Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00795


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Full Text
<

J. 44*2.
4
. Jnno de 1830.
DIARIO DE PBRNAMBCO
| BtIJI

o sahir todos os di. s oteit.
Sabbado 31 de Julho. & Ignacio deL^ola.
Preamar a 1 /tora e 18 minutos da tarde.
~~ime**3&&o***T>
A
ARTIGOS d OFFICIO.
4ia,CTA da 15.- Sessao Ordinaria do
**elho do Ooveri em 22 de Abril de
1830, presidida p*lo ExcelleiitissiiBo bnr.
Presidente Joaquim Joze PmUe.ro de
Vasconcellos. .
Fora presentes os Snrs. Conselhej.
ros Francisco de Paula Cavbante de AU
buque.une Bea Bernardo Luz Fer-
reir, L>,zen>bargador Thomaz Antonio
MacU-1 Monteiro, Doutoral Manuel Ig-
nacio, de Carvalbo, Doutor AntonioJo-
aqim Ferreira de S. Paio, e Fel.s Joze
Taveres de Lira.
Foi lida, e approvada a Acta da bes-
sao antecedente. O Ezcellentissimo Sur.
Presidente auresentou um requer.nenio
de Francisco Tenorio de AttHiquerqu*,
nueixandose de arbitrariedades do Jmz
de Paz de Papa-Cassa, Marcos da Cofcta
Villela: resalveo o Conselho, que en. con-
.rmidade do Art. 15 da Carta de Le. de
20 de Outubro de 1823, fose remett.do
ao mesmo Juiz de Paz, para haver de .
formar sobre os objectos da queixa do bu-
plicante, e bem assim, que foss.ni nal-
Lente rmettidos ao Doutor Ju.z de tora
deGoianna don. requerimentos deque.-
xa, aprestados ao Conselho, contra elle,
m por Joao Ferreira dos Santos, que diz
achaPr-se prezo, ha' dous anuos, e que
prendo evadir.se da Cade.a, sendo se.
Cda vez prezo, era5 passados ma.s de
tei. mezes, ainda na5 tinhasa.do a De-
CsTda concluzaS para se Ibe dar l.vra.
ment: e outro de Maa Roza de An-
drade Lima, dizendo achar-se preza, ha
S5 nn. mes, secn cnlpa armada nao
Indo aquelle Ministro nenhuu, defe...
ment aos requerientes que a Supl-
S lhe tem feilo. E deo-e por fiada
'a SeL. E eu Viwute Thoma* P.rde
Figueiredo Camargo, Secretario do Go.
verno, e do Conselho a subscrevi. J.a-
quim Joze Pinheiro de Vasconcelos
Francisco de Paula Cavalcante de Albu-
querque Bernardo Luiz Ferreira
Manoel Ignacio de Carvalho Felis Jo.
zeTavares de Lira Antonio Joaquim
Ferreira de S. Paio ss Thomaz Antonio
Maciel Monteiro.
E
Liberdade civil do Cidadao.
^M huma Sociedade bem constituida,
e em que se intenta destruir todos os abu-
zcs que tem perpetuado a existencia de
um* rgimen arbitrario, he necessano
acustumar os membros que a compoem a
nao pagarse de vozes insignificantes
mas sim a ocupar-se da realidade das col
sas O abusa de vozes indefinidas, espe.
ca!mente em materias polticas, tem sido
oVde a exncao do feudalismo a origem
de todos os males dos povos que nao sa-
hirao do dominio dos senhores, se nao pa-
ra fczer-se escravos dos governos. A pa-
lera liberdade que tanto tem servido para
a destruicao do seo sentido mes;uo, lia
sido o pretexto ordinario de todas as revo.
Incoes polticas do globo; os poyos se te n
commovido so' cora ouvila pronunciar, e
tem extendido as mas -para abracar este
cenio tutelar das Sociedades, que seos
conductores tem feito desaparecer como
hum fantaima no momento mesmo, em
que deixou de ser necessana para o exitj
feliz de suas vistas ambiciosas. Em vao
os filsofos amantes da humanidade tem
levantado sua voz contra *emelhante cun
duela, os povos bao sido, e serao fre.quf n.
temente engaados se se pagao de om a*
de governos, e se descuida5 de segurar o
ponto mais importante de todo govt ru
V


-*Jwwaw*.rrrw^wsw.. v
(2086)
livre, a hherdade civil do Cidadao ; ou o me presidentes, ou directores, imperado*
que u mesmo, a faculdade de fazer, sem res, ou res; quer sejao cinco, outres;
temor de set reconvindo, nem castigado, quer existaodois, ou somente hum ; sejao
tudoaquillo que a le nao prohibe exprs- electivos, ou- hereditarios ; usurpadores,
smente. ou legtimos, 6eo interesse he sem pie o
O precioso direito de fazer o que nao mesmo : dispor do modo mais absoluto
prejudica a outro, por desgraca nao se das pessoas, nao achar nenhum obstculo
pode fazer efectivo no estado da naturesa, a sua autoridade, e sacudir a sugeicaoa
em que o homem redusido a suas forcas toda responsabidade e censura. Pelo
iudividuaes, seria necessariamente ou des- contrario os que estao submetidos ao po-
pota, ou escravo, a proporcao que estas der, qualquer que seja sua forma, ou de-
fossem bastantes para oprimir aos outros, nominacao, se achao interesiados em por
ou insuficientes para resistir as suas agres- se a cubeito de tuda arbitrariedade, ede
ses. Os homens pois se virao forcados que ninguno possa dispor sem regia, nem
a crear as Sociedades, e a organizar hu- medida de suas pessoas : sao igualmente
ma forca publica que sendo superior a ca- imeres-udos em chegar a ser livres e per*
da particular, pudesse reprimido, e conter manecer taes em tudo que nao ofrenda o
os attentados do crime prepotente contra a direito, e segura oca de outro. Destas
innocencia desvalida. Mas mu: em breves dua* propeusoes posta resulta hum con-
os go ver nos, ea forca que se poz a sua ti el* que deve ter puf ultimo termo oes
disposicao, desconhecendo sua origem, e tabeleci ment do despotismo, seja qual
desentendendo-se do objecto, e fi 11*^0111 for a forma do governo, ou a destruicao
que haviao sido instituidos, comelterao de t u poder arbitrario. Nao llavera*
por si meamos aquelles crimes qne elles repousontreos povos, se nao quando al
devero evitar, ou reprimir nos partcula- gum (feste* resultados houver chegado a
res. Entao foi necessario por limites a seo ser de tal modo positivo, e ina Itera ve!,
poder, pedir, e buscar seguranzas de que que se baja extinguido no cora cao dos hu-
estes nao se excederan ja mais, e de que mens toda esperanc* dealteracao, ou mu*
aauctoridade sosera exercitada em cer danca.
tos, e determinados casos, e debaixo de Nao ha que duvidar, os povos serao
taes regras, ou condicoes, que quando livres debaixo 9 qualquer forma de go-
bem, e religiosamente observadas, ten verno, se os que os mandao anda que se
formado nos homeui aquella confianza de chamem reis, e perpetuos, se acharem na
que podem obrar como quizerem dentro verdadeira impotencia de dispor a seo an-
des limites legaes sem temor de ser ofen- tojo, e sen sugeica a regra alguma da
didos, nem molestados, e que nos conhe- pessoa do cidadao; e de nada ser?ir as
cemos debaixo do nome de seguranca m- formas republicanas, nem que o Chefe da
dividual. Desgracadamente esta conducta Nacao se chame presidente, e dure por
tranca, e hmirada nos agentes do poder eerto lempo se a sorte do cidadao depende
tem sido mu rara, e sua falta ha dado lu- de sua vontade omnipotente,
gar a mil disturbios por causa da lucta O Sabio Montequieu, que analizou
prolongada entre osgovernos, e os povos, os poderes polticos, e que fazendo pateo*
lucta que depende dos diversos interesses tes seos principios motores, e conservado*
que animaoa huns, e outros, esaoomo res, sentou a primeira pedra do edificio
vel de seos diversos, e opostos modos de consagrado a Hherdade civil, nao vacila
obrar, em assegurar que se bem a forma do go
E.-ta' na naturesa dos que dominao, verno influe alguma coiza em sua existen-
seja qual for seo numero, ou o nome que ca, ella nao he seo verdadeiro, e essen-
se Ibes d, procurar que o exercicio do cial constitutivo. A juizo deste grande
poder Ibes seja o mais til posivel; e homem a Hherdade do Cidadao consiste
taobem esta'ema naturezados quese vem nica, e exclusivamente na seguranza
dominados, fazer que este dominio che individual, na quietacao, repouzo, e trau-
que a ser huma carga para os que oexer- quilidade, que a couviccao desuaexis-
cem, *e o mais ligero que ser possa para tencia produz em cada hum dos cidadao*,
os que a suporlao. Qualquer que seja o Em verdade, estas puncas palavras abran-
nome dos que governa a questao he para gem tudo o que pode desejar, e pedir da
elles sempre a mesma: quer se lhes cha- sociedade hum humem pacifico, e senlo


.

#
(2087)
i
We ambi$a3; e quando se obra de boa f, e com ani-
mo de acertar, he demasiado fcil, e singello conce-
der semelhantes seguranzas.
De que provem estas qneixas continuas, e a-
margus, que se ouvem tao frequentemente contra es
S/entes do poder? Porque se aplicao com tanta
frequencia as vozes de apata, indolencia, arbitrarie-
dmde, despotismo, e Urania aos actos que emanao dos
depositarios da autoridade ? Como be que sao acu-
sados pelos meamos que tem hum interesse vivissimo
na repressuo dos crimes que se cometen), ou se po-
dem cometer contra a seguranza publica individual ?
Para resolver com acert e3tas questes he necessa-
rio advertir que todos os depositarios da autoridade
em qualquer dos Poderes polticos tem a estreita o-
brigacao de evitar as agressoes injustas dos particula-
res, e de abster-se elles mesmoa de comete-las.
Sempre que o Cidado pad?za> ou sofra alguma vi-
olencia exterior sem haver infringido lei alguina, ou
o que he o mesmo, sendo innocente, o governo deve
er responsavel, e esta' no caso de dar huma satis-
fago publica, por que nao sendo mais do que hum
mandatario da uaco, estabelecido precisamente
com o nico fim de assegurar o exercicie dos direitos
pblicos, e privados, faltar por agresso ou umis-
sao a to sagrados, como importantes deveres, he
azer-se reo de lesa-nacao. Assim pois quando os
salteadores, e assassinos, longe de ser castigados,
como meiccem, achao hum apoio na autoridade, ou
ao menos huma dissimu^o culpavel: quando os
libelistas dtspcda^o impunemente a reputa<;u do
CidHdo honrado, e falto ao decoro devido a mo-
ral publica, alimentando, e dando pasto a detracto
maligna pela publicado de defeitos privados, ver-
daderos, on simposios, sem que a autoridade use de
meio algmn repressivo ; finalmente quando se per-
mite, ou tolera que sejo impunemente ultrajados
homens que nao tem outro delicto que as opimoens
que proiessaoi he eridente que a seguranza indivi-
dual nao existe, e que hum governo aptico, ou em
conivencia com scmelhantes agressores, he, a faser-
lhe muito favor, huma Carga intil para a nago que
o creou, e gravosa para o publico que o mantem,
em que de nada lhe possa servir. Com efeito, desde
o momento em que hum ou alguna membros |di soci-
dade tem motivos jastos, e fundados para crer que
nao podem contar com a pruteceo do governo, e es-
te para nao da-la se escuda com a falta de vigor, ou
com o pretexto ridiculo de que a opiniao publica he
contraria aos perseguidos, e que nao he prudencia
arrstrala, desde este ponto, repetimos, acabou a
seguranza publica, e individual, e entao socavadas
as bases da autoridade.
Esta inercia indolente, ou esta conducta parci-
al, nao he perniciosa so aos infelizes que asofrem,
vem-no a ser taobem ao* perseguidores, e sobre tu-
do ao governo. Os que boje ataro impunemente os
direitos alheios, atropellando a reputado, e panoli
deseos contrarios, fundados em que a autoridade,
por sua complicidade, ou pelo temor que lhe ho ins-
pirado, nao pode, on nao quer reprimir seos exces-
sos, seja-lhes amuija ^adversa a fortuna, e fa^a-os
sua desgracia o alvo da peraegniffo, ja nao devero
esperar nada que es favore^a com segurancia e certe-
ia da parte dos agentes do poder. Pelos me.-.mos
principios que elle tem sido fri espectador dos at-
entados por huma faccao, se-lo-ha taobem de todos
os das outras, e a sua sombra se hira* formando o
imperio da torca, e da anarqua, que mais'tarde,
ou ma cedo dar' com o edificio social em ierra,
envolveiulo em sua ruina aos depositarios da autori-
dade. A Franca em sua revoluco nos ministra com-
probantes decizivos desta verdade ; desde a instala-
cao dos Estado* geraea se desenrolou o espirito perse-
guidor, que nao acabou nem anda com a restnra
cao. Nella a destruicae de hum partido, arrastrava
constantemente o governo. Os Constitucionaes pros-
crevero aos realistas, os republicanas aos constitu-
cionaes ; os girondinos foro proscriptos pelas com-
niissocs de saude publica, e eguranca geral, e os
que conipunliao estes torpes fero sucessivamente ao
cadafalco pelas erdens de Damton, e Rebespierre ;
estes famozos antropfagos cahirao aos golpes dos
termidorianos, e em todas estas convulses a Fran-
ca se innundou de sangue, a anarqua talou tudo,
eo governo que nao soube ou nao quiz fazer effecti-
vas as garantas tutelares da seguranza pessoal, foi
sempre victima da torrente las faeces.
Estes tem sido ate' aqu, e sero sempre os re-
sultados deplora veis da criminosa apata, e abando-
no com que veem os ataques feitos a seguranca indi-
vidual, aquelles que esto encarregados de repra-
los. m governo que merece o nome de tal, deve
sacudir o temor, e nao permitir que se facao pros-
cripcoes, deve permanecer firme, impassivel emineio
das facc;des. A bandonar os principios de justica pa-
ra buscar apoio no partido dominante, he^ perder-se,
he cometer hum crime alem de atroz ineficaz, e in-
conducente ao fim que se quer alcanzar. Em verda-
de quando o governo nao cuida em governar, seno
em existir por condescendencias criminosas, se conci-
ba inde'ctivelmente o odio dos que sofrem, eodes-
prezo dos que perseguem : o? primeiros nao podem
deixar de irritar-se sobre maneira, principalmente
vendo que sao sacrificados a existencia de huma au-
toridade, que crearo para buscar nella hum apoio a
sua seguranza: os segundos intimamente convenci-
dos, que as condescendencias que com elles se tem,
nao sao devidas, seno a Fofca real, ou aparente de
sua faezo, e que amanh se tera' igualmente com
outra que ao mesmo tempo que a substitue, a opri-
me, veem com o maior vilipendio a hum poder tao
degradado, que perde o mrito de huma justa seve-
ridde, sem evitar o odioso de huma condescenden-
cia criminosa : Infeliz o povo confiado a tal gover-
no Os interesses pblicos sero mesquinhamente
sacrificados acs dos agentes lo poder : o cidado
pacficos nao tero hum momento de tranquilidade,
nem de repouso, vendo-se obrigados a buscar em si
meamos e por precauzoes devidas a suas (breas indi-
viduaes, a seguranza, que nao pode, ou nao quer
conceder-lhes huma autoridade, que nao pensa nel-
!es, seno para entrgalos indefezos a vorcidade de
seos inimigos. Em vSo invocars os principios de
justiza, os sentimentos de compaixao natural para si,
e para suas familias, ou a justa retribuico a seos
servizos. Nao lhe fica outro recurso, seno dobrar
seos esforzos, e apurar o sofrimento, para col locar
a seo lempo o deposito sagrado das liberdades pu-
blicas eir. mitos mais fiis, e confiar as redeas dojgo-
vrrno a 'pessoas expertas, e de reconhecida prtbi-
dade.
Outro mal muito maior tem os povos que temer
dos governos, e he que iahindo estes de su* apata,
entren em tamanba actividade que por si mesmo*
cometo aquelles crimes, que devero evitar ; mais
claio ; que convertendo-se de tutellarcs em agresso-
r?s ataquen a seguranza individual, e voltem contra
os cidadao aquellas armas, que recebero para sua
defeza. E=te abuso he tanto mais temivel, quanto a
natureza mesma dos poderes polticos da' lugar a
equivocazes frequentes em materia tao delicada.
A autoridade do governo, diz o sabio Bentham, nao
he outra coiza mais, que a excepzo da regra geral
que devem observar os particulares. Nao mataras,
nao privaras a ninguem da sua lberdade : eisaqui &
obrigaco de hum particular. O jui condeninara*
o assassino a morte : prendara* at delnqueme;
''


(2088)
governo f ra* exfcr.tsr sua sentrnga ; eigaqui as fa-
cilidades da auti ridade. A inda que o prhneiro be-
neti. >o da socied ide he proporcionar-nos a seguran-
.ga-tn livi lual,oreprimindo asagresses dosoutros, he
evidente que isto nao se pode obter, eono quando
a pessoa do cada subdito fica subrnetiJa a accjo da
. aiitorHade publica no caso de attentar contra a segu-
. rancialheia. Nesta submissao he pontualinente on-
de se corre o risco, poia he aqui onde o governo fin-
ge obrar como tutellar, quando realmente elle nao
fazsenao conve;ter-se em agressor ; e como a linha
divisoria entre estas duas especies de cazos he to de-
licada, como pouco percetivel ao coinmum do3cida-
doa, nao he estranho que se consiga alucinar-nos
Nos p.,19 nos esforzaremos para por ein claro materia
tao importante por seos ereitos, e resultados.
(Cotninmr-se-ha.)

CORRESPONDENCIA.
iu^-Vr. Edktor. Creio que estar' certo na con-
gratuluco que nos deo o Cruzeiro pela sabida do
Comiimndanie Militar Antero, na qual nos promet-
tia o mais lisonsceiio, e appetesivcl tempo mais feliz
do que a decantada ida le urea d' AntiguicU le po-
tica, mas a experiencia essa Mestra mfallivel coini
provadcia da* obrevagoens, e clculos irais exac-
tos teni mostrado o contrario, e feito ver quam fenii
liil foi aquelia promessa do Cruzeiro; os assii*-
sinos, es continuados roubos, e afligida d>8 malfei-
toics das prizuens tem posto toda esta CiK.de en
constrnaselo como he publico principalmente aos
moradores dos suburbios que vendo abiirem-se por-
tas a frente das gualdas aern timidez, nem receio al-
guai nesta Prag!, quanto maiseu que vivo em hum
Ju^uraondea fuma sempre indigitou como o foco de
ludi-'s : isto be a Caza Forte ; qu;.nto nao devo a-
temoiizar-;e vendo que apenas existe hu na pique-
ra patrulha que ronda com espingardas hu.n;>s sem
feixos, e oufras enferrujadas, e quebrad:'. que o'
ervem pa;aimpor aos estultos, e insensatos, saben-
do que aqui se tem resistido a ferro, e bg-o at
a propria Polica ; queira pois Sur. E helor pu-
blicar e; ta afim de ver se o Governo attende a repre-
jsentaguo do Cominaudante daquelle Lugar que me
afirmo algumas pessous ja requezitou armamen-
to, e muni^oeua, daqual ainda nao teve solugo,
para conter o sucego, c tranquilizar os mimos da-
CjU-jI'i's moradores que merecen) algama attenclo no
que fara' hum boin servido ao publico como igual*
pente a cite.
Seu Atiento Venerador
O Timorato.



Theatro.
HOje 31 de Julho Anniversario de S. Mi a'
Imperatliz Amelia, grande galla, havera o se-
gumie expetaculo. Reprezentar-se-ha o famozo
1) ama, dedicado, as Augustas Caza3 da Wiltspch
e Braga nga cojos troncos se acho enlajados no vas-
to Imperio Brazileiro para gloria, e felicidade de se-
os subditos. Neste Drama aparecer' o Augusto Re-
trato de S. M. a Imperatru que posto nao luja n'esta
Capital huma so copia da mesaia Augusta Senhora
parase copiar fidedignamente; com ludo seguindo
as diieges de hum Emigrado Portugnez que havia
assislido aw embarque de S. M. para o Brazil, con-
seuo huma copia se nao semelhanteao renos equi-
valente; e peante sua Augusta Efigie no fin do
Drama se cantara' o Himno Nacional. Seguirse-ha
a representaco da nova Pega Maria Thereza,. Irnpe-
ratriz d' Austria, a comedia deve ser ornada de huta
copioso numero de Soldados em ordem de marcha, e
huma Msica Militar, para o que o Empresario e-
p. la a coadjuvacao do Governo desta Provincia,-a
bern do aplauso, a t Augusta Soberana, e inteirasa-
tisf gao do rrspitavel auditorio; no fim do ac-
to Eleonor Bigatti cantara' o Rond com coros, que
so' oi cantado huma ves, no Beneficio da mesma;
Arzace, e Semirames, no fim do 2 o acto Madama
Garcia, Caetano Fernandes, Madama Magdalena,
e Madama Tubino dangaro hum famoso Qua; teto
serio, e no fim da Comedia se executara' o novo Pan-
tomimo, o Roubo dos Pombos. Rematando com
hum Coro de Baile de oito figuras de Danga, con-
posto por Mr. Chaves, o qual rematara' em hua
grande, e agradavel grupo de figuras. O Empre-
zario tem a s.Uis Cacao da apresentar para to exnle-
dido expetaculo huma vista nova desala Imperial,
que servir,' para a Scena de Audiencia igualmente
se aha piorapta huma nova guarnico para todos os
Camarotes segundo as su*s iracas posses ; sendo n-
quell.r baila pintada por hum dos rrelhores Artistas,
e propriada ao gosto Theatral. O Empresario con-
vida a todos as Authoridades d'esta Capital, a qua
venho (como espera), coadjuvar com seos vbas a
SS. MM. 11. os enrgicos votos dos bons Cid.adaog
Biasiteiios. O expetaculo principi ra' a cheg^.da
do Excellentissimo Snr. Presidente, quesera* anun-
ci di por huma girndola de ogo do ar, que deve-
la' ser as fc horas.
Jnzos Particulares,
Antonio J. o da Ressurreic,ao Silva & Compa-
nhia, faz putduo que por nao podar recoliier os bi-
Ih.tes. e dinbeiro que linha por fura, nao corre a
sua rifa no ultimo do prtzente mez, como h*via an-
nunciado; porem assegura ao respeiiavel publico
que ella corre impreterivehnente no dia 3 do prxi-
mo mez d Agoftto, no Consistorio da Igreja da
Conceic dos Melitares, com todas assoieiidadea
que asa a do Sensinaiio ; e de novo convida a com-
pra do resto dos bdhetes que se achao a venda ne.sta
Cidade nos lagares seguintes : na ra do Cabuga' na
Botica da Joao Moreira Marques, na ra do Rozario
venda do Lisboa, na ra do Livramento Botica do
Chagas, ao pe' do Arco de S. Antonio loje do l^ei-
to, na ra da Cadeia do Recife loje do Marinh >,
eai Fora de Portas em caza delle Proprietano lado
do mar N. 109, e na Cidade de Olinda na ra de
Mathias Forrera vend do Perciiicula, e no largo da
Carino venda do Lages.
Perdeo se.
HUmLivrod'AJgibeira, encadernado era pao
verde ; quom o tiver adiado, ter a bonda :
de levlo a Tipografa do Diario quesera' bein re-
compensado,
Vende se,
BIxas efectivamente, de muito boa qualidade
ehegadas as ultimas embarca^es do Porto, e
Lisboa, a prec,o de 80 rs. a 320 cada, huma, e em
porQes sera' multo mais em nta : na venda gran-
de de 4 portas, da ra do Vigario N. 2*, de .loa-
quim Pires de Almeidu Lope3, na esquina que volta
para o Forte do Mato.

Permmmm na T^ypogrqfia do Diario.
i.
.
:


Full Text
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