Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00667


This item is only available as the following downloads:


Full Text
J

,
ANNO XXXJ. N. 216.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 meses vencidos 4,500.
QUARTA FEIRA 19 DE SETEMBRO OE 1855
Por auno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO DE PERNAMBUCO
lilil. \llll-. Ilt CIIICiuin,< ... *-. ....____. ---------------^-------------------------------------------------------------^---------------------------------------------------------.___________
ENCAUREUADOS DA SUBSCRIPCAO'.
Recite, o proprietario M. F. de Faria ; Ro de Ja-
ro, o Sr. Joo Pereira Marlins ; Baha, tSr. D-
Dnprad; Macei, o Seolior Claudino Falcao Dias;
arhiba o Senhor Gervazio Viclor la Nativi-
pede ; Natal, o Sr.Joaquim Ignacio l'ereira Juuior;
5Jy* 8r. Antonio de LcmosBraga;Cear, o Sr.
W*Ul deOhveira; Mar n bao o Sr. Joa-
arqnes Rodrigues; Piauhv.oSr. Domingos
enano Ackiles Pessoa Ceareoce ; Para, oSr. Jus-
ta J. Ramos ; Amazona*, o Sr. Jerooymo da Cosa.
CAMBIOS.
?obre Londres, a 27 1/2.
Pars, 355 r. por f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 por 0/0 de rebate.
Aefoes do banco 30 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de latirs de 8 a 9 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas- 29J000
Modas de 69400 velhas. 169000
de 69400 novas. 16S000
de4000. 99000
Prala.Paiacdes brasileiros. 19940
Pesos eolumnario..... 1940
mexicanos. .... 19860
MME lEFICIAl.
PARTIDA DOS GMIREIOS.
Olinda, lodos os dias
Caruar, Bonito e Garanbunuios dias 1 el5
Villa-Bella, Boa-Vista, Ei e Ibricury, a 13 e 28
Goianna e Parahiba, segundte sexlas-feiras
Victoria e Natal, as quintas-feiras
PREAMAR DE HOJE.
Primeira s 10 horas e 54 minutos da marinas
Segunda s 11 horas 18 minutos da larde
ALD,E*C,AS- EPHEMER.DES.
on,-U=al^merC,0>s??undase1u,nta^"|Setembro 3 Quarto minguante as 6 boras 3 mi-
BISPADO BE PERNAMBUCO.
Circular aos reverendos parochos.
xvm. Senhor Sendo nos sniearadus de suppor-
r o considera vrl flagellu da pesie, que lein gras-
n.^provincias iro.Pra o Baha, por cajo moti-
conrem prevenir ainfiniti Benignidad?, implo-
ido jrolecco em f.ivor ds opprimdos com a rc-
fia(lu do proprin demerito, determinamos que
rs 23. 1 e 5 do crrenle pelas 6 horas da
le sejam ao co enviadas as Preces publicas, que
i Santa lgreja pre*creve em les aconlecimentos; na
CMhedral da diocer, as majrize?, e conventos
Uta capital, a da cidaae de Olinda, por meio das
Juaes plaquemos a indignara,) justamente mereri-
, prreedendo ai Preces a couvrnien)ja exorlarao
sobre a neceasidade da oraran e da penitencia.
A amcao pro quacumque Iribulaiione excep-
priineiras e segundas classes. emquanio
ir* maior urgencia, ser recitada uas missas
lianas, a antiphona Stellj Cfelieom a
diva orarao no fim da hora de Prima durante
a njcestnle crtse.
minaremos quando. e como lera lugar a pro-
e penitencia que projeclamos. Palacio da
Soledad* 17 de setembro de 1855.
____Joo hispo diocesano.
V gommando"d'as armas,
irtnl-i.ner.l do naaulo das ara de
Paraambtstfo cltii 4o Reaire, en 17 de
amasarn de 1856.
ORDEM D DA N. 115.
raareclial de campa commandaola das armas faz
WbUcu para seiencia da guarnirlo e convenientes
i, que Wgoverno de S. M. o Imperador liouve por
a, pe* decreto de 30 de agosto ullimo, pasar i
tragado arma a que pertence o Sr. alferes do
rimo iMlalbilo de infantera, Jos Pedro (ionzaga,
e consten de aviso do ministerio da guerra da 3
sorrunte; e que por aviso de-28 do obredilo mpz
igoele foi servido conceder que os Sr<. alferePo
o batalhao Jo.to Baplisla do Keao Barros Ca-
eanli de Albuquerque, e do segunJo ambos da
m arma) Alaliba Duarle tiodinho, Iroqaem en-
'l carpos : o que lado foi cumigunicvlo em
__Hfc presidencia datados de 18 deslc mez.
Jos Joaqui'm Coelho.
TConforme.- Candido Leal Ferrtira, ajudanle de
ofoens encarregadod* delalhe.
18
ORDEM DO DA N. 116.
determina o marechal de campo commnudanla
aa armas, que o S-. alferes Alaliba Duarle (iirti-
go, que licou pertcncendd ao quinto batalhao de
aria por Irora que fez eom o Sr alferes JoSo
**l* o Reg Barros Cavalcanti de Albuijuer-
_ coasiderMu como addido a* segundo ba-
lda mes*ma arma, em qiunli nao reculbe do
manto da comarca de Floros e segu para o
Jote Joaqun* Coelho.
Candido Leal Ferreira, ajudanle de
acarregado do delalhe.
EXTERIOR.
I ejaralaes de politice eslranaeira, das quaes se
Ha aa Francforl, tm Vienna'e Berlim nos tein fei-
!4tr da vista aa qne-tr>ea de polilica inlcrna,
^ascHada em certos rsla los da confeile-
raeae sttmanka.
fc.?V."T SS!!*^^W!!!iat'?y.".1 "* IM^IHjl 1 .." '" ""reos iUmeuIo^e7eUrta"
rtot '""''".aaf1*1' l"H Un nnosque ..Dieta germamca quer Vn
aos esiaiios reirtenja^uas consliltai Jou pPl0 me- '
anligos direilos na primeira cmara da assembla ge-
ral dos eslados. No eleilorado da Hesse como no rei-
no de Hanover, as decisoes da Dieta lem tido tristes
consequ.neia.
O Elelor refez duas vees a lei das eleicoes, e nao
adiantou nada : aa ultimas eleic,0es n3o Ihe sao mais
rnvoraveis qoo as precedentes. As cmaras legislati-
vas nao parecen) disponas a faier melhor recep-
cao as proposlas de seos ministros. Que partido to-
mara I- rederico tiollherme? Elle nao poda detiar
de convocar os estados, cujo concurso Me he neces-
saria para obler os recursos financeiros, que sSo de
reeonhecida necessidade. He provavel que se dirija
anda urna vez Dieta e queesla aolorise ou mesmo
prescreva urna terceira mudanca da leieleitural, que
lalvez nao seja mais satisfactoria para oEleitnr.
Cre-seque a mesma coasa aconlecerno Hanover:
o rei Jorge V nao denou de abolir o artigo da cons-
tituirn qne a Dieta linhaenndemnada. assim como
a le que regula a eiecucito deste artigo. Os esados
geraes do reino furam convocados e os ministros Ihes
cummnuicaram o projeclo de urna nova lei deslina-
da a ruar (a eomposijao das cmaras e a forma das
eleicoei. Os ministros apresenlaram-se como eiecu-
lores das decisfes da iela germnica. Em conse-
quencia deslas decisSes, disseram elles, o governo do
re escolheu entre lodos os meios, que eslavam u sua
disposicao, aquelle que Ihe permillia apresenlar
ralilicacau da assembla geral dos estados aa modi-
ficaros que he urgente fazer ao acto de 18*8. Elle
nao duvida que o conhecimenlo da nuarao dos ne-
gocios medida, a nica que pode issegurar a felieldade do
pan ; mas se a esperanca do governo foase engaada,
riada ojmpedfria de satisfacer as prescripefles da
Diela.ii
Os estados por intermedio de nma commissao espe-
cialmente encarregada do esnme das proposlas do
governo, pedio que se Mies communicasse os doca-
menlos que serviram de base s resoluces da Dieta ;
o minisieno recusou, enlAo a commissao propoz vo-
tar urna mensagem ao rei, na qual se declarara moi
respeilosamenle que os oslados n o se julgavam au-
lonsados a tratar eom os ministros actaaes, mas esla-
vam promptos para entrar em um ajuste relativa-
mente a revisSoda cnisUtnico, se a coroa confiasse
o governo a outras mos e se os projeclos de modifi-
carlo Ihes rossem apresenla sem reserva ; que os estados puntiam em duvida a
consiilucioialidade do decreto relativo ao direilo de
reunijlo e a' imprensa, assim como a' abrogaeao da
le sobre as assemblas federaes.)
O governo para-prevenir a dopco desta mensa-
gem nidifiiidamenlc a assembla dos eslados, mas
os munilros deram soa demissao. Presume-se que
o novo gabinete ser favoravel a's reformas provo-
cado pela nolireza e nao hesitara' em modificar a lei
de 1851 por um simples decreto real.
A Allemanha nao'he indillcresile ao que se pnsa
no Hanover, agitase com estes actos reaes. nos quaes
ella er ver um olvido dos empenhos mais formaes,
e o que augmenta a gravidade do conflicto he que o
partido constitucional hemuito mais numeroso. as
lileiras desle partido, liguram os borneas mais res-
peilavels, mais esclarecidos, mais influentes e litis:
aquellas que em todas as circunstancias tem presta-
do seu apoio a' coroa contra as prelencftes eicessivas
da democracia, e que em 1818 sobreludo, defende-
ram o re Ernesto contra a efervescencia das facces
e fueras adoptar a' titulo de IrausaccSo. a eon'sli-
luicao qoe so quer deslmir hoje. Se o rei Jorge V,
lilho e successor do rei Ernesto, nao parar na execu-
cao de seus projeclos, encontrara' por toda a parle
segundo dizem. a appnsi;an alma a moderada do"
partido coiisliiiirion.il e sua resistencia passtva mas
perseverante'; dahi rcsullar." cerlameote para
Relajo, tercas-Teiras e sabbados
Fazeruia, quartas e sabbados s 10 horas
Juiz do commercio, segundas as 10 horas e
quintas ao meio-dia.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas!
1* vara do civel, segundas e sextas ao meio dial
2" vara do civel, quartas e sabbados ao meifr dial
notos e 49 segundos da manha.
1 f La nova at 8 horas, 31 minutos e
49 segundos da manha.
19 Quartocrescente as 6 horas, 20 mi-
nutos e 14 segundos da manha.
'.!5 La cheia a 7 horas, ,5 minutos e
35 segundos da tarde.
ni.
-- P
ilUaram no sentido das otfaKes emocra-
ua po*tola a parle a a tundan e soberana
sa p ler e saa- prerosativate^iobma li-
les|ijad de seus privilegios; o o puvo insurgi-
empre exigia esles sacrificios, contra os
jae protesta hoje. Estes protestos foram leva-
a Dieta germnica que. fundando-se as dispo-
e aeraea do aclo constitutivo da cuiirederacao,
^W* a si o diroita de regular em ultima instan.
I todo quaulo mais ou menos se refere o.is ins-
Pcoes orgnicas e s leis fuidamrJaeg. As cons-
Wicfics de 1818 introduzirim o principio represen-
ivo no estados allemes, mas lizeram ao mesmo
smpo urna appiirar^lo lao limitada, queaquclles
ae governam, pouco se embsracam com elle. Por
is desfigurada que aej,, frraa constitucional
[ovemos de que acabamoi di fallar, olfusca e
Mala germnica, porque abi v o ger-
i iostituicoes prlamnilares, que podurao uro
erramar-se por foja a Alleinaiiba. Esles gover-
Un, pois, sujeilos |)0la germnica, que esl
inpre dispoati a receber favoravelmenle o que Ihes
mlt ano. ge apparere um cdtiflicto entre um so-
wrailo e as cmaras legislativas, a Dieta intervem e
^mf c indeaina as cmaras senao tambem. a pie-
teif de prevenir as queslas fuluras e conservar a
harmona enlre os poderes decide que se mude o
systema de eleitftne se adopte ama base menos po-
pular e mais subordinada. Se a nobreza pede que
! restitua seus anllgos direilus, a Dieta nao dei-
Ihe dar razio, e a-segurar-lhe na marcha do
o orna influencia preponderante. Em todas
rasioes ?,Biepi nao hesita em entrar em lula
com o espirito e niclfnacsiesde uossa poca.
ude da seu direilo de intervenr,.Ao, a Dieta
i involveu-se nos negocios da Hesse eleilo-
rlo reino de Hanover; e logo querera sem du-
erir-se Umbem nos negocios do reino d
lenrUerz. Na fita a Dieta s-jstenlou o governo
oulra as cmaras legislativas, que tinbam
* aa propostas Jo ministerio. No Hanovre.or-
ppressao de um arligo da constituido e a
da lei relativa a organisacaa dos estados pro-
resnlvcii que se concederla s corponrOes
o oiga representaflio conforme os seus
tambem em
quer iulervir
i os negocios do reino de Wucicmherg
cis aqu em que oecasiao. Em 18i8, nobreza da-
quelie patz alienou seus ilireilos feodaes ; Jiojo quer.
rescindir esla venda, pretexto de que recebeu um
prego muilu inferior ao valor do qoe ella cedeu. O
governo pdio para a nobreza urna indemnisarao de
doze milliea de Iransosf que as amaras recusara.n.
" Asreclaraacesdossenboressao lano mais in-
lempeslivas, di.serain para justificar esla rejeiclo
quando longe de protestar em I8W, a nobreza apres-
rar-s*
4
dos
sou-se em ilecl.-.rar-i
dos ae considerou
nobreza appello
segunda cmara
ne^svVlHsWmMo m
POLUETIS.
T8XLA FERALDl. (*)
Par Ed.Bdo Aboat,
5r j
atnarella nlo Airara no coufftio p,|0 prlier de
orar a Deas, e de acompanhar a am, : pensava qoe
p.le-se orar em qualquer parte, e su.dedicaco por
tolla nao chegava ale a abnegado. Aborreciao can-
l.veiro come toro* us en.es inquietos, era avila ,1o
ar hvre auno halos aquelles que nsseeram emaldein
e gattava demaslrar-se como ledas as mulberes Ac'
caascia quceupta-lodos oa Romanos de ambos os st-
xos, ella dalia a paixo da lotera. Esta he nm j0"o
ake o governo e seos vassallos, no
!"W 20Ver'1o sempre. .\-
los os servas, mercenarios e
i mundo chrisUo : economisa-
m patencia para ler direilo de comprar um
i cida semana, e de esperar coaimodamente
la em um caslello aereo a extraerlo cas sorles
naquinla-feira, e a ruina de su as esperanzas. En-
^m aiili Aulouiu, ella rcuuiicura a lotera,
niratao, lado para a-
^Hp" lomando-a pela
isses boa raparig* j rSs fazer companhia
_jlolla. lemesenfailer-fe'? Prometi que vos-
eeberuo visitas: o locutorio nao foi feilo para
os cites. 1 emes que lodos oa rapazas casem-sc em
toa aasen-.ia, e nao fique nenhum para ti? Iran-
qoiiiiaa-la : confiero um qne esperar* com paciencia,
e rara vol, se o exigires. de nao olhar para neuliu-
ma mulher antes de tua volla.
alo^'ePrr!"l!5f, T "n' >t,aWe* l>0'- POr
alguns carmhos. linham engaado a suhiil Amarel-
la. Ella saenficou ires mezes de sua libordade com
a ega coufianca do jogador, que arrisca ludo julgan-
doii caria boa. Es.e Menico Uo deseja.lo era a seus
albos alguma cou.a ma.s do que um hornero: era um
lerno que ella procurara dous anuos.
Quando fechoram-se a portas do claustro, e ella'
vio Menico chorar com Lello, sentio uaseer-llie no
fundo do corado algoma sympalhia pela joven ama :
urna eonforrr.idade de idade, de pezar e de esperan-
ce a anta a Tolla, e pouco fallou que llie nao Uzease
a confidencia de sen amor. Passaram-sa quinz dias
sem qoe Henico foese visila-la ; Amarclla imaginou
qae elleeslava retido no palacio Feraldi por algunia
levo tndTsposicao ou pela nalureza sedentaria de suas
f'inetoes. e uperna outra quinzciia ennt urna paci-
enta irosa peiisan lo que quera experimenta-la ;
m,vi qotndo su o be por ama indiscrir.lo innocente de
1 olla que Menico ia todos os dias ao convenio com
if' "f' 1d,"do v'o-se toreada a reconfiecer qae
fura liladula, conreben am odio lerrivai pao simen-
te contra elle, mas tambem contr- Tofla.
jov-HiaaVa,
_ pres
saltsfeila ; e d ambos os la-
negocio como regalado. A
a tela e recelamos que a
ciados de Wurlemberg nao
minislrelogo a Diela uulra causa de inteivencao.
Em ama das ultimas sessoes desta cmara alguna
depulados reuniram-se para propor ama resolurao
dirigida conlra a censlUaicjae federal da Allemans-
osaiores desta proposia exprobram a Diela nao ler
reito nada para fuodar a anidada aHenia, assega-
rar sua prrmperidsde maleral o defender no exte-
rior seos inlercsses, sua grandeza e sua dignidade ;
e na. he impossivel que a cmara adopte esla pro-
posta, porque nada e animada di um espirito iulralavel de oppoji-
cao. .V istoaconlecesse. talvez que a Diela teu-
lasse razer em Slullaard o que fez em Hanover, e
pedi.se a revisSo da constituidlo do reino e ao mes-
roo lempo urna nova lei de eleices.
O guverno de Hanover linha dingido'aos eslados
noucos das antes do seu adiamenlo, um relalorio
nrcumslanciado sobre o projeclos de eaminhos ,|e
ferro, que completaran) a rede destinada a por o
pa.z en. communicaeau directa rom a Allemanha
centra a Allemanha meridional. Uro .lestes projec-
los dislingue-se de lodos os outros, porque foi o ob-
jecio de urna negociadlo longd e difliril com o gabi-
nele de Berlim. qoe d a sua exeeoclo um inleres-
se poltico de primeira ordem. Todos o. porlot da
Frussta eslo situados uo Bltico,, a Prussia, rlbeiri-
nlia ueste mar. nao possue nada no mar do Norte,
do qual esla sepaiada pelo Hanover; he a conse-
quencia dos ajadles que a Prus-ia e o Hanover lize-
ram em |8I(> no eongresso de Vieiina. A Prussia
renunciando ornar do Norte, commetleu um grande
erro, qne mo tardn em reconhecer e qoe ha muilo
lempo procura reparar. A' medida que seu commer
co te tem desenvolvido esuas relaees com os Es-
tados-Unidos da America se tornaram mais frequen-
te, a Prussia tem experimentado mais vivamente a
necessidade de ler no mar do Norle um porto aber-
loao roiimnirio do mundo e que possa vir a ser
em caso de necessidade urna posicSo militar.
O governo prussiano nao poda esperar nenhuma
concessao'do governo hauoveriano. muilo inleressa-
do em nao favorecer prosperidade da Prussia; mas
existe no meio do paz do Hanover um territorio,
qoe lorroa um estado aaparado e independente e
que se eslende tambeefFno mar do Norle : quere-
mos fallar do grao ducado de Olden burgo.
Foi aogra. duqddde Oldenburgo que o rei da
Prnssia se dirigi directa c pessoalmente. A nego-
ciarlo foi r.Mi. coro profundo myslerio e um dia a
Allemanha sonbe repentinameule que o grao duque
de Oldenbiirgo linhaxedido ao rei da Prussia um
territorio situado na baha da Jadhe, na embocadu-
ra do ro, qne lem o mesmo nome. O tratado ap-
provado pelos estados de Oldenhurgo he deflinilvo
e irrevogavel. Algans gabinetes allemes quizeram
cbicaiiaf com o rei da Prussia e levar a qaesUo
Diela, pmetn abandnnaram esle pensameuto, e o rei
da Pruasia tem conservado a pacifica posee de sua
acquisioo. Para tirar da baha da Jadhe ludas as
vanlagena que ella espera.a Prussia deve fazer duas
cousas: cnnveni que funde slidamente f era grande
escalla um porlo commercial e militar, e estabeleca
urna commuuiracao prompla e lacil entre esle por-
lo e sua. fronleiras, separadas pelo Hanover ; mas
para eslabelecer esta coromunicer.io era indlspensa-
vel o conseiilimenlo do Hanover," Prussia acaba de
oble-lo.
Os dous governos concordaram eiecular ero suas
fronleiras respectivas a via de transporte Uo neces-
saria a Prussia, e aqui lemas pois a Prossia eslahe-
ect.la uo mar do Norte. Ningoem poderia prever
boje loilas as consequencias de-um fado lo impor-
tante, roas pode-sej dizer que em um futuro mu
prximo o commercio da Prussia ser livre. da con-
Iribunao a qae esl sujeilo pela passagem do eslrei-
Ireilo do Stind.
Na Prussia, comeca-se a tratar das eleices dos
merabros da segunda cmara, as quaes lerao lagar
nos primeiros dias do mez de agosto ; mas nao se
observa nem em Berlim.nem as provincias nenhum
symploma da agiia.;.lo qaasi inseparavel deste aclo
ISO importante na vida publica dos pases eonslilu-
conaes. O niiiMerio espera sem receio os seos re-
soltados, e nao conU com a reeleirio da seas a-
migos, mas er que sua maioria sera mais conside-
ravel e mais firme. A opposicao esla inquieta, per-
deu a eonfianca qae linha no momento da separado
das cmaras. Enljo nAoduvidada que as boas proba-
bilidades rossem por ella, mas nao o er hoje ; espe-
rava achar-se oulra vea na cmara mais numerosa e
mais popular, e prev que ser all decimda e de-
sacreditada. Uma grande mudanca pois se operou
na opiniao publica da Prussia ha dous mezes ; nos-
sos corresponden! de Berlim o reoonhecem e o pro-
vam, sem indicar afficienlemente assaas causas.
(lournal des Debatt,)
DIAfc DA SEMANA!
17 Segunda. AsChagasdeS. Franciaeo.
18 TerQa.S. Jos Cupertino f.; S. Thomaz.
19 Quarta. S. Januario b. m.; S. Nilob
20 Ouinta.Ss. Prisco o Gb/cerio mm.
1 Sexia. S. Halbeusap. e Evangelista'.
22 Sabbsd. S. Mauricio m ; S. Digna v. m.
23 Domingo. 17. S. Lino p. m.; S. Tecla v.
v. m. ; S. Polyxina e Xampia mm.
ISTEBIOR.
vir-lhe. lemlirou-s* das ingenuas confidencias de
Menico na estrada de l.arictia, das lagrimas de Tol-
la quando o ulgara morlo, e do famo-o
dera-lhe no dia da A-ssump.;a : eslava
e no poda comprehendei
f-lhe ver ama rival na jov.sn a
lueel. usaai denma indigna garr dice para
fnrlar um carasio plebe, que de nada poda ser-
,V Vd> Diario n. 2|.
betjo qae
muilo cega,
- que o pretendido amor
de Menico er urna adorajao religiosa, a qual Tolla
de nenhum modo prrcehia.
Em um primeiro mnvimeiilo de colera correo ao
ojiarlo e arrumousklrouxa decidida a abandonar a
ama ao seu enfado; depois mudou de resolurao e
tornoo a descer ao pateo orrindo a outro projecto
de ving.mra. ,
Espera, dicia co'msgo, farei de leu coracao
ama almofadioha de alfinetes.
Dahi em .liante comerou conlra a joven ama
uma guerra sarda. Apenas Tulla recebia alguma no-
ticia boa, Amarella corra a participar de soa alegra
para poder derramar-l!;e nma gota de veneno.
Elle ama-a, dizia ella, quer dar ao mundo am
grande exemplo de constancia. Quem l-lo-hia cri-
do' Bemvs, seuhora, que elle he melhor do que
ua repuiarao. Eu sabia que nao a engaara como
as oulras
,iSf ''"."' e,li,ya irisle^ae-ds'sa pobre alma forca
^rs ,ulnro achara algumas razoes de deses-
ah.rduT-"" mosl"'v" m sernhlanle alegre, e
h. COm ,cu ri' rganlino e son0r0, vi-
d lointura d^r' ""!0 ? """ *"-"" uma ""
Para "'m que "a esPerav mais : '
voiiaram. g.ieiS sabe ,e no fim de dous mezes n3n
entrar na .grej. vestida como nm, ra"nha"o ca-
bo de um anno bapl.saremo, m bello Manuelinho
curado como um laaostim: pareee-me Manuelinho
e-orar! Vin.e mezes d-poi, eheV,,. ? B c'Xo
le.l^rre,co como a rosa e firme cbmo um >am O.
deores-lhe nascerao de dous em dous ; elle exeri
mentara as lindas maozinhas, querer' fallar m
smente saliera dizer mammam e babbo uuereo
correr, mas nao saber per uma pernadiale ,1a 0u
Ira, embaracar os pezinhos como se livesie cinco
ou seis. Eniflo a senhora se ajoelhara obre o te-
le, e o sustenlar pela ciulura... Chora, senhora
Tola qae son penalisei-a em vez de consola-la. Es-
queca-mc de que, se u senhor Coromila a abando-
nar, fez vol de entrar no convenio e de renunciar
|Lfelcidi.dc de ser mfli.' Oh! senhora, nao se arana
isso n5o sera nada, talvez elle nao a tenha trahid
inleiramenle. vjuer que Ihe cante um linda cancaol
lo ti nglin ben attai,
Ma ii.....
Cla-lc griUva Tolla rompendo sai aolucos.
Mlencio querida senhora, as religlsas a ou-
viram. I.embre se de que jurou encerrar seu amor
em si mesma.
Tolla relinha as lagrimas, e devorava o lenco pa-
ra impedir-se de grilar. Cumprio todas as suas' pro-
messas, e se nao fdra a lagarellice calculada de A-
niarella ninguem no convenio lna adevinhadosaas
VjTLS. nhvm*\ <"> 'Santo Antonio eram pela
mor parle mota, hav.a algumas menores de vinle
anuos. Ohservavam escrupolosamente a reara de
sna ordem. esobre ludo seu voto de
RIO DE JANEIRO.
SENADO.
Ola 16 da aSosto da 1855.
I.ula e approvada a acia da essao antecedente,
passa-se ao seguinle e-ipcdicnlc :
Um llh-io do Sr ministro da marinba,>ea|ne(trn-
;io uip doj aulograplius sanccioauMlos .h. daasvto 4
assembla geral aulorisando o governo a indemiiisar
P,n'**Bd" *oerra l rala.hicou o senado nieirado, e mandoa-se com-
maiucsr n cmara dus deputados.
Oatn. do presidente da provincia do Pauhy, re-
mellando um exemplar das leis piaohyenses promul-
Radas amo annn passado.A- commissao de assem-
blas provncines.
O Sr.Baptifia de Qliteir* :Sr. presidente, a-
cna-se anecio as commisses de in.truccSo publica e
de razenda um projecto de lei providenciando acerca
dos vencimentos dos lentes das escolas militar e de
mannha ; e como me persuado que esse projecto. a
respeiiodoqual os membros das ditas commissoe.
nao tem chegado a um accordo, deve ser acomp -
nhado de uma providencia que julgo necessaria, islu
he, a conveniente reforma de ambas essas escolas,
tenlio a honra de ofTerecer a consideracao da casa o
projeclo que pasan a ler :
A asamblea .eral legislativa decreta :
Arl. 1. As acluaes escoras militar e de marinha
serao substituidas pelas segoinles.a saber :
" '.' tE?l* central, leudo por objeclo o cnsino
completo das ciencias malhemaiiras puras e applica-
das, e das sciencias physicas, comprehendendo se
ne.la, denominado a aslronomiaphvaica, a pliyslca
experimenlal, a chimica, a botnica, a zoologa, mi-
neraloga s a geologa.
O curso completo desta escola ser de aualro
anuos. ^
a 2. Escola militar, lendopor objeco o ensino Iheo-
nco e pralico das sciencias propnamente militares,
em um curso bicnnal.
o 3. Escola naval, lendo por objeclo o ensino
llieoriro e pralico das sciencias propriamente navacs
destinadas a formar com especialidJrle os ofliciaes do
corpo da armada, ero um curso biennal.
4. Escola de engenheiros, civis, lendo por ob-
jeclo a apphcaca especial das seieucias malhema-
ucas e physicas us couslruccoes da archilecmra ci-
vil e hydraulica, o as operarles lopographicas e geo-
desias, em um curso biennal.
Arl. 2. Um programma geral formulado pelo
governo classiflcara devidamenie os oslados pelos di-
versos annos do corso da escola central, e das tres
outras escolas eapecae, designndose ah os douln-
nas preparatorias ero que devero habililar-se na es-
cola central os alumnosquese dedicaren) a qualquer
das outras.
" Art. 3. He o governo autorkafe para organi-
ar, com enlaio, as referidas escolas de modo que co-
mecem a funecionar, sendu possivel, no 1. .lia de
marro do anno prximo Totora; arbitrando pruvi-
soriamenle aos leales, profesores e empregadus res-
pectivos, vencimenlos que eslejaia em harmona com
os que se achara actualmente fizados para as escolas
de direilo e d medicina.
Arl. 4. He outro sim aulorr>ado a governo pa-
ra jubilar, com ordenado proporcional nos annos de
servir/o, os acluaes lentes das escelas estinctas que
ao forero aproveitados na organisaaao das novas
escolas creadas pela presente lei-
Arl. 3. Ficam derogadas as leis % disposiees
em contrario.
Ficou sobre a mesa, bem assim o Seguinle pare-
cer :
A assembla legislativa d>rovincAl do Rio de
Janeiro, na reprsenmelo qae diriga, .i assembla
geral legislativa em 11 de agosto de fS8, pede ama
medida legislativa que lome sobre o Ihaaooro geral a
obra romerada da estrada da Estrella qoe cunma-
nica aquella provincia com a de JV.inas-lieraes. alle-
gando a insufficiencia de snas rt ndai, ja oneradas
com um empreslimo conlrahido para esla, qne alias
aprnveilando igualmente a oulras provincias, se de-
ve considerar de interesse geral.
A commissao kassemhlcas piovincires, a quem
oi remedida n ajefcrepresentarlo, he de parecer
que fique sobre a meta para ser lomada em consi-
derarlo quando se discutir a proposlrao da cmara
dos Srs. depulados que autorisa o governo a conce-
der um mnimo de joro addicionnl al 2 por cento
para a constipe;*} o costeio desta estrada.
_ Sala das comroisiOes, 9 de agosto de 1855.
Souzti Ramot.l'itconde de liberaba.Sarao de
(Juaratm.
O Sr. Mendet dot Santo:Sr. presidente, no
Jornal do Commercio apparece ora aparte meu
comeado exactamente o cmlrario do qoe ea di-se.
Quando orava o nobre senador pelo Kio ljn.ii.le
do Norle, apoiando o adiamenlo queofferereu o no-
bre senador pelo Para, disse-me elle : Neste caso
faz op|>o-u.\lo jo governo. e eu respond que nao,
pois que o Sr. ministro da fazenda se havia pronun-
ciado em favor desae projeclo ni entra cmara.
Mas aqui no Jornal vem : e Nunc o Sr. ministro
da fazenda declarou-se por essa Irada na camar
ilos Srs. depulados. o ,
O Sr. O. Manoe\: He falla de ponloacjto. V.
Kxe. disse, a Nunca. O Sr. ministro da fazenda,
etc.
O Sr. Mendet dot Sanios:Entretanto julguei
dever fazer esU rectificara, porque o que se arlia
escriptu he o contrario do que eu disse.
; ORDEM DO DIA.
Entra em discussao a redarlo do projeclo do se-
nado sobre a reforma eleiloral,
O Sr. Mentes dot .Santos declara qoe a commis-
sao de redarcao, de que ne roerobro, julgou dever
elevar a 2 o numero dos membros da assembla le-
gislativa de Piaohy.
O senado decidi que esse numera fosse de vinle
a dous na hypulhese de que aquella provincia, con-
linuan.loa dar dous depulados ns-embla geral, te-
ria deser dividida cm dous circuios, rindo a caber
arada uro onzo membros da ,as*enbla provincial.
Mas, leudo u senado dado mais aa. depuladu aquel-
la provincia, davendo ella por cooseguinle ser livi-
dnlaem Ires circuios, cuja popularan dte ser igual
uuunlo for possivel, e au podendon numero de vin-
* e dous ser dividido exactamente poitlres, julgou a
JT.que a commissao eulendeuque-siaodevi.. tomar queno mu
moi.aslicos. e julgavam-se felizes porque eram reslg-
nada.. Tulla invejava a Iranquillidade dessas almas
assim como os vvenles invejam s veze*
Kespeilava-lhesa ignorancia; occollava
uma discripcalo
emplo de nma commu-
um sogredo sem corn-
os morios.
seu amor e
esrorjava-se para nr quando eslava triste, e por co-
mer quando linha o corarlo angustiado ; senao a
mesa toda tena querido saber porque nao linha ap-
pe 11 le
Amarella diverlie*-sc em communicar ao conven-
io lodo os segredjrf de sua joven ama, esperando
qoe essjjjcandali. recaluria sobre a cabeca de Tol-
la ; porem o eTfeito nao correspondau espectati-
va: as freirs liveram piedade emierneceram-se
por essa palhda viclima de am mal que nao conhe-
ciam. Talvez alguma das mais jovens invriasse os
soffrtmentos da linda pensiawala ; pnrm Unto as
mocas tomo as velhas otnajBram
unnime, e deram o raro t
nidade religiosa que possue
menta-lo.
t' EMt0 depoi* de 'aa,ro mttei de Pl
veiro voluntario, sem uma so visita de Menico, Ama-
rella linha esgotado lodos os recursos do odio, e nao
sabia mais de que demonio se valesse quando disse-
ram-lhe que um hornera a esperava no locutorio
Correu ah perguntando a si mesma que remorsu d
conscienda poda razer-|he Menico ; porm n, o era
elle quero quena faljar-lhe: era um' hornero lauro
gordo de barba bem fet.s e de physionomia p.
ternal. Esle digno personagem que ella reconheceu
por um N.pol.lano, dwe- he que sua bella conduc
(a esua dedicacao evanglica linham tocado o cora-
co de uma estrangetra mui nobre e rica e ma es-
sa senhora, Russa de nacao, mas calholica de reli.
gtSo, quena a ludo o casto emprega-la em seu servi
to disposta a dobrar-lhe o salario se assim fosse
intsler.
Amarella indecisa entre o receio de deixar aa
vingaaca, e o desejo de recobrar a liberdade, pedio
alguns das para refieclir, e allegou que a familia Fe-
raldi prumetlra-lhe um dote de.eem escudos se fi-
casse com Tolla.
Nao seja por isso, respondeu o desconhecido.
A pessoa que me envia he pelo menos Uo "enerse
como os Feraldi. Rellicla quanlp antes; lornare a
vir amanhAa.
No mesmo dia o conde Feraldi recebeu as duas
cartas de Manoel datadas de II de agosto, e depois
de ler lido a sua, nfio besilou em abrir a de Tolla
A condessa ouvio essa leitura eom olhos mulos e
PW : iolav """ enlenca de morte da
. J.'lSu u as9'"1"10 penando os punhos
!. m rf.f? !~f?*-. Em conslernacao converlea-
o ah-
um dus
vvpia da carta
do conde. Lm exempTar da mesma carta fura pre-
gado a porta do palacio Feraldi, e Menico que o ar-
rancara trouxe-o chorando. Os prenles e amigos de
lolla formaram um conselho em tumulto: Menico
jurava espancar o coronel e toda a sua gente, Filip-
pe e \ iriorqueriain parlir nessa mesma noile para
por ser inferior quelle que havia sido volado pelo
senado, que agora poder decidir como julgar mais
acertado.
Depois Ae breves observarles dos Srs. e Manoel
Felzardo. D. Manoel, e viscoude de Sepoliha,
julga-se discutida a materia, e he approvada a redac-
rio.
Conlinaou a segunda discussao, adiada ua ultima
sessao, da proposito da cmara dua depulados au-
lorisando o governo a conceder o mnimo de juro
addicional at 2 por cento companhia qoe.se hoa-
ver de organisar para a ronstrur.-ao e costeio de
uma eslrada je carros de Petropolis a margem do
rio Parahiba. -
Julgando-se discutida a materia, e posta a vo-
los a propositan para passar terceira discussao, pas-
sou.
Continuou a segunda discussao, adiada em 15 de
maio do anno paasado, da proposirao da mesma c-
mara aulorisando o governo para que, ae uo inter-
vallo das sessoes do corpo legislativo se organisar
alguma companhia queseproponlia-i conslrnir ama
estrada de ferro enlre a cidade de Santos e S. Joao
do Rio Claro na provincia de S. Peuln, fazer-lhe ex-
lensvasna parte que for applicavel as condiroes do
contrato celebrado com Eduardo de Mornav "a Al-
fredo de Moni.y obre a construccioMe igualas-
Irada enlre a cidade do Recife e a villa de Apt"-
Prela, com a emenda do Sr. harUM Ouaraim a-
poiada em-."J de agosto de 1853; ieenjunrlamente
rom o parecer das commissOes de fazenda e de cons-
iluiran, e valo separado dos Sr. visconde de Ilabo-
rah), Oueiroz Caulinhn.c Vianna.
Encerrada a discussao. passou a proposirao ter-
ceira discussao, sendo rejeitada a emenda do Sr. ba-
rAo de Hilara un.
Achando-se na ante cmara oSr. ministro do im-
perio, foram sorteados para a depularao que* o de-
via receber os Srs. Vianna, Pimenla Bueno, e Cu-
nda Vasconcellos.
Sendo introdnzido o Sr. ministro rom as ormili-
dades do estylo, lomou assenlo na mesa, e enlrou
era primeira discussao a proposta do poder execu-
tivo, e emendas da cmara dos depotados, fizando a
despeza e oreando a receila geral do imperio para o
exercicio de 1856 a 1857.
Jolgada discalida ajmateria, retiroo-ee o Sr. mi-
nistro para se volar, e posta volaco a proposla e
emendas, passou i segunda discussao.
Introdnzido de novo o Sr. ministro, leve lugar a
segunda discussao do art. 2 da proposta, com as res-
peclivasemendas da cmara dos depulados, relativo-
ao ministerio do imperio, leudo lirado adiado o arli-
go 1.
Dada a hora fican adiada a discossao. Retirndo-
se o Sr. ministro, o Sr. presidente dea para nrdem
do da : 1.a parte, o resto da materia dada, e 2.a par-
le, a conliuuarao da discussao adiada do orramenlo
do ministerio do imperio; levanta-se a sessao.
No dia 11 nao liouve ssjsfto.
I.ida e approvada a ah da sessao anlecedente,
passa-se ao seguinle expediente.
O Sr. primeiro tecretario leu um oflicio do Sr.
ministro da juslira, em resposla ao de-senado de 28
de maio ullimo, remetiendo as copias dus ufflcios
dos presidentes das provincias da Parahiba, Sania
Calbarina, S. Paulo, e Minas Genes, bem como dos
quadros das distancias ntreos diversos muniripios
e parochias por comarcas, que acompanharam os
referidos officio..A quem fez a requisicalo.
Foi a imprimir o seguinle parecer :
por deliberado do senado o projeclo iniciado pelo
Sr. senador Visconde de Albuquerque, na sessao de
5 de agosto do anno passado, vem apreseotar a esta
augusta cmara saa opini.lo a este respeito.
Tem o projeclo por fim promover a organisacan
de assoriares de proprielarios ruraes adloriaadas
para emiilir ttulos de renda a juro de G e amorti-
sacao de tres por cento animalmente, devendo (aes
titulas ser garantidos pela hypotheca dos predios
qne consliluirem o fondo capital das dilas associa-
t;es e endossados pelo governo.
A commissao nao desconbece as vanlageni que
tem produzulo as asagcajes de crdito lerriloral
exi-lenles na mor paite dos Eslados do continente
da Europa ; mas esl convencida de qae estas ns-
lituiroes nao podem viugar onde o rgimen hypo-
thecario, e crestado, ou circumstaneias da proprie-
dade territorial nao se preslam a ron diroes de exis-
tencia qne ellas exigem. A falla de lilulos legil-
mos, ou liiconlestados de ama grande par, senao
de qaasi lodos os nossos predios ruraes ; as rpidas
deleriorar/ies, e alleraresde valor a que por soa
nalureza esUo expustos ;a difliculdade de avaliados
a de inspecciona-los ou administrados por via de
agentes das sociedades a que forero bypothecados ;
a impossibilidade de alienados opporlnamente.e
vista, por tuero razoavel ; a existencia de hrpo-
Ibecas, occullas geraes. ou indeterminadas ; c .fitial-
menle as delongas e despezas dos proces.os de exe-
cocao, sao obstculos que destruindo enlre nos a
confianza que devem inspirar os penhores ternto-
riaes. e oppondo-se por conseguate existencia de
laes insiiiuiroes de crdito, baldariam qnanlus esfor-
;os|()sessemos para eslabelece-lat por ora no Brasil.
o A commissao nao duvida da possibilidade, nem
mesmo da summa f.icilidade de organisar a associa-
toes que temem vista o projecto do Sr. Visconde de
Albuquerque, se lodos os seos ttulos de penhor -
rem endossados pelo governo, coma pretende o
mesmo Ilustrado senador, mas ueste caso o effailo
da medida iniciada por elle reduzir-se-hia nica
manten reunir'maor oo menor numero de pro-
prif latios rsticos, a quem se enlregawem lilulos
de divida publica para seren negociados- em seu
beneficio. Ora, como visU do que licoui surrinta-
nienle exposlo parece fura de duvida qae o paga-
nienio do juro e ainorlisarao desses ttulos hade
ser iireini-sivelmenle feilo cu-la do tbesouro., e
o poder legialalivoTuao lem direi
exped.dos ,os presidentes das provincias de Govaz,
Maranhao Malto-t.rosso, sobre o estabeleciraento
dos pres.d.os militares do rio Araguaya e provi-
dencias a bem dos mesjnos.-A queni fez a requi-
ORDEU DO DIA.
Conhnuor. a segunda discussao, adiada na ultima
sessao. du a -ligo primeiro da proposito do senadu
aulorisando o governo por lempo de um anno a
transferir de uns para outros corpos e armas os ofli-
ciaes subalternos do exereiln ; conjonclamente com
a emenda d) Sr. Souza e Mello, apoiada na sobre-
dila sessao.
Discutida a materia, foi approvado o artigo com
a emenda, o passou o projecte a terceira dis-
cussao.
Achando-ie na ante-camara o Sr." ministro do im-
perto, r.iram sorteados para a depu(acao que o da-
ra receber os.Sr.. Mello Mallos, marqoez de
branles e Souza Franco.
Sendo introdnzido o Sr. ministro com as formali-
dades do eslvlo, tomn assenlo na mesa, a proseauio
a segunda discussao, adiada pela hora na sessao an-
terior do arl. 2. da proposta do poder exeenlivo
luando a despeza e oreando a receiU geral do im-
perio para > exercicio de 1856 a 1857, eom as
respectivas emendas da cmara dos deputados.
Dada a hora, fieoa adiada a discussao. Reliran-
do-se o Sr. ministro, o Sr. presidente dea para or-
dem do dia : -ontinuarjlo da discussao dijayjk da
terceira discussao da proposito do senario eoiirc
pescaras, com o parecer das commissoes da razenda
e commercio. e emendas approvadas ua facunda
discussao, e levanten a sessAo.
e moraenao os beitos. Essa conslernarao con,
se em furor, quando chegaram o doolor Ely,
bade Forlenati e Kilipp Tr.simeni, cada u
quaes rocebra sem saber como uma copia di
a: san* -S 4 T-a iasai'rs"" ^do ve,ho curmiia
nhecidu, embalavam-se na
monoloni, do, habltesl va fiira^rV nao ^%2*Z* *"
nha, lancava-seem uma cadeira, levanlava-e sobre-
sallado, amarrotava as maos as duas cartas de Ma-
noel, e repeta machinalmenle o pott-scriptum da
ullima : Da retpntla de leu pai depender notta
ventura. >< Tudo era desordem, afllicrao e conlra-
dietao; lodos fallaran) ao acaso em onrirem aos
outros nem a si mesmos. No meio da confuiao geral
Menico lembrou-se de ir chamar o ta da condessa
o cardeal Perzato.
A enlrada desae velho de cabellos Iwancos appia.
coa o tumulto, e serenou os espirites nais exaltados.
Os moros fechram a bocea, e todos os conselltos
violentos caliram-se em preseuca do augurio octo-
genario, que fdra ministro de Pi VII e de I.e.lo
XII. O cardeal mandou ler as duas cartas por Vic-
lor Feraldi, cuja voi trema de emocao e de colera.
Declarou sem hesitar que o pedido "de Manoel era
absurdo, e que o conde nao podia decentemente pe-
dir ao coronel a nUo do sobrinho; m. como o jo-
ven Coromila promeltra por juramento catar com
Villora.Feraldi, como invocara o nome de Dos era
apoio da suas promessas, o negocio estiva na aleada
da polica (eclesistica, eeonvioha recorrer ao'car-
deal-vigario.
A iutctveuro da polica nos negocias de eosci-
enoa he um dos traeos caractersticos da adminis-
traran pontifical. Os papas nao jolgam gurernar bo-
rneo.. roas almas. Seas tribunaes parlicipam da na-
lureza do confessionario : o juiz he brando, discre-
to, familiar, curioso, indulgente para com as fallas
ronfessadas, disposto a perdoar ludo menos a altivez.
e a resiatencia, inhbil para|distingur um peecadode
am delicio, e um mo olirisUo de um mo ci.ladan,
confiado nos ferrolhos, inimjgo da violencia, inca-
paz de derramar o sangue de um criminoso, e capaz
de esqueccr a um innocente na prisao. A polica he
mais importuna que rigorosa, e mais humilhanle
que oppressiva : o governo he um despotismo avel-
ludado, nocturno, decente, modesto, e paciente por-
que julga-se eterno.
O principe Odescalchi, cardeal-rjgrin niio eslra-
nhou a pelirao do cardeal Perzato: achoa mui sim-
ples que, para impedir um mancebo '.'Slouvado de
violar seus juramentos e ofrendar a mageslade divi-
na, se recorresse autoridade do vigario de Jess-
Christo. Demais o principe Odescalchi era alliadn
da familia Feraldi: sua irmaa casara rom" um pri-
mo do conde. Emfim.a virtude, a desgracia e a bel-
leza de Tolla inspiravam-lhe um vivo ulerease. Sem
dar inleiramenle crdito as accusac.des que eleva-
vam se contra seu secretario intimo, elle mandou
esrrever a Rouquelle que sua licenra eslava lermi-
uada. e que voltane quaulo antes se Hilo quera ser
substituido. Sem querer forrar em nada a vonlada
do coronel Coromila, promelleu manda-lo chamar a
sua preseura, e nada desprezar para alcanzar seu
consent mcnlo. Pedio que o conde dirigiese-Ihe uma
nota breve e precisa em forma desuppliea, conlen-
do o resumo de suas relares com Man.iel, que Ihe
fossem entregues as carias, o annel e o retrato, e
juntamente um extracte de todas as passagens da
correspondencia em que o nome de Deis era positi-
vamente invocado. O cardeal foi logo ao palacio
Feraldi, e redigio rom o ronde a suppl ra seguinle :
Principe eminentirsimo,
a O conde Alexandre Feraldi r-se .'oreado a m-
la, ri-1 plorar a intervengo de vqssa eminencia rerereiidis-
Mitee para favorecer- om pe-
queo numero d inuividnos, nao piule acommis-
saoapprovar* doolrina do arl. 1. do projecte a
que se tem referido.
a Assim, parecen.lo ina.lmissiveis as bases rtfes-
mas da propostFdo Sr. Visconde de Albuquerque ;
ejulgando-.c por islo a .commissao desonerada de
entrar no exime dasdisposir,ues dos outrus arligns,
que alias nao podem deixar de offerecer obiecr.ies
mullos graves, limita-se ao que fila expedindo para
manifestar o,seu voto conlra o projecto que foi eil-
carregado de examinar.
Paco do senado, 16 de agoste de 1855.Vis-
conde de Itaborahy.Mrquez de Abrantet.J.
F. t'ianna.
ORDEM DO DIA.
En Irn em segunda discussao a proposir;.ao do se-
nado que autorisa o governo a transferir de mis
pira outros corpas e armas, os ofliciaes subalternos
do eserclo. como o parecer da commissao de mari-
ulia e guerra. ,
F'oi apoiada a segninte emenda :
1. Os lenles ou primeiros lenles que f-
rem transferidos de uns para oulros corpos e armas
serao repulado mais modernos do qne os ollleHes
de igual patente promovidos no mesmo anno, e
pertencentes ao corpo ou arma para onde liver ha-
vido a passagem.-S. R.Souza e Mello.n
Achando-se ua ante-camara o Sr. ministro .lo
imperio, ficou adiada adiscussao, e foram sortea- T
dos para a denutarao que o devia receber os Srs,
I). Manoel, Souza Ramos, e Souza e Mello.
Sendo inlroduzido o Sr. ministro eom as forma-
lidades do eslylo, lomou assenlo na meza, e prose-
gu a segunda discussa, adiada pela hora' na ulli-
ma sessao, do art. 2. da proposla do poder exeruli-
yo, fixando a despeza, e oreando a'receila geral do
imperio para o exercicio de 1856 a 1R57, com as
respeclivas emendas da cmara dos depulados.
Bada a hora ficou adiada a discussao. Retiran-
do-se o Sr. ministro, o Sr. presidente dea para or-
rtem do dia continuado da discossao adiada, e, mais
materias dadas, e levanten a sessao.
18
Lida e approvada a acta da sessaeJUtilecodeate,
passa-se ao seguinle expediente.
OSr. primeiro secretario leu nm officio do Sr.
minislro do imperio remetiendo as copias dos avisos
sima em favor de ama rapariga nobre, innocente e
virtuosa, aue leve a honra de ler por madrinba de
baplismo a propria irmaa de vossa eminencia, casada
rom o primo do suppllcante.
a Essa rapariga, (Una nica e primognita do sop-
plicante, dotada dos tlenlos mais raros pela bonda-
de da Providencia, recebeu a educacao mais chris-
Ua, mais nobre e mais virtuosa qae pnde-se echar
na uossa Italia. As cerlidfies juntas e a lista dos pre-
mios que ella ganhoa no institua imperial e real de
Maria-Luiza cm I.ucea mostrarlo a vossa eminencia
se corresponden aos cuidados dos ppis. Vollando
para o seio da.familia, toda a solicilude do pai e da
mai empregou-se em procurar-lhe um casamento
honrado e vantajoso. Muilos prelendenles oflrece-
lam-se. mas foram regeilados porque nenhum pa-
reca digno de soa m,lo. Em ullimo lagar nm filho
da mui nobre e rica familia Morandi de Ancona
apresenlou-se, e apressou quatllo pede a conclnsao
desse negocio, como atiesten) as cartas orginaes que
o supplcanle submelle considen.rao de vossa emi-
nencia.
Foi enlao que Manoel, segando filho da illaslns-
sima familia Coromila Borghi, o qual, enconlrnndo a
rapariga as reunies da nobreza, concebera por ella
senlimenlos affecluosos, apresenlou-se ao upplican-
te e a sua mulher na companhia de am cavalleiro
honrado, o marquez Trasimeni, e declarando ler co-
nhecimenlo do negocio que ia concluir-se com Mo-
randi, pedio qae rorapessem todas as negociarles se
rriam que a rapariga podia ser mais feliz com elle';
pois eslava decidido a loma-la por mulher. O ron-
de e a condesas Feraldi nao deixaram de oppr a
Manoel Coromila todas as dilllculdades imaginaveis
relativamente ao cousenlimento de seu pai, sem o
que a delicadeza nao permillia tal uuiao. Elle pro-
melleu atrancar esse cousenlimento, para o qual nao
havia obstculo legitimo ; pois a rapariga nao era da
classe baila nem da burguezia ; mas de lal cndilo
que linha pur lias a irmia de vossa eminencia e a
fillia do principe Barberini.
u Depois de ler ouvido dizer qoe esse seu passo
lornava-o responiavel pelo consenlimento do pai e
pelo futuro da rapariga, renuvou suas declararles e
seas juramento., acrescenlando que visto o estado
deploravel da sau.le do pai, esperara que se resla-
belecesse para pedir-lhe sua approvar.-in. Tranquil-
lisado por cssas palavras. o conde Feraldi declarou-
Ihe que o dote da lilha devia ser de vinle mil seqains
em diuheiro, mas qne para reconhecer quanlo po-
da a honra de lal alianra, duplicara a somma e
dara quarenla mil sequins em hens indpendentes
situados na ilha do Capri que faziam parte do domi-
nio patrimonial de sua familia; os ditos beus linham
sido avaliados nessa quanlia quinze annos antes por
eccasio de uma parlilha. Afim de que Manoel Co-
romila em negocio de taula monta podesse decidir-
se com conhecimenlo de cansa foram-lhe confiadas
as cartas do conde Morandi; mas elle lornou a tra-
zedlas no dia seguinle, e renovoa depois de t-las
examinado trnnquillamenlc todas as promessas que
fizera. Foi depuis desta segunda e formal declara-
cao que o supplicanie responden ao conde Morandi
que sen pedido, alias honroso, nao poda ser satis/ci-
to. Durante todas estas negociarte a rapariga
como boa chrislaa acendeu velas dianle de todas as
imagens milagrosas, recommeodou-se s oraces das
CMARA DOS SRS. DEPUTADOS.
8eaaao' da da 28 e Jalara le 1866.
Le-se a approva-se a acta da sessao antecedente.
OSr. 1. secretario d conta | seguinle expe-
diente : ~ '
O Sr. Paula Candido : .. Peco acamara para
qae se declare que essa falla justificada leve por
causa ir en a servi en publico e nSoXoram motivos
particulares oue me desviaran) recinto ; fui mesmo em effectividade daquelle ser-
vio enconlradu pelo meu amigo o Sr. depulado
Fleury eoolr.* coltegas. (Apoiados.l '
O Sr. Padua Fleury : Apoiado.
OSr. Paula Candido : Foo esta reelamarao
porque desej, que os meas coustituinles saih'am
que se eu nao comparec nlo foi por motiva de
pouco pero, mas porque dever** de m.iior monta me
chqmaram a uniros lagares. (Apoiados.)
O Sr. Correa das Senes : Isto he sabido de
todos.
O Sr. Mello Franco : Os ornaes tem publi-
cado os servaos de V. Exe. e n paiz Ihe far us-
tla. '
0 Sr. Pava Candido : Eu agradeco ao meu
amigo e collega tanta bandado.
Nao haven.l.i quem lizessa mais obserrares foi a
acia approvada,*
Uro "lucio lo Sr. ministro da guerra, devolvenJo
os requerime itos do 1. lente de arlilharia, Fran-
cisco Nunes da Conha, e o alferes doinfaniaris.
t.ynllo Eloy Pessoa de Barros, pedindo passagem
para o eslado-maior da primeira classe ; e as infor-
mare respeito. A quem lez a requisito.
Ite Sr. minislro 'do imperio, communicando que
S. M. I. se d goa receber no pajo da cidade uma
hora da Urda a depularao qua por parte desta c-
mara tem de felicitado no dia 29 do corrale peto j
anniversarin natalicio da seranissima princesa im-
perial.Fica a cmara inleirada.
1 ni re-per inenlo.ua Pedro Jos Baptista. ex ca-
pnao oTj-iWe^,~p?dlnTo ser r*fnTcgta<*'> no mes-
mo posto de capitao. A' commissao de marinha e
guerra.
Do Antonio liorges da Fonceca. pedindo a suo-
presaao do sello dos jornacs.A' primeira commis-
sao de orean nlo.
Negocio da polica.
O Sr. Mello Franco: Peco a palavra em
lampo. '
O Sr. Presdeme : He para fazer alguma re-,
cmara i ?
OSr. Mello Franco: Nao, senhor, he para
pedir urgencia.
O Sr. Presidente : Tem a palavra.
O Sr. Mtth Franco : Peco V. Exc. e i c-
mara, e lambnm aos nobres depulados pela provin-
cia do Rio Grande do Sal, qae se dignem votar a
urgencia para que se continu a discossao do reque-
nmenlo do nobre depulado por Pernambueo, para
qae ea possa responder-lhe.
Pejo aos nobres depulados pelo Rio Grande do
Sul que votein a urgencia que requetro, por isso
mesmo que ja fallaran) muilo...
O Sr. Jacmlho de Mendonca : Isso nao, por-
que tambem ru devo uma resposla.
O Sr. Melh Franco :... e pois podem sem in-
conveniente consentir n i dis.-u.s.lo do reqoerimenlo
do nobre depclado^wr Pernambueo.
Consultada a casa, ella annue, e entra era dis-
ussa o requerimenlo do Sr. Figueiru de Mello so-
bre negocios da polica.
O Sr. Saijai Lobato : Pero a palavra.
O Sr. Presidente : Tem a palavra o Sr. Savao
Lobato.
O Sr. Sago Lobato : Sr. preaidenle, quando
por oecasiao da dlsfcaasaa do ornamento da reparti-
rn da justira llz algumas ligeiras observarSes a res-
pello da accao policial nesla capital do imperio, se-
guramente. Sr. presidente, que nao me podia vir ao
pensameuto' que, fallando eu a respeito de lal as-
sumplo nesla ridade, em face de toda a popularlo
que experimenta a acr,ao da auturidade policial, se
pudesse contestar a verdade do que eu havia profe-
ferido, e que al se chegasse a interpretar o meo
proposite como filho da maligndade e Uo smenle
spressao da inimizade e de odio pessoa do Sr.
chefe de policia Sr. presidente, o facto que ea
menconei como nma amostra do dsrezraineuto da
policia, inleiramenle era para ser tomado como
muito insignificaule, como nao dando a medida do
qae te posta, do que acontece lodos ni dia* aerta
capitel Foi esse o pensameuto que em geral exci-
ten a leitura do meu discurra nesla parle ; mas ao
nobre depulado defendendo o seu proaria seto, pa-
recen qne nao devia negar lodo o fundamento da
censura que Ihe era fela qa qualidade de chefe de
policia, como devia dizer qae estVTacto ara falso
em (odas is soas parles, a a ara porqaa a nebro de-
potado diz que nao se eneonlra nos livrVda noticia
termo algum de despejo assigoado por qaflauer in-
dividuo, especialmente por um subdito francas. A
minha Ihcse, Sr. presidente, fpi o desregramenlo
da policia e a sa* inlerveucao fyrannica pratieaudo
actos ealranhos a sua jurdiccao. Produzi o fado
de er pela policia compellido om Francs a assig-
nar um termo inlimaiido-se-lhe de despejar a casa
que oceupara era 24 horas com a ameaca de cadeia,
termo ess que eflectivamente assignou sem se Ihe
dar lagar a presentar a aa defeza, nem aa menos
a falga de ir pessoalmente consultar o seo advogado.
Hoje, porm, explira-se qoe o termo que Msignoa
esse F'iances ;Joao VideyJ foi om termo, ou de
bem-river. oa de segaranca Senhores, a verdade
he que Vdey assignou o termo na suppoeirao qaa
era elle de despejo da caa, conforme Ihe fora iuti-
mado uma e muitaa vze pelo Sr. chefe de polica ;
e nao era|'Je admirar que esse lermo se nlo iiMcre-
vesse de >lepejo, porque em verdade seria muilo
que o Sr. chefe de policia, lendo consciencia do
excesso que pralicara", quizesse cajnsignar em nm
termo a pror* manifesta de 1*1 excelso ; e. pois, na-
ta ral mente s dea oalra cor ao caso, fasendo-sa
inscrerer esse lermo de egoranca ou d* bemviver,
com o que anda se eomofelteu maior abaso eom fla-
grante int'rarrao da lei, ao mesmo lempo sitia
exlorquia de um modo lyrannic* 0 despejo da casa.
Islo, Sr. presidente, a pralicou raaite a elaras, a
muita gente o presencion.
O Sr. Figuelra de Mello : He falso.
O Sr. Prndenle: Alleiiea!
O Sr. SaySo otero : est bem visto, se-
nhores, que ee, sjVfea odiosissiina inpposicao da
ler, por irnpiracMwBh .iaimlzade, a prapasilo d*
damnar a repola^ao'do nobre depulado, ota ira
phanlaaar uai faelo emelhaiile ; nie era poivel
que dsse (ralo* mmlia imaginaeSo para Uo s-
mente figurar Um pobre sapateiro frabcez opprimi-
do pela polica e obrigado a aaitgstar um termo ve-
xa lorio
Se en trcuxe este faci casa tai porque roe pa-
recen nolavel a circuinstancia de qne a pelleta aa
ingerase coagir esse individuo a despejar a casa
em que habilava, quando penda a aerilo eonpe-
lente no juizo proprio, e qaando os embargos pro-
poslos por este Frsoeez linham sido receidos nos
proprios aulas, e eslavam dependentes de deehvte
lnal! !
Sr. presi lente, o nobre depetsdo mandan hrli-
mr este Francez qoe comparecese na secretaria
da policia ; depois de por muilas vezas a intimar de
palavra qu havia de despejar a casa em 24 harta.
o compellio a assignar um termo que hoja se diz
ser de bem-viver oa de segaranca, termo, paren,
interine e tnqualifieavef, porque, na forma da lei,
na pode ser lal termo nem de bem-viver, nem e
e(furanc,a. O cdigo do procesao criminal no arl.
121 e seguinle* lem paulado o moda por qne aa de-
ve procede- nos termos de seguran; e de bata vi-
ver, e o nobre depotado nao podia ignorar aa d-
posic/ias do eadigo a tal respeilo. Nao poda, per
lano proceder pelo modo por qne e houve.
O Sr. Figueira de Mello : Proced MM da-
vis, a coro., lem procedido todas o* meas antacaa-
sort* desde o Sr. Easebio at agora.
O Sr. .Ciylte' malo fJ'Sf. EulMoTinliS
pral.con ac'os semelhanlcs, nlo era possivel que a*-'
sm praticasse.
O Sr. Fijueira de Mello : Pralicou, ira, se-
nhor.
O Sr. sayo Lobato: Neg a prepo** du
nobre depulado, c aulla assim nao se qaeira elle
apadnnhar -om qualquer precedente. Se oulras pra-
licaram o mesmo que o nobre depulado pralicou,
commelleram us mesmos. eicessos censonrreii a re-
provadoj como devem ser. (Apoiados.) O fado ha
que esse Fiancez foi violentado sem se guardaren!
as disposices da lei; fui impellido a assignar logo
logo um lermo sob pena d* ir para a cadeia, quan-
do he sabido que a lei para os termes de segaranca
e hem-viver garante ao individuo atoa defeza, a
quando elle a nao pode fazer logo, deve er espera-'^ *
la, a auloridade he obrigada i trauspor a decale
do caso para audiencia segninte ; da-se juramen-
to a parle .sueixosa; ouvem-se as leslemunhss, e
no termo.se consignam as proras, Hundo lado
por esse modo aoihenlicado.
E, Sr. presidente, com razao a lei foi previ,lente
a este respeilo, porgue a ohrigaro de assignar om
termo oa de segaranca ou de bem-viver, importa
um verdadeiro labo laando na condacla de nm
individuo (apoido) ; he um acto proprio par o re-
banar, para o degradar ; he um aclo que a lei tem
considerado como necocio de eofisequencia, porque
importa urna ohrigarto arl*, e om grande rexaaaf.
Ha recurso de que se pode servir o obrigado W-
signar um lal lermo, e n auloridade superior te-
mando conhecimenlo do caso por via do recurso po-
de dar-lhe prorimente, provimenlo qne na tem
lugar a re-peilaJ caso de Vdey, porque a recurso
ii inlerpoSlaT e nao foi interposte porque os
communidadrs mai- sanias,
venas e triduos em numero
co o bom exilo do negocio.
No mez de fevereiro Dos
fez e aanndou fazer no-
ncrivel para alcanzar do
chamou a si o prin-
cipe Coromila, e Manoel licou senhor de,suas aceces.
Beveres de reconhecimenlo e de respeito ftgavara-
no a eu lio coronel, e ordenavam-lhe que oblivesse
seu runseuliniento. Solicitado a dar para esse fim
os passos nrress-irias, respondeu que o faria logo de-
pois do casamento do irmao primognito, e annan-
cioo aa partida para a Inglaterra. Nao foi ditTicil
ao conde e condessa Feraldi adevinhar a inlenrao
com qae a familia Coromila impellia Manoel a essa
viagem. Mandaram-no chamar, e depois de l-lo
exhortado a pensar seriamente no que fizera e no
que poderia acontecer, declararam-lhe na presenca
da propria rapariga que se a murle do pai mudra-
Ihe as ideas, ou se previa que essa viagem podesse
modifica-las, anda era lempo de retirar sua palavra,
eque desligavam-uo de tedas as obgacte qae ha-
via conlrahido ; mas se, de maior idade e livre como
eslava, reoovasse suas promessas, devia refieclir qne
seu contrato se tornara irrevogavel a despeno da
injusta opposcao da familia. A essa declararlo res-
pondeu com as promessas mais formaes. com os pro-
testos mais arden les e com os juramentos mais terri-
veis de qoe noneii mudara.
a Para empenhtr-se irrevogavelmente e fechar a
bocea de quanlos quizesjem com falsas noticias pre-
vent-lo coulra a rapariga, quiz que ella ficasse do-
rante saa ausencia em uro convento, e pedio a sea
commam director espiritual o digno abbade La
Uarmora qae foss; contessa-la todas as semanas. A
virtuosa Victoria iubroissa as vontades daquelle qoe
iarra ser seu esposo, passou dos brilhanles salte
da capital vida austera do claustro. Suas orarte
e suas virtudes escitaram a arimirarao e ganharam
a amizade de toda essa communidade religiosa : vos-
sa eminencia revereodissima pode fcilmente certi-
ficar se disso.
Entretanto as cartas de Manoel Coromila snc-
cediam-se a cada enrreio. Essas cartas alleslam suas
promessas e os sacrifirios da rapariga. EsUo cheias
de juramentos, r.ao desses juramentes levianos que
escapam ao acaso no meio de uma vaga lagarellice
de amor ; mas de juramentos solemnes rodeados das
ideas msis serias i- dos senlimenlos mais religiosos.
Vossa eminencia reverendissima notara em mais de
dez lagares a invo.acio expressa desse Dos lerrivel,
que nao quer que seu sanio nome lorne-so instro-
raento de fraudo e de impostora. Essas cartas pro-
vam claramente a pureza dos senlimenlos que abra-
zan) os dos corarues. O conselho reciproco da fre-
quemar os Sacramentos, a confianza na bondade de
Dos, a invocarao da Virgein e dos santos, eousa mai
rara em escrplos deste genero, fazem de toda es*a
correapondencia uma leitura agradavet e mqral ,
propria para tocar os coraces honestos e religio-
sos : ludu isso al carta de 16 de julho inclusiva-
mente.
De repente, e fra de tod a esperanza o np-
plicsnte recebe uma carta datada de 11 do corren le,
na qual Manoel, mudando snbilamenle de lingna-
gem, convida ao proprio pai da infeliz rapariga a in-
lervir pra obler do coronel Coromila o conenli-
mento que recusa dar. Se esse passo (Intil, ab-
surdo e indecente) ficar tem resallado, Manoel dt-
palruuos de Videy jamis souberam que o termo *-
signado era de bem-viver. Esle provimenlo porem
ohteve um negociante eslabetecido nesla corle com
<*asa commercial na ra Direila, o qual uma quasi
idntica violencia odrera da policia.
Esle hotnem foi chamado a secretaria de policia
e obrigado a assignar nm semenlbale termo em ae- '
nhuma forma de juizo, sem se dsr lanar ana de-%.
fez, sem nenhuma observancia das disposices da
lei ; elle inlerpoz o recurso, e levou o caso rea- '
(3o do disirrio, oude eutao se virara e e reconhe-
ceram esse escndalo, esse acto informe e irregular
clara que se julgar livre de lodo o sea contrato,
allegando qae urna paixao e um amor devem ceder
aos devere imperiosos da familia. Se poze*emos
smenle na balanrn orna imples paixao, am amor
jego, esta mxima seria inconlestavel e sagrada ;
mas nao acontece o mesmo, qaando no amor a pai-
xao reunem-s > deveres directos e positivos resalan-
les de obrigaroes reaes conlrahidas por uma pessoa
maior sem qu s a isso tenha sido levada por conatra'n-
gimeulo, pedid, ou seduejau. Conrein acreacentar
a esse* os deverct^Hrjgorosa jastica que reanlUm
dos damnos irreparaves-causado a uma rapariga
nobre e virtu.aa.de mais de vtrrte annos, que regei-
lou am casamento vantajoso, qoe deixou ee compro-
metter aos olhos de toda a Hait, qoe viren qualro
mezes enceirada em om calostro, qne tem om* sau-
de asas delicida para suecumbir a perda de anas le-
gitimas espera nras, que emfim fez voto de tomar o
veo e renunciar ao sea futuro temporal se fosee a-
bandonada ; acrescenlando a isso a santidade lerri-
vel de juramentos formaes repelidos em vos alta a
por escriplo com a invocarao expressa do nome de
Dos, vossa eminencia reconhecer que Manoel ala
lem como uppoe, da escolher entre ua paixao e
seus deveres para com o lio ; porm entre essas de-
veres de simples reconhecimenlo e as leis inviola-
veis da justira, da honra, da consciencia e da reli-
giao.
o Eminencia reverendissima, sem duvida o coro-
nel Coromila nao tem sido informado de lodos
fados cima enunciados; pois de eerto se tivesse -
nhecimenlo delles, um cavalleiro tao completo e nm
chrisUo Uo exemplar nao empregaria saa aulorida-
de em ordenar o perjurio e sacrilegio. Se os dis-
cursos da malicia e da inveja nao Ihe tivesoera des-
encaminhado a consciencia, elle seria o primeiro em
favorecer um projecto formado no meio das orarte,
e al hoje santificado por ellas. Roma inleira clla-o
como um hornera justo (emente a Daos. Para al-
canzar o consenlimento que elle recusa nao ha ne-
cessidade de supplicas nem de amear,as ; basta di-
zer-lhe a verdade : eu coradlo estar ganho, quan-
do seus olhos forem desrendados.
O conde Feraldi tem a alma mailo elevada e nao
pode ir pessoalmente advogar a causa de soa filha
.liante do coronel; mas seria mao pai, se ala pro-
curasse fazer-lhe conhecer as promessas sagradas de
Manoel.,
* Portante o aupplicaole lanra-se aos pea de vos-
sa eminencia reverendissima, e eheio de coufianca
na efllcacia de uma inlervenjao que espera sem ou-
sar pedir, lem a alta honra de beijar-lhe a purpura
sagrada, sendo com a mais profonda veneracSo da
vossa eminencia reverendissima,
u Muilo humilde, dedicado e obediente servo,
.. Alejandre Feraldi.
Eis ahi como esereve-se a uro cardeal-vigario
Esta supplica copiada com bellas ledras am papel
decente foi levada na mesma noile ao principe Odee-
calchi caro o extracto ca correspondencia e todas as
cartas de Lello, as quaes a condeesa pedio filha
para tornar a ler. Nao alreven-se a pedir-lhe o te
trteem o aune.1, recriando disperlr-,lhe a deseo*).
(ContiHuar-se-ht.)
--..--'
/



2
PIMO OE PtRlUBUCO QtRU KIHJ 13 Dt SETEMBRO-DE 1855
4
i
pralicado pelo dicto Je polica da corto, Ale rol
muter arranjariimultanamenle uto aseriplurae.au
que ulo eilsla...
Sr. Figueira de Mella Ha maolira.
O Sr. Prndenle : Ordem.!
O Sr. Correa da Necee : A expressao nao he
parlamentar. (Apoiados.
O Sr. Sayi Lobato : O Itlliunal da relelo
da corle ah eil para 1e>lmaohar pur tua parlo a
verdade do qoa digo.
O Sr. Figueira de Mello : He urna fallida de.
O .Sr. PretUent*: Alinalo 1 Peco ao uobro j0.
putado que Dio interrumpa ao orador.
O Sr. SiifSe Lobato :Figumu-se esa eaeriplu-
racao cum unut policio de qiieixa escripia e jurada,
que realmente nlo fra dada, constando al do pro.
prio lernio que a quena Tora verbal! 1 Chamuu-ae
um etcrlvio que nao linlia escripto em semeldante
lermu para por- a cauta em eslado da aubir ao tri-
bunal da relaclo do Rio de Janeiro, a qual, loman-
do eoolieciineiiio do caso, mandn por seu accur-
dao ctucellar o termo que com lamanha violencia
comoirregularidade fra imposto, Finalmente, com-
a que no tribunal tollou-se al em responsabilisar o
chele de polica da corte, foto que nlo prevalecen
pda'indulaencia que Unja muilas vetee o aeu maulo
sobre cuosa* que deviam ser apuradas e eslimadas
por oulro modo. .
Mas voltanilo ao ciso de Joilo Yldey, fo esle indi-
viduo obligado pelo mesmo modo a assignar Um ler-
rao, inliniado-se-lhe uina e umitas veies que havla
de despejar a caa dentro de i horas ou ir para a
cadeia. pesie caso muitos livram conhecimentn, e
ae iBtolumenle ja esla iioje fallecido o digno advo-
vago que era o palrono de Joan Videy, o Dr. Fer-
nandos Pinlieiro, anda esta vivo o Sr. Victorino Ri-
lieire de Olivtira e Silva, procurador muito conde-
cid* no rwo d.i corle, e que Iralava do negocio de
Jlo Vidty ; elle ti promplo para ir em juno ju-
rar a verdad* de ludo quanto axancei nesla casa a
oslo reepeito! Adi esta tambera o digno cnsul
francez. o Sr. Taunty...
O Sr. Figueira de Mello:O cunsul francez
nunca apparece na polleia.
O Sr. Sayio Lobato :... Iiomem muilo conde-
cido nesla corte e muilo estimado poi seu cavallei-
rismo, por sea carcter muito disidido, por sua
donestidade, prudencia consummada e circumspee-
fao, prudencia e' cirVumspeccao de que anda den
pravas do -caso emuueslaii. A elle roa dirig, Sr.
presdeme, pedindo-llie o aeu testerauoho a respeilu
do que eu havia dilo nesla casa quanto a esse sub-
dito frincej ; apreseulei-lhe o meu discurso impres-
so e pedi-llie que atleutnndo para o trecho respecti-
vo me huuvetae de dar o lesteinonho do que sabia
da eua parte a tai respeito. O Sr. 'launa,, com a
gravidade e cirourotpecco que ocaracterisa, procu-
rou declioar de si semelhanle larefa, e me dirigi
osla caria :
a Recebi a caria que V. toz-me a honra do diri-
girn* uadata de 13 do correle. Devo antes de
ludo agradecer a V. a liaongtira opinilo que lem a
bondade de prestar a meu respeilo cum favor sem
duvida demasiado. Deaculpar-me-ha, porem, e me
conservo na idea de que nao se pode introducir o
tealemiinlio em sentid qualqoer de um agente e<-
Irangciro as ditcussOes parlamentares do paiz em
que st echa. Tendo a honra de ser. etc., etc.I*.
Taummy.
Mas eu repliquei ao Sr. Taunay ; liz-lhe ver que
st Iralava de ujn fado acontecido com um subdito
fruto*!, do qual eu,*le algum modo, procurara vul-
gar a injuria, a oflensa receida, e que nao era de
razio nem de equidade que elle, eslas circumslan-
cias, sendo o protector natural do* seos compatriotas,
me negarse um lestemunho somenle a rtspeilo do
faeto material, ainda que nao avaueaste juno prnprio,
alada qu nao adiantasae euitafM algum a respeito
do procedimenlo ria'aalordade."Vnlio o Sr. launa),
obrigado polas miuhai rogativas, me dirigi esla se-
gunda carta -.
a Recebi a carta que V. me fez a honro de dirigir
na dala de 13 do crrente, Devo antes de ludo coi.-
tooear-iDO grato a V. pelas lisohieiras expretsei que
emprega atne reapeilo, com favor sem duvida cx-
cetsive. Nada perderei, assira o espero, dote pre-
cioso couceilo, se conservo me na opinil de qoe nm
agento ettrangeiro subordinado na propria hierar-
chia da sua nacao nao pode introducir em sentido
algum u seo leaieinuiihn, mesmn indireclo, as dis-
ctales parlamentares do paia em que reside. Cin-
girai-ote, pois, a corlifisar sem nada mais, a respei-
lo do francs- Joan Videv, qu veio elle cum effelo
ua cceaiao oin que sa Irala partlcipar-me' o que Ido
aconteca na repartilo da polica, deliberando eu
onOo nao dar |por emquaulo pasto algum es-
ptra de uulras informado. O negocio nao passou
Aoerescenlarei o qoe pode lalvez parecer menos
ligado com o cato a que entretanto refere-e natu-
ralmente, que o magistrado a que se alinde fe na
intima poca grande servir c digno de todo louvor
aos eslrangeiros pela suppressa, suppiuiho ler sido
por elle promovida) do titulo'de residencia e do pas-
saporle local para o interior : exigencias easat que
erain mananciaes de continuos venantes.. De mim
lambem eiise a mesma itnparcialidade que aqu
agradecn q, inleresse que V. niostr* em advogar a
causa desses senlimeulus e pralicns de sympatlii-
ca hoapilalidade a que lano se presta a ndole na-
cional, e ni firmar pars os estrangeires, a beni
de lodos, as cunJirfle* de segoran;a individual,
que sao a melhor g.iranlia do progretto da coloni-
Mjao.
Tendo a honra, ele, etc.T. Taunaij.
Ora,, ja v .i cmara que o Sr. Taunav nio se
pode inteirameiile esquivar de dar osen lesleinu-
ndu de que u francer JoAo V'idev o procurara e Hib
iccusjra toda o procedimenlo da polica a ten res-
peilo, confirmando assim e que eu havia dilo no meu
discurso, porque (ai sobre elle que eu pedi o seu les-
lemunho oulras por cerlo terlaui as declarates
* do Sr. Tunav s* o fado que pruduii foste falso
em todas as tuts parles, como declarou o nobra de-
pulado.
Seniforos, qual ro a minlia Ihese .' 1 oi que a pol-
. cia lyrannirainente se ingerir em negocios sobre
que nio linda jursdcc,ao...
O Sr. figueira de Mello:lou um Tacto
falso.
O Sr. Sayao /J>balo :... qoe opp'rimido ou com
ameacas ,le prisa ou com a ellecliva realisarao de
toe* ameacas, axlorquia de individuos o que Me mo
era dado (aaer, o que n5o era pttivel que n liaessa
em alternlo a lodas as disposiroes cio. O caso que apretentei de JoJo Vdey, repito,
de muilo pouco relevante, 'e al de algum modo eu
dave ler incorrido em censara por lar apresenlado
estt fado, quaudu lautososilras adundain que me-
K goalilicariam os desregramentos da auloridaile
icial desta capital ; puderia traer casos nao de
araeajas smenle de pri.no, poiem de'priiOes ?eali-
tadas, como acontecen cum Jos Mendes de Almei-
da, que por ler aceitado urna lellra de cambio e nao
ta-la pago no da do sen venctoacuto, fui preso
|>or ordem da nuloridade poliritfBio (lia 11 ou 15
de fevereiro dettdanoo, delido na priso por 10 ou
12 das, e della nao fui relaudo senHu quando cons-
to u ao cliefe de polica que esto individuo reque-
rora soltura por habeai-corpus i relarAo do dis-
tricto; fui tollo sem qoe se Ide inslauratse proces-
to, sem que au menos te lite livesse iuliajado nota
i de colpa.
(' Sr. Ugueira de Mello:He tolto.
O.Sr. Preiidene tAtlencao !
O Sr. Siqueira Qaeiroi:He eiaclissimo, da do-
cumeulo iluso.
0 Sr. Sayio Lobato :Jio archivo da relcelo da
corle existe u competente documento, e al consta
que os dignos desembargadoret os Srt. Pimenla Bue-
no e V aldelaro fallaram em responsabilidade do ohe-
Te de polica a tal respeilo.
I'oderia traier casos mais qualillcdns. Sr. presi-
dente, on parnmellior diler, de iuquallficavel desre-
graroiilo da auloridade policial dest corle ; pode,
ra Irater o caso relativamente i mulher de um fu-
lano Barro", pinlor do Ihcalro.srpDondo que se cha-
1 Lopes de Barros ; aconleceu'- ae esse pobre
Iiomem ficasse perdido di> cahe^a, laTilo qoe lentoo
at contra a vida da muHier e depoivjadira de ean,
nao querendu voltar para ella. No estado de de-
mencia em que se achava queria-se aproprlar dos
valores, dos objectot do casal; nesse estado a mulher
naturalmente nao haraleou esses valores o seu mari-
do qoe te achava desvairado do juio, qoe se acha-
va tonco...
O Sr. h'igueira de Mello:NI o h* lal ; eslava
*m ten perfeilu julio.
O sr. Sayio Jjobalo :Recorreu elle polica, e
n que fe o nodre depnladol Em um despacho do
sed pruprio puuhu ordenou o seguinle : A' villa
detta, o alcaide da policio Fulano Correa ira .i casa
de Lopes de Barros,'morador na praca da Conslilu-
i;a numero tal ijnstanienlu na casa em que mora
hojeo Sr. |)r. Carlos Antonio Cordeiro), e InUmarn
;i mulher este que dos *O0 qoe tem na gaveti d
1:0009...
O Sr. Figueira de Mello:.Mu me arrependode
o ler feilo.
O Sr, Sayao l/ibato :... e toja a roupa eob-
jeclot do uto do niesmo Barros. Eis-aqui aaulu-
ridade policial erigiudo-se em ama dictadura tai
generit, faiendo invenlariu, separarlo de bent !...
() Sr, Figueira de Mello:Vio da lal ; sao con-
clotSes que u tenlior lira.
O Sr. Sayio Lobato :... opprimindo o bom d-
reilo daquella meera do casal...
O Sr. Figueira de Mello :Respailando os di-
reitot da familia, cujo chele eslava em tau perieilo
julio.
(I Sr. Siqueira Oueiro: :Eu e o Sr. l'ol)-
duio, comtuanddiile da polica, o agarramos cuino
loucu.
U Sr. Safta l.nbalo:Espondo assim a fortuna
du casal aos desatinos de om louco Nem o seso fr-
gil dessa mfelii mulher, nem o e9lado de desoanlo
em que se achava, deplorando u estado de seu ma-
rido, merecern! ao Sr. chefe de pedira w consi-
derarlo qoe por lodus os principios devia darn
cato!
.V auloridade policial-nada linha que entender a
tm'llianiB respeilu ; a viirilicar-se que esse l.opet
le Barros se achava demente, era o case de parliei-
at,a autoridad* policial au juix de orpdos respecli-
, para que esto houvesse na turma do seu rgimen-
lo prover.a lal respeilo. Quem deu direilo ao cliee
de polica da rorte de se erigir em verdadiiro Cadi
para decidir esta queslao por um modu extraordina-
rio, invadiudo as facultades do joizo ecclesiastico,
unir) compleme para decretar o divorcio, invadir-
an a competencia da auloridade civil que era a pro-
pria para ilepois de decretado u divorcio proceder
iparacAo de bens ? Como eiplicar-sa um acto e
I* por essa tupposicio em que est o
rt* que elle tem muito bom reito
e mantenedor das|radi(0es de Pau-
Fitiiai, oolaodo-ie, porem, que nun-
ca a tanto so alrevcu Paulo Fernandes, porque nao.
consta que um aclo de semelhanle naturea fosee
por elle pralcado ? !!
Sr. presidente, o cdigo cummercial lera classfi-
cadu e regulado ajrcao dos salarios ; antes do c-
digo cummercial pela nossa legislarlo o meio com-
planle, o meio regular sempre esleve firmado e
iralicado no julio civel; eulrelaulo a policia da eflr-
e se julga com direilo paracuinpelllr aos amos a
pagar salarios e salarios exbera ules aoscaixeirnsde-
bano dt preulo de cadeia. Em muilas occasiOet
tem assim procedido o nohre depulado, como chefe
de policia da corle, como praticuu com o cambala
eslabeleeido na prac.a da Gouslituicao, esquina da
ra do Cano!
O engeilamanlo da causa vendida por vicio pro-
prio he ohjcclo de Urna ac^lo eompelenlc; est bem
classificada na uossa legislacao, de da esphera da ju-
ritalicc.10 das juslljas elveit; entrenlo a polica a*
lem arrogado o direilo desoheranamenle compellr
com ameaca de prisao, senao-com a mesma prisftu, a
vendedores receberem ubjeclos vendidos e entrega-
ren! 09 presos. Sobejam os casos semelhanles ; nao
ha advogado do furo desta corte que nao d leste-
inunhn de muilissimos casos que lem corrido por
suas unios.
A garanda constitucional que constitua a casa do
cilla.lao uin asyllo inviotavel, he urna das maissuhs
lanclaes dsposic,ues que concorrem para fazer effec-
tivae real a hberdade do cidadao, ede qualquer in-
dividuo eslabeleeido no solo hrasileiroat por isso a
le providenlenienle lem eslabeleeido solemnidades
essenciaese iiuporlanlissimas para que te dm as
buscas, sem as quaes essa garanta con poderia subsistnir. Mas como se dao as buscas na-
capiai do imperio '! Senhorea, nenhuma das solem-
nidades prescriplas pela le he guardada ; sem for-
mulas, por meras portaras de m.io. por simplicea
ordens vocaes. sem preceder intimarao ao dono da
casa, sem se convocar (estemundas. sao invadidas,
sSo v..rejadas as casas .'
Eu me dirijo ao governo, e requeiru ao Sr. minis-
tro da juslica qoe haja de lirtr a esle respeilu infor-
ma^c. aprofundadas, ouvindo no digno promotor
publico desla capital, ouvindo aos advogados nota-
veis deste foro. Todos a urna, advogado por parte
da juslica, advogados por parte dos direitos particu-
lares, confirmarao a S. Exc. que lal he boje o etlyl-
lo abusivo...
I Sr. Figueira de Mello : Se he abusivo, nio
he de hoje.
O ir. Sayao Lobato : E mo de de admirar,
seuhores, que isso aconteca com u manir escndalo,
porque he o mesmo nobre depulado que esquecen-
du-se das dispnsires da lei, e com a auloridade do
car^oque oceupa na magistratura, aqu proclamou
que os inspectores de quarleinlo lem direilo para
prender Tal revelaran explica a pratica da poli-
ca dirigida pelo ndice depulado mostrando a routa
em que se lem os direitos de segurenca individual!!
Sr. presidente, estas pritOet tollas sem nenhum
fon.lamento, a pretexto de averiguarles policiaes,
que conslanliinenle lem lugar aos ceios e milhei-
i os seui que Jiaja seguimenlo de processo nao lem
expltcaflo. nao podeui ler juslilica(ao segundo a
discatatcie da nossa lei ; ao verdadeiros ltenla.los
que dovem ser reprimidos o punidos ; entretanto vi-
mos o nobre depulado sustentar que ellas nao slo ar-
bitrarias, desde que forem decretadas por autorida-
des constituidas. Cum (al jurisprudencia, Sr. pre-
sidente, a consequencia a lirai-'e he esta a aulo-
ridade ti* omnipotente, ludo pode fazer,porque lo-
do esln dentro da sua jurs licrao.
USr. Fijaeira^t Mello : Auloridade que lem
direilo de prender**
O Sr. Suyuo Lobato : Isio de al o inspector
de quarleiiio Kinalmenle, o que lem de mais pre-
senciado esla capital ? Pretencioo o fado escanda-
losissimo proclamado, pelos urgAu da maior publici-
dade ; os jornaes desta corle noliciaram capital
do' imperio, ao Brasil, ao mundo que u chefe de po-
4ica e seos agentes haviam mandado sellar no (lia
sexta-feira santa os presos sua ordem ; um lal ac-
lo d.i a med la de laes prisdes. Ou essas prisdes
nao deviam ler sido feilaslpara poderem ser por esse
modu gracioso relaxadas, ecnt.lo a lei fui offendida
a foram conculcados os direitos daquelles que foram
arrastados a prisao, ou foram bem feilas. e enllu a
auloridade se arrogou o arbitrio de dispensar na lei
de sollar sem proceder na forma da mesma lei, que-
rendo na sua cegueira como qoe hombrear com o al-
io poder do oslado, o .poder moderador, que
cu!una fazer laes merecs nesse dia !
Quando esle faci ique nlo he a primera vez que
aqu he Ira/ido fui exposlo, emmudeceu o nobre
depulado, porque em verdade nao poda adiar razan
para justificar ura procedimenlo...
O Sr. Figueira de Mello : Hci de o fazer e
auraMeco ao nodre depulado dar-me occasiilo para
issn.
O Sr. Sai/ti > Lobato : .... para justificar um pro-
cedimenlo lio desregrado que moslta o estado a que
edeguu policia.que forrja de ainouluar de-regra-
menlo sobre desregramenlo, irregularidade sobre ir-
regularidade, ja eulendeu que a lei eslava de lal
arle derogad, que Ide era dado ostentar e procla-
mar pralicas e el\ los em diaiiielr.il opposiclo a lu-
das as dspotees escripias e consagradas em a nos-
sa legislaba* '. !
Seuhores, estes fados da urna idea muilo exacta
lo que vai pela capilal do imperio quanlo a arelo
policial ; eu expundo-os cinara ulo fac<> mais que
revelar urna mnima parle delles ; adi esl a popu-
lac;au desla cidade que mais directa ou indirecta-
mente, mais mediata ou immedialamente senle a
oppressao da auloridade policial, que a vexa em lo-
dos os sentidos, porque a auloridade policial se lem
arroaadu urna soberana quede incomporlavel com
lalo o nosto svstema de legislaran... ,
O Sr. Figueira de Mello Nada innovei.
- O Sr. Sayao Lobato : O nobre deputndo at se
jolgou comptenle para suspender e derogar postu-
ras da cmara municipal ; da pinicos das appare-
ceu um edilal do dignu chefe de policia interino
mandando que se puzease em etecuco a postura
que ubruava os carros e uniros vehculos da praga
a lerein depois d.i sol poslo as lanternas. acesas, pos-
tura qu linha. sido suspensa, sean derogada, pelo
uohrc depulado. que se julguu autorisado para dis-
pensar na lei, porque Urna postura de ama lei mu-
nirpul.
Temo mnilo, Sr. presidente, que cum a' nova or-
dem de colisas que trum a recente medida do no-
bre ministril da juslica de acabar com os paasaporlea
e Ulules de residencia, com u que se corlou a melhor
parle do rendimenlo licito da secretaria da polica,
temo que muilas oulras alcavalas desde ja sejam en-
gendradas para substituir esle vacuo do rendimenlo.
A polica a esle respeilo nao trepida, porque se julga
suicrana ; consta queja se lem lenlo verdadeiratl
finias, verdadeiros imposlossobre mais de una clas-
se ; por exemplo, obrigtndo os Cjsrroceios a se Irem
matricular na policia, e recebendo pe|o carimbo qoe
se asserila na corroca urna certa quanlia...
O Sr. Figueira de Mello : He do lempo do
Sr. Siqueira, nSo he ordem miuha.
O Si*. Sayao Lobato : .... abrigando os coehei-
rus a malricul.ir-se na secretaria da policia qoe re-
cebe Iguns mil res pelo assenlameuto...
O Sr, Figueira de Mello : lambem he ante-
rior i minha numearao.
'O Sr. Sit/jio Lobato : =- E assim por diante.
Agora pergunlo eu, meus senhores, lodo osle pro-
cedimenlo arbitrario e vilenlo da policia esl de
aecurdo, he conforme a ndole, a lilteral disposeu
da nossa lei'!...
O Sr. Figueira de Mello : Foi em conformida-
de de urna postura da cmara municipal.
U Sr. Sayao Lobato : Digo, e sustento com to-
da a razio, que felas essas irregularidades exces-
sos slo verdadeBH alternados contra a lei, s3o pra-
ticados contra a expresa a e terminante dsposir-jo da
lei. Aquellesque censurando se quizerem e'mpe-
se passava no lempo da omnipotencia dos joixes de i os termos de bem viver e de seguranco perlercem
paz; quanlosexccasoserantpraticados, quanlos es- policia adminitlrnllva, e uu art. 16 declara muito ex-
Hoje, apezar de ludo quanlo pela sua prestamente que para a eipediclo de lodos os aclo*
nbar no I lovavel proposito de reprimir laes abuaus
nao devem dirigir a ana voz e seus boles contra a
le, siui ronlra os abusos della, devem antes *seu-
da-l do que aceosa-la a expo-la nini|a mais Irri-
s*o e desprezo publico, ella qoe ja ests tao concol-
eada pelos falsas execulores Anotados ."
Mas. dizem alguns dos nohres depolados, potto
que ae recondeca que o mal ella no abuso da lei,
com ludo furca he reconhecer que esla lei he Un im-
erfeiia e ma que se presla a lata abusos; devemos
pena temperar a le de modo que nao seje possivel
dar-se aboaos, ou qoedandu-se ip om lal eorrecllvo qoe cure logo de tana-Ios. Sr.
presidente, ftoe opu; hic labor e de diuieulilade ; como combinar um lal svttrma de
legislacflo que, dtde o abuso, immedialamente re-
aulte o seu correctivo t onde seri collocad a forr.a
que deve ler essa influencia salutsr 1 seni na auto-
rideoo no povo ?..
O Sr. /. J. da Hacha : fio magistrado.
O Sr. Sayao /jtbaio : Se be da parle da aolori-
dadeque deve estar esta grande alavaiica que deve
levantar e anater n edificio n prurito de modo que
elle fique firme, eslavel em suas bases, sem pender
para um nem para oulro lado, digo que na nossa lei
lentos as providenciasnece>sanas(quesefossem ali-
sadas leriain conseguido esle grande denideratum.
He no magistrado, diz o nobre depulado ; mas
qu-ndo este mesmo magistrado pela soa parle he
que commelle esses excess.it 1 No caso de que nos
ocrupainos tenho suslenlado enm tocios significati-
vos, com razes valiosas, que he um magialrado de
superior instancia que commelleu lodos esees ex-
eessos e irregularidaaes ; no entretanto, na lei qne
lemos exiale o neeessario correclvo ; nlo ett na
auloridade c mp-lenle a tociildade. o direilo, a obri-
gar^lo de faxer ellecliva a sua responsatolidade 1 A
le na encerra providencias a este respeilo, ulo se
lem dado ampia ar;lo auloridade compelente pa-
ra proceder ex-oflicio desde logo que ao seu ronhe-
ciineulo rliegar por qualquer modo que taes e laes
excessos, laes e laes crimet se deram'.' por oulro la-
do, nao ha um acrusador publico para promover to-
das as accusncOes ".' nao esl garantido o direilo de
qualquer cidadao, de qualquer individuo em laes
caaos levanlar-se como parle, determinar por accJo
propria nm pruredimento a lal respeilo f qoe mais
era de desojar, scnSores? Vos que consurais esla
ordem de cuusas que collocou essa torca ua mao da
auton la le, queris qoe se decline do campo da au-
loridade para o campo do povo que pelo direilo da
insurreica ., do levanlamenlo em masan ae peca as
praras publicas a execucao da lei .' Bem vedes qoe
i.lo pa ho possivel.
Eo dando desconlo a eertos exretsoa que com tot-
uma noto em algum discursos escriplos do nobra de-
pulado que me deu a aparte, prealo a devida allen-
caJo a sua lio culta iulelligenca j recunheco que elle
nlo pode querer semelhanle cousa. Mein era possi-
vel que alguem o prelendetse, porque sem rallar us
diclames do simples bom censo, nos principios eter-
nos du direilo, urna lal prcleiigAo nao era possivel
em no aajHtdl
parto 'ero feilo a polica,anda assim duvidoque ella
lenha levado as lampsa a amiga judicatura omnipu-
lenledosjuizesdepaz; nesse lempo qual era o re-
medio? Nada te consegua, nem mesmo se poderia
pedir conia ao governo de laes excessos, porque o
governo ulo responda pelos tollos do, junes de paz.
Hojean menos peco cotilas ao governo: solemne-
mente me dirijo ao governo, pergunlo se elle acha
bom e digno o procedimenlo qu a auloridade poli-
cial lem lido nesla capilal. so acha regular a marcha
e desenvolvimenlo da accao policial, so de por ese
meio que o governo quer persuadir a'u paii que elle
sincerainente esl no proposito de vingar o espirdo
publico, os dircilua de lodos, querendu estabelecer a
Hberdade do vol, querendu trazer a verdade do
rgimen representativo. Mas. senhore, se o gover-
no assim entende e coinprehende por esle mudu a
acc.ao da auloridade. pode ser acreditado Como
com (aea pralicas nos tolla na sinceridade da chuca,
em liberdade de yulo, em garanta de direitos '.' Nao
senhores, nislu lemos a llicse o a denion.lraca.i mais
clara do proposilu em que esla o governo.
Sim, hoje ao menos, Sr. presidente, ao govermo
podemos pedir conlaa, porque o governo est muilo
e muilo dabililado para prover a respeilo de todos
estes serviros, o poni esl em que o queira : se o
governo liver boa voiilade, sesouber laucar mao de
lodos os n.eios que Ihe sobejam para Irazer aos seus
justos termos as auluridadea qile se desregram, tara
conseguido muilo e muilo e muitu.
O Sr. Presidente:A discussao fien adiada pela
dora.
O Sr. Figueira de Mello (pela ordem) pede urgen-
cia para continuar esta dscussAu para que possa res-
ponder ao orador que acaba de asaenlar-se.
Approvando a cmara a urgencia, continua a dis-
ussao ilo requerimenlo.
O Sr. Figueira de Mello:Agradecn mais esla
vez a cmara o segundo favor que acaba de h-
zer-mr, concedendo-me que eu responda ao so-
bre depulado immedialamente depois das suas aecu-
saees. .
Sr. presidente, o nobre depulado ainda veio nesla
testS*, nao impugnar o irn-li requerimenlo. mas a-
quillo qoe cu ilisse em miftba deleza eem refiilatAo
das proposiroes que o nabtHleputailo emiltio nesla
casa a respeilo do chefe demolida desla rtV le. Pm-
poz-ae o nobre depulado em urna daa sesses ante-
riores a demonstrar a Ihese de que o cheto de po-
licia linda pracicad desmandos, o que esses desman-
dos deviam ser reprimidos, porque linham chegado
a umexcesso iuexplicavel ; mas quando o nobre de-
pulado Iraloii deapresenlar .-- provas cilo um fado
que eudeclarei e demuuslrci ser falso em lodas as
suas parles, e de que me parece etlarem conveociJus
todus os membros desla casa.
Com ell'eiiu. disst o nobre depulado que eu linha
obrigado um F'rancez a assignar leim de sabir da
casa em que morava dentro de 4 horas, tob pena
de prisa ; eu demonslrei por documento authentiro
apresenlado nesla casa quo lal lermo nao exislia.
Declarou ainda o nobre depulado que esse Francc/.
linha recorrido a seu cnsul ou minislro, e qoa, este
linha enderessadu reclamai*oes- au governo coillra
mim ; a cmara tabo que laes rerlamares nunca
appareceram ; he lambem falsa semelhanle asseve-
racao. Diste linalineule n nobre depulado que eu
linha descoinposlo a esse Vrancez e a lodos os seus
compatriotas chamaudo-os de- velhacos e ladroes ;
lambem inostro que este faci nlo existi sena* na
imaginaba du nobre depulado. Pude- allirmar que o nobre depulado rTss > o verdade, e toz
aecusaees fundadas ? De iienlium modo.
Vendo-seo uobro depulado colindo em una lio
llagraule tolsidade, que quero arredilar nao toi
elle quem invenlou.mas que admillio levado de ap-
parencias s para ler o gostindo de aecusar o edeto
de policia.seu inimigo pessotl....
O Sr. Sayio Lobato:Pelo amor de eoa, nao ma
abata a esle ponto.
O .Sr. Figueira de Mello:..... nao pudendo el-
le alm disso negar que linha sido leviano em apre-
senlar fados de coja certeza nao linha cousciencia,
procuruu agora apresenlar oolros contra o seu ad-
versario, uu contra a pulida. Ora,tendo o nobre de-
polado apresenlado com lodo o assenlo da conyicro
contra a policia um todo que nlo exista, e vindo
agora apresenlar oulroa que dade j asseguro que
lambem nao exisem, pareca-meque a minha sim-
ples assevere(Ao de que esses toctos eram falsos, ou
inexactos em suas circumslancias, seria bstanle para
euser acreditado pela cmara, visto que o nohre de-
pulado pela sua eviandade, pela maneira por que
lem procedido, moslroo que nlo linha direilo a ser
acreditado as accusacOes que me fazia na qualidade
de cheto de policia desla corte.
Nao me quera porm valer de semeldanle defeza,
e entrarei no exame das novas aecusaces com que
agora me aggredio.
Anlea purum de faze-lo srja-me permitlido-enlrar
no exame do modo por que o nodre depulado pratu-
rou defeiidcr-se de sua eviandade quandoasseveruu
que exista esse falso lermo, pelnqual eu liavfa obri-
gado a csae Francez a deixar a casa em que morava.
Di---' em piimeiro lugar o nobre depulado que eu
havia intimado a esse estrangeiro que deixasse a ca-
sa, e que nao obstante isao lavroUMe um lermo por
oulro. O nubre depulado ua poda mitlir esta as-
sercalo sem apresenlar logo a prava, ama vez que
era cintradiclado por documentu de usan re|iarlic.io
imporlante que lem f e credilo publico. Por cou-
seqlienria, tendo lido a malrvotoucia, a iiialgni lade
de torir o cheto de policia da"crle.7..
O Sr. Mello Faanco:lato nao he parlamen-
to r.
O Sr. Saya i L'ibalo:Pode dizer o que quizer,
nlo me pode honrar por oulro modu.
(O Sr. presidente dirige" au orador al/umas pala-
nas que nau uuvimos.
O Sr. Figueira de Mello:..... e tendo sido des-
mentido por documento autentico e irrecusavel, do-
va agora por tua propria honra ler a coragem do
si ie n r ui. *
O Sr. Sayao Lobato:Desmentido '!
O Sr. Ugueira de Mello: Desmentido, sim, nao
relirarei a palavra...
O Sr. Saya Lobato:Nao me poito honrar por
oulro modo.
O Sr. Figueira he MclloiSe o nobre depulado
leve o direilo de aecusar-me, lenha lambem a resig-
natfo necessaria para nuvir-me....
WSr. Augutto d Oliceira:Nao, elle quer s ae-
cusar, e nAo quer ouvir.
O Sr. Figueira de Mello : Qoiz ainda o nobre
depulado jualificar-se da lQviainfade que linha prali-
ctdo, dizendo que em prol de sua a'sercijo havia o
eslemuuho de um advogadu hoje fallecido, o Sr.
['ernamies Phiheiro. He lestemunho que-se pode re-
cusar, porque o (eslemunho do morlo nao pode ser
prsenle emjuizo. Os morios nao fallam. Allegou
finalmente urna declaradlo do cliauceller do consu-
lado francez, o Sr. Tauuay,; mas nella nada se de-
Slara de positivo quanlo n existencia do lermo, e o
r. launa) tonda-se na informaelo que Ihe dera o
Francez em qocsUto.
Sr. presidente, o Sr. Edoardo l.aemmcrl, livreiro
desta cidade, e consol do governode Badn, segundo
me parece, dirigin-me urna policio allegando que
esse Francez o havia injuriado atrozmente em urna
garla, e o amearara de vasar-the o ulbo sao que Ide
resfava... jg,
Vai Sr. tibiado:lima caria anonvtmi, nlo se
poda reconnaeer quem a escreveg.
O Sr. Figueira de Mello:.... e pedindo-me que
o edamasse a minha preseuca e o obrigasse a assig-
ar lermu de segura oca, que o livrasse de quaesquer
lluros insultos. Em vista da semelhaflle queixa,
vinda de pessoa lio qualillcada, Tu chamar policia
esse individuo para couhecer a verdade, e entao dis-
se-me elle que o Sr. l.aemmcrl proceda de seme-
lhanle maneira porque elle nio quera sahir da casa
em que morava, e que dist provinha toda a vin-
sanr* que solire ede quera l.aemmerl 'exerrer.
Disse-lhe eu que nada linha com semelhanle lado,
que ae qoiiesae sadir da casa sahisae, masque havia
du assignar um lermo d segurauca por me parecer
provada a quelxn. Foi islo o qu se fez.
Relativamente a casa lambem houve nicamente
o que acabo de dizer ; neo houve porlanto esse ter-
mo de despejo com que se me quiz acousar, e nem
mesmo se poda pastar um por oulro, como o nobre
depulado malignamente o quer dar a entender. Tal
vez qu esse Francez me livesse oovido mal, porm
nada mais aconleceu do que isso.
1* Sr. Sayn /.abato:K para que nao se ouvio a
detoza do F'raucez Para que nlo se Ide deu o es-
paco que a lei determina ?
O Sr. Figntira de Mello:O nobre depoladn ain-
da erguio-me dizendo que nao ae linda ouvido a
defeza desse Francez, ou nao se llieliavh dad lem-
po para apresenla-la. O cdigo do processo diz que
o cheto de polica rara assignar termo de dem vi-
ver on de sesuraii;a a qualquer individuo depois de
ser elle ouvido, e inqueridas as lesterniinhas da de-
feza quando for possivel. Ora, esse Francet foi ou-
vido, e n?o leodo apresenlado leslemunhas em sua
detoza....
" Sr-, Siqueira Queiroz:E a accu-acA-i pre-
senlnii le>leinunhas t
O Sr. Figueira de- Mello:.... parece-me que o
chefe de polica depois de ouvir as parles obrou de
couformidade com a toi mandando assignar por a-
quelle Francez nm termo de segurauca, te por acaso
se convencen de que elle unira mas nleiires con-
tra a pessoa que dellese queixava.
O Sr. Siqueira Queiroz:0 cdigo dispOe o con-
trario.
O Sr. Figueira de Mello.-onhojes, nlo poden-
do o uohrc depulado pelo Rio de Janeiro insistir
maia ueste fado por ler sido encontrado em flagrante
falsidade....
Sr. Sayio LobaXo : Nao me pode honrar
de oulra ni incira. e porlanto pode dizer e que qui
zer. ,
O Si: Figueira de Mella:... veio apresenlar
um nutro relativo a um negociante desla cdrle qae
lambem assignou lermo de segurauca n reqoeri-
menlo de oulro de nomc Ribeiro de Carvalho, se-
gundo minha lemhranca. Dissc o nubre depulado
que es.e termo foi irregular e informe; cu porm
sustento que esse lermo fui muilo regular c confor-
me a lei, embora tosse torrado por um dos amanu-
enses da polica...
O St. Siqueira Oueiro;:Eporconsegulnle con-
tra a lei.
O Sr. Figueira de Mello:Diz agora o nubre
depulado por Sergipc que esse documento toi lavra-
do ronlra as displCoes da lei. lalvez porque emen-
da que nclle somenle devn intervir alzum escrivao.
O nobre depulado nao pode protar essa sua opi-
niSo em toce das diaposiees do regulamenlo de 31
de Janeiro de 182, que regula esla maleria. Esle
de polica administrativa o cheto de polica su sirva
dosempregadosda sua secretaria,e para a dos negocios
de policia judiciaria dos eacrivaes quo escrevem pe-
nte os jiiizes muuicipaes e subdelegados; pur-
nlu o nobre deputadu nao pode dizer que esse
termo toi illegalmenle eserlpto, somenle porque
nefle nterveie um empregado da polica que a lei
admille.
He verdade, senhores, que a parle que havia as-
signado esse lermc de seguranca recorreu para a
retaca du dislriclo, e que este tribunal no teu ac-
cordao declaran que esse termo alo tinha sido fun-
dado; mas uonca disse que nelle se hnuvastem pre-
terido aa formulas indicadas pelo cdigo do proces-
to, como prrlendeu o nobre depulado que me ac-
cuaa. Aprsente o nobre depulado esse accordao,
e verse-se-ha que esla aecusaelo he ainda inexacta
e falsa....
O Sr. Siqueira Oueiroz:Falsa nao ; a lei diz o
contrario do que o nodre depulado declara.
f> Sr. Figueira de Mello:O nobre depulado de
o muco que pehsa assim.
O Sr. PrcHdenlr.Altentln !
OSrrFigacira de Mello.Em confirmara, des-
Is minha opiniao. eu posso apresenlar ao nohre de-
pulado a opinilodo Sr.depulado,(iuiive, que leudo
fora deala casa queationado comigo acerca deste pon-
to de direilo, vulunlariamenlo veio depois confessar
que eu linda razl, dandi assim leslemundo ver-
dade e i le.
O Sr. Teixeirade Goura:He verdade.
O Sr, Figueira de Mello:He verdade que ha
urna dilTerenca muito nntavel entre o Sr. depotado
l.oiivca e o nobra depulado, e he que o Sr. depu-
lado tiouva he juiz e nao chicana com n toi, e o
nobre depulado como advogado esl acoslumado
a advogar o pro e contra em detoza dus seus cli-
ente. ,
O Sr. Siqueira Queiro::Os advogados nio chi-
c.inain com a lei, as aoloridades he que chicaoam
cum ella.
O Sr. PreiiUenle :Allenro!
O Sr. Figueira de Mello:SSo opinioet. Sr.
presidente, para decidir etln qoestlo enlre mim e o
nobre depulado pelo Rio de J.uieiio pee a V. Exc,
qoe me mande a .colleccao de leit de 1842, alim da
mostrar ao nobre depulado o que dispoe o regula-
menlo de MI de Janeiro desse anuo.
OSr. Siqueira Queiroz:Eu na tenho duvidas,
enlendo qoe a.lei como esl Jie negocio liquido.
O Si: Figueira de Mello:Repilo, Sr. presiden-
te, a argumentacao que eslabeleci. Pelo regula-
menlo de 31 de Janeiro de ISt pailenceift i policia
administrativa os termos de segurauca, e pelo afta Di
dessa lei se determina positivamente que liara ex-
pedirlo de lodos os actos de policia administrativa a
cheto de policia ae sirva dos einpregadosda tecielaria
de toa repartirlo, e que para a polica judiciaria em-
pregue os escrives do juito municipal.
Eu pec.o a alinelo da casa sobre esta parle do
meu discurso, porque he a coinalela refutaclo de
raaT PN0 M..r.rridnIdP?, mP0,,,!e "22 rBl!BMto ?"*****,%*> enlre po| el adn
rada. Me tal. rirrldo da nossa memoria o que I msianliva e policia Indiciara, di.rwu n .H o .
e poilcia Jaditoria, diipoe no art. 2 que
rnate I
quanlo disse o nobre deputadolB* Rio de Janeiro,
emilliodo assercocs a que s a paixao podia dar cau-
sa e vulto.
O Sr. Sayio Lobato :Clamei pela infrarcao da
lei.
O Sr. Figueira de Mello :Eit aqu o trligo do
regulamenlo a que me lenho referidu il): Arl.
2 Slo da competencia da pidicia administrativa ge-
ral, alm das que se acham encarregadas s cimarts
muuicipaes pelo lilulo 3, da le do I da oulubro de
1H2S ; I. As attrihincoes ciiinprchcu.lidas nos arls.
12, !$ |, -2, e 3, do cdigo do processo, a
Os 8 2. 3, a qoe se refere o artigo que acabo de
ler,sio os que tratam dos tormos do bem-viver e de
segurauca.
Diz agora u arl. Iti do regulamenlo, o segdinle:
Os Chetos de policia parn a expedidlo dos nego-
cios qoe perlenecm a policia administrativa enume-
rados no arl. 2, do prsenle regulamenlo, e bem as-
sim para eacrever nt interrogatorios, provas e mais
esclarecimenlos que houvercm de remetter para a
formacAo da culpa aos jniles compelentea na confor-
midade do S 9. do arl. 4, da lei de 3 de dezembro
de iSil, e do arl. lil do dilo regulameiilo,servir-se-
iio dos empregadot de sua secretoria, e para a dos
negocios que perteneci polica judiciaria enume-
rados no art. 3, do mesmo regulamenlo e do* ciimi-
naes, servir-se-hlo de qualqoer dos escrives que
escrevem para os juizes municipaes e subdelega-
dos, o
Ora, os tormos de segurauca e bem-viver perten-
r.em a policia alminialraltoa.
O Sr. Siqueira (Jueir'z:He tolso.
O Sr- Presidente ;Allencaa.
O Sr. Figueira de Mello :... e porlanto segue-
so que em visla di arl. 16 desse regulameuto podem
elles ser lavradna peloa amnuuenses da secretaria de
policia. Negar islo he negar a luz do din.
Diz o nobre depulado por Sergipe que assim nao
h: em vista daspalavras claras-e terminantes desla
legislarlo; ms eu Ihe pergunlo em 'que consisto a
expedirlo de um lermo de bem viver"! Consist; em
mandar-se nulificar as partes e as leslemunhas, ou-
vi-laa, dctorir-lhes juramento e finalmenle lanzar-
seo lermo. Foi isso o que se fez ; e portan! ni*
fui illegalmenle queum empregado da polica escre*
veu o lermo *> seguranc i de que te Irala.
O Sr. Siqueira tjueiroz :Nau he smenle isso,
he tambem juramentar ao queixosu.
O Sr. Figueira de Mello:Declarou anda o no-
bre depulado pelo Rio de Janeiro que enlre as irre-
gularidades desse termo dense a de nao' chamarse
um escrivao para llrar as cerlidOes eom que devia
ser instruido.
VSr. Sai/io Lobato:Observei que nao linham
lido rumpnd.1* as dispusices da lei, que eslo no
arl. 121 e segundes do (.odian do processo ; e depois
se procuruu simular cum peras forjadas e contradic-
torias cora o termo.
O Sr. Figueira de Mel o:Isto he urna calom-
nia do nohre depulado.... c
O Sr. Presidente \dirigindo-se ao- Sr. Figueira
de Mello):Ordem. Sr. deputadu !
O Sr. Sayio Ijibato:!sso he um insulto que eu
desprezo.
OSr. Pre'idenle .Ordem '.
OSr. Siqueira ijueiroz : Quando o nobre de-
pulado usa de semelhanles palavms nesle recinto,
vejam o qoe nao tora na policia. Apiados.'
OSr. .-i u gusto de Oliceira : Eallu chamando
de prevaricador ao chefe, e elle nlo ha de respon-
der.
(Continuio os apartes. Confutio. O Sr. prn-
dente reclama por differentes vezes a attenrao, e
chuna ordem at que esta se estabelece.)
T> .Sr. Figueira de Mello {para o Sr: Sayao Lo-
ftafo': O iiobraatfepulado nem dentro deata casa e
nem fra della he capaz de insuitar-me impunemen-
te ; fique persuadido que liei de repelli-lo eom loda
a forca,
OSr. Presidente :Ordem,Sr. depulado !
OSr. Safio Lobato :Por cerlo, porque o se-
iilmr nlo he suaceplivel de ser insultado.
O Sr. Presidente :Ordem.
O Sr. Augusto ds Oliceira :Nao he a primeira
vez que o nobre depulado insulta os seus colle-
gas.
O Sr. t Sayao Lobato:Falta va s i senlcnra do
nobre depulado.
O Sr. Augusto de Oliceira :Conlirco a prohi-
dade do Sr. chefe de policia.
O Sr. Sayio Lobato :Enlao jure.por ella, se he
capaz.
O Sr, Presidente :Ordem. Srs. depulados!
O Sr, Fiaueiru de Meti :Sr. presidente, so a
certido dos^clos que se paasam na policia, entre os
quaes eatlo coinprehendidos os termos de segur inca
e de bem viver, devem ser passadaa pelos emprega-
dos da secretaria da policia, poderla eu mandar pas-
sar as ccrlules necesarias para as partes por al-
guem que nao tosaem esses empregados? Devia eu
cousenlir qoe um escrivlo de fra viesse copiar do-
cumentos etislenles na secretaria, quando esta repar-
tirlo tinha os empregados para Isso necessarios e a
lei Ihe dava lodo o crdito '.' De nenhum modo,
e porlanto recusaudo-me a isso eu sustenlei,
nao t a digoidade da repartir, mas a execucao da
lei.
O nobre depulado disse ainda qne eu havia nAn-
dado prender a Jos Mendes de Almeida porque
nlo linha pago uina Idra no dia do seu veucimenlo.
."So estou bem cerlo dos molvos que occaaionaran
a prisao deste individuo para os poder agora a-
presenlar ; mas recordme que houve alguem que
requereu rolarlo desla corte um mandado de Aa-
'icos corpui em seu favor. A retoclo mandn me
ouvir sobre e viduo tnlu sido preso para indagac,oes policiaes, mas
quej o linda mandado sollar, por terem cessado
os motivos que tinlum dado lugar su.i prisao.
Ora, esto ficto he muilo difiercnle do qne apre-
senlou o uobre depulado, e por consequencia toi el-
le ainda incxalo no que referi a esta casa.
Bjioco me importa qoe um ou oulro deserobarga-
dor da relarao do Rio de Janeiro, cheio de suacepli-
bilidaI, disscsse que o cheto de polica linha com -
uieltido um erro mandando aullar e9ae individuo an-
tes de haver a re.icio promiociado suadeciBlo final.
Porque razao devia eu continuar a ler preso esse in-
dividuo, desde que havia cessado o motivo que neca-
sionara a sua pristo ? Somenle porque eile ha-
via, recorrido relacAo 1 Nenhuma havla ; eeu per
aso mandei que esse individuo fossa sollo,
Desle modo proced muilas vezes em Periiam-
buco sem que oa meus collegns daquella relaclj me
cenanrasaem ainda levemente por isso, o desle modo
lem obrado os meus antecessores sem o menor repa-
ro ou estranheza.
O Sr. Sagio Lobato :Nao se censura que ^
Exc. o maniasse sollar, mas sim que o mandasse
prender por nao pagar urna Idra.
OSr. Presidente Atlencto !
O Si: Figueira de Mello :J disse que nilo foi
por isso quo u mandei prender, e seria bom que o
nobre depulado nao viesse apresenlar aqui comu cer-
lo lodas quantaa Talsidades ouve l por tora aos
meus desairelos he isso urna eviandade inqualifi-
cavel.
O Sr. Say Lobato:Esse Iiomem esleve pren
17 dias, porque nao pagou urna lelra, e s quando
cnnstou que se requera reluci um mandado de
halieas-corpus de que toi sollo ; mat n5o houve ola
constitucional, nao houve principios de processo, nao
houve nada.
O Sr. Presidente ;Allenro !
O Sr. Figueira de Mello : O nobre depulado
cnnsiiltou ainda acremente a intervenidlo que cu lo-
mei em urna questlo havida entre o Sr. Lopes de
Barros, profeisor da academia das Bellas-Aites, e
sua senhora.
Quizera nao eolrar em pormenores que dizem res-
peilo ao lar domestico, mas sendo aecusado he mis-
ler que por bem de minria-deleza eu diga ludo, pa-
ra que se saiba ajustiga do meu proced ir. en lo ese
avalie a improcedencia daa censuras. Senhores. em
fina do auno prximo pssado escreveo-me o Sr. Lo-
pes de Barros urna carta, pedindo-me que eu tosse
a sua casa logo que a recebesse, alim de evitar um
critue semelhanle au de Mege, de que a cmara prn-
vavelmenle tero conhecimeulo. Annui a 'esle pesli-
do. a procurei evilar lano quanlo me foi possivel
algum desaguisado entre osles dona esposos, cujos
genios me parecern! incompaliveit. Pasando pouco
lempo recebi nova caria do mesmo Sr. Barro9, em
que esse tenhor se queixava do comporlamenlo de
sua senhora para com elle, e entao depoii de de-
clarar-lhe que eu nao poto intervir legalmeute na
sua questa, acnisciM-iItl quu recorresse juslica,
ae quera definitivamente separar-se ou divurciar-ae
de sua tenliura;masoSr.Lope assim, Iralou de separar-se particularmente, reco-
llieiuto-se casi de om amigo. A senhora porm
foi busca-lo nessa casa e parece que linha lal influ-
encia snbre o pobre Iiomem, que elle nao pode re-
sislir s suaa imimacOea. e com ella se recolheu i
sua anliga morada. Um dia porm ease Iiomem
moslrou-se inleiramenle irritado coulra sua mulher,
a ponto de querer empregar contra ella as vas de
tocto. O sen furor toi entao tal, que varias pesaoas
que coucorreram a presenciar etse acto enlenderam
quo elle ae aedava alienado, e requereram-me im-
ineiliat.imenlu que elle rosse para o hospicio de Pe-
dro II; maseu que conhecia a causa de sua irrila-
Slo, mnndei-o vr a minha preseuca, converse! lar-
gamente com elle, e conhecemlo que elle eslava em
seu pertoilo juico, e qne a ausencia da familia poda
dar-Ihe o socego e quietadlo de que elle linha nece
M-'ade. nlo o man lei para n hospicio de Pedru II,
mat sim para casa de sua mai, que queria recebe-to,
O Sr. I.opes de Barros, porem, de algum lempo fora do Rio de Janeiro eem lugar anu-
de nao toH'resse, e querendu levar a sua roupa, e
parle oe algn, dinheiro que linha em cata, comque
poderia occorrer s suas detpezas, exigi laes cousas
de tua mulher, .mas esla Ib'as neguii. Foi enllo que
eu iulervlm de uin modo ollieioso ; thamei a mulher
minha preSenca, e confessando ella que linha em
seu poder a quanlia de dous cotilos de rea, aconse-
IhiH a a dar melado desse diaJjjeiro e a roupa qoe seu
marido exiga enm toda a razJJJ>
Depois de alguma repuanaacia, altendeu que
era do sea dever acceder a too jusjtu pedido, e enllo
para que u recebimenlo desses nbjedos fosse rdlo
com toda a resularidade e de nenhum modo se po-
iless* dizer que se linha recebido mais do que na rea-
lidade ae recehera, urdenei por portara ao alcaide da
policia que recebesse da mulher melade do diuheiro
existente e a roupa, e que ella ficasse com a oulra
meUde do dinheiro e com ludo o mais que exislisse
na casa.
Quo ha pois de ceusuravel nesle meu procedi-
menlo 1
Por ventura, estando este Iiomem em seu pertoilo
joizo, nlo era elle seiihur da sua roupa, de lodo o
dinheiro e ir lodos os bcus movis que linha em sua
casa '.' e nao poda cmiaeguinlemenle dispor delles
como Ihe aprouvessn ? De cerlo que sim; sua mulher
nao eslava constituida sua lutura, e nem o podia es-
tar ou ser considerada lal,' urna vez que a alienaclo
te nao liitln verificado, nem fora declarada por juizo
competente. O chefe de pulida porlanto ni fez mais
do qoe sustentar os direils de um cheto de familia
contra o mau querer de sua mulher, e anda assim
toi muilo moderado nesla parle a nylo equitativo
deixando a essa mulher camque susKnlar-se duran-
te a sua ausencia.
O nubre dezmado cansnruu ainda a maneira por-
que a polica procedia t buscas no domicilio dos ci-
dadao*, e declarou que laes buscas se faziam sem as
formalidades legaes ; mas como nlo aprsenlo! pro-
va alguma que justificaste a sua assercao, deixo de
responder a fuleis declamac,oes. O nobre depulado
diste que era oecessario respeitar o domieili* dot ei-
dadaoa como uro atylo sagrado, ele. Slo palavras
muito bonitas ; mas que nada provam contra mim.
Direi entretanto pelo que me diz respeito, que pare-
ce-me ter ainda nesla parle obrado sempre de cou-
tormidade com a toi, e que nunca tive desejos, nem
inleresses, que me fizessem desviar doscaminhos que
ella me iracavn.
O nobre depulado aecuaou ainda o cheto de polica
pelo tocio de ler. soltado alguns presos no dia quinta
fera sania, e etclamou : So esses presos eaiavam
na cadeia de coutormidade com a lei, nao podiam ter
sollos pelo cheto de policia,e se nao eslavam nao de-
viam ler sido presos, a O nobre d-puladu deve po-
rem saber, como eu. j disse no meu primeiro dis-
curto, por occasiao das fuleis aecusaces que me toz
aiilerioriiienle. que em urna cidada Uto grande e im-
porlante como esta,na podemdeftarde haver muilas
prrses porsiispeas.e que loguque se verifica a ver-
dade, on se forma o processo dentro dos 8 dias mar-
ca los pelonnssi coligos individuos presos ou slo sol-
tos quando csalo es unitivos da pri-lo.ou continuam
presos al responderem perante competente tri-
bunal.
O Si: Sayio Lobato:Esses indvidoos foram pre-
sos para serem sollos nn quinta toira santa.
' O Sr. Figueira de Mello : Esla engaado ; to-
ram presos por diversos inulivns. e foram sollos por-
que haviam cessado esses mulivos. Ora, posto ser
censurado porque.tiMid eo visitad a cadeia na ves-
pera de quima fera sania mandei que elle* fossem
tollos raapeitei assim a su liberdade ? Da cerlo
que nlo. Parece-me pois que anda esla aecusacio
do nobre depula I he fulil emiseravel.
O Sr. Sayio Lobato :Miseravel he quem pratica
esses actos.
O Sr. Presidente iOrdem.
O Sr. Figueira de Mello :E, senhores, se nos
mais das se soluto individuo* que linham antes sido
presos, porque motivo, cessando as causa* da sua
prisln; nlo soriam elles sottos na vespera de quinla-
toira sama *
Alem disto, senhores, esle tocio nao he novo ; os
meus antecessores luvian praticado o mesine ; j no
lempo do Sr. Mattoao e no lempo do Sr. Siqueira se
linham dado casos iguaes. Pelo menos alo etlaa as
IradicGes que acdei na policia, e que nlo linha mo-
liro nenhum para contrariar.
O nobre depulado disse anda que eu me jolgava
auloritadoa revogaf poslurat da cmara munidpaI,
e apresculou romo prava o fado de haver eu dis-
pensado os tildar) s, carrol e mais vehculos de con-
ducho da uhrigatlp de trazerem lanternat no* loga-
rea em que bouvease illuminaclo a gaz. Sr. pres-
deme.nunca me julguei aulnritado a revogar aa pos-
turas ; condece que as potluraa vnunicipaes sao rer-
dadeiras leis que devem ser respailadas ; e acerca do
tocio de que se trata, quando del om regularoenln
dispensndoos lilburya emais vehculos de condcelo
desla cidade de trazerem lanternas acetas em cerlot
lugares toi por entender, vala de posturas, que o
cheto de policia eslava autorisado a faze-lo, e em
segundo lugar, por assim me terem reclamado mui-
las pessoas importantes e tnsalas.
Pareceu-me que essa*dispensa era urna necessida-
de publica que convinha a Hender, visto que quaii
loda a cidade te achava i Iluminada a gaz e que obri-
gar esses vehculos trazerem lanternas em lugares
onde nada servia m era om acto desneertaario segu-
rauca publica e prejudicial ana donos desses vehcu-
los. Por conseguidle, eo houve violadlo de posturas,
nao quero enlrar nesla queslao. porque'nlo as tenho
aqni para examinar, estou todava persuadid qoe
ealava no meu direilo. Qoe importa que urna ou ou-
lra vez ot carros se livrssem abalroado nos lugares
onde nau havia illaminarjlo a ga; '.' O cheto de poli-
cia ditlo ni > he culpado, porquanlo elle declarou no
seu regulamenlo que os carros s eram dispensados
de Irazerem lanternas nos lugares a.mi houvesse
iiluminaca a gaz ; conseguinlemenle nesses oolros
lugaies deviam Irazer lanternas, e o dever da poli-
cia era obriga-los a respeitar a sua propria deler-
minaijao.
O nubre depulado, continuando ainda no seu de-
sojo de atacar ao chee de polica desla corle, decla-
rou c,ue tendo-V exmelo oa dolos de residencia, dos
quaes a,policia lirava om rendimenlo licito, elle |e-
ma que para substituir esse rendimenlo nlo se apre-
senlassem novas alcavalas ela policia, e orno lal
considera va o exigirem-se alguna emolumentos pela
matricula, niimericAo dos carros, etc. A esle respei-
lo devo declarar cmara qoe toe>0Mruiento9
exislem muilo aMts dessa eilincclu doa lililes de re-
sidencia, c que enea foram eslndelecidos por om re-
gulamenlo re um dos meU9 mais disididos anteces-
sores, o Sr. desembargidor Siqueira, e por virlode
de autorisnrao que llugaWa urna postura municipal
pra regular o servico Ws carros, tilburys. etc., re-
gulamenlo esse quo toi aprovadopelo governo. Logo,
o actual chefe de policia nesla parle lambem nao
innovou couaa alguma.
Sr. presidente, no exercicio da policia desla corle,
a cuja Ircnte me lenho achadu, tempre procurei
obrar de coutormidade com as leis. O meu carcter,
a pralica que lenho dos negocios, o conhecimeulo
que todua lem do mim, repellen) as aecusaees de
violencias que. o nobre depulado lem querido fa-
zer-me.
O Sr. AugiKlo de Oliceira :Apoiado.
O Sr. Figueira de Mello : E admira que o no-
bre depulado que se lem apresenlado nesla casa
como acrrimo defensor doa direitos de cidadlos, co-
mo um censurador de lodos os aclot do governo, e
dos seus agentes, como um novo Calle, que s desc-
ja a execnca fiel das leis, smenle agora viesae le-
vantar sua voz contra o chele de policia, a quem
nlo cumprimenla ha cinco annos!
O Sr. Sayao Lobato : Oa. peto amor de Dos !
O Sr. Figueira de Mello Porque razao o no-
bre depuladu na apresenlou eales todos da annos
anteriores, tendo luis assenlo nesta casa '!
O Sr. Sayio Lobato :Porque nao eslava enllo
na uppusirAo.
O Sr. Figueira de Mello :Adi adiara o nubre
depulado mais violencias. Recorra au leslemundo da
cidade do Rio de Janeiro, e condecera te o actual
chefe de policia de violento, ou se alguns dos seut
antecessores, a quem o nodre depulado presto lal-
vez eldgios.
Tendo respondido.
O.Sr. Augusto de Oliceira e oulros Srs. deputa-
dos :Muilo dem.
Essa discossAo 1i<-a adiada pela dora.
ORDEM DO DIA.
ArHijos additicos ao arrmenla.
Sao lidos, e apoiados, e enlrarn conjunctamente
em disctalo varios artigue adailivos que ja foram
(luid.cadns em oulro numero.
i'oinam parte na di-ru-sao usSrs. minislro da fa-
zenda, Fauslo de Aguiar e l.cllAo da Cunda. Depois
de alguns ligeiros dedales, a discusso Oca adiada
pela dora, e levanta-se i esiao.
se o cliolera-morbut em F'lores ; porquanlo le-
moi portadores dalli sabidos ha 8 das, os quaes dei-
xar un a comarca tem noridade ; e procurando nao
obtlante isso saber donde poderia provir semelhan-
le noticia, nada descubrimos que a fon lmenlo, pu-
dendo pur isso aventurar que nlo passa de um des-
ses desgranados invenloi filhos da malicia ou da es-
peculaclo.
lambem he falso que esleja doenle no Lazareto o
Sr. general Seiira; ou alguma oulra pessoa, como
houlem larde se afOnnava.
Parece que enlre us existo alguem eom desejos
de que tejamos achulados pelo flagcllo que ora reina
Da Baha, e sea esse lal houvesse Dos de enviar-lhe
o mal, para exemplo, eslainotque nlo lerla razio da
queitar-se. Enlrelaul ainda esperamos que a Mi-
tericordia Divina salvara a no,.a provincia da lio
devastadora epidemia.
Em oulro lugar adiarlo oi leilores urna circular
do Eira, hispo desla diocese, convidando os fiis a
dirigirem preces ao Allis do correle, pelas 6 horas da larde, nat ma-
Irizes e convenios desla cidade, afim de que o mes-
mo Senhor, por sua divina clemencia, af.i-.le de nos
aquolla lerrivel calamidade, e he de esperar que
nos.os cunridad!s saliera aproveilar esta occasiao
de oraren) em commum, lano maia quanto a hora !
foi dem esculdida.
COMMIllCiDOST
Apercebendo-me que se procura obscurecer o
ment, que a Commisslo de Hygiene Publica pos ler em consequencia das medidas sanitarias, que se
eslo execulandu por ordem do Exm. presdeme- da
provincia, e nao dasejando preslnr-me, com meo si-
lencio, a vinganras pequeniuas, juigo cunveiiieul
como
a ce
ao vos. Se minha sociedad* ule vas fax (nado
ilai-me, jo que o vosiu amigo nio apparece
Esla proposiclo, toila em lermos Uo orariaa j
recen original a Mr. Scoll. s^ ^*
Mr. Scoll nlo achou objecr^lo seria a fazer
A cou-a nica que elleSe alreveu a fer 'ot,.
vira esle desconhecido, foi que seus traga* eramd
maslado ligeiros para as carnadas da ar fru, que eUa,
lealaui logo de alravattar.
Ora respondeu'o etlraugeiro, eu lenho visto
mullos oulros ares. Eu too robusto, felizmente.
Pois bem exclaman Mr. Scoll. minha bar-
qo.nta lie grande ; Viuda pois j com o tovor de
Dos I
O eslrangeiro lomon immedialalatnie lugar a teu
lado.
EMr. Scoll grilou com toda a torca da tem pul- '
Sollai ludo!
Os qunze domens nao podiam mais. Ja a alguna
momentos, elle-a liah.m difilculdade em sustentar
as cordal que ameacavam arrebatadot.
Elles sullaram a preza.
O badj j parlio com uina torca asaencional couaa-
deravel.
A mulliilAo saltn de alegra e balen palmas.
Oh exclamou Mr. Scoll, quanlo he bello at-
iralur tobre si a allencau de todo um povo Que
punais vos 1
Nlo oblendo respnsla aigum* a sua perg%nla,Mr.
Scoll olhou para u seu companheiru de viagem.
Ello o vio deilado de brucos smenle com a ctbe-
ga de tora. Seus olhos eslavam titos ; seus cabello
ampiados.
Tendea medo 1 Ida perguntou elle.
O desconhecido nada respondtu.
O hallo subi tempre girando tobre ti.
Elle encontrou logo a re.giaodasnuvens, que alra-
declarar que detde oulubro do auno pa.sarlo. em ,essou em urna obacuri.tadc quisi complelt.
flllfa Cixllul ii il fina n -li i/tr.-i. ni 11 i-Ziii c s.it iin.r.it un n i '. n .
que conslou que o cholera-morbus te appruxunava
do Brasil, invadiudo a Iba Maoricea, nlo lem ella
cessado de estorc,ar-se pelo melhoramento sanita-
rio de,ta provincia, como o provam numerosos do-
cumentos ofliciaes, e que afTronlaiido niesmo iodis-
posicaJes que compromeltem seua inleresses parli-
rulares, ludo ha em pregado para evitar que a Sac
t;ao, qae lavra epidmicamente na provincia^la
Babia, invada esla cidade, ou nella toca grandes es-
tragos, apreseulando ao governo nlo s essas medi-
das, senAo outras que provavelmenle irlo sendo
approvad_as e execul.idas ; e posso affirmar que nao
ha queslao alguma relativa a e*la malcra, ala qual
a mema Commiasao se nao lenha oceupado, procu-
rando mesmo prevenir difficuldades,. em que Jn.lo
cuidaram ou nlo liverara lempo de cuidar as pro-
vincias do Para e Babia.
Desde muilo quiz, como presidente da Commis-
slo de Hygiene Publica, njlo deixa la no esque-
cimenlo a que pareca votada, e ella mesma, deso-
jando mostrar ao publico que cumpria as suas ubri-
gates, pediu ao Exm. presidente da provincia e
dclle obleve a autoris icio de que Irala o ufficio
abaixo transcripto ; mas, uo tendo quola alguma
para seu expediente, que al hoje lem sido feilo
cusa de seus memoras, e nao julgando convenan-
le recorrer couslanlemcnle a favores, que emeam
e ii-,n sempre satistozem plenamenlc, nau deu an-
da publicidade a sua coirespondeucia ulllcial que,
lida, mostrara qoe muguen, maia d que ella se tem
empatillado em livrar esta provincia dos golpes do
cholera-morbus, que ameaca a sua populaclu.
Recito 18 de selcmbru de 1853.Dr. Joaquim
a" .quino Fonceca, presidente da Commiasao.
Illm. Exm. Sr. Desojando a Couiuiissao de Hy-
giene Publica mostrar qoe ella se ho lem descui-
dado de promover o inelliorumenlo sanilario desla
cidade, e julgando que por este m nlo animar a po-
pulacho e desvanecer qualquer tuspeila de que te
esquece de suas dbrigaces, vem rugar a V. Exc.
que se digne de permillir-lhe quev publicando nau
s o seu expediento, senAo ludo quanto tem feilo
desde que appareceram reecius de que o cholera-
morbus, que o anno pastado reiuava na ilha Mao-
ricea, invadiste o imperio, e desde que chegaram
aqui ai primeiras noticias de que essa aOeccao havia-
se desenvolvido na provincia oV> Para.
Dos guarde* V. Exc. Sala da. Commisslo 20de
julho de 1855.Illm. Exm. Sr. c inseilieirn Jote
Benln da Cunda e Figueiredo, presidente da provin-
cia.Dr. Joaquim d'Aquina Fonceca, presidente
da Commiasao.-
Falleceu dontenf as 7 para 8 horas da noite, em
sua casa na pv ac i do Monlero, da um ataque
repentino, o anligo negociante desla praca Manuel
Alves Guerra. Ou asi que retirado do giro eommer-
cial, e soll'rendo molestias chronicas para aquella lu-
gar s havia retirado desde o ano de 1851. Reci-
to 18 de setembro de 1855.
CORRESPONDENCIA.
Senhores redactores. Haveudu aqui uina junla
de correctores, e vivemlo os senhores qoe della fa-
zera parto dos commiasoes que tiran dos negocios
que f.izem no (seu, oflcio. admira, espanta mes-
mo que ae publique no seu Diario quaii lodos os
diai: SSo houceram cotaeoee de, riuat uina :
ou riles na la tozem, uu ucciiltam o que fa/cm ; no
primeiro cao parece que periga a honra de alguem
que nau leudo oulro m lo ds vida, vive nedio a ro-
eduocha/to : no segundo deve a junla mpor-lhe a
mulla respectiva. Dizcm-nosih.iis que alm de ou-
Iros, urna casa commercial la da Iberia, nlo toz ne-
gocios que nao seja por in-no de corredor,e uo enlre-
lant nao lemos visto a rolarlo das vendas que ella
faz Por tanto, deve a junta enlrar no exame
deste negocio, e patcnleara publico oque a tal res-
peito encontrar. Sou seu assignaule
O vigia do cominercio.
VVRIEDA
MR. S
DIARIO DE PERMRUCO.
A ULTIMA VIAGEM DE MR. SCOTT : FACTO
CUBIOSISSIMO.
Em Roma, no armo ultimo, urna flluencia coo-
sideravel hnia na immens.i planicie que cor* Uo
maceatosamenle o Pincio.
Esla mullidlo apresenlava oudulac/ies que se e<-
lendiain alm do muro do recinto c iam acabar no
fundo do pequeo valle comprehendido enlre a ci-
dade Bmbese C a porla Pa.
No cu me dot iniinuroenloa, uu- ngulos das bas-
licas, uas numerosas janellas daa casal visiuhas, por
loda a parle brilhavara ollios vidos do especlaculo
qoe se preparava.
Para que ulhavam e por quem esporavam ?
Esperava'-se Mr. Scoll um aeranouta inglez que
devia partir/ segundo se dizia, para o Per.
Ora como Mr. Scoll, nlo chegava, cunteolavam-
se provisoriameule, para satialazcr sua impaciencia,
com olhar vidamente para o seu ii.ill.lo que se ar-
rcdou.lava cada vez mais, i proporclu qoe o g.izhx-
drogeneo o enchia.
Quinze domens vigorosos tutlenlavant ai cordal
queja se eslendiam desmedidamenle.
De repeule Um grito gcral toi dado.
Liu carro eralim appareceu.
E Mr. Scoll deaceu delle.
Mr. Scoll era um Iiomem lodo pequeuu.
Um piparote o leria laucado por Ierra, um socco
o leria morlo.
Mr. Scoll era om desles domen* para quem ludo
lorua-se accidente, que sempre lancain de peritas to
ar algum movel, escorregam, cadera, assenlam-se ao
lado de sua cadeira, derramara sen linteiro, bebem
as aveatas, melem o dlo no odo, lompeui conti-
nuamente sua casaca, dalem vulunlariamenlc com a
cabera contra as purlas, corlam-se. mesa! em urna
palavra ealao sempre ornados de alguma compresta,
de alguma cataplasma.
Elle ae linda dado a gxmnastica, e nis(0 havia
quebrado Ires denles.
A arte nutica Ihe cautou muilos pequeos nau-
fragios sobre o Tamisa, com principio de asphixia.
A caca Ihe cuslou dous dedos.* a
Elle toz corridas cavallu em Franca, na Blgica,
na Inglaterra, por (oda a parle, ha.iba.lo algumas
vezes em leo puro sangue.Umia em Chaulellv,fur-
tos apoalas se linham tollo, elle edeguu primeiro
meto ; rnenle, seu jumento enfraquecido se preci-
pilou contra um poste, laucando ,T% longe o caval-
leiro que fui levantado'du chao qtiasi morrendo.com
uina de soas cusidlas quebrada.
Elle deven a pyroledinia urna nmltidao de quei-
madurns.
Suaa vaslas propried.nles de Devonsliirc eram liga-
das enlre si por camiiilios de torro em miniatura so-
bre oa quaes elle deu terriveis que la-,
Emflm, como os baleles eslavam am moda el
linda comprado um em o auno precdeme, e cous
admiravel, j ae linda servido delle muilat' vezes
sem desasir algum.
Eslas viagens aereas aradavaro au caracler avi
lurciru de Mr.Scoll. Ella execulava suas acenses
para salisfazer sua pdaulasia. porq0 ,Ua fortuna
era consideravel.
Todas as vetes que elle parta, sens herdeiro,
perdidos na raullidao, o acompanhavam incgnitos,
na esperanc,a de algum acinlecjmenlo que ellei n3n
ousavam prevar, diziam elles, mas que se cunten!
vam de desojar.
Nesse dia, Mr. Scoll devia etovar-se com um
amigo.
Como o lempo eftaombrecia-se, ello vai sem dizer
que seu amigo nao vinda.
Ai innatas comecavam a murmurar por estas ton-
gas demoras.
Entretanto lodas as di-posicea eslavam lomadas.
Mr. Scoll se dirigi s para a barquinlia.
Elle ia dar a ordem da partida, quandu um Iio-
mem se aproximo delle mu polola nenie. -
Era um humein de alia estatura, de dombrasqua-
drados, e cuja mao grossa poda tocilmenle etmagar
Mr. Scoll so rom p seu peso.
Senlior, Ihe diz elle com constntis qoe eu vos faca algumas pergunlas '.'
Fazei, tenhor.
O rqior publico diz que vos parts para o Pe-
ni. He verdade?
Eu vuii simplesmenlc a liorein.a, se ao menos
os ventos quizerem servir aos meus projectos.
Ah! e depois '?
Depoisfeu me dirigirei a Venrza, que detejo
conliecer ha longo lempo.
Depois? *
Depois, eu lenciono visitar loda a linha do
Piemonte. Ai diligencias me aborrecen) ; eu nlo
me sirvo mais, para viagem, senAo do vehculo qu*
vedes.
Ociando s idirain desla almosphrra hmida, Mr.
Scoll encaruu de novo teu coiiipanbeira,qdeeoat*r-
vava a mesma immubilidade.
Senlior, ide disse jeito pMando-o ligeitiraat)-
to por um brara, eslaii doenle f
O desconhecido nada respondeu.
Elles eslavan/em urna altura de quatro eo cinco
mil metros, leudo a seus pt vaporea, sobre na oa-
beca um sol ardenle, e por toda a parla, a* r*ator
de ti, ou infinito.
Oa ratos solarea.de composlos de alguma orle p*lo
bailo corid leriam podi-to se lo por uu pritaaa,
projeclar suat vivat cores sobre cortinas da nuveus
de um bronco baro.
De repente o de.condec o te ergueu.
Elle ealava pallidodomo om defunlo.
Mais depressa mais depretsa dista- eile con
um tora de auloridade.
E, cmn nio %m' sem duvida a voolade.de *M
impaciencia, elle lumou uin dos saceos de a rea **
serviain de laslroe o lancua no esparo cora um rali
eslranlio.
Depoit desle sacco, elle Jancou mais dous.
Embora exclamou elle, lie assim que se dev*
ir. Ai ai! eu goslo desla carreira predpilada. Nos
uaminliamoi melliur draque andorinda, e levariainoa
distancia au cndor, guando eu eslava ua* Abiui
es com o meu bacanurle s cosas, aspreilandu os
viajantes perdidos na monlanha, cu nao experia**n>
lava lao vilenlas sensacoe*. S a vid-
he que corra perigo. Preaentemenl he a minha que
se acha em jogo. Nislo ha maia movimento. ''
Mr. Scoll Iralava com algum baudidu. _
Eu nao linha de inlere*sante senao minltat lu-
las da froirleira com os guardas dt alfnndega. Agora
leiiliode susteulir a guerra coulra os elementos. I.-
lo de melhor Vai em progretso. Viva a Cala-
bria !
Kalio se elevara a alluras prodigiosas.
Scoll por sua vez se endireilou no te locar.
Elle se dirigi ao Calahret.
Oh senhor, Ide disse elle, evn noine do con
na vos movis, a nossa vida corre perigo. Dd
escapar o gaz para reparar vussa imprudencia.
Cerlamente.
Vs nao leudes maia do que pinar por este
cordel, que corresponde ao respiradouro.
Ad ali!
Eu vos prevenirei quando tor precito parar.
E se este recurso.nos escapaste*
Nos subiramos anda e tempre. at qut luda
islo te arrebenlaase pela continuarlo de ama dilata
rao demasiadamente torte.
O Calabrez ficsu pensativo.
Depois elle puxou pela sua toce*, e della te servil
para corlar o cordel o mais alio que prjde.
Mais depressa mais depressa replicou eMe d<
pon com energa.
O Calabrez era um giganle, ao p do qual M
Scoll (inda o ar de pigmeo.
Nada podendo obler d'elle pela forca, Mr. Seoll
quu tonlar acalma-lo pela dueora.
Senlior, Ide dase elle com a voz maismeig
possivel, eu eslou cerlo de que vos credes em De
Pois bem Deoa prohibe o homicidio.
Maitdepieisa replicou o giganle.
Alm disto, quandu elle o permittisse, eu nao
me smto em estado de apparecer ainda diente dalle.
Eu tenho devores de cdriatlo a cumprir...
Mait depressa mais depretsa I
fc o olosso apoderou-se dos ullimos taccei, e c*m
elles semeou a areia a lodos otsreAlos
Mr. Scott^---?j.foxW,.
EllesepiV yflliot. '^-"
Seoharr- pplicou elle unindo 'at mo, ve
sois ralliolic^^Ao quererieis morrer sem confutio.
bu Uinhcru^rit faUn A mt exprobrar, a laria m-
ccssidadc de ser abaolvido U'ellas. Em atme de Des*!
eu vos conjuro que obedecais ao meu mando, notti
salvarlo commum dalii depende. Faxei o que a
vot voo aconselhar, e amanliaa, esla larde, quandi
voa quizerdes.ns cootinuaremot esla viagem que ti
dirigiris s, segundo os caprichos de vosst vuntade.
>tos|:iriineiramcnle, eu o repilo, permilli-Bi* nr
ura padre.
O Calabrez scn(io-se comraovido. f
Ol prosegoio Mr. Scott, estira um braco
e Tazei mover a vlvula com presieza. Anda St
pouco, quando va me pedales para vos lomar nesla
barquinha, eu voa recebi cmo se recebe um i
NA engais a minha confianza : islo seria
me de vosea parle. Eu son moco ; amo a\i
nho Irinla anuos de existencia ainda ruante l_
nlo deslruais ludo islo por estouvamento. V*
veis ler urna raai, unta mulher on irmlas ; ttr*
seu nome que eo jos imploro. Faiei-Biee grata,
assim como a mim I
O bandido enxugou brandaroenle urna la-
grima.
Depois, sacudindo seus cabellos, sentelianle* aja-
ba de um leao, elle arrancn a casaca dizendo :
Na nlo subimos maia!
Elle lancou sua casaca noespaco.
Agora vos toca grilou elle sedricindo a Mr.
Scoll.
E sem esperar sua auloriaclo elle q, despajo do
t*u palelol.
O bailo cada vez mais ligeiro,prosegua seu corso
desembaracadamenle sem uuo tosst possivel de-
le-lo.
Afi! ah "replicou o bandido, emquanio nos
subimos assim para o co, eu ron conlur-vs urna
historia que vos lucir. Queris que vo-la conle t
Mr. Scott nlo se moveu. Ha alguna momMtoa
sen saugue se esrapava por sens oavidos e pf
olhoa, tanto o ar se raretozia.
Elle eslava estendido na barqainha,
O queixo Ihe btlia.
Esculai. Ha (res anuos ttlvez, cu habitav em
Madrid. Era viuvo. Tinda urna fildinha, ua*
dadeiro anginlti : seus cabellos erar* au Helados e
suas reiroes linham uina expresslo de docura impos-
sivel de diserever. Mts, a proposito, tendee ra ana
pistola, meu amigo T
Nao.mnrmurou ftacaitraute Mr. Scotl.
Tanloviieior, eu lena alirado tvbre a*.av*ns.
En continuo Kra o nico objeelo qu* lEMeaava a
vida. Eu tiPaa)t* para com esta menina eumad** in-
leiramenle mllKiiacs, que ella me pagava em ca-
rindos. Oh.', eiflanjiva com loda *a minlns torcas.
L'm da, eu es lavaba) eniboicada espera da paaaa-
gemde um careo (|i*_JLlo veio. Eo linha iaalil-
menle empregado o irtvflBempo ; a tardlnha. ao en-
trar a noite, eu vi pimar tres sombras per ae
p de mim. Mat, a propos\i^tondea vos urna peca,
neu amigo f
Mr.Scoll toz machinalmciilc um tignal negativo.
II* Urna desgraca ; eu leria bombardeado a He-
Eanha. Eu contino. Eslas Ires teaihras eram om
limera, una mulher e uina rrialic; A mulher ca-
minhava ao p do Iiomem, o Iiomem arnslava a tor-
ca a crianza qoe nAo grilava, mai choVata. Eu le-
ri i devido me inlerpor para tozer calar esla oU'r. Eu
inda (n. por friquen, porque o Iiomem Irazi
mas i cinla. Era um desles bandidos como eo, que,
por una palavra, vos dio urna punjialada. Mas, a
proposito, leudes vs urna mecha, meu amigo?
Mr. Scoll nada respondeu.
Eu o lamento; eu leria incendiado o biiUo,
que; lornando-se pjaria maMbeiro. Scnlindo-
me de lodo extenuaaWenlrei em minha ea*S; Fi-
gur.u' vos o meu pasmo quando nm cairrnraA me
disse que ininliH-pequ>na Emma nao eslava mal adi.
Os cigano a linham roulndo. E'i linha encontrado
minha filha, e sens roubadoies, sem que meu enra-
- -- __
Aprestamos-nos i>m declarar que he destituido de
fundamento o boato liontom espalnado de achr-
elo balease nem maii docemenle, nem mais torl*.
Eu eslava abaixo do animal que he dirigido por
seus inatineiot. Parli, com minha espingarda ao
hombro, em busca do Iiomem e da mulher qu* vot
lenho j assigualado. Eu nao os enconlrei em par-
le alguma. Desde enllo, lenho percorrido a Hespa-
nha em todos os sentidos, lenho balido a Italia, a
I-ranea, a Europa inleira intilmente. Mal, a pro-
posito, leudes va um machado de vinle leguas de
comprido '.'
Mr. Scoll nlo te moveu.
He trale ; en leria feilo da ierra um daos.
Quando va me encunlraalea esla manilla em Reina,
eu piocurava anda se, nesla mullidlo estpida, re-
conhecia o ciganu, cujas toiefles esiao gravadas to
profundamente em minha lembranc*.
Mr. Scoll tinha uin louco dianlo de si.
De repente Mr. Scoll toz um movimento. Elle
ergue-se sobre o colovello.
Urna idea pairava em seu cerebro.
Como vos chamis ? perguntou elle
Juan Otozaga.
He'isso mesmo. '
One pois?
fin sei onde mora o cigano.
Mr. Scoll conlinuou tua mentira : e esperara dd-
Unaglve*o. "WWJHr* uet
N.s sajamos alcanrar Ierra, e eu vos conduzirei a
casa deiTe sem demora. Puxai be de presta o fio
la vlvula, sendorOlozaga. Emfma hra,nt es-
Poii bem senlior, eu me oftoreco para reata
rompanheiro. Ha doua annos que o Piemnnle he taremos em Flnrenfa, e vossa Emma vos aera ratli-
meU lonho, ha qoatro que aspiro ver Vneta, ha luida. .
vinle que Florones me atlrahe. Eu detesto a postal Como he lao btsta I Ella nao ett n batxo es-
/

UHTllflnn


" ?**:*(:'Ei^^'5*

3C
DIARIO OE KRMIBUCO QUARTA FE

l
la em cima. lito seria pelo contrario afastarmo-
uos dUa. A noile pastada*, II* me appareeen aro
sondo. Ella ido ds que eslava no reo, e que la
roe aperavi. En porque eu aelio qut na al* va-
mos bisonte depresta. Vejainoi, mou amigo, de
vossa parle sede bom : ajiidni-me; vamru soprar
ambos toare o ballla. Ora. cono nos estamos enl-
loca.ios embaixo. ur pnr corto o di abo, ea elle ro
obedecer a esla impliltAo. Soprai, aoprai !
Ella c'onatrnogea Mr. Scotl aM^K
Elle na fe move Diiei, ,Ma amigo, fazel
anda a suma cousa por mito.
meu hombro.
Sub ei
oonsolla-lo, elle o arrebatan como
petera cima de sua rabera dizendo-
Ihe :
Aora, emporrai o balllo.
dr. Scoll obedece a esla palavrt imperiosa. A
resistencia poda exasperar aquelle de queni depen-
da mi etisleocia.
a cetava. Elle entia zuidos nos 011-
mvam ciarte dile do seus ollios. Elle
leva n'um momento a Idea de se precipitar no va-
YJO para acabar roait depresaa o seu marlviio.
L)iavolo gnlou Joan, no vi.
uto, a rodo desgarrada de Mr. Scolt
parnimo por acaso o carrito da vlvula.
Ou~e salvo.
lecanisini). O baln, leudo per-
***( tai, deseen matt depeessa aioda
do qStse linda elevado.
d mesmo lo rpida que linda o
carador de orna verdadeirt queda.
i nuvens, H quaes pirrcaram rc-
o loaaaiii.
balllo ful Irea vezesrepellldo pnr ellas.
obre ella como orna bala elstica,
remonl s mudas centenas de metros pura tor-
nar a caWr e elevar-se de noy,
ilalava tora o contacto das nuvens es-
quentadn pelos ralos solares.
le orna- Inla liomvel, elle ,-icabou
por triuropdar do obstacolo.
A Ierra lornou a appireeer.
i Joan Oluzasa, em lugar de em-
ilhlo, comoeu vu lo dizia, vos o leu-
atavio pando para mis. Nao he islo.
Emportni, emporrai!
isbem qoe eu empurro.
Mu ; pois que aqui e-la a Ierra.
i nuvens que ganham as regules su-
periores.
! faca moa coov.ellas. Lancemos pa-
lo o nasso lastro.
^I^H^Hp1* nao o lemas
H* poi Mr. Scolt ni barqaiuda.
^^1,-000 metros de elevacao.
Elle se voltoo para Mr. Sroll :
temosjMis lastro, dissestes vis'.'
sabis bflb.
lis vos '.'
pro luzta em Mr. Scoll o efloilo
atordoa.lor de urna pancada de massa.
o o qoe elle uisto agnardava.
ais vos ? repet* Joan Olozaga.
sou que declarando om falso peso,
isso lalve o salvasse.
i libra penas, responden elle com
inte,
islo representa bem doze tegnns.
^mpre, depois veremos.
ffro-s lambem enlouqtiecer.
imlgori-m nin nico pensa-
empurrarlo pgra fra da
ca iie salvadlo.
tules'.'
apenas o aba-
i persuasn. "I i
nflO esta mora,
semana passada un r arenea.
'i Joao Olozaga. pnis que
has jamis Jisto esta ci-
tianhemn las
afea 1 han
af
JPtWlaaTWaVqo r I
sWireaea, com elTeilo ensanei-mc.
em urna vfll dos arrebaldes,
encarou filamente.
^^^^Bosec.
lana companhia de nina pobre gen-
reeebido em Ais casa depois da niorie
h*res. Esta gente a ama j como sna
naqoena Emma de t;.o bella ella
IV pai, qos nflo lem jamis esqoecido,
o- norae em soa orneSo da noilc. e pe-
as .i manhas queuruslitua logo an
a aenlio-se enternecido.#
i Mr. Scntt jura inelhor dar o seu
esa minlia palavrn, vos la'a
. Ouvjido vos a tornardes a
Pa vjos seos braceos abertos pa-
voseos hrijos. Seos cabellos
Mitades. Elles sito louros como se o
ido...
Urtes elles eram pelo contrario de
aievicde. Essa nilo de minha Tilda! Ooan-
i arrebalon Mr. Scoll em snas mitos.
- para fura da darquinha.
ts para que o homicidio fosse
! trriton Mr. Scotl, vos queris
no he isso
o desejo de aliviar o billSo '.'
a. dtzei-me, quanto pesis vos ?
idras, segando creio.
-oo vs mesino vos precipilsrdes, o
ente alliviado, se arreniersn para o
I ama ligeiieza incalcolavcl.
gsrelectio uro momenlr.
ilo, he verdade ;eiclamou elle.
I baraninha Mr. acoli, depois olliou
dirwcftas com um ir estpido.
ton elle, ou voii reunir-me nos vot-
s la eneonlrarei minlia tilda. Oh !
i -eeai abraca-la Eo lenlio feilo
llorante trila annos ; elles me
iirn me punirem. Eu voii sudir
^Wb sta trra lerei o cea, lere minda
na erenca, elle se ahysinou no
vaci.
E, ris como Mr. Seal I anda vive.
ka Courrier t l'Gurope por )
praio de 30 dias, a contar do da da primeira punli-
eat}o do prsenle, a importancia da quotaieoro que
devem eutrar para e calcamento da ra Uireila at
a travesa da Penda, conforme o disposlo na le pro-
vincial numero 350. Adverlindo, qoe falta da en-
trega voluntara ser ponida com o duplo das referi-
das quolas na conformidade do artigo 6 do regula-
menln de 2 de dezembro de 1851.
N. a. Joanna do Rosario (iuirnaraei M-'
ebado..................77*400
N. I. Viuva de Joo [.tan Eilgoeira. 89i6
N. 6. Hospital da Misericordia de Angola 6W800
N. 10. Bdnardo Jos da Cosa Valenlim e
Francisco Joaqoim l'ereira.......418700
N. 13. Mana Joaquina de Moora.....76200
H. I*. Ordem terceira de S. Francisco. 459000
M. 16. Antonio Francisco l'ereira. 7792-J
R. 18. Herdeiros de Manoel Caeuno de
Albuquerque. ^............578600
H. SO. Viuva e herdeiros de Antonio|Joa-
qaim Ferreira de Sampao.......
R. 2. Francisco Alve da Cunda.....
N. 24. Joao Maldeos...........
N. 26. Joaqoim Francisco .le Aievedo. .
N. 28. Dito, dito.
683O0
attyKKj
89fS00
525IKMI
18200
N. 30. Tliereza.tioncilves do Jess Aie-
fdo...................68O0
N. 1. Irmandade de N. Sentora do 1,1-
vramento................980O0
N. 3. Joaquina .Mri.i IVreirn Viaona. 838)00
N. 5. Oita, dita..............99K)0
N. 7. Dita, dita. ,............8t>8i00
N. 9. Barilio Alves; de Miranda Varejao 75J000
N. 13. Francisco Br.in.l.lo Paes Uarreli. 1:19300
N. 17. Irmandade do Espirito Ssnto. IKgOUO
N. 19. .loaquini Bernardo de Figuereido. 289800
N. 21. Dilo, dito.............1198I0
--------_
1:4548886
E para conslar se mandou afiliar o prseme, e pu-
blicar pelo Diario. Secrelaria da tdesouraria pro-
vincial de l'ernambueo 12 de selembro de 1855.
*U secretario.
A. F. Annunciario.
O Illm. Sr. inspector da tdnsouraria provincial
em cumprmenlo da ordem do Eiro. Sr. presidente
da provincia, manda convidar aosproprietaiios abal-
lo mencionados, a enlregarem na mesfna Idesoura
ria no praio de :W dias, a contar do da da primeira
publicacao do presente, a imporlaucia das quolas
com que devem entrar para o calcnenlo da ra do
Kangel, conforme o disposto na lei provincial n. 350.
Adverti.Tdo, que a falla da entrega voluntaria sen
punida com o duplo das referidas quolas na confor-
midade do art. 6 do rrgulamenlo de 22 de dezem-
bro de 1851.
N. 2. Ordem terceira de S. Fran-
cisco ...........
N. 4. Benla da Conceic,ao Ferreira .
R. 6. Domingos Jos da Silva .
N. 8. Theoto-nioFeli deMello. .
N. 10. Carila Eumenia da Concei-
3o...........
N. 12. Herdeiros de Tdereza de Je-
ss ..........
N. 14. Itinnudado das Almas do Ke-
cife...........,
N. 16. Ezequiel Franco de S .
n, 18. Francisco Antonio das Cda-
gas...........
N. 20. Herdeiros de Josepda Francis-
ca Rosa..........
R'. 22. Francisco Antonio das Cda-
185000
18.J000
2754100
498500
578600
188000
168200
258200
COMMERCIO

18DESETEMBRO AS 3
HORAS ATARDE.
ColaQOes ofliciaes.
e Londres0 d|v. 27 :i|i d. a dinheiro.
Iras ile pooco lempo8 ao anno.
ANDB11A.
. 218:6928798
. 25:9298931
244:62287211
GEHAL.
8:0509273
5948086
8:64-1^159
S" PROVINCIAS,
a 17 .
5379390
39417
5 i00807
.g...........
R". 21. Irmandade das Alinas do diir-
ro de Santo Antonio......
R. 26. Manuel Antonio Monteiro de
Anilrsde.........\
N. 28. Antonio Jos fioncalves de A-
zevedo ........
R". 30. Viuva de Miguel Jos ^U-
beiro...........
N. 32. Ordem terceira de S. Fran-
cisco. .......
R\ 34. Paulino da Conceicao. .
N. 36. Amonio Hypnlito Ver^isa. .
N. 38. Viuva de Domingos Jos Bar-
bosa ...........
R. 40. JoHo .Mu eir Marques .
N. 42. Manoel Jos dadiva Braga .
N. 44. Josj Leonard........
N. sUi. Jos da Ion-era e Silva .
N. 48. Jlo da Silva Moreira .
R. 50. Dr. Aleteo.Ir Bernardina dos
Reis e Silva ........
". 32."Tibiircio Valeriano Baptisln .
R. i'l. Mara Joaquina de Mxcedu
Mello. ..........
R. 56. Francisca Tlmmiziada Concei-
eflo Cunda.....' ,
R. 58. Patrimonio dos orphAos. .
N. 60. Mnriu Joaquina Machado Ca-
valcanli..........
N. 62. Jos Joaqoim de Novan. .
N.t6*. Bernardo Antonio de. Miranda.
R. 1. Alevandre J..... da Silva. .
N. 3. Mara Candida Vanna e un-
iros............
i< Mara Adelaida de Lemos
Hara Leopoldina de Lemos .
N. 5. Antonio Ferreira Piulo .
N. 7. Joao da Silva Moreira. .-. .
N. 9. Antonio Domingues d'Almcida
^ Pato...........
N. II. Jos de Barros Pimcnlrl .
N% 13. Filbos de Jos Ramos de Oli-
veira...........
N. 15. Ordem terceira de S. Fran-
cisco...........
N. 17. dem, idcni.......
N. 19. Irmandade do Sautissimo Sa-
cramento de Santo Antonio .
N. 21. Joao Piulo de (jueiroz. .
N. 2t. Anna Lotea da Konseea. .
N. 2.). Ju'e tionr.ilves Ferreira e Sil-
va............
N. 27. Ilenriqueln Enmenia da Con-
ceijao..........
N. 29. Jos Goncalves Ferreira e Sil-
va.............
N. 31. Anluni da Silva Gusmao ..
N. Xi. Herdeiros de Jos Lopes d'Al-
liuquerque. .,......
N. t, Jos Antonio da Silva Quei-
roz............
N. 37. I.ourciico Jos de Moraes Car-
valho...........
N, 39. Ordem terceira de S. Fran-
cisco...........
N. 41. dem, idem. ....'.
N. 43. Herdeiros de Joaquim Jo-e.de
Farias...........
N. 4.5. Viuva de Joaquim Luiz de
Mello Carioca. ......
N. 47. I.misero Cnncalvrs da Silva .
N. 49. Joao Moreira Marques .
N. 54. Paulo Caetano de Albuquei-
que .... .......
N. 53. Dimiao Goncalves Rodrigues
Franca '.......
Joaquim dos Reis Gomes'. '.
N. 55. Tdomaz d'Aquiuo Fonseca
N: 87. Herdeiros de Antonio Francis-
co Branco ........'
N. 59. Manoel Figueiroa de Faria. .'
N. 61. Clara M.ria do Espirito Santo.
N. 13, Herdeiros de Francisca Mar-
garida dos l'razeres .......
N. 65. Manoel Joaquim da Silva Fi-
gueiredo. .........
N. 67. Marta Antonia da Cruz Bran-
co. '..........
N. b9. Mara Goncalves J''erreira e
Silva. ,.........
N. 71. Joaquim Jos da Cosa Fajozei.
N. 73. Filhos de Maneel Jos de Bas-
. tos e Mello e oulro......
N. 75. Tdomaz de'Carvaldo Soares
Brandan. .
I6J200
618200
188003
4I9W0
518000
258209
528500
259200
219601)
899IO
598100
528200
149100
25-3200
848000
463800
508400
508400
543000
BQfOOO
7.58000
4.58000
fiOfGOO
305000
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Petnambco acca sobre
a praca da Bahia, e contina a tomar
lettras obre a do Rio de,Janeiro. Ban-
co de Pernambuco 25 de junho de 1855.
O secretario da direcelo, Joao Ignacio
de Medeiros Reg.
Nao tendo apparecido qoemqalzesxe arrematar
a madeira de pmtio, que foi Oo simples da capell
do cemiteno ; a cmara municipal desla cldade a
manda de novo por em praca pela quanlia de
aiUBOOO re., offerecida ultiinameiile por Urbano
Chnspiano Maniede de Alineida, devendo ter lugar
n praja nos das 18 e 26 do correle.
Paco da cmara municipal do Recite em essao or-
dinaria de 17 de setembro de IKj'i.liaran de Ca-
pibaribe, presidenteA/oiioe/ Ferreira AccMI, se-
cretario.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselbo administrativo lem de comprar os od-
jeclos esninles :
Para o 8. datalhao de infaularia.
Bandas de laa, 21.
Hospital regimental.
Cabo inodoro-, 10.
. Diversos dalalhoea.
Sapalos feitos na provincia, pares 500.
Arsenal ite guerra.
Meios de sola corlida, 181) ; pavios, duzias 9.
_Quein os quier vender aprsente as suas propns-
las em caria fichada, na secrelaria do runseldo s
^loras do da 24 do crreme mez.
Secretaria do cnnsellio administrativo para forne-
fleiitu do arsenal de guerra 17 de selemhro de 1855.
*Jose de Brito Inglez, coronel presidente.Ber-
nardo Percira du Carino Jnior, vogal e secre-
tario.
\ FEjli 19 IE
SETIMM OE 1855
Lima. .
I'inlo.
Lisboa.
Monjeiro
DE
S.ISlIill,
Sociedade Dramtica Emprezaria.
Beneficio de Pairo Kantista Je Sania Bota e da ac-
triz Hila Tarares da Cama.
Concedido pelo Eim. Sr. cuuselueiro presidente
di provincia.
Quarla-feira 19 de selembro de 1855.
Grande e variado especiando composlo de repre-
semar.io dranisiira, ranloria o dan-a de corda.
Logo que S. Esc. se dignar de comparecer na sua
tribuna, dar piincipio o dtvertimenlo com a linda e
ilillicil symphonia
SALAMANDRA,
eiecutada pela orchestra sb a direceo do insigne
professor o Sr. Pedro Nolasco Baptisla*.
Depois representar-se-ha a nova comedia em um
acto viuda de Lisboa, que pela primeira vez vai a
scena nesta provincia, e lem por titulo
UM DA DE ELEIQESEM LISBOA
comedia original porluguez por R. A. S. da Cmara.
Persrmagens. clores.
Puntalean Pinto, proprielarin e velho. O beneficiado.
Beulo da Cosa, mercader quebrado. O Sr. Mendes.
Florencio, sen amigo. ." u
Francisco Ribeiro, redactor de um
jornal.........
Ricarda Nogucira, capitn de latan-
(aria......,....>
lira;, soldado, camarilla do capitn.
D. Emilia Pinto, tilda de PanlaleAo. A Sra.D Leonor
I). Tdereza, ta de Emilia. ... A deneficiada.
Ilorinda, criada iiTPantaleao AS.'I). Amalia
L'ra caiieiro do dolequim. R. .
Amigos de liento, amigos de Francisco, domen* do
povo, nina palmilla.
A aceito pnssafse em um largo de Lisboa.
Rn lim da comedia seguir o jocoso duelo cantado
pelo Sr. Monteiro e sua senliora.
AS TROIBETIMIS.
Terminara o espectculo com i sempre moilo ap.
plaudida come.lia em tres acto*, ornada de msica,
que ha u.u'io lempo nao vi a scena
A VENDEBORA DE PERS
na qual a Sra. I). Leonor Orgal Mendes ilesempe-
ndar a mesr.a parle daGolta on que muilo salis-
Taz ao respeilavel publico.
Os iolervallos dos actos sero preeurliidos com as
symplionias
A BELLA PERNAMBLCANA E CA VAL-
LO DE BRONZE.
Em um dos iulervallos havera dansa de corda por
madama Welleans, primeira dansariua da compa-
liriia gimnstica, madameselln Aleandrina e o jo-
n Menar, os quaes se prestarao lambem em obse-
uio ao beneficiado.
O beneficiado muilo agradece ao Eim. Sr. conse-
leiro presidente da provincia nao s por Ihe haver
oncedido a casa para esle deneliciu, mas lambem
pelos demais que so tem dignado Jprestar-lde alm
desla occiisiflo.
.Vsiin como aos seus compandeiros e socios da so-
ciedade dramtica emprezaria, que gratuitamente se
preslam a obsequiado nesle espectculo.
Principiar as horas do costume.
Os bildetA de enmarle, cadeiras e platea, eslao
-SJS* J200- aAta-flosa na roa do Santa Isabel n. 13, a qoalquer
hora ,1o da, e no din do espectculo no escriplorio
do mesnio Idcalro.
1018500
63W08
288H00
258200
Exportacao'.
t brasileiro Flor do Brasilo, de 2
io o leguinle : 816 voluntes ge-
e nacionaea, 3 sacca carnauba, I
^^^Ktaccos 6009, 90 caitas cha-
amo, 6 sacca caf, 8 ditas arroz, i
brasileiro Aurora, de 37 lone-
o seguinla : 216 volumen gneros
rionaes, i alambique do cubre. 1
narns mel, i caita chapeos.
KNDAS IRIKKiSAS ^Hp PERNAMBUCO.
. 12:5749727
. 608J948
13:I83675
^LADO PROVINCIAL.
a i t
i 18 .
11:5409958
' 852-3287
12:3939245
12NTO DO PORTO.
ido no da 18..
:iez;i .Spirit cf Ihe
irgii auucnr. Pas-
gsMH 'le Mornay, Roberl
i.ird Rewii.
EDITAES
speelor da llieiouraria provincial,
i da lei pro-.
publico para
ios, o qnaes
aoel da Silva
de du-
d;i proprle-
idade de (i i-'
i, e qm o dito
logo qoe ler-
a dala des le,
308000
308000
28/800
188000
149400
258200
489000
213600
259200
559200
1059000
959700
289800
288800
108800
UlgHlMi
18/000
559-200
979800
259200
| 369000
:io/oo
:I68000
189000
684-I00
72/000
o
549000
consistindo n'uma rica mobilia de jaca- [ O Sr. secretario da irmandade de N. S. do 1,1-
randa' com pedra, urna fiiarda roupa,' vn7-n!f fiSpJwL0!scapulo,oqa"nf0,"eerou M
r .u""'u" tsiupn, diario de 18 do correte, que o motivo de nao r a
'- iiroci.sao a Boa-Vista, foi por ameacar desasir no
carro triumphal, quamio to.lo sabem, como eu, te-
lemunha oceular do contrario, foi o logro aos mora-
uma secretaria, urna ptima estante de
ama relio com urna porcao de livros im-
pressos, carteiras, mocitos e outras obras
de mafeineria, tima excellente machina
e copiar cartas, dous livros grandes em
branco para escripttiracao, varios uten-
ciliosde escriptorio e outros muitos objec-
tos ; assim como 40 barris de manteiga in-
gleza, 10 caixns com 1,000 libras de
cera em vellas e 5 ptimos escravos : sex-
ta feira 21 do corrente as 11 horas da
manha, no largo da^Assembla n. 12
primeiro andar, sendo o leilao da man-
teiga as 10 hora em ponto, em frente da
arcada da alandega onde se achara' pa-
tente.
AVISOS DIVERSOS
Tendo-se mudado da ra du Livrameulo n. 6
o inquilino que rerebia o Diario para o Sr. Joaquim
de Souza Lean, roga-se a este sendor queira manila*
indicar onde lleve ser levado o Diario que Ide per-
(ence.
Do oorreio, ein direccao ao becco
da Coprega(-iio, rita do i) teimado, prin-
cipio da do Livramento, becco do Padre,
dito da Bomba, a sabir no pateo do Car-
ino e entrar na ra da Gamboa, foi perdi-
da no dia 17 urna carta abertaainda; di-
rigida ao Sr. Ignacio Bento de Loyolla.
contendouma correspondencia inclusa,
Essa carta de nada serve a quein a acliott,
O que nao seda para coinquetn a perdeu;
portante querendo l'azer o favor de res-
titui-la a podera' deixar na rua Nova n.
11, loja, por todo dia de boje.
O actual arrematante do imposto de
20 por cento sobre o consumo das aguar-
dentes do municipio do liedle, pode ser
procurado todos os dias ate as 0 horas da
tiianhfu no Caes do Ramos n. 20 ou na
rua do Bangel n. 47, segundo andar.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acha-se a' venda um resto de bilbetes
da lotera 1 da matriz db Rio Novo. Es-
peramos as listas a todo o momento pelo
vapor brasileiro Paran >. Os premios
Sao pagos a' distribuiraodas listas.
dores da Boa-Vista, dos quaes a irmandade se loen.
pletou com as esmolas para poder apresentsr a pro-
cissoem Santo Antonio.
1'm Irm.lo que assisliu a lodos os icios.
No dia 17 do corrente, pslas 7 oo 8 hora da
noile, desappareceu um preto queeonduiira um bi-
hu' de llaii.lres piolado de atol, eontendo nm gran-
de sorlimento de calcados de diversas qualidades, do
caes da ponte da Boa-Vistn em dlrecjao ao aterro do
mesmo bairro, rasa n. 59 : roga-se aos negociantes
de calcados e a qu.lquer pesaoa, que nUo faja ajus-
te aigiim com o preto que llies o'erecer porcao da.
referida fazen.la.
Nao querendo o inforquilhado da procissao de
>. S. do Livramento se conformar com o fracasso
que nppareceu no carro, o qual deu molivo a nao
seguir a Boa-Vista, altribuindo /.lisas IrapposisOe i
commissAo ; pelo presenlc^ogamos ao irmaoque dia
tanto se ler prestado em atrancar grandes esmo-
las, visto ler recebid 150 carias e ler apresenlado
I i 19500 rs., haja de declarar por esla falla os nomes
das pessoas que deram, alim d dita commissao ir
pessoalmenle agradecer-lhes, e por esse meio resal-
var a dignidade de todo*.
Perdeu-se no principio do Corrente mi um
brinco pequeo de pdilagrana de ouro, 'desde a roa
de S. Francisco ate a das Aguas-Verdes a
que o aehou poder* leva-lo a mesma rua
l-'ranciscn n. 17, que lera urna gratilicae.io.
Attencao.
Jos Pires de Carvalhn pnrlicipa aos seus fregae-
zes, que mudou se do paleo do Terco para a roa
larga do Rosario n. 46. primeiro andar, e contina
a enfeitar bandejas de armadlo e rasas, do melhor
gusto, e lem um completo sartimenlo de bolos de to-
das as qualidades. '
Vestidos de seda
BRANCOS E DE CORES.
Os mais modernos chegados ltimamente de Pa-
ria, pela barca Cont Boger: vendem-se na roa do
Oueimado loja n. 17, ao p da bolica, aonde ha
grande porodo para se escolhcr.
pessoa
de S.
*k\ft.^
Para vestidos de senhora, a 610 rs.! !!
Pela barca Cont Roger, viudo ltimamente de
Krancj, cliesuu urna fazenda nova traiisparruie, de
lila de quadros e de lislns, qire em Ilamdiirgo he
fazendn na prsenle eslarao do ultimo goslo para
vestidos de senliora, que daplisaram com o nomo
ALMA VIVA, vende*se pelo commodo preco
de 640 rs. cada covado: na rua do Queunado loja
o, 17, ao pe da botica.
i' .> da
ellcio da
3.-019S3O
ana* presente e pu-
I de Pernam-
O lecrelano.
aeo.
da tdesouraria provincial,
em cumpricoeoto da ordem do Ejjii. Sr. nrasidenle
da prnviocia, Diada constar ios pr iprielarios ibaixo
aaaayto. a colrcgarem na macana lliesouraria no
r
E para constar te mandou aHiiar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario,
Secretaria di lliesouraria provincial de Pernam-
buco lo de selembro de 1855.O secrelario, .inomo
Ferrara d AanuneiacSo.
O l)r. Anselmo Francisco Perelti, commendador
da imperial ordem da Rosa, e jmz de direilo es-
pecial do cuinuierclo, por S. .M*>|. e C ele.
Faco saber ios que o presente editl virem, que
oo dia 8 de pulubro pronaao viudnuro, se ha-de ar-
rematar por venda a qoem mais der, depois da au-
diencia desle jiii/.o, na casa das mesma,! casa terrea
n. 72 sita na roa Imperial, a qual foi.avaliada por
1:20(18000, e vai a prai;a pela quanlia de 9609000
abatida 5" parte por nao ler davido lanzador coja'
praca por esocuclp d Paulo Jos Gome, como cesl
idnaro de Vicenle Ferreira da Cosa, conlru Jos
Diada Silva e Joaquim da Silva .Muirn.
E para que edegue aocoudecimenlo de lodos man-
dei passar edilaes que serao publicados pela impren-
a e afiliados nos lugares designados no cdigo com-
mercial
Dado e pawado nesla cidade do Recife capital da
provincia de Pernambuco aoa 17 dias do mez de se-
lembro de 1855. Eu Francisco Ignacio de Torres
Bandeira, eterivao interino osnbsrrevi.
Anselmo francisco Perelti.
O Dr. Adilio Jos Tavares da Silva, juiz de orphaos
e menles, uesta cidade do Recife, de Pernam-
buco, por S. M. I. e C. que Dos guamo ele.
Fuco saber que em pura publica desle juizo u
ha de arrematar por quem mais der (indos os diasda
lei os objecin coiislaiiAs do esrrplo de pruea que
se aclis em m.lo do porlciro do jino, os quaes so
perlencenlc* n Jos doaouza Rodrigues, e que foram
pendorados pra pagamento dos alugueis vencidos
e por vencer da casa que oceupa, o vao a praja a
requerrmenlo do Manoel Antonio de Jess, e admi-
nistrador da massa do linado Joaquim 'Antonio Fer-
reira de Vasconcellos. Cidade do Recife 27 de agos-
to de 1S55. Eu|Floriano Crrela de Brillo, escrivao
o fiz escrever ajjpibscrevi.
AbilioJos Taca-tt da Silva.
AVISOS MARTIMOS
Real Companhia de Paquetes Fnglezes a
Vapor.
* No dia 2<)
desle mez es-
perarse do SO'
o vapor Tay,
coiuinandanie
Sawyer, o qual
depois da de-
mora do costu-
me seguir pa-
ra a Europa :
para passageiros, etc., Irala-se com os agentes Adam
on llowie i Companhia. na rua do Trapiche-No-
vo n. 42. Os volumes que pretenderen! mandar pa
ra Soulamplon deverao estar na agencia duas horas
anles de se Tediaren) as malas, depois siesta hora nio
se receber volume algum. .
. COMPANHIA DE
NAVEGADO A VAPOR
LlMI-IilUMEII.
O vapor des-
ta companhia.
D. Pedro II,
c ommandanle
o lente Vie-
gas do O', es-
pera-se nesle
porlode2l pa-
ra 22 do cr-
ranle, e depoi
da-competenle
demora segui-
r para a B .dia e Rio ue Janeiro : para passageiros,
etc., dirijam-se ao ageute M. 1). Rodrigues, rua do
Trapiche n. 26.
Para a Bahia segu em poneos dias o veleiro
liiale Catiro, do qual he capullo Francisco de Cas-
tro, por ja ter parle da carga prooipla ; para o realo
Irala-se com seu consignatario Domingos Alvcs Ma-
theus.
Para o Rio de Janeiro segu com hrevida le o
brigue brasileiro Adolphn ; para' carga e passageiros,
trata-so com Eduardo Ferreira Balihar, rua do Vi-
gario ii. 5. ou com o capiao Manuel l'ereira de So,
na pra^a do commercio.
A barca porlugueza Maa Jnsr pretende sa-
bir para Lisboa a 2) do corrente mez ; para o resto
da carga ou paisageiros, irala-se rom F. S. Kabello
& Fillio, ou com o capilao Josu Ferreira Lessa.
Para o Aracaty al 25 do crrenle deve sabir
o dem condecido biale Duridoso, por ler parle de
seu carregamenlo ; para o resto c passageiros, 1ra-
la-secom Marlins & Irmas, rua da Madre de Dos
n. 3."
"*- Para o Aracalj pretende sabir com lirevidado
o dale h'xalarao, por ter parle de seu carregamen-
lo ; para o resto, Irala-se com D. R. Andrade &
Compauliia, ruada Gm, armazem n. 15.
LEILOES
DEGL ABACO ES
Pela mesa do consulado provincial e faz pu-
blico aoa coolriduinles de impostes, cojos dbitos sao
dependentes de lanramenlos, qoe ainda foram
pagos dentro do anno finauceiro prximo passado,
que os podein raalisar nesta repnnir;in al o fim do
presente mez, rindo o qual passain a ser execolados
lodos os quedettaram de pagar os do aono de 1854
a 1S5S.
O agente Oliveira fari leilao publico commer
cial, por ordem do couseldo da direccao do banco
de Pernambuco, de doze apolices do mesmo banco,
e nello depositadas por Macdado & Pindeiro. para
pagamento da letra desle na imporlaucia ilc 1:8208,
vencida em 11 do correte: sabbado 22 do tarrela
ao meio dia em ponto, no eslabelecimenlo do referi-
do baoco.
O gente Borjafar leilao em seu armazem, na
rua do Collegio n. 16, de diversos objeclos de difle-
rente qualidades, mino bem, obras de marcineria
novas e osa.las, vario pianos, obras de ouro e prala,
relogios para algibeira, vidro e loocas para servico
de mesa, eoulros sallaos objeclos que se acbarao pa-
tentes no mesmo armazem ; assim romo un oplimo
cabnolel a urna relaclo da. dividas, na importancia
de 2:8008620 rs., coiu lodos os perlenees : quinla-
feira 20 do correle, as 10 horas.
O agente Borja por despacho do
Evm. Sr. l)r. juiz privativo do commer-
cio, a requerimento do curador fiscal da
massa fallida de Machado A Pinheiro, tara"
leifeodos ben perteiie* a dita masa,
Panorama.
QllTA EXPSITO.
FREDK LKMBGKE.
lem a honra de avisar ao respeilavel publico, que
no dia quarla-feira 19 do correle, espe novas vis-
las que ne.la provincia ainda se nao lem viajo : na
rua da Cadeia confronte ao convenio de S. Fiancisco,
que sao as seguinle :
I. Ilelsingfors eSchweaborg debaiio da odservacfio
dos alliados.
1. O alaque dos Inglezes sobre o Redan dianle de
Sebastopol.
3. O valle de Uaerncy no mar AzotT.
4. Sebastopol, o ataque sobre a Colina Verde.
5. Inferior de urna batera russa dianle da lorre de
Malakofl.
6. Sebsalopnl, vista geral do lado de Ierra.
7. Condaplinopla e o desembarque da lropa fran-
ceza.
8. Cidade de Jerusalem.
9. Dito a entrada do templo do Santo Sepulcoro.
O preco he 500 reis cada pessoa, e acha-se aberlo
das 6 is 9 horas da noilc.
O thesoureiro da sociedade Nova Fralernina,
compToii para a mesmn sociedade dous moios bilhe-
les da primeira. parte da segunda lotera do gvmnasiv
provincial .le ns. 1535. 2177 e dous
primeira lotera .lo Rio de Janeiro
matriz do Rio Novo de ns. 2787
Precsa-se de um fe
de Almas, onde exisle o co.
dfiador a' sua conduela.
Offerece-sa urna ama'.
lia nu lionem solleiro, para
rua das Tiinchcirns, n. 6.
MANUAL DOS
, FRANCISCANOS.
Esla impresso o manual dos lerceims Francisca-
nos.
A i." parle .Isla obra conlm a historia da ins-
tiluic.lo da ordem, a regra rom muitas oiplicaroes
as absolvieoM, as indulgencias do S. P. Benedicto
XIV. as ile Pi VI de que ainda nao gozovam os
lerceims desla diocese, o alm disto a que perlen-
ci'iii a ordem lerceira do Recife. e ludo mais que
diz respeilo aos lerceros e i ordem.
A ." parle de um perfeio devocionario, conlm
oracSes da mandaa e da noile, meihodo do onvir a
missa, e de confessar-se, renovacSo dos votos do
liaptismo, a corda serapdica indulgenciada por va-
rios Pontfices, um devalo ejercicio das dores de
.Mara Santissima e outras oraches indulgenciadas
por Pi VI, a via-sacra, oraces para as visitas da
l'orciuncula, o para alcancar boa morle,*e muilas
outras.
A 3." parle conlm o meihodo de ajudar e assis-
lr aos moribundos, com melifluas e locantes oraches,
absolvcio de BenedicloXIV, dos Franciscanos, C.ir-
melilas. dos cnnrrailes do Rosario e das Dores, e al-
Sumas denraios.
Esla obra que pela 1" parle pcrlence aos irmos
lerceims, pela 2 e :(n heneressaria aqualquer chris-
1.1o, e pela 3 indspensavrl aos Srs. sacerdotes.
. As pessoas quedignram-seassignar queirnm man-
dar receber no paleo do Collegio.livraria classica n.
2, onde lambem se cha a.venda, e no convenio dos
Franciscanos em Olinda.
A commissno encarregada da fasta do nicho da
Sanlissima I rundido que foi celebrada na gref.i de
N. S. do l.ivrnmenlo, no domingo, 16 do corren-
te, declara que nada deve da mesma fasta. Recife
17 de selembro de 1855.Joaquim Mililao do Ama-
ral, Antonio Ferreira Pnlo, Manoel Antonio de Al-
cntara, Bernardino Jos da Silva, Antonio Mauri-
cio Bezerra.
Precsa-se de um Irabalbador de masscira para
urna paitara na cidade da Vcloria, e lambem um
farneir.i para a podarla de Sanl'Anna : a tratar na
rua da Florentina n. 6.
Na rua do (Jueimado n. II, precisase de urna
ama de leite, ou urna outra pessoa que mesmo era
sua casa se queira eucarrogar da criacao de una me-
nina resecnaseida, pagando-se com gencrosidade.
Appareceram no sitio do abaiso assignado, na
estrada r.ova, 3 carneiros : quem far seu dono, dan'
do os sijnacs lis receber. '
Joao Antonio Villaseca.
Precisa-se de um prelo para andar vendendo
f.uendas na rua : quem tiver,. pode dirigr-sc a rua
do Codorniz n. 4, que achara com quem tratar.
O proprielario do eslabelecimenlo do caes do
Ramos, condecido por taberna do Rcliro n. 26, avi-
la a quem interesaar pnssa, domo ans Srs. nlnrcioei-
ros, bolicario. fabricantes de chapeos e oulr.. que
fazem uso do espirite de :16 graos, que comprou ao
Sr. Victorino Francisco dos Sanios parle do su es-
labelecimenlo da rua do Rangel, e por isso contina
a vender nao sii o espirito de 3l graos, cn'mo licor,
geuebra, agurdenle do reino, aniz, dil< sle ranna e
onlras muitas qualidades de hebillas, ludo pelo mes-
mo prebo do Sr. Viclorino; tamdem aprompla qual-
quer ciicmninenda lauto para fara da provincia co-
mo para o mallo. No mesmo eslabelecimenlo ha
sempre urna grande porcao de leuda de lodasas qua-
li.lad*s,.cat branca e prela para quem quiaer aprem-
iar casa para passar a fasta ; assim como recebom-se
botijas e garrafas vasias e dem limpas a 80 rs., em
Iroco de qualquer bebida, ou msmo do espirito de
36 grdos.
Precisa-se de urna ama secca para casa de pou-
ca familia, sabendo cozinhar o diario de nina casa
sendo livre ou escrava, de boa conduela, nao se oda
ao preco : na rua da Cruz n. 40.
No hotel inglez precisa-se de nma escrava que
sai ha lavar c engommar com perfeicao, assim como
preeisa-se lambem de om prclo escravo, que seja
liel c diligente, par lodo o servico interno de urna
casa ; paga-se satisfactoriamente.
Francisco (lomes de Oliveira, agente de lei-
loes, aluga por auno ou annos, ou pelo lempo da
fcsla, a sua eacelleulc casa de campo, sila im po-
voacilo do Poco da Panella, a qual lem sido oceu-
pada e ser al o lim do correule mez, pelo Sr. Fre-
derico Rnbilliard'.
Preeisa-sa de um criado para urna casa Je fa-
milia, que seja Del e que seiba comprar e servir den-
tro de cisr- : quem quiser, dirija-se a rua do Hos-
picio, casa junla a que lica pegada ao quarlel do
Hospicio.
Arrenda-seo sitio Esliva de Cima, oo lugar da
Ihura, com casa de vivenda, arvoredos de l'ruclo.
Ierras para plaalo e balsas par capint : quemo
pretender, innja-se ao palco da nutriz de Sanio An-
toado n S.
Precisa-se .ilugsr um prelo por mezes oo se-
manas, qae sirva para o servido ordinario de urna
casa de familia : a quem convier, dirija-se ao paleo
da matriz de Sanio Antonio, cast de sobrado n. 2,
aue aehar com qoem tratar.
ri
Estabelecimentos de caridade.
Salustlaoo de Aquino Ferreira offerece no bospilal
Pedro II a melado dos premios qoe ahimm no i
bilheUs inleiros da primeira parle da segunda lote-
ra dotsymaao u. 1297, 1756, 2386 e>42.
Precisa-se de urna ama para o servico interno
on externo de urna casa, fon iga-se
109000, sendo escrava, e 8}00, sendo farra : em
Fura de Perlas, casa do professor pobUeo.
IMSfciOUKKM
: lendo a rnesa regedora aa i rman-
* dade do Sr. rlom-Jesus da Via-Sa-
cra, da Santa-Cruz da Boa-Vista,
deliberado a dar principio boje 18
do corrente, as 7 horas da noite,
aos ldiasdaSanta-Via-Sacra, seo-
do precedida por nma predica re-
citada pelo Rvm. padre-mertre
pregador impei-ial o padre Joao
Capistrano de Mendonca, afim de
com este acto religiosoe de tanta
picdame, alcancarmos do Scnlior
Bom-Jesus, nosto padroeiro a iua
Divina Misericordia, livrando-no
dos males que pelos nossos grandes
pechados- grassam as provincias
do Para' e Bahia. E no dia 2 de
outubro vindouro, trasladara ima-
gem de Nossa Senhora da Pie-
dade em procissao para a igreja
matriz, e ahi ficar exposta a' ve-
neracao dos (ieis, at queem tempo
g opportuno valte para a sua igrtji.
S Por isso convida a mesma a todos
>g os seus irmaose devotos a assistirem
^ i tfiosaijtos e pios actos.
waBemBBssi &-Mmaaamm
COZINUEIRO.
Precisase de um bom cozinheiro, que seja bastan-
te dilgwiie e limpo ; d-se bom ordenado ; na rua
do Pocinho, cas terrea de vidracas.
Precisa-se de urna moca henala, qoe siiba co-
ser chao muilo bem, par casa de familia : na roa
iNova n. 34.
Precisa-se de urna ama capaz, qoe saibacozi"
ndar. para casa de pouca familia : a tratar na rua
do Cubugn, loia n. >, ou na Capunga, silis de Sr.
Roberto.
Precisa-sede urna ama secca para todo o ser-
vico interno e estenio de ama casa de pouca fami-
lia : na rua do Oueimado, loja de ferragens n. 37.
ESTRADA DE FEK RO DE
PERNAMBUCO
Constando-nos qoe teein
pessoa* ofliciosas i
agente por parte d,
trada de ferro desta prov
deres defarer trans;
prade trrase ate i
que deve segu i a dita estrada, deca
mos que nro existe pessoa algum
sada a fazer qualquer trato ou trunmetto
por parte da roispanhia ni
capital nem fra della, salvo os jbaixo
assignados.Rothe& Bidoul
LOTERA DA PROTOIi
Acham-se a venda os bild;
telisla Antonio Jos Bodrgue
primeira porte dt segunda lo:
praca da Independencia, lujas ns
roa Uireila o. 13; travesa do
aterro da Boa Vista n. 72 A, e na n
de fazendas n. 30. O andamento
dia sabbado, 22 do correnle. As sortes qoe
em seus bilbetes e cautelas sao irar
gas por inleirn sem descont algum. k
Iribuam as listas ; sendo as grand
rio, na rua do Collegio n. 21, i
onlras em as referidas lojas.
Bilbetes 59800 Recebe por
29900 a
Meio
Teicos
Ouarlos
Quintos
Oilavos
Decimos
29000
1500
19200
760
640
Vigsimos 340
.7309000
sioosooo
30000U
Para.
Russos e alliados
attendei !
A' loja n. II da roa Nova acaba
memo sorlimento de estampas
ponte, de diUrentes episodios d
romprehendendo diversos -punios de,
lopol oulros. lugares da Crun.
as personanens inleressadis S^^H
quer libadas ; a ellas, pois, dirijis
os apnixonadns, que lerao uns "*
Pelissier, Canroberl, Ragln,
naud, Hamelio, Omer-Pacha,
l.bonys, Don.las, Napi.
xandre, Cons'.aulino, Mign
cdolT, Sfc.akeu.Menschi-
ele. A exaclidn c lideldade d
A ESTRADA DE FERRO 1)0 RECIFE E
RIO DE S. FRANCISCO.
Aos negociantes, em madeiras e outros-
Precisa-se immediatamente, para a
construc9o da estrada de ierro cima,
urna grande quantidade de madeiras di-
ieitas, das qualidades mais approvndas* j
para esteios, etc., que tem de resistir a
accodo tempo e agua salgada, assim co-
mo Pau-ferro, Sapucaia, Pau-d'arco, Em-
biriba-preta, etc. Qoem quizer contra-
tar ditas madeiras, communique porear-
ta mencionando as particularidades a res-
peito da quantidade que pode ser orneci-
du ein um tempo marcado: dirija-se aol
contratante Jorge Furness, no escriptorio
dos Srs. Rothe & Bidoulac, na rua do Tra-
piche n. 12, primeiro andar.
Quem perdeu um nlinele de peilo de senhora
uo fogo da fesla de N. S. do Livramento, dando" os
signaes se entregar: na rua Uireila n. 129, pa-
daria.
Prcisa-se de urna ama para cozinhar engom-
mar e fazer o mais servido de urna casa do pouca fa-
milia, mas que de fiador a su*, conducta : na rua das
Cruzes n. 20. ,
Precisa-se de umn ama para cozinhaitt na rua
do Queimado u. 9, loja.
Bento Goncalves Jo Prado, subdito porluguez,
relira-se para Lisboa. /
Quem quizer vender dous escravos que sejam
bous, e alogar outros dous, dirija-se a rUa da Cadea
do Recife n. 64, que achara cora quem tratar.
Alugam-.o urnas casas sitas no lugar de Sania
Anna de dentro,cujo lugar de o mais fresco e salubre
possivel, com bautio peHo no Capibaribe o por ba-
rato pre^o : na rua do Trapiche .Novo n. 20.
** JJ Vasconcellos Menezas de af
DrunTmond, durante sun residencia lerapn- Of
P raria em Pernambuco, pode ser euronlrado *J
f em casa de seu cunhado o Dr. Dias Fernn- 9
3$ des, na rua do Sol, esquina da rua Nova, aj)
<9 primeiro andar.*
Precisa-se de urna ama de leite,-que seja es-
crava : na rua estrella do Rosario, casa n. 34, de-
fronle do depositario geral : quem tver, dirija-se
mesma para tratar.
Oflerecc-e orna ama para cozinhar c servir em
tima casa de liomein solleiro ou de pouca familia :
quem precisar, dirija-se i rua de Sania Theriza
n. 7.
OT BICHAS DE HAMHrillio.
Alugam-se bichas de liamlmrgo a 240 e 320 rs. ;
,na loja de barbero, em Fora, da Parlas, roa do Pi-
lar 11. 109. Na mesma ha charutos linos para os
freguezes. .
Precisa-se do urna ama para o servido interno :
na aterro da Boa-Vista n. 65. segundo andar.
Precisa-se de nm caiieiro para taberna, em
Apipucos : a Iralar na rua do Queimado n.'l.
\ Precisa-se da urna ama idosa, que-cozinlie
bem, para Apipucos : a Iralar "na rua do Queimado
n. 51.,.
Precisa-sc alugar urna prela, que saib cozi-
nhar, lavar, comprar e para mandados : quem a li-
vor qdeira procurar o sobrado do paleo do Collegio
n. ti, no segundo andar.
Precisa-se de urna ama que saida cozinhar e
fazer lodo o servico de casa : na rua Uireila 11. 86,
segundo andar.
Ueseja-se fallar ao Sr. Manoel Francisco Roa,
natural de Portugal, do conselho da villa da Feira,
rieguezia de Ciau. no lugar da l.age ; vejo para esla
provincia em 1812, a pedido de sua familia, e nego-
cio de seu inleresse : na rua da Cadeia de Sanio An-
tonio, taberna n. 16.
Tamdem da ricas ctf4|JJJJJJjfl
posla de 14 ricas eslam
avulsai de ditlerenles sai
Os caulelislas Olis.
lem resolvido garantir lambas,
por cento da lei, como al
posto .- venda a pn;
do (ismuasio Pernambucano,
rua da Cadeia do Becife 1
(o Antonio o. 6, dita 4>*Jj)))jjfl
mado ns. 63 e 22, dila eslr
30, dila larga n. 34.
Bilbetes 59800
Meios 29900
lerjos 28000
Quarlns 1C500
Oilavos 760
Decimos 640
Vigsimos 340
1 VENDA DE 1,000 ACCO'ES DO BANCO-
A directora do B^nco Commercal
desta prat-a, avisa a quem convier, que,
tendo de converter-se o mesmo riaicoem lados sao palmaras, rc
Gaisa Filial do Banco do Brasil, conforme
se deliberou em Assembla Geral dos Ac-
cionistas, na data de 31 de julho ultimo,
e existindo ainda em reserva mil accoes
para completo do seu fundo elKectivo,
tem designado o dia 10 de dezembro vin-
douro para a venda das mesmas accoes,
em leilao mercantil. Realisada a venda
serao as referidas accoes entregues aos arr
rematantes no primeiro diamtil do mez de
aneiro de 1856, dia em que entrarao nos
cofres do mesmo Banco com a importan-
cia das que tiverem arrematado, e no dia
da arrematarao com a de 10 por cento,
como quantia sobre o valor de cada urna ;
estas importancias serao realisada em
moeda corrente. Previne-se queja' exis-
te um fundo de reserva de 11:5158070,
e que o valor nominal de cada acrao be
delOOsOOO reis. Para" 1 \ de agesto de
1855.Assignado, Henrique B. Dewey,
presidente.Augusto E. da Costa, secre-
tario.
Precisa-se de duas amas, urna que emenda de
costura e cuta que cozinho e engomme : na rua No-
va'n. 17.
Pela subdelegada da freguezia da Boa-Vista
sa faz publico, .que fura apprehenida no dia ISdo
corrente urna v'acca de cor raposa, sem cria : quem
sejulgar com direilo a mesma. compureca peranls a
mesma subdelegada. Subdelegada da freguezia da
Boa-Vista 16 de selembro de 1855. O subdelegado
em ejercicio, a. F. Martina Hlbeiro.
N,
Recebe
S
Bilheles 53800
Meios 28000
1 reos 28000
Ruarlos 13500
uiulos I32OO
Oilavos 760
Decimos 640
\ igesimos 340
LOTERA DO GYMNASIO PER-
NAMBUCANO.
Aost:000000, 5:0005000. e 1:0008000.
Corre induhilavelmenle sahludo,- de selembro.
O rautelisla Salnsliano de Aquino Frrer avisa
ao respeilavel publico, que Indos os seus bilheles e
cautelas s3o pagos sem o descont de oilo por eenlo
do imposto aos Ires primeiro premios grandes ; os
quaes acharri se a venda lias lojas segiiuiles: rus da
Cadeia do Recife ns- -24. 38 e 45 ; na praja da In-
dependencia ns. 37 c 39; raa Nova n. e 16 ; na
do Queimado os. 39 e H ; aterro da Boa-Vista 11.
74, e na praca da Boa-Vista n. 7.
Recebe por inteiro 6:000s1
3:0003
2:000
o 1:500
1:2009
70S!
i) 6003
:ioum
se respunsadilisa ipenas a 1
pagar os 8 por cento da lei nos seos bilheles jnlci- '
ros, vendidos em originaes. Pernambuco 17 de se- I
temhro de 1855.O rautelisla.
Salnsliano de Aquino Ferreira.
A pessoa que as 4 l|2 horas da larde do da 13
do correnle levou do abai&o assignado .um r-logio na
oecasiao que vinha buscar o seu que linda llenado
para se endereilar o quadrado, faja favor de o man-
dar Irazer, pois bem sabemos onde he a sua morada,
e-oao queira que o publico entre no cnuliecimenlo
desle negocio, pois elle he bastante vergonlioso. Coft-
vem pois, para seu conhecimento,.dizer-l!ie que esle
fado fui presenciado por algucm, que paro o 0.3o
envergonhar nao Ide fez licitar a preza immediala-
menle ; tudnvia se 1'u.er a rcliliiirao do mesmo re-
logio permanecer para sempre esle negocio em si-
lencio ; e ao contrario ler o dissabor de ver pelas
folhas publicas o seu nomo transcripto por exleoso,
narrando o fado, sendo que lulo ileixara a pediciu a
inlcrvir cm negocio de tanta monta.
iF. J. ernjans.
LOTERIA DO GYMNAS
B^aassssssl
AOS 6:O0O.s\
O caulelista da casa
Guimaraes faz scienie so
venda os seus bilheles.
le d*i segunda lotera do I
da S2 do correnle. O
alinelo dos compradores
prem os seus, pois que
grandes, e os quae
alerro da Boa-Visla ns!
A ; praca da Indepe _
Collegio o. 9: rua do Rao!
n. 90.
Bilheles 5S600
Meios 23800
Quartos 1J440
Oilavos
Decimos 600
Vigsimos 320
O mesmo caulelista d
inenle os bilheles inlcir
do o descont dos oi|
eqoe as suas can
5003000 para baixu sao'
I i ncr;io de serem \
Iros premios maior.
Candido Jos Lisboa,
padre Joaqoim Ripfcaal
Ivceu desla ci.lade.com
de lalim na rua de Apol
de grammavics portnguera
collcclivamenle, oo a caria ut
noite ; e recebe pensionistas de:

COMPANHIA DE FIA DOS, m |fl
O referido caulelisla
ultimo de outubro pro\
cf i\a Sr. Antonio de More
reir na casa do Banco, 1
tas-feiras de cada semana, 1
de' 10 por cento sobre <
i 1 de setembro de 1855.
maragibe, presidente.-
Medeiros Reg, seci-etario.
A inesanclual da irmandade do SS. Sa-
cramento da freguezia de Santo Antonio
do Recite, convida aos babitantes desta
cidade a assistirem no dia 20 do corren-
te, as 8 boras du manliaa, a missa cantada
que tem de solemnisar-se nesse dia ao
glorioso S. Sebastio, com ladainba a
noite, alim de por intercessao do mesmo
santp, alcancar a graca de livrar-nos da
peste que no ameaca, iicando a imagem
dedito santo exposta a' devocao dos fiis
todas as noites ate a primeira dbminga de
outubro vindouro. O escrivao, Fran-
cisco Sim/iesda Silva.
Aluga-se urna boa casa no lugar da Capunga,
com muilo bons commodos para grande familia,
bom sido, 2 copiares adianle a atrax, mullos pea de
arveres de fructo, boa cacimba com agoa de beber,
t tanque para dando ; aluga-se por fesla oo por an-
uo : a fallar na rua do Csbug, loja de Joaquim Jo-
s da Cosa Fajozes.
No da 8 do*correnle desappareceu do engenho
Palmeira, freguezia de JaboutSo, o prclo Antonio,
.lenaeaoangico, oquil parece muilo novo pnroilo
ler barba, cOslo talhado, bstanle prelo, estatura re-
g'ilar.pernas finas.e apelledosps engilhadas: quem
o pegar leve-o ao dito engendo, oo as Cinco Ponas
n. 134, qoe sera recompensado.
' No dia 15 do correte perdea-se do mnibus
um sacco de tpele cora papis: roga-se a quem o
tirar achido de o levar a cocheira des momos om-
iiibos.
O abaiio assignado faz scienie ao publico, que
nesla dala admitlio para socio da sua loja de charo-
les, un becco do Abrau 11. 1, a seo mano* lvpoliln
Jos da Cimba Sampalo, e fica gyrando com a firma
dejsainpa.io i Irin.lo. Recife'14 de selembro de
1855.Francisco Jos da Cunha Sampao.
I'recisa-s* de 11 m cozinheiro ou cozinlieira : na
rua da Cadeia n. 13, sobrado. '
D-se al a quanlia de 300000 sob** rnenle
penhores de ouro e prala : quem precisar, dirija-se
a rua do Jardrm, casa do mesmo nonie, na treguezia
de S. Jos, que achar com quem Iralar. '
Precisa-se comprar urna escrava de 30 annos,
pouro mais ou menos, que seja sadia e desembaraza-
da para lodo o servido de urna casa de pouca lami-
lla : quem liver, queira dciiar o nomero da casa
na na de Apollo, taberna n. 19, ou na rua do Pi-
lar n. 27, para ser procurado.
Troca-se nma imsgetn de Sanl'Anna, que te-
nda 10a II pollegariasdo altura, anula usada ou por
encarnar, que taja Derreta, em segunda nulo : quem
liver, diriji-se a rua Uireila ii. 10, que te fai o
ijulc.
Precisa se de urna, prela escrava para servico
de casa de familia, e que saiba cozindar com per-
feicao ; quanto ao preco a lubilidade da mesma o
regular : a dirigir-te ao paleo Jo Hospital m. 28.
A pessoa qoe liver urna imagem do Sendor,
com um palmo e meio, punco mais ou menos, e
queira trocar, dirija-se n rua do l.ivramenlo, laber-
na n. 24.
Carros fnebres no pateo do Parai-
zo n. 10.
Nesle eslabelecimenlo enconlram-se carros fne-
bres para qu: Iqner enterro, rom ricos panno' e ador-
nos ; alugau-se csisoes e vendem-se inortnlhss de
pinho. O propnelario incumbe-se de tirar gratui-
tamente tsei Irabalho) uceara parochial, guia da c-
maro ; fornoce carros de passeio, cera, muiiea, ar-
111acf.es e vestuarios, ludo com a maior promplidap e
precita commodos. i mesma casa vndese nma
parrilla decavallos bons trabajadores de carro, e
bem assim, mn cavado prelo para sella, bonita figu-
ra e bom andador.
AMA DE LEITE.
Precisa-se de ama ama com bom leite forra ou
captiva, pa;a-te bem : na roa do Hospicio, etsa
terrea com ii.io, junto ao sobrado do Sr. decembar-
gador Sanli.-go.
Prccitn-tt da doas ofliciaes de charuli iro : no
palco do i'ercov, n. 17.
llegimento de cusas.
Sabio a luz o regiment das custts judi-
ciaes, annotadocom o avisos qwe o alte-
raran]: vende-se a 560 reis, na livraria
n. 6 e 8 da piara da Independencia.
O Dr. Ribeiro, medico, contina aiesidirDa
roa da Cruz do Recife n. 49. segundo andar.
J. Falq
RLA DO COLLH
Recelieu-se pelo ull.
Franca, os segulnles olij
Palitii* da panno pre
de seda Hilos do uta do cores Biuitu
Ditos de alpaca prela de te a
Ditos de briui branco o dtjl^^H
para cima.
Calcas de catemira pret-
Dilas de dila de core de te
Dila de briin de Cor e arjjaaaaaafl MMB
oOOO-
Cal.;as, collatese pali!
ciada.
Vestimenta completa de diversas cora*.
("olleles de selim, fuslao e cisemira.
P-Iils de ganga muilo supe;
Hilos de seda de superior sju.
ros e scuros, de 109000 IbjOO.
Grande .-orlimenlo de
mala e saceos de tpele i
ludo .de lia para sain
1ro, ele.
E grande quantidade
seda e de panniido, taaloflpara domen) i
para senhora, e balsias para sesudose espar-
lilhos de serihoras.
EWaftiftiifgMMW-;
Attencao.
J.L1Z CANTa.REI.LI avisa ao re
blico, qu mudou a sua
residencie da ras das Tnnclie
das Crozs n. 11, primeiro an
Rua ^ Nova
1.22.
I.. DELOliCUt
respeilavel publici
limo paquete o n
de ouro patente in
verpool i aHr
de ouro da 18 qm
chaves e ucnlos, por pre..
aiicjidu
NAVALHAS A GOM
Na roa da Cadeia do Recife n. 48,1
dar, i de Augnslo C. de Alireu, conli-
nuam-se a vender a 800 o par (pre^o flio, as j.i
bem c uNtdas ravalhas de barba feilas
pelo hbil f. i premiado na expsito
de Lon rareni Iraardina-
riameiu i accaol corlar;
vendem-se i a gradando, po-
derem evolve-las-ai 15 diasdepet
pa eompra reslitaindo-seo imperle. Na rsesm
si ha ricas lesourinhas para undas, reatas polo mes
mn faldeante. |%
primeiro ao-


DIARIO DE PER
flUARTJ. FEIRA 19 DE SETEMBRO DE 1855
CONSULTORIO DOS POBRES
SO BA OVA 1 AXSAK O.
f.Priallcr qualquer operado de cirorgia. e acudir promplimente a qual-
a mal de parlo, e eoi..crNm,UucUe nao permitan, pagar ao medico. *
so mmsm do is. p. a. lobo ioscozo.
50JRUA NOVA 50
.?EHDE-8E O SEGUIRTE:
.anual cmplelo de meddicina homeopathica do Dr. G. H. Jahr, traduxido em por
>io. qualro volunte encadernado em dona e acompanhadod
lormo.demlicina, cirorgia, anatoma, ele, etc.
in> diccionario dos
20*000
te de (odas a quetr.tam do estudo'e pra'tica'da horaeopa'thia. por serT. nica
' vCT,laI;'l2noa"T^EATH0GE-NES1A 0U EFFETOS DOS MEUICA-
flSJJOJi.LSATO DE SAUDE-coohecimeotos que no podem dispensar as pes-
r pralica da verdadeira medicina, inleressa a todos o mdicos que quizerem
Mi ihnemanu, e por si mesmos se convenceren! da verdade d'ella: a todos os
_ _^B ingenho que esUo longo dos recuraos dos mdicos: a lodosos capilesdc navio,
adero deiiar de acudir a qualquer incoromodo sen ou de seus tripulantes:
que por circumstancia., que n.m sempre pdem ser prevenidas, sao lobriga-
"sriieTMt os pnmeiros loccorros era sua. enfermidades.
nedicina domestica do Dr. Hering,
uxperimeolarj
'a ze n de ir;
O diocio
Sem
il i pe-soas que se dedicara ao estado da homeopalhia, um volu-
diccionario dos termos de medicina
109000
:t000
pratica da
8ooa
,---------.---------. UV IIICUIl.111,1......
na, cirurgia, analomia, ele., ele, cricardenado. .
*" '"do* medicamenlos nio se pode dar um passo seguro ..
le estabelecimento se lisongeia de le-lo o mais bem montado possivel e
uinguem oovida boje da grande superieridade dos seus medicamenlos.
Boticas a 12 tubos grandes................
oedicameotos em glbulos, a OJ, 129 e 15000 rs
.:":::::::;.......... gj
a...... -........ 2
a.......;........... J08UUU
tubos avulsos............; .......... wjJS
lindura..........'......... 55
nclur. a rnica................" "^m
ruda numero de tubos' d'e erysla d'e diverso. lamaXs,
commeoda de medicamenlos com (oda a brevid^
Pratos oces patentes
para conservar a comida
quente: vendem-se na pra>
ca do Corpo Santo, arma-
zem n. 48, deKostron Ro-
oker #C.
OBJETOS PARA ARMADORES.
Venderoy-se na ra do Amorim n. 41 sor-
timentos completos para armaefiet deigre-
ja, carrose anginhos, como sejam : volan-
tes de todas as cores, trinas, cales de to-
das as larguras, espiguilhas, ilhamas, ec.
por preros baratos.
A DINHEIRG.
Par acabar. -
Na ra do Queimado n. 19, pas- I
sando a botica a segunda loja, ven- m
dem-se cambraias rancezas muito
finas as mais modernas que tem
vindo ao mercado,pelo baratissimo
preco de 500 rs. a vara.
m
Bg
1ATAIEMT0 H010PATHIC0.
Preserva tico e curativo
DO CHOLERA MORBUS,
PELOS DRS
IJKK^sW.J>rK.Ea:K3 JaEJ JT *l_
Mde,d.mnislrandoos remedio, mais ellicazes
ecorre ao medico,ou me.mo para cura-la ii.dependcnle desles nos lugares
EM PORTUGUEZ PELO DR. P. A. LOBO M0SC0Z0
atoe, mais claras e precisas, ,o pela sua simples e concisa posi-
i indiligencias, nao so pelo que diirespailo aos meios curalivos, conio prio-
1-ros que lem dado os mais satisfactorios resullados em loda a parte em oue
em prilica. p "
nicoo onieoque tem dado grandes resobados no curativo desla horri-
propos.lo Iradoiir estes dous imporlanles opsculos em lingua vernac-
ular a sua lilnra aquemignoreo fraocc7.
- jmetile no Consultorio do Inductor, ra m
15000
120
28300
19000
39000
,ri00.
peer.
Iva n. 52, por 2&00 rs.
J. HE,-.DENTISTA, Z
i raa Nova n. 19, primei-
is tr. estndantes.
41000, na ra do Quei-
infi." pela frroi annun-
^^^^Kor, e por commo-
cslio acabando.
en francez, sob
chronicas, A vo-
. 209009
. 69000
. 79000
. .-. 69000
. 169000
. 69000
89000
165000
10960o
89000
790O0
69OOO
49000
IO9OOO
Atlcnco.
No novo eslabelecimenlo de armador e cera, ler-
daBoa-Vista n. 3! alugam-se caises para anjos
e defuntos c lodos
os mais arrnjos necessarios para
l homeorntliia
Bortaneia :
le das molestias
^^ios .....
a domesl ca.. .
palhica.....
'ames .
pelle.......
patlia, 2volumes
oto das mol eslas
"palhica. .
^^^Hea homeopalhica
^^HMiUik. .
^l eom bellas es-
^^^Hlo 1 descriprao
unuiH, 309OOO
^^Bklttorw homeopa-
iraa Nova n. 50 pri-
1 IWros
All
: riuho, 0
Jaa de S. raucis- ^*
__^Hk dous anda-
lo uovo.) {)
IM.
de Albuauer-
i ra do Ran-
a receber alum-
deide ja'-por mo-
mblico: quem se
^^po prestimdo,
ora dos dias uteis."
>rrea 110 Jloiidego. ftila
^^^^Bmodos para pequea f-
at do Terco n. !.
Jos de Almeida Sonres de Tima 9
tariou a soa residencia para a ruada #
o ama relio r>. 21, segundo an- %
v. rt. de Torres Bandeira. aclual
trncela 00 Gymnasio desla pro-
o particular desla mesma
lingua ingleza, rlielorica,
e para mais facilitar o es-
HU. matt ras preparatorias iquel-
lossam frequenlar sua aula H em seus anteriores annuncios, pro-
11 curso das duas lineuas e oulro de
liea, sendo us dous pnmeiros da* 5
a lardale as 7 1|2 da noile, e 0se-
as 8 : quem quier matricu-
ir um desles cursos, pode procura-
lia sua residencia; na ra Nova,
segando andar, onde lamben prose-
las inesmas disciplinas e das oulras
principio iiinunciadas para
poderem eiladar. propor-se-
ursoa de ohiloiophia, de geo-
-. qna'ado para 4aes esludos
cenle de alumnos, a conlar do
liante : e protesta continuar a
[aclmenla quanlo llie for possivel os
jgislerio.
Xh DR. A. J. DE MELLO MORAES.
W DO INSTITUTO HO
PpATHlCO 00 BRASIL.
RO tlOMEFATUICO
w ou
OE-MECUM DO
laes actos, incumbe-se de qualqur enterro para ti-
rar lecencas, convidar padres.armacflo na igreja para
quaesquer actos fnebre, carros ele, aisimcomo se
rerebem encomendas para se fazerem cabecas,peilos,
bracos, raaos, peritas e pi, e cera para qualquer
premessa, fudo por preros rasoaveis.
I p DENTISTA FR1NCEZ. 2
Paulo Uaigooui, denlisla, eslabelecido na
P roa larga do Rosario n. 36, segundo andar,
colloca dentescom a pressilodo ar, e chumba 9
denles com a massa adamaulina e oulros me-
laes. JJ
KaTua larga do Kosario esl para alugar-se o
sobrado n. 23, lana a loja como o primeiro e segun-
do andares : IraU-se com o Dr. Cosme Je S Pereira,
oo Recite, ra da Crut n. 53.
suliciTador Cmlllo Auau.ioFerreiradaW
da W
.on-*
para os mifleres de
sua proliwio, bem romo no paleo do Colle-
gio, escriplurio duillm.Sr. I)r. Fonseca.
Esl a sahir a luz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTRAHIDO DE RLOFF E ROEN-
N1NGHAUSEN E OUTROS,
posto em Ordein alphabetica, com a dcscripcao
abreviada de (odas as molestias, a indicarlo physio-
logicae Iherapculica de lodos os medicamenlos ho-
meopathiros, seu lempo de accao a concordancia,
seguido de um diccionario da significado de lodos
os termos de medicina e cirurgia, e posto ao alcance
das peisoas do povo, pelo
Vende-se um molequecom 18 anqo?, de bonita
;ura e opllmas qualidades : na ra Nova n. 16.
Liquidaco
da nova Cali-
fornia,
slabelecida na ra do Crespo, loja junio ao arco de
Santa Antouio, no sobrado do commciidador Maga-
liaes Bastos, vendem-se as seguinlesjazendas, c ou-
lras mullas, por presos baratissimos:
Neslidos decambraia com'babndos
Casias francezas de cores finas, o covado
Chai de merino bordados a seda
Palitos de riscado lejos m Pars
Uilos de gorgurSo brancos
Chales de rede pretos ede cores
Merino prelo fino, o covado IjliO e 2900
l-apim ou bombaziua finijsir.ia, o covado 800
Sarja prel hespanhult, 0 covado 18500
Untos de selim maco e de gorgurSo 29OOO
l.liapeos do fellro muilo Tinos 29000
Chales de ganga escarales -,00 e 610
sLuvas de algodao brancas e de cores, o par 10
Meias para menino, o par jgg
Chapeos de sol de seda para liomem 39000
Vende-se o engenho Canoa, na comarea da Rio
rormoso, com boas obras, safras, anim.es, mallas
virgens e bom lerreno : os prelendenles diiijam-se
ao maja enseoho, ou a ra do (Jueimado, loja de
fazendas n. 34.
, ~ V?"dcse um casa Ierre., sita na ru.. .le S.
J0son.d8.com 2 salas, 2 quarlos, co/inli fra,
quintal e cacimba : a tratar com o dono .na Cambaa
do Carmo o. 3, taberna.
Vende-se om. bomba nnva de carnauba : no
corredor do Bispo ao pe da taberna. *
lAUA VIVA
para vestidos de
JERHOlVA A G40.
Pela barca Conle-Roger, vlnda ullimamenle de
tranca, chegou urna fazenda nova lransp.renle.de
laa de quadroa e de listos, que em Hamborgo he
lazenda da prsenle eslarAo, do ultimo gosto para
vestido, de senhora, que a baptisaram com o nome
-rAlm \ iva,vende-sc pelo baralis.imo preto de
640 cada Covado : na ra do Queimado n. 21 A.
Vende-m urna moler do idade 1(i anuo*, bo-
nita ngnra, sabe conidia 1 e coser : na ra da Ran-
i/suiiri(ar i,almila Augu-(t> rerreira
I Silva, mudou a sua residencia para a" ra
LCamboa do Carmo n. 38, primeiro andar, 1
fe pode ser procurado para os miMeres
Subscreve-se para esta obra no consultorio humeo-
palhico do Dr. LOBO MOSCOZO, ra Nova n. 500
pnmeiro andar, por 59000 em brochura, e oJOO,
encadernado.
l'recisa-see um sitio para arrendar-se nos ar-
rabaldes deila cidade, que lenlia as commodidades
precisas para (i on mais vaccas de leile, e qae lenh.
Ismbem boa baia para capim : quem tiver dirija-
te a roa Aagusla n. 4.
COMPRAS.
Compra-se o diccionario francez de Fonseca e
Roquete, em bom estado : na ra da Cruz n. 28,
segundo andar.
Comprase um escravo que nao tenha vicios
nem achaques, e que sejp de boa conduela, anda que
naoicja moco: a halar na ru do.Collegio n. 21,
primeiro andar.
, PAR*. UMA ENCOMMfiNDA.
Compra-se urna escrava moca, de boa lisura,
que emenda de cozinha e algara, cousa de ougom-
mado: no Recife, becco do oncalves n. 10.
A (S000 a arroba.
Compru-secllectivaraento sebo em ra-
ma em yorcf.es, de arroba para cima : na
fabrica de sabao ra Imperial.
Coiapram-sc Diarios limpos a 100 rs. a libra
na rga eslreila do Rosario, labAna n. 1.
VENDAS.
' 'a*-* i\t\t...HtOP \TI1 \
guro dt cu-
1 as molestia*
na, e part-
cula, mmnoBra-
*"i re >udo os melhores Irala-
.umeopalhia,- linio europeos como
anos, e segundo a propfia eiperi-
I )r. Sabino Olee ario l.udgero
obra he hoje reconhecida co-
le (oda. qoe tratara daappli-
ihica no curativo das mo-
npalmenle, nao
om passo seguro tem possui-la e
ais de familias, os senlio-
acardotcs. viajantes, ca-
a., serianejost'.c. etc., devem
correr prompt.mente a
le moletlia.
1 luir por IO9OOO
rnados 119000 '
em casa do autor,
V CASA.
Jitulna meJica-
1 ilus "sob a.
presos va-
yuainisajlo
l.'itiiaiilia dos lubos e

120
___N. B.Cada urna
' bem os medirameni
^P lera-morbiM.
a 489000
afiutOOO
a 90900
1 lOOOOO
rra lam-
en
raa
- Dnseja-e hilar ao Sr. Joo Marlinsoncalva,
a ooem poreu procurador esleja babilirado : na
do Trapiche nJ17.
Oraco contra a peste e o cholera-
morbos.
Acha-se i venda na lvraria n"."o e 8 da prac da
Independencia om folhetmho com diflercules *ora-
5e conlra o cholera-morbos, e qualquer oulra pe.
te, a 80 rs. cada um.
Vende-se urna mobilia de an^iro completa,
par sala, em muito bom estado : no paleo da ribei-
ra de S. Jos, sobrado de um andar 11. 15.
Vende-se urna prela da Cosa, quilandeira,
sem vicio algum : enlenda-se com o escrivao Molla,
na ra Augusta, sobrado de don. andares.
Vende-se umn mulata de idado 30 annoi, pro-
pria para o servicu de urna cas : na ra Nova, so-
brado que vira para a roa do Sol, secundo andar,
casa de Barlliolomcu Francisco de Souza.
Vende-se um. iiegrinha de 10 anuos, queja
leve beiigai : na ra do Raogel 11. 20, sesundo an-
dar.
Veude-se a liberna da roa da l.ingoela n. 5,
muilo afreguezada, e se dir o motivo da' venda ; 1
Ir.tar na mesma.
Cobre de forro, na ra da Cadeia do Re-
cife, loja n. 64-
Vende-se eobre de Torro, caixas re folha de flan-
dres, dil.s de vidro, estanto em verguinha, chumbo
de barra eem lenc,ol. formas de bolo, de podim e
pastis, grandes e pequeas, candieiros de tres bra-
cos, m.rroquins e couros de lustre ; ludo te vende
por procos commodos. .
- Vende-se urna escrava crioula, com 20 annos
de id.de, a qual sabe cozinhar. coser e alguraa cou-
sa engommar : na roa do Raugcl n. 60.
Jos Joaqun.
Moreira,
COM LOJA NA RA NOVA N. 8,
acaba de recbensele ultimo navio francez lindis-
imas se las lisas or de rosa, amarella, branca muilo
alva e azul claro, u> muilo boa qu.lidade e coro tras
irlas o mea ae covado de largura, sendo lambem
o prec,o mais conomodo do que em outra qualquer
le ; a-sim como Umbem receben pelo mesmo na,-
to uui magninco wrtimeolo de botn, de bezerro
fr.ecei para horneo), que jnuilo devem agradar,
tanto pela qualdade como pelo feitlo, cuitando alm
de tildo ialo rad f\
constr
Na ra do Crespo, jun-
to ao arco de Santo Anto-
nio, loja nova da quina do
sobrado do com me n dador
Mag-alhaes Bastos, ven-
dem-se todas as fazendas
salvadas da barca G*JS-
TAVO II, naufragada em
Mara Farinha, e ltima-
mente arrematadas nos di-
versos leudes feitos na al-
fandega desta cidade, sen-
do de mais provida com
chitas e cassas fnissimas
e outros objeqtos que iam
para a Baha, e que aqu
tica rain a pedido; tudo se
vende por precosbaratissi-
mos para acabar depressa.
miHfilRO
nao se engeita,
RA DO QUEIMADO N. 40.
Jlenrique AiSanius acabara de arrematar em lei-
13o grande pm cao de fazendas de seda, laa e seda,
linho e algodao viudas pelo (luslaco II, e qnerendo
acabar avinm aupublico que se.vendem por dimi-
nulo prcco'.is fazendas seguimos, bem como oulras
mui las, e d;io as amostras com peolior.
Nobreza furia-cores para veslidos o covade
l'fo-ei pina de seda de quadros '
Ricas iras de quadros para vs(idos largos
Riscadus francezes, imjlando alpaca de seda
Riscado monslrn de quadro para vestidus
Chita frauceza larga lindas padres
Cassas escossetas novos padres
Alpaca lisa de algodao para patitos
Velludo preto o melhor possivel
Selim preto macao liso
Selim prelo lavr'adu para veslido
Sarja prela espanhla superior
Alpaca prela de lustre lina
lpaca*de cordAo prela e de cor
erni prelo e de edr de rnrd.ui
iuno preto fino para palitos
Fauno lino de vanas cores
Ourellu preto para panno
Hilos de lila de cores para tneninu
Chales pretos de relroz
Ricos chales de merino bordado matisado
Chales de merino bofdadoliso
Dito dito com franja de seda
Dilo dilo com franja de laa
Liudui lencos do selim de cores para grvala
Lencos do seda de cores grandes para se-
nhora
Dilo. de selim prelo maco para grava!.
Dilus do seda pequeos para liomem
Dilo. dilo de cores para grvala
Dilos de cambraia de linho pequeos.
Ditos de cassa pequeos brancos
Collarinhos muito linos
Corles de casemira prela fin.
Ditos de casemira de cor de lindos padres
Dilos de colleles de fusiau Unos
Dilos de laa
Lidos corles de colleles de seda de cor
Corles de casamira prela selim
Pegas de esguio lino de puro liuho
lVrasde brim liso lino de puro linho
Aberturas linas para camisas
Madapolao muito fiuo com toque de mofo
l'ulceiras da vallado prelas e de cores
Cassa. frauceza. muito finas de liudagoslu a
vara
Luva. de seda brinca, e cor de pallia pira
senhora 1980
Adelinas de seda de quadros, o covado K00
Lencos de retroz de todas alcores l-l-Jil
Corles de cassa de cores 29OOO
Canga amarella lisa 300
Meias prelas de teda para senbor 26000
Corles de colleles de selim bordado. 79000
Pao azul muilo (ioo '22)600
ChaU* Ha m.rW. nln linr,l.ae .', ca,|., KWMWI
19100
040
580
taso
20
-10
an
3O
35800
5600
tooo
29000
480
.J40
. 640
asoo
39800
30000
1900
79OO
ll.-^XX)
95000
59500
tiO
900
19500
l9--"00
800
000
500
300
200
49500
4-5000
700
400
29500
liCOOO
129000
89000
640
39800
500
500
Fazendas salva-
das da barca
Gustavo II.
Ainda ha um retn de meias casemira., pelo ba-
ralissimoprfro de I9OOO o corle, lindas cassas pin-
tadas, limpas a 210 o covado. corlea de cambraia a
29500, camisas de mein a 600 r. ele. ele. : na ru.
do Cabuga 11. 10, defronle do ccrigueiro.
POIRIER.
Aterro da Roa-Vista n. 55.
vende-sc um carro detjs,rodas, novo, muilo elegan-
le e leve,e de novo modelo promplo a l-'orroi .0 gos-
lo de comprador, em cas de l'oirier.
Vendem-se doze garrafes em bom esUdo, por
precocommodo : na ra da Senzalla Velha n. sO,
primeiro andar.
Vende-se familia de mandioca da mais nova
no mercado a 29500 rs. a arca : na Iravessa da Ma-
dre-de-Deos 11. t6, armazcm de Agoslinho Kerreira
Sena Guimares.
u Vcndem-se ceblas nnvaschegadas ltimamen-
te de Lisboa na barca Mara Jote. 800 rs., I9OOO
rs. e I92OO rs. o cenlo : na Iravessa da Madre-de-
De.os 11. 16, armazem de Agoslinho Ferreira Sena
iiUimarars.
Vendem-se 6 escravas, sendo 2 do naeao. com
habilidades, de cozinhar, engommar ou para ama, e
+ que cozinham, engommam e cosem, crioulas, 1
cabra de20 auno de idade, bem possanle ede bo-
ni. figura, sem habilidades. 3 pretos, sendo 2 de 30
Annos de idsde e I de 83, bom para silio : na ra
dos Quarleis n. 24.
Ao bom c barato.
Na taberna da ra do Kosario lsraa' piulada ele
azul n. 37, vende-se o seguale : mauleiga ingleza
superior a 800 eTJli rs., linguiras de Lisboa muilo
nava a 400 rs.. tnuciuho dilo a 320 rs., paio. a 240
rs., vinho de Lisboa a 400rs. a garrafn.arroz do Ma-
rauhao a 80 rs.,cha liysgon a aj, dito do Rioa 19760,
passas muilo novas a 320 r., e oulros muilos gne-
ros por menos do que em outra qualquer psrte.
Vende-se urna taberna, sita na ra Imperial
n. 47. bem afregurzada, rom muilo poucos fundos:
quem pretender, dinja-se mesma, que achara coro
quem tratar.
Vendem-se I almas, caibros, enchaueis, estadas,
porlas, tudo resto de urna obra : na casa amarella
da ru. da Praia.
Vende-se urna comtnoda em bom estado : na
rna alraz da matriz da Roa-Visla n. 50.
Vende-se om silio na praia de S, Francisco,
proprio para passarafesla:d< prelendenles dirij.m-se
a Fora de Porlas n. 145 Kguodo andar.
Na rn. da Guia taberna 11. 9 ha para vender
a sahoros.i carne do serian, chegada ullimamenle do
Acaraco'.
Veude-se urna negra crioula, de 22annos. boa
cozinrieira, eom urna cria de 1 mezes: na ra do
Queimado n.-44.
Vende-se a toja de raleado da ra Dir'eila n.
48: a Iralnr na mesma loja, qne todo m-suciu se faz.
Vende-sc cognac da melhor qualidade: na ra
da Cruz 11.10.
He chegada a ri-
C.V FAZENDA DE.NO.MINADA,
fiilh.uY
que por seu rico gosta e pela qual idade, 11.10 dei\a
de agradar ; loda de seda e laa, pelo barato preco
de 695OO o corte, com 13 cavado, o-meio : na ra
du Queimado 11. 38, em frente do becco da congre-
garlo.
Vende-se cha pelo superior, para familia, era
Shas de vinle* lautas libras; ludo a preros corn-
ados: no escriplorio de Malheus Auslin t\ Com-
panhia, ra do Trapiche n. 36.
Saccas com ni i I lio novo : na loja n
2t da ra da Gadetu do Rccile, esquina
do Becco-Largo.
Vende-se um carro de qualro ro-
das, com qualru assenlos, novo e
muilo maneiro, vendem-se boas pa-
'lhs_ ile cavallos para o mesmo,
cav.llo de c
modo : na r
geois.
Ve nd
de idade: 1
lica com '
el e carrocas, ludo por_nrero com-
.'iiva, cucheira de Adolplio Bour-
vo canucira, de 17 .unos
io da Boa-Vista, casa que
'.'. ra de Arago.
canoa nova de carreira, tlem
por isso que inda ^lAo.foi n'a-
ra familia, por pecar mais de 16pesr
wai aehajido-so pintada de muiio bom goslo, po-
preco iniiliofvoinmado : na Iravessa do l'acinhu, ar-
maaeni da nr.deii.nes 11. 26 A.
Venie-se ura excellenle violAo. com muilo boas
vozes, porjpreru muilo commodo : na 111a Imperial
n. 52.
ia]ioiilios
DE LAA- DE NOVA ESPECIE.
Acaliam fie cliegar de Franca estes novos capoli-
nliu- para seulioras e meninas, os quses se vendem
rauilo baralo, servinuo para difl'creiitesusos da vida,
Troco para bordar, de todas as rore3, lalagarra e laa
ele. : ua ra Nova n. II.
Barato que ad-
mira.
Lindos chales de barege, superiores aos de meri-
no, lanto em goslo como por serem Irniisparenles, e
muilo leves ; por isso mnito proprios para a aclual
eslacilo : a elles, antes que se ncahem. senhores per-
iiamliuraniis de hom goslo : na loja do sobrado n'. 8
da ra do Livramenlo,
Peehineha para
Os bellos passeios do
campo.
' Por menos de seu valor troc.-.-se por ouro, prata,
cobre sedlas, anda mesmo sendo vclhas. lindos
chales de merino bordados e de diversas cores, com
pepueno toque de .varia, pela diminua qunntia de
59000: na loja do sobrado p. 8 da ra do Livramenlo.
(iotnraa.
Vendem-se saccas com gomma muilo alva para
engommar e fazer holiiihos : na laja n. 14 da ra do
Queimado.
Muito boa carne.
. Vende-se carne vinda do Aearac muilo siia ; na
ra do Queimado n. 14.
Vendem-se 6 escravos moros de bonitas lisuras,
e culre elles um mulecole, e i mola ,1 mora, que
cozinha perreilamente : na ra Direila 11. 3.
. Velas.
Vendem-se velas do carnauba pun, de 6, 7, 8, 9,
10e13 por libra, e por menos prreo que em oulra
qualquer parle : na ra Direila 11. 59.
CASEMIRAS
de superior qualidade e bom goslo, vendem-se na
ra do Crespo 11.19. '
A boa fama
Na ruido Queimado nos qualro |cantus, loja de
miudezaa da boa fama, n. 33, vendem-se osseginles
objrctos pelos preros mencionados, e ludo de mui-
lo boas qnalidades, a saber:'
Duzia de tezouras para costura a 19000
Duzia de penles paia alar cabelles 19500
Pecas com 11 viras de lilol.vrada sem ilefeilo 19200
Pares de meias brancas para senhora 240
Pecas de filas brancas de linho 40
Pecas de bico eslreilo com 10 varas 560 e 640
Carteirinhas cun 100 agu'h.s, sorlid.is 240
Macos de corrillo para vestido 600
Caixai com clcheles batidos, francezes 60
Eicova. finas para denles 100
l'ulceiras encarnadas para meninas e seulioras 320
Liuhas blancas de nvelos o. 50, 60, 70 libra 19100
Libra, de linhas de core 1 de novello 19000
Grozas de bolOes para c imita 16
Meada.de linhas Ouissirias pura bordar 160
Meadas de linhas de pest< loo
Carrileis de linhas linas de 200jardas ;70
Groza.de bolSe. muilo linos para calcas 280
Caia. com 16 novillos de linhas de marcar 280
Duzia de dedaes para senhora 100
Suspensorios, o par 40
Macinhos de grimpis 50
Carlas de allineles fOO
Caiiinhiscom brinqaedos para menirns 320
Agulheiroimnilo bonito* com .gulh.it 200
Torcidas para c.ndieir'n, n. 14^"^ 80
Cai>inh..com agulhas ir.ncezas 160
Babadosaberlosde linho lordido. e lisos, a 120e240
Alm de ludo islo nui. as muithnlmas cooias lodo
de muilo boas qualidades, e que se vende muilisli-
/. h-...i., ,i^ hm MMh.la. IjU .1. k-- r,-
ijmmBamxxx.-maB&BtB&
Grande pe- |
CHINCHA.
Na rol do Queimado n. 19, vende-se m-
dapolao lino a 39200 a peca, lencos de re-
ir, de lodas as cores para senhora, cam-
braias francezas linas e de padrees mais mo-
dernos que tem vindo ao mercado, alpaca
'de seda mullo bonitos padrOr. 680 o co-
vado, i'hilas francezas a 260 o covado de
muilo bonitos padres e muilo finas, lila de
' qijadin. a 600 rs. o covado.
Homens e meni-
nos.
Chapos de dina, proprios para o campo, por se-
rem muilo frescos, e sao muilo baratas : na ru.{No-
va n. 10.
ATTENQAO SRS. ECONOMI-
cos,cliefes de familias
N. loja de & porlas, que fsz esquina para a ra do
Rangel, cora a frente para ,1 do Queimado, ha
lindo sor lmenlo de chales de merino, bordados,
vari, cores, com pequeo loque de avaria, por
barato preco que admira.
Muito finas. ,
Acaba de ehegar i loja franceza, na ra Nova n
10, lindas cassas de ricos padrOes, as mais linas fue
lem apparecido no mercado, por preco commodof'a
ellas, qae eslo se acabando.
g SUPERIOR FARINHA DE
O MANDIOCA DES. MATHRJS. W>
4(0) A bordo do patacho nacional 4p|
!Sf) ALDAZ, tundeado em Trente'do vjjfc
m caes do Collegio, se vende supe- 'A
2 rior e muito nova faijnlta de A
,l mandioca, chegada agora de S. /
? Matheus. a precos commodos e ^
W pat a porcoes: trata-se no escrip-
W torio dos consignatarios Isaac, Cu- W
B rio & C, na ra da Cruz n. 49,
J) primeiro andar. ^
Na ra do Crespo, loja n. 19, acha-se venda
.um completo sortimento de pannos prelas de supe-
rior qualidade, para precos de 29800, 39300, 39S00,
492OO, 59500 e 89000, assim como chapeas prelas
francezes dos ltimos chegados.
Loja n. 6!!-! '
Vendem-se pecas de esguiao de algodao, muilo
boa fazenda, pelo preco de 39300 peca, curies de
cambraia de barra, bonitos padrees e muilo boa-fa-
zenda. pelo preco de 39000 o corle, maulas para
grvala a 19200 cada urna.
Ao barato.
Aindu e.isle .um reslo de sapa les philadelphicos
para homens e rapa7.es, que se vendem pelos dimi-
nutos precos de 39200 e 29800 o par : na ra da Mu-
dre de Dos, loja n..28, e no pateo da Ribeira, ta-
berna n. 1.
Esguiao de linho
e algodao,
muilo superior, cornil varas a peca, por 39OOO:
vende-se na ru. do Crespa, laja da esquina que vol-
la para ra da Cadeia.
Com toque de
eupim
Moinhoade vento
om bomba sde repulo para regar liorlai e baila,
de capim, nafundicade D. W. Bowman : na roa
doBrjmus.6,8elO.
COGNAC VERDADEIH.
Vende-se superior coanac, em gariif., a 129000
. duzia, e 19280 1 garrafa : na ra da. lanoeiros n.
2, primeiro indar, defronle do Trapiche Novo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Redondo de 640 para 500 rs. a fibra
Dii arcanoMa invencao' do Df. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonia tnglezas e hollandeza, com gran-
de vantagem para o inelhoi-amcnto do
assucar, acha-*e a venda, em latas de 10
libras, junto com o metbod*>. de empaa-
ga-lo no idioma portugue^iim casa de
N. O. Bieber & Compnnliia, a ra da
Cruz. n. 4.
CAL D LISBOA A 49000.
Vendem-se birria com I virgem de Lisboa, para
fechar coillas, pelo diminuto preco de 49000 o bar-
ril : na roa da Cadeia do Recife, loja n. 50, defron-
le da ra da Madre de-Deoi.
Vendem-se espingardas francezas de
dous canos, bonitas, e de boa qualidade,
Jjarato preco : na ra da Cruz n. 26,
leiro andar. ?
vende-se por preco com-
loja da esquina que volla
libras, he mais barato que em outra qualquer parle,
os Treguezes venham ver par. acreditar, tambera
americana muilo alva a 300 rs. a
Algodao para saceos
modo, na rna do Crespo,
para a na d.i Cadeia.
-No largo do Carmo, esquina da ra de Hurlas
n. 2, lia bnlachinhas finas de soda novas e torradas,
do melhor fabricante de Londres, proprias para ine-
-as de cha, e para pessoas duenlesquc eslo de fas*
lioem latas dea, 4 e 8libras, lambem aevenriea
lib;
o
lem da boa banlia
libra-
FARINHA DE MANDIOCA..
Domiugos Alves Matheus lem para vender muilo
superior e nnva farinha de mandioca de S. Matheus,
em saceos de om alqueire de medida velha, assim
como farinli 1 fina para mesa, em saceos e barrica. :
para ver, no armazcm de Jos. Jojiiuim l'ereira de
Mello. '
A3S500
Vende-se cal de Lisboa ltimamente chegada, as-
sim como potasa, da Rossia verdadsira : o. praca do
Corpo Santo 11.11. *
Cheguem ao ba-
rato! !
Caixas para rap imitando a tartaruga^ pelo bara-
lissimo preco de 19280 cada urna : na roa do Cres-
po n. 6.
Na ra daCadeiadoReciten. 18,
lia para vender relpgios da fabri-
ca mais acreditadas da Siiissa, tan-
to de ouro como de piata, djto*
foliados o dourados, mais baratos
do que em qualquer outra parte.
Attencao.
Coniinua-se i vender na ru. da Cadeia do Recife
11. 47, loja do Si (M.noel) damasco de laa de dir,
larguras, muito proprio para caberlas de cama e
paunos de mesa.
Cera de carnau-
ba do
. ARACATY E AS9U\
Veude-se em poreao e a relalho, por menos preco
que em oulra qualquer parle, principalmente sendo
Vende-se escelleule taboado de ploho, recen-
imeote chegd da America : na ro de>Apollo
a picho do Kerreira. a eotender-M.com oadminis
ador do mesmo.
A boa fama
Vendem-se muilo bonitos chapea*de sol de seda
peqtieoos c CQm molas proprios para meninas de es-
cola, pelo baratissimo preco de 39000 rs. ; he cousa
iao galante qoe quem vir nao deiuri de comprar :
na ra do Queimado, loja de raiudezas da boa fama,
o.33.
CAL VIRGEM.
A mai nova no meroado. por preco
muito barato: no deposito de ra d*o
Trapichen. 15, armazem de Bastos & Ir-
raaos.
Ni ro do Vigirio 11. 19, primeiro indar, lia
para vender superior relroz de primei qualidade,
do fabrican le-Siqueiralinhas de roriie de nume-
ro, e lio porrele, tuda chegado pelo ultimo navio vin-
do do Porto, e juntamente vinho superior, feriara
em pequeos barrs de dcimo.
Vepdem-4e no armazem o.'rjO", da raa da Ca-
deja do Recife, de Henry Gibson, os mais superio-
res relogios fabricado, era Inglaterra, por'preco.
mdico..
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandioca
em saccas que tem- um alqueire, medida
velha por "SO0O. reis : nos armazens as.
3,5 e 7, e no armzem defronte da porta da
allandega, ou, a tratar r-o escriptotio de
Novaes &Companha na ruado Trapiche
n. 51, primeiro andar.
Tacas par& eugonhos.
Na fundicao' de fen-o de O. W.
Bowmann, na ra do linim, passan-
do. o .ehafariz continua haver um
completo sortimento de tai\as de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, asquaes acham-se a venda, por
.prerjo commodo e com promptidao' :
embarcam-se- ou canegam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vendem-.seem casa de S. P. Jphus-
ton 4C, na ra de Scnzala Nova n. 42.
Sellins inrjkv.es....
Relogios patente ingle/..
Chicotes de carro e de montara.
Ca dieirose castiraes bron/.eados.
Lonas inglezas......
Fio de sapateiro.
Vat|uetas de lustre para carro.
Bai ris de graxa n. 97.
Vinho Cherry em barris.
Camas de ferro,
Ven de-si &co em cimbeles de um quintal, por
Mfrero muito commodo : Un armazem de Me. Cal-
oiit & Comp.nhia, praca do Corpo Santo o. 11.
DEPOSITO DV F\BRIC\ DE TODO
OS SANTOS DA BAHA.
Vende-se em casa de N. O. Bieber &
C, na ra da Cruz n. 4, algodao trau-
ca c o daquella fabrica muito proprio pa-
ra saceos de assucar e roupa para escra-
,"por preco commodo.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Raa da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chi aas de. vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os lamauhos. Dar
dito. P
Na rna do Vinario n. 19. primeiro andar, ven-
de-' e Trelo novo, chegado de Lisboa pelobrigoe '
perxmra.
CAL DE LISBOA.
Vende-se cal virgem, chegada no ul-
tirro navio, por preco' commodo, assim
ooiqo potassa superior a rrerica 11 a : no
de|)osito da roa de Apollo n. 2B-
FAZENDAS DE 60ST0
para vestidos de senhora.
I idiaua de quadros inulto fina e padres novos ;
corlea de lita de quadros e flores por preco commo-
do* vende-se na ruado Crespo loja d. esquina que
volla para a ua da Cadeia.
CASEMIRA PRETA A 4?500
T0 CORTE DE CALA.
\ endem-se na ra. do Crespo, loja da esqnina qoe
vola par. a roa da Cadeia.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' d C. Starr. & C. un
Santo Amaro acha-se para -vender ara 1
do ferro de -aiir- qualidade.
TAIXAS DKFERRO.
Na fundicao' d'Aurora cm Santo
lAiaaro, e tambem no DEPOSITO na
ra do Brum logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Marinha lia' sempre
um grande sortimento de taichas t.
de fabrica nacional como estrang(
batidas, fundidas, grandes, pequt
razas, e fundas ; e ern ambos os logares
existem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livTes de despeza. Os
precos sao' os mais commodos.
Vehdem-se dous pianos fortes de
Jacaranda, construcqao vertical, e com
todos os melhoramentos mais modernos,
tendo vindo no ultimo navio de Ham-
burgo: na ra da Cadeia, armazem n.
21.
Cuales de merino' de cores, de milito
bom rosto.
V endem-se na raa do Crespo, loja da nquin. que
volla para a cadeia..
ATTENCM
-Na ra do Trapichi 1 para
vender barris de ferro erm ament
lechados, proprios para deposito de fe-
ses ; estes barris sao os melhores que se
tem descoberto para este fim, por nao
ex lia la 1 em o menor cheiro, e apenas pe-
zam 16 libras, ecustam o diminuto pre-
co de i$000 rs. cada um.
t
s
Deposito de vinho
fiagne-Chateau-Av, primeiraqua- j
idade, de propriedade do conde
de Marcuil, ta da Ci
cife n- 40 : este vinho-, o melhor
de toda a Champagne, 1
a 33!0OO n. cada caiia.
nicamente em casa
comte Feron & Compan 1
B.As caixas sao man
goConde de Marcui
lulos das garrafas $0-
I.ABXaUftTfll
Lencos de cambraia de linho n
redondas e de punas, e mai ob)
ludo de.bom goslo ; vende-M b
Cruz n. :H, primeiro. andar.
A boa fama
V>nde-se pdpel marfrii paoUdo,
l'apel de peso p.ul.cjl muito s
Hivu almajo sem tejfpauladq
renas linissimas ^ficodf laa)
l)ita> muito boas, rou
Caivetes finos de i e 3 foloas t
l.aph linos envernitadus, duzia
Hilos sem ser envcrnNdot, d
tunelas de marlim muito boin
Papacbos pintados para salas
lleusalas de junco com bon
Oculos de armaedo ajo, toda
Hilos de ditos de metal branca
Luneta com armaejw de larla
Hilas de dita de bfalo
Carleir. para algibeiri, iup^^^H
i'ivellas doorad>a para calca, e
Ksporas fina, de metal, o pa^^H
Tranceln preto. de borra 1a t
Tinleiro.e areeire. de porcelaual^^H
Cai.a. hquissim.s para r.pca 6*0 laQ
Carleira proprias para viagem -
Toucadores de jaelraod coro bom
Cbaruleira. de diveri.tqualidades
Meias de laia muilo superior pata padi
lUcuvas tinssimaa para cabellos e >up_._______
inissirnas para barba, lava* de seda de todas a. ro-
es, meias pintadas e cruas de muilo boas qaalida-
les, bengalas muilo finas, tinta p
oropria para riscar livro*. Alm de loda
inuilMsimas causas ludo de muilo boa. qualidades,
11 qne se vendem mais bar.to do que em ootr qeat-
quer parle : 111 rna do Queimado nos qi
na bem couhecida loja de mmJeui
n. 33.
navainas
1: na ra da Cruz, armazem de
a dinh.iro visla
couros e sola, n. 1
POTASSA E CAL VIRGEM.
No antigo e ja bem condecido'deposi-
to da ra da Cadeia do Recife, escriptorio
n. 12, ha para vender muito superior
potassa da Russia, dita do Rio de Janeiro
e cal virgem de Lisboa em pedra, tudo
precos muito lavoraveis, com os qtutes h-
carao os compradores satisfeitos.
Attencao ao seguinte.
Cambraia franceza de cores de muilo bom goslo a
600 rs. a vara, cortes de cassa pretos de muilo bom
gosto a 29000 o corle, dilos de entes com bon.jpa-
dres a 2)00, alpaca de seda coip quadros a 7211 o
covado, cortes de lAa muilo finos com I i covados ca-
da curte, de muilo hom goslo, a i^OO, lentos de
bico com palmas a 330 cada um, ditos de cambraia
de lindo grandes, proprios para cabrea a 560 rada
um. chales imprriaes a 800 rs., I> e I yin) : oa loja
da ra do Crespo n. 6.
*Rrins de veHa : no armazem deN.O.
Rieber & C, ra da Cruz n. 4.
Fazendas baratas.
Corle, de casemira de pura lAa e bonitas padrOes
a .19500 rs. o corle, alpaca de corrillo muilo fina a
500rs. o covado, dita muito larga propria pin man-
to a (110 o corado, cortes de brim pardo de puro li-
nho a 19600 o corle, dilos cor de palha a 13)600 o
corle, corles de casemira de bom goslo a 29500 o cor-
te, sarja de lila de duas larguras propria par. vesli-
do de quem esl de lulo a 480 o covado, cortes de
fustao de bonitos goslo. 720 e 19400 o corle, brim
(raneado de linho a I9 e a I9200, rimados proprios
para jaquatas e palitos 1 280 o aovado, corle.de col-
leles de gorgurio a 39500 : na loja da rna do Cres-
po n. 6.
Velas de car-
nauba.
SIMPLES E DE COMPOSICAO.
Na roa da Crnz n. 15, vendem-se ditas velas, de
6, 7,8, 9 e 13 por libra, em caii.s de8al 50 libras,
fabricadas no Aracaty, pelos melhores aulores, e por
Vende-se
' Farello em saccas de 5
arrobas a 5^000.
ramilla de mandioca
em saccas a 2#S00.
TijoIIos de marmore a
50.
Vinho# Bordeaux em
garraoes a 12^000.
JN o armazem de Tasso
finaos.
LEONOR D'AMROISE.
Vende-se o excellente romance histri-
co Leonor d'Amboise, duqueza de Breta-
nha, 2 volumes por l.sOOO rs., na livraria
n. e 8 da praca da Independencia.
Antigo depositoe
godao da fabric
Santos na Rabia.
Novaes & Companhia
Trapiche n. 5-i, contii,
der panno de algodao des
trancado, proprio para
roupa de escravos.
.JSSS/StSBStSBBt
Riscado de listias de
para palitos, calcas vji
o covado.
Vende-se na roa do Crespo, IsfanH
volla para a cadeia.
CORTES DE CASEU
DE CUBES ESCURAS E < 5oo.
Vendem-se na ra da Crespo, rail
rolla pira a raa da Cdeii.
A Boa fama.
Na roa do (Jaetmado, nos qatr
miuderss da boa fama n. 33, vende
ohjecto., Indo de muilo boas qualidj
ros mencionados, a saber :
l'entes de lirlirus para .lar calwtto. a
Kilos de alisar lambem de,lartaruga 1)006
Ditos de m.rfrro para alisar tS400
Ditos de bfala mullo linos
Hilas imiliindo a lartacug para'alaf cabello
l-eques Onissimos .
Lindas caitas pira costura
Dilas para joias, muito lindas a
Luvas prelas de lorcal e com borlo
Dilas rie.seda de ere. sem defeilo '
Lindas meias de seda de cores para crimen
Meias piuladas lio de Escocia pira cri.nc
Bandejas grande, e finas
Tramas de sed de toda. a. cores e largaras e de bo-
lillos padrees, lilas finas l.vr.das ede leda, as lar-
juras e cores, bieos finissimos de linho de bonitos
nadres e lodas as larguri, tesouras as mais fina.
que he possivel encontrar-ra e de todas a tuilida-
des, meias e luvas de todas .s qualidades, ani-
mas franjas brancas e de cores com borllas pn
par. cortinados, e alm de ludo islo e
mas cousis tudo de bom goslo* e boa.
]ue visla do mnito bar.to preco Dio c
gradar os Srs. compradores.
i
POTASSA BRASILEIRA. 0
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenhos os
seus bons elfeitos jg' experimen-
tads: na ra da Cruz n. 20, ar- -
O mazem de L. Leconte Feron & ?
SCompanhia. 9
Vende- urna balance romana eom-todo, os
seis perlences.cm bom uso e de 2,000 libras : quera
pri.lender, dirija- a ra da Crur, fhnaiem n. 4.
' Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejim,quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tices, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro,
Na ra do Vigario n. 19, primeiro and.r, lem
i_ venda a superior flanella pira forro de sellins,
ESCRAVOS FUG1
,i....,_
Desappareceu do abiio assigmdo, sabbado, i
do correle, o escravo N.poleflo, mBla(o,coi
uaes seguinte : idade de 25 annos, altura i ip re-
gulares, rosto descarnado, eom fallado denles, nariz
afilado, cabello carapioho; cooduzio loda a roupa que
linha, sendo o seguinle : om chapeo preto franc
oulro de cauro, 3 camisas de madapolao,2 de algodao
liso, 1 da Babia, 2 calcas braiic-s de brim, 1 de brim
pardo, outra de riscado, 1 jaquela.de rcado, e mais
ilgumaroopa de servico ; costnma indar de cali -us
' jaquel, e com os bracos arregacado, a mpre
vive fumando charulo ou ciearro. Este escravo foi
comprada a r. D. Mari. Luiz. Cavalcanli deAr-
buquerque Cacerda, senhoia qoe foi do engenho Ja-
ca redo lermo de Cwiinna, o qual he IHho d'ilti, e
no mesmo engenho lem prente*. O referid* eara-
vo disse pe. fesla do Nal!, que o proprielario c-
toal do engenho Jacar oSr. Jos Francisco de Pau-
la C**>lc.iiiiL filho da senhora rima referida, o
quera comprar, por isso presume-se ter elle par.
all se ene.minh.do : roga-se a todas as autoridades
policiaes e capilites de rampa, que facam apprehen-
der o dita escravo e conduzWo seu senhor o bai-
lo* .signado nest cidade do Recife, rot do R>
da Boa-Vista n. 14, qoe generosamente
pensar.Manuel Ferreira Colla.
Do engenho firemnno fogio no di. G
om casal de escravos velhos de nome Miguel, satho,
de pouco corpo. e tem as raaos foveir.s, e a rnulher
do dito negro de nome Joanm, gorda, e ponas gro ,-
sas ,- ambos to do aentio de Angola : quem o a
pjehendrr receber* 100)000 : o qoil escravo perla,
ce ao mesma senhor do engenho Ciemmo, o mji
Jos Cesar de Albuquerque.
Desappareceu no.(ha 17 de agosto correle
pelas 7 hora da noile, a preti Loorenra, de idade
:l a 10 annos, pouco maisnu menos, cm os sign.w
seguinle. : om dedo d. mo direila eoch.rio, ma-
gra, lem marcas brancas as duas pernas, levoa ca-
misa de algodAozinho, veslido de chita rosa, panno
i no, e mus um.i Irania de roupa : roga-s a lodas
is antoridades policiaes ou capitSes de campo que a
ipprehendam e levem i seo senhor JooLeile de
Azevedo, n. pr.^a do Corpo Santo 17, qoe ser.-i
bem recompensado.



Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EPFN8P23P_2K11WM INGEST_TIME 2013-03-25T14:54:54Z PACKAGE AA00011611_00667
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES