidade, alascom superior gra. cer-
veja branca e prela, vinho vellio do Porto,' garra-
fado, Bordeaux, champagne da melhor qt. dade,
chocolale, manleiga ingleza e franceza, utraa
muilas cousas novas, por preso que muilo ivir
aos compradores: na taberna da ra Nova n.. que
faz quina para a ma de Santo Amaro.
, EOS MUITO BARATO.
Vendem-se saceos com feijao por/ i
minuto preco, que s avista se pode !
mirar : nos Quatro Cantos da rua^
Queimado n. 20.
Vende-se I travo de 31 palmos de romp,
palmo e pollegada de largo, csrolhida para cobe,
principalmente para camieira, 1 rotula nova e 2i
das, 4 portas de alcova j onvidracadas, urnas de-
palmos e oulra de 12: na ra do Kangel n. 21.
Para as pessoas que padecem de ftilda
nos pes. *
Na hia do Cabogi, loja de miudezas n. 4, do an-
tigb baraleiro Ca vinote, vendem-se nielas de la di
carneiro, curias e compridas. niailo proprias para as
pessoas que padecem na eslajao do invern. \
Na rna do Crespo, loja n. 12, vendem-se bons
cobertores de algodao, brancos, de'pello a 19400, e
sendo em por^ao faz-so algoma dilTcreur,a no preco :
tambem vendem-se sedas cscocezas a 18200 o covado,
bonitos padres e sem defeito.
Superior vinho de champagne eBor*
deaux: vende-se em casa de Schafhei-
tlin & C, ra da Cruz n. 58.
Vendem-se cadeiras de balanco americanas,
com palbinlia.a 129000 cada uma : na ra da Cadeia
do Recife n. 49, primeiro andar.
A EI.I.ES, ANTES QUE SE ACABEN.
Vendem-se cortes de casemira de.bnm gosto a 29,500
o 58000 o corle ; na ra do Crespo n. 6.
Taixas par& engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann-, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de- 3 a 8 palmos de
bocea, asquaes acham-se a Venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza aq comprador.
Cera de carnauha.
Vende-se na roa da Cadeia do Recife n. 49, pri-
meiro andar.
Vende-se um cabriole! e dous cavados, todo
junio ou separado, sendo os cavallos muilo mansos e
muito coslutr.ados em cabriole!: para ver, na co-
cheira n. 3, dcfroiile da ordem terceira de S. Fran-
cisco, c a Iralar com Anlonio Jos Rodrigues de sou-
za Jnior, na ra do Collegio n. 21, primeiro ou se-
ntido andar.
Moinhos de vento
'om bombas der epuxn para, regar borlase baila,
dccapim.nafnndicaOdeD.W. Bowman : na rus
doBrnra ns. 6,8el0.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor, Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moenda para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vendem-se encasa de S. P. Johns-
ton & C., na ra de Senzala Nova n. 42.
Sellins inglezes.
Kelogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Candieiros e casticaes bronzeados.
Chumbo em lencpl, barra e municao.
Farello de Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiro e devela.
Vaquetas de lustre para carro. '
Barris de graxa n. 97.
DEPOSITO DA FABRICi DE TODOS
OS SANTOS DA BAHA.
Vende-se em casa de N. O- Bieber &
C, na ra da Cruz n. 4, algodao tran-
cado daquella fabrica muito proprio pa-
ra saceos de assucar e roupa para escra-
vos, por preco commodo,
, Em casa de J. Keller&C, na ra
da Cruz n. 55 ha para vender excel-
lentes^iano* vindos ltimamente de Ham-
burgo.
Vende-se uma balanra romana com lodos os
stus pertcnces.em bom uso e de 2,000 libras : quem
pretender, dnja-sc ra da Cruz, armazem n. 4.
COGNAC VERuADEIRO.
Vende-se superior cognac, em garrafas, a 12jO00
a duza, e 19280 a garrafa : ua ra dn Tanueiros n.
2, primeiro andar, defronle do Trapiche Novo.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas que tem um alqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. 5, 5 e 7 defronte da escadi-
nha, e no armazem defronte da porta da
alfandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes & C, na ra do Trapiche n. 3-,
primeiro andar.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na rna do Crespo, loja da esquina que
volta para a cadeia.
ATTENGO.
Na ra do Trapiche n. 54, ha para
vender barris de ferro ermeticamente
fechados, proprios para deposito de fe-
ses ; estes barris sao os melhores que se
tem descoberto para este iim, por nao
exhlateme) menor cheiro, e apenas pe-
zam 16 libras, e custam o diminuto pro-
co de 4.<000 rs. cadaum.
Vende-se pipas, barris vazios e bar-
rfcas internadas: a tratar com Manoel
Alves Guerra Jnior, na ra do Trapiche
n. 14. K
Attencao *
Vende-se superior fumo de milo, segunda e capa,
pelo baralssimo preco de 38000 a arroba ; na ro
Direila n. 76.
Potassa.
No antigo deposito da rna da Cadeia Velha, es-
cnplorio n. 12, vende-se mnilo superior potassa da
Russia, americana e do Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he para fechar coalas.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violo e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, sebo-
tickes, modinhas, tudo raodernissimo ,
chegado do Rio de Jpieiro.
Vendem-se ricos e modernos pianos, recente-
mente chegados, de ezccllentes vozes, e precos com-
*^f*wHje,r*c\vJoiirpwi^asJa*
Capas de panno.
_Vendem-se capas de panno, proprias para a esla-
cao prsenle, por commodo preco : na roa doCres-
po n. 6,
Grande sortimento de brins paca quem
quer ser gmenho com pouco dinieiro.
Vende-se brim trancado delistras e qnadros.de po
ro linho, a 800 rs. a vara, dito liso a 640, ganga
amarella lisa a 860 o covado, riscados escuros a imi-
tacao de casemira a 360 o covado, dilo de linho a
280, dito mais sbaiio a 160, castores de todas as co-
res a 200, 240 e 320 o covado : na ra do Crespo
n. 6.
COM PEQUEO TOQUE DE
Algodao de sicupira a 29300 e 3 : vende-se na
ra do Crespo loja da esquina que volta para a roa
da Cadeia.
Alpaca de seda.
Vende-se alpaca de seda de quadros de bom goslo
a 720 o covado, corles delados>melhores goslosqae
lem viudo no mercado a 49300, dilos de cassa chita
a 10800, sarja pretn bespanhola a 29400 e 29200 o
covado, sclim prelo de Maco a 29800 e392O0, guar-
danapos adamascados feilos em Gaimares a 35600
a duzin, toalhas de roslo viudas do mesmo lugar a
9QOO0 e 129000 a duza : na ra do Crespo n. 6.
CHALES DE LAN E ALGODAO,
ESIOS A800 RS. CADA II.
Vendem-se na roa do Crespo loja d esqnina qne
villa para a ruada Cadeia.
.COBERTORES.
Vendem-se cobertores escaros, {"/andes e peqoe-
os, a I920O e 720 cada nm : na rna do Crespa n. 6.
_CORTES DE CASEMIRAS
p CORES ESCURAS E CLARAS A 39000.
^Vendem-se ha roa do Crespo, loja da esquina qae
vela para a ra da Cadeia.
t
FAZENDAS DE GOSTO
PARA VESTIDOS DE SENHORA.
Indiana de quadros muilo fina e> padres novos ;
cortes de lila de quadros o llores por proco commo-
do : vende-se na ra do Crespo loja da esquina qae
volta para a ra da Cadeia.
CASEMIRA PRETA A 4>500
0 CORTE DE CALCA.
Vendem-se na ra do Crespo, loja da esquina qne
volla para a roa da Cadeia.
Na ra .do Vigario 11. 19, primeiro andar, ven
de-se farelo novo, chegado de Lisboa pela barca Gra
tidao.
Deposito de vinho de cham-
pagne Chateau-Ay, primeira qua-
lidade, de propnedade do conde'I
le Marcuil, ra da Cruz do Re-
ufe n. 20: este vinho, o melhor
te toda a Champagne, vende-se
a56$000 rs. cada.r#ixa, acha-se
tilicamente em casa de L. Le-
conte Feron & Companhia. N.
B.Ai caixas fio marcadas a fo-
goConde de Marcuile os ro-
ft tulis das garrafas sao azues.
Deposite do chocolate francez, de uma
das mais acreditadas fabricas deParis,
em cata de Victor Lasne, rita da Cruj
n.27.
Eitrf-siinirior, para baanilha. 19920
Extra lin baunilha. I96OO
Superior. 19280
Oiiems'omprar le 10 libras para cima, lem um
abale de 20 X vmda-se aos mesmos preros e con-
diees, em casa do Sr. Barrelier, no aterro de Boa-
Vista n. 52.
Vende-se acoem cimbeles de um quintal, por
preso muilo comnndo : no armazem de He. Cal-,
mbnt & Companhia praca do Corpo Santo n. 11.
Riscado de listas d cores, proprio
para palitos, (alease aquetas, a 160
O covado.
Vende-se na ra de Crespo, loia da esquina que
volta para a cadeia.
Vendem-se no ariazem n. 60, da roa da Ca-
deia do Recife, de Hcnr; Gibson, os mais superio-
res relogios fabricadosem Inglaterra, por precos
mdicos.
Vende-e eicellenle taboado de pinho, recen-
lemente chegado da Amirica : na rui de Apollo
trapiche do Ferreira, a eitender-se com o adminis
rador do mesmo.
CHAROPE

DO
No caes do Hamos; taberna do Retiro e jogo da
bola, tem para vender o melhor vitilie qae apparece
de Lisboa, puro, a 560 a gorrafa, e em caadas
151)00, vinagre de Lisboa em caada a 19600, e gar-
rafa a 240, boa acuardenle de canna, vinho de caja',
espirito de 36 graos proprio para,verniz, mel de pao'
muito novo, lenha de todas as qualidades, cal bran-
ca e prcla.escovas de coco paja lavar sobrado, e dif-
ferenles qualidades de licor, genebra e oulras quali-
dades de espiritos, ludo mala barato do que em ou-
tra parle.
Vende-se om eseravo de meia idade, ptimo
para o servico de campo, por preco commodo : na
ra das Larangeiras n. 2, sobrado de mandar.
Vende-se oleo de amendoa doce, em Halas de
8, 4 e 2 libras, caixas com velas de espermacele ver-
dadeiro, de 6 em libra, tado por preco commodo :
na roa do Trapicheo. 36, escriptorio de Hatheus
Ausiin & Companhia.
Attencao.
Na ra da Cadeia Velha o. 47,lnja do S (Manoel)
vende-sc damasco de laa de duas largaras, mnilo
proprio para cobertas de cama e pannos de mesa.
* BOSQUE
O miico deposito conlinua a ser na botica de Bar-
Iholometi francisco de Souza. na ra larga do Rosa-
rio n. J6; garraas grandes 59300 c pequeas 39000.
.PORTANTE PARA 0 MUCO.
Para cura de phtisica em todo* otf seus diQerentes
graos, quer molivada por coniipatoes, losse, aslh-
nia, pleuriz. cscarros de sangue, dar de costados e
peito, palpitarse no corara, coqneluche, bronchile
dur na garganta, e todas as molestias dos oreaos nul-
monares.

,-r
Cobre para forro de 2() at 24 on- t
cas compregos. (A
Zinco para forro com prego.
Chumbo em barrinhas.
Alvaiade de chumbo-
Tinta branca, preta* e Verde.
Oleo de linhaca em botijas.
Papel de embrulho.
Cemento amarello.
Armamento de todas a quali-
dade.
Arreios para um e dous ca-
vallos.
Chicotes para carro c esporas de
ac-o prateado.
Formas de ferro para fabrica de
assucar.
Papelde peso inglez.
Champagne marca A&C.
Rotim da India, novo e alvo.
Pedras demarmore.
Velas stearinas. '
Pianos de gabinetede Jacaranda',
e com todos Os ltimos melhp-
ramentos.
No armazem de C J. Astley & C,
na rita da Cadeia.

i
{
S
p

%
POTASSA BRAS1LEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, ebe-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenhos os
seus bons elTeitos ja' experimen-
tados: na ma da Cruz. 20, ar-
mazem de L. Leconte, Fcron &
Companhia.
'
K
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado na co-
lonias inglezas e hoandczas, om gran-
de vantagem para o melboramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de emprc-
ga-lo no idioma portugus em casa de
N. O. Bieber dr Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.

Pianos
'A
Jogo P. Vogeley avisa ae respeilavel publico, que
em sua casa, na ra .Nova n. 41, primeiro andar,
tcha-se um sortmeolo de pianos de Jacaranda e
mogno, os melhores qae lem ale agora apparecido
no mercado, lanto pela sua harmooiosa e forte voi,
como pela ua>cnnslrucc*>, de armario ehorisonlal,
ds memores autores de Londres e de Hamborgo, os
quaes vende por preco razoavel. O annuuciaale
continua a afinsr.e concertar pianos com perfeicao.
-5 Q ."
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1) Ed ca g.
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ce m sr -i eso * O) o es
^B .2 Wi V E
es s Q BsS .- 'O >v
i m s 'A o a. S O
fr- t - S
tSC z -*
Em casa deTimm Morasen & Vinassa, pra-
ca do Corpo Santo n. lo, ha para ven-
der :
um sortimento completo de livros em
branco vindos de Haraburgo.
Vende-se bolachinlia de araruta moitofina.
pelo baralo preco.d 400 rs. a |ibra, biscoilo dilo a
360, bolachinha ingleza a400 rs.. falias a 360, e bo-
lachinha de soda a 400 rs., todo das melhores quali-
dades : na padaria da ra Direila n. 69.
A taberna da ra
i NOY! fl. 50,
-------- WWf
na esquina da ra de Santo Amaro, acha-se sortidt
de muilo bons gneros epor mnilo commodo-preco,
de mancira que ao ver o effeilo agrada, e ao ouvir os
precos ra comprar, porque na verdade vinho mus-
calel engarrafado, de boa qualidade, a 640, e oulras
muilas cousas por prcce-dimintfto, nao haveni quem
nao se anime a comprar. s

ESCRAVOS FGIDOS.
s
Do engenho Brejo de San Jos na comarca da
ictoria.fiigio o prelo Manoel por alcunha Jla.iaino,
o quil tem os seguinles sigoaes; lie Je narao An-
gola, idade 40 anuos, barba no qaeixo, muil pouca
na cara, lem nm denle quebrado na frente do quei-
io superior, bem feilo de corpo, estatura e crossura
medianas, ten nma perna mais crossa proveniente
de feridas, que talvez anda tenha alguma aherla :
he mailo ladino que parece crioulo, he rendido de
uma virilha, pelo que se loma polroso, gosla de an-
dar sempre com cairase camisa de chila ou algodao
tal : quem o prender lee-o no dito engenho de
Luiz Barbalho de Vasconcellos. ou no Recife a Joa-
qoim Correfle Kesende Reg S{ Irmaos, on no en-
genho Csjabnssii ao rendeiro Manoel Barbosa da Sil-
va, que Wi qualquer daa parles te gratificar com
generosidade.
No dia 1. do prximo passado mez, auseolou-
se do engenho tilinga de cima, na freguezia do Ca-
bo, um eseravo rri.uilo de nome Francisco, de idacla
30 annos, pouco maisou menos, bailo, cheio do cor-
po, cara la, ventas espacosas, beiro superior pen-
denle, pernas finas, ps pequeos, rendido, segundo
parece, da verilha direila, usando de fonda algumas.
vezes, lem varias costaras antigs de ac,oule* pelas
cosas, trabalha de carreiro e no mais -erv ico de
campo, he moilo regrista, e consta haver dilo qae ia
em basca de alguctn que o accolliesse, como j o es-
leve quando perlcncenie a outro senhor ; assim avi-
sa-se a pessoa em cujo poder elle se acha, que hsja
de devolve-lo a seu legitimo dono no predilo enge-
nho, pois he bem reprehend vel e eulpavel semelhan-
le proceder.
PERN. TYP. DE M. F. DE FAMA, 1835


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