Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00668


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Full Text
INNO XXXI. N. 217.

Por 3 meses adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
QUINTA FEIRA 20 DE SETEMBRO t 1855
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
DI ARIO DE PERNAMBUCO.
kRREOADOS DA SUBSCRIPCAO1- CAMBIOS. i METVES P\RTin\ TiOS CORRFlOS ------------------- ..,^.^.t^..o-----------------------:----------" _
.roprieti-rio M. F. de Faria; Rio de J.- Sobre Londres, a 27 !/*. Ouro -Onc.s hesoanhoW 9.9.00., Olin. Z T CRBElS" L AUDIEMCIAS. EPHEMERIDES. MAS DA SEMANA.
.Joao Pereira.Marlins; Baha, o Sr. D- p..:. .' \ uuro- SLi?SS5f :?; Oltnda, todos os das [Tribunal do Commercio, segundase quintas-eiras Seterobrc 3 Ouarto mineuanleas 6 horas 3 mi- 17 Segunda As Cbaeas de S Franriam
lacei, oSenhor Claudino Filcao Uias; :f' *' rs-P' Modas de 63400 velhas. 169000 Caruar, Bonito e GaranhuM toe dias 1 e 15 Relaco, tercaMeiras e sabbados n,T.o,].. k- t* i S' ? T"
o Seuhor Uervazio Victor da Nativi- Lisboa, 98 a 100 por 100. de 69400 novas. lOna V8ll..H.n. wv;... lc,...nA...., S^gf.' *z^.i *?*?!-. utos e 49 segundos da manbaa. 18 Terca.. JosCuperno f.; S. Huma*,
il, o Sr.Joaquim Ignacio Pereir. Jnior; o de Janeiro, 1 1/2 por 0/0 de rebate. de4000 flOO Go iannJ .p! k^^^TZ^.! \V^a'^ -ttaif Ul9lana H L"1' horas, 31 minuto e 19 QuarU. S. Januario b. m. : S. Niloh. ra.
Sr. An.onio de Lemos Braga; Cear, sr. Accoes do banco 30 /O de premio Prau -Pataces brasileirn,* ilZl S?J,u K ,' Tufl commercio segundas as 10 horas e as 49 segundos da manha." 20 Ouint. Ss. Prisco e Glycerio mm.
SRo?^K^^"arrh,^;0Itan;^r da companhia de BebeTw par. ?ToZwmnoS' oln qU1Dt8-fwm qumus ao meio-d,a. 19 Quartocrescente.s5 |oras,20m- l ^xia. & M.theu. ap/e Evangelista.
^ei^Ce^P^ da comanhi.de seguros.o p TSS ." 1 58^ Primeira as ^n^WL^; m.nhi. J^r^St'^ fa ^ H ^ ?utos e 14 segundos dfm.nhaa. 22 Sahb.do. S. Mauric/m ; S. ulgn. v. m.
io; Amazona,, o Sr.Jerooymo da Costa. Discanto de lettras de 8 a 9 or n/A' ...... i*t>o prime ra as 1 hora se ti nulos da manha 1 vara do civel, segundas e sextas ao meio da 25 La cheia a 7 hora*, 5 minutos e 23 Dominio. 17. S. Lino p. ra.: S. Tecla v.
CAMBIOS.
Sobre Londres, 27 1/2.
Paris, 355 rs. por f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 por 0/0 de rebate.
Acedes do banco 30 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
_ da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras de 8 a 9 por 0/01
METAES.
Ouro.Oncas hespanhoW
Modas de 6JM00 velhas.
de 69400 novas.
> de 4*000.
Pataces brasileiros.
Pesos columnarios,
mexicanos.
29000
169000
16*000
99000
1*940
1*940
19860
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias
Caruar, Bonito e GaranhtiM Mw dias 1 e 15 iRelacao, terjas-feiras a sabbados
Villa-Bella.Boa-Vista.ExeOuricury,a 13 e28|Faiienda, quaflas esabbados s 10*horas
Juiz do commercio, segundas as 10 horas e as
Goianna e Parahiba, segundas e aextas-feiras
Victoria e Natal, as quintas-feiras
PREAMAR DE HOJE.
Primeira s 11 horas 42 minutos da manha
Segunda s 12 horas 6 minutos da tarde
PARTE IFFICIAL.
GrOVERJHO DA PROVINCIA.
Expedienta do i 15 da iniabro.
9QiciAo Exra. cororaandanle superior da guar-
da nacional do municipio do Recite, dizendo que
ci?m a copia que remelle da informarlo do mareclial
cumniandaole das armai, dada acerca do engajamen-
o eonbthilo pelo msico Beiilo Jos da Silva Nery
respoudijooflicio de S. Eic. n. 139.
DitoAoTt*lU)o, declarando que pode S., Exr.
expedir suas ordens, nao so para que sega dispensado
lo servico d* masma guarda nacional o guarda Ma-
Hoel Joaqaim de fiaras, durante o lempo em que
etiiver empregado eoio caixeiro do (negociante
Manuel Alvet tlaerra, cas UmDem para que seja
Uanuda ao referido servido o puna Manoel Con-
nive* Tilles, que foi substituido-pelo sibredilo Pa-
nas eni semennle emprego.
>lo-Ao Exm. marechal commandanle das armas,
miltnido por copia o aviso do ministerio da
ra do 3 do correle, do qual consla'qqe, por
pereto de 30 de acost ultimo, a maiidu a^gregar
arnia a que perlence, o alferes do dcimo baaliAo
I infanlaria Jos Pedro Conzaga.Commauicou-ae
l thesourari do faienda.
ih>Ao mesmo, remetiendo copia do aviso da
ipaiticAo da suerra de 28 de agosto ultimo, no
nal se declara que se conceder'ao alferes do 5."
IMo de infanUria Joo BsQluta do Rege Barros
fcaati de Alhuquerque, e do secundo da mes-
flfe-ia>ma Ataliba Doarte. Godinho troca entre si
de corpos.Inlcirou-se a thesourari de fazenda.
Oi"~A mesmo, enviando por copia o aviso do
ministerio da xuerra de 31 de agosto ultimo e bem
aaiai oe couhecimenuM a que elle se relace, nos
qoaes lao declarados os arligos de farJamento e
armamento asmados pelo arsenal de guerra da cor-
para a msica do douii balalliJo de infanlaria.
itaV-Aochefe depolici, dizendo Ticar mleirado
normjfOM' de Candido Theodoro Rodrigues
islo, Antonio Baplista Vieira e Tranqnillino Ma-
faWo de Souza Magaihaes, o primoiro para guarda
e'doaauUimMpara enfermeiros da caza de de-
le para barbuiro, cabelleireiro, sangrador, den-
liala e applicadur de veulosas d reterida casa, com
o veiicimenlo annual de 300*.
DitoAo inspector da thesourari de fazenda, in-
sirando-o de lnver em vista de sua informaco de-
farido favoravelmente o requerimenlo de Antonio
Joaqim Ferreira Beiriz, reiativamenle a venda do
aohrado a. 7 di paleo d Carmo.
DitoAo inspector do arsenal de marinlia, auto-
riaaodo o em vista de sua informadlo, a mandar fa-
ir no brigue Capiharibt as aconiiooilarcs de que
rada o eomoiandante da ealacjto naval no oflicio que
remelle por copia, t- Cammunicou-sc ao referido
eanirnandanle.
OiloAo commandanle do presidio de Fernan-
do, liunsmilliii-lo por copia o aviso da repartirlo
guerra da 21 de agosto ultimo acerca dos livau-
os que se dirigem a aquelle presidio como tini
mder gneros aos presos, pravas destacadas
^^^aHiaUs do mesmo presidio.
II-Aoiospector da thesourari provincial, in-
siraodo-u de haver approvado ti deliberado que
Bou o director das obras publicas, de mandar fa-
concertos da qus preciuvs o calcamejito da
salida Boa-Vasta,.os quaesimportaran! em 509rs.
apaasMu^ei ao mencionado director.
DiloAo meam/drzen n> que pode aceitar a pv>-
poslJ de Pedro Mrreira l^eite para a laclara >' isSjim
Haiiddiita isuiprcoTbaU* 'lJ.DojKaj>sw, ao
tljatr do respecuVa orramenlo sendo nadar Anto-
nia los .Sanios Siqueira Cavalcanli. *
DitoXa mesmn, para que vistaSa.- conla que
'euiellc, mande pagar a Manoel Vigueiroa de i'a-
l, pela verbn expediente da secretaria docoverno
a qoaotia de 1lr000 rs. em que Impnrtnu impres-
iorle 9JO carta* de convite para o comero dos tra-
llboa da estrada de ferro, e abertura doCymnasio.
DitoAo mesmo, declarando qur approvara
despera de 2T*i0 rs. que fez o director das obras
publicas com os reparos de que preeiiava a actual
sala da vaccina.Hiciou-se neste senlido ao supra-
dilo director.
DitoAoj>rnvedor da saude, recommendanvJo em
Vista da requisirflo do vice-consol da llespanha.que
> carta de saude aos navios hespanhdes que
liveremd sahir da porlo desta cidade sem que os
MJpj.'Civys cipilaes eihibam certificado de se lerem
resenlado ao mencionado vicc cnsul. Coinmu-
Haceu-se a este.
DitoAo director das obras publicas, dizendo fi-
inlcirado de Ijaver Smc. elTectuado a mudanca
da bibtlolheca do lyceu dista cidade para a casa ou-
desuaeliaa da Faculdade da Direilo, bem assim
dos objectos a)ue nerlencendo ao mencionado lyceu
patairiin para oCymnasio Provincial, despenden-
de-ta com semelliauta mudanza a quantia de 1G53320
que fui levada a verba do arl. I.> da le do nr-
mont vigente, e declarando que deu sciencia de
ludo a thesourari provincial.Uiciou-se a respei-
orara.
rdo tiymnaiio Provincial.Res-
. famsalla Vec. era seu oflicio de 10
d correte tavho a dizer-lhe : qnanto a primeira.
'ida.que os taludantes que qoizi-rem iuscrever-se
l irnlas do Gymnasio e nao ptrlenrism ao amigo
ti nflo paguem matricula na thesourari al que o
embica legislativa provincial, quem opportuua-
lese sobmtller a queslao, resolva a respeito :
^^Hf" 2* que os alumnos da radeira de gramma-
''llina supprimida da Boa-Visla devem ser con-
_ dos como os do lyceu : quanlo a 3", que os
>mos q8e-antes jla imdallarao do ymnasio ja
viim pago matricula nao leem direilo a son resli-
AUDIENCIAS. EPHEMERIDES.
Tribunal do Commercio, segundase quintas-feiras Setembrc 3 Quartominguanteas 6 horas 3 mi-
nutos e 49 segundos da manbaa.
11 Lua nova as 8 horas, 31 minutos e
49 segundos da manha.*
19 Quartocrescente as 5 koras,20mi
utos e 14 segundos dj manbaa.
25 Lua cheia a 7 horas-, 5 minutos e
35 segundos da tarde.
quintas ao meio-dia.
iJuizo de orphos, segundas e quintas is 10 oras!
1* varado civel, segundas e sextas ao meio dial
12' vara do civel, querras e sabbados ao meio dial
tuicito ou descont qnando passem a perlencer ao
dito rstabelecimento : qnanto a +,que deve ahrir-se
um novo liiro para a nscripjso de todos os alumnos
do Oymnasio, quer dos que perlenciim ao lyceu
quer dos que enlrarem agora : quanlo a 5", que to-
dos os livros devem ser rubricados pelo regedor do
(ymnnsio, salvo ahuma disposirao especial do res-
pectivo regiment : quanlo a 6, que pelo Vegula-
menlo eeraptle 10 dejuoho de 1850 no esKo os li-
vros desse estaheleciraento sojelos ao sello: qnanto
a 7-', que est ella resol vida pela portara de 11 do
corrente junta por copia : quanlo a 8,que devem-se
dar por terminados os Irabalhos do ('yainaaio sm da
ultimo de ouiiibro indicado na le.
Portara.Nomeando de conformidade com a pro-
posla do lenenle-ooronel commandanle do primtiro
batalhao de infantera da guarda nacional da comar-
ca de Santo Aniao.para ofliciaes do referido batalhao
aos cidadaos segiiinles:
Estado miier.
Atieres secretarioJoaqoim E.levao da Silva Costa.
* companhia.
CapaoAntonio Rofino Alves Corris.
Communicou-se ao respectivo commandanle so-
perior.
DitaNomeando,de conformidade com a proposla
do directo/ geral interino da iiisiruccao publica, ao
liacharel Francisco Pereira Freir para secretario
d'aquclla directora.Fizeram-sa as necessarias com-
munica rOes.
DitaMandando que continu no lugar de direc-
tor geral da inslruccao publica o Em. Dr. Antonio
Coelho de Su e Alhuquerque.Fizeram-sea retpei-
loas necessarias communica^Ses.
alarais
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
Sestiio judiciarxa dt 19 de telembro de 1855.
Presidencia do Eim. Sr, desembargador Firmino
Antonio de Soma.
As 10 horas e tres quaTlos da manbaa, presentes
os Srs. desembargadores LeSo, (fiscal) Santiago,
valle e Gilirana, e os Srs. depotados Medeiros Re-
g, Pinlo de Lentos, Basto e Oliveira (supplente) foi
lida e approvad.i i acia da antecedente, e abrio-se a
sessAo.
Passou do Sr. desembargador Lea ao Sr. desem-
bargador Valle, com o relatarlo escriplo, a appella*
cao entre parles :
Appellante, Emilio Bidoulac.
Appellado, Mandil Jos dos San/jsjL
Foi julgada, confirmando-sa a seShca anpellida,
a appellacAo enUe parles :
Appellante, Lourengo Luiz das Neves, eomo ad-
ministrador da niassa rallda de Domingos Jos da
Costa. '
Appellado, Joao Rodrigues da Silva Rocha.
Enlrandn em julgamento a appcllaro entre
partes :
Appellante, Joao Cerdoso Ayres,
Appellada, a viuva Martins de Carvalho,
c sendo sorteados os Srs. depulados Basto e Oli-
veira, ficuu a decisSo adiada, a pedido do Sr. Basto.
O Sr. desembargador Santiago passou ao Sr. de-
sembargador Valle a appellar,ao entro partes :
Appellante. Calano Silverio da Silva.
Appellado, Feliz Venancio de Canialiein.
t) mesmo passou ao Sr. desembargador Leao
appallaco entre parles :
Appellante, Jos Das da Silva Goimares.
Appellado.jlos Pedro Velloso da Silveira.
EiiiraniIoVwii julgamento a appcllarjlo adiada da
sesaao aiiteccdtifle, entre partes :
__'. Ignacio Joaquim de Oliveira e
ejdjT ^j
i, Cunha & Amoiiiq,
foi ranfiroia la "nana npin Ihdj.
OSr. desendiargador CTlIraa passou ao Sr. des-
eniliargarinr Valle, a apnellaran entre partes:
Appellante, Vicente Ferreira da i lala ;
Appellados. Rossell Mellors & Companhia.
ro aggraao inltrpostodo juizo especial do com-
mercio, em que sao :
Aggravantes, Barbosa & Lima.
Aggravado, hachare! Gabriel Soares Raposo da
Cmara,
o Sr. presdcnU**egou provimenle ao aggravo.
Levantou-se assalo a I hora da larde.
--------i___
DIAS DA SEMANA.
17 Segunda. AsCbagasdeS. Francisco.
18 Terca. S. JosCupertino f.; S. Thomaz.
19 Quarta. S. Januario b. m. ; S. Nilob. m.
20 (Quinta. Ss. Prisco e Glycerio mm.
21 Sexta. S. Matheusap. e Evangelista.
22 Sabbado. S. Mauricio m ; S. Digna v. m.
23 Domingo. 17.<> JS. Lino p. ra.; 8. Taola v.
v. m. ; Ss. Polyxina e Xampita rmn.
urna autorisandn o governo a mandar fazer acto do
terciro anno da Faculdade de Direilo de S. Panlo
o esludante Antonio Jos de Siqueira e Silva ; oulra
sobre a conslruccao de urna estrada de ferro enlre a
cidade de Santos e S. JoSo do Rio Claro, com o pa-
recer das commissoes de constituifilo e fazenda ; e
Sendo introdozido o Sr. ministro com as formali-
dades do eslylo, lomou assento na mesa, e entrou
egi 2. discussao o art 3 da proposla do poder ejecu-
tivo linando a despezl e oreando a reeeita geral do
imperio para o ezercicio de 18*6 a 1857:
Discutida a materia, retirou-ss o Sr. ministro, e
oulra aulorisando o governo a conceder um mnimo. foi approvado o arl. 3 da preposla com os sens oara-
nat uirn i ilii^im al h_ i.. ..ti ,____(______t___
luao ineour>ina pi
jfLBETIS.
TOLLA
Por
FERA
Edssnuado A
IX
(Continugttb.
^
C)
Ni manMa segointe cAonet foi em ejura ra-
aa *. caread OdessalchjrAdvinhava o que poda
ter o principe aidizer-Mie, e a razao por que fazii
levanlar-se aulas do meio-dia ; mas nao eslava in-
quieto neto intimidado. Ilepimpava-se nos coxinsda
carruagem come qnem nada teme no mundo senflo
a apoplezia, e dizia entre os denles :
unto he bom Manoel ter alguns milhes
leal Se el'e fosse Nicolao, niho de Ma-
letiirio de dous bragos robustos, os pati-
II j casado contra minlra e sua vonla-
t. Te-lo-hirii feito espreilar pelos agentes da mo-
[mbllea, leriamd ido a senda i amante, e no me-
iwr momento da entrevista elle teria. vislo sadir de
m irmario um sacerdote, dous soldados e um mojo
'eSro. laso fst-se lodos os das, e as raparigas
mea reclaman! eeffla essas brutalidades da poli-
0 pobre aranhadolem flagranle delirio deve es-
wlher ah mearo entr/o casamento, prisao das al-
mas, aeeasr.^Uo deSnnlo Angelo, prisao dos cor-
pos Se aeeira"W* benU do iacerdole, os dous
soldado, serven de tettemunhas so casamento; se
decide-se a favor do earcere, o sscerdote serve de
teslemonda a (rifio. Em ambos os casos a virlude
lie singada e o culpado he punido; preso por toda a
vid. oc, casado para sempre Mas, gracaV a Dos.
mi burlas na, forim Wta, para ns? e qoando a
polica entrega-se traTellra e,"Jo||
tr.r, alvos e nao os CorohiMas. Que vai dizer-rne esse
velhoOdescalchrInie rariamelhor em ir cuHar
de seu negocios, orqoe sua,rmaa commetleu a
tolice de casar corara Ftraldi, qoer eue que d
..riBCipes r..maa.oa sigam-lhe oexemplol Acaso
^Bf-M-U>e na cabeca depregar-me um sermao"'
bravdeaes nao sao pregadores. deizam isso para o
efjNiehinhos. Denwis pense elle de mim o que pen-
sar, nem me d ra molade ; he nm dos privilegios da
genle de qualidade: ninguem nos mostr a verdade
aut*. Os sacardaes veueram-nos, os cardeaes respei-
lam-nos, .(gapas acalam-nos, e aposto que o pro-
pru Dos no juizo final procurara alguma circum-
locnglo para dizer-nos que asamos condemnados.
Silln alegremente fura da carruigem; mas en-
trando no gabinete do cardeal-vgario, tomou um ar
digno e beato. I.eu altentamente a supplica do con-
de e o eitraclo das carias de Manoel, ergueu duas
or tres vezes >s hombros, e murmurou algumas re-
lezdes moraes sobre a leviandade da juventu le. De-
pnis eutregou loilas as pejas nepincipe Odescilchi,
dizendo:
Agradego muito a vossa eminenriaj ler-
Haiecido sobre esse negocio.
Fiz smente o meo danr, eieellentissimo.
O codHe Feraldi pardfc-me um homem mui
haiirado, eeilimo-o inlinitamtnle.
Voasa neellancia faz-lha jnstca.
-me es-
IV Vida Diario n. 2lfi.
Jp
I1TERI0R.
RIO DE JANEIRO.
SENADO.
ZNa 20 d .,0ato 4a ISS5.
Lida e approvada a acta da sessao anlecedenle,
paa-se ao seguinte expediente :
Ficou o senado inteirado da participado de in-
commodo de sande do Sr. senador barflo de Ao-
tonfna.
Foi apoiado e a imprimir o projeclo do Sr. Bap-
tista de Oliveira, qoe havia Ticado sobre a mesa em
10 do corrente.
ORDEMJDODIA.
Adiando-sena ante-camara o Sr. ministro do
imperio, foram sorteados para a deputacao que o
devia receber os Srs. vrsconde de Sepetiba, mar-
quez de lianhaem e baro de Muriliba. Sendo in-
Iroduzdo o Sr. ministro com as formalidades do
eslylo. tomou assento na mesa ; e continuou a se-
gunda discussao. adiada pela hora na ultima sessao
do art. 2. da proposla do poder ejecutivo lijando a
uespezn e oreando a receila geral do imperio para o
eiercrcio de 18,56 a IS57, con) as respectivas men-
as Dada a hora lirou adiada a discusso. Reliran-
flo-seoSr. ministro, o Sr. presidente deu para or-
dem dojfir; alcm das materias dadas, terceira dis-
cussao das proposiroes da cmara dos depotados
de juro addicional al 2 por cento i companhia que
se houver.de organisar para a conslrucrao e cusleio
de urna estrada de carros de Petropolis a margem
do Rio Parahiba, e levaolou a sessao.
21
Lida e approvada a acta antecdante o Sr. 1. aa-
cretario deu conla do seguinte expediente :
Um oflicio do Sr. ministro dos negocios estrangei-
ros, remetiendo um dos autographos sanecionados
da resolurao da assemblca geral approvande a eon-
ven^ao celebrada enlre o governo do Brasil e o de
Poclugal, Acerca da represslo e punido do crime de
moeda falsa.
Oolro do Sr. ministro da jusli;a, remetiendo nm
do autosraphos sanecionados da resolocao da mesina
assemblca geral, aulorisando o governo a mandar
pagar ao aniego Pedro Nolasco de Amorim Valla-
dares, ei-lhesoureiro da capella imperial, o ordena-
do de 10 la-.Da ambos ficou o senado intelrado, e
mandou-se communicar ;i enmara dos depulados.
Ficou sobre a mesa a TedacrAo da proposito do
senado declarando permanentes as di>posirOes de de-
creto n. 800 A de 30 de junho de 1851.
Leu-se e foi approvado o seguinte parecer :
As commissoes de fazenda e inslrurrao publica
encarregadas pelo senado do eiame do projeeto C
deste anno, augmentando os vencimenlos do direc-
tor da escola militar, commandanle da academia de
marinha, lentes, cathedraticos e sub-litulo-, e secre-
tarios das mesmas. e de dnrem parecer a respeito
delle ; para o poderem fazer convenientemente re-
querem que se peram^ao governo pelo minieterio d.i
guerra e marinha as segoinlts informares :
I" nuanlos sao os lentes paisanos e militares das
referidas escolas e academia.
/ 2 Quantns eslo actualmente encarregados de
commissoes alheias ao magisterio, e a natureza*del-
las; e se as accumulam com as fancejies desle, ou
se por semeldante motivo eslAo destrahidos do serv -
{o do mesmo magisterio.
3o Quaes os vencimentos qoe actualmente per-
cebe cada um dos mesmos lentes por essas commis-
soes, qualquer que seja ojmiuisiero |por que sejam
pagos.
4 Que vencimentos percebem por qualquer l-
talo o director da escola militar, o commandanle da
academia de mqrinha, e os respectivos secretarios.
Pajo do senado, 21 de agosto de 1855.Hj-
conde de IlaborahySilveira da Molla.J. F. Vi-
annq.ll. Ferreira Penna.n
(MI DEM DO DA.
Achando-se na ante cmara o Sr. ministro do im-
perio, foram sorteados para recebe-lo os seohores
Baptisla de Oliveira, Cunha Vasconcellos, e Fon-
ceca.
Sendo inlroduzido o Sr. ministro com as formali-
dades do eslylo, tomou assento na mesa e continu-
ou a segunda disrussllo adiada na irllima sessao, do
arligo 2 da proposla do poder execulivo fizando a
despeza e orrando a receila geral do imperio para o
ezercicio de 1856 a 1857 com as respectivas emen-
das da cmara dos depulados.
Discutida a materia, retirou-se o Sr. ministro, e
Toi approvado o arl. 2 da proposla, conforme foi
emendada pela cmara dos depulados.
Continuou a 3" disrossao, adiada em 13 do mez
passado do projeclo do senado sobre pescaras, com
as emawlis apprnvadas na _' discussao, e com o pa-
recer ffescoHiinisMjei de fazenda e commercio de 25
do mez paseado. I^MassssssV
VeaMeando-se nao luver feasa, Km odiada a dis-
cuss&a.
O Sr. presidente deu para ordemdo dia : discus-
sao da redacto que se echa sobre a mesa 2" discus-
sao da proposla do poder ezceulivo, e emenda das
cmara dos depuladns| fixando a despeza e meando
a receila geral do imperio para o ezercicio de 1856 a
1857 na parle relativa ao ministerio da justi$a :
seguindo-se as mais materias dadas para hoje, e le-
vantou-se a sessao.
22
Approvada a acta e nao havendo expediente pas-
sa-se a ordemdo dia.
Entrou em discussao, e foi approvada, a redacrao
da proposicao do senado declarando permanentes as
disposir/ies do decreto n. 800 A de 30 de junho de
1851, afim de ser a dita proposito remetlida c-
mara dos depotados.
Entrn em 3.' discussao, e foi approvada para ser
enviada i sancrao imperial, a proposicaoda cmara
dos depulados aulorisando o governo para mandar
admiltir a fazer acto das materias do 3." anno da
Faculdade de Dirilo de S. Paulo o estudanle Anto-
nio Jos de Siqueira e Silva.
Continuou a 3. discussao, adiadajna sessao antece-
dente, da proposicao do senado sobre pescaras,.com
as emendasapprovarias na 2. discussao, e com o pa-
recer das commissoes de fazenda e commercio de 25
de iullio ultimo.
Foi apoiada a emenda offerecida no parecer das
commissoes cima referido.
Discutida a malaria, foram approvadas as emen-
das da 2. e da 3. discussao, meuos a do Sr. bardo
de Muriliba, que diz: Supprimam-se zs palavras
e do servido da guarda nacional.
O Sr. Prndenle declnroa que as emendas novas
que foram approvadas (eriam a ultima disenssao na
seguinte sessao, ficando reservada para depois de
sea approvarao ou rejeirao a volacao final sobre i
approvarao da proposicao.
Achaudo-se na anlc-camara o Sr. ministro da jus-
tija. foram sorteados para o receber os Sr. Cund
Vasconcellos, Fonsece, Baptisla de Oliveira.
A rapariga de muito intereseanlc.
Sem duvida.
E meu sobrinho he nm rspaz terrivel.
Eu nao leria ousado diz-lo, mas .
Sou en que digo I No sei mascara'ra verdade.
He evidente que Manoel amou essa rapariga, fez-se
amar della, e promelteu casar.
im, excellenlissimo.
Agora elle no ama-a mais.
Assim o receio.
Eslou rerto. Se elle ainda a amasse nao pro-
curara razfte rutis para romper com ella ; casara
sem fazer caso do que podessem dzer, e sem pedir
permissao a ninguem. Quem ama (vossa eminencia
deaculpar a liberdade de minha linguagem) esque-
ce os prenles, as leis e todos os deveres de decen-
cia e de reconhermenlo ; corre ao alvo de seus de-
sejos sem olhar para Irs. Aquellos que cudam em
pedir permissdes, poupar amizades, applacar descon-
tenlamentos, san procuradores de pretextos que nao
amam ou que mo amam mais.
Porm, tornou o cardeal, se o amor lie um
senlimenlo passageiro...
Adevinho o que vossa eminencia quer dizer-
me, iiilerrompco o coronel, e admiro a juileza dessa
rcflexao, Sim, se o amor he um senlimenlo passa-
geiro, nao acontece o mesmo s promessas, aos ju-
ramentos e aos actos serios e definitivos que file-
mos debaixo de na influencia : o amor passa, as o-
brigaroes fleam.
O cardeal procorou as duas ultimas carias de Ma-
noel, e pergunlou :
Leo estas duas cartas, as quaes elle lanca so-
bre vossa excelloncia toda a responsabilidade de sua
tnicao?
*J "* "I08, jamis lhe perdoarei! exclamon o
coronel. Elle pode casar sem o meu consentimenlo :
he miior, seu pa he morto, sua riqueza he inde-
pendtnle, c ninguem lem o direilo de pedir-lhe con-
la de suas arenes. Pan que esse afinco em querer
alcancar miuha assignalura ? Eu o sei, a he um se-
gredo que posso confiar a vossa eminencia. Manoel
ocle meu coosenlimeolo porque sabe que um poder
superior impede-me de conceder-lh'o.
E que voz pedera fallar mais alto que a hon-
ra, a justira e a conscienda ?
A ultima vontade de nm morto.
9 coronel chegou-se i poltrona do cardeal, e dis-
se-lhe em tom mysterioso e solemne:
So Deose u onvimot as palavras supremas de
meu prezado irmao, o fallecido principe Coronilla.
F.sse pai exrellcnle, esse cdrislflo sublime, antes de
entrar no scio da li.niaventuranca eterna, deixou-
me ordens precisas relalivamenleVigIjjiriae prosperi-
dade de sua familia. Eslava informaePdas relarOes
seri-elas. sem duvida innocentes, que existiam enlre
seu nlno o a joven Villora, e desapprovava-as abso-
lulamenle por algumas razoes que nunca exprimi
e que acompaiidaram no ao tmulo. O que sei e o
que Manoel nao ignora, de qoe o principe prodbio-
me de abencoar es-a niBo, e seu ultimo suspiro foi
contrario a familia Feraldi. v
Mas o nome dessa familia nio lem nodoa. sua
nobreza remonta a quatroseculos, sua riqueza
Cuidado, sendor. Sou da mesma opimo, e
vossa eminencia argumenta contra um defunto I
O cardeal levantou-se, e o coronel seguio-lhe o
exemplo.
Muito estimo ver, disse o principe Odescalcdi,
que como todas as pessoas honestas, vossa excelen-
cia censura a rondada de seu sobrinho. Darei essa
a Sra. I). Isabel, foi recebida no, paco da rttaata iKcuparei ; permitla-me a cmara que en trate un
enm as formalidades do eslylo, a ti como oradorMr
depiil.ic.in, dirig a S. M. o"seguinte discurso:
Seuhor: A cmara dos depulados vem lliije a-
preaeulara V. M. I. a humenagtm de suas mais res-
peilosas fe I ir i bienes.
Sendor, se o coracilo paternal de V. M. I. pal-
pita de alegra pelo nono anniversario da li lia que
idolatra, a nai-ilo brasileira exulta de jubila pela
recordarlo de um fado providencial a que liga o
mais subido inttresse,
O nascimento da princeza imperial a Sra. D.
Isabel perpetua no thronoas virtudes esemplares
da familia, e a glora ua iiv naslie, virtudes e gloria
que sAa>o orgulho doVptiz."
a Prodiga de beneflcW piiraetasfra de San
a Divina Providencia qniz aindTSnslidarL ,
sent com o mais importante cndilo de eslabilda-
de no futuro e outorgou ao Brasil um seguro pe-
nhor de porvir, que amplia indefinidamente o ho-
ri sonta de suas esperanzas.
A cmara dos depulados, seuhor,prostra- se ante
ella rogando-lhe que complete a obra dos seus des-
vellos.prolegendo incessante a inclyta princesa sobre
cuja cabeca repousaui os futuros destinos do impe-
rio.
Taes sao, sendor, os votos da cmara dos depu-
lados, que muito principalmente aprecia a honra de
ser a fiel interprete di nacao nesta occasiao ido so-
lemne, quando tem de congratular a V. M. I. como
pai e como Imperador.
S. M. dignou-se responder d seguinte:
ii Fico^assaz penhorado pelos sedimentos que me
exprims em nome da cmara dos Sis. deputa-
dos.
consolado familia Feraldi; mas lamentare! eter-
namente que quando bastara urna palavra para re-
coudqzir este mancebo aos seas deveres, razoes do
outro mundo imperam a vossa excellencia de pro-
nuncia-la.
Minlias palavras nio tem todo o crdito que
vossa eminencia digna-se de attribuir-lhes: smen-
le as palavras mgicas tem a virlude de mudar os
concite*. Mea sobrinho nao ama mais a seohora
Vittoria, e se eu Ihe concedesse o meu consenlimen-
to, tile suscitarla outro obstculo: seria capaz de
dizer que necessila do consentimenlo do pai. Inte-
resso-me ttrabem pela siluaco do infeliz conde, e
para poupar-lde bem como a vossa eminencia pasaos
inutes, confessarel urna ultima falla de Manoel. A-
pezar dos sabios conselbos de monsignor RouqueKe.
cujas virtudes sao mui conhecidaa, elle enamorou-
se de urna rapariga de thealro, que custa-lhe j por-
to de quarenla mil sequint, o dol da senhora Vit-
toria Agora que vossa eminencia sabe ludo, decida
se nao ha craeldade em deixar no convento urna
pobre rapariga, cujo amante perde-se nos prazeres.
Qnando o coronel sabio, o principe Odescalchi es-
creveu ao conde:
a Nada alcancei. Venda aqui s Ave Maria com o
reverendissimo cardeal Perzalo para formarmos
conselho.
Menico que esperava na antecmara, receben o
hilhete das nulos do camarista do principe, e foi cor-
rendo leva-lo ao palacio Feraldi. A familia de Tol-
la, assislida pela marqueza e Filippe, rompeu em
pranlo a leilura dessa senlenca.
Foi minha a culpa! gritara a condessa cho-
rando ; eu nao devu t-lo recibido aqui antea do
consentimenlo de sua familia.
Fni eu que o iroaxe, dizia Filippe. Pense! co-
mo am lolo, qoe seu lio en homem bom.
Sou miiscolpada qoetd, accrescentava a mar-
queza. Eu sabia qoe o coronel jamis consentirla
nesse casamento, e todava nao disse nada!
Ah! murmurava altivamente Victor Feraldi,
o coronel Coronilla quer guardar o sobrinho para si 1
Veremos.
Juro que elle nao o guardar mailo lempo,
disse Filippe; poit hei de mata-lo em seus bracos
se restarem ainda duas laminas de a$o neste mando.
A marqueza levantou-se brandamente, tomou o
chale e o chapeo que. tirara ao entrar, e disse:
Esperem-me; vou fallar ao cavalleiro Coro-
mila.
l'ronuneiou eslas palavras com o lom do condem-
nado morte, que diz ao algoz: Eslou prnmplo. O
filho c os amigos deixaram-na sahir sem fazer-lde
urna pergunla, sem dirigir-lhe palavra, nem geto.
Filippe condeca a aversao da mai pelos Coronilla-,
a condessa Feraldi adevindava-lhe a causa, e todos
presentam nesse passo sublime e sem apparalo a de-
dicarlo sublime dos marlyres.
A marqueza entrou no palacio Coromila pouros
minutos depois do coronel. Este ia por-se mesa ;
mas o annuncio de urna visita Uo inesperada lirou-
Ilie o appetile. Dissimulou como pode sua perlur-
ba^ao, e nllereceu urna cadeira marqueza saudan-
do-a com o nome de linda senhora.
Pedro Coromila, disse ella, adevindais que silo
necessarios molivos mui poderosos para que eu ve-
nda depois de mais de vinle annos dispertar mindas
magnas e vossos remoraos.
Odl disse comsigo o coronel, acaso a bella As-
sunla estar enfadada de ser viava, e qerert.....
raptos.
Entrn em 3." discussao, e foi apssrovada para ser
enviada a sanccAo imperial, a propostcao da cmara
dos depulados sobre a conslrucrao lia ama estrada
de ferro entre a cidade de Santos JB. Joao do Rio
Claro na provincia de S. Paulo.
'leve lugar a 3 discussao da proposicao da mes-
ma cmara aulorisando o governo a garantir um m-
nimo de juro addicional al 2 por cento cumpa-
nina que se organisar para a conslrucrao e cusleio
de urna estrada de carros de Petropolis margem do
rio Parahiba.
Veriflcando-se nao haver casa, o Sr. presidenle
declarou adiada o discusto. e deu para ordem do
da : ultima discussao das emendas novas ao projec-
lo sobre pescaras ; continuaco da discussao adiada;
1." discussao da proposicao da cmara dos depulados
aulorisando o governo a conceder um anno da liceu-
ca com os respectivos vencimentos ao joiz de direite
Joao Antonio de Sampaio Vianna, ; 3." disejmao da
proposito do senado sobre a transferencia de ons
para ouiros corpos e armas dos ofliciaes subalternos
do esercito ; 1.a discussao da proposicao da cmara
cursos pharmaceuticos anles da publicarlo dos ac-
tnaesestatuios das Facilidades de Medicina ; a logo-
qu chegue o Sr. ministro dos negocios estraugeiros.
a 2. discussao da proposta do poder evecul'.veg Ka
parle relativa 4 tkarao das despezas do sea ministe-
rio, e levantuu sessao.
CARIARA DOS SRS. DIPUTADOS.
Sesaao' do di. 30 de jaiba de 1866.
Le-se e approva-se a acta da sessao antecedente.
O Sr. I. secretario d conta da seguinte expe-
diente :
EXPEDIENTE,
Lm reqnerimenlo do padre Antonio Rufino Seve-
riano da Canda, parocho collado na igreja matriz de
NossaSenhora do Deeterrodo Ilambt.bispado dePer-
namburo.pedindo um terreno na mesma propriedade,
paraipairimoninda respectiva matriz.A' commis-
so de fazenda.
De Francisco dos Res Nnnes Cimpello, escrivao
vilalicio da chanceliaria da relacaode Pernamboco,
pedindu que o seu ordenado seja elevado a 5009 vii-
toee desfalque porque tem passado o rendjmenlo do
seu emprego.A' commisso de penses e ordena-
dos.
O Sr. Ttixeira de Macedo :-jSr. presidente, a
dopiitac3o nomtada por esla ramafa para ir enmpri-
menlar S. M. o imperador pelo faustoso din a ~
versario natalicio da seronissima princeza impel
as rondires que devao salisfazer os mesmos navios
que se empregarem no transporte de colonos, eas
mullas em que os infractores incorrerem, comanlo
que estas nao exretVim ao dobro do frete por cada
um dos passageiros.
O Sr. Ferraz :Sr. presidente, nao pude ouvir
o discurso do nobre ministro da fazenda em respos-
la ao que tive a honra de proferir na discussao da
receila, e tmenle hoje pude apanhar algumas ideas
do nobre ministro, as quaes responderei mui per-
functoriamenle, porque o mea estado de molestia
nao me permute ir rauiloadiante, nema discussao
he desle arligo propra. v
Tratare! pnmeiro de algumas medidas proposlas
pela nobre commitsao nos seus arligos addilivos, e
depois pedirei permissao a cmara para fazer algu-
mas observaaes mais em defeza propra do que so-
bre outro assumplo.
I'm arligo nddiivo existe que d ao governo um
crdito pira fazer as despezas necessarias com soc-
corros pblicos, em consequencia da epidemia que
lavra em urna das mais importantes provincias do
imperio. Eu entendo, Sr. presidente, que este ar-
tigo he ocioso, porque a lei de 1850 d ao governo
a faculdade de, mesmo durante a reunan das cama-
ras, abrir crditos extraordinarios para taes soccor-
ros, e eu nao quero, nao obstante a posicao que le-
udo nesta casa, suppor que o guverno deixe de lan-
gar mao dessa autorisacao, que Ihe he conferida por
urna lei permanente do paiz.
Crelo, paranlo, que o arligo addilivo he ocioso,
e eslou mesmo que u crdito deve estar aberto e que
o governo est com os bracos livres para obrar de
modo a soccorrer de prompto a populacho que solTre
sem precisar de nova autorisacao.
Um objecto que iiuiiio lem oceupado a atlencao da
cmara, be aquelle que diz respeito s multas que
poderaii impdr osempregados de fazenda a qualquer
funecionano que deixe de fiscalisar a arrecadarao de
cerlos imposios, e de salisfazer com brevidades re-
qui-iees das ihesouraras.
Nao entrare na questao da independencia do po-
der judiciario; nao examinarei se orna disposicao
destas poder alleclar a independencia do magistra-
do, e dire smente que dar ao colleclor de um dis
Iricto o poder de un por multas a nm magistrado que
o pode processar pelo crime de responsabilidade, he
dar-lhe por cerlo um poder punco conveniente
apoiados.,he estabelecer um cqnfliclo continuo en-
lre a auliiridade jodiciaria e administrativa. Pode
ser qoe esta medida v dar logar a desaguisados e
perturba roes.
O Sr. Gomes llibeiro :Sio se relirou j esse ar-
tigo?
O Sr. Ferraz :Retirou-se o artigo addilivo?
Bem, eu o combata nesse caso. Eu imporia ao
colleclor a obrigacao de participar aotoridade su-
perior competente, eesta vista da participarlo,ou-
J!'dj} o magistrado, poderia eniao applicar a disposi-
ejo penal a respeilo.
nislein nutras emendas sobre as quaes nSn
O Sr. Prndente: A resposU deS. M. he re-
cebida com muito especial agrado.
ORDEM DO DIA.
Artigot mdjfilico* ao ornamento.
Continua a discussao dos arligos addilivos pro-
posto do orrameolo da receila.
O .Sr. Paula Candido : Ped a palavra para
rogar cmara que me permita retirar um artigo
addilivo em que en propnnha o pagamento de loo-
por rada escravo imporlado das provincias do norte,
O meu fui era tornar impossivel este trafico ; mas
como o governo trata de tomar urna medida geral
a eile respeito, pe^o cmara para retirar o nreu ar-
tigo additivn.
A cmara permute que o arligo addilivo seja reti-
rado.
Vai mesa, he apoiado e enlra em discussao a
seguinte emenda do Sr. Barbosa :
O art. 3. dos addilivos rediji-se assim :
Os navios que importarem colonos para quaes-
quer portos do imperio ficarao desde ja isentos do
direilo de ancoragem em lodo ou em parte, segundo
a relacao enlre sua tonelagem e o numero de colo-
nos, ficando o governo aulcrisado a fixar essa razao,
menle de examinar algumas dasproposir.oej do no-
bre ministro da fazenda
Depulado de provincia, nao posso por maneira al-
guma querer tomar a mim a designaejo de deputa-
po de aldea, que me foi dada, qualquer que seja o
pensamtnlo du_ nobre ministro. Actualmente no
nosso recinto nao temos depulado de al lea, mas
creo que .brevemente o nobre ministro vira oeste
recinto a ler depulado verdaderamente de aldeia,
a passar sua reforma de circuios; leremos entilo o
facto que se den as Alagoas, no municipio da Ala-
laia, de vircm o vigario e seu sacrislao para ala c-
mara...
O Sr. Gomes llibeiro:O vigario, seo coadjutor e
sacrietaa. ^^ ^a-~
y. n sr. Ferraz:Mus, repmriaavWmrmia' parte
a qualilirarao, pergiint.irci : a que flm veio islo ?
Para dizer-se nicamente que nao era possivel qoe
o governo abafasse a impreusa de Londres. Mas o
nobre ministro mesmo conftssou nesta casa, e ha de
perdoar que Ihe diga que obrou neste caso como m-
nislro do reino de Coeagne ; cpnfessou que tinlia
dado 100 libras para arranjos taes. Ora, se n3o era
possivel abafar a imprensa, porque fez esle gasto
desiiecessario ? Como pode ser justiScada esla des-
peza ? Cumpre porem notar que nao houve jornal
algum misto que fallaste sobre esla operarlo.
Enlraohand-se as materias das tarifas o nobre
presidente do conselho, ora nos dizia quetinhamns
objectos de producrao propra, e que portanto nao
fazi mal a elevaran dos direitos; ora, quando se
combata o principio protector, dizia-nos : a a lari-
faza he fiscal ; quando se* fallava do commercio
livre, dizia-nos : n queremos dinheiro para fazer fa-
Ah! ah 1 os Coromilas sao muito procurados desde
algum lempo.
Eu cria, marqueza, responden elle em voz al-
ta, que meu amigo Trasimeni linha sepultado vossas
magoas, assim como enterrou meus remoraos. Todi-
via se agrada-vos vollar ao pastado, couversaremus
a esse respeito. Coniprehcndo todos os gostos sem
exceptuar o amor da historia antiga ; demais nunca
pude recusar nada belleza. Ora' ainda estis bel-
la, Assunla, tanto e (alvez mais do que no dia do
nosso primeiro beijo.
' A marqueza foi atacada por ama tossezinhg sec-
ca, e as maceas do rosto coraram-se-lbe um instan-
te: os ares de Florenca nao a lindam curado.
Nao he de mim que vendo far-vos, disse el-
la, de de Tolla.
Ainda! xclamou o coronel involuntariamen-
te. E tornou com,brandara: Saio da casa do car-
deal-vigario, o qual dsse-me sobre esse negocio
quanlo podis ter que dizer-me. Por favor nao me
forcis a repetir-vos todo o que respondi-lhe.
Tranquillisai-vos; evitarei as repcli;oea, edir-
vos-hei o que ninguem srnao eu tem o direilo de
dizer-vos. Sabis com quanta resignarlo tenho sof-
frido a surte qoe me impozesles; sicrifiqaei-me sem
una queixa ao vosso egosmo, e a ambicio de vos-
sa familia.
Adiaste um consolador.
Calai-vos, meo pobre Pedro: quem* nao lem a
honra, nao deve alleclar a brotalidade do soldado.
Restitu vossa palavra, e todas as vossas utas, as-
sim eomo reslitoem-se os ttulos de divida t m de-
vedor insolvavel. Tenho vivido quisi am quarlo de
secuto na mesma cidade que vos, triste no meio dos
(elizes, mora uo meio dos vivos sem ler-vos aecu-
sado com um s olhar de vossa conducta e de meus
O nobre ministro iodo por diante disse : a nos
devenios dar alguma protecrao, mas nao muita. a
Qnal he pois o syslema a respeito da industria ma-
nufaclnreira "' Ninguem o condece. Era, o nobre
ministro o disse, allerar os direilos, porque nos pro-
dujimos laes mercadoras. Ora, o nobre minitlro
diz o conlrario ; djz : nao queremos dar ntuila
prolecco, e por isso impomos direilos sobre as ma-
terias primas ; qual he pois o syslema ? O nobre
ministro nos explicoubaler moeda.
E, senlioret, assim he, mas lobrecarregar as ma-
terias primas, que s vem ao paiz para alimento da
industria nao para outro qualquer fim, com direi-
los, he anomala maior que se pode dar acluallAVn-
te em maloria de tarifa. Os paizes meemo da Ame-
rica, como o Chile, abandonam esse syslema, e o
Chile progeide de urna maneira digna de espanlo,
digna de admirara o pela adopcao dessa poltica.
Mas disse o nobre ministro : o vosso cavallo en
cavallo de parada, o nosso ha eavallo de trabadlo,
que marcha, que vai por dianle. n Nao sei se o
nobre ministro lomou a minha comparar.lo nos da-
vidos termos. Eu trouxe o exemplo nicamente
para mmlrar que o trabadlo he novo, mas a espe-
cie era tambem nova ; admiti porm o simile, a
tarifa organizada como Toi pela commissao leve de-
felos, ninguem o contesta, mas nao era de mero
apparalo era de grande proveilo para o paiz em
ral pela moderaco de direilos queadoptou.
O nobre ministro disse qoe daramos com
(30 da mesma tarifa urna perda ao thesouroda
e tantos coiilos. Ha nislo exagera;jo ; mas
lo. Quando em 18*1 foram elevados o> oateUss,
havia urna necessidade palpitante para islo, era es-
tabelecer o equilibrio entre a receila e a despeza ;
de din em dia a nossa divida ia-te augmentando,
era mister um paradeiro, e euUo o sacrificio era
necessario, era inconleslavel a*ua necessidade ; mas
logo que a; nossas rendas nao s conseguiram o fim
de equilibrara receila com a despeza. mas aiuda
deram nm saldo superior a todo os clculos, sendo
o desidertum de lodoj os nossos tinanceiros.......
20,000:0009 pelas rendas das alfindegas, tendo esta
enda excedido mailo alcm desta cifra, tendo-se por
urna srquencia de circumstancia podido aflectuar
nao s que as despezat do Estado mu i lo augmen-
tadas fossera roberas com a reeeita,' mas obler um
saldo grande que paesava de anno a anno, creio que
o sacrificio devia restar. A tarifa augmenton o pre-
CO de todos os gneros alimenticios, de ludas as mer-
cadoras que servem para o consumo das claases ne-
cessiladas, das classes menos abastadas ; n sacrificio
feito, conseguido o fim, necessario era que votlasse-
mot i urna tarifa em que os direilos moderado! fos-
sem adoptados. Mas marchamos assim como o no-
bre_ ministro, qoer fazer smenle a tarifa em rt-
laro ap maior augmento da receila, creio que nao
be unta poltica digna de um homem de estado.
Adoplou-se a moderara declinlos a respeito de
gneros alimencios ; mas.as classes necessitadas do
paiz gastan sement laes gneros '.' nao te veslem ?
o vestuario nao he urna parteqoasi tan importante
como u tfle os gneros de primeira necessidade ? o
conforto da populaco nao he obrigacao de lodo o
governo? u,1o lie por meio da moderaco de direi-
los em gneros de maior consumo que outfos paizet
tem realisado, nao obstante essa redueco, feila em
grande escala, um augmento da sua receila ? nao
heistoumi regra em economa pplilica '.'nao he
urna reara sellada pela experiencia que a modera-
cao da direilos as materias de mais consumo traz
como consequencia necessaria o augmenlo do mes-
mo consumo, e a par desle maior consumo maior
receila ? E nao s augmenlo em coasequencia de
maiorfinsamo, mais anda porque o contrabando
0 deatrie dua direilos se restringe a urna escala mui-
lo .eazaaiUinjcnnseajienria da moderaco dos mea-
mos direilos7 He isTo um principio coniesinnTj
comoLpoia esejuece-lo ? *
Mee o desidertum do fisco heaugmentemos a
reeeita, porque a receila nos serve para muila colisa.
Eu, senlioret, entendo qusr a farilidade das salisfa-
roes das neeessjdadrs das classes menos abastadas he
o primordial dever de lodos os (ovemos.
O nobre ministro fez o calculo, comn disse, de
,000 e lautos conlos. Esle calculo Ihe foi empres-
tado pelo digno inspeclor da alfandega da Babia,
segundo ouvi ao nobre ministro mesmo em urna ses-
sao do anno passado* Posso aflisnrar cmara que
a tarifa actualmente confeccionada e que est depen-
dente da approvarao do conselho de estado deve
prodozir um augmento de receila superior a......
600:0009.
O nobre ministro nao leva em linha de conla o
augmento que necessariamenle se ha de dar em
consequencia de acabar-se com grande quanlidade
ce as despezas, porque estas sao maiores que a re- de despachos por factura, estabelecendo-se laxas fi-
ceila.
O trabadlo da commissao a que perlenci, qee era
urna tarifa, mas am esboce, disse o nobre ministro,
ao mesmo lempo qoe adoplava as ideas do commer-
cio livre, adoplava o syslema protector. O nobre
presidente do conselho foi nesla materia injusto; a
commissao declarou que se via adslncla s suas ius-
truccoes, que eram muito terminantes, mandavam
impr direitos prolectores aos productos simila-
res da nossa produccao ; ella confessou que sen-
tia entrar nessa via, mas que nao* poda deixar de o
fazer. .
Ainda urna oulra accusac.3oporque nao carre-
gastes com'dreilos as materias primas ? As ins-
IruccOet o mandavam. Senhores, as inslruccoes de
vam ser entendidas pelo tystema em voga, e o tys-
tema em voga dava franqua de direilos s materias
primas das fabricas. Nem era possivel que se ima-
ginasse que um paiz adopte o syslema protector car-
regando ao mesmo limpo com fortes direitos os pro-
ducios similares da Industria e as fajaras materias
primas que Iheservem de alimenDa^Keria isto um
conlrasenso !
para consolarem as victimas dos Coro-
Tnsimeni
milas?
Depoisqne a marqueza sabio, o cavalleiro aentio-
se alliviado, mas nao satisfeilo. As ultimas palavras
da viuva permaneciam-lhe no coracao, e elle tema
pela reputacao e pela vida de Manoel. Anles de ir
almoear, escreven a Roaquelte e deu ordens a Cu-
cme.
Entrego em vossas mos a vida de Lello, dizia
elle a RouqueKe; nao o deixeis sb nenbom pretex-
to. O cardeal Odescalchi vai provavelmente chamar-
ros; fazei ouyidos de mercador. Se perderdes vosso
lugar, eu vos indemnisarei largamente: a casa Ro-
thschild lem cincoenla mil francos para vossas des-
pezas. O joven Feraldi, e seu amigo Filippe rao
vingarse de Ledo: livrai-o. Lde lodos os dias
a lisia dos eslrangeiros desembarcados em Par", e
ao primeiro perigo part para a Inglaterra sem dizer
a ninguem onde ides. Entretanto e por prudencia
frequentai os exercicius de pistad de Ltpage, e a
sala de esgrima de Bertrand. n
Declarou a Cocomeroqaea honra da familia Co-
romila exiga que Tolla sahissequanlo antes de San-
to Antonio.
Que farei, excellenlissimo?
Ainda m'o perguntas, animal! Pago-le para
seros engenhoso. Delibera com a Rusta, toa socii.
Ella nao he minha tocia, excellenlissimo; he...
_ Nao me importa saber o que ella he. Fallaste
camarisla?
Sim, excellenlissimo, hontem larde. Ella sa-
bir te receber um dol. -
Promelte-lhe mil escudos para que ella siii
hoje mesmo. Traze-m'i aqui sem demora.
Os mil escudos lizeram Amarella refleclr. Por
cem sequins ella leria sabido sem regatear ; porm
_ mil escudos nao pareceram-lhe urna nomina suflic-
sntlrimentos; porm se tenho sopportado piciente- ente. Os villftes sao assim : se Ihes ofTerece.nos cinco
xas sobre os gneros que actualmente- pagam direi-
los ad valnrem ; nao leva em conla o augmento
progressivo do consumo em consequencia do aug-
menlo da nossa populadlo, caso nao toffra ella por
alguma circumstancia extraordinaria ; nao leva em
conla mesmo o augmento da nossa industria e com-
mercio, que mais ou menos vai progredindo.
Das redurres proposlas a mais importante donde
pode vir desfalque rejilla vem a ter a dot direi-
los da fatiiiha de trigo erda carne necea. Os valo-
res actualmente da farinha de trigo; confirme o re-
lalorio do nobre ministro, orcam em *,393:7389, e
os direilos em 1,098:4399 ; os valores das carnes
em 1,707:0998,eos direilos em 426:899; assim a
sumira dos direitos desle dous arligos he de......
1,520:3389. Pela nova tarifa, suppnndo-se a im-
pcriacao da farinha de trigo de 2,497,000 arrobas a
.100 res, d em resultado o producto de 651:0009 de
direitos, e as carnes seccas suppundo-se a rmporta-
00 de 8.(3, i'.18 arrobas, na razao de 270 res, temos
em resultado 230:5259 de direitos.
O prodnelo dos direitos desles arligos orear por-
tanto em 889:6285 ; a diflerenca ou diminuicao de
raceita ser portanto de 635:7139. Esta reduece
ser em breve coberta pelo producto de onlras laxas
e pelo augmento mais ou menos progretsvo do
consumo, pelas razoes ja apontadat. Esla he a ni-
ca diminuicao sensivel, ludo o mais afianca maior
accreseimo de reeeita conforme os clculos e bases
do nobre ministro.
O producto dos direilos que as materias primas
vSo pagar orear actualmente 15.-0009 ir em a ne-
nenlo esla verba conforme o progresa da iadutlrii.
Ora, o qoe sao 15:0009 para o Estado proveniente
de direitos que se mpoem tobretse* gneros ? Na-
da ; entretanto que 15:0009 para as industrias n-
faaaie apiiaea aejontcoaaecini d eos resallad am
grande mal, porque o mal nao est tmenle no pa-
gamento dos direilos, est as dependencias, etc.
Alguns ra| respeito-das industrial des particula-
res prodoz era urna grande diflerenca ; mil ris a .
respeito do Estado oeobuma mona pdem produzir
na receila.
ios, Sr. presidente, calcularmos todas as difle-
augmenlo que traz a lana pelo syslema
i, em vez da reeeita diminuir ha de aug-
i; attim pois adoptando-se o simile do nobre
ministro, eudirei qoe o projeclo de tarifa da com-
missao a que perlenci he um cavallo de parada qae
nao pode uuender alguma industria, o da seccao do
conselho de eslado he um cavallo manhoso que im-
paca, e qaepara marchar he pretiso calcar aos pe*
'-los os priucipios da sciencia, lodos os interetses
indostria, e he preciso que seja fatal industria
paiz.
O nobre ministro disse tantas cousas, das qoaes
eu creio que S. Etc. na lera conviccao. Ora,
urna detsat cousas de qn me lembro neste mnten-
lo he a seguinte :' disse o que se linha. oKabeleci-
do o" syslema de assemelhacao, e podendo acontecer
a introdcese de objectos que *no liveaaera simila-
res na tarifa,e nao havendo-se fizado ama qoola de
direilos pan taes objectos, Urifa neste ponto era
imperfeita. a Nao, dase o nobre mioislro, laes
objectos sao desparvados por facan, a Mas, Sr.
presidente, em qoe razao pagarlo .esees objectos o
direitos ? Nao se diz ao quantum de direilos ficaea
sujeilos laes objectos, como pois isas se ha de deci-
dir, qual he a regra ? .
O Sr. Presidente do Conselho : Trinta par
cento.
O Sr. Ferraz :Onde est esta dispoacio ? Era
nenhumi parte. O nobre ministro diste que a ta-
rifa da commitsao ia favorecer ao commercio inglez
com pcejuizo dos oulros rommercianles...
O Sr. Presidente do Conselho :Prejuizo ?
O Sr. Ferraz :Mas o nobre ministro me ha de
perdoar, eu nio desejara que cata proposicao correa-
se no mundo scienlifico. Senhores, quem paga os
direilos nao sao os importadores, sao oa consumi-
dores. O importador lanca como coito de pro-
ducrao o imposto que se djka as alfandega, de
importarlo, assim como nis Bfandegts de exporta-
cao ; todo o beneficio pois qoe retallar pela mo-
deraco dos direitos vai em favor do consumidor,
que he o povo brasileiro. Por que razao pois o .no-
bre ministro proferio essa proposicao ? He verda-
de que em geral as fazenda, mais grossas foram la-
xadas mullios mesmos direitos que as fazendas en-
trefinas.
As fazeudas mais grossas, Sr. presidente, sao ta-
ponadas ejn commercio inglez, ou sao produzidas
pela induatjiuingleza, as fazendas maii liutt sao
Ira/idas peMeommerdo francez ; uma parte da Al-
ternante A da Suissa tambem Iraz ao nosso
mercado productos; logo pois quem ser o favore-
cido nn opiniao do nabre ministro, o commercio ia-
glez ou u commercio francez ? Ceriamente ocom-
uierciu francez. Mas por outro ladq queir. en o fa-
vorecido ?Era a classe menos abastada do paiz que
r ma i i | ww- ;>> iir,,,.,^^,.
ros ou fazendas da classe enlre-Cna pelo mesmo pre-'
ro qae actualmente compra das classes ordinarias.
Se, Sr. presidente, examinarem-se oa dooi In-
balhos de tarifa, ver-se-ha que a commissao nanea
diminuii) direitos diOerenciaet conforme osfprodaclo-
res, e que ao contrario a seccao do contedlo de es-
tado admitlioestet direilos dtlerenciaesespecialmen-
te no viudo. Os vinhos francezes e betpanhat sao
menos gravados, apezar de no commercio concor-
rerem com os porlugaezes, no commercio obterem
us mesmos preeps qae os vinhos. portuguezet. Os
vinhos do Mediterrneo sao vendidos no noeao. -enar-
cado pelos mesmos preces que os vinhos podugoezea
entretanto qoe aqoelles lem da pagar orna menor
laxa que estes. Ainda mais; oa vinhos do Medi-
terrneo chegam ao nosso mercado em cteos quati
iguaes aqoelles em que vem oe vinhos portuguezet,
entretanto d-se entrenas vinhos e oatros a difle-
renca que cima aolei.
Esta base, senhores, ht uma base qae falla, oa
vinhos porlaguezes podera lomar uma direeeiu in-
termedia e depois serem importados para o Brisil ;
o facto nao he novo na hisloria do commercio. O .
mente todos os tormentos, nao posso assslir de bra-
cos cruzados aotupplicio de oulra, e revolto-me.
1'roDuncisles esta mandan em casa do'cardeal-viga-
rio a senlenca de morle de Tolla.
-- Ella nflo morrer. Todas aquellas que temos
morlo passam marvillinsamenlc bem.
Deveras?
He impossivel exprimir o rcenlo de dr, n-
margura e deslenlo com que a marqueza proferio
eslas palavras. Qualquer oulro liria etlremecido co-
mo ouvindo o estertor de uma moribunda ; porm o
coronel deu tmenle uma rizadinda, e responden
com zombaria:
Estis fresca bem como ama rosa.
A marqueza nao cmiteve-se mais, e xclamou :
Infame nao me peidoasle o nao ter inorrido
logo, e a pouca vida que resta-ra, he uma ollensa
lua vadade Achasque minha atona lem sido mui-
to tonga, e que eu devia ter-me apressado, para lua
gloria. Pois dem consola-te : Tolla nao resistir
muilo lempo. Vejo-a deperecer, e prometto-le que
ella se extinguir brevemente em honra de Manuel
na prisao em que elle mesmo metteu-a. O publico
sabara que os Coromilas nao lem degenerado, e que
nao feito progressot na arte de matar molheres ;
mas depois desse bello triumpho acontelho-te que
occulles cuidadosamente, leu charo sobrinho ; pois
Filippe lem coracao nobre, he o digno lilho de um
homem honrado, ama a Tolla como irmfla, e ha de
vinga-la.
Se Filippe he o digno lilhi de sen pai, tornou
o coronel com azedume, casar com Villora em vai
de vinga-la. Quem sabe se o Creador nao fez os
francos por um bahu, aceitam com alegra, se Ibes
olTerecemot cincoenla, querem dez mil. Nao tente-
mos ditculir, qoe ellet nao o redera por menos ;
Sois nosso oflerecimenlo persuadios de qae o ba-
u contm um Ihesouro. O pobre Cocomero fre-
qiientou dahi em diante o locutorio do Sanio Anto-
nio; mas no primeiro de outubro, depois de irinte
e sele dias de discussao, nao linha ganho ama pollc-
gada de terreno.
O conde Feraldi empregou lodo esse lempo em
uma lula desesperada contra a m vontade de Ma-
noel. Mui cerlo de que a obstinarlo do lio resisti-
ra a toilts as admoe-taccs. Ianc,ira-se sobre o so-
brinho, e naocansava de escrever-lhe; mas Manoel
era hem aconselhado. O conde sahia do gabinete do
cardeal-vigario, do oratorio da marqueza, ou do lo-
cutorio da lidia com argumentos que julgava nao le-
rem replica ; Manoel enlre dous copos de vinho de
Champagne cm nm quarlo do holequim inglez, ou
no camarim de Cornelia achara uma resposla Iriuni-
phanle a lodos estes argumentos. Seo conde leinbra-
va-lhe que prometiera amar Tolla at morte, elle
responda imperturbavelmente que amar-la-hi toda
a vida.
Mis, replicava o conde, o senhor arrescenlnu :
Juro nao ter oulra mulher senao Villora Feraldi.
E j catei com oulra ?
Disse e escreveu a Tolla: Hei de casar comlgo.
E eslou prompto para faz-lo apenas liver ob-
tido o consentimenlo de meas prenle.
Declarou qae se sem prenles se obstinissem
em recusar o seu consentimenlo, saberia disneo-
Mhlo. \
Sem duvida, depois de ler esgolado todos os
meios de conciliario; mas estoo longe de l-loi eigo-
tado, e talvez esses meios sejam inesgolai'eis.
Se o conde lentava lembrar o bello sacrificio de
Tolla, e a coragem com qoe se clausurara, Manoel
enumerava victoriosamente todos os esforcos que li-
zera para arranca-la dahi. O conde qoeixava-se da
escandalosa publicidade dada a carta de i I de agos-
to ; Manoel censurava a ndiscriro daquellei que
haviam mostrado sua correspondencia ao lio. Du-
rante essa discussao, na qual Minoel levan a m f
al insolencia, a brandura e a moderaco do con-
de nanea te desmenliram. Elle refulava uma men-
tira por dia sem exprimir urna duvida sobre a since-
ridade de Ledo ; tratava de erros e equvocos as fal-
sidades mais notorias ; predizia que as ouvens ligei-
rasque tinhara-se elevado enlre seu genrn e elle se
di.sipariam ao primeiro topro ; evlava por polidez
e tambem por prudencia apresenlar vivamente a
Ledo suas (altas, e nunca alluda conducta qne elle
linha em Pars. Suas carias escripias na dr mais
profunda e na indignadlo mais legitima, comecavam
todas por iharissimo Manoel Coromila e termina-
vam por seu affectuotissimo servo e amigo. Manoel
de aua parte escrevia charissimo cande e astignava-
se vosso affectuotissimo servo el rnica. Tolla nao
ouvio fallar dat cartas nem das respostas.
Porm nao eslava por isao mais contente. De 16
de judiu ao 1 de outubro Lello apenas :screvera-
Ihe a carta de 11 de agosto, a qual os pais nio Ihe ti-
nham mostrado ; assim paseara dous mezes e meio
sem ter noticias do amante. Sua paixao resistir a
13o cruel prova : ella amava com desespero, mas
amava. Escrevia incessantemente aquelle que nao
respoodia-lhe mais. Nunca uma queixa snhio-lhe
da bocea : tua ddr Iranquilla e resignada servia de
exemplo ao convento, as freirs aprendiam a arte su-
blime de padecer tem murmurar, e de adotar o ama-
do al em sus rigores. As mais austeras explicavam
em um sentid mystico o triste romance que desen-
larava-se sua vista, e commenlavam-no como cer-
tas almas ingenuamente fervorosas tem commenlado
o Cntico dos cnticos de Salomo. Quem nos den
que amanemos nosso divino espoto assim como ella
ama ao seu Lello !
Os saine; de Roma, pouco anles hoslis a Tolla, eo-
mpravam a vollar-se contra seas inimigos. Suas
desgraeas ( sua coragem eram citadas por toda a par-
le, e nao fallava-se de outra cousa. Na falta de
qualquer o ilro cuidado em um paiz onde a poli Mea
be obscura e subterrnea, onde as gazetas sao insig-
nificantes como almanaks, onde os procesaos julgam-
te clandestinamente em uma adega, onde o thealro
nao tem liberdade, e por consegointe nao tem inle-
resse, a altenca publica que lanca-se sobre o que
enconlra, dirigio-se para o convento de Santo Anto-
nio. Os Romanos tem alma boa e pranlo fcil : sua
sensibilidade trivial nao he temperada pela irona
de que ot Francezes sao tilo ufanos. Roma ioleira
applaudio como em um thealro a bella conducta do
joven Mornndi, que veio pela lerceira vtz pedir ao
conde a nao de Tolla. Morandi foi dorante oilo
diasoorgulho da Italia : al ao momento em qae
voltcui pan Ancona sem ter oblido outra cousa que
os agradec ueulos e as lagrimas da familia Feraldi,
camuihou de ovaces em ovacoes. Oscamponezes
que vinbam ao mercado e os pedreiros qae am tn-
balhar gritavam-lbe : Bravo, ser payno !
Esses leslemunhos brilhanles da opiniao publica
impozeram silencio aos inimigos de Tolla. Aquelles
que gaerreirim-na por inveja, perdoaram-lhe logo
nosso calo procurava al certa poca o ponto inter-
medio do Cabo da Boa-Etperaoca em consequencia
da facilidade que dava a tarifa ingleza ao caf im-
portado nos porlos da Inglaterra desse porto. A di-
ficuldade de direitos all establecidos fiziim com
que o nosso caf seguiste para a Inglaterra por etaa
porto intermediario, e o mesmo te pode dar com os
vinhos porluguezes. Haver, senhores, quem igno-
re que os vinhos do Mediterrneo sao confeccio-
nados com procestos chimicos de tal maneira que ae
assemeiham aos vinhos porlaguezes? Pan qoe, pois,
se adoptou semelhahte medida ? Nao foi isso um
cortejo feito a certas opioioes ? Cerlo que sim.
Eu me acho fatigado e molesto, nao poderei seguir
ao nobre ministro era suas observaeses; crea' que
te o nao faco nao he porque nao Ihe posta retpon-
der, tanlo mais quanlo nesta materia, nto entram
odiosidades de qualidade alguma.
O nobre ministro falln a respeito de merina e so-
/

r

que ella infundio piedade. A viuva Fratitf, cujos
senliraentos nao podiam mudar, porque seus inte-
reses eram ainda os mesmos, jnlgou-se todava obri-
gada a fazer uma viada condessa Feraldi, e foi com
Nadiiia levar algumas palavras de compaitio fingi-
da a esse palacio, onde toas calumnias haviam feito
correr lanas lagrimas. Tal era a emodto publica
que atravessou as paredes do convento e. chegoo a
Tolla. Apezar das admiraveis precauroes dos pais e
das ordens expreesas do doctor Ely, o qual declara-
yi que um nolicla m poda mata-la, a compaixao
indiscreta de alguns amigos, ama ailosao impradin-
te a trairao de Manoel, uma censare severa exprimi-
da contra Roaquelte fizerim-lhe entrever a verda-
de : o odio engenhoso de Amarella- fez o reato. Essa
creatura de ndole m que a panfo tornara peior,
dea a entender joven ama que havfa pravas escrip-
ias do seu abandono. Nada he mais proprio para
fazer juluc das angustias e da resignadlo de Tolla
do que ella caria escolhida entre todas as que ella
escreveu a Manoel :
Roma 16 de selembro de 1838.
Fazem hoje dous mezes qae nao recebo lettras
toas : qual he a riio disso, mea Lello ? Elle di-
zem qae he porque nao me amas maii. Tea nome
e o de monsignor Rouquette indira em todas as boc-
eas seguidos dos epithetos mais infames. Coulam-
se mil censas que le deshonrara, dizem qoe le diver-
les am engaar as raparigas e faz-lat morrer ; enu-
merara a lala daquellas qae ten perdido : julga se
tenho motiaa para padecer, eu que conhero tea co-
racao, tei leas juramentos e eslou certa de que nao
os violaras Cada vez que vem-me ama visita gra-
de, lenho medo. Queriam persuadir-me de que eras
inllel : respond- Ihes que jamis erara tal cousa.
E te Ihe destemos a prova escripia ? pergunlaram-
me. Eu diste qae isso en impossivel; mas qoe se
viste um escriplo maligno, respondera que nio he
leu, ou que foste toreado, e que lua bocea desmenti-
r tua mao, emfim que nao me crerei tnhida, senao
quando tu mesmo m'o tiveres dito. Jorei. e por
mais qne veja, por mais que oaca, nada crerei antea
de tua volta. A ludo o que dizem-me, respondo :
lie impossivel e faro-os calar. Entretanto nio me
escreves; para qae penalisas-me attim ? Temes com-
monicar-me a resposla de tea lio ? J adevinhei-a,
e lomei minha resolucto. Hei de reconciliar-te com
elle quando for tua mulher. Mas sem duvida le-
me escriplo, e las cartas tem sido interceptadas :
ama inimiga mortal qae te hoavesse sapplicado como
lenho feilo, leria obtido ao menos algumas linhas.
Se vis-es tua Tolla, meu bom Lello, ella te farii pe-
na. Nao rio mai>, durmo muito pouco, e meu toni-
no he la agitado que acord a cada instante. Todo
o dia choro aos pos da Virgem Snntittima pedindo-
llie soccorro.' Levanto-me tambem de noile para
rogar a Dos, e mindas oreres sao sempre bichadas
de lagrimas : i vezes os soluros sullbcam-me. Ah 1
volta logo, se queres que eu viva Tenho soOrido
muilo, nao posto mais, sinto inindat foreas exhaus-
tas : te a gente morresse de tristeza,desde mailo lem-
po nao ferias mait tua Tolla. Mas nao te asuntes,
poder fallar-me a forra-; nao a coragem ; todos des
esperarlo de minha vida antes qae ea davide de tu
honra, e levare! sepultura minha fe es luat pro-
messas, e minha confiuoca em ti.
O amante de Cornelia ( quero fallar de Mantel)
linha tantas oeeapacOes qae deixtvn a ateeqaatle o
cuidado de ler toa correipondencia.
(Continuar**-**,)

:
I
i


>

r
bre i quaulid.de da fio, que constitu a toa finan, tas piase, qai he impnsslvel prevenir o contrahand-
Heum.ng.nvoqu..airn.oUh.Et.,eUn.oh..- eposso afliaca, ,0 nobre ministro quenunca anta
sim qua al o morim de 19 fios_ ha de qualidade nem mesmo esse cter ; non o ped.
PIMO DE PEmWBUCO QUINTA FElR 20 DE SETEMBRO DE 1855
mdilo ordioaria. Entre 18 e 19 los a difiercnc lie
Denhuroa...
O Sr. Prndente do Contelho : At 16 he que
he orcliuario.
O Sr. Ferru f Ed fallo cOm a experiencia e
estado de tre Indos. Nn morim de 18
..... .. .o.1*19 lio i meu. papis para .ervlrem-ll.e de "narrad mmndo1
diflarenc. no he nenhuma de 19 pasea a 2-2, de quer aecusar-rae, e inda ha pouco lempo fe7q a pu-
22 segoe-se al 21, de 2i nata urna difierenea pira bllcacao de um pobre relntorin oue II dlrec-
^ de 26 havliootra difierenea al 30, e uulra de lor do contencioso, 0 qu| "SLA? mC d"
30 al :U;eda. difieren,, ngulavara no, morln, Exc, na. rae fi nup," Th.-ta pandea
e raadapotoe. Ingl.ze. ; i re.peile do. morins e ma- tirar urna copia ; ri inle.rafnenieconfiscado e te-
d.polnes francesa, a bitoli he mullo diflerenle ; oe regad de tadoi os olhei. Ne^rV-ta o que sahio
oTrl^Tr.'ntr.8 '"*""<*<. < "" !PVUaiz.qn. ZXZndoliCeque
8 O Sr PresilntL Vm "''""'"V l L,nl,i! ?'d0 "'Jlo ; mas nao di* por qu.m, iia-
O >r. Presidente do Contelho : Tambam cus- di riiaia sobre o pessoal
"n^iw. v- ?.:Sr- ''rf*>***!' do 'contelho :-Quem mandou
..w^i 1 JIm nobre mn,,lro y" Pobl'car o relatori que responda : o senlior alacou
MOindu sernpre ua razao quando esta desappercebi- algnns empregados que e defonderara.
do.Uiz elle agora ; os morins francezes 4o oais O Sr. ferraz :-<) nobre ministro nao mandou
caros. ijaem he o mais favorecido ? En desejara susleu- O Sr. Vretidene do Contelho :-NSo, senhor.
ar com o nobre ministro aqui nos dous, ama argu- O Sr. Ferraz :-E o nobre ministro he qne leve
faieiilacau.e cntaoVer-se-hs de que parle di a ra- aboudade, pela primeira vez, eslabelecer como regra
; mas depols de urna noile de estulto o nobre que nenhdra relalorio dos directores deve ser im-
inimstra vera oam ideas que no Uo suas ; ha lem- -
po para consultarem-se os pratteas; e esles podem
flizer que se favorece mais o cummercio inglez que
frailee. .
O Ar. Preside/ do Contelho :A diseuisao que
uouve sobre morins eu ittitti a ella parante o con-
aelho de estado.
O Sr. Perras:: Disae o nobre ministro : a Note
a tmara que tiesle mesmd sj sieina de eommereto li-
VfR M materia, itrimu ijii iir>ni,rtn,lu.^.i,l,ia la ,li_
<> Sr. Vret\dente do Conselho:Sim, senhor, jor-
que elles ilevtn propor com antecedencia as altera-
c.0es a fater, e eu nao admiti que....
O Sr. Ferraz : l) regulamenio do Ihesouro
manda que ato ai. dia ullinjo de marco e apresen-
tem os relatorios, e poco9 das depois eelara o rela-
lorio prompto.
- O Sr. {'residente do Contelho :Mu los das de-
vre as materias primas sao importadas seulas de di- pon
reitos na Inglalerr. ; o que he esa imporlacao llvre O Sr. Ferraz :Poucos dias depois. e lano que
dedireiies MMo ama r*olec<;So concedida a fabrica- me recorda ler irabalhadoal quinlafeira malor.
c." 'L. j _. !.. ^ Sr- Vretldente do Contelho :Foi apresenUdo
Sr, prndenle, o nobre ministro faz do svsteroa o lim de abril.
coMmercio lirre una idea Ineiaela. O sy.lema O .Sr. Ferraz:No lim de abril", no, senhor.
!I'!.!e'?i,or *?"! tr*n1<>* '- O Sr. Vretidene i-Alteuco '
renos de lude qaanto he tnaterla prima que poasa
dar alunento m fabricas a pait, porque o commer-
oo h*re o que quer he qe nao haja por maneJra al-
guna obstculos importado de mereadoriaj seme-
Ihanles. porqee se en mercdbrhi* Mo M|Mrar*
Wcnailaa deve sna Importadlo estiraular a nWfMsrria
do pait, que era consequetiia da concurt'Bncla II-
* falti per aperfic,oar seu ptoduclo< pata eipM-
J nln do mercado. Se porm e iS *rtt **" '""* gfoeaeiros do que os de tua lavra.
la os exclue inteirameute do mercado respec-
tivo.
O principio salutar do eommertio llvre ve
a coacurrenoia, acatar com os direilos probi1
o direilos prolectores, que ao mesmo lempo
o espirito de emulacao, qu he tambem o da neifei-
t*t>. fai eom que a roaaaa dos consumidores carre-
gue eom um imposto addicionnl ra favor de parti-
culares sem proveilo de melhoramento das indus-
l.im. 1. *___I ......
----------------r-^..v Hb uniiibiiuimiv un. iiiuub-
a. O principio cardeI do systema do commer- lhAosinou inconveniencia disso.
__e *?".* .m*?M <,U consumidores que MTOr. Vretidene:AllencSo
isenta dtsaa alca de direilos em proveilo de particu-
lares qoe dormem a somno sollo rcom o favor da
proteer.*, que 4 somora desea arvore nao se esmera m
em mellrarar os seos productos, em aperfeicoar os
proeessos da sua industria.
^E se o yslema adoptado he, como aftirmou o no-
bre ministro, o systema fiscal, me parece qne mesmo
pela ratao da^dop{*4 det.e systema nao se deve fa-
at por maneira alguma distiecito de direilos a rea-
pMo de certas mercadorias, porque ease systema nio
onsa para a influencia que pode resultar da ella e
baixa, alvella lodae as.condieoaa, ke de ara e anico
""""k' '*u,l P,r,odo">bjeclos importados.
Se he o systema protector, perguntarel : porqne
Mnats os direltos sobre a carne de larqoe 1 Porque
bailis os direilos dos productos agrcolas? Se
IW o systema protector, ditri-me qdal a raiao desle
procedimenlo ?
Se ho o systema de favorecer a imporlaclo de g-
neros alimeiMieios, aluda vos perganlarei : e o ves-
tairio ilamassigeraldapopulatao porqne o enca-
recis No alleadeis. que, se elevardes o preco por
meio de mposicao mais alia dos eneros necesarios
ao vestuario das clas.es menos abastadas, dahi re-
sultara que ver-se-ho as pessoas de qoe se compoem
***** 'la* ni precisaode diminuir a quola neees-
ria para o sustento, afim de faierem face alta dos
procos das fateodas indpensaveis para o seu Tes-
toarlo. NIo ailerfdeisghknhores, qne o vestuario In-
dispenMvel para o individuo equivale ana subsis-
tencia E lendes no pait as fabricas oecessarias
qa* produzam o vestuario dessas classes ? Cerlo que
Coaiiderai agora por outro lado. Vos rebaixais os
Hos .te rertos gneros alimenticios, este rebaixa-
aatnlo 90 pode ser proficuo nos casos extraordinarios
de esUnlidado ou de pequea colheita, porque em
eral a nossi agricaltun abastece exclusivamente os
esos mercados, milla he a imporlaclo dos princi-
pis, cereees que faiem o objecto Aq consumo da
nossa pupulacJo ; entretanto no meio lees ge.ieros cada dia vAo-se encirecendo mah ; pelo
seu ooorecimento o produelo do alario destinado
pira a minutennfio do IrabalharJsr ser naeessaria-
mente raaior ; sendo maior e elevando-se cu con-
servando-so em urna grande aira os direilos do Im-
portadlo do vestuario, qnal he o resultado 1 A pe-
nan, rail* de m>iM para empregar na compra do
Y,".iW.;.e d*h'* ^ aon',e M f,cna s- K,c- '"l'rpellado e)Sr. v
inores, o principio cirdeil nao he naomentar de Ilaboraliy pelo Sr. depotado Figueira de Mello.
IT-faViiV C,P-.?r.deaTeiB" wr "** r '?*o a esse tral.ilho, chamou-o de lumi
man fcil das necesidades da populaco. noso ?! v .
i d! ^' i* ,Mf V Pr,,!cir,ld "" lo de unposlos nao pode ler dijeito aos foroi de es- pira isso.
n mineini.... i. *. ; ^ Perr""-^^ O principio que deve dirigir o governe nao vem como he que o nobre ministro disse aqui o anno ras^
r*,'i0n/'e.! .' 1por,'U8, d!",,, m,1or rectl* ui0< "" *ra levado desse sed odio, dessn sua
oom o sscrilicio de todas as classes, o resultado ser prevenco...
I etludo oa materia. Sabe o nobre ministro qne
e acido esterico em massa he a propna massa de
que se forma a tela estearina?
O Sr. Prsidenfa do Contelho : Sim, senlior.
O Sr. Ferraz : Ora, admillido o principio pro-
'*"Jr "dnaiado pelo antecessorde S. Bxc, era pos-
sivel qne adtnitlisemos na tarifa que a massa este-
rica, avie km propria vela dependeudo penas da
forasa, fisaee imporuda eom direilw diminutos ? De
certo que nao.
Era lodo o trabalho da commissao, pode persua-
dir-!* o nobre mililitro, en nao live interes.se ilguin
senlo o de bem servir ao paiz. He irma das com-
i. i *"fc,rt3d iiKUiiia, neni os
companueiros a riveram ; unic;i recompensa que
Ifve foi urna amargara continua.
Nao live intefessa de proteger esta ou aquella in-
ri!, nUo ; a nobre ministro sabe que eu, no de--
ipenho dos meus deveres, nao sigo o sy sleroa de
.mSSmT"'"' "0 C0n""-<> "'"- era
...g#!**"*? :-B vO que isto he smenle para
aqaolles qne nao prerisam jusiilicnr-se
Ors, senhores, o nobre ministro procura sempre os
eu. naneis liar. .al..m .._ H .. '
presso
favoravel, pode receber os Ament de qualquer cousa
que possa fazer ? Nao he possivel.
sobre a tarifa, e por ah ivilie ludo miis. As ren-
das pagara direilos conforme o seu peso ; de sorle
que as rendas finas de Bruxellas e oulros pontos
apreciados pagara menos direilos do que as rendas
grossns, porquepsam mais que as rendas finas. Ora,
o prsjeclo da tarifa adoptan as qualidades inter-
medias.
O Sr. Vretidene o Conelho:Se o nobre depu
lado negn, eu mando buscar as dalas ao thesouro.
O Sr. Prndente:A He cao !
..... c...w>.tiD ..iino^v tic ndTd isen^ao ue uireilu
0r. Ferraz .Pols bem, as accOes ficam com les, s semenles, s machina de nova invencao on
quera as pratteas. qoe livessem por Din melhorir carlos ramos da nos-
U sr. Presidente do Coiutlho da ara loarte qae si agricultura. Pela nova lana as machinas de
naooovlmos. qoalquer qualidade, as semenles, os animaes psra o
D Sr. Ferraz:Senhores, ainda nesla parle o melhoramento das racas, ludo istu paga-direilos; o
nobre ministro nao tem razao. O pniz uno primeiro rezulamehlo de livres tica implicilamenle revogado
eslahelecesi a norma de rclalorios foi os Estados Uni- Esti inleiligenria he tanto mais legitima quanln
dos ; os minislrosdos Estados-Unidos guando levam traan,ta-sc do falo dos passaseiros nes.e mesmo nro-
osjeus relate-nos a presenta du congresso, fazem os jecto do tarifa ha urna ola qoe da' isencao de di-
ipanhar de lodosos relatorios parciaes de suas reitos; donde se conclue que o rogulamento de li-
riires. O Sr. visconde de Ilaborahv. auand vres inlpimmooi. ..kin r... .,,.j._______.,. ..
ropirlicoes
p~"v- w ar. T.scunue oe iiHuorany, quanuo vres inreiraraenle cabio, foi revi
rtlslro reuhia ao sea relalorio os dos seos subordi- dos os reguiameotos anteriores.
Ut at l-l lliltim miniclea .1 nacin .nl. Hj.nl>. __
nados ; e o nobre ministro dp imperio ainda nesll
sessao, o tambera na do anno passado
raesma maneira...
Sr. Vretidene do Contelho:A experiencia
Q..aV. Perra: :.V experiencia de quera ?
*'Wsr. P'residentedo Contelho :Do Sr. visconde
de Itakttrahy.
O Sr. Ferraz :Pois leve algora mo resallado a
publicarao desaes relatorios ?
O Sr. Presidente do Contelho Deiio isso a-
preciacao do nobre depulado.
O Sr. Ferraz :Osaffleus relatorios da ilfandega
foram sempre prsenles a S. Exe.; mas nanea foram
Impresaos.
O Sr. Vretidene o Contelho :Algumo fui.
O Sr. Ferraz :Jual foi elle?
O Sr. Vresidente do Contelho :O di tarifa.
O Sr. Ferraz :E no da tarifa hara alguma cou-
sa qae pudesse ofjender alguem ?
O Sr. Prndenle do Contelho : Sim, sanhor,
havia.
O Sr. Ffrat:~Or, eis aqni est como sao as
cousas!.. A commis-ao no relalorio da tarifa exami-
nou o systema existente, e nao devia deixar de levar
ao coniecimenlo do ministro todos os defeitos desse
systema ; fe-lo eom loda a verdade e iraparcia-
lidide.
O Sr. Presidente do Contelho:lito be o que eu
contesta, e he o que contesta o lal papel qae existe
no thesouro.
_0 Sr. Presidente:Pero no nobre ministra, qoe
nao inlerrompa o orador.
O Sr. Ferraz:Deice-o, que elle est nos seus
geraes. /luidas.
O Sr. Presidente:Mas a discauao nao pode con-
tinuar isssim.
O Sr. Ferraz:Mas, senhores, he materia hoje
conbecida do publico esse papel que corre impresso;
he mesmo ama miseria ; eu Ihe respond com 17 no-
las que tambem correm impressas e foram distribu-
idas nesla casa, e, a vista deltas, os homens irapar-
eises qoe decid.im.
O Sr. Presidente do Contelho : Todas as ques-
toes ahi ventiladas erara desnecessarias.
O .Sr. Ferraz:E eu declino do juizo do nobre
ministro como incompetente e como suspeilo.
O Sr. Presidente do Contelho:E eu tambem
declino do seu como incompelentisiimo a suipello-
sissimo. (Rito.)
O Sr. Ferraz:Como ha que o nobre ministro diz
que todas as qaesloes nelle ventiladas orim cVoeue-
eessarias e incompeicnles, sa nessa metala eadeira
aonde se acha S. Exc..'interpellado arSr. visaonde
'isapnd
Helli
t.mpr.tVr "" l0" *" r-dMM0 >er" ProVS"rCi,prV,ilnfe do racial -nd...l n ^ 'orta """* 0rd9m -* ** >-
iru.de ^tirabero, nhores, vjue era algan, odta! .'. Pr"'dt** "" Cww'--0".......Q- redexSe, do nobre depulado que acba de
imam por norta ar- ** nobre ministro desej. ler SSStOTk'SA qa0ea,Mt Cam,r8
^SSOaS d 10 I le lllvain rnmn lnn.cn r < I "A.. _
rMr ...nrt. ~L.r j "" ""*""- "' '"'"-* n noDre ministro so aesejl ter
lJSlf-8""",e,pdtodo'eceitas com os maiores pessoas que Ihe .ligan, como alguem o Taz : Fot
.,m.l?ii.P ta.qempa',e.eer' e enl!lu di,em ,0'unm ""'"""r<> digno de um prncipe europeo, i
uC^dHMv..,lt^0h','nem d,bK"Ud0 d Mas da minha par./de eerto que nunca achara o,
,- nll^ 1 !Ta*t.eWmlhecau,8,mi,iu,,dd- P0'q "So temos que invejar dos Europeos neste
roo, depenemo-la de modo que nao grlle. a Mas es- pon. '
? Prlu"P na P^f ,er dltaao pelo govereodo O 8r. Pretident do Contelho-.-O senhor vive
meu paz emquauto bouver entro nos systema re- eemigo. r -
presontalivo. elhante.
Jr. m.!,,0n f"ll!;,,0 nao ""'e' wanipanhar O Sr. Ferraz:-*) nobre ministro me permlllir
1 o nal, m. *? 0** ** p"in <, *." *"" 00e el" "Pl- porte, que eu live
Uriobre ministro fez-rae aecusacoes relativamente mu.lo poucas relaces com S. Exc. ; nuriea, nanea
ao que ea disse sobre a massa esterica ; mss o fox as procure!.
jXx.Pl (Xtiidn n.i m ilaxli C.tu ^.Lu _^t_;_a_. _
O Sr. Ferro: :Eu mesmo fui que Ihe dei a pa-
lavra.
Consultada a casa sobre o requerimenlo de encer-
ramento, he elle approvado.
contento:KJ senhor viveq Procede-se i votacBo dos arligos addilivos (Vide
- comigo, e parece-me que nunca Ihe IU exigencia se- Jornal de 31 de julho.)
melbanle. '
Matricula de etluiantet.
Entra em 3 discussao projocto n. 53 dosle nn-
no, ileclaraudo que os estallantes que, mies dse
publicarem os actuaes estatutos da escola de medici-
na, havlam se matriculado nos cursns pharmaceuli-
cos, esta habilitados para, no cao de approvaco le-
gal, malricular-se no 2. auno medicti.
O Sr, Paula Fonteca:En creio que o projecto
O Sr. Presidente do Contelho:Por sua culpa
(Risadat.)
O Sr. Ferraz:Procureifempre evita-las.
O Sr. Presidenta to Contelho : Tambera nao
arfa.)
t) Sr. Presidente:Alinelo I
O Sr. Ferraz: Nem ea tambem choro
felitmenie aamisade de muila gente....
O Sr. Pretident do Conselho:*. eu tambem.
O Sr. Ferroi:.. mas nao choro por ninguem.
OSr. Presidente do Consetho:Eu choro por a
guem. tnuadat.)
O Sr. Ferrmf.O nobre rainlslru al chora pe
. las
"i-
~------------- w yair., mj UTT3 UB9 UI1U-
rae^'dlcor,-06!1.^ J"'""!!.'*0 ""5Bn,a',<""ra' ,"' <""-v rjonre rain.siro ate chora
reeabem dos cofres da polica, mas era preciso qae ceblas do Egypto, quinto mais por alguem.
*H*eixa.9, de W hornera par. me sujeilar pena tadat. ) P B em.
1 ."TI ,l^mr,-, i rebi gra- O Sr. Pretident do Contelho :- Se ellas forem preparatorios
liftcacao algama, u-abalhei por man de dona anoos, b.las, Ulvei chore, (fitadai.) ~'
ir^emernPnV."1pOJ,!iTralg,uma,0U,a pfor- ,^ P^O'^Peco au uobre ministro que
que os elementos eslao collndos, o trabalho csli fel- nao Inlerrompa ao orador.
> reeorapensa alguma, nem os meas O Sr. Prndenle do Contelho: Eu choro por
muila cousa. /Usados.)
O Sr. Ferro;:Mas o Sr. presidente j pedio a
V. Exc. que se deixasse de apartes. (Risadas.)
O Sr. Prndente do Contelho:Mu faca avor
de dizer-me o que sao as laes ceblas do Egyplo
Os espelhos grandes cuslam mais nflo so na sua
prodnerao, como tem maior prejo no mercado; o
peso de nm espelho pequeo nao pude ser equipa-
rado ao peso de um grande espelho ; entretanto os
espelhos paiam direito pelo seu peso, ns qualidades
foram desprezadas; desprezaudo-se mesmo a pralica,
as rearas de toda, as tarifas que admitiera no pa-
gamento dosdireitos os espedios pela medida de su-
perficie, adoplou-se urna que leui sido desprezada
porloda a parte.
Como islo ha mil cousas que se podem offerecrr
a considerarlo da cmara e no esludo. As pessoas
entendidas no commercio de importacoodeclaram;
se o nobre ministro reun-las Ihe darao os esclareci-
mentus necessa,rio9.
He urna obra, senhores, feita de modo que pare-
ce destruir o passadn, a legislaran existente. O no-
bre ministro diz que essa legislaran vigora ; mas
lomos, por exemplo, um regulamenlo de laras, que
o nobre ministro aperfeicnou em abril do anno pas-
sado, admtlindo algumas ideas da commissao da ta-
rifa. Oro, a pauta acluaJaJixi a laxa para cada
mercadona, e sua lara correspondente ao sen en-
voltorio, sem que diga cousa alguma sobre a legis-
lacao existente.A legislacau existente eslabelece cer-
ta norma em consequencia da qu.l, conliecendo-se
que a tura fiza he ou contraria parle, ou contraria
ao fisco, manda proceder ao peso prnlieamente. Es-
sa disposieaa nao he autorisada por ili.posic.io algu-
ma preliminar, nem em .parte alguma; qal he o
resultado? lie o abuso ou o mal que se senlio por
muilo lemp i e que se leve de remediar.
Disse o nobre ministro que o regulamenlo dos li-
vres permaneca, mas esse regiilararnto foi lodo es-
traaado por essa nova tarifa. O regulamenlo de li-
vres dava isencao de direilos aos modelos para as-ar
vresinteiramenle cahio, foi revogado, e com elle lo-
Depois, senhores, todas as reformas de tarifa Ira-
r-----------ua m nos seus preliminares o apanliainenlu da leinV
larao nnlorior que tica em vigor ; desle modo lera o
felor ou fi'cal em urna tahua loda a legislaran que
diz respailo.aos seus deveres. Eu cilei ja* da vez
passada a tarifa da Blgica, a tarifa da Franca; ci-
larei ainda ao nobre ministro urna outra pratica, que
vem a ser a da Inglaterra. Todos os anuos publica-
se all um livro novo contcnd todas as disposicOes
relativas tarifa, i arrecadacao dos direilos, a sua
diminuirao, sua isencao ao abalimenlo devido s
faltas, quebras, etc. Na nova tarifa nao se menciona
nada, da a entender que ludo tica revogado.
Eu, Sr. presidente, sent muilo o que o nobre mi-
nistro scabou de dizer. que eu era suspeilissimo nes-
la materia. Se eu por exemplo nao disser algumas
palavras em favor oa contra urna materia destas,
creio que rallo ao meu dever...
O Sr. Presidente do Contelho :lia mais razao
por sua parle do que por mira; o senhor deu-me
por suspeilo.
OSr. Ferraz:Nao dei ao nobre ministro por
suspeilo senao a respeito da minha pesaos; nislo
sinto que o nobre ministro seja suspeilo, e mesmo
n3o tenba saudade nenhuma da minha falla de telo.
Quando o nobre ministro deixr essa eadeira que Im-
poe ohrigardes as vezes muilo contrarias aos sent-
mentas do coraras, essa eadeira a que o homem he
levado muilas vezes a fazer Iransacces, quando o
nobre ministro larga-la achar-me ha ainda aquella
mesmo homem que foi sempre sen muilo respela-
dor antes de ser ministro. O nobre mini.lro sabe
muilo bem que nunca Ihe fui pesado nem a ne-
nhum dos seus collegas ; felitmcnle, supposto
nao lenha uina posifo independvnle ni oci(T
tenhe por timbre nunca iucommodar os meus
gos quando no ministerio.
Sr. presidenta, a materia das tarifas he materia
frtil de considerarles; nao quero mais oceupar a
casa com esla discussao, reservo-me para em todo
lempo rasar ayninbas reftexoes. Entendo que nos
temos hoje iirtT necessidade, he de evitarmos urna
prorogacSo lona*, porque eremos qua nao podere-
mos deixar de ler actualmente prnrogaeao. Conlle-
vo, Sr. presidente, que a necessidade de evitar urna
prorngrarao cada dia vai-se tornando mais imperio-
sa ; lalvez (Dos nos livre de lal siluacao!) que nos
vejamos ohrigados a por toda a pressa cessacJo de
nossos trabadlos. Eu nao loraarei, pois, mais lem-
po i cmara, comqnanta a materia sej inleressante,
comquanto as nflexOes sobre a mileria possam ser-
vir de aviso adaakajelracao.
I.imto-me aqu, declarando por ultimo ao nobre
ministro qae qualquer que seja o seu juizo a mea
Tavor on contra mim, ea nao o aceito, declino delle;
quero o juizo das pessoas imparciaos, d o nobre mi-
nistro nao pode eslar a meu respeito nesla uual-
dade. *
PERNA1BIM
posices que so cham consignadas nos arligos addi-
livos e contra mitras, conforme a materia.
J.,H0JSPI,T^L PORTUGUltt PROVISORIO.
Acta da instatlntdo solemne do Hospital Portu-
guez Provisorio em Pernambuco, aot 16 dias
ao mez de setembro de 1855.
Ao meio dia do dia 10 de setembro de 1855, reu-
nidos no salJu da bibliolheca do Oahinete Porluguez
l! ",'" 6,JI* Sr-: bispo diocesano, I). Joao
da luribcajao Marques Perdlgao ; general Jos
guaci de Abren e l.ima ; Illms. e Rvms. conego
provisor do btspado, Francisco Jos lavares da
P.S, .P")?"0 da Hospicio de Nosaa Senhora da
i eiraa, ir. Caelano de Messna ; padre Joao Jos da
(.osia Hibeiro, padre Jos Antonio dos Sanios Les-
sa os iiim,. srs_ corurip| Mnnoel Muniz Tavares,
lenla-coronel Manoel Rolembergue de Almeida,
major Joaquim Rodrigues Goelhn Mil, commenda-
aor l.uiz l.omes Ferroira, Drs. Joao Jos Innocen-
co 1 oggi. Ignacio Firmo Xavier, Prxedes Gomes
ue Souza Piianga, Manoel Adriano da Silva Pontes,
Augusto Carneru Monteiro da Silva Sanios, e gran-
de numero de oulros illu.tres convidados, o subs-
criptores para o Hospital Porluguez Provisorio o
lllm. Sr. presidente da commissao pnrlugueza de
Benilicencia.edirector do hospital, r.Jose de Al-
meida Soares de l.ima Bastas tomando assenlo es-
querra do throno, em que se achavam collocadas as
elligies deS. M. I. o Sr. D. Pedro II, edeS. M.
F. o Sr. I). Pedro V, declarou aberta a sesgan, re-
citando inmediatamente um eruditsimo discurso
ipproprado i solemndade ; em seguida, oblendo a
palavra o Sr. Joao Carlos Coelho da Silva, e loman-
do assenlo a direlta do lllm. Sr. presidenta, di.v-
correu lambom sobre a ulilidsde de um lio piu ins-
tituto ; o lllm. Sr. presidenta convidou depois em
nomo da Commissao Porluguez* de Beneficencia u
s"n"jSr" "e"8r"1 lM* Ignacio de Abren e Lima,
ahm de que se diguase abrilhanlar ainda mais a
solemndade, expeudendo as suas ideas relativamen-
te ao motivo e carcter da reunan ; ao que o mes-
mo Exm. Sr. de bom grado se prestou, tomando
tambem assenlo direita do lllm. Sr. presidente, e
recitando urna brilhanlo oracao, qdeconclu pedn-
do ao Exm. e llvin. Sr. bispo diocesano w dignasse
em nome de Dos abancoar 18o nobre empeuho as
pessoas dos Srs.subscriptores, e membros da Commis-
sao Portugueza de Benelleencia, anearregados da ins-
talacao do hospital, ao que o mesmo Exm. e Rvm. Sr.
tambem bondosamenleannuio.subindnao estrado dos
Hluslres oradores, acornenandu os Srs. sabscriptores
a proseguirem ni encelada empreza, prometindo-
me! os auxilios do con, e ibencindo-os finalmen-
te em nome de Dos Padre, Filho e Espirito Santo ;
depois do que o mencionado Exm. Sr. general foi
beijar o anoel pastoral, seguindo-se-llie o lllm. Sr.
presidente, os membros da Commissao Portuguesa
de Beneficencia, e todos os dermis senhores pre-
sentes.
E pira constar, en Manoel Ferrein de Soun
Barbosa, secretario da Commissao Portugueza de
Beneficencia, fie a prsenle acta.
ORACAO'
recitada n ihttallarao solemne do Hospital Por-
luguez Provisorio em Pernambuco pelo Um.
Sr. pretident ta commissao portugueza de he-
uepmmeia, o Dr. Jos u" Almeida Soaret de Lima
SENUORES! "
.... Monumentum mre perenn\us,
RegaliiH titu pijramidutn altius;
Quod non imber edax, non aijuilo impotens
Pottil dtruere. aut innumerabilis
Annorum seriet, el fuga lemporum.
....Monumento mais duradouroque o brome.mais
elevado do que as pyrkipides construidas pelos res ;
era a chuva que ludo corroe, i furia dos ventas,
os anuos, o o lempo podero jamis dettrui-li).
or. od. ;.
Sangravam aluda as feridas, que no coracao nos
abrir a mao descarnada e fatdica de horrivel epi-
demia, quando surge cutre nos ara novo flagello
mais mortfero lalvez, mais lgubre e espantoso do
que esse, que poui-o lempo antes nos diasera in-
completa adeos. Soflremos muilo, senhores, vos o
sabis. Ajustica de Dos ferio-nos horrivelraenle.
As sepulturas atiilbarara-se de corpos regalado*;
centenares de familiai vestiram o crep da orphan-
dade e da viuvez ; o terror o a affiircao lavraram
impetuosamente uos peitasmaia corajosos; o tor-
lo*l|Bj Bpr do deslenlo tvadio o nlcacar das almas mais
ie'"| lajameiite resignadas. Foi um poca de angustias,
ni- senhores, foi um periodo de verdadeira oala.-nidado
edasolajiin Bem quizera ou poder agorapaasa-lu
WH silencio ; mas de for^a he que vo-hj recotaV,.
que est ahi urna licBo amarga, mas proveitns
amarga, porque nos reprodoz a tristeza dessas ace-
as ile desolacao, que ainda hoje lauta nos pnngera;
proveitosa, porque nos servir de salutar aviso para
futuras precaucoes.
Anda at essa poca, senhores, esla bella provin-
cia tao*aprasivel, e tao amena ; esta nrimosa pircel-
la do noto mundo tao liberalmenle enriquecida
das alas da nalureza ; esta planeta luminoso.
que com o fulgor de suasgracas ulfuscava os brilhos
de vnidosas irmaas. goza va os foros de fagueira salu-
bridade, pagando, ho verdade, .o lucubre trbulo a
senlenra do tierno, i desobediencia de nossos pri-
ineiros pas, ma tributo parto, natural, accorde
eom as misericordias ilo Ente Supremo. Eslava re-
servado ao funest giro solar do anno de I89 au-
nuviar o bello horonte sanitario, que 13o lisongeiro
nos snrrira oor espato de 3 secutas e moio. Todo a
Brasil hesorprehendido por ama epidemia falsl.e es-
la bella provincia cabe tambem fulminada peta raio
medonho da divina indignaran. O seu povo curva-
Sr. presidenta, hi de volar por algumas das .lis- medo.nn(,,,1a **2 '""gnocao. O seu povo curva-
..C0e, que so .chara consignadas no, Trlgosad i fj'i' '."jy! peS,,lenl ''e.1'0""1 ="" unr. i-resnente do Conelho: lambom nSo Sr. Paula Fonseca:Ra creio que o projecto
meideixou pelar (risadas); nao tenho chorado. (Ri- que se discuto nao sl bem redigirio. Dispensa elle
todas.) o examo dos preparatorios nue lalh.m napa -
o came dos preparatorios que fall,m para a matri-
cala do anno medico. Ora, islo he da lei de 3 de
prezo oulubro de 1832. O esludanle nao se podo matricular
no -2." anno du curso medico quando seja approva-
do no l.o pliar mace utico sem que se aprsenle mu-
nido da rert.iao legal de ler felto e'xame e sido ap-
|. provado nos preparatorios que Ihe fallara. Eu ma
etplico. Pela auliga legislacao podia-se matricular
um esludanle no curso pharmaceulico leudo taita
smente os exajH de francez, aiilhmelica e geo-
metra, roas Bo curso medico exiga-se oulros
preparatarios,^sTaTo lalira, philosophia, ele. Se o
estudante nao poda fazer lodos esles exames, islo
he, de latin, philosophia e ontros, e quera aprovei-
tar o lempo, matrcnlava-se po primeiro auno phar-
mareutico, para o que Ihe baslava fazer exame de
matliemalica, geometra e francei. Esludava assim
o primeiro anuo medico, que he o mesmo que o phar-
maceulico, parque nao ha dislincrao de cadeiras e
"""""y ""' nlEU' oeveres, nao sigo o svslema de ae inzer-n
i, dearranjar os seos prenles e os seus {Ritndat.)
O Sr. Ferraz:V. Exc. pode reunir a sua raes-
Sr. Presidente do Contelho :Naoaei que ou- ? e l'"gantar-llie o que sao. .Risadas %
tros procedam assim a" '"- ----
OSr. Ferraz
ras, islo he, de botnica e physiea, e durante as f
ras tazia os oulros exames de lalira, philosophia
. .Nao live Aduslria -alguma era
Jone especiilraenle interessid. Havia i.i com-
aa um merabro que muitsj se fnleressava pela fa-
m* m.".'** *,l-e*Pur5 mniu' es conversei
rom o illustre cularjo qae exercia o cargo qae S.
exc. tioe oceupa. e nunca tai edverso 'proteccao
oesia labnca, assim como ontrasqueeiisliim.
lomei por baso, e o demonstre! no meuvelatoro,
o preco dos 'valores da massa estearina naquella
epoca.
O Sr. Pretident do Contelho :Islo he o qae ea
neio. v
O Sr. Ferraz:Como nega, se os vitares lem aug-
mentado ?
O Sr. Presidente do Contelho :Falta das com-
pras nessa poca.
,.lllr'Frra: :-Como podero o nobre minislro
"..^ r millislr. respeito do Individuo
qneeslu faltando, nao recebia lodos osdiis noticias
desfavoraveis ? Naosellludio ?
i ii.": fl: pre,ldei,,e- '"ho urna gloria, e he ler su-
bido ao lugar que oceupopelo meus proprios esfor-
rSuto^rr'' Tm I* minha Provincia, e nao
precisa.sena um dezar para mim que para elevar-me
precsame di pnjleccao de certa genle e"J,d" "
Z^ H"Jd"!te d0 Con"l* to pirece que
nao estn em qnestao.
m? ^:/TT'w ~Por cone8oio'e. para elevar-me
nao preciso rebanar a outra qualquer pessoa
r~::ru''""e d0 ConJ./A0:-Os outros'senl.o-
resporiem dlzer o mesmo, c eu tambem.
O Sr. Ferraz:O nobre ministro sabe ao que rae
retiro, e por isso desse.
mIZS/ir,")?""e d0 Cfiitto:-Nao me do, mas
digo qne islo be um espeque.
0 Sr. Ferraz :He verdade, msmo porque eu
creio que i poltica do nobre minislro he um, per-
tro (Rtsadas.) '
OSr. PreHdenle do Contelho :Nao he feliz a
lembrauca ; nao Ihe gabo o espirito.
OSr. Ferraz :O exclusivismo do espirito ser
do nobre ministro emqnanto elle esliver no poder ;
logo que elle esliver debati, ha de deiiar de ler es-
pirito, ha de ler semsahora.
O nobre ministro trouie tambera o Irecho de um
relatarlo meo, de que vou oceupar-me, porque he
in"lena ,aslB ; eu e3o me deneg de oceupar-me
delll, tanto raaisquamln tnaUw noticia de que se pre-
para a diseussao para a impreim. Eu nao respon-
der] a anonymoi ; quera quizer discutir scientilica-
menle cumlgo, assigue-K...
O nobre asinislro, como cu dizia. Irona esse Ire-
cho, mas com infelicidad.! parque o qae he que eu
dizta? Pedia eu o augmento de embircacoea? M* de
certa, lu.i
Sr. Presidente do Contelho :Logo, se hoa-
vaoWWi mais algomas, pedera prevenlr-se mais.
OSr. Ferraz:Estn inganado, e anda que o no-
Dre manir* tivesae urna esqodrilhi dos temos Un-
_; o*-*" sana u ^ud onu. iiuouau'.'
O Sr. Pretident do Contelho:Talve* ella nao
possa decifrar o enigma.
O Sr. Ferraz (dirigindo-se ao Sr. presidente):
Esta vendo ?!
OSr. PrttideMe:Xilencfio !
O Pretident do Contelho:TUei mesmo o
nobre depulado o nao saiba decifrar.
OSr. Ferraz:Ea nada sei.
O Sr. Presidiare do Contelho:De ceblas do
Egyplo lalvez nao saiba.
i v Ferrai (PNaena pansa): Sr. presiden-
le, v. Exc. acaba deouvir a maneira porque o no-
bre minislro procede quando avalla o Irabalho de
qualquer seu adversario ; ra-lo sempre com tanta
prevencao e parcialidade, qoe relmenle parece ter
por Om rebanar o producto da intelligencia alheia,
U Sr. Presidente do Contelho : Isso agora he
urna destarra muilo mal cabida.
OSr. Pretident: Altenrao !
OSr. Ferraz:Ouandoo nobre minislro acabar
ea conlinnarei. {Riladas.)
O Sr. Presidente do Contelho:J acabei. I Ri-
taaas )
9. Scr- F.e,rra~-Ji'' nSo fa mi ? (Ruadas.
O Sr. Vretidene do Contelho:Uto. seulior,
O Sr. Ferraz:Em cousequenca disto be queja
outro da alguus Srs. depulados comecarara a dizer
que nos nos naraoravaraos. (Ritadat.)
O Sr. Preiidme do Contelho d um aparte que
nao novimos.
O Sr. Ferraz:E entretanto o nobre ministro al-
caosa sempre o seu lira, que he perturbar-me e des-
viar-me do meu proposito.
O Sr. Vretidene do Conselho:Kk> o desvio do
seu proposito, perqu o senlior esta na mesma ma-
tara.
O Sr. Ferraz:Continu, Sr. ministro. (Ritadat.)
OSr. Presidenta:Allencflo !
O Sr. Ferraz:Desle modo o discurso que sabir
no Jornal he lodo do nobre minislro. (Risadas,)
Sao as posices falsas que nos obrigam a diseus-
soes destas. O nobre ministro, porem, me permit-
iin anda dlzer-lhe que qualquer qoe seja o seu
conceito a respeito desse Irabalho, S. Eic. lo pode
ser competente. Eu nao quero, nem posso fazer
i um discurso as refleioes que poderla fazer sobre
todo o projecto que se ncha dependente da ippro-
va.ao do conselho rfe estado. Mas como o nobre
m.n.siro me convido desejra qae me declarasse of-
iiicialmenle a maneira porqoe quer....
OSr. Vresidenle do Cmuelhn:Oflicialmenle nao,
omciosamenle.
a... f"""01;,A/amara vio que o presidente
d commissao nao foi oovido : o que quer o nobre
ministro f para que fui convidado particularmente?
agora mesmo elle rae convida, mas para qu* ? para
escrever pela imprensa? pois um pobre homem que
nin lem concedo nenhum, que nao serve para colisa
alguma, sobre quem se lauca sempre ama idea des-
Mas vou drrer doas cuosas ao nobre miotilro
ele., e passava a matricular-se no segundo anno do Vll' ,ennor"-" cie"ci? sublilezadesens ra
curso medico. ciucmios ; concedei-lhe de barato a ostenlacao de
t;.._____ ,, -- _. seus recursos exploradores ; a raaior ou menor hel-
d, lo eslud?n.e Cr?;",?r,t'0 COm,"Ie leM de 6uas ,h>' rela,ivs 0"8'" ^eaeii!
do anno medir! ind. 'tlu, "0,seu"- V">W* <" epidemias. Al epidvimias passam desdi
ao auno medico, independente dos exames do* pre- a mais remol- "' -*
paratano9 que Ihe fallara ; exge-se somente o eia- primilivo pa
me dos preparalorios qua faltan para a matricula segredo lie a
do lerceiro auno medico, dode se segu que o pro
no firn do anno fazia exames da, respectivas mato- '"^eam por conviccao e por inslincto em tuja, as
rias, isto he, de botnica e physiea, e durante [- Sffi" e *J3f5 an,icsiu l~, Deo*> "U"***-
o pranlo da desolacao as.orna em torrentes aos oaos
de seus filhos ; o genio da deslruicao transformado
em eiecutor inexoravel das iras de Dos fere todo
qnantuencontra ; cada pegada representa centena-
les de victimas tambadas ao venenoso bafejo ; cada
golpe vibrado no phrenesi da indignaban ceifa rente-
nares do vidas, levanta monlOes de cadveres!
Oh que lie bem horroroso, senhores, o quadro de
urna epidemia devastando um povo, porem mais hor-
roroso he aluda brindo carainho por entr as luci-
rs de irmans ou amigos. Pan aquelles existe ape-
nas a candado evanglica imposta pur Dos ; para
esles alera da cariJade exista tambem a predileccao
imposta pela nalureza. .
Mss aflnal ta ja renaseeado a asperaoea em nos-
sos coraouei attrihulados ; o ar, que a raorle nos
Irouxen,pareca menos mortfero; a tempesta 1e,que
por tanto lempo bramira sobre ohorisonledesta bella
provincia parecia desvanecer-se arredada ao sopro
benfico da divina commiserscao, e eai sea lugar
parecia ler surgido a aurora pregoeira de mulhures
dias.... Mas quao deprasu, senhores, cabem at es-
peranraa humanas desfolbndaa ao aceno imperioso
dn vnnlade de Dos Assim aronleceu. A ira de
Dos pesava aluda sobre as nossas cabecas ; eslava
escripia no livro da Providencia, que haviamos de
beber ata a ultima' gota o fel da desventura ; essa
estrella fatal, que lautas males nos Irouxera, era
apenas o satlite; precursor de novas desgracas ; e
mal decorrem sois anuos depois desse periodo de
amargores, que o braco da Omnipotencia se ergue
de novo para esmagar-nos com o peso da soa cole-
ra! Um aovo flagello se levanta la para as bandas
do saplenlriao do imperio ; la cahem de novo as
mes.es populares horrivelraenle desbastadas peto
anjo iitarinioidor; irmaas a amigos eugole-os a
campa depois de horriveis transes da mais dolurosa
agona 1 Oh 1 Qaem poder, senhores, amercear-
se de nos? Quem peder quebrar o impelo, {mo-
derar a carreira a lautas calamidades ?
Ha duas entidades moraes, senhores, que es povos
invoeam por conviccao e por inslincto em todas as
Crisus (la VIAlanl. .li^..i > ___ flan. .. "-
de': a religiHo e a caridade.
Dexai, senhores, sciencia a sublileza de seus ra-
telel Tmais r/vor ^.! ^ ..7 V qUe r0' ,em "l0 "0J0 ulelosamenle guardado a human
ara i oiecra^^internre.aiivnrt a **' M '** W*\> "" '" Por**a lado pouco poden, con
urn projecto interpretativo da lei. ira ellas humanos esforcos, est ahi o lestemunho se
fc-n (tasejava oovir a qualquer dos honrados mem- uro das paginas sanias, est ahi o* deporaento irre-
-os lia rnmmi.,1,1 Aa i. a uUlu i___ frinunl ...... l-l,____________l_ ,)-.(..J .____,.
-----------j...-...... ifuNiifuc. um uuiiiiiiiui, mem-
bros da commissao de inslruccao publica, desojara
saber qual foi o sentido em que foi redigido o parecer
pira poder dar-lhe o meu voto.
O Sr. Araujo Jorge:Eston persuaddio que a im-
pugnacao que acaba de fazer o honrado membro ao
projecto qae se discute, fundase na supposirao de
que a mente da commissao he dispensar ms esludan-
tes que tenham tidoa matricula e ublido afinal a ap-
provaco do primeiro anno pharmaceulico, leudo
feilo somente o exame dos preparatorios, que sao,
conso acaba de dizer o honrado membro, apenas o
francez e geometra ; he dispensar etses rsludanles,
digo, dos oulros preparalorios eligidos pela lei de 3
de oulubro de 1832 para rrequenlar o segundo annu
medico ; he porm islo um engao em que est o
honrado membro.
A resulucao que se discute nao altera a le-
gislacao anterior quinto passagem do pri-
meiro anuo do eurso pharmaceulico para o se-
gundo pharmaceulico ou medico; a le de 1832,
ou a iiilelligencia que pralicamenle se Ihe da-
va quanlo a este ponto, continuar do mesmo
modo a prevalecer ; porqoanto, a resolucao dzendo
qua para a matrcula do lerceiro anno lie necessario
o exame de lodos os preparatorios exigidos nos rele-
ndot estatutos, lem em atlencao os estatutos novia-
simo?, e so paia o lerceiro anuo, peta razao deja se-
ren matriculados no primeiro ao lempo em que fo-
ram estes postas em eiecucao, os estudaotos a que
a mesma resolnca diz respeito, e nao oulros quaes-
querque por ventura lenh.-im feilo ou hajam de fa-
zer sua entrada para qualquer do seus cursos poste-
riormente i esse tempu ; e nao cura por isso de al-
terar para com aquelles estallantes, e smenlu para
elle, o que se fazia.
O nobre depulado adeudando para a redaecao da
resolucao, vera que ella se refere aos estatuios novis-
siraos para o lerceiro anno, e nao tem em vista favor
algum, que implique dispensa do que se exiga para
paesar do primeiro anno pharmaceulico para o se-
gundo medico ; portanto creio que a commissao de
instarese publica pode contar com o voto do nobre
depilado, que impugnando a resolucau iem duvidj
pur causa desle engao, nao se recusara a dar-lbe
seo valioso apoio.
denle declara encerrad* a ili-eu-sin do arojeeta
manda proceder a chamada, e levanla-se a
I ', hora da tarde.
-O-------------------v,. -... ...... ... -[........... |.DVOIU .ICSI.C
a m,!,.r"no'11 anlguidade, dos lempos mesmo do
ijyoe, como acodes do eo. O seo:
-o-edu de Dos, e Dos infelizmente o
lera alo hoja cautelosamente guardado n humanas
in-
fragavel das ledras sagradas, alteslandu o muilo que
pode a penitencia, e a oraclo, para abafar-lhes o
impelo, e entorpecer-Ibes i marcha. He o Senhor
mesmo, quem no-lo dizSi peslllentlain misero, el
populus meut deprcalas me fueril el pamUcntiam
egeril a tiit tuit petsiinii, ego propltius ero, el sa-
nabo lerram corum.Paralipomenon, liv. 2., cap.
7.. vv. 13, e II)Se ea mandar a pesto, e o meu
povo me dirigir preces, e flzer penitencia do9 seus
peccados, eu Ihe serei propicio e tarare! sua tern.
Sublime prova, senhores, da somma bomlade de
um Dos infinitamente misericordioso, que antes de
piinir-nae, e prestes a descarregar o golpe, de inte-
rnan nos ensina a desarmar-lhe o braco !
E depois, senhores, he a religiao, t a r digiao
quem fazendo-nos remontar s considerarles de urna
vld.1 futura, quem fazendo-nos compenetrar bem
dos inslinctns infinitamente benficos de um Dos
de piedade nos pode inspirar em Tace de tanta des-
dita a necessaria resignarlo para nao cahirmos nos
horrores da desesperado. Imaginai, senhores, urna
epidemia lavrando arrojada no meio de um povo
no seio de ama familia ; hoje o pai.amanhaa o (litio'
agora o esposo, logo a esposa ; os aposentos deser-
tas, oa oceupados por cadveres exhalando o cheiro
infecto da podridao, que os desfaz ; a cada canto
um gemido, a corla passn um grifo de alllcao : jun-
lai-lhe agora os horrores da mileria e do desampa-
ro, e taris de cerlo om espectculo bem lu-ubre
para a oste humsm.tade, superior s toras phvsi-
cas, e que s a religiao pode fozer encarar cora cal-
ma c serenidade.
Mas gracas. senhores, luz do Evangelho, gracas
aos insidelos humanitarios dos povos, um outro ele-
mentade consolara c do confort costuma sempre
as crises d esla oadera associar-se ao cilicio dos po-
2 iI,0.pe'fome ** oracOes, que huminidade H-
tributada dirige .. Divindade. He acaridtde-tt-
sim I be chama o clir.stlan.smo ; he apIMdntropia
-assim Ihe chuma o secuto; mas sem fazer qies-
tao de nome., he o concurso de lodos os demonios
soctaes em tavor das classes menos abastadas; he a
convergencia de todos os nimos em favor da indi-
gencia, em auxilio do infortunio.
Sabis, senhores, como procede e romo lavra o
nagello epidmico no Kioffii popularfles ? Insidioso
mtJrism
_ -------.-----,----... ( -,----- -------^----.r.|niio<(os ; lliSIO.USU
Nao havemlo numero pira se'vular, o Sr oresi- IV- ." "" '""" Pr"n*?"unlftacOes1 apenas
me dectara encerradaP a discnsso do .rotacta. *SfiS:?T.V" ?,*>'S*o *
--- -----a-- "- -.,..- n ui'iiui
- caracterstica ; despe depois o maulo do disforc, e
sessao a #i.lo impetuoso em sua obra de destiuicSo ; mas he
a porta da miseria, eda penuria, que elle bate pri-
melrirhetua ; e asaociado euiao a esles dous ele-
mentos de proslracao e deslenlo, he d'ahi que par-
lem depois as suas mais violentas e perigosas irra-
diacOes. lie;. ciridide, que perlence derribar para
assim dizer o nsylo pestilencia; he a caridade, que
perlcnre anda adorar pelo meos os ltimos ins-
tantes as victimas infolizes. que a Providencia, in-
comprehensivel era seus designios tenha por ventura
marcado para tributo da sua indignacao. O pouco,
que pode a telenda, senhores, he nada se Ihe fal-
tam os soccorros humanitarios: e nao rer.eio dlze-
lo, ns crlset d'esla ofdem a inelhor uboa de salva-
jao nao a da a arle, nao a presta a sciencia ; presla-a
a caridade, otTerece-a a dedicaclo dos povos.
Comprehendeis agora, senhores, o pensamentd,
que presidio a undacao desle instituto, a cuja inau-
gurscao solemne hoje vos convocamos. Vimos fuci-
lar o relmpago, arreceamo-nos da apprmimacJIo
da proceda, e unimos pela fundaran de um asvlo,
onde podessera acoitar-se os nossos irraaos desvali-
dos. Na foi debalde, senhoros, (com qaanto prazer
o digo !) que appellamos para o vosso palriolismo ;
nao foi de balde qae invocamos a vossa caridade.
Esse asyloha lantotempo reclamado pelo bom seuso,
decoro, pbilaniropia e peta sentmenlo da nossa pro-
pria dignidnde, ergue-se hoje sob os mais felizes
auspicios, a inaugura nos fastos da nossa historia hu-
manitaria jnnia um padra de gloria paca os brios
porluguezes. Esta trra, que fagueira nos acolhe,
mereca, que por mais lempo a nao sobrecarregas-
semoscomo ampiro da indigencia portugueza ; e
assim mesmo generosa nunca se quiixou. Mas afi-
nal eis a falla reparada ; o no.so crdito rehabilita-
do aos odios desle povo raagnanimo. Era de forra
que no momento em que a paternal solicitado de
amigo governo reuma todos os seus esforcos para pre-
venir as oecessidades dos povos, em caso de iuvasa
do flagello, que n ameaca, a familia portugueza so'
associasse a tao bello empenho, mas nao com mes-
quinhex e tibieza que fon ella impropria da matni-
lude da empreza. O. grandes sacrificios, senhores,
sao para as grandes crises. Urna esraola acauhadi
partida do seio da opulencia e ministrada na obscu-
ridade nao nos bastara, nem no rehabilitara aos
odios delta povo, que nos observa, e qua he o pri-
meiro a dar-nos o exemplo da mais pliilanlropica e
generosa dedicaclo. Era forroso que se erguesse
una monumento, o qual atteslaste I todot, que sabe-
mos sacrificar-mis s santas inspiracoes di caridade
rhristaa ; que alta gamos n'alma 09 principios religio-
sos, que cada um de mis deve ler recetado de seus
maiores. Esse monumento ei-lo, senhores, inaugu-
rad na presente solemndade, he o Hospital Porlu-
guez de Beneficencia em Pernambuco, por agora de-
sobrigado de urna permanencia, qae podio ser pelo
futuro compromettida, e pela forca das circuns-
tancias, mas que a nao se edypsar a estrella, que
por agora o batoja, lograra bem de pressa os foros de
tonga e indispensavelestabilidade.
He Iwje, senhores, un dos dias mais memoraves
para a nacioualidade portugueza ; o dia, em que um
roonarcha, joven, mas rico di esperances, deve sen-
tar-se no tliruuu de seus antepagados. O descenden-
te illustre da casa da Kraganca, o herdeiro das alo-
nas do AITousui, Sanchos, Duarles a Pedros, o Sr.
D. Pedro I', lera lilvez a esta hur empuuhado j
teeplro real,que Ihe entrega os de-tiuos de urna na-
ci, rica de hroes.. He a estrella da gloria por tan-
to lempo asombrada pela falalidade, que resurge
lalvez de novo para o nosso velho e decrepita Por-
tugal. Porluguezes, curvai Ihe a fronte, rendoi h-
meuagem so vosso re, e ultartai-lhc o votso instituto
de caridade em raimo de alleclusa veneradlo, qoe
vale ella muilo mais d que valera cnticos de ale-
gra e hymiios de saudacau. Esses canucos, esses
hymnos partidos de Ierra lie longinqua, quaudo l
ebegassem mal poderiam exprimir o echo da vo dedioaca, porque a distancia e o espaco amorlecer-
Jbe-hiiin a-forca, cmprimir-lhe-hiam a expressa.
fcxislem, porm, deraonslrifdes de afiecla de carc-
ter ta sublime, grandioso e magnnimo, que o mes-
mo lempo asrespeila, a distancia as acata- e o espa-
co as acolhe em seu seio inmenso pin Iransmilli-
las per taitas s raais remutas resides. Sao, senho-
res, as demonstra cues desla ordem. Sao os vol? de
um povo, que tange da palria anees cantale peta
prosperidada da palria ; sa os Irauspottet dessi
mesmo povo, que nao pude ver tem eraocao o bello
horisonte, qae se desenrnla brilhanle para a soa na-1
cionaiidade na pessoa de um munarcha, qae lano
Ihe proraelte ; mas esses votos Srs., esses transportas
nao aeran pregoados pela voz das lubas, pelo estam-
pido dos canhOes, pdo eslrondo das armas, pelo re-
clamo de lyricos festina ; misfioarao encarnados era
cada urna das pedras do edificio, que vai servir de
asylo i indigencia, em cada um detses ledos, que
va adorar os transes da. iirticcao a desvalida gente ;
em cada um desses iufdizes raneados miseria e
ao abandono, i faltar-Ibes hospitaleiro e obsequioso
amparo. Que a patria muilo erabora sai'nle Uo bel-
lo dia ao tora de feslivaes hymnos, qoe ao joven e il-
lustre munarcha se levantara arcos Iriumphaules
adornados de bellas inscripcoes ; que o pavimento
se Ihe recame de mimosas ores. Esses hymnos ca-
lar-sc-ha no dia seguiule, essas nscripcaias que-
brar-se-ha apt a feslvidado ; estas llures murcha-
rao ; mas o nosso monumento durar ; a nossa ins-
crpea ser respelada pelo lempo ; e as nos.as llo-
res peraonificadas as oracoes dos desvalidos aanpa-
rados sombra do nosso instituto, nlli aliinHtUn a
caheca do re dos Porluajaezes as henalos de Dos, e
sobre nos a gratidarj sincera da indigencia.
A vos, iltaslret e obsequiosos hospedes, aqui vos
consignamos um voto de agradecimenlo pela honda-
de, com que vos dignasles annnir io oosio convite.
Pertence-vns o manir esplendor desla brilhanle rou-
niao ; ho vosso o nossa reconhecmenlo.
Elle vos perlence tambera a vos, illutlret colle-
gas de profito, verdadeiros ornamentos da medi-
cina e cirurgia brasileira. He aqui o lugar mais
proprio para agradecerlos em nome dos Porlugue-
zes desvalidos os valfosos servidos, que Ins promel-
teis, o voiso desinteresse, e a vossa dedicarlo.
Agora a vri., senhores membros da Commissao
Portugueza de Beneficencia, a vos cultores mem-
bros das comini.s.oe.s encwregadai das tubteriprdes,
a v9 senhores Porluguezes, todos, uro. voto de agra-
decimenlo tambem pelo modo como vos djgnastes
coneorref para a realisaca do nosso po instituto. O
vosso empenho he nobre e sublime, mas nao vos es-
quejis de que he tambera grandioso e gigantesco.
O genio dj mal, que disforzado ou despejado lem
por nica missilo sibre a Ierra trastornar, perrerter,
e perturbar o andamento regular das raais antas ins-
Ituir,aes,ha de tambem procurar eslorvar-vos. Sabei
porm, que assim como o bom diamanto se condece
prova da lima, os homens de genio se revelara lam-
ben) ao altado dosconlratempos. A discordia |he o
tmulo das eraprezas colectivas ; a emularlo he um
iuimigo traicoe.ro, que as fere solapado. Nunca
em pocas roais prximos o povo porluguez se reu-.
nio em Pernambuco para urna empreza tao nobre e
lo honrosa ; nunca, como d'ora a vanle deve o povo
porluguez despir-se de mesquinhos prejuizos adver-
sos ao progresso e engrandecimenlo de nosso institu-
to. Gloria, se gloria existe no curaprimenlo de um
dever; he tirabem vossa. A gloria do moviminlo
de um grande peso portrnce tanto ao braco, que o
dirige, como alavanca, que Ihe empresta a neces-
saria forra. Avante pois, e nao esmurecds. A
obra he de Deus, Dos vos coadjuvar.
DiaW.
DISCURSO.
reeilado na installnrfio setemne do Hospital Porlu-
guez provisorio em Pernambuco, pelo tenhor
Joo Carlot Coelho da Silta.
Senhoret! Coasenli que urna voz fraca se erga
neste recinto, no meio de um concurso tao numero-
so e respeitavel, para tmidamente eipor e ponderar
aquillo. que do pedo aos labios assoma ; consent
que me seja licita eiprimir-vos o que sinto ao apre-
senlar-mo entre vos, para assistir coravosco a um ac-
to de tanta magnilude, qual o da iistaltac.to de ors
eslahelecimenlu de caridade.
Ha muilo. senhores, que nos coraron verdadeira-
moule caritativos e patriticos se alverga o bello sen-
limcnlo, se nulre o nobre desejo de concorrer para
que nesla cidade se funde um instituto, que sirva le
asylo aquelles dos Porluguezes que o mao fado, a
desventura, as successivas adversidades despenhas-
sem no ahysmo do desvaliraento e da miseria ; mas
este seuiiilenlo, mas e-te desejo nem se procarava
investigar definir, era tao pouco revelar-so e cu-
rar de realisar-se.
A timidez de uns, a pataca influencia ou moral ou
material de oulros, e de lodos o receto de que ao
mani[estar-se esta pensamenlo nao enconlrasse echo
bastante que icorucoasse a sua rcalisarao. relrabi-
ram-se ao silencio, aguardando que alguem. arros-
(ando taitas os obstaculos que se Ihe antalliassem e
encarando impvido todas asdecepciJe* e desares que
Ihe sobreviessem, explana.se e roleasse este campo,
e nelle planlasse esta arvore, convicto firmemente de
qoe a Providencia ibencoaria sais fodigas coroando
seos anhelos,
Um hornera, senhores, cajos elevados sentimentos,
generosas aspiracoca, pUrai inlencdes, esclarecida in-
telligencia, aineindade de coracao, decidido carcter,
anta nos se apresentou, e investid da aoloridsde
que uos de tao boa vontade Ihe c .nforimos neste nos-
so gabinete de leilura, aproveita-se do~ensejo, e lau-
cando mao do iim expedienta, que bem fecundo tem
sido om animadures resultados, e auxiliad com os
bons servijos de bellas alias qua espontanoamenle
se Ihe reuniram, vai de porta em^orla mendigar o
bolo da caridade e retinar o amor do prximo, em
nome dos infolizes e desgranados Porluguezes que
fossem assailadot do terrivel visitante asitico, que
tem ceifado lanos de nossos irmlus n.is Ierras deste
imperio. Este homem, senhores, nao he mistar que
vos diga seu nome, nem os daquelles que a elle se
uniram para apregoar urna causa lio santa, de qae
a humanidade e a religiao tanta exultara ; pois elles
ahi se achara sempre, abdicando todas as exigencias
de stias occupani>s e interesses, envidando todos
seus esforcos e vallraento, afadlgando-se pela conse-
cuc3o do eslabelecimento de um hospicio, de cuja
necessidade seria superfino tazer-vos refiextles.
Impelrando-se, por conseguinte, com tanto afllnco
para um tao salutar e louvavel lim, reperculio-se
este prega as fibras dos curardes de lodos os Por-
luguezes residentes neslJ cidade, os quies lodos, se-
gundo suas cirriimstancias e posices, c nrorrer.im
com tal ferlilididc de donativos, que lilamente ex-
redeu a especliliva e esperanzas que so linliain for-
mado ; e boje, senhores, aqui nos vemos leunidos
para assislirmos a acto da .nslallac.lo do hospital
purtuguez, por emquanto provisorio, mas que em
breve se lomar permanente, e para o que sa ne-
cessariss mais graves cogitares, para nao se decidir
um assuinplu apoiado era clculos aerios. que se des-
fariam per,inte asevera realidade; e deraais as es-
molas imploradas foram para um hospicio provisorio;
mas eslou mais que convencido que, ha vendo recor-
to e rend.mentas sufticienles, que abonera a sua
conservaba para o futuro, elle se far effoctivo, ao
que eremos ninguem m oppora', ytsto dlr-se ora
raais vasto e proficuo deslino a nm objecto, qae em
todot os lempos he urgente, urgentsimo.
Tambem, senhores, se escollieu o da de hoje para
a ioaoguracao do Hospital Porluguez em Pernambu-
co, pira servir de coiqnieraoraco de urna poca,
que tantas grandezas promelte a' nossa forra osa pa-
tria : he a da exaltara ao throno de Portugal, do
esclarecido e Ilustrado re o Sr. i). Pedro V.
.Na he, senhores, eom vaos e cphetnrros festejos
q io se imraortalisam is grandes accOes, os folios as-
signalados. e os uccssos dignos de eommemoracao;
mas sim com monumentos impereciveis, com obras
uleis. com insliliiicfles cu i tosas, porque leen) o en-
canto e a forca de se irreiaifertl profuiidameiile nos
corac.oet de todos, e de lodos eternamente se grava-
rem na memoria. Quem hoje lalvez sa lembrra
dos pasmosas tacanhat de1 Vasco .la Cama, de Alfon-
so de Alboquerque, de Duarte Pacheco, le Joao de
Castro e de tantos oulros, se nao tara o parlr.o, que
nem as tempestades nem as idades derribaram, eri-
gido por aquel le braco ds armas feilo, mente s mu-
sas dada; doda-quea historia desses iuddos vares
se ache disseminada por mudos c,criptas, os quaes
por pouco ou nada lulos ninguem a saberia Por-
tanto casemos a funda.;,! de urn monumento tao pi
e de tao sublime missao cora a ra que vai abrir no-
vas eiargis estradas a desenvolvimento, grandeza e
brilhautsmo da nossa raudo amada patria.
Hendamos tambem, neslas plagas remotas, mis sub-
ditos tidelissimos, umi borne:.agem sincera de res-
poilo, imor e devocao a essu esperancoso soberano,
que nos faz conceber as mais firmes e lisongeiras es-
peranas, a vista dos constantes e repetidos elogios
qoe rectbeu durante sua eicursil pelos dilTersiiles
estados da Europa, como que ja aulecpando-uos o
gozo de um reinado foliz e grandioso ;.sim, rendi-
mos Ihanas e respeilosas homeuagens a esse qae to-
ma posse do glorioso solio lusitano, e cinge a sua ca-
beja com aquelle brilhanle diadema, que eclipsou
com seu resplandor todas as glorias que os estrunhos
de ti proclamavitm ; aquella luminosa aureda que
br.lhou das froules de D. Alfonso Henriques, de D.
Diuiz, de D. Joao I, de D. Manool, de D. Jugo IV,
de D.Jos, de D. Pedro IV, e finalmente na de sua
virtuosa e desidiosa mili n Senhora D. Marii II; cu-
jos reinodos levaram a fooia dos Porluguezes e a ida
Irotiorulidade a todas as regies do mando. O se-
nhor D. Pedro V, que nesle da suppomoa subir ao
throno da famosa tjisilania, herdaudo tantos eiem-
plos grandiosos e brilhautea, e possnin lo urna illus-
Iracao oapaz de formar e realisar as mais altas coo-
cepcoes, ha de raustrar-se digno bordeiru de tantas
grandezas, e hombrear ou ainda exceder os seus an-
tepagados.
Hoora e glorie, pois, ao nosso pj-obo e benvolo
compatriota que nos proporciono uccasiao para tan-
to nos d.stioguirmos, na s en caridade e amor pa-
ra com os nossos irraaos, que aspiraram a mesma
suave e fagueira brisa na sua infancia, como em ve-
aeracao pin com o nosso soberano ; um voto lam
bem de reconhecmenlo i lodos os nossos .patricios
em geni, e em particular aquellos que lano leera
taita era promover e conseguir os raeios, para poder-
mos alleatar ao mundo inleiro, -iiue aioda mesmo
longe dos patrios lares, nao olvidados Honhuits da-
quelles edificantes e doces diclames de invoita eom
os purissimos preceilos da religiao chrkrta. era que
nos nutrimos uo regaco das do^uras de nossas mujto
queridas e saadusas familias
Ao terminar aqui, seubore, rogo-vos me Jescul-
peis o ter tanta abusado di vossa atlencao ; porem
nao_podando reler os irapulsas de raeu coracao, Vira
aqu exhala-tos em trrenles de reconhecimento e
gnlidao por ludo quanlo acabo de ver praticar-se
pelos nossos raudo bous e raudo eslimaveis compa-
triotas.-Jo) Carlot Coelho da Silta.
Discurso pronunciado na intlallacilo do hospita I
porluguez provisorio pelo Sxm.'Sr. general J.
I. de Abreu Lima.
Senhoret.
qae prende o individuo ,i familia, a_familia ao ce-
lado, o estado ae genero humano. Mas esta taco
nao he urna cideia de forro, nem urna corda de c-
nhamo, nem aro enrpo estriaba, mu um viuculu
moral, que te fortifica pala amor do prximo, pela
benevolencia eommum entre aquelles qoe profot-
am a lei de Chrsto, porque Elle c>nmow rmaot a
lodo os homens em dislinccSo. Bate lico mvtle-
rioso, como disse, deve prender i todot o hocacu
desde a mais baixa posicBo. al a roais devadi es-
porque o chr.silanis.no charaaa indialiaeto-
pliera
Homo sum, kumani nihil
^^ a me alienum puto.
(.orno ttrasilflfe a minha presenra aqui be devi-
da nicamente brandado da commissao portugue-
za de beneficencia, que me honrou com o tea con-
vite ; mas u,lo toa nem potso ter etlranho ao lim
sagrado desla reuniao, em'que se trata Je urna obra
pia e digna dos solrragios i di dedteacao de (odos os
coraces bem formados. O projecto d'e um hospital,
quando somos araeacados por una calamidades, qae
ja lem aftligido a duas importantes pruvincias deste
vasta imperio, he tao grato e tao lisongeiro para
mim, que ero toda a minha vida tenho protestado
os principios da solidariedade da grande fornida hu-
mana, que eu me sinto commovid >. e qnasi que ei-
lasiado a vista dn seu prodigioso desenvolvimenlo.
A candado, senhores, nao lie s, no presente se-
cuta, urna virtud* christa, mas tambem urna ne-
cessidade social, lie a presen$a de Deus em todos os
aclos da vida humana. He mistar nao ter homem,
he mistar haver quebrad todos os viaju; los, que,
prenuem a creatarn ao Creador para -Cgar esses o vosso merecimenlo as preservem daeatami-
".1'.'!' iqUl n,aouPrei'' gravou ns coracao dado de que eslao ameacadas ; abenr.oai a mira, pav
ra que a minha voz ache echo no coracao de todot
. -.-------.-...-... bnajaos iiiui.iiuti,.
mente ao mesmo banqueta celestial loda a nc hu-
i.i ?i?S Pri"ciP'M < d "ma verdade ineonles-
iftta, I"6 "s,mBmuro* rta *'! eoramunbao p e" re aauellL n"m de """ "eCT4'd'"l abesolata
u, A qu" V1V<"" e,n E"'1 eslriaho,
longe da ierra que os vio nalcer. K,i0 qu d,
raesma familia, to Porluguezes hospede, na nos-
sa ierra ; e para que honre. a uo.sa huspilalidade
compre que semosirera digno, delta pela, sua, vir-
tudes, pela sua delicadeza, pela uniao enl.e ti. oor
este mutuo respailo, que sa deven eonaagrar para
qoe seeslenda tanos. Quanlo mais unidos BaC
nevlos e prudente forera os Porluguezes no Bra-
sil, lano mais respeiladoa sera.
Bem vindos na uoua ierra, unidos aiaiisfeat aa
trota nt por vnculos lociaes, porque miVtos tiu
pait de patricios uussos, e.poso de nostas palrictaa.
porque tallara a nossa lingoa. porqae profostam e
mesmo culto, porquey.leiii os meamos coslumet o
os Porluguezes os nicos eslraugeiros, que mt\t ta%
contacto vivem corauosco ; e pur isso participamos
de seos mates e de toas venturas, di seus vicios e
de suas virtudes, de seus defeilos e de sitas vaata-
gena ; mas estas' raesmis retacos uiiimas fozem
cora que ee lornem hospedes incommodos, lote qae
fallan, a todas essas rearas de benevolencia, de car-
dialidade, e de melindre eulre si, e por consequen-
cia entre elles e nos.
Permilli pois. senhores, e permilti-o pela roinba
idade) que vos falle com a autoridad! de una tan
experiencia, .16 homem que viveujengot aauosj
paizes eslrangeiros, a vos em grande parte i
fogoso, e nexperientes, cheios de nohres .teiiln
tos, mas tambem de paixoes violentas, camamia
as forcaa d'alma nesse jogo mesquinhafleiodios hue-
ns; permilli que vossuppliquc em Borne de Dos,
que lacai, o sacrificio do vosso ataor Broprio
vosso orgulho ntie lulo, de tudoaajflm qUant m
sa empecer obra meritoria, Ojifcoraecatto, a que
desteja considero vonc^^flfo vosso mutuo accor-
>to. A vos. mrjro.'geiTerosns, honra pela voatte,-
pontanea dedieaVTo, gloria-pela vossa abnegacas.
evanglica, pdo vosso cavtlheirismo, pelo vosso
l.usiasmo patritico. Que a pia imlilaicio de
hospital para os Porluguezes desvalldoi nao laaJn
um so voto contra, nem ache um s obstculo
na marcha, nem urna dilticuldade que nao aria
venetdi, nem um mita que pareca mplacavri na
um mal entendido orgulho.
A vos, Sr. director, lainhem' leabo deasMaV *
palavra, visto que assim o exilalas, fea vos a
dacii em nome do meu paiz toda a vosaa generan
dedicado, lodo o vosso desvelo, todo o vosaa i
por um estahelecime-to, que honra a nossa efsj
cdo, o satisfaz as necessidadet de urna poputaeM
pie crescente, e ainda falta de recursos para esa.
grandes trises, que ns vetes sorprehendem al asna-
coes mudo mais adianladas do que aos. Interpreta
lid de um peusaraento, concebido ha annospor va-
rios Porluguezes residentes nesla cidade, foslet o pri-
meiro que ousou reduzi-lo a acto, e hoje he elle
quasi um tacto consummado. Hoira pds a vos
Sr. director, mas a vos cercado e coadjuvada neb
direccao do (abinele Portuguez de Leilura, pelaa
commitsoes qae azeuciaram os fundos precisos pan
este tao ulil estabelecimento, pelo, que concrrtrlnl
com as suas generosas ofiertas, por lodos os Porlu-
guezes sera excepcao, porque me apraz nao excep-
tuar a nenhum, pois suppontio que nao haveria al-
gaem tao vil e abjeclu qoe preferiise ser nesle cato
o tabeo do nome portoguez e a escoria 'do genero
humano.
Agora algumas palavrai ao Sr. bispo diocesano.
Sois o pastar da grei pernambucana, e i ella perten-
ec ns Porluguezes aqni residentes, porque tambis)
sao ratholico como nos; a vos, senhor, pedim
a vossa iulerce'sao nesle momento solemiiepira qne '
a obra do homem se torne igualmente a obra da
Dos, ea misericordia divina se eslenda sobre ladea
quanlo, lem coratorrido p ira a fundacao de um es-
tsnetacimeiii ta0 importante romo o d que on as
oceupamos. Sabis, senlior, que os hospilaes de ca-
ridade, desconhecido, em todas as civilisacOea qua
nos preoederam, sao a gloria do christianhfno;
abencoai pois a obra do homem pira que ella sa tor-
ne digna da bonda.de de Dos, e seja aceita, ala
como o producto do orgulho humano, mas como a
oltrenda d mais puro culto mageslade divina ;
abencoai a lodos quautos concorreram para este ina-
numenlo de civilisa^a clirisiaa ; abencoai, senhar,
a todas as vossas ovelhas, pin que as vossas vit
do genero Ilumino ; e aquelle que te sepira desses
vnculos, que se isola uo mein da lium if '^J.i-
vra e eiecula por si mesmo a senlenra d.
demnar.l eterna, porque as leis d
lavis e elernn, a nao iiaeaasil.ini de oolra saucrgo
penal. v
. Mo (emo, senhores, que o funesto exemplo dado
na Babia e no Para, de pais que abandonanra mu-
Iher e hlhos, cheios de terror peto contagio do mal,
e de filhos e mullieres qae abanlonerara esposo e
pas, chegue at nos, ou seja seguido em Pernam-
buco ; nao, senhores, mo temo s;melhanl* o tris-
te exemplo, que demonstra cora-des pusilnimes,
taitas de resignarlo e de f na divina Providencia,
i at de grande atrazo do civiliajoato christa ; nflo
o temo, porque somos os lieriiet da glurii e do
herosmo dos nossos maiore, pVque soiuoschris-
laos de anliga tempera, porque anda gvra era nus-
sas veas o tanguo dos bravos, que alTrotaram com
tmmarcescivel gloria lodos os. perigos inherentes a
um povo conhecido por suas heroicas proesas : so-
mos ainda os Pernamhucanos do secuto XVII. Mas
r.ao basta a resignarlo nicamente, porque seria o
mesmo que acreditar em uraa fotalidade inexbora-
vel ; cumpre qua focamos por m crecer a bondade
divina por actas de caridade, por clos de benefi-
cencia, por esforjos magnnimos, que concillen) a
liberdide com a graca, os tacrificios e esforros hu-
manos com a misericordia divina.
Jess Chrsto comecou a sua missao chamando a
todos os homens seus Irmaos, e aquelles que ado-
ram a Cruz nao podem. sera rehogar o svmbolo da
suato, desprender-se dessa fralernid ale providen-
-I. qne toada a fazer dwg.nero humano urna s e
quantos roe ooVero, e possa
is obras, e poderosa al
ique tam^uaspdaaaw d
ar-* eftica paM
ealciir i glora
-"Flaco, espetan-
es na mUeW^naslivitiit,' e caridae para eom (o-
lm o, ara, seuielbaates. Dai-not '
cao. e nrai po*at, senhor
Disse. a ^
rjis votsi beti-
REPARTIQAO DA POLICA.
Parle do dia 19 de setembro.
lllm. Exm. Sr.Levo ao coniecimenlo de ,
Exc. que das diferentes participacoes hoje recebidn
nesta repartir,, consta lereni ido presos :
Pela subdelegacia da Ireguezia do Recife, Fran-
cisco de Paula Pinto, por olTensas physi-is. .
Pela subdelegacia da freguezia de Sanio Antonio,
Joa d Silva de Jess, por suspeita de roubo.
E pela subdelegacia da freguezia deS. Jos. Laiz
de Franca Naves e o porltiguoz Antonio Seralim das
Sanios, ambos por briga.
Era otlicio de 16 do crrante commuuicou roe a
delegado do termo do Po-tVAlho, que no du inte-
rior, leudo saludo da foin em direccao n soa casa
crioule Mantel l.ourenco, fdra atsassiado rom ai
liro ni lugar da Vanea da Puntaba do raesrau leraat
por Jos Joaquim de Sanl-Anna, que puca, hora
depois rdra pres e se acba recolliido cadeia da-
qaelle termo, e contra elle est sendo- instaurado a
competente sumraario.
Por nfflcio de l> desle mez paclieipoo-me o dd-
galo sapplenle do termo de Olinda, qoe no dia 13,
na povoac.a de Beboribe. tora encontrado eoforcade
^."'rm.'"'^!'" T'10' M '""'""" ""'"" em oa larangeifa, no sitio de sea" proprio senhor,
do .tata no l? Mn,I"e .'"re "1"" "" ,U1" "'" pr" J"d"' *="" de J*"nlh0 AlTinsi B JolsVWd
sao nada por singne mais precioso, pelo do hornera--------------'-
Dos aapirzdo sobre a Ierra para reini-!os. Tempo
vira, senhores, em que rolo loto, os vnculos das
naciomlidades, o homem seja cidadao do mundo ;
tal he a minha crence, tal he a minha f sellada
pelo estado de meio secuto, pela meditar.! profun-
da sobre os deslinos humanos, pela esperauca de
um futuro aswgurado pela revetarao e jieta cons-
ciencia de loda a harnanidade.
Agora mesmo, senhoret, eu contemplo essa Pro-
videncia divina, qne rege o comolexo dos deslinos
llmanos ; eu a vejo pairar na abbeda-xteleale, e
'Ungir teut fin, este mando, qae se agifa'cvga-
menle sem comprebender os mystrrins da sua voea-
cao e destino. Nao desanimis, senhores avante
Cora a vossa obra meritoria, porque Dos, que ludo
vee ludo pesa ni batanea da sui iulinila ju.lica,
deporn tobre a concha, que encerr o vosto carido-
90 pensamenlo, todo o peso da sua iufliiiU bonda-
de. Avante, meus senhores, no vosso sacrificio ; e
anda quando elle se tornaste urna expiacao dotoro-
sa, iceilai-a era nome de Jess Cliristo, ponamor
de tuas chigas preciosas, por amor do seu sangue
derramado, em nome finalmente da redempcio do
genero humano. Aquello qae recusar semelhante
sacnllcio allrahira sobre si a execr.icacylos homens,
porque parece renegar o exempl o a palavra do fi-
lho de Dos, expiando sobre a cruz a nossa primei-
ra culpa.
(I homem na verdade parece om ser incorapre-
hensivel ; cercado de mil contrariedades elle as il-
Irbue io seu destn, e jalga-se vezes victima
de ama fatalidade ineshoravel ; mas altenta, se-
nhores, pan viis mes,us, meltei a mao tas vossas
con.ciencias, interrogar vossa memoria, a diiei :
quintas vezes nao fustas vos inesmus o architerlo de
vos-os desgastos, o artfice de vossas contrariedades ?
qitaalas vezes nao terieis evitado dissahores e pre-
juizis por iima prudencia icisada, por urna toleran-
cia ronvenienle, por urna benevolencia bem calcu-
lada ; em lira por um rasgo de deferencia, qae vos
havurii costado menos qoe os impelos da vossa cole-
ra, ou os extravos da vossa razio desvairada ?
Permilli, senhores, que rcproduia aquiura pensa-
menlo ja publicado, e que explica perfeilamente o
que pretendo dizer-vos. O homem nasceu social, oor
que o homem na he somente um individoo.mas um
ser collectivo ho um genero, e porqoe sasociedade
podn diMenvolver suas foculdades inldlectuae,, e
dar be a consctencia do dever e do direito, sem a
qual o hornero, au poderia comprebender os altri-
1L0,.!. ,,."Wn a,rcla!i>e' que existem entre
Deo-.eiuiicreat.irat, entre o homem e seus seme-
inames. ntevado por essas Jeas a toda a disnida-
de do seu ter. o hornera leve conai.ca no seu dea-
lino, e desde enlao trabadla para regenerar-se e
alcaajar a perfectibilid.de, de qne fr. dotado no
acio da creacao. Mas para scr perfeito (notai bem)
Ue raister que elle seapproxime, o mais que Ihe for
posivel, do modelo de perfeicao, que Ihe legou o
mus perfeito c o mais justo de lodo, os horneas,
porque era ao mesmo lempo homem e Dos. a
I te poi,, senhores, no cdigo sagrado do Evange-
lho, onde devenios beber as inspiraroes de loda a
sabedoria humana, porque nelle ideareis remedio
para todas as molestias da alma, pirqne nelle acha-
ris conforto para todos os transes da vida. Nesse
modelo de narfoicto, nesse-moddo de paciencia,
de buegacaepde amor do prximo, acharis mais
que nm remedio, mais que um conforto, tenis a
propria vida, nao s do curpo cuino da alma, nao
este mundu. como no nutro, odo nos espera a
foltaidade eterna. O que seria o homem solado,
desTilo, anhelante por um porvir deaconhecido,
desconfiado de ti mesmo e de seus se.urdanles, em
ol com a nalureza, com todos os seres que o cer-
can., submerso no lodac.il de suas paixts, ator-
mentado por seas victos, tem conscieucia di tua
foria, porque desconhece i digutoado do seu ter '.'
O homem, se assim existo alguni. em vez do ser o
re da creacao, sera o ente mais aujeclo e mus des-
granado de todo o mundo.
Quando disae, qae o homem nasceu social, he
porque todos o seus initiuclos eslo tora de si, es-
tan ni soeiedade. He na sociedade que exista a fur-
ia, he na communhao que existe o laro raysterioso.
que procedendo-sc a complente veslaria, se rae.
nhecera ter sido a raorle proveniente deslicidto.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria'da pulida de
Pernambuco 19 de setembro de 1853.lllm. a Eira,
Sr. conselheiro Jos Benl da Cunha e Figuelrada,
presidente da provincia.O chefe de polica, Luis
Carlos de Paiva Teixeira.
CORRESPONDENCIA.
Srs. redactores.Todo o uso pega e o lempo ha
de uso. E assim como para eleices de senadora,
depulados, etc., etc., he uso, he bom tara, cada que!.
presentar seus candidatos ; asura, lauda-se de pro-
ceder a eleicio para a mesa vindoara da veneravel
ordem lerceira de San Frinciico,inclusive o seu mi-
nistro, vou como om defensor dos interesses e pro-
gresso dcs*Xma*ma ordem, lembrar trea rmoi pa-
ra o cargo (Urminisira, que lien) de seren pur
as qualidadespesso.es dignos de Irftas as Conside-
Ses e respeito, e anlus pin qualquer carao derna
ordem, ahi mesmo ja teem occopa lo alguns, sendo o
de vice-ininislro por dous desses. Sao o, Srs. Mi-
guel afclicio da- Silva. Manuel Florencio Alves de
Moraes e Jt-rrejudo padre Joi Ldle Pilla Orli-
gueira, cidadaosbastantiireconhecidose deuropres-
limo subido, que muilo encarara quando na raes-
ma necuparam os lugatesUVma ditas.
Apresenlando os retcridSt candidatos, enum
lira tenho, Srs. ndaclores, sena>eomo j diste, con-
correr para o progresso da ordem, desojando qae oc-
cupem 13 alto lugar pessoas como at indicadas, qua
possam flzer continuar o seu progresso ; e.nito Irnu-
toriiar qualquer plano ou caballa que porvenlari es-
telara Iracadas a respeito ; mo : aiim conioaoiige
de mira o ir ferir com esla minha lembrauca
l.ndre desses senhores, contemptamlo-os na nova
cleitao, faco-o s ppr amor a ordem, e por oonbecer
quedos bons alicorees dependem a Urraizie segu-
rro?a de qualqtier casa.
He urna parbola rastaira, mas lie de quera pro-
paga a verdade sem atlender a floreios. Por tanto,
se esta minha fraca lembramca.. Illli s de ora sin-
cero e puro desej i da prusperda-l da veneravel or-
den lerceira de San Francisco, for lio feliz que ma-
rera er accolhida dos senhores. voUraei^-Trsferida
elei^ao, asss obrigara a qneK pela mesma or-
dem se desveda.
Cm a publicoslo desti, Sr. redictoret, rauilu
Ihet agradecer
Vm lerceiro. i
Recito 19 de setembro de 1855.
EDADES.
on^
caavmi
Os Montn
O Neto- York-Herald puulicatttaia cariosa esla-
listici ila acliiil organisacao do estado dot MormawM,
desses visionarios da America do norte, que aapa-
randn-se do mundo civrlisado, foram roiisliiuir uraa
nova sociedade bateada nos principio, da (.teocracia,
para alcm das monlanlis Kocbnsas, as marg, ns do
grande lago Salgado. Os funecionariot detla sin-
gular repblica, sa os teguin.es : ._^
Tros primeirus presidentes ; o primeiM que lem
mais de 70 mulheres, he ao mesmo lempo propheta
e revelador da congregarlo. Depois dos pre,denles
seguem-,e 7 apostlos. -J.0S6 membros do contelho
ilns 70, 715 grandes tacerduies, 99i anriant. 514 sa-
cerdotes, 171 monitores e 227 diconos. Cada ubm
destas calhegorias de sacerdotes funcrinnarios, |.
um presidente. Alera dis-o ha tambem um preni-
dente palriarcha, um presidente da columna alike'
de lian, e um historiador d estado.
Acham so actualmente dissemiitadoa por lada I
Ierra 311 nissioiiarios Mormons, particularmente
nos paize9 da norte da Europa ; (66 noy, ,i,u
foram admitlidns na couferencia di abril e em br
ve partirao. 1'inalmeoja nos tais meza-' derorridot"
de selembro a marco bouve no estado 9aw,.....------
los, 268 bitos, 47S luiptUmo, 86 ex^mnnlxo^
ANTIGUALHAS.
Nu cutas escripias, por Jos da Canhs Brochir-
-V




DIARIO DE PERMMBUCO QUINTA FEIRA 20 BE SETEMBRO DE 1165
(que era procurador di cim faxeodi da raiuha, im
1708, reinado de Josa VI." se conde de Viao
"'. em Lo adres, aehan-ee curiosos detilhee sobre os
costuraeeaja o"9 portegaeza, os qaiei damos em
extracto, noo seguem:
A njesa de el-re cobre-ee (res vezes, sendo ol-
limo servir lodo de masas ; moda de servico alli-
mamanta adoptado.
Bl-ral cerne e espera apilo lempo que Ihe
dem ( capera bstanle que a mea se cobro, e ialomiis pe-
taca soaja eje desallencio, porque oa criados deS.
M. ouviran dbter que emquaotose esptirs oa mesa,
aio a flct vslho.
A este lempo, tu anle-camara da raioha, frade
revereadoi o clrigos sitados, ao som de harmnicas
iaslruaeut, cantan alegre moteles, que nada te
parecem cora ocaate-cliao.
Nacerla andam grandes dispustas sobre a nova
conitiluieii e usos: uns qaertm que aa damas se
deixam Tet, e venham conversar com elleeuas aq-
te-camars, jogueni e bailem sem disliacclo de ida-
5 outros pregan! retiro, silencio e recalo,
detestando com poltico analhem, o commercio re-
ciaroco de daroai a eavalheiree, aioda que seje em
mesma Diana. O cande de Ericeira,
cbeCe do amo partido, funda suas opinioM em ve-
Ihas ehronicas do tfino ; o segundo partida tem por
a VImtoee, que rgumenla com o
decoro.
nr causa de tima Hallo de humor que
las, e que Ihe fatem algirma incha-
ebaiio di barba, leve sentenca de
os os votodo senado da medicina
Ada deroco que este principe tem
la f, rMolteu que se defensse a cura
lio. Diaem que tero muito que ver,
ateta, como pelo extraordinario dos
qae haver rauitos blasphemos,
egados, falsarios e outras figuras deste
a vista se tem feito grendea palan-
njanetlas a Brande preco. O libla-
eo, com ama grande vnramla para
das damas, que promettem nao per
ii de ladea aquellas procesaos, a de se re-
aa agua da nave, era quanlo se des-
fogo aquel I es desgranados fiios de
Ad*.
ca lia, a em presenta da corle, pregou um
Fr. Caelano, que teve para is.o aviso,
iTdanava ato fallar pouco, e som tocar em
"remo ; erle o fea como presador evan-
>rego mnilo, a bem, fallando com eneraia
idourando as reprebensoee com a ne-
ertto e cora a coherencia da doutrina.
faino te Iratava do iliabo mudo, oV-
entra os ministros, qae calavam ao seu
I que Ihe deviam dlaer, raostroo este
fenvoea derrota da Holoferues, causada
pelo silencio de seas ministros.
armu perecea mui bem, e desarmou a
(ato-da quem a no quera ouvir ; mas estas
i So escusada na aeasa corle, onde nao
squedarma, nem ministro que emmu-
le o diabo nao ho modo, mas sim muito
rallador, a
ido, qae assim dascrevin a carta, foi depois desembargados con-
Iheiro a enviado diplomtico era varias corles es-
lUnaandosenipresua* cartas no mes-
I alada teremos occasiao de dar ao
(Meses leiloret oaia algone trechos.
{Peridico Y Poftres no Porto.,'
das Cha-
COMMERCIO.
Kendimei' lo do dia t
dem do da 19 .
RECIPE 19 DE SETEMBRO AS 3
HORAS DATARDE.
Colacbes oftlciaes.
fes60 d|v. 27 3|i d. a dinlieiro.
ALFANDEI.A.
18 .
244:6229729
5:!67t2
*
249:79031jt
Bal
uarrJW hoje 'JO ie settmbro.
tuezaAmandainerdadorias.
P^lBlILAOO GKRAI-.
da 1 a 18 8:6443.~>9
19....... 3858.193
9:02997.->l
t'IVERSAS PROVINCIAS.
Rendimeifo de dia 1 a 18
a dia 19 .......
5409807
RJ960
549J767
Exportacao .
le brasileiro sCamoes, de 31 I one-
oo seguinle : I tti volumes cenenx
ponaes, 1 ralo fumo, i varoes de
\ ferro.
1A DE RENDAS INTERNAS (iE-
RAES DE PKRNAMBUCO.
Itemlimintoido dia 1 a 18 13:1K3j7
19.......1:06O>557
N. 14. Irmaodade das Almas do Re-
eife...........
N. 16. Eiequlal Franco de S
N. 18. Francisco Anlooio J
gas...........
N. 20. Herdeiros de Josepha Francis-
ca Rosa..........
N. 23. Francisco Antonio daa Cha-
gas ...........
N. 84. Irmandade das Almas do beir-
ro de Santo Antonio......
N. 26. Maaoal Antonia Monteiro da
Andrade..........
N. 28. Antonio Jos Goncalves da A-
aevedo..........
N. 30. Viuva de Miguel Jos Ri-
beiro...........
N. 32. Ordem terceira de S. Fran-
cisco...........
N. 34. Paulina da Conceico. .
N. 36. Antonio Hypolito Verbosa. .
N. 38. Viuva de Domingos Jos Bar-
bosa ...........
X 40. Joao Moreira Marques .
N. 42. Manoel Jos da Silva Braga .
N. 44. Jos Leonardo......
N. 46. Jos da Fonseca e Silva .
N. 48. Joao da Silva Moreira .
N. 50. Dr. Aleieudre Bernardino dos
Reis e Silva........
N. 52. Tiburcio Valeriano Baplisla .
N. si. Mara Joaquina de Macedo
Mello...........
N. 56. Francisca Thmnazia'da Concel-
' r8o C.nnha. ..,..*...
N. 58. Patrimonio dos orphaos. .
N. 60. Mara Joaquina Machado Ca-
valcanli.........,
N. 62. Jos Joaquim de Novaos. .
N. 64. Bernardo Anlooio de Miranda.
N. 1. Aleaodre Jos da Silva. .
N. i. Mara Candida Viauna a ou-
tros ... i .......
Maria Adelaide da Lemos
Mara Leopoldina de Lemos .
N. S. Antonio Ferreira Pinlo .
N. 7. Joao da Silva Moreira. .
N. 9. Antonio Domingaes d'Almeida
Paco...........
N. 11. Jos de Barros Pimentel .
N. 13. Pililos de Jos Ramos de Oli-
veira..........
N. 15. Ordem terceira de S. Fran-
cisco .....v .... .
N. 17. dem, dem...... .
N. 19. Irmandada do Sanliasiuio Sa-
cramento de Santo Antonio .
N. 21. Joao Piulo de Queiroi. .
N. 23. Auna l.uixa da Fonseca. .
N. 25. Jos Goncalvet Ferreira e Sil-
va............
N. 27. Ilenriqiieia Enmenia da Con-
ceicSo....... ...
N. 29. Jos Uoncalves Ferreira e Sil-
va............
N. 31. Antonio da Silva tiusmao .
N. 33. Herdeiros de Jos Lopes d'Al-
buquerque.........
N. 35. Jos Antonio d.i Silva Quei-
roz...........
N. 37. Loureoco Jos de Moraes Car-
vallo............
N-39. Ordem terceira de S. Fran-
cisca............
N. 41. dem, idem.......
N. 43. Herdeiros de Joaquim Jos de
Farias...........
N. 45. Viuva de Joaquim Luiz de
Mello Carioca........
N. 47. Luduero (ioncalves da Silva .
N. 49. Joao Moreira Marques .
N. 51. Paulo Caelano de Albuquer-
que............
R. 53. Damiao (ioncalves Rodrigues
Franca..........
Joaquim dos Reis domes. .
N. 55. Thomaz Aqu no Fonseca .
N. 17. Herdeiros de Antonio Francis-
co Branco .......
N. 59. Manoel Figueiroa de Ferie. .
N. 61. Clara"Mara do Espirito Santo.
N. 3. Herdeiros de Francisca Mar-
garida dos Prazeres......
N. 65. Manoel Joaquim da Silva Fi-
gueiredo..........
N. 67. Maria Antonia da Cruz Bran-
co........' .
N. 69. Maria lioocalves Ferreira a
Silva...........
N. 71. Joaquim Jos da Costa Fnjozes.
N. 73. Filhos de Manoel Jos de Bas-
tos a Mello e outro......
-V 75. Tliomaz de Carvalho Soares
traadlo..........
14:2149232
Aja^RADO PROVINCIAL.
Kendimetito do dia 1
dem de dia 19 .
18
12:39:18245
1:1409267
13:o33512
189000
iftsaoo
252f
169200
1|200
189000
419400
549000
259200
529500
258200
2(9600
899100
599100
520200
118100
88200
849000
469800
509400
508400
519000
6O9OOO
759000
458000
609000
309000
22500
118250
119250
528500
529500
439150
1268000
10l400
688000
289800
259200
IHfOOO
259200
309000
O90O0
28/801)
188000
149400
259200
489000.
219600
259200
559200
IOSSO0O
95o"00
288800
288800
108800
108800
18/000
55b200
978800
258200
369000
36#000
368000
189OOO
68*400
72/000
549000
PUBLICAgA'O LITTERARIA.
Acha-se venda o compendio da Theoria a Prati
ca do Procesto Civil feito palo Dr. Francisco de Pan
Baplisla. Esla obra, alora de urna iotroduccBe
sobre as acc6ea e eicepfes em geral, trata do pro-
cetso civel comparado com o commercial, eonlm
a theoria sobre a applicac,o da caba julgada. eou-
Irat dootnnas luminosas : vende-te nicamente
na loja de Manoel Joa Leite, na ra do Qaei-
mado n. 10, a ojeada eiemplarrubricado pelo
autor.
Continua a vender-se a obra de di-
reitoo Advogado dos Orphaos, com um
apndice importante, contendo a lei das
feriase aleadas dos tribunaes de justica, e
o novo Regiment de custas, para uso dos
juizes. escrivaes, empregados de justica, e
aquelles que frequentam os estudos dedi-
reito, pelo preco de 5#000 cada ejem-
plar; na loja do Sr. padre Ignacio, ra
da Cadeia n. 56 : loja de encadernacao e
livtos, na do Goilegio n. S; pateo do
Collegio, livraria classica n. 2,ena praca
da Independencia n. 6 e 8.
DE
& ISABEL
Sociedade Dramtica Emprezaria.
Recita concedida pelo E\m. Sr.
presidente da provincia a
beneficio de
LEONOR.ORSAT MENDES.
Sabbado 22 de Miembro.
Uepois de eneculada a grande orcheslra a sym-
phonia Nabucodonosor.dar principioao espectculo
a nova e muito ensracada comedia em 3 actos mis-
teriosa e phantaslica representada em Paris uo Ihea-
tro do Palais Royal, e nos thealros do Rio de Janei-
ro 0 Bahia sempre com muilos applausos, intitulada
0 PASSARO AZUL,
na qual a beneficiada desempenha 4 difTerenles
papis.
Perionagen*.
ArlhurPasaro Aznl. .
Bario de Wolfrog velho de
50 aunos......
Jon.CampouczJoven. .
BECKER
RA NOVA N. 60,
(em a satisfago de annunciar aos fashionablet, sec-
tarios do bom goslo e perfelrSo, que lio seu-estabe-
leeimento se enconlra nSo s as fazendas ueeessarias
chegadas ltimamente de Paris para o sorliraeulo
completo de um elegante ; como tem igualmente "o
fellcidade de noticiar aos seds Tregales e amigo,
que a freola de se5 eilabelecimenlo se acha hoja
ura artista versado em lodos os segredos da profissRo
e interprete fiel do goslo mais requintado.
No dia 22 do correnle ea ha de arrematar em
hasta publica do Dr. jojz municipal da 2* vara as
rendas da casa r sitio no lugar do Manginhn que faz
e-quina para a estrada dos Aflictos a Ponte de Uch
por e*ecucao do Exm. conde de Farrobo, contra D.
Lauriana Rosa Cand'da higireira : os preleudenles
f.n.io urna boa arremaco.
AS SENHORAS DO BOM TOM.
Na rna do Qaeimado loja 11. 49 acaba-se de rece-
beruovospadrees deBerege eomduas largurasemuito
propria para fesln, por nao,precisar lavar-se, e com
pouco dinheiro fazer-se vestido pelo- desgranado
preco de 600 rs. o covado, balzimira escosceza a
280 o covado, cortes de casimiras a 49500, dilos de
brimde algodilo a I5200. e outras fazendas que a
vista faz f.
FURTO.
Furlaram da algibeira do abaiio assignado, na
noite do dia 17 do correule, na igreja de S. Fran-
cisco, omaciirteira com um cont e lanto de reis em
dinheiro, sendo urna nota de 5009 verde com a fir-
ma de Pereira de Brilu as costas, duas mondas de
169, e o rn.is em sedulas de 509, 208. 109 e 59, ele.
ediffereules p*peis, lellras e ocien-, cujos-duuos ja
esta 1 avisados : quem ella tiver ou der noticia, diri-
a-se jo Hospicio, em casa de Joaquim Coelho Cin-
tra, onde resida o abaiio assignado, que sera gene-
rosemeule recompensado.
Manoel Bezerra Cjvalcanli.
Aloga-se um prelo cozinheirn e copeire : no
hospicio, segundo purlo depois da Faculdude de Di-
LOTERA
Arluret.
A beuetiada.
-Freir.
O Sr. Seiin,i.
Mende*.
Monteiro.
A Sr." D. Amalia.
Anua,
o o a Rila.
Sror Malhild
Joh-011.....
lirolobourg. .
Thornclifl. .
Babie.....
I.uu.i.....
Rebeca.....
Camponezes, ele.
Ascena pasease n'um anligo caslello da Escocia.
Seguir se-ha a rcpelirao do mullo applaudido
duelo
APA\ELL\DOSFElTPS, .
cantado pelo Sr. Monteiro e a bem-liciadj.
Segae-se a representar,,ln da bella comedia de cos-
tames brasKeiros do Sr. Pena.
OS DOUS
ou
0 RGLEZ NVtlIlMSTV
desempeniando o Sr. Monteiro o papel do inglez.
Dar fin ao espectculo a nova e jocosa aria, in
titulada
0 MSCATE ITALIANO
cantada pela ueueliciada em italiano viciado.
A beneficia'la nispera do publico a mesma con-
currencia e prolercao nesle seu variado e jocoso es-
pectculo, que nos outros beneficios tem recelado
da sua geuerosidade e benevolencia.
Os bilbeles acham-f ~venda em casa da beneficia-
da, roa Bella n. 13.
Principiar as 8 horas.
3.-O499350
It
MOV1MENTO DO PORTO.
Sacio sahidos no dia 19.'
iib* UiatebtaeileirooFlor do Brasil, mestre
raaciaeo Martlas, carca -faiandas a maVs te-
ner *
Hiale brasileo Camueso, mestre Ma-
Sopliio da Peona, carga farinlia de trigo e
Neiaawro, Joa Benlo Alfaia.
ityHiaUbrasitoiro Aar^rao, mestre Estado
Iva, carga faienda > e mais gneros.
M, Joilo-Sttaptiim da Silva e saa senho-
h>Macie4 de Freitas, Atesandre Jos de
Vasconcelias.
Brigue loglez oChantecleero, capilao
Wm. H. Putt, em lastro.
' *!"
EDITAES
I-
Im.Sr. inspeelordalliesouriiria provincial,
ment do disposlo no arl. 34 da lei pro-
lumero 129, manda fazer publico para
corto ea jlenlo dos credores liypolliecanos, e qnaes
quari a*aa, que Francisco Manoel da Silva
aer indemnisadoda quantia de du-
ela, pela extracto da barro da proprie-
ada Tanquinho na cidade deoi-
factura de nma bomba, e que o dito
lo recabar dila quanlia logo que ter-
1 de 15 das contados da dala desle,
que b dado para as reclamac,Oes.
ir se mandn afiliar o presente e pu-
la Diario por 15 das auccesivos.
Iliesouraria provincial de Pernara-
12 la Miembro da 1855.
O secretario.
Antonio Ferreira a'.innunciacio.
O I Uro. Sr. inspector da thesouraria provincial,
mo da ordem do Exm. Sr. presidente
da, manda constar sos propietarios abaizo
eotregarem na mesma thesouraria no
30 das, a contar do dia da primeira pung-
iente, a importancia das quolas com que
1 para o calcaroenlo aa ra Direila at
l'enha, conforme o dispesto na lei pro-
mero 350. Advertindo, que a falta da en-
iria ser punida com o duplo das referi-
1 eonformldade do artigo 6 do regula-
^^Ht dezembro de 1851.
lima do Rosario Ouimar.les Ma-
diadn..................T7a400
r de Joflo LeilSo Filgueira. 8951G6
al da Misericordia de Angola 6198IX
10. Benanlo Jos da Costa Valentlm e
E para constar s mandou afiliar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 15 de selembro de 1855.O secretario, Antonio
Ferreira u'.lnnunciarao.
O Dr. Anselmo Francisco Peretti, commendador!
da imperial ordem da Rosa, e juiz de direito ai
peci.il do commercio, por S. M. I. e C. ele.
Kaco saber aos que o prsenle ealilal virera, que
110 dia 8 de outubro pruiimo viudouro, se ha de ar-
/ematar por venda a qoem mais der, depois da au-
diencia desle jui/.o, na casa das mesmas.l casa terrea
n. 72 sila na roa Imperial, a qual foi avaliada por
1:2009000, e vai a praca pela quantia de 96090O,
abatid a .> parte por nao ter havido lancador cuja,
praca por esecuco de Paulo Jos lioines.como ces-
sionario de Vicente Ferreira da Cosa, contra Jos
Das da "Sitvajj Joaquim da Silva MourAo.
E para que chage ao cooheciiaVnto de lodos man-
dei passar edltaes que ser.lo publicados pela impren-
sa e ailados nos lugares designados no cdigo com-
mercial
Ds(|o e pascado nesla cidade do Recife capital da
provincia de Peruambuca aos 17 das do raez de se-
lembro de 1855. Eu Francisco Ignacio de Torres
Bandeira, escrivAo interino osubscrevi.
Anselmo Francisco Peretti.
O Dr. Anselmo Francisco l'eretli, commendador da
imperial ordem da llosa, juiz de direilo especial
do commercio por S. M. I. e C, etc.
Inco saber aos que o presenta edital virem, que
no din 8 de oulubro p. futuro se ha de arrematar por
venda a quem mais der dapois da audiencia desle
juizo em casa das mesillas audiencias a lerc,a parle
do sobrado de tres andares silo na ra do Cordiniz
00 bairro do Recife n. 2, avahado dito sobrado por
7:0009(2:3339333), cujo predio foi peuhorado por
eiccucao de Manoel Victorino Bellrao, contra Ma-
noel Luiz Coelho de Almeida.
E para que chegue a noticia da lodos man lei pas-
sar editnea que ser.lo publicados pela imprensa e af-
iliados nos lugares designados pelo cdigo commer-
cial.
Dado e paseado tiesta cidade do Recife aos 18 de
selembro de 1855. Eu Francisco Ignacio de Torres
Bandeira, esenvao interino o sulweravi.
Anselmo Francisco Peretli.
O Dr. Anselmo Francisco Perelli commendador da
imperial ordem da Rosa, juiz de direilo especial
do commercio por S. M. I. a C, etc.
Faro saber aos que o presenta edital virem, que
no da 11 de outubro prximo futuro soJia de ar-
rematar por venda a quem mais der, depois da au-
diencia ueste juiso na casa das mesmas, urna casa
de sobrado da um andar 11. 2, no lugar dos Coellios,
avaliada por 10:0009 de rs., rujo sobrado vai a praca
por eiecucSu de Jos Antonio Bastos contra A-
delo Jos de Mendonca.
E para que chegue ao coohecimenlo de todos,
maudei passar editaos, que serlo publicados pela
imprenta e afiliados nos lugares designados no c-
digo commercial.
Dado e passade nesla cidade do Recife acs 19 de
selembro de 1855.
Eu Frandseo Ignacio de Torres Bandeira, escri-
vSo interino o lis ascrever. Anselmo Francisco
Peretti.
AVISOS MARTTIMOg.
Real Companbia de Paquetes Inglezes a
Vapor.
No dia 20
desle inez es-
pera-se do su-
0 vapor Tay,
commaudanle
Sawyer, o qual
depois da de-
mora do cosi-
me seguir pa-
ra a Europa :
para pasageiros, etc., Irala-so cornos agentes Adam
son llowie \ Companhia. ua ra do Trapiche-No-
vo n. 42. Os volumes que prelenderein mandar pa-
ra Soutamplon devero estar na agencia duas horas
antes de se fecharem smalas, depois desla hora nao
se receber volume algum.
GIMNASIO PERNAMBUCAHO.
Sabbado, 22 ae setem-
bro, andan, i mi u bita ve 1-
mente as rodas da refe-
rida lotera, pelas 9 ho-
ras da inanhaa, no consis*
torio da igreja de N. S. da
Concf.icao dos Militares
Pernambuco SOdesetem-
bro de 1855. Ocautelista,
Salustiano de A quino Fer-
reira.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO,
Esperamos a todo o momento do Rio de
Janeiro o vapor inglez TAY, no qual v-
rao as listas da lotera primeira da matriz
do Rio-Novo. Ainda se acliam alguns bi-
Ihetes a venda, as lojas ,do costume. Os
premios serao immediatamente pagos a'
receprao das listas.
O escripturario da Companhia de Be-
beribe Marcolino Jos Pupe, ainda esta'
autorisado a comprar e vender accoes da
mesma companhia, pois que ningucjn
mais habilitado do (pie elle a azer este,
negocio; podendo ser procurado no es-
criptorio da mesma. na ra Nova n.7, das
8 horas as o da tarde.
1\. S. daConcei-
eao dos Militares
No dia 17 do crranle, palas 7 a 8 boras da
noile desapparecau um preto qae cooduiira um ba-
liu' de Daadres pintado de aiul, coaleudo um gran-
de lorlimenlo de calcados de diversas qualidades, do
cae* da ponte da Boa-Vista em direcco ae alafre da
mesmo bairro, casa n. 58 : roga-ie aos negociantes
decalcado e a qualquer pessoa, que nao facam ajusta
algum com o preto que Ihes ollerecer porfo da re-
ferida faienda.
De ordem do Sr. presdanle da sociedado Noo-
logica, convida-se aos Srs. socios a comparecerem
lioj'i as 9 1|2 horas da manhia em sessSo eitraordl-
naria. Secretaria da soeiedade Noologica 20 de se-
tembro de 1855.Jos A. de M. Bastos, 1. secre-
tario.
Precsa-se alugar um negro ou ntgra que sir-
va para andar vendendo faienda com urna pessoa :
oa roa do Hospicio n. 31.
O abaUo assigaado responde ao autor do ao-
nuucio inserto no Diario de hontem, a que se diz
um dos inforquilhados 8a procistSo de N. S. do Li-
vramenlo, que da mui bom grado se presta a dor
conla das esmolas que recebeu dos moraderes da
Boa-Vista para a dila procisso, a qual nunca se per-
suadi deiasse de transitar por aquello bairro ; mas
que -rnente o faro depois que for citado como deso-
ja e pede, peranle o juio de capailas, onde os de-
mais encarregados da procissiodevem lambem pres-
tar conlas das esmolas que receberam, correspon-
dentes as 250 cartas que reslaram dos 400 ejempla-
res impressos, dos quaes o mesmo abaiio assignado
apenas receben 150 ; sendo que 25 licaram inutili-
sadaspor perlencerem a festa da mesma Senhora, e
pelas 125 enlreaou ao respectivo Ihesoureiro a quan-
tia de 1258500.Jos dos Sanios Torres.
Quem livar c qui/.er vender as Provisorias de
Beresford linstrucro de cavallaria), dirija-se praca
da Independencia n. 17.
Tendo-se mudado da ra do l.ivramento n. 6
o iuquilino que recebia o Diario para o Sr. Joaquim
de Souu I.eilo, roga-ie a este senhor qaeiro mandar
indicar onde deve ser levado o Diario que Ihe per-
te nce. .
Do correio, em direcefio ao becco
da Congregacao, ra do Q icimado, prin-
cipio da do Livramento, becco do Padre,
dito da Bomba, a sahir ho puteo do Cal-
mo e entrar na ra da Camboa, foi perdi-
da no dia 17 urna carta aberta ainda, di-
rigida ao Sr. Ignacio Bento de Loyolla.
contendo urna correspondencia inclusa.
Essa carta de nada serve a quem a achou,
o que nao se da para com quem a perdeu;
portanto querendo fazer o favor de res-
titui-U a podera' deixar na ra Nova n.
11, loja, por todo dia de boje.
O actual arrematante do imposto de
20 por cento sobre o consumo das nguar-
denles do municipio do Recife. pode ser
procurado todos os dias at as 9 horas da
manhSa no caes do Ramos n. 26 ou na
ra do Kangeln. 47, segundo andar.
Para vestidos de senhora, a 640 rs.! !!
Pela barca Cunta Koger, viudo ltimamente da
Fraufa, chegou urna faienda nova transparente, da
lita de quadrns e de lislras, que ein llamburgu he
faietlda aa preiente eslacao do ultimo goatt' para
vestidos tfe sentior, que a baptisaram com o nome
ALMA VIVA, vende-se pelo commodo preco
de 640 rs. rada covado: na ro do Queimadu loja
n. 17, ao p du boliea.
Para.
A ESTRADA DE FERRO DO RECII'E E
RIO DE S. FRANCISCO.
Aos negociantes em madeiras e outrot.
Precisa-se immediatamente, para a
construeco da estrada de ferro cima,
urna grande quantidade de madeiras di-
reitas, das (jualidades mais approvadas
para esteios, etc., que tem de resistir a
accaodo tempo e agua salgada, assirn ce-
rno Pau-ferro, Sapucaia, Pau-d'arco, Em-
biriba-preta, etc. Quem quizer contra-
tar ditas madeiras, communique por car-
ta mencionando as particularidades a res-
peito da quantidade que pode ser lorneci-
da em um tempo marcado: dirija-se ao
contratante Jorge Furness, noescriptorio
VENDA DE 1,000 ACCO'ES DO BANCO.
A directora do Banco Commercial
desta praca, avisa a quem convier, que,
tendo de converter-se o mesmo Banco em
Caixa Filial do Bancp do Brasil, conforme
se delibevou em Assembla fieral do Ac-
cionistas, na data de 3t.de julho.ultimo,
e existindo ainda em reserva mil accOes
para completo do seu fundo -effectivo,
tem designado o dia 10 de dezembro vin-
douro para a Venda das mesmas accSet,
em leilao mercantil- Realisada a venda
serao as referida acode entregues aos ar-
rematantes noprimeirodiautil domes de
Janeiro de 1856, ia em que entraraonos
cofre do mesmo Banco com a importan-
cia da que tiverem arrematado, e o dia
da arrematacao com a de 10 por cento,
como quantia sobre o valor de cada urna ;
esta importancia serao realisada! em
moeda corrente. revine-se que ja' exis-
te um fundo de reserva de 11:515|070,
e que o valor nominal de cada todo he
de 1008000 reis. Para' 14 de agosto de
1855.Assignado, Ilenrique B. Dewey,
presidente.Augusto E. da Costa, secre-
tario.
LOTERA DO GYMNASIO PER-
NAMBUCANO.
Aos 6:0008000, 3:000|000. e 1;OO|000.
Corre indubilavelmenle sabbado, 23 da selembro.
O cautelisla Salustiano da Aquino Ferreira avisa
dos Srs. Rotlie & Bidoulac, na ra do Tra- ao respeitavel publico,
piche n. 12, primeiro andar. Mualas sio pagos san*
desta irmandade, ^sempre
"dos pro-
COMPANHI DE
NiVEGACiO 1 VAPOR
LtS-BH\ SIL EIRA.
O vapord,s-
la companhia,
D. Pedro II,
c omroandanle
o lenle Vie-
gas do O', es-
pera-se nesle
porlode 21 pa-
ra do cor-
reule, o depois
da competente
demora segui-
r para a B.ihia e Kio ae Janeiro : para passageiros
etc., dirijam-sc ao agente M. I). Rodrigues, ra do
Trapiche n. '26.
Para o Kio de Janeiro segu com brevidade o
brigue brasileiro Adolpho ; para carga e passageiros.
Irala-se com Eduardo Ferreira Ballhar, ra do Vi-
gario n. 5, ou com o capillo Manoel Pereira de S,i,
ua praca do commercio.
Para o Aracaty at 25 do correle deve sahir
o bem condecido hiale Ducidoso, por ler parle de
seu carregamento ; para o reslu e passageiros, 1ra-
ta-se com Hartins & Irmao, ra da Madre de Dos
n. 3.
ParaoAracaly pretende sahir com brevidade
o hiale Fxalarao, por (er parle de sea carregamen-
to ; para o resto, Irata-se com I). K. Audrade &
Companhia, ra da Crur, armazem u. 13.
I
I

taca Joaquim Pereira.......4I9TOU
M2. Mara Joaquina de Maura.....76jf200
Ordem terceira de S. Francisco. ljjOlMl
Ionio Francisco Pereira. 779220
Herdeiros de Manoel Caelano de
Albrjqoerqna...............573600
N. 20. Viava e herdeiros de Antonio|Joa-
Ferreira da Sampaio.......6RS10Q
Francisco Arves da Confia.....305000
J080 Halheos...........H2"i00
isquim Francisco de Axavedo. 52J000
^. 28. Wto, dito.............. 619200
X. 30. Therea Uoncalves de Jess Aze-
vado...................68J100
M. 1. Irmandade da N. Senhora do Li-
vramento................ 99OOO
N. 3. Joaquina MHa Pereira Viaona. 83100
H. 5. Dila, dita..............999000
W. 7. Oila, dita..............860UK)
N. 8. Berilio Alves; de Miranda Varejao 759000
^. 13. Francisco Br, udAo Paes Brrelo. 439200
K. 17. Irmandade do Espirito Santo. I89000
N. 19. Joaquim Bernardo de Figuereido. 2r9800
N. 21. Dllo, dito.............1199100
DECLARACOES
LEILOES.
I


1:4519886
K instar se mandn aturar o presenie, e pu-
rio. Secretaria/ da thesooraria pro-
le I'ernamburo 12 de selembro de 1855.
O secretarlo.
A. F. Annunciatio.
Sr. inspector da thatoararia provincial
ni i'umprinieiilo da ordem do Exm. Sr. presidenta
da provincia, manda convidar aosoroprietarios abai-
10 mencionados, a eulrugarem nraiesma thesoura-
ria no praxe de 30 dias, a contar do dia da primeria
publicacao do presante, a importancia das qaotas
com que deven' entrar para w encmenlo da roa do
posto aa le provincial 11. $50.
a Calla di entrega voluntaria sera
pailda com u duplo das referidas quolas na confor-
le ito arl. 6 do regulamanlo de 22 da dexera-
bto de 1851.
N. 2. Ordem tereelra de S. Fran-
cisco .....
% 4. Benta di Conceiclo Ferreira .
N 6. Domingos Jos da Silva .
TlieatonioFlix de Mella. .
,1 Eumania da Concei>-
189000
I89OOO
279000
49*500
N. 12. Herdeiros de Therea de Ja-
579600
Pela mesa do consulado provincial se fax pu-
blico aos routribuinlesdc imposlos, cujos dbitos sao
dependentes de lauramenlos, e que ainda ni foram
pagos dentro do anno flnauceiro prximo passado,
que os podem raalisar nesla repartirn al o fim do
presente me/., lindo o qual paasam 'a ser eteculados
todos os qne deixaram de pagar os do anno de 1854
a 1855.
BANCO tiE PERNAMBUCO.
O Banco de Pemambuco sacca sobre
a praca da Bahia, e contina a tomar
lettra sobre a do Rio de Janeiro. Ban-
co de Pemambuco 25 de junho de 1855.
O secretario da direccao, Joo Ignacio
de Mederos Reg.
Nao lendo apparecido quemquizesse arrematar
a raadeira da pinho, que foi do simples da capella
do cemiterio ; a cmara municipal desla cidade a
manda de novo por em praca pela quantia de
2009000 rs., otlererida ltimamente por Urbano
Chrispiano Mamede de Almeida, devendo ler lugar
n prac,a nos dias 18 e 26 do corrente.
Pato da cmara municipal do Recife em sessSo or-
dinaria de 17 de selembro de IKS5.Burilo de Ca-
ptbaribe, presidente.Manoel Ferreira Aceioli, se-
cretorio.
CONSKMIO ADMINISTRATIVO.
O consellio administrativo tem de comprar os ob-
jeclos seguinlea : *
Para o 8. balalkao de infanlaria.
Bandas de lia, 21.
Hospital regiment!.
Cabos inodoro., 10.
Diversos balalbOes.
Sapaloa Caitos na provincia, parea 300.
Arsenal de guerra.
Meios da sola corlida, 150 ; pavios, duales 9.
Qaem os quier vender'aprsenle as suas propos-
tas em carta fechada, na secretaria do conselho a
10 horas do dia 24 do correnle maz.
Secretaria do conselho administrativo para forne-
cimento do arsenal da guerra 17 de selembro de 1855.
Jote de Brilo Inglez, coronel presidente.'-^Ber-
nardo Ptreirt mo Curmo Jtmitr, vogal a seere-
tnrio.
O agente Oliveira fara leilfto publico commer
cial, por ordem do conselho da direccao do banco
de Pemambuco, da doze apolices do jnesino banco,
e nelle depositadas por Machado & Pinheiro, para
pagamento da letra dettes na importancia de 1:8203,
veucida ems11 do corrente: sabbado 22 do corrente
ao meio dia em podio, no eslabelecimento do referi-
do banco.
O agenle Borja far leilao em seu armsxem, na
ra do Collegio n. 15, de diversos objeclos de dill'e-
renles qualidades, como bem, obras de marcineria
novas e ysadas, varios pianos, obras de ouro e prata,
relogios para algibeira, vidros e loucas para semen
de mesa, e outros muios objeclos que se acharao pa-
leles no mesmo armazem ; assim como om ptimo
cabriolet e urna relacSo de dividas, na importancia
de 2:8009620 rs., com lodos os perteuces : quinla-
jeira 20 do corrente, as 10 horas.
-----O agente Borja por despacho do
Exud. Sr. Ur. juiz privativo do commer-
cio, a requerimento do curador fiscal da
massa fallida de Machado & Pinheiro, fara'
leilao dos bens perlencentes a dita massa,
consistndo n'uma rica mobilia de jaca-
randa' com pedra, urna guarda roupa,
urna secretaria, urna ptima estante de
amarello com urna porcao de livros im-
pressos, carteiras, mochos e outras obras
de marcineria, urna excellente machina
de copiar cartas, dous livros grandes em
branco para escripturaefio, varios uten-
ciliosde escriptorio e outros muitos objec-
tos; assim como i 0 barr de manteiga in-
gleza, 10 caixas com 1,000 libras de
cera em vellas e 3 ptimos escravos : sex-
ta f eir 21 do corrente as II horas da
manhitn, no largo da Assembla n. 12
primeiro andar, sendo o leilao da man-
teiga a 10 hora em ponto, em frente da
arcada da alfandega onde se achara' pa-
tente.
Joo Baplisla de Barros Machado Car* leilao,
por intervenrilo do asente Borja, da su taberna,
sila na ra Direila n. 16, que consiste na armario,
gneros, especiaras, etc., eii'lentea na mesma:terca-
Celra, 25 do corrente, as 11 horas.
A mesa rogadora
ltenla e solicita na fiel
coitos santos da religiao do
du, nao pqfJcudo ser eslranln
do seus irtnaos das provincias
la ira -do Senhor (por nossoJ
o) se ha demonstrado; des
raa o lein, eilo, om eleva
TODO PODEROSO, para que
Sua Mai Samissiraa c nossa Padroeif
applacar e afugenlar de nos a su.
cida punirlo. Esta mesa faz ver a
irtnaos desta veneravel irmandade, e-
quo tem resolvido expor ao publico, c^sua
igreja, a imagem do Senhor Bom-Jess dos
>avegaiiits, este mesmo Senlior, que nos cala-
mitosos dias do anno de 1850, so com pade-
cen de seus filhos e poz termo a seus docree
tos ; o por isso, ella confiada na clemencia de
Jess Crucificado, convida aos mesruos seus ir-
maos e fiis, para que no dia 21 do corren-
te e segtiinies, concorram a esta greja, onde
no indicado dia (precedendo a predica, que a
lao religioso acto dever recitar o mui reve-
rendissimo Sr. padre-mestre pregador da ca-
pella imperial Frei Lino do Monle-CannelloJ,
acharo exposla a dita imagem, veneraco e
supplicas de todos os clirislaos. Alii as dislri-
buirao medidas do mesmo Senhor Bom-Jesus.
Roga-se a quem procura pelo Diario de hou-
lem adiar quem Ihe d comida meusal. dirija-se a
travesea da ra da Madre de Dos n. 10, segando
andar, que achara eom qoem tratar.
Precisa-se de orna ama para o servico intern
Je urna casa de familia : em l-'ra de Portas, na ra
dos liuararapes, junto a casa do proCessor.
O escrivSo interino da irmandade de N. S. do
Rosario da Boa-Vista, por ordem da mesa avisa aos
senhores que se acharein com direito de irmao, quei-
ram comparecer no comisorio da mesma na sexta-
feira. 21 do correnle, para assislirem a volarlo dos
novos eleitos.Antonio das Chagas Ramos, escrivSo
interina.
Irmandade do Senhor Bom Jess das
Dore.
A mesa regalara da mesma, meditando nos hor-
rores e calamidades da peste que de perlo nos amea-
ca, e por cuja dura prova estao passnndo nnssaa ir-
uilos do Para e Bahia.resolveo expor adoracio dos
fiis a milagrosa imagem do Senhor Bom Jeaus dos
Pobres AIYIietos. para que com nossas snpplicas de
verdadeira contrceo se digne instar de nos tilo ter-
nvel fiazello, sendo esle piedoso acto as quinlas-
felras, precedido por predica recitada pelo Rvm.
p'adre mestre pregador da capella imperial Joo Ca-
pistrano de Mendonca. A referida mesa regedon,
roga a lodos os seus irmao* o seu comparecimento.
Panorama.
QUINTA EXPOSICAO.
PRBDK LEMBCKE.
Tem a honra de avisar ao respeitavel publico, que
no dia quarta-feira ID do correule, eipe novas vis-
ta* que nesta provincia ainda se nfio ifln visto : na
ra da Cadeia confronte ao convento de S. Francisco,
!ue sao as seguintes :
. Helsingfors e)Schweaborg debaixo da observado
dos alliados.
. O ataque dos Inglexes sobre o Redan diante de
Sebastopol.
3. O valle de Caerney no mar Azoft".
4. Sebastopol, o ataque sobre a Colina Verde.
5. Inlerior de urna balera russa dianle da torre de
Malakol.
6. Sebastopolkvisla geraUo lado de Ierra.
7. CoiKlanlinopla e o oesembarque da tropa fran-
ceza.
8. Cidade de Jerusalem.
9. Dilo a entrada do templo do Santo Sepnlroro.
O preco he 500 reis cada pessoa, e acha-se iberio
das 6 as 9 horas da noite. ,
Precisa-se de um feitor para o sitio em Cruz
de Almas, onda existe o collegio da Conceirao, que
d fiador a' sua conduca.
Quem perdeu um alfinele de peito da senhora
uo togo da festa de N. S. do l.ivramento, dando ce
sigiaaea se entregara : na ra Diraila n. 129, pa-
c,ira.
Prcisa-se de urna ama para cozinhar engom-
mar e fazer o mais servico de. urna casa de poaca fa-
milia, mas que de dador'a sua conduela : na roa das
Cruzes n. 20.
tjuem quizer vender dous escravos que sejam
bous, e alagar outros dous, dirija-se a roa da Cadeia
do Recife n. 64, que achar com quem tratar.
Alugam-se urnas casas sitas no lugar du Santa
Anua de dentro.cujo lugar he o mais fresco a minore
possivel, com bantio perlo no Capibanbe o |>or ba-
rato preco : na roa do Trapiche .Novo n. 20.
9 O Dr. lo,c de Va-concellos Menezas da 0
(y Urummond, durante sou residencia leaipo- %
?) raria em Paruambueo, pode ser encontrado t)
jtO em casa de seu cunhado o Dr. Das lemn- f$
|p) des, na ra do Sol, esquina da na Nova, 0
H primeiro andar.
Precisa-se de orna ama de teite, qne leja es
crava : na rua-cslrcila do Rosario, casa n. M, de-
fronle do depositario gcral : quem livar, dii ija-se 11
mesma para tratar.
Oflerece-ie, urna ama para cozinhar a servir em
urna casa de liomein solleiro ou de pouea familia :
qoem precisar,. dirija-se i roa 'de Santa Thereza
o. 7."
tar BICHAS DE HAMBURGO.
Alugam-se bichas de ilamhurco a 240 e 320 rs. '
na loja de barbeiro, em Fora de Portas, ra do Pi-
lar 11. 109. Na mesma ha charutos linos para os
freguezes.
Precisa-se de urna ama para o servico interno:
no aterro da Boa-Vista 11. 65, segundo andar.
Precisa-se de um caiseiro para taberna, em
Apipucos : 1. tratar na rus d (Jueimado n. 51.
Precisa-se de urna ama idosa, que coziohe
bem, para Apipucos : a tratar na ra do Qaeimado
n. 51.
' Precisa-se alugar ama prete, que saibt cozi-
nhar, lavar, comprar e para mandados : qoem a ti
ver qneira procurar o sobrado do paleo do Collegio
n. 6, no segundo andar.
do imposto nos lies primeros premios grandes;, oa
uaes aeham.se venda naa lojas segninlc*: ra da
adeia do Recife os- 24, 38 e 45 ; oa praca da In-
dependencia na. 37 a 39; roa Nova aa. 4 e 16 ; aa
do Qoeimado na. 31 e 44 aterro da Boa-Vista n.
74, a na praca da Boa-Vista n. 7
Bilhetes SttiOO Recaba por ialeiro 6:01)0
Meios 29900 o 3:11008
Tercos 2*000 2:000
Quarlos 1500 'a c. 1:500
Quintos 1200 a 1:200
Uitavos 760
Decimos 640 a 600
Vigsimos 340 > 3000
O referida cautelisla se responsabitisa apenas
pagar os 8 por cento da si nos sana bilbele* iolei-
ros, vendidos am ariginaaa. Pemambuco 17 de se-
lembro de 1855.O cautelisla,
S'aiirifiaiM tW Jqulno Ftniir*.
AMA DE LEITE.
Preeisa-se de ama ama com bom
captiva, paga-se bem : na ra da HoapN
terrea com sollo, junio ao sobrado do Sr. dezembar-
gador Santiago.
Regiment de custas.
Sabio a luz o regiment da casta judi-
ciaes, annotado com o avisos que o alte-
raram: vende-se a 500 re, na livraria
n. 6 e 8 da praca da Independencia.
?VISOS DIVERSOS.
ulILHERMEi, SL I I L mudnu a sua residen-
cia para a ra do Collegio u. 15, primeiro andar.
A mesa regedora da irmandade do glorioso S.
Benedicto da cidade de Olinda faz scienle ao respei-
tavel publico, que no dia 30 do corrente mez tem de
apresenlar visla dos liis o mesmo glorioso sanio
em procisaao, pelas ras Nova, Amparo, Qualro
Qoanlns, ra da Bica, larieira do Varadouro, ra de
S. Benlo, ra Ae Malinas Ferreira, lareo do Carino,
a recolher-se ao memo convento de. S. Francisco.
Deixa de ser Siman da Rocha Trind,- de, por
(er recebido de S. Etc. Rvm. de Pernamhaco, na
occasiao de se chrismar aos 10 do correnle, o nome
de Joan, e por este mutivo Reara sendo Joao tiual-
berto da Rocha Trindade.
ATTENCAO'.
Avisa-se aos freguezes do bom e baralo, que Cae-
lano Lenidas Gama mudou a soa lja de miudezas
para a ra Direila 11. 54, e receben ltimamente ri-
cos sorlimentos de miudezas.
.Madama Milloclieau Buesiard parlicipa ao seua
freguezes que pelo Ctmte-Roger tem recebido ricos
corles de ve-lulos de blonde bordados, com as mau-
las imillas para casamento, camisiuhas, collarinhos e
mangas, eufeitea para cabera, capcllas e cnixos para
noivas, ricos lencos de cambraia de linho, tarlalauas
bordadas, ricas flores, cachos peignes, cambraia de
liulio lino, chales de relroz, franjas de cores, fitas de
velludo, bicos de blonde e de linho, hlelas a mais
fazendas que se venderao mnilo em conla :. no ater-
ro da Boa-vista, loja n. 1.
D-ie a juros a quanlia de 200 sobro hypo-
Iheca em urna escrava : a tratar na ra do Collegio
n. 21, primeiro andar, das 9 horas da manbaa as
3 da larde.
Qualquer Sr. sacerdote que se quizer propr a
ensinar primeiraa lettrat n'um engenho na provin-
cia das Alagoas, garanlindo-ae ao mesmo tempo orna
capellinha bastante rendosa, innuncie a sus monda
para ser procurado.
MANUAL DOS TERCEIROS
FRANCISCANOS.
Esta impresso o manuil dos lerceiros Francisca-
nos.
A 1." parte desta obra eonlm a hiiWria da ius-
tiluic.lo da ordem, a regra com muilas explica^es
as absolvieses, as indulgencias do S. P. Benedicto
XIV, as de Pi VI de que ainda nao gozovam os
lerceiros desta diocese, e alm disto as que perten-
ceiii -o ordem terceira do Recife. e ludo mais que
di/, respeito aos lerceiros e ordem.
A 2. parte he um perfeito devocionario, eonlm
oraciies da manhila e da noile, melhodu de ouvir a
inissa, e de coufessar-se, renova^o dos votos do
baptismo, a corda seraphica indulgenciada por. va-
rios Pontfices, um devoto exercicio das dores de
Maria Santissima e outras oraces indulgenciadas
por Pio-VI, a via-sacra, oraches para as vi si las da
Porciuncola, e para alcanzar boa morle, e muilas
outras.
A 3.* parte eonlm o melhodo de ajudar e assis-
tir aos moribundos commelilluaa e locantes ora^es,
absolvilo de Benedicto \IV, dosFranciccanns, Car-
mi lil.is, dos confrades'do Rosario e das Dores, e al-
go mas benijilos.
Esta obra que pela |a parte pertence aos irmao*
lerceiros, pela 2" e 3" he necessaria a qualquer ebris-
t.lo, e pela 3a iudispensavel aos Srs. sacerdotes.
As pessoas que dignaram-se assiguar queiram man-
dar receber no paleo do Collegio,livraria classica n.
2, onde tambem se acha a venda, e no convento dos
Franciscanos em Olinda.
Precisa-se de um trabalhador de masseira para
ama padaria oa cidade da Vicloria, e lambem um
foroeiro para a padaria de Sanl'Anna : a tratar na
ra da Florentina u. 6. ,
Na ms Jo Queimado n. 11, precisa-se de urna
ama de leite, ou urna outra pessoa que mesmo em
sua casa se queira encarVegar da criaciio de urna me-
nina rescenascida, pagaodo-se coro geuerosidade.
Precisa-se de'om prelo para andar vendendo
fazendas oa ra : quem livar, pode dirigir-se a ra
do Codorniz n. que achura com quem tratar.
O proprietario do eslabelecimento 'do caes do
Ramos, conhecido por taberna do Retiro n. 26, avi-
sa a quem interessar possa, como aos Srs. inarcinei-
ros, boticarios, fabricantes de chapeos e ontros que,
fazem uso do espirito de 36 graos, que comprou ao
Sr. Victorino Francisco dos Santos parle do seu es-
labelecimento da ra do Rangel, e por isso contina
a vender nao s o espirito de 36 grao*, enmo licor,
genebra, agurdenle do reino, anix, dita de caima, e
outras inoitas qualidades de bebidas, Indo pelo mes-
mo preco do Sr. Victorino; lambem aprompla qual-
quer encoinmenda tanto para fra da pravincia co-
mo para o mallo. No mesmo eslabelecimento lia
sempre urna grande porerto de lenha de todas as qua-
lidades, cal branca e prela para quem quizer aprom-
lar casa para passar a festa ; assim como recebem-se
botijas e garrafas vasias e bem limpas a HO rs., em
troco de qualquer bebida, ou mesmo do espirito de
36 graos.
Precisa-se de urna ama secca para casa de pou-
ea familia, sabendo cozinhar o diario dvj-uma casa,
sendo livro ou escrava, de boa conducta, rfflo seolha
ao preco : n roa da Crux n. 40.
Francisco Gomes de Oliveira, agenle
lOes, aluga por anuo ua annos, ou pelo tempo
Cesta, a sua excellente casa da campo, sita m po-
voaco do Poco da Pauella, a qual tem sido oeen-
pada e ser al o lim do corrente mex, pelo Sr. Fre-
derico Robilliard. /
Precisa-se de um criado para urna casa de Ca-
milla, que seja liel e que saiba comprar e servir den-
tro de case : quem quixer, dirija-se a ra do Hos-
picio, casa junta a que tica pegada ao quarlel do
Hospicio.
Arrenda-se o sitio Estiva de Cima, uo lugar da
Ibora, com casa de vivenda, arvoredos de frucln,
Ierras para plantario e bailas para capim : quem o
pretender, dirija-se ao paleo da matriz de Santo An
Ionio n. 8.
Precisa-se alagar um preto por mezes ou sc-
maoas, que sirva para o servico ordinario de urna
casa de familia : a quem conviar, dirija-se ao paleo
da matriz de Santo Antonio, cesa de sobrado n. 2,
que achara com quem tratar.
Perdea-se no principio do correnle mez am
brinco pequeo de philagraua de ouro, desde a roa
de S. Francisco al a das Aguas-Verdes: a pessoa
que o achou podera leva-lo a mesma ra de S.
Francisco n. 17, que ler.i um gratificarlo.
A mesanctual da irmandade do SS. Sa-
cramento da freguezia de Santo Antonio
do Recife, convida ao habitantes desta
cidade a assistirem no dia 20 do corren-
te, as S horas da raanhaa, a missa cantada
cpie tem de solemnisar-se nesse din ao
glorioso S. Sebastiao, com ladainha a
noite, alim de por intercessao do mesmo
santo, alcancar a grara de> livrar-nos da
peste que nos ameara,picando a imagem
de dito santo exposta a' devocao dos eis
todas as noites ate a primeira dominga de
outubro vindouro. O escrivSo, Fran-
cisco Simoes da Silva.
Aluga-se urna boa casa no lagar da Capang,
com mnilo bons commodos para grande familia,
bom silio, 3 copiares adianle a airas, moitos ps de
arvores de fruclo, boa cacimba com agua de beber,
e lanque para banho ; aluga-se por festa ou por an-
no : a fallar na ra do Cabaga, loja da Joaquim Jo-
s da Costa Fajoxei.
No dia 8 do corrente desappareceo do enganhs
Palmeira, freguezia de JaboalAo, o preto Antonio,
de nacJo angico, o qual parece mnilo novo por nlo
ler barba, rosto talhado, bastante prelo, estatura re-
gular, pernas finas.e a pella dos ps engilhadas: qoem
o pegar leve-o ao dilo engenho, oa as Cinco Ponas
n. 134, que ser recompensado.
fNHMHHHMNtMN
O Dr. Caelano Xavier Pereira de Brilo ff
: avisa ao respeitavel poblico, que mudoo sua &
residencia para a casa contigua o. 45, no se- #
9 gundo e lerceiro andar, onde pode ser pro- $1
9 curado tanto de da como a qualquer hora da #
9 noite, para os misleres de tua prolissio.
Kstabelecimentos de caridade.
Salustiano de Aquino Ferreira offerece ao hospital
Pedro II a metade dos premios qae sahirem nos 4
bilhetes inleiro* da primeira parte da segunda lote-
ra doGymnasio ns. 1297, 1756, 2386 e2542.
Precisa-se de urna ama para o servico intenso
oa externe de urna easa, forra ou eaotivn ; paga-se
IO3000. sendo escrava, e 8000, sendo Corra; am
Fra de Portas, casa do profesaor poblico.
ESTRADA DE FERRO DE
PERNAMBI
Constando-nos que 1 .uecido
pessoas ofliciosas represe
agentes por parte da companhia da es-
trada de ferro delta provincia, com po-
deres de azer transaccoe relativas a com-
pra de trrase ate de influir na direccao
que deve seguir a dita estrada, declara
mos que nao existe pessoa alguma attton-
tada a fazer qualquer trato ou trarisaceao
por parte da companhia nm dentro da
capital nem lora delta, salvo os abaixo
assignados.Rothe & Bidoulac.
Ra 1^ Nova
M. 22.
I.. DELOUCHE tem a honra de aununciar ao
respeitavel publico, qae acaba de receber pelo ul-
timo paquete o maio bello sor lmenlo de relo
de ooro patente inglez do melhor fabricaste de Li-
verpool, de oaro patentas horizonlaes, a folaados
de ouro de 18 quilates, a om grande sortimenta da
chaves e oculos, por precoe muito vanlajosos a afli-
ancados.
LOTERA DA PROVINCIA.
Acham-se venda os bilhetes a cautelas do cau-
telisla Antonio Jos Rodrigues de Souu Jamor, da
primeira parla da segunda lotera ala Gymoasio, aa
praca da Independencia, lojas as. 4, 13, 15 40;
ra Direila n. 13; Irav.easa do Rosario n. 18 C ;
aterro dr Boa Vista n. 72 A, a ua na da Praia
de fazendas u. 30. O andamento daa roda he
dia sabbado, 22 do corrente. As sortea ove sahirem
em seus bilhetes e cautelas sao immediatamente pa-
gas por inteiro sem descont algn e dis-
tribuam as lisias ; senda as grandes era seo escripto-
rio, oa ra do Collegio 11. 21, prunairo andar, a as
oulras em as referidas lojas.
Bilheles 59800 Recebe por inteiro
29900
le de^ai-
lempo la
Precisa-te de unta ama da leite
Sanaaia Mora n. 30.
na roa da
Precitn-se da urna patina que saiba lolear Cor-
roigas: na roa da Cadeia do ReciCe, loja n, 64.
Attenco.
' Jos Pires de Carvalho parlicipa aos seas fregue-
zes, que mudou-se do paleo do Terco para a ra
larga do Rosario o. 46, primeiro andar, e contina
a enfeitar bandejas de armadlo e rasas, do melhor
gosto.'e lem um completo sorlimaulo de bolos da to-
das as qualidades.
Vestidos de seda
BRANGOS E DE CORES.
Oa mais niodernos chegados ltimamente de Pa-
rs, pala barca Cont foger: vendem-se na roa do
Qaeimado loja n. 17, ao p da botica, aonde ha
grande porrap para se ascolher.
Precisare da aran ama para cot.inb.ir : "na ra
do Queimado n. 9, loja.
Meios
Teifos '
Quarlos
Quintos
Oilavos
Decimos
29000
19500
19-200
760
640
6:0009000
:i:000a000
^buo
1:500900(1
t:assi
Vigsimos 340
Os eaulelUlas Oliveira Jnior S Companhia
tem resolvido garantir lambem suae cauleJas das cilo
por cento da lei, como abaixa vai notado. Tai.
posto venda a primeira parta da segunda lotera
do Gyaanasio Pernambuceoo, naa lojas segoiotes:
roa da Cadeia do Recife o. 9. dita da Cadeia de San-
to Antonio n. 6, dita do Collegio n. 15, dila do Qoei-.
mado ns. 63 e 22, dila eslraita do Rosario ns. 17 a
:Kfc dita larga n. 34.
Bilhetes 59800 Recebe
Meios 29900 0 3:0009000
Tarcos 29OOO a 2:000*000
Quarlos Oilavos 1950Q a 9800
760 09000
Decimos 640 a raojeoo
Vigsimos 340 D 300JK
i 11 "do a mesa regedora da irman-
dade do Sr. Bom-Jei da Via-Sa-
cra, da Santa-Cruz da Boa-Vta,
deliberado a dar principio boje 18
do corrente, a 7 horas da noite,
aos 15 dias da Santa-Via-Sacra, sen-
do precedida por urna predica re- |
citada pelo Rvm. padre-metre
pregador imperial o padre Joao
Capistrano de Mendonca, atim de
com este acto religioso e de tanta
piedaue, alcancarmos do Senhor
Bom-Jesus, nosso padroeiro a sua
Divina Misericordia, livrando-no
dos males que pelos nossos grandes
peccado grassam na provincias
do Para' e Baha. E no dia 2 de
outubro vindouro, trasladara ima-
gem de Nossa Senhora da Pie-
dade em procisso para a igreja
matriz, e ah licar exposta a' ve-
neraco dos liis, ate que em tempo
opportuno vahe para a sua igreja.
I Poi isso convida a mesma a todos
SI os seus irmao e devotos a assi&tirem
JK a tio sanios e pios actos.
COZINBEIRO.
Precisa-se de um bom cozinheiro, que seja bstan-
le dilim ule a limpo ; d-se bom ordenado ; na roa
do Poclaho, easa terrea de vidra;as.
Piecisa-se de urna moja honesta, que saiba co-
lar cha > muito bem, para casa de familia* na ra
Novan 34.
Pecisa-se de urna ansa capas, que silba cazi-
nhar, p ira easa de pouea familia: a tratar aa roa
do Cabug, laja n. i, oa na Capanga, sitio do Sr.
Roberto.
Precisa-se de urna arai secea para todo o ser-
vico interno a externo de orna casa do pouea fami-
lia : na ra do Queimado, loja^de ferragena n.37.
a>
LOTERA DO GYMNASIO PERNAM-
BLCANO.
AOS 6:000^, 5:0ll0jj(E
O cautelisla da casa da Fama Anta
Uuimaraes faz scienle ao publico, que tera exporto
veoda es eeus bilhetes e cautelas da primeira ajar-
le da segunda lotera do Gymaasie, a qual corre au
dia 22 do corrale. O mesmo cauleieta chara 1
altencao dos compradores da bilheles, para aaa oom-
prem oa seas, pois que qeasi sempre vende aa sortea
grandes, e os quaes sio vendidos as seguinles casas:
aterro da Boa-Vista ns. 48 a 68 ; ra do Sol n. 73
A ; prija da Independencia os. '11 e 16 ; roa do
Collegio n. 9; roa do Rangel n. 54 a roa do Pilar
a. 90.
Bilhetes 53800 Recebe por inteiro 6:000
Meios 29800 com desean to 2:7609
Quarlos Oilavos 19440 a 1:3809
760 c 6909
Decimos 600 a , 5599
Vigsimos 320 - a , 376
O mesmo cautelisla declara, que garanta nica-
mente os bilhetes inteiros em or gime*, nlo soffran-
do o descont dos oito por cento do ion; piral,
e que as suas cautelas premiadas com 'ios de
5009000 para bailo sao nagas 1 sata di*- .
lincean do seren vendidas nesta 00 nariliella, a ou-
tros premios maiores no aterro da Bol-Vista.
Candido Jos Lisboa, anligo discpulo do
padre Joaquim Rapliael da Silva, approvado palo
lycen desla cidade, com pralica de eusiuar, di liedes
da lajim na ra da Apollo n. 21. Da liiiliai lii.nii
da grammaiica portuguesa e kaaeaaa, ao na dassa
conectivamente, ao a cada um de per si da tarde a
noite; a recabe pensionista de poaca (dada.
COMPANHIA DE R4{4 E TOL-
DOS. M RECIFE.
A ti recreo da com-
panhia deFiacSoTe-
f cidos de algodao con-
accio-
ntstas ipanlua,
ilitarem do 1 ao
ultimo de outubro prximo, em mao do
ctixa Sr. Antonio d Morae Gomes Fet<-
reira na caa do Banco, e na tercieex-
tas-teirasde cada emana, urna pre*tacao
de 10 por cento obre o capital. Recife
11 de setembro de 1855.Bar > de Ca-
maragibe, presidente.Joao Ignacio de
Medeiro Reg, secretario.



!r>
PIMO DE PEBMMBUCO QUINTA FEIM 20 OE SETEMBRO OE 1855
CONSULTORIO DOS POBRES
SO MU* NOVA 1 A*** 50.
O Dr. V. A. Lobo Mokmo di consultas homeopatliiea todos os dtes aos pobre, desde 9 bor da
nianhsateomeio da, aemcimextraordinario a qualqaer hora dodia ou noila.
Offirece-si igualmente para praliear qualquer operado cUeirargia. e acodir promptamente a qual-
que mulher que esteja mal de parlo, e cujaacircumstancia nao permittam, pagar ao medico.
50 CONSULTORIO DO DR. P. A. LOBO I0SC0Z0.
50 RA NOVA 90
VNDESE O SEGUINTE:
Manual cmplelo de meddiana homeopathica do Dr. H. Jahr, traduzido em por
tuguez pelo Dr. Mdjcoio, quatro volumes encadernados em doui e acompanhadode
ora diccionario loa lera os de medicina, cirurgla, anatoma, ele, ele...... 209000
Esta obra, a mais tinporiflile de loda as qae iralam do esludo e pratica da homeocathii, por ser n nica
2iU.SS?!2 r? tt- a sal??!. cc4,Vl^?,,,rina-A PATBOGENESIAOU EFFEITOS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SAUDE-conhecimentoa que nao podero dispensar as Des-
loas que se querero alear a trafica da Yerdadeira medicina, inleressa a lodos os mdicos qae qaizercm
t-iperunenter a Irma de Hahnemann, e por si mesmos se convenrrrem da verdade d'ella: a lodos os
laiendeiros e senhores de engenho que esli tense dos reconos dos mdicos: a lodos oa capilies de navio,
que orna ou oulra vez nSo podem detear de acudir a qualqaer incommodo sea ou de seus tripulantes :
i ooe por circumslancias, que ntm sempre podem ser prevenidas, sao lobrica-
dot a prestar fi COMiiaaaMi oh pnmeiroa soccorros em suas eotermidades
o homeopallia oa Irsduccio da medicina domeslica do Dr. Heriog,
il as peasoas que se dedicam ao astado da homeopalhia, um vte-
me grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina
itermos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc., encaramado'. .
m preparados medicamentos nao se pode dar um passo segure
e o propnelano desle eslabelecimento se lisongeia de Ic-lo o mais bemmoi
ningnem dunda boje da grande saperioridade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 tubos grandes..........
Bat cas de 24 medicamentos um glbulos, a 10, 12* e 15*000 rs
Ditas diioi '..... .
ditos a ..........
Ditaa 0 ditos a............
Ditas 144 ditos a................
tubos avulsos ^.....'..... .......
l'rasco de meia onca de tinctura...........,.'''
Ditos de rerdadeira lindara a rnica......".".'.".'."**'
ha sempre i venda grande numero de'tobos de cryitii de di
* . 10*000
3*000
uro na pralica da
moa ado possivel e
8*000
. 20*000
253000
309000
. 60*000
1*000 2*000 2J0IKI
TRATAIENTO HOMOPATHICO.
Preservatico e curativo
00 CHOLERAORBUS.
PELOS DRS.
ao povo para se poder corar desla enfermidade, administrandoTs^m^dios' m\s eflicazes
smquaulo s recorre ao medico, ou mesmo para cra-la ..dependente desles jos lugares
TRADUZIDO M PORTUGUEZ PELO DR P. A. LOBO MOSCOZO
r.stes dous opaicnles contenas indieacOes mais claras e precias, so pelaba Impleseconcisae nosi-
.-So la ao alcance de loda .otell.genc.as, nao s palo qoe dUrespeito aos meios curativo?, cot",wI -
emdadoosm... M,1.f.c,o,io.,resu,.ado. em ^T.0^
nomeopathico o nico quei tem ^dtdo grandes resul lados no curativo desla horri-
,el enfermid.de. lulgarnos a proposito traduzr estes dous importantes opsculo, em lingo i vernac,-
la, para desl'arle facilitar a sua leilora a quem igooreo frasee?. "rnac"
de-se unicameute no Consulloriodo Iradodor, roa Nova n. 52, por 23000 rs.
J. MI DENTISTA, 8
contina a residir na roa Nova n. 19, primei- m
ro andar. &
Aos Sn. es tu dan tes.
As obras annnnciadas por 1*000, na roa do Qoei-
mado n. 24, nao se vendem m.is pela forma aonnn-
riads, o sim a vontade de comprador, e por eommp-
slo precn ; aellas, qnese esHoacabando.
Novos livroa de homeopalhia em fraocez, sob
'odasde su mina importancia :
Hahnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
. 20*000
. 6*000
. 7*000
. 6*000
. 16*000
. 6*000
8*000
I69OOO
10*000
8*000
7*000
6*000
4*000
10*000
30*000
nios .....
Heriu: imeslica.....
Jabr, pharri eopathica. .
Jahr, novo manual, 4 voluroua ....
Jabr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pelle.......
Rapou, historia da homeopalhia, 2 volumes
Harthmann, tratado completo das molestias
dos meninos. .....
A Teste, materia medica homeopathica. .
Pe Fayotle, doutrina medica homeopathica
Clnica de Slaoneli .......
Casting, verdade da homeopalhia. .
Diccionario de Nvsten.......
Atllas completo da anatoma com bellas es-
tampas coloridas, contando a descripeo
de todas as partes do corpo human ...
vedem-se todos estes livros no consultorin homeopa-
thico do Do Lobo Moacoso, roa Nova n. 50 pri-
meiro andar.
O Dr. Sabino Olegario Lodgero* Knho, t)
mudou-se do palacete da roa dnS.Vrancis- **
Seo n. 68A, para o >obr.;do de dous aodMa w
rean.6, ruade Santo Amaro, (mando novo.) 0
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
quemudou aiua aula para a ra do Ran-
gel n. 1!, onde continua a receber alum-
noj eexternos desde ja' por m-
dico preco como he publico: quem te
quizer utiliiar deieupequenoprettimoo,
pode procurar no segundo andar da refe-
, vida casa a' qtmlquer hora do dias uteis.;
Alttga-se urna casa terrea no Mondego, feila
moderna e com bous comiaodos para peqaeou fa-
milia : a trautr no pateo do Terco n. 9.
!-)
O medico Jpsd de Almcida Soares de Lana f
9 Bastos, mudou a sua residencia para a roa da #
0 Croa sobrado am I, segundo ao- &
Sdar. j,
O bacharel A. R. de Torres Bandeira. adaa1
profesaor de lingua franceza ao '> mnasio dsta pro-
larlicular desla roesma
im d lingua ingleza, rhelorica,
MH^^^^^Bosophij ; e para mais facilitar o es-
de aljamas desla materias preparatorias qael-
Ua peasoas qoe nao pesaaro frequeular sua aula as
hacas designadas em seus anteriores nnuucios, pro-
p6e-te abrir um corso das duai linguas e oqtro de
rtietorica potica, sendo os doas pnmeiros das 5
horas e meia da tarde al as 7 1|2 ra noile, e o se-
gando desea hora al as 8 : qoem quizer malricp-
lar-se m qualquer um deslos corsos, pode procra-
lo de -a de sua residencia, na ra Nova,
obra indo andar, onde laatbem proso-
gue no ensino dest.-is mesm.f disciplinas e das oulras
as horas j desde o principio .nnaneiadaa para
aqoeUes qae entao as podertm estudar. propor-se-
ha gnalmenle a abrir cursos de philosophia, de geo-
graphia e historia noite, qoindo para taes estados
hoave numero tuflicienle du alumnos, a contar do
1. de selembro em diante : e protesta coolinoar a
cumprir (3o aclmente qaanto llie for possivel os
deveres do magisterio.
g i,lBLICA(JA0' DO INSTITUTO H0- 0
IE0PATHC0 DO BRASIL.
THESOURO HOMOPATHICO
OU
VADE-MECM DO
HOMEOPATHA.
Mclhodo conciso, clar sr.guro de cu-
far homcopalhicament* joda' as molestias
qve affligem a especie humana, e parti-
cularmente agellas gve reinan no Bra-
, redigido segundo os melhore traa-
is de homeopalhia, lano europeos como
americauos, e segando a propria experi-
ich, pelo Dr. Sabino Olegario Lndgero
Pinhu. Bala obra he boje re.-ouhecida coi
10 a melhor de todas qoe (mlam daappli-
i?3o homeopathica no .curativo das mo-
aUas. Os curiosos, principalmente, nao
m dar um passo seguro sem possui-la e
?nauHa-lar. Os pas du familias, o aenbo-
rea de eugenhe, sacerdotes, viajantes, ca- i
pitaes de navios, serindosete, etc., devera
ile-U a ndo para occorrer prompl.mele a
qualquer caso de molestia.
Doas volumes em brochura por 10*000
" ncadernados 11*000
\ ende-aiyinicamente em casa do autor,
roa de Sanio Amaro n. 6. Mundo No-
vo).
NA MESMA CASA.
venJem-se os mais acreditados medica-
mentos homeopalliicos preparados sob as
vistes inmediatas do>autor, por precoi va-
rlaveis segundeo nuero e dyu^misacao
dos medicamn(os, lamanho dos lubos e
riqueza
L^Hpao lot.de 12*a 20*000
tf 25*000
18a30000
W 1 i 60*000
45* a 90*00()
120 50 100*000
I.Cada uma ca'leira encerra lam-
'beni os med Icament os proprios para o cho-
lle ra-morbar
Attenco.
o novo ealabelecimanto de armador e cera, aler-
da Boa-Vista n. 39 alugam-se catines pare anios
nlos e lodos os mais araantos necessarios para
"mke-ae de qualqaer'enterro para t-
tjas, couvidar padres,a>macao n. igreja para
sqoer actos fnebres, carros etc., assim como se
leods para se fazerem cabecas.peitos,
los, pernas e pea, e cera para qualquer
Pfaaa, tuda per prerot rasoaveis.
p DEITISTA FRAHCEZ. S
ignoai, deBtiste,'estabelidona
P roa larga do Rosario n. 36, segundo andar, W
B colloca denles com a preasao do ar, e chumba 1
denles com a massa adamantina e onlros m- #
Na roa larga do Rosario esl para elugar-se o
sobrado n. 23, lano a luja como o primeiro o segun-
do andares: ir.ila-se como Dr. Cosme deS Pereira.
noKecife, ra da Cruz n.
Velas de espermacele deazojlede azeiteda palma.
\ endem-sa no armazem de Vicente Kerreira da
Costa, na ra da Madre de Dos a. 22, a 660 rs. a
libra : estas velas dao melhor luz e daram mai. que
quaesquer outra.
._""" Vende-se um lindo crioulo muilo sadio, de
1/ annos, com principios de sapaleiro, e maito pro-
pno para pagem; na roa do Livramenlo luja n. 13.
, Vendem-se 5 eseravas crioulas, sendo 1 com 2
crias, I de 2 annos, e oulra de i mezes, 1 diUopli-
naa engommadeira, costnreira e labvnnlheira, 2 em
habilidades, e 1 negriuha de 6 anuos: na ra de
Horlas o. 60.
Para acabar.
Vende-se merinos em peras e a retalho,
demuito boa qualidade por serem fran-
cezes, eoutras t'azcndaa por prei;os muito
baratos; na ra do Rangel n.'.YiA
atraz da matriz da Boa-Vista, n. i o.
Jos Francisco da Cruz, vende no
seu estabelecimento, no corredor do his-
po, caf torrado, e tambem vende milho
torrado, mas nao vende a mistura de mi-
lho e cafe torrado; o que faz certo aos
seus freguezes.
-Vende-se uma escrava mora, boa cos-
turara, faz labyrintho e cozinha : na ra
do Cabuga', loja de miudezas da aguia de
ouro.
Veode-ie uma taberna cm Fra de Portas, na
roa do Brum, ultima casa defronle do Brum, com
poucos fundos : quem quizer, dirija-se a mesma que
achara seu dono para fazer negocio.
Vende-se uma escrava anda moca, de boa fi-
gura, sem vicio algum, engommadeira, cozinlieira,
lava de sabao, cose e faz doce, com uma cria de 3
annos : no largo da Soledaile, casa terrea de 3 ja-
nellas e porlao.
Vendem-se 2 eseravas com 2 filhas de'10 e 14
annos : a tratar na ra da Alegra, casa o. 34.
Vendem-se lonas largas e eslreitas, por preco
commodo : em casa de Fox Brollurs, na ra da Ca-
dea do Recite n. 62.
Vende-se o diccionario das arles e manufactu-
ras em francez, 2 volumes ; obras" do padre ventura
e facord.ire, volumes truncados, por menos do seu
v.lor ludo : na ra do Queimade, loia de miudezas
n.25. ,
Vende-se am casal de escravos mocos, chepa-
dos do mallo ; a tratar na ra da Sania Cruz n. 24.
Vende-se a armaran da ra Direita n. 62. com
cas. grande para morada : a tratar na mesma ni. n.
ot, que se vende por diminuto preco.
Vndelo meia legoa de Ierra quadrada para
as parles do Bonito : quem a pretender, dirija-se a
ra das Cruzes n. 29, que se dir quem faz o nego-
cio. t
Vende-se am jacar de papo amarello, de bom
lamanho, bastante gordo e domesticado, ptimo para
se fazer presente a um amigo pela quisilisse :
quem quizer, dirija-se i roa Imperial, clsa sem nu-
mero.
Vende-se um mclhodo de flaula com pouco
uso : no Passeio Publico, loja n. 9.
Liquidacao
da nova Cali-
fornia,
o Augusto
Silva, mudou a sua residencia para a ra da *
Camboado Carino n. 38, primeiro andar, on-
de pode ser procorado para os mlsleres de
i profisso, bem cono no
, eacriplorio do
.IM
pateo do Colle-
m. Sr. Dr. Fonseca.
eslabelocida na ra do Crespo, loja junto ao arco de
Santo Antonio, no sobrado do commendador Maga-
IhSes Bastos, vendem-se as seguinles fazendas, e ou-
lras muilas. por preeos haralissimos : '
Vestidos de cambraia'com babndos
Cassas francezas de cores finas, o covado
Chales de merino bordadora seda
Palitos Se riscado feitos em Pars
Ditos de gorgnrao brancos
.Chales de rede pretos e de cores '
Merm prelo lino, o covado 1)600 0 2*400
Lapim ou bombazina finssima, o covado 800
sarja prela hespanhola, o covado 18500
Lencos de setim maceo e de gorgorao 000
Chapeos de fellro muito finos
Chales de ganga escarales ;
Luvas de algodao brancas e de cores, o par
Meias para menino, o par
Chapeos de sol de seda para hornera

Precisa-ae de ama ana que saiba eoiinh.r e
fazer todo o servico de casi: nt roa Direita n. 86
segundo andar.
Esl a aahir a luz no Rio le Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTRAHIDO DE ROFF E BOEN-
NINGHAUSEN E OUTROS,
posto em ordem alphabelica, com a deacripcao
abreviada de loda as molestias, a mdicac,ao phjs!o-
logica e'therapcalicade.todos a medicamentos ho-
meopathiros, seo lempo de acfo e concordancia,
leguido de uradixionario da signi(cac,4o de lodos
oa termos de mediana e erurgia, e posto ao elca uce
das peasoas do povo, pelo
Bfi. A. I DE MELLO MORAES.
io consultorio homeo-
IQiSCOZO, ra Nova n. .MK)
5000 em brochura, e OjOO,
forrado
Rece
Franca, os egolnles objeetos :
Palitos de panno prelo e di
de sed* de 120fJrJ para cima.
Ditos de ra de core* muito lindo.
Ditos Je alpaca prela de 69 a 1(1*000.
Ditos de brim branco e de cores de 25500
para cima.
Calcas de caemira preta fina a 108000.
Jllasde dita de cores de 8 a 99000.
'Has de brim de cor e brancas de 3j000 a
55OOO.
Calcas, colletes e palitos de casemira mes-
ciada.
imenla completa de diversas cores.
Heles de selim, fusiao e casemira.
Palitos de ganga raailo superiores.
Ditos de seda de soperior qualidade, cla-
ros e oscuros, de IO5OOO a 163000.
Grande sortimenlo de mallas, saceos com
mala e saceos de tapete para viagero, sobre-
ludo de laa para sahidas de baile, thea- 32
tro, etc. 3
E grande qnanlidade de chapeos de sol de *
seda e de panninlio, tanto pera hornero como SI
para senhora, e baleias para vestidos e espar- &
filhos de senhoras. 8
wmmmemm
tl~".0_Dr' R'be'ro. medico, contina a residir na
ra da Cruz do Recite n. 49,. segundo andar.
COMPRAS.
Compra-se o diccionario fraocez de Fonseca e
oquele, em bom estado : na ra da Cruz n, 28.
segundo andar. ^^
Comprase um escravo qae nao lenha vicios
nem achaques, e que seja de boa conduela, ainda que
nao seja muco : a Halar na ra do Collegio n. 21.
primeiro andar.
A C$000 a arroba.
Compra-se el lectivamente sebo em ra-
ma em porcoes, de arroba para cima : na
fabrica de abao ra Imperial.
Compram-se Diarios limpos a 100 rs. a libra .
na ra estrella do Rosario, taberna n. 1.
Compra-se efectivamente branze, lilao e co-
bre velho : no deposito da fundirlo da Aurora, na
roa do Brum, logo na estrada, n. 28, e na mesma
fandicao, em Sanio Amaro.
Lompram-se rolos de pitia ouCvIticica. de um
palmo para mais em dimetro : na fnudico da Au-
rora, em Santo Amaro,'e no deposito da mesma, na
roa do Brum n. 28.
VENDAS.
Oracao contra a peste e o cholera-
ai morbus.
Acha-se i venda na livraria n. 6 c 8 da praca da
Independencia um folhelinho com diflerenles ora-
coes contra o cholera-morbos, e qualquer oulra pes
e, a 80 rs. cada am.
Vende-se um moleqaecom 18 annos, de bonita
ngura e ptimas qualidades : na ra Nova 11. 16.
Chally.
Vende-se chally para vestidos, fazenda mai supe-
rior, pelo diminuto proco de 800 e 900 rs. o covado ;
ua rui do Queimado n. 33 A.

19000
120
23500
120O0
39000
.500
.(XI .
120
120
teooo
Barato admira-
vel.
Na ra do Queimado n. 33 A, vendem-se corles
de casemira decores, o melhor possivel, pelo barato
preco do 49000. 492OO e 49400, igualmente vendem-,
se chales de chally, ditos de merino de lodas as qua
lidades, por baf\os preeos.
C. STARK & C.
respeilosamenteannunciam que no seu cilenso .'es-
(abeiccimenlii em Santo Amaro,conliiiuam a fabricar
com a maior perteiego e promplidao, loda a-.quaida-,
ue de machinismo para o uso da agricultura, na-
vegacao e manufactura; c que para maior commodo
de seus numerosos freguezes e do publico em geral,
leem aberlo em um dos grandes armacens do Sr.
Mesquita ua ra do Brum, alraz do arsenal de ma-
rinha *
1 DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dilo sen estabelecimento.
All acharan os compradores om completo sorli-
menlo de moendas de canna, com lodos os melliora-
menlos {alguns delles novos e origioaes) de que a
experiencia de muitos annos lem mostrado a noces-
sidade. Machinas de vapor de baisa e alia pressao,
laixas de todo lamanho, tanto batidas como fundi-
das, carros doman e ditos para conduzir formas de
assucar, machinas para moer mandioca, prensas pa-
ra dilo, fornos de ferro balido para familia, arados de
ierro da mais appravada conslruccao, fundos para
alambiques, crivos e portas para fornalhas, e uma
infinidade de obras de ferro, que seria enfadonho
enumerar. No mesmo deposito eiisle uma pessoa
inlelligentc e habilitada para receber lodas as en-
commendas, etc., etc., que os anpunciaiiles contan-
do com a capacidadedesuas oflicinase machinismo,
e pericia de seus officiaes, se compromcltem a fazer
executar, com a maior presteza, perteirao, e exacta
conformidade gpm os modelos011 desenios.e instruc-
Soesquelhes forcm fornecidas.
Em casa de Timm Momsen & Vinnassa,
praca do Coipo-Santo n. 9, ha para
vender :
. Cemento romano em barricas, chegado
ltimamente de Hamburgo.
CHAROPE
DO
BOSQUE
O nico deposito contina a ser na botica de llar-
tholomeu Francisco de Souza, na ra larga do llosa-
rio n. 36; garrafas grandes59500 e pequeas 39000.
IMPORTANTE PARA 0 NIUCO.
xan cura de pidiera jjui todos os seus dillerenles
graos, quer motivada por constipaces, tosse, asin-
ina, pleuri/. escarns de saugue, diir de costados e
peilo, palpitacao no coraran, coqueluche, bronchite
dar na garganta, e lodas as molestias dos orgos pul-
monares.
IECHMSMO PAM EM8E-
IHO.
NA FUNDigAO DE FERRO DO ENGE-
NHE1RO DAVID W- BOWNIAN. WA
RA DO BRUM, PASSANDO O uIA-
FARIZ,
ha sempre um grande sorlimenlo dos seguinles ob-
jeclos de mechanismos proprios para en^enhos, a sa-
ber : moendas e meas moendas da mais moderna
conslruccao ; laixas de ferro fundido e balido, da
superior qualidade e de lodosos tamanhos ; rodas
deutadaa para agua oa animaes, de lodas as propor-
coes ; crivos e boceas de foruallia e registros de bo-
eiro, aguilhoes, bronzes, parafusos ccavilhOes, rooi-
nho de mandioca, etc., etc.
NA MESMA FUNDICA'O.
se execolam todas as encommeodas com a saperio-
ridade j condecida, e com a devida presteza e com-
modidade em preco.
Em casa de Timm Momsen & Vinassa,
praca do Corpc-Santo n. 15, ha, para
vender.
Um sortimento completo de llvros em
v anco, vindos de Hamburgo.
VARABAS E GRADES.
Um lindo e variado sorlimento de modellos para
verandas e gradaras de goslo modernissimo : na
fundido d. Aurora, em Santo Amaro, e no deposi-
to da mesma, na rna do Brum.
AMIA DA FHDICAO
EDWIN MAW, ESCKIPTORI DE RO-
SAS BRAGA <5 C, RA DO TRAPI-
CHE N. 44.
Tem para vender um completo sorti-
mento de taixas, moendas e meias moen-
das para engenho, cuja superioridade ja'
he bem conhecida dos senhores de enge-
nho desta provincia, dos da Parahiba e
das A|ggoas. desde quando taes objectos
do mesmo fabricante erara vendidos pelos
Sr*. Me. Calmont&C, desta praca.
Vende-se uma prela da CoaJ, quiUndeira,
aem vicio algum: enlenda-sc com o esciivo Molla,
na ra Augusta, sobrado de doas andares.
Vende-se uma mulata de idade 30 annos, pro-
pria para o servico de uma rasa : na roa Nova, so-
brado que vira para a roa do Sol, sesundo andar,
casa de Barlholomeu Francisco d Souza.
Vndese uma negrinha de 10 annos, que j
leve bexigas : na ra do R.ogel n. 20, seaundo an-
dar.
Veude-se a laberna da rna da l.ingoela n. 5.
muilo afreguezada, e se dir o motivo da venda
tratar na mesma.
Cobre de forro, na ra da Cadeia do Re-
cife, loja n. G4.
Vende-se cobre de forro, caixas de fnlha de flan-
dres, dilas de vidro, estanto em verguinha, chumbo
de barra e ero lencol, formas de bolo, de podim e
pastis, grandes e pequeas, candieiros de treabra-
Sos, marroquins e couros de lustre ; ludo se vende
por preeos commodos.
Vende-se uma escrava crioula, cora 20 annos
de idade, a qual sabe cozinhar, coser e algoma cou-
sa engommar : na ra do Ransel n. 60.
Platos oces patentes
para conserTar a comida
quente: vendem-se na pia-
ra do Corpo Santo, ariua-
zem n. 48, de S ostrn Ro-
oker #C.
ORJEriOS PARA ARMADORES.
\endem-sena ra do Amorim n. 41 sor-
timentos completos para armacoes de igre-
ja, can-ose nginhos, como sejam : volan.
tes de todamas cores, trinas, gal oes de to-
das as larguras, espigilhas, flhamas, etc.
por preeos baratos.
DINHEIRO.
Para acabar.
Na ra do Queimado n. 19, pas-
cando a botica a segunda loja, ven-
dem-se cambraias Irancezas muito jK
linas e as mais modernas que tem
vi^do ao mercado,pelo baratissimo
preco deOOrs. a vara.
vmaBBUBmB
Vende-se o engenho Canoa, na comarca da Rio
lormoso, com boas obras, safras, animaes, mallas
virgens e bom terreno : os pretendemos dirijam-se
o mesmo engenho, ou a ra do Qneimado, loia de
fazeudas n. 31. '
Vende-se uma casa terrea, sila na ra de S.
Jos n. 38. com > salas, 2 qu.rtos, cozinha fra,
quintal e cacimba : a tratar com o dono na Cambo*
dq^Carmo n. 3, taberna.
ALMA VITA
para vestidos de
SERHOIU A 640.
Pela barca Conle-Itogcr. viuda ltimamente de
rranea. chegou uma fazenda nova transparente, de
laa dequadros e de listras, qoe em Hamburgo he
fazenda da prsenle estacao, do ultimo goslo para
* senhora, qua a liaptisaram com o nome
28008 '^* "l
Alma Viv
6iO cada cova
Vende-si
nita figura,,
gel n. 10.
e-se pelo haratis a ra do Queimado n. 81 A.
la mnleca de idade 16 annos, bo-
Awhai-c- coser : na ra do Ran-
das salva-
da barca
usta vo II.
um reslo de mci.s casemiras, pelo ba-
['l^Tw'So de 1SO00 orrle, lindas cassas pin-
J2?0,pa? a 2S0 cova''0' crt*s de cambraia a
-"VUU. camisas de meia a 600 r<. ele. etc. : na rna
do Cabuga n. 10, defronle do ceriguerro.
Vendem-se doze garrafoes em bom estado, por
preco commodo: na ra da Senzalla Velha n. ao,
primeiro andar.
Vende-se farinhade m.indioc.i da mais nova
no mercado a 2>00 rs. a sacca : na Ir.ivessa da Ma-
dre-de-Ueos n. 16, armazem de Agoslinho Fcrrcira
sena lioimaraes.
T y.ena>nl-sc ceblas novas ehegades ullimamen-
'^5?" na l,,rc* Maria Jo*e< S)0 rs- e 1*200 rs. ment : na travesa da Madre-de-
iJeos n. 16, armazem de Agoslinho l'erreira Sena
iiuimaraes.
i Z^S*"^ G escr,va3- *eno 2 da narSo, com
habilidades, de cozinhar, enuommar ou para a na, e
* que coznham. engomraam e coscm, crioulas, 1
cabra de 20 anuos de idade, bem possanteede bo-
ma ligura, sem habilitad*. 3 prelos, sendo 2 de 30
annos de idade e 1 de5j, bom para silio : na ra
dos Qoarteis o. 21.
Ao bom e barato,
isa taberna da ra do Kosario Ursa piulada de
azoln.ji vende-se o segninle: manlciga ingleza
superior a 800 c ,20 rs., linguicas de Lisboa muilo
llov a 400 rs.. loucinho dito a 320 rs., paios a J40
""iyi A* Lisba,a400rs. a garrafa.arroz do Ma-
ranho a hO rs.,cha bjaara a 2, dilo do Rio a 13760,
passas muilo novas a 320 rs., e onlros muitos cene-
rus por menos do que em oulra qualquer parle.
Vende-se uma laber*, sila na ra Imperial
n. 4/. bem afreguezada, com muilo poucos fundos
quem pretender, dirija-se i mesma, que adiar, coro
quem tratar.
Vendero-sc taboas, caibros, encliumeis, escadas,
porlas, ludo resto de uma obra : na casa aroarella
da ra da Praia.
Vende-se um silio na praia .le S. Francisco,
proprio para passara testa: os prelendentea dirijara-se
a hora de Portas n. 145 segundo andar.
Na roa da tluia taberna n. 9 ha para vender
saborosa carne do serian, chegada ullimamei.lo do
..T ,vf'"te-ae orna negri crioula, de 22 annos, boa
Ol,?e,d<' CT< "n"' cria ** "a ruado
queimado n. 44.
~,ye1de"se a loJa de talCado da ra Direita n.
io. a iraiar na mesma loja, que todo negocio se faz.
d &m n??o!"eOBn,c da meM,or 1ualidade: >
i7.^e.nileTe C!',i prcl suPr'or- Para familia, em
ii de vinteet.ntas libras; ludo a preeos com-
rlnV r"0 e,scr'p,orio d0 Milhiui Auslin & Coro-
panhia, ruadolrapichen. 36.
Vende-se um carro de qualro ro-
das, com qaalro assenlos, oovo e
minio maneiro, vendem-se boas p-
relhas de ,:.vallos para o mesmo,
ca\allode cabriole! e can ocla, ludo por preco com-
modo : na ra Nova, cocheir. de Adolpho Bour-
Barato que ad-
mira.
Lindos chales de barege, superiores aos de meri-
no, tanto em goslo como por serem transparentes, e
muito leves ; por isso maito proprios p.ru a actual
eslacio : a elles, antes que se acabem. senhores per-
narobucanos de bom goslo : na loja do sobrado n. 81
da roa do Livramenlo,
Pechinclia para
Os bellos passeios do
campo.
Por menos de seu valor (roci-se por ouro, prata,
cobre e sdalas, ainda mesmo sendo velhas, lindos
chale de merino bordados e de diversas cores, com
pepueno loque devarii, pela diminuta quantia de
5000: na loja do sobrade n. 8 da roa do Livramenlo.
G01 runa.
Vendem-ae aaccas eim gomraa muilo a Iva para
engommar e fazer bolinhjs: na loja n. 14 da roa do
Queimado.
P01KIER.
Aterro da Boa-Visla n. 55.
vende-se um carro de 4 rodas, novo, muilo elegan-
te e leve,* de novo modelo proropto a Ferrol ao goa-
to do comprador, em casa dePoirier.
Muito boa carne.
Vende-.e carne vinda do Acarac muilo s.la ; na
na do Queimado n. 14.
Velas.
Vendem-se velas de carnauba pura, de 6, 7, 8, 9,
10e13 por libra, e por menas preco que em outra
qualquer parte : na ra Direita n. 59. '
CASEMIRAS
de superior qualidade e bom goslo, vendem-se na
ron do Crespo 11.19.
A boa fama
Na ra do Queimado nos qualro lanlos, loja de
miudezas da boa fama n. 33, veudem-se osseguinles
objectos pelos preeos mencionados, e tudo de mui-
lo boas qualidades, a saber :
Duzia de lezouras para costura a 19000
Duzia de pentes para alar cabellos 19500
Pesas com 11 varas de filalavrada sem defeitol9200
Pares de meias brancas para senhora 240
Pejas de tas brancas de linho 40
Pe;as de bico estreilocom 10 varas 560 e 640
Carteirinhas cum lOOaguIhss, sorlidas 240
Macos de cordao para vestido 600
Caixas com clcheles balidos, francezes 60
Escovas finas para denles 100
Pulceh-as encarnadas para meninas e senhoras 320
Lindas brancas de uovclos n. 50, 60, 70 libra 18100
Libras de lindas de cores de novello IgOOO
Crozas de boles para carniza 16
Meadas de linhaslinissiroas para bordar 160
Meadas de lindas de peso 100
Carrileis de lindas finas de 20tT)ardas 70
Crozas de boloes muilo finos para calcas 280
Caitas com 16 novellos de lindas de marcar 280
Duzia de dedaes para senliora 100
Suspensorios, o par 40
Macinhos de rampas 50
Carlas de alfiueles loo.
Caiiinhascom brinqnedos para meninos 320
Agulheiros moilo bonitos coro agulha 200
Torcidas para candieiro, n. 14 mi
Carnudas com asnillas francezas 160
rtadadusaderlos de lindo bo'rdadus e lisos, a 120 e240
Alein de ludo islo outras muitissimas cousas ludo
de muilo boas qualidades, c qoe se vende muilissi-
mo baralo oesla bem conhecida loja da boa fama.
Vende-se uma bomba nova |de carnauba : no
Corredor do Bispo ao p da taberna.
ATTENCO SRS. ECONOMI-
eos,cheles de familias
Na Jeja de 5 portes, que faz esquina para a ra do
Rangel, com a frente para a do Queimado, ha um
lindo sortimenlo de chales de merino, bordados, e de
varias cores, com pequeo toque de avaria, por 13o
baralo .preco que admira.
* SUPERIOR FARIM DE $
MANDIOCA DES. MATHEUS. <#
*) A bordo do patacho nacional &
m AUDAZ, tundeado em frente do
^ caes do Collegio, se vende supe- (
S rior e muito nova iaiinha de ia
^ mandioca, cliegada agora de S. \
S Matheus. a preqos comanodos e S
9 paia porcoes: trata-se no escrip- W
I torio dos consignatarios Isaac, Cu- W
W rio & C, na ra da Cruz n. i9,
primeiro andar.
Na ra do Crespo, loja n. 19, acha-se venda
um completo sortimenlo de pannos prelos de supe-
rior qualidade, para preco- de 2gS00, 39500, 39800,
49200, 59500 e 89000, assim como chapeos prelos
francezes dos ltimos chegado.
Loja n. 6 !! !
Vendem-se pecas de esgniao de algodo, muilo
boa fazenda, pelo preco de 39500 a pee, corles de
cambraia de barra, bonitos padres e muilo boa fa-
zenda, pelo preco de 39000 o corle, mantas para
grvala a 19200 cada uma.
Ao barato. .
Ainda erisle um resto de sapates philadelphicos
para domens e rapares, que se vendem pelos dimi-
nutos presos de 39200 e 2800 o par : na ra da "
dre de Dos, loja n. 28, e no paleo da Ribetea
berna n. 1.
Moinhos de vento
ombombaaderepnxopara regir horlas e baixi,
decapim, uafandi;ade I). W. Bownan : na roa
do Brum na. 6,8*10.
COGNAC VERDADEIRO.
Vende-se superior cognac, em garrafa, a 129000
a duzia. o 19280 garrafa : na rna dos Tanoeiros n.
2, prineiro andar, defronte do Trapiche Novo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Redondo de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonia ingleza* e hollandeza, com gran-
de "antagem para o melhoramento do
assucar, acba-e a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portugus, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz. p. 4.
CAL DE LISBOA A 49000.
Vendem-se btrris com cal virgem de Lisboa, para
techar conlas, pelo diminuto preco de 49000 o bar-
ril : na ra da Cadeia do Recite, loja n. 50, defron-
le da i ua da Madre de Dos.
Vendem-se espingardas francezas de
dous canos, bonitas e de boa qualidade,
por barato preco : na ra da Cruzn. 26,
primeiro andar.
Vende-se exceltente taboado de pinho, recn-
temeos chegado da America : na mi de Apollo
trapiche do Ferreira. a entender-se com oadminis
ador do mesmo.
A boa fama
Vendem-se moilo bouilos chapeos de sol de seda
pequeos e com molas proprios para meninas de es-
cola, pelo baralissimo preco de 39000 rs.; he cousa
Ulo galante que quem vir nao deisar de comprar :
na ra do Queimado, loja de miudezas da boa fama,
n. 33.
CAL VIRGEM.
A mais nova no mercado, por prero
muito barato: ho deposito de ra o
Trapichen. 15, armazem de Bastos & Ir-
maos.
Na roa do Vi-ario n. 19, primeiro andar, ha
para vender superior retroz de primeira qualidade,
do fabrican leSiqueiralindas de rorii e de nume-
ro, e fio porrele, ludo chegado pelo ultimo navio vin-
do do Porto, e juntamente vinho superior, teitnra
em pequeos barris de dcimo.
Vendem-se nd armazem n. 60, da ra da Ca-
deia do Recite, de llenry Gibson, os mais superio-
res relogios f.-fbricados'em Inglaterra, por presos
mdicos.
FARINHA DE MANDIOCA. '
Vende-se superior farinlia de mandioca
em saccasquetem um alqueire, medida
velha por 3S000 reis : nos armazens ps.
o, 5 e 7, e no armzem defronte da porta da
alfandega, ou a tratar r-o escriptorio de
Novaes & Companhia na ruado Trapiche
n. 34, primeiro andar.
. Taixas pare engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos do
bocea, asquaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao'
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador;
Vendem-se em casa de S. P. J oh lis-
tn & C., na ra de Senzala Nova n. i 2.
Sellins nglezes.
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montarla.
Candieiros e casticaes bronzeados.
Lonas nglezas.
Fio de sapateiro.
Vaquetas de lustre para carro.
Bai ris de graxa n. 97. .
Vinho Cherrv em barris.
Camas de ferro.
Vende-se ac em cndeles de um quintal, por
prec,o muilo commodo : no armazem de Me. Cal-
Esgu
da
moni & Companhia, praga do Corpo Santo n. 11.
So de linHTTosl d\ imbrica de todo
OS SANTOS DA BAHA.
Vende-se em casa de N. O- Bieber &
C, na ra da Cruz n. 4, algodao tran-
cado daquella fabrica muito proprio pa-
ra saceos de assucar e roupa para escra-
vos, por.prec,o commodo.
tOffllft HP AGENCIA
Da Fundicad' Low-Moor. Roa
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento contina a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas- para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos. para
dito.
Na roa do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-sefarelo novo,chegado dLisboa pelobrigue Es-
pere nr a.
CAL DE LISBOA.
Vende-se cal virgem, chegada no ul-
timo navio, por precio commodo, assim
nomo potassa superior americana: no
deposito da ra de Apollo n. 2B.
FAZENDAS DE GOSTD
PARA VESTIDOS DE SEWHORA.
lidian de quadros muito fina e padres novos;
corles de laa de quadros .e flores por preco commo-
do : vende-se na ra do Crespo loja da esquina qae
volla para a ra da Cadeia.
e algodao,
muito superior, com ti varas a peca, por 3jM0:
vende-se na ra do Crespo, loja da esquina que vol-
la para a ra da Cadeia.
Com
cupim.
Algodao para saceos : vende-se por preco com-
modo, na ra do Crespo, loja da esquina que volla
para a ra da -Cadeia.
A3$500
Vende-se cal de Lisboa ltimamente chegada, as-
sim como potassa da Rossia verdadsira : na praca do
Corpo Santo n. 11.
Cheguem ao ba-
rato !! !
Caixas para rape imitando a tartaruga, pelo bara-
lissimo preco de 1280 cada uma : na ra do Cres-
po n. 6- ,
Attenco.
Conlinua-se a veuder na ra da Cadeia do Recite
p. 17, loja do S (Manoel) damasco de Illa de doas
larguras, muilo proprie para coberlas de cama e
pannos de mesa.
Cera de carnau-
ba do
, ARACATY E ASSIT.
Vende-se em porro e a retalho, por menos prero
que em oulra qualquer parle, principalmente sen jo
a dinheiro viste : na roa da Cruz, armazem de
couros e sola, n. 15.
POTASSA GAL VIRGEM.
No antigo e ja' bem conhecido deposi-
to da ra da Cadeia do Recife, escriptorio
12, ha para vender muito superior
potassa da Russia, dita do Rio de Janeiro
e cal virgem de Lisboa em pedra, tudo i
preeos muito avoraveis, com os quaes li-
carao os compradores satisleitos.
Attenco ao seguinte.
Cambraia franceza de cores de muilo bom goslo a
60O rs. a vara, corles de cassa prelos de maito bom
gosto a 28000 o corte, ditos de cores com bons pa-
drea a 29200, alpaca de seda com quadros a 720 o
covado, cortes de laa muilo linos com 14 covados ca-
da corle, de maito bom gosto, a 1500. lencos de
bico cora palmas a 320 cada 'um, ditos de cambraia
de linho grandes, proprios para cabeca a 560 cada
um, chales imperiaes a 800 rs., 19 e 1200 : na teja
da ra do Crespo o. ti.
Brins de vella : no armazem deN. O.
Bieber & C, ra da Cruz n. 4.
Fazendas baratas.
Cortes de casemira de pura laa e bonitos padrOes
a 59500 rs. o corte, alpaca de cordao muito Una a
OOrs. o covado, dila muilo larga propria para man-
to a 640 covado, corles de brim pinte de puro li-
nho a 19600 o corte, ditos cor de palha a I96OO o
corle, corles de casemira de bom gosto a 29500 o cor-
te, sarja de laa de doas largara propria par vesti-
do de quem est de lato i 480 o covado. cortes de,
fusiao de bonitos gostos a 720 e I940O o corte, brim
trancado de lindo ata t a 19200, riscados proprios
para jaquelas e palitos a 280 o covado, cortes de col-
leles de gorgorao a 39500 : na loja da rna do Cres-
po n. 6.
Velas de car-
Veade-se e bom e bem acreditado rap Joao
Paulo Cordairo da fabrica do Rio de Janeiro ; rap
este bem aceito pela sua comnosicao e assemeldar-se
ao de Lisboa pelo sen bom aroma agreMpl ; ven-
de-te de 25 libra para cima,no deposito ajMpl da roe
da Craz do Recite, casi o. 17, o em libra e a reta-
lho, as lojas seguinles : ra da Crut do Recite,
Fortunato Cardoso de Oouva ; na rui da Cadeia do
Recite, Jos Gomes Leal, Jos Fortunato da Silva
Porto, Tdomaz Ferninde da Cnnha, Manee! Joa-
qun, de Oliveira ; becco da Cacimba, Antonio Ra-
mo ; ra do Crespo, Joaqaim Reurique da Silva ;
ra do Queimado, MagalhAes & Silva, Teiieira &
Souza ; roa Direita, Jos Vctor da Silva Pime'nlel,
pateo do Carme, Antonio Joaquim Ferreira d Sou-
za ; roa larga do Rosario,' Viuva Dias Femandes,
Manoel Jos Lopes, Barro & TrosSo ; aterro |da
Boii-Visl, Joaquim Jos Da Pereira, Jos Victo
da Silva Pimeolel.
Chales de merino' de cores, de maito
bom gosto.
Vendem-se na ra do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
ATTENCiO.
Na ra do Trapiche n. 54, lia para
vender barris de ferro ermeticamente.
lechados, propro para deposite
ses ; estes barris sao os ineIhore*que se
tem descoberto para este fim, pO
evhalaiem o menor clieiro, e apenas pe-
zam 1 6 libras, e custam o diminuto pre-
ro de i<000 rs. cada um.
8
Deposito de vinho de cbam-
agne Chateau-Ay, primeira qua- I
dade, de propriedade do conde
de Marcuil, ruada Cruz do ^^
cife n. 20 : este vinho, o melhor
de toda a Champagne, vende-se
a u'SOOO rs. cada caixa, acha-se
nicamente em casa, de L. Le-
comte Feron & Companhia. N.
B.As caixas sao marcadas a fo-
goConde de Marcuile os r-
tulos das garrafas sao azues.
29600
1990O
640
408
120
80
600
500
800
400
I9OOO
LABVRINTHOS.
Lencos de cambraia de linho moilo finos, loalhas
redondas e de ponas, e rr.ais objectos desle genero,
ludo de bom goslo ; vende-se baralo : na rna da
Craz n. 34, primeiro andar.
A boa fama
Vende-se papel marfim paut.ido, a resma 1
Papel depesojjaulado muilo superior, resma 3
Dito almuco sera ser pautado muilo bom
Peunas linissimas bico de lauca, grozi
Ditas muito boas, groza
Caivetes finos de 2 e 3 folhas, a 340 e
Lapis finos envernisados, dozia .
Dilos sem ser envernisados, duzia
Canelas de marfim muilo bonitas
Capachos piolados para sala
Benaalas de junco com bonitos castea
tirulos de armario ac, todas aa graduales
Mitos de ditos de metal branca
Lunetas coro armario de tartaruga
Dilas de dila de bfalo
Carleiras para algibeira, superiores
1 ivellas douradas para calcas e collele
lsporas finas de metal, o par
Trancelins prelos de borraiaj
Tinteiros e Breteos de porcefi
Caixas riquiasima para rap a 5
Cartciras proprias para viagem
Toucadores de Jacaranda com bom
Charleteos de diversas qualidades
Meias de laia mallo superior pira
Kscovas linissimas pata cabellos e
linissimas para barba, luvas de sed^
res, meias pintadas e croa de moilo
es. bengalas muilo finas, tima en
propria para riicar llvros. Alm de (1
muitissimas cousa tudo de muilo boa
e que se vendem mais barato do qae
quer parte : na ra do Qaeimado nos qoa
na bem conhecida loja de miudezas d
11. 33.
vvKVXMnmmu____
M Anttgo deposito-de panno 3
f godao da fabrica de To<
Santos na Babia.
Novaes Companhia, na ra do
jg Trapichen. 34, continan/ a ven-
der panno de algodao desta fabrica,
trancado, proprio para saceos
roupa de escravos.
i qual-
X
Riscado de listras .de s, p
para palitos, calcase aquetas, a 1
o covado.
Vende-se na rna do
volta para a cadeia.
Crespo, loia da esquina qoe
Vende
volla para a ra da Cadeia.
esquina que
nauba,
SIMPLES E DE COMPOSICAO.
Na mida Cruz n. 15, vendem-sc dilas vela, de
6,1,8, 9 e 13 por libra, em cateas de 8 al 50 libros,
fabricadas no Aracaty, petes melhore autores, e por
menos preco que em outra qualquer parte.
CASEMIRA PRETA A 4>500
0 CORTE DE CALCA
rri*-se na ra do Crespo, loja da e
'a a ra da Cadeia.
Vende-se
Farello em saccas de 5
arrobas a 5^000.
Familia de mandioca
em saccas a 2^500.
Tijolios de raarmore a
5!10.
Vinho Bordeaux em
garrafoes a 12^000.
JVo armazem de Tasso
lmaos.
LEONOR DAMBOISE.
yende-se oexcellente romance histri-
co Leonor d'Amboise, duqueza de Breta-
nhn, 2 volumes por IsOOOrs., na livraria
n. 6 e 8 da praca da Independencia.
CORTES DE CASEIIRAS
DE CURES ESCURAS E CLARAS l|0M.-
\ endem-se na roa do Crespo, loja da) esqaina que
volta para a ra da Cadeia.
A Boa lama.
Na ra do Queimado, nos qualro cantos, li
miudezas da boa fama n. 33, vender-se o
ibjeelos, Indo de muito boa qualidades e pe'i
;os mencionados, a saber :
"entes de tartaruga pera atar cabellos a
Dilo de alisar tambem da tartaruga "
Ditos de marlim para alisar
Dilos de btelo moilo lino
pilos imitando i tartaruga para?ater cabello 280
Loques finissimos a
Lindas caixas para coslun
Dilas para jotes, moilo lindas a
Luvas pelas de torra! e com borlla
Ditas de seda de cores sem deteilo
Lindas meias de seda de cores para ertencas 1
Meias pintadas lio de Escoria para enancas 240 e 400
Bandejas grande e fina
francas de seda de lodas as cojea e tersara de bo-
lillos padres, filas finas lavradas e de t
2uras e cores, bicos finissimos de lindo 4
padrOes e lodas as larguras, teaoaras fl
que de possivel enronlrar-se e de loda aa
des, meias e luvas de todas as qualidade
mas franjas brincas e de cores cera borllas pr
para cortinados, e alm de ludo isto outras n
mas couss ludo de bons gestse boas qua I i.te
que visla do muilo barato preco nao deten
agradar aos Srs. compradores.
ESCRAVOS FGIDOS.
I
POTASSA BRAS1LEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, ene-
jada recentemente, recommen-
la-se aos senhores de engenhos os
seus bons elFeitos ja' experimen-
tados: na ra da Cruzn. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
Vende-se uma balanza romana com todos os
ui pertences.em bom uso e de 2,000 libras : qoem
pretender, dirife-se roa da Crui, armaeem n. 4.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violSo e flauta, como
sej un, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
ticies, modjnhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
-- Ni rna do Vigario n. 19, primeiro andar, tem
i vinda a superior flanella para forro di aallius,
chegada recentemente da America.
esappareceu a 13 do corrente, Joaquina,
nacao Cassange, representa ler 40 annos. aliara re-
cular, algoma cousa cheia do corpo, cor fola, cabal-
lo aparado e alguna branco, com carne sobre o ol,
nariz chalo, falta de alguns denle dos lados, paitos
pequeos e mnrehos, nsdegas empinada san trai,
lem alguraas cicalrizea de relho uas coste, e algu-
inas sarnas pelo corpo, nm lohinho ou carece no
braco ao p da irdo, e tem um p mai groase ; le-
voii vestido de chita preto bastante asado, panno
lino velho, quando foge lem por costume andar pe-
los arrabaldes desla praja : qualquer pessoa poda-
ra pegar e levar a seu senhor Domingo da Silva
Campos, ra das Cruzan.40, qoe recompensar.
Desappareceu doabaino assignado, nbbado, 15
do eorrenle, o escravo Napoleao, mulato,com o ig-
uaesseguinles:idade de 25 annos,altura e corpo re-
calares, rosto descarnado, com falta de deoles, nariz
afilado, cabello carapindo; condozio toda asfeupa que
tinha, sendo o segainle : am chapeo preto franeea e
nutro de coaro,3 camisa demadapol(o,2 de algodgo
liso, 1 da lladia, 2 calca branes de brim, 1 de brim
pardo, oulra de riscado, 1 aqueta de rucado, e mais
algoma roupa de service ; costuma andar de cateas
sem jaqaet, e com os bracos arregazado, e sempre
vive fumando etarulo ou cigarro. Este escravo foi
comprado a ara. Maria Ltea. Cavalcatili ate Al-
luiquerque Lacerda, seohoia que tei do enaalio Ja-
car di termo de Gotean, o qual he lilho d'alli, e
no mesmo engenho tem prenles. O referido escra-
vo dase pete fesla do Natal, que o proprie (ario ac-
lual do engenho Jacar **Sr. Jos Francisco de Pau-
la Cavalcanti, lilho da senhora cima referida, o
quera comprar, por isso presume-te ter elle para
.dli se encamiohado : roga-se a toda as autoridades
policiaes e capiUes de campo, que facam apprehen-
der o dilo escravo e conduzi-lo seu senhor o (baji-
to assignado uesla cidade do Recife, rna do Rosario
da Boa-Vista n. 14. qae generosamente te recom-
pensar.Manoel Ferreira Coala.
Do engenho Gremano fugo no dia 6 de agesto
am casal de escravos velho de nome Migoel, baizo
de pouco corpo, e lem aa maos foveirat, a mulher
do dilo negro dejeme Joanua, gorda, e pernas groi-
as ; ambo atMav gento de Angola : qoem os ap-
pjehender receber 1009000 : o qoal escravo perlen-
ce o mesmo enhor do engenho remano, o major
Jos Cesar de Albuquerque.
Desappareceu no dia 17 de agosto corrente
pete 7 oras da notte, a preta Lourenra, de idade
:I5 a 40 annos, pouco mais ou menos, com os signaes
egmntes : um dedo da ndo direita enchado, ma-
gra, (em marcas brancas as doas pernas, levon
mita /li irrnil'InvlnK ni!Jk J_ -i *.
misa de,algodSoiiohq, vestido de chite rdia, panni
fino, e mais urna tronza de ronpa : roga-se a todat
as autoridades policiaes oa capilaes de campo que i
ipprehendam e levem sen senhor Joao Cejie di
Azevedo, na praca do Corpo Santo 17, qo uu
nem recompensado.

I
I

PERN.:TP. DK k. F. DEFaRIA.-
1855


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