Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00670


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Full Text

y-y
ANNO XXXI. N. 219.

Por S mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.

DIARIO DE
SABBADO 22 DE SETEMBRO DE 1855
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
RNAMBUCO
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO'-
Recite, o proprielario M. F. de Faria ; Rio da Ja~
noiro, o Sr. Joan Pereira Martina ; llahia, o Sr. D-
Deprari ; Macei, o Senhor Claudmo F.Icao Das;
Pimhiba o Senhor ervazio Vctor da Nativi-
piide ; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira Jnior;
Aracaty, o Sr. Aoionio de Lemos Braga; Cear, o Sr.
Jeiquira Jos de Oliveira ; Maranhil o Sr. Joa-
Siim Marques Rodrigues ; Piauhy, o Sr. Domingos
rrenlano Ackiles Pessoa Ceareuce; Para, oSr. Jus-
tino J. Ramos ; Amazonas, o Sr. Jeronymoda Costa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 3/4.
Paria, 350 rs. por f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 por 0/0 de rebate.
Accoes do banco 30 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par. i
_ da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras de 7 a 9 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas heipanholas* ^
Mdas di 69400 velhas. '
de 69400 novas.
de4000. .
Praia.Paiaces brasileiros. .
Pesos colunnarios, .
mexicanos. .
PARTIDA DOS CORREIOS.
29*000 Olinda, todos os das
169000 Cania ni, Bonito e Garanbuns dos dias 1 e 15
11!000 Villa-Bella, Boa-Visu, Ex eOtoicury, a 13 e 2
99000 Goianna e Parahiba, segundas sextas-feiras
1940
1940
Victoria e Natal, as quintas-feiras
PREAMAR DE 1IOJE.
19860 Primeira l hora t 18minutosda urde
Segunda 1 hora t 42 minutos da manha
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commerciov, segundasequintas-feiraa
Relacio, torcas-feiras e sabbados
Fazenda, quartas e sabbados s 10 horas
Juiz do commercio, segundas as 10 horas as
quintas ao meio-dia.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas
1' rara do civel, segundas e sextas ao meio dia
2' vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia
X
EPIIEMERIDES.
Selemhro 3 Quarto minguante as 6 botas 3 mi-
nutos e 49 segundos da manbaa.
11 La nova as 8 horas, 31 minutos e
49 segundos da manliaa.
19 Quartocrescente as S horas, 20mi-
nutos e 14 segundos da manhaa,
> 25 La cheia a 7 horas, 5 minutos e
35 segundos da tarde.
DAS DA SEMANA.
17 Segunda. AsChagasdeS. Francisco.
18 Terca.S. JosCpertine f. ;S. Thomaz.
19 Quarta. S. Januario b. m. ; S. Nilob. ni.
20 Quima. Ss. Prisco e Glyeerio mm.
21 Sexta. S.' Mathcus'ap. e Evangelista.
22 Sabbado.S. Mauricio m.; S. Digna v. ni;
23 Domingo. 17. S. Lino p. m.; S. Tecla v.
v. m. ; Ss. Polyxina e Xampita mm.
J
PARTE FFICIAL.
QOVERNO DA PHOVINCIA.
Expedienta o la 17 de sombro.
Ufllcio Ai Kim. eommandanla superior da
arda nacional do municipio do Recite, commu-
do que, por decreto de 7 de agosto ultimo,
i comtoo de parlicipagio da secretaria do m-
Ida justiea. foi transferido no mesmo posto
la-coronel commandante do 5. batalhito de
das naciouies desla capital, Manoel Locas de
Paheiro para o 1. rmialhao lambem de
mmion,es ^comarca de Pao d'Alho, o, uf^^j^ que m
o como agregado. r izerim-se as ou- T m ,mh,i. .i,
aggregado.
oraraunicaget.
Ao Exm. marechal commandante das ar-
Dittindo por copia o aviso circular Ho
? da sierra de 16 de agosto ultimo, recom-
ido a remessa, das informages que lem de
r de baje ao relatoro do mesmo ministerio, as
Mdevem estar oa curte ale o dia 15 de Janeiro
limo vindouro.No mesmo sentido olliciou-se ao
elor do arsenal de guerra e ao presidente do
ccaseltio administrativo.
Dito Ao mesmo. intoirando-o de haver, em
la de sua informarlo, auloiisado ao inspector da
wouraria de fazenda a mandar pagar em os devi-
leropos a quaolia que o alferes quartel-meslre
d0'5. batslliSo de infantera, Leopoldo Borges Uclia
pretende consignar de sea sold nesla provincia.
Dito Ao Etm. consellieiro presdeule da re-
5*0, declarando que, por decreto de 20 de amelo
Ilimo, segundo constoa de participar, da secreta-
ra do mioisterio da justiea, foi removido o desem-
ScBador Andr Rattos de Oliveira da retaca rio
eraohao para a desla provincia. Nesie sentido
oMctou-se a (liesouraria de fazenda.
lo Ao mesmo, commonicando que pela te-
ria do ministerio da justiea se pjrticipou que
Sor decreto de 31 de agosto ultimo se fez merc a
oso Jos da Cunha Menezes da serventa vitalicia
inicio de eicrivao da provedoria de oapellas e re-
3uos da eidade de Goiaona. Fizeratn-te nesle
sentid* as ootras communicages.
Ao Exm. presidente do eonselho admi
itraCvo do patrimonio dos orphios, declarando
iter em vista de sua informarlo deferido o reqoe-
riraento em que o Dr. Filippc Jaosen de Castro e
Alaequarque pedia admisslo de uma sua fillia no
idas orphai, podandos*r dispensada a fian-
ve as mesmas nem tantas demooslragoes publicas,
como da outra vez, porque todo est em preparati-
vos para o acto da acclamarao. A eidade, porm,
illuminon-se quasi toda no dia da chegida e no se-
guinle em que houve o beijaraao. Nao hoove o fas-
tio dos discursos, etiqueta queja vai acabando. Ape-
nas se recitan o da cmara municipal, que Ihe nao
remello porque he insignificante e rangoso, como lo-
dos os papis da actual vereagao. Em que a cma-
ra se despicou desla vez, foi no pavilhao que manriou
armar no Terreiro do Paro,para trecepgao de S. M ,
que he realmente um monumento artislico, e muito
bem adornado. Conserva-se at ir" acclamacao, por-
que dalii he que a familia real vai ver o foso de ar-
az qas pelicioaaro pague' as mentalida-
.Ao inspector da Ihesooraria de fazenda,
tgoraaieadando a expedigio de suas ordens para
la alfandega desla eidade se consinla no drs-
n**e asento de direitos de IJB barricas cora ciroen-
to <,*.* d'r8c,or da oton publicas cornprou a Bru-
M C para a obra do caes em conliuaacao do da
.te provisoria do Recite, as quaes vieram no na-
Commamomr.Fiteram-so as necesiarias coro-
^tKoes.
Hlo Ao mesmo, (ransmittindo, por copia, o
Viso do ministerio da jusliga de "i de agosto ulti-
aecUraodo.faver.se solicitado do ministerio da
tvda a expedgao da necesaaria orden para que
lUgmeniada coro aquanlia de 2:1)409 rs. a con-
lo mareada a esta provincia para pagamento
sortale anno finan cairo, dos empreados do tri-
i commercio, augmento este que lem por
litar aquella tlvesourana para poder aalis/a-
gialincagoes marcaiLw pelos arls. 53 e 57 do
We n. 1597 do I. da mulo do prsenle an-
jtario, coatiifaos e oDiciaes de joslica do
IribiiiiaL^Tambem se coqynunieou ao res-
s*.l S" EU, lnle4ranto-o rfe^Wfromarc-
amainlaii: das armas parlir(lpado, que eto-
0 all wiw're formad o Ravitiunil Jos de Sou-
> do lugar deajudanle do presidio de Fernan-
do, a nomeara i para o substituir ao ar/ieres Lourengo
Romao, e para ajudanle interino jja fortaleza
Brum ao ente lamliem reformacJo Joaquim
Jos de, Souzi, eh> substituido ao 2. dos\referidos
alferes. \ \
Wle Ao mesmo, declarando que o pro^edor da
satMe participara liayer admilliilo como guaVdas da
raparliSo a seu cargo a Antonio Barbosa Cordeiro
.de Mello, Antonioj Elias de Moraos, Jos Caellano
Pirlo de CarvalBo, Pedro Chrisoslonio da Cuifia,
Antonio de Oliveira Diniz e Francisco de Paula l-
buquerque MaranJio. j
Di loAo juiz, relator da junta dejuslica, Iraos-
ml lindo para secfem relatados em sessao da mesrria
jut ta os procesaos verpaes dos soldados do 9. b-
lalliao "
Jalo
mandan!
a os procesaos verpaes dos soldados do 9. b- a ', ------------ ...........
10 de infantaria Manoel Antonio Rodrigues d6 r" ""ja nova inttancii
i de Andr.de.-P.rticiPou.se ao marechal com-l ? ^^: A" \
idaole das armas. a al 1oe He dild
He nm combale simulado, no Tejo, fronteiro ao
caes das columnas, em que tomsrSt parte varios
navios para esse fim preparados. No fim do fogo,
o Tejo ser Iluminado durante.meia hora pela luz
elctrica, cojo apparelho ja veio de Paria. Todos os
fogaeteiros do reino eslao trabalhando nesle fogo
monslro, que he dirigido pelo hbil p\ rolochnio Jo-
s Osli.
Os augustos viajantes partirn) depois para Cin-
tra, onde sa acha a corle actualmente, indo um
desles dias a uma grande cagada, tapada de Ma-
fra, pura regressarem ctpital no dia 8, ese prepa-
raren! para a auspiciosa solemnidade.
No dia 14 do passado falleceu no seu palacio de
Cintra a Sr. duqueza de Saldauha, de uma catar-
rhal, a que soecumbira em poucos dias, com 65 an-
nos de idade. Era senhora da muita virlude e mui
caridosa. O duque senlio dolorosamente esta morte,
porque foi sempre um marido ejemplar, e nunca d-
ra o mnimo desgosio esta ana companheira de 40
annos. Toda a imprnsa dea treguas ns polmicas
que podessem ter retacan com o presidente do conse-
llio, eQzeram a necrologa da doqneza, sem distinc-
go de partido. Al Rebello da Silva esereveu um
no Scalo, que foi o sis nal de pazes com o duque.
Este leve um grande cortejo ao funeral de sua mu-
Iher, quose ter. em Cintra no dia 16 El-rei re-
gente e I). Pedro V. foram-lhe dar os psames, e lo-
dos senliram muito esta morte. Receion-ee que es-
te golpe aggravasse a molestia do marechal, mas isso
ntio soccedea. Vai melhor, e elle at se gaba de j
estar bom. P.gou aos raspalhislas que o lem trata-
do, Sinea c Alegro, e deu-lhes a eommenda de
Chrisle, o que tem sido (e com razAo) eensu ado por
toda a gente siria. Anligamente s ae faziam es-
tas dialinccOes aoa facultativos que salvavam as pes-
soas reaes, agora lambem j s docaes. Fruta do
tempo que j niuguem deve apanhar por ser do
chao.
O. Fernando por ultimo acto da sna regencia, pro-
rooveu ao posto de major de cavallari. 4, seo filho o
infante 0. Joio ; a alferes de infamara 10, infan-
te D. Augusta, e de caradores 5, o oanle D. Fer-
nando.
Coanecaram j os trabalhos para o eslabeleeimenlo
do|lelegrapho elctrico. Coraecou nas'secretarias do
Terreiro do Paco, segu ao palacio das corles, Neces-
idades, Ajnda. Queloz (palaciu era qoe deseja irre-
sidir o novo rei) al Cialra.
Tambem j se den a coneeaslo provisoria da gran-
de empreza do abastecimeolo das aguas deeta capi-
tal, a uma compauliia ingleza. A cmara, porm,
convocoo alguaMMilalialas portugoezes, para irem
licitar ii pragaj|^^aa abre para o mez que vem,
afim ale juaa|I peom a caara tomareis esta
emprea, que sSasdovida offerece grandes lucros.
Verenserquem a leva.
No Ja 1M do ;passada, aar.rfao junio barrado
Porto, o lindo vapor Cytne, da companhia Loto-
Brasilaira, qae aadnva na carreira desta para aquel-
la cidad. jyaBajMkg. aevoairo fui a causa desla
parda. JpiTS* of passagelrM a.a carga se sal varara,
pft smntito ao pe e Ierra, mas o vapnr lirou inn-
lisaito.
O carninho de ferro continua com muita aclivi
dade, e parece que com cOeilo para ootubro romera
aquella roda a andar, que oala seja a da fortuua
para eslo paiz. as estradas he qae realmente se
trabadla com um afn ioandito. S as do Minho
andam de cinco a seis mil operarios euectivnmenle.
No dia 1 do crrente foi preso para o Limoeiro o
infame capitn da galera Defensora, Raphael Anto-
nio Pereira Caldas, que ISo brbaramente tratou os
colonos que levou para o Para. Veremos se se da
nesla besla feroz um ezemplo a semelhanles tratan-
tes. O actual cnsul do Para fui demitlido para se
dar o consulado a um amigo do Sr. Jervis". Tambem
vai succeder o mesmo ao vice-consul do Maranhao,
por causa das desavengas que tem (ido com o novo
consol Leonardo Pinheiro Carneiro. Aqai traase
de fazer uma nova instancia contra a conservaran do
eem pedra dura, tanto
lado que nao falha.
ver se no novo reinado as musas mudam de face.
Nto Ihe vejo porem elenentos para que desde ja se
opere mudaoga sensivd. Nao estamos lonco de o
ver.
Corre boje que o joven enndessa das Antas casa com
o filho morgado do cund do Rio Maior. Ella o qoe
est he mora por ter quim a ncompanha, pois nunca
para em casa.
pUjanle fogo de
uelJiroJosOsli,
i.que se aprovsi-
rvenlre de miie-
UitoAo pfesidenja. do tribunal do commercio,
evolvendy o *ffir*|do desembargador Severo Amo-
ririi do VaHi; v Indo que com quanlo ja se tives-
sein fe i lo as com Inicagoes do eslylo a respeilo da
nomeagao do re^rido desembargador para adjunto
iulenno daquejle tribunal, loiavia, alenlo oque
. ,8. reprsenla, e para solver qoalqur duvida, or-
uanoo que ao mesmo se remella directamente copia
da portara de/soa nonjeagao.Ofllciou-se nesle sen-
tido ao suprailo desembargador.
Dito Aojmpector do arsenal de marinha, tecom-
mcmlaqdo qoe^com urgencia mande postar uma
lar.eha junio aoces em frente do arsenal de guerra,
in de conduzir para bordo do transporte nacional
lieameotoe mais objectos que o conselho ad-
listralivo tedl de remoller para o presidio de
Femando,"Jmenus farinlia e barro.
DHtAo mesmo, para mandar fornecer ao com-
mandante do brigue barca Itamarac os objectos
mencionados no relagAo que remelle.Comrauni-
-cni-ae aa corkinandnnte da estacao naval.
DitoAo commandante do presidio de Fernando,
remetiendo a relagAo dos medicamentos e mais ob-
jee'os que em aisla dos pedidas de Smc, fezen'm-
pr'C Par fornecimenlo daquelle presidio, os quaes
setao para all eonduzidos pelo transporte na-
cional.
lliloAo provedor de saode, dizendo qae com a
>pia que remelle do ofllr do commandante da es-
naval, responde ao em que Smc. solicita pro-
s no sentido de serern postos em observagao
Ir dia os navios da mesma estacao que regres-
aartao do cruzeiro. ?
loAo commandante do.corpo de polica, an-
dar baixa doservlgoip msico daquel-
le corpa JoSo Correa Lima.
EXTERIOR.
09
CJAS DO DIARIO DE
F&RN'ANBUCO.
Lisboa 5 de selembro.
o eiperangoso soberano e seu augusto ir-
in barra de Lisboa no dia 14 do pas-
teada, e desera barca ram ns ."> da larde,
que nesse dia eslava ardentissimo,
tropas qoe foram parada da re-
eapg*o. Esta fi feita com todas a* honras e fesle-
loes se costomam, mas nao bou-
FfllsHETM.
TOLLA FERALDI.V)
Par aBdoaia Alwat.
\Tem havido omconfliclo no Porto, entre o consol
bra>ileiro a o ingle/., qoe nao capiMo do navio lrit, brasileiro, annunciou n'um
jornaB que dava alvigaras a quera Ihe entregasse um
escrao prelo que Ihe tinha fngido de bordo. A im-
prensa\clamou contra esta ousadia, notando que em
trra pdUiigueza o escravo deixava de ser. O capi-
13o para Nludir as autoridades acusn o preto de Ihe
ter roubad) dpus contos de reis Mas como o ne-
gro quaud) foi' preso, e mais nutro qoe o acompa-
uliava, uai linha.m ambos mais de doze violen, o
eonsul iuglcz lomou'i a defeza do escravo, e est ago-
ra jogando s cristas e.im o consol brasileiro. Vere-
mos em que islo para.
O conde dp Mello, qne~ f'i iudigitado para ir
substituir Joi de Vasconce na embaixada do
Rio de Janeiio ai de Joao .ptlsta Moreira ) ia
morrendo de sma queda qn \m da almofada da
carruagem na estrada das jibias. Felizmente cu-
rou-se da grande brecha qo /fe no crneo, e fica
sen: lesao.
Fallecen em Pars Manoga1 Pinlo da Fonseca. Seos
tstamenteiro sao M. J. Mendes e Antonio Joaquim
de OByeira. Poi orn afi*da nSo sao condecidas as
suas riisposigoes testamentarias. Corre que' deixra
ao Sampaio, redactor da\ Revolurao, dez contos de
reis. Ignoro. I l
A praga do Commercio desta capital que projecta-
va dar um grande baile as festas da acclamarao,
resalveo npplicar o dinlieiro da subscripgao que se
linfa feilo para o baile, em fundar um a instituto
commerci.l par. inUruegSo da moeid.de desvalida
que se quizesse deitif ar ao "cnmmeraiswChegou ja
a companhi ilalianja para S. Carloi>,^espera-se a
franceza para o p'. Mari.. Ambos estes theatros
eslao restaurados om muito gosto. Mendes Leal
campoz uma eotndia para o grande dia, em verso,
com o Ululo de k Heranra do Chanceller n (Joao
das Regras.) /
Da siluagao porfilica nada se pode augurar por ora.
Nola-se grande/frieza entre o marechal e Rodrigo
da Fonseca. O Secuto, org3o do duque, lem estes
dias dado soas pilcadas no Arauto, jornal de Rodrigo.
Parece que um rfuier supplanlar o oolro,para o novo
reinado. Quem sr sacrificado 1 Rodrigo lem por si
os progressistas qyie elle tem arrumado, mas o du-
que tem o eierrMo, e mais affeigOes no pago ; ainda
que qualquer d'frlles nao delta de ter colpas no car-
torio ulico. \
O cerlo he qqe ha nm trab.lho subterrneo para
LISBOA.
5 de .siembro.
Apenas rompen a forrtosa manha de 14 de agos-
to, annnnclava o rastelloeom o eslrondo da arlilha-
ria a chegad.i da llolinln qoe conduzia os augustos
viajantes, logo lodos os navios ancorados no porto
se embandeiraram, e os de guerra correspondern),
Tazando troar as suas batiras, os locaes destinados
para os festejos e reerprro'riesenrolaram bandeiras,
que se agilavam a mercedes ventos, e as fortalezas
dando fogo aos canhei aunham remate nova of-
ucial.
A goarnigao trajando de grande uniforme espera-
va a. Iiora indicada para receber o joven rei de Por-
tugal e seu serenissimo irroao o infante D. Loiz.
Os edificios do Terreiro do Pago armados de col-
gaduras e bandeifolas fluctuaales povoaram-se de
senhoras, que. das janellas agoardavam, l pela tar-
de o cortejo do real desembarque. A's 5 horas a
primeira e segunda linha eslavan postas em diver-
sos ngulos do Terreiro, a o castello nlo tardn em
prevenir com a salva do coslume, que os regios man-
cebos taltavam pora a galeota n? companhia do seu
augusto pai, o regente, o qual tira para bordo ao
encontr dos prncipes ; a galeota veio por entre as
alas do corpo de marinha nos respectivos escaleres,
abicar no caes das columnas, e ,-ilii foram recebidos'
debaixo do paluo pela cmara municipal, a corte,
o palriarcha e mais persooagens aue por suas posi-
gdes all podiam concorrer ; o real prestito foi em
diretura para um elegante pavilha levantado adre-
de para tal ceremonia, em frente da estatua de D.
Jos,
O joveu raonarcha enlao dignou-se ouvir orna
felicitarao liria pelo presidente da cmara em no-
me do municipio pelo feliz regresfo de S. M.,
qual respondeo do modo mais lisongeiro, teslemu-
nho da sua alia educagao.
Depois a familia reinante entrn em lindos co-
ches e dirigiraru-se calliedral, afim de assislir a
nm Te Deum, como eslava determinado ; nesle in-
lerim a tropa prolougon-se em alas desde o templo
al carninho do egregio alcagar. Dadas que foram
gragas ao Allissimo, reliraram-se peranl a com-
raissao militar.
A popolaglo concorreu em cardumes, e presn-
ciou o aclo, grave e silenciosa, e como que praoceu-
pada ; dir-se-hi. qoe scismava' lio reinado por vir.
O jornaes legitimislas ootai aia com desdem esta
reserva popular ; mas em verdade este aspecto fri
e impassivel nada tinha de hostil, e nem sequer vi-
sos de m vonlade.
Tioham corrido hlelas de tumultos e demonstra-
gftes, espalhadas por insinoagoes malignas, qoig;
o governo acaotelou-se, e o povo com aqoelle in-
liocto qoe o distingue inuslrou-se eslranho a lorias
ellas. Demais as dolorosas ligues da experiencia
nSo Ibe lem provado o nada dos vivorios ".' Nos ca-
lamitosos lempos em que vivemos, em que lodos
andam irritados e descontentes, a circamspeegao he
orna qualidade-da primeira plana ; e dando de mAo
aos escarceos da turba-multa surjam em boa hura os
dictantes da retlex.lo. '
* Afilrmam-nos pessoas dignas de crdito, que bem
ruidosa foi a entrada do augusto principe proscripto,
nao sii-pela mullidlo, como pelo cnlhusiasmo e vi-
vas plirenelicos; e poacos auno depois veio dar
no mais tuiifiltta- riesapontaincnlo.
Ainda est bem viva na memoria de todos a che-
gada do marechal Saldanha frente rio uiovimento
regeueratorio, que lano barulhu fez, e cuja concur-
rencia embasbacou tanta genio ; mas das illp-es
que creou, das esperangas que forlaleceu, a custo
inedraram alguma*. e bem enfezadas.
Achamos bom fundamento nesse recolhimenlo,
a especlativa de um novo reinado faz p.rafuzar,
principalmente quem ja se doeu de tantos malo-
gros, sem comludo faltar ao aclmenlo devido a
um moco, do qual vai depender o seo futuro.
Oala se realisem os bous desejos, cessem as mal-
querencia ruinosas, e qoe Portugal acert desta vez
com a estrada da prosperidade qae anhela nu meio
de lanos transtornos, edesalentado por ver quSo
grande lem sido a sua desventara.
Tornemos aos festejos da recepgo de qoe nos'de-
viamos por om ligeiro incidente.
Ao anoilecer eidade illumi'nou-se, os'particula-
res desta festa illumiuaram s janellas em grande
numero, coosa que nao he mui vnlgar nesla trra,
iliuminarao da porta do arsenal de marinha nao
produzia mo eOeilo ; no fondo do poriao havia
um circulo de luzes, tendo nd centro as iniciaes I).
P. V, que visto de relance nao era desagradavel.
elera-
X
No primeiro de oolobro Coeomero adi.nlob-se
midi na-conlanga de Amarella. Levou-lhe uma co-
pia da lerrrvel caru de 11 de agosto, o qual, dicta-
da por Nadina, fra reprodozida por elle mesmo mais
de viole vezes. Amarella exultando de alegra por
ter com qoe assastinar sua joven ama, abri o con '
gao ao amavel Napolitano:
NSo crea qae seja o interesseo qae re
aqui; ho arria palxio mais nobre, o odio. Vend
recusar snccessivameiile offerlas 13o magnjri',cl
Vite, ten pensado lalvez qoe s cuido em/e,8jr
tniinr dol, e que minha ambir.io cresce em l0a,
prnmessas. NSo, men charo; mas que farja e nm
dote te nao adiar marido ? /
Issa Mo fallar. O dinbeiro allra^e 0i prelen-
denlas asaim como o trigo os parriaes, o na historia
romana nao v-se que uma mulher t nh. morrido solteira. J
. Sia, se me conviesse tomar umj marido das du-
"* a1" 1"" l>en a cerlo homi
UafJjaJIaoua lem ura diccionario \i)arj o nso rio a-
wr. Querer (wm he amar apaixoiiadamente. Nao
dizem o amante de uma mulher cjf,j.{, pormio ti-
zinho : o cardeal fulano aviziohi
tal coodesta, que mora meia lega
icio.
I.rell referi evlensamen'.e
pe, qae s queria-lhe mal.
-se. aevirina, de
distante de seu
que quera bem a
"Use a Coeomero
'ida IHario n. 217.
o nome le seu ingrato, os servicos que Ihe fizere, e
como salvara-jAe R vd. uma noite que elle fra fe-
rldn as escuras por um assassino. Coeomero incli-
nou-se. Acc^isou depois a ama de ser cmplice de
Menico, eJterminou com \islas palavm:
Eoflm nulro-me ha quatro mezes de amor e
de odjr; vivo sement para casar com Menico e vlo-
gar-rtje de Tolla.
JE porque nao o dizia? Seos desejos sao legili-
mos/e serao salisfeitos, se houver jusliga. Nada be
i natural do qne fazermos bem qoelles qoe a-
m > nao obra de oulra maneira : fundnu o paraizo
i seus amigos e o inferno para seos inimigos. Po-
m porque nao falln mais cedo? Eu t-la-hia vin-
gado e casado ha mais de um mez.
Casado com Menico?
Sim.
Vmc. he enlao um aojo do co?
Nao ioteiramente. ^
Um esbirro da polica.
, Talvez.
Pode ohrlgn-lo a tomar-me por mnlher?
He a primeira vez queu polica pontifical faz
casamenloa?
Por favor, nao me engae; csse... negocio se
far brevemente?
Sao qoalro lloras; antes de meia-noile Vmc.
receberna beurao nupcial.
E qoe deverei fazer T
Ouasi nada: ir levar esta carta sua ama.
He minha vinganga.
Vmc. Ihe dir que visto estar perdida leda a
esperance, e ella ficar no convenio por seo gosto,
nao quer fazer-lhe companhia eternamente.
Sim, dir-lhe-hei isso, e muilas outras cosas.
Depois?
Sahir mmediatamenle de Santo Antonio, a
ir habitar o aposento que preparei-lhe na via del
Ponttfici n. 24. Nao esqoega-ss de deixar aqui a in-
dicagao de sua nova morada: convm que Menico
que
He escusado dizer que. as fachadas dos edificios p-
blicos estiveram Iluminadas,'assim como osquar-
leis ; todava nao linharo coriosidade de nenhuma
que merera aponlar-se.
No dia seguiole ao da 'chegada^ SS. MM. rece-
beram os cnmprimenlosda etiqueta na sna morada
das Necessidades. Occorre-nos agora dizer-lhe, poli
vem apello, qae 0. Pedro V nao lem t muito gos-
to por esta casa, e at diz-se qoe prefere o palacio
de Queluz, residencia magnifica ; mas que actual-
mente carece de reparar,caso a escolha para sua real
habiiaeo. O que tambem consta.
Continan) com toda a azafama os preparativos
para as festas da acclamarao ; bem pooco lem de vi-
ver quem as nao vir, he a 16 do corente selembro.
Eslao levantando duas columnas no Terreiro do Pa-
go, uma que da para a ra da Prata e a oulra para
a do Ouro em correnleza da estatua equestre ; nto
de ser Iluminarias a gaz de alto a baixo. no qoe Ira-
balham qooUdianamente. O commercio quiz lam-
bem dar o seu contingente para esta solemnidade, e
conseguio por subscripgao cerca de 18:000$ depois
de ter discutido, altercado, e nao sabemos que mais ;
ter aceitado e resellado os alvilres mais desasea-
dos, accordou afinal em se entender com o governo
na cre.go de om Instituto Commercial, concorren-
do com a rijja somraa, ou lano monta, para um tal
eslabeleeimenlo de reconhecida otilidade.
A cmara municipal pela sua parle nao qoiz ficar
atrs, assentoo em inaugurar o aclo em questao
creando uma Crecht a gulza das do estr.ngeiro.
He pensamento muito louvavel, ese liver execugao,
muito mais. Uma das obras meritorias que honrara
sobre maneira a nagao que primeiro leve essa lem-
branga. O Porto j se ufana com esa. manses de
piedade.
Uma oolra festa, porm, qoe lera dado no goto
do publico e feilo malucar a marinha portogaeza,
ler lugar,no grande regosijo, .aseit.da por um dos
vereadores do municipio ; he nada menos do que
ama naum.chla sobre as aguas do Tejo, simulando
a lomada da ama fortaleza das antigs conquistas
de Portugal ; oh! dilosos lempos qoe j la vio ; ter-
minando o combale pelo triampho das armas porlu-
guezas,'(isso era dos livros) tremulando alfim a
bandeira das Quinas sobre a forlificuco conquista-
da ; esta, ser armada nos cascos velhos da armada,
qoe ah esta nesse Tejo desmorooatuto-se ; rio M-
menlo bem significativo do deleito que ha em todas
as cousas deste paiz.
A aeco he simulada por nm
artificio commettidt a periri.|dofi
artista conspicuo nesta especialida
tou opporlunamente para lirar o
ras, pois.assoalham quetpedira a mdica qnantia >le
H:().H para o desempenho da n.ufnachia ; j tnm
um bom par dos meamos, adqaeridia epm esta iu-
riu.tria, em que esplora com toda deapeaa curio-
sidade do publico.
Os ofliciaes da armada, Iravaram-se de razoes, o
majar-general da metala, Lazarin, represen4ou a
inconveniencia deste folguedo no estado deplorarel
da esquadra portugneza e a repugnancia da ofllcia-
lidade em manobrar as ordens do Jos O.ii. Parece
que fizeram modificaroes ao prosrarnma em allen-
g8o a estas rcpresenlagoes.
Depois das scenas far-lhe-hemos a detcripgao com
mais prnpried.de, mesmo porque nao sabemos com
exaclidflo o que foi eliminado, nem o que fu-ar
para o espectculo. *.s Tagides genlis viro lona
da corrente, e nos enlao invocando os seus auxilios
estragaremos nquadro medanle o iofluxo' d. inspi-
raran.
Os iheatros D. Mara II e Sao Carlos bao de estar
promplos para o grande din ; j chegoa a companhia
ile Canto do segundo e juntamente o Corpo de Bai-
le, organizado pelohabil choreographo S. Len, que
foi de proposito para csse fim. Os theatros portu-
suezes liaran entrada gratuita por essa occasiau, a
moda de Frange.
Emquanto a poltica interior nao ha nada de no-
vo, todas as vistas eslao pregadas no lenro brago,
que lem de empuntiar o sceptro ; o mexerqueiro
genio, que instiga,os corrilhos, estaeou boaqueabeito
e nesla sorna passageira segrega nova permita com
que ha de conspurcar os combatentes na ronha riiu-
lurna em que te dilacerara as parcialidades, bradan-
do cada ama ; que na divisa da soa bandeira esta a
sslvagae da patria. Pobre patria 1 mudos dos bens
lilhosj desesperaran! riel la.
Morreo a nobre duqueza de Saldanha em Cintra,
o doque inconsolavel na sua ddr dirigi pela im-
prensa um agradecimiento ao publico em geral, e
particularmenle ao jornalismo, que tete o primor
de o respeitar nesle transe, pondo treguas durante os
tristes dias do enojo. A duqueza era esposa ejemplar,
e o velho general recebeu pezames de muita ger.le
com toda a cousideragio.
Ha dias foi exonerado do governo d. torre de S.
Julio, o hrigadeiro Cabrera, barao daRatalha.o mo-
tivo desta exonerar/lo, foi ler este militar mandado
castigar ons presos que eslavam na mesma torre por
estes tentarem evadir-se ; castigo tao rigoroso que
fez soecumbir algons.
Os presos lambem cram militares (soldados), que
para all, linh.m sido transportado rio rnslello, onde
cumpriam sentenras. Grassara no castello ama epi-
demia, e por cautela hygienica foram para a torre
parle dos presos afim de diminuir a gcrile que em-
pachara aquellas prises ; estes desgranados liveram
a imprudeucia de se conlurarem cora intenrau de
fuga, o que sabido e averiguado pelo hrigadeiro go-
vernador, que nao he de meias medulas, ordenoa
logo que Ihes locassem a fogo no espinhaco, cojo re-
sultado foi o que cima dissemos.
Os jornaes da oppsigao bramaram
que, lomando as dores pelo barao da
zindo em abono delle, que n proced
marechal nao foi senao devido a soa ra vonlade ag
ha rao, por esle se negar a ir feilo as traataia. do mes-
mo duque para continuar com a gvemaglo do p, ix
no reinado rio novo soberano. N&y eaiitatjateinos
asta iulrisa, manifetlaudo de-r-aaaasunt' ala tema"
bora e os cansequencias que delta resultarao. Os
convenliculos c us partidos quundo eiUo assaubados
em ludo acham materia paro disseriar, e pasto para
cevar a malevolencia. Sao como as fe ras carnvo-
ras, em andando esfaimadas fazcm carniga de qu.-il-
quer bixo.
Osofilciaes miguelislas convencionados em Evora
monle reuniram-se par.i tratar dos seus inleresses,
lem celebrado reunios muito eoncorridas, e lam-
bem limito controvertidas, e o demonio da scis.lo
nao os deitou em branda paz, pois que dividiram-se
malqulstarara-se, e a birbanle da letra redonda
mostroo par. quanlo valia, mas gragas a lieos nao
ouve derramamento de sangue, nem leves fermeii-
los. Cunslitoe-se uma curaraissao que ha de iralir
com a nova coroa, dos sea. inleresses, mas a porgdo
dissidenle nada quer do partido constitucional, nem
desla dynaslia ; nso obstante v3o sempre recebendo
o sold se Ih'o derera ; estes senhores seriara excel-
lenles pessoas se fossem mais cordatos e mesmo cohe-
rentes.
A quesUo dos ofliciaes convencionados em Evora-
Monle tem dado que fazer s diflerenles adminis-
tramos do governo cooslitncional, lie ama longa
historia em que uns dRiulros nao lem procedido com
a cordera que era do esperar, nao s do partido ven-
cedor como do vencido; e a collocagao dos militares
legitimislas no etercilo he negocio serio, que de-
manda muita sizudeza e lealdade de ambas as par-
les para reciproca seguranga. Apresentamos o fac-
to da uliima rcuniao muito em resumo, entreunto
o que ouver de grave merece noticia parlieularisada
por ser. uma circumslancia de muilo peso na fami
lia porlugueza.
Da Hetpanha nao h. noticia de vallo, a siluagao
segu no estado miserando que bosquejamosna nc-s-
sa ultima ; prsoes sobre prisoes; os carceres de Ma
driri esto atulhados. PerseguigOes enrgicas s
correras carlistas, que retiram-se em completa de-
bandada em Valencia, Aragao, solapadas ainda na
Catalunha onde sao observadas com toda a vigilan
cia, receios de soUlevagdi-s da parcialidade decahi-
da em julho, cojas ramificagoes dizem vao "al o
pago.
OSr. Cnovas del Castillo, oflicial da secretan,
dos eslrangeiros, que passa por ser quera redigio o
memorandam para a corle pontificia, foi u scolhiilo
para ir a Curia superinlender nos negocios penden-
tes entre os duas corles. O governo publicou uma
especie de protesto, logo que o papa fez saber a sua
fulminante^ncyclico. Alli-Bacha.
litro o riu-
alba, arlu-
i severo do
a ..iba. Elle ama a Tolla, e foi quem decidi Vmc.
a clausurar-se com ella, nao he verdade ?
Sim.
Pois bem, elle ir esta nolte rogar-lbeque vol-
le para o convento. Vmc. estar na cama, disputa-
r, resistir, e prolongar a discossSo al meia-noile.
Oovindo baler violentamente porta flear asausta-
da, temer ser compromettida, en oceultar em nm
gabinete: encarrego-me do mo.
Vmc. estar l ?
Nao convm qoe eo apparee. Darei ao car-
deal-vigario por ora aviso anonyoao s nove horas a
noticia da que Vmc. deixou o claustro para correr a
uma entrevista amorosa, e o cardeaA que he inimi-
go da immoralidade enviar o sacerdote e os es-
birros.
E......lerei o bello dote qoe Vmc. promet-
(ea-me?
Esta noite mesmo hei de d.r-lhe mil escudos,
e Vmc. me assign.r nm recibo de doos mil.
Honlem Vmc. oflereceo dar-me dons mil es-
cudos !
Mas n3o ofleYecia dar-lhe Menico.
Justo o negocio, Amarella subi correndo celia
da ama. Tolla estova assenlada em uma cadera bai-
la dianle de uma mezinh. de madeira prela, tendo
a cabera inclinada e ns tiraros cabidos. Comer.ira
uma carta para Cello sem ter 3 coragem de acaba-
la. Eslava desde mais de uma semana sujeila a um
incommodo eslranho: seu appetite dimiduia de din
em dia, e apezar dosesforgos que fazia sobre si mes-
ma, levanlava-se muilas vezes d. mesa tem ler co-
mido nada. Senta afroaxerem-se-lhe todas as mo-
las da alma ; sua vonlade altiva, esua petulante e-
nergia fogiam lentamente, assim como o vinho cor-
re de om copo quebrado. Todos os seus seulidos oii-
Ir'ora 1.1o vivos e alegres eslavam lentos, embotados,
e tristes: o aol parecia-llie embicado, o ar fro, a
msica turda. Seo corpo lo tadio, joalo a casto li-
nha-se desfeito, e suas faces eslavam cayadas. Soa
pelle n3o era mais o lecido transparente, debaixo do
qual via-secorrer i vida. Seos olhos grandes haviam
IITERIOR.
RIQ BE JANEIRO.
11 de selembro.
P ifiltu de SS. MM. 11. fettejot independen-
ciltta eidadet Sitherohy. Fri.s e incommodas
rajadas de nordeste impedirn) que as Iluminarnos
dos largos de S. Joao, Santo Alexandre e Memoria,
oilcntassem o seu brilhaulismo, e mpediram sem
duvida qoe SS. MM. II. as visita-sem, como se acre-
dilava, e era, se nao nos engaamos, do programmi.
Na praga de S. Joao ou Municipal, em om soceo
geral ou tablado com a oreaste 18 bragas quadradas,
erguia-se sobre ama escariara coraposla de cinco du-
gros um pedestal de ordera jnica, servindo de
base ao busto em gesso do magnnimo hroe do Vpi-
ranga.
As qualro face do socco geral oa labiado fingiam
lomado orna belleza sombra e desesperada, e langn-
vam tmenle sorriso paludos e relmpagos ei.-
lioclos. Tinha as maos tao fracas, que poaco ans
da entrada de Amarella deixra cahir a peuna como
um fardo mui pesado.
A seus ps estiva um lengo manchado de sangue :
tinha-lhc corrido sangue das ventas mais de vinle
vezes em nma semana. Amarella conlemplou esua
ddr e esse aballmenlo assim como om hbil artista
contempla sua obra antes de dar-lhe a ultima m3e.
Nao leve piedade; conloo lodo o que sabia da Irai-
rSo de Cello, accrescentando as particularidades que
a imaginagao pdde tuggerir-lhe: pinloun consola-
do, alegre, rodeado de amantes, e lendo para diver-
limento de alguma orgia as cartas lamentareis de
Tolla. Opprmin a joven ama com odiosas consola-
gSet. e alravez das lagrimas fingidas que forgava-se
a derramar, brlh.va o (riumpho e a insolencia de
seus olharcs. Sua conclusao foi despedir-se, e entre-
gar a carta.
Tolla (con mais de uma hora diante dessa mis.i, a
de morte, a qual contemplava sem ler, lia sem com-
prehender, e comprehendeu emfira ; mas em tal per-
lurbagao de espirito, que nao perceheu-lhe lodo o
alcance.
Volvia-a as maos, e brncava com ella cuino urn
menino com uma faca. Nem reparn que a leltra
nao era de seu amante, e quando vieram di/.er-llie
que a m3 esperava-a no locutorio, ncharam-na bei-
jamlo mm hin.lmente o autbographo de Coeomero.
_ Acoodessa animada pela resignaran app.rente da
tiltil confessou-Ihe ludo, as cartas de I.ello, os pas-
aos do cardeal e da marqueza, a recasa do coronel,
ai resposlas dictadas por monsignor Rooquelle, e a
perda das ultimas esperances.
Minha filha, dase ella terminando, Amarella
tem raan; convm sahir do convenio.
Eslas palavras provocaran] uma crise violenta, e
Tolla rompen em pranto. Sua memoria, seo juiz i,
toa paixSo, suas forras disperlaram ao mesmo lem-
po, e ella gritn:
marmrea de diversas cores, e eslavam divididas em
paineis, tendo cada um no meio os emblemas de an-
tigs armas e trophos romanos, e as quatro faces do
corpo do pedestal eram ornadas com varios allribu-
los. Via-se n'um* a corda imperial, n'outra a lber-
rinde na figura de ama- aguia desferindo o seu voo
livre, levando ainda parle das cadeias de sea a miso
captiveirn ; na lerceira se symbolisnva a juslig* na
sua balanga, enjn descanso e fiel represenlavam o
dedo indicador da mo que forma o pice do scep-
tro imperial; na quarta apparecia a concordia nos
seus emblemas, que eram duas cornucopias par
gindo fruclos e llores, e o feite romano que traziam
os lictores symbolisaodo a oniao, de que nascela Tor-
ga. Esses atirihutas o emblemas eram eircomdades
por grnaldas de flores copiadas das que produjera
os nossos jardins, e sobresahiam em transparentes ;
globos e clices de cores illuminavam externamen-
te lodo esse soceo ou tablado, que enleslava com a
igreja matriz de S. Joao Baplisla.
A cincoenta palmos de distancia seelevavam qua-
lro pyrimidas triangulares, tendo n.s faces os ds-
ticosP. I/ 7e 1822e eram nominados era
transparencia. *
Esta Iluminaran partencia commisslo presidida
pelo Sr. Dr. Fernando Sebastian Dia, da Molla ; o
todo delineado pelo .Sr. capiao de engenbeiros Mon-
de. Antas, a quem deve a capilal da provincia lan-
tot melhorameulos, eslava debaixo de lodas as re-
gras da architeclura, sendo a pintura devida a um
hbil carioso, e o bulto cinzcl.ido por um alumno da
academia das bellas artes.
O mais da praga consista na iliuminarao a lam-
peOes do arvoredo qoe a ladea, e qoe o venlo apa-
gava constantemente, e em embandeiramenloi.
O pensamento do Ilustre engenheiro circuinscre-
veu-se aos detejos da commissao, e as ordens de
seus raembros foram dadas -egundo as forcas do pro-
ducto da subscripgao. Comtudo o bullo era despro-
porcionado ao pedestal por pequeo, e lalvez o pe-
destal fizesse mais efleilo se fosse antes uma colum-
na troncada.
Nesle socco ou labiado loc.iram em lodas as noites
at bandas de musir e concorreram a gozar de seo
efleito ot habitantes da eidade.
Na praga da Memoria se elevavam lambem qua-
tro pyramides quadrangulares, e llumuou-se a co-
lumna de Julo VI, a expensas da mesma com-
missao ; mas a ausencia da msica tornava a praga
pouco povoada.
Na praga de Sanio Alexandre havia uma iliumi-
narao de oulra commissao de festejos presidida pelo
Sr. Dr. Marcellino Pinto Ribeiro Doarle. Era obra
de um curioso de gosto, mas que se descuidara de
consultar as regras nrchileclonicas. Nos ngulos da
praga erguiam-se as indefecliveis pyramides, sem as
quaes nao pude haver iliuminarao na nussa Ierra, A
um lado eslava o crelo da msica mal decorado ; a
oolro lado se elevav.i um prtico cornado pelas,ar-
mas nacionaes. Lia-se ah o oome de Jos Bonifa-
cio de Anrirad c Silva, qoe pela soa popdlaridade
dispensava o tralamento de Exm. Sr. e o titulo de
desembargador. Sobre os arcos Uleraei figuravam
dous qoadr'os histricos, representando D. PeJro I np
Ypiranga, e no juramento so, solado dos quare.nta cacalteirotaque o teguiam
no memoravel dia 7 de selembro de 1822, e de to-
da a corle que presenciara o aclo sagrado de 25 de
margo de 1824. .....
No meio da praga se elevava nm labiado octogo-
nal ou pavilhao em qoe tremotava a bandeira da
independencia, porm desproporcionado na soa al-
tura.
Toda esta Iluminar jn era a globos o lustres, e nao
deixava de prodozir de longe alsum efTelln.
P> tablado on pavilhao loeou-se e canlou-sebhym-
'no do Marcos Porlugnl, muilo inferior ao hymn de
D. Pedro, a quo melhor se coadunara as lettras de
Evaristo Fcrreir.i da Veiga ; a repcligao de Brava,
Brava,Rrava geule, c a cunha de um lim j>
naquelle verso
Ou inurrer pelo Brasil 1
cantando-se '
< Sim, ou morrer pelo Brasil:
produzia mo efeito. Comtudo nao se pude dotar
de elogiar o enlhusiasmo com qae o coro repeta os
versos do poeta Ilumnense, e ainda mais at senho-
ras que a isso se preslavam, sobresalanlo uma del-
las pela harmona c extensa de sua voz, e que tan-
la graga lem quando canta as som de seu sonoro
violan as nossas mojinh.s. A orchesira era luda
compesta de amadores, e ao som rouco do enorme
rabecao [uns qae ha rabecaozinhos) do Sr. J. C. Mu-
niz, nolavel pelo seu grande pennacho de folhas ver-
des e amarillas, suspir.va brand.menle como um
sabia pelos ramos das larangeiras embalsamadas do
aroma de suas flores, o mgico fl.ulim do Sr. J. J.
Queiroz.
Os poetas qne se improvisaram nessas noiles ron-
verleram esse pavilhao em um outeiro, onde a par
de pessimos versos foram recitadas boai poesas. O
Sr. Dr. M. P. da Ponte Duarte primoo em um so-
neto, e um joven que dizem chamar-se Moraes, pos-
suio-se de om entbusiasmo ardenle quando decla-
mou os versos de uma bella orie. Seria bom que pa-
ra oulra vez honvesse mais cuidado em franquear a
tribuna potica a lodos os oradores populares, para
prevenir que nos venham dizer que, o palriarcha da
nossa emanciparan poltica he Jos Anaslacio, e que,
como brailou nutro,' o Brasil he a nossa nagao.
A's 10 horas da noite um (iro de sbuz alirou aoa
ares um lindo punhado de flores diamantinas, e an-
nunciou multidao agglomerada na praga de S.
Jo3o, que ia comegar o fogo de artificio. "
SS. MM. II. o viram das janellas do palacio, e as
bandas de msica que percorriam as ras romversi-
ram para a praga principal da eidade.
N3o ceusnraraos a commissao pelo seu grande Tu-
go de artificio, que nao esteve mo, mas que nJo
fui apropriarioao festejo, como se dizia enlao. A roe-
txteida censura deve recahir sobre nossos artistas py-
rolenicos, que nao saliera da sua rolinn, e ainda bo-
je mo teramos os fosos de cores se o infeliz Pere-
grino, que acabou sob as ruinas do antigo palacete
do campo da Acclamarao, nao livose ensinadoa sua
prepararan. .
O Brasil, que figorava no qoadro principal, era
raa caricatura ridicula, e a desharmonia das pegas,
que nao guardara jamis uma idea no tea lodo, a-
cenddas enlao, como he do coslume, uma a uma,
produjam, produziram eproduziro sempre um mo
elleilo.
O mrhino nacional locado em diversos ionios daa|
praga e por muilai bandas de msica poz fim aos
festejos que a eidade de Nilherohy dedicoo por inter-
medio de duas commssdes ao anniversario da pro-
clamagao da independencia nacional, sem que a
Iranqnillidade fosse perturbada pelo menor inci-
dente.
Honlem, pelat 8 horas e meia da manhaa, deixoo
de tremolar no palacio da presidencia o pavilhao
imperial.
SS. MM. II-, seguidas das damas, dos semana-
rios, dos ministros qne as acompanharara, e do vice-
presidente da provincia, e algumas pessoas ditlinc-
tas, sahiram do palacio, e descendo a p pela roa de
S. Joao se encaminharam para a ponte-verde-
Ahi achava-se postada a banda de msica do ba-
talhao de fuzileiros da guarda nacional, qoe tocava
o hymno imperial.
S. M. o Imperador, occoltando a hora de sua par-
tida, e dispensando a presenca da guarda nacional,
embarcou sem formalidades na sua galeota, qoe
depres-a deixou as aguas de Nilheroy, seguida de per-
to das ootras galeotas.
Algoos minutos depois os vasos de suetra annun-
riavam pela bocea do canhao que SS. MM. II. se
recolhiam a sua edrtr, e a focmnsa galeota imperial,
levada pelo impulso de teut remos, cliegoo ao arse-
nal de marinha, onde os carros da casa imperial a-
suardavam os saadosos e imperiaes hospedes de Ni-
lherohy.
A eidade cahio na monotona de sua existencia.
Desmancham-se as illomioages, e o povo se prepara
para concorrer aos templos e dirigir suas preces ao.
Dos que lanas vezes tem estendido seu brago sal-
vador ao imperio da Santa Cruz.
Uma correegao. No discurso di asylada Jeronym.,
dirigidoaSB.MM.il., quando no ultimo Ir'crbo
ella riitse :
E porqde ao corgao piedoso... e ati virtudes que
adornam..... faltou: a devemos tanta ventura. 4
------ mmini
S. PAULO.
9 de selembro.
Nunca vi o S. Paalo Ho estril cerno no correle
periodo. '
A nao ser os fllatenos de chapa provincial, a
grande festa d. Peuha, os raerios do '.cholera, que os
viajantes vem exagerar, reinava aqui <> silencio em
lodas as columnas.
Pois j. que assim he, para fazer a obrigagao do
prsenle curreio, fallar-lhe-hei desle mesmo as-
sumplos, esperando que esta gente faga aqui alga-
ras coota qne valha a penn referir-lhj pela oolra
barca.
O partido liberal qoe est querendo ficar mais
animado, nao obitante amaldigoar iaualmenle as
ideas geomtricas de circuios, ja manduu Imprimir
a sua chapa de 36 nome para mimosear os eleito-
res que se reunem a 15 de oalnbro prximo.
Pensavam algnns qoe sob as ideas de conciliagao
algons nomes saquaremat seran, lidou de enrolla
com as luziat. Todavia assim nao foi ; parece qoe
a historia s serve em theora, e esbarra na prali-
ea. Assim, parece que o snqoaremas com seme-
'Ihanle repulsa, nem incluiram nemes de religiao
contraria, nem, adoptando o erieetiimo, isolaram
volos em sentido adverso.
Os saquaremas ainda nao dorara a sua ao prelo.
Parece que eslao pensando. Se assim he. melhor ;
ser ,-i escolha mail bem elaborada, e nao data lo-
gar a que os eleilores do interior desvien! seus vo-
los, em presenga de orna chapa que nao lenha o ca-
nto da legilimidade. Ja se sabe o que quero dizer:
fallo de chapa em qoe figarem nomes desconheci-
dos na poltica, e que nao signifiquen! servigos s
especliva ideas. Quando se acolhem candidatu-
ras de mero favor, o resultado he haver muito furo.
E Islo he natural quando se alira s hoc lechas de um
eleilor um nome entrado nicamente por pedidos,
e aceito por coolemplagoes ; esta eleilor, qae nao
sentn praga em alsum balalhao de fscravos, em
vez de votar era algnm bonito afilhadc, escolhe um
nome conhecido que mail Ihu merega.
Nao quero entrele-lo por mais lempo com esle as-
sompto, qae, se interessa a nos c la Ierra, nao
acontece o mesmo l para Vmc. Pecho, pois, esle
tpico, nolicinndo-the que a renda do correio ja vai
subindo ; que cartas em avnltado numero circulam
pelas cidades e villas ; que a cada caolo se esbarra
rom nm candidato, pois boje para o ser parece qae
basta vestir urna bonita casaca, e ter recebdo boa
asna hasplismel. E aqai ka raoila pia que baptisa.
Ptlo que eu concilio que fazer leis he a larefa mais
suave desle mundo. Assim o Brasil ha de medrar
por forga. g
Est fechado este tpico ; mas ferho-o oulra vez
notcianrio-lhe que ainda nao ha .iler.otarios, e ja
muilo homem sa lembra de revogar o imposto dos
qoalro por cenlo levantado centra o caf o aono
passado. Se eu foca do numero dos atildados faria
ieualmenle assim : a lavoura esta soflrevido muilo, a
falla de tiraros sobe de maneira alen adoro ; nao
he prudente gravar assim a agricultura, qoe, em
nono paiz, he o primeiro elemento de prosperida-
de, e ainda agora vem nascendo.
O correspondente do Mercantil eleva as na-
vens as medidas preventivas contra a epidemia. Re-
celo que seja irona, ou entao o escripio he de al-
sum medico qoe, de posse dos tegredos seienlificos.
est de animo tranquillo. Fallemos claro, em ne-
gocio de saude publica nao ha amigos ; o povo nao
esl tranquillo com o pouco que se tem feilo. Muito
barulho fez a enmara municipal ; alguma coosa boa
mesmo vi escripia em nma postara ad hoc. Mas,
veja u qne he ser eaipora, meo charo senhor, l vem
um appendice declarando que semelhanles medi-
das se observaro em caso de epidemia antro nt.
Ora, viva !... aqui vem o aunexim do asn-i morlo.
Coucloo, pois, que se a misericordin do co nao
descer sobre nossa Ierra ella fic.r deserta.
Uma das medidas preventivas qoe aqui tenho ob-
servado he a desinfeceio da mala dos v, pores. En-
tretanto os passageirns sobem primeiro qoe as nu-
las, Irazendo cartas e objectos 1 !
Quando na corte as medidas foram bati Jas, por-
que nao houve onidade de peosamento e coheren-
cia nos syslemas sanitarios, quanlo mais aqai.
Mudemos rieatsumpto, e sequizermos viver va-
mo-nos pegando com Dos ; cmcluin lo, digo que
se alguem se zangar comigo porque nao sou opti-
mista em vesperas de epidemia, e tolerante em laes
materias, lerei paciencia, e direi outra vez que em
materia de saode publica nao ha conlemplagOes.
Niuguem quer morrer por ora ; lodos tjuerem ver o
fruclo das incompatibilidades e nao he glorioso dor-
mir (piando a epidemia viaja a vapor.
Esleve honlem quasi deserta a Paiiliea. Fa-
zia-se na Penha grande festa n Nossa Senhora. O
major Gabriel Coulinho, fesleiro, para l convidou
meia eidade, e deu banquete a boa duzia de gastr-
nomos. Pela volta da noile o aterrado do Braz,
que corla as duas varzeas, offereca um magnifico
panorama aos espectadores que conconiam mon-
lanha do Carmo, para ver o cruzar permanente das
cavalgalas que povoaram a vereda.
Dispeuse-me de'dar elasterio ao lopico ; presla-
va-se. a bom preevichimento de papel. 0 Josephina
sempre anda s pressas, e en nao quero deixar de
significar-Ule qoe o dia 7 de selembro "o aqai fes-
tejado assim assim. O mesmo feslini oflicial, o
mesmo espectculo dramtico com seus episodios de
versara, em qae cada om grita contra o despotismo
hydras, e outras coasas sacramentaos. Hoove om
versejador que se motlrou nm pouco lepublicano.
Assim me disseram ; mas eu nao creio que o veno
abrigaste algum. palavra anli-policial. Nao hoove
om festini popular, uma demonstragao puramente
civil. Querem ver que algn se acredilam hoja
lo dependentes como d'aotes ?
Consta-ine qne uma larma de acadmicos (el siu-
riar a aurora no Ypyranga. Fallaram mal. formas
apparato e wlemnid.de.
' ( Carta particular.)
( Jornal do Commercio do Rio. )
He impossivel 1 Elle nao he capaz de Irahir-
me. Estas cartas foram escriptai para o lio, ao qual
quer ganhar com um finglmento de submis-ao. Vmc.
nada comprehendeu, e nawconhece-o ; s eu conhe-
go-o. Nao jnlgoe-o. Respondo pela soa fldelidade.
lie impossivel qoe no espago de qoalro mezes um
coragao 13o terno e religioso lenha-se tornado um
monslro. Suas carias respirara os melhores senli-
nienlos : cheiram como o incens das igrejas Elle
diz-rne que ore a Dos, aos sanios e Virgem Ma-
ra ; e elle mesmo ora desde a manhaa at a noile.
Acaso se atrevera a fallar de Dos, se nao me amas-
se man? Alm disto elle sabe o voto que fiz: julga-o
Vmc. 13o cruel que condemne-me ao convenio por
loda a vida ? Que seria de mim, se elle me aban-
donare? Que faria cu de meo cor a rao"! Dos nao
o quereria, pois exije que nos consagremos inleira-
menle a elle. Minha pobre mai! qnanto Vmc. deve
ter padecido esles dons mezes 1 Era por seo respeilo
que eu teria querido ser feliz: a visla de minha fe-
licidade (er-lhe-hia feilo lano bem I Eis que agora
preparo-lhe uma triste velhice. Todavia Vme. er
que elle lenha podido esqoecer-se de todo o que
promel Ir o ?
Citou enlao com volubilidade febril palavras, dis-
cursos e carias inloiras de Manoel; depois reralu
em um abalimenlo brando e tranquillo ; pedio mai
que reeoviasse-lbe Amarella por alguns das, e que
o roufeisor fosse v-la no dia seguinle terga-feira,
pois quera commungar na quarta, dia consagrado a
San-Jos.
A', oilo horas despedio-se da mai, a qual felicila-
va-se interiormente por v-la tao serena depois de
tantas agilagoes. e vollou para o sea quarto apoian-
do-se no corrimao da escada. Quando alravessava a
galera coberla, qae conduzia sna celia, vollou-se
para a baiilica de Santa Mara Maior murmurando
jima orarao. Nesse instante os joelhos cnrvtram-
se-lhe, om deslumhramento forgou-a a fechar os
olhos, e pareceu-lhe ouvir ama voz que dizia-lhe :
a Porque choras? Nao lens uma mai lerna no ceo'!
ormio ura somno agitado, e cordn no dia se-
guinle com muilas dores de cabega. I.eflB-se,
arraslnu-se penivelmente at ao espelho.^Pesus-
tou-se vendo quinto suas feigOes eslavam atreradas.
A fraqueza e um estremecimiento, que nao durou
mais de dez minutos, fnrgaram-oa a vollar ao leilo.
Quando as religiosas vieram v-la, illa tinha o
pulso vilenlo, o rosto vermelho, a pelie seces, a
garganta inflammada, as entranhas rdanles: o pro-
gresso do mal foi tao rpido e imprevisto, que nao
houve tempo para reenvia-la sna familia, como
prescrevia a regra do convenio. A condesta chama-
da loda a presta, acudi com o medio. O donlor
Ely reconheceu todos ce symplomas da lebre lyphoi-
de, e praticou mmerhalameale urna sangra.
Esforgou-se por tranquillisar a condesia afllrman-
doque de lodas as frrois dessa doenga a inflamma-
toria era a que dava mais esperanzas; porm nao
quiz dizer-lhe que era quasi sempre incoravel quan-
do era engendrada por causas moraes.
A condena quera qoe a filha fosse transportada
para seu palacio, cuidadosamente envolta: accus.v.
o ar do convento de doenlio.
O doutor Ely atlribuia o mal a outras causas laet
como os desgoslos, as privagSes e a nostalgia. Tolla
soflrera alm de suas forra-, vivera era jejuns e abs-
tinencias, e desde a vespera do primeiro de meio
deslerrra-se da primavera, do nr livre e da liber-
dade.
Vveu oilo dias ioleiros sem somno, sem repouso,
aguada por sonhos peniveis, opprimida por urna en-
chaquera insupporlavel, que pesava-lhe sobre lodot
os pensamentos. Quando o delirio a deiiava, conto-
lava a mai. Nao duvidou nm instante doque sua do-
enga fosse mortal, e no segando dia quiz escrever
uma can. a Lello, dizendo qoe te espurasse mait
lempo nao pedera fazer-lhe toa despedir a.
N. ausencia da condessa uma joven nligiosa es-
ereveu a seguinle carta, qoe Ihe foi dictada pela en-
ferma :
< l.embras-te, Cello, de qne convlenios oulr'ora
nnnea deitar-nos sem termos feilo as pai.es? Recon-
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
PARAHIBA.
Bananeiras 1 de selembro.
Principiarei hoje pela saude publica. Depon da
minha ultima nao poz o pmai. na villa, com re-
cejo de ser accommetlido pelaa bexigas, porem cuna-
ta-me que a epidemia ra lomando grossai propor-
ces na villa, e qne muilas victima tem sucumbido,
(cando oulros prestes a seguir viagem, por conse-
sointe j v Vmc, qae o nosso retido sanitario nao
s nao he lisongeiro, mas ainda he trale e horrival
porque destituidos de todos os recursos da medicina
pode-se dizer que morrem a mingue muitoa dos af-
fectados do mal, e nem ao menos ha boticas o lagar
a que se podessem auxiliar os cariosos, tal he o aira-
zo em qoe ainda neste ponto carainha esta pobre
villa 1 .
Por cartas da capilal temos tabfdo qoe o cholera
tem feitogrindes estragos no Pare na Baha, e com
quauti) laes noticias nao se them muilo em harmo-
na com o qoe nos referranv as ltimos jornaes la-
dos pelo correio, todava os animo, acham-te sum-
raamente aterrados, etperaajp a cada paito a con-
firmigao da Uto tristes noticias.
Passoo por aqui um dos dignissimos que voltara
da capital por ter sido addiada a nova cmara alia, e
o lal araigoinho lalvez sequioso por augmentar a
affligao o alflicto, veio nos contando coutas bem
tristes do cholera, accrescaolando qae o fado da ad-
diamenlo se occasionou em cousequencia de serios
receios de ser a capital auredida por tao brbaro'
al]versarte. Vrj. VmeHHpa de tanta historia como
nao h.vemos de etlar^pKntes centros, aonde a arte
humana 13o injusta se tem mostrado a natural incli-
nagao das coasas e pessoas ?
E alera de lodo isso, o qoe mais nos poderla caber
por torte ? Os tristes presentimenlo de orna de-
vastadora steesf, porquanto ate.aqui tuda no, con-
duz a crer que viremos a sotTrer os lerrveis resal-
tados de um anuo ingrato ae mitrado como sa tem
mostrado esse cincoenta e cinco, de trille e Hocri-
veis recordagoes s geragoes fallirs en fim,
meu charo, teremot muita resigmcSo para nao nos
collocar em estado de deweperago como se a a-
quelles que jalgam j ver o mondo caminhar para a
ocaso de sua completa decadencia sea confi.rem
como riovem na suprema bond.de e clemencia do
Enle Eterno.
No meio de Indo itsu nlo ioovo muilo a pachorra
com qoe a Ilustre vitiohanga craza seus amaveit
bracos, e me parecera ante mais acertado que as
lerrveis vicissilurtes em qoe nos acharaosdestem om
patso na vanguarda do despertamenlo, e aeeordando
do profundo letargo em qae vivem enrollo, tra-
Inssem de medidas tendentes a contervagSo e me"
Ihoramentos do noaso estado sanitario j represen-
tando ao governo a necessidade urgente de sertas
providencias, e j promovendo ataigaeturas entre os
particulares, com tempo pera prevenir o futuro. Se-
nhores da cmara, n3o desanimis em face dos obs-
tculos que te vos antolham, he lempo de mostrar-
des que sabis apreciar a importancia do voseo man-
dato, e reunidos em um s pensamento traas de
prevenir nao s os males qoe j era nao grande c-
cala varaos soOrendo, mis principalmente o que
nos eslao inminentes.
Se por ora oio podis fazer sena,o aqoilto qne cabe
em vossas forgat, porque razan disto mesmo tanto
vo% leudes descuidado ? A limpeza das footes pu-
blicas, que Uto -imraundas permanecer, a limpeza
e aceio das ra, a expretsa prohibigao do amontoa-
menlo de carogos de algodao no logares para onde
sao eonduzidos, com grave detrimento da taude pu-
blica, a electiva responsabilidades eacbrisUo pel
abertura Tnaportuno de sepulturas, preraata-a ae-
cessaria remogao dos agotigues, que collocados no
interior da villa nao podem deixar de prodozir in
fecgSes damnosa, a absoluta prohibigao de porcos
que vasueiem pelas roas : sao oulral lanas medidas
reconhecidamenle inleressanles, e qoe a salvacao
publica da villa reclama de vos, senhores camarillas,
e jiingoem por cerlo dir, qae tao pequeas provi-
dencias estao cima, de vossa possibiHdade, espero
portante, que aproveiteis as humildes obsvervagoes
qoe em occasiao 13o momeutosa vos dirijo. Muirs
outras medidas sanitarias podaramos lembrar a
prespicacia e solicilude do poder municipal desta
villa, mas em fira, vejamos se corneo correr do lem-
po se lornam dispensareis. Dos o permita.
Segundo es communicages at honlem enderca-
das pelo meu mensageiro, posso afiangar a Vmc. qoe
a Iranqnillidade publica nada soffre de presente,
oulro tanto porem, nao direi da liberdade individoal
e do direilode propriedade, que de alguma orle
soflrem sor-gui-prcquo.
Se ha de lembrar Vmc. de nm oflicio do subdele-
gado do termo dirigido a um inspector de quarleirao
no sentido de, ha sua orden nolificar matulos que
d pretexto de servigo publico restem Ira bal ha r no
engenho do m'esmd : po kern, a copia deue oflicio
foi posta em publica forma j ama vez, a por con-
segrante o faci cahio plenamente no dominio do pu-
blico, sendo que cada jornaleiro percebia o lucro de
160 rs. pelo importe de seus serrigos diariamente; e
porque me consla eslar-se dando a reprodncgSo de
semclhanle escndalo allent.rio das liberdade*, pu-
blicas, e que tanto desacreditan! as formulas coniti-
tucionaetque nos regem, vMe novo protestar con-
tra a falalidade de 13o perigosa industria, e espero
que o governo da provincia lome-a em sua divida
considerarlo.
Tambem nao he menos escandaloso, a guarida qoe
a polica faculta aos celebres salropiadoresd'uro es-
cravo do Sr. Justino Pereira de Parias, negociante
residente nessa praga, segundo j fiz publico em
uma de ranillas Iranaactai missivas, o qoal escravo
existiudo a muito lempo oecoilo em logare desle
termo n3o lera sido possivel ser capturado- apesar
dos esforgos eropregados para lal fim ; a gravidade
desse fado pois, qae s por si revell o minelo
perigo a que fcilmente vive exposto nesla villa o di-
reilo de propriedade, nao pode deixar de chamar
sobre si s atteugoes go ver nativas da provincia, afim
de qoe nesla parle i'qoe nao be pooco) a conslilui-
g3o reivindique seus foros, a sociedade desafronte
suas garantas conculcadas sempre qoe se prattcaoi
violencias dessa ordem, e semelhante mal seja re-
parado mediante o auxilio da le e das autoridades
constituidas. /
A eleicao senalorial contina a ser objeetode lar-
gas discosses das polticas do dia, e apezar de a-
gar pelos circuios a idea de qoe se apreaenlarao
muitos candidatos, todavia tres to os noraes qoe es-
lao em moda, qae sao doos dos nonos actuaos re-
presentantes, sendo o outro o commendador Joa-
quim M, Carneiro da Cunha, e esta ultimo apezar
de nao ter detafeigoadoi nesta Ierra, com todo oa
tem em Mamangaape, isto basta para qoe as toas
habililacoes a esse logar, tejara lophismada e cavi-
losamente increpadas. com effeito, haver na pro-
vincia da Parahiba quem ignore os honrosos prece-
dentes qne habiliten) aqoelle commendador occa-
par nm assento no senado brasileiro. he certamenle
qoerer-te maligna e desleamente oflosear as gloras
polticas que laurearam a fronte de 13o distincto par-
lamentar, e porque o sea nome he bem conhecido
na provincia e difllcilmente se o tem podido hostili-
zar com ridiculas increpagoe, mandara para aqui
**
ciliemo-nos, meu amigo; vou dormir mnito lem-
po. Deilei-me honlem de manhaa com forte febre,
a qoal parece ter a typhoide. 0 charo doutor etseve-
ra que ella nao mata quasi nnnea ; porm tinto qoe
nao lornarei a levantar-me. He minha a colpa :
passei muilas noites em oragio, e jejoei muilas ve-
zes. Eu devia saber que niuguem zomba impune-
mente com a saude. Nlo attribnas a oulra cansas
minha morte: he o castigo de uma longa impru-
dencia. i
a Minha mai pensa qne.o ar do convento roa fez
mal; porm o doutor aflirrna qoe nao. Digo-te isto
Cara provar-te que nao lens de qoe ta acensares :
aslarjo teas desgoslos Eis-ahi lodot o nossos pla-
jelos bem mudados I Nio iremos a Veneza, nem a
I.anecia, nem a Capri. Quando en comparecer p-
ranle Dos, espero que elle me perdoer ler-te a-
mado mais do qoe ludo. Vas viver muito tempo ;
rog.rei ao anjo de. minha guarda qae accrescente
mea. annos aos teut. S feliz por toda a felicdade
que me deste. Quando me diras: Tolla mia I eo
via os cos abertos. Promelteste nlo casar se acato
me perdeises ; essa promesta era boa anligamente
quando julgav.mo-nos eternos; agora recommen-
do-le que a esquegat. Nio desobedecers minha
ultima ventado. Escolhe uma mulher lerna e pie-
dosa, que nao prohiba-te de orar por miro. Sa livo-
res alguma filha faze por alcangar que chame-te
Tolla : assim te lembraras de meu norae toda a toa
vida. Creio qoe teramos tilo bellos lilhinhos, e qae
en ot teria educado bem.
a Adeot. Quando receberet esta caria, beija meu
retratinho: he ludo o qne restara sobre a trra de
la fiel
Tolla, a
Esla caria asiignida pelo peoprio punco de Tolla
foi Jevada discretamente ao correio, a parti na
mesma noite por Ierra sem o conhecimenlo da fami-
lia Feraldi. O conde e Vctor exasperavam-te, por
nao poderem penetrar no convento. No fim de se-
lembro o conde perseguido pela idea de qne
nel reservm Lello para um casamento rico,
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PIMO DE PERMMBUCO SBADO -ii DE SETEMBRO OE 1855

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apreso*- que o horneo) dHpedio-H da poltica, e
ej nao he diado do goveroo domfoante ; que
hnocio* que *ao 01 grios poltico* de domo* lempos'.'
"Vvigorar esse bello systema serla necesaario que
01 bros e a dignidade dos eleilores dejnuha trra,
se deixassem arrestar pelas falsas caricias de quera
nao conhece o espinhoso terreno era que piza. A
verdade he que o futuro dessa 1.1o fallada elerjo
Crteuce a Daos, e a provincia deve esperar de seus
Tes ama eecolha digna de si de suas honrosas
IndiccSes.
Ja se acha na lugar o novo jura municipal, e cora
quanto pela miuha parle felicite a sua ba chegtla,
contando com o triampho que obliveran os bana-
oeirences pela ptima acqnuicao Taita pelo foro ju-
dicial desla villa na pessoa de uro moco uobre e des-
lindo; todavia jamis donaremos de heradlzer o
uome do digno antecessor de S. 8. o qual deixou
em nossos corantes um lugar de saudade.
Os nagetas da igreja continuam em sua mxima
decadencia, porque o catliolicismo por c nao pode
ncoptrar verdadeirus sectarios no corpo dos liis !
a ebra di matrit parece nlo lar roais lim. porque
dmheiro para a igreja be dimeil arrecadar-se, que'
As lavoaras definham coiisideravelmenle. O abas-
tecimenlo dos gneros alimenticio! no mercado ra
sendo parco, E o comtnercio desaoiinoii no lodo.
Nada inais por ora digo, Saude e diuheiro em
abundancia Ihe deseja o velho. Aideico.
PERKAMBLCO.
COMARCA DENAZARETH.
18 de setembro.
Alciluradosns. do Diario del* e 15 do. me/, cr-
reme cautou por aqu una forte rapressao no animo
de lodos, pela medooha relacJo dos estragos, que
tem feito o cholera na provincia da Baha ; nao obs-
tante, pin.go.eih ha, que cuide do que deveria cui-
dardos meios de prevenir o malEm quanto pois
oecupanne em sentir a desgrana da Baha, e em
manifestar recelos puens.po.la iuvasau da pe-le, dei-
xam eiislir, em grande quanlidade, pelas rnas, e por
ulros lugares, focos d'iufecco, sera que ninguem
por isso se incominode !
Ouco dizer,' mas nao garanto, que o Dr. juii mu-
nicipal e delegado de polica, vendo o odflerants-
mo "Ia niunicipilidade, e calculando bem, que esta
nao dar um so passo era ordem a pievenir cousa al-
guna d aquellas que estao a seu cargo, procura im-
petrar do Eira. Sr. presidente da provincia os meios
Decenarios para realisajao de algumas medida* sa-
nitarias d raaior urgencia, tees como a cunslrucrao
de um cemiterio, a rerad^o do uiatadouro publico,
a dessecagao de um paufauo > aguas poiridas, que
lica por detraz da ra do Commercio, e outras: Dos
queira que suas solicilacoes sejam allendidas !
Com efTeito, todas estas medidas sao da raaior ne-
cessdade, principalmente a construccio do cemite-
rio ; pois se os enterramenlus as igrejas sao repu-
tado como perniciosos a saude publica, aqui o de-
TeB\er mais do l,ue em parle "l?u,na '. puf quanto
sao lio mal feitos que quasi sempre sobra Ierra, que
lanram em roda a igreja. AaAassecatao do fallad
charco nao he de menor neaeaildade, e assim todas
as outras medidas aqui aportadas.
Do expediente do ministerio da fazenda de 27 do
ro*z de julho ultimo, publicado no Diario de 15 do
correte, r-se estar provida a agencia do crrelo
d esta cldade na pessoa de Mauoel da Costa Silveca,
que se presume com bastante fundamento ser Ma-
noal da Molla Silveira ; porlanlo, espera-se com
razao .que dita agencia sara brevemente posta em
ratica ; mas muito se recela que nao preencha o Gtu
qoe se tem em vista ; por quaulo. ha aqui duas pes-
soas do sobredilo nome de Mauoel da Molla Silveira,
um pal, e oolro filho : aquelle he geralmeule sabi-
do que esta ceg, e como tal incapaz -Je dar expe-
diente a cousa algomn, e este he lido, e havido como
prejudicado da razao : assim. teremos de ver a men-
cionada agencia andar matrca, e em vez de ser
ouTbem, ser om mal: he assim que se abusa das
melnores imtiluicesque, sendo creadas para oeeor-
j* necessidades do servico publico, lornam-se
mulla* vetes em um llagelle Insopporlavel para as
parles .
Acha-se convocada a !. sessao dos jurados d'este
lermo para o da 1.* do prximo futuro mez de ou-
ibro, e consU-me que ha 18 processos para serem
julgados
comarca gofa de soeego.
A salnbridade publica nao
gama notavel.
Al mais ver.
publica nao ofierece alleraco al-
X.
(Carla particular.)
COMARCA DE SAMO ANTA.
\ ictora 15 de setembro.
Mon cherApproveilo um momenlo, que tenho
de meu, para escr*ver-lhe. Serel desta vez mu
lacnico, pois se huuvera de ser minucioso em lodas
as cansas, sobre que tenho de lallar-lhe seria rfra
nunca acabar, seria atnaior de quaolas matsadas llio
tenho feito solTrer,-
jniVoaj|,r'"cipt*no por (liler-|he que estamos sem
delegado, pois pnmeiro supplente em exercicio o
a""s deu a sba demissao ; foi urna pena, visto
ser o Dr. Ba.-ro* um excedente e honrado moco, e
ler bastante capacidade para este emprego. J tem
nesle interregno apparecido alguns furtos de caval-
.especialmenl la para as bandas do segundo dis-
Iriclo, e mais algumas brincadeiras tem liavido. Es-
te seu criado mesmo lem,visto alguns lafues tran.i-
tar pelas estradas publicas com facas de ponta.
A viste disso dirigimo-nos ao Sr. chefe de policia,
para ponderar-lhe que esta he ulna das terrinhas,
i nao pode om so momeuio estar sem delegado e
este mutto activo, porqne comnosco infelizmente ha-
llara certos marreces, certas almas de chicharro,
-que da menor circumstancia se aproveitam para fa-
zerem das suaj. O Sr. Dr. chefe de policia lera da-
to bastantes provas de zelo pelo bem e soeego pu-
blico, por isso estamos convencidos do qne S. S. lia
da dar as providencias para ser nomeado logo um
supplente de delegado, qoe enlre quanto antes em
ejercicio.
Ujb fado bstanle escandaloso pelas eircumslao-
cias que o acompanharam, s parlo di adila de
algnm canbal Teroz, se deu nesla cidade no ultlmp
da do mez passado. (Logo depois que viran a cida-
de sem delegado.) FoJ o caso qne sahindo da cadeia,
pelas 7 horas da noilc o carcereiro Gatdino. quando
la na distancia de oilo a dez passos da mesma, ihe
saino de repeute ao encontr um liomemzarro, que
sem demora comecou a experimentar a rtjeza de um
wwcawle que trazn, no costado do pobre (laldino,
aroMDhando tal brincadeira com as maviosas pa-
lavrlnhss :eu nflo le diste cabra, que le dava "
Que momento 13o cnlisjaf ..Dos nos lvre, meu du-
ro, deat-har-nos em seaethanle aperlo, do qual (ad-
mire-se. ) nao faicaio1* noiso paclenfe, pois levou
suas cacetadas de ceg com mula resignarao, e al
parecen disposto a acabar como carneiro, porque
era quanto levou a tunda nio lugio, nem mue.o :
as ero abono de sua valentia disse elle que estava
razemlq proezas comma grande chave que levava
aervindo-se delta eorrio de urna esmaganle e forml-
davel maca : que nao-obstante, julgo, que o ag-
gressor lahio sem o menor arranhao; entretanto que
sa alguns presos qoe n'aqaella occaslao cheaarnm
as grades nao gnlassem. estara o carcerelro hoje
dormindo em soeego no cemiterio da matriz, flcando
a cadeia sem o seu oplimo e cuidadoso empregado :
assim mesmo pouco faltn que nao erpichatte, pois
sahio da escaramuca com duas grandes brechas na
caneca, s quaes segundo a visloria qoe se fez, se se
approximassem mais meia polegada para a Tote Ihe
causariam a morle. e com urna coolusio no braco
direito, cansada por urna cacetada que ueste lugar
BVBu. bntrava no plano da mnlvadcza, quebra-
i-lhe os bracos, segundo se diz, aflm de que nao
a oxercilar o sen emprego. Nao posso ouvir d-
r que o Oaldino cora a maca quo manejava e com
danodo de qne he prendado, deixasse eiscar-te
o boa praa eslou quasi nio aareditando mais
ivaleo.ia delle. Fallemos seriamente, meu amigo,
um Bftandalo ser o enreereiro espancado as 7 ho-
ja nerte e Ho _perlo_jU cadeia onde ha urna
Jboique se deve lomar era grande conilderacSo
um neto deesa ordem, dando-se enrgicas providen-
cias porque se assim nao se tizer teremos o desgosto
ue ver reproduzrem-se alternados >emelhantes.
r,ii.e.!i"8? ti^"0M avertguase.es (apezar de nos
ir delegado, temos quem esteja vigilante) para
smr-ee qnem foi o autor de Uo illuslre facanha.
Oura o que a tal respeito he muito notorio, e anda
peli bote* de lodo*. Nao sel qual dos dous dictados
o prsenle caso he mais exacto:te a voz do povo
Matroz de Dos, ou se he a voz do diabo.Seja o
que lar, eu vendo pelo que compro : assim ahi >ai:
Coota-s* que um qudam por nome Francisco Ca-
valcanli, eslaado o anno passado preso par furlo de
cscravos o tendo certas intrigas com o carcereiro,
peitou a um soldad.) do destacamento de nome Mau-
ricio, (que era muto seu conhecido por ser naturi.1
desta larra) para o prender com urna faca de
com a qaal costumava o carcereiro por preca
passar revista a cadeia, depois do que sahia
mas vezes com ella a run por descuido, seausflo he
sabido por lodos d'aqui, pois o,Galdlno njtftca costu-
mou andar armado. Com effeito o sdjHdo execu-
lou niui prouiptamente o mandadodkrpreso, levan-
do o carcereiro (quando valeuJu jnle seu descuido,'
o poude pllhar com a faca) peltfcs a casa do dele-
gado, o qual percebendo a Intriga, saben lo mesmo
do plano forjado pelo pratS, e julgando Inconve-
niente tal pnsao depoisyuma adterlancia sollou-o;
pelo que ardendo ero/ira, e furias o p'reso Fran-
cisco Cavalcanti l06v dizer que o homem tinha
seus projecto*. promeUeo parblicampute mandar espanca>lo. Nao
s por issiLa/omo por outras circumstancias, todos dl-
zem qiieTraiicisco Cavalcanti foi o mandante do es-
pancaftienlo, sendo o mandatario o mesmo soldado
.Mauricio que se achava oulra vez aqui destacado.
ISmnm seja o que for, breve se descobrira,porque,
segundo o Evangelho .ViAif ett opertum. quod
non rerelabilur : el ncrutlum, quod non trtetur.
Esta verdade ha de apparecer em loda a sua evi-
dencia, e eulAo deve-se cumprir a lei, punlndo se-
veramente o malvado, quem quer que elle seja.
Disse cima qoe o soldado, a quem aecusavam
deste facto, he naloral deste lugar : nio he sera mo-
tivo que faco esta observarlo. A experiencia nos
tem demonstrado qne ofticiaes, e soldados natoraes
de um lugar, n3o devem nunca destacar para o mee-
mo, e isso por muilas razOes, que o lnm senso pode
com facilidade descortinar. Nao digo que eata ob-
servacSo deva ser extensiva absolulamenle i lodos
os lugares, mas o caso he que em alguns e especial-
mente aqu, se d munifeslameule esta inconvenien-
cia. Quando eslivsr de mais pachorra fallare am-
plamente aesse re-peito. O Sr. teneiile-coronel
Padro Jos Carneiro Monteiro, brioso como he, ha
de meditar j attender a esta verdade, para dar as
providencjiR que a tal Din julgar uecessarias. Eslou
que nao fallare em vSo, pois o Sr. commandaole de
polica he muilo atteucioso.
Vamos fazer agora os nossos respeito mentos a nona merlissima camarilha. Eta senhora
esta tao rulo faila em (mazellas, que por mais que
faca, nao pode de*onvenci!har-sa das pechas, que
se Ihe tem imputado. Se i continuadas Terreadas
tem-nos feilo algum bem, tirando anda uisso lodo o
inlcrcssc possivel para cada um dos seus ; volunta-
riamente lein commltido tanta culpa gravissima,
que um s lorie azorrague a far parar mais um
pouco na carreira do desregramenlo.
Como he que a illdstrissima consenle. vender-se
plvora publicamente por algumas tabernas?
Ca.no he que Irabalha um fogueteiro em urna ca-
sa no mcio das ras desla cidade,- leudo ah lodo o
mu apresto de Togo ?
He porque as tabernas perlencem a vereadores,
que Tazem alarde de ir contra fs posturas da mesma
cmara : he poique|o Tog'uelero tambera lie verea-
dor. Que diablica goule
Como se tolera que o procurador da tmara nun-
ca appareca na mesma f Que conlas d> esse procu-
rador ? E nao liaver, meu charo, quem respnnsabi-
lise eta cmara ? E nlo haver quem desses desman-
chos lome coala, pois bem, a lomarei eu, o serei
inexoravel. Quer que Iho falle de urna vez, meu
amigo'.' Todos estes hoinens liio de Tazer esTorcos,
han de mesmo sacriiiear-se, para que tao cedo, ou
nunca baja urna nova cmara. Elles lera coiiscieu-
cia deque se houvesie algaras mudenca de figuras,
etlariam perdidos,porque todas as suas miserias seriara
descoberlas. He essa lambem urna das prncipaes
razies de eslarem em guerra com a gente sensata
daqoi. Va cora itso que Ihe digo. Elles suppoem
que esta genle|he um graude ob*taculo|aos seos pro-
jtclos e desvarios. Fortes bobos! 1
A caa de arougue, d que Toram arrematantes o
Tegueleiro e mais o Casusa, vai era muito mo p,
e est mal agourada, pois que estes figuros de pa-
pelao pretenden) tirar ramio lucro* desta obra, an-
da que ella saia como as ventas delles. Esla casa,
cujos alicerces j estao cvalos vai ser edificada
em urna localidade arbitrio do tal foguetciro.o qual
nao se contentando de faxer minio mal seus fogue-
linhos o rn Molas, quiz arvorar-se em engenheiro
l ennenheiro he elle da fabrica dos Cartouches).
Chama a altencAo do Sr. director geral das obras
publicas, para que se digne lomar isto em conside-
rado, pois estes humen*, fabricadores de aciiusues,
estao persuadidos que com a vida delles ninguem
pode,
J lia lempo, que Iho disse, meu rico, que o se-
gundo supplente de juiz municipal em exercicio era
o"l)r. Barros ; e anda o he. Nao podendo, porm,
este funecionar, como juiz em lodos o* processos,por
ser o promotor seu irrogo, e nao havendo mais sup-
plente*, que queirnm entrar em exercicio, vo ne-
cesariamente algumas causas cahir as honradis-
simas m3o* de aliium vareador. Infelizmente tem
assim uccedido. Saiba Vine, que alguns criminosos
por estas occatioes tem sido desprouunciados, en-
tre elles um por nome Uuilherme de tal o foi com
tanto escndalo que, quo bastara, a pulilicac.au da
despronuncia para mostrar a eslupipez e u parciali -
dade acintosa com que ella foi dada,.pois que o reo
couTessou o crirrie e a* leslemunhas aflirmaram o
mesmo de vista. O subdelegado Jos Jeroin mo ficou
dando fuete* com tao disparatada despronuncia, e
tem razao. Como so proslilue assim a justica 1 O
que qoer.raeu amigo,*eestes homens s tem alleicao
aes crimonosos se elles mesmos sao crimonosos !
O promotor honrado, como he, nao pode tolerar se-
roelhaiile abuso e iuterpoz recurso, que sem duvida
sera sustentado pelo recto juiz dediroilo interino.
O nosso pequeo e lacnico fiscal (em andado
muito activo em suas obrigaces, e tem varrdo das
ras a immensidade dos porcos, que nellas mu fres-
camente passeavam. Achn esta medida boa e excel-
lente. S me falta ver removidos alguns monluros,
e tapado* muito* barreiros cheios de immundicias,
que estao perto das habitado*. Faca isso, meu fis-
cal, o eu Iheficarei anda querendo mais bem.
la-me esquecendo dizer-lhe que o nosso conhe-
cido Hermas Plinio posl tanto, tantoi que laboree,
conseguio ler orna [ripeca na llutlrisnma, mas por-
que elle he mogo muito capaz e de bons senlimen-
los, tem solTrido guerra viva por nao querer apa-
drinhar yalhacadas de ninguem, no que obra com
juizo e discernimenlo. Quando eu fallar na relaxada
gente camarista, ser* o Ilermes urna eicepclo, e
lambem o ser um ou outro vereador.
um soin Bullur.d. e eis o siugular sorriso, no qual
sho uo nao sei que de repugnante, que me causa
l'crguule por esse Recife alguem apre-
e Laviler, o que isto indica, que talvez Ihe
ponda, que um sorriso destes significa alsidade,
ypocrisia, e escarne.
Apezar de tao bellos predicados, eslou cheio de
saudades do joven Hylas, pois esse ingrato foi-se
para longes Ierra* sem ao meno* dizer a este seu
servoaqui te llcam as chaves.Nio obstante a sua
ingralidao, eu Ihe desojo muita saude e muila gor-
dnra, e derramando om rio de lagrimas, Ihe digo o
ultimo adeos.Adeos, ingrato... ha mais lempo....
Ora, meu amigo, declaro-lhe, que breve deixarei
de gracejar com alguem. polt, por molivo disso nao
eslou mullo em paz com n mlnha consciencia.
Quando me lemhra, que o Casusa, a quem amo e
eslimo, e*i,i loucu por cansa das minbas pilherias,
nao sei como lambem nlo enloqueco. Pobre Citusa,
Casusa dos meus peccados, guanto de ti, meu Ca-
susa, me compadeco Quanto, Casusinha, s dig-
no de lastima Se Vmc. meu amigo, visse o desven-
turado Cususa, quando acabou de ler a mlnha ulli-
ma cartinha, recuaria de espantado dez mil passos.
Pois o pobrezilo nao ficnu com a tal leitdra um dou-
do de aUr I 1 Assim foi. Elle de repente levan-
Inu-le furioso, jom os punhos cerrados, amearando
deslocar 1 machina do mundo, a carranca toda* con-
trallla, osolhosem chamas, e espumando pelos can-
tos da bocea. Hei de tomar vinzanra lerrivel e es-
pantosa, dizia elle em seu frentico delirio. Maior
desaforo... enchovalhar o defensor dos perteeuidos...
ndicularisar-se um hornera de bem... he insuporla-
vel... Eu... que dava as cirtas aqui na Victoria...
que ia passando urna vida tao commoda, migada e
miraculosa cusa do sangue dos pobres,ver-me ho-
je l ud i bn,id o, apupado ata pelos moleques da ra...
Oh I eu desatino... eu desespero... Com os deutes
mesmo corro a despedazar, n dilacerar... vou j ar-
rancar o coraran deste perverzo, que rae lera cuspido
na rara oescarro de de-preso... vou... alto la, espe-
re, Casusa. Que raalinada he esU ? Volte a razao;
veja que a sua consciencia ja esti lejada, nao va-
leudo a pena por isso enfurecer-se lano. Quando
Casusa reformar de ndole, quando se tornar ura ho-
mem de bem, o qoe dovido muito, eu o saberei res-
pailar, porqne ninguem he mais reapeilador do m-
rito, da probidade e honradez, do qoe este de qoem
o Casusa lera tanta zanga, e quo tkwslra tanta aver-
sflo ao erlme.
Do Casusa passe para o pinln-cga.
Asora acabei; de saber, que o ageressor do carce-
reiro, na carreira que levou qanilo ia fusindo, de-
ra um encontro em urna mulher, e entrara nos fun-
dos da casa de ceno sugeiln d'onde sahindo pela por-
ta de dianle, sentara-so muilo fresco em urna calca-
da junio a guarda. Olhe como a cousa vai-se ds-
cobriudo. Anda Ihe hei por esla historia em ra-
los li nipos.
Temo o prazer de possoir nesla ddade como mo-
rador o digno Dr. Bilancoiirl, pessoa em cuja Iron-
le tiansluz probidade honra, predicados mui hel-
os que de nenhuma orle pdenlo ser mareados pe-
las pancadas naborianas, qne sao as mais fortes de
quanlas pode liaver. Fallo agora com Vmc. amigo
J. I'. Fazia lencilo r muito breve dar-lhe um aper-
linho de mao. mas com de*go*lo me vejo mpussi-
Idlilado de assim fazer ; nao desespere porm de
ver ca a pessoa com toda a sua prosopopea l para
diante. Nao designo lempo, mas quando menos me
esperar eo ahi estou. Nao se esqueca quando liver
portador seguro pan a Imperalriz, de eumprimentar
da ininlia parle ao digno P. desle lugar, a quem
desejo mil felicidades na carreira brilhanle, que
vai teguindo, deifruclando tambera as delicias da
vnla iloin Mica em compaiihia Tic...
Nese Itecife, J. F. d recomraendacOes lodas as
pessoa* Vmc. bem sabe, das ras Direila e Assump-
jao.Hei de saber s* assim o fez quando l for.
Vamos soorivelmeole de salubridade publica. Es-
tamos uo vern, mas de vez em quando, principal-
menlo nos da* seitae sabbado vao dando alguns
xhuveiros. Houveram nos curraes 600 e lanas cl-
ueca de gado. A carne relalhou-se a 12 patacas.
A felra de gneros alimenticios foi alguma cousa
abundante.
A farinha den a cnia a 160 rs";o roilho o mesmo;
o reijao deu a cuia de 800 a 13000.
Lembranca* ao Facadinha e ao Canario Sem Mu-
da, dizendo Vmc. ao primeiroque breve estarei com
elle, as volla*.
Deseja-lhe muila saudade o as algibelris bem re-
cheadas por ser muilo seu amiguinho.
O l'tctoriense.
(dem.)
CMARA MUNICIPAL DO RECIFD
Balando da rccelia desposa a cmara muni-
cipal do Re el ^ ao m de junbo de 1855.
Exercicio de 185i a 1855.
Saldo cm 31 deinaio
de 1855 ... 8:9105187
Imposto e mscales 3 633250
dem de curdeaefles. 225 2i 17490M
dem de aTerirao. .
dem de medidas de
farinha
ment* da fregu-
zia de 8. Antonio. 563 a 564
dem de estabelecl-
menlos da fregue-
zia de Jos .
dem Jo eslabeleci-
raeulos da Boa-
Vtola. ....
Mullas de 200 por
cenlo dos mesmos
estabelecimentos.
6J000
153 a 153 19000
183 a 18 49OOO
759 a 769 689000
---------1(01000
Extracto dt 1851 a 1852.
Impo*lo de estabele-
cimenifs da fre-
guezia do Recife. 448 a 449 890OO
dem de eslabeleci-
mentos da Boa-
Vista..... 221 2000
Mullas de 200 por
cents dos mesmos
estabeleclmeulos 502 a 501 20000 309000
II

28
e 13
DESPEZA.
Com o expediente e impres-
ses ....,,..
Com a folha dos ordenados
_ relativa ao mez da maio 17 a
Com o tribunal do jury e elei-
0e*........
Com luzes para a cadeia des-
la cidade......12
Com limpeza e calcamenlo
''as ra.........173 a 190
Com even I unes.....54 a 58
t'.oui osupprimento ao eemilc-
rio nos tres metes de abril,
maioejnobw prximo pas-
sado ...... V .
Saldo em 30 de junio, de 1855, inclu-
sive a quanliade IO.OOO9 que ja se
acha recolhida em caixa, em 4 de
abril e 5 de julho de 1855. .
Consinla, meu charo, que por meio do seu respe-
tavel, enve muilo saudar ao illuslre collega da Pa-
rahiba, do quem vi a descrip^ao da pomposa Testa
dapadroeiradaquellacapil.il, senlindo muito qu
o fugo nap sahisse a gasto, por nao ser o fjgueleiro
la e*M grande cousa. Com effeilo o lal fogueteiro,
que he urna da* bella* joias das minas deste torrao
de ca, nao s uAo lie f ea grande couta, como
nio he cousa alguma, puis alm de nao.ler m-
rito algum artstico, he de mais a mais um Irampoli-
neiro de polpa ; e me admiro nao ler feilo por l
algumas das suas costumadas alicantinas, como o fez
em Pao d'Alhn, indo all fabricar fogos. Talvez este
ja adocaodo algomas buceas, para poder Ihe* dar o
hole. Diga por la, bom collega. qne nao chamen)
mais somelh.inle pesie; pois mo fallam artistas de
grande metilo e muito honrados.
Certo joven Hylas, fazendo urna evoluro por es-
ses arredores, rieu com os ossos em San I.ourenro
da Malla, e oslando ahi em um sobrado com feices
de palacete, Ihe foi pergunlado por alguns amigos,
como ia certa pessoa aqui na Victoria ? Ao que
promptamente responden : muilo mal, porque eslii
intrigado com a* prncipaes pessoas dalli, (como lie
maluco !) Mas um do* circurastanles, que est bem
ao Tacto das cousas desta cidade e pnhece a palmos
estes mincquii. daqui, lambem promptamente !he
disse : jora pelo amor de Dos, meu charo Dr.,
qual he a priucIfAl genteda Victoria 7 Ser porven-
lura um fogdeleiro, um Casusa, um borracho l.uca*
Bochechas, um I.amella, um -Chischimeco A. 7 te
s3o estas, miseravel he esta Ierra, que lem por prn-
cipaes pessoas (3o pifias: mas eu eslou lance de fa-
jar esta idn, pois que coiiheco all homens muilo
honrados, com quem nao sao capazes estas suas prn-
cipaes pessoas de se compararen). Quanto a pessoa
de quem so traa, sei porque a conhejo bem, que
goza de algum conceito peranle os homens de senso.
lObrigldo, amiguinho.) Tudo isso foi acolhido pelo
joven Hylas por um dos seus sorrisos amarados, de
que nunca goslei. Figure-se-lh* urna cara,quo em
um inslantese contralle, ficando cheia de rogas, que
lodns vao morrer nos cantos da bocea, donde sahe
3 3:4009000
3 2009250
3 3:0719250
68 79 159600
81)9000
192 510 52s000
118 29000
dem de 500 rs. por
cib?ra de gado .
dem de (ogo de ar-
tificio ...*..
Imposto de csl.il.de-
rmenlos da Tre-
guezia do Recife 235 i 257
dem de estabeleci-
mentos da fregu-
zia de Santo Anto-
nio .....
dem de estabeleci-
mentos da fregue-
zia de S. Jos. .
dem de eslabeleci-
inentos da Tregue-
zia da Boa-Vista .
dem sobro carracas.
dem sobre uniros
vehculos .
Casa da ra da Flo-
rentina ....
Praca da Indepen-
da .....
Multas pelo fiscal do
Kecife ....
dem pelo fiscal de
Santo Antonio. .
dem de San-Jos .
dem pelo fiscal da
Boa-Vista .
dem pelo fiscal de
S. I.ourenro .
dem pela subdele-
gada do Recife
dem pela subdele-
gada de S. An-
tonio. .
dem pela subelega-
ca de S. Jos. .
dem pela subdele-
gada da Boa-Vista
Praca* ribeira* de
San-Jos e Bna-
Vista.....1
Folhas dos acougues
Mullas de 3 por cen-
lo dos estabeleci-
mentos ....
Di/amos do capim
de planta .
. Exercicio de 1853 a 1854.
Imposto de eslebele-
eimenlos da fre-
iruezia do Recife 360 a 364 ftjOOO
dem de estabeleci-
mentos da fregue-
sa de San lo-A 11-
- Ionio. .
dem de estabeleci-
mentos da Trvgue-
zia de S. Jos .
dem de estabeleci-
mentos d* fregue-
zia da Boa-Vista.
Mollas de 200 por
cont dos mesmos
estabelecimtnlos.
163 a 165 51a 54 li-'^OOO 249000
37 e 38 I29OOO
Ha 16 779000
7 a 18 1:2859125
65 a 78 989000
Ta 82 56a 66 599000 859000
46 a 51 489000
2 69000
lia 12 169000
38a. 65 2029000
1 a i 529000
29 a 54 2369000
3 12a 14 3889000 4609750
21 a 64 49020
3 3159750 ----10:433o035
566 a 570 129000
1
152 29OOO
191 a 1H2 49OOO
16:6199552
49503
1:1679760
119630
409OOO
35M300
1679524
2:6239310
4:374902
15:2459198
16:6l996-2
Cmara municipal dp Recife 5 de julho de 1855.
O contador, Joaquim Tacares Rodocalho.O pro-
curador, lurge liclor Ferreira Lopes.
REPARTIGAO DA POLICA
Parte do da'20 de setembro.
Illm. Exm. Sr.-Levo ao conhecimenlo de V.
Exc. que das difiranlas partid pactes hoje recebidas
nesla repartir.! consta lerem sido presos :
Pela subdelegada da Ireguezla do Recife, Ma-
nuel Francisco da Silva e o preto Jos, ambos por
desordem.
Pela subdelegada da freguezia da Boa Vista,
Joao Horlencio Malhias, por ser dtserlor da ar-
mada.
E pela subdelegada da freguezia. do Poco da Pa-
nella, o pardo Manoel Jos de (lliveira, por espan-
camenlo.
Por ofticio de 2 docorrente coramunicou-mc o de-
legado do termo de Nazareh, que no din 11 de
asoslo lindo, no lugar Campia, do quarlo dslriclo
do mesmo termo, Tora aseassinado com urna Tacada o
pinto Manoel Jnau por Antonio Seba-liJo, que coo-
seguio nr-se em Tuga, sendo depois preso no termo
de lioianna e se acha recolbido- respectiva cadeia,
havendo o mesmo delegado procedido contra o cri-
minoso na forma da lei.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pcruainbiico 20de setembro de 1855.Illm. e Exm,
Sr. conselheiro Jos Bcnlo da Cunha e Figueiredo.
presidente da provincia.O chefe de policia, Lutz
Carlos de Paiva Teixeira.
DIARIO DE PERWMBl'Cfl.
637 a 619 70)000
------------- 1149000
om passo ortela! ledenle a lirar-lha a liberdade.
** """Mino, apoiada pelo cardeal-vlgario, o
secretario dos casamentes [ildepuialo dei mulrimo-
ny) povwra o adrertaiir no nome de Manoel.
J que nao podamos obrlga-lo a casar com fol-
ia, aizta ao coude, ao menos o impediremos de ca-
sar com oulra.
Mas a mora la baldar os clculos dessa pruden-
cia paterna, e restituir ao jov.n Coromila toda a sua
liberdade.
Vctor causado de derramar lagrima* Inoleis, e de
rondar dia e noile em (orno do convento de Sanio
Antonio, desappareccu na larde de 4 da oulubro.
Saa piala fel perdida em Cirila Veechl*, e a mai
a***vinhou eslremecendo qoe elle embarcra-se para
*,.,*** lud" cillad de Rom* lomava parle na
dor da familia Feraldl. Mil peatoas agoardavam
porla do convenio a sabida do medico. Todas as
coroiDuilidade* li.eram nnvanas ; os Stpoltt tire
eondemnaram se penivol penitencia da ascenrao
o t.alvnrio ; os Capnehinhos enviaran) rom grande
pompa u celebre imagem de 8an-.los, que Um al-
vo lano enfermo* ; multas igrejas offereceram re-
liquias milagrosas ; a viuva Fratef fez rhegar no
d*ulor Ely a receita do lagarto. A cidade eslava
em preces como se lodas as familias tivossem um fi-
la *m pergo de raerte.
Para supprr Amarella que desappmeera, qoalro
Ciras proTessas estavam contlnoamenle na celia da
aferma ; outras tantas convertidas esperavam Tora1.
*a* pobres religiosas abracaram com paixao as Ta-
igas os desgostos de om estado tao novo para
a a Y amBt,i" P*'0' *"' vo,0, '' 'anta ociosi-
dade.das oraches perpetuas, estavam mui contentes
le podnrem empregar os lliesouros de caridade acli-
*, que toda a mnlheMem no coraclo. De quando
ara quaxdo urna da* enfermeira* sahia do quarlo*pa-
ornr livremenle : quem nao leria chorado ren-
morrer tanto mondado, e formosura
na oulubro a doenen enlrou em novo periodo :
a euxaimeca desapparectu, a tadu lornou-s* menos
''i'a.jl^resde entranhas Torarii quasi nsensveis ;
m"uM W e5la,a ral,erave|! panto proTundo.
o abat***oto extremo, respirarlo soffocada : a
pobre crealnra agonisava penivelmente. A 10 foi-
Ihe administrado o sanio viatico, e o povo acompa-
nhou em prncissan o carro dourado que levava a
Dos. No sabbado 12 houve nm melhoramento sen-
siyel, e um nio de alegra illuminou a cidade loda.
Alguns homens foram gritar debaixo das janellas do
coronel : Salval a Tolla 1 o O coronel parti nes-
sa mema norte para Albano. Tolla aproveitou oalli-
vlo que dava-lhe a morle para romper os ltimos
lacos que prendiam-na a esta Ierra. Blandn levar
o mnel de seu noivado i Imagem da Vlrgem San-
lissima da igreja de Santo Agostinho, a qual possue
o mais rico aderecn que ha no mundo. Reenvioa o
retrato de Manoel ao palacio Conmila ; mas o por-
tador que era Menico commetteu a imprudencia de
deua-lo ver, 6 o povo queimou-o no meio do Corso
sem respeitar o entiendo do artista nem a belleza da
pintura. No da segrate eitiuguiram-se todas as
osnerancas ; a moribunda recebeu a Exlrema-Un-
cao. e a condessa Toi separada da lillia. a qual nao
lomara a ver. Tolla eslendida sem movimento 1180
recebia mais nenhuma impressSo do mundo exterior.
Eslranha a ludo o que a rodeava nao ouvia as ora-
c, oes da com mu ni dade, nem as honraos do abbade
La Marmora, nem os solucos du velho doulor, que
Ihe abrir as portas da vida, e que nao podia arran-
ca-la da morle. Rogara a San-Jos que se dizna.se
de recebe-la em urna quarla-feirn : seu ultimo'vol
rol ouvido, e foi na quarla-feira 17 de oulubro s
Ave Slanas quo ella entrou no repouso do* justos.
Sua vida exhalou-se em um suspiro tao dbil, que
apenas foi ouvido pelas pessoas que rodeavam o lei-
lo. A nbbadesa dando conla do aconlecimenlo ao
cardcal-vigario, dizia : Isso nao he morle, he a
passagem de urna alma pnra para o seio de Dos, a
O convento qne ella santificara pelo seu marlyrio
enviou ato Iras embaixadas ao copde para alcscar
o favor de conservar-lhe ** reliquias, porqae o povo
ja fallara dalla como de urna sania ; mas o conde
Exercicio dt 1852 a 1853.
Imposto de eslabele-
ciraentos da fre-
guezia do Recife. 360 a 364 909000
dem de estabeleci-
Pelo vapor D. Pedro II. chegado hontem de Lis-
boa, va de Madeira, Tenerife e S. Vicente, recebe-
mos as cartas de nossos correspondentes niquella
corle, que ficara transcriptas em outro lugar deste
Diario, e bem assim difiranles gazetas porluguezas
que alcaucam a 4 do correle. Sebastopol anda se
acha em poder dos Russos, os alliados proneguem
as obra* de aproxe determinados, segundo corra,
a nao analtarera Malnkofi senao depois qoe liverem
assertado emsuas baleras 400 mosteiros ingleses e
francezes, que para isso teem promptos ; eulrelanto
o fugo de arlilharia entre os belligerantea nao lem
cessado, e do dia 17 at 20 do passado foi elle da
parle dos alliados raai* vivo do que no* anteriores.
Esse fogo tem contribuido poderosamente para fa-
cllilar-lhes os trabalhos, porquanlo conserva o ini-
migo oceupado em respondeMhe* ; nao oaslante
isso, os Russos achara sempre meios de fazer 1 orladas
qoe conseguem eslorva-los e algumas vezes
((eslrui-los em parte.
Quanto ao ataque geral, esrreve um ollicia I frao-
cez que devora aec lerrivel, porque os Russos tem
augmentado muilo os seus meio* de defeza.
o A's suas ultimas obras ajunla o correspondente,
he mister accresccnlar a coustruccJIo da duaa bale-
ras na parte inferior da costa, onde se achara as
de' Bilboquct e Gringalel. Estas novas baleras sao
destinadas a bater os nossos bebedouros quo esta-
vam j ao alcance da arlilharia loiiuiga. a
O Osl Deutsche Post publica oseguinle a respei-
to da ponte de barcas, establecida pelos Russos en-
tre o lado dojsul e o do norte de Sebastopol:
Participam de Sebastopol, que a ponte eslabe-
lecida sobre a baha foi inaugurada no dia 2*, em
presenca do principe Uuriscliakofl, do general Os-
len Sacken e de lodas as autoridadus militares.espe-
rain-se grandes resultados da couslruecao de- la para
as operac/ics defensivas ponte.Os seus dous pontos de
apoio nos duas margen* da baha estao defendidos por
enormes balerias.a de Nicolao e a de Miguel,crae nao
so se prolegem mutuamente, mas cujo fogo defende
lambem o Karabelnaia ea baha da Querenagem :
.15:000 homens Irabalhara eonlijuadaraenle na for-
lificacao deste ponto importante, que ser o centco
do lodas as operaces, no caso em que sejam obliga-
dos abandonar o Karabelnaia ao inimign.
Consbi porem que tal he o ardor e einhusiasmo
das iropaa alliadas, que apezar de tao forrai lavis
preparativo* feitos pelos Russofl esperam cheios de
cunfianca o impacieoles o momento da accao.
A 16 do passado, parte do exercilo iusso, deseen-
do das adoras onde est acampado, seguio estra-
da de Sinferopol, e tentou vencer a ponte qoe do-
mina a estrada de Balaklava, mas Uo vivo e cerlei-
ro foi o fogo do* Francezes e Piemontezes,qu guar-
necem o valle do Tchernaya que depois de Ir horas
de cmbale fui obrigadaa relirar-se, leudo perdido
3,329 homens morios e mullos feridoi ; a parda dos
alliados foi muilo inferior, pois seus morle* nao
chegaram a 200.
Tmrmram parle netla accao de 50 I 60 mil Russos
e 10 mil Francezes e Piemonlzes.
O intento do inimigo, diz a Prense de Paris, era
mui audacioso; se elle livesse sido bem succedido,
os Sardos acampados no valle de Baldar poderiam
ser cortados, e as nossas linhas atacadas pela reta-
guarda, podendo se-lo ao mesmo lempo de frente
pela guarnido que sahiria em inassa pelo lado do
sul da cidade.
O imperador Napoleao ficou 18o satisfello com o
resultado desta accao, o qual de alguma sorle velo
restabelecer o esplendor das armas francezs, um
pouro embaciado pelo revez quo en) julho soffreram
dianle de MalakofT, que desaTogou seu conlenla-
mento, escrvendo ao general Pellissler M seguinte
caria :
General.A nova victoria ganda sobre o Tcher-
naya prova pela terceira vez, desde o priocipio da
guerra, a soperiordade dos exordios alijados sobre
o inimigo em campo iberio ; porem se honra a co-
ragem das nossas tropas, nao d meuss relevante
teslemunho das vossas excellenles disposicoes.
Diriji as minbas congratulacoes ao exercilu e re-
cebei-as igualmente. /
* Dizei ases valenles soldados que ha mais de
um auno snpporlam tantas Tadiqas com fio inaudita
coragem, que o fim dos seos trabalhos nao estl mui-
lo dlitante.
1 BsperoqueSebaslopolcm breve cahlr debaixo
doa seos golpes e anda quando este successo ;e de-
more, eo tenho razOesrjM* estar certo de que o exer-
cilo russo nflo poner saateular a lula na Crimea do-
rante o inverso. A glora adquirida na Crimea ex-
cita o. vowos companlieiros 'armas em Fraara ; to-
os enes desejam ardenlemenle lomar parle n Ten-
so* perigo*. pw ii,o, COm o duplo fim de salisfazer
os seos nobres desejoi, de da- descanto quelles
queja leem Irabalhadp lano, da ordem ao ministro
da guerra que lodos os regimenbs que ficarara em
Franca marcheni gradualraenb a render aquellos
que se reliram. Vos [sabis, gmeral, quanto sinlo
estar ausente desse exercilu qut lamanha gloria tem
dado as nossas simias, porem ese sanlimento he al-
lenuado agora, aprasenlando-ne a perspectiva de
urna victoria breve e decisiva (ue sera o remate d*
tao heroicos esforc,os.
General, rogo a Dos, qie vos lenba na sua
guarda.
s Escripia no palacio de Sant-Croud, cm 20 da
agosto de 1855.
* Sapoleiio
Eis agora o que a esle respeto communicira para
S. Petersburgo o general Goiiachakoff :
Parle das nossas tropas linio vadeado hoje o
Tchernaya, alacou o inimigo sai alturas chamadas
Feduchcne. Os alliadas tinhan nesle ponto torcas
coosideraveis, e drpois de um coubale eucaruicado,
as nossas tropas tveram de relinr-sc para a mar-
gen) direila do Tchernaya,onda-speraram o iuitigo
durante quatn) horas.
Como nao avanzara, vollarim para a sua ante-
rior posicao.
o As prdas foram consideaveis de ambos o
lados.
Corre que morrera de suas bridas em Odessa pa-
ra onde fora ltimamente tnnsporlado, o general
Totleben engenheir enrarreoido das obras de de-
fensa de Sebastopol, sendo snistiliiido no posto que
tao honrosa e hbilmente ocrinara pelo general Mil
nikofT.
No mar de Azoff conllnuavim as esquadras allia-
das a obra de destruirn que liiviam encelado, bom-
bardeando, incendiando e ainiquillando ludo que
podiaui alraorar com seus teriveis canhes.
A esquadra de Bltico resdveu-se alala dar co-
pia de si, atacando dous ponbs de alguma impor-
tancia antes que a eslacao a rbngasse a recnlher-se
a* porto* da Inglaterra e F'ranca sem nada ler
feilo.
Sweaborg foi o ponto esctlhido.
Eis como o almirante Peuiud descreve o ataque
contra elle dirigido:
a A bordo da nu 7ourci.lt, era frente de Swea-
borg, em 11 de agosto de 18*5.
b SenAor ministro.Cora* tve a honra de infor-
mar a V. Exc. pela miuha cirla de 7 deste mez, o
contra almirante Dundas e cu nos apresenlamo* em
Trente de Sweaborg, com a esquadra com binada,com
a inlencao do h unhardear la praca.
No dia 8, ns sele horas a meia da manlia de-
zesei* bombardas inglezas levando cada uina ura
morteiro, cinco bombardas arancelas, montando duas
dessas peta* e una balera de bater de quatro
morleiros de27 centmetros, que durante as seis
horas de escuro das nuiles anteriores, linha manda-
do estabelecer na ilheta Adral.am.- a 2:200 metros
da praca, roinperamo fogo contra Sweaborg.
Tenho muita salisfacao em annuiictar a V. Exc.
que esla operario fui muilo bem succedida ; nlo fui
s um simples caiihoneo das esquadras contra Swea-
borg, foi um verdadeiro oombardeameulo, cujos re-
sultados foram alen do que eu esperava..
Em menos de tres horas depois que cometamos
a arrojar bombas, podemos reconhecer os considra-
te eslragos que das produzam na fortaleza.
Cura, rapidez se,manifestaran) muitos incendios
em muitos puntos ao mesmo lempo, e bem depressa
vimos as chamraai elevaram-se cima da cpula da
igreja siluada na parte do norte da llha Esl-Swarlo.
He o nico monaraento que as ilhas Vargon e
Swarlo parece harer sido respeilado pelos nossos pru-
jeclis.
a Em breve se ouviram par quatro vezes terrivais
explosoes ; o fogo ches.ira nos depsitos de plvora
e de muinrOes de guerra. As duas ultimas explosoes
especialmente foram formidaveis,deviam causar per-
das enormes no inimigo, lano de gente cmo de ma-
terial. Durante muito* minlos se ouviram as ex-
plosoes das bombas, que cobriam a praia de des-
trotos de todas as qualidades. Os Russos soffreram
um considcravel revez e prrdas tanto mais sensivei*.
quanto que na esquadra afilada apenas houve um
homem raorlo e alguns ferimenlos leves.
a Todava os fortesinimigoscorresponderam vigo-
rosamente ao nosso ataque : o seu fogo s atTrouxou
quando succederam as explosoes que j refer, po-
rm o nosso tiro certero e de grande alcance deu-
nos urna superioridade incontestavel soure o do ini-
migo.
"Todos na diviso cumpriram o seu dever com
dedcaca a valor ; as triplateos mostraran) um ar-
rojo admiravel, c bem mereceram do imoerador e
da Franta.
" Estou completamente satisfeto com os meios de
aeele posto* minha disposirilo. As bombardas e as
cauhouciras prestaran) servidos immensos ; satisfa-
zem perfeitamente a ludo que dellas e esperava. A
balera de bater proluzio ptimos resultados, e po-
de dizer-se que Toi de urna ilhota nimiga, na qual
levantamos a bandeira Tranceza, que sahiram us nos-
sos roelhora* tiros.
a Nesta rircumstaucia, com sempre, qne as nos-
sas bandeira* tem andado unidas, o contra-almiran
te Dundas e en eslivemos de completo accordo.
O exemplo de harmonia que existe entra os che-
Tes tere, prodnzido os melnores resultados no espirito
das Iripulacdes das duas esquadras.que realmente no
momento da accao eram urna s. Todos linham um
s lira, rivalisar era zelo para causar ao inimigo o*
maiores prejuizos e os Iriumphos de algum navio de
qualquer das duas nares era applaudido pela oulra
com os mesmos gritos de enlhusiasmo,como se foram
o triumpho da sua propria bandeira.
menlo de Sweaborg ter urna grande influencia so-
bre as popularles russas, as quaes devem boje es-
lar convencidas que as suas pracas e os seus arse-
naes nao estao ao abrigo dos ataque* da rparnh
alliada, a qual pode e deve esperar de ora avante le-
var a dcsiruicu ao littoral inimigo sem soflrer
grandes prrdas. l'cnuud.
Eis agora os bollelins publicados pelo Invalido
Rusto acerca do mesmo alaque :
Nove de agosto, raei da e 20 minutos.O ea-
nhoneo do inimigo contra Sweaborg he mais vi-
lenlo. ,
Dispara qnioze a vinle tiros por minuto. A
nossa arlilhena, particularmente a da bateria de S.
Nicolao, corresponde-lhe com feKz xito.
" Dnas lloras 40 minutos da larde.O fogo do
inimigo he mais vilenlo ; e o numero dos seus ti-
ros he de 30 por minulo. Duas fragatas inimigas e
um barco a vapor collocaram-se enlre Melk-E a
Droums-E, e sustenlam um fogo violeulo contra a
ultima ilha. O iuimigu at agora tem arramessado
Feraldi julgoo que eonvinha sua honra e a sua
vmganca conduzi-la pomposamente, ao tmulo da
familia. Teve bstanle crdito para obter o que
nao concede-se urna ve em dez annos : a permis-
ao de transporta-la descoherla em um leito de vel-
ludo branco, e de poopar-lhe o horror de atad*.
Estes charos despojos foram envollos no roupao
de rassa que linha no jardim no dia era que forma-
va com l.ello tao temos projeclo*. A marqueza
lrasimeni, apeiar de estar doeole, velo penlear-lhe
os cabe los segundo seu goslo. Todos os jardins da
Roma despojaram-se para Ihe enviarem flores ; hou-
ve deque escolher. O cortejo Tunebre deixon a
igreja de Santo Antonio na quintn-Teira s sete ho-
ras e meia da noile para ir eos Santos Aposlolos,
onde os Feraldi linham sua sepultura. O corpo era
precedido por urna longa fileira do confrarlasde h-
bitos brancos e preloa, rada urna das quaes levava
eu pendo A claridade das lochas 1 Ilumina va o
rosto na bella deTunta, e pareca anima-lo nova-
mente. Im destacamento de vinte e quatro grana-
dciros arompanhavi. o cortejo para honrar a Tamllia
feraldi, e proteger o palacio Coronilla Quando
atravessou-.se o Corso, um eslremecimenl surdo
percorreu o pavo, e algumas lochas Toram cahir di-
ante da porta do coronel ; mas ns saldados apressa-
rara-jea apaga-las. O enlerro dirigio-se para o ar-
co dos Carbognanl, tomou a ra* da Virgens, e
enlrou na igreja dos Santos Aposlolos. A praca es-
lava invadida por urna multidSo de gente npihnd
e muda; neiihum grite veio perturbar a dor dos pa-
reiitese amigos de Tolln, que choravam no palacio
reraldi.
No momento em que o cortejo Tunebre chegavs
porte da igreja, urna sege de posta puxada a galope
por quatro ca vallo* Toi parada por [Menico. ijm
mancebo que nella vinha adormecido desperlou, vio
o enterro, deu um grito, snllou pela portinhola e
rugi-correndo como um doido: era Manoel Co-
Eii aqui o que acontteera em Paris.
A 11 de otitubro Cornelia eelebruu com ledos o
seus amigos* rolla da bella eslacao de fnverho. Rio-
.e asa pouco, jogou-se muilo, e bebeo-se enorme-
mente. Houquclle ganhou quinhentu* Inizes. e Ma-
nuel urna enxaqueca. An meio da seuuiute Ron-
quen havia saludo, e Manoel anda eslava deilado
quando u criado do hotel trouxe duas cartas. Ma-
noel eoviou-o a Rouquelte ; mas como esle nndava
longe, e urna das carias linha urgencia sbriu-a ;
sem reparar 110 subscripto, e leu :
" Meu nico principe verdadeiro.
Craio com goslo quo o filho dos Caromilss re-
pousa seus louros roncando como um porco : is*o
Ihe ensillara a nao beber sem conla. Dcixa-o dor-
mir anda Irinta e sei* horas, o que de cerlo nio Ihe
desagradara. Hei de esperar-te esla noile a meia
Hora da madrugada, e pretendo provar-te qun o pro-
verbio he nm tolo, e que pdese ser feliz tu jogo
sera ser infeliz no amor. Queima este carta ; pois
se elle a achasse ladrara como um dogt.
a Cornelia.
A segunda caria era> a despedida de Tolla. Ma-
noel depoz a primeira no quarlo de llooquette, e es-
creveu embalxo : Em qualquer lugar que eu la
encontrar, malar-to-hei canto um cao. n Onlenou
que arrumassem-lhe a milla, correu a tirar sen pas-
sapurte, e parti nessa mma tarde para Marselha.
Alravessando umdus pacos da estacan das Postas,
julgon ouvir pronunciar irjlslinctamente o nome
de trraldi. Os ouvidos zuniam-lhe de urna ma-
ueira lerrivel ; repentinamente encontrn correndo
um mancebo que aasemelhavn-ie a Vrlor ; mas
julgou ser efTeito dos remorsos. Em Marselha achou
um barco vapor que parlia para Civla Vecchia ;
ah lantou-se na primeira carruagem que s* Ihe ofTe-
receu, e fez essa longa vi: nem em sei* das, cloran-
do, orando c jurando cnsr com Tulla, se acbasse-a
viva. A fadiga e a dor liiihnra-lhe alterado ns fei-
ces ; todavia foi recuiihtcido, e seguido por Me-
nico.
Menic* deixra-se cas* sem resistencia ; porque
a prisao o leria sepirado de Tolla. Cinco minutos
.i "D00 bombas.
a Cin
inca horas e 55 minutos.O canhoneo do ini-
migo concenlrou-se contra a fortaleza, mas depois
das Ires horas diminuio alguma cousa. As nossas
bateras da ilha de Sanlhara bateram o inimigo com
to feliz resultado que os navios do inimigo retira-
ran) do alcance do nosso fogo au meio dia, e um
delles que recebeu avada graves, foi levado a re-
boque.
Olo horas e 15 minutes.O bombardeamcnlo
continua cora grande violencia.
a Dez de agoste, meia noile e 29 minutos.
Desde o principio da noite o inimigo arroja contra
Sweaborg fugeles a Congreve. Por nm calculo
approximado, no dia 9, desde as 1 horas da manlia
ateas 8 da larde, arremecou pelo menos 10 mil
bombas. Agora o inimigo nao arremeta pelo meos
de 30 foguetes por minuto.
Duas horas e 40 minutos.O arremesso de fo-
guetes contra as ilhas e fortes nao afrouxa. o das
bombas he menos consideravel. O espirito das nos-
sas tropas he excedente.
n Seto horas e 31 minutos da raanhaa.Das 2 al
as 4da manhaa, o Togo do inimigo Toi mais Maco,
mas depois das 4112 a aceite das bombas *j das cha-
lupas canhnelras he mais intensa.
11 Nove horas e 50 minlos.O inimigo depoz as
suas bombardas e as suas chalupas canhoeiras rnnis
para o flanco esqoerdo, concentrando o seu fogo
contra o forte Wesler-Swarto, porm, gratas a Dos
nlo conseguio causar-lite prejuizo.'Todas as nossas
baleras eslao indicias.
10 de agoste, 2 horas e 10 minutos da (arde.
O fogo do inimigo 6 mais vivo desde as 9 horas
da manhaa. Al ao meio dia o fogo dirigio-se prin-
cipalmente contra as obras de Wesler-Swarto e ba-
lera Nicolao na ilha Hentan, mas sem resudado al-
gum : depois o canhoneo cabio de nuvo sobre a for-
taleza.
Segundo um clenlo npprmimadn. bonlem dis-
pararan) contra a ilha de Sandham, pouco piis 011
menos 3,000 tiros : o fogo na maior parle era por
bandas. "
a Hoje arrojaran) contra a ilha de Wesler-Swarto
e bateria Nicolao urnas 4.800 bombas, que avista I
dos estilhaco* nio eram de menos de 1 pouds.
7 horas e 6 minutos da tarde. .
u O canboneo do inimigo affrouxa.
10 huase 17 minutos da ooitr.
a O bombardeamcnlo de hoje n3o causn nenhum
prejuizo as fuitilicares, nem a., baleras e prcas.
Nesle* 2 dias o iucendio deitruio alguns edificios na
Slura-Swarlo.
a 11 as 9 horas e 50 minutos da manhia.
(i Hontem pelas dez horas da noite o inimigo de
novo esmecou a tentar foguetes, a rompen o fogo
dos morleiros da sua bateria sobre o rochedo l.on-
Cirn. Esta* bateria di*anva 100 a 120 tiros por
ora. Os fugete* cessaram as 11 hora a meia da
larde ; durante a noite pastada luncaram uus3o0.
a Ho|e a* 5 horas e meia da manhaa cessou o fo-
go contra a fortaleza.
Durante a noute algumas chalupas tendas se
approximuram da balera Nicolao, na ilha Henlam,
allm de podercm tancar Migueles a pequea distan-
cia : um tiro de melralha os obrigou a afastarem-se ;
desde cnUu cessaram os fugeles.
" 10 horas e 30 minutos da noite.
o O bombardeamcnlo n.lo se renovon dorante o
dia. A esquadra iniraiga est Tundeada na sua en-
liga posicao, e consta do mesmo numero de navios.
(( 12 de agosto as 4 horas e 2 minutes da ma-
nhaa.
A urna hora da madrugada o inimigo arrojou
contra a fortaleza 72 fugeles, qun nenhum damno
causaran). Muila* das chalupas canhoeiras come-
tarara a aquecer as caldeiras.
(i As 11 horas e 5 minutos da manhaa.
11 O buiubiirdeamenlo continua parado ; o inmi-
;o serondo parece, desarma a batera que eslabe-
ecera no rochedo Longom.
a Os navios que linham bombardeado Sandham,
no dia 28 continuam a concertar-se.
As 9 hora* e 41 minutos da noile.
c O inimigo conserva-te 110 seu anterior ancora-
douro e nao continua o ataque.
< 13 de agosto as 9 horas e 9 minlos da ma-
nhaa.
a Toda a esquadra inimiga levanlou ferro e se di-
rige para o sol.
* Revel, 13 de 'agosto, a's 4 horas a 10 minutos
da larde.
e A esquadra inimiga cara 3 liimaes de almiran-
tes e coasposla de 10 n os, 8 fragaas, 1 crvela, 14
vapores, 24 chalupas canhoneiras, 17 bombardas, i
navios do transporte, I laucha, e urna fragata des-
raaslread* esem gurupez, rebocada por um vapor,
chegou us 3 huras da urde a Nargen, vinda de Swea-
borg.
Logo que se soube em S. PetersLargo do bombea-
mente de Sweaborg, u grao duque Constantino, jul-
gando a occasiao Tavoravel pedio licenca au czar
para sahir com a esquadra russa 1 lira de atacar a
parle da alliuda que se achave dame de Croiisladl,
roas o czar recosou salisfazer o seo pedido.
As gazetas inglezas e francezs 3o concorde* em
representaren) Sweaborg como completamente ar-
razado, entretente as correspondencias hamburgue-
/.asaiiiiunriaiii lodas o contrario, e dizem que o in-
cendio de que fallam os alliados Uvera sim lugar,
mas que apenas consumir ama grande quanlidade
de Icnha conservada ro deposito sem causar damno
aos edificios.
Eisadescripcao que dessa praca faz o Journal
des Debat:
. Este fortaleza conslroida sobre ilhotas granti-
cas, levanla-se na frente, o a urna milita de Helsing-
fora, capital russa d* Finlandia. Esta* ilhotas sao
oilo, cujo grupo reunido conslitue u terlalea, e tem
nomes extravagantes. Sao verdaderos rochedo* li-
gados alguns entre si por um ac,ude qoe serve de
muralha. No cenlro sslacion* a esquadrilha rusaa
do Bltico.
a: A mais consideravel destes ilhotas he a Espada
de Gustavo, onde existe a residencia do governidor
com um jardim formado de Ierran agglomeradas e
urna cisterna onde se reunera os gelos do invern pa-
ra fornecer agua i guarnico. Swnaborg he o Gi-
br.il lar do norte. As oilo ilhotas II, nqueam-se mu-
tuamente e quasi por lodos os lados apresenlam es-
carpas a pique de 36 (0 ps de altura, abortas n*
pe Ira.
v Onde o rocha nio aprsentela urna muraHia
natural construirn) baluartes om enormes ro-
chedos.
a A unica passagem praticavel para o porte de
HelsingTors, um dos grandes portes de guerra da
Rasis, pasta alravez destes formi lavis ilhotas ar-
madas de 800 pecas de grande calibre.
Esla fortaleza pd considerarle inexpugnavel.
Aprsenla urna mu ralba inaccessivcl de granito-;
nao he possivel desembarcar para 1 sitiar, s he pos-
sivel vence-la pela teme. Mas p le ser atacada e
bombardeada. Sweaborg fui eouslruida no secuto
XVIII pelo rei da Suecia Gustavo III. Em 1808,
por occasiao da revoluto que deanthrouisou Gus-
tavo IV, a Russia invadi a Finlandia e a invencivel
fortaleza tei entregue sem combata per ura traidor
ao general russo Birrias de Tolly.
No dia 14 leve lugar em Paris a ceremonia de
tancar a primeira pedra no edificio destinado a ser-
vir de asylo aos artistas e operarios invlidos, a
O onlro ponto bom bordeado foi Riga.
Eis o que a esle respeito se te *u anta, correspon-
dencia daquella cidada publicada pelo Soliciadnr
de Hamburgo : JaT.,- .------
(( Riga 12 de agoste.
u Antes de hontem sofTremos um pequeo bombar-
deamento.
a Pelas 4 horas da manlia, 2 vapores ingleses,
urna nao de 2 baleras e urna fragata, approxima-
ram-se do nosso porto e romperam as horas e_
mda, contra as baleras da cusa e as chalupas ca-
nlioneiras que estacionara perto das baleras, um ca-
nhoneo que duron sem inlerruprdo al as 7 horas e
meia. A's 9 horas estes navios levanlaram ferro,
navegaran) ao tengo da costa da Livonia, e deram
caca a nm barco carregadode madeira.
' A's 3 horas da tarde, os navios inimigos appare-
ceram noramenle vista do nosso porto ; approxi-
maram-se oulra vez das bateras, 5 as 5 horas reco-
mecaram o canhoneo que durou at as 7 horas e
roda. Depois disto fizeram-se ao largo, e hoje nao
forma vi*! a.
_ 1 O imperador Alesandre e seus irmSos Constan-
lino, Nicolao e Miguel bem como os jovens graos-
duques, acabam de Iranscrever-se 110 livro meslre do,
regiment de catadores da familia imperial, que (z
parte da milicia geral. '
" Dez mil homens desta milicia estavam em mar-
cha para as provincias polacas, onde devem render
os regimenlos de infantera, que se dirigem Dar a
Bessarabia. r
Porm de Varsovia annunciam qoe es*?* tercas
linham recebido contra ordem, e que pjjtmanece-
rao provisoriamente na l.ilhuania.
O mesmo Imperador e seos augustos irmaos lica-
vam a partir para a Crimea aflm de peisoalmenle
darora aos defensores de Sebastopol os agradeci-
menlosdeqoe o finado czar Nicolao os encarre-
gara.
Na Asia a guerra e^e os Rasaos e Tarcos conti-
nuara com vanlagen* s primeiros qoe estavam em
vesperas de apossare de Kertch.
Na Inglaterra linh*. do adiado o. parlamente, a
rainha nao assistio a esc. ceremonia, foi o lord chan-
ceder que leu o seguinte.'discurso :
Mylords e setibores. Hecebmos ordem de S.
M. para vos dispensar du eontnu.ilo dos servaos
que tendel prestado no partimento, e para ao-me's-
mo lempo vos manifestar d vivo interesse de S. M.
pelo zelo e assiduidude corq que vos applicasles no
desempeoho dos deveres pblicos, em urna tao lon-
ga e laboriosa sessao.
Sua mageslade vio oro gran lo satisfarn, que
emquanlo ros orcupasles era.promover os meios d*
proaeguir na guerra, preslasles lambem a vossa al-
lencao mutes medidas de grande ulildade publi
ca. S. M. est convencida de que partilhais da su:
a Sua mageslade deu-nos ordem para anrad*c*r-
vos pela havarde* habilitado eproviiar-*e I
loante as circumstancias o exigan,, do patritico o-
tereeimento do servico que tem recebido da milicia
do reino luido, e dos meios de retercar o cor
exernto da Crimea por um elisiamente volu
no eslrangeiro.
S. M. soube com satisTacJJo a medida que .de-,
listes, dando execucao a' convenci pe* qual JV
junctemenle comoieu i'.liado o imp*radordoFr*n.
c*zes, concordou em auxiliar o sultao para oceorr.r
aos meios uecessanoide o habilitar i manter com ef-
ficaca oexerolo lurco, que Uo r.lentement. tem
resistido aos ataques dos saos inimigo*
..J'I-'a"^?'!0 '! bl," <)?e lhe Pentete. -
cerca da administraco local da metropoje, eonfr
T'.'^? ?m"'u po 1,"!'l"n''dld., condnzi-
ra a muilo* melhorameiilo* relativos a' saude Dubli-
ca desla grande cidade. A abolido do Imposte so-
bre os jornaes deve tender para espalriar com bem
resultado as infnrmaeoes e noticias al a* ctisse*
menos abastadas dos subditos de S. M".
O principio da illimilada respon.abilidade, que
lendes pplicado aos banco* atsociados, deve prdu-
zir a tecilidade no empregu dos capitn, e os me-
Ihoramenlos quetendes dado ai leis que regulara a-
quellas sociedades, deve animar os hbitos da indu-
tria e aproreilar s classes laboriosa*.
ir S. M. oonfi* que as medidas, a que tem presta-
do a sua approvacaoapara melhorar a* conslitnicoes
de Nova Gallas do Sul, Victoria e Tasmania, e para
loruar mais extensivos os poderes do governador da
importante e florascente colonia da Australia, en-
correrao p*ra o desenvolvimenlo dos seus grandes
recursos naturies, e para a felicidade dos seus ha-
bitante-.
S. M. deu-nos ordem para declarar que etta'iaaj-
mmente talisfeila pelo zelo do exercilo de S. M. e
pela tympalhia dos seus toldados e inarinheirat, ra.
nifestada na India e imperio colonial, e S. M. vio-
com interesse a genero** eran I ribo i ro com que o*
seus uhdilo* na India, e ns legislaturas e habitantes
das colonias, tem concorrldo para aliviar o eital
das victimas da guerra.
11 Senhores da casa dos commons. '
S. M. deu-nos ordem para vos prestar as seas
cordeles aeraderimento* pela promptidao e zelo cora
que tendes prevenido os meios de occorrer a' guer-
ra em qoe S. M. esta' empenhada.
S. M. lamenta os inremmodo* e sacrificios que
tem sido ncrc.sario impor ao sen leal povo, miiri-
conhece a abedorie cora que tendes allivlado o pean
desses sacrificios pelas medidas providentes nne (
des lomado.
Mylords e senhores.
Segundo as orden* de S. M. declaramos qae vio
com senilmente frustrados os esteraos que, conjunc-
lamenle com o seu adiado, o imperador dot Franca
zc, tez as recentes conterenctat d Vienna, para
levar a guerra a rima conelutao debaixo de eondi-
toes solidas em harmonia com a honra dt* adiados
e com a futura seguranc* da Europa.
(i Mas, baldados aquelle* esteros, nenhum nutro
recurso restava a S. M. alm de proseguir na guer-
ra com todo o vigor ; e S. M. coofiando 00 auxilio
do seu parlamento, 110 espritu e patriotismo de sea
poyo, 114 coragem do seu exercilo e armada, coi
paciencia naquellet soffrimeutes S. M. tem leste
munhado cum admiraran, na constante fidelidad*
dos tea* alliados, e sobretudo na justica da sua ca
sa, humildemente deposita a sua coulianta no Toda
Poderoso, que dispe dos acontecimentos da Uo
grande conteslaco, em que este' empenhada para
assezurar a Europa a,Torluna de urna paz solida <
doradoura.
(i Quando vollardcs as vossas difiranles provin-
cias lerels de-veres a preencher pouco meaos imper-
tanles do que aquelle* a que preslasles a vosa* al-
lencilo no parlamento ; S. M. confia qoe empresa.
res a vossa poderosa influencia, para o bem estar
felicidade do seu povo, cuja Torloni he objectn du
constantecuidado de S. M. e o anclse desejo da
seu coratao. o
Tinha chegado a Paris a rainha Victoria acompa-
nbada do principe Alberto. 1 recepcAoqn* por teda
a parte encontraran! os augustos visitantes foi mui
magnifica, illumnando-se loda a cidade na auHaaV
cb^gada dos mesmos,
A muncipalidaite dera-lhes um esplendido baile'
a expospto das bellas arles Toi a primeira por tal
visitada. ,
No seguinle numero publicaremos o que aafl
depds da sabida do sacerdote u*ou de seos novos
poderes par enviara mulher a Velletri, onde ella
tinha perentes. Quando desesperou da saude de
Tolla, comprou urna Taca, e a Tez benzer pelo pa-
pa: era para malar Mano-l. As facas do povo de
Roma lem a terina das calatees; sflo munidas de um
annel de tarro por onde posaam ser suspensas; mas
nao lem a lamina mait puntuda que ura florete. A
policia ordena aos cudeteos, sob pena de galos, que
deixem um pedacode ferro redondo na pona de ca-
da faca ; mas Menico agucou a sua esfregando-a so-
bre urna pedra. Depois foi comprar urna duzia de
rosarios. Os marcadores que os vendem encarre-
gam-se de Mize-aa* benzer, metiera-nos em urna ho-
cete, a envlnm-oi an Vaticano, ondeo papa benze-os
alto e malo. Menico escoodeu sublilmenle sua ar-
ma enlre os rosarios, e doos din* depois achou-a
sanctificada pela mao de Gregorio XVI. Foi em
companhia dessa faca benta que elle poz-se no en-
calco de Manoel. Alcancou-o no meio da ponte de
Santo Angelo, o chegou justamente a lempo para
v-lo sallar no Tihre. Lancou-ss aps delle, recon-
dozio-o margen), e disse Ihe :
Como queris marrar, eondemno-vns a viver.
Nao merecis acumpanha-l.i. Eo vos procuras a para
malar-vos; mas evitarei faze-lo agora que sei qne
sois capaz do remorsos. Ide deilar-vos, e dormi, se
poderdes. As exequias serao tedas amntela s on-
zo hora*, toda a soeiedade l estar*, e nao podis
Tallar porque sois vos que dais a testa !
A mlssa de defnnlos Toi celebrada pelo cardeal
Pezzato. A cidade inleira correu a admirar pela
ullinra vez essa flor de virtude e de belleza. Seu
semblante eslava tranquillo e rlsonho ; morle apa-
gara as de* dia a mais linda filha de Roma. Todos os poetes do
oslado romano* publicaram sonetos em sua honra,
vinte artistas pedram a permisslode llrar-lhe o retra-
to prevendo que lerlnm de pintar aojos. As ptedo-
sas mnlheres que foram beljar-lhe us ps nns des-
pedicaram para reliquias o panno de velludo. Os
soldado* que gaardaram o coi po estaVam cegos palas
Mas ah que o boro pal, que o amigo eslremoso
JJ n-se ao teluro tao cheio de rie<>;
Q'* o justo que usina virtudes ao- mondo;
Que o rico a que os pobre* ipil benciu* envan,"
1 ai dia se hurailhera ao duro trbulo,
A* vezesai triste!na aurora da vida I...
salisfaco, arfando que o pr.Sresso dos acontec-
melos tendeas a fortalecer caja vez mais a oniao
que filo 'felizmente existe enlre o*iu goveroo e o do
seu adiado o imperador dos Franct-zes; e S. M. con-
fia que urna allianca fundada no interesse geral da
Europa, e consolidada peta boa f^ hn de firmar-se
petes acoiilecimenlos que a ella tem dado lugar, e
contribuir para o permanente bem oslar e prosperi-
dad!! das duas grandes natoes, unidas pela mais hon-
rosa amisade.
A aonuencia do ral de Sarden'ia ao tratado en-
lre 3. M., o imperador dos Francezes, e o sultao,
lem dado urna importancia addiciotisl e vigorosa u
queda allianca, e a Torca elBraz ,qoe S. M. sarda
lem prestado, cm calado de guerra; para cooperar
com o exercilo adiado, au deixar'de conservar a
mai* alta reputarlo que tanto lem sempre distingui-
do o seu exercilo.
particular adiamos as gazelas que receberaos,a qoe
ido lazeraos agora por nao nos ser isso possivel, to-
dava assegaramos desde ja aos leilore, que Bada
de extraordinario ha a respeito dot mesmo*.
PIBLICACOES A PEDIDO.
UIYIA LAGRIMA.
A morte do Exm. ex-pr si de ora d> Pteaay,
Dr. Antonio Franclaco Partir da Canralk*.
A tu lncoiuolaval aaa'l 1
o* "sen etpeclal amito, a IUm. coromtl
mea da dor Amo a lo Fraaclsao Peratra.
.cuiJ>udor ^Tusticttt sror
HlfiTi 1 HJrl\(t'. -"'p" Veritat.
-^ Quando ullunJvn'tnt porem ?
Horat. I,i
A raorte inTallrjvel eo'a Touce cruenta?
A vida aos hun,anos vai preste* ceitanldo :
A nada respejrta ; e aos golpes qoe riUra
O vicio, a viftude, o grande/o pequeo
Vai tudo cedendo !
Que o tetro assassino, que a candida/ esposa
Houbou seu amparo, seos tatos quebrando
Que ujm filho rebelde, flagollu dos vivos,
l'indijsse c0'a mor seos crimes horrendos,
A lq| que dizima a feilura suhlime
^ Nao fora to dura.
lagrlms*. Nenhum ehrisIJo sabio ilaigreja sem en-
chugar os olhos : Nadiua Fralef clioroq mais do qoe
Dezolo annos lem decorrido depois do, desenlaoe
desse drama bislorico que cometou no mero de um
baUe, e termnou em torno de um tmulo. -
Entre as persooagen* que piiz trena algnmasl an-
da vivem. Ledo nao rasou-se, habita seu pallado
de cueza, em paz com lodos excepto comsigoNmr*-
mo. Filippe a Vctor deixaram-lhe a vida bem eduno
Menico teniendo livra-lo dos remorsos. O coronel,
coja digestao nunca foi interromp da por uenliuxm
petar, morreo ha dous annos de um ataque de apof-
pleiia. Depois da ceia escorregou para baixo d#
mesa como costumava, e nao tornon a levantar-se :>
todos os beberroes concordan) que elle leve, om fim
digno de sua vida. Rooquelle fugira do hotel Meu
rice iim quarlo de hora antes da ehegada de Vctor
Feraldi, nao apparaceu mais em Ruma, e renuncioo
s dignidades ecclesiastiras. A paixo das aventu-
ras, que jamaia se extinguir nellc. lantou-o no
cnmmercio, foi muilo lempo um do* cavallciros er*
rautas da especularlo. O riinheiro dos Coromila*
prosperou-lha as maos, e elle he ciladu na Bolsa
entre os mais honrados, quero dizer, enlre os mais
ricos. Depois que enriquecen tem principio* e est
meio santerrao. Censura a Vullaire, sustente urna
dansariiia, e cuid em fundar um c invente.
A vuva Fralef reconbeceu com sorpreza que
Manuel nunca penara em Nadina. A primeira vez
que mandona coneea de Cerleux similar o terreno,
elle responden erguendo o* hombros.
Hei de cuidar nisso no Tira de alguns annos
quando tiver necessidade de urna ama .'
Depois desta descoherla 1 mai la filha tem per-
corrido o muudo intelro com urna lanlerna na mo
em procura de um homem ;]m*s anda nao o acha-
rara.
A marqueta Trislmeni nao sobreviven moilo
lempo a Tolla : cahlo com as ultima 1 folha!. Fellppe
lim Dos que guardou-nos um |:r(-miiraj(i>tude 1
Assim o 01 ar"""^-
Ao mundo reptado de vicios, ma idea,
O jaste des, iza
Pestfero hlito o bine da vida, v
E o faz abrigar-se 00 Santo do* Saates.
O juste he do co ; e se para na Ierra,
E' como a florinha que nesce a fenece.
A planta mimosa e de apret se curva,
Que a rude, mais fcil a Turia do lampe
O justo he do co ; qual goto ineRaval
Assim apparece no vale du pranlo :
F ulgura ura momento e bem eado te-eleva
A Sion eterna, que o Chrislo oulhorgou-uos
Verleudo no Golgolhv o sangue iouocanlr.
Deixando o ninho da querida infancia,
Dorido de saudade e apresurado
Vo*s-le a presidir o povo illuslre,
Que le confiou dos hvres o monarcha :
E apenas no albor da moeidade, 0
Vas lanas coreas no faluro,
E cu ida vas a esposa consagra-las !...
Pobre esposai-ua linda primavera.
Por latos drr hymeiieu dngida ha pouco...
Ah quam pensara que tao cedo a campa
Tiveste de baixar !
E' dr que vem Terir us seios d'alma,
No se ouvir o suspiro derradeiro
Da consorte fieLaue saexlinguindo
benou asfar^rsrsnimsso Trurlo,
Que nem soube dizerV mamii, accorda I...
Sensivei coraran nao resulta
A gol Jes Ute faltes.
Porem lu, nem ao meno* estillaste
O vagido do pebre Innoceulinho,
Nessa bori lerrivel da agona,
Que le fosse lembrar sua existencia
Longe de tu* raai e de teu filho,
Dissesteadeosao mundo, como o juste
No remanto da paz, unido 00 Chrislo.
Malisaste de flores ten caminho
Com actes meritorias ueste vida,
E desfroctas uo co a eternidad^.

detxou o servico militar, a tomou Menico para
servo e amigo. As desgracas de Tarta eierreram-
Ibc urna influencia funesta labre espirito ; enlrou
a dnvida>de coasas em qoe linha crido, Mequen-
tnu os eslrangeiro*, leo a Biblia, e 1 rnoii.e em
pouco lempo mi c*lholico. A proclainacao da r-
publira romana nao sorprendeu-o : elle esperava-a
activamente, desde mullos annos. Foi eleilo para
a assembla comlituinle, e niorreu a .1 de julho na*
trinchairas de Roma. Menico icahou ao sen lado.
Amarelta viura sem ler jamis rdn rasada, dsi di-
rheirua jnros a gentioha de Velletri. Cocuiaaro
he um dos mais bellos floroes da polica napotiln-
na: quando voltou para eo pniz.levava a*mercante
faca de Menico. Viclor Feraldi tem dous filho*e)qia-
tro lllh*e,a primognita chama-se Tollo, e mora com
os av*. O conde foi a nica pessoa que riogno-se
"a Irarco de Manoel. Km 1811. tres n-naes depois
dJu morle da lidia, reuni como pode s carta* dos
dflis-amantes, e mindou imprimi-la* em Parra com
uine breve exposicao dus helos ( I ) Essa narrarlo
que oy-cupa urnas vinte e cinco psginas termina
assim
Prafcta a Dcos que esla historia verdadeir* sirva
de exempite aos pais, prenles, mancebos mal icon-
selhados, e iViparigasseiu experiencia 11
No mesmo dia em que e*s* livro penetren na Ita-
lia, o comnrl Cloroinila mandoo comprar e derruir
a jdirilu inteirau ; iqas a tradicr.lo. na talte da histo-
ria, tem perpetrado a lembranra das deagraea* d*
Tolla. A igrejS,dos Sontos Apostelo*, e o luiatl-
da pulir amante/silo'em certos di** da aa*V um
nhjeclo de romar ia< e mais do ama joven Remana
accrescenta as laili.Onlias da noite : Sania Tolla vif-
gem e marlyr, root*i por nos I
FIM.
1 1 ) fiettori-
Parit 1841
MmmmHm**'~i "sil*--ssc^...
.-
T
rfforrV,
aj/oriai del seclo XI



I MHb
1
Goia em paz o descanco dos finados,
Que o* ios que le viram, que bebera)
Ai licOts de moral, que propagas-le,
A leu 1|l)o dirn : do pai Un jeito,
A queni de'ves a vida, segae o trilhos
B buscando i mil-lohonra-Iba as cintas.
A. B. GUirtM Coila.
Soltdade no Recito 16 de setembro a (855.
necrologa.
Gloria e* divili/e n do-
ta tjus, el justillo tjus
nonti in sacutum saculi.
( Pul. III.)
Se lu sentida por lodos a mora diquelle, que
conilitiiido pela llivna Providencia em algum lo
-, ^j degrioi da ecila social, desenjpenlia coin usura e
com verdade aquellas deveret qae a cada urna das
i Ul wrarekin atttgntl* a reguladora mi da Divina
Proyidiincia, moilo man peeialmenledeve er la-
mentad a marte daquelle, q cumprindo euesaa-
graaaB daveret retptilava Mo piamente os lacos da
Acaba d* raorrer na provincia do Piauhy o mui
disliucto Sr. Itr. Carvalho, presidenta da mesma,
leixauro urna familia oppriroida pela duplica dor
do pasaiiroenlo de sua senhor* a do sea ; edeiando
um innocente orpliAo nUegm n prolecrao da Pro-
V. vidtucin a da seu prenle*.
A tito duro, guipe do destn* o amigo, o cumpa-
nlieiro ile infancia, da estado nao poda licar si-
lencioso, e sem se aaira su familia para derramar
comclla lagrimas qu farlilisama Ierra de lasa se-
rimas que sao o fructo da sau-
..I* Ja* nasceram. Curia por cerlo foi
c*->, e ueste vila de lagrimas onde
urso, la vida foi aero mancha
as relaciles ero que o homem se acli.i.
li veste virtudes chrisllas, c mor-
com o que a igreja manda de
peilavel oda mais auto; quanlo a cum-
imente oque manda a razo e a nalu-
ien racial fizesle respeilar o sanctu-
U desesncou a innocencia ; oli-
e, te zecommendaslc aos leus
innasles o teu imperio no coraejo da-
ba que te commonicaram de perlo. Recebe,
maman doi justos em que le chas,
rico a que tem direilo depois de sua
virtuoso, mais um suspiro verda-
de contrstalo coracAo de Ion amiso
e respei ador de loa memoria.
Ino S. txago de Vatconcellot L. A.
OSmiIgSA'O PORTUGUEZA'DE
BENEFICENCIA.
Hospital l'ortugves Provisorio.
Exm. Sr.A commissao puriosueza de
acia insinuada oeste cidade, cada \ez mais
la carcter aaaolador que a 'epidemia
soto manifestado na provineia da III-
que com a mesma intensidade
asta provincia, do que Deo
nHo obstante os poneos recursos de
O entanto com franqueza o
: provisorio populacio dast
rimante aos moradafitsmais prximos
Bar como a lodos
a elle forem aneciados
pwsatn aera, risco espera i per mi i*
completos soccorros nos bnspitaes nacionnes.
oguez* fe benificenci, proce-
ileale modo, exprim a V. Exc. e a popularn
ne da familia aortugueza nqni
natiuacnm que veo perigo. que nos
que por lodos esta dispoctaa
idade e na esphera de seus
recama. *
Im. a Exm. Sr. conscllieirn
Jos Rtnt ta a Flgueiredo, dicnissimn pre-
cia .Jote de Almeida Soares de
Lima Ba ale. Manoel Ferreira de
Sonta Barbo t, secretario. Barnardino.d'oRien de
Carvalho.Manoel Francisco da Siloa Carrico,
roorduinos.
OIIMO 0{ KHliBUCO SABIDO 22 OE SETEMBRO DE 1855
w
Dito dito marca P. G., dem. pipa 1208000
Dilo dito dita, idem......anc. 1239000 .
Dito marca T. P.e Filhos, idem. pipaUOjOOO
Dilo dito dito, idem......anc. 1128000
Vinagre tinto marca F.e S. idem pipa 48(000
dem idem idem........anc. 50JOOO
Dilo marca B. e F., Idem pipa 40JJ000
dem idem idem........anc. 449000
Dilo marca P. G.. idem .... pipa 44*000
dem idem idem........anc. 46*000
Dilo dito marca T P. e F., idem pipa 361000
dem idem idem .......nc. 38goO0
Dito branco F. e S., idem. pipa 488000
dem idem idem........K)e, 50|000
Dito dito marca B. F.,idem pipa 40f000
Dilo dilo marca P. t., idem. pipa 443000
Dilo dilo dito T. P. e F.o idem. pipa ;I88000
MOVIMENTO MARTIMO. ,
Embnrcacdet entradas.
Agosto 20 do Par, galera portuguea Defen-
sora!), capilSo L. J. da Costa.
dem 24 da Baha, barca portuguesa Carlota e
Amelia, capitao M. C. e Silva.
dem 26idem, brigue portuguez "Bello Figuei-
rense.o capitao J. A. de Souza.
dem 31 Idem, barca brasileira Calidonia,
capilSo B. Rodrigues.
Sahidas.
Agosto 13 para Pernamboro, Baha e Rio de
Janeiro, vapor nglez Tay, capillo J. W. Sawer.
dem 15 para o Rio de Janeiro, barca sueca
Scandia capitao (i. B. straliie.
Idem idem, patacho portuguez eFarlo, capi-
tn J. A. I.. da Rosa.
dem 19 briup portuguez .iConreican de Ma-
ra, capilflo A. B. de Mallos.
dem pane Para, brigue portuguez Trium-
phn, capiU F. A. da Silva.
dem 20 para o Rio Grande do Su!, patacho
portuguez Porluense, capitn XI. J. Andr.
dem 26 para a liahia, patacho portuguez I.i-
bardade, rapitAn J. J. Perera.
dem para o Rio de Janeiro, patacho porluguez
aAndorinha, capitao J. B. (iarraio lunior.
Ider. 27 idem, barca noriieguensn a Tlielis, ca-
pitao A. Hunderland.
dem idem, idem Sylpliid, capno H, Sum-
ma.
dem idem, barca americana Enex, capitao
S. Hay.
dem 29 para o Maranliao, palacho.portuguez
Boa Fe, capilo C. C. da Silva.
dem 30 para o Rio Grande do Sul, patacho
portuguez Saudade:, capillo .1. Pestaa.
Idem 31 para o Para, barca portugueza Flor
do Vez, capilo S. F. das Neves.
Sel em tiro 2 para o Rio de Janeiro, brigue por-
luguez Companhia Cotnmercial de Goa, capilo A.
J. Sania Anna.
/i' carga.
Para o Rio de Janeiro barca porlugueza Ve-
nus.
dem brigne porloguer. Soberano.
dem barca brasileira Adelia.
dem barca porlugueza l.igeira.
dem idem idem, Janota.
dem idem idem Progressisla.
dem patacho portusuez Fortuna d*Africa.u
dem barca portugueza Tejo.
Para a Baha patacho portuguez Liberdade.
dem barca brasileira Amelia.
dem brigue portuguez al.usitano.
Para o Hio de Janeiro escuna hanoveriaoa Ma-
ra Agnoa.
Idem brigue porluguez I.aia.
Para o Km Grande do Sul escuna americana
Samuel Train.
Para o Rio de Janeirobarca americana Anna.
Para a Baha galera portugueza Lisbonense.
MOVIMENTO DO PORTO.
N. 58. Patrimonio das orphacs.. ,
N. 60. Mari Joaquina Machada Ca-
valeanli..........
N. 62. Jos Joaquim de Novaes. .
N. 64. Bernardo Amonio de Miranda.
N. 1. Alexandre Jos da Silva. .
N. 1. Maria Candida Vianna a ou-
tros ... .......
Maria Adelaide de I.emos
Maria Leopoldina de I.einoa .
N. 5. Antonio Ferreira Pinto .
N. 7. Joao da Silva Moreira. .
N. 9. Antonio Domingues d'Almeida
Paco............
N. 11. Jos de Barros Pimeulel .
N. 13. Filhos de Jos Ramos de Oli-
veira..........
N. 15. Uniera terceira de S- Fran-
cisco ..........,
N. 17. dem, idem.......
N. 19. Irmandadc do Santsimo Sa-
cramento de Santo Antonio .
N. 21. Joao Pinto de Queiroz. .
N. 23. Anna Luiza da Fonseca. .
N. 2. Jos Gonealvcs Ferreira e Sil-
va............
N. 27. Henriqucta Eumenia da Con-
ceicao....... ...
N. 29. Jos Gonealvcs Ferreira e Sil-
va, ,......... .
N. 31. Antonio da Silva I i usina o .
N. 33. Herdeiro de Jos Upes d'AI-
luiqiierque.........
N. 35. Jos Antonio da Silva Quei-
roz ...........
N. 37. I.ourenco Jos de Moracs Car-
valho...........
N. 39. Ordem terceira de S. Fran-
cisco. .........
N. II. dem, idem. .,.....
N. 43. Herdeirosde Juaquim Jos de
l-.nias...........
N. 45. Vinva de Joaquim l.uiz de
Mello Carioca. '. ". ,
N. 47. Ludgero Goncalves da Silva .
N. 49. Joio Moreira Marques .
N. 51. Panto Caelano de Albuquer-
qoe ..........
N. 53. Damin Goncalves Rodrigues
Franca..........
Joaquim dos Res Gomes. .
N. 55. Thomaz d'Aquino F'onteca .
N. 57. Herdeiro, de Antonio Francis-
co Branco .........
N. 59. Manuel Fizuenoa de Faria. .
N. 61. Clara Mwia du Espirito Santo.
N. til. Herdeiros de Francisca Mar-
garida dos Prazeres ......
N. 65. Manuel Joaquim da Silva Fi-
gueiredo..........
N. 67. Maria Antonia da Cruz Bran-
co............
N. b9. Maria Goncalves Ferreira e
Silva........ '. .
N. 71. Joaquim Jos da <4psla Fajozes.
N. 73. Filhos de Manoel Jos de Bas-
tos e Mello e oulro......
N. 75. Thomaz de, Carvalho Soares
Braudao. .........
758000
458000
.608000
308000
2*500
iislo
118250
828500
..2300
. 458150
12U8O0O
1048400
638000
289800
258200
8#0U0
258200
;oooo
308000
28/800
1S8O0O
14*400
25*200
48*000
218600
25*200
5.">9200
105*000
9557(111
28*800
28*800
10*800
loawa)
I8>00
58*200
97*800
25*200
368000
36#DU0
36-9000
18*000
68j100
72/000
51*000
A PA\ELL4 DOS FEITICOS,
cantado peto Sr. Monteiro e a beneficiad .
Segue-se a repreeentacJo da bella comedia de coa-
tume brasileiroa do Sr. Pena.
OS DQUS
ou
0 niGLEZ lACIIimSTA
desempenhando o Sr. Monteiro o papel do inglez.
Dar fim ao espectculo a nova e jocosa aria, in-
titulada
0 MSCATE ITALIANO
cantada pela beneficiada em italiano viciado.
A beneficiada s espera do publico a mesma con-
currencia e prolcco neste seu variado e jocoso es-
pectculo, que nos oulros' beneficios tem recebido
da sua generosidade e benevolencia.
Os bilbetes acham-se i venda em casa da beneficia-
da, ra Bella n. 13.
Principiar as 8 horas.
QUARTAFEIRA 26DE SETEMBRO.
Grande o extraordinaria representado gym-
nasiic.i a dramtica, em beneficio da Senhora
O&ZSffllBSSvDlLk \WHOdIl4llA5ySs
EMI'REZARIA.
A beneficiada summamenic penliorada pelo olr-
seqilio, que deS. Exc. o Sr, Prr.siDEsii E DA PRO-
VINCIA recebeu |ior occasio de I he conceder este
beneficio, agradece-lhe cordealmenle, e ja mais
esquecer do AMIGO DOS ARTISTAS.
Por osla uccasio agradece tainbem a SEUS IR-
HA'OS, OS SOCIOS Da sociedade dra-
mtica EMPREZARIA o presiarem-se gratui-
lamenie ao seu beneficio, |uc Ilie d lugar a mos-
trar ao publico mui los difieren les e novos passos, e
habilidades, que o sorprendern.
Segunda feira vindoura publicar-se-ha o pro-
grnmma do beneficio.
AVISOS MARTIMOS.
Para o Rio de Janeiro segu com brevidade o
brigue brasileiro Adotpho ; para carga e passageiros,
Ir/U-W com Eduardo Ferreira Balthar, ra do Vi-
gario n. 5, ou com o capiau ttau iel Pereira de S.i,
na | raca do commcrcio.
Para oAracaty e Cear o hiato nacional Exa-
lariio pretende sabir al o da 29 do crrente : quem
no mesmo quizer carregar ou ir de pasaagem, diri-
ja-sc ios consigua la ros, na ra da Cruz, armazem n.
15, ou com o mestre no trapiche do alcodgo.
aUNnass
COMMEHCIO

f RACA DI SETIiMBRO AS 3
A TARDE.
aedes sfliciaes,
guiar novo 1*500 por ar-
roba. >
Dilo dilo ascolliijo nove18700 idem.
Dito diio regular vi i idem.
ANDEGA.
a 20 ... 270:2789182
.... 10:098*312
280:3769194
ir
Reudiioenl
dem io d
siembrv.
Amandamarcador ias.
I.ADG GERAL.
9:1048371
ift561l
11:508*982
KIVBBA8 PROVINCIAS.
Kendnneni
I den. .
31*605,
585*532
/Vatios entrados no dia 21.
Lisboa e por ios intermedios15 1(2 das, vapor por-
tusuez -I). Pedro II, cumulaiidante Joaquim
ViegosdoO'. Passageiros para esta provincia, I ir.
Jlo Jos Pinto, Joan da Silva Mallos, Antonio
Jos Cidade, Manoel Martina Carneiro, Paulo Jos
AlveS, Agoslinho Das Trabuco. Manoel Moreira
da Cesta, l.uiz Francisco Monteiro, Francisco An-
tonio Gomes, Jos Manoel da Silva, Joao Ferreira
lavares, Manoel Ferreira Tasares. Ficuu de qua-
ronlena ; e segdin debaizo da mesma para os por-
to, da Baha e Kio de Janeiro, setu que levasse
desla provineia passageiros.
Nato saludo no mtsme dia.
Kio Grande do SulBarca brasileira aSanfa Maria
Boa-Sorteo, capitao Joaquim Dias de Azevedo,
earga assuear e mais seeros. Passageiro, o rua-
r i timo Antonio Rodrigues.
E para constar se manden afiliar o prsenle e pu-
blicar peto tario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 15 deselerabrode 1855.O secretario, Antonio
Ferreira d'Annuuciacao.
DECLARADO ES
EDITAES.
O lllui. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
em curophmenlo do liaposto no arl. 34 da lei pro-
vincial numero 129, manda fazer publico para
conherimeiiln dos credore- hypothecarios, e qnaes
quer inleressados, que Francisco Manoel da Silva
GustnAo, tem de ser indemnitadoda qu;nlia de du-
zenlos mil teis. pela eilracau do barro da proprie-
dtde denominada Tanquinho ua cidade de tiji
anua, para a factura de urna bomba, e qut o dilo
503*927 -Gsmao tem de receber dita qunntia logo que ler-
Exportacno'
Lisboa, brigue portugutz aViajanleu, le 294 to-
nelad,. ecuinle : 1,777 saceos co
8,885 uear. 2,400 couros algados *
ie aruarello, 1 barrica fariulia
de mandioca.
RECBBEDORIA DE RRNDAS INTERNAS GE-
>


RAES
Randimenlo' de i
dem do dia B
co:
Re:(lmenlo de i
dem dadla 21
^AMBCO.
15:134*351
426*597
15:560*948
minar o prazo de 15 dias contados da data dette,
que he dado para as reelamaees.
E para constar se mandou afflsar o presente e pn- llardo
blicar pelo Diario por 15 das succesivos.' laria.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 12de seleml.ro de 1855.
O secretario.
Antonio Ferreira d'Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
em cumprimenlo da ordem du Exm. Sr. presidente
da provincia, manda constar aos propietarios abaizo
meucionados, a cntregarein na mesma Ihesouraria no
prazo de 30 dias, a contar do dia da primeira publi-
cado do^reser.le, a importancia das quolaa com que
devem entrar para o calcamento da ra ireita at
a Iravessa da Penlia, conforme o disposto na lei pro-
Pela mesa do consulado provincial se faz pu-
blico aos conlribuintes de impostos, cujos dbitos siu
depeudeutea de lunramenlos, e que anda na foram
pasos dentro do anuo linanceirn prximo passado,
que os podem raalisar nesla repartir al o fim do
presente mez, lindo o qual passam a ser exerutados
lodos os que deixaram de pagar us do anuo de 1854
a 1855.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pemambuco latxa sobre
a praca da Baliia, e contina a tomar
lettras sobre a do Rio de Janeiro. Buti-
ro de Pemambuco 25 de junho de 1855.
O secretario da di recreo, Joao Ignacio
de Medeiros Reg.
CONSEI.HO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo tem de comprar os ob-
jectos seguinlea :
Para o 8. hatalbAn de infanlaria.
Bandas de Isa, -21.
Hospital resiment.il.
Cabos inodoros, 10.
Diversos balalhes.
f Sapalos feitos na provincia, paras 500.
Arsenal de guerra.
Meios de sola corlida, 1B0 ; pavios, duzias 9.
(Jueiu os quier vender aprsente as suas propon-
es em caria fechada, na secretoria do conselho s
10 horas do dia 24 do crreme mez.
Secretaria do conselho administrativo para forne-
Ucimento do arsenal de guerra 17 de setetnl-.ro de 1855.
JJos de arito Inglez, coronel presidente.r/ser-
Pereira do Carmo Jnior, vogal e secre-
LEILO'ES.
:!
OVJNCIAL.
13:927*983
511*061
14:4307
laiini
BOLETIM.
LISBOA 5 DE SETEMBRO
^m^m^m,de importarlo du
Algmlo de I'
...
Dito do Para.
120
O agente Oliveira Tara leilao publico rummer
eial, por ordem do conselho da direccao do hanru
de Pemambuco, de dez apolices du mesmo banco,
e nelle depositadas por Machado 4 Pinheiro. para
pagamento da letra desles na importancia de 1:820*,
vencida em 11 do crrente: sabbado22do covente
no meio dia em ponto, no estabelecimento do referi-
do banco.
Joao Baplista de Barros Machado far leilAo,
por inierveocao do agente Borja, da sua taberna,
sita na ra Dtreila n. 16, que consiste na armaran,
gneros, especiaras, etc., existentes na mesma:tefca-
feira, 25 do crreme, as 11 horas.
Novaes & Companhia farao leilao, por inler-
veucao do asente Oliveira, e por conta de quem per-
tenec. de 25 canaslras com alhus, 12 barris com
preiunlos, 1U5 ditos com carnes, 12 latas com ditas,
22 barricas cerveja. e 55 barris coin superior viobo
branco, tudo receutomenle importado de Portugal :
terca-feira, 25 do correle, as 10 horas da manliaa,
no armazem do Sr. Aunes Jacomc, defroole da ar-
cada da alfandega.
Joao Baplista de Barres Machado far leilao,
por intervenrao do agento Borja, da soa taberna, sita
na ra do Nogueira n. 49, que consiste em armac.no,
seeros e especiaras existentes na mesma : segon-
da-feira, 21 do correle, as 1 PJior.V.
C. J. Aslley & Compaiihia-farAo leilao, por in-
ler\en.;.io do agente Oliveira, de grande e variado
ortiiiienlo de fazendas de alsodao, laa, linho e de
seda, (odas propriss do merend : seguuda-feira, 24
do crrenle, as 10 horas da manilla, no seu arma-'
zem da ra da Cadeia.
THEATRO DE SANTA-ISABEL.
Honra e gloria ao Exm. Sr. conselheiro presi-
dente desla provincia, que cam tanta nrbanldade
conceden a recita de hoja nossa intereasanteactriz
a Sra. D. Leonor Orsat Mendes, provando por esta
lirma que sabe apreciar o mrito, e reco.npeii'a-lo,
como agora fez, concedendo esla recita digna ae-
Iriz a qnem julgamos merecedora de ludo qnantose
possa fazer em seu favor. Congratulamos juntamente
(p Sr. Mendes pela felicidade que leve, em trinmphar
de alguns seus inimigos quo lano trabalharam para
ranstornar o beneficio de sua senhora. Felizmente
que os taes inimigos foram sqppianlados, e que hoje
emos um hellissimo espectacul em beneficio da ac-
triz que tanto nos merece, e a quem desejamos urna
bella enchente, para o que convidamos Indos os apre-
ciadores do mrito.'Um que ni falla.
Quem liver e quizer vender seis caixoes mais
ou menos proprios para assucer: poda entander-se
na ra da Cruz n. 11,
Deseja-se fallar com o Sr. Jos Maria de Vas-
concellos ua roa da Cruz n. 1, primeiro andar.
LOTERA do gymhasio.
J10JE, andam .as rodas da primeira
fiarte da segunda loleria dd Gymnasio,
no consistorio da igreja de N. S. da Con-
eeicao dos Militares ; o resto dos bilhetes
e cautelas do abaixo assignado, esta' a
a venda at as 10 horas da manhaa. Re-
cife 22 de setembro de 1855.O caute-
lita, Antonio da Silva ruiimataes.
ESCRAVO FUI.ipO.
Dosappareceu da jasa do Sr. Flix An-
tunes Moreira, do Rio de Janeiro, ddc
1852, um escravo de neme Joao, crioulo,
natural do Ceara' ou Aratiaty.com os sig-
naes segttintes: um pouco baixo, refor-
cado, picado de bechigas, lula, com falta
de dentes, mal parecido, consta ter anda-
do fiara Cotinguiba, e ultimainente pelo
portas do norte como forro, em conse-
quencia de ser marinheiro: roga-se aos
ca pitaes de cam|K cas autoridades poli-
ciaes, que o apprelienderem, randnr le-
va-lona ra do Trapichen. o\, primeiro
andar, escriptoriode Novaes rio bem recompensados.
AITENCA'O.
Roga-se a irmandadedo Divino Espirito
Santo,-se digne continuar a conservar I
igreja do Collegio, pertencente hoje ao
culto do mesmo Divino Espito Santo,
iilimde os devotos continuarem a ir fazer
suasorac/ies, e em un tempo que o ter-
rivel flagello da peste; que ameara esta
cidade, tem ateiTa^q*j>pilac;io.
A venda dojacarfdo papo amarllo,
annunciada neste DIARIO nos das 20 e
21 do corren te, foi transferida da rita Im-
perial pata o pateo do Carmo: quem qui-
zer mellior saber, pergunte aos devotos
doF...
BECkER ;
RA NOVA N. 60.
lem a salisfacao de annunciar aos fashionables, sec-
tarios do bom gofio e perfeicao, que no sea estabe-
lecimento se euconlra nao s as fazendas mcessarias
ehegadas ltimamente de Paria para o -, runenlo
completo de om elajauto ; como tem igualmente a
felicidade de noticiar aos seos freguezes (i amigos,
que a frente de seu e um artista versado em todos ot segredos da profissao
e interprete fiel do gosto mais requintado.
"ULIIlIiIIE Sfc I 10 mudou a sua residen-
cia para a ra do Collegio u. 15, primeiro indar.
No dia 22 do correnle se hade arre Miar em
hasla publica do Dr. juiz municipal da S* vara as
rendas da casa e sitio no lugar do Manginho que faz
esquina para a estrada dos Aflictos e Ponte de (Jchoa
porexecocao do Exm. conde de Farrobo, contra .
Lauriana Rosa Candida Rigueira : os prelendentes
farao urna boa arremacb.
l'recisa-se de urna ama de leite : na ra da
Senzala Nova n. 30.
*/
Dito lite de ir
Caciti.
Caf do
Dito
Conr___
Ditos dili
Ditos secc|
Ditos sala,
Ditos dito
Ditos di
Dito d!
Ditos

rasorle.
dita. .
115
110
lio
111
29.100 A
as-500 5000
2200 2*100
28 a 32
a 32.
ft
r
/
I lia superior, ^aj -
Dita .....
Dita dita inferir
. de direilo
Asstcar de Peruambiicn .... a.
Dilo da Babia..........n
Dito do Part, Imito........>
Dito inascavado.........
Dito retinado no pait em formas
Dito dte ajuebra
Dito dito em pn 9^
' Vaqiielas de Peni." e Cear
Ditas do Maraalhlo ......
Cliifre ato Brasil ^tequenos
Despachados
Arroz de Maranliao e Para od.
Dilo dito do mclbor......
JJit' ......
Dilo dito iniudn..........
Diln do Rio de Jauciro.....
Pao campeche.........
l-'ariulin depa'o do Brasil .
13900
15'UW
2>3O0
157
157
152
132
132
112
112
137
200
100
29000
800
100
129000 f&PtOO
93000 103500
9-300 89000
29000
19100
25VMI
207
.187
' "167
112
142
1*7
147
142
140
500
vincujl numero 350. Adverlindo, qae a falla da en-
Irega voluntaria sera punida com o duplo das referi-
das quotas na conformidade do artigo (i do regula-
menlo de 22 de dezembro de 1854-
N. 2. Joanua do Rosario liuimaraes Ma-
chado.....:............779400
N. 4. Viuva de Joao Leilao l'ilgueira. 8Jsi06
N. 6. Hospital da Misericordia de Angola 019800
N. 10. Benardo Jos da Cusa Valentim e
Francisco Joaquim Pereira.......419700
N. 12. Maria Joaquina de Monra.....769200
-V 14. Ordem terceira de S. Francisco... 459000
N. 1(1. Antonio Francisco Pereira. 779220
N. 18. Herdeiros de Manoel Caelano de
_ Albuuuerque...............579600
N. 20. Viuva e herdeiros de Anlqnio|Joa-
qaim Ferreira de Sampaio......
N. 22. Francisco Alves da Cutiha. .
N. 24. Joao Mullaos...........
N. 26. Joaquim francisco de Azevedo.
N. 28.> Dilo, dito.............
N. 30. Thereza Goncalves de Jess Aze-
vedo...............
N. 1. IrmandadeMe ,V Senlrara do I.i-
vramento...............
N. 3. Joaquina Mria Pereira Vianna.
t. 5. Dita, dita.............
N. 7. Dita, dita. .*.........
N. 9. Bazilio Alves' da Miranda Varej&o 7'
N. 13. Francisco Br'andao Paes Brrelo. 43*200
N. 17. Irmandade do Espirito Santo. 189000
N. 19. Joaquim Bernardo de Figuereido. 2898OO
N. 21. Dito, dito.............1199100
(185*00
3O9OOO
829500
529000
6I92OO
689400
99OOO
839400
999OOO
400
CONSELUO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo tem de comprar os ob-
jeclos seguioles:
Para a botica do hospital regjmental.
Acido benzoico, onca I ; carbonato de polassa, li-
bras 8 ; colofana, ditas 4 ; canlhoridas, ditas 4 ; llo-
res de enjpre, ditas 4 omina galbaut, dilas 4 ;
yodrelo drpolassa, ditas 4; nitrato de polassa, di-
las 4 ; oleo de amalla, dita 1 ; dito de ligado de ba-
calho, dilas 16 ; rail de galiciana, dita 1 ; sub-ni-
Iralo de bismuto, onca I ; Ihrodacio, dita 1 ; vinho
branco, caadas 4 ; dilo tinto, dita 1 ; vinagre de
Lisboa, dilas 4. ,
Quem os quizer vender aprsenle as suas propostas
em carta Tediada na secretaria do consalho|s. 10 ho-
ras do dia 27 do crrenle.
Secretaria do roiisulliu admiiii-lralivo para forne-
cimenlode arsenal deguerra21 de setembro de 1855.
Jos de Brito Ingle:, coron! presidente.
Bernardo Pereira do Carmo Jnior, vogal e se-
cretario.
Bala subdelegada de S. Fr. Pedro Uonralves
do Recito foi apprehendido um preto fgido, por no-
me Antonio, o qual diz ser sua senhora Maria da
Coneeicio, da provincia das Alageas : quem se jul-
gar com direitirao mesmo, compareea na dita sub-
delegada, manido de seus ttulos, que Ihe ser en-
tregue. Subdelegada do Recite 21 de setembro de
1855.O subdelegado am exercicio, M. Antones.
a
tima
19600
U600
trJoo
lid 50
3?i6O0
35)000
SWOO
11200
litSOO
18800
fttf.W
I940O
19150
1?700
19.500
mil 3211000 409OOO
qq 5,-WOO 59400
SOI) 69000
fcHOO 69800
> 4.1000 49200
D 5;!000 .59400
. 2)600
300 900
@ 19100 19400
'o'rentes dos gneros de exporlacu para
o Brasil.
Captivo*de direilo*.
Anoiuloa em milo dece do Al-
.....
,1 em casca couca, .
1:4519880
E para constarse mandn anisar o presente, e pu-
blicar pelo Diario. Secretaria da Ihesouraria pro-
vincial de Pemambuco 12 de setembro de 1855.
O secretario.
A, F. Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial
m cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, muuda convidar uus propietarios abai-
xo mencionados, a entregaren) na mesma Ihesoura-
ria no prazo de 30 dias, a contar do dia da primeria
publicaeio do presente, a importancia das qnolas
com quo detem entrar para o calcamento da ra do
Rangel, conforme ddisposlo na'le provincial n. 350.
Adverlindo, que a falla da entrega voluntaria sera
punida com u duplo das referidas quotas na confor-
midade to arl. 6 |o regiiUmento de 22 de dezem-
fcro de 18-54.
N. 2. Ordem terceira de S. Fran-
in........... 189000
N. 4. Benta da Conccicao Ferreira 18-3000
N. 6. Domingos Jos da Silva 279000
N. 8. Theolonio Flix de Mello. 499500
N. 10. Carlota Eumenia da Concci-
PUELICAQA'O LITTERARIA.
Acha-se venda o compendio de Theoria e Prali
ca do Processo Civil feito pelo Dr. Francisco de Pau
a Baplista. Esla obra, alera de orna introdcelo
sobre as aeces e exceproes em geral, (rata do pro-
cesso civel comparado com commercial, eonlm
a theoria sobre a applicacao da causa julgada, ou-
tras doulrtnas luminosas : vende-se nicamente
na luja da Manoel Jos Laile, na ra do Quei-
mado n. 10, a 65 cada cxemplar rubricado pelo
autor.
Continua a vender-se a obra de di-
reitoo Advogadodos Orphos, com um
apndice importante, contendo a lei das
feriase airadas dos tribunaes de justica, e
o novo Regiment de custas, para uso dos
juizes. escrives, empregados de justica, e
aquelles que frequentam os estudos dedi-
reito, pelo pre-o de ojjOOO. cada exem-
plar ; na loja do Sr. padre Ignacio, ra
da Cadeia n. 5(i: loja de encadernai^ao e
livros, na do Collegio n. 8; pateo do
Collegio, livraria classican. 2,cna praca
da Independencia n. (i e 8.
AVISOS DIVER
O Sr. Guilherme Luiz de
carta \ ma do Para, na toja iv-,3
de Santo Antonio.
No eugeulio S. Jo;io de lia
de um bom ttiinf : quem a isto
dando conhecimento de sua con in,
dirija-se a roa da Aurora u. ib,
Honorio Bezerra de Meiieu,' ou ao dilo
tratar com o proprietarlo.
O bilhete n. 5671 da primeira parle da
da lotera do Gymnasio Pernainhoeano perle
Domingos Antonio de S.i, e qualqner premi que
sabir perleuce metade ao hospital da ordem terceira
do Carino, offerecido pelo mesmo.
l'recisa-se de um crixeiro que tenha pralica
de loja de ferragens : na ra do Queimado n. 32.
Todos os domingos e dias santos sahirao tre*
mnibus na direccao de Apipucos, sendo um as 7
horas da manhaa, o bilhete par- cada urna passagem
cusa 19000 ; e os dous as 3 1|2 4 horas da tarde,
cusan,lo o bilhete de ida e volta 19-
O guardiao actual do convento de Olinda, con-
fundo na Omnipotencia Divina, e no valimento que
Maria Sanlissima tem pau com seu Olho, vai expor
venerarao dos Geis da mesma cidade, durante a
epidemia reinante na Babia, a augusta imagen) de
N. S. das Neves, sua padrorira, para que os liis a
possam visitar diariamente, bavendo nos sahbados
a noilc terco i mesma Senhora, enviando aos co.
humildes preces por intermedio daquelle que foi a
nossa felicidade em benelicio dos peccadores aducios
e contristados.
Quem precisar de om llamara para pactara,
que enlende de todo o servico da dita, dirija-se n
na do Cabos-, n. 2.
Cerlos de que somente por mcio das mais fer-
vorosas e tocantes orarnos podemos obler do Altissi-
mo a suspeni^ao de sua divina indigndc.au, e livrar-
nos do mal que infelizmente sofl'rem os nossos IrmSos
ilo Par e Rabia, deliberara m os moradores dos Re-
medios expor vista dos fiis a imagem do Senhor
Bom Jess dos Pobres Afllictus, que se venera M
(greja de N. S. dos Remedios, e fazer celebrar um
septenario concluindo com missa cantada e ladainha,
a noite, no dia 30 do crrante mez. Os mesmos
moradores eonvidam, portantn, a todos os devotos
daquelle Senhor comparecerem a esse acto da mam
pur e santa relicl.lo para euloarem os seus hymno.s
nr.ices ao Redemplur do genero humano, aiim de
que nos preserve de um semelhantc flagello.
No dia 25 do correle, as II horas da manhaa,
na sala das audiencias do Dr.juiz deorphos, Anda a
audiencia desle, se ha dearrematar por ser a ultima
praca, um sobrado na ra do Crespo desla cidade n.
3, avallada em 8:0009, o qual vai praca a requeri-
menlo do invenlarinnle teslamenteiro o coronel
Francisco Mamede de Almeida para pagamento rio
sello nacsoual.
Sabbado, 22 do corrale, se ha de arrematar
urna taberna, sita na ribeira de Santo Antuniu, per-
tencente a Joaquim Fernandes de Azevedo, por ex-
ecuco do pai do mesmo Joaqoim Fernandes de A-
zevedo, depois de meio dia, tu sala das audiencias,
por ser a ultima praca.
I.ava-see engommaje com lodo ogoslo, ceio e
perfeicao : na ra do sf. Bom Jetos das Crioulas
n. 16.
Remedio contra mordeduras de toda a
qualidade.de cobra.-
No larao esparo de 6 annos em que viagei por
alguns sea loes do Brasil, empreguei todos os meios
ao alcance da mu,lia inteligencia, alim de descubrir
un especifico cerlo para esla enfermida le no prin-
cipio desta to espinhosa cumo importante tarefa, en-
saie) alguns medicamentos vulgares por differenles
processos ; em alguns doentes aproveitaram, mas
uto em todos. Por urna casualidade que parece
mais dirigida pela Providencia do que pela sciencia
dos horaens ; ensaiei a raz de um vegetal nao vul-
gar c felizmente vi realisadns os meus desejos. De-
pois de haver experimentado em mui*c entes mor-
didos por qualqoer especie de cobras, e lodos esca-
paren), reconheci ser este remedio o mais rpido,
zico e infallivel. lie porlanlo do meu rigoroso
patenlea-lo ao publico e em particular aos
fazendeiros. Pela alta couiianca que de-
,esle especifico, ouso rrsponsabiiisar-me a pa-
. recoduplo do vidro, todas as vezesque este
^ ~), applicando-se, mo proJuza eOeilo : ven-
de^srTa ra do Collegio, botica n. 6, do Sr. Cipria-
no Luiz da Paz,Jnaquim Jos Rodrigues Franca.
AI uga-se urna casa no Peco da Panella. para se
passar a festa, em frente a casa do Sr. Joflo F'rancis-
co Carneiro Monteiro : quem a pretender, dirija-se
k Fura de Portas, a fallar com Manoel da Silva Ne-
ves.
l'recisa-se alugar urna am* para taxer o servi-
co de casa e comprar : na praca da Independencia
n. 38, se dir quem pretende.
Offerece-se um rapas porlusuez par caiidro
de taberna ou para oulro qualquer negocio por ja
ter pralica, e stbe bep ler e escrever, e d conhe-
cimento de sua conducta : quem do seu presume se
quizer ulilisar,- dirija-se na langucia n. 5.
Precisa-se de urna ama forra,nicamente para fa-
zer u almoco e jantar em casa de um homem solleiro,
podeodo ir dormir em sua casa : na ra da Cruz
o.3l.
*-'Aluga-se nm prelo moco para vender sapatos,
ou fazenda na ra, ou casa de pasto : a pessoa que
quizer alugar, dando algum dinheiro adiantadn, di-
rija-se a ra do Padre Floriano n. 49.
AS SENHORAS DO BOM TOM.
Na rna do Queimado loja i,. 49 acab*-*e de rece-
ber novos padrOes de Berpge romduas largurserouilo
propria para festa, por n;lo.precisar lavar-se, e com
pouco dinheiro fazer-se vestido pelo desgracadu
prec,o de 600 rs. o cvidjp, balzimira escosceza
280 o covado, corles dr casimiras a 49500, ditos de
hrimde algodao a 19200, e oulras fazendas que a
vista faz f.
FURTO.
I-urlaram da algibeira du abaixo assignado, na
noite do dia 17 do correte, na igreja de I. Fran-
cisco, nina carleira cum um conlo e tanto de reis em
dinheiro, sendo urna nota de 5009 verde cam a fir-
ma de Pereira de Brito as rostas, duas nioedasde
llljaj* o m,is em aednlas de 509, 209. 109 ">9, etc.,
einBeTeiiles pipis, leltras e nrdens, cujoi donosj
esiao avisados : quem ella livor ou der noticia, diri-
ja-se ao Hospicio, em casa de Joaquim Coelho Cin-
tra, onde reside o abaixo assignado, que ser* geoe-
rosemente recompensado.
Manoel Bezerra Cvaleluli.

Aluga-se um prelo cozinheiro e r.opoiro : no
hospicio, -egun lo porlSo depois da Faculdnde de Di-
reilo. -1
LOTERA
GIMNASIO PERNAMBCAHO.
Sacado, 22 ue setem-
bro, andam indubitavel-
mentc as rodas da refe-
rida lotera, pelas 9 ho-
ras da manhaa, no consis-
torio da igreja de N. S. da
Gonceicao dos Militares.
Pemambuco 20 de setem-
bro de 1855.--0 catite lista,
Salustiano de A quino Fer-
reira,
O escripturarioda Companhia de Be-
beribe .M.ncolino Jos Pupe, ainda etl,a'
autorisado a corhprar e vender acc/tes da
mesma companhia, poi* que ninguem
mai habilitado do que elle a fazer este
negocio; podendo ser procurado no et-
criptorio da mesma, na ra Nova n. 7, das
8 horas as 5 da tarde.
desta piara, avisa a quem conTer, qtif
tendo de eonverter-se o mesmo Baa
Cejxa Filial do Banco d*o Brasil, confo;
se deliberou em Assemblett Geral dos Ac-
cionistas, na data de 51 de julho ultimo,
e existindo ainda em reserva mil ac/roes
para completo do seu fundo eirectivo,
tem designado o dia 10 de dezembro vin-
douro para a venda das mesmas ac}*,
em leillo mercantil- Rea|isad{ a venda
serao as releridns atxoes entregues aos ar-
rematantes no primeiro dia til do mez de
Janeiro de 1856, dia em que entraronos
cofres do mesmo Banco com a importan-
cia das que tiverem arrematado; e no dia
da arrematacSo com a de 10 p
como quantia sobreo valor de cada urna ;
estas importancias serio realisadas em
moeda corrente. Previntxje que ja' exis-
te um fundo de reserva de 11:5150076,
e que o valor nominal de cada accSo be
de 100,s000rs. Para* U de agosto de
1855.Assignado, Henrique B. Dewey,
presidente.Augusto E. da Costa, secre-
tario.
Panorama.
QUT], EXPOSIWO.
FlEDt LEMBCKE.
Tem lonra de avisar ao respit*vel publico, que
no dia quarta-feira 19 do corrale, etpoo uevas vis-
tas que neila provineia ainda se nio lem visto : na
ra da Cadeia cntrenle ao convento de S. Francesco,
qde so as setznintrs :
1. Ilelsinetors ejSchweaborg debaizo da o!
do* alindo*.
l. O ataque da* Ingina* sobre o Redan dia*
Sebastopol.
:i. U valla e)e liaerney n otar Azol.
4. Sebastopol, o ataque obre a Colina Verde.
5. Interior de urna balera russa diante da torre de '
Malakofl.
6. Sebastopol, vista eral do lado de Ierra.
7. Coii-lanlinopla e o desembarque da (ropa rran-
c*za.
8. Cidade de Jerusalem.
9. Uito a entrada do templo de Santo Sepolcori
O preco he 5tX) reis cada pessoa, e acha-se aberto
das 6 as > hora* da noite.
Alozam-ie urnas catas sita no lu
Anua de dentro,cujo lugarheo r
possivel, coin banbo perla no I
ralo prceo : na ra du Trapjeiie
*W BICHAS DE BAMBURGO.
Alugam-te bichas de Hamburao a :
na loja do harbeirn, em Fora de Porlass
lar n. 1L. Na mesma ha rharalos fi para os
freguezes.
lotera do gymnasio per-
nambucano.
Aos 6:000j000, 3:0000006. e 1:0000000.
Corre ndubitnvelmeiiie sibbido, 23 da Miembro.
O caatelisla Salustiano de Aquino Fer
ao respeitavel publico, que todos
cautelas sSo pagos sem o desea^^^^^^^H
de imposto no* tres primeiro*
Juaes acham-se a venda as leja
adeia do Hecife os- 2*, 38 e 45 ; na praca da In-
dependencia ns. 37 e 39 ; ra Nova m.iel'
do Queimado ns. 39 e 44 ; aterro da Boa-Vista a.
71, e na praca da Boa-Vista n. 7.
i no iucar oeraaasa
spibaral fpor ba-
c3o ...
N. 12. Herdeiros
l'recisa-se de urna ama:
ta n. 60.
no atorro da Boa-Vis-
de Thereza de Je-
sns
m
alq.

4tf60t>
l^tXM)
800
700
400
100
3*800
2JB00
2*800
3*800
3*900
lJt)
moio 18300
a ',5200
4*800
tJlO
*
."ose*...........
Amuia*.........
Preiunlos.........
Carne ensaccada......
Tcscinho.........
Banha de parco......
Dilaesn rama,......
PtiMola de Goa......
Sal grato a bordo. .
Dito redolido, idem.....
Dilo Irigueiro grossn idem ... I300
Cera branca por baldeajao. % '.MO
Dila amarelta idem. .."..., 265
Dita emtriuvie Idea......o 350
Dito em velan aborde...... 350
Azeile.............alm. .1*000
JfjJMenle iiacascada 30 graos, p. 109000
Vinho nmacolcl d Selunal. .cal.. W000
BfM tinto marca F. S, a bordo, pipa 118*000
lie dito, ditoidem......inc. 1208000
Dito dito matea B. e ?., idem. pipa 120*000
Dito dilo dilo, idem......anc. 122*000
Hilo dito T. P. e Filhos, dem, pipa IIO9OOO
Dito dito, idem........ anc. 112*000
D lo branco marca F. S. idem pipa 118*000
Dilo dito idem idem......anc. '20*000
Dilo marca B. F., idem ..... pip. !I20*000
Diodil dilo, idwn ..... aDc.liaajOOO
000
800
3*200
1340
It2.'il)
13.J0
31.
300
300
360
3JI00
8*300
N. 14. IrmanJade das Almas do He-
cife ...........
N. 16. Ezequiel Franco de S .
N. 18. Francisco Antonio das Cha-
g.............
N. 20. Herdeiros de Josepba Francis-
ca Rosa..........
N. 22. Francisco Antonio das Cha-
gas ...........
N. 24. Irmandade das Almas do btir-
ro de Santo Antonio......_
N, 26. Manuel Antonio Monteiro de'
Andrade..........
N. 28. Antonio Jos Goncalves de A-
z*vedo...........
N. 30. Viuva de Miguel Jos Ki-
beiro. .........
N. 32. Ordem terceira de S. Fran-
cisco ...........
N. 34. Paulino da Conceifo. .
N. 36. Antonio llypolilo Verbosa. .
N. 38. Viuva de Domingo* Jos Bar-
bosa ..........
31. 40. Joao Moreira Marques |
N. 42- Manoel Jos da Silva Braga .
N. 44. Jos Leonardo......
N. 46. Jos da Fonieca e Silva .
N. 48. Joto da Silva Moreira .
fs. .VI. D% Alejandre fiernardlno do
ReisoPlva........
N, 2. Tibuicio Valsriano Baplistu .
N. &4. Maria Joaquina de Macado
Mello. .........
N. 56. Fraaei*cThoniadaConcei-
<*o Caohi. ...,-...
7f>G0O
18*000
-16*200
259200
169200
6I92OO
18*000
419400
549OOO
259200
DE
8. BABEL.
Sociedade Dramtica Emprezaria.
Becita concedida pelo Exm. Sr.
presidente da provincia a
benelicio de
LEONOR ORSAT MENDES.
Sabbudo' de setembro. ^^'
Depois de ezeculada a grande orcheslra^rs> m-
Desappareceu o preto Antonio, mocambique,
ja de idade, e as solas dos pes com cicalrizes do
cravos, feitor que era du silio na Passagem da Mag-
dalena do abaiiO'iissignado, que recompensar
quem o apresentar na cidade Nova, em urna das ca-
sas do Sr. Gomes do Correio ; o qual preto eostumii
dizer que he torro.Antonio Joaquim de Mello.
Aluga-se um negro para carregar tazendas pe-
las ras, ou onlro qualquer servido, sendo leve : no
paleo do Paralzo 11. 10.
. Contina eslar ausente de casa de seu senhor
o inajor Antonio da Silva Gusin.iu, o seu esgravo Ig-
nacio, crioulo, cor prela, alto nito muilo, idade 3:i
anuos, pouco mais 011 menos, pernas um pouco ar-
quiadas,. ollios grandes e vcrmelhoc, testa alta e
grandes cantos, comum signal nella que parece ui.i
S, um dedo de um dos pos partido, chupa bstanle .;
be muilo contador de petas, ando corcorvado : quein
apprehende-lo ser generosamente recompensado,
levando-o ra Imperial n. 6i, casa da residencia
de seu senhor.
Auseiitou-se de casa de .los Jeronymo Mon-
leiro o seu escravo preto, de nenie Caelano, lem as
pernas um ponen cambadas, e ssjiin os dedos dos ps
e maos, e que parece andar pe,,
cemmriida-e aatnlori '
campo de o apprehen
lislancia, sera o portador bem ^rT^lieado.
l'recisa-se lugar um priovs.o andar ou segun-
do, sando as mas s-vjiiiuva : Que^nado, larga oa
estreita^rto Rosario, ou mesmo nina boa casa terrea,
OjImtTo se algumas linas : a tratar na ra estrella do
osario n. 2, loja rte barbeiro.
moa,las, e ; -.41111 os ocios dos pes
i andar pe., sia gauliando ; rc-
loridadas pnlif iaes e ctpitaes de
nderem, e laj/undo 0 ao sitio di
259200
219600
899100
599100
529200
1194110
2S9200
849000
169800
509400
508400
549OOO
609000
phonia Nabucodonoor,darn principiq4nTspeclaculo
a novne muilo engranada comedia m 3 actos mls-
teriosn e phanlaslica reprosentnda em Pars no Ihen-
Iro do Palais Rojal, e nos (heiros do Kio de Janei-
ro e Babia serapre com muitosapplausos, intitulada
0 PASSARO AZDL,
na qual a benelifd.i desempeoba 4 differenles
papis.
Personageni.
ArlliurPatsiro Azul. .
Baro de Wolurog velho de
50 annos......
Jon.CamponeiJoven. .
Sror MdlIiiMe Freir. .
Jobson. ,.....
Grolobonrg......
Thornclill.......
Bbie....... .
Lucia.....y .
Rebeca. '.......
Camponezet, ele.
A acea pasaa-se n'oro antigo castalio
Seguir-se-ha a repelicao do muilo
duelo
tctorei.
A benefiadu.
O Sr. Senna.
. Mendes.
a Monteiro.
A Sr.* D. Amalia.
Anna.
Hila.
da Escooia.
applaudido
Aluga-se para passar a fesla ou por anno, um
silio na Torre, a margem do Capibaribe, com boa
casa de solo, casa para negros, estribara e casimba
d'agua de beber : na ra da Cruz n. 10.
Precisa-se alugar urna escravt para comprar e
cozinhar para duas pessoas ; na praca da Indepen-
dencia n. 18 e 20, loja de rclojoeiro.
A viuva D. Vicencia Ferreira de Albuquerqre
.Nascimenlo previne ao Sr. Manoel Cavalcauli da
Cusa, morador no seu engenh i Pavo, que o seu es-
cravo Antonio, de nacao, a procurou para que ella
o comprasse, sendo que a bem do mesmo Sr. o con-
serva'em sua casa ale que o mande buscar, sendo
nilo queira vende-lo, o que devem ser breve, obser-
vando a annunciante que au se responsabilisa pela
fugaou qualquer eveutualidado queoccorrer possa re-
lalivaineuta ao mesmo escravo,
Betlarmino dos Santos Pinheiro vai .1 Euro|i.
O* abaiio aMignados. fazendo parte da adnii-
nislrajao da casa de Joao Bernirdo de Carvalho Pia-
lo, lila na ra Direila, con vid im a todos os credores
do dito Pinto para virem tomar conta do negocios
dn mesmo pela9 2 horas do di* 22 do crrenle, tillo
nflo pnderero continuar s na a/tmiuislraijo, e ro-
Mam a qnem com a admioistri cao tem conta de a v-
rtm receber.Guimarae dt .ileoforaio.
Precisa-se de um criado eslrangeiro, que nao
seja preguicnso e nem tenha impolia de lidalgo, su -
jeitando-se a lodo servico que so Ihe mande fazer ;
quem esliver nesla* circunstancias, dirija-se junio
ao sitio qoe foi do Sr. Dr. NcUo.
Precisa-se do urna escrava ou de ama torra pa-
ra urna casa de pouca familia : na roa do Hospicio
n. 7. .
s*
O Sr. Jos Tibiircio Valeriano deNoronha, que
servio de notario na villa de Seriuhaem em 1837.
lacs o favor de declarar a sua resii*encin para bem
de seu iuleresse, a Antonio Ignacio Brando, resi-
dente na ra da Cruz, no Kccife, n. 8, em casa do
Sr. Jos Antonio Pinto.
O abaiio assignado tem justo com o Sr. Caela-
no ra Rocha Pereira comprar o seu silio, no lugar
do Remedio, com casa de lijla : quem se jnlgar
com direilo ao dito silio, ou privilegio sobie o pro-
docto da venda, dirija-se a ra Direila 11.104, no
prazo de 3 dias.Jos Joaquim SimOes do Amaral.
Precisa-se de um caixeiro para labern, em
Apipucos : a tratar na ru.i dn Queimado 11. 51.
Precisa-se de um caixeiro de 12 a 11 annos,
para taberna : na ra da Cruz n. 28.
ITerece-se uina porlugueza de bons coslomes
para o servjeo de casa de nm homem solteiro ou de
Kioca familia : quem precisar, dirija se a ra do
aspicio, casa de um andar n. 21.
Arrenda-se o eogcnbo Mingulo, distante mcia
legoa da cidade do Rio-Formoso, moente e corrente,
com machina nova movida por agua, cercado, limpo
e bom, e grandes |iropnrcoes para se safrejar ; e
lamben] *e vende a safra nova que est plantada : os
prelendentes dirijam-se ao mesmo engenho.
ANNUNCIO.
Loja e armazem de fazendas baralisaimns, na ra
da Cadeia do aecife n. 50, defrdnle da rna da Ma-
dre de Dos, quina do segundo be-reo vsndo da pon-
to, lado esqnerdu. Nesle cslabelecimeulo achirdo 09
Sr*. fazendeiros, commercianles do centro, e o pu-
blico em geral, om completo sortimenlu de fazendas
finas e grossas, Indas de boa qualidade c sem avaria,
que a dinheiro vista, se vrndem por precoa bari-
tissimos ; assim como boa dispoticAu para bem ser-
vir e agradar a lodos os Treguezos qoe se dignaren]
honrar o eslabelecimenlo.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Sahio nesiu provincia asoitede 1 :()00$
rs., em o meio bilhete n. 133(i, e outios
muitos de iOOxOOO, 200S000 e IOO.sOOO.
Os possuidores queiram receber seus pre-
mios. Acham-se a venda o& novos bilhe-
tes da lotera 3- do Monte-Po Geral, que
devera' correr a 24 do presente. As listas
virao pelo vapor GUANBANA, que deve
partir em 25 do presente, e deve aqu
chegar a 2 de outubro futuro,
Precisa-se de um feitor pa/a'e silio emOuz
de'Almai, onde existe o collegio dt Conceicfto, qoe
d fiador a' ina conduela.
Precisa-se de urna ama para o servico interno
Je orna casa de familia : em lora de Portas, na ra
dos Gntrarapes, junto a casa do profestor.
Madama Milloeheau Buessard parlieira aos seos
freguezes que pelo Comte-Roger- lem recebido rico*
corles de vestidos de blondo bordados, coin as man-
as irraSas para casamento, eamisinhas, co' larinhos e
mangas, enfeites para cabera, capellas e caitos para
noivas, ricos lencos de cambraia de linho, larlalanas
bordadas, ricas flores, cachos pingues, cambraia de
linho lino, chales de retrox, franjas de cores, filas de
velludo, bicus de blonde e de linho, baleias e mais
fazendas que se venderao muito em copla ; no ater-
ro da Boa-vista, loja, n. 1.
Qualquer Sr. sacerdote que se quizer propr a
ensinar prtmeiras leltras n'um engenho na proviu-
cia das Alagoas, garanlindo-se ao mesmo tempo urna
capelliulu bstanla rendosa, annuncie a i ua morada
para ser procurada.
Precisa-se de urna pessoa que saiba folear for-
migas: na ra da Cadeia do Recito, loja II. 64.
No dia 17 do crranle, pelas 7 a 8 horas da
noite desappareceu um prelo que cnnduiira om ba-
ln' de lia:.,lies piulado de azul, coolende, um gran-
de sortimrnlo de calcados de diversas quididades, de
caes da ponte da Boa.Vista em direceAo a atorro de
mesmo burro, casa u. 58 : roga-se aos negociantes
de calcado e a qualquer pessoa, qut nao fnram ajuste
algum com p preto que Ibes oflerecer portan da re-
ferida fazeuda.
Precisa-se alugar om negro ou ne;;ra qu sir-
va para andar vendeodo fazenda com urna pessoa :
na ra do Hospicio n. 34.
Quem liver e quizer vender ai Provisorias de
Beresford instruccAo de vallara1, dirija-se i praca
da Independencia n. 17.
Regiment de cusas
Sahio a luz o regiment dos custas judi-
ciaes, annotadocom os avisos que o alte-.
raram: vende-se a 500 reis, na livraria
n. (i e 8 da praca da Independencia.
LOTERA do gymnasio pernam-
BUCANO.
AOS 6:000*', 3:000$ E 1:000#.
O raulelisla da cata da Fama Antonio da Silva
Guimaracs faz scicnle ao puhlicu, que lem exposto
venda os seus bilheles e cautelas da piimeira par-
le da segunda lotera do Gymnasio, a qual corre no
dia 22 do correle. O msmo caulelisla chama a
allcncao dos compradores de bilheles, para que com-
pren) os seus, pois que qoasi sempre vende as sorles
graudes, e os quaes sao vendidos as segiiinle* casas:
atorro da Boa-Vista ns, 48 e 68 ; na do Sol n. 72
A ; praca da Independencia ns. II e 16 ; ra do
Collegio n. 9; ra do Rangel n. S e ra do Pilar
n. 90.
Recebe por inteiro
com descont
a
Bilhetes 59800 Recebe por inteiro 6:0009
Meio* 25900 > 3:0009
Terco 2J000 a * 2:0009
Quarto* 13-iOO e 1:500
Quintos 1200 > 1:200
Oitavos 760 > . 750
Dcimo 640 t ' 600
Vigsimo* 340 a > 300
O referido caulelisla te responsabilisa apenas a
pagar os 8 por cento da le no* ata* bilhete* intei-
ros, vendidos em originaes. Pernamboeo 17 de se-
tembro de 1855.O cautelMtt,
.s'aiHsiuuo te Aquieto Ferreira.
LOTERA u provincia.
Arliam-se venda o* bilhetes e i < cau-
lelisla Antonio Jos Rodrigues de Souza Juojor, da
primeirr parle da segunda loleria do Gimnasio, -na
praja da Independencia, lujas ns. 4, 13, 1 e40;
ra Direila n. 13-, travesa do Rosario n. 18 C ;
aterro da Boa Vista n.72 A, e.na ra da Praia, loja
de fazendas n. 30. O andamento da* rodil he em o
dia sabbado, si do corrente. Al sorles que sahirem
em sem bilhetes c cautelas sao immedialamente pa-
gas por inteiro sem descont algom, 18 se dis-
Irihuan ns listas; sendo ai grande* em no escripto-
rio, na ra do Collegio n. 21, primeiro andar, e as
outras em as referid loja*.
Bilheles 59800 Recebe por inteiro
Meios 29900
llilheles .58800
Meios 29800
loarlos 18H0
lilavos 760
Decimos 600
Vigsimos 320
6:000
2:7609
1:3801
6909
552
2769
O mesmo caulelisla declara, que car.inle nica-
mente os bilhetes inteiros em originaes, nao ttffren-
do o descont do oilo por cento do imposto geral,
e qne as snas cautelas premiada* com o; premios de
5009000 para baixo sao pagas n.issuui loja*, tem dis-
linccao de serem vendida* nesla ou uaquella, e ou-
lros premios maiores no aterro da Boa-Vista.
Candido Jos Lisboa, antigo discpulo do Sr.
padre Joaquim Rapbael da Silva, approvado pelo
hcea desla cidade, com pralica de ensinar, di ligoe*
de lalim na rua de Apollo n. 21. Da lambem lices
de grsiiimalira portugueza e frnnceza, ou na classe
conectivamente, ou a cada um de per si da lard a
noile; e recebe pensionistas de pouca idade
COMPANHIA DE FIAO E TECI-
DOS. NO RECIFE.
A direccio da com-
panhia de FiacaoeTe-
cidos de algodao con-
vida aos Srs. accio-
nistas da companhia,
a realiafem ao 1 ao
ultimo de outubro prximo, em raao do
ci i xa Sr. Antpnio de Moraes Gomes Fer-
reira na casado Banco, e as tercas esex-
tas-feirasde cada semana, urna prettacao
de 10 por cento sobre o capital. Recite
11 de setembro de 1855.Barita de Ca-!
iniiajjibe, presidente.Joao Ignacio de
Medeiros Reg, secretario.
Attcncao.
LUIZ CAM'A RE.M avisa ao respeitavel publi-
bliro, qoe mudou a soa sala de dama a casa de
residencia da rua das Trincheiras n. 19, para a na
das Cruzes n. II, primeiro andar.
Francisco Gomes de Oliveira, agento de lei-
loes, aluga por anno oa annos, ou pelo lempo da
fesla, t sua escolenle casa de campo, sita na po-
voacau do Poco da Pnuella, a qual lera sido oceu-
pada e suri at o fim do crrente mez, p-'lo Sr. Frt-
derico Knhilliard.
Precisa-se de urna ama socca para casa de pou-
ca Tamil a, sabendu cozinhar o diario de ulna casa,
sendo livre ou escrava, de boa cuoducla, nao stolba
ao preco : na rua da Cruz n. 40.
Para.
VENDA DE 1,000 ACCO'ES DO'BANCO.
A directora do Banco Ccmmercial
29000
19500
19200
760
640
Vigsimos 340
REMEDIO
Teicos
(luirlos
Quintos
OilavoB
Decimcs
Kirioiqoo
3KW09000
2:0009000
5009000
^T~
78
3008000
IMCOMPARAVEL
UNGENTO HOLLOWAY.
Milharesde individnosde todas as oafoes podem
leslemiinliar ae virtudes desle remedio incomparavel.
e|provar em caso necessano, qne, pele oto
lizeram, lem en corpu e membros inteiramenle
saos, depois de haver empregado inulilmenle oulro*
(ratamenlos. Csda petsoa poder-te-ba convencer
dessa* -uras maravilhosas pelaleilura dos periodces
que Ih'.is relatam lodos os da ha muitos inaoe ; o
maior (arte dellas silo too sorprendente* que admi-
ra ni os medieos mai* celebres. (Juanlas pessoas re-
cobrara m com este soberano remedio o oto de teas
bracos e pernas, depois de ler permanecido longo
tempo aos hospitocs, onde deviam soflrer a amputo-
cSo Dellas ha muitos, que havendo deiado enes
asjlos depadecimenlo, para se nao submetterem a
essa operario delorota, foram curada* completa-
mente, mediante o oto desse precite remedie. Al-
gumas das taes pessoas, na efuso de seu reconheci-
mcnlo, decliraram esles resultados benfico* duele
do lord rorregedor, e oulros magistrados, afim -de
mais autenticaren) ua afflrroativ*.
Ninguem desesperarla do estado de sua saude se
livesse bstanle conlianea para enaaiar esto remedio
constai lemeiite, seguindo algum lempo o Irata-
menlo que necessitasse a ntturtia do mal, cujo re-
sultado seria provar nconleslavelmenle : Que lulo
cura !
O ungento he til mais particularmente aot
seguintes casos.
matriz.
Alporcas.
Caimbras.
Callos.
Canceles.
Corladura.
Odres de cabe}.
da costa.
dos membros,
Enfennidade* da cutis
em geral.
Enfernidadcs doanus.
Erupces escorbticas.
Fistolas no abdomen.
Frialdade ou falla dt ca-
lor as extremidades.
Frieiras.
Gengivss escaldadas.
lucharoes.
Inflaminacao do ligado.
Lepra.
Males da* pernal.
dos peilos.
deolbos.
Morriedu,asde repli*.
Picadura demosquitec
Pulmoes. t
Queimadelis.
Sarna.
Supurajes ptridas.
Titiha, era qualquer pes-
te qne seja.
Tremor de ervo*.
Cceras na bocea.
do ligado.
das arliculaeot.
Vea* torcida*, oa soda-
das as pernas.
da bexiga.
Vende-se este ungento no estabelecimento ceral
de Londres,n. 2H,.s'/ru,e na loja de ledos bo-
ticarios, droguistas e oulras pessoas encarregadasde
sua venda ensatada a America do Sul-, Havanae
llespanha.
Vende-se a 800 ris,cad hocelinha, eonlm urna
inslruicao em portuguez para explicar o modo de
fascr uto desle ungento.
O deposito geral he em cata do Sr. Soum, phar-
maceutico, na roa da Cruz n. 22, em Pemam-
buco.
IECHAHISIO PIBA EI6E-
IHO.
NA FUNDICAO DE FERRO, iX) ENGE-
NHEIRO DAVID W- BOWNIAN, rtA
BA DO BRUM, PASSANDO O cA-
FARIZ,
lia sempre um grande torlimeoto dos seguintes ob-
1'eclos le niecliaoismos proprios tiara eufeenhos, a sa-
ier : iiioindas e meias moendas da mais moderua
conslr ucc* ; taita* de ferro fondido e batida, da
superiar qualidade* de lodosos lmannos; rodas
denudas para agua ou animaes, de (odas as propor-
{orf; crivo* e boceas de forntiha a registros de *o-
ero, agailhoes, bromes, partfosos e envilhoet, moi-
nho do mandioca, etc., etc.
NA MESMA FUNDICAO.
se execntam toda aa encommendas com a superio-
ridad* ja conhecida, e com a de\jda jirealezu e com-
modidadrem prtep.
Mil URO FVFHDIAD UfnUTDnn
tu inn


41'
OIUIO DE KIIMIBUCO SBADO 22 DE SETEMBRO HE 1855
\
CONSULTORIO DOS POBRES
SO 1UA NOVA 1 AMWAVL ttO.
manh5,D!rZ,-^: L.0bq "owdconMlla. homeopathiaujg,,.,, dias o pobra, desde 9 horas da
manhaaalomeodia, e em cuso extraordinarios a qualqeeffcoTado dij ou traite
Offerece-te igualmente pura pralicar qaalquer operario dH xaiT promptamente a qual-
quer mulher que esleja mal de parlo, e cojisc.rcumstaucia alo perraWB pagar 'ao medico.
no mwam do dr. p. a. lobo ioscozo.
50 RA NOVA 50 WR
VENDE-SE O SEGDINTE:
inual completo de meddiciua homeopathiea do Dr. G. H. Jahr, traduzido em por
Dr. Mascozo qualro volume* eucadernados em dons e acompanhado da
ermf de medicina, cirorgia, anatoma, etc., ele....... 209000
le de toda* as que tratara do estudo e pratica da homeopathia, por ser a nica
ffilWKHi DO EM ESTADO DE SAUDEconhecimenlot que nao podem dispensar as nes-
2" ^TJZJ^JJ'J'I1 da ">"" medicina, inleressa a todos oSP meLosque qaUe^n
\ZSZESc.T, CL Bnahhne,D8nn' e Pr me,mos se "ncerD da verdade d'ella: a lodos os
^,rrT ?u o^?r l n5^ r V *laolonRe dos recursos dos mdicos: a lodosos capiliesde navio,
2TodoTVl', de fJLu??."" de."CUd'r qi""qoer incm"><*<> ou de seos tripul.nles:
i "T e"cnanlae,"< oue Mra seropra podem ser prev.nidas, sao|obriga-
dos u prea r inconi\nentt os primeiros soccorros em soas enfermidades.
h~mtSSL ,?1niPallw Irsducsao da medicina domestica do Dr> Hering.
*JS?ZZ*?T me grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina
d,Sl*Bi^0iOT^deu^ic,2'elra'Bi'aBtoini.1ele.te.. encard.nado'. ". '.
eiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo secuto n; nratira da
estabetecimeolo se lisong.ia de te-lo o^^bemTn.ad'o^ ve. e
ida hoje da grande supenondade dos seus medicamentos.
Moneas a 12 tubos grandes...... ^
Boticas de 24 medicamentos om glbulos, a 10, 12 e 158000 r.'
Ditas 36 ditos a } "*~"" .
ditos a .....
ditos ....'''**'
Dita 1U ditos a .....'. |.....
Tubos avulsus..............'.'.''
Frascos de meia onea de lindura. ; ] ', '. ', ,' ," "
Ditos de verdadeira linduia a rnica.....
a na tempre venda grande numero de'tubos' de
109000
39000
na pratira da
89000
vidro para medicamentos, e aprompta
de e por presos muito commodos.
cryslal de
. 609000
. 19000
. 29000
29000
diversos laraanhosj
_ __ fc ,11:,lai uo uiYefMis lmannos,
qaalquer encommenda de medicameuloscom loda a brevida-
TRATAIENTO HOMOPATHICO.
Preservatico e curativo
DO
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundido de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendag de cannas todas de ferio, de um
modello e construccao muito superiores
Almanak de iembranras Luso-Brasileiro
4. MU, MNTISTA, 8
9 ciiDtiuua a residir n,i ra Nova o. 19, primei-
em ro andar. *
HMIM>MM
os livros de homeopathia em francez, sob
todas de sumira importancia
ihnemanii, tratado das molcHtias chronicas, 4 vo-
lumes............. 2030U0
Has dos meninos.....69000
ering, homeopathia domestica.....79000
pharmacnpealwaMopathica. 69000
al, 4 volumen .... I69000
vosas.......69OOO
a pe'1-.......89000
Bomeopalhia, 2 volumes I69OUO
^^^te completo das molestias
dos menino;..........
1 maleria medica homeopathiea. .
loutrioa medica homeopathiea
Clinca> dnSteeneli .......
Catling, verdade da homeopathia. .
Diccioi sleu.......
Altlas completo de anatoma eom bellas es-
uiipas coloridas, coutendo 11 descripcao
as parles do corpo humano ^
iosestes livros no consultorio homeopa-
. l.obo Moscoso, ra Nova n. 50 pri-
roeiri' sudar.
lOJOOf,
89000
79000
69000
49000
109000
309000
Uegario Ludgero; Pinho,
cele da roa deS. Francis-
' o sobrado de dous anda-
naro, (mando novo.)
<|ue un
gel n.
notiati
LA DE LATIM.
snte Ferrer de Albuquer-
ba aula para a rita do llao-
s continua a recober alum-
ternos desde ja' por mo-
uno he publico: quem se
r deseupequenoprestimoo,
ir no segundo andar da refe-
* quulquer hora dos das uteis.
! p DEHTISTA PRARCEZ. :
Faulo Gaignoux, dentista, eslabelecido na
ra larga do Kosario 11. 36, segundo andar,
m collocadentescom a pressaodo ar, e chumba #
W dtntes com a massa adamantina e oulros me- s
laes. X
SfflIEfPHBEBgBEMW^E E8Q
Osolicilador lomillo Augusto tTormn da
Silva, mudou a sua residencia para a ra da
Camboa do Carmo n. 38, primeiro andar, on-
de poda ser procurado para os mislerer de
sua profissao, bem como no pateo do Colle-
iplorio ^lolllm.Sr. Or. Fanseea.
Est a sabir a luz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO HEDICO
HOMEOPATHA.
EXTRAHIDO DE RUOFF E BOEN-
NINGHAUSEN E OUTROS,
o posto em ordein alphabelica, com a descripcao
joreviada de todas as molestiss, a indicacao phvsio-
logica ctherapeulica de todos os medicamentos Iro-
meopalhiros, sea lempo de aetfo e concordancia,
seguido de um diccionario da significacSo de todos
os termos de mediana e cirurgla, e posto ao alcance
das pessoas do povo, pelo
Wf. A. J. DE MELLO MORAES.
&uDscreve-se pra esta obra no consultorio homeo-
pathico do Dr. LOBO MOSCOZO, ra Nova n. 500
primeiro andar, por 59000 em brochura, e 6900,
enosdernado.
i de Almeid Soares de Lima n
rnadoa a sua residencia pata a roa da ft
n sobrado amarelle o. 21, segando au-
'-#9
arel A. R. de Tones Bandeira. actual
Ungua franceza no (iymoalid desta pro-
vincia, contina uo ensino particular desla sesma
ngua, e bem assim da lingu.i ingleza, rhelorica,
e philosophin ; e paramis facilitaroes-
algamas destas maleii; preparatorias quel-
iue nao postan) trequenlar sua aola as
ns em seu aaleriores auuuncios, pro-
p>e-sa abrir um curso das dua linzuas ootro de
cao potica, sendo os dous primeiros das 5
a da larde al as 7 Ira da uoile, e o se-
guado de hora al as 8 : quem quizer malricu-
1 rj^j m .1aa,1oer om desles canos, pode procura-
k"^ j M casa de saa residencia, na ra Nova,
sobrado o. 23, segando andar, onde lambem prose-
gue no entino destas mesmas disciplinas e das oulras
as horas j desde o principio aonunciadas para
aquaUetqueenUo ai poJerem etludar. propor-se-
ha ignalmenle a abrir corsos de philosophia, de geo-
Esloria noite, qnaado para laes ettudos
ente de alumnos, a contar do
l.de selembro em dianle : e protesta continuar a
cumprir Uo eiacUmentt quanlo lhe Or possiyel os
rio.
.'UMJ&CAr DO IP8TITHT0 B0-
HEePATHlCO DO BRASIL.
THESOURO HOMOPATHICO
OU
VADE-MECUM DO
HOMEOPATHA.
Ihodo eoncito, claro e seguro de cu-
pathicamenl* toai as molestias
1' 'i' humana, e parti-
i que reinam no Bra-
segundo os melhores Irata-
e homeopathia, lauto europeos como
>r. Sabino Olegario l.udgers
obra be hoje recouhecida co-
inor de todas que tratam daappli-
f *C8*> homeopathiea no curativo das mo-
0 cariosos, principaluienle, nflo
^^^Var om passo sesuro sempoasui-la e
, r'' >s puia de familias, os senho-
eagenho, sacerdot, viojanles, ca-
j pitaes de navios, sertanejot etc. etc., devem
to-U i3o para occorrer promplsmeole a
qualqaer casode molestia.
oot volumes em broehura por IO9OOO
" encaderiiadot ll|O0O
venl*yncameoteeni catado autor,
ilo Amare n. 6. (Mundo No-
NA MESMA GASA.
lados medica-
rjMotos hoBwopathicos proparadot tob as
tls^mmediai.. do aalo,-,Hpor preces va-
dot medicamentos, tamaoho do* lubos
! riquezadari cai\
iiedicameoto(,d 12a2000O
l9a25eo
189 a 309000
a5na 489000
30a 609000
*5 a 9000o
laoati
Falque.
RA DO COLLEGIO N. 4.
Recebeu-se pelo ultimo nsvio viudo de
Franca, os segulnles objeclos :
Palitos de panno prelo e de cor, forrados
de sed. de IstgOO para cima.
Ditos de laa de cores muito lindos.
Ditos de alpaca prela de 69 a 10000.
Ditos de brim branco o de cores de 9500
para cima.
Calca de casemira prela fina a 109000.
Ditas de dita de cores de 69 a 99000.
Ditas da brim de cor e brancas de 39000 a
5B0O0.
Calcas, colleles e palitos de casemira mes-
dada.
Vestimenta complela de diversa cores.
(.olleles de selim, fustao e casemira.
Palils de ganga muilo superiores.
Ditos de seda de superior qualidade, cla-
ros e escoros, de IO9OOO IO9OOO.
I drande torlimenlo de mallas, saceos com
mala e saceos de tapete para viagero, sobre-
tudo de lila para sabidas de baile, thea-
Iro, etc.
E grande quaulidade de chapeos de sol de
seda e depahainho, tanto para hometn como
para senUora, e baleias para vestidos e espar-
ijUim de senhoras.
~.^J**' R'Deiro' medico, contina a residir na
roa da Cruz do Recife a. 49, segundo andar.
COMPRAS.
Cmprate um escravo que nao techa vicios
achaques, e que sejo de boa conducta, inda que
wja muco: adatar na ra do Collesio o. ->\,
primciro andar. B '
> Ao.sOOOaarroba.
' Compra-se etl'ectivamento selw em ra-
ma era poroes, de arroba para cima : na
prica de sabo ra Imperial.
VENDAS.
iti
.Cait uma.ti ierr*ritm^
tam os ,ne.l icamen loa proprioe para o eho-
Ativa *n rusnni -um i i-
Oracao contra a peste e o cholera-
morbus.
Acha-se venda na livraria n. 6 e 8 da pnce da
independencia om folhetinho com diOerenles ora-
coes contra o cholera-morbos, e qualquer outra pes
ie, a so rs. cada om.
. .v*n^e:e janeo bom, por preco commodo : na
ra da Cadea de Santo Antonio n. 18. Na mesma
casa empalham-se obras com brevidade.
Vende-se a casa de sobrado de dous andares da
ra do Rangel n. 20 : os pretendentes dirijam-se a
ra Augusta n. 94, confronte ao chafariz, Valar da
compra.
Ao barato.
Vendem-te sapalf.es deNantes para homens e me-
nino, pelos diminuios precos de 39-200e 29800 o
: na ra do Amoriin u. 47, e paleo da Ribcira,
laberuan.l ; tembein lia chales de mermo prelo
muito hopa a 2500 cada um, na mesma casa da ra
do Amonro n. 47.
MAW, ESCRIPTORIO DE RO-
SAS BRAGA & C, RA DO TRAPI-
CHE N. 44.
Tem para vender um completo sorti
ment de taixas, moendas e metas moen
da* mra pnounl,n -j 1 > vende-se na agencia hvrar a 11. 20 d
las pj ngenho, cuja supe.rtoridade ja' Collegio, onde se acham lambem os v
ne Dem conhectda Jos Joaquim
nho desta provincia tdos da Parahiba c
dasAlagoas, desde quando taes objeclos
do mesmofabricante eram ven.didos pelos
Sr*. Me. Calmont-CdesU pra4a.
PUBLICACA'O COROGRAPHICA.
Esta'' venda na livraria classca n. 2,
no pateo do Collegio, a obra intitulada .
Breve Noticia Coroerarjhica dn lm,u,r!n '"eoas lisas cor de rosa, amarella, bitnca mnit
de Rrasil ? ^ P! o-\ '"r^r'O aWa eazul claro, de muito boa qualidade e com (re
f3"1. escripia em 18o*; e roga-se qowtas e meia decovado de largura, sendo tamben
aOS Org. g[0nant mu. t,>..!.__ L_ 0 preco mais COmmodo do nn> m nnlra nuiU.,
residencia para a casa contigua n. 45 no se- a
I -tt-^S&riCV^^ I d8de "-and;7bu'scl7o; seus exempla-
tmalimmmJSK S f6*- n armaze1 de -'tes da ra do Col-
lliHiififfi |jegio n. 15-
aos Srs. assignantes crue t-nham a non pres mais colnmodo do 1u* "em outia ,
h.l.. X....2._______ Parle ". *s|m como lamhem reeebea pelo mesmo na-
Cobfe para forro de 20 at 24 on-
cas compi-egos.
Zinco para forro com pregos.
Chumbo em barrinhas.
Alvaiade de chumbo.
Tinta branca, preta e verde.
Oleo de linhaca em botijas.
Papel de embi-ulho.
Cemento amarello.
Armamento de todas ns quali-
dades.
Ai-reios.prra um" e dous ca-
vallos.
Chicotes para carro e esporas de
ac prateado.
Formas de ferro para fabrica de
assucar.
Papel de peso inglez.
Champagne marca A & C.
Holun da India, novo e alvo.
Pedras de marmore.
Velas stearinas.
ranos de gabinete de Jacaranda',
e com todos os ltimos mclho-
ramentos.
No armazem de C J- Astley & C.
na ra da Cidria.
C. TARR & C
respeitosamenleannunciam que no seu extenso es-
tabclecimento em Sonto Amaro,couliiiiinin \ fabricar
com a maior perfeicao e promptiddo, loda a quaida-,
de de machinismo para o uso da agricultura, na-
vegado e manufactura; e que para maior commodo
de seus numerosos freguezes e do publico em geral,
teem aberto em um dos grandes armazens rio Sr.
Mesquita na ra do Brom, atraz do arsenal de ma-
rnha
CHOLERA MORBUS.
PELOS DRS.
. C3MHK^?fc..R.CSJfs3 m^Z ~M -q^_xai* -r
i^urslruecio .o f so poder curar desta eofermidade, adniiiiisIrandoTs^medios Tui, enieazes
mvsm** recorre ao medico, ou mesmo para cura-!a inuependenle des.e" ,'os Jr
TRADUZIDO EM PORTUGUEZ PELO DR. P. A LOBO MOSCO/O W,rn'das D0 dUo """-'ecimenio.
o homeopath.co o nico que tem dado grandes resullados no curativo desla hnrri
Igamosa proposito traduzir estes doosimportan.es opsculo,^em hn.ua vernacu"
uar a sua leilura a quem ignore o francs. ""ios em ungua vernacu
ament no Consultorio do Iradurlor, ra Nova n. 5, por 2^)00 rs.
DEPOSITO DE MACHINAS
AI li achara o os compradores um completo sor l-
menlo de moendas de caima, com lodos os melhora-
meutos (alguns delles' uovot e originaes) de que a
experiencia de muilos anuos tem mostrado a ucecs-
sidade. Machinas de vapor de baiza e alta pressao,
taixas de todo tamaoho, tanto batidas como fundi-
1as, Carros de mo e dittk para condiuir formas de
assucar, machinas para Ver mandioca, prensas pa-
dilo, fornos de ferro balido para farinha, arados de
ferro da mais approvtda construccao, Tundos para
alambiques, crivos e portas para "forualhas, o uina
inhnidade de obras de ferro, que seria enfadonho
enumerar. No mesmo deposito existe urna pessoa
mlelligente e habilitada para receber todas as en-
commendas, etc., etc., que os annuncianles contan-
do com a capacidadedesuas odicinase machiuismo,
e pericia de seus ofticiaes. se compromcllem a fazer
execular, com a maior presteza, perfeirflo, e exacta
cooformidade com os modelos ou desenios.e inslruc-
iOes que Ihes kirem fornecidas.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundir^ao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
ra do Brum logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Maiinha ha' sempre
um grande sortimento de taiclias tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e era' ambos os logares
existem quindastes, para carregar ca-
noaSj ou carros livres de despeza. Os
precos sao' os mais commodos.
ARADOS DE FERRO.
^ Na fundicao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara
dos d ferro de --s-rir- qualidade.
Attenco.
Vende-se urna casa terrea edificada de niadeira e
tupio, com 36 palmos de largara, na estrada de Joo
1-ernaodes Vira, na Soledade confronle ao sitio dos
leoes, tendo dita casa um grande sitio lodo extrema-
do de cerca de limao, sendo a sua extenso de ,100
palmos, e largura 100 dilos. o seu terreno
coutendo urna grande quaulidade de arvor
diferentes qualidades : a pessoa que precisa
ja-te a mesma casa a qualquer hora do dia,
achar com quem tratar.
7- Vende-se urna porreo de calcado mu.
duzas de bezerro de lustre, 5 dilas de carneira, por
preco muito commodo : a tralar na ra ealreila do
Rosario n. 31, com o Sr. Jos .Moreira da Silva.
Ma ra larga do
ROSARIO H. 38,
vendem-se caixinhas com 12duzias de pennas de seo
muito hau, com bico de langa a lSOOO cadp urna."
CHAROPE
DO
BOSQUE
O nico deposito contina a ser na botica de Uar-
tholoineu francisco de Souza, na ra larga do Rosa-
rio n. 36; garrafas grandes5500 e pequeas 3#000.
IMPORTANTE PARA 0 PUBLICO.
Para cura.de phtisica em lodos os seus diOerenles
graos, quer motivada por constiparles, losse, aslh-
ma, pleuriz. escarros de sangue, dr de costados e
peito, palpitado no coraoao, coqueluche, bronchile
dr na garganta, e lodat at molestias dos oreaos pul-
monares.
Em casa de Timm Momsen di Vinassa,
pracado Corpo-Santo n. 13, ha para
vender.
Um sortimento Completo de livros em
raneo, vindos de Hamburgo.
VARANDAS E GRADES,
Um lindo e variado sortimento de modellos para
varandat e gradaras de gosto modernisaimo : na
fundir.in da Aurora, em Santo Amaro, e no deposi-
to da mesma, na ra do Brum.
NAVALUAS A CONT ENTO E TESOUBAS.
Na ra da Cadeia do Recife n. 48, primeiro an-
dar, escriplorio de Auenslo C. de Abrcu, conli-
uuam-se a vender a 88000 o par (precn fixo, as j
bem conhecidas e afamadas navalhs de barba fcilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na exposirao
de Londres, as quaes alm de durarem eilraerdina-
riamente, nao sesentem no rosto na acc,io d corlar ;
vendem-se com a condicao de, nao agradando, po-
derem os compradores devolvc-las at i.i diasdepois
pa compra reslilnindo-se o importe. Na mesma ca-
sa ha ricas tesourinhas para unhas, feitas pelo mes
rao la ncanle.
Vende-se um eacrava crioula, de 18 a 18 an-
no: na ra da Cruz do Itecife n. iti.
He chegada & ri-
CA FAZENDA DENOMINAIIA,
Milimle,
oue por seu rico guttr e pela qualidade, n5o deixa
de gradar ; loda de seda c laa, pelo b.iralo prejo
de 6JS50I) o corle, com 13 covados e mel : ns rna
do Queimado u. 38, m frenle do becco la Congre-
gajao.
\ ende-se nm melhodo do flauta com pouco
uso : no Passeio Publico, loja o. 9.
Attenoao^ao novo sortimento de fazenda*
baratissimas.
Novas chitas de cores seguras e alguinas de pa-
droes novot a IbO, 180, 200, 220 e ->U) o covado,
cortes dechita de bonitos desenhos. padrdes inteira-
menle novos, eom 13 covados por 3, rimados fran-
cezesfinosa40e26")ocovado. cassai francezaa do
cores, padre* bonitos e delicados a 600 rs. a vara,
novas inelpomenes dt quadros de cores a 640, 720 e
800 rs. o covadev ha nburgo fino, de bou qualidade,
para lencoes, ceroulis e toalhas a 98, 98600 e 108 a
peca de 20 varas, novo panno lino para lencoes, com
maisde2\aras dejrgura a 25210, chales de laa
randesde cores barra a 55500, dilos de case-
mira linos e muito bonitos de cores com barra por
83, setim preto macu superior, proprio para vesti-
dos e colleles, por prejo que em particular se dir,
chales de seda grandes e pequeos, e outras multas
fazendas, que a dinheiro visla se vendem por ba-
ralissimosi pre<;os : na ra rta Cadeia do Recife, loia
u. .t, defronlo da ra da Madre de Dos.
\ endee para fra ou para o mallo urna cria
oula recolhida, sem vicios nem achaque, boa figu-
ra, com 20 anuos de idade, cozinha o diario de ama
casa, lava de sabo a barrella, e enaoinma, ludo
minio bem: Irata-se com Victorino Francisco dos
santos, na ra Impeiial o. 174.
Vende-se rap jrinceza de Lisboa, ohegado l-
timamente em frasca : na ra da Cadeia do Recife
n. 41
Vende-secogn,c da mclhor qualidade: na ra
da Cruz u. 10.
Clially.
Vende-se cbally para vestidos, fazenda mu supe-
rior, pelo clunftulo prec de 800 e 900 rs, o covtdo ;
na ra do Queimado n. 33 A.
. Vcnde*e Jim lindo crioulo muito stdio, de
11 aonos, com principios do sapateiro, e muilo pro-
prio para pagem : na ra do Livrataenlo loja n. 13.
Vendem-se 5 eicravss crioulas, sendo 1 com 2
crias, 1 de 2 annos, e oulra de 4 mezes, I dita opli-
nia engoinmadeira, coslureira e labyrullifra, 2 sem
habilidades, e 1 ni grinha do 6 annos : na roa de
Hortas n. 60.
Vende-se uina escrava moca, boacos-
tureira, faz labyrintho e cozinha : na ra
do Cabuga', loja de miudezas da aguia de
ouro. *
Vendem-se lonas larga e eslreilas, por preco
commodo : em cosa de Fox Brothers, na ra da Ca-
deia do Recife n. (B.
Vende-se diccionario das arles e manufactu-
ras em fraucez, 2 volumes; obras do padre ventura
o Lacordaire, volumes truncados, por menos do seu
valor ludo : na ra do Queimado, loja d miudezas
n.25.
Vende-so meia legoa de trra quadrada para
as parles do Bonito : quem a pretender, riirija-se a
ra das Cruzes o. 29, que se dir quem faz o nego-
cio.
Para acabar.
Vende-se merinos em peca e a retalho,
de muito boa qualidade por seren fran-
ceses, coutras fazendas por precos muito
baratos; na ra do Rangel n/54A
atraz da matriz da Roa-Vista, n. 13.
Francisco da Cruz, vende no
ileciment, no corredor do bis-
;ado, e.tambem vende milho
nao vende a mistura de m-
irrado ; o que faz certo aos
po, ca
torrado,
Iho e cafe
seus freg
Em casa de Timm Momsen dl Vinnassa,
praca do Corpo-Santo n. 9, h$ para
vender :
Cemento romano em barricas, chegado
ltimamente de Hamburgo.
Almanak de Lembrancas Luso-Brasileira," ~ Vende-se cha p^eTosupe
.. canas de vinle e tantas libras :
para 18o6.
1 volme em 32, com 384 paginas, 426 arligos e
126 gravuras, por Alexaodre Magno de Castillio__he
o 6. volme, he urna peqoenina encyclopedia
principiada em 1851, e a que nao he cslranho nc-
nhum dos ramos dos conhecimentas humanos, pela
redac{Bo dos autores, cujas producoes, em verso ou
em prosa, honrara os pagiuas do Almanak de 1856,
e vende-se na agencia livraria u. 20 da esquina do
volumes doi
da volunte.
idaco
novaT Cali-
fornia,
Luyas de algodan brancas e de cores,
Aleias para menino, o par
Chapeos de sol de seda para homem
o par
120
120
38000
Barato admira-
vel.
Na ra do Queimado n. 33 A, vendem-se corles
de casemira decores, omelhor possivel, pelo baralo
preto de 48000. 48200 e 48400, igualmente vendem-
se chales de cbally, ditos de merino de todas as qua-
lidades, por baixos preces.
P ratos oces pateiite's
para conservar a comida
quene : vendem-se na pra-
ca do Corpo Santo, arma-
zem n. 48, de Kostron Ro-
oker #C.
OBJETOS PARA ARMADORES..
Vendem-se na ruu do Arnorim n. 41 sor-
timentos completos para armacoes deigre-
ja, carise anginhos, como sejm : volan.
tps de todas as cores, tuinas, galos de to-
das as larguras, espigutlhas, ilhamas, etc.
por precos baratos.
Josen.J8.com 2 saias, 2 qu.rtos. connla fiV,
ALNA VIVA
para vestidos de
SENUOUA A 640.
Pela barca Conte-Roger, vlnda ltimamente de
branca, cliegou urna faxeoda nova transparente, de
laa de quadros e de listras, que em Hamburgo he
fazenda da prsenle eilagte, do ultimo gotto para
vestidos de seuhora, que. a baplisaram com o nome
Alma Viva,vende-se pelo baralissimo prego de
bw cada covado : na ra do Queimado n. 21 A.
cavalloc.
modo : na ra Nova,
geois.
CASEMIRAS
de tuperior qualidade e bom goalo, vendam-se na
roa do Crespo n. 19.
A boa fama
jam
Na ruido Queimado nos qualro lanlos,' loja de
i'iudezas da boa fama o, 33, vendem-se ossegoinles
ibjectos pelos precos menciouados, e ludo de mui-
lo boas qualidades, a saber :
Duzia de tezouras para costara i 1$000
Uuzia de pentes para alar cabellos 19500
Pegas com 11 varas de lila lavrada sem defeilolQ200
l'ares de meias brancas para senhora 240
Pegas de lilas brancas de linho 40
Pegas de bico estrello com 10 varas 560 e 640
Carleiriohas com lOOaguihts, sortidat 240
Magos de corrijo para vestido 600
Caixas com clcheles balidos, francezes 60
Escovas finas para denles 100
Pulceiras encarnadas para meninas e senhoras 320
l.inlias brancas de nvelos n. 50, 60, 70 libra 15100
lOOO
16
160
100
:7o
280
280
100
40
50
100
320
200
80
160
Libras de lindas de cores de oovello
Grozas de bulos para carniza
Meadas de lindas uoissiraas para bordar
Meadas de lindas de peso
Carriteis de linhas finas de 200jardas
Crozas de boloes mnilo finos para caigas
Caitas com 16 novellos de lindas de marcar
Uuzia de dedaes para senhora
Suspensorios, o par
Macinhos de grampas
Carlas de alueles
Caixinhas com brinqnedos para meninos
Agulheiros mnilo bonitos com agulhas
Torcidas para candieiro, n. 14
Caixinhas com agulhas francezas
Babadusahcrlos de linho bordados c lisos, a 120 C240
Alcni de ludo isto outras moitissimas cousas ludo
de muilo boas qualidades, e que se vende muilissi
rao barato nesla bem condecida loja da boa fama.
AITEN AO' SRS. ECONOMI-
eos, cheles de familias
Na loja de 5 portas, que faz esquina para a ra do
Rangel, com a (rente para a do Queimado-, ha om
lindo sortimento de chales de merino, bordados, e de
varias.cores; com pequeo toqu de avaria, por 13o
barato prego que admira.
SUPERIOR FARINHA DE
MANDIOCA DES. MATJ1EUS.
A bordo do patacho nacional
AUDAZ, tundeado em frente do
caes do Collegio, se vende supe-
rior e muito nova faiinha de
mandioca, chegada agora de S.
Matheus. a precos commodos e
pai a porcoes: trata-se no escrip-
torio dos consignatarios Isaac, Cu-
rio & C, na ra da Cruz M 49,
primeiro and-jr,
w r--------- -----.. ^r, aenins infEiczes.
^@SSS-@-S@@S elogios patente inglez.
l>llll!IVI! n j_ **
POIKIER.
Aterro da Boa-Vista n. 55.
vende-so um carro de 4 rodas,
novo, muito eleganlc e leve, i
., ,.-^ dr novo modelo promplo a l'or
roi ao goslo do comprador, em casa de Poiricr.
Vende-se carue do terlao muilo boa, por pre
commodo : na ra da Praia o. 9.
Ce,
-------------------------------- t iiiuu viijcri y c
Vende-se um piano -lo Jacaranda com pouco Camas de ferro.
ti. tim harnn ita A i 1 n nm main m.iiIa n -----------^ J *
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-te na ra do Crespo, loja da esquina que
volta para a cadeia.
Moinhos de vento
ombombasderepnopar regar brlate baixa, m
decapim.uafundigadeD.W. Bowman : naru de
do Brum ns. G. 8e 10.
COGNAC VERDADEMO.
\cnde-te superior cognac, iva garrafas, a 1280C0|
duzia, e 1280 a garrafa : m roa dot Tanoeiros o.
' pr'ra^Jro?,,a.r.,^erro"le c o Trapiche Nevo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Beduzido de 640 para 500 n. a libra
m----------.o. u .' vinnn em pooco
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
. O. Bieber di Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
CAL DE LISBOA A 4^000.
Vendem-se barris com cal irgem de Lisboa, para
fechar conlas, pelo diminuto prego de 4*000 o bar-
ril : na ra da Cadeia do Recite, loja n. 50, defron-
te da ra da Madre de Deot.
Vende-se excelleule laboado de pinho, recen-
temenle chegado da America : na rni de Apollo
trapiche do Ferreira, a entender-se com o adminis
ador do mesmo.
A boa fama
. Vendem-se muilo bonitos chapeos de sol de seda
pequeos e cora molas proprios para meninas de es-
cola, pelo baralissimo prego de 3(000 rs. ; he cousa
Uto galante que quem vir nao deixar de comprar :
na ra do Queimado, loja de miudezas da boa fama,
CAL VIRCEJU.
A mais nova no mercado, por preco
muito barato: no- deposito drj ra do
Trapichen. 15, armazem de Bastos & Ir-
maos.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ha
para vender superior relroz de primeira qualidade,
do fabricanteSiquiralinhas de rorix e de nume-
ro, e fio porrele, ludo chegado pelo ultimo navio viu-
do do Porte, e juntamente viuho superior, fei*"
cm'pequeos barris de dcimo.
Vendem-se no armazem n. 60, da ra da Ca-
deia do Recife, de Henry Gibson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por precos
mdicos.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandioca
em saccas que tem um alqueire, medida
vclha por .".sOOO reis : nos armazens ns.
5,5 e 7, e no armzem defronte da porta da
alfandega, ou a tratar no escritorio de
Novaes & Companhia na ruado Trapiche
n. 34, primeiro andar.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vendem-se em casa de, S. P. Johns-
to & C., na ra de Sjenzala Nova n. 42.
Sellins inglezes.
Chicotes de cario e"de montar a.
Candiel ros e casticaes bromeados.
Lonas inglezas.
* Fio de sapateiro.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97.
VinhoClierry em barris.
venae-se um pijno de Jacaranda com pouco Lamas de ierro. redondas e de ponas, -
oso.um berro de dilo cm meio usado,e um porcao d v_j t j ... 'ludo de bom posto:
reodas da llha : na ra do Cabugi, loja do Sr." GoI> ~ ^?,le:SR a",em cuulie' do um 1UI^'. J10' Cruz u. primeircTanda
maraes, se dir quem vende. prego muito commodo : no armazem de Me. Cal- JL
mont Si Companhia, praga do Corpo Saulo n. 11.
Esiruiao de linho ihemsiio d\ fmriu de todo .
"vi OS SANTOS DA BAHIA.
*x svl...,v,lr^v Vend-sc em casa de N. O. Bieber & !!!*.W1 ""
c algodao,
mnilo superior, com II viras a pega, por 39500:
vende-fe na ru do Crespo, loja da esquina que vol-
ta para a ra da Cadeia.
ROBILAFFECTEUR.
nico auloruadu por decio do conttlhu real a
, defrel imperial.
Os mdicos dos hotpilaet recommendajn o Arrobe
de Laffecteur como teodo o nico auloritado pete
governo.e pela real sociedad, de medicina. .I,
t"T. 1. Bm 8*10 PlaVel, e fcil i lomar
1 tecrelo, esta em uto namaiinba real desde mais
SO annos;. cura radicalmente em pouco lempo,
^uVI" ITT' "m Inerea, as affecgoes do
elle, impigens.ts contequencias das tarnat, alce-
ras, e os .accidentes dot parto,, da idade critica, e da
acnmon.a herediUria dot humores; convni aos ca-
larrhot, a bexiga. as contraegoe., e fraqueza dos
orgSot. procedida do abato da, i.^ec on de son-
Lomo al!-syph.lico, o arroUeura em ponco
renciauv jvitcs uo ,zvvcuu,praga ae u. re-
-----ii.ooe rinde porgso
de garrafas grandese peqoenas vindas direetamenle
de Pari,, de can do dilo Boyveau-Lafleclenr 12, ru
Bicheo Parit. Os formlanos dae-se gratis em
casa do agente Suva na pre^a de l). Pedro, n- 82.
Porto, Joaquim Araujo ; Babia, Lima ci Irmios ;
Pernambuce, Soom; Rio de Janeiro, Rocha & Fi-
Ihot; el Moreira, leja de drofw; VilU Noa, ioio
Pereira de Magates Leile ; Rio Grande, Fran de
Paulo Conlo fiC.
Vendtjtn-se dou pianos fortes de
Jacaranda', construccao vertical, e com
todos os inelhoraraentos mais modernos,
tendo vindo no ultimo navio de Ham-
burgo: na ra da Cadeia, arroaz
I
n yrndAe~,t 5 b0m htm *MI nf>K Joo
Paute Cordeiro da brtca do Rio de Janeiro ; rap
este bem aceito peta toaxompoiieao e a< a Ihar-t
ao de Lisboa pelo seu bom aroma agradavel ; ven-
de-se de 25 libras paraeima.no deposo geral da roa
da Cruz, do Recite, casa n. 17, e en libra e a reia-
llio, naslojitsegn t Oo Recite,
Forlonalo Cardo edeia do
Recite, Jos GomWrLeal, Jot For
Porte, Thoaiv Fernandes da (
quiin de Oliveira ; becco da Cite
inos ; ra do Crespo, Joaquim leo
ra do Queimado, MagalhUes & Si
Souza ; ra Direila, Jos Viclor di Si
pleo do Carmo, Antonio Joaqoii
za ; roa' larga do Rosario, Vinva Di, Femands,
Manoel Jos Lopes, Barros & IrmSo ; aterro |da
Boa-Vltta', Joaquim Jos Dias Pereira, Jos '
daJsilva Pimentel.
NA BA DO CRE
toja n.
Vendem-se pecst de esguiio di
toa fazenda, pelo prego de 39300 a;
cambraia .le barrtBHHtot padroei
zenda, pelo preco de S0OOO e crtl
grvala a 1JB00 cada uro
S4, ha para
licamente
isito de fe-
res que se
Na ra do
vender barris de
fechados, propri
es; estes barris _
tm deseoberto para e>
e\halaiem o menor e^^H apenas pe-
zam 16 libras, e custam O luto pre-
co de 4|000 rs. cada um
Deposito W P;,Kne Chateaf^^l
(g| lidade, de proj
0 de Marcuil
A cife n.
Z de toda a
a 365000 rs. caj
nica
comte Feroii
B.Asi
os ro-
fazues. g
J
lingos de I
redondas e de pon I
ludo de bom po
Cruz u. 34, primeiro andar.
eslahelecida na ra do Crespo, loja junio ao arco de
,kao, AnUwo, no sobrado do commeodador Maga-
Ihaes Bastos, vendem- lras muilas, por pregos haralissimos :
Vestidos do cambraia com bailados 19000
Castas francezas de cores linas, u covado 120
Ctales de merino bordados i seda 28500
Palitos de riscado hilos em Paris 100
Dilos de gorgurSo brancos 39OOO
Chales de rede prelos e de cores 500
Merino preto lino, o covado 1;>600 e 20400
l.apim ou bombazina linissima, o covadu 800
Sarja preta hespanhola, o covado 19500
l.enQos de selim maciio e de gorgurae 2*000
Chapeos de fellro muilo finos 29000 ------- -" "" Mana tnogauo, -
Chales de ganga escarales 500 e 640 ''m corn. polassa da Russia verdadsira : na praga do
i.. r.nrnn Sanln n II
quinlal o cacimba": a tralar com oi dono"
do Carmo n. 3, taberna.
na Camboa
nT..y.en?e"Mj!J.nI,a de da mais nova
ted n.h^ hCebol^novasclie8adas ullimamen.
rt^J^O r. o ceulo : na Iravessa da Madre-de-
cimars^-"6' A85,D,' *ernln Se"a
..Jlia, era
- ludo a pregosNom-
modos uo escnploric de Matheus Auslin & Co
panhia, ra do Trapiche n. 30.
Moreira,
COM LOJA NA RA NOVA N. 8,
,___ te de receher pete ultimo navio francez lindis-
simas tedas lisas cor de rosa, amarella, branca muito
im
qualquer
vio um magnifleoasortimenlo de bolios de bezerro
francez para homem, que moilo devem agradar,
Unto pela qualidade como pelo teillo, cusiendo alm
de lado isto cada par 89OOO, pagote villa.
Barato que ad-
mira.
Lindos chales de barege, superiores aoi de meri-
no, tanto em gosto como por serem transparentes, e
muilo leves ; por Uso muilo propriot para a aclual
estacan : a elle,, antes que se acabem. senhores per-
nambucanus de bom josln : na loja do sobrado n. 8
da ruadoLivramente,
jPechincha para
Os bellos passeios do
campo.
Por meaos de seo valor .Iroca-se por ouro, prala,
cobre e sedulas, aindi mesmo tendo velhas, lindos
chales de merino bordados e de diversas cores, com
pepueoo loque de ai aria, pela diminua quautiade
'59000: na loja do sobrado n. 8 da ra do Livramento.
Com toque.de
eupiui.
AIgodo para saceos^: vende-se por prego com-
modo, na ra do Crespo, teja da esquina que volta
para a ra da Cadeia.
A38500
_ Vende-se cal de Lisboa ltimamente chegada, as-
lim como potassa da "
Corpo Santo n. 11.
Gheguem ao ba-
rato !! !
Caixas para rap imitando a tartaruga, pelo bara-
lissimo prego de 1J>280 cada urna : na rna do Cres-
po n. 6.
i
; Attenqao.
Conlinua-ie a veuder na ra da Cadeia do Recite
n. 47, loja do Si (Manoel) damasco de laa de duas
larguras, muilo proprjo para caberlas de cama e
pannos de mesa.
Cera de carnau-
ba do
ARACATY E ASSU'.
Vende-se em porgaoe a retalho, por menos prego
que em oulra qualquer parte, principalmente sendo
a dinheiro vala : na roa da Cruz, armazem de
couros e sola, n. 15.
POTASSA E CAL VIRGEH
No antigo to da ra da Cadeia do Recife, escriptorio
n. 12, lia para vender muito .superior
potassa da Russia, dita do Rio de Janeiro
e cal virgem de Lisboa em pedra, tudott
precos muito avoraveis, com os quaes i-
carao os compradores satiseitos.
Attenco ao seguinte.
Cambraia franceza de cores de muilo bom goslo a
<>00 rs. a vara, corles de cassa pretos de muilo bom
gosto .a 29000 o corle, ditos de cores com bons pa-
dres a 29200, alpaca de seda eom quadros a 720 o
covado, corles de laa muilo linos com 14 covados ca-
da corle, de muilo bom goslo, a 49500, lengot de
bico com palmas a 320 cada um, dilos de cambraia
de linho grandes, proprios para cabega a 560 cada
uro, chales imperiaes a 800 rs,, 19 e I92OO : na teja
da ra do Crespo n. 6.
Hrins devella : no armazem de N. O.
-Sieber & C, ra da Cruz n. 4.
^N Fazendas baratas.
Cortes de'casemira de pura laa e bonitos padret
a 595OO rs. o corte, alpaca de cordao muilo fina a
500 rs. o covado, dita muilo larga propria para man-
to a 640 o covado, corles de brim pardo de puro li-
nho a 19600 o corle, ditos cor de palha a I96OO o
corte} cortes de casemira de bom gosto a 2&00 o cor-
te, sarja de 13a de duas largona propria para vesti-
do de quem esli de lote a 480 o covado, corles de
fusto de bonitos goslos a 720 e 19*00 o corte, brim
Irangado de linho a 1$ e a 1?200, riscados proprios
para jaquelas e palils a 280 o covado, cortes de col-
letet de gorgurao a 39500 : na loja da rna do Cres-
po n. 6.
Vend-se em casa de N. O- Bieber
C, na ra da Cruz n. i, algodao tran-
cado daquella fabrica muito proprio pal
ra saceos de assucar e roupa para escra
vos, por preco commodo,
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor, Ra da
Senzala nova n. 42.*
Neste estabelecimento contina -a lia-
ver um completo sortimento de moca-
das e meias moendas para engenho,"ma-
chinas de vapor, e-taixas de ferro batido
e coado, de todos os lamaulios, para
dito.
Na roa do Vigario o. 19, primeiro andar, ven-
de-se terete novo, chegado de Lisboa pelobrigue lie-
peranra.
CAL DE LISBOA.
Vende-se cal virgem, chegada no ul-,
timo navio, por preco commodo, ssim
oomo potassa superior americana: no
depsito da ra de Apollo n. 2B.
FAZENDAS DE GOSTO
PARA VESTIDOS DE SENHORA.
Indiana de quadros muito fina e padret novos ;
corles de 13a de quadros e flores por prego commo-
do : vende-se na ra do Crespo loja da esquina que
volta para a ra da Cadeia.
CASEMIRA PRETA A 44?500
* 0 CORTE DE CALCA.
Vendem-te na ra do Crespo, loja da esquina que
volta para a ra da Cadeia.
Vende-se
Vende-se papel marfimpaq
DUo almajco sem ser pan lo bom
Dilai nsito boas, roza .
eles fines de 2 a 9 tolhat, a 240 e
I.apia linot enveruisade, riuiia
Wtos sem ser enver dutia
Canelas de m.irfim rauil
Capachos pintados para
Bengalas de janee ea^|
Oculos de armagdo
Ditos tkMitot de a_
Lunetas com arma;. .
Ditas de dita de bofa
Carteirai para algibei
Fivellas douradis pa
Espora tinas de mel.
Trancen*, pelos de
Tnleiros e Ciros t^-|
Caitaa riquptiroMfa/a
Carleiras propria*
roncadores deja*
Charuleirat de di
Meiat de laia _^
Escovat lioisiUnat
finissimas par barL ._.
res, meias pintadas ei
des, bengalas muito fina
propria para riscar
muilissimas cousas lu<
e q ne se vendem mais I
querparle : na roa do (
resma '39600
29600
19200
640
500
800
400
I9O0O
500
(00
iot 100 e 160
na,o par 500
""~|1|000 e 19500
39500
rtpeJfc. 39000
ICO
29M0
i 1 ihas
ise-
^^^Btida-

Velas de car-
nauba,
SIMPLES E DE COMPOSigAO.'
Na roa da Cruz n. 15, vendem-te ditai velas, de
6, 7,8, 9 e 13 por libra, em caixas de 8 at 50 libras,
ftbricdt no Aracaty, pelos melhores autores, por
menos preso que em oulra qualquer parle.
Farelio em [saccas de 5
arrobas a 5?000.
Farinha de mandioca
em saccas a 2$S00.
Tijolios de marmore a
520.
Vinho Bordeaux era
garrafoes a 19#000.
Ko armazem de Tasso
Ir mos.
LEONOR DAMBOISE.
Vende-se o excellente romance histri-
co Leonor d'Amboise, duqueza de Breta-
nha, 2 volumes por sOOO rs., na livraria
n. 6 e 8 da praca da Independencia.
$ POTASSA BRAS1LEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenhos os
seus bons effeitos ja' experimen-
tados: na ra da Cruzn. 20, ar- -
mazem de L. Lecc-nte Feront f|
O Companhia.
5
na bem conhecida teja
33.
de miudezas
nulos
(ama
Santos
Novaestsi
Trapiche n. 34 ara a ven-
der panno brica,
trancado, P^^^^^^^^^^^fl
roupa de escra

rs e aquetas, a 160
rerona J*
Vende-se urna batane romana eom lodos os
mus pertencet.em bom uso e de 2,000 libras : quem
pretender, dirjja-se a ra da Cruz, armazem n. 4.
Na ra do Vigr.o n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsan, redoma), schc-
tickes, modinbas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Na roa do Vigario n. 19, primeira andar, tem
i venda a tuperior flanella pira forro de tellius,
chegada recentemente da America.
ido de listi as
ira palitos,
o covado.
Vanda-tenarna do Craapa, loia da csqoinaque
Milla para a cadeia.
CORTES BE CASEMIRAS
DE CURES ESCURAS E CLARAS A 3*000.
Vendara-te na ra do Crespo, loja da eaqaina qne
volia para a roa da Cadeia. t
A Boa lama.
Na roa do Queimado, no* qualro cantos, loja de
miudezas da boa fama n. 33, vendem-se os segoinles
objeclos, ludo de moilo boas qualidades e pelos pre-
cos mencionados, a saber :
I'enlea de tarliroga para alar cabellos a 4J500
Dilos de alisar lambem de tartaruga 3}080
Ditos de marlira para alisar 1a400 V
Dilos de btelo muilo linos 300 e 400
Dilos imitando a tartaruga paralalar cabello 1|280
l.cquet foissimos a 2>, 35 e 4j000
Linda caixas para costura 39000
Dile para joiai, muito lindas a 600 e 800
l.uvat prelas de torca! e com borllas 800 i
Ditai de seda de cores e sem defeilo 190MI
Lindas.metes de sed de cores para crincs JWP
Meias pintadas fio de Escocia para enancas 240 e 400
Bandejas grande e finas 3J00O e 4000
Trancaa de teda de todas as cores e larguras e de bo- *
nite padroes. Otes finas lavradas e de todas as ter-
suras e cores, bicos finissimos de linho de bonito*
padroes e lodat ai larguras, lesoura* as mais finas .
qne he possivel encoulrar-se e de todas as qualida- V
des, meias e luvas de todas as qualidades, riqnissi- '
mas franjas branca e de cores com borlotes proprias
para cortinados, e alm de ludo islo outras muilissi-
mas consas ludo de bons goslos e boas qualidades,
que i villa do mnilo baralo preto nao deixam de
agradar aos Srs. compradores. *,
ESCRA VOS FGIDOS.
Dwappareceo no dia 17 de agoste crrante
Silos 7 horas da ooile, a prela Loorenra, de idade
i a 40 innos, ponco mais on menos, com os signses
seguinles : uro dedo da mo direita anchado, ma-
gra, tem marcas brancas oat dnas pamas, levoo ea-
misii de aiKodaozmlio, vestido de chita roa, panno
lino, e mais urna trenza de roupa : roga-se a todas
as autoridades policiaes ou capilaes de campo que a
apprehendam levem seo tenhor Joao Leile de
Azevedo, na praca do Corpo Sanio a. 17, qne tera
bem recompensado.
_____________________j______S-----------
PERN.: TYP. DE M. F. DE FaRIA. 1855


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