Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00673


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Full Text
Ir
ANNO XXXI. N. 221
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 meses vencidos 4,500
'
QUARTA FEIRA 26 OESETEMBRO OE 1855

Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
DIARIO DE PERNAMBUCO
ENCA RUEGA DOS DA SUBSCRIPCAO'-
Recife, o pu prieterio M. F. da Faria ; Rio di Ja-
neiro, o ir. Joao Pereira Mirtlni; Baha, o Sr. D-
Duprad ; Macei, o Seuhor Claudino Falcao Dias;
arahiba n Senhor (jervazio Viciar da Nalivi-
pade ; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira Jnior;
Sr. Antonio deLeraosBraga;Ciara, o Sr.
deOliveira; Maranhao o Sr. Joa-
arques Rodrigan ; Piaiihy, o Sr. Domingos
Ackiles Pessoa Cearenee ; Para, oSr. Jus-
i; Amazonas, o Sr. Jeronymo da Costa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 3/4.
Pars, 350 rs. por f-
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 por 0/6 de rebate.
Acedes do banco 30 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da.companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras de 7 a 9 por 0/0.
HETAES.
Ouro.Oncas hespanholas* .
Modas de 69400 velhas.
de 69400 novas.
a de-19000. ,
Praia.Paiacoes brasileiros. .
Pesos columnarios, .
mexicanos. .
PARTIDA DOS CORREIOS.
29|000 Oiinda, todos os das
169000 Caruar, Bonito e Garanbuns nos das 1 15
16*000 Villa-Bella,Boa-Vista,ExeOuricury,a 13 e38
99000 Goianna e Parahiba, segundas e sexlas-feiras
19940 Victoria e Natal, as quintas-feiras
1940 PREAMAR DE IIOJE.
19860 Primeira s4 horas i 30minutosda tarde
Segunda as 4 horas 45 minutos da manha
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundase quintas-feiras Setembro
Relaco, ter^as-feiras e aabbados
Fazenda, quartas e sabbados s 10 horas
Juiz do commercio, segundas as 10 horas e 1
quintas ao meio-dia.
Juizo de orphos, segundas e quintas is 10 horas
1* vara do civel, segundas e sextas ao meio di
2' vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia
EPIIEHERIDES.
3 Quarto minguante as 9 horas 8 mi-
nutos e 49 segundos da manha.
11 Lua nova as 8 horas, 31 minutos e
49 segundos da manha. \
19 Quartocrescenteas5 horas, 20mi-
nulos e 14 segundos da manha.
25 Lua cheia a 7 horas, 5 minutos e
35segundos da tarde.
DAS da semana.
24 Segunda. Nossa Senhora des Memez.
25 Terca. S. Justina v. m. ; S. Virgilio.
26 Quarta. S. Cleofas ; S. Firrainob.
27 Quinta.' Ss. Cosme e Damiao irs.. ram.
28 Sexta. S. Wenceslao duque m.; S. Salamo
29 Sabbado. S. Miguel Archanjo; S. Fraterno.
30 Domingo. 18. S. Jeronyroo presb. card. e
doulor mximo da igreja; S. Leopoldo m.
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V
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V
PAITE WTICHL.
.---------------------------J----------------------------------------__
WVEHNO SA PROVINCIA.
18 o iltmbro,
Ao eousul de Franca.
! 16 di agosto do correle anno fez-
r qui o iospiclor da alfandega, por
oridade, pozera em praca publica
avariadas. provenientes da barca
:eza | Gtulavo II, naufragada em Maria-Fari-
qae V. S. suppondo coutrario
j conhecidos nnla provincia, e que o
omarvado, julga nao s* basear seuao em
retablo inexacta das regutamentns geraes
iga. que nao tem outro fim senao zelar ni
lo thesouro : sendo que em todoi os pai-
aipiniaoqua V. S. eamparlilha, a
dos vivados he denota ao cuidado
c agente eonsular do Estado a que per-
vio naulragadb, como se ha al agora pra-
nesla provincia antes da medida tomada a
'lavoJJ, o.tanto menos conforme s
iras, (juanto o navio linha sea capitao e
oiiiignatario. E conclue V. S. que, vista de um
icio tal, qut nao pode prevenir, vem protestar
rnul contra a ilecisio lomada
*abilisa-la por todas as con-
que de lemelhante procedimenlo resul-
tado ao inspector da alfaodega, vim a eon-
ne, villa das protas irrceusaviis por ella
N precedenlo sao que nos
Mullimos seis nnos as eos -
foram os salvado! arreradados
arrematados em publicu leiUo a
interesaados ; acuntecendo que
goravam os cnsules na admims-
capilaes, e n'ou-
a qoem os navios vinham cun-
2.*>, qai no caso de que agora se Irala
usui de S. M.J'.hrislianissima cu-luido
acia, que devra ler na arrecadacao
idos, visto como V. S. euecliva-
rra altendido, alo so quanln as
date para salvacso do navio e seu
> no acto di aeren) postas a lei-
perfeita inlellicen-
Ddos os interessades inclusive o capilo,
ia reclamo! : 3., que assim pratieando, o
inspector da ilfandega fui mui de accordo enm os
a de juaho de 1836. arl. 301 de
a 18*1, oom o arl. 773 do cod.
ci, a abem com o art. 12 do decreto
de 8 de noveribro di 1851.
ido, pois, haver motivo para no
aenlar algam protesto contra o
iga, permittir-me-lia \ S.
o decline ; assim como que Ihe renov irsegu-
* mah perfeita estima e sabida conside-
raeflo.
_22
Ao Eim. commandanle superior da
do municipio do Recite, inleiran-
^^^Bdtcreto de 7 de agosto ultimo, fura
Francisco de Barros Kego para o pos-
coronel comtnaad*nle .taj. balalbo
da niesnu guarda nacional, e recom-
oriiene ao Borneado que trate de pa-
imeruas a imporlan-
i^emeile por copia, cs-
^ amentos correspou-
ciou-se a respeilo a the-
al commandanle das ar-
! faca seguir para o seu
jinon em aviso da repar-
agosto ultimo, o alteres
infatuara, Joaquim Cavalcanli
que Bollo. luteirou-se a thesouraria
da Ja.
Lo me-rao, para mandar apresentar ao
i primeira vara desla cidade, na
dos militav-e-, as duas horas da
lo pracas de prel-para guardar al ti
jleria de que se estao eilraliindo os
Caiarauuieou-se ao referido juiz.
Ao chefe de policia, dizenifo ficar intei-
' S. S. demiltido a Aulonio Bernardo
a. do lagar de guarda da casa de d-
lo para o mesmo lugar a Francis-
vier de Salles Cavalcanli de Almeids,
Ao iuspeclor da thesouraria de fazendaj
y o requerimento do priroeiro sargento
reir tarbosa, que pede pagamento da
correspondente ao lempo em que servio
IvSo da colonia militar de Pimentei-
> que, visto constar ufe parlicipa-
r daquelle eslabeleciment haver o
mirado oo eiercicio do mencionado lu-
neiro de fevereiro deste anno, he,
dia em dianle que se Iba deve abonar
semelbanle grnliticafSo.
ose, para mandar pagar a Manoel
Ira, no caso de eslar nos termos le-
al qae remelle emdaplicilo, a quanlia
ue ojota de direito de Uaranhuns
icrutas constantes da mencionada
lommonicou-se ao sapradilo juiz.
Ao director do arsenal de guerra, aulo-
risamh i vista de soa informaban, amantara-
hpinhia de aprendizes daquelle arsenal
or Alfredo, depois de lavrado o termo de que
o i. do regiilamento de 3 de Janeiro de
iMM-sa ao juiz do orphaos desle termo
0 lermo de qae se traa.
Inspector da thesoararia provincial,
estregar mediante flanea ido-
S. Jos desla cidade pela verlia
la le do orcamento vigenlc, a quanlia de
aart contiuuscAo da obra da respectiva
licou-se ao referido visario.
ko prov-dor da saude, duendo que po-
que jolgar conveniente paia nug-
aodos do lazareto, entendendo-se
r do arsenal da niarinlia pira auxi-
'* oaeeasario a tal respeilo.
easamandanle do corpo de policia,
indo qae fac,a destacar mais um soldado
para abarreija do Giqui, afm de
f.
la
t
I
coadjavar o encarregado da mesma barreira na ar-
recada^ao do respectivo pedagio.Commooicou-se
thesoararia, provincial.
Dito Ao mesmo. Allendendo ao que Vme.
representoo em o sea officio n. 905 de data de 14 do
crrante, tenho resolvido qae o descont, a que se
lem de proceder no sold das pracas desse enrpo
que foram fornecidas de comedorias pelo encarre-
gado do lazareto do Pina durante o lempo em que
estiveram naquelle eslabelecimento, seja feilo regu-
lando-so cada dia de comedoria por 6(10 rt., embo-
ra fossem ellas pagas na razao de 610 rs. diarios.
O qoe Ihe cninmunico para seu ennhecimento, cara-
prindo que Vmc. previna as pracas do mesmo corpo
d'ora em dianle designadas para servirem no mes-
rao lazareto, de que devem manter-se a sus casia
levando para esse fim quando destacarem o ran-
cho necessario. Fez-se o preciso expediente a
respeilo.
Dito A' cmara municipal da Victoria, appro-
vando nao s a arrematado do imposto sobre a
batanea do assucar |pela quanlia de 8l200 rs. mas
lambem a deliberaran qqe lomou de por notamente
em praja. visto nao terem apparecido licitantes, os
pulros impostas constantes da nota que remelteu.
- 23
Officio Ao agente da companhia das barcas de
vapor. Nesle momento ( 1(2 horas da tarde) re-
cebo o sea officio de 23 do corrente, era qae me- de-
clara haver o commandanle do vapor Paran Ihe
communicado ler necessidade de seguir hoje de noi-
le para os *eus destinos das provincias do norte; e
nao haveu lo recebido ordem alguma especial a tal
respeilo, e nem me havendo o mesmo commandan-
le revelado qual a razao da sua urgencia, nao posso
alterar a marcha do coslume, mxime sendo hoje
domingo.
2*-
tinicio Ao Eim. presidente das Alagoas, de-
volvendo, atoados pela junta de justica, os proees-
sos dos soldados do oilavo balalhao de infamara,
Manoel Antonio de Mesquita e Francisco Monteiro.
Igual ao Exm. presidente da Parahiba acerca do
protesso do soldado do meio batalhu provisorio da-
qiu'll.i provincia, Manoel dos Sanios.
Dito Ao Esm. marechal commandante das ar-
mas, enviando, por copia, o aviso da rcparlic.io da
guerra de 22 de agosto ultimo, e bem assim o decre-
ta de 17 do mesmo mez, pelo qual foi perdoado ao
soldado do eiliiirlo sexto balalhao deca;>dores, tial-
dioo Xavier da Costo, o crime dedesercao qae com-
metley, devendo-se-lhe dar baixa logo qae se apre-
t conforme determina o final do citado aviso.
Dito Ao mesmo, dizendo qae, para poder aulo-
risar nos termos da circular qoe remelle por copia o
abono da ajada de cutio e frrameos qae pede no
reqaerimento que devolve o capitao dovJecimo ba-
lalhao de infamara, Francisco Antonio de Carva-
Iho, nnmeado para comraandar o destacamento, vo-
lante da comarca de (jaranhuns, faz-se necessario
que S. Exc. informe em quantos das deve esse.of-
ficial verificar a sua viagem.
Dito Ao mesmo, remetiendo, por copia, o avi-
so da repartirlo da guerra de 5 do corrente, do qual
consta que se concedeu passagem para o quinte re-
giment de cavallaria lizeira ao alteres da compa-
nhia fuada mesma arma desla provincia, Jos Vic-
torino Cesar, c para esta companhia ao alteres do
quarlo regiment da referida arma, Manoel Joa-
qaim Machado. Commonicoo-se Ihesouraria de
faieuda.
Dito Ao mesmo, devolvendo, julgados pela jan-
la de justica, os processos verbaes das pracas men-
cionadas na relucho que remelle, alim de que man-
de execular as senlenras nelles proferidas pela mes-
ma junta.
Helaran que se rr.fer,
Segundo balalhao d w
SoldadoJos Joaquim de Souza
arramalante do empedramento da primeira parte do
primeiro lanco da estrada do norte, a quanlia de
3:0009, em qoe foram avallados pelo engenherro
Francisco Kaphael de Mello Reg, os trabalhos re-
tos pelo mencionado arrematan lanles da rescisao.do
sen contrato.
DitoAo inspector da thesoararia provincial, re-
commendando, que a vista do ornamento qoe remel-
le por copia, contrate com o arrematante da obra da
ponte de Beberibe a factura das obras sapplementa-
res de que precisa mencionada ponte.Commu-
nicoo-se ao director das obras publicas.
DiloAo inspector da alfandega. Coramunican-
do o provedor da saude qoe o guarda commandanle
da barca de vigia n. 1, dm.-ira passar, contra s or-
dena da provedoria da sande, a eatraia dessa repar-
tirlo e ama balieira particular qae estavam atraca-
das ao vapor Tay, quando este fra'pela mesma
provedoria posto em qaarenlenj, rorommen lo a
Vmc. que faja punir o referido gnarda por seme-
lbanle talla.
Dilo Ao censor do Gymnasio l'ermimbucano,
para mandar prestar ao director da instrucr,ai pu-
blica urna das salas daquelle eslabelecimento, para
nella serem accommodados provisoriamente o archi-
vo e secretaria daquella directora. Communicou-
se ao supredito director.
DitoAo commandanle do carpo de policia, au-
lorisando-o em vista de saa informaban, a dar baixaj
do serviro ao cabo de esquadra daquelle corpo Jos#
Francisco de Souza Magalhaes.
Portara O presidente da provincia, tendo em
vista o disposto no aviso da repartirlo da guerra de
10 do corrente, pelo qual se mandou derailtir o co-
ronel Jos de Brilo Inglez do lugar de prndenlo do
conseibo administrativo para foroecimenlo do arsenal
de guerra, resolve nomear para o referido logar, o
coronel Benlo Jos Lemenha Lins. Fizeram-sa as
necessarias communica^oes a respeilo.
2. seteno. Rio de Jaoeiro. Ministerio dos ne-
gocios do imperio em ti de agosto de 1858.
Illm. e Exm. Sr. Fieando approvada a despeza
da quanlia de 16:1039744 rs que S. Esc. mandara
fazer com a compra de gneros alimenticios e medi-
camentos, qae fez remoller i provincia do Para pe-
lo navio Elvira e o vapor (uanabara, sendo com-
prelwndido nessa quantia a por qoe Tora frotado o
primeiro navio ; assim o eommunicn a V. Ese. para
seu conhecimenlo.
Dos guarde a V. Exc Luiz Pedreira de Cont
Ferraz. Sr. presidente da provincia de Pernam-
buco.
Janoario Mirlips.
Jos Queriuo de Araujo.
Nono balalhao de infamara.
SoldadoJoao de Andrade.
o -j-Mannel Antonio Rodrigues.
Antonio Jos da Silva.
Dcimo balalhao de infamara.
SoldadoPedro Ignacio Ferreirs.
Joaquim Jos dos Santos. .
Quarto balalhao de artilharia a pe
SoldadoJos Francisco da Silva.
Ignacio Cardoso da Silva.
Jos BeTnactles Pires.
Jos Francisc
No mesmo sentido o(ilco
ao commandanle do
COMMANDO DAS ARMAS
Qnartsl-teneral do commando da armas ata
Ptrnombuco na cidade do Raoli, laa 20 da
temhro da 185S.
ORDEM DO DIA N. 118.
O marechal de campo, commandanle das armas,
faz cerlo para os lins convenientes, que. a presiden-
cia em portara firmada bou tem nomeou o Sr. coro-
nel reformado Bento Jos I.emenha Una, para o
lugar de presidente do coKselho administrativo para
o lorneciraenlo do arsenal de guerra, em substitui-
rlo do Sr. coronel (larabem reformado) Jos de
Brilo inglez, a quem o governo de S. M. o Impera-
dor foj servido demitlir do referido lugar por aviso
do ministerio da guerra de 10 do corrente.
Declara igualmente, que o mesmo governo houve
por bem por aviso do obredilo minislerio de 5 da
andante mez.concrder passagem para o quinto regi-
ment de cavallaria ligeira, ao Sr. altores Jos Vic-
torino Cesar, da companhia fiza de cavallaria desla
guarnirlo, e para esta companhia o Sr. alferes do
rto regiment da mesma arma Maooel Joaquim
hado. O Sr. alferes Cesar (cara addido a mni-
companhia em quanto ngo segu na primei-
porlunidade para o seu destino.
Jote Joaquim Coelho.
[ Conforme. Candido Leal Ferreira, ajudante de
Ordena encarregado do delalbe.
EXTERIOR.
NOTICIARIO EPIDMICO.
Cholera-morbus, eholerina, lyphot.Portugal.
Desde o meado do mez de maio que a cholera lem
estado na cidade do Porlo. A principio, sendo pon-
eos os ataques, e esses pyuco-^raves, ia a epidemia
marchando desapercebida, sobre Inda porque a fre-
lia-lo
corpo de policia acerca do processo feilo ao soldado qunela dos lyphos e a sua lellialid.ide Trazia presa
daquelle corpo, Caelano Ferreira dos Sanios.
Dilo Ao commandanle da estarao naval, dizen-
do licar inleirado de que os mdicos d.iquella esla-
580, encarregados de examinar o estado de saude do
soldado do bstalhao naval, Christovito Jos Ferrei-
ra, sao de parecer qoo deve esaa praca ser tratada
no presidio de Fernando, e declarando que para a
cunilqcao delta convem aproveitar-se a Ida para al-
l do brigue barca ltamarac, e que ao inipeelor do
arsenal de marinhn se expedio ordem para mandar
dar alia ao referido soldado logo qne seja islo reqoi-
sitado. Ofllciou-se nesle sentido ao mencionado
inspector.
Dito Ao juiz relator da junta de justica, trans-
Ulillindo, para ser relatado em sesso da mesma.jun-
ta, o proeesso verbal do soldado do segundo balt-
Iho de iiifanlaria, Jos Antonio de Moura. Par-
ticipou-se ao manchal commandanle das armas.
DitoAojinspeclor do arsenal de marinha, re-
metiendo por copia o aviso dqaminislerio'da marinha
de 14do corrente, determinando que percebatn so-
mente melado dos respectivos jomis nos das em
que nao comparecerem no serviro o mestre da ofll-
citia de calafate daquelle arsenal Filippe Francisco
Gomes, o ronlrameslre da de carpinteiros Miguel
dos Sanios da Costa, o o mandador da de lanoeiros
francisco Antonio da Croz.
DiloAo mesmo, enviando copia do aviso circu-
lar do minislerio da marinhn de 13 do corrente, um
ejemplar do de 8 de julho ultimo, peloqaal se man-
dou fazer algumas alterares no regiment designaes
dos navios da armada.
DiloAo director das obras publicas, inteirando-
o de haver expedido ordem a thesouraria provincial
para qoe vista do competente certificado, pague ao
a a ti en c.at> de todos. Hoje, porm, que estes vao
diminuindo consideravelmente, e a. cholera se val
tornando mais ex|ensa, e propagaado-se com mai
gravidade, ja grande he o susto dos habitantes, de
que ella se desenvolva com o apparato com que all
reinou em 1832.
Durante todo o mez dejunho erara qualro termo
medio, o numero de casos, que havia todos osdias,
uns fulminantes, oulros benignos. Desde os prin-
cipios de julho, qae o* novos ataques comecaram a
ser mais freqoeoles, tanto dentro como fra do hos-
pital.
Este incremento da epidemia, e a grande aecu-
mulac.ao de iloenles,. no hospital da Misericordia,
dea lugar a qae se mandasse eslahelecer ara hospi-
tal para cholericos na casa do fallecido visconde de
Veiros, .is Agoas Frreas, sob a administradlo da
mesa da Santa Casa da Misericordia. Este hospital,
que eslava promplo no dia 17, e conten 27 camas,
receben logo no dia seguinle 7 doentes de cholera, e
F.3LHETIK.
O LIVRO POSTHUMO-
Pr Jbate Dm Casau.

Inrodutcao.
' Em <850ea eslava ao Egypto; vollava da Nubia,
t de ler passado as cacboeiras,
iviihosas paizagons do Nilo, e
as roinaa de Thebas, chegon ao
so fim d maio, a inuodacao
Dalo as Ierras gratadas pelo sol, reina-
nlo di khamiin impellia suas
taixo de um cto descorado. Mi-
1, que desde seis semanas manejava
stava quebrada de fadiga, e pe-
nao duvidei conceder-lhe; mas
ipo, resolv ir visitar as margeos
do mar Vermelho, do qoal a cidade de Keneh he se-
s> deserto, que as caravanas
n lentamente em qualro das. Certo cliris-
le Bslhleem chamado lea, que exercia as fue-
ra es de agente consolar da Franca em Keneh, en-
-e de procurar dromedarios para mim a
imano, oulros camelos para os
i a liagagem, ajustan com os cameleiros
para taararem-me ao porto de Qosoir, e para recon-
le depois a Keneh, onde o reata de minha
genta me (icaria esperando.
Partimos antes de nmanhecer, o bocea da noite
abairacimo-nos junte do poco ds Djita depois de
havermog esmirriado quatorze horas expostos ao sol,
e ao redominhcis de poeira qui levanlava o venta
sul.
No da seguirte descansamos a testa em orna gro-
ta coberla de ioscripries hieroglyphicas da dynaslja
elhiopica em um lugar chamado Gamr-Schtmi. e
pastamos a noilo .Iguma distancia di Bir*tl-Ha-
mammaLio Poro dos Pombos). Nossos cameleiros
queriam V avante dixendo qoe o diaho vinha mni-
las vezes viailai os viajantes nesse lugar qae ea im-
prudentemente escoHteri; mens motejos, os racio-
cinios philosophio* da mea dragomano no pode-
ram tranqaillua-los completamente.
Depois que lerminei a breve refeieao das viagios
no deserto, a qual eompoe-se quaai invariavelmenle
de po ovo duros, depois qoe lome) minhas notas
claridad! da laulerna, deilei-me sobre o tapeta
tendo a cabera apoiada em um boia travesseiro de
areia fina, as ai.nas junio de mim, debaxo do um
co innlizado d e.lrellas, senlindo dilatsr-ae-me o
coraco salisfeito na immensidado silenciosa que ro-
deava-me.
O sorano corr.eava a ganhar-me, Is imagens dos
sonhos patsavatn-me J pelos olhos, eu linha apenas
ama percep{3o confusa das palavras, qoe ea came-
leiros Irocavam em voz baixa, quando meu drago-
mano exclamou rindo:
Ah! seo diabo vier visitar-nos esta nolle, a-
char a quem.fallar ; porque eis urna caravana qne
para a cem pasaos daqot.
Com effeilo, ouvimos nm grande rumor. Os ca~
metas faziam o gorgolejo lameotoso, que he seu gri-
to, os homens faltavam em voz alta, e fincavam s
martelladas as estacas de urna tenda. Essa agitarao
durou algum tempo, depois o rumor foi-se applacan-
do pouco a pouco, o que permeltio-oae adormecer.
Nao sei desie quantas horas rafousava com o som-
no vigilante particular aos viajeiros, os qnaes conser-
vamsempre um ouvido atiento ao perigo, quando fui
repentinamente dispertado por um grande tumulto.
Os rabes gritavatn, um tiro de espingarda abalou
os cbos do deserto, onviam-se miados dolorosos se-
melhanles a vagidos de meninos. Lsncei mao de
minha carabina, mea dragomano' matleu as pistolas
no cinto.
He Schitan, o Apcdrejado, qne torce o pescoyO
a alguna peregrinos maos, diziam os cameleiros.
He alguma reraque ataca a caravana, dizia o
dragomano.
Vamos ver, disse en.
E partimos, o dragomano e eu, correndoamqoan-
lo os cameleiros agachvam-se prudentemente atrs
de seus dromedarios.
Quando approximavamo-nos do lugar, donde sahi-
ra o alarido, ouvi um juramento francez lao fran-
camente articulado, que nao pude deiiar da parar
espantado, e grilei rindo :
Quem vive?
Franca I respondeo-me orna voz.
Dei ainda alguna pasaos e achei-me em frente de
ora homem alio, moco e vestido de Wahabi, o qual
eslendeu-me a mao dizendo-me : .
Oh 1 senhor, ea nflo esperava ser soccorrido
por um Francez ; porque este paiz he pouco frequen-
tado pelos nossos compatriotas. Agradeco a sua so-
licitude; o perigo nao era grande ha po'uco ; agora
j passou inteiramenle.
O qoo eaa| intln* pergualei.
Nada. Dm bando de chacaea qniz apoderar-se
de nossss previsoes, um cameleira, gritn o mea ar-
naute, descarregou sobre elles a espingarda, o meo
cao persecuio-os ; agora ludo vai bem no melhor dos
desertos possivjis. O senhor vera de Keneh?
Sim. sahi de la honlcm de rnaatila.
I.onvado seja Dos! exclamou elle; o seobor
deve trazer agua do Nilo, Ha om anno qae pereor-
ro a Araba bebendo beberagens impossiveis, a es-
loa ancloso por devorar alguns goles de agua doce,
Os pocos de Qoseir eslo cheios de om liquido in-
fame, mais nauseabundo qae os prodactos chamicos :
ha de experimenla-lo quando l se achar.
Mandei meu dragomano hnaear um odre, ao qoal
o descoohecido dea longos beijos, como diz Ssocbo.
Enchia-mn de admiracao n alegra qoe senta easa
homem bebendo urna agua qua agilava-ss desde dona
mais (I no dia 19. Desles 18 doeutesentrados, fal-J Torca, qtie a povoaco fugio amedrantada,
leceram 5.
Alm desla, no hospital da Misericordia houve
7 casos no dia 17, 3 declarados as enfermaras,
sendo 2 em doenles de lypho, 1 iodo de fra e .1
da cidade e contornos. No dia 18 enlraram (> doen-
les, dos qaaes 1 morrea logo. o dia 19 existiam
5. enlraram 7, e fallcceram 2.
Eis o movimenlo do novo hospital de cholencos,
desde o dia 17 al 25 de julho, inclusive : homens
entrados 24, curados 2, morios 5 ; mulheres, en-
tradas ."t, curadas 5, moras 15 ficarnm exislindu 17
homens, e 32 mulheres : total 47 doenlas.
Na cidade leem apparecido varios casos com difi-
rante gravidade. Ho oreado em 20 por dia o numero
dos novos casos, qae em geral, leem atacado por
ora os individuos das classes pobres. Apenas duas
pessoas, que vivem com comraodidades da vida,
leem sido victimas do fiagello.
Para se tomarem as medidas hygienicas, que
aseircumslancias aclaaes exigiam, fot dividida a ci-
dade em 7 circuios sanitarios, para dirigir cada um
dos quaes foi nomeado om facultativo. Ja se come-
caram os trabalhos de limpeza e beneliciacao dos
bairros mais insalubres ; dizem-nos, que tanto os fa-
cullalivcs, como as autoridades, sao dignos de lodo
o louvor, pela assiduidade e zelo com que deaem-
penham a saa importante missao. Alm disto re-
commendou-se as boticas, que se despean graluita-
mente os remedios a todas as pessoas pobres, que
os fossem bascar com receitas dos facultativos, cuja
importancia ha de ser paga pela Misericordia. Da
mesma sorle sern pagos pelo governo civil os ho-
mens, que as autoridades administrativas subalter-
nas empregarem na condoccao dos cholericos para
o hospital. Tambero se eslabelecejj nm hospital mi-
litar para cholericos no Arco da Vandoma. no bair-
ro da Se, o qoal ja no dia 17 eslava promplo.
Em Villa Nova de Gaya, nos das 24 e 25 do met
passado, foram atacadas 10 pessoas de ambos os sexos
das quaes abrumas fallcceram pouco lempo de-
pois.
Os lyphos, como tfissemos, leem diminuido no
Porlo; todava no dia 11 de julho anda se coola-
vam 154 doentes, e no dia 21 perto de 120. Por esta
ncc.isi.ln. e por causa desla molestia, esleve em pe-
rigo de vida o nosso collega o Dr. Fructuoso.
Em S. Joao de Pesqneira nao lem havido caso al-
gam de cholera desde o dia 18 do mez passado, len-
do-se all conservado desde o dia 12 de abril. Na
sua retirada desla povoaco locou em Espinho, e
pouco depois no Valle. Neslas ires povoacOes, nos
Carvalhos e Lampaca ataeon 13 pessoas, das que
falleceram 73 ; na Pesqueira 55, em Espinho 12,
no Valle 2, nos Carvalhos 3, na Lampara 1 : deven-
do sar incluidos neste numero 6*gallegos, e mnitas
crean cas.
Em Ervedosa, povoaco a orna legua de distan-
cia da Pesqueira. at ao da 18, de julho linham ha-
vido 27 casos : de cholera lgida 17, de eholerina
6, de darrha 4, total 27 ; falleceram 10, ero con-
valescenca 2, total 12.
Em Villa Flor, e em Nabo, a 3 leguas de Mon-
corvo, leerji apparecido alguns ataques, e de entra
estes conlam-se j 5 falaet.
Em algumas povoacOes do districlo di Vizeo de-
senvolveram-se lamben) casos da epidemia, o qae
ubrigou n eslabelecer-se om hospital em Combres
onde no dia 12 de julho havia apenas 3 doentes.
Diz-se tamben) que em Aveiro se linham desen-
volvido algons casos, mas que'sao de pouca gravi-
dade.
O mesmo corre de Villa do Conde, Povoa de Var-
zim e Esposende.
Em Braga reiiiam os lyphos de um modo assusta-
dor, fazendo grandes estragos. He geral o clamor
do povo contra a poucaallencao das autoridades era
corar da limpeza da cidade.
Em Guimaraes, durante os 60 dias, enlraram nos
hospilaes 300 doenles de lyphos, dos quaes apenas
morreraiQ 6. Presentemente sao ja rarissimos os
casos desla molestia.
. De Elvas escreve-nos um collega nosso, que al-
guna casos do cholera leem apparecido em Campo
Maior, e haquella prara, onde al ao dia 22 do mez
passado linha visto 8 doentes, dos qaaes dtfus che-
garam ao periodo cyanico, em que suecumbiram
nosjlf-
/ terrivel
II daquel-
1 elle en-
spital es-
o naqucl-
temia.
denos povos
uns casos de
ncia lem-se
jdemia di
dentro de poucas huras. O mesmo co^
firma, que os traeos physioi>nomif os
doi-nca em nada sao difiranles ai
les com que se apresenlou em 183
lao leve lanas orcasioes de obser
pacial de cholericos em BeleOlTon
la poca durante lodo o lempo d
Em Evora, Barrancos, e outn
do Alemtejo v3o ja apparecendo
molestia. _
Em algumas povojriV's desla
nllmamenle manifestado ama ful
bexigas.
Do Algarvc sabemos nos queja algumas localida-
des est.lo invadidas. Na Fusela existe a cholera,
bem como em Tavira e Lagos.
Hespanba.He lamcniavel o estado sanitario des-
le reino. Em Madrid dura a epidemia chnVerica
desde o da 10 de maio ; e desde entilo at a6 dia
21)Je julho leem sido atacadas 1,242 pessoas, das
quaes 700 morreram, isto he, 56 por centb. Em
geral o numero dos atacados, por dia, anda agora
entre 20 e tantos a 30, e o dos morios na razio,
quasi sempre de 50 por cento. .
As povoaees das margeos do rio Tajona conti-
nan) a ser flagelladas pelo mal, calculan lu-e em
quasi ledas, que n murtalidade he pouco difiranle
da de Madrid ; sempre melada dos atacados, pouco
maison menos Ambole, Orusco, Carabaua, Tiel-
mes, Perales de Tajuna, Morala, Filolcia, e Aran-
juez, sao estas desgrasadas povoaeOss, principal meu-
ie a ultima, qoe nao se podem ver livres do fiagel-
lo. O mesmo acontece a Villavella, Chinchn, Vil
lvenle, Loeckes, Parla, que posto que mais distan-
tes do rio, tambem seulcm os tristes efleitos da mo-
lestia reinante.
Na provincia de Logroo conserva-s as povoa-
cu'is, onde existe ha muto tempo ; e de mais ten-
se manifestado em nutras com intensidade aterra-
dora. Solo de Cameros, por exemplo que pela po-
siejo na serra.e pela pureza dos ares qae a venlilam
por lodosos lados, pareca poder considerar-se isen-
ta do fiagello, foi ltimamente invadida com tanta
dias em velhas pelles de cabra exposta ao sol, o que
eu J achava 13o pessima.
Depois que bebeu largamenta, fez estalar a lin-
go como um cunbecedor de viahos, que acaba de
saborear am copo do famoso vioho do Porto achado
debaxo de entulhosdo terremoto de Lisboa.
Obrgado, disse-me elle entregando o odre ao
dragomano. Tem muila vontade de dormir Y J que
estamos no Oriente, permita qne o trate a moda
oriental: nao podemos separar-nos sem termes to-
mado caf, e fumado um tchibouk.
Convenho, respondi-lhe; mas primeiro apre-
sentemo-nos mutnamenle. Cbamo-me Mximo l)u
Camp, venho de Wadi-Halfa, e pretendo ir a Coos-
lantinopla pelo continente para de li chegir Fran-
ca pela Grecia e pela Italia. E o senhor?
Eu, lornou elle, chamo-me Joao Marcos, che-
go do Caocaso atravez da Persia, do Khurdistan, da
Mesopotamia e da Arabia, e vou a Alexandra, onde
embarcare! para a Franca oo para qualquer outro
paiz, segundo minha phanlasia.
Pois bem, meu charo Joao Marcos, eotremos
em sua tenda!
Oh / meu charo Mximo, com muito gosto. '
Os viajantes ligam-sc fcilmente, Enconlram-rt
hoje, e amanhaa se aparlarao lalvez para sempra;
por isso approveilam o lempo, dao em poucos ins-
tantes o que as circumstancias ordinarias exigira
seis semanas e mezes: no fim de urna hora sepa-
rara-se amindo-se sem saberem se amis se torna-
rao a encontrar. Nao ha Irausi'c.ao, chegam inti-
midada antes de saberem como se devam chamar.
Juram procurar-se, e enconlrara-se ootra vez; mas o
lempo os aparta, as exigencias da vida osdspersam,
o esquecimento os afasia, e ficim sem nolicia da-
qaelles a quem deram urna porcao de seu coracao
em um aperto de mao. as grandes estradas do
mundo quantos amigos deixei, para os quaes meu
semblante seria agora desconhecido !
No fim de pocos minutos, Joao Marcos eeu as-
sentados em urna esleir, fumando longos cachim-
bos, e volvendo as contas do rosario entra os dedos,
tralavamo-nos j como anligos contiendo?.
Emqoanto conversavamos, levanlou-se branda-
mente a cortina da tenda ; entrn um grande galgo.
E'pregnirou-se, lamben os beijos, farejou-roe com
cireumspecrao, e fpi depois deilar-se junto do se-
nhor. o qoal affagou-o dizendo:
Maito bem, Boabdll, comale alguma carne de
chacal, visto que leas a garganta toda ensanguenla-
da. Sem dovida o tiro de Bekjr-Aga acertoo. Esse
diaa velho he como oa gatos, tanto v de noite co-
ma de da.
O persooagem ds qne fallava-se olo tardn em ap-
parecer trszendo o caf. Era um homem alto e sec-
co, mais esfarrapado que Job, e mais altivo que Bra-
ganca; do cinto pendiaua-lhe pistolas de coronhl de
coral, e am yatagn de bainha de prata dourada ;
um estofo alvo e lazante cobria-lhe a cabeca ro-
deada im forma di forbante de om pessimo lenco
di algodao amarello, que dizia bem com a cor bron-
Na provincia di liuena nao he mais lisougeiro o
estado sanitario. Em Barbaslo. Seresa, Hecho e
Ponlicosa com tanta intensidade se desenvolveu a
epidemia, qua dentro em pouco-lempo rara era a
familia, que nao linha que lamentar-sexta per la de
algum de seos membros.
Em Lrida lambem tem sido aterrador o modo
porque a molestia all se tem declarado. O grande
numero de morios em relacAo aos atacados, de mais
o inlensissimo calor que (em havido, fazem crer qoe
ser das localidades mais desvasladas de Hspa-
nha.
Em Victoria, apegar de all se terem refugiado
grande numero de familias procedentes das locali-
dades, onde reina a cholera, todava nenhnm caso se
lem desenvolvido por ora em pessoa que all habite.
Pelo contrario em Pamplona os estragos san lio
considerareis, principalmente na guarnirlo militar,
qae sao poucos os facultativos parasorcorrer o nu-
mero dos que s,1o quotidianamenle atacados, tzna
jar. Encina, Mendigorria. lbennos, Estrila, San-
gesa. Antajona. Cascante, Tudella, Tafalla, Rea-
les, Baena, e Carcabucy estao em icuacs circums-
tancias. Em geral neslas povoaees nao ha quem
Irabalhe, nem quem venda consa alguma, porqaa
as poucas pessoas que n3o poderam emigrar, nao
leem valor se quer para procuraren o alimento in-
dispensavel.
Nao se pode deserever o estado deploravel em
que se acba Granada. O numero dos atacados anda
entre300 a 400. A morlalida.de na razao de.50 a
60 por cenlo. Tendo ama populacao de 50 e tan-
las mil almas, tem ja emigrado mais da terca parte
dos seus habitantes. O mesmo acontece em Canja-
var, Ugijar e oulras povooejBes visinhas. Em l.oja
a siluartlo he tal, que foi preciso mandar alguns
presidiados para a condcelo e enterro dos morios.
De Navarra nao sao melliores as noticias. Em
Puente de la Reina desenvolven-se <> fiagello em
lao grande exlensao e com tal gravidade, qoe lan-
cou a povoaco em um estado lal de consternacao e
desanimo, que se deixam morrer sem procurar os
meios de evitar os terrveis efieitos da epidemia.
Em Mira, provincia de Cuenia, povoaco, quan-
do muilo, ile'300 visinhos, tem havido ja 274 ata-
ques, dos quaes 60 leem sido fataes, e fulminantes
?a maior parte.
Com igual forsa se manifeslou o fiagello em To-
ledo, principalmente no presidio da cidade, onde
poucos leem deixado de ser atacados ; e lambem em
Villaseqnilla e Villalaenga.
Em Sevilha nao tem sido menas fatal esta terri-
vel molestia. Conta-se que em ama casa de 12
pessoas todas suecumbiram em poucas horas aos
seos ataques.
N'uma povoaco do Arago revollou-se o povo
contra os mdicos ; matando nm, e a criada de ou-
Iro, qoe nao encontraran), porque elles o queriam
abandonar por nao poderem vencer o improbo tra-
balhn, qae os freqaentes ataques os obrigavam a fa-
zer de instante a instante.
Em Teruel tem feilo grande numero de victimas
entre as quaes se conlam algumas pessoas das. mais
nolaveise abastadas daquelles lagares. Em Sola,
onde fermnilos estragos, vai declinando, ao passo
qae em Mora de Kablicos se lem propagado com
lal intensidade, que duas tercas partes da povoaco
ja foram atacadas.
Em Burgos tambem se tem mostrado mortfera,
posto que pouca extensa.
Catnlayud est experimentando as terrveis con-
sequencias da sua presenca, estendendo-se ella l-
timamente por todaa comarca. Aqoi morreo um dos
melhores medicoj, e que mais servicos presin nes-
ta triste conjunctura.
Em Requena leem sido jateadas mais de 600 pes-
soaaavdos facultativos, em numero de 7, ja morreram
I, ean virlude mais do excessivo trabalho que o
povo os nbrifi.i a fazer, agarrando nelles forra do
qae por ataques Diz-se que dos h ilaltif.es que embarcaram em
Malaga, com destino Calalunha, procedentes de
Granada, tiveram que se tancar an mar 150 e tan-
tos morios de cholera, qoe, se desenvolveu a bor lo.
F'ranca.Corra em Madrid, que em Paria linha
reapparecido a cholera, e o que peior era.ronjuncla-
menle Cornelia a chamada pesie bubnica. Posto c,ue
s continuas relacdes.qne Pars esta hoje|lendo com o
Orieiite, torne possivel urna tal f i ti li la le, todava
carece de confirmacto urna similhante nolicia, sobre
ludo porque nem os jornaes francezes, nem as car-
tas vindas d'ahi, se referem a urna novidade tan
transcendente. M
Blgica.Em Liege desde o 1.* de julhfjqoe exis-
te o cholera. Sao 8 ou 10 as^essoas quo morrem
por dia desla docnr.i.
Inglaterra.Em 15 de julho havia grandes re-
cejos em Londres de qne o cholera se manifaslasse
all oolra vez, porque eran) frequentissimas as diar>
rheas, observando-so em alguns caso* bstanles
ymptomas daqaella molestia. Alem de qae o ro-
tatorio hebdomadario dos nascimentos a mortes de
7 de jii 1 lio d naquella semana 28 morles allribuidas
a diarrhea, e 6 ao cholera ; sendo gravissimo nm
dos casos desla doenra, porque a morte sobreveio
em 11 horas. *
Italia.Em Floren;a a epidemia vai em decl-
nacao. Em Porto-Terrajo, San-Stefano, e na ilha
de Giglio continua a fazer algumas victimas. Em
Truile desde 15 a 23 de junho linham havido 30
casos, dos quaes 20 foram morlaes. Em Fano e
Sigaglia 8 ou 10 casos diariamente. Em Veneza e
Verana, estacionaria ; na primeira -cidade 8 casos
por dia ; total, desde 6 de maio. 940 ataques ; na
segunda 12 casos; total, desde 28 de maio, 4890.
Em Padua conta-se, desde 18 de Janeiro, 441 casos,
dos quaes securaram 112, morreram 282, e ficaram
em Iratamento 47.
Em Liorne 'a; molestia, tem tomado maiores pro-
porces. Ha dias de 30 novos ataques. Em Tos-
cana nao est melhor o estado sanitario. Em Bolo-
uba lia dias de 80 morios de cholera. De Ancona
ao aferradoras as ultimas nolicias recebidas. Alem
do cholera desconfia-se da existencia de oufra epi-
demia mais morlifara, o que lem dado lugaT a urna
grande emigraran.
No reino de aples parecem boas as condires
sanitarias; mas na Sicilia apparecia algum caso
de lempo a tempo.
Em Malla, as ilhas Jonas e no Arcbpelago
Grego ainda se nao lem observado caso algam.
Egypto.No Cairo a molestia tem feito muifos
estragos ; a murtalidade subi a 350 por dia. No
dia 18 dejando houve 2011 morios de cholera, o s
40 de oulras doenjas. Em Butaca, situada en-
tre o Nilo e o Cairo, morrem 150 pessoas por
dia.
No Baixo e medio Egypto o cholera propagoa-se
por contagio, e nao epidmicamente. Por ora nao
se (em manifestado serRlo as localidades aonde as
embarcarnos vao fazer o sea fornecmento de vi-
veres.
Eis-aqui como o Dr. Grassi cotila qae a molestia
se desenvolveu naquelle paiz.
A 9 de malo chegou um vapoi austraco com
caria suja. viudo de Constantinopta, e qae linha to-
cado emSmyrqa. Esta embarcacao trazia 153 paa-
sageiros e 30 homens de trpolaeSo. Tando tido
ama viagem de 5 dias desde Smyrn i al Alexan-
dra, foi admiltida a livre praliea persenSoter
desenvolvido a bardo caso algam de molestia.
No dia seguinle entrada am dos passngeiros foi
atacado de cholera, e morrea nessa misma noite.
Ate eniao ainda neohom caso desla molestia tinha
apparecido em Alexandra.
No dia 15, islo he, 5 dias depois dn admissao do
navio, fui atacado repentinamente um homem em-
pregadn no arsenal de marinha. Cs passageiros,
qne tin'iam desembarcado em Alexandra, e qae li-
nham jj*.i em romaria Meca, apenas cnegaram
Bular, as margena do Nilo, junto do Cairo, foram
atacadoi pela epidemia, e ja no dia 26 de maio li-
nham perdido 7 companheiros.
Depois destes casos he qne a moleitia se desen-
volveu no Cairo com tal intensidade, qae a 4 deju-
nho morriam 87 pessoas por dia.
Brasil.Alem da febre amarella, que exisla em
alguns dos seus portos, consta pelos jornaes e car-
ias vindas do Para, qae tambem o chotera se ma-
nifestara nesta cidade, tendo- ja feilo para cima do
300 victimas. He inexplicavel o estado de terror
e susto em que eslo'os seus habita ules.
(Da Gazeta Medica de Lisboa do 1. de agosto.)
zeada de sen rosto magro, Iluminado por dous olhos
penetrantes, e ornado de longos bigodes braneos,
qae retorciam-se alciis orelhas.
Onde achou este chefe de salteadores? pergun-
tei a Joao Marcos, quando Bekir-iAga retirou-se.
as mootarihas da Albamia, respondeu-me el-
le. He urna historia. Ha uns doze annos na minha
primeira viagem salvei-lhe a vida, e desde eniao
nunca mais deixou-me. A miseria de seu vestuario
resenle-se da longa viagem que tamos feito. Bem
sei que nao tem figura agradavel; porm he o servo
mais dedicado que ha no' mundo, e, accrescentou
com certa tristeza, he desde maito lempo minha
nica companhia. com esse cao que dorme a meas
pos.
Depois l) conversar urna hora com Joao Marcos,
levanlei-me para despedir-me ; mas alie rtteve-me
pelo braco, dizenda-ine;
Ha tanto tisapo orna v)z frtmceza nao soa-me
aos oovidos, que alo posso deeidir-me a dexa-io.
Alm disto lia mais da om anno nao tenho noticias
da Franca, e ignuro o qae l se passa. Nosso encon-
tr s me deixaria pezares se o senhor nao consaar-
isse em prolooga-lo. Se nao tem pressa de ir a Qo-
seir, onde chegar.i sempre cedo para o que l o a-
gnarda, consgrele o dia de amanhaa. O klutmsin
he vilenlo, tome am dia de repouso, e deixe-me
passa-lo em sua companhia. Conversaremos sobre a
Opera e sobre o passeio publico do thealro italiano ;
dar-lhe-hei todas as informarle*'possiveis sobre as
regies que quer percorrer, e pelas quaes tenho via-
jado tongamente. Concedendo-me o que Ihe peco,
dsr-me-ha grande prazer; pois tenho multa alegra
de achar om compatriota em taes solidoes, e lambem
de poder faltar vontade a liugaagem do meu paiz.
Apezar da conlraredade que eu esperimentava de
perder um dia, nao quiz recusar, um ofierecimenlo
feilo tao candialmente ; assim assenlamos de passar
juntos o dia qoe elle desejava.
Obrigado, disse-me Joao Marcos com elTusao,
ese minha-snriedade nao o fatigar mnilo, prometi
espera-lo em Keuel, e se pdedar-me um lugar em
saa tange descerei com o senhor at ao Cairo.
Aceilei com muilo gosto, e separmo-uos para re-
cbrannos um somno, que cutan nao foi mais inter-
rompido.
O calor do sol, qae elevava-seno dia scgoinle,
acordoo-me no momento em que meu companheiro
improvisado chegava ao meo abarracameoto.
Achei, disse-me elle, nm lugar sem igual, on-
de taremos sombra e fraseara, duas coasas raras no
mez de maio oo deserto de Qoseir. Fiz urna explo-
rarlo matinal at ao pojo de que estamos vizinhos
aflm de ver se lioha agua, e aviitei no fondo um
lodacal, que as r3as recusariam habitar; porm he
o lugar mais bello para conversarmos de omni ri
icibili el quibusdam alus. Imagiue urna torre s
avenas, com cenlo e sessenta degros, um largo
patamar da vinte em vinte degios. Foram os ln-
glezes qoe cavaram e constroirata ludo isso para nos-
so maior prazer na poca em qae oceupavam oE-
l.o-se oo Nacional de 24:
BANHOS SALGADOS NO CHOLERA-
MORBUS.
O tralamento do periodo lgido do cholera he de"
cerlo aqoelte para que tem sido aconnelhados mais
meios, e em que oexilodelles he mei os safHcienle
nessa verdadeira alleracao zofi tubantia. No
tralamento 'proposto pelo Dr. Lepetit, teodo por
base o acido sulfarico, ja este pratico acooselhava
o em prego dos banhos salgados contra as'raimbras
r a diarrhea; o Dr. Henry Slarr vem agora de re-
ferir na Lance! o partido qne limo do mesmo meio
contra o periodo cyanico do chelera-morbus. E
supposto que nao possamos abonar a eflicacia de
que o aotor o diz dotado, e que os fictos por elle
apresentados tendero a comprovar, nao devemos
deixar de convir qoe he em extremo j jstificado pe-
las ideas que hoje vogam em conformidade com o
resultado das analyses do sangae dos cholericos,
ideas que ja foram origem de oulran applicacOes,
entre as quaes se contam as injecc<3s salinas as
veas, o Iratamento pelos saes de soda e de potassa
dados linlernamenle, a prophytaxia |>elo sal com-
mum, ele.
Apresentaremos {aqoi orna parle do artigo do Sr.
Slarr. Diz elle :Desde 1849 leoho tilo raxoes pa-
ra sustentar a opinio que fiz conhe:er naquelle
tempo, de qoe o aso systematico de um forte banho
de agua salgada na temperatura de 106 a 112 de
l-'-ihr. (temperatura da febre), seria uin recurso de
geral e grande valor pralico as" formas mais gra-
ves de collapso. e mais partcularoienlu me conven-
c disto, quando na minha pratica live de me haver
com a molestia naifoells perodo em que a intole-
rancia do estomago para a accao normal dos reme-
dios internos, torna a saa adrninistiaco vi, ou
peior do que intil. As razoes que me levaran) n
esta conviccao, pondo de parte as leis de endosmo-
se, achei-as no poder vital que resid! na pelle, o
qual permitte a-ahsorprao dos (luidos como pro-
vam as experiencias physiologicas admiltidas como
aulhenticas, e assim muitos cxemplos vulgares da
transmita endmica dos agentas iheriipeuticos ap-
plicados tnicamente. Alem disso, esta reconheci-
do que a alimenlncao se pode fazer peta mesma va,
c o Sr. Wilsan diz haver exemplos do binho de leite
i| ue ule ler sido bem surcedido, como meio de en-
Ireter ,-. vida, quando a communicado com o eslo-1
mago se acha impedida.
O remedio qne tenho experimentado e reconhe-
ciilo pralicanicnle efticaz, possue a vantagem de
nao demandar applica^tn algnma nfiraa, e estoo
convencido de que os pralicos que siclasiva, ou
principalmente conliam no tralamento interno con-
tra o periodo de collapso, bao de ver as suas pres-
criproes contrariadas ni niaioria das casos, pela1
obvia razao de .|ue o estarnas', as regeila in limin,
Por isso que o sangue, em consequeneia do impelo
da molesfia, tem ja perdido a maior pirle dos seas
cnnstitoiules salinos e aqansos, ao passo que o re-
sidus se acha fri e estagoado no coraclo e no sys-
lema vascular, he fcil ver qoe o melhor meio de
conseguir a reaccao e o reslabelecimenlo consistir J
em Ihe restaurar o calor, resfitoindo-lhe ao mesmo
lempo os seus constituinles salinos e a sua fluidez,
por om modo promplo, vigoroso e bem susten-
tado.
Fondado neslas considerarles e nos seui factos, o
Sr. Slarr assenta que se pode alcanca quasi sem-
pre o melhor resultado no periodo cyanico completo
nicamente a favor de processo simples por elle in-
dicado, itto he, mergolhando o doeOle i'um banho
geral quente de agua salgada. Apropcreao de sal
ser de meia libra para cada olio de agua, approxi*
madamente.
salgada bem quinte em vez dos banhos, e com tama-
ita felieidade os applicoo, que passada hora e meia
a reaccao havia apparecido em toda a sua plenilu-
di, desapparecendo a cor azotad., da pella, e am
sea lagar apparecendo a cor oatoral 1
Nos qoe vimos o doente, Acarnos maravillados de
Oo estupendo effeilo, e felicitamos o Sr, A. B. dev
Almeida pela sos feliz lembranra, e pala sua gene-
roaidade e franqueza em vir tao depreasa comtnunicar
o bom resallado qae bavia colindo, aprovelando
esta occasiao e este meio para o fazer bem publico
para otilidade dos infelizes aceommellidos de tao
lerrivel fiagello, e dos nossos colli
Compre advertir, que o Iratamento nao se limita
exelusivamente ao uso dos pannos molhados em
agua salgada quente ; he necessario acompaahar
este meio com o uso interno dos diflusivos, oo
orvallos duas colhares de agua fra, o ama friego
com algum linimento excitante antes da applicarao
dos pannos.
(Peridico 4o$ Pobret no Porto.)
HTERI0R.
UCIUHD [VCUIll AD rynnyTninn
gypto, e como sao engenheiros uteis, fizeram em tor-
no do poco pias e sarcophagos enligomeio gastos.
Os servos lavaran) nossos (apeles escada deseo-
berta por Joao Marcos. Com efleito o lagar era bem
escollado. He verdade qae alguns geikos trepavam
pelos muros, um cheiro de lodo pairava em torno
de nos; mas que importa ? Os viajantes nao fazem
caso de to pequeas considerares, O sol nao poda
alcancar-no>, o calor nao descea al nos, tincamos
fumo Djebli, bons lekibouk', o inaprecavel caf
do Oriente, e leria sido ingratidao queixar-nos.
A' claridade do dia pode examioar Joao Marcos a
mea gasto, e ereio que no sera intil fazer um es-
boro rpido de sua pessoa. Era ata homem de ans
vinte e oito anuos, alto e paludo apezar da cor mo-
rena com que o sol doarra-lhe o rosto; barbas pre-
tas, duras, beatas e frisadas adornavam-lhe as qaei-
\adas sallientes o os beijos grossos; sua fronle lar-
ga e mui desenvolvida pela bossa de abarcador, ti-
nha doas oo tres rugas prematuras; as sobrancelhas
finas seguiam o contorno das arcadas orbitarias, as
qdaes projeclavam-se afibulamente cima de olhos
negros, avelludados, muito brandos apezar de certa
irona triste, e caja firmeza tornava-se em algons
momentos insupporfavel. Bem como eu j disse, el-
le linha o magnifico vestuario da Hedjaz; um luc-
hante branco, aperlado por urna kufteh encarnada e
amarella, rodeava-lhe a cabeca severamente rpida ;
om longo vestido escuro cahia-lhe al aos ps, caja
delicadeza exquisita corresponda perfeitamenle a
elegancia quasi feminina de suas mos magras e tan-
gas; ligadas a punhos finus e graciosamente flexi-
veis, ellas pareciam anda menores as largas man-
gas em que fiuctuavam. Seu gesto era abundante,
secco e muilo expressivo. Durante os breves mo-
mentos que passmos juntos, achei-o dlstrahido ; no
meio da conversarlo esqnecia-se fcilmente do in-
terlocutor, e ficava absorto por um peosamento se-
creto. A urbanidade de suas maneiras era aug-
mentada por ama ous.idia altiva, qae animava-lhe
a severidade das feires. Tiuha um aspecto deste-
rnillo, e conversando, confessou-me que no evitava
as desavengas; nem detestava oS morros.
A* torca de percorrer os radiantes paizes do sol,
os quses coohecia melhor que ninguem, adquirir
om lleugma oriental qae casava singularmente com
sua viveza oatoral, e repeta muitas vezes este falso
axioma : o homem honrado he aquello que nao se
admira de nada. A todas as aoas admirarnos dava
am correctivo muitaivezes amargo. Tinha visto
muito, e tendo sem duvida reOeclido igualmente, re-
suma s vezes sua opiuiao em um aphorismo ner-
voso qoe repellia toda a replica.
Como fallavamos da inlervencao provavel dos po-
vos europeos na poltica do Orienle, pergunlei-lhe:
Que pensa da Russia 1
He am feto monstruoso qajkinrunde medo,por-
que he feio.
, -Ei Allemaoha '
Um tonel de cerveja chaio de plvora ; ha de
arder muito lempo I

L-ae ns Concordia de 24 :
Allencao.
Honfem junto noite appareceu radiitole de pra-
zer, no posto medico em Santa Catharina, o diilinc-
tissimo facultativo o Sr. Almeida a iraier-nos ama
agradavel e sorprendente noticia relat ivamenle ao
Iratamento do cholera.
He o caso: O Sr. A. B. de Almeida iendo cha-
mado para ir tratar um rapaz, lilho de om guarda
da alfandega e morador na ra 16 di maio, qae
tinha sido acommetlido do cholera na noite do dia
antecedente, em casa do palrao, ondi eslava, en-
conlrou-4) a no ultimo periodo da molestia, islo he,
ja oyanolico, fro, sem pulso, olhos encovados, ha-
blo fri, etc., e como livesse lido om aitigo do Bi-
choliasle Medico preconisando o emprego dos ba-
nhos salgados, segando o systema do Sr. Slarr, e
por oufra parle como se conhecessem im toteles lo-
dos os meios, qoe em taes casos se costumam em-
pregar, lembrou se de ensaiar aqu o tul meio, po-
rm modificado ; isto lie, pannos molhados em agua
RIO SE JAVEIBO.
CAURI DOS SUS. DEPOTADOS.
Sesea.' alo dia o 3 atesto a 1866.
Le-se e approva-se a acta da seasSo antecedente.
OSr. 1. secretario d conla do seguinle expe-
diente :
Ofilcios do Sr. ministro da guerra,dando as infor-
macOes que por esta eamra foram- solicitadas acerca
do segaintes requer mea Iok
Dos empregados da secretaria di conselho supremo
militar e do porleiro de arsenal da guer
ca de Pernambuco ; da cirurgiao-saor reformado
Manoel Ribeiro da Fonseea ; dos alucia
dos da provincia de Santa Catharina ; de
guarda nacional Joao Baptisla da I
4o tcnente reformado Joaquim Jase Souza ; do ma-
jor reformado Jos Vidor de Oliveira Pinto ; do far-
riel reformado Francisco Pereira da Coal.A' quem
fez as requisicOea.
Do mesmo Sr. ministro, acempanhado do requeri-
menta, informado peta presidencia
Pernambuco, do capitao graduado <
da segunda classe, Francisco do Reg B;
pedlndo passagem para a arma de inhalar:
commissao de marinha o guerra.
Do Sr. 1. secretario do senado, sr aes-
quer papis e documentos existentes no*
e que serviram de base ao projecto deata .amara
qae manda eocorporar as Ierras dos indio* ou mis-
soes ao palrimooio dos repectivos municipios,Val
se satisfazer.
Dm reqoerimenlo de Albino des Santos Per
ofticial aposentado da secretaria de estado dos n
cos do imperio, pedindo ser aminorado oa sua apo-
sentadoria.A' commissao de pensos e ordenados.
Sao apoiadas varias re e a seguioirs para-
cares:
i A commissao de fazenda, para poder dar seu
parecer sobre o reqaerimento de Antonio Ja
da cidade do Rio Pardo, da provincia de S. 1
do Sul, em que pede indemnisaco de ol
mados para consamo do exercits I
de intormacOes do governo, e as reqr
a Sata das cominissoes, 2 de agosto b5-
Silva Ferraz.Carneiro de Campot.
i A commissao de fazenda entende qo* o projecto
n. 91 de 1839, que a reqaerimento do Sr. diputado
Heariques foi submeilido a seu exame, deve entrar
em discussflo pelas razoes que expenden tm seu pa-
recer de 29 de agosto do anno passado, e qae igual-
mente os de mais projectos adiados, ou qne estao por
disentir, relativos i indemnisaco das presas feitas
no tempo da guerra da independencia por lord Co-
chrane, e esta'he o sea parecer, qne sujeita a defibe-
racSo da casa.
o Sala das commissoes, 2 de agosto de 185o.-
va Perra:.Carneiro de Campos, n
Hejulgado objecto do deliberaejo e vai a impri-
mir, om projecto offerecido pela commissao de fazen-
da relativo consulta do conselho de estad sobre a
quebra da easa commercial Deaoe e Voole &C
TERCEIRA DISCCSSAO DO ORCAMENTO.
Continua a terceira diteussao do orcamenlo com os
arligos additivos e emendas approvadas em segunda
discasso.
O Sr. Brettat faz brevas reflexoes para justificar a
necessidade de algumas pequeas medidas relativas
i provincia de Minas, e pede qae o governo tome
em considerarlo a abertura de certas estradas a a
qoestao da substiluicSo dos bracos escravos por bra-
cos livres.
O Sr. Sayo Lobato :Sr. presidenta, as cir-
enmstancias em qoe se acha o paiz ao governo itk-
cumbe urna taren muito importante e melindrosa.
Especialmente nesta parta do imperio, oa capital, as
circumstancias se lem levantado por om nodo a des-
afiar a mais seria altanfSo do governo. a chamar to-
do o caidado, todo o zelo que deve
per para acudir a om estado qne realmente ja he
mu to serio, e que infelizmente lalvez ameara de se
tornar lerrivel.
E o que tem feilo o governo, Sr. presidente, as
circumstancias actuaes ? O nobn depotado que aca-
ba de occipar a allencao da cmara concluio o sea
discurso dando um leslemunhu de ihleira aalisiacao
pelas medidas que o governo lem empregado na qoa-
dra actual. Em parte, Sr. presidente, acompanho o
nobra diputado no juizo favoravel que fez a respeilo
de certas medidas e do zelo qoe em parte o governo
desenvolveo para altender ao graode assumpto da
saude publica ; mas ser bastante todo quando fez o
governo Ser inteiramenle satisfactoria a conducta
do governo a tal respeilo ?
Ha o qne ta me incumbo de considerar.
Sr. presidente, ha am ponto moilo intaressante, e
que sem duvida alguma desde logo dovia ter chama-
do a allencao do governo, quando a silua^So se tero
apresenlado tao carregada como se acha.
He fora de dovida, meus senhores, que se j se
soflre muito da escassez e da caresta dos atimentoa
com a ameara muilo sera de urna epidemia desas-
trosa a desenvolver-se nesta capital, deve sabir mai-
to mais a falta de gneros alimentares. Dos principa-
E a Inglaterra ?
lima oavalha que tem por cabo uro proto-
colo 1
E a Italia ?
I'ma insignia de cabelleireiro enfrn urna clari-
nela e am soneto 1
E a Franca t ,
Urna leoa em vesperas de parta t
-El America'.'
Ife o futuro I exclamou elle com fer^a. Dos
a favorece, e be para ella que cresce easa vslha dio-
sa sempre virgero que chama-se a Civisaclo I Doos
a favorece !
A firmeza exclusiva com qne elle lancava sea pen-
samento, muitas vezes era apenas appaienle ; pois
aconfecia-lhe abandonar sua opniao, qoa ido via qoe
ia acarrelar urna discasso seria ; oolrai vizes re-
cuava dianle de urna conclosSo, alias doduzida ri-
gorosamente de saa theoria. Em certos momentos
e por urna palavra qae chocava-lhe as ideas, exalla-
va-se, arrebalava-se, e pouco a pouco atore o mes-
mo assumpto lornava a ficar calmo e quasi indifTe-
renle, como se nao jolgasse o objecto da conteslacao
digno do um esforz. Elle pireceu-me arrastar o
peso de ubi enfado invencvel.
Toiuei a vida s avessas, disse-me, e'sofTreroi a
pena eternamente.
Essa he boa 1 replique!.; todo o mal traz em si
mesmo o remedio, e como diz o povo, cada um car-
rega sua cruz : conhece um homem feliz ?
Sisa, exclamou elle, j vi um.
Aonde T Esse caso he lao raro qnu e ira de,
boa vontade pergontar-lhe o segredo.
Em urna aldea do Nady. He om .lurde qoe
os Wahabs aprisionsram na guerra contra o Egyp
to, e condemnaram a mover a roda de nina lakyeh
desde a manha at noite. Ao nascer do sol elle
comeca sua rod tarefa, a qoal execula conscieneio
ament pelo temor dos acoules ; quantlo anoitece
deila-se em urna esleir, e dorme a somni solt para
recome;ar no dia seguinle a mesma tafef i.
E julga qne esse miseravel he feliz ? exclame!
com certa viveza.
Se en livesse ainda a loucura de crer na fe-
lieidade havia de procura-la no habito. He Coa
leaubriand quem o diz, e elle h mestre de nos lo-
dos. Esse miseravel, como o senhor chama, est ha-
bituado, logo he feliz.
Devia cniao tomar-lhe o lugar 1.
Ah no, porque ea teria lomado o lugar sem
eonirahir o habito, e teria sido baldado meu la-
tilo.
Gosta dos paradoxos, disse-lhe eo rindo.
Menos do que o seuhor penaa, respondea-me
elle com una expressSo triste e seria.
Seus discorsos, bem como este exemplo pode pro-
var, eram maitas vezes cheios de contrae ccOes ; en
via nelle um espirito recio, intelligenti, curioso,
mas que hesitara ainda, e nao oasava formolar-se.
Ora seguiodo a lei fundamental dos dogmas maho-
metanos, coofessava-so fatalista, e declarara alta-
mente que nada acontece sanio o qqe lem di
lecer ; ora pelo contrario reclamava seu livre arbi-
trio e o direilo que lodos tem de guiar st
vez dos acontecimenlos qne os assallam. E como
eu tazia-lhe observar a conlradcc3o flageante que
exista eolre essas duas opiuiOes, responde
Tudo isso pode conciliar.se. ( B algum lempo
depois lendo suas memorias reconheci qae tinha
razio.)
Tiremos eolio ama dfseussao mui animada sobra
o suicidio. De certa lem-se dito a este resslllo quan-
to pode dizer-n. A morte*volaataria he permitti-
da ? Jiao quero eocarregar-me de resolver esta
queslao.
Quando semelhantas ideas sao ventilsdas, cada ar-
gumento ganha urna replica. Ea dizia, nao ; Jo3o
Marcos dizia sim.
O senhor lem o direito do retirar 4a circolacao
ama forc qualquer ? perguntei-lhe.
Pois nao 1 responden lile ; ae a circolacao ar-
rasta-me para oode nao quero ir.
Isso he fatalismo.
Sim, mas mato-me para fizar um acto de liara
arbitrio, e restabeleco o equilibrio.
Saa conclusio foi esta :
Ss eu raatasse-me, meo suicidio seria o resul-
tado .da vontade de Dos e da minha, Com effeilo
Dos pensa em nos ; pois nossa alma he ama ama-'
oacBo directa de sua essestcia. Assim se vier-me o
pensamenlo de apressar o ioalante em que deixarei
minha forma actual, he a Dos qoe devo-o. Com o
meo livre arbitrio tenho a facoldadi de disculi-lo,
repelli-lo, ou admitti-lo. D?-se ahi o mesmo que
em orna doenca, a qoal ha insignificante, perigosa,
ou mortal, e cujo germen est dm nos. Se esse pen-
samenlo agila-se em mim sem perlarbar-me ha in-
significante ; se inspira-uva ama resolacio terrivel,
he perigoso, e se apodera-se de mim a ponto de for-
;ar-me a execntar minha resolucao, he mortal.
Felizmenle o senhor nao est nessas doras ex-
tremidades.
Ninguem sabe o que pode acontecer. Crea-
me, os rabes lem razio ero dizer : o qua Dos fax
he bem feito.
Assim seja repliqaei rindo, e mudamos de
conversarlo.
Foi no meto desees intretenirnentos que se passou
odia, e se me pergeniaren) como tenho conservado
todas essas particularidades, responderei qoe em
viagem esses encontr* rto lio raros que lornaoi-se
acontecimenlos cujas circomstancasficaaa na memo-
ria, e lambem qae a mora terrivel do pobre Joao
Marcos forcoa-me a reconstruir pela refleiio lado o
qae podera" paasar-se entre elle e mim.
Ao alvoreoer.do dia segainta ambos empoleirados
sobre nossos dromedarios, depois de termos aperlado
mutuamente a mao prometiendo encentrar-nos am
Keneh para irmos juntos- ao Cairo, tomamos cada
am nossa estrada, elle para o Nilo, e au para' as mar-
geos do mar Vermelho.
(Contfnuar-t*-ka,)






DIMIO DE PERMilUCQ QUIMA FEIRA 26 OE SETEMBRO OE ISSS
s celeiron que abailecem Mil captlal devemot con-
jecturar como cerlo que oro maila difficuldade, te-
nAo in irla de continuar o suppri-
meui. r 10 inlerior de Minas, de S.
Piulo. ig uraa epidemia, na-
turalmente os borneas do interior fugirlo de coo-
eorrer pan esta capitel.
8Sr. Htqutira Qusiroz :-Apoiado.
aySo Lobato :Por ah M podo calcular a
que catada de aseaste cliegarAu" oa viveral: o que
lem feilo e governo a tal rtlpaito, Sr. presidenta ?
Eu ote ni, reliru exclusivamente a esle ulllmu pe-
ni o uo mi* adiamos; mai o goyerno davla aar
ou, porque da ha mullo o mal se taro hito
a da> praviaflaa de um gover-
uo dltcrotn qae o mal poda multo empelotar : no
eulaulo, S-. presidente, pende peraute o governoa
approvacA o dose.tatulos da urna socedade auunyma
que emgniide escala projecla organliar-ae para o
abastecum uto dan carne verilea a esta capital, e no
entretanto ha aro armo qae o goveruo estada e -re-
llecte sobre esla materia. Temiouvido o procura-
dor da eoroa. lando ouvido por vetee as sucedes do
conseHiu da estado,e al oconselhn de estado em pie-
Da reuoiao, o goverou nada ium decidido a este res-
pailo Sr. presidente, nio he meu proposito emillir
jaito mea sobre tal adatarla reconheco que ella he
grMoemiliudrosa,st*qoexiitem opinioes milito
napeitoTeri em seatida coulrario ; mas o que he fu-
ra de dutlila he que lie indtspensnvel que o gover
m*m I respeito ama decisAo como cumprie.
0*1 procrastinar por tal modo um negocio
de snmelbaate importancia.
Oa se julgue por um lado convenienle a organta-
i Ml, $. P'ra em grande escala
a-um objeclo que tente interessa o publico,
reeouheceuilo-se que as circumslancias actuaes urna
!ac,o poda prestar servleos valiosissimot,
porque falliin Jo o supprimeolo ordinario da remessa
de gado da interior para a capital, esta aseociacAo,
i nm graude capital a da ampios recur-
so, poderiti, por meioe proprios, provocar a vinda
oestes gados, e por tal modo assegurar o abasleci-
menio ds nm genero alimenticio de primeira neces-
de de qual alo podejiresciudir a uossa popu-
lo ; e ei.la visto que o governo lem procedido
minio mal em nao approvsr estes estatutos.
Ou w julgue por outro lado que nio era conveni-
i sanccionac-M, segundo a natareza a ndole da
materia, a oigtnisai-u de urna lal associar.au ; e en-
mbeni era iiidispensavel que o governo desda
idiaa a esle respailo repellindo a preten-
da que um quanto durar una
retenrSo, einquanlo esliver dependente
lio, multo* Individuos que lal-
emprehender em maiorou me-
wcala tspeculares nenia Industria, qoe demau-
disposic,)es, gastos da inslallarao, ele,
eceio de ama concurrencia que,
em grande escala, oa atueaca de ruina,
lislj, Sr. presdanle, que nao ha razao nen-
io* que inhiba o governo de lomar ama delibera -
rispeito, tanto mala quanto he constante
nobre ministro do Imperio he abundante de pro-
sa em a *>everaceS de lomar a aste respailo urna
decisAo.
titira Queiroz',:Apoiado. \
r. Sa/o Lobato :E por tanto, Sr. presden-
e nio leaho para ponderar qae o governo
ata iissnmplo nao (em sido previdenle e pro-
* mullo a reparar-se e a censorar-se
la em relaclo a um objeclo desta im-
ia.
dente, sallo desta malaria para
felizmente lem multa connexAo, e
o parece ser o seu eilremo opposlo.
vida, oa do que he inleressanle i
10 paseo a c onsiderar a acclo do
qae propriameate diz respeilo i
.a ver aestrantrar no proced-
no, Sr. presidente ? O corpo legis-
i governo a reformar a tarifa dos
i eiilerramtnloe, foi talo um objeclo consi-
resolvido pelo corpn leaistalivo ; o gover-
tervico, pelo modo porque se cha-
o, nao era sustantives, porque havia
de gestos, qae era de mistar occorrer a
legislativo, confiando na discricAo
no, o aulonsoii atnplamenle para reformar
itos. E como corresponden n go-
verno a coosnea de corpo legislativo t Com orna
Ftvrat:Apoiado.
Sr. Sayo Lobato:Nao se limilou a fazer
ama Iteracio que al cario ponto poda ser raioa-
; o nobre ministro triplicuu, quadruplicou, quin-
tar 'coa a muilosTvpailos esta despea, elevou-a a
um paulo la| que realmente se torna um veame In-
ipport idos.)
deva estar na 'lembranca. das pe*-
H iscussao que houve nes-
ediate a qual se taalisou esta servico, au-
ne am monopolio, dan lu-ae um privilegio
l'arece--me que anda esloa ouvindo as
auto vigor, como conclodeucla fo-
'(epatado pela provincia da
representava ncsla cmara a pro-
;ipe.
> nobre depulado dizia : a Nio se deve recelar
afle, de um privilegio exclusivo em lal as-
jorque este desu mlureza eilste em tal
i qual nao seda grande Concurrencia, por-
por sua natareza urreda o geral; meia
nladores soraenle tratara de tirar lu
m com a desgraca das familias ; nes-
tatancias naose regatea ; a familia qoe sof-
o golpe da perda de ora memoro charo,aceita a
i ripfle o especulador; o governo lomando
a si mediata ni i inmediatamente a adminislrajao so-
bre am tal aisnmpto provera de modo a qae ser-
yi^o se laca nom prnlecslo m familias, que nio ha-
jam especuladores que lucrem com a desgrars del-
tas ; a eniao tira va o argumento, e foi lal vez o mais
convineenta, dessa carestia dos enlerrsmentos nn-
quella qaadn critica do anuo de 1850, em que pre-
','oj tabalosos ei m ertorquides s familias para que
os enlemmaMoi se (iiessem.
que a tarifa da nobre ministro do
asea preces considerados fahulo-
tenopolio, creando o privilegio
asle servio, se tomn urna es-
leu-se em fonle da' ren-
o devia ser senao um mel indis-'
H para aatisfacao da mais triste necessulade...
laata lar cmara algumas addicoes propostas n
larifa do govtrno para qae ella veja e reconheca lo-
ado) : a l.'m eaiao coberlo de
seda preta berdada de ouro.finn, forrado de selim
braoo superior, guarnecido de dos ordens de ga-
2 a 24 linlias de largura, com
tolas d ) metal lavradas, a cadeado doorado,
nudo, sendo al 60 poliegadas
ada de eicasw 6 1
que o preco de'um tal caiiln, ou
mpns anleriore monopo-
,-ulava de 120 a 1309; pela antecedente tarifa
lava o cait.lo de claase, ala 60 polleadas, 668;
i dsrhi para orna proporcionalmeule al 75 pollega-
ras, o corpo legislalivo aulorisou ao go-
alterar a tarifa no sentido de elevar a
m a equilibrar com a despeza, e nio
iriplicasse e qoadraplicasse com iu-
imfe dos particulares. Qaem suppoz,
nacao, que o governo llzesse uso
r urna despeza de 120 130 em
9 monopolio, e de 65 oa primeira
;:Al se paga aqaiilo que nio
banca do^orpo legislalivo, e he muilo veisr ;e affli-
gir a populactio, qae lem direilo de tar todos os al-
liviosqoaolo n candarte chrislaa e olicitude de um
governo seusalo llie deve prestar am 18o criticas cir-
cumslancias. (ipoiados.)
aidente, eu son inleiromenle da opinilo do
ara collega representante pela Baha que
l'on'flaBKnl,m8n,-
O 8r. Ftrrtz :-brlgado.
** Sas/ tbalo :... fslloa nesta discussaot
* Wando que a cmara municipal he a enlida-
da complante para cuidar e talar |do atsaio da el-
dade, daquillo que ha proprlamrnle policia munici-
pal : nio falta lelo, nem diligencia a nem inlalligaii-
cia aos actuaes mambros da cmara municipal desla
cldade. (Apoiado*.) Sejam alies portento os cacar-
regados a ajudadot pelu governo no dsempenho de
sua tirefs...
Sr. SiqueiralQMtroj Apoiado, a nao coa-
trariados.
O Sr. Sayiio Lobato:Se o governo eotende qae
os meios de que a cmara dispoo nio sao sufflcieoles
para a dsempenho da semelhanle servido na qua-
dra actual, o governo que a habilite com esses meios
eilraordiuarios que nao lem duvidado empregar em
outras circumslancias Ipromovendo urna verdadeira
invao e al um conduelo espantoso da accio da
polica prnprianiente dita cm a cmara 'municipal;
>anto mais quanto, senhores. no convem dislrahir-
e a altanero da policia dos objeclo* que lhe sao
preprios, os quaes sao bastante para occupa-la ex-
clusivamente. E mesmo, fallando posl faca, nao
reconheco que este ensaio feilo pelo nobre ministro
produzsM algum bom resultado, porque, Sr. presi-
dente, nao fallaudo nesse espallialalo de que fez
mencao o nobre depulado pela Bahia, a que real-
mente nao Irouxe grande cousa para o aaseio Ida ci-
dade, na* me lmur qoe sequer alguma idea lu-
minosa fosee concebida a bem do asseio da cidade ;
o que houve de mais nolaval foi a proposta de con-
verslo dos corlicos em latrioa publicas! Nunca se
procorun fazer do syslema homeopathico applica^ao
mais oxlravaganta.
que
[lando):a Vehculos : car-
estrado ricamente dourado, etc.,
tarn
n um lempo em que na] havia
l bem impresa* em mnha lem-
liz por occasiao do fallecimeu-
i, o que aconteceu nao ha mui-
De que alusuei o carro mais n-
-JM He, qae cusloo Wo somente
lempo em que n5o havia monopo-
lio j uotai, senhores. que neese lempo, qoando mais
de urna dezeta de e.peculartores havia, os quaes 11-
nham apresliis semelhsnles, am objeclo como um
i era negocio muilo caro, e
loviduo que nao tinha o monopo-
ajna ou oulra vez alugava o seu vehculo,
drrla tirar nusaaa occasides am alugael que chegas-
se para snlislaxer as despezas qoe tazis, e para dar-
elecendo-se o monopolio, es-
feila, lem o sea empego effec-
, Bao be ima oa oulra vez qae ese carro se ala-
ortos quintos morrem na capital do Imperio
lem de pa- fioira ; e entao, Sr. presiden-
tas qae te duplica o preco
Jiio;.oli.ta, em relarao ao lempo da llvre
concu les o preco de idntica det-
ra tarifa, qoe era de 60?!
Base
poiados.,
Senhor
ao, com es
alo he exorbitantisslmo T (A-
s qae por esse modo o gover-
reao du todas as reara, e
nao (ende eoi considerar* o oslado de desolacao
das familia, com moito dasembaraco, rom mulla
om-eeramo uemfoate de tueros um ob-
jeclo que por sua propria nalureza deveria impr
commedimei to, deveria merecer oulras allencoes
da parte do ^
a Carroagem de Mro para estado, etc., 36, eou-
!",?"*f &"*!*> aariiMe, a dous cavallos, 24.
lente, rtespazas desla orden :Um
trocho acempanhar o enterro por 24
lucillo por espaco da
oras. 24. K v
ir-se BU ao monopolista reala capital aonde ae
por um da inleirc de
sto. senhores, nao tem esplicacao.
Jaspe de servico fane-
o eieesso ; e anda mes-
iilaniissim] a dea-
ilado qoe foi o dsliiclo sosten-
lador da reijulariSarao desta servico qual foi a inlel-
ligeacia v. d-senvolvimenlo pralico que o governo
deo as suas basa dedanfrfas razttea, como as familias
lur nsliante ordem de cousa!
'<. o vem fora d proposita consi-
MaaaaMaolea iiascircumslaacias em qoe nos
icliamos, q itodnie talla em urna epidemia tque fa-
liimenle p rece anda se nao desonvolveu, t, Deoe
permita que na < desenvolva entra nos, lo qut he
mallo de etperar, segundo o juizo da medicas de
grande aolonlade ; msiinfeliimenleeomo se recela
nvasa* dn urna epidemia, parece que era um arlo
muitu aeerli.rto reclamar a altencrfo do governo para
esse objeclo e pedir-lhe que pracura emendar os l-
ceteos da sus obra, porque nao corresponden a con-
Sr. presideate, anda vallando n ponderarlo das
:irciimtancias acluaes desta capital do imperio, eo'
me dirijo ao governo pediudo-lhe torta a su altan-
ero e cuidado a respeilo da popularan desla capital,
e especialmente daquellas classes que merecem mais
protreolo do governo, por isso mesmo que mais
precisam dalla. Consu-me, Sr. presidente, e trce-
me queja algum fados appareceram, que boa parle
da suarncao da tropa de linha desla cidade lera de
ser reraeltida para fora ; -200 pravas ja parliram para
o Campinho, e cenlo ejautas para a Praia Verme-
llia. Ouvi fallar que se procura occorrer ao servico
daguarnieao da capital com guarda nacional, dis-
persa ndo-se a tropa de linha, por isso que se enten-
da que os corpos n3o deviam permanecer agglouie-
rados nos respectivos quarleis, o assim expostoa ao
ataque da epidemia so ella aqui se desenvolvesse.
Senhores. a tropa de liuha pela naturjeza de sua ins-
lituicao he mesmo creada para prestar esses serviros
difliceis e arriscados. (Apoiados.) Ella tem a sua ali-
menlarao segur* e os meios bstanles para nao so
subsistir, como lambem conciliar o bem-estar com-
palivel. Nos oulros que temos influencia na decisao
dos negocios publicas, temos abrigarlo de altciider
egm toda a soliciturte para que s promova todo o
possivel bem-estar da tropa de linha.
Mas, Sr. presidente, a gnarda nacional, composla
de artistas, d operarios que precisan do seo traba-
dlo de cada dia para occorrer sua alimentaran e
subsistencia, que importa despezas sempre crescen-
les nesla capital, ameacadus dessa invasao da epide-
mia, que naturalmente Ihes Irar acrescimo de des-
peza. e mingo*, senao iuteira falla de salarios; a
guarda nacional, por modo algum, deve ser assim
exposla e preferida para om servico arduo, penoso e
arriscado (muilus apoiados); he do ponto de honra,
he do brio militar, que a tropa de linha seja menti-
da nesse posto perigoso; se he que ha perigo ; he
esse o sea dever ndeclinavel, he esse o seu posto de
honra, he esse o seu direilo.
Nao se queira por um calculo que eu nao se qua-
lificar que a tropa de linha seja substituida pela cor-
poiacSo geral dos enlaciaos, desses chefes de familia,
desses homens que conslituem a msssa da nacao,
dar sobre elles recahir e pesar o servido que, nao
fallando de circumslancias extraordinarias, e j qua-
si insupporlavel. (Apoiados.)
E aqu, Sr. presidente, lem lodo o cabimento an-
da insistir cum o nobre ministro ra ju-lira a res-
pello do juizo que S. Exc. forma da insliluicao
da suarda nacional. Nao se emende, senhores,
que os guardas nacionaes sio soldados na eilensao
da palavra (apoiados ), e vivem nessa subordina-
cao, nesse rigor, nesse captiveiro militar que a ne-
cessidade da disciplina impe pira com a milicia
paga..
Senhores, os nuhres depulado representantes das
differenles provincias que residem em suas localida-
des respectivas, lalvez nao facam umaida exacta de
qual seja o servico que ordinariamente pesa sobre a
goarda nacional desta capital, porque, Sr. presi-
dente, em qnasi todos os oulros pontos do imperio a
guarda nacional he mais nominal do que leal, he
mais urna insliluicao ageitada para autorisar o go-
verno a-dar patentes, do que mesmo para prestar
um servido real e verdadeiro. Mas n capital do im-
perio, Sr. presidente, o servico da guarda nacional
anda por lal modo que realmente o pobre operario
que he guarda nacional reparte o lempo entre mon-
tar guarda, etc., com o ejercicio de suas industrias
a nccupactea. i.Apoiados.i
Sr. presidenta, era esta lambem a occasiao de \ol-
lar aindasobrenassumploda aceao policial na capital
do imperio ; eu linha mesmo necesidade de dizer
mai alguma cousan tal respeilo, maslimilo-me ni-
camente a protestar com toda a energa contra a in-
terpretarlo odiosa e maligna que sedeu ao meu pro-
posito e esforco as manifeatac.es qoe liz a lal res-
pailo, Impulando-se esse meu procedimenlo a odio
e inimisade ... O nobre depulado, ao qual assim
approuve qualifirar as bservaedes que liz, culcn-
deu que lhe era muilo commodo encarar a questao
por esse lado, porque desee modo deivirlaava ludo
quanto eu havia dito, dando feiroes de calumnias
ignoheis aquillo que era somente a expressio de
verdades notorias, sentidas, experimentadas a reco-
nhecidas.
Por outro lado, a cmara deveria ler reconhecido
a insistencia com que o nobre depulado invocava a
Inimisade que dizia haver entre nos, o plano de ler
nella como qoe urna caria de seguro com que muilo
a seu cniumodd suppe Mear livre de qualquer ob-
servaran, de qualquer censura, a que todos lem di-
reilo de fazer especialmente ot representantes da na-
cao, sobre os acloa da vida publica de qualquer I iinc-
cionario ds Estado.
O Sr. Figueiro, de Mello : Refuteio completa-
mente, e aqui tenho documentos para desraen-
j-lo.
O Sr. Presidente : Ordem.
Q Sr. Sayiio Lobato : Senhores, o que eu dis-
te esta oa leinbranra de lodos, e esla sujeilo ao paiz
porque esta escriplo e impresso ; e ver-ae-ha qoe
eu refera.lo tacto notorios nesta capital, que eu,
fazendo valer boas razes do no-so direilo, devia
usar de orna linguagem enrgica a forle, pro na
para exprimir os seulimeutus realmente graves de
que se aeha potsnida luda a povoiriu da capital do
imperio a respeito da marcha da autoridade policial,
e ver-se-lie qutm faltn ao decoro e dignidade
das rtiscusses desta cmara, se eu que deuunciei
laes facl.i guardando todas as conveniencias, oa
aquella que para responder ,s censuras que lhe di-
rig, se servio das expressOes de calumnia, mentira.
fatsiiaie e diffamarao publica .'... Muilo* apoia-
dos.)
O Sr. Figueira de Afelio (com forja) : Chamei
o nobre depulado de calumniador, e prove com do-
cumentos. (Keclamacajes.)
O Sr. PmUente (com forca): Ordem, Sr.
depulado. (Apoiados.)
O Sr+Ftgutira de Mello : V. Exc. devia ler
chamado i ordem prmeiro o nobre depulado. por
que ella me chamou de falsificador. (Heclamaroes.)
O ir. .lagutlo de Oliveira : Apoiado : o no-
bre depulado fui insultado e responden ao insulto.
O Sr. Presidente : Chamei ordem o Sr. de-
potado pelo Rio de Janeiro,sempre que entend de-
ver faze-lo.
O Sr. Sayao Lobato (dirigindo-se ao Sr. Augoslo
de Oliveira): A que proposito vem o nobre de-
pulado intrumetter-se nesta negocio (apoiados), que-
rendo al molrar cerla parcialidade '.'... (Muilos
apoiados),
Senhores, ver-se-ha se quem fallou a dignidade
desta cmara fui eu ou aquelle qut se servio de urna
linguagem uesle termos Mentira, falsldade, ca-
lumnia, dlflamaso publica.E, Sr. presidente, *m
ama especie de reclamarlo ou explicarlo de aparte
que fez o nobre depulado em minh ausencia, se Ser-
vio contra mim dete termo dediOamador pu-
blico, eo devo confessar com franqueza a V. Exc.
que com cslrauheza vi que V. Exc. encarregado pelo
regiment de manter a ordem eo decoro nat discus-
sies, nem ao menos fez o menor reparo a respeito do
tabeo de diffaniador que me foi lancado.
O Sr. Presidente .-Nao ouvi essas expressoes, se
as livesse ouvido nao deixana de chamar a ordem o
9r. Japutado por l'eruamhuco.
O Sr. Sayiio Lobato Jnior :Foram accrescen-
tartas ; o nobre depntado n,1o a profero. .
O Sr. Figueira de Mello :Prafefi-as e susten-
to-as.
ouvir declarar a V. Exc. que nio ouvio semelhantes
eipreasOes, porque as nao tolerara. ( Muilos apoia-
do*. ) ^
Senhores, a cmara recohhecer, e o publico, que
he o bom jaiz, julgar uem faltou s conveniencias,
qaem cnmmelleu esses exeessos reprovaveis, se o de-
pulado que deuuncioua accBo desregrada da poli-
cia, nesta capital do imperio, que toda he teslemu-
nh.i, que toda a eehte e sofl're, s o depulado que
manifeslon fados que em parte j sao conheridus e
apreciados pelo tribunal superior da administrarlo
da Justina.
O Sr. Augutlo de Oliveira : Nesta parle o no-
bre depulado tala Isolado, nem um s Sr. desembar-
gador o acompanha.
OVr. Siqaeira Queiroz :Nflo asn tal Isolado, o
fado na rol contestado.
O Sr. Presidente :AttencSo.
O Sr. Sayao Lobato :4}t tactos qae aponte! alio,
le lodos condecidos, e se o governo os tirar a limpn,
conheeer que fados de semelhanle nalureza exis-
ten!, e em muilo malor escala do que lalvez foram
apreseutados. ou se o nobre depulado que pelo inle-
rese natural de qoerer desviar de si as censuras que
lhe ta, e quereudo sublrahir-se a ellas enlendeu que
mostrando peta sua parle esse dio a ioimizade que
uppunha em mim, se jusliicava por esse modo des-
abrido com que me iuvedivou, aecusando-me de
falsario, de calumniador, de diffamador publico !
O Sr. Figueira de Mello :Eu anda nao disse
que nao troca va a minha casaca pela de maguera.
O Sr. Presidente : Altanero.
O Sr. Sayiio. Lobato :Sr. presidente, anda hon-
tem o nobre depulado pela provincia de Minas apre-
senlou a esta cmara um tacto que por ai <> he Uto
siiulicalivo, da por tal modo a medida do desregra-
menlo da policia da capital do imperio, que me dis-
ptiisava mesmo de continuar nesla discussao 13o in-
grata, to iocbmmoda como he : o uobre depulado a
quem me reliro cilou nomes proprios e moslrou que
fulano de tal Neves, morador em tal ra, levou pa-
rante o chefe de policia da corle a um fu tao de tal,
morador na praia Vermelha, e lhe disse que lhe de-
via 400 e Ih'os nao quera pagar.
O chefe de policia mandn chamar o individuo da
Praia Vermelha, a como esle uegasse a divida, man-
dau que se apresenlassem as lelemunhas das partes,
e marcoo-lites um da para compreceretn novamen-
lejia policis. No dia marcado foram elles poli-
cia, la esperaran! al s 3 horas da tarde, e como
nao apparecesse o chefe retiraram-se.
Mas' o chefe, vindo depois, inquiri as leslemu-
nhaa revelia das parles, e maudou por na cadeia o
homein da Praia Vermelha, o lal que devia os 400,
onde jaztu por 4 tTu 5 das, e t sahio quando e
compoz com o oulro, daudo-lhe 300.
Ueclarou-se que esle negocio esla al aulhenlica-
do no juizo municipal, porque a porta interessada
pede o embolso ou contesta o pagamento dos 300
que na cadeia lhe foram exlorquidos.
Mas, senhores, quando o nobre depulado por Mi-
nas eipuuha esle fado, que vio a cmara '.' !... O
Sr. depulado disse que j linha explicado a interfe-
rencia da polica nos negnos erratat.. Poia pode
haver aqui interferencia officiosa rta polica? Tal he
o juizo arbilral da polica T Julgase.ella autorisa-
da a por um homem na udeta por nao pagar urna
divida que esta ou nao verificada ? He esle o mo-
do de administrar justiga em um paiz como o do
Brasil, que ha 30 annos ae diz leV governo represen-
tativo ; ter urna coustiluijo em qoe he um dos seos
dogmas, urna das soas bases a divisflo dos poderes,
sendo um deltas especialmente encarregado de admi-
nistrar justica ? He islo administrar justicia segundo
as nossas leis, seuhore'! E vos que ouvs islo, en-
tendis que aquelles que, revelando fados rientieos,
eo acredlle e acredito que cumprl o duverlieslricio
de representante que afflrmo, a com l conscenca
tranquilla a elle respeilo, (fciho para mim, Sr. pre-
sidente, que enuncie! verdines, verdades que creio
que o notarlas nesla capital, a que am todo ocaso
eu eslava e esluu inlelramenle Convencido deltas; e
que spezar dos insultos e bald&es que sobre mim
laucaran, nio me arrependu de ter cumpridn o de-
ver que talisllz, que aquellas que rae conhecem e que
tem acompanhido os meus actos, que toda esta po-
pulacho da capital do Imperio, entre a qual levanto
a minha voz. dar teslemunho da verdada, e creio
que anda urna vez me farii a juslija de reconhecer
que eu nao me degrade! nem me rebaixel ao ponto
de trocar a posicao de representante do paiz peta de
am vil detractar, diOamador publica. ( Apoiados ).
Eulendo lambem, Sr. presideute, que nislo nenhu-
raa injuria liz ao nobre depulado, porque nao Iralei
senao de actos da vida publica que esiao exposlos e
sujeilos aos reparos e censuras de todos ; dei mesmo
lugar ao oohre depulado a joalificar-se. se he qae
elle tem justificar.au. Ejse v que entrando eu
nesla queslo, e com esla opioiao (cita, eu que lam-
bem sou funecionario publico, que tenho urna vida
publica, nio receio que a devassem, e que me apon-
lem lodos os raeus actos, porque calendo que para
mim serii a occasiao de tar a satisfcelo de manifes-
lar-rae lal qual sou.
O Sr. Figueira de Afelio:Quando nao lem do-
cumentos nao se deve aecusar a ninguem, e menos a
collonas, duvidando da sua probidaJe.
O Sr. Sayao Lobato;Agora a esle respeilo devo
dizer ao nobre depulado, visto que com seu aparte
como que poe a quesISo em oulros termos, allegando
que eu duvi lava da sua probidade, e por isso he
que se loruou acrimonioso para comigo ; eu nesla
occasiao devo pedir o leslemunho de oulro nobre de-
pulado por Perinmlinco, que tem tomado parle l.lo
diva nesle negocio como o oobro depulado a qaem
respondo.
O Sr. Augusto de Olioeira:Do que me honro
muilo.
O Sr. Sayao Lobato : O nobre depulado deve
estar lembradode que eu em um aparta lhe pergon-
tei : o O Sr. lem conhecimenlo de causa t Conhece
estas fados'' Kespondeu-me o nobre depulado em
oulro aparte: Nio ; mas conllevo a probidade du
Sr- chefe de policia a, au que eu lhe relorqui dizeo-
do : a Enl.l jura por ella? n Esse meu ultimo
aparte apparcceu impresso pela seguale maneira :
Pois jure por ella, se he capaz.lato nao disse eu, e
sim:enlao jura por ella 1 para mostrar que o
nobre depulado jura va por simples f, sem ler dados
positivos.
Ela he a verdade do que se passou, que a resla-
beler,o, nao para dar satisfacao, mas para ama vez
anda dar um leslemunho a osla cmara que nao
faltei ao decoro e dignidade que por todos os (Huios
lhe hedevido.
I'ozer.Apoiados, muilo bem.
O Sr. Carneiro de Campos faz algumas ob-
servacoes acerca do orramenlo, nio como defeza,
porque a discusslo nao s lem referido as rubricas de
que elle se coinpoe, mas em apoio de alguns metho-
r,menlos maleriaes reclamados pelas necessidades
da provincia de S. Paulo, que elle orador lem a
honra de representar.
A discussao fica adiada pela hora. Levanla-se a
ses;3o.
CORRESPONDENCIA SO DIARIO DE
PERNANBUCO.
Villa da Passo 14 de selembro de 1855.
Charissimo Senhor.
O Sr. Presidente :Ordem, Sr. depulado.
O Si: Figueira de Mello :Nio te diga que eu
nao as profer.
O Sr. Sayio Lobato Jnior : Foram accrcscen-
tadss.
O Sr. Pretidenle :O que au dista foi que nio
ouvi laes espretsdes, e nao que deitaram de ser pro-
feridas, pois o presidente nao poeta ouvir lodo quanto
se diz uacaa. Tenho procurado, quanto pomo, eam-
prir os devares do lugar que oceupo (apoiados), po-
rem infelizmente nem sempre he possivel conseguir
que se guarde as discutidas a calma convenienle o
a urbaridsde que he para desejar enlre os Srs. de-
pulados, e a cmara ha taslemnnha de que nesta
debata eu tenho per diflercnlet vezea chamado a or-
dem aos honrados uiembros. Mailos tpoiadot.)
)OSt. Sayao Lobato : Por so mesmo bem
ve V. Exc, que, tendo eu procurado sempre roa-
ntar-me Oa ordem e guardar o decoro e dignida-
de das discusin, doer-nw-hia muilo que V. Exc. te
mostraste e.lranho o indiBerenlo palavras do ao-
bre .lepatado, quando V. Exc, alm db predicado
do prrsidenle desta cmara, he tambera um dos re-
presenlales da capital do imperio. O procedimen-
lo de V. Etc. a tal respeilo importara um leslemu-
nho muilo siguilicaiivo da qut o depulado que se ti-
rata exprimido como eu a respailo das coasas es-
rsinliat datta capital, linha ido am difTamador po-
ico, sa v. Exc. aotorisasse com o seu silencio e
quiescencia um semalhanle tabeo ; mas eu folgo de
clamando contra a acrao tyranica e vexaloria da po-
lica da capital do imperio, tmenle exprimem af-
fec^Oes de odio ?
Meus senhores, Dos nao permita que se inter-
prete a apparente indifTerenca que parece acolher re-
velarles desta ordem, como symptoma da um estado
de atunia. de pasmo em que cabio este paiz, incul-
cando que nao ha nem ao menos a nocao do direilo
e o senilmente, da injuria (Apoiados.)
Mas eu taca justica aos nobres depulado, creio
que no inlerior de cada um ha um senlimento muilo
enrgico e pronunciado contra semelhanles exeessos,
contra alternados semelhantes. (Apoiados.)
Quero crer mesmo, Sr. presidente, e parece que
devo tributar esta homeoaaem as qualidades moraes
dos membros do actual gabinete, quero crer qae o
governo nao pode ser indTereule a urna tal urden
ou antas desorden de causas. E nao pode ser in-
dTereule, parque chegou o caso em que o governo
se deve pronunciar a estea speilo, sob penada tomar
a si immediata, directa pVsonalissimamenle a res-
pousabilidade que em certas casos caberia sanente
ao seu agenta.
n iiesle modo que o governo actual, que falla
lano em garanta de liljerdade e dos dreilos, que
quer ser o regenerador do vstema representativo no
Brasil, he dgsle modo que um lal governo quer per-
suadir popularan de que elle he sincero uesse pro-
posito !...
O Sr. Ministro da Justica d um aparte que nao
podemos ouvir.
O Sr. Sayao Lobato : Senhor
que islo he negocio fugitivo, haafaiffelment'i dere-
gradu de urna aiilori.lada^amcin ; nao, Sr. presi-
denta, nesla capital doi imperiu, ueste ponto o mais
importante da todo o Brasil, esle ealvlos, estas pra-
ticas faaamlei, domiuam em lodo o paiz,' lodo o
mondo leujos nlhos postas no que se passo na cap-
tal do imperio, e aquillo que se diz, e que se mus-
ir por qualquer modo que he aqui pralicado, logo
he seguido na maior parle do imperio e do mesmo
modo.
. E nao sao somente os agentes propriamenle da a-
loridade policial que assim proceden ; os mesmoa
juizes municipaes enlram logo em semelhantes pra-
tcas. E algum j por um modo assustador (em-se
levantado na provincia do Rio de Janeiro, antearan-
do lalvez loda a provincia com algum desastre muilo
serio.
Eu me retiro ao juiz municipal da cidade de S.
JoSo da Barra, na provincia do Rio de Janeiro. Foi
um triste presente que o nobre ministro da jusli<;;i
mandn para aquella importante localidade da pro-
vincia do Ro de Janeiro.
Sou informado que esle moco estouvado e ousado
(tenho o direilo de assim o qualificar.Sr. presidente,
porque vou dar a, demonstraran ) tem-se constituido
naquella cidade como .um verdadeiro verdugo que
a me* i; i a mais imprtanle comarca, e lalvez a loda
a provincia. Chegou em S. Joan da Barra e enlen-
deu que devia-se mostrar como homem forle, como
homem que nao respeila a individuo algum por mais
qoalificado que seja, e desde logo asseulou que de-
via desacatara pessoa do vederavel Sr. liaran de S.
Jo3o da Barra, homem que por sua irtadr, por suas
qualidades moraes merece toda a eslima e conside-
ra cau (apoiados), homem que sem fallar na sua ri-
queza coloss.il, adquirida por honesta trabalho, como
chefe de familia, com cidadao prestante, se recoin-
menrta por lodos os ttulos a eslima e veneraran pu-
blica. (Apoiados.) Um homein de laes qualidades,
de laes virtudes....
O Sr. Pereira da Siloa:lie verdade, o Sr. Ba-
rao deS. JoAo da Barra he pasioa do mais alio jne-
recmenlo. .
O Sr. Sayao /.olalo:Um homem de tal com-
porlamento, que em todos os lempos, em todas as
pocas sempre foi urna columna forle da ordem, sem-
pre foi sera servilismo o sustentculo de lodo o
governo do paiz, um l.lo dislincto brasileiro, que por
sua importancia simbolisa elle so toda aquella loca-
lidade, porque dizer que o Sr. liaran de S. Joo da
Barra.be um homem importante nao he dizer ludo;
a um lal varao enlendeu aqdelta moco estouvado,
Sos devia desacatar e afrontar para celebrisar-se !
como tem procedido ?
Tratando de investigar casos, meus senhores, que
merecem a mais seria altanrao e cuidado do governo.
enlendeu que devia provocar u procedimenlo cri-
minal a respeilo de casos de contrabandos de escra-
vos de annos muilo remotos, que ello mesmo devia
excitar a que te lhe apresenlassem denuncias a tal
respeilo, e sem nenhuma prova, sem uenhum fun-
damento, somanta por meras allegarles, nao lem he-
sitado em formar procesaos e perseguir pessoas gra-
das, que pelos seus precedentes e predicados reco-
nhecidos, nao deviam se lomar suspeilas senao por
forca de prava positiva..
O Sr. Siqudra Queiroz:Esla preparando urna
insurreicio.
O Sr. Sayao Lobato:Be mais aluda se me in-
forma que, sempre no propoiito de afrontar aos
principaes propietarios nos seus mais mporlaules e
vitaes interesses, elle lem augmentado as especies
desta tea procedimenlo olticial deste modo : a lales-
crvo de urna pessoa condecida da cidade sahio de
casa de sea senhor, dirigio-se ao juii municipal e
lhe disse : eu fui deixtdo forro por meu senhor,
quando morreu, mas meu senhor moco rasgou a
carta de alforria. i> Smenle por esle dizer"'do es-
cravo. sem que coustasse das notas do la bel uno esta
carta do alforria, tem testemunhas, iminediilamente
procedeu pelo modo o mais violento contra o senhor
do escravo denunciante, ordenando a sua prisao e
iiistaurando-lhe processo. Tamben se me informa
que assim que islo tevo lugar cumeraram a apparecer
oulrus escravos com as mesmas prelencoes : urna
Srela oscrava anligu do Sr. B arra tai declarar ao juiz municipal que era farra,
mas que oSr. BarAo.de 8. JoAo da Barra negava-lhe
a sua carta Ah esl pois o Sr. BarAo de S. Joao
da Barra, o homem, como disse. de procedimenlo
etemplar, e sempre estimado de lodos o que o co-
nhecem (apoiados), poilo lambem debaixo d pre-
sumpeaoda reliizidor de passons livros i escrayidiu,
a lalvez sujeilo ao mesmo procedimenlo viulelo !
E eritao, Sr. preiidente, o vista disto, su sao ver-
dadeirat as infoiniacOes que tenho de pessoas fide-
dignas, nao tenho fundamenta para dizer que esle
moco por um IAu irregular procedimenlo enlendeu
celebrisar-se, affrontaiido ot homens mais importan-
tes de uma'nolavel localidade, e piomovcudu multo
claramente ale um grande desasir que pode desen-
volverle na provincia do Rio de Janeiro constituido
nas rirrnmstancias que lodos lhe recoohecem.
(Apoiados.)
Eu, paranlo, chamo a altanrao do goveruo a esle
respeilo, e sustento que lia um s meio de se pode-
rem evitar e-caiidalo seinelhaiiles, e he o conter-ae
a auturidade na rbita da suas allrlbulces, hn re-
gularisar-aa a accao da auluridade, o que em parla
depende muilo da boa vontade do governo e no todo
da diligencia das autoridades superiores.
Sr. pretidenle, sioto-me extremosamente fatigado
e por isso nao pasto continuar ; devo sentar-me re-
pelindo o meu proJHo, que sa o nobre depulado
approuve eniersaMpressoet da odio e anlmoslda-
de no qoe cu entend, qoe como representante da
ctplal do imperio devia dizer nata casa, digo e
latanlo qae elle se eqaivocou inteirtmguit; qut
Fort bien le volre service
Moucher ami redacteur
Je sui l'un servleur
Promplo e lestn a seo dispor
Gratis e s por amor.
II
Atlendile el videte
Cel ouvrage vou encelar,
Em tasca prosa narrar
O funreo e triste assumplo
Das paixOes fiel Iransumplo.
III
Nao he la porque digamos
Fallaudo sem ceremonia
Vera efilgiea Babilonia.
He este pequeo local.
A bracos cora o negro mal.
IV
Anda aqui o diabo sollo,
Daudo tartas bacanadas,
Apre.' ns laes encuartas!
Koluue e ra quem qoizer
U caso he p'ra letier.
V
A borrasca he tremebunda,
Faz a genle lerilar!
Capaz era d'assustar
Ao invicto audaz Sansao
Que dzem era valeniao.
Senhor, em mos lenQes, entre
, por oulra maneira, collocado
o caboclo, que tentando passar
iguella, ou como em roelhor for-
seja chamada, recetando por sem
irecipilado un equoreo elemento,
o auxilio ele Deo. Eslendia o n,
ny vo receio o dominou com jus-
ie o^diaho em despeito de so ver
le cfTAIJalTiotas o que nao era
Demando os meus arrojas poticos, o que lie em
la^Teaa^amania nseparavel, passo a dar ctpan-
sao ao m
Eslou
Scilla e
em aquelle
um passad
ma e va de
duvida.'de ser
Invocou o pfesi
roas licou suspe
la razau, tem
desprezado
astas agrailvel.
A vista, pois, concluio que devia implorar o auxi-
lio do ambo-, o mais animado galga o anl-mural,
detiois ja livra,tta borratia bradou : nem com Dos
nem com o diabo.
Eisraqni, mea Senhor, a posir.no deste sea criado,
posic.lo resultante desse embale das psixoes que por
al" vai, aonde os mos instinrlos e exageradas pre-
lencoes, Totaao de ostentar a hirsuta coma, pree-
rindo assim u brilhante porvir desta villa, digna de
mellior sorte. Sim, meu charo, cumpre-me fulmi-
nar a serie de erros, desmandos, a protervia e quanto
flagello por ah caminha, qual u cholera eslrangu-
lador lado ceihndo, dahi chocados os preconcebios,
uecessariamenlo o liroleio dos apodos e convicios
surgindo do antro infernal, reduzir minha frgil iu-
dividualidade a ulIimaexpressAo! 't'errivel poaieao !
Ailirmo a Vmc. que se desla vez sahir inclume,
desde j protesta d'ora para Iras uflo mais me invol-
ver em camisa de ouze varas, embora va de encon-
tr aos meus priucipios. Ei-los:
Meo culto tributo a saa virlode,
Ao crime tero Insano sou infesto,
Das vis paixoes damnosasdeleita,
Seu contacto feroz, torpe e rude.
A vista, paranlo, he sem receio que escudado pe-
la forca magntica de laes pontos, que eu Unco mo
da peona, ludo envidando, para combater essa mar-
cha das paixOes, que astas revella a civilisacao da-
quellas, qne ludo olvidara, s com vista de realisa-
rem seus interessei.
A poltica, meu charo Senhor, que at certa po-
ca conserva-te nos seus reducios, apenas de quando
em vez disparando suas bombardas, mas nao ser/do
o combate repellido.-iudo camiuhava em um mar de
rosas, e seus tiros offeudiam inseosivelmenle. *Vec
semper lilia florent. Quandu ludo presagia um
lempo bonancoso, a sumbra do qual portease esta Ier-
ra prosperar, libertaudo-se da prostrara .i, he quan-
do o genio do mal, que ha lempus pairara por so-
bre ella, esgotando toda a ptrveraidade, abri as
fauces sdenlas, e tenia ludo devorar, lerrivel
nioiislro !
Sim, mea charo, j nao he o empragado nnalvsa-
do, censurado pelos veus desvos, nAo ha com a po-
derosa alavanca dos faclot quo se fulmina a autori-
dade, nao, meo Senhor, ot convicios, os apodos, as-
querosos insultas, eis-aqui as favoritas armas postas
om campo!!
As provocarle rompendo as parallelas do justo e
do honesto, appareceram ostensivamente em campo,
os defeilos orgnicos, laes como a cor paluda, a opi-
larlo, a barba grande, foram exposlos a irrisio, e
ltimamente para remata, os homens foram nivela-
dos a moleques, e mais oque?... E pode caminhar
esta villa nas vias da prosperidade, cercada de laes
bices"! Nao, meu charo, he obvio que ludo vai dis-
truindo alguma esperancu, que aiuda os homens tn-
salos, aquelles que sinceramente alraejam ver esla
villa Uta potica, elevada ao ponto culminante dos
meUioraraentos moraes e maleriaes.'Basta, meu cha-
ro Senhor. nao quero profundar queslOes, que de
alguma forma possam incitar o estigma de algum ou
alguns. Findarei bradando: He lempo, homens
sensatos de Camaragibe, he lempo de ceder dos pre-
conceilos, e quanla odiosirtade pueril ha, nni-vos em
o nico campo, que convem aquelles, qae desejam
extirpar o- negro mal que ameaca por era accao nes-
ta villa as proscripcOes de Silla e Mario, ouat vespe-
ral sicilianas de eterna e execranda recordaran.
Finis.
A Iranquillidade eonlina ostenlando-se benigna,
brindando-nos com os suavisiimos e poticos enleios
de suas oraras. He recebido cora especial agrado,
votando apenas contra aquelles que turto divisando
pelo prisma de suas jnlcnroe, pensam enxcrgar no
horisonte
Sr. Jorrtao. Longe de 'nt o seo exemplo, nem tan-1
to a nem IAo pouco. Felizmente o Sr. Joaqun Gou-
lart, nosso fiseal, he incapaz de lauto, sau qualida-
des sao o sufllcieule garante.
O invernrelirou-se da scena, ju S. S. o Sr.' Phe-
bo, pode livremente ostentar suas gracas. Ninguem
mais do qae ea folgou em sua ausencia, tanto mais
depoit que meu corpo flcou reduzido ao mistar da
barmetro. Algum qudame lenho ouvido do se-
nhor governo, um dizem que foi excessivo, oalras
qae foi diminuta, pelo que vejo, posto compars-lo a
Bocela de Pandora, derramando o bem a fulminan-
do o mal. SAo iniaciaveis Os senhores roorlaes 1
O foro prosegue na toa marcha, senlindo-se algu-
ma frieza por sa adiar bastantemente doenle o Dr.
Rodrigo fsiello, actual juit de direilo interina.
A vara municipal esta exarcida pelo 2. suppleola,
o leuanle coronel Bernardo Antonio de M andonea.
A policia var-ae limitando u objeelot de mediocre
interesse, apenas agora vai proceder-te ao summario
contra o portu2uez Joao Jos de Fariat, acensado de
haver maltratado a um seu discpulo, aflirmaudo-se
ser a rnorte do mesmo o resultado do castigo. As-
sim que a enanca morreu, prncodeu-se a autopsia e
os iperita intairamenl* imparciaes, nada acharara
que revelasse haver sido a morle causada por estas
burdoadas. Veremos o qu- surge, como lodo aqui
i segu veredas opposlas a saa razao, nao quero pre-
venir.
Esl noexercicio o delegado coronel Jos de Men-
rtou(a, e na subrtelegacia o lente Joaquim Gou-
larl.
Foi capturado l.i para as bandas de Jacoipe o ce-
lebrrimo assassioo Billhasar, que tentando resittir,
anda soffreu d,oos on Iras tarmenlos. Foi esta
monslro a quelle pista.de quem marchou urna forca
numerosa, mas que vollou na mesma.
O commercio.ora a Dos,nem he bom faltar nisso.
Os gneros alimenticios nao esli muilo subi-
dos.
A agricullura prepara-se para a sua peleja, dese-
jaraos-lhe prsperos resultados.
No dia 19 do passado, leve lugar na casa das ses-
tees da cmara desta villa, um -oir, qoe alguna ami-
gos e enlhusiaslas do Dr. Rodrigo, rmolveram ofTe-
recer a S. S. como o solemne leslemunho do apreco
que fazem das suas qualidades. ja como magistrado,
j como homein p irlicular, sinceramente hospilalei-
ro e franco para com os seus amigos.
Con-inlam que assim me exprima, e tanto mais
que he incorapalivel com o meu ser, a adularlo e o
servilismo.
Foi eile seu criadinuo am dos Contemplados, e
porlanlo, convidado para a partida referida. Aman-
te dos misterios le-p*\ coreano, goslando de oslen-
der as gamhjas, descubriudo nas ondularles da qua-
drilha o antidoto contra o meu nervoso, consideran-
do finalmente esse diverlimento como um oasis que
deparo na escabrost senda da vida,veja Vmcs. como
nao fiqoei !
No dia marcado como sempre exacto ua minha
ponlualidade, envergad o meu tange do coslume,
pulvilhado as caas, en fe i la lo como o JoAo cosluma
aaidar por essa pra;a, e ahi me apresenlei. A inui-
ca marcial preludiava excellentes pe^as, que de al-
guma forma erara um unitivo para a massuda em-
pansinartora de esperar que chegassera as senho-
ras.
Finalmente as9 horas o raestresaia, reveslindo-se
da furnia aristocrtica, bradou pares para a pri-
meira qu.idrilha Oh palavras pomposas I )s40
secutas vos conteinplam de Napoleo, o8o produzio
na falange das pyramides, o mgico e arrebatador
effeilo que nos dileilantes produzio !
Dirigi-me afanoso a urna joven, maga, cujosolhos
erara oulros pontos luminosos capazes de derrotar
Sebastopol, dirigi-lhe |as palavras tacramentaes, re-
cebar um nao redondo, ludo iito foi obra de um mo-
mento. Fui a urna segunda ama repulsa formal, a
lerceira.uui desses muchochos expre-sivos de odio, a
quarla, nem se dignou baixar teu lindo e seductor
olliur para a minha corcovada individualidada au
perdi a esperanza, a quinta, joven de formas herc-
leas, parecendo ser urna descendente dessas Ama-
zonas guerreiras, eis aqui o anjo que bailando a
Ierra, rtignou-se proleger-me com a saa egide por-
tan losa.
Conseguindo a primeira, alcaucei lodas, seguio-se
urna marcha Irinmphanle, atravez dos tufoes e bor-
rascas,que ao principio ameacoram minha eiislencia
dansanle.
Reinou muila ordara, o prazer divisava-se em lo-
dos os semelitantes, principalmecleo bello sexo, que
nesse dia ludo envirtou para abrilhantar a partida,
ostentando-se gentil e loucAo.
E quem', perguutarAo sens leilores foi a rainha do
baile '.' Ah meu charo senhor,lodas seriam rainhas
se eu como Napoleao no auge de sua grandeza, po-
desse desmoronar thronos, crear reis, rainhas, prin-
cipes ele.
Dizem que os negocios de Poola de Pedras, nAo
marchara de accordo com a razao e a justara. Perse-
guirles acinlosas, processos monslros por motivos
pueris, e oulros que laes quejandes fados.
Dizem mais qae all ,
De bastla a lei nio serve ao empregado,
Cada um no seu tanto, he am mandilo.
Muilo linha simia para narrar, maa um trale
acontacimenlo veio laucar-me na coii-ternarao, eco-
migo lodos os habitantes desta villa.
Um mojo bem condecido nessi praca, o Sr. Ma-
noel Pindeiro, fillio do meu amigo o Sr. Gaularl
que ha tempot havia se relirado para o sertAo -
ba de entrar, nao anda ligado a falang
vvenles, mas ja cadver Bom lilho, esculle
amigo, .-i.I* i a i amante do seu paiz, gozava da esli-
ma de lodos. .Com 27 annos, esso mojo nada sabo-
reou das delicias do mundo, continuamente acorva-
do peta lerrivel donca, que acaba de Iriurapliar dos
saos esforco. A Ierra Ide seja leve.
Nada lenho a accressenlar senao. qae para outr,
serai mais extenso, e enlflo passarei revstala mar-
cha que aqui segu a guar.la nacional, tornando-se
salientes alados tenliorea, que apenas consaguiram
as palele, adeo servido publico. Al o meu ami-
go o Sr. Francisco Pacheco Soares, que aqui alean-
(00 a patente de alfares, e ora no Recita saboreando
o doce tarmenl! Ah! maganao, foi quem balen de
chalupa. .- ^___,_
Dejejo-lhe prospera saude, fortuna e lodos aquel-
les gozos, a sombra dos quaes possa chegar al a ida-
de que dizem viirera Malhusalera. Eis aqu oseons-,
lanles votos do Cosmopolita.
foram submettidos a julgamento at a presente dala
quatro reos, a laber : Antonio Muoii, Dar crime da
morle : foi aro advogado o Dr. Vicejile Harraira Go-
mes, que por tal moda Irtou a brilliante acca-
sacAo que lhe fizera o nosso erudita n Ilustrado pro-
motor publico, que eahiudo esta foi o rao absolvido,
e bem .injustamente, se he verdade < que r>e diise o
(jimherne. lr
Mmort Francisco de usmto, pila leguada vez
sunmellido a julgamento por crime de feriineuloi
laves; o seu advogado o major Antanio dos Santos
Vital ampragou lodos o. seui axforios,' e com am
bnlhanta dltcurto conseguio mostrar a toda a luz a
innocencia do seu cliente, peloiqu* \,i elle com lo-
da a jasllca absolvido.
Joo Ferraira Chavas, censado por crime de tar-
menlos leve; levau a derrota de um mez de prltio,
a multa correspondeirle a instarte do lempo, cum
tnmmo pezar da seu artvnga lo Sanios Vital, que,
com tinceridade digo, defenden beni.
Finalmente (olhe que nAo he lina'menta de certa
orador da provincial, que muilo cunhefo) a re Ma-
ri. de tal, aquella cuja de que j lhe fallei, que ma-
lta o marido, sem pintar que era jamba ; leve a
talicirtade.de ter por advogado o inle ligente, erudito
e cloquete orador, o Dr. Gaspar de Mauezes, que
profero a mais brilhante e pattica defeza que tem
sido proferida oo jury deta comaro ; e conseguio
por os senhores respeitahellissimos jurados dequeito
a banda, e arrancou-lhes nina absolvicao para sua
constiluinle, muilo embora nada ter deixado a dese-
jar o Dr. promotor na susienlacao da accusar-Ao ;
quejulgo ter appellado da scnleuca.
Na verdade o Dr.Gaspar he um oco de excellen-
tes qualidades, bastante iu.taido almn orador : te
fra eleilor, e fosse elle candidato a' provincial, da-
va-lhe o meu vulinhn. e o pedera a algum amigo,
so para ter o prazer de o ouvir na aste mrica : de de-
pulados a-sim beque necessilamo, c uAo de caluu-
gas que so movem a esliera.
Seguranra indUHual e de propriedade.
fio dia 19 do rorrele a' noite um noldado do des-
tacamenlo quiz experimentar a agudeza e macieza
de urna soa taca de pona, a a foi e per i raen lar na
limpanica panca da um escravo de urna D. Mara,
moradora no engenho Maitguilo, o qual escravo se
acha gravemente enfermo. z-me o Mendos Mi-
xoleta que o negocio leve origen na palavra amor;
tarara ciumes por causas de urnas libia de Eva. Cor-
tamente a polica ja lera tomado conliecimento des-
se fado, pois ja nAo he o prmeiro dess ordem: pa-
rece que querem ajudar ao cholera acabar com a
escravalura no Brasil, visto como duera qoe os In-
gle-zea celebraran com ella um tratado para esse fim;
pois tem elle sido mais feroz com os i scravo. .
Conlinua a grassar a Idea de que sobre a rata ca-
vallar (a de quatro ps) se deve ensatar a pralica do
commuoismo.
Salubriiade publica.
Depois da cezoes fomos acommellicos de ama epe-
demia de defluxo ou catarro, que tem alteado a qua-
si todat as pessoas da cidade. Conlin iam as bexigas
qae me parecem lerem feilo rtaqui sea morada per-
manente; nao sei quando nos rteixartio. Tenho sa-
bido do quanto lem sido sollicilo o ursso Exm. pre-
sidente, em preparar e facilitar ao povo os meios de
debellar o chutara, caso,, porsiossos perc.i3.i-. teja-
mos atacados por elle, pondo a sua disposicAo mdi-
cos, boticas, huspitaos e oulios recurtos; lem-se-ma
dito que lem esteiirtido sua protecc.io mesmo fra
da capital; e por isso lhe rogo se nAo esqueja desta
cidade Uo importante, e nos envi iauaes soccorros :
os beneficios que tem S. Exc. prodigalisado aos Per-
uambucanos jamis serAo esquecidos ; e nas suas
memorias vivera eternamente a ler branca de sua
paternal e benfica adminisIrarAo.
Sem ofTender a suceplibilidades nio tenho recelo
de dizer, que como o Dr. Jos Beulo, bem poneos
administradores coula o Brasil.
Os gneros alimenticios continuara da mesma for-
ma que lhe diste na pussada ; e o raosmo saccede a
respeilo da eslacao.
Serinhaem.
A excepcAo das queslOes do engenho Aralangi,
nada ha de novo : lout va bien.
O Si. Joao de Sa quer por forcji, ,ier az ou per
nefas ser senhor desse engenho; e por isso pouco
abalo lhe da os meios para chegar n sen desajado
fin, muito embora fique ua miseria urna grande fa-
milia, que smente lenha esse pequeno palrimnie.
e senao fra a car dade do Sr. lenle coronel Gas-
par, que lomando sb sua protecca esla familia,
lem feilo minorar a requintada amb cao do Sr. S,
por ceflo qne ha muilo estara de pos-e do engenho.
He digno de todo o elogio o Sr leen e-coronel pele
aclo'de philanlrnpa pralicado com essa familia, prin-
cipalmente uo lempo prsenle, lempo de egosmo.
A Iranquilidade publica, a segurara a individuil e
de propriedade conservam-se. iuallera'eis.
De Agua Preta nada consta de tmv i que mereca a
pena de ser relatado ; conliuua no sen anlign estado.
t O Rioformosense.
{Carta particular.'
! m au
REPABTICAO DA POLICA.
Parte do dia 23 de sdembro.
Illm. Exm. Sr.Levo ao conhee menta de'V.
Exc. que das differenles participarOes hoje recebidas
nesla repartir.! consta lerem sido presos :
f^^eiro dislriclo desle termo,
Silva e Joao Jis, ambos por
bre maneira infectadoi, e a faite de nos o* lerrival
flagello di peale.
tramitemos a veneravel confraria de Bom Jeus da
Via-tacra, que sempre te lem rteslinguirto pelo sea
louvavel procedimenlo, a fervoroso zeta pelo culto
Divino levado ao enlhutlatmo, a qqe lomando a
iniciativa, al ao pro: nem tal dira !)
qual oalro Jonathas chamando a ordem o desorde-
nado, e atlerrarto povo, exorla pela eloquente.e i.is-
pirada voz de um grande orador' sagrado, casa
parla da popalacao, qae parturoai corre ao lampo,
penitencia, unieu recurso que resta ao pateador
atribulado ; e lamentando a torta desees Impos, e
liberlioai da poca, juntamos ts nottat tozes delta
imploremos ao Daos de boudade turante, se compa-
dec denotaos irraaos am afOiccao, que se debaiem
com a marte, suspenda o seu lerrivel castigo, a qae
por saa clemencia afane da Ninjve Pernambucana a
scutanca da desltulcJo lvruda conlra seas habilaa-
let.
A confraria do Bom Jess du Vla-satra, erecta na
igreja da 6anta Cas da Boa-Vista, dando priacipio
ao sanio exerccis da Fia sacra, logo aoe leva no-
ticia do estado de affliecAo, e desgrana de nossos ir-
mSos, apezar do desprezo qne por tlii sa afecta das
cousas santas, lidigna de louvoras pelo zelo a fer-
vor, que tem deseuvolvido eu tusteutacj
Divino.
llena verdade tacante, e edificante ocomporta-
rneuto rta uumerosisim.i reuniao, que alli.se velo-
rtas as noite, reunan na qual s M nota racolbimea-
lo, compostura, e ptimas inlentes rte vira f,a
ne esperam.a de obter-se a misericordia Ditil
deque lano carecemos.
l'raza ao cj, que o verdadeiro caraiaho a qoe pa-
rece quererem vulltr ot Pernarabucauaa
ros ehrittaoi, seja por elles Irilhado
ca e que nao reiucirtam nos raetmot delictot, para
quemes nAo aconleca, como aos Nioivilaa ase, s
ouvindo a voz efflcaz de Jooalhaa fizeram peni
ca, e afaslaram de si o castigo, qoe esta propheta
II es annunc.ava, vollando aos antigs criines, sobre
elles cabio a espada rta juslica Divina,
Conitancia e firmeza, religiosa confraria de Bota
Jess da Via-sacra.ebons Pernambueaoos wcear-
i eir incelado, para que no nao aconleca matar des-
grasa : apartar-,, Jess Chrislo de nt,
nar-nos a nossa infausta sorte.
Estas reflexes us sugeriu o locante acto da
sacra na igreja.da Santa Cruz am a noite de 9
correle mez de selembro. Impresionou-nos bas-
tante a ausencia que lem feilo da igreja, onde a*
aclo se celebrados Srs. sacerdoles, vendo-te al
nas doos Levitas do Senhor, entretaalf
passeavam nessa noite, derfroelande aba
Que bello exemplo I
Vm'catht-
'ia da (reguezja do Recita, o ame-
ua. requi-ira.i da neu respectivo
PERNANBUCO.
COMARCA DO RIO FOkMOSO.
Cidade do Rio Formoso 1 da selembro.
Senhor mea, lenho a descomedida e eslapafordica
honra de apreseutar a V. me: loda a extensao de
meus cumprimenlosna assaz louvavel forma do meu
costme; desejando-lhe saude'e felicidades, livre
sempre do papdo do Par e da Bahia, e dat unhas
dos mdicos.
Vou por aqui rotando sem ser pipa, e bstanle as-
suslado com as noticias da Bahia, nAo obstante estar
cerlo de que so exageradas pelos bous desejos dos'
senhores mdicos; os quaes (com honrosas excep-
^oes) como que sentara prazer em aterrarem o pobre
povo ; e muilos ate fazem votos para que sejamos
visitados pelo papau. Se a visita comecasse por elles,
que felicidade nAo seria a nosa Ao manos se esca-
passemos do mal, nao estaramos sojvjitos a morrer
da cura.
Dizem-me que al os senhores boticarios, qoe sAo
os aclitos des laes toldados do papua eslAo dando
goslos : atierran! o quaulo podem as pessoas Tracas,
e vAo ateranlo a unha nas drogas que dizem ser
necessario ler-se em casa para debellar o mal; e vAo
elles logo debellando as bolsas; sAo anda mais es-
pertas que os mdicos; estes esperara gaohar quando
apporecam o mal, e aquelles js vo ganhando : sao
peiores que a pesie. Coutou-me o Cmbeme a se-
guinleanedocla. Viajando o cholera peta franca
enconlrou-te com um medico (dos encarregados de
lhe dar garrota), que o accuiava de ler roorto cm
um mez dcoito mil pessoas: esl engaado, lhe diz
elle, s matei seis mil. Como tim? Sim, Srs., seis
rail mataram voces, e seis rail nialou o suslo.
Acha que tinha o cholera razAo no que disse.
Pastando de cousas alegres fallemos em negocios
tristes. Ja comer un os trabadlos dos pretenden les'a
provincial: ja fervera os empenhos e pedidos, em
favor Jos ex-depuiadns a de alguns raras noca :
mas panso que muita enforquilhadella apparecer.
Com que tamuria, com que doenra pedem um
vutiuhnJ que prometas de melrioramenlos maleriaes
e intellectuaes!
Um pretndanle que era engenheiro, na eleicAo
passada, peda volaran aos elelores daqui, promet-
(endo-lhes que promovera a factura de urna boa
cadeia que lites havia de durar para filhot e netos:
e que lal.'
Passar na cmara dos deputados a le das tabocas,
a eleicao por circulo ; Se passar, allianco-lhe que
muilo papa niel dexari per omnia scula aliviadas
as cadeiras da provincial.
Cuitados do inuitos ex-depulados! Preferan an-
tes que msatse o cholera : se passasse por elles l-
menle que felicidade!
E etla Em vez de lhe dar noticias, como devo,
e sou obrigado, uAo me puz. como advogado de can-
sa perdida, a divagar por lugares commuus.' Tenha
pacieucia, como estas levamos nos muidla massadas
Uraa nuvem que os ares escurece,
E sobre nossas cabecas apparece. .
A religiAo, este sustentculo, das sociedades, sem
o qual as paixoes desuorletrta levarara de vencida
quanlo esl de aecrdo com a razo e a moral, uAo vi-
ve, vegeta apenas, e esse mesmo vrgelarjhe sujeilo a
lerrivel mpressAn do indeferentismo, que, do mos
dadas com o capricho, pretende eduzir esla villa a
urna habilacAo de...
Missa nem por sombra, actos religiosos era he
bom fallar nisso, a obra do lempo, finalmente, es-
pera as kalendas gregas, coodemnada lalvez idn-
tica torle das obraa do-Santa Eugracia. E sera do
povo qae parle a impiedade? Nio, meu charo Se-
nhor, he daquelles qae devendo ser os exampiares,
8o ellet mesmos que concorrem para esse deplora-
veleslado! Sim, meu charo, assim como um bom
ministro faz am govn ser religioso, captando a bene-
volencia' e estima dos povos, assim o man concorra
cabalmente para que a religiAo perca todo o sea di-
vino fulgor !
Ah e porque alo vem habitar entre nos ubi 15
das om desse sacerdoles, cujas digressoeipelo inte-
rior sAo oulro tantos Iriumphos para a religlao de
Jess Chrislo?!
A salobridade vai ptima, nada persejoe a des-
cendencia-do palriarcli* Adflo. O cholern-morbus
nAo nosassotla ; au t pela distancia em que eila-
raot dos focos da popalacao, como porque aAorecela-
mos a guarda avaocada da nncalisadora corroslo do
un uno cviuniAD ryonuminn
na vida. Assim como nAo creio em depulado que
f*lla mcoinmercio a rctalho naconalisado, palrio-
lagem, etc., etc.. assim Vmc. nAo crea em corres-
pondente que faz longo exordio: he signal de estar
caruacel rte noticias,.eque por consegrante sua cor-
respondencia er* ama caipora (sem ser de medico
ou papau,) caliera s!...
Vamos ai noticias. ,
Policia.
Vamos melhoramio, graeai a boa vontade do Exm.
presidente e do digno chefe,de policia.
Aqui chegou no dia 21 do passado um capilAo com
20 pracas do balalhio de fuiileiros, a' render o ca-
pidlo Wanderley : foi o portador da nomeaeAo Uo
novo delegado, o Sr. Dr. Tdeodoro Machado Vrcire
Pereira ila Silva nosso rtizno juiz municipal: a es-
colha nao poda ser mellior : riu nome dos Kiufir-
moscoses agradlo' ao Exm. presidenta e chefe de
polica IAo boa nordeacAo, nomeacao qae tAo bem
rocchida foi aqu: as excelleutas qualidades do Sr.
Dr. Tdeodoro, a sua probidade, o seu carcter firme
e jusllceiro, do qual |a lem dado pravas canio*aiz,
garanlem o bom dsempenho do seu novo cargo.
O principio da reforma policial nao foi roo ; as-
sim lenhamoi nos a felicidade de gourmosaoSr. Dr.
Tdeodoro po bailante lempo, e de vermos necupa-
doi os oulros lagares subalternos por homens que o
imiten.
Justiea.
Continua satlsfaloriameiiie. Comecon afinal a
funcionar o tribunal do jury em o da 98 do patudo:

cnsul, e o alternan Carloi Valff, por uhrio.
E pelasabdelegaca da freauezia de Sanio Amo-
nta, o prelo Manu-l, por desoheaierda.
Dos guarde a V. Exc. Secretara Pernambuco 25de lelembro de 1855.Illm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Benlo da Cimba e Figueiredo.
presidente rta provincia. O'cllefc de polica, Luiz
Carlos de Paica Teixeira.
CORRESPONDENCIA.
Srs. redactor*.Tendo chegado da
lous rtias a esla capital, onda me ado ,
le iao lemivel trajelo, depare! com ol
Je 2S do mez passado, e nelle urna corre
ha
de Bananeiras da Parahiba de tO do m
mez, em a qual Irala de rnira. .
Agradecendo primeruo bomcunceiloque'
fraquissima inlelligencia faz o dislincto
denle, que se inscreve peloVelh, Air..
ceno que muilo me penhora, mas qae
na merejo, apresso-me esa r H
rteclarar, que nAo pretendo oppdr-aM
la Treguezia de Bananeiras, como die
lalvez que mal informado.
Entro agora para aaVmio do clare te
meu paiz, e muilo cedo, e com diminuios i
do para as alias prelencoes. Tnhn porem vehe-
mentes desejos da servir ao meo aaiz, e alare)
quando de um pobre padra exigirera seo dbil
curso. O cc-olrario seria lemerirtade querer hora-
brear-me com aquelles dos Sr. sacerdotes ja lasca-
nliecidos por suas sirludes, prestigio a
O padre Frunseo Peixoto Duarte.
Macera 14 de selembro de 1855.
PIBLICAC0ES A KM
Ao
i eapsotal aaaica T. 8. 'it aaaTa
DURIO DE

Falleceu no dia-Ui oTlrTnarao de Beberibe, Fran-
cisco Aulmiio de Oliveira. u;n Mas maiore proprie-
tarios e capitalistas desla cidade. Os seas restos mor-
laes foram depositados na iareja matr.z da Boa-Vis-
ta, onde sa lhe fizeram na larde de lionlem oa lti-
mos sulfragios, e d'alli foram couduzidos ao cemile-
rio publico de Sanio Amaro.
COMMUICADOS,
PKESCRIPCO'ES PREVENTIVAS CONTRA O
CUOLERA-MOKBUS.
Observar a raaior limpeza posatvt!, nAo s naa
pessoas, seno nas habitarles ; e fugir de lodo ei-
eesso, intelleclual e corpreo.
Evitar todo o resfria ment do corpo ; leudo mui-
lo em villa conservar quentes o venlie o ps, fu-
giodo de por estes descalce* sobre o lailrilho.
Alistec-se de dormir com janellas aherla ; con-
vindo recolhar-secedo afira de evitar o fri e humi-
darte da noite, e nAo sajiir de cata sendo depois qae
o dia esliver claro com o apparerimenlo do sol.
Andar convenientemente vestido, embair faca ca-
lor, usando-se de preferencia da ronpi s de IAa ; e,
quando te lenha de Irabalhar era lujar hmido e
fri, trazer sapalos de sota grossa, oo lamancos for-
rados com baela.
Ser sobrio, evitando-so tarto etcesso em comidas e.
bebidas espirituosas, porque em lempo de cholera as
indigestos sao Traqueales e precursor.! de symplo-
raas assustadores, e aquelles qoe se dan a bebidasal-
coolicas e se embriagara achatn-se maio exposlos aos
golpes dessa alTeccAo.
ar de carnes frecas, ds topas e de bons caldos ;
evitando-te carne de porco, as salgadas e de con-
serva, as roassaa pesadas e toda opera de salada,
e as fruclas cruas, aqimsas e indigesias, as bebidas
fermenladas. a corveja de ma qualirtarte e os vinhos
alterados ou falsificados.
Fogr de qualquer bebida fra estando o corpq
agitado e a pelle em ti .m-pir.n-io ; seiulo prudente
para evitar qualquer inconveniente juntar agua
um pouquinho de vinho, ou de agua-ardenle.
Recorrer ao facultativo logo qoe er tir-se auhila-
manle acommellido por dores surdas no membros.
peso e alordoamenlo do cabera, oppres de, ardor no estomago, clicas ; e umqnanlo nAo
chegar o homem da arle, meller-se em cama de col-
xAo, excitando o calor das pxlreraidadea inferiores
por meio da um batano de ps quenle, e sr transpi-
rarlo bebendo urna ou duas chicaras de infusan de
lilia a horlelAa, e colirio lo-- bem cem cobertores
de lia.Dr. J. de quino Fonseca.
BREVES REFLEXES.
Quando foleamos as sagradas, paginas, e tamos
como Dos casligava as inquidades. e desvio de seu
povo, nao nos admira a triste situadlo, era que se
acham os uossos irmoos do Para e Baha, e a asta
hora talvez os da capital do imperio.
Jess Chrislo, candado do-nossas inl leudarte, en-
fadado de soffrer nosso deprezos. rossa malicia,
nossos delicio, derramou sobre nossos irinAos, como
tara sobre nos, a laca rte sua justa ira, que ha muilo
Irasbordava ; a nos araraca de retirndose sfe nos,
abandonar-nos a nossa infausta sort !
Que infortunio Ete flagello que deslrue nossos
irm.los, esle acuite da colera Divina, q le IAo de par-
lo nos araeaca d'onde provm ? Por ventura ao-
raremos a sua orgem, allribuinrtu-o causas deseo-
onecidas t
VCerlamenle que nao. Nos as conhecemos, e por
muitas vezes o Senhor nos ha adven do de nossas
faltas, e nos enviado castigossemelharta.
Acato o lgubre qaartro, que noi olerece a pro-
vincia la Baha, onda lodo he lulo, c pallidez, cho-
ros e gemidos, sotaros, lamenlacSs e lagrima, nAo
s,er uastante, pira qne cessera lodas as nossas ini-
quidades ; para que cessem as injusta -as, as venali-
dades, as oppresses no orphAo desgracelo, a desvali-
da vora: as profanacoes da casa de L) ios,onde vro-
se mo{os libertinos porlarem se com menos respei-
to do que em um Ihealro : prosliluicao do clero ;
ai amaticebias publicas e escaiidalusas: a ma t ros
contrato : os asssssinalos. ot rouho, i s aurpac6et,
o deleito na educado dos filhos, o desprezo da re-
liglao cliritlia. pratenclando-se aclualmenlc, quan-
do o cailigo de Dos se acha eminente obre nossai
cabecas, preferir-se 'um 'Ihealro a assilir-se um
acto da penitencia e de preces; damta-se lerrivel
exemplos filhot; zombtndo-se al detlet actos,
como Infelizmente tamos presenciado ; e preparan-
rto-se bailes paraos mesmo dias, qnu a igreja tem
designado para preces publicas ? Ah I Por certa
qae bastar tAo triste scena !
Emendemo-nos em quanlo he lempo, imploremos
ai misericordiado Senhor,para que mi perdoe lin-
ios delictot, Unios erimas, de qoa boii achamot so-
LEMBR.WCAS DEMIKHA'
Pode a amada por nos romper man
Pode a esposa vencer arduo p
Pode vencer ba laidas
Por nt Sal aa^^H
Ma nossa mai da um corceo
Por nos l odrera penase!
Teixeira e Sonsa.
__T
Ha hora que eu levo,
No mais doce eulevo,
. Vivendo p'ra mim ;
Ah I estas quitara,
Porque me sAo ralas,
Corressem sem fim.
Mellasinda bem !
Eu periso era minha n
Meu nico amor :
A mai he (hesouro, ,
Que Dos noa.quiz dar.
De immenso valor.
A flor mais mimosa,
Mais bella e doansa
De quanla ea ser;
No mando quera t
Mellior que urna m.li
Oh filhos dlzei. .
Quem geme a suspira,
E chora e delira,
Se auzenles nos lem .* '
Quem talla de nt
A ledo o momento,
SenAo nossa mai ? !
No dbil rauiosW *
A pomba o filhinho '
Carpndo l 'sta :
Ausenta-te o filho,
A mAi, romo a ponida.
Tambera carpir.
Como ha nuocenle
Da pomba gemente
To candido amor;
Tal he o da mal...
Nio mente canudos,
NlnF tingestraidor.
Quem finge nao ama,
Que de .mor a chanuna
' Quer para expressAo :
Quem ama ralo finge.
Que mala-Ida a alma
Sombra fieso.
. Amor scandura
Com mcga temara
He o qae ma agrada,
E este pode
Volar-no p'ra terapia
A mAi desvedado.
S quem pode assim.
Amsr-uos lem flm
Eu amo lambem,
Quem dera que agora
Dizer eu portera :
A benraominha mti!
Quem era !... e vera
De extrema alegra
Minha mAi chorar,
Quando mais ao longe
VAo risos e feslas
Era doco folsar.
O amor, que adora,
He esfe o que chora
Senlindo prazer ;
O oulro so li-se
Com riso, que ,-is vezas
S lagrimas qasr.
Por isso he qae eu gasto
De ver em seu mato
Do pranto o signal ;
Qoa grata expressAo,
lao pura. IAo santa
B'amor filial!
Por isso he que inleiras
l.evo horai faguera
l.embrando-me d'ella;
E nesies instantes.
Se deixam-me i tos,
Parece-me v-la.
Mas finda-te enlao.
A doce llusao.
Que a mente embilou-me ;
A reaWdade,
{ Que ha peior qae elle
O pranto arrancou-me.
O prinlo he gemido
Do peilo dorido,
A dr allivia ;
Chorei... j nAo sin lo
O peso que n'altna
Ha pouco aenlia.
Mas inda esta Ierra,
Que minha alma encerr,
Deeejo voar,
Para de minha mi,
Chorando de alegra,
A mAo ir beijar.
\;

y
\
22 selembro.
i. A.
geral.O ,\t
ca qoa V. S. lhe mande darpor eerlidAu, em 1.7-
moa que faca f. lodo contenta do oflicio, ordem ou
vm,nhZ^'e" d"U P^neU.e vi do qual
,-,?, a 7 D0>,"""n"> dos ordenados do
suplicante daada f de j.nho de 18W alo mnio d
anno prximo pastado, a caso nao exista ordem.
clarar, ao pe d sta, qbal a lei em que V. S. se
don, para tuipander-lhe ditos pagamento; deven-
do saber que o magistrado, anda mesmo depois de *
pronunciado, continua, nao obstante, a perceber .
melade dos veajeimenlos, e logo que cestam otef-
tailos da pronuncia vai rehaver a oulra melade que
delxou de perceber; e rilo em crlmes de rtsponsa-
bilKUda, qut no locante aos crlmes partlenTare o


-



'..--.-
4
*
V
p
legisla lor braiiloiro irada rfispoz, conscguinleraen-
U meliia a favor do magistrado implicado em qual-
quer Oestes ltimos criraes aquelle aphorisino dedi-
reilu-in criminalibu favores ampliantur el odiares-
Iringeulur;uo podendo u tupplicanta por isso,ca-
so aquella litqalifictvel arbitrio parlimo de V. S.
furlar-se edmiracSode que o decano dos inspec-
tores de (asenta, sem lar contra u supplicanle, m
voiita leou indispusiese, feriase a le, com jaclura don
direiloa d aapiilicanle 11! E nestts termos.
Pede V.S. reja servido deferir ao supplicanle na
forma requerida. E. R. M.Jo$6 frondio Anu-
da d* Cmara.
O que dau lugar a nao (nido pago o suppjenle
por esta Ihesouraria do* encimemos de que trata,
foi a ditpotijflu de art. 03 da le de 4 He ..otuhro
de 18S1 confirmado ltimamente pelo art. 72 do de-
creto o. 1 de SO de Horembro de 850.Thesou-
raria da lateada de Pernarabuco 5 de setembre de
18.. Sitca.
lllm. o Exm. Sr. O juis de direilo, em dispouibi-
lidade. Jote Francisco Arruda d Cmara precisa,
para razer vUr o seu direilo, que|V. Exc. Ihe
ande dar por corlidgo. em termos que faca fe, ,< in-
tegra do aviso pele, qu.il foi concedido ao suppli-
c.iute, em o anuo da 4848 i n fine orna licenca de
seis raezts aftan da corar da >ua saode: a esle
lim.
Pede a V. Etc. lllm. Sr. cousellieir.i presidente
M digne deferirao supplicanle na forma
requerida.E II. M.Capital de Peruainbuco, i|
855.Jos Francisco Arruta da
Cmara.
Mili do governo de Pernambuco 15 de
aetebro de I
*:( de despacho retro certifico ser o
lupplicanle pede por cerlidao do theor
seguinl.
crio. Rio de Janeiro. Ministerio dos
la justica, era 26 de selembro de ISIS.
Im. e Kim. Sr.Sea magesiude o Imperador.
n conceder ao bacharel Jos francisco
Cmara, juiz de direito da comarca del'ao
Msa povincia, .> mete de licenca com o
rdenado aflm de tratar de, sna saude, em
parle do imperio onde Ihe for mis conve-
l que eommunico V. Exc. para sua in-
lelligencia e eitcacao.
a V. ExcAntonio Manoel de Caro-
C-Sr. presidente da provincia de Pcrnam-
S. 48000; pagou 49000. Rio 27 da, se-
148.Uliveirattaptisla. Cumpra-se, e
-10. Plaeiodo governo depcrnambuco, 0
ibrode te48.Verreira Penna.
lis se continha em dito aviso; e para que
Mte pasee! a presente esta secretaria .lo
la provincia de Pernarabuco, aos I. dis do
siembro de 1855 Irigasiino quarlo da in-
leneia, do imperio.O olncial archivista,
Joao Valmtim i'UMa.
un. Sr. Ojurx de direilo, avulso, Jos
irrua da Cmara fai-se-lhe a bem de
o que V. Exc. Mo mande dar por cerlidao
esto ilo decreto de remurao da comarca
d'Alho d'esta provincia para a-da Eslancie
rgipe d'EI-re, e se foram ou nao feitas ao sup-
a pmticipaeoes olciaes da- estylo e de
eso ti rmos que faca fe. E uestes ler-.
moa
-V. Eic. lllm. Sr. cooselheiro presidente
S|a servido deferir ao supplicanle na
requerida.E R. M. Cidade do Recife II de
ro de 1855.Jos Francisce Arrutada C-
mara.
laclo do govern de Pernambuco 15 de
selembro do 1855.FigueireJo.
mo do despacho retro, ceitilico ser
inhiterio da Osl-a qae communicou a
lo sup ilir.sute, do llieor seguinte :
,llio de Janeiro.Ministerio dos ne-
uslica em -JTde novemliro de 18*8.
Exm. Sr. Commonico V. Exc. para
tellieencu que pordcretos datados de 25 do
lie, hoave Sna Magestade o imperador por bem
0 bacliaral Josa Francisco Arruda da Ca-
Filo jaic de direito da comarca de Pao
^^^B*- para- o lugar de juiz de di-
:omarc da Estancia da provincia de Sergi-
>ara aquello lugar ao bacharel Jos Tel-
lenexes. E sendo conveniente que esle ba-
e im mediatamente no exercicio do dite
sus Mageslade u Imperador por liem que
wesenlido expeca as necessarias ordeus,
elle depois solicilar.por esta secretaria d'es-
m ptenle titnlo.
V. Ele.Ensebio de (Jaeiroz Cou-
on da Cmara.Sr. presidente da pro-
vincia de Perna nbuco. ,
*, e registre-se. Palacio do governo
meo, 14 de dezembru de 1818.Ferrei-
nna.
colmenle que no dia 14 de dezemhro
843 se expeds por esta secretaria ao
chari I, o siliciod theor seguinle :
Vmc. para seu cmihecinieiilo e exe-
ia do aviso da secretaria d'estado
la justica de 7 de novemliro ultimo,
ta jne por decretos da 25 do mesmo
Mageslade n Imperador por bem re-
i lugar de juiz de direito da co-
Ld'AJbo .festa provincia para o da co-
slancia, da de Sergipe, e d'este. -pra
cha-el Jos Talles de Menezes.
n Vmc.Palacio do governo de Per-
4 du- deiembro de 1848. lltrculano
Ptrrtira Penna.
le pele o ssn>plicanle. Secretaria do go-
irov icia de Pernambuco, 15 de selembro
simo quarto da independencia do-im-
rio.O offical srcliivista, Joao Vaicntim H-
tm. Sr.O juiz de direito, sern de-lino.
eo Arroda da Cmara, necessila que V.
ite itisudar-lhe dar por cerlidao o decrc-
I da comarca da Eslaucia, lia-1
Ida de $>!Tgiped'El-rei para a deliuvaz, cu
aleante (fime sympalhico) nao tendo
nsquelis e nem n'esta ; por ler sido pro-
como rebelde) : e seja esta cerlidao acorn-
ada lambem do competente lequito dotslylo
nei neo tes pai licipacoes, feitas ao suppli-
caule era termes qae comprovem.
V. Etc. lllm. Sr. corisallieiro presidente
l dn Pernambuco.E R. M. Recife de
:o 11 de selembro de 1855. Jos Fran-,
ruda da Cmara.
naimuii
OIMlO DE PERNAMBUCO QUARTA FtlIU 26 OE SETEMBRO DE 1165
Jos Joaquim Lima Bairlo.
Manoel Pertlra de Figueirado. Tondella.
Antonio Anlunes Lobo.
Manoel Jos Ouedes de Magalhes.
Jos Joronymo da Silva.
Jos Pinto de MagallMes.
Beulo Fernandes do Pasta.
COMMERGIO.
r
PHACA DO RECIFE 25 DE SETEMBRO AS 3
HORAS DA TARDE.
CotacOes ofnciaes.
bordo0"1 "hiba"~59S{M Pr rroba Plu a
!,^-!>l!d, faat"dqo Para Liverpool-Oi o %
Otlo de algodao du Parahib pora Liverpool 718
ALPANDEUA.
Rendiraeulo do dia 1 a 24 .
Idam do dia 25 .
290:6185191
11:5429497
:02:160oo88
Oeicarregam hoje 2b de selembro.
Brigue inglexWallir Bainebacallio.
Barga iuglezaOberonidera.
Brigue franca*Almamercadorias.
Barca porluguezaAmazonaspipas vasias.
Escuna iuglezaHonestamercadorias.*
Imporlaca o.
Escuna iugleza tfontttq, viuda de Liverpool,.con-
signada a James Rjjfler & C. manifesluu os eguin-
te :
1 fardo lio, I caixa ferragens, 25 fardos tecidos de
algodio,:) barricas culilaria, 1 caixa roupa feila.
miudezas, e linhs ; a ordem.
50 barril manteiga, 40 ca xas e 1G fardos tecidos
de algodao ; a J. Crablree & C.
8 toneladas, 14 quiutaes arcos de ferro, e em fo-
Iha ; a Soma & I unios.
88 caixas. 29 fardos e 15 volumes tecidos de algo-
dlo, 2 caixas fseilins, 6 fardos lona : a Adamsou
Howie & C.
118 fardos e 07 caixas tecidos de algodaoj a James
Ryder ^ C.
10 fardo.' e 3 caixas lecidos de algodao ; a N. O.
Bieber & C. "
3 fardos lecidos de algodao, 2 ditos ditos de laa, 1
cana livros de escriplorio e 60 barris manteiga ; a
Jonlislon Pater rS Companhia.
4 caixas lecidos de algodao ; a J. Keller & Compa
uhia.
4 ditos dito dito dito ; Timm Mouseo & Vi-
nassa.
I fardos lecidos de algodao, 25 caixas dito de
linho ; i Southol Mellors & C. -
11 fardos lecidos 7* linho, 30 ditos e 20 caixas
ditos de algodao, 10 Hilas velas, 60 pecas o 13 volu-
mes cabos, 1 caixa conservas, 40 barricas enxadas,
2 ditai colheres, 12 ditas ferrageus, 4 crrente- ; a
Paln Na#h & C.
14 fardos e 6 caixas tecidos de algodao. 2 dilas di-
tos de dito e 1,1a ; a Barruca & Castre.
10 barris tinta ; B. F. de Sou/.a.
50 ditos manteiga ; a Scolt Uilsosn & Compa-
nhia.
22 caixas cassas, 11 ditas lecidos da algodao ; a
Rostron Rooker & C.
11 ditas tecidos de algodao ; ^ Rosas Braga &
Companhia.
10 toneladas ferro brulo, 4 dilas, 16 quintaes, 3
arrobas e 14 libras chapas de fefro. 6 toneladas e 16
quintaes carvo queimado, 1 caixa moldes de madei-
ra ; a C. Slarr & C.
2 barricas serrlos-: E. 11. Wjall.
40 caixas vidro ; J. P. Ferreia.
50 barris manleign ; a Me. Calruonl A Compa-
olna.
6 barras ferro ; D. W. Bowman.
1 caixa e I fardo lecidos de algodao ; a Augusto
Cczsr de Abreu.
30 caixas e 7 fardos lecidos de algodao ; a Fox
Brothers.
10 fardos^ dito dito, 1 caixa dito de dito e la, 1
dila dito de algodao e seda ; a lleury Ijibson.
6 barricas enxadas, 3 dilos ferragens ; a Brander a
Brandis & C.
CONSULADO OERAL.
Reudimento do dia 1 a 24 10'124S->J7
dem do dia 25....... J55:t6
J0:680;233
, IM VERSAS PROVINCIAS.
Reudimento do di* 1 a 24 .
Iddm do di 25........
64317*1
179848
6919589
Exportacao .
Paraluba do Norte, lancha Couccirao Flor das
Virludeso, de 26 toneladas, conduzio o seguinle : __
140 volumes gneros eslrangeiros e uarionaes, 5 cai-
xas sabio, 5 saccas caf, 72 caixas charulos, 4 ditas
cha I dita rap, 7 saccas arroz. 1 rulo fumo, 180
meiosde sola, 30112 duzas de cocos.
Lisboa, barca portugueza Mara Jos, de 380 to-
neladas, conduziu o seguinte : 3,228 saceos com
16,140 arrobas de assucar, 17 pipas agurdenle, 162 ur
cascos mel, 39 pranchOes de cedro e amarello, 1,221 t\ "2?
couros algados. "^- I
KKCKBEWiA-ltE'
rla no praio de 30 das, a contar do dia da primeria I co do Miranhio, assucar braneo, dito refinado, aiei-
publicaclo do presente, a imporlaueia das qoolas
rom que devem entrar para o calcamenlo da ra do
Riingel, conforme o dispusto na le provincial u. 350.
Adverlinlo, que a falta da entrega voluntaria sera
punida com o duplo-das referidas qoolas na confor-
midade do arl. 6 do regulamenlo de 22 de dezem-
bro de 1854.
N. 2. Ordem terceira de S. Fran-
cisco. ..'....,,
N. 4. Benl'a da Conceiejlo Ferrira .'
N. 6. Domingos Jos da Silva '.
N. 8. Theotonio Flix de Mello. .
N. 10. Carlota Enmenia da Concei-
to...........
N. 12. Uerdeirog de Thereza de Jo-
ans ...........
N. 14. Irmaudade das Almas do Re-
cife .........
N. 16 Ezequiel Franco de S .
H. 18. Francisco Aulouio das Cha-
. gas...........
N. 20. Uerdeiros de dosepha Francis-
ca Rosa?. -......
N. 22. Francisco Antonio das Cha-
gas ...... ;.....
N. 24. Irmandade das Almas do bair-
ro de Santo Antonio......
N. 26. Manoel Amonio, Monteiro de
Andrade..........
N. 28. Antonio Jos (ioncalves de A-
zevedo..........
N. 10. Viuva de Miguel Jos Ri-
beiro...........
N. 32. Ordem terceira de S. Fran-
cisco ...........
N. 34. Paulino da Conceicao. .
N. 36. Antonio Hiplito Vercosa. .
N. ;I8. Viova de Domingos Jus Bar-
bosa ..........
N. 40. Joao Mureira Marques .
N. 42. Manoel Jos da Silva Braga .
N. 44. Jos Leonardo. ... .
N. 46. Jos da Fonseca e Silva .
N. 48. Joao da Silva Moreira .
-V 50. Dr. Alexaudre Bernardino dus
Reis Silva........
N. 52. Tiburcio Valeriano Baplista .
N. 4. Maria Joaquina de Macado
Mello...........
N. 56. Francisca Thomazia da Concei-
cao Cunha....."...
N. 58. Patrimonio dos orphaos. .
N. 60. Marn Joaquina Machado Ca-
valcauli..........
N. 62. Jos Joaquina de Novaes. .
N. 64. Bernardo Anloniu de Miranda.
N. 1. Alexaudre Jos da Silva. .
N. 3. Maria Candida Viauna e ou-
tros...........
Maria Adelaide de I.em'os -
Maria Leopoldina de Lemos .
N. Antonio Ferrira Pinto r .
N. 7. Joao da Silva Mureira. .
N. 9. Antonio Domiugues d'Almeida
Pajos..........
N. 11. Jos de Barros Pimenlel ."
N. 13. Filhos de Jos Ramos de Oli-
veira.........;
N. 15. Ordem terceira- de S. Frau-
cisco...........
N. 17. dem, dem.......
N. 19. Irmandade do Sanlissimo Sa-
cramento de Santo Antonio .
N. 21. Juad Piulo de Queiroz. .
N. 23. Anna l.uiza da Fonseea. .
N. 2i. Joi Goncalvs Ferrira e Sil-
va............
N. 27. lieuriquelii Enmenia da Con-
ceicao..........
N. 29.'Jos (ioncalves Ferrira e Sil-
va. .'.....'
N. 31. Antonio da Silva osmao .
N. 33. Herdeiros de Jos Lopes d'Al-
buquerque.........
N. 35. Jus Antonio da Silva Quei'-
roz...........
N. 37. Lourenro Jos de Moraes Car-
valho..........
N. 39. Ordem terceira de S. Fran-
cisco...........
N. 41. dem, idem.......
N. 43. Uerdeiros de Joaquim Jos de
Farias...........
N. 45. Viuva de Joaquim Luiz de
Mejlo Carioca......; .
N. 47. Ludgero (jon(alves,da Silva .
N. 49. Joao Moreira Morques ; .
N. 51. Paulo Caetaoo de Albuquer-
que .'..........
N. 53. Dainiao ('ioncalves Rodrigues
Franca ... ..
> Joaquim dos Reis (lomes. .
N. 55. Tiloma/. d'Aquino Fonseca .
N. 47. Hordeirus de Antonio Francis-
co Braneo ... ......
N. 59. Manoel Figueiroa de Farra! .'
N. 61. Clara M.ria do Espirito Santo.'
N. 63. Uerdeiros de Francisca Mar-
garida dos Prazeres......
N. 65. Manuel Joaquim da Silva Fi-
redo..........
Maria Antonia da Cruz liran-
189000
189000
279000
498500
5,78600
189000
169200
259200
169200
619200
189000
4l4O0
549000
259200
529500
259200
219600
899100
599100
529200
149100
289200
849000
469800
509400
509400
519000
6O9OOO
759000
459OOO
6O9OOO
30-9000
22,500
119250
110250
529500
529500
459150
1269000
1049400
639000
289800
259200
480000
2592OO
309000
309000
3R/800
189000
14-9400
259200
489000
21S600
2V9200
559200
10.5JOO0
959700
289800
289800
109800
IO98OO
18^000
59200
979SOO
2:19200
rRENDAS INTERNAS
UE" ^SUv'a M"a (i"alVeS
Rendimenlo do dia 1 a 24 17-.549995S
369000
:i^ooo
3G-9O0O
dem do dia 25
6435^68
18:1939221
CONSULADW PROVINCIAL.
Rendiinento do dia 1 a 24..... 17:2179421
dem do dia 25....... 1:155-9122
". 71. Joaquim Jos da Coala Fajozes.
73. Filhos de Manoel Jos de Bas-
tos e Mello e oulro .
N. 75. Thomaz de Carvalho Soares
Brando........
AO PUBLICO.
0 ila humaaidade leudo encontrado em
laea ioglezes, a no tratado do primeiro
LTni los da America o Sr. Beach
Us, as manduu publicar para dividir com
seus irmaos :
Printrtatoo contra o cholera.
caiOphora.. 1 ouca IToma-semcia colher
.....12 d fdechcora umpou-
ilfazena. 1 a 'co d'agua e a-sucar
orlelaa pi- todas as maohaas pa-
....... 1 Ira preservativo da
I molestia.
a para o primeiro tignal da meleeiia.
as colheres pequeas de sal lino, e 2
1 vinagre rouilo bom, misture-se com agn.
e iiaba-sa bastante quenle, cobrindo se
jai a transpirar, e tome-se ao mesmo lein-
sler da mesma preparsrao, porm momo.
a molestia o mais valioto remedio he o
tegu*nle :
Wibarbo palvcrisado )
> Iguaes parles.
Orlelaa pimenla, (Jilo )
una colhsr grande de cha, ajiinle-se 8
is d'agoa ferveudo, ce-se e aduce com assucar
>ssc, eajiinle-se ama colher d'aguardenle
e ile-se nma al duas colheres de quarto
em quarto, 011 da meia em meia hora, ou de hura
am hora conformo os siroplomes.
mli-eholtra do mais afamado medico dos
u da America o sabio Dr. -Beach,
rundes conh'ecimenlot o< pre-
miado nor toda a Harona.
Tome-se urna colher
de sopa de quarlo em
quarto. ou de meia
.4 >em meia hora, ou de
1 c; piium 1 oitav.l hora em hora coufor-
Xarope de gengiu/e. ,'4 onra.lme a urgencia dos
\ymptomas. /
18:3729813
MOVIMENTOlto a^ORTO
J ^----------,,---------;fc
Navios entrados no dia '>.
S. Davnl57 dias, barca ingleza al.ady Kednairdn,
de 350 toneladas, capitn Eassou, equipagem 14,
carga rarvSo de podra ; a ordem. Fundeou no
lameirao.
Assu'10-diai. brigue brasileiro Triumplioo, de
202 toneladas, capilao Fidellis Garciu (jomes,
equipagem 11, carga sal. Veio largar o-prallco
e seguio para Babia.'
Maranhao pelo Ceardo ultimo porto 6 dias, bri-
gue escuna brasileiro Laura, de 165 1|4 tonela-
das, capilao Manoel da Silva Santos, equipagem
13, carga arroz e mais gneros ; a Jos Baplista
da Fonseca Jnior. Passgeiros, Carlos Ernesto
Mesquita e I escrava, Antonio Nogueira Borges
da Fonseca, Vctor Augusto Nepomuceno^ Manoel
Jos Ribeiro, Ignez Erancisce Alves Lima, Ang-
lica, 1 menina'e 1 criada, Joaquim da Silva San-
tos, Jos Ugoccioni e sua familia.
Sacio sonido no mesmo dia.
Para e portos IntermediosVapor brasileiro ul'ara-
no, commandanle F. F. Borges. Passsgeiro des-
la provincia, Dr. Maximiauu Francisco Duarle e
1 criado. Saliio honlem a noile.
189000
68J100
72/000
549000

te doce de Lisboa, dito de carrapato, agurdente
branca.de 20 graos, bolacha bacalhao, caf em ario,
carne verde, dila secca, familia de mandioca, feijao
mulaliuho, lenha da mangue encachas, pjes, touci-
nlio de Lisboa, vinagre de Lisboa, estearinas em
velas e carnauba em ditas : os que te quizerem pro-
pdr a dito fornecimento, comparecern as 12 horas
do da 27 do eorrenle, oa sala d.s sessoes do coose-
Iho, munidos das amostras a propostas em que de-
clarem o ultimo preco, e quem seus fiadores. Sala
das sessoes do conselho de adminislracao- naval em
Pernambuco 22 de selembro de 1855 O secretario,
Christorao Santiago de Ollceira'.
PUBLICAQA'O LITTERARIA.
Acha-se venda o compendio de Theoria e Prali
ca do Processo Civil feito pelo.Dr. Francisco de Pau
a Baplista. Esta obra, alm de nma iolroduccao
sobre as accOes e excepr/ies em geral, Irata do pro-J
cesso civel comparado com o commercial, eoniem
a theoria sobre a ap*plicacao da causa julgada*, con-
tras doulnnas luminosas : vende-se nicamente
na loja de Manoel Jos Leile, na ra do Quei-
mado o. 10, a 69 cada exemplar rubricado pelo
autor.
Continua a vcnder-se a obra de di-
rato-o Advogadodos Orpliaos, com um
apndice importante, contendo a lei das
feriase aleadas dos tribunaes de justica, e
o novo Regiment de custaa. para uso dos
juizes.escrivaes, empregados de justica, e
aquelles que freqtientam os estudos d di-
reito, pelo preco de 3$000 cada exem-
plar; na loja do Sr. padre Ignacio, tuo
da Cadeia n. oti: loja de encadernacao e
livros, rita do Collegio n. 8; pateo do
Collegio, iivearia classican. 2,ena praca
da Independencia n. t e 8.
AVISOS MARTIMOS.
Real Companhia de Paquetes Inglezes a
Vapor.
No Ide oulu-
bro espera-se
da Europa, um
dos vapores da
Real Cumpa-
nln.i. o qual de-
pois da demora
do coslume se
gira para o
sul : para pas-
sageiros, ele, trala-se com os agentes Adamson Ho-
wie & C, na roa do Trapiche-Novo n. 42.
Para o Rio de Janeiro segu com brevidade o
brigue brasileiro Adolphu ; para carga e passageiros,
IraU-se com Eduardo Ferrira Balthar, ra do Vi-
gario n. 5. ou com o capilao Manuel Pereira de Sa,
na praca do commercio.
Para o Aracali e Cear o hiate nacional Exa-
larao pretende sabir al o da 29 do correte : quem
no mesmo quizer carregar ou iaajde passagem, dri-
|a_-se aos consignatarios, na ra da Cruz, armazem u.
15, ou com o meslre no trapiche do alsodao.
Companhia de seguros martimos indein-
nisadora.
Os Srs. accionistas sito convidados a realisar no es-
criplorio da inesma companhia, ra do Vigario 11. 4,
os 10 { do valor de suas acedes, na confurmidade do
artigo 17 dos estatutos, al o dia 10 do prximo mez
de outubro. Recife 25 de selembro de 1855. Os
directores, Joao da Silva Regadas, Vicente Alves de
Carvalho.
LEILOES
JB : qtnn-
auhaa, no
co, por or-
do cter
rea de vi-
seadla fun-
ega, onde os
antecipacao :
dia em poni,
EOITAES.
I
"\
lissao Portugueza de benefi-
cencia.
publicada a (isla dus Srs. subscnplo-
fispUal Portuguez Provisorio, roga-se
tsmos iwiihores se dignen sati-fnzer as suas
.sexla-feira28ilii crreme, a qusl-
Siombros da< cominissoes, eucarrega-
os dis cripr;0s,mai especialmente no Recife aos
Silva Luyo e Manuel dos Santos Piulo ;'
en Santo Antonio aos Srs JosMorsira Lopes e Ma-
Franeiico da Silva Carrico ; em San Jos, aos
Srs. Jos Jcaquim Lima BairBo, Jos Piulo de
Uagalhara a Joaqoim Lu dos Santos Villaverde; e
Boa-Vistli ao ?r. Joao Luit Ferrira Ribeiro.
senhori s que uo subscreveram, por qualquer
mnlivue quiterem cuucprrer para tao pi instituto,
podem dii -arta ou vocalmente ao presi-
dente ila CoinmissSO Portugueza dcJlenecencia, o
lllm. Sr. br. Jos de Almeida Soares de Lima Bas-
tos.
11 s"ssoes da Cemmissao Porlugueza de Be-
neticencia 22 rte selembro de 1H
Manoel Ferrira de Sou.za llarboza,
Secrelario.
ruta dos mmbroe da Commtuao Porlugueza de
l J beneficencia em Pernambuco.
Presidente.
Sr. Dr. Jos de Almeida Soares de Lima
1 Bastos.
Secrelai
irnstl Ferrira ce Souza Birbo.a.
> Usases de Carvalho.
ranti-o da Silva Carrico.
1 Silva. Tarrozo.
es Corris.
.Manoel dos Santos Pinto,
.los Perea da Crux.
Joaqoim Corroa de Rezende llego.
Mano! Antonio dos Santos Puntes.
loto Luis Ferreirn Ribeiro.
Joaquim Antonio la Silveira.
DocaiBgos Jos f srrsira Guiaairios.
O. lllm.Sr. inspeetor da thesonraria provincial,
em cumprimeulo do disposlo 110 arl. 31 da lei pro-
vincial numero 129, manda fazer publico para
conherimeulo dos credores liypolhecarios, e qnaes
Juer inleressados, que Francisco Manoel da Silva
usmao, tem de ser indemnisadoda quantia de du-
zenlos mil reis. pela ex Ir rao do barro da nroprie-
dde denominada Tauquinhr. n.i cidarte deGoi-
anoa, para a factura de urna bomba, e que o dilo
G-usniao tem de receber dita quantia logo que ter-
minar o prazo de 15 dias contados da data deste,
que he dado para as reclamac,Oes.
E para constar se mandn afiliar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario por 15 das succcbvoi.
Secretaria da thesonraria provincial de l'ei na al-
buco 12 de selembro de 1855.
O secretario.
Antonio Ferrira d'Annunciarao.
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
em cumprimeolo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda constar sos proprielarins abaixo
mencionados, a enlregarem na mesma ihesouraria no
pra/.o de 30 dias, a contar do dia da primeira puuli-
caeflo do prsenle, a importancia das quotas com que
devem entrar para o calcamenlo da ra Direii a al
a Iravessa daPenha, conforme o disposto na lei pro-
vincial numero 350. Advertludo, que a falla da en-
trega voluntaria ser punida com o duplo das refer-
alas quotas na conformidade do artigo 6 i|o regula-
menlo de 22 de dezembro de 1851.
N.2. Joanna do Rosario Cumiantes Ma-
M e'""1.................? 779400
N. 4. Viuva de Joto Leiao Filgueita. 89s46(i
N. 6. Hospital da Misericordia de Angola 649800
N. 10. Benardu Jus da Cosa Valenlim e
11 111
F'ranciaco Joaquim Pereira.......41970Q
N. 12. Maria Joaquina de Honra.....769200
N. 14. Ordem terceira de S. Francisco. 459000
N. 16. Antonio Francisco Pereira. 779220
N. 18. Uerdeiros de Manoel Caetano de
Albuqucrque...............579600
N. 20. Viuva o herdeiros de Antonio Joa-
quim Ferrira de San palo.......68940O
N22. Francisco Alves da Cunlia.....3O9OOO
N. 24. Joao Malheos...........829500
N. 20. Joaquim Francisco de Azevedo. 529000
N. 28. Dilo, dito..............6I92OO
H. 30. Thereza Concalves de Jess Aze-
v*...................689400
N. 1. Irmandade de N. Senliora do Li-
vramenlo................ 99000
N. 3. Joaquina Mria Pereira Viaona. 839400
N. 5. uita, dila.............. 999OOO
N. /. Dita, dita..............869400
N. 9. Ba/ilio Alves. da Miranda Varejao 75000
H. 1.1. Francisco Brainlao Paes Brrelo. 439200
N. 17. Irmandade do Espirito Santo. 18*000
N. 19. Joaquim Bernardo de Figuereido. 289800
N. 21. Dilo, dltu.............1199100
3.0199350
1
E para constar sb mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de l'ernarh-,
b"c ^ettiKmbufgmWm.i) secretario, Amonio
O lllm.Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprinTenlo da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia de gl do eorrenle. mauda fozer
publico que no dia 18 de outubro prosita vindouro
peranle a junta da lazenda da mesmaIfsVooraria, se
ha de arrematar a quem por menos lizerT obrat da I,
lapainenlo do paula o de Olinda, avaliaS em l
7:3709000. '
A arrematacao ser Taita na forma da lei provin-
cial n. 343 di 15 de rnaio do atino prximo passa-
do, esob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremala-
cSo, comparecam ne sala das sessoes da mesma jun-
ta no dia cima declarado pelo.meio dia competen-
temente habilitadas.
E para constar se mandn aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da ihesouraria provincial de Pernam-
buco 22 de selembro de 1855.O secretario,
A. F. d'Annunciacdo.
Clausulas especiaes para a arrematadlo.
1." As obras do lapamculo dos arrumbas do dique
^do pantano de Olida ao norte e sul da povoarao
dos Arrumbados, serSo feilas de conformidade cm
o ornamento nesta data aprsenla lo a approvacao
do Exm. Sr. presidente da provincia na importan-
cia de 7:3709000. r
>.' Deverao ser principiados os Irabalhos no pra-
zo de um mez, e concluidos no de tres mezes conta-
dos de couformidade com os arls. 31- e 32 da lei
provincial n. 286.
Q. O pagameulo ser feilo em Ires preslaroes
iguaes ; a 1<'quando esliver feila a terca parle da
obra, a 2a quando tiver dous tercos da obra, o a 3a
linalraenle quando esliverem concluidos lodos os Ira-
balhos, que serio logo recebidus delinilivamente.
4. Para todo o que nao, esliver especificado as
presentes clausulas seguir-se-ba o que determina a
le proviuci.il n. 286 cima mencionada.
Conforme.O secretario,
4. F. iVAnnunciaro.
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da resoluco da junla da fa-
zenda, manda fa>er publico que a arrematarlo das
obra, supplemenlares a fazer-se na ponte sobre o
rio Capibaribe na estrada de Pao d'Alho, val no-
vamenle a praca no dia 18 de oulubro prximo vin-
douro.
E para constar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Peinarn-
bnco 22 de selembro do 1855.O secretario,
A. F. d'Annunciarao.
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da resoluco da junla de fa-
zenda manda fizer publico que as obras dos reparos
precisos na casa da cmara municipal e cadeia da
cidade de Olinda, vao novamenle a praca do dia
4 de outubro proiimo vindouro.
E para constar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 22 de selembro de 1855.O secretario,
A. F. d'Annunciarao.
Francisco Antonio Cocino farii leilo, por in-
tervengo do agente Oiiveire, da mobilia e mais ob-
jectosdo seu estabelecimeiito de hotel, silo na rua'do
trapiche Novo 11. 9, consistindo em sofas. cadeiras
usuaes, ditas de balando, mesas de meiu de sala, nm
riquissimo panno para ditas, baucas para sof e de
jugo, cousolos, um sxcelleute piano inglez, mesas
elsticas para janlar, aparadores, guarda-louras-de
mogno e de amarello, marquezas, luucadores, "espe-
Ihos, iavalorius, commodas, relogios para cima de
mesa e de parede, ricos jarros de porcelana de todos
os lmannos, lanlernas, globos, aiul.ii ellas c lustres,
apparelhos de porcelana para janlar e sobremesa,
para almoco, garrafas e copos de crvslal, machinas
de limpar facas, e oulrns mullos obieelos asss ne-
cessariosao uso de qualquer casa de "
la-feira, 27 do correle, as 1
indicado hote!.
O agente Oliveiri- far.i lei
dem do lllm. Sr. inspector da a
Esperanca de Beberibe (querer
gia) rom ludos os seus aprestos, la
deado junto ao trapiche da dita al
preleiideules podem examina-lo
sexta-feira, 28 do correle, ao
110 indicado trapiche da aliand
Vctor Lasne fara' leilao'^pW'nterV-
vencao do agente Oliveira, de ptimo sor1-
timentode t'azendas dfctod^s* qualida-
des, recentemente despachaS Bkh&iarta-
'erra-2tt do coi-rente, as tO^rToTOaW&nu-
nha;i,^no seu armazem, ra da Cruz.
IS*S
co. a requerimento do curador fiscal da
masa fallida de Machado A Pinheiro, fa-
ra' leilfio de*0 baW de manteiga ingle-
za, pertencentes la dita massa : quarta-
eira 2t do corrente, af 11 horas em pon-
to, defronte daarcadadaalfandega, onde
se achario patentes."
Joo Baptista de Barros Machado,
transferio o leilao da sita taberna, sita na
ruado Nogueira u. 49, que tinha lugar
segunda-feira24, para quirita-f'eira 27 do
Para o Sr. fiscal da fregtiezi de San-
to Antonio ler.
N'uma poca em que estamos ame.icadns pelo larri -
yel (lagallo, que tantas vidas lera ceifado dos nosso*
irmaos do sol e norte deste imperio, o em que Unto
tem feito o governo to emprego de medidas prsveh-
uvas, que a hygiene aconselha para que ssjamos
preservados da horrivel enfermidade, admira que
em certas ras vivam pessoas, que ho estando 110
caso de lerem confundidas com a classe desprezivel
da sociedade, se loroem por si, ou por seus escra-
vos, indignas de cxislirem entre gente da aleuma
consideracao.
Ha, por oxemplo. na rna da Peoha alguna mora-
dores, que fazendo da ra despejo publico, lancam
nella, depois das 9 horas da noile, toda a quantidade
d agua soja, que juntara durante o dia i chegando o
arroto de um delles, que mora em um 2. audar do
lado do puente, em mandar vasar na porta de seus
vizinhosdous famosos laxos d'agua palnda. ourina.
etc., etc., e enlreluute o Sr. fiscal respectivo, ape-
zar do zelo que Ihe conhecemos, parece que tem
privilegiado a esses seuhores das mullas que impe
as posturas municipaes.
O Sr. Ribeiro poder, se quizer, verificaro que le-
mos publicado e providenciar. a. Z.
Aos devolus do Sr. Bom-
Jess dos Perseguidos;
Tencionando a mesa regedora da con-
traria do Sr. Bom Jess dasChagas, erec-
ta na igreja de Noss& Senliora do Paraizo,
evpora adoraco dos liis a piedosa e mi-,
'agrosa imagem do Sr. Bom Jess deten-
sor dos Perseguidos, no dia quinU-feira
27 do corrente, ha vendo urna missa as 7
horas da manhaa do referido dia, e ladai-
nha solemne a noite; faz publico para
que os liis concorram com suas oracoes,
afina de que tao PIEDOSO SENHOR nos
livre da persegualo da peste: a igrejg
estara' abeita por espaco de trinta dias,
todas as noites.
Mas.a adamantina.
He gerliuenle reconhecida a excelloncia desla
preparacao para chumbar denles, porque seua resul-
tados sempie felizes sao j,i do dumiuio do publico.
Sebasliao Jos de Oliveira.faz usu desta preciosa
asea, para o lim indicado, e as pessoas que quize-
rem honra-lo dispoudo de seus serviros, podem pro-
cura-looa Iravessa do Vigario n. 1, loja de bar-
beiro. '
Joao Pedro Maduro da Fonceca, declara aos
senhores Aulouio Botelho Piulo de Mesquita J-
nior, & Correa, que desde o dia 5 de julho do cor-
correute auno Ss.S. s lem a paaar-lhe o aluguel dos
2 sobrados do predio na ruajdo Brum n. 20 na razao
de 7009000 rs. por anuo.
, T P"cisa-8e de un> caixeiro para liberna, qne
lenha 10 a 16 aonos, que saiba ler e escrever ; e
tambem se vende urna armario com lodos os per-
lences : na ra do Pilar 11. 86 : a tratar na ra da
l.iu.uel 1 u. 5,
Alngam-se carroceiros, preferindo-se portu-
guezo: qnem:estiver ncslas circorasldiicias dirija-so
a estrada Nova, sitio que foi do tinado Jusliniano, a
fallar com Francisco Bringuel de Almeida Guedes.
Precisa-se de um homem par IraBalhar em
reflnaco, preferindo-se prelo inda sendo de idade :
quem liverou quizsr dirija-se aos quatro cantos da
Boa-Vista n. 1 para tratar.
O abaixo assignado participa aos seos fregue-
zes que lem mudado a sua coebeira de carros, do
pateo do Hospital do Paraso para a ra da Floren-
tina. SebastiSo Lopes GuimarSes Jnior.
Precisa-se alugar dou? pretos que sejam robus-
tos para o trafico de armazem de assucar: a Iratar
na ra de Apollo n. 13.
1 #Firie0r(,'m 'l0 Sr" Pre LUOICA, convida-se aos Srs. socios a empsrece-
rem amanhaa as 9 da manhaa em sessao exlraur-
dinaria. Recife 26 de selembro de 1855./. Anto-
nio de At. B. Jnior, \ secretario.
Deseja-se fallar com oSr. Euzebio Pinlo, ou
cora qoem suas vezes Gzer nesta praca, a negocio de
seu interesse : as Cinco Ponas n. 71, ou annuncie
sua morada para ser procurado.
Se acha exposto na veueravel ordem lerceira de
S. Francisco desla cirlarre do Recife a milagrosa ima-
gem de S. Roque, advogado da peale ; se faz publi-
co, para que os liis concorram com suas orares,
alini de que o mesmo milagroso sanio nos livre da
perseguieflo de semelhunte flagello : a igreja osla
aberla todas as noiles.
Desappareceu do abaixo assignado o prelo An-
tonio, Mossambique, ja de Idade avancada, feilor
que era do sitio na Passagem da Magdalena, e cos-
tuma dizei que he forro ; lem os ulhos pequeos e
fu niara dos, e as solas dos ps signaes ily rovos :
quem o pegar, leve-o a cidade Nova, casa doSr. Go-
mes do Correio, ou pateo do Carmo, casa de Firmi-
no Jnso de Oliveira.
Deseja-se fallar aoSr. Joao Baplista da Silva
duimanles : na ra do Vigario n. 7.
- O agente Boi'ja, por despacho do
Mr, Dr. juiz privativo do commer-
tas furada por ja' ser manso 110 cario,
tem bastantes carrapato. muidos pelo.
hombros, mutto grande e tcuitc gordo e presidonte da provincia at
com 'grande cachaco ; veto do engenIw|jf*,, De V" S' ITfS1?
imperio, desejare por Irinla raxoes preferir em
igoaldade de circumilancia essa bella cidade, onda
Untos obsequios se me prodigallaaram desde o Exm.
dos desconhecidos das
simo c obrigadtssimo criado
Anna.frcguezia de Santo Xm!re,J- UAoa ,7 de J^ti10 -d' ^^
o, hontein 21 de setembediH^ff N. B. As respostas se podem dar Jireloria do
mesma hora f'ugo: quem o pegar leve-o ,,L,",,*r0,ffu'!.d! ''/'"."'ap *?n,tTlI d0
,. .. Methodo Castilho, ns ra larga do Rosario n. W.
ao dito sitio que sera Dem recompensado. .
Perdeu-se desde a ra do Sebo, vin-
do pelo pateo da Santa Cruz, ra do Ara-
gao, aterro da Boa-Vista, em seguimento
ate a ra das Cruzes, um alinete de peito
formado por urna flor com dous esmaltes,
une encarnado e outro verde : quem o
tiver adiado, querendo restituir, dirija-se
a ra das Cruzes no sobrado junto a esta
typograpbia, quese gratificara'.
-O cautelista Salustiano de Aqtiino
Ferrira avisa que vendeu a sprte- de
5:000$000em dotumeios bilhetesu, 5233
da primeira parte dsegunda lotera do
Gy mnasio Pernambucano; quem os pos-
suir queira vir receber por iteiro, na ru*
do Trapiche n. 36, segundo andar, logo
que se fizer a listribuirao das listas. Per-
nambuco 24 de setembro de 1855.O
cautelista, Salustiano de Aquino Ferrira.
Loteria do Rio de Janeiro.
Acham-se i venda os novos bilheles da lotera 36
do Monte Pi feral, que dever correr a 24 do pre-
sente. As lisias virao pelo vapor Guanabara, qne
deve partir em 25 do andante, e dfcve aqu chsgsr a
g de ontubro futuro.
t lUlMMM >MIMMt
9 O meilieo Jos de Almeida Soares de Lima #
0 Bastos, rosssljiu a toa residencia para a ra da s$
Cruz sobrado amarello n. Ji, segundo ao- aj>
9 dar.
99l3tSllt|t ttMIMtli
No engenho S. Jlo de Ilamarac, precisa-se
de um bom feilor : quem a islo se quitar pi
dando conhecimenlu de sua conduela a ciipacidade,
dirija-se a ra da Aurora n. 62, casa do Dr
Honorio Bezerra de Menezes, ou ao dilo engenta
ratar com o proprielario.
- Francisco da Cosa Amaral relira-se para Por-
tugal, deixando as soas casas de o
g> ro, e por seus procuradores, 1. Joao An
pinteiro da Silva, Francisco Jos da Costa Ribei-
ro, 3.o I.oiz Jos da Costa Amorim, e raga a seus
credores Ihe apresentem suas canias so prazo da 4
dias, e aos seus devedoresquehajam.de saldar aun
conlas no poazo ds 8 dias.
C. Fiedler, tendo da segairjpara I
primeiro vapor para '.rifar de sua saiide, ped
culpa as suas Illmas. discipulas e aos seos i
que por falla de lempo oad se despedio de
mesmo lempo previne as primeiras que pre
lar de volta infallivelmente no principio de m
Aluga-se urna bonita casa terrea, propri pira
ssar a festa, sita no areai do Poco da Panelia, a
os prelendeules dirijam-se
passar
beira do rio
Vigario n. 7.
ra do
Precisa-se de costureiras para ajudar
a fazer vestidos: na loja franceza n. 12,
do aterro da Boa-Vista.
Precisa-sede urna ama de ieite; no
pateo do Hospital n."28.
Furlaram do lugar de Sanio Amare das Sali-
nas oo dia 21 do corrente um cavallo caslanho ca-
oclo com os signaes segointes : 7 palmos, faca, bem
eilo, algunia Conaa carnudo, tem em un dos quar-
to- um R e uo ontro quarlo e queixo oin S, que a
primeira vista parece ser um 5. tem 8 para 9'anuos,
esta' ripado, porem cortado a faca, cltnis eurlas e
cascos fjilos, um pouco passaiiiiheiro, copado, seru
signal algum, ccele lapado, anda de paiso e a ga-
lope, foi furtado ao meia dia por um crioulo que
foi soldado do oilavo. do lugar em que eslava pas-
t.niclo, levando al um masso de cerdas, e condu-
zio-o pelo cemiterioe becco do Pombal : rog-se por
lano a lo las as autoridades poiiciaes e n qualquer
iessua que do mesmo tiver noticia, o prendara e
acam conduzir ao mesmo lugar no hospital dos la-
zaros, que se gratificara-,
Precisa-se de urna ama para lodo servico de
urna casa de pequea familia : na rna iilreila do
Rosario n. 10, terceiro aodar.
Precisa-se de urna ama para compra '.cozinhir:
a Iratar na rna Direita n. 106.
Armazem para alugar.
Aluga-se o armazem na ra do Encanl amento on
de eslu collocado o iampiao que deita os lundos para
a ra da Cadeia u. 23 : tratar na mesma casa ou
n.25.
' Para meus amigse fiegnezet.
lia chegadu a loja do alfaiale J. lluuder roa No-
va u. 52 pelo uttiinu navio procedente de Paraos
gurinos mais modernos das modas que ahi esto
em voga, e muito bom sorti/ncnto de lazeudas de
boa qualidade e de bum gosto.
Perdeu-se desde a ra Nova, Trinchciras, Rosa-
rio eslreita e larga, Queimido, paleo do Collegio e
Passeio, at a punte do Recife, a quantia de 400
rs. sendo urna ola do banco de 2009 rs. urna sedla
de 1009 rs.. e duas de &I8 .--quem achou leve ao
F'orle do Mallo, prensa de algodao n. 1 a fallar com
Manoel Ribeiro da Fonceca Braga, quedar 1008000
de adiado.
Aluga-se para servico de casa, uina escrava
engommadeira, e costureira : quem a pretender di-
rija-se a ra do Alecrim p. 5.
Muita Attencao ..'.
.As pessoas amantes da festa dus Seuhores Sanio
Cosme e Damiao, que se festejara sempre ;om grande
pompa na sua matriz, em Iguarass, puderao este
auno, mais que nunca, concorrerem a applaudir tao
bullanles actos,'alm do passeio que na verdade de-
leita a boa rapaziada, visto que atli arh. rao no pa-
leo do Senhor San Sebastiao um geral agasalho para
suas pessoas e cavados, tendo para estes bom Irala-
nenlo vista de seus donos ; epara si o nspecialtra-
laueni.i que sera escusado especificar, a par de
mullas variedades e cora moa idades que .era ludo
apetecerem, sem recelo de contrariedad!) durante o
lempo que se quizerem ulilisar. lie de admirar que
achem pola primeira vez naquelle lugar tao bom
agasalho, cum moi diminuto dispendio Alerta, ra-
pazes de sul e norte que a sociedade he boa! 1 .
Na mesma occasiao hovera chrisma.
O amaine ta sociedade.
A irmandade do patriarcha SanJoieda Ago-
na, erecla.no convento de N. S. doCarmo, por con-
ceuso do Rvm. padre mestre provincial do mesmo,
lem exposto no cruzeiro da mesma igrej, venera-
cao dos fiis, o Senhor Bom Jess dos Pissos, que se
acha sob o zelo da relerida irmandade ; queiram
porlanto, os devotos desta sarro-sania imagem ahi
conenrrer diariamente, para imploraren! a que uos
livre do lerrivel flagello que nos orneara.
.Precisase de urna ama forra on-captiva, que
lenha bora leile, seja sadia e nao lenha lho : a tra-
tar na ra da Cadeia do Recife loja u. 48.
Precisa-se ile nm criado e que queira lambem
sr pagem: na ra da Cadeia do Recife n. 40,acha-
ra cum quera tratar.
LOTERA DO GYMNASIO PERNAM-
BUCANO.
AOS 6:000S, 3:000$ E 1:0006'.
O cautelista da casa da Fama, Antonio da Silva
(iuiinar.es, faz seiente ao publico, que tem exposlo
i venda os seus muito afortunados buhles e caute-
las da srgunda parte da segunda loteri do Uyrana-
sio, a qual corre io da 6 de outubro do corrente
anno, e sao vendidos as seguintes casas : aterro da
Boa-Vista os. 48 e 68 ; ra do Sol n. 72 A ; praca
da Independencia ns. 14 e 16 rna co Collegio n.
9; ra do Rangel n. 54 ; ra da Cruz n. 43, loja, e
ra do Pilar n. 90.
Recebe por iuleiro
com descont
_ 1:4548886
k. para constar se mandou allixar o prsenle, e pu-
blicar pelo Diario. Secretaria da Ihesouraria pro-
lincial de Pernambuco 12 de setembro de 1855.
O secretario.
A. F. Aununciacao.
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial
em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda convidar ao propietarios abai-
xo meucioDidoi, a enlregarem na mesma llusoura-
t-oriente, as 11 boras, sendo os objectos
existentes na dita taberna divididos em lo-
tes, a vontadedos compradores.
O agente Borja autorisado por despacho do
lllm.Sr. Dr. juiz d orphaos, proferido era reque-
rimeglo do tutor dos orphaos filhos do finado Caeta-
no Pereira.Goncalvesd.if Cunha, em presenca do di-
to Sr. juiz, far leilatvie varios bens pertencentes
aos mencionados orphaos, a saber : diversas proprie-
dades existente na provincia du Douro em Portu-
gal, cujos ttulos de posse e dominio se acham em
mao do agente annuncianle ; um excelente enge-
nho denominado Mamucaia.na fregn^zia de S. I.uu-
renco da Malla ; um ptimo silin em Maria Simpli-
cia na cidade le Olinda ; urna casa terrea sita na
rna das Aguas-Verdes n. 20, 14 escravos de ambus
os sexos proprios para lodo o servico ; obras de ouro,
dilas de prata, entre as quaes obresahem nm rico
apparolho para cha, um faqueiro, salvas de diversos1
lamanhos, e castiraes; um riquissimo reiouio para
cima de mesa ; um dito de parede, um dilo para
escriplorio, um pianno, nina nplima secretaria com
estante ; carleiras e mochos para escriplorio, urna
machina de copiar carta, um cofre de ferro, dous
hahiis de segredo. differenlas obras de marcinelria,
10 upolices, do Iheatro de Apollo, diversos livros
histricos, e oulros mnitos objectos de diflrentes
quali lades, que fura impossivel mencionar, o que
s com a vista se puderao apreciar. O leilao lera
logar quarla-feira, 3 oulubro, as 10 horas da manhaa
na ra da Cruz n. 43 -Jo andar. Os senhores pre-
lendeules s propiedades, qu quizerem alguns es-
clareciincnlos acerca dellas. tenham a honda le de
se entender com o mesmo agknte, na'ra doCille-
aio armazem n. 15. No mesme armazem, do dia lo
em dianle, serao distribnidos os catlogos dos ob-
jeclos que leem de ir a leilao.
DECLARACOES.
Pela subdelegaciii da freguezia de S. Jus do
Recife se faz publiru que foi adiada e existe m-ia
subdelegacia urna rsela de ouro aguaitada de asul,
que se entregara' a seu dono apreleutaiido a oulra
igual.Subdelegacia da freguezia deS. Jos do Re-
cre 24 de selembro de 1855.O snbdelegado, Edu-
ardo Frederico Bucles.
Pela mesa do consolado provincial se faz pu-
blico aos contribuidles de impostos, cujos dbitos sao
dependentes de lancnenlos, e que ainda na" foram
pagos dentro do anuo financeiro prximo passado,
que os podem raalisar nesta repartirn at o fin do
preseote mez, flndo o qual passam a ser executados
todos os queaVeiinram de pagar os do anno de 1854
a 1853.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernambuco sacca .sobre
a praca da Babia, e contina a tomar
lettras sobre a do Rio de Janeiro. Ban-
co de Pernambuco 25 de junho de 1855.
O secretario da direcefio, Joao Ignacio
de Medeiros Reg.
O conselho de adminislracao naval contrata
para fornecimento dos navios armados, barca de es-
cavecio, enfermara s praca do arsenal, epor lem-
po de Ires mares, os itguioles gneros: arroz brin-
AVISOS DIVERSOS.
LOTERAS D PROVINCIA.
O Ulna. Sr. thesoureiro manda fazer
publico, que os billietes da segunda par-
te da segunda loteria do Gymnasio Per-
nambucano, se acham a venda na the-
SOuraria das loterias, ra do Collegio n.
15, e as rodas andam impreteriyelmeiite
no da (i de otit ibro do corrente anno.
Ihesouraria dus loterias desta provincia,
#i de selembro de 1855.Luiz Antonio
Rodrigues de Almeida, escrivao das lo-
terias.
Desappareceu no da 24 do corrente,
da sala em que se imprime este Diario,
um par de botoes de ouro de abertura,
presos por urna correntinha tambem de
ouro, ambos Livrados, quadrados e com
uina flor no rneio : i oga-se a pessoa a
ciiieni 'oremoH'erecidcs, dos levar a ra
do Rangel n. 59, segundo andar, ou nesta
typographia, que Sera' generosamente re-
compensada, e promete-se guardar se-
gredo.
Precisa-se de urna arrra para casa de
pouca familia, que saiba bem lavar een-
gommar, e que faca o servico das compras,
prefere-se escrava: na ra do Rangel n.
59, segundo andar.
,,0JC 26 de setembro de 1855, perante o lllm.
Sr. Dr. juiz municipal da segunda vara, as 4 horas
da larde, em casa de sua residencia, se bao de arre-
matar alguns bens movis e semovente, penhorados
a francisco Martins Ferrira, por execncio de Fran-
cisco Jos de Campos.
Aloga se um grande quarlo ao lado da loja do
sobrado da ra das Cruzes, com porta e jauelhi para
o quintal, e porta para a ra : quem o pretender
dirija-se a loja do dilo sobrado n. 39, ou a iravessa'
da ra Helia u. 16.
Ainda se aluga a casa n. 12, na cidade de Olin-
da, na ladeira da Misericordia, concertada e pintada
anda de pouco lempo, em muilo bom local, bem
arejada, e com boa vista para todas as partes : a fal-
lar na roa do 11 ingel n. 21.
O abaixo assignado pede so Echo que haja de
indicar o empregu, no qual o mesmo abaixo assigna-
do Tazia pingue subsistencia ; dignandu-se lambem
esclarecer, como exercendose emprego, a de pingue
ordenado, eraneste desmoliendoParece que o
Echo ou quiz justificar o rifSo,quem mente nao se
sent,ou fazer publico que se acautelara de mais
contri o chniera.
Manoel Maria fodrigues do Xascimento.
Precisa-se de um caixeiro qus lenha algoma
pratica de laberna : na ra da Seuzala Velha n. 50.
Ordem terceira do Carmo do Recife.
O prior e mais irmaos da veneravel orjlem lercei-
ra do Carmo, contristados pelos males e sollmenlos
que tem experimenlado os habitantes -das provincias
do norte e sol do imperio, vctimas da cruel epide-
mia que grassa nesses lugares; c conhecendo que
do co se p le alcancar um eltlcaz remedio para lio
morlifero flagello, lera deliberado fazer na igreja da
ordem o acto da meditaran dos sete passos He Jess
Christo dianle de suas sagradas imagens, afiul de que
cada um, dirisindo-lhe fervorosas supplicas possa
alcancar da miseracTb divina n desapparecimento
da tremenda peste que tambem nos amca(a. O acto
tero principio sexta-feira, 28 do corrente, pelas 7
horas da larde, e seguindo em lodas as outras sextas-
feiras do mez de oulubro, precedendo ao' acto urna
predica anloga ao objeclo, recitada pelo Rvm. Sr.
padre meslre ex-provincial e pregador da capella
imperial Fr. Lino do Monte Carmel! ,. Convidan)
portanlo a lodos os seus irmaos a comparecerem com
seus hbitos, assim como lodos os fiis devotos dos
passos ilo Senhor, para que lodos dirijan) hnmilde-
meule suas suppliras ao Todo Poderoso, e se alcance
desla sorle o lim desejado.
Faz se seiente ao publico que ficon transferida
a arrematacao ila taberna, sita na Ribeira. por exe-
cuc.ao de Joaquim Fernandes de Azevedo contra seo
filho Joaquim Fernandes de Azevedo, a qual lera
lugar hoje. linda a audiencia do Sr. Dr. juiz da se-
gunda vara do civel, na sala das audiencias.
Irmandade do Espirito Santo.
A pessoa que perdeu urna pulceira de ouro na
nova igreja da mesma irmandade, pode procura-la
na mao do Sr. Antonio Ramos, na ra do Encanu-
to n. II.
Sociedade cultivadora da liugua franceza.
Por ordem da directora convido aos Srs. socios
para a sessao extraordinaria no dia 27 do corrente,
as 4 horas da tarde. Sala das sessoes 26 de setembro
de 1855.O 1. secretario,
Jos Joaquim Ferrira Jacobina.
Precisa-se de 4505000 a juros sobre seis mezes
de prazo, dando-se um moleque crioulo, de idade de
10 anuos, para garanta : quem quizer anuuncie
para ser procurado.
Bilheles 58800
Meios 2800
Quartos 1*410
Oilavos 760
Decimos 600
Vigsimos 320
-9HL3L
COiM'LTORIO CENTRAL
(Gratuito para os pobres.
fua de Santo Amaro, {Mundo-Novo) n. 6.
O Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho da
consullas lodos os das desde lis 8 horas da
inanhaj al as 2 da larde.
Visita os enfermos em sens'domicilios, das H
2 lloras era diante mas em casos repentinos &
ede molestias agudas e gravas as visitas serflo xn
feitas em qaalquer hura.
As molestias uervosas merecem Iralaracnlo H
especial segundo meios boje aconsclhados gf
pelos praticos modernos. Estes meios exis- W
tem no consultorio central. ttf
ANNUNCIO..
Do sitio das Roseirt "do mnjor Joa-
quim Elias de Moura, fugio um bonito no-
vilho, mascarado, cor de azitona, as pon-
6:0009
2:7609
1:3808
108
552
276
O mesmo eaute|ista declara, qne garante nica-
mente os bilheles inteirns em originaos, nao soflren-
do o descont dos oito por ccnlo do imposto geral,
e que as suas cautelas premiadas com os premios de
OOoOOO para baixo sao pagas n.issu.is lujas, sem dis-
tineco (le seren vendidas nesla ou naquella, e ou-
lros premios no aterro da Boa-Visla n 18.
Aluga-se para festa
um hora sitio na Torre, com boa casa de vivenda,
com 4 quarlos, 2 salas, dispensa, eozrha fura, co-
piar alrazelerraco na frente, quarlos pira os hospe-
des, ditos para estravos, estribara para 2 cavallos,
boa agua de beber, coberlo ds arvoredo, por commo-
do preco : a tratar atraz da matriz da Boa-Vista
o. 13.
Para esta.
Duas easas na Torre, com cummodo para familia,
2 salas, 3 quarlus, cozinha fura e copiar, quarlo pa-
ra pretos, estribara para cavallos o ho. agua : atraz
da matriz da Boa-Vista n. 13.
Prerisa-se alugar um escrave pata andar com
um taboleiro com poucas tazendas, o servir a um
homem solteiro ; a tratar na ra do Queimado, loja
D..2I.
Pedc-seaoSr. Francisco Carlos le Mendonca
o favo/ de dirigir-se a ron das Cinco Ponas n. 62, a
negucio de seu particular interesse, cora urgencia.
Pede-se ao Sr. Antonio Brasilinn de llollanda
Cavalcanli o favor de dirigir-se a ra du Cinco Pon-
tas n. 62, a negocio de seu particular interesse, cem
urgencia.
Pede-se a Sra. D. Anna Januarin do Carmo o
favor dn dirigir-se a ra das Cinco Ponas n. 62, ou
aniinnciar sua morada, que se Iba deseja fallar com
urgencia.
Tresjovens pernambucanas convenientemente
educadas e habilitadas para ensinar o qae sabem
com alguma perfeicao, vilo instalar uro aula com
titulo deS. Rusana run Augusta, defronle do
chafariz, no sobrado n.94, adhde mor Firmino Jo-
s Flix da Rosa, sen pai, as quaes se comprorhet-
lem empregar lodos os desvellos e carinhos ao seu
alcance para arisinarem as meninas que Ihes forem
confiadas, oseguinte : urna, as primeiras lettras, es-
crever o contar ; oulra lomar a si ensinar a coser
chao, 1 tlix riuthar, cacunde, bordado di>susto, e acol
xoado ; a terceira ensillar a tapete, I, pecana, Tro-
co, iniranga braneo, matiz ouro. As joven cima
esperain de alguns senhores, pas de familias, Ihes
deem proteceao, e querendo examinar e ajuizar de
Seus Irabalhos, podem com antecedencia dirigir-se a
easa cima para verem alguns difl'er ntes de seas
Irabalhos que Ihe serao apresentados. O preco de
cads nina para ler, escrever e contar, costura, oacun-
il". labyrinlho de qualqner furnia, sera 38000 men-
saes.e cor todos os mais Irabalhos superiores ser 58.
Tambem se receben) meio pensionistas por preco
razoavel, allm de evitar o transito em virtude da
grande forra do sol. A aula principia-a os seus Ira-
balhos no dia 1. de oulubro do corrente anno.
O Exm. conselheiro Antonio .Feliciano de
Costil lio,
exigindo re-posta ao oflerecimenlo que faz aos Ilus-
tres haliitanles desla bella provincia, amantes da re-
generarlo da instrucrD publica.
lllm. Sr. Francisco de Freitas Gamboa.Negocio
importaulissimo : V. S. lem urna aula perfeila, e
exerce o ensinode um modo completamente irrepro-
bensivel ; mas V. S he nico, e o territorio dessa
pruviucia immenso ; restan!, porlanto, innumere-
veis localidades onde ainda nao chegou, nem por ora
pode c legar o beneficio : seria logo para desejar que
de Portugal fosse para al pessoa habilitada pata o
novo ensillo ; posto que esle seja anda nova, e nao
lenha nos por conseguidle abundancia de profeasores
para exportarlo, alguem se poder adiar a quem
conve tita.- parle por zelo da cousa, e parle por espe-
culado de fortuna ir para Pernambuco doutrrnar,
on no Recife, ou era Olinda.ou em qualquer cidade
ou villa populosa : queira pois V. S. pergunlar aos
competentes, ao lllm. chele da insh uccao publica,
ao lllm. rcilordu Intrnalo, ao Exm. presidente des-
sa provincia, se qoerem meslre oo rarslra de minlia
escolha para o ensino de ieitura repentina, que van-
tagens Ihe podem segurar e que servir.) exigem delle
oo delta : se o querem on a querem por am, dous,
Iresou mais anuos ; se he por curso normal, ou por
curso ortico e ele ensino efleclvo a a atibelos, ou
por cursos de urna e oulra oatureza, te para a cida-
de oa para o'camp, quswardenado lh< anancam? te
he com casa, cama, mesa e roana lvala, oa secco e
peco ? se eslo promptoscomo de cedo seria neees-
sario a pagar ns despezas da xiageni, fazendo ao
mesmo lempo algara adiantamente> para preparati-
vos T venhr esta resposlaja, ja, a"o nais completo,
positivo e seguro que ser possa, porque tendo eu de
fizer iguaes propostas pan oa tras ptovlnclas dejse
fferece-se am homem para caixeiro de qual-
quer casa de negociare atacados ou a ret
tem boa lettra e baaSakte pratica, pees es
ha mais de anno.porm por um pequeo mol
sahir da casa : qaem precisar annuncie.
Carolina Cassia Flora Rrasileira. pelo presente
declara, que fallecer no dia 3 do corren
zada ta I). Florencia Maria do Desterro, a qi
sepultada na capella do engenho Ribf
dos os suffragios do cnslume, para q
sobrinhos e mala prenles qneiram e
alma ao Creador, e lodo quani
exigir, segundo os deveres a c
Perdeu-se urna caia grande e b
da, de tartaruga, para rap, no dia 29
ila ra do Collegio a nova igreja do I
Santo : quem a tiver achado a quizet
rija-sea mesma ra 19, primeiro e sera
bem recompensado. '
iLnlluU'UU ua noile de sabbado, 22 do cor-
rele, um alfinele de peito, obra moderna, ten es-
malte, com duas bufias pendentes, paaaa
ras segointes : rna Velha, paleo d
Rosario, CooceicSo, praca da 1
mesma, ra do Cano, pateo d<
las, paleo de S. Pedro, ra e :
rus do Nogueira : roga-se a q
lenha achado, de o restituir ni
Nogueira n. 39, que receber ama grntiteieak
aos. senhores. es-
tudiantes.
Ainda existe urna porcao da livros da direito e da
lilteratora, em moito bom estada, e por menos pre-
50 do qne em oulra qualquer palle : quem precisar
aproveite a oecasto para eomprar barat antes que
se acabem : oa ra do Queimado n. 24, todos oa dias
das II boras em dianle.
ANNUNCIO.
Loja e armazem de fatendas baraustamos, na roa
da Cadeia do Recife n. 50, defronte da roa la Ma-
dre de Dos, quina do segundo barco indo da pon-
te, lado esquerdo. Neste eslabelecimento echarlo aa
Srs. fazeudeiros, commerciautea > centro, e o pu-
blico em geral, um completo sortimento del laxendas
finas e grossas, todas de boa qnalioade e tem avaria,
que a dinheiro vista, se vendem por procos bara-
tsimos ; assim) como toa ditposicao para bem ser-
vir e-agradar a todos os freguezet qae te dignaren)
honrar o eslabelecimento.
RA .NOVA N. 60,
lem a satisfago de annuneiar aos fashionablc
tarios do bom goslo a perfeifSV, que 110 seu ttabe-
lecimento se encontra nao s s fazendas oacetMiils
chegada ltimamente de Pars para
completo de um elegante ; como lem igualm;
felicidade de noticiar aos seos freguezes e amigos,
que a frente de tea eslabelecimento se acha hoja
um artista versado am todos os eegredos da proflssao
e interprete fiel do gosto mais reqaintado.
O escripturarioda Companhia de Be-
beribe Marcolino Jos Pupe, ainda esta'
autorisado a comprar e vender
mesma companhia, pois que ninguem
mais habilitado do que eBe a fazer este
negocio; podendo ser procurado no es-
criptorio da mesma, na ra Nova-'n. 7, das
8 boras as 5 da -tarde.
Candido Jos Ljsboa, enligo discpulo do Sr.
padre Joaquim Raphael da Silva, approvado pelo
h .-eii desta cidade, com pratica de ensinar, di liroe*
de lalim na rna de Apollo n. 21. Da lambem licoea
de grtinmalica portugueza e franceza, ou na classe
conectivamente, ou a cada um de per | da larde a
noile; e recebe pensionistas de pouca idade.
C01PANHIA DE F1A(A E TECI-
DOS. M RECIPE.
A direccSo da com-
panhia de Fiacao e Te-
cidos de algodao con-
vida aos Srs. accio-
nistas da companhia,
a realisarem ao 1 ao
ultimo de outubro prximo, em mao do
cr.ixa Sr. Antonio de Moraes Gomes Fer-
rira na casa do Banco, e as tercas esex-
tas-fei ras de cada semana, urna prestacao
de 10 por esnto sobre o capital. Recife
11 de setembro de 1855.fia rao de Ca-
maragibe, presidente.Joao Ignacio de
Medeiros Reg, secretario.
Precisa-se do unta escrava ou de ama forra pi-
ra urna casa de pouca familia : oa roa do Hospicio
n. 7.
JordSo Jos Fragoso, procurador bastante da
seu sosro o Sr. Joto Moreira Marques, ora tutate
desta cidade, rogo a todos os devedores do mesmo,
venliam a ruado Cabug s. 11, satisfazerem seus d-
bitos, evitando por este modo o-r recursos legaes,
jnlgindo que o referido seu sogro uada deve uesla
praca, com ludo convida a qualquer pessoa que delle
se considere credor, a apreaentar 'os titulo* de divi-
da, por onde assim 0 mostr, para seren pagas.
Est a tahir a luz no Rio de Jineiro o '
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTRAHIDO DE RUOFF E BOEN-
NWGHAUSEN E OUTRQS,
posto em ordem alphabelica, com a desenpeo
abreviadade lodas asmolcsti as, a indicacao physio-
logiea e Iberapeulica de todos oa qMdicamtolos ho-
meepathicos, seu lempo de accao concordancia,
segeidode nm diccionario da significarlo da todos
ortermos de medicina e clrargia, a posto so alcance
das pettoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO MORAES.
Subscreve-se otra esla obra no consultorio homeo-
palhico do Dt. LOBO MOSCOZO, ra Nova o. 500
primeiro andar, por 99000 em brochan, e 6900,
eucaderpido.
uriunn rurunian


.
PIMO DE PERMUBUCO QUMT FElfU 26 D SETEMBRO DE 1855
CONSULTORIO DOS POBRES
5o ba wovjl i *nmm* so.
O Dr. I'. A. Lobo Moscoio da consultas horneo!
manh3a aleo maio dia, e em casos extraordinario a quaL,
Oflerecii-se igualmente para pralicar qualqaer opera),__
qaer mulher qut esleja mal de parto, e cujas circunstancia
odo os di&s aos, pobres, desde 9 horas da
ilia ou uoite.
acudir prompamente a qual-
HMi^agar ao medico.
SO CONSULTORIO DO DR. P. A. LODO I0SC0Z0.
5J5LRA NOVA 50
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual complato de medicina homeopathica do Dr. G. H. Jahr, tradurido em por
tugo pelo Or. Mofeoxo, qualro volumes eocadernados em dous e acorapanhado de
os de medicina, eirorgia, anatoma, etc., ele...... "08000
Esta obra, a mais importante de toda, asqaetratam do esludo e pralica da homeopalhia, por ser S
Jrinar-A PATHOGE>ESIA OU EKFETO b'oS MeS
>TADO DE SALDEconliecimenloi que nao podem dispensar as oe
VZ?Z"T?VC rdadirl medicina'in,eressa "><* ico. quequ.zeFel
*r;.. *.u' "D?. 'hnemann, e por si mesmos se convenceren, da -verdad* avila > tod,,* ,
lerem
a lodos os
.ten*, do. .do. medico,: a lodoso, cpttesdemvo
idira qualqaer incommodo sen ou de seis tripulantes!
sSq |obriga-
------. -_.... i-i^-ei luiuiuniuuo sen ou ae srus
l que por orcumslauc..., que n.m sempre podem ser prevenidas,
a *"aul f/onttnenli os pnmeiros soccorros em suas enterroidades
a ou traduce*, da medicina dSlcTd Dr. Hering,
"7r." dedC5m aoe8,udo da homeopalhia, un? vi-'
................... ^&t,hsKs!
10000
30l)0
ida^^nd. -v^tS^^SZ^
o em globosos, a 10, ISS e*15Oob .........
ditos
ditos
Jilo*,
ditos
Ditas
Ditas M
Ditas 61)
Ditas 144
Tubos avulsos ....
dura. *........
rnica. '.'.'..............'
89000
208000
258000
308000
08000
18000
28000
28000
unhos,
r>yida-
IATAIEHTO H010PATHIC0.
Preserva tico e curativo
DO CHOLERA-MORBUS,
PELOS DRS.
3MIA.JR povu para se poder curar desla enfermidade, administrando 7S"5s
.lo-eerecorraao medico.ou mesmo pSX?%^Z^%Z
00 EM POUTUGTJEZ PELO DR. P. A. LOBO MOSCOZO
ates dons opsculos coolm as indicacfiesmais clarase precisa so nela ----------ate, io.el.igeneias. nao. pe.o qM'^o^K^.8conc,M" Pns"
ilcance de todas as iolelligeneias, nao s pelo que diz resuello no.
"ameioscuralivos, comopnn-
a parle em que
aenlo homeopathico o ooicoque tem dado crandps rpnii3rtn.n- .
amo. a proposito traduzir este, dous importan," ^^ '"""-
facililar a sua leilnra a quem ignore o francer
fionsulloriodo traductor, ra Nova n. 5'2, por 2J0O0 rs.
la
CAO* W> INSTITUTO HO
dPATHWO DO BRASIL.
ffiOURO HOMEOPATH1CO
O
VA^DE-MECUM DO
HOMEOPATHA.
Melhodo enneiso, claro seguro de cu-
rar hon.copathicamcnts todas ai molestias
i affligem a especie humana, e porti-
agueltas que reinam no Bra-
icgundo os melhores trata-
de homeopalhia,- linio europeos como
americanos, e segundo a propria ezperi-
icia, pelo Dr. Sabino Olegario Ludgera
Pinho. Esta obra he hoje reconhecida co-
nlas que tratam daappli-
O, ca homeopathica no curativo das mo-
lestias. Os curiosos, principalmente* nao l
? podem dar um passo seguro sem possui-la e ,
consulla-la. Os pas de familias, os senho- '
lio, sacerdotes, viajantes, ca- |
ios, senanejos etc. etc., devem
^J promptaineole a '
' de molestia. i
I em brochura por 109000 ]
encaderuados 119000 I
ira mente em casado autor, i
e Sanio Amaro o. 0. (Mondo No- '
* I
k NA MESMA CASA.
8, vendeui-se os maia acreditado medica-
melos Itoraeopatbicoi preparados sob as |
'islas ian mediatas do aolor, por procos va- i
fsgundo o,uumero e dynamisacao '
dos medicamentos, lamanho dos lobos e (
riqueza das caitas.
Boticade 21 medicamentos, de
SO
opsculos em lingua vernacu-
BATATAS NOVAS.
Ja chegarim as batatas novas do Porlo, e vendem-
*e no armazem de Joo Martins de Barros, trovis*
da Madre-da-Deos u. 21.
Vende-se om mulalinho de idade de 7 para 8
annos, mnilo bonita figura : na ra daSensalli Ve-
lha n. 94.
Vende-se urna taberna em mnilo boa locnlida-
de, e bem afreguezada para a Ierra, e na falla de
Comprador da-sesociedade a algum rapni que tenha
bastante pralica do mesmo negocio e entre com al-
gum fondo : a tratar na ra do AragAo n. 8.
Vendem- todas as habilidades, tres dllas para lodo o servieo,
dos ciia quitandeiras. orna pardj de 22 annos de
elegante figura e postante, sen habilidades, non pa-
ra aprender a engommar. om prelo de meia idade
eom officio de sapaleiro e bom para todo servir: na
ra dos Quarteis n. 24.
Vende-se o melhor farelo de Lisboa que lia no
mercado : aa ra do Vigario n. 7.
Attenco ao barato!!
Vende-se na roa da Cadeia do Recite n. 47, loja
de Manoel Ferreira de Si, palitos prelos de alpaca
a 55 e 68000, luva's de seda de cores para homem a
18000 o par, cortes de brim da moda a 3000.
Attenco.
% endem-se duas bonitas negras, urna perfeila en-
gommadeira e cozinhelra, e outra ptima coslnreira
econnheira : quem as pretender, dirija-se ra
dos Martvrios n. 14.
Vender na rena$ao da ra de Horlas n. 7,
velas de carnauba pora, fabricadas no Aracaly, tan-
to em porcSo como a relalho.
^nde-so bom ebem acreditado rap Jo3n
Paulo Cordeiro da fabrica do Rio de Janeiro ; rap
este bem aceito pela sua composic,,1o e assemelhar-s
ao de Lisboa pelo seu bom aroma agradavel ; ven-
de-se de 25 libras para cima.no deposito geral da rna
da Cruz do Recite, casa n. 17, e em libra e a reta-
mo, nat tejas seguirles : ra da Cruz do Recite,
Fortunato Cardos de Gouva ; na ra da Cadeia do
R/cife, Jos Gomes Leal, Jos Fortnalo da Silva
"orlo, Thomaz Fernandes da Cnnha, Manoel Jaa-
quim de Olivera ; becco da Cacimba, Antonio. Ra-
mos ; ra do Crespo, Joaquim Heurique da Silva ;
ra do Qoeimado, Magalhaes & Silva, Teizeira &
Souza ; ra Direita, Jos Vicior da Silva Pimenlel,
paleo do Carmo. Antonio Joaquim Ferreira de Sou-
za ; rna larga do Rosario, Viuva*Dias Fernandes,
Manoel Jos Lopes, Barros & temi ; aterro |da
Boa-Vista, Joaquim Jos* Das Pereira, Jos Vicio
da Silva Pimenlel.
prego.
p DENTISTA FRANCEZ. 8
Faulo Gaignouz, dentista, estabelecido na
ra larga do Rosario n. 36, segundo andar,
W colloca denlescom a pressSodo ar, e chumba
V denles com a massa adamantina e outros me- asi
taes. *j
S#?
rn7H.r?.r,', ?'n'"'', """f0' """""a residir na
rna da Cruz do Recite n. 49, segundo andar.
mT^a!f.!011!,a prCraio com njPolhecaem urna
S S.1 : J,oem *""" "'end.-se com o
5. teSdoTi" ?'3v.deSo,,tt'cora bo,ica -
- Dase 1:0009 a juros com hvpolheca em alou-
nar",aqiBe,lejarnemb',rat0-a a Pe"norde
qem da '" P"eo d Colle8io se di

Cobre para forro de 20 at 24 on-{
cas com prego.
Zinco para forro com
Chumbo em barrinhas.
Alvaiade de chumbo.
Tinta branca, preta e verde.
Oleo de linhaca em botijas.
Papel de embrulho.
Cemento amarello.
Armamento de todas as quali-
dades.
Arreios para um e dous ca-
valloc.
Chicotes para carro e esporas de
ac prateado. !
Formas de ferro para fabrica de I
assucar. |
Papel de peso inglez. |
Champagne marca A &C. (
Rotim da India, novo e alvo. i
Podras de marmore.
Velas stearinas.
Pianosde gabinetede Jacaranda', ]
ecom todos os ltimos melho- '
ramentos. (
No armazem de*C J. Astley & C.,(
na ra da Cadeia. i
-- Na na do Vigario n. 19, prlmeiro andar, tem
i venda a soperior anella para forro de sellins,
chegada receulement ila AinenH^
Na taberna do priWripio da rua de Horlas n.
4, vendem-se os sef.iiuips cenerns muilo em cont-
manteiga ingleza muii boi
fina a 800 rs. ; dila fraiiceza a 720 rs.; hlalas mui-
lo novas a 40 rs.; toucinh de Lisboa 3: ; lingui-
cas 360 ; caf de earoco 160 ; gomma de engommar
80 rs., e outros mais gneros por commodo preejo.
[\a loja das seis
portas* #
Em frente to Lirrmenlo.
rri^r.n!lfln",f-JC,,"le de 8e,la de lin,l,,S OStOS 8 8.
riA ,"l0de ""'"a com doushabadosa
cinco patacas, dito, de c.mbraia piulados a .tez lus-
!.,' .P ,S r;,mbr' ""m Oores miudinhas a cin-
co patacas, chiles de cambraia adamascada, proprios
?n -V a J' a ,lu" P'as, chales de quadros
cor de rosa a duas patacas, chales de ganga encar-
nado, grandes a dez losles e pequeos a duas pata-
ru,a0meia' P'" meninas dc lres quatro annos a
PARA QEM TIVER
MUITA FAMILIA. B
Na rua do Queimado n. 19, M
vendem-se as mais modernas cambraias M
rrancezas que tem vindo ao mercado, pelo vv
baralissim preco de 500 rs. a vara, como se- gj
9E*V de ^e"6, de loda co a S
18120 cada um; chales de merino bordados
e lisos de todas as cores, e p0r preco com-
modo. v ^
FARINHA DE MANDIOCA DE SAN MATHELS
LAVADA.
O patacho nacional udaz trouze urna porrao de
far.nha lavada, que se vende a preco commodos,
Irala-^eno escnplorio da ruada Cruz n.49oo no
caes do Hamos no armazem do Sr. Pacheco.
Vende-se um bouito cavallo Toveiro, muito
novo e gordo ; a tratar na rua do Queimado, n. 30.
PARA ALFA1ATE.
Na rua do Queimado loja de ferragens n. 30, ven-
dem-se superiores (esonras de Guimares para ar
raate por mdicos precos.
LUVAS DE PELUCA.
Vendem-se na rua do Crespo n. 21.
Vende-se urna taberna com poucos fundos, na
rua da matriz da Boa-Vista n. 1 ; a pessoa qae pre-
ender. dirija-se a mesma, que achara coro quem


36
48
60
12a 20*000
15 a 25*000
189a3O9O0O
25a488000
[30a fiOjOOO
45a 90800o
50* 1008000 I
i
N. B.Cada urna ca'leira encerra tam-
' bem os medicamentos proprios para o cho-
fP lera-morbos.
Panorama.
QUINTA EXPOSICA.
FREDK LEMBCRE.
honra de avisar ao respeilavel publico, que
reir 19 do correte, espe novas vis-
tas que nesla provincia ainda se nao tem visto : na
rua da Cadeia coofronteao convenio de S. Fiaucisco,
que sao aa sequo les:
ngfois e|Sehweaborg debaizo da obaervacao
dos alliados.
ataque dos loglezes sobre o Redan diante de
Sebastopol.
3. O valle de: Gaerney no mar Azoff.
Mslopol, o ataqu sobre a Colina Verde.
l batera russa diante da torre de
Malakoff.
6. Sebastopol, vista geral do lado de trra. *
7. Conslanlinopla o o desembarque da fropa fran-
ceza.
8. Cidade de Jerusalem.
9- Wlo mplo do Sanio Sepulcoro.
eada pessoa, e acha-sc aberlo
das 6 as 9 horas da noite.
O solicitador Carnillo AugusTo"Ferreira da
Slva, n a sua residencia para a rn da
CamboaWo Carino n. 38, primeiro andar, on- !
de pode ser procurado para os misieres de
sua profiuo, bom como no pateo do Colle-
gu>, escriplorio do Illm.Sr. Dr. Fonseca. *
e outras doenqas da elle.
Trala-se rom especialidade as affecces da
pelle, parlicularmenlenmorpha, no cnsul-
g lorio honunopalhico da Dr. Casanova. W
28 RUA DAS CRLZES N. 28
No mesmo consultorio lem sempre gr.nde *
9 sortimenlo decarleiras de homenopathia mui-
9 to emeoola.
> Carleiras de 12 medicamentos a 68000.
de 24 a 68,10, 12, i9 6 208000.
o de 36 a 188000 e 218000. ^^
de 48 a 228000 e 28000.
J r de 60 a 268000 e 328000. m
i de 144 a 558000 e 708000.
9 Tubos avulsos a 300, 500 e 18000.
Frascos de Untura a 18000.
Deposito da verdadeira Untura de rnica m
B rada da planta verde na Svizera. S
Elemenlos de homojopalhia. 4 vol. 68000 A
Agencia de eontabilidade commercial.
Chrislovao Coilherme Breckenfeld, habilitado
com os conhecimentos praticos, que em materias de
commercio lem adquirido durante muilos anuos que
as tem ezercido nesta praca, como caizeiro, guarda-
nvros e gerente de negocios proprios e alheios, offe-
roce aos negociante, desla e das outras pracas do
Bra.il, assim como a oulras quasquer pessoas o seu
presumo para o Om de dirigir ludo o que se refere
a eontabilidade, como seja : rever e ajusfar coutas
ue qualquer naloreza, organisar halancos e regula-
risar liquidaroes de fallimentos, de sociedades
raleos, regulasoes de avarias, inventarios e pardillas
amigaveis de qualquer especie de bens, ezlrahir
comas correles com juros ou sem elles, por em dia
escripluraroes atrazadas, lomar conta de qoalquer
nva esenpluracao por partida dobrada. niizla ou
simples, arbitramentos jadicises.cootralos conmmer-
c.aes de qualqaer natureza etc. ele. Encrrega-se
oulro sim de dirigir qualqaer negocio judicialmente,
quer peranle o joizo commercial, quer perante o
iriDunal do commercio em primeira e segunda ius-
tancia, para oque tem acooperacao de om dos mais
habilitados advogados, e de om dos probos e ntelli-
genles solicitadores do foro. Para este fim lem o
annunciaute aberlo o seu escriplorio na rua da Ca-
dea de Santo Antonio n. 21, onde pode ser procu-
rado das 8 horas da manhaa as 4 da tarde. O an-
nuncianle espera merecer desla e de outias praca.
um bom acolhimenlo, sendo o sen estabelecimenlo
da mais reconhecida ulilidade.
Chrislovao Guilherme Rrcckenteld.
AULA DE LTIM.
O padre Vicente Ferrerde Albuquer-
f|ue mudou a sua ala para a rua do Kan-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eexternos desde ja' por mo-'
dico preco como he publico: quem se
quizer utilisar de seu pequeo prestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a'qualquer hora dos dias uteis.
8 J. JANE, DENTISTA, 8
A contina tresidir naruaNova u. 19, primei- m
t ro andar,: &
i
Novosauvros de homeopalhia em fraocez, sob
todas de summa importancia :
Hahnemann, tratado das molesUas chronicas, 4 vo-
lme............. 208000
Tesle, nroleUaa dos meninos.....68000
Hering,, homeopalhia domestica.....78000
Jahr, pharmacnpahomeopathica. 68000
Jahr, novo manual, 4 volumes .... 168000
Jair, molestias nervosas. 68000
Jahr, molestias da pelle. ..'..'' 88000
Rapoo, historia da omeopalhia, 2 volumes 168000
Harlhmanii. tratado completo dasmoleilias
dos meuiuos......... lOSOOn
A Tesle, materia medica homeopibica! '. 88000
te Fayolle, doolrina medica homeopathica 7M1()
Clnica de Staoneli .... 63000
Osting, verdade da homeopalhia". '. '. 1*000
Diccionario de Nyslen..... n*nnn
Altlas completo de analomia com bellas et- ^^
lampas coloridas, copter.do a descripcao
de todas as partes do eorpo humano 308000
vedem-se Indos estes Irvros nireoosnUorio homeopa-
thicodo Dr. Lobo Moscos, rua Nova n. 50 t.
meiroaudir. '
O Dr. Sabino Olegario Ludgero" Pinho,
modoc-.e do palacete da roa deS. Frannis-
co n.6S A,para o aebrado de dous anda-!
resn.6, ruade Sanio Amaro, (mundo novo.)
Precia-se de orna ama cea para casa de pou-
ca famiha, sabendo cozinhar o diario de ama cas,
sendo livre on escrava, de boa conduela, nao wolha
ao preco : oa rua da Cruz o. 40.
COMPRAS.
Compra-se em segnnda mo, urna commenda de
onicial da Rosa : quem a liver e queira vender an-
nuncie.
Compra-se no paleo do Carmo, quina da rua
de lionas n. >, om par de conchas de balanca de
pao ja usadas, proprias para balcao, em bom estado.
Comprase em segunda m3o urna baca de
rame bstanle grande, que sirva para urna pessoa
mu gorda tomar banho ; paaa-se bem : quem liver
annuncie para ser procurado.
Comprase um escravo qae nao tenha vicios
oem achaques, e que sejode boa conducta, ainda que
o -eja mojo : a lialar na rua dd Collegio n. 2!.
primeiro andar.
Compra-se effeclivamente branze, latao e co-
bre velho : no deposito da fundicao da Aurora, na
rua do Rrum logo na eslrada, n. 28, e na mesma
rondicao, em Santo Amaro.
Lompram-se rolos de pili ouivilicica, de um
palmo para mais em dimetro : na fuudicao da Au^
rora, em Santo Amaro, e np deposito da mesma, na
rna do Brum n. 28.
Comprase ama correnle de ouro para senhora
em eitio ; qnem a liver, dirija-se a rua da Cadeia
0. 30, loja.
Compram-se saceos limpos qoe levem arqueire
de fannha (medida velha) : n. travessa da Madre de
Dos, armazem n. 15, das 9 as 2 horas da larde.
VENDAS.
Oracao contra a peste e o cholera-
morbus.
Acha-se venda na livraria n. 6 e 8 da praca da
Independencia nm folhetinho com diflerenles ora-
S6es contra o cholera-morbos, e qualquer outra pes-
te, a 80 rs. cada um.
Vendem-se no paleo do Carmo, quina da roa
de Horlas n. 2, qoeijos a quatro pataca, e meia cada
om, chicaras brancas sem iza a 960 a duna de ca-
Vende-se um cabriole! de 4 roda., prompto
para um cavallo,- na roa do Arago n. 37, cochaira.
. .f Venden'-,e ''eiras e abanos, em porrao e a re-
lalho, por prejo commodo : no paleo do Paraizo
O I O.
. Vende-se urna negra boa cozinheira, lava bem
ae Mbao e engomma algnma cou.a : na rua da Gui*
-Vende-eB taberna sita no pateo da
'greja do Poco da Panella : os pretenden-
tes dirijam-sea mesma.
Vende-se urna vacca de leite: na rua
do Sebo, sitio do soBrado amarello com
portao encarnado.
Vende-sq urna fabrica de charutos
com potioos Rindo e bem afreguezada :
na.rua do' Trapiche-Novo n. 20.

Vende-se r.p fresco de Lisboa : na praca da
Independencia, loja n. 3.
Attenrao ao novo sortimento de fazendas
baratsimas.
Novas chitas de cores seguras e altumas de pa-
drees novos a 160, 180, 200, 220 e 210 o covado,
corles de chita de bonitos desenlio., padrees inteira-
inenle novos. com 13 covados por 38, riscados fran-
cezes linos a 240 e 260 o covado, cassas rrancezas de
cores, padrees bonitos e delicado* a 600 rs. a. vara,
nova melpomencs de quadros de cores a 640, 720 o
800 rs. o covado, hambnrn fino, de lina qoalidade,
para lencc. ceronlas c loalhas a 9, 'J600 e 10 a
P*ta de 20 varas, novo panno Ano para lonres, com
man de 2 varas de largura i 2J240, chales de lia
Rrandes de cores com bjrra a 58500, ditos de case-
mira linos e muilo bonitos de cores com barra por
8, sellm prclo mac.o soperior, proprio para vesti-
dos e coUetes, por prego que em particular se dir,
chales de seda grande, e pequeos, e ootras multas
fazendas, que a diriheiro visla se vendevn por ba-
ralissimos pre;os : na rua da Cadeia do Recite, loja
n. 50, dcfronle da rua da Madre de Dos. "
Vende-se para fra ou para.o mallo urna cria
oula recolhida, sem virios'nem achaques, boa figu-
ra, com 20 annos de idade, cozinha o diario de.nm
caa, lava de sabflo e barrella, e engomma, lodo
muiiobem: trata-se com Viciorioo Francisco dos
sanios, na rua Imperial n. 174.
Vendem-se lonas largas e eslreilas, por preco
commodo : em casa de Fox Hrolhers, na rua da Ca-
deia do Recife n. 62.
Para acabar.
i
Vende-se merinos em peca e a i Hlito,
de muito boa qualidade por serem fran-
ce/.es,eoutras fazendas por precos muito
barato; na rua .do Rangel n.*54A e
atraz da matriz da Bon-Vista, n. 13.
Vende-se rap princeza de Lisboa, chegado l-
timamente em frascos : na ruada Cadeia do Recife
o. 41
Vende-se cognac da melhor qnalidade: na rua
da Cruz n. 10.
Platos oces patentes
para conservar a comida
quente: vendem-se na pra-
ca zem n. 48,.de itostron tto-
oker i^C.
OBJECTOS" PARA ARMADORES.
Vendem-se na rua do Amorim n. 41 sor-
ttmentos completos para armaciies deigre-
ja, carrose anginho, como sejam : volan-
tes de todas as cores, trinas, galoes de to-
das as larguras, espiguillas, ilhamas, etc.
por precos baratos.
Vende-seJarinha de mandioca da mais nova
no mercado a 500 rs. a sacra : na travessa da Ma-
na casa de SoulhallJSen, aimare,. !,rmalem A^V'Dho F"=ira
escravos, sendo 1 negra de boni-
Vendem-se
la ligara, 1 dila de meia idade e 2 escravos mocos':
na rua Direila n. 3.
Vendem-se sellins com per'tcnces pa-
tente inglez, e da meUior qualidade que
tem vindo a este mercado : no armazem
de Adamson Howie&C. rua do Trapi-
che n. 42. ?
Vndese
um piano inglez muilo bom,
. rer;o commodo : na casa de S
Mellrs & C. : rna da Cadeia do Recite n. 36.
Vehde-se urna mulata com habilidades, sabe
bem coser e engomma com perteicao e cozinha bem,
e oulra de meia idade e urna negriiiha de sele annos
muito bonita : na rua do Livramcnto n. 4.
S. APPROVADO PELA JIMA !
t DE
s m\m piblica
DO
RIO DE JANEIRO.
S'COM PRIVILEGIO DO GOYEINO
rs. e 18200 rs. o cenlo
Dos n. 16,
iiuimaracs.
DE
S. M. IMPERIAL.

NO chegados a prnja da Independencia ns. 24 fa
30 loja de J. O. Maia os excedentes e moilo desoja-
dos oleados pintados de a 8 palmos de Uigur-i de.
bonitas pinturas,muito proprios para cobertas de pia-
no, mesas, commodas etc., e vende-se por baratis-
simo pre^o.
\S*Qe.-ft urna negra com 30 annos de idade
sem vicios oem achaques, cozinha algoma cousa e
ensaboa, e lambem he propria; para o servieo do
campo : na roa do Queimado loja n. 2.
A boa fama
Na rua do Queimado nos quatro cantos na bem
condecida loja de iniudezas da boa fama n. 33 .en-
contra-se sempre um completo srrlimento de mio-
dezas de todas as qualidade. e de 'diversos gustos e
que todo se vende por 1,1o barates presos que aos
proprios compradores causa admiraran :
Libras de ludias dej novelo, brancas n. 50,
60.e 70 a JjlOO
Libras de liohas, ditas n. 80, 100, 120 a 18280
Duzia de lesooras para costara a 18000
Duzia de lesooris fiuas para costura a 18280
Pecas com 11 varas de fila de seda lavrada 10200
Maco, com 40, 50, 60 e 70 pecas de cordao
para vestido 400
Pec,as com 10 varas de bico eslreilo 560
Duzia de dedaes para senhora 100
Caizinhas com agulhas francezas 160
Caitas eom 16 novellos de linhas de marcar 280
Pulceiras encarnadas para meninas 240
Grozas de bolOes para carniza 160
Pares de meias Tinas para senhora a 240,300 e 360
Meadas de linhas muilo linas para bordar H'*)
Meadas de linhas de peso 100
Grozas de bolOes milito linos para calcas 280
Asulheiro. finos com agulhas sorlidas 200
Bahados aberlosde linho lisos e bordados, a .
vara a 120e 240
Lapis fino enveruisados a duzia 120
Carleiras demarroquim para algibeira 600
rivelas douradis para calcas e collelo 120
Tranceln, prelos He borracha para relogios
T.".100 e 160
iioieirose areeiros de porcelana o par 500
(Jiaruteiras entre finas io
Dnzias de lapis sem ser eirvernisados 80
Dozas de torcidas para candieiro n. 14 80
Penle. finos de bfalo para alisar a 300 e 400
Pecas com 6 112 varas de fila branca de linho ,50
Laixas com clcheles 60
Carrilei. de linhas de 200 jardas de boa qua-
lidade
Macinhos com 25, 30 e 40 grampas
Suspensorios, o par
70
SO
M
A boa fama
Ricos penles de tartaruga para alar cabellos a 48,500
Jilos de alisar lambem de tartaruga 38000
Ditos de raarfim lambem para alisar 18100
Ditos prelos de verdadeiro btelo para alar
cabellos i8280
l.nvas prelas de lorcal com bolotas, fazenda
boa
.uvas de seda decores para homem e senhora 18000
Lindas meia. de seda de cores para crianzas I58OO
Meias piuladas fio da Escocia para crianens 240 e 400
Bandeijas grandes e de pinturas finas 38000 e 44000
Papel almajo greve e pautado, resma 48000
Papel de peso pautado muilo superior 38600
Penas finissimas bico de lanca, groza 18200
Ditas muilo boas, groza gfo
Canelas finissimas de marfim 3o
Oculos de armacao de ac detodas as graduacoes 800
Lunetas com armacao de tartaruga 18000
1 oucadores de Jacaranda com bom espelho 3M00
Meias de laia muilo superiores para padres 91000
Kicas bengalas de canna com lindos casloes 28 e :(8000
Chicotes finos parajiomem e senhora a 1* e 28000
Meias prelas de algodilo para padres 600
Grvalas de seda de todas as cores, 18000
Filas de velludo eslreilas e de todas as cores,
a vara 1(jq
Atacadores de cornalina para casaca 400
Ricos reloginhos para cima de mesa 48000
Escovas finissimas para cbelo e roupa, navalhas f-
nisimas para barba, meias pintadas e cruas de mui-
to boas qoslidades, trancas de seda de todas as co-
res e larguras e de bonitos padrOes, filas finissimas
lavradas e de (odas as larguras e cores, bicoa finissi-
mos de linho de bonitos padrees e de diversas lar-
guras, lesouras as mais fina, que he possivel enenn-
trar-se e de todas as qualidade., riquissimas franja,
branca, e de cores com bolotas proprias para cor-
tinados; e alm de lado islo Outras muilissimas cou-
sas que a vista de soas< boas qualidade* e o barat-
simo preco porque se veudem, nao he possivel haver
quem deize de comprar na rua do Queimado nos
qualro cantos na bem condecida loja da tea fama
n. 33.
AOS SEiNHORES LIVREIROS E CHA-
PELLEIROS
" Vende-se na praja da Independencia ns. 24 a 30
eicellenle papelSo hamburguez de marca grande e
de ludos os nmeros, por mdico prego.
Fructas novas
Ao deposito das bichas rna eatreita do Rosario n.
11, chegaram as principies fructas da Eoropa sa-
ber: pecegose damascos, eslas fructas estilo com
quasi todo ogoslo da Europa e outras moilas froctai.
NON PLUS ULTRA i
Jos Puiz y Braguera declara ao respaila- 9
vel publico, que tem o prazer de Ihe oBcre-
W rer as admiraveis virtudes que, em urna Ion- <>
Ka experiencia lem demonstrado a Agua dos
9 Amanles, de sua composira, e sao as seguin- 9
les: cura todas as enformidades de pelle,
cumo pannos, (com urna garrete ponco mais
,0111 duas garrafas pouco 99
espi nd.is. por muito an-
I (com duas 011 tres garrafas,
1 mais forte 011 mais r.irrega-
-o-a mais quente que morna
.nho molhado, e anianando-o
Fre, refresca, tira a pelle
Ka-a, d-lhc lustre e taz des- ?"
trigucira em cinco dias de
olavet), cura a hortueja com
por ser muito fresca, e.em
ude. Instantneamente faz
o ardor do snngue quando se
cora a pelle, c applicado as fares u\n algo- 9
dito molliadpna diNfagua. e amsrrando-o
rf cm m >, auiaVerein as cures naluraes
muito 1 ^Hj|t>*>m prejudicar em nada K
pflKsWiOOWm conlinuat quando as crese
* se^ieroerera causara este ell'eilo, qumdose,
S liver'temperamento sanguneo Em lavara- I
rio he om preservativo oplimo contraI^^H
lis. E applicando-a morna as faces
godSo molhado na dila agua ao lemp
parirao das bexigas, seve para nci
ou purificar, limpar n humor,* para
13 "ir a formarao das maujs no rosto; tf,i
desapparecer a inflammHo preservando do
ar e da luz, aos doenles dejbexisas. m mes- "
mo modo cura impingena difilceis de ,-urar
Para loucadores (lo/lellei particulaires das
senhoras, Preco 2&000 1 garrafa. Veode-.e
nicamente na rua da Ciuz n. 1, escriplorio 9
9 de Antonio Luiz de Oliveira Azevedo.
ligasque*
pede-se a
da), e applii
com um ti
com um le
terinhosa el
apparecef *
C um modo mil
/ muil.i facilldtl
prejodica^
desappafec'er
Velas.
te carnauba pora,
e por menos prec,o
Vendem-ee ezeellentes velas
de 6, 7, 8, 9, 10 e 13 por libra,
que em outra qualquer parte : n,. rua Direila n. 59.
Vende-se a taberna, sita na rua do Pires, de-
fronle da rua da Conceicflo, pro|iria para qualquex
principiante por ter poucos fundos, e esta muito
afreguezada para trra : quem a pretender, dirija-
se a mesma, que se faro lodo o negocio. '
Vendem-se relogios <'.e ouro patente inglez,
de um dos melhores e mais acreditados autores : em
cas. de Soulhall Mellor & Companhia, rua da Ca-
deia do Recite n. 36.
Vcnde-Sk^Sahcrna que foi do finado Diogo,
em lora de l'orlas-.^43.5, nriilo afreguezada, tanto
para a Ierra como pare o mallo ; ao comprador se
dir o motivo porque se vende : a tratar na mesma.
\ I IJUII
Sna rua do Queimado n. 19.
Vende-se madapolo fino pelo baratissimo
preco de 38200 rs. a peca ; a elle que esl se
jg| acabaodo. 1
Vende-se arroz de ca.ct muilo novo a 28500 a
sacca e a granel a 38200 o alqueire. medida velha ;
eomu bem 13 loros de angico de 9 a 10 palmos d
comprido, por preco commodo : na rua do Vigario
Vende-se nma cadeira de bracos de arroar
ja usada, e lambem vende-se om realejo novo no
pateo da Ribeira, casa que volla para a rua de S
Jos n. 25.
Vende-se um escellenle carro de 4 rodas, novo
e bem constrnido, uns quarlins ptimos de carga
novos e sem o meuor aedaqu.): na coedeira da rua
da Florenlina.
Vndese jnneo bom, por preco commodo : na
rua da Cadeia de Santo Antonio n. 18. Na mesma
casa empalbam-se obras eom brevidade.
Vende-se a casa de sobrado de dous andares da
rua do Rangel n. 20 : os prelendeiite dirijam-se a
rua Augusta n. 04, confronte ao chafariz, 4 Iratar da
compra.
Ao barato.
Vendem-se sapatoea de Nantes para hnmens e me-
ninos, pelos diminutos precos do 38200 e 28800 o
par : na rua do Amorim o. 47. e paleo da Ribeira,
taberna n. 1 ; Umbem ha chales de merino preto
muito bon. a 28500 cada um, na mesma casa da rua
do Amorim n. 47.
carro |de qualro ro-
com quatro assenlos, novo e
jiilo maneiro. vendem-se boas pa-
HMms de eavallos para o mesmo,
cavallo de cabriole! e carrosas, ludo por preco com-
modo : na rua Nova, cocheira de Adojpho Boor-
geois.
POIRIER.
do
\a rua larga
ROSARIO N. 38, '
vendem-se caizinhas com lSduzias de pennas e ac
muito finas, com bico de lai ca a IJOOO cada urna.
He chegada a r-
CA FAZENDA DENOMINABA,
Milinde,
3ne por seo rico gilo e pela qoalidade, olo deia
e agradar ; toda de seda e lila, pelo barato preco
de 68500 o corle, com 13 covados e meto : na roa
do Queimado n. 38, em fre te do becco da Congre-
gac,ao. "
Aterro da Boa-Vista n. 55.
vende-se um carro da 4 rodas,
novo, muito elegante e leve, e
de novo modelo promplo a For-
roi ao goslo do comprador, em casa de Poirier.
ATTENCO' SRS. ECQflOMI-
cot,elefes de f'familias
Na teja de 5 portas, que f.z esquina para a rua do
Rangel, com a frente para a do Queimado, ha um
lindo sortimento de chales de merino, bordados, e de
varias cores, com pequeo loque de avaria, por 13o
barato preco que admira.
Esguiao de linho
e algodao,
muilo superior, com II varas a neja, por 3.;5tK):
vende-se na rua do Crespo, loja da esquina que vol-
la para a rua da Cadeia.
Com toque d
cupin.
Attenco ao eguinte..
'^robrala franceza de corte de moilo bom goslo a
" 1A*> c".rtes de csea prelos de moilo bom
gosto a 28000 corle, ditos de cores eom bons pa-
drees h 28200, alpaca de seda om qaadros a 720 o
covado, cortes de la muito Gnoa com 14 covados ca-
da corle, de maito bom goslo, a 400, lencos de
bico cm palma, a 320 cada um, ditos de cambraia
de hnlio grandes, proprios para cabsea a 560 cada
um. diales imperiaes a 800 rs., 1 e 1200 : na teja
da roa do Crespo n. 6.
Brir.8 de vella : no armazem deN. O.
Bieber & C. rua da Cruz n. i.
Fazendas baratas.
Cortes de casemira de pura Isa e tonilos padrees
a 59500 rs. corte, alpaca de cordlo muito fino a
500 rs. o covado, dila muito larga propria para man-
to a 640 o covado, cortes de brim ptrdo de puro li-
nho a 18600 o corte, ditos cor de p.ilha a 18600 o
corle, corles de casemira de bom gosto a 2(500 o cor-
te, sarja de laa de duas largaras propria para vesti-
do de quem esta*de luto a 480 o cov ido, cortes de
fusta de bonilos goslos a 720 e 18400 o corte, brim
trancado de linho a 13 e a 18200, ruteados proprios
para jaqnetas e palitos a 280 o covado, corles de col-
lele, do gorgurao a 38500 : na loja da roa do Cres-
po o. 6.
Velas da car-
nauba,
SIMPLES E DE COMPOSIQAO.
Na ruada Craz n. 15, vendem-se dita* velas, de
6, 7,8, 9 e 13 por libra, em caitas de Sal 50 libras,
fabricadas no Aracaly, pelos melhores autores, e por
menos preco que em oulra qualquer parte.
Chales de merino'de cores, de muito
bom gosto.
Vendenf-se na roa do Crespo, loja da esquina qoe
volla para a cadeia.
Moinhos de vento
ombombasderepoxopara regar borlase baiza,
decapim,nafundi$adeD. W. Bowman : naraa
do Brum ns. 6.8 e 10.
COGNAC VERDADEIRO.
Vende-se superior cognac, em garrafa, a 128000
a duzni, e 18280 a garrafa : na roa dos Taooeiros o.
2, primeiro andar, defronle do Trapiche Novo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 paxa oOO rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado na co-
lonia inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramenio do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber- & Companhia, na ruada
Cruz. n. 4V
CAL DE.LISBOA A 48000.
Vendem-se Larris com cal virgem de Lisboa, para
fechar conlas, pelo diminuto preco de 48000 o bar-
ril; na rua da Cadeia do Recite, toja n. 50, defron-
te da rua da Madre de Dos.
Vende-se excellenle taboado de pinho, recn-
tenteme chegado da America : na fui de Apollo
trapiche do Ferreira. a enlender-se com oadmiois
ador do mesmo.
CAL VIRGEM.
A mais nova no mercado, por preco
muito barato: no deposito de rua do
Trapichen. 15, armazem de Bastos & Ir-
maos.
Na rua dd Vigario n. 19, prlmeiro andar, ha
para vender superior relroz de primeira qnalidade,
do fabricanteSiqneirelinhas de roriz e de nume-
ro, e fio porrele, ludo chegado pelo ultimo navio viu-
do do Porto, e jumamente vioho superior, feiloria
em pequeos barris de dcimo.
Vendem-se no armazem o. 60, la roa.da Ca-
deia do Recife, de Ilenry Gibson, os mais superio-
res relogios fabricados'em Inglaterra, por precos
mdicos.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior furinha de mandioca
em saccas que tem um alqueire, medida
velha por oJOOO reis : nos ai mazens ns.
5,5 e 7, e no armzem defronte da porta da
alandega, ou a tratar no escriptotio *de
Novaes & Companhia na ruado Trapiche
ij. 54, primeiro andar.
Taixas para engeiahos.
Na fundicao' de Trro de -D. W.
Bowinann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 3 a 8 palmos de
bocea, asquaes acham-se a .venda, por
preco commodo e com promptidaO' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vendem-se emeam de S>. V. Joltns-
p,*^"*"'naW ^ SenMla NVa 42'
a baptisaram com o nome Sellins inglezes.
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Candieiro e casticaes bronzeados.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiro.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97.
Vinho Cherry em barris.
Camas de ferro.
le7 X7*? cebo1" "'hegades ullimamen-
. 5000
na travessa da Madre-de-
armazem de Agoslioho Ferreira Sena
Barato que ad-
'niira.
Lindos chales de barege, superiores aos de meri-
no, tanto em goslo como por serem transparentes, e
muilo leves ; por isso muito proprios para a actual
estar : a cites, antes que se acabem. senhores per-
iiambucanos de bom goslo : -na loja do sobrado n. 8
da rua do Livramenlo, .
Vende-se um piano de jaoara'nda com pouco
oso.ura berjo de dito em mein usado.e-um porcao de
rendas da Ilha : na rua do Cabuga, loja do Sr. ui-
maraes, se dir quem vende.
Pechiocha para
Os bellos passeios do
campo.
Por menos de seu valor troca-se por ouro, prala
cobre e sedlas, ainda mesmo sendo velhas. lindos
chales de merm bordados e" de diversas cores, com i
KE2"0 l'q'l* avaria, pela diminua quanliade
59OOO: na loja dd sobrado n. 8 da rua do Livramcnto
AMIA VITA
para vestidos de
ateHu. A A G40.
vXl'A "^' Cunle-Roger, vinda ltimamente de
liPgou urna faiemlaiiova transparente, de
Moros e de liBtrasT~qTre--sm Hamburgo he
da freseole eslajao, do ullimo~~
de seuhura, que
.-..a V|va,vende7sc peio ni
O cada covado : na rua do Qoeimado n. 21 A.
nde-se um
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & C. em
Santo- Amaro acha-se para vender ara
dos di ferro de --s>ri-- qualidade.
IECHAHISMO PARA EI6E-
IHO
NAM^>gA0 DE ^EB"0 W ENGE-
NHEIRO DAVID W. BOWN1AN. rtA
RIJA DO BRUM, PASSAKDO O HA-
I'AHIZ,
ha aernpre um grande sortimento do seguimos ob-
jecKe de mechaoismos proprios para enuenhos a sa-
ber ; moendas e meias moen.|as da mai moderna
conslroeso ; laizaa de ferro tendido e balido de
superior qoalidade e de- lodosos tamaitos-- rodas
dentadas para agua ou ajiintaes, de todas as ropor-
S6es ; crivos e boceas de fornalha e registros d be-
eiro, agollhoes, bronzes, parafusos e cavilhoes, moi-
nho de mandioca, ele., etc.
NA MESMA FUNDICAO.
se eiecotam ledas as encommendas com a superio-
ridade j coohecida, ecom a devida presteza e com-
modidade em preco.
Na rua do Vigario n. 10, primei-
ro andar, tem para vender di
ticas para piano, violao e flauta, coi
cjam,quadrilhat lsa, redowas, sebo-
ttckes, modioba, tudo mo
chegado do Rio de Jpneiro.
^
1
POTASSA BRAS1LEIRA f|
Vende-se superior potasia, fa- M
!
0 br.cada no Rio de Janeiro, c
8gada tecentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenhos o
_ seus bons eTeitos ja' experimen-
f tados : na rua da Cruzn. 20, ar- -
g mazem de L. Leconte Feron & #
9 Companhia.
- Vende-se. urna balanca romana eom lodos oe
sus perteuces.em bom uso e de 2,000 librai
pretender, dirija-se rna da Cruz, arman
NA RUA DO CRESPO
Loja n. 6 !!!
Vendem-se per. de esguiao de algoda, moilo
boa fazenda, pelo preco de 3500 a peSi
ramliraia de barra, bonitos padrOes e mallokoa fa-
zenda peto preso de 39000 e corte, mantas para
grvala a 18200 cada orna.
x A ATTEIICW.
Na rua do Trapiche n. 34, ha
vender barris de ferro erm^H
fechados, proprios para depo
ses ; estes barris sao os melho
tem descoberto para este fim,
e\!ialaiem o menor cheiro, e apena
zam 1 (i libras, e'cortam o diminuto pre-
co de i^OOO rs. cada um.
/
*******
Deposito de vinho de cham- *
pagne Chateau-Ay, primeira c
lidade, de propnedade do o
de Marcuil, rua da Cruz do
^ cife n. 20 : este vinho, o%a>
" a 36$000 rs. cada cauta, acha-se
nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia.
B.As caixas sao marcada a fo*
fjoConde de Marcuile <
fulos das garrafas sao azues.
? LABYRINTHOS.
I.ensos de cambraia de iuilio moilo fios, loalhas
redondas e de ponas, e mais objectos desie genero,
ludo de bom gosto ;.vende-se barato : na rna da
l.ruz 11. 3i, primeiro andar.
Anttgo deposito de"panno d
godfto da fabrica de Todos os |
f Santos na Babia.
Novaes Companhia, na ruado 5
3Qg Trapiche n. i, continuam a ven- j
der panno de algodao destafabri
p| trancado, proprio para saceos e j
S roupa de escravos.
Riscado de listras dv cores, pn
para palitos, calcase jaqnetas, a 160
o covado.
Vende-se na rua do Creepo, loia da esquina que
volla para a cadeia.
Algodao para saceos:
modo, na roa do Crespo,
pura a rua du Cadeia.
vende-se por preco com-
loja da esquina que volla
A3$500
Vende-se cal de Lisboa ltimamente chegada, as-
im como potassa da Russia verdadsira : na prasa do
Corpo Santo n. 11.
Cheguem ao ba-
rato !! !
Caixas para rap imitando a tartaja, pelo bara-
tissimo preco de 1280 cada urna : na rna do Cres-
po o. 6.
Attenco.
Conlinua-se a vender na rua da Cadeia do Recife
n. 47, loja do S (Manoel) damasco de laa de duas
larguras, muitofroprio para cobertas de cama e
pannos de mesa.
Cera de carnau-
ba do
ARACATY E ASSU'.
Vende-se em porrao e a relalho, pownenns preco
que em oulra qualquer parle, principalmente sendo
a'dinhelro vista : na roa da Cruz, nrmazem de
couros e sola, n. 15.
POTASSA E CAL VIRGEM.
No antigo e ja' bem conhecido deposi-
to da ruada Cadeia do Recife, escriptorio
n. 12, ha para vender muito superior
potassa da Rjissia, dita do Rio dc Janeiro
e cal virgem de Lisboa em pedra, tudo a
precos muito avoraveis, com os quaes i-
carao os compradores satisfeitos.
*, ende-se ayo em eunhetcs de um quintal, por
preso mnilo commodo : no armazem de Me. Cal-
moni DEPOSITO DA FABRICA DE TODO
OS SANTOS DA BAHA.
Vende-se em casa de N. O. Bieber &
C, na rua da Cruz n. \, a'lgodSo tran-
cado (aquella fabrica milito proprio pa-
ra accosde assucar e roupa para escra-
vos, por preco commodo.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Roa da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento contina a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para e'rigenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
d-s Trelo novo, chegado do Lisboa iielobrigae Es-
peronea.
CAL DE LISBOA.
Vende-se cal virgem, chegada no ul-
timo navio, por preco commodo, assim
oomo potassa lperior americana: no
deposito da rua de Apollo n. '2B.
FAZENDAS DE GOSTO
PARA VESTIDOS DE SENHORA.
Indiana de quadros muilo fina e padrOes novos :
cortes de Ida de quadros e flores por preco eommot
d: vende-se na rua do Crespo loja da esquina qae
volla para a roa da Cadeia.
CASEMIRA PRETA A 4?500
0 CORTE DE CALCA.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volta para a rua da Cadeia. ,
Farello era saccas d 5
arrobas a 5^000.
Fariiiha de mandioca
em saccas a 2$50i0.
Tijolios de marmore a
(90.
Vinho Bordeaiiix em
garrafes a !2#000.
iNo armazem de Tasso
Irniaos.
LEONOR D'AMBOISE.
Vende-se o excellente romance histri-
co Leonor d'Amboise, duqueza de Breta-
nha, volumesjx>r 1000 rs., na livraria
n. 6 e 8 da praca da Independencia.
^ESCRAVOS FGIDOS.
Desaparecen no dia 7 do correnle urna escra^
v de narao, de nome Mana Antonia, eom idade de
iU annos, pouco mais ou menos, com os sianaes e-
;uinte,s: altaj, regular, olhos muilo aperlados, nma
Derruaa un rosto do lado direito, ralla bastele aroa-
sa : levou vestido de algodao azul, panno da CosU
com listr.-is verdes : roga-se as autoridades c capl-
laes deesmpo a apprehenSodadila e leva-te a rua
do^Jardim n. 29, qoeserao generosamente
lOOsOOOdegratificacao.
Desappareceu no dia 17 de agoste proii
do, pela 7 horas da noite, a preta Looi
Ctlo Angola, de idade 35 a 40 annos, pouco
menos, com os signaes segunles : om dedo di
nireila mellado, magra, lem marcas brancas as duas
per as _; levoo c.-imisa da algodaozioho, valido de
cima roza, panno fino, e mais om trooxa t
roga-se a (odas as atiloridades policiaes
de campo que a apprehendam e leve
Jo;,o Lene de Azevedo. na praca do Corpo S lo n.
1/. que receben a gratificacSo cima.
Auseulou-se de casa de seu seulior o Monloi-
ro. em 18 do oorrenle, urna escra^^H ^gha-
ma-se Romana, e seu f.lho Ascenco ; ti
seguinles : idade 20 a 24 anuos, lie cab
manque regular, magra, cabello carapinhc
alto, bocea regular, beiroe grossos, denles
andar facetro, quando anda abre bstanle os r
bem failanle ; levou vestido de chila acora, a lal-
ve/ outros que nao he possivel recordar.
lem tim anuo parece ter menos idade, he a
mulato : qoem delle souber, dando noticia no M
letro a Jos Bemardioo Pereira de Brilo, .e oo He-
ctre, rua de Apollo n. 22, ou roa do Trapiche n. !
e 11 a seu senhor Jps de Aquino Fonseca, ser ge-
nerosamente recompensado. Igualmente prolesla-se
contra quem a liver oeeollado.
hesappareceo no dia 17 de agosto eorrenler
pelos i horas da noite, a prela Lonrenca, de idade
Jo a i0 annos, pooco mais on menas, com os aignae-
segutnles : nm dedo da mi direila enchado, ma-
gra, lem marcas brancas as doas pernas, levoo cu
misa de algodaozioho, vestido de chita roza, panno
nuo, e mais urna tronza de roopa : roga-se a lodas
as autoridades policiaes ou capilaes de campo que a
apprehendam e levem i seo senhor Joao Leile de
Azevedo. na praca do Corpo Sanio a. 17, qoe ser
bem recompensado.
ESCBAVO FGIDO.
Desappareceu da casa do'Sr. Flix An-
(tines Moreira, do Rio de Janeiro, desde
18.52, um escravo de nome Joao, crioulo,
natural do Ceara' ou Aracaty.com os sig-
naes seguin tes: um pouco baixo, refor-
jado, picado de bechigas, fula, com falta
de dentes, mal parecido, consta ter anda-*
do para Cotinguiba, e ltimamente pelo
porto do norte como forro, em conse-
qttencia de ser marinheiro: roga-e aos
capitae de campo eas autoridades poli-
ciaes, que o apprehenderem, mandar le-
va-lona ruado Trapichen. 54, primeiro
andar, escriptorio de Novaes & C., que e-
rao bem recompensados.
s Contina estar ausente de casa desea senhor
o major Antonio da Silva Uusmao, o seu esgravo Ig-
nacio, crioulo, cor prela, alto nao muilo, idade 34
annos, ponco mais oa menos, pernas om pooco r-
qiiindas, olhos grandes e verroelhos, testa alta e
grandes cantos, com um signal nella qoe parece nm
S, nm dedo da um dos pos partido, chopa bstanle o
he moilo conlador de pelas, anda corcorvado : quem
apprehende-lo sera generosamente recompensado,
levandoo a roa Imperial n. M, casa da residencia
de sen eephor.
Auienlou.ee de caaa de Jos Jeronynfc Mon-
leiro oseo escravo preto, de nome Caetano, lem-as
perras nm pooco cambadas, e assim os dedos dos pes
e mos, e que parece andar pela roa ganhando ; re-
commenda-se as autoridades policiaes e capules de '
eam|io de o apprehenderem, e levando-o ao sitio da
Estancia, sera o portador bem gratificado.
Desappareceo o prelo Anteojo, moe>mbiqoe,
ja de idade, e as solas dos ps com cicatrizes de
cravoe, feilor qoe era 4o sitio oa Paasagem da Mag-
dalena do abiiio issignado, que recompensar a
quem o apresentar na cidade Nova, em urna das ca-
sas do Sr. Gomes do Correio ; o qual preto costuma
dizer que he forro.Antonio Joaquim de Helio.
-r-
1
w
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PEBN.:TYP. DB M. F. DE FARIA. 1855
uriunn ruruniin


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