Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00793


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Full Text
N.
i i -1' j i
. ^fnnjt> rfe 1830.


r
tf
(i
ARIO DE PKRNAMBUCO.
Sabscrete-e na Tipografia do mesoo Diario na DireiU N. 107 1. andar en mezes por 649 res huma MU
qoe sahir todos os cli.s atis.
Quinta Feira 29 de Julho. 8. Marihii V.
Preamar as 11 horas e 42 minutos da manha.

ARTIGOS db OFFICIO.
CaCta da 13/ Sessao Ordinaria do
Cunselho do Governo em \7 de Abril de
1830, presidida pelo Excellentissiino Snr.
Presidente Joaquina Joze Pinheiro de
Vasconcellos.
Forao presentes os Snrs. Conselhei
r zeinbargador Thomaz Antonio Macitl
Monleiio, Doutiral Manuel Ignacio de
Carvalho, Doutor Antonio Joapiim Fer-
reira de S. Paio, e Fetis Joze Tavares de
Lira, faltando sem parlicipacao o Snr.
Consellieiro Cavalcante de Aibuquerqtie.
Foi lidu, e approvada a Acta da Ses
eao antecedente. O Excellentissiino Snr.
Presidente participou ao Consellio que a
Junta da Fazenda para anuir a requisi*
c>o do emprestimo feito pela Cmara Mu
nicipal da Cidade de Olinda nara a des-
pesa da tapagem do arrombo do Rio Be
beribe, e comente para e&ta, exiga, que
a Cmara seentendesse directamente com
ella, depois de ha ver procedido o orea*
ment da despeza necessaria para esta o
bra ; que o Conselho resol veo de verla ser
feita por arrematado, e nunca por admi*
nistracao, e que nesta conformidade se ficiasse a' Cmara referida. Despacha-
do se requerimientos, e deo-se por findaa
Sessao. E eu Vicente Thomaz Pires de
Figueiredo Camargo, Secretario do Go-
verno, e do Conselho a subscrevi. Jo-
aquim Joze Pinheiro de Vasconcellos
Bernardo Luiz Ferreira Felis Joze Ta-
vares de Lira Thomaz Antonio Maciel
Montero Antonio Joaquim Ferreira
de S. Paio Manoel Ignacio de Carva-
Iho.
JL Eniio demorado a resposta Oficio
e V. S. fWe Juoho prximo passa*
do, sobre a necessidade de prnver de re-
medio a Aula de Rhetorica di Semine rio
dessa Cidade, cuja Cadeira se cha act u
alente vaga, por mnleslia do Proprieta
rio, e falta de Substituto, em qoa;.ti.
mandava saber do nvsmo Prop ietario, se
por ventura sua molestia continua va, u
se, no cazo de estar restablecido, (iev i
contar com elle na Cadeira, prescindi io
da Licenc,a, que oblivera de Su* M.g.s*
tide O Imperador per tempo de htiiu ao*
no: Ago.ra porem, que ja < btv- n sput i
do sobredilo Prop i tario, Fr. Mguel Uo*
Sacramento Lopes, na qunl ne as-eg,r ..
que por todo este mez se vai apprezenUr,
e exercer por si a mencionada Cadeir ;
apreco*me a communicala a V. S. jaa.
sua inteligencia, e para ofazrrc nst r
aos alumnos, queja estavao u atiic\
na sobredita Aula. Dos Guarde a V.
S. Palacio do Governo de Peinan, be,
13 de Julho de 1830. Joaq:-m j. zdt
Pinheiro de Vaec ncellos Si r I) u
tor Lourenco Joze Ribeiro, Vice DiitC*
tr do Curso Jurdico.

Jj jt A vendo em nfficio de 7 de Maio ulti<
mo exigido dessa Camaia inf ruiacSe*a
cerca da applieacao que ha tirio & L)iei-
tos da Siza, e meia Siza do Te*mo uVs a
Villa, que nao tem entrado para <>s Cofiea
da Fazenda Publica desde o (ano de
1820 em que ate' o prezente VV. SS.
hajao satfto a'aquella Oidem, tjue con*,
urgencia Ihes foi dirigida; cm pre ne
nnvamente expedi-la, extranhando Imm a
fr<>uxidao, com que se poitaS em o j co
do Ser vico Publico. Dos Guarde a VV.
SS' Palacio do Governo de P-inau bu o
14 deJuiho de 1830. J Pinheiro de Vasconcellos. Sur* Pre-
sidente e Vertadme* tia Cmara Muid*
pal da Villa de S. Antuo. "'
i



' *-
EDITAL.
i
Joaquim JozS Pinheiro de Vasconcellos,
Dignitario da Imperial Ordem do Cru-
zeiro, Dezembargador da Relacao de
Pernambuco, e Presidente da mesma
Provincia por S. M. I., que Dos
Guarde &c.
Jf A90 saber a todos os habitantes desta
Provincia, que, tencio a immoralidade, e
avareza de alguns individuos, e a indife-
renca ou demasiada boa fe* de outros, ei-
to introdusir na circulacao moeda de co-
lare falsa, o quemais setem verificado pe-
la apprehensao de algumas Fabricas nos
suburbios desta Cidade, e na de Olinda ;
e sendo o passador e recebedor de tal mo-
eda igualmente criminoso, como o Fabri*
ador, como he expresso na Ordenacao
Iiv. 5. tL 12 3. : Ninguem rece
l)a moeda de cobre em pagamento, ou
por qualquer outro titulo, sem que priiuei-
ro examine se he toda verdadeira ; e a*
liando entre esta alguma que for, ou pa-
recer be falsa, a leve com a pessoa, de
quem a houvera de receber a' caza da re-
sidencia do Dezembargador Ouvidor Ge
jal do Crime, e sendo fera da Cidade, a'
aza do respectivo Juiz Criminal, ou Ju-
iz de Paz, para abi se fazerem os exames
necessarios, e proceder-se contra os seos
Fabricadores,. e passadores como for de
direito ; na certeza de que, sendo adiada
flca sujeita as penas da sobredita Ley.
E para que o referido chegue a noticia de
todos mandei lavrar o prezente por mim
assignado, e Sellado com o Sello das Ar-
mas Imperiaes, o qual sera' publicado a
tom de caixas pelas ras desta Cidade.
Dado na Cidade do Recife de Pernambu-
co aos 26 de Julho de 1830. E eu Vi-
cente Thomaz Pires de Figueiredo Ca-
margo, Secretario do Governo o subscre-
t. Joaquim Joze Pinheiro de Vas-
concellos.
Palacio do Governo dej&rnambuco
28 de Julho de 1830. \
Joaquim Joze Pinheiro de Vasconcellos.
CORRESPONDENCIA.
Resposta ao Cruzeiro N. 61 de Quarta
Feira 21 de Julho.
&
E
jM declaracao ao Edital supra qlian-
do se recommend, que nesta Cidade se
dirija a caza do Dezembargador Ouvidor
Geral d Crime para la se examinar a mo-
eda, deve-se intender, que esse exame
fcode taobem ser feto em caza de qual
qi^noulro Juiz Criminal, oa de Paz,
\
]Nr. Edictor. Nullae sunt deterio-
res insidia?, quam quse latent in simulati-
one. Senec. in princ Ora Sneca ( aqui
para nos, Snr. Edictor) tinha carradas
de razaS Os inimigos dissimulados tem
sido sempre os mais temiveis Sem in-
comodarmos pois as honradas cinzas de
Sneca, vejamos se podemos parafrasear
este inabalavel axioma: Todo o Es-
critor que por meio de escriptos incendia-
rios lela aleivozamente por conseguir o
perigozo fim de perderem os povos a con
fianca que devem ter nos seos Reprezen-
tan tes, merece o nome de Algoz da sua
Patria, que lentamente vai levando os nes-
cios a urna renhida rebeiliaS, e sanguino-
za anarqua. h Quando li o N. do
Cruzeiro, dice com os meos botoens por
boca de Virgilio, ** Equo ne credite t-*
que em linguagem quer dizer Nao se
d ouvidos ao anmale jo. A indignacao,
Snr. Edictor sobe de ponto por ver o des-
medido arrojo com que esse infame jornal
insulta a Assemblea da Nacao, dizendo
que ella se ocupa >-* com os disparates do
costume ; e no meio da minha dezespera
cao quando eu clamo, e dezejo que to
dos os entuziastas do Servilismo, achas-
sem os mesmos fados, que pamente aga-
zalharao o celebre Kotesbue. Desculpe-
me, Snr. Edictor, se falo com alguma a-
crimonia, mas bem sabe que o carcter
de Catilina revoltava o socegado estomago
de Cicero, bem como a indignacao em-
puxava Juvenal a fazer versos. Vol te-
mos ao Cruzeiro. Como dos mais ten ros
aunos nosses Pais, ou Tutores nos fazem
aprender os pecados mortaes, nao para os
abracarmos, mas sim para fugirmos del*
les; continuo, sempre com alguma re-
pugnancia a ler os efmeros e furtivos na
meros desse infernal Peridico, or.otoem
todas as suas linhas mil assercoes ta in-
sidiozas, como mal fundadas e grosseiras
Em uns poneos de nmeros vimos que es*
se infame jornal passava altarefa Mmica,
copiando alguns Numeros/uo Jjadre Ama
A
V


(2079)
V
h:
ro, em os qurfes ridicula, e insidiozamen-
te se insultaba Assemblea Geral, para
tiesta arte persuadir alguns incantos, que
na Europa censuraoas nossaslnstitui^es,
como se je alguem d"sconheca, que o
Padre Amaro e urna pena assalariada, e
que os cofres nacionaes nutrem (jia sei
porque mgica) esse verme roedor do co-
ra^ao da Patria. Em outros nmeros se
insulta S. M. L dizendo-se que este
Augusto Senhor recebera mal o General
Antero, como se S. M. I. possa tratar
mal um sudito fiel a Constituica, e que por defeza
cierta fes servaos importantes nesu Provincia !!!
Porem, Sr. Edictor, o que mais me irrita o N.
61 do Cruzeiro |de Quarta feira^ 21 de Julho, em o
qual directamente se ataca nao somente os lllustres
Deputados desta Provincia, mas taobem a Assem-
blea Geral. E' ate onde pode chegar o dezaforo, e
ouzadia d' um Peridico servil! Parece que o Pan-
dimonium, de que falla Milton no seu Paraizo Per-
dido (Paradise lost) tem-se reunido na Tipografa
do Cruzeiro para ajudarem a sua collaboraco, e as-
sim como os Demonios de Milton fa/io mil deabru-
ras, tentavo vis estratagemas para perderemj o pri-
meiro homem, assim taobem o Cruzeiro tenta todos
os caminhes da perfidia, da maldade, e da intriga
paradesfazer na nossa primeira Obra Poltica, isto
e* a Constituido, que nos a' regenerado do capti-
veiro do infame Governo. Absoluto. O Cruzeiro em
todas as suas pjodutjoens se assemelha a urna Lan-
terna Marica, que por artes diablicas aprezenta
sempre vistas diferentes, mas que no fim de muita
parola nada deixa ver mais o que os pobres vintens,
me arranca (sabe Dos cora quevontude) dos Ta-
berneros do Recife. Aqu, Snr. Edictor, me lem-
bra logo a stima Fbula de Florian no seu Liv. 2. ,
a qual vou expor-lhe em minuta ; por que vem a
pullo.
Diz o grande Florian qne no tempo em que tu-
dofallava ; hum industriozo Funmbulo, Plotiquei-
to, ou D^curiSo de caens, ti asa urna camera pti-
ca com quepescava os cobres dos curiozos, e fazia
parte da respeitavel companhia hum Macaco da todo
o propozito. Acontecen pois que em certo dia es-
tando seu .Mestre uzente, o Macaco quizesse mos-
trar coizas mu raras a diferente animaes do seu co-
nhecimento; porem tudo gratis a fim de gozarem
melhor to digno cspetaculo ; e tomando logo o tom
da charlatanera do seu bom Mestre, cometjou a
mover os cordelinhos dizendo com todo o enfaze
Aqu se vera' a gra Cidade de aples com os seos
arvoredos. Os animaes circunstantes estendio os
pesclos, aplicavao as vistas ; mas nada viao. Pro-
segua o Mestre Macaco com toda a galhardia, to-
cando n'outro cordelinho, e dizendo Outra vista
diferente; agora se vera* o grao porto de Malta_com
a sua Cidade de Valta. Os animaes esfregavSo03
olhos, tornavao a' apurar a vista, mas nada viao.
Assim foi continuando o tal impostor o sea aransel,
ate chegar a ultima vista, de que nada se tinha vis-
to ; pois que lhe avia esquecido a pequea bagatel-
]a de acender a lanterna. Eisaqui, mutato nomine,
o que acontece todos os das com a lanterna Mgica
do Cruzeiro, aceza e sustentada pelos demonios do
Inferno, so com a pequea alteracao dos cobre?,
que vao ficando dnmenos ao9 Snrs. que bendem bi-
nho: Mas tratando agora a materia com aquella se-
riedade, de que se fas 'digna, perguntmos a quem
derera' a Naca to sensata, como agradecida dar
crdito, e dar os merecidos gabos, a Assemblea Ge-
ral, que tanto tem trabalhado para consolidar entre
nos o sistema Constitucional, que e' a primeira ga-
rante da nossa Liberdade, ou a essa TrombeU in-
fernal, destinada para soprar entre n8k o facho da
discordia ? Perguntmos a esse Cruzeiro, e seo
Confrudes, a esse Pandimonium se acao ignora os
grandes beneficios que o Brazil tem recebdo da
Assemblea Geral ? Ignora acaz, Snr. Edictor, es*
se infame papel que posto que a Nacao nao d ere-
dito a sua venenoza doutrina, sempre cauza alguma
comoco entre o p3VO, levado sempre pelas prtmet-
ras impressoens ? Vade retro. Ignorao igualmente
os Qumicos do Laboratorio Infernal (A lipograha
do Cruzeiro) que esses calumniozos boates que es-
sas invectivas directas, insertas no Cruzeiro em ques-
tb podem perturbar os nimos dos povos das Pro-
vincias, que distantes da Corte nao podem estar ao
facto das intrigas, que boje nos sao patentes ? Nao
e' isto tentar romper os la^es da boa ordem para^
nos abismar em urna fanguinoza anasquia ? Noe
em fim chamar os povos indirectamente a rebellio,
dizendo-se, como dis o Cruzeiro, que a Assemblea
se ocupa ein disparates ? Fugite partes adversa?. Snr.
Promotor alerta! alerU O Cruzeiro N. 61 de
Quarta feira esta' incurso no $. 8. da Le de 22 de
Novembro de 1823. Elle disendo que a Assemblea
se ocupa em disparates, tende. a infama-la, ou inju-
ria-la, convem promover logo e logo, a acuzago.
Alerta Snr Promotor 1 Nada de moderacae com os
inimigos do Brasil, perturbadores do nossu socego,
e da nossa tranquilidade. Maldita Caveira de Bur-
lo, que ate' no recinto da Augusta Assemblea Bra-
zileira tentas penetrar teos intluxos malignos! Ma
em balde. Os Brazileiros livres, e amantes de sua
Patria jamis sofrero que se ataquem impunemente
os seos dolos, a Constituica, a Independencia, o
Imperador, a Augusta Assemblea, e seos Represen -
tantes. Assim lh'o afirma, Snr. Edictor, este que
e' com toda a considerar
O esprcitador da Caveira de Burro.
-??*-

JU>JVr. Edictor. Ficar effectivamente com licen*
9a o Sn. Major Pedro Borges, percebendo as forra-
gens fora do Destricto do Corpo, e sem exercicio das
respectivas func<5es ? Reprezentara' de testa de
ferro (seja-me pennittida a expressao) o Snr. Te-
nente Neve3, como Secretario Militar, ao m esmo
tempo que alguma penna mais maliciosa, do que
curiosa, va' talvez empurrando, e confundindo o ex-
pediente, sem a precisa eprompta solucao dos obje-
ctos Militares ? Resultara' por acaso dess descon-
cert : 1. justas queixas de alguns Commandaa-
tes, que nao atirarem la para a earte do arroxo, de
quem quer quefor o Secretario partitnlar ; e 2.
perder o Excellentissimo Snr.. Governador das Ar-
mas com a continuaco de sua governanga o bem
merecido conceito, que tem adquirido, pelo sea ca-
rcter inabalavel, e como hum dos sustentnculos do
Throno, e da Constitu'^So ? Entre oatras umitas
perguntas, cora que lhe pertender incoma\odar, S;u\
Edictor, langa mao destas
Seu Venerador
O Imperialista Constitucional.
Correio.
A
no i le.
Sumaca Conceico Flor do Mar recebe a mala
pcuV.o Araca na dia 29 pe nev horas ^da



(S080)
- A Giibra Portuguen Thalia recebe a mla pa-
ra Lisboa no dia 30 do crreme pelas nove horas da
noile.
Theatro.
SAbbado 31 de Julho Anniversaria dt S. M. 8
t mpeatriz Amelia, grande galla, hatera o se-
guinte espectculo. Reprezentar-se-ha o famoso
>>rana, dedicado, as Augustas Cazas de Wiltspch
e Braganca cujos troncos se acho enlajados no vas*
to Imperio Braziieiro para gloria, e felicidade de se-
os subditos. Neste Drama aparecer' o Augusto Re-
trato He S. M. a Imperatriz que posto nao haja n'esta
Capital huma so copia da mesma Augusta Senhora
para se copiar fidedignamente ; com tudo seguindo
as direcoes de hum Emigrado Portug-uez que liavia,
assistido ao embarque de S. M. para o Brazil, con-
scgui huma copia se nao semelbante ao menos equi-
valente; aperante sua Augusta Efigie no tim do
Drama se cantara' o Himno Nacional. Seguir-se-ha
a represenlacao da nova Pe^a Maria Thereza, Impe-
ratriz d' Austria, a comedia deve ser ornada de hum
copioso nvme de Soldados em ordem de marcha, e
huma Msica Mi[ttr. para o que o Empresario es-
pera a coadjuvaq&o doGoverno desta Provincia, a
bem do aplauso, a (ao Augusta Soberana, e inteira sa-
tisfcelo do respeitavel auditorio : no fio do 1. ac
to Eleonor Bigatii cantara' o Rond com caros, que
o'foi cantado huma ves, no Beneficio da mesma ;
Arzace, e aerairames, no finido 2. acto Madama
Garca, Caetano Fernandes, Madama Magdalena,
e Madama Tubino dan^arao hum famoso Qurifeto
serio, e no fim da Comedia se executara' o novo Pan-
tomimo, o Roubo dos Pombos. Rematando com
lium Corpo de Baile de oito figuras de 0 posto por Mr. Chaves, o qual rematara* em hum
grande, e agradavel grupo de figuras. O Empre-
sario tem a satisfa^ao de apresentar para tao e xplen-
lido expectaculo huma vista nova de salla mperi.>!,
ue servir* para a Scena de Audiencia igualmente
se achapromptahuma nova guarnicao para todos os
Camarotes segundo as suas fiaras posses ; sendo a-
quella Salla pini.ua por hum 'dos melhores Artistas,
apropriada ao go&to TheairaL O Empresario co8-
Tira a todas as Authoridades d'esta Capital, a que
"vcnhao (como espera), coadjuvar com seos vivas a
S* J*!**' *' enrgicos votos dos bon* Cidadaos
JBrasileiros. O expectaculo principiara' a chegada
o Excelientissimo Snr. Prezdente, que sera' antin-
B
bem visto e9ta*, que cu nada tenho *om semelhanta,
extravio, havendu apenas de procurar p meo paga-
mento em Juizo, aonde o Snr. Curenel Menezes ex-
pender' quanto estiver a seo favor. (*) Recife 2Q
de Julho de i 820.
Joao Yalentim Filela,
Jrremataq&es.
PElo Juizo da Fasenda vai a Praga por venda o
Engenho Giquia' e dous escrayos pertencentea
ao mesmo.
Venderse.
i
>Ixas effect iva mente, de muito boa qualidade
_)chegadas as ultimas embarca (oes do Porto, a
Lisboa, a pre?o de 80 re. a 320 cada huma, e em
por$des sera' muio mais em eonta : na venda gran-
de de 4 portas, da ra do Vigario N. 6 22, de Joa-
quim Pires de Almeida Lopes, na esquina que volta
para o Forte do Mato.
NOTICIAS MARTIMAS.
Entradas.
'Ia 26 do corrente. Lifcboa ; 45 lias; B.
'oit. Boa ForU'na, M. Malhias de Almeida da
Castro. equp. 14, carga gneros do Pas, a Joao
Evangelista Pereira, passageiros Hononich Colem,
JozeNiuii, e Francisco Joze. Arribou a L. S.
Seba9o qne saino em 22 do coi rente para Uuna.
D,
Sahidas.
-----------------------------7 ~l" "VIM .111(111-
ciada por huma girndola de fogo do ar, que deve-
ra' ser as 8 horas.
jvizos Particulares.
GEobgb Gibson, Corrector Ingles compra, e
vende, moedadeouroe prata, e disconta bilhe-
tes d Alfandega, e Letras de boas firmas, na casa
de Cambio ra da Cadeia do Recife N. II.
Para responder como devia ao anuncio mandado
lser peto Snr. Coronel Gaspar Menezes Vascon-
celos de Drumond feito no Diario N. 437 de
26 do corrente, gastara muito tempo em exclareci-
mentos inuteis : aor tanto basta, que por agora fas-
sa ver ao Publico, que no Diario N. 424 de 10 do
corrente foi quando apareceo hum aviso feito por
Vicente Teixeira Coimbra disendo ser extraviado
hum bilhete N, 293, dactado em 30 deJunho, e
firmado pelo Sor. Coronel Menezes, tendo esse ates-
nio bilhete me sido entregue pelo Snr. Joao Maria
Seve no, dia 9 do referido mez de Julho, epor isso
a dito, Goianna ; L. S- Joao Bptista, Af,
JozeJoaquim Ribeiro, equip. 5, em lastro.

1
(*) A vi*ta dos anuncios inseridos sobre o Bilhete
em qaesto, cumpre nos ser indiferentes naeluckla-
c/ao das duvidas suscitadas acerca do extravio e pa-
gamento do mesmo Bilhete ; porem cem a imparcia-
Iidade, que nos caracteriza, ssm moatrarmos-nos de
maneira alguma propensos a favor do passador da
tal Bilhete, ou do encarregado de seu pagamento^
perguntaremos ao Snr. Valentim : que motivos o
priva rao forzosamente para nao apprezentar ate'ago-
ra, como havia promettida, perante o Coronel Me-
nezes o pardo seu escravo, dequea se presuma ser
o autor do roubo do Bilhete, segn *o se colbae do
anuncio inserto no Diario N. 437. NSo noapar-
ce, que o Snr. Valentim gastara muito tempo, como
se expresaa em o seu prczente anuncio, om esclare-
cimientos que os reputa inuteis?, huma ve2 que o re-
ferido passador do Bilhete nao hezita pa^ar a sua
importancia, com tanto que apparega esse Pardo
para certas averiguagoens. Ora nada ha mais fcil;
e estamos firmemente persuadidos de que convidara*
a esse pequeo incommodo a certeza da recepta
dos cem mil reis, evitando-se assim a renhida ques-
tao pelo Fero Contencioso ; salvo se o Snr. Valn-
tim, a exemplo do cazo, im que foi victima o Snr.
Francisco Ignacio d' Atayde, pertende haver o pa.
f anento sem excrupula algum pelos meios Judiciaes,
em razo de exi3tir o Bilhete em seu poder, apezar
das impresaoeng desfavoraveis, que ha contra o seu
escravo.
>
f m
Pernumbuco na Tipografa do Diario. '

J


Full Text
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