Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00674


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Full Text
AMO XXXI. N. 223.
Por 3 mezes atilintados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.

QUINTA FElRft 27 DE SETEMBRO DE 1855
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
DIARIO DE PERNAMBUCO
ENCA11REGADOS DA SUBSCRIPCAO*-
Recife, o proprietario M. F. de Fariu ; Rio da Ja-
neiro, o Sr. Jlo Pereira Martina ; Baha, o Sr. D-
Daprad ; Maceio, o Senhor ('.ludano Falclo Das ;
Parahiba o Senhor Gervaiio Viclor da Nalivi-
pade ; Natal.o Sr. Joaquina Ignacio^Perera Jnior;
Aracaly, oSr. Amonio de Leinos Braga; Ceara, o Sr.
Joaquina Joa de Oliveira; Marauhao o Sr. Joa-
s Rodrigue ; Piauhy, t- Sr. Domingos
Herculano Adules Penda Cearence ; Para, oSr. Jus-
tino J. Ramos ; Amazonas, o Sr. Jernuymo da Cusa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 97 3/4.
Pars, 350 ra. por f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 por 0/0 de rebala.
AcjSes do banco 30 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconio de Muras de 7 a 9 por 0/0.
METAES.
Q*t*xOncas hespanholas* .
Modas de 69400 velhas.
de 69400 novas.
t> de4000. .
PrWai Patacoea brisileiros. .
Pesos columnarios, .
mexicanos. .
PARTIDA DOS CORRE10S.
29000|Olinda, lodos os dias
lCOOolCaruar, Bonito e Garanbuns nos dias 1 e 15
16*000 Villa-Bella, Boa-Vista, E.xeOuricury, a 13 e 28
99000|Goianna e Parahiba, secundas e sexlas-eiras
1 J940|Victoria e Natal, as quintas-feiras
199401 ni | \M\ |( Di; ii o je.
19860|Prmeira as 5 horas a 18 minutos da manhia
anda as 5 horas a 42 minutos da larde
AUDIENCIAS. EPIIEHERIDES.
Tribunal do Commercio, segundasequinlas-feirulSetemhro 3 Quarto minguante as 6 boras 3 mi-
Relacao, tercas-feiras e sabbados utos e 49 segundos da manhaa.
Fazenda, quarias e sabbados s 10 horas
Juiz do commercio, segundas as 10 horas e as'
quintas ao meio-dia. t
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas
1* vara do civel, segundas e sextas ao meio da
2' vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia
11 La nova as 8 horas, 31 minutos e
49 segundos da manhaa.
19 Quarto crescenle as i horas, SO mi-
nutos e 14 segundos da manhaa.
25 La cheia a 7 boras 5 minutos
35segundos da, tarde.
DIAS DA SEMANA.
24 Segunda. Noasa Senbora das Mereez.
25 Terca.S. Justina v. m. ; S, Virgilio.
26 Quarta. S. Cleotas; S. Firminob.
27 Quinta.Se. Cosme e Oamio ir, mm.
28 Sexta. S. Wenceslao duque m.; S. Salamo
29 Sabbado. S. Miguel Archanjo ; S. Fraterno.
30 Domingo. 18. S. Jeronymo presb. card. e
doulor mximo da igreja ; S. Leopoldo m. ,
7
t


piste irnciii.
OOVEHNO DA PBOV2NCIA.
toaUtaate 4o di. 14 da settuabro.
ciAo chele de polica, acensando receido
mcio a que veio annexa a requiaicao que fe/, o
tirador da casada detenrlu de um ordeuanca
'n' dlX6ni10 em resposla, quo a tal respeilo
! S. S. como jutgar necessario ao servico pu-
blico.
inspector da Ibesoararia de fazenda,
ailtindo por copia o aviso dr repartido do im-
e 11 despeza da 1:10387U r., feita coma
gneros alimenticios e medica meo los
para a provincia do Para pelo navio El-
r-at t vapor Guanaltara.
-AoExm. marechal comraaodant edas ar-
sirandu-o de haver concedido, mas registra-
>eac que o primeiro cadete JoSo Rufino Ra-
Ikilou para tratar de sua saude.
Bara. presidente do conselho adrains-
lo patrimonio dos orpliSosv |commuuicaudu
daro admitlh- no eollegio do orphlos o me-
leto. ftlho da viuva Caitdida Senhorinhn de
Jaso*.
DitoAo inspector da tlieiouraria de fazenda,
fa qoe a vista da nota qae remelle' mande abrir
flu a reparlicae os asieutaanenlos de praca do
Jos Narto, qae se contratuu para servir no
""o da infantera da guarda naciuual'desle
I-Participou-se -,i respeclivu curamau-
erior.
_ -A tamo, solicitando a remessa de urna
ites municipaes e da orphlos desla
un declararlo doexercicio c inlerrupcflo
I. por ligenrn ou duenda, afim'ile
tf io n Esm. Sr. ministro da Justina
ir de 25 de agosto ultimo,
esmo.Atlendendo ao|que eipoz nos
iriinentos o major reformado do exer-
i Lopes tiuamarles, que em virlude do
maio e paleute imperial de 7 de
154, oceupa o posto de lenenle-co-
tado mador da guarda nacional do
la)"* Reeife, e lando era consideradlo a que
ei auliereule ewleoosto, se nao so e\pli-
maior de brigada, sao todava supe-
mijor docorpo da mesina guarda naco-
isfo alo Oave o supphcante ser equipa-
ste* na percepejo da ra'.ificacio e forragetas
spelo decreto u. 9U de -27 de marjo de
wastaado entretanto que o eneres de estado
eda guarda nacional em outras provincia per-
icacao marcada ua Ubell. de -28 de
13 para os majores de brigada, e bein
as forrsgem correspondente' a esse exercicio,
M resolvido, que ao supplicanle se abone seme-
gratificacao e as mencionada forragens, o
. S. para seu conhecimeoto e devida
*o.Cooamunicou-se ao respeclivo commau-
daale superior.
cnmmanianle superior da guarda na-
ieipio de Goianna, transmluindo por
i reparticao da juttica de 13 do cor-
le aggregar ao balalhao de suardas
zia de I tamb pcrleucenle qucl-
nente-eoroiiel do primeiro baialhlo
d da Parahiba, Ernesto Jnslinian-
no da Silva Freir.
ispector do arsen'al de marinha, in-
oo de haver auioriaad o Inspector da the-
a de Fazenda a mandar pagar, pela rubrica
ministerio da marinha a gralificacao
la ao patrao-mr Jos da-Silva Neves pelo
de dirigir a casa do Iroro e velas daquelle
arsenal.
,9 administrador do correio desla cidade,
laudo qoe eaondo cooslou de parlicipar,ao
Iflislerio do imperio de 31 de a.
llimo, foi demitlido Joito JosdeAraujn do
le agente do crrelo da Roa Vista, e nomeado
Manee! da Silva Franco para o referido lugar.
Hlo A cmara municipal do Recite. Accu-
> recebido o ofcio qne Vinca, me dirigirara em
arrate sdb n. 66, lenho a dizer em reaposla
(trovo as- arreualacoes do imposto de que
loo, ando o de 500 rs. por cahec
56, o das afpricne poi IJ^Mttn,
fariqha e de legumes por ld:t?S,
l capim de planta por 1:261. dito sobre
e toeeteiras por 25*5 e o de quasi lodos os
a< ougoes pblicos desla cidade por 3:i0g.
OinaTJUfDO DAB ARMAS.
Utl-fe-oraJ da coniBaado das ara da
aanlaaco na cldada do Raclf., as 2 da
aataaalarii da 18Sft.
ORDEM DO DIA N. 119. .
Illm. Esm. Sr. marechal decampo
Coellio.. coinmaudanle das armas dar
ra conhecimeulo da guarnilo deta
l circular do ministerio dos negocio* da
tenue transcripta, o qual por copia llie
la por S. Eic. or. consellieiro presi-
dentl ^^^Bdatado de -26 do correte.
ir.Rio de Janeiro.-Ministerio dos negocio
a *m25de julho de IS.Manda.S. M. o
vasta secretaria de estado declarar ao
souraria da provincia de Peroambuco,
nouto a circular de 18 do correle me, que
a do ejercito, sempre que marchareuiem
I ponto para|oulro na mesin provincia,
oulra proviucia em viagem de ter-
, alm.de ajuda de custa. as forragens
is.e bolas, de bagagem, que pela
apetir-thes posta, bem como a addicio-
no termos da dita circular, devendo o
a corle e os presidentes as provincias d-
las, dentro dos quaes devem verificar
a nena rano se l'azer a coma ao abono
tomfeat.Mrquez de Caxia.
lUiiio.Leal Ferreira, ajudanle de
orden enearregado do delaliie.
- TRIBUNAL DO COMMERCIO.
Oojudieiaria de'X de setembro de 1855.
Presidencia do Eim. Sr. doembargador Frmino
Antonio de Souza.
nseia horas da manliaa, presentes os Sr.
desembartntrlores Leio (fiscal), Valle, Gilirana c San-
epulados. Reg. Piulo de Lemos,
( supplenle ), lida e approvada a
ante cadente, abrio-se a sesso.
r
O Sr. deseinbaiinidor Valle apresentou para julga-
mento a appellacio entre parte :
AppeHaole, Appellado. Feliz Venancio de Caulalice.
Designado o da de hoje. e sorteados o Srs. depu-
lados Oliveira e Pinto de Lemos, ficou o julgamenlo
adiado a pedido deste.
a apiiellaro em que sao parles :
Appellante, Ricardo Depperman ;
Appellada, a viuva Marlios de Carvalho, como tu-
tora de seos fillio.
Mandou-ae dar visU ao curador fiscal para ofliciar
por parle dos menores.
Procedendo-se ao julgamenlo adiado da seasio an-
tecedente, na appullarilo entre partea :
Appellante, Vicenle Ferreira da Cosa ;
Appellados. Huaaell Mellorsi C.
Foi confirmada a seulenca appellada.
Entrando em julgamenlo a appel la>;du en lie parles:
Appellante, Joito Cardoso Ayre ;
Appellada. a viuva Marlius de Carvalho.
Foi reformada a senlenca appellada, interferiudo
o Sr. presidente corn o seu voto.
Na appellacSo entre parles :
Appellante, Gaspar de Menezes Vasconcellos de
Drummond ;
Appellado, Ttiomaz da Aqnino Fonseca, por si e
como tutor de seos filhoa.
Foi confirmada a senleuca appellada.
Furam desprezados os embargos, em que eram :
Embargante, Jos Dias da Silva UuimarSes ;
Embargado, Jos Pedro Vellozo da Silveira.
Passarain :
Do Sr. desembargador Leo ao Sr. desembargador
Valle a appellaco enlre partes :
Appellantes, Francisco Porfirio de Freilas e sua'
irnvaa ;,
Appellado. Joaquim Mauoel t^arneiro da Cunba.
Do Sr. desembargador Santiago ao Sr. desembar-
gador l.eao. a appellacao entre partes :
Appellanles, Diogo Cocksholl & C.
Appellados, Joo Rufino da Silva Ramos, sua cu-
radora e o Dr. curador geral.
Leraolou-se a sessao a meia hora da larde. '
EXTERIOR
Escrevem de Copenhague a 14 de agosto :
Sabis ja scn duvida que a abertura das nossas
dua cmaras legislativas, convidadas em sessao
extraordinaria, se verilicou no dia .11 ; a ultimas
eleicoes geraes Irouzeram ao seio das cmaras urna
maioria democrtica numricamente ainda mais
compacta do que a que lomava assenlo as assem-
blea precedentes.
O governo, que se linlu apreoado, no proprio
da da abertura da seesgo, a aabmelter As delibra-
teles da cmaras a conaliioicao commum a todas as
parle do reino, adoptada pelo grande conselho do
uotavei, nao lem agora muila certeza de que esta
consliluirao llae seja aceita; sabe que .a maioria.,
principalmente na segunda cmara, se pronuncioo
ja contra a obra ministerial. O partido democr-
tico repelle sobreludo os artigo d carta commum,
que lUara um censo eleitoral demasiado elevado pa-
ra poder er admitlido ao grande conselho de ola-
do do reino, ao passu que enlre nos, nos termos da
couslituicflo creada pela revolutac.de 1818, lodos
eram de direilo eleifore e podi.nl ser Horneados
memoro da segunda cmara em serem proprieta-
no, e fosse qual fosse a conlribuita que pagassen*
pelos seus movis oa mmoveis.
Este principios eleilorae nao foram em verdade
alterado na nossa constiluicAo, que ha de conti-
nuar, como no pasaadu. a fuuccionar no. reino pro-
priamenle chamado Dinamarca ; mas o parlido de-
mocrtico, sempre em maioria as cmaras desd
181fJ>, receia que mais tarde o exercicio do direik
eleitoral, c da elegibilidade venlia aser, como acn
tece com o grande conselho de estado, sojeilo ai
pagamento de urna parlo irrais ou menos cousidera
el de cnniriluiirr.es publicas.
m O ministerio actual d a este respeilo todas as ga-
rantas possiveis'; mas a maioria na cmara ante
de principiar a deliberacoes sobre i grande carta
submettida n sua approvacao, quer que'se elimiue
dtrtla primeiro que todo o principio de urna lixaio
de censo eleitoral, que poderia restringir na Dina-
marca o exercicio de alguma maneira uoiversal do
di re tus eleilorae-.
habis que pd> occ^siao da discussao do orcamen-
to actual, a autigas cmaras linli.m rejeilado urna
parle da despeas, que sem Seu consentimenlo, e
por um urdenauca real o precedeule ministerio 6eri-
tedl julgara dever aulorisar em 1S paYa comple-
tar o nusso syslema de defeza. e os nossos arma-
mentos de Ierra e mar ua occasia em que rebenlou
a guerra no Bltico. O antigo ui'inislerlo foi derri-
bado, e a cmaras, formulando urna nova aecuta-
co, tizeram comparecer o ministro da guerra, o da
marinha c seus collegas diante do tribunal superior
do reino, que le cumpoe em semellianle caso de
melade dos juizes do supremo tribunal, eqoanlo a
oulra melade de membros eleilos pela maioria no
seio da nossa primeira cmara legislativa.
Eleilas duas novas cmara em consequencia de
novas elcitoes geraes, entendeu toda a geute aeosata
que hsvia fundamculo para esperar que se nao da-
ra seguimento a accusarSo formulada contra o an-
tigo ministros pelos seu predecesores; era o meio
mais prudente de restabelecer na difierenles parles
do reino a uniao e a concordia, de que tanto bao
mister neslas graves conjuncluras. Os nossos novo
legisladores foram de oulro aentimeuto. A primei-
ra necessidadedequejulgoo dever tratara primeira
cmara ao entrar na exercicio da anas funcedes,
foi nomear no seu seio membros que conslituem
com os do supremo tribunal o que se chama o tri-
bunal superior do reino, e esta escolha recabio pre-
citamente sobre lodos os inimigos polticos do an-
tigo mi ni'Iros, isto he, sobre lodos aquel les que na
esao precedente linham feilo maiores esforros para
conseguir a aecusaeflo do antigo gabinete, lie por-
tanto de prever que o processo siga o aeu curso re-
gular, e qu, preenchidas qoe sejam tudas a for-
malidades, iis amigo ministros teuliam de compare-
cer dentro em muilo pouco lempo peranle aquelle
tribunal. ^
F. Cao/tus.
Parit -22 de agosto.
Honlem pelas 3 hora sabio a raiuha de Trianoa
para vollar a Sainl-Cloud. O jantar foi servido i
6 hora. A' 7 e meia SS. MM. parliram para a
opera.
Tinham-io feito grandes preparativo para o re-
ceber.
A fachada de edificio acliava-so eompletamenle
decorada ; havia bantleirai enlre cada urna da es-
Uiluas da cimalha ; das janellas feixcs de bandeiras e
ile aguias ; nos terrados o brazOes de Franca e de
Inglaterra, cada um dellecom a sua respectiva co-
rda ; poda barracas ; e de um o de oulro lado
tapetaras. A columnas de ferro do peryslilo sus-
lenlavam bandeiras e esendos, em que se vam ius-
eripla a letlras A. e V. (Alberl e Victoria); o
degraos exleriores, o vestbulo e a escadaria do
Ihealro estavam guarnecidos de flore e de ar-
buslos.
A fachada eslava (oda illumidada a gaz co-
mo nos bailes de invern ; a illuminac.lo repre-
preseutava urna aguia, direita, e esquerda um
A. e um V. entrelazado, e as extremidades
douN.
A' eulrada da ra Lepellier, sobre o boulevard,
havia lambem algn leixo com NN coreados no
topos c iluminado a gaz.
Na abobada do arco de Iriumpho levantado pelos
empregados da opera linha-se auspeudido um enor-
me lustro de 8 metros de altura sobre 6 de di-
metro lodo guarnecido em roda de vidros de
cores.
Havid illominacao nos cafs, os estabelecimeo-
los pblicos, e em muila casa prximas.
De larde fui prohibido o tramito da carruagent
em toda a exlensao dos boulevard a partir da Mag-
dalena, e bem asaim o ajuutamenlo do povu eu-
lrada da opera.
Pela 7 boras a mullido cometn a agrupar-se
no patseios, e foi augmentando cada vez mais
ate i pastagem da raiuha. Yiram-se chegir lucce-
sivameule as seges, que traziam os couvidados, as
pessoas do servico, assiiu como os carros onde vi-
nham o refrescos, oa quaes transporlavara igual-
mente na cem guardas destinadas ao servico in-
terior.
* A's 8 horas e meia, a raiuha, o imperador e a
sua comitiva chegaram em 8 carroageu, fechada,
puxadaa a 4 cavallos, e escolladas por um destaca-
mento de cooraceiro.
O imperador vinha em grande uniforme.
A eulrada verificuu-se pela porlaa da fachada da
ra Lepellelier.
O imperador couduzia a raiuha ao camarote im-
perial, formado de seis camarotes de frente da ga-
lera reunidos em um so.
l'iiiha-sa reservado a maior parle da sala para os
couvidados. Os bilheles de aluguel foram compra-
dos por preeos exorbitantes.
Tinliam-se accresceuladocincoeola lustres aos lus-
tres ordinarios.
A rainha, o imperador, a imperatriz, o principe
Alberto, a princeza Mathilde e o principe Napoleao
lomaram lugar no camarote imperial pela ordem
aeguinle : a rainha e a imperatriz no meio, o im-
perador direita da rainha, e o principe Alberto
esquerda da imperatriz; a princeza Mathilde e o
priucipe Napoleao as duas extremidades. Alraz
do camarote eslavam as pessoas da comitiva da
rainha.
Ue cada lado do camarote eslava postada urna
seulinella das cem-guarda, e a mesma disposic.io se*
observava no palco.
A rainha Irazia urna edra de diamantes com orna
guarnicilo de esmeraldas, e a imperatriz um adere-
co de esmeraldas.
A" entrada de SS. MM. a orcheslra execolou o
hvmno nacional inglez Ood sane Ihe (Jucen.
Immedalamenle comerou a repreaeulatao.
oeymard, Obiu eMerlv canlaram o trio de (Jai-
Iherme Tell.
Md;me Alboue executou a variatoes de llu-
levil.
Rogero e Rrunche execularam o do da llainha
'fChypre; e no fim de ludo Madama Cruvelli cau-
lou o bolero das Fetperat Sicilianas.
Para a eiecucao de.lodat estaa petas, oa artistas
linham-ae vestido com os trajo* adequados aos aeus
papis, e o vestuario era exactamente o meaino que
no dia dasrrepreseotatoe.
Em seguida rompeu o baile.
O espectculo lerminou pelo God tace ike Queen.
Eram II e meia quandoSS. MM. recolheram a S.
Qoud.
FOLHETIIl.
OLIVROPOSTHIJMO-*
For Xaxlaao Su Caaap.
INTRODUCTO.
(C'omiima-fio.'
depois vollei a Keueh, c quaudo enlrava
na miuha amge, o reii enlregou-me urna caria, di-
zondo-me qoe um viajante a escrevera para mim.
Esaa arla ra de Joo Marcos, e conlinha o se-
guale :
i Apeznr da roinha promeau, parlo sem o espe-
rar, e de grabas a Dos, poi qur soiiiho, qur em
ana companhia, eu nao leria podido vencer a triste-
za qae me opprime. Paisei ha dousanoosem Keneh,
o sesaa poca conservava aiodi| em mim orna espe-
rance para teinpre perdida; ora, quaodo tornei a
ea cidade, onde eelivera urna semana, onde respon-
der a carla:i escripias por urna mo, agora resfria-
da pela mors, smti reavivarem-se-me no cora ci
antigs dore', e relirai-me logo dahi para fugir de
ama lembrauca implacavel, qae alias trago eomigo.
Em muilo lugares ado o vestigios deminha vila
rciseravel, e enl.lu reliro-me desviando o rosto co-
mo ae no cevesaem seguirme esae eharos phan-
tasmas qoe nabilam meo espirito. Perdoe-me; o
habito de urna solidan q'uaai conilanle lem-me per-
mittido muilo abaudonar-me sem recalo aos seoli-
niento que me dominara, de maneira que agora a-
cho-raeSem for^a a quasi sem vonlade' para repri-
mir meus pozares ou rainha alegras ; entrego-me i
sua Jrrenlo absorto no meu pentamento, do qual
nada pode 4itrahir-me, e proniplo a tornar-me, ao
menos, fatigante aquelle qfte rodeam-me quando
nq conhecem a fundo a rainha ndole inquieta i'u
vetes rebelde. Poupo-lhe a triateza de minha com-
liia, nio ae queixe.
Espero que no encontraremos no Cairo se viar
bievemenle, oo em Par, ponto geral de reunilo
para todo oa viajantes, quando tlver terminado aeu
passaio pelo velho mondo. No afogeole da memo-
i o breve dia qae pastemos no Puco do Pombo!
enlhuiiasmocom que linham sido acolhidos no mo-
mento da chegada, e reproduziodo-se oa vivas e
acclamatoea em toda a exlensao da linha que o cor-
tejo percorreu ale entrar em S. Cloud.
O Monitor d o pormenores seguales sobre esta
representaran :
A' 8 lloras e meia foi annunciada pelas acclama-
ces da mullidlo a chegada de SS. MM. s pessoas
que linham lido a felicidade de adiar lugar qa>i
O povu comecou a mover-se; toda a geralaj
vajilou, e resoaram em toda a parte oajmais in|
ticos applauao, a o hurrahs os mais enlhnsiastii...
As damas aoenavam com oa lenco, o liomen nao
se cancavam de grititr : Viva a raiuha, viva o im-
perador, viva a imperatriz, viva o principe Alber-
to : A crrbealra ao pode come^ar adw( tace Ihe
Queen depois que serenaram um (Maco esta J cW-
mouslraroe deenlhusiaamo.
S. M. a rainha de Inglaterra, depois % agracie
com toda a corlezia, tomou o aeu lugar, leudo di-
reita o imperador, e i esquerda a imperatriz. Ao
lado do imperador eslava S. A. R. o principe Alber-
' ? e,.1aer,'a d0 Ppe S. A. I. a princeza
Mathilde. S. A. I. o priucipe Napoleao eslava ao lado
do imperador, na oulra extremidade do estrado. O
ollinaes da casa do imperador, as damas d'hooor da
rainha de Inglaterra, e a da imperatriz conserva-
vam-se era p delraz de SS. MM.
Logo que a orcheslra lerminou o God tace Ihe
Queen, cornejou o espectculo. Ilouve um iulerval-
lo de msica composlo do trio de Guilhtrme Tell,
pur Gueymard, Obin e Merly, das variaedes de
llnmmll, por Madama Alboni, do do da Rainha ie
Chypre por Rogero a Rouuche, e do Hulero das
/ aperas Sicilianas, por Madama Cruvelli. Todo
esle artista rivalisaram.'em tlenlo e zelo para me-
recerem a approvacao de SS. MM., que se dignaran!
por varia vezes romper a palmas.
Representou-se em seguida o baile de la Tonti,
em que faz o primeiro papel Madame liosali, e no
qual se linha introdutido una passo novo, damado
por Mil, Plunkell e Beauchel. No ultimo quadro,
que reprsenla o castello de Windsor appareceram
toda as figuras princjpae da daosa e o curpo de
baile.
Netla occasiao lodos os artista e os coro da ope-
ra enluaram o God'tate the Queen, que produzo
um efleilo raaravlhoso. Todos o espectadores se
levantaram, e, voltando-se para a raiuha, prorom-
peram em viva e em acclama(es a mai enlhu-
sia-licas. S. M. corresponden graciosamente ; em
seguida o publico pedio a repetirlo do hvmno na-
cional de Inglaterra.
SS. MM. reliraram-se enlio continuando a re-
ceber ua sua partida a meamas demoostracOe de
Vide Diario n. 217.
Tarei prazer de v-lo, e de enlregar-me toda a
s\ mpalhia que me inapira.
c Al* oulra vista, senao nesla existencia, ao me-
nos em oulra melhor. u
Eala caria sorprendeu-me e nquietou-me ; a ulti-
ma phrase parecia-me urna implorarlo de auxilio
fella a anorte por um pello quebrado de fadiga.
luterroguei o reis de minha cange, e eis-aqui
pouco mai bu menos o qoe respondeu-me :
Quatro dias depois de tua partida para Qoseir,
cliegou aqui este viajante com seus cameleiros e um
arttMIe, daie-nos que havia de irao Cairo em la
companhia, deiamn-lo entrar e atsentou-se uo of.
O ol approximava-sc ao occaso, os muezziiu come-
cavam a cantar a oraran da tarde, e eu acabava de
lazar minhas obluedes quando vi o viajante em p
ne eonvez. Eslava paludo e vollado para o ro. Re-
pentinamente melleu a cabeca entre a mSos, er-
guen os hombro, e deu um grande soluco. Eu nao
atrevia-me a dizer nada, porque nao sabia a razio de
suas lagrima. Um inslanle depois vullou-se para o
arnaule, e lallou-llteem urna lingua que nao en-
lendo. O arnaule sabio, e no fim de ama hora vol-
tou di/.endo ; Tudo eUi prompto o Enlao o- via-
jante escreveu-te a carta qoe entraajiiai-lf, maudou
conduzir sua Ijagagein, c relrou-e aapois de ler-me
dado um bacchis. Ouvi dizer no dia aeguinle, que
ajustara com o rtit de orna-barca para que o levaaae
ao Cairo aem demora. Eis lmenle o qoe sai; todos
oa mariiilieiroi podem afllrmar que a mentira nao
toenn-meot labio.
Estas iuformatOes deixavam-me oa incerteza in-
quieta que havia-me causado a caria de JoAo Marcos.
Quando cheguei ao Cairo, inforniei-me delle, e
sonbe que alraveasra a cidade aem deuiorar-se, e
partir para Alexandria, donde devia ler pastado
Italia em um paquete frsncez.
Continuei meu itinerario projeclado. Em maitos
lugares ouvi fallar de Jaao Marcos; por toda a par-
le elle deixara a ripuiacao de homem taciturno e
phanlaslico. Em Beyrulh contaram-me ama histo-
ria singular de que elle lora hroe, e que achei de-
pois referida circumslanciadamente em ana Me-
morias.
Erafim lerminei minha viagem levando eomigo a
implacavel nostalgia dos paizea percorritta, e vollei
para Par.
Depois que abrace! meas amigo, que reipondi
brevemente as pergenias que eada um fazia-rae, io-
formei-me de JoSo Marco, euja lembrauca fluclu-
ra-me sempre no eapirilo, e soube que elle tambero
ja tioha vollado. Fui v-lo, a nao achei-o; daixei
(Da Independencia Belga de 10)
(Du nusso correspondente.)
iondre.9.
Iloulcio de larde leve lugar na sala de Saiul
Marlinho em Long-Acrr, o meeling relativo res-
tauraco da Polonia. Mais de 000 pessoas assis-
tiram a elle. O conde de ilarninglon (omou o lu-
gar da presidencia.Eslava Roberto Peel, lord
Ebriglou e muilos membros do parlamento. Lacy
Evous e outros personagens de dlici;ao excosaram-
se por escripto por nao poderem aiaislir.
0 presidente: Tameulo que nao tenhamos a pre-
sidir a esle meeling o hroe que escalara as altura
do Alma, qae cumbaleu em Balaklava, e que; le-
vantndole doeute venceu u Russos em Iukerman.
(Bravo.)
Direi dua palavras da Santa Russia.Depois de
Pedro Grande, nao vive sean para a conquista.
Matou a Polonia, que, secundo todo* os liomana de
Estado conservadores da Europa deve ficar iudepen-
dente. O imperador Alexau Jre que era um grande
homem, mi o a aacriGcou. Nicolao estranguloo-a.
Assim engraodeceu esta potencia Russa, da qual
Frederico u Grande dizia que se amanilla chegasse
a Conslanlinopla, dous auno depois reiusria em Ko-
enisberg. .
Accrescenlaram os ofliciaesprussianoaquese allus-
aia passasse o Vi.lula, a Allemauha nao estara em
seguranca. No Cougresso de Vieooa aonde se reo-
niram ia Casllereagli e Humboldl, todo concordaran] resta-
belecer a Polonia. Porqoe, o maior homem do seu
seculo, Napoleao o Grande (bravos), prophelisou.que
depois de cincoenla anno a Europa leria republica-
na ou coitaca.
J linha dito que se a Russia chegasse a Conslan-
linopla, o imperio da India, a independencia da Eu-
ropa; e a liberdade do Mediterraueo lie iriam c/im-
prometldas. A Austria rhegou a oflerecer a cedan-
cia da Gallicia para ajudar a restabelecer a Polonia,
com a condicao que um dos seos principes seria a;J
aoheranu. (Risadas.)
Esta proposta uao era desarasoavel: mas ficarS
sorprendido ao saberem que lord Palmerstun, es-
le grande amigo da liberdade da Europa, (bravos e
murmurios), se oppoz ao reslabelecimeulo da inde-
pendencia da Polonia, sob o pretexto que a Franca
poderia tomar a Blgica, e qoe resultara urna guer-
ra geral.Creio que linha razao. Mas lord Palmers-
lon declama depoia que a Russia he urna ameara
permanente para a AHemanha. Nao Creio que' le-
nhamos razio de nos queixannns de lord Palmers-
ton, (bravos e murmurios,) porque tem obrado hon-
radamente e com elle o ministro dos negocios estrao-
geiros que jamis possuimo.
Segundo nlguns a Polonia he um Estado revolu-
cionario, e restabelecida seria incendiar a mundo.
Um individuo da bigodes que nao he Inglez : Tan-
to melhor.
O presidente : Mas, he a Russia que pelo seu des-
potismo, creuu os revolucionarios e as repblicas ver-
inelhas. He lempo de por termo as suas conquis.
tas. Cumpre impedir que so cslaheteca na Polonia
e fac,a umi liga lava de 30 a 10:000 liomen, e que
em 50 anuos lenha duplicado o seu poder. Pode-
mos impedi-la ; Temos j deslruidu o seu commer-
cio, e reduzido esle coloaso a nao ler oulro daoheiro
senao papel, que oa Inglaterra se chmala""Jo an-
drajos. Ki-i.l.is.
as circumslancia acluaes,
Bessarabi.i e levar all o esta
(Bravo.)
Cumpre sobreludo livrar-nus
arraam no uosso proprio parla
acha-se debaixo de lodas as forcaa.
all conduzio-se muilo mal em Vi
na qualidade de velho soldado,
trapassadoas ua* in-.truceo,
pela serper.te russa.
I) orador concluio obrigando.j 3nfjkyyiempr-
gar lodos os seu eaforto para Vo'ar^^reSVihelsj-
cimenlo da Polonia cofoaw Estado dependenle.
(Bravos.)
Lord Ebringtun : Foi receido por aaaobio que
o impedirn) durante cinco minuto de'toiur a pa-
tarra ; e por fim pode ouvir-se, e propoi* risolu-
cao seguiule : *
Qu a melhor garanta da maoutencSo do equi-
luropeu e Ja protecrao da sua liberdade, he
J^lunia seja restabelecida como estado distinc-
speudeute, cuja medida necessaria foi reco-
nbeclda pela maior parle dos horneas deEslado con-
servadores da Europa.'
Sir Robertoeel: Fot recebido com applauo
prolongado. Nao poaao tomar a palavra, diz elle,
sem runder hoinenagm primeiramente aos longos
e nohres esfortos 'de Lord Dundley Sluarl em favor
da Polonia(Bravos prolongados. )
He davido a elle que a maior parte do emigrados
Polacos nesle paiz leudara podido viver. Apraz-me
de vir dar o meu apoio ao movimento que ha lano
lempo propalei, e eapero antes de pouco que os
20:000 Polacos que servara nas fileiras do exercilo
rosto, reivindicari o direilos de seu antepassadu.
(Bravos.)
A dignidade de Inglaterra est empenhada nesla
lula. Nao ha homens que queiram recuar depois
de se (cr derramado o sangue de tantos militares de
homens,, pela causa da liberdade, da juatija e do di-
reilo. Somos homens e marchamos' para a frente.
(Bravo.)
Luamos pela Polouia e pela Italia como lambem
pela Turqua, e alllige-rae ouvir nesla circunstan-
cia fallar lodos os dia do poder colossal da Russia
e doa nossos grandes revezas militares. Aoude estao
os grandes revezes ?
O qoe chamo grande revez mililar he a defcelo
da Auslria era Aoaterllz e da Prussia em Jena.
M aonde estao o nossos revezes ? A Russia nao
lem, desde o principio da guerra, gaohadu urna po-
legada de terreno, e a Europa lem conlianca em
na> A Franco henossa alliada :.a Satdenla eal
comuosco ; lemos legioes suissat e italianas. Mas
queremos alguma cousa mais. Do mar Negro ao
mar Bltico, levanta-se um grito para reclamar a
reslauracao da Polonia e urna reparacao para este
desgranado paiz, destruido sem motivo, no seio d'u-
ma paz profunda. (Biavoa). Depois da primeira
absorcao da Polonia em 1772, lomos alliados de urna
nica potencia europea que n3o tem sido cmplice
d'esla ioiqnidade. lie um feliz presagio. Oulra
felicidade he a confianca que o governo inspira hoje
ao paiz. (Nao, nao, e bravos.)
A deaumao pode existir quando havia no gabinete
horneas que Iralavam elles mesmo contra as medi-l nao acceila, mas estatu a ceremonia da aceta-
das que linham aduptado. Porem nada poder fa- matlo.
zer-nos acreditar que. um governo presidido por um
homem que ha 40 anuos dedica a sua existencia....
(Bravos e murmurios que impedem o orador de ac*
bar a sua phrase.
O orador man fesla ao auditorio que nao coula
com o apoio da Austria e da Prussia. Quaoto mai
tolerancia, exclimou elle (Bravos), porque somos ho-
mens e Inglezes, provamo que sabemos amar a li-
berdade, dando-a aos que soflrem. Teslemunha-
mos as nossas sympalhia a emigrarlo polaca, e mus-
tiamos que sabemos proteger estas instituicdes e es-
le direilos polticos, cuja santidde foi violada pela
infamia e agressao ruasa. (Bravos.)
M. Collelt: propoz a emenda seguinte : Que es-
te meeling, desejaudo de todo o coracAo o restahe-
lecimanlo da Polonia, nao pode esquecer que a sua
naciorialidade foi destruida sohrelndo pela perfidia
de lord Palmerston de 1830 a 1816, o lambem por
lodo o lempo que lord Palmerston for ministro, o
projeclo de resla'belecer a Polonia nao ser senao
urna chimara, vislo que lord Palmerston lem feito
al aqoi a guerra'de maneira a nao prejudic lia, e propor cnndicea de paz que deslruiriao a inde-
pendencia da Turqua. (Violento tumulto.
O presidente: He aquella urna emenda russa,e
lembro ao orador que estamos aqui para discutir a
restauraran da Polonia. .Bravos. A desorden) ia
crescendo, e M. Collel nao pode ouvir-se. Os gri-
toa porladominam.
M. Tita: deixai fallar o orador. (Silencio bas-
tante.)
M. Colle: aprsenla urna emenda que foi apoia-
da por M. Ilari, o qual critica mu vivamente a
conduela de lord Palmerston.
O presdeme pede a M. Collelt que retire a sua
emenda. Pela sua recusa, e visla do lumullo que
reina na assembla, lord Harrington deixa a ca-
dena.
AI. G. Thompson : toma a cadeira e procura lam-
bem mas em vao de decidir M. Collelt a retirar a sua
emenda.
M- Dal: proponho de acreacenlar emenda a
proposla de formar urna leslo polaca, e foi adopta-
da com esta adiarlo, a proposta original nao foi pos-
ta vol.
Depois de tres hourrahs pela rainha, foi levanta-
da a sessao. .
(Peridico dos Pobres no Porto.)
nos entrar na
da Polonia.
latos que nos
A serpete
1 John Rus-
Uravos e,
uro-o de ler ul-
ando-ae embar
meu bilhele de visita, e esperei-o em vao ; tornei a
ir'niuiias vezas Sua caa aem nuuca encontra-lo ;
escrevi-lhe, e elle nao respondeu-me. Todo o meu
esfort" foram baldado: eu nao devia mais v-lo.
Fallei a aeu respeilo a mullas pessoas que o co-
nheciam. e nenhuraa pude dar-me noticia positi-
vas ; demais Indas pareciam ter delle ama opiniau
jTeila,
He um lauco, diziam algn.
He um uno, diziam ouiros.
He um original, aflirmavam muilo.
Enconlrei um dia um desaea liomen* qae fazem
forluna com dilos alambicados, o parecen) profun-
dos porque So obscuros. Tioha conhecido aiiliga-
mentea Joao*Marcos, e quaudo pergaotei-lhe o qae
pensava a eu retpeito, respondeu-me com um ges-
to de desprezo:
Ha om ente inulrl; um filho natural de llen,
educado por Anjooy e Chatlerlon 1
Esaa explicarlo pareceu-me poaeo salisfacloria, e
deixou-me oaa meimaa duvida. Depois quando li
as notas que furmam esle volunte, comprehendi a
resposla : He um ente inulil. Com efleto ahi est o
mysterio dessa existencia doloma: Jlo Marco
morrea porque foi inulil.
No meio da occupac,oes multiplicada da vida pa-
risiense nao tardei em deixar om pouco a Joao Mar-
coa no esquecmenlo ; sua lembranra entrou natu-
ralmente em um dos escaninhos de minha memoria
para dahi sabir en, cerlos momentos de tristeza e de
colado. Enlao o rosto paludo desse mancebo e a ex-
preasBo lnguida de seu olhos apparecem-me como
amigos fiis que afastam-se de nossos prazere, e
procuram-no durante os dias do lucio o de pro-
vate.
Assim eu pensava pouco em Joao Mareos, aobre o
qoal minha corosidade nunca fura atiafeila, quan-
do voltando da ama breve viagem a La Teale-de-
Boach, achei em casa ura mato de papei asss volu-
moso com tres envoltorios e cinco sinetes de lacra
prelo.
O primeiro envoltorio tinha o mea uome e a indi-
cacao de minha residencia. O segundo dizia :__
Para ser entregue depois de minha morle. O tercei-
ro tinha a seguinte imcripcao:
o Eta he a eipreaAu de minha vonlade. Ordeno
o qna estes papei assim fechados e sellados com
a miuha armas sejam entregue ao aenhor Maximu
a Da Camp. Nao recooheco em ninguem o direito
a de oppor-se a islo, ou de pedir ao dito senhor
< conta do qae delle livor feilo. Declaro que obro
PORTUGAL.
Algumas consideraron sobre a acclamacao de el-
rei o Sr. D. Pedro V.
Desde que succedeu no throno el-rei o Sr. D. Pe.
dro V, teem vogado diversa opinides acerca da co-
roacao dos nossos reii. Concordando todas em qoe
esta ceremonia dpixou de ter lugar depois qoe
malaventurado rei D. Sebastian se perdeu, an aslan-
do na sua ruina as glorias e independencia de Por-
tugal, diversificara na razos porque se nao tem re-
pelido aquella tolemnidscfe. Entretanto todas essas
opiniOesaao inleiramenle destituidas de fundamento,
puis que us uossos monarcha nunca tiveram eorua-
t3n.
Embora se leia em algura chronista, que D. Af-
fonso Mein iques, nas curies' de l.am-go. em seguida
ao acto da sua acclamacao. Iravara de urna coroa de
on ro,que se dizia ler pertencido aos reis godo, e a col-
locara sobre a fronte ; iim justo criterio leva a crer
que era o proprio fundador da 'inonarchia fez uso
desla ceremonia. Pondo rnesmo do parte a historia
inverosmil da tal coroa de ouiu, triste despojo do
infelia D. Rodrigo, oltimo rei godo, nao he crivel
que os inmediatos successores de Allomo Henri-
ques deixassem de seguir o seu exemplo n'nma ce-
remonia (Sn solemne para a realeza, e que forcosa-
menle havia de lisongear a nova dynaatia. E rom-
ludo nenhuraa chronica faz incntli) de qtf D. San-
cho I, ou os soberanos que Ihe succderam, usassem
de semelhanle pratica, tratandu lodas, e algumas
com minuciosa individuaclo, das ceremonias usadas
por occasiao da morle e levantamento doa nossos
reis."
Nas ceremonias pois da acclamacao consiste a
grande solemnidade com qne enlre nos se inaugura
um reinado. Esla fesla nacional, a primeira de urna
inonarchia, qtpesquer que sejam as iusliluicOes por
que se goverue, poia que nesse acto >e representa a
consagrarlo solemne de lodosos direito e a allianca
intima de lodos os poderes, esta lesta repetimos, foi
sempre feita em publica, nao sob as abobadas de
um templo, ou eulre as paredes de urna sala, mai
lira n'uma praco ao ar livre, em presenta de todo o
povo, grandes e pequeos, rico e pobres, para que
todo pudessera ouvir nas palavras com que o sobe-
rano jurava guardar os bous coslumes, privilegios,
gratas, raercs, liberdades e franquezas do povo
porluguez, e no juramenlu de obedieocia e fidelida-
de dos representantes da nato, o compromisso au-
tentico de concorrerem torios mutuamente, unidos
pelos estrelles vnculos da religiao da rommuiiidade
de interesses, para a felicidade da patria.
Depois da acclamacao da rainha D. Mara I, em
1777, nunca mais presencioo Lisboa esta solemnida-
de. A de el-rei D. Jlo VI em 1818 leve lugar no
Rio de Janeiro. Seu filho u Sr. D. Pedro IV, nao
a leve, por ser om reinado transitorio em conse-
quencia da sua abdieacao. A da Sra. I). Mara II
tambera e nao pralicuu pelos labidoa motivos, que
anteciparam a poca da tua maloridadc, cobrindo a
nacao de lulo e dor. v
He porlanlo depois de oiienta o oilo anno que
se aprsenla a primeira occasiao para celebrar urna
feslividade nacional, que data da. fundarlo da ino-
narchia, que ie prende a mil recordables gloriosas,
e mais do que ludo isto, qoe consagra e perpeta es-
te direito popular, qoe em o notaje paiz deu origen
simultneamente a feslividade e monarchia.
A coroarlo he a fesla do soberano. A acclamacao
be a grande solemnidade do povo. Aquella symbo-
lisa um priucipio caduco. Eala representa esse prin-
cipio vivificador, que nos fez nulr'ora grandes e po-
derosos, respeitados e temidos ; case principio que
a modtrna civilisacao lem restaurado e afleicoado
aos seu progressos.
E sera solemuisadaa inauguraelo do reinado do
Sr. D. Pedro V com as ceremonias da acclamacao, uo
simplesmenle com o acto do juramento real peranle
o corpo legislativo
Eolendemo que esta solemnidades nao se ex-
cluem urna a oulra, antes pelo contrario eremos fir-
memente que ambas se uoem e harmonisam n'um
lato moral e poltico em proveito da nacao e da mo-
narchia.
A carta constitucional, determinando que o rei
ante de ser acclamado, preslara na mi du presi-
dente da cmara do pare, reunidas ambas acma-
ra o juramento, cuja formula designa em seguida,
A dillerenca relativamente a esta selemnidadeqoe
a carta eslabelece, censista em que nas lempos an-
teriores a acclamacao linha lugar assim que um
principe succedia ua coroa, qualquei qae fono i
tua idade, como acont.ceu por morto de el-rei .
uarln e de I). Jlo III, em que fonm acclamados
D. Alfonao V, e D. Sebastian, sendo Invado na bra-
cos dos seus camareiros, e agora ha da ser a accla-
maclo precedida do acto do juramento do rei em
sessao real, e por conseguale depois de completar
a maioridade.
Pode a acclamacao ser feita em acto continuo ao
juramento, poi que a caria nao trata do lugar eda
mapera porque se hade celebrar aquella ceremo-
nia. Esle cuidado como o de outras grandes festi-
vidades nacionaes deixa-oao poder executivo. Da-
quelle modo talisfaz-se a lei, mas nao se preenebem
u altos lina dessas solemnidades, qae erviram coma
de baplismo us instiluicOes, e que ficain servindo co-
mo de sacramaulo que as consagra peante a divln-
dade, romo de unci que as santifica e torna retpei-
taveis aos olhos do povo.
A acclamacao do senhor D. Pedro V feita no re-
cinto deum sallo, e napreseuca de nm auditorio li-
mitado era numero pela estreileza do lugar, e lecha-
do a militas classes pelas exigencias do programlas,,
perde loda a raagestade e toda a ignilicatao d'esa
grandes solemnidades que alearan) ao thaono de Por-
tugal ii filho do conde D. Ilenriqoe.o meslre |d'Aviz
e o oilavo duque de Dragante.
Em todos o lempos se lem reconliecido que a
inslilucoes humanas, por mais justas e sanias que
sejam. precisan) de forma exteriores adaptadas a
conciliar-lhes o respeilo da turbas, esse aenlmenlo
de venerarlo, que ua. maioria do povu se Ihe infil-
tra na alma, mais por meio dos obieclos qoe Ihe
dedumbram uu encanlam a vista, dexando-lhe re-
cordacoes duraduuras, do qoe per pal<.vraa,que cora-
prehende mal, uu que dillicilmenle i elem na me-
moria. Asaim, vemos em lodos o ritos e sob to-
dos os s\ sientas de governo o principios religioso e
governativn, revestidos de formulas, mais oo menos
tingelas, mas sempre apparatosas, segundo os costo-
mes publicas, e em pruporcao do desenvolvimenlo
industrial. Assim, vemos essas formulas cnnverle-
rein-se em coslumes, e logu estes servindo de base
ao priucipio. He desl'arte que as instituirles ae
aulorisam, se perpetan) e corresponden) ao sea
fin. He com esta doutrina sempre em vista, qoe o
legislador deve procurar quanlo fr p issivel aatisfa-
Zfr a novas exigencias da civilisacao sem compro-
metiera existencia das iustituic,e*es. Hediflicil, nao
ha duvida, harmonuar a idaa e i s necessidadet,
que o desenvolvimepto du entendan >nto humano e
o progresso civ.lisador vao creando com insliluires
modeladas por ideas vezes oppottat e preparadas
para nutras uecessidades. He diflicil, maa nao im-
posivel. Senao que o diga a Inglaterra, onde urna
alta sabedoria lem conseguido dolar c paiz mor.l e
physicamenle com os variado beneficio da moder-
na civilisacao sem derrubar as auaa velhas inslilui-
res. sem desacatar o que nellas ha de venerando,
antes pelo contrario augmenlando-lhes o prestigio
pelo modo porque as modifica pelo reipeito com que
lies teca, e pelo desvelo com que suarda malta .li-
li gas usancas^que parerem inVileis ou irrisorias ao
que olham superficialmente para as cousas, apre-
riando-as por um s lado, mas que servem para
muilo, ou pela venerabilidadc que prestam as ina-
tit'iic s, ou pelo respeito e persistenia que dio ao
costuraos publico.
Afiguram-se exlravaganlea ou singulares a muilos
estrangeiroa que viailam Londres, as testas e cere-
monial com que esta cidade celebra a eleicao do
seu lord maire, e Ihe d posse do emireco. Pois he
da pratica constante deste uso e de muilos outros
anlogos, conjuntamente cora as mais circuraslau-
cias cima referidas, que a Inglaterra tira a subida
yantagem de ter coslumes eslabelecid e acatado,
insliluires enraizadas nos cosame 'i virtudes pu-
blicas pur fruclo das instituirles.
Vuiatros palie que nao ser nece- sario 'nomear,
mas qae bem avullnm pela aua grandeza,' ou pela
grandaza da verdade, fizeram-ie das inslituicOes ar-
tigo de moda ; prescreverara-se quasi lodas oti mui-
las das suas antigs uaancas, urnas por decrepita,
outraa por anumala; ma u resultado ahi est e a
compararlo he bem triste. Nessepaites a iostabili-
dade tem desaolorisado as instituirles; o descrdi-
to.da instituifoes tem enfraquecido o poder ; a fra-
queza do poder lera corrompido ou duixado corrom-
per os coslumes.
Se a annullacao o perdade toda- as noroes de
respeito e venerabilidade he ama jusli cousequencia
daquclles males, ser ionegavel que ludo o que se
firer em laea paizea tendente a levantar, fortalecer e
conservar semelhanle nocOe, eran outros lanos
psssos p,ra a regenerado desse corpo social.
Nao nos permuten* os limites do jernal para que
estamos escrevendo fazer a com pararan para o eflei-
lo moral da ceremonias da accionar, o,como se tem
pralicado al hoje entre nos, com aa q je a estreileza
do lugar pode deixar fazer na tala da sessao real. (1)
Nao he urna [ncelo que pedimos de mais para di-
verlimenlo do publico. He a conservarlo de urna
grande tolemnidade nacional, que em nome de mui-
los e respeilaveia interesses requeremos aos poderes
do estado.I. de Villeoa Barbosa.
( Do Panorama. )
( Jornal do Commercio de Lisboa.)
assim para o maior cuidado de rainha memoria e
maior utilidade de lodos. Assigno-me :
c Joo Aforeos.
Rasguei lugo os ltimos sellos comprrhendendo
aiae a anorte havia ferido o mea companheiro. de om
ia, o sobre um mato de notas achei a seguinte car-
la, a qual annuncinva-me qae JoSo Marcos fura pro-
curar em um mundo superior o repouso que nao
achara no nosso.
He a fatalidade oa o livre arbitrio qae impeli-
me'.' Nao sei. O cerlo ha que estoa cantado e vou-
rae. Quando receberdes esla carta, lodas as minhas
duvida estarlo esclarecidas, e terei emlim corapre-
hendidu o fim e a causa. Lentbrai-vo lem duvida
da noasas conversatoe do deserto. O suicidio he
permillido'! he prohibido'? Tenho ou nao razio ?
OJque sei he que vou malar-me.
Como cheguei a lal extremidade leudo apenas
Irinla annos"! Haveis de v-lo, se I i ver Jes acora-
dora de lr as olas qae vos envi. Todas as vezes
que fui tocado por um acoulecimento oa por ara
pensaraenlo de dor, escrevi, sem ordem e sem me-
thodo, sim ; ma escrevi minhas impresides, e vo-
las dirijo.
a Ahi achare) a verdade terrivel, cuja louca uega-
t8o faz-me hoje morrer, islo he, qoe para nao ser
desgrasado releva seguir o preceilo exemplar que
Dos d uo Gnesis : cumpre Irabalhar sb pena de
atarte.
a Como imprudente consum em urna hora, por
urna intil claridade, o azeile da alampada que de-
via arder loda a nuite; as trevas vieran), temo o
pbanlasmas, e bem como utn menino eu me lacea-
ra nos bracos de minha aia para qoe ella applacas-
se-me os terrores; mas debalde interrogo o silencio
e a escuridlo, nao vejo quera posta loccorrer-me, e
parto para aa crea toes fu tu-as, onde revivirei tem
duvida com a experiencia ganha a custa de muila
miserias. Como vos disse oqlr'ora, tome! a vida s
avaaiai, a agora morro enfastiado da vila sem ler
nanea vivido. Dos me perdoe; porque nSo o com-
prehendi 1
a Reflicto ha muilo lempo no projeclo que hoje
vou execular. Obro com Iranquillidade e rnesmo com
recolhiraento, desde o dia em que minha resoluclo
Inrnou-se inabalavel, tenho posto mea* negocios em
ordem, tenho recolhido minhas lembranca, a al o
nllimo momelo tenho escriplo o senlimentos qae
abalavam-me o coraro. Canveramo junto a res-
peito de tudo uo, e nio desconfiavei entao que
fallaveis a um homem j quasi morlo. Eslas notas
vos sero talvez olis, por issu vo-las envi ; e como
aois daquelle que procurara curiosamente us etTeilus
e as causas, usai dellai como vos approuver ; se Ihes
achirdes umlado curioso ou moral, publicai-as sem
receio, poia eu me alegrara eulreabriado o tmulo
ae podease pensar que sua leilura ensiuar a alguna
cerebro perturbados como o meu, o que importa
evitar, para nao padecer moito.
a Nao me lamentis; morro com in difieren t,i se-
nao com alegra, e sinto um grande allivio interior;
poucos entes serlo aneciados pela rainha ausencia,
e esses msanos se daro presta cm etquecer-me alian
de livrarem-se quanto ante da parte de dr que vou
deixar-lhes. Nao tenho direito a neuhoma lagrima,
e iso alllige-rae; porque sulfro a aeco do indeleve
egosmo do corarlo humano, que quereria sobrevi-
ver a si rnesmo continuando a ser amado pelas sau-
dades, qne sao oulro eguismo dos vivos abandonado
pelos seus morios.
a Quanto a vos, cujo encontr tenho evitado, du-
ro amigo, aliai de nao responder s perguntas fi-
las sobre minha incmpreheasivel partida de Keneh,
detculpai-me. Bem vedes que nao vos linha one-
cido, e que a breves horas que passaijos juntos
deiiaram-me de vos tao alta lima, que conbo-vos
a nica cousa que resla-me agora : minha memoria
e as lerabraueas de loda a minha vida.
a Antes que eu acabe, ouvi o conselho de ora mo-
ribundo: Ir.balhai, Irabalhai sem cessar, com ou
sem proveilo, pouco importa I mas Irabalhai I O
trabalho he a raassa de Hercules, que esmaga todos
os monslros.
a Em outro lempo eu vo disse al oulra vida,
agora digo-vot: a Dos.
Joao Marcos.
a P. S. Se publicarde minhas notas,rogo-vos que
retpeiteit a dedicatoria qae as termina, embora vot
parera singular, a
Corr casa de JoSo Marcos, e o porteiro conlou-
rae na linguagem de sua classe, que o charo senhor
auicidra-s, que a igreja recusara orar diante de aeu
corpo, qne fdra aepultado havia oilo dias, e qae o
Mameluco ( era assim qoe elle chamava a Bekir-
Aga) relir-se levando coinsigo o galgo.
Vollei para o meo aposento profundamente tria-
te, e li al ao fim a Memorial que o pobre Joao
Marco me deixra.
Eram ola aem seguimento, eivada de ama pre-
occupaclo iocessante da morle, cartas, ama enter-
oecedora historia de amor, (a mesma de qoe eu ou-
vira fallar em Beyrulh) lamenlasOes amargas, sim-
ples rellexOe eipalhadas como para servirem de
LONDRES 16 DE JUNHO DE 1855.
, O incidente que lerminou a uniao de lord John
Russell com a admir.islraclo actual, e mudou pela
vigsima vez nos ltimos anuos pastados o chele ida
reparticao das colonias, nao tira o sen nico, oa o
seu principal interesse das ultima nagociacOcs em
Vienna, ou da dircrrlo da guerra. Esla uceurren-
cia he o ultimo aunel de orna cadea de transac-
tes, que no parece nao deixar desculpa alguma
neni ao parlamento nem a parlido algum deste pnia
acerca da ignorancia do verdadeiro carcter de lord
Johu Russell como hornean publico.
Ha inuito que temos formado a nosia propria opi-
nilo relativamente a este carcter, e mu frequenle-
menle (emo-la manifestado; esla agora justificado e
confirmado pela evidencia tao irresislivel e demons-
Iraliva, que ninguem ndnea teniou combater as con-
r luses que urna apreciarlo mais conecta da dispo-
siflo e habilidade de lord Johu Raicell no lenha
suggerido ha mai lempo. Comtudo ueste paiz, e
mai especialmente na cmara do communs, e no
qne se chama aociedade poltica, sao tao fortes os
(I) Veja-se a pag. 9 do 3* vol. da 3' serie ( auno
de 1851 )a descripro das ceremonia da acclamacao
d'el-re D. Joao IV.
Iheraa a deseavolvimeolo que nao vibrara, grito de
dr dados sem motivo, e emlim a narraco de sua
ultimas impressoea quando eslava rei lulo a nao re-
cuar dianle de seu projeclo.
Todos esses papis linham sido r lidos por elle,
muilas passagens estavam rascadas, outras accresceo-
tadaS, e quasi lodos os nomes apagados cuidadosa-
mente e substituidos por pseudooymcs.
Communiquei esse manuscriplo a muilos amigos,
os quaes decidiram que eu devia ptiblica-lo. Nao
quiz alterar nada, conservei religiosaoeole essas no-
las na ordem em qae as recebi, a sao ellas que for-
mara o presente volume.
Ilequaii um livro do archeologia, poli, grata a
Deo, vai-se exlinguindo cada vez mais a raca do-
eolia e dolorosa que nascau sobre os oelhos de Re-
ne, que chorou nas Meditacoes de I. uuartine, que
rasgou o coraco em Oberraann, que gozoa da mor-
le no Didier de Marin de COrnu, a que cuspio ao
rosto da sociedade pela bocea de Anlnny.
Era a esaa geracau roda por enfados sem reme-
dio, repllida por injustas desqualificattSu, e altrahi-
da para o desconhecido por lodos os deaejoa da ima-
ginacoes fecundas, que perlencia Joao Marcos. Fi-
zara longas viageu para fugir da terrivel languidez
das almas pensativa, mas como Hercules, nao pe-
de arrancar a tnica decoradora que abrazava-lhe
as carnes. Voltou recusando ver o mundo, cuja iu-
ferioridade irrilava-o, viven em absoluta solido,
essa m conselheira, que Irai penden es aos peitos
seus doua sinistros lilhos : -o egosmo e a vaidade.
Unprezou os interesaos da existencia,ti do pareceu-lhe
misera vel e indigno de um,esforco, negou a humani-
dade porque nao com prehendeu-a, regeilo uo preceilo
divino : Amai-vos uns aos^oulro.' aecusou aos ho-
mens daa dores que lirava de s meaiao, ufanoo-se
de seus solTrimculos al que elles o abalerara, e em-
lim enfastiado, enervado, sem coragen nem f pa-
ra capar ao implacavel ioimigo, que era elle rnes-
mo, matou-se procurando na morte um repouso
que provavelraente nao achara.
NSo compele-me jalgar esae procesa o poslo qae
rae letihara sido dadas todas as pecas; elle compre-
hendeu a impledada nao de soa morte, mas de sua
vida, o coofwaa-o em urna pagina dlas triste Me-
moria ; assim terminaremos esta longt introdcelo
citando-a:
t E agora qae voa receber o fri baijo da morle,
agora que tudo ett acabado, e que brevemente men
cadver ensangrentado ser deilado dn costas, ae me
perguntarem que penaamento, qoe penar, qae aspi-
rarlo tenho no coracJo, reapanderei: Oh 1 quanto
laros de antigs associatOe, asficcoMde parlido, e
a inlluencia de coovenliculot, que originou urna
falta e tai directao tao groaaeira como a que recen-
temenle teatemanhamos em Vienoa da parle de lord
Joho Russell para tira-lo da poti{ie que elle sem-
pre procurou manler.
Nada nesta Iransacc^o he mais significativo do que
o fado de que o golpe fatal loi desfecnado ltima-
mente pelut membros sobordinadot do partido wihig
na cmara dos communs, que j nao poda soflrer
qae fosse dirigida por om homem que tao mal liaba '
servido a seu paiz face da Europa. Comprehen-
deu-se que lord John Russell oflerecra aolerior-
meaite a soa resignarlo aos teus collegas do gabine-
te, masque recuiaram aceita-la por causa dessa fal-
sa benignidade, qae algumas vetes he signal do
[raqueta.
Nao sendo oa macabro* do governo membros do
gabinete, mas tervindo debaixo da sua direccao e 1
volando por elle na cmara dos c.ommnns, sao de
opinilo opposla ; e firmemente anounciaram ao* pro-
prio lord John Russell e ao primeiro ministro, qup
se o ultimo plenipotenciario em Vienna nao se reti-
raste da administradlo ante o dbate acerca da no-
rao de tir Bulwer Lylln, tavam preparados a dei-
xar a admaistratao e registrar os tea votos conlra
o ministerio de que lord Joho Rossell anda forma-
va parte. Estas pessoas parecen) ler obrado eom um
espirito e independencia que muilo fioora-at, o es-
peramos que haja alguem entra ella capaz de dirigir
d ota em vante o grande partido liberal nesle paiz
cmn mai energa, habilidade e honeslidade do <
ra desenvolvido durante o lempo em que I
Johu Ruase affeclava cumprir U dever.
Todava nao se deve supnor qae a queda de lord
Johu Russell da posicao qae elle oulr'ora oecopava
ua estimacao do seu parlido a dos seus concidadaM
lenha sido o resoltado de alguma malevolencia re-
pentina oo incidente extraordinario. Poslo que o
seu comporlamento em Vienna a depois da sua vot-
la lenha eicilado ^ justa iodignacao da parlamento,
e terminado, como esperamos, a soa carraira como
ministro da corte, a declinarlo da sua influencia e
da sua reputaclo ha mui)o que he percebida.
Em dezembro de 1851 elle aproveitou-se de om
acootecianenlo em qae tioha o seailinseato do pal:
de aua parle pora laucar fra lord Palmerston da
reparticlo dos negocios estrangeiros, e embora op-
postos como fomos poltica estrsngaira de lord
Palmerston na Grecia, Sicilia e outras paragen
vamos esta madanca sem pozar, a medida fa
acto eslranho de prfida inconsistencia da parte de
lord John Rutsell conlra uro collega qae ha pouco
antes elle linha descriplo e defendido como o mi-.
nislro inglez por excellencia. Depois de algumas
semana vio-se qae lord John Russell ara total-
raente incapaz de prolongar a exisleucia do governo
de que linha sido o che fe depois
nele de sar Robert Peel ; e, remontando-nos ao pe-
riodo de seis airaos, compre qae digamos que nun-
ca existi oeste paiz durante to longo periodo ama
administrarlo lio impotente a mal succedida. Foi
conservada no poder principalmente com receio de
que subase o partido proteccionista, e desl'arte
prejudicatae as grandes reformas commereiaes de
sir Robert Peel. Com lado, em 1862 o partido pro-
teccionista foi restituido ao poder, posto qae so-
mente pira compelli-lo a abjurar as doutrinas pelas
quaes tinha pelejado com tanta vehemencia.
Na distotucio do gabinete de lord Derby, depois
de una lula parlamentar em qoe Mr. Gladstooe to-
mou a parte mais conspicua, foi organiaale sob ai
presidencia de lord Aberd'een. Lord iussell
ucctipou o cargo de secretario dos negocios iran-
geira muilo depois de escrever uq errneo e des-
acrediladar despacho em resposla t propositos fol-
las pelo imperador Nicolao a Sir Harailton Sey-
anour, mas, a pretexto de saude, preferio urna pusi-
tao nao obrigada, e.dest'arle couaervoa o sea lugar
uo gabinete e a presidencia na cmara des communs,
sem pasta alguma ministerial.
Agora podedizer-tesem inconveniencia, eser dito
l.aqui em vante, porque he histricamente verdade,
que agrande fonlededilriculdade, divido e fraqueza
to gabinete de lord Aberdeen foi lord John Russell.
Sen lio evideotemenlt) com grande vehemencia a
perda do cargo de primeiro ministro da cora qae
baja oceupado por espaco de seis anuos, e espreita-
va todos os mezes com cruel irrilabilidade urna op-
porlunidade para recobra-la. Senlio com igual dor
a superioridade cratorica de Mr. Gladilooe oa cma-
ra dos commoos, e a ingente iidiflereiic.a do parla-
aneiilo para com seus discursos. A sua fra e ex-
clusiva natureza Ihe prohiba contrahir relete coo-
lidencia cem oa aeus novos collegas, e conlinuua a
Iralur a lodos os seas immodialos companheiro oo
gabinete anta como sena rivaes do que como seus
rail nf Mi
Tal era o estado da coatas quando o parlamento
se reuni era levereiro paasado, e o primeiro acto de
lord John Russell foi retirar-se do gabiaiete e denun-
ciar daquelles que eslavam dirigindo a guerra, ao
passo que elle gozava oa ruslicos prazent de Minio.
He escusado recordar a particularidad de ama
Irausaccao 13o rcenle e lab nolavet ;beaU dizer que,
al o poni era que he potslvel julgardWmotivos de
ura homem pelo seu corapbrtaroento, lord John Rut-
sell entendeu que os desastres do exercilo na Crimea
alavam-lhe urna opporlunidade favoravel para laucar
fra do gabinete, aquelles ministros qae Ihe erara su-
periores ero positlo, oo indepeodenta delle nas soat
opiniSes. Mas linha calculado.inleraraenle mal o
effeilo deste extraordinario proeedimenlo, porque,
embora o paia nio lamentaste a queda de lord Aber-
deen e do doque de Newcasllc. vio com indignarlo
os aaaeios pelos quaea te resaltado fdra obtido ; e,
posto que sua magestade pensaste ser do seo dever
dar i lord Joho Russell ama opporlunidade para
formar a nova dminislracJo, elle foi immediata-
mente informado pelos seus mais ntimos amigos
polticos que temelhaote tentativa cobrara si eos
seus collegas com indeleve deshonra. O sea pro-,
cediinento como collega e homem publico e ochava
collocado por estas intrigas no estado mai desfavo-
ravelqnese pode imaginar; mas alguma reputarlo
elle anda conserva no espirito nacional como um
dos principaeautores e promotores da guerra, e em
consequencia do conhteimealo das questte envolvi-
das nula conlenda.
Sobre tas bases, a lambem pela deaejo de Ihe
dar ama occasiao para reparar um carcter poltico .
que se achava prejudicado, foi eoviado n Vieoua "
com insirnccOes as mai determinante, Deseadas sob
a idea qae elle mBwf anteriormente havia edvo-
gado. A soa mioao n3o deixou de ter acompaoha-
da de algumas particularidad ridicula, qoe exci-
taran) a torpreza da Earopa Continental, e todos os -
incidentes qae tiveram logar em Vienna mostraran)
a falta de conhecimenlo e juizo nas toas relatos
devem ter feliiet aquelles qae tem urna esposa que-
rida, que rodea-lhes o pescoco eom seus bellos bra-
(08, e veera crescer om menino qae o chama : men
pai! Habitara ao campo, um tnbolciro de ralva que
verdeja diante da cata, a qual be guardada por um
grande cto : ellos gozaran) na vida prazere da
familia.
a Oh quanlo deve ser feliz aquelle qoe vela
de nole corvado sobre um livro, e deixando recahir
por instante* a caber,a cheia de meditarte ; ia ve-
z levanta-te para ver mistaras estranhas que fer-
mentara era vatos de crystal: elle gozoa na vida oa
prazeres da scieocia.
Oh I quanlo be feliz o pintor que sobe e des-
ce a escadinha com a pal hela na mo ; o latnario
que corla o marmore, o compositor qae empallide-
ce ouvindo as melodas qae cantam-lhe na alma ; o
escriptor que reveste aeu pensamenlo de formas mag-
nificas : elles gozaram na vida oa preares da arte.
Quanlo he feliz o cacillo vestido da farda brilhan-
(e, que o faz contemplado das roulheres ; qoe cora-
manda a soldados brioso e obedienles como etle, a
que raorre contente defendeodo a frooleira, oa im-
pedindo a um co de entrar nas Tulheria : gozeu
na vida os prazeres da gloria e da sujeitlo.
abre dpachos sem querer l-los, e assigna papeu .
qae nao leu ; beija graciosamente a mao iaamulhe-
rea, nao Talla para parecer refiectrr, e inclina-se
diante das bordaduras qae passam, porque deaeja
ser ministro: gozoa na vida os prazere da ambicio.
Ah 1 quaoto deve ser feliz o banqueiro que can-
la o diaheiro, contempla com amor a cincoenla fe-
chadoraa de sua caixa, o ganha ttenla e cinco por
cento aem ficar deshonrado : elle gozou na vida os
prazeres da riqueza. Quaoto he feliz o mancebo
que vai de noite a passo leve, o com o coragio'pal-
pilaote janella da amada. Escalando o maro tal-
vez quebrar o rins, mas qae importa se pode ter
nos bracos aquella que ama-o : elle gozou na vida os
ptazer do amor Como alo felizea, como sao di-
tesos lodos aquelles que alo sio como eu, qae oto
ettao rodo petos cuidados devoradores d sonho
irapoeaiveis I o
Isso diz mai do qae toda a nossas phrase as-
sim agora vamos deixar Jlo Marco fallar, leudo
todava o cuidado de desejar venturas ao leitor, se-
gundo convm a um Iliterato bem educado como
SeuervoM. D.
(Coniinuar'S-ha.)
MIIHnR FKfMPIflR INPnMTRAnn




com a wciedide d'uma corle eiitrangeir. U resul-
tada fui qim m tres semana He achava corapleta-
munte perdido, como o navegante sena uma bnssuia
navegando mares desconbecido, e am plenipoten-
ciario britnico, que o mesmo lempo era membro
do gabinete iiritauico, aehou-se detondendo as pro-
postas da Austria o fazeodo-se confidente do conde
Na soa che-jada Londres as valdades da lisonja
diplomtica liomecargm a desippirecer, e 15 dias
depois se havia de tal forma esquelas o qoo lioha-
> passado eni Viaana, que fez od dincarso na c-
mara des com mu ns cheio de expresaos* bellloai em
retnosla a accusaclode Mr. Diaraeli, qua moalrava
como a linguigeiratlb governo havia sido ambigoa.
Mu esto pasaa-lempo engaador foi logo patenleado.
O conde Buo mal naturalmente respondeu aren-
ga bellicota de lord John Hustell fazenrto-o Ismbrar
publicamente que em Vienna elle se tlnha inbmet-
tide s pro-postas da Austria ; e depois da te tar le-
vantado na* cmara dos communs no mei de feve-
reiro invocando o ttstemunhu da el-rai contra os
seus cnltega, recurso lgam Ihe nao reslava na sex-
la-feira panada santo declarai-se criminoso, e na
soila-foira immediata relirar-se do logar que oceu-
pava, convicto de todas estas aceusartSes, eomo elle
mesmo declama pelo parlamento e pelo paiz.
. Nao nos temos Bsforcado em augmentar o effei-
lo desla ntrruclo Uo doloruM cheia de humill-
i.ac-com observarlo algum. Os fados sao j beca
conJiecidos aos noseos leilores, enao ndmittem juslO-
caelto. Porm, poslo que o nosso jniao acerca do
carcter poltico de lord John Hussell nunca fosse de
elevado inerecimento, ido podemos registrar a ex-
liuccao da ana carreira publica sem que nos apode -
remos de trisleta,Mtenlo por elle como pelo seu
pau. lie um diicredilo nacional quando do Iwmem
que tem oceupado Uma parla tAo consMeravel em os
najaos negocios, se actia pranle a Eoropa e peranle
a Inglaterra na posieflo em que lord Jooh Rnssell
agorase achn. Ha poucos dias a rallencia de um
banco particular lancau uma mancha sobre o crdi-
to da Inglaterra, e abalou a confinnes do mundo nos
noatog ealabelecimenlos tinanceiros ; mas a fallen-
ca d'um estadista do deiempeoho dos seas deveres
pblicos he um desastre de muito maior considera-
do para a honra e auloridade deste paiz.
Se ha alguiaa causa mais do que oulr que este
fim calamitoso da carreira de lord John Kussel e
posea allribud-, he o Inqualificavel amor proprio e a
Idea exagerada da saa propria Importancia que lem
invariavelmenle marcado o seu procedimento. Ten-
do ,i honra de servir a um grande pala e de guiar om
grande partido, nanea e elevon cima das conside-
raedat mais egostas, e todos os aclos de sua vida
tem .sido regulados pelos seus effeitos sob os seus
proprics aspe
Por esta ratlo, poeto qua oa principios pelos quaes
pelejiva fossnm originalmente de tilo alcance e li-
, eslreltava-os aot objedosde sua ambicio ; o
honsonU que diante delle se apresentava era sm li-
mites, mas o neo htenlo se conlrahia um s pon-
liaaaado a na vida em um pequeo cir-
e adu'ailores, coja decepliva homenagem nem
Eundava espirito nem o cornio; e alo estes
pouco i pouco desappararecendo, al que o
m ao a ppropriado castigo da sua derrola ao
samparo. Politicamente, oa verdade, as suas opi-
les acerca da guerra parecen agora colloca-lo na
esma classe (om Mr. Gladslone e oa onlros raem-
ron do g ibini'io de lord Aberdeen qoe succederam
lord Palmersion ; porm, como chefe de om par-
ido poltico, llevemos concluir que o poder de lord
John Kuasnll est acabado, e, se esla nacSo quer
manter a policio, nio s as armas como no Iraba-
"ogresso humano, qoe Jnlgamos perlencer-
, devemot procurar estadista mais dignos de con-
servar o nosso carcter, e mais habilitados para diri-
gir a notea Totea.
(Timet.)
DIARIO OE PERMIBUCO QUINTA FEUM 27 DE SETEBRO DE 1855
IITERIOR.
~N. UTO SE JANEIRO.
MIARA DOS SRS. DEPTADOS.
aja' ate da 6 ata a*aau> ata 1W6.
Leera-ie e approvam-sa la actas das sesadas de :l
eA. O Sr. 1. aasrejariod eonla do seguinie expe-
diente :
Doos oflicio'i do Sr. minislro da gaerra, enviando
as ioformae,oeu por esla samara solicitadas sobre os
requerimeutos do cirargiao-mor reformado Silvestre
Marques da Silva Ferrao, etle D. Anna Umbe-
lma Uara d Mello. A quera fea aa requisi-
Soen.
> Sr. minislro do Imperio, remetiendo o reque-
rimenlo eui que Francisco de Paula Brito pede ao
governo imperial que se lomeiu 400 acedes, sem
premio por lempo da 5 annus, do ama companha,
que pretende fundar coro o Ululoimpresa Lute-
rana.A' enmmissao de cammercio, industrio e
arles.
He julgado objecto de deliheracao e vai a impri-
ealr.r na ordem dos trabalho o seguinie
projec
A curnraisiiao de saude publico, a qoal foi re-
le o requei menlo du l)r. Alejandre Jo de
lorae, em que pede a esta augusta cmara
autoria<;ao para qs o governo Ihe posan emprestar
u qiwalia Beonaaaria para n impressao de um Diccio-
nario de Medicina, Cirurgie. e Scianciaa Natoraes,
colligido de entras produccoes estraageiras do mes-
mo genero, e ennotado pelo referido doutor, segon-
ladoacual daqnellas aciencias, devendo la I
emiireslimose. araarl.sado pelo produelo da venda
la lanos ejemplares qaanlos cheguem pera a mes-
ma amertttacaa, e aendoda isa inlima cunviccAo qoe
o csrpo legislativa deva por todos os minio* animar a
pr!S^r oe,en*0,*'mente da lilteralura medica
braileirrt, depois de examinar, ainda que perfuac-
luriimeii", algnne arligos do iccionaiio su ora dilo
oda os adiar onformes oom o estado mais adjun-
tado das ciencia de que elle traa, he a om-
mis-tto decrecer qoe se adoplu i seguinie reso-
leajAo.
A aaaemb ea geral legislativa resolve :
Artigo nico. Fica o governo anloriaado a sm-
presUras Dr. Alejandre Joa de Mello Mor aos ama
qaaatia qoe alo exceda a 15:00}i0O0 para occorrer
iuprassin do seu Diccionario de Me-
e Scencias naturaes, Picando o re-
feriilo doatnr ubrigadu a amorliaar o dito empresti-
roo com o producs dos primeiros ejemplares vendi -
dos ; revogadis para esao fim aa disposice em con-
trare.
Paco da cmara dos depolados, em t de agosto
de 1855-Uc. Antonio Gabriel tte Paula Fonceca.
lar. JoteWi'Oflinhu t'ieira ie. Matloi.tr.Jor
de Ges Siqmira.
Pauli Baptitta pede n dispensa da im-
preato, e que o nro/eelo seja dado para orem do
da.
Consultada a casa ella annue.
Tuque (pela ordem,:Sr. presdeme, sen-
oquu se reliraram licniera para a provin-
cia de S. Paulo os Srs. depuladoi Carneiro de Cam-
pos, Lima, e Soaresd* Souza, ou pefo permisslo
cmara para apresen'.ar uma^iudicacio propondo
qoe se chamen os respectivos aupplentes para oc-
caparem nealti' case oa lagares que pela ausencia
usases Srs. deonlados licam va|o(Apoiados.)
(.Sr. Fiqwra de Meti : la no fim da ses-
sae ?!
O Sr. Tai/vet : No fim da aesaao nao, porque
anda nao est volada a lei do o cemento.
O Sr.\Ptetiie*te:A indicajao do nobre Hepu-
leata vai ser lida, porque segando os precedeules lie-
vidas na caa nao he necesserio ama decisdo del-
la. para seiaelhaotes negocios se julgarem urgen-
te e he remedido a commiselo de
conslituii;ao e poderes a seguinie indicaco :
Indico qce sejam chamados os respectivos sup-
plenles pela provincia de S. Paolo em lugar do
Srs. Carneiro de Campos, Lima, e Soares de Souza,
qoo he notorio se relirarem para a meama nrovin-
cia. ^
r Paco da ismnra, em 6 de agosto de 1855.B.
A. de tfagaViiet Tagua. i>
ORDEM DO DA.
Tercira tlUausio de trcantenlo.
Continua a 3." diseauaao do orcameolo geral do
imperio.
r. Parinthos (minislro dos negocios estiangei-
re> disae qne o Sr. Ferraz vellou a pccupar-.e do es-
tado das nossas reta{oei com a Repblica Oriental do
I ruruay. reprodozinde si esmaa ejoestoa qne ha-
via suscita*), e psra mesma forma. O Sr. ministro
dedar qpe nao jtriga necessario acrescenlar nada
n|i ao qoe se tem dilo e consla dos documentos of-
elaes emdeleza do gsverno imperial e dos sen* a-
geiitea. Bata Jefau he plena e victorioaa aos relalo-
rina dea illuatradns Srs. visconde de Uruguay e
visconde de Abael, nos discuraos pronunciados por
estes doos lUiiatrea estadista, e pal o ubre presidente
do conaelbo nesla e n'outra cmara.
Refere-se aos relatorios o discursos do Ilustrado
Sr. visconde do Iiroguay, por qoe se a onservacoei
dnsr, Ferrai reesena procedentes, nao offendwam
semeale a miuister arlaal, otTenderam lainliem
aiwnaislsieriiis siMeriorae.
I-e-sw, he poiada e entra tambera em diicaasSo a
egosta meada
. eaO gsvsnie faro remover do forle do mar da ci-
rsial da prevloeia da Baha pan. om lugar mais con-
II siente o derwsiio dn polvera lili exislenle, psaian-
aJl !* v*n minislerio da marinh.i.
.rro Ferruz. (Mee Siqurira. CAmrei.
J. A. bdrnxta Parmugu. Magathtie*.
*r. f-uei Sioiuira:Sr. presidente, tomando a
j paUyra na 3. discusaS* do orcamenlo, nao teaho
em vista seojo razer ligeiras obaervacea acerca de
variosi awnplos qse sspponho mnilo talftretsain
aclualidode.
A epidemia, Sr. presidenle, que se deotaroa na
proviscia de Par.,, os estragos por ella prodazido.
infelizmente, as noticia recentes que dahi vieram
nao deixarain de lancar o soslo, nao s sobre a jw-
oaaa sotire a popalacao de
polaran desla capital, co
valias outr.i provincias.
Ehi verdade, Sr. pnatsltale, os estrago 'devas-
lioom de sma enferamdada epidmica nao dei-
xam de ineulir rauilo recelo sobre' aquellas eulra
|iopulaosss qos sBinu'm gelacoes eem o lugar acom-
melUdo.
A Irisle uoinoidaaeia. Sr. pnisidente, ose es deu
do apperecimeirtede diius fados rfospor aloaos pra-
licos aqui loram capitulados amo aemelhaNles, ea
i gasea aos dessa enfermidarlc epidmica a qoe me
mflre, tamliem roncorreo de algasna maneira para
nialiassnstarB popsla5*0 destacajii
Em CTriserrnerreia, pnis dcsle acostecintant, ogo-
vefne, loticite como portancia e magffftnde, Iralou de ouvir 01 conse-
Ihos de pessoas competentes, e ao mesmo lempo de
renlisar algumas providencias que fossem acopia-
Ihadas.
Com effeilo, o governo, escodado com oiuizode
easoss proflssionaea tem mostrado todo zelo, s
**"'"' a j n"'or "tlvidade em levar a effeilo
medidas meramente preventivas, e que rto da
irgeoea em prol da aaode publica. Mas, Sr.
prestaenle' cnmprs notar que algumas dastas medi-
das nao Km eixado de soffrtr censura, porm cen-
aras Infundadas. A neaal popalacao, eomo que de-
aeostamadn a soffrsr e a ser victima deaaaa grandes
tlazello epidmicos que hlo acommellido algn
outros paiies, moatra-se assuilada n occaillo pr-
senle com carias providencias aconselhadas, provi-
dencias preventivas, e que lem por llm xelar es
eus grande! Intereaaes, 01 Inleresaei do maior Ha-
rnero, Sr. presidenle, es quaes jumis deverlo ser
sacrificados aos caprichos e egosmo de poucos.
(Apoiadoa.) Dahl provetn eises epigrammas, el-
las censuras que se lanesm impensadamente, en-
contrando a nuloridade a cada momento obstculos,
como que adrede creados. Exige-se, Sr. piesidente,
qae a auloridade faca e realise ludo de momelo ;
mas nem lodosa auxiliam, e poucos sao 01 que de
bom grado se prcst.im 1 sacrificar es seus commodos
em beca do publico. (Apoiadus.)
He neceiiario eiprimlr-me com esla franqueza,
porque realmente magua ver como'fazem-se com fa-
dlidade injustas accusases, desvirtuando-se as me-
Ihores intencoes e os mais louvaveis esforos. Em
quanlo a mira, 8r. presidenle, o governo na crise
acluallemprocedido.com lodo o Uno, disenso e
iitelligencia. (Apoiadoa.) As providencias que elle
lem lomado, e que continua a realisar, bao sido a-
conselhadas por pessoas competentes, e ie por infe-
lindade nossa a epidemia que se receia vier > sitar-
nos, seus estragos, em vlrlude das medidas que se
lem realisado, algumas das quaes ainda no foram
publicadas, ser.lo allenuados, e a classe desvalida,
que he aquella qoe mais soffre em laes occasiOes, en-
contrar soccorroi que snaviscm os seus padecimen-
tos. (ipoiados.)
Sr. presidente, acerca de medidaslendentes sau-
de publica nos al certa poca vivamos esquecidos e
com os bracos cruzados, e se nao fosse o lerrivel fla-
gello'dn febre amarella, qoe lanas lagrimas nos ha
feilo derramar, lalvez que ainda nos conservse-
mos com a mesma indiflerenra, e com es mo rabe olhassemos para ludo. Mas nao. senhores,
a crnel febre amarella deu-nos uma liedlo bem arrmr-
a e dolorosa Nao temo avanzar, que quando em
819 manifeslou se ese flagello em minha provin-
cia, se houvessem lomado inconlinente todas as pro-
videncias, qoe elle se uao leria eslendido tanto ; po-
rm, senhores, isso infelizmente nao aconleceu ; da-
li a enfermidade irradiou-se para aqui e para
todo o lilloral do paiz; devido lalvez isso ao de-
leixo e indilTeienra com que olhavamos para laes
cousas.
Ora, depois de 13o dolorosa experiencia por que
ha vemos passado convem estar alerta, e no dejxar
passar desapercebidos fados moito serios, e que des-
prezados poderlo arrastar graves comprometlimen-
los. entretanto que estudados e devldamente apre-
ciados servirlo para esclarecer-nos e guiar-nos. A
sande de uma popularlo nlo he objecto de pe-
quena monta, e a auloridade obrlgada a velar so-
bre ella deve estudar, e lanzar m,1o de lodos acuel-
les meios que forem capazes de concorrer para con-
serva-la e melbora-la. (Anotados.; Com anlecipa-
c^o, pol, devem-se lomar cerlas medidas ; porque,
Sr. presidente, nao he no momento da desgrana,
nlo he no momento da balalha q.ie devemos estudar
o meios de destruir e aniquilar qualquer epidemia ;
he preciso que com calma e rcfleao antes que ella
appareca nos premunamos de ludo aquillo qae for
necesserio para semelhanle fim.
Sr. presidente, infelizmente vi que nesla casa al-
gons dos nobre depotados qoe falleram sobre este
ornamento censuraram a medida do governo de fa-
zer remover parle da Iropa, os menores artfices do
arsenal de guerra e as recolhidas da Misericordia
para outros lugares. Ea aprecio muito as boas in-
tencOes do nobre depolado autor desla censura ;
mas enlendo que elle nlo foi moito justo, por quan-
lo, se o governo lancou mao de um lal expedien-
te, he porque foi youselhado por pessoas compe*
Se o nobre depotado se der ao trabalho de visitar
esses squartelamentos, se se dei-ao Irabalho de irao
arseual de guerra, ver qae laes lugares nlo tem a
capacidade precisa para conler um numero Uta ele-
vado de pessoas; seriam verdadeiros foco de infec-
cao, no caso de que se conservassem agglomeradas
lautas pessoas em edificios pouco aceiados, sem ac-
cominoaacoes esparosas ehygienicas. Quanlos estra-
gos nao faria urna epidemia" all se por acaso se de-
claraste '.'
O Sr. Queiroz : A censura nao foi nesse sen-
tido.
O Sr. Cnet Siquelra : Eu sei aonde o nobre
deputado.vai dar com o seu aparte ; nobre depo-
lado quer dizer que o governo removendo a Iropa
vai por sem duvida chamar a guarda nacional para
o servico activo ; mas eu posso amansar au nobre
depolado que quando a commissio central de saude
indicou semelhanle (providencia, o Sr. ministro do
imperio, qae eslava prseme, oh.ervou que se por
ventura se fizesse a remoc,ao de loda a Iropa para
alum dos pontos fra da cidade, isso Iraria o in-
conveniente de ser necessario chamar a guarda na-
cional para o servico aclivo, mas que como a com-
missao acouselliava que pelo menos se fizesse a re-
mneao de metade ta Iropa para que os quarteis Si-
cassem meos alalhedos, enlSo a guarda nacional
nao licavl sobrecarregada de seviro.
Desla maneira enlendo ea que se conciliaram os
interesses nlo s da guarda nacional, como os ule-
reases da tropa ; e eucreio, Sr. presidente, que em
objedos relativos a saude publica, lano se devera
aelar os nteressee da guarda nacional como os inle-
resses daquelles que taas vezes se tem exposto
em defeza do paiz e de suas inslilui;Oes. (Apoiadoa.)
A guarda nacional, pois, nao esll chamada a servir
ro ; mas ainda quando o fosse, parece-me que ella
he bstanle nobre e possac sentimental mnilo pa-
triticos para prestar 01 ser vicos que forem recla-
mados em occasies criticas.
Sr. presidenle, se o governo n,lo lomasse as pro-
videncias que vai reaiisando, e apparecesse, por In-
felicidade nossa, o llagellu nesla rapilal ou em ou-
tro qualquer ponto do imperio, o qoe nAo diriam
os nobres depntados? Ouanlas accusares dirigiriam
ao governo J Dir-e-lhe-hia que linha sido impre-
videnle e descuiduso ; mas como o governo vai rea-
Usando medidas reconhecidamenle uteis e vantajo-
sas, eolio explora-se essa mina da guarda nacional.
O Sr. Sayao Lobato Jnior : Mas nao se trata
de obslrnir essas vallas que existeni na cidade,' e
que sao o principal foc de infecclo.
O Sr. (Jcs Siqueira : Eu desejo, como o no-
bre depolado, que se realise a suppressao dessas
vallas e oulros focos de infeccao ; mas o nobre'de-
putado deve saber que providencias desla nalareza
nao se podem effeduar de chofre ; ellas dependem
de lempo, de experiencia de esludo muilo acurado,
e de grandes dispendios, e por isso he que o gover-
no, em quaolo nao est o flagello entre nos, vai
comprimi com a sua misado benfica de ama ma-
neira convenanle e acedada.
Vm Sr. Deputado: V.i 1101 principies focos de
infeccao.
O Sr. Gee Sigueira : Mas ser conveniente,
quando se rsceia o apparecimento de uma epide-
mia, quando mesmo mu i tas pessoas avancam que
germeus della ja aqui exislem ; ser conveniente,
digo, fazer grandes cavacoes, bulir nessas vallas,
remover lodacaes, etc., ele, (apoiados). donde sa-
liiram exhalarles nocivas l'arece me que nao.
O Sr. Siqueira Qtieiro; : Equaulo a essas pro-
videncias de arrancaros lilhos de casa de seus pas ?
O Sr. (Mes Siqueira: O aparte ao nobre de-
putado faz-me adinntar ja para responder, nao s ao
que elle diz, como a igual aecusunao lancada na
oulra rasa do parlamanlo sobre este objecto. Tem-
se dito, Sr. presidente, que a coramissao central de
aude aconselhra a uecessidade de fazer arrancar
do eeio das familias aquellas passoas que fossem af-
ectadas dessas enfermidades, qne se diz igual a qae
existe no Peni r mas eu esloa autorisado para dizer
ao nobre deputado qu essa noticia he inexacta,
qae aenham fundamento lem.
No senado o honrado membro que fez sla aecu-
sacao foi contestado em um aparte por um disliucto
medico que all lem assento. e eu como membro da
commissao central de ande declaro qae nao ha
fundamento em lal censura, e q'o nem a commis-
sao central a acouselhou por forma alguina, por
quanlo ella nao nulre senllmenlos 13o barbaros, lio
improprios de homens. A providencia da commis-
sao tem-se limitado qaelres infelizes que nao po-
dendo tratar-se no centro da cidade por falla de
meios, vga para o hospital da Jurujuba, onde en-
conlram ludo quanlo he necessailo : e se o nobre
deputado se dsse ao Irabalho de ir as casas donde
sahiram esses doenles, veria qoe ellas constituem
verdadeiros focos de infecclo, e que seria impru-
dente conservar nellas homens aneciados de uma
eufermidades que se diz ser epidenica (ap'oados), e
ao dernais desprovidos de recursos.
Fique, pols,. o nobre deputado calino, tranquillo
e certo de qoe o governo e a commissao central de
sande jamis commcllcrao a iniqutdade de arran-
car do seio das ramillas aquellos que forem acom-
mellidos do mal que se diz existir nesla cidade ; e
para acalmar ainda mais o espirito do nobre depu-
tado, dir-lhediel que o citolera morbos epidmico
nao existe entre nos, e qae o eslado sanitario da ca-
pital he, por em quanlo, lisougeiro, rene todas
aquellas condieftea qua se dao em pocas ordinarias,
uto havendo motivo algara para se incotir na po-
pulacho esse receio de que ha dias esla apoderada.
Mas quando mesmo o flagello se manifeslasse entre
OS) lique cerlo o nobre deputado que osencarre-
gados da saude publica hlo de empenhar esfoicos
para minorar os seus estragos, e conservar-se fir-
mes em seu poslo de honra ededicagao. (Apoiados.)
Estenios, ps, preparados, temos esludado, e se
vao effecluando acuellas medidas que n5o poderiam
ser bem execuldas no momenlo da lonnenla ; e
creio que asim deven fazer os homens prudentes,
porque, conforme diz o poela, eu nanea loavarei o
capilao qoe diz: e Ea nao cuidei.
Senhores. se a febre amarella, como ja disse, ta-
manho estrago causoa em o nosso paiz, se ella lio
liorrivelmcnte se propagua e ceifou tao sabido no-
mero de vida, he porque al essa poca nos linha-
uliamos conservado de bra{os cruzados, nio allen-
diamos para cerlas providencias ; e se quando ap-
f*\fe?? na capilal do Para a embarcedlo cornos
individaos aneciada* do cholera morbos houvessem
mdicos que aconselhassem ao presidenle algumas
medida enrgicas, e ellas fossem reniadas, eu ss-
tou persuadido que a eurennidade nao leria produ-
lido 01 estragos qtje deploramos. Desgracadamen-
ta, portiBi dea-se Uvre prallca aquella embarca-
cao corregada de colonos; alguna dos colonos ja
arreciados, desembarcaran! e derramaram sobre
aquella pouplacSo germeus talaos da cruel e morli-
fara epidemia.
Nao cessarei por tanto de pedir ao nobre ministre
do imperio que, ollie para o serviso ssoilarto dos
porlos das differenle provincias (apoiadss) ; a por
saber dosbons senlimaotos que nulre S. Exc. a eo
se respeito, he que ea Ihe rogo instantemente qne
orgauise este servico de maneira que saja entregue
a um pessual intelligenle, aclivo e probo, a am
pestoal que nlo cruze os bracos e se nio delxe levar
Cor circumilancias s vezes caprichosa, e que sai
exerutar fielmente o sen dever, por quanlo s
desla maneira podaremos ter providencias qae ins-
pirem confianza nlo s populadlo do paiz, como
n populacho eslrangeira.
Kcconhecendo. poli, as boas Inloncoes do nobre
mirvislro, ao espero que S. Exc. far Irealisar ai
reformai deste sertleu o mais breve qne Ihe seja
possivel.
Sr. presidente, lodo o governo que deseja exarcer
ama mi-sao benfica na sociedade nao despreza aquil-
lo que he tendente ao bera-estar das populadles e
conervac.1o de sua saude. Sem duvida que o mnis
nolavel e mai bello resultado dos conhecimeutos
que o homem tem procurado adquirir, nlo s acer-
ca de saa organisatlo, como acerca dos agentes ex-
teriores que oTodeiam e com qoemelle vive em
constante relacfio, ha sido o augmento da vida me-
dia dos individuos. O desonvolvimenlo das scien-
cias, o aperreiroamento do trabalho, dos melhodos e
processos, os mais facis meios de subsistencia de que
actualmente gozara as populares em lodos os paizes
civilisados, muilo bao c-oncorrido para que a sua vi-
da provavel seja mais prolongada do queja o foi em
outras pocas de ignorancia e dejiarharidade. Em-
quanio que, Sr. presidente, na- idade media a vida
provavel de um individuo era de 13 a 14 annos, e
que depois passou a ser de > a 21, hoje com os pro-
gressos da civsacao, com os melhoramenlos dos
meios de subsistencia, e cora os recursos de quedis-
poem os governo, para corabaterem os males que
rrequentemente appareeem, v ae que se lem eleva-
do de .12 para 34 anuos. A vida media he, pois.
um elemento precioso para consultar, alm de apre-
ciar as condiefles de existencia de um povo.
E a que era devido Uto sen.lo ao maior zelo, ao
"""I '"teresse e melhores meios que se lem desen-
volvido para que o homem nao esleja constantemen-
te sujeilo a essas causas que lauto conlribuiam para
a-sua dislrlbnicao nessas pocas de civilisacao alra-
sada !
Sr. presidenlej felizmente entre ni'is o parlamen-
to e o paiz se preslam a alternar para as quesles que
sao aventadas pela hygiene publica. .Al cerla po-
ca os horizontes da medicina conro que erara mnilo
limitados ; suppuuha-se que ella nao poda enten-
der oa inleryir nessas quesISes econmicas, imlns-
Iriaes e polticas, e a que se prendera os grandes in-
teresses sociaes ; felizmente, como j disse, hoje pen-
la-sede oulra forma, e nao empregamos o nosso
lempo em acrimoniosas discusses polticas.
Eslimo, Sr. presidente, que o nobre minislro do
imperio nutra tao bons senlimentos em nssumplos
desla ordem, e peco a S. Exc, qoe invide seus esfor-
Cos para qoe seja orennisado no paiz om servio sa-
nilario correspondente ao seu ^estado, a sua fotara
prosperidade, poique nio he justo que am paiz que
sempre guzou dos foros de salubre, seja frequenle-
mente victima desse deleiso. do qoal provra talvez
os estragos que infelizmente hoje lamentamos.
Olhemos, Sr. presidente, para oulros paizes, e ve-
remos que lugares oulr'ora insalubres, e que erara
verdadeiros focos de infecan, se tem trnalo bellas
eagradaveis habilares, em virtude de providencias
regulares de hygiene publica ; entretanto oulros qae
outr ora possuiram os melhores monumentos de civi-
lisarao e linham em seu seio populacOes avoltadas,
sao hoje verdadeiros focos de infecco e constante-
mente acommellido de crueis enfermidades epid-
mica, pelo qoe esto inleiramente deshabitados: cr-
tarei um ejemplo.
Esses lugares da Italia onde em outrat pocas
exista uma civsacao avamajada, monumenlos.os
mais gloriosos, como exislem hoje? Inleiramente
deshabilados ; e a pouca populadlo que all se con-
serva he ftaca e defiuhada, e aprsenla um pecio
bem desagradavel: anda ha pouco li que um viajan-
te, paseando por eses lugares, perguntiira a um de
seus habitantes queencoiitrava como viviamelles;
ao que elle responden : Nos aqui nao vivemos ;
morremos.
Portento para que nao oflerecamos um exemplo
quasi semelhanle, he preciso que comprehendamos
bem quaes os verdadeiros inleresses do paiz acerca
de am objecto Uo vital, eq>e exige os maiores cui-
dados.
Sr. presidente, alm das consideracoes que lenho
feilo, dire arada algumas palavras acerca do eslado
ua nossa agricultura : como rilho da lavoura uao pos-
so ser indillereute sua sil, le.
Entendo. senhores, que a nossa agricultura est
qual doenlo manido que, leudo sotlrido grandes per-
das de sangue, uecessit. da applicacSo de Inico po-
derosos, de remedios forles. qoe tragara o organis-
mo ao seu eslado physiologico. A nossa agricol-
lura, sr presidente, lula com immensos obslncnlos,
fallaiu-lhe braSo.-faltam-lhes capilae e inslruc
580 adequada (apoiados), elementos estes sem o
quaes ella, como qualquer oulro ramo de produc-
to, juman poden fazer verdadeiros progressos.
s raelbures melhodos e processos para a cultura
e ureparacJ dos productos agrcolas quasi qoe nos
sao Uesconhecidos ; ideas sobre veterinaria nao pos-
sumios algumas; fallara uo mestres e engenheiros
Habis; os lavradores vivem isolados, o espirito de
associacao, ala vanea (ao poderosa oara levara elToi-
to as maioreseraprezas, ainda se nao deseuvolveu
entre esla classe 13o imprtente; mil obstculos ella
encontr a cada momento ; sem apoio, sem anima-
cao ellicaz, vai Iridiando a rolina que heamos dos
nossos maiores. eso confiada na ferliUdade do solo
com qoe nos dSlou a nalureza. Creio, Sr. presiden-
te, que se a nossa agricultura, a par de ama prolec-
dro conveniente, recebesse uma wslrucco adaptada
a seus lina, deixaria de lular com tamaitas dilicol-
dades, e faria grandes progressos.
Se olhamos para o estado da agricultura em oa-
tros paizes, vemos que seus progressos tem eaminha-
do a par da mslroccao e dos melhoramenlos mate-
riaes qoe all se vao eflectuando. Todas a ciaste
parlilham enlao desses beneficios, o trabalho he
mais regularmente dirigido e aperfeicoado, e a sub-
sistencia mais abundante. Em Franca, por exem-
plo, conforme o que li em um escriptor. no lempo
de I.uizXIV.eera 1788, eram necessaris 60 are
para nutr/ um habitante, hoje porm nlo sao ne-
cessaris mais que 41.e todava a subsistencia da po-
pulacflo he oao s mais abundante, como mellior.
Sem melhoramento agrcola leria sido preciso com o
eslado da producto em 1788, 21 milhoes de hecla-
res ero lugar de 13 milhoes, o que. segundo Moreau
de Jonnes, he uma economia de 4 milhoes de leguas
quadradas.
He esle, segando oescriolor a que me refiro, um
progresso consideravel e de que ha duas conseqoen-
cias a lirar unmeiliatamente a primeira he que a
agricultura, que definhava debaixo das exigencias
arb ranas e oppressivas do fi,co, e debaixo dos obs-
tculos econmico. da Ugistaro, adquiri algum
desenvolviroenlo quando o fuco lornoa- mais hu-
mano, e quando Marcados mais livrea abriram-se a
eus produdo. A segunda he que nio he necessa-
rio eslender o terreno para outrir uma maior popu-
lasao;oque importa augmentar sao os melho ra-
mentoe sobre o solo j cullivado. Realisa-se desl'-
arlf urna dupla economa, economia de terrilorio, e
economa as despezas de prodcelo.
Enlre nos, senhores, a agricultura caminha leu
e vagarosamente ; mil obslaculos ella enconlra, e 1
appelte para a uberdade do solo. Os bracos j Ih
vao fallando ; vas de commooicacita e inslituirr
de crdito territorial qae a favorecam ngo exislem
e, pon, o seu futuro he bem desauimidor, se p.
ventura os poderes do Eslado nio vieren, em M
auxilio.
Pedira ao governo que fizesse passar essa reforma
liypolliecaria 13o argntenteme reclamada, porq
senhores, sem essa reforma eu reconhecii que o Cr
dito territorial nao poder ser eslabelecdo conve.
entemenle.
Tedria iambem ao govarno qne lancease as so
vista para o estado em que exislem as vas de o
mumcacilo as provincias do imperio. Volamos.
uualraenle quanlias para obras publicas, ma 1101
por exemplo.que as provincias comparlilham de pou
eos beneficios a este respeito. Fallando da minha
provincia, que he aquella de qoe mais conhecim
lo lenho, eu vejo que alli no ha estradas, ou
de communicrao que possam ser uleii lavoon
Km geral all o Iransporle dos gneros agrcolas
summamenle oneroso.uma arroba de assucar para
ao mercad importa era um preco verdaderamente
extraordinario.,.
lima lo::- Regula 39000.
O Sr. Caes Siqueira : O lavrador pois nao
de dar um passo para dianle se nao adiar meio
iransporle Tacis e commodos para os producios
resultantes do seu suor.
Ora, uma provincia que manda para a unio
soinma tao avullada, uma provincia, Sr. presas
le, que tem em si riquezas ualuraes as moiss
mucosas e de futuro, parece que necessila receber
gura auxilio correspondente.
Eu, quando deputado provincial, alli avenlei
assembla provincial a idea de que mu convente
sena pedir ao poder geral o resultado dos imp
de exportado para serem applicadosem avor do
de cnmniuiiiracao.
Infelizmente, Sr. presidente, nessa occai,ta a
nha Idea nao foi aceila. mas depois o foi, e .1 ass
bla da provincia da Bihia dirigi cmara dos
depulados uma represenlafao nesse sentido ; c lenho
visto Iambem que mutos homens nolaveis do 1
hio abracado semelhanle opiniao. Os Impostes
exportnc.30 dados a provincias com o lira de
rera applcadus s vas de communicrao seria i
medida que muilo poderia coucorrer para levante
a agricultura nos diffVretiles pontos do paiz 1
eslado de cnfraquecimenlo em que vai cahi
(Apoiados,)
. Sr. presidente, uao olhemos, ou naoiulguei;
Brasil pelo que observamos aqui. O Brasil, Sr,
sidenle, he um corpo vaslo, immensa e gigau
mas nao he nm corpo homogneamente urgani
permilla-se-mea expres so de vida, mas em oulros pontos nlo ha esse ai
de vida, ao contrario observa-se o phenomeno
pollo ; he poli preciso levar a vida, a nnir.
esses ponas para que o inleresses da uniSo
reciprocamente mentido. (Apoiado.)
Se o Nilo he tao caudal, se o Araazonii he o a
rio do mundo, he porque nao desprezam esses
bres feudos que a elles vio pagar 05 pequeos
cognitos regatos. (Muilo bera.) Convm, Sr.
denle, que se atienda a cerlos interese, a certas
na
por
1 cre-
as
) c.im-
s an-
ulo.
vi as
a.
he
vir
po-
de
re-
1 uma
nlen-
1 espe-
al-
na
me
11 posto
un-
iera-
Srs.
paiz
de
se-
um.i
ir
desse
ndo.
do
pre-
rsco,
sado,
ixces-
eaxcesso
op-
10 a
un
guamos
ule
lirr.ac
1 seja
1 maior
po-
e In-
presi-
necessidades que ta vao manirtilando, e com qae
lalam a provincia. O honrado 8r. presdante do
conselho ainda ha pouco dias otila eaaa no disse:
e Senhorea.em comequeiuii de nosso estado de piz,
em conaeqseucla do augmento da randa publicas,
de cerla peea a sata parta, vernal que muites ne-
cessdadei e reclamacOes se vao manifeslando em
Indas ai provincia e que he precise atiende-las.
(Apoiadoi,) Eu acompanho ao nobre presidente do
conselho neilepensamenlo, desejaudover nelle algu-
na realidade.
Bu, senhores, nao posso fazer echa com esaas
vozei exaltada!, e mallo menos poderei ser contra-
rio por todas ns razoes os inleresses qlie resultara
da unlo (apoiados^; porm para qna seus tacos
maii se eslreilem e Hrmem he preciso dar i admi-
ntlracOai na provincias mais largueza, de maneira
3ua para cararem de suas mais urgentes neceuida-
es nao eitejam adstriclai ao rigores delta centra-
lisacao exagerada ; os recursos meramente provin-
caei, Sr. preiidenle, alo metquinhot e para nada
chegam. (Apoiados.) Ainda ha pouco, Sr. preiiden-
le, nosjornaesde minha provincia, li em um delles
nm acto de seu honrado administrador, e para o
qual eu pe$o a atlendlo do honrado Sr. minislro do
amperio. O honrado presidente da minha provincia
para levar a effeilo cerlas providencias a bem da
saude publica, mandn aos cofres provnciaes que
dessem o dinheiro preciso para esse objecto.
Semelhanle aclo obriga-me a peder ao governo, e
ao Sr. minislro do imperio,que d as precisas ordens
par qne o cofre gerae faram laes despezas. A
renda provincial da Bahia he de 900 a 1,000:000 ;
seos cofres carregam com oa maiores encargos (apoia-
dos,) e nao he possivel que ilclle se possam tirar
quantias para serem appliradas a semelhanle objec-
to, todo de inleresse geral.
fim Sr. Deputado :Por anticipadlo.
O Sr. Get Siqueira : Diz o nobre depolado
que por anticipado, mas eu lamento que se nlo li-
vessem dado laes ordens ha mais lempo, ou enlao
lamento que os administradores das provincias se-
jam tan acanhados, ou se comervem 13o restricto a
certas frmalas, que, em objedos da soccorros pbli-
cos, nao rerorrao logo aos cofres gerae, porque
estou certo que laes providencias seriam approvadas
pelo nobre ministro do imperio.
Sr. presideute. direi agora dua polavra para ex-
plicar um aparte que dei em um dilcurso do Sr.
rerraz, qnando Iralava o nobre deputado da cora-
panhia de vapore ; disse ea nesse aparte : O que a
companhia quer he dinheiro.
Cumpre-me pois explicar este aparte para que elle
seja lomado em sea verdadeiro sentido.
Sr. presidenle, a companhia de navegaran a vapor
como existe, parece-me nao salisfazer as necesida-
des publicas; os vapores que ella lem na carreira sao
pequeo, pouco commodos, e mal asseiados ; e eu,
como represntenle da nadlo, devo reclamar deste
lugar pela necessidadeque tem a companhia dequan-
lo antes apresentar vapores que satisfacam asnecessi-
dades publicas.
Quem embarca em um vapor do nof le. exceprao
lalvez do rocanlim.senle as fallas que alli se notara,
pouco asseio, poaca commodidade, ama mistara en-
tre recrute e escravos, e nenhuma polica a bordo,
de maneira que he desanimadur para qnera tem de
viajar constantemente, e embarcar nestes vapores
(apoiados,) e eu pela minha parte declaro qoe em-
quanlo exislirem oulro vapores, como os inglezese
o porluguezes, nao me sujeilo aos tees vaporesinho
da companhia. (Apoiados.)
He de notar, Sr. presidente, que a companhia,
iuimiga do progresso como he (porque a nao posso
laxar de oulra forma,) lulando com outras compa-
nhia rivaes que offerecerri maiores vanlagens aos
passageiros quanlo 1 comida, quanlo a asseio e a
lado mais, conserve ainda esses pequeos vapores, e
s depoii de longo lempo he qae surgi com o To-
cantitu; os outros promellidos ainda licim para a
kalendas gregas.
As exigencias da compauhia, senhores, ou desens
agentes as provincias, chegam a ponto de querer
obrigar, por exemplo, am pobre depolado a vir da
sua provincia, seja te como fr, em vaporo Uo des-
arraigados e encommodos. O meio que para issoem-
pregara alguna dos senhores agentes da companhia
he engenhoao : referirei um facto que contigo pas-
sou-se ltimamente.
Teodo de vir para a corle esperava o vapor ioglez
ou u porliiruez, e felizmente nessa occasiio cliegou
Bina o vapor D.Pedro 11 dacompanhia Lnio-Brailei-
ra.Como era natural,escollii o vapor porlnguet; mais
nao podendo elle irazer os meus escravos, live de
manda-Ios pelo Imaerador, que Iambem devia par-
tir no mesmo dia. Maudei pois pagar a passagem no
cscriptorio da companhia, nao s para os meas escra-
vos, como para 11 minha bagagem ; mas qual, nlo
foi a minha admirado quando, leudo de ir para bor-
do, j na hora da partida, veio uma pessoa dizer-me
que o vapor brasileiro naose quera receber a minha
l'jgsgem e escravos, estando a passagem paga I... De
modo qiie foi preciso qae um amigo que me acom-
pauhava enfilo voltasse para Ierra, fose novamente
a agencia e pagasse mais 303. alm do que j se li-
nha pago, para que se dignassem ou houvessem por
bem a dimitir a bordo os meas escravos e a baga-
nao .sei realmente como qaalificar
se a agencia alli quera torer-
seos vapores, porqae de oulra
preheoder isso. Nao posso po-
r a falla de delicadeza desse ho-
jicarregadu de receber escravos e
te vapor esses '.109 mais que me
gem f...
Ora, senl
esle procedime
me a embarcar
maneira nao sei
rem deixar deif
mem ou agente
bagagens no r mo vap<
foram ejiai.roTc, Ss'po lia pagar aqui. Se o agente
linha algum recelLpoderia quando aqui chegasse n
vapor nao consenlLquc os escraedesembarcas-
sera amquauojjaas^oslf pago~oese 30 ; mas, Sr.
presidenle, H foi esse o molivo ; porque os (aes
acules e contyViandanlef todos o dias faxem favores
siesta ordem ; e eu o nao exiga. Assim como esle
oulros muilos fados sdtera dado as differenles a-'
gencias, de maneira qne se torna indspensavel que
o governo fiscalse, como deve, laes companhas
lapoii'dos), ie he que nao pode acabar com esse con-
trato.
O Sr. Ferraz:O contrato est pendente da ap-
provas3o da cmara.
O Sr. Goet Siqueira :Enfilo hai de volar con-
tra elle, porque esses privilegios devem acabar (a-
poiados) ; hoje ha concurrente, ha muilas pessoas
com os capilaes necessarioi que tomarlo a si esta
empreza, e nlo convem por forma alguma que se
prelira uma empreza que sene mal, a ontra qual-
quer que poder servir bem e ofierecer maiores van-
lagens.
Um Sr. Deputado :Mas a suhvencao he necei-
saria. ,
OSr. Get Siqueira: Concordo, porque a na-
vegado por vapor he bastante dispendiosa, e ser
diflicil sustentar-se quarquer companhia sem ella ;
mas nesse caso d se a ubvendte a uma companhia
que preste aos passageiros vapores grandes, segaros
e asseiados, e com aquellas commodidades que fai-
teen actualmente aos da companhia brasileira.
Um Sr. Deputado : O privilegio por nove an-
nos he moilo.
O Sr. Gei Siqueira : Os (aes privilegios, da
maneira porqae e ejecutara, mcltem (medo, pois
quando se linda o seu prazo, os privilegiados com
psde 13a vio procurando alongar o mais possivel,
temara tanto goslo, permute-se a phrase. que jamis
se querem desapossar. Sinlo, Sr. presideute, que a
liscalisacao desla companhia nlo lenha sido como de-
vera ser, e que ella confiada em seu privilegio con-
tinu a commelter abusos.
Sr. presidente, j lenho abuiado de mais da at-
leuc.ao da cmara (nao apoiados) ; mas os meus col-
lega e V. Exe. me relevarlo 16-los ainda incom-
modado por esla vez. (Muito bem.)
O S. Cakire e Ftao faz algumas observaces co-
jo fim he reclamar.melhoramenlos malcraos p.ra a
sua provincia (Minas.)
O Sr. Barbota da Cunt* faz lamhem algumas
obervac0e, e conclue reclamando melhoramenlos
maleraes para sua provincia (S. Pnulo.)
A discussao (ica adiada pela hora, e levanla-se a
sessAo.
No dia 9 nao houve sesslo.
9 de seterabro.
Um termo.
Nao livemos o prazer de ouvir o Sr. cooego
Campos ; acabamos porm de ler o discurso por
elle proferido hunlem, por occasiio dos solemnes
festejos volados pelo povo de Nilheroy ao 7 de se-
(embru.
Um discurso lido perde a mxima parte da sna
belleza ; a preienra, a voz, o gesto do orador, e
reunan alienta, como que presn aos seus labios, a
que assim mutiplica as impressoea recebidas por
cada um dos ouviulea, e que lo facei se commu-
n i cara, ludo isso que nao he a eloquencia, ma que
13o poderosamente a auxilia, ralla ao leitor, qne no
silencio do gabinete, a sos percorre a-lpaginas frias
de um discurso. Para que a una leilura dessas
poa resistir um discurso, cumpre que seja elle de
meslre, cheio de inspiradlo, animadissimo de es-
Ivlo.
.Nos diai famosos da eloqoencia em Alhena,
quando o rival de Deraoslhenes por elle vencido
no iminorlal discurso pro corona, leve do dester-
rarle, refere-se que dando uma lie3o de rhetoiica,
para apresentar aos seus alumnos um exemplo, en-
lendeu dever ler esse discurso ; os alomnos possui-
ram-se de enthusinsmo o mestre eiuio, osquecen-
do a sua velha rivalidade : Quanlo mais, excla-
mou, se o tivesseis ouvido
Igual exclamaban fazemos com o discurso sagra-
do do Sr. couego Campos.
He esla a primeira vez que o digno prntessor de
rhelonca de Pernambuco oceupa o pulpito flumi-
nense, 13o orplilo de grandes talentos ; o assamp-
lo essencialmente politice quadrava de cerlo a um
orador poltico e brasileiro dj coradlo. Para elle
0 1 dc elembro nio pode sor uma era ftil que na-
da diga a alma e ao espirito. Nao nos sorprende
VOisa locudlo nobre e animada de lodo o d'ucurso
o rasgos da alma que uelle brilham e obrigara o
lelter a suspender para refleclir ou para admirar.
O Ilustre orador quiz mostrar a proleccao divi-
na que acompanha incessanln o Brasil, que o tem
guiado denle a hora do seu uascimento para a civi-
lisaQao err (udos os seus mais arduos transes. Teve
pois de fazer um rpido esboce da nossa historia
nacional, esbos que todava he complete, nada
omille de imprtenle, e em que fez lobresahir o ca-
rcter essencialmente religiuso da colonisicio, o ca-
rcter essencialmente religioso dosta lula com a
UuJIanda, a que devemos o haver-se salvado a in-
tegridade dessa patria que tinha de 1er o imperio
americano.
Querendo dar a nossos leilores cabal idea desse
discurso, aqui Iraoscrevemo alguns trechos.
Fallando da chegada de Pedro Alvare Cahral a
Porte Seguro, o orador asiim ie exprima :
Era necessario aro acto mais significativo ; nao
um acto que deixasse o vestigios de aetolac.30 e do
exterminio ; nlo um acto em que o sangua do gen-
lio banhasse a Ierra no meio do vapores da bala-
lha ; ma um aclo em que o langne do justo por
excelteneia purificaase a nova regiao no mete dos
perfumes do incens I
* Sim, maui senhores nlo foi o esteudaVle pa-
voroso da gaerra ; toi o signal augusto da redemp-
cloquam impdea lei ao povoadoresdo aovo man-
do Nao foi o sabr de torro conquistador que lan-
ceo curvados a seas pe o robustos illhos da nata-
reza ; foi a hoslia do Cordelro virgem quem con-
quistou almas para Deo, e subditos para o rei 1 Di-
gamos lodo ; alo foram hecatombes humanas, foi
o sacrificio incruentoesee grande holocausto da
verdade eterna, que sellou perpetuamente o pacto
de alliaiira inviolavel entre Dos e 01 brasilei-
ro I
El aqal e phenomeno admlravel de que ha
pouco vos fallei eis a circunstancia primaria que
revelln o bom espirite de Dos em favor desla par-
le do mundo !espirito qne nunca deizon de ma-
nifestar-se era lodo o seu esplendor as successivas
transformares porque este paiz passou. desde os
primeiros dias de su infancia ate a poca em qae,
oblidn o seu completo desenvolvimento material e
moral, elle se pode considerar como chegado a Irla
idade viril, a
Dando conla da civilisadlo dos indgenas, ua pa-
lavras patenteam esses sublimes Ihesodros de virtu-
des evanglicas dos primeiros misionarios.*Ei-lae :
o A virtude branda e suave com n diluvio celeste
nao se impe. insinua-se ; nao ameaca, eduz. Foi
por estes meios, sconselhado* pelo que a palavra
lem de mais locante,a persuasaode mais pathelico,
a eloquencia de mais brilhanle, e o sacrificio de
mais arduo e sublime, que Nobrega e Anchieta con-
seguirain deibravar o nstincio* asparos dos Ta-
mnyosedeseus conterrneo. A' proporcita que
os aldeiatam nos gremios de uma religiag luda de
paz, os defeqdiam contra lodos os gneros de lyra-
nia que lites impunham os barbaros da civilisaVao
europea.
o Os clardes do Evangelho, que Iriumphava nos
serrados bosques da capitana de S. Vicente, allu-
miavam, dentro em pouco, as regies septentrio-
naes do Brasil. Era o Cherobim celeste, qne agi-
tando sua plmnagem de ouro se dilTundia ero ondas
de luz pela vaste extensao da America Meridional.
As sement da civilisaVao, fertilisadas pelo hlito
da religiao, desabrocham por toda a parte. O espi-
rito do invasSo e de incredulidade, envollo as en-
Iranhas da cubica., lente debalde creslar as mimo-
sas plantas que rebenlavam das raizes da cruz. O
infaligavel Antonio Vfeira derrama os influios da
60a nota desde os alcanlis da Ihiapaba al as mar-
gens do Rio deS. Francisco. Os serviros e redigas
desse varao apostlico sao de am valor immeno to
annies de ambos oa povos ;de modo, senhores, que
posso mui bem dizer com um escriptor celebre, qae
Ires humildes Jesutas asseguraiam cora de Por-
tugal os vastos dominios do Brasil, e fizeram mais
com a palavra do que lodosos conquistadores ami-
gos com os leus nomerosus exereilos; porquanlo,
Cyro destre o obra de Nio, Alejandre deslre a
obra de Cyro, o Romano deslrero a obra de Ale-
xandre, e as civilsacdes modernas, deslruindo a
otea dos Romanos, sentara-se triumphantes sobra os
destrucos do gigante occideolal I Mas a obra de
Nobreaa, de Anchieta e de Vicie* 'sobrevive aos
lempos, porque lie obra do Evangelho, eo Evange-
lho nlo passou pelo mando como este faracOe tre-
mendos qae arrancara pete raz as insliluiees e a
sociedades, foi lanzado brandamenle eomo orvalho
benfico que penetra al as fontes da vida, para pu-
rifica-las ivcoiite-la em torrentes de ventura e de
prosperidades, o
Chegando emfim a casa lula dos Vieirns e Cama-
ritas, e Henriques Dias, que lano brilho lanjou na
nossa histoiia, as palavras do orador tetera sentir
ama grande verdade : '
Cumpre, porm. nao esquecer, senhores, qae
nesse balalhar de gigante, onde o herosmo do va-
lor ostentou as galas do prodigio, a queslfto de na-
cmnalida. le eslava intimamente vinculada cornada
religi3o da patria.
a Os Pernambucanos, ao cingrem asormasde
cavaileiros estorcados, Ma puzeram a mira someo-
te no tocto material da ejpahflo dos Hollandezes ;
nao. Ateares de seas bros patriticos transluzia
um seutimeulo oao menos puro, nlo menos nobre,
e por ventura muito mais elevado ; esse senilmen-
te era a incarnarao viva dssubllmidade da crtica ;
era o zelo a retente da doutrina ; era o' fervor vehe-
mente da f que recrescia u proporrao que a nova
heresia mullplicava os seus horrores s
E terminemos com mais uma transcripclto, aquel-
la era qoe o orador em brilhanle peroraclo confun-
de nos mesmo votes o povos irroaos da America, e
da Europa, a esse sobre os quaes, em ambos os
mondos, reinara os descendentes do here da inde-
pendencia :
Resla, senhores, que este povo generoso, tao
querido de Dos, lee afiencoado do eo, procurando
evitar esie eslado deploravel, se mostr sempre gra-
to a tantos beneficios, conservando sempre intacta,
sempre pura, sempre inviolavel a arca sania das
nossas liberdades publicas, e qne, abraesndo-se per-
petuamente com o ihrono excelso du augusto fillio
dos Cesaresdo principe magnnimo qae sobreos
impera e que se rev nos dole eminentes) da mais Dr. Ambrosio Machado da Cosa Cavalcanli.
veneravel das esposasentine a todos o povos "do
mundo a retpeilarera a magestade divina na pessoa
de seus monarchas
ii E v, oh grande Dos aceilai
do incens e as harmonas que retumbara ne.le |)r. Jos Antonio"Bahia da Cunlia."
augusto andiiario o cultos verdadeiros i sincerosjfcr. Aflonso de Mendonca Uehoi.
dos heroico, lilhos de S. S-basliao I 'lr. Mauoel Cezar Bezerra de Goes.
deareiai, hoja est calcado, tornando um bello pai-
eio at a ponte. Os edificio nacime alo bellia-
iimos e lodo de uma rehlela elezanle e ma-
gealoza.
0,0,u"to> m'hor sem duvida, a > mail bella-
mente edificado de.se. edificio faria honra a qnil-
qaer proyocia de primeira ordem. H nella onde
funociona a aiaembla provincial e a rsparlice de
randa inlernai. Foi con.iruldo na almioiiteaclo
da Sr. comelheiro Jos Benlo.
Ha ama grande cata da inipeccilo do algodlocnm
mailo aceto e commodo superiores ao abjecto aessa
reparliclo. Foi igualmente conslruida na adminli-
Iracaoo mesmo comelheiro.
Acdala he um bello edifliio, porm ja hoje om
pouca proporjM para a provincia, m.i.coutloa-me
que o governo ja poz em haite pabli:a om oulra
lance igual ao da frente. Por cima della eil a cama.
ra e tala do tribunal do jury com todo, na commodoa
e acete precises.
O hospital de caridade he um edificio, com quan-
lo ainda nlo finalisado, com ludo de muito bom gos-
lo, grandes prono rcitas e aparado aceio, o queja ex-
iste acabado. Foi principiada a saa edificado na
vir.e-presidcocia do Dr. Sobral, qae de comm'um ac-
cordo com o Rvm. vi gario, depois de rruilas fadigas
e ajudados pelas esmolas do caritativos maceioeoie
poderam dar principio a essa grande obra : ja ctala
um patrimonio e orna receila provincial lalvez de
tres a quatro cantos. Este estabelecimenlo tem-se
desenvolvido progresivamente na i I ln- Irada admi-
uislraraodo actual presidenle deste provincia o Exm.
Sr. S e Albnqoerque.
A casa do mercado he excedente e hent regalar-
mente edificada, o Sr. Dr. Bandaira co Mello dei-
xou nesse edificio a idea mala viva da) svmpnthiaa
dos bons Alagoanos para com S. Exc.
O cemiterio publico he uma obra aiganlesca em
relacao a cidade, e se ada em andamento. Foi na
actual administrarlo do Exm. Sr. Sa trae elle teve
prtnripio.
Aaltoodega desta cidade he na realidade pessima,
o misler ae faz, que quanlu antes o governo geral
trate de melhorar o material dessa rep irltcSo, qae
em todas ai provincias deve ser a primeira. He bem
smgnlar, que o que dependa da gaceta geral esteja
sempre arruinada, principalmente as pobres pro-
vincias de segunda ordem, e com mal especialidade
das que esto mais longe do toglo'!!
Est coiicluindo-se a obra do pharol edificado so-
bre o morro da plvora, esperando-se nicamente a
collocacao do maquinismo. Ainda toi na adminis-
trado do Sr. comelheiro Jos Benlo, que teve prin-
cipio este obra de (anta imporlancia, a utilidade pa-
ra a provincia.
Sao poucos os templos desla cidade, sobresaliera
porm a lodos a grande matriz, que se Ma agora em
recooalruccao, e o Rosario Iambem menlos.
Senie-se geralmeole a falla de oro lom thealrc,
havendo porm Ires particulares nao bens.
Mea amigo o Poco da Panella de Macei he um
lugarejo distante desta capilal meia legia, onde ex-
islem alguns sitios : he ama localidade umena, e que
fa;. esquecer por nstenles o aristocrtico Bota-ogo do
Rio.
Actualmente em Macei s se trata das elicOea:
no cholera tolla-se per accidem, e em poltica de
partido! nada absolutamente,
A vice-presi.lenrid tem sido prudente e honeste :
a administrarlo da Justina entregue a magistrados
circamspeclos e incorriiptiveis marcha com a appro-
vac.io geral da provincia: a polica acliva e intelli-
genle tem sido incaiisavel em promover lodo bero
possivel a ordem; afina! aqu quaudo apreseuta-se
no nry um reo por crime de tentativa ds morle can-
sa pasmo, porque sao tocios agora pouco familiares.
Eu nio estou tozendo a apolheoze au que nio be
real: reina perfeila tranquillidade e harmona. Se
o parlidos nao esfiio definitivamente congrassados,
l;.iliem nao reinara mais esses odios aiilizos. O Exm.
Sr. S tem sabido com prodeucia e lino conciliar
esses raocorea de intrigas partidarias sempre totees a
prosperidade de uma sociedade Nlo approvo po-
rm, meu amigo, que nao baja aqal actualmente um
peridico que seja a expres<3a do partido conserva-
dor ; que se ac bem as intrigas mesquinha he justo,
mas que prosista sempre uma garanta rara ai liber-
dades publicas, porque einlim..... este mundo he
muito contingente. Nao sei sa morrea o Philange-
llio, mas elle nlo apparece, e progresso sem impren-
sa nao enlendo....
Dizem por aqui, qoe ha oilenla e tantos candida-
tos a provincial! Eu pero licenca ao sea dislinclo
e intelligenle correspondente desla capital para
apresentar urna liste de Srs. candidato; uns por
mim conhecidos oulros pela opiuilo publica, nes-
la minha missiva, pediudo uma, e mil vezes, qoe
me desculpe o Ilustre collega, por ler na me entro-
metido em sua sera, a qual preenche lio digna e
satisfactoriamente. El a lista qoe efferero a consi-
derarlo dos nobres eleilores alagoauoa.
Os senhores:
Major Paulo Joaquim Telles Jnior.
Teoenle-corooet Vicente de Paola Carvilho.
Tenenle-coronel Francisco de Paula Mesquila.
ienenl-coronel Theolouio Ribeteo e Silva.
Commendador Manoel Comea Ribeiro.
Dr. Pedro Antonio da Coste Moretea.
Dr. Ignacio de Meinlonra Uchoa.
Dr. Hermelindo Accioli de Barros.
Major A zanas Carlos de CarValbo Gama.
Major Francisco Antonio de Souza Pinto.
Aeoente-corooel Romeiro.'*
as exhalacOes Br. Salvador Crrete de S Benevides.
Nos vos rogamos, Dos, qne assim como ten-
dea amparado de modo 13o efllcaz o imperio do fi-
Iho do grande Pedro, inclinis Iambem uma face
risnnha ao reino de sen augusto nelo, que a enta
hora se dispe para cingir o diadema brilhanle que
Ihe legara a anausta filha do Brasil, que fez do
throno portuguez u mais bello exemplo de ludas
ai virtudes sociaes echrislgas !
a Sim, Dos, prolegei n todos os povos da Ierra
fazei eessar as torrentes de sangue que alagam o
yeHio mundo ; prolegei a civilisac*o Efangeliea, a
liberdade plantada sobre oGolgolha por vosso filho
o grande reparador ; prolegei a estes filhos do Ypi-
ranga, que hoje vem deposilar ero voseos aliares as
flores de seu reconhecimente!
* aa
f_ fc ALAGOAS.
Macei 13 de setembro.
Meu araigq.De volte da corle aportei a esla ci-
dade, onde por muito encommodado do corpo e a-
Iribulado do espirite resolvi a nao proseguir sem dar
a mira mesmo algum descanro, sem arredar-de mi-
nha lembranrs as tristes e dolorosas idea do horri-
vel flagello, que disima com implacavel furor a po-
pularSo da desdilosa Babia, e que principiara a des-
enrolar seu negro quadro nos arredores da bahia da"
corte. O meas companheiros de viagem lesterau-
nharain as minhas afflidles assim coma o meus pa-
decimentes nesta viagem j Irasidos da corte, on'de
por esp$i de dous mezes nunca deixei de soffrer
mai uu menos. J l foram esses lempos que eu
olhava com fria indifferenca para ns males alheios,
hoje padejo com o mea semelhanle, principalmente
quando o anjo da morle nos orneara exterminar pa-
rece qne de um s golpe.. A nao ser a con flanea
qu" sinceramente sempre deposilei n.i Providencia
Divina, e alguns exemplos de evanglica resignarlo,
cedo que ea nilo leria resistido a lanos clamores, a
lanas rfesgracu, que ora mais qae nanea pezam
sobre nos! Aqu tenhu procqrado ditrahir o meu
pensamento afaslando-oserapre desse Ihealro de lan-
os padecimentos, de lanas dores, de lanas lagrimas
a Bahia, a infeliz Bahia, onde ha bem pouc lem-
po eiperimentci as mais felizes ensarnes ; n le
lagos de sangue, lagos da mais devotada cordialida-
de prendiam-me como a .almajo corpo, em quanlo
este nao se aniquila... mas hoje lado acaboa ; hoje
s me restara lagrimas pira mim e para um pobre
cadver uma humilde lapide sepnlehral. Agora
mesmo, que Ihe escrevo nlo poso contar meu pranlo
esse pranlo que nio affiige, mais que anima e con-
solla as goniai de um coracao. Meu Dos altos
sao a vosso designios : a vossa vonlade seja cum-
prida ; sollra a humanfdade, mas a vossa misericor-
dia ser sempre Ilimitada!...
E, meu amigo, cumpre que me ria : a sociedade
quer e o dever manda ; cumpre qoe minha dar se
entran110 no intimo d'alma, e qae os labios digam
nlo sinlo uada : sou feliz !
No dia embarcados lodos os passageiros o j em
Trente da Santa Cruz na Barra do Rio, toi-nos inti-
mado que vollassemos. Sahimos no dia 6. Nao posso
Jescrever-lhe esla minha viagem : nao posso.
No dia lo peto manliaa enlrou o vapor Imperador
no porto da Babia ; eu nao a vi senAo quasi a larde
para anda ve-la. Eslava enrolla n'um veo negro:
depois cahio a noile, e o vapor parlio ; e eu, meu
bom amigo, aiedi a Dos que nlo me lirasse o nico
descanso, que nteo poderia ler-o somito.
No dia lacheamos a esla cidade as 10 e meia
horas do dia. Tralei de sillar e aqui estou.
Pretendo fazer o meu Irajeclo pata ahi por Ierra :
parece-me que o que sent toi em sonhos ; nao sinlo
nada, ludo passou.
Achu-me hospedado em casa do nm meu mai dig-
no amigo o Sr. major Paulo'Joaquim Telle Jonior.
Vm. condece perfntameule a importancia e presti-
gio real, que goza em Macei este dislinclo cidadao
para avadar, que'o pobre provinciano lem sido ob-
sequiado geralmente pelos amigos dele senhor, e
pessoas mais grada do lugar, em llengao sem du-
vida a caa a que se ada abolelado. O Sr. major
Telles lie um desses caracteres bem pronunciados da
franqueza e probidade, e mais de uma vez lenho
rccebnl.i provas exuberantes de nu cavalleirismo.
He geralmenle eslimado pelos seo comprovinciano
a como homem poltico fiel servidor da monarcliia,
o Sr. major Telles loin do sempre em todas asepo-
chas nesia provincia uaa eiteio vlenle do governo,
prcslaiidu-llie a mai decidida adhesao e os mai re-
levantes servidos. O seus desatoicoados polticos
to os primeiros a reconhecerem em seu carcter e
independencia social um amigo desinteressado de
seu paiz. O governo nlo deve nunca olvidaros r-
vicos de cidadao como o 9r. major Telles.
He a voz geral j he a experiencia e os toctos que
podem provar, se o qae levo dilo he oa nio real.
Tenlio gustado suuiraaraente, meu amigo, desla
bella cidade : esl com muite vida, e progrid a
olhos vistos-
os dignos maceioenses no geral sao dotados de eoaa .
muita bondade e franqueza ; se o exterior nlo en- Multes iiela fiscal do
gana coma me persuado, elles nao precisan da ci- Recito
vilisagao das corlea para setoxerem conhecidos eomo dem pelo'fiscal' de
extremamente amaveii e circumspeclos, e eu gstlo Santo Antonio. .
manda afTabilidade natural, do qae daquella que Tdem pelo fiscal de
he filha legitima-do niodetnismo. San-Jus
O Jaragua, qua ha aune paasadoa era am pona dem pelo fiscal da
Dr. Francisco de Araujo Barros.
Dr. Francisco Meira Jnior.
Oiefe da l'sessao da couladorla Manuel Claudino
ile Arroxellas.
Major Belmiro de Parlo de l'edras.
O inspector Lisboa.
Jos Bernardo Galvao de Arroxellas.
Chefe da 2 sesslo da contadojjj Ot. HlcarJ*iT
Rosa Lins.
Dr. Flix da Costa Atoraos.
Hr. Prospero Jehovah Cmala.
Dr. Candido Jos de Moora.
Suppltnte.
l.o.....
2......
3.o.....
4.o.....
Etc., etc., etc.
Supplenle, meu amigo, em Macei lio svnonymo
de porleiro: fica na porta, espa, regala os olho,
cora a barba, toma piladas, passeia, ri-se para
dentro, lese alio, escarra com eslrepi.o. perguuti
por mmicase pode eolrarpfie-se de ccoras com
o queixo apoiado as raaos, e os colovellos nos joe-
Ihus magoelisando a roes.....mas os m -eos de den-
tro.... qual nem como ennsa !
Meu amigo, este minha lisia enntein uorae
milita coosideracto, e a provincia nao precisa ...
minhas refiexdea para avaliar o mrito real desses
cidadlos. Um porm, o Dr. promotor jue lem me-
recido as sympalhias geraes, e nao ha desmentido o
cu nccilu que sempre c* tez de sua inteligencia este
realmente bem recommendadp porque he geralmen-
te estimado e tero j prestado seus ser' iros pro-
vincia, alm de que est bem defleadidu por noraes
de lauto peo.
Fui as Alagoas, Coimbra de Portugal com o seu
Mondego ou a bella Olinda de Pernambuco com o
ea gellado Beberibe ; fui ver o meu sympalhieo
amigo Dr. Quintino Jos de Miranda. He elle
sempre o mesmo de carcter sisado, de tbsolute in-
dependencia, ile sympalhias geraes, de aleira eve-
ridade no cumprimento do dever, e de uma vida de
coslumes irreprehensiveis. O Dr. Qainlao he sem-
pre o mearno : olhe que nlo sou eu quera digo cala
consas ; slo os bons alagoanos, de qaem aqnell
magistrado ha recebido as mais decididas mauifesta-
ces de amizade e cunfiauga.
Mea amigo, dizem, e eu creio, que o mui dislinclo
Dr. Pedro Antonio breve ser nomeado iniz de di-
reito de uma das comarcas desla provincia, e esla
noticia tem sidogeralmenteaceita comespecial agra-
do, porque aquello dislindu cavalleiro. alem de ser
dotado de am carcter nimiamente sisudo, ede uma
intlligencia pouco vulgar, acresce qae lendo-se col-
locado nu centro dos partidos he respetado por to-
do os alagoanos. qoe abem appreciar nm moro com
os predicados do Dr. Pedro Antonio. Eu toco voto
para que se-realisem os desejosde lodos os mado-
res do mrito, e a magistratura lenha mais nm or-
namento que a represente.
A salubri lade continua inallerjvel, gracas a Dos:
a junte de sslubridade, o aclivo, e inteligente pro-
vedor de saude, e ao clima benelicu do lugar.
Mo sei, se lem sido, pelo que tem havido qae
cessaram as reunies que constantemente haviam en-
lre as Pamilias de primeira plana nesla cidade. Nlo
lie prtenlo aqui desconliecido s senhoras o hom
gosto de sea loiktle ; vestem com grayii, e nalureza
e o atractivo da sens ademanes condiz perfeilamenle
com os encantos natoraes da localidade, e ainenida-
de de sua pstelo. As maceioenaes nem tem o rao-
renismo oriental das lilhas do ul, nem o alvo geor-
giano das norlistas, sua faces slo rubicundas, seas
olho pardos, e sea cabellos negros e ondeados: sao
elegantes, mas um pouco anda acaudadas, o que
em algumas he summamenle bello.
Desculpe-nie por favor o bello sexo de Macei, se
errei na pintura, lenho desculpa porqie toi syslema
este de ilezenho, que nunca acabei de aprender, e
sempre que o quero fazer, ou faltain-me as tinta, ou
n3o tenha palhela.
Adens : se ebegar cora vida he prova ,-el qne nos
vejamos em breve; ainda adeoi.
Seu amigo afleclnoso. n .
{Carla particular.)
PERNAMBUCO.
CMARA MUNICIPAL DO HEGIFB.
Balaago da raaaita a desasa ata cinara aamai-
elpal do Recite aa asas ata jalao ata 1855.
Saldo em 30 de junho de 1855. a:-2459i98
Imporlancia exlrahi-
da do cofre em 24
da julho do cor-
renle..... 750J)000
Exercicio di 184 o 1855.
Imposto de cordea-
346 271
79 a
67 a
86
83
73
115 100
7--yKtO
lyiOO
609000
Boa-Viila .
dem pela ubdele-
gacia do Recito .
dem pela subdele-
gada de S. An-
tonio.....
dem pela subelega-
cia da S. Jos. .
dem pela subdele-
gada da Boa-Vista
Imposto sobre fugo
de artificio. .
Extraordinaria .
Imposto de estbele-
cimentes da fre-
guszla do Becito 58 a 365
dem de labeleci-
mentos da fregu-
zia de Sauto Anto-
nio .....511 518
dem de estabeleei-
lueuto da fregue-
xia da Boa-Viala .
dem de eslaheleci-
menlo da fregue-
zia de Pojo .
dem sobre carrocs.
Multa de 3 por jan-
to sobre estabele-
c i raen tos. ,
dem pela delegacia
do Recito .
lijierniciv de
Imposte de ettebele-
imetilo da fre-
gaezia do Recito 365 a 367
dem de e.labeled-
mento da fregue-
xia de Sanlo-An-
. .ton,.....571 a 572
dem de ealabeleei-
meulos da fregue-
zia da Bo-Vita.
Multas de 300 por
' cenlo sobre est-
betecimenlos ,
52a 53 aiooo
13 a 17 329000
66 89000
5 a 16 1609000
55 89000
80 89 3 129000 13*800
369000
289000
166 a 168 109000
22 55 a 57 29000 180000
65 a 81 19630
9 a 12 3090(10
de 1853 a 1854.
607*830
101)000
89000
193 a 194 69000
650i656 489000
365 a 368 149000
89000
21800
Uxercicio d 1852 a 1853.
Imposto de estabele-
cimenlo da fre-
guezia do Recite.
dem de estobeleci-
inento da fregue-
sa de S. Antonio. 565 a 566
dem Je estabeleci-
menlo da Boa-
Viila..... 185
Mullas de 200 por
cenlo sobre eita-
belecimenloi ., 770 a 77 489000
Exercicio de
Imposte de es labe le-
cimenlos da fre-
guezu do Recite.
Mullas de 300 per
cenlo sobre esta-
heleciineolos .
721000
1851 a 1853.
72*X1>
2i3
3900
505* 49000
a 6:753*318
K. 3759000
12 a 13 179000
19 a 20 1:5169898
a 30 27*9168
14 OflUWl .",.-Vl
191 a 59 207 a 70 3361920 8849540
3:4359918 3:3179400
6:7539318
DESPKZA.
Coro o aluguel do Pac). .
Com o expediente e impret-
s6es........
Com a toi ha dos ordenados
relativa ao mai da jaabo.
Om o tribunal do jory e elei-
cOei.........
Com luze para aa priaes des-
te cidade ......
Com limpeza e coicamente
da mas.......
Com evenluaes ....
Saldo em 31 de julho de 1855
Cmara municipal do Recito t de agoste de II
O contador, Joaquim Taearet Rodooalho.O pro-
curador, Jorge t'icler Ftrreirm Lope.
REPARTIQAO OA PtTUCTIA.
Parte do dia 26 de setembro.
Illra. Exm. Sr.Levo -ao conhedmenlo de V.
Exc. que das dtfferenle parlieipacOes hete recebida
neta repartirn consta lerem ido preso :
Pela subdelegad da freauexia de Santo Anto-
nio, o bespaohol Francisco Xavier, por jogos pro-
hibidos.
Pela subdelegaeia da (fregoezia de S. Jas, Ma-
na Francisca, por briga.
Dos guarde a- V, Exc. Secretaria da polieia de
Pernambuco 26 de elembro de 1855*.Illra. e Exm.
Sr. conselheiro Jote Bento da Cnnha e Figaeiredo.
presidente da provincia.O chefe de polica, Luis
Carlot de Paita Teixeira.
COHUICADO,
REVISTA JUDICIAR1A.
Jury do Recite,
Dar um esbozo do trabalho da prextma pasta-
da sesslo do jury, tal he s estopo que temos era vis-
la sahindo do sileucio de nosso gabinete, eservindo-
nos do poderoso auxiliar da palacra para fazer-ni
entendidos por quanlos ae dignirera dispon!
poucos momento de sna altensio. E uem foi
desejo do ceUbrir-aa qae a isso oes irop.
que muitu amamos a obseurrdade em que vivemos
para della sabir Uto precipitadamente, como de a
sondo que apreciamos ; alm de qoe condecendo
nossa insulucieucia para tal empreza, de proposito
occultamos o nosso nonas. Carao, porm, nlo ha ef-
feilo sem causa, mistar se faz qoe asigoatemsi ama
ao apparecimento da presente publicarlo. .
A pablieidade pela imprensa dos (ribaldos de
qualquer tribunal he a nono ver de ama nulidad*
e imporlaucia inconleslaveii; e nio no demorare-
mos em .demonstrar semelhanle prepoeteAo porque
ah esblo a reoitlai e gazetat dos Iriliaaaes de
lerenle paize, as quaes oceupaudo-se de igaaes pa-
blicaces, provam onusto asearlo.
Enlre h, porm, tem ido tel'a locarte, que e-
nhum Irabalho conhecemos desse genero, a a
o resumo do expediente da relelo e Iriaxji il do
oommercio, ao passo que ojury,nica ios!
dicial-democralica qae possuimos. viva ahi desam-
parado, em considerarlo, ta completa abatmen lo
e decadencia como planta parante em terreno argi-
toao.
E quem nao v qua a depreeiimenlo de Uo aabli-
me itisliluito nasce da pouca, ou mobnma 1
tancta em qae a temos T
Lan^ai. os olhos para a Inglaterra e vade eomo se
ella ufana par ter ido a creadora e laalatVlll desse
grande pensamento que tez consistir saa asseuc
serem os juize iguazsaos qne peranle ellas ala 1ra-
zido para erem julgadrs. La por cerlo nio
hornera algum que se nao compenetre da importan-
cia d um direito qoe ns faz simbolvsar a jnslica,
lornaiido-o jaizes de sens semelhanles.
0 que e pesia no meio de nos he de nalureza mui
diversa ; porquante a mor parta daqoetles qoem
a le outhorga um lal diruilo, tonga decoroprehen-
der u sua magnilude, considera camo orna obriga-
c.io onerosa e osupporlavel a faneclo de jmjs de
fado, e dahi o doaejo de ublrahir-sa aa exercicio
della. pretextando motivos muitas vexe frivolo,
que intelizmenle slo atlendldo pelos juizes de di-
reito, quasi sempre facis em conceder dispensa a
quanlos requerem. Nao ae diga qua alteramos a
verdade porque nada dizemus que nao poseamos pro-
A tei, fazendo excepflo de diversas pessoas, que
nao podem ler juizu de lacio, no comprelietid
nella os empregados de dilferente reprtir;us pu-
blicas, cerlameule porque nenhama iacompatibili-
daite enconlrou nesaa difTerentes luncr/iea ; ettlre-
tanlo, observa-se que slo elles quasi todos dispen-
sados de servir no jury i reqoiti|o de seus chefe, o
queeffeclivameule du lugar a muilos sorleamenlos
n uma mesma sesslo para se completar o numero le-
gal, viudo desl'arle ella a dorar, am vea da 15 das,
23, como a que ltimamente leve lagar. Nenhuma
razio achamos que justifique semelhaute proced
ment, porquanlo o arbitrio dado ao juii de dlreilo
para dipenar por excusa legitima nlo se eslende
ao ponto de jnlgar incompalivei na servico do jo-
ry os enipiegados pblicos. Oulra razio no oceor-
re am favor do que dizemus, elie, qae se algum pre-
lu.zo pode liaver para quemexerce e Ingar de juiz
de facto, he certameitle pira oa qne nao ccupam
empregos pblicos, por isso quaesles nenhuma per-
da solteem em seu, ordenados, emquanlo os outros
periencendo a classe dos arlistaa, negocianla., m-
dicos, advogados, ele, deslocam-sa de suas oceupa-
toes, e aolTrem alguma coma em en inleresse, o
I"8 s.un.lc'antemnle compensado pelo exercicio
de um direite, que Ihes proporciona vantageo qna
por certo nlo exisliaiam se acano o poder de jnlgar
perlcncesse exclusivamente i joizes Miradas.
1 ara que, portento, ojury asuni" a importancia
ojie Ihe he devida, indispeniavel ie fax qne lodos es
funecionarios que o compOe, bem longe de o consi-
derar como um sacrificio exigido pelas leis, e que
deve ser Cada dia restringido, se eenv.enc.am de qae
nenhuma inslituicalo ha que traga maior somma de
beneficios sociedade e a cada individuo am parti-
cular do que aquella que poderosamente conlribue
para restabelecer a urdem, fazendo com que a li-
berdade, a honra, a vida, e propriedade do cida-
dlos, uio sejam impunemente atacadas pejes qae as
julgam noraes rloie sem realidade.
Eli a caos qua aos moveu a dar uma noticia e
apreciar os tribalhoa, qne ha pouco tiveram losar no
jury desta cidade.
J'ulgarass qne nenhama offensa se ft s pessoas
que nelle lomaram parl dando maior publicidad
ao seu aclo, vi.to qae, sendo elles filho de boa.
intentos, nenhitm pejo podem causar aos atoa au-
toret.
Entremos em nona reviste.
Ai honra do primeiro dia (31 de agesto} eo-ibe-
ram a Jos Venceslao de Santo Antonio, qna apezaf
de recommendar.se pelo nema a santo lie milagro-
so, cahio na tentedlo de tratar ama toca de poste,
com a qual foi apandado em flagrante. Jote Ven-
, lt .!
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PIMO DE PEMMBUCO QUIHT FEIRA V OE SETEMBRO DE IISS

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cesin lie uin crioulo, de seus 40 annoi, nao lem
physionoinie de ptrverso, loquaz o (agamia so ri-
gor da exprefta. A cada pergunt i que se Ihe fazia,
responda com um discurso auimado e cheio do
ai arrebatad tres rasgos de flaquencia Elle, ci-
dadSo pacifico, hometn trabalhaor e amigo da ha-
mauidade, ni poda tolerar qun o argoissem de
crime por ?uelle innocente faca. Estfela, da cu-
ja prolijo lita os meioa de subsistencia, linha de
Mliir naqoella ujile quando foi encontrado Has Cin-
co Ponas enlre ii gente que oavia u mutica locar o
recolher; levav, poia, a faejuinha para sua sega-
ran ce obngado pelas eircuaisltncies.
Como rearo o leitores, foi tile julgamento bem
. poaco imprtame, nem os debates podiam oflereeer
interesse. O Dr. Moraes Carvalho advogido da
defeza, defeudeu adapladamente ao aaiumpto, no
que he grande pelos recortes de no talento da
cooliouada prlic que tem, foi ao repetido e ge-
raes abuaoa que fazem daquelle artigo da nosaa la-
gi'lac,4o criminal, lettra mora, conlou urna histo-
ria que Ihe tercos ouvjdo muitas veaai do augeilo
qoe no jury de ama dai nosaas coraarca foi dispen-
sado do jolgamento e mandado embora, porque 01
jradcs,cad um das quaea mostrou a aaa de Pasma-
do, nao podaran) tolerar que por aqoelle Tacto se
acctisaua um po.ire homem, e finstmenle eoafir-
mando a tutrracSo do aceusado, invocou a disposiro
doart. 3 do cod.
O Dr. promotorc porem, para repellir a defeza
deste ponto apreieolou urna doulrina nova, que nao
admitlida aem o mals grave corapromeli-
mento da juttica. sobra a qual nio nos podemos
lartar >o desojo Je diter duas pilivras. Consiste
saraeltvaate doulrina ara que a defmii-ao do princi-
eatabelecido no artigo 3 do cod. penal existe no
t. 14 e seus partgraphos, de mentira que a dispo-
daqoalle arl. a pode ser invocada quaudo se
bm deslaii circumslanciai. o que [ora desles
dasos nio pode o juixde direilo tai* o quesilo re-
lativo a intencia do acensado e ao conhecimento do
.mal, que nao be quasUo de faci. Apoiou-se o Or.
aotor em om aeeordaoda relacao do Rio de Ja-
o, que consagra semelhante doulrina, e vera
formulario ltimamente publicado ; mas
lamento |>arocea-nos bem fraco : urna deci-
la n(o pode constituir areslo, e eslabelecer
Ms. Convert pois apreciar esta doulrina em si
segundo oa principios de dlreito. Ser ella
NSo. Em oosso pensar a Doa raza a
nn, nlo obstante o respetto devido ao tribu-
nal que tal decs;* proferio.
Ho, sum o elemento moral se nao pode
delicio, como deitar-se de allegar a falla
elemento en\ defeza do aceusado 1 Nem se
que oo he a apreciarlo de iutenc.au orna ques-
ato, he pela apreciacao do facto e suas cir-
lancias, qoe se pede entrar no cooliecimento da
do agente, se esta atlrbuco nao perten-
juizes;de facto, nullificada ficaria ia mis-
| eet* apt eeiaeo nao compele aos jurados,
*ot competir, aos juizes de direito, cuja
o;ao limita se a appiiccJo da le ao fado.
as as vetes portento,, qoe circumslancias do
deeuonslrarem que nao houve conhecimento do
aera inlencsjp de o pralicar, entendemos que se
lo pode deixar Ce formular um qontito nesse sen-
aperamos que o Srs. Dr. juizes de direito
aro-so inlellfgencia a autoridad* de om
solado repugnante boa razilo.
dos parece certo o priucipio de que as cir-
asjustificativas do art. 14 sao os casos
que he licito ao acensado allegar falta de
Mulo do mal ; pelo contrario a maior par-
I circunstancias auppoe a existencia de
l razio eslranha a falta da inlenc.lo.
opio o caso de legitima defeza, pde-se
er qoe ido existe o conhecimento do
inlencio de o pralicar '.' Nao ; o ag-
ilculon que o golpe tirarla a vida ao
e nio obstante o desfechou ; nfjhhe
Silla de conheter o mal qoe fazia, que^nti-
:to, porem a collisao grave e solemne em
aohoo-se de malar ou morrer. Entretanto ao
que a razao das justiticalivas nao provera da
neas, entras muitas circumslancias lau
ni quanta poetan ser os actos humano e que
mencionados naquelle artigo, podem dar-
clarara e manifeslnmente.o conheci-
wl, a iotencao de eommetter o delicio.
Uto nio precisa de demonstrarlo.
bamos proferido muitas blasfemia* as
deraces que ficam expolias, pois romos
1 em materia de que pouco entendemos,
leceu, console-se o leitor, porque de-
pois que leo, ja nilo lem remedio.
a os debates e precedidas as formalidades
ry entendeu que nao obstante os pro-
censado. nSo obstante os cinco mezes de
Iridoa, nao obstante a impunidade do
lo em mullos casos, devia fazer sentir
loque oirimerodeveV do cidadao lie obe-
la quaea devem ser respeitadas tui-
na pode, as Dio ravogar, e em nosso
cou&i oio devia fazer porque em ver-
il de pona nao tem boni presumo, he
criminoso quo *e deveni muitos tllen-
i perdieto de muila gante, o faci eslava
t circunstancias uo eslabeleeiam com
uiencia do aceusado. Ira elle em
ndaquefosse, linha Huerica da auto-
nda armado? Nao seria esse uui facto
f Er; precito pois ama Jir.osinha, como
dias de priiSo, grao mnimo do srl. 97
.do cod. penal, combinado com a le de 6 de outo-
131. Pata lato foi mistar'qoe os senliores
catata t aggravante da uoite, gracas a
aque temovisto lgons donlores a I ti -
note reeorrerem, t que nao sabemos se ser
i,certas azgravanles so aHeclam a
nslidade qdindo procuradas de proposito,
ja un nlo catholiea a theoria uo he
ivorsinhc desles que se ha de perder a pa
tne. FiqtKmos [or hoje aqni.
acta Sr. aVyeatrta 4a ^UbstqaarejtM
Y-
r
A nilureza tm H contempla um anjo
Ha* ara oa aojas piacis nao valem.
{Terree Handeira.;
no azul selim marchando
Ver I oa de estrella* cortejada,
To aaesgar*la64*a-*dosa se ostentando
Ueitando ver a face enamorada :
Mi helio he ver-le, anjo, quando pitas,
I,lo cheia.de requebr* e denguices,
l litio te u h as, te rlectrizas
g'irbo, loor^inia, com uieiguir.es.
Se ha bella na pomar ver prastnleirn
Mil floret odorferas derramnrem,
Etpargiram fragraote e doce cheiro,
To ri-onhas 8 h gres te embalarem :
ver, rato bem, o seditcirres
ilaro, roe teduzem
ises i epassadas de' clulrores,
Ao mundo das dolicias me eonduzem.
> ematiato perterntar
I canil re* d'alm.i aurora,
ron gorgo, em sen trinar
melodia-a mals sonora '
he, casta virgen), perscrular
O dor /. em roeigo riso,
Qo* desprende ternura singular,
> paito humane de improviso.
Se he bello contemplar enlhnsiasmido
O sol ardaudo em fogoque detpnnla
t rubras naventmarchetade
De rnbinsque j tebe e se remonla :
liello be ver fnlgir dos labios leus
Um anrrtw de encantos dlvinaei,
Que iiimtiile im llar pdem os tea-,
S os sujos, e na Ierra ninguem mj'u.
Anja, acalla, modello de candara,
Sede) lao maa>)ainha, mas sincera,
lerecS um peito de temara
Ca pillo qo* p'ra amar-te a vida dera.
itii, que na vida um s ioalanle
Na* posan ruriir-me ao leu amor ;
O fado condemnju-ma a ser amante,
.Qne fazer, sena aoier-te com ardor !
Perddi, st be erime cnnfestar-le
cnta piixia, o meu gemer ;
Be, dcxulpa, que de amar-te
Nao poseo desistir al morrer.
Redle 25 da setembro de 1835.
Eia os caracteres principies dessas duas especies
desconhecida nos nostos climas lemperados :
a. A lepra anaislhetica nunca aprsenla luber-
cnlos ; come; sempre por um entorpecimenlo das
extremidades ; a pella dessas extremidades, em vez
de lornar-se ^unrlda e eadurecer-ae, adelgaca-te
ndoas esbranqul{4idas e acintenladas uella appare-
c*m ; as onhas te alloram e desfigurara : mais
tarde sobrevem a queda da* phalanges. ^^_
. A lepra vermelha principia por urna nodoa
vermelha, que comer na rait do* cabellos, perto
das fonles e frente, eslendendo-te depois ao nariz e
ngulos dos olhos, lornando-se por fim lobercu-
laaa.
O aotor fe uumerosas experiencias com o guano
e assac, e infelizmente essas experiencia no po-
deram senao confirmar o axioma de Houllier :
Confrmala elephantiat non curatur.
REVUE DE THERAPEITIQL MEDICO-
CHIRURGICALE.
LepraO Sr. Giben l um relalorio colleclivo
acerca do qualro memorias relativas a esla moles-
tia. Duas dessas memorias nao apresemam inters-
se algum. A tercelra, devida ao Sr. Dr. J. d'Aquinn
Konseca ( provincia de Pernnmbuco ), encerra uteis
observac,oes pathologicas, mas remala com a a filie i i va
conclusao: Elephantiasii-confirmata non curatur.
A quarla enviada pelo Sr. Lpine, pharmaceulico
de primeira classe da marrana Imperial, conten o
resumo de observares de ca.os em que a elephan-
tiasis foi tratada pelo hydrocolyle-asialico. O rela-
tor crO que sao anlcs melhoras do que verdadeiras
curas que se aeham exposlas nesse Irabalho, e Ihe
parece que se deve suspender seu julgameulo defi-
nilivy. Elle propfle, em deQuiliva, que se dirija
nma carta de agradecimeutos aos Sis. Fonseca e
Lpine, ec>ueseus Irabalhus sejam depositados nos
archivos da Academia. ( Adoptado. )
Commissao Poitagueza de benefi-
cencia.
leudo de ser publicada a lisia-dos Srs. subseri plo-
res para o Hospital Portugnez Procttorio, roga-se
aos meamos seiihorfg se dignem salisfazer as snas
assignaturas, al sexla-feira 28 do correulr, a qual-
quer dos Srs. membros das.commisaOes, encarrega-
dos dssubscripee,ms especialmente no Recife aos
Sr. Jos da Silva Luyo e Manoel dos Santos Piulo ;
em Santo Antonio aos Srs. Jos Moreira Lopes e Ma-
noel Francisco da Silva Carrito ; em San Jos, aos
Srs. Jos Joaquira Lima Bairao, Jos Piulo de
Magalh.aes e Joaqoim Luis dos Sanios Villaverde; e
na Boa-Vista ao Sr. Jo3o Luis Ferreira Ribeiro. *
U, senhores que nao subscreveram, por qualquer
raolivo e quizerern concorrer para 13o pi instituto,
podem dirlgir-se em carta ou vocalmente ao presi-
dente da Commissao Porlugueza de Beneficencia, o
Illm. Sr. Dr. Jos do Almeida Soares de Lima Bas-
tos.
Sala das sestoes da Commissao Porlugueza de Be-
neficencia 22 de setembro de 18S5.
Manoel Ferreira de Souza Barboza,
Secrelario.
COMMERCIO
PRACA DO RECIFE 26 DE SETEMBRO AS 3
HORAS DA TARDE.
Cota toes offieiaes.
Hoje nao houveram colacoes.
aLFANIEIA.
Reudimenlo do da i a 23 302:1603*88
dem do dia 26.......10:4739897
312:6349585
Dttcarrtgam hoje 27 de eelembro.
Barca inglezaLady kednairdcarvao.
Brigu* ingleztfaller Bainebtcalho.
Escuna inslezaHonestamarcador i as.
Sumaca brasileiraloriencia fumo e charutos.
Brigue francezAlmamercadorias.
Impon ac o.
Hiato nacional iVoao Olinka, vindo da Babia,
consignado a Tasto & IrmAos, manifeslou o se-
guinte: s
50 barricas genebra ; a J. Keer ti C.
3 volme* chitas, 1 quarlola azeite de dende'. 6
caixas charutos, 1 sacco colla, 42 fardos fumo, 200
eaixaa charolo, 10 saetas cafe, 5 pedaeos cedro pa-'
ra caixas de charutos ; a ordem.
CONSULADO CiKHAI..
Reudimenlo do dia 1 a 25 10:6804233
dem do dia 26....... 904$58l
11:584&8U
lf I VERSAS PROVINCIAS.
Rendimento de dia 1 a 25 .
dem do dia 26.......
(.919589
9
6915-589
RECBBEDORIA DE RENDAS INTERNAS E-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia 1 a 25 18:19:19221
dem do dia 26....... 4775434
18:6709655
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dia i a 25
dem do dia 26
18:3729813
1:6649970
-20.0379HI3
N. 5. Dila. dita..............999000
N. 7. Dila, dita..............869400
N. 9. Hatillo 'Alvos; de Miranda Varejao 75000
N. 13. Francisco Brandao Paes Brrelo. 439200
N. 17. Irmandade do Espirito Santo. 189000
N. 19. Joaquim Bernardo de Figuereido. 289800
N. 21. Dilo, dito.............II99IOO
MQVIM^NTO DO PORTO.
Nados sahidos no dia 26.
ParahibaHjate brasileiro Cunceicao Flor das Vir-
tudes'i, mestre Izidoro Brrelo de Mello, carga
zendas e mais gneros.
111 Mano 111 fii^in 1 Mara Jasen, capitao Jo-
s] Ferreira l.essaTranaa assucar e mais gneros.
Pajssageiro, Belarmioo dosStwtos Pinheiro.
EDITAES.
1:4549886
fc para constar se mandn affiar o preseoie, e pu-
blicar pelo Diario. Secretaria da Ihesouraria pro-
vincial de I'ernambuco 12 de setembro de 1855.
O secretario.
, -< F. Annunciacio.
0 Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial
em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda convidar aosproprielarios abai-
xo mencionados, a entregarem na mesma Ihesoura-
ria no prazo de 30 dias, a contar do dia da primeria
pubhcacao do presente, a importancia das quolas
com qoe devem entrar para o calfamento da ra do
Rangel, conforme o disposto na le provincial n. 330.
Adyerlindo, que a falta da entrega voluntaria sera
punida com o duplo das referidas quotas na confor-
midade do arl. 6 do regulamento de 22 de dezem-
bro de 1854.
M. 2Ordem terceira de S. Fran-
cisco...........
N. 4. Benta da Couceic^lo Ferreira .
N. 6. Domingos Jos da Silva .
N. 8. Theolonio Flix de Mello. .
N. 10. Carlota Eumenia da Concei-
{3o...........
N. 12. Herdeires de Thereza de Je-
sns...........
N. 14. Irmaudade das Almas do Re-
cife ,..........
N. '16 Ezequiel Franco de S .
N. 18. Francisco Anlonio das Cha-
g...........
N. 20. Herdeiros de Josepha Francis-
ca RosaJ. .,........
N. 22. Francisco Anlouio das Clin -
.ga.............
N. 24. Irmandade das Almas do bair-
ro de Santo Antonio......
N. 26. Manoel Anlonio Monleiro de
_ Andrade..........
N. 28. Antonio Jos (iom.-alves de A-
tevedo ......... ,
N. 90. Vlnva de Miguel Jos Ri-
beiro...........
N. 32. Ordem terceira de S. Fran-
cisco ..........,
N. 34. Paulino da Conreicao. .
N. 36. Antonio liypolito Verbosa. .
N. 38. Viuva de Domingos Jos Bar-
bosa ..........
N. 40. Joao Moreira Marques .
N. 42. Manoel Jos da Silva Braga .
N. 44. Jos Leonardo. '.....
N. 46. Jos da Fonseca e Silva .
N. 48. Joao da Silva Moreira : .
N. 50. Dr. Alexaudre Bernardino dos
Beis e Silva........
N. 52. Tiburcio Valeriano Baplistn .
N. 64. Mara Joaquina do Mucedo
Mello...........
N. 56. Francisca Thomaziada Concei-
30 Cuoha....."...
N. 58. Patrimonio dos orphaos. .
N. 60. Mara Joaquina Machado Ca-
valcanli..........
N 62. Jos Joaqnnn de Novaes. .
N. 64. Bernardo Antonio de Miranda.
.Y 1. Alexaodre Jos da Silva. .
N. 3. Mara Candida Viauna e on-
tros...........
Mara Adelaida de Lemos
a Mara Leopoldina de Lemos .
N. S. Antonio Ferreira Piulo .. .
N. 7. Joao da Silva Moreira. .
N. 9. Anlonio Domingues d'Almeida
Pacos...........
N. II. Jos de Barros Pimenlel .
N. 13. Filhos de Jos Ramos de Oli-
veira...... ...'..
N. 15. Ordem terceira de S. Fran-
cisco ..........;
N. 17. dem, idem.......
N. 19. Irmandade do Santissimo Sa-'
cramento de Santo Antonio .
N. 21. Joao Piulo de Queiroz. .
N. 23. Anna l.uiza da Konseca. .
N. :. Jo' Gonralves Ferreira o Sil-
va...........^
N. 27. Delnquela Eumenia da Con-
ceicao..........
N. 29. Jos Goncalves Ferreira o Sil-
va............
N. 31. Antonio da Silva tiusmao .
N. 33. Herdeiros de Jos Lopes d'AI-
buquerque.........
N. 35. Jos Antonio da Silva Quei-
roz ...........
N. 37. Lourenco Joserde Moraes Car-
valho...........
N. 39. Ordem terceira de S. Fran-
cisco......'.....
N, i I. dem, idem.......
.43. Herdeiros de Joaquim Jos de
arias...........
45. Viuva de Joaquim Luiz de
Mello Carioca........
1 47. I.udgero Goncalves da Silva .
. 49. Joio Moreira Marques .
51. Paulo Caelano de Albnqoer-
que .' ........
53. Dami.ln Goncalves Rodrigues
Franca .........
Joaquim dos Reis Gomes. .
N. 55. Thomaz d*Aquino Fonseca .
Ni 87. Herdeiros de Aotonio Francis-
co.Branco .........
Y 59. Manoel Figueiroa de Faria. .
N. 61. Clara Mtria do Espirite Santo.
N. 63. Herdeiros de Francisca Mar-
garida dos Prazeres
N. 65. ManoejJtutJtJMnrSrrva Fi-
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria da fazenda
dc^la provincia manda fazer publico, que lem de
arremalar-se de venda, nos termos do alvar de 14
deljaneiro de 1807 e urdem do tribunal do Ihesouro
nat'ional, os bens pertencentea a capaila vaga de N.
S. Ho Soccorro, sita em Ierras do engenho Soccorro,
na Iregoezia de Santo Amaro de Jaboatao, e qoe os
prelendentes deverao comparecer peraule a mesma
ihesouraria nos dias 2, 9 o 16 de onlubro prximo
vindouro ao meio dia.Thesoornria de fazenda de
Pernarabuco 26 de setembro de 1845.
Helaran dos bens a que te refere o edilal supra
Vm pralinho de prata avallado em
Um sino pequeo de bronto, .
Os maleriaes resallantes da capella
e restos das paredes desta .
50 bracea de trra em circunferen-
cia a mesma capelln .
O offlcial maior,Emilio Xavier
Mello.
f
69000
309OOO
3009000
3509000
Sobrara de
189000
lajooo
279000
499,500
579600
I89OOO
169200
259200
169200
619200
189000
419400
519000
25920tj
528500
259200
219600
899100
599100
525200
14*400
20920O
849000
I698OO
509400
.509100
5I9OOO
6O9OOO
7.59000
459000
6090tK)
3OCO00
22^500
119250
119250
829.500
529500
459OOO
1269150
1049400
639000
289800
259200
BfOOO
259200
309000
309000
28/80i)
189000
149100
259200
489000
' 219600
259200
5592OO-|
10.53000
959700
28J800
289800
109800
109800
18/000
5B920
971800
259200
que os podem raalisar nesla repartirlo al o flu do
pre.-cule mez, lindo o qual pattam a ser executados
lodos os que deixarain de pagar os do aono do 1854
a 1855.
BANCO DE PERNAMBUCQ.
O Banco de Pernambuco sacca sobre
a praca da Babia, e contina a tomar
lettrs sobre a do Rio de Janeiro. Ban-
co de Pernambuco 25 de junho de 1855.
O secretario da direccao, J08O Ignacio
de Medeiros Reg.
O conselho de adminislracao naval contraa
para fornecimenlo los navios armado, barca de es-
cavacao, enermana e praca* do arsenal, apor lem-
po de tres mezes, o segrate* gneros : arroz bran-
co do Maranhao, assucar braneo, dito refinado, azei-
te doce de Lisboa, dito de carrapato, agurdenle
branca de 20 graos, bolacha, bacalho, caf em grao,
carne verde, dita secca, farinha de mandioca, feijao
mulalioho, lenha de mangue em achas, paes, touc-
nho ile Lisboa, viuaure de Lisboa, estearinas em
velas e carnauba em ditas : os que se qulzerem pro-
por a dito fornecimenlo, comparecer as 12 horas
do dia 27 do correle, oa sala dis sessoes do conse-
lho, munidos das amostras e propnsUs em que de-
claren! o ultimo preco, e quem seus fiadores. Sala
das sessoes do conselho de administraran naval em
Pernambuco 22 de setembro de 1855 II secrelario,
Christocao Santiago de Oliteira.
AVISOS MARTIMOS
Real Companbia de Paquetes Ingleses a
Vapor.
No lde outu-
thro espera-se
da Europa, um
dos vapores da
Real (', 11 ni i -
nbia, o qual de-
pois da demora
do costume se-
g u i r i para o
sul : para pas-
sageiros, ele, trata-se com os agentes Adamson Ho-
wio & C, na roa do Trapiche-Novo n. 42.
Para o Rio de Janeiro segu com brevidade o
brigue brasileiro Adolpho; para carga e passageiros,
Irala-sa com Eduardo Ferreira Balthar, ra do Vi-
gario n. 5, ou com o capitao Manoel Pereira de Sa,
na praca do commercio.
Para o Aracaly e Cear o hiale nacional Exa-
larao pretende sahir al o da 29 do corrente : qnern
no meamo qniter carrejar ou ir de passagem, diri-
ja-se aos consignatarios, na ra da Cruz, armai.em n.
15, ou com o meslre uo trapiche do algodao.
LEILOES
Y 67. Mara Antonia da Cruz Bran-
co........ '. .
N. 69. Mara Goncalves Ferreira e
Silva. ..........
N. 71. Joaquim Jos da Costa Kajotes.
N. 73. Filhos de Manoel Jos de Bas-
tos e Mello e'oulro.....V*
N. 75. Thomaz de Carvalho Seares
Brandao......... ,
369000
36/000
369000
189000
68a100
72/000
549000
3:0199350
E para constar sa. mandn aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Francisco Anlonio Coelho far leilao, por n-
lervcnvao do agente Oliveira, da mobilia emais ob-
jectosdo seu estabelecimenlo de hotel, sito na ra do
Trapiche Novo n. 9, coniislindo em sofas, cajleiras
usuaes, ditas de bataneo, mesas de meio de sala, nm
riquissimo panno para ditas, bancas para sof e de
jogo, consolos, um excellenle piano inglez, mesas
elsticas para jantar, aparadores, uanla-louras de
mogno e de amarello, marquezas, toucadores, espe-
Ihos, lavatorios, commodas, relogios para cima de
mesa e de parede, ricos jarros de porcelana de lodos
os tamanhos, lanternas, globos, andarellas e lustres,
apparelhos de porcelana para jantar e sobremesa,
para almoco, garrafas e copos de crvslal, machinas
de limpar facas, e oulrns muitos oojectos asss oe-
cessariosao uso de qualquer caa de familia: quin-
la-feira, 27do correle, as li horas da raanhla, no
indicado hotel.
O agente Oliveira far leilao publico, por or-
dem do Illm. Sr. inspector da alfandega, do cnler
Esperanca de Beberibe (que servia de barca de vi-
ga) com todos os seus aprestos, tal qual seacha fon-
deado junto ao trapiche da dita alfandega, ondeos
prelendentes podem examina-lo com nnteciparo
sexla-feira, 28 do correte, ao meio dia em po'nto.
110 indicado trapiche da alfandega.
Joao Baptista de Barros Machado/
transferio o leilao da sua taberna, sita na
ruado Nogueira n. 49, que tipha lugar
segunda-feira 24, para quinta-feira 27 do
corrente, as 11 horas, sendo os objectos
existentes na dita taberna divididos em \o-\
tes. a vontadedos compradores.
. O agente Borja autorisado por despacho do
Illm. Sr. Dr. juiz de orphaos, proferido em reque-
ciuem forem olletecidoi, de os levar a ra
do Rangel a. 59, segundo andar, ou nesta
typographia, quesera'generosamente re-
compensada, e promete-se guardar se-
gredo.
Precisa-se de urna ama para casa de
pouca familia, que saiba bem lavar een-
gommar, e que laca o servico das compras,
prefere-se escrava : na ra do Rangel n.
59, segundo andar.
Clara Erminda da Silva, cordealmeute agra-
dece a lodas as pessoat que assistiram ao en-
terro e stimo dia de seu presado marido An-
lonio Diatda Silva Cardeal.
Precisa-se de ofliciaes de alaiate : na
ra da Madre de Dos n. 36, primeiro an-
dar.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acha-se a venda um resto de bilhetes
da lotera 56 do Monte-Pio, que correu
em o dia 24 do presente. As listas virao
pelo Tocantins ou lmperatriz do dia
1 de outubro em diante. Os premios se-
ro pagos a entrega das listas.
Deseja-se fallar com o Sr. Francisco Theodoro
de Macedo, a negocio de seu ulerese : na ra da
Praia serrara de Constantino Jos Roposo.
ROUBO.
Roubgram do abaixo assignado urna carleira con-
tando 6 ledras, sendo' urna sacada por Fox Brothers
e aceita por Jo;c dos Santos Neves da quantia de
23792OO, a vencer em 30 de dezembro do correga
anno, outra aceita pelo major Antonio da Silva Goi-
raao e sacada por Joo Piolo de Lemos Jnior, da
quantia de 2:0009 rs. a vencer em 27 de dezembro
do corrente anno. outra aceita por Pacheco & Men-
des, sacada por Jos Anlonio Bastos da quantia de
5:4508000 rs. a vencer em 14 dosmaio de 1856, to-
das 3 compradas na ca Silveira h C. outra aceita pelo capitao Francisca
Delitado Borba, da quantia de 200*000 ja vencida,
outra aceite pelo capilio Antonio'Vicente de Arau-
jo da quantia de 2009000 a vencer em 30 de marco
de 1856, oulra aceita por Ignacio dos Sanios Fon-
coca enilor-dd pelo coronel Francisco Correia de
Barros, da quantia de 6808000 ja vencida, e mais
diferentes papis : roga-se >s anloridades policiaes
ou oulra qualquer,pessoa que.aprehendarleve acasa
de cambio|dadito Silveira.que ser gratificado adver-
ando que j estn prevenidos ns aeeitanlea para a nao
pagarem se nao ao abaixo assignado.
Francisco Correia Vieira.
Ao publico.
O abaixo arsigondo, como director das partidas
que tiveram lugar nn dia 7 de |julho, e 25 de agos-
to prximo lindo, declara que nada se deve a pessoa
alguma do fornecimenlo para as mesmas partida.
Recife 26 de setembro de 1855.
Pedro Velloso Rabello.
Precisa-se de um rapaz portuguez para|cnixei-
rn de taberna, anda mesmo que nao lenha pratica
do negocio : quem quiter, dirija'-se ao fim da ra
do Pires, taberna da calcada alia.
Aloca-se orna ama forra ou captiva, que se
sujeite n fazer o servico interno e externo de ama
casa de pouca familia ; paga-so bem : na ra do
Hospicio n. 17.
O abaixo assignado, conheceudo que a gratidao
he um dever qoe a todo o cusi se deve cumprir,
vem pelo presente agradecer a todos quantos na lar-
de do da 23 du corrente se prestaram a soccorrer
seu lillio Lycurgo, qoe ia acabando os dias aspbixia-
do em o rio Capibaribe, 110 logar de Apipucos, e
com espeejalidade agradece ao preln Joaquim cabin-
da, escraro do Sr. Claudio* Dubenx, a este e sua
Exma. Sra.,.e ao Srs. Manoel Luiz Alves Vianna
Jnior, Joaquim Ferreira da Silva Jnior, Jos Bur-
le, Narciso Mara Carneiro. Joao Francisco de Sou-
za, Joaquim Fernandesda Silva Campos, Joao Fran-
cisco de Mello Brrelo, Lino- Jos do Reg Braga,
Jacinlho Cardoso Pires, Joao Antonio Vieira, Fran-
cisco Rodrigues de Carvalho, Manoel Gomes da Sil-
va. Joao Francisco Pessoa de Vasconcelos,
Deseja-se fallar ao Sr. Joao BaptisU da Silva
Guimares: na ra do Vigario n. 7. /
Aluga-ae urna bouita casa lerrea, piopria para
pasear a fesla, sita no areal du Poco da Paoellt,
beira do rio : os pretndeme* dirijnm-se i ra do
Vigario n. 7.
Hoje 26 de setembro de 1855, pararte o Illm.
Sr. Dr. juiz municipal da segunda vara, u 4 horai
da tarde, em caa de sua residencia, se bao de arre-
malar algunas hens movis e Mnovenles, tenhorados
a Francisco Mailins Ferreira, por eiecoci<. de Fran-
cisco Jos do Campos.
Aluga se nm grande qoarlo ao lado da toja do
sobrado da ra das (roza*, com porta o ja otila para
o quintal, e porta para a ra : quem o pretender,
dirjase a ioja do dito sobrado n. 39, 00 a Iravetsa
da roa Bolla u. 16.
Precisa-se de um caixeiro qoe tenlia algema
pratica de taberna : na ra da Senzala Velha n. 50.
Ordem terceira do Carmo do Recife.
O prior e mais irmaos da veneravel ordem tercei-
ra do Carmo, contristados pelos males e salTrimentos
que tem experimentado os habitantes das oroviocis
do norte e sul do imperio, victimas da cruel epide-
mia que grassa nesses lugares ; e coubecendo que w
do co se pode alcancar um efQcat remedio para (So
mortfero Oagello, tem deliberado fazer na igreja da
ordem o acto da meclilaeaojdos sote pasaos de Jess
Christo dianle de suas sagradas imagen*, af m de que
cada um,.' dirigindo-lhe fervorosas supplicas poisa
alcancar da miseracao divina o desappaiecimeoto
da tremenda peste que tambem nos ameaca. O aclo
ler principio sexta-feira, 28 do corrente, pelas 7
horas da tarde, eseguindoem lodas as oulrns sexlas-
feiras do mez de outubro, precedendo ao aclo ama
predica anloga ao objecto, recitada pelo Rvm. Sr.
padre meslre ex-provincial e pregador di capella
imperial Ir. Lino do Monte Carmello. Convidara
porlanlo a todos os seus irmaos a comparec rem com
seus hbitos, assira como todos os fiis devoto* dos
passos do Seulior, para que Iodos dirijam tinmilde-
raenle suas supplicas ao Todo Poderoso, e ia alcance
desla sorle o fim desejado.
Precisa-se de 45O&000 a juros sobre ieis mezes
de prazo, dando-se um moleque crioulo, du idada de
10 annos, para garanta : quem quizer anuuncie
para-ser procurado.
CONSILTORIO CENTRAL
Gratuito para os pobres.)
Ra de Santo Amaro, {Mundo-Soco) *. 6.
O Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho di
consullas lodos os dias desde s 8 horas da
manliaa al as 2 da larde.
Visita os enfermos em seus'domicilioi, das jt
2 hora* em diante ; ma em casos repentinos
e de molestias agudas e graves as visitas scrao
fei'.as em qualquer hora.
As molestias nervosas merecen) tratamerilo
especial segnndo meios hoje acousel lados
pelos pralicos modernos. Estes meios exis-
ten) no consultorio central.
. e a par-
rimeulo do luior dos orphaos lilhos do finado Caele< ""a Severina a primeira que ciamou por soccorro, e
no Pereira Goncalves d.i Cunba, em pre-ene 4 di oulras muitas pessoas, s quae cordealrnenle confes-
to.Sr. juiz, far leilau.de varios bens perteacentes "
propric-
Porlu-
acham em
lente enge-
de S. I.ou-
rlavSimpli-
terrea sita na
lIIS
/....

/
t>

L-t ua (azltfmeiirah. de Pars de 21 de jn-
Ibo, t na Recut le ftrapeutique mdico-crurgicult
do !.' de agosto do crrente anno o seguinle :
GAZETTE MEDCALE DE PARS.
imperial de medicina de Parts.
Sostao de 17 de jaiba de 1855.
Prmdenda do Sr. Johtrl.
LEPRA.
bert aprsenla um relalorio colleclivo
versos docu mi-n I os relelvos lepra da
America meridional.
Ells lemkra om relalorio precedente sobre o Ira -
lamento dn leja por meio do attacn no Brasil.
Eose medicamento, experimentado em um doente do
hospital de S. Liiz, que s apreteiitava ndoas ini-
cias* da lepra ( eleplianliasis dos Gregot), foi im-
proficoo. Be verdada que o remedio enviado soh
a forma de caten, do sueco leitoso o de pillas de
extracto ) DOMeia avadado.
O Sr. Giben da conia depois de orna memoria
original dirigida pelo Dr. J. do Aquino Fonseca,
presdeme do Conselho Geral de Salubridade Pu-
blice da provincia de Pernambnci> Brasil.
O aotor deixamlo de paite a lepra doa livros sa-
grados e as nJoas do alphot, do leace e do metas de
11 ippocrales, para oeeapar-to das especies que a ob-
sorvico directa permillio-lhe de estudar, julga de-
vtr admillir Ir. formas distinctas, a saber :
I.* A lepra liberculosa, ou elefantiasis dos Cre-
a opiniSo, que parece condecida
aos mdicos Ara nenes ;
2. \ lepra iinalsthelica, bem detcrlpla por Ro-
binnn, e que dlffere inteiramenle dt precedente,
posto que paree com ella complicar-se ;
3. A lepra vermelha 011 mal do Cavenne, mallo
nwjii rara do que ai daaa precedentes", e que bem
podii ao ser te nao ama variedadn da primeira.
O Dr. Anselmo Francisco Peretti, commendador da
imperial ordem da Rosa, juiz de direito especial
do commercio porS. M. I. eC^elc.
Faco saber aos qoe o prsenle edilal virem, que
no dia 27 do correnle mez de selembro se ha de ar-
rematar por venda a quem mais der, depois da au-
diencia deste juizo, na caso das mesmas, uma'casa
de pedra e cal, sita na ra de S. Mignel dos Aloga-
do n. 90," com duas portas o urna janella na frente,
e duas porUs no uito, tres seozalas, cozinlia fura,
estribara, casa de rancho, sitio com varios rvore-
dos, avallada por 1:4009000, cuja casa vai a prac*
porexecoeao do major Manoel do Nascimenlo da
Costa Monleiro contra Jos dos Santos da Silveira.
E para que rhegueao conhecimento de todos man-
dei passar editaos que serao publicados pela impren-
sa e afiliados nos lagares designados pelo cdigo
commercial.
' Dado e pastado .wla cidade do Recie aos 5 da
setembro de 1855. Eu Francisco Iguacio de Torres
Bandeira, eserrvao inlerno o subscrevi.
Anselmo Francisco Peretti.
O Illm. Sr. inspeelor da Ihesouraria provincial,
em cumprimenlo do disposlo 110 art. 34 da lei pro-
vincial numero 129. manda fazer publico para
conhecimeulo dos credores tiypolhecaros, e qnaes
qoer interessados, que Francisco Manoel da Silva
Gusraao, (em de ser indemnizado da quantia de da-
Itptot mil reis. pela exlrarao do barro da proprie-
dkde denomioada Tauquinho na cidade de Goi-
anna, para a Tactura de urna bomba, e que o dilo
(iusmaotemde reeeber dila quantia logo qoe ter-
minar p prazo de 15 dias contados da data deste,
qoe he dado para as reelamafes.
E para constar se mandn aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario por 15 dias soccesivos.
.Secretaria da ihesouraria provincial da Pernam-
buco 12 de selembro de 1H5.1.
O secrelario.
Antonio Ferreira d'Annunciar.ao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, mande constar sos proprietarios abaixo
mencionados, a entregaren na mesma thrsoararia no
prazo de 30 dias, a contar do da da primeira puDli-
cacao do prsenle, a importancia da* quolas com que
devem enlnr para o calcimenlo da roa Direila at
a Iravessa da Penha, conforme o disposlo na lei pro-
vincial numero 350. Adverlindo, que a falla da en-
trega voluntaria ser punida com o duplo das referi-
das quolas na conformidade do artigo 6 do regula-
manto de 22 de dezembro de 1854.
N. 2. Joanna do Rosario Guimares Ma-
.. '"do..................778400
N. 4. Viuva de Joao LeitSo Filgaoira. 898466
N. 6. Hospital da Misericordia de Angola 64*800
N. 10. Benardo Jote da Cosa Valentn) e
Francisco Joaquim Pereira.......
N. 12. Mara Joaquina de Monra. ....
N. 14. Ordem lerceira de S. Francisco. .
N. 16. Anlooio Francisco Pereira. .
N. 18. Herdeiros de Manoel Caetano de
Alboqdtrque...............
N. 90. Viuva e herdeiros de Anlooio Joa-
qoim Ftrreira de Sampaio. .
,,N. 22. Francisco Alves da Cunda.
N. 24. Joio Matheos.
418700
76iO0
458000
778220
578600
688400
308000
828500
528000
618200
Ji. 26. Joaquira Francisco de Azevedo. .
. 28. Dilo, dilo..............
N. 30. Thereza Gqpcalvet de Jess Aze-
vedo. :................688400
N. 1. Irmandade de N. Senhora do I.i-
vramenlo................98000
N. 3. Joaquina Mria Pereira ViaoM, 838400
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 15 de selembro de 1855.O secretario, Anlonio
Ferreira Annunciacio.
O IUm. Sr. inspeelor da ihesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia da 21 do corrente, manda fazer
publico que no dia 18 de outubro prximo vindouro,
porania jonla da lazenda da mesma Ihesooraria, se
ha de arrematar a quem por menos fizer a obra do
lapamento do pantano de Olinda, avahada em reis
7:3708000.
A arrematacSo ser feita na forma da, lei provin-
cial n*. 343 de 15 de maio do anuo prximo passa-
do, e sob as Clausulas especiaos abaixo copiadas.
At pessoas qoe se propozerem a esla arremata-
cao, comparecam na sala das sessoes da mesma un-
ta no dia cima declarado pelo meio dia competen-
temente habilitadas.
. E para constar se mandn aflixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario. *
Secretaria da ihesouraria provincial de Pernam-
buco 2? de setembro de 1855.O secrelario,
A. F. d'Annunciar.ao.
Clausulas especiaet para a arremalarao.
1.a As obras do lapamento dos arromos do dique
do pantano de piinda ao norte e sul da povoarao
dos Arrumbados, serao feilas de conformidade com
o oreamenlo nesla dala apreaentado a approvacao
do Exm. Sr. presidente da provincia na importan-
cia de 7:3702000.
2." Deverao ser principiados os Irabalhos 'no pra-
zo de um mez, e concluidos no de Irea mezes conta-
dos de conformidade com os arls. 31 32 da lei
provincial 11. 28b.-
3. O pagamento ser* failo em (res prestares
iguaes ; a 1* quando sliver faifa a terca parte da
obra, a 2 quando tiver dous tersos da obra, e a 3"
finalmente quando esliverem concluidos lodos os Ira-
balhos, que serao logo recebidos definitivamente.
4.' Para ludo o que nao esliver especificado lias
presentes clausulas segoir-se-ha o qoe determina a
lei provincial n. 286 cima mencionada.
Conforme.I) secrelario,
A. F. (VAnnunciaro.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da resoluco da junla da fa-
zenda, manda fazer publico que a arremalarao das
obras supplemenlares a fazer-se na ponje sobre o
rio Capibaribe na estrada de Pao d'Alho, vai no-
vameule a praca no dia 18 de outubro prximo vin-
douro.
E para constar se mandou afiliar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 22 de setembro de 1855.O secretario,
A. F. d'Annunciaro.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em^cumpnmcnlo da resoluco da junta de fa-
zenda manda f izer publico que as obras dos reparos
precisos oa casa da cmara municipal e cadeia da
cidade de Olinda, vio novamente a praca no dia
4 de outubro prolimo vindouro.
E para constarse mandou aflixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 22 de selembro de 1855.O secrelario,
A. F. d'.-innunciarao.
DECLARADO ES ~ T
aos mencionados orphaos, a saber : di
dades existente, ua provincia dufa
gal, cujos litlos de posse e dom
mao du agente anouncianle ; um
nho denominado Mamucaia,na freg
renco da Malla ; um ptimo sitio e
cia na cidade de Olinda ; urna c
ra das Aguas-Verdes n. 20, 14 ei
so sexos proprtoa para lodo o serviror
ditas de prata, enlre a* quaes si
apparelho para cha, om faqueic*
tamanhos, e caslieaes; um riquissimo
cima de mesa ; um dilo de parede, un di
escriptorio, um piaono, ama ptima secretaria
estante ; cnrteiras e mocho* para escriplorio, urna
machina de copiar cartas, um cofre de ferro, dous
bahiis de tegredo, differentas obras de marcmeiria,
10 apolices, do theatro de Apollo, diverso* livros
histricos, e outros mnitos objectos de diflcreiiles
qoalidades, que fra impossivel mencionar, e qoe
so com a vista se poderao apreciar.' O leilao lera
lugar quarta-feira, 3 outubro, as 10 horas da inanhaa
na ra da Cruz n. 43 2o andar. Os senhores pre-
lendentes s propriedades, que quizerern algun* es-
clarecimentos acerca dallas, lenham a bondade de
se entender tomo mesmo agente, na roa do Colle-
aio armazem 11. 15. No mesmo armazem, do dia 1*
em diante, serao distribuidos ns catlogos dos ob-
jectos que leein do ir a leilao.
O agente Borja, autorisado por des-
pacho do Exm. Sr. Dr. juiz privativo do
commercio proferido em requerimento do
curador liscal da'massa fallida de Macha-
do & Pinheiro, fara' leilao de 4.1 barra
de manteiga franceza e 48 meios ditos da
mesma, pertencentes a mencionada mas-
sa, assim como de 42 gigosdech'ampanha
cuja venda sera' feita em presenra do llltn.
Sr. cnsul de Franca : os gneros cima
seacharao patentes na arcada da alfande-
ga, e o leilao tera' lugar sabbado 29 do
corrente, as 11 horas da manhaa.
O agente Borja, autorisado por des-
pacho do E\m. Sr. Dr. juiz privativo do
commercio, proferido em requerimento
do curador liscal da massa fallida de Ma-
noel Joaquim Alves Pitomba, fara' leilao
da taberna sita na ra Nova n. to, per-
tencentea dita massa, que consiste na ar-
maeo, gneros, especiarlas, etc., existen-
tes na taberna supra : segunda-feira 1 de
outubro, as 11 horas em ponto.
Liquida cao
final da Cali-
la m&mxx3mj& mssmaa
Precisa-se de costureiras para ajudar
a fazer vestidos: na Ioja franceza n. 12,
do aterro da Boa-Vista.
, Precisa-sede urna ama de Icite,: no
pateo do Hospital n. 28.
Precisa-sede urna ama para todo sorvico do
um casa de pequea familia : na ra eslreita do
Rosario n. 10, lerceiro andar.
Precisa-se de urna ama para comprar, -ozinhir:
a tratar oa rna Direila n. 106:
Armazem para alugar.
Alnga-se o-armazem na ra do Encantamento on
de esla enllocado o lampiao que deita os fu idos para
a ra da Cadeia n. 23 : a trata na mesm 1 casa ou
n.25.
Para meas amigos e fiegnezes.
Hachegado a luja do alfaiale J. Hundet ra No-
va n. 52 pelo ultimo navio procedente do Pars os
ligurinos mais-modernos das modas qoe ah estao
em voga, e muilo boro sortimenlo de fa::endns de
boa qualidado e de bum goslo. -
u.e.
Pela subdelegada da freguezia de S. Jos do
Recife se faz publico qoe foi echada e existe nesla
subdelegada ama rsela de ouro esmaltada de asol,
qoe se entregara' a seu dono apresentando a outra
igual.Subdelegad da freguezis de S. Jos do Re-
cife 24 de selembro da 1855.O subdelegado, Edu-
ardo Frederico Baca.
Pela mesa do consolado provincial te faz pu-
blico aos contriboinles de impostes, cujos dbitos silo
dependentes de lancamenlos, e qoe aluda h> foram
pagos dentro do anno (iaauceiro prximo pastado,
fornia,
O agente Oliveira fara""1eilb, para aca-
bar, do resto das fazendas salvadas da bar-
ca (L'STAVO II, arrematadas nos diver-
sos ieiloes feitos na allandega desta cida-
de, na Ioja do sobrado junto ao arco de
Santo Antonio, do commendador Maga-
Ihaes Bastos, por conta e risco dos admi-
nistradores da California, que querem li-
quidar para poderem ratetar entre os so-
cios o prejuizohavido: segunda-feira 1 de
outubro, as 10 horas da manha.
AVISOS DIVERSOS.
LOTERAS da provincia.
O Illm. Sr. thesoureiro manda fazer
publico, que os bilhetes da segunda par-
te da segunda lotera do Gymnasio Per-
nambucano, se acham a venda na tlie-
souraria das loteras, ra do Collegio n.
15, e as rodas andam irapreterivelmene
no dia (i de outubro do corrente anno.
Thesouraria das loteras desta provincia,
2i de setembro de 1855.Luiz Antonio
Rodrigues de Almeida, esenvao das lo-
teras.
Desappareceu no dia 24 do corrente,
da sala em que *e imprime este Diario,
um par de btoes de ouro de abertura,
presos por urna correntinha tambem de
ouro, ambos lavrados, quadrados e com
urna flor no meio: roga-se a peisoa a
sa sua elcrna gratidao e reconhecimenlo, pondo a
disposirao de lodoso sea limiladissmo presumo. Re-
cife 24 de setembro de 1855.
francisco de Barros Correia.
A arrematarlo dos iilencilios da taberna da
Patsasem da Magdalena, travessa dos Remedios, he
amanliaa sexla-feira 28 do correnle a ultima praca
depois da audiencia dojoiz dos orphaos na salada
mesma*
No dia 28 do correnle depois da audiencia do
Dr. joiz de orphaos se ha de arrematar na sala da
mesma audiencia ama casa sita na ra do Crespo
desla cidade n. ,1. para pagamento do selo nacional,
a reqnerimciitu de testamenleiro o coronel Francis-
co Mamede de Almeida.
AO PUBLICO. '
O abaixo assignado senhor o possuidor de ama ca-
sa sila ua cidade de Nazarelh, a qual leudo cedido
em pagamento aos seus credores, nilo se nodia ven-
der ou arrematar-se sem qoe o anuunciante livesse
naquelle lugar-seo bastante procurador ; declara o
mesmo que lem constituido all por seu procarador
ao Sr. Joaquim Theodorico de Albuquerque Mara-
nhao, as pessoas inleressadas rompareram naquelle
lugar no prazo de-oilo dias. Recife 26 de selembro
re 1855.Elisiario domes de Mello.'
Companhia de seguros martimos indem-
nisadora.
Ot Sys. accionistas so convidados a realisar no es-
criptorio da mesma companhia, rna do Vigario n. 4,
os 10 do valor de suas arenes, na conformidade do
artigo 17 dos estatutos, at o dia 10 do prximo mez
de oolubro. Recife 25 de setembro de 155. Os
directores, Joo da Silva Regadas, Vicente Alves de
Carvalho.
Aos devotos do Sr. tom-
Jcsits dos Veneijuidos.
Tenconando a mesa regedora da con-
frara do Sr. Bonv Jess das Chagas, erec-
ta na igreja de Nossa Ssnhorf do Paraizo,
e\pr a adoracao dos (ieis a pedosa e mi-
lagrosa imagem do Sr. Bom Jess defen-
sor dos Perseguidos, no da quinta-feira
27 do corrente, havendo urna missa as 7
horas da manhaa do referido da, e ladai-
nha solemne a noite; faz publico para
que os liis concorram com suas oracoes,
alim de que tao PIEDOSO SENHOR nos
livre da perseguirao da peste: a igreja
estara' aberta por espacp de trinta das,
todas as noites.
Masa adamantina.
He gerloiente reconhecida a excellcncia desla
prepararlo para chumbar denles, porque seos resal-
lados sempre felizes sao j do dutnioio do publico.
Sebaslio Jos de Oliveira faz uso desla preciosa
massa, para o fim indicado, e as pessoas que quize-
rern lionra-lo dispondo de seus serviros, podem pro-
cura-lo na Iravessa do Vigario n. I, Ioja de bar-
beiro.
J0H0 Pedro Maduro da l'onrec.-i. declara aos
senliores Antonio Botelho Pinto de Mesqnita J-
nior, & Correia, que desde o dia 5 de jullio do cor-
correute anno Ss.S. s lem a paitar-lhe o aluguel dos
2 sobrados do predio na niajdo Brura o. 20na razan
de 7009000 rs. por anuo.
Precisa-se de um caixeiro para taberna, q,ne
lenha 10 a 16 annos, que saiba ler e exrever ; e
lamhem se vende urna srmacan com lodos ns per-
dures : na ra do Pilar n. 86 : a'lralar na ra da
Linvueta 11. 5,
Alngara-se carroceiros, preferindo-se portu-
gnlzos: qnem esliver netlas circumslancias dirija-te
a estrada Nova, silio que foi du finado Jii-liiiiano, a
fallar com Francisco Brnguel de Almeida Uuedes.
Precisa-te de um homem para Irabalhar.'em
rehilaran, preferiudo-se preto inda sendo de idade :
quem tiver ou quizer dirija-se aos qualro cantos da
Roa-Vista n. 1 para tratar.
O abaixo assignado participa aos seos fregoe-
zes que lem mudado a sun cocheira de carros, do
pateo do Hospital do Paraso para a roa da Floren-
tina. Sebastiano Lopes Guimares Jnior.
l'rerisa-ea alugar dour pretos que sejam robus-
tos para o tranco de armazem de assucar: a tratar
ua ra de Apollo n. 13.
Deseja-se fallar com o Sr. Kazebio Pinto, oa
cora quem suas vezes lizer nesta praca, a negocio do
seu interesse : as Cinco Ponas n. 71, ou annoncie
sua morada para ser procurado.
Se acha exposto na veneravel ordem lerceira de
S. Francisco desla cidtde do Recife a milagrosa ima-
gem de S. Roque, advogado da pesie ; se faz publi-
co, para que os fiis concorram com suas oracoea,
afim de que o mesmo milagroso santo nos livre da
perseguirlo de semelhante flagello : a igreja esla
aberla todas as noitet.
Aluga-se para fetta
nm bom sillo na Torre, com boa casa de vivenda,
com 4 quarlos, 2 salas, dispensa, cozraha fra, co-
piar alraz a terrajo na frente, qoartos para ot hospe-
des, dito para escravqs, estribara para 2 carallos,
boa agua de beber, coberto da arvoredo, por comino-
do preco: a tratar alraz da matriz da Boa-Vista
n. 13.
Falq
COMPANHIA DE FIAAO E TECI-
DOS. NO RECIFE.
A direceto da flbm-
panhia de" Fiacao e Te-
cidos de algodao con-
vide aos Srs. accio-
nistas da companhia,
a realisarem do 1 ao
ultimo de outubro prximo, em mao do
ctixa Sr. Antonio de Moraes Gomes Fer-
reira na casa do Banco, e as tercas esex-
tas-feirasde cada semana, urna prestarlo
de 10 por cento sobre o capital. Recife
11 de setembro de 1855.Sarao de Ca-
maragibe, presidente.J080 Ignacio de
Medeiros Reg, secretario.
Pede-se ao Sr. Antonio Brasilino de Hollando
Cavaleanfi o favor dt dirigir-te t roa das Cinco Pon-
tas n. 62, a negocio de seu particular interesse, ctm
urgencia.
Pede-se a Sra.-l). Auna Januaria do Carato o
favor de dirigir-so a ra dat Cinco Ponas n. 62, oa
anuunciar sua inorada, qoe st Ihe deseja fallar com
urgencia.
Tres jovens pernambucanas convenientemente
educadas o habilitadas para entinar o que tabem
com alguma perfeifSo, vio instalar urna aula com o
titulo deS. Rosana ra Augusta, defronte do '
chafariz, no sobrado 0.94, aonde mora Firmiao Jo-
s Flix da Bota, tea pai, at quaes se compromet-
iera empregtr lodos ot desvellos e cariiihos to sea
alcance para entinaren) at meninas que Ibes forem
confiadas, o seguinle : ama, as primeirai tetlras, es-
crever e contar ; outra tomar a si eosinar a coser
chao, labyrinlhar, cacond, bordado de ansio, e aeol-
xoado ; a lerceira ensioari a tpele, lapecana, tro-
co, miQanaa branco, matiz ouro. At jovoit cima
esperam de alguna senhores, pola de familias, Ibes
deem proleccao, e qnerendo examinar a
seus Irabalhos, podem com antecedencia dirig
casa cima para verem algant difiereotet de seus
Irabalhos que Ihe serlo apresentidot. O prafo de
cada urna para ler, escraver a contar, costura, escon-
de, labyrinlho do qualquer forma, sera 39000 meu-
saes.e por lodos os mais tnbalhos superiores ser 59.
Tambem te recebem meio pensionistas por pre<;o
razoavel, aflm de avilar o tramito em virlude da
grande forrea do sol. A aola principiar os seus ira-
balhos no dia 1." de oolubro do corrente anno. '
IMMttM^MHMtM
tj> O medico Jos de Almeida Soares do Lima #
H Batios, rondao a soa residencia para a
) Cruz sobrXde amarello n. 21, segn
RtA DO COLLEGIO N. 4.
Kecebeu-se pelo ultimo navio viudo de
Franca, os seguinlesbjeclos:
Palitos de panno preto e de cor, forrado*
de seda de 129000 para cima.
Ditos de l.a de cores muilo lindos.
Ditos de alpaca preta de 69 a KbOOfi.
Ditos de brim branco o de cores de 29500
pata cima.
Calces de casemira preti fina a 10$XK).
Dilasde dita de cores de 69 a 09000.
Ditas de brim de cr e braffeas de 39000 1
05OO.
Calcas", cohetes e palitos de casemira mes-
ciada.
Ve-timenla completa de diversas cres.
Colletes de selim, fustio e casemira.
Pablos de ganga muilo superiores.
Ditos de seda de superior qualidade, cla-
rse escuros. de 109000 I69OOO.
(rande sortimenlo de mallas, saceos com
mala e saceos de tapete para viagero, -obre-
ludo da l.a para sabidas de baile, thea-
tro, He.
E grande quantidade de chapeos de sol de
seda e de panninho, lanlo_ para homem como _..
para senhora, e baleias para vestidos e espsr- SI
lilhos de seuhoras.
mwkmmm-mmMmwiimi
Peni eu-se desde a rna Nova, Trincheras, Rosa-
rio eslreitn e larga, Queirnido, paleo do i^olletzio e
Pasteio, at a ponte do Kecife, a quantia de 4009
is. sendo urna nota do banco de 2009 rs. orna sedula
de 1008 rs.. e doas de W13 quem achtu Uve ao
Forte do Mallo, prensa de algodao n. t a .'Mal rom
Manoel Ribeiro da Fonceca Braga, quedar 1009000
de adiado.
Aluga-se para serrino de casa ama escrava
engommadeira, e costureira : quem a pretender di-
rija-se a ra do Alecrm n. 5.
Multa Attencao .
As pessoas amantas da fesla dos Seuhores Sanio
Cosme e Dami.to,qoe se festejara sempre com grande
pompa na sua malriz, em Iguarassii, polerao este
anno, mais que nunca, concorrerem a applaudir 13o
bnlhanles aclos, alm do passeio que iiasvcrdade de-
leita a boa rapaziada, vislo que all echarlo no pa-
leo do Senhor San Sebaslio um geral agaialho para
suas pessoas e.cavados, tendo para estes Iwm Irata-
inenlo i visladeseus donos ; e para si o eipecisltra-
lamento que ser escusado especificar, a per de
muitas variedades e commodidades que em lodo
apetecerem, tem receio de contrariedade llorante lo
lempo qoe se quizerern olliwr. He de admirar que
achem pela primeira vez naquelle lugar t0 bom
agastlho, com mui diminuto dispendio Alerta, ra-
pazes de sul e norte que a sociedade he bta I .
Na mesma occasiao llavera chrisraa.
O amante da s9c'edade.
Precisa se de ama ama forra on captiva, que
lenha bom lei te, seja-sadia e 11A0 lenha filho : a tra-
tar na ra da Cadeia do Recife Ioja n. 48.
Precisa-se de um criado e que queirn tambem
ser pagem: na roa da Cadeia do Recife n. 40, acha-
ra com quem tratar.
LOTERA do gymnasio pernam-
BUCANO.
AOS 6:000$, o:000$E 1:009$.
O cauehsla da casa da Fama, Antonio da Silva
Guimares. faz sciente ao publico, que lem exposto
venda os seus muilo afortunados bilhelet o caute-
las da*segunda parle da segunda loleria.do liymna-
sio, a qual corre no dia 6 de outubro de corrente
aono, e sai vendidos as seguinles casas : aterro da
Boa-Vista ns. 48 e 68 ; ra do Sol 11. 72 A ; pracs.
da Independencia ns. 14 e 16 ; roa do Collegio n.
9; ra do Rangel n. 54 ; ra da Cruz n. 43, Ioja, e
ra do Pilar n. 90.
Recebe por inleiro
. com descont
Dilhetes 59800
Meios 29800
.Inarln- 19440
Jilavos 760
Decimos 600
Vigsimos 320
6:0009
2:7609
1:3809
e 6909
5529
2769
O mesmo cautelisla dedara, que garante nica-
mente os bilhetes inteiros em originaes, nao souren-
do o descont dos oilo por ceid do imp >slo geral,
e que as soas cautelas premiadas com os premios do
.50O9OOO para baixo sin pagas as suas lojis, aem dis-
linccio de serem vendidas nesla oa naque; la, e ou-
tros premios no aterro da Boa-Vista n. 4(1.
Precisa-se do ama escrava ou de ama forra pa-
ra ama casa de pouca familia : na roa du Hospicio
n. 7.
Jordo Jos Fragoso, procarador bstanle de
seu sogro o Sr. Joo Moreira Marques, ora ausente
desta cidade, roga a lodos os devedores do mesmo,
venham a ra do Cabug a. 11, tausfazenun seus d-
bitos, eviUudo por este modo os recoltas lgaos,
julgando que o referido seu sogro nada deva necia
praca, cora ludo convida a qualquer pesua que delle
se considere credor, a apresenlar os liluloi de divi-
da, por onde assim o mostr, part serem pagas.
Para festa.
Doas casas ua Torre, com commodo para familia,
2 salas, 3 qoartos, cozinha lora e copiar, quarlo pa-
ra pretos, estribara para cavallos e boa aitua : airas
da matriz da Boa-Vina n. 13.
Pre isa-ta alegar nm escravo para andar com
um laboleiro com poucas fazendas, e servir a om
humera 10 teiro ; a tratar na ra do Qutimado, Ioja
Pede -se ao Sr. Franciteo Carlos de Mendonca
o favor de dirigir-te 1 roa dat Cinco Penis* o. 62, a
negocio de seu particular interesse, com urgencia.
No engenho S. Joan de Ilamarac, preci
de um bom feitor : quem a iso sa quitar r
dando conhecimento da sua confiada a aapaetf
dirija-se a roa da Aarora o. 02, cata do 1
Honorio Bezerra dt Menezes, ou to dito engenho,
ralar com o propietario.
aos senhores es-
tu dan tes.
Anda existe urna porc,5t> da livros da direilo e da
lilteralura, em multo bom estado, c por mea
co do que em outra qualquer parte : qoe
aproveite a occasiao para comprar barato
se acaben) : na ra do Queimado a. 24, lodos
das 11 horas em dianle.
ANNUNCIO.
I.oja e armazem de fazenda* baralissimas, ua raa
da Cadeia do Recife n. 50, defronte da roa da Ma-
dre de Dos, quina do segando berco viuda da pon-
te, lado esquerdo. Neste estabelecimenlo achirlo o-
Srs. fazendeiros, comierdaolat do centro, e o pu-
blico em gerol, um completo sorlimen
finas e grotsas, lodas de boa qoalidade e tea ovara,
que a dinbeiro vista, se vendos por precos bara-
lissimos;Iassimt como boa ditpaaa{io~f)ara bem ser-
vir e agradar a lados os fregatzet qot se dignarem
honrar o estabelecimenlo,
BECKER
RL'A NOVA N. 60,
tem a salisfacSo de anouneiar aos fashiontblas, sec-
tarios do bom goslo o perfeic^ao, qoe no sea estabe-
lecimenlo se encontr alo s as fazendas necessarias
checadas ullimameule do Pars para o sorliroenlo
completo de om elegante ; cmo lem igualmente a
felieidade de noticiar ao* seas fresaetes e amigos,
que a frente de seu estabelecimenlo st acha baja
um artista versado em lodos ot segredot da profisaao
e interprete fiel do gosto mais requintado.
O escriptutirio da Companbia de Be-
beribe Marcolino Jos Pupe, ainda esta'
autorisado a comprar e vender accoes da
mesma, companhia, pois que nin
mais habilitado do que elle a fazer este
negocio; podendo ser procurado no es-
criptorio da mesma, na ra Nova n. 7, das
8 horas as 5 da tarde.
Candido Jos Lisboa, enligo discpulo da Sr.
padre Joaquim Raphael da Suva, approvado pelo
lycea desla cidade, com pratica de ensioar.d ttt$et
de lalim na ra de Apollo n. 21. Da tambera lleves
de grammalica porlugueza e (nacen, ou na classe
conectivamente, en a cada um da per si da Urde a
noite; e recebe pensionistas de pouca idade.
Regiment ale Coalas.
Sabio a luz o regiment das custas judi
ciaes, annotadocom os avisos que o alte-
ra rain : vende-se a 500 ras, na. livrari
n. (i e 8 da praca da Independenci
Precisa-se de um criado desempedido, que on-
temla de cozinhar, para servir a um homem solteiro
e morar em sua companhia : procure na raa streila
do Rosario n. 15, sobrado.
AO PUBLICO.
No rmazem de fazendas bara-
tas, roa do Collegio n. S,
vende-se um completo sor ti ment
de fazendas, finas e grossas, por
precos mais baixo* do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como a retalbo, amanendo-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabeleci
abiio-se de combinacao ce
maior parte das casas commerctaes
inglezas, francesas, allemaas e suis^
sas, para vender fazendas mais em
corita do que se tem vendido, e por
isto offerecendo elle maiores van-
tagens do que outi'O qualque
proprietario deste importante es-
tabelecimento convida a*todos os
seus patricios; t ao publico em ge-
ral, para que venbam (a' bem dos
-seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do !
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
Est 3 sabir a luz no Rio da Janeiro o
REPERTORIO Dt MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTBAHIDO DE RUOFF E BOEN-
N4NGHAUSEN E OUTROS,
poslo em ordem alphabelica, com a deteripcao
abreviada de todasasmolesliss, a indieajao phvsio-
logica c tberapeotica de todos ot medicamentos ho-
meopatilicos, sea lempo de ac0o e concordancia.
seguido da um diccionario da signifieacio da todos
os termos de medicina e cirurgia, e pasto ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DR. \. J. DE MELLO MORAES.
Subscreve-se para esta obra no consultorio homeo-
pathico do Dr. LOBO MOSCOZO, rna Non n. 500
primeiro andar, por 58O0O em tirochura, a B,
encadernado.
AGEPICI4 DA VtiiMMCAO
EDWIN MAW, ESCRIPTORIO DE RO-
SAS BRAGA & C., RL'A DO TRAPIv
CHE N, U.
Tem para vender um completo sorti-
mento de taixas, moendas e meias moen-
das para engenho cuja superioridade ja'
he bem cnraecida dos senliores de enge-
nho desta provincia, dos da Parahiba e
das Alagoas, desde quando ta.es objecto*
do mesmo fabricante eram vendidos pelos
Srs. Me. Calmont&C, desta praca.
CUEliniMn rynniiTninn


aaiaiiiwm^M.lwwiaiiijiiiihuL OIMIQ OE PEMUIBUCO QUINTA FE1RA 27 DE SETE1BRO OE 1855
N
CONSULTORIO DOS POBRES
SO mUA NOVA 1 AHBAK 50.
O Dr.P. A. Lobo Moscoio di consulta horaeopalhica lodo oa dio ao pobre, desde 9 huras da
manhaa aleo meio dia, e emcisoseilraordinarios a qualquer lirado illa ou noite.
Offerece-se igualmente para pralicar qualquer operado de. LigggggggHNir promptamenle a qual-
qner niulher que esleja mal de parto, e cujascircumstancia nao pero & pagar aomedico.
ou noiI
iDioperaitdEpag
SO CONSULTORIO DO DR. P.A. LOBO I0SC0Z0.
50 RA NOVA 50
VENDE-SE O SEGDINTE:
Mauunl completo de meddieina horoeopalhica do Dr. G. H. Jahr, traduzido ero por
luguez pelo Dr. Ifoacoio, quatro volume eocadernadot em dous e acompauhado da
uru dlecioDario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, ele, ele...... 2OJO00
Esta obra, a maiaimporlaale de toda* as que tratara do eitudoe pralica da homeopalhia, por ser a nica
WSSl'Jit'lA $ ic^ilJ X'Jia doulrina-A PATHOGENESIA OU EFFEITOS DOS MEDICA-
MBNTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SAUDEcoohecimenlos que nao podem dispensar as pes-
soas qoe sequorem dedicar a ortica da verdadeira medicina, interessa a todo oa medico que quierem
lahneminn, e por si meamos se convenceren da verdade d'ella: a lodos os
i engenho que estilo Itmge doa recursos dos mdicos: a lodosos canilles de navio,
lem deixar de acudir a qualquer incommodo sen ou de seus tripulantes :
que por circumstancias, que oam sempre podem sa> prevenidas, sao lobriga-
doa a preaiar in contmenti os primeiros occorros em suas enfermidade.
do homeopalha oa IradaccSo da medicina domestica do Dr. Hering,
n all a pessoas que se dedlcam ao esludo da homeopalhia, um volu-
..'i e*"nae> acompauhado do diccionario do termo de medicina .
ido. termo de medicina, cirurgia, anatoma, ele, etc., encardenado".
109000
dleamentos niVie podVdMTra"pao" 'seguro na pralica da
ropriolario deate estabeleeimeolo ae liaoogeia de te-lo o roais bem monlado possivel e
ninguno duwda hoje da grande superiondade doa teus medicamentos.
Botiean a 12 tubos grandes...........
Botica de 24 medicamentos em glbulo, a 10, 12 e'l5000 rs.........
Dila 36 ditos a...... qiymwi
a ............ ^S
a ..... .............
8)000
Ditas
ditos
309000
. 609000
. 19000
. 29OOO
. 29000
rpla^-a-uMquerecommend-ale mediSm.'n.oscot \o% .Wd
DiU 14*
Tubo avulsus
meia onca de tinctura. ". '. '. :
Dilo de verdadeira tinctura a rnica.....'.'.'.'.".'
ifl empra venda grande numero de'lobos' de cryst
llOS, O aprOrapt-A nnalnn *,,nmmA.. j------
ir precos rauilo commodos.
TRATAHEHTO HOMEOPATHICO.
Preserva tico e curativo
DO CHOLERA MORBUS,
PELOS DRS.
para se poderc-rar desla enfermidade, administrndoos remedio.-mais effieazes
smquantcxae recorrea5 medico, ou mesmo para cura-la independenle desles nds lugares
EM PORTUGUEZ PELO DR. P. A. LOBO MOSCOZO
ndieacoes mais claras e precisas, so pela sua simples a concisa* posi-
ljencia., nao .6 pelo qoe diz respci.o' aos meios ciralivos, como ph -
tem dado os ma.s satisfactorios resollados em loda a parle enfque
orneopithico o unicoque tem dado grandes resollados no curativo desla horri-
>sa proposito Iraduzr estes dous importantes opsculos em lingua veritac.i-
llar a sua leilura aquemignoreo Trancei.
ante no Consultoriodo Iradurlor, ra Nova o. 52, por 2.-000 rs.
Vende-ie ama prela de naci Angola, cozi-
nha com perfeico o diario de urna casa, engomma
liso a moilo diligente, em ludo quanlo faz : na ra
doQuelmadon. 61.
Vende-se Orna escrava crioula de idade 15 an-
no, bonili figura, coiinba, cose, e engomma algu-
mi coua : na ra da Praia o. 12. -
Vende-te.um negro da 90 a 24 auno da ida-
de, boa figura e ptimo caniiceiro, prefere-se cqm-
prador para engenho ou fora da provincia : oa ra
do Kangal n. 26.
A 4*500.
Vendem-se chapeos relo francezes de superior
quadade a forma, moderna: na ra Nova n. 1.
Lquidacao
DA'
Nova California
esfabelecida na ra do Creapo, loja junto ao arco de
m u ",0"10' D0 "obrado do commendador Maga-
ll:Ses Bastos, vendem-se as secuinles fazeuda, e ou-
lras multas por preco baralissimo:
. > eslidos de cambraia com babados
t-assas francezas de cores minio finas, o covado
U>ae de merino bordado a seda
Palitos de brim'feilos em Pars
ilos de gorgurfto branco
Chales de rede preto e de cores
Merino pr.lofino
llilo prelo o mais fino possivel
Lapim ou bombazina prela; o covado
aaija prela hespanhola, o covado
Lenco, de selim macao prelo
Dilos de gorgurao preto
Ditos de sarja prelo
Chapeos de fellro inuiln finos
Chale de ganga escarales
-uvas de algodao brancas e de cores, o par
Meias para menino, o par
Chapeos de sol de seda para homem
I9OOO
200
29500
13000
39000
500
19600
99400
800
19400
-'9000
13800
19000
SfOOO
.500 e 600
120
120
39OOO
ttttfrgtE ^ILICAtiO' DO INSTITUTO HO 0
MEOPATHICO DO BRASIL. g
THESORO BOMEOPATHICO O

VADE-MECUM DO $
HOMEOPATHA. $
Methodo concito, cloro e teguro de cu- fj)
rar homeopatkicammt todat a> molestias a.
9*1 affligem a especie humana, e part- w
cu lar mente aquella que reinan, no Bra- t)
:, redigido segundo ae UMlhores trata- Z
dn de homeopalhia, lano europeos como w
americanos, a leoiido a propria eiperi- A
ucia, polo Dr. Sabino Olegario Ludgera J
Pinbo. Esta obra he hoje reconhecida co- (f
rao a melhor de toda que trataiu daappli- A
cajo homeopajhica no curativo das dio- J
leilia. OscunKo, principalmente, nao (Q
pe dem dar um paaao seguro sem possui-la o .
ccusulla-la. Os pah de familias, os senho-
engenho, sacerdotes, viajantes, ca-
e navio,- sertaoejos etc. etc., devem
te-la i m3o para occorrer promptamenle'a
jer caso de molelia.
Duas voluntes em brochura por 109000
encadernados 119000
Vende-se nicamente em casa do autor,
ra de Santo Amaro o. 6. (Mundo No-
vo).
NA MESMA CASA.
.endeni-se o mais acreditado, medica-
i n cutos homeopalhico preparados sob a.
visls immediatas do autor, por preeo* va-
riavei. secundo o numere e dynamisacao
i** medicamaolo, lamanho dos lobo e
r za da caias.
rltolicade medicamentos, de
M*BtetafiCSta|tMtt3
J p DEMTISTA FRANCEZ.
Paulo Gaigoou, dentista, estabelecido na
ra larga do Rosario n. 36, segundo andar,
B Colloca denle com a pressaodo ar, e chumba 9
deules com a massa, adamantina e oulros me-
laes. 2
O Dr. Ribeiro, medico, contina a residir na
roa da Cruz do Recife n. 49, segundo andar.
Sorvetes
30
129 a 209000
159 a 259000
18a30uO
259a489000
309 a I
459a90900o
509a 1009000 '
N. B.Cada urna ca'teira eneerra lam-
bern oa inodicamenlos proprios para o cho-
lera-morbos.
m
& ' 96
SH 120
if>-
Hoje haver sorvetes de 6 horas e ineiaialc 8 ho-
ra e meia, no aterro da Boa-Vista n. 3.
OHerece-se um moco porluguez, de boa con-
ducta, para comprar, eozinhar para casa e.trangeira
e Irah.ilhar em quintal : qnem precisar, dirija-se ao
Hospicio, silio do Sr. desembargador Fumino.
Quem precisar de urna escrava para ama, diri-
ja- a ra do Queunado, loja n.14.
A pessoa-que por este Diarto annunciou que-
rer comprar urna baca grande de rame, dirija-se a
ra Nova n. 27.
Furlaram do segando andar do sobrado n. 3 da
ra do Cellegio, um alfinele*de diamante, com um
Iremedor uo centro e cravado em ouro, comprado a
Marlins & Duarte : roga-se a pessoa a quem for of-
ferecido, que o apprehenda e leve a ra do Crespo
n.43, que sera bem recompensado.
OBerece-ae orna porlugueza par o servico de
casa de um homem solteiro ou de pouca familia :
quem |>reciar, dirija-se a ra do Hospicio, casa de
um asilar n. 21.
Estabelecimentos de carieade.
Saluili.no de Aquino Ferreira oflerece ao hospi-
tal Pedro II a melade dos premio, que sahirem no.
quatro bilhele. inleiros n>. 2188. 2386, 5658 e 5145
da segunda parle da segunda lotera do Gvmnasio
Pernambacaoo.
COMPRAS~
Panorama.
QUINTA EXPOSIGA.
FREDK LEMCKE.
ionra de avisar ao reapuilavel publico, que
no di i quarla-feira 19 do crranle, axpOa nova vir-
uta provincia aiad ae nao tem visto : na
i Cadeia confronte ao convento de S. Fiancisco,
qu sJo a. seguate :
1. Hclsiigfar e Scuweaborg dtbaiio da obaervacio
do atliidos.
]ue dos Inglezes sobre o Redan dianle de
Sebastopol. ^Jt ^.
3. O valle dea^aeroey no mar Aaoff. mf
4. StbMtopbl, o ataque sobre a Colina Verde.
la batana rusta diante da torre de
Miilakofl.
6. Suba opol, viita geral do lado de Ierra.
a o desembarque da tropa fran-
ceu.
8. Cidtdede Jerusalem.
9. Dito a en a do templo do Santo Sep.ulcoro.
res cada peuoa, e aclia-se aberto
da 6 9hora da uoitu.
-a in I lo Augusto ferreirada Jl
Silva, mudoQ a ana residencia para a ra da fi
Gamboa do Carino n. 38, primeiro andar, on- 2
de pode er procurado para os mistere de P
sua profiacCo, oam como no paleo do Colle- ft
^miimJ^ ~J**mlLSL'J'""eca' 8
i*'*'aVfcaVKJW*oPiaVaaafc 9^iKjKjK^ejf^j^atnatnJn
AULA DE LAT1M.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
quemudou a la aula para a ra do Ran-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eerxternos desde ja' por m-
dica preco como he publico: quem se
quker utilisar deseupequeoprestimo o,
pode procurar no segundo anclar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
m. jai, mm\m, z
# contina a residir na ra Nova D. 19, primei- *9
49 10 andar. A
em francez, sob
Compra-se em segunda* m3o, urna commenda de
o|rlcial da Rosa : quem a tiver e queira vender au-
nnncie,.
Compra-se no pateo do Carino, quinu da roa
jde Horlas n. 2, um par de conchas de balanza de
pi j usadas, propria para lialcao, em'boro atado.
Compra-se em segunda mo urna baca de
rame bstanle grande, que sirva para urna pessoa
mui gorda tomar banho ; paga-se bem : quem tiver
annuucie para ser procurado.
Compra-se urna correnle de ouro para senhora
sem feitio ; quem a liver, dirija-se a ra da Cadeia
n. 30, loja.
Compram-se saceos limos que levem alqoeire
de fnroha (medida velha): n travesa da Madre de
Dos, arroazem n. 15, das 9 as 2 horas da larde.
VENDAS.
Oracao contra a peste e o cholera-
mor b tis.
Aclia-se venda na livriria n. 6 e 8 da praca da
Independencia ura folhetmho com difireme ora-
cOea contra o cholera-morbos, e qualquer ontra per
le, a 80 rs. cada um.
itmiiiito
Novo livro de bemeopalbia
todisde summa imporlela :
llahnemanu, tratado das molestias
iurne.........
Teste, ole.tia do meninos .
Heiing, hoineopathiaiome.lica.-.
Jahr, pharmacnpahomeopathica.
Jahr, novo manual, 4 volume .
Jahr, molestias nervosas. .
Jahr, molestias da pe! le.
ts- CORTES TURCOS.
Vandem-ta estes delicados cortes de cissa preta
com pintas carmezins e lislrados, o mais lindos pos-
siveis pela sua novidade de padres, e s se vendem
lias lojas dos Srs. Campo & Lima, ra do Crespo :
Manoel Jos Leite, ra do Queimado ; Narciso Ma-
ra Carueiro, ra da Cadeia, por preco muilo em
conla.
Vende-se um sitio na cidade de Olinda, uo lu-
gar da Horesta, com cas. de sobrado com commodos
para ramilla, varzea para capim, Ierra para se le-
vantar urna casa para rancho, e com mais propie-
dades dentro do sitio : quem o pretender, dirija-se
ao torno da Cal, que achara com quem Iralar.
Vende-se urna escrava crioola. de eicllenle
figura, de idade 18 anno, com urna filha muilo li-
da, que lem ., anuos de idade ; a prela lem as se-
goinles habilidades : engomma, cozinha, cose e en-
salma ptimamente : para ver tratar, na ruada
Cruz, casa n. 17.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de caimas todas de ferro, de um
modello e construccao muito superiores
Almanak de lembranras Luso-Brasileiro-
Almanak de Lembranras Luso-Brasileira,
para 1856.
1 volume em 32, com 384 paginas, 426 artigo e
12b gravuras, por Alexaodre Magno de Castilhohe
o b.o volume. he urna peqi-enina encyclopedia
principiada em 1851, e a que nSo lie estranlio ne-
nliura dos ramos do conhecimenlas humanos, pela
redacto dos autores, cujas produeftes, em verso ou
eiri prosa, honrara as paginas do lmanak de 1856,
e vende-se na agencia Navaria n. 20 da esquina do
Collegio, onde se acharo* lambem os volume dos
auno anteriores. Preco 800 rs. por cada volume.
I SUPERIOR: FARINIIA DE i
W MANDIOCA DES. MATHEUS. t
W> A bordo do patacho nacional ^
m zVUDAZ, tundeado em frente do fi
^ caes do Coilegio, se vende supe- 2
g) rior e duito nova fatinlia de t
a mandioca, chegada agora de S.
? Matheus. a precos commodos e
9 paijji porqoes: traU-se no escrip-
P torio dos consignatarios Isaac, Cu-
W rio & C-, na ra da Cruz n. 49,
primeiro andar.
i
chronicas, 4 vo-
. 209000
. 69000
. 79000
. 69000
. "169000
. 69000
. 89000
napou, insana a nomeopainia, z^olumefM
Harthmann, tratado completo das moleslia''
-do roanioos..........
A Teste, materia medica homeopatbica] !
De Fayolle, doulrina medica homeopathica
Clnica de Staoneli .....- ,
Oiting, verdade da homeopalhia. .
ario deNystea.......
-Villa complelo da anatoma com bella es-
lampas coloridas, cosiendo deacripcao
de todas as parle do corpo humano ...
vedem-se todo este lvros no eoniultoro homeopa-
lhico do Dr. Loba Moscoso, ra Nova n. 50 pri-
meiro andar. J
PUBUCACA O COROCRAPU1CA.
Esta' a' venda na livraria classican. 2,
no pateo do Cdllegio, a obra intitulada
Breve Noticia Corographica do Imperio
do Brasil, e$ciiptatm 185*; e roga-se
aot Srs. assignantes que tenlxam a bon-
dade de mandar buscar os seus ejempla-
res, no armazem de leudes da ra do Col-
legio n. 15-
309000
nao#se engera,
NA RIJA DO QUEIMADO N. 40,
em frente do becco da CougregajQflo, pawaodo a bo-
tica, a segunda loja de fazendas de 11 iiuiquc & San-
to, lem ltimamente arrematado em leiio grande
porcao de fazendas de seda, laa e seda, lnho e algo-
dao, e quereodo acabar, avisam ao publico, que se
vendem a. segointes fazendas, bem como oulras mu-
la, por precos baratissimos, e dao-se as amostras
com peohores.
Nobleza furia-cores para vestidos, o covado 19100
Chally liso e de quadros de cores, o covado 900
Proserpioa de seda de quadros, o covado 640
Alma viva de laa para vestidos, o covado 580
Caa francezas, pudrOes novos, a vara 500
Casias escocezas de lindo goslo, o covado 380
Riscados fraoceze imitando alpaca de seda, *
o cavado 280
Chitas francezas de cores, largas, o covado 260
Riscado monalro de quadros, o covado 220
Chitas de core escuras moilo fina, o covado 200
Velludo prelo o melhor possivel, o covado 39800
Selim prelo maca o liso, o covado 29600
Sarja prela tarrada para vestido, o covado 29000
Sarja prela lisa hespanhola, o covado 29009
Panno fino de varias cores, o covado 39800
Panno azol fi.no para farda, o covado 29600
Panno prelo fino para palitos, o covado 29500
Merino prelo e de cor, de cordao, o covado 640
Alpaca prela de cordao, o covado 540
Alpaca prela lisa fiua, o covado '480
Palitos relos de bombazina 79500
Palitos prelosde alpaca fina 59000
Paul de laa de cores para menino 19500
Chales prelos de retroz 69000
Ricos chales de merino bordados a seda de
cores 109000
Dilos ditos de dito bordado a teda 99000
Chale de merino, franja de seda 59500
Dito, de dito dita de'iaa 3OO0
Chales de merino preto, bordados a seda 69500
Lencos de selim prelo para grvala 19200
Ditos de dilo de core para dita 900
Dilos de teda de core pira dita 500
Dilos de ada de cores grandes para senhora 19500
Dilos de dita de ditas pequeo para dita 800
Dito de cambraia de lioho brinco 500
Ditos de casta pequeo branco* 300
Collarnho muilo fino 200
* Aberturas finas da cores para camisa 640
Madapolao fino com loque de avaria 39600
Lenco de relroi de loda a core 19120
Ganga ,-imarella lisa, o covado 300
Corle de casemira prela selim 69OOO
Corte de casemira prela fina -Joo
Corlea de dita decore, padroe novo 49000
Corte de cohetes de selim prelo bordados 79OOO
Di lo. de ditos de seda de cores 29500
Dito de ditos de fuslao fino 700
Dilos de dilos de na 320
Peca da esguiao de puro lnho 129000
DHiis de brlm liso muito fino 89OOO
Cines de casta chita finos 19900
Em casa de Timm Morasen & Vinnassa,
praca do Corpo-Santo ri. 9, ha para
vender:
Cemento romano em barricas, chegado
ltimamente de Hamburgo.
Vendem-se dous pianos' fortes de
Jacaranda:, construccao vertical, e com
todos os melhoramentos mais modernos,
tendo vindo no ultimo navio de Ham-
burgo: na ra da Cadeia, armazem n
21.
Em casa de Timm Momsen & Vinassa,
praqado Corpo-Santo n. 15, ha-para
vender.
Um sortimento completo de livros em
raneo, vindos de Hamburgo.
VARAMAS E GRADES.
Um lindo e variado sortimento de modellos para
varanda. e gradaras de gosto modernis.imo : na
fundicao da Aurora, em Siuio Amaro, e no deposi-
to da mesma, na ra do Brum.
NAVALUAS AM30NTEM-0 E TESOIRAS.
Na ra da Cadeia do,'Recife 11. 48, primeiro an-
dar, escriplorfePde Augusto C. de Abreu, conli-
nuam-se a vender 89000 o par (preco Iho, as j
bem conhecidas e afamadas navalhs de barba feilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na exposicao
de Londres, as quaes alm de durarin eitraardina-
riamenle, naosesenlem no rosto na accao d cortar
vendem-se com a codcao de, nao acradaudo, po-
derem os compradores devolve-las at 15 dias depois
pa, compra resliloindo-se o importe. a mesma ca-
sa ha ricas lesourinhas para unhas, feitas pelo mes
mo fak'cante.
Vende-e a taberna sita no pateo da
igreja do Poco da Panella : os pretenden-
tes dirijam-se a mesma. '
Vende-se urna vacca de leite: na ra
do Sebo, sitio do sobrado amarello com
portao encarnado.
Vende-se urna iabrica de charutos
com poucos fundos e.bem afreguezada :
na ra do Trapiche-Novo n. 20.
Vendem-se no paleo do Carino, quina da roa
de Moras o. 2, queijos a quatro palacas e meia cada
nm, chicaras brancas sem aza a 960 a duzia de ca-
aes.
Vcudcm-se esleirs e abanos, em porrao e a re-
lalho, por preco commodo : no paleo do Paraizo
o. 18.
Vende-se urna negra boa cozinheira, Uva bem
de sabo e eogomma algoma coua : na ra da Guia
n. 9.
BATATAS NOVAS.
J chegaram a batata novas do Porlo, e vendem-
se no armazem de Joao Marlins de Barros, (raveasa
da Madre-de-Deos 11. 21.
Vendem-se tres pretas muilo mocas com
lodas as habilidades, tres dilas para todo o servico,
duts dita, quilandeirat, urna parda de 22 anuos de
elegante figura e possaula, sem habilidades,-boa pa-
ra aprender a engommar. um prelo de meia idade
com officio de sapateiro e bom para lodo servico: na
ra dos Quarleis n. 24.
Vende-se o melhor firelo de Liboa que ha no
mercido : na ra do Vigario u. 7.
Attencao.
Vendem-se duas bonitas negras, urna perfeita en-
gommadeira e cozinheira, e outra oplima cosloreira
o cozinheira : quem as pretender, dirija-se ra
dos Marl\ nos n. 14.
Vende-se na refinaeflo da roa de Horla n. 7,
velas de carnauba pura, fabricadas no Aracaly, lan-
o em pnrcao como a relalho.
Attencao ao barato!!
Vende-se na ra di Cadeia do Becife n. IJ, loja
de Manoel Ferreira de S, palitos preto de alpaca
a 59 69OOO, I uvas de teda de cores para homem a
I90OO o par, corte de brm da moda a 39000.
Veode-e um mulatinho de idade de 7 para 8
anuos, muilo bonita figura : na ra daSensalla Ve-
lha o. 94.
Vende- urna taberna em muito boa localda-
de, e bem afreguezada para a ierra, e ni falla de
comprador di-se sociedade a Igum rapaz que lenha
bastante pralica do mesmo negocio e entre com al-
gum fundo : a tratar na ra do .\rjg3o n. 8.
A boa fama
Na ra do Queimado nbs quatro cantos na bem
condecida loja de miudezas da boa fama n. 33 en-
conlra-se seinpre um completo srrlimenlo de miu-
dezas do lodas as qualidades e de diversos go.lus e
que ludo se vende por 1,1o baratos precos que aos
proprios compradores causa admiracao :
Libras de lindas de) novelo, brancas n. 50,
60, e 70 a 19100
Libras de linhis, dita n. 80, 100, 120 a 19280
Duzia de Icsouris para costura a I9OOO
Duzi de tesouns linas para costura a 19280
Pecas com 11 varas de fila de seda lavrada 19200
.Mai.0 com 40, 50, 60 e 70 pecas de cordao
para vestido 400
Peca com 10 varas de bico eslreilo 560
Duzia de dedaes para senhora 100
Caitinhas com agulha frinceza 160
Caitas com 16 novello de litiha. de marcar 280
Pulceiras encarnadas para meninas 240
Grozas de bolOes para carniza 160
Pares de meia finas para senhora a 240, 300 e 360
Meadas de lindas muilo fiuas para bordar 1,160
Meadas de lindas de peso 100
Grozas de bolOes muilo finos para calcas 280
Asuldeiros finos com agulhas soriidas 200
Babados aberlosde 1111 lio lisos e bordados, a
vara a 120 e -Jn
Lapis finos envernisados a duzia 120
Carleiras demarroquim para algiheira 600
Fivelas dourad.s para calcas e collele 120
Traucelins prelos de borracha para relogios
a 100 e 160
FiDleirose areeiros de porcelana o par 500
Charuteiras entrefinas 1-20
Duzis de lapis sem ser envernisados 80
Duzia de torcidas para caudieiro n. 14 80
Peiites finos de bfalo para alisar a 300 e 400
Pecas com 6 112 varas de fila branca de lnho 50
Caitas com clcheles 60
Carrileis de Mudas de 200jardas de boa qua-
dade 70
Maciohos com 25, 30 e 40 grampas 50
Suspensorios, o par 40
AOS SEiNHORES LIVHEIROS E CHA-
PELLEIROS.
Vende-se na praca da Independencia ns. 24 a 30
encllenle papelao hamburguez de morca grande e
de todos os nmeros, por mdico preco.
Fruetas novas.
Ao deposito das bichas ra eslreil do Rosario n.
II, chegaram a principaes fruetas di Europa a sa-
ber : pecegos e damascos, estas fruclas esUlo com
quasi lodo o goslo da Europae oulras muitas fruclas.
A boa fama
Rico peritos de tartaruga para alar cabello a 49500
Ditos de alisar tambem de tartaruga 39000
Dilos de marfim lambem para alisar 1400
Dilos prelo de verdadeiro bfalo para alar
cabellos 19280
Luvas prelas de lorcal com botlas, fazenda
boa
800
-Meh
Gravafl
Fitas de
a vara
Atacadores 1
Kcos relogi
Escova Onii
niisima par
lo boas qualit
res ffUrffjicap
l'A\T
Luvas de seda decores para homem e'.enhora 19000
l.iuTas meias jle seda de cores para chancas 19800
Meias pintadas fio da Escocia para criancas240e40O
llandeijas grande, e de pintura linas 39000 e 49OOO
Papel almaco greve e paulado, resma 49OOO
Papel de peso paulado muilo superior* 39600
Penas finissimas bco de Unja, groza 19200
Ditas muilo boas, groza i^q
Canela finissimas de marfim 320
Dculos de armacao de ac deloda.as graduacoes 800
Lunetas com armacao de tartaruga 9000
I oucadores de Jacaranda com bom espelho 39000
Meias de laia muilo superiores para padres 29000
Ricas bengalas de canna com Mudos casloes 2J> e 39000
Chicle liuos para homem e senhoja a 1 e 2*000
las de algodao para padres 600
seda de lodas as cores I9OOO
o estrellas e de lodas as cor,
W.. 160
nalina para casaca 400
para cima de roe.ua 49OOO
is parn cbelo e roupa, navalhs fi-
rba, meias pintadas e cruas de mui-
r. trancas de sed de toda a co-
leborilos padroes, filas finissimas
as na larsuras e cores, bico finiasi-
il padres e de diversa lar-
iais fina, que he possivel encon-
as qualidades, riquissiroas franja.
1 e de cores com bololat proprias para cor-
; e alm de ludo isto oulras muilissirons cou-
sas que a vista de suas boas qualidades e o baralis-
simo preco porque se vendem. nao he possivel haver
quem deixe de comprar on ra d Queimado nos
quatro cautos na bem condecida loja da foa fama
n. 33.
Na ra do Vjgario n. 19, primeiro andar, lem
i venda a superior (lanella para forro de ellius,
chegada recenleinenle da America.
Na taberna do principio da ra de Mora n.
4, vendem-se o. seguinles gneros muilo em conla'
ruauteiga iugleza muilo boa a .500 rs.; dita muilo
fina a 800 rs. ; dita fiauceza a 720 rs.,-btala mui-
lo novas a 40 rs.,; loociuho de Lisboa' 320 ; lingui-
cas 360 ; cafe de caroco 160 ; gomma de engomtnir
0 rs., e oulros mais geoeros por commodo preec,o.
Xa loja das seis
portas-
i!m frente do Livrmenlo.
Vendem-se diales de seda de lindos goslos a89,
corles de vestido de cambraia com dous babados a
cinco patacas, dilos de cambraia piolados a dez lus-
loe, pe^asde cambraia com flores miudiohas a cin-
co palacas, chiles de cambraia adamascada,proprios
para ir ao banho a duas patacas, chales de quadros
cor de rosa a duas patacas, chales de ganga encar-
nados grandes a dez tasines e pequeos a duas pla-
ca., meias para meninas de (res a qualro annos a
fuslao.
PARA QUEM TIVER
ML'ITA FAMILIA.
Na ra do Queimado n. 19, jg
W vendem-se as mais modernas cambraias $|
jg{. francezas que lem vindo ao mercado, pelo
y baralissimo preco de 500 rs. a vara, como se-
ca jam: lenco de reros de loda. a core a
2 19120 cada um; chales de merino bordados
H e lisos de todas s cores, e por preeo corn-
il modo.
Sao chegados a praca da Independencia ns. 24 (a
30 loja de J. O. Miia os eicellentes o muito deseja-
dos oleado piolado de 5 a 8 palmo de largura de
boHilai pinturas,muilo proprios para roberas de pia-
no, mesas, commoda ele, c vende-so por baralis-
siruo preco. '
Vende-se nma negra com 30 aunos de idade
tem vicios nem achaques, cozinha alguma cousj e
ensaboa, e lambem he propria, para o servico do
campo: na ra do Queimado loja u. 2.
l'ARINHA DE MANDIOCA DE-SAN MATHEUS
LAVADA.
O patacho nacional udaz Irouie urna porcio de
farinhi Uvada, que se vende preces commodos,
Irala-se no escriptorio d ruada Cruz n.i'Jou no
caes do Ramos no armazem do Sr. Pacheco.
PARA ALFAIATE.
Na ra do Queimidoloja de ferrages n. 30, ven-
dem-se superiores Isoura de Guimaraes para al-
faiale por mdicos pieco.
LUVAS DE PELLICA.
Vendem-se na ra du Crespo n. 21.
Vendem-se 4 eicravos, sendo 1 negra de boni-
ta figura, 1 dila de meia idade e 2 escravos mocos]:
na ra Direila n. 3.
Vendem-se sellins com pertences pa-
tente inglez, e da melhor quadade que
tem vindo a este mercado : no armazem
de Adamson Howie&C, ra do Trapi-
che n. i2.
Vndese um piano inglez muilo bom, em
meio oso, por preeo commodo : na casa de Southall
Meds Si C. : ra da Cadeia do Recife 11. 36.
Vende-se umi muala com habilidades, sabe
bem cozer o engomna com perfeicSo e cozinha bem,
e oolra de meia idade e urna negrinha de sele annos
muito booila : na ra do Livramenlo u.4.
Velas.
Vendem-ee eice'lentes velas do carnauba pura,
de 6, 7, 8, 9, 10 e 13 por libra, e pur menos preco
que em oulra qualiuer parte : na ra Direila o. 59.
IH
S na ra do Queimado n. 19.
Vende-se ma Jspolo fino pelo baralisiimo
preco de 39200 rs. a peca; a elle que est se
acabando.
laF^astnaV sW3M! >^a
Vende-se arroz de casca rauilo novo a 29500 a
sacca e a granel a 39200 o alqueire. medida velha ;
eomu bem 13 loros de angico de 9 1 10 palmo de
enmprido, por preco commodo : na ra do Vigario
n. 5.
Vende-se um excedente carro de4 roda, novo
e bem conalrnido, un quinaos oplimos de carga,
novo e sem o menor achaque : na cocheira da roa
da Florentina.
Vndese junco bom, por preco commodo : oa
ra da Cadeia de Sanio Antonia n. 18. Na meima
cata einpalbam-se obra com brevidade. #
Ao barato.
Veudem-e espalo de Nautes para homens e me-
ninos, pelos diminuto, preco de 39200 e 29800 o
par : na rus do Amorim u. 47. e paleo da Ribetea,
taberna n. 1 ; lambem ha chales de merino prelo
muito bon. a 29500 cada um, na mesma casi da ra
do Amorim n. 47.
Va ra larga do
ROSARIO N. 38,
vendem-se carnudas com 12duzias de pennas de ac
muilo duas, com bico de lauca 1 I9OOO cada urna.
Attencao ao novo sortimento de fazendas
baratsimas.
Nova chilas de cores segura e algumas de pa-
dres novos a 160,180, 200, 220 e 240 o covado,
corles de chila de bonitos desenhos. padrSe ioleira-
menle novos, com 13 covado por 39, riscados fran-
cezes finos a 240 260 o covado, cassi. francezas de
cores, padroe. bonilos e delicados a 600 rs. a vara,
nova, melpomenes de quadros de core a 640, 720 e
800 rs. o covado, hamburgo fino, de boa quadade,
para lences, ceroola e loalhas a 99, 996OO e 109 a
pee de 20 varas, novo panno fino para lences, coro
roiusde 2\aras de largura a 29210, chale de la
grandes de cores com barra a 59500, ditos de case-
mira linos e muilo bonitos de cores com barra por
89, selim fjrelo maco superior, proprio para vesli-
dos e collele, por preco qoe em particular u dirt,
chales de sed grande, e pequeos, e nutras mullas
fazendas, que a dinheiro visla se vendem por ba-
ratissimos precos : ua ra da Cadeia do Recife, loja
o. jO, defronle da ra da Madre de Dos.
Vendee para fra ou para o mallo urna cria
osla recolliida, sem vicios nem achaques, boa figu-
ra, com 20 annos de idade, cozinha o diario de urna
casa, lava de sabao e barrella, e engomma, ludo
muilo bem: Irats-se com Victorino Francisco do
sinlos, na ra Imperial n. 174.
Vendem-se lonas larga e eslreilas, por preco
commodo : em casa de Fox Brothers, na ra da Ca-
deia do Recife n. 62.
Para acabar.
Vende-se merinos em peca e a retalho,
de muito boa quadade por serem fran-
cezes, eoutras Fazendas por precos muito
baratos; na ra do Rangel n.'5i-^-A e
atraz da matriz da Roa-Vista, n. 13.
Vende-ve rap priuceza de Lisboa, chegado l-
timamente em frascos: na ra da Cadeia do Recife
n. 41
, ~- Vende-se cognac da melhor quadade: na ra
da Cruz n. 10. ,
Praos oces patentes
para conservar a comida
q uen te: vendem-se na pra-
ca do Corpo Santo, arma-
zem n. 48, de liostron Ro-
oker #C.
OBJETOS PARA ARMADORES.
Vendem-se na ra do Amorim n. 41 sor-
timentos completos para armacoes deigre-
ja, carise anginhos, como sejm : volan-
tes de todas as cores, trinas, galOes de to-
das as largvjras, espiguilhas, ihamas, etc.
por precos baratos.
Vende-se farinha de mandioca da mais nova
no mercado a 29500 rs. a aacca : na travesa da Ma-
dre-de-Deos n. 16, armazem de Agoslinho Ferreira
sena Goimarae..
, T y.end,:nl-se ceblas nova chegadis ullimamen-
le de Lisboa na barca Mara Jote, a 800 r., I9OOO
r. e 19200 r.. o cenlo : na taavesm da Madre-de-
Oeo. n. 16, armazem de Ago.tindo Ferreira Seua
uuimaraes.
Barato que ad-^
mira. }
Lindo chales de barege, superiores ao de meri
n, lano em gosto Como por serem transparentes,'
muito leve. ; por isso muilo proprio para a aclu_
estacan : a elle, auleaque se acabem. enhores per?
nambucanos de bom goslo : na loja do sobrado n. 8
da ra do Livramenlo,
' Vende-* um plano de Jacaranda com pouo
oso.um berco de dilo ero meio usado.e urna porc*o de
rendas da Ilha : ua ra do Cabug, loja do Sr. Gui-
maraes, se dir quem venda.
Pechincba para
Os he i los passeios do
campo.
Por menos de seu valor troca-se por ouro, prala,
cobre e sed u la-, a inda mesmo sendo velhas, lindos
Chalos de merino bordados e de diversas cores, com
pepueno toque de avaria, pela diminua cuanta de
59OOO: na loja do sobrado n. 8 da ra do Livramenlo.
POIRIER.
Aterro da Boa-Visla n. 55.
vende-se um carro de i rodas,
novo, muilo elegante e leve, e
_ de novo modelo promplo a Fer-
rol ao gosto de comprador, em casa dePoirier.
ATTENCAO' SRS. ECONOMI-
cob,cnefes de familias
Na loja de & porta, que faz esquina para a ra do
Rangel, com a frente para a do Queimado,'ha um
lindo sortimento de chals de merino, bordados, e de
vari cores, com pequeo loque de avaria, por tao
barato preco que admira.
Esguiao de linho
e algodao,
muito superior, com 11 varas a peca, por 39500:
vende-e na ra do Crespo, loja da esquina que \ ol-
la para ra da Cadeia.
Com toque de
cupim.
Algodao para ecos : vende-se por preco com-
modo, ua ra do Crespo, loja da esquina que volla
para a ra du Cadeia.
A3$500
Vende-se cal de Lisboa ltimamente chegada, as-
sim como potassi da Russia verdadaira : na praca do
Corpo Santo 11. 11.
Cheguem ao ba-
rato !! !
Caixas pira rap imitando a tartaruga, pelo bara-
lissimo preco de 19280 cada urna : na roa do Cres-
po n. 6.
Attencao. ,
Continua-se a vender na ra da Cadeia do.Recifs
o. 47, loja do Si (Manoel) damasco de laa de duas
larguras, muilo proprio para coberlas de cama a
pannos de mesa.
Cera de carnau-
ba do
ARACATY E ASSU".
Veude-se em porrao e a relalho, por menos preco
que em oulra qualquer parte, principalmente sendo
a dinheiro visla : na ra da Cruz, armazem de
couros esola, n. 15.
POTASSA E CAL TIRGEH.
No antigo e a' bem conhecido deposi-
to da ra da Cadeia do Recife, escriptorio
n. 12, ha para vender muito superior
potassa da Russia, dita do Rio de Janeiro
e cal virgem de Lisboa em pedra, tudo a
precos muito iavoraveis, com os quaes ii-
carao os compradores satisfeitos-
Vende-se um cabriole! da 4 roda, prompto
para m cavadlo : ua ra do Arigio n. 37, eocbeira.
CHAROPE
DO
BOSQUE
O nico deposito conlina a ser ua botica de Bar-
Iholomeu l-"rancisco de Souza, na roa larga do Rosa-'
rio n. 36; carrafas grande59500 e pequeas 39000.
Attencao ao seguinte.
Cambraia franceza de core de moilo bom gpalo
600 rs. a vara, corle de cate* prelos de moilo bom
gusto a 29000 o corle, dito da core com bous pa-
dres a 29200, alp.ca de seda com ejaidro a 720
cjvdo, corle de laa muilo lino, com covado ca-
da corle, de muilo bom goslo, a 49500. leDCO d
tico com palma a 320 cada um. dilo da cambraia
de linho grande, proprio par ubeca a 560 cada
um. chales impemes a 800 r., 19 11200 : 01 loja
da ra do Crespo n. 6.
Brinsdevella: noatmaemdeN.O.
Bieber & C, ra da Cruj, fa. 4.
Fazendas baritas.
.^nV^V^T^rr\dr6et IMPORTA!* RA 0 PUBLICO.
' c"rdao mull 0m Pira cura de nhsica em lodos o seu. diflerenlea
ro, quer motivada por constipacoes, toase, aslh-
ma, pleuriz. escarros de laogae, dr de co(ados e
peilo, palpiltcie no eorico, coqueluche, bronebita
dor na garganta, loda aa molestias do orgos pul-
monarai.
o corre, alpaca de cordao muilo fio i
500 r. o covado, dita muito larta propria para min-
io a 640 o covado, corles de br m pardo de puro li-
do a 19600 o corle, dilos cor de palha a I96OO o
corle, cortes de casemira de bom goslo a 29500 o cor-
lo, sarja de 18a de duas larguras propria par vesti-
do de quem esl de lulo a 480 o covado, corles de
fusUo de bonitos gostos a 720 e (9400 o corle, brim
raneado de linho a 19 e a 19200, riscados proprio
para jaquela e palito 1 280 o covado, corles de col-
letes de gorgoreo a 39500 : na lioja da ma do Cres-
po n.'6.
Velas de car-
nauba.,
SIMPLES E DE COMPOSIf.AO.
Na ra da Cruz n. 15, vendeni-se dita velas, de
6. 7,8, 9 e 13 por libra, ero caizaa de 8at 50 libras,
fabricadas 00 Aracaly, pelo mel dores autores, e por
menos preco que em oulra qualquer parle.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na ra do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
Moinhos de vento
ombombasderepuxopara re jar borlas e baixa,
de capim, na fundicao de 1). W ..Bowman : narua
do Brum ns. 6. 8 e 10.
COGNAC VERDAOE1RO.
Vende-se superior cognac, eni garrafas, a 129000
a duzia, e 19280 a garrafa : na roa dos Tanoeiros o.
2, primeiro andar, defronle do Trapiche Novo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Redondo de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandszas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-sc a venda, em latas de 10
libras, junto com o met iodo de empre-
ga-lo no idioma portaguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
CAL DE LISBOA A 49000.
Vendem-se barril com cal virgem de Lisboa, para
fechar conla, pejo diminuto preco de 49000 o bar-
ril : ni ruy da Cadeia do Recife, loja n. 50, defron-
le da ra da Madre de Dos.
Vende-se eicelleule laboado de pinho, reeen-
temente chegado da America : na rui de Apollo
trapiche do Ferreira, a entencler-se com oadmioi
ador do mesmo.
CAL VIRGEM.
A mais nova no meroado, por preco
muito barato: no deposito de ra do
Trapichen. 15, armazem de Bastos & Ir-
maos.
Na ra do Vigario n. IV, primeiro andar, ha
para vender superior relroz de primeira quadade,
do fabricanteSiqueiralindas de rorii e de nume-
ro, e fio porrele, ludo chegado pelo ultimo navio vin-
do do Porlo, e juntamente mu 10 superior, feiloria
em pequeos barris de dcimo.
Vendem-se no armazem n. 60, da ra da Ca-
deia do Recife, de llenry Gibson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por pre(os
mdicos.
FARINHA DE MANDIOCA.-
Vende-se superior farinha de mandioca
em saccasquetem um alqueire, medida
velha por oi'000 reis : nos armazens ns.
o, 5 e 7, e no armzem delronte da porta da
alndega, ou a tratar 1:0 escriptorio de
Novaes & Companhia na ruado Trapiche
n. 54, primeiro andar.
Taixas- par& engenhos.
Na findicao' de ferro de D. W.
Bowmann na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
mpleto sortimento de taixas de ferro
elido e batido de 5 #8 palmos de
bocea, as quaes acliam-se a venda, por
preqo commodo e com promptidao'
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vendem-se em ca**-tie~"57 P. Jol
ton &.C., na nm de Senzala Nova n. 4 2.
Sellins inglezes. *
Relogios pfente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Candieirose casticas bronzeados.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiro.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97.
Vinho Clierry em barris.
Camas de ferro.
Vende-se ac em cimbeles de nm quintil, por
preco muito commodo : no armazem de Me. Cal-
moni & Companhia, praca do Corpo Santo n. 11.
DEPOSITO DA FABRICA DE TODO
OS SANTOS DA BAHA..
Vende-se em casa de N. O. Bieber &J
C, na ra da Cruz n." 4, algodao tran-
cado daquella fabrica muito proprio pa-
ra saceos de assucar e roupa para escra-
vos, por preco commodo.
AGENCIA
Da* Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42..
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meia moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.'
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ven?
de-sefarelo novo,chegado dt Lisboa pelobrigoe A'.t
peronea,
CAL" DE LISBOA.
Vende-se cal virgem, chegada no ul-
timo navio, por preco commodo, assim
.lomo potassa superior americana: no
deposito da ra de Apollo n. 2B.
FAZENDAS DE GOSTO
PARA VESTIDOS DE SENHORA.
Indiana de quadros muilo fina e padroe novo ;
corles de Ma de quadros e llores por preco commo-
do : vende-se na ra do Cre)po loja da esquina que,
volla para a ra da Cadeia.
.t
f
Jos Joaquim
Moreira,
COM LOJA NA RA NOVA N- 8,
acaba de receber pelo nllimo navio francez liorlia-
ima aeda lisa cor de ron, amarelii, branca moilo
alva e azul claro, de muilo boa quadade e com tres
quartas e meia de eavido de largara, sendo lambem
0 preco mais commodo do qoe ero sufra qualquer
parte ; aasim como Urobem receben pelo mesmo na-
vio um magnifito sortimento d bons de becerro
rancer p,ra homem, que moilo devero agradar,
tan o pela quadade como pelo leitio, cusiendo alm
de ludo islo cada par 85OOO, pago, vila.
Na na do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
scjam.quadrilhas, valsas, redowas, cho-
tickes, modinhas', tudo mcKlernisimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
888*8$*******
$ POTASSA BRASILEIRA.
0 bncada no Rio de Janeiro, che-
0 gada xeceatemente, recommen-
Sda-se *qs senhores de engenhos os
seus bons efeitot ja' experimen-
tados.: na ra da Cruzn. 20, ar-
g mazem de L. Leconte Feron & *
0 Companhia.
*s*********
V ende-se urna batanea romana dos os
sus pertences,em bom uso e de 2,000 libra*:
pretender, dirija-te ra da Crat,
NA RA DO CRESPO
Loja n. 6!! !
Vendem-se pecas de esguiao de algodao, n
boa fazend, pelo preco de 3*500 a pee, cnes de
cambraia de barra, bonito padroe e muilo boa fa-
zenda, pelo preco de 3)000 o corle, mantas pata
grvala a 1J200 cada ama.
* ATTENCIO.
ITa ra do Trapiche n. 34,. ha para
vender barris de ferro ermeticami
lechado, proprios para deposito
ses ; estes barris sao olJWlhoresque s
tem descoberto para este f
exhalar em o menor cheiro, e apenas pe-
zam 1 G libras, e custam o diminuto pre-
co de 4^000-rs. cada um.
_****:*:***
W Deposito de vinho de t
* pagne Chateau-Ay, primeiraqus
lidade, de propnedade do conde
de Marcuil, ruada Cruz do Re- j
cife n. 20: jste vinho o melhor
de toda a Champagne, vende-se
a 56S000 rs. cada caixa, acha-se
nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N.
B.As caixas sao marcadas a fo-
goConde de Marcuile os .r-
tulos das garrafas sao azues.
I

J
LABYRINTHOS.
Lencos de cambraia de iinho mnilo fino, loalhas
redondas e de pona, e mal objclo desle genero,
ludo de bom goslo ; vendos* barato : na ra di
Cruzn^JJi, primeiro andar.
Antigo deposito de panno de alg
godo da fabrica de Todos os
pantos na Babia. ^
Novaes & fuiuy iiibiM IH 1111 do
rapjchen. 54^grntinuam a *
er pannodeafgododesta fabrica
trancado, proprio .para saceos 1
roupa de escravos..
Riscado de listras do cores, ~\
para palitos, caigas e jaqnetas,
o covado.
Vende-se na roa do Crespa, laia da esquina qe
vo'l para a cadeia.
CASEMIRA META A 4?500
0 CORTE DE CALCA.
Vendem-se na rui do Crespo, loja da esquina que
volla par a ra da Cadeia.
Farello em saccas de. 5
arrobas a 5^000.
Farinha de mandioca
em saecs a 2$500.
Tijolios de marmore a
590.
Vinho Boideaux em
garraoes a l^OOO.
JN o armazem de Tasso
rmeos.
LEONOR D'AMBOISE.
Vende-se o excellen te romance histri-
co Leonor d'Amboise, duqueza de Breta-
nha, 2 volumespor l.sOOO rs., na livraria
n. 6 e 8 da prac,a da Independencia.
escravos ruomos.
Depprcen na dia 1 do con
ya de nacao, de nome Mara Antonia, col
lO annos, pooco mais ou minos, com o*i
Suintes: allua regular, olhoa muilo aperlado
berruga no rosto do lado direito, falla basli
; levou vestido de algodao azal. |
com lislras verde : roza-se nloridides c capi-
laes de campo a apprehensflo da dila e li
do Jirdim o. 29, queserae geuerosame
pensado.
lOOsOOOdegratificacao.
Desappareceu no dia 17 da agosta p
do, pelas 7 horas da noile, a prela Loui
cao Angula, de idade 35 a 40auno, domo mais ou
menos, com o. sitmae. leguinles : ana
direila incitado, magra, lem marca.,hranca no. duas
pemas; levou camisa de algodlozinho,
chila n'i.a, panno fino, e mais ama irou i de roupa:
roga-se a lodas as autoridades policiae
le campo que a ipprebendim e leven
Joao Lerte de Azevedo, ni praca de Carpo Santo D.
17, que receber a gralifieaclo cima.
Desapparecea ao da 17 de agosto eorrenler
pelas 7 hora, da noile, a prela Loarettca, de idade
3o a JO a n nos, pouco roais nu roeno, evm o signae-
segumles : um dedo da mJo direila encbado, ma-
gra, lem marca branca na doa pan**,
nisnde algodaoziuho, vestido de chila raa, panno
lino, e mai. nma Irona de roupa : rog-e a toda*
as autoridades policiae oa apiUe de campo qoe a
apprehendim e levem tea senhor Joao Leite de
Azevedo, ni praca do Corpo Silo aT. 17, qoe lera
bem recompensado.
ESCBAVO FGIDO.
Desappareccu. da casa do Sr. Flix An-
tinxs Moreira, do Rio de Janeiro, desde
1852, um escravo de nome Joao, crioulo,
natural do Ceara' ou Aracaty, com os sig-
naes seguintes: um pouco l br-
eado, picado de bechigas', ula,
de dentes, mal parecido^ consta ter anda-
do para Cotinguiba, e ultimament ^pelo
portos do norte como forro, em conse-
quencia de ser marinheiro: roga-se aos
capitaes de campo e as autoridades poli-
ciaes, que o apprehenderem, mandar le-
va-lo na ra do Trapichen. 34, primeiro
andar, escriptorio de Novaes & C., que se-
rao bem recompensados.
Contina etlar ausente de cata de taSNenhor
o mijor Antonio da Silva tiismlo, o seu gravo Ig-
nacio, crioulo, edr prela, alio nao muilo, idade 34
annos, pooco mais ou roeno, perna. um penco r-
quiadas, ollios grandes e vermelltos, lesla alia e
grande* cantos, com nm signal nella que parece nm
S, ora dedo de um dos pe partido, chupa bailante e
he moilo contador de pela., anda curcorvado : quem
apprehende-lo ser generosamente recompensado,
levando-o i roa Imperiil n. 64, casa da residencia
d* sea senhor.
*r Desappareceu do abaiio assigoado o prelo Au-
lon'lo, Mossambique, ja de Idade avmcidi, feilor
que era do silio na Patsagem da Magdalena, e coa-
loma dizer qoe lie forro ; lem os olhoa pequeos a
fumacados, e ni sola* do pea signaos'de cravo :
quem o pegar, leve-o a cidade Nov
me do Correio, ou p
no Jos de Olivoira.
quem o pegar, leve-o a cidade Aova, casa do Sr. Go-
Corr
Desapparecea o prelo Anlonio, moeaiabique,
j de idade, e na* jola do ps com ciealrizes de
cravos, feilor qoe era do lio na Paasagem da Mag.
dalena do abaiio assignado, que recompensara)!
quem o apretentar na cidade Nova, m urna das ca-
sas do Sr. Gome do Correio ; o quat preto coaluma
dizer qne he forro.Antonio Joaquim de Mello
1
-X

>
PBRN.: TYP. DB M. |. DE FaRIA. 865

MFIHflR FXFMPIflR FlIRnilTRAnn


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