Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00672


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Full Text
ARMO XXXI. N. 221.
\
tt
Por S mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
TERCA FEIM 25 DE SETEMBRO DE 1855

Por anno adiantado 15,000.
t Porte franco para o subscripto!.
Ifl
DIARIO DE
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO'-
Recife, o proprietario M. F.'de Faria ; Rio ueiro, o >r. Joao Pereira Martn*; Baha, o Sr. D*
Duprad ; Macei, o Seuhor Claudino FalcSo Uiat;
Parahiba o Seohor Gervazio Vctor da Nalivi-
p tde ; Natal, o Sr. Joaqun) Ignacio Pereira Jnior;
A.racjly, oSr. Amonio de LeinosBraga;Ceara, o Sr.
Jo-aqt lim Jos deOliveira; Maranhao, o Sr. Joa-
q nim Marques Rodrigues ; Piauhy, c Sr. Domingos
B'.ercu lao Ackiles Pesaoa Cearence ; Para, oSr. Jus-
Uno J Ramos ; Amazona, o Sr. Jeronymoda Costa. I
PARTE I
rnciit/
CAMBIOS.
*obre Londres, a 27 3/4.
Paris, 350 rs. por f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Bio de Janeiro, 1 1/2 por 0/0 de rebate.
Acedes do banco 30 0/0 de premio.
da companhia de Beberiba ao par.
^ da companhia de segaros ao par.
Disconto de le tiras d 7 a 9 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas* .
Modas de 69400 velhas.
de 60400 novas.
de 41000. .
Prau.Patacdes brasileiros. .
Pesos columnarios, .
a
29000
169000
169000
99000
1*940
1940
1RE10S.


GOVERNO DA PROVINCIA,.
'. CxpadiaM* da da 1 da Miembro.
' 0(11- co A'i E armas, Irausnultiii'lo, por copia, o aviso da 'reparti-
dla da guerra da 31 de agosto ultimo, no qual se
nun l,i dar baixa do s*rvso a seguir para a corle ua
Si me Ir. i oppoi-luui-lade, a. Francisco Justino da
v. p rdigao, que se aclia coa pfacs em um do
corno e m guarns nesta provincia.
Ojtn. \.<> chafe de polica, inteirando-o de haver
transmit) do a iliesouraria provincial para ser paga,
esta lo ii ot termos Uga-t, a conla que S. S. rrmel-
ta das Mameas feita com o sustento dos presos
pabrM d eadeia de Caruar nos mezes agosto dt le anno.
DilrAo commandante superior *da enarda na-
cional da iwmarca de Santo Antao', declarando que
vai solicitando Etm. ministro da juslica as necessa-
M providencias para que seja conservada a Jos
Han da Silva a 'graduacAodo pustn de major, que
eupm na autiga. guarda nacional daquella- cj-
aerea.
Mil*--i director da colonia militar de I'imen-
t'airas, dizeodo ein vista das nformacet que re-
J talle por copia, ca Ihesnirari* de faieuda, que p-
dar era consumo por estarem arruinados os ob-
la mencionad os na relacio. que lambem remel-
le par copia, cumprindo que lnha o maior cuidado
S|' coiiervaydo dos utenciiios destinados ao servido
q odla colonia. *
l lti>Ao inspector da thesouraria provincial, pa-
ra n i.indar por cm hasta pnblics a obra do lapa
man In do pantano de Diinda, servindo de base a
rremaUc.nj o orjam-nl.i e clausulas, que re-
inalle i par copia.Coinmunicou-se ao director das
oirs panucas
JW
m
loAo commandante do corpo de polica, di-
u qoe ao < amanha amo sempre que hoovejaj no!J0..""*". ,
^nr presos par. F.rnando.mande Smc. n *- SfiSLT*?**-
iz municipal da primeira vara o nume
as que elle requisilar para escoltaren) os
preso*. *
Mcretario da Companhia l'ernambucana
Maes. Acensando recebido o oOicio
ilida te de secretario da Companhia
gio-me em 14 do corrente, tenho
que acham-se pendentes de infor-
lieiouraria de fazenda e do director das
kat os efllcios tvquese refere Vmc. em
Pama companhia pedia pnr afocamenlo ler-
mariuha nos porlos de Serinhem e Gamel-
Hnslnicrlo de algumas estradas em dtrecrao
Aada escalla dos vapores costeiros. Quanlo
horaaasnlo do porto de Maracahipe. segundo
noria do lmenle Vital, tralarei de opporluna-
'nli! tomar em consideraran oque representa a
i, a queni Vine. Tara constar que nesla
'"xeajaa licenca, que olla solicita, para po-
Hnheiru Leiulhier ao porto de Maman-
, Paralaba. Oficiou-se ao director das
raMicas quanlo a ultima parle do olticio
sapra.
k' commsoSo portugneza de beneficencia.
fywnle o offlcio em que Vmcs. prevendo
da epedimia que nos ameap, francamente
i no hospital portuguez provisorio uro
jdpnlarAo desla cidade, e especialmente aos
ais prximos a localidade, onde ella
Bu alo possam sera risco esperar-por
rpaatos occorros. E summmenle comino-
Umanho rasgo de philaiilropia da par-
mtvf, poricueza de beneficencia, le-
jea^atjadPe nao poso deiiar de agra-
qaaijuet cg^ma^a-o une
tenderTlWHSHar o nsdj-llo de qne nos arreceia-
moi, 4 que a Divina Providencia queira apartar de
os.
Dit'JA' cmara municipal de Cabrob, appro-
l a arrematacSo de varios imposlos perlencen-
kiaeUa cmara, os qnaes foram arrematados por
um auno e pela quanlia de 7890100.
PortarlaConcedendo a demissAn que peds o 2.
cirorslao reformado,. Francisco Mariano de Araujo
Lima, do logar de facaltalivo da rolona militar de
Pimenleiras, e romeando interinamenle para o refe-
rido lugar ao cirorgiao Simplicio l.ins de Souza
Fonles.Fizaram-se as necessarias commuuicaces.

ilTERIOR.
Por todos estes serviros foi recompensado, foi pa-
go, ao priucipio pelo buisinho do rei, e depois pelo
thesouro publico.
Chegaodo a esta corte coolinuou a ser em pregado
na bibliotheca nacional, at que foi nomeado ofl-
cial maior da secretaria do imperio.
Seus trabalhos nesla renarlicao foram retribuidos
com os ordenados que recebeu. Como puis se apr-
senla agora urna pensao concedida para rc'alisar-se
na pesdja do sua mulher, por servicos que elle pres-
tara em Lisboa, como bibliolhecario, quando nos
anda no eramos urna najao independen le"! !
Devo ainda observar cmara que a maior parte
desses documentos consiste em ttulos de nomeaefies,
e em cartas parliaBjares.
Ora, me parece-^ae conceder nma pensaofeesta*
circum<(ancias importa o mesmo que fazer um ul-
traje e escarnecer de centenares de familias brasi-
leirns que, tendo lodo o direito a serem socrorrid.is
pelo enverno, ah jazem na miseria e no esqoeci-
menlo. (Apoiado-.) Na verdade isto he singular e
extraordinario Noto, meus leohores, que na con-
cessao dess'as pen>0es ha o quer que seja de fatal e
mvsterioso.
Eu conliero, no s na minha provincia como em
mnilas oulras por onde tenho andado, familias de
grandes servidores do Estado que e acham na po-
breza a mais extrema, e que entretanto nao ha quein
se lembre deltas para Mies conceder nma pensfln por
mais diminua que seja L existe em Peruambu-
co orna familia pobre e veneranda, cojo ehefe pres-
in ao Brasil servidos importantsimos, que devem
estar registrados na memoria da geranio presente, e
que han da passar i posteridade, mas at hoje nao
foi lembrada pelo governo Fallo da familia do
disiincio, bravo a liourado coronel Jos de Barros
Faleao.
O Sr. Sertt e outrot tenhort :-Apoiado.
O Sr. Itrandao:Esle valenle militar assignalou-
se por seus serviros prestados i independencia do
nosso paiz.
PARTIDA DOS COR
Oltnda, todos os dias
Caruar, Bonito e Garanhvns nos das 1 e ll>
Villa-Bella, Boa-Vista, ExeOuricfjry, a 13 e 28
Goianna e Parahiba, segundas e tayi-feiraa
Victoria e Natal, as quintas-feira
PREAMAR DE HOJE.
mexicanos.....19860 Primeira s 3 horas* 42 minutos da larde
Segunda s 4 horas 6 minutos da manh
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundasequintas-feiras
Relaco, tercas-feiras e sabbados
Fazenda, quartas e sabbados s 10 horas
Juiz do commercio, segundas as 10 horas e as
quintas ao meib-dia.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas
1* vara do civel. segundas e sextas ao meio dia
2* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia
EPIIEMERI
Setembro 3 Quarlo minguante as 6 boras 3 mi-
nutos e 49 segundos da manha.
11 La nova as 8 boras, 31 minutos e
49 segundos da maubia.
a 19 Quarto crescente as 5 horas, 20 mi-
nutos e 14 segundos dn manha.
a 25 La cheia a 7 horas, 5 minutos e
35 segundos da tarde.
O Sr. Brando:Mas em que estado se acha a
sua familia ? Na maior pobreza ; e porque o gover-
no ainda se nao lembrou delta 1 Porque he de pro-
vincia, e igualmente porque serviros feitos ao paiz
lio merecem a sua allcnr.lo.
Tambem all exi-lem familias de magistrados hon-
rados, que morrendo depois de haverem prestado
grandes servicos deixaram anas mulheres a futios
em completa ndieencia. Ctarei, por exemplo, as
dos Gnados desembargadores Ayres e Ramos, e l-
timamente a do fallecido desembsrgador (.una Frei-
r. Apoiados.,
O Sr. Ftrreira de .iguiar (com irania):Estes
senliorcs nio preslaram servicos em Lisboa.
O Sr. Branttiio:Anda menconarei a familia de
m distincto lilteratn brasilelroque presin valosissi-
mosservifos nasleltras.deum hornera que por seus es-
forcos, por seus Irabalhus inlrllecluaes adquiri um
nome nacional conhecido nos paizes eslraneeiros.
Refiro-me familia do finado padre mestre Mieuel
do Sacramento Lopes Gama. (Apoiados.) O mere-
cimenlo desse humera, os seus servidos Iliterarios sao
conhecidos pela cmara dos Srs. deputados e por
- paiz. e no entanlo sna familia, assim como
lodo
as outras que, apontei, jazem no mais triste estado
de pobreza ; para ellas nao ha peues apoiados),
porque alo moram na corte, porque no lem em
seu favor algum amigo intimo do Sr. ministro do
imperio Isto he de mais. (Apoiados.) A ramilla
Jo finado padre Lopes Gama, de que Mlei, com-
poe-se de aobrinhas que honestamente viviara em
ua casa, que erara por elle alimentadas, e qoe
a sua morle Acarara reduzldas a in.ligenci.
> .Sr. Scra:Apoiado ; sao
e nao tobrinhat filhai. K
"*-"- "unararaC
4r tro uo imperio que
Iva resol ve : ifuiidaraenljjilu* qu
"" nca^j^u^y^^ui aSrWtcTrasdas pro
'"a^cao los subditos governo em remum
BIO BE JANEIRO.
CMARA DOS SRS. DEPUTADOS.
Sasaaa' aja du da 1. agosto da 1866.
Le-se a approva-se a acta da sessan anteredente.
OSr. t. secretario d conta do segninte expe-
diente :
Um requerimenlo de D. Briles Mara Pinto Ga-
viio, pedindo qne o meio sold que lile competi
pelo fallecimentu de sna mai seja sem prejuizo da
tenca qae ja venca em remunerarle dos servi-
cos de aeti pai.A cominissao de pensoes e orde-
uados. #
He julgadu objeclo de delberacao, e vai a impri-
mir para'eutrar na ordem dos trabalhos, o seguinte
projeclo : .
A coaxoaiaao de conalituicjo a que foram pre-
eriinciilos dos subditos portueuezes J-
le da Costa Ferreira Carduso, padre Jos Domin-
es TioBneiraWa Silva, Bernardo Teixeira Borge e
Uelano Evaristo Vieira de Su, em que pedem di<-
tMusa, do lempa de residencia etigido pe* lei de .'10
O agosto de 1843 para poderem obler carta de na
li'al^actto ; considerando que os supplicantes tendo
lita na cmara municipal desla corle, onde sao re-
deutes, a declarayOaa ordenadas uo art. l.$3.0
la li'i de 23 de outuuro de 183-2, mostrando estarem
l gi.vo dos direilos c'ivis e polticos da nai;io a que
iiei.cem, Ifvres de culpa, serem maiores de 21
fnnos, e finalmente viverem honestamente, esla-
^saan completaraeiile habilitados para Ihes ser con-
cedida afoaturalisacao, te llies nio faUasse apenas a
(circurtniancia da residencia posterior aquellas de-
/ claradles, eircuumlanciaa que o poder legi-lilivo lem
repetidas vezes di.peosado em casos idnticos, he d
parecer, que sejarn deferidos com a japprovacao
da resoluto que tem a honra de ui-opr oestes
termos: A /
a A asaembla geral legishfrva resol'
Artigo unien. O governo
manijar justar carta de nal
paTtug.iraa Jote da CosU Fexreir Cardos, padre
Jos JKiingues Nogueira.da Silva, Bernardo Tei-
xeira Borges e Caelano Evaristo Vieira de Sa, resi-
lle* nesta cidade ; (cando dispensadas em seo fa-
1 as ditpotifiiet em contrario.
k Sala a& coiamisses, 31 de julho de 1853,__
i 0'. T. de yactiv.J. M. Fiytitira de Mello.
a-se a \-otacao d requerimenlo que na
i arfizerao Sr. D. Francisco para que
taba urna q discuss3o.
Ida este requerimenlo e sntra em ds-
a utsSoo projeclo.
ORDEM DO DIA.
Penio a D. Aitna Mara de SuUza Marroco*.
Procede-se volaejo do requerimenlo apresenta-
i lo .ia iWilttjfj irior pelo Sr. 0. Francisco, para
< jue tvoha umarri discutsae o projeclo ito senado que
1 concede ima pansSoa D. Anna Maria de Souza Mar-
roeoi.
He approvado asta reqoerimenlo, e consegoin-
JK lmante enlra toi lima discussao o referido pro-
./T-jacio.
m O Sr. Brandio :Sr. presidente, coherente com
K ot principios que ha poucos dias euunciei nesta cusa
resreito do estado de nossas flnanijas, e do cuida-
do que devbnit.'* 'ar em nao sobearregamos mais a
nossa renda cora apemenlos de despeza, principal-
mente daquellas que se referem avulladissima ci-
fra do' pensionista, ju;'o do njeu dever dizer algu-
iDis palavras acerca da petalo que se discute.
Vejo, seuhores, que essa oentu foi concedida,
lo por Das* servidos prestados por Lniz Joaqoim
Santos Marrucos na bibliolheca de Lisboa E
uo pode deixar de me causar sorpi'fza.uma vez
o considero o eoverno do Brasil, nem So pou-
otagan nacional, constituidos na ob'.'ga-
munerarem servicos prestados por um in-
jialquer na biblibtheca de um reino estran-
para admirar, Sr. presidente, que se
approva(io do corpo legislativo bra-
Wao desla natureza '.
de examinar os doenmentos em que
kga*rn? Para d,r om Pa,so l*o
e vi que aquelle hornera fdra
ta bibliolheca de Lisboa em
N>or algum lempo nesla qua-
"a aajudante do bibliotheca-
iwaomeado chefe dessa re-

ja,
ministro do imperio, e al huje
requerimenlo debaixo dessa ped
faltuu o uobre depulado pela provin
e nada de despacho !
Ouando lemas pois todas essas familias, e moitas
oulras qoe' eu nao oonheco, mas que naturalmente
devem existir Has diversas provincias do imperio,
familias de distinctos servidores do Estado que ne-
eessilam de socrerros do governo, he que havemos
de approvar urna penso que tem como base, como
fundamento para a sua concessao, serviros presta-
dos na bibliothca de Lisboa '.'
" .Sr. Figueira (le Mella:lsso sem dovida he
erro de redarcao.
O Sr. Brando:Eu lerei a resol ucao para a c-
mara ver se o que digo he on nao exacto.
O Sr. figueira de Mello :O Sr. Marrecnt foi
tambera nllirial-maior de urna de nossas secretarias
de estado.
O Sr. Brandio:Nao foi por ele motivo que te
Ihe concedeu a peiisSo. A resoluefio diz o seguin-
te : Fita approvada a pensn, etc. em remunera-
can dot 'em sercirot pre tilo da bibliothca publica, a Est pois visto que
nan existe erro de redactan como o nobre depulado
toppOe.
O Sr. Paranagu :De que data he essa reso-
lucaa?
O Sr. D. Francisco:A pernio foi concedida
em 1833.
O Sr. Brandio :E a resolucio he de 1845,
vinda do senado.
O Sr. Paranagu :Est prescn'pta.
O Sr.\Brandao :Eu digo que tim ; e accres-
cento que ella, pelo modo por que est concebida,
correndo no paiz ha de prodazir muito mo elfeilo,
porque todas as familias brasileiras, cujos troncos
tiverein prestado serviros n naclo. e que se acha-
rcm em esquecimanto e na pobreza, como as que
acabei de mencionar, sempre que olharem para essa
resolucao a consideraran como om nltrage, e ficarSo
indignadas.
Por consegninle chamo a attencao da cmara para
esle objeclo, nao s pela razio ja dada no principio
do raeu discurso, de que devemos ser muito caute-
losos ero augmentar a cifra dos pensionistas, como
tambem porque o aclo, cuja approvacao se exige de
nos he indieuo delta pelos motivos que tenho lido a
honra de manifestar.
Seria, na verdade. digno de lastima, senhores, que
orna pansao 'semelhante fosee approvada por esta
cmara.
Concloirei, Sr. presidente, pedindo ao Sr. minis-
tro do imperio que atienda aos requerimenlos bem
e llie forem dirigidos por familias
oviucias, pedindo os soccorros do
ueracao dos servicos prestados por
sena fallecidos cliefes ; que os nao guarde em sna
pasta, como lem por coalume fazer; que olhe para
essas familias Pernambucanas de que tenho feito
mencSo, as quaes nem por nao terem a proteccao
Jos amigos especia-es de S. Exc. deixam de ter di-
reito bem fundado a serem altendidas. Isto he
certamenle melhor rio qne fazer oulras despezas
que s podem ser justificadas com o silencio do mi-
nistro. ,
O Sr. Sera : Muilu bem.
O Sr. Ribeiro de Andrada : Sr. presidente, eu
concebo qne a cmara esta anciosa por volar, por
lano pouco direi, para nao cansar a aliento da c-
mara, serei breve.
Senhores, limitar-me-hei a poncas palavras;
he urna cousa admiravel que no imrrdo>t-JJrasil,
- a inlellieencia deve ter tido algum dMeil
aoDde
votvimenlo (apoiados), aonde a'illuslraco nao deve
ser urna iltusao ,apoiados), se sujeite appiovacSo
da cmara urna resolucao concebida nos seguintes
termos. (O orador faz a leitora da resol ueo). ,
Pela exposicao apresenlada pelo nobre depula-
o por Pernambuco e pelos documentos
"
l'd..
rlo,>.
part
Qaando o Sr. D. j'v eio para 0 BrMn e||e
laficoa ; a* ||0 gu.rX Jyaneezes, e depois,
creio queem 1816. passouV.,, o Brasil, Irazendo
utnoarle desla bibliothca, ouNJlgnns livros a
siTt. "x'vrl8Dd'"D priT,ivaiD,e -
,~ ------.^,3 que
Aui existem vejo que o hornera, que te refere a
"resolucao ro empregado na bibliothca de Lisboa,
com quanlo posteriormente exerceste alguns empre-
got no Brasil, e pois nao sei como n* possamoa ser
encarregados de gratificar servicos prestados a Portu-
gal quando nos ainda eramos colonia desse reino
he pois nma cousa absurda que em vez de ser Por-
lusal, sejamos nos que nos eocarregaemos de pagar
laes servicos (apoiados); por lano, Sr. presidente
depois de urna exposiro Uto heroclila dos pretensos
serviros prestados por esae hornera ao Brasil, pela
constituirlo do imperio nao podia o poder executivo
conceder semelhante pnalo.
Quaes foram, senhores, os servicos relevantes
ifue prestoo o Si. Marrocns ao Brasil'.' Foi elle por
algn!) lempo oftlrial de orna secretaria, he verdade.
m-s isti.' nao he um servico relevante como se quer
pintar, e por esae servico recebeu elle o ordenado
compleme.
Se nos, senhores, concedermos nma pnalo viuva
do Sr. Marrocos por esses servicos que te allegam,
nao vamos com issu autorisar a todas at viuvas dos
empresarios pastados, prsenles e futuros, a virem
nos pedir pensoes e lencas ? Nfto seria este um pre-
cedente terrivel ? Certamenle, senhores.
Eu, enhores, como tenho por norma, em quea-
ISes semelhantes, declarar sempre o meu voto, nao
me comentando de dar simblicamente, pnr islu he
que ped a palavra para declarar a cmara que vo-
to contra a pensao que se quer dar viova do Sr.
Marrocos pela presente resolucao. (Apoiados.)
Julga-t* a materia discutida e posto avoloto
prejecto ha rejeilado unnimemente.
-
Bent da capella de tambe
O Sr. Figueira de Mello :Sr. presidente, quan-
do ped a palavra sobre este projeclo julgava que
elle se achata em segunda discussao. e pretenda
eniao apresenlar algumas razOes que demonstrassem
que oulra devia ser a sua redacto ; islo he, eu
quera que lodosos rendimenlas do encanallado de
Ilamb fussem applicados em beneficio dos eslabele-
cimentos de caridad* da provincia de Pernambuco,
e por tanto que se nao deduziase um terco para o
hospicio de Pedro II, a estabelecimento dos Meni-
nos Cegos desla corte, conforme propunha o projec-
lo : comd porm alguns nobres deputados que se
apresenlaram impugnando o projeclo com razesque
nio me parecer.un suflicienles para ser reprovado,
ou ao menos adiada a sua discussao, lomarei era
considerado algumas observaces que foram feilas
oeste sentido.
O que priraeiro exelon esta discussao foi o nobre
depulado pelo Maranhao, dizendo que havia rece-
bido urna collercau de unpiesaot, nos quaes se cou-
lesiava o direito que a assembja geral tinba de dis-
por desses bens ; que o negocio se achava pendente
de lide judiciaria, e que em quanlo nao fusse elle
decidido pelo poder competente nos deviamos abs-
ler de tomar qualquer decisAo sobre elle, Sr. pre-
sidente, lando eu internlo nesu causa na quali-
dade de juiz dos feitos da provincia de Pernambu-
co, eslou habilitado a dar a casa lodot os esclateci-
menlos que forera precisos a semelhanle respeilo.
Em I8H ou 18*5 o procurador fi-cal da provin-
cia de Pernambuco requeren nm sequeslro nos bns
do encapella lo de Itamb. em consequencia de na i
ter a Misericordia de Lisboa cumpndo as obriga-
Ces a que eslava sojeita pela, respectiva inslilui-
cao; o sequeslro foi feito, e tendo-se protestado
contra elle por parle do procurador da Misericor-
dia de. Lisboa, de donslrou -se perante mim em pri-
meira instancia, e depois perante a relncdo do dis-
Iriclo em segunda, que a Misericordn de Lisboa
uao (iiitii cumprido as suas oorigafoes ; e que ten-
do conseguintemente o encapillado cabido em com-
misso, a fazenda publica tinha o direito de assu-
mir a posse e dominio desses bens, naJurma do al-
vara de U de Janeiro de 1807, e de Iras leis ana
leridret que os manda encorporar aoa* proprios na-
cionaes. A sentenca proferida por mim foi confir-
mada pela retaran do ditlneto em um segundo ac-
cordam, e depois das parles terem recorrido em re-
vista para o supremo tribunal de juslica, esle ne-
gou-lhe a revista, julgando liquido o direilo da fa-
zenda nacional.
O Sr. Francisco : Creio que V. Exc. est
engaado.
O Sr. Figueira de Mello : NSo eslou, porque
fui juiz do feito e live de execular o accordao do
supremo tribunal de joslica. Em consequencia do
accordao do supremo tribunal tratou-se de execu-
lar o accordao da relacao, e enlAo o procurador fis-
cal reqnerru tres cousas ; priraeiro. que se fuetes
o inventario e avaliac.ln de todos os bens do enea
pellado como dispunha o alvar de I i de Janeiro de
1807 ; segundo, que Cossem citados, os rendeiros
dos bens do encapellado para entraren para o the-
souro com todos os rendimentoi pertencenles a esse
encapellado, que nao liuharn ainda sirio pagos, e
que pertenciam fazeuda nacional; o lerceiro, qn
ossem despejados os rendeiros e te avaliassem asi
bemfcilorias que alguns delles linham feito nos
bens. I) iqui resultaran) Ires differentes processoj.
INo procesto sobre ps rendirnentos oppz-sa por par-
le da Misericordia de Lisboa qae elles se nao de-
viam ao thesouro, e entio de novo procurou-se en-
trar na queslao, que ja havia sido decidida anterior-
mente pelos (ribunaes.
Este pruceaso foi decidido lanto" pelo juizo dos
eitos da fazenda, como pela relaco do diairicto, e
por Janto te pende dn sunremo tribunal de juslica
alguft recurso de revista, versa elle nicamente so-
bre rendirnentos desses bens, ren lmenlos a que n
Misericordia de Lisboa enlendeu que linlia direito
t a poca em que se principioo a execular o ac-
cordao primitivo da relac.lo de Pernambuco. Islo,
porm, nada inllue na quesillo principal relativa ao
commi-so, que foi decidida contradictoriamente de-
pois de dar-se sobre ella urna longa discussao, e de
ter corrido lodos os Iribunaes do paiz. Sa por lanto
a quesillo principal est decidida, e se. como sabe o
nobre depulado qne encetou a discussao, resjudi-
cata pro venate habelur, nao te pode destruir os
casos julgados, esl claro que nao pode mais tratar-
se da queslao do commisso. .
No l'olhelo que presentou o nobre depulado e qne
supponho ser o mesmo qoe tenho em nulos, nao vera
declaradot, como deviam e como era posaivel que
fossem, os ltimos julgados da relacao do dislricto
e do supremo tribunal, e a essa falta, alias digua
de reparo, atlribuo otero nobre depulado julgado
que o que havia sobre esta maleria se limilava a
sentenca de primeira instancia que en dei a 7 de a-
goalo de 1842, e que he a seguinte (t.)
Parece-me, pois, que as duvidas que presentou
o nobre depulado nao procedem, e he extraordina-
rio que a represeolaco impressa que aprsenla a
Misericordia de Lisboa nao traga, como poda fa-
ze-lo, porque muito lempo lem decorrido desde a
sentenca de primeira instancia at luje, os ac.-or-
daos da relacao do dislricto edo supremo tribunal
sobre n queslao principal, .-a, estando decidida a
queslao principal sobre o commis.o, esl tambem
reconhecido o direilo da Tazenda aos bens do enca-
nellado, e nem os administradores n contestaran)
em seu requerimentu.
Elles ahi apenat allegam que a Misericordia de
Lisboa, como corporacSo de mao morta, em virlu-
de de diversas leis e do alvar de 16 de setembro
de 1817 tinlia direilo a posse e dominio desses bens,
maj essa allezacao nao pode ser admillida no caso
verlenle, porque se trata de bens de capellas, em
qoe ella nio tem senao a administrarn, e que ca-
bera em commisso quando seos administradores na i
cumprem obriear^et a que esiao sujeitos. Ora, nao
lendo sido cuinpridas essas nbrigaces, os bens da
cabella de Ilamb cahiram em commisso, e por
consequencia o direilo da fazenda he inconlesUvel.
Sr. presidente foi em cousequencia do reronhe-
ciment i desse direito que em 1850 a assembla ge-
ral maudou vender esses bens a toda e qualquer
pessoa que apparecesse para os comprar ; mas como
dessa venda resullassera embaracos, e Ulvez a or-
ienta dos direitoa mais ou menos legtimos daqnelles
qlie, como rendeiros. ja postoiam esses bens, a as-
sembla geral por oulra lei do anno passado deter-
minou que o governo podesse vende-los s pessoas
que delles estavam de posse, e que nelles ja linham
feito bemfeilorias. O procedimento da assembla
geral nao podia ser nesla parte mais fundado, nem
mais conveniente.
Sr. presidente, o projeclo manda dar duas tercas
parles desses bens, depois de convertidos em apoli-
ces da dijja publica, aos eslabelerimenlos pios da
provincia*j)TPernambuco, a arbitrio do me verno, e o restante ao hospicio d* Pedro II e ao
instituto dos meninos cegos. A cmara me permit-
an que faca algumas resumidas rellexes a este
respeilo, alira de mostrar desde ja qne esta segunda
parte do projeclo nao deve ser approvada.
Enfeudo, Sr. preaidenle, que lodo o rendimenlo
desses bens deve pertencer aos estabelecimeotos de
candado da provincia de Pernambuco. Ero pri-
meiro lugar direi que segundo documentos ofliciaes
que tenho em meu poder, e que tem sido apresen-
lados por todos os presidentes- da provincia de Per-
nambuco em seos relatarioi assembla provincial
respectiva, estes eslabelecimanlos nao lem ot rendi-
rnentos necessarios para at tuat despezas, e que as
pessoas que a elles podem recorrer nao acham nel-
les ot roeios e accomodares convenientes para te
poderem curar e tratar. O hospital de caridade e o
dot Lazara de Pernambuco tem urna divida muito
grande; e para se poderem sustentar sao subven-
cionados pelos rendirnentos proviociaes que todos
os annos te votam para esse fim.
Ora, sendo islo orna verdade de faci, porque
ratao te nio applicar todo o rendimenlo desses
bent para aquellos eslabelecimentos, alenlas ai cri-
ticas circumstanciat em que se acham.
Eu creio, senhores, se lia vanlagem em soccorrer
a pobreza do Rio de Janeiro tambero a ha em soc-
correr a pobreza da provincia de Pernambuco, cu-
jos meiot sao mait etcasaos. O hospicio de Pedro
II acha-te a cargo da santa casa de Misericordia da
corte, e ninguero ignara os avaltadissimot rendirnen-
tos desses estabelecimenlos ; ningoem ignora que
sendo o Rio de Janeiro urna cidade populosa e a-
bundanle de avultados cpitaes, acontece mujas
vezes qoe pessoas fallecen) deixando 500 e 600:0003
a esse estabelecimento, que por esta forma augmen-
ta todos os dias ot seus cpitaes, a ponto de, dentro
de moi pouco lempo, vir a ser potauidor de toda
cidade do Rio de Janeiro, i se nao se pozer um li-
mite a esta absorpeao.
Parece-me que a misericordia da corle pode bem

DIAS DA SEMANA.
94 Segunda. Nossa Senbora das Mereez.
25 Terca.S. Justina v. m. ; S. Virgilio.
26 Quarta. S. Cleofas ; S. Firmino b.
27 Quinta. Sa. Cosme e Damio irs. nun. "
28 Sexta. S. Wenceslao duque m.; S. Salamao
29 Sabbado. S. Miguel Arrhanjo; S. Fraterno.
30 Domingo. 18. S. Jeronymo preab. card. e
ooulor mximo da igreja ; S. Leopoldo m.
doeiites e
de Per-
de sua
e all se
ostsejam
da mi -
iifnrin-
aquelles
e linal-
i geraes
leucian
os ti ve-
os para
lie esse
inguio o
soccorro dos pobres, e ao curallvo
estabelecendo este encapellado na provia
nambuco, quiz que os beneficios resulta
instituic.au se'operassem sobre as pessoas
aclinvam.
Por tanlo, querendo que esses rend
applicados aos eslabelecimentos de cari
tilia provincia, parece-me que vou mti
as vistas do instituidor fapoiados) do q
que Ihe querem dar oulro destino. A)
nenie. Sr. presidente, que mesmo por
ja te tem reconhecido que os bens que
a certos eslabelecimentos piot, e qu
ram certas applicacAes, deviam ser
as pessua iieceilds das provi
bens exisltstehi. Assim, quando te
convento dos padres Terezeot de Pernatbco, aifl
determinon qoe os lendimenlos tos bens desse con-
venio servissem para um collegio de orprip, e or-
phaas ; quando te extingui a congregarlo dos pa-
drea da Madre de Dos tambem s determinou que se
applicassem os seus rendirnentos pira o eslabeci-
menlos de caridade,' e finalmente por unta lei de 6
de novembro de 1827 se determinou kualmente
que ot legados piot nao compridus futsem aplica-
dos para os eslabelecimentos de candada das luga-
res mait vizinhos.
UmSr. Depulado : lsso he o quekao se po-
da fazer.
O Sr. Figueira de Mello : Mas hd o que esta
reilo, e se o nobre depulado quizer desenvolver as
ra/.oes por que isso se uao devia fazer, eistu eu ve-
rei se ellas sao procedentes para Ihe responder ou
nio. Parece-me, purera, que he muitoTconforme
i otea legislado e aos precedentes j eslabeleci-
dos, applicar-se os rendirnentos, dos benl do euca-
pellado ridade da provincia de Pernambuco ; a Misericor-
v!.a da corle uao oecessita delles, qoe sao, por assim
dizer, una migalha, entretanto que naquella pro-
vincia podem fazer muito bem.,
He esta, senhores, a minha opiniao. Vol pelo
projeclo ; e na segunda discussao apresentarei so-
bre elle urna emenda no sentido em que cabo de
exprimir-me.
O Sr. Ribeiro tde Andrade :* presidente, a-
cbo-mejnum grande difiicul.iade.
BO nobre depulado qoe acaba; d senlar-se
informa-nos, nao com a sua auloridade de magis-
tradqaamas com a sua reminiscencia de individuo,
que a queslao de qne se Irala nao se acha penden-
te em sua maleria principal da decis.i.. do supremo
tribunal de juslica ; mas o nobre depulado me per-
miltira que llie diga que esta sua inrormaCAo se acha
em coulradiccao com aquella que a commissao ob-
teve do governo, poique elle declara que a queslao
de commisso se acha pendente do supremo tribunal
dejustica. Sou pois obrigado.i insistir na mesma
arguraenlac.au, e se bem que preste s palavras do
nobre depulado toda a f e confiaiica, todava elle
he homem como nos ; a sua memoria pode enga-
na-lo, pode ralbar, e elle julgar que nio* se acha
pendente oquede faci esl. E tanto mais sim
o creio, quando o nobre depulado nao desconhece
que o governo, Interpelado a este respeilo, devia
indagar convenientemente a queslao, e informar-
nos exactamente do seu estado. Ora, o governo
inrorma-noj de que a queslao principal est pen-
dente. v
Alguns Srs. Deputados :Nao ha tal.
OSr. Ribeiro de Andrada :Manden os nobres
deputados vir as informacoes do govemq, leiam-as, e
e rnr....r que lenho rnto. Conli-
O Sr. Kraujo lima:Ja me declarei contra
dispensar esse auxilio, an passo que |delle nao po-
dem prescindir ni estabelecijpenlot de caridade da
provincia de Pernambuco, que por falta delle de-
finham consideravelmenle.
Demais,.Sr. presidenta, parece-me que isso mes-
mo era mais conforme com at vistas do instituidor
da capella, Andr Vidal de Negueirot, visto qoe
este declarou qoe o rendimenlo dos bens que deixa-
va fosse applicado ao casamento deorphatt, ao
ella
O Sr. Ferreira de Xguiar :Agora nao se po-
de declarar contra ella, he necetsario qoe te faca o
qne esa lei prescreve....
O Sr. Araujo Lima :Pode revogar-se.
O Sr. Ferreira de Aguiar : He pnssivel, e
quando quiter apresenlar urna raocao nette sentido
porier enlan fallar contra ; porm augmentar con-
tra a sua riisposicao, emquanto nao fr ella revola-
da e deduzir prova contra urna resolncao que nella
se firma, por cerlo o nao pode fazer, porque por ora
he lei do paiz. ( Apoiados. )
Mas, dizia eu e repito, nessa occasiao, sim, po-
deriara ser arimissiveit quaesquer retlexOes que len-
nessem a frustrar a adoptan dessa lei ; mat nma vez
ella adoptada, me parece ter forcoto respeita la era
todos os seus efieitos, ainda quando a alguem pare-
ca til a sua revugaco. Tanlo a Jeija citada nun-
ca foi encarada pelo corpo legislativa como incon-
veniente e excntrica de suas atribuirles, que foi
ella mesmo que servio de base a lei n.768 de 6 de se-
tembro de 1834, em qoe se estabeleceram cumlices
para a venda dos bens da capella d Ilamb ; assim
como serve agora de fundamento a resolucao qoe
actualmente oceupa a attencao da casa.
_E, pergunlo eu, essat observarles, essas impugna-
coesque se tem" feito cabem na resolucao que
descutimos ? Por cerlo que nao, porque urna vet
ja determinado por lei que esses bens fossem vendi-
dos, urna vez ja establecidas, tambem por lei, as
condices era virlude das quaes te deve realisar es-
sa yenda, he claro que nestas circumstanciat o poder
legislativo el no seu pleno direito resol tendo acer-
ca do producto dessa 'arrematarlo, conforme enten-
der mait conveniente...
O Sr. Araujo Lima : Nao he consequencia ne-
cestaria.
O Sr. Ferreira dt Aguiar : He consequencia
da lei de 1830 e corollano inconlestavel da de 1854.
Se por ventura esla resolujao exarhita das allribui-
cOes do poder legislativo, eutao a' outra tambem
exorbitava...
O Sr. Mendes de Almeida : Nao ha duvid.a.
O Sr. Ferreira dt Aguiar : He o que neg ao
honrado membro, e por simples demonstrado basta
basta dizer-lhe qu ella he hoje lei do paiz, e contra
a qnal ninguera pode proceder, nem contestar ot
seus elTeitos legtimos emquanlo nao for revogada...
(Apoiados.)
O Sr. Mendts de Almeida : Islo he ontra con-
a, he questau riiflerenle.
O Sr. Ferreira de Aguiar : E porque essa lei
de 18&0 eslava fora das ailnbuices do poder legis-
lativo t Por ventura nao eslava na esphera das
altnbuicns do poder legislativo, urna vez que o
bens da capella de Ilamb inham cabido em com-
misso, dar-Ibes o deslino que Ihe parecesse mais
acertado ?...
O Sr. Araujo Lima : Se ha queitao pendente,
nao.
O Sr. Ferreira de Aguiar : Eu irei questo
pendente.
Sr. presidente, aqui s poderia a meu ver, preva-
lecer um queslao, caso ja ao eslivesse decidida, is-
lo be, se por ventura esses bens linham ou nio cabi-
do em commisso ; psr.-i mim he esle um ponto liqui-
do e.averiguado. Seria tambem netessario venti-
lar urna outra qomtao, que he saber te ot bens da
capella de Itamb, sendo gravados com ouus pios,
urna vez encoporados .ios proprios uaciooaes passa-
rao com os me-nios onns7
Para mira ambos estes pontos estn fora do toda a
dut ida, quer quaulo ao commisso, quer quanlo
exoneradlo de lodos os onus e encargos a que eram
estes bens snjeilos. Relalvameule ao primeiro esl
ah o alvar da Ii de Janeiro de 1807, que corla to-
da a discussao, estabelecendo o commisso de
do*"!"'" iw-.ciu eatu reudic
leanara cumpndo os onos deq.ue el
sem gravados. Nao ha duvida que .
So tara que quaude sentenca relativamente poder judicial proceden em regra mandando se-
ao commisso seja dada contra a fazenda publica, questrar esses bens, o que fui julgado proce-
dente lano na primeira como na segunda instan-
cia, e al em grao de revitta, sendo esta definitiva-
mente julgada pela relacao do Rio de Janeiro. O
honrado membro qoe me preceden em favor do pro-
jeclo esmerilhou esle negocio, mas me parece que
commelteu urna inexactidao.
Fez-te, he verdade, o sequestro dut bens da ca-
. pella de Itamb, que foi julgado por sentenca. ape-
u sr. Ribeiro de Andrada :E. enhores, como zar oa opposicao que a elle se fez : a relaco de
1a'i^"rima i*' l|frre1i,ameiue hypolhetica, que Pernambuco, que a principio conlirmou e-se julga-
roento, por meio de embargos o julgou insubsisten-
te, conforme existem aqu os documentos.
Em consequencia disto a fazenda publica inter-
depois hao de coofessar
t
ame
s lens
cha pen-
raporla
cm;io da
s ; porem
deve i.rnras-
nuando porm direi que te a queslao
deule do supremo trjhunal de jutlicn,
que o recurso de revisl* au suspenda a'
sentenca ?
Pdese procedeaajtajttt^malacao5ioai
rto nao tiuporu ffim*,^ nna ^_
der di.iribnicao dos meamos bens VSM-aqui a
que naocomprehendo. E para que essa arremata-
mei
,.j|lliv,
i>lo be, quando se declara que os legados subsis-
ten), devem produzir o seueOeilo. se venha em vez
de recorrer aos cofres pblicos recorrer t differen-
tes corporaces para arrecadar este dinheiro, te ve-
venlia dar mais Irabalho aquelles em pro de quem
se lenba dado a sentenca....
O Sr. Augusto de Oticciru :Est argumentando
sobre uma hypothese falsa.
lo-
usta dependente de nma decisao do poder judicia-
no 7 como se ha de dispdrde bens quandu se nao
sabe que estn dispooiveis '.'
O Sr. figueira de Mello : He um caslello q
esta faiitasiando.
O Sr. Ribeiro de Andrada .Se nao he esta a
informacao do goverrto, lem os nobres deputados um
meio muito evidente, muito claro de conlrariar-me,
que he ler a informarlo do governo...'
O Sr. Augusto de Oliceira :Lea alto todala
informado. ,
O Sr. Ribeiro de Andrada ( depoit de ler a in-
forinacao ) :Logo, de que te Irata aqui 7 Traa-
se da arreraaiacao dos bens, mas nio he coutra isto
que rallo, fallo contra a distribuido que te quer
determinar. O que be cerlo he que a queslao esl
pendente do supremo tribunal dejbtica, que u go-
vernodecl.ra isto mesmo ; sendolRim, te o tribu-
nal pode decidir que esses bens nao calmara ni
commisso, a consequencia he que elles nao se po-
dem distribuir, porque seria islo accumular diffi-
culdadet para aquelles que, se o commisso for jul-
gado nao subsistente, tenhara de arrecadar os mes-
mus bens.
Mas, senhores, ainda ha uma ootra queslao. Sup-
ponhamos que o supremo tribunal decide que exis-
te commisso i ainda assim, porque motivo have-
mos de despojar as instituices de caridade que lem
direitosa laes bens para da-los a entras coipora-
rfie* r Eu lerei e peCo que -e transcreva inlrega
da le de 6 de novembro de 1827 :
i. Ar,;J; F'ca (1eroi!,do o alvar de 5 de setem-
bro de 1,8b, pelo qual eram applicadas ao hospital
real de S. Jos da cidade de Lisboa as duas tercas
parles dos legados nao cumpridoa
lerj;
territorio do
imperio, com reserva tmenle da terca parte para
os hospitie* do paiz.
. a Af-2- Todosos legados pios nio eomprdos no
imperio ficam applicados in solidum aos hosptlaes
do dislricto respectivo.
a Art. 3. as provincias em que por ora n,lo ha
hospiiaesde candada, dar-ie-ha applicacao dos men-
cionados legados 4 creacao dos exposlot.
.Ora, porque motivo havemos de derrogar esla
e? S sao legados puis, nao pertencan aus hospi-
la^s das localidades onde existen] esses bens t .
. O Sr. Figueira de Mello :.Nao he legado, pi
lo, lie encapellado ; ha differenra entre capella e
legado po.. Esta le applca-se por induccao ni-
camente ; foi ueste sentido qne faltei.
0 Sr, Ribeiro de Andrada : >-Bem ; sa os nobres
deputados querem dar uma applicacle a etses bens
encapellados, enlao neste caso digo qae a d a ap-
plicasao ja decrel-da por lei ; pariTajTallerara
2 'r' f.t9Mt0 ** <*>'>'<' Nao queremos.
OSr. Ribeiro de Andrada:Ot nobres deputa-
dos querem fazer a distribuicao por differentes cor-
porarnes.
O Sr. Augusto de Oliceira :He o projeclo que
OSr. Ribeiro ae Andrada :Pois entilo mandem
uma emenda nette sentido pertencem os bens en-
capellados aos differentes hospitaes que estao tilua-
do* nat localidades em qoe existen) estes bem :
assim virao a pertencer a Parahiba os bens que
esiao situados nessa provincia e a Pernambuco os
que all existem ; assim d-se applicaco em coufor-
midadeda lei.
Se entendem pois os nobres deputados qne deve
se dar a taes bens uma applicaco que ja esl de-
cretada, em virlude da lei que acabo de citar, atie-
ren) a resolucao neste sentido ; mas comoeu enlen-
do que a queslao ainda est pendente do supremo
tribunal de juslica. como declara a informarlo do
goveruo, vejo-me obrigado a votar contra o pro-
jeclo.
O Sr.'. Ferreira de Aguiar :Sr. presidente,
nunca suppuz que um projeclo Uto simples em suaa
dispnsicues, t,lu forte em sua base pudeaseser ataca-
do Uo violentamente e com augmentes que real-
mente me parecen), perdoem-me os honrados raem-
bros qoe o tem combalido, muito fuleis I
Houve al om honrado membro que pretenden
que iulopcAo deste projeclo ira oflender allribui-
coes do poder judiciario, e que a assembla geral,
apprnvando-o transpiraba a urbita de suas allribui-
ces levando raesmo os seus escrpulos ao ponto
de afRrmar que ot bens encapellados, urna vez cni-
dos em commisso e devolvidos a corda, paasavam
necetsariamenle cora todos os onus de qoe se acha-
vam anteriormente gravados.
O Sr. Araujo Lima :Nao diste necetsariamen-
le, disse que haviamduvidas.
O Sr. Ferreira de Aguiar :Sr. presidente, to-
das estas ubservnces seriara lalvez muito bem cabi-
das quando houve de disculir-sa a lei n. 586 de te-
tembio de 1850 (apoiados.)
poz revitla, e o supremo tribunal de juslica conce-
dendo-a designou a relacao do Rio de Janeiro, a
qual por uma aentenca digna por certo de tua im-
parcinlidade e illuslraciln. maudou subsistir o se-
queslro com o fundamento de que era procedente,
valo como em cooformidade' da disposlo no alv. de
lide Janeiro de 1807 aquelles bens sequestrados
haviam cabido em commisso.
O Sr. Figueira de Mello : Eu al fui execulor
desse accordao.
O Sr. Ferreira dt Aguiar : Agora, perg'untarei
eslabelecido assim o commisso em suprema instan-
cia esses bens passaram ao dominio da nacao com os
ouus que linham ou nao ? Para mim Ihe negocio
lo corrente qoe nem mesmo ainda arredilo que
um honrado membro que em oalra sessao impug-
nou o projeclo o trouxesse em duvida !
Eu convido ao nobre depulado a examinar bem
todas as dispoticOes legislativas que existem a este
respeilo, e eslou persuadido de que elle as lera con-
siderado depois que seu espirito se achou seriamen-
te oceupado de semelhante duvida.
O 18 da carta de lei de 9 de setembro de 1769
etpnme-se da maneira seguinte : tante que os instituidores de capellas fundadas sem
preceder auloridade regia, depoit de fraudarem a
minha coroa as sisas e as outras imposices publi-
cas... etc. Mando que todas as que se acham devo-
'Ulat, edaqni em diante se devolveren) n coroa, ou
por commistot, ou por terem vacantes, se enlendam
o fiquem Iivres. e isentas da todos os encargosjnellas
imposlos....
Entretanto, senhores, todos sabem, e a casa nao
ignora qoe etle artigo de lei foi revogado, on antes
suspenso pelo decreto de 17.de julho de 1778; porem
lambem ninguem desconhece que 18 annos depois o
idvar de 20 de maio de 1796 mandou reviver e por
cm eflectiva exeeucio esta disposicao, at com mais
Corsa e re-triccao, porque nem mesmo isenlou as ca-
pellas que erara instituidas com auloridade regia,
que pelo alvar de 1769 eram iseulas.
A cmara me permittira qoe lea esta disposicao ul-
terior : ... Sou servida instaurar os ditos (om
delles he o 18), com as expreasors e addices pro-
prias que approuve na maneira segoiote : Sendo
exorbitantes que os instituidores de capellas funda-
das ainda com auloridade regia, depois de frauda-
rem... etc.: Mando que lodat que se acham devo-
lutas, e daqni em diante se devolveren) coroa, ou
por commisso, ou por serem vacantes, se enlendam e
iiquem livres e isentas de tedot os encargos nellas
imposlos e dissolutos os vnculos, ou unioes de bens
determinados pelas inslituices, jatendose todos
devralos a coroa como allodi.es vacantes... ,>
Note se bem que pelo proprio alvar eram respe!
lados os onus imposlos aos bens vinculados cora au-
loridade regia, entretanto qne pelo segundo nem
mesmo esla nutosacao deixa de (ornar esses bens
allodiaese isentos de quaesquer onos. Por conse-
guinte ja v o nobre depulado a quem me refiro que
ainda quando houvesse precedido lirenc-i da coroa
para a instituidlo da capella de Ilamb em vista das
dispusieres que acabo de citar e ler, esses bens cabi-
dos em commisso passarao como allodiaes, e livres
de todos os encargos de qualquer natureza. para o
dominio da nacAo sendo que por isso senao pode
razoavelmeule sustentar que o corpo legislativo nao
Iciilu n pleno direilo de dispar desses bens por Ihe
obstaran) os encargos e as inlencOes do instituidor
dessa capella. (Apoiados.)
Sr. presidente, eu nan compreneudo como os no-
bres deputados procuren) encarar esta queslao de
maneira a tornarem a resolucao que se discute de-
pendente da decisao que o supremo tribunal de
justiga haja de dar sobro o pteitu que perante elle
pende .' isse um nobre depulado que impugnou o
projeclo :nos iramos fazer uma figura ridicula, se
por ventura o supremo tribunal de juslifa, conce-
dendo revista ua relacao revisora, se julgasse qoe
estes bens nao linham cabido em commisso.
Podemos nos, senhores, admiltir nina semelhan-
lli hypothese na presente queslao 7 Ser po-sivej
que ura ponto ja discutido e decidido am todas as
instancias pelos Iribunaes do paiz, e ja passado era
julgado, seja tilo levianaraenle trazirio em duvida e
mesmo revogado? Nan creio. Porem art ra II i do
(rnente por amor|da argumentacBo) que esto caso
estupendo se desse, qual sena esse ridiculo qoe vira
cahir sobre o poder legislativo 7 Cahe por ventura
no ridiculo o proprio poder judicial quando manda
execular uma sentenca, a respeilo da qual se inler-
fe o recurso de revista, embora depois seja esta
sentens* reformada 1
Nio, senhores, nem a lei soppoz em lempo algum
a existencia desse ridiculo oa execocao de um jul-
gado, porque, a nio ser assim, o ridiculo partia da
proprin disposicao legislativa (o que nio admiti),
e detvirtuara por esta forma seu cancter e seut
preceilos. (Apoiados.)
E, pergonlarei eu ainda, se por venlnra houver
um julgamcnlo ueste sentido, tica inhibido quem
direilo liver de haver o produelo desses bens?
O Sr. ajraiyo Lima:Pode haver os bens.
O Sr ferreira de Aguiar:Os bens nao ; e
nem isto se pode dedozir da lei qae necou, em laes
casos, o recurso suspensivo s revistas. Uma vez
autoritaria o prosegaimento da execnsilo, e tendo-
se em virtnde desla arrematado bens, o que fica
sojeilo nicamente satisfaca de qualquer julgado
ulterior, em sentido inverso, he o produelo desses
bens, e nao estes meamos em especie.
O AT. Araujo Lima:11* *ac*.,o de seh-
lencn.
O Sr. Ferreira de Aguiar:He tambem de exe-
cuc.10 da sentenca que eu fallo. O poder judicial
nao lem o direito, pela lei, de tornar exequiveis ot
julgamentos, erabora pendam de revista 7 Qnal a
razao porque nos, '.irnado Tuesta meimajditpoticao,
nao podereraut respeilar ora julgado em laes cir-
cumstanciat, e aceita.lo com lodot os efieitos que
delle dimanan) 7...
O Sr. Araujo Lima :He o qoe nao rodemos fa-
zer.
O Sr. Ferreira de Aguiar:Podemos, a tanto
mais quanlo o producto desses bens, conforme j dis-
te, fica sempre conservado para quem de direilo
fr.
O Sr. Figueira dt Mello .-Apoiado.
O Sr. Ferreira de Aguiar:Sr. presidente, nao
vejo ainda que o projeclo posta ser atacado pelo la-
do de nao Ir coherente em suas dispusieses com as
vistas do instituidor. Porque razio seria o poder
legislativo obrigado a respetar, oeslas c rcuinstan-
ci*s, a vontade do instituidor?
O Sr. Araujo Lima :Por.lortas.
O Sr. Ferreira de Aguiar :Por nenliuma.
O Sr. Araujo Lima :Sao opinies.
O Sr. Ferreira de Aguiar:Se por ventora os
bens da capella de Itamb cahiram em commitso, e
em virlude desse commisso passaram como bens allo-
diaes, livres e isenlosde todos os onus du qualquer
natureza que teja, ao dominio publico, h! claro qae
o poder legislativo pode dispr delles como bem Ihe
apronver.
O Sr. Figueira dt Mello :Apoiado.
OSr. Ferreira de Aguiar :Mat anda quando
nao testa i,|0 nma verdade que salla aos olhos, fo-
ram injustos os nobres deputados quando qoizeram
combaiera resolusao. firmados em qoe at inleoces
do instituidor nao eram retpeitadas,
O Sr. Araujo Lima :Em parle.
O Sr. Ferreira de Aguiar :O qoe determinou
o instituidor 7 Determinou que o rendimenlo dot
bens fosse applicado a obras pias laes, laca e Ues : o
que he que delermina a resolosao T Da applicasao
ao rendimenlo desses bens, a obras pas lambem.
embora nao precisamente as mesmas da institui-
C3o.
O Sr. Mendes de Almeida:Islo sera muito bom,
mas nao he catholico.
O.Sr. Ferreira de Aguiar:Oh! senliores, pois
i resolucao nao applica o rendimenlo desles bens a
obras pas, a hospitaes de caridade? Ua por Ventura
obra mais meritoria do que a caridade publica, a
caridade chrisiaa j Querena o nobre depilado que
eiss heos nao IsBpm encorporados ao fisco sem
onos e sem e*(*e4nposie6es 7
O Sr. Mendes de Almeida :Eu tarabim nao si-
go isto.
O Sr. Ferreira de Aguiar :Senhores a queslao
he muito clara ; e etses bens lornando-ta allodiaes,
pertencem livres a nacao logo, o poder legislativo
geral pode dar-lhe ajad jajljjlii ii.li e crtio que ot
nobres deputadMaaKBKafjt deixar de concor-
de n,lu dar nesta verdade ; eWrerHIo^arvcwlucaij tendo era
Beta- vista os filis santos a qne o renlnwadu oR-sset bens
nesla parle et .1-..1*. a^mcauo. Taz tambem orna pin applica-
r.lo aos hospitaes de caridade. N?o vejo, pois, idea
alguma anli-caiholica, como pretende o nobre de-
pulado do Maranhao na applicasao que a 'isses bens
da a resolncao; e consegunlemenle ainda por este
lado me parece que os honrados membro- que im-
pugnara o projeclo nao lem razao.
Senhores, fe/, se *qui urna quesillo do direito que
poderia ler e Misericordia de Lisboa acerca desles
bens. He ainda um verdadeiro sonho !
O Sr. Brandio:Apoiado.
O Sr. Ferreira de Aguiar:VejSo bem que a re-
solucao que discutimos nao trata de tirar bens a nin-
guem.
O Sr. Brandio :Apoiado.
O Sr. ferreira de Aguiar :Se esle bens foram
lirados josta ou injustamente nao o sao pea- esl re-
solucao; j o foram tambem pelo poder judicial, j
o foram pela lei de 1850. E quizera eu que me dis-
sessein donde nasce esse direito que pretende ter a
Misericordia de Lisboa sobre estes bens?
Por ventura, em seu testamento o finado conse*
llu'iro An Ir Vidal de Negreiros inslituio a Miseri-
cordia de l.isbo por sna herdeira ? por esse testa-
mento licanim pertencendoalguns bens quelle?Nao,
meus senhores. Por esse 'testamento foi 1 Miseri-
cordia de Lisboa chamada nicamente a administrar
os bens dessa capella, Jar applira;ao s suas rendas,
sob a condieau de curaprir ludas as disposices tes-
tamentarias, percebendo por isso apenas 2009. Qual
he pois, senhores, e donde se deduzeste direito qoe
se quer altribuir a Misericordia de Litboa tobre es-
ses bens, e de que tanlo ae lem fallido nesta casa ?
Eu creio que os nobres deputados nao le -am com
muita attencao o testamento, porque se o livessem
feito, venara que n.lo ha ahi disposicao algum* es-
tabeleciria da qual se p-issa razoavelmeote inferir
qoe esses bens, uu os seus rendirnentos perteocam a
Misericordia de Lisboa, sendo cerlo porm que a es-
ta compeli orna gratificacao de 2009 anni-.es pelo
tempoerpquesatisfez a. cundirles da adrainistrarao,
tendo desapparecido esse direito com a ceisasa da
administraran. ('Apoiados.)
Os nobres deputados que impugnara o projeclo (em
querido provarqueo commisso nao existo mesmo
por virlude de lei expresa. Neste eu Ihrt direi mais
que eiiste um decreto ou alvar, cuja dala nao tenho
agora presente, que querendo favorecer ot eslabele-
cimentos de caridade, a respeilo daquellet bens que
possoiam e liaviao cahido era commisso, adjudicou
esses btns .1 corda e fez depois doasao delles aos mes-
mos eslabelecimentos, para o lim de continuarem a"
ser compridos os encargos pios a que estavam pri-
mordialmenle obrigados. Enlrelaudo, poiera os
honrados merobros sustentar que estas diiposices
lenham applicasao aos bens da capella de [lambe 7
Por certo nflo pretenderlo orna semelliank cousa,
porque esses bens au pertenciam .-> Miaerordia de
Lisboa, nunca pertencerara e e nem podiao perten-
cer vista da aarba testamentaria....
O Sr. Mendes de Almeida da 11 m aparte.
OSr. Ferreira de Aguiar:Pergnnto eu, esse
beus pertencem aquella Misericordia 7
O Sr. Mendts de Almeida:Pela lei de '!796 es-
ses bens estavam no mesmo cato que oolros.
O Sr. Figueira de Mello:laso he se elles fossem
propriedade da Misericordia de Lisboa.
O Sr. Presidente:Attencao.
O Sr. Ferreira de Aguiar:N3o, senhores, nao
estavam no mesmo caso dos outro, porque elles nao
foram doados a esse estabelecimento pi. Procorem
por ontro modo impugnar o projeclo, pois ]oe por
esle seguramente nada conseguem..,.
O Sr. Mendes de Almeida : Isso he inciden-
tal.
O Sr. Ferreira de Aguiar:Nao he tal, e tanto
nao he que para ler logar a enenrporacao de taes
bens Misericordia de Lisboa era preciso cue esta
os livesse anteriormente possuido, e nao fosso simples
administradora. (Apoiados.)
Sr. presidente, eu nao roulinuarei mait nssta dis-
cussao porque me parece que ella est esgoluda, nao
por mim, mat pelos honrados membros qne lallarara
a favorecontra o projeclo; eu pois declaro qoe
nao posao deixar de volar pela resolucao, primera-
mente porqu3 enlendo que est na esphera das allri-
buicoes do poder legislativo tomar as providencias
que quizer aderc do producto dos bens em qoesian ;
em segundo lugar, porque eslou convencido de que
ella em nada fere o poder judiciario, e em onda con-
traria ot preceilos legaes ; e am lerceiro lugar, por-
que, qualquer que teja a ultima delberacao daquel-
le poder, olla nao occationa a menor perla, o me-
nor damno a alguem, visto que, ainda dado o caso
que por um julgameuto nao se verifique o commisso,
o que nao he provavel que aucceda, mesmo ueste ca-
so se nao impossibilila a execusao de um Ul julga-
meuto, uma vez que o valor desses bent fie exis-
liudo em apolicea da divida publica, e em quat-
quer lempo essas apolices garaulem qualquer jul-
gado....
O Sr. Mendes de Almeida : Nao era o mesmo
valor.
OSr. Ferreira de Aguiar : Pranle a l;i he a
mesma cousa. ,
OSr. Mendes ele Almeida:O valor dos btns de
raiz cretce lodot ot dias.
O Sr. Ferreira da kguiar. En enllndo, senho-
res, que quando nm julgado em 2. instancia soffre
a interposieflo de uma revista, eti completo, a ai-
remalacao mandada fazer he curial e conforme com
a lei ; portarlo, baseado nestet principios, declaro
que voto a favor do projeeto.
O Sr. CorreadaNecis (pela ordem):SoliciUi a
patarra, Sr. presdeme, para pedir a cmara a dis-
peusa do intersticio alia de que o projeclo do orca-
menlo entre amanhaa em discussao (apoiados), pois
em vista do que corre acerca do estado sanitario,
nao jolgu muito comraoda a residencia, a nao dse
proroeacSo.
Consultada a casa ella aonue ao pedido.
Continua a disctalo interrompida.
O Sr. Mendes de Almeida depoit de fazer algu-
mas observares acerca do projeeto concias, decla-
rando que vola contra elle, por que embora repot-
boa a intencAo com qoe foi formulado, cata ledo oa
meios para leva-Jo a efieito nao Iba parecen) eaave-
nientes. '
O Sr. frandao:A llngnagem da nobre depu-
lado que acabon de fallar contra o projeclo nao po-
de deixar de sorprender e indignar a todo e qual-
quer homem que for filho deste paiz.
Observei, Sr. presidente, qne estehoorado mem-
bro procurou por em duvida a joslica, a imparciali-
dad* que presidirn) aos diversos julgameolo* havi-
dos sobre a queslao do capella do Itamb conslitai-
da em minha provincia .
O Sr. Mendes d Almeida : En ja respond
0 Sr. Brandio-... sloaulorisa-me a dizer-
llie que fui muitu alm de Indas at conveniencias e
dos deveres que a prudencia e o interets* publico ra-
coramen-Um. (Apoiados.) Como representante qne
sou deste paiz, tenho obrigacao de dar toda forca
moral aos poderes reconhecidos pela contlitoicao,
e pois protesto contra algumas das axprataea que o
nobre depulado acabou da proferir nesta cata am
desabono de um delles, o judiciario. (Apoiados.)
OSr. Mendes de Almeida:Eu anda nao abdi-
qoei o direito de ser justo.
O Sr. Brandio:Protesto, porque uto posto nem
devo crer que lanos magistrados brasileirot qoe isa
tervieram na queslao do Ilamb ignoraasem a legis-
laran do en paiz, ou fossem lao faltos de honra e de
probidade que a decidittem da maneira por que at
acha, nao lendo em vista o direito, mat arranados
por senlimenlot de malevolencia para com a naclo
portugueza, e dominados pelo metquinbo i 11 ter este
deste ou dnquelle individuo. (Apoiados.)
O Sr. Mendes de Almeida : Nem se diese
ISSO. ,
O Sr. Brandio : He o qne lgica e natural-
mente se conclue dat exprestoet do honrado mem-
bro
Qnanrto elle, Sr. presidente, principioo a analysar
a quettao desde a sua orgera, ro logo dovidando da
snceridade dat intencaet....
O Sr. Mendet de Almeida:Nao ha tal.'
O Sr. Brandio:... dos diversos empregados qua
foocciunaram nos proeessos qoe tiveram logar para
ser declarada aquella capella exlincta por haver in-
currido em commissao. Tratando do procurador fis-
cal de Pernambuco que instauron a aeco, o honra-
do membro aecusou-u de parcial, e tuspeilo por ser
cuuhado de um das rendeiros dos bens da capella,
sem se apererber que proferia nma inexactidao pelo
que diz respeilo maleria de faci, e qne emquanto
ao direilo coulestava uma verdade reconhecida pelas
leisqdo paiz, que dio aoa procuradores fiscaes a attri-
buii;ao que proba e dignamente rara exercida pelo
de Pernambuco em relacao capella de qne se tra-
a. (Apoiados.)
Continuando o nnbre depotado deu claramente a
entender qoe interesses eslranlios i justiea infloiram
as deci'et dos uizes e tribuoaes que julgaram o
commisso....
O Sr. Mendes de Almeida:Islo he ten.
O Sr. Araujo Urna:O Sr. Mendes de Almeida
nao disse isso.
OSr. Presidente:Altennao !
1. ._ w.mmm.. ,,,,,,., y- w__j__ _,_
Almeida':Islo he mea ?!! Nao estao' ee3pts as
suas palavras ?^ Nao foram ellas ouvidas pela cma-
ra '! Racorde-se bem....
O Sr. Mendes de'Almeida:O nobre Vpnlado
he quem me quer emprestar esse pensamento par-
chamar a queslao para o lado odioso.
O .Sr. Brandio:Eetn engaado, se ella se acha
cm um terreno odioeu fn V. Exc. quem nelle a co-
locou.
(Ouvm-se alcona apartas.)
O Sr. Presidente:Attencao.
O Sr. Braitdiu:Seohdres, o nobre depotado
di Itamb pelo modo em que se acha este negocio por-
que he com Portugal, e acrescentou qoe te fdra con
a Franca, Inglaterra, ou Estados Unidos, as censas
teriam corrido de outra maneira. O que quer islo
dizer ?
(Conlinuam-se os apartes.O Sr. presidente de
novo reclama a attencao.)
O Sr. Brandio : Parece qoe o nobre depulado
quer qoe revogoemot as nossat leis em favor de Por-
tugal, que, cedamos o nosso direilo quelle paiz, e
que chesuemosat a duvidar daprobidade dos dos-
sos magistrados.
O Sr. Mendes de Almeida d um aparte.
O Sr. Brandio;Nio sei oa verdade d'ohde at-
ee esse enlhusiasino, esse calor qan 0 nobre-depu-
lado lera mostrado em favor de Portugal nesla quet-
tao !
O Sr. Mendes de Almeida :Enlao qoer-me pro-
hibir que entre na discussao ?
O Sr. Brando:En quizera qae V. Jxc. maoi-
(eslasse as suas convirres....
Urna coz:Manifetton-at.
O Sr. Brandio:... mat qaa nao aventaste con-
tra o poder juJ iciar 10 de seu paiz uma idea injuriosa
e que pode ser muito mal interpretada no ettran-
geiro. Apoiados.)
O Sr. Mendes de Almeida:Seria attim se acaso
prevalacesae a sua conclusas).
O Sr. Brandio:V. .Exc. foi adenle, chegoa t
dizer que a magistratura brasleira goza de rnuilo
m repulacao nos paizes eslrangetros. (Continan os
apartes.)
O Sr. Presidente:Attencao !
Sr. Brandio:1'roposic.es taes, so propriis de
ingeiros ingratos, e que prfidamente aoa ca-
lumniara, nao deviam ter trazida para esta cata,
porque offendem a nossa probidade nacional. (Apel-
ados.) Senhores, eston persuadido qna am todos os
juizos do mundo ha magistrados roaos,qna nio curo- '
pren cora os. sens deveres ; Impoteivel pois seria'
que entre nos deixasse de apparecer ana oulro dejaut *t
ordem ; mas tambem lenho a coaviccio de qua nq
Brasil ha maior numero de magistrados probos s
rectos do qne entre muitaa velhas dat incoes da
Europa, que se vangloriam de andarem na frente da
civilisastu. (Apoiados.)
Um Sr. Depulado:Felizmente.
Uma coz:E islo sem incompatibilidades.
O Sr. fl'andan:Agora, Sr. presidente, entrtrei
no exime dot pontos cardeaet da queslao, e paco a
V- Etc. e cmara qne me permitan faaer ana
exposicao histrica das ocenrrencias qne ten havido
a respeito da capella de Itamb, para o que me jui-
co habilitado, visto achar-se essa capella constituida
na comarca em qne eu Uve a fortuna de ver a luz do
dia...
l'nu voz:Ena Goianna.
O Sr. Brandio:Sim, en Goianna.
Nao foi, senliores, cono diste o nobre depulado
pelo Maranhao, por estrategia de alguns particulares
qoe a capella de Itamb caho em commisso, foi sim
pela negligencia de ranitos annos, pelodeleixoe ava-
reza do hoepital de S. Jos de Lisboa. Esle hospi-
tal. *3r. presideule, eslava no osp-i rucio dos rendi-
rnentos daquella capella, e nao despenda no cura-
primento das disposices testamentaras do institui-
dor um s real. (Mullos apoiados da deputacao per-
nambucana.)
O Sr. Ferreira de Aguiar-.Coma as rendas e
nenhum caso fazia das disposiroes do testador.
O Sr. Brandio:He verdade, comia as rendas, e
entenda que nada mais Ihecnnpra fazer.
Tinha o hospital de que fallo na praca do Recife
seus procuradores encarregados da arrecadacAo des-
ses rendirnentos. e se me nao engao, um delles foi
o honrado negociante o Sr. JoSo Pinto de Lemos.
Conheci outro lambem muito probo, e fot o finido
Silva C. ; me parece qoe anda houve om;tereeiro
13o honrado como os que ficam mencionados, o Sr.
Manoel Joaqoim Ranas e Silva. (Apoiados.) Ora'
algont de-tes procuradores reclamaran) a diversas
admiinslrac,oes daquelte hospital para qae mandas-
sera cumprir os legados do Instituidor Andr Vidal
de Negreiros, mat aretpott* qne tiveram foi tenka
dinheiro ; novat reclamaces foram feitas que tira-
ran a mesma resposta. Assim ta passaram largos
annos, e os encargos pios nio foram enraprido* ao
passo que o hospital de S. Jos mellen era ti groatas
en-
fun-
quanliat dos rendirnentos da capella. Appareceu
Uto a lei de 1827, e a Misericordia de Goianna 1
dada em suas disposices, propdz nma accio ordi-
naria ao referido hospital para chamar a ii ot bem
da capella.
Etta tecao coj-reu seos termos e foi decid ida a fa
vor daquella Misericordia, houve appellacao a re
curso de revista, e sempre a Misericordia foi vence-
dora ; en consequencia disto enlrou ella na pone
dos bent da capella, at qae o procarador fiscalen!
vendan, que os julgados nio estavam at lttrada lei
.

s


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V^t*
y
r
IV
i
1
ie 1827, < que des bens deviam perleneer ao Esti-
llo. Nesle sentido propdt a acco eoropelenle, que
lando corrido teu, turnos veio lar por meio decon-
cesso de revista relaco desla corte, qoe tlnal-
menle decidi qoeacapella de Itamb havia incor-
ridoem commissao por miu haver o hospital de S.
Jos, que era o seu administrador, cumprido- os
onasda irsiiluicao, e niandou que seas bens fustem
corporailos aoa dominios nacionaes.
Fiz e*te histrico nao so para mostrar aquellos Sr.
depuUdos que tem tomado parle na disctalo que
a queeiao principal de dominio est definitivamente
decidida, como tambem para provir-lhes qoe, bem
longe de liaver ialervndo estrategia na declararlo
do commisso, ala foi a couwqueocia jurdica da
negligencia a avueza do hospital de S. Jos de
Lisboa.
Bis a tintinea da relaco do Uto de Janeiro.
Chamo sobre ella toda a attenc3o da cmara por-
ejoe a queiUo tam sido embrulhada de ummo.lo que
nao me parece mullo seria. (Apoiados JConvm mais
que a caraira saiba que ao hospital de Lisboa so
|>ertencia, segundo o testamento do instituidor -UXO
iiuniialmenta tomo administrador da capella, e'que
no entretanto ella apoderou-se de lodos os rend-
mantos dola por longos annos.
ararle ?' '*""*" Mmeiia : ~ Qa,n> dis od-
O Sr. Braniao : Tera-se dito Untascousas que
he preciso esclarecer bem este ponto.
O Sr. teniente Atmea: Nioguem contastou
O Sr. Braniao : Sr. presidente, V. Exc. e a
cmara acabam de ouvir a leitura da seotenca da
retaco deita corte que em grao de revista decidi
queuao de commisso, e por consefuinte a de do-
minio ; portanto recoahecerSo- que contra isto nao
w pode roaisseriamenjo argumentar,
Om Sr. Depulado : -,A lenleocahe da rolarlo
revisora ? --*-
'> .Sr. Braniao : Sim, senhor. Entretanto os
nohres depulados que combatem o projecto duvda-
ram anda se o commisso poda 1er logar, e at o
ippellidaram de confisco, chamando para a ques-
lao a cunsliluicodo imperio.
G Sr. Mendet ie Almeida : Nio leudo os bens
cnido em-commisso, nao ha duvida que he ura con-
fisco.
O St\ Brandan : Isto me pajece anda mais
digno de reparo. .
Senhores, se nao possuissemos leis que regessem
t materia, se ellas nao livessem sido applicadas a
oulros rasos da mesina natureza, os nobre, depu-
lados loriam raiio ; mas existindo essai leis e guian-
do-te os nossos magistrados qoe declararan! aquella
capella em commisso por suas disposicAes, he cla-
ro que a argumenlacao dos honrados membroi.alm
de sea inlempestivel, nao pode proceder. Se os no-
bres depulados Iratassera agora de revogar as leis
que existen) sobre commisso, bem Podiam dizer
quinto quizessem conlra ellas ; porm darem a en-
tender que os nossos magistrado cumprindo-as pro-
deram mal, isso com efieito nao posso admilr.
Argumentar desle modo he invectivar, e a iuvec-
l'Vi he impropria de um legislador. Temos necet-
sidade de dar toda a forja e consistencia s nossas
leis. Se ellas nao estao de~accordo com os mistos
usos e costumes, enlao rovoguemo-las pelos meios
regulares, mas em quanto assim nao acqnlecer, sao
leu do paz, devem ser cumplidas.
Qa.ndo se ventila urna quesUIb sob o dominio de
urna le existente, nao juluo acertado que te recorra
a divigaces. ese desmorslise essa le que nos est
terviodu de norma, e qoe*ter de regular nossos d-
reilot e aecoet emquaolo nao fr revogada. (Apoia-
Muita causa, aonhores, te podo dizar contra urna
oalra le; mas porque isto assim ha, dever-sc-lia du-
vidar da legalidade e juslica dos juramentos que
neila se faodarem Decerlu que nao j porque de
oulra forma lodo o direito ficariaduvidoso, e roer-
4 i? modo Pr1U8 qm'ouer o quizesse encarar.
Admillido isto a sociedade seria mpossivel.
Parace-me porlaolo. senhores, que a quetiao rela-
tiva ao commisso, pela maneira por que foi decidida
pelos tribunaes de Pernarabuco e relatlo do Rio de
Janeiro, em vista dos alvars de 17% e 1807, nao
pode mais prestar-te a diicuiso qoe os nohres de-
pulados abriram. (Apoiados.)
Agora Iratarei da questao da tpplicarao que elles
tambem avenlaram, dividindo-a em duas partes: 1,
*e oi corpo legiilalivo pode disor do producto da
venda dos bens da capella de Ittmb.pendendo urna
revista interposta pelo hospital de S. Jos de Lisboa
perante o supremo tribunal de juslica'; 2, se na ap-
plieacao que houver de dar a esse produelo pode o
mesmo corpo legislativo prescindir da litteral dispo-
sicao do testamento de Andr Vidal de Negreirm, e
(lar-lhe um destino anlogo. Creio que a questao
loi posta uestes termos.
Senhores, na te tratando mais do ponto rdalivo
no dominio, nem mesmo da questao de commisso,
P1e <* assumptos j foram decididos pela rela-
jo do Rio de Janeiro em ultima instancia, he evi-
dente que o pnmeiru lado da questao proposta pelos
iiobret depnladot se acha prejudicado. (Apoiados.)
Jualquer que seja essa revista de qoe elles fllam
nao. pode versar sobre aquillo queja est irrevoga-
elmeote jaleado, e pois lambem nao pode emba-
razar o corpo legislativo na applicicao que por
ventura queira dar aos bens da capella de I lambe.
O nobre denotado pala minha provincia, que foi
juiz na causa, satisfactoriamenio --,---- i-- ,...
~'I'""-----.""": ""'a, e em face da senieoca
que ha pouco h, he impo^ivel que o sea objeclo se-
|a o meimo que ja tervio de .issumpto ao julgado da
retaoao (MMii corte como revisor**; cinsequenlerr.cn-
e e a prlirledade de (aes bens esta inteir-mente
liquida e fora de toda duvida, eo corpo legislativo
pode dispor della do modo qoe mais cooveniente
jul-gar.
Passarel ao segundo lado da qoeslio", isto he, te a
applicaCao fio producto desees bem lleve necessaria-
mente acompanhara litleral disposirAo do teslaraen-
o do finado Andr Vidal- de Negreiros, ou se pode
ter ura destino anlogo.
Os nobret depulados bem ronhecem ,que nao he
fcil ooular-se hoja litleralmente aquella testamen-
to ; nelle deteronnou o testador qoe com o rendi-
mento da-capella se conservasse urna collegiada de
rrades no I lambo ; eaer potsivel, ser mesmo con-
veoiente cumprir-te esta disposicao do (estamento '!
reoHo, Mmtiia >'o no podemos
_ O Sr. Braniao :porem podemos mandar qoe
ello tei.ha a eiecocao mais conforme com as inlen-
Coea do testador o ideas da poca, daado aos bens
Tpiadot0) ar' P'' Cm q"er Priec,
i_ T"nUde PPlicacao que se quer dar ao pro-
doelo desses ben. he em favor dos collegiot de or-
Pitaot e etlabelenmenloa de caridade, o por este mo-
em'vitta60" cerlamn,e m O Sr. Mendet ie tlmeiia :_Nao, senhor,1 nao se
oimpre o (estameoto.
O Sr. BrandUo :S se o nobre depulado emnir-
rou em querer a collegiada de frades.
O Sr. Mendet deMmtida : Emblrrel no cum-
primenlodo testamento; n, nao podemos fazer com-
mobiofiaa.
Ogr. Braniao :O nobre depulado est insls-
tiodo na questao ecclosiatlica, la -Irei daqul a pou-
co. Kutrelanto devo dizer que nao vejo disparidad;
alguma en,r eompleio daa disposicOev do tesla-
monto e a apphcacao que te quer dar ao producto
dos bem da capella ; o instituidor quiz perpetuar a
sua memoria por actot de caridade, quiz socorrer
o pobres ; oprojeclo qaer que o dinheiro qoe se li-
?. .. .V8nda d0* Denja epplicado soslen-
T,lMdUKC"P" ',e "P"30' Pbr''- "<"> me
iutrot Mabelecimtntot de caridade que temos em
.0!l!H^1^OV^C,".e,cojo8^,,n',''De",o t0 J'tninulos,
eBdo tambem altendido o hospicio dos alienados.
, Aqoi a cmara me permiltir que eu diga duas pa-
t em favor dot estabelecimentot detta ordem
loislem oas^M-oviiiciai. Entendo que qonndo se
lo sato como o de que se trata, qoando apparecem
nacaludot em commisso em urna provincia qual-
1*er. e qun esses bens lem de ser vendidos, o desli-
gis razoaval, mais josto, mait tanto qoe se deve
dar ao seo producto he applica-loaot cslanelecimen-
los ae eandade da respectiva provincia. (Apoiados.)
Me pareo que lodos seotirao assim, porque nos
iraoem temos pobres, a em muito tnaior escala do
que a corte,necessitamns de toccorrer aos nossos com-
pafloiaj qoe por ua rircumstsncias carecerem .le
aosilio da cnridade ; o te esses bens estao all situa-
dos, na vejo razao para que os infelizes das provin-
ciatsejam esbolludos dos aoecorrot que elles Ihes
poden* dar, e veuba o fisco gerala a poderar-se do sen
Patsarei agora, Sr. presdanle, a considerar a ques-
tao suscitada pelo nobre deptilodo. Diste elle qae
uao podemos r.zer aquella applicacBo porque perleu-
ce poder ecclesiaslico ; deplorou que a nossa re-
ligiosidad tenha chega lo a um ponto tal qoe des-
conliecain s os deveres qoe sa comesiuhos a lodos ot
boiischnsiaos. Posler ler o nobre depolndo algumt
Vi "!*" eo na de9Ca,>ro. Soccorreo-to ao cen-
cilio tndaolino, porem devin darte ao trabalho de
ver te tase concilio foi em sua totalidade admittido
e eiecolailo no nos-o paiz....
OSr. Menes ae Almeida : Foi.
O Sr. Braniao i Esta engaado, muilas das ses-
sfles do concilio iridentino nao foram recebidas e
aceitas entre nos....
OSr. Mendet de Almeida :Fnram recebidas
< lolum.
? "" ^ran^ 'Como diz o nobre depotado is-
"., eiceptn daquellts na0es que eatavam in-
mediatamente dehaiio do poder do papa, ou que
entao eram dominadas pelo fanatismo, o preoecupa-
coes da poca, nenhuma outra honve que a innllisse
o concilio tridentino em sua totalidade....
O sr. Mendet de Almeida :Em Porluaal foi re-
ceido completamente.
O Sr. Brandao :Est engaado. Mas quendu
masrao o re de Portugal tivesse adroiltido em toda
a eiteusao o concilio de Irenlo, o nobre depotado
sabe qua-em materias disciplinares os costumes de
qualqoer pau tempre 3o respeiUdot, sempre sAo
mantiilui como o eotina o direilo eeclesiastico. .Ora,
eu creio quo o honrado membro oto querera que sa-
ja asiumpio dogmtico este de que etlamos Iralan-
ilo. e pois nao compeliendo como nos quer contes-
tar o direilo dt legislarme sobre um objeclo que nao
ne geral, e ecumnicamente reconhecido como da
competencia do poder ecclesiatlico. Portanto he pa-
ra miro inconsleslavel que o nobre depulado nao
tem raza, e qu o corpo legislativo do Brasil est
io seu direilo, qoando desnudo de admillir este eu
nelle poni de disoiplina ecclesiaslica legisla na es-
phera da suas a(tribuite8.
fie o atbre dapoUdo ditieste que nio podamos
deisarde receber umouoolro ponto de dogma sem nos
conslituirmos hereg.es, beiq ; mas qoerer sustentar
Hue sem infringrmos os principio! da religiao nao
podemos prescindir desla ou daquella disposicao dis-
ciplinar, me parece por demais extraordinario....
O Sr. Mendet de Almeiia:Veja te quer inno-
var alguma cousa a ete respeilo
OIMIO OE PEMUBUCO TERCA FEIRA 25 DE SETCMBRO Ot IS55
guns escravos ; porm airfda aqu as ms condicGes
de localidade e dos individuos explican] o desenvol-
vimento epilemico da enfermidade.
Se pelo esludo e confrontadlo iletes fados nao
pode"a commissao dcsconliecer a exislenc-a do chole-
ra-mnrbus epidmico nesla cidade, onde se anuun-
ciar.i ha mais de um mer, pelos dous primeiros fac-
,' ",ran'*'i0 -Nio quero innovar nada, estoo ios observados no hospital da Misericordia, sendo
mhatendn a sua doutrina como contrara aos ver- para aqu i
d.----------------------- v.Mii.iw ni/a *ci
adeiros principios do proprio direilo publico eccle-
siaslico...,
O Sr, Mendet de Almeida .Nao ha tal.
O Sr. Brandao :Estamos pois no circulo das
nossas allrihiiires....
O Sr. Meniet de Almeiia :N3iv ha tal. ji mol-
tre ts disposn;oes de D. Mara I e de Joao VI.
O Sr. Brandao:E. a provt he qoe o poder legis-
lativo sem reclamacao alguma, j volou primeira e
segunda vez a respeilo dea", materia, e o nobre de-
pulado foi sem duvdaX > dos que deram os seus vo-
tos a le de 1850, qpX .ella seoecupa....
O Sr. Auqnsiif' .e Otiveira :Nao se lembrou
entao qoe era calholica.
O .Sr. Branddn :Creio, Sr. presidente, ter dllo
qnanlo he bastante para, mottrtr que o projecto nem
ofrende ao direilo cannico ou ecclesiaslico, nem tac
pouco i constituir.> ilo imperio, nssim como que
lambem nao prejudica os ioteres'69 legtimos de
Portugal, inleresses estes qoe nao podem ser repre-
sentados pela cubica eavnreza do hospital de S. Jos
de Lisboa, que quer conlihoar a desfruclar os bens
da capella de itamb qoe por nenhum litlo Ihe per-
tencem. Anda accrescentarei que, a prevalecer a
opiniSo do nobre depulado. dar-se-hia o triste es-
pectculo de vermos aquelle hospital locnpletar-se
com os rendimenlos de bens que pertencem ao nosso
paiz, sem cumprir os encargos pos com que o insti-
tuidor da capella gravara estes bens. e itlo lmenle
porque li o hospital de S. Jos de Lisboa, e porque
nao devemos legislar sobre bens que caliram em
commisso!!..
O Sr. Mendet de Almeiia :He oalra questao,
nao se Iratou disto ; o que quera era que se Iratasse
da juslica do acto.
O Sr. Brandao : Sr. presidente, V. Eic. consen-
tir que eu faja aqui urna decltracao. Nem eu nem
os meus collegas da provincia de Pcrnambuco que
tem tomado parte nesla dscustao, temos outro in-
teresse mais do que o que deve ter todo aquelle....
('I Sr. Depulado : Nao precisa dzer.
O Sr. Braniao: He mister fazer esta declara-
cao, eo Ihe direi porque. Mas, como ia dizendo, nao
temos outro inlcresse alm daquclle que nos he ins-
pirado pela consciencia dos nossos direitos c deveres,
pelo natural lesejo que devemos ler de vermos os
estahclecimentoi de caridade da leissa provincia no
p de poderem ser uteis aos infcliz.es que a elles se
abrigarem. (Apoiados.)
E digo isto (saiba agora o nobre depulado a razao;
porque ouvi diier aqui que esses bens linham sido
avahados por mnitn menos do seu valor, que monla-
vam a muilas centenas de contos de res, como que
dando-se a entender que ha neste negocio alguma
cousa de menos decoroso.
Sr. presidente, eu cotillero todos os engenhos quo
esto situados naqoellas trras ; nao sou prenle dos
propietarios que as possnem, e creio que neiilmm
dos meus collega) o he ; sri que entre esses engenhos
ha urna grande propriedade, a do engenho Novo ;
mas qae os oulros nao valem nada, chamam-te en-
genhos pela denominadlo geral, mas sao verdadei-
ramente eogenhocas. E poit declaro que a avaliac.ln
que o governo mandou .fazer est muilo regular.....
Um Sr. Depulado : A de alguns escravos he
muilo baixa.
OSr. Braniao: Isto depende da idade....
O Sr. Mendes de Almeida: Ouvi dizer qne te
poda-dar por eat pronriedidet 500:0009.
O Sr. Brandao: lie om absurdo; desejra que
essesojeito qoe Ihe diste isto tivesse dinheiro e qui-
zesse comprar aquellas propriedades, para eu ver se
elle dava por ellas essa qoantia. O que eo digo he
pelo conhecimenlo qoe lenho dessat localidades. De-
mais, o governo mandn fazer as avaliacOes com to-
do o esmero;o Sr. Jos Bento da Cunta e Figueiredo
empregou todo o cuidado, toda a solicilude ueste ob-
jeclo, encarresando-o ao juiz municipal de Goianna,
qoe se porlnu muilo bem. (Ha alguns apartes.) Et-
lou convencido que se as avallarnos fotsem feitas le-
sivamente o presidente da proviaci havia de iufor-
mar ao governo imperial para que ai mandasse re-
petir.
Portanto esta visto que he nina malevolencia in-
digna, urna insinuaran prfida essa qne se lem pro-
corado espalhar relativamente a este objeclo. (A-
poiados.)
O Sr. Mendet de Almeida : Creio qoe nao se
refere a mim.
O .ir. Braniao: Gertamente nao me redro.
Tomamos inieresse pelo que ja diste; eestou persua-
dido qu* qualqner depulado de outra provincia a-
chando-se as circumiUocias em qae uos adiamos
havia de proceder da mesma maneira, e eu certa-
menle votara em favor de sua juafjk prelenco.
A commissao coodliou todos nfKileresses, alten-
dendo aos hnspitaes de caridade de Peroamboco, e
tambem ao hospicio de Pedro II, que he um estabe-
lecimenln geral. E em vista dislo, como te combate
o projecto?
OSr. Meniet ie Almeiia : Por falla de jurs-
diccao.
O Sr. Ferreira de Aguiar : Como falla de jn-
risdircao'.' Isto he unM&onseqaencia da lei de ia~>0.
quen, alleracao; e talvez ap,^r,Hm:1 meI'ld,
nesle sentido.
O Sr. Meniet de Almeida: Se for de maueira
que as cousas se sanem, votarei poi ella.
OSr. Paet Brrelo: Nao aprsenle emenda al-
guma ; o projecto eta multo bom.
O Sr. lironda ; Me parece, Sr. presidente,
qoe tenhc dito quanlo basla, e que nenhum Sr. de-
pulado deixar de qualificar como muito nobre e
limito loovavel o inieresse que hei desenvolvido
nesla qoesiao.
fozet: Apoiado ; muilo bom, muito bem.
O Sr. Henriquet faz alguma* oliservacoes e decla-
ra que tente nao poder estar de accordo com os de-
poladns por Pernamboco, volando para que opro-
jeclo seja adoptado tal qoal se acha. Emende que
actualmente o thrtouro soffre am grvame extraor-
dinario com este desfalque de 300:00031 as despe-
as! publicas sao mui crescidas ; as aduaes circuns-
tancias sao crticas ; urna epidemia nos ameaca ; e
cumpre habilitaros cofres pblicos para combale-la.
S porm te entender de ulilidadea materia do pro-
jecto, na poder deixar de reclamar em beneficio
da sua provincia : ella deve ter altendda, e bem
aquiohoada.
A discussao fica encerrada. Levanta-te a sassao.
10 de selembro.
Chamtmos a atlencSo dos leilores para as intlroc-
ces dacommissaocenlral desaodepublica qae abano
iranscrevemot. Na quadra critica em que nos adia-
mos cumprr-nos empregar o maior cuidado na ob-
servancia ou preceitos hygenicos por ella recom-
mendados:
COMMISSAO" CENTRAL E SAU&E PU-
BLICA.
Em virlude da deliberado da commissao central
de saude publica, lomada na sessao de 6 do crreme
mez, fac,o pblicos os couselhos ao povo sobre os
preceitos hygenicos que deve guardar no curso da
epidemia de cholera-morbus, etc., approva mesma commissao ; e as i nslruccdes que foram por
ella expendidas a todas as cummssOes sanitarias pa-
rochiaes para se organisarem os postos mdicos as
freguezias, e se proceder s visitas preventivas. Kio
de Janeiro, em8 de selembro .le 1855.
O secretario da commissao,
Dr, llorculano iugutto Lattanee Cunha.
Coiuelhot ao poro tobre ot preceitot hygienicot que
dect guardar no curto ia epiiemia do chilera-
. morbw, e ot meiot ie remediar aot primeirot tof-
frtmenlot, peta eommiuao central de saude pu-
blica do Rio de Janeiro.
A commissao central de saode publica, encarreat-
da especialmente pelo governo deS. M. o Impera-
dor de propor as medidas unitaria! e majos ellca-
ze para acudir a populado desla capilal^ no esto
em que por falalidade se desenvolva nella a epide-
mia do cholera-morbus que invadi aaprovincias do
Para e Baha, invldando todos ot seos esforcot para
corresponder a condanc. e solicilude do mesmo go-
verno, lem cumprdo para com esta os seus devore.,
nd.cando o que de mait importante ha tido aconse-
llwdo ei posto em pr.lea nos paizes nuil a.lianUdos
na eivilisacaoe nesciencia, qoe Um sido viclima-
do. por um 1,1 fiagello, tanto no qoe retpeila aa me-
didas proph.laclieas geraes e adequadat a impedir o
desenvolv.mento do cholera epidmico, como acerca
daquellas quc, um, vez declarado este, postam obs-
tr a seus progressos o atlenuar sua gravidade e es-
tragos, assegurandonotdoenlestoccorros promplos,
facis e seguros. v '
Para auxiliar e melhor realisar-se a applicaco
ae.usroedidat geraes que o providente governo de
S. M. I. lem ja com laoto empeuho lomado em prol
da saude publica, cumpre que nesla occasio criti-
ca, -eip que um llagello epidmico ameaca a vida
de lodos o cidadaos, eada um considere como am
dever sagrado, nao s coadjnvat ai aulordadet eos
facultativos uas importantes funccOes de que esiao
encarregados, oomo de empregar a maior vigilancia
e cuidado na observancia dut preceilos hygenicos,
cuja mfraccao, pooco inconveniente s vezes as
pocas ordinarias, he de mnila gravidade nos lem-
pos do reinado de urna epidemia.
Ha pouco mais de am raezque alguns casos suspei-
los de cholera-morbos te lem observtdo nesla cidade
aiiiuns com caracteres lo salientes, qae duvida al-
guma se pode offerecer ao espirito doi membros da
commissao acerca da verdadeira ndole do cholera
asitico ; porm, em razio de soa pouca frequencia,
da falla de connexo eulre si, e das coudirdes muilo
espculos das pestoat lacadas, podia-s al aqui
considera-loa anlet como espordicos, que como
a manifeslacao de um genio epidmico domi-
nante.
A commissao nao lem perdido de visla o astada
destes fados, que desgracadamente se vao reprodu-
zindo lodos ot dias, e ltimamente em maior escala;
e lem reconhecido que por emquanlo se tem elles
limitado a pessoat que te acham as peiores condi-
rnessociaes. como tejamos escravos, principalmente
os empregadot nos servioos das praiai, falueirot e
barqueiros; os individuos de consliluica.) deleriora-
da pela embriaguez e deboches ; os de urna cundidlo
miseravel, immandos, mal vestidos e mal. alimenta-
dos, etc.; no eutanlo que ae nao lem aioda observado
as cundirnos opposlas.
lim verdarleiro foco epidmico de cholera-morbus
oi anda ultimameole observado por um dos mem-
bros da committao, maicircumicripioa urna fazenda
Ot Ilha do Goveroidor, na qoal ja. lem fallecido al-
IV
mportado do Par.como o fra para a
Balita, onde j tam produzido algont etlragos ; to-
dava compre confessar. para Iranquillidadedo pu-
blico, que felizmente a ndole epidmica te revelt
por emquanlo cutre nos com tal benignid'ade como
nao ha exemplo em outros paizei em os quaes se
lem observado o cholera epidmico, poit qoe lem so
esculhi.lo eerlascondicftes de localidade de indi-
viduos para acommeller, deixandu inclume urna
grande masta da populara, ruja talnbridade em ge-
ral se aprsenla no leu estado ordinario.
Apezar porm de ludo isto, cumpre estarmos lodoi
lerlu e prevenidos conlra om inimigo l.lo insidioso,
que rom o augmento de temperatura e a mudanca
de estacao pode encontrar coiidc.es mu favoraveis
para sua rpida invaeao e propagaran a todas as ra-.
ses da sociedade.
Se de um lado o modo particular por que o cho-
lera epidmico se desenvelve, e a causa geral de sua
exlenso e propagarlo nos sao (le lodo desconhecidas,
visto como moitas vezes ataca em con.lires e cr-
cumilancias assaz variadas ; por outro lado sabemos
hoja mu positivamente que reunan e concurso de
una serie de circumslandas determinadas favorece
singularmente a marcha desastrosa deste Dagello, e
que evitan ln-as, ha muite maior probabilidade de
escapar a seus ataques. Assim o inieresse da saude
de lodos os cidadaos exige e reclama de cada um
delles a mais alienta vigilancia sobre o estado de
talnbridade de suas lialiitaees. e dos Individuos lied-
las alojados ; e por isso a commissao se dirige mais
especialmente a lodos oschefes de familia, locatarios
e proprelarios, donos de fabricas, de armazens, de-
psitos de escravos, cisas d commitsao, etc., acon-
selhando-lhes que hajam du empregar (oda a atlen-
.; -o no asseio, limpeza e commodida.tes de syas ca-
sas, e o maior cuidado no modo de viver, nos dormi-
torios, vestuario e almeotacalo das pestoat nellas
residentes, recommendando-lhes a mais severa obser-
vancia nos preceilos abaixo prescriploa :
Preceitot geraes de hygiene.
A primeira regra de hygiene recommendada pela
commissao refere-se aot cuidados que cumpre adop-
tar acerca da salubridade das liabilaces. mnrmenle
dat que eslan siluadas em ruat eslreilas, humidit,
em proiimidade. das praias e mangues, e bem atsim
das mal arejadas, pouco espacnsaa e habitadas por
grande numero de pessoas.
A condico essencial c inditpensavel em lal caso
he enlreler sempre no interior' dat casat luz e ar
puro, removendo todas as causas que o possam vi-
ciar, corromper, e torna-lo hmido. O melhor e
mais simples meio de atcanrar este lim consiste em
abrir do lempos a lempos as portas e janellat qoe
communicam com o exterior; devendo-se entretanto
evitar que este meio de ventilaran tan til nio d
lugar a correntes de r violentas, qoe occationem
om arrefecimento prejudicial sande, como pode
suceder naa nuiles hmidas, em lempo de chuva,
ou quando dominam ot ventos do tul e sudoeste.
A limpeza dat casis e a aiitericia da humillado to
duat cousas que devem merecer toda a altencSn e
e cuidado de seus habitadores ; por isso convem lo-
dos os dias varrer e limpar os corredores, oseadas,
todot os pavimentos emfim. raspar ot assoalhote pa-
radet dos lugares impregnados de materias orgni-
cas em decomposicSo, lvalos com agua simples on
chlorurelada, e o'mesmo praticar nos lugares infec-
tos das habitaces, como sejam o! dormitorios dos
escravos, ot quarlos em qoe te depositara as tinat e
barris de despejo, ot quaes, alm dislo, deverSo ter
desinfectados pelas fumigaees de enxofre -e salitre,
duas vezes na semana pelo menos, e caiados conve-
nientemente.
N3o te deve consentir depsitos de estrumet e ma-
teria! vegetaes em podndao accumulados nos quin-
tan ; as estribadas, areat, canot de etcoamento dat
aguas pluviaet, devem ser conservados na mait per-
feta limpeza, fazendo correr por elles orna ou ou-
tra vez agua limpa, e jamis as aguas de serventa
domestica.
A criarao e deposito nos quintaes de porcos, coe-
Ihos, gallinhat, palos, etc., ho expressameote prohi-
bida por urna postura municipal mui previdenle e
de summa muida te ; mas, apezar dsso, nao ha por
assim dizer, urna so das nossas habitaroes em que
a auloridade nao encontr a infracc.lo desta postu-
ra, por nao quererem os nossos concidadaos se con-
vencer da urilidade hygienica.de urna lal medida,
e dos males que sua execucao pode evitar saude
publica, visto como sao estes animaos urna cansa po-
derosa de inmundicia e inferrao as liabilares. Os
mesmos passaros viciam promplamenle o ar, e por
isso se nao devem consentir nos quarlos de dormir,,
nos quaes (ambom cumpre nao demorar, por muilo
lempo a roupa suja, nem vasos com flores ou Iruclos
morrpente o de om cheiro activo.
' Ot quarlos de dormir devem eslar sempre muilo
limnos e ser arejados frequenlemente ; os vasos de
serventa particular netles existentes serao sempre
conservados com om pouco de agua ; as camas nao
devem ler cortinados ; as v i Iracas deverao ser lim-
pas pelo menos ama vez por semana, para impedir
a privaran da luz t.ln necestaria saude.
Emfim, sendo a humidade um a,.. ^a* mais
acin.i- no rnniera, convem nao enchugar roupa nos
quarlos em que se hthila, e especialmente nos de
dormir, nem permillir a lavagrm de roupa, sobre-
ludo di que lem' servido a doenles epidemiados, no
inlerior das casas, nem mesmo nosquinlaes e areat.
Quando a humidade fr excessiva ter mesmo con-
veniente eslaheleeer e enlreler fogos su lucientes nos
lugares em que tal circumtlaucia te der duas vezes
por semana ao menos, lano como meio de ventila-
cao, como para aquec-lot e destruir a humillado.
Tendo a commissao al aqui tratado dos inconve-
nientes da humidade, da falla de limpeza, e oulras
condi./ies que repagnam boa hygiene e salubridade
das habilaces, tratara agora de orna oulracousa que
muilo concorre para o incremento e propagar-ao dat
epidemias, e vem a ser a agglomeracio dos "indivi-
duos em etpacot insoflicentes para suas accommo-
daces.
Quanlo maior fr o numero dat pessoas residen-
tes em urna mesma habitacao, lanto mais numerosas
e nnciva terao as cautas de insalubridade desta, ja
pela viciacao prompla do ar, que te lomar desde
logo insuiliriente e prejudicial as necesidades da
respiracao, it pelas immundicias que dahi provrao,
principalmente sendo os Itabilantes pouco ass-lados,
imraundos e negligentes, como iao os eicravos pela
maior parte.
Esle inconvenientes terao anda maiores, e faro
crescer muilo mais a gravidade do mal, se por ven-
tara as casat forem mal construidas, humidis, pouco
espocoMs, e sem tuflicieute communicajao com o
ar exterior, e aeanhadat em rtlacao io nomero dai
pwsoas que as habilam ; muito principalmente te
lorem siluadas em us estrellas, bailas, insalubres.
e conhguas ai praias, como sao em geral as da patria
e ra de D. Manoel, da praca do Mercado, praa dos
mineiros, Praiuha, Saude e oulras ruat adjacentes.
A commissao, pois, recelando que as habilaret
em laes condicOes tejam os focos predilectos 'nos
quaes e desenvolta primeiro o cholera-morbus epi-
dmico, e descarregue os seus estragos devastadores
com grande prejuizo nao so de seus moradores co-
mo de toda a populado desla cidade, chama mui
especialmente a allencaodut cidadaos e cheles de
ramilla a quem lias pertencerem, para que empre-
guem loda a vigilancia na execojao das medidas
cima mencionadas ; devenrio de mais, quando at
accommodaciieteeapacidadedoi edifidoi nao tejam
proporcionadas ao numero das pessoas e de eicravos
lidies residentes, faze-loi quanlo antes espalhar e
accommodar em outro edificio mait conveniente, or-
denando igualmente que ai entradas dot seus aloja-
mentos tejam bem ventiladas, principalmente do-
nnle o da, fazendo assim remover delles loda a ori-
gen) de inferan. s
Qaantoaoetpacoiufllceiilepara accommodacao
de cada individuo deve ser o de urna superficie de 7
ps e o qaadro para 9 de altura, urna vez qoe et
etpaco, atsim limitado, nao seja oceupad por oa-
Iros corpo!, porque entao muilo maior e.paco se de-
ve exigir. Assim, om vasto armazem com a necet-
san capacidade para dormirem commodamenle 110
ou 40 escravos, seria insuflicienle e acanhadisumo
se rosse occupido com 3 ou 4,000 arrobas de caf,
burrieus, Tardos e oulro gneros, como desgracada-
mente leo commommente se observa caire nos.
eile petsimo syslema de accommodar ot escravos
no kio de Janeiro retalla, alem do inconveniente
grave da diminuicSo da quanlidade relaliva do ar
atmospherico, oulro nao menos prejudicial Mude
dos mesmos escravos, e vem u ser a viciacao do ar
palo po do ca e ontras emannsOes legundo a natu-
reza dos objeclos accumolados no lugar de seus dor-
mitorios.
Para remover estes inconvenientes a commissao
canselha que o dormitorio dos escravos seja sempre
urna sala separada do armazem de deposito dosge-
noros, e com\as commodidades a espajo para cada
um cima exigidos ; e quo o mesmo se praliqua em
loda as fabrica! e odleina, sobre ludo naquellai
em que ie Irabalha em materias orgnicas para com
os operarios que nellas pernoilam e residem.
Para completar esta parle do sea trabalho, a com-
missao recommendar.i anda aoi chefes de familia
qoe sean devem demorar em casa as vazilhas as
qoaes se depontain as materias eslercoraes, ner.i as
das anuas servidas, pelos damnos que podem acarre-
lar sobre a saude das pessoas que Ibes pertencem ;
e que nao leudo nos por ora estabelecido um ty.te-
ma de despejos regular e menos nocivo a saude pu-
blica do que o actual, forSoso not he por emquanlo
sujeilar-noi ao que exisle, procurando lodavia ate-
nuar seut efTeiios nodvos. Para isso cumpre depo-
sitar as malerias fecaes e as aguas servidas em vaii-
Ihas lierrn.licamenle fechadat, e desinfecta-las con-
venientemente pelos raeios exposlos aclualmeule
venda, quer a medida quo se forem accumulando,
quer na occasio de remove-las das habilaret
laiin laes meios se n3o se alcanQa deslruir comple-
tamente seus efleitos nocivos saudo publica, con-
crrese ao menos para loma-Ios muilo menos pre-
juJiciaet, e obviar de algum modo aos inconveni-
enles |resullanles do pessin,, ,v,tema ,ie despe-
jos anda seguido no R.o de Janeiro. l)|0 sto, vai
a commissao agora expor algumas regras ou precei-
tos de hvgiene privada que convem guardar no cur-
so ae ama epidemia.
Preeeilot ie hygiene privada.
Pomulr urna saude perfeila he o mellioc preterva-
liyo conlra qualquer epidemia ; empregar lado
quanlo for indispensavel para conserva-la ; bem co-
mo evitar ludo quinto potsi arruinar ou compro-
melter, tu ao que era geral se redozem os preceitos
da hygiene privada, quejie podem reoommendar a
cada individuo em particular.
As pessoas de idade avancada, debeii, ot onva-
lescenlet, e ot que lotlrem achaques chrnnicos, nbra-
rao com prudencia e acert saturnio do foco em qoe
gmwr o cholera-morbus, e Indo residir em loca-
lidadei mais altas e seccas, em que nao houver urna
populac.au compacta.
O arrefecimento do corpo he urna dat causas mais
capatetde provocar o desenvolvimenlo do chotera
e por isto eonvm evita-lo, andando conveniente-
meutn agasalhado, resguardando com especial idade
o veulre e os pi da acnlo do irlo, usando de da nella
o meias de lia, assim como de sapalot de sola irossa
oo de borracha em diat homidos c chuvosos.' He
indispensavel e prudente nunca por ot ps descalcos
no chao ao deilar ou levantar da cama, e bem i ssim
lian deixar iberias de noe i janellat do logar ou-
de te dorroe, nem expr-se ao ar dat noitet fras
humidaa. ,
Os banhot convem muito para conservar a limpe-
za do corpo, na temperatura qoal cada individuo
esliver habituado, mas nao devem nunca ser de
longa duraclo. nem tomados logo apos a comida, pa-
ra nao perturbar a dineslao. Cumpre alm disto
haver luda a cautela em nao apandar fri ao sabir
delle. quendo morno, pelos inconvenientes quo po-
de acarretar, bem como qoando frlot, ser bom ei-
fregar bem a pelle, ou fazer algum ejercicio lolio
depois em ar livre.
Vestuario deve ser limpo e accommodado a esta-
cao, mas por modo algum lao ligeiro que lenha o
inconveniente de se arrefecer mui promplamenle
quando molhado pelo mor; convem mudar pelo me-
nos urna vez por da a roupa branca em contacto
com a pelle, mxime quando homidecida pelo suor,
para evilar o arrefecimento.
A escolha dos alimentos nao he ind.iOerente para
a saode; he lalvez urna das cousas mais importantes
a allender, nao socoro relacao sua qualidade, co-
mo quanlidade. O instincto natural, a razan o a
experiencia diaria do qae nos he nocivo, indienm-
nos perfeitimenle o que convem ao noso tempera-
mento, o a quanlidade de alimentos qae devemos
tomar. O rgimen a que estamos habitoados, e com
que nos ochamos hera, he o melhor a seguir ; poit
qoe inconvenientes dar-se-hiam em rauda-lo com a
esperanza d encontrar oulro melhor. O qae com-
pre particularmente evilar sao ae indigestos, e todo
qaanlo possa dtarranjar at fuucces do estomas e
intestinos.
Assim os excessos da gola devem ser cuidadosa-
mente evitados. Exemplos noinerosos moslram que
o cholera te pode declarar sbitamente depois del-
les, atsim como que a embriaguez dispe parlici lar-
mente para esla molestia.
I)eve-se evitar o aso de alimentos mos ou piuco
sadios, como sao os fructos mal sazonados, as-sala-
das, os peixes o carnes salgados, as massat pesadas,
a carne de porc... <&.
O uso e qualidade das bebidat exige tambem eipe-
eial altenjao; nunca deveram ser tomadas fras,
quando se esliver suado ; convem fugir tobre'.udn
das bebidas geladas e do sorvele em tal occasio.
Compre aqui notar que se o abuso dot viohot e li-
cores fortes predispe particularmente para o chole-
ra, o oso moderado do vinho puro e de boa quali-
dade, longo de ser nocivo, he pelo contrario conve-
niente as pessoas que nao repugoarem bebe-lo, e a
elle esliverem coslumadas.
Em geral pode-se dizer a este respeilo quo h j in-
dii>pensavel loda a tempornea as comidas e bebi-
das ; e que convem nao ser muito espacadot i iaK
lervallos das refeicjfies. visto como tem a observarle turmas determinadas, de sorle que se encontrem
demonstrado que qualquer excesso pode ser sganlo
de nm ataque de chotera vilenlo e meimo mortal;
assim como que elle decima com muita violencia
cerlas clanes do Oriente e de oulros paizes qae te
tohmellem a grandes jejans.
O exercicio moderado em ar livre a p ou a enval-
ijo he muito sal atar, comanlo que o lempo esteja
seceo ; deve porm ser feito pela manilla e a lardi-
nha, a lim de evilar a insolarlo e o sereno da ooite,
os quaes podem ser nocivos, assim como o he o exer-
cicio activo e violento, tobreludo depois da coftda.
As contrariedades de espirito, os temores exagerados
da epidemia, as precaur.es excessivas contra esla
sao tao prejudiciaes, quanto a coragem, a ronlinnea
e a Iranqmllldade sao disposic,6es mnraes favor, veis
para preservarse della, como a lempernca e
regularidade em todos os hbitos da vida sSo as con-
dcjoes pin sicas mais edicazes para resistir- llie.
Preeeilot therapeutico.
I- miando aqoi os conselhos hygenicos que ja gou
dever dar a teut concidadaos para o caso de desen-
volverle a epidemia de cholera morbos, pa-sari
commissao a expor muilo succinlamente os meios
Iherapeuticos a qoe devena recorrer os chefes de fa-
milia no caso do acommetlimento da molestia anles
de recorrer aot conselhos de seu medico, oo antes
qne este chegue e tome a si a drecco do trata-
Meato.
, Ora, como a molestia pode eomecar por dofis mo-
dos dilTerentes.ou sendo precedida de cerlos phjno-
meno? que indiquem aa existencia ou seu acom-
metlimento (phenoroenos premonitores,)oo sem que
laes phenomooos apparecam e s sim os svmplomas
mais violentos e graves, por Isso a commissao divi-
dir em duas parles este seu trabalho, e indicar s
os primeirot meios a que se poden' recorrer em nm
e oulrp caso, afim de nao contribuir com seus con-
selhos para aggraTjajr^ orle dos doentes acnnsel mi-
do ao povo meios que s podem aer maneja ios celos
hnm...< dasotanoi., ...... ,.,!._,, acuniecer se por
ventora a commissao enlrasseem urna minuciosa ev.-
posirao de lodos os meios applicaveis a cada condi-
co especial que por ventura possa occoraer.
A molestia, pois, como fica dito, pode em t;enl
acommeller por dous modos diilioclos, oo sendo an-
nonciada algnns dias anles por cerlos symptcraas
particulares.cuja enumeraran daquia pooco faremoss
oque he mais eommum, segnndo o leslemonho du,
melhores observadores, pois que se observa 9 vezes
sobre 10, ou pode logo accommeller com os pheno-
menos da alcidez e cyanicos .''fro de loda a pe le e
manchas azuladas ou arrozadas), o que conslilue a
forma grave do acommetlimento.
No 1."caso ella teannuucia em geral pelos svmp-
lomas seguinles : mal eslar geral, insomnia, ahati-
mento physico e moral, sentimenlu de oppressgo
precordial (no coracao,) pequenbez, molleza e fre-
quencia do polso, nauseas borhorygmos ( roncos na
barriga,) bocea pastosa, vmitos era alguns caso.der
jecedes alvinas, ornas vezes amaj-ellas. sanguinolen-
tas, esverdinhadas, qoasi sempre de mistara com rau-
cosidades eshranquicadas, oul.as vetei brancas, li-
quidas, semelhanles a caldo de arroz grosso, e larf-
radss com esforco, assemelhando-se ao jacio de urna
seringa, ourioas raras, espessas e verraelhat.
Taet sao os symptomas que caraclerisam a cliole-
rina, ou o primeiro periodo do cholera, segundo o
pensar de algons observadores, nos casos ordinarios,
e no qoal a molestia pode as mais dat vezet ter ttt-
Ihada em sai marcha, quando convenlentemeule
Iralado o doenltjpesde o comero. Por isso nao po-
do a commissao deixar de recommendar mullo aot
chefet de familia o exame diario do estado de taude
de lodas as pessoas que Ihes pertencem, e acaute-
lar logu todos os accideolei qae por ventora a apa-
recam pelos meios apropriados, aflm de evitar tan-
to quanto possivel acontecimenlos mais graves, pe-
lo esquecimenlo de um preceito tio simples quanto
Logo que alguns dos symptomas cima referidos
te derem em qualquer individuo no correr da e-
pidemia do cholera morbus, aquelle dever logo
guardar o leilo, agazalhar-se convenientemente,
suspender toda a almenlac.1o, tomando "como tal
caldos de arroz, de cevadinha ou frango, e usar de
clysleret gommados limpies ou com addlcao de i
ou 5 golas de ludano liquido 'de Sydenham, oa
anida melhor de alguma bebida diaphorlica bran-
damenle- aromalica, como seja a iiifaiao (chi) de
ores de sabagoe.ro, salva, camomilla, (maclla\
relos de laraageiras, dores de borragem, casca de
hmao, ele. ; oa em flm dos pos de Dower na dote
de J oa Jarlos de duas em doas horas, ou do chi
da India, porem fraco.
Se houver dr lorie no eslomago e intestinos (c-
licas) pode se usar com proveilo do elixir parewri-
go da Loodinense. na dose de 10 ou 12 golai por
cada vez para os adultos, e 4ou 8 para os meninos,
le 2 em 2 horas modada a algoma bebida mudl-
laginosa (aomma-arabia, lnhaca, carocot de mal-
mellos}, ou apenas em um pouco d'agua anacara-
da, brandameale.
A estes meios, qae lem por lim atlenbar a diar-
rhea e provocar a Iranspiraclo, pode addicion.ir a-
fncc..es Baeai| oa edm etpirito de vaho e aunan
cente campla*^,, vinagre queote, linimenlu vo-
laui cimpitoraia a espnha ; e bem assim o aso de
diurna fomeaeao .o ventre fe.ta com pomada de
belladona ouileo de losm. de camomilla carooho-
.m L *!??. '""qu'llo. do linimento aoli-
spasmodico de Selle, do unnueulo de althoa e oleo
i .m" T Piad; e-n de qualquer cala-
plasma emolienle opiada ao mesmo venl?e.
Alm de todo islo deve o doente conservar-se
te?doga,rfnPaS0,, ear'Jad0- "Ivre daTcc"en-
nVoatSU^'hMd,'.',',enM Cercad0 P>-aquellas
oeaMM que Ihe pretlam cuidados.
la caUuTlaen!,Ur,n '"" ""*" 1u* deve W *-
esles nao Z ?Preg *" reme,IM 0P'-do. *
fura annsr.r"*0 ,er eP'egados quando por ven-
molestia em toa invasao.
,,?!'P".", do emprego desle meios nerthuma mo-
no, se ,r. .' 0PKr*r ,"" m"rcha d0 Pname-
nos se o estado saburral da lingoa crescer. ;am-
cho.rin,rrenr 'Pee"''-Ui'nl PealSj o especifi o d.
do-a na dose de 4 a 6 graos de 2 em 2 llora,
afim de provocar o vomito, repelladoTa. ap nc'
Cao no segainte da, caso o, eflello, de sua primei?!
a.:?X* 'enhl"n " mo 2hT re.C0"Sr a'gum mSn brando, eo-
TSorjnssr'e,c-eTi,ando p,,rm
be|llaer0adm,ir0, ha9"m ? melos < Pera de-
Zf. I e8lla ? pw,'"' *' ; al-
a .S,Tt': e"a caminl,a e 4U" '-
m!n Z d- '0e",e ''"do pelo resfria-
.Tanlet l,',' ,C?mbr"' V0D,,OS e *' "b-n-
'lanles, ele, aggrava-te, e o periodo lgido se ofle
do03.??.-. Et",,a ^Prr*h9 "~~2S
cum lanr? f"*" da1uel,e* iot MM cir-
recnarZ t, reclan".m- Prloo loda a demo.a de
recurso, pde ser mallo prejudicial aos doentes. o-
: ,ail,,e a Pfew.nS" lo medico se fizer muilo es-
perar, como qua. sempre se acontecer por occa-
siao de qualqner epidemia. K
h,H"k1 u" "frntfsOM leem, convem agasa-
-..iS ^f," doel,,e' applicar sinapismos queolet
(eicalda-pes) com raostarua ou vinagre, esfegr o
corpo do doente, sobre lado o espinlwcp, com a-
goardente ou espirilo da virfho camphorado, Unta-
ra voltil de valeriana, Untara de gingibre, vinho
cora moslarda, em flm empregar ot banhot de va-
por ; deveodo sempre as fncees ter feilas tem te
descubrir Ot dnenles.
A eites melos exlernos pode-te ajunlar ama bebi-
da um pouco diffusiva, como tej : algumas colhe-
res d'agua com vinho de boa qualidade (Porlo oo
Madelra), o ether sulfrico na dote de 8 a 12 golai
em agua com ettacar de hora em hora, e agaa de
horlelaa pineola, o elixir paregorico da Londinen-
se mi metmit propor^oi que o elher, e atsociados
do mesmo modo. Cumpre porm qoe os chefet de
familia, terviiido-te de qualquer destes meios que
possam atrancar com mais promptidao, os empre-
gaem com lodo a parcimonia e nm precipiticao,
afim de nao preju licarem os doentes com appliea-
eOes inlempestiva, cojo retallado nao pode ser por
ellet apreciado por nao direm 10 remedio lempo
de produzir o seu elTeilo.
Pode-se ainda quando o fro da pelle for excesii-
tivo e as evaeuaces e vorailot mu lo copiosos, ap-
plicar cataplasma sinapisadas oa mesmo um sina-
pismo sobre a regiao do eslomago, astim como ou-
lro em lodo o correr do espobaco.
Se houver muita sede pode-se dar ao doente al-
guna pedacos de gelo para ler na bocea, ou peque-
as quantidades de agua gelada ; e bem assim,
quando houver caimhras violentas not memhrot
que alormentam os doenles, se poder recorrer
compressSo por meio de ligaduras em toroo dos
membros.
Sao estes ainda os meios a que o povo poder re-
correr oo caso de que a molestia invada logo com
lodo o apparato de aravidade, e sem ser precedida
dos phenomenot premonilores j descriptos.
A commissao termina aqui suas inslrucroes ao po-
vo acerca do Iralamento do cholera morbus, julgan-
do sudTcienles os conselhos dados para remediar os
pnmeiros accidentes que occorrerem alque o doenle
possa ser vislo por um medico.
Mas se X commissao eatendeo qae convinho ini-
truir o povo sobre os meios de acodir com prompti-
dao aos doentes por occasio do acommeltimenlo da
molestia, n8o julga menos do sea dever fazer sentir
ao mesmo povo qne o parlMo mais prudente a to-
mar em lodo o caso he recorrer logo atsisleocia dos
mdicos, e n,lo esperar, fiado nos recamos apoata-
dos, para recorrer aos mdicos, qae o mal se nosrave
e se torne muilas vezei irremediavel.
Sala das sessoes na commissao central de saude pu-
blica do Rio de Janeiro em i Ae telembro de 1855.
ImlrucrOet para a organitacao ot postos mdicos.
Arl. l. Ser escolhido em cada dttricto um edi-
ficio enllocado no centro da populacho, e que re-
na as precisas accomraodacOei para servir de poslo
medico.
Arl. 2. Em cada ojn dos postos mdicos estarSo
constantemente doas ou mais facultativos, conforme
a exigencia do serviro, um pharmaeeuteo, enfer-
meiro e servente, qae os ajudem na applicaco de
soccorros, e possam a lempo acudir a qualquer cha-
mado.
Arl. 3. Em urna das salas dos postos mdicos ha-
vera, urna botica, e em oulra colloear-ie-hio qaatro
ou seis leitns, para os easos de maior urgencia.
Arl. 4. Depoit de applicados ah os primeiros ioc-
corros, serao os enfermos eonduzilos para os hnspi-
taes no enfermaras estahelecidas mais prximamen-
te, on entao entregues as suas familia!, quando pos-
suam meios para trata-Ios.
Arl. 5. O pessoal dos postos mdicos se servir por
sempre, om cada om desses postos, facultativos, eu-
fermeiros e demais empresarios correspondentes ao
tervico.
Art. 6. Ao reclamo de qualquer doenle acudir o
medico qoe esljver de quarlo, immedialamente, le-
vando em su%ompanhia enfermeiros e serventes,
assim como todos os medicamentos destinados a com
baler a epidemia.
Art. 7. Se o doenle nSo possair recursos para ser
convenientemente Iralado em soa cata, oa mesmo
quando os possua, prefira dalli sahir, ser inmedia-
tamente, depois de applcar;Oe! Ilierapeuli<*as, trans-
portado para o hospital ou enfermara mais pr-
xima.
Art. 8. Emquanlo seno preparam oulros hospi-
laes, acham-se promptos para fooecionar as enfer-
maras a cargo da Sania Casa.
1. Estas enfermaras sao destinada ao Iralamen-
to dos doenles que doi postos mdicos, oo de quaes-
quer outros lagares, forem para all condazidos.
Arl. 9. Nos poslos mdicos hnverao constante-
mente vehculos de transporte para os empregodos c
doenles.
Art. 10. Os poslos mdicos, para que sejam co-
nhecidos pelo publico, terao sempre sua frente ama
bandeira branca com omSno centro, e durante
ajioile um lampean porta.
, Art. 11. Cada medico de quarlo far urna ola,
em o livro de registro da ambulancia, dos doenles
visitados dorante o sen quarlo de servico com as de-
clA.rsr.oes seguinles:
l.i Data, grao da enfermidade e numero de vi-
sitas.
2." Se o doenle seguio para o hospital, oo conser-
vou-se em soa cata.
3. Roa, numero da casa, on andar da meima.
4.i Nome, oataralidade, profissio, Idade, dias da
infermidade.
5.a Estado grave, oa de melhora.
o. Ula e hora em que fallecen quando isso acon-
leca.)
ArtilaV Todos os dias impreterivelmenle sera en-
viado de cada um dos postos mdicos ou ambulan-
cias e enfermadas, commissao central de saude,
um mappa com as declararles cima, a qoal, em vis-
la dos mesmos, far orgaaisar o mappa geral do mo-
vimenlo sanitario do dia, remetiendo urna copia ao
ministril do imperio e oulra ao ehefe de polica, qoe
a faro publicar se entender conveniente.
Arl. 13. Os estudantes que a faculdade de medi-
cina designar pdenlo ser empreados no serviro sa-
nitario, tiran.lo enlretaulo dispensados do Irabalho
escolar.
i. Nat applicacnes Iherapeoticat seguiro em
ludo as inslrucc.les prescriptas pela commissao cen-
tral de saude, oa pelos respectivos facultativos ca-
jas ordens esliverem.
Art. 14. Todot ot postos mdicos terao tempr i
ua disposicao e promplos para serem applicados, os
meios Iherapeuticos indicados pela commissao cen-
tral de saude, assim como lodos aqueiles que jul
guem convenientes ot mediros dat eommissoes de dii-
trieto, de maneira qae tejam levados e applicados
sem perda de lempo a quem delles carecer.
Art. 15 Emquanlo reinar a epidemia, nenhum
cadver ser sepultado sem o (testado ou lieenca do
medico encarregado do serviro sanitario, embora nao
lenha sido por elle dirigido o Iralamento, fazendo-
se nos quadros estalislicot ou mappas as necessarias
deelaracOes.
Art. 16. So convidados lodos os facultativos para
qae enviem a commissao central de sande o Irala-
mento qae toa pratira houver demonstrado como
mais vaolajoso.
1. Essa Iralamento, depois de experimentado e
averiguado us liospilaes, nos postos mdicos e cli-
-nieas particulares, ser attendido quanto soa gene-
ralisacan, lendo-se em alternlo os direitos de que o
inventor fr digno. ,
Art. 17. Poli polica se lomaran ai devida pre-
cauees para que nenhum doenle permaneca deseo-
ohecido, nao i com o lim de venficar-se a exaeli-
dao de todas as victimas da epidemia, como para qoe
opportonamtnte se Ihe ministren) o soccorros ne-
cMsarios.
Art. 18. A commissao central de sande, em visla
da inlensidide e exlenslo qae a epidemia houver
adquirido, propora ao governo aquillo que fr de
mait urgencia para a boa organisacAo e distribuirn
dos soccorros, aucmentando-se o peisoil do servico
medico, afim de que se proeednm as visitas domici-
liarias cora a ipaior ponlaalidade, minislrando-se
graluitameole s pessoas desvallidas todos os
xiliot.
Kio de Janeiro, 6 de agoslo de 1855.
Dr. Krancisco de Paula Candido, presidente___
Dr. Antonio Feli Marlins-----Dr. Jacinlho Hodri-
sues Pereira Reis. Dr. Jos Pereira Rege. Dr.
Jos de unes Siquer. Dr. Manoel de Valladlo
Pimental. Dr. Roberto Jorge Haddock Lobo.
Dr. Manoel Pacheco da Silva. Dr. Antonio Jos
Goncalves Fonles. Dr. Hercolano AatHislo Las-
sanee Cunha, secretario.
fnttruccoet para ot mdicos encarregados das cui-
tas preventivas.'
Sendo reconhecido que u cholera-morbus rara-
mente se manifesla de improviso, e que ao contra-
rio na generalidade dos casos semdhaole padedmen-
lo se faz annunciar por syinptomas percurtores mais
ou menos pronunciados, a' committao centra I de sau-
de, considerando que at visitas preventivas, a exem-
plo do que ie ba observado em oulros pai.es. mui-
to podem cuacarrer pira atalhar o progreiso do
mal, por isso especialmente as recoatmenda.
Ot tymplomas da enfermidade qoe primeirimen-
te se declaran) consisten) em perturbad das func-
Se digestivas, sendo porm a diarrhoa, segando a
observadlo geral, o mais constante desses tymplo-
mas, e que precede quasi tempre o cholera. Canvi-
r prtanlo proceder di maneira seguale quanlo s
visitas domiciliarias.
8 1." Os mdicos incumbidos do servico sani' n
dividirao seu dislriclode forma qoe lflt.m ",
tard.U* Z5ZSZ '!a~Ma' '- '" -^" t
?m n.P?-UUSS P"b^ P"<" abastada, e bem il
iim os rMim Pm qe ,e ron,erTafenl reunidos os
jnrnaleiros (fabricas, nffiduas e cnicos;, Interro-
gando a cada am acerca do seu estado de laude.
2." Investigaran minuciosamente todat ai con-
dicea loponriphieas e hygienicas dot dittrictos res-
peclivos, os hbitos da populacho nelles residente
teu estado de abaslanra oo de pobreza, ele, etc.
S 3." Quanto i hora da visita, era preferida a-
quella que uno interrumpa os hbitos e deveres da
populacau, parerendo porm melhor vistir as fa-
milias pela manhaa e larde, e ao meio-dia os in-
divldoos empregados as fabricas e offleinas, etc. ,
4." Os mdicos visitadores deverao invidar es-
forcos para nleirar-se dos accidentes qne occorre
rom, nao desprezando algum por mais lineim n.
1. Diarrha premooilaria.
2.1 Choleraa.
3.' Cholera confirmado.
Condic,6es hygienicas ert que esliver.
7.* Enes mappas sao indivi.luaet, oa para me-
dizercada doenle lera o teu.Alm do nome
medico vititador, odies se mencionar o ser
gainle :
i.' 0 diilriclo, roa, numero da cjiu ou andar da
mesma.
2.- Noma, sexo, idade e pmfliiac.
3.- Naluralidade e lempo de residencia.
4." Invataodotnccdenies.ea qiiulu hons oa
's exlilem.
Condites hygieaicas en qae titiver.
-Numero du visitas, sril0 aa molestia, allera-
Ses que ia hajam manifestado e prejcripcoes.
8 8.- O mdicos vitiadnre te reunirSo pelo me-
duat vezet por teman, emdiat e horas delermi-
doi pelo presidente da commissao do seu dislriclo,
laein darfio conla dos teut trahalhoi, e eotregarSo
los os mappas, para que este os remeta commis-
i central de saude.
$* Os raedicot visiladores recommendarao aot
dieres ou directore, de quaesquer mlabelecimentos
pblicos ou particulares, como pr.sOet, hotpilaes,
convenios, casas de educarlo, ele, etc., que por in-
termedio de seus facultativos vigiem attentamente
sobre o apparecimenlu dt diarrhi oa algam oulro
tympioma precurtor do cholera, comroumeando lo-
On fin ti l/i i ir iih1^i.-. .^.------ *---- _
Mun-
do
dias
5.
6.
aot
oa
a q
lod
sao
"i-"".*/'ic qualquer accidenta ao presiden!! da commissao vam faier permanente o referido hosriilal
pect'va. |uoi anar respectiva.
.icerlado tamberaoflerecer seu pouco presumo, com *
sangrador do referido hospital, eo man que esleja
aosea alcance, quanlo a' toa arte, itlo durante o
tempo qae possa granar a lerrivH epidemia, te lie
vermos a mesma torte dat provincial do Para e Ba-
ha, do que Dos nwlpreferve.
IB"' !""Sf V" S" Ree'fe 7 de eOmbia dt
ojomm. Sr. director do Gabinete Porluguezde
ur*c Jo3 ^onio Mnheiro.
i um. sr.Rtcebi o s,o oIBeio datada de 7 do cer-
n.r.ion<,.qM*lV,ne- o9erta gralaitimente ao Hot-
piiil Porlugaez Provisorio, os servicot da sua irle,
de ^J"" ,ra (0,'" l)eo,, nl Permita) hoavermot
h,flZ aP? IDe,nM cilamidade, que ora pesa to-
tm "? POP"1!* Vmr ... e lodo, 0I Pertugueaei deivalidnt. a
i*.8^ V "n ""' ou-orecimenln.que le-
Beneficenc 'a ,C,!rnt0 d" .com""*o porlagueza de
rJenebceneia. logo que ,eja orsaniada.
18-1? mm 1" \ Vmc" Kecif 8 de etoniliro de
1&.-Illm. Sr. Joao Antonio Pinheiro.
Illmt St,e,s1'mtii'-S'"ru ^"Battot.
uian. O abano atsignado.melre pedreroe
educador, leudo no Diario ie Pemambuco agun*
communicados endenles a philanlropica orgauisa-
cao de um Uosp.lal Porloanez Provi.orio, no, qaaes
sao convidados todo, ot Podugoezei, i auxiliaren,
com o que possam pira 18o po ctibeleciment.,, o
abaixo atsUnido gratoilamenle offereceieos servico-*
lendenlet a sua arle, qoe quando Vs. St. te rreii-
iv Vi u0,8Darde v" S' Cid ua niuslrasao, zelo e aclividade lot membros vi- Amtro 8 de selembro de 1855__Illms.Srs din
iiladoret eipera a commissao cenlrnl de saode obler res do Oabinde Portoeoez de Leitora
os mais proficuos resultados, e sofocar desi'arle
germen de qualquer enfeimidade do mo carcter
germen ae qualquer enrermidade de mo carcter Illm. Sr.Recebi o leo o odlck. datado de 8 ^
que se tenha de desenvolver, com > que muito ga- selembro, no qoal Vmc. oflerece raloiltmenle
nnara a harotnidade e aqueiles que para Isso con- Hospllal Porlaguez Provisorio, o sea trabalho o*
correrem adquinrao o mais brillunle dorao de alo- fissional em rasn d. levar. n.m.n.n. .
... ------------..,u<.uc r nijui-iH-i que para isso con- <
correrem adquirirao o mais brilhtote dorao de glo- B
ria e a estima publica.
Rio de Janeiro, 6 de agoslo de 18J5.
Dr. Fraociaeode Paula Cnddo, piesidenle. Dr
*i '""^."l"""'"'' v-inuiao, piesmenie. Ur. mguezn rao pia offerla, que oao deixara poreerl da
Anlouio Flix Marn... Ur. Jos de ('.oes Siqaei- .er lida em raoila cont.deraci. pela ommut, ojL"
ra.Dr. Jos Pereira Reno.Dr. Manoel de .Valla, luaum. d. h.fi... ..1^.____i... '
.'""Pr- ^"e Pereira Reg.Dr. Manoel de-Valla-
dao Pimenlel. Dr. Amonio Jos (ioncalvef Kon-
les.Dr. Jacinlbo Rodrigues Perei-a Keis. Dr.
"Manoel Pacheco di Silva.Dr. Roberto Jorge Had-
dock Lobo. Dr. Herculaoo Augailo Ltstance Ca-
liha, secretario.
Procetso Se desinfecra-di eatat.
At desiofeccoes fazem-se pela maneira segainle :
1." Lava-se lodo o astoalho, todas a portada!,
portas, janellas, forros, ludo emliir que he de mi-
deira, com urna libra de chlororelo de cal solido,
lissolvido em 16 garrafas de agaa, oo ama garrafa
e agua de I.abarraque em 12 garraf ts de agua. Es-
r,- Z ,"",?r1ue em 12 garralis de agaa. Es- ueos guarde a Vi. St. Cidade Nova .. Santo-
rregando o pavimento com casca de coco ou vassou- Amaro 8 de selembro de 185& Illms Si-s dir
ras duras, e o mais com esponjas ou ptnno molhado do Gabinete Portuauet da lii.a.' ~*-.~
rai duras, e o mais com esponjas oo panno molhado
nesle liquido.
2." Feila esla lavagem, as portas e janellas iber-
ias, entao lunca-se nma carnada espessa de ara no
meio da peca que se vai desinfectar ; sobre esta ca-
rnada de ara collocam-se alguns tj do., sobre esles
lijlos poe-se urna pequea ceiba ou vaso de barro,
dentro do quil deila-te urna libra oj mait de enxo-
fre, conforme a capacidade da peca regulando urna
libra pira cada tres mil ps cubico; de capacidade'
lanca-ie fogo ao eoxofre ; e depois que o enxofre se
alea, fecham-se lodas as porlas, janel as e quaesquer
aberturas, e deia-se 24 ou 36 horas uder o eoxofre
assim fechado. Abrem-se as porlas e janellas no
fim desle lempo. Para calcular o numero de ps c-
bicos multiplica-se ocomprimealo da peja pela sua
larsura, medida por ps, e depois o produelo desla
mulliplicacao he inda multiplicado pela altara da
peca ; o producto final deslas raulttplicaces he o
aamero de ps cbicos da peta, ou quarlo, sala, ote.
etc.
Feila esla combuslio de enxofre, caa-te lodo o
pavimento, -paredes, porta!, jaoell.is, forro, lado
emfim com cal.
Feilo ludo itlo, abrem-te e conservam-te abertas
loda as janellas, porlas, etc., oude fr possivel, prin-
cipalmente durante o sol.
Est completa a desinfecto.
Qaando ralle eoxofre, pde-sesabillui-lo pelo sa-
litre j as pesas mui inmundas e suipeilat (azem-se
daas oulras fumegarf-cs duplas- e successivas; islo
he. ama com eoxofre, depois outra .m salitre, de-
pois oulra com enxofre, depois oulra com salitre.
Dr. Francisco ie Paubi Candido.
PERSAMBtCO.
REPARTICAO DA POLICA.
Parte do dia 24 de selembro.
Illm. Eiro. Sr.Levo ao conhe:imeu(o de V.
Exc. que dat diferentes parlicipaci s hontem e hoje
recebidas nesta reparlica.' consta lerom sido presos :
Pela subdelegada da fregaezia de S. Jos, Mar-
t nho da Silva, por desobediencia.
Pela subdelegada da fregaezia di Boa Villa,
Joao Baptista Cardoso, e o prelo Manoel, escravo,
este por crime de furto, e aqoelle per desordem.' '
Pela subdelegada da freguezia do Poco da Pa-
nella, Jerunymo Cardoso de Macedo, por alienado.
J^pelojui de pat da fregaezia de S. Josp, Fran-
cis^|ajt||lves de Souza, por ler faltado aos deve-
res f "^^tfi0-
j. Exc. Secrelari.i da policia de
Mimbro de 18j.Illm. e Exm,
(s Bento da Canhn eFigoeiredo.
viuciaO chafe de policia, Luis
a Teixeira.
Perr
Sr. con,
presiden*
Carlos
DIARIO DE PERNAWBUCO.
feilo accumular muita genle no laiaido do Pina,
l.onsla-not qoe o Exm. Sr. presidente da provincia
lem dado provideocins para e.lendiir os eommodus
numerot de operarios, afim -
antes o novo (azrelo do Pina, j muilo adianlado,
e qae tem duvida offerecer excellenlis accommo-
daces aot que forem para a qatreoteoa.
No eotretaulo lembramos que, etnquanlo itlo se
nao consegue para evitar a iglumi racao de lanta
genle, bom seria preparar alguma embarcado, qoe
em lugar conveniente recebesse os passagdms por
ultimo chegadot, e os conserva>se a bordo, al que
os oulros livessem concluido o teu lempo de quare-",
tena oo lazareto, com o que evilar-ie hia tamb',,, ,
mistura de pessoas chegadat em diflerenles pocas
Jote Antonio Mees Seitn.
Illm. Sr. Recebi o en o oftkio datado de 8 ("le
de levar-ae permanencia o r< fe-
iwional em cato
rielo hospital.
A Vmc. agradeeo 'em nome da Indigencia \ w.
Ingaezn fao pia ollera, que nao deixara por cari da
ser lida am mM;i.-------------- .... -
luguezi de beneficencia, caso' se retolva ou.".
Vmc. prev.
Dos guarde a Vma, ReTife 8 de telembro da 1835.
Illm. Sr. Jos Antonio Alves Neiva.
J' i Almeiia Soeret Ltmm Bt tos.
Illms.Srs.A villa de tao philanlropica pn .viden-
cia por Vi. Ss. promovida, em orgiaitar um hospi-
tal porlnguez nata ddade, tomamos a libel riada da
offerecer nossos servicot, para promptamxji qual-
quer qualidade _de costuro, das roanas que. lem de
servir em tao pi etlabelecimenlo, aot cide-Jot For-
luguezes desvalido*.
Deot guarde a Vi. S. Cidade Nova eta Seoto-

i
re do Gabinete Portugus de Leilura.'.Varia A%-
guita-de OHveira Mello.Peli. Illjnas. Sr. D Rita
deCassn Pereira Vianna, e U. Joanna Mana da lltillk
tiuimaraes, Joaquimde OHveira Helio.
Illmai. Srat. Recebi o officio di Vt.S. daliiojr
de 8 de telembro, no qual Vi. Ss. se fierecem pjrW
apromplarem qualquer qualidade de cortara e roa-
P**- que lem lo ervr oo hotpul porlaguez net\-
A Vt. Ss. agradeeo em nome de lodoi o Porta ^ V fc
guezes desvalidos tao solemne' teslejnuoho ita tata la
piedade, e religiosa dedicado em favor da ndiaw -
cia porlugaeaa, em quanto se me nao offereVB'
propriado ensejo, para submeller cootidaraai'
commissao porlagueza de beneficencii, Ua i \m
proceder.
Dos guarde a Vs. Ss. Kecife 8 de tetemb da
S^J-!1,",'!" ?"A" l>-M'aAogutUoeOlis laMa
Silo, Rila de CassiaPereira Vianua, D. Jo. lona
ira de Deot Uaimaraet.
Jote de Almeiia Soaret LimUBtulo ]
' i i
SONETO
A Ilima. Sra. D. Leonor Oraat
Mondes.
Emblema di belleza o do encanto
Es no pilco brasileiro admirada ;
Es estrella brilhanle, e reservada
Te orua da candura o rico manto.
Appareces em tcena, e com espanto
Observa-se em li a actriz versada : ,
Tu es genio sublime, es invejada,
Es tv po de virtude, exemplo santo.
Nao desvies os pastos vigorosos
Da earreira feliz qae has encelado .
Para tere ot diis gloriosos.
Por urna multidSo he decantad,
O nome que Iu lens; e fervorosos
Sopplicam que elle seja imrjncolado.
T.
GABINETE PORTUGJEZ DE LEITUUA.
Acta da instalhiciosolemne rloi canos de
geograpliia ede nguafraceza.noGa-
binete portuguez de leituraem Peraatn--
buco, aos 16 das do Itaigsetembrn do
aivBOJe_l-8^^.^ %
A'i 10 horas do di^lira'aj^tein'oTO do 1836 i
uida a Directora do ahinele poriasuez de Mia a
granda numero de socios accionista. subscripto.,
no talao da bibliotbeca do memo Gabinete, o *
r. Dr.JosaSoare. de A.eveda, diga^io. ,
dos cursos de geographia e de lingoa fraiTL
mando assento a lida esquerdo do UV-- j
eslavim collocadas as luzustas efiigies a. a U
Senhor U. Pedro l ,i. t vi v .de s- .<
A chegadaqoasi simultanea dos vaporo, que pro- Z, Pe?ro I^ .Ts'V"^* S.'M. H
cedem de podo,, nos qoaes reina a epidemia. Vea, TnvL^l^^^jLl^Sm^^ft-
fe, o accumular raui.a genle no laza, do do Pina. ]?.^''"^iT >" <*"***
e em seguida, o metnu, D- ^^^^
do memo lazareto, e q.V'taa^aVa o andam'anTo" e pofeno'm IrtiTZ ","D' Sr' .,1n35S*'
de algumas obras provinciaei, para applicar maior jamplo e ao faasl' Srar' <1Ka""- deqaaao o
afim de coi.dar-se quanlo laWtucire do in. J40 dl* '** oxilltc^o ao solio
io o Senhor V;^5'''!' lIra*o soba
" Pedro V ; condoindo, declarando
PUBUCACOES a pedido.
COHMISSA'O PORTUOLI^A DE
BENEFICENCIA.
Hospital Portuguez Provisorio.
Illm. e Exm. Sr.A commissao porlagueza de
beneficencia insudada nesla cidade, cada vez mait
compungida do carcter assolador que a epidemia
tem ltimamente manifestado na provincia da Bi-
hia, e, receosa deque coma mesma inlensdade
ella se transmuta a esta proviocia, do que Deot
nos guarde ), nao obstante os poucos recurso! de
que diipoe, oflerla no enlamo com franqueza o
hospital portuguez provisorio pjpalaco .leste
cidade e especialmente aos moradores mais prximos
da localidade onde funecionir, ben. como a ledos
aquellei qae mais prximos a elle lorem afielados
do mil, o nao possam sem risco esperar por mais
completos soccorros nos hospitaes na uanaes.-
A comnrnsJo porlagueza de ben -licencia, proce-
dendo desle modo, exprime i V. Etc. e a popularSo
desla cidade, em nome da familia purlugoeza aqoi
domidliidt, a magna com que v o perigo, quinos
ameiisa. e o inieresse qoe por todos esla dhtposUa
lomar em caso de calamidade e na .psphera de seus
recorsos.
Deo!gnaTdeaV.Exe.-Illm. e Exm Sr. conselheirn
Joso benlo da Cunha e Flgueiredo, disnissimo pre-
sidentedesta provinda.Jos ie Atr,\eiia StiOtet de
Urna Battoi, presidente. Manoel Ferreira de
Souza Barbota, secrelarto. Bernardina Gomes ie
Carratho\-- Manoel Francisco ia Sitca Carrito,
mordomos. .
Tenho presente o olflcio em que V mes. precaven-
do ot males da epidemia que nos ameaca, franca-
mente oITcreceui no Hospital Portuguez Provisorio
um abrigo popuiaco desla cidade. especialmente
aos moradores mais prximos localidade, onde el-
le funccioiiar, e que nao possam sem risco'esperar
por mais completos soccorros.
E sammamente commovido por la nanho- rasgo de
phllanlropia da parte da Commiisaa Parlugaeza de
Beneficencia, tenho de significar-lhe? qao nao pos-
to deixar de agradecer e aceitar Usa e qualquer
coadjuvaco qae tenda a coulrariar o llagello de
que nos arreceamos, e que a Divina Provide^
queira aparlar de nos. .>a
Deot guarde a Vmcs. Palacio dosov- .
nambuco 21 .le selembro de tSV rnodePer-
Cunha e Figueired.Srs. "?Js Bento da
di Commissao Tortugo- Presil|Jnte o membros
^_ ..rfa ne llene licencia.
os, uos dias e horas annunriaduo pala
seja, e que pareen ler relac.lo "coro o cholera co"
vindo prevenir incontinente.
." Osi arcidenles observados deverao tem demo-
ra ser combalulos, para o que os mdicos vititadores
rarao as presenpces convenientes, (endo cuidado
de levar comugo alguns medicameulot j prepara-
dos, que lerao fiirnecidos pela pharmacia do dislric-
o, deixando-se as suas luzes e experiencia a esen-
Iha dos mesmos.
6.- Nolaro os casos observados em mtppts, e
para mus exatlidao serSo divididos os accidenles
cholericoi em Ires cathegoriaa. acuernes
i
notnilal no'r^r. 0T**T tiesta cidade uirl
u nPrt.lrn ?" Prov,,orl. lTere.;o graluil.men-
lo o.il rP,Ml"n r nel. Ml'Iifu* ,n,,!"""*' lahamoi depa^
rTrnl -f l0" '"."" (0 "I8 Droslnao perrailla)
porque eslao pastando os noiJOS irn.aos da Babia
i ia- .,gUa^e ?.V" S- Re"(e ,0 le selembro
de I8..-Illm. Sr. Dr. Jos di Alineidi Soare. de
Lima Bastos, dignissmo director de Gabinete Por-
luguezde Leitora.
Jote Francitco Pinte Cuimaraes.
Illm. Sr.Recebi o ofllco de V. ,j. dalado do i.o
do correnle, no qual V. S> bondosamenle (se dig-
na oOerlar gratoilamenle os seui serviroi professio-.
naesio Hospital Porlugaez Provisorio.
A' respectiva commissao porliK ne. a de be--,eliceii
ca, que vai ser organisada apreaenlarei contente o
generoso e philanlropicn ofTererimento de V S"
inss nao deixarei pesiar a occasiaoteni observar a v'
^. que quando mesmo por oolros liliifos V S nio"
possuisse anda, como j possue, a atreclaota cnsi-
deracao de todot ot sen llores porlugufzet residenles
nerta capital, este fado por ti t seria suflicienle
pura merecer-lh'a e conquislar-lh'a.
tojlV"* ni""''! 8,V- I' Refife ,le "lembrooe
1805.rilm.Sr. Jos triucisco P^t0 Guimariet,
digno cirur?iao do hospital de caridade nesla cidade.
, Jote de Almeiia Soares lima Batios.
Illm. Sr.Oahaixu assignado, rt,t,daopor!ogoez
morador na ra da Cruz, lendo lid.i no Diario ie
Pernambuco, o offerecimenloTeilo de teos servicot
mdicos, ao hospital portuguez, pelo honrado cda-
d,lo brasileiro o Illm. Sr.Dr. Sanios, oareceu-lhe ter
a herios os ca*
imprensa.
i.rto" rV0rCKr, Coe1no S*1"*- prhtiMmteen-
nam' oabinde portunet de reitar em P,v-
""' ooco, pira coartarSvrei'a prsenle acta.
jiacuro prenunciado pelo Illm. Sr. Or..
JoeSoares d'Azevedo, por occasio da
tnstallacao das aulas de geograpJiia ede
lingua irhnceza, em 16 de jetembr de
1852, no Gabinete portuguez de leitura
a.em Pernambuco.
Meas senhores He mui amiga e mni tecnida
usaaca entro ot povos cultos, qae n-aqaelles dSt
que .historia tem de regislrar um aciotcimantff
jongairo, todos o, membro, dessa farMIhem qne Ul
vida, arrojara ao eampo o bsiSo e o sacro da pere- -
grinos. ornara a cpula das lendas cora lindara
vanadas, arvoram .. pavilho nacional no meio
i-a grande planicie, e, se e-Uo em-lerra e--h-anh
reunem-se em lomo desle symbolo corto eta rb
do lar domcslico, para ibj cclebrareln de rail mftX
m eontaclmenlaqoe os occopi.
Mas de tolos os fados memoraseis da one a- mi
coes k costamim felicitar com bom direlte. he '
duvida o primeiro aquelle em qu. Otaaipa fcJJ
D.vma Ihes concede um principe iSlItMmi
cojo corara., mora a paz e q juttira, e o h i JJ!
sabir.i thronoje sao, illusires maiores. Ti JSL
principe he de" urna idade (So nova qae iijfdit
temeroso para o rajado de Ouro que os poyoiTd2
entreganl como urna imagem de poder e ottiEtuZ'
respon,all,d,de ; ewe principe he m pSoTae
aiodanemaiba como sej. pdssivd InrfanSM
de Dos e a dos horaens; entao o.aniiriCTu.Iji,'
a esla solemn\ da nWo, he um esoecMirlo I
enlernecedor, eNte grimo coafortoSrt"1*, ft*
^^'tCo'.^m'1" "T v" 'W'rvTdesBan-
tida aaata mto a deJJeVaer.dora assercM da i* *~
acc.w da Providencia no mondo marat ,;S?^
menArn, des, Umilia im aC^^JJ
cooverter a re.iniao n'om han^erTa
onde todas a, opinioes w confunda,-IMo^l!
se eavaecam, a em cuja meta se aSseiT ? *
de todos os partidos, os membros de VjS'M "
munhes. Ed'ahi, ao invocar p .- V
oa, e para o poro a prosnerl.i- .*' J
mam cravar na Ierra um''- ." f
por pequea qne soja.- ',0n?.mt'
cspinlo aos queri-- -~?a8 a6, (anS\^^H
He assim qo -P8'8 Pernamb- -'" <>absnele Portugus ie LeHurac* ,
S.M. a -, Hienden. No da memoravel em qoi, ,
- ^'r0^'^ D.Pedro f completa apenas 18*1,
-.* de idade e assome a lio poder, eefiSo deiioo, .
de bencaoso 6-aftnet Portuguez deTStura r,^de
Dos infinilat graca, por haver dadoTpo-.foaTum
principe U esclarecido, qoe hej hoje r. admirr-Jo
da toda a Europa ; e depois, ornato esla na f^!
a de allianca sgnala eillusir Igo grande dia inT
l.lu.ndo no sen greiD0 am roc0 deinstruccao rVZl
ind^peoiavel a toda, as profissoo, d. vida* "L'r.
pec.alnienleaosquo ,e dedicara o comr.,Wdo a.
um corso de l.ogua francera, oalro t goara'n?
aTrovd?!!.^" '0d0S """O"0' ""8 '<."seSen!:
o ^7en2TtT^J? 1&T a ** I
justificar essa ronflM ',% '""".' I
dos que me ourtre"T "J",,,,d8.,," bo vont.de.,
cundo campa ,to e,m' '"ranie. jnnla, ora o fe-
ra'a m,*1", que vo' ''""'"""e' familiar he mais -
Km >*
ora .odas as pracas da Europa, em ambos
Tionlonos da Asia, as possesses europeas
ca, e em loda a America elvilisada, he o
Imcua das IrantacrOes commerciaesT
actos diplomticos, e a dos mais plidos
calos do mundo. Quando ella nao '
Iheiro o signal de ama educarSo lina
para a maior parte de vos umaucc
dda, porqno quasi lodos pertence
doeommercio.
Em dias diversos estu.larcir __^
Uva da leda, em si, e em s-
dts cousas creadas, desde
fi os miis elevados glob
oo e-paco. Dos basares ypltndidos qqe
ropa e o Uriente nos choupana do pobre W* >ule das Novt s Hbridas ;
e 10 aperlar-se-ofs o yoacao com os ^o |ios(ii-
tos da LiaikhaKf, eniraremotcHeios de y^, do ni-
tocrnlicoi saNbesde Londres. Scr.lo if geenas risoohas
d cjyiljgjrSo, i
(aren fttenae
V
sS
janean
iue a Ea-
/
Tbesde Londres. Serao if scenas risouhas
io, a per dat icenat gr- ^(ef ,je nm8 na-
jue 1 ddicit dt pr |Z ao lado dos hor-
-


ritfMO

<*
%
r
/
Ida guerra Lisboa e Sebastopol : o Bald-
eo e o mar daa India t E de lodo file paeioe, e
da lodos estes ludo* tiraremos nos o proveilo qae
philusophia di ciencia ios ha do dar, am premio
d nossa ooostaneia o do nosso amor aoi (rabalhoi
t, da sereelbanleordem.
v Fonnosa oaneira he osla de festejar a ascenso
~i ao Ihrono d'um monareha portoguez.e lio conforme
jQ sobre ludo are a ndole o a elevacAo de espirito do
Senhor D.Pedro V, qoe nflo houvera outra qne mala
a ajusefie cora o leu regio pensamenlo era um dia
qoe oa sena Oel stibdilos.qiierem tornar memoravel
Vate la* do Atlntico.
Bati abertoc os cortos de lingos trancara e geo-
graphia, uoa das a horas annunciados pela im-
preca.
------ 'Wm
v,. tlticao do irmS* bramo* que hn de festejar a
.V. S. do A tacto 4* batrro 4 Santo Antonio no
annoit^^M
iz^por eleijo.
U Illm. Sr. Bartlwl aeu Frauciece de Soasa,
leiz por devocio.
| Fernando Suviel.
Enerivao por eleielo.
a Ponciaue.
Bacrivo par dovoceo.
| I JeeFilippe. Martina.
L II Procurador geral.
. o Jase Pereira de Ferias.
;JiJ perpetuo.
Joaquim Bernardo da Figueirado.
Jfordaasoa.
Victorino de Castro Moora.
Antalo Ferraira Pinto.
Jos Autooio da CoU a Silva.
Mantel Vieire.
Jos da Silva Carreiro.
Manoel Ferreira Gosmlo.
t irmiat brancas eu* KSo de festejar S.
S de Kutario do bairr* i* Sanio Antonio no an-
no te 1855.
Jaita por eleielo.
A IHn.a Sr. D. Frtoelsca da Paula Vieira Caval-
canli.
Joiu por devocio.
Lmaeliua, laulhef do Sr. Mi-
tas! da Coala Nanas.
Beerivlt por eleicjo.
Allina Alves da Silva, mulher do
Sr. capillo Marevliuo Jos Lopes.
Eerrivla por devoro.
Ritode Caisia Vieira Cavalcanli.
Jafll prolectuia.
Roa* Mara de Lima.
PIMO DE FCmuHBUCO TERC* FtlM 25 OE SETEMBRO DE 1855
reinado..........
Algodlo era pluma de 1." qualidado
2.
3.-
u em caroca. .
Espirito de agurdenla
Agurdenle cachara .
s de canoa .
caada
a
n
resillada
de reino .
...... B
s
. ranada
---------botija
.... caada
............... garrafa
Arroz pilado duas arrobas, um alqueire
em casca..... >
Genebra

Licor .
Azeite de mamona......
mendobim e de coco
a de pene.......
Cacan.............
Ava araras .......
papagaios.......
caada
ama
um
i*
sttwro
tUm. Sr. iteatoe A'..vir tf Moraet Sarment,
mtxo 4 ttrceirv auno da-academia de medici-
na isa Bakia, ehfado a porto desta provincia
a da 90 do torrante miz.
fronte altiva, e ennobrecida,
r feiles qae acabtis de prallcar.
Voitais ufano, e vlodes abracar
so pn, vosas rosla, rali querida.
jlhealiis letras, erriaeeadoa vida,
m a face da raerte Irepdar,
estes grande mere po ae mundo dar
De am'alnta cavalheira, aaelaresida.
Ao pebre, ao rico, ao desvalido, ao; forte
Boacavas mitigar a cada instante
A acerba dr, de cruenta norte.
l, sem per. eaminha avante .
raudo os porvir segura Mirle
I vaesa patria fulgurante.
ecife 22 de setembro de 18Bj.
M. D
COMMEHCIO
1>KACA DO RECtFlf "2 DB SETEMBRO AS 3
HORAS DATAROS.
OHajoes ofllclaes.
r maeeavada regalar novo19300 por ar-
roba.
Dito dilo escolbido13650 dem.
HLFAMIEliA.
ente do di 1 a 22 282:692*178
\.......7:9269013
290:6181191
. Detearreatm hoje 25 da Miembro.
acea iogtexaHoneitamercadoriaa.
nglezH altcr Baintbacalho.
rga ingeaaOlierondem.
ttAmazonas pipas vaia<.
iraLindaalhos, btalas e ateos.
Imporlaca o.
irada, viada do Porlo consis-
to Fisrraira Bailar, manlfestou o se-
emaz de Aquiuo Fon-
seca &
9 prat
Jos i5*.A
i; i A>D,
Y; a Luiz Joa l5 AraaJ-
>rides d ferro
Joaqun) Vaz
Bolachas
Biscoilos..............
Caf bom.............. o
" resstblho........... o
com casia...........
ii uido f"........ i)
Carne secca............
Cocos com casca......
Charolas bons.......
ordinarios ....
regala e primor
Cera de carnauba.....
em velas.......
Cobre novo mo d'obra .
Couros de bo salgados .
verdea.........
B espinados.........
b de onca..........
b b cabra cortidos.....
Doce de calda...........
' b b goiaba.......... >.
b secco..........'.
jalea ..... ........
Estopa nacioual.......... (p
eslrangeira, mdo d'obra t
Espanadores grandes.
pequeos
mandioca
millio .
ararula .
cenlo
B
s
11
1)
um

alqueire
@
B
alqueire
Fariuha de
B B
U B
Kcijao.....
Fumo liooi .
b ordinario
b em follia bom........ s
< ordinario.......
b b restolho........ b
Ipecacuanha............
Gomg*..............alq.
Gengibre.......... $
Leuha de adas grandes......cenlo
pequeas..... b
b i) i, toros....... B
Prendas de amarello de 2costados urna
b o louro......... i)
Costado de amarello de 35 a 40 p. de
c. e 2 y a 3 de I..... o
de dito usuaes.......
Cosladlnlio de dilo
Soallio de dilo, .
Ferro de dilo .
Coalado de loara .
Cosladinlio de dito
Soalho de dilo .
Forro de dilo........... b
b b1- cedro..........
Toros de tatajuba.........qaiolal
Varas de parreira.........duzia
b aguilhadas-........ s
b b quiris..........
Em obras rodas de sicupira paca c. par
< b ejxos B b s > u
alelaco.
\ ca ir de sabugueiro ; M10' Antonio
'' .i,, t, r
3 eaisaa livro : a Ricardo de F*'*!-'"
P^P^pB, 200 canaslraa baWI^epff-vaccu,
Ha ceblas : a Darirf Ferreira Bailar.
K> ;, a aWiwcl Ferreira Guedes.
iad,i. 1 Jardo capachos ; a Bernardo
Francisco de Axevedo Campos.
Antes e meias ; a Manoel Antonio Pinto
di Sil
s einho ; a Jo da Silva Layo.
Mas, vassoura, esporas ; a Tliomaz Fer-
Ja Caoba.
relim ; a Joaqum Ferreira alendes
ras.
guardinapos, lioha e trTSOaTTO barris
I alca de prat : a Jos Aatonio da
Cunlu & Iriaae. aamt
[ lata palos ; ii Jos Joaqnim da Costa Maia.
aochni,! dlitgaloea Anda falsa evolaoteat
nz de Oliveira Axevedo. V
as a prala ; a Kosas Kl & C.
ini e galoes de aeda. 100 aaccas fari-
jj di i Domingos Alves Matheui.
Inha ; a Antonio Lope l'ereira de Mello.
nbuj ; a Jlo PinU Regia de Souia.
iodo ; a Jos Goncolves Torres.
Baila, 7 ditas papelio; e Manoel Daarle
Rodrigue.
i; a Francisco Alves de Pinho.
lagie, I dilo salpieet e presuntos, t
s, i a palos, brid & ; e Jos Moreira
.ha, tramoiss, maiaa de lia, 1 dita poma-
Uanorl Juaqaim Dias de Castro.
>om ida, r2cunheies velas de sebo, 1 bar-
io ; a Jos Pereira da Cunha.
i engarrafados : a Tliomaz de Faria.
aada, 35 cu.iheles sebo em vellas, 10
:evada ; n Antonio Casemiro de Gouyeia.
iten ; i Antonio Joaqun) (de Souza Ri-
r da sabngoehro ; a Torrea & Castro.
I i d linha ; a Joaqoim Ferreira
nfl^^^Barles.
'enioos; a Edoardo Ferreira Bailar.
l 14 ditas pomada, ~2 pacoles
e linlio ; a Manoel Joaquim Ri-
3 cenliele machados, t dito fou-
ida, 1 cuntale tridea e lauros de
Inrai, 8 felxes aduollas, 2 barris
a Jo, i de Carvalhu Moraes.
dalio, 1 lalasemenles ; a Luiz
s Ferreirc.
linlio, 1 dila obras de ouro e
vleundre Jos Alve.
o, 4 barril pregos, 1 dilo vi-
foaqnlin Juvencio da Silva.
ditos ferro pedrezes; a Sou-
njo.
inli engarrafado ;' a Francisco Ferreira
l*tt. Oberon, viudo de Terra Nova, con-
me: Crbtrej ck C. mnnifealou o seguin-
aealh o ; ao consignatarios.
Bter Baint. vindo de Terra Pio-
abnsloo Paler & Compaohia, mo-
nlfeaUm o seguii
calhao, 2000 ps laboado de pi-
nos.
^^UI.ADO GKKAL.
la 1 a 22 9:83l716
...... 292*581
Milho......
Pedr de molar
b b filtrar.
b b relilos
Ponas de bol .
Piassava.....
u vaqi
Sebo*
Pelles de carneiro
[.Salsa parrilba..........
Tapioca.............
Unhas de bo..........
Sabio ..............
Esleirs de perperi.......
Vinagre pipa..........
I'.ahi'rjs iIp r:ii-liimlin de barro .
caada
alqueire
urna
B
B
cenlo
molho
meio
ceulo
milheiro
3*200
5*700
5*300
4*900
1*425
550
380
480
9480
*60<>
9580
240
9.580
9240
49600
19280
9550
19600
19280
59000
109000
39000
7*000
8*960
49200
39000
39500
(9400
5*000
3*840
1*400
9600
2*200
11*000
139000
9160
9190
9100
9200
159000
9300
9160
9160
9320
9240
19280
1*000
29000
19000
1*600
2*000
3*500
69100
89000
39000
7*000
49000
39000
38*400
39000
1*500
2*400
9900
10*000
14*000
79000
30*000
11*000
8*000
6*000
3*500
7*000
6*000
:i9200
29OOO
39OOO
19280
19600
1*920
1*280
449OOO
20900O
9300
19600
9640
69OOO
9800
4*000
9320
2941
16. Etequiel Franco de S
fe
gaa...........
N. 20. Herdeiro de Joaepha Francis-
ca Rosa........
N. 22. Francisco Antonio dai Cha-
gas ..........
N. 24. Irmandade das Almas do bilr-
ro de santo Antonio. .
N. 26. Manoel Antonio Monteiro' d
Andrade.......
N. 28. Antonio Jos Gonealves'de A-
zevodu.....
N"be?r'oVln,,a d* M'0el l0^ Ri-
N. 32. Ordm lerceira de S. Fran-
eisto.......
S" 2' P,u,ino da Conceijflo'. '. '. '.
w *ntonio Uypollto Verbosa. .
->. .18. .\iuva de Domingos Jos Bar-
bosa .- .
M. 40. Jlo Moreira Marqus '. '. '.
42. Manoel Joa da Silva Braga .
N. 44. Joa Leouardo......
N. 46. Jos da Fonseca e Silva .
PJ. 48. Jlo da Silva Moreira .
n. 50. Dr. Aletandre Bernardino dos
Res e Silva........
JJ. 52. Tiburcio Valeriano Bapllsta '.
N. 54. Mara Joaquina de Macado
Mello.........
N. 56. Francisca Thomazia da Concei-
Qio Cunha..... .
N. 58. Patrimonio doa orphlo! !
N. 60. Maria Joaquina Alachada Ca-
valcanli..........
N. 62. Jos Joaquim de Novaes. '. '.
N. 64. Bernardo Antonio de Miranda!
N. I. Alexandre Jos da Silva. .
N. 3. Mara Caudida Vianna e ou-
tros..........
Maria Adelaide de l.em'os
Maria Leopoldina de Lemos .
N. 4. Antonio Ferreira Pinto *
N. 7. Jlo da Silva Moreira. .
N. 9. Antonio Dojniogaes d'Almeid
Pacos.....-......
N. 11. Jos de Barros Pimenlel .' ."
N. 13. Filhos de Jos Ramos de Oli-
veira .........
N. 15. Ordem lerceira de S. Fraul
cisco..........
N. 17. dem, dem. '.*....,'
N. 19. Irmandade do ^autissirao Sa-
cramento de Santo Anlooio .
N. 21. Jlo Pinto de Queiroz. .
N. 23. Anoa Luiza da Fouseea. .
N- 25. JosGoofalvea Ferreira e Sil-
va.............
N. 27. enriquela Enmenia da Con-
ceijlo..........
N. 29. Jos Connives Ferreira e Sil-
va............
N. 31. Antonio da Silva Guralo .
N. 33. lierdeiros de Jos Lopes d'Al-
buquerqoe.........
N. 35. Jos Antonio da Silva Quei-
roz ............
N. 37. Lourenco Jos de Moraes Car-
valho...........
N. 39. Ordem lerceira de S. Fran-
cisco. .........
N- 41. dem, dem.......
" 43. lierdeiros de Joaquim Jos de
Farias...........
N. 45. Viuva de Joaquim Luiz de
Mello Carioca........
N. 47. Ludgero Gonealves da Silva .
N. 49. Joa.i Moreira Marques .
N. 51. Paulo Caelaoo de Albuquer-
que...........
N. 53. Damilo Gonealves Rodrigues
Franca ........
b Joaejaira dos Reis Gomes. '.
N. m. Thomaz d'Aqoino Fonseca .
N. 87. lierdeiros de Antonio Francis-
co Branco ..........
N. 59. Manoel Figueiroa de Faria. .
N. 61. Clara Maria do Espirito Santo.
N. 63. lierdeiros de Francisca Mar-
^ garida dos Prazeres......
N. 65. Manoel Joaquim da Silva Fi-
gueiredo..........
N. .67. Marta Antonia da Cruz Bran-
co............
N. 69. Maria Gonealves Ferreira e
Silva...........
N. 71. Joaquim Jos da Cosa Fajte!
N. 73. Filhos de Manoel Jos de Bas-
tos e Mello e oulro......
N. 75. Thomaz de Carvaliio Soares
Brndio..........
25*200
169200
61*200
18*000
419400
54*000
25*200
529500
259200
21*600
899100
59*400
529200
1490O
253200-
84*000
469800
509400
509400
51*000
60*000
759OOO
45.3OOO
60*000
30*000
22J500
119250
119250
B29J00
529500
459150
1269000
1049400
63*000
289800
259200
48|000
259200
309000
30*000
28/800
18*000
14*400
259200
489000
21*600
25*200
55*200
105*000
95*700
289800
289800
109800
10*800
18/000
5S9200
'J79800
259200
369000
36/000
369000
89000
68j400
72/000
54*000
179000
4*000
9210
9120
9160
309000
59000
\avio mirado no dia 24.
Havre17 dias, brinue francez Almas, de 20J to-
neladas, capillo felit. equipagem 13, carga fazen-
* das e maia (eneros ; a l.asscrre X Compaohia.
Passageiro, Pompeo Dal Olio.
EDITAES.
cavaclo, enfermara e praca do arsenal, e por lem-
po de tres mete, os segulnlea gneros: rroi bran-
co do Maranhio, estucar bsaneo, dilo refinado, azei-
te doce de Litboa, dito de carrapato, agurdente
branca de 20 graos, bolacha, bacalho, caf em grlo,
carne verde, dila secca, farinha de mandioca, feijlo
mulatinho, lenha de mangue em achas, pies, touci-
nho de Liaboa, vinagre de Lisboa, estearinas em
velas e carnauba em ditas : oa qoe se quiztrem pro-
pdr a dilo fornecimenlo, tomparecerflu as 12 horas
do dia 27 do correle, na sala da sessOes do canse-
Ihn, munidos das amostras e propnstai em que de-
claren o ultimo preco, e quem seus fiadores. Sala
das sessOea do conselho de adminislraclo naval em
Pernamboco 22 de setembro de 1855 O secrelario,
Chriitocio Santiago de OUveira.
PUBLICAQA'O LiTTERARIA.
Acha-ae venda o compendio de Theoria e Prali
ca do Processo Civil feilo pelo Dr. Francisco de Pan
a Baplista. E>ta obra, alm de urna introduetlo
sobre as aceftes e exceproes em geral, trato do pro-
cesso cvel comparado com o commercal, eonlm
a theoria sobre a applicaco da causa julgada, eou-
tras doulrinas luminosas: vende-se nicamente
na loja de Manoel Jos Lete, na ra do Quei-
mado o. 10, a 69 cada exemplar rubricado pelo
autor.
Continua a vender-ge a obra de d-
reito o Advogado'dos Orpliaos, com um
apndice importante, contendo a lei da*
feriase aleadas do tribunaes de juitica, e
o novo Regiment de cuitas, para uso dos
juizes.escrives, empregados dejustica, e
aquelles que frequentam os estudos de di-
reito, pelo preco de 5$000 cada exem-
plar; na loja do Sr. padre Ignacio, la
da Cadeia n. 56 : loja de encadernacao e
livro, ra do Collegio n. 8; pateo do
Collegio, livraria classica n. 2, e na praca
da Independencia n. 6 e 8.
Precita-ge de urna ama para cata de
pouca familia, que laiba bem lavar een-
jommar, e que faca o ervi(o das compras,
prefere-se eacrava: na ra do Rangel n.
59, segundo andar*.
Ia PARTE DA 2a LOTERA DO
Gvmnasio.
Os cautelistas Oliveira Jnior & Coin-
panhia venderam a sorte de 1:000^000,
no bilbete inteiro n. W4t, o ponuidor do
metmo pode vir receber o 8 por cento da
garanta. Tnmbem venderam a sortes de
AVISOS MARTIMOS.
Rea| Companhia de Paquetes Ingleze a
Vapor.
No 1" de nu I li-
bro eapera-s
da Eoropa, am
do vapores da
Real Compa-
nhia, oqualde-
pois da demora
do coslurne se-
gu ir arpara o
sul : para pas-
sageiros, ele, Irala-se com os agente Adamson Ho-
*ie S C, na roa do Trapiche-Novo u. 42.
Para o Bio de Janeiro segu com brevidade o
brigue brasileiro Adolpho; para carga e passaaeiros.
Irala-se com Eduardo Ferreira Balihar, ra do Vi-
gario n.5, ou com o capillo Manoel Pereira de Su,
na praca do commercio.
ParaoAracal) e Cear o hiale nacional Exa-
lacao preteude sabir al o da 29 do eorrenle : quem
no mesmo quizar carregir ou ir de passagem, diri-
|a_-se aos consignatarios, na ra da Cruz, armazem u.
15, ou com o meslre uo trapiche do algodlo.
LEILOES.
10:1249297
UIVEKSAS PROVINCIAS.
Beiidlmento d>dia la22 590&532
dem do di :!l....... 539209
5439731
Exportacao .
Baha, hiale onisileiro cCasIre*, dt 53 tonelada,
eondazio oseguinia : 1,017 voiumea genere e-
traagairos a Meionoes.
KCBHBUOBI.V DB RENDAS INTERNAS E-
ItAKS HE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia t a 22 16:974*382
dem de dia 24....... 5758571
O Illm.Sr. inspector da thesourria provincial,
em eurapriraealo do disposlo no arl. 34 da lei pro-
vincial iiuraes* 129, manila fazer publico pira
cuDheciraenei dos credorea hypolheaarios, e qnae
quer iuleresaadoa, que Francisco Manoel da Silva
dusmlo, IBl ser mdemoisedoda quanlia de dn-
zentos mil W pela extracto da barro da proprie-
dade denominada Taiiquinho ua cidade de Gui-
an na. para a factura de nina bomba, e qua o dito
Gosmlo tem de receber dita qoantia logo que ter-
minar o prazo de 15 das contados da dala desle,
que he dado para as reclamacoes.
E para constar se mandou afiliar o presente e pu-
blicar pelo Diario por 15 dia soccesivos.
Secretaria da thesourria provincial de Pernam
buco 12 de setembro de 1855.
O secrelario.
Antonio Ferreira d'Annuncianw.
O Illm. Sr. inspector da thesourria provincial,
em cumprimeolo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda constar aos proprielarios abaixo
mencionados, a entregarem na mesma Ihrsouraria no
prazo de 30 diaa, a contar do dia da primeira publi-
caego do prsenle, a importancia da quotaa com que
devem entrar para o calcamenlo da roa Oireita at
a travesa daPenha, conforme o dispuslo na lei pro-
vincial numero 350. Adverliodo, qoe a falla da en-
trega voluntaria ser paluda com o duplo das referi-
da qoota na conformidade do artigo 6 do regula-
memo de 22 de deternbro de 1854.
N. 2. Joanua do Rosario Guiroarles Ma-'
diado..................779S0O
N. 4. Viuva de Jlo Leitlo Filgoeira. 89*166
N. 6. Hospital da Misericordia de Angola 649800
N. 10. Benardo Jos da Costa Valentn) e
Francisco Joaquim Pereira.....'. 419700
N. i. Maria Joaquina de Moora.....769200
N. 14. Ordem lerceira de S. Francisco. 459000
N. 16. Antonio Francisco Pereira. 77o20
N. tbVHerdeiros de Manoel Caelano de
AliJOejoerqi.e......J.......579600
N. 20. Viuva e lierdeiros aaamntonio Joa-
qoim Ferreira de Sampaio.......689400
N. 22. Francisco Alves da Cunha. OgOOO
N. 24. Joo Malheos......."... 839500
N. 26. Joaquim Francisco de Azevedo. 529000
. N. 28. Dito, .uto. ,............619200
N. 30. Thereza Gonealves de Jess Aze-
., *do...................689400
N. 1. Irmandade de N. Seohora do Li-
vrameiilo................99000
N. 3. Joaquina Mria i'ereiraViaona. 839400
N. 3. Dita, dila....... .... 999000
N. 7. DiU, dila.......7>.....869400
N. 9. Basilio Alves, da Miranda Varejlo 759000
N. 13. Francisco Braodlo Paes Barreto. 439200
N. 17. Irmandade de Espirito Santo. I89OOO
N. 19. Joaquim Bernardo de Figoereido. 289800
N. 21. Dilo, dito.............1199100
17:5499953
'O PROVINCIA!
Rendlraeiito do die 1 a 22
dem dadla M .
15:2I08I1
2:0068610
17:2179421

PAUTA
ntu do minear, algodao,-e mu
:,^9e te etpacham na mera do
contuln mambueo, na ternaria 34
a 29 i leienbro de 18
macaremeaixaabrincol.'qaiiidide $
9.' s
3.D4 99350
E para constar se mandou afiliar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesourria provincial de Pernam-
buco 15 de setembro de 1855.O secrelario, Antonio
Ferreira d'Annunciacao.
ele inspecslo da alfaudega se faz publico que
do correle aera contratado o fornecimeu-
e rares para a equipagem da eseona Ondoya,
quem por menos o fizer por lempo de novo me-
a contar do.primeiro do outubro a 30 de junho
sendo mensalmenle 39 a 40" med
a?uardei*J,alWlfg!iTnaB li'eVceite'Ue orlvir, 5 ditas
de dito de inferior qualidade. 1 l|2 de dito de coco,
2 1|2 arrollas de assucar, 4 i|2 ditas de bacalbu, 1
arroba e 18 libra de caf, 21 1|2 arroba de carne.
21 arroba de pao, 12 1|2 alqueire de farinha, 7 Ii2
ditos de feijlo, 1,200 achaa de lenha, 3|4 de alquei-
re de sal, 1 1|2 arroba de toacinho, \i medidas de
vinagre, 20 libras de velas de spermacele. As pessoaa
que e qoizerem encarregar de fazer o dilo forneci-
menlo, aprsentelo ao guardamr da alfandega a
suastroposlasem carra fechada al odia 27, decla-
rndoos prc-cnsdecuda um dos referidos arligos,
Alfandega de l'aruambuco 24 de selembro de
1855. O iuspeclor, Bento Jote Fernandei Barros.
O Illm. Sr. inspector da thesourria provin-
cial, em comprimento da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia de 21 do eorrenle, manda fazer
publico que no dia 18 de outubro prximo vindouro,
peranle a junta da -(azeiida da mesma thesoararia, se
ha de arrematara quem por menos lizer a obra do
tapamenlo do pantano de Olinda, avahada em reis
7:3709000.
A arremalacao ser feita na forma da Jei provin-
cial n. 343 de 15 do maio do anuo prximo passa-
do. e sob a clausulas especine aballo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremata-
do, comparecen) na tala da seseos di mesma jun-
ta no dia cima declarado pelo meio dia competen-
temente habilitadla.
E para constar se mando!) a linar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria de thesourria provincial de Pernam-
buco 2? de aetembro de 1855.O secretario,
A. *. d'Annunciacho.
Clausulas especiar para a arremalnrao.
1.a As obrea da tapamenlo do arrombo do dique
do pantano de Olinda ao norte e sul da povoaran
dos Arrombados, serlo feilas de conformidade com
o orcamenlo nesla dala apreaenlado a approvaclo
do Exm. Sr. presidente da provincia na, importan-
cia de 7:3709000.
2.a Devero eer principiados o trabalhes no pra-
zo de um mez, e concluidos no de tres mus conta-
dos de conformidade com os arla. 31 e 32 da lei
provincial 11. 28b.
3.a O pagamento ser! feilo era Ire preilacOos
Ruaes ; a I quando esliver-feita a ler?a parte da
obra, a 2' quando lver doue Ierro da obra, e a 3"
finalmente quando esliverem concluido todos os tra-
balhos, que serlo logo recehldu definitivamente.
4.a Para lodo o qoe 11 Jo esliver especificado na
presentes clausulas segair-sa-ha o qoe determina a
lei provincial n. 286 cima mencionada.
Conforme.O secretario,'
A. F. d'Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da thesourria provin-
cial, em cumpriuieulo da resolu(io da anta da fa-
zenda, manda fazer publico que a arrematadlo das
obras siippl.-Miienlare a fazer-se na ponte sobr o
rio Capibaribe na estrada de Pao d'Albo, vai 110-
vamente a praja no dia 18 de outubro prximo van-
douro.
E para constar se mandou afiliar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesourria provincial de Pernam-
buco B de setembro de 1855.O secrelario,
A. F. d'.lnnuiicinr a '.
O Illm. Sr. inspector da thesourria provin-
cial, em camprlmenlo da resoluto da jonla de fa-
lcada manda fizor publico que as obras dos reparos
precisos na casa da cmara municipal e eadela da
cidade de Olinda, te novamento a praca no dia
4 de oulubro proiimn vindouro.
E para constarse mandou afiliar o presente o pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesourria provincial de Peruam-
buco 22 de aetembro de 1855.O secretario,
A. F. d'.lnnunciarao.
Jlo Baplista de Barro Machado Tara "lellio,
por intervengo do agente Borja, da sua taberna,
sil na ra Direita n. 16, que consiste na armaclo,
gneros, especiara, etc., existentes na mesma: terca-
fera, 25 do eorrenle, as 11 horas.
Novae & Companhia farlo leillo, por inter-
vengo do agento Oliveira, e pe' conla de quem per-
tencer, de 25 cauaalraa com albos, 12 barra com
presuutos, 105 dilo com carne, 12 latas com ditas,
-- barricas cerveja, e 55 barris com superior vuho
b'aoco, tudo receulemente importado de Portugal:
lerca-feira, 25 do eorrenle, e 10 horas da manhaa,
00 armazem do Sr.Anues Jacorae, defroole da ar-
cada da alfandega.
Francisco Antonio Coelho far leillo, por 10-
terveuelo do agente Oliveira, da roobilia e raai ob-
jeclnado aeu estabelecimento de hotel, sito oa ra do
Trapiche Novo n. 9, conaislindo em aofun cadeiras
usuaes, ditas de balanro, mesas de meiu de sala, nm
riquissimo panno para ditaa, bancas para sof e de
jogo, consol,, um excellenle piano ingles,' mesas
elsticas para janL.r, aparadores.
je, guarda-Ioucas de aj^tusaclo infundada do Sr. Serlanejo *
mogno e de amarello, marquezas. loucados'^*^-^ f De cario que nao : seus felos fallara
Inos, lavatorios, commodas, relogios j^T
500^ no n .4788 em caqtela.
200,< K 5892
200. l 4586
100$ (( 5992 c<
100 Ot 4650
I0II.S et 5688.
E outros muito de 50}000 e 20S000.
O possuidores de ditas cautela poderao
vir receber, no escriptorio dos mesmo
i'antclislas, na ra da Cadeia do Recife n.
50, primeiro andar, apena sahir a lista
geral.
F'orlaram do logar de Sanio Amaro das Sali-
nas do dia 21 do eorrenle um ca vallo castanlm ca-
llelo com os signaes seauuites : 7 palmo, faca, bem
leilo, alguma cousa carnudo, tem em um do qnar-
loe um Re no nutro quarln e queixo um S, quo a
primeira vista parece ser um 5, tem 8 para 9 annos,
esla' ripado, porem cortado a faca, dinas enras e
cascos filias, um punco paesuiinheiro, capado, sem
nignal algum, ccele lepado, anda de passo e a ga-
lope, foi fortado ao meio dia por um crloolo que
Toi soldado do oitavo, do lugar em que eslava pes-
iando, levando al um masso de corda, e cundu-
;'.io-o pelo cemileriu e becco do Pombal : rog-e por
lano a todas as autoridades poiiciaes e a qualqoer
'essoa que do mesmo tiver noticia, o prendam e"
r'acam conduzir ao mesm lugar no hospital dos la-
saros, que se gratificar.
Alnga-se urna sala da loja da ra eslreita do
Rosario u. 33, propria para deposito de qualquer
ibjeclo que ulo precise visla para'a ra, por muilo
mdico prero : a tratar na mesma ra loja de inar-
:ineiro u. 12.
Precisa-se de urna ama para todo serviro de
urna casa de pequea familia : na' ra eslreila do
Rosario n. 10, lerceiro andar.
Precisa-se de urna ama para comprar.cozinhar:
a Iralr na ra Direild n. 106.
Armazem para alagar.
Aluga-se o armazem na ra do Encantamento on
de esla collocado o lampino que deita o fundos para
a roa da Cadeia n. 23 : a tratar na mesma casa ou
0.25.
Para meu amigos e fieguezes.
Ha cliegado a loja do alfaiale J Hunder ra No-
va n. 52 pelo ultimo navio procedente de Paria os
'igurinos mais modernos daa modas qoe ah estao
um voga, e muilo bom sorlimenlo de Jazendas de
boa qualidade e de bom goslo.
Perdeu-se desde a ra Nova, Trincharas, Rosa-
rlo eslreila e larga, Queimado, paleo do Collegio e
Passein, al a ponte do Itecife, a quantia de 4009
r. seudo urna nota do banco de 2009 rs. urna sedula
le 1009 rs..-e duas de &19 quem achou leve ao
(orle do Mallo, prensa de algodlo n. 1 a rallar com
Manoel Ribeiru da Fonceca Braga, quedar 1009000
ie adiado.
. Oa abaixo assignados ten do deoarado com bs-
tanle admirac.au Brado do Poto' de 9 de agosto
ullirno, urna correspondencia assignada porOSer-
tanejo, datada desta villa em 15 de jolho, contra
o muito digno Sr. capillo delegado deste termo,
Manuel da Cunha Wanderley l.ius, rogara ao
respeitavel publico que nao li> o mjnor criterio a
esse parlo lillm de una .imaginario escaldada, como
a do Sr. Serlanejo ; porque o procedimeulo do Sr.
Wanderley neale termo tem sido o mais illibado pos-
*'*jg J* co,"o coininaudanto da forc,* militar, j
con delegado ; e esperamajsflo mesmu respeitavel
publico qne ajuize o Sr. Vaiiderley no sentido
uverao dessa iminuuda correspondencia.
E seria possvel que leudo o Sr. capilaoWaiulcrlev.
desempenhado^r(rtri^omarcas"Ta:aesrcommis*-
soes, nao Le vesse adiado urna voz que contra elle se
levaiJ,rase, e enconlrasae aqu ou fosse diguo dessa
eneonlrar para a propagajio do na metbedo : desde
14 de julho que freqoenla a minhi aula, quilro ho-
ras de manhaa, quatro de tarde e doas de loite, d*
horas effertivamenle sem urna falta ID Iinpz-se a
rigorosa obrigaclo de eatudar o melhodo, execota
e disciplinar cometo fosse eu proprio, esla paranlo
iniciado em todaai as materias e em lodaa as dame
bertas qawnei feilo por este insigne mtlh listo como mea immediato a hriliuntea latiefacio-
ria eiposicio doe meu alumnos, qoe leve lugar no
dia 16 do eorrenle, no sallo do Ihealro de Santa-
Isabel, em presenja do Eim. presidente cesta pro-
vincia e mais conspicuos cidadJos, a quer) prova-
mos por fados, a excedencia do melhodo Oastilho :
e se o Exm. autor deliberou-ie a dizer na folhas
publicas desta cidade, de 10 de julho. que a minha
aula era ana das primeira da Europa e da Ameri-
ca, e no Diario de Pernambuco de 24 de correte
selembro diz que lenbo urna aula perfeita 11 exerco o
ensino de um modo irreprehensivel, eu deide j don
os parabens aos Sra. Rio Grandensee, poique vio
possuir urna escola, nao Igual, mas excede He a mi-
nha quantoao material, pois alguna objecl >s de que
o Eira. Castllho me mimoseou, liz delles presente eo
nosso digno 'discpulo ; e quanto 10 pesaaal posso
asseverar em nome do Eim. Caatilho, qne o Sr. Li-
beral Moreira Vidal he um do mais escelbmtes pra-
lico, e se nlo poder pela theoria convencer oa de-
tractores do melhodo, estou eerlissimo qu o con-
vencer pelos faetos : desta maneira julgo ter sal,
feito os voloa da Ilustre assembla provincial Rio
Grandense, e em particular ao Sr. depotadu provin-
cial o Illm. Rvm. Sr. vigario Florencio Gomes de
Oliveira,- que bem merece da patria, pelo ufan com
quesolicilou a propagarlo do melhodo Cisliiho na
ua bella provincia. Recife 24 de aetembro de
1855.Frarteisco de Freilas Gamboa, profsaor pro-
visionado pelo Exm. governn da provincia de Per-
nambuco, e approvado pelo Eira. Castilh > no me-
lhodo de leilura repentina.
Aluga-se para feta
um bom sitio na Torre, com boa casa de vivenda,
com 4 quarlos, 2 salas, dispensa, cozinha Tora, co-
piar alrazelerraco na frente, quarlos para os hospe-
des, ditos para escravos, estribara para 2 cavados,
boa agua de beber, coberto de arvoredo, por comrao-
do precu : a tratar alraz da matriz da Boa-Vista
o. 13.
Para esta.
Duas casas na Torre, com caminado peni familia,
2 salas, 3 quarlos, cozinha fora e copiar, quarto pa-
ra preidT, estribara para cavallos e boa agua : alraz
da matriz da Boa-Visla o. 13.
Desapparecen no dia 7 do correle ama escra-
va de narlo, de nome Maria Antonia, com idade de
40 annos, pouco mais ou menos, com os sigoaes se-
grales : atinja regular, olhos muito aperlado, ama
berruga nn rosto do lado direlo, falla basi nte groa-
se ; levou vestido de algodlo azul, panno da Coala
com :|islras verdes : roga-se as autoridades o capi-
lies decampo a apprehenslo da dila e leva-la a ra
do Jardim n. 29, que serlo generosamente recom-
pensado.
Precisa-se alagar am escravo para andar com
um taboleiro com poucas fazendas, e ser "ir a om
hom'em solteiro ; e tratar na ra do Queimado, loja
OOOOO de graticacao,
Desappareceo no dia 17 de egoslo prolimo passa-
do, pela 7 hora da noile, a prela Loareo;a, de na-
co Angola, de idade 3.5 a 40 anuo, pouco mais ou
monos, com os signaes segundes : um dedo da mo
direita inrhado. magra, tem marcas branca as duas -.
pernas ; levon camisa de algodlozinlio, resudo de Clfa e aton^ta ^ i
chita roa, panno lino, e mais um Irouia de roupa: -
Lotera do Rio de Janeiro/
Aehaa-M'i vende os novos billietea da'loleria 36
do Monle Pi Geral, qoe deveri correr a 34 de pr-
state. Ai lisias virio pele vapor Guanabara, qne
deve parlir em 25 do andante, e deve aqui cliegar a
2 de oulubro futuro.
N engenho S. Jlo de Ilamaracai, preeiea-ee
de um bom feilor : qnem a isto se quizar prepr,
dando egabecimento de sua conduca e espaeidede,
dirija-se a roa da Aurora n. 62, casa do Dr. Joto
Honorio Bezerra de Menezes, ou ao dito engenho, a
tratar con o proprietario.
Precisa-se de um ceiieiro qae tenba pratiea
de loja de ferragens : na roa do Queimado u. 32.
Francisco daXoala Amaral relira-se para Por-
tugal, deiaodo ae soas casas de negocio n mesmo
gvro, por seo procuradores, 1 .< Jlo Antonio Car-
pinleiro da Silva, 2. Francisco Jos da Costa Ribei-
ro, 3.i Luiz Jos de Coala Amonm, e roga a aeo
credores Ihe apresenlem eues conlas ne prazo de 4
da, e aos seus devedores qoe bajara de saldar loas
contas ne poazo de 8 dia.
D-aa l.-OOOg Joroe eem hypolhaet em algu-
ma casa qoe estoja sem embarace, oa a peohorea de
ouro ; na livraria do pateo do Collegio n. 6, se dir
quem di.
Offerece-se nm horaem pere caiieiro da qual-
quer casa de negocio de atacados ou a rclalho, a qual
lera boa letlre e bastante pratiea, pois asa arromado
ha mais de anna.porra por om pequeo motivo quer
sabir da casa : quem precisar annaocie.
Carolina Caerla Flora Brasileira, pelo presante
declara, que fallecer no dia 3 do corrale sea pre-
zada la D. Florencia Mara do Desterro, aqual lora
sepultado na repella do engtnho Ribeirlo, com to-
dos ossoflrsgios do en.tu roe. para qae todos ee seus
sobrinhos e mais prenles qneiram enromroendar sna
alma ao Creador, e ludo quanlo o grao de parentesco
exigir, segundo os deveres e costumea esUbelaflC.
Perdeu-se urna caixa grande e bstanle f
da, de tartaruga, para rap, no dia 22 do ce
da ra do Collegio a nova igreja do Divino E
Santo : qoem a tiver adiado e qaizer ntreg
rija-sea mesma roa n. 19, primeiro andar, que sera
bem recompensado.
I IlUbU'L oa noitedesabbado, 22.1
rente, um alhnele de peilo, obra moderna,
malte, cem duas borlas pendentes, pasea
ras segointes : roa* Velha, pateo da Sanl
Rosario, Conceiflo, praca da Boa-Visla, 1
mesma, roa do Cano, pateo do Carino, n
las, paleo de S. Pedro, ra muro da P
ra do Nogueira : roga-se a qualquer {
lenha achado, de o restituir no sobrado 1
Nogueira n. 39, que receber ama gratifica!,
aos senhores es-
tudantes.
Ainda exista urna porfi da livros da dreilo e de
lilleralura, em multo bom estado, a por menos pro-
co do qoe em oolra qualquer parte : quena peaJKsfl
aproveile a occasilo pesa comprar barat
se acabera : na roa do Queimado n. 34, ladea
das II horas em diante.
Precisa-se alagar am primeiro indar
do, sendo na ras segointes : Queimado
roga-se a todas as autoridad-a policiaes ou capules
de campo que a apprehendam e leven), a u senhor
Jlo Lele do Azevedo. na praca. do Corpa Santo n.
17, que receber a gratifica rato cima.
Pede-te o Sr. Francisco Carlos de Ifendojiea
o favor de dirigir-se a roa das Cinco Pona n. 62, a
negocio de seu particular oleresse, com ingeocia.
Pede-se aoSr. Antonio Brasiiioo de Hollanda
Cavalcanti o favor de drigir-se a ra di Cinco Pon-
tas n. 62, a negocio de seu particular interssse, cem
urgencia. ,
Pede-se a Sra. D. Anna Januaria do Carmo o
favor de dirigir-se a roa das Cinco Ponas 11. 62, ou
annunciar sua morada, qoe se Ihe deseja filiar com
urgencia.
bar. e 1
aicivado

9
9
20600
19700
1:451)866
E para constar se mandou afiliar o presenie, e pu-
blicar pelo Diario. Secretaria da thesourria pro-
vincia! de Pernamboco 12 de selembro de 1855.
O secrelario.
J. F. Annunciacao,
O Jllm. Sr. inspector da thesoararia provincial
em cumpnmento da orden) do Eiin. Sr. presidente
da provincia, manda convidar aos proprielarios abai-
xo mencionado*, a entregarem na mesma thesour-
ria no prazo de 30 dias, a contar do dia da primeria
pobhcacao do presente, a importancia das quolas
cem que devem entrar para o calcamenlo da ra do
Rangel, conforme o disposlo na le provincial n. 350.
Adverliado, qoe a falta da entrega voluntaria'sera
ponida com o duplo das referidas quolas na confor-
midade do arl. 6 do regulamenlo de 22 de dezem-
bru de 1854.
N. 2. Orden lerceira de S. Fran-
el"* .......... 189000
N. 4. Benta da Concomo Ferreira I89OO
N. 6. Domingos Jos-da Silva 179000
N. 8. Thaotoniu Flix de Mello. 499500
N. 10. Carila Enmenia da Concei-
80........... 579600
N. 19. lierdeiros de Ihereza de Je-
"........... 189OOO
N. 14. Irmandade dai Almas d Re-
^eananananf....._^ 1t}|200
DECLARACO ES
Pela subdelegacia da freguezia de S. Jos do
Recife se faz publico qae foi echada e eiiate ne-la
subdelegacia urna rsele de ouro esmaltada de asul,
que se entregara' a seu duno apre igual.Subdelegacia da freguezia de S Jos do Re-
cife 24 de selembro da 1855.Osnbdelegado, Mu
ardo Freierico Backs.
Pela mesa do consulado provincial se faz pu-
blico ao contribuiotes de imposlos, cujos debito .lo
dependentes de lancamentos, e que ainda ua furaun
pagos dentro do anuo linanceiro prximo passsdo,
que os podem raalisar ne-la repartiro at o lim do
presenie mez, (ludo o qual passam a ser execuladoa
lodos os que deiinram de pagar os do anno de 185t
a 1855.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernambuco tacca sobre
a praca da Babia, e contina a tomar
lettras obre a do Rio de Janeiro. Ban-
co de Pernambuco 25 de junho de 1855.
O secretario da direcco, Joao Ignacio
de Medeiros Reg.
O conseibo de adrainistracio naval contrata
para fornecimenlo dot navio irtnidos, barca de ei-
mesa e de parede, ricos jarroSvdeaajw'
os tamanhos, linternas, globos, anc
apparelbos de porcelana para jar*
para almor,, garrafas e copos de 4
de limpur facas, e outros muito c"
cessarios ao uso de qualquer
la-feira, 27 do corrj
cado hujel
O agento Oliv
di'in do Illm. Sr. inspector
Esptronca de Beberibe (que servia de"barca _.
gia) com lodos os seus aprestos, tal qual se acha fun'-
deadojunto ao trpicheda dita alfandega, ondeos
pretendemos podem eiamina-lo cora anticiparlo :
exla-felra, 28 do eorrenle, ao meio dia em ponto,
no indicado trapiche da alfandega.
LEIIA0.
Hoje 25 do correute aa 11 horas o agente Bor-
ja far leillo da taberna sila na ra Direita n. 16.
Vctor Lane fara' leilao, por inter-
vngalo do agente Oliveira, de ptimo sor-
timento de fazendas de toda a qualida-
de, recentement despachadas: quarta-
feira26 do crrante, a s 10 horas da ma-
nhaa, no sen armazem, ruada Cruz.
O agente Borja, por despacho de
Exm. Sr. Dr. juiz privativo do commer-
cio. a reiiuerimento do curador fiscal da
masa fallida de Macbado & Piriheiro, la-
ra'leilao de 0 barris de manteiga ingle-
/.a, pertencentes a dita massa : quarta-
feira-iCdocorrente, as II horas em pon-
to, defronte da amada da alfandega, onde
se achanto patentes.
Joao Baptista de Barros Machado,
transferio o leilao da sua taberna, sita nt
ruado Nogueira 11. 4 segunda-feita2i. para quinta-feira 27 do
crtente, as 11 horas, sendo os objecin
existentes na dita taberna divididos em lo-
tes, a vontadedos compradores.
AVISOS DIVERSOS-
LOTERAS da provincia.
O Illm. Sr. thesoureiro manda fazer
publico, qu o* bilhetes da segunda par-
te da xegunda lotera do Gvmnasio Per-
natnbiicano, se acham a venda na the-
sourria das loteras, rita do Collegio n.
15, e as rodas andam impreterivelmente
no dia de outubro do coi-rente anno.
Thesourria das loteras desta provincia,
1\ de setembro de-1855Luiz Antonio
Rodrigues de Almeida, escnviio das lo-
teras.
Aos devotos do Sr. Bom-
Jesus dos Perseguidos.
Tencionando a mesa regedora da con-
fraria do Sr. Bom Jess dasChagas, erec-
ta na igreja de Noss&Seuhora do Paraizo,
evpra aidoracao dos fiis a piedosa e mi-
lagrosa imagem do.Sr. Bom Jess defen-
sor dos Perseguidos, no dia quinta-feira
27 do crrante, ha vend urna misia as 7
horas da man hala do referido da, e lada-
nha oleinne a noite; faz publico para
que o fiis coneorram com suas oraees,
alim de i|ue to PIEDOSO SENHOR nos
livre da pei-seguirflo da peste: a igreja
estara' aberta por espago de trinta das,,
todas as noites.
Desappareceu no da 24 do crrante,
da sala em que se imprime este Diario,
um par de botoes de ouro de abertura,
presos por urna correnl.inha tambem de
ouro, ambos lavradps, quadrados e com
urna flor no meio : roga-se a pessoa a
quem forera olFerecidos, de os levar a ra
do Rangel n. 59,- segundo andar, ou nesta
tyP06raP',a- quesera' generosamente re-
compensada, e promete-se guardar se-
gredo.
Sorvetes
Hoje daa6 horase meia as 8 e meia have' sorve-
IM np sierro da Bm-Villa ti. i.
mais alio do
qua a oussa fiagil peona para Ihe lecer os elogios de
que he merecedor. E se assim uo fosse, uao seria
eile por esta vez nomeado peto governo para a es-
piibosa misso de que esla eucarrega.lo. Aproveita.-
mos a uccaslao para pedir ao Eim. .presidente de
provincia e ao digno chele de polica, que a bem
ilejualisa e polica deste termo, conserve o delega-
do actual. Finalmente, apreciadores do mrito, co-
mo somos, pedmos ao Sr. Manoel da Cunha Wan-
derley I.in, que continu pela vereda que encelou
ua applicaco ila Justina, que aempre nos echara
promptos na estacada, para levar de arrojo todas as
aecusa^es que Ihe forem dirigidas e tributaraios-
Ihe osdevido agradecimeiilos Bodrigo Castor de
Albuquerque Maranhio.Manoel Pereira da Silva.
Victorino Pereira da Silva.Braz Nones de Ma-
galhaes. Arnau Nunes de Magalliales. Vigerio
Manoel Lopes Kodrigues de Barros.
( Estnve recoBhecido. ) -
Aluga-se para servico de casa urna escrnva
engommadeira, e eoslureira : quem a pretender di-
nja-se a ra do Alecrim n. 5.
Muta Attencao .. .
As pessoas amantes da fesa dos Senhores Sanio
Cosme e I)ami,io,que se feslejam semprecom grande
pompa na toa matriz, em Iguarass, poderao esle
anno, mais que nunca, conrorrerem e applaudir lio
brilhanles actos,'alm do pasaeio que na verdade de-
leita a boa rapazada, visto que alli achralo no pa-
teo do Senhor San Sebastian um geral agasalho para
suas pessoas e eavallos, lendo para esles bom Irala-
mento vista de aeus donos ; e para si o especial Ira-
lamento que sera eacusado especificar, a par de
muitaa variedades e commodidade que em todo
apelecerem, eem receio de conlrariedade durante o
lempo qoe se quiterem ulilisar. He de admirar que
aehem pela primeira vez naquelle lugar lao bom
agasalho, cum mu diminuto dispendio Alerta, ra-
pazes de sul e norte que a socieda-le he ba !!....
Na mesma oceasiio haveni chrisma.
O amante da sociedade.
A irmandade do patria/cha San Jos da Ago-
uia, erecta no convento de N. S. do Carmo, por con-
censo do Kvm. padre meslre provincial do mesmo,
lemexposlo no cruzeiro da mesma igreja, i venera-
co dos deis, o Senhor Bom Jeus dos Pasaos, qoe se
acha sob o zelo da referida irmandade; qneiram
portento, 01 devotos desla sacro-santa
concorrer diariamente, pare imploraren) a q
livre do terrivel flagcllo que nos anisara.
Novo boteqoim e casa de pasto pelos procos
mais ronimo los, qae nao deiiaralo de agradar a to-
das as pessoas que ae dignarem concorrer a primeira
vez para continuar (odas as outras: na roa do Co-
dorniz, no Forte do Mallos n. 3.
Precisa se de urna ama forra on captiva, que
lenha bom leile.seja sadia e nato lenha fillo : a tra-
tar na ra da Cadeia do Becife luja n. s
Precisa-se de um criado e que queira tambem
ser pagem: na ra da Cadeia do Recife n. 40, acha-
ra com quem tratar.
Offerece-se urna ama com bom leite: no Bec-
co Largo o. 6.
LOTERA do gvmnasio pernam-
BUCANO.
AOS 6:000*', 3:000$ E 1:000$.
O cautaUsU da casa da Fama, Antonio da Silva
Uuimara, faz sciente ao'publico, que tem eiposto
venda os seus muilo afortunados bilhetes e caute-
las da segunda parle da segunda loleria do Gvmna-
sio, a qual corre no da 6 de oulubro do eorrenle
aono, e sao vendidos naa segointes casas : aterro de
Boa-Vista ns. 48 6 68 ; na do Sol n. 72 A ; praca
da Independencia ns. 14 e 16 ; ra do Collegio n.
9; ra do Kangel n. 54 ; ra da Cruz n. 43, loja, e
ra do Pilar n. 90.
Becebe por inleiro 6:0009
com descont 2:7609
1:380i
a a 6909
t 5529
2769
U mesmo caulelisla declara, quo garanto nica-
mente os bilhetes iniciaos em originaos, nao soltren-
do o descomo dos oito por cenlo do imposto geral,
e que as suas cautelas premiadas com os premios de
SOOfOQO para bailo san pagas nnssuaa Injas, sem dis-
liuccao de seren vendidas nesla ou nannella, e ou-
tros premios no aterro da Boa-Visla a. 48.
Ausentou-so do casa da seu senhor, no Montei-
ro, em 18 do sorrente, urna escrava com liiho ; cha-
ma-le Komana, eseu filho Aseenco ; tem os signaes
seguinles : idade 20 a 24 annos, he cabra, altura
mais que regular, magra, cabello carapinho. mas
alto, bocea regular, beirus grossos, denles limados,
andar faceiro, quando anda abre bstanle os ps, he
bem fallante; levou vestido de chila eseura, e tai-
vez outros que nao ho possvel recordar. filho que
tem um aono parece ter menos idade, he magro e
mulato : qoem delle auuhrr, dando noticia no Mon-
teiro a Jos Bernardino Pereira de tirito, e no Be-
cife, roa de Apollo n. 22, oa roa do Trapiche na. 9
e 11 a seu senhor Jos, de Aquino Fonseca, aera ge-
nerosamente recompensado. Igualmente prolesla-se
contra quem a tiver occultado.
Propagaco do metliodo Castilho.
Parte hoje 25 de selembro para o Bio Grande do
Ndrte o Sr. Liberal Moreira Vidal, a ensinar a ler e
escrever pelo melhodo portugus Ac leilnra repenti-
na. Esle honrado brasileiro*cuja moral e eicellen-
tei coslumes o fazem recommendavel a lodos os hon-
rados pas de familia,he ama das mais bellas acqnl-
sicOes qae o Exm. Sr. conselheiro Castilho poda
Tresjovens pernambucani convena lilemente
educadas e habilitadas para ensinar o que saben)
com alguma perfeirn, vio instalar urna a ila com o
Ululo deS. Roana ra Augusta, dei'ronte do
rlufariz, no sobrado n.'.l, aoude.raora Fi mino Jo-
s Flix da Bosa, aeu pai, as quaes sej^KweprOrrfet-
lin empreJar'tdiM os desvell r --carinhos ao seu
alcance para ensinarem aa meninas que Ibes forem
confiadas, o segrale : urna, as primeira lettras, es-
crever e contar ; outra lomar a si ensi riar a coser
chao, labyriolhar, cacund, bordado desasto, e acol
loado ; a lerceira ensillar a tapete, tapetara, Tro-
co, miranga branco, matiz ouro. As jnvens cima
esperara de alguna senhores, pas de familias, Ihes
deem pioleccao, e querendo eiarainer e ajuitar de
seus Irabalhoa, podem com antecedencia dirigir-se a
casa cima para verem alguna dillerenles de seus
Irabalhos que Ihe serlo apresentados. O preco de
cada urna para ler, escrever e contar, costura, escan-
de, labyrintho de qualquer forma, ser :I9000 meu-
saes.e por lodos os mais Irabalhos superiores ser 59.
Tambera se recebera meio pensionislas por preco
raznavel, alim de evitar o transito ero virlude da
grande forra do sol. A aula principiar os seos Ira-
balhos no dia 1. de outubro do eorrenle aono.
0 Evm. conselheiro Antonio Feliciano de
Castilho,
eiigindo res posta ao ofl'ereci ment que fu aos Ilus-
tres habitantes desta bella provincia, ama ules da re-
generacalo da inslrucrl > pubiiea.
Illm. Sr. Francisco de Freitas Gamboa.Negocio
importuolissimo : V. S. lem urna aula perfeita, e
eierce o ensino ib; nm modo compltame le irrepre-
hensivel ; mas V. s. he nico, e o territorio deasa
provincia iminensu ; reslam, porlanlo, innumere-
veis localidades onde anda ulo chegou, nero por ora
pode cliegar o beueQeio : seria logo para desejar qoe
de Portugal fosse para ah pessoa habituada paia o
novo ensino ; posto que este seja ainda novo, e nlo
tenha nos por conseguinte abundancia de prufessores
para eiporlarlo, siguen) ae poder adiar a quem
convenha, parle por zelo da cousa, e parle por espe-
cul.irao de fortuna ir para Pernambuco doolrinsr,
ou no Rcril'e. ouem Olinda, ou em qualquer cidade
ou villa populosa : queira pois V. S. p< rguntar aos
compeleules, ao Illm. chefe da instruc.;lo publica,
ao Illm. reilor do Intrnalo, aoEim. presidente des-
sa provincia, se querem meslre 00 meslia de minha
esculla para o ensino de leilara repentina, que von-
lagens Ihe podem segurar e que servico ciigem delle
ou delta : se o querem ou a querem por om, dous,
1 res ou mais annos ; se he por curso normal, oa por
curso pralico e de ensino effectivo a analfabetos, oa
por cunos de urna e oulra nalureza, se para acida-
do oa para o.campo, que ordenado Ihe a lancam'.' se
he com casa, cama, mesa e roupa lavada ou secco e
peco ? se eslflo promptos como de certo seria neces-
sario a pagar as despezas da viagem, fazendo o
mesmo lempo algum adiaulamento para preparali-
vosvenha esta resposla ja, j, e o mas completo,
a mm nn P'tT0 e Ruro que ser possa, porque lendo eu de
fazer iguaea propostas para^outras provincias desse
imperio, desejare por trinta razoes preferir em
igualdade de circumslancia essa bella cidade, onde
lanos obsequios se me prodigal9aVam dnsde o Eim.
presidente da provincia ale aos desconbecidos das
ras. De V. S. amicissimo e obligadsimo criado
Anlonfo Feliciano de Castilho.
Lisboa 17 de agosto de 1855.
_ N. B. As respostas se podem dar directora do
Gabinete Portuguez de Leilara, oa ao pcofaasor do
Melhodo Castilho, na ra larga do Bosaiio n. 48.
Bosario n. 2, loja de barbeiro.
Aloga-se para pasear a lela 00 por anno, am
sitio na 1 orre, roargem ds Cepibaril
casa de sotao. casa para negree, estribar
d agua de beber : na rae da Cre a. 10
Precisa-se alagar ama eseran para
cozinhar para duas pessoas ;" na praca da
ciencia n. 18 e 20, loja de relojeeii
Bellarmino dos Santa Piiheiro vai a Europa.
Os abaiio assignados fazendo parto dar sdmi-
nislracae 4a casa de Jlo Bernarda de Carvalho Pio-
lo, sita na roa Direita, convidara a laidas os credores
do dilo Pialo para vreo) tomar resalla lee negocios
do mesmo peles 2 horas do dia 22 do eorrenle, visto
nlo poderem continuar so ne administracio, e ro-
sara a qoem coas a adminUlraclo lem conu
rem receber.(Suimaraei & Alcof\
Bilhetes 53800
Meios 29800
Quarlos 19440
Oitavos 760
Decimos 600
Vigsimos 320
ATTENCAO.
O cautelista da casa da Fama, Antonio
da Silva Guimames, vendeu o bilhele in-
teiro garantido n. 5100, com 6:000^000
rs., da primeira parte da seguida lote-
ra do Gyunasio ; o possudor do dito bi-
Ihete venha receber a garanta, no ater-
ro da Boa-Vista n. 48.
Perdeu-se desde a ra do Sebo, vin-
do pelo pateo da Santa Cruz, ra do Ara-
gao, aterro da Boa-Vista, em seguimento
at a rua das Cruzes, um alfinett: de peito
formado por urna flor cbm dous esmaltes,
um encarnado e outro verde: quem o
tiver achado, querendo restituir, dirija-se
a rua dais Cruzes no sobrado junto a esta
typographia, que se gratificara'.
O cautelista Salustiano dt; Aquino
Ferreira avisa que ver.deu a sorte de
3:0U0. da primeira parte da segunda lotera do
Gymnasio Pernambucano ; quem os pos-
suir queira vir receber por inteiro, na rua
do Trapiche n. 36, segundo andar, logo
quese.'izera distribuirao das listas. Per-
nambuco 24 de setembro de 1855.O
cautelista, Salustiano de, Aquinr. Ferreira.
O abaiio assignado participa aos tees fregu-
is que mudou a cocheara de carros que linha no
pateo do Hospital do Paraizo, para a rui da Floren-
tina.
Deaappareceu no dia 16 do correle mez o pre-
io Jlo," de na(lo Benguela, idade 20 anuos, pouco
maia ou menos, boa allura, jai principia a saiiir-lhe a
barba, lem os pea grandes e os dedos aberlos, tem
ama cicatriz em um dos bracos, costura embriagar-
se muilo a miudo, e he dado a valente ; levou calca
de riscadinho azul e.camisa de madapol, o, anda va-
gabundo pelas ruae e cosluma dormir as e-cadas
que acha aberras de noite : pede-se a todas as eulo-1
ridades policiaes e capules de campo q'ie o encon-
traren), o, apprehendam e conduzam a seu senhor,
que mora no largo da Trempe, sobrado n. 1, que
lem taberna por baio, o qaal recompensar gene-
rosamente o sea trabalho.
Loja e armazem de faiendas baratas!
da Cadeia de Recife n. 50, defronte da r
dre de Dos, quina do segando becco viodo i
le, lado esquerdo. Neale estabelecimento adiarlo oa
Sra. fazendeiros, commerciantes do ci
blico era geral, am completo sorlimenlo de (
linas e groases, lodas de boa qoalidade e sem
que a dinheiro ai visla, se vendem por precos '
lissimos ; assim como boa disposicJc. para bem ser-
vir e agradar a todos os fregaexes qae se dignaren)
honrar o estabelecimento.
BECI.GR
RUA NOVA N. 60,
lem a satisfazlo da annunciar aos fashionables, sec-
tarios do bom goslo e per feicio, qae no sea estabe-
lecimento ae encentra nao e as fazendas neeessariaa
ebegadas ullimamenle de Paria para o sorlimenlo
completo de ora elegante ; como tem igualmente a
felicidade de noticiar aos seos ftegoeses e amigos,
que afrento de aeu estabelecimento se echa hoje
um artista versado am todos os segredos da pronesae
e interprete liel do goslo otis requintado.
O escripturarioda Companhia de Be-
beribe Maroolino Jos Pupe, ainda esta'
autorsado a comprar e vender acoes da
mesma companhia, pois que ninguem
mais habilitado .do que elle a faier *te
negocio; podendo ser procurado no es-
criptorio da mesma, na rua Nora n. 7, das
8 horas as 5 da tarde.
Candido Jos Lisboa, ahligo discpulo do Sr.
padre Joaquim Baphael da Silva, approvado pelo
lyceu desta cidade, com pratiea de ensinar, di lcOes
de lalim oa rua de Apollo o. 21. Da laatbern licoes
de grammalira portuguesa a franeeta, 00 na elasee
conectivamente, oa a cada ura de per ei da larde a
noite; e recebe pensionistas de pouca idade.
COMPANHIA DE FIA?A9 E TECI-
DOS. NO RECIFE.
AdirecrSoda com-
panhia de Farao e Te-
cidos de algodfio con-
vioc aos Srs. accio-
nistas da companhia,
a realtarem do 1 ao
ultimo de outubro prximo, em mao do
C\a Sr. Antonio ae Moraes Gomes Fer-
reira ua casa do Banco, e as tercas esex-
tas-f'eiras de cada semana, urna prestacaO
de 10 por cento sobre o capital. Recife
11 de setembro de 1*53.Barac
maragibe, presidente.Joao Ignac
Medeiros Regtf, secretario.
O medico Jos de Almeida Soares de Lima aa
Bastos, rrssd^ei a>ana residencia para a rua da S
Cruz sbralo amarello n. 21, segundo an- #
m9f*-*%
Francisco Gomes de Oliveira, estante de lei-
les, aluga por anno ou annos, ou pet ampo da
fesla, a sua eicellente casa de campo, arla a bo-
voacln do Poco da Panelle, a qoal'tem sido oecu-
pada a ser at o lim do eorrenle mez, peto Sr. Fre-
derico Kobilliard.
Precisa-se de ama ama secca para casa he pou-
ca familia, sabendo cozinhar o diario de urna.casa,
sendo livre ou escrava, de boa conduela, nlo se olba
ao preco : na roa da Cruz n. 40.
A venda do jacar do papo amarello,
annunciada neste DIARIO nos dias 20 c
21 do coi-rente, foi transferida da rua Im-
perial pata o pateo do Carmo: quem qui-
zer melhor saber, pergunte aos devotos
doF.,.
Precisa-se do urna escrava on de ama forra pa-
ra orna casa de pouca familia t aa roa do Hospicio
Jordao Jos Fragoso, procurador bstanle da
seu sogro o Sr. Joio Moreira Marques, ora ausente
desla cidade, roga a todos os devedores do mearao,
ven ha m e rua do Cabug .n. 11, satisfazerera seos d-
bitos, evitando por esle, modo os recursos legaes,
julgaudo que o referido sea sogro ueda deve nesla
praca, com lado convida a qualquer peearn qae delle
se considere credor, a apreeeiiter os ltalos de divi-
da, por onde assim o mostr, para serem pagas.
<:.' Fiedler. tendo da seguir pera Europa no
primeiro vapor para retar de soa saade, pede des-
enlpa ais suas lllmaa. discipulas e aee seas amigos,
que por ralla de lempo nato se despedio de lodos ; ao
mesmo lempo previne es primeiras que preleode es-
tar de ralla nallivelmeute no principio de marco.
Regiment de castas.
Saho a luz o regiment das custas judi-
ciaes, annotadocom os avisos me oalte-
raram: vende-se a 500 res, na livraria
n. 6 e 8 da pratja da Independencia.
"~ Pracisa-sa-de om criado desempedido, qoe en-
tenda de cozinhar, para servir a om nomen solteiro
e morai em sua companhia : proeore na roa eslreila
do Kossrio n. 15, sobrade.
\




f
CONSULTORIO DOS POBRES
50 BA WOVA 1 4VSAB ftO*
mJ^jL^^^^^ST^ ftfA'Zg"**' 9 h"" "*
ita para pralicar qualquer operaeo decirnrgia. e acudir promptameole a qaer aiulher que esteja nal departo, e cujascircumstanciasnSopermittam pagar ao medico.
NO CONSULTORIO DO DI. PA. LOBO I0SC0Z0.
50 RA NOVA 50
VEMJE-SE O SEGINTE:
Manual completo de tnedd'cHia homeopalhica do Dr. H. Jahr, traduaido em por
jgae peto Dr. Moscoto, qualro volumes encadernados em doua e acomranhado da
>s rte medicina, cirureia, anatoma, ele, ele...... 9090QO
!sta obra, a mais ira portan le de todas a que Iratam do estado e pralica dahomeopathia, por ser a nica
mSS S,a'""ria-A PATHOENESIA OU EFFEITOS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SAUDE-couhecimenlos que uso podem dispensar as pes-
sdicar a pratica da verdadeira medicina, interessa a lodo o mdicos que qnizerem
Hahnemann, e por si meimos se convencerem da verdade d'ella: a todos os
es d,> engenho que eslo tange doa recursos dos mdicos: a lodosos ca pitaes de navio,
i nao podem deiiar de acudir a qualquer incommodo seu ou de aeus tripulantes :
ie por circumstancias, que nm sempre podem ser prevenidas, sao lobriga-
dos a prestar incontinenti os pnmeiroa aoceorros ero soas enrermidades.
swnieopalba ou iraducco da medicina domeatica do Dr. Herine,
"..Tf Ia* "* ^"n ludo da homeopalhia, um volu-
mpi.nhado do diccionario dos termos de medicina .... 10SO00
toram.de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele, encardenado. 39000
preparados medicamentos n3o se pode dar nm passo seguro na pratica da
desle estabelecimento se lisongeia de te-Io o mais bem montado po.sivel e
vida hoje da grande superioridad* dos seus medicamentos,
sonis a \ tobas grandec......
BqISm4,m edicameotos em globolos', a\u#, 12 e'l5000 s.........
wias ditos a .
ditos- a ......' *
ditas a .........
ditos a ........
ibos avalaos.......... .........
Frascos de meia oBea de lindura. ..!".!!! | ['"'''"* '
Ditis de Terdadeira tinctura a rnica. ..".'..........
a grande numera de"ta'bos' d'e erysla de diversos liWhoY.
T'Zrt~ qaa,q0er "raeo1'' de medicamenloscom toda a brevida-
DIMIO DE PERallBUCO TERQA FElRl 25 OE SETEMBRO DE 1855
203000
290U0
30}000
bOsOOb
18000
25000
28000
TRATAIEHTO HOMOPAfHICo! ~
Preservatico e curativo
DO CHOLERA MORBUS.
PELOS DRS
tosa enfermidade, adminisl^oTs^mlSos mais eOicizes
.recrrete sed.co.ou m.smo para cura-la indepeoden.e deste, nos luga"!
)0 EM PORTUGUEZ PELO DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
i opsculos conlmas indicacOes mais claras e precisas so nela M eimni.. ''
6 pelo qUBPd?,Tes'o^sm'io^ ivuTco""ZZ-
.doo.m.1, satisfactorios cuitados em loda ^TeTaZ
>meopalhicoo anicoque tem dado grandes resollad,,..,,, .,i.. j. ,.
iroposilo traduxir" este, dou, i^ul^^Z'lX^^
BanH lora aquemignoreo trance*. b eruacu
fl Consultorio do traductor, ra Nova n. 52, por 2J000 rs.
Est a sabir a luz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTRAHIDO DE RUOFF E BOEN-
NINGHAUSEN E OUTROS,
e posto em ordem alphabetica, com a descripcao
abreviada de todas as molestias, a indicacAo physio-
log.ca ei Iherapeotica de lodos os medicamentos ho-
eneopalhicos, seu lempo de accao e concordancia,
seguido de um diccionario da significacao de todos
o termos de medicina e cirurgia, e posto ao alcance
das peisoasdo povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO MORAES.
SuDscreve-se para esta obra no consultorio homeo-
ptico do Dr. LOBO MOSCOZO, ra Nova n. 500
primeiro andar, por 58000 em broebura, e 6800,
encadernado. "w~i
f/fHlIBJAFRAllCEZ.
Faulo baiguoux, dentista, eslabelecido na
ra larga do Rosario n. 36, segundo andar,
m colloca denlescom a pressaodo ar, o chumba
dsnles com a massa adamantina e nutros me- l
laes. J
***
7!i .Dr* R,0,r,)> medico, contina a residir na
a da Cruz do Recite o. 49, segundo andar.
.'UBI CHAO' DO INSTITUTO HO 0
MEOPATHICO DO BRASIL.
THESOURO HOMEOPATHICO
OU
VADE-MECM DO
HOMEOPATHA.
do conciso, claro 9 seguro de cu-
"pathicammte loda as molestias
a especie humana, e parti-
tt agella que relnam no Bra-
undei os melhores Irata-
palhia, lauto europeos como
segundo a propria eiperi-
no Olegario l.udgera
obra he hoje recouhecida co-
:is que Iratam daappli-
ltuca no curativo das mo-
irioMTT>rnrerpaInienle, nao
oasso seguro semHwsuiJa e ,
i de familias, ossenRb^1
sacerdotes, viajantes, ca- |
u f tanejos'etc. ele, devem ,
ir prompamente a '
> molestia. i
m em brochura por 109000 ]
encadernados 118000 I
-amento em casa do autor, i
Saato Amaro n. 6. (Mondo No-
MESMA CASA.
>s mais acreditados medica-
homeopattiiccs preparadus sob as
ramedialas do aotor, por presos va-
aeguodo o numero e d>namisario
___ dicamenlos, lamanbo dos lobos e
iieaa das caitas.
Bol amentos, de 12 a 203000
30 K 159a 259000
< 189 a 309000
359a 489000
309a 609000
459 a 90900o
120 509a 1009000
N. B.Cada urna earteira encerra lam-
be
i
KSao chegados a praf* daliiarpendeucia ns. 2t |a
JO loju de J. O. Maia os encllenles e muilo deseja-
dos oleados pintados de 5 a 8 palmos de largura de
bonitas pinluras.muiloproprios paracolerlas de pia-
no, mesas, commodas ele, e veude-se por baratis-
siiiio iirejo.
Vende-seoma negra com 30annos de idade
sem vicios uem achaque,, cozinha alguma coosa e
ansaboa, e lambem lio proprja; para servico do
campo: na ra do Queimado loja 11. 2.
A boa fama
conhec?.?.d.0U,,.emad0,n08qoi"ro c,n,0, na bem
coiihec.da loja de miudezas da boa rama n. 33 en-
conlra-se sempre um completo srrlime'nlo de miu-
dezas de lodas as qualidade. e de diversos gustos e
que ludo se vende por ISo baratos preces que aos
propnos compradores causa admiraeflo :
no" e 70" d8' nVel0' bra"cas W'
Duza de lesouras para costura a
Peca',' coJ'u U"8 nuaS P'ril coslura a
,l varas rte fil d da lavrada
MXaCvO,T,^l50,6,,e70^'de-da-
Pecas com 10 varas de bico estrello
Uuza de dedaes para senhora
uizninas com agullias frtncezas
Canas eom 16 novellos de lindas de marcar
ruiceiras encarnadas para meninas
Orozas de bolOes para carniza
M.? deJm*ias r,UM Para senhora a 210,300 e
Meadas de I.nhas muilo linas para bordar
Meadas de lindas de peso
Orozas de botoes muilo finos para calcas
Agullieiroi Tinos com agulhas sonidas
Babados aberlosde lindo litse bordados,a
vara a 120 e
Lapis linos envernisados a'duzia
Carleiras demarroquim para algibeira
Hvelas dourad.s para calcas e collele
aToo'"" Pre,* "" borracha P togios
Tinleirose areeiros de porcelana o par
t-liaruleiras entre Ollas
Duzias de lapis sem ser envernisados
Dozas de lorcidaspara candieiro n. 1*
I enies linos de btalo para alisar a 300 a
Petas cora 6 1 2 varas de Ola branca de lindo
Canas com clcheles
Carrileit de lindas de 200jardas de boa qua-
Maciohoscom25, 30 e 40 grampas
Sospeusonos, o par .
A. boa fama
d!os S!TJe, 'ar!araga Para a,ar caello a 49500
ui os ue alisar lambem de larlaruca lshki
Do, de marnm |aa)bein aru^a 3*000
cKs,d9Verdader b0fal Para
Lovm prelasdelprcalcom boloUs, faaend. l328
i.inuas meiat de seda de cores nara crianca tama
& ,"r,.,n,dfi0 d',E,CCa WrtS-WSS
SpS .ma B 6 d* P"ilura' finas3500 ****
Canelas fioissimas de marflm ii,
"une"! eoTr "" d"od"as SraduaCOC, 800
i-uneas com armajao de larlaruca IttaM
SSttS^ -m "" espeldo S
KioasVenaaM 8uP"'or Para padre, 2-DOOO
Meta, mMB3W Padre.3 '* ^
f!T d^,Seda de a ores MUM
Filas de velludo estrenas e dp Zu as cores, ^
Atacadores de cornalina para casaca
R'cos relindo, para cima Se mesa
19100
18^80
18000
18280
19200
400
560
100
160
280
240
16Q
360
b160
100
280
200
240
120
600
120
160
500
120
80
80
400
50
60
70
50
40
$ APPROVADO, PELA JUSTA S
DE
HYGIENE PtBLI :
RIO DE JANEIRO.
I COM PRIVILEGIO DO GOVBNO s
DE
S: M IMPERIAL.
.------------su"" para 1
,ra8SP.a1rJe'0-8-0Upa,,,i,Ta,h'
Panorama.
OUNTA EXPOSlCiO.
EDK LEMBCKE.
Tem a honra da avisar ao respeilavel publico, que
00 da iiaarla-reira 19 do correle, espoe novas vls-
ovincia aind. se nao lein visto : na
ronleao convento de S. Fiancisco,
taintes :
.Scliwcaborg debaiio da observacao
Inglezes sobre o Redan diante de
Soban
3. O lerney no mar Azoft".
* Se laque sobre a Colina Verde.
5. I k ama batera russa diante da torre de
Malatoil.
6. Sebvslopol, vista geral do lado de trra.
7- C'- la o o desembarque da tropa (ran-
eis.
ilem.
9. Dito a entrada do templo do Santo epulcoro.
0 proco he 500 reis cada pessoa, e acha-ie abarlo
das 6 m 9 horas da uoilc.
___________ i-yotnsfBrflraatM
1 mdou a sua residencia para a ra da S
J I > o. 38, primeiro andar, on-
er procurado para os misleres de
1 I 00 no paleo do Colle-
- Sr. Dr. Fonseca.
LADELATIM.
e Vicente Ferrer de Albuquer-
adou a sua aula para a ra do Ran-
le continua a receber alum-
.externos desde ja' por mo-
> como he publico: quem se
r 11 til isa r de seu pequeo prestimo o,
pode procurar 00 segundo andar da refe-
rida cisa a' qualquer hora dos das uteis.
J. JANE, DENTISTA, S
t continua a residir oa roa Nova n. 19, primei- m
ro Z
Novoslivrosdehomeopalliia em francez, sob
lodas de lomma importancia :
Hahneniann, Ira^^^^Beslia, chronlcas, 4 vo-
209OOO
. 690OO
. 79OOO
. 69000
. / 169000
. 69000
89000
169000
10900o
89000
7000
69000
49OOO
109000
309000
lumei.
Teste, n'oleslias dos meninos '! '.
Bering, homeopalhia domeslica. .
lahr, pliarmacopoa homeopalhica. .
Jahr, novo manual, 4 volumes .'
Jahr, molestias nervosas.....
Jahr, molestias da petle. .
homeopathia, 2 volumes
Hartti tratado completo das molestias
dos meninos........
A Teste, materia medica homeopalhica! '.
De Fayolte, donlrina medica homeopalhica"
Clnica Je Slaoneli ....._
ig, verdade da homaopaUia*. '.
,len ...'.'.
Attlas o inaloraia eom bellas es-
tampas colorida,, cooteiido a descripcao
de todas as partes do eorpo humano a
vedem-se todos estes livro no consultorio hoaeopa-
thico do Dr. Lobo Moscow, ra Nova n. 50 nri-
meiro andar. Jy
|eMfio-aBoe-90(.
O Dr. Sabino Olegario I.ndgero- Pinho,
muloo-.e do palacete da ra de S.Francis-
co 11.68A, para o sobrado de dous anda-
^ resn.6, roa
Na roa larga do Rosario esta pan alugar-se o
sobrado o. 23, tanto a loja como o primeiro a segan-
do andares ; IraU-ae com o Dr. Cosme de Si Pereira
ao Recife, roa da Croz n. 33.
J. Falque.
iDOCOLLEGIO N. {.
. R !u-se pelo ultimo navio viudo de
ranea, os seguinles objeclos :
' de panno prelo e de cor, forrados
Uto) [30000 para cima.
sde l*a de cores muito lindos.
de alpaca prela de 69 a 109000.
Dito, de brim braneo e de cores de 29500
para cima. -
lea. de case mira prela fina a 109000.
Oilasde dita de cores de GS a 99000.
Mas'de brim de cor e brancas de 3J000 a
19OOO.
Clsas, colleles e palitos de caseniira mes-
ciada. #
Ve Colleles de selim, fuslao e cisemira.
Palitos de ganga muilo superiores.
Ditos de seda de superior qualidade. cla-
ros e escuros, de 109000 i 169000.
Grande sorlimento de mallas, saceos com
lala e saceos de tapete para viagem, sobre-
! ludo de 13a para sabidas de baile, Ihea-
Iro, ele.
E grande quanlidade de edapos de sold *
I da e de panuinlio, lano para homeo como X
I para senhora, e baleas para vestidos e espar- E
1 lilhos de sendoras. &
Aloga-se urna ama para cozinhar e encommar,
prefere-se captiva : quem quizer ajustar. procure no
aterro da Boa-Vista, sobrado n. 33. Na mesma casa
lam&em precisa-se de urna prela para vender na
roa.
Dana 900 a premio com liypolheca em urna
ada de casa : quem o quizer entenda-se com o
sr. Bartdolomeu Francisco de Souza, com bolica na
ra larga do Rosario 11. 36.
Precisa-sede urna mullier parda ou prela, que
agosle de diverhmenlqs, para ama de casa : a
traur no sobrado adireilada igreia dos Harlvrios.
primeiro andar. '
AGENCIA DA FL^DICAO
EDWIN MAW, ESCRIPTORIODE RO-
SAS BRAGA & C, RA DO TRAPI-
CHE a. u.
Tem para vender um completo sorti-
mento de teixas, moendas e meias moen-
das para engenlio, cuja superioridade ja'
he bem conhecida dos senliores de enge-
nho desta provincia, dos' da Parahiba e
das Alagoas, desde quando taes objctos
do mesmo fabricante eram vendidos pelos
Srs. Me. Calmont&C, desta praca.
cor
cinco patacas a:
loe., pecas d ,,,rde c"mb"'a piulado a dez lus
co patacas, cd,es de^Z'" ""'? miuuio1"" ""-
para ir ao dan 1cambra,a adamascada, proprios
cor do rusa a do,. dM pil,a"'' ch,le d qn.dros
^mSS!SJ!SS C',a,e* de nw .nr-
ca., mei. D.r ,u-,toM e m* a doa. pala-
fu, no. P"a memaa> e 'res a quatro-nnos a
m
COMPRAS.
Compra-se em segunda mao, orna commenda de
ofnci.l da Rosa : quem a liver e queira vender an-
Compra-se no pateo do Carran, quina da roa
deijorlas n. 2, uro par de conctas de balaoca de
po ja usadas, proprias para baleao, em bom estado.
Compra-se em segunda mao urna bacia de
anjne bstanle grande, que jirva para urna pessoa
mu gorda lomar bando ; paga-se bem : quem liver
innoucie para ser procurado.
Compra se om escravo qoe nao tenha vicio
nem achaque, e que seja de boa conduela, anda que
nSo seja moco : a tratar na ra do Collegio n. 21.
primeiro aodar. '
A 6^000 a arroba.
Compra-se eflectivamente sebo em ra-
ma em porcOes, de arroba para cima : na
fabrica de sabao ra Imperial.
-i Compram-se uns arrelns para cavallo de cirro-
{a : na rocheira da roa da Florentina.
Compram-.e ornas taboas proprias para arma-
ren de assucar: na ra da Croz o. 18, se dir quem
compra.
VENDAS.
Oracao contra a peste e o cholera-
morbus.
l"!""*,1" Iiyra,ia n-SeRdapricada
. S dew! Ti an ^'"-norboi, e qualquer oulra pes-
io, a HO rs. cada om.
H-."^ Vendeen-aw no pateo do Carao, qoina da ra
r.rV" ?' *>aeiJ" qualro paUcas e meia eada
om, chicara brancas sem aza a 960 a duzia de ca-
res e largar.,, de boiS" V-* ^ todM cu-
fr.r!' e de" "daV auiT,,,' "6 PS',Ve'
branca, e de corJLTl'*'^ " M
'meas e de core, r; C naa|M'ma frja
adoseXml^ZM US prol,rW Para cor-
<* que a C slT.u .1 V'' OU"'a, """'''Mimas con-
AOS SENHORES LIVRE1ROS E CHA-
PELLEIROS. e
.J2bd'^enaPra!a da Independencia ns. 24 a 30
Fructas novas
Una a 800 rs. ; dila franrezi Ton V ? Ull
o novas 3 A\ 1 .n"za 720 r?. .batatas mui-
w rs., e oulros mais gneros por commodo pre^o.
\a loja das seis
NON PLUS ULTRA.
Jos Puix y Ri agera declara ao respeila-
9 vel publico, que tem o prazer de Ide oOere- W
9 car asadmiraveis virtudes que, em orna Ion- *l
9 a experiencia lem demonstrado a Agua dos 9
A loantes, de sua composico, eslo as seguin-
W te: cura todas as eufermidades de pelle, m como pannos, (com una garrafa pouco mais
W ou menos), sardas (com duas garrafa, pouco 3g
tt mais ou menos), e as espindas, por muilo an-
tt ligas que sejam, [tat duas 011 Ires garrafas, I?
9 pede-se a ultima mais forte 011 m,i, carrega- 9
9 da), e applirand.o-a mais quenle que moma &
9 com um Irapindo molhado, e amarrando-o t
rom um lenco. Fra, refresca, lira a pelle 9
9 farinhosae suavi,a-a, d-lhe loslree faz des- 9 apparecer a cor Irigueira (em cinco dias de
un modo mu nolavel), cura a borlurja com fjt
muila facilid.de, por sermoilo fresca, esem
9 prejudcar a saude. IiiMaiilaneamente faz 9g
desapparecer o ardor do .migue quando se 9
9 co^a a pelle, e applicado as faces um algo- t
9 dflo molhado na dila asu, o amarrando-o ()
Si com um lenco, ainanhecem as cores naluraes 9
9 muilo agradareis, sem prejudicar em nada a !
pelle, e pode-se conlinuar quando as cores 9
9 seperderem (c.usar este eirelo, quando se
9 liver lemperainentn sanguioeo. Em lvalo- 9
9 no he om preservativo ptimo contra svphi- m
9 lis. E apphcando-a morna as faces om al- 9
9 RodSo molhado na dila agua ao lempo da ap- 9
9 paricao das bexigas, serve para neulralisar 9
9 ou purificar, limpar o dumor. e para prev- ^.
9 nir a ormacao das marcas no rosto; efizf
9 desapparecer a inllammacao iireaervando do 9
9 ar e da luz, ansJ doeules de bexieas. Do mes-
mo modo cura impingens difliceis de curar r
Para luucadores (loilelle) iwirlicularres das 9
9 sendoraa, I'reco 29000 a aarrafa. Vende-se (f
nicamente na ra da Cruz 11. 1, escriplurio 9
9 de Antonio I.uiz de Oliveira Ar.evedo. *
*e*i 99 @9998S
Velas.
Vendem-ee excellenles velas de carnauda pora,
de 6, 1, 8, 9, 10 e 13 por libra, e por menos preco
que em outra qualquer parte : na ra Direila n. 59.
Vende-se a taberna, sita na rua do Pires, de-
fronle da rua da Conceicjo, propria para qualquer
principiante por ler poucos fundo,, e *sl muito
areguezada para a Ierra : quem a pretender, dirja-
se a mesma, que se far lodo o negocio.
Vendem-se relogios de ouro patente inglez,
de um dos mclliores e mais acreditados autores : em
'".' de st,ulha'l Mellor i Companhia, roa da Ca-
deii do Recife n. 36.
Vende-se a lalierna que Toi do finado Diogo,
em Jora de Porlas 11. 135, muilo arreeueznda, lano
para a Ierra como para o mallo ; ao comprador se
dir o molivo porque se vende : a tratar na mesma.
A PECHIMA.
S na rua do Queimado n. 19.
Vende-se madapolao fino pelo baralissimo 5
preco de 39200 rs. a peca ; a elle que esl se S
acabaudo. H
Mmmmmam
B Vende-se arroz de casca muilo novo a 29300 a
sacca e a granel a 39200 o alqueire. medida velha ;
eorao bem 13 loros de angico de 9 a 10 palmos de
enmprido, por prec,o commodo : na roa do Vicario
u. 5.
Vende-se orna cadeira de bracos de arru.tr.
j> usada, e lambem vende-se um realejo novo : no
paleo da Ribeira,-casa que volla para a rna.de S.
Jos n. 25.
Vende-se um excellele carro de 5 rodas, novo
e bem construido, uns quarlnns ptimos de carga,
iiovos e sem o menor aedaque : na coedeira da rua
da Florentina.
Vndese jonco bom, por preco commodo : na
ia de Sanio Anlonio n. 18. Na mesma
-se obras com drevidade.
de sobrado de dous andares da
os pretndeme, dirijam-se a
oofronle ao chafariz, tratar da
Ao barato.
\s de Na
"ili
s
rtln i
rti.t A
Na rua larga do
. ROSARIO N. 38,
vendem-se carnudas com 12duzias -le peonas de ac
iniiiln finas, com bico de laura a I9OOO cada urna.'
He chegada a ri-
CA FAZENDA DENOMINADA,
VlililHlCV
portas
EJ'Zenie do Livramenta. -
"todevesiidS,,dlpS8,d2ed" de linds Bosio, a89. Attencao ao novo sortimento de fazendas
neo patacas diin.,u ."com do" babados a liaritUwTm
.. i___: d"os de cambra n ni:,Hn. .1.. uaratissimas.
MUIlA FAMILIA.
Na rua do Queimado n. 19,
franMzaiTo."? ma- 0,ler''a* cambrai.s
e Isis daa,T: C,,8le' de m""" bordado,
modo! MCOre''e Pr Preso com-
i^SS^HXTde Lisboa: n"praa da
Vendem-se sellin, com pertences pa-
tente inglez,* da melhor qualidade que
rTir eemerCado: no
de Adamson HorneC, rua do Trapi-
che n. 42. r
mel OS^'nor'nr1"" P'3"0 '"""" mU' 0m. ">
MelL A'r P e1 cynmoA,> aa deSooldall
Mellrs C.: rua da Cadeia do Recife u. 36.
i.^T.Vende'se oma,""toto com habilidades, sabe
bem cozer e engomma com perfeicao e cozinha hen.
muiloanonUa,"ndadeeHUma Wta h oi
muilo bonita : na rua do Livrameolo 11. t.
FARINHA DE MANDIOCA DE SAN MATELS
LAVADA.
O patacho nacional udaz trooxe orna porcio de
arinh. lanada, que se vende a preeoa commodos
traale no escnp.orio da ruadaCrJz n.49ou no
caes do Ramos no armazem do Sr. Pacheco!
Vende-se um booilo cavallo foveiro, muilo
novo e gordo a Iralar na rua do Queimado, u. M.
PARA ALFAIATE.
Na roa do Queim.doloja de ferragen. n. 30, ven
dem-se ipenores lesoura, de Cuimarae para aU
faiale por mdicos precos. "^
LOVAS DE PELLICA.
Vendem-se ua rua do Crespo a. 21.
Fazendas salva-
das da barca
Gustavo II.
Ha om reslo de meias casemira,, pelo baralissimo
preco de 19000 rs. o corte, castas pioladas linas, |im-
pas a 200 rs. o covado, curies de cambrsia a 29400
omisas de meia a 600 r... o ootras: 'na roa do Ca-
bogn n. 10, junio do ourivts.
Vende-se urna taberna com poucos fondos, na o
rua da matriz da Roa-Visla n. 1; a pessoa qoe pro- J" p "espartla, o covado
lender. diriji-se a mesma, qua achara com quera ,'!"5t.d!,e,im mK0 de grBrS0
tratar. .
Vendem-se 4 escravos, sendo 1 negra de boni-
ta figura, 1 dila de meia idade a 2 escravos mocos):
na roa Direita n. 3.
Vende-se rap princeza.de Lisbos, chegado l-
timamente em frascos : oa ru da Cadeia do Recife
n. 41
Vende-se cognac da melhor qualidade: na roa
da Cruz 11.10. 1
Vende-se um escrava crioola, de 16 a 18 an-
nos : na roa da Cruz do Recito a. 46.
Barato admira-
veL f' I
Na rua do Qurimado 11. 33 A, vendem-se corles
de casemira dvore,, o melhor possivel, pelo bar.lo
preco de 49000. 49200 e 49400, igualmente vendem-
se chales de chaliy, dilos de merino de lodosas qoa-
lidadea, por baiios precos.
Pratos oces patentes
para conservar a comida
qnenfe: vendem-se na pra-
ca do Corpo Santo, arma-
zem n. 48, de Kostron Ro-
oker SfC.
OBJCTOS PARA ARMADORES.
Vendem-se na rua do Amorim n. 41 sor-
ttmentos completos para armacOes deigre-
ja, carrose anginlios, como sejam: volan-
tes de todas as cores, trinas, galoes de to-
das as larguras, espiguilhas, ilhamas, etc.
por precos Baratos.
Vende-se urna casa terrea, sila na rna de S.
Jso n. 38, com 2 salas, 2 qu.rlos, cozinha fura,
quinlal e cacimba : a Iralar Com o dono na Camboa
do Carmo n. 3, laberna.
Vende-se farinha de mandioca da mais nova
jo mercado a 29500 rs. a sacca : na Iravessa da Mu-
jre-de-Deos 11. 16, armazem Je Agoslinlio Penetra
sena (mimantes.
1 T y.e"oVm-se ceblas novas chegadas ullimamen-
ie ue Lisboa na barca Mara Jos, a 800 r,., I90Q
rs. e I92OO r. o ce uta : na Iravessa da Madre-de-
oeos n. 16, armazem de Agoslioho Ferreira Sena
ouimares.
Barato que ad-
mira.
Lindoscdales de barege, superiores aos de meri-
no, lano em gosto como por serem transparentes, e
muilo leve ; por isso moilo proprios para a actual
estacan : a elle,, antes que se acabem. senliores per-
nambucanos de bom gosln : 'na loja do sobrado n. 8
da rua do Livramenlo,
Vende-se um piano de jacarando com pooco
uso.um berso de dito era meio usado,e urna porcilo de
rendas da Illia : ti,, rua do Cabug, loja do Sr. Un-
maraes, se dir quem vende.
Pechincha para
Os bellos passeios do
campo.
Por menos de seu valor Iroca-se por ouro, prala,
cobre c sedulas, anida mesmo sendo'veldas, lindos
diales de merino bordados e de diversas cores, com
pepiieno loque de avaria, pela diminuta quauliade
9OOO: na loja do sobrado o. 8 da roa do Livramenlo.
ALMA VIVA
para vestidos de
SEflHOLU A 640.
Pela barca Conte-Roger, vinda ltimamente de
Franja, edegou urna fazenda nova transparente, di
laa de quadro* c de lislras, ~ "
fazenda da presente eslaco,
Attencao ao st^guinte.
Cambraia franceza de cores de moli bom gesto a
600 rs. a vara, cortes de cassn pretos de moilo bom
goslo a 29OOO o corle, dilos c o cores oom bons pi-
droes a 29200, alpaca de seda com qoadros a 720 o
covado, corles de laa muilo finos com 14 covados ci-
da corle, de multo bom gosto, a 49500, leucos de
bico com palmas a 320 cada om, ditas de cambraia
de lindo grandes, proprios pura cabe ca a 560 cada
um. Chales imperiaes a 800 rs., 19 e 19200 : na loja
da roa do Crespo n..
Bri'ns de vella : no armazem de N. O.
Bieber & C, rua da Cruz n. 4.
Fazendas baratas.
Corles de casemira de pur: Isa e bonitos padrees
a 5*500 rs. o corte, alpaca de cordso muito fina a
500 rs. o covado, dila muilo larga propria para man-
to a 640 o covado, corles de brim pi,rdo de poro li-
nlio a 19600 o corte, ditos cor de palha a 19600 o
corle, corles de casemira tle km goslo a 29500 o cor-
le, sarja de laa de duas largor,, propria, para vesti-
do de quem esli de Iota a 480 o covado, corles de
foslllo de bonita, goslos a 720 e 19400 o corle, brim
(rancajo de Indio a 19 e a 1900, riscados proprios
para jaquetas e palitos a 280 o covado, corles de col-
lele, de gorgorao a 39500 : r a loja da rna do Cres-
po o. 6.
Velas de car-
nauba,
SIMPLES E DE COMPOSICAO.
Na roa da Cruz n. 15, vendm-se ditas velas, de
6, 7,8, 9 e 13 por libra, em caitas de8a( 50 libras,
fabricadas 00 Aracaty, pelos melhores sotares, e por
menos preco que em oulra qualquer parle.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gos.to.
Vendem-se na roa do Crespo, taja da esquina que
volla para a cadeia.
Monhos de vento
ombombasderepuxopara regar horlas e haixa,
decapito, nafondicaode D. W. Bowman : na rua
do Brumos. 6.8 e 10.
COGNAC VERDADEIRO.
Vende-se superior cognac, um garrafa,, a 129000
a dnzia, o 19280 a garrafa : ni roa dos Taooeiros n.
2, primeiro andar, defronle do Trapiche Novo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e boliandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a vend:, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
CAL DE LISBOA A 49000.
Vendem-se barris coro cal virgem de Lisboa, para
fechar conlss, pelo,diminulo f rejo de 49000 o bar-
ril : na rua da Cadeia do Recife, loja n. 50, defron-
le da rua da Madre de Dos.
Vende-se excellele labiada de pind, recen-
temente chegado da America : na mi de Apollo
trapiche do Ferreira, a eoteoder-se com oadminis
ador do mesmo.
CAL VIRGEM.
A mais nova no mercado, por preco
muito barato: no deposito ds rua do
Trapichen. 15, armazemde Bastos & Ir-
mos. .
Na rua do Vigario n. W, primeiro andar, lia
para vender superior retroz de primeira qualidade,
do fabricanteSiqueiralinh.'Sde roriz e de nume-
ro, e fio porreta, tudn chegado lelo ultimo navio vin-
do do Porta, ajunlamente viudo superior, feiloria
em pequeos barris de dcimo.
Veudem-se no armazem n. 60, da rua da Ca-
deia do Recife, de Henry Gibsan, os mais superio-
res relogios fabricados'em Iitglalerra, por presos
mdicos.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior frinha de mandioca
Na rua de Vigario n. 1, primei-
ro andar, lem para vender diversas mu- i
ticas,para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, sclio-
tickes, modinlias tudo modernissimo ,
chegado de Rio do-Janeiro.
Vende-se superior potassa
e Janeiro, c te-
da recen temente, recommen-
^ -se aos senhores de engenhos o
seus bons elfeitos ja' experimen-
tados: na rua n. 20, ar-
mazem de L. Leoonte Feron &
Companhia.
l
Veude-se urna balaoca romaaa com lodos os
s.us perlences.em bom aso e de 2,000 libras : quem
prelender, dirija-se roa da Cruz, iam o. 4.
Na roa do Vigario n. 19, primeiro andar, tem
4 venda a superior flanella para forr de ellius,
chegada receolemenleda America.
NA RUA DO CRESPO
Loja n. 6!! !
Vendem-se pee., de gilo de algodo, mui I
boa fazenda, pelo preco de 39500 a pee
cambiis da barra, bonitos padree* muito boa fa-
zenda, pelo preco de 3*000 o corte, mantas para
grvalas 19200 cada orna.
ATTENCIO.
->a nm do Trapiche n. 54, ] > para
vender barris de ferro erm
fechados, proprios para deposito de fe-
ses ; estes barris sao os melhores que se
tem descoberto para este fim, por
exhalar em o menor cheiro, e ape
zam i (i libras, e custam o d^H
co de i^'000 rs. cada um.
Deposito de vioho de cha|^^H
iagne Chateau-Ay, primeira qua- ift
idade, de propriedada do c tt
de Marcuil, rua da I >
cife n. 20: este vinbo, o melhor
de_ toda a Champagne, vende-se
a 063000 rs. cada caiu, acha-se
nicamente em casa- de L
comte Feron & Comr
B.As caixas sao marcadas -a
goConde de Marcuile c
ti dos das garrafas sao az
da
LABYRI^^H
Lencos de cambraia de iii
redondas o d* ponas, e s
lu.ti de be* goslo ; vi
Cruz n. H, primeiro andar.
Anti
qoe por seo rico gusta e pela qoalidade, nao deita
de agradar ; loda de seda e Ifla, pelo baralo preco
do 63500 o corle, com 13 covado e meio : na na
do Queimado n. 38, em frente do becco da Coucre-
gacao
baratissimas
Novas chitas de cores seguras e algumas de pa-
drees uovos a 160, 180, 200, 220 e 210 o covado,
cortes de chita de bonitas desenhos. padrOes inleira-
menlenovos, com 13 covados por 1^, riscadus fran-
cezes finos a 210 e 260 o covado, cassa francezas de
cores, padies bonitas e delicados a 600 rs. a vara,
novas melpqmenes de qoadros de cores a 640, 720 e
800 rs. o covado, hamburgo fino, de boa qualidade,
para lences, ceroulas e loalhas a 9, 996OO e 109 a
pec,a de 20 varas, novo panno fino para lences, com
mande 2aras de lareura a 5240, chales de la
grandes de cores com burra a 59500, los de case-
mira finos e muilo bonitos de cores com barra por
89, sellm prelo maco superior, proprio para vesti-
dos e colleles, por proco que em particular se dir,
chales de seda grandes e pequeos, e oulras multas
fazendas, que a dinheiro a vista se vendem por ba-
ralissimos precos : ua rua da Cadeia do Recie, loja
n. oO, defronle da roa da Madre de Dos.
Vende-se para tora oo para o mallo una cria
oola recolhida, sem vicios ero achaques, boa figu-
com 20 annos de idade, cozinha o diario de um
ra,
casa, lava -du sabao e barrella, e engomma, lodo
muilo bem: Irata-sc com Victorino Francisco dos
Sanios, ua rua Imperial o. 174.
Chaliy.
Veode-se chaliy para vestidos, fazenda moi supe-
rior, pelo diminolo preco de 800 e 900 rs. o covado ;
na rua do Queimado 11. 33 A.
Vendem-se lonas largas e eslreilas, por proco
commodo : em casa de loa Brolbers, na roa da Ca-
eia do Recita o. 62.
Para acabar.
Vende-se merinos em pecas e a retalho,
de muito boa qualidade por serem fran-
cezes, eoutras fazendas por precos muito
baratos; na rua do Rangeln.'SlA e
aira/, da matriz da-Boa-Vista, n. 13.
Liquidacao
da nova Cali-
fornia,
estabelecida na rua do Crespo, loja junio ao arco de
Santa Antonio, no sobrado do cnmmendador Maga-
ntes Bastos, vendem-se as seguinles fazendas, e un-
irs muilas, por presos I arnlissimos :
Vestido, do cambraia cum babados
Cassas francezas de coren finas, o covado
Chales de merino bordaoos a seda
Palitos de riscado feilos em Paris
Dilos de gorgurSo brancos
Chales de rede pretos e de cores
Meiin prelo fino, u covado 15600 e 29400
l.apim ou bombazioa linissima, o covado 800
Sarja preta hespaahola, o covado 19500
2000
I9OOO
120
moa
19000
39000
500
SUPERIOR FARINHA DE
MANDIOCA DES. MATHEUS.
A bordo do patacho nacional
AUDAZ, tundeado em frente do
k caes do Collegio, se vende s.upe-*
A rior e muito nova iatinha- de-
^ mandioca, chegada agora de S.
f Matheus. a precos commodos e
W pai a porr-oes : trata-se no escrip- J
9 torio dos consignatarios Isaac, Cu- W
W rio & C, na rua da Cruz n. 49, $
^ primeiro andyr. (Qk
POIRIER.
Aterro da Boa-Visla n. 55.
vende-se um carro de i rodas,
novo, moilo elegante e leve, e
_ de novo modelo prompto a For-
roi ao guslu de tomprador, em casa dePoirier
ATTENCAO' SRS. ECOROHI-
cos,c!iefes de familias
Na loja-de & portas, que faz esquina para a rua do
Rangel, com a Irenle para a do (Jaeimado, ha om
lindo sortimento de chales de merino, bordados, e de
varias cores, com pequeuo loqoe de avaria, por 13o
barato preco que admira.
Esguiao de linho
e algodao,
muilo soperior, com II varas a peca, por 39500:
vende-se na roa do Crespo, loja da esquina qoe >ol-
la para a roa da Cadeia.
Com toque de
eupini.
Algodito para saccdS : veode-se por preco com-
modo, na roa do Crespo, loja da esqnina qoe volla
para a roa da Cadeia.
A31500
Vende-se cal de Lisboa ltimamente chegada, as-
sim como polassa da Russia verdadsira : na praca do
Corrao Santa n. 11."
Cheguem ao ba-
rato !! !
Salsas para rapo imitando a tartaruga, pelo bara-
lissimo preco de 19280 cada urna : oa rua do Cres-
po o. 6.
Attencao.
Conlinua-se a veuder na rua da Cadeia do Recife
n. 47, loja do Si Manoel. damasco de ISa de duas
larguras, muilo proprio para coberlas de cama e
pauuos de mesa.
Cera de carnau-
ba do
ARACATY E ASSL".
Vende-se em poroso e a retalho, por meos proco
que em outra qualquer parta, principalmente sendo
a dinheiro vista: ua rua da Cruz, armazem de
couros e sola, o. 15.
POTASSA E CAL YIRGEI.
Ho antigo e ja' bem condecido deposi-
to da rua da Cadeia do Recife, escriptorio
n. 12, ha para vender muito superior
" -*- -..... i
Chapeos de fellro muilo loos
f!,,aJ.ef ade gi'^es*rlal" 500 e 640 e cal virgem de Lisboa m pedra. tudo a
1- Luvas de algodan brancas e de cores, o par 120 1 r"' ,,'
120 Pres muito tavoraveu, com os quaes fi-
Meiss para menino, o pnr
Chapeos de sol de seda para homtm
s. ,,::_. ..-. j' ".------------- ........,.------, w icouc-scsuucnoi lanni a ae mandioca
aa de quadros c de lislras, que em Hamborao he___ 1 .^
mda da presente esiacao, do ultimo goslo para em saccas que tem um alqueire, medida
\eslidos de senhora, que a baplisaram cora o nome velha por 3S000 reis : nos armazens ns.
mZ^^sr^r^Si^i 2.t de ye]'e no armzem deiironte da p^ d,a
altandega, ou a tratarro escriptorio de
"I qUu".rar. Iniosl-t-vo", Nova.f Companhia na rua do Trapiche
muilo m.uieiro, vendem-se boas pa- + pcimerroandar. ,
relhas de cavallos para o m ~ -'_ ,
cavallo de cabriole! e carrosas, ludo por preci^ty--- IMXaa paTL ;ngenh08.
modo 1 na roa Nova, cocheira de Adolpho B00V Na fundicao' de femL-de D- W.
\Bow.Tp.iuin, ^1 rua ^^JLa
__! o chafariz coniTr naver um
completo sortimento dtt taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-sc a venda, por
prec,o commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou cai-regam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vendem-segj^al de3. P. Johos-
on&CiJ_na;*flade Senzala Nova n. 42.
"Sllins inglezes.
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e de nontaria.
Candieiros e castiraes bronzeados.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiro.
Vaquetas de lustre para i^rro.
Barris de graxa n. 97.
Vinho Chercv em barris.
Camas de ferro.
Vende-se ac em confiis "de om quintal, po r
preco moilo commodo : no armazem de Me. Cal -
moot 4 Companhia, praca do Corpo Santo n. 11.
DEPOSITO DA FABRICA DE TODO
OS SANTOS DA BAHA.
Vende-se em casa de N. O. Bieber &
C, na rua da Cruz n. 4, algodo tran-
cado daquella fabrica muito proprio pa-
ra saceos de assucar e roupa para escra-
vos, porprec.0 commodo.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rna da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e.coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Na roa do Vigario o. 19, primeiro andar, ven-
de-sefarelo novo, chegado de Lisboa palobrigue Es-
peranza. *
CAL DE LISBOA.
Vende-se cal virgem, chegada no ul-
timo navio, por preco commodo, assim
oomo potassa stperior americana: no
deposito da rua <& Apollo n. 2-B.
FAZENDAS DE GOSTO
PARA VESTIDOS DE SEMIORA.
Indiana de quadros muilo fina e padroes novos!
corles de laa de qoadros e florea |)or preco commo-
do : vende-se na rua do Crespo loa di esqoioa que
volla para a roa da Cadeia.
CASEMIRA PRETA A 4*500
0 CORTE DE CALCA.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esqoioa qoe
volla para a roa da Cadeia.
go deposito de panno de "aigo-^
godao" da-, fabrica de Todos
Santos na Babia.
Novaes Companhia, na r
ji| Trapichen. 54, continua
' der panno de algodo do
trancado, proprio
roupadeescrav
Riscado de listras c
para palitos, calca
o covado.
Vende-se na roa do Crespo, loja da esqona qoe
volta para a cadeia.
CHAROPE
DO
O nico deposita cV" (i
tholomeo Francisco '
Cde
IMPORTANTE
i ra larga do Rosa-
-p-ara-c-urVdTp^. PARA
-mos, quer motiv'l,,MM eiB ,odos
"'^=f^>si*!a**,la por coial'pacoes, loase, astli-
ma. pleu?. esTarros de sangue, dor de costada
pedo, palpila^o no coracjto, coqueluche,
dor na garganta, e (odas as ma,tes(ias dos sroos pul-
monares.
casa *de Timm MonKen & Vint
Em
praca do Corpo-Santo n. 1 ha paj
vender.
Lm sortimento completo de
raneo, vindos de Hamburgo^*
VARABAS GRADES.
Um lindo e varisdo sortimento de modetl
varandas e gratlaridl de gosto niodern.
rondieflo da Aurora, em Sanio Amaro, e u
lo da mesma, rua do Brum.
NAVALHAS A CONTENTO E TESOCB
Na rua da Cadeia do Recife o. 48, i
dar. escriptorio de Augusta C. di
nuam-se a vender a 8900O o par (
bem con decirlas e afamadas naval ^^*
pelo hbil fabricante que fofj^^H
de Londres, as quaes alcm de riamenle, nHosesentem no rosto ua j
vendem-se com a condicjlo de, nao
Jerem os compradores devolve-las a
pa compra restiluindo-se o Impor
si ha ricas lesourinhas para unhas, feiUs pel
mo fat 'icante.
Em casa de Timm Momsen Si Vio
praca do Corpo-Santo n. 9,
vender :
Cemento romano em barricas, cbi
ltimamente de.Hamburgo.
Vendem-se dous pianos
Jacaranda construajao vertical, e
todos os melhoramentos mais n
tendo vindo no ultimo navio
burgo: na rua da Cadeia, armazem n
21.
Na mesauca-
ESCRAYOS FUGIDOSi
Vende-se
JMXKJ ------- -s.w *upi,iiui
29000 potassa da Russia, dita do Rio de Janeiro
\aa asa nnl :___ j.. i :.t_- i .
1211 ------------------------------' *
JJ000 carSo os compradores susfeitos.
Farello em saccas de 5
arrobas a 5^000.
Farinha de mandioca
em saccas a 2$300.
Tijolios de marmore a
530.
Vinho Bordeaux em
garraoes a i2000.
INo armazem de Tasso
frmftos.
LEONOR D'AMBOISK.
" Vende-e 9 excellente romance histri-
co Leonor d'Amboise, duq jeza He Breta-
nha, a-volumejpori000!., na livraria
e 8 da pra^daIndependencia.
n.
Desappareceu 00 dia 1
pelas 7 lloras ejisiie, a preta Leorenra, de idade
do a 40 annos, pouco mais no menas, com os signae-
seguinies : om dede da rnSo direil
srj, lem marcas brancas as duas pernai
mis.t de algodoiinho, vestido 1
fino, e mais urna Irona de r
as autoridades policiaes oa cap
apprehentlamj lvese mi
Azevedo, ua ^aea do Corpo Sanio a. 11
bem recompensado.
ESCRAVO FGIDO*.
Desappareceu da casa dp*Sr. Flix An-
tunes Moreira, do Rio de Jai
1*52, umescravode non
natural do Ceara'ouAraca ottip-
naes seguintes : um pfl refor-
cado, picado de bechigas, f 1
dedentes, mal parecido, c iter anda-
do para Cotinguiba, e ltimamente pelos
portos do norte como ro, em conse-
quencia de ser marinhei
capitaes de campo e as autoridades poli-
ciaes, que o apprehenderem, mandar le-
va-lona ruado Trapichen. 34, primeiro
andar, escriptorio de Novaes & C., que
rao bem reoempensados.
Contina estar anenle de casa o major Antonio da Silva Gosmflo, o seo esaravo I-
nacio, crioulo, edr prela, alto nao nuito, idade 3t
annos, pouco mais oo menos, per as nm pone
quiadas, ollios grandes e verroelhos, lala alia
grandes cantos, com 0111 signal nella qoe parece nm
S, om dedo de om dos ps partido, chopa bastante e
lie moilo contador de pelas, a
pprehende-lo ser geuerosaaj^^^^^^^^H
levando-o i roa Imperial u. (V flaaada
de seo tenhor.
Aoientao-se de casa de Jos Jaronyme Moo-
leiro oseo escravo prelo de nome Caelano, lem
pernas om pooco cambada, assim os dedos doTps
a maos, e qoe parece andar pela rua aanh.ndo re-
.ommenda-se as aoloridades policiaes e cspiles de
campo de o apprehenderem, e levandoo ao sitio da
Kslancia, sera e portador bem alincades
mocambique,
ja de idade, e as solas dos pea. com cicalrizesde
crsvos, feior que era do sitio na Passagem da Mas-
islea do abmo asignado, qoe recompensar a
quem o a presentar na cidade Nova, m urna das ca-
ras do Sr. Gomes do Crrelo ; o qusl prelo cosluma
illzerque he forro.Antonio Joaqun de Mello.
1
I
&

PERN.;TTP. DE M. F. DE
r**


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