Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00669


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Full Text
AUNO XXXI.
SEXTI FEIRA 21 DE SETEMBRO OE 1855
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
Por auno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO DE
ENCAHRFAiADOS DA SUBSCRIPCAO'-
Recito, o proprietario M. F. de Faria ; Rio de Ja-
neiro, u ir. Joo Pereira Marlini; Bahia, o Sr. O-
Dnprad ; Macei, o Seuhor Claudino FalcSo Dias ;
Parahiba o Seahoi ervazio Vctor da Nativi-
pade ; Natal, o Sr.Joaquim Ignacio Pereira Jnior;
Aracaly, o Sr. Antonio de Lemos Braga; Cear, o Sr.
Joaquim Jos de Oliveira ; Maranho o Sr. Joa-
quim Marque Rodrigues ; Piauh>, c Sr. Domingos
Herculano Ackiles Pessoa Ceareoce; Para, oSr. Jus-
tino J. Ramos ; Amaionas, o Sr. Jerooymo da Costa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 3/4.
c Pars, 350 rs. por f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 por 0/0 de rebate.
Accoes do banco 30 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par. ,
da companhia de segaros ao par.
Disconto de lettras de 7 a 9 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oneas hespanholas* .
Modas de 69400 velhas.
de 69400 novas.
> de 49000. .
Fraia.Pataees brasileiros. ,
Pesos eolumnarios, ,
mexicanos. .
29*000
16*000 Ca
16DOO
99000
1940
1940
19860P
PARTIDA DOS CORRElOS.
Olinda, todos os das
ra ni, Bonito e Garanhwu nos das 1 e 15
Villa-Bella, Boa-Vista, ExiiOurieury, a 13 a 28
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras
Victoria e Natal, as quinta i-feiras
PREAMAR DI! IIOJE.
rimetra 0 30 minutos da larde
(Segunda 0.r>4 minutos da manhia
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundasequintas-feiras
Re ac o, tercls-feiras e sabbados
Fazenda, quartas e sabbados s 10 horas
Juiz do commercio, segundas as 10 horas e as
quintas ao meio-dia.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas
1* vara do civel, segundas e sextas ao meio
2* vara do civel, quartas e sabbados ao meio
d
EPHEMERIDES.
Setembro 3 Quarto minguante as 6 Was 3 mi-
nutos e 49 segundos da manha.
11 La nova as 8 horas, 31 minutos e
49 segundos da manha.
19 Quartocreseente as 5 horas, 20 mi-
nutos e 14 segundos da manhia.
25 La cheia a 7 horas, 5 minutos
35 segundos da tarde.
FUTE OFFICUL
das da semana.
17 Segunda. AsChagasdeS. Francia. .
18 Terca. S. Jos Cu peni no I. ;g, Thomaz.
19 Quarta. S. .(anuario b. m. ; S. Nilo b. m.
20 Quinta. Ss. Prisco e Glycerio mm.
21 Sexta. S. Matbeusap. e Evangelista.
22 Sabbado. S. Mauricio m ; S. Digna v. m.
23 Domingo. 17. S. Lino p. m.; S. Tech v.
v. m. : Ss. Poiyxina e Xampita mm.
MINISTERIO DA FAZENU\.
Expediente dodia'21 de agosto de.1855.
A'Ihesuraria do Cear>, communieando que,
havendo sujeilado u decisa do ministerio da juslica,
por ser da sua competencia, a soluco das duvidas
pnposlas pelo procurador fiscal da mesma ihesu-
raria ero seu olficio n. 25 do l. de jnlho ultimo,
declarou o mesrau ministerio: quanto primeira
davidn, qiM, combinadas as disposicoes dos arls !).i,
108 e 109 do regiment das castas, resolta eviden-
te qee pelas cilacoes e InlimitcAes que os es-
oalinefle fizerem dentro das cidadei e
lis, as quaos nao gastarein qojlro horas, niio
bar ni ais de 1$; mas que se ellas fbrem
eitas wn distancia maioi da duas leguas, ou cm me-
nor dista de, com as demoras de que trata o art.
r ser difficil encootrarem o citando, on por se
litar, devera vencer a e*t>rd-e caminlio que
l^jtrt. 108, como expressameute de-
i: e que pelo que respeita segn-
u-se ao aviso do dito ministerio
o, do quat ja leve conheclmen-
l na ordem n. 31 de 6 do torrente
ve de soluc.Ho.
leticia deSanla-Calharina. O Mrquez
residente do tribunal do [liesouro na-
Bdendo ao ofllcio do Sr. inspector da
le Santa Catharina n. 8H, de maio ult-
lecompaoha o processo do habilitarlo de I).
Carolina de Almeida Coelho, I). Julia Cn-
V* Almeida Coelho e D. Auna Amelia de Al-
aeida Coelho para perceberem a parle do sold que
Ibes compete como fllhas do finado alteres reforma-
do Honorio Francisco de Almeida Coelho, declara
'que nao se pdera mandar passar os litlos que ai
habiiitaudas implorara, por nao estar provado que
sejam ellas as nicas filhis do casal, e que nao eirs-
tam fthoi menores de 18 annos.
uto que oo documento apresen lado como f
de olficio se declare que a antignidade desse falle-
cido alteres reformadu deve ser contis de 11 de
novetnbro de 1817, em que passou a alteres de mi-
licia*, nao pode essa simples declarado ser havida
por authenlica, desde que Dio se nota a dala da
ordem ou consulta porque foi conferida a merc,
nem a autondade que a concedeu ; o que he indis-
pensavel, porque, a nlo se contar essa anti-
gnidade nenlium direilo ten as habilitadlas ao
meio toldo de seu pai, qa, se nbteve reforma
eso o respectivo sold, contando menos de 20 annos
le servido, foi sem duvida em virtude da le de 20
d setembro de 1838. Deve, pois, o Sr. inspector
timar s habiiitaudas para salisfazerem dentro de
um pesio razoavel a ludo qaanto fica ponderado,
eob pena de ser supenso o meto saldo de que gozara.
Deve, Analmente, o mesmo Sr. inspector seguir nos
procseos desla uataraza a pratiea observada em to-
das as mitras Ihesourarias, de exigir das pessoa que
ao habilitaren), oueertidao pastada no Ihesooro de
que nilo percebem penso alguma por qualquer ti-
lelo, ou nanea, de epresentarem esse documento
aun um praao nunca maior de 6 mezes.
-r- A' de S. Padro, declarando que, sendo poseo
(reta a prova produzida na habilitarlo de D. An-
Joaquina Pereira Braga, cujo processo remellen.
erceber o meio sold de seo finado pai o le-
ronel graduado Manoel Joaquim Pereira
a. deve enviar ao Ihesouro1 copia do testamento
Ir futo neln dito teiien(e-cnrouel,ade que trata
lamaoha que jurou no referid processo, e fa-
hnda qae satisfar de um modo
ediees qoe a le estabelece para
TERIO DA GUERRA.
Peas-alo 1634 4eSdi setembro de 1856.
Estabelece que as promocOet que te fizerem para
prtenchiment das vagas que se derem dentro de
um anno nos carpos e armas do exercifo seiam
com urna mesma dala.
Determinando o art. 13 da lei n. 5S5 de 6 de se-
tembro de 1830 que o preencliimeaito das vagas que
oceorrerem nos corpos e armas de que se compe o
ejercito niio seja demorada* por mais de um anuo ;
e occorrendo que de serem as proraocoes para esse
preenchimeiito feilas em diferentes dalas, resultara
prejuizos ao direilo de precedencia de ofliciaes de
alguns cor pos e armas, que, sendo mais amigos do
que osjjp otros Corpus e armas, **o promovidos a
um mesmrj posto posteriormente a estes, prejuizos
que ne tornara sensiveis quando esses ofliciaes cno-
eerrem em serviro para obviar lauto quanto for pos-
ivel os inconvenientes resultantes de-semelhanle
r Hei por bem determinar que as promoces
hoaverera de fazer para preencher as vagas
aderara em lodos us referidos .corpos e armas
lejam coiri urna moma data, soh a geueralidade se-
lubeleeidV, A artigo segundo da citada lei.
Oine^'ez de Caxias, do meu cuaiselho, ministro
e seeretuo de estado dos negocios da guerra, o te-
alta assint entendido e faca exerutar com os des-
pachas n&essarlos. Palacio do Rio de Janeiro, aos
5 de setembro de 1833, trigsimo quarto da inde-
pendencia e do imperio. Com a rubrica de S. M. o
Imperador. Mrquez de Caxias.
"MINISTERIO DA MARINHA.
Expediente do da 6 de jutho.
A* presidencia dePernambuco, aecusaodoa recep-
to do officio Ov^-de 3 de marco ultimo, com o re-
Iuerimenlo em que Manoel Estanislao da Costa pe-
ser considerado prmeiro pralicodas barras e'por-
' da dita provincia, reformando-se para esse lim a
qnali icarjlo dos pralicus que se acha feila ; devol-
Tend o dito requerimentu que nSo foi deferido fa-
vot;,velmenle ero vista da informarlo do capillo do
rio, qae acompanhou o citado ollicio ; e determi-
nando, por seconhecer da misma informarlo que
foram clatsilifndos primeiros pralicos alguosdosque
ja serviam,. embora Rcassem como segundos, em
consequencia de nao admillir o respectivo regula-
Bienio mai de 8 primeiros pralicos, que recommen-
de ai* mencionado capitao do
qae apparecerem, contemple
gospratieos, que pelas soas habi
licades primeiros.
GOVERXO DA
Hito, e xm. Sr. Aceosi
coM^re
de Y. Bxe. de 8 do corretUru>i..do iiAo s infor-
raacCos sobre o que Irauver aqui occorrido' em rela-
(to a natureza e prosresso da epidemia reinante, e
modo de combale-la, mas tambero providencias p.'ra
qoe para ahi parlara inmediatamente os estudiantes
de medicina nalaraes dessa provincia, afim de coad-
. javarem os mdicos, se acaso ahi apparecer amesma
epidemia; eem resposla lenho diterquanto'a pri-
asigeucia, que commissao de hygiene publi-
Msa provincia lem sido remetlidos por copia os
I daqui me lem aprsentelo, e delles
Su e progresso da epidemia, com que
s meios therapeuticos.para dabella-
o variados, quanlas as opinioes
i qae tem sido encarregados do Irala-
Bentci.merecando para ans muito conceilo a sangra,
para uulros usointemo de calomelanos e opio em
alia r>6se, e para afgons a medicarlo revulsiva e in-
citante ; e qoanto'a segunda exigcnria, permillir
v. Ese. que Ihe pondere que, continan lo aqui a
grass.tr a epidemia, e sendo itecessario o etnprego dos
alumnos de medicina, que Wo relevantes servicos es-
Ho prestando, parece nao deverem ser retirados pa-
ra esm provincia, onde nao reiua o mal, nem ha
probiibilidnde de sua invaso, eoncorrendo m ais a
razio de poder hrir-se a respectiva Faculdade.e la-
- rem etles de a frequenlar.
Dos guarde a V. Exc. Palacio do governo da Ba'-
..8 ?'**t>'o de 1855. ~ Illm. e Exm. Sr.
presidente da provinci. de Pernambuco. lvaro
Tiera de Moncorco e Lima.
Illm. e Exm. Sr. Acensando a receptan do od-
elo de V. Exc. datado de 6 do correnle, a que veio
junta a relar.lo dos medicamentos qoe V. Exc. se
dignara remetler pelo vapor Tocaaiian, em salisfa-
co ao pedido que fiz por oficio de 18 de agosto ul-
timo, cumpte-measradeeer a V. Exc. a promptida
com que se prestara a fazer aviar o mesmo pedido,
e devo outro sim declarar que anda se nilo pode ve-
rificar a exactidao da remessa, por issjo que esto a-
penai desembarcados de bordo do mesmo vapor os
volumes1 em que vieram acondicionados os objectos
de qae te trata.
Dora guarde a V. Exc. Palacio dn governo da Ra-
bia IR de setembro de 18i>5.Illm. e Exm. Sr. pre-
Wealeda provincia .de Pernambuco. Alvaro Ti-
berio te Mancorn e f e posso em conscieneia emillir um juizo sobre esses
aconlecimentos, com pleno conhecimeolo de cau-
sa, e como quem leve nelles urna parte roui activa.
Cieio intil entrar no exame de lodos os antece-
dentes que produziram a situarlo actual de Monte-
video, mas considero n3o til, como lambem ne-
cessario, matiiteslar aos nossns coocidadflos, e mes-
mo ao estrangeiro que nos observa, os justos moti-
vos que produziram o movimenlo reaccionario de
28 de agosto. Agradecer-I he hia, Sr. redactor do
Comercio del -Plata, se para isso me facilitaste as
coIuiuiihs do seu apreciavel jornal.
Na narraran e apreciacAo dos fados desojo proce-
der com tuda a imparcialidade ; mas se por erro de
juizo oa por qudlqaer nutra causa chegar a enga-
nar-roe oo a equivocar-me, autoriso-o, Sr. redac-
tor, plenamente, para que rectifique aquillo em
qae julgue que eu nilo (enlia sMo exacto.
Para o lim qae me proponho, jalgo desnecesiario
entrar no exame de lodos os actos da presidencia do
Sr. Klnros, e para o lim que lenho em vista basta-
r lembrar o alarma que causou em Montevideo a
eleic..lo de representantes para a actual legislatura.
Qualquer poda ver desde entilo que se tratava de
repetir a comedia tao gasta ja oestes paizes, de que
um governanle pode infringir a consliluicAo e as
leis, garantido e aulorisado pelo nico poder tute-
lar que ellas lem, isto he, os corpos legislativos.
Nasceu eniao a oppo-icAo ao governo, e os fados
vieram justificar 'e robustecer essa opposicjlo. Esta,
porm, nao tinha sahido do acanhado circulo das
reunides particulares, e de alguns arligos dejor-
naes, al que um artigo do- Nacional, peridico
que, se mo era,official, era o orgao condecido das
ideas e tendencias do governo do Sr. Flores, veio
fazer-nos sentir que sera neeessario impr aos ci-
dad os carias cousas, como Rosas impuuha o coffar-
le rermelh* e os bigodes.
Foi este para o povo o verdadeiro signal de alar-
ma ; o como se os encarregados do poder se lives-
sem proposto a justificar e mesmo augmentar esse
alarma, appareceu pouco depois o decreto de 10
do passado, restringjndo a liberdade da imprausa,
Esse decreto violava e at derogava arligos expres-
aos da constituirn da repblica ; e entreunto o go-
verno nao vacillou em puhlica-lo, e nao vacilloa
porque contava com a acquiesceocia dos zeladores
da mesma constituirn, acquiesceocia que nao se
fez esperar, A commissao permanente do corpo le-
gislativo nao s approvou o procedimento do go-
verno, mas al se prestou a compartiln.tr com ella
a sua responsabilidade perante as cmaras,
Em vao a consliluicao do estado exige o concurso
de tres legislaturas consecutivas (e ainda o de duas
dallas expressamente autoritadas para isso) para se
poder reformar algum o.i alguns de seus arligos ; o
poder executivo derogou e o legislativa approvou
a derogarao de varios dos principaes. art. 110
prohibe osjuizos por commissao, eort. 141 per-
mute a livre communicacAo do pensamento ; o arl.
146 permitle h lodo o habitante do estado dedicar-
se aotraba I ho on industria que Ihe agradar, de coo-
formidade e sujeilo as leis.
Assim, poia, todos esses arligos eram violados e
derogados pelo decreto ; foi elle publicado e ap-
provado, e se 1180 se Ihe po le dar cumprimenlo em
todas as suas parles, foi porque a opiniao publica
se pronunciou contra el cialmente pela imprensa a despeito do decreto, que
se temen suffnca-la de promplo.
Todava as tendencias do poder erjim tao mani-
feslaa e tao claras as soas vistas, que o povo corae-
rou a conceber serios temores pelas libe.rdadet pu-
blicas. Cidadaos de lodos os partidos, de Ir/das as
cores polticas, se reo mam, disculiam, e combirra-
-*' n-it saltla vara os meias irga'es que Aodiam e deviam eiupre-
-'. t'para cnnler as demasas da autoridade ; publi-
cas, multiplicad as e iium-ros's forain va-rtariress,
reunioes, e publica he lambem que em nenhnma
dellas se pensou jamis em al'tentar contra a auto
ridade. Todos queramos que se respeitassem a
consliluicao e as leis, e para que esse respeilo fusse
effectivo, estavamos rrsolvidos a repellir oa ata-
ques oo tropelas dos mandatarios, mas limitndo-
nos defensa, e ainda isto sem sahir do terreno
lenal.
utra das causas que (nham inquieta e receiosa
a populadlo era o alislamenlo e organisac.lo das mi-
licias da campeaba. Sabia-se qae essas se arma-
vam ; niuguem eouhecia a verdadeira cansa do sau
armamento, mas todos .viam nisso urna ameaca ;
lodos lemiam. Com ludo oulriamse ainda espe-
rancas de paz, com quanto muito cmilribgisse para
augmentar os temores a certeza de que se faziam
essas reunioes da milicia com manitesta violarao da
lei que as rege, lauto a respeilo do lempo em que
devera ler lugar, como do modo e forma de orga-
oisa-las.
fia manha de domingo 26 o governo, revestindo
os seus actos com apparencias legaes, quiz prender
a um cidadao respeilavel, membro da cmara dos
representantes, cuja mmunidade se pretenda des-
couhecer, e que era um dos principaes redactores
da Liberdade, jornal que a despeito do decreto de
10 coiilinuava publicando-se sem sujeitar-se s suas
disposicOes, esem que a auloridade sejulgassa has-
lanle forte para poder reprimi-lo.
Momentos baslaram para que um mu crescido
numero de cidadaos se agrupas.e em lorno do fcida-
dao amearado, como para servir-lhe de escudo e de
detensa. A habilaclo do Sr. D. Jos Mara Muoz,
que era a quem iutenlavam prender, e o qual de-
claroo com firmeza que se defendera se se quzes-
se empregar a forra contra elle, a raa em que ella
est e os arredores, se viam cheioa de gente. Um
mesmo sentimenlo animava a lodos : resistir vio-
lencia com aforra ; mas ninguem pensou em ala-
car nem eonimeller desacato algum contra a au-
toridade. Varias vezes (oi e veio all o Sr. chete de
polica, e em todas encontrou ama resistencia pas-
siva ; o povo se inoslrava decidido, mas respeitoso.
depois de alguns incideules que nao vea para o
caso, aiiiiuiicinu-se que S. Exc. o Sr. Flores ia pes-
soalmenle a casa do Sr. Muoz, levando comsigo
apparato da forca publica.
Ninguem se arredou por isso ; antes pelo contra-
rio os grupos se augmentaran). Mumentos depois
a prese 11 tu u-se o Sr. Flores, acompanhado de dous
ou tres particulares, com urna escolla de cavallaria
de 12 a 15 homens, deixando a pequea distancia
formada em columna a pouca tropa de linhn qae ha-
via na capital.
Aqui os fado fallara qora mais eloquencia do qoe
nenlium raciocinio, e provam que n.lo havia a mi-
nala infencao intensa ao Sr. Flores ou ao seu go-
verno ; provam que nao havia nem revolucao nem
rearr,lo forjada ou combinada, e que, se depois a
houve, o Sr. Floree e os seus errados conselheiros
form os que produziram o pronuncia ment popular
de 28 de agosto.
Agora pode dizer-se Indo: essa mesma forca de
oe as vagas
encia os anti-
foram qusli-
receprio do' ollicio
EXTERIOR.
Botada Oriental da Uraajaay
Montevideo 4 de setembro da 1855.
feseuha dos ltimos aconlecimentos.
Arraatado pela torrente dos aconlimentos polili-
oos qua com tao indizivel rapidez se succederam
ltimos das, vi-me forjado a lular, como
oulros, contra as arbitral iedades do poder,
linha que se pretenda empregar contra o poyo, essa
pouca forca, a despeito de alguns dos seos cnefes e
olliciaes, eslava com o povo, e este o sabia ou
ao menos o suspelava. Todava o Sr. Flores se
apresenlod a cavallo i porla do Sr. Muoz no meio
dos seus guardas; sabio all a recebe-te am cres-
cido numero d cidadaos dos mais respeilavel de
Houlevido rodeados de ara inmenso povo. e nem
ana so. voz se levanten no meio daquella turba-
mu.ta para insultar ou desrespeitar o homem que
representava all a auloridade : isto he muito elo-
quenle.
O Sr. Flores fallou com modoracao, he verdade,
anda que com acrimonia ; accasou de conspirado-
res aos que se oppaoham as suas medidas ; mas, co-
mo o Sr. O. I.uiz Lamas Ihe fez notar, e com muila
opporlunidade, em Montevideo era impossivel qua-
hficar de conspiradores os homens que all eslavara.
a Veja V. Exc. estas cana, Ihe disae elle : record-
se dos meus antecedentes ; veja os homens qoe me
rodeiam, e, com a mSo sobre o seu coraejio, diga se
havera ueste paz um so homem que se atreva de
qualificar-nos de conspiradores. Temo-nos opposlo
e oppomo-nos, he verdade, aos desmandos do po-
der, mas lemo-lo feito e o Taremos cora franqueza e
lealdade, dentro do terreno legal e das formas cons-
litucionaes, e s forjados abandonaremos esta posi-
SijiO. B
Isto te disse em presenca de todo um povo, e os
fados comprovaranjj esla a falln o que quiz ; apeou-se de sea cavallo, esteve
no meio de nos, loruou a montar quando quiz, e
despedio-se dizendo que ia mandar retirar a forca
armada e que nos faria saber a sua resolucao. Ora,
ludo islo se passou sem que ninguem Uie fallasseao
respeilo e muito menos o insullasse. W
Vieram pouco depois a casa do Sr. Muo/ o Sr.
D. Salvador Fort, ministro do interior, e o Sr. D.
Matheo Magarlnos, amigo do Sr. Flores, os quaes
disseram da parle de S. Exc. que, desojando acal-
ma.r11a.i,,'(I"le,a&odo povo e restabelecer a tran-
quilizado, esperava se Ihe maodasse urna commis-
sao com quem podesse entender-se, e qual eslava
disposlo a atleuder.
Depois de ama discuss3o calma em que muitos
lomaran) parle, conveio-se era segundar os desejos
dohr. Flores, a por isso nomeou-se urna commissao
que fosso enlender-se com o governo. Treze ou
qualurze eramos os que a compunhamns, lodos sera
excepto, pessoas bem condecidas em Montevideo, e
eutreellas un senador e varios representantes.
Tres eram os pontos essenciaes da nossa misso.
Primeicp, pedirva liberdade do cidadao D. Antonio
Tom, preso, havia das, sem formarlo de culpa, e
sera moli,vo legal conheddo ; segundo pedir para a
capital e para os departamentos todas as garantas
que a consliluicao e as leis conceder aos cidadaos
do Estado; e lereeiro, pedir explicaees ao governo
sobre o alistamento Ilegal e extraordinario da mili-
cia nacional da campaiiha. A commissao apresen-
lou-se na casa do governo fez-se aonunciar, e o Sr.
Flores a reeebeu em audiencia,acompanhado dos seus
tres ministros.
Conven) notar aqui qae, quando a commissao en-
trn, reuniram-se a porta da secretaria dn governo
15 a 20 pessoas, todas do circulo do Sr. Florea, seos
amigos pessoaes ou empregados militares em serviro.
Exposta a uossa missao, o Sr. Flores responde!) :
piiraeiro que, havia tres das, se linha mandado por
em liberdade o Sr. Tom, e qae ainda nao tinha
sido assignado o decrete para esse fim por causa de
indisposi^ao do Sr. ajunistru respectivo ; segando
que no da seguinle pblicarai am documento olli-
rial, no qual declarara acharem-se em loda a sua
forca e vigor todas as garantas do cidadao.
Aqui est chave de todos os nllimos acoateci-
menlos : a conducta do 9r. Florea bastara para ex-
plica-los, porem rae permittire faze-lo tambero, e
lodos'nos julgar.lo. Nesle ponto, sobre ludo, en
desejaria ser exacto ; mais de 30 pessoas se achavam
presentes ao que vou referir ; se rae separar da ver-
dade em qualquer phraae, em qualquer idea, dese-
jaria que todos e cada um dos que all eslavara rec-
tifiquen) rieu erro, contradigan) minhas asserces.
Quero dizer a verdade, creio que a digo ; porem au-
loriso, pee., a todos, que, se eu nao for exacto, rec-
tifiquen) meus erros ou inexaclidOes.
Tendo o Sr. D. Manoel Herrera y Obes exposto a
S. Exc, em nome da commissao e do povo, qae
ama das causas, talvez a principal, que tornavam
inquieta e ero alarma a populacho da|.captal era a
reuniao e armamento da milicia nacional da cam-
panha, o Sr. ministro da guerra disae que o governo
vendo-se atacado por lodos os lados, e estando obri-
gado a defenderse, nao leve remedio semlo mandar
reunir essas tercas para prover i sua seguranca, e
que nao era de crer que tamben) se quizesse conles-
tar-lhe o direilo de peusar em sua defeza quando se
tratava de ataca-lo.
O Sr. Flores, enterrompendo entaoao seu minis-
tro, disse que o governo, uo dever de conservar I-
lesas a honra e dignidade do paiz, linha mandado
reunir e nraani-ar a milicia nacional da cnmpanha,
porque eesa honra e essa dignidade se achavam al-
tamente ultrajadas pelo Brasil; que esse era o ni-
co e verdadeiro motivo da rouuiao de forras, e de
oenhum modo para emprega-las contra os cidadaos
era contra as liberdaJes publicas. Mas no mesmo
momento, e como que cahindo era si, accrescentoo :
nao he do Brasil, senhores, nao he do seu governo,
que n da repblica lera fundadas e repelidas quei-
pas : he do ministro imperial, he do Sr. ministro
Amaral que proeedem todos os allrages, todas as of-
fensas, lodos os motivos de quena. Esle ministro
falseando sua posirio, repelindo ante o governo da
repblica continuas e multiplicadas exigencias, ca-
da qual mais atentatoria e ultrajante dignidade e
honra nacional, he que collocou o-governo da renu-
blica na terrosa nece-sida le de armar o paiz para
achar-se em situacao de conte-lo e de reprimir, se
neeessario for, os seus excessos.
O (averno est encarregado de sustentar a hon-
ra e dignidade do paiz, e saber eumprir esse hon-
roso e sagrado dever ; por isso se lem preparado
prevendo os aconlecimentos, e porque he preciso
nao olvidar que existen) na repblica4,000 baione-
tas eslrangairas. Essa he a causa do armamento da
ca-npanha, essa e ii,"n. outra. senhores; armamento
a ** Koaarno foi provuadu gala '-n--""^!
procedimento do Sr. ministro oo Brasil uestes al-
liuios das.
A exaltado e calor com que fallou o Sr. Flores
foramlaes que sem duvida enthusiasmarara lamben)
aos 15 oo 20 senhores seus amigos,'empregados ou
militares, que, como dissemos, se achavam i porta
da secretaria do governo, os quaes rteram enlSo al-
suns vivas ao governo e ao Sr. presidente, gritando
um d'enlre ellas em voz alta e sonora : a O minis-
tro brasileiro Amaral he um traidor, palavras qae
ninguem repeli, mas que lambem ninguem censu-
rou nem cootradisse. apezar de acharem-se prsen-
les odete do governo eseus Ires ministros.
Para sermos exactos, diremos que, quando essas
palavras foram proferidas, o Sr. D. Jos (". Palo-
meque, que eslava sentado em ama das extremida-
des da secretaria de S. Exc. se levanten, fallou um
pouco em voz baixa com algnns senhores do grupo
donde ellas parliram, e vollou para o seu assento,
depois do que nao se lornou a oavir rieohuma ex-
presivo saluda desse grupo.
Depois disso e de algunas breves explicacfies o
Sr. Flores despedio a commissao ; porem oSr. Her-
rera, encarregado de fallar por ella, proferio enuio
as segoinles palavras :
Queris dizer, seuhor que podemos at>egnrar
ao povo, em nome de V. Exc. e do governo que o
Sr. Tom sera poslo immediatamente em liber-
dade ?
Sim, seuhor. responden oSr. Flores.
Queris dizer que podemos assegarar-lhe que
um documento offlcial declarara amauh.la acharem-
se em sna forca e vigor todas as garantas indivi-
duaes, sera qoe ninguem tenha de ser perseguido
por suas opinioes ou procedimento poltico nesles
ltimos Sim, senhor, responden lambem.
Qnereis dizer, prosegoio o Sr. Herrera, qae
podemos aseegurar-lhe que a milicia nacional que
se esla organisando na campanha nao he para em-
pregar-se contra o povo nem conlra suas liberdides
e sim para outros objeclos de importancia que o
governo lem em vista 1
Sim, senhor, foi igualmente a sna resposla.
Bem, pois ao sahir d'alli, mesmo na porta das an-
te-salas vja casa do governo, dissemos em voz alta ao
povo reunido, todo quanto se uos linha aulorisado
para dizer em publico, mas cada um de nos disse em
particular a lodos os seus amigos, quaulo o Sr. Flo-
res nos havia dito em relacao ao Brasil e ao Sr.
Amaral, e dissemo-lo sem nenhuma reserva, porque
nom ella se nos linha recommendado, nem podia
ser reservada urna scena que se paseara na presenta
de 30 pessoas pelo menos.
Nada al esse momento presagia va ama revolucjlo;
ninguem tao ponco tinha pensado al enl.lo em ef-
feclua-l. porm j na tarde do da seguinte ella
era necesearia, inevilavel ; e o Sr. Flores foi quem
creou este necessidade, quem Ihe dea vida e mo-
vimenlo.
Vamos comprova-lo com fados e nao com ara*
mentes.
Na mesma larde do domingo 26, ponco depois qne
a commissao sahio da casa do governo, o Sr. gene-
ral Flores mandou seu irmao D. Manoel a casa do
Sr. brigadeiro general era chefe das tercas brasileiras
para que de sua parle Ihe fizesse presenta qae nao
estranhasse nem concebesse nenhum genero de sus-
peila pelo laclo de entrar da campanha alguma
forra armada, era ailenrao a que nao era para em-
prega-la de maueira alguma conlra o Brasil qoe o
governo a mandara vir, e sim para reprimir e casli-
gar a alguna dscolos e revoltosos que eslavam em-
penhados em contrariar a marcha do governo. S
esle fado loria bastado para precipilar e justificar
ama reaccao, porem ainda ha mais. O Nacional de
segunda feira 27 poblicou esta artigo :
Rumores.Entre os raoitoe que se fazem cir-
cular com vistas sinislras propala-se um qae nao de-
vemos receber com indifierenca. Diz-se que o go-
verno faz armar a repblica com o fim de hoslilisar
a iulervencio armada. He ridiculo auppor islo.
Podemos asegurar, palo contrario, qoe as sym-
palhus do governo para com a divisao brasileira
auxiliadora sao as mais nobres a sinceras, sa bem
qoe as relae&es com o Sr. .ministro imperial perma-
necen), ao que parece, interrompflaa.
Alem disso, na mesma segunda feira circulava
por tedas as repartirles publicas, e fazia-se assignar
pela maior parle dos empregados e por nm crescido
numero de mililareifnraa representarlo ao governo
na qual se Ihe pedia que nao poupasse meio nem sa-
crificio para raanler a tranquillidade e a ordem: pa-
lavras ntui medidas, porem cuja verdadeira signifi-
carlo eslava lambem mu calculada.
Com estes dados e .desde esle momento nenlium
dos homens qae tinlian feito oppoiicao ao governo
pode j considerar-se sleguro. Era mu claro, a nao
caber duvida, que s s esperava a chegada das for-
{>'da campanha para uom ellas saffocar a opiniao
publica e os que linhani levantado a sua voz para
susteular c deffender osVlireilos do povo. Era mu
claro que de um momernte para outro devia espe-
rarle, que provavelmenke por alta noite, 400 ou 500
homens armados entresacan pelas ras de Montevi-
deo dando vicos e morras\ e enchendo de espanto a
populacao ; que cada honffm solado e sabresallado
se eurerrasse em sua csab ou buscasse um asylo
donde na manha segniiii\seria lirado para ser 0
alvo dos tiros dos nimos altados, das paixdes ir-
ritadas. Islo era i usust(niavel, e o procedimento
popular leve lugar. \
Qualquer dos que presene,*31"1 ol primeiros soc-
cessos do dia 28poder ler ce'cuUdo o oenhum pla-
no, a nenhnma rombinaeflo que tinha o movimento.
Poucos, mui pocos foram os primeiros homens qoe
tenlaram essa empresa atrevida ; porem conlavam
com a opiniao publica, e suas esperances nao se vi-
na frustradas.
Em mu poucas horas am movimenlo, que ao
principio parecen isolado, era j um prenunciamenlo
geral. Porem mesmo no meio delle, no meio da ex-
altadlo que prodozem successos dessenatareza, nin-
guem quera, ninguem pedia que se atterasse o re-
gimen constitucional. Tendo-so ausentado o Sr.
Flores da capital, procuron-se cem empeoho o pre-
sidente ou vice-presideule do senado,-para que, de
conformidade com a constitoifiio, viesse por-se
testa do governo, emqoanlo se enluva em arranjos
ufce-sarios para assegurar ao povo Mas garantase
seus direilos ; porem nenhum |desees senhores se
poste encontrar, e s a necessidade de eslabelecer
ama auloridade qualquer qae coniertasse a ordem
e a tranquillidade publica foi que prodazio a noraea-
i;;lo do Sr. Lamas para governador interino.
Os successos referidos)produziram a siluar^lo actual
situarao cheia de pengos e de esperanzas, porem
cujo destecho a ninguem he dado prever. Feliz-
mente ainda o saogue nao correu, pelo menos na
capital, e s huve urna desgrana accylenlal nesta
revolucao incruenta.
Por outra parle, a oniao dos dnns dislindos par-
tidos polticos em qae tem estado dividido o paiz, e
o sincero desejo que a lodos anima pela manulencao
da paz, fazem esperar com fundamento que nao tor-
naremos a dar am novo escndalo despedacando-nos
uns aos oulros.
Comprazemo-nos tambera em crer que o Sr. Flo-
res e os seus amigos abrigara os mais sinceros sen-
limentos de paz e de fraternidad*, Sao Onenlaes,
sao patriotas, e se erraram, se se Iransviarara, co-
nhecerao dentro em xionco que, eatre irmos he
mais nnbre, mais digno, mais sanio, ceder alguma
cousa, se fosse neeessario, do quejreeerrer as armas,
do que derramar sangue de seas rmloe, sangae de
Orienlaes.
Esees racimos representantes do povo que tanto
contribuirn) para que o Sr. Floras sahisse da senda
de que nunca devia sahir, elle- rasamos serlo ama-
nhaa, leccionndos j pela experiencia, os primeiros
a contribuir para a manutengo da ordem e da paz,
da constituirlo e das leis.
Sao estas as nossas esp.Tancas. Queira Dos qae
brevemente as vejamos realisadas.
(Comercio del Plata.)
( Jornal do Commercio do Rio. )
IITERIOR.
BIQ OE JANEIRO.
SENADO.
Da 33 ala aot0 ca 1855.
I.ida e approvada a acta da sesso antecedente,
passa-se ao seguinle expediente :
Ficoa o senado inleirado da participarn de incom-
modo de saude do Sr. senador Ferreira Penna.
ORDEM DO DIA. '
Entraran) em ultima discussao e foram sem deba-
te approvadas as emendas novas feitas e approvadas
na 3, discussao do projecto do senado sobre pesca-
ras.
Poslo a volos o projecto como se acha emendado
foi approvado e remellldo commissao de redac-
?ao.
Achan.lo-se na anle-camara o Sr. minislr-i Uos
negocios eslrangeiros, foram sorteados para o receber
os Srs. Vergoeiro, Ifar.lo de Piuder,aa Viaconde de
Albuquerque.
Sendo introduzido o Sr. ministro comas formali-
l mesa, a enlrou em
oTrlS c^eSry-|jj;-r5tnolnnie.iaa
2, discussao o arl. 4, da propaam'do poder execoiT-
livo, fixando a deapeza e oreando a receita geral do
imperio para o exercicio de 1856 a 1857.
Dada a hora ficou adiada a discussao. Retirndo-
se o Sr. ministro, o Sr. presidente dea para ordem
do dia a mesma.
I.evanlou-se i sessan.
No dia 21 nao houve sesso.
25
Approvada a acia passa-se ao seguinle expe-
diente : *^
O Sr. I. Secretario lea am ofllcio do Sr. minis-
tro do imperio, participando que o umero de elei-
tores da provincia do Paran, e segando as ultimas
eleicOes geraes, he de 133, como consta do mappa
demonstralivo que acompanhou o oflicio do vice-
presidente da dita provincia. A quem fez a reaai-
mgfo. ^
ORDEM DO DIA.
Achando-se na anle-camara o Sr. ministro dos
negocios eslrangeiros, foram sorteados para o re-
ceber os Srs. Vianua, Batan de Muritiba, e D. Ma-
noel.
Seudo inlrodozido o Sr. ministro com as formali-
dades do ealylo, loraou assenlo na mesa, e conli-
nuou a segunda disenssao, adiada pela hora na ul-
tima sesso, do art. 4. da proposta do poder execn-
livo, filando a despeza e oreando a receita geral do
imperio para o exercicio de 1856 a 1857.
Discutida a materia, reliroo-ee o Sr. ministro, e
ro approvado o arl. 4. da proposta.
Enlrou em primeira discussao a proposicSo, da
cmara dos depulados aolorisando e governo a con-
ceder nm anno de licenca com os respeclivos venci-
mentos ao juiz de direilo Jlo Antonio de Sampaio
Vianna.
Discutida a materia, passou a proposico segun-
da discussao ; ua qual enlrou logo, e passou ler-
ceira.
Conlmuou a lerceira discnsso, adiada em 22 do
correnle, da proposico da mesma cmara autori-
sando o governo a garantir um mnimo de juro nd-
dicional at 2 por cenlo a companhia que se orga-
nisar para a conslrucjao e custeio de urna estrada
de carros de Pelropolis margera do rio Para-
hiba.
Encerrada a discussao, foi approvada a proposi-
to para ser enviada sanccSo imperial.
Enlrou em lerceira discussao a propusirao dome-
ado aolorisando e governo a transferir de uns pa-
ra outros corpos e armas os ofliciaes subalternos do
exercilo ; conjuntamente com a emenda do Sr. Sou-
za e Mello, approvada na segunda discussao.
Terminada a discussao, foi approvada a proposi-
&a"o, como passou na segunda discussao, e remelli-
da {i commissao de redarro.
Seguio-se a primeira discussao da prrjposir.io da
amara dos depulados declaraodo que-os esludantes
ue antes de publicados os presees eslatutos das
vacuidades de Medicina se haviam matriculado nos
cursos pharmaceulicos esiao habilitados para, no
caso de aporovaro, malricular-se no segando anno
medico.
Verificando-se nao haver casa, ficoa adiada a
discussao.
O Sr. Presidente deu para ordem do dia o restan-
te da materia dada, e mais a primeira discussao de
varias proposicoes da cmara dos depotados sobre
naturalisacoes ; e logo que checue o Sr. ministro da
marinha a segunda discussao da proposla do poder
execulivo na parte relativa s despezas do sen mi-
nisterio, e se houver lempo o ministerio da guerra.
Levanton-se a sesso.
9 de setembro
"saa de SS. MM. If. a Nitherohy e festas em
commemoracao da independencia. A bella e'riso-
una cidade de Nitherohy nada em jubilo 1
Ella que se havia adornado de galas para o bri-
Ihanle festejo do anniversario da independencia na-
cional, redobrou liontem de enthosiasmo com a re-
cepto de SS. MM. II., que se dignaram de ainda
urna vez visitar a capital da provincia e honrar as
suas feslas patriticas com a sua augusta presenca.
O vico-presidente da provincia, os membros da as-
sembla legislativa provincial, os vereadores da c-
mara municipal, magistrados, empregados pblicos e
pessoas gradas de todas as cathegorias, aeharam-se
pelas 10 huras da manha reunidos no paco da ma-
nirip.tlida.le a espera de SS. MM.'II.
No vaslo amphithealro que formara os edificios
beira do mar, assombrado por arvores, apinhra-se
a popularlo para gozar do espectculo da imperial
recepro. Cruzavam-se na bella bahia do Rio de
Janeiro os vapores cavando as ondas e deixando seus
listes de fumo serpearem a briza bella e suave da
inanh.la, que como um sopro da vida expira perfu-
mada do odor das flores. Numerosos espectadores de
ambos os sexos corriam do muni:ipio neutro a visi-
tar lambem essa capital, que, como j se disse, nao
he mais do que uraarrabaldeda (orle ligado por suas
ponles-barcas.
A ponte verde ou imperial eslava tapisada e nella
Iremulava o pavilho da primavera e do ouro. A
arlilharia da guarda nacional, postada esq.ierda da
mesma, ngoardava o momenlo de fazer ouvr a sua
saudaro com o ribombo de seu novo e ptimo par-
que,que nao ser de tao triste recordarlo como o an-
ligo ; 4 direila, immovel como ama moralha de ca-
valleiros, eslava a cavallaria.
A's 11 horas as fortalezas e os rases surtos no por-
to anuunciaram aos habitantes de Nitherohy que SS.
MM. II. achavam-se no mar eni vlagem para a ana
cidade. Bem depreesa urna nu 'em de fum anco-
,
brio a capital do imperio como aras cortina vaporo-
sa ; e apenas via-se quem a gatela-imperial, como
um cysne de ouro resvalando-se forc de 56 remos
pelas serenas ondas : brilhavara aos raios do sol as
gorras prateadas de seus remadores, e o pavilho
imperial Iremulava na popa do pequeo batel a bri-
za fresca da manha. Seguiam-a, mais morosamen-
te, nutras galeotas, qae siraalavam urna como rega-
la em que a galeota imperial vinha ganhando o
pareo.
- A arlilharia da gnarda nacional annuncion que
SS. MM. II. sulcavam no seu bello batel as aguas de
Nitherohy, pois a comitiva ganhava o mar da cosca-
da entre as ponas do abandonado forte de Grvala e
o esquecido estabelecimenlo da armaro das Baleas.
Lima asevera da gyrendolas subi desde entio sem ia-
terrqpcao aos ares.
O prstalo sahio ao recebiroenlo de SS. MM. II.,
qae desembarcaran) no meio de enlhusiastiaps vi-
vas, respondidos por milhares de vozes as aeclama-
r*s da Sr. rommendador Fernando Sebastian Das
da Molla. Mais de cinco rail pessoas bordavam a
curva praia, sobresanando o bello sexo pelos adornos
de seus custosos trajes. SS. MM. II. seguiram para
o templo de S. Joan por ama lea verde que da pon-
te se eslendia como urna serpente submissa s reaes
plantas pela ra de S. Joo, e volteado a prara mu-
nicipal ia expirar na porla da matriz, passando os
augustos visitantes enlre alas da infantera ,1a guar-
da nacional, que se fazia notar pelo luzdio de seu
uniforme e aareganho militar, e de espectadores de
ambos os sexos qoe se dispulavam um lugar do qaal
podessem ver os1 imperiaes hospedes.
O hymno nacional tocado pelas bandas de msica
dos balalboes da guarda nacional, as flores que as
enhoras desfolhavnm sobre o palio debaixo do qual
iam SS. MM. II., sendo as varas sustentadas pelos
vereadores, e os vivas qae de espaco em esparo soa-
vam espontneamente, davam um realce mgico ,a
esta bella scena.
SS. MM. II. assisliram da tribuna imperial ao
Te-Deum que a sociedade dos festejos da indepen-
dencia fez celebrar. O templo eslava simples, mas
brilhanlemente decorado cora damaaco e seda verde
eamarella, franjados ou orlados de ouro. Nolava-
se porm falla de flores, e ainda mais de emblemas
e allegorias ao grande dia 7 de setembro. Sabia-se
ao entrar na igreja que a festividade era nacional,
mas nao qae era consagrada independencia brasi-
leira. Na Europa figurara os pavilhoes e estandar-
tes e trophos de armas nos templos sagrados, e an-
da as allegorias que nada lera de religioso, e nos que
imitamos lana cousa m dos eslrangeiros, ainda nao
importamos tao loovavel coslume de fazer sobresahir
o emblema da nac.lo, qu a religio santifica antes
de entregarlos seus guerreiros, as festividades re-
ligiosas em que a patria figura.
Pregou o reverendo conego Pinte de Campos. Se
o orador nao fra lio extenso o sen sermo teria pro-
dnzido urna impressao mais viva e despertado maior
enthustsmo no auditorio pelas coosas .la patria,
pois, apezar de dizer que era rude navegando nos
mares da sagrada eloquencia, desmenlio-se a si mes-
mo quando desenvolveu o seu Ihema. O esboso da
historia do Brasil, desde o seu desenhrnenlo por
Pedro Alvares Cabral. que ao plantar a cruz con-
quista um novo imperio para o mundo chrisISo ; os
servidos prestados cansa da humaiiidade e liber-
dade no Brasil pelos Jesutas Ancheta, Nobrega e
Vieira ; o denoto eom qae os Pernambocanos ex-
pulsaran) os Hullandezes de suas plagas em o secuto
dermo-selimo ; as scenas da revolucao frnncezn ;
as victimas de Napoleao a qne se seguio a vinda da
familia real de Braganca para o Brasil, traindo-
nos a mouarrliia e a independencia ; al o grilo de
O. Pedro nos campos do Vpiranga, formaran) nm
limen quadro, moito longo, mas a eloquencia do
orador, o seu elylo fluenle e potico, a vasta erodl-
rflo sagrada qnaposiroe, -a kr vwslir e haraioro-
sa, arompanha.la de urna mimira expressiva, mas
nao exagerada, prenderam a atleneo de seu illustre
audilorio, que de honlem em dianle registrar mais
um nome no extenso catalogo dos oradores do pal-
pite brasileiro.
Findo o Te-Deum dirigiram-se SS. MM. II. para
o palacio da presidencia, onde agora trmula a han-
dera nacional, e loeam alternadamente bandas de
msica da guarda nacional.
A parada foi dispensada.
SS. MM. II. dignaram se receber a lodas as pfc-
soas decentemente (rajadas qoe quizerara ter a hon-
ra de beijar-lhes a mSo.
Acompanharam aos augustos visitantes as dantas
do pr.o, os semanarios e os Srs. ministros da fazen-
da e presidente do conselho, da marinha, do impe-
rio e dos negocios eslrangeiros.
A cidade, como na noile antecedente, illuminon-
se, e bandas de msica pereorreram as roas, e no
largo de S. Alexaudre, sobre om pavilho, impro-
visou-se um outeiro, onde muitos jovens van experi-
mentar as suas Torcas poticas e receber as ovares
de um publico sempre benigno.
Os festejos do dia de hontem terminaram com um
siimpliinso baile.
SS. MM. II. se dignaram de honrar com sua au-
gusta presenca o s ilo da sociedade Harmona Ni-
therohyense, que ha qualro annos festeja pomposa-
mente o dia do Ypiranga.
A' porta do edificio eslava postada nma guarda d
honra.
O hymno nacional, qoe nos oulros annos lem si-
do cantado pelas senhoras dos socios, foi, nao sabe-
mos porque, olvidado, e apenas a orcheslra e a ban-
da militar lembrarara que se celebrava o anniversa-
rio da gloriosa independencia.
O vasto e magnifico salo eslava brilhanlemente
restaurado, e se em si pouco on nada continha de
allegorico ao grande dia, a angust e honrosa pre-
senta de SS. MM. II. compensava impamente essa
grande falla. Vinlee nm lustres, dozenlas arande-
delas e ricos vasos de flores, abrilhantavam esse sa-
lan sem rival no imperio, com sua rea de dez mil
palmos qnadrados, e dividido em tres partes por bel-
las e graciosas columnas de marmore, ou cousa que
a elle se assemelhe; numerosos espelhos reprodu-
ziam o numero das luzes; mas a lerabrancn dos qua-
dros ovaes com paizes europeos e vistas domesticas
que pendiam das columnatas era impropria de am
baile por um motivo tao nacional e n'nm paiz cuja
histeria j tem paginas brilhanles e homens illuslres
dos quaes nao he diflicil encontrar os bastos.
As sedas verdes e amarellas que substituirn) as
grinaldas dos annos pasados,e a falla de floressu-
bindo em espiral pelas columnas, roubavam aquelle
effeilo mgico que produziara entilo as prodceles
da natureza.
O vestbulo, o caraarira de SS. MM. II., o toaca-
dor das senhoras, salada cea, eslavam com riqueza
eluxo; mas nao assim a sala de refrescos e acolloca-
c. dos msicos, qoe resenliam-se de ponco goslo.
O melhor e o mais Insidio da sociedade nilherc
hyense reunio-se oo baile e rivatisou com as familias
Eradas da corte que concorreram a abrilhanlar a sua
testa, pois merecen a atlencAo dos membros do con-
selho de estado, corpo diplomtico e corpo legislati-
vo, na brilhanle confuso de mais de mil pessoas
qae gyravam em bella desordem nesse mgico salao,
e se essa tez amorenada tao propria do nosso Rio
perda de seu eulevo pela alvnra das paredes, co-
lumnas e columnatas, qne ada foi um defeito, so
bresahia porm o rico, elegante e primoroso trajo, e
ainda mais esse rico perennal qoe pairava era todos
os semblantes denunciando o goxo e a salisfaqo qae
reinavam em lodos o coracoe-. Assim o qne fal-
lava all de potico e de allegorico suppria o riso do
contentamente dessas bellas virgens ou divinaos syl-
phides, que ainda depois do baila dansam as nossas
phantasias durante o sonhoque se segu a febre ou
ao'delirio do baile.
Deixemo-las porm folgar ao som da harmniosa
orcheslra de Baguel, ou saborear o rico serviro, em-
quanlo n.lo soa a mgica palavra da cea.
He joslo que lamhem nos percamos na confuso
de um helio, profuso e magnifico baile, que realisa
os mgicos conlos de mil e urna noiles.
Urna demonstraba.Na noite de anle-lionlem,
depois de terminado o espectculo lyrico, reeebeu o
Sr. presidente do conselho, era sua casa, urna de-
mnusjracu popular da publica gratidao pelos ester-
aos que erapregou para a adopeo da lei da reforma
eleiloral.
O enthusiasmo que causou essa lei, as esperanzas
qoe desperlou, o inesperado dellas, explicam de so-
be jo om fado que protesta contra a convierto geral
da languidez da opiniao e-do reinado da indille-
renr;a.
Um dos cavalleiros que se achava (esla da de-
monslrarao dirigi ao Sr. presidente do conselho a
seguinle allocorn.
o Sr. ministro.Ha longo lempo que o Brasil,
victima de seus partidos, gemia relnlhado pelas di-
versas opinioes qae parlilha nm grande numero de
seos filhos. Um oa oalro partido era sem cessar a
victima deate oa daquelje. O amor da patria re-
claraava um braco de gigante, ou a espada de Ale-
xandre que decepasse o no gordio em que se atava
cada um partido. A Divina Providencia, qae vela
sobre nos, deparoo a mi de V. Exc, qae protegida
pelo mais sabio e liberal dos monarchas, e ajudada
por coropanheiros fiis e dedicados patria, acaba
de dotar o paiz eom nma lei justa qne enche quaai
todas as medidas do grande partido brasileiro, e abre
a porta s grandes esperances de felcidade e gloria
da nossa chara patria!
a He por isso, senhor, qne alguns cidadaos pac-
ficos, agradteidos aos esforcos de V. Exc. e do mi-
nisterio, da qua Yi_Exc. faz parte, vera neste da,
tao charo an Brasil,exprimir perante V.Exc. seo ju-
bilo e reconhecimenlo, bradando:
i Viva S. M. o Imperador !
Viva a independencia do Brasil 1
Viva o ministerio brasileiro 1
OSr. marques de Paran responden:
i Agrader i esta manifestarlo, e a aprecio pela sua
espoataneidsde. Cont que a lei que faz obj'octo de
lanas esprenlas as justificara pelos seus resaltados
pralicos, liando cada vez mais a liberdade coma
ordem, esUbilidadee prpsperidade do imperio.
10
VUa de SS. MM. II. a Nitherohy e fettas em
commemorw&o da independencia.Terminou o bai-
le de ante-l oniera hora e meia da manhia ; a essa
hora retirar im-se SS. MM. II. depois de ama pe-
quea demora na sala da cs ; ao som do hysaaao
nacional retnmbaram os vivas s acclamacde do
digno presidente da sociedade Harmona Nithero-
hyense, o Sr. commendador F. S. Dias da Molla, e
o baile priv ido de lo augustas personagens expiroa
aos ltimos arenlos da harmniosa orcheslra de
Bague!.
SS. MM. (I. se mostraran) era extremo aflaveis, ri-
sonhas, e he de crer qoe salisfeilas. S. M. o Im-
perador diri rio a palavra a qusi lodas as pessoas
dislinclas que se achavam no esplendido sallo, dei-
xando assim nma doce lembranca era suas almas,
e as quad ilhas distingui as pessoas notaveis da
capital da provincia, oo tomando suas senhoras para
pares, ou dindo-lhes a honra de serem seus vis-a-
vis. Outro Unto nao podemos deixsr de dizer deS.
M. a Imperalriz, era cojaa faces pairava sempre o
sorriso divino dos anjos.
S. M. o I mperador dignon-se de daosar em seis
quadrilhas, rom as Exras. Srs. dos Srs. commenda-
dor Das da Molla, Almeida Pereira, secretario da
provincia, c imraeodador Bulhoes Hibeiro, depulado
Rodrigues Silva, e Ur. Miguel Mara Lisboa, e orna
sobrmha d Sr. barSo de S. Goncalo; tendo por
vis-a-vis os ts. bario de S. Goncalo e a Exma. Sra.
D. Mara Carolina de Andrade, Dr. J. C. de An-
drade e Piulo e a Sra. do Sr. Dr. Rodrigues Silva,
Dr. J. de Almeida Pereira filho e a Etma. Sra. fl-
Iha do Sr. Dr. M. Mara Lisboa, o Dr. Hullanda
Cavalcami e a Exma. Sra. irmia do Sr. Dr. J. C.
de Andrade Piolo, o oflicial de marinha Lamego e
a Exma. Sia. doSr. Bulhoes Ribeiro, e o (enenle-
coronel J. N. Castrioto e a Exma. Sra. filha do Sr.
Rio.
S. M. a Imperalriz dignou-se de dar essa honra
aos Srs. ministros do imperio o conselheiro Pedrei-
ra, sanador r'ernandes Chaves, visconde do Rio Bo-
nito, ministro dos eslrangeiros o conselheiro Para-
iihus, o oflicial de marinha Marques Lisboa, e o
depulado F. Rodrigues) Silva ; lendo por vis-a-vis o
Sr. Dr. F. S. Dias da Mulla e Exma. Sra. D. Mara
Bernardina de Andrade, commendador Bulhoes Ri-
beiro e a Ei.m. filha do Sr. desembargador Machado
Nunes, baro do Pilar e a Exma. sobrinha do Sr.
ha rao. de S. Goncalo, o Dr. Marlim Francisco e a
Exma. Sra. irma do Sr. Dr. J. C. de Andrade Pin-
to, o oflicial de marinha Leal e dama de S. M. I. a
Exma. Sra. 1). Josephina e o coronel Solidonio, e a
Exma. Sra. so|ajfnha do Sr. Caslriolo.
A msica harta cessado para deixar aos lidadorea
o festn) da cea ; a bella e profusa mesa que foi of-
fereci la a SS. MM. II. foi completamente franquea-
da s pessons qae se couservaram no baile, e ao
estelar das garrafa daeliampagne, e ao ferver do
espumoso li-or ***>|H^HJWtaa|M vez a indepen-
dencia nacional. OH H saboreado' o ri-
cu servj(a. dn baila, om que lano sa esmerara a
directora, < que foi profuso e variado*, inro poderaro
deixar de elogia-la anda pete servico da cea.
Mais de uns olbos brilhanles com seo olhar fas-
cinador rou lou-nos o sorano, on veio mesclar-se aos
sonhos de um delirio agilado pela gaz inspirador do
champagne ; raro era o toilette que nao fosse acu-
rado e prim irosamente estndado soh lodas as regras
do goslo e da arle, e era justo que aqui zessemos
alguma mencJo... mas nao o Taremos. Como urna
viso ficou -nos urna grinalda de folhas do arbusto
da independencia, e urna cruz de brilhanles qoe bao
s resplandeca, mas bata brandamanle sobre om
cultoamorenado de urna melanclica mora. Eslava
triste n'nm dia de lano contentamente.'
Hontem raioo tao bello para Nitherohy o dia 9
como haviam raiado os dous dias antecedentes 1
SS. MM. II. foram oovir missa no oratorio da ra-
sa provisoria do asylo de Sania Leopoldina.
A asylada de nome Jeronyma, natural de Nilhe-
rohy# com 6 annos incompletos de idade, e reco-
Ihda do arylo de Santa Leopoldina em fevereiro
do correnle anno, reciten a seguinte allocuro a S.
M. o Imperador com desembarazo natural :
a Senhor! Nao vai longe o lempo em que nos po-
brezinhas e desvalidas lulavamos com lodos os hor-
rores da miseria e da orphandade, e nem mesmo nos
era dado o conforto que inspira a religio de Jesos
Chrislo, pos qoe seos primeiros rudimentos nos os
ignoravamcs.
Eramos ento, senhor, bem desgranadas!
' De repente as scenas se raudam, a miseria e seo
cortejo assustador desapparecem ; a fume cesta de
agrilhoar-noa ; os andrajos que mal cobriam nosaa
nudez ao substituidos pelas vesles candidas da in-
nocencia, e nos preceilos da religio e da moral que
mais carinliosas nos ensinam aprendemos a obede-
cer e a Irabalhar.
< Hoje, i enhor, nos nos jnlgamos felizes. E por-
que ao corceo piedoso de V. M. I. e virtudes
que adornam o anjo qae o ceo destinoa para Impe-
ralriz do Brasil, permiltam VV. MM. II. qoe do
fupdo de dossos corarles agradecimos aj VV. MM.
II., e que eu convide a todas as minhas irmas pa-
ra comiso bradarem : Viva S. M. o Impera-
dor 1 Viva S. M. a Imperalriz 1 Vivara SS. AA.
II!
Estes visas forera respondidos por nm s grito
unisono e infantil, e a mesma Jeronyma oflereceu a
S. M. a Imperalriz urna bonita a bem acabada al-
mofada bordada de la.
Seguio-sn o segoiole hymno em louvor de S. M.
o Imperador, cajas lettras sao da composico do Sr.
Joaquim Norberto de Soaza e Silva :
Creou o Eterno
Um mortal ou nome,
Do santo perfuma
Do peito seu;
N'um sopro divino
Dos labios sagrados,
De luz esmaltados,
A vida Ihe dea.
E logo outorgou-lhe
Por sea grande imperio,
No novo hemispherio,
A Ierra da Crnz ;
E elle orgulhoto
Do dever sagrado,
O seo povo amado
A'dila cooduz. .

Na voz de seo povo,
Qne em guerra nao lula,
Somante elle escola
Continuo louvor :
Sea povo o estima,
O acata e o ama,
Por elle se inflamma
N'ora santo fervor.
A fronte Ihe adornam
Mil loaros virantes,
E estrellas fulgentes,
Quaes flores do ceo ;
as armas saoguentaa
Dos poyos malquistas
Mas sabias conquistas,
Sao o sea tropheo.
O' Dos de bondade,
As preces da infancia,
Qual pura fragrancia
Se elevem a li I
Por seus prolectores,
Seu psi desvelado,
E a mai anjo amarlo,
As preces ouvi '.
Cifro.
Elle he desle imperio *
Mi rao da natora,
Por nossa ventura
O imperador,
das orphazinhas
Tristes desvalidas
Aqui reunidas
He o protector.
A'i preces da infancia, exprimidas pela msica e
poesa, succ >deu a missa.
S. M. o Imperador manifeston, Onda |a missa, o
desejo de visitar o interior do estabelecimenlo, e o
Sr. commendador Dias da Molla leve a honra de
conduzir SS. MM. II. a todos os aposentos, elimi-
nando SS. MM. II. por essa occasi.lo os trabalhos de
escripia e costura das asyladas, qae se achavam so-
bre ama mesa no centro do prmeiro dormitorio.
S. M. o Imperador leve a bondade de por ai mes-
mo fazer diversas pergonlas a Ires das asyladas mais
adianladas, mandando que ellas leesem e escreves-
sem em sua augusta presenca.
A lana ordem, melhod.o e progresso se mostraran)
SS. MM. II. salisfeilas, sao par cario dignas de
elogios as irmaas de Mara e^a mesa que dirige a ir-
mandade de S. Vicente de PanV e SS. MM. II. se
reliraram contentes daqnelle asytoy de qae sio lio
encllenles prolectores. >.
O progresso qae a industria vai ia>endo oo paiz
nos torca a interronaper a festividade religiosa do
lencamente da pedra fundamental para o edificio da
asylo de Santa Leopoldina, a qae SS. MM>
dignaram de lomar parte.
SS. MM. II. honraran) orrm a sna visita o estabe-
lecimenlo de refinacao de essacar, distillacie de
agoardenle e fabrico do carvad animal, situado na
roa da Praia, de qu he proprielario o Sr. Padro
Pereira de Andrade.
Eslava elle adoruade para a visila deSS.MM.
II. qoe se dignaram de entrar pela porla da fabrica
e passaram inmediatamente ao seo exame. S. M.
o Imperador deraoroo-se por muito lempo na apre-
ciado dos novos apparelhos introduzidos no paiz.
O digno eogenhelro que Irona para o Brasil Uo
imporlaote industria den lodos os esclarecimealos
que S. M. o Imperador desejou ter, o qae aa resu-
me no seguinle:
. O assacar he trazido todos os sabbados'do grande
deposito para am peqaeno ermazem ao lado dea ap-
parelhos, e dahi subido s cusas de horneas caldeira
de clarifieaco.
Esta caldeira he de ferro, eom ama serpentina
de cobre, na qual circula o vapor a alia pres*ao,
Ahi derrele-se o asaucar (em porgues de 80 arro-
bas cada vez) n'agua, e mislura-se cesa) o carvao de
osso era grao fino e com urna peasjM. porcio de
sangue 1120|0 do peso do assuearJM
rias estranhas sa encerrara n'oma espacie (
pelo efleilo da albmina do sangae, esto retidas so-
bre a superficie de urna porreo de saccas de algedao
que formo as duas csixas rectangulares de ferro qae
se acham perto da caldeira de clarificarlo; eao meia
hora faz-te ama clarificarlo.
Estas caitas, a qne se Ihe d a aome de filtros de
saceos, conlem em sua parle inferior ama carnada de
am p de grossura de carvao groseo e nma porcle da
saceos col locados verticalmenie e de tal nwneira dis-
postos que o liquido clarificado, qae se aprsenla
debaixo de nm aspado preto a gordo, sane lmpido
inleiramenle, sem chairo e goslo algum do sangae
em pregado.
O caldo assim oblido he elevado por meio de nma
bomba movida mi a om reaervalorio superior,
que o distribue a duas grandes columnas ebeias de
carvao animal ara grao groase ; chamada os gran-
des filtros, sao de ferro.
Passando alravs da espessa cemada de carra* em
grao, o caldo deposita ioda alguma materia eetra-
nha que posta estar ainda em saepeoaio no caldo,
as materias gordurentas, colorantes a infectantes,
e sabe muilo mais claro,.inleiramenle privado de lo-
da a impureza.
He elle receido em dous tanques de ferro, eeJahi
disiribuidoa ama grande caldeira de cobre aqueri-
da pelo vapor qoe passa por nma serpentina concn-
trica. Ahi concentra-te elle ao ponte conveniente da
fazer rryslalisar.
Depois he vertido para dobt tanques oada be es-
friado ao ponto de ser posto em formas onde porga-
se lenta e naturalmente, passando par diferentes
lavagens e terrquea, e donde no fim de 15 a 20 das
conforme a natureza do assacar mascavado qoe aa
Irabalha) sahe inleiramenle claro,e vai serrar a'ama
estufa aquerida a 35. onde elle censolida-se.
Ero vez de por-se o caldo remite em formas, laat-
bem distriboe-te nos tres centrfugos .que, mov-
Jos pela machina de vapor i velocidade de 1,500
revi oree par minuto, si paiaas, r i i g mlMltr
o mel que escorrede um lado, do' assacar reflaado
em pequeos crystaes qoe ha retido dentro do appa-
relho.
Esla maneira toreada de porgar o assacar be mal-
lo engenliosa, permute obler em 6 minutos estacar
refinado, o qne nio se fax as formas em menee de
15 dias; ecooomisa-ee tempe, ralo de abra, empale
de capital em casa de porgaco, em materias para a
purgacio, e em gneros parados durante Unto
lempo.
O mel qne escorre das formas ou dos centrifegot
ainda be coziuhado difiranles vezas, afim de reti-
rar-se a maior parte do estocar comido; a ao>elle
queja esla bastante viscoso eque difcilmeote aban-
dona o assacar be mandado para a distillaria funde
he convenientemente misturado cem agua e fermen-
to), posto em grandes linas em numero de 14, e on-
de oo fim de i dias se acha terminada fer-
mentaban aleoolica, e promplo a ser distillado no
alambique.
O alambique d 1 pipa a 1 tr2.
Para a retinara existe nma caldeira de vapor
trabalhando a pressao da 90 pollagadas de mercurio
ou 6 almospheras, que fornece o vapor i caldeira de
clarificacSo, de cozimenlo, e pequea machina de
vapor (de 6 cavallot andando a 00 revolueoee por
mnalo), qae pe em movimento as.dinereles bom-
bas e as tres machinas centrifugas.
A fabrea do carvao animal he situada ao lado da
fabrica de refioar e dislilsr. Ah utilisa-se o osso qae
era entre nos perdido ; he elle fechado hermtica-
mente dentro de potes de ferro, a queimado n'um
torno particular. No fim de 3 horaa os gazas que
se qaeimam dentro do torno elevara a temperatura
ao vermelho branco, retiram-ee os potes, esfria-se o
osso, que depois he passado por um moinho e d'ahi
por dinerentes peoeiras.
O osso Ije desinfeclante e descolorante em extre-
mo ; delle se servera hoje em mudas industrias, sea
prefo augmente lodos os dias na Europa, e par essa
razio he sempre falsificado.
Custitio estabelecimenlo a metade do preco da-
qnelle que vem da Europa, qae .nem sempre he
paro.
O carvao dos grandes filtros perde as soas proprie-
dades no fim de 4 a 5 das, mas passado pelo torno
e calcinado convenientemente recobra eslas raesmaa
propriedades prmitlivas ; sem o qoe o seu emprego
seria enormemente dispendioso, e por consequen-
cia nao pratieo: esta operacio he a revivficmcioio
carvao.
Nenhum dessesatsucares deposita, nem forma es-
cumas n'agua seguindo paseo a pateo a fabrcicio,
comprehende-se que este assucar Dio contera part-
cula algoma de cobre, pois qae ni* he batida (eomo
em toda a parte te faz;, e nlo pode conter nenhom
indicio de sangae, nem de carvao, pelo effeilo das
fillracoes saccessivas; e por consequencia nao tea
aquelle chairo, nem goslo ptrido, paatileoeial ean-
ti-hygienieo qoe se encontra mesmo oo melhor asn-
ear refinado no paiz.
SS. MM. II. se dignaram de aceitar Um copo de
agua que lora preparado cora toda a profosao e gos-
lo; reliraram-se, ao som dos vivas de numerosas pet-
soas qae se achavao presentes e para as quaes foram
franqueadas as portas do estabelecimenlo e toda a
casa. Aos brindes hitos a SS. MM. II., inde-
pendencia nacional, reunio-se lambem un brinde
ao progresso da industria no paiz, qae foi eothusias-
licaraenle applaudido.
SS. MM. II. se dirigirn) chcara comprada
recenlemente para a edificarlo do asylo. J la etta-
vara as irmaas do SS. CoracSo de Mara, que havi-
am seguido em procissao precedidas de toda* as
asyladas, qae trajavao uniformemente vestidos azaes,
facha cor de rosa e veos brancos ; levando o eslau-
darte do Coracao de Mara.
Essas eicellenles mnlheres eooduzirara em andor
a imagen) da Seobora da Couceicao para em preten-
ra della ser beata a pedra fundamental do novo edi-
ficio ; e era ora primor em ten genero devide de-
dicarlo que consagra o Sr. Dr. F. S. Dias da Meta
a este estabelecimenlo, ao qual tem sacrificado o sea
repooso e ainda as economas de sea bolsinhu.
SS. MM. II., precedidas do Exm. Sr. rice-pre-
sidente da provincia, da meta administrativa da ir-
mandade de S. Vicente de Paulo, se dirigiram,a
nma improvisada e ligeira capella, onde iremulava
a bandeira nacional, para a benrao da pedra : ahi
leve lugar ease acto religin pronunciando o Exm.
Sr. visconde do Rio Bonito, como provedor da ir-
mandade, a seguinte allocucao :
Senhor 1 Ha pouco mais de um anno que V.M.
I. a excelsa virtuosa Imperalriz, honrando a capi-
tal da provincia do Rio de Janeiro com urna augus-
ta visita, se dignaram aceitar o titulo de protecto-
res do asylo de Santa Leopoldina, fondado por cata
oceaiiao e confiado ao seto da irmandade de S. Vi-
cente de Panto.
Esta pa institoicao, senhor, esle peosamenlo
de homanidade da astembla provincial, realisado
sob a protecclo da imperial cardade, foi bem eom
prehendido e acolhido por toda a provincia do Rio
de Janeiro. Urna idea Uo generosa, de iao eviden-
te utilidad, nlo podia deixar de despertar em todos
os municipios os lenlimenlos humanitarios e religio-
sos que domioam os corafoet fluminenses.
a J 29 meninas e 5 meninos orphlos se acham
recolhidos na casa provisoria do estabelacitaenlo,
recebendo ama educacJo modesta e proveileaa sob
a direccao das irmaas do Corceo de Marta. Sio 94
vozes que lxmdizem o nome de seos augostoi prolec-
;





II
OIMIO D PCRNftMBUCO SOTA FElRj. %\ DE SETEMBRO 01 1855
lor 1 Slu 34' fotoro cidadlos honeste e lutelli-
geole qui diremos tociedade !
f Campre poreni levantar edificio aproprlado
Ki lia pi estabelecimenlo. A aw provitoria
lede o sau o deeeovolvimento e mestoo a regu-
laridad* da noi Irabalhos. E ja que V. H. I. roos-
Ira sempre prsier de ligar mu asme ludo quaulo
M inicia de grande e ae entorte a aaa imperio, a
man da i mu a dada de 9. Vicente de Paulo ta re-
gar a V. M. aa te digna eollecar a primeara pedra
daquelle editcie, onde Teluro mais plenamente
e tai realisar a aaala luapirajlo qae preaidie ao at-
tabelecimeale doaaylo:
e A metada IraJandadi! da S. Vicente da Paule
* te desvanece de ajne V. M. Imperial acqoieeceri a
temelhante rogativa, pelo qae beiii respoiloaaneala
a anguila mo de V. M. Imperial.
Ae que 8. M. o Imptrador aa dignen de **-
pondrr :
* Louvo uiuilo-o peosaraealo da irmandade e com
aaaile priter lineares a pedra fundamental do no-
vo edificio.o
As gyraodola anounciaram que a pedra fanda-
meolal era levada para o teu lugr. Conduziam-a
em ama pedila elegante S. M. e Imperador, o Sr.
ainittra de imperio, o Sr. viaeoode do Rio Bonito
eoSr. vice presdante da provincia. Saguia-tao
* Sr, l)ia> da Mulla com urna cesta de prata em que
se ochava urna enlher e marleilo do meamo metal
**iaeoruaomonle Irabalhadea e failoa de proi
pava eme ftaa ; e beru aetlmat trea tblhaa da
dia de liontem, diversa mnada de oaro i
e as seguales inseripces impressa em per
l)o Opl. Ma.
Pelrv Avg. U
jrttvt liberalis dea
Brasiliarvra I roperalor
orphauolropbu
qved omine/ Cavilo
cale nlo apparecia resolveo o povo de Montevideo
nomear um goveroo provisorio. A nomeagio reca-
hid no Sr. D. Lar" Lamas, que chamon para o mi-
nisterio os Sra. Herrera jOI.es, Batlle, e Antnna.
Osd
redo,
0 dous apoius da autoridade no Estado Orienta'
eran) a legtlldadee a inlervencio. O general Florea
violo a censliloi^o eom o decreto de 10 de agosto,
que abola a liberdade de Imprenta, e todos virio
nesse acto o principio de orna dictadora.
Pela impetuoetdade da seu carador rompen o ge-
neral Floree com o ministro do Brasilvque detappro-
vnra a pedir a revognrio daquelle acto, e assim per-
dea oepoio moral e material da allianca. O desva-
rio do general Floras chegua/'ponto de convidar o
povo da Campeona para ufa guerra contra o im-
perio, aera outro fandamarno alm da opposieto ao
decreto de 10 de agotjgetj do tolhelodo Sr. D. An-
dr Lamas.
A soa autoridaae fieou lio dosmoraliaada com a
Cilla l'.iquelluiloiis apoins e com a violencia ridi-
cula dus seuaactus, que se vio obrigado a abandonar
a sede do gdverno diante de am grupo de menos de
200 pesaadle a fogir para a campanha, onde pro-
curotianunir alguna partidarios a pretexto de oppor-
itas ambiciosas do Brasil. Parece que chega-
reunir 800 bomens, mas na dita das ultimas no-
ieiaa assegorava-se que. dissipada a illoso da con-
quista brasileira, lintia sido ubandooado por muila
geni,
que se dava aos armamentos da campanha, o general
Flores move tropas de linlia das tres armas, assesla
petas as ras, e ameaca metralhar o povo se por
ventura se apresentasse urna manifestado de rego-
ousprimeirus pertencera aoaotigo partido col-1 rijo pela revugatlo du decido contra a imprensa.
i, e o ultimo ao anligo partido blanco. ,' .nguem linha pensado nesta manifestarlo, e a tor-
ea publica perdeu o seu prestigio sem atemorisar a
ninguem.
Calcule-ae pois qaal seria o estado das coosas
com esses fados.
Demais, dtzia-se geralmeote qae o govirno esla-
va interdicto com a legarlo imperial, qae a havla
amearado com um vilenlo rompimenlo das relances
existente, e que coneilava os homens da campanha
contra o Brasil.
(O que havia no fondo ignorava-o o povo; porm
nao ignoravaque alegarlo brasileira linha feitoami-
gaveis observables ao governo sobre ai saaa medidas,
especialmente sobre da imprenta, e que o goveroo
s linda irritado contra aquello legacSn por esse pas-
so que nao podiadeiiar de dar e de esforgar-se lam-
bem poroutros, vista a lellra doscompromissos exis-
lenles entre ambos os paites.
Sabia-se tambem que, gratas a olTiciosa media-
do dos agentes Trance* e inglez.tinh o general Flo-
res retirado urna violenta nota que havia dirigido 1
lega gao ; e que depois deesa retirada e da revogacao
de decreto do dia 10, as relares amigaveis entre o
govemo e a legarlo podiam talvez renovar-se. Na-
da niais sabia o povo a qaem o general Flores e
teas amigos suppuoham de accordo com a legaclo
O governo provisorio em quanlo nao levntale) para urna rerelo, o que era Talsissimu.
"u
*
1
I -

rvb presidio i). Leopoldina Virg.
vtrivaqve acivt pvervlit
edvcandls
ex decalo Senalvs Provincialis
pvblica pieles dieavit
apvd Nitherohyense
aedicaudi
cardinalem
solemni Chri.sliaoorvm Riiv
vicarii parochialis
R. P. TUoovb Aqvinate
miuisterio ivslratvni
lapidem
Tlieresia Cliritliaa Aug.
Brasiliarvm Imperoleris
conjvga
P. II Contilii Participe
avgvita maov
Joaepho Ricardo A. S Reg
proviaciam administrante
commvne velva adimpleole
odalivtn
collegio salvtari d. Vicenlii a Pava
adscripiorvm
Jeliaunii vice comiui Rio Bonito provisoria
Joaephi Ricardi a S Reg vice provisoris
Angel Thena ib. Amaral canetllarii
Ferdinandi Sebastian! Dias a Molla
Johannit Rabello a Vatconcillot el Sovxa
Josephi Edvardi Galvam Jvnioris
Jeaanni Anlonii Ftrdinandi Pirfheiro
cisci Xaveri Baplistae
"arliui Ferditnandi a Fara
vs seplembris
ni M. D;CCC LV.
regoi svi fauces XXV
exvllanlo popvlo
posvil
& M. D. Pedro II,
Imperador Constitucional
e Defensor Parpeluo da Brasil
laogou,
no dia 9 de tolembro de 1853,
35 do seo fausto reinada,
seudo prsenle soa anemia esposa,
I). Tharea Chrislne,
Imparalrixdo Brasil,
A primeira pedra
Do aeylo da Sania Leopoldina,
Fundado na imperial cidade
De Nilherohy
Peto piedoto cuidado da assembla legislativa
provincial,
Para a educarlo dos meninos desvalidos
De emboa oa sesos.
A pedra fui beata conforme os ritos
Da Igreja calholica
PeloRvm. P.fhemez de Aquioo,
'Vigario ila freguezia,
em pretenga
Do coDamen.la.lor Jos Ricardo de S Reg,
' Enlo vice-presidtnte da provincia
Do Rio de Janeiro,
E dos membros da meta administrativa
Da irmandade
Da S. Vicente de Paolo,
Eio. viscoode do Rio-Bonito, seo provedor,
Coraraeadador Jos Ricardo de S Reg,
Seo vice-provi'dor.
Angelo Thonaaz du Amaral, secretario, .
Fernando Sebastiao Dial daMoll>,
Joao Rabello de Vateoncelloe e Souza,
Jote Doarle GalvSo Jnior,
Joao Antonio Fernandes Piulieiro
Bernardiao Marliat Fernandes da Faria.
Seajaio-te o lancamento da pedra ; eolio a irroja-
priora rtciUu em alloauio um discurso a que S. II.
o Imperadnr se dignou de. responder na mesma lin-
gos, SS. Mal. se retiraran) entre as alas das aiyla-
dasedas irmaae do Coiaco de liara, que ntoa-
vaoa seu caticos religiosos. O bataltiao de fuzilei-
ree da gaarda Racional, poetado em frente do edifi-
cio, fazia a gurda de honra, e a tua banda locoa o
livmno nacional ao abaler-eeo penda nacional qae
Ine est (confiado.
O sol vibrava entilo eem todo o arder de seos raios
O aaembrpt da} mesa adminilrativa da irmanda-
de, imitando o exemplo dadt .->elo Dr. F. S. Dias
da Molla, offereeeram sene carros s atytadae e ai
saaa preceptores, digoas lilhas de Mari.
SS. MU. acctheraan-se ao palacio, onde afDoem
peesoHs tudgeales, e seliem bemdizemle da bondade
qeocatacUriea o eoracao de Imperador e Imperatrix
do. Btaaileiroa.
Comecam a aeender-se as laminarlas. SS. MM.
II. chegam de um ligeiro pstelo em torno da cida-
de, a dispoem-va para vizi lar as pracas onde ea er-
goaa a.-coe, pyramide, pevilhdet e crelo eieellen-
lemenle Uluminados, Iwm como um foco de artifi-
cie aeaatostiado e anlogo ao objeclo dai fealividarfes.
Vaoxoe Uanbeio perder-nos na confusio do pavo e
loaaar parte no recreio popular, qae interrompenrto
o silencio eaa monotona des otile oitheroliyentes
Ib emprestara este ruido rtoresonioM dae pepo losa
cidades, a qae linde di mais vida a piaunca augus-
ta de seas itrperiaet hospedes.
forjas na campanha para ae oppor a qualquer tenia'
Uva do general Flores, tralava de pdr a capital em
estado de defeza Parece porm que se esperava che-
gar a um accordo. O commercio nacional e eslran-
geiro nomeou urna commisso para negociar com o
general Flores um desenlace pacifico, e a primeira
proposla do general foi a de renunciar presiden-
cia se a administrarlo fotte assumidatVelo vice-pre-
lidente.
A divisao imperial conservou-se neutra pela forc
das circumilaucia com que o general Flores collo-
c.ira.o ministro do Brasil, mas anda assim conlri-
boio para evitar alguma scena desangue na capital,
e para tranquilizar a populacho pacifica.
Copiaremos agora o que diz o Comercio del P.lata
no seu artigo para o exterior
o Gravissirnos soccessos occorreram na repblica
dorante u mez pastado ; porm nao podem sorpren-
der a quem tiver acompanliado os acontecimenlos
que os preparavam. e muito menos aos qoe conhe-
cem os fados que precipilaram urna mudanra arce
lerada e verificada anexar de quanlos esfnrcos ze-
ram os homens da ordem para evita-la.
u l-oram porm estes veneidos no seu nobre pro-
pajilo ; o proprio governo anterior se encarregoo de
dar impulso a esse moviinenlo com suas medidas, e
tambem cum as ideas perigosas qne predomioivam
em teiit conselhes.
i. Era cousa aceita por todos a neceasidade de
maular a pax no estado ; para esse (im dirigiam se
lodos i>s esforcos ; com esse lim fazia a populacho os
maiorrt sacrificios ; al se calavam amargas qocias
para cootegoir este santo resultado. Via-se o cam-
po entregue a ama completa drsorganisacao, e go-
vernado ao arbitrio caprichoso do poder ; via-se sem
garanta nenhoma a vida e a propriedade dos habi-
tantes do campo ; nao exista liberdade alguma, e o
despotismo ia gaohando terreno em toda a parte on-
de o poder linha accao.
Nao obstante a manutengo da paz publica era
o que todos linhain em vista e qae ihrandava a to-
dos os qneitumes. Esperava-se que o poder regu-
larisaria ana marcha e que a paz prevalecera.
a Na capit I, no foco das ideas Ilustradas, no cen
tro da povoacau acost mada a pensar com liberdade,
Taziam-se grandes sacrificios para essa pat, 13o invo-
cada pelo poder, tan aventurada por seos erro* e tor-
tuosas tendencias, e t got amigos e apaixonados coDselheiros.
ii Porcm na capital nao podiam supporlar-se me-
didas arbitraria!, nlo podiam soffrer-se ataques s
garantas contlilncionaes, nlo podiam lolerar-se
odiosas violacaes da lei fundamental.- Todo islo nlo
obstante leve lugar, e em non da paz publica o
proprio poder coospirava contra ella, agitando os es-
pirilos de orna maneira lastimosa, creando descon-
flautas, promovendo alarmas e empregando meios
reprovados para cegamente te facer obedecer.
A capilal nflo se poda resignar a tanto abat-
meuto : se o poder leimava em seguir o seu tortuoso
caminho. Montevideo resistira irremediavel, e esta
remitencia havia de quebrar a attitude provocaflra
do governo, como veio a tucceder.
a L'm fado havia occorrido que linha servido pa-
ra exasperar o general Flores e os seos amigos. Fal-
lamos da lencao qae formaran) muitos cldadaos de
promover a uniao e concordia entre os Orientaos de
todos os anligos partidos Este pensamento qoe de
lia mailo agilava salolarmeute a lodos os bons cidn-
dos, veio a lomar maior vulto com a apparirao em
Montevideo do l'rogramma que o Sr. 1). Andrs
Lamas dirigi do Rio de Janeiro aos seus compa-
triotas.
t Este escripia eslimulnva, debati de urna for-
mula que na exist*, essa uniao e concordia naces-
sarias e, os cidadSos se aproximaram ons aos oulrot.
enlenderam-se e convieram em Irabalhar pacifica-
inenle nessa obra verdadeicamenle nacional.
Este faci foi torcido peto poder e pelos seus
i"

Htsitteneia i juitiea < ferimtntot. Na villa de
Palrtcinio, provincia de Minas, acaba de dar-se usa
fado qce deve merecer a seria allensio de governo.
O flDlTtcter daqaefla villa foi atacado e gravemente
ferido do exercicio de suas fuactoes por gente reu-
nida pelas proprias autoridades policiaes da villa
para se oppor a execuego de am mandado legal ex-
pedido pelo juiz municipal. Eis o cata :
O i" sabslilulo do juiz municipal Manoel Fran-
cisco Marlios Mendim he depositario da qoanlia de
21^080 proveniente di: um diamante roubado a Jola
Antonio do Arrozal por Felicio JosBorgesem 1852.
Etgolados lodos o recursos da chicaoa e citado o de
potlllfie para apreseniar o dinheiro em joiio, oble-
ve do delegado dus terrenos diamaolioos.corno meio.
de deenorar a entrega do deposito, ama denuncia
aajrriz tiesta exeeurao para embargar o dinheiro em
ma da loeamo deposilariu. Allegava o delegado o
dlrelt da fazenda publica por ler sido eitrtbide o
diainaule roubado em terreno pertencanle uaejior
Matiz man don ouvir o colleclor e o procurad,
be! da administrar.!, e como eslea sesleotaasem o
relio 4a fazend, publica, ordenou o joiz qoe o de
te fosad removido para a oollecloria. Pateado
ludada, redeeru o depositario vista para ember-
. Como ao se Ihe consentio a guarda do diahei-
* pot logo ea davida o direilo nacional, e de com-
eta copra delegado de polica preparou-te para
resistir' s ardeos do jal/, reuoiodo genle em nomo
da soa propria aotoridade e comprando munitoes
d ajetra a prelexto de qoe as autoridades estavaia
araeaeeds de ama sedicao.
O jaii, infarroado do occorrido, requisiiou forc*
aw eommandante do desla'camenfo de Bagagem. que
me foi negada ; mas obleado algom auxilio da
guarda nacional de Santa Anna e do Arraial dos
Patas, qui< fatzer exerular o seo mandado no dia 9
d piando, fazendo-o de novo intimar ao depositario
pelo I tabeliao e por um olllcial de josfica. Ape-
nes pwm o tabeliao se aproximoua cata do deposi-
tarle) veio-llie te encontr o delegado de polica Jola
u W^lti <,OT An^* eerft,l,e 4* ?en(e armada e
d>-nw i vo de prjso. Comparecen ento o eol-
MWr e m recefiido rom ama descarga de fuzilarias
Seodoa Torca reqatsiiada pelo juiz rnnilo inferior
deeamotsiHido, retiran-te este com os eens ofciaes
nCavMt) avradlet tenbores do campo e instaurando
leaaatmi ptoeeste erintra o colleetor por efime de
Me Isa pesaivel que um fete detla ordem flqoe
topea*. Nlo he pussifel consentir qne oto dele-
gado do peliek), prevalecendo-se de toa aoloridavle
rteaa for^a enra eppnt-ta a am mandado expedido
ceir elle, como partiealar, pelo jnrzo competente.
Verdad he que a polica entrenes be omnipotente.
8V-a anda per inett lempo ? Creaos que nlo.
O norrivel aban da asta antoridade ha de (mor por
ferext unte reeecao.
Ii
O paquete ingle/. Camilla, entrado lurotem do
Rio da Prata, trat a noticia de' unta rev.luca m
Maalevulco.
O eataifo era que se acfiavam ot nimos airtet de
dia S de agosto' fez recta* a cetario da orden no
Eabdo Oriental; mal ot faclos occorrido desde
aquella dala al o dia 25, dos quaes ja demosconlie-
ciatenlo aos Itilores, inspirsraiu a esperan.;. de qoe
<> governo do general Fletes entrarla no caminho da
ligalidide e evitara assim orna sablevas^o que se
lernra iinmioeule.
Enganarana-se os que asalta pentavim. No dia 26
loafou o general Flwea prender e depulado D. Jo-
to Mari Mnntz. Rusislio esta a prisas por illegai,
a t povo apaiau-o aa tua residencia. A paqaiai
furo de linlia qae havia na capilal eaio-se ees pro-
nunciado, a o general Flores leve de relirar-se da
tapilat '
Ao rlai nratidentt da ripobliea, o Sr. Bntlaman-
'*> acava tonar pone da admiaiatraflo, mas come
amigo: calumnllram-o, exploraram-o peranle a
inultidlo, e Irabalbaram por dividir profundamente
as homens. Nlo era i*lo de cerlo Irabalhar a favor
da paz ; era fomentar as diseno5es domesticas, era
semear novut odios, asan lo a tui gradual exlincc3o
era a principal base da paz.
Todo reconheceram esses esforcos malficos e
se prepiraram para ioolllisa-los.
a Havia no meio de Iodo urna quealao que op-
priinia os nimos, que era a queslo capilal, a quea-
lao de vida ou de morta para o paiz ; e comecou el-
le" a%er discutida na imprensa e nosJcircuios polti-
cos : era a queitlo da falara presidencia. Urna in-
qoelaflo geral no paiz e nlo apnsigaada pelo po-
der ou pelos seos amigos fazia suspeitar que o ge-
neral Flores seria reeleito presidcnle em marco de
1856, por mais 4 aonos.
.i A composiylo do eorpo legislativo, coja mao-
ria derivava daqoella Influencia poltica, fazia temer
com razio que se dease essa violceo escandalosa da
conslitnielo, como se dea oatra nlo menos nerigosa
no mex patudo. ,
O pevo manifestou as saas dovidat, mas neuhu-
ma palavra aotorisada veio tranquillsa-lo sobre etle
ponto. Cada qaal fazia auu conjeduras acerca do
que soecederia em marco de 1856.
Mu a imprensa independenle comecou a discu-
tir n ooeetlo presidencial, e eis aqoi ama dn causis
visiveis da serie de graves erros qae lago hoove n
deplorar.
A in.prensa pois foi acamada, foi preso um ro-
dador ; ootro foi amentada da prislo e de desterro ;
maudoa-se sellar urna imprenta e se poblicoo o de-
creto contra a liberdade da imprensa, decreto que
viola abertameolr a constituirn do Estado, e qae
entretanto fol ratificado pela commisslo permanente
do eorpo legislativo.
Estas medidas arbitrarias prodoziram ama reac-
elo nos nimos da maoria da populaclo. O jornal
A Liberdade nlo cessoa de apparecer, apeur do
decreto, porm a toa pequea lypograpbia eslava oc
colla, e para essa publicaran leve de fazer grandes
sacrificios ; ot redactores e amigos liveram de arros-
lar pirigosa A /.iberitade proleslou eoergicimeqle
e nlo se sajeiloo ao decreto.
e Por soa vez minora do eorpo legislativo di-
rigi commisslo permanente a segonte,nota :
a Honrada commisslo permanente.Os aoaizo as-
signados, cidadSos da repblica, e membros da as-
sembla geral, fatendo uso do direilo de peticjjo e
curnprindo e devar qae Ibes impoe o cargo repre-
sentativo de qae eslo investidos, lem a honra de di-
rlgir-se a V. H., aflm de chamar a voesa mal seria
attem;ao sobre o decreto do poder execollvo de 10 de
correnle relativamente Imprensa peridica, so-
bre as medida extremas que, como he notario lo-
moo por si o presidente da repblica mandaodo fe-
char e sellar lypographias, e lazando comparecer na
tua presenta os redactare de peridicos para amu-
ra-Ios com prisoes e desierros.
a Seria ofTehder o bom-senso da commisslo per-
manente tratar de demonitmr-lhe aqui aenormida-
de do ibuso qoe euvolvem essas medidas. 0 poder
execulivo, legislando, estibelendo censura previa a
emisslo do pensamento, Impnndo outras restricc/ies,
assignalando outras penas, eatlrihoindoa ootro Iri-
bunaes, que nlo os designados pela lei, o conheci-
menlo das cautas da Imprensa : privando aos cida-
di'ies de soa liberdade, Tora dos casos determinado
por lei ; o presidente em pessoa expedindo ordeos
sem a responsabilldade de ministro, e julgando-se
autoritado para Taxer ameatas e Tallar s convenien-
cias pessoaes, slo mais de que abusos, slo desregra-
menlos que infundem alarma e inquietarlo na po-
pulacloslllcaracleris.iin u |ioder publico c debililam
sensiveBBrHe o principio da aoloridade.
o (Is abaixo asignados nlo podem ficar impassi-
veis ante essa Iota inqualilicavel entre o poder exe-
cutivo e a conslilairio do Estado. Assim pois, fa-
zemlo uso de um direilo qoe lem como cidadlos, e
curnprindo um dever sagrado, de qoe nlo podiam
prescindir sem alreicoar a confanca de seas comil-
tenles, sem desalteoder i voz de sua propria cons-
ciencia, e sem moslrar-sundiflerentei violarlo da
constituirAoe dasleis, vm pedir a V. H. que etr-
ea as allrilmices qoe Ihe compelen) pelos arls. 56 e
57 da lei (undamental at oblcr a revogarao do de-
creto de 10 do correnle, e da medidas a qne temos
alludido.
a Montevideo, 12 de agosto de 1855. Zacaras
Mayobre, representante por 3, Jos ; Pedro Bm-
lmante, represe.ilaole por Montevideo ; llenri-
que Muoz, senador pela Cotona ; Joo Carlos Ve-
iei, representante pela Colonia ; Jote M. Muoz,
representante por Montevideo ; Francisco l'eira,
representante por Maldonado.
A junta econumleo-admlnlsfrativa, qae pela
constituirlo lem o encargo de velar pelos direitos dosel
cidadlos,alrigio-se tambem i commisslo permanen-
te reclamando contra casas medidas. A commisslo
desattendeu a ambas easas solieilaoocs, e persisti
em toa conducta.
Dez dias depois de nma siluano vilenla, de
lula entre o poder e o povo, ede (ver aquello em-
pregado lodos os meios para iinpr soa vonlade, le-
ve de ceder e eipedio om decreto revogando o do
dia 10.
Essa revogacao nlo produzio o eflelo de aquie-
tar M etprriios. Sabase, e boje est averiguado,
que o general Floras armava a paiz optetsur.lamen-
la, e islo alarmava a capilal. Ninguem conlava com
seguranca.detde que apresentasse dma attitude qual-
quer era oppoticlo s arbitrariedades de governo.
Laxa neile, qotndo todos estavam debalxa da
mais ingrata imprimo pela actividad* a exlentle
Transcrevemot aqui as olas entre o governo e
legaclo, para qae lodos lormem um juizo acer-
tado :
0 Montevideo II de agosto de 1855.
a O abaixo assignado, ministro de relacSes exte-
riores, lem ordam do governo para dirigir-se ao Illm.
eExm.Sr. Dr. Jos Mara do Amaral,enviado exlraor-
dinario e ministro plenipotenciario de S. M. o I.
do Brasil, com o flm de chamar sua consideradlo so-
bre alguus factus e circumstancias que sao, nlo s de
um ioleresse vilal para a repblica, mu que ala-
cam de om modo directo os ioteressu da alliaoce
brasileira que S. Exc. representa lio dignamente,
e Desgraciadamente para a repblica o espirito de
opposiclo autoridade emaoada da lei ebegou a agi-
lar-se hoje pela imprenu.de lal modo, qoe cnega
at ix proclamarlo de ama revotarlo contra o gover-
no nacional, a qaem e ultraja nos lermos mais des-
comedidos, como V Eic. j lera observado mui par-
ticularmente no diario La Libertad, suspenso'por
duas vezes. *
I a'l desmando por parle da opposieao contra a
autoridade suprema da repblica, coincidente com a
chegada ao nosso porto do brigadeiro-general D.
Manoel Oribe e com demooslratoes hostia Iran-
uillidade publica feitas palo seu partido dentro e
ora da capilal, e outros dados positivos de combi-
oacoes polticas qoe levam ao cabo, e qoe o gover-
no lem em seu poder, collncaram-o no forcoso dever
de diciar a resoluflo com dala de 10 do correnle,
impomlo urna saudavel represslo liberdade da im-
prensa, cujo exeesso era, no conceiln do governo,
altamente vexalorio a sua autoridade, e poderia 1ra-
zer apt si a alterado da ordem publica.
Rtlalivamente a essa medida, o abaixo assignado
leve a honra de ter com S. Etc. orna explicarle
verbal, n qoal S. Exc. Ihe manifestou a sua de-
conformidade com a indicada resoluclo do governo,
sobre a qual o ministro abaixo assignado inslruio im-
medialamenle a este.
a Depois disso generalisou-se na capital a noticia
de que S. Exc. desapprovando aquella resoluclo ia
reclamar ofllcialmente contra ella, e os qoe laes
ideas tem espalbado lem-as querido corroborar ac-
crescenlando que a legarlo brasileira e o exercito de
S. M. I. apoiavam a opposirlo qoe os descntenles
se proponliam levar admite contra a firme vootade
da autoridade nacional.
a 0 governo da repblica firmemenlc penetrado
da lealuadc do governo imperial est longe de dar o
menor crdito s ideas propaladas, mas camo ellas
le'm produzido inquietacoes ajustadoras no espirito
poblico tanto mais inconvenientes quaulo be cons-
tante o interessn de ambjsos governos na perpetui-
dade da par. e do soreg publico, ordenou ao abaixo
assignado que solictaase deS. Exc. o Sr. Dr. Ama-
ral, a quem tenlio a honra de dirigir-ma, urna tx-
plicacio relativa aos fados mencionados e coinci-
diles com os altos inlerettes pblicos que regem
aa amigaveis relacea de ambos os governos adiados,
com a qual podem calmar-se as inquielatoes que as-
sallam o povo, aiuda quede maneira alguma podem
afledar o animo do meu governo. .
a Cumprido assim o encargo que o abaixo assig-
nado recebea quinto i manifestarlo que leve a hon-
ra de fazer a S. Exc, s Ihe resta preenche lo pe-
dindo a S. Exc. urna resposta i prsenle nota, Uo
prompta franca e leal como sao siuceros os tentimeu-
los que eslreilim as rclacoes entre o governo da re-
pblica e o de S. M. Imperial.
o Por. esta occasilo o abaii'j assignado reitera ao
Illm. eExm.Sr. Dr. Amaral as segurantes de soa
particular cousideraco e dstindo apreco,Fran-
cisco Agell.Ulm. e Exm. Sr. Dr. Jos Mara do
Amaral, enviado extraordinario e ministro plenipo-
tenciario de S. M. o Imperador do Brasil, etc. i>
Montevide, 17 de agosto de 1855.
oO abaixo assiguado.minislro e secretario de estado
na repartirlo de relacot exteriores, recebeu ordem
de S. Exc. o Sr. presidenle da repblica para mani-
festar a S. Etc.o Sr. Dr. Jo, Mara do Amaral,en-
viado exliaor inano e ministro plenipotenciario ne
Sua Magestnde o Imperador do Brasil, que o gover-
oo, no dever de prevenir os males de urna cambina-
tlo sustentada pela imprensa, julgoo opporluno ex-
pedir um decreto qoe reprimase os primeiros paseos
que slo de noloriedade, cojo decreto foi approvado
como medida de circumstancias pela commisslo per-
manente da honrada assembla geral.
Esse decreto porm nlo tem produzido o ellelo
salular que se buscava ; longe disso (em sido audaz-
mente desacatado pelo peridico que precisamente
dea causa aquella medida.
a Semelhanle acto de insubordinacao, a lingaa-
gem desenTreada com que contina agitando os es-
piritosa pregaclo de doutrioas subversivas da ordem
publica e as machinaees subterrneas de qoe o go-
verno lem conliecimento. corroboran) a organiuclo
de urna oppositlo systemada para Iravar a soa mar-
cha creando urna siluatlo em extremo vilenla.
a Em tal conflicto prev u governo que pode so-
bnvir urna desorriem.
Em semelhanle caso, (endo a vista os artigo 6
e 7' do tratado de alanca, pelos quaes o goveroo
imperial nlo poder, sob pretexio algum, negar o
seo auxilio ao da Repblica, S. Exc. o Sr. presiden-
te,nlo obstante,para vigorar a accao moral da auto-
ridade, deseja que S. Exc. o Sr.Aminl se airva resol
ver explcita e categricamente as segainles qoestou:
1. Qaal ser a allituds da divislu imperial-no
caso extremo de om conlliclo occasionado pelas te
naces resistencias daquelles que desconhecem soa ao-
loridade f
a 2. Desenvolvidos e precipitados os uccessos,
qual seria a linha da conduela da legaclo imperial t
a Decidido o governo a organisar elementos para
rodear-se daquella respeilabilidade que requerem a
sua propria conservarlo e decoro, no caso esperado
de que os auxilios do uu alliado nlo sajam urna rea-
lidade em um caso supremo, o abaixo assigoado ra-
ga encarecidamente a S. Exc. o Sr. Amaral qoeira
dar solutlo s quesles cima com a maior brevida-
de possivel.
Entretanto o abaixo assignado se comprax em
reiterar a S. Exc. os protestos de soa disliocla coo-
ideracn. Francisco Agell.
a Illm. e Exm. Sr. D.Jos Mara do Amaral,
enviado extraordinario e ministro plenipotenciario
de S. M. o Imperador do Brasil, o
a Legarlo imperial do Brasil em Montevideo, 18
de agotlo de 1855.
O abaixo assignado, enviado extraordinario e
ministro plenipotenciario do S. M. o Imperador do
Brasil na Repblica Oriental do I raguav, recebeu
a nota que lionlem Ihe dirigi S. Exc. o Sr. D. Fran-
cisco Agell, ministro e secrelario.de oslado das re-
latos exteriores di dita repblica.
(i Nessa ola S. Exc.oSr. ministro das rela(oe
exteriores refera summariaroenle ao ministro do
Brasil o molivM qoe ao supremo governo da rep-
blica pareceram tuflieieolei para lulorisar a pro-
mulgarlo de um decreto que restringi os termos
ampios em qoe a oonsliluiflo do Estado Oriental
delinio e outorgou aos cidadlos o direilo de manifes-
taren! sed* pensamentos por meio da imprensa.
Ae mrsrao lempo S. Etc. eoofesti qae etu me-
dida Toi coritrapreducenlt, porque provocoo urna
reactlo da qual precedeu eom circumstincias ag-
gravantes a crise poltica que o governo pereca e-
sejoso de evitar.
Esta crise inspira ao governo da repblica o re-
ceto de qoe venha a ser-lhe ndispeotavel invoear
em Tavor da sua autoridade araeae,ada o auxilio ar.
madu que Ihe asteguram os arls. 6 e 7 do tratado de
alliant feit entre o imperio de Brasil e a Rep-
blica Oriental do Uruguay em 12 de ouluhro de
18-51.
e Figurada esta hypolhese, S. Exc. o Sr. minis-
tro das rel.ires exteriores por ordem di S. Exc. o
Sr. presidente da Repblica, pede ao mioistra de
S. M. o Imperador do Brasil que resolv explcita e
categricamente as duas questes teguinles, qoe o
abaixo assignado (ranscreve textualmente da nota da
Sr. Agell :
i. 1." Qaal ser' a attitude da divisao imperial oo
cato extremo de um conflicto occasionado pelat tena-
tes resistencias daqaelles qoe desconhecem a sua
autoridad '.'
2.a Desenvolvidos e preeiplUdus os snecessos,
dndo em resallado algum motim, qual serla a li-
nha de conduda da legarlo imperial ?
O abaixo assignado considera os arls. 6 e7 do Ira-
lado de allianca eiladet na nota do 8r. Agell, eomo
o cumprimenlo do art. 5do mesmo tratado. Naquel-
les doos artigo as duas alias parles contrtenles de-,
finiram o modo de efTeclaer a dontrina que linliam
professado nesleoulro adigo.
A dontrina do arl. 5 astagora a intervenrlo do
governo imperial s para fortificar a naeionalidade
oriental por meio da paz interior e dos hbitos cons-
lilucionaet.
1 As srmas da intervenrlo imperial nlo devem
porlanlo apniar tenlo i piz que liter por base os
hbitos contlitociooaei.
o Bala bau poda ser solapada en por aggreases
anarchicas da mullidlo a autoridad legitima do go-
verno. ou pelas exorbitancias dute contra os direi-
lo dos cidadlos.
O abaito assignado uta certo de qoe o sopremo
governo da repblica nlo reclamar o auxilios pro-
metilos pelo arta, ti e 7 do tratado de alliant ***
ralo nos casos em que toa autoridade eslivesse evi-
dentemente na condieoes definidas no arl. 5 do dilo
tratado.
t O abata asignad tando anim respondido
nota de S. Exc. o Sr. miaistrn e secretario de Miado
da, relete eitiriorat, pede liceocn para reite-
rar a S. Exc. ot protestos da sua disliocla conside-
rarlo.
Jos Mara do Amaral.
o Illm. e Exm. Sr. D. Francisco Agell, ministro e
secretario de eslido das relacfles exteriores da Rep-
blica Oriental, t
e Montevideo 21 de agosto de 1855.
c O abaixo assignado, mioistro e secretario de es-
lado das relatos exteriores, recebeu com data alr'a-
zada de 18 do correnle, s 7 horas noile, a notado
Exm. Sr. Amaral, enviado extraordinario e minis-
tro plenipotenciario de S. M. o Imperador do Brasil,
responderlo i qae 0 abaixo assignado Iba dirigi
no dia 17.
Levada ao conhecimeolo de S. Exc. o Sr. presi-
dente o precitada nota, foi considerada eom profun-
do senlimento da sorpreza, e tlelle recebeu o abaixo
assignado ordem decomecardeclarndo que o gover-
oo da repblica repelle a qualificaclo que S. Exe.
o Sr. Amaral tomn a liberdade de faxer de soa coa-
docta, quando estabelece que a base dos hbitos
conslituconaes pode ser solapad* pelas exorbitancias
de governo contra os direilos dos cidadlos.
a Pelo systema qoe rege na Repblica do Uru-
guay nlo ha mais do que um poder autorisado para
censurar os actos nffleiae do goveroo, e esse poder,
representado pela commisslo permanente, compar-
t Ihou, approvando a sua conducta, a responsabilidi-
de constitucional qoe o goveroo assumio peraote a
honrada assembla geral por aqnelles aclos.
o Os cooceilot com qoe o Sr. Amanl entra em
urna interpretarlo forcada do tratado de 12 de ou-
luhro, interpretarlo que te Ihe nlo havia pedido,
slo um desvio das conveniencias que reciprocamen-
te se devem ot poderes adiados.
Nlo se Irata de interpretar, mas de resolver ex-
plcita e cafliegoricameole as hypolhese termioan-
lemenle eslabelejhdas em presenta de urna oluaclo
prevista no sobredilo tratado.
a Mas, abstrahindo disto, S. Exc. o Sr. Amaral
se escuda com o art. 5, qoe nao he seuio o prece-
dente do artigo da queallo.
ni) auxilio estipulado nos arls. 6 e 7, que o impe-
rio nlo pode negar dtbaixo de nenhurn pretexto, he
precisamente para qoe se faca tftectivo e filuz o
apoio qoe ambas asaltas parles contratantes julga-
ram necessariu para robustecer a autoridade legal e
fortificar a ntciaaalidade oriental por meio da paz
interior e dos habites conalilacionau.
i A paz interior eos hbitos conslituconaes slo o
lim e nlo ot raeioi da allianca, e para conseguir esse
lim he que se e-lpularam auxilios sempre qoe, para
sulfurar a subversao da ordem publica, neja qoal
fuste motivo, os requeretsi o goveroo da rep-
blica.
c De ootro modo u elemento da allianca nao se-
ria senlo um demonio de destruirlo.
De outro modo se tornara em realidade a impo-
laclo proclamada j na mesma tribuna imperial 'que
o representante da allianc,a, fomentando no*as pai-
xoese nossas divitoes, el sempre prompto pan vic-
loriar o qae vence com flagrante infracclo do art. 5
que se invoca e que impoe a obrigario de prestar ef-
hcez apoio ao governo legal, qoalqaer qae se. a o pre-
texta com qoe se ameace soa existencia, ou se ames-
quinhe sua autoridade.
Nesla idea, e desejando S. Exc. o Sr. presidente
deixar a responubilidade a quem competir, o abaixo
assignado roga a S. Exc. o Sr. Amaral baja por bem
dar a solutlo solicitada em a oola de 17 do corren-
le, bem persuadido de que, pansa das 24 hora sem
verifica-lo o goveroo da repblica interpretara
seo silencio como um rompimenlo do tratado da al-
l mea.
O abaixo assignado reitera a S. Exc. o Sr. Ama-
ral os protestos da sua dislincla considerarlo.
Francisco Agell.
Illm. o Exm. Sr. Dr. Jos Mara do Amaral,
enviado extraordinario e ministro plenipotenciario
do S. M. o Imperador do Brasil, a
Tal era a quesllo com a legarlo imperial. Nlo
era ama calumnia a supposie.no de que os cidadlos
que combatan) a arbilrariedade, queriara derrocar a
autoridade nacioul onindo-se ao Brasil'? Era com
effeito ama calumnia.
a Nessa reunilo sa mencionam os soccessos do dia
26. O desenlace desees snecessos esleve a ponto de
calar as queixas e de inspirar confiante. A agglo-
meraclo de forras continuava ; assim a proclamarlo
seguinle nao podia ser acreditada. t>
< O presidente da repblica ao poto orienlal.
Orienlaes Um acto de completa desinlelligencia
que o coveroo be o pcjmelro a lamentar, trouxe
sua presenta um nomero de cidadlos pediodo a ef-
Teclvidade das garantas constituciooaes.
O governo da repoblica leve sempre por base
de soa marcha upreeeilos consignados no pacto fun-
damental. Esta base, qae lem sido al o presente
indeclinavel para o governo, ser sempre o norte de
seus aclos e de sua politiea.
Bsta|declaracu qne o governo se com pr u em fa-
zer a seos compatriotas nasce das profundas convic-
cOes qoe formam sna poltica.
Orienlaes I O governn lem o direilo de aer a-
credTlado por vos, e se lisongela de qoe se teoha
aposentado uta occasilo para repetir ao povo que
sem as garantas eQVclivu consignadas na constitui-
rlo alo er pissivel nenhurn dos gozos a que deve-
los aspirar como nato livre e independe i'.e.
Orienlaes! viva a constituirlo da Republica !
ii Vosso compatriota e amigo,
Venancio Flores, o
Aqoi de veramos agora fazer a liis'oria dos soc-
cessos que trouxeram a mudante fundamental pre-
sente. Porm eremos dever relerir-nos ao escripto
que inserimos em ootro lugar desla folha |1), onde
se faz urna resenta abreviada,porm exacta, dos fac-
los por om cidadao que se ach em attitude de fallar
com conliecimento de causa.. A esse trabalho nos
referimos pois, considerndolo importante.
a Deve eomprehender-se bem o fado de 28 de a-
gosto. Se alguma vez hoove om movimenlo popo-
lar, foi sem duvidu o desee dia. Iniciado o pro-
nunciumento por alguus cidadlos animosos, o povo
da capilal acudi sem demora a lomar parle na reac-
tlo generosa e incruenta que lornou impossivel a
reinslallaclo do Sr. Flores oa presidencia.
a No meio da agilacao natural dessas horas pin-
gosas se vio acudir a engrossar as lile iras do povo.d-
dadlosde ludas as cores, especialmente a jj ven lude,
que nesla quesllo de principios alo tem Hilo mais
que urna s vontade. A ailo dos pad'dos, depois
verificada na capilal no dia 29, sellando-se com a
seguinte declararlo, honrosa para todos :
Os cidadlos abaixo utignado, reunidos em as-
sociaclo poltica com o designio de formar om gran-
de partido nacional, qoe reja os destinos do paiz
segundo as coudicoes a que o nao reduzido as desa-
vengas civis, tem acordado e aceitado1 como bases
fundameulaes de nosso programma poli [ico as se-
guiotM:
1. Promover e sosleatar 8 existencia de gover-
nos regulares, que arrancando da vonlade nacional
legtimamente expretuda per meio dos comicios
pblicos, enraizo sua existencia na observancia da
constituidlo e no respailo a Cada am dos preceitos
que ella consagra.
a 2. Aeeitar lale decididamente, como mel de
chegar esse grande objeclo, a alliam; brasileira,
digna e benficamente entendida.
3." Trahalhar na extinccle dos odios e preven-
toas qae deixou a Iota dos dous grandes partidos
em qoe esleve dividida a repblica, pregando a ailo
entre o Orienlaes, e dando a lodos a parle que Ibes
corresponde na orgaoisatln dopair.
*. Pugnar pela inviolabilidade da le funda-
mental, fazendo uso de lodos us meios qoe ella per-
mute.
=
Pesa sobre esses cidatjfet i conservarlo da or-
dem publica e a teguraoca dos meios de defeza da
causa do povo.
Para lio justu fim, contam eom o patriotismo de
lodos os Orienlaes unidos. '
a A situarlo me faz orglo das palavras que pre-
ceden!, e nisso leen umt grande honra vosso eonei-
dadlo.
e Jos Mara Muoz.
a Montevideo, 29 de agosto de 1855.
la larde desse mesmo dia leve lagar a instal-
laco do goveroo provisorio, visto nlo achar-se na d-
dade o ridadio qae, ugando a eonililaicio, deve
substituir o presidente da repblica em casos setne-
Ihaotes :
O Sr. D. Luiz i.ama dirigi ao publico a se-
guinle proclamadlo :
Cidadlos I Blello por voss vonlade para preei-
dir-vos provisoriamente pelo lempo estrictamente
necessario al chegar a eleitlo de um novo governo
constitucional, declaro qoe aceito eom gosto o sacri-
ficio que se impoe minha vaneada idade, Uo so -
mete porque creio pralicamenle re.iliuda a uoilo
e fralerndade de todos os Orienlaes sem dislinctoe
nem etcepedea alenma.
a Coucidadlus I leude confanca em qae nlo ul-
Irapassarei vosso mndalo, e que caminharei leal e
verdaderamente dentro da esphera' da lei funda-
mental, segundo as circumstancias o permiltirem.
Orienlaes 1 Unilo, palriolistuu, e abnegarlo
sincera he o que de vos neeettita o governo.
a Viva a constituirlo Viva a uniao do Orien-
tan
a Montevideo 29 de agosto de 1855.
a Luiz Lamas.
Nesse mesmo dia foi uoroeado mioislrn da guer-
ra e interino dat demais repartieres o coronel D.
Lorenco Balite, e no dia segoiote loi inleirado o
ministerio com os cidadlos Dr. D. Manoel Herrera y
Obes, na relar/ies exteriores, e Dr. D. Francisco S.
Antuna na repartirlo,do interior,
a Assim ficou orgaoisado o governo provisorio.
Alm da oreanisacao militar que consta do ma-
nifest do Sr. Monox, o governo decrelou a organi-
saclo da guarda nacional de infantera ero tres ba-
talhes, lomou outras medidas oecesurias para a de-
feza da capilal, ese Ipplica a eese objedo com era-
peohe.
a Acham-se em armas mais de mil cidadlos,
alm da forc de linha qoe augmenta diariamente.
Pode-te pois aflirmar qoe a cidade nao ser lomada
pelas armas do general Flores.
o Este te ada a vista de Montevideo coro fortes
decavallaria e algum piquete de mfaiitaria que lem
podido organisar com grandes djpjculdadea.
i A que se propOe o general Plores '.' Nao lie f-
cil determinar, posto qoe o pronunciamenlo popu-
lar da capilal lenlia grandes probabilidadesou pa-
ra melbur dizer, certezade adiar prompto o echo
em toda a repblica, a
De Buenos-..y res. dn provincias do interior e do
Paraguay, nada ha de inters.
acaba de encelar um dos njelhoramenlos reclamados
para a boa administrarlo da praticagem da barra.
O incansavel capillo devporlo. o Sr. Ferraz, aeha-se
encarregado de fazer desarmar o Camaquan para
ser applicado ao servico de rebocador para qoe fora
destinado, e oestes poneos dia achar-se-ha elle na
barra prestando relevanlissimos serviros navega-
tic a cemmereio em geral. Coosta-not qoa se Irata
da formular urna tabella do quantum que sobre to-
n.-lauem tem as embarcaron de pagar por entrada
a t iluda, nio como al aqui cobravel aa barra, po-
rera as reparones publicas em queesais embarca-
toes- forem despachadas, e a dupeza can o pessual
a material da administracao da pratieagem, depois
de liscaliaada, devera ter paga em quaesqoer dewit
rep irtitoe, ou por etnpregadn dellas. Assim eomo
o eorpo do commercio, nos senlimos o maior prazer
em louvtr a administrarlo do Exm. Sr. Dr. Pra-
nnos, ei-mioittro di mirinha pelo importantes ser-
vicus que, com a commisslo do Sr. Dr. Jardn), fez.
provincia, ou em eoosequeneia de suasinformacoes.
Acaba de ser comprado om prelo para a villa de
Jaguarlo. Entendemos que foi um fuoeslo prsenle
feiloaquelle pequeoo provoado ; a oircomstancia
de ser aquella villa fronteira cum o Estado Orienlal
causa-nos graves apprehensOes quaolo is prodceles
da imprensa qaaado mal dirigida, e Uros queira que
nos engaemos com a idea qae acabamos de emillir.
Pelo Camaquan vemos noticias de Montevideo.
0 ge/ierai Oribe permaneca a bordo de um barco de.
guerra hespanhol, teqdo rejeilado o convite do Sr.
Amaral para embarcar em urna das nossas embarca-
toes de guerra. O presidenle Flores, irritado contra
a imprenu, havia publicado om decreto incoottilo-
ciooal para faze-la calar, a parece qoe alguma de-
sinlelligencia se suscitou eolre elle e o Sr. Amaral
em eonseqoencia desse seo pao, harmaoisando-se a
final com a revogacao de-tal decreto.
(Caria parcicular.)
le
5.a Aceitar como eoneeqoeneia das estipuladles
inferiores e poni de partida dos compromssos que
conlrahem o assoeiados, a acto didade creada pe-
los acontecimenlos a que dea lugar a marcha arbi-
trarla e altenloria da pre-idencia do general Flo-
res.
{Stgutm-se as asignaturas.)
a 0 eidadlo D. Jos Maria Monoz dirigi a 29 o
seguinte manifest.
Ao pisvo:
a Convidadles Esgoladas as esperncas de con
servar a Iranquittldade e a ordem poblica por lodoi^
os meios legae e pacifico qoe a razio e a prudencia
podem aconselhar, lancemo-no prt publica pa-
ra Tazer deuppareeer a eaosa nica ao extremo
alarde em que temos vivido estes ltimos dias, e o
nico obstculo que se aprsenla para a ordem e pa-
ra a paz, de qoe tanto necessita o nosso desgrasado
paiz.
a Os desvias do general D. Venancio Flores oo
exercicio da presidencia da repblica importan) al-
loma codea mais do que as causas qoe designan) a
constituirle para a destituirlo dos funceiooarios p-
blicos, e a sancrio desses dnvios com qoe de anle-
mao conista o general Flore, justamenle pela instl-
loitlo qao devia refrea-los, eollocaram o presidente
da repoblica Tora dis conditoes conitilocionan ; e
nos, cidadlos, temo-nos visto obriga los a assegorar
nossas garantas amearadas, assnmindti de fado
e.psra etse so e unir objeclo o exercicio da sobe-
rana.
Cidadlos.Puntismos as mos sobre iessas eons-
ciencias. e veremos qoe temos cumprido um dever e
nlo temo atropellado nenhurn direilo Como re-
icnarem-se o cidadlos a consentir qu3 todo om
paiz andoso de paz e de Iranqaillidade sej tortora-
do pelos caprichos de om tb hornera; caprichos qde
mais de orna vez o levaram violar abotlamenle a
lei fundamental I
o Em nossa atltilade, cidadlos, nlo ha nenhoma
lendencia anarchlra, nio ha a aspirarlo pessoal de
cousa alguma. Esperemos, cidadlos, quo pelos mes-
mos tramites constiladonaes, se regolanse qoaoto
anles a sitoaclo acfual.
Esses tramites conslituconaes. o concurso da
parle mais sensata da nossa sededade e o bom ten-
so do paizhlo da encontrar os meios de entrar na
ordem constitucional e de assegorar n paz que todos
desdamos.
Entretanto os snecessos do dia de liontem nos
designaran! um posto.
O Sr. coronel I). Francisco Tajes encarregoo-se
da organisarlo e mando das torgas de ravallaria e
Infanlaria de extra-muros.
O Sr. coronel I). Lorenzo Batlle, da organisa-
tlo e mando Ja guarda nacional de InTantarla da
capital.
O Sr. I). Jos Maria Solsona tem debaixo de
loas ordens immedialaso eorpo de arl i baria com o
sen eommandante I). Julio Vedla, e as demais Tor-
tas de amigo soldados, coja organijacl3 se impro-
visou no movimenlo popular.
< O eidadlo D. Jos Maria Monoz se eocarregou
do servico do etlado-maior.
S. PEDRO DO MI..
Poocas, porem imporlnles serlo as novas dula
cada.
Creio qoe o rigor do interno, assim eomo oppri-
me a nalorexa, tolhe o pensamento do homem, esua
natural aclividade, e por isso a provincia na como
que esttica, seu commercio resenlindo-te dos Bran-
des prejaizo ett iotelrameote paralysedo, e as can-
xas nlo traballiam, islo he, nlo se mallo bou.
A Talla do vapor rebocador linha ainda ama m
consequencia qae nlo se esperava qoe tivesse ; det-
sa Taita veio a neceasidade da applicarlo dos doos pe-
queoo vapore particulares, o.Retira e o Commer-
cio, sem a Torga necenaria para veocer a eorrautes.
Afnrma-se qae s circumstancias desfavoravei des-
tes vapores he devido o nanfraaio da barca norne-
guense /tsina-Sum.que enealhoa no dia 3 desle mez
ero eonseqoencia de nlo ler o Activa a Torra neces
uria para reboca-la, e se au Tora acharero-se essn
vapores no servico da barra, na torre nlo se faria
sigual para sahir a barca Rlsing-Sum ; poia qoe coo-
fiando-se ne auxilio do reboque he que nesse dia se
fez signal de sabida. Felizmente ninguem pereeeu,
e a barca ia carregada de einza de ossos de pouca
importancia ; riirigia-se ella para Londres, e ponco
oo nada do easco e mtame se pode salvar.
Nlo obstante, soo informado qae a barra tem me-
lhorado moito pelo9. S. O., lendo profundado tcais,
lem estado muito manta e cheia, a ponto de a barca
/.iod //. qu- calava til palmos seguir sem o meoor
inconveniente. <
Nlo he sem grande indignarlo que Ihe vamos enu-
merar os insultos e as mais alrozes violencias com-
mellidas por urna horda de sicario que infeslam o
departamento de Maldonado al Sania Thereza, no
Estado vlzinho. Puncos slo os Brasilelros morado-
res dease departamento que nlo lenham sido victi-
mas do roubo oo do assassioalo.
Eolre oulros fados horrorosos que ltimamente
tem sido all commetlidos, vamos relatar circums-
tanciadamenle o assallo qoe esses assassinos a ladrdes
deram no di 17 do correnle a casa de Jlo Correa
Mirapalhela, abastado fazendeir na fronleira.
Sabendo os assassinos que Jlo Correa linha cons-
tantemente em sua companhis cinco ou seis pessoas,
e o armamento e maoitoes para soa defeza, esprei-
tavam occasilo de o apanharem s Esla se offercren,
pois que um deseos Albos, Sera lim Correa, havia
eahido para o campo. hIi mol om ae* fmulo, e
se achavam se Jlo Correa e mais doos ou tres in-
dividuos quando foram atacados, relirando-se este
ferido n'um p, obleve fechar-se em cau soffrendo
am fogo vilenlo, do qaal recebeu ama bala sobre o
pello ; aperar disso nlo podando esses facinorosos
completara sua obra, qae era o roobo, porque a ca-
sa era bem construida, procuraran) encontrar Sera-
fn Corro, qoe sabiam achar-se no campo, e amar-
rado o trouxeram para frente da casa, amelgando de
o matarem se sea pai nlo abrlssea porta ; o pobre
elho ferido morlalmenle, psra salvar seo fllho, a-
brio-lhes porta, e os salteadores invadlodo-a, rou-
biram ludo quanto de valor enconlraram. Consta
qoe uta quadrilha cresce de dia em da, e que a
guarnidlo do forte de Santa Thereza, ou he impo-
tente para os cooler, oo connivente com ella nos rou-
bos que quolidianamenle exerce Daquella fronleira.
Se o governo Imperial nlo reclamar em lempo pro-
videncias pata seren desbaratado eses acelralos,
receia-seque os prenles e amigos de Jlo Correa,
que slo rico e numerosos na fronteira de Chuy, se
reunam e procuren] duforgo, e eolio leremn de
ver reproduzl.los os fados da California de Qoara-
him, em que os Brasilelros so reoniram e procura-
vim desforro por suas inaos. Convida quanlo antes
guaroeetjr a fronteira de Chuv com algoma tropa de
linha para nao entregar a soa defeza ao guardas na-
cionaes que slo prenles, amigos ou dependentes da
familia do infeliz Jlo Correa.
Ha presentemente nest cidade ama grande falla
de pineda nacional; os commerciantu lem-a pago
em ongas com o cambio de 12 por cento. Ignoramos
a razio porque le nlo tem enviado ao banco filial as
notas coja emisslo lano facilitara as Iransacgdn
commerciaes com as reparligoes fiscaes d provincia.
Pelo decreto numero 1597 do 1 de maio dele an-
no foi exlincla a junta do commercio creada nesla
cidade, sulisliluindo-a urna conservatoria do com-
mercio ; entretanto at o presente nlo foi execulado
o rilado decreto, dizrm ons qoe o governo nlo lem
ainda resolvido a quesllo de ser esla cidade conside-
rada como capilal martima, ou Porto-Alegre ; di-
zera porem oatros que o fado de ler o governo crea-
do a junta do commercio aqu tem a priori decidido
esla quesllo, e que a falta de expediga de ordem
para a inslallatlo da conservatoria do commercio em
substituir da junta, provm dos muitos Irabalhos
que pesara sobra a secretaria da justiea em presenta
da reunilo das cmaras. O que he exacto he qoe nos-
la parle .anda nio foi etecutado o decreto de qoe
cima fallamos.
O lenle-coronel Dr. J'ardim segoo ha poucos
das no vapor de guerra Amelia para a Lagoa do*
Patos, e, segundo me eoosta, foi observar a obra pro-
jeclada da abertura do canalete da Porfeir iit/ta, que
tanto facilita a navegaclo para a capilal, e ao mes-
mo lempo inpeccionar os pharoea da Lagoa ; de vol-
la, parece-me que nlo menos importantes serlo seas
Irabalhos, por isso qae o goveroo o tem enc.irregado
de examinar a possibilidade da abertura da brr de
S. Contato, e depois formular um novo regulameu-
lo para a barra, estabelecendo melhor svslema na
arrecadacn datonelagem qoe pagam as embareagaes
por entrada e sabida. A provincia tem necessaria-
menle de approveitir grande vantagens da commis-
slo de to zeloso o intell.igenle official engenheiro,
urna vez que o governo que para el o mandou preste
a devida alinelo < suas informaees e Irabalhos.
As notidas sobre a pesie qoe assola a provincia do
S. PAULO.
4 de setembro.
Nlo Ihe digo nuvidade quando consigno qoe nlo
ss falla aqoi senlu em circulo e incompatibilida-
des. Ha um sem numero de interesaado* pro e
contra, sendo qoe na primeira daiee, ja se sabe,
devem Miar aquellos qoe querern ser rel de um
ti, olho.
Plosiva-*e, ao ver o sea jornal noliciir o Sr.
Zacaras, Figoeira de Mello, e Macedo fallando con-
tra, qae o system velho terie de vigorar, que a c-
mara rejeitarla a reforma e terit de paeiar ; atinal
a cousa passoo, e o qae voa a dedozir duqui he
que em materia de curte somos estpidos pro-
s nos.
Cabio, pois, aqu o grande raio incompaliblisa-
dor, e com urna coincidencia nolavel. Na madru-
gada de honlem, dia em qoe o correio do Parahi-
puna noticiou a pasaagem da lei, urna horrlvel Iro-
voada cabio sobre a cidade. Seriam duas horas da
noite, quando nos acordamos eom a furia dos ele-
mentos, qoe molleo medo a muila genle : nunca vi
tanta prolongatlo de trovlo ; pareca que vinha o
mundo a baixo. Pela manhla se soube qae am
raio havia cabido sobre urna rata da ra da Espe-
rance, dio fazendo felizmente estrago algnm. O
raio enlrou pela casa, drcumdou oleilo do morador
um cstudante, deixou alguus vestigios de soa pas-
sagem, e nlo o Incoa nem acordou. Creio que a
coincidencia nlo he l muilo mal achada ; e o qoe
he a nova lei senlo am raio qoe veio estalar mes-
mo oaicabeca dos logados '.' Ee logo vi qae de ta-
maita pasmaceria havia de rebenlar alguma cousa,
pois ainda nlo vi arelo nem rearglo ; o caso be qoe
a respeito de incompatibilidades mais oa menos ae
cordam os belligernnles ; quanlo. porm, aoe cir-
cuios he qae eu vejp muitos fallares por ah, sendo
que a propria gente do anligo credo liberal alio e
bom tora diz qoe nlo he das melhoro lerobrancas.
Aleja oovi um bem culminante dizer qoe do cir-
culo hlo de sahir os qoadrados. O postulado pa-
rece que nio he absurdo.
Por occasilo da passagem d lei agita-se aqoi ama
quesllo, que quanlo a miro nlo lem nada de agila-
vel. O eleltores que lem de fazer a nova assem-
bla provincial esto convocados para 15 do prxi-
mo mez. Perguuta-se : a eleiclo correr pelo sys-
tema velho, lendo de adiar-se a eleiglo de 15 de
oulnbro '.' Cr-se que sanceion ida a nova lei, ne-
nhurn eleiclo se Tara sem circuios e incompatibili-
dades. Todava o que he bem verdade he qoe a lei
tilo poder! execolar-se sem a precedencia de atu-
rado trabalho ministerial. A demarcedlo dos circo-
Ios e qoadradot, o estabdecemento dn. ideas regu-
lamenlaret, o recenciamento. que ser indeclinavel
dio panno para mangas ; nlo se Tara todo isso lol-
vez em 9 roezes, e a upiniio em contrario chega ao
absurdo de nio Toaccieoar a legislatura provincial
oo anoo de 1856, com lempo de preparar o orea-
mento, qoe deve succeder ao vigente.
Alm de que, parece dos discursos do Sr. Parao,
qoe a inlenglu do governo he preparar-te a lei de
modo qoe te faga a eslra na eleiclo geral de 1856,
e os deputados de 57 ja sejam circulares. Nem se
d ocaso de sfnecionar a assembla geral Teila pelo
novo systema, ao posso que as provincia subsis-
lem pelo anligo ; porque em 57 morre a legislatu-
ra provincial qae agora se vai fazer. Todava, na
colisao de opinides boas ou mis, os candidatos, qoe
aqui andam a pontaps, esto ardendo por urna pre-
via decislu do governo. Elle lem razio ; nao que-
rern augmentar a renda do correio dua vezes.
Deve Tazer idn de. como Toi -aqui applaadida a
passagem da lei relativa a estrada deJTerro de Santo
ao Rio Claro. Estamos andoso qoe se realise a li-
nha ; era ella a mais (leresceote de todas as suas
irmlss. Alm ds circomstanda qoe concorrero
para o avallado lacro da de S. Paolo, sabe Vmr.
que estas veredas at o Rio Claro esto loda* povoa-
das, lendo esla vantageni sobro qualquer oulra li-
nha qoe se prepare no Brasil.
A osladlo chuvosa do cnenle anno vai nos
dar om Tacto econmico bem lamenlavel. Tenho
oavido dizer por moilos Tazendoros qoe vamos ter
muilo poucu caf e muilo nn-nos assocar. -Tudo
islo unido com a caresta qoe cada vez se torna
mais medouha em S. Paulo, nlo nos soa bem, e faz
que pegamos a orna voz qoe venha esta milagrosa
estrada compensar as devanlagens que cada dia ta-
mos contando.
Do ioterior da provincia s sei o seguinte :
Em Itii fazem-se preces solemnes, para que Dos
nos livre da epidemia do Para. Em S. Paolo ainda
um lergo nlo se rezou : estamos a npera qoe o Ja-
deo Errante ou coosa qae o -ralba chegoe all ao
lava-pa. He. verdade qae nao temos hispo ; se li-
vessemot ja as ortigues solemnes se leriam Teito
ouvir. '
Em Bolucatu o qae houte di real Toi um ajun-
tamento democrtico, am meeting caricato, coro o
fim de fazer mal ao Sr. Machado, director do novo
aldeamento de indios do l'iraju, que leve de forti-
ficar soa casa e reunir homens de torga para a def-
Tentiva. No momento em qoe um conflicto mort-
fero eslava imminenle, u vigario de Bolucalu con-
seguir, disiolver os grupos.
Fol honlem sepultado em S. Francisco om aca-
dmico do primeiro anuo. Creio ser o Rio Grande
do Sol, e ler morrido de lyplio. Ja he do lerceiro
esludante qae aqoi succambe desla molestia. Foi
sepultado com loda as honras devidas pelos sens
companheiros.
, ldem.-J
I Jornal do Cemmereio do Rio.)
Commisso.
a O Sr. 1 tenenle Rocha Faria vai a Inglaierra
em commisslo do governo.
Cholera morbui.
a Um cavalleiro residente em Inglaterra e clir
de ama dn primeirat easas eslringeiras desla prlv
'screveu u seguinte com daU de 8 ao mi- paV
t O acaso acaba de fajar deeeobrir ana grande are- X
servalivo do cholera : he o carvlo st lenha Nq.
loo-n agora na Crimea qaa ot soldarte* aoe cozinha-
varo a tua comida eom carvlo da leaha nio erara
o^, P*,'0 eho,,e"- Turneu-s/sjetal o uto desle
r?!f"?'' eMera "PP"* o cam-
pamento da maneira a mate nolavel.
,*"''?" mpetenle aeharlo a leitore por ex-
lensoaiolereante noticia de mito orna revolado
operada em Montevideo. revoiecao
lf no Corra. MercantU de H do correte :
i. a ASi,"n." *a* Sr-une"e'rode estado viscon-
de de Abaete parte brevemente para Montevideo ea-
earregado de urna mstlo. aaoBievHttaa-
aPor se achar gravententi enTermo, o Sr. oreei-
deole da protincii deSergpe, Dr. Ignaeio Joaquim
Barbosa, pedio exoneraglo daquelle cargo Conala
nos qu o governo imperial ja conceder a eioaera-
rlo pedida.
Corre que o Sr. cootelbeiro Reg Barro tolta
para a provioci do Para leassomir a presidencia
He mais um servigo que S. Eic. presta na actuaa
conjuncin.
Carra timbem que foram aceitas as demitsdes
pedidas pelos presidentes do Piauhy ajgan Paulo e
que o presidenta do Oir, a Sr. cousetMro Prea
da Molla, vai tomar coala da presidencia do Paran
por haver pedido exoneraglo dease lugar o Sr. coo-
selheiro Zacaras de Ges.
a Falia-se po Sr. Paes Brrelo para a presidencia
do Cear.a
Na capital da Baha ainda lavrava a epidemia ral-
nante, sendo calculad a morlalidade pelo respecti-
vo Jornal em mnito menos de 100 por di, inclui-
dos nesse numero os bitos por molestias ordinaria.
Era Santo Amaro, bem como oa Cachoeira, K
zareth e outras localidades achava-te quasi extinela
o mal; mas todava ainda se manifeslava em varita
outros lugares mais ou menos intensamente, e cota
carcter mais oa menos benigno.
I.c-te no Jornal da Baha de \i
Segundo participarlo do de
Minas do Rio de Conlas foi desco.brrla urna (I
mina de diamantes no Jucar denominado Bom J
i.aquelle termo, para onde cocrero moilw ef I
dores; ja ha pedo de 50(1 esubelecid Se c.
pooder a expectativa 4o entendedores, atM
mos la urna segunda Chapada, que hoje i
he am dos principaes, senio o mais commerci
nosso serllo.
Falleceu ante-hontem as 10 hora da noile, vio-
lima da epidemia reinante, o Exm. Sr. brigadein
bario de Belem, um dos veteranos da oatta indepen-
dencia : seu eorpo foi levado em am calilo de zin-
co para a igreja de S. Francisco de Paragnass
Enlrou de novo em exercicio do logar de presi-
denle da relagan, o Exm. Sr. cooselheiro Francisco
Gongalves Marlins.
do da Villa de
CORMSFOMCIAS.
Srs, redactores.Como quer qoe Irpirmirmna
hoje (20) com ama correspondencia no seu Diario
assignada por om Terceiro, na qoal lembra elle
candidatos eleiglo de ministro da nossa veoeravel
Ordem Terceira de S. Francisco, conforme i otanca
e eoslumei de caballas, aos nossos irmio Miguel
Felicio di Silva, Manoel Florencia Alves de Monee,
e Rv. padre mealre Jos Leile Pita Orligueira, vto-
to comoconcorrem nelles as qualidades precisas para
bem exercerem semelhanle lugar, oa teja por saas
pasige na sociedade, oo por bont servico presta-
dos a oossa ordem, nlo davidamos per maoera al-
goma da r ptidlo que|tenbam para o logar de mi-
ntro.
Mas se nelles concorrem taes predicado, nlo me-
nos he cerlo igualmente concorrer oa pessoa do nos-
so mui digno irmlo Flix Francisco de Souza Ma-
galhles, qoe, sobre ja ler ejercido o lagar de indi-
co e vice-ministro, unccionou por quasi teto meza
u lugar de ministro, por impedimento do nono fi- j
oado irmlo Dr. Paiva.
Como se hoove o nosso irmlo Magilliie no exer-
cicio desees lagares ; como correrim es negocio da
ordem ; o balanto da conta correnle ; sua disnida-
de, circumpeccao e honradez o sabe perfeilamenle
o nosso irmio Terceiro. Dilo islo entendemos que
recahindo a eleiclo de ministro em notto irmlo Ma-
silhiei ser ella devidamenle qoalificada de recia,
justa e imparcial. Esta he nosta humilde opipiio,
mas como nlo temos a qualidade de votanle, tja-
nos permiltido lembrar o nosso irmlo F. F. da
Sooza Magalhles aos que lem essa qualidade. Que-
ram, Srs. redactores, dar publicidad a estas tosca
linbas, e Ihe Picara obrigado o teu constante leilor
e afleicoado
, O Terceiro provecto.
> < aa .
Srs. redactores. Aproveili
de seo conceilnado jornal, arerca"
elle apresenlada de 3 vi>--||;-ii
lllido om Hallo para earg^-deii "
virlude dos estatutos da Orden
de ser eltito, vou tambem peio mesmo jornal lem-
brar a essa illuslre corporarso o nome do seo ex-
vice-minislro o Sr. Flix Francisco de Sooza Ma-
galhles, em quem recadera as mesmas habilitadles
por ser tambem digno de orcupir e bem desempe-
nhar as funeces do cargo para qoe o chamarem.
Alm desse cargo, que j o Sr. Flix Francisco
de Souza Magalhles exercera ( vice-ministro ) ou-
lros mais tem occopado. a dado as melhores provea
d sua dedicarlo, capacidado e inleirrza. Suas opi-
nioes em materias ledenles ao bem eslar da Or-
dem Franciscana, setapre se ha uella desenvolvido
com as melhores i oten toes em favor daquella or
dem. A'irvam pois de estimulo estas qualro liabas
aos dignos irmlos da sobredila ordem, pata qoe lein-
brando-se dos servicos a ella preslados pelo mui
digno irmio o Sr. ex-vice-minislro F; F, de Sooza
Magalhles, o elejam em concurrencia com os oulros
pelo Sr. Terceiro apreser.lados, aflm de ejpe eolre
elles seja escolhido o que a coosciencia neile "ido
melhor diclir. Com a insercln deslas linha mal-
lo obrigarao os Srs. redactores ao tea comtant
leitor
O Terceiro Cam\Utt.
PUBLICAfAO A PEDlHi
DIARIO DE PEB EMBICO.
Pelo vapor Tay, chegado honlem da sul, recebe-
mos jornaes da corle, que ahancam ,a 14 do cor-
renle, e da Babia a 17.
O estado sanitario da capilal do imperio j oio
era satisfactorio. O) casos aospeitos de cholera-mor-
bos, qae alllmamenle alli se haviam observado,
vao-se reprodutin lo cada vez mais, e iuspiram se-
rios receios, embora tenham-sv limitado as pessoas
que se acham as peiores condiedes socaes.
O dia 7 de miembro fra grandemente festejado
ni cidade de Nicleroliy, dignando-se S. M. o Impe-
rador de a honrar com ama visila. Na corte, po-
rm, foi dispensada i grande parada era consequen-
cia da epidemia reinante.
O Sr. deeerobargador Figurara de M lio pedir
demisso de chefe de polica, por incoinmodos de
familia, segando diz o lornat do Commercio.
L-te. na sobredila gizela :
ii ( lei das ncompitibiliiuies.
ii Algn membros proeminentes do partido li-
beral dela corte e de algumas provincias, seooidos
COMMISSA'O PORTUCUEZA DE
BENEFICENCIA.
Hospital Portugus PrvtorU). '
Illm. e Exm. Sr.A commisslo portagueza d
beneficencia inslallada nesla cidade,segua vez mais
compaogida do carcter assoltdor qoe epidemia
lem ltimamente manifestado na nrovineia da Ba-
bia, e, receiosa de qoe com a mesnta inlensrdade
ella te transmiltn esls provincia, ( do que Deo
nos guarde ), nlo obslaole os poucos recorsos de
que dispoe. ollera no enlanto coro franqoeza o
hospital portuguez provisorio populacao desl
cidade e especialmente aos moradores oais prximo
da localidade onde funecionar, bem como a todo
aquelles qoe mais prximos a elle forem (Teclados
do mal, e nlo possam sera risco esperar per tnaii
completos oecorros nos hospilaei nacfnnae.
A commisslo portugueza de benificencU,.proee-
dendo desle modo, exprime a V. Exc. e a poputagao
desl cidade, em nome da familia portagueza aqoi
domiciliada, a -"-"ia com qae v o pedgo, que no
se que por lodos esta disposla
alamidade e na esphera de seus
.-llltn. Bxm. Sr. eonselheirn
* Figueirado, digntosmo pre-
ameaga, eo,
tomar em cat
recursos. \S
Dos guarde k
Jos Beulo da W
identedesla provt .'.Jse de Almeida Soar de
Lima ii._4iii)jej)te. Manoel Ferreira de
Souza Barbota, secrSPtio. Bernarino Gomes ae
Cervalho. Manoel Frtsncitco da Silva Carrito,
mordumos. ^
CQMMtyO-
em casa do.Se, D,Thomsz Gomes dos Santos, sob a
prejidevfcT do Sr. conselheiro Souza Franco, resol-
Par com o pavoroso nome de cholera-morbus, afflif Teram, ltenla a phase nova em qbe enlrou o go-
(I) Vide a parle Bxterlor desle Piano.
9sRf.
ha tantos annos tem devastado as popalacfiejf^R to-
das as parles do globo, a de que a Divinarroviden-
cia tem preservado a America Meridional, no lem
posto em grandes sobresaltos. Nos qoe, merc de
Dos, temos pasaado inclumes os dias .aziagos em
qae lanas victimas lem feito a febreamarella, ja as
proviocias do Norte, j nessa bella capital, dar-se-lia
caso que lenhamo de otTrer o flagelto des pesie
asitica par porgar os notsot peccads 1 Pola nlo
basta a guerra qne de lanos anno eeif milhares de
vida* Rio-grandenses, peto intorlonie de viiinhar-
mos cum esse inquieto* o loocos qae ainda nlo se
En deram constituir Valha-nos a- rfliserieordia de
eo.
A Talla de notidas do vapor Menxageiro lem e8a-
saflo fflicliva .iiiaiadide, j pela sorle de tantas ti
das como do imprtante carregamento queconsla ter
recibido nessa cofle. Sabe-se qoe sahira elle no dia
30 de jonlio, e lendo locado em SantaCalharina, dn-
li partir a 9 en lOde julho, e j slo passadns mais
de 50 dia qae se Ignora os soccessos de (lo tonga
vlagem. Correo aqui que se achava arribado en
laaape, porem 11 agradavel noticia foi para logo
desvanecida eom a qoe po Santa Calharina pdr algumas das embarcarles qoe
lili haviam arribado com .varias dos lemporaes que
nessa qnadra se snppoe ter mellldo a pique o vapor
Mensajeiro, e accrescentam estas lertm apparecido
cornos, farinha de irigo e nlgoiis papis laucados as
praias da Laguna, que nenhuma dutida deixam do
desgragado fim desse vapor.
Tambem temos de nollciar-lhe o naufragio da bar-
ca americana lidena, capillo Oroton, qaa deu cos-
a vinle leguas ao norte da liarra, no lugar do Caplu
Redondo, procedente de Pew-York com carrega-
mento dus mais importantes! qoe costomtm vir dess;
podo.
la Iras dias qae regre*ou ao porto desta ddade >
vapor de gaerra Camiqifan, lendo reparado com-
pletamente a atar! qoe offreo no porto de Dueos-
Ayre.
0 commerciu desla cildade esla' inleircmenle
lisleilo pela soliclade e frotecclo eom qae o gover-
no imptriil, ellendendo ns snas jottai reclimigoM,
yerno com a promogo eadoptao da lei de Incompa-
tibilidades, auxilia-lo na eieciiglo franca e leal da
referida lei, e aconselhar aos seus alliados igual pro-
eedlmenlo.
O Sr. conselheiro Euzebio de Queiroz linha to-
mado posse do carga de inspector geral da inslrur-
gi poblica da irle.
O Sr. conselheiro H. Ferreira Pinna, norneado
inspelor geral da eiia da amorlizagio, lambem lo-
mou posse dease logar, no da 6 do crrenle.
No mesmo dia recebeu o Sr. Dr. Thomaz Co-
ehrane, da directora da ettradi de ferro de D. Pe-
dro II, i qoantia de 11:i:i51? rs. conla da quanlii
de 61:IKK8 rs., qoe Ihe foram concedidos como in-
domnisitlo do privilegio a quite joigivi eom di-
reilo pira conslrucclo da mesma estrada.
Do Jornal o Commercio de 7 Iranacrevemos o
seguinle:
e Navegncilo a vapor.
e No caminho qoe levam as cousas, he de esperar
qae dentro de poaeo lempo (eremos comiuunicacao
regalar a vapor com lodos os portos do mundo com-
mercial. Trata-se agora de dfjhbelecer mais dua
llnhas, ama para o Cabo da Boa Esperanza em con-
linnagao da linha de Soolhamploo, e oulra de Ham-
borgo para este porto.
A primeira pr-nos-ha em communlcatlo qua-
si directa coneja Asia, e nos proporcionar assim f-
cil occasilo dirnoi abastecermos dos genero da In-
dia o China de qae precisa o nosso mercado.
A segunda facilitara grandemente a emigrarlo,
e no frar assim aqalllo d- qzie mais earecemo,
bracos. Esta eomnanhia Me esl smenle em pru-
jecln ; esl em via e muito a liantada de realitato.
Duas lergat parles do seu fondo, dous milhoes de
marcos banco, estavam j lomadas, e na direegio
acham-se noraes respeilaveis.
a A (odas quanlas empresas desle genero se ten-
larem desejamos o mal feliz exilo.
iVomeafo.
e 0 Sr. capillo de mar e guerra Francisco Ma-
noel Barroso fol nomeadu eommandante do eorpo
de Imperlies marlaheiros e d fortaleza de Ville-
gaigBon.
t'KACA DO RECIKE 20 DE SETEMBRO AS 3
HORAS DA TARDE.
Colatoet ofllciaes.
Cambio sobre Londres60 d|v. 417 3|* i, a i ira.
Descont por 3 mezes8 ',' ao aooo.
aLKANDECA.
Reodimeulo do da 1 a 19 ,
dem do dia 20.....
249:790I54
1:1895028
270:2786183
Desearrega hoje 21 de setembro.
Escuna hambarguezaAmandamereadorias.
CONSULADO GERAL.
Keudimenlo do dia I a 19
dem do dia 20 ,
9:02975*
7*961 T
9:10*3l
L'IVEKSAS PROVINCIAS.
Hendimenlo do dia 1 a 19 .
dem do dit 20.......
SftpM
491M
---------------
5aaain|
HECKIIEOR1A DB RENDAS I.NTHR.NAS KaV
RAES DB PERNAMBUCO.
Rendimenla do da 1 a 19 tt:24**l
dem do dia 90....... 8SOl
I.i:l;lta3.
CONSULADO PROVINCIAL.
Hendimenlo do dia 1 a 19
dem do dia 20
i;t>33
:m#*ti
lwiwiii
!-----------^----------

^tmtmm
RIO DE JANEIRO 11 DE SETEMBRO.
CotacBes o/firiaet da junta dos correctores.
Cambio. Londres : 27 Ip a 60 e 90 dias, 27 5s8
e 3| 90 dias.
.. Paris: 335, 358 e 360 a 60 dias.
llamhurgo: 655 a 90 da.
Actes de comp.iiihias Estradas de ferro de D. Per
dro II: % de premio H-
nheiro.
A prata esleve hoje mnilo animada.
Pattaram-se qiiaiilas avalladas obre Loodret,
regultres sobre Pars a Hamhurgo s colates, B'
do o cambio moito firme.


1
DIARIO DE KftMMUCO SEXTA FFJtU 21 OE SETEMBRO DE 1SS5
/
J^LI'^ii? *'6 hnm Imbm avalladas e a
preco tufe ftnm.
eV r.n,r P"a 5eW 0rle"",: U
Mea PW* porl0* d0 nor,e; e a ^ -para
T-m^T0.8 AtKS DE SETEMBRO.
tido bacantes entradas do Brasil, mas os
desla procedencia lem Uo grande consume
geralmenle conlinuam em boa poslcao e se ha
iquer depreoiacao de nm ou ootro gooero nao
roa a reaccSo a eneeluar-se.
^m eieepco da fjnnha, do fumo e do caf, dos
rMa na existencias aufucientos, temos'precisao dos
Iros arduos do Brasil. A. agurdenle, o assocar e
particularmente o mate eslo a precos moito firmes e
tablado ; quanto ao arrux, apezar das entradas a-
baadanres, o preco sustentase bem.
As principies vendas do met pansido que inleres-
sam mata o sea mercado foram :
- Agurdente do Brasil. 16t pipas bordo 72 9
Mfenties; 30 a165 orientaes; 250 em deposito a
patacoes: toO a 1,7*) 8. Nao ha e he procurado.
Arroi.7 sareos.S) 45 ; 700, $ 42 e 44. ao-
ve man vendas aos roesmos precos.
Aisiicar de Pernambuco. 100 liarricas, 100 sae-
ta i bordo, f) 151,3 r|s. de prata; 550 e 250 do
aneo em deposito a 15 rls. de rala; 2,020 do
MOM. despachado, a 48 ; mascav.do, a 39 ;
9 do Manco em deposito, Gp 15 rls. de prala j e
DO saceos e 50 barricas mascavsdo a. 12 rls. de pra-
la. Nao ha e he procurado.
Farioha de trigo400 barricas a bordo, em lotes,
3 1|2 e 14 } de prata ; 2,000 saceos do Chile, x
9; 1,:150 barricas americanas a bordo a*!3
l|4 pattefies. Este artigo est paralysado; as e<-
leaeias das boas qualidades aehitm-se muilo redoxi-
stas, e das superiores nao ba.
Mal538 surroes a bordo, ,g> 3 > fortes, 700 su-
perior em deposilo, (g 25 rls. ferfes; 50 depositados,
; 68 82 ; 3.500 arrobas a bordo a 20 rls.
(orles; a 800arrobas 88*. Na ha e he muilo pro-
carado.
ideira307372 ps da americana a 45 9 fortes
179,556 pea dita a 50 I praU ; 729 labes de H.m-
bargo 51 9 prala. Ha abaodancia a he da venda
diffietl.
.nhe tinto.137 pipas a bordo a 65 a prala ; 103
apachadas a 1,450 Jfc 480 a 1.560; 150 a chegar,
a 1,565 ; e 370 inferior a 1,300 9. Os procos suslen-
t iiislidade. sapariotes acham logo eempra-
deret.
falaga ha procurado ; nao ha em primeira
Hf* : 300 quartos a 1,560 a pipa ; 400
rajo-a 85 prata ; 10 plpss, 15 meias 30
rPdu a 2,000 ; e 150 quartos do do-
y e 100 quartos do secco a 1,960 .
gneros de eiporlaces eslo muilo pro-
caradfli e ha falla delles.
linua a paralyucSo nos Irabalhos dos nossos
ros, o he provavel que nao principiarao anles
.mez de novembro.
imbios.Londres: 65, 64 3|4, e 64 114. Rio de
Jentiro : 1|2 a 3|1 0,o de premio.
At-oncas de ouro colara se de 346 a 345 1(2.
tamos
MONTEVIDEO 4 DE SETEMBRO.
k. agilacio que reina na cidade a na cainpanlia,
taesqoencia do pronuocismento do dia 28, paralv-
aaa as lransac4es commerciaes.
> Importac&o.
agurdente.Este genero est muilo procurado;
mos uo porto 162 pipas da Baha esperando pre-
is vaotajoso. Venderam-se 50 pipas do Rio
de Janeiro a 71 9; W7 1|2 pipas e 76 barris da Ba-'
hia a 7 a 71 9 a bordo.
t Apelar das entradas importantes, os pre-
ulenlaram-se bem. Venderam-se .554 saceos de
i Calharina a 13 3|4; 50 do Rio de Janeiro a 14;
00 de Paranagu de 13 3l* 14.
Asaiicar.As entradas do Brasil foram diminutas
">*/'; P'ssado; a procura vai augmentando e ha
probabllidade de subida nos procos. As principies
venda, toram: parte da urna carga da Babia, o bran-
co 5 1|2 rls. a bordo, e o mascavado a II 1,2. Ou-
tro carregamento foi vendido a entregar em Buenos
Ayre o- braoco a 15 t|2 rls.
lf*,Paralysado. As nicas vendas do mes pas-
rsm 17 saccas de Santa Catharina a 10 6 o
quintal a bordo e 19 saccas do Rio de Janeiro, bom
inha. Apeur das entrados importante*, os
os ficaram firmes ; 800 saceos do Rio de Janeiro
aleancaram 730 rs.; 5,427 alqueires de Sania Calha
ria a 740 rs. a bordo. ^
omo-----Chegaram do Rio de Janeiro 635 rolos,
(otes a maior parte alcancou 4 114, 4 112 e 4 3i4
ern deposito. Ha falta completa das qualidades
superiores.
iriahs de Irigo.Entraram 2,710 siceos di fari-
i Chile, va do Rio de Janeiro, os quaes reali-
aram 15 9 a bordo. H
Existencias 8,290 saceos.
a artigo est.i paralysado, e os precos frouios.
Uto.Continua a adiar venda fcil este genero :
tandas de .1,039 rolos a 22 3|4 rls. a bordo :
earg.i em especulacao, para mandar a Bue-
a preso que n.\o (ranspirm, mas que sup-
*iWt er d*t",yi|2 rls. a bordo ; 929 rolos
piram 24 rl /Trdo, 106 das marcas superio-
KW f~ J^U. n.-l'to*>^.-. enlrada,
aha si* JMHmnles de chegir a 2i rls.,
M par AJSTls. e-n deposilo, e o resto a
t gcrfrnus, mas que temos motivos para
erar que foi carca de 31 rls.
tai.As boas qualidades de vinlios catalaes
procuradas ; temos abundancia das ordinarias, o
prejudlco este mercado. As asistencias constam
17 pipas, e a bordo mais 1,456, dando nm lo-
amciente para o consumo da mais de tres mezei.
aderam 133 1|2 pipas a 65 9 para entregar rm
os Ayres a bordo. De Malaga vendeu-se 100
Manolas a 85 para entregar tambera em Buenos
Ayrea, a 282 ditas a 2 9 a bordo.
hxporlaco.
Nao temos entradas da campanha.
iarne secca.Nao ha ; o preep he nominal a 7,6W.
Sebo e graxa.Paralysado*, com puucos eompra-
para consomo ; venderam-se somante 100 bar-
^ |>ara eiporta;Oes de sebo em rama, a 22 rls. "*
Cambio.Londres ; 40 1f8, 40 1,4 e 40 p. Rio de
airo: *f2 a 3(4 de premio.
IHscontos. ifflceis de 1 a 1 1|2 01o o mei.
mibios. As IransactOe sobre Londres foram
[Olares e geAlmenle a 27 1|2, fechando o cambio,
em nossa opioao firme a esla colaran.
Cafi.Venitrara-se 600 saccas.
Frats.Tsmou-se um navio norte-americano a 1
doUar para New-Orleans. .
Cambia.
Landres 27'1i2 a 27 3i4.
Parle 355.
Lisboa nomnat.
Hamburgo 55 a. 90 das.
FRETES.
N. 12. Mara Joaquina de Moura.....76200
N. 14. Ordem terreira de S. Francisco. 459000
N. 16. Antonio Francisco Pereira. 779220
N. 18. Herdeiros de Manoel Calano de
Albuqnerque...............579600
N. 20. Viuva e herdeiros de Antouio|Joa-
qoim Ferreira de Sampaio....., 68iO0
N. 22. Francisca Alves. da Cunlia.....309000
N. 24. Jlo Malheos...........829.500
N. 26. Joaquim francisco de Aievedo. 529000
N. 28. Dilo, dilo..............6120
N. 30. iherea Gon(alves de Jess Aie-
vedo. ...........-689400
N. 1. Irmandade da N. Senhora do Li-
vramenlo................99000
N. 3. Joaquina Mria Pereira Vianna. MHM
N. 5. Dita, dita..............999000
N. 7. Dita, dita..............86*400
N. 9. Ba/ilio Alve; de Miranda Varejao 75000
2' 2' l"ncnco Brnndao Paes Brrelo. 439200
2" JA" Jrmand"',e o Espirito Sanio. 189000
N. 19. Joaquim Bernardo de Figuereido. 2R>8(HI
N. 21. Dito, dito........*____lT5l00
. &5|a70|.
! 55, a 60]
his-Uoldos80a 100 c.
embargo 55|a57i6.
Havre. 80 fr. e 10
Liverpool 15| nominal.
Londres 45). a
Marscllia 55.
Mediterrneo 55i a 70|.
Trieste 55 a 60|.
(Jornal do Commcrcio do Rio.)
MOVllfENTO DO PORTO.
iVaaior entrado no dia 20.
lia de Jauero*e Babia 5 % das, vapor ingler.
"laya, aommandanle Sawyar. Passageiros para
roviocia, Manoel Francisco da Costa, JoSo
'Bastse 1 criado, Lacindo Xavier de Mo-
"'nto t criado, Joao Mallos da Costa e
A",S!..,a,*rt" S- "'"destre e su senhora.
ac*n WHliams, Joto Figueira de Oraellas. Fl-
cou de qnsrenlena.
*r7a '"s ^'He ingle tlaucos, de
JW) loneUdas, eapiiao James Aitke*. equipagem
3, carga baca bao ; a Schramm .Whately Com-
panhra. Segoio para a Babia 1^
Parlba-3*aa, hiate brasaWTr^Co7.ceirao da
Mari, da 27 touelad,., martre Severiano da Cos-
a Sil, equipagem 3, irg, t6ros de mangue ;
a Paulo Jos Baptista. '
Valparaiio61 dtosfrbarca ingle,.a Incbinnan, de
86 toneladas, capilla trine, equipagem 21 car-
ga nano ; o capit. Veio refrescar e tenue
par Londres.
>l40 dtas. esenna ingleza Honesta, de
toneladas, capiiao Thomai Poyer, carga fa-
kmm Ryder 5 Compauhia. Cndor.
2 Miihorat.
O*oit na metmo dia.
ingleta Miranda,), capilao James
Latharo, carga auucar e tlgodao.
ros IntermediosVapor insler.
Tayn, commaadanle, Sawyer. Passageiros des-
ta provincia, Herculano Alves da Silva. Herick
C. e Charles Fiedler
I4MMM
t. para constar se mandn aflitar o preseoie, e pu-
blicar pelo Diario. Secretaria da Ihesouraria pro-
vincial de Pernaroboco 12 de selembro de 1855.
O secretario.
A. F. AnnaHciaro.
O lllin. Sr. inspector da Ihesouraria provincial
em cumprimento da ordem do Eim. Sr. presidente
da provincia, manda convidar aosproprielarios abai-
o mencionados, a entregarem na mesma ihesoura-
ria no prazo de 30 dias, a contar rio dia da primeria
publicarlo do presente, a importancia das qnotas
cora que devem entrar para o calamento da roa do
Rnngel, conforme o slisposto na le provincial n. 350.
Adverliado, que a falta da entrega voluntarla aera
punida com o duplo das referidas quolas na conor-
raidade do arl. 6 do rtgulamenlo de 22 de ilezem-
bro da 1854.
N. 2. Ordem terceira de S. Fran-
cisco...........
N. 4. Benia da ConceicAo Ferreira .
N. 6. Domingos Jos da Silva .
N. 8. Theolonio Felii de Mello. .'
N. 10. Carlota Eumenia da Concei-
to...........
N. 12. Herdeiros de Thereza de Je-
sns...........
N. 14. Irmandade das Alma do Re-
cite ...........
N. 16. Eiequiel Franco de S .
N. 18. Francisco Antonio das Cha-
g...........
N. 20. Herdeiros de Josepha Francis-
ca Rosa..........
N. 22. Francisco Antonio das (".ha-
gas ...........
N. 24. Irmandade das Almas do htir-
ro de Santo Antonio......
N. 26. Manuel Antonio Monteiro de
Andrade......... .
N. 28. Antonio Jos Goncalves de A-
levedo...........
N. 30. Viuva de Miguel Jos Ri-
beiro...........
N. 32. Ordem terceira de S. Fran-
cisco...........
N. 34. Paulino da Conceicao. .
N. 36. Antonio Hypolito Vercosa. .
N. 38. Viuva de Domingos Jos Bar-
bota ..........
J*. 40. Joao Moreira Marques .
N. 42. Manoel Jos da Silva Braga .
N. 44. Jos Leonardo......
N. 46. Jos da Fonseca e Silva .
N. 48. Joao da Silva Moreira .
N. 50. Dr. Aleandre Bernardino dos
Res e Silva........
N. 52. Tiburcio Valeriano Baptisla .
N. 64. Mara Joaquina de Macedo
Mello...........
N. 56. Francisca ThomaziarJa Concei-
'C*o Cunha..... .
N. 58. Patrimonio dos orphaos. .
N. 60. Maa Joaquina Machado Ca-
valcanli..........
N. 62. Jos Joaquim de Novaos. .
N. 64. Bernardo Antonio de Miranda.
N. 1. Aleandre Jas da Silva. .
N. 3. Mara Candida Vianna e ou-
tro ...........
a Mara Adelaida de l.emos .
* Mara Leopoldina de l.emos .
N. 5. Antonio Ferreira Pinto .
N. 7. Joao da Silva Moreira. .
N. 9. Antonio Domingoet d'Almeida
Pajos...........
N. 11. Jos de Barros Pimenltl .
N. 13. Filhos de Jos Ramos de Oli-
veira'....'......
N. 15. Ordem terceira de S. Fran-
cisco...........
N. 17. dem, dem....." .
N. 19. Irmandade do Sanliisimo Sa-
cramento de Santo Antonio .
N. 21. Joao Pinto de Qoeiroz. .
N. 23. Anna Luiza da Fopseea. .
N. i'. Jos Goncalves Ferreira a Sil-
va..........
N. 27. Henriquela Eumenia da Con-
. ceicao..........
N. 29. Jos Goncalves Ferreira e Sil-
va............
N. 31. Antonio da Silva Gusmao '.
N. 33. Herdeiros de Jos Lopes d'Al-
buquerque.........
N. 35. Jos Antom da Silva Qoei-
roz ...........
N. 37. Loorenco Jos de Moracs Cari
' valho........, j ,
N. 39. Ordem terceira de S. Fran-
cisco...........
N. 41. dem, dem. ......
N. 43. Herdeiros de Joaquim Jos de
Parias...........
N. 45. Viova de Joaqnim Laiz de
Mello Carioca........
N. 47. Ludgero Goncalves da Silva .
N. 49. Joao Moreira Marque:, .
N. 51. Paulo Caetano de Albuqaer-
que...........
N. 53. Damiao Goncalves Rodrigues
Franca..........
_ Joaqnim dos Reis Gomes. .
N. 55. Tliomaz-d'Aquino Fonseca .
N. 67. .Herdeiros de Antonio Francis-
co Brauco .......,,
N. 59. Manoel Figueiroa de Farla. .
N. 61. Clara M.ria do Espirito Santo.
N. 63. Herdeiros de Francisca Mar-
ga rida dos Prazeres ......
N. 65.aManoel Joaqnim da Silva Fi-
. gueirerio..........
N. 67. Mara Antonia da Cruz Bran-
eo............
N. 69. Maria Goncalves Ferreira e
Silva...........
N. 71. Joaquim Jos da Costa Fajozes.
N. 73. Filhos de Manoel Jos de Bas-
tos e Mello e oulro......
N. 75. Thomaz de Carvalho Soares
Braudao.........
189000
189000
279000
499500
579600
189000
169200
PM
169200
619200
189000
419400
549000
259200

529500
259200
213600
899100
599400
529200
OiOO
2e200
849000
MM
509400
509400
549OOO
6O90OO
759000
459OOO
609000
309000
22/500
1192.50
119250
629500
529500
459150
1269000
1049400
633000
288800
259200
481000
259200
309000
309000
28/801)
189000
149400
259200
489000
219600
259200
559200
1059000
959700
285800
^89800
109800
109800
18/000
589200
979800
259200
369000
36/000
369000
185OOO
68i400
juizes.eicrivaes, craprtghdoi dejustica, e
arguelles que frequentam os estudos dedi-
retto, pelo prero de 3^000 cada exera-
plar; nalojado Sr.'padt Ignacio, iua
da Cadeia n. 56 : loja de encadernacao e
livros, na do Collegio n. 8; pateo do
Collegio, livraria classica n. 2, c na praca
da Independencia n. (> e 8.
THBATHO
DE
S. ISABEL.
Sociedade Dramtica Emprezaria.
ReciU concedida pelo E\m. Sr.
presidente da provincia a
beneficio de
LEONOR ORSAT MENDES.
Sabbado 22 de selembro.
Oepois de eseculada a grande orcheslra a sym-
photiia Nabocodonosor.dar principio ao espectculo
a MU e rouito engracada comedia em 3 actos mis-
leriosii e phantaslica representada em Pars no Ihen-
Iro do Palais Ruyal, e nos Ihealros do Bio de Janei-
ro e Baha aempre rom muilos applausns, intitulada
0 PASSARO AZUL,
naqual a beuclicuda deseinpeuha 4 .lifferentes
papis.
Pertonagens.
ArlhurPatarn Azul. .
Baraode Wolfrog \elho de
50 aonoa.
Actores.
A benefiada.
O Sr. Senna. ?
Mendes.
Monteiro.
1 11. Amalia.
i) Anna.
Rila.
A Sr.
Jon.CamponezJoven.
Sror MalhildeFreir. .
Jebson.......
Groloboorg.....
Thorncliff......
Bable.......
Lucia.......
Rebeca.......
Camponezes, etc.
A scena passa-se n'om antigo castalio da Escocia.
Seguirse-la a repelitlo do muilo applaudido
A PAELLA DOS FEITIOS,
cantado pelo Sr. Monteiro e a beneficiad 1.
Segue-se a represenleciln da bella comedia de cos-
lumes brasileiros do Sr. Pena.
OS DOUS
OU
0 l\GLEZ IACH1ISTA
desempenhando o Sr. Monteiro o papel do inglez.
Dar lira ao espectculo a nova e jocosa aria, io-
litnlad.i
0 MSCATE ITALIANO
cantada pela lieneciada em italiano viciado.
A beneficiada so es pera do publico a mesma con-
currencia e proteccao neste seu variado e jocoso es-
peclacolo, que nos oulrot beneficios lem recebido
da sua generosidade e benevolencia.
Os bilheles acham-se venda em casa da beneficia-
da, ra Bella n. 13.
Principiar as 8 horas.
QUARTAFEIRA 26DE SETEMBRO.
Grande e extraordinaria represenlacao gym-
nastica e dramtica, em beneficio da Senhora
com assistencia da SOCIEDADE DRAMTICA
EMPREZARIA.
A beneficiada sumniamonte penhorada pelo ob-
sequio, que deS. Exco Su. Presidente da pro-
vincia recebeu por occasio de lhe conceder este
beneficio, agradece-lhe cordealment, e ja mais se
esquecer do AMIGO DOS ARTISTAS.
Por esta occasio agradece tarabem a SEliS IR-
MA'OS, OS SOCIOS DA SOCIEDADE DRA-
MTICA EMPREZARIA o preslarem-se gratuf-
taraenie ao seu beneficio, que lhe d lugar a mos-
trar ao publico muitos differentes e novos passos, o
habilidades, que o sorprenderlo.
Segunda fcira vindoura publicar-se-ha o pro-
gramma do beneficio.
AVISOS MARTIMOS
72/000
548000
3. E para conalar se mandn anisar o presente e pu-
blicar pelo Diario. .
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
boco 1j de selembro de 1855.O secrelario, Antonio
Ferreira a Annunciacio.
DECLARACOES
EDITAES
Illm. Sr. inspeelor da Ihesouraria provincial,
em cumprimenlo do disposlo 00 arl. 34 da le pro-
vincial numero 129, manda fazer publico para
jonheciraeulo dos credores hypolliecarios, e qnaes
qoer intercssadot, que Francisco Maooel da Silva
Jamao, lem de ser indemnitedoda quanla de da-
lantet mil res, pela ezlracao do barro da proprle-
dade denominada Tanqonho n. cidade de Goi-
anna, para a factura de urna bomba, e qut o dilo
(.osmio lem de recebar dita queulia logo que ter-
mina r o praxo de 15 dUt contodot da dala diste,
que lie dado para as reclamacoes.
E |)ara constar te maudeu afflzar o presente e Du-
Uica pelo Diario por 15 dias succetivot.
Secretara da Ihesouraria provincial de Peruana-
buco 12 de selembro de 1855.
O secrelario.
^nfonjo Ferreira d'AnnunciacSo.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
em oumprimento da ordem do Eim. Sr. presidente
da provincia, manda constar tos proprielarios abaito
mencionados, a enlrcgarem na mesma tlipsouraria no
prazo de 30 dias, a contar do dia da primeira publi-
H>o do prsenle, a importancia das quolas com qne
devem entrar para o caitamente da ra Oireita aj
a trevewt da Penha, conforme o ditposto na le pro-
vlncijil numero 350, Advertlndo, qoe a falta da en-
!\olBnlaria ser punida com o duplo das referl-
1 quolas na conformidade do artigo 6 do regula-
Mato de 23 de dezembre de 1854.
N. 2. Joanna do Rosario Goimares M-
cnaoo.................77(100
Y ^ a "* de Jeno I'eM* Viloiral 89W66
i. Hospital da Misericordia de Angola 64*800
10. Benardo Jos da Costa > alentirn e
nadaco Joaqoim Pereira.......419706
Pela mesa do consulado provincial se faz pu-
blico aos conlribointes de impostos, cujos dbitos sao
dependentes de lancameolot, e qut anda na foram
pagos dentro do auno flnanceiro prximo passtdo,
que- os podem raalisar nestn repartido at o lira do
presente mez, flodo o qual passam a ser executadoa
todos os que deixaram de pagar os do auno de 1854
a 1855.
RANCO DE PERNAMRUC0.
O Raneo de Pernambuco sacca obre
a praca da Rahia, e contina a tomar
lettras sobre a do Rio de Janeiro. Ran-
eo de Peraambuco 25 de junta de 1855.
O secretario da direccao, Joao Ignacio
de Medeiros Reg.
n.C?uNSE.LU0 ADMINISTRATIVO.
jec?orse"ui0n,ed.m,nSlr,VO ,em comprar o. ob-
BandMPdera,i8-21b4U,,'aodei''f"1*--
t.k ~, Ho,Piul fRimenlal.
Cabos inodoros, 10.
"T*-r.r i.^ Diver"> bslalhes.
SapatoT>es-na- provincia, pares 500.
Arsenal oe geerr],
Meiaa de tola corllda. 150 ; pio,i dBX|M?/>
Qoem os qmter vender prsenle ai suas pr'ooV
tas em carta fechada, na secretaria do conselho 10 hars do dia 24 do crreme mez. onselno 4a
Secretaria do Conselho administrativo para forne-
cimenlo do arsenal de guerra 17 de selembro de 1855
Jos de Brito Inglez, coronel presidente.__Ber-
nardo Pereira 40 Carmo Jnior, vogal e secre-
lario.
'i i -' '
PUBLICAQA'O LITTERARIA.
Acha-se A venda o compendio de Theoria e Prali
ca do Proceeso Civil feilo pelo Dr. Francisco de Pau
a Baplista. Esta ebra, alm de orna tnlroduccao
sobre as acrOet e excepedes em geral, Irata do pro-
ceeso civel comparado com o commercial, conten
a theoria sobre a applicacio da causa jolgada, e ou-
trat doutrinas luminosas vende-se nicamente
na loja de Manoel Jos Leite, na na do Quei-
mado a. 10, a 69 cada expropiar rubricado pelo
autor.
Continua a vender-e a obra de di-
reito-o Advogadodos Orphito, com um
apndice importante, contendo a lei das
erias e aladas dos tribunaes dejustica, e
o hOv-o Regiment de custas, para uso do
C0MPANHI& DE
HAVEGACiO A VAPOR
LISO-BRASIIMA.
O vapor des-
la cempanhia,
D. Pedro I,
c ommandanle
o lenle Vie-
gas do O', es-
pera-se neste
porto de 31 pa-
ra 22 do cor-
rente, e depois
da competente
demora segui-
r para a Bahia e Rio oe Janeiro : para passageiros,
etc., dirijam-se ao ageute M. D. Rodrigues, ra do
Trapiche n. 26.
Para o Rio de Janeiro segu com brevidade o
briguo brasileiro Aiolpho ; para carga e passageiros,
trala-se com Eduardo Ferreira Balthar, ra do Vi-
gario n.5. ou com o capilao Manoel Pereira de S,
oa prac,a do commercio.
Para o Aracaly pretende sahir com brevidade
o hiele Exalacao, por ler parte de seu earreajmen-
to; para o reato, Irala-ee com D. R. Andrade &
Compauhia, ra da Cruz, armaiem o. 15.
t---------------------
O agenle Oliveira fart leilao publico coramer
cial, por ordem do conselho da direccao do banco
de Pernambuco, de doze apolices do mesmo banco,
e nelle depositadas por Machado & Pinheiro, para
pagamento da letra deslet na importancia de 1:820,
vencida em 11 do ro rente : sabbado 22 do corrente
ao meio dia em ponto, no eslabelecimento do referi-
do banco.
O agente Rorja por despacho do
Exm. Sr. Dr. juiz privativo do commer-
cio, a requerimento do curador fiscal da
massa fallida de Machado & Pinheiro, fara'
leilao dos bens pertencentes a dita massa,
consistindo n'uma rica mobilia de jaca-
randa' com pedia, urna guarda roupa,
urna secretaria, urna ptima estante de
amarello com urna porcao de livros im-
pressos, carteiras, atochal contras obras
de marcineria, urna, excedente machina
de copiar cartas, dous livros grandes em
branco para escripluracao, varios uten-
cilios de escriptorio e outros muitos objec-
tos; assim como 40.barris de manteiga in-
gleza. 10 caixas com 1,000 libras de
cera em vellas e 5 ptimos escravos : sex-
ta eira 21 do corrente as 11 horas da
manhaa, no largo da Assembla n. 12
primeiro^ndar, sendo o leilao da man-
teiga as 10 horas em ponto, em frente da
arcada da alfandega onde se achara' pa-
tente.
Joao Baplista de Barros Machado fart leilao.
por inlervencSo rio senlo Barja, da toa taberna,
tvla na ra Dlre'ta n. 16, que consiste na armaran,
gneros, especiarlas, etc., existentes na mesmarlerca-
feira, 25 do coi rente, as 11 horas.
Novaes & Companhia faro leilao, por Inler-
vencSo do agento Oleira, e pe' conta de quem per-
T, de 25_canastras com alhoa, 12 barris com
presuWHjJOS dilgcom carnes, MUatas com ditas,
22 barrcaiiclaatyi. e 55 barris osWsuperior vinho
branco, ludo recntemente importado de Portugal :
lerca-feira, 25 do corrente, as 10 horas da manhSa,
no armazem do Sr. Annes Jaeome, defronte da ar-
cada da alfandega.
Jo.o Baplista de Barros Machado fara leilao,
por intervengo do agente Borja, da sua taberna, sita
na ra do Nogueira n. 19, que consiste em armaco,
gneros e especiaras existentes na mesma : segun-
da-feira, 24 do corrente, as 11 horas.
AVISOS DIVERSOS.
Hoja, 21 do correle, depois da audiencia do
Sr. Dr. juii de orphaos, ir novamenle praca a s-
erava Delphina, de 35 a 40 annps de idade, proprin
para qualquer servir, peialquantia de 300J, eglin-
do a nova eveliacao, i requerimealo do curador da
menlecapla Marcolina Thereza de Jess.
No dia 25 do crranle, as 11 horas da manhaa,
na sala dts audiencias do Dr. juiz d orphaos, finda a
audiencia deste, se ha de arrematar por ser a ultima
praca, um sobrado na ra do Crespo desti cidade n.
3, avahada em 8:0009, o qual vni praca A reqner-
menlo do invenlarinnle teetamenleir o coronel
Francisco Mamede de Almlda pan pagamento do
sello nacional. '
' Sabbado, 22 do correnle, se ha de arrematar
urna taberna, sita na rlbeira de Santo Antonio, per-
leucente a Joaqnim Fernaodes de Azevedo, por ex-
ecuco du pai do ine.ino Joaquim Fernandes de A-
zevedo, depois de meio dia, n> sala das audiencias,
por ser a ultima praca.
I.ara-see engomm,i-se com lodo ogoslo, sceio e
perfeir.iu : na ra do Sr. Bom Jess das Crioulas
n. 16.
Remedio contra mordeduras de toda a
qualidade de cobra.
No largo espaco de 16 anno em que viage por
algous serloes do Brasil, empreguei todos os meios
ao alcance da nimba inteligencia, alm de descobrir
um especifico cerlo para esla enfermi larie no prin-
cipio destatao espinhosa como imporlanlc tarefa. en-
saiei algn* medicamentos vulgares por differeutes
processos ; em algnns doentes aproveitaram, mas
"ai em lodos. Por urna casualidade que parece
mais dirigida pela Providencia do que pela sciencia
dos homens ; ensaiei a raiz de um vegetal nao vul-
gar e felizmente vi realisados os meus riesejos. De-
pois de haver experimentado em muilos entes mor-
didos por qualquer especie de cobras, e todos esca-
paren], reconheci ser este remedio o mais rpido,
euergico e infallivel. He porlanlo do meu rigoroso
dever pitentea-lo ao publico e em particular aos
senhores fazendeiros. Pela alia confianca que de-
posilo neste especifico, miso responsabilisar-me a pa-
gar o preco duplo do vdro, todas as vezre que este
remedio, apphcando-se, nAo prodoza efleito : ven-
de-se na ra do Collegio, botica n. 6. do Sr. Cypria-
no l.uuda Paz,Joaquim Joso Rodrigues Franca.
Aluga-se urna casa no Poco da Panella, para e
passar a fesla. em frente a casa do Sr. Joao Francis-
co Carneiro Monteiro: quem a pretender, dirija-se
a Fra de Portas, a fallar com Manuel da Silva No-
ves.
Precisa-se lugar urna ama par fazer o servi-
co de casa e comprar : na fraga da Independencia
ii. 38, se dir quem pretende.
Offerecc-se um rapas porluzoez para caixeiro
de laberna ou para outro qualquer negocio por ja
ter pralica, esibe bem ler e escrever, e d conhe-
cimenlo de sua conducta : quem de eu presumo se
quizer ulilisar, dirija-se na Lingoeta oijaanuncie.
Precisa-sede urna ama forra.nicamente para fa-
zer o alinoco e jaotar em casa de um hornera solteiro,
pariendo ir dormir em sua casa : na roa da Cruz
o.3l.
Aluga-se um prelo moco para vender spalos,
ou fazenda na ra, ou casa de pasto : a pessoa que
quizer tlugar,.dando alaum dlnlieiro adiantado, di-
rija se a ra do Padre Floriano n. 49; .
Precisa-se de urna ama : no aterro da Boa-Vis-
ta o. 60.
l'reris i-se de um criado eslrangeiro, que nao
seja preguicnso e nem tenha impela de fldalgo, su-
jeilando-se a lodo servir que se lhe mande fazer ;
quem estiver nestas circunstancias, dirija-se junto
ao sitio qne foi do Sr. Dr. Netto.
Faz-se publico que a ultima praca annunciada
da raelade do sobrado de dous andares do pateo do
Carmo n. 7, avahada eui 3:5009, que deviu ler lugar
no dia 19 do correnle, por execucAo de Antonio Joa-
quim Ferreira Beirz, contra Miguel Goncalves Ro
drigues Franca e sua malher, peranle o Dr. juiz
municipal sapplenle .la segunda vara civel desta
cidade, ficou transferida por ordem do mesmo juizo
para amanhAa, 22 do correnle, ao meio dia, na sala
das audiencias ; as pessoas que a quiztrem arrema-
tar de venda, comparecen) no lugar e hora indicada.
Escrivao Cunha.
Precisi-se do urna rscrava ou de ama forra pa-
ra orna casa de pouca familia : na roa do Hospicio
n. 7.
O Sr. Jos Tiburcio Valeriano de Noronha, qoe
servio de notario na villa de Serinhaem em 1837.
fart o favor de declarar a sua residencia para bem
de seu intere.se, > Antonio Ignacio Brandan, resi-
dente na roa da Cruz, no Recife, n. 8, em casa do
Sr. Jos Antonio Piolo. .
8 secrelario da irmandade de N. S. do Livra-
raenlo, por ordem da mesa acloal, convida a todos
os irmAos para que cornpsregam domingo, 23 do
correte, as 3 horas da larde, no cousislorio da mes-
rao irmandade, alim de que, reunidos em mesa ge-
ral, possam elleger o novo juiz que lem de reger esla
irmandade de 1855 a 1856, da conformidade com o
arl. 17, til 5." do compromisso.
O abaixn assignado lem justo com o Sr. Caeta-
no da Rocha Pereira comprar o seo silio, no logar
do Remedio, com casa de lijlo : quem se julgar
com direilo so dito sitio, oa privilegio sobre o pro-
duelo da venda, dirija-se a ra Direita n. 104, no
prazo de 3 dias.Jos Joaquim Simos do Amaral.
Precisa-se de ora caixeiro para taberna, em
Apipacos : a tratar oa ra do Queimado n. 51.
Precisa-se de um- caixeiro do 12 a 14 annos?
para taberna : na ra da Cruz n. 28.
OITerece-se urna porlugaeza d_ 'juot costantes
para o servido de casa de um homem solteiro ou de
pouca familia : quem precisar, dirjase a ra do
Hospicio, casa de um andar n. 21.
Arrenda-se o eogenhr- Mingulo, dislanle mcia
leoa da cidade do Ro-Formosn, moente e corrente,
com machina nova movida por agua, cercad, limpo
e bom, e grandes proporrOes para se safrrjar ; e
tambera se vente a safra nova que est plantada : os
preten.lentes dirijam-se ao mesmo engenho.
GABINETE PORTGZ DE
LEITURA.
Por ordem do Illm. Sr. presidente do conselho de-
liberativo, convoca-se o mesmo cunselho para o dia
21 do correnle, as 5 horas da tarde.M. F. de Son-
za Bar boza, 1. secrelario do conselho.
ANNUNCIO.
I.oja e armazem de fazendas baralissimns, na roa
da Cadeia do Recife n. 50, defronle da roa da Ma-
dre de Dos, quina do segando berco >'indo da pon-
te, lado esquerdo. Neste eslabelecimento telurio oe
Srs. fazendeiros, commerciantes do centro, e-o pu-
blico em geral, um completo torlimento de fazendas
finas e grates*, toda*de boa qaalidade e sem averia,
qne a dinheiro vista, se vendem por proco* bara-
tsimos ; assim como boa disposcao para bem ser-
vir easradar a todos os fregueses que se dignaren)
honrar o eslabelecimento.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Sabio tiesta provincia a sorte de 1:000$
rs., em o meio bilhete n. 1336, e outro*
muitos de 400#000, 200 Os possuidores queiram receber seus pre-
mios. Acham-se a venda os novos bilhe-
tes Ja lotera 36- do Monte-Po Geral, que
devera' correr a 21 do presente. As listas
virao pelo vapor GUANARARA, que deve
partir em 23 do presente, e deve aqu
chegar a 2 de outubro futuro,
LOTERAS DA PROVINCIA.
Existe um pequeo resto dos afortuna-
dos bilhetes c cautelas dos cautelistas Oli-
veira Jnior & C-, as lojas ja' annuncia-
das, a extraceao da primeira parte dase-
gimda loteriado Gimnasio, he infallivel-
mente sabbado 22 do corrente, as 10 ho-
ras. Os premios pequeos sao pagos as
lojas em que sa vendidos, e sendo de
O.s'000 rs. para cima,,no escriptorio dos
mesmos cautelistas, na fu* da Cadeia do
Recife n. 50, primeiro andar.
LOTERA DO GYHNASIO.
AOS 0:000$, 3:000,1 E 1:0004000.
Amanhaa, andam as rodas desta lote-
ra, no consistorio da igreja deN. S. da
Conceicao dos Militares. Anda existem a
venda alguns bilhetes e cautelas do cati-
telista Antonio Jos Rodrigues de 8ouea
Jnior, nos lugares ja' sabidos. Os pre-
mios grandes serao immediatamente pa-
gos logo que se distrtbuam as listas, no
seu escriptorio, na ra do Collegio n. 21,
primeiro andar.
LOTERA DO GYHNASIO.
Amanhaa, andam as rodas da primei-
ra parte da segunda lotera do Gymna
sio, o resto dos meus bilhetes e cautelas
achain-sc a venda nasJpjf s do costume.
Recife 21 de setembrocle 1855.Ocau-
telsta, Antonio da Silva Guimaraes.
Precisa-se de urna ama de leite : oa raa da
Sentla Nova n. 30.
ItFkFK
RLA NOVA N. 60,
lem a salisfarJIo de annuhciar ats fashionables, sec-
tarios do bom gosto e perfeirao, que no seu eslabe-
lecimento se cncontra nSo s as fazendas necessarias
negadas ltimamente de Paris para o- sorlimento
completo de nm elegante ; como lem igualmente o
felicidade de noticiar aos seos freguete* e amigos,
qoe a frenle de seo e um arlista versado em lodos os segredos da profissao
1 e interprete fiel do costo mais requintado.
(ll rinLllHL Mj I I L mt don a sua lesiden-
cia para a ra do Collegio a. 15, primeiro andar.
No dia 22 do corrente se ht de arrebatar em
hasta pobliea do Dr. joiz municipal da 2"\ira as
rendas da casa e silio oo lugar do Manginbo qdt fax
esquina para a estrada dos Aflicto! e Ponle de U
por execucjlo do Eim. conde de Farrobo, contra
Lauriana Rosa Candida Rigoeira : os pretndanles
fai.ei urna boa arremaco.
AS SENHORAS DO BOM TOM.
Na ruadoQoeimario loja o. 49 acaba-se de rece-
ber novospadrOes de Berege comduas largurasemuilo
propria psra resta,.por iiaojprecisar lavar-se, e com
pouco dinheiro fazer-se vestido pelo desgranado
prer.0 de 600 rs. o covado, balzimira escoseeza a
280 o cavado, corte* dr casimiras a 49500, ditos de
brim de algodilo a 19200, e oulra* fazendas que a
vista faz f.
FURTO.
Forlaram da algibeira do abaiio assignado, na
noile do dia 17 do correle, na igreja de S. Fran-
cisco, ama enrteira com um conlo e tanto de reis em
dinheiro, sendo urna ola da 5009 verde com a fir-
ma de Pereira de Brito as roslaa, duas moedaa de
169, e o msis em sedulas de 509, 209, 109 e 59, ele,
edifTerenles pspeis, lettras e ordens, cujos donos j
ISo avisados : quem ella tiveroo der noticia, dirl-
;a-se ao Hospicio, em rasa de Joaquim Coelho Cin-
tra, onde reside o ahaiio assignado, que ser gene-
rosemente recompensado.
Manoel Bezerra Cavatcanti.
Aloga-te um preto cozinheiro'e eopeiro : no
hospicio, segundo porlo depois da Facnldade de Di-
reilo.
LOTERA
GIMNASIO PERNAMBCANO.
Sabbado, 92 de se te in-
oro, ajidan indubitavel-
nientt as rodas da refe-
rida lotera, pelas 9 llu-
ras da manhaa, no consis-
torio da.igreja de N. S. da
Conceicao dos Militares.
Pernambuco 20 de setem-
bro de 18ft$.--Ocautelista,
Salustiano de AquinoFer-
reira.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Esperamos a todo o momento do Rio de
Janeiro o vapor inglez TAY', no qual t-
rao a listas da lotera primeira da matriz
do Ro-Novo. Anda se acham alguns bi-
lhetes a venda, as lojas do costume. Os
premios sero immediatamente pagos a'
recepcao das listas.
O escripturarioda Companhia de Re-
beribe Marcolino Jos Pupe, anda esta'
autorisado a comprar e vender acces da
mesma companhia, poi que ninguem
mais habilitado do que elle a fazer este^
negocio; podendo ser procurado o es-fc
anorama.
PNTA EXPOSICiO.
'REDK LEMBCKE.
Tem a honrare avisar ao respeilavel publico, qoe
no dia quai la-feirVJl do corrente, eipde nova* vil-
las qne neita provrll^a aiudt te nao tem visto : na
ra da Cadeia confrntelo convento de S. Francisco,
que sao as ieguintes : s^
1. Helsingfiirs e]Schweabof||^)ebaio da observacao
dos alliados. ^V
'. O ataque dos Inglezes sobre^tvKerian diante de
Sebastopol. ^
3. O valle de Gaerney no mar Azoff.
4. SebastopoF, o ataque sobre a Colina Ve'
5. Interior de urna batera russa diante da^lorre de
Malakoll.
6. Sebastopol, vista geral do lado de trra.
7. Conslantinopla e o desembarque da Iropa fran-
ceza.
8. Cidade de Jerusalem.
9. Oilo a entrada do templo do Santo Sepulcoro.
O preco lie 500 reis cada pessoa, e acha-se aberlo
da 6 as 9 hars da noile.
Precsi-se de um feilor para o silio em Cruz
de Almas, onde existe o collegio da ConreirSo, qoe
d fiador a' sua conduela.
MANUAL DOS TERCEIROS
FRANCISCANOS.
Esla impresso o manual dos lerceiros Francisca-
nos.
A L* parte desla obra conlm a historia da ins-
tilucAo da nrdem, a regra com muilas c\plicarfes
as absolvicaes, as indulgencias do S. P. Benedicto
XIV, as de Po VI de que ainda nao gozovam os
lerceiros .testa diocese, e alm disto as que perlen-
cems i ordem terceira do Recife, e ludo mais que
diz respeito .ios lerceiros e ordem.
A 2.' parle he um perfeilo devocionario, conlm
orarles da manhaa e da noile, melhodo de ouvir a
mise, e de coofessar-se, renovacio dos votos do
baplismo, a cora seraphica indulgenciada per va-
rios Pontfices, um devoto eiercicio da* dore* de
Maria Santistima o nutras orscOes indulgenciadas
por Po VI, a via-sacra, oracoe* para as visitas da
Porciuncola, e para alcaacar boa morte, e rotiita*
oulras.
A 3.n parle conlm o melhodo de tjodtr a asit-
lir aos moribundos com melifluas e I otan le orares,
absolvico de Benedicto XIV, dos Franciscano, Cur-
melilas, dos confrades do Kosario e das Dores, e el-
eurnas hen;<"ius.
- Esta obra qoe pela 1 parle pertence aos irmaos
lerceiros, pela 2' e 3" he necessaria a qualquer cliris-
tao, e pela 3" indispensavel aos Srs. sacerdotes.
As peesoas que dignram-seassignar queiram man-
dar receber na paleo do Colleaio,livraria classica n.
2, onde tambem se acha a venda, e no convenio dos
Fraocisctnos em Olinda.
construc^So da estrada de ferro cuna,
urna grande quantidade de madeiras di-
reitas, dal qualidade mal approvadas
paraesteio, etc., que tem de re*i$tir a
acrodo temporf agua salgada, assim co-
mo' Pau-ferro, Sapucaia, Pau-d'afCO, Em-
biriba-preta, etc. Quem quizer contra-
tar ditas madeiras, communique por car-
ta mencionando as particularidade na-
peito da quantidade qne pode serorneci-
da em um tempo marcado: dirija-se ao
contratante Jorge Furness, no escriptorio
dos Srs. Rothe & Bidoulac, na juado Tra-
piche n. 12, primeiro andar.
Alugam-se urnas casas sitas no logar de Sania
Anna de dentro,cujo tugarhee mais fresco a salubre
possivel, com banho perto no Capibaribe e par ba-
rato preco : oa roa do Trapiche .loro o. 90.
cnptorio da mesma, na ra Nova n. 7, das
8 horas as 5 da tarde.
Precisa-se de orna ama para o servico interno
Je urna casa de familia : em Fra de Purlas, na ra
dos Guararapes, junio a casa do professor.
O escrivao interino da irmandade de N. S. rio
Bosario da Boa-Vista, por ordem da meso avisa aos
senhores que se acharem com direilo de irmao, quei-
ram comparecer no consistorio da mesma na scsJa-
feir, 21 do corrente, para assistirem a volacan dos
novos eleitos.Antonio das Chagas Ramos, escrivao
inlerino.
Madama Millocheau Boessard participa aos seus
freguezes que pelo Comte-Roger lem recebido ricos
corles de vestidos de hlonde bordados, com as man-
a irmaas para casamento, eamisnhas, collarinhos e
mangas, enfeiles para cabeca, capellas e caiios para
noivas, ricos lencos de rambraia de linlto, tarlatams
bordadas, ricas llores, cachos peignes. cambraia de
linho fino, chales de relroz, franjas de cores, filas de
velludo, bicos de blonde e de linho, baleias e mais
fazendas que se veuderao muilo em conta ; no ater-
ro da Boa-Visl, loja n. I.
Ni S. da Concei-
cao dos Mili tares
A mesa regadora desla irmandade, sempre
alterna e solicita na fiel observancia dos pre-
ceilos santos da religiao do Redemptor do Mun-
do, nao podendo ser estranba aos soffrimentos
de seus irmaos das provincias em que a jus-
ta ira do Senhor (por nossos grandes pecca-
dos; se ha demonstrado; desejosa, como por
vezes o tem feilo, em elevar suas preces ao
TODO PODEROSO, para que por meio de
Sua Mai Santissima e nossa Padroeira, se digne
applacar e afugentar de nos a sua reconlie-
cida punico. Esta mesa faz ver a lodos os
irmaos desta veneravel irmandade, e aos fiis,
que tem resolvido expor ao pnblico, em sua
igreja, a imagem do Senhor Bom-Jesus dos
Navegantes, este mesmo Senhor, que nos cala-
mitosos dias do anno de 1850, se compade-
eeu de seus filhos e poz termo a seus decre-
tos ; e por isso, ella confiada na clemencia de
Jess Cruxificado, convida aos mesmos seus ir-
maos e fiis, para que no dia 21 do corren-
te e seguinies, concorrara a esla igreja, onde
no indicado dia (precedendo a predica, que a
to religioso acto dever recitar o mui reve-
rendsimo Sr. padre-meslre prgador da ca-
pella imperial Frei Lino doTonte-Carmello,),
acharo exposia a dita imagem, veneracao e
supplicas de iodos os christaos. Ahi se disiri-
buirao medidas do mesmo Senhor Bom-Jesus.
D-se a joros a quanla de 2005 sobre hypo-
a tratar oa rae do Collegio
tbeca em urna escrava :
n. 21, primeiro andar, das 9
3 da larde.
horas da manhaa as
Qualquer Sr. sacerdote que e quizer propor a
entinar primeiras lettras n'um engenho na provin-
cia da Alagoas, garanlindo-se ao mesmo tempo orna
capellinha bstanle rendosa, annuncie a sua morada
para ser procurado.
Precisa-se de urna pessoa que stiba folear for-
migas: na ra da Cadeia do Recife, loja n. 64.
No dia 17 do correnle, pele 7 a 8 horas da
noile desappareceu um prelo que condnaira om ba-
hu' de (landres pintado de azul, contendo um gran-
de sorlimento de calcados de diversas qualidades, do
caes da ponte da Boa-Vista em direccao ao aterro do
mesmo bairrn, casa a. 96 : roga-te ao* negociantes
de calcado a a qualquer pessoa, qoe nao fa(am ajuste
algum com o preto que lhe* ollerecer porreo da re-
ferida faienda.
Precisa-se alugar um negro ou negra que sir-
va pira auriar ve adeudo l'aianda coi urna pessoa :
oa ra do Hospicio n. :l.
Quem tiver e quizer vender as Provisorias de
Beresford (instreccao de catallaria), dirija-se ii praca
da ludependeacia n. 17.
_ Do oorreio, em direccao ao becco
da Congregarlo, ra do Queimado, prin-
cipio da do Lvramento, becco do Padre,
dito da Bomba, a sahir no pateo do Car-
mo e entrar na ra da Gamboa, foi perdi-
da no dia 17 urna carta abertaainda, di-
rigida ao Sr. Ignacio Bento de Loyolla.
contendo urna correspondencia inclusa.
Essa carta de nada serve a quem a achou,
o que nao se da para com quem a perdeu;
portanto querendo fazer o favor de res-
titu-la a podera' deixar na ra Nova n.
11, loja, por todo dia de hoje.
O actual arrematante do imposto de
20 por cento sobre o consumo das uguar-
dentes do municipio do Recife. pode ser
procurado todos os dias at as 9 horas da
manhaa no caes do Ramos n. 26 ou na
ra do Rangel n. 47, segundo andar.
Regiment de castas.
Sahio a luz o regiment das custas judi-
ciaes, annotado com os avisos qne o alte-
raram : vende-e a 500 reis, na livraria
n. 6 e 8 da piara da Independencia.
Precisa-se de
bem, para Apipucos
n. 51.
NORPHEA
e outras doencas da pello.
Trala-se com especialidade as aRecc/ies da *
pelle, parlicularmenle a morphea, oo coniul- 9
tono ftoirkeopalAico do Dr. Casaiiora.
RADASCBUZESN. 26
No mesmo eonealtorio lem sempre grande
sorlimento de carteiras de homox>palhia mui- 9
lo era corita. 0
Carteira de 12 medicamentos a 69000. V
e de 2* a 6, 10, 12, 1 a 20000. I
de 36 a 1891100 e 210000. 9
a de 18 a 2200O e 288000. 9
de 60 a 269000 e 329000. W
" de 1U a 659000 e 709000. 65
Tnbos avulsos a 300, 500 e IJOOO. M
Frascas de tintura a 1000. 0
Deposito da verdadeira tintura de rnica 9
lirada da planta verde na Svizera. q)
Elementos de homoeopalhia, i vol. 69OOO #
i $>*#* -*
Precisa-se de um preto para andar vendendo
fazendas na ra : quera tivtr, pode dirigir-se e rae
do Codorniz n. 4, que achara com quem tratar.
O pro|Tiet.irio do eslabelecimento do caes do
Bamos, condecido por laberna do Reliro n. 26, avi-
sa a quem-inleressar possa, como aos Srs. inarcinei-
ros, bolicarios, fabricanles de chapeos e oolros que
fazem uso do espirito de 36 grtos, que comprou ao
Sr. Victorino Francisco dos sanios parle do seo es-
labelecimento da ra do Rangel, e por isso contina
a vender nao s o espirito de 36 grao, como licor,
genebra, agurdente do reino, aniz, dit de canoa, e
oulras nioiUts qualidades de bebida, ludo pelo mes-
mo preco do Sr. Victorino ; tambera 'aprompla qual-
quer encommenda lano pera fra da provincia co-
mo para o litado. No metano ctlebeaeciinrato ha
sempre um grande porcao re tenha de todas as qua-
lidades, cal branca e prct.i para quem quizer aprem-
iar casa para passar a fesla ; assim como recebem-se
botijas e garrafas vasias e. Iiem limpas a 80 rs., em.
troco de qut Iquer bebida, ou metate do espirito de
36 graos.
PUBLICACA'O COROGRAPHICA.
Esta' a' venda na livraria classica n. 2,
no pateo do Collegio, a obra intitulada
Rreve Noticia Corographica do Imperio
de Brasil, escripia em 185; e roga-se
aos Srs. assignantes que tenham a bon-
dade demandar buscar os seus ejempla-
res, no armazem deleiliies da ra do Col-
legio n. 15
ODr. Josa da Vnaeoocello* Heneze da i_
* Drummond, durante toa residencia totape- 0
Sraria em Pernambuco, poda ser euoalrado 0
era caa de seu cunhado o Dr. Diaa Ferttaa- ~
W de, e roa do Sol, esquina da roa Nova,
# priraeiro andar.
Ba- BICHAS DE HAMBURGO.
Alugara-se bichas de Hamborce a 240 e 390 rs. ;
na loja de barheiro, em For le Porta, roa da Pi-
lar n. 109. Na mesma ha charata Boca para 0$
frageles.
Para.
VENDA DE 1,000 ACCC^ES DO "BANCO.
A directora do Banco Commercial
desta praca, avisa a quem convier, que,
tendo de converter-se o mesmo Banco em
Caixa Filial do Raneo do Brasil, conforme
se deliberou em Assembla Geral do Ac-
cionistas, na data de 31 de julho ultimo,
e eustndo ainda em reserva mil accoes
para completo do aeu fundo ellectivo,
tem designado o dia 10 de dezetrihro vin-
douro para a venda das mesmas acedes,
em leilao mercantil. Realisada a venda
serao as referidas accodrentregues aos ar-
rematante no primeiro dia til do mez de
Janeiro de 1856, dia em que entrarao noa
cofres do mesmo Raneo com a importan-
cia das que tiverem arrematado, e no dia
da arrematacao com a de 10 por cento,
como quantia .sobreo valor de cada urna ;
estas importancias serao realisada* em
moeda corrente. Previne-se queja' exis-
te um fundo de reserva de 11:515|070,
e que o valor notnirai de cada accao he
de lOOSOOOris. Para' I i de agosto de
1855.Assignado, Henrique B. Dewey,
presidente.Augusto E. da Costa, secre-
tario.
LOTERA DO GYMNASIO PER-
NAMRUCANO.
Aos6:000s000, 5:000^000. e 1:000*000.
Corre indubitavelmenle sabbado, 22 de selembro.
O caolelisla Salustiano de Aqaioa Ferreira avisa
ao respeilavel publica, que todos os seos bilhete e
cautelas sao pacos aera e descont de oito por cante
do imposto nos tres primeiro* premio* graade* ; oa
quaes acham-se a venda na* loja* seguinies: rae da
Cadeia do Recife ns- 24, 38 e 45 ; na praca da In-
dependencia na. 37 e 39; roa Nova ns. 4 e 16 ; na
do Queimado ns. 39 e 44 ; atorro da Boa-Vista a.
4, e na prara da Boa-Vista n. 7.
" Recebe por inleiro
a a
Bilheles
Meios
Terco*
Quartos
Quintos
Oilavos
Decimos
Vigsimos
59800
29900
29000
UMW
13200
760
640
340
I
o
>

a
6:000
3:000
2:000
1:500
1:200
750$
600
300
0 referido caolelisla se responsabilisa apenas
pagar os 8 por cento da lei nos seos Dilhetes iatei-
ros, vendidos em originaes. Pernambuco 17 de -
lembro de 1855.O canlelUla,
Sa/w/fano de Aquino ferreira.
AO PUBLICO.
No armazem de faxendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de ff zendas, linas e grossas, por
precos mais baixps do que emou- I
ta qualquer parte, tanto em por-
coes, como a retalho, afliancando-
se aoi; compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
ahriose de combinarao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francesas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, e por
isto oferecendo elle maiores van-
tageni do que outro qualquer ; o
proprietano deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, pura que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antcnio Luiz dos Santos & Rolim.
Meios
Tercos
Quarlos
Quintos
Oilavos
Decimos
Vigsimos 340
LOTERA
29000
19500
I9200
760
640
6:0009000
3.-00090OT)
2:0009000
1:500*000
1^00*000
7509000
600)000
3009000
-rtapreelsii-se de urna ama seeca para casa de pen-
ca familia, labendo cozinhar o diario de urna cas,
sendo livre ou escrava, de boa conducta, nao se olha
no preto : ni ra da Croa n. 40.
Francisco (jomes de Oliveira, agente de le
loe*, alega por anno oe aonos, oa pelo lempo da
fesla, aaaua relente cata de campo, sita na po-
voacao do Poca da Panella, a qual tem sido eeea-
pida e ser d o fim do corrente mes, pelo Sr. Fre-
derico Robilliard.
Precisi-*e de um criado para urna rasa de fa-
milia, que seja fiel e que saiba comprar e servir den-
tro de case : quem quier, dirija-se a ra do Hos-
picio, casa junta a que tica pegada ao quartel do
Hospicio.
Arrenda-se o sitio Estiva de Cima,
Ibura, com cata de vivenda, arvoredo*
Ierras para [lintocjlo e bailas para cap:
pretenaet, dirija-se ao paleo da matriz de S
Ionio n 8.
Precisa-se ilugar nm prelo por mezes oo se-
manas, que sirva para o servico ordinario de urna
casa de fara lia: a quera convier, dirija-se ao pateo
da matriz di Santo Antonio, crsa de sobrado n. 2,
que achara rom quem tratar.
Perdeu-se no principio do correnle mez um
brinco pequeo do philagrana de ouro, desde a roa
de S. Francisco al a das Aguas-Verdes : a pessoa
que o achou poder* levti-lo a mesma na de S.
Francisco n. 17, que ter urna gralillcarflo.
Attenco.
Jos Pires de Carvalho participa aos *eas fregoe-
zes, que mndou se dn pateo do Terco para, a rna
larga do Bosario n. 46, primeiro andar, e continua
.a enfeilar bandejas de annarjo e rasas, do melbor
oslo, e lem um completo sorlimento de bolo de to-
las as qualidades.
59800 Recebe por Interro 6:000
29800 com descont 2:760
19440 1:380
760 600 t 9
320 0 0 276
imJHuem o
le Santo An-
tJt. %
urna nma idosa, que cozinhe
a Iratar na ra do Queimado
-xHa
--_ ___ fc fcaa^ah
I RTf Irfll t ^ r TWT' f V I W S H
A ESTRADA DE FERRO DO HECIFE E
RIO DE S. FRANCISCO.
Aos negociantes em madeiras e outros.
Precisa-se immediatamente, para a
^

DO GYMNASIO PERNAM-
RUCANO.
AOS C:000s, 5:000$ E 1:000.
O caueliila da casa da Farsa Anloaiada Silva
Guimaraes faz (ciento ao publica, qoe tem jipaste
e venda oe teas bilhete* e ateiae Sa primeira par-
le da efunda lotera 40 Uymnasie, a qual corre no
dia 2a do correnle. O mesmo taolelitta chama t-
allenjao dos compradores de bilhetes, para qoe cora-
prem os seo, sai qoe qaasi aempre vende a* serte
grandes, e o qoaee s,lo vendidos na* segnlntes casa*:
a Ierro da Boa-Vista a*. 48 e 68 ; roa do Sal n. 7)
A ; praca da Independencia ns. 14 e 16 ; rna da
Collegio n. 9; rita do Raagel n. 54 raa do Pilar
BBBBSl
Bilheles
Meios
[Quartos
Oilavos
Decimos
Vigsimos
O mesmo cautetista declara, qoe garante nica-
mente os bilheles Inleiro em originaes, nao sofTren-
do o descont do* oito por coto do imposto (eral,
e que es toas cautelas premiadas com os premios de
50O9O0O para baito s3o paga* as sua* lojas, sem dis-
lincco de aerem vendidas nettaoa naquella, e oo-
lros premios maiores no aterro da Boa-Vista.
Candido Jos Lisboa, auluo ditcipulo da Sr.
padre Joaqoim Bapliael da Silva, apprevada pasa
lyceu desla cidade, com ortica de emanar, d licoea
de laura na ra de Apollo n. 21. D lambe** licoe
de grimmalica portugueza e franceza, ou na claete
conectivamente, ou a caria um de per ti da larde a
noile; e recebe pensionistas de pooea idade.
COMPANHIA DE FIAClO E TECI-
DOS, PO RECIFE.
A direcc9o da com-
panhia deFiaqaoeTe-
cidos de algodiio con-
vicl aos Srs. accio-
nistas da companhia,
a realisarem do 1 ao
ultimo de outubro prximo, em mao do
caixa Sr. Antonio de Moraes Gomes Fer-
reira na casa do Raneo, e as tercas e sex-
ta s-feims de cada sema na,, uma prestncao
de 10 por'cento sobre o capital. Recife
11 de setembro de 1855.Rarao de Ca-
maragibe, presidente.Joao Ignacio de
Medeiros Reg, secretario.
Atteocao.
LUIZ CANTARBLLI avisa m respeilavel poUi-
blico, que mudou a *ua sala da danta e ma d
residencia da raa da* Triochoire* n. 1, para a ra
das Cruzes n. 11, primeiro andar.

I
I
I
ESTRADA DE FERRO DE
PERNAMRUCO.
Constando-nos que teem apparecido
pessoas ofliciosas representando-se como
agentes por parte da companhia da es-
trada de ferro desta provincia, com po-
deres de fazer transaccoes relativas a com*
pra de trras e at de influir na direccSo
que deve segu'u a dita estrada, declara-
mos que nao existe pessoa alguma autori-
sada a fazer qualquer trato ou transaeco
por parte da companhia nem dentro da
capital nem fra della, salvo os jbaixo
assignados.Rothe & Bidoulac.
LOTERU M PROVINCIA.
Acham-se venda o bilhete* e cautela* do caa-
lelisla Antonio Jos Rodrigue da Souza Jooior, da
primeira parle da wgoada loleria do Gymnao, na
praca da Independencia, lujas ns. 4, 13,15 e 40;
roa Direita n. 13; Iravessa do Rosario n. 18 C ;
ajerro dn Boa Vista o. 72 A, e na ra da Prala, laja
de fazendas 11. 30. O andamento da* roda* he em o
dia sabbado, z2 do corrente. As sorte* que saturen)
em seus bilhete* e cautelas silo immedialameot* pa-
gas por inleiro sem deseouln algum, logo qoe se dis>
tribuam ns lisias; sendo es grande* em seo escripto-
rio, na roa do Collegio 11. 21, primeiro andar, e as
ootras era as referidas lojas.
Bilheles 59800 Recebe por Inleiro
29900 ..



OIIRIO DE PERNMBUCO SEXTA FEIM 21 DE SETEMBRO DE 1855
/
CONSULTORIO DOS POBRES
O mu A NOVA 1 MMMMM 50.
O Dr. P. A. Lobo Mosco d consultas homeoptica lodos os dias aos pobres, desde 9/^ras da
ihaa ateo meio dia, o em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noile. (
manh
Ouerece-se igualmente para pratiear qualquer operario deeirurnia. e acudir promplamente a aual-
qaer mulharque esteja mal de parto, e cujas circumstanciasuao permutara pagar ao medico.
HO CONSULTORIO DO DR. P. A. LOBO PSfOZO.
50 RA NOVA 50
VENDE SE O SEGUINT*::
Manual completo de meddicina homeopathica do Dr. O. H. Jahr, traduzido em por
H!rr?.Xr l?*?0*0' q?lru "jl?mes Mdef nadoi em dous e acompanhado de
nni diccionario dos termos demedenla, cirurgia, anatomia, etc., etc. ..... 20SO00
. EIir!'h m,llmPorll? de, lod qe tratara do estade pratica da homeopathia, por ser a nica
KNTOS NO fiRf AiuKbii CaTl4ar.nU.lSn?-TA PAT110ENESL> QU EFFE1T0S DOS MEDICA-
P. IrL1 1 a a SM tM ESTADO DE SAU DE-conhecimenlo? que nao podem dispensar as pes-
"12ea .m ?' '^ auPrKt,Ca da verdadei medicina, inleressa a todos os medico, que quizerem
h. r,^ ^"f < Hahnemann, e por sime.mos se convenceren! da verdade d'ella: a todos os
i oe engenho que estSo longo dos recursos dos mdicos: a lodosos capilaesde navio,
2TX?\. n,?. i r P dm de-,Hr oe/tudir a qualquer incommodo seu ou de seus tripulantes :
3. JTJ! / familia que por circumstSncias, que n.m sempre podem ser prevenidas, sao lobriga-
dos a prestar n eontinenli os pnmeiros soccorros ero sua eufermidades. *
s
iooon
tuJzHH,l?.[dadelr08e b*m Preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pratica da
homeopathia, e o propietario desle estabelecimento se lisongeia de le-lo o mais bem montado possivel e
ningnem duvida ho,e da grande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 tubos grindes................. 88000
Boticas de 21 medicamentos em glbulos, a 10, 12aie 159000 rs........
Ditas 36 ditos a.....,
Ditas 48 ditos a.......'.'.'.........
Ditas 60 ditos
Dita 144 ditos a .
Tubos avulsos.........
Frascos de meia enea de lindura. .
Ditos de verdadeira lindura a rnica.
209000
250000
309000
603000
19000
2000
Na mesma casa ha sempre venda, gunde numero de tubos' de crysta de diversos tamanhos
r*r1:*J!dle*eJl!0'^_aPromPU-1 ""'"er encommenda de medi7ara.nlo,com ."da brevio
da i>or presos muito commodos.
Pn
TRATAMENTO HOMOPATHICO.
eservatico e curativo
DO CHOLERA M0RBUS.
PELOS DRS.
t.eK*J& ~M32 _
ou uslrucsao ao povo para se poder corar desta enfermidade, admiuislrandoos remedios s ellicazes
para atelha-la, emquanto se recorre ao medico, ou mesmo para cura-la independen te desles nos lugares
TRADUZIDO EM P0RTUGUEZ PELO DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
Estes dous opsculos tolrn as indicac-des mais claras e' precisas, so pela sua simles e cnnrisex n , 30 esta ao alcance de todas as indiligencias, nao so pelo que diz respeito aos meios curativos como orin-
ctpalmenle sos preservativos que lem dado os mais satisfactorios resultados em loda a narle aman
ellestem sido postos cui pratica. *""* e,u 1ue
Sendo o tratamento homeopathico o nico que tem dado grandes resallados no corativo desta horri-
velenfermidade, julgamosa proposito Iraduiir osles dous importantes opsculos em lingua verncu-
la, para dest'arte fadlilar a sua leitura aquemignoreo Trances. B """"v1
Vende-se nicamente no Consultorio do traductor, ra Nova n. 52, por 2&000 rs.
: J. JARE, DENTISTA, I
9 contina a residir na ra Nova n. 19, primei- a}
49 re andar. _
AMA DE I.E1TE.
Preeisa-sa de urna ama com bom leite forra o.
captiva, paga-se bem : na roa do Hospicio, casa
terrea com solflo, jonto ao sobrado do Sr. dezembar-
gador Santiago.
Novo* livros de homeopathia em francez, sob
todas de summa importancia :
Hahnemann, tratado das molestias chrooicas, 4 vo-
'um............20000
Teste, rrolestia* dos meninos.....600
Hering, homeopathia domestica.....79000
Jahr, pharmacnpa homeopathica. 65000
Jahr, novo manual, 4 ulumes .... I69OOO
Jahr, molestias nervosas.......63OOO
Jahr, molestias da pelle.......89OOO
Rapou, historia da homeopathia, 2 volumes I69OOO
Harthmann, tratado completo das molestias
dos meninos..........IO9OO0
A Teste, materia medica homeopathica. 89000
De Fayolle, doulrina medica homeopalhica 78000
Clnica de Staoneli ....:..
Casting, verdade da homeopathia. '.
Diccionario de Nyslen.......
Atllas completo de anatomia com bellas es-
tampas coloridas, contcndo a descrip^ao
. de todas as parles do corpo humano ^
vadem-se lodos estes livros no consultorio homeopa-
thico do r. Lobo Moscoso, ra Nova o. 50 nri-
meiro audar.
6S00O
49OOO
109000
309000
O Dr. Sabino Olegario J.udgero; Pinho, &
mudou-se do palacete da roa deS. Francis- *A
co n. 68A, para o sobrado de dous anda- ^
resn.6, ruada Sanio Amaro, (mundo novo.) A
Attcncao.
No novo estabelecimento de. armador e cera, ater-
reca Boa-Vi.ta n. 39 alugam-ee caiioes para ani
e defuntoi e lodos os mais arrenjos necessarios pa
lies actos, mcumbe-se de qualquer enterro para ti-
rar lecencas, convidar padres.armaro na igreja para
quaesquer actos fnebres, carros etc., assim como se
recebem encomendas pa/a se fazerein caberas.peitos,
lirado, maos, pernas e ps, e cera para qualquer
premessa, ludo por presos rasoaveis.
p DENTISTA FRANCEZ. S
' Paulo Gaignoui, dentista, estabelecido na
9 ra larga do Rosario n. 36, segundo andar,
colloca denles com a presto do ar, e chomba a)
denles com a massa adamantina e oulros me-
SUB-*
) solicitador Cimillo Angula Ferreira da 33
Silva, mudou a sua residencia para a ra da S
. Camboa do Carmo n. 38, primeiro andar, on-
I de pode ser procurado para os misteres de |T
I sua prefisso, hem como no pateo do Culle- 3
gio, escriptorio do Illm.Sr. Ur. Fonseca
Est a sahir a luz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
H0ME0PATHA.
EXTRAIlrO DE RUOFF E BE\-
. NINGHAUSEN E OUTROS,
posto em ordem alphabetica, com a descripcao
; NA RA DO CRESPO
Loja n. 6 !!!
Vcndem-se pecas de esguio de algodo, muilo
boa fazenda, pelo prego de 39500 a pera, cortes de
caubraia de barra, bonitos padrees o muilo boa fa-
zenda, pelo prejo de 39000 o corte, mantas para
grvala a I92OO cada una.
He chegada a ri-
CA FAZENDA DENOMINADA,
11 i I hule
que por seo rico gusto e pela qualidade, nio deisa
ue agradar ; toda de seda e 1,1.1, pelo barato prec,o
de 69500 o corte, com 13 covados e meio : na rna
do Queimado n. 38, em frenle do becco da Congre
gaeSo.
Atten baratissimas.
Novas chitas de cores seguras e algumas de pa-
dree novo a 160, 180, 200, 220 e 210 o covado,
corles de chita de bonitos desenhos. padrees inteira-
menle novus, com 13 covados por 39, riscados fran-
cezes finos a 240 e 260 o covado, cassas francezas de
cores, padree bonitos e delicados a 600 rs. a vara,
nova melpomenes de quadros de cores a 640, 720 e
800 rs. o covado, hamborgo fino, de boa qualidade,
para lenses, ceroulas e loalhas a 99, 99600 e 109 a
Deja de 20 varas, novo panno fino para lences, com
man de 2 varas de largura a 29210, chales de laa
grandes de cores com barra a 59500, ditos de case-
mira finos e muito bonitos de cores com barra por
89, selim preto maco superior, proprio para velli-
dos e cohetes, por pre$o que em particular se dir,
chales de seda grandes e pequeos, e oulras mullas
fazendas, que a dinheiro vista se vendem por ba-
ralissimos presos: na ra da Cadeia do Recite, Ipja
n. 50,4lerroole da ra da Madre de Deo.
Vende-se para fra ou para o mallo lima cria
oula recolhida, sem vicios nem achaques, boa figu-
ra, com 20 annos de idade, cozioha o diario de urna
casa, lava de sabao e barrella, e ensomma, tudo
muilo bem: trala-se com Victorino Francisco dos
Sanios, na ra Imperial n. 174. "
Vende-se rap princeza de Lisboa, chegado l-
timamente em frascos : oa ra da Cadeia do Recife
n. 41
Vende-se um acar do papo amarelln, de bom
lamanho, baslanle gordo e dmnestic.ido, ptimo para
se faier presente a um anua peta esquisiliase:
quem quizer, dirija-se i ra Imperial, casa sem nu-
mero.
Vende-se um methodo de llaula com pouco
uso : no Paiteio Publico, luja n. 9.
Liquidaco
da nova Cali-
fornia.
a estabelccida na ra do Crespo, loja junto ao arco de
_ Saala Antonio, no sobrado do cnmmendador Maga-
IhSes Batos, vendem- lras inuiias. por presos baralissimos :
Varada de rambraia com babados
Cassas franceza de cores finas, o covado
Chales de merino bordados a seda
Pahls de riscado hilos em Paris
Ditos de gorgorito brancos
Chales de rede prelos e de cores
Merino prelo fino, o covado 19600
l.apun ou-faombazina linissima, o covado
Sarja preta hespanhola, o covado
Lensos de setim maco e de gorgur3o
Chapeos de feltro muilo finos t
Chales de gang;i escarales 500
Cuyas de algodan brancas e de cores o par
Meias para menino, o par
Chapeos de sel de seda para homem
Barato admira-
ve 1.
Na ra do Queimado n..33 A, vcndem-se corles
de casemira de core, o melhor possivel, pelo barato
preso de 49000, 49200 e 49100, igualmente vendem-
se chales de chaliy, ditos de merino de todas as qua-
lidade, por baixos presos.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que mudou a sua aula para a ra do Ran-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eexternos desde ja' por m-
dico prero como he publico: quem se
quizer utilisar de seu pequeo presumo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a'qualquer hora dos dias uteis.
Aloga-se urna casa terrea no Moodego, feita
a moderna e com bons commodos para pequea fa-
milia : a tratar no paleo do Terso n. 9.
9-a.ea@9ea>a
O medico Jos de Almeida Soares de Lima ($
Bastos,mudou a sua residencia para a ruada m)
I Cruz sobrado aiuarello n. 21, segundo an- A
***** *a)t*
O bacharel A. R. de Torre Bandeira. actual
professor de lingua franceza no (i> mnasio desta pro-
vincia, contina no ensino particular desla mesma
lingua, e bem assim da lingua ingleza, rhetorica,
geographia e philosophia ; e para mais facilitar o es-
ludo de algumas deslas materias preparatorias aquel-
las petsoas qoe nao possam frequenlar sua aula as
oras designadas em seus anteriores annunclos, pro-
poe-se abrir um curso das duas linguas e oolro de
rhetorica e potica, sendo os dous primeiros das 5
hora e meia da tarde al a 7 1|2 da noile, e o se-
gundo dessa hora al as 8 : quem quizer matricu-
lar-se em qualquer um destes corsos, pode procra-
lo desde j na casa de sua residencia, na ra Nova,
sobrado n. 23, segundo andar, ondp lambem prese-
gue no ensino deslas mesmas disciplinas e das oulras
na horas j desde* o principio annunciadas para
aquelles que enUlo as poderem estudar. propor-se-
lia igualmente' a abrir cursos de philosophia, de geo-
graphia e historia noile, quaudo para taes esludos
houve numero sufllcienle de alumnos, a contar do
l.de elembre em diante: e protesta continuara
cumprir lio exactamente qpanlo Ihe for possivel os
deveres do magisterio.
:tttaaaA | posto em ordem alphabetica, rom a descriprlo
^WT 1 abreviada de todas as molestias, a iodicasjlo physic-
loeica e Iherapeutica de todos os medicamentos ho-
meopalhiros, seu lempo de acsSo e concordancia,
seguido de um diccionario da significasao de lodos
os termos de medicina e cirurgia, e posto ao alcance
das pessoas do povo, pelo
imiCMJiRNM INSTITUTO HO-
MEOPATHICO DO BRASIL.
THESOURO HOMEOPATHICO
OO
VADE-MECUM DO
HOMEOPATHA.
, Methodo conciso, claro e seguro ie cu-
I rar homeopahicamente toda/ as molestias
que affligem a especie humana, e parli-
I cularnunte agellas que reinam no Bra-
, i, redigido segundo os melhores trata-
dos de homeopathia, lano europeos como
I americanos, e segando a propria experi-
mcli* p' Dr- Sab,D0 Olegario Ludgera
Finho. Esla obra he hoje recouhecida co-
I mo a melhor de todas que Iralam daappli-
eacJo homeopathica no curativo das mo-
lestias. Os curioso, principalmente, nao
podem dar um passo seguro sem possui-la e
consulta-la. O pas de familias, os senho-
re_ de engenho, sacerdote, viajantes, ca-
pilaesde navio, serla nejos etc. ele., devem
te-la mito para oeeorrer promptamenle a
Kalquer caso de molestia,
aa volumes em broehura por IO9OOO
encadernados II9000
Vende-se nicamente em casado autor,
roa de Santo Amaro n. 6. (Mundo No-
vo).
. NA MESMA CASA.
vendem-se os mais acreditados medica-
mentos homeopathieos preparados sob as
vistas immedlalas do autor, por presos va-
riaveis segundo o numere e dynamisasao
i dos medicamentos, tamaito dos tobse
, riqueza das caial.
Botica de 24 medicamentos, de 129a209000
30 B 1.59a --doo
36 189a3O0O0
*8 259a,489000
60 :l09a 608000
96 459 a 90900(1
120 509a 1009000
N. B.Cada urna ca'leira encerra lam-
n os med icamenlos proprios para o cho-
lle ra-morbus. ,
DR. A. J. DE MELLO MORAES.
Subscreve-se para esta obra no consultorio homeo-
pathico do Dr. LOBO MOSCOZO, ra Nova n. 500
primeiro andar, por 59OOO em broehura, e 6900,
encadernado.

J. Falque.
RLA DO COLLEfilO R. 4.
Recebeu-se pelo ultimo navio vindo de
Fransa, o seguinles objeclos :
Palitos de panno preto e de cor, forrados
i de seda de 129000 para cima.
pilos de laa de cores muito lindos.
Ditos de alpaca preta de 69 a 109000.
Dito debrim branco e de cores de ttSOd
para cima.
Calsa de casemira prela fina a 109000.
Ditas de dila de core de 69 a 99000.
Ollas de brim de cor e brancas de 3J000 a
09OOO.
Calsas, colleles e palitos de casemira mes-
ciada.
Vestimenta completa de diversa cores.
Colleles de selim, fustn e casemira.
Palitos de ganga muito superiores.
Ditos de seda de superior qaalidade, cla-
ros e escures, de IO9OOO i I69OOO.
Grande sortimento de mallas, saceos com
mala e saceos de tapete para viaeera, sobre-
lucio de laa par sabidas de baile, ihea-
tro, etc.
E grande quanlidade de chapeos de sol de
teda e de panninho, tanto para homem como
para senhora, e baleias para vestidos e npar-
tilbos de seuhoras.
~".ODr-Rioeiro, medico, contina a reslr 1
ra da Cruz do Recife n. 49, segundo andar.
COMPRAS.
Na roa larga do Rosario est pare alogar-se o
) n. 23, tanto a loja como o primeiro e segun-
adarea: trala-o com o Dr. Cosme de Si Pereira.
00 Recife, ra da Croa n. 53.
Compra-se o diccionario francez de Fonseca e
Koquele, em bom estado : na roa da Cruz n. 28
segundo andar. *'
.r^mpra"'e nm e,cra,ro quanSotenba vicio
n?JF qae8 qQ.e "'" de boa conducta, ainda que
naoaeja mojo: a Halar na ra do Collegio n. 21,
primeiro andar. *"'". *.
A 6^000 a arroba,
tra-se effectivamento sebo em ra-
irroes, de arroba para cima : na
le sabao ra Imperial.
fpram-e Diarios limpos a 100 rs. a libra .
na ra estrella do Rosario, taberna n. 1.
Compra
lbWe
^Mnpr;
VENDAS
Oraco contra a peste e o cholera-
morbus.
ih Cha"',e venda na livraria n. 6 e 8 da prira da
Independencia um folhelmho com diflerentes ora-
Soes contra o cholera-morbos, e qualquer oulra pe
le, a 80 rs. cada um.
Attenqao.
Vende-se urna casa terrea edificada de madeira e
lijlo, com 36 palmos de largura, na estrada de Joao
Fernaudes \ieira, na Soledade confronte ao sitio dos
leoe, tendo dita casa um grande sitio lodo extrema-
do de cerca de limao, sendo a sua extensao de 300
palmos e largura 100 ditos, o seu terreno proprio,
conlendo urna grande quanlidade de arvoredos de
dillerenles quilidades : a peuoa que precisar, diri-
ja-se a mesma casa a qualquer hora do dia, que alai
achara com quem (rutar.
- Vende-se urna porejlo de calsado sorlido e 5
n m* f,le"" de "",re'5 dU" de Carnera- P"
E,r^rod^.^Mr.^ rdo
i\a ra larga do
ROSARIO N. 38,
vendem-e cauinha com 12duzia de pennas de ac
mono fina, com bico de lansa a 19000 cada umn.
Vende-se um escrava crioula, de 16 a 18 an-
nos : na raj|*Cruz doJRecife.n. 46.
Cobre para forro de 20 at 2* on-i
cas com pregos.
Zinco para forro com pregos. t%
Chumb em barrinhas.
Alvaiade de chumbo.
Tinta branca, preta e verde.
Oleo de linhaca em botijas.
Papel de embrulho.
Cemento Timarel lo.
Armamento de todas as quali-
dades.
Arreos para um e dous ca-
vallos.
Chicotes para carro e esporas de
aijo prateado.
Formas de ferro para fabrica de
assucar.
Papel de peso inglez.
Champagne marca A &C.
Itotun da India, novo ealvo.
Pedras de marmore.
Velas stearinas.
Pianos de gabinete de Jacaranda',
ecom todos os ltimos melho-
ramentos.
No armazem de C J. Astlev & C,
na ra da Cadeia.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acha-se para vender aras
dos di ferro de --rir- qualidade.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora cm Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
ra do Brum logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Marinlia lia' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
existem 'quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. Os
precos sao' os mais commodos.
IECHANISMO PARA EI&E-
HHO.
NA FUNDICAO DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W. BOWNIAN, M
RA DO BRUM, PASSANDO O HA-
FARIZ,
ha sempre um grande sorlimenlo dos seguinles ob-
jeclos de mechaoiamos proprios para eni,enhos, a sa-
Der : rooendas e meias moendas da mais moderna
conslruccao ; lanas de ferro fundido e balido, de
superior qualidade e de lodosos tamanhos: rodas
dentadas para agua 00 animaes, de todas as pronor-
roes ; envos e boceas de fornalhae registros de bo-
eiro, aguilhoe, bronzes, parafusos e cnvilhoes, moi-
nhu de mandioca, etc., etc.
. NA MESMA FUNDICAO.
se execulam todas as encommendas com a superio-
ridade ja conhecida, e com a devida presteza e com-
modidade em preso.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de caimas todas de ferro, de um
modello econstruccao muito superiores
Almanak de lembranras Luso-Brasiieiro.
Vende-se cogrtac da melhor qualidade: na ra
da Cruz n; 10.
Vende-se um moleque com 18 annos, de bonila
figura e ptimas qualidade : na ra Nova n. 16.
Clially.
Vende-se chaliy para veslido. fazenda mui supe-
rior, pelo diminuto preso de 800 e 900 rs. o covado :
na ra do Queimado n. 33 A.
Vende-se um lindo crioolo muilo ssdio, de
17 annos, com principios de sapateiro, e muilo pro-
prio para pagem : na ra do Livramenlo loja n. 13.
Vendem-se 5 escravas crioulas, sendo 1 com 2
crias, 1 de 2 annos, e oulra de 4 mezes, 1 dila pti-
ma engommadeira, costureira e labyrintheira, 2 sera
habilidades, e 1 negrinha de 6 anuos: na ra de
liortas n. 60.
Para acabar.
Vende-se merinos em pecas e a retalho,
de muito boa qualidade por serem fran-
cezes, eoutras fazendas por precos muito
baratos; na ra do Rangeln.'SiA e
atraz da matriz da Boa-Vista, n. 15.
Jos Francisco da Cruz, vende no
seu estabelecimento, no corredor do his-
po, caf torrado, e tambem vende milho
torrado, mas nao vende a mistura de mi-
lho e caf torrado; o que faz certo aos
seus freguezes.
Vende-se urna escrava mora, boa cos-
tureira, faz labyrintho e cozinha : na ra
do Cabuga', loja de miudezas da aguia de
ouro.
Vende-se urna escrava ainda mosa, de boa fi-
gura, sem vicio algum, engommadeira, cozinheira,
lava de sabao, cose e faz doce, com urna cria de 3
annos : no largo da Soledade, casa terrea de 3 ja-
nellas e porlao.
Vendem-se lonas largas e eslreilas, por prero
commodo : em casa de Fox Brothers, na ra da Ca-
deia do Recife n. 62.
Vende-se o diccionario das arles e manufaclu-
ras em francez, 2 volumes; obras do padre ventura
e Ucordaire. volumes truncados, por menos do seu
valor ludo : na ra do Queimado, loja de miudeza
n. 25.
Vende-se um casal de escravos moro-, chega-
dos do mallo ; a tratar nn ra da Santa Cruz n.24.
Vende-u a armaso da roa Direita n. 62, com
cas grande para morada : a tratar na mesma na n.
54, que se vende por diminuto preso. .
Vende-e meia legoa de Ierra quadrads para
as partes do Bonito : quem a pretender, dlrija-e a
ra das Cruzes d. 29, que se dir quem faz o nego-
cio.
19000
120
29500
19000
39000
5p0
29400
800
I95OO
29000
29OOO
lit"
120
120
39000
. DV Fl'NDICAO
EDVVIN MAW, ESCRIP10IUODE RO-
SAS BRAGA & C, RUADO TRAPI-
CHE N. 44.
Tem para vender um completo sorti-
mento de taixas, moendas e meias moen-
das para engenho, cuja superioridade ja'
lie bem conhecida dos senhores de enge-
nho desta provincia, dos da Parahiba e
das Alagoas. desde quando taes objectos
do mesmo fabricante erara vendidos pelos
Srs. Me. Calmont&C, desta praca.
Vende-se urna prela da Costa, qoilandeira,
sem vicio algum : enlenda-se com o escrivAo Molla,
na ra Augusta, sobrado de dous andares.
Vende-se orna.muala de idade 30 annos, pro-
pria para o servico-de urna ema : na roa Nova, so-
brado que vita para a ra do S"l, seaundo andar,
casa de Barlholrmeu Francisco de Souza.
Cobre de forro, na ra da Cadeia do Re-
cife, loja n. 64.
Vende-se obre de forro, caixas de folha de fian-
dres, ditas devidro, estanto em vergninha, chumbo
de barra eem lensol, formas de bolo, de podim e
pastis, grandes e pequeas, candieiros de tres bra-
Sos, marroquios e couros de lustre ; tudo se vende
por presos commodos.
Vende-se urna escrava crioula, com 20 annos
de idade, a qual sabe cozinhar, coser e nlguma cou-
sa engommar : na ra do Rangel n. 60.
P ratos oces patentes
para conservar a comida
quente: vendem-se na pra-
ca do Corpo Santo, arma-
zem n. 48, de Itostron Ro-
ojier J-C.
OBJECTOS PARA ARMADORES.
pendem-sna ra do Amorim n. 41 sor-
timentos completos para armates de igre-
ja, carroseanginhos, corno sejm': volah
tes de todas as cores, trinas, gales de to-
das as larguras, espiguillas, ilhamas, etc.
"por precos baratos.
A DINHEIRO.
Para acabar.
Na ra do Queimado n. 19, pas-
* sandoa botica a segunda loja, ven- Sf
dem-se cambra'ias francezas muito J
finas e as mais modernas que tem
vindo ao mercado.pelo baratissimo
preco de 500 rs. a vara_
imtmmmwmist-mMMmmm^
Vende-se o engenho Cano, na comarca da Rio
Formoso, com boas obras, safras, animaes, mallas
virgens e bom terreno : os pretndeme dirijam-se
o mesmo eneenho, ou a roa do Queimado, loja de
fazendas 11. :i.
V*n)de-se um" ca Ierre, sila na roa de S.
Jos n. 38, c#m i salas, 2 quarlos. cozinha fra,
quintal e cacimba : a Iralar com o dono na Camboa
do Carmo o. 3, taberna.
ALA TIFA
para vestidos de
SENHOHA A 640.
Pela barca Conte-Roger, vlnda ltimamente de
(ransa, chegou urna fazenda nova transparente, de
laa de quadros e de listras, que em Hamburgo he
fazenda da presente eslacao, dq ultimo goslo para
vestidos de senhora, que a baptisaram com o nome
Alma Viva,vende-se pelo baratissimo preso de
640 cada cavado : na ra do Queimado 11. 21 A.
Vendem-se doze garrafoes em bom estado, por
preco commodo : na ra da Senzalla Velha n. i>0
primeiro andar.
Vende-se farinlia de mandioca da mais nova
no mercado a 29500 rs. a sacca : na Irnvessa da Ma-
dre-de-Deos 11. 16, armazem de Agoslinho Ferreira
sena Goimares.
Vendem-se cebols nova ehegadas ltimamen-
te de Lisboa na barca Mara Jos, a 800 rs., 1000
" e 18200 r. o cenlo : na traveasa da Madre-de-
Oeo n. 16, armizem de Agoslinho Ferreira Sena
uuimaraes.
h ^7i-ye?de,n"se '"' aacravas, sendo 2 de naso, qom
habilidades, de cozinhar. eiuommar ou para a m, e
i?UejIOrnl'am' en8"mmam e cosem, crioulas, 1
cabra de 20 annos de idade, bem possanteede bo-
ma figura, em habilidades, 3 prelos, sendo 2 de 30
annos de idade e 1 de 80, bm para sillo : na ra
dos Quarleis n. 24.
A o bom e barato.
1 '"J?1"' aa ua H0" larga pintada de
azul n. 37, vende-se o seguiule : manteiga ingleza
superior a 800 e720 r., lingulsa de Lisboa muilo
nova a 409 rs., toocinlio dito .120 n. paios a 240
rs., vinhode Lisboa a400rs. a garrafa.arroz do Ma-
ranhao a 80 rs.,chn hysson a 2, dito do Rio a 19760,
passas muilo novii, a 320 rs., e ontrn muitos gne-
ros por menos do que em oulra qualquer parte.
Na roa da Guia taberna n. 9 ha para vender
a saborosa carne do serijo, chegada ltimamente do
Acaracu'.
Vende-ge cha prelo superior, para familia, em
cai\as de vinlee lanas libras; tudo a presos com-
modos : no escriptorio de Malheu. Austin A Com-
panhia, roa do Trapiche o. 36.
Barato que ad-
mira.
Lindes chales de barege, superiores ao de meri-
no, (anto em goslo como por serem transparentes, e
muito leves ; por iiso muito proprios para a actual
eslarao : a elles, antajque se acabem. senhores per-
nambucanos de bom |osln : na loja do sobrado n. 8
da ra do Livramenlo,
Pechincha para
Os bellos passeios do
campo.
Por menos de seu valor Iroci-se por ouro, prala,
cobre c sedulas, ainda mesmo sendo velhas, lindos
chales de merino bordados e de diversas cores, com
pepiii'iin toque de avaria, pela 59000: na loja do sobrado n. 8 da roa do Livramenlo.
Gomma.
Vendem-se sacca com gomma muito alva para
engommar e fazer bolinhos: na loja n. 14 da roa do
Queimado.
Ven de-te um carro |de qualro ro-
das, com qualro assentos, novo e
muito maneiro, vendem-se boas pa-
relh.is de cavallos para o mesmo,
cavallo de cabriole! e careor.is. ludo por preso com-
modo : na ra Nova, cocheira de Adolpho Bour-
geoi.
Milito boa carne.
Vende-se carne viuda do Acaracu muilo saa ; na
ra do Queimado n. 14.
Velas.
Vendem-se velas de carnauba pura, de 6, 7, 8, 9,
10 e 13 por libra, e por menos prero que em oulra
qualquer parle : na ra Direila n. 59.
CASEMIRAS
de superior qualidade e bom goslo, vendem-se na
roa do Crespo 11.19.
A boa fama
Na ra do Queimado no qualro |cantos, loja de
miudeza da boa fama n. 33, vendem-se os seguinles
objectos pelos precos mencionados, e tudo de mui-
to boas qualidades, a saber :
Uuzia de (ezouras para costura a 18000
liu/ia de pentes para alar cabellos 19500
Pesas com 11 varas de filalavrada sem defeilo 19200
Pares de meia brancas para senhora 240
Pesas de filas brancas de linho 40
Pesas de bico estrello com 10 varas 560 e 640
Carleiriiihas rom 100 a^uihas, sortidas 240
Macos de corrido para vestido 600
Caixas com clcheles balidos, fraucezes 60
Escovas finas para denles 100
Pulceiras encarnadas para meninas e senhoras 320
Lindas blancas de nvelos o. 50, 60, 70 libra 19100
Libras de linhas de cores de novello 19000
Crozas de boloes para carniza 16
Meadas de linhas oissimas para bordar 160
Meadas de linhas de peso 100
Carrileis de linhas lina de 200jardas 170
Crozas de botdes muito linos para calsa 280
Caisas com 16 novello de linhas de marcar 280
Uuzia de dedaes para senhora 100
Suspensorios, o par 40
Macinhos de srampas 50
Cartas de alfineles 100
Caixinhascom brinqnedos para meninos 320
Agulheiros mnito bonitos com agulhas 200
Torcidas para candieiro, n. 14 80
Caixinhas com agulhas francezas 160
Babadosaberlos de linho bordados e lisos, a 120 e 240
Alm de tudo isto oolras moitissimas cousas tudo
de muito boas qualidades, e que se vende muilissi-
mo barato nesta bem conhecida loa da boa fama.
ATTENCAO' SRS. ECONOMI-
clcheles de familias
Na loja de 5 porlas, que faz esquina para a rna do
Rangel, com a Irenle para a do Queimado, ha um
lindo sorlimenlo de chales de merino, bordados, e de
varias cores, com peqoeno loque de avaria, por 13o
barato preso que admira.
SUPERIOR FARIMIA DE
O MANDIOCA DES. MATHEUS.
(3) A bordo do patacho nacional vj$
H AUDAZ, tundeado em frente do (igf)
fc caes do Collegio, se vende supe- (A
*\ rior e muito nova faiinha de S
W mandioca, chegada agora de S. 5?
t' Matheus. a precos commodos e 2
pai a porcoes: trata-se no escrip- W
torio dos consignatarios Isaac, Cu-
$ rio & C, na rna da Cruz n. 49, (d
rimeiro andar. (A
POIRIER.
Alerrq da Roa-Viala n. 55.
vende-se nm carro de 4 roda,
novo, muilo elegante e leve, e
de novo modelo prompto a For-
roi ao goslo do comprador, em casa de Poirier.
Vende-se carue do erlAo muito boa, por preso
commodo : na rea da Praia n. 9.
* Vende-se um piano de Jacaranda com pouco
oso.um berro de dito em meio nsado.e um porcao de
rendas da Ilha : na ra do Cabug, loja do Sr. Gui-
roares, se dir quem vende.
Ao barato.
Ainda existe om resto de sapales philadelphices
para horneo- e rapazes, que se vendem pelos dimi-
nutos precos de 39200 e 29800 o par : na ra da Ma-
dre de Dos, loja n. 28, e no paleo da Ribeira, ta-
berna n. 1.
Esguiao de linho
e algodao,
muilo superior, com 11 varas a pesa, por 39500:
vende-ie na ra do Crespo, loja da esquina que val-
la para a ra da Cadeia.
Com toque de
cupim,
Algodao para saceos
modo, ua ra do Crespo,
para a ra dn Cadeia.
vende-se por preso com-
loja da esquina que volla
A3$500
Vende-se cal de Lisboa ltimamente chegada, as-
sim como potassa da Russia verdadsira : na prasa do
Corpo Santo n. 11.
Gheguem ao ba-
rato.!! !
' Caixas para rap imitando a tartaruga, pelo bara-
tissimo prero de 19280 cada urna : na ra do Cres-
po n. 6.
Attencao.
Conllnua-ie a vender na ra da Cadeia do Recife
n. 47, loja do S* (ManoelJ damasco de laa de duas
larguras, muilo proprio para caberlas de cama e
pannos de mesa.
Cera de carnau-
ba do
ARACATY E ASSU'.
Vende-se em porrao e a retalho, por menos preco
que em oulra qualquer parle, principalmente sendo
a dinheiro \ isla : oa roa da Crua, armazem de
couro e sola, n. 15.
POTASSA E CAL VIRGEM.
No antigo e ja' bem conhecido deposi-
to da rna da Cadeia do Recife, escriptorio
n. 12, ha para vender muito superior
potassa da Kussia, dita do Rio de lanoiro
e cal virgem de Lisboa em pedra^'tudo a
precos muito favoraveis, com os uuaes fi-
carao os compradores satisleitos.
Attencao ao seguinM.
Cambraia franceza de cores de muilo bom gosto a
600 rs. a vara, cortes de cassa prelos de muilo bom
goslo a 29OOO o corle, ditos de core com bons pa-
drees a 292OO, alpaca de seda com quadros a 720 o
covado, corles de laa muilo finos coni 14 covados ca-
da corle, de muilo bom goslo, a 49500, teosos de
bico com palmas a 320 cada um, di los de cambraia
de linho grandes, proprios para cabera a 560 cada
um, chales imperiaesa 800 rs., I9 e 19200 : oa laja
da ra do Crespo n. 6.
Rrins de vella : no armazem de N. O.
Bieber & C.*;ua da Cruz n. 4.
Fazendas baratas.
Corles de casemira de pura 19a e bonitos padroes
a 59500 rs. o corle, alpaca de cordao muito fina a
500 rs. o covado, dila muilo larga propria para man-
to a 640 o covado, corlea de brim pardo de puro li-
nho a 19600 o corle, ditos cor de palha a 19600 o
corte, corles de casemira de bom goslo a 29500 o cor-
te, sarja de laa de duas larguras propria par vesli-
do de quem est de lulo a 480 o covado, corles de
fustao de bonitos gostos a 720 e 19400 o corte, brim
transado de linho a 19 e a 19200, riscados proprios
para jaquelas e palitos a 280 o covado, cortes de col-
leles de gorgoro a 39500 : na loja da rna do Cres-
po d. 6.
Velas 'de car-
nauba,
SIMPLES E DE COMPOSICAO.
Na ra da Cruz n. 15, vendem-se dila vela, de
6, 7,8, 9 e 13 por libra, em caixas de8at 50 libras,
fabricadas no Aracaly, pelos melhores autores, e por
menos preso que em oulra qualquer parle.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na rna do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
. Moinhos de vento
om bombasde repulo para regar borlas o baixa,
decapim, na fundicao de D. W. Bowman : na ra
do Brum n. 6, Re 10.
COGNAC VERDADEIRO.
Vende-e superior cognac, em garrafa, a 128000
a duzia, e 19280 a garrafa : na ra do Tauoeiros n.
2, primeiro andar, defronle do Trapiche Novo, a
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
CAL DE LISBOA A 49000.
Vendem-se barris com cal virgem de Liaboa,
fechar conlas, pelo diminuto preso de 49OOO o bar-
ril : na ra da Cadeia do Recife, loja n. 50, defron-
le da roa da Madre de Heos.
Vende-se excedente taboado de pinho, recen
temente chegado da America : na nn de Apolio
trapiche do Ferreira, a entenderse com oadminis
ador do mesmo.
A boa fama
Vendem-se moile bonitos chapeos de sol de seda
pequeos e com molas proprios para meninas de e-
cola, pelo baratissimo preso de 39000 rs. ; he cousa
tAo galante que quem vir nao deixar de comprar :
na ra do Queimado, leja da miudeza da boa faina,
n. ,>J.
CAL VIRGEM.
A mais nova o mercado, por preco
muito barato: no deposito de ra do
Trapichen. 15, armazem de Bastos & Ir-
ma os.
Na roa do Vigario n. 19, primeiro andar, ha
para vender superior relroz de primeira qualidade,
do fabricanteSiqueiralinhas de rorix e de nume-
ro, e fio porrele, ludo chegado pelo ullimo navio vin-
do do Porto, e juntamente vinho superior, feitoria
em pequeos barris de dcimo.
Vendem-se no armazem n. 60, da ra da Ca-
deia do Recife. de Henry Gibson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por preso
mdicos.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-ss superior farinha de mandioca
em sacras que tem um alqueire, medida
velha por 35000 reis : nos armazem ns.
o, 5 e 7, e no armzem defronte da porta da
alfandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes & Companhia na ruado Trapiche
n. 34, primeiro andar.
Taixas pare engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 3 a 8 palmos de
bocea, asquaes acbam-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton & C., na ra de Senzala Nova n. i 2.
Sellins inglezes.
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Candieiros e casticaes bronzeados.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiro.
Vaquetas de lustre para C
Barris de grasa n. 97.
Vinho Cherry em barris.
Camas de ferro. ^
7 Vende-se aso em cimbeles d um quintal. por
preso muilo commodo : no armazem de Me. f.al-
mont & Companhia, prasa do Corpo Santo n. 11.
DEPOSITO DV FABRICA DE TODO
os santos da baha.
Vende-se em casa de N. O. Bieber &
C, na ra da Cruz n. 4, algodao tran-
cado daquella fabrica muito proprio pa-
ra saceos de assucar e roupa para escra-
vos, por preco commodo.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e metas moendas para engenho, ma-
china! de vapor, e'taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Na rna do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-iefarelo novo, chegado de Lisboa pelobrigue s-
peranca.
CAL'DE LISBOA.,
Veride-se cal virgem, chegada no ul-
timo navio, por preco commodo, assim
oomo potassa superior americanft: no
deposito da rita de Apollo n. 2B.
FAZENDAS DE GOSTO
PAKA VESTIDOS DE SEMIORA.
Indiana de quadros muito fina e padroes novo ;
corles de lila de quadros e flores por preso commo-
do : vende-se na ra do Crespo loja da esquina que
volla para a ra da Cadeia.
CASEMIRA PRETA A 4?(00
0 CORTE DE CALCA.
Vendem-se na ra do Crespo, loja da esquina que
volla para a ra da Cadeia.
Vende-se
Farello era saccas de 5
arrobas a 5^000.
Farinha de mandioca
em saccas a 2$500.
. Tijolios de marmore a
520.
Vinho Bordeaux em
garrafoes a 12^000.
3o armazem de Tasso
firmaos.
LEONOR D'AMBOISE.
Vende-se o excellente romance histri-
co Leonor d'Amboise. duqueza de Breta-
nha, 2 volumes por 1 000 rs., na livraria
n. 6 e 8 da praca da Independencia.
m mi i uto
nao se engeita,
RA DO QUEIMADO N. 40.
llenrique (Sanios acaban) de anamalar em lei-
13o grande porsao de fazendas de seda, la e aeda,
linho e algodao vindas pelo liuslaco II, e quereodo
acabar aviiam ao publico que se vendem por dimi-
nuto preso as lazeuda seguinles, bem como oulra
mullas, e dao as amostras com penhor.
Nobreza furla-oores para vestido o covado
l'roserpiua de seda de quadros
Kicas Illas de quadros para vaslidos largos
Kiscadus fraucezes, imitando alpaca de seda
Kiscado monslrn de quadro para veslido .
Chita franceza larga linda* padroes
Cassas escosseas novos padroes
Alpaca lisa de algodao para palitos
Velludo preto o melhor possivel
Selim prelo macao uso
Selim prelo lavrado para veslido *
Sarja prela hespanhola superior
Alpaca prela de lualre fina
Alpaca de cordao prela e de cor
Merino prelo e.de cor de cordlo
Panno preto fino para palitos
Panuo lino de vanas cores
Ourello preto para.pauoo
Ditos de 13a de corea para meuiuos
Chale prelos de retro*
Kico chales de merino bordado matisado
Chale de merino bordado liso
Uno dilo com franja de seda
Uilo dito com franja de laa
Lido lenros de setim de cores para grvala
Lencos de aeda de cores grande para se-
nhora
Uilo de selim prelo maco.para grvala
Ditos de seda peqoeuos para homem
Ditos dito de core para grvala
Dito de cambraia de linho pequeo
Dilo de easaa pequeo braucoa
Collariuho multo lino
Corles de casemira prela fina
Ditos de casemira de cor de lindos padroes
Ditos de colleles de fustao linos
Ditos de 13a
Lindos corles de colleles de seda de cor
Corle de casemira prela selim
Pesas de esguiio fino de puro huho ,
Pesas de brim liso lino de puro linho
Aberturas Bas para camisas
JMadapolao muilo lino com loque de mofo
Pulceiras de velludo prela e de Coran
Cassas francezas muilo finas de lindo goslo a
vara
Luvas de seda brancas e cor de palha para
senhora
Adelina de seda de quadro, o covado
l.enso de relroz de loda a core
Corles de cassa de cores
Ganga amarella lisa
Meias preta de seda para senhora -
Corles de colleles de setim bordados
Pao azul muilo fino ,
Chales de merino preto bordadora sda
ATTENCAO.
Na ra do Irapiclie n. 5"4, ha para
vender barris de ferro erm etica mente
fechados, proprios para deposito de fe-
ses ; estes barris sao os melhores que se
tem descoberto para este nm; por nao
exhalar em o menor cheiro, e apenas pe-
zam 16 libras, e custam o diminuto pre-
ro de 4^000 rs. cada um.
18100
MO
5SO.
USO
M
!6U
380
3*0
3*BUO
4*00
2*W0
aje
So
640
ue*
3WJ
39000
1500
78000
118000
98000
3*300
48*00
SO
1J00
l**JO
800
600
500
300
JUO
49500
4aW0
700
400
asuo
68000
1-2900U
88000
640
3|80t>
500
500
19280
800
1*1*1
28000
3W
26000
7*5?
28S00
68000
Deposito de vinho de cham-
pagne Chateau-Ay, primeira qua- t
lidade, de propnedade do conde
de Harcuil, ra da Cruz do Re-
cife 20 : este vinho, o melhor
de toda a Champagne, vende-se
a 56000 rs. cada caixa, acha-se
nicamente em casa de L. Le-1
comte Feron & Companhia. N.
B.As caixas sao marcadas a for
goConde de Marcuile oa r-
tulos das garrafas sao azues.
48000
38600
2G00
1920O
. 640
400
*8
320
600
500
3S
19000
500
600
100
Vende-se papel marfim pautado, a resma a
Papel de peso paulado muilo superior, resma
Dilo almarjo sem ser paulado muilo bom
Pennas finissimas bico de lansa, greza
Ditas moilo boa, croza
Caniveles finos de 2 e 3 flhas, a 240 e
Lapi finos envernisados, duzia
Ditos sem ser envernisados, duzia
Canelas de marfim muilo bonitas
Capachos pintados para salas
Henalas dejunco com bonitoscasles
Oculos de armasao aso, todas as graduase*
Ditos de ditos de metal branco
Lunetas com armaran de tartaruga'
Ditas de dila de bfalo
Carteira para algibeira, superiores
Fivellas doorad para calsa e colleles '
Esporas finas de metal, o par 800 e U0
Trancelins prelos de borraia pararrlogioi 100 e 160
Tinteiros e sreeiro de porcelana, o' >ar
Caixas riquissimas para rap a 640 IjOOO e
Carleiras propria para viagrm
Toucariores de Jacaranda com bom espelho 39000
CharutrirasTIe diversas qualidades 160
Meia de laia muito superior para padres 2M00
Escovas finissimas para cabellos e roana, navalhas
finissimas para barba*, luvas de seda de' todas as co-
res, meias pintadas e croas de muilo bata qualida-
des, henalas muito linas, tinta encarnad? e azul
propria para rucar livros. Alm de ludo ilo oolras
muitissimas cousas tudo de muito boas qualidades,
e qoe se vendem mais barato do que-em oulra qual-
quer parte : na rna do Queimado nos goatro canto
na bem conhecida loja de miudeza da boa fama
n. 33.
X Antigo deposito de panno
gddo da fabrica de Todos"
Santos na Babia.
Novaes & Companhia, na ra do !
Trapiche n. 54, continan) a.ven-
der panno de algodao desU fabrica, j
trancado, proprio para saceos
roupa de escravos.
le a
os
m
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenhos os
seus bons ell'eitos ja' experimen-
tados: na ra da Cruzn. 20, ar-
mazem de L. Lcconte Fefoni
Companhia.
__ Vende-se urna balanza romana com lodos os
seus pertences.em bom uso o de 2,000 libras : qnem
pretender, dirija-se ra da Cruz, armazem n. 4.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
scjam.quadrilhas, valsas, redowas, sclio-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Jiieiro.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, lem
venda a superior flanella para forro da sellins,
chegada recentemente da America.
Riscado de listras de cores, proprio
para palitos, calcas e aquetas, a ISO
o covatter*^-
Vende-e na ra do Xrespo,. toia da esquina qoe
volla para a cadeia.
, CORTES DLCASEIIRAS
DE CURES ESCURAS E CLAMAS A 3000.
Vendem-se na roa do Crespo, loja da esquina que
Tolla para a roa da Cadeia.
A Boa lama.
Na ra do Queimado, nos qualro cantes, loja 'da
miudezas da boa fama n. 33, vendem-se os seguinles
objeclos, ludo de muito boas qualidades e peles pre-
Sos mencionados, a saber :
Pentes de tartaruga para atar cabellos a 49500
Ditos de alisar lambem de tartaruga 39000
Ditos de marfim para alisar 19*00
Ditos de bfalo muito fino 300 a 4oq
Dito imitando a tartaruga para'alar cabello 19280
Loques finssimos a 29, 3 a 49000
Linda caitas para costura 39OOO
Ditas para joias, muilo lindas a 600 a 800
Luvas prelas de lorcal e com borllas 8(t)
Ditas de seda de cores e sem defeilo 18000
Linda meias de seda de cores para criansas I98OO
Meias pintadas fio de Escoaia para criansas 240 e400
Bandeja grandes e finas 39OOO e 49000
Transa de teda de todas as cores e larguras e de bo-
nitos padroes, filas finas lavradas e de loda as lar-
guras e core, bico finissimos de linho de bonitos
padroes e todas as largaras, tesouras as mais finta
que he possivel enconlrar-se e de todas as qualida-
des, meias e luvas de todas as qualidades, riquissi-
mas franjas brancas e de cores com borllas proprias
para cortinados, e alm de tudo isto oolras muitissi-
mas cousas tudo de bons gostos e boa qualidade,
que i viala do muilo barato preso no deiiam de
agradar ao Srs. compradores.
ESCRAVOS FGIDOS.
Deaappareceo no dia 17 de agosto corrate
pelas 7 horas da noile, a prela Loorensa, de idade
:t."i a 40 annos, pouco malino menos, com 04 sianaes
seguinles : um dedo da mi direita enchadq, ma-
gra, lem marcas branca as duas pernas, tereu ca-
misa de ..Igodozinho, veslido de chita rosa, panno
tino, e mais orna tronza de roupa : roga-se a todas
as autoridades policiaes ou capilaes de campo qoe a
apprehendim e levem seu senhor Joto Laile >
Azevedo, na prasa do Corpo Sanio 17, que
bem recompensado.
LABYRINTHOS.
Lencos de cambraia de isbUmuIo fino, loalhas -
redonda e de ponas, e roa^^^5tos desle genero,
ludo de bom -goslo ;_vende-g ta : na ruada
Cruz n. 34, irimeiro d^j*^,,
A boa rama
PEEN.: TYP. DB 11. F. DE FaRIA. -
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