Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00676


This item is only available as the following downloads:


Full Text

ANNO
XXXI.
N. 225.
*l

1*


/

Por 3 mexes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
SABBAOO 29 DE SETEMBRO DE I855
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
DIARIO DE PERNAMBUGO
KNCAIIKEADOS DA SIJBSCRIPCAO'. CAMBIOS.
Recite, o propriterio M. F. de Feria ; Rio de Ja- Sobre Londres a 27 3/4.
ueiro, o Sr. Joo Pereira Martin; Baha, o Sr. D- n..:. o'r 't
Duprad;Mai.-ei, oSenbor CluutUno Falcan Dia; Mns, SjO ra. por 1.
> Viclor da Nativi- Lisboa, 98 a 100 por 100.
nido Pereira Jooior; Rio de Janeiro, 1 1/2 por 0/0 Je rebate,
lracaiy, oSr. Allomo eLemosBrega;Ce.ro, 0 Sr. Aecoes do banco 30 0/0 de premio.
Joaqun) Jos de Oliveira; Maranliiio o Sr. Jo. JTj u- j. d i..-l .
; Ptauhy, c Sr. Domingo da c0,nPan,lia de."be ao par.
sarence ; Para, oSr. Ju- da companhia de seguros ao par.
lona, o Sr. Jeronymo da Corta. I Discomo de le liras de i a 9 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas* .
Modas de 69400 vellias.
de 69400 novas.
de 4000. .
Prttt.Patacoes brasileiros. ,
Potos eolumnarios, .
t mexicanos. .
PARTIDA DOS CORREIOS.
2900|Olinda, lodos os diaa
169000 Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15 iRelaco, tercas-feiras e sabbados
Villa-Bella, Boa-Vista,Ex eOuricury, a 13 e 28 Fazenda, quartas e sabbados s 10 horas
16*000
99000
1*940
1*940
AUDIENCIAS. EPIIEMERIDES.
Tribunal do Commercio, segundase quintas-feira]Setembro 3 Quartominguanteas ( boras 3 mi-
nutos e 49 segundos la manhaa.
Para talisfcxer os desejos de varias petsoas reai-
deolw na Patsagem da Magdalena e Entrada Nova,
qaa querem t uhscrever para esta Diario, uos rete-
riito tugares, e mas immediarlies, vi-se crear urna
NVi linhadu distribuicAo para os referidos lugares;
perianto osscuhwres qee quizernm subscrever quei-
ram mandar sao omnea i livraria da Prara da In-
" endcncia 1.6*8,
Goianna e Parahiba, segundas e sexias-feiras
Victoria e Natal, as quintas-feiras
. PREAMAR DE HOJE.
860 Pnmeira as 6 horas 34 minutos da manhaa
Segunda as 7 horas ig minutos da larde
i_____________________________
IJuiz do commercio, segundas as 10 horas e nas|
quintas ao meio-dia,
iJuizo de orphos, segundas e quintas s 10 horasl
1 vara do civel, segundas e sextas ao meio dial
12* vara do civel, quartas e sabbados ao meio da'
11 I.na nova as 8 horas, 31 minutos e
49 segundos da mauraa.
19 Quartocrescenteas5 horas,20mi-
nutos e 14 segundos da manhaa.
25 La cheia a 7 horas, 5 minutos
'io segundos da tarde.
DIAS DA SEMANA.
24 Segunda. Nossa Senhora das Mercez.
35 Terf.S. Justina v. ni. ; S, Virgilio.
26 Quarta. S. Cleofas ; S. Firmino b.v
27 Quinta.Sa. Cosme e Damiao ir. mm.
28 Sexta. S. Wenceslao duque m.; S. Sal,
29 Sabbado. Si Miguel Arehanjo ; S. Frate
30 Domingo. 18. S. Jeronymo preab. card. a
doutor mximo da igreja ; S. Leopoldo ni.
Termina cea este numero o terceiro quartel do
correte anuo ; porlaulo os Sr. liantes que se
acliam por pagar a otcrpe>>, queiram manda-la
satisfazer na rasAo de i500 ra., como rstao obri-
fWWs.
>rs. que nii continuareni rom a subscrpcAo
dota Diario devem mandar boje sua dedaracoes,
alus repula-se que Qcam rcconduiidos
MoaTOiL
QOVEXHO DA PROVINCIA
Esqaedleote o da 38 de eterna.
OnicjoAo Exra. director da Facoldade deDirci-
to da cidade do Recite, coramunlestido que, >p:hii-
do foi dudando en* avisa do ministerio do in>|ierio.
de 13 rto curenle, se concedeu ao doutor Jomo Ca-
pislrano Bamieira de Mello, lente catlieriratico da-
quella Facoldade, 6 metes do licenr com o respec-
tivo ordioadu, paro tratar de >ua raode dcnlro ua
tora do imperio.Igual eemmuiiicacAn se fe/ a tlie-
aouraria de fazenda.
narechal coniniandaulo das armas,
iuleiraiido-o ile haver ein vista de suas nTurmaroes,
tor dalliesooraria de fazenda,
: ajada de cuito, forragena e besta
inoee compelirem ao capitao Francisco
vallio. Momeado para rommandar o
Re volante da comarca de Uaranhuns.
iclbr da thesouraria de Calenda de-
i equerimenlo em que Maria Robera da
pede se Ihe passe titulo de Xi palmos de
mirinlias oa roa Imperial, a tim Je qoe
re]ieilo de cotuormid ;tdc cun a sua infor-
rehle. sob n. VJ.'.dada com re-
ferencia a do 2. lomle Antonio Egidio da Silva.
o ao parecer do procurador fiscal daquella Ihesoura-
na cumiante da copia que remelle.
Oito Ao mseos, Iransinitliiido para o fim couve-
iiir.ule.o aviso de letra na importancia de oin cont
de res sacada pela thesouraria de rendas provinctaes.
do Rio Granee do Nurle sobre ensa e a favor de 'Pio-
rnal (.ornes da Silva.Parlicipuuse au Eim. pre-
siilenle daquella proviocia.
Lo laesrao, remellando para os convenien-
i.copias das acias do consellra administra-
livi), para fociiecimento do arsenal de guerra.
lo prrsidenle da eorapaohia de Beberibe.
Una da medidas indicadas pela cummissSo do li\ -
i.intuito do melhorara alubridade publi-
ca, na quadn ictaal, he irrigjcao das roas ua es-
lacJo ealmosii. A cantara municipal, trata de pre-
parar os uteiics para nao necestario : mas reta que
de Keberibe fraaqueie graloilamente
lafaraes para nelles se endiento os tunis,
de ser empregados na irrigacao. He
voq solicitar i patriotismo da compif-
iotirmediu dV. S., peraudo que ella
ru a orna oxigencia de otilidade geral, e
Sminui?ao deve traitr as suas ren-
ii.
ctor do arsenal d marha. recom-
nitndandu a ejpedirJo Je suas ordens para que o
enearregado do Uzareto do Pina continu a abonar
coinedorias at, pracas do eorpo de polica, qoe all
se acharein > isto coostar do otnVio, do commaudan-
te iaquelle corpeqse o reterido ncarregado sospen -
dota o fiiroei:iinenlo de lies coiaedorias menciona-
da as praca qttaodo someute devrria, isio praticar
covn a q ra em dlanle destacarem para u me-
l confurme se delerminoa em of-
:orrcnta.Commnnicoa-se ao sopra-
dilo commandanlc
aaobra publicas, antorisan-
terocebimenlo delinitivo da
airada da Victoria, e bom as-
tenle eerlilicado^arim de que
lante poasa haver na thesouraria
cam eipedidas as conveoi-
liada ultima prestacSo do
seu coflo^HI _---------
leclaraudo jue, lendo em vi-la
uiformacjlo do-i ipeclor da thesoerara provincial,
dada acerc nierimento de Francisco Botelho
matante da conservaran perma-
sul, raraincacJo I pevoaco dos Afogado, lan-
imenlu o despacho segointe ;A'
inspector Ja thesouraria pro-
ejar a resclsao qoe peda do roo-
. Jral ra somante srr alterado quanto a
i admiisilo de tribal dadores tivres.
nmnicacao se fez a iliesourari pruvn
DitoAo mesmo, dizendo que pode lavrar o ter-
mo de recebimenlo provisorio da obra do 17<> lanco
da estrada de l'au d'Alho.e bein assjm passar o com-
petente cerlifleado a tim de que o respectivo arre-
matau'e possa receber na thesouraria provincial,pa-
ra o que ficam eipedidasas convenientes ordeus a
importancia da terceira presta^au de seu contrato, o
qual licara obrigado a fazer opportunamenle os pe-
queiios-aperrcicoaineulosdeque Smc. trata.
DitoAo inspector do arsenal de marinlia, dizen-
do licar rnleirado do haver Sane, contratado com o
mclre do Mate /;'xAalaf de fardamenlo desliuados a provincia do Ceari___
Olliciou-se nesle sentido-ao Em. presidenta d"a-
quella provincia.
jnicipal deUoianna, declaran-
do, que nao
arrematadles de varios
a cmara, e beni aasim
jx>r iiovamente em pra.
^^Banles, ns uulros
rtl
aoanegnciantes No-
taandaieiii comlu/ir da vil-
capital, nii p.os de sicu-
a naciuiiil Tamega.
apector i|o arsenal de ina-
iresidente da reid-
or copia o a-viso circular da re-
BVM Ultima, do qual
ada sobre o noto de proceder-se
litulo | da 3* parte da
cdigos aando lito conimellidos por lunc-
ciunarios pul/
* obras publicas, aatorisan-
ile recebiineatii provisorio da
iDiro lauco da estraja do Apipucus e
l que espedir ordem a theiouraria pro-
a' vista do competente certificado,
divo arrematante a Importancia da
Hilo do seu contrato.
OLIVROPOSTHIJMO*
Por Mximo 9a Cano.
I
t **i *
rain i Ifinbr.mcas que eu linha de minha
ra i ; porcm meu espirito nao parou ahi ; tendo-se
hincado no declivio da* reminisrencias pc geule vai al ao tim, conla a si mesmo a propria his-
toria, e foi o que lis continuando a pastear no meo
gabinete. Represente) ao meu ollios o panorama
de minha exigencia ioleira, avoquei os pliantasmai
de miaba vida.
Torne! a ver o collegio, mi outro. Eu liuha dex-
esnte anno, sonhava toda as glorio, spiravn a lo-
drs os prazerus, experimenlava uina necessidade de
amar, fazia versos, medilava dramas, lia incean-
, lemenle AnUmy Rene, arda em desejos- immole-
rido de liberdade, invejava a si.rle de Bt/, de Cuir
mi fundo dos bosques, pensava em viagem sera tim
por pi/.es desconhecidos, leulia-me om tarcas para
devorar o futuro, e loilivia eiperava inorrer provi-
mamciite, pirque militas veses levando o lenca a
bocea, reliravi-o manchado de sangqs.
Ilpoi vifiam meu primeiro. auno de liberda-
de e tornei a atiiar-me arrebatado para ludo por
una curiosidade immoderada : quera saber e a-
prendia a mi ola cusa.. Viva siiii regra como pro-
di iu disperdicamlo meu dias ao acaso. 1 inli.i emliui
ai'qairido a liberdade, essa realidade do sonbo de
minha vida, e smelliaiite quelles que depois de
longo ejum entregam-e vida e imprudentemente
(i gola, de>orava-a a ponto de morrer. Eram cval-
os armas, curadas, mullicre* perdidas, orgias noc-
tornas, jogo, vigilias, theatros, aposta insensatas,
loiiearas de lodo o genero, extravagancias de loda a
soi te, absurdos de toda a especie, c a sntistacao ira-
heoit de ura amor proprio estpido. Urna manhaa
achei-me Com a espada na mo diaule de om ho-
inem ; senli o fri do ferro penetrar-me o hrago e
raigar-me o peito, emqnauto meu adversario calda
da costa dando om grito.
Doos homen do brio quasi mortoi por amor
de urna rapariga 1_ diese urna din leiiemiuihas.
Apenas lovantei-me do leito, e mui ufano com o
braco atada, recomecei a vida dusolata. O bosque de
Btluiilia via-ne todos os das, o batedores lodosos
serOe, nsCydalise todas as noile. En caminhava
* Vida Otario n. 224.
comniendaudo qqc nos termos -de sua informarAo
mande entregar ao yigario da freguezu de lioiaiiiia,
Domingo Alve Vieira, o 2:4009 rs., que se acham
recolhidiw a cofre d'aqueila thesouraria provincial,
do benejicio da I' parte da la lotera concedida a
favor das obras da matriz d'aqueila fregoexia.Com-
municou-se ao supradito vigario.
DiloAo juix de paz do primeiro dislricto da fre-
guezia do Brejo, aecusandu receida a acta que Smc.
remelleu da qualilicacao dos cidadAos votantes d'a-
queila freguezia.
DitoA coianissao porlugueza de beneficencia,
dizendo, que pode n,linear o hospital pnrluguez pro-
visOrin em qualquri das localidades indicadas em
seu ollicio.
PortaraDescuerando de conformidade com a
prnposla dn chefe de polica a Domingos Martin,
I'ereira, do lugar de priuieiro supplcnte do delega-
do do tormo de Santo ai'iUo n Humeando para o
referido lugar ao cldadio l.uiz Cezar Pinto de Faria.
Communicn:i-se ao mencionado chefe.
Son a fazer redemoinhos perlo de trra ; alUtou-se
depois com grande rapidez, e cresceti novamente de
tal modo qoe inunduu loda a cidade at a llura de
6 on 7 ps, arrasando casis, puntes e templos, e fa-
zendo delles um monUo de ruinas. Por cinco ou
seis vezes durante o da,, o mar se retirou c cresceu.
levando a drsolacao por (oda a parte. O matares
juucot, que eatavam uo porto, foram arrastadus urna
ou dnas millias para tange dos limites da preamar,
onde as ot viraos em secco. Quasi duzeulos dos po-
bres habitantes perdern) a vida por causa da inun-
darao, e o resto salvou-se fugindo para as monla-
nhns, que cercam a rulada.
A fragata rossaDiana,que linha a seu bordo
o vice-almiranle Ponlialinc, eslava Tundeada no por-
Ao inspector da lheoiiraria provincial, re- lo, atlm de roneluir o tratado, que liiiham foilo rom
KcI.ichu ilus criiniuosus qoe leem sido presos na co-
marca do l.iiiiueiru, por ordem do delegado e com-
mand.inle da torca volante, desde o 1." ale l de
setembro de 8.V5.
Manuel Lupes Quirino, desertor.
Seralim de-Souia Fcrreira, idero.
Francisco I'essoa', dem.
Anua Francisca da Cuncoirau, crime de mnrle.
rrancisco Rnmao de Lucena. dem.
Qointiliano Jos I'ereira, ferimento ara.c.
Delegacia da comarca do l.imoeiro, 27 de setem-
bro de 18.V>. O delegado, Francisco .UUonio de
Souza Camitao.
Relarao do criminosos capturados e rerolhidos
cadeia desta villa, em o mez de agosto pausado.
Raymundu Moreno, criminoso de morir.
Jnttiomes dos Santos, dem.
Manoel Alves do Araujo, iclcm.
Leonardo Jos, dem.
Zacaras Nunes da Silva, den.
Antonia Pereira, ladree de cavallos.
Manoel d'Oliveira, processado.
Jos Maria da Conceiro, dem.
Uabrirl Arehanjo, para averiguares.
EslevAo (iomesda Silva. dem. '
Delegacia do termo de Villa Bella, I. ,|c setem-
bro de Ifj. Manoel aa Canhe r, anda leu Uns,
capitao e delegado.
os Japonezes. I.ogo que passou n primeiro choque,
a agua comecnu a agitarse, e fonnaram-se rede-
moinhos lo violentos, que no esparo de trinla mi-
nutos a fragata deoquarenla e setavoltas com-
pletas sobre as amarras, que licarm loda torcidas e
cheia de nos. Era lio rpido o movimenlo, que a
guarnirlo nao podia ler-se em p a bordo, e lodo
ealavam rom a calieca tonta, ijuainlo a agua se re-
tiroa, a fragata, qoe demaodava cima de vinte e
um ps, licou sem oito p de agoa, A mar tor-
noo a encher, e cresceu cinco ps cima do nivel or-
dinario :a fragata nadou. A agua vaou nova-
mente licuando a frigala em qualro pes de agua, de
mudo que podiam ver -se ot cepos das ancoras, que
eslavam no fundo. A agiacao do Tundo da baha
era IAo violenta, que apesar de estar so em qualro
ps de agua, a fragata puiava pela amarras. Os
nITiciaes esperavama lodo o instante, que a baha se
lornasse o respiradouro de fugo. subterrneos, e qoe
fos.ein all lodo submergidos. Quandoa fragata
fliiclunu de novo viram a quilha e o Jeme, qoe II-
iiliam sido arrancado, apparecerem nadando junio
no costado, e o navio coroeron a encher-se de agua.
I'assaram-llie vetas por haixo do fundo etforcando-
se por conserva-lo a nado, e no dia segointe estando
as cousas em indhor estado espiarain- no para matar
rundo. Tremores de quado em quando coulinua-
varo anda, porem neahum era acnrnpanliado de
cireumslanciai graves. Depois de lerem reparado
cumo puileram as averias, e lerem calado ura lema
provisorio como o lempo se ia pondo bom, lentaram
levar o navio paia uutra baha mais abrigada, onde
pudessem mai a vonlade fazer-llic o necessario
concert a baha de Simla nA<> he milito appro-
priada para este fim). porm quando eslavam cousa
de sete militas tora do porto, cotnerou o vento a so-
prar fresco ; as cein embarraees jajionezas, qoe a
rebocavain. largaram o reboque, depois de recebe,
"rern oa ofliciaes e a Iripulacau, e osle bello navio
foi para o fundo. Us ofliciaes e tripulando salvaram-
se so cora a roopa que linham vestida. Apezar de
odas estas infelicidades, e perigos porque passaram,
perderam so nm homem, que fui amagado por urna
peja, qoe se desairaron da batera.
/'riodico dos Pobre* do torio.)
panhia ? NSo, nao bastam... he de mistar anda dar
mai :IIK:UU09 annuaes, porque ella preciso de ani-
madlo, esta decadente, em na circumslancias, nao
ni.lo -uli.i-ti sem um novo auxilio do thenuro !.,.
sAo esle os ministros que alardeam de economi-
Ltsta do criminoso capturado durante o me: de
agosto de 185.").
JoA Pereira de Souza. rrimino'n de morte.
Delegacia do lcrmo.de Tacaral i de setembro de
18.'
Marros Crrela da Cmara Tamarindo.
Kclarao do criminosos capturado e rcolhido a
cadeia desta villa em o mez de agosto prximo pas-
sado. .
1. Rav inundii Moreno, criminoso de mor te no lu-
gar Salgueiro da comarca da Boa-Viet.
2. Jo.e.tinmes dos Sanios, criminoso de morle no
lugar Pao _llrai.ru, de Baila Verrfe, perlenceiita ao
termo de Garanhuns.
3. Manoel Alves de Araojo, rriniinusn de mnrle
uo termo de Pcsqueira.
i. Leandro Jos, criminoso de morle no luar
Mochlo.
'<. /.ataras Nev da Sily-f>or ter ajodadn a as-
sassinar seu pai no lugar Pa/ ina, ou Aguas-Bellas.
6. Antonio I'ereira, crin/ .oso de morte, as pes-
soas de Frlisbino Jos //une, Jos Capella e
oulros. {I
7. Miimfet-MVmiveir/jprocessado por crime de
ferimento. ,"^_s^
8. Jos Maria da Conceic?o>Broiiiiiiri.ido no arl.
192 du cod. criminal. ^*~~*-__________
9. Gabriel Arehanjo, para averiguares.
f 0. Estevao Gomes da Silva, dem.
Delegacia do termo de Villa Bella I" da setembro
de I8.M.Manoel da Cttnha ICanderle/ Uns, ca-
pilAo delegado.
EXTERIOR.
TERREMOTO NO JAPAO.
Ii'm le remoto violento leve logar no Ja pan no dia
23 de dezembro pasdo, por elleilo do qual a cida-
de de Sinioda, porta recenlemeiite aberlo aos eslran-
geiros, e a cidade de Ohosaca, firaram completa-
mente destru las. Jeddo lambcm soll'reu algum
daino rom o terremoto, e em seguida um grande
incendio Ihe fez mudo- estragos. .
A fragata russiDianna,que eslava Tundeada
no (orlo sotli eu coiisideraveis avaria, e infelizmen-
te indo a camiulio de outra baha mais apropriada
pura o coucerlo de qne precisiva. o vento comecoo
a refrescar, e a fragata foi ao fundo, a seta milha
do porto.
O seguiita he o extracto de urna carta d'um ofli-
cial do vapor Ponhalan,que appareceu publica-
da no .Noctli China Herald.
A tilia de Niphon, onde esta situada a cidade de
Simoda, foi abalada por om violento terremoto, cu-
jo resultados foram mui desastroso. A cidade de
Ohosara, urna das Uiaiore do imperio, foi comple-
tamente destruida. Jeddo tambera snffreu bstan-
le estrago em consequancia do terremoto, mas mui-
lo mais por causa do grande incendio, que leve lu-
gar depois. A cidade de Simoda apresenlavn noisa
chegaita a acea mais completa de dcvaslacAo e de
ruina. Depois do choque do terremoto o mar corae-
rapidamenle para o abysmo, uiln da ruina que poo-
co vale, mas do emhrcitecimeiito que hemoito peor.
Emlim veio o ctalo profundo, iinplacavel, iiuinru-
so. Ento cahi em mira, comprehendi a lolice que
commettera, c retirei-rae logo da vida absurda, ta-
ca e m, em que estivera engolphado quasi um an-
no, existencia impa que apodera-sede um homem
para Taz-lo estpido, assimeomo o mir quo recebe
um vvente e tanca a praia um cadver.
Tornei a ver depois urna triste aldeia dos Vosgos,
situada junto de ura vale, apoiada em altas montes e
poyoada de gente rnde o ignorante. Ahi fiquei lon-
gos mezes applieado ao esludo, i contemplaran da
natureza, e reparando pela rellevo e pela aasteri-
dade o damno qne minha loucuras havlam-me Teilo
intelligencia. Minha maioridade reronduzio-me a
Paris. onde acliei tormentos sem numero : inqnta-
la;cs de dinbeiro, lulas com u retto de minha fami-
lia, tristezas da adolescencia, saudade do passado,
cuidados do futuro, soflrimentos physicos, indrcisAo
sobre a esculla de urna carreira, ilsgostos do isula-
menlo, iso tudo aguardava-me no lumiar da casa."
0 indo do direito, para o qual meu prente
lentavam-condiizir-me, asuslava pela sua eccura
pelo seu prosaiimo e pela sua frieza o meu espirito
naturalmente contemplativo, e inclinado as brlle/a
das arles ; qoizeram impor-me a condirao de fre-
quenlar assiduamente os curso, recusei por um sen-
timenta de falsa dignidide, obslinci-mc ua desocu-
paeo por cutara, a viv em ama ocioiidade cem ve-
zes mais perigosa que os mais perigoso trabalhos.
Eu senta anda muitu a amargura de minha pr-
nieira vida, u que uilu me permittia recahir jamis
no abysmo da ilevaasidAo o da lolice ; todava neees-
silavada urna occuparAu, intalizmenie ella veio de
mim mesmo, rcsnllou de minha uiganisacAo acanita-
da, foi a consequenria lalv'ez inevitavel das longas
doen^asque aiailaram-me na infancia, e dos soTfri-
raentos que me deixarara : lornei-mescismatico. To-
do odia asenlado Ou deitado, immovel, lendo as
inAo rbidas, e a villa perdida em contemplaron
eslranha, eu licava absorto om meditarles sem im,
que deixavam-me recahir magoado na realidade.
Meu pensamcnlo voava a urna vida melhor, enlre-
tendo-seein ludo o que passava, a servindo-se de
ludo para nutrir o iitsaciavel demonio qoe domina-
va-me. Auim decorreram mullos dias.
A's vezes eu cliegava ao extaii ; mas outras veza
tambera padeca consideravelmenlc. Quando meu
epinto que, como diz a boa ge'nte, nito era inclina-
do a ver o lado bello das cousa, seguia a vas da
tristeza que abna-llie sua perigosa ntania, eu oTTra
dores intoieraveis. Incesianlemenla sollicitado pela
singulares atlrarcoes para a ddr, que mover as n-
lurezas Traca e nervoias, eu amava o mal que me
devorava, procurava-o, provocava-o e abauduuava-
me a elle experimenlava o invencivelaltraclivo do
ilTERIOR.
RIO DE JANEIRO
SENADO.
BU ;ll do tost de 1855.
I.ida a acta da anterior foi approvfadn e passa-
e ao seguinli- expedisjute :
Ficaram sobre a mesa as follia do subsidio dos
Srs. senadores, e dos veuciraenlos dos empregados
da secretaria e paco do senado.
l>-se a redactan do decreto da assembla geral,
lixando a despeza c oreando a recuita geral do im
psjio para o exerdeio de I8j< a 1857 ; e entrando
em discusao, foi, sem debate, approvada, a
de ser enviado o dito decreta anecio impe-
ORDEM DO DIA.
ntrato com a companhia de pageles a capor.
Approvada a proposicAo em primeira discussAo
nlra iminediatamenle em segunda.
O Sr. D. Manoel: Aonde vamos parar, Sr.
presidente, com lautas despezas f Quaes os meios de
fazer Tace a ellas 1 NAo basta decretar despezas, nAo
hasta dizer em urna lei: a Pague-se i companhia de
vapores mais tanto a ; he preciso tambera que aquel-
es que decretara esas despezas, investiguen! o es-
lado do paiz, e pmvem que elle se ach em cir-
cunstancias de as satisfdzer.
Sabe V. Exc. a quanto monlam as despezas com
o nov contrata ? Em 31efc(J008000. So nesle ra-
modo lervijo, s na navegacAq, a vapor do oorlc e
"o'suT; o paiz vai ser obrigado a saa enorme des-
leza. Garanta de juro para S. Paulo garanta
de juro para Minas, e mais :M8:OOIty)00 pala a
navegado a vapor ; de raaneira que < este ramo
de serviro publico vai cuitar animalmente ao the-
souro 8i.-000a
Greio que o Sr. ministro do imperio eslava dor-
mndo, ou sonhando, quando taz este contrato. Se
eu nAo eslvesse 18o certo, como estou. da bou T
que preside aos actos do ministerio do imperio, eu
dira que o Sr. ministro do imperio leve *r.i vista
nesse contrato. uAo o intereses do paiz, mas os in-
tereses da companhia; en diria que se quiz favore-
cer a roeia duzia de individuos em detrimento do
paiz inteiro; eu dira que se quer tancar sobre o
paiz um nuil de :ll8:(>00->, para que esses onus pro-
duza umrrenda a favor de meia duzia de prote-
gidos.
E afhrma-se que se leve em*considerarlo o bem
publico, qne se quiz tornar mais curia as viageus
ao norte, a ao mesmo lempo mais Treqoentes as do
ul ; que se atienden, nao aos interesses da compa-
nhia, mas ao bom andamento do'servicn publico !
Se o goveruo com esle e outras contratos desla or-
dem ten ero vista o bem publico, ah meus enho-
rca, mulo mal vai o paiz, e pessimamenle esta at-
tendido o bem publico.
NAo basta, Sr. presidente, os extraordinarios lu-
cros, como honlem se disse. que a companhia lem
ja colindo de seu contrato NAo bastara as despe-
zas eitraordinarias que 1'oinos obrigados a fazer pa-
ra sustentar a nrdem tanto no interior como no ex-
terior ? Nao basta que o Ihesouim livesse contribuido
com grandes sommas para pagamento das passagans
de tropas que Toi necessario mover do sul para o
norte e do norte para o sul ? NAo bsstam todos os
favores que o goveruo lem sempre concedido com-
soffrimento ; meu orgulho comprazia-se nisso, en
mergulbava minha a lina ns sombras profundeza
das pena imaginarias.
Meus desejos mesmo es mais legitimas cahiam nes-
se rio sempre agitado, o qual m'us reeoviava morios
ou moribundos sobre suas margena, saboreava eu es-
ses prazere perigoso sem desconfiar que entregara
meu er a um vampiro desapiedado, qne liavia de
rrsliluir-m'o paludo, sem Torca e desorientado para
sempre.
Reservando-me naturalmente o melhor papel en-
tre os personageus de que povoava essa vida ideal
que eu mesmo creara, nao tardei em tomar aversAo
a sociedade trivial que cantrariava meus inslindos
ou ao menos minha susceptibilidades. Retirei-me,
poi, das reuniOes, e viv qoasi sozinhu entre um pe-
queo numero de amigos, qoe tralavam-me com in-
dulgencia.
Pouco depois aeoli o pergo dessa paixAo de seis-
mar, cem vezes mais Turmidavel que afembriaguez,
porque he urna ebriedade permanente. Eu ti/iba des-
envolvido certas facilidades inleliectoaet, mas linha
falsificado outras, e havia cultivado a tal ponto rrfi-
nha sensibilidade, que ludo irrilava-me e allligia-
me. Quiz acabar de urna vez com essa doenca antes
que ella se lornasse mortal, e resolvi Tazar urna lon-
.g i viagem.
Part para o Oriente inducido pela minha aflini-
dadode rara, e lalvez tambem pelo instinclo da
coosarvatAo que obra secretamente em todos os ho-
mem, e que poderia ser pedantemente denominado :
a attraccAo irracional da hygiene idosyncrasica. A
delicadeza excessiva de meu peito devi dar-se bem
com a residencia nos pajees quelites, tai lalvez isso
que sem meu cnnhecimenlo impellio-me para o sol.
Viagei dezoilo mezes pelo Epyro, Turqua, Alia
Menor, Grecia e llalla. Tinha partido para corar-
me, e erando, como todos o doenles, na cfallibili-
dade dos meios que empregava, eu ia sem cuidar
em mim, confiando uo espectculo continuamente
renovado de cousas diversas para lanrar meu espi-
rito em melhnres camiohos ; mas tinha levado com-
migo o meu inimigo, o qual vendo que nAo o com-
bata mais, apoderou-se intciramenle da mira, lor-
nou-se necessario, indispeosavel, eaouba iliar-me
de tal surte, que veio a ser parle integrante de meu
ser, e de Tacoldade que erataelaiiiorplioseou-se em
paixAo lyraiuiica.S, a cavalioentre paizagen mag-
nificas, icguido por horneo que ntllam ama lingua-
gem desconheclda em communicaco directa e per-
manente coma nalurezn, o viajante Taz sobre si mes-
mo cvoluces continuas, toma-se para ponto de com-
paracAo com todas a cousai, vive corasigo, appro-
prnt a si o mando exterior sem dar-lhe nada, sen-
do as impresfue mltipla que o aguardara a cada
paiso um objecto de profunda meditarlo. Eu nAo-
linha forjas para resistir a laes tentasoos, tuecura-
eos no ilispeiulins dos diiiheiroa pblicos 1 He es-
le o goveruo que ousa proetamar-se econmico por
evrellenria '!
Veja V. Exc. em quanto esle mino se lem aug-
mentado a despeza publica ;e, perganto a V. Exc,
a renda lera augmentado em proporc.Ao dessa hor-
rorosa despeza com que o cofre publico he aobrecar-
regado peta adopc.Ao deste prnjeclo e de outras que
ja foram apprevados na casas do parlamento? '
Mas, Sr. presidente, ojque estou diaendo lie a
companhia que nos faz o favor de aceitar ele con-
trato, como honlem nos disse o Sr. presidente do
conselho.,..
O Sr. Presidente do CoaseUio : Eu n.lo dase
isso.
O Sr. O. Manoel:\\ Exc. dase me a compa-
nhia n.lo se importa com este contrato. """
O .Sr. Presidente do Coiuelho : Eu nao disse
que a compauhia fazia favor.
O Sr. D. Manoel:Tiro eu essa conc' U'Ao.
O Sr. Presidente do Coiwwno.'-'Eu disse que a
cumpauhia no lem rom este contrato matares van-
lagens do que poder ter se applear seu capilae a
oulra industria.
O Sr. D. Manoel:I'ois bem, i rompaiihia he
indifferente ele contrato, sio he, he ioditlerente
um contrato que Ihe da, alm do que percebe,
:) 18:tXX)&. .
o Sr. Pretttenle do Conselho:E asmuilas obri-
gacoos que ella nAo tinha al agora ?
O Sr. D. Manoel:Defxo isso para lugo.
O Sr. Presidente do Conselho:Oeixe para quan-
do quizer.
tT.fr. D. Manoel:\)t surte que a companhia,
se dissolver-se, e liquidar us seus capitaes, o Sr.
presidenta do conselho suppe que elU tirara desses
capitaes tantas on por ventara matares vinlagendo
que lira actoalmentc. Sim, a companhia neiihum
empenlio lem nesle contrato ; parece qu* foi antes
urna condescendencii com os 8r. do governo, do
<|ue raesrao om meio de tirar vantagens do seus ca-
pitaes ; parece qoe a companhia se portn 'tiesta
contrato com a malor de loda a-generosidades, ten-
do principalmente em vista o bem do Eitado, c
consultando mui secundariamente os sen interes-
ses... Ora, com effeita, para que se est abusando
do bom senso publico com semelhanle modo de
discorrer,
O .Sr. Presidente do eonselho: Isso he que he
abusar do bom senso publico.
O Sr. D. Manoel:He ventado qne o Sr. presi-
dente do conselho houlem nos deu licenca para vo-
tarmo como quizennos ; felizmente isto nAo he ne-
gocio de incompatibilidades, de que se tez queslAo
de gabinete. Nao sei mesmo o que eu faria se S.
Exc. declarasse que e!e negocta era que'lAo do ga-
binete...
O Sr. Presidente do Conselho:fique entendido
qne nunca Tallo para V. Exc, de senAo o peor ponvel,
O Sr. D. Manoel:Nao sei o que en Tarta se o
r. presidente do conselho declarasse que, esle pro-
jeclo era de tal importancia, que o julgnv indispen-
savel, como o de incompatibilidades e eleicOes por
circuios... O que Tari eu bontem se me visse nesse
erabararo *
O Sr. Presidente do Conselho : Knchi.i-se de
maior enlhosiasmo, -
O Sr. D. Manoel : Parece-me qoe o j*,' presi-
dente esta a dizer com o > boteS/(i volaries
pelo contrato, para nAo contribuipitrs/ara a queda
do munslerio. >
O Sr. Prndenle do Conselho :
potlo com o seu voto, nunca procurei
ra urna desgrnra.
O Sr. Presidente :Isso he conv
O Sr. D Manoel: lleive con ve
dente ; essas .-..tasiras distrahem o S,
conselho ; demai, a sesso deste anr
sAo distraccoes dos ltimos di.'
Estou ven loquen senado tambem ..
niAo doSr. presidente, isto he, uppunlia\qe eu,
para nAo ler lugar urna crise minislerial, volbria pe-
lo pt ojelo, a al para que elle livesse urna unani-
mdade on quasi....
Mas, por outra parte, V. Exc, Sr. presidente, e
o senado liau de concordar que, quando e trata os
dinlieiros publicas, nAo se pode ser IAo gneros), e
dar um voto de confianza ao ministerio.
O $r. Presidente do Conselho:Oual he a base
desse seo raciocinio *
O Sr. D. Manoel.A base de que I
O Sr. Presidente do Conselho:Sao sei:
O Sr. D. Manoel:Prescreva a base dos meus ra-
ciocinios, diga qual ha de ser.
O Sr. Presidente do Conselho:Eslou pouco dis-
posto a so.
e? Sr. I). Manoel : Bem ve que esto sempre
prompto a obedecer aos seu preceilo*, e a conide-
ra-los como o orculo de Delphos. Portento diga-me
lo como hei de discorrer, se nAo Ihe agrada esle
meio de discussAo.
.O Sr. Presidente do Conselho:Esta pouco Tu-
noso.
O Sr. Presidente: Alinelo !,
O Sr. O. Manoel:Acaba de ouvir isso de al-
guem que esl ao p,
OSr. Presidenta do Conselho:He verdade. lem
bom ouvulu.
O Sr. D. Manoel:Tenlio cousa melhor do que
o ouvido, que he o desprezo pelos seui apartes.
(Pitusa."
V. Exc, Sr. presidente, esli: admirado de ver o
meu silencio ; estou espera da docisao jae dalli ha
de vir para continuar o meo discurso, porque nAo
teiainde que direceAo hei de dar-lhe.... \
O Sr. Presidente do Conselho-Eu o creio.
OSr. D. Manoel: Crea ; esluu inuilj acoslu-
mado a ouvir seus conselhos, e a segui-los quando
Tallo nesla casa.
O Sr. Presidente do Conselho ri-se.
OSr. O. Manoel:Vou- tratar da questAo. Sr.
presidente, que he mais importante do que penta o
Sr. presidente d conselho, que suppe que isto se
com risadas, como levoo algn deputa -
co me im-
ozi-lo ; ae-
O Sr. D. Manoel:Fez mais do que isso, aniea-
cou-os, e at....
O Sr. Presidente do Conselho : Esl enga-
ado.
O Sr. Presidente:Isso nao vera para a discus-
sAo .
O Sr. D. Manoel: He respotla ao Sr. presi-
dente do conselho, que parece querer diverlir-se co-
ntigo....
O Sr. Presidente do Conselho : Esl se despe-
drado ; qner acabar como principioo.
O Sr. 1). Manoel: E-live mez e meio sem Tal-
lar.
OSr. Presidente doCon cipiou a Tallar....
O Sr. u. Manoel:Sr. presidente, o serviro da
communicaroes daqui para o Norte e para o Sul se
Tazia, nAo direi que muito bem, mas sonVivelrneule.
NBo Tallo uo Iralainenlo dos pa.sageiros, porque com
isao n.lo eutende o governo ; uto Tallo dos abusos
que se pralicam a bordo dos vapoie, da Tallas de
atlcnc/ie com os passageiros, conforme se rele m
na outra cmara; com isso o governo nada tem ; he
a companhia que deve prescrever as regras que os
cominaiidautes dos vapores devem seguir, he a com-
panhia que deve censurar o mo procedimento des-
ses commandanles, he a companhia que deve ter em
considerarlo as reclamaces qu se tem Teilo e que
nie parecem Tiiudaila em ju*tic.a, he a companhia
finalmente qne deve Tazercom que oa pasageiros
latinan) bom Iratamento a bordo e que ese tntta-
mento seja coirespondenle ao dioheiro qoe pagara
pelas suas passagens.
Osrvico, cono disse, se Ui\* soffrivelinente.. A-
sora me dons vapores que lajera viagens rpidas, o Toean-
lin/e o Unan ih ni ; cheguu un uutro que ota em
experiencias, e que, segundo dizein, he bom, o Pa-
ran. Esl a companhia habilitada para tornar as
viagens mais rpidas, indepenilcnlemcnte de novo
contrato, porque os vapore nnvos foram tnJos man-
dados vir em consequencia do contrato existente, o
qual anda tem l(> mezes de durarlo. Pois bem e-
ohoies. se a companhia Ja principien a remediar
ccrlos inconveniente qoe se scittiam ; se os vapores
que etislcm, o Ir novos o alguiri que creio que
anda ha de vir, oftarecein boje mais commodida-
de e ao mesmo lempo (ornara s viagens muito mais*
rpidas, porque nao continuamos ueste estado, se-
iihores ? islo he, porque nito continuamos com o
conlraln que existe, e porque, anda agora, a Ululo
de ex'rsir-se vapores de 700 e 890 toneladas, sobre-
carregar o llic-ouru com a quanlia enerme de mais
:118 conta de ris ?
Mas, pergunlo eu, as novas vantagens que este
contrato olterece compensara amplamenteo sacrificio
do Ihesouro ? A viagens mais rpidas que o novos
vapore silo obrigados a Tazer em virlude desle con-
Iratacompensamsobejamenteo grandi.simo oqus que
vai pesar sabr o Ihesouro, e a que Pica ohrigade por
espacode Oamios? Enlendo que nao ; e enleudo
que nao, porque, digam oque quizerem, as cir-
cumstancias linanceiriSdo paiz nAo sao boas ; e es-
tou persuadido que se pode mesmo aflirmar sem
medo de errar que sAo ms; o anda peires pode-
rAo ser se as causas que acluam presentemente
continuaren), como he de presumir que continuara.
Que nao sAo Tunda lo. os recetas daquelles qoeaT-
lirin.iiii que o estado linanceiroado paiz nAo he sa-
tisfactorio, que a nossa renda leude a dectescer,
- Dista, Sr. pretidente, dar-se allenjAo ao relaloro do
ministerio ita l.i/.eu la dete aiKto, e i discussAo que
tem havido em ambas escasas do parlamente a este
i respeilji.
I.'ogo, se o estado financeirn do paiz nAo he salis-
Taclorio, se tomos bem Tiimlado receios de que as
nossa rendas decresc un, o que nos rumpre t Ob-
servai a maior economa uo dispendiosos dinlteirus
Sr. pres-
resideiita do
sta a lindar
a od>
leva
dos
O Sr.
tal.
Presidente do Conselho : au levei
bi e fiquei perdido. Tinha partido selvagem, voltai
insociavel ; linha partido doente, voltei inmravei.
Tornando a Pars, amei urna mulher. Agarrndo-
me a esse ramo que o acaso me deparava. teria po-
dido lalvez salvar-me ; porm Toi mais um alimen-
to laucado minha loucura : aproveitei isso para
meditar anda mai e elevar-me a um descoiihecido
estril.
Dizendo qoe amei essa mulher, minio ; porque
nada sei venla.leii ament a esse respeilo. Se nao a-
chasse na minhas notas e na minhas cartas gritos
de amor, eu apenas conservara delta a lembrnnra
de um eiifidu invencivel e de urna latsidAo em li-
mites. Esse lago que me custtra mullo a formar,
durou do us anuos. O primeiro anno decorreu na sa-
tisfcelo Je orna curiosidade asss lerna ; depois
pouco a pouco, de dia em dia, o senlimento que
impellra-me pira ella foi enfraquecendo at que
extinguio-ie.
Meo corarAo nao palpilava mais jonto dola. NAo
era a saciedade que aparlava-me, porque nSo ha a-
ncdrtdc para quem ama, era urna especie de Tadiga
mal definida de representar um papel para o qual eu
nAo era mais proprio. Como ella linha urna linda
voz, eu a fazia cantar constanlemeote, nao para ler
o prazer de oavi-la, mas para nAo soffrer a dura ne->
cessidade de conversar com ella, e tambem para nAo
ser obrigado a mentir, afflrmando,um amor que nAo
exista mais. Eu nao ouava romper teniendo aflig
la 1 Oh charas illttsdes do corceo humano em
minha vaidade, imaginava-me indisnensavel ;i sua
felicidade, e Lmenlava-inc seriamente por ser IAo
amado.
Novas ideas de viageus atormenliram-me, nAo
pude p-Lisem execucu porque considerava-me li-
gado pelo devar senAo peta ternura. Meu entallo
aogmeolou-se anda, neguei o amor, e no meu loto
orgulhoexclamava : Nao existe, senlimento espurio e
interessado, podes ser om diverlimenlo agradavel,
urna distraerlo momentnea, mas nao poderes en-
cher om peiio forte ; nem Tazer palpitar um corarAo
generoso ; eras lempre odeozinho TolgazSc, empa-
do, louro e boehechudo, adornado de rosas, e aspi-
rando o incens de vergamota ; ma uonc ser o
mancebo paludo e sisudo qui caminha gravemente
diaule da humanidade para a.irir-llie novat veredas,
nunca levars nossas almas ao delicioso paiies do
extase, uuuca presidirs TunegAo sublime da Tecun-
daco de don corase um pelo outro ; nunca sera
bastantemente poderoso para adormecer i sombra
de las aziis as dores de orna vida iiiletr.i; nunca
sera grande, ulil e regenerador. Bem coma o mes-
tres esgotallos pela idade, vives de tu aoliga repu-
tacflo, e agora nada mais podes crear nem mesmo o
desenfado da existencia. Fazes promessas, Juramen-
to, mas mentes, mente empre. Covarde e tmido
foges quando querem apaohai-le, urna palr.vra, um
gesto te assusla, e retiras-le lego exclamando : Eu
------------- vas m aa^iiva > '' i ( i i _s 'lllllir-ll II
pblicos, Tazer smenle as despecas estr|Rameute ne-
cessnrias.
Mas por ventura o contrata alten le a clas tita
ponderosa considerares ? Desatiende-a, porque
vai sem urna necessidade urgente tallar um novo
niiiis sobre o Ihesouro. Digo de propositosem urna
necessidade urgente.
Pois ha necessidade urgente, Sr. presidente, de
que as viagens, em vez de seren de -27 dias. suppo-
'nhamos nos, on de 29, sejam, por exemplo, de 21 i
Iso he conveniente, lie-mil ; mas necessario nAo rae
persuado que o seja ; uilu he urna necessidade ur-
gente a que elevamos de prompto satsTazer ; au he
ama dessa necessidade que, se nao Torera promp-
lamenie salisTeilas, periga o Estado. Esle sacrificie
que vamos Tazer nao he do numero daquelles que,
posto obrigaem o Ihesouro a urna grande despeza, to-
dava asta he productiva, e compena amplamenle o
sacrificio do Ihesonro. Quaes slo os grandes resul-
tados que podem provirde encurlar-se mais qualro
ou cinco das urna viagem NAo vejo em ludo iso
lenAo o desejo de arranjur alillia los, anda quo o
contrario se lenha dilo na casa.
Sei.horcs, a companhia lem-sc tornado urna po-
tencia, principalmente por motivo que o senado des-
cobre perTeilamcnte. mas que agora nAo quero re-
velar. E nAo Toi debalde que o nubre senador por
Pernambuco honlem disse que os gerentes costu-
mavam tratar o ministro do imperio de igual para
igual, caos das unirs repartcoe de superior para
interior. DM exercem influencia pelas suas roa-
neiras agradaveis e urbanas., nbtendo do governo
ludo quanto querem : outro .lem um nome pres-
ligmso que os prolege. por so nAo admira que ob-
tenbam contratos to vanlaiosos como o de aue se
trata. M
NAo crea V. Exr. em lulas dos gerentes com o
governo ; os gerentes nAo querem chegar ao seos,
(ululando lie por oulros meios que V. Exc. sa-
be, edos quaes de ordinario surte melhor effeito do
que das lulas.
Senhores, a companhia asta to rica e 'ao pode-
rosa, que d ao seu gerente 16:00015 apenas sujeilos
a algumas despeza. At agora dava-sc ao gerente
12:000, mas esta quanlia foi elevada a 1ti:00W).
eja o senado aavantagen e o lucros que a com-
panhia lira do contrato ; sAo tae que a habilitara
a dar ao gerente um ordenado IAo pingue. E he
provavel que, se passar e-te contrata, nAo fique
esse ordenado limitado a 16:000, e que v al 20.
Certamente que o contrato (e aqoi o tenho para
ler, se fr preciso), impe nlguns novos onus com-
panhia ; mas, Sr. presidente, note V. Exc. que sAo
onus muito pequeos em compnrarao da vantagens
que assegura. Em ludo isto, Sr. presidenta, nAo
nAo linha prevista isso Deo te amahlicoe .' NAo
creio mais em ti, e dora em diaute quando le che-
gares a mim, hei de receber-te de tal maneira que
nao misaras mais approxiraar-te.
O co me perdoe esse analhema impo eu eslava
lonco e negava aquilln que apena ronhecera super-
ficialmente. O lempo modilicou-me as ideas a esse
respeilo e a militas outro, e se agora eu recomecas-
se a vida conservando minha experiencia, procura-
ra lalvez no amor a embriaguez qoe da ao homem
urna armadura invulneravel.
A vida pareceu-me desprezivel, tornei aversAo a
existencia, odio a amante, queixei-me como sempre
da injiisiri de nma sorle, i qual abandonra-me
sem lula nem cmbale, perguotei a mim mesmo
de que servia continuar esa estrada penivel indefi-
nidamente aberla diaole de mim, e resolv morrer.
NAo escrevi n ningnem, nao deixei oenhuma des-
pedida, queimei simplesmante algumas cartas, e en-
venenei-me. Tinha tomado tal dsede opio que meu
estomago rejeilou-.i, e fiquei salvo, pois he assim
que cosiuma dizer-se. Um tremor nervoso lembrou-
me durante muilo lempo, que para sorlir elleilo re-
leva ser. comedido.
Por nm movimenlo de reaccAo fcil de compre-
hender-s, pois o homem bem como a arterias nAo
obra sean em virlude da systole o da diaslote, lor-
uci-me momentneamente mai atlencioso para com
essa mulher, a qual preferir a morle ; mas isso nAo
durou muilo, o enfado refluio-mo ao corarAo a pon-
to de atega-lo, edeixei-a sera nenhura dos pretex-
tos com qoe moilastvezes disTarca-sc um abando-
no nAo merecido ; deixei-a porque alesna vista li-
nba-se-me tornado inaupporlavel, c apartei-me da
l-ranca por algum lempo atitn de uAo ler mais occa-
siAo de enconlra-la nos meus passeios, ou na raras
casas a que eu anda ia.
Depois vieram as revoluce, e cheguei janella
para v-las passar. Conlinuei essa vida contemplati-
va e ioutil i qul conaagrava a aclividade febril que
a natureza me dera ; minha idade creada ; mas eu
eslava IAo dominado pelos meus hbitos, qoe perma-
neca em pousio e improduclivo.
Ira arontecimento que he amplamenle explicado
na minhas notas forcou-me quasi a dcixar anda a
Franca. Demai isso pouco me mportava ; porqoan-
lo nio tenho patria, e ado que dorme-se tambem
sobre a areia tapida dos desertos da Arabia como nos
melbores colches. Alravessei o Egyplu e a Nubia, e
chegando i Syri.i, parei em Byruth. Quera passar
ahi algum lempo, licar lalvez, e sepultar esta vida
que tempre me foi penivel ; sonhava j o repouso
seno a Telicidade quando urna lerrivet cataslrophe
veio expellir-me. Tornei a partir como Aashweros
perseguido pela maldicAo de. Dos, percorri o mun-
do andigo carregando sempra comigo oenervameoto
de minha lassidAo a de men deslenlo.
houve tanto o fim de consultar os interesses do paiz,
como a de attander-se a urna companhia ja pode-
rosa, prospera, e cojo capital, como Lonlem se disse
pn casa e he Tora de questAo, est triplicado, nao
por novas entradas com que coucorie*sero os socio,
mas era consequencia do lucros que essa compa-
nhia ten percebtdo, principalmente na circumstali-
rias extraordinarias que enllocaran) o paiz na neces-
sidade de recorrer aos vapores da companhia para a
enn lueco de tropas do norte para o sul e da sul pa-
ra o njrle.
Sendere, ja honlem loquei em um ponto sobre o
qual insista ; e nAo he novldade, ja n tic em oulros
anuos. Estou persuadido, ale porque tenho colin-
do nfirmacocs, que sendo o sorvici Teilo em pa-
quetes do Etad> haveria grande economa para o
Ihesouro, e de certa a cou do que conlinuando o serviro a ser leito pelos pa-
quetes da companhia.
Ma.. senhores, porque nAo fazemos urna tentati-
va ao menos lia linha do sol '.' tacamos urna tenta-
tiva ; se ella corresponder aos nossos desejos, tare-
mos tambera um ensato na linha (Jo norte ; e s
cum elTeilo os algnrismos pro/arem que convem que
0 serviro continu a ser teilo pela campanliia, nos
volture nos ao anligo estado, e de certa ninguem
pode acreditar qoe teja impossivel irganisar urna
nova r, mp Mihia. se a actual nao quizer Tazer novo
DBtntralo.
OEtadn nao lucra consideravelinenle vendo aug-
mentada a sna marinlia de guerra '.' Nao podercinos
comprar mais cinco ou seis vapores necessanos para
esta navegacAo '.' Os olli-iaes de marinlia nAo lucra-
riara tambem, instroindo-se nesle ramo, que ainda
nAo esl IAo conheddn no paiz ? N'Ao Mearamos
tranquillos, entregando tudo isto a di -eceao ecom-
mando do noasos ofliciaes J'arece-m isto Tora
de duvida ; eiilrelauto insisle-se em nAo s conti-
nuar a entregar este serviro companhia que o
faz, senAo tambem era dar-lhe anda muilo matare
vantagens do que otlerece o contrato a :tual, embora
se nl,ri.;ue a algn onus novo.
Mas hz-se : Este ervico taita per particulares
ha de ser muito mais prveiloso e ao mesmo lempo
ha de ser mais econmico. Eu nf,o vi esta de-
ntanalraeM. Muito ma idea se faz dos nossos ofli-
ciaes de marinlia, se acaso sejulga que ellas sato
inferiores em alguma cousa aos commandanles dos
vapores. Eu estn persuadido que os passageiros
achariam nesse uficiaes melhor acolhimenta, ma-
neira mais urbanas, porque a educarlo fina carac-
terisi em geral os ofliciae da nossa armada : 'encon-
traran! mesmo mai commodo, seriara mais bem
servido, nao 4fariam na representa(o nacional as
queixat qoe ainda ha pouco foram feilas na outra
cmaras
Mai todo, senhores, est em comear ; ensatemos
e Tacamos o ensaio n'uma liulia menor, em urna
linha que exija menor despeza, em orna linha mais
curia, ale porque nAo ha prccisAo de grande bar-
cos, nem elles na%in entrar na barra lo Rio Gran-
de do Sol.
Ora, senhores, nete esparo de 10 mezes nAo tere-
mos lempo de preparar-nos para esta tentativa *
1 Viven ios acabar o contrato que existe, o entretanto
nreparemo-nos para ensaiar a navegacao a vapor
daqui para o sul em vasos do Estado, e daqui a I (i
tnezc oslamos habilitados para Tazer im nosso.cal-
culos, para'decidirmos se convem abandonar o ser-
vico Teilo em paquetes da companhia, e entrega-lo
aos paquetes do Estado.
Ha nada mais razoavel do que islo, senhores ?
Mas a nada se qner attender Ha de se volar peta
pjopos.;ito. e ha de se volar nos ullinv dias da es-
sao ha de se votar em exame sobre urna despeza
de :|(8:000 NAo basta o que rt senado vie e o paiz
ha de lerque passaram tres orea raen'o sem discus-
sAo, o da guerra, o da marinlia e o da Tazenda ;
nito basta isto, senhores?.E qoaodo se Talla tiesta
casa diz-se : Oh : vede que vossas voze prejudi-
ram a interesses do paiz ; em alguna parte ser
repetido o quo v's aqu dizeis.
Eiiaqui, Sr. presidente, como se pretende impr
silencio aos representantes da nacj ; o governo
representativo entre nos vai morredo, e quera o
nata he o proprio parlamento !
Era verdade, quando se v que es objectos sAo
mporlantissimos passam sem discussAo; qnandose
que se vota por centenas de contoi sem se pro-
tertr una palavra, em exame, sem esclarecimeiitos,
sem inTirmaces ; quando* se v que o senado vota
iilencio'amenle em urna sessAo tres ornamentas da
maior importancia, V. Exc, Sr. presidente, dir o
que tambem digo que o governo reptesenlativo no
Brasa vai morrendu lentamente !Urna oo oulra
questao poltica nos obriga a urna larga discussAo, a
ra alenlo e circumspecto exame ; mas as ques-
loei de algnrismos passam na casa com urna rapi-
dez, com um i precipitacAo que desanima O cr-
ditos supplementares e complementaos qne o go-
verno lem aberlo nen. approva{Ao tem do corpo le-
gislativo, nenhuma palavra ainda sobro elles se dis-
se O governo gasta e gasta largamimle, nao d
contas, ninguem se imporla com isso! E quando
urna oa oulra voz se ergue, diz-se lo;o : Facis
mal a o Brasil ; os vosso discursos hilo de ser re-
pelidos em alguma parle. >i Que triste maneira
de responder a um representante di najAo, que
guiado pelo patriotismo, uosa anda alear sua voz
para censurar o governo, pedir-lhe tonta de seos
actos !
Nem ao menos houvequem se.lembras.se de con-
vidar ao Sr. ministro do imperio "para nssistir a esta
discussAo; contenlou-ie o Sr. presidenta do conse-
lho com dizer o que diise honlem ; e o que disse
elle ? explican-nos a razAo por que certo gerente
nAo altandeu ao pedido do Sr. visco ide de Albu-
querqoe para om dos vapores da companhia ir re-
bocar uraa fragata que eslava fura. Mas por ven-
tura moslrou que o grande onut imposto ao Ihesou-
ro he compensado pelos beneficio que hio de
resultar ao paiz deste novo contrato ? Mostroo que
as l'iiiancas do paiz comportara mail essa aval-
lada despeza de :U8 conlos ? NAo, nAo.
Mascinllm o contrato ha de serapprtvado, a com-
panhia ha de continuar a locupletar-i 'com os di-
nbeiro publico, mas eu trei Teilo o meu dever,
nAo deixei passar esse contrato sem dizer algumas
palavra ; ao menos protesto com a minha voz a
com o meo voto contra esle esbanjatiento do di-
nbeiro pblicos; protesto contra esle patronato,
porque nAo considero o uovo contrato senAo mais
um patronato do governo em Tavor tle una com-
panhia que mai que muito quer proteger e auxiliar,
quando ella aso precwa nem de auxilia nom da pro-
teccAo do governo.
Veja-se com que pressa lodo isto se taz ; veja-sa
com que paaa quer-se que iatopaase! O coulra
subsistente ainda tinha vinte e tantea-mateas)r
slencia quando so assignouioale que se trata em 3
e Janeiro deste anno. Parece que o miuisleno,
recelando que outro que o inbaioiaaa pamaain
diflerentementa, deu-se pressa em innovar o coulra-
to com as grandes vantagens que concede com-
panhia.
A divisa deste ministerio, Sr. presidenta, alam
de outras, devia ser-^-esbanjador dos dinheiros p-
blicos.Nao se tembra o ministerio que
bracos com (res grandes calamidades toma, pasteo
guerra '.' NAo se lerabra o rainialeri* qne latees te-
iiliainos necessidade de lanrar mi do
extraordinarios para acudir* a estas calamidades
com qoe a Providencia est puntado os nossos nec-
eado !
Mas, senhores, o governo a nada atiende, para '
elle o futuro nito existe Parece que tambem esl
dominado, escravisado pelo scepticismo ; creio
que o aceplicisino he urna epidemia come es-
sa que eil granando na cidade, creio se eom-
inunica, qoe lie contagiosa. Qoe nos impor-
ta o futuro, dizem o Srs. ministres'! Que nos.
importa qne as finanzas do Estado fiquem com mais
efle onus '.' Gozemos do presente, beneficiemos os
nossos amigos. E quando se virem em grandes
embaracos, largara as pastas come alguera fez, vAo
contar historela, ler Tolhetiiis e nio sei que
mais....
O Sr. Ciseonde de Abaetc diz .algumas palavras .
que nao ouvimus.
O Sr. D. Manoel:Km qoe Tolhem est a-
gora?
O Sr. Visconae de Abaetc:No das lotice qae
esta agora dizendo.
O Sr. Pretidente (com forra. :Ordem !
" Sr. D. Manoel:He poWvel que hrja lolices,
mas de ordinario os que dizem lotices, and
sao os que se entregara leituras de follielins, e nao
quelles que se entregara > teitura a que cu roe eu-
Irego...
O Sr. lisconde de Aboet:Qae aCsxiou
furiosos.
O Sr, Presidente:AttenjAo !
O .Sr. D. Manoel:... e que nesla casa dao pro-
al de estndn...
O Sr. Cisconde de Aboet:Presu rupejo enagua
benta cada um loma a que quer.
O Sr. Prndenle :O br. viscoiide de Abaele
cora os seu apartes esl provocando o orador.
O Sr. I isronde de Abaele:Fui provocado pri-
meiro.
O Sr. Prndenle:Eu apena ouvi fallar em
folhelins.
O Sr. D..Manoel:E porque tomn elle ,
rapar, Tillando co ero geral em follietius
O Sr. l isconde de Abaele:E eu Tallo em geral
nos loncos e Tunosos.
O Sr. n. Manoel:E u nos perversos...
O Sr. y isconde de Abaste:Za oo n
Taeinorosos...
O Sr. Presidente (eoet forra):Ordena, senho-
res, ordem !
O Sr. D. Manoel :Fallo dos perver^
tenho declarado guerra...
O Sr. Ciscoude de AbacAe:Asm come eu aos
hypocritas e Taeinorosos que por medo soroente ae
conteta,
O Sr. Presidente:Eu nAo posto de nenhura
moda suppitr que a palavraque o Sr. senador aca-
ba de preterir sejam nem remotamente ama allu-
lao a qualquer membro desta casa...
O Sr. V isconde de Abaele :S3o em geral.
O Sr. Presidente:... porque em tal cabo i
slo orna provocaco lio horrorosa, qoe e
deria qnalifica-la.
O Sr. Barao ae Quara'm :A expreasAoper-
versoest no mesmo caso.
O Sr. I isconde de Abast :Kefiro-me em geral,
e nao ao Sr. senador em particular.
O^r. D. Manoel:Sr. presidente, V. Exc. en-
tena que faz o seu dever, mas pensa V. Exc. que
eu faro caso deslas palanas do Sr. senador, aioda
mesmo qne ellas fossem dirigida a mim '.' NAo, ara-
bos nos estamos muilo conhecidos no meu paiz...
O Sr. Visconde de Abast : Anotado.
O Sr. O. Manoel:Muilo...
O Sr. risconde de Abaeti :Anotado.
h: "T"* rfe "aboraky :_ Sr. viscooda
de Anele he conhecido de urna maneira muilo "
honrosa.
OSr. O. Manoel:Ambos nos estamos conhe-
cidos no meu paiz.
O Sr. Presidente :Eu nao posto admiltir dis-
cussoes, tiesta ordem, discessoes de comparace e
prefereuci,?i ; aqu nAo se pode discutir mrito de
cada um dos membro desta casa. Peco pois oo Sr.
senador que se cinja a materia em diseussao.
O Sr. I). Manoel:Eu estova me cingiado a
ella....
0 Sr. Presidente :Ms os parte deraro logar
a desviar-se delta.
como de lo-
OSr. i). Manoel:Eslava na materia, ia meu
cainiiiho.que era mostrar qne o governo nio cou-
sullava os interesses do paiz com eale contrato, que
tal contrato era mais ama provale esbaoiamenlo
dos dinheiros pblicos...
O Sr. l isconde de .ibaetdi algumas palavras
que nAo ouvimos.
O Sr. O. Manoel: Deixa-roe Tallar, porque
e-la reputado nAo se abala nem levemente.
O Sr. Souza Franco :Apoiado.
O Sr. Bario de Quaraim :Assim
"o os senadores presentes.
O Sr. O. Manoel :NAo digo meni
Tallo agora da mim. Nio son eriaoca ; le
do gracas a Deo algn cargo no paiz, l
occasiao de mostear oque sou...
O Sr. Souza Pronto Tem urna repotacio mui-
to bem Tormada.
O Sr. n. Manoel :Orajas a Dos, basla-me
istir; se nao livesse esta conviccJo pedira a Dos
que me lirasse deste rauudo, porque viver sem ra-
pulacao nio sei o que eja...
O Sr. Souza Pionco :Bom he passar adianto, .,
questAo.
OSr. I isconde de Itaborahy :Ninguem duvi-
doo do qne o Sr. leador diz.mas tambem (se diz qne
\ ollei no fim de Ires annos minha casa, a qoal
a morte saqueou em piedade. Nada pode dislrahir-
me de minha tristeza crescenle, nada dissipar ago-
ra a amargura de que meu labios esta a impregna-
dos ; debalde lanro a vista para o lado do teluro,
no vejo a pomba que Iraz o ramo te olveira ;
quando vollo o olhos para o passado, so encontr
uelle dores ; aperlado enlre a duvida da manhaa c a
desgrana de honlem, meu presente nAo lem alegra ;
em vao revolto-me contra um destino da que ei l-
mente son culpado ; invejo o outro, lmeos sem
ler a coragerh de imita-tos, errei ocaminho, e sinlo
que ja he larde para voltar, nutro em mim mesmo um
cancro inplacavel que roe-roe o corceo e a alma ;
nultl aos oulros, impoteule para mim mesmo, nao
creio mais em mim. aborreco-me como o meu peior
inimigo ; a vida enladi-me. quero morrer, vou mi
tar-me, e desta vez espero nAo errar o golpe.
Era assim qoe sozinho nestequarto quente onde
passeava. eu retarla a mim mesmo minha lamenta-
vel histeria, conlinuando o processo severo que Tor-
mava sobre mim, e animando-mena cundemnarao
que aral ava de pronunciar, dizia comi;;o :
He um direito imprescriplivel aquello de que
vou osar. Po.su dispr livremente de minha existen-
cia, pois Dos deu-me essa Tacoldade. Quando um
Tacto nao deve eflertuar-se, quando pode oOender as
tais da harmona geral, Dos nAo o permute. A set-
nela, o Irabalho o a vonlade sao impotentes para
prolongar a vida ; nAo uos he concedido d-la a ou-
Ireni e fiimprir o dever serio da palerni lade seMo
em virlude dos designios de Daos ; he una Torea mo-
mentnea que elle empresta-no e retira-nos "quan-
do Ihe apraz. Mas podemos acabar violentamente
noasa existencia, podemos procurar caricia esteris
como se fossemos proprio para as obra negativas,
e improprios para as positivas. Se em vez de espe-
rar o nosso lira, corrcrraos-lhe ao encontr, inorre-
mos de urna idea em lugar de morre rao de urna
doenca ; he sempre a mesma cousa.
Quando um direito nio offende a ningnem, nao
he prejudicial a oenhum interejie, nAc destroe ne-
una felicidade, nAo perturba em nada a marcha
humanidade, e pelo simples fado de iua existen-
cia he laciamente consentido por Deo, he licito ser-
vir-so delle quem lem necessidade. Elou no caso
de legitima defeza contra minha propria vida, ma-
to-a e obro bem.
Um b-alimaue eslava um dia atsentado sombra
de urna urvore as margens do Godavery, om escra-
vo arejava-o cora um leqoe de peonas 'de pavAo, e
outro offerecia-lhe em um vaso de pao sndalo urna
infusAo preciosa, na qual derretia-se lentamente om
pedazo du nave salpicada de canalla Diante delta
estendia-se irma vereda por onda vinha um homem
curvado debaiio do peso de um Tardo. Era un) rou-
dro esbafnido, abrazado pelo raioi d > sol, cami-
nhandocom os pe desateos na podra ardeatt", ba-
nnado de snor e arquejando de tadiga. Qaodo ehe-
gou junto do sacerdote, disse-lhe :
O' brahraane, quanlo c, Teliz repousaudo a
sombra I
Segu leo caminho, co, filho da cao. reapon-
deu o brahmaue.
Antes de continuar, deixa-me Taltar-te, disse o
Besgrac^do.
~ Knlao falla brevemanla, tornau o sacerdote de
Witluiu.
En dorma na aldeia sombra do pagode do
Saraswai, quando um homem acordou-me com a
bengala afim de nAo manchar-te tocandu-me. Lr
vou-nie a um logar escuro, poz-me s coilas este pe-
so enorme e ditse-me : Segu a margena do Goda-
very coudnzindu islo al que en te alcance para
mostrar-leoude deve depr a carga. Ha tres ho-
ras que caminho, eslou morredo de Tadiga, e nAo
vejo chegar o homem que confiou-me esle Tardo.
Que (lavo fazer'.'
O homem pagoq-te aulecipadarnenta ? peraun-
loa o brahmaoe.
Nao, respondeu o coudra.
E eils muito caneado ?
Eitou morredo, e como tenho as maos oceu-
padas em conservar em equilibrio este fardo maldi-
to, nao pono enxugar o suer que cega-me corren-
do-roe da frente.
Esse homem he leu sehlior ou leu amo ? lor-
nou o brahmane.
Nao o confiero. e
Promet este-Ihe tazer o que elle deasjava .'
NAo I curve a espaduas, e narli eein dzet
nada.
cT" '''* .benV c|amorP) sacerdote, tanca no
chAo o fardo, e ?ai-te.
Ma, objeclou o cotidra, se o dono rollare
acnar-rae, lalvez me eipaucar.
~" Wa sabes a quem perteoce esse fardo, nao sa-
be ale onde o deve levar, nao sabes a quem has de
dar conla dalle, nao sabes ootra couta senao que he
posado, e qae esta morredo de tadiga : poi lan-'
a-o fora e vai-ta I
He liaoesa, daos da abedoria qne falla pela
la bocea, brahmane, e voo j seguir leu con-
selho.
Com effeito largou o fardo, dtu um sallo de ale-
gra, e fugio mui couieMe por sentir-se livre do
peso.
O fardo flcou naestrada, quando o brahmaoe re-
tirou-se, elle ainda estova ah, e ninguem soobe se
o dono voltea e casligou o pobre caudro.
Obrarei tambem como elle, e lancarei longe de
mim este fcrdo que foi-me imposto em quanto eu
dorma. '
{Continuar-se-ha.)
.J
I
I
y
FVFMDIflDHIPnUTliann


MAMO OE PERNAMBUCO SABIDO :!9 OE SETEMBRO CE 1855

Vbael iem um nome muito Iioii-
-R'speto moilo ao. nobre vis-
.' ,l me de parle-...
itioralii Nu meu parle
Exc.
De cario ; mas he niel lio'
. enlre m clausulas ou condiftei do
qua me parces eaainenteraeau! "
c pode abrigar 6 govsrno a urna efulla-
dssjuilt dospeza; refiro-iae ao artigo relativo ao
preco i -. aje pedra consumid, pelos paquete
di eo Veja V. Exc. que
coito do earvao de pedra ilesresse de preco or-
la qus metro,) ficasse rotulo barato,
i nena por iuo deixaria de psrceber por
es* Hagen redonda ao torta 7.-OO0, por cada
d*aaU ao asi KOMI. Ore, V. Exc. sabe
lepez pois bcra : estipulis que o governo
ipanliia quando o
irro exceder i 359 por tonelada, porque
iue eo pri-^o Jo carian fdr muito
ompanhia Icnha ama diminuirn na
i aa Ida paga por cada viagem ao nor-
heveria igualdad*. Has ludo
) soleve eui vista 4 vanlagens da
ipponhainos que o earvao hoje est
em coeuequeaca da deseo ber la de no-
'* 12*. 04V< anu, o governo
ajao itii coalrats esl obligado i
HJ0|. ainda qae o carvjo desea a
i; osas se o carvin sabir, o governo lie obri-
o a rudemuitar a companhia dasle sxcesso de
V poi tonelada .Nao na a oro lodo i ato que o
ni antea favorecer a companhia do qae
mu os interesses do Estado e as circunstan-
cias do thesouro 1
piesideute, be verdide que segundo o coulra-
goveruo pode se quner. antea de fiodar o pra-
/.o de 9 atino, lomar a si o servico que est etilre-
; mas alteada V. Exc. ao que dii
miniando ueste caso cotn a
campa iha a compra de seu paquetes, e de lodo o
npregado nosso servido. Se o governo
uo daqui a 2,3 oa 4 anuos conven ao
servico por cotila delle, e assim
disselvtr o contrato, pode-e fazer, mas deve com-
o material da companhia. Veja V. Exc. a qua
oDna nio Rea o governo obrigado querendo dissol-
Iralo ; allenda-se as qttesles que se lio
por occasio das vesturias, dos eiamea
te bao da fazer em todo esse material da com-
ra qae o goverao nao seja lesado e o com-
eto raioavel ; em segundo lugar, o que
Tara o governo da parte do material deteriorado ".
alguma parte em bom estado, pode a pro-
logara a navegacSo do norle'ou do sul ; mas
ll que estiver em mao uso, que nao puder
do, oque faro delle o governo '! Tem
creaaariamenle.
diesequa I seria a companhia que se
n contrato desla ordena, podendo o
e-lo quando quixesse, Picando ella
tile o sen material i.em haver quem Ih'o com-
-Senhores. eu nlo sei se haveria alguma
companhia qae contraanse neste sentido, sem esta
as o que sei hu que segando o contrato
actual ) governo nao he ohrigado a fazer a compra
i companhia ii de lodo o material em-
rsse servico, porque na condicAo 18 se diz
seataim Ihe convier. n
res, desengenlo-nos, nestes contratos do
m particulares em regra o governo he
quem paga. Foi mais unid ga-
i companhia, .foi mais urna exi-
rz e a que o governo julgou que
fater.
o lenho pezarde qae nSo compare-
Sr. viscoude do Albuquerque ; S. Esc.
lontem linda tomado maitos apontamentos, liulia
asegurado que havia de responder cabalmente
denle do coosolho; fax-nos rauita falta,
porque provavelmenlo ludo isloliadeser npprnva-
; o pobre lliesouro be quem ha de pagar as lavas
i lodos os caprichos dos ministros, e con-
a que a clientelli se augmente ; emfim
e contribuir cum o suor de seu roslo
iiecer a homens que ja estilo ricos, que
lucrado cora esla empreta, e que nao pre-
lamnnbos favores para que ella continu a
prosperur e a dar pingues dividendos.
i que bao de dizer : falln assim porque he in-
vern, porqaelia rancoroso adversario.
Pode ser que seja inimigo do governo, ou antes do
as sou amigo -da naci, e aobretudo
dos dinheiros delta.
m na oalroatlribaa as miohss vozes
relaces com os senhores que gover-
narao 'nao me ha de fazer etsa injuslica
lo ae guia sean pelo rancor e odio
m vista os jnteresser do paiz, se dirige
J nicamente por dsalleicoes, nao
i pessivel. Se nao be assim, pergenia-
os que me aeoiinam de fallar movi-
do rancor : E vos quando estives-
;o. e opposici extrema, por qoe eris
os ti/, a injuslica de acreditar
pelo odio e pelo rancor ; mas fa-
aos vossoa adversarios. Tn-
icas sobre o servico por barcos de
le hoje. Mullas vezes oo parla-
Mes ideas e mostrado a le-
osnos livrarmos da lulella das
lo este nervico em paquetes do
nos negocios polticos, se pretendo mos-
ir qae a marcha do governo he errada, por exera-
plo, as nossas relacOes com as repblicas do Prala
V. Exc. Iem ouvida o qae de mim so ha dito aula
casa, sean se lembrarem qua em 1851 fui en um dos
que ergueram suas vozes para mostrar e sustentar a
uecessidade qne havia de f.izer a guerra a Rosas,
eu queja ealava enfopposico ao ministerio ; mas
guando oo tros qua se diziam anoja-
o 9 censuravam fortemenle em
Mo graves. Enlao nao se disse :
" Vi iteis os ioteresses do Estado. Es-
juslamente com a guerra entre mflos; Ira-
'^PJ L'rquia ao sea empenlio de
lo para servir Urqniza, roa
rio e tamhem a causa da
humanidide.
Pois am liomcm que assim procede, qae em oc-
lemue nao se contena com um volo.ele-
luntar a poltica do governo,
fies do governo que enlao o
irantias da sua imparcialdade'.1
O qn pealas quesles impor-
t em vista sean o bem do Estado '.'
', ten lio errado, porque sou liornem ; mas
nao lenho em mira seuio o bem do meu paiz.
qae am senador do imperio te-
l manliir, a conservar 1 l'ois
rque na preciad hoje dos votos dos meus couci-
upsr um lugar no parlamento, hei
idir do bom nome e reputajjo que me he
ivel para bem desempenhar o lugar que
Esse nome, tasa reputadlo eram-perdidos
i dissease :Minguem d* onvidos a
le em lado quanto diz tiao he guiado
incor, pelo odio.
re exprimo nesla casa sobre questes
^^H quando al Indico a marcha
[eniente a adoptar-se em tees e taes ne-
o desejo de concorrer com o meu con-
i bem do paiz ? Pois quando Imje
uso livrar a naci de mais am onus
mais a mais mostrando que seria
secasiao de rcennos ama tentativa,
a do sal, para vennos se nos podia-
ugo, datatella da companhia, fazen-
rvijo de que ellae sbi enearregada
, quando assim procedo, pde-se- dizer com im-
vre que vem servir a sua patria em ama carreira
honrossima he Jralado peior iloqusom negro; o Ira-
tamenlo dalle a bordo nao he nada superior ao dos
negros, dz-se mesmn que he inferior vivem todos
juntos a Iwrdo dos vapores, tantos os livres como, os
eteravos, e o governo paga nao pequea somma pe-
lo Iranspjrle desses lirasileiros que va servir a sua
patria.
Al aa ira prtenlo as votes loa representantes da
nacas, ou antea as vozes d* humanidade, nao foram
oovidsa peto governo. oo se o governo den soas or-
dena foram inteframento desobedecida. E faz-se no-
vo contrato com a companhia lando ella faltado lan-
as vezes aes seus coinonemissos I Com o novo con-
trato, he verdad que alguma cousa se providencia a
este reapeilo; mas V. Exc. ver o qne lia d aconte-
cer, principalmente se continuar o trafico que existe
do Norte para Sel. V. Exc. veri, apezar das pro-
videncias que o governo vai tomar es vapores cheios
de negros que se remetiera para serem vendidos no
Kio da Janeiro, e ao mesmo tempe os infelizes re-
crutas misturados com escravos, e eseravos assassi-
nos ; porque hoje no Norte quem tem um escravo
perverso e assas-ino mmida-o logo para o Sul, por-
que sabe de certo qne no momento era qae desem-
barcar he logo vendido por bom preco e a dinheiro
iie contado.
Porque nao alteudeu o governo a esla circamslan-
eia muilo digna de alinelo"! Nao seria o caso de
Parece-me que este projeclo devia ser remanido
cominiwao de industria e artes, para o examinir
com aiteiiro e interpor o sen parecer. Mus nao
mando requeriinenlo nesso sentido, porque evtou
ceno de que nao passar, e nao qarro que algueai
dlgaque desejo profcllar a discossao.
\ oto contra o projeclo.
No havendo mais quem peca a palavra, precde-
se a votacSo, e passa a proposicao terceira dis-
cussao.
Fabrieade algodao i Dlogo Ifarllty.
He epproiuda sem debate em primeira discassao,
e entra immediatamrule em segunda a propoilfao
da nutra cmara sobre este objecto.
O Sr. Vitcond de flaboraky : Voa reqaerer
qae o projeclo seja remetido commissJo de com-
mercio, industria e artes, para que ella d o sea pa-
recer sobre este negocio, que hs de Benita impor-
tancia.
O Sr. Prendate do Comelho diz alguraas
palearas que nao ouvimoa.
O Sr.Presidente : Queira o Sr. senador man-
dar o seu requerimentn.
O Sr. I'iiconde de Itaborahy : Por ora desisto
de mandar o requerimento, porque o Sr. ministro
da fazenda vai dar algumas explicac,es.
O Sr. Marque: de Paran (presidente do conse-
Iho) : Sr. presidente, a fabrica de qne traa este
projeclo e>l.i parada ha innilo lempo, e ainda nao
contratar com a companhia que nao viessem escravos chegou a poca em que o Sr. Dingo I lar (ley he obri-
ade que fallo guiado pelo odio e rancor '?
l'ois i no parlamento hu qua hei de ser acoima-
llo de parcial t Qual he a voz neeta corte do Kio
de Janeiro que ja tachn de parcial o juiz da primei-
ra va- :le de errar, porque sou horaem,
iribunaes superiores 1 Se as mi-
^^^Hkmadas, nao o sao (ambem os
Quem ma lacliou nesla corte
^^Hte son j'.ii? ha 7 anuos"! Nao
ijoaodo 850 aqui suslemei o minis-
refleidcs a discursos do Sr. Vergoeirn,
flua, e do Sr. Barao de Pindar. K
adversarios polticos tralavam me de,
urna maneir i muilo mais obseqatosa, faziam mais
juslca lis minhss intcnces.
-.tou persuadido que esla con-
vado no senado, ja o foi em
, e o ha de ser em segunda e
*em esloo persuadido que se
para a casa rauilos das
lenemns um debate mais largo, e al se-
omcnienle remelte-lo a ama commissao para
sobre elie interpor o sen parecer. Be justamente
ules dos ullimmi diasdesessao. Eu estou
le que os senadores do imperio fartamser-
i se depois de volado o ornamento nao
voltaatem ao senado, porque, senhores, est de-
da se fa,: cum pausa, lodo passa
ior discuss3o.' A Iti dn ornamento he
ti, mas devia ter vindo mais cedo do qae
"le auno.
tes, isto niio he onns s para qualro
ou ejnco ; nao he possivei qae se resista a urna dis-
.lirada, nao digo j os menos robustos,
roaos. Saccede o que V. Exc.
yudo nos ltimos di>s de sessio e
sem discussao. E esle controlo
io modo se o Sr. Viscoude de Albn-
a palavra. O governo
; ello nao qoer discussao, quer
que l ule. Jimbura lionlem se
^^limporta *>e p'nsse o con-
ii k* imlilfereule, volem como qui-
ii. Quem nao v que isto ulo peasa de meras
palavri s 1 lia empenho, e grande empenho em que
o cuntalo seja approvado nesla sessio.
Sr. preidenle, V. Ew. iia de recordar-te qne se-
la casa mats de urna vez se Iem lamentado o estado
em qan chegom ao Rio dados principalmente da* provincias do norle; ha da
(er lidio as discuasues da ultra cmara as quaes se
pinlou com vivas coree a miseria e toOrimenlos dos
indivi luos qne sao enviados nos paquetes da compa-
nhia para terem praca noexereilo e armada, V. Exc.
lainbem ha de lembrar-se qne o anno passado te re-
comu|?n eele Slijectu muilo em consideraqao. e que elle pro-
melle'i que assim o farta. depois das relenles feitns
pelo Sr. viseoiide de Atboquerqae, peto^r. berao
de Pindar e por mim, M.as as cootas lean continua-
do da msala naneirj I 1)4 serle qoe uro hornera li*
a bordo dos vapores, que apenas se admitlissem es-
cravos de passageros, sobretodo quando fosse
avallado o numero dos recrutas ; Como ha de o go-
verno ler voluntarios teelles nos vapores nao tera
melhor surto do que os recrutas f
O contrato obriza a companhia a receber era cada
viagem seis passageiros de eslado. Senhoret, isto lu-
do nao serve sean para beneficiar alilhados. Se o
governo escolhesse de preferencia os pobres e infeli-
zes para dar estas passagens, bem ; mus de ordinario
to os ricos que Iem proteccSo, que Iem boas rela-
jos que gozam dcste bcnePirio. E os exemplos sao
numerosos, ns abusos qne se tem feito desla facul-
dade sao muilos.
Sr. presidente, um dos arligos do contrato diz que
I companhia far transportar gratuitamente quaes-
quer ominas de dinheiro que o lliesouro nacional
ou as thesourarias das provincias tiverem de remol-
ler de um pera oulro porto da escala dos seus pa-
quetes.
Hontem nesta casa sesuscilou urna qeeslao, a moii
ver importante, e como se trata de materia anloga
eu direi alguma cousa sobre ella. Pergunlo en a V,
Exc. : a companhia lira obrgada por qoalquer des-
vio que por exemplo um commaudaote der s quan-
lias remanidas pelo lliesouro ou pelas thosourarias '!
Ilontem o nohre senador por Pernambucp, fal-
lando de um aconlecimento do que o senado tem co-
nhecimentu, pergunlou^e vinle e tantos conloa cuja
falla so havia descoberlo no lliesouro, de um caixote
viudo de Pemambuco para o Rio. j linham entra-
do para o mrsmo thesouro, e S. Exc. accretcenlou
qae eslava convencido de que a quem cumpria in-
demniser o thesouro era a companhia, e que hou-
vesse ella depois essa quanlia de quem qoizesse.
Sr. presidente, eu nao sei al que ponto he funda-
da a opiuiao do nobre senador, a quem muilo respei-
lo, mas lenho minhas duvidas sobre ella. Nao eulro
nesla quesian porque nao he propria do lugar ; mas
fallt-i nella para perguntarao governo: quem deve
restituir as quanlias remellidas pelo lliesouro ou pe-
las thesourarias nos paquetes da companhia, caso se-
jam roubadat'.' Sao quesles de importancia que
deviam estar decididas no contrato pura avilar du-
vidas.
Ei'Sr. presidente, V. Exc. ha de recordar-se d
um discurso proferido na cmara dot Sts. depulados
quando ge fallou acerca desle objecto ; ainfla oessa
occasio se moslron odio e rancor a um Brasleiro
que linha sido ausolvido pelos tribunaes, ainda se
deu a entender que, embora os jurados decidissem
nnaiiiineinente em favordo accusado.o absolvido nao
linha conseguidb mostrar a sua innocencin. Nada ha
mais horrivel Se iilo he licito, enlao, Sr. presiden-
te, qual a surte dsquellcs que leudo sido sujelos a
um tribunal e oblidn urna densa que os declarou
innocentes, ainda se Ibes diz : O que me importa a
decisio dos Iribunaes ? Para mim nada provasles,
nao moslrastes a vossa innocencia, nao conseguisles
deafazer a impressio qae exislia de que fosles autor
de um crime grave.
lie-verdade, Sr. presidente, que essa victima,
apezar de ser militar, nao vacillou em escrever urna
longa e bem d<-duzida correspondencia, qoo appa-
receu no Jornal do Commerciqafcrespondendo da
maneira a mais satisfactoria a esar lerrivel insnua-
cao qoe se Ihe fez em um discurso proferido na un-
ir cmara pelo Sr. presidente do conselho.
Nesla casa se disse deum homem que nem apenas
eslava pronunciado : He um criminoso ; eu live
os papis em minha mo, quando o nobre senador
pela Baha n Sr. Barao de Muriliba dizla : a nao he
criminoso. Mas na oulra se disse : Vos nao me
con\ encesten, pouco me importa a decisilo do jury ;
continuo no juizoque antes linha a respailo da vossa
criminaliilale. lie mullo lorie, he muilo abusar
da posicao de ministro ede reprsenla ule da inc.lo.
Nao ha respensabilidade legal, e da responsabilidade
moral zomba o Sr. presdeme do conselho. Nao ha
allenrao para com um individuo que tanto linha tof-
frido. que esleve lento lempo debaixo da accusac^lo
mais horrivel qae se possa fazer a um hornero.
Isto he que he prudencia '.' Islo he que li cir-
cumspeccao '.' Islo he guii>r-se pela mparcialidade
e pela juslca '! l)iga-o V. Exc. que he ornamento
da ciaste a qae (ambem lenho a honra de perlencer.
Yodo islo passa e ninguem diz urna palavra, apenas
a pobre victima pega na penna para anda justificar-
te. No parlamento ninguem oilsa erguer sua Voz pa-
ra fulminar um lao inslito procediroentn, e quan-
do um senador dn opposicAo levanta sua voz um pou-
co mais alio, ou profere ume proposi^io um pouco
mais enrgica, clama-te contra elle, diz-se delle lu-
do quanto lia. Todo est.i subjugado, ludo se deixa
subjugar por essa forca mfgnetica que existe lio paiz.
Nao se quer amir urna voz livre e iudependenle,
que ainda felizmente nao -chegou ao ponto de ter
inedo do dominador,que se sedease leitura dosphi-
losoptios, esobreludodos philosophos moralistas, ha-
via de encontrar as mximas que vou ler, e sobre as
quaes devia meditar allenlaueiitc : i Nada ame.ira
lento de urna grande desgraca, como orna excessiva
prosperidade.
>< Ficai certos que os homens iniolentet na pros-
peridade, sAosempre fracos e covardes na desgrara.
(i A prosperidade lance, am hrilho sinistrn. lima
grande frlicidademeaca. de um grande revrz. e
He bom, Sr. presidente estar na mediana. He o
mrlhoT estado que ha iiesle mondo ; nat riquezas,
as grandezas, no poder, era ludo he a mediana a
melhor r'oudicao qee ha. Islo so ignora aquello que
no seu gabinete nAo medita as colisas humanas e
no se entrega sureludo ao esludo da verdadeira
philosophia.
Sabe V. Etc. arazo porque a mediana he prefe-
rivel'.' Nao haambicn ; lambem nio ha invejasos.
Mas quando prosperidade se junta o orgnlho e o
desejo de maltratar o seu somelhanle, a ainbico ex-
cessivo do mando das riquezas.enlao verifica -se a se-
guints mxima de um homem muilo enaltecido: Hn
protperidadtt lao detarrazoada ou to amear-ado-
ras, qua fazein fugir como a desgrana, ou antee de-
terminara todo o espirito providente e corajoso a
conlraria-las e ataca-las. s
Nao so eiqueca nunca o Sr. presidente do conselho
do helio dito de Salvano:Tollunlur in altum,
ul graciort tapsu ruant. a Sobem muito alto, para
que a queda seja mais desastrosa.
Nao lie de hoje, Sr. presdanle, que a-companhia
de paquetes a vapor faz todos os teus esforcos para
acabar com as duas escalas da Parahiba e Rio Gran-
de do Norte. J o couseguio urna vez, mas feliz-
mente tanto o governo como o corpo legislativo, a
vista ibis razoes que se expuzeram, literatn reviver
a antiga dispoiicilo que obrigava os paquetes a en-
trar nos dous portos a quo me refiro. lie urna ver-
dade, Sr. presidente, que nem o Rio Grande do
Norte uem a Parahiba oflerecem os lacros, as van-
lagens qne offerece a Baha, Alagoas, Pernamboco,
Maranhdn etc.
Mas, senhores, etles contratos tem s em vista dar
lucros companhia '.' Estes contratos nao tem em
vista estrellar as relaces enlre a capital do imperio
e todas ns provincias? Ninguem o poder* contestar.
Pois bem, qual ha de ser a razAo porquo as provin-
cias da Parahiba e do Rio (iraiide do Norte nlo de
licar privada! de um beneficio da que gozam lia lan-
os annos ? Pois qoando a companhia vai receber
mais 3I8:IIOO|000 nao pode tujeilar-se ao onus a
que tem estado sojeila, de mandar os seus paquetes
aquelles dous portos ?
Mas disse-se : l. rilo se a mar permitlir. n
Isto Pica a discricao dos commandanles, e a mar
nunca ha de permitlir qne os paquetes entrera na
Parahiba e no Kio Grande do Norte.
Com ludo isto nao vejo senflo vanlagens para a
companhia e grandes onus para o lliesouro, aem be-
neficio para afumas provincias, lie ainda mais urna
nrova qoe lenho, Sr. presidente, de que a companhia
he urna potencia, e hoje entao mais do que nunca,
peloa motivos que V. Exc. e o senado nao ig-
noram.
ventara aleumas tnforinae6et esle respailo 1
lemos nenliumas.
Nao
gado a pagar a quanlia de 100:1100 que' Ihe em-
presiou a fazenda publica. Assim, nem elle nem a
fazenda publica lira actualmente o menor proveilo
dessa fabrica.
Prelexlou-te o alio prec,o do carv3o, mas parece-
me qae a principal causa he a falla de capitel para o
costeio ilo esUhelecimento. O hr. Harlley foi infe-
lii na sua pspecul.n_-.io ; consumi os seus canil.es.
consumi os I0v:000>i qoe a fasenda publica Ihe
empreslou, e nao Iem podido manter a fabrica em
exercico ; de sorle que he provavei que ella se de-
teriore lodos os das, sem proveilo para elle nem pa-
ra a fazenda publica.
Seria convenienle qae elle Picase habilitado para
alliena-la ; mas nao sei se a fabrica po lera produzir
boje os 100:000 da fazenda publica e dcixar ainda
alguma vanlagem ao proprietaro. A sua avaliacao
na occasio em que se fez a hj polheca i fazenda pu-
blica he de certo maor, cre.I que orea em 180,000;
mas leiilro muitas duvidas, principalmente depois
do desastre que acaba de ler logar, depois de reco-
nhecer que aquelle estabelecimeulo nao Iem dado
vanlagens de que possa elle ser vendido por urna
quanlia que chegne para pagar a fazenda publica.
Picando ainda alguma cousa para o prupriolariu.
Provavelmente elle nao quer vender a fabrica
slmplesmenlc para pagar fazenda publica e licar
sem cousa alguma ; por lano hade esperar a poca
em que a divida Iem de ser png.-i segundo a resolu-
Ciln em vigor, em virlude da qual se Ihe fez este cm-
prestimo.
I.embriiii-sa esse proprielario (e foi .o que reqoe-
reu cmara dos Srs. depulados) de formar urna
sociedade por acones, pediudn nesse intuito aulorisa
rao para levantar a hj polheca ; mas cu, na infor-
maran que de a cmara dos Srs. depulados, n,1o me
mostrei muilo favoravel a essa idea, principal-
mente porque julguei que linha havido defeilo de
adrfiinisIracAo. i
Nao creio que o Sr. Dioso Harlley livesse, qoan-
do emprebendeu etse negocio, nem a nslruccjio pra-
lca, nem a habilitarlo uecessaria para a gerencia
de ama fabrica, Aem os hbitos econmicos indispen-,
saveis para que taes eslabelecimenlos possim pros-
perar,; principalmente com a concurrencia que ne-
cessariamenle deveria ler de oulrot paizes mais ha-
bilitados. Por isso, Sr. presidente, na informa^Ao
qoe dei nao acorocoei a idea que leve o Sr. Harlley
de organisar uma socedade por acefies.
Persuado-me porem que a resolucao do modo por
que est concebida nao decide absolutamente a
a|uesiao, Como ja disse, eslou persuadido que se
podera echar comprador para essa fabrica : mas no
estado em qoe ella se acha, parada ha perlo de dous
annos, quando o mesmo proprielario tem feilo ver o
nenhum lucro que ella Ihe den, provavelmente nin-
guem dar por ella, ja nao digo a quanlia em que
Toi avallada, mas uem mesmo ama quanlia que
chegue para indemnisor a fazenda publica do em-
prestimo de 100:0009 e que deiie ainda alguma cou-
sa para o proprielario.
Nesle sentido he provavei que elle nao possa che-
gar a um accordo com o lliesouro, que nAo pode
convir senao na venda dn estabelecimeulo, pausan-
do a resolucao. Tainbem nao creio que a fazenda pu-
blica mclliore muilo se liver de esperar a poca em
qae esse empreslimo se ha"1* vencer, para enlao
levar a prara e vender rasa fabrica.
Assim pois sera convenienle, Sr. presidente, qoe
alguma commissao da casa nchassa um meo termo
que podesse convir ao proprielario e ao thesouro;
porque segando o que dispe esla resolucao. ludo
Pica dependeudo da volitado do proprielario, e he
Eu vejo, Sr. presidente, qoe o governo fez ha
muilo lempo um contrato para comiaunicacio regu-
lar da capital do imperio rom o porto de Santos na
provincia de S. Paulo. Este controlo linha por fim
Irazer essi coinmiinicacao regular, porque para o
porto de Santos, posloque haja algn vaeree mer-
cantes, estes sao irregulares nes seas vlagens, e este
irregularidade prodoz at vezet o inconveniente de
nao te ler noticia na capital da provincia de 8. Paulo,
ara onde alias vamos com 30 hores daqui do Rio de
sneiro, se nSo s vezes com demora de 15 das.
Mas lendo o governo subvencionado muilo mingua-
damenle esle servico em beneficio desea ^?rle im-
porlatilissimade S. Pealo, o corpo figislalivo o auno
passado fez ama lei eutorisatido o governo para au-
gmenlar a subvengo para essa liiihii da capital do
imperio para Santos, estabelecendo novas escalas
que os vapores deviam tocar para tornar a commu-
nicacao reciproca ntreos diversos portos, todos im-
portantes, da provincia de S. Paulo. Etlabeleceu-se
nessa lei que o governo poderla augmentar a snb-
venr.lo, augmenfando lambem as escalas pelos portos
de Cbaluba, S. Sebas|iao, Santos e lguape, porque
o interesan da provincia be s ler relarao directa com
a corle, mas relscao de porto a porto. Entretanto
o governo, lendo esta autor isa rao para augmentar
a subvenco na praporc,ao do augmento dea escalas
al hoje nao fez contrato algum para a evecorao
dessa lei !
Ora, quando vejo qae portos de tanta importan-
cia como sao esses da provincia de S. Paulo, como
seja o porto de llbaluba, qne Iem grande exportaran
de caf, qae por causa dessa grande exporlacao Iem
uecessidade de ler relaces regulares com o mcroado
da capital do imperio ; quando se trata de um porto
importante como he o de Sanios, importancia .que
se demonstra com o mappas de navegaco que o
governo acaba de distribuir no senado : quando se
tratado um porto tan imprtenle como o de Iguape
que precisa de grande impulso para desenvolver os
muilos elementos de prosperidade que tem ; tratan-
do-se disto, o governo al boje nao por. em execu-
cAo a lei qae manda augmentar a subvenco em pro-
porcao do augmento das escalas E o qne Iem re-
sultado daqui ? Tem resollado que a provincia de S.
Paulo al hoje nao Iem communicario reciproca nu
seu litoral por meio de vapores.
Por muilo lempo, por mullas vezes ua assembla
provincial de S. Paulo eu live occasio com os meus
collegas de representar aos poderes geraes, pedindo
em bem da provincia um favor minguado, qual era
fazer locar em Sanios os vapores da companhia de
paquetes para eslabelecer relaces enlre a capilal do
imperio, Santos ea provincia do Rio Grande do Sul.
Esle favor nunca o governo quiz faztr ; al certo
ponto lalvez livesse suas boas razoes ; a escala para
o Rio Grande do Sul por Sanios alrasava alguma
cousa a viagem ; mas esta recose foi sempre pretex-
tada com a prespectiva ou a esperanza de eslabele-
cer a romnio ni cacao directa por'uma linha interme-
dia. Ora, esla linha intermedia fui eslebelecida pela
lei do anuo passado, entretanto al hoje nao execu-
lou-se a lei, e a provincia est sem communicacAo
alguma.
O Sr. Ferreira Vaina : O Sr. ministro do im-
perio em um discurso proferido na camera dos Srs.
depulados disse que elle nao se Iem descuidado desle
objecto.
O Sr. Silceira da Molla : Tenho muila con-
fianza no Sr. ministro do imperio, mas fez-sea lei
ha um annn e S. Exc. anda nao a execulou...
O Sr. Ferreira Penna : Elle explcou-se a res-
peito na cmara dos Srt. depulados.
O Sr. SUceira da MolU : Nao trago islo para
fater censara ao Sr. ministro do imperio ; confio
que elle ha de realisar esle roelhoramenlo a que a
provincia Iem direito, porque au pode deixar de
conhecer que a provincia Iem hoje importancia im-
mense pela sua exporlacao e precisa de relac3o re-
ciproca deporto e porto ; masera para fazer sentir
que agora que ss trata de subvencionar companhia
para navegaco intermedia entre provincias, fazia-se
isto antes que se puzesxe ero execucao nma lei que
ja passou ha um auno para subvencionar essa linha
regular para a prnvincia de S. Paulo ; para fazer
sentir que se vem pedir angmenlo de subvenco pa-
ra oulras buhas que eslAu se explorando oo em
principio de nplornco. das quaes nao lenho idea
mais vanlajosa do que tenho da de Santos e portos
intermedios.
Sr. presidente, nao lenho duvida em dar o meu
vol ao projeclo ; mas era preciso que o governo
desse algumas iuforraacOes, que nos dissesse o que
quer dizerfazer extensiva a essascnmpanhias pro-
vinciaes as vanlagens que sao concedidas por decre-
to de 1851 .i companhia de paquetes de vapor ; era
preciso que o governo discriminaste, definiste qnaes
sao dessas vanlagens aquellas que naosAo peculiares
companhia geral. Alan disto era preciso que
nos ioformasse quaes sao as razoes por que duas
suas leis com at das oulras provincias! Reflecli qoe
toda essa differenea,de qostl nada para muito,
nAo procede lanto de incapaeidade dos meoa com-
provincianos, qnanto da m escolha dos representan-
tes da provincia Reflecli qoe seria convenienle
lancar mao de nova escolha, tabttituindo por un-
iros, pelo menos qma grande parle don acluaes re-
presntente! qua nao querem ser reeleilos ; e lem-
brei-me de recommendar t urnas pera e proxime
legislatura os asmes dot seguales benemritos da
previncle, cada um dos qnaes ido deixa de ler ten
tiluto de recommendaclo e sea merec raen lo ; ont
por sim. oulrot por nao, a saber ; Vigario Florencio,
Dr. Anta, vigario Janaario. Br. Manuel Antonio,
vigario Borge, Dr. Mi, vigario Antonio Joaquim,
l)r. Andr, leneole-coronel Bonifacio advogado
Manoel Lucio, promotor Ribeiro, major MaraesU,
vigario Zumba, eommandanle enperior Varella, vi-
gario Bellarmino, tenenle-cornnel Antonio Basilio,
negociante Canillo, padre Francisco Justino, vigario
Mallos, delgalo Manoel Francisco Dantas
Como esles, existem nulros muilos horneas cpa-
les na minha Ierra ; e msl eslarjam os comhatenies
se nao livessem grandes generaes na reserva e habi-
lissimos varee fre do Iheelro da guerra Como,
porem, por ser Dos super omina, al hoje ninguem
ousou tomar-lhe cunta por ter feito o mundo em
seis das, e nao em menor ou maor espaco de lem-
po, ou em um s i-il ; da mesraa sorle, por ter eo
um uinguem, e in/ra omnia, ninguem se abaixar
o pergunlar-me porque motivo, causa, on razo es-,
crevi na minha lista eleiloral aquellet J noraes, e
nao outros. Seo fizesse, Ihe respondera telIt
tuum cuiqne esl, nee voto vicitur uno.
E domis, 'que motivo haveria para se nao aceitar
qualqucp dos navos candidatos, promotor Ribeiro,
negociante Canuto, Dr. Aniao, m-Jor Maracaj, pa-
dre Justino, eommandanle Varella e delegado do
Acari Manoel Francisco ? S porque al agora nao
represenlaram a sua provincia 1 Esse he o melhor
aigamenlo que podem ter elles em favor da aun
eleicAo ; pois que, sendo de lodo n manjar que se
pe mesa, pela mesma ratao de nao terem ale ago-
ra janlado, lie qoe devem lambem juntar, para par-
ticiparen*, do mesmo doce e do mesmo amargo de
que tem gozado outros ; el raligua...
E quem ha ah que, nao saiba, que o delegado do
Acari, por exemplo. merece at nm litlo de gran-
deza, pela sagacidade com que Iem enchuto a cadeia
de grandes criminosos ? Quera ha ah que nao.en-
xergue que estes novos representante bao de sen-
lar-se as cadeiras legislativas cheios de pensamen-
tos de melhoramento da sua provincia .' Quera lao
miope, que nao veja o alrazo era que se acha ella
relativamente is suas innaa- !
Ah meu senhor. esla minha provincia Iem mais
recursos que muitas, e mais alrazo quo todas A
causa .' A assembla, a assembla ; o presidentes,
os presidentes ; lodos aquellet que niio sabera, ou
nAo querem governar sua casa O chefe domestico
muda, e pe as regras e os coslumes de sua casa ; o
general em chefe he quem responde pela disciplina
do seu exercito ; o chefe do estado be o nico que
recebe o louvor, ou vituperio pela prosperidade, ou
decadencia da nacao !... ludo mais lie secundario.
Arrenego do poder que nao pode, diz um grande
meslre da vida Quem nao pode, larga, quem nao
sabe poder, d o lugar a oulro '. Assim farei eu, quan-
do nao poder escrever com liberdade !
A mai mala o filho com pleuriz, a mulher sima-
da morre de parlo, a oulra que corre, morre de es-
tupor, a assembla se reuuva para ver se he, o poder
nao pode ; e eu ? eu sou como fui e serei
O ninguem.
PERYMBICO.
. companhias creadas nllimamenle e ja subvenciona-
natural que elle nio aceite proposicao qoe Ihe faca das vm pedir ao corpo legislativo augmento de sub
levarte fabricai n prara, indemnisar o thesouro- -veuijao ;
I
da quanlia de 100:000 e conleolar-se com o res-
tante, que ha de ser mui pouco.
O Sr. Presidente : O Sr. vsconde de Itahnrahy
desiste da apresentacao do seu requerimento'?
O Sr. yisconde de Itaborahy : l.embrei-me do
requerer que se mandasse esle projeclo a uma com-
missao para que ella propuzesse mu expediente mais
ellicaz que aaidesse convir lano ao proprielario co-
mo fazeihv publica. -Mas reconhecendo, pelo
qoe se ponderou, que ser isso muilo dillicil. senao
impossivel, desisto do ediemento, e voto contra a re-
selucan pelo modo porque e>U.
, (' -Sr, Presidente : Enlao continua a segunda
discussAo da proposicao.
O Sr. Margue: de Paran (presidente do conse-
Iho : Vejo equi uma clausula qne convria ser
altendida. Na resolucao se diz : u O governo lies
aulorisado, etc., salvo a devala existencia da mesma
fabrica, n Parece-me que a inlenrao do corpo legis-
lativo he que fique salve a existencia da fabrica e ao
mesmo lempo que a" fazenda publica nada perca.
Ora, o governo nao pode -aulorisar contrato algum
sem a seguranza do pagamento dos 100:000 ; mas a
duvida qoe tenho he que baja quem hoje d pelo
que ha da fabrica 100:000 para a fazenda publica.
Comquinlo as avallarles, como dusc, sejam de 180
cantos, cumpreallender a que essa avaharnos foram
feilas em lempo em que a fabrica eslava em pleno
an lamento,e qnanto ao terrenos parece-me que es-
tn avallados em uma somma muilo elevada.,
Julga-se concluida a segunda discussao, e' he re-
jeilnda a proposicAo.
Companhia Pernambueana de nacegamo a vapor.
O Sr. Silceira da Afolla:Sr. presidente, nao
pretendo negar o raen voto a resolucao da cmara
dos Srt. depulados, dando consignaroes a cata nave-
cario intermedia dos portos do norte, porque julgo
queem materia de communicacAo entre as dilTereii-
le provincias do imperio nao-podemos ser tachados
de prdigos quando temo alguma largueza, porque
sao avancos para grandes vanlagens quo o imperio
pode colher ; o exemplo ah esta na coiitpanhia de
paquetes a vapor para o norle e para o sul, qoe Iem
Irazido vanlagens immentas para o imperio pela
coinmiinicicAo regular que Iem eslabelecido entre
os dillerenles portos do norte e sul com .a capilal.
Mas, seuhorest esta resolucao Iem alguma cousa
que uAo'posso comprehender ; por ella so approve,
nao s o contrato feito cum a companhia Pernam-
bueana de navegaco a vapor e com a companhia
Bahiana, augmenfando se nesla a consignaran, mas
alero disto ha um artigo rujo alcance nao post al-
lingir ; tal he a dispnsicao do art, 2. Diz este ar-
tigo : o Fica igualmente approvada a condigAo i do
decreto... segundo o qual sao concedidos a compa-
nhia Pernambueana > paranlo Bahiana"1 os mes-
mos favores oulorgados a companhia Brasleira de
paquetes a vapor, a Eu nao sei sosera preciso qoe
o governo desee ao senado algumas explicarnos a res-
pello da extenr.Vi desses favores, a respeito da equi-
paradlo dessas companhias de navegaco para todo
o littoral do imperio. Parece-me que ha razoes que
podcrlam aronselhar o governo. o legislador, a con-
ceder certas i-enres, certas vanlagens a uma coin-
panhit, cujo fim fosse a communicacAo eral do im-
perio e que nao devam ser extensivas ,i cjmmuni-
rarao de provincia a provincia.
Ora, o artigo segundo esl co.icebido de maneira
qae nao posso saber quaes sao as vanlagens que sAo
concedidas aos paquetes de vapor da linha geral. que
licain sendo extensivas a essa linliat Pernambueana
e Bahiana. Nos agora acabamos de approvar uro
contrato, concdanlo mais vanlagens a companhia
geral de paquetes a vapor ; esla companhia vai-se
collorando cada vez mais em mior pe ; as vanta -
gen correspondentes a esla companhia para e sna
couservacAo, para o seu desenvolvimento, nAn sao as
que se pode apropriar a navegaco coslera de pro-
vincia a provincia; entretanto mis agora demos
mais vanlagens a essa companhia geral de vapores,
e j vem um projeclo e diz : As mesmas vanlagens
ser.io cuiiceddas as companhias Pernambueana c
Bahiana I O que quer islo dizer t He preciso qua
o governo o explique ; julgo quo o legislador nao
pode fazer concesioes por esle modo indefinido, alia
as prclenres dessas oulras companhias podem de-
pois ser desmedidas, vai-se crear a neceasidade de
ir fzendo novos favores a sombra dot favores feilos
a companhia geral da navegaco do imperio',
De mais, eu vejo que esle projeclo era desuado
a fazer exlensivaa essas vanlagens a companhia Per-
nambueana ; enxerlou-se depois no projeclo aatori-
sucao pata o governo innovar o contrato celebrado
com Amonio Peilroso do Albuquerque relativamen-
te a naveaecao avaporenlre a Babia e os porlos
mencionados no mesmo contrato : o nao sseenxer-
lou esla aulorisacaio, mas ao mesmo lempo appro-
. vou-se o privilegio concedido para o eshibelecimcn-
que orgui minha voz para advogar a sua causa. lo de vapores de reboque para n servico do porto de
do do or- Pemambuco. SAo cousas muilo dilfereules, ,1o ser-
* REPARTigAO OA POLICA
Parte do da 28 de setembro.
Illm. Exm. Sr.Levo ao conhecimenlo de V.
Exc. qne das riifferenles participarles hoje recebidss
neste repartir^ consta terem sido preso :
Pela subdelegara da Ireguezia do Recife, Jote
Vaz Coutiuho, por desordem.
E pela subdelegara da freguezia de Sanio Anlo-
nio|a pretil francisca, por desobediencia.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pemambuco 28de setembro de 1855.Illm. e Eim.
Sr. conselheiro Jos Benlo da Cunliu e Figueiredo.
presidente da provincia.O chefe de polica, Lutz
Carlos de Paita Teixeira.
COMSOICABO
REVISTA JUDICIARIA.
Jury do Recife.
II.
Nao lenho esperanza nenhumade qne passe qual-
quer emenda que eu mande ere beneficio da Para-
hiba e do Rio Grande do Norle, porque eslou per-
suadido que nao se admilte emendas ; eslo projeclo
eil as mesmas circumstancias do salvalerio qae
ora se discute na cmara dos Srt. depulados. Nao
posso por lano lisougear-mc de prestar esse peque-
nofcrvico a ininba provincia. J eslou lao acoslu-
mado a nao poder preslai-ihe servico algum, que
nAo lenho remedio senao resignar-rae. Ao menos
saiba ella que nao me esqueci della ueste momento,
Senhores, nio ha no porto do Rio tiren
le ueiihum perigv para os vapores ; pare os navios
de vela ainda pedera haver, dadas eerlas e deter-
minada* circiimslaucias, mas < para os vaporee nio.
S por incuria do eommandanle ou por deleixo do
hornera do teme he que pode ter lugar algum sinis-
Iro. Apenes liouve um nico; e porque minea maii
hoove nenhum oulro ? Porque houve cuidado. I,
tem entrado vaporee como o Imperador e o Impera-:
triz, qoe nAo e3o pequeos, o qoe prova que a barra
nao aprsente este perigo qoe e companhia allegou
para obler do governo que acabasse com essa escale.
O motivo nico desse condcao he aquelle perlo nao
offerecer grandes lucros a coraptnhia, por haver all
poucos passageiros e pouca carga.
Sr. presidente, enlend* que devo terminar o meu
discune. Simo vivamente, eemo j diste, qae niio
esteja prsenle o Sr. Viiconde de Albuquerque, qae
cerlamente meajudaria moilo, porque, Iem enfulla-
do esle materia, como ainda hontem moslrou ; de
certoateo veio hoje por molivo muilo ponderoso. O
senado vele era toa tabedoria comoquizer.
qae deinunslresse ao corpo legislativo as
rtroamstancias particulares que podem justificar
esle nigmento de subvenco. Ea vejo ao mesmo
lempo qa o governo Iem sido to cauteloso, para
nao dizeraeniorado, na, execucao das leis a respeito
das communoVuset das provincias enlre ti, que re-
l.ilvnmenle Vfina tem deixado de executaf alei,
nao lem fei\r*onlra.to, eqoaulo a oulras Iem dado
subveines,r< uno cerbl gralia, companhia Pe-
droso para) navegaran da Babia a Caravel-
las. etc.
Ea pornd fc.u-a poder volar pelo proieclo preci-
sava de nfaroaces do governo.
Ora, o projeo esl em I. discussao ; parece-ne
que nao podtt^pwct-' a sea approvaro nesla sessao ;
quando ellotfosse epprovado hoje, e ae quizesse re-
quTer, dispensa do intersticio, nio se podia isto fa-
zer, polque creio qae ja nao ha casa. Julgo que se
pode requerer sem inconveniente mesmo para o pro-
jeclo que se perAo infonnares ao governo, visto que
nao esla prsenle nenhum dos Srs. ministro-, indo
entretanto u. projeclo a alguma commissao...
"> Sr .Ferreira Penna:O relatoro do Sr. mi-
nistro do imperio conten algn esclarecmenlos so-
bre a materia.
O Sr. Silveira da Motla:Mts nao diz nada a
respeito do augmento da subvengo para a linha Pe-
droo, nem podia dizer; deu informaroe* sobre o es-
lado da linha...
O Sr. Ferreira Vaina:Re feria-me a compa-
nhia de Pemambuco.
O Sr. Silceira da Motta : Mas da linha da
Babia nao diz nula, porque he idee que apparcceu
depois de reunidas at cmaras.
Assim Sr. presidente, nAo estando presente nen-
hum dos Srs. ministros, hei de volar para que se
paeam nformiroes ou para que o projeclo da cma-
ra dos_Srs. depulados va a commissao respectiva.
A discussao Pica adiada pela hora,- e levanU-se a
sessao.
Nos diat 1, 2 e'3 uao houve casa, e no da t en-
cerraram-se os Irabaihos, caja sessao ja publicamos.
CORRESPONDENCIA OO DIARIO SE
PERNANBUGO.
. RIO ORANDE DO NORTE.
Ass 1" de setembro.
Senhor meu.C>uo incipiam, nescio. Principia
rei porm pelo zumbido de ume vespa, que azoiuou-
me o ouvidos, primeiro que a percebesse eu e dsse
allenrao ao que forra quera contar-rae. Entend
o verso, e deixei-a fallar n soa vonlade, percebendo
algumas cousas e oulras nao, lalvez as mais inters-
sanies, porque nao tenho uso de conversar as vespas.
Percebi primeiro censurar-me por meller-me a
noliciadur sem procurar quem me avisasse de todos
os acontecimenlos ; no que cerlamente sera injusto
fallando de uns e nao de outros, e dando saspeilar
em mim parcialidadc.
Deacalpei-me, pedi-lhe que me ejdasse, qual Si-
mao Cyreueo ajudou .< coudii tir a cmz do Senhor ;
e prometlcndo-me sua cooperaran, prosegsiio di-
zendn :
a He certo que Dos mala muila gente, segundo
se diz, que he Dos quem mata todos aquelles, que
nio sao morios por mao de homem ; mas, nao he
menos certo, que muitas pessoas, qoe se diz moras
por Dos, sao victimas da mao do homem ; sean
direcla, indirectamente, e senao prxima, remola-
mele ; elm de que (disse ella}, nao sei figurar ama
s h\ polhese em que o homem morra sem culpa ua
ou de oulro homem, e sim por exclusiva vonlade de
Dos, n nao ser por ultima velliice. E, poi, para
que culpar a Dos naquillo de quo smente o homem
he mi o culpado ? ,
n_Por exemplo, continuou a vespa, no dislriclo de
S. SebasIiAo morreo um rapaz, lillio de um tal Ma-
noel Memles, e di/.-so que mnrrera de pleuriz que
Dos Ihe deu Diz-se lamban que propria mai
desse rapaz, por querer, ou por pouco pensar, dera-
Ihe uma pancada sobre ns coslella, e qoe com mais
ou menos horas, mais ou menos das, elle morrera.
E te parece que elle morrera dessa encelada, para
que dizer-se, qae foi Dos que o maloa ?
Tambem um oulro filho desse Menaes dera
uma turra em sua propria mulher, estando ella pa-
rida de poucos das E se ella morrer desse parlo,
diz a vespa, Inmbem se dirfoi Dos quem a ma-
loa ? I
Semelhanttmenle, pelo rio cima, um (al David
do Rosario quiz malar a mulher com quem caaou-se,
de sorle qae ella correu bascar abrigo em casa de
gente maor : se Ta morrer repentinamente, nAo
faltar quem diga sem maor etamefoi Dos que e
malou I E assim, acrescenlou a vespa, Deo -, a quem
por cxcellenria cabe oatlribulo de Creador. nAo fal-
la quem diga quo fie mafadur Dos matador, e ma-
ador de um rapaz ? Os homens matando, e dzen-
de que foi Dos Isso he muito Isso he que he nao
temer a Dos !...
vi(os cada am dos quaes lem suas necessidades
pruprias.
Sr. presidente, essa companhia de navegaco cha-
mada Bahiana, organisada porPedrosode Albuquer-
que, j eslava subvencionada pelo governo, em vir-
lude de um aelo do poder legislativo, que approvoo
o contrato feilo pelo ex-minlslro do imperio o Sr.
onralvcs Martina com esse emprezario. J eslava
pois concedido uma subvengo. Essa linha princi-
piou s fiinccinnar, segundo me informam : nao sa-
bemos quaes tSo o trabrseos que leve a compa-
nhia no seu ensaio, para que agora sem maor exarao
se augmente a consigisacao concedida....
O Sr. Jobim: emprezario diz que larga, perde
muilo.
O Sr. Silceira da Molla-.Or, tea companhia
est, segundo roe informam, na poste da subvenco
pars fazer este tervico, era preciso que o governo
nne dissesse quaes Ao at razoes porque u companhia
precisa de mais, eu se cele servido se podero fater
sem um novo auxilio qne te quer dar. Temoa per
Assim zumbi, a zumbi oulras cousas, que mal
percebi serem censuras ns autoridades do lagar, com
preferencia ao promotor publico e ao juiz de direi-
to, por ngo lomarem conhecimenlo desses fados, e
por conseulirem quo se esteja allribuindn a Dos
aquillo que Dos condemna. Dado o recado, voou e
sumise a vespa, proinellendo-me ir colher novas
floree para esle meu eorlieo.
Viquei cuidando na ventura de adiar, sem nenhum
onns, |ge bom noliciador de prsenle e de futuro ; e
disse comigo, so uma abelha pode iuformar-me as-
sim, duee, tret e muitas oulras melhor me iuforma-
rao'-, farei parto com um grande enlame deltas, e
lerei de grac,a mais noticias iU que tem a polica n
casta de muilos contos de ris : lersi maior circulo
de qoe de noticiae; e muila vezes niliciare da pro-
vincia loda, qua luda ella he minha Ierra.
Entao, lancando vistas ao louge, vi qae esle he o
ultimo mino de deerms primeira legislatura provin-
cial. Medlti no que em lanas legislatura ha feito
a assembla d minha provincia, t sbaixei os olhotJi
eonfrontaudo su ai diseussee, seus melhoramentoa t
Havendo algum dos cidadaos juitet cabalado no
dia 1 do correle, dando atsim lugar a que se per-
derse mais um dia dos quiuze qoe a lei marca como
o mnimo para os Irabaihos de cada sessao, s no dia
3 do mesmo mez leve lugar o segundo julgamentu.
Felizmente, porm, nesle dia jse nao va o jury da
capital de Pemambuco, ese tribunal importante e
respeitavcl, que devemos ter em igual senao maior
consideraran e ipreco que os oulros que possuimos,
funccionarii'uma cas mesqunha. inmunda e lo-
dos os respeitns inconvenientes. Em virlude da re-
presentaran dot jurados levada por intermedilo
Dr. juiz provincia, leve esle de dar a precisas ordens ni
tido de ser o paco da assembla provincial franqV
do ao jury, o que de fado succedeu no referido
Se bem que meis distante do centro da cida
nequelle lugar acha-se n jury melhor accommod
do; j na he um corredor eslreito, onde exislia tu
do em confusao, e era mesmo impossivel se conservar
aquella ordem e decencia necetsaria, e sem espaco
para os espectadores nos das de concurrencia; nao
existe mais o calor e mormaco que nesse lugar a lo-
dos raorlilicava. nem o al.rido e estrepito constante
qual o que se haver n'uma .alfandega, e que (facer-
lo he a cousa mais incomrooda e repugnante a um
tribunal de juslca, onde te tem de ouvr lr e dis-
cutir com muila atienra i. com muila reflexAo. Na
cata da a;sembla estn lodos melhor accommoda-
dos, e o qae resla he que' os jlaglpres jnlzes de
direito sejam enrgicos em requisitlii Ul imiia iit
cessarios alim de que nao fallera como al aqui tem
sucoedido o aceio e a decencia lao necessarios em um
tribunal daquella oedem. Nao sabemos se ser po--
sivel que o jury conlinue onda se acha; caso uao se-
ja confiamos que o governo ter todo o cuidado em
procurar casa conveniente, visto lambem ser eeta
urna das causas qae coucorrem para que ot nosso
concidadaos raenosprezem l.lo bella instituidlo.
He preciso destruir por fados essa crenc. que te
vai enti aullando entre o povo de que a instituirlo do
jury tem inimgos que lodos os meios empregam pa-
ra sua aniquilado. NAo he isln uma dillicublade
insuperavel, tanto mii quanto a casa que o jury
deixa pode bem ser aproveilada para qualquer oulro
fim. Em todo ocaso applaadimos a idea da repre-
sentaran, e o proredimentn do governo deferindo-a.
Consta-nos que ullegou-se a estacao etlica em
que nos ochamos e era que toda a falla de hygene
he perigosa ; se assim foi, mais uma vez se confirma
o dito deque ha males quo vem para bem ; a mu-
denca ilo jury para uma boa casa ser um beneficio
devido aos sustos que lemos soilrido pelo chotera.
Nao se eutenda que desojamos o cholera para obler
outros beneficios; nao; bnstam os tostos, e Dos
queira que estes raesmos breve desapparec,am. Dei-
xemos porm as digresses, e voliemos ao assumplo
principal de nos-a revista.
O processo neste dia sabmellido ao conhecimenlo
do tribunal foi de certo mais importante qae o an-
tecedente. Tralava-se de uma violaran do stimo
mandamento, e dessas que revelara artificio, calculo,
premeditaran, ousadia, em uma palavja torpe per-
versidade, disposiedes pronunciada para o crime.
Joaquim Verssmo Maximiano, pardo, forro, de
seas I a 21 anuo, Joo de Souza (l.ilvAo, branco,
lambem menor de 21 annos e francisco de Salles
Alves Corroa, que pelos seus 1"> annos parece que
devia ler mai juizo, achando-se sem dnvida na ino-
pia pecunia, combinaram-sn e descojiriram am bom
meio de adquirir o qae carenara. Salles, saliendo
que o negociante Eduardo Ferreira Bailar necessila-
va comprar escravos, incaica (ialvAo ao mesmo Edu-
ardo, que lambem com uma falte de escrpulo no-
level, sem exigir de (alvao ns litlos porque pos-
suia o supposio escravo, compra Ihe o tal Verissimo
Maximiano qae deixou-se vender mansinhn e diada-
mente, recebendo parle do produelo dessa especula-
cao. O lal Verissimo, que apezar da larapio, he um
loleirAo muilo grande julgiti lo lalvez melhor mo
descubrir aqui a tratada, ralou-se, e ainda deixou
que Bailar o embarcaste pira o Rio de laneiro como
escravo. Chegado ao Rio, foi vend lo pira uma fa-
zenda ; e como se lembrasse enlAo de dizer- ao seu
senhor que era livre, e se recusasse ao tervic quiz
o mesmo senhor experimentar a verdade dessas de-
claradles, e como melhor meio para chegar a esse
lira, passoii-lhe uma boa sova, insislindo Verissimo
em suas declararOes, tra'.ou elle de nveriguar seria-
mente o caso, remellendo-o a polica da corte, a
qual remclleu-o para esla cidde, onde chegando e
sendo interrogado descobrio-se loda a miada, ha-
vendo mais para prova do delicio o fado de haverem
os seos enmpanheiros miidailo o nome no papel (le
venda que assignnram, um como vendedor e oulro
como leslemunha.
Foi por esle ficto qae aquelles Ires lilhos de AdAo
foram levado ao tribunal, ueste dia s dous se apre-
entaram porque Salles foi atacado do nervoso, nao
leve elle nervoso quando assignou o papel) mas nao
havendo ns dous dvogados combinado nat recusas,
leve de entrar primeiro o herc Verissimo.
O delicio eslava confessado: e anda o foi uma vez
mais. Ou por ser a cause mil ou por qualquer nu-
tra circumslancia o Dr. Angelo, advogado da defeza,
foi tummaraenle breve. Cinco minutos foram sulli-
cieules para o mesmo Dr. desenvolver a defeza de
sen cliente, e qual consisti toda na negacao do arti-
ficio. Oulro tanto lempo durou e replica. Parece-
me que es dses homeopalhicas nao alo mu conve-
nientes em negocios destn ordem. O jury enlendeu
que para que Verissimo prezasso mal a liberdade
qne Dos Ihe den, era necessario qoe toffresse a pe-
na de seis mezes de prioAo e e correspondente
malta.
A historia desee faci desgracilo, ja a devem ta- >
ber os leiloret, porque foi publico o uolorio nesla
ciliada ; basta, pois, resum-la em duas palavra :
Joaqun), cabra, escrtvo do pideiro Manoel Jos
ferreira da C-uimao, de.caracler violenle.segundo
ditera, mel procedido, peralta, dado a rixasje desor-
den, nat quaes espancira ou fer ira a algnem, o que
escapou eo conhecimenlo da poli ye. perene elle oa
tea yoy, empregoo pera iete ee iiseioe compelenlrs;
enconlraede-se em Gns do aeste gastado cora o par-
do Jote Vicente, escravo de majer Anloao da Silva
Giismao, na ra de Ouro, oa proiimidades do vivei-
u do Meeii, crava-IVe umas poica da Tacadas, de
lie Jos Vicente immcdiaiaineui morre, e apezar
dn serem 5 horas da larde e em lugar nao deserte,1
(ea menos mais de duas pessoas piesenclaram o fac-
i pode escapulir-se, nu secundo sue propria girie,
foi-te detcahindo pela cobarda, iuercia, torprezaou
lerror dos que contemplaren) eu brbaro e desafo-
rado feito. Deprelfende-te do processo, que Joa-
quim ja andina prevenido confia Jos Vicente por
cumadas. Talvez que esle crina (lcasse pertencen-
do ao numero infelizmente ja Ulo creteidn daquellei
de que a juslca nao tera loma lo vindicta, se me-
diante as diligencias e pcsquizje do senhor do mer-
lo, o assasiino nao fosse descoberlo no Rio de Janei-
ro, onde sentara praja era um dos cor pos do exer-
cito.
Este mesmn processo fura subnuitlido a jalgsmento
na sessao pausada, em que oblen lo a pena de gales
perpetuas, o reo protestara por novo julgamentu, e
os niesmns patronos que da prime ra vez se baleram,
vjeram agora enconlrar-se de novo, o Dr. Vieira de
Amorim pela parte de accasacb, e o Dr. Leonardo
Augusto Ferreira Uma, como curador do acensado.
Sendo o fado publico e notorio, e-iistindo no proecs-
to prova exhoberanle constante desdepoimentos de
le.lemunhas de visla, nao podia a discussAo versar
sobre a existencia do facto ; a defeza lirailou-se a
appreciatAo da circumslancia, ajpreciacao do mais
alio alcance para a sorle do aecasido, pois a penali-
dnde do crime admillia gradaacoes imporlaotieii-
mas, taes como, seis anuos de priAocoro lrah. a merle,. qoe era a pena pedida pela acensa-
ra '.
A accosacao ai cautetam encauou no libello qna-
st lodas as tggravanles que marca o cdigo, embora
nem Indas eslivessem suflicientemenlcprovadas; mo-
livo frivolo, soperiordade em armas, premedilacao,
emboscada e sorpresa. A defeza negou as aggravan-
tes, e apresentou a alteniiante de minoridade, sobre
aqoalversou grande parte da discussao. Ambos os
doulores moslraram o lalcntn habi'.idade qne j
Ihes sao recoohecdns, embora un seja muito mais
novoqaeo ootro. O Dr. Vieira.le Amorim nao dit-
p.uisou de citar aqui a alli seu pe taco de Cicero, o-
tinorio ou piolho de cobra corri elle o chama. Era,
porm. dispensavel n cartapacio de cerlidSes que a
ar.ctisac.Ao apresentou para mostrar que o reo nAo
era raenor ; da parle da defeza pridurni-se uma cer-
li blo em que o nome do bapllsamlo, o de sna mli e
a idade combnavam com os que ave o acensado, e
ainda mais coro o que constava do papel de venda
pastado he, ennos, ao senhor aclnal do secutado, pa-
pel qoe nao e podia dizer simulado, porque linha a
verba de fiza datada daquella poca, coaecusador,
porm, dando no requerimento em que pedia
ditas certides, ootro nome a mai do aecusadn mos-
Irava, que em nenliuma das fretuezias de Alagoas
exislia o astelo de baptismo da mesmo acensado.
Ora, o qae provavam tac cerlidSes t s mostravam
grande empenho de excluir qualquer alleniianle e
obler-te a pena pedida, o que de certo nao podia
dispertar sympalhi.is.
O jury enlendeu que existiera duas aggravanle*.
que mi verdade estavam provada--. superioridade em
armas, e motivo frivolo, negando as mais, assim Co-
mo reconlieceu a altenuanle di minoridade, pelo
que ao roo foi imposta a pena de 12 annos de prisao
cora trabalho, ou li de prisAo limpies, fella a ro-
malacAo, grao medio do arl. 193 Aalgaem pare-
cer leve a pena atienta a gravidsde do delicio, mas
pelo que podemos apreciar dos debates, a decisao
foi juiidica ; a minoridade parereu-nos suficienler-
menle provada com aquella eertidao que coincida
com o papel de venda, e demais, u desenvolvimento
physico do acensado, ainda imberbe, e cujo buco
mal desponla, proleatava em seu favor.
Houve appellac^o ei-ollicio ; eremos que na par-
te relativa a atlenoante, pois s iggravanles que o
jury negou nao es'.avam realmente prova las, nem
dellas se fez grande questAo nos debates ; roas te foi
a appellacilo devida ao recouheri nenio de minori-
dade. ahi estamos nos duvidando de sua juslca, nao
obstante tolo o respeito devido aos raeslret da lei
parece inconlettavel qne so a minoridade nao foi
sufiicienlemenle provada, ao meaos davam-so bons
motivos pare se dizer duvijosa e entflo segando o
arl.20 do cdigo penal, que pena se podia impor
sen3o a do grao medio ? A nosso ver sem volacAo
desse art. nao se podia impor-a pena no grao mati-
mo, ainda que se nAo considerasse a roenoridade
devidameute provada.
Em oulras quesloezinli mais ouvimos fallar por
occasio deste processo. O senhor do arcusado en-
Iregou-o justica, fazendo abstencAu delle qualquer
que fosse o resultado 'do processo, seguodo o uso da
lei no.ra dos Romanos pegunla-ee, estar o senhor
do reo por isto desobrigsdo das :ustas e do damno
causado ? Fiada a pena, dever se-ha considerar o
reo livre ou ainda escravo ? lleve a a pena ser com-
mulada cmacoules? Ei!-aqui caios de consciencia
que deslavamos ver rcsolvidos pelos padres-mes-
tres, e em que nos nao inlromettomos. pnrqae elm
de nossa inopia de conhecimenlos, nosso lini nAo he
doulrinar. mas registrar (Helos. Nao delxamo, po-
rm, de nolar uma especie de contradirn da parte
dos juizes, o ex-senhor do aecusado foi condemnado
as custa, e entretanto nao se decreton a commu-
tafrlo em acolites., Nao er isto Considerar o .acen-
sado escravo e nao escravo ao meimo lempo?
(Continuar-se-ha.)
---
jeriz de direito da comarca do Ass da mesraa pro-
vincia.
Em 30 de agosto de l&i.
peblicacoes a pedido.
Um dia eu sonhei
A DECEPCA'I!
loe tenho 1.1o linde 1
n
>
M i
I' <
Teo lindo, tao bello, jHBi,i, ltre
|e esUva acordado, e esiav. dormido,
for corte nao sei ; so sei qee aniei.
m da nma. joven eaSi, e tan linda
Tas liada era ella como em crrlrubiaa ;
TAo bella come elle nao vi esa ainda ;'
K ao ve-la, confesso, n5o liquei em aaim
Amet-e, adorei-a com lia puro amor,
Como paro elle era por ser o primeiro;
Durou enano dora nee rampas a flor
Que o topro, nio leve da brisa, fagoeiro.
Julguei qne no monde mortal mais feliz
Aquelle so era a quem elle amasse ;
A' Dos mil promessaa, mil jaras eo liz
Se s nma vez p'ra mim ella
De noile, da die, cada momento
Suspiros sii dava o meo eoracao,
Mas n lanta dr lAo grande tormento
Nao linha a ingrata, se quer. compaixo.
Km paga ao aflecto qae Ihe dedicara
li ministro i, deu-me perfidia a traicAo ;
A's lagrimas minhai sorria.; e zombava
lia minha sincera, a profunda'paixAo.
Esse aojo q'en vi e que pareca
Ser da venluta o aojo e da paz ;
Era a serpcnle que s me Iraiita,
Era elle anjo, me de Salanaz.
De hoje em diante nao mait amares
Fa;o esle voto ; foi dura a lieto ;
Odio e desprezo smenle ee derei
A' race tas vilew o mea nerdSe.

<
c.
RIO ORAS
Pedra meleoricaCh
Tinta da flor de mufi
agua e gelo.
.Pudra amianto.
Srs. redactores.Pero-Ibes qu; facam publicar a
M.tiiiile enfra.'que julgo ser de a'gnm nteresse.pela
noticia que dn, de qae appareeri: nesla minha pro-
vincia um meteoro qne lancou soire a Ierra grande
porrAo de mnieorolilhoi., assim como appnreceu uma
tormentosa e desusada cliuva ; c convida a fazer-se
experiencias sobre a tintado mufambo do arisco, de
qoe temos c grande abundancia n sobre um mine-
ral que suppoe-se ser o amianto,
Illm. e Exm. Sr. presidente.Agora he que eslou
habituado para desempenhar a cummissao, de que
V. Exc. encarregou-me, de remetter-lhe algumas
amostras da pedra meteorica, que cabio da almos-
phera na occasio em que passou sobre as praias e
outros lugares adjacenles desla comarc, um ex-
traordinario meteoro, na direccAo de nordeste su-
doeste, ou viceversa porque foi igora que adquir
uma pedra e um palero de oulra, que m duein que
linha u peso de mais de duas arrobas quan lo foi
.ichadi, qualro das deppis da pasiagem do meteoro.
Parece incrivel ao povo qoe taes podras' desces-
sem do ar : como porem he sabido que os meleoroli-
llios se compoera de varia substancias, fumara,
poeira, deque o ar abunda, e a materia de que 'se
formam as nuvens ;e assim como o excessivo fro
firma grande corpos de celo, tambem o extraordi -
nano calor podert formar grandes massas do pedra :
corno muila gente atiesta que vio correr esse me-
teoro e as pedias que fez cahir r a nlmosphera ; e
como quem mandou-me as amostras que remello,
afllrma que to das pedras que entao cahiram ; creio
que at duas amostras que mando sao vrrdadeirot
aerolithos ; ainda mais, porque existe longa Iradic-
cio e muila gente altirma, que lem adiado pedras
puntudas e lisas da mesmn cor e quali la le destas,
enterrada e dentro de aores robre qae caliera
raios; e lenho visloalgumas dessas ptdras servindo
de mao de gral ou de pilan.
Ao corrosposUeerte de Bra. do Povo a, 60.
Al quando, meu tolo compatriota, donaros de
adorar o magcsloso e fulgaraolef Phebo em seu cre-
psculo maluliuo, e deo apedrejaret no Occidente;
al quando couservar esse'meo habite de le aga-
chares hnrnilrnenle qoando precisas, e de estentares
a mais delestavel audacia loge qoe s servido, ou
contra aquelles de quem nio dependes ; al qoando
filialmente, importunars o iHeetrado e reepei
publico com leus escripias pedantesco, e it
e so condignos de uma sime propensa mait asque-
rosa bajolacAo, sempre preditpoata a Ihunferar a in-
sensilez, a impiedade e o crime, e a venaldade.rom
lano que collia, algum lacro, em prejuizo da jusli-
Qwusque tndem abuere Catliua palien
nos ira ? !
I.menlo do fundo d'alma, qne sempre q
de rabitcar para o publico, seja para a fon ^T
ve<, calumnia, adulasOes e nsult
moral Ulo feo e peilileulo como este
soque lo concedeu a nalureza.com nim
lidade, dando incensante' prova-
lutelleclual, de peiversidade phar
ridos de simulada bondade... Pensai
que ainda eslis.por odio figadal, alai
uemenle em libellos violentos a h
Caldas.' nao Ihe retpeilandn ate a vi
decoro da familia ?
Penses qae ainda estas redigndo em t Ua infer-
nal loca os escriplos publicados d 1*46 a 1847 sob
a assiguataras I.tvrador de Miranda e Vaso
do,escriplos recheados de epodos e horriveis
tos 1
Pensas [que escrever para o respeilavel ^L.
equival a aculare o tea feilor pera bsulb e me-
llo e eunhadus com qoem hgas.nao ea eleran-
cia do homem civilisado, mas ceas a desebrimerito e
a- ferocidad de incali e selvagens | lutados do
s-rlao, que sarram meirinltot, ttateiuam
juizes, injuriam e espaucam airva]
Ameacas a um dos" teos competil
com vaias e apupadas ctmio meio de
das, bem orno j ameacaste, por '
sorra de pao |ao juiz municipal
Pinheiro de Meudooea ? 1 !
Oh! para que lana anidede, para qae
cura, que te lance no iotondovel abysp
dito, e te imprimir na teste oindelevel
nomina por lodos os scalos dos seca
Acaso aoras qoe estes leas compel ea postu-
era a precise energa, e eelAo oa posicao
iKinderem sempre pelo cato da per
Se os julgas pela hilla de Miguel Braga, e do
sargento eommandanle de om deslacemenlo, que
iiipunemenle foram esbordoados as ras da cidade,
e s o maior do lolot, o maior topeira de mundo.
Fica, pois, cerlo e cerlissirao, mea be
nos jornaes e nos autos leras ;>sempre n
logas, e qae para as vease apupad. io era
reserva uma boa matraca, uro bosio stroedor, um
lacho velho, c um pandeiro ; leras, neis em retpos-
ta, e no mesmo lugar das apupadas ansa orchotra
admiravel ; surprendedera e elegile. Mea oque
digo? A'islo oppores talvez a immumdade eos
clavinnles e dos cceles beatos dot amigot Flix Ca-
britilla, Silveira Leite, Palrco Cara-verraellia, Jado
t'.ara-roxaeetc. lleim* No ser assim? Sem da-
vida ; e poisMica desde lega certo, que os
leus contendores nt falleuaia da areleecio social
se Ihes fallar, usaran do direste natural de defeza,
e que para islo sabero mai bem qae enes malla lam-
bem poisoem em abundaaaia o aBaiaadoquiri de
Meiuloiiga que potsuem I
benzedor, e que no fia de ia^^H
feilos em lancar na enxovia i
paral) lieos coiiipinheiro*.^,__.
Pergonlat, que razao/demovee ata i
"O'erep'Mmo, no^r|^^-" qae
rendo ailenlado perpetrado am N.
28 de rnaio p. p., e allribnes seta censura ao aaatw-
silo de calumniar-se este alguem
leu dolo, e o de cobrir-se de improj
o juiz municipal e o delegado dn.polic
>

__ilado
lo de al-
Neuhuma oatra razie demoveu-n
ror natural, que empre cosame produzir
de um ademado airo contra ae lei
tus, matime qoando elle linda e despea iear to-
dos os lacos da obediencia legal, e
abala os alicorees ociaos, tubslitondo a
mais furiosa anatema popular, e\c
era movimenlo os preconcetos, e
parle mais ignorante, pbanalica,
de ; por tanto nao lat\^H
prisma dtvodio, e alna taasHB
dalo e gravidade ae nao
dout de teot prioeipi
Jos Uomet e Silvein
ainda etliginalizo com
iidifferoritismo, oa antee
gumas autoridades; qoandol
nrava em N. S. do O', deixava
mritos exislentei na comarca, e
portas fexadas, evitando o ai
provideacias, desprezando ns clamores
sensato, e os reclamo lacrimosos de infeliz vluve, e
dos orplios do inspector esssseiaede por oacaeiao do
publico servico ; ma, dieseeteg
ligado escmpuloaamenle, coa
dAo, e que recoirbeceu- menlo narrou-se no Echo n. 48 '
O contrario dislo vio-te,e alteslai
marca, tjregos e Troya;
pr.neiros ; por que devendo tstl
inediafaraenle procedida no Inga
guma ras autoridades tuperiei
com os fados menos grave a perigoso
nains do lente coronel Antonio Je
capiiao Francisco Civalcanle i
e mao oo grai ou no pnao. t.i|mao rranersco l^ivalcanle
Aprovelo esla occasio para nlnrmar a V. Exe/'cellos, lie por de mai* notorii
O julgainenlo do dia 4 foi am desses qae desoj-
ramos nunca Hpparec,esfoenlre nos, porque o delic-
io qne servio-lhe de objecto foi daquelles, cuja re-
producQAo he nllaronto deponente contra os foros do
Ejvo civilisado a qne aspiramos ; Iratava-s de om
iimicidlo. Reconhecemos qoe lis criines que de-
notam nina alma.mais perversa, om eoracao mal
torpe, nm carcter mais degradado, do qoe o homi-
cidio, principalmente dadas certas circumstancias ;
mes a soppretsio violenta de uma existencia, o der-
ranwmento do tangue humano, sempre excitara
horror.
e atirn de fazer chegar ao conhecimenlo do Instituto
Histricoe Geographico Braseiro, que no serlao
rio Siridr desla cnmsrca, nu dislriclo dn Conceico do
termo do Acari. nos ensaio do invern desle, an-
no, pelas 3 horas da larde do dia 9 de feverero,
estando o solo erldo em ler cehido nenhuina cliuva,
appareceu uma nuvem vcrmelhc-escura, que por
esparo de 3 horas consecutivas lan;ou sobre aterra
ama tormentosa cliuva, de vento, d'agua, e de glo.
A primeira chava fui de vento, e tao impetuoso
foi elle que vid vendo a Ierra e elevando-a para o ar
fez oscurecer o di,corno se cahissem drnsiesimas go-
fas d'agba ; lAo impetuoso, que laiionva por Ierra as
pessoas e gados que nAo eslavam abrigados delle; e
deiribou lodas as nrvores em lodas as oireerdes, por-
que o venlo Tormava I ti Tries e redi moinhos, de sorle
quo se diz, que a arvoro que se nao renden pelas
rair.es entregou algum de seus galbos'; e tao violento
qne arrancou norias e suspendeu diversos telhados
de casas.
A segunda cliuva foi d'agua lquida, (e foi copiosa
fi ponto de Taier rorrerem corrego-, ribeiro e rio.
A terceira e ultima chova foi saraiva, li abun-
dante de pedriscos que lerio e quaii queimou lodas
as arvores, deixando-as inulilisadi para a vegela-
rao durante lodo o invern, que ueste auno foi de
pouca durarlo e pouco nlen.o. As maore pedras
qu* Tnrain vistas cahir, linham aniaubo do ovo de
gallinha; mas depois colligavam-se sobre a Ierra e for-
mavarn chapas de dous, (res e qualro palmos de
comprmanlo, e com igual largura ; sendo de nolar
que ainda depois de Ires a qualro diat acharam-ta
enterradas nos pus aecumiilados peles correles cha-
pas de glo-de quasi mcia arroba de peso, que co-
mecavum desfazer-ae apenas descoherlos.
A chava loda duros 3 horas (pouco mais ou menos)
como Pica dito ; e priucipalmcule ir saraiva nAo com-
pruheiideu maior terreno que moii legua qoadrada :
nes-e terreno malou ella qualroc ilas eslieras de
gado, entre arando e muido, segundo se avaha,alem
de oulrot pequeos quadrupedes -e pastares; dos
quaes se diz que se adiara um periquito agarrado
enlre as peritas de um carueiro; lauta foi a lor-
Uienla !
Tambem mando agora a V. Exx. maior portao de
amostras da pedra, que pode dixer-so amisnlo, por-
que reduzida los, e coheita de relio qualquer me-
cha d'tles, aprsenla a luz de uma boa vela, e en-
tretanto etlincla a luz depois de runsummida a gor-
dura, fice a pedra inconsumpla como senao tisera
ardido..
I goal nenie mando amostras di flor e aemenle
d'srvore, que ce' chamamos mufumbo, e de que po-
der*' fazer-se encllenle linfa amarella por meio de
qoalquer operacAo chimica.
Creio que nao sera' perdida est; peqnena olferta ;
e lenho assim respondido a estimeda carta de V
Etc. de 9 dejando do crrante anno. Sou etc. ">
AoEsm. presdeme do Rio Grande do Norte, pele
rnarchou nm s soldado, e qoe certas autoridades li-
caram minoveis, inullisando al as is de-
talladas pelo subdelegado aggredido.
Em quiuilo a hialoria narrada no /.
rano n. 48, quem* nesla coman ejeea' con-
ler a rito a ou vi-la ler* Todos, sebera, que
lendo o subdelegado de N. S. do O' mandado
prender no Pilar o famoso attattino esalteador F-
lix Cabritilla, nao s pelo delicio de haver invadido
noclHruamenle a casa que serve de prisao publica, e
soltando duas merelrizes qae se haviam reciproca-
mente Perillo, se nao lambem por haver ameaendo
de iro engenho Carina-brava, e levar-lhe a esporas
al a sua Exm. consorle 1 foram ot encarregados
da prisao, logo que a efTecluaram. seguido por uma
recova de assassiuos, cnogregedot, dWnlre os q
islem em Miranda. Pilar, Jangadeira, a oatra rre-
haldee de Goianninha. por aquelles Silveira Leils e
Jos Gomes, tornando- eatallas pelo caminlm, e
qua chegadoi s N. S. do O' invesliram a casa por
dous ponto combinados, astas inoram o inspector
que guardava a prisaj^uebr.iram o tranco, soltaran)
o preso, e sustentaran) com a pequea guarda; e pes-
soas do povo que ecuilirata, am liroleio, do qual re-
ullaram varios e oravisslmot fsrimenlvs.
Foi esle o facto, qoe ee poder prever cera mais
de cero lesleinuulias ueulare, e se leve elle manda-.
danle, como geralniente se diz e scrrdils-*. he o
que cumpria ser sverguado por ama sutoridade,
que por sua cathegoria, forca moral, iiidependencia
e recouheci.la inlegridade, olferecesse garantas con-
tra o terror inculdo.pele prepolencia, contra inle-
resses-e mesqumbas conlerriplaces ,te alaoem nos
negocios que le iuteressam a aos teus ; pelo que se
em facto uto simples e publico havia.algara enig-
ma Ihebanede dillicil solneAo, por certo qae nenliu-
ma ronlianca merece o gou de decifrar os royslerios da esfinge goiaonense.
Atlribundo a alguem. que he objsclo da leus
rencores, essa misiiva a que te re*ares,jliasesteque
se fosse desgracadamenle juiz municipal asi delega-
do de poliria ero Coralina, um energmeno do sen
jaez, ja leria o (eu dolo dentado na corda bamba.
Tanto nao acontecera ; mas o qae le posso e devo
sssevertr, he que em menos de 8 dles desapparece-
ria esseyuitomo, que vai tomando prnporrOe gi-
gantescas, e derramando o terror por loda comarca,
prometiendo aer mait fatal do qne aquelle que ha
poucos tono iofessou o lugar Campia de Mocos, le-
ve por chefe o memorando, Antonio Bernardo com
quem o geverno.por m ler a lempo adoptado o pri-
ncipia obsta ditpeodeii de balde centenas de cantos de
xs. realitaadose o uro medicina paratur cun mala-
per, longa* Incaleure moras, e que ainda lieje exis-
tira te nXo rra o incidente de intiiga do Manoel
Alves de Uabaiana.
A prora drtta asseveracAo esl em ajee, apezar da
ardente desejos, nanea hoaveram qmUomhmdas se.
melhinlM na comarca (or annos de 1844 n 1848,


'

DIARIO K PUJUINCO SBADO 49 DE SETEMBRO Ot 1855
w %
r
j
i
di po em que esse tUuem foi o director da polica ;
porgue nunca a mi pesoa-lhe para asB,iiac man-
dados de caplora contra asMiinos protessonaes, des-
ordsros, a ladros, de cavallos, e uem lhe pesera em
lempo tlgam.
Neta* poca todos gozaran) de segnrsnca indi-
vid nat e de propriedade: na i haviam frceles de
quiri de Meolonra as ras da cidade, e menos m-
sallos de priioes publicas, e nem> escarment e re-
pulsa dos perverso* pndem ser em lempo algum de-
nominadas de alrot pcrsegoic.ao, sendo que a pecha
de perseguidor cabera antas a aqnelle que evitando
a a idela dos criminlos, e rom ellas pactaaodo,
deipendja o lempo em arranear os padres dos palpi-
tos, e'reeolhe-los a enxovia por mero desabafo de
odios particulares, como succedeu com o padre Ca-
mil.u de Mcmlonca. hurtado.
, Quando censure o* desvos e negligencias do com-'
mandador delegado de polica, nao ha que aspire
contemplar-n no- numero d eos inimigos f mas
eim, he para que elle se disperte em proveilo do pu-
blieo, ja' dependo seus habitas menos justos e preju-
dicnes, e ja ciranlindo os bons pacficos conlra a
audacia dos m ios e desordeiros. Sou, pois, menos
iniraige d'elle do que tos e os vossos o sao, que quo-
lidiioarale levara aos labios e calis dos desgostos,
expiado-e ao dosrespeilo como aulondade policial
e que s lhe liberattsam iaatmiu* pera, loruendo-o
(leanle e oroiasg, lhe embeberem periidainenle n
puohal do dis.'reililo : nuuc lhe desfalque! a bol-
n me idio em aun gaveta, u alias livros de
debite* eevOH, por cnimou por pessoa de minlia fa-
ivida naopoderasdizer.outro lan-
o incommodo no ejercicio de
seo cargo, faz and 'desapreciar emsua auloridade.
rio intuito de destruir!, ou pelo menos alhe-
s cullosso eoerma de respousaheli.l,nle
que seaa sobre a eabeca do leu primeiro amo, do
ir de lioianns.sem que le desees ao trabalho
ind,spensavelde contestares peciQcada (e analli-
caniente os factea gravee, que se achum no dominio
do publico, e por cujas publicaces lia quem almeije
ser chamada a juiso, nao reeuasle diante da neces-
idade da mentira, do embaste da-calemnia e da vi-
leza I 1
sseete que era falso e lalsissmo qnanto e
conlra o ten nllSo, e que ludo Tora
lielido pelo dsspeito e odio Hgadal, porque elle,
seas sagrados deveras, nflo eonseulio em
le iimaos ; parque nao deu logara que
ta ule a horrorosa matanra que brulal-
s esleva fazendo eos escravos da Cachoeira
o lo aaaassinato do captlao Francisco Ca-
>ori|ue finalmente, nao permille que.an-
i por Cachoeira,' com escandalosa, audacia. chI-
lei, inealindo (error, e eom solemne des-
. autoridades, o celebre facinor.i Joo (ii-
einpreslas cuao feilor desse alguem, a
i odio morlal ; e bem nssim es caras pre-
sas, Guerras e uniros insignes ladroes de
carios !
resposta te he devida por parles ; ouve-a,
plivel de pejo, o que duvido, some-le
Minas da Ierra, e nSo mais appareras nos
er juslamente accasado de haver projec-
mlra irrrUos quem, leudo etilo arbi-
9 eipellido do desfrute commuin de um
ti que lem parle, e nao se liso querendo
ag m comprar esan parle pro-indivisa
requereu e promoveu o arrenda-
o ineMxve engenho ero-hasla publica '.' !
resior de irmos quem, apezar de de-pe-
laltie e amoscas, sanio resolve* anda, por
lenria e rqeidarie fraternal, a fazer valer
latees diraitos hereditario*, annol-
illiut enormisrimimenle lesivas, como as
irlorio de eacrivao Braga, e se con.
o que *e lhe conceden a titulo de
a, que lend* o casal pregredido em com-
verdadoira proiniseaidade, por espato de
l irmao uterino, nico herdeiro
e llialamo, e sentar da quarla parte do
i que elle principien a melrou, como
crala i HflHr>aa*nls* aulhenlicos, poder hoje,
I* por demais eipress e clara do
.16, pedir a quarla parle dos
jgmenlos, n m tendo cabimento essa pre-
imiieinacao de despea** feilas com ana
rn, nao s face do (i da or. do
til. 99, como porque o triplo deltas se
eonla de commuuhao, cun igual
BBBptree filiaos de segundo llialamo '.'
tupido, que presumes a forra de nsul-
r urna verdade conliecMa e sabida
nata comarca 1
ddade inaudita de quereres provo-
lo publica em desproveilo de r.in-
lilo telar, e da qual saldrs con-
i de vergonha, se por ventura a
je caitamente o maior dos loucos,
BH^BSaasumniado do'muudo
ormissimo leso fulminado na le-
ie irmao, quenas anda sug.ir-lhe
mais simples expressao a legilima
le silencioso a lado se submelles-
uats presamidoje tolo !
pressorde irmAos, osse mano
ezuberantemente provado nao usual
larrea***! e qii* tu mesmu a nio le-
reumstaucias, ou tu, que no iiiveu-
menle procedido Irahisle a maio-
gawmaiio*, comprando clandesii-
*na importancia de 10:0009, e com
l*,depou de aa apaninare* justificadas
exigires delles promplo e imme-
K> aaaaaartilhai mediante separarlo c
Avos e aniraaes, privando-os
ara agricullurarem '.
guein ha despejado e iucom-
> te prevalecendo do arrendamen-
30, acabas de fulminar de des-
anp, carregado de lilhos menn-
e BnillaOvriB* o hemfeitorisuiK
M alo*, am leiicunhado, denegan^ "SennoTardo
aer auai planlatOe* 1! de
i que, depois de ageitares, como he
mquislas e usurpacbes, o grto vi-
ta alropetta* com demandas, eesbu-
i e sonegadiis, appellidando. por
n delles, que se lem esforrado
pdr le moa lio vergouhosa's lides ? !
Mlhelo de oppressor de irraaos
mente, he toa propriedade ca-
das quando, com sacrificio da
la eeda a quem, desusando te de
ires, le na foriiecidn a loriua para
a eede de ouro que le alrmen-
le e auxiliado com escanda-
lla carraira desabrida das usur-
i, j conferindo- le urna I u lela
twe, ja arrendanJu-iu por una
deate de hasla publica, um en-
i grandes parles duaa orphaas,
contra o diretto expresso dar-
aaravea aniraaes do eugenho
nenio de dividas, repellmdo a
i* herdeiro* ; e ja finalmente,
mdindo e perpeluaudo as cuu-
'2s us reclamos de leu* competidores !
i quem ignore, que 'tendo o capillo
da Cualta e Vnscuacellos sido
8 hora* da nuil* do dia i domar-
la do engenhirCachoeira, t
forf* pu'ulica na manilla do dia
re que*ando chgado naquel-
le m uco mais de hora, a noticia do
prese pfios manos da victima
^^B*t gente dessaj trage-
se acha cuadeinnada a pena ca-
aiei do amanhecer do dia se-
ascravos do infeliz capitio. in- I
rroruso plano do seu assassiualo ; nflo
a que ojmz municipal reerbeu do
le : lmioistrador do engenho todos esse* es-
pros**, que os mandou amar-
pazes de rencerem a p urna
egpas ; n* ha linalino.it quem
eacravos apenas succumliio, ile-
cadela, o feilor de nome Domin-
igenario. e que este mesmo fora vicli-
o* e bordoada* que na viagem sof-
ius, como consta do respectivo corpo
igido per am medico: lie evidente que,
liouvesse inlencjlodepralicar-aelinr-
latanravie ecravos, a eiemplo do
randa por occatUo de igual assas-
irrente r'nneisco lavares de
ia podido evitar nquelle juii e o des-
rqaa para isso fora mais que sulllcieu-
eocrido de mais de i horas, e nem o
a Domingos, prelo velho, e quir um
mrenles, ms sim, leriam sido a cozi-
Knncisea, cond*mnada s pena ultima pelo
e, posto absolvidos, todava,i cons-
i Ibes uio pode recusar complicidade
de a uem se negara em lempo algum,
ligados ; mas larabem lie nutra verda-
I, que desse castigo calculado pro-
AraWna, subministrado petos escravos
^^^f os e upenoa ameacados, que de-
poi- i juizo em sais iaveslgafoe* al n
amage dd labyrihihn, pateireando toda verdade en-
volta no mamo da eegredo, salvando milita* repu-
tarii#s ja calumniadas, poupando injustas vingau^as
e dolorosos sacrificios de iniocentes pas de familias.
Iieanaia, rnlende que, as crcuimlaucias acluaes do
, deveriam ser tratados a dece da ovo* e a po
lo escravos I So perversos, que pelo frivolo ino-
de ttr seu senhor arrendado um engenho de
licar < applicado-o* a scimcos oais cuusfanlcs
peMdaa lo qne slo os de um simples lavrador, que
l'ora\elle H anuos, o sorpren ii-ram por occasiAo da
ceia, ?truharani-no do assvmto, a guisa d* boi, com
ama hn*a e pesada me de pil.lo deacarregada
Iroicoeir.rJpenle sobre u idmo da cabera, ema-
neo e a najo distila com a uies-
ma mi de pvilao, enlumeceram-lhe o rosto de pan-
cada*, o para-,cumulo do horror sangraran! na
noca ? Ol qu* a am ente de leu jaez, de leu
carcter poda um di* larconsciencia do juste e res-
pailar a verdade. o'ize com franqueza, que irmUos,
que caiihados enllocados em semelhnule Iheatro le-
riam ai lo mais conlidas, mais moderados ao* Iraus,
orles ila ddr, nos impelaos, da mais justa e natural
ii digna;*!, a na deaafrantn da juatlca do que os de
Cachoeira TI Meno* grav> alroz Toi o atsassinato da-
da ."o engenho Miranda, tinto porque n.\o foi fra-
mente iiremedilau, e lumi efiatio de um conluio,
come purque o *ea aator Coi urrrVfricano anda bo-
cal ; Oto qual o Anadease infeliz linean ? Deven
saber, iiorqaie t*4a ee latea o sabe, que por ordem
be loa caullido, retnlelro do engenho, Coi Ticlim
de 10 Tacadas e i tiros, a depois de picado a foices,'
sepultado em um canto do cercado !
Proceder temelhanle he que pode ser qoalificado
de horroroso e brutal, e nao podero prorar que a
foice, o puohal e o bacamarte fossem manejados em
Cachoeira contra os aassasinos do capitn Francisco
Caralcanll, porque elle* foram a barra do tribunal
competente, e ah ooviram a eondemnac^o legal.
Apenas foram castigados por ku legilimos senho-
res, e esle* n8o podem er ezprobrados sem qae, na
forma da le, *e Ibes prove um damno ou crime, qne
immediatamente resaltasse desees castigos, ou que
empregassem elle* oulros mala* nlo permitlidos pe-
la* leis.
Morios em a;oile* on por eueilo delles fortm o*
escravos do carpinleiro Bernardo de Barros e de cer-
lo logisla de Goianaa ; masveomo nSo Iraziam com-
ligo demandas hereditarias e nem tiaham partes no
engeiiho de la residencia, de sorle que a perdijao
delles le fosse proveitosa, fosle o juix qne forgicasle
dous faltos e moustruosus processos para os despro-
nunciare*, como o* despronunciasle com summo es-
cndalo do publico e Irona das leis.
Assim ja vs, e le deves convencer que semelliano
te motivo, por sua falsidade nao poda induzr odi-
conlra auloridade alguma; e islo lauto mais quanlo
he cerlo que, tendo o destacamento de Guianua che-
gado em Cachoeira antes do juiz, o seu commaudan-
le derlarou char-se provisorinuienle, e em virlude
de inslruccOes do delegado da comarca, as ordens do
administrador do eugenho, para captura e guarda
dos assassinus.
Emqiiaulo aandarem por Cachoeira o facinora Joao
Girao, como feilor, os caras tirelas, os caras lisa-,
Guerras e oulros insignes ladruesde ca vallo-! le res-
pondemos: que u feilor desse alguem, conlra quem
enrstas-te a tua venenosa seta, lie um Portuguez de
nome Jos Antonio Rodrigues; que Joao Girao sen-
do mullo maior de 50 annos, e nalural do Esquecido
freguezia du Itambedesla comarca, s he geralmente
condecido por homein nimiamente trabalhador, e
onerado pai de familia, Guerra nunca leve e nem
lem chines, taitto que frequenla a cidade de Gnian-
na e ja lem ido por duas vezes prestar juramentos
em publica audiencia, accrescendo ter sido morador
e trabalhador de leu proprio sogru; que caras pelas
e lisa- nao sao conhecidos em Cachoairn ; e finalmen-
te que insignes ladroes de cavallos e assassinos pro-
fe-siunaes, foragidos da Parahiba e oulros lugares,
exislem aglomerados nos engeuhos Miranda e Pao
Amarello, perturbando a ordem publica, raptando a
forc de armas moras dos braros de seus pas para
casamento* desiguaes, como succeleu com a llllia de
um. velho da Jaugadeira ; pervertenJo mulhere* ca-
sadas; vinlenlanto o direilo de propriedade, e tor-
eando varios pas de familias do lugar Pilar a mu-
danzas rpidas e detrimentosaa, comu acontecen, por
exemplo, ao proprictaho Manoel Jo3o. a um seu fi-
llio e ao mscale Brralo; avallando prisoes publi-
cas, soltando preso* com emprego de armas, e assas-
sinandn inspectores, como se dea em No-sa Senhora
do O'; asaallaiido casas parlieularesf incendiando-as
e feriado com (iros a seus ufeles danos, como F-
lix Cabrinha acabou de pralicar com um pai de fa-
milia do Pilar, em ruja casn livera lugar a sua pri-
sao ; e furtando cavallos aos moradores de Goiani-
nha, Pilar/ Jararaca, Jaugadeira, Cahce, .Merepes,
ele, eom lauta petulancia e sem ceremonia, que ra-
ra he a noile que nao desappareceai dous, tres e mais
cavallos!
Por ah he que andam ovantes com manifest ul-
Irage das leis e desrespeito das autoridades, os Cubr-
ulias, Leiles, Balingas, Hados, Bracos de ferro, Ca-
ras prelas e Koxas eoulros facinoras e l.idres.de hor-
rivel chronica e elerna abominafao.
Agora, sa le he pos-ivel, indica qual o ninlim, as-
suadu ou furto que lenha ido coinmeltido por mo-
radores da Cachoeira em prrjuizo da ordem publica
e dos particulares, em desrespeilo das auloridade- e
das leis.
O lea anhelo, sb auxilios e talvez insinuarais do
tiran f-isir, lem consistido, desde o cunee i dessas
lides em que e-las empenhado, em deban lares por
inein .de .calumniosa* denuncias e maligna* perse-
guirnos policiaes, todos os moradores foreiros e ser-
venlusrios do* eu* contendores, ao passo que con-
gregas impunemente os maiores sceleralos,.celebres
assassinos e ladroes de cavallos, afim de que desaa-
sombrado e sem receios de opposica i possas progre-
dir nosplauos de esbulhos e usurparles que lens em
mente: he esta a razao occulla porque, sendo os en-
genh'is Pu Amarello e, Miranda os nicos valha-
coulos dos desordeiros e facinoras 'que iafestam e
anarchisama comarca, observae no entretanto que
as vistas do salino e saa actividade s 'alcancam
os engeuhos Cachoeira e Merepes e o silio Mon-
te Bello, residencia do teueute-coroiiel Trajano
Olympio!.'
lie contra aemelhsntc desigualdade de proceder,
conlra um conluio lo uumoral e deleslavel, conlra
lio revollanle iujustir.i que me hei justamente pro-
nunciado, e nao son, pois, srraslada por esse odio
aiesquinbo, que astuciosamente inculcas ao publico.
Se o engeuho Cachoeira devia ser cercado e vare-
jado, su porque se disse ou denunciou-se irregular-
meule ah apparecer esse Joao Giro, que pura s.d-
var-se de *er seguirla vez aroitado, apezar de livre,
em nm carrj no engrniio Cru, e por se ver aperla-
do de bordoadas, eslocadas e tiros, deu urna panha-
lada no memoravel assaisino de uome Valentina, que
asalariado o quera amarrar e oonduzir "aos ajoi-
tes, o que nao devia ler j auccedido a essaa fumas
de Cae?, onde exislem para mais de Ihiila assassinos
professioha.es, excenlujes de incendios, espancamen-|
los, i 111 iin llliui ihji'i IHljis, assaltos de prisoes pu-
blicas, e assassiualo* da iaspeffg>HL? -' .
Enlao o crime nao lem andado por atilde eolio al
c^ado?! Nossa Senhora do O* n;iu reclamnu a piesen
i;a do distinclo magistrado'.'! i
Us gemidos e as lagrimas da viujr/ e das seis or-
phaas do infeliz inspector Jos Felr/nau mereciam
a proteccao do poder publico i1! ,-<-> he sabido que
Jos Gome* e Silveira Leite, afiles maleiaes des-
sa proeza sanguinosa, residen/ iu engenho Miranda?!
Qual pois a razao porquejuma s auloridade seuao
resolveu a ir, ao menos gpr boueslidade, al Nossa
fado e roslabclecer a or-
deslruir
tenenle-corooel Theodoru Machado
Freir Pereira da gilva,
a i) Guilhermlna de GutnUo Coelho Di-
niz, mulher do Illm. Sr. capillo
JoSo Hermenegildo Borgta Diniz.
a n a Olympia Florida l.ins Ribeiro, mu-
lher du illm. Sr. Jos Ribeiro Gui-
marte*.
" o Mara Lniza da Silva Sanios, mulher
do Illm. Sr. Antonio Luiz do* Santo*
e Carolina Mara Cardaval Quaresma,
mulher do Sr. major Jos Thomaz
de Campo* Quaresma.
" Mtrla dat Jeves do Oliveira Mi-
randa.
Protectores.
O Illm. e Exni. Sr. mareehsl de campo Jos Joa-
qun) Cuelho.
O Illm. Sr. lenle-coronel Jos Candido de Barros.
alferes Theodorico Lope* Gaimaraes.
o Migueel Bernardo Quinteiro.
a o Je-umo Ferreira da Suva.
a Manoel Ferreira de Souza Barbosa.
Procuradores geraes.
O Rvm. padre meslreFr. Jorge de Sanl'Anna Locio
O Illm. Sr. capiUo Firminu Jos de Oliveira.
Mor domos.
Todos os devotos da mesina Senhora.
N. 13. Filhoa de Jos Ramos de
veira.
,i
Oli-
lerceira de S. Frm-
COMMERCIO
PRACA DO RECIFE 28 DE SETEMBRO AS 3
HORAS DA TARDE.
Cotarcs Dlllclaes.
Couros seceos salgados189 r. a libra.
Descanto de lellras de 7 mezes10 ao auno.
aLFANDEGA.
Rendimento do dia 1 a 27 .
dem do dia 28 .... .
340(0831513
22:2765175
362:3.')95 Deicarreiam hoje 29 it Miembro.
Brigne francez.limamercado r i as.
Escuna inglezaHonestaidem.
Escuna brasileiralauragenerus do pai/.
CONSULADO GKHAL.
Rendimento do dia i a 27
dem do dia 28 ,
12:5594909
2:1229010
14:681 o9W
N. ISfOrdem
cisco..........,
N. 17. dem, idem.......
N. 19. Irmandad* do Santitsinio Sa-
cramento de Sanio Anlooio .
N. 2). Jlo Piulo de Queiroz.
N. 23. Auna Luiza da Fonseea. .
N. 2-')i Jo Goncalves Ferreira e Sil-
va............
N. 27. lieuriquela Enmenia da Con-
ceic3o..........
N. 29. Jo Goncalves Ferreira e Sil-
va............
N. 31. Antonio da Silva Gutmao .
N. 33. Herdeiro* de Jos Lopes d'Al-
liuquerque.........
N. 35. Jos Antonio da Silva Quei-
roz ...........
N. 37. Lourenro Jas de .Maraes Car-
vallio............
N. 39. Ordem lerceira de S. Fran-
cisco.' ..'..,.....
N. 41. dem, idem.......
N. 43. llerdeiros de Joaqum Jos de
Paria*...........
N. 45. Viova de Joaquim Luiz de
Mello Carioca........
N. 47. I.udgero Goncalves da Silva .
N. 49. Joo Morcara Marques .
N. 51. Paulo Caelauo do Albuquer-
qne .........
N. 53. Damiao (ionralvcs Rodrigues
Franca..... .
o Joaquim dos Res Gomes. .
N. i. Thomaz d'Aquioo Fonaeca .
N. 57. Herdeiro* de Amonio Francis-
co Branco .........
N. 59. Manoel Figueiroa de Faria. .
N. 61. Clara Mana do Espirito Sanio.
N. 63. llerdeiros de Francisca Mar-
ganda dos Prazeres ......
N. 65. Manoel Joaquim da Silva Fi-
gueiredo..........
ti. 67. Mara Antonia da Cruz Brac-
eo........, .
N. 69. Mara Goncalves Ferreira e
Silva...........
N. 71. Joaquim Jos da Costa Fajozes.
N. 73. Fillios de Manoel Jos de Bas-
tos e Mello e oulro......
N. '5. Thomaz de Carvalho Soares
Brando..........
UIVERSAS PROVINCIAS.
Kendimenlo do da 1 a 27 698*936
dem do di 28....... 119180
7109116
Exporlacao .
Ro de Janeiro pelo Ass, brigne nacional Nern,
de 193 toneladas, couduzio o seguate : 10 barri-
cas ferragens, 21 caixas, 1 eaixole, 4 pacnles e 2 far
do* fazendae, 2 barra, 4 barricas c 3 caisas diversas
miudezas. 2 saceos assucar, 300 molho* de palha, 24
Eipas agurdenle, 13 barrs espirito.
ECEBEDOKIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do da 1 a 27 19:12^*906
dem do dia 28....... 6619671
19:7909577
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dia 1 a 27
Idem do dia 28
21:5479666
2:632e3i6
21:180-3012
MOVIMENTO DO PORTO
No dia 28 do correle
nem sabidas.
nao hoiiverain entradas
1O940O
639000
289800
259200
181000
258400
309000
309000
28/800
18*000
149100
259200
489000
219600
259200
YiT-IHI
1059000
959700
289800
289800
109800
109800
18/000
589200
979800
259200
369000
36/000
369000
189000
68400
72/000
549000
LEILOES.
3.-O199350
EDITAES.
era porque mo haja
lomba semelh.inle aa de Mal
calculo de deixa-lo eugrossar ein prejuizo
trauquillidade publica ".' *
Tudo pode ser, mis tamben! he indttjflivel que
os particulares constantemente amcarados posauem o
sagrado direito de se premunirem dos meos precisos
para a nalural defeza, e que nao podem ser alvos
das vistas policiaes emquaolu nao forem aniquilado*
esses focos aterradores e perturbadores do socego
de lodos.
Se devem apparecer procesaos conlra pessoas de
Cachoeira, eni.io he jnconlrariavel que por iiiaiuria
de razao nao devam conliuuar em silencio e na im-
punida le, como lem estado, o barbsro assassnalo do
Africano assassino do lenle Francisco 'lavares de
Mello, os assassiualo* perpetrados em varios cida-
daos do Acaba em 1849. o assassiualo do infeliz Jo-
s Joaquim da Cuuha Rocha, o assassiualo e gra-
ves ferimeiiltw pralicados rerenlemenle em Nossa
Senhora do O', as tentativas de homicidios contra os
feilores Mauorl'de Mallos e o Porluguez JoAo, e fi-
palmente que devem ser arrancados da la posse e
dos leus para a cadeia esses escravos de Pao Amarel-
lo, que Irairoeira e cruelmente assassiniram o fei-
lor Frazao e lenlaram conlra a vida de oulro feilor
de uome Antonio de Souza, os quae, posto sujeitos
na forma da lei a pena capital, foram simplesmenle
acoilados eseacham habilitados pgra novas atroci-
dades, nao sendo para esquecer-sc o suicidio de cer-
lo escravu, que teve lugar no poco denominado de
Manoel Mua-, o para o qual direclamonle concur-
ren esse inl pisa-sebo, ou alias insigne carrasco da
raa africana.
Haja igualdade e imparcialidade na distribuirlo
da Justina, aniquile-se o pre luminio do bacamarle e
doa cceles lientos, teja a venalidade ou ante* la-
drueira judicial substituida pela inteireza, e logo
nao haver motivos para queixas.
Nao ser assim, meu gaseo e veueooso pisa-sebo'.'
Sem duvida, nao le agradar a rainha doutrina
porque a ella vigorar, le arriscas a ler por casa al-
guna calcetas, e a perderesf a vspernnca que te ala-
la, de utufruires sem onus de rendas esse engenho,
onde te aellas a manen a de ralo auxiliado no queiju;
porlanto venba diluvio de mentiras, calumnias, a-
inearas, insultos a perseguiroes enntra os leus adver-
sarios judiriaes, a incendio de pudre incens, que
occulle as mazellas ou crime* de lesa juslira e que
garanten) celebridade ao leu bom sullao.
Vlete, caro malango, saude nos pes, pausa re-
pleta, c felizes pechiuclios le deaeja com fervor o lea
velho amigo. Papa-tabaco.
* Goiauoa 16 de agosto de 18S5.
O Illm. Sr. inspector da Ihesonraha provincial,
em cumprimenlo do dispuslo uo arl. 34 da le pro-
vincial numero 129', manda f.i/cr publico para
conhecimeuto dos credores b)polliecarios, e qnaea
quer inleressados, que Francisco Manoel da Silva
liusmao, lem de ser indemnsadoda quanlia de du-
zenlos mil res, pela exlraro do barro da proprie-
dade denominada Tanquinho na cidade deGoi-
anna, para a factura de urna bomba, e que o dito
Gaanala icm de receber dita quanlia logo que ter-
minar o prazn de 15 das contados da dala deste,
que he dado para as reclamarles.
E para constar se mandou allixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario por 15 dias aoccesivo*.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 12 de selemhro de 1855.
O secretario.
.Inlomo Ferreira d',lnnunciaro.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
cumprimenlo da ordem du Exm. Sr. presidente
provincia, manda constar sus pruprielarios abaixo
endonados, a eulregnrem na mesma Ihesouraria no
razo de 30 dias, a cuniar do dia da primeira puDli-
iio do prsenle, a imporlancia das quolaa eom qae
em entrar para o calramenlo na ra Direila ate
ravessa da Penha, conforme o dispnslo na lei pro-
incial numero 350. Advehindo, que a falla da en-
trega voluntaria ser punida com o duplo das referi-
das quotaa na conformidade do artigo 6 do regula-
menlo de 22 de dezembro de 1851.
N. 2. Joanna do Rosario Guimaraes Ma-
chado.................. 779100
N. 1. Viuva de JoAo l.eitao Filgoeira. 89--166
N. 6. Hospital da Misericordia de Angola i.-sihi
N. 10. Benardo Jos da- Costa Valcnlim e
Francisco Joaquim Pereira.......419700
N. 12. Mara Joaquina de Monra.....7692110
N. 14. Ordem lerceira de S. Francisco. 450OO
N. 16. Antonio Francisco Pereira. 779220
anoel t'.ael.i no de'
.........- SuPHt
ova o herdeiros de Antonio Joa- '
qnim Ferreira de Simpao.......68S4O0
N. 22. Francisco Alve da Cunha.....305000
N. 34. JqSo Malheo*...........829.100
N. 26. Joaquim Francisco de Azevedo. A29000
N. 28, Dilo, dito. ;...........619200
N. 30. 'I'fiereza Goncalves de Jess Aze-
vedo...................'. 686100
N. I. Irmandadede N. Senhora do Li-
vramenlo................ 99000
N. 3. Joaquina Mria Pereira Vianna. 839400
N. .1. Dita, dila..............999000
N. 7. Dita, dita..............8ti9t00
N. 9. Baziho .Vives, de Miranda \ arejao 7-59000
N. 13. Francisco BrandXe Paes Brrelo. 139200
N. 17. Irraandade do Espirito Santo. 189000
N. 19. Joaquim* Bernardo de Figuereido. 2K98OO
N. 21. Dito, dito.............119I00
E para constar se mandou aflixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
liiico 15 deselembro de 18-15.O secretario, Antonio
ferreira d'Annuneiaco.
O Hlm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia de 21'do coi rente, manda fazer
publico que no dia 18 de oulubro prximo viudnuro,
pcranle janla da fazenda da mesma Ihesooraria, se
lia de arrematar a quem por menos lizer a obra do
tapamenlo do pantano de Olinda, avallada em res
7:3709000.
A arrematado ser feita na forma da lei provin-
cial n. 313 de 15 de maio do anuo prximo passa-
do, e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremala-
rao, comparcram na tala das seasdes da mesma jun-
ta no dia cima declarado pelo meio dia competen-
temente habilitadas.
E para constar se mandn aflixar o prsenle c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da ihesouraria provincial de Pernam-
buco 22 de Miembro de 1855.O secretario,
A. P. WAnnuneiaco.
Clausulas especiaes para,a arreinaloro.
1.a As obras do tapamenlo dos arrombus do dique
do pantano de Olinda ao norte e sul da povoarAo
dos Arrombados, serao feilas de conformidad^ com
o c/rcamenlo uesla dala presentado a approvacao
do Exm. Sr. presidente da provincia na imporlan-
cia de 7:3709000.
2.a Deverao ser principiados ns trabadlos no pra-
711 de um mez, e concluidos no de tres mszes conta-
dos de conformidade cora o* arts. 31 e 32 da lei
provincial n. 28b.
3.a O pagamento ser! feilo em Ires preslac,e<
iguaes ; a Ia quando esliver feita a terca parle da
obra, a 2a quando tiver dous lercos da obra, te a 3J
finalmente quando sliverem concluidos lodos os Ira-
balbos, qae serao logo recelados definitivameiile.
4.' Para ludo o que nao esliver especificado as
prsenles clatfeulas seguir-se-ha o que determina a
lei provincial n. 286 cima mencionada.
Cpnforme.O secretario,
A. F. (VAnnuneiaco.
O Illm. Sr. inspector da Ihesonraha provin-
cial, ein cumprimenlo da resolujo da junta da fa-
zenda, manda fazer publico que a arreinabktgo das
ubras stipplemeulares a fazer-se ua pgHr selk
rio Capibaribe na estrada de Pao diapno, vai ao-
vaineule prara no dia 18 de
douro.
- E para constar se mandou aflisa
blic.11 pelo Diarlo.
Secretaria da Ihesouraria provinJ
puco 22 de setembro de 1855.O
A. F.
' O Illm. Sr. inrpeclor da lli
cial, em cumprimenlo da resolur,
zenda manda fizer publico q
precisos na casa da cmara munic
cidade de Olinda, vao novamenle a
4 de oulubro proiimo vindonro.
E para constarse mandou allixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesooraria provincial de Pernaro-
buco 22 de setembro de 185o.O secretado,
A. F. d'Annunciaro.
DECLARACO ES.
praximo vin-
[iresenle e po-
Peruam-
lOflIO.
iraria provin-
junla de fa-
t do* reparos
deia Ca
Eleigao dos juizes e mais devotos que bao de festejar
a Senhora do Carino do frontispicio no protimo
futuro anuo de 1856.
Juizes
O Illm. Sr. Jos Xavier Faustino Ramos.
a e Rvm. Sr. Fr. Joaquim da Sintissima Trin-
dade.
Joiz protector.
O Illm. Sr. Jos Moreira da Silva.
Juizas.
A Illm. Sr." D. Igoacia Maria da Conceica-i, Irma*
de Illm. Sr. Manoel Jos de Castro
Giiimarae*.
o lieuriquela Magalhaes da Fonseea,
mulher do Illm. Sr. capillo Antonio
Augusto da Fon-cea.
Juiza protectora.
A Illm. e Exm. Sr.' Baronesa da Boa Vista, mu-
lher do Illm. e Exm. Sr. sena-
dor Baria da Boa Visl.i
Escrivias.
A Illm. Sr.a D. Praiicelina Perpetua da Fonseea,
mulher do Illm. Sr. Dr. Joaquim
d* Aquiuo Fonaeca.
o Maria Carolina Luis Suriano, lilha
ds Illm. Sr. alferes Joao Carneiro
l.ins Soriaim.
Escrivaes.
O Illm. Sr. major Faotliuo Jos dos Sanios.
capiUo Antonio Bernardo Quinteiro.
Procuradores.
O Illm. Sr. alfar** Manoel Jos de Oliveira.
11 JUarcoriuo dos Santos l'inlieiro.
' > Manoel Gomas de S.
o Jos Elias de Oliveira.
* Jos Francisco Carneiro.
Joaquim Euzebio de Souza.
Protectoras.
A Illm. Sr. D. Joaquina Clara de Gusroo Coelho
da Lomos, mulher do lenle coro.
nel Joao Pinto de Lemos Jnior.
1 > Theodora do* Guimaraes Peinlo te-
relrt di SIti. mulher do Illm. Sr,
1:4519886
E para constar se mandou allixar o presenie, e pu-
blicar pelo Diario. Secretaria da Ihesourar'f pro-
vincil de Pernambuco' 12 de setembro de 1855.
O secretario.
A. F. Annuneiaco.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial
em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda convidar aoi proprietarios abai-
xo mencionados, a enlregarem na mesma Ihesoura*
1 ia no prazo de 30 dias, a contar do dia da primeria
publicado do presenie, a importancia das quulas
com que devem' entrar paya o calramenlo da ruafdo
Rangel, conforme o disposlo na lei provincial n. 350.
Adverlindu, que a Tilla da entrega volanlaria sera
punida cun o duplo das referidas quolas na confor-
midade do arl. 6 do regul Jinenln do 22 de dezem-
bro de 1854.
N. 2. Ordem terceir* de S. Fran
cisco........... IR9OOO
N. 4. Renta da Conceicao Ferreira I89OOO
N. 6. Domingos Jos la Silva 279000
N. 8. Theolonio Flix de Mello. 499500
N. 10. Carila Enmenia da Concci-
S* ......... 579600
N. 12. Herdeiros de Thereza de Je-
sns........... I89OOO
N. 14. Irmnndade das Almas do Re-
t'fe........... 169200
N. 16 Ezequiel Franco de Sa 253200
N. 18. Francisco Antonio das Cha-
gas ..... .... 169200
N. 20. Herdeiros de Josepba Francis-
ca Rosa.".......... 19-200
}v. 22. Francisco Antonio das Cha-
gas ........... 189000
N. 24. Irmandade das Almas do btir-
ro de Santo Antonio...... 419400
N. 26. Manoel Amonio Monleiro de
Andrade.......... 519000
N. "28. Antonio Jos Goncalves da A-
zevedo............ 259200
N. 30. Viuva de Miguel Jos Ri-
. beiro........... 529500
N. 32. Ordem lerceira de S. Fran-
cisco............ 2-59200
N. 34. Paulino da Conceicao. 21-3000
N. 36. Antonio Hypolilo Vercon. 899T00
N. 38. Viova de Domingos Jos Bar-
bosa .......... 599400
N. 10. Joao Moreira Marques 529200
N. 42. Manoel Jos da Silva Braga 119400
N. 44. Jos Lcunardi....... 239200
N. 16. Jote da Fonaeca e Silva ... K9OOO
N. 48. JoSo da Silva Moreira. 4698OO
N. .H). Dr. Alexaudre Beruardino dos
R*i* e Silva........ 509400
N. 52. Tiburcio Valeriano Baplistu "1113I1H1
N. 61. Maria Joaqoina de M'cedu
Mello........... 519000
N. 56. Francisca Thumiziada Concei-
rao Cooht..... 05000
N. 58. Palrimooio dotaorphao*. .
N. 60. Maria Joaquina Machado Ca-
valcanli.......... 7.19000
N". 62. Jos Joaquim de Novaes. 45000
N. 61. Bernardo Anlooio de Miranda. 609000
N. 1. AlexandreJoa da Silva. oOfiOOO
N, 3. Maria Candida Vianna e ou-
lros ........... 22J5O0
Maria Adelaide de l^mos 119250
a Maria Leopoldina de Lemos 119250
N. 5. Anlooio Ferreira Pinto 829500
N. 7. Joao da Silva Mureira. 529500
N. 9. Anlooio Dotnlngoes d'Almelda
Paco*. ........ jOOO
N. ti. Jos de Barros Pimental 1268150
Pela mes* do consulado provincial se faz pu-
blico aos contribuinle* de impostos, cujos dbitos.-o
dependentes de laneamenlos, e que inda nlo foram
pagos dentro do auno financeiro prximo pastado,
ue os podem raaliaar nesla repartirn al o lim do
presente mez, lindo o qual passam a ser execulados
todos os que dcitarain de pagar, do auno de 1851
a 1855. *
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernambuco sacca robre
a praca da Babia, e contina a tomar
letti-iis sobre a do Rio de Janeiro. li.tu-
co de Pernambuco 5 de junho de 1855.
O secretario da direccao, Joao Ignacio'
de Medeiros Reg.
CONSI.UO ADMINISTRATIVO.
O nonselho administrativo lem de comprar os ob-
jccios leguinle*:
Para o 8. hatalkan de infanlai ia.
Bandas de 13a, 21.
Hospital regimenlal.
Cubos inodoros, 10.
Diversos batalhes.
Sapatos feilos na provincia, pare* 500.
Arsenal de guerra.
Meios de sola corlida, 150; pavios, duzias 9.
Quemns quizer vender aprsenle as suasproposla*
em cari* fechada na secretaria do con*elbo s 10 ho-
ras do dia 5 de oulubro.
Secretaria do connelhoadminitlrlivo para forne-
cimenln do arsenal de guerra27diMlembro de 1855.
lenlo Jos Lamenha Lint, coronel presidente.
Bernardo Pereira do Carino Jnior, vogal e se-
cretario.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho adminisliliro,"em cumprimenlo do
arl. 22 doregulamenlc de 14 de dezembro de 1852,
faz publico, que foi aceita a proposla de J. Soum &
C, par-, iorneccr os medicamenjos e mais gneros,
segiinituo pedido ja annunciado par a botica do
huspilak regimenlal, na imporlancia de 1679140 rs.
E avisa ao' referido vendedor qne devera reculher
ao arsenal de guerra os mesmos medica lientos 00 dia
1." de oulubro -prximo viudonro.
Secretaria do conselho administrativo para forne-
cimer.lu do arsenal de guerra 27 de setembro de 1855.
Bernardo Pereira do Carino Jnior, vogal e
secretario.
.0 Illm. Sr. inspector da Ihesouraria de fazen-
da manda fazer publico, que se acha aulorisado por
ordem do tribunal do thesonru nacional, para con-
tratar o afreiamento de um uavjo para conduzir urna
porr.lo de pao brasil que existe no Rio Grande do
Norte, e deve ser remellido para Liverpool, e convi-
da aos proprietarios ou consignatarios de embarca-
ros que pretendan) fazer sle contrato, a remelle-
rem-llie suas proposla- al o dia 2 de oulubro pr-
ximo vindouro. Secretaria da Ihesouraria de fazen-
da de Pernambuco 28 de setembro de 1855.O offi-
cial maior, Emilio Xavier Sbreira de Mello.
O agente Borja aulorisado por despacho do
Illm. Sr. Dr. juiz d orphaoa, proferido em reque-
r meulo du tutor dot orphaoa futios do finado Caeta-
no Pereira Goncalves da Cunha, em pre.enra do di-
lo Sr. juiz, far leliao,do vario* bens perlencenles
ao* mencionado* orphaoa, aaber : dfveraas proprie-
dades exilenle* na provincia do Douro em Portu-
gal, cojos ltalos de. posse e dominio se acham em
ralo .lo agente tnnuncianle ; um acllenle enge-
nho denominado Mamacaia.na fregnezia de S. Lou-
renro da Malta ; am ptimo silio em Mana Simpli-
cia na cidade de Olinda ; urna casa terrea sila na
ra dat Aguas-Verde* as 20, 14 eteravo* de ambos
so sexos propripa para lodo o lervico ; obras de ouro,
dila* de prala, entre ** qoies obreiabem am rico
apparelbu para cha, am faqueiro, salvas de diversos
lamauhos, e casliraes ; um riquissimo relogiopira
cima de mesa ; nm ditu de parede, om dilo para
escriptorio, um pianno, ama ptima secretaria com
estante ; earteiraa e mocho* para escriptorio, ama
machina de copiar carta, um cofre de ferro, dous
bahus de aegredo, dilTerentaa obras de marcioeiria,
10 apolices, do Iheatro de Apollo, diversos livros
histricos, e oulros mnilo* objeclus de diOerenle*
qualidadet, que lora impoitivel mencionar, e que
so com a villa *e poder Jo apreciar. O leilflo lera
lugar quarla-feira, 3oulubro, at 10 horatda manida
na ra da Cruz o. 43 2 andar. II senhora* pre-
tndanles as propriedades, que quizerejn algn* es-
clarecimenlos acerca dellas,' lenham a bondade de
se entender com o mesmo agente, na ra do Colle-
gio armazem n. 1j. No mesme armazem, do dial"
em dianle, serao distribnidos na catlogos dos ob-
jeclos que leem de ir a leilao.
O agente Borja, autorisado por des-
pacho do Exm. Sr. Pr. juiz privativo do
commercio proferido em requerimento do
curador fiscal da massa fallida de Macha-
do Ai Pinheiro, fara' leilao de 43 barris
de manteiga Iranceza e.48 meios ditos da
mesma, pertencentes a mencionada mas-
sa, assim como de i2 gigosdecliampanha
cuja venda sera' feita em presenra do Illm.
Sr. cnsul de Franca : os generor cima
se acharao patentes na arcada da allande*
ga, e o leilao tera' lugar sabbado 29 do
corrente, as 11 horas da manluia.
O agente Borja, autorisado por des-
pacho do Exm. Sr. Dr. juiz privativo do
commercio, proferido etn requerimento
do curador scal da massa fallida de Ma-
noel Joaquim Alves Pitomba, fara'.leilao
da taberna sita na ra Nova n. 65, per-
tancente dita massa, que consUte na ar-
macio, gneros, especiarias,etc., existen-
tes na taberna supra : segunda-feira 1 de
outubro, as 11 horas em ponto.
Liquidacao
final da Cali-
fornia,
LEILAOIPBLICO.
O agente Oliveira fara' leilao, para aca-
bar, do resto das fazendas salvadas da bar-
ca (JUSTAVO II, arrematadas nos diver-
sos leiloes feitos na allandega desta cida-
ne, na loja do sobrado junto ao arco de
Santo Antonio, do commendador Maga-
lhaes Bastos, por con tu e risco dos admi-
nistradores da California, que querem li-
quidar para poderem ratelar entre os so-
cios o prejuizo havido : segunda-feira 1 de
outubro, as l^^Torasda manha.
Leilao de batatas
Segunda-feira, 1. de oulubro. as 10 horas da ma-
nha, se far- leilao de batatas, em caixas ecanaslras,
s vontade do comprador, em muito bom estado : na
lra\e2 da Madre de Dns n. 16, armezem de Agos-
linho Ferreira Senra Guimaraes.
AVISOS DIVERSOS.
LOTERAS DA PROVINCIA.
O Illm. Sr. tliesoureiro manda fazer
publico, que os bheles da amputada par-
te da segunda lotera do G^nnasio Per-
nambucano, se acbam a venda na the-
souraria das loteras, rua do Collegio n.
15, e as rodas andam mpreterivelmente
no da li de outubro do corrente anno.
Thesouraria das loteras desta provincia,
2i de setembro de 1855.Luiz Antonio
Rodrigues de.Almeida, escrivao das lo-
teras.
Desappareceu no da 2i do corrente,
da sala em que se imprime este Diario,
um par de botises de ouro. de abertura,
presos por urna correntinha tamben de
ouro, ambos lavrados, quadrados e com
urna flor no meio : roga-sc a pessoa a
quem foremolierecidos, de os levar a rua
doBangeln. 59, segundo andar, ou nesta
tvpographia, que sera'generosamente re-
compensada, e promete-se guardar se-
gredo.
Precisa-se de urna ama para casa de
pouca familia, que saiba bem lavar <^-n-
gommar, e que laia o servico das compras,
prefere-se escrava : na rua do Bangel n.
59, segundo andar.
Precisa-se de olliciaes de alhuate : na
rua'da Madre de Dos n. 5G, primeiro an-
dar.
C01PANHU DE H\(A) E TECI-
DOS. RECIPE.
A direccao da com-
panhiade FiacoeTe-
cidos de algodao con-
*ia aos 8:.". accio-
nirtas da companhia,
a realisaren:. do 1 ao
ultimo de outubro prximo, em mao do
caixa Sr. Manoel Goncalves da Silva, no
impedimento do Sr. Antonio ce Moraes
Gomes Ferreira, no seu ecriptorio da rua
da Cadeia do Recife, todos os Jia uteis,
das 7 horas a's 5 da tarde, urna prestaqao
de 10portento sobre o capital. Recife
28 de setembro de 1855.Bario de Ca-
maragibe, presidente.Joo Ignacio de
Medeiros Reg, secretario.
A irmandade de Nossa Sinhora do
Terco, tendo mandado encarnar a ima-
gem do Senhor Bom-Jesus dos Desampa-
rados, de sua igreja, pretende ize-Ia ben-
zer solemnemente amanha, pelas 4 horas
da tarde, e as 7 da noite havem' ladainha
can tafia em honra e louvor da venera vel
imagem : roga-se a's corporacoes religio-
sas desta cidade, dignem-se. mandar repi-
car os sinos de suas igrejas, a' hora da ben-
qo, que sera' annunciada por girndolas
de fogo do ar. bem como espera-se que
todos os irmaos.e fiis devotos coinparecam
a tao solemnes actos, para rogarem ao
Senhor Bom-Jesus dos Desamparados, nos
livre 4p terrivel flagello da pes*:e que nos
ameara ; a santissima imagem estara' col-
locada no cruzeiro da igreja, ]x>r alguns
dias e nuiles, a' venerarao dos (ieis.
Muita attencao !
O canlelisla Salusliano de Aquino Ferreira vende
para negocio, na roa do Trapiche n. 36, seg'iudo an-
dar, bilheles e cautelas das loteras da provincia,
pelos preros abaixo declarados, sendo a quanlia de
IOO3OOO para cima, dinheiro vista.
Bilheles .W500 sem desconlo
Mio* -ia"50 a
Quarlos 19100
Terjos 1860
Quitos lolOO 1
' Oitavos 700
Decimos 560
Viaesiinos 290 11
a e
AVISOS MARTIMOS.
Real Companhia. de Paquetes Inglezes a
Vapor.
No 1 de oulu-
bro espera-se
la Europa, um
do* vapore* da
Keal Compa-
nhia, o qual de-
fiois da demora
do cosime e-
izuira para o
tul : para pas-
sageiros, ele, trala-se com os asenta* Adimton 11o-
wio i C, na roa do Trapiche-Novo n. 42.
Para o Araealy e Cear o hiale nacional Bxa-
laco pretende sabir al o dia 29 do crrenle : quem
no mesmo quizer carregar ou ir de passagem, diri-
ja-so ao* consignatario, na rua da Criz, armazem 11.
15, ou com o meslre no trapiche do olgodlo.
Para a Baha segu empreterivelmenle no dia
i de oulubro a veleira e bem conliecida sumaca
Horltncia. por ja lera rr.aior parteda carga promp-
la : para o restot;rata-se com sea consignatario Do-
mingos Alves Mallieus. na mi da Crai n. 54.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acha-se a venda um {-esto de billretes
da lotera 56 do Monte-Pio, que correu
em o dia "2 \ d.o presente. As listas vivo
pelo Tocantins ou Imperatriz do dia
1 de outubro em diante- Os premio* se-
rao pagos a entrega dalistas.
nonio.
Roubaram do abaixo assignado urna carleir* con-
tendo (i lellras, sendo una sacuda por Fox Brolhers
e aceita por Jo-e dos Sanios Neves da quanlia de
2:ITa20O, a vencer em :tt) de dezembro do corrente
anno, oolra aceita pelo majnr Aulonio da Silva Gus-
mao e tacada por joo Pinto de Lemos Jnior, da
quanlia de 2:000$ rs. a vencer em 27 de dezembro
do correle anno, ontra aceita por Pacheco & Men-
des, sacada por Jos Antonio Bssta* da quanlia de
j:MX$000 rs. a vencer em II de maio de 185G, to-
das 3 compradas na casa de cambio de Joaquim Jos
Silveira & C. oulra aceita, pelo capilo Francisco
Deleaslo Borba, da quanlia de200>000ju vencida,
oolra aceite pelo capillo Antonio Vicente de Irau-
jo da quanlia de 2009000 a vencer em 30 ds marco
de 18C, oulra aceita por Ignacio dos Santos Fou-
ceca emlnr.da pelo coronel Francisco Correia de
Barros, Ha quanlia de 6803000 j vencida, e mais
diferentes papis : roga-se n6 autoridades policiaes
ou oulra qualquer.pessoa que aprchendar levo a casa
de cambiorlo dito Silveira,que *vr;i rralilicado adver-
tindo que ja esli prevenidos os aeeilanles para a nao
pagarem se nioao abaixo assisoado.
Francisio Correia l'ieira.
W Oerece-se a qaem convier ulna proririe-
adade na freguezia de Goianna, (lisiante da
cidade 4 a 3 leguas, a bom caminho, para
nella edificar-se um engenho por alauns an-
nos de desfrucle, lendo para isso aa indis-
pensaveis proportoes, e sendo o solo de rais-
8t sapi'1 negro o mais proprio para a producan da
raima e toda qualqner qualidade de lavou-
rajjjjpimo a pratica ha provado; o terreno
esta vanlajoso ao especulador, segando for-
taleza natunal delle, e a coberta em que es-
t a maior e mais vanlageui ao alcance do
observador: a tintar 110 eiiKcnlio Mussupe-
Debaixo com o proprielario.
Domingos llenriquesde Oliveira, es-
tabeleoido na capital da provincia do Rio
Grande do Norte, tendo concluido o nego-
gocioque otrouxea esta praca, retira-se
para a mencionada provincia.
S. Sebastio.
Acha-se exposlo devocJo dot liis, na igreja de
N. S. do Pilar, em Fra da Porlas, o milagroso S.
Sebssliao, para que all vilo lodos os liis fazer
suas orajes, afim de que chegando estas ao Todo
Poderoso, nao s esla provincia como as nutras anda
nSo accommeltidas, sejam livre* do terrivel flagello
que actualmente grana na* provlncins do Para e B-
hia.
O rauleliila, Salusliano de Aquino Ferreira.
Perdeu-se na imite de 27 do eom ule ama pul-
ceira de nnrn, larga, lavrada, sem esnmllv, desde o
lim da roa Direila, ruado Livramento, rua do Quti-
mado, Crespo, al a rua da Cadeia de Santo Antonio
n. 14, segundo andar, aonde se reconqiensara a pe*
soa que a achar.
O abaixo assignado declara que nao lem mait
sociedade com o sea irmSo Barlbolomeu Blanda
desde o da 5 de agosto, e faz o prsenle para ser de
sembaracado de qualqucr negocio.Jos Blandin.
Na roa Direila n. 13 d-se dinheiro a joro* o-
bre peohores de ouro ou prala, em pequen** e gran-
des quantias.
Precisa se de um criado para lodo o servico,
menos coziuhar: na rua do Cabuga, I j de cera.
D. Anna Dellina P.ies Brrelo, v uva do tinado
Antonio Januario Paes Brrelo, ronv da por esle a
todo* os credores de seu casal, para qae dentro em
15 dias, o. mais lardar, lenham a boi dade de apr-
senlas os lilulos de s*us cre.lilns a el a ou a seu pai
Ignacio Francisco Viera de Laccrda, no eoaenho
Ararili 1 de Cima, silo na comarca do Cabo, afim de
sercm tae* dividas descriplas no inventario do refe-
rido casal, qua.esl prestes a procedjr-se nessa co-
marca.
O Sr. raulclisl.i Salusliano de Aquino Ferrei-
reira dea graluilmenle para. as obra: da igreja do
Divino Espirito Sanie as sezuintes cautelas da **-
gunda parle da segunda lotera do (ymnasio Per-
uambucauo : 2 quarlos ns. 5167 o 5033, 2 quinlos
11. 31 i, '' oil.nos 11. -JH.'ili. e 3 decimos n. 3121, os
quaes erlio em poder do Ihesoureiro da irmandade.
Pergunla-te .10 Sr. arrematante da ponte da
Magdalena, se quando se faz urna ponte se he dado
tirar e-ieios pelo meio terrados com a pona a super-
ficie d'asua, para quando as canoas passam, succe-
der o que acaba de acontecer com ama canoa de Jo-
s Eustaquio de Amorim Lima, qus o mesmo foi
com grande despeza e risco de vida d-i seoslrabalba-
dores tirar no fundo, perdendo a carga que Iraza, e
enm avaria na dita.
Precisa-se para o servico inleruo de ama casa
eslraugeira, de duas pessoas, una que oozinhe e en-
gomme, e oulra qae enlenda de costura : na raa
Nava a. 17, se dir quem precisa.
Joio Bernardo de Carvalho Piulo, por ordem
da administrariio convida aos seus (redore* para
reui.ii em no I.- de oulubro proimi vindouro, as 3
hora* da larde, ua casa de soa residencia, na raa
Direila n. 113, alim de lomar urna deliberadlo sobre
os neeorios do mesmo.
D-se urna pequea porrao de dinheiro .a jaro*
sobre liantas de penhores : na rua dns Cruzes n. 20,
primeiro andar.
Hoje, linda a audiencia do Dr. jniz municipal
da segunda vara, od na primeira, caso hoje nao haja,
ler* logar a arremetacSo do silio penhorado a Jos
Rodriailes deliveira Lima eoulros, por ex eco rio
do Antonio Pedro Alves da Cruz eoulros. o qual vai
novamenle .1 praca, por nio ter havidn laiirador na
ultima prt, qae teve lugar em o I. do corrente.
O sitio he na Boa_Viagem, e foi avaliado em 5:000$.
Ao publico.
O abaixo assignado, como director das partida*
que liveram lugar no dia 7 de jullio e 25 de agosto
prximo paseado, declara que nada te deve a pessoa
alguma do foriiecimenlo para as resmas partida*.
Iteci.'o 26 de selembro de 1855.
Pedro Vellr.su Bebello.
British Clerks Provident Association.
The (Juarlerh meeling will be held al lli* Librarv
Booms on monday lhe I. oclober 1855 al 6 oclock
l'M. Subscuplions received lhe same day al n. 36,
roa da Cadeia belwaen lhe hours of 5 \ 6 PM.John
Lilly, Ireasiirer.
Na roa das Cruzes n. 11, precisa-se de nma
ama para o servico interno de casa, e para algamai
compras na rn* : a Ira lar na mesma casi ici.na.
Precisa-se de om balcio de amarello envemi-
sado, que (culta de comprlmcnlo i:: palmos e meio :
na ra de Apollo, taberua n. 19.
Aliiga-se o primeira andar dn obrado n. 93,
na rua Direila, com bastante* coromodos : a tratar
na rua do Azeile de Peixe, Iraveast da Madre de
Dos n. 19, armazem da Kosa, dat. 9 as 3 horas da
lardo.
IRMANDADE DO DYINO i
ESPIRITO SANTO.
A mesa regedori da irmandade do Divino Espiri-
to Santo, tendo de dar principio as obras de que ca-
rece a sua igreja, foi por isso forjada a encerrar a
expt'sitio do seu divino pa.lroeiro ; no entretanto
par.i salitfazer os devotos que anda esle* dias lem
procurado a igreja para dirigir-lhe suas preces, pelo
presenie faz publico qae ella se achara .iberia lodot
os domingos at as 9 horas da noile.
Viccole Mendes Wanderley fz publico, aspe-
cialinenle ao Ilustre corpo de commercio desla pr*.
{a, que desde o da 21 de selembro deste correnta
ann 1, deixou do ser seo caixeiro o Sr. Manoel Ro-
drigues das'Neves
Precisa-se alagar nm escravo para andar com
un iistoleiro com poucas fazendas, e servir a oa
homem solteiro ; tralaf na roa do Qaeimado, loja
n. 21.'
Tres joven* pernambucanas convenientemente
educada* e habilitad** para ennar o qne tabem
com alguma perfecta, vao instalar urna aula com a
titulo deS. Rosana rua Augusta, defronl* do
chafariz, no obrado 11.91, aonde mora Firroino Jo-
ao Flix da llosa, sen pai, a* quaes se compromet-
tem em pregar lodos os desvellos e carinhos 19 sen
alcance para ensinarem as meninas que Ihet forem
confiadas, oseguinte : nma, as primeira lellras, es-
orever e coolar ; uulra tomar a ti encinar a coser
chao, labyrinlhar, cacund, bordado de susto, e acol-
xoa lo a lerceira ensinar a tapete, tapetara, tro-
co, iiiicaiisa branco, maliz ouro. A* joven cima
espcraui de algnns senderes, painde familias, Mies
dcrn proteccao, e qiiereudo examinar e ajnizar de
sen* Irabalhos, podem eom antecedencia dirigir-ae a
eai* cima para verein algn* difirante* de seus
Irabalhos que lhe serio apresentudes. O pteto de
ca 1 urna para ler, esrrever e contar, costura, escan-
de, labyrintho de qualquer forma, ser 3JO0O men-
aeise por lodos os mais tribalbos superiores ser S>.
Tanibem *e recebem meio pens onislas por preco
raziavel, afim de evitar o Iraniito em virlude da
gra'ide forra do sol. A aula principiara os tos Ira-
bal 101 no dia I. de outubro do correle anno.
CARROS FNEBRES.
No estabelecimento de casjp fnebres,
de JosPinto de Magalhea, sito no pateo
do Paraizo casa a. 10, se encontram ne-
vos carros com novas armacoes, tanto pa-
ra defuntos como para anjos, com ricos
ornatos e por preeps commodos; tambem
sealugam caixuese entre ellesum de vel-
ludo preto com galo linoe largo: liram-
selicenras, guias, 'orncce-se< c pas-
seio, msica, cera, arn
igreja tudo a 1
os com modos-
f O medica Jos de
Bastos, murlou a soa resi ^L
Cruz sobrado amarello
. dar.
IMtMNMt-NMMMM
ANNNCIO
Leja e armazem de (aseada* btrali*eim*, o rn
da Cadeit do Recife a. 50, defronte la raa
dre de Dos, quina do segunde bereo viudo 1
le, lado eaqaefds. Na*** e*(abetecim*ato u
Sr*. fizendeiros, c*mm*rciinta* de cealre, e o
hlieo em geral, am coropleta'coiiimenlo de fazeiidas
fina e CTossas, todas de bo* qoslidade e*m ovario,
qae a dinheiro vist*. e vende por aran
lissimos ilassiroj como boa dupesirAo para bem ser-
vir e agradar a lado* o* fregoezet qaa'te digoarem
honrar o slabelecimenlo.
BECkER
RUA NfJTA'. 60,
lem a salisfaro de annuncir ao* fasbioruble, sec-
lario* dn bom goslo e perfaifSo, qae no seu slabe-
lecimenlo se encoolra ojo o a* fazendas naeeisarias
cliegadas ullimasnenle de Paris para o. iortimen!
completo de um elegante ; como tero igoalmenle 1
felicidade da nociar ao* sea* freguezes e amigos,
que a frente de seu slabelecimenlo
um artista versado em todos os segredo* da pra6**lo
e interprete liel do goslo mais reqoinlado.
Regiment de cusas.
Saliio a luz o regiment das custas judi
ciaes, annotado com os avisos que 1 a Ite-
ra ram : yende-te a 500 reis, na I
n. 0 e 8 da praca da Independencia.
O escripturarioda Companhia de Be-
lieribe Marcolino Jos Pupe, ainda esta'
autorisado a comprar e vender a
mesma companhia, pois o/ie nioguem
mais habilitado do que elle a fazer este
negocio; podendo ser procursfclo no es-
criptorio da mesma, na rua Nova n. 7, das
8 horas as 5 da tarde.
Candido Jote Lisboa, uligo discpulo
padre Joaquim Raphael da Silva, approvado pelo
lyceu desla cidade, com pratica de Jf^^^H b{6e*
de lalm na rua de Apollo n. 21. !
de grammalca porlugueza e frauceza, ou a cla*sa
colleclivaroeule, eo a cada un de per (i da larde a
noile; e recebe pensionistas de ponea idade.
MONTEPO AfADEIICO.
le conformidade com o
tulo 5 dos estatutos, sao con >sso-
cios aentrarem no dia 1 de outubr com
a seguuda prestacao deste anuo. Recife
27 de setembro de 1855. A. Marques
Rodrigues, primeiro secretario.
Precisa-se alugar urna ama pai a
sa de pouca familia : na rua da Camboa
do Carmo n.24, se dir' quem pretende.
A baroneza de Beber i be cor
amigos de seu fallecido maric
assistiremamissa do 7 dia,
da-ira. as 7 horas da
.matiiz da Boa-Vista.
Aloga-ae anta ctsa terrea 11 pavaaeto de Be-
beribe, com excellenle banho do detzwiz :
quem a pretender, dirija-** a rna da o na
Boa-Vida o. 1.
SALA DE DANSA.
O abaixo assignado Caz scienle os Sr*. aasignan-
tet de sua sila de dama, qne por esle* V
chsdo a mesura sala por motivo d
cas aterradora que se lem espalhade nata cidade
sobre o citolera, e juntamente ptlos aclos religiosos
que se lem celebrado esa vari; lenciomm-
Jo abr-la no dia 4de outubro.
Antonio das Santos Mira.
Alaga-se amajioa negra, qae ooxinha. enta- |
pra, lira e engomma liso : na roa Direila 1
Precisa-se de am caixeiro com bstanle pratica
de miudezas om ferragens. e qae lenha lellra toflr-
vel, dando fiador a soa conducta : a iralar na roa
da Cadeia do Recife, loja da. miudaca* de Antonio
Lope* Pereira de Mello & C*mp.
Joao Bernardo de Carvalho Pial avisa aoeSrs.
seus credores para enmparecerem 110 dva JE
rente mez, na taberna, sita na roa Direila o. 113,
pelas 3 horas da larde.
A vis aux arratetu s.
Hebrard pre & (lis, oat 1'honnear de |
publie, qu'il* viennent d* rect
sorlimenl de conserves premire (
foids de Canard trate, pal de
truf, pctiU poida, Iruf* de perrtct
phane franraite, saucisset Ir
Stucisses etc. Un (roavera che* l<
Bordeaux de diverse quallc-
de rves alie & de frootlgnab, absinlh
se, Iniile d'olives fine veritable piagn
a des prix Irs moderes.
Veneravel irmandade de Sania
deCassia.
A meta regedors convida a tedot os seus linio*
a comparecerrra no consistorio da mesma troMMa-
de no domingo, 30 do correte, pela* f *sa-
nhila, alim de que reunidos em me**,
eleirao de Ihesoureiro, vago pala tac
ltimamente eleilo. Jote Francisco de I
mos, escrivao.
Desappareceu da roa do Qoeimada n. 33, dm
escravo de nome Paulo, con o* tigaae* segurnlet:
alio, grosso do corpo, eom marea* de b jaea, com
um tallto cm urna das fonles.euelivatnenl
cando fumo; o dito escrava fm comprado
Francisco Autopio aiao em -5 de abril de 1853, e
dizia ser de am seu filho do engenho Pdco Cnmpri-
do ; levou camisa de madapoln a
chapeo, o qual escravo he bstanle ladino* ja he ve-
Ibo : pnrlaulo rogt-se as auloridade* |
pitaes de campo que o apprehen
zer o obsequia de tejar a dila r
recompentado*.
aos senhores es
huan tes.
eiram /a-
erio bem
40 I'IML
No armazem de fazendas bara-
tas, roa do Collegio n. S,
vende-se nm completo sortimento
de fazendas, finas e grossas, por
preco mais haixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
i0es, como a rejalho, amanendo-
se aos compradores um 80 preo
para todos : este estabelecimento
ahrio-se de combinaro com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
istq olferecendo elle maiores van-
tagens doque outro qualqn
proprietario deste imnortan
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge- |
ral, para que venbam (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da rua do
Collegio 11
Antonio Luiz dos Sanios &Rolim.
Atuca-te urna-casa uoTajurd, proprT pira
pastar a festa : quem a pretender, dirija-se ao mes-
mo sitio, que achara eom quem tratar.
Cozinha-te para 3 ou 1- pessoas com toda o
aceto e perfeirao : quem precisar annuncie por esto
jornal, eu appareca na roa ds Cruzes n. 29, que se
dir qaem he.
Precisa-so de orna- ama para cozinbar e com-
prar : na roa de Horias 11. 138.
Antonio Vicente de MagollilH, negociante ma-
tricularlo no tribunal do commercio, e estabelecido
na provincia da Parahiba do Norte, faz scieote ao
Aioda existe urna porcJo de lirros da direilo de publico, e com especialidtde ao cprpo do commercio
lillsratura, em rauilo bom estado, e por menos pre-; desUi prara. qae di ora em dianle Oca sen fllho An-
co do qae em oolra qualquer pars: qaem precisar i Ionio Vicente de Magaltites Filho autorisado a con-
aprovette a oceasao para comprar barato antes que tratar qualquer negocio, e assignar lellras com qae
se (cabera : ne raa do Qaeimado 11. 24, todos os dia : seja saa prupria pessoa. oque para constar fizo prer
da* 11 horas em dianle | sent annnucio. Roclfe 27 de Miembro de 1855.
\
ninniirna^.


DIARIO DE PEMAiBUCO SABAOO 9 DE SETEMBB OE 1855
t
(r-
M mua
CONSULTORIO DOS POBRES
50 KUA WOVA 1 AKBAK 50.
o di contulla horaeopathee lodo os di. aoi pobres, desde 5 boras da
mmhaaau extraordinario a quaiquer hora do da ou nuil
igualmente para pralicar quaiquer operac.5o de cirnrtfa, aeodir promptamente a qual-
qer raulhei que esteja nal de parlo, e cujascircumstanciasnaopormittam pagar ao medico.
NO mo do dr. p. a. lobo pscozo.
*ORUA NOVA 80
PO&SEO SEGUINTE:
c*",1to.,1.,B*ddio'Mhora*0Pa,hic;l do Dr. G- A- Jahr, Iraduiido em por
ecozo, oaalro tolumes encadenados en dous e acom pan hado de
"* medicina, cirorgia, anatoma, etc., ele...... 209000
rianre de loda asquelratam do esludo e pralica da homeocalhia, por ser a nica
KftinRU MT?i;"B,,-A PATHOGENESIA 01' EFFEITOS DOS MEDICA-
ISHO BU ESTADO DB SAL" DEconheciraenlo me neo podem dispensar as pes-
a pralica da verdadeira medicina, interessa a todo os mdicos que quizerem
hnemann. e por ti mesmos se convenceren) da verdade d'ella: a todos os
gento que estSo longe dos recursos dos mdicos: a todos os capitaes de uavio.
sao podem deiiar de acudir a quaiquer iocommodo sea ou de seus tripulantes:
ICJrcumsLncias, que n.m sempre podem ser prevenidas, sablobriga-
ihnenli os pnmeiros toccorros em soas enfennidades.
>ath.i oa.traduc'ao da medicina domestica do Dr. Herine
que se dedican) ao esludo da homeopathia.um valo-
rante, acompanhado do diccionario doe termoa de medicina lMon
de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele, encardenado". ". ". 39000
.preparados medicamento. nSo se podedac um pa-so seguro oa pralica da
estabelecimeuto se lisongeia de te-I. o mTs bem mon.ado pos 4l e
Mn^grtX"'': 5P"'"ld"1 *? niedicamen.os.
ti medicamentos em glbulos, a 10, 12 e 158000 rs........
l*** ....
NoengeuboS. Joan de KamaraiM, preeisa-se
de um bom feilor : quem a isto se quizer propdr,
dando conliecimeuto de sua conduela e c.ipacidade
dirija-se a ra da Aurora n. ttf, caa do Dr. Jo,lo
Honorio Bezerra de Menezes, ou'ao dilo engeuho, a
ratar cm o propritlario.
Para festas
u" 5a,M n* Torre, com commodo para familia,
i. salas, :i quartos, coziulia fora e copiar, quarto pa-
ra prelos, estribara para cavallos e lioa agua : a|raz
da|malr2 da Bda- Vista n. 13.
COMPRAS.
Coropra-e no paleo do Carmo, quina da ra de
Hurlas n. 2, um par de conchas do rialanct de pao,
ju usadas, propriaa para balcao, em bom eslado.
Compra-se o novo melhodo da liogua franceza
por Burgain, 2 volme, ultima edicrio, e os diccio-
narios por Fonseea e Koquetle : n ruado Crespo
n. 9.
rro da Boa-
Iralar na ra
Compra-se nma casa terrea ,io bai
Vista, mas que nao eja, em beccos : li
do Rosario da Boa-Vista o. 41.
VENDAS.
dilo
i unos avalaos ....:...
Fiascos de loeia ouija de tinelnra. .
Ditos de verdadeira lincturii a rnica.
8*000
20000
95|000
:10900o
ooiooa
19000
23000
23000
w, lOmpro venda grande numero de tubos de crysta d diversos la
.^rompu-se quaiquer eocommeuda de medicamento! co^ToU: SS
TRAIAIEHTO HOIQPTHCh
servatico e curativo
DO CHOLERA-MORBUS.
PELOS DRS.
se podereurar desta enrermidade, adminislrandoos remedio mais enic
c recorre ao medico, ou mesmo para cura-la iudependente desle nos lu-arrs
os ha.
[ PORTGUEZ PELO DR. P. A. LOBO MOSCOZO
nlos contornas ifldicaces mais claras e precisas, so pela sua simples econcisaei posi-
inlelligencia, nao o pelo que diz respailo aos meios curativos como orin-
os que lem dado 01 mais satisfactorios resultados em toda a parte em me
fio ero pratici. v H
omeopathico o nico que tem dado grandes resoltado no curativo desta horri-
I propofilo Iraduzr esles dous importanles opsculos em lingua vernacu-
ir soa leitura a quem ignore o francer.
o Consultorio do traductor, ra Nova o. 52, por 2SO00 rs.
9
I
0
mtbkW DO INSTITUTO HO
KOPATHICO DO BRASIL.
THESOURO HOMEOPATH1CO
OU
VADE-MEClJM DO
HOMEOPATHA.
Melh'do concito, claro t seguro de cu- O
tr koneopathicamcntt lodat at molestias *f\
m a especie' humana, e part- J
miento agellas que reinam no Bra- 8a
egundo os melhores traa- j>
le liomeopatliia, lauta europeos como '89
jando a propria experi- jA
md Olegario Ludgero 22
hoj) recouhecida co- 49
>r de todas que Iratam daappli- 4A
'leopalluca no curativo das mo- t
urioso, priicipalmenlc, nao (^
um passo seguro lem possui-la e /gt,
ult i-la. Os pas de familias, os senho- w
re ho, sacerdotes, viajantes, ca- t)
___ serlanejoetc. ele, devem m
iccorrer promptamente a w
1 iioleslia. A
a* em broehura por 10SO00 5?
encaderuados 118000 O
Mk \ en-1 r 'nirainenla em casa do autor, A
' ra de Santo Amaro 11. 6. (Mondo No- 7
m
ESMA CASA.
1 acreditados medica- z
f 'Mopalhieos preparados sob a (ff
Matas do autor, por prero va- ^k
.indo o numero e dynamisarao
amentos, tamanho dos tobos e (B)
v riqueza <1a caitas. an>
FBotiea de 2imedicamentos, de 12J a 203000 '
15a 25|0O0
1Sa 3O3OOO
SB a tftOOO
:8i6OJOO0
96 453a90JOOo
120 .50a 1003000 1
B.Oda urna ca>-teira encerra tam-
icamenlos proprios

eir encerra lam- gk
Dprios para o eho- W
Bala no Rio de Janeiro o
JO DO MEDICO
HOEOPATHA.
DE RUOFF E BOEN-
SHASEN E OUTROS,
lem alphabetioa, com a descripcao
todas as molestias, a indica^ao physio-
& de todos os medicamentos ho-
i lempo de accao e concordancia,
liccionario da siguilicacao de todos
nedicina e cirurgia, e posto ao alcance
d as peuoas do povo, pato
DB. i J. DE MELLO ORAES.
ove-se para esta obra no consultorio homco-
I.OBO MOSCOZO, ra Nova n. 500
por 59000 em broehura, e 63OO,
Bfl
leiicitador Camillo Augusto Ferreira da
a a ua residencia para a ra da
no 11. 38, primeiro andar, on-
^^Hlrado para os miiteres de
iem como no paleo do Colle-
^^B ctiplorio dolllm.Sr. Dr. Fonseea.
I DENTISTA FRANCEZ. S
Paulo aignouz, dentista, estbelecido na
ra larga do Rosario n. ?6, segundo andar,
eolloca denles com a presJodo ar, e chumba %
W denles com a massa adamantina e oulros me- A
laes. 2
a*********
A arrematarlo dos utencilios da laberna da
Passagem da Magdalena, travessa dos Remedios, be
amanhiia scita-feira-28 do correlo a ultima pra^a
depois da audiencia dojoiz dos orphaos na salad'a
mesma.
COMPANHIA DE SEGUROS MA-
RTIMOS IRDEMNISADORA.
Os Srs. accionistas sao convidados a realisar no es-
criplorio da mesma companhi, roa do Vigario n. i,
os 10 % do valor de suas accoes, na conformidade do
artigo 17 dos eslalulos. ate o dia 10 do paoximo mez
de ootobro. Recife 25 de selembro de 1855___Os
directores,
Joao da Silva Regadas.
Vicente Alves de Souza CaNalho.
Preciaa-se de nm rapaz portuguez para caixei-
rode taberna, anda memo que nao (enha pralica
do negocio : quem quizer, dirija-se ao lim da ra
do Pires, taberna da calcada alta.
Massa adamantina.
He ger.-iluicn.le reconhecida a excellencia desla
preparacSo pura chumbar denles, porque seus resul-
tado sempre felizes sao j do dominio do publico.
Sebastiao Jos de Oliveira faz uso desta preciosa
massa, para o fim indicado, e as pessoas que qoize-
rem honra-lo dispondo d seos serviros, podem pro-
cura-lona travessa do Vigario n. 1, loja de bar-
beiro.
Aluga-e para feata -
um bom sitio na Torre, cora boa casa de vivenda,
com 4 quartos, 2 salas, dispensa, cozioha fora, co-
piar atrazelerraco na frente, quartos para os hospe-
de, ditos para escra\ os, estriba ria para 2 ca val los,
boa agua de beber, coberto da arvoredo, por commo-
do preco : a tratar atraz da matriz da Boa-Vista
p. 13.
Precisa-sede tima ama de lcite: no
pateo do Hospital n. 28.
Precisa-se de costureiras para ajudar
a fazer vestidos: na loja franceza *n. 12,
do aterro da Boa-Vista.
J. Falque.
RIA DO COLLEGIO \. 4.
I
/indo de
AULA DE LATIM.
cente Ferrer de Albuquer-
niudou a sua aula pura a ra do Ran-
lecontinua a receber alum-
nos internos eexlernos desdeja' por m-
dico pr&;o como he publico: quem *e
quizas utilisar deseupequeoprertimo o,
|xd i r no segundo andar 3a refe-
qualquer hora dos dias uteis.
S l MI DENTISTA, S
19 con sidir na ra Nova n. 19, primei- Q
(| ro m
os do homeopnlhia em francez, sob
porlaucia :
ii> das molestias chronicas, 4 ve
..... 209000
.... 68000
lering, ralhiadomestita.....7#000
Jahr, ihomeopall ca. .... 69000
Jahr, novo manual, 4 volme ." 16J000
.ahr, moles lias nervosas.......69OOO
lahr, moledias da pelle.......89OO
Rapen, historia da liomeopalhia, 2 volumes I69OOO
llarthmarin, tratado completo damolestias
dos"mniuo..........
A Teste, materia medica horaeopalbica.
Recebeii-se pelo ultimo uavio
Franca, o leguintes objeclos :
Palitos de panno preto e da, cor, forrados
de seda de 129000 para cima.
Ditos de 1,1a de cores muilo lindo.
Dito do alpaca prela de 6 a 109000.
Uilos do brim branco e de cores de 29500
para cima.
Calja de casemira prela fina a 1OS000.
Uilasde dita de cor de 69 a ',130011.
Ditas de brim de cor e branca de 37000 a
55OOO.
Calcas, colletes e palito de casemira mes-
ciada.
Vestimenta completa de diversa cores.
Colleles do selim, fuslo e casemira.
Palitos de ganga muilo superiore.
Ditos di) seda de superior qualidade, cla-
ros e escaros, de KI9OOO 169000.
Graude sorlimento do mallas, lceos com
mala e saceos de tapete para-viagem, sobre-
tudo de Ifla para sabida de baile, thea-
1ro, etc.
E grande quanlidade da chapeos de sol de M
seda e depanninlio, lano para homeni como I
para'senlura, e baleias para vestidos e esnar- "
lilhos de senderas.
LOTERA DO GYMNASIO PERNAM-
BUCANO.
. AOS 6:000<, :OO0$El:0O0s'.
O caulelisla da casa da Fama, Anlonio da Silva
duimaraes, faz scienle ao publico, que tem exporto
, venda os seos muilo afortunados bilheles e caute-
la da segunda parle da segunda loleria do yrana-
sio, a qoal corre no dia 6 de outobro do correle
anno, a sao vendidos as seguinles casas : aterro da
Boa-V Uta n. 48 e 68 ; ra do Sol n. 72 A ; pric,a
da Independencia ns. 14 e 16 ; ra do Collegio n.
9; ra do Raogel n. 54 ; ra da Cruz n. 43, loja, e
ra do Pilar n. 90.
Recebe por inleiro
com descont

a a
doulrina medica liomeopathica
....
iede da homeonailiia. .
.uii.iseBl
9000
49OOO
109000
lampa c
ineiro auih
1 bellas cs-
lescripjao
do coro humano 309000
tea livros 00 consultoria homeopa-
> Moscoso, ra Nova n. 50 prl-
l urUram do segando andar do sobrado n. 3 da
ra do Cel'egio, upa aifinete da diamante com om
Iremedor no centro o cravadn m ouro, comprado a
Martin & Duarle : roga-se a pessoa a quem fon of-
ferecido, qio o apprebenda e leve a ra do Crespo
u. 13, que sera oeni recoinpeiiiado.
Ofleiece-sa una portoguaza para o servido d*
^sa de um lioinem lolteiru ou de pouca ramUia :
1era prensar, dirija-se a ra do Hospicio, casa de
um andar n.
Oracaw contra a peste e o cholera-
morbus. 1
Acha-se i venda na Uvraria n. 6 e S da prara da
Independencia om fblhetinho com diderenles ora-
roes contra o cholera-morbus, e quaiquer oulra pes=
le, a 80 rs. cada om.
No paleo de S. Pedro n. 10, segundo andar,
vende-se orna muala com urna cria de 5 anno, co-
te, eugomma, lava desabao e brrela, cozinha o dia-
rio de urna casa, muilo fiel, em vicibs nem acha-
ques.
ATI ENCAO: AO BARATEI00.
Vende-se na ra Nova n. 51, junto da Conceirao,
e na mesma roa n. 7, defronle do oitao da matriz de
Sanio Antonio, om completo sorlimento de loara fi-
na e vidros ltimamente- chegados, e se vende ptlo
mais barato preco do que em oulra qualqoor parle,
ludo 1I0 uelhor gosto.
Saccasde fari-
ulia.
Vendem-se saccas com farinha da Ierra boa e bem
torrada, por preco commodo : ua roa da Cadeia do
Recife, loja n. 23.
. PARA A FESTA.
Vendem-sc excedientes palitos de alpaca, france-
zes, pelo diminuto preco de 19000: na ra do Cres-
po n. 10.
Vendem-sc canastras de batatas su-
periores de Lisboa : na ra do Cabuga' le-
ja Je 4 portas da Aguia de ouro.
Vende-se om escravo crioulo, da idade 25 a 26
anuo, bonita figura e ptimo carreiro, e urna escra-
va crioola de 22 anuos, bonita lisura : no palco do
Carmo n. 1.
No aterro da Boa-Vista n. 80, veode-se cho-
colate de Lisboa a 400 rs. a libra, presunto tambem
ltimamente chegado de Lisboa a 320 a libra, vinho
de Lisboa a 480 a garraa.
Vende-se .nm excellenle violfio e um pidn de
tros tecla, ambos em bom eslado: na ra da Calca-
da n. 9.
Fazenda de bailes.
Clially de seda, fazeuda transparente, soslos que
nunca appareceram nesla pra^a ; veude-se o covado
por prero razoavel : na ra do Crespo u. 9.
CHAPEOS PRETOS FR\-
.CEZES
ltimamente chegados; vendem-se por proco com-
modo : na ra do Crespo, loja n. 19.
Chapeos ^cle sol
de seda,
cabo de canna a 69500 : vende-se na ra do Crespo,
loja n. 19.
Cortes de ease-
111 ras de cores
de muilo bom gusto e qualidade, para diversos pre-
a* : vendem-se ua ra dn,Crct>po, loja 11. 19.
Pannos pretos
de diversas
qualidades e preco: vendem-sa na ra do Crespo,
loja n. 19..
Vende-se ama bonila escrava crioula, de 25
annos de idade, de boa conduela, e com habilidades:
na ra da Praia 11. 43, primeiro andar.
Vende-se um terreno de, mais de meia legua
quadrada : quem o' pretender appareca na ra das
Crozes o. 29 que se dir quem faz o negocio.
Na ra da Cruz n. 2t, primeiro an
dar,e\istea venda multo superior choco-
late, chegado ltimamente de Franea e
porcomnjodo preco.
ROLAD FRANCEZ.
Na ra da Cadeia do Recife, loja dos Srs-
Vaz&Leal, acha-se a venda o excellente
rap% rolao francez, a i rs. a oitava.
Na ra da Concordia n. \, ven-
de-se urna refinarao com todos os
utensilios necessarios para o mes- <
mo lim; assim como urna ma-
china com todos os pertences pa-
ra o fabrico do carvao animal:
quem pretender dirija-se a mes-
ma ra.
Bilheles S|800
Meios 29800
Quarto lMKi
Oitavo 760
Decimos 600
VigesimoS 320
6.0009
e2:7<05
1:3803
6909
5529
2769
mesmo caulelisla declara, que garante nica-
mente o bilheles inleiros.emoriginae, nao soflren-
do o descont do oilo por ceuto do imposto geral,
e que a soas cautelas premiadas com os premios de
50OJ000 para baiso sao pagas as suas lojas, sem dis-
tineco de serem vendidas nesla ou nanuella, e ou-
lros premios no aterro da Boa-Vista n. 48.
EjauKjsuOC"
TRAjT
Sorvetes
lioje ha vera sorvete de ( hora e meia ale 8 ho-
ras e meia, no aterro da Boa-Vista o. 3.
O Dr. Ribeiro, medien,, contina a residir na
ruada Cruz do Recite n. 49, segundo andar.
Quem precisar de urna eerava para ama,"diri-
ja-se a ra do Qaeimado, loj.i n. 11.
CONSULTORIO CE!
HOMOPATIIICO.
(Gratuito para os pobres.)
Ilua de Santo Amaro, (Mundo-Soto^ n. 6.
O Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho di
consulta! todos oa dia desde a 8 horas da
manbaa at as 2 da larde.
Visita o enfermos em seos domicilios, das
2 horas em dianta; mas em casos repentinos
e de molestias agudas e grave as visitas serao
fea em quaiquer hora.
As molestia nervosas merecom (ralamenlo
-especial segundo meios boje acouSclliado
pelospratico modernos. Estes motes eis-
tem no consultorio central.
Jordao Jos l'ragoio, procurador bailante de
*?a*'oo Sr. J0S0 Moreira Marques, ora ausente
desta cdsae. roga a lodos o devedore do mesmo
vontiam a ra do Cabuga 3. 11, salisfazcrem aeus de-
bito,.evitando por este modo os recurtos legae,
julgaudo que o referido sen sogro nada deve nesla
praja,, com ludo convida a quaiquer pessoa que dalle
se comddere credor. a apresenlar os titulo de divi-
da, por dndt< assim o moslre, para serem paga.
I POTASSA BKASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no R;io de Janeiro, che-
gada recentemente, recomtnen-
da-se aos senliores de engenhos os
seus bons elfeitos ja' experimen-
tados: na ra da Gruzn. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia..
Na ra da Cruz n. 2(j, ha a venda cai-
xinhascora tentos para voltarete ou outro
quaiquer jogo, espingardas de dous canos
rancezas, vinho Brdeos tinto e branco
Nem duzias.
Vende-ie orna prela de naco Angola, cozi-
nha cum perCeic.iu o diario da una casa, engomma
liso e muito diligente, em lodo qoanto faz : na roa
doQueimado n. 61.
Vende-se Orna escrava crioula de idade 15 an-
no, bonita ligura, cozinha, cose, e engomma alga-
ra coosa : na roa da Praia n. 12.
Vende-se om negro de 20 a 2i auno de ida-
de, boa figura e oplimo carniceiro, prefere-se com-
prador para enzeuho ou fora da provincia : na na
do Kangel n. 2o!
. A 4,5oo.
Vendem-ie chapeos prelos francezes de superior
qualidade e formas modernas : da ra Nova n. 1. .
Liquidacao
DA
IMova California
esfabelecida na ra do Crespo, loja junio ao arco de
Saalo Antonio, no sobrado do commendador .Maga-
llles Basto, vendem-sc as seauiutes fazeuda, e ou-
lra muilas por-preros baralissimos:
Vestido de cambraia com babados 19000
Caaaa* fraucezaSsde cores muito linas, o covado 200
Chales de meriuii bordados aseda
Palitos da brim feitos em Pars
Dito de gorgurao branco
Chales de rede preto e de cores
Merino prttofino
Dilo preto-o mais fino posiivel
I.apira ou bombaziua prela, o covado
Sarja preta despalillla, o covado
Lencos de netim maco prelos
Ditos de gorgur.lo prelos
Ditos de sarja prelos
Chapeos de Celtio mullo finos
Chale de ganga escarales
Lova de algndao branca e do cores, o par
Meias para menino, o par
Chapeos de sol de seda para hornera
Va botici?\los Srs. Soum& C., ha pa-
ra vender a maravilliosa agoa dentifrice,
do Dr. Pedro, a melbor que tem appare-
cido para conservacao dos denles;.
Vende-se om sitio ne cfdade de Ollnda, no lu-
gar da Florala, com casa de sobrado com commodos
para familia, varzea para capim. Ierras para se le-
vanlaruma casa para rancho, c com mu proprie-
dade dentro do sitio : quem o pretender, dirija-se
ao Forno da Cal, que achara com quem Iratar.
Vende-se orna escrava crioula, Ae excellente
figura, de idade 18 annns, com urna filha moilo lin-
da, que tem5 annos de idade; a preta lem as se-
guinles habilidades : engomma, cozinha. cose e en-
saboa ptimamente : para ver e Iralar, na ra da
Cruz, casa 11. 17.
SIPEKIOR FARINHA DE
MANDIOCA DE S. MATIIEUS.
M A bordo do patacho nacional
ALDA/, fundeado em frente do
^ caes do Collegio, se vende supe-
S or c muito nova fatinlia de
,. mandioca, chegada agora de S.
S? Matheus. a precos commodos e
9 paia porcoes : trata-se no escrip- ^"
W toriodostonsignatariosIsaac.Cu- W
rioiv C., na ra da Cruz n. V9,
primeiro andar. A
BATATAS NOVAS.
Ja chegaram as batata novas do Porto, e vendem-
se no armazem de Joao Martin do Barro, travessa
da Madre-de-Dos 11. 21.
Veode-se na rclinacao da roa de I lorias n. 7,
vela de carnauba pura, fabricadas no Aracatv, lan-
o em pnrcao como a relalho.
Sao chegados a prnc.a da Imlependencia ns. 2i a
30 loja de J. O. Maia o excellenle e mailo deseja-
dos oleados pintados de 5 a 8 palmos de largura de
bonito pinturas,muito proprios para coberlas de pia-
no, mesas, commodasele, e vende-se por baralis-
simo preco.
Attcnco ao barago !
\ ende-se na ra da Cadeia do Recife n. 47, loja
de Manoel Ferreira de S, palitos prelos de alpaca
a 58 e 69000, luvas de seda de cores para homem a
19000 o par, corles de brim da moda a 3fl000.
A boa fama
Xa ra do Queimado nos quatro canto na bem
conhecida loja de miudezas da boa fama n. 33 en-
conlra-se sempre um completo srrtimento de miu-
dezas de toda as qoalidade e de diversos gilos e
que ludo se vende por lao baratos preco que aos
proprios compradores cauta admiracao :
Libra de lindas de) novelo, brancas 11. 50,
60, e 70 a
Libras de lindas, dilas n. 80, 100, 120 a
Duzia de tesoura para costura a
Duzia de lesouras linas para costura a
Pecas com 11 varas de fita de seda lavrarla
-Macos com 10, 50, 60 e 70 peca de corJao
para vestido "
Peras com 10 varas de bico estreilo
Duzia de dedaes para senhora
Caixinhas com agulhas fraucezas
Caixas com 16 novellos do linda* de marcar
Pulceirasencarnada para meninas
Crozas de dolos para carniza
Pare de meia fina para senhora a 210,300 e
.Meadas de lindas muilo fin,.i- para bordar
Meadas de lindas de peso
Crozasoa^boloes muito linos para calca-
AguJttciroS TWios cora agulhas sorlidas
Babados abcrABdc-litlio 's't's e bordados, a
vara a 120
Lapis fino e
Carleiras de
Fivela don
Tranceli
a 100
Tioleirose aree
Charuleiras en
Duzias de lapi
Pi
19100
19280
13000
19280
19200
400
560
100
160
280
240
160
360
1,160
100
280
200
1
\o\\y
isailos a dozia
jquini para algihcira
>ai a calcas e collele
de borracha para relogio
240
120
00
120
160
500
120
80
80
400
50
-60
70
50
40
de porcelana o par
jna
1 ser enrernisado
para candleiro n. 11
____ ifalo para alisar a 300 e
Peas conWTl2 vara de lila branca de lindo
Caixas com colcdeles
Carrilei de lindas de 200jardas de boa qua-
lidade
Macinhos com 25, 30 e 10 grampas
Suspensorios o par
Fruetas novas.
Ao deposito das bicha ra eslreita do Rosario n.
II, chegaram as priocipaes frucla da Europa a sa-
ber : pecegos e damasco, estas I rucias eslao com
quasi todo o goslo da Europa e outras muilas fruetas.
Al boa fama
Rico pcnle de tartaruga para .alar cabello a iSriOO
Ditos de alisar tambera de tartaruga 3#000
Ditos de marlini tambera para alisar l>imi
Ditos pretos de verdadeiro bfalo para alar
- cabellos \^->gfy
Luvas pretas de lorcal com boluta, fazenda
oa soo
Luvas de seda decores para licmeiu e sendora I5OIK)
Lindas meias de seda de cores para criauras 15800
Meias piulada lio da Escocia para criauras 210e 400
Bandeijas grandes e de pinturas linas ;tJ00 e SO00
Papel almaro greve e paulado, resma 18000
Papel, de peso paulado mnito superior 38600
Penas nissimas bico de lanja, groza 18200
Dita muilo boas, groza i;'(o
Canela Anissima de marlim 320
Oculos de armario de aro deluda* as graduacc 800
Luneta com armarao de'tartaruga 18000
Toucadore de Jacaranda com bom espeldo 39000
.Meias de laia muilo superiores para padres 2d000
Ricas bengala de canna com lindos casloes } e :ft000
Cdicolo linos para domem e sendora a I j e 2*000
Meias pretas de algodao para padres 600
(iravalas de seda de todas as cores 18000
Filas de velludo estrellas e de todas as cores,
a vara ig
Atacadores de cornalina para casaca 400
Rico reloginlios para cima de mesa 48000
Escovas finissimas para cbelo e roupa, navalha li-
nissima para barba, meia pinladas e cruas de mui-
lo boas qualidade*', trancas de seda de todas as co-
res e larguras c de bonitos padrees, filas finissimas
lavradas e de todas as larguras e cores, bico lindsi-
mos de lindo de bonito padrocs e de diversas lar-
guras, lesouras as mais finas que he possivel encon-
trar-ge e de todas a quaiidadcs, riquissijna franjas
brancas e de core com dollas propria para cor-
tinados; e alom de ludo isto outras muilissirn.-i coo-
sas que a vista de soas boas qualidade e o bara lis-
simo preco porque se veodem, nao he possivel daver
quem deixe de comprar na ra do Queimado nos
quatro cantos na bem condecida loja da toa fama
n. 33.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, lem
i venda a soperior flanella* para forro de sellins,
edegada recentemente da America.
i\a loja das seis
portas*
29500
1X000
39000
500
18600
28100
800
1800
28000
18800
19000
29000
500*600
120
120
38000
CORTES TURCOS.
Vendem-se esles delicados cortes de eaasa prela
com pintas carmezius e lislrados, oa mais lindu pos-
siveis pela sua oovidade de padroes, e su se venden)
as loja dos Sr. Campos & Lima, ra do Crespo ;
Manoel Jos Leile, ra do Qaeimado ; Narciso Ma-
na Carneiro, roa da Cadeia, por preco muilo en
conta.
Em frente do Livmmenlo.
Vcndom-se chales 4a seda de lindos goslos a 88,
corle de vestido de cambraia com dousbabadosa
cinco patacas, dilo do cambraia piulados a dez lus-
le, pecas de cambraia com flores niii.nl indas a cin-
co pataca, chiles de cambraia adamascadas proprios
para ir ao daolio a dua patacas, chales de quadros
cor de rosa a duas palaca, chales do ganga encar-
nados grandes a dez Insles e pequeos a dua pala-
cas, meia para meninas de tres a quatro annos a
fuslao.
PARA QUEM TIVER
MUITA FAMILIA.
Na ra do Queimado n. 19,
vnflem-se as mais modernas cambraia
francazas que lem vindo ao mercado, pelo
baratissimo preco de 500 ra. a vara, como te-
[ jam: lencos de reros de todas as core a
19120 caa nm; chales de merino bordados
e lisos de (oda as core, e por prero
modo.
KKKK
FARINHA BE MANDIOCA DE SAN MATHEUS
LAVADA.
O patacho nacional utaz (rouxe una porco de
fariuha lavada, que se v ;nde a preco commodos,
Irala-se no escriplnrio da ra da Cruz n. 49 ou no
caes do Ramo no armazem do Sr. Pacheco.
Na laberna do principio da ra de llorlas u.
, vendem-se os segunde gneros muilo em conla:
manleiga ingleza moilo boa a 500 n.; dita muito
fina a 800 r. ; dita franceza a 720 rs.'; btalas mui-
lo nova a 40 rs.; toocitiho de Lisboa 320 ; linguj-
ca 360 ; cafe de carolo 160 ; omina de eogommar
0 rs., e oulros mais geueros por commodo preec,o.
Vendem-se sellins com pertences pa-
tente inglez, e da tnelhor qualidade que
tem vindo a este mercado : no armazem
de Adamson-llowie&C, ra do Trapi-
che n. i2.
Velas.
Vendem-ee excellenle vela de carnauba pura,
do 6, 7, 8, 9, 10 e 13 por libra, e por menos prero
que em oulra qualqoer parte : na roa Direila n. 59.
r* *T^*al^Bac araTr^PST
A MINCHA.,
S na ra do Queimado n. 19.
Vende-se madapoln fino p.lo baralissimo
preco de 38200 rs. a peca ; a elle qoe esl se
' acabando.
Attenco.ao seguintc.
Cambraia franceza de corea de muito bom gosto a
600 rs. a vara, corles de caisa pretos de maito bom
goslo a 29000 o corle, dilos de cores com bou pa-
droes 29200, alpaca de seda com quadros a 720 o
covado, corte de Ua muito fino coro 14 covado^-
da corle, de muito bom goslo, a 4S500, lencos de
bico cem palma a 320 cada om, ditoa de cambraia
de lindo grandes, proprio para calleja a 560 cada
um, diales imperiaes a 800 rs., 19 19200 : na laja
" roa do Crespo n. 6.
Brinsdevella : no armazem de N. O.
Iiiebcr & C, ra da Cruz n. 1.
Fazendas baratas.
Corles de casemira de pura laa e bonitos padroes
595C0 rs. o corta, alpaca de cordao moilo fina a
500 rs o covado, dila muilo larga propria para man-
to a 6i0 o covado, corlea de brim pardo de poro li-
ndo a 18600 o corle, ditos cor de palha a 19600 o
corle, cortes de casemira de bom gosto a 29500 o cor-
le, urja de 18a de doa largara propria para vesti-
do de quem est de loto a 480 o covado, cortes de
fuslao de bonitos soslos a 720 e 19400 o corte, brim
tranca lo de lindo a I- c a 19200, riscados proprios
para jaqoela e palito a 280 o covado, corle de col-
leles d gorgorao a 39500 : na loja da rna do Cres-
po n. 6.
Velas de car-

Vende-se arroz de casca mqito novo a 29500 a
sacca e a granel a 38200 o alqueire. medida velha ;
eorou bem 13 loro de angico de 9 a 10 palmos de
comprido, pot preco commodo : na ra do Vigario
o. o. i
Vndese jooco bom, por preco commodo : ua
roa da Cadeia de Santo Antonio n. 18. Na mesma
casa empaldam-se obras com brevidade.
Ao barato.
\ eodem-se sapatoes de Nantes para domen e me-
ninos, pelo diminuios precos de 39200 e 29800 o
par : na ra do -Amonio n. 47. e pateo da Ribeira,
taberna n. 1 ; tambera da diales de merm preto
muito bons a 2^500 cada um, na mesma casa da ra
do Amorim n. 47.
\Ta ria larga do
ROSARIO N. 38,
vendem-se carnudas com 12 duzias de pennas de aro
muito linas, com bico de lanra a 19000 cada urna. '
Attencao ao novo sorlimento de fazendas
baratsimas.
Novas chitas de cores seguras e algomas de'pa-
droes novos a, 160,180, 200, 220 e 240 o covado,
corles de chila de bonitos desenlio, padrdes ioleira-
menie novo, com 13 covados por 30, riscados fran-
cezes fino a 240 e 260 o covado, cassan franceza de
cores, padroes bonitos e delicados a 600 rl..a vara,
novas melpomene de qoadros de cores a 640, 720 e
800 rs. o covado, hamborgo fino, de boa qualidade,
para lences, ceroulas e toalha a 99, 99600 e 10 a
pec;a de 20 varas, novo panno fino para lences, com
mus de 2 \ aras de largara a 28240, chales de 13a
grandes do cores com barra a 58500, dito de case-
mira finos e muilo bonitos de cores com barra por
88, selim preto maco superior, proprio para vesti-
dos o collele, por preco qoe em ptrlicolar se dir,
chuls de seda grande e pequeos, e oulra mollas
fazendas, qoe a dinheiro vista se vendem por ba-
ratissimo prero : na ra n. 50, defronle da ra da. Madre de Dos.
Vendem-se lonas larga e estreitas, por preco
commodo : em casa de Fox Brother, oa roa da Ca-
deia do Recito n. 62.
Vende-se cognac da melhor qualidade: na ra
da Crozn.10.
Pratos oces patentes
para conservar a comida
quelite: vendem-se na pa
ca do Corpo Santo, arma-
zem n. 48, de Kostron Ro-
oker #C.
OBJDiTOS PARA ARMADORES.
Vendem-se na ra do Amorim n. 41 sor-
limontos completos para armaces deigre-
ja, carrose anginhos, como sejam: volan-
tes de todas as cores, trinas, galoes de to-
das as larguras, espiguilhas, hamas, etq.
por precos baratos.
Barato que ad-,
mira.
nauba,
Lindo chale de darege, superiores ao de meri-
no, tanto em goslo como por serem transparentes, e
muilo leves ; por isso muilo proprio para a acloal
estacan : a elle, antes que se acabem. senliores per-
nainducimos de bom gosto.: na loja do sobrado n. 8
da ra do l.ivramenlo,
\
PechiiieJba para
Os bellos passeiosFtT
campo. .
Por menos de seu valor troca-se por ouro, praia,
cobre c sedula, ainda mesmo seudo vellias, lindos
chales de merino bordado e de diversa cores, com
pepueno "toque de avaria, pela diminua qunliade
58000: na loja do sobrado n. 8 da ra do l.ivramenlo.
PUIRIEK.
Atorro da Boa-Vista n. 55.
vende-se um carro de 4 roda,
novo, muilo elegante e leve, e
de novo modelo promploa For-
roi ao goslo de comprador, em casa de Poirier.
ATTENCAO SRS. ECOHOMI-
cos,cl.efesde familias
Na laja de i portas, que faz esquina para a ra do
Rangel, com a frente para a* do Qaeimado, lia ara
lindo sorlimento de chale de merino, bordado, e de
varias core, com pequeo toque de avaria, por tflo
barato preco que admira.
Esguiao de linho
e algodao, .
muilo superior, com II vara a pea, por 39500:
vende-se na ra do Crespo, loja da eaqoma qne vol-
la para a roa da Cadeia.
Com toque de
eupim.
Algodao para saceos : vende-se por preco com-
modo, na ra do Crespo, toja da esquina que volta
para a ra da Cadeia.
A3$500
Vende-se cal de Lisboa ltimamente chegada, as-
sim como potassa da Rassia verdadsira : na prara do
Corpo Santo n. 11.
Cheguem ao ba-
rato !
Caixas para rap imitando a tartaruga, polo bara-
tissimo preco de 18280 cada urna : na roa do Cres-
po n. ti.
Attencao.
Continna-te a vender na la da Cadeia do Recife
n. \7, loja do S (Manoel) damasco de lia de dua
largura, muito proprio para coberlas do cama e
paunos de mesa.
Cera de earuau-
SIMPLES E DE COMPOSIQAO.
Na roa da Croz n. 15, vendem-se dila vela, de
6, 7,8, 9 e llt por libra, em eajxas de8al 50 libra,
fabricadas no Ararais, pelos melhores autores, e por
menos preco qoe em ootra quaiquer parle.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na ra do Crespo, loja da esquina qoe
volta para a cadeia.
Moinhos de vento
ombombasderepnxopara regar borlase baila,
derapim, nafuiidi;aode W. Bowman : naroa
doBrum ns.t>.8el0.
COGNAC VERDADEIRO.
Vende-se superior cognac, em garrafas, a 12J000
a duzia, e 19280 a garrafa : na roanos Tanoeiros n.
2, primeiro andar, defronle do Trapiche Novo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Redondo de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ruata
Cruz. n. 4.
CAL DE LISBOA A 4&000.
Vendem-se barr com cal virgem de Lisboa, para
fechar conla, pelo diminolo preco de 48000 o bar-
ril : na roa da Cadeia do Recito, loja u. 50, defron-
le da roa da Madre de Dos.
''ende-se excellente taimado de pinho, recen
temerte chegado da America : na ro de Apollo
trapiche do Ferreira, a eoteuder-se com oadminis
ador do mesme.
CAL VIRGEM.
A mais nova no mercado, por preco
muilo barato : no deposita de ra do
Trapichen. 15, armazem de Bastos & Ir-
maot*.
Na roa do Vigario n. 19, primeiro andar, ha
para vender superior retrozde primeira qualidade,
do fabricanteSiqueiralinda de rorii e de nume-
ro, e fio porrete, tudo chegado pelo ultimo navio vin-
do do Porto, e juntamente vinho superior, feiloria
em pequeos barris de dcimo.
Vendem-se no armazem n. 60, da roa da Ca-
deia do Recito, de llenry Gibson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra,; por .preco
mdicos.
FARINHA DE MANDIOCA.
Veqde-se superior farinha de mandioca
em saccas que tem um alqueire, medida
velha por .">$000 res : nos armazens ns.
o, 5 e 7, e no armzem defronte da porta da
alandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes & Companhia na ra do Trapiche
n. r>4, primeiro andar.
Taizas par, engenhos.
. Na fundicao' de ferro de D.
bado
ARACATY E ASSL .
Vende-se era porcao e a relalho, pkr menos preco
que era oulra quaiquer par, principalmente sendo
a dinheiro a vista : ua roa da Cruz, armazem de
couros e sola, n. 15.
POTASSA E GAL VIRGEM.
No anttgo e ja' bem conhecido deposi-
to da ra da Cadeia do Recife, escriptorio
n. 12, ha para vender muito superior
potassa da Russia, dita do Rio de Janeiro
e cal virgem de Lisboa em pedra, tudo a
precos muito avoraveis, com os quaes i-
carao os compradores satis feitos.
W.
wmann^ na ra-"d, Brim, passan-
i0 o chaiiu-iz continua haver um
jompletoksortiinento de tai vas de ferro
unciido OLbatido de 5 a 8 palmos de
cea, as ternes acham-se a venda, por
preco comnWlo e com promptidao'
emb ircim-se^cairegam-$e em carro
sem despeza ao^ftmprador.
Vendem-se c-inWasa de S. P. J oh lis-
tn SC., na ra de Fenzala Nova n. 4
Sellins iriglezej.^'
Hfilofiios pWflfiinglez.
CUicotes de can e de montara.
Candieinse casticaes bronzeados.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiro.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97.
Vinho Cherry em barris.
Camas de ferro.
Vende-se ac em cimbeles de um quintal, por
preto moilo commodo : no armazem de Me. Cal-
moni & Companhia, praga do Corpo Santo n. 11.
DEPOSITO DA RBRI DE TODO
OS SANTOS DA BAHA.
Vende-se em casa de N. O- Bieber 4
C.j na ra da Cruz n. 4, algodao tran-
cado daquella fabrica muito proprio pa-
ra saceos de assucar e roupa para escra-
vos, por precio com modo.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rna da
Senzala nova n. 42.
Nestc estabelecimento continua a ha-
ver um completo soitimenio de moen-
das e meias mocadas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, veo-
de-se (arelo uuvo, c llegado da Lisboa pelobrigoe /;
peranra.
CAL DE LISBOA.
Vende-se cal virgem, chegada no ul-
timo navio, por prec commodo, assim
oomo potassa superior americana: no
deposito da rita de Apollo n. 2B-
FAZENDAS DE 60STD
PAtt VESTIDOS DE SENHORA.
Indiana de quadros muilo lina e padroes aova* ;
cortes de laa de qoadros e flores por preco commo-
do : vende-se na ra do Crespo loja da esquina jue
volta para a ra da Cadeia.
CASEHBA PRETA A 4?S00
0 CORTE DE CALCA.
Vendem-se na ra do Crespo, loja da esquina que
volta para a ra da Cadeia.
Vende-13
Farello era saccas de 5
Vende-se um moleque crioulo, com 18 annos,
tero bouiu figura e ptimas qualidade, o motivo da
venda se dir ao comprador : na ra Nova a. 16.
, Vende-se ua ra da Cadeia do Recife n. 7, loja
de miudezas de Antonio Lope Pereira ds Helio &
Companhia, um inulaliuho com idade de 11 a 12 an-
nos, boa figura, por preco commodo: a Uolar na
mama.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
tica* para piano, viola e flauta, como]
acjam.quadrilhas, valsa, redowa. scho-
tickes, modinhas, tudo modernsimo ,
chegado do Rio de J?neiro.
MAMAS E GRADES.
Ira lindo e variado sorlimento de modelloa para
va randa e gradaras de goslo niodernisitmo : na
fundicao da Aurora, esa talo Amaro, e no deposi-
to da mesma. na ra de Brum.
DHH11RO
nao se engeita,
NA BX'A do queimado n. w,
em frente do beeco da Congreajacjo, panando a bo-
tica, a segunda toja de fazeuda de Iltnriqoe & San-
tos, tem ullimameale arrematado em leiao grande
porc.io de fazendas de seda, laa teda, lindo e algo-
dao, e querendo acabar, avisan ao publico, -qoe se
veudem assegoinle raaendas, bem codo outras mui-
las, por preso baraliwimo, e dio-se ae amostras
com peubores.
JS'obreza furia-core para venidos, covado 1W0
Chally liso e de quadros de core, o covado
l'roserpina de teda de quadros. cavado
Alma viva de Ua para vestidos, codo
Cassas francezas, padroes novo, a vara
Cassas escocezas de lindo goslo, covado
Kiscados franeeze milaudo alpaca do seda,
o covado Sel)
Calas fraocezas de core, larga, covado
Kiscado nionilro da qoadros, o covado
Chila de core escura moilo finas, o covado
Velludo preto o melhor possivel, covado
Selim ptelo maco lito, o covado
Sarja prela tarrada para vestido, o ovado
Sarja preta lita hespanbola, o covado
Panno fino de varas cores, o covado
Panno azol fino para tarja, cavado
Panno prelo fino para palito, o covado
Merino pralo e de cor, de cordao, o covado
Alpaca de cores de cordao, o covado
Alpaca prela lita fina, o covado
Palitos prelos de bombazina
Palitos prelos de alpaca fina
Pabl de Ua de cores para menino
Chale pretos de retroz
Hicos chale de merino bordado a teda di
core
Ditos ditos de dito bordado a teda
Chales de merino, franja da teda
lutos de dito dita de Ua
Chales de merino preto, bordado a aeda
Lencos de selim preto para grvala
Dito de dilo de cores para dita
Uilos de seda de cores para dila '
Uilos de seda de cores grandes para tenhora
Ditos de dila de dita pequeos para dita
Ditos de cambraia de linho branco
Dilos de casta pequeo* braoco*
Collarinho moilo lioo
Aberturas fina de corea para camlia
MadapoUo fino com loque da avaria
Lencos de reros de lodaa as cocas
Canoa amarelU lian, o-covado
Corles'de casemira preta selim
Orles de casemira prela lita
Girles de dila de cores, padrn non
Orles de colleles de tena preto "
Ditos de dito de aeda de core
Dilo de dito*de fustio liso
Ditos de dte de laa
Peca de esgoiao de poro lindo
Dilas de brim liso muito lino
Cortes de casta chila linos
Merino preto silim
Vendt-se urna balanra romaaa o
saus pertences,em bom oso de 2,000 libra
pretender, dirija-se rna da Cnt, F
NA RA DO CRESPO
Loj n. 6 !! !
Vcdem-se pacas de esgoiao de algodao, muilo
boa fazenda, pelo preco de 38500 a pep
cambraia de barra, boniloa padroes muito boa f
zenda, pelo prero de 38000 o erte, a
grvala a 13200 cada nina.
ATTEMCO.
Na ra do Trapich. ha para
vender barris de ferro ermeticamente
lechados, proprios para' deposite
se ; estes barris' sao melhores que so
tem descoberto para este fim, por niio
exhalar em o menor cheiro, e apenas pe-
zam 1 (i libras, e ctntaj>-o diminuto pre-.
ro de \if000 rs. cada i
101000
JJOOO
&JOO
49300
1BI2
:mo
bSOtKI
?0500.
49000
19800
Deposito de vS
7ifliitrYV^i
ae, de pTOpriedad
de Marcuil, ra da Cna
cife n. 20 : este vinho, o
de toda a Champagne, vende-se
a 36$000 rs. cada caixa,
nicamente em casa de L. Le-
comte Feron al pnhia. J.
B.As caixas sao as a lo-
goConde de Mar
lulos das garrafas ^^
toalha
f desle geoero.
'
LABY1
Lencos de cambraia de i*
redondas e de ponas, e P
ludo de bom gosto ;
Croan. 34,
Antigo depoaj
godfio da
Balita.
Santos na ^_
Novaes&Compai
jg TQapiche n. 54, continan aven- i
L der panno HtjtWgnriaodeaU fabrica, I
trancado, praprio pai i e 1
roupa de e
Rwcado de listras i
para palitos, calcase}
o covado.
vajta^ara^c^!! d0 CmP*' ,eta Hha Q
ESCLAVOS FGIDOS. '
lOOfOOO de gratificacao.
Uetappajreceu no dia 17 da agosto prximo pan
arrobas a 5^000.
Farinha de mandioca
em saccas a 2$500.
Tijollos de marmore a
390.
Vinho Bordeaux em
garra toes a 12#000.
No armazem de Tasso
ir mos.
LEONOR DAMBOISE.
Vtnde-se o excellente romance histri-
co L?onor d'Amboise, duqu'eza de Breta-
nha, 2 volumes por ljjOOO rs., na livraria
n. t e 8 da pracada Independencia.
do, pela i ho
Cito Angola, de idade 33 a 40 anno, pouco mais ou
menos, enm o signaea seguinles : um dedo da niao
direila inedado, magra, lem marcas branca nn doas
pernas; levoo camisa de algodaoxinho, venido de
edita rcha, panno tino, e mais om Irooia de ronpa:
roga-se a todas as autoridad, policiaes ou capil
de campo que a appredendam e levem a te
Joao Leite de Azevedo, na praca do Corpo Sai
17, que recebent a gratificacAo cima.
ESCBAVO Ki'GIDO.
Desap|)areccu da cata do Sr. Flix
tunes Moreira, do Bio de Janeiro, desde
1852, um escravo de nomo Joao, crioulo,
natural do Ceara' ou Aracatv, com os sig-
naes seguintes: um pouco baixo, refor-
cado, picado de bechigas, fula, com falta
de dentes, mal parecido, consta ter anda-
do para Cotinguiba, e ltimamente pelos
portos do norte como forro, em conse-
cuencia de ser marinheiro: roga-se aos
capitaes de cam|>o e as autoridades poli-
ciles, i|ue o appreliendercar, mauda<
va-lo na ra do Trapichen. 34, prin
andar, escriptorio de Novaes & C-, mu
rao bem recompensados. ,,'*'
Contina eilar ausente da casa de sen seiibor
o major Antonio da Silva (iosmao, o en etsraXo lo
naci, crioulo, edr preta, alto Dito muilo, 6do 3
anuos, pooco mais oa menos, pernas um/pooco ar '
quiada, ollio grandes e vormelbos, l^ia ,11,
grandes canto, com um (ignal neUa q/ue parece om
S, om dedo de om dos ps partido, e/opa bstanle e
he moilo conhMor -le pelaa,#ndn encorvado : quem
apprehende-lo sera generaiaroeoJe recompenaado,
levandoo ra Imperial n. oa/caia da residencia
de seo senhor. f
'. T D**,PPi'*r,ndoab"<>-<1gKloo prelo An-
tonio, Mossambiqne, Ja de,1dde avancada, fellor
que era do silio na Paaaagem da Magdalena, ees-
toma dizer que he forro ; tBm <>, 0|hos pequeo
fumajados, e uaa aolaa^do oes (ignaes de cr^vo :
quem o pegar, leja-o a cidade Nova, casa do Sr. Go-
mes fio Correio.^ppateo do Carmo, cas de Firaoi-
no Jos de Oliveira.
PER TYP. DB M. F. DE|FaRIA 1855.


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID ERHZOSD56_90HZUI INGEST_TIME 2013-03-25T13:19:27Z PACKAGE AA00011611_00676
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES