Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00665


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Full Text
-Mi
"?*

ANNO XXXI. N. 214.
Por S meies atalantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
SEGUNDA FEIRA 17 DE SETEMBRO DE 1855
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o rabecriptoi.
I *

DIARIO DE PERNAMBUCO
ENCARRKli.VUOS DA. SI US:1S1I'(; Aiy. ( CAMBIOS.
ecife, o proprielmo M. F. de Faria ; Rio de Ja-1 Sobre Londres, a 27 1/2.
Paris, 355 rs. poi f.
, netro, o ir. Joao l'ereira Martin; Baha, o Sr. !>
Duprad; Macei, oSentior Clsudino Falcao Dias
Parhiba o Senhor Uervazio' Viclor pade ; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio l'ereira Jnior;
Aracaty, o Sr. Antonio de Lentos Braga; Cear, o Sr.
Joaquim Jos de Oliveira ; Maranhao n Sr. Joa-
uim Marques Rodrigues ; Piauhy, o Sr. Domingos
lercolano Adules Pessoa Cearence ; Para, oSr. Jus-
tino J. Ramo ; Amazona", o Sr. Jeronymo da Costa.
c Lisboa, 98 a 100 por 100.
Rio de Janeiro, i 1/2 por 0/0 de rebate.
Accoes do banco 30 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras de 8 a 9 por 0/0.
METAES.
hespanholas- 295000
de 69400 velhas. 169000
de 69400 novas. 169000
.de 4*000. 99000
Prata.Patacoes brasileiros. I 15940
Pesos columnarios, ... 19940
mexicanos..... 19860
PARTIDA DOS COR REOS.
Olinda, todos os dias
Caruar, Bonito e Garantans nos dias 1 e 15
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex eOuriBury, a 13 e 28
Gofanna e Parhiba, segundas e ttas-feira
Victoria e Natal, as quintas-feii
PREAMAR DE H
Primeiri s 9 horas 18 minuta
Segunda as 9 horas 42 minutos
i minha*
s(a Urde
AUDIENCIAS. EPnEMERIDES.
Tribuna! do Commercio, segundase quintas-feiras Setembro 3 Quarto^hnante as 6 boras 3 roi-
Relaco, tercas-feiras e sabbados utos e 4f segundos da manhaa.
Fazenda, quartas e sabbados s 10 horas
Juiz do commercio, segundas as 10 horas e as]
quintas ao meio-dia.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas!
1* vara do civel, segundas e sextas ao meio di
2' vara do civel, quartas e sabbados ao meio dial
11 La nova ai 8 horas, 31 minutos e
49 segundos da manba.
19 Quarlo crescenle as 5 horas, SO mi-
nutos e 14 segundos da manhaa.
25 La cheia a 7 horas, 5 minutos e
35 segundos da tarde.
f -
)
]
1
i
\
parte emciiL.
GOVERNO DA PHOVINCIA.
Exaaataot* 4* 41a 13 **oabro.
OficioAo Exm. presidenle do Ceara, acensando
resabidos os exemplar que S. Exc. remellen do re-
lAorio apresentado .-i sembl* legislativa daquella
provincia, na so* sessao ordinaria desle auno, e bem
assiue as collecgoes das leis promulgadas pela mesma
asamblea.
DitoAo Exm. eotamandanle superior da cuarda
nacional do municipio ilo Recife.para mandar polar
em frente da igreja de Nossa Senliora do Livramen-
lo, no dia 16 do corrente, s horas da larde, nis
doa corpos da raesma guarda nacional, alim de acom-
paakar a procis-Ao da mesma Senliora.
ilo Ao Exm. marechal eommandanle das ar-
ma*, inleirando-o de haver era vista do disposto na
urdei fministerio da guerra de ti deagoslo ulti-
mo) Ii riti o requerimento do- alteres Oionzio
Jos de Oliveira.
lo Ao mesmn, dizendo que com copia que
remelle do oflicio do juiz de direito da comarca de
d'Alln, fica satisfeila a requisir.io que S. Exc.
fez acerca do desertor Antonio Jos da Silva.
DitoAo inspector da Ihesouraria de fazenda, de
volvendo os requerimentus documentados em que
Manoelde Almeida Lupes, pede prje aforamento uns
lerrenos da mariuha que se acham devuloto na roa
da Palma, am de que proceda a respeito de con-
fomUtile com a sua ioformagao sob n. 527, dada
com referencia ao parecer do procurador fiscal da-
quella thesourana.
DiloAochefe de polica, inleirando-o de haver
transmillido Ihesouraria provincial, para ser paga,
estando ooa termos legues, hs contas e recibos que S
S. remelteu, das despezas feitas com o aluguel de
douscavallo'. que cSoduziram desla capital para ("..<-
raarli, tima porgao de armamealo e corrame, com o
lampados presos pobres das cadeas de Uoianna e
l>em assiin com o aluguel da casa qu serve
de cMeiaeqoarlel no termo da Roa-Vista.
lo Ao inspector da Ihesouraria provincial,
ttaillindo pora o fin conveniente copia da rela-
tas despezas feitas para o expediente e aeio da
refjjrtigilo da* obras publicas no crrenle mez.
i A' cmara municipal de Nazareth. Estan-
te)! fwtae do oflicio coin que Vmc. m* remlle-
nos por copia o relatnrio da cornmissao incumbida
por ussa cmara, de prnpor meilidas a bem da h\ aie-
n publica, lenho a dizer em resptisla, que*jppr*vo
d" q*e trata ocilado relalorio, e espero que Vino.
conl;num a desvellar-seem melliorar o estado sa-
nilaiio desse monicipio.
Portar Nomeando para o lucar de capelln do
orailerio publico desla cidade, ao padre Joaquim
Jos de Henezes.Comrmincoo-se ao nomeado.
DitaMandando admiltir ao servir do exercilo,
i) voluntario, por lempo de 6 alios, o paisano
apio da Costa ourado, quo perceber alm dos
iroenlos que por lei Ihe compelirem, o premio
de 31100000 rs.Fizeram se as necessarias communi-
____
JOMMANDO DAS ARMAS.
Oaartel-t"! o oaamada das armas de
atahaco aa cidade o Recite, em 15 de
ida IK56.
'OKDBM.DO DIA N. 111.
de campo eommandanle das armas,
amelgues ofliciaes firmadas hon-
I publico para utetligcucia
I
>
liqtcs iiu-
I.
aeiro regim
primeiro teen
14 se<
eu passagam para o
de artilharia a cavallo ao Sr.
o quarto da mesma arma a pe
eo Manoel. Pereira Fonles.
Por decelo de 14 foi reformado no mesmo
9tu dezesete vigsimas quintas parles do res-
to sold o Sr. lente do balalhio n. 11 de li-
nfa Joaquim Jos dos SatitosaAraujo actualmen-
te addido ao dcimo da mesma arma, do qoal Reara
desligado.
3." Por inmediata o imperial resolugao mada sobre consulta do conselhn supremo militar
'i reformado o soldado do quarto batalho de arli-
Ibaria a p Joaquim Manoel Cordeiro na mesma
praga que oceupa. vencendo smenle o skIJo por in-
tair, por estar comprehenlido as disposiges do
alano que baitou com o decreto de 11 de
dmentbrtftde 1813, e resolucSo de 13 de agosto de
(O. ,.
4.' Por aviso de 25 se conredeu passagemodo 10.
liatalhto d infanlaria para o 11 desla mesma arma
ao_Sr. lenle Alejandre Jos da Rocha.
5." Fioalmeule, por aviso de S oblev passagem
do haUUio 9." para o il." de infanlaria u Sr. lenen-
irilo Joaquim Pereira.
O msmo marchal Je campo eommandanle das
arina<, exonerando \0 empreg de ajudante do pre-
sidio de Femando de Noronhi o Sr. alferes reforma-
do Kavmiin lo Jos de Souza l.obo, nomea para ao-
b-litijlo no referido amprego, o Sr. alferes laiuli-in
refoliyldii l.onreiico Jos KoinSo. que por lal moli
asado das funcgOas de ajudante, que li-
nele exeacia na fortaleza doTJrnm.
O.Sr. tcneiile reformado Joaquim' Jos de Sonza
lineado para servir inlerlnameute e lugar de
aadaate da menciyosda fortaleza.
Jote Joaquim Cotlho.
Conforme. Candido Leal t'erreira, ajudante de
''' eucarregado do deUlhe.
15
ORDEM ADDICIONAI. A 1)0 DIA N. lli.
O marechal de campo eommandanle das. armas,
dando publicidade as relaces ns. t e 2 das praras
corpos do exercilo existentes nesla provincia,
Ojae lora ni rutpVcionadas de saude no da :l do cr-
rante, determina que as pragas da de n. 1 sejam es-
servigo. visto como lem complelado o lem-
acluun loUlmenle iucapazes de enqtinoar no
mesua ser-ic, segundo a opiniao da junta ; e que
a da rlactta numero 2 faram u
mmlorado eompativet com o est
urna, alqaoo govamo resol...
Hela;** n. 1 das praga* que co,
a lorain consideradas em
caravas a iucapazes de ti
4bslalluko de
2" rseuUHonorato Pere
pnnhia.
SainadoFrancisco l,uiz, 2* dita.
DitaManoel Anselmo, dita.
2 halalhode infanlaria.
SoldadoDomingos Mendes da Sflva, 8* compa-
nhia.
DiloJos Anlonio Correia, 7 dila.
DitoDomneos Pereira. 5" dita.
Dilo^Jos Rodrigues, 2" dita.
9 balalhao de infanlaria.
ParlicolarJos Joaquim de Mendonga, 3compa-
.. nh.
CaboEusehio Vieira do Sacramenlo. (> dila.
DiloHermeuegildo Alves Candido, la dila.
SoldadoManoel da Hora, 4 dila.
DitoJoao Francisca..! I, 1 dila.
10 bataaBo de infanlaria.
SoldadoManoel I.^B Roque, 5" companhia.
Companhia fixa de cavajlaria.
2 SargentoJoAo Sabino Vieira.*jw
Kelago n. 2 das pragas que nao complelfeam o lem-
po e forana julgadas incapaz de todo o servigo
urnas e oulras no caso de prestar servigo moderado
proprio de invlidos.
Incapar.es de lodo o servigo.
Batalno 4 de artilharia a p.
SoldadoJoao Pinto. 7 companhia.
2 balalhao de infanlaria.
SoldadoMiguel de Siqueira, 7" companhia.
DitoManoel Anlonio. 7 dita.
DitoJo;lo Isuacio Pereira, 6 dila.
DiloJoao Bernardino, 4a dila.
9 balalhao de infanlaria.
SoldadoJos da Fonceca, 8" companhia.
DiloFloriano Jos Ignacio, dila.
Dilo Jo Jernimo d ConceigAo. la dila.
DiloAhraD Mureira Barbosa, dita.
10 balalhao de infanlaria
SalladoFlorencio Jos Gongalves Braga, 7" com-
panhia.
ParticularAmericn Vespurri Sal lanha. j dita.
SoldadoFrancisco Raymundo de Miranda, 2' dila.
Companhia lixade cavallaria.
SoldadoJos de Almeida Bandeira.
Companhia de artfices.
SoldadoFlorencio l.uiz de Albuquerque.
Cnrpo lixo da provincia da Babia.
SoldadoEmigdio Mamede, addido ao 2 de infan-
laria.
Aplas para o servigo moderado de invlidos.
4 balalh.to de artilharia a p.
SoldadoManuel Jos, 4" companhia.
2 liatalhao de infanlaria.
SoldadoAlejandre do Souza, 8 companhia.
i'amhorFrancisco de Assis de Araujo, 2" dila.
!> balalhao de infanlaria.
'Soldado JoaJ-'rancisco Comes. 1" companhia.
10" balalhao de infanlaria.
MsicoCandido Martins Nagoeira.
J" Joaquim Cotlho. ,
Conforme.- Candido Ijtal Ferreira, ajudanle de
ordens encarregadodo delalbe.
nenie o servigo
sico de cada
us deslinos.
am o lempo,
e saude lit-
igo,
a p.
Mello, ba com-
TRIBUNAI. DO COMMERCIO.
Seitaoindiciara de 12 de Miembro de 1855.
Presidencia do Exm. Sr. desembargador Firmioo
Anlonio de Souza.
As 19 e meia horas da manhaa, prsenles os Sr>.
drsemhargailores I.eao, ( fiscal), e Santiago, fallan-
do o Sr. desemhadur tiilirana e os Ssr. depuladns
Medeiros, Reso, Piul de Lemos, Bastos e Oliveira
(sopplenle abno-se a sessao,*lida e approvada a
acia da antecedente.
. O Sr. desembargador LeSo passnu, com o relalorio
escriptQ, ao Sr. desembargador Santiago a appelln-
c3o enlre parles :
Appellanle, Cadano Silverio da Silva ;
"fJJ-y"e'a.nc' Canlalice __
ram varios feilos, 'poCmtoRSPQRE
sent o Sr. deseasbargador Gitirana. ;
O Sr. desembargador Santiago apresenton e foi
assignado o accordao proferido na appellagAo enlre
parles .
Appellanle, Joo Ca /aleante d'Albuqoeique ;
Apnellado, Manoel Pereira de Moraes.
O Sr. desembariindor Santiago apresentou para
julgamenloa appellagao entre parles :
AppeManles, Ignacio Joaquim de Oliveira e oulro ;
Appellailos, Confia & Amorim.
Os Srs. depulados sorteados Bastos e Oliveira leva-
ram os autos para examina-los.
I.avantou-se a sessad a I hora da tarde.
EXTERIOR.
As cortes conslituinles de Hespanhu acabam de
prorogar sua sailq, que sendo aberla a 8 de novem-
bro e ranliouaudo al o l. de outubro, j lem do-
rado mais de oilo mezes. Que oso lem feito as cortes
dos seus poderes T Qual tem sido a influencia de
suas deliberagoes na siluagao da liespanlia '.' Por-
ventura esta siluagao esta melhor Que se pode es-
perar da nova reuniao das cortes ? Estas ques-
les apresentam-se naturalmente a lodos os espi-
rito', e a este respeito, queremos dizer o que senti-
mos.
No momento rm que as corles se reuniram, a anar-
clii.i reiuava por toda a parte na llespanha ; o exci-
cilo linlia sido dissolvido e dispersado; a adminis-
Iragao nAo eiistia mais ; o Ihesouro publico eslava
exaurido e os impostos abolidos de faci. S a rea-
leza eslava apenas despojada de soa auloridade e de-
nunciada constantemente aps furores de urna popu-
lara lacciosa e desenfreiada. Ninguem se queixani
directamente da rainha Isabel, mas perseguia-se isa
faligavelmenle a rainha tua mAi, alim de destruir o
presKio, que cerc'a e protege o throno mais jia lles-
panha do que era oulro qualquer paiz.
A rainha linha confiado a direcgau dos negocios
ao aenenl Espartero e ao marechal O'Donnell ; mas
estes duus iHinisIros, privados de ludo quanlo faz a
forga dos aovemos, soll'riam contra a sua voutade o
jugo das faeges e ny poiliam resist i semprr as suas
loaisaudaciosas emprezas. A rainha e seus ministros
esperavam da assembla constituiule a salvaco da
despalilla.
A assembla linha ludo para fazer; sua missao
como seus poderes nao liaban limites. Encarregada
de dar llespanha urna constituirn liberal e ino-
narchica, de orsanisar sobre novas e ampias bases a
adminisliacao central e a das provincias e desle mo-
do per tira termo as incertezas, que agitam e perlur-
liam o paiz, ella devia lambem prover as necesida-
des urgentesdp IhesouraJundar o crdito do esta-
llo, fizar coin prudenle^pomia as despaftka publi-
cas e circuinscreve-las em justos limiles1, esuihelecer
finalmente um syslema de impostos sabiamente co-
ordenados para assegurar ao thesouro recursos peri-
dicos e permanentes, ao menos equivalentes s des-
pezas. Infelizmente a composigao da assembla nao
responda ao seo mndalo : a maior parle de seus
membrnsernm novos e obscoros, e aqoelles cujos
nomes se sabia, eram apenas coohecidos por lerem
lomado parte no movimento, que acabava de Irium-
phar. Entretantoalguns antigos depuladns linham
sido reeleitos, t nesle numero dlsliugoiam-se homens
animosos e esclarecidos, dos quaes a maioria des-
confiava precisamente por causs dos seu< antigos ser-
vigos, estando moi decididamente disposta a nao acei-
tar jamis sua opiniao.
Os resultados geraes das elelgoes teriam sido dille-
rentes, se o partido mo lirado nao se live-se syele-
malicamenle retirado, e se o invern livesse toma-
do a sabia precaugao de designar e sustentar seus
candidatos. Mas os ministros, contidos por um es-
crpulo exagerado, linham renunciado sua parle le-
gitima de influencia, e os realistas constitucionaes
se linham esquivado para deixar a plena responsa-
bilidad? de que ia seguir-se, aquellos que os linham
substituido. Duplo erro, cujas consequencias se ma-
nifestaran) logo. A assembla mostiou-se em seos
primeiros actos inexperiente, temeraria, ardente em
destruir, incapaz de edificar, e sempre piompta para
receber sem reflexao as exigencias, que lisongeavam
as paiiues da mullidlo.
A assamhla quiz ocrupar-s logo da consiiinigao
futura da llespanha ; enearregnu urna cornmissao
nomeada por ella, de estabelecer as suas ideas pri-
mordiaes, submellendo-as a sua volaran. A discos-
sao desle trabalho preliminar durou lano lempo co-
mo a sessao. Depois que as bases fundamentaes fo-
ram adoptadas, a mesma cornmissao preparou o pro-
jeclo definitivo, cuja discussao nao comecar seno
no mez de outubro ; esta discussao sera provavel-
mente uraa repetiro das que temos visto ; terSo de
apparerer sem duvida as mesmas propostas subver-
sivas, que j foram sustenladas com taqla audacia,
jando nenhuma voz se ergueu para as combater.
nlrelanto enganamn-no<, porque estamos lembra-
dos de que as occasiGes as mais solemnes, um s
deputado arremessava-se tribona para advogar a
causa da justiga e do bem direito e defender o thro-
no constitucional da rainha Isabel, em urna lingua-
gem mullas vezes cheia de urna verdadeira eloquen-
cia. .Vio parlilhamos certsmente todas as opinies
doSr. Rlds Rosas, mas de vemos dizer que neslas
circunstancias l.lo grvese aUumas vezes iao pe-
rigosas, temos ficado sorprehendido do vigor da sua
palavra e da energia do seo carcter.
O ministerio eslava mais oceupado com as difficul-
dailes financeiras do que com a constitoigao, e o mi-
nisterio linha razio. Elle havia revelado a assem-
bla, desde a abertura da ses.au as infiexiveis oeces-
sidaries da siluagao, e Ihe linlia pedido os roeios de as
salisfazer. (Jue fez entaoa assembla? Fez justamente
o contrario do que indicava o simples bom senso.
Tendo-se de pagar dividas numerosas e occorrer as
despezas dos servigos pblicos, convinha conservar
preciosamenle os "recursos que exisliam ainda no
Ihesouro e augmentarlos, se fosse possivel; convi-
nha pelo menos conservar os impostos existentes e
recommendaroseu pagamento nagao como um sa
rr i lirio necessario ; lie islo o que leria feito nma as-
sembla mais esclarecida e mais cuidadosa da 1>
reputir.lo da llespanha ; em lugar dislo, achou-i
as cortes urna maioria considcrnvel para abolir o
imposto o mais productivo e mais fcilmente perce
bido e sopprimir sem compensarlo urna porgao no-
ta vel das rendas do eslado. Desde esle momenloap-
pareceu por luda a parte a confnso e desnppareceu
a confianga ; o pouco credilo, de que ainda gozava
o ministro da fazenda exlinguio-se ; asoperages as
mais simples toruaram-se impossiveis e o governo
jM(de. frprqy* rVfttf KfVi'W cruel necessidade
de suspender o p^atMKvTe seus empenhos os iaS
sagrado*. t
Para reslahrlecer o que se tinha destruido com tanta
imprudencia, resol ve o-se vender os bens de mil o rnor-
ta, especialmente aqoelles que o clero e as municipali-
dades possuem; e ninguem conrprehendcu que Desla
vasta e diflicil operagSo nflo se poderia adiar, semlo
recursos demorados e por conseguinte iosufncientes
para salisfazer as necessidades, que appareciam to-
dos os dias e a cada momelo. Nao queremos fallar
das dilliculdades de toda a especie, que devia fazer
nascer essa lei chamadaJei de amorliiac3p<^e se
querem admilliremos que ella pode um dlaV^ au
(hesbnro tndo quanlo perdeu com a suppressAo das
conlriboigoes indiref las ; mas nao he do lotuio que
se trata, he do prsenle ; Irala-se de sabir honrosa-
mente de urna crise violenta, que ameagava o paiz
com urna vergonhosa calaslrophe. Hoje a llespanha
est reduzida a conlrahir um empreslimo forgado
sobre os proprielarios ; nao he esle porm dos expe-
dientes ornis detestavel e incerlo? A assembla
relirou-se depois de ler volado esle empreslimo,
que o ministerio da fazenda nao conseguir realisar ;
assim a inlervengao das corles empeiorou a silua-
gao ; suas discussOes e suas volagoes derramaram I
duvida e a inquielagJo em todos os espirilos, e de
todas as partes se pergonla- com anxiedade por que
meius se poder fugir a influencia de sua falsa pol-
tica, e dar qoelle desgragado paiz a socego que
aspira.
O qoe deve animar os amigos da llespanha, lie
que o espirito munarchicosedesperlou a medida que
se reiirava da assembla a confiauga ; todos sabem
que se faz favor da rainha urna reacgflo salu-
lar ; comega-se a aperceberque a auloridade da
rainha he a melhor aramia de ordem e sevu-
ranga ; priucipia-sc a fallar com respeito' da rtaleza
eda pessoa que della esla revestida e al se dizque
a rainha, cooperada pelos marrrhaes Espartero e
O'Donnell, pode melhor que as cortes, dar lles-
panha as inslituigoes que Ihe convm ; a llespanha
as acertara com recoohecimento, a he certo que de-
pois de alguns dias todos se enlreiem publicamente
em Madrid da necessidide de urna dictadura tem-
poraria. Todas as; gazetlas te oceupam disto, he a
quesillo para a ordem do dia, e quando urna questao
como esla he levantada peranle o publico, ella nao
larda a ser resolvida. Porlanlo cariamos pouco
sorprehendido se nosdissessem um dia,que o minis-
terio propnz rainha dissolver a assembla e procla-
mar ao'mesmo lempo a volla da consiiinigao de 1837
a qual acharia urna nova saucgSo no consenlimenlo
unnime da nagao. Os boatos que se lem espalhado
em Madrid e as provipcias s.lo ainda vagos, mas a
discussao se tem apoderado delles, e o movimento
que se produzio na opiniao publica, devemos dizer,
lie a cousequencia dos erros da assembla, qoe lera
posto em duvida ludo na ordem poltica, na ordem
administrativa e naurdem civil, como se dependetse
da sua vuntade suspender a vida do corpo social,
tem levado a perlurhagau as existencias, tem araea-
nri.is ex-
1 lempo de
libras es-
TOLLA FERALDi. (*)
Par Kaaaiiado Aboart.
vm
' (Conlinuarao.
y
_sm foi Olla em linha recta e em menos de
quarenfa a oilo horas. O mar eslava bello, Manoel
nAo enjou, e Kouqoette deu-lho duas tongas ligues
de fiaocez sem fallar-lhe do convento d* Santo An-
loni-i. Ctiegando ao hotel, I.ello prorurou no fundo
de urna mala o retrato de Tolla;' a pobre imagem
eslava quasi feia ; porque as exhalagoes salinas do
tn.u tinham-lhe aUerado as cores ; lodavia elle con-
soloa-ae escrevan) urna louga caria amante. Nem
o irmSo neui Hnuqueile perguntiram-lhe a quera
eserevia ; mas quando elle falln de chamar nm bar-
beiro para corlar os bigodes que cumegavam a cres-
eer, gracejaram tao fdrteroenla que fizersm-nn ren-
der-se. O irmao chamava o barbeiro o execolor das
alias obras de Tolla, r Rouqurlle pereonlava se os
nobn.-s Romanos eram talhaveis merr. Mandaram
comprar um par de bigo les postigos, que pozeram
sobre un coxim com esla ioacripcio : Offtrla
belleza. Ronquelle esbogou urna moga ornada de
bigotes, e escreven em baixo: Tolla enfeilada com
aa pmtntet de Lello. Sobre sua chamin havia urna
estala* de Cupido (eila de geeso; metleram-lhe urna
ivajha enlre os brego', e Eajararam na base: Cruel
' Ouerendo alcangaB paz, Manoel defera
a uara^aLpara lempos nielhores : mas confessnii no-
baatata sea.falta na primeira carta, que escreven
. Talla.
A oslada de Para onde o Ires viajanlcs ficaram
ale 10 de junlio nao resfiou o amor de Manoel. Pa-
ris apenas tem sedocgOes iriviaes para um estran-
geiro que nao sabe o francez, e que segu desde a-
manliaa at noile um cicerone meio servo, meio
dragnmano. A manufactura dos tiobelnos, a colum-
na Vendme, as sepulturas do P.iiiiheon, e mesmo
o museu hitlorico de Versalhes sa i tao afkazes de
extinguir a* aixoescomo de acc^nd-las jSiai Ma-
noel eserevia tem menlir qua linha os olhW am Pa-
rla r o coragio em Rana. Quando o irmao naoslra-
va-llw aa* Catapo Elseos ara delicioso vestuario
(J Vide Diario o. i\'l.
de venlo, elle responda ingenuamente : i Sim/so
as. Kouquetle nunca encontrava orna mulher bnnita
sem moslrar-lh'a ; mas elle responda: Prefiro
Tolla, ella he igualmente linda, ama-me, e falla o
italiano. i> l.evaram urna duzia de carias de recom-
mendagao, que lites valeram cincoTK. > w__ponviles
para jaular : muitas familias j linham-se retirado
l>ara o campo. Manoel enfadou-se por toda a par-
te ; o irmao que sabia fallar francez, e Rooquelle
que tinha espirito eclipsaram-no iuteiramenle. Elle
consoloii-se pensando em Tblla. Sen nensamenlo
viajava sem cessar enlre querida janella e o locu-
tonp de Santo Anlonio. Esse mancebo qoe jamis
gado numerosos e poderosos inleresseaj; Analmente
tem encerrado o gnvernn em um circulo d impossi-
hilidades, do qoal deve sabir a lodo cqata* e he isln
que lie evidente para lodos e que todo* repetem por
toda a par le. Como ha justo, cada um reserva a melhor
parle qoelle que prefere : estes peden a dictadura
para o marechal Esparlero, aqoelles par o mare-
chal O'Donnell ; esquecem que a diatadflra he in-
compativel coma auloridade da ranhari qae ao lado
da rainha nlo podem baver senao min^ilra* respon-
saveis e revogaveia. Gragns a Dos, Hespanha
lem ludo que Ihe he neres pode contar com a dedicarlo ios dow aarerliaes,
est convencida de que ssj deicagjo Ib* %'.a falta-
r e os marechaes sabem lasjfWflhaajaJe V9ai{ih* Ihes
d Inda a sua confianga, e s viste entre elles riva-
lidade, he a que tem por orlgem o amor da patra e
a voolade de a serrar. Se para salvar a llespanha,
o governo Ihe desse a constitoigao Ijberali' que ella
gozou sete annos, em falta daquella qu/ fjMembla
nao livesse querido, ou nao livesse soioJfTlar-lhe,
nao fura mposMvel que o paiz applaudiss* esla res-
tauraran e bemdicesse a rainha e os ministros, aos
quaes seria devedor dessa conslituicao.
(Journal det Dbala.) aal
'* ------ *e
Retulladot da Uberdade do commercio inauquratm col
Aa pouco lempo na Inglaterra.
Importacao. O valor real das mercadorias impor-
tadas, sendo em1842 de f5,200,000aihrasasterlinas,
subi em 1853 n somma de 123,000,000 libras ester-
linas, islo lie, quasi o duplo.
xnorlar-ao. O valor real das mei
portadas augmentou no mesmo espago
47.300.000 libras esterlinas a 98,700,
terlinas, isto he, mais do duplo.
Stmegaro. A (onnelagem doa na
entrados e sabidos com carga em 1842
5,415,821 ; em 1853, de 9.064,705 lo
A (onnelagem dos navios eslrangeki
mercio com a Inglaterra subi no mesn
lempo de 1,930,983 ton. a 6.3I6.456 loa,
A (onnelagem lolal aogmenlou consegainlemenle
de 7,346,804 Ion. a 15,381,161 Ion., isto he. muito
mais do duplo.
Direito de alfandega e das bebida.
desles direitos suban) em 1842 a 33,
eslrl. Depois daquella poca al 1853,1
alfandega e das bebidas foram era part
e em parte diminuidas, o que faz urna
10,600,000 libr. esterl. pelo menos
dida a suppressao do direito sobre
consegoinle, se esleg rendmenlos no
anmenla los pela renda de ootros
dado em 1853 smenle 23.00U,000 da
entretanto que seu producto actual he
libr. esterl., islo he, muito mais do q
nao obstante as reduges enormes.
Dicida nacional. A divida nacional
1812 de 791,250,440 libr. esterl., desee
771,335.801 libe, esterl.
Ettados da financa$ da naco. As despezas ex-
cedera'm em 1842 as rendas 3,979,539 libr.ealerl.
Em IK">:| pelo rontrario. as rendas excedern! as
despezas 3,255,505 libr. esterl.
As despezas em 1853 excederam smi
libr. esterl.. as de 1842, ipas as rendas
7,664,714 libr. esterl., superiores as d
Contlruccao de natioi. A lonnel
tos construidos om 1842 era de 129,9a
sendo 13,716 de navios a vapor. Em
(ruiram-se 203.171 lonnetadas, sendo
viosa vapor.
Banco de Inglaterra. Os deposito* Vo* banco de
Inglaterra subiam no lim de IHi:^a 0,083,000 libr.
esterl. Ik,
Ka fmi de 1853 ata somma dapr*^ ***>,-<*>>
de 18,232,000 libr. esterl. Sea adir aasmcnlon,
no mesmo espago de lempo de 30.SOO.000 a...,....'...
41,861.000 libr. eslerl.
Hffeiloi sobre a condiro tidal do pono.c
Caira econmica. O capital das caixas ee;ono-
miras era em 1842 de 2.1,319,336 libr. eslerl. ; em
1853 ern de 33,362,260 libr. esterl., islo he. om aug-
mento de um* terga parle, lie urna prova conclu-
denle da prospendade das classes operaras depois da
iolroducgao da liberdadedo commercio.
Pauperismo. A seminaa elespendiela em soccorro
dos pobres elevava-se em 1842 (fim de margo de
1843), a 5,208.027 libr. esterl., o que faz 6 cheluigs.
5 1|4 dnheiros por individoo, sendo a populagao es-
timada em 16,194.000 almas. Era 1853 com urna
populagao do 12.617,000 almas, a somma despendi-
da com os pobres era quasi a mesma, islo he, de
5.282,853 libr. eslerl., o que d 5 chilings. ele. etc.
por individuo ; se o'numero dos pobres livesse aug-
mentado em propurgao com o da populagao, leria
chegado a 6,000,000 de libr. esterl.
Crimet. O numero dos aecusados em Inalalerra
e no paiz de Galles era em 1812 de 31,309. Nao obs-
tante um augmento da populagao ele nunsj 2.500,000
o numero dos criminosos desceu a 27.057. isto h*,e*n
1842 havia 193 pessoas sobre 100,000, que linham
oflendido a lei, entretanto que em 1853 nao havia
senao 145, de uma.quarla parle de manos.
Effeilot sobre a produerao.
Trigo. A quanlidade de irigo indgena vendido
em no-so mercado era em 1842 de 4,091,235 quarts
o que prova o augmento da procura do trigo iuglez
com a liberdade do commercio. O prego medio era
em 1842 de 57 s. 3 d. o quart e em 1853 era de 53
s. e 3 d.
Os rendeiros podem oblcr um prego elevado com
a liberdade de commercio, porque o paiz prospera
ao passu que eram dssgragadns no rgimen da pro-
teegao, o que he demonstrado por esle facto, de que
o prego medio era mais elevado o anno passado
(72 s. 5 d.) do que em nenhum anuo depois de
1819.
Seda. Os direitos sobre a sed Utraogeira, que se
elevavam a 30 por cenlo, foraaa reduzidos a 13 por
A exporlagao de fazenda*, > *da, que era ele
590.000 libras em 1812. e!e- 2,014,361 libr. esterl., ou antes aavtriplu ou qua-
druplo. |
A* sedas estrangeiras eram prolaadas at 1826
os fabricana* nglezes linham por conseguinte o mo-
nopolio completo do merrado interno ; entretanto o
commercio eslava longo de prosperar, porque a ex-
porlagao nao se elevara annuahneata tenao a.........
350.000 libr. eslerl.
Laa. A laa estraageira eslava ingaila em 1KI2 a
um direito de 1|2 al""l d. por libra, smfntst que a
laa das colonias entrara livremenle, Neste anno a
importagao foi de 18^467,212 libra* 13a colonial e
27,114,995 de laa eepangeira. Esta protacgflo, que
eslava desuada a ser vantajosa aos productores rio
paiz e das colonias, foi abolida em 1844; e em 1853,
em que a importarlo da laa eslrangeira subi a.......
50,549.202 libr**, ou quasi o duplo da de 1842, as
colonias impoopram 66,982,280 libras, ou mais du
triplo de sua mportago no rgimen da prolec-
gao.
A prodoegao das laasdo paizaugmenlou'tambem ;
maso consommo'he to consideravel com a liberda-.
de do rnmmerri, que, nosobslanle seu augmento,
a procura elevou o prego de 11 dinheiros por libra
em 1842 a 1 s. 6 d. por libra em 1853, com grande
lucro para o productor.
A exporlagao das Uas suhin igualmente nesle esagpjj
ro de lempo de 5,185.015 a y.frjfr.850 libras.
Asiucar. O assucar eslrangelro era prohibido eaj
18i2,enlrelanlo que o assucar colonial pagava 25s!V
2 d. por quintal. A importagao para o conaummo
ira naquelle anno, ,de 193,423 tnnneladas. Desde
eni-lo os assucares eslrangeiros foram admittidos
a concurrencia com os das colonias e todos os direi-
tos sobre os assucares foram roosideravelmenle re-
duzidos. de modo que nao temos consummido menos
de 363,611 lonneladas em 1853. Nesle numero s
ra 76,599 Inn.ieladas de assucar eslrangeiro, qoe
predesia havia de expellir inreicameute o assucar
ooial do mercado.
As 287,042 lonneladas restantes vlnha das colo-
nias, as quaes, em lugar de se reunirem pela con-
currencia, nos enviavam 50 por rento mais do que
antes. Seria fcil augmentar o numero de Tactos
iguaes. A dill'culdade esta antes em eacnlher no
srande numero doa factos evidentes de todas ns es-
pecies, que estao acumulados e se acumulam todos
os dias, que provam ai vantagens incalrulaveis, que
o paiz lem conqoislado *io curio espago de dez anuos
com a adopgao pralica di.s principios do commercio
livre, ou antes para fallar cera mais exaclidao, pelo
emprego dos preceitos da naluteza, lao bem designa-
dos por um illoslre francez em ctdco palavrinhas :
Lasez faire el laiisez al ler.
(Monitcur.)
s rendas
,791 libr.
laxas da
primillas
liga de
preben-
Por
m sido
leriam
eslerl.,
8.210.000
em 1812,
era em
em 1853 a
Ote 229,670
am de.....
dos na-
onneladas,
153, cous-
215 de ifa-
tivera duas ideas
como ora philosopho, e uislrahi.io como u alge-
bri.la. pelo que seus compauheiros do vagem p-
pelltdaram-no de oetouro. r
Seu cuidado principal e quasi nico dorante ns
tres pnmelras semanas fot o silencio de Tulla To-
dos os dias seu criado ia ra de J. J. Rousseau e
vollava com as raaos vasias. Ao principio elle aecu-
sou o correto de Pars, que parecia-llie um cahos es-
pantoso ; pois nao comprehendia que ama adminis-
trirgao que transporta seus agentes em mnibus no-
desse distribuir as carias sem perder melade. Suas
ospeitas voltaram-se depois para o lio e para'o cr-
relo Romano, que sempre foi sujeito i caurao. Em-
lim viglou Rouquettc e o irman sem conseguir apa-
nha-los em falta. Vinle e dous dias depois seu ban-
queiro enlresou-lhe um bilhele do Tolla, que acia-
roo lodo o mvsterio. Ella tinhi-lhe escriplo onze
vezes debaixo do nome de Manoel Miracolo, e as
onze carias esperavam no torreia que elle as osse
buscar. Manoel apresenlou-ae ah seguido de seul
interprete, que paeava a dez trancos por da, o em-
pregado tuo-truu-llte onze cartar dirigidas a Manoel
Miracolo, e pdtn-lhc o passaporle. I.ello estranhou
que na Ierra da liberdade om eslrangeiro necessilas-
se de passaporle para obler sua correspondencia.
Na cidade de Huma, onde os correios nao andam em
mnibus, as curias sao dadas a quem quer loma-las,
e se alguem toma o alheio, a adminislragao deixa
isso por conta de sua consciencia. Manoel moslrou
um passaporle com o nome de Coromila, e foi en-
viado a oulro empregado que presidia a letlra C;
mas qoe nada tinia para elle. Kmfim ajudado pelo
criado, romprclicndeu qu* seria necessaria urna or-
dem expressa do director do correio para restituir i
letlra C o* Ihesouros de amor que a letlra M usurpa-
ra. De.confia va muito de Rouquelle para eomrau-
uiar-lhe seu embarago, e pedir-lhe auxilio. Seu
inseparavel inlerpretoudu/io-o i casa de um ad-
vogado, o qual explicon o negocio como enlendeu,
e recommeridou-lhe eipressamenle que Gzesse um
requerimento apoiado pelo eu embaixador. Manoel
dirigo-se logo ao nuncio apostlico, e declarou-lhe
o segredo diante dos empregado*. Tanto zel> nao
podia tirar sem recompensa : as cartas foram-lhe en-
Iregues no fim de dez dias quando *o irmao, o lio,
Kouquetle, Roma e Paria j sabiam loda a historia.
Tolla eslava mu triste. Se as cartas nao linham
lagrimas era porque o lenco preservara della.. o pa-
pel. Seu retiro nao impozera silencio aos nimigos.
Uns diziam qoe Manoel a metiera uo convento por
desprezar a mili, e para naodeixa-laentregue a urna
intrigante. Oulros prelendiam que Manoel nao lo-
mara parle no negocio, e que ella fdra clausurada
por ordem do papa como rapariga perdida. Um es-
birro, cujo nome era ignorado, gabava-se publica-
mente de ler ido a essa execugao. Corram copias
de urna caria de Rouquelle, na qual elle dizia :
Pode aflirmar aos Feraldi que Manoel j riespre-
zou-os. o Em apoio dessa ameaga a viuva assevera-
va que I.ello fdra despedir-se della as Ires horas da
madrugada, antes de deixar Roma. A genle sensata
dehalde dizia que isso era inverosmil; pois que el-
le partir s cinco horas da manhaa : os moradores
ela via Fratlina declaravam que as duas horas um
homem de vesluario leigo acordara o quarleirao lo-
do batendo porta don.* 15. A residencia do con-
vento nao era amavel: as freirs eram boas, embo-
ra um tanto curiosas; mas as paredes erara dene-
gridas.a celia eslreila, e nao havia jardim Amarella
soffrera ao principio o convento com paciencia; mas
passados aliuns dias, seu humor irrilra-se. A con-
desas Feraldi a todas as lardes grade com Vctor e
Menico. Havia om locutorio para as criadas e as
freirs convertidas; mas ninguem entrara ahi para
ver Amarella. O conde eslava muito alarefado, Fi-
lppe fura buscar a mai em Florenca, e o abbade La
Marmora ia duas vezes por semana. Tolla recom-
mendava a Manoel que frequenlasse os sacramentos.
m Isso he fcil de dizer-se, responda elle; mas onde
acharei sacerdote* n*sla cidade de pagaos* Apeno
tenho encontrado qtttro e todos Francezes 1 Eu ten-
tarla confessar-me em Francez com o pouco que *ei;
mas como, se nao posso fallar francez sem rir? Oro
de manhaa e de noile, e deliro os sacramentos para
a volla. Os sacramentos s sao bona em Roma.
ii Queres saber o emprego de meus dias? eserevia
Tolla. Levanlo-me *s nove horas, ugo missa as
dez. e fico na igreja at ao meio-dia rogando a Dos
por ti. Ao meio-dia janto com as freirs. A urna ho-
ra e um quarto a snela da o signal do silencio, e
lelas sao ob.igadas a irem dormir em suas celias.
A's Ires horas cesa*, o silencio, e as freirs descem ao
coro. I.evanlo-me um pouco mais tarde, e poolio-
nas a escrever al que venina* chamar-me para a
leitura espirilual e para o rosarlo, o qual he resado
em urna sala grande, onde ellas trabalhara. A's seia
horas vou n grade ver minha mai, depois rollo pa-
ra o met quarlo ou passeio em um lerrago que fica
junio, emquanln as freirs esiao as malinas, islo
he, urna hora depois de Are Mario. Eniao deseo
igreja, onele oro sozinha durante um quarlo de hora,
e venho ceiar no meu quarlo."AJ* nove horas he da-
do o signal do silencio, tolas recolhem se as celias, e
nao ouve-se mais nenhuma vt. Fefho-me com A-
marella, que dorme em um.gabintM junio do meu,
e ficamos. ella IrabalhanddT e Modo at meia-
noite. Fazemos novenas e oragOea, ilepois dei(o-me,
e emquantu nao vem o somaaaj; pen*o nos jardins,
as florestas, as flores, as arvorar nos eavallos,
no baile, na msica, no amor, na vMa, pois nao vi-
vo, n ii Eu, responda I.ello, levani-me s deV
horas, almogo as onze, saio ao meio-dia para ver os
monumento', janto s cinco horas, vou ao espect-
culo, e depois dou duas vollas pelo passeio publico
do Ihealro italiano, onde v-se urna mullidao de ra-
parigas vestidas segundo a ultima moda, e esperan-
do a Providencia He orna cousa horrivel de ver-
se, e qoe infunde mais avers.lo (Jtja'rjesejo.
Releva conhecer os coslumes e as ideas romanas
para comprehender quanlo o uMtmJlrku desla pin-
tura aogmenlou o enfado (le Tolla. ""Roma nAo he
cidade de innocencia, pelo contrario ; mas he cidade
de bom cxemplo: a polica nao tolera a nenhum es-
cndalo. O- mancebos ahi nunca enconlram os pe-
risos ambulantes, que abundan) em Paris. a ilevas-
sidao he discreta, e n vicio Aaja uinneirasicleriraes.
Tolla eslranhnu mais do que urna Parisiense a quem
pintaiu -" os costumesilas ilbas Marquetas. Sua ima*
ginagao casia, mas activa figurou logo esse passeio
publico como urna porla do inferno, um theatro il-
lurainado por linguas de fugo, e in.le represenlava-
se noile e dia o grande mvsterio da lentaco de. San-
io Antonio.
Entretanto Manoel jamis deitawa-se sem beijar a
paluda imagem de sua queridTolla.
Quando parliram para I.ndira*, a questao nao de-
ra um passo. Manoel forlilicava-se em seu amor, c
Tolla em seu retiro. A viuva Fraliet lava exaspe-
rada, e ia fazer urna tentativa sobre Amarella para
desencargo de coiisrienga. Houqjielta nao sabia mais
a que recorresse, e previa queM'prajetaW nebulosos
da Inglaterra, e os augustos goza* da corongao nao
produziriam mais effeilo que as ndlaegijes de Paris.
Nesse aperto lentou recobrar a confianga de Manoel.
Abrandon seus gracejos contra Tolla, e leslemuohou
cerlo respeito por esse grande exornlo de constan-
cia. Deu a entender que se nao linju piedade dos
IITERIOR.
KIQ DE JANEIRO.
CARIARA 00S SRS. DEPUTAOOS.
Sessao' o da vi Julho da 1855.
I.e-se e approva-se a acta da sessao antecedente.
OSr. 1. secretario d conla do seguinte expe-
diente :
.Um oflicio do Sr. deputado Venancio Jos Lisboa,
cominanicaudo que por se adiar de nojo pelo falle-
cimenlsi de urna sua cunhada. nao pode comparecer
por alguns dias s sessOes. Fica a cmara inteirada
e manda-se desanojar.
Sao julgados objecfbs de deliberagao, e vilo a im-
primir para entrar na ordem dos Irabalhos, os se-
guinles projeelos:
A cmara municipal da villa deCunha, da pro-
vincia de S. Paulo, reqiier.a esta augusta cmara
a ronress.lo de Ires loteras cujo producto se appli-
que reedilieagao da igreja matriz daquella villa,
quo ameaga cmplela ruina se nao for concertada
quanlo anlCs.
a A cornmissao de fazenda, a quem foi prsenle
esle requerimento, considerando que auxilios idn-
ticos lem sido por vezes concedidos ; que a falla de
reparo duquelle templo importar a sua perda cm-
plela, e a necessielade de fazr nutro com dispendios
milito maiores e excessivos para os povos daquella
villa, emende que atte pedido deve ser altendido, e
para Uso olferece a seguinte resologao.
Aracmbl ral lala lli'a resorve: -
a rtico nico. SJo coaceilidas cmara muni-
cipal da villa de Cunha, lo municipio de Guaralin-
liuel, da provincia de S. Paulo, ires loteras que
correrao Mata corle, e cojo producto liquido irla
applicado para a reedificago da igreja maliiz da-
quella villa, revocadas as leis e disposiges em con-
trario.
n Paro da cmara da* depuli los, 26 de julho de
1855. Silva. asCaraeiVo de Campo, n
A com mi n> fazenda leudo presente o re-
la mesa regedora da irmandade lo San.
enloda matriz da Boa-Vista da capi-
ihuc, em que solicita a concessao de
ira reedifcagao da i^reja daquella-ma-
do altonaavel o pedido, he de parecer
quo se Ihe iWira, e pira islo olTereee a seguinle re-
solugao :
A assembla geral legislaliva resolve :
a Arligo nico. Fica concedida mesa da rman-
daile do Satilissimo Sacramenlo da malriz da fre-
cuezia da Boa-Vista da .capital da provincia de Per-
namliuco urna lotera qoe correr nesta crte, e co-
jo producto liquido ser applicado para a reedifica-
gao da iareja da referida malriz, revogadas as leis e
disposiges em contrario.
ii Pago da cmara dos depulados'. 26 de julho de
18>5Carneiro de Campot.Silca Ferraz
i Os Drs. Joao Ferreira de Bilencourl e Sii, Ma-
laquias Alves dos Santos, e oulros, filhos e genros do
tinado lente-coronel Joao Ferreira de Bilencourl
e Sa, leudo requerido a esla cmara o pagamento
dos ilamuos qoe soQreram por occasiao da guerra da
independencia as suas propriedades denominadas
Cahrilo e Planlaformacom a oceupagao que fize-
ram dessas propriedades as Iropas brasileiras, e so-
bre os quaes linham serilenga reconheceudo-os a
cornmissao de fazenda do auno de 1853, a que foi
aHeclo esle requerimento, julgon-o altendivel e
porpoz que para seu deferimenlo se adoplasse urna
resolugao ( n 86 de 183 ) que oflereceu na qual se
ordetiava lai pagamento.
ii Entrando porm ella resologao em discussao,
nao foi approvada, e os ditos peticionarios reque-
rem agora de novo o dilo pagamento..
A cornmissao de fazenda, leudo examinado as
razoes dos peticionarios, e o dilo parecer e resolo -
gOes nfferecidos no anno passado pela cornmissao de
fazenda daquelle lempo, pensa como ella que os
peticionarios devem ser atlemlidos, e que he ele
equidade pagar-lhes, como ja se tem feilo a oulros
as mesmas circumslaucias, e al por damnos nos
meamos predios, o damoo que soflreram e compe-
lenteraenle provarao : e assim offerece a cornmissao
para esse fim a mesma resoloro que a dila cornmis-
sao ja oflereceu no referido anno de 1853, e he a
segunle :
a Assembla geral legislativa resolve ;
a Artigo nico. O governo fica autorisado a man-
dar pagar na forma da lei de 15 de novembro de
1827 aos herdeiros de Joao Ferreira Bilencourl e S
amores loucos e dos romances de urna hora, que sao
as delicias dos rapazinhos de collegio, e o desespero
das familias, sabia admirar o heroiamo de urna pai-
xao perseverante. Sdb a mesma inspiragao o coronel
escreveu snccessivamenle duas cartas longas ao so-
brinho, as quaes abrandava a voz, reprehendia-o
pela falla de confianga, e balia-lhe timidamenle ao
coragao para qoe Ihe fosse aberto. Sem sabir das tri-
vialidades de urna correspondencia da familia, elle
gabava-se de ter urna indulgencia de pai; nada po-
deria lirar-lhe da memoria que fizera o pequeo
Lello saltar sobre os seus joelhos. Fdra mais por seo
respeito que pelo do irmao que elle renunciara as
delicias do casamento e aceitara os enfados da vida
de solleiro: Pretender sempre deixar-lhe lodos os
seus nena, e o testamento j eslava feito ie lacrado.
Porque razao o objeclo de tal predilecgao testerau-
nhava-lbe lao pouco recoohecimento ? Nao eiigia
' elle nenhum sacrificio, pedia smente soccridade.
Esse lexto um tanto vago foi commentado sabia-
tneute por monsignor Rouquelle.
O senhor no tem razao de occullar-sc de seu
lio, dase elle: he um honiem de que pode esperar
ludo e nada temer. Em seu lugar eu Ihe contara
ingenuamente a historia toda, pois elle a sabe, e pe-
dira seu consentimento dispasto a passar sem Isso.
E elle m'o conceder, meu charo Rouquelle?
Porque nao ? Todava, enlre nos, creio que el-
le est offendirin pelo negocio do convento de Sanio
Anlonio. Corre em Koraa que o senhor clausurou a
filha da condessa Feraldi alim de proleg-la contra
seu to. Que injuria para um pobre homem que o
ama, e que f-lo seu her.leiro 1 Que quer que elle
pense vendo que prefere mnrtyrisar sua unanle a
deixa-la vver Iranquillamente na mesma cidade?
He verdade, maja bom Rouquelle, Tolla soflre
o marh rio. ^
J o sabia Falluram-lne de lodos os males
que ella soll're nesse horrivel convento ?
Ella escreveu-me alguma cousa a esse res-
peito.
E falln de sua saude ?
Que ella esla doenle ?
Disse qoe o enfado a devorava ? que a febre...
Falla, Rouquelle, nao me occulles nada do
que sabes
Dizem que ella nao dorme mais, que urna fe-
bre lenta a consom, que esta lerrivelmente magra,
que seus bellos olhos encovam-se, qoe suas edres
desapparecem, que ninguem a rreonhere. A cama-
rista no pode sttpporlar o rgimen do convenio, e
ameaga dr-ixa-la,: que ser della licando a sos com
suas magoas ?
' Basta, meu amigo eu aborrecera a mitn mes-
a quanlia de 17:2029226 em que se liqoidaram os
prejuizos causados ao mesmo Bilencourl e Sa por
occasiao da oceupagao dos seos engenhos Cabrito a
Planlaforma, pelas Torgas que faziam parte do exer-
cilo pacificador no lempo da guerra da independen-
cia.
c Pago da cmara dos depulados, 26 de julho de
1855. Curnairo de Campos.Silva Ferraz.
* Foi prsenle cornmissao de commercio, indus-
tria e artes \im oflicio do ministerio do imperio de
18 do mez ultimo, a que acompatihou o decreto do
governo imperial n. 1515 de 3 do mesrao mez, o
qual approva contrato feilo pelo governo com o
gerente da companhia Brasileira de paquetes a Va-
por, para innovagao do que regula o servigo dos di-
tos paquetes e condicoes elle aiinexa*.
a A commissilo lendo examinado a materia com a
altengnD que requer a sua importancia e conside-
rando as vantagens lao conbecidas da conservagao
das linhas regulares dos mencionados paquetes, as-
sim para o norle como para o sul do imperio, en-
lende que nao obstante o aggmento de despeza ne-
ress.ino, oeste caso, para que o servigo seja mais
promplo e recular, Age demanda da parte da res-
pectiva companhia^Hspezas mais avulladas, seja o
mesmo contrato approvado pelo poder legislativo
com as pequeas alteracOe* que a cornmissao passa
a consignar.
A cornmissao naojolga' conveniente sanean
de que trata a condigao primeira, pela qual podem
os vapores deixar de entrar nos porto* da Parahioa
e Rio Grande do Norle : a grande ulilidade que al
todas as provincias resulla da entrada dos paquetes
a vapor nos respectivos porlos he Uo manifesta que
a excepcao a que se refere a cornmissao nao pode
deixar de prejodicar sobremodo aquellas duas pro-
vincias, sendo, alm disto, odiosa semelhanle ex-
cepgo por oflender o principio de igualdade que
deve ser m ntido e fielmente observado sempre que
se trata de couferir vantagens s provincias.
Entonele a cornmissao que, alm das providen-
cias que ir ni |convenieolemente tomara o governo
para commodo dos que viajam nos paquetea, cum-
pre que se adopte a medida de proceder a compa-
nhia, de accordo com o governo, lotagXo do nu-
mero de passageiros qoe pode ronter cada paquete,
nao se podendu excaMer o numero fizado seno em
circumstancias extraordinarias.
A' vista do exposlo, he a commissflo de pa-
recer que esta augusta cmara adopte o seguinte
projeclo de resolugao
A assembla geral legislaliva resolve :
ii Arl. 1. Fica approvado o contrato que em ta-
la de 2 de Janeiro .do crrenle anno foi celebrado
pelo governo imperial com o cercote da companhia
de paquete a Vapor para innovagao do qoe regola
o servigo dos mesmos*paqoeles enlre a corle e diver-
sos porto* do imperio, assim do sul romo do norte.
Ficainlo igualmente approvadas as condigAes anoe-
xasque baixaram com o decreto do governo n.
1515 de .1 ile Janeiro desle anno, com. as modifica-
goes que se contem nos rticos seguinles :
o Arl. 2. Fica supprimida a parte da condigao 1.
relativa isengao de poderem os paqoeles deixar
do entrar nos pdrtus das provincias da Parhiba e
Rio Grande do.Norte.
Arl. 3. A companhia, de accordo com a gover-
no, proceder lotagao do numero dos passaseiros
que pode ronler cada um dos paquetes, nlo se po-
dendo admiltir maior numero seno em circums-
tancias extraordinarias.
Arl, 4. Ficam revogadas todas a< disposiges
em contrario.
Sata das awtamlMdti, 25 de julho de 1855.
Almeida e Albuquerque.t'iria'o Silva Ferraz,
com vol em separado, tt
He lambeta julgado objeclo de dariiberago
guale volp separado.
A compiohia Brasileira de paquetes n Vapor
durante o lempo do contrato que linda nao ha feilo
o servigo a seu cargo de um modo que correspon-
derse confianga que nella depositou o poder legis-
lativo, nao obstante o grande subsidio qoe se Ihe
deu.
ot He reconhecido por toda parte que alm de
m.ios barcos, dos quaes apenas dous actualmente se
acham em bom estado, quer em relagao ao irala-
menlo dos passageiros, querem relagao scommo-
didades que a estes apresentava, quer finalmente em
relagao ao grande numero de pessoas e pseravos que
transporlavam, seu servigo era meo e digno de cen-
sura.
o Por outro lado, na poca actual, se a concur-
rencia fosse. berta, poderia trazer ao publico maio-
res vantagens, e ao eslado lalvez reducg.lo de sub-
sidio.
a O lempo da duragao do contrato por demas he
excesiivo, e nuera o estado com despezas que ao
futuro poderiam ser diminuidas em grande pro-
purgao.
Estas razoes fundaran) com justiga a reprova-
gao do contrato, mas como tonta-sa urgente que o
servigo nao pare, entendo que, se se approvsr a
mesmo contrato, se adopte as seguinles alleracoes :
1.0 numero dos barcos de vapor que a com-
panhia deve ler dsponiveis e em servigo efleclivo
ser fizado pelo governo, de accordo com a compa-
nhia.
2. O governo igualmente marcar a forga que
cada barco deve ler, o mnimo da sua velocidad*,
a* competentes acommodages para passageiros, as-,
sira como aprestos, sobresalenles, e oulros objeclos
iodispensaveis ao seu cosleio e seguranga, e o pes-
soal suflicienle e numero das pessoas da tripo-
lagao.
a 11 .i vera i commissoes nos porlos que o coveruo
julgar conveniente para a fiscalisagao do estado dos
barcos, na lorma do respectivo contrato, da possibi-
lidade de seu servigo, do estado de suas machinas,
de sua seguranga e accomodagpes, em relagao aos
passageiros, e liscalisar o cumprimenlo dascondi-
res impostas.
" 4. Nao podero as barcas receber como passa-
geiros escravos, excepto os que acompunharem seos
seuhores, em cerlo numero, o que o governo mar-
car.
" 5. O prazo da doragao do contrato fica limitado
a 6 annos.
a Paga da cmara dos depulados, 25 de julho de
1845..S'7tra Ferraz.
ORDEM DO DIA.
Orramenlo da fdzenda.
Conlina a discossio do orgamento das despezas
do ministerio da fazenda.
OSr. BrandSo :Sr. presidente, eu nao lomara
a palavra no orgamento da fazenda, se nao livesse
ouvido lgutuas proposigoes enunciadas nesla casa
mo. Fi
creas qoe
ga de
s a t4
o saber o officio de algoz ; mas nlo
ti em Santo Antonio por desconfan
Eu tiuha oulras razoes : receiva
maja lio.
que a amtaade de certo rapaz aproveitasse minha au-
sencia para melamorphosear-se em amor.
Que idea, meu charo Lello A natureza f-lo
acaso para ser supplanlado por alguem ?
Nao, mas... t
Alm dislo eu que enlendo de mulheres, aflir-
mo que essa he incapaz de trahi-lo. Sabe se com-
lemplo-a com olhos prevenidos: lenho jnlgado-a mui
livremenle, inaugura comego a apreciar suas vir-
tudes, Creia aff minha palavra, Tolla nao o (rehira
nunca.
Manoel escreven a Tolla que perraitlia-lhe deixar
o claustro, se conlinuasse a passar mal nelle. Pouco
depois rogou-lrte que voltasse para a companhia de
seus pais, e por insligagao de Rouquelle esse simples
pedido lornou-se amoroso comando. Emfim decla-
ruu que a presenga da amante nesse maldito conven-
to o fazia desesperar, e acrescenlou :
n Se persistires, me altrahrs tantos desgos-
los que minhas Torgas physiras nao resislrio.
Todava Tolla persistia, e responda :
J tenho offrido muito para nao ir al ao fim.
Se eu le obeJecesse, expnria todo o frocto de meos
soiTriraentos. Pede-me o que quizeres, excepto o
sacrificio de nosso futuro : has de achar-me snbmis-
sa s tuas vunlades e mesmo aos leus caprichos.
Que te induz a fazer-me sahir daqu ? Esta
idea au vem de ti. Queres saber o que ella vale.
I'ergiinia a ti mesmo se aqoelles que l'a inspiraran)
desejam nossa uniao ou procuram impedt-la. Sabes
a que tendem todos os seus esforgos. Iremos facili-
lar-lhes o bom xito seguindo-lhes os conselhos ? He
em nosso interesse que fallara ? Quererlas que de-
pois de ter feilo ludo para nao deixar-lhes arma con-
tra nos, eu Ib'a fosse fornecer por urna mndanga de
conduela '.'
a Meus prenles approvam minha perseveranga,
a marqueza Trasimeui aconselha-me que continu,
o doolor El} disse-me queu era admirada as ca-
sas mais honradas de Roma, o abbade La Marmora
iura que ficarei perdida se passar o lomiar da porta,
o abbade Fortonali, que nunca disse sim ou nata,
coofessa que adda de entrar no convento foi urna
inspiragao do cu. Aqu pois permanego. Jurel, e
costo mo cumprr minhas promessas : so la mao ou
a da morte poder arrancar-me desle retiro.
Durante essas discussiea. u Irmao de Manoel ca-
soo com urna luciera mui linda e um dol verdadei-
ramente bello. Manoel ablrahindo do dote reco-
nhecpii que a cunhada nao sustentara a comparaglo
com Tolla. I'oi na semana seguinte que cmara
Brasil ;
ad
do* lords lomou a capa de velludo carmesim para
assistir eoroaro da rainha, urna das festas mais
bellas deste seclo'. Manoel, confundido entre os
membros da legagao napolitana, vio toda a ceremo-
nia. Toroou seo celebre vestuario d"cdrte s cingo
horas da manhaa e despio-o as tres horas depois
de meia noile. Teria raorrido de Tome, se nio li-
vesse lido a precaugao de levar bollinhos nos bolso*.
Esse dia memoravel e todas as bellas cousas que pas-
saram-se sua visla nao fizeram-no esqueeer-se de
Tolla; pelo contrario. Nao ouvia elle Rilar : Vira
Victoria E esse nome nao brilhava em lettras de
fogo no meio de todas as illominagoes ? No diar *e-
gointe ao da Testa, mais enamorado que nunca, es-
creveu ao coronel qualro paginas ditadas por mon-
signor Rouquelle e cheias de confisses e de rogo*.
Quando vin-o lacrar o envoltorio, o secretario do car-
deal-vigario abragoo-o paternalmente, e disse-lhe :
Bravo obrai como bom sobrinho e como ho-
mem de juizo. Essa cartinha vale raolos milhoes.
Ser tao rico como seu irmao.
Agora, meu charo Rouquelle, vou esperar a
resposla de meu to em Parts : Londres enfada-me,
nao comprehendo as insignias das lajas, e acho o* In-
glezes pouco polidos.
Manoel nao coraprehendera a magnifica polidex
ingleza mais do que as insignias das lojas.
Pois bem, disse Rouquelle, vollemos a Pars,
seu irmao est de nuivado, e contempla o genero hu-
mano com desprezo. Continuaremos nosaas ligoes
de francez.
A 8 de julho alojaram-se .pela segunda vez no ho-
tel Meorice. Rouquelle deizou o titulo de monsig-
nor a tralou-se nos bilheles de visita pelo conde de
Kouquetle. Manoel qoe nao comprehendera lam-
bem a cozinha ingleza, alegrou-se de tornar a achar
os jantsres do hotel e os almogo* do boteqttlm. Ia
ao theatro todas as noites para aprender a lingo*.
Rouquette s tinha o pezar de nao poder eonduzi-to
I duas vezes per dia. Esperava sempre qoe Tolla
seria deslhronada por urna cantora ou urna actriz, e
sabia por experiencia que as paixoes do theatro alo
as mais forles. porque nellas a vaidade misturn-*e
com o amor. Infelizmente no mez de Jumo os Ita-
lianos andavam de viagem, a Ooera eslava em r-
paragao. Manoel eslava redozido a contentar-**
com os dramas e comedias. Era apaixooado palos
vaudevilles,poslo que raras vezes Ihe acontec
ceber logo o chiste ; porm ra depois de I
gamas vezes mesmo digera nm bom dilo at q dia
sezuinle, e sorprenda a Rouqaeltt por urna garga-
llhada homrica que parta cerno urna girndola de
logeles no meio do almogo.
(Coa!fnuar-e-H.)
1
DIAS DA SEMANA. s
17 Segunda. As Cbagas de S. Franciaeo.
18 Terca.S. JosCuperlino f. ; S. Thomaz.
19 Quarta. S. Januario b. m.: S. Nilob. m.
20 (Quinta. Ss. Prisco e Glycerio mm.
31 Sexta. S. Matbeusap. e Evangelista.
22 Sabbado. S. Mauricio m ; S. Digna v. m.
23 Domingo. >7. S. Lino p. ra.; S. Teda v.
v. m. ; Se. Polyxina e Xampita mm.
pelo nobre presidente do conreino em relagao ao
eslado de nosaas linangas; aguardara a discussao da
receila para dizer alguma coosa a respeito delta ;-
mas na qualidade de representante da nagao oilo
-posso deixar passar desapercebidas aquellas propo-
sigoes que me soaram muito mal ; e tanto mais con-
sidero islo indiipensavel quanlo a* duas primeira*
verbas do orgamento que *e discute sao. de tal na-
tureza que devem necessariamenle despertar a al-
lencao de lodo o brasiieiro amante do seu paiz.
Vejo, Sr. presidenle, que consignamos annual-
raenle a quanlia de sete mil e duzentos tanto*
cotilos de res para pagamento do* jaros da no***
divida interna e externa, e nao posso ficar tranquil-
lo sempre que perts* n eiiormdaje deesa cifra,
na influencia que ella deva ler na furiosa publica
do naiz. k
Estamos sobrecarfajfado* com urna divida conii-
deravel, e luda annnocia que ella aja diminuir,
nao ficar mesmo estacionara, e f0B contrario,
crescer, e lalvez em propurgoe* que teodam a com-
promeller o futuro da apo.
At mui pouco lempo, enhore, eu nio sabia
com certeza emquanto orgava a divida nacional ;
se me dizia que ella andava por duzentos milho**
da nossa moeda ; mas hoje chegei ao conhecimenl
da triste verdade, de qoe a sua importancia he mal-
lo superior a essa somma ; que devemos no exterior
e uo interior, inclusive a quanlia resulladle depa-
pel-moeda mais ele 163,000:000, ou por oatra 400
e lanos milbes !!
Um Sr. Deputado :Nao pode ser.
O Sr. BrandUo :Nao pode ter, ? Se o nobre de-
putado consultar os documeotos, e a obra do Sr.
conde Ponlhoz, coohecer a exaclidao do que aca-
bo de dizer.
Ve se por tanto qoe em relagao ao lempo decorr-
do depois da nossa emancipagao poltica ; em rela-
gao mesmo ao estado presente dos nosso i recorto*
nos echamos oberados com grandes empenhos. E
pode, meos senhores, nm tal estado de cousas *er
lisongeiro ? Eu nao o creio. l'*f
O nobre ministro da fazenda, e ante* dalle ota
honrado membro por S. Paulo, no* disseram hon-
iem, que nenhum receio deviamot ler do augmen-
to da nossa despeza, ma* qualquer que petta ser o .
peso, a auloridade de suas patarras, he fcil de vet
que-sempre que eonsiderarmos o estado, da aotta ,
divida, -empre que atindannos i enorme quanlia
que pagamos de joros, deveremos conderanar urna
tal opiniao, qoe nenhdm outro resultado pode dar
mais do qoe o comprmellimenlo das fioangas de
imperio. I .
Com effeilo hasta confrontar os orgamenlos das
annos anteriores, e compara-lot com o que sedis-
rute, para chegar-se ao conhecimeMo de qoe a dea- .
pez* cresee horrorosamente de om para outro ex-
ercicio nos diversos ramos do servigo ja condecido
e creado.
Se pudesseroos, meus senhores, contar com ama
receila constantemente progretsiva, a crescenle ; se
nada livessemoi receiar do futuro, pooca imprea-
sau no* deveria causar aquella proposigao do nobre
presidenle do conselho ; mas nao temos por ventu-
ra motivo* para desconfUrmos do augmento da
nossa renda ? au temos razio para duvidarmet
que eila >e conserve nos anuo* seguinles nu p em
que actualmente se acha 1 Creio que lemos, e de
sobra.
Todos sabem que a mor Darte da receila do impe-
rio procede dos impostos a* importagao e de expor-
taran. A nossa exporlagao ordinariamente sa te
com os productos que nos d agricultura. Na lo-
mo* um povo fabricante e mauufaclorairo, soma*
sim om povo agrcola, e dahi resulta que he a la-
voura quem alimenta,a nossa exporlagao, dteea-
volve a importagao.
Ora, se isto he exacto, e se o profiri Or aatlili.il
todo conselho recuiiheeeu era oolra occasiao qoe a
nossa agricultura vai marchando para .am atad*
evidentemente desfavoravel pela talla de braco*, he
fra de llovida que a exeportagao dever diminuir,
e na mesma propurgao a importagao e a renda pu-
blica que de ambas resulla. Islo me parece lgico
e inconleslavel.
Nos paizes que nao Tazem de agricultura anta
nica fonte de renda pode muilo bem acontecer qae
embora diminua a exporlagao dos productos agr-
colas, se conserve no mesmo p a iraaortago, e
conseguinteraente a renda que deltas pa*tde, por-
que odeaenvolvimentodas manufactirraa,'e do* ar-
tigo* fabricados he em taes circumstancias quem ani-
ma o commercio exterior. Assim por exemplo
acontece na Inglaterra e na Franca, sendo de otar
qoe ueste ultimo paiz, prodozindo a exprtatelo em
1853 1,861 milhoes de francos no romme**Jaa espe-
cial, mais de mil milhoes liveram por bas artigo*
manufacturados, objeclos de pura industria ; porm
oulrolaalo nao acontece comnoseo, e por isto dere-
mos meditar bem sobre o estado d* fonte da nossa
receila, e nSo no* arriscarnos a um futuro que te
nos aololha triste e melanclico.'
He verdade que S. Exc. nos disse honiem que
dispunhamos de raulo crdito no exterior, que
e-'.avamos habilitados para podermos fazer bella*
operagbet, como essa de que o nobre ministro e jac-
ta ter feilo m relagao aos empreslimo* ele 1823 e
1S2i. Mas poder S. Exc. garanlir-nos que na
quinquenno correle taes operagoe* se poscam rea-
lisar Poder aflirmar qoe mesmo pacificada a
Europa, o eslado do nosso crdito permanecer '.' E
anda quando pudesse elle afBangr-nos isto, nlo
seria sempre triste considerar que teamos de va-
ler-nos desse crdito para ronlrahirmos novos em-
preslimos. alim de podermos pagar dividas anterio-
res, e de fazer face s nossas cresCenles despeza* ?
Notementretanto, S. Exc. e a camata.qoe no oltimo
qoinqoennio, em-qne o nosso crdito se fortalecen,
nao tinhamos contra nos as causas de diminuigao
dos productos aercolas, que principia a deseu-
volver-se ; possuiamos urna consideravel porgao de
bragos em consequencia da importagao de Africano*,
havida nos annos anteriores ; e foi este sem duvida
o motivo do augmento do nosto commercio exterior,
e do grande conceilo que adquirimos as pragas ee-
trangeirns ; mas hoje as circumstancias sao diver-'
sas ; muitas fazenda* de caf ao Sul, e de assucar ao
Norte do imperio terlo de cahir por falta de bragot;
e entfio a nossa receila, e por consegoinle o* recur-
so* com que contamos para sustentar o nosso crdi-
to .no exterior, hlo de necessariamenle diminuir.
Tenho feito estas observaglea, Sr. presidente, para
chegar as seguinles conclusbes, que me parecem
intuitiva, e de evidente verdade social,e vem atar
que cumpre por um paradeiro ao desenvolvimento
du funcionalismo que parece querer devorar loda a
renda publica do Brasil ; que convm fazer conver-
gir a actividade nictejpl para o Irabalho, e alo ali-


/
--'


~~~!&UH0t*'li*~
OUBIO DE PtRMlBUCO SEGUNDA FEIHI, 17 OE SETEMBRO DE IS55
mentir eme funecionalismo que se 'jolga cada dia
indispegsavel, que cada da vii ereecendo de um
todo verdideir.meote asustador.
Mas que Debalde cu Invoco a aliento do nobrc
ministro ibbse ale ponto. S. Etc. ja nos declarou
que o funecionaliimo no pe emque se acha he ne-
cessario par a arrecadaca da rinda, para os dvert
tos Krvica do Estado ; aquelles que o apolim
cntendem que quando elle falla nlo he licite do-
Tidar ; no enliolo sempr direi que nao contesto
que a machina social nao pata funecionar aem que
rwjim servidora* qoe se empreguem nos seua dfl>-
rentes lervicot ; mi> qut nao admiti que dtixe de
ser um grande mal, nina calatnidade para o pail
ase exagerada e despropositado numero de funecio-
sjarios publicoa que abtorvem a* toa renda. Urna
Apartido, por exemplu, que ha bem poneos annos
tinha tu ou 12 empreados, coala hoje50,80 e 100/
E se contiauar essa progreslo, se a receila diroi-
ouir, como llovemos esperar, a que estado nos redu-
zlreraos'.' Em que situado entregaremos o paii aos
Boatos vindouros ?
Coma poderemos negar a.grande divida que sobre
nos peta? Como mesmo pederemos satisfaier aesse
exercito de empregados pblicos que parece cobrir
a inperttcie do imperto '.'
Senliores, esta especie de epidemia moral que,
acororadi pelo governo, vai lavrando entre nos, he
tanto ou mais fala do que as epidemias physicas';
te estas estragam o corpo, aquella amesqulnha o
espirito, enerva a aelividade, e paralysa o desenvol-
vimento da riqueaa publica.
Peasuindo um paii, cujo tolo he.de urna immensa
ferlilidade, e que encerr' em sea seio abundantes
tiquetes, he para deplorar que o governo em vet de
animar a explorarlo desva riquezas, de auxiliar e
desenvolver as tendencias para a industria, se limi-
te a augmentar as molas da machina adminislrativa
em detrimento daquelle* que se applicam vida la-,
boriosa dos campos. A ronseqoencia desle estado
deeousas ha de ser necesariamente m, e pode-se
dizer que ella ja principia a manifestarse de um
modo muilo serio.
Augmentaram-se os ordenados de algoni emprega-
dos, por exemplo. dos magistrados, em raxAo da ca-
resta das subsistencias e do ootras causis que fazem
. eom que se nAo poeta tiver hoje com pouco dtnhei-
ro; atdemais classeideempregadoarectamim. alle-
gando os mesroos molWos, e sl*> no stu direilo, o
que faier pots ? NAo atlende-los Ha nma injusll-
c* clamorosa que ter de derramar o desconlenla-
menlo por grande parte da sowedade, que te ada
aby.mada ni miseria. Augmentar-lhes os venci-
metos ? He crear embarazos que as forcas rta re-
colta publica nao poderte supporlar. E lodo islo
doflde procede Da manara louca por que o go-
verno lem procurado desenvolver o funeciunalismo,
do modo indiscreto por que elle, em vet de prole-
!(r a agricultura e commercio nacional, lem feilo
as dhsipafoss, do patronato, e da alhadagem o
fondo da sua polticae marcha administrativa.
Eo quiera pols que o nohre presidente do eonse-
Iho, okalido do sen poder, fliesse sospeoder a torren-
te de tantos males, e reduzsse a sociedade a tuas
coudice s uormaes, tero as quaes he evidente qoe
progresso, e asalgibeiras dos contribuales (icario
agolada ; eja que fallo sobre este ponto, a cma-
ra rae permiltir que faja ao nobro ministro urna
pergunla.
o Consla-me que pelo tribunal do thesouro foram
expedidas orden para as provincias alim de te re-
verenfexecaeoes,que se achavam Andas, a pretexto
de que da algumas se uAo haviam pago os juros em
urna cerla poca, uvl mesmo pessoat que nos
lempos pattadot tinham sido devedoras fazenda
Eublica na minha provincia, clamarem contra islo.
xistia all urna commisMo da respectiva Ihesoiiraria
examinando o carlorio dos tolos ala fazenda para a
veritieasao daquelle objecto. NH vi a ordem do
thesouro, emhura a tiveste pedido, mas creio que o
Tacto he verdadeiro.
Ora, Sr. presidente, te islo he estelo, me parece
que o tribunal do thesouro nao o podia fazer ; me pa-
receaimla qoe o nnbre rnUhlro no iiuercssedo lisco,
a na necettidade de obtMinlieiro, foi muilo alem
daquilln que. se acha eslabelecido na nossa lei fun-
damental. E com effeilo, o 12 do arl. 179 da
constiluic.au determina qua) t* nao possam fater re-
viver processos ndos ; otfgMe essas execucijes se
achavam concluidas ha 8, 10 e mais annos ; se os
devedore* estavam quites com n fazenda publica, e
se havia deenrrido esse espado de lempo sem que a
roesma fazenda se julgisst com direito a fazer res-
taurar Les processos, como lie que o uobre ministro
se considerou aalorisado para assim infringir um
preceilo constitucional ?
O .Sr. Taques: Se foram absolvidas dos juros...
Q Sr. Brandao:0 aparte donobre depulado he
de jurlsconsullo romano. (Bisadas.) Pela minha par-
le entendo que laes execuces, lindas como se achara,
nlo pndem rcais ser tra/.ides disctelo judicial tem
notoria infrarc.Ao de nossa lei fundamental.
O Sr. Ministro da Fazenda :Isso he de exame
do poder judiciario.
O Sr. Brandan :Procedendo assim, o thesouro
pode fazer reviver quanlos processos fiscaes se acha-
rem concluidos, e nesle caso devera mandar dar
busca em Indos os carinos do imperio jiara saciar-
se o completar a sua obra. Perdoe-me o nohre mt-
nisirnque Ihe diga que a sua opinilo s poder fa-
zer peo neconscienria daquelles que o apoiam.
OSr. Taques :De todos.
O Sr. Brandao:De lodos nAo; eu por exemplo
a condemnn corno contraria conslilnirAo, qu veda
fazer proseguir, e rever processos lindos..,,
O Sr. Presidente do Conselho:Nem revtWas?
O Sr. Hrando :E o que he exacto he que
nunca ot antecessores de S. Etc. tiveram esta lem-
braoc.a ; nunca deram este passo.
O Sr. Presidente do Conselho:Que passo *
O Sr. Brandao: O le mandar continuar exe-
eorOes acabadas.
t) Sr. Presidente do Comtek:Vio a ordem '.'
O Sr. Brandao :Nao vi, Nno ja" disse, mas sei
que urna coramittao existe procedendo exorne nos
processos naqnelle intuito.
Q Sr.presidente do Conselho :He preciso sa-
llara que lim.
Sr. Brandao:Nesla occati.lo, Sr. presidente,
paso denar de dizer duas palavras a respeilo
vidados deram sea opiniao acerca do que dissera S.
Exc. a respeilo da attilude que havia lido a legarlo
brasileira em enn-equenei, do decreto do dia 10 con-
tra a liberdade de imprensa.
Informain-nosquc na reuuio se expuzeram opi-
nioet bastante francas e dignas, e qoe varios senho-
re* te expressarain ern termos proprios do lugar ede
sea posijAo de cidadaos.
Que se indicou a S. Exc. a necettidade de reco-
nhecer a fundo o que se houvcra passado entre o go-
veruo e a legacflu imperial, e que 8. Exc. expot
que, leudo neiiocn tO'.'s diplomatieat pendentes, nao
po lia fazer-te a expsito solicitada.
A reuuiao se distolveu, olTerecemlu S. Exc. fa-
zer opporlunamenle urna oova convocado.
Entretanlo cumpre dizer, em honra da verdt-
de, que a legtcao brasileira, interpretando geuuina-
menle o espirito claramente manifestado dos cida-
daos desde a npparicio do decreto de 10, do feeha-
mento de urna tvpographia e de outros actos' quo
pilonara em problema a seguranza individual, e so-
breludo.em vista da letra ctpressa dos pactos da
allian;a e da intervencAo, circuiatcreveu-se a cuin-
pnr cora seus deveres, do que nao era dalo des-
viar-se sem comprometler a lealdade e f dos tra-
tados.
Esst attilude indeclinavel da leg*c,Ao imperial
parece que trouxe a troca de mitas diplomatieat de
grave caiacler, e que esperara -olurao certas ques-
tes propostas pelo envero ao Sr. Amara!.
ii Esperaremos saber o que haja de corto, notando
desde logo a conveniencia evidente que ha em dar n
verdadeira preciacAo dos fados.
de encerrar-te nos tratados qne exigem a plena ur-
gencia da conslituirAe. Assegura-se de boa origern
que foi isto o que ella fez.
x Onvem observar aqu que nnlei^ie honve-sem
transpirado a publico estes pastos do aw Amoral, to-
dos os cidadaos reclamnvatn energicaejenle que o
governo enjrasse de novo na constitaicAo, derogando
em primeiro lugar o decreto do dia 10.
O assuinpto he mu serio, e os cidadaos devem
meditar mailo antes de Jolgar.
Na vespera, porem, islo he, no dia 20, ja linhJ o
Sr. Flores revogadoo decreto do dia 10. Oo por es-
amotivo, ou pela aiuigavel interferencia dot mi-
|K>s de Franca e dainglalerra, o .Vacioital de 23
uciava que o coaaVn e a leaac,Ao imperial h
voltario as ntig
calculo de profualla polHica ; mus elle diz a quera
quer ouvir que partira no momelo em fue fuste
chamado, e que te a cmara lem dallado de fumorir
seu dever nloo ehmnando detle que te deu a nri-
ineira vaga, nlo deve ser elle quem v pedir que o
adiDiltam ; e accrescenta qae desde que se souln
que o l>r. Perer Jurje nAo ia, dispoz-se para partir
a prlme.ra voz Miando com o chamamenlo ; e mui
tu lorraalmenlelerlarou ao r. Ma.-iim que seoue-
ria ir solicitar a entrada fosse embora, mas tu/lo-
lelligenria de qut devia deixar o lujar logo que elle
se apresenlasse, que faria se fosie chamado, como
esperava.
Agora porem te o cliam.rem ja he larde: e pen-
s que nao podando elle erer que vai salvar a patria
com tua prewnca rwr poucos das, farn o mesmo
que teus collegat obias, Brotero, e Ramalho, que
pudiam ir.preencher as vagas dos regresaos e nao
VAo. Andamos logares de depntados por uta pro-
vincia a tres por dous, que he o menor preco do.
ovos nesla ierra. ~
Continuam aqui as medidas preventivas. O che-
fe de polica Fernando da Fonseca e o delegado
hurtado proseguem na visita s casas dn negocio,
uzendo eirectiva a postura municipal. Em muilas
destas casas eucontrou-se gneros corrompidoi que
veatjidoi, arrotaariam a taude publica. Foi assim
que se enconlrou enorme qnanlidade de vinagre em
ullimo estado de decompu-isAo, que assim mesmo
se ia ven.leudo ao pobre povo.
Estao pois aplacados os nimos, lendo cada am de
ios pastado por cada clica que nao fezia boro cabel-
lo. Assim qo^ om ,ia rfilleSi vej ,10icia a p0|.
ca de que entre alguns colonos acampados n o
l.ava-pos um quarto de legua da eidade, hsvia do-
entes que pedam auxilio. Immediat.mente se di-
rigi urna eommistao ao lugar, e ennheceu-se que
havia um sr) doenle, e que esse te tinha constipado.
I elo interior da provincia quasi nada me veio
de notavel.
Em Campias e teas arrednres os ladroes de es-
cravos ronlmaarn a azer eslrepelias ; oltimamenle
i "*8| Um nm l,e m"" '"ccesso para a autnhdnde
policial. Os traficantes tinham ennvencionado com
ros escraiot de urna fazenda para fogir com el-
los. Estes liiigir.-ini^omvir, marcaram e hora e 11-
nAo poderemos 1er am bom foluro ; mas creio que o estado das reparlir-Ses scaes que arrecademos di
if or
beapar.
mCpe*
S. Exc.Umbera se.acha contaminado do mesmo mal,
e a prova est nos sem propriot actos.
A alfandega da corle, por exemplo, ja tinha ama
legiao de empregados que Jitviain feilo todo o ser-
?IjO ntennos de maior arrecadacio ; uio obstante
lelo porem, o nohre ministro leinbrou-se de augmen-
tar o sea pessoal, e assim o fez !
Ora, o presente, e para S. Exc, islo he muilo
bom, porque faz erescer a tai clienlella, e adquirir
novo adeptos que o applaadam ; mas deve lembrar-
- te que o homem publico nao vive s para o dia de
heje, vive tambem para o futuro, que o tem de Jul-
gar, e que por certo Ihe nAo perdoar o haver sa-
crifleado a interesses passagelros o bem estar das ge-
ra^oes vindouras.
Al verdades que acabo de enutttiir, Sr. presiden-
te, 03o escaparam penetrarlo do Sr. conde Pon-
thoz, pois qae em tas obra tabre o budjet do Brasil,
lastima a lendenda do nosso governo para esgoter os
recurtos nacionaet...
O Sr. Sera:Qfpnro a mim a melhor coesa
que elle diz, he sarabanda que passa aos magis-
trada. 4
O SrBrando :... pois, cumpre que not op-
ponhamos a islo, uos qne representamos ot Interce-
es conectivos di sociedade, que somos os eleltos da
narAo, e sobre quem peta a tremenda rnpqnsabili-
dade do seo futuro...
OSr. Hjtm de Olivrira :O mil he da cmara,
e na do governo.
O Sr. Brandan :Se no principio de toda e qual-
qtter seesAo legislativa o ministro da fazenda apre-
sentaise cmara orna minaciosa explicarn do es-
tado da nossa divida, e dos encargos que nessa poca
petastem sobreo thesouro, com as cifras respectivas,
eslou bem persuadido que ella nao serla Uro dcil em
approvar tantas pensoes e aposentaJorias como ap-
prbva.^Apoiados.) -..
Vota-te em gcral urna ptnsao ou ama aposenlado-
ria, entendendu-se que no grande ocano do Ihesoo-
) publico nenham vallo laz a despezi que se appro-
* ne entinto nao te lembram 01 qoe aim pro-
:edem que o paiz ja se acha mais que muilo com-
prometlidn...
ulra, Rocha ; Agora vamos melho-
mile, porque se acabou com o escrutinio se-
Pau Barreto :E saber quem vota.
Augusto de Oiiteira :O erro est na ca-
O Sr. Brandao:O erro principia pelo governo,
qoe he quem concede a pensao na maior parle dos
casos indebidamente ; a cmara o contina ; ambos
pols sao co-rcos.
Proseguindo porem, Sr. presidente, nat minhas
reflexoes, emendo qoe no nobre presidente do coh-
teJI *mjflp fazer eeonemias, como o estado do
peta recta,' as podia fazer...
tnreoz :Mostr em que verbas.
1 Sr. Brandia :En apontarei.
maraphia Narional. Principiando por esta
tar. presidente ; considero que ella lie on'ero-
sa, i^acsmo intil...
" Sr. Prndenle do Conselho :Provavelmenle
nao examimiu e negocio.
O Sr. Brandao ; Hostrar-lhe-hei qne exa-
minei
Vejo, senliores,qn; tomos ama Ivpogrnprlia qne,
segando me informam, cusloo 10:0rJ08UO0, que
toda os anuos consignamos no ornamento para ella
a quantia de 50:0008, e qne entretanto t o nobre
ministro da fatenda, lalvez pelo longt habito da vi-
fe publica, fra quem mandara imprimir all o seu
tatorio Todos os demais recorrern a typogra-'
phias particulares...
O sr. F. Octatiano:Mas lodos os documentos
foram impressona lypographia Nacional.
9 Sr. frandilo :... nao obstante existir urna
portara do governo mandando que todos os acia
do poder executivD e legislativo Mjaiti impressos na
lypographia nacional '. Ora, dado este Tacto, n8o
me parece que haja economa em conlhnarmos a
votar para urna tal consisuac,ao.
O Sr. Presidente do Conselho :Agora vj-.i a
receila.
O Sr. Branic/o:l. irei, por agora petfnilta-me
"qae continu no terreho em que me acho.
Tenho, Sr. presidente, perguntado a diversos
por qoe motivo os trahalhos* de Miiadn e do poder
xecolivo nao ttn impressos 113 lypographia Nacio-
< E ate hoje n9p se me tem dado urna razio sa-
zeram cnmmunicarAo a seus senliores. Chegadi
occasiao^roybjadores erou>arjos puzeram-se cami-
nh, qmMT, forr. p. ~ca apparceu. Travon-se
relatoes, reliraudo cada qual um cmbale em que fit Ja ferido um soldado e al-
as notas trocada, duranteios dez dias decorridos da BOBCladroa. que lendo feilo alvo 110 commandanle
dala do decreto coulra a imprensa. Utfetwlla, o^eVeate Beaman'.''o' coqseguirem'fi-
na noite de 22 enrreu anida que a ordem publica ri-lo. OsladrSa eslao em pergi de vida,
eslava amelada, e qne a pretexto de urna serena* Malaajfe oltimamenle em Piracicaba a um Jos
te haviam de far assuadas e pedir a queda do go- VctoritBo, e em Mogimirim a um Portuguez Ma-
verno. O presidente mandn reunir algomas fatS-as
na casa do Forte, mas a noite passou-ee Iraniui'lla
noel Anlonln Mendes. Este receben dnas balas, e
licoa ao desempaco no sen cafez! loda urna noite.
llouve urna tentativa de morte em I ni, la para 01
fca i nos de Capivary.
. Audros-I.araas j>ilgou dever Ja> s o que rae vera das villas do ipletior.
'"T~- Falla-seja em chapa provincial. Seria um
campo largo para eu encher-lhe duas paginas.
passou-ee tranquil
Lata politicn ala |declara;As
IMiitora. A camtrVa creio que ter observado que
os projeclos e resnlnc.5 vmdos do senado e a Ira-
balhos do poder exerntivo nAo sao impressos na ly-
pographia Nacional, mas era typographias particu-
lares, rujos dona tem duvida nao os imprimem sem
um pagamento, e eulretanto lema urna lypographia
Nacional, e tema asi portara.
Eslou persuadida qne a relaloria dos outros mi-
nisterros, alguns dos quaes sao bem volrnosos, como
O da juslija ; que mesmo o d repartirlo das obras
plrbticas, qne tambem foi impresso em umatvpo-
gfaphii parttrular, deviam ter cnstado grandniom-
mis, enestevaso nlo posto deixar de pergunlar 10
nobre ministro da fazenda por que rato nAo obtloo
a urna tal deepezi t Se a lyWfraphia Nacional nao
pode imprimir a acta do pflEr execulivo, do lea-
do,' e a rotatoria da tiobret Hinstros melhor sera
qae se acabe com ella, que te Mulle urna verba
fiara a iinoreaaaa dcases acia, eslabelecda a concur-
rencia, deaa forma aproveilarama melhor a
100:0009 iraVcilio all empalada, e poupareaaw
por raeio da concurrencia grande parle da despea
que actualmente M ra.
Eis atan economi,-. qae eu repale aceiUvel, e eo-
roo cala nimias oulret.
Diz porem o nohre ministro da fjzenda que se
'yoograika Nacional faz de|dwpeza 00:080. lem
lambem aafcreila de igual queolia. Poas bem teja
asaim ; ma. perganu, onde al juro do capital
empregado Bala lyaograpla ? Se eMi rende tanto
quaalo despende, do que nos'serve (arma all em-
patada 100:000, lem disto gaitarma toda a
annos .tOOOO, e mait a importancia da relaloria
' ilairt. ministra V Me parece, repite, qae Mea mai
loavavel economa snpprrmr wmelhante verba, e dar
oulra direccAe a este ramo do servieo publico.
Patsando adiante, Sr. preaidenle, direi qne nao
pada deixar de contristar-m quando ouvi o nobre
inioisfro ilir.er honiem ern respusta ao honrado de
pelado pela provincia da Babia, qae jalgava in-
dispensavel o augmento do pessoal do thesouro pa-
' Mico !
O Sr. Prndente do Conielho :Nao chegnei n
etee tpico.
O Sr. Brandao :V. Exc. diste alguma eeosa a
ente retpeito.
O Sr. Presidente do Conselho :Nao, senhor ;
nao live lempo para cliegar a esse tpico, porque a
hora eslava dada.
O Si: Brandan :finlfio o dase em um aparte
quando falUva aquel le honrada deparado ; mas, sa-
ja cerno or, o oaso lie que V. Etc. tem a idea de
ugmoniar a petaoat do Hieaouro.
O Sr. l'rsuenti: io Cansellu:Tenho.
O Sr. Brandio:Eu uto potasio conheeimentos
eapeeiau i respailo de.su repartirs ; isas lenho ra-
cAo e pnsso raciocinar.
O Sr. Presidente do Consellio :Iso 11A0 hasta.
O Sr. Brandao :Uniendo que augmentar o pat-
~al do Ihevoare, eom n despezn qoe elle ja laz ae-
ntei, a mesmo contra m previeoes da lei, a ato
1 que fez a reforma dees reparticSo, e qae
jet com o pessoal qoe ora exilie...
.^residente do C-mietho:Pelo contrario ,
i-aWat+. e o numero da empregados nao es-
fltaad definil vameale.
0 Sr- fran^g^^mmmdo, digo eu, qt fazer
itlo, importa o toeimo que lo taber apreciar a naav
ta sltuasAo, equer.-r aggruva-la cada vez mata.
Par ate asado o mal do funccioualiirno ir ero
JtalMa*"1"
Ifilos de importarlo e exportar^Ao. He extraordi-
nario que lendo-se augmenta lo 01 ordenados dos
empregadoa do thesouro em urna proporcAo que mos-
tra nAo pequea liberalidade, se conservera os das
alfandegas com venciinenlos que necessariameiile os
devem redutir a urna cpndirao tristisisma.tlm guar-
da com 4oOS de ordenado, obrigado a um Irabalho
aturado, e que demanda esfor^os corp raes e boas
qualidades cvicas, no estado em que actualmente
te acham as subsistencias, he com effeilo urna ca-
lamida.de 1 E no entanto he pelas mos |desse
goarda que passa a maior parle das rendas das
alfandegas; he essa especie de empregada que
ata encarregada de zelar, de vigiar para qu- a con-
trabandos se 11A0 faci ; sao elles que a qoererem
prevaricar, o poderiam faxtt mait do qne qualquer
oulro empregado publico.
Melhorar poit a sua cuodirAo seria om acto-r^e
verdadeira ju-lic, de boa administrar,1o ; islo he o
que devia o nobre ministro fazer, e nao augmentar
o funccionalismo como pretendo.
Sr. presidente, vou concluir as minhas observa-
efles pedindo ao nobre ministro da fazenda nma re-
pararan, um arto reclamado pelo dever da honra,
llouve na minha provincia um empregado na repar-
tirlo da alfandega que desenvolvi no seu emprego
loda a aelividade, que servia como pode bem servir
am bom empregado publico no Brasil, que, alera da
assidoidade eftelo no cumprimenlu das obrigac,det a
sen cargo, tinha serviros anteriores qoe deviam me-
recer loda a atlenr;Au do governo. Esse empregado
leve a iafelicidade de querer tur zedoso com digni-
dad incorreu no desagrado da agenta de uraa
poleneia^eslraugeira, e adquiri ase desagrado no
cumpritento dos mus deveres. As questOet que
se suscitaran) por occasio da liscalisacin a bordo de
alguns nevia inglezes vieram lerao governo impe-
rial ; e este, como jconsla das olas do Sr. ministro
dos negocios eslrangiros daquella poca, que enlAo
era o Sr. marquez de Olinda, respondendo ao ple-
nipotenciario da tii.la-Brtlanha, recunheceu que
aquelU? empregado havia bem procedido, havia de-
Mnipeiihadosnas obriaaroes, havia te portado digna-
mente na conflictos que s deram ; mas tem em-
Harto disso o damillio!!!
Dada a demissAo. ase empregado cheie de honra
e de servida recorren ao mesmo governo para que
o mandas-e responsabilisar, alim de que lieasse des-
vanecida na opiniAo publica qualqoei impressAo que
por ventura pudesse resallar da sua demissAo. Al
hoje porm esse requerimenlo jaz na pasta do Sr.
ministro da fazenda 1!
Pero pois ao nohre ministro que examine esa ne-
gocio, que atienda suppltca daquelle prestante
citadao. Enlendoque o governo ata no seu direi-
to demiltindo a qualquer dos empregada qne sao de
mera conli Hija ; mas nAo Concordo que elle possa
laucar o draar sobre a .conducta de um homem que
lem vivido com dignidade, e qae lem direito t Mr
bem considerado. Kequerendo o empregado demit-
Inlo um processo para averiguacAodo seu compor-
lamenlo, o governo nao se pode negar a isto : se se
nrga, he injusto, nao lem cnnseiencia de sua nobre
missAo ; 1 vida inleira de um homem, seus serviros.
ua dedicaran lem muilo valor, e par isto no se Ihe
pode negar que elle os reivindique.
O empregado de que fallo he o Sr. major Floren-
cio Jote i.arneiro Monreiro ; era ajudanle do guarda
mor da alfandega do Hecife ; foi demetlido, reque-
reu ao governo como disae, para qoe mandasM in-
vestigar o seu procedimento pela meios regulares,
e reparasse a.injustica que Ihe fez; porm at hoje
nAo foi despachado o seu requerimenlo...
OSr. Taques:Se era empregado de confianza
nao precisava de processo ; a demisso era ad ;iu-
fni.
O Sr. BrandSo:Pois pode-se negar a am em-
pregado qualquer que soffre urna demissAo, a qual
pode ser interpretad de urna maneira desravoravl,
pdese negar digo, o direilo de requerer aue se Ihe
mande formar um procaso, e indagar da sua con-
ducta ? Nao vimo no Rio de Janeiro dar-e um fac-
i desta ordem NAo foi demitlido um chele de po-
lica ha 4 ou ti annos, e depoij da demissAo nao re-
queren elle que o governo o mandaste procesaar ? E
ala tapplica nAo foi allendida 1 Pois t com o Sr.
major Florencio he que se ha de proceder de oulra
forma ? Diga o nobre depulado que o governo sabe
o papel que reprrsentou nesse negocio, e que' por is-
so recua dianle de qualquer investigarAo que seja
solicitada pela victima da prepotencia btitannica.
Co ale pedido concluoo men discurso, Sr. pre-
sidente, agradecendu cmara e a V. Exc. a indili-
gencia e bondade com qoe me ouviram.
Vozes :Muito bem, muilo bem.
O Sr. Coneijo Leal oblendo a palavra pela ordem
requer o encerramente dala discussao. Approvido
ale requerimenlo procede-se votacAo, a sAo ap-
provadat todas as verbas do ornamento da despeza do
ministerio da fazenda.
Orcamento da receila.
O Sr. Ferraz silisfaz-se corajfet resposlat dada
pelo Sr. presidente do conselho a algumat dat tuas
pergunlas e contesta outrat. Faz algumas observa-
rles sobre o meto circolanle, especialmente acarea
da rolla de notas de mil reis para troca a declara
qaa em ntguns pontos da provincia daajgMa as Iran-
tes te fazem publicamente com m Ha inetade
falsa,metade verdadeira, e qoe as aajrtridada pouco
ou nada se importam com emelhanie eMfMalo.
A -HscnssAo fica adiada pela hora, e Wtantaae a
sessao.
e sem novidi.de.
O Comercio del
que o pai do Sr.
fazer :
n Sr. redactor do Comercio del Plata.
Pelos peridica que vi no Rio de Janeiro, o por
alguns que ora leio, vejo que meu filhu D. Andrs-
Lamas he acensado de iimbicAo, e apresentado como
aspirante presidencia da repblica. -
a As opinin e os actos poltico-, rio meu lillio D.
Andrs sao ut, hoje, coma serepre o forarri ; mas
conher;o intimamente suas iolelicAa, I posso asse-
surar a lodo o paiz que meu citado illho profasa e
sustenta opinies conscieiiciiisas. que at paro da
ambicio que m Ihe supp>e a tal poni, que repelle
e repellir a candidaluta. presidencia da repblica.
A ambicio de meu filho 1). Andrs-Lamas he
que reorganse o paiz, que para isso se unao os bous
Orienlaa. e que Ihe Mja permittido viver em paz
nala sua Ierra que lauta ama, e qual lem servido
com dedicacao.
a Se alguma recompensa ambiciona he o apreso
de seus compatriota e o olvido das pesadas luus
e dos pssados rancora.
n Trnnquiliistru-se os aspirantes presidencia .
nem meu. filha, nem eu, a preleudemus para na
nem para nenhum da nossa.
* O povode Montevideo sabe que son rtamcm ver-
dadeiro.
Luiz Lamas.
a Montevideo, 22 de agosto.
Como bem distemos no camero dale artigo, a
qucsiao su-citada pelo decreto do dia 10 foi tambero
diplumatica, ou, fallando com mais acert, foi leva-
da absolutamente para o terreno da diplomacia. J.i
vimos os noiiies dos ministros ,brasileiro, inglez e
francez envolvidos as negocacun que tiveram lu-
gar al o da 20. Mas ia-ns esquecendo o do minis-
tro hespanhol, o Sr. Jarynlho Alblstur, que por al-
gumas expressfies do Sr. Canillo e Madero no Co-
mercio del Plata era lambem apontado como desap-
provador do arlo do presidente Flores. O Sr. Al-
bistur no din 17 publicou urna correspondencia no
rVacional salvando a sua posicAo de neutralidade,
como quem se havia abstido completamente de emil-
tir jnit sobro a queslAn.
No dia 15 o Sr Maillefer, encarregada dot nego-
cios da Franja, alm de ler mandado celebrar um
Te-Deum por ter o dia da fesla do imperador Napo-
leAo, den um baile a qne assiatiram o pretidenle da
repblica, teus ministros, o corpo diplomtico e fa-
milias importantes.
(^coronel D. Francisco Tajes, chamado no dia 20
ao despacho do presidente, sabio dnm com otxlern
de prisAn, e aleve por mela hora delido no qillrlel
da arli Ihnria. O objeclo da conferencia e motivo da
prisAo nAo foram clareados pela imprenta.
As noticias de Buenos-Ayres vAoal odia 21.
Houve all algons receiot de perturbarlo da ordem
publica. O governo porem lomou logo-as providen-
cias necesarias para auyyaaatftaaUauo reslo do fer-
enlo deixado pelos atnbiern Lilqnizeram
a oolra vez alterar a paz. Pela qui te vC das fo-
Freguez
Roa dasGruzes,
pateo do Collegio,
Crespo, Larangeiras,
. Mas
nio quero dizer-lhe alguma asneira. A materia "ca-
rece de aludo, a s pelo protimo correio lha lo-
carei.
O que he bem certo he que nAo se f.ir ale orino
chapa de qnttro dnzias, como chamaram iqui da
legislatura pastada.
Onsla-reia,qne militas inlluencia da collegiado
interior saapreienlarAo na capital, quando, estiver
de yolta a iapntarAo de S. Paulo, para combinar.
Este negaeto deve ser feilo com audiencia de lodot
que devereaf ter votos na materia, para qae nio M
fajam inclua&a meramente de favor.
Cumpre qae tejam attendidos toda os municipios
do interior, e qae na te enxertem nomei que nio
revelem servieet rruWicos ou inteligencia. Ao
contrario a homens do interior nao atarlo dma-
los a servir de manivella.
Hoje a opiniAn publica deve ser consaltada nesle
grande assuBplo, a quadra nAo he de impusires, e
hi para o caait-o ja m nAo recebe chapa feilas sob
condirea.itlcariaes. Veremos o que llavera para re-
ferir-lhe.
Aliaal, aras Direiln, podra de escndalo da
ullima quadra, pois que era um canal improprio,
quan.ln se ova fallar em rholerina.val ser reparada.
Ja era lampar meus charos. Se oulra considera-
cao nAo hasta, alten la-se que he a ra aristocrtica.
Tem dous bardal, um secretario do governo, nm
commandanle apperior, e o que he man, um em-
prezano-mr, viuvas ricat e proprielarios. Hei de
bater com atas ideas, para ver se attim a obra vai
com presta, e se extingue o canal.
Com os boala da epidemia e mesmo com a
pabiicocAo de um acto governattvo que insta pelo
recrulamentn proporcional, ot vivera tubiram an-
da um pouco. Pobre Ihrsuuraria Quando le da-
r3o um pontap para acla-se a que lens direito!
Daqui a pinteo nAo llavera quem queira avistar al-
garisma-. Ocaso be que S. Paulo ala ficando lAo
caro como a Kto de Janeiro. Em alguns .issump-
ta ja he.
At o Jasphina.
(Carta particular.)
'Jornaldo Commercio do Rio.)
indo reconriliar-se de sua parle pelo passado etque-
ciinenlo a que fra condemuada a me-ma.
I m sinislro leve lugar 11.1 larde de hoje 15 do cor-
rele. Estando Tazando exercicio de fogo no lugar
de Sanio Am iro o segunda batalho de fuzileiros,
succedeu que, ao disparar om soldado a sua arma,
rebenlaase o cano desta, coja estilhaco- feriram a
cinco pesioas, inclusiva om olllcinl, que nos ditera
achar-se gravemente enfermo.
Fallecerara esta semana 99 pettoai, sendo : livra,
\ homem, 10 mulhera e 9 prvulo* ; e eteravot, 3
homens, 2 mulheres a I prvulo.
Rendeua alfandega 912:ti45611
lllm. Eim. Sr. Tenho a honra da passar s rolo
de V. Etc. o prsenle relatorio. em que designo o
servieo da limpeza dat mai dttta eidade, feilo sob
minha dinccAa, o coular do dia primeiro seis
corren I" ni /. Tem-se conllnaado n aceiar as segui
tai mas, e Iravestsas etc. j.i meucionadas
precedentes relaloria.
Freguezia de S. Frei Pedro Gon$ilves
Ruada Lipa, Codornii, Moeda, Tanorroa', Forte
do Mallos, ra do Amoriro, becco do Canpelln, Qua-
resuia. Burgos, ra da Guia, Cruz, ApefXo, Iravessa
do Porto das canoas, becco da Lama, da, Boias, do
Bom Jesu-, ('.halan/. MiudlnhaSw mento, da Senzala Velha, N#fa, l'rara do Corpo
Sanio. ^r
[L>4anto Antonio.
ivetsa do mamo nome, ra e
e travessa da Odeia, ra do
. paleo do Livramento, Praci-
nha do mesmo nome, ra do Calinga, Praja da U-
niao, Iravessa do Pette Frito, ra do Queimado,
Trincheiras, Roda, Praja do capim, Iravessa do Ca-
labozo. Carmo Velho, ru de Sanio Amaro. Cara-
boa do Carmo, ra estreita do Rosario, das Flora,
Quarteis, ra larga do Rosario, becco do Padre.
Freguezia de S. Jos.
Ra Augusta, travesa do Dique, ra dos Marty-
rios e oulras.
Freguezia da Boa-Visla.
Pra$a da Boa-Vista, Iravessa da ra da Onecido,
Tambi, paleo n ra da lamia Crnz, dilt da Ca'xa
d'Agua, Ribeira, travesa efe mesma.rua da-Alegria,
dila da Mangueira, Artgao, Ponte VelnTa Coe-
Ihas.
Continuase a aterrar as ruat d'llortrs e do Fogo
e lambem a areiar oulras nos Ingara baixos, assim
como a remover eutulha.
Fiz entupir com areia a cacimba de urna cata ca-
hida na travessa do I.bolo.
Mandei areiar am quintal pertencente a eas.i n
12 na Iravessa do Dique.
Continua-se lambem a aterrar a grande cov.v
qne existe na Soledade no meio da estrada no lugar
denominado Caminho Novo, o que ja roencionei em
mea precedente relatorio Fez-se o servido com cin-
coenla e cinco trabalhadores, ncluindo os aponta-
ilores, continuando a ser incerlo o numero diario
dos primeiro-, eomo fica demonstrado as fulhas das
ferias das quatro freguezias, na importancia de rs.
1723160. Pagamenlo das carme, is que trabalharam
diariamente as freguezias de Sanio Antonio e S.
RE
trFE
PPAMBUCO.
D aWlVfla\aWraV *
O vapor francez Flambaut, chegado honlem do
Rio da Prala, troaxe-na noticia de Montevideo al
25 de agosto, e de Buenos- A y res at 21.
Km Montevideo a questAo que oceupava a alten-
ro do governe, da diplomacia. dajatpreiisa e dot
grupa era ainda a mama de qoe ama noticia no
dia 28 do passado. O decreto do preaidenle Flores,
de 10 daquelle mei, exigindo aulorisarAa previa e
ruucao para os jorris e prolnbindo a publicarlo da
Libertad, ae s,e era redactor em chefeo Sr. Muoz,
foi considerado como nma medida violenta e de lins
ainitlrot, embora sua disposices livessem sido ap-
provadas pela rommitsao permanente do poder la-
gislalivo. O Comercio ste Plata em diversa ar-
ligos refere-se opiiiAo palluca qoe se proniidcira
abertamente contra temelhante medida, e diz que
um evees-o de prudencia obstou a que apparecessem
algumas aceas tristes. Este modo de encarar a si-
tuaran he lachada deparcial ede exagerado pelo Na-
cional, raja imparrialidada nesle ponto l>e lo sus-
peita cerno a da primeiro folln, visto qoe t.imaram
a dous ladaexlrema da polilica, ullra-governit-
rr.o, e opposi^Ao a lodo o transe.
Em am incidente, porem, se achavam de acord
todas as follias : davam a entender que o ministro
brasileira nAo approvon o decreta contra a imprensa;
algumas correspondencias diziain mamo, mas sem
canhade veracnlade, que eUe fez apromplar a divi-
san imperial para sahir do territorio da repblica ao
primeiro signal. Trocaram-se aienmas Bota, que a
jsiroaes nao pubbaram, enlreaqaelle minislroe o pre-
sidente I-lora, uoles que este ultimo considerou co-
mo ofleiMivas dy mutuas rrlaro de ,-imizade. As-
tim, convocando urna reuniao de pessoal importan-
tes no peca de governo o dia 21, Flora (diz o Na-
cional cora um toro altsneiro ) manifestou rcu-
mo ata urnas considerares sobre a atlianra brasi-
leira, ou propriamente sobre o desrio que de ha
pouco lempo a esta parle se notara no agente impe-
rial, quanto ao apoto q\ie de/to tinha o gorerno di-
reito a esperar. 1, O Nacional si anda qae sobre
ale poni fatlaram a Srs. I)r. Antuoae oulros, mas
nao um refere a qne easserani.
O Comercio del Piala, dando noticia desta reu-
niae, diz:
O objeclo priucipal detla reoniao era, segando
teuaf ouvido t araata panoli, que n cidadaos con-
- -- .-* ......
ment deixado pelos ambicias qaa j
rrar n paz. Pele qui se l.
Ihast a opiniln publica, acompanha o governo. 1
qaalquer tentativa illegal de ilesordem eneontrJrJ
raislencia immediala nos e-pirltos a nA forca geraf
da populacho. <*
A causa dos receios fui a aagninle :
O governo teve aviso de qTO general Flores,
acompanhado de 22 chefa e ofllciaes ilwia desera-
barcar em Sanio Izidro coro alguma gente ; qoe ao
mamo lempo se Ihe renniriam duas partidas, no
Hueco de Capelas e San Jos de Flora, com o Am
deapoiar aquello desembarque ; que no plano dos
revolucionaria entreva safar a presos da cada.
O governo mandn logo o general liorna a- San-
io Iiidro com alguma gentee o commandanle Sole-
to, ondeVttiveram de vigia. 'Nenhama no vida le
perceberaro. Prendeu se um irmAo da lleneslrosa
em eomptnhla de um celebre mashorquero.
O governo 1 presentan um projeclo ti cmara pe-
dindo aalorisacAo para abolir o direilo de lonelagem
as emnarcaces que chegnrem a Buenos-Avra
viudas do alio mar, seja qual for o pavilhAo de' 31
de dezembro em dianle. Apresenloo igualmente
projecla de papel reliado, de patentes de contribu -
?ao directa e ile lei de alfandega para ,nB0 qae
entra. "^
Na l'nivprsidaile de Bnena-Ayres, por decreto
de 11. erearam-se as seguintes radelras com o liltf-
lo rte nggregadas : de direito constitucional, de di-
reito administrativo, de direito mililar, de medicina
legal, de lillcralura anliga, de Iliterata ha-
panhola e patria, de historia anliga e da ida-
de media, de historia mjeme e contempornea,
de buenas grega, allemaa e he-panhula, de geogra-
phia c desenlio. J
A imprensa de Buenjs-Ayres dedaron-se unani-
mimente contra as medidas do presidente da Rep-
blica Oriental. A Ordem diamou ao decreto de 10
de acato medida de injutlificavel violencia.
O ministro de Franca, o Sr. Lemoiuc, solemni-
sou lambem rom um jaular o nome de sen monar-
cha. Os jornaa elosiam as maneiras delicadas e fi-
nas do Sr. e da Sra. Lemoine.
Dizia-se qae o Sr. D. Juan Pena ria em urna mis-
sAo apecial ao Paran. Isto porem nAo passava de
boato.
Doas sociedades Iralavam da con-lmccao de vapo-
ra, urna para a navegaran do Paran e mus aluu-
enle-, e a nutra para a do Rosario.
Coiiliuuavam as invascies de india chilena contra
a pova da Palagonia.
No senado apresentara-M um projeclo de lei de-
clarando porli.s francos a da Bahia-Braura^e da
villa del Carmen da Palagonia para a uavia mer-
cantes de Indas as bandeiras, e oulro aulorinando o
governo a conceder terreno naquellet lagares ai fa-
milias narionaes ou eslrangeiras que 01 prelenderem
povoar.
De Corrientes diz o Nacional de Buena-Ayret do
dia 10 que corran) noticia bastante graves obre e
estado daquella provincia. Di/ja-se que os Virata-
ra linhain eido chamados pelo governador Pujol
para que o ajudassem a ustentar-se contra nma re-
V0I115A0 do povo e da mililara.
Na mama folba se enconlra a seguinte carta n-
cripta da Paran por pettoa que M entende com o
general L'rqniza a oulra que se entende com o go-
verno de Buenos-Ayre :
nossas lelaci's com lisjenos-Ayrrs, preduzio una
agradavel sensacAo, nao s no ajiiina do general Ur-
quiza, romo no do todot os qne auhelam a proinpla
recon-lrucrao da grande familia argentina.
a Eu creio que hoje, mais do que nunca, ia ap-
proxima o momenlo de lenta-la. Conheco as itiey-
posiea que ha de parte a parle, e posso sem temor
aventurar que este gabinete recebera com gosto o
commissario que nos mande Buenos-*.yret. .
* De um mmenlo a oulro esperamos o general
Unido, com cuja chegadi deve operar-se urna inu-
danca no pessoal do ministerio, que nada menos se-
ra do-que vanlajoso queslo primordial que se vai
em breve tratar.
a Conheco lambem as vistas do genertl a esle res-
peilo, e posso assegurar que m se raolver a lomar
um assenlo no Cpngresso, para onde foi eleilo, ou
para o ministerio da guerra, para nudo sem breve-
mente nomeado. fa-lo-ha com iitengAo decidida de
Irabalhar para o engrandecinfenlo c umdade de sua
patria, n
fCorreio Mercantil do Rio.)
'.....
S. PAULO.
11 de agosto.
Tem dada que entender a coinervacAo do Dr.
Rodrigues d ,sSanios nala eidade, regendo tranquil-
lamente sua cadeira de direito civil,quando Se pri-
meiro snpplente da depularo cral. c hn muilo de-
via ter lomado assenlo em lugar do Dr. Pereira Jor-
ge, em vez do Dr. M.iriim que he lerreiro. Agora
eom a retirada dos Srs. ronselheiro C. de Campas,
Dr. Lima, e Hypoliio, qae vieram pelo Josephina.
temerosos das choteras, ainda maior espajo m abri
pira lodo- os tnpplentes, ebem padian ir tomar os-
sento o brigadeiro Tobia qae he o segando, o Dr.
Brotero qoe he o quarto, etc.; e mar, se a tvnin a
impassibilidade do Dr. R. da Santa.
Maila prcleodem Mndntn tea IrnraobilWsde por
15 DE SETEMBKO DE 18554
A'S 6 HORAS DA TARDE.
. RETROSPECtO SEMANAL
Cetegou da partos do norte, no dia 11 do correte
o vapor Tocantins, pelo qual Ovemos noticia de
que as provincias date lado ficavam em plena tran-
quillidade. e que no Par o lerrivel flagello que o
acaula va tinha quasi desapparecido, fazendo-se ape-
nas sentir ero alanos pontos do interior coufmanta
com o Maraiihao ; lendo-se eom ludoahi aprsenla-
do ym ura carcter henaray,. poupando atsim da
morle a maior parte dos qne erara accommeltlda.
Na provincia do Amazonas tambem sa desenvolveu
aquello mal; felizmente parara os seus habitantes
poderam escapar-lhe por meiJ de sangras dadas aa
que iam sendo affecla ios, e date modo nunliuin et-
trago cania aquella provincia.
Trouxe-na o Tocantins a laraenlavel noticia de
lerem fallecido os presidentes do MaranhAo e Piao-
hy, cojas morta foram bastantemente sanlidat na-
quellat provincial. O MaranhAo chorava com r-
rAo a perda de seu zeloso administrador o Sr. Dr.
E. Olympio Machado, o qual dirigindo os dmlinos
'aquella nroviocia por quatro annos, podera oeste
lerna realisar nigunt melhoramenlos importantes
na mama provincia, licitando em consequeucia dis-
to aa bous Maranhensa urna memoria grala a
saii.lo-a.
O vapor do sul, que era aqui ancosamente es-
perado, chegoo lAo bem esta semana, ao dia 13, aa-
Uslazendo date modo aquelles .1 quera ana demora
i se tornava saiitivel. Entre as noticias mait in-
lerasanlaque nos tronxe o Imperador, contam-se o
encerramente das cmaras que tivera lugar no dia 4
do correte, e o ler paisado na caraira dos deputo-
dos, para er definitivamente convertido em lei, o
projeclo das incompatibilidades e eleir,oes por cir-
cuios ; medida esta enja importancia fora atsignalada
no dteurso da coroa. Foi na vardade, um comple-
to (riumpho alcaneado pelo governo, e que muito o
acredita por ler assim realisado urna grande idea
que de ha moilo germinara e cracera no,paiz.a coja
nacAo, pelo furor de aventuras e pela esperanza de
refugio e de minas preciosa!.
Hoja at forcat superabundantes da civilisacAo eu-
ropea, a sua sriencia, a Mas capitaes e agricultora
dirigem-se anda para a America do Sul, movidas
lambem peta avidez its inieresse, na pnr meio de
Urna invaso destruido ^ d'explori;6es mineira- ;
mas obildo pelas etpq icAat de asiociacOe- indut-
Iriaa e pelo Irabalho a.,'icola que bnaeam > emi-
granta ; em vez da conquista brutal do territorio,
da expuliao da seui naturaet Irazem a Iransplanla-
CAa di industria, o dcsenvolvimenla-do nosso Ira-
balho nacional, a tambera o poderoto instrumento
com que a civilisac.Au moderna triumpha do lempo
a do eipijo, estas gramlet barreirat da aelividade
humana.
do o periodo da exploradlo porlagneza, qua-
a vida a deienvnlvimenlo do Brasil conoen-
-te no su litoral. Hoja que ah j te val no-
do 01 affeila conhecidot dai grandes poroajOBi
aglomeraasqueremos devassar o interior e pro-
venir o recorto qne offereccm as nasas solidSes re-
motas, para melhoramenlo das fortunas e para in-
trodcelo de rajas industriosas.Ot vapores calei-
ra, fluviaeselerrestra nos prestara osea auxilio ci-
vilisador com lodo o seu deslumhrante cortejo de
vanlagtni econmicas, maraes e meiaa. lima
nova era esta, puit, inaugurada: nao devenios esmo-
recer, nem descancar na emprez:i !
______ C.
Discurso que no dia 7 do crrenle, por occasi&o da
installarao do Gijmnasio Provincial de Pernam-
buco, pronunciou o bacharel formado em direilo
A. R. de Torre* Bandcira, prafessor de lingua
franceza do mesmo instituto. (*)
Senhora:
No dia em que reunidos debaixo'de ama s idea,
de um pensamento commum, solemnisama coro to-
da a for;a de enlhusiasmo a perpetua e sempre agra-
davel memoria da1 nossa emancipado poltica, he
certo qae um brilhante espectculo se na abra
diante da olha, e o espirito dilatando-te pela vasta
amplidAo de urna scem grandiosa a encantadora en-
conlra de bra motiva que Ihe excitem nao simien-
te o prazer, mas ainda urna admiracAo profunda.
Filha de urna trra que vira qWe os piimeiros mo-
mentos de sua existencia eslenf(fc-se-llie n germeo
de um prodigioso desenvolvimenYo em todos os qua-
dra da nalnreza physica, nucidos toba influencia
benigna de urna atmesphera pura e vivificadora,
nAo podemos contemplar como espectadores indif-
erente! a renovacaa successiva dessa poca impor-
tante para a nasa historia, que flxa tambem o pon
to d'onde partir, com a nacionalidade que adquiri-
mos, o nosso inlellectual adi.iulamenlo e progra-o.
He tob a irapressAo de laes senlimenta que eu folgo
de partilhar hoje comvaco as docaras dale festejo
eminentemente nacional, e de unir a minha voz
este concert unnime de exprestes e afleclos lio
intima e arrebatadora, ese esta harmona de pen-
sar e do sentir de lodos tem para mim am valor ina-
preciavel, nAo o tem menos a idea de que vindes
boje concorrer ignalmenie-para a solemne inauga-
guracAo de nm atabelecimenlo Iliterario e tcienti-
dedicar;ao em prol detla porcao do imperio, que Uo
jndiciotamante adminilrais, e cajos melhoramen-
los de loda a apecie promoveit com lo aclarecido
palriolitmo. Sao ala os meas votos, lio etiat at
minhas convic^es.__
Ante-honlem 11 cinco hora, pouco mait ou ataa,
aa tarde, se dea urna grande cnlailroplie aa ampo
ae Santo Amaro, com o segundo balalhlo de iotan-
iam de primelra linba dala eidade, o qual aclian-
r.r",!m exertc"> rte'oo. aconleceo um toldado
Uro^'"',rmtcora,r"rlu<;os a disparando om
m.n.M .'i"" ,P'"8rda, qne ferio mortal-
^Chri.1",, .V" d me,mo nlbia Sr. GoMa-
dou, Id '." Bel0Bia.rt. daU, nm Sargento e
ra com muil. dignidade,' btavurT .
le.ras ; pejama a Dea que Ihe poup. y"3
Elogiossejamtambero dado, nata ceas loan bra-
vo edittinclo Sr. alfere. do raesmo b"f. hJo Ano^
n,o Marques de Sousa. que com lW,l ahe?"aCl
lo lem cuidado em seoeompanheiro. aeco mX-
na do bom coracAo do Sr. alteres Marque.. g
O espectador.
Foi lid. aqui cora reprovacSo enlre toda aue
seeslimam, urna correspondencia pubtieada n
beral Pernambucauo de U de .ga^^i .
tado, na qual nada man te nata do aue um --
de convicios lancados ao bacharel Jos iaria M
coso da Veiga Peaoa, juiz muoicipn e delertdri
dala comarca.
Quanlo a nos. eom tinceridade o disemos o wnli
ment que mait nos dominou ao lermos aquella I
sastrada correspondencia foi a diasco, par verrno.
maneira m-oiiio e brutal peUjLti te insulta a
authoriilade, que por tua niaKiTa, suas mioari
urbanas e zelu no cumprimenla de seos deveras
na-se recamendavel a eslima e-rapeitoda toda o
jo moral nao esliver inleiraineo'te estragado : 1
taiba o Sr. Dr. Moscos ser magistrado,
firmeza o que a lei Ihe proscrs^, e mostr
rior a estes intalla, na carleta <
largamente sobre quera Ih'o 1
Oaizeramos pon guardar o mais profui
acerca do que se conten V Mm, caraaoaatda
e. los motivos que I lie deram lug.r : quiefiroet
trega-i. .0 daprazo, ,.. Ao .era juVqn. "am-
ple a majediceneie, nem que por amor della toffr.
a repulacao de ura magiilrado como o 8r. 1* i
coso : porlaulo temos peiu mostrar que^tTaT
fo. Injuriado e insulta j0 UnCJroeie q '
urna de su.t atlribuicaje. de q. nao podVri.
e sera grande qu.bra de .u? rapalacS S. "
l.adu.fazeodo-.en.ceaariopar. o (ira qa,"
/"la "produzir ,qu,. 0 primeiro do. T
Ao lirado de 1
Jos 9OJ00Ona Boa-Vista 189000. Areia em prega- fico, dalinado ainda mais com > foco da en'ino se-
da nos lugares referidos 179920, ludo conforme as cundario dala provincia para a iniciado dos gran-
contas a presentallas pelos respectivos fornecedo- des principias de urna educarlo aecurada e metho-
ra. Es, o que tenho a honra de levar ao conheci-
menlo de V. Exc.
Dea guarde a V. Exc Recife 10 de Miembro de
1855lllm. eE*xm. Sr. Bario de Capibaribe, dig-
nissimo presidente da cmara municipal.Joio dos
Santos Porto, administrador da companhia de Ribei-
rinhos.Conforme.O -secretario, Manoel Ferreira
Actioli.
C0M.VIMC.1D0S.
Se o homem que com seus conheeimentos procu-
ra o bem da hnmani lade se faz credor do seu reco-
iihecimenln, qual nao deve Mr a recompensa daquel-
les que. desprezando a vida, com religioso herosmo
e levado pelos tenlimenlos verdadeiramenle (hris-
tAor va a tnecorrer a humanidade afflicla, que so
debate mi 1 lmenle contra as iras do contagio t A es-
ta espirita dedicada, a ceses homens farles para
os quaes a humanidade he tudo, etl raervado o
maissoherljo triumpho, que so pode ter bera com-
prehendi lo pelo cliristao a pelo rrenle.
Lendo nos o Correio Mercantil de 23 do passa-
do ahi vimos urna nieni;Ao honrosa do mordorao do
hospital da Santa Casa da Misericordia, dos servaos
prestados por alguns doulores e aldanla de me-
dicina, e entre estes livema ? satisfazlo de encon-
trar o nome do nosso amigo o Sr. Pedro Antonio
Cesar, estudante do 5. anuo da' -Faculdade de Me-
dicina da Baha.
Doladu de bastante intelligencia e de senlimenlos
extremamente christ-'o-, o naso amigo olereccu ao
governo a seus fracos servidos, na quadra de dao-
lacAncm que se arhava aquella provincia, e sendo
aceito o seu oflerecimenlo parlia para a eidade da
Cachoeira, onde em mu zel e disvello no tratamen-
lo da doonla foi tambera ferido pelo terrivel fla-
gello. Regrasando para a eidade da Baha alendo
a fortunad' l-iumpliar da peste, sem recelar a tor-
ta de qualro collegas, victimas do mal, vai oulra
vaz offerecer a servicias, Inda quor levar allivio aof
qae soflrern, ainda se raolve i sacrificar-se pela
humanidade! Tanta abnegacAo e desapega da vida,
lauto amor de randado em uina poca de fro egos-
mo e indiilVrenra, sAo dignos de maiores elogios e de
admiracAo de todos.
Nao he ala a primeira prova que o Sr. Pedro
Cewr d de qae teu corado-e abraza no mais ar-
denle amor do prximo ; ahi mesmo nessa eidade da
Baha, em o anno passado elle leve parle ueste feilo
de herosmo, que ja lemos em oulra occasiAo em o
Diariode Pernambuco.
Co^loe, pois, o nosso amigo a seguir o caminho
que wlrilli mil >. e a mostrar-se digno da conlian-
;a e eslima que tem merecido nessa momentos de
crise e nfllicc-10, qae sera islo a ceros cvica, que Ihe
ha de remunerar lAo valiosos tervica.
Soubemos,que o Exm. conselheiro Jote Bento da
Cnnha e Figueiredo requisilra ao presidente da
Babia a viuda para e-la eidade dos esladanles de
medicina filhos desta provincia. Fazema votos
Providencia pira que se malogre o objeclo da previ-
sao do solicito administrador deita provincia, e qae
a nos s fique o prazer de apraenlar ao nosso ami-
go as proras da sympalhias que sempre nos me-
receu.
Recife 15 de selembro de 1855.
A.
realisarAo he
com que o
de.seinpenhar O
ra que a nova
que com arii
a circuios B
conirariolerajeala
eihubaranle da fidelidade
un lem procurado sempre
raa que Iracra. Resta aga-
lle como he de aperar, e
isoqaeutes, deirando que
m livremenle, porque do
' a ordem de cousas somen-
le com um noefehrisma. Muito confiara na leal-
dade do.acteal gabinete, e por isso aafpemos qae
attim acontece.
O estado anitario do Kia de Janeiro conservara-
m sera alterarte notavel ; ao menas a mortalidade
all era a do eoslume ; o contrario disto, porm da-
va-se na Baa^oada a epidaaoia reinante era ainda
pertinar.eita.Wia mesmo em Mguns jionlos da pro-
vincia, c bem -daploravel he por rerlo a descriprAo
do estada daqstelta provincia, camo lerao visto'os
nossa leijam das carresrKraaflkias e arligot que
daiii leftanrantcriplo. TadaaV em algunt pontos,
como na .Cachoeira, pial havia eonsideravelmenle
declinado, lendo j para all regressado muitas pa-
tota que tinham emigrado para a capital e outros lu-
gares. O governo daquella provincia moslrava-te
solicito em contribuir por to los os raeio-a seu al-
cance pira minorar os effeitos do mal, c cerlamente
nio lem sido improficuas as suas diligencias. A epi-
demia all lirava a sua maior intensidade do ala-
do de desanimo e ifKjpria 1 que estava reduzida a
populacho, e a MlrtMaasAo devida com grande
parte os mus cstra^aMajaMalo lobre ludo para alra-
nhar o proceder tergiaffioao de algumas pessoas, quo
devendo apreeflf-M Vm firmeza, n occorrer s
neccttidadM do^fcenlo, pelo contrario s lem pro-
curado salvar uMnB. que aliual lem perdido no
meio do pezar ijft naWrlerem siejrflcado caridade
chritiaa, soecarMhdow nfelizes. Com ludo, ver-
tidelraa dedielees trm apparecido, e muitos
esle- individuos se lem morrido, levara ao menos a
consolarlo de lerem feilo o que a religido ensina, e
a raesmafconra acunselha.
Felizmente podemos ainda dizer qne at o pre-
sente estamos completamente isentodaquella epide-
mia, e que Ma eidade e loda a provincia se acha
as mais (aaize^ffcumslancias; entretanto o Exm.
presidente armad .ela mu, afervorado zelo nao se
descuida am rnamaWo de lomar todas os medidas
suiiiariain|al^pao apuntadas como capazet de
ohsiar ao detanvotvimento do mal enlre nos, e nutri-
mos as mah) elidas esperances de que ellas lerao a
melhores resultados.
No da 12 do ebrrente pela manhaa snicldou-M
um preto esciavo de nyoic Joaqnim, rom um golpe
de faca mfparoc" ; (^ polica investigando ste
triste acontecimenln nAa podedescobrir nenhum roo-
livo osleiisive qne [odeOje levar osle infeliz ao allen-
lado que contra si perpetrara.
Domingo 9 ai ronduzidn em grande e solemne
procisso o nnilnr do Divino Espirito Santo da igrrja
da Cohceifjo das militares para a sua do Collegio;
procisso amague se nAo foi a mais es Hendida, ao
menos e ineontea'lavetraente foi a mais concurrida
que, aqui h-mas vista, sen la arompanhada pelos
h'.vms. Insps diocesao a presidente da provincia, e
o-sMihora cjammaiiAnle da- armas, chefe de poli-
ca e outraajjp|ita9f>avoa- de distincrAo, bem romo
por qnasi tom aa innamlades o ennfrarias, nntan-
do-se com seJipTaC/c- qne. nAa obstante o concurso
immenso denarva, segaio sempre a procisso na me-
lhor ordem. Parece que toda a piipulacAn eslava ain-
da grandemente ,*Jimponelrai|a da piednsa ceremo-
nia, pela qual na, dous dia, linha aquello templo
tido desprofanado. A igreja tem al hoje se conser-
vado aherla a vitfta de todot os fiis que all se lem
apmentade tempre em grande numero, eomo que
P

INAUGUKACO DA ESTRADA DE FERRO DO
HECIFE AO RIO DE S. FRANCISCO.
Acabamos de assistir ceremonia da inaugnracAo
da estrada de ferro, qoe (era de unir a porto do Re-
cife, itlo he, a eidade mait oriental da America do
Sal, com o rio ocenico qae percorro grande exlea-
sAo ao centro do Brasil, e que tem sido comparado
ao Volga. Esa obra gigantesca que se vai comecar
acaba de receber urna realisacAe sv mbuhea, salisfa-
zendo urna longa etpectaliva, encuendo, de'enlhn-
siasmi) o publico, e despertando todas as imagi-
naras.
N'ama risonha ilua do nosso porto foi o anniver-
sario da independencia do Brasil consagrado por
etsa fesla da civilisiclo, celebrada n sombra das
palmeiras, ao som de msicas, visla das bandeiras
de todas as uares commereiaes do globo, agitadas
pelo vento do mar, 110 meio de um povo enthusiasla
que va nobremeote adiadas as mais gloriaas recor-
dacoes do seu passado com as aperanca vaslissimas
deVim futuro grandioso.
Eulretanto nada mais simpia do que a ceremo-
nia celebrada. Enlre um pavilhie oceupado pela
convidados oflieieet, e orne capella improvisada,
menaenlior Muniz lavara com at tuas esplendidas
vestimentas eerleaiasticasabencoou a dignos ope-
rara, a no lugar mareado faram comecados pelas
primeiras autoridades da provincia e mais pessoas
a trabaihos da grande obra, segundo a rita usa-
da em tea solemnidades. Em seguida foi lido e
awignado pelos astllenles um anlo do que se havia
passndo. Entoeram-w vivat a S. M. a Imperador
do tica-il, a i-oiisiiiuir.io e a.semidea geral do im-
Serio, ao presidente da provincia o Sr. ronselheiro
os Benla, .is-erahlea provincial de Pernambuco.
ao Sr. marquez de Ctjinda, e aus emprezaria os Srs.
de Momay. Depois leve lugar 11'uraa casa da ilha
um magnfico copo d'agua e densas que se prolonga-
ran! al alia noile.
A' mesa, enlre oulras saudades, foram objeclos
de repelidos e eulhusiaslieos brinda ot Srs. mar-
quez de Olinda e conselheiro Jos Benlo. Haviai
razo para esse enlhusiasmo. O nobre ndito que
o Brasil inleiro venera, cuja longa carreira polilica
principian com explendor desde a aurora da-Hber->
lade no reino-unido de Portugal, Brasil e Algarva,
e desde a fundac/m do imperio brasileiro, que fun-
dou o parlido da ordem durante o naso agitado pe-
riodo de formaran, que exerceu a suprema di-
icrrAo do paiz na poca da minoridade, que he urna
das mais puras glorias do Brasil e dala provincia,
e um dos mais vivos luzcira do nosso parlamento e
do conselho de estado, mereca na verdade especial
menrAo, quando se Iralava da nossa estrada ue'fer-
ro. N'um dos brindes a elle dirigidos foi recordada
a nossa divida de gralidAo para com o marque/, de
Olinda, e a* palavras prophelicas :a estrada de
ferro de Pernambuco hade-se fazerproferidas por
etM grande cidadAo da tribuna do senado.
Depois do marquez de Olinda, nAo conhecemns
nenhum brasileiro que concorresse com mais afor-
Ca, e elficacia, do que o Sr. conselheiro Jote Ben-
lo para qae se tiaduzisse n'uma realidade o projec-
lo da nossa estrada de ferro. Quando souhemos que
ella la ser inaugurada ainda durante a presidencia
do Sr. Jos Bento, exultamos e dissemas comnosco :
era urna ju-tica, que a fortuna ala vez desvenda-
da i\io Ihe puude recuar Na vardade o nome
do Sr. Jos Benlo da Cimba e Figueiredo acha-se
ligado nossa estrada de ferro ; ella Ihe serve de
gloria e de consol em reacAo nos melhoramenlos
materiaes lAo largamente prvidos por S. Exc.
O festejo de que tema tratado foi dado pelo
agente e irmAo do conlraladqe^tnglet o Sr. Jorge
Fumas. 0 mimes dos Srs. Itaprdo e Alfreda de
Mornay, representada pelo Sr/Trederico de Mor-
nay, foram devhtamcnte victoriada pela perseve-
raura, pela tenacidnde britnica, pela grandeza de
animo couique arriscaram loda a sua pequea forln-
na a o irabalho de mis pouros de Anuos, e pelo mo-
do porque foram coroa.ios os aforeos dessa doos be-
nemritos da nvili-arao brasileira.
Singulares destinos de um paiz novo e da era ac-
lual A forra de expinso, a cobija do ouro im-
peda a Europa paro as regioes de Colorado. Ot
pova do velho conlinenle marchando para o novo
hemlipherio, expelliram m setvagens e derramaran-
se pela ten territorio, levado* pelo genio de domi-
dica,se j duvida urna das primeiras necessidades
na vida social.Permiili, pas,que, entrando com-
vasco nala dupla luainfestiro de votos a convic-
Ces reciprocas, profira algumat palavrai apenas pa-
ra dar expansAo ao que se me aligara um natural
tributo de minha parle obra de in.trurrAo publica
provincial; e que ne-le concurso espontaneo de mi-
nhas limitadas forras tora < a liberdade precisa para
dizer-vos quanlo me teja po-sivcl n'um assumpto
de lAo elevada, maguitude.
Nlo suppouhais, sermora, que praiendindo nesle
dia memoravel, de taas recondenes que nos devem
nflamuiar cada vez mais asses impulsos instinctivos
do orgulho patrio, da nossa dignidade 11 icional, ve-
nda exclusivamente repelr-vos o qu'j sabis de
sobra* acerca da'utilidade reconhecida por todos ot
espirita Ilustrados, quando se trata de instituicoa
simplamenle lillerarias ou scenliOca. Eu vejo na
empreza que principia a ter reallsada d'hoje em
diante, que se abre cin mu cjin-r i debaixo de lAo
poderosa inspiraran para a socieda le qae perlen-
cemat, um resultado iminelalo desse progredir r-
llecaido e grave que nao po le ser fruclo da acato,
mu ira da propria existencia a que alarnos ligados
como parla de um estado indepeudenle. que aspira
civiltar-se pelas ideas e pela ro,turnes. Observo
que urna das mais terias necessidades para nma pro-
vincia de primeira ordem coma a iims. he a regula-
ridjde do entino, particularmente pelo teu lado M-
cundario, que he, porveulura, ura dos mais profi-
cua elementa cultura dosapirilos Hncenles, ts-
queslrados a maior parto das vetes ao jugo benfico
de urna instruccao apurada e solida por falta de os-
tabelecimenlos onde se recebam Uto salutara prin-
cipia cora o rigor da uniforun la le, com a pralica
de medrados facis e bem urganisados ; e quando as-
sim pens nao posso deixar de corooenelrar-me da-
la imporlanle verdadeque o (lymnasio Procincial
de Pernambuco rte urna bella airea na emp'eza de
reforma que por ase lado mereca a instruccao pu-
blica.
Hoje est reconhecido que nos grandes centra de
urna populac/10 frvida pelo amor, Jai ledras, con-
vem eslabelecer oulros tantos focoT de civilisacAo,
coordenada e presos enlre si pela poderosos vn-
culos do ensino propria da mocidade, especialmente
no segundo periodo da mu natural desenvolvimen-
b!s se a iustituicAo cora que at ah la ha pouco
suppriama essa necessidade nao podia tatisfaze-la
ero toda a esphera de suas alihhuices pela falla
de uraa orgauisarAo apecial, e de maior amplilude
nos mus propria recursos, he cerlo que a provincia
lucrar muilo com a aJopclo de ura iu-lituto qae
vai pala mais em harmona rom o plano das ettu-
da geralmenle seguido no presente seclo no meio
das mais a lianlada- incoes europeas. Se nao esta-
mos, porm, na mesma posicaa a que se teem ele-
vado grande numero de pova que se abrigase
sombra de um progredir mais rpido e civiliador,
devido, sem duvida, a outros e variadissimos ele-
mentos, confetsema, tolavia, que na proporra 1 de
nossasactuaa circumstancias, luclanda com diffl-
culdada no pequeas, lemos vencido j grande
parle do oaminha; e quando a raocidade que se le-
vanta esperanzosa, licnila pelas recordeertes con-
templacao do panado, -vio que em turno de um gran-
dioso pensamentoo da nossa nacionalidadr,9 sob
a influencia de um dia clstico para nos, surgi e
cresceo lambem urna idea sublime, realisadi na re-
forma da instrucrAo e do esludo secundario da pro-
vincia, comprehender enlJo que nao era o simples
desejoiJe orna modicsgao no ensln, mas sim o re-
ennhecimento de nma necessidade absoluta, que por
lodos os lada se fazia patente, pedindo ama satisfa-
ca directa e inmediata.
Desrulpai-me, senliores, te no exprimir das mi-
nha! idea tenho ido, porventara, alm do objecto a
qae me dirigir. Eu confio ludo da instruccao e do
ensino, comprehendo nestes dous elementa, quan-
do bem desenvolvido-, .ibunianlissimas fontet do
inexhaurivel riqueza, julgo al que, se he powivel,
alienta a situacAo topagraphira e natural de um
poni qualquer na vasta exteusAo do globo, conhe-
cer as tendencia! do povo qae ahi vive, teus co-tu-
mes, sua illutlracao, historia e total aperfetc-oamen-
to, como j proferir na sua eloquenlissima phrase
ura dos mais distnclos pensadores destesculo, he
irreraissivelmenle certa poder terir pelat condicOes
de ensino e grao aclarecimenlo d'um pavo, com
todo o rigor d'uma verdadeira aualyte.Deixai que
nos primeiros iustinclas da mocidade se Ihe daifo-
bre ante os odios esse variadrtsimn espectculo de es-
le los peculiares a que M devaapplicar mu espirito :
deixai que urna cadeia nAo interrompida de Ideas
que secessivamente pollolam como garrame da vi-
da fecunda da intelligencia, ligue os mus primeiro-
estmulos naturaes pralica de oulra tantos traba-
dlos ou applicace-correspondeules; deixai qoe das
simples nocOes da gramrajgfc e da lingua nacional
passe aqpihecimeuios sjpBores, a endura de ou-
lras lingnas, s investigar/les philosophicas e malhe-
maticas, amena xecreacao dos ramos lilter.irlo-, ao
exame proveitoso da geographia e da historia, s
grandes bellezas da elocuencia e da poesa, ao pes-
quisar aprazivel das ciencias de mera observadlo,
ao deleite das bellat arles ; deixai-lhe todo esse
incremento ampio, sobo rgimen de um bem elabo-
rado tyslema de ensino, de um perfeito melhado,
d'uma solida pralica e veris que < destino deesa
mocidade nao vai perdido, a que no longo ealariio*
que houver percorrido ser-lhe-ha fcil encontrar
aepois esees fruclo preciosos, rasas flora Un fra-
grants, asat coras virosas, qne principio
Ihe paredaa apenas mortificadores apinha na as-
de? da um dilatado deserto.Uai-lhe o inconliro
para os granda trabajaos do espirito, ministrai-lhe
o sustento de asmraceali ainda tmidas e indecisas,
ahn-lhe a santuario do verdadeiro progresso que he
raister franqaar, fa/.er-lhe ver no ensino am sacer-
docio de iihlimis'irua importancia, ao futura nm
premio s tuat reiterada fadigis, e lereis resolvido
o problema da nica, indispensavel e completa edu
cacAo secundaria.
Eis o qne poma cerca do SpMMea Prooinc%il
de Pernambuco, e atoa que o di. de sua inaugora-
C3o Ihe aeri Uo propicio, como o foi e lem sido al
hoje para a nasa vida social e poltica. Preen-
chendo urna necessidade publica, Hle corresponde a-
um peusanaento cuja aignilieaca he do mait elevado
alcance, a urna idea generosa qae na vida constante
dus pova he om da us principaes elementa.
Permita agora, Exm. Sr. ooneelheiro presidente
dala provincia, que vos diga duas palavras
em relaciio i mama ordem de ideas que me de-
minam.
Empenhado desde nilo 11. renlisacao de lAo emi-
nente abra, vivamente inleressado M consecucao de
resollada Uo aperancao, pdale fazer delle om
da mais astidua cuidados de vosea admiiiislracitn,
podesle pr-lhe o canho d'uma verdadeira existen-
cia, quando, em perfilia uniAo com os oulra pode-
res ila provincia, levantaste o edificio d'uma aova
edurarAo pnhlira. Hoje qoe vindes presidir com te-
da a tattsfacao c enlhusiasmo inaugurarAo desta
estahelteimi-nto que rene a reforma do ensino
em saa pilase de mamfe(ac,Ao secundaria ; hnje qae
viada reunir grande fetta da familia brasileira
urna de nAo pequea importancia para a destinos
lata provincia, nAo terei eu que va aue o/allo
conceito e venerarAo de que va fateis digne per Uo
atsignalada empenho. e ligado por esta parta aa
senlimenlos que na desperla rete relevante motivo,
t va peco qae rceosis mullas exprenea como o
teslemunho sincero do qnanlu sci apreciar a volea
Aa brada dejuarra qoe echoa em toda a ean-
tos desta c.dadeVe depo de longo armilticlo V
consideracoa d.amisad. fijeas, \Xmsmt
recomo inim.goj por ierra a dama
soma da novo impedido..! discuaeoeTii
sa ; preparamos nossa, .rmas, .. w q^J
> erapregar urna reacSojaita e lesiUniaaMala im.
Pessoa, que m vio ha pouco e
u auleiilici,*
r ._ v
< lervencao d um so amigo, do que tentca'pfoaa
e promplos atama a exlnbi-lar.
0- a--- r--" ""nratn
a uera ler ata tirada, (cara uivee ptm
qae
3e
o Sr. Dr Maco* por algum pecado ur
cou contra si nm brido de guerra.
Pois bem. vejam e admiren I
Nod,at9 dopredilo mez dd-age.^
Sr. Dr. Mosoao as raelhora relasW eom
desta eidade sem eioepluaraesla qae hejeT
cobr.r de badea, lano ,a. ter,do- acorAS
pastar por di.lracAo esse maraa d de iT.
Uo a urna railha dedislancia data eidade,ftoaWa aAo
10 eonlempladu no numero dos que firmaraiil
w faltcm.tpm de fado nAo fallou. patiaiaLi"
dito da na maior armenia com toda, a enlSbrin-
cos e joga propria deesas occasioes.
Na da seguinte ao que isa incoedera .preaaateu-
ie o sr, Dr. Momoso um homem viudo dTl
parlador de urna precatori. do juiao munaioal
nina das varas dasa eidade, na qual ae 1
a priaao de Joaqun Jos de Barros Lona s.
iiiali.iicavel : antandeu o Sr. Dr. Maaaoao i
a nos muito bem, qua deveria curoprir a 1
o quo Tez, mandando recolh-r Lobo a prisa
crime. eise peccado do Sr. Dr. Macos I
i>a noite desse da reuuiram-se. aual
cuica curiosos em ura. loja, e era convert,tr7t,
deacoiraaroprocedimenlo doSr. Dr. Miau
arbitrario, .violento e do que maliet ala
o brado de guerra que eehooi em toda ai
eidade, o qual por forluu da mus habiafl
passou desse. pouca curiosos, qoe nem a mena Ha
capaza.de dizer em que Tundam a sua oiini
a reaecao josla e legtimamente de.prla
hapanhjfd^j, ais a qni-
inais prnpriedade,
notada 1 I
Devemo, 1
impudencia com que t
nere mesmo tpico, ter-sc a
misada observado arraitlido pat^
por ierra e desmora lisado !
para a
do publico
racM. de -.
inimicavi
Era fins de fevereiro deste auno Oteram pul
na marao Liberal Pernambucano urna corS
dencia em quo doeslnvara fartemenle ao SrTljT.
Moscoso, este defendeu-ee como cavalleiro. i
mando a respon*lidade o mu aigre**.^
nao comparecen, mas sim os redactor do dte
beral Pernambucano, que declararan, no poderdr.
os rael, acontecidos naqued.i corrapon teSlil
jud.car a repalacae de ainguem por Verem^mm**
oagas affirmada, sob o teslemunho *%,
u rlT' Uem p,i' deiu, f ierra .0 S* V
Moscoso. quero, o desmoralisou 1 Wmu.ia coragem"
Nao menos digno de reparo.he dizer-^
hJ?. T -,veu ,oa pMitao talvaad mora-
lidode poupada a intervencea de um amigo do eor-
respondjsute !
aaiito a paicao a meralidade do 9r. Dr. Mas-
ca,., forca he ditama ae corrapandent que at-
tenlara em baza maii solidas do que p-nsa: e quan-
lo a asas inlervencoes de qne falla, muita ifolga-
raos a serem ellas verd.ddras de ser o mama .cr-
respondenle quem e proclama destituida de f para
com as lavrai e convida nada poderinma'diter sem onensa
da moralid.de e respeilo devido ao paMice, pnrtnto
abslemo-na de proferir mait ama s p,ilatie.,n,-
aando lo tmente ao mu anfor a pablieacAolnahto
anta dos docomenta que ja dave ter .eompofcado
para rorraar urna nabalavel accusaeao contra ogr.
Mcoso, como promellea, afim de raorahnr-
mos devldamente, carregando com a respontakili-
dde quem justamente dever entregar.
Naaareth 8 de etembro de 1855, O Nyclalape.
r
a
(*) Detde o dia 10 que temoe esli peca, e por
maila afluencia de materiaa nao a tema ppblicado.
OtRR.
PIBLICACOIS A PEWftO.
ANACKEONT1GA.
De Llina as alrollas,
Nadando em ternuri, '' '
Qual vio Gratara
Jamis Km ardor *
Sooltiaa
Di
tro caberte
ue m.r.riltu
sto encaixilha
"io primor !
He (ranea
t'e amor.
Se ha rosas no Cea,
He dell.s** faces
De Llina vivare*
Qsie brilha o frescor.
Sao faca
De amor. .
Da bocea, oh 1 anca Dees !
Na graca, rubim
Da de am SerahVn
Tea. norma a Pintor.
He baca
De amor.
No seio quem pode
Pensar sem delirio ?
Do Oilra nuHyrio,
Iciraoso iavaeor !
He seio
De amor.
Deamer a cintura
l.he vejo, e n mJosrahas
E as pahminhas
Oh! qaaato dnlrnr !
He (alia aa
Daamerr

wf
Da (jarea os pulinhos,
Se a querem pegar,
Talvet seu andar
Semelha em Ihenr.
SSo pastos
Ue amor.
Na Jocos, se eslurdia
Sorri prompla, e viva,
Ouja sensitiva
Se cahe em languor.
He sempre
M>e amor.
Do Bei na saraa
Se a vira qualque
Clamara: Mulhfr
Nao ha, qae Hfc oppor.
le Anjo
/'De'emar.
Em tuflo tnimaa,
Idesa, e lAo tindn,
Dts flora de Olinda
eu Bem he a flor,
lie tpda

/
**
. J.daM.
( Fagot ia Mndame.)





O DA 7 DE SETEMBRO. ()
POESU BRAlIUflRA.
I
Nao marchara na Ierra Iroptjlps migeslosos,
Imagen* da gloria qoi asalta i nac/ie ;
Que era dias solemne Ihea surgem formlos
U'innnda grandea brilhaulet padres.
Na voi das idades eehda sublima
Prego eloqaenie da bro e valor,
So herinca de bravoa, illesi de crime,
Nat loclai d'um povo nos falU d'amur.
Ahi lado he grave, aingelo, floridu.
Seo livroda hilloria nos di* LIBERDADE
Se era ureos caracteres fulgura polido
Primor da existencia, louca mocidade.
Brabora se afundem pomposos moimenlos.
Emblemas de luxo, de instinctos crueis :
Destino he dalles, cahindo opulentos,
JErguer as ruinas mediocres peinis.
Embota as De c'rdas vicosas fiel gerafto,
Se vulto eminente, rio co hafejada
No mundo Ih'eslampa feliz Iradicco.
Quem ha que a esse poxo que surge|lnumphanle
Ague o vestigios d'immen'so porvir '
Quem poda arroja-lo no p varillante,
as sombras do olvido fai-lo dormir ?
Niagaera ha que o posta I Cndilo myst'rioso
Na slo da patria lirroou-llie a victoria ;
rvn |yro dos sec'los reflecte eslrondoso
Bredar iacaatanlt d'elerua memoria.
- Se dbil j lora nacao que levanta
Seu placido aspeefct. sorrindo genlil ;
Se era barco do Ma* Brotou-lhe a eiNaatiria na quadra Infantil:
Se apoz lide honrosa inais ampio futuro
,Nlm d'um di" Itio Iras nova luz,
E em vividos raios ondea lite puro
fanal d'esperaoca que Ileso o conduz :
Se m doce reclamo de telo fervenle
Soltara do peito cancao liberal,
E a> braco robusto sopeas valente
m fiortas d'um da pendSo triuniphal:
hi ludo he grande Ihesouro inlinito
e benco perenne se abri desde ja ;
E ura norae precioso no marmorc inscripto
voz 4o universo constante ser.
Qae o diga rail vezes do mundo a senhora!
Matada as margene do Tibre saudoao,
Inda Itera aa afana de ser vencedora,
Miando na historia seu nome famoso.
ti all fra asiento d'athlelico imperio,
e o vo das aguias to longe esteudeo,
ja aos uovos limites d'um novo hiroispherio
Por entre as idades Iftu livra carreu:
i* heperque iembre na sceua faustosa
aperes rio Capua. ridiculos balitees ;
a be porque piule palillo vergonhosa,
- De> Sylle a de Mario crueis proscrip^oes :
i he porque trace medonhts orgias,
arperas, infamias d'um Cesar feroz.
Horrores do circo, da plebe as folias,
Va senda do vicio marchando velos :
le s potqoe falla d'heroicas faranhas
Sea Numes, dos Tilos, de Bruto e Callo ;
Da varias proeza*, tilo nobres, tamaitas.
Bal lano prodigios d'eieetso brasan.
t pelo timbre de um genio fecundo
ind'hoju ella vive, perpetua, immortal:
Hbalde orgulhosa brilhra no mundo,
i a base da gloria nao fosse real:
Real a'esae arrojo de illnstres acedes,
Da-ala libardade no frvido amor ;
Na preito dos povos, leaes ovales,
Do herede Phartalia no patrio vigor,
Que o digam mil vezes da Grecia afamada
No grito das eras Uto-raros annaes :
Florete, garbosa, de louro c'roada,
So livre existencia ventura lite Iraz.
aapavo tao nobreque instinctos revela
Do laua grandea as leis de Soln,
Mani de Bschnes, na phrase tilo beata
ira ve Pariles,'A leeu, Phocion :
|e ostentara seu tollo subido,
mas pasmosas renome estampara,
nos duros gritlioes comprimido
lheo jugo belleza to rara.
___l.fatlem bem'alto na luda afanosa
aa que anda vlvem. que eternos serio :
Uva gemetee, alo fra ditosa
m sublime do sabio Plato.
lo ella pode arrojar sobranceira
fcata, foi grande, feliz :
jgJM de ferca eslraageira,
afcria^ex livrns nui.
ais bello, mlri Incido exemplo
Sfttre muilos depressa encontrar
mpri.il da verdaite que exprimo e contemplo
io proprio da Ierra que intente cantar 7...
a he que anda agora fulgi mais amena
aa liberdade gentil primavera,
acendo as Irevss, brilhando serena,
Mando mimosa qoal nunca nascra '.'!
lea be que esse instinclo de patria grandeza
Brotara aso povo com tanta espansao 7
Onde be que lio pura surgi nalureza
Nos feiies honrosos de nobre nacao ?
Oh patria querida! Brasil venturrso !
lio mais entro as aalraa nacoea do universo
ai varios lypos buscar ancioso
toando rrjeus olhos n'unt quadro diverso.
Nao mais! que na tanda que sigo e perscrulo
Momeaaes ha muitos d'inundo valor,
a nome que elevas grandioso, mpolluto,
Nlo cade aos eelranhos em gloria e primor.
III
trila e quatro anuos que sm povo ateante
Na lisia dos povos seu-npme f lampn ;
E'alcando nos ares penUo reluzenle.
Ota hombros un Jago soberho lancou.
so oa chamra d'um genio elevado,
Papel de colono uao quiz mais faier ;
srgueodo-ee altivo, d'araor transportado,
tebrou mil prestigios d'eslranho poder.
E o povo anda Infante, n'aorora da vida,
fB arrojo fervenle de zalo sem par,
Os pataoa firmara na marcha atrevida,
B no retrocede no sea camlnhnr.
rescera, crescra, qoal planta vijosa
Rsalo aboudaole d'ameno torran ;
MfMOd mala tarde as vira frondosa,
Rebuta espalhara seus ramos entilo,
do d'em, (orno seos olhos iaquietos,
leo cedo sentir brotar-lhe na idade
Ardor esponUneo de fortet affectos,
Desojo de pora, vivaz liberdade.
. Por orle Ihecouba d'ttm Edn pomposo
No implo reaoe* gozar a existencia,
F.? *W *"' **nlo diloso
No placido eoleio de leda nio
(o meta da ocano iniosjo .
Lhe or rece as delicias de ber
l.oucJa natureza corr delic;
Por entro mil quadroe de lu
Maalada4BUaaoseria.se
> clieio de gloria, tao ri
T*o
no cueto cw gloria, tao rico tlesp rima
Alheie ao pratgresse, ctense anda no'vo
De tsos senllmeota Argaelra lembranra.
Fai elle que um dia, das tratas rasgando
Batano cardme aae o ec Ihe (oldava,
Aa mundo absorto valor memorando
Meslrou que em sea peito liel palpitava.
de-um po^ estrangeiro,
?or'ora aoffrer,i dominio eoropu,
a, sannenndo falal eapliveko,
} rudeza rompeu denso veo.
I do Lento, penhor sacrosanto
| plagas risanbas o Losoarvorra,
ivel raurchar-se-lhe a oncasvte
teodaaciis que Don Ihe o otorgara .'.. .
. ria que a forca de um genio irroganlo
I ahrisse os Ihesoiros da extensa riqueza,
gz!8,,*'**' ,1'ra d'impcrio gigante
^"Bts'* o colease da nova grandeza.
Bollo foi a lula no campa Iravada.
Vrente estandarte d'am tora ondeen,
Na lsu dos povaa o ttama troveo.
Queseena So betla!-Bridar elevado
Uo a.menoIpyr.ni margens se ouvio :
JleroeaobaraiM, n'heroe. circnmdado.
m gni. widmtte a*oat'an proTrlo :
" 2UiMLVe"MJl p*?r'a 0,,e uleM queremos
Da Independencia qual lypo ostentar
a Oa monos na lata leaes petaremos '
Que otn povo quejte livre nlo ha de acabar, a
O echo almigou-se da Eorop Beerrr, 4
Aoa vallas doattotoa, I aairattlias regaos :
Naaeeu para e mond a nacao brisileita, '
E o Miado a c-sotempla no rol das tret.
Que dia foi este de lanta^rnlura ?
Qoe Ierra foi esta que tagV alcntara?
"hroes portentosos queTmagem lio pura
MaBcta aa historia, belleza Uo rara ?
Qeo diga hoja roesmodiarera e esplendor,
vivido islro clarn matinal,
e em novena doiradas, de rbida ciir,
80 etmatla no manto iTanil e crvstil.
1 diga hoje roeama brillo respeitavel
a larri qoe przo, mea patrie Brasil:
aa a diga mil vezes na tida i
Mostraoae-oe altiva, bntinsHe,
jljbata tTtrtr
i;'enBoil
difili fil |Mafi ha pata araada atBatnt*
*MgTretoWMera.-0toVi.
Que o diga eaaa heranca de fama e victoria,
Que em seos altos fetos eterna florece,
Que aos olhos de todos o litro da historia
De Ilustres proezas mil qaadros ofl'rece.
Que o diga de Pedro perpetuo herosmo,
Facanha estrondosa que iud'hoje rebda,
Dos Gamai e Andradat preclaro civismo,
Que, sent da morle, constante resoa.
Qae o diga este imperio to novo e potente.
Firmando seguro valor brasileiro;
Que o dig formoto no co transparente
Brizlo Indelevel, radiante cruzeiro.
Que o diga... Quem pode no abysmo do olvido
Sumir insensivel Uo charos pehhores?
Qaem pode esqnecer-se do berco querido,
Que enfoitam singelas tao lucidas llores?
Nao he Brasileiro qncm hoje n3o sent
Baler-lhe no peito mais viva impressao;
Nlo he patriota, seu nome desmenle
Sa Oh.' Ierra Uo linda! Brasil deleitoso!
Mo mais entre as oulras naoes do universo
Ire uovos lypos buscar ancioso,
Filando roeus olhos n'um quadro diverso.
He teu este canto qae em mlro grosseiro
Apenas me he dado sincero enloar :
Recebe-o sincera, que eu son Brasileiro,
E a man alto esforz nlo posso chegar.
A. It. de Torra Bandeira.
DIARIO OE PERMmBUCQ SEGUNDA FEIR 17 DE SETEMBRO DE 1855
COMMERCIO
PKACA DO RECIFE 15 DE SETEMBRO AS 3
HORAS DA TARDE.
Colares ofllciaes.
Hoje nao houveram colacoes.
aLFANDEIA.
Rendimenlo do dia la 11, ,
dem do dia 15 ... .
-H)0:46l3ll
1185070

2I2:65J611
Daiearrtea hoje 17 it selembro.
Bngue brasileiro^dofp*o-^d versos gneros.
CONSULADO GBKAL.
Rendimenlo do dia 1 a 14 6:8508106
dem do dia 15....... 79IJ940
7:6O^4fi
DI VERSAS PROVINCIAS."
Rendimenlo do da 1 a'14 .- .
dem do dit 15 .......
.'2:18098
39000
BaBftW
RECBBEDOR1A DB RENDAS INTERNAS%GB-
RAES DB PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 1 a 14 10:9786t3
dem do dia 15....... 8019955
11:7749618
CONSULADO PROVINCIAL.
Reodimento do dia 1
dem do dia 15 .
14
B9M8fC35
999.507
IIKt;i90l2
PRACA DO KBCIFE 1* DE SETEMBRO DE 1855.
AS 3 HORAS DA TARDE.
Revista semanal.
Cambios Sacrou-e sobre Londres a 27 3(4
a dinheiro, e a 27 1|2 a prazo; e
350 rs. por fr". sobre Pars.
Algodio .... Vieram ao mercado 1,021 saccas,
das quaea hnuve vendas dn rega-
lar a 59300. do melhnr a 59500, e
.lo tino de 5*700 a 558OO por ar-
roba.
Asaucar A ntrala pouco lera avallado, e
ulo se lem feilo prefo regalar.
Aieile doce- Vendeu-se de 29 a 29100 por ga-
llo.
Bacalho----------ReUlbou se de
Bolachinhas-
Carne secca-
de 4500 a 49800 de Buenos Ay
da primeira e 4,000 da segunda.
more, de 329 a 3j> da de Phila
provincias; a 36| da de Fonlaj
e SSSF, e de 278 a 289 por seis
arrobas ensaccada de Valparai-
ao edangleza: ha em ser 3,900
barricat e 4,000 saceos. Segairam
como por este jniso no din 17 di Selembro prximo
fuloro se ha de arrematar por venda quem mais
der na salla das audiencias, linda a mesma,- a casa
terrea cita na ra da Praiado Rangel n. 20, avaha-
da em 6:5009, caja casa foi penhorada a Francisco
de Araujo Barros, por si e como tutor dos seus ir-
mios e otilc/ts, por r-icciic.au de Antonio Pereira
Mendes. Toda e qualquer pessoa que em dita casa
quizer tancar o podera fazer no dia cima indicado,
e este ser publicado pela imprensa e afllxado nos
logares do cosume.
Dado e passado nesta edade do Recife aos 27 de
agosto de 1855.
Eu Francisco Ignacio de Torres Bandeira escrivlo
interino o flz escrever. Anselmo Francisco Perelti.
O Dr. Anselmo Francisco Perelti, eommendadbr
da imperial ordem da Rosa, e juiz de direilo es-
pecial do commercio, por S.M. I. e C. etc.
Faco saber aos que o presente edilal virem, que a
reqnerimciito de Paula & Santos acha-se aberla a
fluencia de Manoel Joaquim Alves Pitombo pela
senlenca do iheor segnnte :
A' vista da petictlo das commercianlcs Paulo &
Santos, e documentos de fl. 2 a (1. 9 com que ella se
acha instituida, allendendo que o commerciante Ma-
noel Joaquim Alves Pitombo estabelecidn com la-
berna na fu Nova casa n. 65, cessou ns seus paga-
mentos como alias elle o faz saber pela caria de fl.
10, declaro o dito Alves Pitombo em estado de que-
bra, e fixo o termo legal da existencia desta a contar
do dia 31 de agosto ultimo. Nomeio curadores lis-
caes os sobre,titos commerciantes Paula & Santos, e
prestado que seja por ellas o juramento, que o artigo
809 do cdigo do commercio exige, mando que dis-
pensada a apposicao do sello na forma requerid!, se
proceda ao inventaro dos bens e gneros perlencen-
les ao fallido, e para depositario interino desles, d-
pols de inventariados nomeio o credor Candido Al-
berto Sodr da Molla, que signar o termo de que
trata o artigo 814 do referido cdigo. Ferio islo e
compndo oque despoera os arligos 812 do cdigo em
questno e 129 do regalamento n. 738 qaanlo a pu-
blicado desta senten^a e convocarlo dos credores
terflo oporlun.imeali determinadas as mais pro*i-
dencias que cm virtade do cdigo e regulan.enlo
mencionados se deveremdar. Recife 6 de selembro
de 185o.Anselmo Francisco Peretti. |
E para cumprmanln da dita seutqnca convoco a
lodos os credores do referido fallido para .que com-
parecam em casa de minha residencia no lirso da
STita Cruz do biirro da Boa Vista u..., no dia 18 do
correte pelas 10 horas da mania.alim de se proce-
der a ii.imeaclu de depositario ou depositarios, que
nao de receber e administrar provisoriamente a ca-
sa fallida.
E para qae chegaeaoconhecimento de Indos man-
dei passar edilaes qun serio publicados pela impren-
ta e alxadosnos lugares designados no arl. 129 do
reg. n. 738 de 25 de uovembro de 1850, e no art.
812 do cdigo com inercia I.
Dado e pastado nesU cidade do Recife capital da
provincia dePernambuco aos 15 das do mez de se-
lembro de 185... Eu Francisco Ignacio de Torres
Bandeira, escrivo interino 9 subscrevi.
Anselmo francisco Perelti.
0 Dr. Anselmo Francisco Perelti, commendador da
ordem da Rosa, juiz de direlto especial do com-
mercio nesta cidade do Recife, provincia de Per'
nambuco, por S. M. I. e C. o Sr. D. Pedro II, que
Dos guarde etc.
Faco saber que por este juizo se ha de arrematar
por venda, no dia 17 de selembro, nn casa das au-
diencias, 1 relogio de ouro patente inglez no valor
de809000, 1 a.inel de ouro com tlrma com oitava e
meia c 18 graos por 59, 467 oilavas de prata velha a
100 rs. 489700, 10 oilavas de prala de gaUo a 200
fs. 29OOO, 1 Irancelm de ouro com duas oilavas e
meia e 18 graos 89250, 1 par de boles de ouro para
abertura com oitava e meia e 18 grlos 3*. 6 estrel-
las de ouro com o peso de tres quarlos 29, 2 esporas
de ouro com o peso de ama oitava e 18 grlos 39700,
1 par de boles de panho com urna oitava 29. 1 re-
doma conrcordlo com o peso de qoinze oilavas e
meia a 29 309500,. 1 alnele de diamantes 59, 1 ha-
bito da Rosa IO9, 1,366 oitovas de prata em obra
210rs. 3309220, 1 estante com 200 voluntes de litros
8O9, a estante e 1 meia commoda 209, 1 brtco de ba-
lance 19, 1 par de bancas 12, 1 dita de mel de
sala 69. 1 banheiro de folha 69, 2 banquinhas ordi-
narias 29, 1 commoda de Jacaranda 129, 18 carieir.is
de pao d'oleo com assenlo de palhinha a 29 369000,
1 oratorio com a Imagem do Crucificado S. Francis-
co, Conceirao, Sanio Antonio e S. Jos pelo valor
de 1009, 1 mesa de amarelln 129, 3 caderas de ba-
tanen :. l> - 169 a 179000, fi-
cando em deposito 2,000 barricas. 1 v.u m.- .,c pa
- Vendiram-se de 59500 a 69 por 1 oratorio com a Imagem do Crucificado S. Francis-
barriquinha. co. r.onrpritn lamn ininmn.c i. .1.. ...1
- Venden-se de 49400 a 59200 por
','""> ne *swu a 0mm por "<: iuuj, i mesa (le amarelln 129, 3 cadeiras de ba-
arrnba do Rio tirando do Sul, e l'nco a 39 99, 1 sof 169, 1 cadefra de balanco .V*
lie iVJKl a<>Ul Ha n.nn. I lavalnrln 1- 4 ____. a .--_______">'
1 lavatorio 18, 1 baca de rame 3$, i taixo pequeo
""rvw n t^jw uo Dueuus f\ j lavaiiviiu i0, i unca ue ara ni c ,1?. i ifluo pequeno
res: flearam m ser 8,000 arrobas le cobre 2&, 2 pares tle mangas *J, 1 par de lanter-
thl nrimn.ral a k DtU\ .).. ft..aiJi nil Oik 4 vnt,n> -l-aV 4 I. ,1...' ..k.^a i____ n. .
----- -irt ..# ... ,j ,,i. -i-^>, a i i na* 2ft, 1 maca 2, 1 baba* coberlo de sola 8$, Ma-
_, -- !"-. .,vw un nui-ua. "-' *Vi a uaia i^, i uanu tlieilUUC !*(ll.l f*$J. Ud-
rarmiia de trigo- dem a 289 por barrica de BalH- "* Cassange, doenle. 809. Jos crioulo, 18 anuos,
00, Domingos crioulo. 3 anuos, 600, Antonio
Crinlllln "f l Mna-iiHi. ^1 ". I l~l lili 1 &>____. .a k*
.^, -4,,.-^ n.MVduccniid' ""^Vt a^wiiiiiiajvB vnt'UlU, 0 I1IIOS, DUUjJ, AniOniO
delphia, e importada de oolras crioulo, 50 annos. 50&000 : penhor.ids aos herdei-
liminini-ii ')C ., J. tt i .i t i 8 i r"i. .Ik -. *,--------** j_ o:.__ .
----^>-------------*-- --vww |n.iii-niuH ana IICHICI-
rot de Francisco Carneiro da Silva, por etecuclo de
Jos Antonio Basles.
E para qae chegue a noticia de todos mandei pas-
sar o presente em virtnde de um deferimenlo em
nuda e i.uuu saceos, segairam audiencia de 20de aaoto do crvente anno, que se-
para <>s porlos do sul 1,600 barri- ri publicado pela imprensa, e duus do mesmo Iheor,
cas de Trieste, e 700 saceos da daalque serlo anisados na prac,a do commercio e na casa
dae audiencias.
sDado e passado nesli cidade do Recife de Fer-
nambuco aos 30 de aaoilo de 1855. Eu Francisco
Ignacio de Torres Btndeira, esrrivflo interino o subs-
erevi.Anselmo Francisco Perelti.
DECLARADO ES
llespanha.
Folha de Flandies-Idem de 219 a 229 por caita,
rerro--------------- dem a 79 par quintal do inglez
em barra.
Manteig---------- Veode^-se tima partida da lagle-
a '." P a Baha a 600as. por libra,
lo dem a 135 rs. por libia do do Rio
de Janeiro.
Toucinho-----------dem a 79600 por arroba do de p.,.
JLisboa ti- raesa do consulado provincial se faz pu-
Vinagre -'- dem a 1039 por pipa do de Lis- n.ne0ndS,?2.'!irb|Unle'de !mPito$' ca" deb *>
boa B*r dependentes de lanrnmentot, e que unida nn foram
Vinhoa.....dem 2729 por dita do dito dito E*5Lden,ro do "!,-D0 r,n-nceiro P^' passido,
Tocararo no noss. porto 2 vapores. 1 n.vioX ( 'Z.*0*m '"["" ""* reP"rliCa o tim do
rinh de trigo, 1 de bacalho, 1 de viohos, e um 5??X Tl ptmm I "r "ecu",dos
com lia, todos os qnedeuaram de pagar os do anno de 1854
Enlrarara 7 dos portos do imperio e 2 em laslro
atattffitgS'S ^ r Torn'a"e suspeilos de infeeclo oa portos
loado ZertnTeamr^fmenl0 d ?*" ,P"a P-r- *" pr0VDC'as *, "le eaul des.e liaiSriorem m*
co-Xrrj^^^^^ estrange.ro, sequencia de K haver declarado o cholera-morbu,
uTVS.Grande WWM'to P > no Par. e Bahi. donde pode ealender-se em !oda.
^r.i?, ii l a d'reccoes. previne-se- ans donos e eonsisnatarirts
rie...^IIt^w- ?barC"??,?^r,: 2amt: Mmb"re.eoei,aa.,.R.m para este porto que
wZS^ l,e,Panhola8' 3 '"a'"". e 3 dvra "Flr oa. orden, para que as me.ma,
venham muoidas das competentes cartas de saude
pastadas pelas repartieses competentes dentro das 2*
horas da sabida dos porlos donde procedem ou te-
nham tido commumcario, sob pena de flearem sn-
Naciat takidos.no dia 9. 'e,,as "* d" de observatlo qae forem precisos pa-
Ro da JaneiroBrigoe dfnamarqaez eCoarier, ra s? r,IBrem os ezames e averigua(oes sanitaria*,
com a mesma carga que trooxe. Suspenden da nndo o disposlo no arligo 26 do decreto n. 268 de
lameirlo. s9 de Janeiro de 183. Frovedoria da saude 10 de
demBrigoe dinamnrquet eHolslein, com a mes- *el"ibro de 1855.O provedor interino,
Dr. Jlo Ferreira da Silva.
MOVIMENTO DO PORTO.
------W -. <<1bl "HUI.'ltlIll/, -Ulll I lili
ma carga qae trouze. -Sutpeudeu do lameirio
EDITAES.
O Ilim.Sr. Inspector da Ihesoucafia provincial,
em camprimenlo do disposlo no arl. 34 dalai pro-
vincial numero 129. maada fazer publico para
conheciraenlo dos credores livpolh-canos, e qaes
qaer ateretsedos, qae Frinciseo Manoel da Silva
liusmlo, tem de ser inrieannisadoda quanlia da du-
iculos mil raia. pela eitrarao dn barro da proprie-
dade denominada Tanquinhr ni cidade de Goi-
anna, para a factura de ama bomba, a qoi o dito
Gusmaotem de recebar dita quaala logo qae ter-
minar e prazo de 15 das contados da dala dette,
qoe he dado para as reclamac,oes.
E para censor ae mandn afilxar o presente e pa-
blicar pele Diario por 15 dias rocceetvo,.
S sor alaria da thasaarari provincial d Pernam-
buco 12 de selembro de 1855.
O secretario.
Antonio Ferreira d'Asmmncianw.
O lllro. Sr. luspeajatt da thesouraria provincial,
em cumprlmeoto da provincia, manda constar aos proprielarios abaixo
mencionados, a enlregirem ai mesma thesouraria no
prazo de 30 dias, a cuntar do dia da primeira puDli-
cai;ao do presente, a importancia das quotas cora qae
devem entrar para o calcamento oa ra llireila at
a Invetsi da Pecha, conforme o disposlo na lei pro-
vincial numero 350. Advertindn, que a falla da en-
trega voluntaria aer ponida com o daplo das referi-
das quotas na conformMade do artigo 6 do regla-
me rrl. di 22 de dezerahro de 1854.
N.2. Joanua do Rosario Guimarles Ma-
chado.................. 779400
J- 4. Viuva de Jogo l.eitio Flgueira. 88566
k" H.0M,itl d Misericordia de Angela 649800
i>- 10. Benardo Jos da Cosa Valeotim e
rranciseo Je*qoim l'ereira.......419700
Sai- arl Joaquina 4| Moura.....769200
. 1*. Ordem terceir V S. Francisco. 459000
de
7792201
579600
689400
309000
829500
529000
619200
689400
99OOO
a39400
I'emite a'
cmara municipal desta cidade
--------------------f--* o iiiiini- iic 11, a ni,
H-"ougue publico, da fregaezia da Bol-Vista, nos
ais 1 .i, 11 e 18 rio cor re n te.
Paco da canura municipal do Recife emiessloor-
diaar.a de I* de selembro de 1855.Bario do Ca-
pibaribe, presidente.Manoel Ferreira Accioti, se-
cretario. '
0|Or. Aoaelmo Fr.iottpco Perelli. commendador da
imperial orden da flota, e juiz de direile especial norenoio
do commeraa!^ cidade do HecfeV S. M. Franci-co' KlbiroT rodador "de um
i. o \j. eic. jornale
Fco srter 01 qoa o prsenle edilal virem, em Ricardo NogueW, capiUo'da infaa-
BANCO DE PERNAMBCO.
O Banco de Pernambuco lacea sobre
a praeja da Balita, e contina a tomar
lettras sobre a do Rio de Janeiro. Ban-
co de Pernambuco 25 de junlio de 1855.
O secretario da direccao, Joao Ignacio
de Medeiros ltego.
PUBLICAgA' LITTERARIA.
Acha-se venda o compendio de Theoria e Prali
ca do Processo Civil feilo pojo Dr. Francisco de Pao
a Baplisla. Esta obra, alm de urna introdcelo
sobre as acetes e ezcepeoes em geral, trata do pro-
cesso civel comparado com o commercial, eonlcm
a theoria sobre a applicacao da cansa julgada, e ou-
tres doulrinas laminosas : vende-se nicamente
|bm luja de Manoel Jos Leile, na ra do Qnei-
mado n. 10, a 69 cada eiemptar rubricado pelo
autor.
Corttinua a vender-se a obra de di-
reitoo Advogado dos OrpliSos, cSm um
apndice ira por tanjtf, contendo a lei das
ferias e arcadas dos tribunaes de jostica, e
o noro Regiment de custas, para uso dos
juizes. escrivqes, empregadosdejustica, e
acuelles que frequentam os estudos d di-
reito, pelo preco de 5 plar ; na loja do Sr. padre Ignacio, iua
da Cadeia n. 56 : loja de encadernarao e
livros, rua do Collegio r. 8; pateo do
Collegio, livraria classican. 2,ena praca
da Independencia n. G e 8.
THSATRQ
DE
N. 16. Antonio Francisco Pereira". .
N. 18. llerdeiros de Manoel CaeUno
Alhuquerqiie. .
N. 20. Vlava e her4eir'o."d'e'Anoioljoa-
qoim Ferreira de Sampaio. .
>. 22. Francisco Alves da Cuaba
N. 24. joSo Matheos. "a---------
^ '"!"! f'Mncico "Azivad'o.'
^. 28. Dilo, dito...........
N. 30. Therea Gonjalves de Jess Aze
vedo................
N. 1. Irmenade de N. Senhora do l..
vramenlo..............\
N. 3. Joaquina Mria Pereira Vaaiia'
N. S. Dita, dita.............
N. 7. Oiti, dit...............noowu
N. y. Bwilie Alves* da Miranda Varejlo 75)000
ft
N
N
R
---------~ ,e
4:15*9886 -l'"80 ano ? *i*c- "e lignar de comparecer na sua
E para constar se mandn afiliar a presenie, e pu- .ni"",*' ril Pr'ncipio o diverlimenlo com a linda
blicar pelo Diario. Secretaria da thesouraria pro- *ymphoma
naciel de Pernambuco 12 de selembro de 1855. SALAMANDRA
* P,!lrf.!,"nw^n etaxulada pela archr.tra rtb a dir'ecrao do insigne
M F. Annuncia&o. professor o Sr Al. Nolasco Baplisla.
r^HRati
S. I ABEL.
Sociedade Dramtica Emprezaria.
2^j0 Beneficio de Pedro Baplisla de .Sania Rosa e da ac-
triz Rita Tarares da Gama.
Depois repreffniar-se-ba a nova conedia em ni
..... laiuara municipal aesta cidade, K. ''" -ac-ua a nova co
continuam estar om praca os lalhes de n. 1 a 10, ac, ,'l"la ''" Lisboa, que pela primeira vez vai a
da cougue publico, da fregaezia da Boa-Vista, nos ,cen8 negU ProY'"c' 'em por titulo
UIYIIHA DE ELEIQESEM LISBOA
comedia original purluaaez por R. A. S. da Cmara.
Perrr,mietu. Actores.
Panlaleao Pmlo, proprietario e velho. O beneliciado.
Benlu da Coala, mercader quebrado. O 8r. Mendes,
Florencio, san amigo......B Lima.
,ar|t-..........> l.i.boa.
Braz. soldado, 'camarada do capillo. a Mnntelro
I). Emilia Piolo, Olhadc Panlaleao. A Sra.li Leonor
l>. Thereza, lia de Emilia. ... A benenciada.
Florinda, criada de PanUleao A S.ap, Amalia
Ira caixeiro do hotequim. N. N.
Amigos de Benlo, amigos de Francisco, liomens do
povo, urna palrulha.
A arr.^o passa-se em um largo de Lisboa.
No Om da comedia seguir o jocoso duelo canlado
pelo Sr. Monteiro e sua senhora.
AS TROMBETINHAS.
Terminar o espectculo com a sempre moito ap-
plaudida comedia em Iret aclos, ornada de msica,
que ha cuito lempo nao vai a (Cena
i VEHDEDORA DE PEROS
Pela subdelegada da fregatzia da Boa-Vista
se faz publico, que fra apprehendida no dia 15 do
rorrete urna vacca de cor raposa, sem cria : quem
eejulgar cum direilo a mesma, comparrra perante a
mesma subdelegada. Subdelegada da freguezia da
Boa-Vista 16 de selembro de 1855. O subdelegado
em ezercicio, A. F. Martn* Ribeiro.
LOTERA DO GYMNASIO PER-
NAMBUCANO.
Aos 6:000jJ000, 3:000^000. e l;000s000.
Corre ind^bilavelmente ssbbsdo, 22 de selembro.
O caotelisla Salusliano de Aquino J-"erreira avisa
ao respeitavel publico, que lodos os seus bilbeles e
cautelas s3o panos sem o descont de oilo por cento
do imposto nos tres primoiros premios grandes ; os
aes acham se a venda as Ujas segointes: rus da
adeia do Becife ns- 24, 38 e 45 ; na pra{a da In-
na qual a Sra. .Leonor Orcal Mende, desempe- 'Pn"d?nci "8- ?I e S5 fUa NV5 "*>* *S : na
nharamesraa parte de tmtla em que muilo salis- ^? Qae,"iado ns. 39 e 44 ; aterro da Boa-Visla n.
faz ao respeitavel publico.
Os nilervallos dos aclos serao preenchidos com as
syinphonias
A BELLA PERNAMBUCANA E CA VAL-
LO DE RRON'ZE.
Em um dos iutervallos bavera dansa de corda por
madama Welleans, primeira dansariua da rompa-
nina gymnaslica, madamesella Aletandrina e o jo-
ven Menar, os quaes se prestaran tambem em obse-
quio ao bcneliciaJo.
O beueliciado minio agradece ao Eira. Sr. conse-
Ibeiro presidente da pruvincia nao s por Ihu haver
concedido a casa para tesle' beneficio, mas tambem
pelos demais que se lem diguado fpreslsr-lhe alm
desta oceusiao.
Assin, como aos seus companheirot e socios da so-
ciedade dramtica emprezaria, que gratuitamente se
prelam a obsequiado nette espectculo.
Principiar as horas do co.lume.
Os bilbeles de camarote, cadeiras e platea, estao
desde ja ciposlos a' venda em casa do beneliciado
Santa Bosa na rua de Santa Isabel o. 13, a qualquer
hora do dia, e no dia do espectculo no escriptorio
do mesmo Ihcalro.
74, e na praca da Boa .Vista n. 7.
AVISOS martimos
Bilbeles 59800
Meios 29900
Tercos 29O0O
Quarlos 19500
Quintos 19200
Oilavos 760
Decimos 640
Vigsimos 340
Recebe por inleiro
Real Companhia de Paquetes Inglezes
Vapor.
T dia 20
lamame
lo rpstu-
mez es-
pera-se do' su-
o vapor Tay,
commandanle
Sawyer,
depois 1
mora do
rae seguir pa-
ra a Eusopa :
para passageiros, etc., trala-se com os agentes Adam-
son Howie & Companhia, na ru do Trapiche-No-
vo n: 42. Os volumes que pretenderen! mandar pa-
ra Soulampton deverSo estar na agencia duas horas
antes de se fecharen) as malas, depejs desta hora naq
se receberaclumc algum.
COMPANHIJ.DE
NAVEGACAO A TAPOR
LliSO-BK:iSlliEIK\.
O vapor des-
la companhia,
D. Pedro 11,
c ommandanle
o lenle Vie-
aasdo O', es-
pera-se n este
"partode2l pa-
ra 22 do cor-
rele, e depois
da competente
demora segui-
r para a Babia e Rio de Janeiro para passageiros,
etc., dirijam-se au ageule M. D. (odrigues, rua do
Trapiche 11. 26.
Pira a Baha segu era poucos dias o velero
ltate Castro, do qual he capilao Francisco de Cas-
tro, por ja ter parle da carga prosapia ; para o resto
trala-se com seu consignatario Domingos Alves Ma-
tbeus.
Para o Itio de Janeiro segu com brevidade o
brigue brasileiro Aiolpho ; para carga'e passageiros,
Iraja-se com Eduardo Ferreira llalibar, rua do Vi-
gario n. 5, ou com o capilao Maauel Pereira de Sa,
na praca do commercio.
A barca porlugaeza Mara Jos pretende sa-
bir para Lisboa a 25 do crrenle mez ; para o reslo
di carga ou passageiros, trala-se com F. S. Rabello
S F'ilho, ou com o capilao Jos Ferreira Lessa.
Para o Aracaly al 25 do correle deve sabir
o bom conbecido hiale Ducidc,, fin too porte de
seu carregimenlo ; para o resto e passageiros, tra-
la-se com Martin's & Irma.t, rua da Madre de Dos
n.-3. .
___________ *
LEILOES
O agente Oliveira fari leiloDpblico commer
cial, por ordem .do conselho da direccao do banco
de Pernambuco, de doze apolices do mesmo banco,
e nelle depositadas por Machado & Pinheiio, para
pagamente da letra desees na mpurtancia de 1:8209,
vencida em 11 do crrenle: sabbado 22 do corren!
ao meio diaem ponto, no eslabelecimento do referi-
do banco.
Segiinda-fe'ra,17 do crranle, haver leil lo de
ama Ubern sita na roa do Forte n. 2, dos gneros,
arrcurjo e seus perlences.
Joao Pioto_ Begis de Souza far leilao por in-
lerventio do agente Oliveira de 5 pipas e 20 barri-
do qoarlo, com encllenle vinho to Porto, imporla-
dut pelo navio tanta Cruz; e assim mais se vende-
r m na mesma ocessiao, alguna barris de presuntos e
paios: terca-feira18docorrenle^ 10 horas da ma-
nhaa, no arraazem doSr. L. A. A. Jacome, Afronte
da arcada da alfandega.
O agenlejJorja far Icilio em seu armazero, na
rua do Collegio n. 15, de diversos objeclos de dife-
rentes qualidades, como bem, obras de marcioerii
novas e usadas, varios pianoo, obras de ouro e prala,
relogios para aigibeift, vidros e loocas pan servieo
de mesa, eoutros mailos objeclos que se achario pa-
tentes no mesmo armazem ; assim como um ptimo
cabriolel com lodos os pertences: quarta-feira 19
do correnle, as 10 horas.
AVISOS DIVERSOS
O Sr. Manoel Joaquim Fernandes de
Azevedo, que teve taberna na Ribeira,
queira dirigir-seaestaWpbgraphiii, a ne-
gocio seu.
Venidos de seda
BRANCOS E DE CORES.
Os mais modernos chegadoa altimamciite de Pa-
ria, pela Barca Cont Roger: vendem-se na rua rio
Queimado loja n. 17, ao p da Botica, aonde lia
grande porcjlo para se escolbcr.
Para vestidos de senhora a CO -s.!! !
Pela barca Cobo, fioger, viudo orUmamenle de
Fraa^a, chegou unta fazonda nova Vnaparem.., de
la de quadrot e de listraa, que em Hantbiirgo be
fazenda na presente estacan do ultimo gosto para
vestidos de senhora, que a baplisram com o nome
ALMA VIVA, vende-te peh com modo preco
de 640 rs. cada covado: oa raa do Queimado loja
n. 17, ao p da botica.
Para.
VENDA DE 1,000 .fCtpO'ES 1)0 BANCO.
A directora do ianoe Commercial
desta praca, avisa a qiMp convier, (|iie,
Icndo de convertet-se* mesmo Banco em
Cai\a Filial do Banco do Brasil, conforme
se deliberou em Assemble'a Iiajra4 dos Ac-
cionistas, na data de 51 de jejJKb ultimo,
e evistmdo ainda em reserva mil acciies
para completo do seu fundo elTectivo,
tem designado o dia I o de dezemliro vin-
douro para a venda daraiesmas accoes,
em leilao mercantil, ttealisada a venda
seraons referidas accflea^Wflgties aos ar-
rematantes no pt iiiiciiodia Uftil cin me/, de
Janeiro de 185t, dia em que entraraonos
cofres do mesmo Banco con: a importan-
cia das que tiverema^cmairjaa, e no dia
da arrematacao coma de 10 por cento,
como quantia sjlti-eu valor de cada una ;
estas importancias serao rea usarlas em
moeda coi-rente. Previne-Mi riue ja' e\is-
teum fundo de reserva de iafc.515.s070,
eque o valor nominal de cada accao he
de_100*000re'is. IM'U deagqito de
1855.Assignado, Tfenricpje^. flCT\,
presidente.Aii;ustaE. d,
ia^stn,
ey.
secre-
rioto.
tarto.
Precia-se de nma ama de lelte, que sejn es-
crava : na roa ettreita do RosvaTot, casa n. 34, do-
fronte do depositario geral : ojetean (ver, diriji-se A
inetma para tratar.
Precisa-se de duas amas, wat que entendade
costura eoutra que cozinne e engainme : aa roa No-
va a. 17.
feQOUf
3:000
2:000
1:500
1:200
750
GOO
300
O referi-lo caolelisla se respousabilisa apenas a
pagar os 8 por cento da lei nos seus bilbeles intei-
ros, vendidos era originaes. Pernambuco 17 de se-
lembro de 1855.O caulellsta.
Salusliano de Aquino Ferreira.
A pessoa que as 4 \\i horas da larde do dia 13
do correntelevou do abaixo assignari um relogio na
occasiao qutTvinha bascar o seu que linha donado
para se endereitar o qoadradn, faja favor de o man-
dar trazer, poit bem sanemos onde he a saa morada,
e nao queira quoo pablico entre no conhecimenlo
deste negocio, pols elle he batante vergontioso. t'.on-
vm pois, para seu conhecimenlo. dizer-lhe que esle
facto foi presenciado por alguem, que para o nao
envergonhar nio Ihe fez deitar a prezt mmediala-
menle; todava se fuer a re-tiluico do meame re-
logio permanecer para sompre este negocio em si-
lencio ; e ao contrario tari o riissaber de ver pelas
fallan publicas o seu nome transcripto por extenso,
narrando o facto sendo que mo dallar a polica a
inlervir em negocio de tanta monta.
11-'. J. Germans.
O abaixo assignado faz sciente ao publico, que
nesta data admitlio para socio da sua Inja de charu-
tos, no beeco do Abren n. 4, a seu mano Hypolilo
Jos da Cunta Sampaio, e fica gjrando com firma
de Sampaio J Irmao. Recife 14 de selembro de
I85j.Francisco Jos da Cunha Sampaio.
~~" Precisa-se de um cozinhsiro ou cozinheira : na
raa da Cadeia n. 13, sobrado.
D-se al a quantia de 3005000 sobre smente
penhores de ouro e prala : quem precisar, dirija-ie
a rua do Jardim, casa do mesmo nome, na freguezia
des. Jos, que achara com quera tratar.
-~ Precisa-ae de urna ama forra ou captiva, que
saina engommar e cezinhar : a tratar nos Coelhos,
roa dos Prazeres, na quinta casa viodo do uilao do
hospital.
GABINETE PORTGZ DE
m, LEITRA.
nao tendo o conselho drlltierativo ultimado orteus
Irabalhos na sessao de 13 do cofrente, foi adiada a
<:oiiiiininc.-io dalle* para o'dia 17, aa 5 horas da lar-
de. M. F. de Souza Barbuza, 1. secretario do con-
selho.
Precisa-se comprar uma escrava de 30 annos,
iwuco mais oa menos, que soja sadia o detembaraca-
da para todo o servido de uma casa de pouca fami-
lia : quem a tiver, qoeira deixar o numero ria casa
na rua de Apollo, taberna, n. 19, oa na raa do Pi-
lar n. 27, para ser procurado.
O Sr. Anlonin Pereira do Laso, que morn na
rua Direila, qoeira mandar receber uma carta na
linaria da praja da Independencia ns. 608.
Troca-se uma imagen! de Sanl'Aijna. que tc-
nha 10 a 11 pollegadas de altura, anda usada ou por
encarnar, que seja perfeila, em segunda mao : quero
a liver, dirija-se rua Direila n. 10, qae se far* o
njusle.
Precisa-se ile uma prel escrava pan lervico
eicaoai quanlo ao preco a habilidade da mesma o
regular : a riinsir-se 10 paleo do Hospital n. 28.
A pesaos que tiver ama imagem do Seubor,
com um palmo e meio, puoeo mais ou menos, e
queir r-lrocir, dirija-se rua do Livraracnto, taber-
na 11. 24.
. Carros fnebres no pateo do Para-
so n. 10.
Neste eslabelecimento enconlram-se carros fne-
bres par qualquer enterro, com ricos pannos e ador-
aft; alugam-se caixoes e,vendem-se mortalhas de
pfnho. O proprietario incUmbe-se de tirar gratui-
tamente vseu trabalho) licenca parocliial, guia da ca-
ntara ; foriicrc carroa de passeio, cera, msica, ar-
macOese vestuarios, ludo com a inaior promplidSo e
precos commodos. Na mesma casa vende-se uma
parelha de canillas bons Irabalhadores de carro, e
bem assim, um ctvallo prelo para sella, bonita figu-
ra e bom andador.
Preciaa-se de uma ama forra, que sai ha cozi-
nhar e qoe lenha boa conducta, pira ama casa de
pouca familia : na rua di Cadeia do Recife, loja n.
60, defronte da raa da Madre-de-Deoa. >'
Precisa-se de om caiieiro porluguez para ven-
da e que d fiador a sua conducta : no paleo do Ter-
co n. 4.
AMA DE LE1TE.
Precisa-se de nma ama com bom leite forra ou
captiva, paga-se bem : na rua do Hospicio, casa
terrea com tolSo, junto ao sobrado do Sr. dezembar-
gador Santiago.
Precisa-se de alugar uma prela captiva para
todo o servido de casa e rua : na praca da Indepen-
dencia n. 36 e 38, se dir' quem pretende.
Aluga-se ama prela cum ptimas habilidades -
na roa da Alegra na Boa-Vista n. 38.
Acha-se em ajuste a casa terrea n. 3, sita na
roa larga do Rosario, qae boje perlence a Manoel
Oas Pinho por deita de seu to o fallecido Antonio
Pinto de Moraes, de quem he lestamenteiro o Sr.
Manoel Antonio de Jcsos : quem a mesma liver di-
reilo annuocie por esta folha.
Precisa-se de dous ofiicines de charaleiro : no
paleo do Terc,o, n. 17.
1 O abaixo assignado, Ihesojirriro do conselho
administrativo do patrimonio dos orplio-, avisa
quelk dos Sra. proprietaclos dos predios urbanos e
rsticos, foreiros do dito patrimonio, rojos foros hao
cabido em commso, a face da respectiva lei.por se
arharem a dever tres e mais annos, que dentro do
prazo de 30 dias, contados da dala do presente au-
nando, hijam de mandar satisfazer un mesmo abai-
xo assignado, aasislenla em o principio da raa do'
Hospicio, catan, segundo andar, das 9as 9 da
manilla, e das 4 as 6 horas da larde, o que eslive-
rera a dever al o ultimo de dezerobro do auno pr-
ximo passado, sob pena, lindo aquello prato, de se-
rem arrematados os referidos furos, conforme enten-
der o conselho administrativo, vista da lei, e a bem
dos inleresset e orcamenlo das rendas do mesmo pa-
Irir.ionin. Thesouraria do conselho administrativo
do patrimonio dos orpliAos 15 de selembro de 1855.
Joaquim Francisco Uuarte.
Manoel Ferreira dos Sanios avisa aos seas fre-
gaezis que se acha modado com a -na loja de oori-
jes para a rua larca du Rosario n. 42, e tem nevo
sorlimeulo de boas obras e de bom aoslo, e o mais
barato que he possivcl.
JOAO SALERXO TOSCWO DE
ALIEIDA
Morador na corte do Rio de Janeiro, (rua dae Mar-
reces n. 22) novamenle declara que conlinna a en-
carregar-se de qualquer commitslo, ou pretenclo,
que nlo s por esta cidade, como por todo oulro lu-
a ir, ou provincias rio imperio, se pretenda obter pe-
Its reparli^Oet publicas deala mi-sma corle ; offere-
cendo-se elle para requerer e tirar nnmpsccs de
empregos, qoer de juizes de direilo, quer de mani-
cipiet, de desembargadoret etc. ; assim como licen-
Ct, ttulos, habita, conmendas, arlas de britott
de irmis, quaesquer condecoraees e breves par
dispensa de casamento!. Presta'nrio-se com ponloal
actividade na acqnisirlo de qualquer ebjeclo, como
procurador: o annanciante pede a quem se queira
uiilisar de seu trabalho, baja de se Ihe dirigir, por
caria fechada ou directamente ; ou por va dos cor-
reios; subministrnndo-lhe meiat pecuniarios e com-
petentes autoritaeftes para o dito fim. Desejando
isualmente continuar bem servir a quem o oecupe
ter de agradecer-lhe a preferencia.
Precisa-sede um sillo para arrendar-se nos ar-
rabalries desla' cidade, que lenha as commodidades
precisas para 6 ou mais vacras de leile, e que lenha
tambem boa baixa para capim : quem tiver dirija-
se a rua Augusta n. 4.
Aluga se om cxcellenle sitio no Manguinho,
proprio para algum senhor eslrangero, o precisa-se
comprar uma prela de 25 a 30annos, qae lenha boa
conduela : a tratar na rua do Amorim 11. 50.
Aluga-sc a casa de sobrado na rua do Amparo
em Otinda, onde residi o Tinado bispo I). Tliomaz :
a (ralar no aterro da Boa Visli n. 47, segundo
andar.
Oflerece-se um homem para caixero 00 disli-
lador para alcum engenho, do que tem bastante pra-
tica : quem precisar, dirija-se A rua do Brum a. 28,
fabrica de caldeirero.
Os Srs. abaixo transcriptos qaeiram vir 1 ne-
Kocio de seas interestes na Iravessa 4a prarja da
liaiao n. 32 : Francisco Jos Alves de Camino,
J0S0 Francisco dos Sanios, Jlo Manoel de Oliveira,
Jito Bapliala, Jos Esiamslao Ribeiro Pessna, Jlo
nalhcrle, Joao Uuarte de Farin, Manoel Joaquim
d. Smt'Auoa, Pedro Justino da Fonseca Bastos,
Vletor Angelo, Vctor Pereira da Silva, Jos Maria
di Silva, Joao Henrlquaade Souza.
Antonio Francisco Perefn.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
AOS 20:000$, iOjOOOi' 4:0000000.
No da 10 ou llvdo corrente deviam
andar a^ rodas da prkneira lotera, a be-
neica#tla igreja matriz de Rio-Novo. as
lojas do costnme acham-se a venda os bi-
lhetes desta lotera. O vapor PARAN'
trara' a:i listas ou resumo, se for transfe-
rida a sua tbida do dia 10 para 11 ou
12, comoquasi sempre tem acontecido,
e sendo nssim podemos ter as listas ou re-
sumo no da segunda-feira 17, ou terca-
feira 18 rJo corrente: os premios serao
pagos logo que se distribuam as listas.
f"i^5"-rtrjjiH
BB w
ESTRADA DE FERRO DE
PERNAMRUCO.
Constando-nos que teem appareciclo
pessoas olliciosas representando-se como
agentes por parte da companhia da es-
trada de ferro desta provincia, com po-
deres de luzer transaccoes relativas a com-
pra de trras e ate' de influir na direccao
que deve seguii a dita estrada, declara-
moj qwe nao existe pessoa alguma autori-
sada a fazer qualquer trato 011 transaccao
por parte da companhia nem dentro da
capital nem fra della, salvo os ibaixo
aeeignados.Rolhe i Ridoulac.
Fallecendo em Pajeu' de Flores n ajudanla de
engenheiros da repartirlo de obras publicas Bernar-
dino Nnnes de Oliveira ; rosa-so, portanlo, a qual-
quer pessoa a qaem por ventara ene lenha -fleado a
dever, que aprsente suas enntas no prazo de 8 dias,
a contar da data dette, a Manoel Antonio Rodrigues
Samico, na raa da Horlas n. 38. -
LOTERIi DA PROVINCIA.
Acham-se venda os bilbeles e cautelas do cau-
telista Antonio Jos Bodrigues de Souza JuaSpr, da
primeira parle da segunda lotera do GvrruiaaV, na
prac da Independencia, lujas ns. 4. 13T15e 40;
rua Direila n. 13; iravessa do Bosario n. 18C ;
aterro da BoaVista n. 72 A, a na rua da Praiajrtoja
de fazendas n. 30. O andamento das rodas he em o
dia sabbado, 22 do corrente. As sortes que saturen)
em seus bilheles e cntelas sSo i inmediatamente pa-
gas por inleiro sem descont alcum, logo que se dis-
tribuam ai Islas ; sendo at grandes em seu escripto-
rio, na rua do Collegio n. 21, primeiro andar, e as
oulras em as referidas lojas.
Bilheles 58800 Recebe por inleiro
28900
QiiXftJ
TTTTl
Meios
Teigos
Quarlos
Qninlos
Oilavos
Decimos
29)00
1J500
11200
760
640
6:0008000
3:0003000
2:0009000
1:5008000
1:2008000
7508000
6008000
3008000
Vigsimos 340
Aluga-se uma grande e boa casa no
lugar da Torre, a' beira do rio, ou por an-
no ou para passar a feta : na rua da Ca-
deia do Recife n. 52.
Precisa-se para Macei, um rapaz
que tenha pratica de pharmacia, seja in-
telligente e de boa conducta : a tratar
na botica do Sr. Luiz Pedro das Neves,
com Pedro Simeao da Silva Iraga.
Russoseallados
attendei !
A' loja n. 11 da raa Nova acaba de chegar nm im-
menso sorlnento de estampas coloridas em grande
poni, de diferentes episodios da guerra do Oriente,
comprehen'dendo diversos pnulos de visla de Sebas-
topol e otrtroslugares d Crimea, assim como lodae
as personareis iuleressadas nesta lula, quer rustas
quer alliadas ; a ellos, pois, dirijam-se com os cobres
os apaixonados, qoe terJo uns NapoleSo, victoria,
Pelissier, Canrobert, Ragln, Clarcndnn, Sanl-Ar-
naud, Hamelin, Omer-Pach. Abdul-Merijid.Droaio
I.honys, D1111 las, Napier ; e oolrot Nicolao, Ale-
xandre. Constantino, Miguel. Nessekrode, (iurtseba-
chofT, Sk.aken,Menteliieoir, Francisco Jos, Buol.elc.
ele. A exaclido e fidelidade dos objectosrepreseo-
tados sao palmares, reconhecendo-se a primeira va-
la. Tambem ha ricas collerrSes da Via-Sacra, com-
posla de 14 neis estampas, alm de muilas oulras
avulsas de dilTerenles santos.
Os cautelislas Oliveira Jnior & Companhia
tem rewlvido garantir tambem snss cautelas dos olio
por cento da lei, como abaixo vai notado. Tem ex-
poslo i venda a primeira parle ala segunda lotera
do Uymnasio Pernarabucano, as lojas segainles:
rua da Cadeia do Recife n. 9, dita da Cadeia de San-
to Antonio n. 6, dita do Collegio n. 15, dita,do Quei-
mado ns. 63 e 22, dita estrella do Bosario ns. 17 e
30. dila larga o. 34.
Preeisa-aa da nma ama forra aa captiva para
engommar e cozinhar : aa taa Nova a. 5, artmairo
indar.
I'rncis.-se de 2008000 a juro* cora penhores de
ouro e prala ; quem quizar fazer este negocio, an-
iiuncie por esle jornal para ser procurado.
Detappereceu do largo da ribeira de S. Anto-
nio, 00 dia 13, ao melo-dia. um motoque de nomo
Constantino, de idade de 12 a 14 anona, com um
chapeo de palha grosso,calca da algodao axul de lialra
iniuda ; suppoe-se ler-se perdido por ser a primeira
vez que veio aesla praca: a peaaeaque o appreben-
der, levo-o a rui do Trapicha Novo, em casa da Bas-
tos & Irmao, ou ao tasa aolior 110 engenho do Maiqa.
que ser recompensado.
Desappareceo no dia 13 do corrate nm mo-
leqae crioolo.de^idade 17 annos, pouco mais ou me-
nos, bonita figuro, de nome Justino, rosto lustroso,
beicos grotsos, com uma cicatriz pequea por debai-
xo do canto do olho esquerdo do lado de tora ; tem
a falla grossa ; suppSe-se ter fgido para a Casa For?
te, levou calca branca, camisa de rucado azul :
qaem o pegar levo-o ao paleo dn Uvramento n. 13,
que sera recompensado.
Deseja-se fallar ao Sr. J0S0 Martina Goocatvas,
ou a qaem por sen procarador esteja habilitado : aa
rua do Trapiche q. 17.
COMPANHIA DE FIAfAft E TEGI-
DeS.'M0 RECIFE.
A direcc3o da com-
panhia deFtacaoeTe-
cidos de algodao con-
vkls aos Srs. accio-
nistas d companhia.
a realisarem do 1 ao
ultimo de outubro prximo, em no do
caixa Sr. Antonio- de Moraes Gome* Fer-
reira na casa do Banco, e as tercas esex-
tas-feirasde cada semana, uma prestacao
de 10 por cento .sobre o capital. Recife
11 de setemlj!del855.Barao de Ca-
maragibe, presidente.Joao Ignacio de
Medeiros Reg, secretario.
GOMOS.
He chegndo a praca di Independencia nt. 24'a
30 loja de Joaquim de Oliveira Maia om variado e
completo sortimento dos desejadpsgorros de fino ve-
lado de tedas aa cores, bordados do meltior gosto
possivel a ouro e matiz. Na mesma loja se receben
ltimamente grande ser tmenlo de tomos de borra-
cha es quaes se vendeos por mdico preco.
. Falque.
. RL i DO COLLEGIO Pi. 4
Heci'beu-ce pelo ultimo navio viudal de
Frinca. os segainles objeclos :'.
Palitos de panno prelo e de cor, forrados I
de sed do fatuta) para cima.
Ditos de Ua de cores muilo liados.
Diloi de alpaca prela de 68 a 108000.
Ditos de brini blanco e de cores de 28500
para cima.
Caifas de casimira preti fina a 10|000.
Ditas de dita de cores de 68 a 98000.
Ditas de brim de cor e brancas de 38000 a
58000.
Calcas, coUelese palitos da ouem ira mes- |
ciada.
Vestimenta completa de diversas coros.
Colli'lcs de setim,*MKo e casernira.
Palitos de ganga mn^aajarioreB.
Ditos de seda de superiorflfcaldade, ctf-
Ihea-
ros e escuros, de 108009 i lfiyu.
lirande sorlimenlo do mallat, sacei
mala e taceos de tapete para vinero,
lado de laa para sabidas do baile,
Iro, etc.
E grande quantidade de enafefoi de aolde
aeda o de panninhe, lanto para Bornea) limo
para senhora, e baleiai para veetidot e etpar-
liltios de senhoras.
Bilheles
Meios
Tercos
Quarlos
Oilavos
Decimos
Vigsimos
58800
2900
28000
18500
760
640
340
Recebe
a


-
6:0008000
3:0008000
2:0008000
1:5001000
7508000
6008000
3008000
Desappareceu do sitio do Sr. Henry
Gibson, na ponte de Ucha, indo para
Casa-Forte, um preto escravo de nome
Januario, pertencente ao Sr. Francisco
Gomes de Oliveira. outrora ao engenho
Massangana: roga-se aos autoridades po-
licaes ou capitaes de campo, de o ap-
prehenderem e leva-loao dito sen senhor
que sera' bem recompensado.
Aluga-se uma boa casa com cochei-
ra, estribarla para 4 cavallos, quarto pa-
ra pretos 6 seuzala para os mesmos, tudo
novo, e grande terreno com baixa que da'
capim para dou cavallos na maior forca
drjrverao, na Torre, beira do rio, junto c
casa doSr. Francisco Gomes de Oliveira:
na rua da Cadeia do Recife n. 52.
Quem annunciou comprar um Atlas
#e Simncourt, querendo umpor 15$ rs.,
procure-o na praca da Independencia
ns. 12,14 e*S.
Precisa-se de uma ama de leite: na
rua da Cali;ada-Alta n. 9.
LOTHA DO GYMNASIO PERNAM-
BUCANO.
S 6:000S, 3:000,? E 1:000.
_ O calavelista da casa da Fama Antonio da Silva
Guimares fa. sciente ao pablico, que tem esposlo
n venda os seui bilheles e cautelas da primeira par-
la da segunda lotera do (ymnasao, a qual corre no
dia 22 do crranle. O mesmo caolelisla chama a
alienc.o dos compradores de bilheles, para que cofrt-
prem os seus, pois que qoasi sempre veude as sortes
grandes, e quieaes sao vendidos as segainles casas:
aterro da Hp-Vista ns. 48 e 68 ; rna do Sol n. 72
A ; praca ada Independencia ns. 14 c 16 ; raa do
Collesio n. 9; rua do Rangel n. 54 e rua do Pilar
n. 90.
Recebe por inleiro
com descont
"**
Bilheles 51(800
Meios ajrwo
Quarlos 1)440
Oilavos 760
Decimos 600
\ igesimos 320
6:0008
2:7608
1:3801
6903
5528
2768
O mesmo cinielisla declara, que garante nica-
mente os bilheles inleiros em originaes, no soOren-
do descont dos oilo por cenlo do imposto geral,
e que as suas cautelas premiadas com oa premios de
OOaOOO para baiio sao pagas mamas lujas, sem dis-
iiurr.iii de serem vendidas nast tros premios minores no aterro da Boa-Vista.
Precisa-serie uma ama para casa de pouca fa-
milia : quem qnlzer dirija-se a ra larga do Rosa-
rio n. 2, segu ido andar.
Prccisa-ie de uma ama de meia idade pora ra-
sa de homem v iovo. e que se sujeile aos servicos da
portas a deulro e fora : na rua do Sebo n. 37.
Deseja-se fallar ao Sr. Manoel Francisco Bo-
na, natural de Portugal, da freguezia de CiSo, lugar
da Ijige, veio para esla provincia em 1852,a pedido
de sai familia e negocio de seu iuleresse : na rua da
Cadeia de Sanio Antonio, taberna n. 16.
Jos Nui.es de Oliviiri vai a Pajea' de Flore*
e deita em son ausencia enearregados tos .seus ne-
gocios os Sra. Manuel Antonio dos Pasaos Oliveira,
Carlos [-'cancheo Soares o Manoel Amonio Rodri-
gues Samico, ijudanle do Ibesoureiro daa obras pu-
blicas.
Candido Jos Lisboa, amigo dlsolpnlo do Sr.
padre Joaqun Rapharl da Silva, approvado pelo
lyceu desta cidide, com pratica de entinar, d* Ic6es
de latim na rua de Aporto n. 21. Da tambem lices
de eTihimatica portogaeza e franceza, ou na clasie
colleclivimente, oa a cada um de per si da larde a
noile; e recebu peasionlslai de pouca idade.
Quem quizer comprar os seguintes
livrosCharma', Algebra,Trigono-
metra Brucliner, Direito .Natairal e o
oaMnpemliodeDireitoEcclesiastico: dirija-
a rua *streita d Rosario n. 39-^A.
O solicitador Gamillo Augoil^rreirin
Sil\.(. mudou a sua residencia para a rae da I
\ Gamboa do.Carmo n. 38, primeira andar, en-
de pode ser procurado para os nilste
sua prouaaao, bem como no paleo do
gio, earriplorio do Illra. Sr. I
Atteneao.
I.UIZ CANTAREI.LI avisa, ao respeitavel pabii-
blico, qae mudou a sua sala de dama e casa de
residencia da roa das Trincbeiraa n. 19, parta rua
das Cruzes n. II, primeiro andar.
W <*
DENTISTA FRAHC
9 Paulo aignom, dentista, estibe
9 roa larga do Rosarlo h. 36, segando
ti colloca. denles com a pressao do ar, e chumba #
9 dsntes com a massa adamantina e outros me- 0
taes.
3#
Precisa-te de ama ama escrava oa forra para
o tarrico interno de uma casa de ppuca familia : aa
raa do Hospicio n. 7.
Na rna larga do Rosario esl para ilogar-oe o
sobrado n. 23, lano a loja como o primeiro e oMati-
do andares : irata-se com o Dr. Cosme 1eS* Portara,
no Recife, rua. da Croz n. 53.
nt*ta *>
O Dr. Caetano Xavier Perein de BrilO >
{avisa ao respeitavel pablico, qoe modo sua 0
residenril pira a eaia coaligea n. 45, no a- OJ
J gundu i leteeiro andar, onde poda ser pro- 9)
0 curado tanto*de dis como a qualquer hora da B)
0) noile, para ot miiteret de sua pronssSo. m
-INp
Rua & Nova
V 22/
L. DELOUCHE tem a honri de annnnciar respeitavel pnblico, qne acaba de receber pelo ul-
timo paquete o mais bello sorlimenlo di relogios
de ooro patente Inglez do melhor fabricante de Li-
verpool, de aro patentes horizontaes, e roteados
de ouro de 18 quilates,'e um grande torilmente de
chaves e oculos. por precos moito ventajosos o ay-
ancados.
O Dr. Ribeiro, medico, contina a rs
roa da Cruz do Recife n. 49, negando indar.
gao sfsiaiiaii aa aifcl mi aai m l a^aoaaataatart
^nrw^"eH^T"|aajraa7of'afo ti 1 o> aj it^ii lian
r/U\tlr.i i
__-KSaQEg-
A ESTRADA DE FERRO DO RECIFE E
RIO DE S. FRANCISCO.
Aos negociantes cm madeirflk outros.
Precisa-se inmediatamente; para a
construccao da estrada de (erro cima,
uma grande quantidade de madeiras di-
reitas, das qualidades mais approvadas
para esteios, etc., que tem de resistir a
accSodo tempoe agua salgada, assim co-
mo Pau-ferro, Sapucaia, Pau-d'arco, Em-
birbii-|treta, etc. Quem quizer contra-
tar ditas madeiras, comm un que por cor-
ta mencionando as particularidades a res-
pe to da quantidade que pode ser lorneei-
da em um tempo marcado : dirija-se ao
contratante Jorge Furness, no escriptorio
dos Srs. Rothe & Bidoulac, na rua do Tra-
piche n. 12, primeiro andar.
Esl a sabir a luz no Ro de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTRAHIDO DE ROFF E BOEN-
NINGHAUSEN E OUTROS,
posto em ordem alphabelica, com adeseripea
abreviada do todas is molestias, a indieacSo phytio-
logca e Iheripeolica de todos es medicami *
meopathicos, sea-lempo do accJo e
seguido de um diccionario da signi
os termos de medicina e eirurgls, a
das pessoas do povo, pelo
DR. A. J. ifeULll
Sabscreve-se pira esta oi
pathlco do Dr. LOBO MOSCOZO, rua Nova a. 500/
primeiro indar, por 58000 em brochura, a 6*00.
encideroado, *
'



-


DIARIO DE KRiMBUCO SEGUNDA.
'
CONSULTORIO DOS POBRES
5!
17 DE SETEMBRO DE 1855

O MUA VOTA 1
ttO.
O Dr. P. A. Lobo Moscqgo di consultas homeopathicas lodos os dias os pobres, desde Moras da
manhaa ateo aaeio da, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou imite.
OHerece-e igualmente para pralicar qualquer operario derirurgia. e acudir promptamente a qual-
quer mulher que esteja mal de parto, e cujascireumstanciasnilo lormitlam pagar ao medico.
JO CONSULTORIO DO DR. P. A. LOBO I0SC0Z0.
50 ra nova 5o
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo de meddicina homeopathica do Dr. G. H. Jahr, Iraduzido em por
tuguez pelo.Dr. Moscozo, quatro volumea encader'nados em dous e aeompanhado de
um diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc.; etc. -^K. -2000
Lila obra, a maisimporlaole de todas as que tratam do esliido e pratica da homeopathia, por ser a nica
quecontm abase fundamental d'esta doutrnaA PATHOGENESIA OU EFFEITOS DOS MEDICA-
MENTOS XO OKGANISMOEM ESTADO DE SADEconhecimenlos qne nao podem dispensar as pes-
soas que se querem dedicar pralica da verdadeira medicina, interessa a todos os mdicos que quizerem
esperimentara dootrina de Hahnemann, e por si mesmos se convenceren) da verdade d'ella: a lodos os
fazendeirose senhores de engenho que esli longe dos recursos dos mdicos: a lodosos capllesde navio,
que urna ou oulra vez nao podem deixar de acudir a qualquer incommodo sen ou de seos tripulantes :
a lodos os pais de familia que por circnmslancias, que nant sempre podem ser prevenidas, sao lobriga-
dos a p rular O vade-mecum do homeopalha ou tradcelo da medicina domestica do Dr. Bering
obra tambem til as pessoas que se dedicam aoesludo da homeopathia, um volu-
nte grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina .... 109000
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, ele, ele, encard'endo' UMH
Sera verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo 'seguro na pralica da
horaeopalhia, e o propietario deste estabelecimeto se lsongeia de te-lo o mais bem munlado possivel e
mnguem duvida hoje da. Brande supenondade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 tubos grandes............- _
Boticas de 24 medicamentos enr glbulos, a 10f, 129 e 158000 rs........
Ditas 36 ditos a ..... .
Dilas 48 ditos a.................
Ditas 60 ditos a......." .....
Ditas 144 ditos a.........-.....,.
Tubos avulsos ........... "......*
Frascos de meia onca de lindura. ....... \ \.........
Ditos de verdadeira llnctur a rnica.......".."...*.' '
.-.iJ?* nleslna_,(:,"a ha emP""> venda grande numero, de" lobos' de cntal d'e diversos
7pTp^sTuVt^^nS'-" qua,qoer enc"da de ---.-S X3S
83000
209000
259000
309000
608000
18000
2*000
2*000
TRTAMENTO homopathico.
Preservatico e curativo
DO CHOLERA MORBUS.
PELOS DRS.
ou iustruccao ao povo para se poder curar desta enfermida,, administrndoos remedios llais eflicazes
.para alalha-la, emquaolose retorre ao medico, ou mesmo para cura-la independente desles nos luizares
em que nao os ha. 8
TRADUZIDO EM PORTUGUEZ PEL<\DR. p. A. 1,080 MOSCOZO.
Esles dous opsculos conlas indicacOes mais claras e precisas, o pela sua simples e concisae nosi
Ci esta ao alcance de todas as ialeUigencias, nao so pelo que diz respeilo aos meios curativo, como orin-
c.palraenle aos preservativos qu. m dado os mais satisfactorios resollados em toda a parte era nue
ellestem sido postosem pralir*. !< iu que
Se^doo Iralamentciliomtopalhicoo unicoque (em dado grandes resoltados no carativo desla horri-
velenferm.d.de, jolgamosa proposito Iraduz.r estes dous importantes opsculos em lingos vernac -
la, para dolarte facilitar, a sua leilura a quem ignore o francer. ""gua veruacu
Vende-se nicamente no Consultorio rio traductor, roa Nova n. 52. por 23000 rs
----------1--------------------------------------------------------------------.--------------------------------------------------------------------------------^__
I J. JANE. DEfnSTA. I
S contina a residir na roa Nova n. 19, prmei- m
ro andar.- t*
Aos Sil. estudantes.
As abras annunciadas por 38000, na roa do Quei-
mado a. 24, nao se vendem mai pela frm anhun-
ciada, e sim a vontade>e%eom.iir.idor, a por commo-
do proco ; aellas, qae se estilo acabando.
Noves livroa d neweopaJhia era francez, seb
todas de surama importancia : *
Hahnemann, tratado das molestias chrooicas, 4 vo-
luntes.
Teste, molestias dos meninos .' .
Herng, homeopjsjbia domestica. .
Jahr, pharmacnpeabomeopalbica. .
Jahr, novo manual, 4 volumes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pe le.......
Rapou, historia da nomeopalhia, '2 volumes
Harthmann, tratado completo dasmoleslias
dos meninos..........10800o
Testo^lateria medica homeopathica. 88000
[** JPv*utri.Da "'edicajioiiieopailiica 78000
ling, verdade da homeopathia. .
Diccionario de Nyslen.......
completo de anatoma coa bellas es-
209000
69000
78000
69000
169000
69000
89000
169000
69000
48000
108000
^das, conteodo a descripcao
as a*TJlrl
30*000
IIHII as^Rrles do corpo humano .
vedem-se todos esles livros no consultorio homopa-
thico do Dr. Lobo Hoscoso, ra Nova n. 50 pri-
meiro andar.
I Br. Sabino Olegario Ludgero Pinho, O
Mi" do palacete da roa deS. Francis- u*.
' n. S8A, para o sobrado de dous. anda- V9
bC, ruada Santo Amaro, (mundo novo.) A
-99-999999
JDLA DE LATtM.
cente Ferrer de Albuquer-
Su a sua aula para a ra do Ran-
11, onde continua a receber alum-
nos eexternos desde ja'por mo-
ro como he publico: quem se
:riitilisar deseu pequeo presumo o,
'de procurar no segundo andar da rele-
da casa a' qualquer hora dos dias uteis.
Aluga-se urna casa larrea no Monriego, feita
moderna, e com bous commodas para pequea fa-
milia : a tratar no paleo do Terc.o n. 9.
ae Eim. Sr. presidente.Jos da Rocha Pa-
tendo soffrirlo pietericAu em seu direito da
Morarla de fazenda d*esla provincia relaliva-
menU a cobranca da quanlia de dolls cotilos e lan-
os mil ris, que mesma fazenda lhe he devedora,
proveniente de medicamentos que o supplicanle for-
ueeera para os hospitaes regimentaes desla cidgde, e
islo nao obstante ordem eipressa do thesouro que
ezigia prompla infrmaso. e tambem as reclama-
res do sopplicaole, nesla collisSo recorren elle a V.
Eic por orna petieflo para ver se por este modo, se-
0?**Cb* *aa Pre,en!i|o;nisssuccedendoqae
tendo V. Esc. iDandado]ororinar;i mesma Ihesoura-
na, esta por motivos que o supplicanle ignora, tem
delido desde o 1. de junho al o prsenle a referi-
da mformacao por V. Eic. exigida, causando desta
arte ao supplicanle grave prejuio"; por isso o sup-
plicanle.de novo recorre i V. Ezc. afim de que como
primara aotoridade .Iminilrativa da provincia se
dmge mandar que a referida Ihesouraria baja de dar
* '2rorm"S?,0 Pr v- E*c. etgida. Neslet termo.,
S V Y-.E,C" ",im ,he defira.E R. Me /oe
da Rocha. Paranhos.
Informe o Sr. inspector da lliesouraria de fazenda.
1 alacio do governo 28 de julho de 1855.Figurt-
T6m0
Regiment de costas.
Sahio a luz o regiment das cuitas judi-
ciaes, annotado com os avisos que o alte-
raran! : vende-se a 500 ris, na livraria
n. 6 e 8 da praca da Independencia.
?JJ) -MMSJ4Mfc#9Asl
.# O medico Jos de Almeida Soares de l.ima (j>
S Bastos, modoa asna residencia para a roa da %
Cruz sobrado amarello n. 21, sitando an-
:dar. 5
-----Na obra que se esta' fazendo de-
fronte da igreja de San-Francisco, preci-
sa-se de serventes: a tratar na mesma
obra, com o administrador respectivo.
SK3E888r3aBKK
dico, ("non sua
Wt O- Dr.^H^Femandes. mediro.
jgj resideuciPafo primeiro andar da casa da roa
jj. Nova, esquina da do Sol, onde pode ser pro-
JJ curado a qualquer hora, para o exercicio de
)H saa profissdo.
O bsdiarel A. R. de Torres Bandeira. actual
professor de lingua franceza no Gvmnasio desta pro-
vincia, contina no ensino particular desta mesma
Hngua, e bem assim da lingua ingleza, rhelorica,
geographia e phiiosophia ; e para mais facilitar o e
ludo de algumas destas materias preparatorias aquel-
las pessoas que nao poisam frequentar sua aola as
hora designadas em seus ar, tenores annuncios, pro-
pfle-se abrir um corso dasduas limzuas e oolro de
rhelorica e potica, sendo os dous primeiros das 5
toras e meia da larde at as 7 1|2 Ja nole, e o se-
gundo desea hora al 8 : qoem quizer malricu-
lar-se em qualquer um desles corsos, pode procra-
lo desde j na casa de sua residencia, na ra Nova
sobrado n. 23, segundo andar, onde lambem prose-
gue no ensino destas mesmas disciplinas e das oulras
as horas j desde o principio annunciadas para
aquellas que entilo as poderem ettodar. propor-se-
ha igualmente a abrir corsos de philosophis, de geo-
graphia e historia noite, quando para taes estudos
lionver numero sudiciente de alumnos, a contar do
t.de selembro em diante: e protesta continuara
cumprir Uo eiaclamenta quaulo lhe for possivel os
deveres do magisterio.
NAVAI.HAS A CONTENTO E TESOLRAS.
Ng ra da Cadeia do Heeifa n. 48, primeiro an-
dar, escriptorio de A uauslo C. de Abren, conli-
ft_a vender a 88000 o par (preco B>, as j
acidas e afamadas oavalhs de barba feilas
'abricante que foi premiado na ex,x>sf3o
La* quaes alm do dorarem ezlraardina-
_, nao >e sent m no. reato na ac^Ao d corlar:
>P%a com a cndilo deres os compradora dlvo!V-ias al 15 dias depois
pa compra reslituinde-se o Importe. Na mesmj ca-
sa ha ricas tesounnhas para unhas, feitas pelo mes
mo fak'icante.
Attenco.
No novo eslabelecimenlo fle armador e cera, ater-
rada Boa-Vista n. 39 alugam-se caiioes para aojos
e deruntos e lodos os mais arrojos necessarios para
laes actos, incumbe-se de qualquer enterro para Ij-
rar lecencas, convidar padres,armacao na igreja para
quaesquer actos fnebres, carros etc., assim como se
receoem encomendas para se fazerem caberas.peilos,
bracos, mos, pernSs e ps, e cera paraqoalqoer
premessa, ludo pnr presos rasoaveis.
Agencia de eontabilidade commercial.
Cfiristovao Guilherme Breckenfeld, habilitado
com os conhecimenlos pralicos, qoe em maleras*de
commercio tem adquirido durante muitos anuos que
as tem exercicio nesta prac, como caixeiro, guarda-
livros e gerenlQde negocios proprios e alheios, ofle-
rece aos negociante desta e das oulras pracas do
Brasil, assim como a oulras quaesquer pessoas o seu
prest mo para o fim de dirigir ludo o que se refere
a eontabilidade, como seja : rever e ajusfar comas
de qualqoer natureza, orgaoisar balancos e regula-
nsar liquidacOes de fallmenlos, de sociedades,
raleos, regulacoes de avarias, inventarios^ parlilhas
amignveis de qualquer especie de bens, exlrahir
comas crranles com juros ou sem elle, por em da
escnplura^oes atrazadas, lomar eoota de qualquer
nova escnpiura5ao por partida dobrada, mixta ou
simples, arbitramentos judici.es.conlralos coommer-
ciaes de qualqoer nalureza etc. etc. Encarrega-se
oulro sim de dirigir qualquer negocio judicialmente,
quer peranle o juizo commercial, quer peranle o
tribunal do commercio em primeira e segunda ins-
tancia, para oque tem a cooperac.lo de um dos mais
habilitados advogados e de um dos probos e iulell-
gentes solicitadores do foro. Para este fin tem o
annunciaule aberto o seu escriptorio na ra da Ca-
deia de Sanio Antonio n. 21, onde pode ser procu-
rado das 8 horas da manhaa as da tarde. O an-
nunciante espera merecer desla e de nulias pracas
um bom acolhimento, sendo o seu estabelrcimeMo
da mais reconhecida nlilidade.
ChristovAo Guilherme Breckenfeld.
BK
. AO PUBLICO.
Mo armwm de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de .fazendas, finas e grossas, por
prectfc mais baixos do que einou-
tra qualquer parte, tanto em'por-
<:6es, como a retalho, amanendo-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimeto
ahrio-se de combinaqao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemaas e uis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto offerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietano deste importante-es-
tabelecimeto convida a' lodos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos Si Rolim.
loja n.
esquina
0
<0>
COMPRAS.
Compra-se o diccionario francez de Fonseca e
Koqnele, em bom estado : na ro da Cruz n 28
segundo andar. '
Comprase um escravo que nSo lenha vicios
oem acnaques, e que sej;- de boa conducta, ainda que
nSo seja moto : a tintar na ra do Collegio n. 21,
primeiro andar. si
--ompram-se accoesda com|fenha de
Bebenbe: em casa de Tasso IrmaoM*
PAR4. UMA ENCOMMENDA.
Compra-se urna escrava moca, de boa figura,
que entenda de cozinha e aleuma cousa de eugom-
mado: no Recife, becco do Goncaives n. 10.
Compra-se nma salva de prala de quatro copos,
pouco mais ou menos, e urna colherde sopa, s pe-
lo respeclive peso : na ra das Cruzea <40.
VENDAS
Oracao contra a peste e o cholera-
morbus.
Acha-se venda na livraria n. 6 e 8 da praca da
independencia um folhetinho com diflerenles ora-
oes conlra o cholera-morbos, e qualquer outra pes
le, a 80 rs. cada um.
Grande pe-
CHINCHA.
Na ra do Queimario n. 19, vende-se ma-
dapolao fino a 39200 a peca, lencos de re-
ros de todas as cores para senhora, cam- |
braias francezas finas e de padrees mais mo-
dernos que tem vindo ao mercado, alpaca
de seda muilo bonitos padrees a 680 o co-
vado, chitas franceza* a 260 o envadp de
muilo bonitos padroes e muilo finas, laa de
quidros a 00 rs. o covado.
He chegada a r-
CA FAZENDA DENOMINADA,
Nilinde,
que por seo rico gosto e pela qualidade, nSo dexa
5e,[-llr; lod,ae'1 "laa. pelo barato preco
de 68-iO0 o corte, com 13 covados e raeio : na roa
do Queimado n. 38, era Trente do becco da conere-
gacao. 8
Saccas com milho novo : na
2(i da rita da Cadeia do(Recife,
do Becco-Largo.
.'UBLICACAO' DO INSTITUTO 110 9
MEOPATHICO DO BRASIL. 9
W THESOURO HOMOPATHICO %9
9 ou
9 VADE-MECUM DO 1Q
9 HOMEOPATHA. ^
9 Mclhodo concito, claro e teguro de cu- ^fi
rar homcopathicamente toda as molestias k
que affligcm a especie humana, e part- w
^ cularmente aquellas que reinam no Bra- fA
sil, redigdo segundo os melhores iraid- ^.
dos de homeopalhia, tanto europeos romo W
A americanos, e segundo a propria xperi- dk
" enca, pelo Dr. Sabino Olegario Ludgero J
Pinho. Esla obra he noje reconhecida co- <$J
M moa roelhor de lodas que tratam daappl- s%
W cacalo homeopathica no curativo das mo- J
c^| lestias. Os curiosos, principalmente, nao O
podem dar um passo seguro sem possui-la e
consulla-la. Os pais de familias, os senlio-
IA res_ de engenho, sacerdotes, viajantes, ca-
pitaes de navios, serlanejos ale. etc., devem
te-la mao para occorrer promptamente a
(A qualquer caso de molestia.
g Doos volumes em brochura por 108000
V/ > > encadernados II9OOO
*l Vende-se nicamente em casa do autor,
' ra de Santo Amaro n. 6. (Mifedo No-
^ NA MESMA CASA.
vendem-se os mais acreditados medica-
mentos homeopalhicos preparados sob as
vistas inmediatas do autor, por preros va-
riaveis .segundo o numero e dynamisac,ao
dos medicamentos, tamanho dos tubos e
riqueza das caixas,
F Botica de 24 medicamentos, de 129 a 208000
30 1 ."a 2.-19000
36 188 a :W W 48 (i '088 483000
M 60 309a 608000
1 96 48 a 90800o
W < 09a 1008000
N. B.Cada urna carteira encerra lam-
bem os medicamentos proprios para o cho- w
'g) lera-morbus. (A
Vende-se um carro de qualitj ro-
das, com quatro assentos, novo e
milito maneiro, vendem-se boas pa-
relhas de cavallos para o mesmo,
cavado de cabriole! e enrrocs, ludo por preco com-
raodo : na ra Nova, cocheira de Adolplio Boor-
geois.
Vende-se um escravo de oacao, com dade 40
annos, pouco mais ou menos, proprio para servido
de campo : na ra dos Quarleis n. 24.
Vende-se um cavallo castanho, bom andador
baixo, muilo novo e sem achaques: na ra Direila
n. 106.
\"encle-se a verdadeira cal branca de Jaguari-
be, por preco muilo commodo : no armazem de ma-
teriaes da travessa do Pocinho n. 26 A.
Vende-se urna carioca para 2 bois, por preco
commodo : no armazem de materiaes da travessa do
Pocinho n. 26 A. ,
Vende-se um escravo canueiro, de 17 annos
de idade: na ra do Rosario da Boa-Vista, casa que
tica com a frente para a ra de Arago.
Vende-se urna canoa nova de earrera, bem
construida,, sem uso, por isso que anda nao foi n'a-
gua, propria para familia, por pegar mais de 16pesr
soas, arhando-se piolada de muilo bom goslo, po-
preso muilo commodo : na travessa do Pocinho, ar.
mazem de materiaes n. 26 A.
Vende-se um excellente violao, com muilo boas
vozes, por preco muilo commodo : na ra Imperial
n. 52.
Aos Srs. marchantes.
Vende-se urna vacca gorda : na ra da Soledade,
casa n. 58.
i
Na ra do-Crespo, jarft
to ao arco de -""'auto Anto-
nio, loja nova da quina do
sobrado do eommendador
Mgalhaes Bastos,. ven-
dem-se todas as fazendas
salvadas da barca GUS-
TAVO II, naufragada en.
Mara Farinha, e ultima-
mente arrematadas nos di-
versos leiloes feitos na al-
fandega desta cidade, sen-
do de mais prvida com
chitas e cassas fiuissimas
e outros objectos que iam
para a Baha, e que aqui
ficaram a pedido; tudo se
vende por precos baratissi-
u:os para acabar depressa.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de^ C Starr. & C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara
dos 1 ferro de -'?sir<~" qualidade.
MIHI1RO
oao se engeita,
RA DO QUEIMADO N. 40.
ilenriqoe & Sanios acabara de arrematar em lei-
13o grande porgan de fazendas de seda, lia e seda,
linho e algodao vindas pelo (ustaoo 11, e qnerendo
acabar avisara, ao publico que se vendem por dimi-
nuto preco as fazendas seguinles, bem como oulras
rauilas, e dao as,amostras com penhor.
Nobreza furia-cores para vestidos o covado
Proserpina de seda de quadros
Ricas laas de quadros para vestidos largos
Kiscados-francezes, imitando alpaca de seda
Kiscado monslro de quadro para veslidos
Chita franceza larga lindas padroes -
Cassas escossezas novos padroes
Alpaca lisa de ahjod pura palitos
Velludo preto o melhor possivel
Selim preto macao liso
Setim preto lavrado para veslido
Sarja prela hespanhola superior
Alpaca preta de lustre fina
Alpaca de cordao prela e de cor
Merino preto e de cor de cordao
Panno preto fino para palitos
Panno lino de vanas cores
Ourello preto para panno
Ditos de laa de cores para meninos
Chales prelos de retroz
Hicos chales de merino bordado malisado
Oales de merino bordado liso
Dito dito cora franja de seda
Dito dito com franja de laa
Lidos lencos de setim de cores para grvala
Lencos de seda de cores grandes para se-
nhora
Ditos de setim preto maco pira grvala
Ditos de seda pequeos para homem
Ditos dilo de cores para grvala
Ditos de carabraia de linho pequeos
Ditos de casia pequeos broncos
Collarinhos muilo linos
Cortes de casemira prela fina
Ditos de casemira de cor de lindos padroes
Ditos de colletes de toslau finos
Ditos do laa
Lindos corles de colletes de seda de cor
Corles de casemira preta setim
Pecas de esguio lino de puro linho
Peras de brim liso fino de puro linho
Aberturas tinas para camisas
Madapolao muilo fino com loque de mofo
Pulceiras de velludo prelas e de cores
Cassas francezas milito finas de lindo goslo a
Vara
Luvas de teda brincas e cor de pallia para
senhora
Adelinas de seda de quadros, o covado
Lencos de retroz da lodas as cores
Corles de cassa de cores
Canga amarella lisa
Meias prelas de seda para senhora
Corles de colletes de selim bordados
Pao azul muito floo
Chales de merino preto bordados seda
Na ra do Crespo, loja ". 21, vendem-se;iuvas
de pellica.
Capotinhos
DE LAA' E NOVA ESPECIE.
Acabam de chegar de Franca esles novos capoli-
nhos para senlioras e meninas, os quaes s vendem
muilo barato, servindo paja dilTerentes usos da vida,
Troco para bordar, de todas as cores, tala-arra e laa
ele.: na ra Nova n. 11.
ATTENQAO SRS. ECONOMI
corchetes de familias
Na loja de S porlas, que faz esquina para a ra do
Rangel, com a frente psra n do Queimado, ha um
lindsi sorlimeiilo de chaljs de merinn, bordados, e de
vsrias cores, com pequeo loque de avaria, por tao
baralo preco que admira.
Barato que ad-
mira.
Lindos chales de barege-, superiores aos de meri-
no, tanto em goslo como por seren transparentes, e
muilo leves ; por isso muito proprios pri a actual
estacan : a elles, anles que se acabem. senhores per-
nambucanos de boro goslo : ta loja do sobrado n. 8
da ra do Livraroeulo,
Pechiocha para
Os bellos passeios do
campo.
Por menos de sea alor trocs-se por ourd, prala,
cobre e sedulas, ainda mesmo sendo velhas, lindos
chales de merino bordados e de diversas cores, com
peptieno toque de avaria, pela diminuta qu.intia de
5J00: na loja do sobrado n. 8 ca ra do l.ivramento.
. Gomina.
Vendem-se saccas- rom omina mnilo alva para
engommar afazer bolinhos : na loja n. 14 da ra do
Queimado.
Muito boa carne. .
Vende-se carno viuda do Acarac muilo s3a ; na
'(^sR Queimado n. 14.
-?vende-se urna canda bem r.instruida, de lole-|
de 800 lijlos, pelo commodo preco de 2000000 rs.,
e risla do, comprador se fara Hodo o negocio :
quem a pretender, dirija-se junto matriz de San
Jos, casa n. 5.
Vendem-se 6 escravos mocos de bonitas figuras,
e entre elles um mulecote, e 1 m dala moca, que
cuzinha perfeilamenle : na ra Direila n. 3.
Velas"
Vendem-se velas dt carnauba pura, de6, 7, 8, 9,
10 e l:l por libra, e por menos preco que em nutra
qualquer parle : na ra Direita n. 59.
' Vende-se um raoleque com, idade de 6 a 7 an-
nos, moilo esperto : a tratar na roa do Llvramen
to n. 35.
Vende-se um negro pesa ennoeiro e serrador:
a tratar na deslillacao por detrs de Santa Rita.
Vende-se urna lazarina de um cano, com pou-
co uso : na
praca S
EDASBO
Boa-Vista n. 7.
SEDASK ULTIMO COSTO.
Riqoissimos <4ft* de seda para vestido de se-
nhora os mais ntedernos: vendem-se na roa do
Queimado n. 9.
A3000 a ARROBA
Carne secca do serlAo.
Vende-se .1 retalho al 1 arroba : na roa do Quei-
mado n. 14, loja de ferragens, vimla a bordo do Ma-
le Aragait, encostado ao caes do Ramos, defroule
do arsenal de guerra.
CASBMIRAS
de superior qualidade e bom goslo, vendem-se na
ra do Crespo n. 19. *
A boa fama
Na ruado Queimado nos qualro |can1os, loja de
miudeza* da boa fama n. 33, vendem-se os seguinles
objectos pelos precos mencionados, e ludo de mui-
lo boas qualidades, a saber :
Duzia de lezooras para costura a 1)000
lluzia de pentes para alar cabellos 19500
Pe^as com 11 varas de lila|avrada sem defeito 1?00
Pares dupeias brancas para senhora 240
Pecas denlas brancas de linho 40
Pegas de bico estreilo com 1)1 varas 560 e 640
Carleirinhas com 100 aguihas, sor idas 240
Macos de cordao para vestido 000
Caixas com eolchabs batidos, fraicezes 60
Escovas finas para denles 100
Pulceiras encarnadas para meninas e senlioras 320
1SI00
640
580
280
- 220
260
380
320
39800
296OO
awoo
28000
480
540
640
28500
38800
380U0
18500
"8000
118OU0
98000
58500
48400
900
1500
18200
800
(00
S 300
200
450U
48000
700
400
28500
68000
128000
88000
6(0
38800
500
500
19980
800
18120
28000
300
2.5000
78000
29608
68000
Linhas brancas de nvelos 11..50, 60, 70 libra 18100
Libras de linhas de cores de novel lo
Crozas de boloes para carniza
Meadas de linhas finissimas para bordar
Meadas de linhas de peso
Carrileis de linhas finas de 200jardas
Crozas de boles mnilo finos para calcas
Caitas com 16 novellos de linhas de marcar
Duzia de dedaes para senhora
Suspensorios, o par
Macinhos de sranrpas
Carlas de allinetes '
Caiiinhascom brinqnedos para meninos
Agolheiros mniloApnilos com agullias
Torcida para caMteiro, n. 1
iiinna
I9OOO
16
160
100
;70
280
280
100
40
50
100
320
200
80
Caiiinnas com agullias francezas ISO
Babadosabertosdc linho bordados e lisos, a 120e240
Alm de lodo isto oolras muitissimas cousas Indo
de muilo boas qualidades, e que se vende mniliisi-
mo barato nesta bem condecida loja da boa fama.
Vende-se urna armaeo propria para loja de s-
nalos ou miudezas, e traspassa-se a chave da loja em
que est, a qual tem conmnelos para familia : no
aterro da Boa-Viita n. 54. Na mesma precisa-se da
urna ama.
Venden-se dous pianos fortes de
Jacaranda, construccao vertical, e com
todos os melhoramentos mais modernos,
tendo vindo no ultimo navio de Ham-
burgo: na ra da Cadeia, armazem n.
21. y
Homeos e meni-
^nos.
Chapeos de cliaa, proprios para o campo, por se-
rem muilo fresca, eslo muilo baratos : na ra No-
va o. 10.
Vendaje 8mi morada de caa na ra do Phe-
fol, em Fra dTortai: a tratar na ra do Pilar
n. 145.
-7 Vende-ee-mna taberna, sil na ra da Lingoe-
la, bom lugar ,Mia negocio, e est afregueuda para
o mar, propria para qualquer principiante por (er
poneos fundos.
Senhores sapa-
teiros.
anda I
Muilqp finas.
lnA?h? de bagar a loja francesa, na ra Nova n.
tu, lindas cassas de ricos padrOes, as mais finas que
lem apparecido no mercado, por preco commodo ;la
ellas, que es(ao,se acabando.
Vender nina casa Ierres, sita na ra de S.
Josc n. 38, cora 2 salas, 2 quarlo, cozinha fra,
qointal e cacimba : a tratar com o dono na Gamboa
do Carmo n. 3.
Veudeiii-se
A 4,500, i,500e 6,000,
chapeos Trancezes e de castor branco, fdrmas moder-
nas, ede sujuior qualiAde: na ra Nova n. 1,
quina da ruadas Trinchclras.
Na ra do Crespo, loja n. 19, acha-se i venda
um completo lortimenlo de pannos prelos de supe-
rior qualidade, para precos de 28800, 38500, 38800,
48200, 58S00 e 88000, assim como chapeos prelos
francezes dos ullimus chegados.
Loja n. 6 !! !
- Vcndem-se pees de csgniSo dej algodo, muito
boa fazenda, pelo preco de 39500 a pee, corles de
camhraia de barra, bonitos padres e muilo boa fa-
zenda,|pelo preco de 33000 0 corle, manas para
gravata'a 18200 cada nma.
7 JLooo.
Vendem-se na praca da Independen-
cia n. 21 a 7)0, chapeos de castor branco
de muito boa cjualidadee de bonitas for-
mas, pelo baratissimopreco de7$000rs.,
assim como continua a haver grande sor-
timento de chapeos de molla, e ditos de
castor brancos muito finos chegados lti-
mamente.
Ao barato.
Ainda exisle nm resto de sapaioes phladelphicos
para hometis e rapares, que se vendem pelos dimi-
nutos precos de 38200 e 28800 o par : na ra da Ma-
dre de Dos, loja n. 28, e no pateo da Ribeira, ta-
berna n. 1.
Esguiao de linho
e algodao,
muilo superior, cornil varas a pera, por 38500:
vende-se na roa do Crespo, loja esquina que vol-
ta para a sjm da Cadeia.
S. A DINHEIRO.
Na ra do Queimado n. 19, ven-
dem-se pecas de madapolao lino a
5{,'200 ; alpacas de seda de quadros
a 680rs. o covado; lencos de re-
troz para senlioras; chales de me-
rino bordados e lisos; laa de qua-
dros muito moderna a 600 rs. o
covado.
Com
toque de
cupinv
Algodao para saceos : vende-se por preco com-
modo, na roa do Crespo, loja da esquina que volla
para a ra da Cadeia.
No largo do Carmo, esquina da ra da Heras
n. 2, ha bnlarhinhas finas de soda novas e torradas,
do me|hor fabricante de Loinlrc, prnprias para me-
sas de cha, e para pessoas doenlesque estao de fas-
lio em latas de 2,4 e 8 libras, lambem se vende as
libras, he mais baralo que era oulra qualquer parte,
os freguezes venham ver para acreditar, tambem
tem da boa banha americana muilo alva a 500 rs. a
libra.
. Vende-se no lugar do Rosarinho nm grande
sitio capaz de conservar no augmento de 12 vacca de
lele, com ptima baia para capim, com mnilas ar-
vores e fructas: a tratar na roa do Queimado n.
63, loja de JoAa Chrisoslomo de Lima Jnior.
FARINHA DE MANDIOCA..
Domiogos Alvos Malheus lem para vender muilo
superior c nova farinha de mandioca de S. Malheus,
em saceos de um alqueire de medida velha, assim
como farinha fina para mesa, em s0cos e barricas :
para ver, no armazem de Jos Joafttira Pereira de
Mello.
No largo do Carmo.. quina da roa de llorlas n.
2, vendem-se queijos novos a 18800, manleiga in-
gleza a 640, 800 e 960, e muito superior a 19200, di-
la franceza a 800 rs., passas a 400 rs., cavada a 180,
chouricas a 400 rs., caf a 180, tapioca a 200 rs., al-
pista a 200 rs-., cha a 18600. 28000, 28400 e 28880,
dilo*prelo o melhor do mercado a 28240, batatas a
40 rs., bolarhinhas inglezas a 3G0. ditas Napoleao a
480, dilas aramia pura a 560, lishoense a 400 rs.,
loucinho de Lisboa a 320, bauha bem alva a 560,
nozes uovas a 80 rs., omina a 80 rs., aramia a 20
espermacele a 800 e 960. carnauba
COGNAC VERDADEIRO.
Vende-se superior cognac, em garrafas, a 120000
a duzia, e 18280 a garrafa : na roa dos Tanoeiros n.
2, primeiro andar, defronle do Trapiche Novo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Heduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invenejao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias ipglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o mellioramenJ.o do
fWucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o raethodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhi, na ra da
Cruz. n. 4.
Vende-se urna escrava de 40 annos, pouco
mais ou menos, que lava e cozinha o diario da orna
c quem pretender anouncie.
CAL DE LISBOA A 45OOO.
Vendem-se barris com cal virgem de Lisboa, para
fechar conlas, pelo diminuto preco de 48000 o bar-
ril : na ra da Cadeia do Recife, loja n. 50, defron-
te da roa da Madre de Dos.
Vendem-se espingardas francezas de
dous canos, bonitas e de boa qualidade,
por barato pretjo : na ra da Cruz n. 26,
primeiro andar. .
Vende-se eicellente taboado de pinho, recen-
temente chegado da America : na ruj de Apolla
trapiche do Ferreira. a eotender-se oom oadminis
ador do mesmo.
A boa fama
Vendem-se moilo bouitos chapeos de sol de seda
pequeos e com molas proprios-para meninas de es-
cola, pelo baratissimo preco de $H00 rs. ; he cousa
tao galante que quero vir nao dentar de comprar :
na ra do Queimado, loja de miudezas da boa fama,
n. 33.
CAL VIRGEM.
A mais nova no mercado, por preco
muito barato: no deposito de ra de
Trapiche n. 15, armazem de Bastos & Ir-
maos.
Na roa do Vigario n. 19, primeiro andar, 'ha
para vender superior retroz de primeira qualidade,
do fabricanteSiqueiralinhas de rorii e de nume-
ro, e fio porrete, tudo chegado pelo ultimo navio vin-
do do-Porlo, a juntamente vinho superior, feiloria
em pequeos barris de dcimo.
Vendem-se no armazem n. 60, da ra da Ca-
deia do Recife, de Henrv Gibson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por precos
mdico*.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandioca
em saccas que tem um alqueire, medida
velha por o^OOO reis : nos armazem ns.
3,5 e T, j; no armzem detronte da porta da
allandega, ou a tratar r-o escriptorio de
Novaes & Companhi na ruado Trapiche-
n. 54, primeiroandar.
Taixas- para engenhos.
Na fundicao* de ferro de D. W.
low man n na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de tai xas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes aeham-se a venda, por
preqo commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
lem despeza a o comprador.
Vendem-se em casa de S. P. Jolins-
ton & C, na ra de Senzala Nova n. 4 2.
Seliins ingleses.
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e demontaria.
Candieirose casticaes bromeados.
Lonas inglezas.
Fio'de sapateiro.
Vaquetas de lustre para carro.
Jareis de graxa n. 97.
em velas a 500
rs., fnnhade Ir.go a 180, pomada a 440 a duzia., YinliQ Cherrv em barris.
doce de sotaba a1800 rs. o cauto, arroz branco a 4801 V^ma. Ae f-jL,
a ala, libra a 80 rs., azetle doce a 640, vinho de
Lisboa a 400 rs., Figueira a 480. Vorlo muito supe-
rior a 560 ,1 garrafa, dito branco a 560, sardiohas de
N anles em latas a 600 e 800 rs., phosphoros proprios
para quem fuma, qoe s s apagam depois que aca-
ba a madeir.i a 40 rs. a caiiinlia, peneiras de rame,
e bracos de balanra llom.lo proprios para balcao.
Na ra Novan. 1. alnd
para sapatos, e diiTi
aviamenlos.
lia um resto de formas
qualidades da Cerros e
f
SUPERIOR FARINHA DE
MANIOCA DES. MATHEUS.
A bordo dopatacho nacional
ALDA/., tundeado em frente do
caes do C^llegiof se vende supe-
not" *muito nova f.uinha de
mandipt chegada agora de S.
Matocos, ,'irecos corainodos e
pata porco^y trata-se no escrip-
torio doscomignatarios Isaac, Cu-
rio tSt C., naj na da Cruz n. 49,
primeiro *n*dai!
A 31.500
Vende-se cal de Lisboa ltimamente chegada, as-
sim pomo polassa da Itussia verdadsira : na praca do
Corpo Santo n. 11.
Clieguem ao ba-
rato !! !
Caixas para rap imitando a tartaruga, pelo bara-
tissimo preco de 18280 cada urna : na roa do Cres-
po n. 6.
NaruadaCadeadoReciten. 18, m
ha para vender relogios da fabri- (
' ca mais acreditadas da Suissa, tan- t!
V to deouro como de piata, ditos 9
W foliados e dourados, mais baratos 9
do qu em qualquer outra parte.
Deposito de algodoes trancados.
No escriptorio de Domingos Alves Ma'lheos, na ra
da Cruz n. 54, contina a vender-se algodoes Iran-
fadosda fabrica da Rahia, e fio de algodao proprio
para redes e pavios de vela, por prejo commodo.
Attentjao.
Coolinna-se i vender ni roa da Cadeia do Recife
n. 47, loja do S (Manoel) damasco de laa de duas
tsrguraa, muilo proprio para roberas de cama e
lannos de mesa.
Cera de carnau-
ba do
ARACATY E ASSU'.
Vende-se em porfi e a retalho, por menos preco
que em oulra qualquer parle, principalmente sendo
a dinheiro visla : na roa da Cruz, armazem de
couros e sola. n. 15.
POTASSA E CAL VIRGEM.
No antigo e ja' bem conhecido deposi-
to da ra da Cadeia do Recife, escriptorio
11. 12, ha para vender muito superior
potassa da Russia, dita do Rio de Janeiro
e cal virgem de Lisboa em pedra, tudo ti
precos muito avoraveis, com os quaes li-
carao os compradores satisfeitos.
Attenco ao seguinte.
Camhraia franceza de cores de muilo bom gosto a
600 rs. a vara, cortes de cassa prelos de muilo boro
gosto a 29OOO o corle, ditos de cores com bons pa-
droes a 29200, alpaca de seda com quadros a 720 o
covado, corles de laa muito finos com 14 covados ca-
da corle, de muito bom goslo, a 4*500, leosle
bico com palmas a 320 cada um, ditos de cambraia
de linho grandes, proprios para cabera a 560 cada
uro. chales imperiaesa 800 rs., 19 e 1J20O : na loja
da ra do Crespo n. 6.
Brins de vella : no armazem de N. O.
Bieber & C, ra da Cruz n. 4.
Fazendas baratas.
Curies de casemira de pura laa e bonilos padrees
a 59500 rs. o corle, alpaca de cordao muilo fina a
500 rs. o covado, dila muito larga propria para man-
to a 640 o covado, corles de brim pi.rdo de puro li-
nho a 19600 o corle, dilos cor de pallta a 19600 o
corle, corles de casemira de bom goslo a 29500 o cor-
le; sarja de i.a de duas larguras propria para vesli-
do de quem est de lulo a 480 o covado, corles de
fusiao de bonilos aoslos a 720 e 19400 o corle, brim
transado de liulto a 19 e a 19200, riscados proprios
para jaquelas e palitos a 280 o covafe crtesele col-
^amas de Ierro.
Vende-se ac em cunhelts d e um quintal, por
irero moilo commodo : no armazem de Me. Cal-
nonl Si Companhi, praja do Corpo Santo n. 11.
DEPOSITO D\ FABRICA BE TODO
OS SANTOS DA BAHA.
Vende-se em casa de N. O. Bieber &
C, na ra da Cruz n. 4, algodao tran-
ra saceos de assucar e roupa para escra-
vos, por preco commodo.
AGENCIA
:0a Fundicao' Low-Moor. Una da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimeto continua a ha-
rer um completo sortimento de moen-
das.e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, taixas d ferro batido
15 coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ren-
de-searelo novo, chegado da Lisboa pelobrigoe Es-
leranfo.
CAL DE LISBOA.
Vende-se cal virgem, chegada no ul-
timo navio, por preco commodo, assim
oomo potassa superior americana: no
deposito dtt ra de Apollo n. 2B-
JFAZENDAS DE 60STD
PARA VESTIDOS DE SENUORA.
Indiana de quadros muito fina e padroes novos ;
'orles de laa de quadros e llores por prego commo-
do : vende-se na roa do Crespo loja da esquina que
'olla para a roa da Cadeia.
CASEMIRA PRETA A 4?500
0 CORTE DE CALCA.
Veodem-se na rna do Crespo, loja da esquina que
rolla para a rna da Cadeia.
Vende-se
leles de gorguro
po n. 6.
a ,fo.-iOO : na lojj
rna do Cres-
-.....,
i
Velas de car-
nauba,
SIMPLES E DE COMPOSIC.AO.
Na roa da Croi n. 15, vendem se ditas velas, de
6, 7,8, 9 e 13 por libra, em caiwa de 8at 50 libras,
fabricadas no Aracaly, pelos melhores autores, e por
I menos prego qne em oulra qualquer parle.
Farello em saccas de 5
arrobas a 5^000.
Farinha de mandioca
em saccas a 2#300.
Tijolios de marmore a
520.
Vinho Bordeaux : em
garrafoes a 12^000.
JNoarmaAn de Tasso
Ir tu a os.
LEONOR D'AMBOISE.
Vende-se o excellente romance histori-
<# Leonor d'Amboise, duqueza He Breta-
nha, 2 volumes por L-,000 rs., na livraria
i. 6 e 8 da praca da Independencia.
iiiium dos ramo. ,loa conhecimenlas humanos, pela
redaccao dos autores, cujas peoducOes, em verso oa
eir. pro.., honrara as paginas do lranak de 1856.
Vende-se cha preto superior, para familia, em
caixas de viola a.Untas libras; ludo a precos can-
modos: no escriptorio de Malheus AusUn A r.
panhia, ra dn Trapiche n. 36.
Almanak de Lembrancas Luso-Brasileira,
para 1856.
1 volurae em 32, com 38* paginas, 406 artigo, e
i^l. Bravuras, por Aleandre Magno deCaslilhoha
> b. volump. he urna pcqi-enina encvclopedia
pr.nciptada em 1851, e a que ..ao he eslranhoW
la
1856,
Collegio, onde se achara lambem os volume des
annos anteriores. Preco 800 rs. por" da vTurae
Vende-se o bom e bem acreditado rap Joto
Z Zl tria M.a eo",P* aameH.ar-Ve
ao de Lisboa pelo seu bom aroma agradavel ; ren-
de-*e de 2o libras para ciraa.no deposito geral da rti
da Cr do Recre, cas. n. 17, e em.libra e a r*-
Hio. naslojassegointes: roa da Ciut do Recife,
Fortunato Cerdoso d. (.uv. ; n. roa da Cade do
Recife, Jos Gomes Leal, Jos Fortnalo da 5lv.
Porto, Ihomai Fernandes ,la Conha, Manoel Ja-
quim de Olivetra ; becco da Cacimba, Antonio Ha-
mos ; ra do Crespo, Joaqom lieariqu. da Silva ;
ra uo Queimado, Magalliaes Silva, Teijeira &
Souia ; ra Direila, Jos Vctor da Silva Piroenlel;
paleo do Carmo. Antonio Joaqom Ferreira de Sou-
za ; ra laraa do Rosario, Viuva Diai Fernandea.
Manoel Jos Lopes, Barros & Inno; alerro|da
Boa-Visla, Joaquiro Jos Das Pereira, Jos Vicio
da Silva Pimental.
VARANDAS E GRADES.
1 m lindo e variado sortimenle de modellos para
varandas e gradaras de goslo modernissioto : na
fundicao da Aurora, em Santo Amaro, e no deposi-
to da mesma, na ra do Brum.
Chales de merino' de cores, de amito
bom gosto.
Vendem-aa na ra dn Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
ATTENCO.
Na ra do Trapiche n. 34, ha para
vender barris de ferr ermeticamente
fechados, proprios para deposito de fe-
ses ; estes barris sao os melhores
tem descoberto para este fim,
exha"
que se
. por nao
ilaiem o menor cheiro, e rpenaspe-
zam 1C libras, e custam o diminuto pre-
co de 4^000 rs. cada um. '
Deposito de vinho de cham-'l
pagne Chateau-Av, primeira qua- I
lidade, de propnedade do conde |
de Marcuil, ra da Cruz, do Re- I
cife n. 20 ; este vinho, o melhor'
de toda a Champagne, vende-se
a 56$000 rs. cada* caixa, acha-se
nicamente em casa de L. Le- |
comte Feron 4 Companhi. N.
B.As caixas sao marcadas a fo-J
goConde de Marcuile o Yo-1
fulos das garrafas sao azues.
Moinhos dej vento
ombombasderepuiopara regar horlas e bain
derapim, nafondii;aflde D. VJ'. Bowman : nai
do Brum ns. 6.8 e 10.
Vende-se cognac da melhor qualidade: oa ra
da Croz n. 10.
LABYRINTHOS.
Lencos de cambraia de iinho muilo finos,
redondas e d'e ponas, e mais objectos deste
tudo de bom gosto ; vende-se baralo : na n
Cruz n. 34, primeiro andar*.
A boa fama
Vende-se papel marfim panudo, a resma a
Papel de peso pautado muilo superior, resma
Dilo almajo sem ser paulado mullo bem
Peonas finissimas bico de lanra, groza
Ditas muito boas, croza
Caniveles finos de 2 e 3 folhas, a 3JO e
Lipis finos eriveMj^^L^^loel'li1**^?
Dilos sem ser envennlaos, duia *
Canelas de Miai a-*sik*><
Capachos pintados para safas
Bengalas de junco com bonitas rasles
Ocolosdearma$aoacuvtodasas gtadnacoes
Dilos de ditos de metal branco
Lunetas com armario de tartaruga
Ditas de dita de bfalo
CaHeiras para algibeira, superiores
Fivellss duurad.s para calcas e colletes
Esperss finas de mefal, o par 800 e
11
Trancelins prelos de borraxa para relogios 100 li
Tinteiros e areeiros de porcelana, o par
Caisas riquissimas para rap a 640 IIJOOO e 13500
Carleiras proprias para viagem
Toucadores de Jacaranda com bom espelho 3ft
Charoteiras de diversas qualidade*
Meias de laia muilo superior para padres 21000
Escovas finissimas para cabellos e roopa, BavaN
finissimas para barba', luvas de seda de lodas as e
res, meias pintadas e cruas de mnilo beaa qnalid
des, bengalas mnilo Unas, lima encarnada e .
propria para risear livros. Alm de lado uto o*tri
muitissimas cousas Indo de multo boas qualidade
e que se vendem mais baralo do queem outra qual-
quer parle : na ra do Qoeimedo or! qoalro cantos
na bem conhecida loja de miudezas da oca fama
n. 33.
panno de algo-
godao da fabrica de Todos OT1!
Santos na Babia.
Novaes & Companhi, na ra k"
Trapichen. >i, continuara aven*'
der panno de algodao desta fabrica^
trancado, proprio para saceos t
roupa de eseravos.
M
mtmmfff
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa^
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenhos os
seus bons eifeito ja' experimen-
tados: na ra da Cruzn. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhi.
Vende-se urna balanra romana com todos os
teus pertenees,em bom uso de 2,000 libras : qoem
pretender, dirija-se i roa da Cruz, armazem n. 4.
Na ra do Vigario n. 19, prime-
ro andar, tem para vender diversas mu-
t cas para piano, violao e flauta, como
sojam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tuda modernissimo ,
cliegado do Rio de Jpneiro.
Na usa do Vigario n. 19, prwiro andar, lam
< venda a superior (lanella para forro de sellius,
ihegada recentemente da America.
Roscada de listi as de cores, prt
para palitos, calcas e jaquetas, a, J
o covado.
o
Vende-se na ra do Crespo, lou da esquina qoe
volla para a cadeia.
CORTES DE CASEIIRAS
DE CURES ESfiWAS E CLARAS A 3*000.
Vendem-se u\ 'o Crespo, loja da wauina qne
volla para a ra. lea,
i Ho^lania.
Na ra do Queimado, Pos quatro cantos, loja rln J
miudezas da boa fama n. 33> veudans^eos seguinles
objectos, tudo de muito boas qualidades e pelos pre-
cos mencionados, a saber :
Pentes de tartaruga nara alar caballos'a 4*500
Dilos de alisar lambem de tartaruga 39000
Dilos de rnarflm para alisar ., 19400
Dilos de bfalo muilo fiaos 300 e 400
Dilos imitando a tartaruga para?alae caballo 111080
Leques lims-imos a 2, 3 e 49000
Lindas caixas para costura
Ditas para jotas, muilo lindas a '
Luvas prelas de torcal e com borllas
DiUs de seda de cores sem deleito
Lindas meias de seda de corea para crianzas lgtg
Meias pintadas lio de Escoca para enancas 240*
Baodejcs grandes e finas 39000 e <"~
Trancas de seda de lodas aa cutes e larguras e <
nilos padroes, lilas finas Uvradas e de lodaaj
guras e cores, bieos fiaiseiinos de linho d bonita
padrffes e todas as larguras, lesouras as mais finaa
que lie possivel eoconlrar-se ede lodas as qualif
des, meias e luvas de todas as qualidades, riquissi-
mas franjas brancas e de cores com borllas proprias
para corlinadose alm de tuda isto outra* muitissi-
mas censas ludo de bons goslos e boas qualidades
que i vista do muilo baralo preco nao deliam de
agradar aos Srs. compradores.

ESCRAVOS FGIDOS.
Desappareeeu a 13 do correte, Joaquina, de
na$ao Oassange, reprsenla ter 40 annos. altura re-
gular, algoma cousa cheia do corpo, cor fula, cabel-
lo aparado e algons brancos, cotn carne sobre o olho,
niA chato, falla de alguna denles dos lados, pelos
pequeos e morchns, nadegas empinadas para trai,
tero algumas cieatrizes de relho as costas, e algu-
mas sarnas pelo corpo. om loblnho ou caroco no
braco ao p da mao, e lem nm p mais poseo ; le-
vou vestido de chita preto bastante osado, panno
fino velltu, quando fose lem por costurae andar pe-
los arrabaldes desta praca : qualquer pessoa polle-
ra pegar e levar a seu senhor Domingos da Silva
Campos, ra das Cruzes n. 40, que recompensar.
Desappareeeu no dia/7 de agoslo frrenle
pelas 7 horas da noite, a preta l.oorenra, de idade
35 a 40 annos, pouco mais ou menos, com os stignaes
seguinles : um dedo da mo direila enchado, ma-
gra, lem marcas brancas as duas pernas, levo* ca-
misade algodaoainho, veslido de chita rxa, pao*
fino, e mais nma trouia de roupa : roga-se a todas
as autoridades policiaes ou capilaes decampo qoe a
appreheodam e levem i seu senhor joao l.eiie da
Azevedo, na praa do Corpo Santo a. 17, que sera
bem recompensado.
PERN.: TYJP. DE M. F. DE FaRIA.
1655


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