Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00777


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Full Text
.
N.c 484.

'
' --"
Anno de 1830-
:
i.x

DIARIO 0B PJERIAMBUCO.
Sbsereve-se na Tipografa do mesmo Piado ra Direita N. 507 1.* andarn |e satura todos os dUs utes.

Sabbado 10 de Julho, 8. J anuario e seosComp. Mm.

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Freamar as 8 horas e 50 minutos da larde.

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ARTIGOS be OFFICK).
JHAlCta da Primeira Sw-ao Ordinaria do
Conselho do Governo ero 9 de Marco de
1830, presidida pelo Excellenttssimo Sor.
Prezidente Jcaomm Joee Pinheiro de
VasconceIJos = Fort y presentes os Snrs.
Conselheiros DeaO Bernardo Lu* Ferrei-
ra, Gervasio Pires Ferrara, Manoel Ze-
ferino dos Santn, Detiembargador Tho*
maz Antonio 'Maiel M^nieiro, e os San,
Supplentcs Dautural Manoel Ignacio de
Carvalho, e Doutor Antonio Joaquim
Ferreira de S. Faio, que fo rao chamados
por impedimento dos Snrs. Conselheiros
Francisco de Paula Cavalcante de Albu-
querque, e Manoel Correia de Araujo, e
do 1. Supplente Felippe Neri Ferreira.
O Excellentissimo Snr. Presidente
aiisse, que em observancia da Le havia
convocado o Ccnselho para principiar os
trabalhos dos dous mese* ie suas Sessoes
Ordinarias; e porque, estando prxima
ib en te a' embarcar pera o Rio de Janeiro
es Dcputados da presente Legislatura, e-
ra necessario, que o Conselho em virtude
ta Carta de Le de 25 de Setembro de
anno passedo Ihes arbitrarse a indemnisa*
c,ao da despeza da viagem para irem lo-
mar assento na Cmara, eoutra para vl
tarem a' suas caaas no firo da Legislatura.
Depois de algunaas reflexoes dos Snrs
Constlheiros, foi resolvido nnantmemen*
te, que se lna* trbitrasee a rnesma indem*
nisaca de 600^000 reis, quetivera^os
Deputadusda primeka Legislatura, para
as despesas da ida, e cwtra igual para as
da volta no m da Legislatura : oqnefoi
communicado a' Junta da Facenda. O
Snr. Conselheiro Pires Ferreira observou,
que o Artigo 25 da Carta de Le de 20 de
Outubro de 1823 manda por a' disposicao'
do Conselho, para as despejas ordinaria?,
qut demandar o defempuvho das na*
fiaccoee, a eitava parte das sobras das
rendas da Provincia respectiva, que at
boje nao havia tido execucaS esta provi*
dente disposicao da Le: que elle reque-
ra, se exigiese da Junta da Fazenda o
Bataneo dos dous semestre* do anno pat-
eado, para ; conheeer, quaes as sobra*,
e qual a soa oitava parte, a nm do Conse
Iho resolver em conseque neia, O Snr.
Censelheiro Zeferino m Santa* prepeg,
que tendo A aere' Vidal deNegmros* Go-
vsreador, qie fo desta Provincia, de
xado por sua morte mu tos hm por lega*
dos pos, que detia* ter eFeilo ne%& Pro*
vincia, C como canstswa do eo testamen-
to^ osquaes nao se tinhao cumprido, e
que a Caaa da Misericordia de Lisbo* os
estava mdevidamente desfructanao; e que
pola Le de 6* de Novembro de 1827 de vi*
ao ser appilcados sos Hospitees da Pro-
vincia, se tomaseemas medida*, quemis
convenientes parecessem ao Conservo,
para que a dita Caa da Misericordia nao
cootinuasse a desfrtiatar^oe como a te'a
gvra Assenton o Cotisellio, qm ficasse
este negocio para a prxima rotura Ses-
ao, em que o aiicWr da proposta ficou de
a presentar os Titulos comprobatorios. Ap*
presentou mai o mesmo Snr. Corel!eire
por escripto a tejrunte mo^a-^ Tcndo o
Decreto de %Q de Juiho df !8J8 perQtad*
seis meee* para dentro deles *e codwi*
rem a* teicSe* e'encarregfrfta aos Pre-
zid entes em Cfi^sclho da roa ej?ecti**o; ^
tendo em ..consequencto o ^ic* Prenden-
te, que enta^ rvia d? Pres-dente, desig-
nado em Conspiro o? das, em-que deve*
riao fezer-se as Elei^oe^ de tal fatfrta-qrie
a' serem execiUsda^ as ^ias drdens s E
leicee se concluirat iBrtpTeterivelmwntc
dentro dos- seis meres: hsk soceed^o po*-
remassim, poi apenas seapAitr^v d*

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*
-1^.
(2014)

ss, Juis de Fac





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tro delles o* Dentad
t,, em que o Conselho fosse sabedor do
unitivo do retardamento das outra apura-
ce*. Em 18' de Junho, quando o Con-
selho se reuni, fiz urna indicacao, para
que se exigissem da Cmara desta Cida*
tie os papis officiaes relativas a EleicSes,
para ne conhecer pelo axame delles os mo-
tivos da inexecucao do Decreto, e iinpor-
se a pena nt lie cominada quelles, que a
rnerecessem, na conformidade da disposi-
cao do mesmo Decreto. Vierao apenas as
aulhenticas das Collegios Eleitoraes, e
Bao os Otfieios, que as deviao acompa*
nhar. Pelo exarae dellas, a primeira cou-
sa, que descobri, oi que faltara a au
thentica do Collegio de Garanhans, re-
lativa a' Elei$ao do Conselho do Governo;
e a segunda, que a Eleicao'do Conselho
Geral de Provincia, e do Governo so' ti
vera effeito no Collegio de Cimbres no
dia 2 de Maio de 1829, e nao em 16 de
Dezetubro de ,1838, immediato ao da E-
leca doa Deputados, como deveria ser ;
e que esee da Ihe fora designado pelo Ex-
cel'entissimo Presidente; do que o Con
eelho nenhuma sciencia teve. Desta so'
expsito se v, 1. Que aquetleColle*
gio commetteo um erro indisculpavel, dei
xando de fazer a Eleicao dos Conselhei-
tos do Conselho Geral de provincia, por
ser a sua existencia por forca da Conti-
tuicao Cap. 5. e a sua Eleicao imme-
diata a dos Deputados, como determina o
Cap. 7. das Instituices de 28 de Mar-
co de 1824 : 2, Que o Prezidente dei-
xou nao so de participar ao Conselho, co-
mo lhe cumpria, a falta d'aqnelle Colle-
gio, como taobem que retardara sen) rao*
tivo aquella Eleicao, quahdo por sua so*
disposi^ao a transferio para omez de Mai-
o. Ate' aqu o que toca a' eHte objecto.
Quanto ao da falta da authentica de Ga-
ranhuns; para me certificar, se ella pro-
cedera da falta de Eleicao d'aquelle Col-
legio, combinei a apuraca. da Cmara
com as aulhenticas dos outros Collegios, e
vi, que com ellas se preenchiao os votos
dos apurados pela Cmara, concluindo d'
aqu, que ella fizera a apuraca sem ter
prezente a Eleicao de Garanhnns ; e para
mais me convencer disto,* mandei tirar a
certidao, que aqui apresento, e pela
qul, combinada' com as athenticas dos
oatros Collegios, se conhece a notavel
alteracao no numero de votos dos elei-
tos. Hecife 1. de Marco de 1830.

Manee! Zeferino dos Santos
o Conselho, que se exigase da Cama
de.ta Cidade a remessa dos Officios, que
accompanharao as Actas das Eleicoes dos
Colegios Eleitoraes, e que se fiaesem as
averiguacoes necessarias para se aouhe-
cer, por que motivo o Collegio Eleitoral
de Cimbres, fazendo a Eleicao dos De-
putados para a prezante Legislatura no
dia 15 deDezembro de 1828, qua lhe
fora para sso marcado, so fez a dos Con*
selheiros Geraes de Provincia, e do Go-
verno no dia 9 de Maio de 4829, a fm
de haver de se applicar em quem houver
de recahir a multa determinada no De-
creto de 19 de Julho de 1828. Igualmen-
te requereo o meimo Sur. Conselh^iro,
que se exigisse do Provedor das Capelias,
a Residuos urna exacta, e circunstancia*
da informa cao do estado do HospiUl de
f. Senhora do Paraso, cujo Regente se
havia negado de a dar na pussada Seisao,
para o Conselho conhecer, se eraS eum-
pridas as pas instituices do seu fuma-
dor. Resolveo finalmente o Conselho que
os dias das suas Sessoes seriao ls tercas
feirss, Quintas, e Sbados das des horas
da manhaa huma da tarde.' E deo se
por rinda a Sessao. Eu Vicente Thom%
Piren de Figueredo Camargo, Secretario
do Governo, e do Conselho, a Subicrt-
vi Joaquim Joze Pinheiro de Vas-
consellos. Bernardo Luiz Ferrrira.
Manoel Zeferino dos Santos. Thoiraz
Antonio Maciel Monteiro tas Manuel Ig-
nacio deCarvalho. Antonio Joaquim
FerreiradeS. Paio.
.
p
Ara 6e daram as providencias, que
V, S. exige em seu Officio de SO do mez
prximo passado reprezen lando, que a;*
guns individuos, entre elles o C dante da Curveta Btrtioga, e os Agentes
dos Arrematantes de metade dos Direitct
d' Alfandega das Fazendas atracao, e saU
ta para bordo das Embarcae tra5 n'este Porto, antes da vezita de Sau
de, oque he prohibido pelo Reg nenio
, respectivo, cumpre, que V. S. me remet-
ta esse Regiment para a vista del le se
expedirein as precizas orden. Dos
Guarde a V. S. Palacio do Governo de
Pe man buco 3 de Julho de 1830. Jo-
aquim Joze Pinheiro de Vanconcellos
Sur. Caetano Joze Ferreira de Moraes,
* Provedor da Saude.
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(*15)

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que duvic, que o Illtisimo Snr. Joze Vi oria-
no Gomes he hum estudantad de enxovia. Hura sn-
jeito amito curioso asseverou-me, vaina a ve'r-
dade, que e*se homem he hum grandiss'ssimo Fidal-
gn, que andou viajando : por ser grande aii iio Throno, edo Altar vio-se na necessidade de dar hum
LVr. Edictor.** Tanta cousa boa, e Vm. cala-
do? Feitos ta* memoraveis dos nossus Christos
velhos, e o Diaiio guardando sygila ? Isto he in-
gratidad ; e ja' que Vm. nao sabe pagar as finezas,
que deve a esse* Serafina ; eu na5 saberei calar ac- par dej Tacadas, pelo que f&ra prezo: eterno na
ces ta dignas de oceupar os typos, e captar a be- enxovia na'f tinha, que fager, e vio o progreso, que
revolencia do Respeitavei Publico. Nao Snr.; a ia faindo os fartpupiihas, d*o-'he o bebtunto para
gente da fe' docarvoeira h credoro doi nossos enco- escrever artigos para o Padre Cruzeiro ; pela rasao
mos : vamos a elles. de que smiles cum sipiilibus facih congregnn'ur.
O Tribunal dos Jurados mstaiou-se, a pecar da Peucus das depois o Snr, Jernimo Vdbla Ta-
deligencia, que para o malograr erapregarao aquel vares aecusou taobem varias pecas do Santo Cr'uzei-
les apostlicos eanetinhos, que nao podiao sofrer, ro, e mystico Amigo do Povo, as quaes obr'nduTu
que creaturas do Poyo, e por consequencia farrou- com boa porgad de descomposturas. O Jury pro-
jlha3 tomassem conheciment de escriptos produzi- nunciou igualmente esses escripia : e quem pensa
dos por hdmens de huma jerarqua paulo minus ab Vm., que os compoz ? O mesmo JllustrUsimo Snr.
Angelis. Vai se nao quando o Snr, Promotor "do Joze Victoriano Gomes. Que honi"m, Sur, E.lic-
Juiy, que he velho, e nao he degradas, aecusou tpr, que homem este Que descoLerta Andava
hum do* Nmeros do Cruzeiro, onde vem Quar- todo o mundo por ahi a fazer juizos ten erarioh sobre
tel General d* Anarqua : finalmente para encur- quaes eraS os escriptores do Cruzeiro. Hum dizia,
tarmo? rasoes o Tribunal pronunciou o Cruzeiro, eo que era o Snr, Dezembargador M. outro, que era o
Snr. Ouvidor Gwstavo, Juiz de Direito mandou pas- Snr. M". C. S. ; este teimava, que era o memo Snr.
sur mandado de prizad contra o auctor d'aquelle es- Ouvidor do Crime, aqueiie apostava, que era o Snr.
cripto. O Escrrva Campos, que aquillo he mesmo Dezembargador B.... : e o verdadeiro cscriptor do
hum Abel, fot & Typografia para Saber quem
auctor d'aquelle artigo pronunciado; prqw
aq
coitadinho !
Cruzeiro, magano, caladinho na enxovia, escreven-
do maiv, que o Testado t Ora a nossa turra sempre
he bem frtil em raridades. Andavamos todos as ce-
gas ; ate' que o respeitavel Tribunal dns Jurudus
veio abrir-nos os olhod para nos cert Mear-moa, que
o Cruzeiro, e Amigo do Povo sao com'postos' ni Ca-
da. Ate'nisto esees dous Peridicos nosuUo o e-
era o
rtigo pronunciado; p.r que elle,
de nada sabia. La' Ihe apprezentaru
huma papeleta de letra fingida, e assignada por Jo-
ae Victoriano Gomes.
Ainda agora se procura quem h o Snr. Joze
Victoriano Gomes: huni amigo meu te'nnou comigo,
que aquillo era pelo menos algum Mrquez; outro xemplo da humildade Christaa. Quando eiera-
disse, que era hum Embaixador de Pepiripau, que va-mos, que aquelles escriptos fos*em compostos por
por aqu passou ; mas eu, que sempre (eoslnuva- Fidalgos, e Desembargad ores ; os christos vHlios,
do) julguei o pior dessa gmte ; porfiava, que era o que se mam, e columnnrao para n> ss* intrutCHO,
carrasco. Suou, e tresnou o noPso Campos sem que desmentem todos os pronsticos, evao hincar po-
podesse atinar com aquelle homem, que elle nunca dueedes litter*nas a os moradores duenxofia.
vio, nem conheceo : mas lembrando-se, que a ca- Altosjuizos de Dos! A imita cao do Divino
dea he hum lugar apto para achar cousas perdidas ; Mestre, qui abscondit mulla sapientibus, el pruden-
deo com a huinanidade corprea na cada, e entre tibus,et revelavi euparvulis, os amigos da ordem, os
os face i norosos degradados la' vai cascavilhar, e de-
sencofrar o Illustnssimo, e ExcellentiasimoSnr. Jo-
ye Victoriono Gomas, mui digno correspondente do
sancto Cruzeiro.
Deque 6e riem Vms. ? Essa he boa Por ven-
tura o Divino Mestre cscolheo Figures para seus
Discpulos? Escolheo pobres pescadores: he ver-
dade, que nao era5 criminosos, e degradados: mas
isse nao tai ao caso : e de mais logo que o serensi-
mo Cruzeiro dignou-s de eseolher para seu corres-
pondente hum accinoroso ; este eo ipso deixou de o
sar, e passou a homem de bem, e va ver, que ta-
bem ke rnartyr do Imperador.
Ainda aqui nao fica o nosso caso. O nosso Jo-
s Victoriana Gomes, que na5 tem papas na lingoa.
em ve* de se mostrar assaralhopado soltou a cara-
esteios, e forquilhas do Altar, e do Tin uno forao
buscar lu/.es, doutrina Santa, e moral pura a enxo-
via !! Eainda havera* farioupilha, que ouse d*s-
pivzar esses beatissimos Peridicos, e set-s Hedacio-
es ? Aprenda demagogos, aprendan a lium.iH. s
Evanglica : confunda-se, vendo, quena tao IX-
ctures,' e Dezembargadores os que escrevem para
minha, esu.. instnuc', e ediic. ; porem sin1.hum
degradado, que no imitante a, em que fez por ah
suas mortes constituio-se Escriptor do Cruzeiro, e
Ami Nao temos pois mais que andar parafuzanda
com a fantazia sobre queit he o auctor desta, ou
dVquclia Correspondencia, deste, ou d'aquelle At-
tigo desses dous S. Gervuzio, e Protazio : nao ha
mais duvida. A cada he a Sorbona, e Porto Real
velha; e disse petante alguma 300 testemunhas, do Cruzeiro, e Amigo do Povo: ese pncharem mui-
que elle naosoube o que assignou ; poi que o mesmo tpela caravelha; verao que tabem escrevem os
Snr. Campos, e o Escriva Posthumo levarao-lhe calc/as, e o Doutor carrasco tnben. jantn toni seu
huns papis em liinpo a fim d*elle prezo assignar por papelzinho para os dous Peridicos da le' do carvo-
ordem co Snr. Ouvidor do Crime; que tudo era pa- iro. Meu Amigo, ate'nisto es-es cherubins enn-
ra eeu livramento : isto iai o que disse o Illustrissi- fundemo juizo dosfarioupilhas. D7ew, que ceno
rictoriano Gomes ; mas namja eu, Santo nao se tirava das cazas
mo Snr. Joe Vi
Que acredite aemelhante aleivosia; por que lodos sa
bem, que aquelle degradado era muito capaz de es*
crever sobre Poltica; e que por opinies polticas,
rn defeza do Throno, e do Altar he, que fizera o-
bra de quatro, au sinco mortes por ahi algures. A-
quelia desculpa foi efl'eito de modestia, ou pelo con-
trario de hum grande fundo de orguho, querendo
dar a entender maganao, que hum Magistrado tao
conspicuo honrava-se de mandar subscrcvtr por* elle
aa prodceles do seu engenho : mas niuguara ha',
das prostitutas : o
mundo rrormurava, como he natnral : entre tantc o
servo de Dos na6 as frequentuva, se nao para as en -
Verter! Admiremos a sagucidade esperiiual, o
mytica da gente do Japa; ua& nao a ripiovenu s ;
por que he mysterio.
8eu Vtnerailtr.
O Somnmbulo emlsbacado.
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Thfnro de tarde.
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Burro, eiil que aparece hum destes animaes (que se
ios ofereceo por greca particular) para se lhe fazer
rt barba : o preco geral da entrada he huma pataca,
frknqueia-se a chave de Camarotes da pnmeira, ou
e'gnda Ordem a queni tomar 5 blhete9 juntos vin-
do com antecedencia buscallos antes de principiar o
diyeiimento que aera' as 4 horas da tarde.
N.' ^. s pessas que quizerem vir de cazaca te-
ao a sua dispozicao a primerae segunda ordem de
'i marotes, e Platea, e para as pie vierem deja-
queta a terceira Ordem e Varanda's.
Aviz9s Particulares*
*^ Eorge Gibson, Corrector Infles compra, e
^Jfvende, moeda deouroe prata, e disconta bilbe-
te 4' Alfandega, e Letras de boa tirinas, ni casa
e Cambi ra da Cadeia do ttecife N.^ 11.
Antonio Joada ltesurre9a5 e Silva & Com-
panilla fas scicnte ao Publico que o cilio que
*>aiiio no Diario de Quarta feira N. 42l para ven-
der-se nao he 9 delle que per ten de rifar, he de outro
dono no lugar do Jang, e como consta que tem. a-
vido suas duvidas ; por isso fax este aviso para tirar
todae qualquer suspeita ; e paca a convidar a com-
prados seus bilhetes nos lugares ja anunciados pois
pettende correr no fim do corrente mez.
T. Topin Engenbeiro francez, de volta nova-
mente dosul desta ffoviucia, faz saber as pessoas
uuetiverem algumas demrcameos, levadas, pla-
nos^ ou qualquer obra aas suas propriedades, po-
gem dirigirle ; tendo elle todos ot instrumentos
proprios para fazer as ditas demarra<;oens com mais
exactida e brevidade por precp murtp pommodo.
E as pessoas que tiverem preciza de instrumentos
mathematicqs, podem taobem dirigir-se \elle para
mondar vir ; assistente na ra Nova c&fca de Meroz
$ Companhi?..
Preciza-se de huma mulher idoza, de hopa cos-
tumci, e que saiba cuidar de huma crianza ; quem
istiver ilesas circunstancias, dirija-se.a ra do Cole-
lo no 2. andar das cazas N.s 13, ou a Oljuda raa
o Amparo em caza do Len.te.Dr. Araujo.
O Snr. Official de Fazenda que deve a quantia
U*57$()00, e que se lhe tem pedido por muitas ve-
zea queira ir pagar no prazo de 8 cuas, se nao sera'
publicado o seu nome.
Qnain precizarde hum Capel'ae para hum En-
genho chegado prximamente de Portugal e taobem
se prcpoen a ensinar gramtica Latina, procure na
Pracada Uniao jNL 8.
^amesma lpje existe huma carta vinda prxi-
mamente de Portugal para o Sor. Francisco Joae
tarboza.
Leopoldina.Queiroz. que. tem anunciado hum.
jBeseSdo para o dia.S do corrate Julho, partecipa
a icuas as benignas peascas de quem tem recebido a
rae* de lhe aceitaren! bilhetes de platea, e Cmaro-
es, nao se prestem a pagar os meamos, se nao a
esnia Annnciant, ou a Ag-ostinho Rduardo Pina
no seu armazem junto ao arco da ConceicaG para e-
vitar qualquer dolosa ingerencia.
No dia b de Julho desencaminhou-se ou roubou-
:slt3t filuet* de cobre do valor de p0#000 ra.
yjassido por Gaspar de Menezei Tascoacelfos, de
i;rui3cr.d.ndata doSO.de Juriho p. p. N. 293-.
previne-se ao publico gara qw apparecendo o dte
B*.hete deve ser reetitido ou denunciado a Vicente
Teix, eir Coi mbra; parida .da Cadeia, loja deferr*-
gem N.9 49.'
Augusto, Restaurador Francez, morador np
frapixe do Pelourinho, aviza ao Xiespeitayel Publir
co, que acaba de mudar o seu estabefecimentp para
o Forte do Abatios, ra de Jos da Costa N. 137,
onde tera'o nome de Grande Hospedara de Franca;
vista a formosura da casa, e o tamanho e qantidade
de quartos, que se achao ornados e mobilhados ao
gosto de Pariz ; tera' meios de agasalhar as pesroas
d0 maior distinccao, que quiserem hnralo era conr
nar-se a sua eleica.
Mr* Augusto nao se poupara', em procurar a
mclhqr comida, o arranjo e servico da casa, que se*
ra' feito por creados brancos. A'mesa re4onda para
oahpofo sera' as 10 horas, e as 3 da tarde para 9
jantar. Tera' duas grandes salas para as pessoas,
que quiserem comer separadas. Achar-se-hao al, co*
mono antigo estabelecimento aLnocos, ejuntares a
todas as horas. Tem hum grande sortimentq de rii
nhos linos, Franeezes, e outroa. Este novo estaha-
cimento possue a vista ni ai? a^radavel, e 9 fresco
mais desejoso.
Vende &e*
HU^ia feichadura de broca cqm segredo, em
Hom uzc : na ra Direita loje de couro D. 8.
Hum Panovde gosto moderno, com pouco u-
o : anuncie por este Diario, ou dirija-se a Tipogra-
fa do mesmo que se 11) dir' quen o rende.
O citio denominado da Fazendi np tugar da
Barreta : na ra. Direita sobrado ). 3.
Hum^ morada de caza sita em fora de portas,
com 20 palmos de largura, e 40 de fundo, com quin-
tal cercado, e xo de faro avaliada era 650,000 rs. :
na mesma N.. 1^05.
AchoU'Se.
LTUma lstra, de Ma.noel Ant,unes Lppes Gon^al-
X- M v, aceita por Joa5 FJathia,9 Riljeiro da Silv^;
a quem ella, pertencer, anuncie por e,3,te pian9#
Jrremataqoes*
Jjpi. Ou^fidoria do Civel Escvtva.o Rangel, s^
J^nade.a^rreraatar, huma preta de nome 'Joanna,
m.u^o.bpa qosinh^ira, e bonita figura, qnem preci-
sar da mesra,a poder hir vella em ca a do Deposita-
rio Dpmingos Jos d]e Azevedo na ra Nova ope' do
Hospital de S, l*edro, e o escrito se achaem mo da
Porteijo.
Amas de Lee.
\ Llgao-se para criar deleite na casa dos Ex-
J^j|tpostos forras ou cativas, onde seda' suntento e
seijS mil rea mensae^ : na msala ca=a, ou na do
icrdomo na, ra d*L Larangcira D. 0.
Etcravos Fgidos.
JjOfifi, na^a-Reni, altuFS.de 6 palmos, rroto ta-
elhadv, vestido-de calcha brancn e jar.ueta de cliu
ta |j outro de tu^me Feliciano, t..nis alto, de per-
as arqueadas cscravo co Illustrisirno e Heveren-
dtasimo Sur. Oeao, fagidosno diaecoireote pela >
horasida tarde, epsem que. em companhia de huui
pardo que tapbem ancla ugiti jo : 03 aprehendedo-
res.levem-o acosa de Mauoel Maihia d.Fr-v;:as? v.%
xu das Trinxeiras D. 24.
.


V.
>
H
t
Penmmbmonm Typagrqfa 4, Ji*rit<
. -1 ,
Jtm


Full Text
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