Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00716


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Full Text
VN. 341.
r KM. Til Mi
-
K

. ~\
Anno de 1830.
*
V-
DIARIO DE PERNiOfBUCO.
SubscreYe-s* na Tipografa do mesmo Diario na Direita N. 287 1. andar em mezes por 040 res hama folha
que sahir todos os das uteis.
Quinta Feira 18 de Marco. & Gabriel Arconjo.


Preamar as 11 horas e 42 minutos da tarde.
ARTIGOS d'OFFICIO.
ILlstrissimo e Excellentissimo Snr.
Tendo o Juiz de Paz de Maranguape par-
ticipado a' este Governo o horroroso atienta-
do commettido no lugar do Cortalargo,
onde na imite do dia 10 do correte ap
parecera morios quatro homens brancos. e
un pr.-to amarrados cora cordas, e trespas*
sados de focadas, e exigiudo a seguranea in-
dividual, e tranquillidade dos habitantes d\
aquee Districto, que s* jao perseguidos, e
aprehendidos aquelles maif'eitoreg. e se evite
a repetioa destes, e de outro? Tactos, que
fffl contravenca das Leis possa ser prali*
cados: V. Ex. dar' as precisa!? ordena ao
-Commandnte do Bat&lhad de Milicias da
Cidade de O!inda, para que destaque para
lu urna PatrnlLa, commandada por Oficial
de confianza, e que betn dcspmpenheft>esta
coniii3Pa5. D^os Guarde a V. Ex. Palacio
do Govgrno de Pernambuco 12 de Marco de
1830. Joaquim Joze Pinheiro de Vascon-
ceilos lllustrissimo e Excellentissimo Snr.
A itero Joze Ferreira de Brito, Governador
das Armas desta Provincia. /^\.
EM resposla ao seo Officio de 29 de Ja-
Ineiro passado, cumpre-me diser-lhe,
que V. S. he responsavel pela execucao das
Orden?, que lhe sao dirigidas por este Go-
verno, e que deve em consequencia respon-
sabehsar aos seos, subalternos pela falta de
execucao das mesmas na parte que Ihes to
car : tendo toda via muito cuidado, e escr-
pulo na observancia da Lei, e lnstruces so-
bre o Recrutamento, nao empregando ja*
m^is correntes, algemas, ou manilhas, nem
retendo os individuos recrutados em troncos,
ou carceres privados, por nao ser das inten~
cues de Sua Magestade O Imperador, que
os Seos fiis subditos chamados ao nobre
servico das armas seja tratados como crimi-
nosos, e malfeitores, Dos Guarde a V. S,
Palacio do Governo de Pernambuco 12 de
'Marco de 1830 Joaquim Joze Pinheiro
de Vasconsellos Snr. Joze da Costa Nuf
nes Capita jVlor da Villa /de Flores.

OConselho do Governo, a* fira de entrar
na indagaca, e conhecimento da admi-
nistraran do Hospital de Nossa Senhora do
Paraizo, como lhe incumbe a Carta de Lei,
que lhe serve de Regiment, e devendo vi
giar, que sejao cumpridas religiosamente as
pas intences de seo Instituidor, resolveo,
que se exegisse de V. S. urna exacta, e cir-
cunstanciada informaea do estado do dito
Hospital, stias rendas applicaces &c. o que
V. S. cumprira* com a brevidade possivel.
Dos Guarde a V. S. Palacio do Governo
de Pernambuco 12 de Marco de 1830. Jo-
aquim Joze Pinheiro de Vasconselhos Sr.
JuZ|de Fora e Provedor das Capellas pela
Letyoze Joaquim Jorge Consalves.
CORRESPONDENCIAS.
ONr. Elictor. Queira ter a bondad
de admittir em o seu bein acceito Diario 4 li-
nhas, que dirijo respeitoso ao Snr. Kpimeni-
des, que apparece no N. p 330 deste mesmo
Diario.
Snr. Epimenides.
Para combatera Columna, e provar os
iir.mensos abusos do Governo absoluto tantos
exemplos nos oferece a Historia em cada
huma de suas paginas, que nao sei qual seja
a escala, ou tabella, que obrigue hum Es*
criptor a preferir huns aos outros. Occer*
reo-me huma vez a desgracada expedica de
Carlos 5. apprezentei-a, e della saquei as
reflexoes, que me parecera anlogas. Se o
Snr. Epimenides bera se recordasse, teria
advertido, qe eu ja' em outra correspon-
dencia trouxe o exemplo do estouvado Re
D. SebastiaO, que pelo seu despotismo deo
cabo da gloria, e prosperidade da Nacao
Portugueza, assim como ja'tractei largamen-
te da depozica de D. Alfonso 0.: e pare-
ce*me, que seria fastidiosa a repetica, ex-*
cepto, se o Snr. Epimenides me quer impr
a obrigaca de s consultar para esses objec-
tos a historia de Portugal. Talvez que or
Snr. Epimenides nao tenha lido aquellas mi-
nhas correspondencias. Epimenides tinha
dormidellas extraordinarias : de huma vez.
k


T


^T4-
fl370)
^
v
pichou-se era huma caverna, e assim por dasC&rtes, sanccionado por seu Real Pai,
modode ssta dormio 75 iinos: ua hemui- e bem que a contra gosto. se passasse a
to, que Vin., que taobem he Epimeuides, Europa. O Brazil retalhado em partidos, e
dormase alguus mezes, e por isso nao visse, lutando, assi.n pela Emancipacaj como pa-
ra establecer Governos democrticos a' i-
mitacad dos seus vizinhes, era un quadro
quasi inevitavel. que a. caJ i passo se.anUH
Ihava s vistas menos penetrantes Enta5
s .
^. o plano da Independencia, e Acclam'ac.a
\r. Edicior. Vejme obrigado a desfa- foi concebido pelos inelhjres Brazileiros,
aeroaranzl de sofismas, e sarcasmos do que supposto preferisera com toda a rasa
Sur. Intrpido no Cruzeiro 229, fazendo ver o Governo de um Principe de ta grandes
ao Publico iinparcial que os Columnas, ata- esperancas, coiivulsOes cpileticas da de*
tinosos a' face muero*!a, todava amis an.iuiria ao esta-
que ja' me serv dos exemplos de D. Sebas
lia, e D. Affbnso 6. de Portugal. Sou &c.
O Somnmbulo,

cadoa por t 'dos os lado*, cri
ideas, e suppondo o Brazil sempre disposto
a proclam ir repblicas. E' manha anti^a,
belecirae ito, ou antes continuacau de urna
Monarqua absoluta no novo Mundo.
Este sabio, e ta convenieute Projecto
e uso otado dos absolutistas o derivaren! os foi logo conhecido pela magna comitante
malas de Pernambuco dos revoltosos de caterva" dos Ala ides d* auliga Corte, e
J8I7. Longo estou de approvar aquella se- pel^s sulapado* ininigos da propendade do
Jica: mas se quizermos descobrir afcausa Brazil: lo los estes pulara de con ten tes,
prxima, e immeJiata, qu^ a proJuziu, e enta se vira verda leir^s far9as cmicas,
jia recorreremos tao somente a' ma' appli- isto e'; bornea*, a juem estas mudansas
cacao das ideas libe raes, filhas do seclo, nao polii *er gratas, je convtnhaveis, da-
ca que vivemos, e do progresan da rasad' ren-seum bauno de alac.rie ade nos se.n-
humana; porem sim a' escandalosa relava- blantes, eaoUulrem con riso despeitoso
ca5, a' prepotencia, e eoncussaS dos Agen- os e*criptn puolicos, que Ibes aventava as
tes do Governo sob o Reinado do fraco, se marinas, e combatido o* sent neutos. Estes
"bem que piedo9o Sur D. Joa t desau- hipcritas, que justamente podemos chamar
dosa memoria : o desprezo das leis, ave comunas deprima tonsura (" Prima ton-
nalidade dos Empreados, a prexM!($a6 tura et dispositio ad Ordines recipiendoe )'
descarada a os subdiios de Porto gal Jk^g- ligaran se ao-* Brazileiros de sent m en tos pu%
rarao o desgoto popular: a revolta co- ros, h irados, e liberaos, com a diifcrenca-
mecou por um motim militar, e rpida- que este* pro novia*-a Independencia, e Co
mente tomou grande parte da Provincia; rocao do Principe a fiwde de-fructarem ein
porque os qucixosos argumenfavan com fac- px um ioverno resppltavel, Solido; porem
tos, e a prostituirn do Ministerio, as injns- Coimtilucio.ialj aquelles transigan comas
ticas, a corruptsima aduTiibtracau em fiui circnnstanciasi em quanto nao perdiao os lu-
crad de todos conhecidoa. Ijare, c> riman Jos, fortuna em fim, at que
Sigamos passo a passo ao Snr. Intrepi- passad* a te npestade podessem picar a a-
do, e respond uijos-lhes como se contorna marra, en que se seguraran, e singrarcm
dizer, ao pe'da letra Appareceu em Por* com vento em popa para a desejada angra do
ftugai o grito da Constituica : este repem u* absolutismo.
tiu no Brazil; e era milito natural, que los- Pevo cdnfess'ar em abono da verdade ( e
ae abrasada cora entusiasmo urna nova or- esta Ihaneza deseo diecida no Cruzeiro e
dem de cousas, que promet ia minorar con- Amigo sideravel nente os males, que p^zava sobre no Brazil (e onde os nao ha ?) utopistas denio-
toda a Naca. O principe (inmortal, que n1 cratas, que mnito a seu mo grado conviera .
auzencia de seu Real Pai rieera com a Re- na formaca do Imperio, unindo se a maio-*
gencia do Brazil, foi o Primeiro Campea ria; mas como o seu numero era, e incoru-
dk reforma, e o seu Enthusiasmo pela Cons- paraveimeute menor, fora arrastados pela
tituicaO excede a todo o encarecimiento, o torrente da voutade ge ral, contcntando-.se
que excitou 'em alguns Jorines Ministeriaes de fazer algutnas sedices, que Ibes tem si-
da Europa algunas lorquezadas, e quasi a do sempre funestas ; porque nos verdadeiros
excomunlia da ?ancta Alianen, Constitucioiiaes, e ultra-Realistas encontrad
As manhosas pertenges das Cortes urna barreira invencvol.
Portuguezas'coniecara a por em desconi- <> Principe no meto destes partidos, li
an9a os Povos sobre-sinceros do Brazil, e gado cordenlmcnte aos Constitucionaes pu-
o rompimento foi logo previsto pelos mellio ros, era o Chefe dos Brazileiros s direitas,
res pensadores. Brazileiros honrados, e e do Alto do Glorioso Throno Constitucional,
yerdadeiramente amadores da felicidade do em que O colloeara o amor, a gratida, e
aeu Paiz sraaraO pelo frosso a enchente interesse de seus fiis subditos, bi un Mestre
de males, que se despenharia sobre o Bra* de toda as doutriunn liberaes. Rriderico
. t a o Prnicipe,' obede^eudo ao ^Decreto de Prusia exarava em livros, que comooz,
r
>
i



.
t (1371)

J
e eiu correspondencias com Filsofos 01
{>rincipios livres, de que estava possudo :
Jedro 1. do Brazil Proclamaba, eiogiava,
e at Decretaba estes meemos principios.
So!tarase todas as prizes ao Prelo, e este
vazou larga maO nos peitos Brazeiros to*
das as mximas do Liberalismo. Os antigos
ulicos e Mandes, os absolutistas mais eu
coracfedos fora talvez os mais sfregos, e
perdularios em derramar essas ideas com o
filo de aproveitar o beneficio, quedellas9e
devia ?sperar pira afelevaca do Throno jta-
inda que depois as houvessem de destruir
com dinculdade em lanco mais favoravel.
Era preciso cohonestar a rebeliaO con-
tra o legitimo Soberano, que era sera duvida
o Sr. D: Joa 6. ; era mister coroar o Prin-
cipe Imperador do Brazil sem ter fallecido
nquelie Si.; exgotara-se lodos os thezouros
das ideas do Seeulo ; a Cmara da Corte,
manejada pelo Sr. J. C., Ledo, &e., &c.
seccou as fon tes dos Contractos Sociaes, dos
Direitos do Homem, das Ruinas de Palmira,
&c., &c. ; e aquelles, que hoje pregan a
doutrina, de que os Reis dimanaO immedia
taraente da Diviudade, e que a Soberana
dos Povos principio [anrquico ; nenhum
escrpulo tivera de arrancar o Sceptro do
Lugar-Tenente de Dos, o Sr, D. Joao 6. ,
e legitimarem esta usuipaca (segundo os
principios, que elles apregoaO) com os mea-
mos direitos, e Soberana dos Povos !
Descancemos, Sr. Edictor ; ficara para ou-
tra vezo resto da resposta do
Trarnhclhista.
K^Nk. Edictor Todos sabem, quanfa
satisfaca deve cauzar a hum cidada patri-
la qualquer proposta scientifica, e provei-
toza ao Estado feita por qualquer individuo
couciderado como hum ponto do circulo so-
cial, e tabem nao he menos notorio, qual o
disprazer, que deve ter hum cidada, ob-
servando, q ese toma5 medidas jnteiramen
te opostas, o nocivas ao bem social, para que
todos os membros da sociedade devm con-
correr com forcas unidas.
Eu como sou curiozo, tenho sabido por
boca pequea, que ha fortes intences de se
propOr a Augusta Assemblea Geral Legisla-
tiva huma duplicada exorbitancia as propi-
as exigidas, para ser qualquer Matriculado
nos Cursos Jurdicos da Pernambuco, e S.
Paulo, allegando se como utilidades de hura
tnIProjecto: l. a dttnitiflicad do numero
los Legistas, pois sendo com grande copia
icao paralizadas as artes mechanicas, de
que tanto te carece : 2. para que nao se
matriculem os pobres, pois de tal sorte se
podcru empeuhar com dividas, que sendo
emprcgados, tirria do Povo o seo ventre de
mizerias : e 3. finalmente para que naO ha-
ja grande cooia d Magistrados, pois quaze
i* \
sempre sao Ministeriaes, e oppostos ao sis*
tema actual de Governo.
Sao estas, Sr. Edictor, as razues, em
que se funda a dita proposta, eainda qu* eu
nao creio, que naja, quera seja capaz de
. propor hum tal absurdo, todava para ver se
me fazem conscio da verdade, pasbo a refu-<
tallo, qOanto me couber.
Em quanto ao primeiro argumento, eu
respondo, que feliz ser o Brazil, quando
contar hum grande uumero de horaens ins-
truidos, pois em todos os tero pos a sabedo'
ria foi 'conciderada como hum dos sustenta*
culos da Monarchia, e mais ka ver a qm m
se eseolha, para promover a execu9a das
Leis, e para substituir o lugar daquellvs,
que forem depostos pelo inexacto curaprU
ment de seos deveres.
Em quanto a cauzal do argumento, essa
nem huma forca tem, pois est claco, que os
inhabeis para a sciencia da LegistacaO, sao
impedidos de seguirem essa carreira poi cau-
za do Direitode reprovar, que tem os seos
Lentes, e assim necesariamente bao de se.
guir outro qualquer genero de vida, que
lhes fr.r mais conveniente.
Em quanto ao 2. argumento, este t?m
o seo fundamento em huma prevenca mali-
gna contra aquelles, que sao combatido* p*
la adversidade; antes pr lo contrario a rxperi-
enciS raostra, que a ambica frequentei: ente
s^acna nos ricos, eopulentos; e argumen-
tando segundo as Leis da natureza, todos os m
homens sao iguaes, e tem a mesmas rfspoari"-
cues para se inclinaren! ao bem, ou mal: e
quando me foseem pedidos exemplos para
comprovar o meo argumento, estes seriad
de sobjo ; pois ainda concedida a pothese
daquella objecca, os meios lcitos seriad
bastantes, para que qualquer deseuipeniia*se
o seo crdito :|em fim, Sr Edictor. te hum a*
xioma filosfico Da potencia para o acto
nao vale a consequencia .
Em quanto ao 3 argumento, esse he
de ta5 pouca entidade, que eu recomend a
sua resposta aos Magistrados Columnas des
se Recife.
A vista pojs do exposto, Fr Edictor,
he mmediata consequencia, ,qu nem huma
daquelles ipotheses he admisiv'l, *> coi!*e-
guintemente intil, e perseguidora a dita
proposta Eu naO concidero que i-*to seja,
sena dispozica do charlatanismo, e aristo-
cracia malintendida, querendo por esse mo-
do rivalisar, e absolutamente separar aquel-*
las duas classes : em huma a iiistt-n^a', nou-
tra o triste caaos da ignorancia, sem se con*
siderar, que a prespicacia dos enge*hhos se
acha dividida por too o genero humano, e
que licenciando-se a huma classe e diffi 'li-
tando se a outra, vem isso a cauzar hu trimento consideravel a mesma Assocaca
Poltica, fieando por vezes privada de eida-
daos probos, e instruidos, capazes de con-
y


0379) \
correr mais forternewte para que se executem
as Leis, e se sirva bem a Patria.
Rogo-lhe, Sr. Edictor, o obzequio de
inserir no seo Diario, se.lhe parecer, estas
regrinlias, e de recommendar ao Respeitavei
Publico o disprezo de huma tal intencad.



Sou de Vm. frequente Leitor
O Philo*Jurdico.
.

Avizos Particulares, *
QUew preeizar dehum cuzinheiro'o qual
sabe trabalhar em todas asquilidad-s
le massas, procure na ra do Burgos caza
N. 50.
Compra-se.

HUiMA*preta, que seja parida d^ pouco,
etenhabom leite : na ra di q izalta
nova sobrado D. 19 como quem vai para o
Porto dos Canoas, ou anuncie pelo Diario.
Huma duxia de cadeiras de r; II if/ha, l
par de mangas de vidro. Sbanccs, alguma|
mezas que tenbaO gaveta, e huta gam;. rom
todos os seos pertences : anuncie por este
Diario;
Vende-se, .
AEscbiptura Sagrada Ilustrada de^ffc
faenes, notas, e l9es variantes pelo
; Padre Antonio Pereira de Fijueredo em 23
volunta, e por preco cmodo: no Convento
e S. Francisco desta Cidade a fallar com
Mnrcellino da Costa.
Huin moleque de bonita figura, nacao
cacante, deidade de 18 annos, com prlnoi*
po de alfaiate, c sem vicio algum : na ra
Capim de planta a 100 rs. a arroba no
aterro los Atfbgados : no mesmo aterro a
fallar com Joaquini Gregorio Correia Ga-
Ihardo era humadas cazas do Muniz. Ta-
bem se vende diariamente, ou mensalmente
onforme se ajustar, no sitio do mesmo Ga*
Ihardo, no lugar do Remedio a 80 rs. a ar-
roba.
Humaescrava do gento d' Angolla, com
liuraa cria de anno e meio, cozinha, ansa
boa, e engoma lizo. Hura par de brincos
de diamantes, brilhantes sentados em prata.
E hum'Qratoriocora 4 linageus, e todos os
jnais pertences: na ra de Agoas verdes ca-
za D. 28.
Hum cavallocastanho bom carregador
e esquipador bonia figura, e por preco co
modo : na ra da Gloria D. 11.
Humaescrava do gentio de Angola, i*
ilude de 22 para 23 annos, boa paraoarran-
jode urna caza : na ra doOueimado D, %
onde igualmente se far ver o motivo por que
se vende.
Hum crioulo Sapateiro, moyo, sem vi-
cio algum, e taObem cozinha o diario de hu
.ma caza : na Tipografa se dir quem o ven-
de.
Hum escrgvo ladino, para fora da
Provincia de idade de 30 a 24 annos abil
para qualquer servicio, e muito principal-
mente para cozinha : na ra da Cruz
55.
Hum escravo do gentio de Angolla,
muito sadio, sem vicios, e proprio para o
servico de Campo, e Engenho : na Praci*
nha do Livramento da parte que principia a
ra do Rangel, no sobrado de dous andares
D. 37.
Trez negros crioulos, hum official de
Sapateiro de idade de 16 annos, outro de 19
anuos bonita figura, e outro ja velho, : na
Praga da Boa vista Botica de Joze Vieira.
Rap ltimamente chegado de Lisboa
a 1,410; e dito mais antigo a 960 rs. : na
Loja dasfazendas baratas de Joao Carlos Pe-
reira de Burgos> na esquinada Pracinha do
Livramento.
Huma parte da caza de 2 andares N.
61 cita na ruada Cadeia do Recite : na Boa
vista ra de S. Gengalo, D. 17 ; na certeza
de que todo e qualquer negocio, que se of-
fereca, sendo cometido por pessoa de intei-
ra probidade ja mais deixar de ser aceito.
Escravos Fgidos.
tT7~IcENTE, naea Angola, com oficio de
V sapateiro. de idade de 16 a 20 annos,
iem signal de barba, hum tanto fullo, esta-
tura mediana, os pes grocos e chatos, cara
redonda, o dedo do p imeqato ?.o grande
mais coroprido, tem huma ferida na canella
de huma perna, tem marca no peito slgnal
de ser de Angolla com tudo entima de criou*
lo, anda com passa porte do Juiz de Paz da
Villa de Serinhaem por forro por o tirar em
nome de outro preto forro do misino nome,
fgido da resma Vdla : os aprchendedores
levemo nesta Cidade a Lourenc,o Joze da
Neves, e em Serinhaom a Manuel Joze de
Oliveira.
Catharina, com hum molatinho de 3 pa-
ra 4 annos, que he seu filho, e chama-se Ma-
noel, ella he baila, cheia do cor|>o, e de na-*
cao AngolIa,fugida no dia 8 do corente : os
apreheudedores levem-a a Magdalena no
citio de Manoel Jernimo da Costa Uchou, '
que he seu Sr. e promete ser greto ; e tao
bem fas sciente que protesta com o rigor da ,
Lei contra quera a tiver acoitada em sna ca-
za.

Pernainbuco na Tipografa d* Dhtrh.
V
;
-^r


Full Text
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