Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00666


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Full Text
AUNO XXXI. N. 215.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
TERCA FEIRA 18 DE SETEMBRO DE 1855
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
t
DIARIO DE PERNAMBUCO
ENCARREGADOS DA SURSCRIPCAO1. CAMBIOS.
ReaiTe, o proprietorio M. F. de Farin ; Rio de Ja-1 Sobre Londres, a 27
neiro, o Sr. Jeito Pereira Marlins ; Baha, o Sr. -
llurjr.d ; Macei, o Senhor Claudiuo Falca Diai;
Parahiba o Seolior Gecvazio Vctor da Nalivi-
pade ; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira Jnior;
Arec***, oSr. Auionio de LemosBraga;Cear, o Sr.
Joaqfa Jos de Oliveira ; Maranhao o Sr. Joa-
qun Marques Rodrigues ; Piauhv, o Sr. Domingoi
Hortelano Acalles Pessoa Cearence ; Para, oSr. Jus-
1/2.
Pars, 355 rs. por (.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
a Bio de Janeiro, 1 1/2 por 0/0 de rebate.
Acedes do banco 30 0/0 de premio.
da companhia de-Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
tina J. Ramos ; Amazonas, o Sr. .ler'ooyrao da Cosa. I Disconto de letlras de 8 a 9 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanbolas- .
Modas de 69400 velbas.
de 69400 novas.
de 49000. .
Praia.Patacoesbrasileiros. .
Pesos columnarios, .
mexicanos. .
PAITE IFFICUL.
PARTIDA DOS CORREIOS.
29>000|O)inda, todos os dias
169000jCariiar, Bonito e Garanbun nos dias 1 e 15
16000Villa-Bella, Boa-V>jia, Exi eOuricury, a 13 e 28
9900J)jGoianna e Parahiba, segurd e sextas-feiras
l940|Victoria e Natal, as quimu-feiras
94l_. PREAMAR t'E BOJE.
19860|Priraeira s 10 horas 6 minutos da manhaa
{Segunda s 10 horas 30 rain utos da larde
DIAS DA SEMANA.
OOVEBNO DA PROVINCIA.
Exaairate lo 41a 1< ae *ei*aabro.
OflicioAo Exea, pcesidenle datAlagoas. Em
21 do pastado dirig V. Eic. o oflicio constante
da inclusa copia, faltado ver que seriam imprb-
elas as medidas satinarlas aqui tomadas quauto aos
vapores procedentes de portes infectados, se conli-
nuanem o ditos vapores a ter livre prnlica nn por-
ta de Macei. Cooslando-ne, pois, que ahi entra-
ra francamente o vapor Imperador, nao posso dei-
xar de chimar a silencio de V. Exe. sobre este a
sampto, rogndo-lhe encarecidamente sirva-se de
expedir toas ordeus provedqia da laude, para que
teja observado o que a (al respeilo eslMisposlo no
decreto u. 268 de 29 dejaoeini de 18W, regula-
menta sanitario de 10 de oatobro do anno passado,
e aviso do ministerio do imperio de 2 de agosto ulti-
mo, aSaa de evilar-se a introdcelo do mal nessa
provincia, donde fcilmente se poder transmittir
(la.
OjioAo Exm. vice-presidente do Maranhao, di-
odo qua pelos seus oflicio de 13 e 21 de agosto
timo leve a triste noticia di sentida morte do
ni. presidente daqoella provincia Dr. Eduardo
rmpio Machado, a quera S. Exc. succedeu na
adrniuislracao da mesma provincia.
DitoAo Exm. marcchal commandanlc das ar-
ias, Iransmiltindo por copia o aviso da reparlicSo
erra' do 25 de agoste ultimo, do qual consla
haver-ee edneedido passagem do 10." para o II. ba-
t de infantina ao lente Alexandre Jos da
Bocha.Commanicou-se i thesourria de fazenda.
litoAo mesmo, commanicando que, segundo
consten d. aviso que remette por copia, eipedido
la reparticao da guerra cm 21 de agosto ltima-
mente Ando, foi reformado o soldado do I." balalhao
artilharia a pe Joaqoim Manoel Cardeiro, ven-
lo somente u sold por irteiro.Inleirou-se
aerara de fazenda.
Mo-Ae mesmo, envigado copia do aviso do mi-
terio da guerra de 28 de agosio ultimo, do qual
i que se concedeu passagem para o 11. hata-
[ oiofnntaria an lente do 9. da mesma arma
rao Joaquim Pereira.Commuuicou-se Ihe-
^tade fazenda.
_Ao mesmo, remetiendo por copia o aviso
misterio da goerra de U de agosto ultimo, do
M>(a haver-se concedido passagem para nl.
uto de artilharia a vallo ao t.o lenlo do
la mesma arma a p Francisco Manoel Pereira
Fonles.Inleirou-se thesourria de fazenda.
* !Ae mesmo, remelledd com copia do aviso
reparticao da guerra de 17 de agoslo ullimo, a f
tfflao do atieres do 9. balalhao de infamara,
Mirtinho Jos Ribeiro.
loAo mesmo, Iransmiltindo por copia o aVio
Bparticoda guerra de I8de agosto ultimo, no
ociara que por decreto de 14 do dito mez, foi
o no meimo posto o lenle do II.- bata-
oatari* Joaqoim Jos d os Santos Araojo,
*to.vigsimas quimas partes do respectivo
Participou-te thesourria de farenda.
k rae-mo, remetiendo por copia o aviso de
> proiimc indo, no qud o F.\m. Sr. mi-
Mgaeara earticipou qoe, por decreto de 20
mez, lulo so se perdoou jao soldado
to de catadores actualmente 9. de nf.ui-
istavo Adolpho Von Weltlebem o cri-
"KS*P que commelleu, mas lamheui se
fcafce baixa do tervico logo que se apre-
Tm
Jlietouraria do fazenda, de-
n administra-
ras, que com nvi-
Ws*
peToV quaes haviam silo no-
idoe Joaqoim lose ib; Sjuza Serrano para o lu-
la primeiro cscripturano da mesma recebedoria
leeqnim di Cosa Bibeiro para o de segundo.
P**Ao mesmo, recommemlando que proceda
cerca do requerimiento que devolve, no qual Ma-
el Jos Ferreira da Costa pede se Ihe passe titulo
(0 palmus do terreno de marinha n. 3i(> I). na
Wdosdiiararapes em Fora de Porlas, de coofur-
nidade com n sua informarlo de 17 de agosto ulti-
mo, sob n. 490 dada com referencia a do 2.- lenle
Antonio Egidio da Silva, e ao parecer do procurador
Setal d aquella thesourria, coiislantes da conia aue
remalle.
DitoAo mesmo, Iransmiltindo para o lim con-
snUnte, oavisodelellra n.!9na importancia de
i, aaccada pela theouraria- da fazenda da
iciade Rio Grande do Norte, sobre a desla, e a
ir de Joaquim Jos Barbosa Monteiro.Parlici-
pou-se aoEim. presidente d'aquella provincia.
IllloAo mesmo, recommeudandoque mande for-
te commandanle superior da guarda nacional
comarca de Sanio Antao, os Furos e mais objec
te menciortados na nota que remulle.
Helarilo a que u refere o oflicio supra.
Para a respectiva secretara.
1 resma de papel almaco de boa qualidade.
Pera 1.- batalho de Infamara da mesma suarda
nacional.
1 lvro metlre com 309 folba para os assentamentos
;ds oflieiaes, e praess do batalho.
dito de 200 folhas par registro da correspon-
dencia. o
lo com cera folhas para registro das ordens do
te com 50 folhas pira termos de juramento.
01 de papel de Hollanda, com 00 folhas cada
,nm, para matriculas das companhia.
eirou-se ao referido commandanle superior.
oAo che fe de polica, enleirando-n de haaer
lido ordem as Ihesourarias geral e provincial,
em pagas estando nos termos legacs as con-
reabas que S. S. remellen da. despetas Tei-
eom fornecimento NazaTeth, e alstenlo dos presos pobres da
lea, bom como da imporlancia de 13 me-
...* 3a'1 d* c"a' 1ue *crve de c'"le'| e de
rvi s ""'"lo em Ouriciirv.
nzrelator da junta do js^a.lransmil
indo para serem relatados em sessSo da mesma jun-
la,os processos verbas eitos aos soldados Manoel
Antonio de Mesquila e Francisco Monteiro, perleu-
cenles ao 8, battlhAo de infamara.Parleeipou-se
ao fcxm. vice-presidente das Alagas.
DiloAo inspector ao arsenal de marinha intei-
rando o de haver designado o da 18 do correle,
para a sabida do transporte nacioual com deslino ao
presidio de Fernando. Fizeram-se as oulras com-
municac,oes.
UiloAojuiz dedireilode Garanhuns, Iransmil-
tindo urna portara que Ihe foi expodida pelo supre-
mo tribunal de Justina e recommeudando que envi
com brevidade a sua resposta.
DitoAoprovedofde saude.conccdeudo aulorisa-
Cho Smc. pedio ntoa para contratar pelo jornal de
IJtOO rs. diarias os seis remadores que dizserem ne-
cesstrios para fazer as visitas dos navios, barra fura
mas lambem para admillir miis seis guardas com os
vencimentos ja estipulados para cnadjuvarem os que
estay actualmente serviodo naquella repariicjlo.cum-
prnido que esta as ordeus que der acerca de laes vi-
sitas de outro qualquer servico a respeilo das quaren-
lenas recommende a mais escrupulosa observancia e
precisa energa. Gommuoicou-se a thesourria de
azoada.
DitoA enmara muoicipal do Buique, dizendo
que pode despender a quanlia precisa para o forne-
cimeulo d'agua e luz dar a cadeia d'aquella villa.
PortaraAo agente ca companhia das barcas de
vapor.para maodar transportar at o Maranhao no
vapor Imperador,caso hajj vaga para passageiros de
estado a Manoel Cancie Pereira dos Santo.
HitoAo director do arsenal degnerra.recommen-
daudo que faja apromptar com brevidade alim de
erem euviadaspara a companhia Bu doRio Grande
do^orle.m arligoa de fardamenlo de que trata
aviso e rehira que remette por copia.
AUDIENCIAS. EPIIEMERIDES.
S2S ^^^.'^^'^^^^f^^3 9u.?no=u^-6,
Fazenda, quartas e sabbados as 10 horas
Juiz do commercio, segundas as 10 horas e as
quintas ao meio-dia.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas
1* vara do eivel, segundas e sextas ao meio dia
2" vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia
EXTERIOR.
A Austria tinha promelldo a seus confederados
allemaes fazer-lhes conhecer minuciosamente seu
modo de pensar e de prounnciar-se franca e comple-
tamente a respeilo delles sobre o que exigissem os
Mileresses da Europa e da Allemanha, depois do
rom-lmenlo das negociarles entaboladas para a
paz. ii O gabinete de Vienna, querendo cumprir
esta promessa., oreparoo para a Dieta de Franclort
urna especie de memorndum, no qual expde com
plena franqueza, diz elle, o lodo da situara actual.
As gazelas eslrangeras publicaram e nos exlrahi-
mos dellas a primeira parle desle documento, a-
quella em que o Sr. do Buol aprecia a seu modo a
marcha seguida pela Autlria desde o omero da
guerra ; mas estas gazetas mo dizem quaes sao as
conclusOes do ministerio austraco. As informaees
que temos recebido directamente de Francfort de-
mandan! alguma luz sobre este ponto da qoeslao.
ha niteresse hoje em vollar ao pateado ; nao
Nao
temos de proferir parecer sobre a justificaran, que o
Sr. de Buol aprsenla n Dicta, do que tem fcilo, do
que lem escriplo e do que lem dito ; o que importa
he saber o que se pensa hoje em Vienna. A expsi-
to do sr. de Buol he ntilssima para te consultar
dehauo .leste pouto de vista, de nao encontrar-se
nella ileclaraces muilo signilicalivas em o nono en-
tender ; julguese finalmente pelas citacoes te-
guinles : v
Tem havido divergencia entre a Anslria e as cor-
les de Pars e Londres sobre urna qoeslao de ap-
pncacao, mas os principios eslabelecidos em com-
mum nadalcm perdida de tua forca. Os la eos da
amanea conHnuam a snbsislir, e aos olhos do gabi-
nete imperial, nada i-.n mudado naa relaces das
potencia a.lliada> entre si. A curio de Vienn
aatwaa
Europa ; por esta razfio o Sr. de lluol te apresta em
restringir o principio da indivitibilidade no momen-
to em que o proclama, e para se approximar da
Prussia admilte qoe a intelligencia sobre os doos pri-
meiros pontos be om tacto de.boje em dianle ad-
rido : he urna salistacSo dada Prnssia. e eis-aqui
oulra.
Explicaodo-te tobre a lerceira condicao, aquella
que foi a occatiao do rompimenlo da conferencia de
VieDiia, oSr. de Buol declara, que te deve procu-
rar urna ioIuqSo, que d Europa urna plena se-
guranza, e cuja aceitacao nao possa ferir a dignidi-
dede nenhuma potencia. Esta reserva em favor da
Russit tinha sido exprimida mais de urna-vez, te
nao noa engaamos, cm as Dotas da chancellara
prussiana : por tanto ha um comeco de eonciliacao
entre os dous Brandes gabinetes allemaes, e he tem
duvida por este motivo que a Auslria, em seu me-
morial a Dieta, nao pede niait a approvacao tem
reslnccio de sua politice, que ella lia pouco quera
fazer adoptar pela Allemanha toda.
Esta approximacao das duas potencial tinha sido
preparada por urna nota de 5 de julho, comnlunica-
do ao Sr. de Buol em norae da Prussia. Observa-
mos tres cousas nesta nota, primeramente urna
promessa da cdfle de Berlim de empregar todas as
suat forcas contra a Russia, se esla atacaste os prin-
cipados e ameai.-asse a Allemanha, depois urna de-
clararlo desla corle. oUereceiido-se a nao pedir
Dietn a approvacao de sua poltica, com tanto qoe
a Austria renuncie pedir a approvacao da sua.
n l.imilamo-nos a reconhecer, diz pouco mais ou
menos o Sr. de ManteulTell, qoe a vossa poltica e a
minha lem aido utes, e evitemos promover expli-
caees perigosas.
Finalmente a ultima promesw do governo prus-
nano declara achar em tua qualidade de potencia
europea e nat circunstancias criticas do momento
motivos suflieientes de conservar teu exercito em t>
de guerra, alim de que poata ter poto imm'ediata-
menle em campanha. Parece-nos difTicil desconhe-
cer no documento austraco, de que nos oceupamos,
a influencia desta promessas e desta declaracao da
Prustia.
FOLHBrai,
. TOLtl~lEmDi.
(*)
Paa* Eaaaaadt
About,
VIII
(Conlinuarao.)
Tres jjaadapois de tua chegada a Paris, o doos
insepara-reitliiiham ido aFolies Dramatiques. Ma-
noel cootAOiplou allenlamenle un.a primeira actriz
loara e a I va, que o annuncio detigoava pelo nome
de Conieha, e o autor honrara com um papel de
Ma cinco lindas. Elle approveilou o primeiro
ateacto pare informar-se, esouhe com grande ad-
eo qoe madameiella Cornefia Sarrazin vivia
lamente em cata do pai, e sabia tmente com
Era ama boa rapariga, tea coracSo anda nao
"lado; na nada provava que fosse surdo-
liiascenra. Esta najklade picou a curiosi-
de Manoel, Aqutl latnaMou que por cinco fran-
porteira nada mait lltehooveste contado. Fe-
:nte madtmesella Cornelia, que i represen-
lava na primeira peca, deipojou-se. Jas coret falsas
e vein aetenlar-se varanda com a mal.
Manoel ardia cm detejos de ir contemplar oV
to etta virlude paradoxal, e esta mai de severiiiao
provisoria. Seu gracioao eompanheiro conduzo-
quasl pela mao. Rouquelte como quem ha freque
lado o lliealro, e sabe o repertorio, travou a conver
aatjae com um eumprlmenio e une bolinhos. Os h
linho lizeram aceitar o cumprimeulo, e o vettuari
dos dout amigos fez aceitar os bolinhos: sao s veza
recusado* os bolinhos de um poeta, nunca ot de un
millionario. Madama Sarrazin apretioo i primeiri
vista at joias insolente! de que Manoel ealava ador,
nado: depois dos ourives e lapidarios as ruis das M
trizes to as pessoas que mais enlendem de'joff
Rouquelte apresenlou o amino depoi de ler-se a-
pretenlado a si mesmo, e alleclou galantear mada-
raetella Cornelia e por-sc na primeira tinha para
qoe Manoel llvesse o prazef de venc-lo. Casual-
mente a linda huir lallava'aim pouco de taliami,
que aprender n seu primeiro anno do conservato-
rio qnando tuppuiiha ler voz; sabia justamcnle lau-
to quauto I.ello de francez. Esle ficou muito alegre
por ter encontrado urna mulher capaz de compreheii-
d-lorpareceu-lhe que lornava a achar a Italia. De-
pon do espectculo madama Sarrazin deixou-se enn-
duzr ate i porla de sua casa : ocrupava um qnarlo
andar a entrada do bairro de Saint Deuis. No eami-
nho tomaram torvetes no botequim dp'Amhsu.
Vollaiido ao hotel, Manoel gracejo* muilo sobre
as viiiode de Ihealro, que dignamna* desissentar-
te em um botequim enlre dout desconhecidos. Rou-
qoitle defendeu Cornelia, sustenlou que esse dettm-
uma mlerpretaeao que a Franca o a Inglaterra dio
ao terceiro ponte, que a Auslria nao approva. Ai
potencias beligerantes exercem o seu direito, mas
Austria conservara de urna maneira ir.variavel as
bases recoheciilas da paz, e as sustentar com lo-
do a sua influencia c todas at tuas forca na medi-
da das obrisar/ies que lem conlrahido. I,ma paz
que nao assegurasse a e.ecur.lo das qualro condi-
Coes, laes como foram estabelecidas na conferencia,
nao oirereceria a Aotlria garantas suflieientes para
a l.anqo.llidade .da Europa. A Austria considera
como um faci adequirido a intellicencia tobre os
dous pr.me.ros ponlos, e indicou um meio para o
ajutle do terceiro ponto. Convm que esla quesl.lo
orna snluco clara e preeisa. a segu-
ranca e o inleresse europeu, mas cuja aceitacao n3o
seja ofTcnsiva para a dignidade de nenhuma das
potencias. A Auslria persislir em enllocar a Tur-
qua debati de urna garanlia geral e efflctz; nao s
respeilara esla garanlia, se mo lambem a far res-
peilar m caso de necetsidade. Suat tropas ficarao
pnucipados ale a couclusio da paz. Sobre o
quai lo poni, a Auslria louva-se nat sympathiasda
turopa pelos cdristaos eollocados sob o dominio do
mpeno ollomano.
Emendemos que cela linguagem he muilo sgni-
iieaiiva e eremos que se podem deduzir mudas con-
sequencias. A Auslria mantem a allianea de 2 de
,?,n'2/H: que "Io Pde ,er P^'-rbada por urna
simples desconcordanc.a sobre urna quesiao de ap-
plieaeao ; mas a Autlria sustenta lambem as qualro
cond.roes apreienladas em as notas de 8 de agoslo
e confirmadas no protocolo de 28 de dezembro! A
Auslria diz que at sustentar com todas as tuas for-
ras, porque as considera como as garantas indis-
peiisavew da paz. Ora, islo te concilia pouco com
tsineneoes acluaes da, potencia, occidenlaes q. e
Satra" c0""ecer > Plamenlo da In-
hii'u a"'? l",0' ma",end<' unidade e a indivisi-
bhdade das qualro condiccoes, a Anslria se porta
em conlrad.cao com as nlenc&e, da Russia. porque
oaabincle de Berlim tem separado sempre as duas
pr meirai condijocs da lerceira. Conforme a opi-
riml?,'".60 Tt' *. Sr- ManlenOell. as dia,
4ium i co"dl6e nicas, qu^ convem a
A emaiiha; as oulras quando muilo interetsam
Allemanha, por causa da parle que ella deve lo-
mar em ludo quaolo diz respeilo ao equilibrio da
baraco e essa faeilldade apparenle nada provavam,
que os anuas (inham coslumcs particulares, e qus
podi-se ser boa rapariga sem ler mi eaajbicta. Em
urna palavra. ella aposten pela virtude, noel con-
tra, e no da segunde subiram a escada de madama
Sarrazin. I.ello comprara um bello ramalhete; mas
arrependeu-se auando entrou. A mai concertava
urnas meias, a filha tecia o'Una, e Mr. sarraz.| |aln.
bor-mr da gimiOa nacional, polia orna bengala >
gaittesca.
Minhts llores sao ridicula, disse comsigo I.el-
lo, se eo (ivesse sabido teria (razido confeilos.
Examinou com admiraeao as lithographiai que
pendiam das paredes, e que representavara l icto-
rina, Henriquela, Julia,o .Voeofe a Noiva.O .Vof-
to atsemelhava-se ao (dalgo, que todo o aldeao qui-
mera jer, linha anneis nos dedos, e urna crrenle ao
pescoco. Sorria amavelmente, e tinha um ramalhe-
te em urna mao e urna bocela de bolinhos na oulra.
his-me, diste com dr o pobre Manoel lendo
emiiaixo da imagem o Noieo, e em italiano lo Sposo.
-.ri'?" .m""e ess* ''Ihowpbia era urna prso-
nalidadc. / ictormaque unjKso malicioso tutpen-
lr. ao lado do ,\oco, linhaw olhos maiores que a
bocea, um jarro de fiores na mao direila, e um ta-
que na esquerda. A prodigalidade do artista dese-
nliara- he urna rosa as cotias da mao. Um pola
desconheciJo escreveo embaiio dessa imagem um
dislico, que Manoel nao leu sem ennfusao :
li
Ju'gamos lambem ver ah o effello dat declaracOes
e promessas recentes da Russia. Poucos diat depojt
da dissolujao da conferencia, o Sr. de Buol tinha
dirigido ao pondo Valenlin Eslerhazy, ministro
plenipotenciario da Autlria em S. Pelertburgo, mul-
los despachos destinados a polo a par do qoe se ti-
nha passado em Vienna na sessSo do encerramento
de 4 de junho : o Sr. de Buol tinha querido ao mes-
mo lempo chamar a atteucAo do conde Eslerhazy
sobre as obrlgaces, que as novas circunstancias po-
deriam inipr ao governo austraco. O conde Et-
lerhazy era convidado para fazer conhecer estes
despachos ao Sr. de Nesselrode, e aulorisudo para
dar copia delles. He escotado dizer qjie lodot estes
despachos foram commonicados lealmente aos ga-
binetes de Londres o de Pars, nao obstante teu ca-
rcter confidencial e reservado.
A 5 de julho ot). de Nesselrode respondeu ao Sr.
de Buol, dirigindd ao prncipe Gorlschakoff, embai-
xedor da Russia em Vienna, urna nota que este de-
va levar ao conhecimenlo do ministro austraco.
Lma conferencia leve lugar i esle respeilo a 12 de
julho enlre o Sr. de Buol e o principe GortscdakolT,
pelo menos he o que nos escrevem de Vienna, e
nossos correspondentes nos Iranamittem ao mesmo
tempo o que poderam saber do conledo da nota
russa.
O Sr. de Nesselrode, (nos dizem ellos, seguc
passo a passo em suas pequeas minuciosidades e
com urna affeclacao singular, os despachos e as no-
las da chancellara austraca para asapprovar tem
reserva. Teodo o Sr. de Bool cxposln cm termos li-
ugeirot a xuacediinciilo da Austria desdo
ita auaatau, aatjae como fea a tmmtm
deshilado a Dieta germnica, o Sr. de Nesselrode
excede ao Sr. de lluol.
O procedimento da Austria he, segundo o Sr. de
Nesselrode, um modelo de hahilidade, sabedoria e
previdencia, e leudo o Sr. de Buol sentido bastante,
como dizem, os rompimentos dat negociaees, em
qoe linha esperado um momenlo fazer aceitar pelas
potencias beligerantes urna das tuas combinaces,
tazando ao conde de Eslerhazy a confidencia de suas
illusOes, de suas esperancat e de suas decepcOes,
o Sr. de Nesselrode quer tomar parle nos soffrimen-
tes do Sr. de Buol; experimenta os mesmos peza-
ret, associa-te em seus desejos pela mais prxima
conlinuacao das uegociaagoes. O Sr. de Buol nao
deseja a paz mait que d Sr, de Nesselrode, e es-
le deplora lauto como aqoelle um conflicto desdito-
so, que sn leve logar por causa dos mait tingulares
equvocos.
At ultimas proposlas da Austria, no dizer do Sr.
de Nesselrode, ollereciam urna solucSo muito acei-
lavel e a Russia teria pedido apeuas algomat modi-
iicacoes tem importancia. Logo qoe a Russia tra-
taste directamente com a Turqua, ma dignidade
eslava salva e poda, sem toffrer em sua honra, fa-
zer quasi todas at concessoes indicadas peta Ans-
lria. A Austria quer occopar os principados; tanto
melhor para todos; a Rusta quer mait do que a
Austria a independencia da Turqua, e se a corle
de S. Pelertburgo se mostrou fcil as duas primei-
ras condiroes, se nao fez nenhuma ubcenlo seria
aos ajustes relalivus aos principados e navegaeao
livre do Danubio, acorte de Vienna nao ignora
que foi especialmente em alleucSo a ella ; e se a
lerceira condicao nao foi regolada como as duat
pnmeirts, a corte de Vienna reconheceri qbe islo
nao dependeu da corle de Sao Petersburgo.
Lma refleiSo se apoderou doespiritodoSr.de
Nesselrode, que a recommenda experiencia ios-
tiucliva do Sr.de Buol. Um dia os plenipotencia-
rio! reunidos em Vienna, sendo obrigadot a suspen-
der as deliberacdet sobre o terceiro ponte, porque
.mullos delles esperavam novas inslrucres de seus
govenios, propoz-se tratar do quarlo ponto ; a
materia se oppoz, nao se disse euldu o verdadeiro
motivo' da materia, mas ninguem o ignora hoje:
eslava-se persuadido que o accordo sobre o quarlo
ponte seria ainda mait difflcil do que sobre o ter-
ceiro, previa-se da parte dos plenipotenciarios da
turquiaiima resistencia invencivel a ludo quauto
as poiencios eorppas propozessem para astegurar
t diversas eommunhcs religiosas a posse de seus
privilegios ; as negociases se toriam rompido net-
le ponto, a menos que se livesse violentado a Por-
ta no inleresse da civilisacto, que desla vez eslava
realmente em jogo. He o que se fluiz evilai, prefe-
rindo-sc separar a urna questao rfsta. Finalmente
e Sr. de Nesselrode renova sentaproteslos contra a
inlencao altribuida Russia dswazer a guerra
Austria ; urna guerra semelhanlf ae impnstivel ; ai
armaa da Russia tem estado e poderiam estar ainda
ao servico* da Austria ; ellas rae a curabaterao ja-
mis. O chancellar rusto empresa para persuadir
0 Sr. de Buol, as palavras maa) solemnes, as que
obrigam ao raesian tempo a coafij)encia e a honra
dos honiens. Se etle resumo hftttflo, como de-
vemos crer, pde servir para explicar o tom geral
do memorial dirigido pete Sr. de Buol i Dieta de
Francfort.
"Mas quaes sao asconrluset do Sr. de Buol?
Que propostas quer sobmeller Dieta ? Escretem-
nos de Francfort que os aabinles de Vienna e de
Berlim finalmente chegaram a um accordo e que ot
gabinetes de Desda, Munich, Slolgard consegui-
rn! fazer que adoptaste as batea de urna resolucao,
<|ue ser proposta de commum accordo Dieta.
Segundo este projeelo a Dieta declarara :
1. Que agradeco i Auslria suas commnnicacdaa,
e igualmente os esforcos que ten feito com urna
perseveraura para conseguir o fim ha lano tempo
proseguido, e chegar ao restabelecimenlo da paz
europea.
2. Que da titnaco actual nao resulla para a con-
federarlo geroanica nenhuma necetsidade de fazer
novas promessas, c ampliar as que ella fez as re-
solucOes de 2* de julho e 9 de di-zmbro de I8ti.
3. Que no int^resse do res!; betecimento da paz
e alim de rnBer e fortificar a um.o da Allema-
nha, he necesario que a confederarlo germnica,
tem sabir de tua altilude reservada e persistindo
nella, conserve provisoriamente o p de guerra em
que eslao ot contingente! federaos, como foi retol-
vido a 9 de fevereiro de 1855.
Nossos correspondentes lambem nos fallam dos
boalos que te derramaram por toda a Europa tobre
a saude do imperador da Russia ejdo rei da Prussia.
Estes boatos nao tem fundamenta relativamente a
Alexandre II; foram muilo exagerados a respeito
do rei Frederico Guilherme IV. O que fez crer na
molestia do imperador Alexandre, he lerem-no vis-
to instituir, ua prensil de sua morte, a regencia
do imperio durante a menoridade de seu successor, e
regular com um cuidado minucioso as comlices
desle governo provisorio ; esquedam-sa de que
Alexandre -II m j fazia mait do aoe.conformar-se
com os estatuios, que regulam a constituir, da fa-
milia imperial, e segua o ejemplo do imperador Ni-
colao, seu pai. Convludo he verdade. que senlio-se
alguma inquielacau por esle principe, mas alguna
symptomas que lizeram nascer estes receios, ha mui-
tos anuos que desappareceram completamente.
A respeito do re da Prussia. he certo que lem
estado e inda est doente. Esc
lim, que elle soflre urna febre i
carcter benigno, mas complicad
malicae, fruclo de um uso muito
nhos do mar. Jolgou-se neces'._
b' 6 '?,'e'jCriC0 Guilherme parliu
trdmansdorfl, que elle possue ua'Silesia, onde pas-
sar ptrle do vero. O estado do rei nao inspira
nenhuma inqnietacao.
Qnando ha mais de um mez aanunciamos a dis-
snlurao da conferencia de Vienna, dissemos que,
quni.do chegasse o momenlo de continuar as nego-
ciaees da paz, admillir-se-hia prnvalvementc em a
nova minian diplomalica. onde seriam discutidas
as condices desla paz, Ic-los osalliados da Turqua
utos .*49 segundos da manhaa. 118 Terca.S. Jos Cu peni no f. ; S. Ihoroaz
11 Lna non as 8 horas, 31 minutos e 19 Quarta. S. Januario b. m.: S. Nilo b ni
49 segundos da manhaa. 20 Quinta.Ss. Prisco e Glycerio mm.
19 Quariocrescenleas horas,20mi- 21 Sexta. S. Matheusap. e Evangelista
utos e 14 segundos da manhaa. 22 Sabbado.S. Mauricio m ; S. Digna v. m.
25 La cheiaa7 horas, 5 minutos o 23 Domingo. 17. S. Lino.p. m.; S. Tecla v.'
35 segundos da tarde. v- m. ; Ss. Polyxina oXampita mm.
a n.^.'..'!? Si, Z ob'laculos b"reiras que. pedicao aeoal da Crimea, isto he. que ell
USSrJlSJt De"e5 P"a "-"' '-- v-ria longe e para dianle! He na.'u'ral que
vem-nos de Ber-
millente de um
lom dores rheu-
equenle dos ba-
a 'mudanza de.
ara o castalio de
OTexemplo, l'iemonle. Parece qua beJMija .jun. SUm suuce oitaVUcipados uro protectorado conlig
silo eonveltcionado e defin!ivanieiile detenauado. -
Lemos em o Monileur a declaracao seguinle, a qual
tem teda a appareneia da linguaizem oflicial : a As-
sociados na guerra, os governos inglez, francez e
picmontez o serao ainda as negociarles, quando a
paz for conquistada por suas armas. Perigos, hon-
ras c vantagens, ludo ser parlillujdo. O arligo do
Monileur causn em lodo o Piemonto urna jrande
sensacao. Os amigos do uiiiiistenM felicilaram o
governo ; a opposi;ao sofre com islo um embaraco,
que nao dissimula.
Nao tallamos da Italia, seoo para dar noliciat
tristes ; temos dado alconhecer mais de urna vez os
symptomas de orna agilacSo revolucionaria que nos
fazia receiar novas desorden! e novas cataslrophet.
Nossos pretenlimenlos eram demasiamente runda-
dos : a 30 de junho publicou-se ero Genova um ma-
nifest doSr. Mazzini destinado a sublevar o povo ;
citaremos as ultimas lnhas desta peca :
o
pendencia do Oriente.
Vejamos logo o primeiro caminho, o dos princi-
pados. A occupaeaoaostriaca he provisoria ; mas iilo
tem urna grande significacao para o futuro ; mostra
o inleresse que lem a Aoslria e a Allemanha em
nao deixar cahir o Dauubioeos principados em poder
da Russia. Os principados terao, como esperamos,
declarados neutros e independentes, como a Suissa,
a Blgica e a Hollanda ; mas esla neulralidade in-
dependente, que os tratados collocam debaixo da
proleccao da Europa, ter sempre neeessidade de
ser vigiada por urna potencia vigilante e zelosa. A
Auslria sera esla potencia; sera a guarda inleressa-
da, a senlinella desconfiada desU independencia
contra a Russia. Nao nos admiramos de ver os
principados do Danubio ficarem independentes en-
tre duas potencias, que prefeririam lalvez posiui-
lus. He esta a coodicao dos pequeos estados col-
locados eutre duas grandes potencias ; he etta a
condicao da Blgica e da Hollanda.
Para exercer esta assidua vigilancia sobre os prin-
cipados, a Austria lem urna guarida excedente e
admiravelmenle situada, he a Trantvlvania. Nao
posso Uto pouco comprehender a independencia dos
principados sem um exercito austraco na Transvl-
vana ; esle exercito de observado peder, feil a
paz, ter mais ou menos consideravel ; itlo depen-
der das circunstancias, mas he urna das garantas
uecessariat da paz. Por muilo lempo ainda nenhu-
ma paz no Oriente poder deixar de ser armada.
Dir-se-ha que a independencia dos principados-
est segura emqnanto a Auslria e a Russia nao esli
verem de accordo ; mas que tuccederia, te etlat duat
potencial te unissem para dividir os principados em
lugar de ot defender urna contra a oulra t A divi-
sao da Polonia loria lugar oulra vez. A esta objec-
S3o, que he forte, ha duas respostas : a primeira he
que a divisao n,1o he provavel, porque nesla partilht
cada potencia perdera mais do que ganharia ; a
Russia perderia, se deixasse A Austria a Vaiachia, a
Austria perderia se entregan,, a Moldavia a Russia,
e alem diste at boceas do Danubio, que he o ponte
capital da quesillo.
A segunda respotla he, que etta partilha s poderia
ler lugar, se a Franca e a Inglaterra, qno serao
lambem as prolecloras dot principados, o abando-
nassemeem defeza Russia e i Auslria, como aban-
donaran! oulr'ora a Polonia ; te nao se olilisassem
da heno, que den Europa o deimembramenlo de
um estado independenle, e se finalmente sea poder
no Oriente e sua resolucao de lomar emlulo quau-
to se passar all de importante, nao fosse represen-
tada por urna etquadra no mar Negro.
Considerando-se smenle a independencia dos
Crincipados, urna esquadra anglo-fraueeza no mar
egr parece urna garanda neces-aria nao s em
tempo de guerra, senao lambem durante a paz ; nao
nos occdpamot agora da guerra. A guerra faz net-
le momento a seauranca poltica dos principados, e
ninguem, nem a Russia, nem a Autlria, ousar ata-
car a independencia dos principados emquanlo du-
rar a guerra. A guerra nao fas as principados fe-
lizet, porque o expe aos inconveniente! da oecu-
papo austraca, mas protege >oa independencia po-
ltica. Qaando vier a paz, te ella houvease de ser
indolente e descuidla dos perlgos passados, se a
Franca e a Inglaterra desviassem completamente os
olhos do Oriente e nao tivenem mais navios no
mar Negro, eotao baveria sobre ludo tugar para re-
cear-se pelos principados. Sabemos muilo bem que
'lies esltriam debaixo da prolecjao collecli-va da
Europa, mai as cinco grandes potencias europeas
n.i o e-iaria ni igualmente em estado de eiercer seu
protectorado ..duas dellas, a Rusti e a Austria le-
V Vida Diario n. 213.
Emquanlo elle enlregava-se a esse exame, ouvio
madama Sarrazin dizer a Rouquelte ;
Minha filha economita para comprar um arma-
rio de vidracas, porque acha-o mu bello.
Bem diste Manoel comtigo, enviare um ar-
mario de vidracas, e nao virei mais.
Nesse cmenos entraram algomas visitas. Foi pri-
meramente urna amiga de Cornelia mait adiantadt
na tcieneia da vida, porque linha um chale de case-
mira du ludia, depois um joven pintor um pouco
desembarazado, um gazelista, um compositor de co-
medias, que enroer-ava a fazer-se representar, um
bello empregado do ministerio do interior, e emlim
ii in joven actor da Caite. Estes seis mancebos re-
parliam enlre si a amizade de Cornelia. O joven ac-
tor era um antigo enmarada do conservatorio, o ga-
zelista a favoreca em seus arligos, o empregado a
protega no ministerio, o pintor ia lirar-lhe o retra-
jo para a prolima eiposicSo, o compositor acabava-
nie urna pec.a em tres actos dettinada a realcar todas
as perfe.eoea de sua pessoa. No primeiro acto ella
m,n In01',,ava as Prn. <> segundo era
nrez. 1 T/"08'" "a, no terceiro des-
prelava a decencia e moslrava ludo.
r.rtik.* !' le'.,emunl",v a "''os os seus amigos um
reconhec.mento imparcial. Nao havia preterid,"
por eonseguiule nao havia eioso, e etset riv.es que
nao saudavam-ie na ma^vivam ah em boa barato-
nia. Manoel ouyio pelaprimeira vez urna couversa-
3.. parisiense viva, matizada de ditos dos batiidores,
de ancdotas da alta sociedade e das ofllcioai, adu-
bada de Irocadilhot de palavraa e de escndalos que
a ninguem escandalisavam. Ficou maravilhado por
essas justas agentadas, esse lorneio de espirito, essas
lama! quebradas e essa fetlinha eortez dada por ca-
valleiros de tobrecasaca a urna raioha de amor em
roupao. Comprehendeu o discurso do liu sobre as se-
duceet do Paris, e prometleu a si mesmo nao vol-
tar a Roma aoles de leV ceiado em filo curiosa com-
panhia. Dout dias depois madama Sarrazin que ti-
' ha recebido um armario de vidracat anonymo, con-
um d.Vta gen'8 ? uma_nrePd. Pra a qual cada
a oncorrer conMUBna cousa. O eroorega-
roalto""!0 "'to"lTaa"o. ao7d"ra-
n "' gelea de anana!, o gazetista um paslel-
iu',lp, ior um f8 de rt'Bcio complete, que te-
miilo "" s-il% w PrP"elario houvesse per-
vinho M 0,ne,,'"nle deu a abaras, Rouquelte o
CornelU I 'Uel 3 l0U!a- TreS ou J"3"0 miW ae
f.mii. .yr",m com "* presenja essa festa de
doir, i,'mhUil1 P.redio Mr. Sarrazin como verda-
r*un 7r"mo.rco.ln "'nidade jocosa que s
gy.jata laatiUlteao. Manoel embriagou-sc
aK! '? de Rouque"e. sobretodo com o o-
tmL tul1"-,T,rada amesa' Jamaran, em-
Sl '"'e cordas no piano, e antes de separa-
rero-se, loo,, os convidados assenlaram em reonir-
l.l J* di<" para i,"n a v"lhes ver a fon-
ri.P.b e J,nlar no no,el d08 Reserv.torios.
vuanao 1^0,0, dizia Manoel, que eu ia deixar
iSSTaSi&r hlel du vateros, e
o A hora he suprema A Austria quebrando
pacte de 2 de dezembro. diminoindo o exercito pa-
ra servir o czar e deixa-lo livgbara concentrar
suas forcas com prejuizo dos alliades, tem perdido
lodo o direiln ao apoio da Faanca e da Inglaterra.
Ella esta s Se os Italianos nSo salevantarem, d-
rao Europa : Somos incapazes de-levantamM-nns
contra um inimigo, sem que lenhamos a cerilla de
poder vencer ; nao lemos nenhuma f em nosso di-
reilo ; para disperlarmos e sermos bnmens, convem
que lenhamos um pupa e um ra qoe nos digam
ao ouvido palavras de liberdade para nos Iralfir o
Infelizmente as palavras do Sr. Mazzini s liveram
echo em um pequeo numero de altados, que
qmzeram tentar urna insurreic.lo no ducado de Mo-
dena. Lns cincoenta conjurados deviam desembar-
rar jante de Spezia, a polica piemonteza os tor-
prendeu e prenden dezetele. Victimas deploraveis
de urna confianca eega e obstinada He sobreludo
ao rei de aples que o Sr. Mazzini parece querer
mal ; i-to nos explica a razao porque qtftoverno dat
Duas-Sicilias te tem tornado man sombro e mais
severo, e porque lie pouco lempo lem multiplicado as
prisOes polticas.
(Journal des Debat.)
----- HI Un ------
A Russia lem tres projeclos contra a Torquia, (res
caminbos, que podem leva-la Centtanlinopla : .o
os principados; 2. o msr'Negro 3. a Asia Me-
nor. NSo nos pertence fazer consideraees estrat-
gicas sobre estes Ires caminbos aberlot ambicio dos
Kutsos ; queremos somente indagar, tendo em vista

/
Elle lornava urnas caifas brancas para ir a Versa-
Ibes, quando. o criado que nao acompanhava-o mais
nos pasteiot, enlregou-lhe a carta seguinle ;
Do convenio de Santo Antonio. Roma 5 de iu-
Iho de 1838.
Onde ests, I.ello? Que he de tuas promessat,
de leu amor, de minhas esperances ? Eslou ainda no
convenio, na mesma celia, no mesmo enfado. Sabes
ha qnanlo lempo nao me tent escrlpto ? Tuas cartas
eram minha nica coasolaco. Dos le perdoe o
mal que me tent feilo, e le preserve de snITrer ja.
mais tanto quanto lenho soffridol Nao rae animo a
piular-te o estado de minha alma para nSo envene-
nar-te lodos ot prazere. N3o fallo-te de minha sau-
de, porque deves comprehender que meu corara
acha-se muito doente para que o corpo possa passar
bem. Eu tinha tomado coragem para dous mezes ;
majasee lempo jiulecorreu, e minha provisao esla
anJjajda. Meu amigo, lembra-le de quando em quan-
do no meio de tenaflpra/.eres que amaste-me alguns
dias, e que hei defWorar-te toda minha vida.
Tolla, i)
Vamos! griluu Rouquelte i porta. A carrna-
gem eit embaiio, enao convm fazer esperar essas
senhoras.
Espera tmente cinco minutos, meu charo;
lenho de despachar m negocnhn.
Tomou a penna e etereveu :
a Querida Tolla.
a Paris 16 de julho de 1838.
t Conheces bem pouco meu coratflo, se jalgit que
v--
foi o amor dos prazerea frivolos que aparloo-me do
li, e relem-me nesta Ierra de exilio^ Sabe que o fim
secreto de minha viagem era obter consentimen-
lo de meu to: pdense pedir em urna caria o que
do se outaria solicitar de viva voz. Lembras-tc de
que sempre desejei que nosta felicidade fosse sanc-
conada peta minha familia, e s mu boa filha para
censurares um sentimento tao delicado. Nao deve-
ipos, para salisfazer notso capricho, declarar guerra
aos nossos prenles. c
Depois de uraa carta aflectuosa de meu lio, cu-
jas terna! reprehensoes rasgaram-me o eoraeao, de-
cidi-rae a ieclrar-lhe ludo. Cora efteilo nossa ii-
toajao era mui peuivel: amar-nos seo parecermos
conhecer-nos 1 Alm disto as ms linguas linham
grande vanlagem contra nos.
Deves comprehender quauto deseio e temo ao
mesmo lempo a resposta de meu lio. Ueos toque-lhe
o coracao, e no-lo faca favoravel I Nada mais falla-
ra a nossa felicidade. Se a resposta nao for qual de-
tejo, convira tentar todos ot.meios para mndar-lhe
a vonlade. Nao voitare a Roma emqoanto a ques-
tao nao cstiver resolvida; enlretaalo soffro o marly-
no, a durida mata-me : lamenla-me.
Ha cinco minutos que as dte minutos passa-
ram disse Rooquelle batend- porla.
Espera mais um pouquinho, meu bom amigo :
lenho lambem muita presta.
Continuou:
a He agora, minha Tolla, que devemos redohrar
nossas oracOes e por em Dos todas as nossas espe-
ranzas. Se elle decidi que sejauos felizet, enter-
necer o coracao de meu lio. Recorramos Virgem
Santissima que lano gosla de consolar os aducios:
quem tabe te ella nao querer faze alguma cousa
por nos'! Importuno nao somente a San-Josc, como
me recommendaste; masa lodos olanlos do pa-
raizo. Eu quizera que elles l'n'sem mais numerosos
MM de ler mait advogadot jnnlo do juiz supremo.
Emfim lancenio.nos nos bracos da Providencia, e
esperemos. Amo-te.
1 Cello.
Sim, amo-te I diste Manoel acendendo urna
vela para lacrar a caria, e ha ateum merecimenta
em conservar meu amor intacto nc meio dos praze-
res de Paris. Coitadinha receia quo eu esqueea-a;
mas peusei nella vinle vezes durante aquella cea in-
fernal Nada Iriomphar de minha paiiau, porque
minha paitao sou eu mesmo, e sou mais forte do que
ludo. Todava ha tafues a quem urna garrafa de vi-
nho ou o sorriso de urna bella rapariga faz esquecer
a amante Meu amor he como a salamandra que
alravessa o fogo sem qaeimar-se I
O passeio do Versalhet foi seguido de muilot 00-
Iros; porque madama Sarrazin repazco que Lello
eonhecia muito mal Pars. Era oJEboa mulher
amada no Ihealro e no teu quarleirfo, e dedicada
sem preconceilos felicidade de Cornelia, qual di-
zia constantemente : .__
Minha filha, a auloridade materna tem limi-
tes, e nio lenho a pretenjao ridicula de conservar-
te solteira al dada de Irinta aot)aj. Dentis ain-
a
immedialo ; as outrat tres, a Franca, a Inglaterra
8 Bassiu *i teriam um protectorado remolo e pu-
raflRnte diplomtico. So a marinha ingleza e fran-
ceza pode compensar esla desigualdade pela vanla-
gem que lem a marinha de crear por toda a parle a
couliguidade.
Se, debaixo da paz futura urna esquadra de ob-
tervaco no mar-Negro parece necestaria para ga-
rantir a independencia dts boceas do Danubio e dos
principados, a presenta desla esquadra parece ain-
da muito mait necessaria para fechar aos Rustot o
segundo caminho, que lhes he aherlo para Constan-
Unopla islo he, o mar-Negro. Permittam-nos
que tacamos aqui umasupposicao, que nao esta tan-
ge dos tactos, mo fallamos um instante da eipedi-
cao da Crimea,suppomos que nao fui taita e que a
Franca e a Inglaterra limilaram-se a apoderar-se
completamente do mar-Negro com a sua marinha j
suppomos ainda que a guerra, limitada a esla posse
do mar-Negro, dure muito lempo, dez, qoinze, vin-
le annot; todos comprebendem que sao vinle an-
nos de seguranca para Contlanlinopla e para a Tur-
qua ; a paz teja qual for, deve ler por eOeilaajt-
ranlir n Contlanlinopla esla seguranja.
Como garantir esta seguranca a Constanlinopla
durante a paz "' Paremos aqui tres hypotheses :
quando vier a-paz, ella achara o mar-Negro em um
desles ires estados : ou Sebastopol destruida, ou le-
remot levantado o cerco, ou entao (eremos obtido
a limitara da marinha ruisa.
Vollemos primeira hypothese. Sebastopol he
temado e a Crimea oceupada pelas armas da Fran-
ca e da Inglaterra. Desejamos muilo etle glorioso
resultado, e te a paz fixasse eotao o estado le posse
segundo os succestot da guerra, tornando-te a Cri-
mea provavelmcnie a praca d'armat do Occidente
no Oriente, Constanlinopla se acharia ao abrigo
de toda uvasao ru-sa ; o mar-Negro seria livre e a
Russia acharia na Crimea, vollada conlra ella e de-
fendida pelas nossas armas urna barretea invencivel.
Esla paz victoriosa s teria um defeito : sera mui
bella e por isto mesmo nao seria duradoura ; ella se
parecera com essas grandes pazes gloriosa! do tem-
pe do imperio, com as pazes que seguiam Austerlitt
Jena 00 Wagran, e que nao eram seuflo tregoas
oblidas a todo cuito por um inimigo vencido, mas
nao destruido. Na primeira occasiao favoravel a
Russia ternaria a lomar as armas para resobrar a
Crimea. Dette modo a oecupaeo da CriA, pos-
te que excellente para refreiar a Russia e Plscrvar
a Turqua, teria alguns dos mesmos edeilos da ex-
da que eu o qoizesse, a lei nao m'o permiltiria. As-
sim trata de prover-te. Se achares um marido opu-
lento, lerei muito prazer, porque elle me dar urna
pensao alimentaria. Infelizmente as Folies Dra-
atiques nao lem voga para os casamentes, e com o
dote que doo-le, itto he, o hlenlo e a belleza raras
vezes pode se casar definitivamente. Ainda te esti-
vetset na Opera .' O imperador da Ruasia paga to-
dos ot anuos dous ou qualro fidalgos para casarem
com daosariuas. Mas estas as Folies : regula-te
por isso. Se eu vir-le enamorada de um mancebo
rico e bem educado, hei de pregar-te primeramente
om bom sermao ( se assim enfadar-te nao me dars
ouvidos ); depois rei ler com o (eu amante e dir-
Ihe-hei quantos sacrificios lenho feito para tua edu-
cacAo, e se elle for delicado deirar minha filha ou
ao menos me pagar as despezas.
A 8 de agoslo de 1838, quasi tres semanas depoit
da viagem a Versalhes, Manoel soube que madama
Sarrazin despender com a educacao da filha viole
mil francos e alguns cntimos. A queda de Corne-
lia nao fez maior rumor que o de um pomo. Cousa
incrivel! nenhom dos adoradores da linda loura Ira-
tou a Manoel com rigor. Esle julgou meimo sen.-
tir que apertavam-lhe a mao com gralidao ; porra
nunca toube que Cornelia durante os Ires annos pre-
cedentes assignara a esses senhores letras pagaveis
em um momento preciso, cujo prazo sua felicidade
approximra. Rouquelte tinha um tratado par-
le : nao deisou esquecer que interevera-te anles de
Lello.
Mr. Sarrazin conserrou o habito de andar de ca-
bera alta, excepte quaudo paisa va debaixo da porta
de Saint Denis.
Rouquelte escolheu o dia em que Cornelia eslabe-
lecia-se cm um aposente de seis mil francos para en-
viar a Manoel a resposta do lio.
Manoel hesilou um momenlo antes de romper
o envoltorio. Evidentemente a carta continha um
sim ou um nao. O segundo fechava-lhe o paraizo
do casamenta, o primeiro expellia-o do paraizo ter-
restre que elle acabava de mobiliar com tanto cusi.
Um nao separava-o de Tolla, um sim arrancava-o a
Cornelia. Todava devo dizer em seu loovor que
sen ultimo voto tai por um sim.
A caria dizia mo. O coronel nao procurara pe-
ri| hrases, o escrevia ao sobrinho :
.' Permilto-te todas as loucuras, excepte urna.
Dcspcrdica teu dinheiro que dar-te-hei outro ; po-
rcm respeila leu nome, porque s lemos esse. Te-
nhote dito que nada posso recusar-le, e repilo-o
ainda. (.hieres um milhao ? Mas se procuras urna
corda para enterrar-te, nao tou mercador. Observa
que podes casar tem o meu coifcentimento : nio he
poit urna permissao que me pedes, he um contelho.
Ora, nem o diabo poderia forcar-ine a aconselh.ir-le
mal. Faze o que quizeres, t senhor absoluto de
las aeces, assim como eu de meut escudos. Nao
prchibo-le que cases com a rapariga que escolheu-
tep>-que le galantea ha mais de Um anno ; porm
advirlo-le que te persislires, pndert dispeosar-le de
esciever me ; porque nio te responderei. Abraco-
te. Devo acrescenlar: pela ultima vez Ib
- que na guer-
ra se va tange e se comprometa muilo a guerra he
um negocio arriscado ; mas na paz, d-se o contra-
rio, porque he taita para impedir quo alguem- te
compromnlla ; a paz he urna reserva das forcas na-
conacs.
O segundo eaio he nleiramente Contrario ao pri
meiro. Supponhamos a Crimea permanecendo rus-
sa, Sebasljpol em p, a marinha rnssa prompta
para saln do porto. Discutimos etta hypolhese,
sem crer um momento nella, porque estamos per-
suadidos de que a Franca e a Inglaterra na nego-
eurao jamis a villa de urna derrota. A guerra con-
tinuada ueste caso, metmo depois do abandono .le
Sebastopol pelos alliados, seria o nico meio ellicaz
di preservar Constanlinopla e de tachar o mar-Ne-
gro aos R issns. A goerra ternaria a tomar entao o
seo ponto do partida anles da expedido da Crimea,
e anda sena lerrivel para a Rusta, porque ot na-
vios inglezes e francezes dominaran) o mar-Negro
e o mar de Azof!, ao passo qoe' um exercito na
Mitigara d;fendenaa approiimacao de Constanli-
nopla. Entretanto se contra toda a verosimlhanea
de honra e inleresse, a paz se fizesse no caso, que
acabamos de indicar, he evidente que esta paz le-
na em sentido contrario os mesmos deleites, que a
paz triumphanle, de queja tallamos : seria muilo
mu para ser duradoura. No primeiro caso, seriam
qs Russot, que se apressariam em rompe la : na se-
gundo caso seriam a Franja e a Inglaterra.
He lamlum evidente qoe esta paz, den
para o Occidente, seria emquanlo ilurassc.fcbrta
do a ler tolas as precaucGo da guerra, umrTua-
dra no mar-Negro, um eiercilo de observicao tST
to de Consianlinopla ; seria antes a guerra coarcla-
da do que a paz ; a guerra limitada i vigilancia e
11 observado ; seria finalmente urna guarda dianle
do inimigo em vez .te urna expedieflo. No estado
precario do Oriente he fcil comprehender que urna
guarda dame do inimigo ser por muilo tempo in-
dispentavel ; a qoestao esl em faze-la com maior
ou menor aumero de soldados, com mait ou menos
despezas e sacrificios.
O terceiro caso he urna paz de trantacao, e he
evidentemente para esla paz, que lem propendido
ate aqu toilos os esforcos da diplomacia. Como he
postivel com esla paz fechar o mar Negro aos Russot
e impedir que elles abram caminho para chegar
Lonslantronpla? O meio que a diplomacia tem adia-
do he a Iimitaeao do poder naval da Russia 1.0 mar
wet.ro. N10 fallo nat diffituldades serias, que sus-
citen esta queslio de lirailaeao. Ser imposta i
Knssia a limitaco pelo Occidente ? Debaixo o desta
torma a Russia a regeila absolutamente. Ser re-
gulada de commum accordo entre a Russia e a Tur-
qua Debaixo desla forma elle pareceu possivel um
momenlo; mas Austria ajunlou a etl limilacao mu-
tua enlre a Russia e a Turqua urna clausula, qne
mostra a lenc*o, que lem o governo austraco de
ver a paz talara capaz de durare de defeoder-se a
11 mesma. Ella clausula he o ijireilo, e de boa
vont.de diriamos a obrigacao imputa Franca e a
Inglaterra ile ter no mar Negro ama esquadra de
vigilancia e de obtervacio. Com eftailo, qualquer
que seja o (;enero de paz, que o fulero oos traga, o
ponto capital da paz he fechar o mar Negro aos
Kustos de um modo que nao teja um acto escrito no
pergaminh.
Lord Jabn Rosta!, que se liuha motifado incli-
nar-se pata etta limitacJo debaixo de vigilancia, a-
preseiitava todava uau ubjecao seria: 1 Que* po-
da respond r, dizia elle, que* Franca a a Inglater-
ra estarlo sumpre ilitpoalat ler urna eaquadr. da
vigilancia no mar Negro? Mudarei ajauma cota*
os lerruoa d. objsc4apara demonslr.r\nelhor a ai
cravnterte t tieui pude reipuinlei qffl a Trrii
.nglatcrracslarao sempre dispostas para impedir o
dc.smembramoiilo do imperio turco A Franca e a
Inglaterra podem certamente|ser levadas umdiaa a-
bandonar o Oriente a sua propria son, como oulr'o-
ra tueriim com a Polonia. A objecc.10 he forte; e
que poderia fazer a este respeito a paz. mesmo a
mais gloriosa do mundo? No dia em que a Franca
e a Inglaterra u.lo quizerem mais ler o trabalho de
salvar o Oriente, que ser delie? Se pelo contrario
a franca e a Inglaterra pensare que a sua honra
e seu inleresse eslao sempre em salvar o Oriente,
onde esta o inconveniente de vigiar cota urna esqua-
oraa limita.;ao, que fecha o mar Negro as inva.es
< .1 Kussia T Nao vale islo a pena Alm disto que
uniereoca In em ter em Toolon urna esquadra sem-
pre prompta a partir para o Botphoro ao primeiro
toqueids alarma, ou ler essa etquadra no Bospho-
ro He caininho de menos que ha para andar ; li
o soccorro perlo do perigo. Nada ha mais simples,
e acrrescenlo, e he o que se lem pralicado ha-vinle
anuos, e com efleito desde essa poca que a guerra
lo Oriente se aproxima de sua crise, e qoantas ve-
zes nao temos vista urna esquadra un Oriente, urnas
vezes no golpho Smyrna, nutras vetes em Tenedos e
finalmente m Salamina".' Teodo no mar Negro urna
esquadra de observaclo, a Europa segu seus prece-
deules, regularisa-os tornndo-os ao mesmo lempo
menos diipendiosos e mais edlcazes.
Resta o le-ceiro caminho que os Russos tem para
ciiegar a Constanlinopla, a Asia-Menor^e te devemos
dar crdito at ultimat uolicias, parece que a guerra
vai travar-so mais vivamente daquelle lado. Ora
se os Rumos lem bastantes forcat para te adiantarein
a Asia-Menor, e te o exercito turco da Asia nao se
ler presea em organisar-se e disciplin.r-se, onde es-
te o obstculo, que poder deter os Russos"! Sabe-
mos, he verdsde. que a Aiia-Menor, e mas bello,
u mais rico pat da aoliguidade e mesmo al
a idade media, he heje apenas um deserte, e
se detende por seu proprio ..batimento; porm
sera islo por ventura orna garanlia sufliciente ter
urna tarca? Parece que o governo francez nao lem
pensado assim, porquanlo eslabelece um campo de
reserva perlo de Conilaulinopla. campo de deposita,
be verdade, para o exercito da Crimea, mas qoe po-
de servir lambem conlra os pergos, que podem vir
da Asia-Menor ; e nesle caso acabala elle com a paz?
Cremos que se ; entao como se fechar aos Rus-
sos o caminho da Asia-Menor Com um corpo de
observajao em Gallipole, Constanlinopla he inexpa-
gravel; mas um corpo de observarlo eslabelecido
nos le- permanentemente em Gallipoli, he por ventura a
paz e se est corpo ahi ngo estiver, anm de hoorar
a paz, haver seguranca ? Nao tara a Turquia nada
que recetar? Nao pde o Occidente saber ama ma-
nhaa que ot Rasaos esto em Scutar !
Temos indicado os tres caminho, que os Roaso*
lem dianle de si para chegar a Contlanlinopla: ot
principados, o mar Negro e a Asia-Menor,- o quaes
os obstculos que os contecimenlos da goerra lem
posto uestes caminbos. Estamos persuadidas que a
paz futura ter por efleito consolidar e reajularisar
estas obstculos salnttres em lusarde osdarruir.
(rdem.)
ADMINISTRADO E RECURSOS INTERNOS DA
DINAMARCA-1853.-
Renda do estadoCrdito publico, commercio, na-
vegac.lo, agricuitaaV-Caminhos de (erro e lea-.
graphiaForca militarAdminislracao Estado
intelleclual Quetlo religiosa Devastacoes do
choleraSiluacSo dot ducados Sluacao da Is-
landia edat colonias.
O tesenvolvimento dos interesses mataran pon-
co sollreram na Dinamarca dat gravas prtocenpa-
coes polticas, que sobre ella pesaran. He inlerot-
sante depon de se haver seguido em suas diversas
pilases a tanga crise provocada pela queslAo consti-
tucional, examinar sob aspectos mais calmos a vida
interna da Dinamarca, enumerar seus diversos re-
cursos, cstedar o mecanismo de sua adminislracao. e
apreciar emfim por algumas das suas mait recentas
manifestacoes o movimeolo inlellectoal, que se vai
continuando nesle ponto do mundo escandinavo.
Renda do estadoA adminislracao da reada ge-
ral da monarchia dinajnarqueza adopten por princi-
pio que o reino propriamenle dito (luUandia o as
mas) supporlartaeatraequinloi da despez geral, e
os ducados os ooicee doos quintes, isto he, a Dina-
marca 60 por IWaa masM dessa despeza. o Slesvig
'iJT -L'*' e ,,bei ^3 por 100 ; algariimot es-
upeiecidos na proporcionalidade dat populaeoet.
Km i detelembrode 1853, o ministerio poblicou,
uZT", "Ves5e f^r*U',0 a "llama assembla
despeza do estado paW.ftl.noo de 1853 a 54, orea-
mente para toda a monarchit, composta da Dina-
marca, temo conslilucional, e dot ducados de Sles-
vig e Hotstein, onde o rei lem sido al hoje sobera-
do absoluta. Esse orcaroento aprsenla rendas a
importancia de 21.587.296 escudos 73 thillings, des-
pera! na de 20,905,741 etendos 67 sk. e U; e per
rfn55a"ie umJa"','c''oode renda da importancia
de 68l,o.,2 escudos 5 ib. i,. A reeeita de direito
de passagem do Sund figura a dita orcaaenlo co-
mo perteneenle nao i Dinamarca |in lii lasanal
mas aun a toda a monarchia ; o que occationou in-
lerpellatLies e mui vivas prateslacat ao rtiafai.
este orramenlo mostea ama qaeat iruaaetos silo
proporc.onalmente mais fortaj, e mata onerotot pa-
ra os habitantes da Dinamarca que aajos do Sles-
vig e do Holstein : he isso urna cafeol resposta ao
partido S.esvig-holetoine*, que tenda jattiRear a
sua insurreico, preleitaodo que di habitante, dea
o acodes eram injustamente opprinrldos de impostes
em prove lodo aaaitantes do" reino.
Quanki ao urcaroeoto particular do reino, por
aaraa lempo elle occopou e rttdsday dorante at sav-
soes ordinaria* e extraordinaria de 1853. I^eabra-
remoa que, ua* sommat cabaladas 1
concerneiites ao reino e aiwou du
te, es dota eaia'
fados, e os tres
sao por ejemplo
Usa civil, o -
de maio de fgST s poderanvse concTuIr na :
sao de junho. Esse orcamenlo tai votado da. manei-
ra teguinie : rendas, 13,795,498 escudos7-2 sh., des-
pezas, 13079,988 escudos 93 sh.; accrescimo de ren-
da /lo,j|J escudoi 75 sh. O lligsdam vntou ec
Cameiilo do anno de 185* 55 como te segu : re-
as, td,77,32j escudos 93 sh., despezas, 1aVtta\fJ7>
th.; accrescimo de renda 105,449
dos 16 sh.
3
Que lio-nem lerrivel! disse Lello comsigo. Fal-
la com tanta firmeza como se livesse razao. Nao
ceiarei bem esla noile. Ronquette 1
Rouquelte nunca eslava longe. Passou a caria
pela visla, e acaau-a conforme ao borrao aue en-
viara. *
Entao ? pergonloa Lello.
Seu lio nSo tem razao. NJo faz juslica t vir-
tudes d* Tolla Feraldi. V
Nio he verdade, Rouquelte ? Tanta yirlo.de,
uohreza e formosura... '
Nao fallo de sua nobreza : asseveraram-me que
a geneateaia do doulor Feraldi era um pouco vicio-
sa. Quaojto a formotura, ella (ola muita ; mas ago-
ra quem sabe o que Ihe resta ? Passo levemente
pela qoeslao financeira. Ella Iraz de dote urna v-
nha que vale quarenta mil sequos : bella somma.
Alcm disto assegura por contrato ao principe seo r-
m8o toda a riqueza do coronel Mas he virtuosa, e
at virtudes sao inestimaveis no lempo presenta.
Mo gracejo !... Rouquelte, devias interceder
para com meu lio 1
Muito obrigado J lenho batanles
migos.
O ministerio da fazenda trabalhou vigorosamenla
no auno de 1853 para a gualac.tae anoimidadeda
. >siema monetario no reino e noi ducado*. E a 10
de fevereiro de 1854 emfim foi publicada, depois do
< isculida no figsdag, e as assembla previnciaes
dos ducados, urna lei que subslitue a domkt
moeda de banco do reino (rtgsbankmynt) pela do
moeda do reino (rigsmynl e determina nao te aal.
mais por consegui.tc por ex-uios de banco do Tino
tngtbankialcr) mai por escudos do reino {rtadksj
de v'?m qUB lodavii' es,a moeda soffre.se altanes*
Crdito publico, commercio, navegacio agricallu-
ra. tm iodo o curso do anno, o crdito publico
sustenlou-se maravilhotamenle firme. Quauto ao*
landos pblicos, os 4 por 100 foram constantemente
de 99 a loo, os 3 por 100 de 78 a 78, as acedes de
naneo sabiram ate 165 ; e fomente depois de come-
tido 18S4. quando o estado de hostilidad* de toda a
turopa fez descer por toda a parte a laxa dos esta-
dos pblicos, tai que os da Dinamarca tambeaaC-
ram por pouco lempo de soffrer baia. Naa ME
com ludo no anno de 1853 creacao de novo imposto,
nem emprestimo aiguiq publico se conlrahio.
O movunenlo do commercio nao se arrefeceu. Oa
materiaei para o memorial de 1853 nao estando aia-
tanto mais quanlo no precedente Annuario o memo-
rial 10 foi aieao fim de iSii.
Eis o quadro comparativo da exportacao e imoor-
facao em 1847 e 1852, segundo o valor oflicial. Os
precos da exportacao sao inscriptos pela mais baixa
laxa, sem augmente de pedagio, transporte e ostra*
despezas; os da imporlaeao comprebendem todas
ettas detpezas.
Dinamarca 1847. .... 185*
Imporlaeao 21,368,812 eicudos 28,865,351 esc.da.
Exportacao 12,572,828 > 17,255,930
Total.
36,941,340
46,121,281
(1) Um escudo vale 2 francos 8S cent.
ini-
Eniao taze-me um borran.
Para dizer que se tubmelle ?
No.para explicar que nao posso subme((er-me.
Efle laucara minha prosa ao fogo detde a nr-
meira linha. '
Convem lodavia tazlo comprehender que mi-
nha honra esta empenhada pira como conde Fe-
raldi.
Eit urna idea l.Rogueao senhor Feraldi que
conle-lhe teda a historia. Elle he o mais interesan-
do na conclusio desse casamento ; poit ganha niito
mais do que o senhor. Alm disto nao he advogado ?
N.lo recusara defender sua propria causa. Quer que
Ihe faca um borrao para o conde ?
" -7 "i m>!u amigo, nunca escrevi-lhe, e nao sa-
berla como haver-me.
Manoel passeion no quarlo, emquanlo Rouquelte
escrevia : '
Charissimo conde,
Pars II de agosto de 1838.
vcr-lhe por saber quanlo sua prnfisso o oceupa
mas uina neeessidade cruel forca-me a impr-lhe o
onfado de ler-ine.
Desde quo parli de Roma meu nico cuidado
lem sido fazer com que tejo approvado pelos meus
prenles o meu casamento com a senhora sua filha
Depois de dout mezes de hesilac.es armei-me de co-
racero-e escrev i a meu lio conressando-lhe todo.
Expuz-lhe a violencia de meu amor e a antiguidade
de nonas promessas, pintei-lhe as virtudes que sao a
mais bella riqueza de Villora, descrevi-lhe com es-
crupulosa exactidao o estado de notaos sentimentes,
suppliquei-lhe que nao separasse dous coraces 18o
unidos, e etperei a retpotla : prouvera a Dos que
ella nunca livesse viudo 1 Nao s meu lio recusa
formalmente, mas declara terminando que abrca-
me cela ultima vez.
Pode imaginar minha angustia no meio desse
confliclo de affectos. Eu na/ q o Itera renunciar a
leiicidade; maso dever ordena-me que respeito a
vonlade de minha familia. Eu qoizera domar mi-
nhas paixes ; mai quando pens as virludes do an-
jo que adoro, falla-roe a tarca.
Nesle cruel embaraco, recorro sua bondade e
ponho notsj sorte em. suas roaos. J que o destino
condemna-me ou a alcancar esse consenliroeuto oa
a tazer o lernvaeaacrificio, venho suppliear-lhe que
advogue minha caosa juntado mea lie, o alcance
por urna lotervencao amigavel o qoe elle recta-
me. Se por urna desgraca que b3o ouso prever seus
rogos ficarem baldados como os meut, crea que ora-
V\ milita ., .-,...,, 1___i_ 1______I.____ a
zo muilo a reputacao da senhora sua filha para nao
deixar ai relagoes intimas que exittiam entre nos ;
etanlo conterv.-irei sempre por c
lia urna estima eterna.
Devo declarar que s communiq
a meu irmo e meu to, lodo tem. -
e a honra da rapariga lem sido cuidadol
'Ver
daaefami
segredo
entre nos.
va. Espero qoe minha resol.co ser approvada
pelo senhor e pela tua virtuosa filha, qanl aulori-
to-o-a mostrar eila carta. Tenho a honra de ser de
vossa excellencia aftectuosisiimo servo e amigo,
o Manoel Coromila Borghi. o
Depois que I.ello copin esla carta, Rouquelte ro-
clamou o borro para queima lo ; porm envolveu-o
e enviou-a a viova Fralief.
Lello escreveu lambem a Tolla o seguinle :
a Mea Dos I que tenlenca cruel I De um lado a
panao que me consom, do outro o dever qoe me
drgolla. Ou^o tua voz gritar-me: 1 Faze teu dever
cusie o que costar ; o dever he a lei de Doos. Sim
minha Tolla, s asst virtuosa para tallarea-me a sim ; porm amas leus prenles e sabes qoe lie im-
possivel recusar alguma cousa a esses entes eharos e
respeitaveis que nos afagaram desde a infancia : ap-
provars a resolucao que lomel. Se ouvires o mon-
do, elle me censurar lalvez ; mas se altenderes i'i
tua conscieneia ella me dar razao.
a Resta-me orna esperanca. Escrevi a leo pai
rogando-lhe que inlervenha por nos junio de mea
to : lalvez elle conseguir alguma cousa. Se esca-
par-nos esse ultimo ramo de salvarao, terei toreado
a esquecer-le. Mai ah poderei ? Deot que exige
do ni esse sacrificio, nos dar forcat para faz-lo ;
porm te meu coracao liver de retirar-te ma ternu-
ra, jamis t esquecer da imagem de um aojo ador-
nado de Uto bellas virtudes, e teris um lugar eterno
na estima de leo affecluosstmo amigo,
Lello.
a P. S. Da resposta de leo pai depender noaja
ventora.
Manoel entrou na carroagem com Rouquelte, le-
vou as carlaa ao crrete, e depoit dirigio-ie ao novo
aposento de sua amasia.. A chegada dos doa* ami-
gos interrompeu o joven pintar qoe eibocava an
relratinho de Cornelia.
. (Confnaar-io-aa.)

iiivii inn



PIMO DE PEMIMBUCO TERCA FEIRI 18 DE SETEMBRO DE 855


11
SlMTig. |j
Imporlajo 7,876,876
Exportado 3,876,835
ToUl. ,731,414
Holttein,
ImportacJo 10,489,327
Exforlajao H,93I,*W
ToUl. 84,700,799
8,008,356
5,690,691
13.699.a-) I

9,936,686
11,462,7*5
21,399,411
A sommi loltl das imporlajes e das exporlarfies
valor official, foi pojs, ern 1852 de 81,219,743 es-
cudos, em 1847 de 73,305,543, eicudos, e o arrres-
cimo de 1847 par 1852 foi de perlo de 11 por 100;
se deve mala notar qm quinto a Dinamarca e ao
Slesvig at sunimas augmentaran), e quanlo ao llols-
lein pelo contrario ellas diniinuiram.
Quanlo a exlensao da uavegajao, liouve para o
cummerciu interno, isto lie, para as relajes de pro-
vincia ;i provincia ila monarchia dinamarqaea cm
1847, 346,217 lastras del commercio carrejados e
descarrilado, em 1852, 367,844 lastros, o que di
pouco mais de ti por too da accresciino, e para o
commercio externo, isto he, enm os diversos paites
estrangeiro, em 1847 : 373,902 lastros, e em 1852
160,490 lastros: este ultimo algarlsino se decorapcle
da maneira teguinte :
Carregado. Kemo da Dina- Descarregados
marca .... 111,210 lastros. 187,572 lastros.
Ducado de Sles-
vig...... 26,383 40,220
Ducado de Hols-
lein ..... 34,011 31,094
288.KSG
171,601
Deu-s* pois quanlo ao commercio externo um ac-
crescimo de cerca dt $5 por 100 no curso de cinco
aonos.
A exporlajai de Radon e de vveres, faiendn-se
por eommuiiicijSo directa cun a ajuda de paque-
tea a vapor entro a Inglaterra e os portos de J ni lam
no mir deviorle, reaniinoii-se um pouco de 1851 a
1852 ; a exportadlo foi em 1851 de 17,456 bois,
0346 carneiros, 1.523 porcos, 2.777 toneladas de
trigo,215,914 lihrasde toucinho. etc. A exporla-
Jjo gerel de cavallos e gados foi no todo em 1847 de
105,530 eabejas, e em 1852 de 152,272 eabejas; da-
se po um aecresclmo de 50 por 100 em cinco
annos.
A cultora e o commercio do* cereaes de diversas
especies forma umobjeclo principal para a monar-
chia dinamarqueza, a agricultura aelia-sen'om pro-
gresso constante, e a abastanza dos prnprietarios e
dos agricultores lem consideravelmente melhorado
des o cornejo do seclo 19. Ha 12 annos pooen
mais, a prodcelo de frumento, centeio, cevada,
aveia, ervilhas efavas, trigo mooriseoe colza, mon-
tava, termo medio e inno medio para a 'Dinamarca
em 11.775,008 tonelada, para o Slesvig m
2,180,840 toneladas, e fara o Holstein em 2,991,870
toneladas, total 16,937,710 I.melada. A exporla-
Jloaiinual dos cereaes para paite- estrangeiro, que
no principio do seculo era apenas 600,000 toneladas,
chegara ni* 10 aaooi de 183(1 a 39 i 1.683,500 lone-
ladas. Ero 1852 e ou nlo moidosToi: para a Dinamarca de 2,5:18,166
toneladas, para o Slesvig de 499,410 toneladas, e
para o Holstein de 607,216 JffMU'Us ; lotal.........
3,314.792 toneladas. A axMrUQl** nnual dos ce-
reaes lem, pois, n'uma quioieoa dj annos mais que
duplicado, posto que a populajftoe'cTo paiz se tenli.i
timbem muilo augmentado.*
nanlo a collieita, 1853 foi muilo pouco ahaixo
de um anno medio. Comiavdopa Dinamarca como
a maior parte da Eurupj.TjtB aM gneros subiram
a prejos exorbitantes, e -e lawumnr.im firmes infe-
lizmente durante o invern Jfno3 a 54. O prero
do trigo e do pao duplicnu quasi, todo* soffrernm
moilo, porem os qoo inaisliveram de padecer forain
Brincipalmeote os empreados secundario e os pe
qaenos operarios de toda a especie. As commojes
polticas da Europa cuntribuiram naturalmente a
prolongar essa alta, onerosa e funesta.
Telegraphia e caminhos de ferro.O telegraplio
elctrico eslabelecido desde Elesenor no Sund, al
llambnrgo no Elba/alravetsando o grande Bell
( que lasa sete leguas da largura.', c.o pequeo Bell
tero fnnecinuado em tuda a linha desde o primeiro
da fevereiro de 1854.- O lio conductor elctrico he
subterrneo em todo o comprime nlo da estrada real.
O publico podeservir-se detle, e serve, que j *e trata de assenlir mais dous los con-
ductores aaladcdo primeiro, s de eslabelecer orna
prolongara! da tetegrapdo a Ira vez de toda a Alta
Jutlandia.
As obras para o proloogamenlo do caminho de
ferro de Copenhague a traver da Selanda at ao Kor-
so*r, no grande Bell (28 leguas), se vio continuando
activamente, e devem se concluir este anno. Tam-
bem te fax urna concessao para um caminho de ferro
da Cejagoliague a Elsenor ; a o de Flensburgo a
Hmajl acabando. Se as perlurhacfies pall-
as n;lj Iffluxerem a este melhofamcnlo um ub-
tacalainsuperavel.be certamenle fura de duvida
que urna vi frrea do sol ao norte atravex de loda
a Alta Julin,lia nao lardar m se eslabelecer; e
para este pujtclo, pelo qual o habitantes daquella
provincia forteinenleinsislein, o g*vernoji fez u-
toritar pelo Jligsdag, em 31 de julho de 1853, para
fazer eaacesaoen.
Aa commanicarfiei por meio de paquetes a. vapor
so vio multiplicando em todos o pontos das vastas
Jaiaamarea. qner entre as diversas provln-
narclna, quer com os paites estnngeiros
Uar do norte, como no Bltico. Neite anno
Kiem, aperar do invern, essas eommunicajne
i conliaraadas com mais constancia que nunca.
leles do governo navegaren) entre Copenha-
iel al ao da de anno bom, o recomejaram
oas vlagena desde o primeiro de marco de 1854 ;
ascommunicaroes hebdomadarias martimas foram
alero disso regulares e sem inlerrupcao de Horsoer
o grande Bell .i Kiel em Holstein,"c Aarhaus na
Jutlandia.
i Rigsdag volou sob proposta do ministro
tarinha, os 3|5 de nina soinma de cerca de
W0,000 escodos para a con.tracjao.de um molhc
no araenal de marinha de Copenhague, onde se'ro
concertados erao pagaveia pelo ornamento dos dous ducados. He
ala unta enpreza de summa importancia para a
anariaha militar dinamarqueza, e que alea) disso,
permute deixar-te o grande molde actual i marinha
mercante.
Eiercilo e marinha.A marinha militar da Di-
aaaarra se compOe de cinco naos de 66 a 84 pefas, 6
tatas da 40 a 60, ..crvelas de 14 .i 28, 4 brigues
4^B* 16, 4 escunas de 1 a 8, 90 yoles e cauhoei-
i*V*J vapore armado de forja de 120 a 160 eaval-
I**- H* P*ra a marinha um corpo permanente de
cerra de 2,000 liomens, composto de marinheirot,
artilheiros e artfice*. O contingente necettario para
a tripolaclo he, alero diaso, fornecioajf ero cato de
necessidade, por meio de engajamentas voluntarios
da eonscripcao ni dislrelos liloraes ; elle he de
nma vintena de mil liomens. A marinha real, in-
elmive os oulciaea embregados no ministerio da ina-
riaha, noa arsen.ies, na atena dos cadetes, ele, con-,
la 1 vice-almiranle, 2 conlra-almiranlea, 8 eom-
raandaalrt, 8 capss-commandante, 16 capitaes,
* capiaat-lenentes, 38 primeiro.tenantes, 38 e-
pindos-lenentes.
O exerclo dinamarquez de Ierra he composto da
naneira teguinte : um estado-maior general, um
corpo de engenbeiros militares cora duaa compa-
nhiat de gastadores e artlicet, e urna companhia de
barqueiros pastadores; urna brigada de artilharia
compreheadendo dous regimentos com 12 bajenas
de campanlia de 8 pec.at cada urna ; 27 etquadres
de cavallaria de 121) liomens eada um, a taber : om
esquadrao de couraceiros e dejos esquadrOea de hus-
sardo, formando a gaarda real a eavallo, 6 regi-
mentos de dragues de 4 esquadr6et cada um j 23
batalhoes de infantera, cada um de 4 compannias
de 225 itoment, a saber : 1 balalhilo de granadeiros
qua forma a guarda real a p, 12 batalhe* de iofan-
liria de linha, 5 batalhoes de infanlaria ligeira e
carpos de caca doras.
Estas forcas militare alo divididas ero qualro
eommandos generaet eu divitaaw miliUres, eompre-
hendendo : o primeiro a Selanda, o legando a Fio-
Bia e a Jutlandia septentrional, o lerceire a Jutlan-
dia meridional ou o ducado de sletjrtg. o(quarlo o
lacados de Holttein e de Laciemburgo.
A defeza armada do pait he dividida em (ropas
de linha comprehendeado a foreat permanentes,
que numeramo, reserva e reforcconsistindoem re-
giment* a balalhoes. que te organitam, e se re-
nan! smente em rato de guerra, ou em qualquer
otrlra eirtiimslaneia extraordinaria. O rerrolamen-
lo te faz por coiiscriprio, que he universal, e peta
iBualmentajmbre lodo ot mancebos de 22 anuos. O
amaro dofHe davem ser chamados ha fixado, ea -
da anno, por ama le particulir ; te o numero do
conscriptos excede ao dos chamado, a torle |decide
tirantelo. Ot que nao sao lirado* mmediala-
menle para at tropas da linha, tio inscriptos na lis-
ta do reforjo, e nao sao chamados para o tervico te
nao cm cato de necesaidade extraordinaria. A subs-
UUiicio he permitlida. Em lempo de paz, ot reedi-
ta fiearo ua escola e noaervieo 'laguarnicao tomen-
to 16 mezet, no fim dos quaea to licenciados, e nao
ale oulra vez chamados tenao por algnmassemanas
dos 3 primeiroi annos seguintet, afim de repclirem
o exercicio e as manobras. A obrigajSo do servir >
regalar no exerclo lie de 16 annos, isto he, da idade
de 22 anuos a 38. Ot qnalro primeiros annos per-
lencero ao aervijo de linha ; nos quatro seguinles.os
conscriptos formam a reserva, no fim do oiiavo pas-
taan para o reforro, e ah ficam alistados al te fin-
darem os 16 annos. E portanto. nos 12 ltimos
annos, elles nao sao chamados as armas senSo om
cato extraordinario.
Administrarlo publica e Iribnnaes.A frenle da
administraran da monarchia dinamarqueza te acha o
coatelho do eslaflo rial privado, que dala de 28 de
jufi* de 1852, e se cunne do rei, do principe her-
delrocde lodo ot ministros. Ha 12 ministros. 4
para toda a f monarchia, a alier ; o ministro dos ne-
gocios exteriores, qut lambeni o he do cummerciu e
dos consulado ; o mnisiro da fazenda, o qual lem
leu cargo as rendas publicas propriamenle ditas, o
"jio e oulros direilos anlogos, ocorreio das car-
', os lelegraphos, os meio de communicacues, os
{orninio* do estado, as colonias e a reviso da conla-
ilidade ; o ministro da guerra, e o da marinha ; 3
mlnislros particulares para a Dinamarca, a taber :
para a juslija, para o interiore para o caito e ensi-
no pablico ; um ministro particular para o Slesvig,
tncnrrvgado da jusliei, dos negocios interno, do
altee do asnino pul lico um ministro particular
carreaado cUt metmot ramos para ot ducados de
Holstein e l.auemhurzo.
O quntro mioislro para toda a monarchia, e os
I res minisl particulares para a Dinamarca formam
alcm disso, segando a le fundamental de 5 de ju-
nhode IS19 21, om conselho de estado da Dina-
marca presidido por um delles com o titulo de pri-
meiro UMiiisIro.
Ileinc da Dinamarca.Depois dos ministro resi-
dente na capital te irguem as prefeiloi'naa provin-
cias. A Dinamarca lie dividida em 19 prefeiluras ;
em cada urna dll o prefeilo, eomo primeiro ma-
gistrado, exerce a administrarlo publica, le o direito
de inipeeeaosnbrga juslica de primeira instancia, a
polica, a parllha dasiucceiiocs, a administrado dos
lie ns das menores, ot nteres-es e a cunta bil dado das
monicipalidadet, as escolas primarias, a cardade
publica, a contcripje militar ale. Os inleresses
das cdades de provincia ao regidos por um preboste
da cidada ou juiz da primeira intlancia (byfoged,)
nchefede policia, uro burgo-mesire ou mairaa
por urna representarla burgueza eleila pelos habi-
tante. as pequeas cidades. as funceftes de pre-
bosle, de chele de policia e de burgo-meslre sao reu-
nidas em dous ou inesmo n'um s funecionario. As
prefeitnras o divididas em prebosterias (htrredj
ou cantes governados por um preboste de cantan
{htrrcd foged,) que he o administrador judicario,
Cliefe de polica e juiz de primeira instancia do can-
ia i. sujcilo em parle a iiispecjo do prefeilo. Em
muilos lugares, o carao de preboste de cantan he an-
nexo ao de preboste da cidade situada no cantao. Os
negucios internos e econmicos das cuiumunas da
campanha, taes como escolas primaria, soccorro aos
pobres, estrada municipaes, fonle<, despezas muni-
cipaet ele., sa.i administrados por um conselho de
coinmuna ou parochia eleilo il'eiilre os hahilanlcs da
parochia e pelos mesmos. Junio o prefeilo e sob
sua presidencia se rene, alm disso, regularmente
4 vezes no anuo, um conselho de prefeilura eleilo
em segundo grao porelcitores designados pelas con-
sellios muucipaes.e composto, por melade, de gran-
des e pequeos proprietarios da prefeilura. Este
conselho rege em grande parle os negocios internos
e pecuniarios da prefeilura, e exerce certa inspec-
>; io e certa auloridade de deci>9o sobre a geslio e a
contabiiidade dos conselho* municipaes.
Por loda a parle, na campanha como as ciiladrs,
acham-se instituidas comiuis-es de eonciliajao {for-
UyeUescommi'tion.} peranle as qnaes deve serle-
vado lodo pleito. Neiihniii queixa pode ser levada
peranle tribunal qualquer. nenhum processn pode
ser intentado, sem que primeramente as parlescom-
parecam peranle a commissao de conciliajao, encar-
regada de as reconciliar, e cujos decretos tecm forca
de senlenja. Cada cidade. cada cantao tcm o seu
Irihiiual de primeira instancia e de polica {under-
rel) ; a saber : o preboste da cidade ou o preboste
do cantao. O preboste he ao mesmo lempo juiz pro-
cessanle; a formarlo da culpa, e a pronuncia s
leem lugar em presenja de lestemnnhas, e as alle-
garftes dos advogados sao por-etcriplo.
A segunda instancia consiste e:n qualro RelitcSes,
a saber : em Copenhague, em Vbora na Jullandia,
na blanda, e nastcolonias das Indias occidentaes.
estes tihuiiaes compde-se de moitos julgaJores ; sao
necemerfa* cinco ou pelo menos (res para se jalear
rr}J^B|a ; e a cldadejde Copenhague tem de mais
'i mal* aa especial tribunal criminal e de polica.
Nessatapares, o processado e as allegajSessao por
fscfiplo. Para ultima instancia ha na capital um
tribunal supremo (hoeiestered composto do um pre-
sidente e 12 julgadores ordinarios, alcm de 24 extra-
ordinarios e honorario, que podem ser chamados
pelo presidente em caso urgente. Para proferir-se
um julgamento sao necesarios pelo menos9 juiz.es
vogae. As sessoetdesle Iribunal sSo p-iblicas. To-
da senlenra de pena capital he snbmettda i sanecao
do rei, que lem o direilo de perdoar. O principio
do julgamento das causas por jurados est presente-
mente adoptado ; masa promessa da sua insltuijSo,
feila na le fundamental de 5 de junho de 1849, nao
est anda realiaada.
Pelo que acaba de ser exposlo, v-se que na Dina-
marca ludo quanlo diz respeilo a juslica e adminis-
trarlo publica he unilorme e regular. O adminis-
trativo he separado do judiciario; os magistrado sa-
por toda a parle da inesma calhegeria, 3o namoo
vivis, funecionarios publico e independentes dos
particulares. Nos ducados, porm n3o se d a mes-
ina eousa, e com muila diflerenja ; porquauto a le-
gislarlo nao he uniforme ; o< osos e coslumes diffe-
rein ao inlinilo de cidade cldaie, e algnmas vezes
at n'uma mesma cidade. Os Iribanae lambem di-
ferem ; ha (ribunaes parlirularcs para certas clase
de cidadens; em Iguns lugares o direilo patrimo-
nial, e a juslica senhorial eslSo anda em uso. eos
juizes esiao sujeilos a nonieacao e ao capricho do
seulior nobre e aaevilegiado. Todava no Slesvig a
esse respeilo leem-se operado, nesles qualro annos,
reformas e melhoramenlos mu consideraveis ; po-
rm no llolsleim muitissimo resta por fazer para a
uniformidade da organisajao e dos Iribunaes. para a
uuiformidade e melhuramento dalegislajao criminal,
assim como para a policia, e para a redcelo do nu-
mero dos advogados ele.
Ducado de Slesvig. Tres reformas imporlanls-
simas foram recntenteme postas em execajao no
Slesvig: a administrarlo foi em grande parle e em
minias localidades separada dos Iribunaes; ajuris-
dccao patrimonial e senhorial fot abrogada; um
Iribunal superior de .-ippcllarao foi instituido na ci-
dade de Flensb.nrgo, e tmenle para o Slesvig. He
dividido o Slesvig em dez prefeiluras, regidas cada
Orna por om prefeilo; mas alm das prefcilaras, e
parte, ha dstricloi senhoreae e provincias com usos
e privilegios administrativos. As suh linsoes das
prefeiluras sao em geral ot conloes ou prebosterias ;
ha demais disto municipios, dislrictos, provincias,
etc. de appellaces, de organisacao e coslume judi-
cianos assas diversos. Na cidades, a juitija, a po-
lica e os negocios mjnicipses sao administrados por
magistrado de mture/a e poderes quedifferem as
dilferemescidades. Para a gesUo dos inleresses dos
municipio da fampanha e das villa ainda nao Ija
insiiluire-s uniformes. Em alguns lugares o conse-
lho ludo faz por si mesmo, e if outros nenharoa au-
loridade exerce.
(Juanlo juslica, os prefeilo exercem em parle
as funcees de primeiro juiz preparador dos feilos, e
assim eslao habilitados para reconciliar a parle li-
tigantes e impedir o proseguimenlo de muilas de-
mandas. Emquanto ao mais, a jurisdcclo em pri-
meira instancia, qua deve er exercida pelos prebos-
tes, e exarce nai dilTercnles provincias(e dittricios
debaixo de formis e por funecionarios diversamente
bastara' lodavia para provar que na Dinamarca as
tciencas e as ledras sao cultivadas com verdadeiro
ardor.
O sabio e venera vel hispo do Selanda, o Sr. M\ us-
ier, puhlicou nesle ultimo anno de sua vida um no-
vo volume de semines, e Ires volumesile miscelania
que conlem discursos e disscrlajes Ideolgicas e
pililo-ophiras. glle deixoii, na occasiao da sua mor-
a, memorial que vio ter publicadas, e que serlo
cerlauonlt imporlanlissiroa. O doulor e professor
da fheolugia, o Sr. Clausen, conhecido alm disso
por seu patriotismo e pelo papel politico que lam re-
presentado no paiz, deu a luz ama Dogmtica ou
Doutriiui chri'i'm n'um volume ein 8, de 500 pa-
ginas. IJm auno anles, o seu collega na faculdade
de ideologa de Copenhague, o Sr. Marlenscn, dnuto
e dislincto professor, ehoje bispo de Selaude, publi-
cara igiialinenie urna Dagmaica ou syiltma da duu-
friNa clirislau em om volume; outro professor da
universidade de Copenhague, o Sr. N. L. Wcster-
g-iard publicou e inierpreton em iuglez o /.en laves-
la, ou livros religiosos de Zoroaslro. Um professur
da universidade de Kiel, o Sr' /.iminerman publicou
em ni I -'ni.!;. uina inleretsanle obra intitulada a* N*>
Uadeirat reanles de direilo dot ducados e do reino.
(O Holslein, o Sl-isvig ca Dinamarca.) O laborioso
Erslev coulinuou seu til Diccionario dos autores da
Dinamarca de 1814 a 1810; o Sr. Hauch, o poeta,
enriqueceu a lilleralura dinamarqueza com novo
romance, cujo objeclo e titulo he Roberto Falln e
sua famosa descubcrla doemprego do vapor. O es-
pirituoso publicista Goldschmidl deu igualmente a
luz urna insigne novella, o homem sem casa (l'hom-
mesanchez-soi) destinada a auslenlar a replanlo
do aulor como romancista, lio tem enmecadn pelo
seu livro o ludeo.
Eis ahi Irabalhos emprehendidos por escriplores
solados. A Dinamarca, alem disso, publica lodos,
os annos importantes Irabalhos collcclivos. Em li-
me da Sociedade histrica, foi publicado pelo Sr.
N. Pelcrseu urna Resenha da liltrratnra dinamir-
queza na idade media. 1 vol. em 8 ; he a primeira
parle de urna vasta historia da lilleralura da Dina-
marca, e o nome do autor he urna garanta da soli-
dez ila obra. A mesma sociedade fez publicar a
Guerra do conde{Gerardo de Holstein) 1334
1342, relatada, segundo documentos inditos, pelo
hbil historiador P. Paludan-Muller. irmao mais
velho do poeta do mesmo nape. Debaixo dos aus-
picios de insliliiires e assotSaces scienlilicas (em
tbido a luz entre outras publicares : o fetatorio
animal tirado dos reaes archivos secretos, conlendo
pecas inditas para a historia da Dinamarca, 1 ca-
derno do I vol. em 4o ; Colleecilo historia dina-
marqueza, 3 serie ; peras inditas para a historia
do Norte, e particularmente para o lempo da guer-
ra do conde, exlraltidas dos archivos diuam.irquez.es
* eslrangeiros; antiguidades russas, segundo oj mo-
numentos histricos dos Islandezes e dos Scan-
dinavos.
Puucas madanjas nola veis sobrevienen si I nielo
da imprensa peridica, da quil os precedenles An-
nuarius j deram noticia. S a gazetaa Dagblad
lomou novo vo, e boje he o importante orgao da
opiuin liberal na Dinamarca. Intil tambem he
mencionar as mnumeras Iraducjoes cm dinamarquez
nao s em obras taes como o Cosneos de Humboldl,
a hitlnriu do consulado e do imperio por Tliiers, os
romances de Dickeus, e oulras, mas lambem de obras
em voga de todas as litleratoras exlranhas Dina-
marca propriamenle dila, e a lingua dinamarqueza.
Jiiesi lo religiosa.Depois que as leis de 1818 au-
(orisaram ua Dinamarca a liberdade quasi Ilimitada
de lodos os cutios, o movimento religioso se lem sin-
gularmente prenunciado; as seilas e as convers5es re-
ligiosas se multiplican) ; o mormiies, pelo sea fu-
llalo prosrlyismo, sllrahem na America innme-
ros trnsfugas. E de mais, como neiihitna upposi-
e.lo, nenhum embarace ha, nem da auloridade (civil, nenhutna appareneia de
lula vilenla ha no interior. Porm, nos ducados de
Slesvig, de Holstein, e de Lanemburgo, a luacl >
nAo he a mesma que no reino propriamenle dito ;
Cois suhsistem nelles ainda leis restrictas ou prohi-
itivas sobre a liberdade dos cultos, sobre o prose-
lytismo, e sobre a admissio civil dos judeos.
O principio de rima igreja de estado foi abrogado
na Dinamarca, e substituido pelo de omi igreja na-
cional ou igreja do povo, Dans Folkekirkc. Muilas
medidas legislativas lem sido lomadas relativamente
as seilas que se poem fra da igreja nacional, aos
seus casamenlos, bapti-mos ele; mas nada ainda foi
decidido sobre a organisacao interna e particular da
igreja nacional, e sobre a suas relacties olciaes pa-'
ra com o estado. O Rigsdaq, ha auna-, abonou ao
governo urna tomma a lint de convocar um synodo-
geral para e-so. lint; mas a convocarlo de semelhan-
le asscmhla, c imposta de ecclesiaslicos e de lelgos
foi Picando sempre adiada de anno em anno. Aper-
lado novamenle pela necessidade e pela voz publica
o actual ministro do rollo, o Sr. Oersted, em lugar
de um synodo, numeoa ama commissao de vinte
membros parle de ecclesiastico,parle de Icigus, que
se lem reunido em Copenhague desde 12 de Janeiro
de 1851 para discutir lodos os nleressaa da igreja
nacional, e formular os projectos de reformas que
a sua orgauisaru interna a su i po-irao polilici e
civil para com o estado e qualquer prolissAo livre-
menle eslabelecida na Dinamarca rectamam.
DevaslajOes do cholera.Em 1853, a causa e o
signal de uina guerra anteaba liira vieram o res-
to da Europa, e foi tambem de S. Petersbur-
ao.sgundo loda a appareneia, que vcio> pir.
nslaladoteoliluUds. Suhsistem ainda aqui, acola
Iribunaes particulares, formando urna especie de se-
ira ;
vel, i
gunda instancia oo instancia inedia. S ha onida-
de no Iribunal Je ultima instancia, novo Iribunal
superior de nppellaco, definitivamente organi-
tado e instalado em Flensburgo por carta regia
da 5 de maio de 1852. e que subs litoio s an-
tigs e diversas jurisdiecet do Slesvig. o principio
do julgamento por jurado ainda nao est ahi adop-
tado.
Wucado de Holttein. O qua fica ntsigmlado
quanlo ao Slesvig tobre a diveraidade das insliluijOet
adminislrativase ju liciarias se applica mais ampla-
menle ainda ao Holslein.
He dividido o Holstein. quanlo a administrarlo
publica tuperior em 9 bailia lo, i provineas, 3 te-
nlprias e 1 candado, com seus bailios, prebostes de
provincia, eorregedores e administradores. N5o ha
subdii-es uniformes dos hailiadot,ele; mas ha no
paiz um numero proporcmnalmenle muila conside-
ra vel de Ierras nobret, e outras propriedades lem lo-
riaos privilegiada, cujo proprietarios exercem ou
fazem exercer em sea nome, eem pirte em proveito
delles, a jorisdiccao e a |iolicla. Esta prerogativa se-
Dhoreal, designada pelo epitheto de patrimonial,
aalorisa o senior a nomear, salva a sanecao real, o
juiz de primeira instancia para sua propriedade, juiz
por elle salariado, a exercer ou a fazer exercer a
polica, com cerlat rettricjoe* assas pouco importan-
tes, no seu territorio e entre os seus habitante. Na
cidades, urna magistratura rom posta de muilo* fune-
cionarios he eucarregada da adiniiiitrajao do inle-
resses do municipio, da ju he asss curioso he que em algumas cidade dis-
lrictos da campanha subsisten! aiada iribunaes bur-
guezes epopulares.composloi de Mtfuezes e a Ideaos,
que sb a presidencia do juiz funecionario publico
deliberan! sobre as causas e senlciiceam. Alm dis-
so, ha muilas jariidicres iuleiramente particulares
para certas iustiiuices, bem como para a universi-
dade de Kiel, o gymnasio da Aluna, alMaj, a com-
muna israelita, ele. Ha na cidadede ttjpSslsd qua-
tro Iribunaes denominados dicaslrei^h paiz, os
quaes condecoro aagunda instancia de quati iodos as
cautas, e servem tambem em paila de Iribnnaes par-
ticulares para certas r.urporaees, taes como a no-
breza. o clero, ele. Emfim aeha-sa estabelecido
em Kiel, ha alguns annos, o tribunal delerceirae
ultima instancia, isto he, o tribunal superior da ap-
pellaclo para ot ducados de Holslein o de Lauem-
burgo, composto de um presidente e oilo conse-
Iheiros.
Lilleralura. Ha em Dinamarca urna serie de
pubhcace Iillerarias que se rproduzem annual-
roenle; e sao as que compOe a estalislica ofllcial, em
cuja calhegoria podem ser classificados os quadros
estalisticos, o calendario de estado, os programmas
da universidade e da escolas secundarias. Foram
dados, esle anuo, luz dous novos volumes dot qua-
dros estalisticos, de queja se fez menjio nds prece-
denles Annuarias. O calendario de estado ou ma-
nual de estado da monarchia dinamarqueza (I volu-
me de 700a 800 paginas in 8.-) he publicado no co-
rnejo de cada anno; alcm da nomenclatura de todas
as pes'oas ululares, o de lodos os funecionarios pbli-
cos, civis e inililares, elle fornece um quadro com-
pleto da organisacao e da administraran interna, as-
sim como noticias seographeas, eslalislicase legisla-
tivas, astas desenvolvidas e variadas, concerncnlesa
loilas as parles da monarchia. A palavra program-
m'iapplica-se em Dimmarc a' folhelos, que servem
tle convite para se assistir aos exames o oatras so-
lemnidades publicas das universidades e-das escolas
secundarias. Cada etcola, poia. publica animalmente
um lal estriplo, que roulcm de um lado a eilaliali-
ca da e-eola edas noticias anlogas para o anno cr-
reme, e do oulro alguma dioertajao (cientfica so-
brequlqoer assumplo lilleraro, comporta pelo rei-
lor ou algum dos profesores da escola. As nolicias
escolsticas dio urna resenha geral e comparativa .
que nflo deixn deaer inleressanle ede ulilidade. O
coslume das disserlajoes he um estmalo de esludo
para os professores ; elle fornece occasiao para se
apresenlar algum Irabalho que, a nao ser isso, fica-
ria guardado, e faz mullas vezes que sejam dados i
luz pequeos tratados inslruelivos mu dignos de at-
lonjao. "
Por mu notavel que taja o conlinge.ite bihlogra-
pnio da Dinamarca, parecer mi.i diminuto a' visla
do de oufras naj)es como a Inglaterra, a Franca e
a Allemanha. E demais am s anno he om periodo
muilo corto para produccOes lilleraria. A enume-
racao de algumas daprrnclpae publicaeOes de 185
Dinamarca um flugello nao menos lerriv _
cholera asitico. Desde alguns annos, que esta mo-
lestia reiu.-iva na capilal da Rus-ii, e havia Teilo nu-
merosas victimas durante o invern de 1852 a 53.
Esle flagellornanifestou-scem Copenhague no mcia-
do de junho de 1853, chegou a seu apogeo no m
de seis semanas, comejnu a diminuir no meiadn de
agosto e assolou por 3 meze*. \ populacho de Cope-
nhague he 130,000 almas ; 7,500 petsoas foram vio-
lentamente atacadas e inureram mais de 4,000. O
contagio se propagou de mais a mais em muita ci-
dades de provincia, que foram devastadas mais que
a mesma capital, e a campanha em fim nao fui mes-
mo poupada ; liouve no lodo 10.400 doeiilej.ijl.700
morios. Copenhague fra accommeida aapeuti-
namenle; e nenhuma experiencia se linda das me-
didas a loziar contra um tilo cruel flagello. FUe-
ram ludoquanto pareca capaz de parar o mal; hos-
pilaes especiaes, ambulancias, cajas de soccorroi fo-
ram immedialamente organi-adas; flzeram evacuar
os amanenlos in-alubres, eeslabeieceram as fami-
liaj^Bbres ein barracas e leudas construida fura da
cidaoe, A beneficencia privada nao ficon alraz;
mais de 400,030 francos de donativos voluntarios fo-
ram rerolhid js immedialamenle e pnstos a dispot-
jao das commissoes de soccorro. A sciencia e a po-
licia sanitaria nao deivaram de se enriquecer de nu-
merosas e escrupulosas observajes leilas sobre a
origem e o modo da propagarlo da moleslia. Foi ex-
perimentado anda urna vez que o alimento insufli-
cienle, o desneeio, a insalubridade das haliitaroes
cha na ni a moleslia. Os quarleires pobres e popu-
losos foram em geral mais cruelmente assoledos ; to-
dava alguns foram poupados, em quanlo que o bair-
ro mais elegante, mais pajoso e o nielhor arejade
de Copenhague fui proporcin alenle o mais peri-
goso e o mar infectado. O exame do tolo al a
profundidade de 20 ou 40ps, e a analyte das asuas
dos pojos revelaram que a nalurezi du terreno exer-
ce ama inOuencia nolavel sobre os progressos da mo-
leslia. Assim como todas as grandes cidade', Co-
penhague s* alargou successivamenle para o campo;
nesle lado eneeolrou-se om solo firme e elevado pa-
ra as constraejoes, e os quarleires nellc construi-
dos mili pouco liveram a s ilTrer do cholera em 1853;
ao contrario para o lado do mar os alagadizos pri-
nillivoajao foram entulhados, e o tolo nao foi at
teado com enluthos de iixos de loda a espe-
cia da cTda le ; os qaarteirdes ricos sao huje edilica-
dot "obre esse solo misturado de alluvio e materias
vegelaes, donde escapam ainda emanarnos nocivas;
e por isso b II igello ahi mais cruelmente assolou.
Siluaco actual dos Ducados.Se desviarroos a vis-
ta do espectculo eral dos negocios dinamarquezes
para a prsenle administraran do Slesvig e do Ho-
lslein em particular nao acharemos, cumpre nos
dizer, urna tiluacao mui satisfactoria. ComefTeiloo
syslcma adoptado pelo goveruo actual deslas provin-
cias nao parece que teja muila proprio para extin-
guir o slesvigholsleinismo. O ministro du Slesvig
governa este ducado cura um absolulismo tal qu
mui bem poderia, em lugar de preparar a fusao e a
coiiciliajao, dar aumente na oppressao definitiva do
eleineulo dinamarquez nu Slesvig antes do que ua
i epressao severa do partido allemao : esle tystcma
aliena o Slesvig da Dinamarca flote do que o apro-
xima. No Holslein, urna aristocracia egosta he
anda poderosa e nao abdica as suas antigs preten-
jes. A querer-te abaler a arrogancia deesa aristo-
cracia, seu poder e sua influencia perniciosa, cum-
pre adoptar urna poltica e medidas inteiramenle op-
po-Us a mas vislas. Cumpria especialmente, ob
servando a juslija para com todos, apoiar o elemen-
to dinamarquez no Slesvig, o elemento holsleinez no
Holslein, operar verdadeiras reforma, que ganhas-
em o corajo das populajes, evitar com cuidado
lado quanlo podesse Irazer ao Slesvig nma indepen-
dencia pronunciada para com a Dinamarca, e esla-
belecer ao contrario o mais possivel lajos commun
enlro elles; mister era obstar decididamente a luda
ciii.in i o podesse aproximar o Slesvig do Holslein, sem
todava os ligar igualmente a Dinamarca; convinha
por meio de uleis reformas do imposlos, da legisla -
ci, da aJminisIrarlo se conciliar lodos os bons ci-
dadlof, eganharos animosconcedendotanto quan-
lo o peruiiltem a prudencia, e a equidadea liber-
dade da imprensa e das associajOes. a garantas ne-
cess iras a liberdade pessoal, urna lei liberal a res-
peilo .la adminislrarao municipal, pleuo direilu de
eleijao para a repretenlaj.lo nacional etc.
Mas em vez de assim te pralicar, e.t.beljceram
not ducados, como o distemos, assemblcas provin-
caes formadas segundo vol privilegiados ; inlro-
Iroduziram urna rigorosa censura, o outros empre-
cilhos da mesma especie para a liberdade civil e pes-
soal ; ainda mais, essas assemblas, perfeilamenle
conformes para o Holslein e o Slesvig, si i essencial
e formalmenlo difTerenles da asaembla da Dinamar-
ca. He. pois, para lemcr, que a insliluicilo daquel-
las assemblas conliibua a aproximar os dous du-
cados, i manler o eipirilo Slcsvig-holsteincz, a te-
parar o ducados do reino, e alimentar o pernicio-
so dualismo que se sleveria aniquilar, querendo-te
sonameiile conseguir a realisajau da idea da unida-
de monarchica. <
Vejamos ainda mais como s houveram e qual foi
o resollado Antes de 1818 as assemblas consulti-
vas ou estados provinciaes erara precisamente o ber-
jodas ideas insurreccionaes, slesvig-holsleinezes e
separatistas. E por lano nao s lucrara reviver
esses amigos estados provinciae, que convocaran) a
o de oulubro de 1853 no Slesvig c uo Holslein, mas
lambem o governo deeerlo aggravou o vicio da Com-
posicao dos mesmos, renunciando por si inesmo o
dirnto da nelles faiir lerassenlo um cario numero
de depulados nomeadns por alie, o qua era um meio
de remediar a falla de capaeidade dos oulros, e de
evercer alguma influencia tubre ot voto da asem-
blcas compostas segundo aordem arbitraria das clas-
ses, e os privilegio. Da di o que rasullou ? Em
Kzelioe, uo Holslein, o partido do governo se achou
constantemente em minora ; muitos dos seus pro-
jectos foram regelados, e os membros da assembla
tumaram a inicaliva de preposieocsdiamelralmenlo
contrarias as suas nlenjoes.
Em Flensburgo. uo Slesvig, a assembla elegeu
presidente um professor de Kiel no Uolslei.i ; for-
mou-so logo, principslinenle com o apoio dos depu-
lados da cavallaria privilegiada, urna maioria intei
ramenle allemaa, forle, he verdad*, de dous ou Ires
voloi tmenla demais que a minora indeuen lente
leal, e patritica, mas maioria compacta, impassivel,
recebendoanuasinslrucjoes dos chsfe do partido
slesvtg-holsteinez, e prucurando em Kiel lodas as
sua inspiraje. O abuso chegou a ponto lal, que
ii ministro do Slesvig vio-so obligado a censurar aos
deputados, e que o governo e os representantes da
grande maioria dinamarqueza da populajito do du-
cado nao liveram em favor em quasi loda as ques-
luessenao um mui pequeo numero da sol>-.
Na abertura das duas sess%, o goveno pareceu
esquecido complelamenle da msurreijao de 1848;
elle dingio-ie ao estados provinciaes romo se esles
laZT" 2 COI"'nuajao immediala dos estados de
1M6. E por lano todas as leis imporlanla e re-
lormartoras, que foram publicadas dcnois desla ul-
tima poca, taes como, para o Slesvig. as leis sobre
oestabelecimenlo da um novo Iribunal d'appello,
sobre a unidade do syslema de pedagio, sobre o cor-
ren, das cartas, a caja, a universalidade da coos-
eripcao railiiar. a abolijo do direilo de moinho,
jiinsdicjes palrimoniacs dos grandes proprieta-
rios ele, foram npresentadas aos eslados provinciaes
como leis tmente provisorias, e conseguintcmenle
snjeilas de novo discus-ao. Ao depois suhmetie-
ram a ambas as assemblas um novo projeclo de lei
sobre o eslahelecimenlo fuluro e decisivo de novo*
eslados provinciaes, bateado, como os antiges,igual-
mente por estados, sobre a divisau por;lasse, e
sobre mil prerogativa, mas com auloridade legisla-
tiva quanlo aos negocios municipaes e do (lacado, ei
com o vol smenle consultivo quanlo ao grandes
inleresses da monaroba nileira. Un assembla do
Slesvig, o projeclo, depois do urna larga discussao e
numerosas emendas, pode afinal pas fraca maioria e, em dala de 13de fevereiro de 1854,
vio-sc com effeilo puhlicar-se urna lei segundo a
qual licam de novo eslabelccidus e organisados de-
cididamente eslados provjnciaes para o Slesvig, Em
Ilzehoe, o projeclo foi muilo menos acolhido ; o
desconlenlamenu se pronunciou forlemenle ; os
membros mais eminentes da assembla nao se absli-
veram de novamenlfJ>(.clamar contra qualquer se-
p.irarao do Holstein a do Slesvig, e declarar alta-
mente que muilo mais preferivel teria vollar ludo
parai-o estado das couaas anleriores a 1848, ilo he,
vollar ao governo absoluto com eslados provinciaes
puramente consultivos do que aceitar semelhsnle
insliluijao. Instado por potendlf visinhas da Di-
namarca, o governo, nao pudendo mais resistir, con-
sentid a convocar de novo os antigos estado pro-
vinciaes, afim de conceder-Ibes ainda voto delibe-
ralivo so.tre urna nova organisajao do paiz ; mas
cusa J a conceder como pode attim a governo
dinamarquez considerar como njljcoutecidos os
cinco annos decorados depois de lapfc, ressuscl-
lar em 1853 sobre a inesma bae, com as mesma
id.u, sob as mesillas formas, urna instituirn desti-
nada a ser totalmente transitoria, e que evidente-
mente sobrevive s a i rae-ma. Esses cinco annos
nada, pois, aproveilaram ao governo em experien-
cia social, em desenvolvimenlo intcllecluat, em pro-
gressos civis e polticos ?
Uina discussao lefaulou-se relativamente a pre-
sen j i dos Austracos no Holslein no fim da guerra
dos ducados. Tem se em lembranja que durante o
levantamenlo slcsvig-liolsleiuez o'rei da Dinamar-
ca constantemente se declarou asss forle para elle
s reprimir a insurreicao, e incessanlemenle elle
afastou a inlervenjao das potencias allemaas. Nao
obstante, ao lempo da pacificajao, a conduela da
Prussia lendo excitado a emularn e a desennfianca
da Austria, um corpo de tropas austracas veo oc-
cupar o Holslein, e all permanecen al ao cornejo
du anno de 1852. Em consequencia disso, a Aus-
tria fez apre'eiilar, cm agosto de 1853, na Dieta de
Francfort o pedido de unta indemnidade de..........t
7,400.000 11-Tin* (15 unibles de francosj pagaveis
pela Dinamarca, em razio da ocenp irlo mi litar do
Holslein pelas tropas austracas. Ha urna trplice
questao ; a sabrr, tea Austria tem em verdade di-
reilo de exigir lal iiidemnidade, se no cao de aflir-
maliva dte er conta da confederajao allemaa,
da Prussia, o da Dinamarca, Analmente ca>oseja a
Dinamarca que deM pagar, se esse pagamento de-
ve pezar exclusivamente sobre o Holtteu, provipcia
allemaa qde s fui a causa ou o pretexto da occo-
pajlo, e que s faz parle da confederarlo allemaa,
ou sobre loda a monarchia dinamarqueza. Estas
diversas questres ainda nao esta complelamenle de-
cididas.
A a.lministraj.lo do pequeo ducado allemao de
Lanemburgo forma um annexo de ministerio do
Holstein. Em consequencia de |um projeclo para
reformar a oraanisarlo da representarlo nacional
*dete paiz, projeclo submellido ao exame desla an-
liga representarlo mesma, foi publicada um i caria
regia datada de 20 do dezembro de 1853. Esta or-
ganisajao se resenle |um pouco do espirito dat ve-
nias loMiluicet germnicas. A repretentajilo he
denominada ainda, eomo outr'ora, cavallaria e es-
tados provinciaes 'do Lanemburgo. Um marechal
do paiz, cargo hereditario n'uma das familia no-
bre, e dous cqgeelheiros, eleilos vida entre os
grandes proprieMNos nohret,formam aadminislrajao
local permanente, a qual convoca, para deliberar
conjunctamenle com ella todo as vezes que se faz
preciso, urna assembloa de aanze deputados el-itos
por seis anuos, a saber : cinco deputados eteilos pe-
los grandes proprietarios nobres, cinco pelos peque-
no proplanos e os habitantes da ceuipanha mais
tributado, e cinco pelas cidades e para ellas. Esla
assembla goza de certa auloridade legislativa no
que loca < despezas e imposicOes municipaes ; mas
s lem vol consultivo noque diz repello a Icgisla-
jlu geral.
Islandia, illiajaFirroes, Indias dinamarquezas.
Tem-se em IcraBpaja na Islandia que o govcrnu
sabmellera a urTassembla convocada em 1451 um
projeclo de oigaqisajao da anliga repreieulajao na-
conalda provincia denominada Allhing ou parla-
raenljrSerdl. Em vez de disentir o projeclo do go-
verno, a assembla redigio e adoptou oulro, que
tenda a fazer a Isln lia urna especie de' repblica
indepeiidente, e que o governo leve de regeilar ab-
solutamente. Eaj 18I!, um Allhing ma moderado
assslio lealmenl* ao projeclo que Iba foi apresn-
ladn da parte do governo e que concede a essa as-
sembla certa auloridade legislativa para os negocios
municipaes, e vol consultivo no que loca a legisla-
rlo geral. Um projectu'de lei sobre a organisajio e
as funcenes du Allhing islandez astentado sobre esta
base foi submellido a discussao do Rtgsdag e volado
pelos dous thtngs.
O commercio islandez, al ao presente, he um
monopolio e\e_rcido pelo governo em seu pro-
vello. Tem-se esaminado e discut lo, ha mais de
sessenla annos, a questao da sua emanciparlo. Em-
fim, na sestao do Rigsdag do 1852 a 1853, o Sr.
Bang, entlo ministro di interior, aprcsenlon a esse
respeilo um projeclo. Durante o verflo de )853, esse
mesmo projeclo foi iguajlmenlc submellido ni Isln-
din ao exame do AUhihl^m se declarou salisfeilo.
Nao obstante, o SR Oersted, concebendo novos es-
crpulos, refosou lobmelter iuimediatamenle ao
Rigsdag dito projeclo porlao largo lempo e 18o cui-
dadosainenlcexaminado, o nomeou nova coinmis.su>
para recolher aioJa mais etclarecimentot parece-
res. No ciilaulo. muilos membros do Folkething la-
roarain a inicaliva e lizeram discutir e volar un
projeclo de laiaohre objectn conformo ao que fura
primeirameul apresentado e liajviawtii o Islandeze
dado sua apreisa la approvajao.- Quando esle pL
jeclo foi IranMbiltido do Folkething ao LanislhiTg,
foi entlo tmente que o Sr. Oersted apresenlou
ao Landalhiug oulro projeclo muilo mais restringido
que difiere eiseacialmeole, e em favor do qual de-
clama querer de preferencia solicitar o assentimen-
lo Rigsdag e a anecio do rei. O Landstlung im-
medialamenle fez emendas ao projeclo do Folke-
Ihiug de maneira a approxim i-Io daquelle do mi-
nistro, e grajas a esse prudente proceder se pdde
emlim nbler um lei sobre a emancipajAo do com-
mercio da Islandia. O estado e a insliluijoes da Is-
landia ouerceeu Franca um inleresse particular,
por isto o balcieiros franceze cruzam frequente-
raenle nesaas pirasen, e lodos os anno alguns
vato da marinha militar (ranceza, enviados para os
proieger, eslaciooam Hcilicainenlc no porto de
Keikiavik. ^
Quanlo Fu-roa*, grapu de ills ao norte da Es
cossia, meio caminho entre a costa da Noruega o a
da Islandia, so leude iguala-la Islandia, lano
quanlo Ibes for conveaicnlc, no locante as inslitui-
j6es polticas a Ugislajao. Aisim, para fazer os
habitantes destas Iba participantes das intlituijoes
poltica e Civis da Dinemarca, foi projectada e vo-
lada nma lei organisando nos Fmroes urna repre-
sentarlo provincial legislativa quanlo aos inleresses
municipaes e consultiva qnanlo a legislarau geral,
denominada Laugthing ( parlament de" ordem.)
O monopolio do commercio d.tt Fceroes foi, como o
da Islandia, o objeclo de numerosa criticas desde
muilos annos; altua emancipajao acaba de ser o
objeclo de um projnrio de lei discutida e votada pelo
Rigsdag Irantaclo. Esta asembla approvou igual-
mente um projeclo de lei ledenle a regular neslas
ilha o enshio publico e a ecola primarias.
Pelo que oca as col lias dinamarquezas as In-
dia occidentaes ( ilha da Santa Cruz, de S. Tito,
in ede S. Joao), o conselho colonial, instituid se-
cundo a lei de 26 de marjo de 1852, vai cuutinuan-
do a funecionar. A Irauquillidade habitual de-tas
Idas nao tem sido perturbada. O estada material da
colonia lem sido cada vez mais prospero e salisfa-
,or'- Oepois das deliberajes as mai cxleusas, uina
lei do 23 de julho de 1853 delermiuou que te con-
cedesse aos antigos proprietarios de escravos da co-
lonia urna indemnidade de 50 escudos ou lollardos
( perlo de 160 francos ) por cada escravo emancipa-
do era 1818; o qua uo lotal acarretou ao estadj urna
despeza de ura inilhau e meio de escudos, cerca de
1< miihoes de francos. Desgrajadamenle a colonia
leve muilo a toflrer de diversa molestias contagio-
sas que fizerara um numero consideravel de victi-
mas. A febre .denle accorometleu muilo as enan-
cas ; e a amarella a-aaluu na ilha da Sania Cruz.
Emlimem jaoeiro de 1854, o cholera arrebenloa
em S. Tho.n, e caus .u-lbc lerriveis eilrngos ; as-
wm como ua ilha de Sao-Joao. Em San-Tliom so-
bre peno de 14,000 habitanies 1,700 perecern.
O anno que acaba de decorrer foi para o Esta-
dos Scaniliuavos a poca de ama crite, que sera na
historia delles assignalada. Em ambas as monarchias
Scamlin vas, essa crise loca agora a urna prxima
soluj.lo ; mas sao mui dillerenles para cada urna
dellas as condijes. Quanlo a monarchia da Sue-
cia e Noruega, cujo desenvolvimenlo inlerno fez
uestes ultimo lempos, a parlicularmenle no anno
de 1853 a 51 13o grande progressos, traase de ia-
bar-e, por urna coqperajao franca, e nobre com a
potencia oecldenlaes, ella poder, em grande pe-
rigos para u fnluro, alcanjar os m.'vo deslinos que
as circumslancia paracem Ihe oftotecer. Quanlo a
Dinamarca ao contrario Irala-se da decidir s Ibe
ser permittirio, como odtseja a porjilo mais escla-
recida e lalvez mais uumeosa da najan, lanjar-se
no brujos desla* mesma polencia, nica capize
da emaucipa-la da influencia pruuiana e rima,
isto he, Irala-se de resolver presentemente a questao
mesma de sua existencia. Se o asceodenle da Fran-
ca e da Inglaterra nao salvar esle pequeo povo, e
nao garantir a integridade do teu territorio, preten-'
teniente di /idido, ej-uas insliluijoes liberaes, elle
ter d'ora emdiinle perdido a ma independencia, e
n'um prximo luturo a sua mema nacionalidade.
.innnaire des deux mondes.)
INTERIOR.
RIO OB JANEIRO.
CARIARA DOS SRS. DEPUTADOS.
Sesiao' o da 27 ae ]a|BO 4a 1855.
Le-a e approva-e a acta da essao antecedente.
O Sr. 1. secretario d conla do seguidle expe-
diente :
Um oflicio du Sr. ministro da fazenda, enviando
a consulta de 2 de junho ultimo, relativa ao imposto
de 5 por canto lanrado pela assembla legislativa da
provincia do Ceara sobre as fian ja criminaes sujti-
la por lei geral i laxa de 2 por cenlo de ten valor.
A' commissao de assemblas provinciaes.
Do Sr. minialro do imperio, communieando que
S. al. I. licra inteirado da pessoaa qoe compoem a
mesa desla cmara no correnla mez.Fica a cma-
ra inleirada.
m rajuerimento da irmandadedo Sanlitdmoga-
tramenlo da cidada de Coritiba, pedindo permis-
ao para ponsuir bens de raiz.A' commiao de fa-
zenda.
Do padre Jos Domingue Nogaeirada Silva, *ub-
dito porluguez, pedindo dispensa na lei para ser na-
tural isa.lo cidado brasileiro.A' commissao da
conslil (lirio.
Lci'iii-se e approvam-ie varia redaccoe* e o* e-
guinle pareceres:
* A commissao de constituidlo, a que foi presen-
te o requerimenlo de Jos Coolioho da Azevedo
\ asconcellos, subdilo porluguez, peJindo dispensa
do lapso de lempo exigido pela lei posterior decli-
rara.t que peranle a cmara municipal dos respecti-
vo domicilios (l derem obter caria da naluralisarao, alten.leudo que
he elle casado com bratileira. e por conseguidle dis-
pensado pela lei Ue 23 de oulubro de 1832 daquella
residencia, ht de parecer que nada ha que deferir
por ser detnecestario o aclo legislativo que requer.
a Sala da commissoes, 21 de julho de 1855.D,
T. de M icedn.Figueira de Mello.
a A commissao de instrucjao publica, a que foi
prsenle m requerimenlo do r. Mello Moraet.pe-
iliu'do auxilio do cofres publico para a impretiao
de urna obra sua intitulada Diccionario de Medicina
observa a esla augusta cmara qua nao lem no teu
seio pessoal profisstonae que possaro ajuiz.ar devi-
damenle do meritu da dila obra, e assim he de pa-
recer que seja commeltido esse exame commissao
de aude publica rumposlade 3 membros Ilustrados
da^clatse medica, para a qual ha destinado o dito
Diccionario.
t Sala da commissoes, 26 da julho de 1855.F.
Oclaciano./, /. da Rocha, a
A commissao de penses e ordenados lendo exa-
minado o requerimenlo de Manoel Rodrigues de
Mello L'choa, que pede urna roinunerajlo dot seus
ervijos ; atienden.lo, que comquanlo sejam digno
do seren nltcndidos os dons servicos que de longos
annos lera prestado lio digno servidor do Estado,
nao he da atlribuicao da assembla a iniciativa em
laes materias; he de parecer que se dirija o up-
plicanle ao governo imperial, qoe do eerlo defirir.i
com sua costumada imparcialidade e juslica.
Pajo da cmara do depulados, 26 de jolho de
1855.D. F. B. da Silceira. /,-*. de .V. S. Lo-
bato, n
ApresentarSo de projectos findicaciies
Sao julga'dos objeclo de deliberajao e vao a
imprimir para entrar na ordem dos Irabalhos o se-
guinte projectos :
A assembla geral legislativa resolve :
I Arligo nico. Os controlo feitos por corres-
pondencia epistolar, em conformidade com o 4 do
arl. 122, e com o arl. 127 do cdigo commercial,
esla'o comprehendidos as disposicc do arl. 4412
do mesmo cdigo.
Pajo da cmara dos deputados, 26 de julho de
1855.Francisco de Paula Santos.
A assembla geral legislativa resolve :
Arl. I.- Fica creado um collegio eleitor.il na
villa da Boa-Vista do Tocantins, da provincia da>j
toyaz, composto dos eb-itores da mesma villa. '
Arl. 2. Ficam revogadas as diaposicoei em
contrario.
Pajo da cmara, 26 de jolho de 1855.O cone-
go, Feliciano Jos al.
OKDEM 110 DA.
Orcamento da rereita.
Conlinaa a 2 discuso do art. 9 filando a reci-
la do imperio.
O Sr. Mrquez de Paran .presidente do conse-
lho) declara que nao julga neces-ario responder as
observajes feilas na sessao antecedente por om de-
putado que por urna especie de systema pessiroisla
enlendeu que us empenhos do Brasil eram taes que
nJo o poderiiunos solver ; prognosticando-no* por
i*o urna ruina iufallivel. '
O Sr. presidente do conselho declara.que a divida
que pesa sobre o imperio nao ha superior aos seus
recursos. Se livermos paz e Iranquilliriade, se a vo-
ragem da revolurao e da anarehia nlo estancar lo-
das as fonles da uossa produejan. esgotando por con-
segumte os recursos do Estado, teremo em duvida
com que salisfazer a lodos os encargos do paiz.
Hecoithrce que o syslema de imposijfies, entre
nos racahindo na mxima parte sobre as alfandeg i,
pode, ero um caso de guerra, oRerecer embarajo ;
mas pensa qne teriamos eulSo a possibilidade de
laucar mo de oulro meios para sustentar as despe-
zas publicas.
A discussao fica adiada pala hora ; levanta-te a
seiso.
lele ;
do restar daquelle 378320 e dele 3635020.Inlei-
rada.
Outro do administrador do re muerto, fazendo di-
versas observajes acerca do modello de mappa que
a cmara Ihe envin, para por elle se guiar, sendo
entre oulras, a variedade de molestias que daria la-
gar a ser o mappa muito extenso, Irabalhoso e diffi-
cil da comprehender, por quem a examina-e. jul-
gandq por isso ser a nielhor maneira de atisfazer o
regulamentn nula paite, o remellar ella copias tri-
meslrar do regKtro de bito. Kesolveu-sr que o
adminilrador organisasse a mappa da canformidada
com a sua observajes.
Oqlro do fiscal de S. Jos, participando ler-epa-
sado a raalnnja para omaladouroda Cabanga, desde
26 do crrante, a er praciio encarregar-se doria-
mente alguem a limpau do cano, puxando-t*
para a mar o tango* que nelle (ca depositado, de-
pon de lavado* o quarlot da matanca.Quanlo a
primeira parle, que te commanicasse ao Exm. pre-
sdeme da provincia; e quanlo a egunda, se res-
pondesse ao fiscal, que emquanto tilo liver elle a
soa dispisijSo, como oulr'ora pessoaa encarregadas
da limpeza das ras, por eslar sendo feito esle scr-
vijo alualmenle pela compaohia de Ribeirindos, en-
cdrregaise alguem de limpar o cano, quando s li-
zesse preciso, mediante urna paga razoavel.
Onlro do mesmo, participando que na semana de
22 a 26 .do corrente te mataran) 603 rezea para con-
tumo desla cidade.Ao archivo.
Oulro de Hermenegildo Eduardo do Reg Mon-
leiro, dizendo que por ler de Iratar de sua sade,
nesla cidade, nao' poda continuar no exercicio de
juiz de paz lopplenle do 2. dislricto da fregueii
dcMuribeca.aQaa) se chamasse o suppleule imme-
diato.
A cmara resolveu offlciar ao presiilente do tribu-
nal do jury, pedindo para dispensar de servir na
prnsente sessSo do mesmo jury, o vereador Simplicio
Jos de Mello.
Maodou-se continuar as prajas para a arremala-
jao da estrada da Varzea e da madeira do simples do
cemiterio.
Despacharam-te as pelijOes de Antonio Joaquim
Seve, de Adelo Francisco de Azevedo, de Anto-
nio Gonjalves de Moraes.de llarlliolometi Franeaico
de Souza, de Benlo Jos Pereira, de Bernardo Jos
Rodrigues Pinheiro, de Francisco Jos Alve liorna,
do Franklin Benjamim Theotoaio Peixolo, de Jo-
qnm Jos de Oliveira, de Jo8o Francisco de Olivei-
rae Silva, de Joaquim Manoel Ferrelra de Sooza,
de Manoel Antonio Pereira, de Manoel Jos Fer-
reira da Costa, de Manoel Peres Campcllo Jacome
da tilma, de Manoel Joaquim do Sania-Amia, e di
Tiburein Valeriano Baptisla, e levanloue a sesslo.
Eu Manoel Ferreira Aceioli, tecwlario a tub-
crevi.Bario de Capibartbe, pretidenleMamede
Barata de Almcida,, Reg, OU cetra, Mello, Ga-
meiro.
REPARTIC.AO DA POLICA'.
Parte do da 17 de selembro.
Illm. Exm. Sr.Levo ao conheciroenlo de V.
Exc. qne dat diflerenle participaroes dontem e lioje
recebida nesta repartija- consta lerem sido preso :
Pela subdelegada da fregnezia da Boa Vista, os
pretos escravos Theoduro e Policiano, ele reque-
rimenlo de sea senhor, e aquella por desordem, as
pardas Angela Maria da Conccicto, Mara Joaquina
da Luz, Maria Joaquina do Espirito Sanio, a a pre-
la escrava Maria, todas por suspeitas.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco 17de selembro de 1855.Illm. e Exm,
Sr. coosefheiro Jos Denlo da Cunda e Figueredn.
presidente da provincia.O chafa de polica, I.uiz
Carlot dt Paica Teixeira.
COMMIMCADO
PERNAMBLCO.
GAMAR MUNICIPAL DO RECIPE.
SESSAO" EXTRAORDINARIA DE 29 DE '
AGOSTO DE 1855.
Presidencia ao Sr. Bario dt Capibartbe.
Presentes o* senhore, Reg, Oliveira, Barata,
Gameiro, e Mello, fallando com causa participada
o Sr. Mamede, abrio-ie a (essaoe foi'.lida e appro
vada a acta da sessao antecedente. Foi lido o se-
guate
EXPEDIENTE.
Um oflicio do Exm. presidente da provincia, di-
zendo que, em vista du que ponderara esla cmara
era oflicio de 22 do corrente, ofliciara ao commau-
danle do corpo de policia. para mandar apresenlar
diariamente aos fiscaes o numero de prajas do mes-
mo corpo, qoeuul'ora faziam astentinellas da praias
e caes desla cidade.Inleirada.
Oulro do Dr. chefe d pulida, pedindo, bem da
salubridad* publica, dese a cmara suat orden no
sentido de vedar que sejam levadas ao mttadouro
rezes eaujada, corridas, e doente, ob*rvando-se
assim restrictamente os arligo 8, II e 13 do titulo
4 da pasturas.Mandou-se renovar an orden para
tal fim. e responda ao chefe de policia. p^iefacar dea) mais7lTb^iTt^.ue 'o eitado
Oulro do vereador Mamede, participando qiitv" tual do nosso paiz os recejos a es? ^.in d^
por eneommodado nao poda comparecer i ** vem er infundados.
hoje.Inleirada. ^ Vamo, porem, u poni que me chamou a arena
jprnalisla ; .vamos > njuslija da qoe cima fallei
Oulro do subJelegaa^af* freguezia de Moriheca,
dizendo que sendo aprajatado aquella .'["elega-
eia lermot demulUt impostas pelo repec,'T0 fl,cal
moradores dos logare* da Vonda-Grand9' Gurcura-
nas e auas vzinhanjas, poros julgar ncof*0* no *'
16 lit. 9 das posturas, enlenden lo elle sIID<1lcft'do
que taes lugares se aclnin fora da dspos.^0 do arligo, n*o s pelo coslume remolitf""0 lle|-
les se criarem cado o animaes de oulra jualdade,
come pelo de s fazerem cercado ahi a01""681ue
plaotam, e nao os que criara, donde conellle aae "
orno
referidas localidades deviam ter consiihr*ll,ls Cql
Ierra de criacaq, e n,1o de plantarlo ; f'*"11 JJ r'
vi* cmara-Ihe eclarccer i 'respei10'-Q"
ouvisse ao advocado.
Outro do juiz de paz mais Volado rl''". <,i*,r.ic,
da fregaezia de Jahoaia, dizendo sP-Precl,o que a
cmara expediste diploma nm srPnlen,B d W-
tor por aquella freguezia, em lugir do e'eilor.que
falleceu, Ignacio de Barro BarrcIcT ^ue se elPe
disse. -*^-"
Oulro do engenheiro director das obras publicas,
solicitando conleajo para a couslriicjlo, na ra da
Aurora, da qual fora cncarregadu pelo Exm. prei-
dealeila proviucia. do edificio desuado ao Gvm-
nasio Provincial Inleirada, por j ter sido confe-
rida a cor.lear.3o.
Outro astiguado pelos qualro fisca* deata cidade,
expon.lo a necessidade do e lomar alguma provi-
dencia, que vedo o abuso que te lam augmentado,
depoitda creacao da companhia de Ribeirinhos.de te
lanjareui dat casi par a roa divos e inmundicias
de modo que te nao podem conserrar limpas as ras
d* um para outro di. A' commissao de polica.
Oulro du fiscal deS.inlo-4ntoiiio, pedindo Ihe de-
claraste a cmara, se, o estahelecimenlo de carros
runebres silo no pateo do Parazo, caja cata exami-
nara e achara ler 23 palmot de frente, conservando
quatro cavallos para seu uso, com sumidro fechado
com abobada, te aclu comprehajMido no nafllero
das cavallariras. Reolveu-se lapois de algamns
discussOet que as postura sobn* tavallarica, nao
prciudicavam o referido eslabelecimcnlo ; e neste
sentido mandou-se responder ao fiscal, ende de vo-
l contrario o Sr. Oliveira, por entender que elle
esla comprehendido na gencralidade do arl. 1 das
mesmas posturas.
Outro do procurador, apprtaenlando dua* conla*
da despeza foila com os dous cantos de res lirados
ltimamente do cofre, sendo om para a companhia
de Ribeirinho e oulro para a obra do laatadouru e
do reparos da cata da raa di Florentina ; mottran-
Duas palavras ao Liberal Peraambu-
cano n. 871.
Em duas parles mui disididas se divide o artigo
editorial do /xberai Pernambucano de 5 do corren-
te coja leitnra, poslo que tarda, arrastnu-m* pelo
desejo de reclamar contra urna grande inju-tija por
elle eommetiida. sem todava dominir-meo intento
de travar polmica com aquello Alustrado e mui es-
forjado campeo opposicionisla.
Na primeira parte o cscriptor aprecia ligeira e h-
bilmente o progesso moral dos poro, e, etlabelecen-
do os principios regaladores da educajao espiritual,
assenla os melhoramenlos moraes e inlelleclnaes so-
bre a Iriplice base do bem pela rellgiAo e pela mo-
ral, do verdadeiro pelas silencias, e do 6e/lo pelas
arles. Applicando lae principios, alias nao contes-
tados, e anles pelo contrario aeceitns e firmados pe-
la pralica em Man provincia, elle observa :
Acerca do meIhoramrnlo espiritual, mormente
das classes mai* pobres, nao registramos om s fac-
i, que possa fallar em favor da administrarlo do
Sr. Jos Benlo. O Sr. Jos Benlolratou de an-tocra-
tsar a inslrucj.1 i,e nlo cuiili cem i urna s proxi-
dencia para|alargara esphera inlellcclu.il e moral da
populajo da provincia.
A seguma parle lera por objeclo o melhoramen-
los maleriae. O etcriplor opposicionisla> cm tom
menos demonslralivo do que peremplorio o impera-
tivo, n. o Je m na o syslema do rae fnelhora.-neiitos
por incompleto, delfeiluosoe confuso, e filho unica-
mente da ama toflregoidao chala de amor proprio,
ama vai.la.tr custosa e esbanjadora.
Nenduma mais valiosa prova ofiererc elle de sua
asaerjao, du que sua nica palavra, pela qual se de-
ve jurar que no lucarna as estradas,- eslao ellas
em misero estado.
(i Ha dou pasto desla cidade, acrescenla i elle,
olferecem urna prespectiva lameulavel; s urna e-
trada, aquella que indo para os Apipucos p.vsa pelo
sitio do Sr. Jos Benlo, he a que.se vai fazendo at
com laxo ; as mais sao nma deteraja, e permanecen)
em nm estedo de decadencia, Tlijni ninra nliin
Nao pretendo oceupar-me cuafcarprimeira parte
do artigo do Liberal; nao porque a sua condem-
naj.lo esla na prupria ron-ciencia de lodo que o
leem e conhecem o methodo de eiisino primario na
provincia ; como lambem porque *e necessario fuste
retponder-lhe, oulro, que nao eu, o fariam melhor.
A materia he importante ; e sendo cerlo que o* gran-
de assumptos anniquilam os pequeo escriplores,
he visto que minha penna lo obscura e mesquinha,
se perdera para tempre se tentaste diaculi-ln.
Oulro, por lano, de animo o pulso, se ojulga-
rem conveniente, que folheando a ultima reforma
da imtruejau publica, iniciada pelo teluat adminis-
trador da provincia, aponlem ao escriplor opposicio-
"isla, nlo um factu, porem muilos que poderiam
conscenciosamenle ser registrados na paginas do
seu jornal, como respusta a aecusajao de queo
governo nenhuma medita lem lomado pora o mclbo-
raraenlo espiritual, para alargar a esphera inlel-
leclaal e moral da populagao pobre.
EnlrediversasdsposicOcs da loj actual, taes co-
mo a queobriga ospais a mandar os filho apren-
der a ler e escrever. e a qua augmenta o numero
das aula na razio da popularlo, urna lia que por si
s bastara para distruir quaesqner aecu-aeoes a tal
respeilo.
Acaso n,lu lera o escriplor oppoiicionitla lido a
novissima lei regulamenlar da inslrucrjo primaria ?
nao vio ainda l a di-pusirlo que garante, pur fre-
guezia, a um cerlo numero de meninos indigentes
nlo so o entino por parle do governo, mais ainda o
vestuario, alimento, compendio, livros, papel, pen-
na ele. ? e poder urna lal medida apoiar o dilo de
que a inslrucjao etla arislocralitada 1
Pelo contrario. Em vez disto, ella pode anles ser
aecusada de extremo contrario por algn espirito
cauteloso, e por ventura tmido, que ainda nao
perdern) atimpret-oes da doutrinas subversivas,
qua no ha muilo fizrram cora quo a Europa passas-
se pur grandes transes. Par quanlo tal di-posijao,
em verdade, parece firmar a doutrina dos soccorros
publico jarmannles, e dahi o direilo ao subsidios
do goven^p ao Irabalho, ou finalmente isso que na
ullima asatniblea nacional da Frailea foi chamado
a.-ianc ocale.
QuesUo he esla^, sem duvida muilo milindrosa ;
(e ,',il... |,l,T,*'***^Wlueme cmifesso pequenino
o melhoramenlos maleriae execuladoe em exe-
cujSo.
Nao desconhece o escriplor opposicionisla (nem o
poda desronheccr,porque he milito Ilustrado as van-
lagcns dos melhoramenlos materiaes, que na plirase
de um oulro escriplor sao m augmento de riqueza
e conseguinlemenu o conojro a mais essencial e
geral para a satisfar? das necesidades de qual-
quer natureza, assim na otdem moral e inlellec-
lual, como na ordem mlica e so-ial. Quer, porem
que elles veuharo, nattte nem a par dos melho-
ramenlos moraes e inUTlecluaes, senao depoi.
I'ergunlo eu : v
Como devem ser encarados lodo esses melhora-
menlos, ou tejara maleriaes, ou moraes e inlellec-
luacs, como fim ou como meio "
Lomo meio. O lim he o bem estar, o gozo, a fell-
cidade do membros de que a tociedadg e rompOe.
"iiv..l\ imeulo uo* inelborameiits
m ileriaes, com abertura da estradas principal-
mente to facilitan) as relajOe do povo ; as povoa-
Jf.es se commiMiram e agmenlam ; seas habi-
lanles. pela frequencia do Iralo, se fraternisam ; as
Ierras augmentara de valor; s classes laboriosas
vfsem eretoer seus producios ; os proletarios acharo,
nesses Irabalhos pblicos meios do subsistencia e go-
zo, que nt arranquera da occiosidade e preguira em
que t enervara a faeuldades do corpo. e te perver-
i 'in as do espirito ; a arcan benfica e civilitndora
da auloridade he mais promplu cefllcaz ; a iustruc-
crtn se desenvolve, loniando-e mais fcil e aperfei-
jtada ; os Coslume te ameiiisam ; o campanio em
sua choupana recebe o influxo da civilsajao das ci-
dades ; e attim a sociedado caniiuha ao seu ijicrfei-
joamento natural o uavemente.
Logoeses melhoramenlos ao um meio da educa-
rao espiritual. E porque pois, propo-lo a esla ;
ou ante, pretender quo a causa venda depois do
efTeito 1
Mas, dir-me-hao : Nao, confunds cona com
etfeilns. e chamis este o qoe he aquella ; porque
su nao cuidar.les da educar! > moral do novo, se nao
Ihe illustrarde* o espirito, elle nao sera apio para
aireciaras vanlagens maleriaes do progresso, e nem
ir esmo raminhar na estrada delle. Cuidai primei-
ro da eslucaciio espiriloal.
Pot bem; nao fajamos quesUo por iso ; nao
hriguemos por causa da precedencia. Fique, te
vo apraz, a progressa moral ante du material.
Mas, au podis deixar de concordar comiso qne
o iaelhjMDM&lo material com o isoral e ioletleclual
representara dous factor**, cujo praducto ha a maior
snmma de ulilidade publica ; isla he ot nozo o
bem eslar, a felic.dade *m fim.
Ora, ht principio muito eonliecido al malheiaa-
lica, que a ordem dos factores nio altera o produc-
to ; escrevei 3 anteada 4, ou 4 ante de 3, mulli-
plicai esse dous numeres, e o producto sera semprV
o mesmo. Por tanlo collocai o melhoreraentn moral
anles ou depoi da darial, ilo ine heindifferenle;
porque nao ha anda esle o pona da injuslica, do
qual cumpre ja Iratar. Ficai com ossa opiniao,
qaeeu licacarei com a minha.
Todas as estrada eilio em es(idoUmnlav|; 0
pr*identesoeaida da que passs pelo *eu sitio.
*.i aqu a injodica.
Creio que quando o publico te acha alisftilo cora
as estradas, nao nclama contri a despezas qoe
com alias se faz, e paga salisfeilo os imposlut de
mrre)ra nella eslnbelecidos para 'cootarvajao; Dio,
se deve dlzer qoe ella eslo em estado lameulavel
sem se apresenlar fados qne conveojam, sem indi-
car quaes o poni arruinados, quaes
rxaacnai ruta Im a *
. -_ fvuiwa .1) I lil llilinr,
passos que lem sido esquecidos e ineglgenclailo.
Se assim procedes* o escriplor oppo.icioni.ta iij9a
ansiara os deveres de sua missao, como al (aria re-
levante- servijo a provincia a a adminislrajjo, a cual,
confiada nos seus agentes subalternos, incumbido*
d* inspeccionar aquelle ramo de servijo e pedir as
providencias precisa,deaim Iludido pelo*aagaanai-
rot. que conslanlemente em sois iuforraictaa Xacm
as eslradas se acliam em muilo bom nado. B*m
., .---------.--------_^------. ,,iultu uln fijiuo. nfm
se v que um presidente de provincia nao pode de-
cer ale n nnntn de. runsllmr-,a r.nh. -j_- .__
ros.
que
rer
dor
_ ^-------- r---------------- K'o'iuna nao pone oes-
ale o ponto de eonliluir-e, f.itor, administra-
ou conservador de eslradas.
.. opposijes nao se formam somanta para aecusar
e desacreditar o que exisle. Representa tambem o
papel de conselheiras : advertem, guiam, avisara o
governo obre cerlo inleresses permanente* da ilo-
ciedade, que nao variam coro a at*enc*o d'etta ou
d aquella opiniao ; e nesle cato to Uo uleis ao mu-
tuo governo, como a maioria t qoe etl* >e apoa
As opposijes devem ter apr*joes ; devera dee^
]ar o poder, mai nao o poder *T*Vw)oralitado ; devem
procurar substituir o que exilie pelo qu* julgam qai
"e melhor. D'aqui n.sce que quando ellas ckum.ni
a allenjao do governo sobro cerlo ponlot, prepara
o terreno para si propria. A accotajes nao funda-
da., o espirito de displicencia por ludo, a declara-
joes contra um mal, qoe muilas vezes ha imagina-
rio, sem se indicar o bem que convsBtr-rfo qaati
tempre o indicio dt idea, nao ordenada, da falla de
!n,cVe'"*,conveni*le' c co''^qunlemen( da
r.lw',M,0|,r.Pi,r-,d' P"a Wlar a dirigir o-
que he regulado e dirigido por oulro.
Nao luppoiiho nesse caso o escriplor opnoticionit-
la, a cuja Hluslrajao compraz-me rende// hamena-
gem que ihe he deuda. E he lambem por i,
peza-me ve-lo algumas vezes f-ze* hlelas, erila
que ha cousas mas e no indicar quaes ella* sejam
Aponte quaes essas estrada que sao urna dasaraca'
diga o que he que cumpre fazer para remover
mal ; e enfilo se aadminislrajao te mostrar capri-
chosamente sorda-. suas reclamajoe, acense-, m.
ninguem (he dir que pralica urna injuslija.
Pelo que loca a estrada de Apipucos,feila com
luio por que pssa pelo silio do presderte,rae pa-
rece que o proprio excriplor opposicionisla. se esfi-
vee a frenle da adminislracio, e livttse nlo am
mas quatro ou seis sitios n'aquelle lugar, nao protav
deru de modo diverso porque procedeu S. Exc, Uu-
o mais quai.ti a dea do concert d'.quelli estrada
havia parlldoda assembla provincial, que para isso
ale decrelr fundo especiaes.
Alem ditso a cheia do annp pas-ado motlrau ana,
nao nm concert, mas um caljamenlo era urgenti*-
simo na estrada de ponte de l'choa. Eis como te ex-
prime acerca della o Sr. director das obras publicas,
ira parte do seu relalorio r|lnliva ao* estragos da 4i-
A estrada que communica esla cidade coa a
povoajSo de Apipucos, >Breu grandemanl, pU
prc-ximidade cm que se acha do Capibaribe ; porer
ja foi convenientemente reparada, e sena* eslar me-
lhor, lambem nao esta peior do que d'antas. CaoMi
do esta bem longe de ser o que deve, alenla .lire-
portando e frequencia que lem : urna estrada qoe
passa pelo* mai formosos arrehaldes desla capilal
que he freqoealada dia e noite por ama immen.ida-
de de carra* a cavallos, que he aquella qua primeiro
se olferece aos olhos do eslrangeiro, que aqui oh
e quer percorrer os risonhos sitios que bordao i m
gem do Capibaribe ; nao deve, nem pode por mol
lempo conlinoar a ser um caminho tortuoso, irreg
lar, erijado de barrancas, e chcio de areias alola.li-
jas, qoe lornam o seu transito diffieil, aborrecido, a
al damnosoao pablico. o
Ser verdade o que diz o Sr. Dr. Mamaria'
Ninguem dir que nlo. Mas ainda que o nao fotsa
acensara deveria ser ante de ludo dirigida ao fu
conario, a quem incambindo olhar para **>--__
e expor ao governo a verdade, Ih'a occulla, e o le
a comiceller um erro.
Felizmenle, porem, para o Sr. Dr. Mamed* nao
se d esse caso : S. S. nanea ser aecusado pelo qoe
ahi fica Irancriplo. Ha, pois, inuslca na increpa-
rlo que a ese respeilo foi dirigida a admini-lraco.
Censura, e censura asperrima merecera o cidadao
que se acha a frenle della, se, smenle para que se-
ii.lo diceue qoe era por amordjiseri silio qoe roan-
x^^'^'aaaf. de pnrrps-
ij*), da corres-
'"vincjjL^ co-
,lien reconde-
no a acensa lo, evo
\ loda a razao dira-
dava concertar a estrada, deix^
ponder ao pentamenlo da'
roo de allender
cida.
Em lal caso ea serla oprin
lambem, senhor. Nos enISo con.
mo, que elle era incapaz d% pesidir urna gratMle
provincia como a de Pernambuco, que a cobarda oa
o egoismo o collocava abaxo du poni era qua aa
acbava.
Corbardia, porque pelo roedo de dar lagar a al-
gn fllatenos, tir.Ji.-t fallado ao tea dever;
Ou egosmo,porque para salvanua petsoa.para sub
l'ahir-sea urna imputa jan, que cahlria, preaiau da
mai simples raciocinio, havia sacrificado o inlcreji*
e commodidade de centenares de pessoas de lodat ai
ciaste, principalmente dos proprietarios margen
d'aquella estrada os quaes pagando dcima da pre-
dius fora da cidade, e nao gozando do beneficia de
illuminajao. tem, sem duvida alguma, o direilo de
exigir transito fcil al tuat portas. '
('indo aqui as minha duas palavra*, que sahiram
mais estiradas do que desejava, declarando: primei-
ro que com ellas nao teado por fim reuder servir
aS. Exc., oSr. pre-ideule da provincia, que delles
oo precisa ; segundo que de nenhum modo me en-
Irou no animo o desejo de ofTender, nem mesmo mo-
lestar de leve o redactor do Liberal. \
Srrim.
PtBLIC.4C.lO A PEDIDO.
Exm. e llvm.Sr.Carolina Ua Mallo Trictdad*
Silva, moradora nesla cidade, requeren V. Exe.
Rvm." era agosto prximo patsado impedjrn.enlo pa-
ra nao ser casada urna sua lilha meuo/, que ailandu
no termo d- Serinhaem fora raptada do podar do la-
lor, por seduejao e qu .si a forci. como prova do-
cumento junto, no qual se acha exarado o r.sp.'ilavej
despacho de V. Exc, mandand impedir o casamen-
to, e porque aconleca quo o raptor lutiiScaMa pirante
ojuiz mniiielpal e orphlo da SerM ieirt, tege, c (ora dita justificarlo julga.la por senlenra.
dando o mesmo juiz licenja para o mesmo rap
casar com a menor,filha da lupplieante, potlerj
as regras do direito n ilural e civil, sem ouvir L
gir o cnnsenmenlo da yjppcante, como mai, i
aggravou da senlcnja daquelle juizo, v Opera provi-
menlo em dito aggravo.afim de nlo ter relitada un
tao falal casamenio ;por ssi.pos, podendo o fallado
raplor obler licenja do parodio do lugar ou de oa-
tro rircurovizjnho, em face da dita jvdiGcajio e li-
cenja obll- por aquelle juizo -, vem humildemente
implorar o >tto auxilio d V. Exe. para qtie te dig-
ne mandar re. ficar aquelle impedimento at qoo
daja derisao fu e para qoe o Rvd. paroeji da-
quella freguci., -rinhaem ot das ojH*par-
chias vizindas, n cebam em casamant* a mes-
ma menor cora o ti t-blor. N IJ||li peda a
\ Eic. Kvmi. qij^Kroo pai espaf t lm Iho
delira.Et orabit ad Diminua.Caralaia efe Mel-m
lo Trindadee Silea. I\
_J pan>cfadi que a snppli-
cante allega. comopeTe. Palacio da Soledad* 17 d
selembro de lH.io.-_Gmna,
CO/va^EaCI
l'KACA DO RECIFE If DE SETBl
HOBAS DATARDE.
CotajOes fBciac*.
Cambio sobre l.ondrot27 3|4 d. 60 d|/. diiideiro.
Dilo sobre dilo7 I [i d. 60 d(V. a 4iil>ro.
Descont por 60 dias8 % ao anno.
Compra de afgodao era Mwi-j>S00 por arroba
posto a bordo.
ALFANDBxiA.
Rendimenlo do dia t dem do dia 17......." l.MJ
218:61
Imporlaca o. #
I lia lo brasileiro Kchatacao, viudo do Araealy
consignado a Domingos Rodrigues de Andrade, roa-
nifeslou o (eguinta ;
183 meios de sola ; a Domingos Rodrigues d* 4a-
drade.
43 moihns cournho, 16 caixas velas de sebo : a
Cunha i Gomes.
32 alquelres tal ; a ordem
100 meios de sola ; a J. F. Prenle Vanna.
a^32 mullios com ulios, 7 meios de sola, 2courus de
Werso ; a Luiz iiurgea de Serqueira.
N(accas cera de carnauba. 37 moldo* courinlios,
1 barrica tebo ; a Antonio Joaquim da .Silva R-
boiro. s_.
57.) meios de sola, 1 sarco gomma, 26mo|ha cou-
rindos ; a C. cV Filho.
3 fardos caljado, 3 ditos chapeos, 3 s-ccas erra do
carnauba, 21 mollios courinho ; a Joaquim Fran-
cisco de Abreu.
CONSULADO liERAL.
Reudiroeato do dia 1 a 13 7ris0i.'M6
dem do dia 17.....'. .
j* KB0j)_73
L'IVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo da dia 1 a 15 .
dem do di 17 .
5*e098
11*292
5T>90
/
.-,'


>*:::*
\
hhhi -.--. -'-<


DIARIO DE PCRNAIBUCO TERQA FEIRA 18 DE SETEMBRO OE 1855
Exportaoao.
LivafpMi por MoeoW, uirea nglvfa cSpirii of ilic
Timas, de Mi laaetada?, conduzi J o seicuinte :
2,100 Meco* eom 10,500 arrobas da asiucir,
RIMaBBEDORlA D RKW INTERNAS E-
RoUdimeoto do
  • dem do di* 17 W 8O0J109
    ______ 12:5749727
    PAUTA
    iat prtfos corrintts do ornear, algodao, e mais
    leeros do pois, que $e despachan na meta do
    confutado de Pernambueo, na remana de 17
    alideMiembro de 1855.
    Assncar em caicas brinco !. quilidide
    3.a
    mase. ........
    Har. esac. branco.......
    * roascavado.....
    refluido..........
    Algodao em pluma de 1. qualidade

    . i) n
    em tareco. .
    Espirito de agurdenle
    Agurdenle cachara
    2.a
    3.'
    > Geuebra de cauua estilada do reino .
    l.ieor . ..... .

    II
    a

    ))
    canaila


    caada
    botija
    canaria
    garrafa
    caada
    Arfo pilado duas roba-. uro alqucire
    "> en casca.....T.....
    Aaaite de mamona......
    * > mendobim e de coco
    de peiie.........
    Caeau............... )
    Ave araras ..........orna
    pipi galos.........um
    Bolacha*.....
    Biscoiles ............
    Cafe bom..............
    resstolho ..........
    com casta...........
    odo............. u
    Carne secca............
    os com cum..........cento
    Charalos bons...........
    ordinarios ........
    regala c primor
    Ceta Je carnauba.....
    em vela*.......
    Cubre boyo mao d'ohra .
    Coaros de boi salgados .
    f
    I
    9
    29600
    19700
    39300
    3700
    5300
    49000
    19125
    9550
    9380
    3480
    9480
    9600
    9580
    240
    9580
    9i40
    49600
    19380
    9550
    196O0
    19280
    59000
    109000
    39000
    79000
    89960
    49900
    39000
    39500
    69400
    59000
    39840
    19400
    9600
    29200
    119000
    139000
    9160
    9190
    9100
    9300
    159000
    9300
    9160
    9160
    9320
    9240
    19280
    19000
    29000
    19000
    19600
    29000
    39500
    alqueire 69400
    vramento................99000
    N. 3. Joaquina Mria Pereira Viaona. 839400
    N. 5. Dita, dita..............999U0U
    N. 7. Dita, dita..............869*00
    N. 9. Bniho Alvos; de Miranda Varejilo 759000
    N. 13. Francisco Brandno Paes Brrelo. 439200
    N. 17. Irmandarie do Espirito Santo. 189000
    N. 19. Jnaquim Bernardo de lisuereido. 2H9800
    N. 21. Dito, dito.............1199100
    ItWpM
    E para constar se mandn aflitar o presenie, o pu-
    blicar pelo Diario. Secretaria da lliesouraria pro-
    vincial de Pernambueo 12 de elembro de 1855.
    O secretario.
    A, F. Annunriardn.
    Peranlo a' cmara municipal desla cidade,
    conlinoim eslar em praca os lalbos de n. 1 a 10,
    do acougue publico, da freguezia da Boa-Vista, nos
    dias 15, 17 o 18 do correte.
    Paco da cmara municipal dn Recite emseisaoor-
    dinaria de 14 de selembro do 1855.Bario de Ce-
    pibaribe, presidente.Manoel l'erreira Accoli, se-
    cretario.
    O lllm. Sr. inspeclor da lliesouraria provincial
    em cumprimeolo da ontara rio Etra. Sr. presidenl
    da provincia, manda convidar aosproprietarios abai-
    xo mencionados a entregaren, na mesma Ihesoura-
    na no prazo de 30 dias.a contar do dia .da pr-imeira
    publicacao do presente, a importancia das quola
    rom que devem entrar para o calamento da ra do
    Rangel, conforme o disposlo na le provincial n. 350.
    Adverlindo, que a falla da entrega voluntaria sera
    punida com o duplo das referida* botas na eonfor-
    midad do arl. 6 do regulamenlo de 22 do dezem-
    bro de 18.54.
    N. 2. Ordem
    cisco.' .
    N. 4. Beola da ConceicAo Fcrreira .
    N. 6. Domingos Jos da Silva .
    Si 8. Theolono Flix de Mello, .
    . 10. Carlota Eumania da Concei-
    o .. ..........
    N. 12. Herdeiros de Therea de Je-
    terceira de S. Fran-
    189000
    189000
    279000
    499500

    u

    *
    a
    >

    a
    a

    um
    B
    alqucire
    atpixados.......
    de onca ........
    ' > cabra corlidos .
    Doce da calda--------- ---------
    > guiaba........
    secco ..........
    , i*...........
    llopa nacional ........
    a) eUningeira, maja d'obra
    Eopanadores grandes.....
    *** pequeos .
    triulia de mandioca,.....
    milho......,
    araruta.....
    Poijao.............
    uuio uoaa ............ a;
    >ra*nario.......... d
    em fvlha botn........ o
    i a ordinario.......
    roslolho........
    tenanha............
    ' .............all-
    B'D............. a)
    Lardha de achas grande*......cento
    i> pequeas.....
    t toro*....... aj
    ranchas de amarillo de 2 costados urna
    o louro......... d
    Costado de amarello de 35 a 40 p. de
    c. e 2 ) aJLde I.....
    de dito u&k.......
    Catiadiolm do di' ***f*~*4*. .).
    Soallw de dito, aja,-*......
    Fofrododilo...........
    Ccatasfc de toara.........
    Co*adioho de dito........
    |*alhS'dedito...........
    Forro de dito...........
    e cedro.......... i>
    Toros de latajuba ......... quintal
    f/aras de parreira ......... duzia
    " a aguilhadas........ t
    qoiri*.......... a
    Boa obra roda* de sicupira paro e. par
    eixos > >
    a




    a
    Melaco.
    Padra
    filtrar .
    i roblos .
    Ponas de boi .
    Piassava......
    Sola oh vaqueta.
    .Sebo em rama .
    Mies de eareciro
    Salta parrilba .
    ' Tapitoa.....
    Unhas de boi .
    Sabio
    caada
    alqueire
    urna
    a

    cento
    11101 lio
    i meio
    . ($
    . um*
    ClllO
    I
    Bdeiraa de parpen........orna
    Vinagre pipa............)
    Cabeca de cachimbo de barro. milheiro
    8^000
    39000
    79000
    49000
    38000
    389400
    39000
    19500
    20400
    9900
    109000
    149000
    79000
    309000
    119000
    89000
    69000
    39500
    79000
    69000
    39200
    29000
    39000
    19280
    19600
    19920
    19280
    449000
    20-5000
    9300
    19600
    9640
    69000
    9800
    49000
    9320
    29400
    5*200
    9240
    17S000
    49000
    9210
    9120
    9160
    309000
    59000
    MOVIMEIfTO PQ PORTO
    i-iaciot entrado no da 16.
    1054 dias, patacho hamburgoaz Aman-
    r150 toneladas, capillo C. llolck, equipa-
    carea genebra a roais gneros ; a Broun
    i fiompinlna. Passageirot, Jolins Wil-
    Carl Sclieock, Hermano Daniel Thad-
    Sabannes Niemever. Ficou de quarentena
    porUdia.
    Areaty16 das. Mate brasileiro Ex*li{aoa, de 37
    loaolarUi, inealre Jos Juaqoim uiirle, equipa -
    i 5, carga sola e mais gneros ; a Domingos
    jBjrigact Aodrade.
    A'acio tahido no tneima di:
    **^pJlora ingiera caleraaid. cora a mes-
    yo*jtj lruu- Suspeu/leu do laroeiro.
    naja*
    N. 14. Irmaodadeda Almas do He-
    cife...........
    N. 16. Ezequiel Franco de S .
    V 18. Francisco Anlonio das Cha-
    g"...........
    N. 20. Herdeiros de Josepha Francis-
    ca Rosa..........
    N. -2* Francisco Antonio das Cha-
    ga...........
    N. 24. Irmandada rias Almas do b*ir-
    ro df Santo Antonio......
    N. 26. Manoel Antonio Monteiro do
    Amlrade. ........
    N. 28. Anlonio Jotf Goncalves do A-
    zevedo ..........
    N. 30. Viuva de Miguel Jos Ri-
    beiro...........
    N. 32. Ordem lerceira de S. Fran-
    cisco. .".........
    N. 34. Paulino da Coneeicao. .
    N. 36. Antonio Hypolito Verc >sa. .
    N. 38. Viuva de Domingos Josd Bar-
    bosa ...........
    N. 40. Joo Moreira Marques ...
    N. 42. Manoel Jos da Silva Braga .
    N. 44. Jos Leonardo.....,.
    N. 46. Jos da Fonseea o Silva .
    N. 48. Joio da Silva Moreira .
    N. 50. Pr. Aleicndre Bernardino dus
    Res e Silva........
    N. 52. Tiburcio Valeriano Baptiita .
    N. 64. Mara Joaquina de Macado
    Mello...........
    N. 56. Francisca Thnmitiada Concei-
    r,ao Cheba..... .
    N. 58. Patrimonio rio* orphSoc. ,
    N. 60. Marn Joaquina Machado Ca>
    valcanli..........
    N. 62. Jos Joaqoim de Novaes. .
    N. 64. Bernardo Anlonio de Miranda.
    .V 1. AleuadreJose da Silva. .
    N. 3. Maa Candida Vianna o ou-
    tros...........
    c Mara Adelaida de l.emos .
    c Maa Leopoldina de Lomos .
    N. S. Anlonio l'erreira Pinto .
    N. 7. Jlo da Silva Moreira. .
    N. 9. Anlonio DocrlTirgues d'Almeida
    Pacos...........
    N. II. Jos ile Barros Pimenlrl .
    N. 13. Filtras de Jote Ramos de Oli-
    ve i r a ........^ .
    N. 15. Urdem lerceira do S. Fran-
    cisco ........;
    N. 17. dem, dem.....'. '.
    N. 19. Irmamiade do Sanli.sino Sa-
    cramento de Santo Anlonio .
    N. 21. Juao Pinlo de Qaorox. .
    N. 23. Anna Luiza da Fonseea. .
    N. 25. Jos (ioin;alves l'erreira e Sil-
    va............
    N. 27. Heoriquela Enmenia da Con-
    ceirilo...........
    N: 29. Jos Goncalves Fcrreira e Sil-
    va..........
    N. 31. Anlonio da Silva Gusin.io .
    N. 33. Her.liroi de Jos Lopes 4'AI-
    buqnerque.........
    N. 35. Jos Antonio da Silva Qoej-
    roz...........
    N. 37. Lourenco Jos de Moraes Car-
    valho...........
    N. 39. Ordem lerceira de S. Fran-
    cisco. ,.......
    N. 41. dem, dem.......
    N- 43. Herdeiros de Joaqun) Jos do
    Farias...........
    N. 45. Viuva daOJoaquim Luiz de
    Mello OriotJPW......
    N. 47. Lodgero (onjalves da Silva .
    N. 49. Joio Moreira Marques .
    B.,51. Paulo (".aciano de Albuquer-
    que ,.......
    N. 53. D.traiao Goncalves Rodrigue*
    Franca......." .
    a Joaqun* dos Rsis Gomo. .
    N. 55. Thomaz d'Aqoino Fonseea .
    N. 57. Herdeiros de Antonio Francis-
    co Branco '.....
    N. 59. Manoel Figueiroa do Faca. .
    N. 61. Clara M.ria do Espirito Santo.
    N. 63. Herdeiros de Francisca Mar-
    garida dos Pracere*......
    N. 65. Manuel Joaquim da Silva F'i-
    gueiredo......."...
    N. 67. Mari* Antonia da Cruz Bran-
    co ...........
    N. 69. Mara Goncalves Fcrreira
    Silva. .'.......
    N. 71. Joaquim Jos da Cotia Fajoles.
    N. 73. Fillios d* Manoal Jos de Bat-
    ios e Mello e oplro......
    N. 75. Thomaz de Carvallio Soarcs
    Rraudao..........
    579600
    189000
    169900
    259300
    169200
    619200
    189000
    419400
    549000
    259200
    529500
    259200
    219601)
    99100
    599100
    529200
    119100
    208200
    849000
    46*800
    .509400
    509400
    549000
    609000
    7.59000
    459000
    f9000
    309000
    22/500
    11250
    119250
    829500
    529500
    459150
    1269000
    1049*00
    639000
    2K9800
    259200
    48f000
    259200
    309000
    309000
    28/8*)
    linaria de 17 de selembro de 18a5.Bario de Ca-
    pibarike, prwidtnle.Mauoel Ferrtira Aceioli, se-
    cretario.
    CONSELHO ADMINISTRATIVO.
    O conselho administrativo lem de comprar os ob-
    jeclos seguintes :
    Para o 8. balalkitn rio infantaria.
    Bandas de lan, 21.
    Hospital regmenlal.
    Cabos inodoro, 10. *
    Diversos batalliSes,
    Sapalos feilos na provincia, pares 500.
    Arsenal de guerra.
    Meios de sola cortida, ISO ; pavioi, duzas 9.
    Quem os quiser vender aprsente as suas propos-
    ita em carta fechada, na secretaria do conselho s
    10 horas do da 24 do crrante mez.
    Secretaria do conselho administrativo para forne-
    cimenlo do arsenal de guerra 17 de selembro de 1855.
    Jos de Brito Ingles, coronel presidente.Ber-
    nardo Pereira do Carmo Jnior, vogal o secre-
    tario.
    PUBLICAiJAO L1TTERARIA.
    Acha-se ti venda o compendio de TheorU e Prali
    ca do Processo Civil feilo pelo Dr. Francisco de Pau
    a Baplista. Esta pbra, alm de urna introduccjlo
    sobre as acedes a exceprdet em geral, trata do pro-
    cesso cvcl comparado com o commercial, contera
    a theoria sobre a applicacjio da cansa julgada, e ou-
    Ira doutrinas luminosas: vende-so unicamenle
    oa luja de Manoel Jos Leite, na ra do Quei-
    mado n. 10, a 69 cada exemplar rubricado pelo
    autor.
    Continua a vender-se a obra de di-
    reitoo AdvogadodosOrphao, com um
    apndice importante, contendq a lei das
    feriase aleadas dos tribunaes dejustica, e
    o novo Regiment de custas. para uso dos
    jiiiz.es, escrives, eApregados dejustica, e
    acuelles que frequentam os estudot^de di-
    reito, pelo preco de 5$000 cada exem-
    plar; na loja do Sr. padre Ignacio, ra
    da Cadeia n. 5o : loja de encadernacao e
    livros, rita do Collegio n. 8; pateo do
    Collegio, livraria classican. 2,ena praca
    da Independencia n. 6 e 8.
    lervencao do agente Olivera de 5 pipas e 20 barri-
    do quarlo, com excellenle vinho do Porto, importa-*
    dos pelo navio Santa Cruz; e assim mais se vende-
    rn) na mesma occasi.ln, alguns barris de presuntos e
    paios: larca- fera 18 lo correle s 10 horas da ma-
    nhSa, no armaiem do Sr. L. A. A. Jacome, defronle
    da|arcada da aKandega.
    Iloje haver leilo de 50 caxinhas, contando
    cada urna 16 libras de massas finas, chegadas recen-
    lemenle, que serio vendidas em lotes, a volitare dos
    compradores: no armazem du Sr. Annes, defronle
    da porla da Ifandega.
    LEILA'O. ,
    Hoje, 18 do corrente, llavera' leilo de
    bons prezuntos portugueses: a's 10 lio-
    A mesa actual da irmnndade do SS. Sa-
    ras da manlian, no armazem do Sr. Luiz cramentoda freguezia de Santo Antonio
    A. A- Jacome, defrpnte da arcada da al- do Recife, convida aos habitantes desta
    fandega.
    O agenle Borja fai lelSo em su armazem, na
    ra do Collegio n. 15, de diverso, objerlos de dilTe-
    rentes qiialiqades, como bem, obras de marcneria
    novas e osadaa, varios pianos, obras de ooro e prala,
    reoslos parllgbcira, viriro* o loucas para servioo
    de mesa, eoulros moiios objectos que se acharSo pa-
    lenles no mesmo armazem ; assim como om ptimo
    '***'* relacao de dividas, na importancia
    He 2:8009620 rs., com lodos os perlences : quarla-
    fera 19 do corrente, as 10 horas.
    AVISOS DIVERSOS
    Vestidos de seda
    BRANGOS E DE CORES.
    Os mais modernos elienadot ltimamente de Pa-
    rs, pela barca Cont Roger: veudem-se na ra do
    Queimado loja n. 17, ao p da, botica, aonde ha
    grande porreo para se escotlrer.
    THIATRO
    DE
    8. ISABEL
    Sociedade Dramtica Emprezaria.
    Bene/ieio de Pedro Baplista di Santa Roa e da ac-
    triz Rita Tarares da Gama.
    Concedido' pelo Exm. Sr. conselhero presidenh
    da provincia.
    Quaru-frir 19 de telembro de 1855.
    tirande e variado espectculo composlo de repre-
    senlarilo dramtica, canloria e dansa de corda.
    Logo que S. Esc. se dgnar de comparecer na tua
    tribuna, dar principio o diverlimenlo com a linda e
    difcil symphouia
    SALAMANDRA,
    ezecutada pela orcheslra sb a direccao do insigne
    professor o Sr. Pedro Nolasco Baptisla.
    Depois reprrsenlar-se-ha a nova cowedia em um
    aclo viuda de Lisboa, que pela primeira vez vai a
    scena nesta provincia, e lem por Ululo
    UM DA DE ELEICES EM LISBOA
    comedia original porlugnex por B. A. S. da Cmara.
    Pertonagem. 4ctote*.
    Pantalcao Pinlo, proprielario e velho. O beneficiado.
    Benlo da Cosa, mercador quebrado. O Sr. Mendes,
    Florencio, sen amigo......s Lima.
    Francisco Bibeiro, redactor de um
    jornal. ^......un Pinto.
    Ricardo Nogueilflr apililo de infan-
    taria. ^...... o Lisboa.
    Braz, soldado, camarilla do capillo, b Monleiro
    D. Emilia Pinto, lilba da Pantaleao. A Sra.l) Leonor
    l>. Therea, lia de Emilia. ... A beneficiada.
    Florinda, criada de t'antalclo A S.'D. Amalia
    Um caixeiro do botequim. N. N.
    Amigos de Benlo, amigos de Francisco, homens do
    povo, orna patrulha.
    A accSo passa-se em om larso de Lisboa.
    No fim da comedia seauir o jocoso duelo cantado
    pelo Sr. Monteiro e sua senhora.
    AS TROMBETINHAS.
    Terminara o espectculo com a seiupre rooito ap-
    18JKKX) H-t'^ida comedia cm trrt actos, ornada de msica,
    que lu n.uiio lempo nflo vai a scena
    Ili00
    250200
    489000
    VaVl'----UdlfaW.
    corrate Wboaveram entradas
    erbaa.'
    c A parto do registro publicada honlcm foi do da
    15 na 9 como sabio.
    KDITAES.
    21)600
    25J200
    '55200
    1059000
    95700
    285800
    289800
    109800
    109800
    181000
    589200
    979800
    2.59200
    369000
    36/000
    369000
    189000
    68J100
    72/000
    5*9000
    A VENDEDORA DE PERS
    na qual a Sra. D. Leonor Orral Mendes desempe-
    nhari a mesda parle de Golla em que muilo salis-
    faz ao respeilavel publico.
    Os inlervallos dos aclos sorgo preencbdos com as
    symphoniaa
    A BELLA PERNAMBUCANA E CA VAL-
    LO DE BRONZE.
    Em um dos iutervallos havera dansa de corda por
    madama Welleans, primeira dansarina da compa-
    nhia gymnastica, madamesella Aleiaudrina o o jo-
    ven Manar, os quaes se prestarla tarabem cm obse-
    quio ao beneficiado.
    O beneficiado muilo agradece ao Exm. Sr. conse-
    lhero presdanle da provincia nao s por Ihe haver
    concedido a cata para eslo benecio, mas lambem
    pelos demas que se lem diguado (prestar-lhe alm
    desta occasulo. ,
    Assim como aos seos compauheiros e socios da so-
    ciedade dramtica emprezaria, que gratuitamente se
    prestara a obseqoia-lo neste espectculo.
    Principiar as horas do cosame.
    Os bilheles de camarote, cadeiras. e platea, esli
    desde ja eipostos a' venda em casa do beneficiado
    Santa Rosa na ra de Sania Isabel n. 13, a qnalqoer
    hora do da, e no do mesmo thcalro.
    "avisos MARTIMOS
    Para vestidos de *enliora,.tr640 rs.! !
    Pela barca Cont Aoge.r, vindo ltimamente de
    Franca, chegou urna fazeuda nova transparente, de
    la de quadros o da lstras, que rio Hamburgu he
    fazenda na presente estadio do ultimo goslo para
    vestidos de senhora, que a baplsram com o nome
    ALMA VIVA, vende-so pelo comino.lo preco
    de 610 rs. cada covado: na ra do Queimado loja
    n. 17, ao p da botica.
    -*- Qaemperrieu urna carleira com urnas Miras
    veneer-s* o algumis j pagas, dirija-so i ra da
    Linguela n. 5, que Ihe sera entregue, dando o* *ig-
    naea cortos.
    PER-UNTA NECESSARIA.
    Pergunla-se a^ajjnjjpissao encarresada da direccao
    da procissSo de NqaWtjeiihora do Livrnmeiito, qual
    a razito de nao ter a mesma vndo Boa-Visla, co-
    mo fez annuncur pelos jamaos, easseveron aos Ir-
    initos que incumbi da obten;o das esmollas pre-
    cisas para esse acto t
    Se foram essef^aiiiuncrbs mera estrategia para po-
    der ohler malgknumerario alm de salisfazer a sua
    prcdileccao pelos higos d'artificio, e comprometler
    especialmenle ao irniAn que se encarregou de obter
    as esmollas na citada freguezia?
    Porquaolo a escapatoria miseravcl a que se soc-
    correu para acoberlar essa falla de cumprimento das
    obrigafOes i que se havia sojeitado para adquirir as
    esmollas naquella freguezia, de haver-se quebrado
    o carro, iiio lirn o ell'eilo desejado, visto que tal
    quebra nao houve, lanto que o carro seguio direito
    por todas as ras por onde passou a procisso., dc-
    poi, da ra Nova, e anda depois de recolhida, que
    sahio da porla da igreja conduzindo nutro um ar-
    mador, rodando sem mostrir ter sollrido o menor
    Iraeassn.
    Semelhante prncedimenlo lem por fim, alm de
    comprometler ao irmao qu lirou a* e-molas na Boa-
    Vista, desacreditar a irmandade, que confiando em
    rievoc.esapparenles, nomeou tal commissao, indig-
    na-oa tealdado de urna lio grave missao.
    Um dos enforqutlhados.
    IRMANDADE DE N. S. DO I.IVRAMENTO.
    O secretario dn mesma em nome da mesa actual,
    faz ver ao respeilavel publico que a causa da procis-
    so de Nossa Sonhora do Lvrameulo nao haver se-
    guido a freuezia da Boa Vista, foi em eonse-
    quencia do desastre que ameacou o carro triumphal
    em que ia a mesma soberana Seqhora, segundo foi
    publico, que rhegando ao lugar da ra Nova obser-
    vou-se que a, grade que descancava sobre as rodas
    linha cedido, nao obstante se ter represado e eoli-
    nhado com cordas, sendo que contiouasse a desor-
    ganisarao, e ollerecesse grande perig >, a' vista disso
    cumpria a irmandade tomar cadtella para que nao
    socredesse damnos irreparaveis na mesma Senhora,
    por esla razao deiiou de percorrer o barro da Boa-
    Vi'ta, o que se podera' verificar, pois o carro existe
    na igreja de San Pedro, o espera pois o mesmo se-
    cretario que o respeilavel publico relevara' urna fal-
    la involuntaria. Paolino Baplista Fernandos, se-
    cretario. JJ
    IRMANDADE DO DVINO
    ESPIRITO SANTO.
    Sendo manifest, quo depois das tristes noticias
    que da Baha nos irouse o ultima vapor, (em aug-
    mentado eohsidcravelmenle a conaarrencia dos de-
    votos em visita ao emblema do Divino Espirito San-
    to, enllocado em sua nova igreja, a jnesa regedora
    lem resolvido conservado eiposto por mais 8 dias 1
    veneraran dos fiis que quizerem dirigir-lhe preces,
    para quo nos livre do Icrrivel mal que fiagella aquel-
    la infeliz provincia.
    Quem perdeu om allinele de peto de senhora
    no fogo da festa de N. S. do Livramento, dando os
    sgnaes se entregar!: na nu Direita n. 129, pa-
    daria.
    No sabbado, 15 do crreme, -jahio do mnibus
    urna bolsa ou sacco de lia fechJAk com a chave
    amarrada naargola, e lendo rienlH algumas cerli-
    dOes da alfandega do Rio e daqui : quem a achar
    leve ru do Crespo, a casa de Slqueira e Pereira,
    que ser recompensado.
    Prcisa-se de nma ama para cozinhar engor-
    mar e fazer o mais servigo de uro* casa de pouca fa-
    milia, mas que d fiador a sua caigacta : na ra das
    Cruzes n. 20.
    cidade a asistirem no dia 20 do corren-
    te, as 8 horas da manliaa; a miisa cantada
    que tera de solemnisar-se nesse dia ao
    glorioso S. Sebastiao, com ladainha a
    noite, aim de por intercessoo do mesmo
    santo, alcancar a grara de livrar-nos da
    peste que nos ameara, icando a magem
    de dito santo exposta a' devocao dos fiis
    todas as noites at a primeira dominga de
    otubro vindouro. O escrivo, Fran-
    cisco Simes da Silva.
    I enilo a mesa regedora da irman-
    dade do Sr. Bom-Jesus da Via-Sa-
    cra, da Santa-Cruz da Boa-Vista,
    deliberado a dar principio hoje 18
    do corrente, as 7 horas da noite,
    aos lodiasdaSanta-Via-Sacra, sen-
    do precedida por tima predica re-
    citada pelo Rvm. padre-mestre
    pregador imperial o padre Joo
    Capistrano de Mendonca, aiim de
    com este acto religioso e de tanta
    piedaue, alcancarmos do Scnhor
    Bom-Jesus, nosso padroeiro a sua
    Divina Misericordia, livraudo-nos
    dos males que pelos nossos grandes
    peccados grassam as provincias
    do Para' e Baha. E no dia 2 de
    outubro vindouro, trasladara ma-
    gem de Nossa Senhora da Pie-
    dade em procisso para a igreja
    matriz, e ah ficar exposta a' ve-
    neracodos fiis, at que em tempo
    opportuno valte para a sua igreja.
    Por isso convida a mesma a todos
    jH os seus raos e devotos a assistirem
    ataosantos epios actos.
    Bilheles .5*600
    Meios 28900
    Tercos 29000
    Quarlos 1*500
    Quintos 19200
    Oitavos 760
    Decimos 6*0
    Vigsimos 340
    3.-0489350
    O aVlkafr. incpeelordathesooraria provincial,
    Pilo do disposlo no arl. :H da lei pro-
    fiero 129, manda fazer publico para
    Mala da* oradores hyposherarioc, e anees
    Encanados, qaa Frcicco Manoel da Silva
    nao, lem de sor indemniaado da quantia de du-
    is mil re*, pela etlracao do barro' da proprie-
    l*de denominada Taiiquinho na cidade de tioi-
    aona, par., a factura de urna bomba, qn o dito
    amao tem de receber dita quantia logo que ler-
    |r o [.raza de 15 dias contados da dala deile,
    l dado pan a* radaatMec.
    m alliiar o presente a pu-
    ) pelo Diario por iJatas luccosivoi.
    (Jaria da thesouraria provincial do Pernam-
    1 de selembro da 1855.
    ' O secretario,
    -infanta Ferreira a'.tnnunciarao.
    O lllm. Sr. inspector da Ihesooraria provincial,
    em cumprimento da ordem do Erna. Sr. presidente
    da provincia, manda constar os proprielario* abaso
    meucionados. eolregarem na meen, a lliesouraria no
    praao 4e 30 dlan, a contar do dia a primeira pooli-
    eacaa oo presente, a importancia das quolas eom que
    davom calrar para o catcamenlo oa ra Direita al
    a trv,e<*i dapenha, conforme o disposlo na lei pro-
    vincial amero 350. Adverlindo, qoc a falta da en-
    traa MtanUera sera ponida cetn o duplo das referi-
    das nooU na conformnlade de artigo 6 da reaMa-
    aaeoio de 22 de rtezembro de 1K51. *
    N. 2. Joacttia do Rocario tioimaraec Ma-
    chado..................779*00
    N. 4. Viuva de Joao Leilao Filgacra. K99466
    N. 6. Hospital da Misericordia d N. 10. Benardo Jos da Ceda Valentn a
    FrastcMcc Joaqoim Pereira.......419700
    N. 12. Mara Joaquina de Meara.....769200
    N. 14. Ordem lerceira de S. Francisco. 459000
    N. 16. Antonio Francisco Pereira. 779220
    71. 18. Herdeiros de Manoel Caelano do
    Alhuquerqoe...............579600
    N. 20. Viuva e herdeiros de Antoiiio|Joa-
    qoim Ferreira de Sampaio. -.....
    V. 22. Rrancico Alvos da Cu
    E para constar se mandou aflisar o prestlo e pu-
    blicar pelo Diario.
    Secretaria d* lliesouraria provincial de Pernam-
    bueo 15 de selembro de 1855.O secretario, Antonio
    Ferreira d'Jmutnciaeio.
    O Dr, Anselma Francisco Perelti, eemmendador
    da imperial ordem da Rosa, c jaii de direilo es-
    pecial do conunercio, por S. M. I. e C. ele.
    Paco saber ao* que o proseute adilal virom, que
    no dia 8 de outubro prximo vindouro, se lia da ar-
    rematar por venda a quem mais der, depois da au-
    diencia desta juizo, na cas* das meslas,! casi terrea
    "u'.,*""? 'P*'11! ql rojfjaajiada por
    1:2009000, e vai a praj. pela qnjutiaW96O0O0,
    abatida a j paato por nio ter havido lanrador cuja,
    praja por exccdCAp de Paulo Jos Oomec, como ces-
    ionario do Vieeute Ferreira da Costa, contra Jos
    Dias da Silva e Joaquim da Silva Mourao.
    E para que chage ao cooheeimenlo de lodos man-
    dei passar editaos que serAo publicados pela impren-
    sa o aullados nos lugares designados no cdigo com-
    mercial
    Dado-e.piMado neslaeldada do Recife capital da
    provincia de Pernambueo aos 17 dias do mez de se-
    lembro de 1855. Eu Francisco Ignacio de Torres
    Bandeira, escrivAo interino osnbscrevi.
    Anselmo tranciscxrPeretti.
    O Dr. Alrilio Jos lavares d'< Silva, juiz de orphaos
    e luzentes. nesta cidade do Itecife, dePermm-
    boco, po, s, M. I. o C. "" ""f *<\f\\* *^
    rajo saber que em prafa publica dcste juizo se
    ha de arrematar por quem mais der findos o* dias da
    le osi ohjeclos constantes A escripto de praca que
    se acha em mSo do portM do julio, os quaes >ia T
    perlencenles a Jo deSouza Rodrigues, e que forarrf 'TraPlche D- *
    penhorados para pagamento dos alugueis vencidos
    e por vencer da casa quo oceupa. e vio a praca a
    requenmento de Manoel Antonio de Jess, e admi-
    nistrador da massa do tinado Joaquim Antonio Fer-
    reira de Vasconcelos. Cidade do Recife 27 de agos-
    to de I85j. Eo,FlorianoCorria de Brillo, escrivao
    o fiz fscrever o sobscrevi.
    Abilio Jote locares da Silva.
    Real Companhia de Pacruetes Inglezes a
    Vapor.
    No- dia 20
    deslc mez es-
    pera-ce do su.
    o vapor Tay,
    coinmaodanle
    Sawyer, o qual
    depois da de-
    mora do costu-
    ra e scinir pa-
    ra a Europa :
    para pasageiros, ele, tratase com os agentes Adam-
    son Ilowie Companhia, na rna do Trapiche-No-
    vo o. 42. Os vtlumes que prelenderein mandar pa-
    ra Soutamplon Beverao eslar na asencia duas horas
    anlf!idejia*naiirem smalas, depois desla hora nao
    se.faCTDera volume algom.
    DECLARARES
    > JBev
    S JoSo Malheos.
    Jqoim Francisco de JHevedo. .
    . SB. Wo, dilo..............
    N. 30. Tliercza Goncalve* de Jess Aze-
    vodo...................
    BU, Irmandade do N. Scnhor,-. do Li-
    689100
    309000
    823.500
    528000
    619200
    689400
    COMPANHIA DE
    NAVEGA? A VAPOR
    LUSO-BKlSUtEIKA.
    O vapor des-
    ta companhia.
    D. Pedro II,
    c ommandaute
    o lenle Vie-
    gaa do O', es-
    pera-se neste
    porto de 21 pa-
    ra 22 do cor-
    rente, e depois
    da cun plente
    demora segui-
    r para a Bahia e Rio de Janeiro : para passageiros,
    etc., drijam-sc ao ageute M. D. Rodrigues, ra do
    Precisa-so de urna ama para cozinhar : na roa
    do Queimado o. 9, loja.
    Benlo Goncalves Jo Prado, subdito purlufoez,
    rclira-se para Lisboa.
    Quem qoizer vender dou escravos que sejam
    bons, e alagar oulros dous, dirija-sea roa da Cadeia
    do Recife n. 64, que achar com quem tratar.
    Alogam-se urnas casas sitas no lugar de Sania
    Anna de dentro,cujo lugar he o mais fresco o salubre
    possivel, com banho perlo no Capibaribe o por ba-
    rato preco : na ra do Trapiche Novo n. 20.
    Precisa-se de urna ama idosa, que coziohe
    bem, para Apipucos: a tratar na ra do Queimado
    n. 51. -
    Preciia-*e alogar orna preta, que saibi cozi-
    nhar, lavar, comprar e para mandado* : quem a li-
    ver qoeira procurar o sobrado do pateo do Collegio
    o. 6, no segundo andar.
    Precisa-se de ama ama que saiba cozinhar e
    razer lodo o servico de casa : na roa Direita n. 86,
    segundo andar.
    Deseja-se fallar ao Sr. Manoel Francisco Roa,
    natural de Portugal, rio conselho da villa da Feira,
    freguezia de iao. no lagar da Lage ; vem para esla
    provincia em 1812, a pedido de sua'familia, e nego-
    cio de seu interesse : na ra da Cadeia de Santo An-
    tonio, taberna n. 16.
    Aluga-se nma boa casa no logar da Caponga,
    com muilo bons comraodos para grande familia,
    bom silio, 2 copiares adianto a atraz, muitos p do
    arvores de fruclo, boa cacimba com agua rio beber,
    e tanque para banho ; alnga-sa por festa ou por an-
    1,0 ar*"*r na rua do Cabog, loja de Joaquim Jo-
    so da Cosa Fajozes.
    Amanhaa, 19 do correle, depois da audiencia
    do Dr. juiz municipal supplenle da segunda vara ci-
    vel desla cidade, tem de ser arrematada de venda,
    por ser a lerceira e ultima praca, a Jielade do so-
    brado de 2 andares n. 7, silo no paleo do Carmo,
    avahada em 3:5009000, por ezecujao de Anlonio
    Joaqoim Ferreira Beiriz, contra Miguel Goncalves
    Rodrigues Franca o sua mulher : os concurrentes
    comparecam na sala das audiencias ao meio dia.
    No da 8 do correle desappareceu do engenho
    Palmcira, freguezia de Jaboaiao, o prelo Amonio,
    de nacao mstico, o qml parece muito novo por nao
    irba, rosto talhado, bastante preto, esl.ilora re-
    .peruas uas.e a pelle dos ps engrilladas : quem
    o pegar leve-o ao dita engenho, ou as Cinc Ponas
    n. 131, que ser recompensado.
    No dia 15 do crranle perdeu-te do mnibus
    um sacco de tapete com papis : roga-so a quem o
    liver echado de o levar a cochera dos raesmos orna
    nibus.
    Estabelecimentos de caridade.
    Salusliano da Aqoino Ferreira oflerece ao hospital
    Pedro II a melado dos premios que sahirem nos 4
    bilheles nleiros da primeira parle da segunda lote-
    ra daGvmnasio ns. 1297, 1756, 2386 e 2542.
    '^rafaTcisa-se de urna ama pata o servico interno
    o* alterno Je nma casa, forra ou canliva ; paga-se
    1<\W>0. seudo escrava, e 89000, sendo forra : em
    Poca de Portas, casa do professor publico.
    COZINHEIRO.
    Precisa-so de om bom cozinherro, que reja b
    le dilicenle e limpo ; d-se bom ordenado
    do Pocioho, casi terrea de vidracas.
    Precisa-se de urna moc,a honesta, que saiba co-
    ser chin muilo bem, para casa de familia : na roa
    Nova n. 34.
    Precisa-se de urna ama capaz, que saiba cozi-
    nhar. para casa de pouca familia : a tratar na rua
    do Cnbug, loja n. 2, ou na Capnnga, silio do Sr.
    Roberlo.
    Precisa-se alugar um molequa das 9 as 4 ho-
    ras : qotm tiver, dirija-se a rua do Vigario n. 25.
    _ Precisa-ao de urna ama secca para lodo o ser-
    vico interno e externo de nma cas> de pouca fami-
    - na roa do Queimado, loja de ferragens n. 37.
    lotKria do gymnasio per-
    namrucano.
    Aos 6:000*000, S:000000. e 1;000 Corre indubilavclmenle sabbado, 22 de selembro.
    O cautella Salusliano de Aquino Ferreira avisa
    ao respeilavel publico, quo todos os seos bilheles e
    cauleljs sao pagos sem o descont de oilo por ecuto
    do imposto nos tres primeiros premios grandes ; os
    -quaes achara se a venda as tojas seguintes: rua da
    Cadeia do Recife ns- 24. 38 e 45 ; na praca da In-
    dependencia ns. 37 e 39; rua Nova n. 4 e 16 ; na
    do Queima lo ns. 39 e 44 ; aterro da Boa-Visla n.
    74, o na praca da Boa-Vista n. 7.
    Recebe por intelro 6:0009
    3:0009
    2:0009
    a f:5009
    1:2009
    7509
    6009
    > > 300
    0 referido caulelisla se responsahilisa apenas a
    pagar os 8 por cenlo da lei nos seus bilheles intei-
    ros, vendidos em originaa*. Pernambueo 17 de se-
    lembro de 1855.O canlolisla,
    Salusliano de Aquino Ferreira.
    A pesnoa que as -4 1|2 horas da tarde do dia 13
    do corrente levou do abaiso assignario um reoslo na
    occasiao quo vnha buscar o seu que linha detzado
    para se endereitar o qaadrado, faca favor de o man-
    dar Irazer, pois bem sabemos onde he a sua morada,
    e nao queira que o publiro entre no conhecimenlo
    leste negocio, pois elle he bastante vergonhoso. Con-
    vm pois, para seu eonhecimeoto, dizer-lhe que esle
    faeto foi presenciado por alguem, que para o nao
    envergonhar nao lite fez deitar a preza immediata-
    menle ; todava se fizer a restituirlo do mesmo re-
    logio permanecer para serapre esle negocio em al-
    inelo ; e ao contraro tere o dissabor de ver pelas
    follias publicas o seu nome transcripto por extenso,
    narrando o faci, sen,lo que nao drizar a polica a
    intervir em negocio de lana monta.
    ,1-'. J. Germans.
    O abaiso assignario faz sciente ao publico, que
    nesta data admllio para socio da sua loja de charu-
    tos, no beeco do Abreu n. 4, a seu mano Hypolito
    Jos da Cimba Sampaio, e Tica gyraodo com a firma
    deSampaio Si Irmao. Recife 14 de selembro de
    1855.Francisco Jos da Cuuha Sampaio.
    Precisa-se de um cozinbelro ou coznheira : na
    rua da Cadeia o. 13, sobrado.
    D-se al a quantia de 3009000 sobre smenle
    penhores do ouro o prata : quem precisar, dmja-se
    a rua do Ja-dira, casa do mesmo nome, na freguezia
    deS. Jos, que achara com quem tratar.
    Precisa-se comprar urna escrava de 30 annos,
    punco mais ou meno. que seja sadia o desembaraca-
    da para-loda o servico de urna casa de pouca fami-
    lia : quem a lver, queira deizar o numero da casa
    na rua de Apollo, taberna 19, ou na rua do Pi-
    lar n, 27, >ara ser procurado.
    Trocase urna imagem de Sanl'Anna,
    nha 10 a II pullegadasde altura, anda usa
    encarnar, que seja perfeita, em segunda m.
    a livor, dtrja-searua Direita n. 10, que
    ajuste.
    Precisa-so de urna preta escrava para servico
    de casa de familia, e que saiba cozinhar cora per-
    feir.lo ; quanto ao preco a habilidade da mesma o
    regulara : a dirigir-so ao pateo doJJospilal n. 28.
    Russosealliados
    . attendei!
    A' loja n. U da rua Nova acabada chegar um im-
    menso sorlimento de eslampas coloridas em grande
    ponto, de ditfercntes episodios da guerra do Oriente,
    comprehendendo diversos pnutos de vista de Sebas-
    topol e oulros tusare* da Crimea, assim como todas
    as personagens iuieressadas nesta lula, quer rascas
    quer ciliadas ; aellas, pois, dirijam-seeero os cobres
    os apnix-onados, que tarto una NapoleSp, victoria,
    I ehssier, Canrobprt, Ragln, Clarendon, Sainl-Ar-
    aaud, llamelin, Omer-Pach, Abdul-Medjid.Drouin
    Lhooy, Wandas, Napier ; e oulros Nicolao, Ale-
    xandre, Constantino, Miguel. Nessekrode, Gortacha-
    chofT, Skaken,Menscliieotr, Francisco Jos, Bao), etc.
    etc. A exaclido e lidelidade dos objactos represen-
    tados sao palmares, reconheeendo-ce a primeira vis-
    ta. Tambern ha ricas colleccoes da Via-Saera, oom-
    poita de 14 ricas eslampas, alm da umitas outras
    avulsas de differentcs santos.
    - MARPlIVi
    rua do Pi-
    :;
    ua savia i o
    dJios
    int^en
    NORPHEA
    as doepcas d
    .Trata-se com especialidade as atreccajes d
    e outras doepcas da pelle.
    pelle, particularmente a morpha, no comul-
    tono homaopathico do Dr. Casanora.
    28 R l'A D A S CRUZES N. 28
    No mesmo consultorio lem sempre grande *aV
    g sorlimento de carteiras de hommopalhia mal-
    lo em conla. W
    Carteiras de 12 medicamento* a 6*000.
    fe de 24 a 69,109, 12, 1 9 t 209000.
    9 de 36 a ytJOOO e 249000.
    ?j de 60 a 269000 e 329000.
    de 114 a 559000 e 709000.
    Tubos avulsos a 300, 500 e 19000.
    tt Fraseos de tintura a 19000.
    Deposito da verdadeira tintara de rnica
    lirada da planta verde na Svizera.
    Elementos de homieopatlia, 4 vol, 69000 L
    ee $-!
    O* cantelistas Olivera Jnior & Companhia
    tera resolvido garantir lambem suas cautelas dos oilu
    por cento da lei, como abaixo vai notado. Tem ex-
    posto i venda a primeira parle da segunda loleria
    do Gymnasio Psrnambucano, na* loias seguintes:
    rua da Cadeia do Recife n. 9, dita da Cadeia de San-
    to Antonio n. 6, dita do Collegio n. 15, dita da Quei-
    mado ns. 63 e 22, dita estrella do Rosario ns. 17 e
    30. dita larga n. 34.
    Bilheles 59800 Recebe 6:0009000
    Meios 25900 1 3:0009000
    1 reos 29000 a ateoogooo
    Quarlos 19500 a 1:5401000
    Oitavos 760 a. 7509000
    Decimos 640 a teatfiact
    Vigsimos 340 0 3O0|00O
    bastan
    lia
    Para.
    A pes oa qoe liver urna irrtfgem rio Senhor,
    cora om palmo o meio, puuco mais ou menos, e
    queira trocir, -dirija-se rua do Livramento, taber-
    na n. 24.
    Carros fnebres no pateo do Paral-
    so n. 10.
    Nesle estabelecmenlo encontram-se carro fne-
    bres paraq inlqner enterro, com ricos pannos o ador-
    nos ; alug m-se caixfies e vendem-se mortalhas de
    pinho. 0 proprielario incumbe se de tirar gratui-
    tamente si u irahalho) licenca parochal, goia da c-
    mara ; for ece carros de passeio, cera, msica, ar-
    marles e vnstuarios, ludo com a maior promptidao e
    prejos conimo.lo-s. Na mesma casa vndese urna
    parelha de cOvallos bons trabalhadores de carro, e
    bem assim, um cavado preto para sella, bonita liga-
    ra e bom andador.
    Prec.sa-se de urna ama forra, que saiba cozi-
    nhar o que lenha boa conducta, para urna casa d
    pouca familia : na rua da Cadeia do Recife, loja n.
    50, defronle da rua da Madre-de-Dea*.
    Precisa-se de um caixeiro portuguez para ven-
    da e que *i fiador a sua conducta : no paleo do Ter-
    co n. 4.
    AMA DE LEITE.
    Precisa-sede urna ama com bom leile forra ou
    captiva, paga-se bem : na roa rio Hospicio, esa
    terrea coa sotao, junto ao sobrado do Sr. dezerabar-
    gador Saniiago.
    Achn-se em ajuste a casa terrea n. 3, sita na
    rua larga do Rosario, que hoje perlence a Manoel
    Dias I'inhi por deixa de seu lio o fallecido Anlonio
    Pinto de Moraes, de quem he leslameuteiro o Sr.
    Manoel Anlouio de Jeaaa : quem a mesma livtr di-
    reilo anu ucie por esla folba.
    Precisa-se de dous offlciaes de-haruleiro .' no
    paleo do Terco, n. 17.
    O abato assignado, thasooreiro do conselho
    dminislrativo do patrimonio dos orphaos, avila
    quelles dos ars. proprietarios dos predio* urbanos e
    rsticos, foreiros do dito patrimonio, rujos foros hao
    cabido em commisso, n face da respectiva lei,por se
    acharem a dever Iras e mais anuos, que dentro do
    prazo de 30 dia*, contados da data do presente an
    nuncio, hijara de mandar salisfazer no mesmo abai-
    xo assignado, assistenle om o principio da rua do
    Hospicio, casa n. segundo andar, das 6 a* 9 da
    manhaa, o das 4 as 6 horas da larde, o que estve-
    rem a dever aleo ultimo de dezembro do auno pro-
    limo pastado, sob pena, Ando aquello prazo, de se-
    ren arrematados os referidos foros, conforme enten-
    der o conselho administrativo, vista da lei, ea bem
    dos interesse oorcamento das rentas do mesmo pa-
    trimonio. Thesouraria do conselho administrativo
    dn patrimonio dos orphaos 15 de selembro de 1855.
    Joaquim Francisco Duarlo.
    Manoel Ferreira dos Saotos avisa aos seos fre-
    guezes que se acha modado com a sua loja de ouri-
    ves para 1 rua larga do Rosario n, 42, e lem novo
    sorlimento de boas obras e de bom goslo, o o mais
    barat que he possivel.
    Precisa-se de um aitio para arrendar-so no* ar-
    rabaldts desla cidade, qoe lenha as eommodidades
    precisas para 6 ou raais vaccas de leile, o qoe lenha
    lambem boa baixa para capm : quem liver dirija-
    se a roa Augusta n. 4.
    Aluga so um excellenle silio no Manguinho,
    proprio pira algum senhor estrangero, e precisa-se
    curnprar urna preta de 25 a 30 annos, que lenha boa
    conducta : a tratar na rua do Amarino n. 50.
    LOTERA DO GYMNASIO PERNAM-
    RUCANO.
    AOS 6:0000, 5:0000 E 1:000$.
    Oeaulelisla da casa da Fama Antonio da Silva
    liuimaraes faz sdenta ao publico, qne lem expolio
    a venda os seus blbetes a cautelas da primeira par-
    le da segunda loleria do Gymnasio, a qual corre no
    dia 22 do corrente. O mesmo canlelisla chama a
    alinelo dos compradores de bilheles, para qa* com*
    prem os grandes, eos quacjB reixii.loi as seguintes casa*:
    aterro da Boa-VislJ||HB o 68 rna do Sol n. 72
    A ; praca da Independencia ns. 4 e 16 : roa da
    Collegio n. 9; rua do Kangel n. 54 raa do Pilar
    Bilheles .59800
    Meios 29800
    Quarlos 19440
    Oitavos 760
    Decimos 600
    Vigsimos 320
    Pela mesa do consolado provincial se faz pu-
    blico ao* coalribuioles de impostas, cojos dbitos slo
    dependentes de lapcamenlos, o que inda na" furam
    pegos dentro do auno financeiro prximo pascado,
    que os podem raalisar nesta repanicio al o lira do
    presente mez, lindo o qual pascara a ser execulados
    lados os que dexaram de pagar os do anoo de 1854
    a 1855.
    RANCO DE PERNAMBUCO.
    O Banco de Pernambueo sacca sobre
    a piara da Babia, e contina a tomar
    lettras sobre a do Rio de Janeiro. Ban-
    co de Pernambueo 25 de junlio de 1855.
    O secretario da direccao, Joao Ignacio
    de Medeiros Reg.
    Nao tundo apparacido qoemqaizetse arrematar
    a madeira de pinho, que foi do simples da capella
    do cemiterio ; 1 cmara municipal desla cidade a
    manda de novo pr em praca pela quantia de
    2009000 rs., oferecida ltimamente por Urbano
    Chrispiano Mamedo 4a Almeida, devendo ler lugar
    a praca pos dias 18 o 36 do correle.
    Paco da cmara municipal do Recife sa seulo or-
    Para a Bahia segu em poucos dias o velero
    hiato Castro, do qual he capitn Francisco de Cas-
    tro, por ja ter parle da carga prompta ; para o resto
    Irala-se com seu consignatario Domingos Alvos Ma-
    Iheus.
    Para o Ro de Janeiro segu com brevda le o
    brigue brasileiro Aiolpho ; para carga e passageiros,
    Irata-se com Eduardo Ferreira Ballhar, rua do Vi-
    gario n. 5, ou com o capiao Manoel Pereira do S,
    na praca do commercio.
    A barca porlagueza Maa Jos pretende sa-
    bir para Lisboa a 25 do crrante mez ; para o resto
    da carga ou passageiros, Imla-se com F. S. Rabello
    & Flho, ou com o capilao Jos Ferreira Lesea.
    Para o Aracaly al 25 do correle deve sabir
    o bem conhecido hiale DmiAosv, por ler parle do
    sea carregamenlo ; para o resto e passageiros, tra-
    ta-se com Marlins & Irmao, rua da Madre de Dos
    n. 3.
    Para o Aracaly pretendo .sabir com brevdade
    o hiate xalarao, por ter parle de seu carregamen-
    lo ; para o eslo, Irala-se com I). R. Andrade &
    Companhia, ruada Cruz, armazem n. 15.
    XOLO'ES.
    O agenle Olivera fara leilao publico eommer
    eial, por ordem do conselho da direccHo do banco
    de Pernambueo, de doze apolices do mesmo banco,
    e nelle depositadas por Machado & Pinheiro. para
    pasa mentada letra deales na importancia de 1:820,
    vencida em 11 da crrenle: sabbado 22 do corrente
    ao meio da em ponto, no cstabelecimento do referi-
    do banco.
    Joao Piolo Ragis do Souia faro leilio por in-
    9 O Dr. Jos de \ asecjocelIcH Menezas de ^
    9 Drummond, duranla-sun residencia lempo-
    38 raria em Pernambueo, pode ser encontrado dj
    9 om casa de seu cunhado o Dr. Das Fernn- SU
    9 des, na rua do Sol, esquina da roa Nova, 9
    g| primeiro audar. A
    B*Stt39S-tS38-aif
    Precisa-se de ama ama de leile, que seja es-
    crava : na rua estrella dn Kosarioa casa n. 34, de-
    fronle do riepossjarjo geral: quemrtivcr, dirija-se
    tesina para tratar.
    Do engenho Grcmano foglo no dia 6 de agosto
    um casal de escravos velhoa de nome Migoel, baixo,
    de punco corpa, e lem as mos foveiras, e a mulher
    do dito negro de nnrqe Joanua, gorda, epernas gros-
    sas ; ambo* sao do gento da Angola : quem os ap-
    pjehender receber 1009000 : o qual escravo perlen-
    ce ao mesmo senhor do engenho Gremano, o major
    Jos Cesar do Albuquerque.
    Desappareceu honlem 15 do corrente urna vac-
    ca vermelha. com os seguintes signaes: lem duas
    lelas pegadas urna a nutra, e d algum leile por ter
    parido ha pouco lempo e ler morrido o bezerro : 10-
    ga-#e a pessna que a pegar, leve-a a rua da Soleda-
    de, casa n. 58, que ser generosamente recompen-
    sado.
    Oflerece-sunia ama para cozinhar o servir em
    ama casa rio bomem solleiro oa d pouca familia :
    qoem precisar, dirija-se i raa de Sania Thereza
    n.7.
    CT BICHAS DE UAMRURGO.
    Alugam-se bichas de Hamburgo a 210 e 320' rs. ;
    na loja de barheirn, em F'fira de Portas, rua do Pi-
    lar n. 109. Na mesma ha charutos finos para os
    freguezes.
    Precisa-sc de nma ama para o servico interno :
    no aterro da Boa-Visla n. 65. segundo andar.
    Desappareceu doahaiio assignado, sabbado, 15
    de selembro correle, o cscra,v Napoleao, mualo,
    eom os signaes leguinles : altara o corno regulares,
    roslo descarnado, com falla de denles, nariz afilado,
    cabello carapinho; conduzo !oda a roup.i que linha,
    sendo o segoinle : um chapeo prelo francez eoulro
    de couro, 3 camisas de madapolSo, 2 de alenda 1 ti-
    co, 1 da Bahia, 2 raleas branes de lirin, 1 de brim
    pardo, mitra de riseadn, 1 aqueta de rsendo, e mais
    alguina roupa de servico ; evalula andar de ral -as
    sem jaqueta, e com os braco-, arregazados, e sempre
    vive fumando charuto ou c garro. Este escravo foi
    comprado a sra. D. Maria Luiza Cavalcauti de Al-
    buquerque Lacerda, sonhoin que foi do engenho Ja-
    car do termo de Gaianna, o qual he filho d'alli, e
    no mesmo engenho lem parales. O referido escra-
    vo disse pela festa do Natal, que o proprielario ac-
    tual do engenho Jacar oSr. Jos Francisco de Pao-
    la Cavalcanll, flho da senhora cima referida, o
    quera comprar, por isso presome-se ler elle para
    all se encaminhado ; rnga-se a lorias as autoridades
    polrines e capillas de campo, que faeam apprahen-
    der o dil 1 escravo e conriuz-lo a leu senhor o abai-
    xo assignado nesta cidade do Itecife, roa do Rosario
    da Boa-Vista n. 14. que generosamente se recom-
    pensar.Manoel Ferreira .osla.
    om caiteiro paja taberna, em
    a talar na ro lo Queiado h\.
    VENDA DE 1,000 ACf.O'ES PO BANCO-
    A directora do Banco Commercial
    desta praca, avisa a quem convier. que,
    tendo de converter-se o mesmo Banco em
    Caixa Filial do Banco do Brasil, cObforme
    se.deliberou em Assembla Geral aos Ac-
    cionistas, nadaba de ol de julho ultimo,
    e existindo ainda em reserva mil accoes
    para completo do seu fundo el'ectivo,
    tera designado o dia 10 de dezembro vin-
    douro para a venda das mesmas accoes,
    em leilao mercantil. Realisada a venda
    sero as referidas accoes entregues aos ar-
    rematantes no primeiro dia til do mez de
    Janeiro de 1856, dia em que entraraonos
    cofres do mesmo Banco com a importan-
    cia das que tiverem arrematado, e no dia
    da arrematacao com a-de 10 por cento,
    como quantia sobre o valor de cada urna ;
    estas importancias serao realisadas em
    moeda corrente. Previne-se queja' exis-
    te um fundo de reserva de 11:515^070,
    e que o valor nominal de cada accSo be
    de 100$000ris. Para'14 de agosto de
    1855.Assignado, Menrique B. Dewey,
    presidente.Augusto E. da Costa, secre-
    tario.
    Precisn-se de dua* amas, urna queenlendade
    costura e outra que coziuhe e engorme : na roa No-
    va n. 17.
    Pela subdelegada da freguezia da Boa-Visla
    se faz publico, que fura apprehendida no dia 15 do
    correnle nmavacca de cor raposa, sem cria : quem
    sejulgar com direilo a mesma, compareca peranle a
    mesma subdelegada. Subdelegada da freguezia da
    Boa-Vista 16 de selembro de 1855. O subdelegado
    em exercirio, A. F. Marlins Ribeiro.
    LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
    AOS 80:000$,, 10:000$ ?. 4:000$000.
    No dia 10 ou 11 do corrente deviam
    andar as rodas da primeira lotera, a be-
    neficio da igreja matriz do Rio-Novo. as
    lujas do eos ti i un: acliam-se a venda os bi-
    llietes desta loteria. O vapor PARAN'
    trara' aslistasou resumo, se for transfe-
    rida a sua sabida do dia 10 para 11 ou
    12, como quasi sempre tem acontecido,
    e sendo assim podemos ter as listas ou re-
    tumo no dia segunda-feira 17, ou terca-
    feira 18 do corrente: os premios serao
    pagos logo que se dittribuam as listas.
    Ali ga-se-a casa de sobrado na rua do Amparo
    "ra Olinc a, onde residi o finado bispo D. Thomaz:
    a tratar do aterro da Boa Vista n. 47, segundo
    andar.
    Offcrece-se um horaem para caixeiro an disl-
    lador para algum engenho, do que (em bastante pra-
    tica : quem precisar, dirija-se i rua do Brum n. 28,
    fabrica de caldeirero.
    Precisa-se do
    Apipucoi:
    KSTfRDA DE FERRO
    PERNAMBUCO.
    Constando-nos que teem apparecido
    pessoas ofliciosas representande-se como
    agent;%or parte da companbia da es-
    trada de ferro desta provincia, com po-
    deres^e fazer transaccOes relativas a com-
    pra de trras e ate' de influir na dircejao
    que deve seguii a dita estrada, declara-
    mos que nao existe pessoa algunia autori-
    sada a l'azer qualquer trato ou transaccao
    por parte da companbia nem dentro da
    capital nem fra della, salvo os abaixo
    assignados.Rothe & Bidoulac.
    Pa lerendo era Pajcu' de Flores o ajudanla de
    engenhe ros da repartirlo de obras publicas Bernar-
    dino Nono* de Olivera ; roga-se, perianto, a qual-
    quer pessoa a quem por ventara elle lenha lirado a
    dever, que aprsenle suas cuntas no prazo do 8 dias,
    a contar da data de>le, a Manoel Antonio Rodrigues
    Saraico, na rua de Uorias o. 38.
    LOTERA da provincia.
    Achain-se venda os bilheles e cautelas do cau-
    lelisla Anlonio Jos Rodrigues de Souza Jnior, da
    prraeia parte da segunda loleria do Uymnasio, na
    praca ria Independencia, lujas ns. 4, 13, 15 e 40;
    rua Diieita n. 13; Iravessa rio Rosario n. 18 C ;
    alerro da Boa Vista n. 72 A, e na roa da Praia, loja
    de fazenda* n. 30. O andamento das rodas he em o
    dia sabbado, 22 do correnle. As tortas que sahirem
    em seus bilheles c cautelas silo i inmediatamente pa-
    gas por iDleiro sem descont algum, logo que se ds-
    triboam ns listas ; sendo as grandes em seu esrriplo-
    rio, na rua do Collegio n. 21, primeiro andar, e as
    outras em as referidas tojas.
    Bilheles 59800 Recebe por inleiro KiOOOSIKXI
    atofwwti
    ftooosoe
    1:5009000
    1:2001000
    750*000
    (009000
    Vigsimo* 340 a :100300o
    Precisa-se para Macei, um rapaz
    que ti:tilia pratica de pliarmacia, seja in-
    teligente e de boa conducta
    Recebe por inleiro 6:000
    com desesuto 2:7808
    * > 1:380
    690
    c
    A 276
    O mesmo caulelisla declara, qoe garante nica-
    mente ns bilheles iuteiros eia originaos, ni* soflren-
    do o descont dos oito por cento do impacte geral,
    e que as suas cautelas premiadas com os premio* de
    5009Q00 para baixo sao p tajas, sem dis-
    traerlo de serem vendidas nesta ni aaajanlli. a ou-
    lros premios matares no aterro da BaKVisla.
    Candido Jos Lisboa, enligo dfeeipalo do Sr.
    padre Joaqoim Raphael da Silva, approvado pela
    lyceu desta cidade, com pratica de encinar, d lices
    de latir na rua da Apollo n. 21. Da lambem lica*
    de grammalica portuguesa e franceza, ou na clase
    conectivamente, m a cada um de per si da larda a
    noite; e recebe pensionistas de pouca dada.
    COMPANHIA DE FIA(A0 ENGO-
    DOS. NO RECIFE.
    A direccao dai, com-
    panhia de FiacaoeTe-
    cidos de algodao con-
    vicls aos Sr. accio-
    nistas da companhia,
    i i r ilif ii ruinjM 1 ao
    ultimo de'outubro prxitao, enf!
    cai.va Sr. Antonio de Moraes Gomes Fer-
    reira ua casa do Banco, e as tenja esex-
    tas-feirasde cada semaAa, urna prestacao
    de 10 por cento sobre o capital. Recife
    11 de setembro de 1855.Bario de Ca-
    maragibe, presidente.Joao Ignacio de
    Medeiros Reg, secretario.
    fmoBsmgm
    J. Falque.
    Rl'A DO COLLEGIO Pi. 4,
    Kecebeu-sa pelo ulumo navio vindo da>*|
    Franca, os segulnles objectos:
    Palitos da panno preto e da cor, forrados '
    de seda de 129000 para cima.
    Ditos de 1,1a de cores multo liados.
    Hilos de alpaca preta do 6? a OJOOO.
    Ditos de brim branco e de coces de !
    para cima.
    Calcas de casemira preta (loa a 109000.
    Ditas de dita de cores de 69 a 99000.
    Ditas daabriin de cor c brancas de 39000 a
    591100. w-
    Caicas, colletes e palitos de casemira mes-
    ciada.
    Vestimenta completa da diversas coras.
    Colletes de selim, fusto e casemira.
    Palitos de ganga muito superiores.
    Ditos de seda de superior qualidade, cla-
    ros e escuros, de 109000 a 169000.
    lirande sorlimento de mallas, saceos com,
    mala e saceos de tapete para viagem, sobre-'
    ludo de Ua para sabidas de baile, Ihea-
    tro, etc.
    K grande qunnlidade de chapeos de sold
    seda o de pauuinho, laVjto para homam como
    para senhora, e haleias para veslidose espar-
    lilhus desenliaras.
    Attencao.
    LUIZ CANTAREI.LI avisa so respeilavel pobji-
    blico, que mudou a sna sala do dansa o cafa de
    residencia da roa das Yrincheirsafn. 19, para 1 na
    das Cruzes. 11, primeiro andar.

    Meio* 29D00 '
    Te iros 50IN1 a
    Quarlos 19500 a
    Quinto' 19200 0
    Oitavos 760 a
    Decimos 610 n i)
    ' . a tratar
    Precisa-so de alagar ama preta rapliva para na VSoir-a do Sr I.ni/ Ppcim ithn Wv.-c
    lodo o servico do casa rua : na praca da Indepen- ^ "?"f do0. 5rL j'^T Nem'
    dencia n. 36 a 38, se dir' qoem pretende. I COm redro Suneao da Silva Braga.
    cvatnii tiaiiiiiiiaiii!
    0 xW\vtrvi p.-i 1
    A ESTRADA DE FERRO DO RECIFE E
    RIO DE S- FRANCISCO.
    Aos negociantes em madeirSe outro*.
    Precisa-se immediatamente, para a
    construccao da estrada de ierro cima,
    urna grande quantidade de madeiras di-
    reitas, das qualidades mais approvadas
    para esteios, etc., que tem de resistir a
    accfiodo tempo c agua salgada, assim co-
    mo Pau-ferro, Sapucaia, Pau-d'arco, Em-
    biriba-preta, etc. Quem quizer contra-
    tar ditas madeiras, communique por car-
    ta mencionando as particularidades a res-
    pedo da quantidade que pode ser lorneci-
    da em um tempo marcado: dirija-se ao
    contratante Jorge Furness, no escriptorio
    dosSrs. Rotlie fS: Bidoulac, na rua do Tra-
    piclu: n. 12, primeiro andar.
    Rua J^ ]\ova
    I. 22.
    1.. DEI.OUCIIE lem a honra de anat^fe* s*>
    respeilavel publico, que acaba de receber. ftm nl-
    timo paquete 0 mais bello sorlimento de reloaioc
    de ooro patente inglez rio inelhor fabricante de L
    verpool, de ooro patentes horlzontaes, o folecdoc
    de ooro de 18 quilates, e um grande sorlimento da
    chaves e ocolos, por pretos muilo ventajosos a afti-
    ancados.
    0 Dr. Ribeiro, medico, coaJina ujU/g M
    raa di Cruz da Recife n. 4, sogado 1 "





    DIARIO OE PERNAIBUCO TERQA FEIRA 18 DE SETEMBRO OE 1855
    i

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    queconlm abase fundamental 'esta doulriuaA PATHOGENES1A OU EFFEITOS DOS MEDICA-
    MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SAUDEconhecimentos que nao podem dispensar as pes-
    aos* qoe se querem dedicar a pratica da verdadeira medicina, interessa a todos os mdicos que quizerem
    eiperimenlar a doctrina de lahnemann, e por si mesmos se convencerem da verdade d'ella: a lodos os
    fazendeiro* e senhores de encenho que estaolonge dos recursos dos mdicos: a lodosos capules de navio,
    que un ou outra vez nao podem deiiar de acudir a qualquer incommodo seo ou de seus tripulantes :
    a lodos w pais de familia que por cirenmstancias, que nem sempre podem ser prevenidas, sao lobriga-
    dos a prestar in continenii os primeiros soceorros em suas enfermidades.
    O vade-mecum do homeopatha ou tradcelo da medicina dqmestica do Dr. 11erins,
    obra tambem til s pessoas que se dedicam ao estado da homeopathia, um volu-
    nte grande, aeompanhado do diccionario dos termos de medicina...... 10*000
    O diccionario dos termos de medicina, cirorgia, anatoma, etc., etc., encardenado. 39OO0
    Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo 'seguro na pratica da
    homeopalhia, e o propietario desle eslabelecimento se lisongeia de le-lo o roais bem montado possivel e
    ninguem divida boje da grande saperioridade dos seus medicamentos.
    Boticas a 12 lobos grandes.- '.............
    Boticas de 24 medicameolos em glbulos, a 10, 129 e 159000 rs
    Ditas 36 ditos a.......7 -
    Ditas 48 ditos a ;......,.....*
    Ditas 60 ditos a....... ........
    DiUs 14* ditos a...............' '
    Tubos avulsus.................".!!!'"**
    Frascos de roeia onc> de tinctura...........\ \ \ \ '
    Ditos de verdadeira lindura a'rnica.........".*.".*. .
    Na mesma casa ha sempre venda grande numero de lobos' de crvstal de diversos ismaXis
    v.dr para medcamelo,, e iprompt.-se qualquer entommenda de mcdi7am.neo toda br V l
    de e por pregos iudiIo commodos. ,
    -f"----
    89000
    209000
    259000
    309000
    609000
    19000
    2000(1
    3M06
    inhoi
    brevda
    TRATAIENTO HOMOPATHICO
    Preservatico e curativo
    DO CHOLERA-MORBUS.
    PELOS DRS ]
    oa instrucgao ao poyo para so poder corar desla enrermidade, administrando"^ remedios raais ellicazes
    para atalha-la, emquanto se recorreao medico, ou mesmajoaxa cura-la inclepeiidente desles nos lu-ares
    ean qoe nao os ha. 8
    TRADUZIDO EM PORTUGUEZ PELflft- P. A. LOBO MOSCOZO.
    Estes dous opsculos contemas indicares mais clartrlKcisas, so pela sua simples o coocisaex nnsi-
    gao ata ao alcance de todas ai inteligencias, nao s pelo q*Taz respeito aos meios curativo, como prin-
    cipalmente aus preservativo que lem dado os mais satisfactorios resallados em toda a parte em aue
    el les tem ido pastos ein pratica. r^ H
    Sendo o tratamento hoaieopathico o onicoque tem dado grandes resallados no curativo desla horri-
    veieafennidada, jolgamosa propdailo traduzr estes dous importantes opsculos em lincoa verncu-
    la, para desl'arte facilitar a sua leilnra aqaemignoreo fraocer.
    Vende-se nicamente do Consultorio do traductor, roa Nova n.Jfc por 23000 rs.
    J. JANE. NHST.4. :
    contina a residir Da ranmn, 19, primei- I)
    ro andar. m

    Aos Si'S. estudantes.
    As obraa a anunciadas por 39000, na roa doQuei-
    mado o. 24, nao se vendem mais pela forma annon-
    ciadi, a sim a vontade do comprador, a por coturno-
    de prajo ; a ellas, que se estilo acabando.
    Novo* livros de homeopalhia em fraocez, sob
    todas de aumma importancia :
    HahnemanB, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
    lumes............209OOO
    Teste, molestias dos meninos.....69OOO
    Hoting, homeopalhia domestica.....79000
    Jahr, pharmacnpa homeopatliica. 69OOO
    Jahr, novo manual, 4 volumes .... I69OOO
    Jahr, molestias nervosas. ...... 69OOO
    Jahr, molestias da pelle.......89000
    Kapoo, historia da homeopalhia, 2 volumes I69OOO
    Harthmann, tratado completo das molestias
    dos meninos..........O9OO0
    A Teste, materia medica homeopathica. 8QO00
    De Fayolle, doutrina medica homeopatliica 70000
    Chuica de Staoneli .......63OOO
    Casliiig, verdade da homeopalhia. 49OOO
    Diccionario deNjslen ....... 10(000
    Atllas completo de analomia com bellas es-
    tampas coloridas, contendo a dcscripgo
    de todas as parles do corpo humano 3O9OO0
    vedem-se lodos estes livros no consultorio homeopa-
    tliico do Dr. Lobo Hoscoso, ra Nova n. 50 pri-
    meiro andar.
    O Dr. Sabino Olegario I.udaero' Pioho,
    mudou-se do palacete da ra de S. Francis-
    co n. 68A, para o sobrado de dous aoda-
    | rean.fi, ruado Santo Amaro, (mando novo.) i
    AULA DE LATIM.
    O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
    quemudou a sua aula para a ra do Ran-
    gel n. 11, onde continua a receber alum-
    nos internos eexternos desde ja' por m-
    dico prec_o como be publico: quem se
    quizer utilisar deseupequeoprestimo o,
    pod procurar lo segundo andar da refe-
    rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.

    Aluga-se una usa terrea no Mondejo, feila
    a moderna e qom bons' commodos para pequea fa-
    milia : a tratar 110 pateo de Terco n. 9.
    f **-**
    O medico Jos de Almeida Soares de Lima tj)
    Hos.mudou a sua residencia para a ra da t$
    Cruz sobrado amarello n. 21, segundo an- %
    Attenco.
    No novo eslabelecimento de armador e cera, ater-
    ro da Boa-Vista n. 39 alugam-se caitoes para anjos
    e efuntos e lodos os mais arranjos necessarios para
    laes actos, incombe-se de qualquer enterro para ti-
    rar leceugas, convidar padres,srmagao na igreja para
    quaesquer actos fnebres, carros etc., assim como se
    recebem encomendas para se fazerem cabegas,peilos,
    bracos, raa"os, pernas e pes, e cera para qualquer
    premessa, ludo por precos rasoaveis.
    & <$<** f
    S DENTISTA FRANCEZ, *
    Paulo Uaignoui, dentista, eslabetecido na
    9 roa larga do Rosario n. 36, segundo andar,
    colloca dente* com a pressaodo r, e chumba (j)
    denles com a massa adamantina e oulros me-
    taes. Z
    ***9*39
    Na ra larga do Rosario est para alugar-se o
    sobrado n. 23, tanto a luja coimu primeiro e segun-
    do andares : IraU-se com o Dr.^iosme de Si Pereira.
    no Rccife, ra da Cruz n. 33.
    JHBatHHBBBMMI
    O solicitador Camillo Augusto Ferreira da
    Silva, mudou a sua residencia para a ra da
    1 Gamboa do Carmo n. 38, primeiro andar, on-
    i de pode er procurado para os misleres de
    i sua prefiasio. bem como no pateo do Colle-
    . gio, escriplorio do illm.Sr. Dr. Fonseca.
    8
    dar.
    O hachare! A. R. de Torres Bsheira. actual
    proftasor de lingua franceza 00 GyoriUsio desta pro-
    vincia, contina no ensino particular desta mesma
    lingua, e bem assim da lingua ingleza, rheloriea,
    geographia e philosophin ; e para mais facilitar o es-
    tudo de dlgumas deslas materias preparatorias aquel-
    las pessoas qoe nao possam frequenlar sua aula s
    horas designadas em seus anteriores atinuncios, pro-
    poe-se absjr um curso das daas tingues e outro de
    betorica e potica, sendo os dous primeiros das 5
    horas e meta da tarde at as 7 1[2 da noile, e o se-
    gando dessa hora at as 8 : quem quizer malricu-
    lar-se em qualquer om dcstes corsos, poje procra-
    lo desde j na casa de soa residencia, na ra Nova,
    sobrado 11.23, segando andar, onde tambem prose-
    gue no ensino desla/ mesma* disciplinas e das outras
    uas horas j deade o principio annanciadas para
    aquelles que eolio as poderem estudar. propor-se-
    lia igualmente a abrir corsos de philosoplua, de geo-
    graphia c historia noite, qoaudo para laes estudos
    liouvet numero sufticiente de alomos, a contar do
    1. de Miembro em diante: e protesta continuar a
    cumprir lao electamente quanlo lho for possivel os
    deverea do magisterio.
    *******
    .'UBUCACAO' DO-INSTITUTO H0-
    lEOriTrnCO M BRASIL.
    THElWRO HOMOPATHICO
    O ,
    VADE-MECUM DO
    HOMEOPATHA.
    Meikodo concito, clar e seguro de cu-
    I rar homeopathieamente toda at molettia*
    que affligem a especie humana, e parli-
    I cularnwmU aquellas que reinam no Bra-
    I *< dos de homeopalhia, tanto europeos como
    americanos, e segundo a propna eiperi-
    ncia, pelo l)r. Sabino Olegario Ludgero
    Pinho. Esta obra he hoje recouhecida co-
    mo a rneUior de todas qoe tralam daappli-
    ao homeopathica no curativo das mo-
    lestias. Os cariosos, priucipalmente, nao
    podem dar om passo seg jro aem poasoi-la e
    coDsulla-la. Os pais de familias, os senho- '
    res de engenho, sacerdotes, viajantes, ca- 1
    pitaes de navio*, crtaoejoselc. ele, devem
    le-la i mo para occorrer promplamenle a '
    Saalqoer caso de moleslia.
    00 volumes em brochura por 109000
    * encadernados 11j)000
    Vende-se onicamente em casa do autor,
    roa de Santo Amaro n. 6. (Mundo No-
    vo).
    NA MESMA CASA,
    vendem-se os roais acreditados medica-
    mentos homecpalliieos preparado* sob as
    vistas im mediatas do dolor, por precos va-
    riaveis segundo o nomero e dynaiisarao
    dos medicamentos, tamaulio dos tubos
    riqueza das caias.
    Botica de'2 medicamento*, de 129 a 200000 ]
    30 159 a >91I0I) <
    36 18Sa:)S000
    j8 a 29 a 18-^100
    w> :I00 a 08000
    6 lJ9a 90900o
    M ^ "- '**'009000
    [ n. H.Cada uma ca'leira encerra tam-
    bem os medicamentos proprios para o cho-
    ' lera-morbos.
    Est a sahir a loz no Rio de Janeiro o
    REPERTORIO DO MEDICO
    HOMEOPATHA.
    EXTRAH1DO DE RUOFF E BOEN-
    NINGHAUSEN E OUTROS,
    posto em ordem alphabetica, com a descripcJo
    abreviada de 'odas as molestias, a indicacAo phvsio-
    logica e llierapeotica de.todos os medicameolos he
    meopathirosseu lempo de acjilo e concordancia,
    seguido de um diccionario da sigoificafAo de lodos
    os termos de medicina e ciruegia, e posto ao alcauce
    das pessoas do povo, pelo
    DR. A. J. DE MELLO ORES.
    Subscreve-se para esla obra no consultorio homeo-
    palhico do Dr. LOBO MOSCOZO, ra Nova n. 500
    primeiro andar, por 59000 em brochura, e 6900,
    eucadernado.
    O Dr. Dias Feriandes. medico. Ilion sua
    residencia no primeiro andar da casa da ra S
    Nova, esquina da do Sol, onde pode ser pro- ~
    m curado a qualquer hora, para o exercicio de W
    sua prolissAo. VH
    . PUBLICACAO COROGRAPHICA.
    Esta' a' venda na livraria classica n. 2,
    no pateo do Collegio, a obra intitulada-
    Breve Noticia Corographica do Imperio
    de Brasil, escriptaem 185V; e roga-e
    aos Sis- assignantes que tenham a bon-
    dadedemandar buscar os seus exempla-
    res, no armazem de leiloes da ra do Col-
    legio n. 15-
    COMPRAS.
    Compra-te dVanccionario francez de Fonseea e
    Roquete,; em bom estado : na roa da Cruz n. 28,
    segundo andar.
    Comprase um escravo que nao lanha vicios
    nem achaques, e que se jo de boa conduela, ainda que
    naoseja mosoratialar na ra do Collegio n. 21,
    primeiro andar. '
    r^mPram"8eac90esaa*mPann'ade
    Bebenbe: em casa de Tasso Irmaos.
    PAR*. UMA ENCOMMENDA.
    U)mpra-se orna escrava moca, de boa figura,
    que entenda de cozinha e alguroa cousaftie eugora-
    mado. no Recife, becco do Conjalves nT10.
    VENDAS.
    --fla- mar ao Sr. Joao Martin* Goncalve*.
    ZrZJGU?. },7r.ocw'dor "Uja hibili,aif : D
    Oraqao contra a peste e.o cholera-
    morbus.
    Acha-se venda na livraria n. 6 e 8 da praj* da
    independencia um folhelinho com dillerentes ora-
    oes contra 0 cholera-morbos, e qoalquer oalra pes
    le, a 80 rs. cada om.
    Vende-se ama bomba nova de carnauba : no
    Corredor do Bispo ao p da taberna.
    Vende-*e ama uegrinha de 10 annos, sadia e
    qae ja leve bechiga : na roa do Rangel n. 20. se-
    gundo andar.
    ALMA FITA
    para vestidos de
    SENHOIU A 640.
    Pela barca Conte-Roger, vinda ltimamente de
    tranca, chegoo orna fazenda nova transparente, de
    laa de quadros e de listras, que em Hamborgo he
    lazenda da presente estaclo, do ultimo gosto para
    vestidos de senhora, que a baplisaram com o nome
    Alma Viva,vende-se pelo bararissimo prejo de
    oto cada covado : na ra do Queiroado n. 21 A.
    Fazendas salva-
    das da barea
    Gustavo II.
    Anda ha um resto de meias casemiras, pelo ba-
    ratsimo pr..u de 18000 o corte, lindas cassas pin-
    Udas, limpan a.-MO o covado, cortes de cambraia a
    J95JI, camisas de mela a 600 rs. etc. ele.: na rui
    do Cabuga,Tt. 10, defronte do cerigaeiro.
    l'OIRIEK.
    Aterro da boa-Vista n. 55.
    vende-se om carro de i rodas, novo, muilo elegan-'
    le e leve.e de novo modelo prompto a Forroi ao gos-
    to de comprador, em casa de Poirier.
    Vendem-se doze garrafdes em bom eslido, por
    preso commodo : na roa da Seozalla Velha 11. O
    primeiro indar.
    Vende-se farinba de mandioca da mais nova
    no mercado a 2500 rs. a acca : na Irnvessa da Ma-
    dre-de-Deos n. 10, armazem de Agoslinlio Ferreira
    Sena Gaimaraes.
    Vendem-se ceblas novas cliegadas ullimamen-
    te de Lisboa na barca Mara Jos, a 800 rs., ljOUO
    rs. e I92OO r*. o cenlo : na travessa da Madre-de-
    Deos n. 16, armaxem de Agostinho Ferreira Sena
    duimarSes.
    Vendem-se 6 escravas, sendo 2 d.) nasilo, com
    habilidades, de cozinhar, ensommar ou para a roa, e
    ? que cozinham, csajommam e cosem, crioulas, 1
    cabra de 20 annos de idade, bem possanteede bo-
    uia figura, sem habilidades, 3 prelos, sendo 2 de SO
    annos de idade e 1 de 60, bom para sitio : Da ra
    dos Quarleis d. 24.
    Ao bom e barato.
    Na taberna da ra do Rosario larga pintada de
    azul 11. 37, vende-se o segointe : manteiga ingleza
    superior a 800 e720 rs., lingui<.-a< de Lisboa muilo
    nova a 400 rs.. loocinlio dito a 320 rs., paios a 240
    rs., vinho de Lisboa a 400 rs. a garrafa,arroz do Ma-
    raohao a 80 rs.,cha liysson a 29, dito do Rioa 19760,
    passas moito novas a 320 rs., e oulros muilos gne-
    ros por menos do qoe em outra qualquer parle.
    Vende-se om escravo, de nacao Cassaoge, do
    idade :(."> annos, muilo fiel e sem vicios, proprio para
    qualquer servico, principalmente de plaotaeoes, do
    que tem moita pratica : na roa do Pires n. 60.
    _ Vende-se uma taberna, sita na roa Imperial
    D. 47. bem afreguezada, com moito poneos fondos :
    quem pretender, dirija-se mesma, que achara com
    quem tratar.
    Vendem-se laboas, caibros, cncbameis, escaria*,
    portas, todo resto de uma obra : na casa amarella
    da roa da Praia.
    . Vende-sc cognac da mellior qualidade: Da ra
    da Cruz n. 10.
    Grande pe- I
    CHINCHA.
    Na ra do Qoimadon. 19, vende-se ma-
    dapolilo fino a 39200 a pes, lensos de re-
    ros de todas as cores para senhora, cam- !
    braias francezas linas e de padroes mai. mo-
    dernos que lem vindo ao mercado, alpaca
    de seda muito bonitos padroei a 680 o co-
    vado, chitas francezas a -Jtill o covado de
    muilu bolillos parirnos e muito finas, laa de
    uadros a 600 rs o covado.
    mmoc
    Veode-se uma commoda em bom estado : na
    rna atraz da matriz da Boa-Vista q. 50.
    Vende-se om sitio na praia proprio para pasara fe*(a: os prelendcntcs dirijam-se
    a Fora de Portas n. 145 seguDdo andar.
    Na roa da Guia taberna n. 9 ha para vender
    111 saboroso carne do serlao, cliegadi ullimamente do
    Acaracu.
    Vende-se uma negra crioula, de 22 annos, boa
    coznheiaa, com uma cria de 4 mezes: na roa do
    Queimado n. 44.
    .cVende'se uma moleca ue id'lde lf' "nos, bo-
    "el 11 "' S!" eozi"lla' e coser : "' rua 00 RaD'
    Vende-se a loja de (tigicie da rua Direila n.
    48: a tratar na mesma loja, que todo negocise faz.
    kn AGEMH DA FIMOICAO
    LDWIN MAW, ESCRIPTOKIO DE RO-
    SAS BRAGA & C, RUA DO TRAPI-
    CHE N. 44.
    Tem para vender um completo torta*
    ment de tai vis, moendas e meias moen-
    das para engenho, cuja superioridade ja'
    lie bem condecida dos senhores de enge-
    nho desta provincia, dos da Parahiba e
    das Alagoag. desde quando taes objectos
    do mesmo fabricante eram vendidos pelos
    Srs. Me. Calmont&C., desta praca.
    Em casa de Timm Momsen & Vinassa,
    praca do Corpo-tSanto n. 15, ha para
    vender.
    Um sortimento completo de livros em
    branco, vindos de llamburgo.
    IECHANISMO PARA ENSE-
    rao.
    NA FUNDICAO DE FERRO DO ENGE-
    NHE1RO DAVID W. BOWNIAN. ,VA
    RUA DO BRUM, PASSANDO O HA-
    FAR1Z,
    lia sempre um grande sortimento dos seguinles ob-
    jectos de mechanismos pkoprios para-en^enhos, a sa-
    ber : moendas e meias rajoendas da mais moderna
    construcco ; taitas de ferro fundido e balido, de
    superior qualidade e de lodosos lamanhos ; rodas
    dentadas para agua ou animaes, de todas as proppr-
    S4es ; crivos e boceas de tomainae registros de bo-
    eiro, afiuilhe.es, bronzes, parafusosecnvilhSes, moi-
    nlio de mandioca, etc., etc.
    NA MESMA FUNDICAO.
    se exceulam lorias as enrommenrias com a soperio-
    ridade j coohecida, e com a devida presteza e com-
    modidade em preso.
    Cobre para forro de 20 ate 2* on-j
    cas com pregos.
    Zinco para forro com pregos.
    Chumbo em barrinhas.
    Alvaiade de chumbo.
    Tinta branca, preta e verde.^|-
    Oleode linbaca em botijas-
    Papel de embrulho.
    Cemento amarello.
    Armamentp de todas as cjuali-
    dades.
    rreios para um e dous ca-
    vallos.
    Chicotes para carro e esporas de
    atjo prateado.
    Formas de ferro para fabrica de
    assucar.
    O Papel de peso inglez.
    0 Champagne marca A Rotim da India, novo e alvo.
    M| Pedras de marmore.
    3 Velas stearinas.
    g Pianos de gabinete de Jacaranda',
    ecom todos os ltimos melho-
    ($) lamentos.
    l| No a rumen; de C J. Astley & C,
    n na rua da Cadeia.
    SYSTEMA MEDICO DE HOLLOWAY
    PILULAS HOLLOWAY
    Esle inestimavel especifico, composto inleiramen-
    le de hervas medicinaes, nito contem mercurio, nem
    algttma outra substancia deleclerea. Benigno a mais
    lenra infancia, e a complejo mais delicada, lie
    igualmente prompto e seguro para desarraigar o mal
    na compleicSo mais robusta ; he ioteiramente inno-
    cente em suas operacoes e eOeilos ; pois busca e ro-
    move na doensas de qualqoer especie e grao, por
    mais antigs e tenates que sejam.
    Entre milhares de pessoas curadas com esle re-
    medio, mullas qoe ja eslavam as portas da morte,
    preservando em seo uso, conseguiram recobrar n
    saude e fors-as, depols de haver tentado intilmente
    todos os oulros remedios.
    As mais afllictas nao devem entregar-se a desespe-
    raro ; facam um competente ensaio dos eflicazet
    effeilos desta assombrosa medicina, c prestes recu-
    perarAoo beneficio da saude.
    Nao se perca lempo em tomar esae remedio para
    qualquer das seguinles enfermidades :
    He ehegda a ri-
    CA FAZENDA DENOMINADA,
    MUintle,
    qae por seu rico gosto c pela qualidade, nao deita
    de agradar ; toda de seda e laa, pelo barato preso
    de 69500 o corle, com 13 covados e meio : na roa
    do (Jueimado u. 38, em frente do becco da congre-
    gas-o.
    Vende-se ch prelo superior, para familia, em
    caitas de vintee lanas libras; ludo a presos com-
    modos: no escriplorio de Malheus Austin r Com-
    panhia, rua do Trapiche n. 36.
    Saccas com milho novo : na loja n
    2G da rua da Cadeia do Recife, esquina
    do RecccLargo.
    Vende-se nm carro de quatro ro-
    das, com qoalro assentos, novo e
    muilo maueiro, vendem-se boas pa-
    rchas
    de cavados para o mesmo,
    cavado de cabriole! e carrosas, ludo por prego com-
    modo : na rua Nova, cocheira de Adolpho Boor-
    geois.
    Vende-se um escravo de nago, com idade 40
    annos, ponen mais ou menos, proprio para servico
    de campo : na rua dos Quarleis n. 24.
    Vende-se um cavado easlanho, bom andador
    baito, muilo novo e sem achaques: na rua Direila
    n. 106.
    Vende-se a verdadeira cal branca de Jaguari-
    be, por prego muilo commodo : no armaztm de ma-
    leriaes da travessa do Pocinho 11. 26 A.
    Vende-se orna carrosa para 2 bois, por preso
    commodo : no armazem de maleriaes da travessa do
    Pocinho 11.26 A. jna,
    Vende-se um escravo canyeiro. de 17 annos
    de idade: na rua do Rosario da Boa-Vista, casa que
    fica com a frente para a rua de Aragao.
    Vende-so uma canoa nova de carreira, bem
    construida, sem uso, por iss'o que atada nao foi n'a-
    gua, pmpr.1 para familia, por petar sa*is de 16 pesr
    soas, achando-se pintada de moito bom gosto, 00-
    precn muito commodo : na travessa do Pocinho, ar-
    ma zem de maleriaes n. 26 A.
    Vende-se om excedente viol.io, com muito boas
    vozes, por prego muilo commodo : na roa Imperial
    d. 52.
    Aos Srs. marchantes.
    oa rua da Soledade,
    Veade-sc orna vacta gorda
    casa d. 58.
    Accidentes epilpticos.
    Alporcas.
    Ampolas.
    Arelas (mal d').
    Asthma.
    Clicas.
    Convolscs.
    Debilidade ou ettenoa-
    efo.
    Debilidade ou falta de
    forcas para qualquer
    coos*.
    Desinleria.
    Dor de garganta.
    de barriga.
    u dos rins.
    Dureza no ventre.
    Enfermidades no ligado.
    venreas.
    Entaqueca.
    Erisipela.
    Pebres biliosas.
    intermitientes.
    Febre toda especie.
    Gola.
    Hemorrhoidas.
    Hydropisia.
    Ictericia.
    Indigesles.
    Inllaminases.
    Irregolaridade damens-
    truacao.
    Lombrigas de lodacspc-
    cie.
    Mal-de-pe rira.
    Manchas na culis.
    Obstrucsao de ventre.
    Phlisicaou consumpio
    pulmonar.
    Hclencao d'ourina.
    Rheumatismo.
    .symptomas secundarios
    Temores.
    Tico doloroso.
    Ulceras.
    Venreo (mal.)
    Vendem-se estas pilulas no eslabelecimento geral
    do Londres, n.244, Strand, e oa loja de lodos os
    boticarios, droguistas e outras pessoas encarregadas
    de sua venda em toda a America do Su), llavana e
    llospanha.
    Vende-se asbocetinhas a800 rs. Cada ama dola
    contem urna instruegao em porloguez para ctplicar
    o modo de so usar dcstas pilulas.
    O deposito geral he em casa do Sr. Soum phar-
    tnaceulico, na rua da Cruz o. 22, em Pernam-
    boco.
    Caiiotiulios
    DE LAA' DE NOVA ESPECIE.
    Acabam de chegar de Franca esles novos capoti-
    nhos para senhoras e meninas, os qoaes se veodem
    muilo barato, servindo para diflerentes usos da vida,
    froco para bordar, de todas as core.-, talagarsa e laa
    ele.: na rua Nova 11. 11.
    Barato que ad-
    mira.
    Lindos chales do bare^e, superiores aos rie meri-
    no, lauto em gosto como por screm transparentes, e
    muito leves ; por isso moito proprios para a actual
    cslaraii : a elles, antes que se acabem. senhores per-
    namburanns.de bom gosto : na loja do sobrado n. 8
    da rua do Livraruento,
    Peehincha para
    Os bellos passeios do
    campo.
    Por menos de seu valor Iroca-se por miro, praia.
    cobre c sedulas, ainda mesmo sendo velhas, lindos
    chales de merino bordados e de diversas cores, com
    pepueno toqoe de avaria, pela diminua quniitia de
    59000: na loja dosolnado o. 8 da rua do Livramento.
    ('omina.
    , Vendem-se saccas oom gumma muilo alva para
    engommar e fazer bol nhos : na loja n. 11 da rua do
    Qaeimado.
    Muito boa carne.
    Veode-se carne vinda doAcarac muilo sai ; na
    ra do (jueimado o. 14.
    Vende-se uma canoa bem construida, rie lole
    de 800 lijlos, pelo commodo prego de 2009000 rs.,
    e visla do comprador se farn todo o negocio :
    quem a pretenden dirija-se junto matriz de San
    Jos, casa n. 5.
    Vendem-se 6 escravos mogos de bonitas figuras,
    e entr elles um mulecote, e 1 muala moga, que
    colinda perfectamente : na rua Direila 11. 3.
    lelas.
    Vendem-se velas de carnauba pura, de 6, 7, 8, 9,
    10 e 13 por libra, e por menos prego que em oulra
    qualquer parte : na rua Direila 11. 59.
    Vende-se um moleque com idade de 6 a 7 an-
    nos, moito esperto : a tratar na rua do Livramen
    lo n. 35.
    Vende-se um negro pega &mociro e serrador:
    a tratar na deslillagao por detrs de Santa Rila.
    Vende-se urna lazarina de um cano, com pou-
    co uso : na praga da Boa-Vista n. 7.
    SEDAS DO ULTIMO COSTO.
    Riqoissimos corla* djreda para vestido de se-
    nhora os mais moderno*; vendem-se na rua do
    (Jueimado u. 9.
    A 5j(oa0 a ARROBA
    Carne cea do seriao.
    Vende-se a relalho at 1 arroba : na rua do (Juei-
    mado n. 14, loja de ferragens, viuda a bordo do Ma-
    te Arago, encostado ao caes do Ramos, defronle
    do arsenal de guerra.
    CASEMIRAS,
    de superior qualidade e bom gosto, vendem-se
    rua do Crespo rl. 19.'
    A boa fama
    Na rua do (Jueimado nos quatro |caolos, loja de
    miudezaa da boa fama o. 33, vendem-se os seguinles
    objectos pelos pregos mencionados, e ludo de mui-
    lo boasqnalidades, a uaber:
    Duzia de lezouras par costura a 1|000
    Duzia de penles para ntar cabellos 19500
    Pesas com 11 varas di: filalavrada sem dnfeilo Is200
    240
    40
    0 varia. 5C0 e
    .. js, sortiOas
    Macos de cord.lo para vestido
    Caitas com clcheles batidos, franeeie
    Escova*finas para denle.
    Pulceira* encarnadas para meninas e senhoras
    ATTENCO SRS. ECONOMI
    cot, cnefes de familias
    Ni loja de S portas, que faz esquina para a rua do
    Rangel, rom a (rente para a do (Jueimado, ha um
    lindo sortimento de chales de merino, bordados, e de
    varia* cores, com. pequeo toque de avaria, por lao
    barato preso que admira.
    Muito finas.
    Acaba de chegar loja franceza, na rua Nova d.
    10, lindas cassas de ricos padiOes, as mais finas que
    tem apparecido 110 mercado, por preso commodo ; a
    ellas, qoe e-i.io se acabando.
    g SUPERIOR FARIMIA DE f
    MANDIOCA DES. MATHEUS. W
    A bordo do patacho nacional (0
    AUDAZ, Tundeado em frente do m
    caes do Collegio, se vende supe- (A
    rior e muito nova iaiinha de &
    mandioca, chegada agota de S. i
    Matheus. a precos commodos e !
    pai a prcfies: trata-se no escrip- *
    torio dos consignatarios Isaac, Cu- '
    rio& C, na rua da Crua n. 49, (
    primeiro andar. I
    N* rua do Crespo, loja n. 19, acha-se venda
    um completo sortimento de pannos prelos de supe-
    rior qualidade, para pregos de 29800, 3&500, 39S00,
    49200, 595OO e 89000, assim como chapeos prelos
    francezes dos ltimos chegados.
    Loja n^6!!!
    Vendem-se pesas de esgaJkV) dej algodo, muito
    boa fazenda, pelo preso de 39500 a pega, corles de
    cambraia de barra, bonitos padroes e muilo boa fa-
    zenda, Ipelo preso d 39000 o corte, mantas para
    grvala]* 19200 cada uma.
    Ao barato.
    Anda existe um reslo de sapales pliiladelphicos
    para homens e rapazes, que se vendem pelos dimi-
    nutos pregos de 3^200 e '29800 o par : oa rua d Ma-
    dre de Dos, loja n. 28, e no paleo da Ribeira, ta-
    berna D. 1.
    Esguiao de linho
    e algodao,
    muito superior, com 11 varas a pega, por 39500:
    vende-se na rua do Crespo, loja da esquina que >ol-
    la para a roa da Cadeia.
    Com toque de
    eupiu.
    Algod&o para saceos : veode-se por prego com-
    modo, na roa do Crespo, loja da esquina que volla
    pura a rua da Cadeia.
    No largo do Carmo, esquina da rua de Horlas
    n. 2, lia bolacbinhas finas de soda novas e torradas,
    do melhor fabricante de Londres, proprias para me-
    sas de cha, e para pessoas doentes qae estilo de fas-
    lio em latas 'de 2, 4 e 8 libras, lambem se vende as
    libras, lie mais barato qoe em oolra qualquer parle,
    os freguezes venltam ver para acreditar, tambem
    tem da boa banha americana muito alva a 500 rs. a
    libra.
    FARIMIA DE MANDIOCA.. '
    Domingos Alvcs Matheus tem para vender muito
    superior c nova farii.hade mandioca deS. Malheus,
    em saceos de um alqueire de medida velha, assim
    como farinba lina para mesa, em saceos e barricas :
    para ver, no armazem de Jos Joaquim Pereira de
    Mello.
    No largo do Carmo, quina dffua de Horlas n.
    2, vendem-se queijos novos a I98OO, manteiga in-
    gleza a 640, 800 e 960, e muito superior a 19200. di-
    la franceza a 800 rs., passas a 400 rs.. cevada a 180,
    chourigas a 400 rs., calta 180, tapioca a 200 rs., al-
    pista a 200 rs., cha a 1600, 29000, 29400 e 29880J
    dito prelo u mellior do mercado a 29240, balotas a
    40 rs., bolarlnnlias inglezas a 360, ditas Napoleao a
    580, ditas ararula pura a 560, lisboeose a"400 rs.,
    loucinho de Lisboa a 320, banha bem alva a 560,
    nozes novas a 80 rs., gomma a 80 rs., ararula a 20,
    spermacete a 800e960, carnaoba em velas 'a 300
    rs., farinhade trigo a 180, pomada a 440 a duzia.
    doce de gofaba a KOO rs. ocaiiflo, arroz branco a 180
    a cuia, libra a 80 rs., azeite doce a 640, viudo de
    Lisboa a 400 rs., Figoeira a 480, Porlo moito supe1
    rior a 560 ;i carrafa, dito branco a 560, sardinhas de
    Nanles em llas a 600 e 800 rs., phosphoros Droprioa
    para quem fuma, que s se apag^m lepois que aca-
    ba a madeirn a 40 rs. a caixinha, peneiros de rame,
    c bracos de balanga Romo proprios para balean.
    A .3$500
    Vende-se cal de Lisboa ltimamente chegada, as-
    sim como potassa da Russia verdsdsira : oa praga do
    Corpo Santo 11. 11.
    Cheguem ao ba-
    rato !! !
    Caixas para rap imitando a tartaruga, pelo .bara-
    tsimo prego de 19280 cada uma : di roa do Cres-
    po D. 6.
    Na ruada Cadeia do Reciten. 18,
    ha para vender relogio da fabri-
    ca mais acreditadas da Suissa, tan/
    to deouro como de piata, dito*
    foliados edourados, mais baratos
    do que em qualquer outra parte.
    Deposito de algodoes trancados.
    No escriplorio de Dominios Alves Mahena, na rua
    da Cruz n. 54, contina a vender-se algodoe* tran-
    cados da fabrica da Ilahia, e fio de algodao proprio
    para redes e pavios de vela, por prego commodo.
    Attenco.
    Continua-se a vender na rua da Cadeia do Recife
    o. 47, loj do S (Manoel) damasco de laa de doas
    larguras, muilo proprio para coberlas de cama e
    paunos de mesa. j*/~-
    Cera de carnau-
    ba do
    Pares da meias brancas para senhora
    Pegas de filas brancai de Un lio
    Pegas de bico estreilo corlPlO varaa,
    Carteirinhis com lOQi gulhas, sortld
    6S0
    240
    600
    60
    100
    . 320
    l.uihas branca* de ntelos n. 50, 60, 70 libra 19100
    Libra* de lindas de cores de novello
    Crozas de botoe* para carniza
    Meadas de linhas liuisnimas para bordar
    Meadas de linhas de puso
    Carrileis de linhas finas de 200jardas
    Crozas de botoe* ronil) fino* para caigas
    Caixas com 16 novello:; de linhas de marcar
    Duzia de dedaes para ienhura
    Suspensorios, o par* a,
    Macinhos de grampas
    Carla* de allinetes
    Caixinhascom brihqoedo* para meninos
    Agulheirosmnio bonitos com agulhis
    1orcidas para candieiro, n. 14
    Caixinhas com agulhis franceza*
    Babadosaberlosde linliobordados e lisos, a 120e240
    Alm de ludo islo oolras muilissimas cousas lado
    de muilo boas dualidades, e qae se vende mailissi-
    mo barato oesla bem :onhecida loja da boa fama.
    Vende-se uma arroagao propria para loja de sa-
    patos ou miudezas, e Iraspassa-se a chave d* loja em
    que esla, a qual lem commodos para familia : no
    aterro da Boa-Vista n. 51. Na mesma precisa-se de
    uma ama.
    Iloinei.s e meni-
    nos.
    Chapeos de
    rem muito fr<
    va n. 10.
    lina, proprio* para o campo, por se
    s, e sao moito baratos
    ARACATY E ASSIT.
    Vende-se em porgao e a relalho, por menos prego
    que em ontra qoalquer parte, principalmente sendo
    adinheiro vista; na roa da Cruz, armazem de
    couros eiola, n. Vk
    POTASSA E CAL VIRGEM.
    No antigo e a' b*j,conliecido deposi-
    to da rua da Cadeia do Recife, escriptorio
    n. 12, lia para vender muito superior
    potassa da Russia, dita do Rio de Janeiro
    e cal virgem de Lisboa era pedra, tudo a
    precos muito favoraveis, com os quaes li-
    carao os compradores satisleitos.
    Atten^o ao seguinte.
    Cambriia franceza de cores de moito bom gosto a
    600 rs. a vara, corles de cassa prelos de moilo bom
    goslo 29OOO o corle, ditos de cores com bons pa-
    droes a 29200, alpaca de seda com quadros a 720 o
    covado, corles de lila moilo lino* com 14 covados ca-
    da corlo, de moilo bont goslo, a 49500, lengoa de
    bico com palmas a 320 cada um, ditos de cambraia
    de linho grandes, proprios para cabega a 560 cada
    um, chales imperiaesa 800 rs., 19 e 19200: oa leja
    da rua do Crespo n. 6.
    Rrins de vella : no armazem de N. O.
    Rieber & C. rua da Cruz n. 4.
    Fazendas baratas.
    Cortes de casemira de pura laa e bonitos padroes
    a 59500 rs. o corle, alpaca de corrido muilo fina a
    500 rs. o covado, dita muito larga propria para man-
    i a 640 o covado, corles de brim pardo de puro li-
    nho a 1S600 o corle, ditos cor de palha a 18600 o
    corle, corles de casemira de bom goslo a 29500 o cor-
    le, sarja de laa de doas largara* propria para vesti-
    do de quem est de lulo a 480 o covado, cortes de
    fustao de bonitos itoslos a 720 e 19400 o corte, brim
    transado de linho a 1 e a 19200, riscarins proprios
    para jaquelas e palitos a 280 o covado, c.irlesde col-
    leles de gorguro a 3900 : na loja da rna do Cres-
    po n. 6.
    , #
    Velas de car-
    nauba,
    SIMPLES E DE COMPOSIQAO.
    Na roa da Cruz n. 15, veoriem-se ditaa velas, de
    6, 7,8, 9 e 13 por libra, em caixn de 8al 50 libras,
    na rui|."io- fibricidis no Ancaly, pelos melhores autores, e por
    menos prega que em outra qoalquer parle.
    COGNAC VERDADEIRO.
    Vende-se superior cosnsc, em garrafas, a 1290 MI
    a duzia, e 19280 a garrafa : oa rua do*Tanoeiros n.
    2, primeiro andar, defronle do Trapiche Novo.
    AOS SENHORES DE ENGENHO.
    Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
    Do arcano da invenqao' do Dr. Eduar-
    do Stolle em Rerlin, empregado as co-
    lonias inglezas e hollandezas, com gran-
    de vantagem para o melhoramenio ilo
    assucar, aclia-se a venda, em latas de 10
    libras, junto com o metliodo de empre-
    ga-lo no idioma portuguez, em casa de
    N. O. Rieber A Companhia, na rua da
    Cruz. n. 4.
    Vende-se uma escrava de 40 annoa, pooco
    mais ou menos, que lava e cozinha o diario do urna
    casa, e uma dila de 25 annos, pouco mais ou meos:
    quem pretender antiuneie.
    CAL DE LISBOA A 49000.
    Vendem-se barris com cal virgem de Lisboa, para
    fechar contas, pelo diminuto preso de -19000 o bar-
    ril : na rua da Cadeia do Recife, loja n. 50, defron-
    te da roa da Madre de Deoi.
    Vendem-se espingardas francezas de
    dous canos, bonitas e de boa qualidade,
    por barato preco : na rua da Cruzn. 26,
    primeiro anejar.
    Vende-*e excedente taboado de pioho, recen-
    lemeote chegado da America : na ruj de Apollo
    trapiche do Ferreira. 1 entender-se com adminis
    ador do mesmo.
    A boa fama
    Vendem-se moilo bonitos chapeos de sol daula
    pequeos e com molas proprios para meninas de es-
    cola, pelo baralissimo prego de 39000 rs.; he cousa
    tfo galante qoe quem vir nao deixar de comprar :
    na roa do Queimido, loja de miadeus da boa fama,
    D. 33.
    CAL
    A mais nova
    muito barato:
    Trapichen. 15, armaz'emtle Bastos & li-
    maos.
    Na rua do Vigirio n. 19,rimeiro andar, ha
    para vender Superior retroz de primeira qualidade,
    lo fabricanteSiqueiralinhas de roriz e de nome-
    ro, e fio porrele, todo chegado pelo ollimo navio vin-
    do do Porto, e juntamente vinho superior, feitoria
    om pequeos barr* de dcimo.
    Vendem-se do armazem n. 60, da rua da Ca-
    deia do Recife, de Heury Gibson, o* mais superio-
    res relogios fabricados em Inglaterra, por prego*
    mdico*.
    FARINHA DE MANDIOCA.
    Vende-se superior farinlra de mandioca
    em saccas que tem um alqueire, medida
    velha por ."(100 reis : nos armazens ns.
    3,5 e 7, e no armzem defronte da porta da
    alfandega, ou a tratar no escriptorio de
    Novaes iV. Companhia na ruado Trapiche
    n. 34, primeiro andar.
    Taixas
    VIRGEM.
    no mercado, por preco
    no deposito de rua do
    para engenho*.
    Na fundicao' de ferro de D. W.
    Bowmann, na rua do Brum, passan-
    do o chafariz continua haver um
    completo sortimento de tai xas de ferro
    fundido e batido de 5 a 8 palmos de
    bocea, as quaes acham-se venda, por
    preco commodo e com promptidao" :
    embarca m-se ou carregam-se em carro
    sem despeza ao comprador.
    Vendem-se em casa de S. P. Jolins-
    ton & C, na rua de Senzla Nova n. 42.
    Sellins inglezes.
    Relogios patente inglez.
    Chicotes de carro e de montara.
    Candieirose casticacs bronzeados.
    Lonas inglezas.
    Fio de sapateiro.
    Vaquetas de lustre para carro.
    Barris de graxa n. 97.
    Vinho Cherry em barris".
    Camas de ferro.
    Vende-se ago em cimbeles de nm quintal, por
    prego moilo commodo : no armazem de Me. Cal-
    moni i Companhia, praga do Corpo Santo a. 11.
    DEPOSITO I)\ FABRICA DE TODO
    OS SANTOS DA BAHA.
    Vende-se em casa de N. O. Bieber 1S1
    C, na rua da Cruz n. 4, algodao tran-
    cado daquella fabrica muito proprio pa-
    ra saceos de assucar e roupa para escra-
    vos, por preco commodo. Jfc.
    AGENCIA*
    Da Fundicao' Low-Moor. Rna da
    ~, Senzala nova n. 42.
    Neste estabelecimento contina a ha-
    ver um completo sortimento de moen-
    das e meias moendas para engenho, ma-
    chinas de vapor, e taixas de ferro batido
    e coado, de todos os'tamauhos, para
    dito.
    Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
    le-se trelo novo, chegado de Lisboa palebrigoe Et-
    oeranca.
    CAL DE LISBOA.
    Vende-se cal virgem, chegada no ul-
    timo navio, por preco commodo, assim
    >omo potassa superior americana: no
    deposito da rua de Apollo n. 2B.
    [FAZENDAS DE GOSTO
    PAKA VESTIDOS DE SENHORA.
    Indiana de quadros muito fina e padroes novos ;
    cortes de lila de quartros e llores por prego commo-
    do : vende-se na roa do Crespo loja da esquina qoe
    volla para a roa da Cadeia.
    CASEMIRA PRETA A 4?S00
    0 CORTE DE CALA.
    \ endem-sc na roa do Crespo, loja da esquina que
    tolla para a rua da Cadeia.
    Yende-se
    Jos Joaqyim
    Morera, .
    COM LOJA NA RUA NOVA N. 8,
    acaba rie receber jielo ultimo navio fraocez lindis-
    imas sedas lisas cor de rosa, amarella, branea muilo
    nntf ""' el,ro> de """'o boa qualidade e cora tria
    aaartas e ,.la fle covado ,, iraar,f ,endo rambwn
    prego maia commodo do qc ara oolra qoalquer
    vio nm *S,,m c?mo ,ambwn 'eeebeo pelo roewrton*-
    franr?, ma8n,lflc sortimeolo de botins de beierro,
    de^ urio 2 a"1' co21P<"0 ,eili0- enlutado alero
    de ludo islo cada pir 8000, pagos vi*1a.
    Em casa de Timm Momsen & Vinnaea,
    prara do Corpo-Snto n. 9/ lia para
    vender:
    Cemento romano em barricas, dieJido
    ltimamente de Hamburgo.
    CHAROPE
    DO
    BOSQUE
    O nico deposito Continua a ser ni botica de Bar-
    Iholomeu Francisco de Souia, na rua larga do Rasa-
    rlo n. :)6; garrafas grandes 5*500 e peqaenu 39OO
    IMPRTAME PAIA 0 PllLK.
    l'ara cura de phtisica e*B TWos os sena digerentes
    gros. quer motivada por eonstipagoes, toase,
    ma, pleuriz. escarros de sangue, dr de costa
    peilo, palpitagao no coragSo, coqueloehe, broi
    dr na gargaola, e (odas as molestias dos orgia]
    monares.
    N VVALHAS A CONTENTO TESOURAS.
    Na toafe Cadeia do Rtcif* n. 48, primeiro an-
    dar, eserporio de Aucuslo C. de Abreo. cooli-
    noam-se a vender a 85000 o par (preco fijo, ae j
    bem condecidas e afamadas navafhs de barba, feita*
    pelo hbil fabricante que foi premiado na ej^o*
    de Londres, as quaes alem de.durafem extrai
    riamenle, naosesentem no rosto na ac'gao d cortar ;
    vendem-s* com a condigno de, nao agradando, po-
    derem os compradore* devolve-las al 15 diasdepois
    pa compra restituiodo-se o importe. Na meouca-
    sa ha ricas tesouriobas para unhas, feila* pelo taei
    mo faincaole.
    Chales de merino' de cores, de omito
    bom gosto.
    Vendem-se na roa do Crespo, loja da eeqaioa euie
    volla para a cadeia.
    mENci.
    Na rua do Trapiche n. 54, ha para
    vender barris de ferro .ermticamente
    fechados, proprios para deposito de le-
    sos ; estes barris sao os melhores que se
    tem descoberlo para este lira, por Bio
    exhalar em o menor cheiro, e apenas pe-
    zam l(i libras, e custam Q diminuto pre-
    co de 4^000 rs. cada um.
    5
    Deposito de vinho de cham-
    pagne Chateau-Av, primeiraqua-4
    lidade, de propriedade do conde I
    de Marcuil, rua da Cruz do Re-
    cife n. 20 : este vinho, o melhor
    de toda a Champagne, vende-se
    a 56$000 rs. cada caixa, acha-se
    nicamente em casa* de L. Le-
    comte Feron Si Companhia. N. j
    B.^As caixas sao marcadas a fo
    goConde de Marcuile os ro-
    tulos das garrafas sao azUes. ,
    ****
    Moinhos de vento
    'ombombakderepuiopara regar borlase baila,
    decapim, na fnndigade D. W< Bowaain : naja
    do Brum na. 6, 8el0
    I.ABYRINTHOS.
    Lencos de cambraia de linho moito fino*, turba*
    redondas e de poolas, e maiajbjecloa desle getwro,
    ludo rie hom gosto ; veou^-JaWaralo : m raada
    Cruz n. 34, prrmo>fTMxUaaw
    A boa tama
    Vende-se papel marfim paoL.do. a resma a *
    Papel de peso paulado muiloauperior, resma 3J(
    Dilo ilmago sem ser paulado moilo bom
    Peonas liuissimas bico de langa, groia
    Ditas moilo boas, eroza
    Caivetes finos de 2 e 3 follias. a 340 e
    l.apia finos envernisados, duria
    Ditos sem ser envernisados, dozla
    Canelas de marfim milito bonitas 320
    Capachos pintados par salas
    Bengalas de janeo com bonitos euloes
    Oculos de armaco ago, todas as gradujges
    Ditos de dilqs de metal branco
    Lonetas com irmagao de larlaroga '1
    Dfasde dita de bfalo
    Carleiras para algibeira, superiores
    Fivellas dooradas para caiga* e collele*
    Esporas finas de metal, o par 800 e
    Tranceln* prelos de borraja para relogios 100 e1
    Tinteiros e areeiros de porcelana, o par
    Caitas riqoisaima* par* rap a 6401)008 e 1 f}50
    Carleiras proprias para viagem
    Tooeadore* de Jacaranda com bom espelho 39OJ
    Charoleiras de diversas qualidade*
    Meias de laia muilo superior para padre* '000
    Escovas linissimas para cabellos e roapa, aavallias
    linissimas para barba, lavas de aeda de todas as, co-
    res, meias pintadas e ernas de moilo aaas qoada-
    des, bengalas moito finas, linia eacarnada e
    propria para riscar livros. Alm de lado uto outras
    moilMimas cousas ludo de muilo boas qoalidadet,
    e qoe se vendem mais barato de qoeem otraqual-
    quer parte : na rua do Oueimario nos qoalro caatos
    na bem conhecida loja de mindeas da boa broa
    n. oj.
    19000
    16
    160
    100
    :"o
    280
    280
    100
    40
    50
    100
    320
    200
    80
    160
    Farello em saccas de 5
    arrobas a 5^000.
    Farinha de mandioca
    em saccas a #500.
    Tijolios de marmore a
    520.
    Jtinho BordeatXem
    ^arraoes a 19^000.
    JNo armazem de Tasso
    rmJlos.
    LEONOR D'AMBOISE.
    Vende-se oexcellente romance histri-
    co Leonor d'Amboise, duqueza He Breta-
    r ha, 2 volumes por 1(000 rs., na livraria
    ri. 6 e 8 da prar,a da Independencia.
    POTASSA BRASILEIRA.
    Vende-se superior potassa, fa-
    bricada no Rio de Janeiro, che-
    gada recentemente, recommen-
    da-se aos senhores de engenhos os
    seus bons elfeitos ja' experimen- J
    tados: na rua da Cruzn. 20, ar-
    mazem de L. Leconte. Feron & %
    i
    Companhia.
    ****
    Vende-se uma balanga romana com todos os
    :.us perlences.em bom uso e de 2,000 libra* : quem
    pretender, dirija-se a rua da Crnz, armazam n. 4.
    Na rua do Vigario n. 19, primei-
    ro andar, tem para vender diversas mu-
    sicas para piano, violao e flauta, como
    sejam, quadrilhas, valsas, redowas, schc-
    tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
    chegado do Rio de Janeiro.
    Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, lem
    i venda a superior flaneila para forro de sellins,
    chegada recentemente da America.
    ntigo deposito de panno
    godao da fabrica de Todos"
    Santos na Babia.
    Novaes & Companhia, na rua I
    jgg Trapichen, i, continua na a'ven-
    der panno de algodaodesta fcbn-ica,
    I trancado, propffo para saceos, e
    8 roupa de escravos.
    Riscado de Jistras de cores,
    pai apalit>. calcas e jaoMUas, a 160
    pcovWo. X^
    Vende-e na rua do Creapo, lea da esqiina qa"
    valla para a eadeia. ^-^
    CORTES DE CASEIIRAS
    LE CURES ESCURAS E CLARAS A 3000.
    \eodem-se ni roa do Crespo, loja jfWoaiaa que
    volla para a rua da Cadeia.
    A Boa fama.
    Na roa do1 Oueimado, no* qoalro celos, loja da
    miudezas da boa fami n. 33, vendem-se es seguinles
    objectos, todo de muito bou qualidade e pelo* pre-
    gos mencionados, a saber :
    'eotes de tartaruga para alar cabellos a
    Ditos de alisar tambem *> tartaruga
    Ditos de marfim para aflBr'
    Ditos de bfalo moilo rom 300 <
    Ditos iroilaodo a tartaruga paralelar cabello I
    Loques fimsslmos a 2}, 3JJ e
    Linda* caias para ees tora
    Ditas paranoia, muilo lindas a 600 el
    Luvn prel de lorgal a com borllas 86*
    Ditas de aeda de cores e tem deleito laOOtl
    Linda* meia* de aeda de core para crianga* 11800
    Meias pintadas fio de Escaria para criangas 240 e 400
    Bandejas grandes e fina* 38000 e 4*000
    Tranca de sed* de todas as core* e larguras e de be-
    nito* pidrftes, filis finas lavradas e de todas as lr-
    soras e core*, bicos finidimot de linho de bonitos
    pidrsea e toda* as largaras, tesouras i* mais Ana*
    qoe he possivel eoconlrar-se e de todas as qualida-
    daa meias e luvas de lodas as qualidarfes, riquiui-
    aaWfranjas hrancas e de edre* com borlotaa propria*
    pin corlinadoa, e alm de ludo islo oolra muilissi-
    mas couai lodo de bons goslos e boas qoalidades,
    qoe villa do mnito barato prego nao deiiam de
    agradar aos Srs. compradore*.
    ESCRAVOS FGIDOS.
    Desapparoceo no dia 17 de agoalo frrente
    pelas 7 horas da noite, a preta Loorenga, de idade
    3o a 40 annos, pooco mais nu menos, com os sismes
    seguinles: um dedo da mito direila cuchado, ma-
    gra, lem marca* brancas aasdua* pernas, levoa ca-
    mis.i rie algodafcajBho, vestido de chita roa, panno
    fino, e mais oaLlrooxa de roapa : roaa-sa a lodas
    as autoridades^liciaes ou capitaes decampo aoe i
    apprehendam e levem n seo aenhor Joao Leite de
    Azeverio, ni praca do Corpo Santo *.T7, qoe er
    bem recompensado.
    a
    PBHJi.: TYP. DR H. F. DE FaRIA. 1855
    r uimiHnn


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