Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00664


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Full Text
AMO XXXI. H. 213.
Por S mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
SABBADO 15 DE SETEMBRO DE 1855
Por anuo adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto*,
v..
DIARIO DE PERNAMBUCO
----------------------------------------------------------------------------------------------- ------------------------------------------------ *- ------------------- .
EKCARREGADOS DA SUBSCIUPtJAO'.
Kecife, o proprietotio M. F. de Faria ; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joo Pereira Martin*; Baha, o Sr. U-
Duprad; Maeei, oSenhor Claudiuo Falca Dia;
Parahiba o Senhor ervazio Vctor da Nalivi-
pade ; Natal, o Sr. Joaquini Ignacio Pereira Jnior;
Aracaly, oSr. Antonio de Lemos Braga; Cear, o Sr.
Joaquim Jos deOliveira; Maranhao o Sr. Joa-
quim Marques Rodrigues ; Piaiihy, o Sr. Domingos
Herculano Ackiles Pesaoa Cearence; Para, oSr. Jus-
tina J. Ramos ; Amazonas, o Sr. Jeronymo da Costa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 1/2.
Pars, 355 rs. por f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Rio de Janeiro," 1 1/2 por 0/0 de rebate.
Aeros do banco 30 0/0 de premio.
da companha de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Discerni de lettras de 8 a 9 por 0/0.
METAES.
Duro.Unjas bespanholas* 29)000
Modas de 69400 velhas. 169000
de 69400 novas. 16*000
> de 9000. 99000
l'rata.Paiaroes brasileiros. 1*940
Pesos columnarios, 1*940
ii mexicanos. .... 19860
PARTIDA DOS OORREIOS.
linda, todos os das
Camar, Bonito e Garanhoat nos dias 1 e 15
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex*Ouricury, a 13 e 28
Goianna e Parahiba, seguid e sextas-feiras
Victoria e Natal, as quinjgjfeiras
PREAMAR iSBOJE.
Primeira s 7 horas 42 nlptosda raanh
Segunda s 8 horas t 6 mitatos da tarde
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundasequntas-feira|Setembro
Relajo, lercas-feirs e sabbados
Fazenda, quartas e sabbados s 10 horas
Juiz do commercio, segundas as 10 horas e as
quintas ao meio-dia.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas
1* vara do civel, segundas e sextas ao meio dia
2' vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia
EPHEMERIDES.
3 Quartominguanteas 6 boras 3 mi-
nutos e 49 segundos da manhaa.
11 La nova as 8 horas, 31 minutos e
49 segundos da manhaa.
19 Qnartocrescenleas 5 horas,20mi-
nutos e 14 segundos da manhaa.
25 La cheia a 7 horas, 5 minutos e
35 segundos da tarde.
DAS DA SEMANA.
10 Segunda. S. NicoloTolenlino; S. Nemeeiauo
11 Tercx.S. Theodora penitente ;S. Froto.
12 Quarta.S. Mocrobio m. S Ligorio m.
13 Quinta. S- Aula v. ; S. Heronides m.
14 Sexta. Exaltacao da S. Cruz; S. Cornelio p.
15 Sabbado. S. S. Nicomedesra. ; S. Melelino.
16 Domingo. 17." Pesiadas Dores da SS. Vir-
gem Hi de*Deos ; S. Eufemia v. m.
parte ornciiL.
MINISTERIO DA JUSTINA.
\ 3. Secrao.Ministerio dos negocios da juslica.
Hm de Janeiro, em tt de gasto de 18.V.Illm. e
Ein. S.Pergunla o procurador -cal da provin-
cia da Ceuru, !< utliciu o. 2> de 1(1 do julho prximo
lindo, que V. Ene. me transmit! por copia com o
seu aviso de 31 Jodii mez: 1", se ein vista do arl.
IOS de rgimen' de cusas mandado observar pelo
sreto n. 1j69 de 3 de margo ultimo, tem os esen-
yisUda pelas cilacas ou intimardes que li/.erem
fta de *ecarinos? 2, se, proteslaudo-se tres e
malaledras de preslacSo pelo veqcimento do um
deltas, d*vm-se lavrar lautos termos de protestos
quanias frein as letlra,. ou um s cm que se com-
prebendam ledas; e se devera ser pagas as cusas co-
mo de um s protesto, ou se como de lautos qua li-
ta* frciu as leltra> "tile incluidas?
i. M. u Imperador, a quem foram prsenles lae*-
duvWas, hoave por hem mandar declarar, quaulu
.que, combinadas as disposicoes dos arligos 95,
, 108 e 109 do sitado regiment de cusas, evidente-
mente resulta que pelas cita;oes e nlimaroes que os
escrives pessoalmenle fuerera dentro das cidades e
villas, e asquaes nao gastarem qualro horas, nao
podem perceber maisde mil reis ; que se ellas po-
rtn forera feitas em distancia inaior de duas leguas,
ou em menor distancia com as demoras de que trata
o arl. 108, por ser diflicil enconlrarem o citando, ou
por se elle oceultar, devem vencer a estada e cam-
nho que marca o mestno arl. 108, como expresa-
mente determina o art. 95: pelo que respeita a
duvida, qne j fui ella decid la por aviso deste mi-
nisterio dirigido a V. Etc. em 2. do mez euleceden-
le. O que teaho a honra de levar ao couhecimento
de V. Exc. em resposla ao seo citado aviso. Preva-
laco-aie da occasiao para renovar os meus protestos
de estima e contideracao a V. Exc, a quem Dos
guarde.Jos Thoma: tabuco ae Araujo___Sr.
marquez de Paran.
3.a SeecAo. Ministerio dos negocius da julica.
Rio d Janeiro em 20 de agosto de 1855.
Illm. e Eira. Sr.Accuso o recebimento do olli-
cio de V. Exc. datado de 22 de junhn do correle
auno, bem como dos do chele de polica c com man-
dan te das armas dessa provincia, que remetleu por
copia, relativamente ao conflicto de jurisdicrao que
leve logar entre estas duas autoridades por occasiao
de nao haver o commandanle das armas prestado a
forra que lhe fdra requisitada pelo subdelegado de
polica da capital ; e leodo levado os referidos papis
ao couhecimento de S. M. o Imperador, manda de-
cierar-lhc em resposla que nao lev razao o cliefe de
polica em representar contra o procedmenlo do
cooiraandante das armas, porque elle mesmo confes-
s que essa presidencia tem lomado por vezes o ar-
bitrio de mandar que a forra de que carecem os de-
legados subdelegados de polica teja requisitada
pelo chefe de polica : e que convindo ser esle arbi-
trio maulido como regra. e della excepto os casos
argente* cimente, V. Exc. expeca as convenientes
ordens ueste sentido. *
Dos guarde a V. Etc. Jote Thomas Sabuco de
AraHJo.Sr. vice-presideule da provincia do Ama-
zonas. -
3. Seceso. Ministerio dos negocios da juslica.
Rio de Jaueiro 21 de agosto de 1855.
Accuso o recebimento do'oflicio que com data de
rdo mez antecedente Vmc. me dirigi, em que re-
ir ler-se proposlo no foro dessa cidade urna accao
arbitral para liquidarlo de urna sonedade agrcola,
ando-se para isso'o autor nos arts. 294 e 19 2,
III. nico du cdigo cummerctat, uera como no arl.
2 do respetivo rjJjotossiiBlo, e atr alioal an-
illada o processo perfluiz de direilo interino da
comarca; sen antecessor dando-provmenlo ao aegra-
o de incomotencia de juizo inlerposlo pelo roo do
despacho do juiz commercial que uislauruu o uizo
arbitral revelia do mesmo reo : e como das deci -
s* sobre aggravo nao cabe recurso algum, pede
Vmc. solurA aos seguales quesiloe :
i. As sociedades nao commerciaes em que figu-
ram pasaos* nao commercaules, eslAo sojeilas a dis-
posicao do art. 16 2 do supracitado cdigo e do
arl. 2" do referido regulamenlo ?
2. A ser o juizo commercial o competente para
lomar conhecimenlo das questes que versam sobre
sociedades nao commerciaes, e em que nao intervem
pesaoa nao commerciante, quel he o recurso correc-
tivo da decisao .do mencionado juiz de direito, que
annullou lodo o processado por incompetencia de
juiW?
3. A aceio rescisora dessa senleu;a devera ser
Jisculidc oo juizs civel ou commercial '.'
j E em resposla tenho a declarar a Vmc.
1. Qoe o art. 19 g 2 do Ululo nico do cdigo do
commercio, e arl. 20 S 2 do regulamenlo n. 737,
^^^Knprehendem (odas as socieilades era geral, e
conseqoenlemente nao izem respeilo s sociedades
eiv|b, como monle-pios, associa^des litterarias, poli-
tioat ou religiosas, ele. ; suas disposicoes s concer-
nerfi s sociedades mercanlis, de qoe trata o cdigo
na/parte la titulo 15, sendo in,di(IVrenle qoe ama ou
. apibas as partes sejam commerciante-, porque ne.le
caso a jorisdicqAo nasce em razan smente dos actos,
i nao das pessoas. .
Das.decises do juiz de direito sobre aggravo
(para elle rnterpo.lo nao ha recurso algum! He ex-
presso no arl. 122 da le de 3 de dezembro de 1841.
Keg. de 3 de Janeiro de 1833, arl. 33.
3. A accaa rescisora deale julgado ( hem cabida
por uu ler sido proferida em grao de revista, reg.
arl. 681, 4 ) deve ser instaurada no juizo
eomuercial.
Dos guarde a Vmc. Jote Thomaz Sabuco de
Arauj.Sr. juizo de direito interino da comarca de
Angra, Antonio Pinlo da Silva Valle.
3.a sccrao. Ministerio dos negocios da jaslica. Rio
Janeiro, em 22 de agosto do 1855.Illm. eExm.
Sr.l.evei o couhecimento de S. M. o Imperador
o oflicio ile V. Exc. datado de 25'dejullin ultimo,
ob n. 73, acompauliado das copias, nao s do ofi-
eio do chefe de polica dessa provincia, expontjo as
duvidaa que lhe ocenrrem na execin.'ao da circular
de 5 de margo do correntc anno, relativamente es-
cripluratao dos lvros de entrada e sabida dos es-
Irangeiros, mas tambera da que V. Exc. lhe dirigir
em repola : sendo as duvidas ptopostas por aquel-
lo magistrado as seuuinles :
4.a Se os modelos em duplcala para a cscriplu-
racSo das estradas dos estrajraos, discordes e dif-
fereales era Iguns pontos dos que devem servir para
a das sabidas, silo destinados para esta segunda as-
eriploracao, ou se liouve eugaoo na remesse delles.
2. Sea escriptoracao dos protocolos das entradas
sahidas deve eonsderar-sQ.como urna rerais-
sio alpliabetica ao* dous lvros em que se lan-
Cam as entradas e sabidas, ou se deve ler outras de-
claracOee.
3.a Se nos livros se devem comprehender s os es-
Iraogetros quedireclamente entrara ou saliera da pro-
vincia, su tambes os que se dirigera para difieren-
tes provincias do imperio, e se nesles casos se devera
comprebeoder os colonos.
4.a Se esla ecrpturacAo he s para as entradas e
sabidas da capital, podendo a respeilo dos oulros
pontos da provincia bastar que se lancem as decla-
racoes remedida* pela, autoridades em seus mappas
dirigidos polica.
.Se o mappa mensal deve ser um s, conlendo
M entradas e sahidas, oo te devem ser dous,um para
cada especie.
E ficando o mesmo augusto seuhor inteirado da
ajelara dos diados offlcio*, manda declarar a V.
Exc.:
nanlo 1.a dnvida, que deprava-e-aalaco por
V. Exc. dada, de qo". nao leudo esla secretarla de
estado remedido modelo de livros das sabidas dos
eslrangeires, deve servir par esta criptoracao n
mesmn das entrada, mulatu mutandit.
Quanlo a 2.a, que os livros protocolos s devero
comer o* nomes do* eslrangeiro* com remissao s
folha respectivas do lvro de entrada ou sabida.
Quanto i 3.a, que os livros s devem comprehen-
der OS eslrangeiros que direlamenle entrara ou sa-
hern do imperio, e nao os qoe viajam pelas provin-
cias e interior.
Quanlo i 4., que' bem a solveo V. Exc. qnando
declaren ao chefe de polica que os eslrangeiro*que
enlrarem dos oulros partos da provincia devem ser
relacionados como determinara oa arl*. 3 e 4 do de-
traa n. 1531 de 10 de Janeiro do correle anno, e
enviadas as relajea a secretaria da polica como
determina o arl. 5 do mesmo decreto, sendo indica-
do* promitcuamenle uns livros de protocolos, levan-
do-*e lambem ao* livros mappa* os eslrangeiro* que
enlrarem ou sahirem directamente do imperio, in-
clusive colouos. declarndole esla circumslancia na
casa da* observaces.
Qnanto 5., q'ue foi lambem acertada a decisao
d* V. Exc.declarando que devem ser dous o* mappas
meutaes, eomprehendeodo nin delles lodos os es-
trangeiros que enlrarem, e o oulra lodosos que sa-
hirem da provincia.
Pelo qoe respeita finalmente compra dos livros
e papel uecessarios deque Irala o chefe de polica na
ultima parte do seu ollicio, foi lambem approvada
a aatorisaco dada por V. Ene. para ser essa de*pe-
u par elle feit ; eem leroiw apporluno -se darao
as providencias quanlo ao* veucimenlos do amanu-
ense da secretaria da polica.
U que ludo commuico a V. Exc. para sua inlelli-
gencia, e para o fazer constar ao referido chefe de
polica. ,
Dos guarde a V. Exc.yoe Thoutaz Sabuco de
Araujo.Sr. presidente da provincia de Santa Ca-
thnrina.
Ministerio do* negocios dajuslica. Rio de Jaueiro
em 27 de agosto de 1855. Illm. e Exm. Sr.S.
M. o Imperador, a quem foi prsenle o oflicio dessa
presidencia de 28 de maiodo anno passado, coucer-
uenle duvida suscitada pela Ihesouraria a respeilo
da competencia do|padre Bernardioo de M'.Eufros-
n,i Reg, vigarin eaeommendado na trague* de S.
Sebasliao, a toda a congrua, visto como nao eslava
uioda demonstra,lo que o vigario collado da dita fre-
gueza a honvesse perdido pelo faci de a ler aban-
donado desde mato de 1848 ; coufurmando-se com
o parecer do conselheiro procurador da cora, liou-
ve por bem decidir que nao podeado o parodio en-
commendado fazer por iiileira sua a congrua, mas
somenle a parle que lhe competir como tal, e.
alera disso, nao eslaudo de direilo vaga a igreja em
quesiao, anda que defacto o esleja, deve por isso o
referido padre Si*. Eufrosina Reg restituir aquella
estacan o qne de mais liver recehido.
eos guarde a V. Exc.Jos Thoma: Sabuco de
Araujo. Sr. presidente da provincia de Miuas
Gcraes.
/
/
MINISTERIO DA FAZENDA.
Expediente do da 25 de julho.
A' presidencia de S. Paulo.O marquez do Para-
n, presidente d<> tribunal do thesouro nacional, res-
ponderlo ao oflicio do Sr. inspector da Ihesouraria
de fazenda de S. Paulo n. 8 de 3 de fevereiro ulti-
mo, no qual d conta da correspondencia bavida en-
tre a dita Ihesouraria e o administrador do correio
a respeilo dos prazos ein que deve entrar para os
cofres pnblics -com a renda do mesmo correio, e
consulta se obrou regularmente na resoluto toma-
da em junta de ordenar que essa renda entre de Bem
5 dias, e nao de quinze emqmnze, segundo eslava
em pralica, ou mensalmente, como pretende o sobre-
dito administrador-; e notrosim se deve continuar
a corresponder--!- por oflicio com este funecinnaro,
conforme lem al aqu pralcado, ou se, pelo con-
trario, deve usar na correspondencia da formula
prescripta ua segunda parle do art. 42 do decreto de
22 de novembro de 1851, n. 870, para os empresa-
dos subordinados da Ihesouraria de fazenda, declara
hoSr, inspector: I. qoe nao pode ser approvada a
pretendida alterara, nao s por ser contraria s dis-
posicoes claras dos arts. 19, (i, o 251 do decreto e
regulamenfo de 2i de dezembro de (844 n. 398, as
quaes se deverao observar em quanlo nao forem
competentemente revogadas, mas anda porque de
altera-la. resudara augmenlar-se sem vanlagem al-
guma o -erviro decripturacao, sendo poucu avol-
lada a renda mensal do correio de S. Paulo, e es-
lando a fazenda garantida pela llanca que deve pres-
tar o respetlivo adinini-lrailoi ; cumprindo preveui-
lo que dever proceder contra este, mas de intelli-
gencia com o Sr. presidente da provincia, se nao en-
trar com a renda nos prazos marcados nos arts. cita-
dos, nos- termos do decreto de 5 de dezembro de
1849, cujas di preados re.ponsaveis pela m-sta de dinheiros p-
blicos, qualquer que seja o ministerio a que perlen-
Cam; 2, que nao sendo as administra^oes dos cor-
reos subordinadas s Ihesouraria* de fazenda. e fi-
cando-llies sojeilas nicamente no caso a que se re-
fere o 3, do art. 1, do decreto de 22 de novembro
de 135liii. 870. regular be a formula eguida al
aqu na correspondencia com o administrador do
crrelo, menos na parte em que lhe d o Iralautea-
to indevdu. E por esla occasiao remede ao Sr. ins-
pector, para dar-lhs a devida execucSo. a uniera de
14 de fevereito do crrenle anno 11. 17 dirigida
Ihesouraria do Minas Gerae*.
27
A' Ihesouraria de Peruarobuco, communicando
que sendo jolgada sem elleilo a nomeacao de Fran-
cisco Seabra de Andra'de para o lugar de agente do
correio do Allinho, na dila provincia, foi numeado
em aeu lugar Francisco Joaquim de Barrus Curreia,
com o v encmenlo de 50 0|0 do rendimenlo da agen-
cia.
A' mesma, communicando a nomeacao de Fran-
cisco l.uiz Vi raes para bedel daFaculdade de. Direilo
do Kecife, com o vencimanlo marcado, na tabella em
vigor.
A' mesma, commnnicaodo a* noinearoes de Ma-
nocl da CostaSilvera e Manoel Marcelino Paes Br-
relo para s lunares de agentes do correio, o t, da
villa de Nazarelh e o 2, da do Rio I-Vinoso, com o
vencimenlo de >00|0 do rendimenlo das agencias,
vislo na haverem acedado tae- uomeac6es Juaquim
llygino Molla da Silveira eAutonio de PaulaMadu-
reira.
A' mesma, communicando a nomeacao de
Francisco Jos da Silva Pereira para agente do car-
reio da cidade de (juyanna, vago pelo fillecimcnto
de Ricardo Nunes Cavalcaple, com o vencimenlo de
500|0.
A' mesma, mandando pagar ao capitao Jos
Joaquim da Silva Costa, na qualdade de lulor de
0. Deolinda Pereira da Silva, do 1, do correle mez
em diaule, o meio sold de 50 annuaes que a mes-
ma percebe como fi I lia do capitao Alexandre Perei-
ra da Silva.
... 28
A' Ihesouraria de Pernamhuco,mandando pagar
a viuva do capitao reformado Francisco Antonio de
S Brrelo, 1). Mara Jos Fehcidade Brrelo, te fr
ella a invetarianle, o sold vencido pelo dilo capitao,
do 1 de dezembro de 1850 a 11 de inarcq de 1851,
razan de 305 menae, na importancia de I(II;, pre-
cedendo descripjao da divida 110 inventario ; adver-
liii'ioquc no caso de ler havido j partidlas deve o
pagamento ser feilo a quem de direilo fr, arbitrn-
dole a quola dos menores, se os houver, ao tutor
coro aulons.cao do juiz de orpliaos competente. 4
30
Ao director interino da conlabildadeS. M. o
imperador liouve por bem mandar consultar a sec-
cao de fazenda do cnselho de estado sobre a preten-
53o de D. Joaquina Leocadia de Brito perrepcao
do monte-po de marinha, a que entende ter direi-
lo por morle de *eu irmio o 2. lenle da armada
Joaquim Jos de Brito, apezar de se acliarem anda
vivos seus pas. E a seccjlo, comquanto reconlieca
que as vaulageus concedidas pelo monle-pio de ma-
rinha assim como as que a le de 1827 conceden aos
ofliciaes do exereilo. nao dependem de mero favor
do gov.erno, e que coosliluem um direito, mas direi-
to nicamente das pessoas nos termos em que a le
o garante, foi todava de parecer que ella nao abona
aquello pretendan; porqnanlo a instituirlo do monte
po da marinha leve por lim soccorrer os mais prxi-
mos prenles du oflicial, que por fallecimento deste
(icassem ou se repolassem licar desamparados e pri-
vado* dos meio* de subsistencia, mas na leve em
vista consUiui-los herdeiros do sold que perleiices-
se ao fallecido ; porque ueste caso seria iniquo pri-
var de tal herauca os lillios vares, as nihascasadas
e os pais do mesmo oflicial; e sendolasjrnajMjinei-
plcavel contradicho que a lei repulasse desvSKjas
as ilhas solteras roanlidas por seus pais, e soccoi .
resse a estas deixando de faze-lo aos mesmos pas,
qus as mantem e lem obrigac,ao de iiimilfafej ( j;7i
do que o arl. 8 estabelece a gradac.aj"das pessoas
que lera direilo ao monle-pio, mas j? das pessoas
desamparadas, e --? J-7JJa-Mt^im orphaas,
mas nao as que tem pai vivo ; e que se estas deves-
sem lambem ser consideradas, desvalidas paraperce-
berem o meio sold do i*jnao, embora o pai u3o fos-
se reputado tal, por mais forte motivo deverao s-
lo lambem a* que (Icassem em companhia da mai
viuva.a quem a plano do monle pi considera como
pessoa desamparada.
A' recebedoria do municipio da corte, decla-
rando que nem o prpprietario da casa terrea sila 00
largo do Cllele n. 6, Joaquim Pereira de Faria,
nem o novoinquilino que 1 vier oceupar ou nella es-
tabelecer negocio de agurdente. eslAo responsaveis
pelo pagamento dos irnpnstos devidos pelo preceden-
te inquilino, visto estar provado nao se lerem dado
n* liypoiheses de que traa o art. 18 do regulamen-
lo n. 415 de 12 de junho de 1845.
31
A Ihesouraria do Para.O marquez de Paran,
presidente do tribunal do thesouro nacional, respon-
dendo ao oflicio n. 106 de 15 de maio ultimo, no
qnal o Sr. iuspeclor da Ihesouraria de fazenda da
provincia do Para consulla: 1, se no caso de ser
multado qualquer empregado da calhedral em o
vencimenlo integral de mu mez, deve o Ihesoureiro
da mesma calhedral assgnar a folha, qnando o em-
pregado mudado recuse faz-lo, como lem aconte-
cido : 2, se declarando o mudado, qoe recorre da
iir.posicao da mulla para a auloridade competente,
deve o Sr. inspector deixar de entregar ao Ihesou-
reiro da calhedral a importancia della, declaia ao
Sr. inspector para sua inlelligencia e exeeuc,au,
quanto primeira duvida, que nao figurando na
despeza das pagadorias a importancia das multa* im-
posta* aos empreados das calhedrae*, porque o des-
cont do vencimenlo faz-se simuladamente, nem re-
reverlendo mai* aos cofres pblicos o produelo de
laes mollas por (er elle o deslino especial que lhe
dao a* leis cannicas, lorua-se neceasario que a qui-
laco que esses empregado., ou o prioste, no caao de
recusa da parle delles, devem' dar no pagador seja
do vencimenlo integral, adverlindo que se o prioste
lambem se recusar a assigoar a folha deve o Sr. ins-
pector fazer supprir essa falla mandando declarar
por meio de urna verba, lanzada ao verso da lauda,
que conli ver o nome do empregado, que o vencimen-
lo do mencionado mez foi entregue ao prioste por
constar da competente relacao ler o empregado, por
(al ou lal motivo, perdido o direito a elle; declaran-
do o escrivAo no lugar destinado para a parte assi-
goar a quilarao que o mesmo prioste a nao assignou
por baver passado recibo da importancia das mul-
las oa respectiva relacao ; quanlo 2, que nao de-
ve o Sr. inspector tomar cenheeimrolo .das allega-
cOe* dos mudados, anda na h\ pudiese de declara-
reo) elles ler recorrido das multas, por isso que a
resliluic.au da ana importancia no caso de prov-
menlo do recurso, lem de ser feila pela auloridade
ecclesiastica, e nao pela fazenda publica.
A' Ihesouraria de Pernamhuco, declarando para o
fazer cooslar a alfandega, que o tribunal do thesou-
ro indeferio o requerimenlo de L. Leconle F'ron &
C, por nao lerem elles recorrido dentro do prazo
marcado no pnragrapbo qualro do artigo 33 do re-
gulament de 22 de junho de 1836 du despacho que
os obrigou a pagar 30 por cenlo pelas dragonas a
que se refere, convindo entretanto que previna a
mesma alfandega que as dragonas, sendo de ouro e
prala fina, eslo comprehendidas entre os mais ob-
jeclos da industria de irgueiro, de que Irala o para-
gr.plio q uar tu do artigo quinto, do decreto de 12 de
agosto de 1844, os quaes pagara 6, e nao 30 por
cenlo.
10
A' Ihesouraria do Piauhy, declarando que D. Ray-
munda Mara Magdalena nao pude julgar-se devi-
damente habilitada para entrar no gozo du meio tol-
do de seu fallecido marido, o ajudaute reformado
Jos Borges Leal, por isso que nao juotou ao pro-
cesso, como devia, a sua f de oflicio ; e adverliodo
mesma Ihesouraria de que no'deve admtlir pro-
cessos de halnliiacoes idnticas, aos quaes nao junte
a parle ou corlidao passada pelo thesouro, para pro-
var que 11 ,o frue, por qualquer (lulo, nenhuma
pensao do Estado, ou flauta para garantir a sua a-
presenlacAu em um prazo nunca maior de aeis
mezes.
13
. A' Ihesouraria de Pernamhuco, declarando que nao
ppdendo por parte da fazenda proceder-se contra a
casa de Deane Voule \ C- de Liverpool,, pelo que
esta he solidariamente responsavel ao Ihsouro na-
cional sem previo levaotamenlo do .equestro feilo
nos bens da masea fallida de Deane >ft>ule & (',., da
capital da dila provincia, devera a ihesouraria ex-
pedir ordem para eflectuar-se esse levanlameulo
com os protestos neceasario*, para que a fazeuda
possa baver lambem o que directamente lhe compe-
tir na referida matea fallida com os demais credo-
res, remetiendo aos agentes do Brasil em Londres
Rothschild e Sons as certidoes e documenlos que
coinprovem o mencionado levanlameulo, revestido
de todas as formalidades legaes, e reconhecido* pelu
cnsul britnico, alim de que os ditos agentes pos -
sam insistir no pagamento que o governo reclama,
A' cunladuria geral da marinha, declarando,
sobre a prelencAn de Pedro Ignacio da Silva, que
serviode escrivAo a bordo da c'anhoneira Campista
110 Rio da Prala, e a cujo respeilo ioformou em of-
licio u. 612 de 21 do mez passado, que o suppli-
cante deve ser pago dos veiicimeotos de embarcado
durante o lempo que esleve depositado na dita ca-
nhonera, em quanto nao *e uflereceu occasiao de
parr para esta corte, isto he, de,de._.lo de marco
do anno prximo pretrito at 13 de aVbril do me*-
Sio anuo, alenla a dreumstancia de baver adoeci-
o em paiz eslrangeiro, onde uu poda reslabele-
cer-se, segundo a opiuiao dos facultativos, licandu
por Uso privado de exercer o seu emprego.
----6 de agosto. *
_ A1 Ihesouraria to Cear.U marquez de Para-
n, presidente do tribunal do thesouro nacional,
leudo dado cuuhccimenlu ao ministerio da justira da
materia do oflicio do Sr. uspector da Ihesouraria de
fazenda da provincia do Cearu, n. 42 de 20 de abril
do correle auno, por perlencer ao respectivo minis-
terio a expedicau das providencias concerneules a
cusas judieiaras, communica ao dilo Sr. inspector,
para sua inlelligencia, queS. M. o Imperador huuve
por bem mandar declarar, por aviso do referido mi-
nisterio de 25 de julho ultimo, que acertada foi a
sua' decisao, quaodo autor isou somenle a despeza de
um protesto as lettras a que se refere, vislo como,
embora fossem diversas as aponladas, e isso porque
a primeira e nica vencida nao foi paga, o labelliao
s lirou um instrumento do proleslo de todas, e por
esle, inclusive o registro, s tem direito de cobrar,
alea de 320 rs. do protesto da ledra, 1? mais, como
se v no regiment das cusa*, e be de eslylo no foro
desla corle.
^ bm os documentos
iaarroboratile* de seu
npeten
MINISTERIO DA GUERRA.
Reculanento
Approcado pelo decreto n. 1631 d 18 de agosto de
1855 para o consethos de inguicao creados pe-
la lei n. 260 do 1. de dezembro de 1841.
Art. 1. O cnselho de inquirirn, que, nos ter-
mos do i 3. do arl. 2, da lei n. 260 do 1. de dezem-
bro de 1841, deve lomar conhecimenlo do mo com-
portamenlo habitual dos ofliciaes do exereilo defini-
do no arl. 166 do cdigo criminal, conforme 0$ 2.
do arl. 9. da lei n.|648 de 18 de agosto de 1852, ser
composto de um presidente, de patente pelo menos
igual do chefe informante do mo comportamento
do oflicial aecusado ; e de dous vogaes superiores
a este em posto, ou em antiguidade no mesmo
posto.
O mais moderno dos vogaes escrever os termos
do processo ; e o mais autigo exercer as funecoe*
de interrogante.
Arl. 2. Os' ofliciaes componentes do cnselho de
inquirir nunca serao do mesmo corpo do aecusa-
do ; mas sim de qualquer. "y|f^f"|xif do_flnadro
do exereilo, e na falta absoluta de-tes, da exlincl.i
seguuda India com sold, da guarda nacional am
destacamento, honorarios com patente ou refor-
mados.
Arl. 3. Nunca se proceder a cnselho de iuqui
ricao sena por ordem expressa do ministerio
guerra dirigida a auloridade superior com
provincia, ou do corpo de exereilo de o
que se adiar o otlicia) aecusado.
Arl. 4. O cnselho de inqurjaiaaaef de privati-
va nomeacao dos commandjnfls em chefe dos cor-
pos de exerdlo de upwaces, dos commaudanles
das armas, e dos presidendes das provincias onde
nao houver enramando d'armas.
Art. 5. Logo que qualquer das autoridades men-
cionadas no arl. 4. receber a ordem para mandar
verificar por cnselho de inquirirlo o mo compor-
tamento habitual de algum oflicial que esliver sob
sua jurisdicc^u, o communicar ao chefe do corpo
do oflicial aecusado, e requisitar a f de offlcios
deste oflicial copias, aulbenlicasde todas as informa-
cues semestraes de conducta de que conslarem as
iiidicasoes e juizos obre o mo comportamenlo del-
ta, e o original de lodos o* documenlos que corro-
boraren) essas indicacoes e juizos das autoridades
informaoles. Fazendo cutan a nomeacao do cnse-
lho, remell-la-ha com todos os documenlos men-
cionados ao presidente que nomear ; juntando lam-
bem copia authentica da ordem do governo para se
proceder ao cnselho,' e aquelles documentos que
pelo mesmo governo forem remedidos ou exist rem
na secretaria respectiva, que tenham connexao com
os pontos de acensaran.
Arl. 6. O cnselho se reunir sem delonga, e
proceder aos termos preparatorios do processo se-
gnudo a praxe dos conselhos de investigar adop-
tada no exereilo, e passar logo inquiricao de
lestemunhas que lerosido previamente requisitada*
i auloridade Horneante d^consetho, em numero
nunca menor de tres, nentflBaior de cinco, que se-
jam de recophecida probidade e isentas de sus-
peitas.
Art. 7. Logo que o cnselho, pelas pecas do pro-
cesso, e pelo depoiraenlo das lestemunhas, se julgar
convenienlemente habilitado para ajuizar da aecu-
sacAo, o respectivo presidente mandar pelo vogal
queescrever no processo organisar um extracto fiel
dos pontos e circunstancias da accusaeo, dos docu-
mentos que a corroboraran!, edasordens que man-
daran) proceder inquiricjlo ; e far inlimar ludo
ao oflicial aecusado, preven',ndo-o de que deve com-
parecer peranle o cnselho, afim d ser interroga-
do, marcando-lhe para isso dia e hora dentrn do
prazo de tres dias. Este relatado ser escrplo, da-
lado, e assigoado pelo oflicial que o organisar ; e o
aecusado declarar por baixo delta que fica scienle,
datar e assignar esla declarado. O relatado de
intimaeAo sera annexo ao processo.
Arl. 8. Comparecendu o oflicial aecusado, ser
interrogado subre todos os pontos da aecusacao cons-
tantes dos documentos apresentados, e dos depoi-
mentos das lestemunhas ; permitlindo-se-lhe que
em conteslacAo e defeza fai;a verbalmente as obser-
vacOe* que julgar convenientes, as quaes as trans-
creverJo no termo do interrogatorio, Ju que a* pro-
duza por escriplo, se o requerer, afim de serem au-
nexas ao processo junlament
que pretender apresentar com
arrazoado.
Arl. 9. findo o iulerrogaloaaldo "(ricial acensa-
do, cnselho, pesando devnJHneule as razos a-
presenladas pro e contra, daralp* opiniAo motiva-
da, se julga ou nao provado oSs comportamenlo
habitual do aecussdo, declara|o-o em relace a
qual ou quaes dos motivos meij|onados no arl. 166
do cdigo criminal, ito he : u iucolineucia pu-
blica e escandalosa ; 2., vicio m jugos pruhibidos ;
3., embriaguez repelida, e 4.,4jptidao r.oloria ou
desidia habitual no desempeuliflta suas funeces.
Arl. 10. Tudas as sessoes do pensedlo de inquiri-
cao sarao secretas : e oprocjjpja^iiuuca correr a'
revelia do accosadi
deste formal reluctancia iiolorisBenle infundada de
comparecer parante o conselhiBdo que se fara ex-
pressa e circumstauciada menea no processo.
Arl. II. Uepois 1I0 cousellioBroferir sua opiuiao
nos termos do art. 9., a qual i*S assignada pur to-
llos us Miembros, o respectivo (Midenle remetiera
o processo auloridade nomeatK e esta o fara che-
gar, pelo* tramites compeleolsC a presenea do go-
vernu.
Art. 12. O processo sera rsAedido da secretaria
de estado dos negucio* da gera an consedio supre-
mo millar, para que esle coiujlte a vista das pro-
va* da aecusacao e da* declaftces e documeulos
do oflicial, se elle est ou nao ao caso de ser refor-
mado por mo comportamenloPlabitual, segundo o
espirjto das disposieoes do 5 3i do arl. 2. da lei n.
260 do 1. de dezembro de 1811.
Arl. 13. Devolvido o processo secretaria de es-
lado dos negocios da guerra com a consulta do cn-
selho supremo nublar, o governo a visla della e dos
mais termo* subslanciaes do mesmo processo resol-
ver definitivamente sobre o deslino que deve tero
oflicial aecusado.
Palacio do Rio de Janeiro, em 18 de agosto de,
1855. Mrquez de Caxiat.
13
Ao viee-presidenle do Rio Grande do Sul.Illm.
e Exm. Sr.O antecessor de V. Exc. dirigiu a esla
secretaria de estado um oflicio datado de 7 de dezem-
bro de 1853, sob numero 563, pedindo olue.io re-
presenlacAo conetanleda copia annexa de um oflicio
do general, com manda ule da* arma*, propondo como
medida de juslica o abono da gralilicara do eslado-
inaior de Ia dae, ou oulra qualquer que fosse ade-
quada, para os ofliciaes reforjados que continua-
mente servera era conselhos de guerra ; proposiro
esla, que segundo nutras cpias lambem annexa,, a
Ihesouraria de fazenda julga nao ser aulorisada por
lei ou ordem alguma do governo imperial.
A temelbanle respeilo foi servido S. M. o Impe-
rador mandar ouvir o contador geral da guerra, e
depois o cnselho supremo militar, e lomando em
considerara todas as informaedes, houve por bem
o mesmo aoguslo senhur aulori-ar o abono da grati-
ficarlo addicioual ao* aficiaes reformado-,ein quanto
estiverem uesso exercicio, ou duraren) os conselhos
em que servirem ; mas muito recommeudaa V, Exc.
que os ditos ofliciaes nao sejam empregado* scuao
quaodo nao houver ofliciaes das classes activas do
exereilo. E assim fica dissolvida a materia du dilo
oflicio.Dos guarde a V. Exe. Marque: de Ca-
xiat. *
14
Ao inspector da Ihesouraria de fazenda da Ba-
bia, declarando-llie em resposla ao que representa-
ra, qoe o premio que se deve dar pela appreheusAo
dos desertores he de 89, conforma a* ordeus eiu vigor
sendo esle premio reduxido metade quaudo o in-
dividuo capturado nao lem ijo inda qualil'u ado
desertar ; e que assim be que se paga esse servico
na corte, nao obstante o aviso de 22 de mai de 1849,
a que se rere; purqiiaor postariormciiiO cip 28 de
onuiiiro de 1851 eipodio-sejordem ao geueral cora-
mandanle das armas da corle mandando que o dilo
premio fosse descontado pracas desla guarnir
qua fnssem capturadas, fazendo-se exlcusiva esla
medida ato_ ao* desertores remedidos das provin-
cias.
16 t-
Ao vice-presidente do Para, declaraudo-llie era
respost que os ofliciaes do exereilo, sem excepto,
devera, nao s por deferencia, mas por obrigacao
esiricia, pedir venia ao commandanle das armas da
provincia em que se acharem, quando della tenham
de ietirar-8e por qualquer motivo : eqoe, leudo o
major Marcos Pereira de Salle* e capitao Juvencio
Manoel Cabral de Menezs, que fizeram o objecto da
representarlo do coanmandanle da* armas da dita
provincia, de que remetiera copia, deixadu de cum-
prir esle rigoroso dever militar, espera o governo
imperial que semelhauta procedimenlo se nao re-
produza.
MINISTERIO DA MARINHA.
Lal u. 834 de 16 de afoeto a 1855.
Autorisg o gocerna a distribuir ai quantias tota-
das,'.como indemnitacSo das presas das guerras
da independencia e do fio'fla Prala, a fazer ef-
fectica a pensao que foi concedida \ao Marquez
do Maranlulo,e u pagar o* toldos que lhe ficaram
decendo como primeiro almirante.
D. Pedro II, por graea de Dos e unnime accla-
raacao dos povos, Imperador constitucional e defen-
sor perpetuo do Brasil : Fazemos saber a lodos us
nov-us subdita* que a assembla geral legislativa de-
cretan, e nos queremos a lei seguiole :
Art. I. Fica o governo aulorisado :
S 1. A distribuir, como nideranisarao das presas
das guerras da independencia e do Rio da Prala, pe-
los ofliciaes do corpo da armada imperial ou seus
herdeiros, que mesma indemnisaco liverem direi-
lo, at a quanlia de 624:0009, salvo as deducc,es
que forem de justira.
2. A prescrever a forma do processo que se de-
ve seguir ua pardilla da somma de que trata o para-
grapho antecedente.
S 3. A mandar pagar ao Marquez do MaraohAo o
sold que se lhe ficou devendo do lempo que servio
o imperio no posto de primeiro almirante.
S i. A fazer effecliva ao mesmo Marquez a pensao
que lhe foi concedida por decreto imperial de 27 de
julho de 1824.
5. A mandar pagar ao chefe de divisa gradua-
do Bartholomeu llasden a quanlia de 3:1069577,
correspondente a quota que lhe pertence de urna
presa j liquidada.
Arl. 2. He o governo autorisado a fazer qualquer
que conduzem, e quando a isso se recusem, que
procedimenlo se deve ler para com o mesmo* com-
mandanle*, e significando que os avisos, inclusos
por copia, dirigidos ao capitao desle porto em dalas
de 22 de marco e 16 de abril ltimos, estabetaceudo
regra* para a matricula das guarniee dos ditos pa-
quetes, tanto na corle como as provincias, solvem
a duvida apresenlada pelo capitn do porto da so-
hredita provincia, que peder multar os infractores
do regulamenlo ou representar a auloridade supe-
rior, para que os faca sugeitar as disposi$0*s poli-
ciaes du porlo.
11
Ao quartel general da marinha, communicando
que em conformidade do parecer dado pelo cnselho
hotrter da parte supremo-smtiiar de juslica, am censulta de 28 de
operaeao de crdito que julgar conveniente para ha-
ver a quanlia com que verifique o pagamento de que
trata o art. 1, quando pela renda ordinaria nao o
possa fazer.
Art. 3. l-'icam revogadas as disposifoes em cern-
irn.
Mandamos portanlo a lodas as autoridades a quem
o conhecimenlo e eiecucao da referida lei perlencer,
que a comprara e faeam cumprir e guardar tan iu-
telramenle cuino nella se conten. O secretario de es-
tado dos uegociosda marinha a faca imprimir, pu-
blicar e correr. Palacio do Rio de Janeiro, em 16
d agosta de 1855, 34. da independencia e do im-
perio.Imperador, com rubrica e guarda.Jjo
Mauricio Wanderleg.
Carla de lei pela qual vossa Magostado Imperial
manda executar o decreto da assembla geral legis-
lativa, qne houve pur bem sanecionar, autorisnndo
o governo a distribuir as quanas voladas, como in-
demnisaco das presas das guerras da independencia
e do Rio da Prala, a fazer effecliva a pensao qoe foi
concedida ao Marquez do Maranhao, e a pagar os
sold* que te lhe ficaram devendo, como primeiro
almirante, na forma cima declarada.
Para Vn*a Magestade Imperial ver.Uerrnene-
gildo da Cunha Ribeiro Feij a fez.Jos Thoma:
Sabuco de Araujo.Sellada na chancellara do im-
perio, em 20 de agosto de 1855.Josino do Natci-
mento Silea.
F'oi publicada a presente lei nesla secretaria de es-
lado dos negocios da marinha em 21 de agosto de
1855.Francisco Aarier Bomtempo.Registrada e
II.' 42 v. do livro 1 de cartas de lei. Secretaria de
estado do* negocius da marinha, em 21 de agosta da
1855.Jiaquim Mara de Souza.
EXPEDIENTE DO DIA 7 DE MAIO.
A contadoria geral da m iriuha, communicando
que pelo ministerio da fazenda foi declarado, em a-
viso do primeiro desle mez, nao se ter podido dar o
devido cumprimenlo ao paragrapho primeiro do ar-
tigo 20 do decreta u. 736, de 20 de novembro de
1850, no que respeita a mesma contadoria, pela falla
de papis e documenlos uecessarios para lal lim.
istosem embaigo de repel las requisiees feitas
mencionada contadoria pela directora geral de con-
labildade do thesouro nacional, qual foi conferida
senielhanle aulonsaeao pela resolnean do tribunal do
thesouro de 10 de novembro de 1851; e determinan-
do que eflectue sempre, com a possi.el brevidade, a
remessa de lodos os documenlos que forem requi-
sitados pela referida directora, tolicilaudo a esta se-
cretaria de estado as providencias que forem preci-
sas, e nao eslejam ao seu alcajpce.
9
Ao presidente da provincia do Para, acensando a
recepen do ollicio o. 87 de 19 de marco ultimo, em
que pede lhe declare se os commaudanles dos pa-
3ueles a vapor sao obrigados a dar ao encarregado
a visita do porto da provio :ia a lista dos passage/ros
fevereiro ultimo, sobre o que o mesmo quartel ge-
neral representara acerca dos trnpeeos que appare-'
eeram no andamento dos conselhos de guerra ,1 que
estavam respondendo os impenaes marinheiros Jos
Manoel de llarro* e Joo Antonio da Malta, pelo
crime de de.erra que commetlrram quando embar-
cados nos navios da estaclo naval do norte, hoje do
Maranhao, foi declarado por immediata re.oluc.ao de
25 do mez prximo pretrito, que em casos serae-
Ihanles podem ser feilosos conselhos de disciplina
e de guerra as divises ou eslaces onde os reos
houverem commcltido o deticto, sendo remedidos
para o corpo depois que, julgado* na superior ins-
tancia, o te 11 ham de ser era viriude das respectivas
senlencas ; e que esta* disposicoes sejam extensivas
s pra;as do baiall naval.
19 de junho.
A'capitana do porta da corle, varios pilotas de
caria, queixando-se de haveres sido pretritos nos
embarques por oulros que na a tenij pedera nAo
s que esles nao continuem a ser matriculados para
a navegacAo de longo curso e grande cabolagem,
em quanto houverem desembarcado* alguns daquel-
les que tenham regular comportamenlo e nao Tacara
exigencias absurdas, mas tambera que os pilotos de
carta sejam para esse lira alistados as capitanas dos
portos; cumpre portanlo, em altencjto s razes
apresentadas pelos supplicantes, que V. S., na parte
que lhe toca, leHha em vista a pretenca dos mes-
mo*, fazendo effecliva* as dispusiere* vigentes.
Na mesma conformidade aos presidentes das pro-
viucies em que ha capitanas de portos, para o re-
commendarcm aos respectivos capilaes de porlo*.
23
Ao quarlel general da marinha, acensando a re-
cepcao do oflicio 11.424, de 12 do mez prximo pretri-
to, arom pauhado do em que o comma ndaule da estaca
naval de Peruarobuco d parle de haver numeado o
1. lente Ludgero de Salle* e Oliveira para cora-
mandar inlerinamente o brigoe Capibaribe; {em
consequencia de ler-se reculhido ao hospital por
doente o respeclivo commandanle, ocapito-lenento
Pedro Antonio l.uiz Ferreira ; e pede esclarecimen-
los a respeilo dos vencimeulo* que por lal molivo
compelem a estos ofliciaes ; e declarando que devero
ser abonados, o primeiro com as come lorias de
commandanle, e o segundo, emquanlo esliver doen-
te ou nao regressar para bordo, com as comedo-
rias simples de 19200, deix'and a favor do hos-
pital o meio sold, inclusive a quiuta parto, e a
competente racao, nos termos do regulamenlo res-
pectivo.
A' inspeccao, do arsenal de marinha, lendo-se
por aviso de 22 de novembro de 1845, determinado
que quando se houver de supprir a particulares
quaesquer ubjeclo* dos rmateos da marinha. una
vez que nao seja porsubstituicao dt gneros idnti-
cos, se faca carregar com 20 % d cusi da entrada o
objecto supprido, adendendo-se diflerenea de cam-
biu, e ao pagamento dos direito* correspondentes ;
cumpre que, alem desla pnrceulagem. se carregue
suhr o valor da materia prin* q-i
obras para particulares, a de 10 o titulo de mAo
de obra, e como indemnhtacao do detorioramnlu
que possaro ler os instrumentos empregados nesse
ira balli ; sendo lal medida extensiva a lodas as olli-
cinas desse arsenal.
25
Ao quarlel-general da marinha, determinando,
em conformidade dospareceres du mesmo quarlel-ge-
neral edacontaduria geral da mariuha, sobre a repre-
seulacao do cir urgiao do hospital de marinha da provin-
cia da Baha, a retpeito da quaolidade de carne ver-
de que se fornece para as racoes das dielas ns. 5
e 6, designadas no art. 78 do regulamenlo annexo
ao decreta o. 1104 de 3 de Janeiro de 1853 para os
hospitaes da armada, que aos doentes dos mencio-
nados hospilae* se abone, alem do que por ventura
nao se possa aprovei lar da referida carne, urna quan-
lidade da mesma, nunca maior de 25 por cenlo do
peso despendido diariamenle, conforme o numero
de doentes que exisliren,, devendo declarar-se esse
peso nos documentos de despezas, eem separado o
que do mais se lhe addicionar, a cujo rsped expe-
dir as convenientes ordensjpelo que toca ao hospital
de marinha da corle.
Decreto u. 1630 a 16 de acetato da 1855
Modifica 01 arts. 59 e 60 do regulamenlo man-
dado observar por decreto n. 447 de 19 de
maio de 1846, a respeilo dat matriculas das em-
barcacoes de cabolagem.
llei por bem modificar 09 arts. 59 e 60 do-regu-
lamento mandado observar por decreto u. 7 de
19 de maio de 1846, e ordenar que d'ora em diante
a matricula das tripulares das embarcagoe* de co-
berin, empregadas na navegara dos grandes rio*,
lagda* e pequea cabolagem, de porlo a porto, ou
de urna s escala dentro da mesma provincia ao
longu da cosa sem a perder de vista, e dos vapores,
ainda que empregados na grande cabolagem, se fa-
ca de seis em seis mezes ; sendo porem os capilaes
ou meslres obrigados a participar s respectivas ca-
pitanas dos portos quaesquer allerares que occor-
ram no pessoal, para seren competentemente ver-
liadas ; e ficaude entendido que um tal favor nao
he extensiva ao caso de mudaiica de propietarios,
capilaes ou meslres das referida* embarcacoes, em o
qual conlinuaro a r*gcr as disposires dos dous
'supracilados artigo*. Juo Mauricio Wanderley, do
meu couselho, ministro e secretario de estado dos
negocios da marinha, o teuha assim entendido e fa-
ca execular.
Palacio do Rio de Janeiro, em 16 de agosto de
1855. 34. da independencia e do imperio.Com a
rubrica deS. M. o Imperador.Joao Mauricioiyan-
derleg.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Em resposla ao seu oflicio de hoje e nesle momen-
to recebido, cumpre-me dizer-lhe, que o vapor 70-
cantint pode sabir amanilla as horas por Vmc. de-
signadas, e que nenhuma ordem especial tire para
faze-lo mudar de derrota.
Dos guarde etc. Palacio ele. II deselembro de
1855.Sr. agenta dos vapores.
Illm. e Exm. Sr.Nao obstante estaos al'esle
momento livres da invaa epidmica, graras a Di-
vina Providencia, com ludo nSo cesso da lomar me-
didas de cautela. Atsim, von rogar V. Etc. baja
nao s de inslruir-mc sobre o qoe houver occorrido
era relacao naloreza e progresso do mal ahi rei-
nante, e modo de combale-lo ; mas lambem de, no
caso de mandar V. Exc. fechar a Facutdade de Me-
dicina, daudo por acabado o anno lectivo, fazer com
que o* estudanles naturaes desla provincia ligara
inmediatamente para aqui, afim de unirem os seus
servicos, havendo urgencia, aos dos mdicos desla
cidade, ajudando-os com a experiencia, que natural-
mente lera adquirido na lula em que louvavelmen-
le se leem empenhado.
Dos guarde a V. Exc. Palacio do governo de
Peroambucn II de setembro de 1855.Illm. e Exm.
Sr. vice-presidenta da provincia da Bahia. *- Jote
liento da Cunha e Figueiredo.
Illm. e Exm. Sr. Tendo sido aqui lomadas lo-
das as medidas para que pelo vapores que tocara na
provincia da Bahia se na transmita a epidemia,
que infelizmente all est grassaudo, creio que dei-
xarao ellas de ser proficuas, se as provincias limi-
Irophes nao lomaren) as medidas conducentes evi-
tar toda a conimtiiuc.-ieAo directa com os navios : o
quejulgo dever communicar V. Exc. por me
constar qoe o Tocantint Uvera livre entrada no por-
to de Macei.
Dos guarde a V. Exc. Palacio do governo de
Pernamhuco. 21 de agosta de 1855. Illm. e Exm.
Sr. vire-presidente da provincia das Alagoas.
Jos Bento da Cunha e Figueiredo.
Sobre esta medida quiz ouvir o commandanle das
armas e inspector da Ihesouraria de fazenda, e dan-
do-me elles os pareceres constantes das inclusas co-
pias n. I e 2, exig do commandanle do presidio um
orramenlo dos genero* uecessarios para qualro
mezes.
Com estos dados, pois, julio dever levar ludo
Ilustra la considerara de V. Exc, para que, apre-
ciando a coTiveniencia deeemelhanta providencia,
digne-te de resolver a respeilo, como entender em
sua sabedoria, expedindo-me as ordeus que para sua
eflectiva observancia julgar precisas.
Dos guarde V. Exc. Palacio do governo de
Pernambuco 8 de fevereiro de 1855.Illm. e Exm.
Sr. Pedro de Alcntara Beltegarde, ministro e se-
rretariu de estado dos negocios da guerra.
Jos Bento da Cunha e Figueiredo.
Rio de Janeiro.Ministerio dos negocio* da guer-
ra em 27 de agosto de 1855. Illm. e Exm. Sr.
S. M. o Imperador, a quem foi presente o oflicio de
V. Exc, sob 11. 67, d 8 de fevereiro do correte
anno, ponderando a ulilidade de fazer-se todo o
supprimeuto de vveres de que necessila o presidio
de Fernando de Noronha por meio de remessa* por
conta da fazenda publica, para all seren vendidos
pelos mesmo* prer-os do cusi, manda declarar a V.
Etc. em resposla ao citado oflicio, que, sendo o dilo
presidio um rslabelecimenlu militar, compele ao*)
respectivo commandanle conceder licenra aos vi-
vairdeiros para venderem genero* ao* presos, pracas
destacatas, e mais habitantes da ilha, fiscalisando
que os preces sejam razoaveis, prohitnndo que con-
tinuem na qualdade de vivandeiro* os que nao se
queiram sujeitar essa cundirlo, e nao cunsenlindo
qiie.pessna alguma, empregada no presidio, se ap-
plique a semelhaule especie de negocio, como ja lem
acontecido. Por esla forma evitase o abuso de *e-
rem vendidos o* gneros por excessivo* precos, como
V. Exc. diz e conserva-se n svstenia al agora segui-
do, que lie o mais vanlajoio por apresentar o recur-
so de concurrencia.
Dos guarde a V.Exc. Marque: de Caxiat.Sr.
presidente da provincia de Pernambuco.
1ITERI0B.
Illm. e Exm. Sr.Parecendo-me contrario ao
rigor da disciplina que deve reinar no presidio de
Fernando de Noronha,. o costurae de se admitlirem
all pessoas, que vulgarmente se chamam vivan-
derosa* quaes, alem de venderem por alio preco
os vveres de primeira necessidade que para l con-
duzem, aderara de alguma sorle os hbitos de seve-
ridade que tanto cumpre observar em eslabeleci-
mentos daquella ordem, julgo conveniente que lodo
o supprimeuto de que necessila o presidio seja aqui
comprado por intermedio das reparlc.es competen-
tes, medanle os aununcio* do eslylo, e remettidus
para aquella ilha, afim de serem distribuidos aos
seus habitantes pelo mesmo preco por que forera
aqui comprados, havendo respeilo todas as caute-
las recommeudadas pela boa utcaliiac,ao.
KIQ DE JANEIRO.
CMARA DOS SRS. OEPUTADOS.
Seeeao' do dia 25 da jalho da 1866.
I.em-se eapprova-se a acia da sessAoantecedente
OSr. 1. secretario d conta do seguinte expe-
diente :
I'ni requerimenlo de Jos da Costa Ferreira Car-
doso, subdito porlosuez, pedindo dispensa na lei
para podr naluralisar-.se.A' com.nissao de cons-
lilniea > e poderes.
Da santa casa da Misericordia de Lisboa, par meio
de seu procurador o cnnsellier J. F. de Caslilho
Barreta e Noronha, reclamando coutra o projecto
que se discute acerca dos bens da capella do Itam
b.A' cummissu de fazenda.
He julgado objecto de deliberado e vai a impri-
mir para entrar na ordem do trahalhoso seguinte
projecto :
1 A commissan de pensSes e ordenados tendo en-
trado no mais reflectido e maduro exame, do reque-
rimenlo'dirigido a esla augusta cmara por Dionvsio
de AzevedoPecanha, oflicial da secretaria de ela-
'do du* negocios da marinha, pedindo aulorisacAo
para poder ser aposentado no lugar de oflicial
manir da mesma secretaria com o vencimenlo de
2:400 annuaes, em atienen sua avanzada ida-
de, au seu estado valetudinario, e ao* bons e valio-
sos servicos que por mais de 48 anno* lem prestado
a nar,iu, julga que o sapplicaole tara Otaatlu gra-
ea que ioltcita, TrihrsdliiH ihludmida
formara do governo, que reconhece tudo quanlo al-
lega e prova o supplicaute, como lambem porque
era face do* documentos em que se baseara as alle-
gaees do peticionario, por forma alguma pode ser
posta cm duvida a importancia dos bons servicos
por to tanga serie de anuos prestados, e que fica-
riam sem recompensa se por ventura o supplicanle
fosse aposentado como simples oflicial de secretaria
com 1:2009 annuaes. A commissao inleiramenle se
conforma cora a opiniao que a este respeilo emilte o
guveroo, visto como pelo facto da aposenladoria
deixa o supplicanle de perceber o principal venci-
mento do seu emprego, vencimenlo que consiste cm
emolumentos, os quaes em termo medio sobera n-
u'ualmenle quanlia de 2:6829436.
a Todas estas considerares, e sobretodo os pre-
cedentes deja haverem sido iguaes apusentadorias
autorisadas por actos legislativos em favor dos ofli-
ciaes de secretaria de estad hu/. Augusto May e
l.uiz Antonia da Costa Barradas, quo todava nao
conlsvam lo largo lempo de servico, levam a com-
missao a pensar quj haveria flagrante e notoria 11-
justica relativa, se por ventura outro fosse o proce-
dimenlo havido para cora supplicanle, cujos servi-
co* sao reconhecidos como valiosos o relevantes peta
conselheiro procurador da corda, e pelas seccoes
reunidas de marinha e guerra e de fazenda du cou-
selho de estado.
a Nesles termos enlende a commissao que a pre-
lencSo do supplicanle est no caao de ser deferida
e por isso propOe que para este lira se adupte a re-
soluuao seguinte :
A assembla geral legislativa resolve :
11 Arl. nico. O governo fica aulorisado para apo-
sentar a Dionvsio de Azevedo l'ecauha, oflicial da
secretaria de estado dos negocios da marinha, no
lugar de oflicial maior da mesma secretaria, e com
o vencimenlo annual de 2:4009, revoga'das para este
effeilo as leis e disposicoes em contrario.
a Paro da cmara dos deputados, 25 de julho da
1855.D. Francisco BaUhazar da Sikeira.
E. de S: Sayao Lobato.
Segociot do Paraguay.
Q Sr. Perra: :Tenho negocio urgente.
O Sr. Presidente : Tem a palav ra o Sr. Fer
raz.
OSr. Ferras :Ha tres dias que correm noticias
desagradaveis sobre o estado da Iranquilidade e paz
publica na fronleira da pruvincia de Malto-trosso
que confina com o Paraguay. Essas noticias lem
grassado por loda a parte e ja eram previstas. (Apoia-
dot. Felizmente urna gazela desla corle acaba de
dar-lhe pnblicidade ; e hoje que ellas chegaram ao
deminio do publico, he da minlia ubrigcao, he da
obrigacao da cmara dos Srs. deputados, colher os
esclarecimentos uecessarios para que se saiba o es-
lado du nosso paiz, o estado das nossas relac&es ex-
ternas, especialmente com a repblica do Para-
guay.
O Sr. Presidente :O nobredeputado quer apre-
sentar algum requerimenlo?
O Sr. ferras :Sim seohor, mas desejo indicar
o ubjeclo sobre que elle deve venar. ( Apoia-
dos.)
O Sr. Santos e Almeida : O nobre deputado
deve limilar-se a pedir 1 urgencia.
O Sr. Ferraz : A cmara ainda nao ouv o
que eu quero. ( Apoiadot.)
O Sr. Santos e Almeida: Peca a urgencia e de-
pois diga o que quer.
O Sr. Pretidente: A deocao.
O Sr. Ferra: : Oh! meu Dos O senhor l
no commercio nao sei se ser assim. ( /Usadas, I
OSr. Santos e Almeida d um aparta que nao
ouvimos.
O Sr. Ferra: ( com forca ) :Se o nobre depu-
tado ainda nAo sabe o qoe'eu quero, como he que
me d esse aparte ?
O Sr. Pretidente :AltancSo.
O Sr. Santos e Almeida :He o regiment que
assim manda.
O Sr. Ferra: ( com forra ):O nobre deputado
nao esli autorisado a fazer-me essa observacAo, co-
mo qua querendo charaar-me a ordem. ( Muitot
apoiados. Cruzam-te varios aparte. )
O Sr. Pretidente :AttcnrAo,
O Sr. Ferra: : Em consequencia do que aca-
bo de dizer, en peco a urgencia para se discutir um
requerimenlo meu, tendo por lim pedir esclareci-
mentos ao governo sobre o estado das nossas rclacoes
com o Paraguay.
He approvada a urgencia.
O Sr. Ferra: :Sr. presidente, motivando o mea
requeiimento, ou procurare! conservar aquella cal-
ma que he de mistar na discossAo de negoriode tan-
la magnilude, de negocio que uAo se pode conside-
rar como negocio de partido, de negocio que diz
respeito nacionalidade paz do paiz, sua honra
e dignidade. Para raim, quando se (rala de mate-
rias laes nao confiero o lado a que pertenco : per-
lenco cmara dos Srs. deputados. ( Apoiadot. )
O goveruo imperial quando delineou a expedieao
do Paraguay entendeu que devia fazer guarnecer
as nossas fronleiras peta parte do nosso exereilo es-
tacionada na pruvincia de Malto-ljrosso. As orden*
foram ledas com antecedencia e de modo que quan-
do a oossa flolilha chegasse s aguas do Paraguay se
pudeste estabelecer a communicafio enlre ella e
essa forc,a da neasa fronteira, o de modo qoe nao 11-
casse malogrado o lira dessa expedieao. Para issa
o governo imperial mandou em um do* vapores de
guerra o competente dinheiro para fornerimenio
dessa forca ; mandou petrecho* de guerra, mandou
artilharia. Era de grande momento, Sr. presiden-
ta, u lim a que tandiam esse* preparativos. No* ti-
nhamosquesloes as fronleiras de Mado-Grosso com
mais de urna potencia e podamos ser victimas da
ademados e violencias. O presidente da provincia
do Mallo-GroMO, solicito como he no deseropenbo
de sus* obrigacoes, acudi orden* do governo; fax
marchar todos o* horoens de guerra que liuha a seu
lado e tomou todas as precaucOe* para impedir que
o territorio do Brasil fosse invadido por tropas e-
trangeira*; para evitar qoe e dsse ainda urna ves
o lastimavel soccesso que occorreu no presidio do
Fecho dos Mochos, ha pouc. lempo levantado, esse
successo em viriude db qual o sangue brasileiro cor-
reo. {Apoiadot)
A marcha a direccao dessa forca, no* a ignora-
mos, porque.... deixe-se-me assim dizer.....um de-
tallo imperdoavel : nao se tomaram as presidencias
necessariaa para de prompta termo* noticia de to-
das a* uceurrenciaa que pudessem haver, entretanto
que pela provincia do Paran, se se Uvesse estabe-
lecido um bum sistema de correios, poderiamos ob-
la-las necestiriamento em pouco lempo, e talvez,
conforme a* providencias, e muda* dos correios, no-
ticias dessa fronteira de 15 em 15 dias, de semana em
semana. Picamos porem, senhores completamente
alheios a direccao dessa forra, e as oceurrencias qua
se poderiara dar, e, como se vivesseraos na China,
al hoje nada sabemo* de positivo a esse respeita.
Parte da populacho da provincia do Mado-Grosso
edigo parle da populaco de Mado-Grosso porque
esta ncAo de Guayeurus habita urna parle do nos-
so lerrilorio, esla debaixo da oossa proleccao, e ela
ha longos anno*. como aiuda ha pouco lempo rous-
Iruu do senado um do* seas mai* conspicuos mem-
broi, o Sr. Pimenla Bueno, fazendo a resenta da
urna memoria qoe elle mesmo poblicou no Para-
guay que anduu itnpressa no Semanario, folha da-
quelie logar.
Parte dessa populado consta qoe em amara de
600 pessoas se uoiram forca ao mando'Mo prn-
dente Leverger, que antas diilo liveram encontr*
com forca* paraguaya, e que dahi roultou um con-
flicto no qual correa sangue paraguay e talvez san-
gue brasileiro. .
A allitude pois, senhores, em que nos adiamos
para com aquella Estado, 1 allitude da nossa forca.
naquelle lugar, lalvez desprovida do uecessario ma-
terial de guerra, da* necessarias municoe* para a
sua manutencao, nos deve muita impressiouar, e por
certa nao he dasmelhores, nao he daquellas que aos
deixem licar tranquillo* e segaros sobre o bom xito
da marcha de laes negocios.
O ministerio actual creio que na sua solicilude
nao previo esle aconlecimento ; o ministerio actual
depois da la roodificacilo creio que nao tomn pro-
videncia alguma que pudetae fazer com que auxi-
lio* prompta* fossem reforcar essa parte do nosso
execcilo que *e ucha 11 essa fronteira.
Pode ser, Sf. presidente, a eu desejo, que essa*
noticia* nAo sejam verifadeiras, pode ser que o re-
sultado deste passo *eja inleiramenle favoravel a
nos ; mas logo qoe essas noticias se dao, logo que
ellas lomam publicidade, he do nosso dever provo-
car esclarecimentos da parle do ministerio, afim de
que fiquemos tranquillos ou que p'ossamos com pre-
videncia lomar aquellas medidas qoe possam garan-
tir a dignidade e seguranca do Daiz.
He nesle senlido, senhores, e nao por desejo de
fazer opposico ; mas por detejo de fazer priucipal-
ineiile com qoe o goveruo se habilita com o* metas
uecessario* para reprimir qualquer ataque ; por de-
sejo de que a populaco que he inlereuada na mar-
cha de laes negocios fique tranquila, que teaho a
honra de dirigir a cmara um requerimenlo no se-
guinte senlido ;
Qual a marcha da forca estacionada na provincia
de Mado-Grosso ? Qual a sua sita&eao actualmen-
te '.' Em que p se achaella t Que moto* tem a
dtsposirAo *Hay* tlspaa tilta<** a
nossa forca e a forca paraguaya ? Qnal o rieaUado
desse conflicto ? Qoe noticias lera o governo a esta
respeilo ;' Que carcter de veracidade tem orna
noticia que corre e que urna folha publcaacaba de
imprimir ?
Nesle senlido, Sr. psesidenle, redigirci o reque-
rimenlo que vou lemeder mesa.
I.e-se e entra em discussao e seguinte requeri-
menlo :
a Requeiro que se pecem ao governo' as segra-
les informaoues:
a 1. Qual asituaco de nossas forcea* na fronleira
do Paraguay 1
i 2 1 Houve algum conflicto enlre a* nossas as
Torcas do Paraguay, ou enlre esla* e alguma parle
da populaco indgena da provincia de Matta-Groase?
Silva Ferra:. a
O Sr. Pretidente:A hora dos requerimenlos es-
ta linda; he necessariu que se venca a urgencia para
que possa enlrarem discussao o requerimenlo ora
apreseolado.
Um Sr. Deputado .Mas j foi votada a urgencia.
O Sr. Pretidente:A urgencia volada para a.
apresenlaca e discussAo do requerimenlo foi per
nao ser dia proprio, mus eu tenho sempre entendido
que a urgencia assim volada, se refere aos 3)4 de hora
de que Irala o regiment.
O Sr. Ferra: :Pois bem ; eu peco urgencia pi-
ra continuar esla discussao.
Volada a urgencia, continua a discussao do reque-
rimenlo. 1
O Sr. Marque: de Paran (pretidente do conte-
ni] :Farei algumas bretes observaces acerca des-
te requerimenlo. Nao ouvi toda a sua exposiclo por-
que me nao achava na casa, mas creio que o nobre
senador.,..
') Sr. Ferra: :Obrigado (Rito.)
O Sr. Pretidente do Cnselho:.... qoe o nobra
deputado Do requerimenlo escriplo nao pede todos
os esclarecimentos de quo alias fez mencio no sen
discurso.
Mas, Sr. presidente, ainda redundo o requerimen-
lo aos termos cm que est feilo, nao me parece de
vanlagem alguma a requisicio de semelhanlesescla-
recimentos. He neceasario que se atienda bem com-
petencia da cmara e a competencia do governo. O
ministerio declarou que temos iiegociacoe com o
Paraguay e que estas nSo estavo lidas, julgaudo
que ainda sobre dous nonios de dissidencia novas ne-
gociacoes deviam ser tontadas. Nao comprehendo
pois cumo se procura erabsracara poltica 00gover-
no, a qual, posto que possa ter n desenvolvimento
neceisario para ter sustentada por meio da forca, se
a dignidade do imperio assim o exigir, todava se ma-
nifesla como pacifica ; nao comprehendo, digo, como
se pretende embaraepra poltica do governo, provo-
cando explicacOesalheiasda competencia da cmara,
e porventura proprias a arraslar-nos a verdadeiroe
conflictos.
Pergunta o nobre deputado qual he a sitoacao ac-
tual das tarcas de Mado-Grosso (o reqoermenlo por
escriplo nao osa do termo actual.) Senhores, a dis-
tancia em que nos acharaos collocados, e as difflcul-
dades de urna communicacaO rpida com aquella pro-
vincia, *obram para convencer ao nobredeputado de
que nada posso dizer-lhe sobre a stuacao actual das
nossas tarcas all. As ultimas noticias qoe lemas da-
v8o o presidenta da provincia no forte de Nova Co-
imbra, acompanhsndo-o ahi urna parte de Torca dis-
ponivel da provincia.
O nobre deputado no requerimenlo escriplo nao
pede esclareciraenlos acerca do catado do arreamen-
lo, da* municoe*, e sobre se essa tarca se icha ha-
bilitada a entrar em operacoet; mas como no sen
discurso alguma cousa ouvi a esle respeita, devo di-
zer-lha que, aiuda qnando laes iuformaces fossem
eligidas por escriplo, o governo se recusara a dalas.
Cabe-me agora declarar cmara que o que o go-
verno sabe a respeilo de conflictos he somenle o sa-
grante. Urna partida de Guaycurs enlroa no territo-
rio do Paraguay, all leveum conflicto com alguma
forca daquella repblica, roubou alguns cavados, al-
gum gado, e recolheo-se ao seu lerrilorio. Convem
observar que os Guayeurus nao tem ImbilacDo fixa ;
ora resiiiejn no lerrilorio incoolestavel do imperio,
i margera esquerda do Paraguay, ora internam-se
pelo Chaco, no territorio a qne o imperio nao lem
direito, esobre o qual nao reclama a soberana ; mas
esses Gueycuru's, quando se fu3 no nosso territo-
rio de algum modo recoohecem a sua soberana? pos-
to que peta maneira por que podem faze-lo horda*
barbaras, sem nenhum nexo, sem nenbuma instroc-
eao propria da civilisacao.
Nao se de pois nenhum conflicto entre forcee
propriameme ditas do imperio, ma sim um conflic-
to com esse grnpo de Gauycurs.
He isto o que chegou ao conhecimento do governo
ha cerca de um mez por communicscao oflicial do
presidente da provincia de Mado-Grosso. Pastando
porem receoleraente semelhante noticia pelo Paran
engrossoo, tomou proporrftes mais avultadas, e I
se procurado dar-lhe um maior alcance, pintando
o conflicto com corea muito mai* carregadas do qua
as que na realidada parece ter, segundo a coramatii-
caco a que acabo de referir-me.
Eis, Sr. presidente, at InformacOes que tenho de
dar sobre o requerimenlo do nobre deputado, nao
julgando que htja nem ulilidade, nem vanlagem pu-
blica em requisilar novas.
Concluirei declarando que o governo julga suffici-
entes para a defeza do imperio os auxilios ordinarios
e extraordinarios concedidos pelas leis que lata pro-
poslo ao corpo legislativo.
O Sr. Ferraz :Sr. presidente, ouvi coa teda
4
.
I
Str*
*"*
Til ann




1

altem;ao o nobre presidente do consellio, e peco-lhe
permissjo para discordar da primeira parle do sen
iicurso, porque jolgo conter om principio anll-ptr-
lamentar, contrario ao tvstema que nos rege.
DIARIO DE PEMU1BUC0 SBADO 15 DE SETEMBRQ D 1855
Conforme a expsito" que fli, ooproeurei inda- Sr. presdanle, o thesouro procedeu come df
n- Jaiem outra oecasi.lo en disse perante u (.iin.
oistro no seo procedimeuto,forca he que semelhaule
negocio, que alias devia eslnr abandonado e sepulta-
do pela deeisao do jury, seja de novo trazido i dis-
cutsao.
fiar do estado de qualquer negociar que por ve
tura penda entre o governo do Brasil e o do Para-
guay ; a minha pergiinta e as nfonoacOes que pedi
vertain sobre nm ficto que eris que o nobra minis-
tro metmoconfesss ser de noloriedade publica.
O Sr. Presidente do Conselho :Nao lia con-
iMs.
O Sr. Ferraz :-Permit* o nobre ministro qoe
o use d> palavraconfisaioporque creii que nem
pode ser olfensiva* S. Eic. isein pode sir acoimada
de anli -parlamentar.
O Sr. Presidente do Consilho .Nao se chama a
isto confiado.
O Sr. Ferraz:&t poii versam obre um tacto de
notnriedade publica.se Tersam sobre um faelo intei-
rameule indepeiideiileda marcha de qualquer nego-
ciar", ninguem poder contestar o direito que lem
um membro da cmara dos depulados e a competen-
cia dasaa cmara da procurar saber da viracidade de
m tallado.
Sent. Sr. presidente, que o nobre ministro fosse
oais adente do que talve desejasse. Na parle que
dii respailo a nacao Guaycuru me parece que o no-
bre ministro se apartou dasaa liaba poltica que ou-
troa Estados nunca deiain de seguir. Os Guaycuru*
nao 4o esta horda tao aelvagem como o uobre mi-
nistro aeaba de rteicrever. Os (Jugj/eurus tem em
roda de ditTerentes presidios oowos suas povoaces e
aldeas, eommerciam comnoseo.
" O Sr. Prndenle do Conselho :Nao sao eles os
(iaaycurs ; est encanado.
O Sr. Ferraz .-Ellas procuram em certos lem-
pos do anno, he|verdade. o Grao-Chaco: mas ninguem
poder! negar que elles fa/.em parle da nossa iihcAo
Rabilante do nosso territorio.
O Sr. Presidente do Conselho :Nio constan-
temente.
O Sr. Ferraz :Esses que esllveram nesse coo-
(licto nunca fizerain parte da nossa nac^o, nunca per-
lenceiam ao nosso exercllo ?
O Sr. Presidente do Conselho :Nunca.
O Sr. Ferraz :Quando acommeteram aqoelle
presidio do Paraguay no lempo da adminislracau do
Sr. Pimentel, nao faziam parte da noss tropa ?
O Sr. Presidente do Conselho :-^V. Etc. nao es-
t hem ao faci da historia.
O Sr. Perraz :Oh se estou : levaram at ma-
chados aos portees da fortaleza.
Senhores, fazendo estas observacSes. eu so quero
evitar um quasi perigo ; vejo que o nohre ministro
deseja dMde j Ipeajar a' margen) esta ente que nos
tem sido favoravW, desejn lanca-la aos lobos...
O .Sr. Presidente do Conselho :O senhor v
mal.
-O Sr. Ferraz :Deilarei agora a luneta para ver
melhor. Risadas.)
A naci ingleza nao procede desta maneira: quan-
do ella se valeu dos Indios no Rio Braneo estipulou
comnoseo sobre a seguranca dessa gente, sobre a
sua sorte.
O Sr. Presiaente do Conselho :O que lem urna
cousacom outra?
O Sr. Ferraz Eu quero prevenir.
O Sr. Presidente do Conselho:O senhor nao
qner prevenir, quer coroplicir.
O Sr. Ferraz:O nobre ministro procura nbri-
gar-ee a esta razio para depois entregar essa gente
aos lobos he o que eu nao desojo.
O Sr. presidente do Conselho :Isto est s na
sua imaginario.'
O Sr. Ferraz :Eu desejra qne o nobre minis-
tro tomasse as provideocias necessarias para qne, se
eate* indgenas te acham no estado nmada que dis-
se, pndesse chama-losan gremio da nac,ao brasileira.
O Sr. Presidente do Conselho :Seo lenhor for-
necesse os misionarios que ha.tanto lempo reclama-
mos, faria om grande favor.
' 'Sr- Ferros :Esses missiqnaros ficariam as
eidades populosas, nao iram para os matos.
Sr. presidente, o nobre ministro referindo-se ao
Tacto do conflicto, disse que elle era contiendo j ha
mais de um mez : acredito na informales que d
S. Esc.
O Sr. Presidente do Cotuulho :Se nao acredi-
tasse moslrar-lhe-hia os documentos.
O.Sr. Ferraz :Entend que deva tratar desle
objecto porque a noticia publicada comrrtjue nos poe
recelosos sobre o nosso foluro ; entretanto se a'ca
mar jnlga-se salisfeita com estas explicado" retira-
re! o meo requerimento. (Apoiados.)
OSr. Presidente do Conselho:Devo ainda di-
zer duas palavras.
Sr. presidente, nem lodos os Indios que habitan) a
provincia de Malto-Grosso sao conhecidos como
Guaycuriis. Segundo Azara a raca dos Guaycuriis
esta linda ; mas os Brasileiro sempre deram
eta denomina^ao lodos os Indios cavalleiros,
quaetquer que fossem as nacOes a que perlences-
sem.
Esses indios cavalleiros, senhores, habilam pela
maior parle o Chaco ; mas muilas vezes. no lempo
das Tasantes, a\ lam-se as margeos do Paraguay, e
occopam a.parle do nosso territorio ao norte do
Apa. Na verdade.esses indios sempre liveram hga-
Cescom os Portoguezes, que amigamente os consi-
deravam como seusalllados; e de laclo os Hespa-
nhoes, e depois a repblica do Paraguay, como que
lem querido tornar responsavel os Brasiieiros, assim
como em oulros lempos qooriatn retpontabllisar os
Portoguezes. pelas incursocs desses Indios ; porem o
que he certo he que taes Indios sao, nao direi s
mi-barbaros, ms barbaros ; e que he mai diftlcil
ereer jorisdico sobre elles, porque, como disse,
sio hordas nmadas, viajam pelas pirseos do Para-
guay, habitando s o nosso territorio no lempo das
vauntes, sem que tenham habitares Ovas. Con-
ven que nao so confondam estes Indios com
a Miles que residem no forte de Miranda, em
boquerque, e com ootros aldeados. sobre os
quaes i ejercemos jurisdicj.lo, e sao subditos do
impeno.
Este indios Guaycuru quando muito podem ser
considerados como notaos adiados....
O Sr.'Alendes de Almeida: Inimigos do Para-
guay.
0 Sr. Presidente do Conselho: .... inimigos do
Paraguay ; mas como nao lem urna hahitacao flxa e
nem civilisarao aljuma, o imperio nao pode ezercer
a respeito dalles a soberana que eserce a respeilo
dos oulrus a que me refer, e que pertencem a ou-
tra narfies. Sao conhccftlo- por dillerenles nomes, e
em geral nao so Ihes d na provincia de Mallo Gros-
sn o nome de (iuayuni; este oome, repito, com-
peli aos Indios cavalleiros.
Como inimigos dos Heipanhes, os Gnaycurs de
algum modo sao considerados lllados d Imperio;
comtudo, isto nao obsta a que elles multas vezes te-
nham atacado canoas brasileiras e commctlido lam-
be m hostilidades contra mis. Assim, pois, o qne o
ftobre deputado pretenda acautelar ndo he neces-
sarjo.
Se tivessemos mlssionarios ooasa disposlrao, se
nflofossoem extremo dilcil encontra-los no impe-
rio, e mismo importa-los do. estrangclro, diflicnlda-
de qoe, apezar das maiores diligencias que lem o go-
verno empregado, nao lem sido possivel vencer, ao
menos na escala que juico necesario par allojider
civilisaclo de varios Indios, qur na provincia de
Mallo Grosso, qur na do Paran, n.lo precisara de
estmulos para tratar da civilisac,,lo de taes Indios.
Desejariamos flia-los no territorio do imperio ; e os
campos seceos que ha ao norte do Apa podaran] ser-
vir-lhes de estabelecimentos se quizessem abandonar
a vida nmada e de depredares a que estao habi-
tuados: mas he isto um objecto muito diulcil; em
todas as poeas o Paraguay mesmo lentou civilisar
os Indios do Chaco, porin nao o cokseguio. Creio
portento que o nobre depotado deve acalmar os seus
recejos a respeito das consequenciasdo que eu dase ;
de minhss palavras nao se pode inferii que te por-
veotura tivessemos de entrar epi estipulares com o
Paraguay nao cobrissemos com a nossa protecc.no a
esses Indios, embora barbaros.
Convm, Sr. presidenle, torno a dizer, nao con-
fundir os Indios aldeados, estabelecidos junto aos
forteide Miranda e Albuquerque e oulros Indios al-
deados de Mallo Grosso, com aquellas hordas nma-
das, que sao conhecidas com o mesmo nome.
Els as explicares que entend dever dar.
SEGUNDA PAKlE DAORDEM DO DA.
Orcamento da fazenda.
Continua a discussao do ornamento que fixa as des-
peaos do orcamenlo da fazenda.
OSr. Presidente io Conselho (ministro da fazenda)
di a informales pedidas peto Sr. Ferraz, explica o
conaportamento do goveruo na quesUo da amortisa-
3e da divida publica, e eonclue da maneira se-
guinle :
Senhores, oulros paizes amortizan),e nem por isiso
lem oblido as mesmas vantageos. He preciso qoe-se
reoonhec.a tambem que ha exaclidao da parte do go-
veruo do Brasil a respeito dos seus compromissos.
Per mais que o nohre deputado diga, a praca da Lon-
dres au esta persuadida da que o goveruo do Brasil
seja banrarroleiro ; pelo contrario, o nosso crdito
all he sobremaneira satisfactorio, pois que o minis-
tro brusileironos auegura que poJeriamos obter um
emproslirno ao jaro de 5 por cenlo, seo goveruo qui-
zease tomar a seo cargo a factura da estrada de fer-
ro, e nao organisar urna companhia para essa lim.
Senhoro, nao devo mais demorar-me sobre esla
materia, allendeodo a que a hora est avanzada.
Tenhii ainda um oulro objecto do qual nao posso
todava deixar de occupar-ine, embora deva preterir
ontros.
O nobre deputado referindo-se s medidas tomadas
pelo thesouro para a inilemnisacAo dos 2O:O0O0tX)
do desfalque verificado na remessa da Ihesouraria de
1 eruambiico, viuda pelo vapor Imperador, atlribuio
a influencia de paveos polticas o procedimenlo que
leve o governo nesle negocio.
Sr. presidente, ha pessoas que tem o man senso de
proclamarem calumnias, quaudo so deviam dar por
muito satisfeilas de que a scu respeito reinaste o
maiorsileucio-I
" Sr. Ferraz : Creio que nao se refere a mim.
' Sr. Presidente do Conselho : Nem de leve
pedia passar-me e nobre deputado pela imaginario
o que estou dizendo,
ata eiipfonho, 6r. presidente, queocommandanle
dos vapor devia-se dar |H>r muito salisfciin, que o
jury de Pemambnco o abtolvesse, e que n face da lei
tenha de ser reputado innocente ; mas quando es*e
commandanle, ou alau;m por elle, como fez um se-
nador do imperio, proceri explicar o procedimeulo
ao gerente da co HTde paquetes por desaven-
ss^tto commandanle ; quando
HMaWm interessar-se por esse com-
isaute Ckean, como, por exemplo, o nobre de-
pnlado. que houve paiv3o poltica di parle do mt-
evia.
ibui) que
tal era o ronceito que formava desse commandanle.
que a primeira idea que Uve relativamente a seme-
Ihante fajta, rol qne lena aido engao da Ihesouraria,
e qus o inheiro ficara em Pernambuco.
As primeira providencias que dei foram neste sen-
tido? e apenas tendente* a indemninr os cofre na-
conaos no caso de que assim houvesse acontecido :
porcm nao tomsi nenhoma medida a respeito do
commandanle. Tinha elle servido debaixo das mi-
nhas ordens na provincia de Pernambuco. tinha-o
e.icarregado de varia diligencias importantes, as
quaes h.-ivia desempenhado eonvenientemenle.
Mas depois de expedidas estas ordens chegaram de
I ernambuco informacA's ; duas leslemunhas de vio-
la atsisliram contagem do dinheiro, presenciaran
a entrada de toda a somma para o caixole, e a en-
trega ao commandanle do vapor, que passou o com-
petente recibo.
v ieram emlm todas as seguranzas de que o fiador
do thesoureru tinha entrado com essa quantia para
os cofres.
He claro que vista de laesinformales deva-se
tratar logo de procurar nutro responsavel. Deram-se
pois todas as ordens nesse sentido : o caixole foi adia-
do com symptnmas de arromhamento ;-os sellos de-
nolavamque sobre elles se tinha polo novo lacre,
alem de oulros indicios verificados em Pcrnamboco,
como diflereiira no carcter da letra do rotulo, ele.
Mande! por conseguinte que seguase lodo para Per-
nambuco. aonde pareca que o delicio havia sido
commettido. e aonde eslavam oulros interessados,
para all instaurar-se o processo. Nada menos se po-
da fazer, nada menos podia fazer o ministro a nao
er connivente com ese crime. {potados.)
fcEm Pernambuco um chefe de polica assaz inlell-
gente e zeloso como se ser o que serve naquella
provincia {apoiadex da depulario Pernambucana)
procede a todas as indagares necessarias; sao in-
queridas ns leslemunhas perante o commandanle ;
he elle ouvido ; sao interrogados os oflicaesdo arse-
nal de guerra da provincia que flzeram e caixote;en-
coulram-se oulros vestigio de arrombamento que
aqu nao se tnham notado ; nos rtulos posto na
thesouraria roconheceu-se dillerenc.a na letra, que
nao era.a mema do empregado que os tinha podo ;
a tudo isso he presente o commandanle, que podia
esclarecer o joizo afastandode si a suspeila.
So taes indicios eram capciosos, se nao demonstra-
vam bem o delicio eommetlido por elle, compeiia-lha
dar justira todos os esclarecmentos para e descu-
hnrem os trajos do verdadeiro culpado. Entretanto,
senhores, um discreto silencio sobre os seus meios de
defeza impede juslica da encontjar um fio para a
descoberta do verdadeiro culpado e qoe Ihe servisse
de juslih>acao,mostrando que oulro em scu lugar foi
o que subtrahio o dinheiro do caixole.
Esse commandanle he pronunciado... He costoso,
Sr. presidente, que hsjam em casos semelhanles pro-
vas appareiilemente mais decisivas do que aquellas
que foram colindas. (Apoiados.) Ha tesiemunhas de
vista que contestan) o que o eommaudante disse aobre
o nao ter visto contar o dinheiro, e que assistiram ao
rerebimenlo...
7m Sr. Deputado por Pernambuco : At pes-
soas estranhas virara.
oimiento
O Sr. Presidente do Conselho : Ninguem disse
qne o dinheiro linha sido encaixolado sobre urna ja-
nella, como elle afflrmou, sendo esla a uniea cir-
cumslanea em que apoion a sua defeza 1
As averiguares no arsenal de guerra, aonde foi
feito o canso, demonslram que aoffreu emendas, e
emendas de madeira diversa, que nao linham sahido
do mesmo arsenal. Depois de lodos esse exames que
todos depoem contra o roo, nada appaarere a seu fa-
vor; vai elle para o jury... Sr. presidenle, eu tenho
visto nos jury de muilas provincias, e mesmo aqu
na corle, apresenlar-se um crime exuberantemente
prvido, al com tesiemunhas de vista, e apparece
om advogado eloquente e eneraico, declama contra
os inimigos do reo, a prepotencia de governo eos
odios polticos, piola o reo versado ao poso de per-
seguir polticas, e em resultado a buuhomia do
jury o absolve (Jpoiados.) Mas quando nao se con-
tentan) com a absolvilo he necessario que se diga :
ests innocente, sim, porque foi essa a deeisao do
tribunal competente ; mas nao fomeceste .j justicj
o meios necesaros para se conhecer qual o verda-
deiro culpado.' {Apoiados.)
Quando se eslava nos exames, quando devia esse
commandanle apresenlar ns seas meios de defeza e
Ifieuiar a juslica,nao o fez, condemnou-se ao silen-
cio e s no jury he que se resolveu a lan,ar suspei-
tas sobre diversas pessoas qoe sao estranhas ao crirae!
Eu pretenda ter as pravas queseacham nos autos,
e a con la que d o chefe de polica de Pernambuco
das averiguares fetas, porque esses documentos
devem ser publico; mas como o lempo falla, lmi-
lar-me-hei a entregar para ser publicado o officio
do chefe de polica, a que acabo de referir-me.
O agente da companhia de paquetes a vapor nao
poda ter nenhuma...
O Sr. Ferraz : Mas i-so nao he em resposla a
mim...
'O Sr. Presidente do Conselho : Nao, senhor. O
agente da -Cempanhia de Paquetes a fapo' nao leve
questao alguma com esse commandanle,. Elle linha
sido admittido pelo gerente ao servico da companhia
'avia 3 ou 4 anuo, o apoio do commandanle oi o
Sr. Kieueiredo Jnior, o o ministro da fazenda, que
conheceu esse commandanle quando serva \ha pro-
vincia de Pernambuco, deu informar*" ao gerente
para qoe elle fosse admitlido. He cerlo que fei des-
pedido, ma* nao leve a menor querella com o agen-
te ; e, Sr. presidenle, eu direi a V. Exc. em poucas
palavras arazao de demis>3o. Em primeiro lugar foi
censurado o commandanle pelo agenle da compa-
nhia no Vlaranhao, porque leudo de ser forrado de
cobre o vapor que coinmandava, e estando all em
obra, o commandanle foi para Ierra tratar de seu
negocios, e a falta de sua presenta na direccAo do
trabalho deu lugar a que o vapor adornaste, e la
sendo causa de perder a companhia essa embarca-
re. Em segundo lugar, as reclamaras que (eram
das alfandegas de Pernambuco e da Baha, e as que
se fizeram pela alfandega aqu do Ro de Janeiro,por
falla do cumprimeiilo de deveres desse commandan-
le, foram ausa de eipedir-se pelo ministerio da fa-
zenda aviso de advertencia aogereole da companhia;
e sem duvida por esse motivo a companhia o des-
pedio.
Ei o que linha a exporacamara sobre semelhaule
negocio, quo de cerlo ojio chamara de novo a discus-
sao se nao fosse provocado por urna injusta argi-
He cerlo, Sr. presidente, como se disse hon'.em,
que antes da pronuncia seexpedin orden) mandando
indemnsar a fazenda desse dinheiro.mas he lambem
cerlo qoe nesse lempo nao existan) ainda tudas ns
probabilidades a respeilo de quem era o responsavel.
Aqu eslii a ordemque tf expedo a Ihesouraria de
Pernambuco ; diz ella :
O visconde de Paran.presidenle do tribunal do
llicsouro nacional, ordena ao Sr. inspector da Ihe-
souraria de fazenda da provincia de Pernambuco,em
resposla ao seu ofllco n. -ti, de T do mez prximo
passado, que mande restituir ao Ihesourern suspen-
so ila mesma Ihesouraria, Domingos AHunso Sen
l'erreira, a quantia de 20:OO--5 com que, em vrlud'a
da nmaro que Ihe foi feia pelo Sr. inspector,
entrn para os cofres da Ihesouraria, afim de sera
fazenda nacional indemnisada do exlravio de goal
quantia que se verificou na remessa feita ao tesouro
naconal, pelo vapor S. Salvador, em 4 de fevereiro
ullimo, pprquanlo acha-se rerogada pela ordem n.
4i de 8 do correnle mez a parte da de 27 do dito
mez de fevereiro, em conseqnencia da qual o Sr.
inspector ohrigriu odilo Ihesoureroaedectuar aquel-
la indemnlsaro. qne dever ser feita depois do re-
sultado do processo que so mandn proseguir nessa
provincia, e por quem se mostrar responsavel.
4.
J se ve que, tratando-se de verificar quem era o
responsavel, sera urna incongruencia exigirse do
Ihesoureiro de Pernambuco essa quantia ; urna vez
que elle apresenlava para sua rcsalva o recibo da
pesaos a quem a entregara. Lembre-se o nobre de-'
pulado que ninguem quereria ser Ihesoureiro da fa-
zenda, ou guardar dnheiros pblicos, se, recebando
urna ordem competente para entregar a qualquer
pessoai urna quanlia, a apresentando dessa pessoa re-
cibo, fosse obrigado a pagar a falla que se dsse.
/tpoiados.)
A ordem expedida pelo thesouro era para que no
caso de venficar-se ter havido engao em Pernam-
buco na occasao da entrega do dinheiro, ser elle re-
colhido; mas desde qoe se reconhecesse que o dinhei-
ro tinha sido entregue, e q\ie esse engao nao se ha-
via dado, cessava semelhaule ordem, porque nao e
poda exigir o dinheiro do Ihesoureiro de Pernambuco
havendo o verdadeiro responsavel; pois que dar-se-
hia urna duplcala mandando-se demandar o verda-
deiro responsavel ; e era necessario fazer a resltui-
jao aquelle que eslava desourigado pelo seu recibo.
Tenho concluido.
Vozes: Muito bem, mulo bem.
A discussao fiea adiada pela hora ; levanla-se a
sessao.
saber que nao se poda conservar no territorio da re-
publica, por bm da paz. A' larde, Oribe declarou
ao governo que, na impossinilidade de permanecer
em Ierra, embarcar-se-hia para bordo do um vaso
de guerra hespanhol, al achar|passagem para fora.
O governo maudou prevenir, cin consequenria dis-
lo, ao ministro hespanhol, o Sr. Albistur, semelhau-
le resnluc.iu.quo 0f0 expedo ordem para que Oribe
tost recebido a bordo de um vaso de guerra.
Em Taquarembn e no Salto notava-se aug
de gado.
O presidente Flores linha reunido diversos ho-
mens disuado da repblica em conferencia em sua
casa para o aconselharem sobre nnvos tratados entre
o governo da repblica c a rainha de He-panha.
Entre as pessnat convidadas e oovidns em assumplo
lAo grave, notam-se varios adversarios do Sr. Flores,
como sejam o Srs. Herrera, Muoz, Solano, An-
tuna e oulros.
O \acional, em um artigo editorial, declara que a
Sor.iedade da Paz nao he urna sociedade secreta, e
defende-a das arcusaees do Comercio del Plata.
Amanhaa publicaremos esse arligo, nao com o filo
de dar-Ihe razao, mas para nao prescindirmos da
impjrrialidade, quando se trata de apreciaros diver-
sos partidos que se desenlian) na Juta eleiloral pre-
sidencia da repblica.
BOA FE' DE ROSAS !
O lempo veio revelar-nos mais um fado de cruel-
dade e de mi fe de Rosas, llavera poneos mezes
chegou an conhecimentn dos nosso agentes qne
mais de Irinla Brasileiros, prisioneirot na guerra
que livemos em 1826 com a Confederare Argenti-
na, jaziam na Patagonia obrigados ao servico militar
da provincia de Buenos-Ayra I
Era anda vivo o dis:neto Sr. conselheiro Silva
Ponles, e coube-lhe resgalar aquella victimas do
longo e horrizel caplivern em que vivan). A re-
clamar0 do agente diplomtico do Brasil foi logo
allendida pelo governo de Buenos-Ayres, e dona ou
tres deses individuos, cujos nomes eram conheci-
dos, obliveram inmediatamente baxa, e entraran!
no gozo de sua liberdade.
O governo imperial mandn proporcionar i todos
esses individuos os meios de transpone do lugar de
seu desterro para Buenos-Ayres, Montevideo on
para o Imperio, como Ihesaprouvesse.
(Carreio Mercantil do Rio.)
baI". -
Relatorio apresentado pelo Sr. Dr. chefe de poli-
cio desta procincia ao fixrn. Sr. presidente por
occasio de sua ciagem cidade de Santo-A-
maro.
Illm. e Exm. Sr.Embarquc-me a< 9 hora da
madrugada de honlem no vapor Bomfim com o ofli-
dalde muilia secretaria. Francisco Candido Rodri-
gue de Castro, o capitn do corpo policial, Fran-
cisco Jnaquin da Silveira, e o medico Dr. Moorgue :
all ja eslavam 21) mperiaes marinheiros sob o rom-
mando Jo 1. lenle da armada, Ignacio Joaqun)
da Fonseca, e oulras lanas pravas de primeira li-
nha, enmmandadas pelo alteres Francisco Chriipi-
niaun Miller ; partimos pouco depois, e s 6 horas
da manhaa fuudeou o vapor na cidade de Santo-
Amaro. '
Deixei a forca desembarcando os mais soccorros
que V. Exc. remetiera ; e, emquaulo se isto fazia,
diriei-me a casa do juiz de direito. Antonio Goncal-
ves Marlns.^proxima ao porto ; l eslavam os Dr.
Aducci, Baha e os acadmicos Alfonso de Brilo
Dantas, encarregados de curar os habitantes desde
esse ponto al a praja. Aquello juiz ainda se acha-
va recolhido por incommotado, e, nao po leudo eu
demorar-me, retirei-me sem vc-lo.
Segu para o largo da matriz e aeheina caa em
qoe resida o Dr. juiz municipal, Manuel Piulo de
Souza Dantao. Drs. Pooua, Cario, Frederico,
C> priano. Barbosa, Belamn e o acadmicos Pedro
Jos Pereira, Joo Filppe Rastel, .Manuel Rbeiro
Gomes e Eudydes de Barros Senas, que lem |a seu
cargo os lo daquelles ootros mdicos em dianle.
Ache a cid.ido no oslado da maior desolaban; lo-
das as casas fechadas, as ras erraos e juncadas de
cadveres em estado de putrefacto ; alcm desses ou-
lros jaziam em casas particulares no hospital em que
prestara serviros as Ires irmaas da caridade, Eulalia,
Grahiella e Emilia, e no lazareto.
O Dr. Relami, que pela forca das circunstancias
e confianza de seus collegas, assumira a direccao dus
negocios daquella infeliz cidade, cujas autor! ladea,
a exce|icao ilo juu de direito. linham aterrado ou
deixado de funecionar, informau-me que no da an-
terior ao de miaba chegada, linha incinerado 80 ca-
dveres, f-uendo esle servico com dous escravos,
que, dentre lodos os do bara ile Itapicur. aeeta-
ram o premio da alforria.que e>te offerecera a quan-
tos or amor della quizessem espontneamente ar-
riscar a vidacm iao arduo trabalho, e com mais tres
e don carros, que Ihe prestara o benemrito Dr.
Ayres, promotor desta capital, o qosl, alcm disto
fora em pessoa coadjuva-Io em lie terrivel torefa ;
mas que eslava impossibilado de nesla proseguir,
porque os tres escravos do Dr. Ayres haviam adoe-
rido, e os dous carros forcoso foj queima-los com
os cadveres qoe eonduziam para o cemiterio.
Immediatamenle eserevi ao administrador do en-
genho Partido, do Dr. Innocencio Marques de Arau-
jo Gi'ws, e ao no engenhn (jnrgala do lenente-coro-
nel Manoel Jos de.Almeida Cont, remallen lo-lhes
as carias que esles haviam dado, ao de Antonio Calmon du PneAlmeida. ao senador Fran-
cisco (oncehes Martn, a I). I.uiza Clementina Pi-
res ile Ara sao, e an lenente-coronel Antonio Joa-
qoim de Oliveira e Almeida, para que me prestas-
sem carros o escravos, cerlo de que o goveruo res-
pondera pelo valor dos que fallecessem no servico
a que iam serdeslinados, como V. Exc. me auton-
sra.
O desemhargador Calmon respondeu-me que pas-
uvaapora disposiroda polica dotn carros com
qualro escravos; a Sra. D. I.uiza maudou-me dizer
que tambem satisfara minha requisito ; n lenenle-
coronel Almeida respondeu, por intermedio de seu
Qlho. que de escravos nao podia dispor, pone acha-
ren! longe de Sanio Amaro, mas que mandasse bus-
car bni, em seu engenho para qualquer lim ; o se-
nador Goncalves M-rlius remeltcu-me escravos e
1 liomem livre para ser assoldadado para qualquer
rvi^o ; do engenho Partido vieram-me 2 carros e
3 escravos ; do Gorgaa nao cheguei a ter resposla,
mas he de crer qoe a esla hora tenha vindo algum
soccorro, porque o proprielario tudo mandn fran-
quear e por a disposiro do governo.
Einquanln nao chegavam os soccorros que requi-
si le i. mandei os imperaes marinheiros e soldados
abrir vallados no cemileri para iiihumarem-se os
atacados da epidemia, que fossem fallecendo ; e lo-
go que oblve ns 2 carros e 3 escravos do engenho
Partido : comecou se com esse e 2 prelos que res-
lavain. dado pelo barflo de Ilapicuru, a apanhar e
condAir pera o cemtlerio os cadveres qne ha 3 e
mais das se achavam insepultos : ao escurecer li-
nham ido conduzidos e incinerados, depois de mi-
nha cheg'ada a Sanio Amaro, I jO cadveres ; resta-
ran! 70 ou pouco mais, que a esla hora ja lera inci-
nerado o' ncaiisavel e dedicadssmo Dr. Cypriaoo
Barbosa Belamio, que depois desle trabalho dever
fazer abrir as casas desahitada para verificar se
conlm anda atguns cadveres.
Para a iucineracao se nao fez uso do carv.lo de
pedra, que levei, mas das cercas quo se arrancaran)
dos Jugares mais prximos ao em que se aquella pra-
ticon ; nao havia meios para sua cominean, e nao
cumiaba retardar aquella trabalho ; licoo, pois, em
um armazem no porto a disposir.au do Dr. Beta-
mo.
se providencie, remtllendo an delegado gneros ali-
menticios, j pan os lo, ja para o convales-
centes.
Para o calculo da morlalidade. procure! esclarec-
mentos ; ninguem m'os pood dar ; he todava cer-
to que lemido consideravel : entreunte pode-e
asseverar que a cidade de Santo Amaro nunca pr-
deu em nm s da duzenlas pessoa, como foi noli-
ciado a V. Exc, e a prova he que pouco mais de
Irezenlos cadveres se achavam insepultos desde os
Iros ou qualro das anteriores a minha chegada.
leudo lomado nota das necesidades mais urgen-
tes da infeliz Santo Amaro, organieado o servico
dos enlerramenlos, e habilitado o delegado a nelie
poder continuar regularmente de accordo com a po-
sitiva recommendaro de V. Exc, part para esta
capital hoja a 7 hora da manhaa ; e convencido
eslou de que ludo ira bem, calando na delegacia o
providente e dedieadiuimo Dr. Cypriano Barbosa
Belamio, o qual, ajadado por seu- dislinrios coile-
eas.e obedecido pela forja de linha e de imperaes
marinheiros, coinmandados pelos dignos officiaes
Fonsecai e Miller, e lendo a sua disposr.lo o nao
menos digno capitao Silveira, conseguir minorar
quanto he humanamente possivel os rfleitos da cala-
m'i,"Sa Cr'Se' Por1,.uo esl:l pewendo aquella cidade
N9o devo ommiltirque n empregado desta repar-
Ii{M Francisco Candido Rodrigue de Castro, ape-
zar de soflrer em sua taude, occullou-me o seu esta-
do para nao deixar de acompanhar-me na viagem
Sanio [Amaro, dando assim mais urna prova do
quanto preza a sua reputaran de bora fuoceionario.
Dos gnarde a V. Ec. Secretaria da polica da
Baha 1 dosetembrodel&w. Illm e Exm. Sr.
j*'V8ro T",erro deMoncorvo e Urna, presiden-
te da provincia: Oschefe de polica FramHteo Li-
berato de Mallos.
(Jornal da Bahia.)
PERSAMBICO.
28 de agalo.
Entrou honlem de Montevideo o brigue francez
Bcaumanoir, que dalli sahira no dia Ifi do cr-
ranle.
Eis as poucas, ma importantes noticias que obt-
vemos pelo obsequioso intermedio de urna pessoa
muito bem informada : ,
Oribe, lendo chegado a Montevideo, fura preso e
conservado a bordo do brigue hespanhol Patriota.
Rrinava na capital urna agitarao que araeacava
fazer explosao a cada momento.
O presidenle Flore proceda com grande vigor.
Ilaviam-se formado dous osquadres de cavalla-
na com deslino a campauha, donde haviam grave
suspeilas.
Tinha sido aupprimido o jornal 4 Liberdade, e
presos dous de seus redactores.
O Sacianal eslava ameajado da mesma sorle.
Era voz geral que apenas a divisao brasileira po-
zer po fra da repblica ter lugar um rompimenlo
civil das mais graves consequeucius.
1 de selembro.
Chegaram honlem folhas deMunlevidoque embo-
ra nao ndianlem s dalas receidas, claream algnns
pontos das noticias que lomos dado.
A respeilo de Oribe, o que houve foi o seguinle :
Oribe, chegando all no da 8 de agosto, na barca
Placida, procedente de Barccloua, desembarcou s
11 da manhaa acompanhado do chefe do eslado-
mniur e do capilSo do porlo ; permaneceu na casa
da capitana, aguardando a resol05,10 do governo.
Depois de algn passos officioio, o governo Ibe fez
Fi effeclvaa exonerar o do delegado Dr. Ma-
noel Piulo de Souza Dantas e do subdelegado Jos
Manoel dos Sanios Pereira, e bem assim a unmearAn
do Dr. Belamio papi delegado, sendo seas supplen-
les, em 1. lugar, o capiao Silveira e em 2. o al-
feres Miller ; na subdelegacia foi investido I.niz da
Bocha Nev, que leve por 1. supplenle Izidoro
Hihi'iro da Silva ; ambos estes culadaos tnham pres-
tado hons servico, como me informou o Dr. Bela-
mio, e continuaram a coadjuva-Io com dedicar o.
O desinfectantes e mai objeclos por V. Exc. re-
medidos, foram entregues ao dito delegado : lam-
bem Ihe enlreguei os 4:0009 que recebi da Ihesou-
raria : dsse-me elle que o Dr. Danta Ihe linha an-
teriormente remedido 1:000}.
Observando-me o mdicos que nao convinha con-
tinuara recolhrr os enfermos noj tao infecciona-
do hospilac, para quo novo se eifabelecetsem.
mandei por a disposicAo do delegado, que j linha
as chaves de um sobrado fronlciro ao de sua resi-
dencia, os sales da casa da cmara, e cun o Rvm.
visar io enlen.ii-me para Ihe franquear tambem o
consistorio da matriz, no que convelo,
Os A frcanos livres, que V. Exc. mandou'servir
em Sanio Amaro falleceram, excepto um qoe se eva-
dir para esla capital.
Do destacamento de primeira linha, composto de
16 pracas, aoh o cumulando do altere Cassi'ano Jos
da Costa, linham fallecido ti; achei 4 dnenles, que
fiz embarcar no vapor em que regressei.
O alteres deve ser retirado, lendo perdido algu-
mas pessoas de sua familia, esla succuiubido ; se l
permanecer, enlouqueccrii ; servio em quando po-
de rasara est nutilisado.
O cadete Estanislao Ribero da Fonseca tem pro-
cedido dslincla e corajosamente; merece louvor e
loda alleuca.i do goveruo.
Os soccorros espirtoaes sao prestados por dous re-
ligiosos Carmelitas ; o Rvd. vigario, liomem ocloge-
nario, pouco pode fazer no desempenho da fimcOr
de eu ministerio ; convm reforjar o pessoai para
(Jo indispensavel servico.
Os mdicos em commisslo na cidade de Sanlo-
Amarosao activos e dedicados;honram anobreclas-
se a que pertencem.
As irm.as de caridade nao precisan) de urna pala-
vra minha em soa elogio ; sua dedicarlo e h-rois-
mo sao proverbiaes.
O servido medico na cidade de Santo Amaro ne-
cessiln do maior pessoai : o mdicos que l se
acham j esto extenuados ; convm remettcr-lhes
4 ou 6 cavalgaduras para que poasain aecudir de
prompto aos enfermbs mais remotos do centro em
que aquellos habilam, c se nao faligoem lauto ; a
remessa de medicamentos deve ser frequente : a epi-
demia naquella nleliicidade, alm de mito nim-
ia, lem sido moi exlensa, n3o rallando dos aflecta-
dos medicados em casas parliculare : na em que re-
sid comparecern) mais de AK), em que se manfes-
lavam os prodomos da enfermilade 1
A miseria he extrema; grande numero de pes-
soas he soccorrldn pela polica diariamente; em
prova di alguna meios emigrou ; l s permanece a classe
proletaria, que he sempre a maior ; si as ras csiao
ermss e as hahilac.*s fechadas, encerram todava
grande pessoai, que lodo se soccorre polica, que
ludo forneee -al a morlalh? Convm, poli, que
REUTORIO
apresentado a' assembla geral d'as-
sociacao commcrclal beneficente,
aos 3 de agosto de 1855.
He aummamenle agradavel esla direccao prin-
cipiar o seu relalnro aobre os actos da gerencia de
qae esleve enrarregeda durante o periodo rnmmer-
cial do 1. d'agoalo de 1854 aodia 31 de julho Ando,
mencionando o titulo honorilico com que S. M. I.
houve por bem salardoar a nossa sociedade, que des-
de II d'agoslo do anno passado se domintAssocia-
cito Cominercial BeneficenteEsse aclo de dislnc-
jBo dado pelo Augusto Monarcha Brasileiro he urna
prova evidente de qae S. M. aprecia o empenho e o
interesse que tomis em prestar sempre o voiso con-
curso ao governo dofiaiz todas as vezes que lem so-
lieiladoa yossa coopwaro para quaeaquer medida
que por ventura sejam e ulildade provincia de
cojo commerrio vo eccupa.
No comprmenlo do art. 20 do estatutos que re-
gem esta associaro esla explicado o molivo de vos-
sa aasislencla a esta reunan, que seri breve ,icla ca-
rencia em suas actas de fado a vo terem referidos.
Nao deia todava a direccao d'enconlrar materia de
todo o apreco, se vo manifestar que o commercio
rt'esta praca lem seguido em sua mareha progressiva.
Sempre empandada em remover os embaraces, qoe
de vez em quando apparecem, lem sido solicita em
reclamar opporlunamenle a necessarias providen-
cias, ese lisoDgeade que com as repartir liscaes
marcha'de perfeilo accordo. Apenas da eapilania do
porlo nao lem al agora conseguido a ciiiuceao de
certos obstculos que sem inconveniente para a boa
administraba o do porto d'esia cidade serlo por cerlo
removidos, seoaclual Exm.Sr.conselheiro presiden-
te da provincia adeudar,como he de esperar, s duas
representares que Ihe foram ltimamente endere-
zadas para esse lim. A direcca'o fez ver que o porto
de Pernambuco pela sua posiro e pela importancia
do seu commerrio seria um do primeiro do Impe-
rio, se algn obstculo naturae te nao opposessem
froirr o da mesma* vantagens, do que gozam os
da Baha e Rio de Janeiro, e qoe por isso convinha
obviar aquellas que haviam sido creada pelo regu-
lamenlo dos pratieos, cujas inconveniencias minu-
ciosamente demonslrou, apontando o acrescimo de
despezas pela exigencia de continoadas mudanra
de um para oulro ancoradouro. A direccao por sas
repelidas observar** lem (ornado bem sensvel a of-
fensa feita liberdade do commercio com essa dis-
posiro do regolamenlo que obriga o negociante a
admittir em seus navios nao o pralicn qoe Ihe me-
rece mais confianza, mas sim aquello a quem toca
por escala. A difiiculdadei na matricula dasembar-
rarps de cabolagem, a faoilidadc que ha na imposi-
jao de mullas, e finalmente os embaraces para a des-
carga dos lastros, ludo foi patente a S. Exc. I.ison-
geia,-se por tanto a direccao, que por si mesmo ou
por accordo com o governo geral, S. Exc. sabern
harmonisar as necessi lados do porto de Pernambuco
com a evecur.lo dosregulamenlos de todas as capita-
nas do Imperio. Se os poderes do estado em sua sn-
liciludepela prosperidade do nosso commercio au-'
gmenlarem, como ha bem fundadas esperanzas,
a quota destinada ao melhoramentoa indispn-
savei da barra desle porto, veris enlato as-
sumir o mesmo porlo a subida importancia a que
leude pela saa eolrpcaro tupographiea. A diflicien-
cia na cifra da exportar do principaes producios
d'esla piovincia, durante a safra do anno passado
cessou no presente, por qoe sonla pelosmappas es-
talisticos om acrescimo de 320:272 arrobas d iissucar;
c se he dado formar um juizn autecipado quanto a
seguinle, deve se esperar, pela regularidade das es-
tai;oe', que seja muilo mais abundante; desur-
denle e alcool houve um augmento de 42,146 caa-
das ; de couros seceos e salgados o de 18.G09 ; em
sola e vaquetas o de 27,975. Se he agradavel ver
registrados fados do tao vital interesse para a pros-
peridade da provincia, por qae tambem a safra do
algodao foi superior cm 8,143 arrobas, doloroso he
por certo observar que urna grande parte do agri-
cultores d'esle arligo busca o mercado de orna pro-
vincia visinh. Cumpria investigar a causa d esta
preferencia, por qoe sendo este mercado o que da
maior vul|o a exportare d'esle arligo e por conse-
quencia aquelle em que existem as principaes casas
compradoras, estranho so torna que para aqu nao
seja directamente remedido. Parece comtudo di-
recro que as pessoas que aqu comprara aos agri-
cultores, afugenlam-nos d'esle mercado pelo mono-
polio que esercem em seu prejoizo c no do, nego-
ciantes, onca exislindo nos deposito d'esla cidade
urna porro maior de 600 a 800 saccas, ba occasioes
em que na Parahba lia {para vender 10 a 12 mil
saccaa.
No alto valor que tem tido os producto de que se
acaba de vos fallar encontraran) por cerlo os agri-
cultores urna compensare do pre<;o excesivo por
que leem pago os genero alimenticios; e aqu cabe
referir-vos, qae havendo o digno administrador des-
la provincia, pedido que Ihe fossem iniciadas abru-
mas medidas propria a melhorar o estado actuaf da
sua agricultura e commercio, a direerflo, ouvidas as
dillerenles coiiimissesde seus assocados, que esco-
Ihera para esse fim, se balliiou a dar-lhe os segun-
tes esclarecmentos: Fez ver que entre os males
com que lula a agricultura ligara em conspicuo lu-
gar a caresta dos artigo de primeira necessidade,
e por tanta convinha envidar lodos os esfor^os para
remove-los. Sendo por sem duvida excessivo os
direito que paga a carne de charque eslrangeira, e
nao podendo a provincia do Ro Grande do Sul s
por si supprir lodas as oulras que consomem esto
genero, moslrou que era de imperiosa necessidade
animar a produejo do gado com recompensa aos
criadores pela inlroducrao de raras escoltadas ^dimi-
nuir os direi los ale sua total eMiurr.ii, obre a car-
ne qoe vem dos mercados do Bio da Prala ; e que
finalmente lambem convinha rebaixar es direilos
sobre o bacalho, porque o governo procedera sem-
pre no interesse do paiz, se lodas s vezes que qual-
quer artigo de primeira necessidade fallaaae, fosse
adiiiittiflo isento de direilos.
Enlre as outra medidas iniciadas pela direccao
convm lambem referir vea que ella nolou o emba-
race, que proven) ao commercio de haver dous con-
sulado, o geral e o provincial era Uo grande dis-
tancia um do oulro, por que se arabas a repartir
eslvessem remida-fnUpar-sc-hia a perda de lempo
e a mil difllculdade, quesoOre o despacho dos pro-
ducios da provincia pela complicare que esse ser-
vico occisin, havendo de mai a mais grande eco-
noma de despeza por parte dos cofres nacionaes.
Sendo asser^ao que nao carece de desenvolvimen-
to, a de que esta cidade pela sua posiro topogra-
phica seria o emporio do commercio da America do
Sul se o seu porte oBerecesse entrada franca s em-
barcares de grande calado, approveilou a direccao
o ensejo para pedir a S. Exc, que usando de sua
influencia junto ao governo geral se erapeiihasse
por obler o emprego de mallas barcas de eve ivai-ao
assim como quaesquer pulras medidas que lendessenl
ao fim indicado. >
Em referencia ao melhoramenlos do porto he na
verdade litongeiro informar-vos de que a tendencia
pelas emprezas, qae pouco n pouco se vi desenvol-
venduuesu provincia, faz com que sevopoa an-
nuuciir a encorpora^ao d'uma companhia de vapo-
res de reboque, Benominada Vigilante, u os quaes
prestarn grande servico ao porlo do Pernambuco.
Convm lodavia, que seja modificado o regulameut
da pralicagem, o que a direccao confia que succeda,
porque as suas observar "ro allendidas pelo
nosso Exm. socio honorario, sempre solicito em
promover o bem real d'esla provincia qoe lem aido
una das prmeiras as atprarrs do progresso.
Na extiocro de certos imposto provinciaes, far-
se-hia igualmente bem immenso agricultura o ao
commercio d'esta provincia, e se camnharia de per-
feilo accordo com as vala palrolicas dos distiuctos
esiad>los brasileirus, que ja se lem empenhado pela
re.lucra.i dos direilos de evpnrlar.n e pela adopcao
d urna nova tarila disalfaudegas; nossa esperanca
per lano se volvem para a poca cm que priucipiem
a luiicciouar as novas tarifas.
Como sabis, pelo decreto n. 1597 do I. de mao
du crrente anno, forarr creados juzes especaes
cph) aleada de rs. U0jsn>K) e tribuimos de commer-
cio cora a de 5:0008000 paraiulgarem as causas
commerciaes de !. e 2.' instancia.
Era esla urna necessidade palpitante e reconhec-
da-em lodas as pracas do Brasil; salsfazendo-a, co-
mo devi|, o governo deu novas garantas an com-
mercio, nao s fazendo inlervir na deeisao de sua
causa a pralica e experiencia do joize ledrados es-
pecaes e dos negociantes, mas lambem tornando
mais prompla e exequivel esta deeisao, sendo a maior
parte das causas inferiores aquella quantia.
Medida lambem de grnude alcauce para o cofn-
merco desta praja sern aem duvida alguma a reu-
niao do Banco de Pernambuco ao estabelecido na
capital do imperio. SSo lo conhecidas as vanlagen,
que estas instiia(oes proporcionan) aos paizes qoe
a adoplam, que apena vo he aqu mencionado es-
le fado como precarsor do desenvolvimento qae ne-
cesssriamenle lero de lomar as relares das pravas
do Sol com a nossa, ama vez modificado, como he
de esperar, o alio premio que anteriormente paga-
vam as casas que sacavam subre o Rio de Janeiro.
He lisongeiro prever maior copia de especulares
para os mercados do Sul, porquanto leremos com
mai aquelle concurrentes urna garanta para a pre-
(0 regular dos no mente ainda nlo he dado calcular o termo dos aeon-
(ecmentos que lem perturbado a paz da Europa, e
os seus mercado, como demonslrou a pralica na t-
rra.pastada, n permilliram limites mais francos do
que os que deram anteriormente.
i Foi encorpnrada nesla praca mais urna companhia
de seguro martimos denominada Indemnisado-
ra, e lie por cerlo bem sensvel a esta directo
nao poder ainda amionciar-vo a inaugurare dos
primeiro Irabalhos para a estrada de ferro, lodavia
lendo como cerlo, e em um perodo mui prximo,
lo auspicioso aionteeimenlo, he mulo para desejar
que o governo providencie de raed qae seja vendi-
da nesla prc,a urna parle da arres dessa empreza,
a qual vista da garanta de 7 por cento, do preco
baixo por que rol contratada a estrada, e das ferlilis-
sima planicies qae lem de atravesar, nio he mais
grandiosa para a provincia do que lucrativa para os
seus accionistas. Com o mesmo fim de oflerecer um
meio de transporte aperleicoado a no-sos gneros, o
primeiro vapor da Companhia Pernambucana de na-
vegare cosleira est a chegar prximamente de In-
glaterra para ser experimentado na futura safra. Tam-
bem se acha encorpnrada urna companhia para a
liare e leeido de algodao,' cujs empreza prometle
muilas vantagens aos agricultores.
Tendo a commissao da praca do Rio de Janeiro
dirigido assembla geral um requerimento em qoe
pedia que a inlerprelaro das leis viogentes solicita-
da pelo governo imperial, quanto a ledras de cam-
bio de que esle fo la de pagamento, fosse dada alim de evitar a prefe-
rencia que o mesmo governo dispula aos oulros ere-
dores dos secadores fallidos em varia provincia do
imperio, a direccao julgou de urgente necessida-
de por proposia de algn de seus assocados, ad-
herir inleiramaiile ao argumento que foram a-
presentados por aquella illuttre rorpora^ao: e re-
queren tambem ao corpo legislativo, que dettraisse
asduvidas.suscitadas sobre tao importante assumplo,
manlendo-se a igualdade de direilos garantida pelo
cdigo commercial.
Seria omissao indesculpavel, se neste relatorio se
deixasse de fazer-vo bem patente o agradecimento
em que contina a estar esta direccJo pelos obse-
quios qne nao cessa de lazer ao commercio e agri-
cultura desta provincia o cnsul brasileiro na l'rus-
sia, o Illm. Sr. Joio Diogo Slnrz ; quasi por todo o
paquetes que chegam da Europa, aquello Sr. remel-
le o escriplo e noticia, qae mais podem interessar
a esla praca, a maior parte dos quaes tem sido con-
fiado ao Diario principal desta cidpde para seren
transcriptos. Cumpria portento qae k associaro des-
te a esse disiincto cavalleiro urna prlpva mai positi-
va do apreso em que lem o seu zelo al solicilude.
Apezar de se haverem retirado desVa associaro
por diflerentes motivos os Srs. MauveVnny, Cowie,
Saporiti, Thomaz de Aqnino Fonseca A Filho, Jeao
Marlins de Barro, Jeaquim Filippe da Cosa, Jos
Paulo da Fonseca, Jos Rodrigues Pereir, Oliveira
I raos & Companhia, Ileane Youl & Clmpanhia,
Manoel de Lisarraldo, Bicardo Roy le, assim come
por fallecimenlo se acham iluminado os Sr*. J. 1).
Wolphopp, Norberlo Joaqufm Jos Goede, Manoel
Cardoao da Fonseca e MiKue| Carneiro; houve>ac-
quisiro de man qaalro socios, e esla direccao et
habilitada a ostentar um estado financeiro, que pro\
melle a sua proipsridade futura, poisqut. segundo Pasto, como guarda da Bibl'iolheca Publica Provin-
al conta apreseolada pelo Sr. Bryan, Ihesoureiro
interino, verei qoe existe um balance em ceia de
498*082 rt. Como tocio honorario foi propotlo e
pprovado o actual cnsul francez, o Illm. Sr. Mau-
nce de Sle. Andr.
Havendo fallecido o Sr. Gdilherme Slepple, que
ha miiitns anno preslava votaa tila o aviso do mo-
vimento marilimo nesle porlo, fot nomeado em teo
lugar o Sr. lente Jo3o de Siqueira Campello, que
al hoje lem servido a conteni desta directo.
Em reuniSo de 11 de agosto do aono passado. foi
nomeado para advogado o Sr. Dr. Filippe Lope
Nello, porque enlendeu a direccao, que havia neces-
sidade de ler esla associaro urna pessoa versada na
legislar,!" do paiz quem consultar as oecasioes
precisas.
No desejo de que a vossa sala ofierecesie sempre
interesse pela boa escolhn de jornaes e impressos,. a
direcr.au lem aagmeulado o seu numero como lerei
sem duvida tido occasian de observar, havendo lti-
mamente mandado suhscrever as I Ilustrar es Ingleza
e Franceza; ofliciou lambem as;agencias dos vapores
inglezes para que remellessem immedialamaiile um
extracto das noticias Irazidas porrada unidos mesmos.
Exisle na biblioteca mais urna obra imporlantissi-
m. que a direccao mandn buscar Inglaterra, tem
por titulo Legislare Commercial do Mundo
escripia por Len Levl.
Havendo sido posta em prar a casa da nossas
sessoes, foi novamente arrematada por esta associa-
ro conforme o contrato archivado em nosso escrip-
torio, pela quantia de 4078000 rs. ainuaes, e assig-
oaram-se ledraspara serem pagaa em semestres.
No desejo sincero de corresponder conflanca conv
que repelidas vezes leudes honrado a direrr.o qne
hoje termina o lempo de sua gerencia, nao deve li -
nalisar esle relatorio sem manifeslar-vos todo o seo
reconhecimentn e assegu.rar-vo qae, se mais nao fez
a bem do commercio desta praca, nao foi por falla
de dedicare, mas sim por circumstancias superio-
res sua vonlade. ,
Seos voto sao para qne vossa futura escolha re-
cala em pessoas, cujas habilitaces sejam o penlior da
vossa conflanca.Manoel Ignacio de Otheira, pre-
sidente. Antonio Marques de Amorim, secretario.
BALANCO DA RECEITA F DESPEZA DOs ESTABELEC1MENTOSDE CARIDADE,
VERIFICADO NO MEz DE AGOSTO DE 1855.
i
se pagam sn da vontade, creio que mar alten-
dero ao que dicta o altelo e a obrigaajo, do qoe
ao que explicara palavras.
Julgo que bastara esl i minha ingenua conlstie
n3o para me desempenhar. mas lambem para al-
canzar delles a graca de me obsequiaren com as
suas ordens, a que lano aspiro, nao menos por cr-
dito, que por inters** das roinhas obrigafAes.
Recife 14 de selembro de 1888.
Manoel Rodrigue* do Pateo.
Altettaos.
Alteslo,.qu dorante o lempo, em que exerci o
a T d,reclor do lyeeu, e na gerencia interine
da directora geral da intlruero poblica, oflo tenho
iido motivos se nao psra applaudir-me do* boa*
servico prestados pelo Sr. Manoel Rodrigues de
R tedia.
Por saldo em 31 de julho a saber :
Em letras......1:07489,."i
Em recibos......4:6i0651
Em cobre e notas. 3:9058590
Recebido de Joan Duarle Maglnario. pe-
lo Iralamenlo de Joilo de Souza Bap-
lisla...........
Do Sr. Salusliano de Aquino Ferreira,
importancia que coube ao hospital Pe-
dro II na sociedade que Ihe dea o
mesmo Sr. nos bilhelet inteiros da se-
gunda parle da primeira lotera do
gymnnsio, ns. 3,848, 4.337, 5,252 e
ns. 2,289 e 4,784 da terceira parte da
mesma lotera........
Da Exm. Sra. I). Joanna Mara de Den,
pelo tratamento do seu escravo Fa-
bricio. ... *j......
Do Sr. coronel Joo Francisco de Cha-
by, pelo curativo do seu escravo Fran-
cisco ..........
Do Sr. Domingos Antunes Villaca, pelo
curativo de sua eserava Mara Rosa.
Do Sr. cnsul liamburgiiez, pelo Irala-
menlo do subdito de sua nacao Joao
Frederico Abren*. .... .
Do Sr. Adriano Xavier Pereira de Brlo,
pelo Iralamenlo desea escravo Antio.
Do procurador da adminislracao, impor-
tancia do rendimento dos predios ar-
recadados nesle mez......
Pelo que se debita ao Ihesoureiro, im-
portancia dos jaros de ama letra .
9:6218186
85760
128500
218600
138090
16J072
88220
198895
8908813
78200
10:6195336
Despeza.
Pago ao regente do grande hospital pe-
las despezas de julho...... 4978190
Ao dilo do hospital dos lazaros, dem. 2298580
Ao dito da casa do expolio, dem 4838920
Ao Sr. Manoel Figueiroa de Faria, por
impressoes.......... 208000
Ao Sr. Sebastian Marques do Nascimen-
to, por obra de fnlha..... 263720
Ao Sr. Jos da Croz Sanios, por 24 gar-
rafas de champe de imbabiba 488000
Com a obra do hospital Pedro II, co-
mo do livro respectivo 2:0688360
3:3738770
Por saldo em caita, a saber : <
Em letras.......I:082f45
Era recibos por adianlamenlo 6:1638421
7:2456566
40:6198336
Administrado geral dos estabelecimentos de caridade 31 de agoslo de 1855.
O Ihesoureiro, O escriv3o,
____________'<"' l'ires Ferreira. Antonio Jos Gomes do Correio.
DEMOlNSTRACAO' da divida activa e passiva dos establecmentos de caridade, veri-
ficada no mez de agosto de ISfi."
Dicida activa.
Foro do engenho Bemfica, vencido al
30 de junho de 1855......
Renda dos predios, cuja cobranza etla
sendo promovida judicialmente .
dem idera a cargo do procurador do pa-
trimonio......, .
Curativo de mendigos remedidos pela
polica segundo as orden do Exm. Sr.
presidente da provincia. .
dem das pracas do corpo de polica. .
dem de pessoas particulares. .
Empreslimo fciloa obra do hospital Pe-
dro II......... .
Renda da casa do collegio das orphaas.
2:2838333
9628232
2:3038908
|__ Dicida passiva.
i Importancia de droga comprada a Bar-
iholomeo Francisco de Sonza al 90
de junho...........
dem de fazendas compradas a Antonio
l.uiz dos Sanios........
5:173*990
9258646
1:1323200
1648169 dem idem a Goilhermc da Silva Uui-
2:1548780
1:1689838
688750
9:0095076
Saldo em 31 de agoslo a sabe/ :
Em letras.......1:0828145
Em recibo de diverso cre-
. dore.......6:1638421
dem de pao e bolacha comprado a Ma-

noel Antonio" de Jess.....
dem de genero comprados a Joao Tas
vares Cordeiro........
7:2458566 |dem d, rend|| da CMa dos eipo,,05_ _
Difcil.
16:2548642
3:0838065
19:3373707
Mensalidades i
1:6(58410
2:8348970
3:5I88'280
S109277
3:5008000
cfaj. Recife 30 de junho de 1855.O vigario, y.
nan&> Henriques de fezende, director geral iate-
rino.. i
Alieslo, que durante o lempo em que exerci as
funecoe de director interino do lyceu desta cidade
houve-seotupplicanletempre com zelo. inlelligen"
ca e regul.r conduela no desempenho do seu carao
de guarda da Bibiiolheca Publica da Provincia
Kecife 2 de julho de 1855.Dr. fcente Paritn
do Reg.
Atiesto, e faco cerlo a quem convier quo o mu-
pilcante, desde que comecou a exercer a fonccei
de guarda da Bibiiolheca Provincial al hoje, |
desempenhado lodasa obrigacoetqu o regiment
Ihe impe, com muito zelo e intelligencia, e a toa
conduela moral lem sido irreprehentivel. Lyceu 26
de junho de 1855.Jos Soares d'Azevedo.
AO REPUBLICO.
Srs. redactores.Vindo-me 4s. maos por acaso o
R'publico, deparei nelte com o se-uinle trecho de
um correspondente daquella folha, que se astigna__
Justo :
a Redle 15 de julho de 1855.
'i Desejn-lhe lodas as felicidades e que cada ex
' seja mais o lerror dos malvados. Nao se impon
com o nome de quem Ihe escreve esla carta, o
n sim acrediie no que ella conlm : na certeza do
que ella contiver he apura verdade, e nao a fhen-
" tira, e nem lo pouco a calumnia, itlo teria ia-
digno e torpe, tanto para quem escrevo, como pa-
ra quem escreve.
Deve j saber qoe foi despachado joz de direi-
to pelo Sr. Nabneo, o juiz municipal do Cabo, um
tal Andrade, sendo n seu novo despacho, ora p
ment teito pelo dilo Nabuco, porque aqeel-
i< le Andrade, seudn chamado quando juiz inunioi-
pal do Cabo, pela Exm.a Sr. viuva do fallecido
Joaquim Aurelio, para fazer um lesUmeulo, de
prevencao. deixa ao seu afilhado fitina doNabo-
co), o qual ella lomou e o esi educando, vinle
conlo de res: e o lal Andrade, abusando do seu
lugar de juiz, e revenando um tegiedo daquella.
ir senhora. mandou dizer ao Nabuquinho, eslo res-
pondeu-lhe com a caria de juiz de direilo a
Mudo eu.Srs. redactores, prenle prximo, por
diversas raze inlimn amigo da Exm.a Sr. D. An-
ua Roa Falcao de Carvalho, viuva do fallecido coas-
mendador Joaquim Aurelio Pereira de Carvalho, a
cuja memoria presto a maior contderacao e respei-
lo, nao podia deixar passar sem reparo tao aleivot
re aro.
Nao te seo cognominado em lal escriplo__/ta-
fo se devera antes Armar despeado ou inve-
loto : para se fazer impulsr's dessa ordem lie
necessario se estar bem informado, que do contrario
s-se mais om collega mulo do Sr. Dr. Joo Paulo
-Monteiro de Andrade, do que nm laviano, no autor
dessa caria. E na verdade, se o despeilo foi que mo-
veu a peima d'am (al Justo, e se o roolvo disto foi
a preterido em concurrencia com o Dr. Andrade,
parece que o ministro nSo desaeerlou na escolha,
vista do eslylo e dicro que se pode nolar no tre-
cho transcripto, que em verdade nao abona alguma
habililacio em lal Sr. ^uifo ,e nem ao menos a
de justo.
Bata a indicare da datas, e a simples narrar*'
(los Tactos, para ver o quanlo aqu fica- transcripto,
lie.se nao injusta, levianamenle de?peilosa e aleivo-
sa. Foi no da 25 de Janeiro do correnle anno que
a Exm. gr p Annjl fel geu tetjrrtenlo. no seu
engenho Maasungana desta comarca : ento j
eslava no Recife o Dr. Andrade. Quem redigio es-
se testamento nao foi porlanlo elle, porra sim o pa-
dre Dr. Antonio da Cunha Figueiredo, irraao do ac-
tual presidenle desta provincia.
Todos desle lugar snbem.quc vindo o Dr. Figuei-
redo ao engenho Jasmim aQm de assistir co-
mo advogado a urna diligencia cvel em trras do'
mesmo engenho, a Exm." Sr." D. Anna Ihe pedio
que viesse sua casa que he pcrlo de Jasmim ,
nra fazer o teu testamento.
Nao podia, pois, o Dr. Andrade reeeber o despa-
cho de juiz de direilo em pagamento de revelar de
testamento que elle nao fez, nem em que parle al-
guma leve. Dahi se v, que tudo quanto refere o
Justo, nao he mais que,pora irvencao, sem duvida '
hlba de algum njuslo despeito. Eu que tenho in- '
limas relaries na casa da Exm.a Sr.a D. Anna, co-
mo sempre Uve em vida de sea marido, no sei das
disposires de seu testamento,e eemo o podern' saber
esse Sr. luslo, 13o mal informado, ou antes) pessimo
inventor do qiie^e-sjno differente,dn,que be publico
e de Indo sqai g*s>trl w 4
Se a Exm.a Sr.a I). UnnateTllgeiV legado ao fi-
Iho do Exm. ministro, nao ha nislo oerla que estra-
nhar, poi he elle s/eu alilhado, e o tmireado como
lilho, aem tflo pouco deve ser isto ohjedo apropria-
do para applacar as iras de quem se iolgar descon-
tente.
Parece que fado desta natoreza quando se tem de
involver o nome de urna senhora. qne merece e go-
za de lodo o respeilo e considerare, nao deve ser
Irazido para pasto da poltica, mormente Uo trisle-
menle adulterado, e ferndo-e 13o iniquamenle a
um hornera, qoe por ter sido despachado juiz de di-
reilo, nao lera colpa do ostracismo de novo Aris-
lidea.
Rogo-lhes, Srs. redactores, a inserto destas linha
em seu conceiluado Diario.-
Sen veneradorJoaquim Marques da CoslaJSoa-
Cabo 13 de selembro de 1855.
i
h
19:3378707
Adminislracao geral do estabelecimentos de caridade 31 de agoslo de 1855.
O ihesoureiro, Jos Pires Ferreira.O escrivao, Antonio Jos Gomes do Correio.
OBSERVACO'ES.
Proceda o dficit de despezas do oxercicio correnle pagas com a renda do exercicio findo, na impor-
tancia de 2:1873026, c de renda dos predio do patrimonio, importando em 8968039, cmoda rela;Ao
infra, cujo debito esl considerado insoluvel, parle por nao leem os devedores com que paguem e par-
te por au se saber de suas residencias.
RliLACAO dos recibos que nesla data entrego ao Sr. Ihesoureiro da administrante
geral dos estabelecimentos de caridade, cujos devedores, uns nao tem com
que paguem e outros nao se sabe de suas moradas.
Manoel Lourence e oulros.
Innocencio da Cunha Uoianna
Isabel Mara de Jess. .
J Domingos Jos Rodrigues. .
Manoel Flix Alves da Cruz. .
Recife 20 de agoslo de 1855.
1813839
1928200
1448000
1458500
1238000
1093500
8968039
O solicitador, Rufino Jos Correa de Almeidast
A letras que exslem em caixa na importancia de 1:0823145, e estao sendo ajuizadas sao as segua-
les: de Gaspar de Menezes _X**contellos de Drummond, aceita por Antonio Germano Rigueira Piulo de
Souza, vencida no f de junho de !8l2Te-1mporlaiiJo em 5098095. De Jos llyginn de Miranda, aceita
por Joaquim Gonc,alves Viera Guimaraes. vencida no 1. de maio de 1818, importando em 3758250. lie
Bernardo Jos da Cmara, vencida em 19 de abril de 1853. na imporlancia de 1278200. Um titulo da
quanlia de 708600, firmado pelo fallecido Joao Pires Ferreira, vencido em 15 de selembro de 1848.
Dos proprietarios e administradores dosdiversos trapiches que recebem caisas, o quaes ltimamente
prestaran! emitas da importancia das amostras exlrahidas das mesmas caixas, foram os senhores JosTei-
xeira Baslos e Jos da Cunha ; sendn que os demai senhores nao lem querido prestar as referida conlas.
"lAPPA do movimento dos estabelecimentos de caridade no mez de acost de
1855
CHANDE HOSPITAL.
Existan) ........".
Entraran).........
(Curados ..... .
Sahiram-JMelhorados.....
I Nao curados.....
Iteraran -,5" ''"f *"""J"
hepois desla poca. .
Existem...... .
57

2(1
0
8
1
l
55
30
19
1
o
1
i
7
32
87
11
21
II
1
o
17
87
UOSPITAL DOS LAZAROS.
Existiam.
Entraran)
Sahira
Curado*
horados .
Nao curados.
jfrrreram
Etislem.
21
0
0
1
2
m
17

0
I
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18
aa

o

i
3
40
CASA DOS EXPOSTOS.
xisliam........
Entraran!......: .
Sahiram.........
Mnrrram 'N,S "* ll0r"sd Onlrada
Morreram-Upojs d(glj| ipoca
Existem ........
Se.xos.
128
2
0
0
1
129
177
a
0
1
1
177
30;
4
o
1
2
306
Admiuislraro geral dotcslabeleeimenloi de caridade 5 de selembro de 1855.
.. Oescrivio,Antonio Jos Gomes do Correio.
, 'r ,7~l""rermn o hospital do lasaros qne sabio nao curado, oi Miguel da Costa, escravo da
t CORRESPONDENCIAS.
Cui gralia non potest re-
lerri guanta debetur, ha-
bendo tamen est pro animi
viribm quanla offerri tolu-
mus. Cic.
Tendo, por .podara do Exm. Sr. presidente da
provincia, eilecluado a mudancada Bibliollieo Pro-
vinclal par* urna das salas do collegio das Arle, ral-
lara a um rigoroso dever e lachar-rae-hiam, com ra-
zao, de ingralo e por ventora nlo tributis* pu-
blicamente a aquelles com quem vivi desde 24 de
selembro d* 1852 at o prsenle, os meus profundos
respeitos.
Para nio cahir, pois, nessa terrivel pecha, que,
para mim a para lodas as pessoas briosas, he a maior
de lodas, e a mais insoffrivel das afrontas, como bem
disse um enligo philosopho: Cuneta maiedixerie,
cum maratum nominen iixerie, apresao-me a ma-
nifestar os meu sinceros vol da mais acrisolada
grtlido ao Srs. lentes e mais empregados do lycee.
pelas boas e delicadas maneira com qu* sempre se
dignaran! honrar-mc. merecendo-me eutre todos el-
les moi particular mencao o Exm. e Revm. Sr. Ve-
nancio Henriques de Reiende, e ns Illms. Srs.' Dr.
Vicente Pereira do Reg e Jote Soares d'Azevedo,
por que, eslaudo-lhes mais tujella a minha obedien-
cia em razao do cargo, que por vezes exerceram de
dir clores interinos, Ihes merec que me favoreces-
sen) com ot altssUdos abaixo trinsciiptos, dando por
esla forma a prova mais exuberante da juslica e
lio idade qoe os caractersa.
O melhor meio, pois, de agradecer-Ihes 13o gran-
de) favores, a maneira mais significativa qoe des-
cu.iro para assegurar-lhes o meu elerno reconheci-
minto, be confessar publicamente que nlo me ado
com forjas bastantes para agradecer-Ibes ; porqne
sobrando-me excessivamenle a vontade, fallam-me
as precisas expretsdes ; porm nao rae desanimo,
porgue, lamben contieno perf*itamsn|e, qu*, como
PIBL1CA1A0 A PEDIDO.
Hunleui, 29 do corrale, euiregoa a alea
a teu Creador, siiecumbindo a um violento
ataque de estupor, o dislinclo judanle deen-
genheiro, Bernardina Sunes de Olireirst.
que nesta villa sa achara, no exercicio de sua
profissio.
Nos somos todos condemnadet a morle, coa*'
esperas ou prazos indefinidos. Os dias do ho-
mem sao mui.curlos; o Senhor tu lem conta-
do, e Ihes lem marcado o termo, que se nie
pode ullrapasaar.
Na idade de 30 annos, quando lodo elle era
vida, vio abrir-se-lhe dianle dos peso lumulo;
e uelle sumio-se, deitaudn aps si a leixbrau-
Sa inimorredora do seu beip-vrVer e dos seu
bons feitos.
Conheciamos o finado Bernardino Nune de
Oliveira desde a sua infancia; e liuhamns de sen
coraro e de suas acres cabal conhecimenlo.
"Nascido de pas pobres, mas honrados, rece-
bou delles a mais acurada educare; deu as
prmeiras lellras, e esladou a erartlmalica da
lingua paterna : lendo-se-lhe desetwolvido oj
gosto pelo desenlio fez progresso uo estado
desta arle. Apreciando o governo da provin-
cia os seus talentos o nomeou para desenhista
da repartidlo das obras publicas, lugar que sa-
tisfactoriamente e a conteni de seus chafes
desempcohoii por espaco de 4 auno, deixaif-
do-o pelo ile ajudantede engenheiros, pira o
qual fura nomeado, em vista dos tlenlos e
habilitares quemostrava ler.
No desempenhrmJe suas obrigaresera o mo-
delo dos bons empegados: incumbido de if-
fcrenles comraissosTelalivas a seu emprego,
de todas deu conlas, rooslraudo excessivo zelo
pelos inleresses publicck e mereceBdo elogios
de seus superiores, Dos quaes Iralava cora res-
peilo sem descer baila adulare- Se como
empregado publico mereca ser aponlado para
modelo, nao o mereca menos como simples
particular. De roslumes austeros, de moral
saa, era verdadeiro christio ; bom filho, aman-
te e respeitador de seus pas: csriiihoso ir-
milo : verdadeiro c sincero amigo de seu ami-
go: a maledicencia jamis achou pnutadt el
seus labios : doia-se das desgracas de sea se-
melhantcs, aos quaes estendia mito caridnaa
lodas as vezes que o podia fazer : oplimu ci-
dadao, de intelligencia nao vulgar, perdeu es-
la provincia um hom Dlho, de quem hoje >o-
menle resta a memoria de son virtudes e boas
ac{e.
F'oi mai um juslo que voou aos cos u pedir
a Dos o premio de seu amor, de suas virtudes
e de sen bem viver.
A Ierra Ihe seja leve.
Com a insercao deslat linha muito obriga-
rilo os senhores redactores ao seo assisnate
Villa de Flore 30 sle agosto de 18A5.
COMMERCIO.
S
\


RACA DO RECIFE 14 DE SETEMBRO AS S
HORAS DA TARDE.
Colares olnciae.
Cernelo romano7^000 por barrica enlo de di-
reilos.
Cambio sobre Londres60 d|v. 27 3il d. a dinlieiro.
Dilo sobre dilo* 60 d|v. 27 1i2 a pr*xo.
Descoulo de lellras de 3 mezes7 ', ao anuo.
aLFANDBGA.
Rendimento do dia i a 13 .
dem do dia 14.....
I74:636#v79ti
25:821743
200:46154
Desearre/am hoje 15 de selembro.
Barca [inglezaSpirit of ihe Times mercadorlas,
Hiale brasileiroInvencieelgeneras do paiz.
Importaca o.
Hiale brasileira Candes, vindo da Para
nado
gninle :
signado a Manoel S. da Penha, manifi
Of;
eon-
5 saeeat erva-doee, 9 ditas eominhos; i Billar &
Oliveira.
4 barrls azeile^ meta pipa vazia ; Manoel da
Silva Mendenca Vianna.



J

isft
3 pIpM 3 queralas agurdenle ; a Salasriann C.
C. da Cunfca.
Brigu brasileiro Adolfo, vindo do Rio de Janei-
ro, miaado a Bailar & Oliveira, manifestou o
secamte :
O barricas alpiala ; a J. M. da Rosa. ,
lOcaias vinho ; a F.Sauvage fa C.
- ditas chapeos ; a A. Lipes Pereira-ffTMello.
1 dila ditos ; a nvaes A C. ^r^
3 ditas rape; i Seve & C. W
970 ditas abao, 2 ditas cha-, oOOfoccos farinha de
_..... ._..-. ,..,,,, lamina de
rtgo,4. calas diapos, 27 rolos o ,30 lafts fumo a
n,
CONSULADO OERAI
Hendimento do dia 1 a 13 .
dem do da 14 ,
6082f.t
6.KM9406
IM VERSAS PROVINCIAS."
Rendimento do da 1 a 11
dem da dit 14 '
5233098

52:19098
HECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS E-
. RAES DE PERNAMBUCO.
ndlmanto do diaj a" 13 I:82l92il
iW do dia 14.......LlleilO
10:972?663
CONSULADO PROVINCIAL.
Mndlmento do dial a 13 9:4619872
dem do da 14....... 633C663
10:09.>953.-
_MOVDMENTO DO PORTO.
'Navios entrdtlot no dia 14.
Buenos-Aym22 das, barca porlugueza Amazo-
nas, de 203 toneladas, capjuto (oilherme Anlo-
aio Gomes, equipasem 12, em lasiro ; a Amorim
Irmaos. Passaeeiro, Ricardo Lopes de S. Pi-
cn de quarenlena por 15 dias.
ityI2dias, hiate brasileiro Invencivel, de
17 toneladas. metre Antonio Manoel AITonso,
eqnipigeiD 4, carga cniros o mais seeros; ao
mestrc. Pasasgoiros Juay Antonio Correa, Jos
Aulonio Correa.
McmlerMoIfidias, brigae hespanhol Descavier-
*, de 1,0 toneladas, capillo Jacimho Lenas,
npagera 14, em lasiro ; a Viova Amorim &
' d.-n*.'16 dia'' bril'ue d'oamarquez aCourier,
1j2 toneladas, capitao H. P. Brodersen, equi-
pagera 9, carga sal a ordem.
Nados sonidos no mamo dia.
Parios.do SulPolaca liespanliola Raymundan,
com a mesraa carga que trouxe. Sospcndeu do
lameirno.
cs*yHiale brasileiro Capibaribeo, meslre Joo
leiinque de Almela, carga fazendas > mais ge-
*". Passageircs, Pedro Baruoza de Menezes,
Antonio Azevedo Pereira. sua senliora e 1 escra-
a. Agoslioho Fernanles Queiroi e 1 escravo, An-
tonio Jos Fcrnandes da Rosa,
[aranhaoe portos intermediosVi por brasileiro
Imperador, commandante o 1. tenante Torre-
ja. Passaeairos desla provincia, alteres Leopol-
lo Borge* (,alao lidio, Jos Herrera da Silva
Jwiior, t. Mana Francisca da Paz, o soldado
raoei.co Ignacio de Jess. Seguio debaiio de
qoarenlona.
Bernardo Pereira do Carmo Jnior, vogal e e-
cretarin.
Pela mesa do consulado provincial se faz pu-
blico aos conlribuintes de imposlos, cujos debito* sAo
dependentes de lancamenlos, e que anda na furam
pagos dentro do auno flnanceiro prximo passado,
que os podem raalisar nesla repartido al o flm do
presente mez, Ando o qual paasam a ser eiecnlados
lodos os quedeiiaram de pagar os do anno de 18.S4
a 1855.
Tornando-se suspeitos (|c nfecsao os portos
das provincias do norte e sul dslc imperio, em con-
sequencla de se haver declarado o cholera-morbus
no Para e Baha donde pcide eslender-se em todas
as diroccoes. prev.ne-se aos donos e consignatarios
das embarcares que navegan) para esle porto, que
detento espedir as suas ordcns para que as meninas
vcDham munidas das competentes cartas de saude
pausadas pelas repartir competentes dentro das 21
lloras da sabida dos portos donde procedem ou te-
>ir.? .s. s^?n,in,wtfi0',ob p"1"de fic"em *
ra se fazerem ." b,erV,a aue hrm P'^isos na-
'a*rr? "ames e averigaac&es sanitaria.,
segundo o disposlo no artigo 2fi do decreto n. 268 de
selemhTi"18; 1We'l" a saude 10 de
selembro de 18*>._o provedor interino,
Dr. Joilo Ferreira da Silva.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernamfauco lacea sobre
a praca da Baha, e contina a tomar
lettras obre a do Rio de Janeiro. Ban-
co de Pernambuco 25 de.junho de 1855.
O secretario da direccao, Joao Ignacio
de Medeiros Reg.
PUBLICAgA LITTERARIA.
Acha-se venda o compendio de Theoria e Prali
ca do Proceno Civil feito pelo Ur. Francisco de Pau
Baplista. Esta cbrj, alm de urna introdcelo
sobre as acedes e excepces em geral, trata do pro-
cesso civel comparado com o commercial, conten
a theoria sobre a pplicatao da causa julgada, eou-
tras doulrmas luminosas : vende-se nicamente
na loja de Manoel Jos Leile, na ra do Quei-
mado n. 10, a 63 cada ejemplar rubricado pelo
autor.
Continua a vendor-sc a obra de di-
reitoo Advogadodos Orphao3, cm um
apndice importante, contendo a lei das
feriase airadas dos tribunaes de juslica, e
o novo Regiment de custas. para uso dos
juizes. esorivaes, empregados dejtistit-a, e
aquelles que ftequenlam os estudos d di-
reito, pel preco de 3 plar; na loja do Sr. padre Ignacio, ra
da Cadeia n. 56 : loja de encadernacao e
livros, ra do Collegio* n. 8; pateo do
Collegio, livrariaclassican. 2,ena praca
da Independencia n. <> e 8.
PIMO DE PEBlUiBUCO S*B*DQ >5 OE SETEMBRO DE IS55
dirijam-se ao corretor J. E. Robera, roa do Trapi-
che n. 38.
Para a Bahia segu em poneos dias o veleiro
hule Castro, do qual he capitao Francisco de Cas-
Irn, por jo ter parle da carga prompta ; para o rcslo
rata-se com sau consignatario Domingos Alves Ma-
theus.
LEILOES
O agente Oliveira far leilnpahlico romm#
cial, por ordem do conselho da direccSo do banco
de l'ernambuco, de doze apolices do mesmo banco,
e nelle depositadas por Machado A Pinheiro. para
pagamento da letra detes na importancia de 1:8209,
vencida em 11 do correte: sabbado 22 do correnle
ao nreio dia em ponto, no estabelecimento do referi-
do banco.
Segunda-leira,17 destorrente, haver leilito de
orna taberna sita na roa do Forte n. 2, dos gneros,
irmsr.iu e seus pertences.
Joao Pinto RegU de Souza far.i leilao por in-
lervenco do* agente Oliveirn de 5 pipas e 20 barri-
de quarlo, com eicellente vinho do Porto, importa-
dos pelo navio Santa Cruz; e assim mais se vende-
rn) na mesma occasiilo, alguns barris de presuntos e
paios: terca-feira 18 do correnle s 10 horas da ma-
Dhaa, no armazem doSr. L. A. A. Jacome, defronle
da arcada da alfandega.
AVISOS DIVERSOS.
EDITAES.
Ulm. Sr. inspector da Ihesourara proviocial,
i imprmenlo ds disposlo no art. 34 da lei pro-
nomero 129, manda fazer publico para
ohecimeiilo dos credores hypethecarios, e qnaes
aer nteressado, que Francisco Manoel da Silva
nao, tem de ser indemnisadoda quantia de du-
* mil reis. pela*estracao do barro da oroprie-
M denominada Tanquinho na cidade deGoi-
ano, para a factura de urna bomba, qu> o dito
Uosmao tem de receber dita quantia logo qoe ter-
minar o.prazo de t-dias contados da dala deste,
que lie dadp para as reclamares.
' Par constar sa uandou allixar o presente e pu-
blicar pelo Diario por 15 das succeaivoa.
acrelaria da thesouraria provincial de Pemam-
ouco 12 de selembro de 1855.
O secretario.
Antonio Ferreira d'Annunciacao.
Illro. Sr. inspector da Hiesouraria provincial,
em cumprimento da ordem do Exm. Sr. presidente
roviucia, mandaconsUr ios proprielarios abaiio
nooadof, a enlrcgarem na mesma Ihrsouraria no
e 30 dias, a cunUr do dia da primeira pnDli-
0 do prsenle, a importancia das quotas com que
un entrar para o calcamenlo da ra Uireita at
nrwaa daPenha, conformeo disposlo na lei pro-
al nomero 350. Adverlindo, que falla da en-
tapiara ser ponida com o duplo das refer-
as na cooformidade do artigo 6 do recula-
MBU) de 22 de dezembro de 1S5.
glfedRourio GuiimHbs Ma-
tfVHIIIMl&RitoWr'. '. H6l
Hospitarda Miser1cordii>de Angola 649800
N. 10. Benarfl Jos da Coala Valenlim e
Francisco Joaquim Pereira.......419700
N. 12. Mara Joaquina de Monra.....769200
N. 14. Ordem lerceira de S. Francisco. 459000
N. 16. Antonio Francisco Pereira. 779220
N. 18. Herdeiros de Manoel Caelano de
Albuquerqoe...............579600
. 20. Vtava e herdeiros de Anlonio|Joa-
qnim Ferreira de Sampaio.......68)400
' *? Fr*ucico Alve Cunha.....:1S000
N. 24. J0S0 Matheos...........829500
N. 26. Joaquim Francisco de Azevedo. 529000
N. 28. Dilo, dito..............619200
N. 30. Thereza oncalve de Jess Aze-
vedo................... 689400
N. 1. Irmandadede N. Senliora do Li-
vramunlo................. 99000
N. 3. Joaquina Mria Pereira Vianiia". '. I9OO
N. 5. Dita, dila..............93000
N. 7. Dito, dila..............869400
S*"jf"*t*il10 Alves de Miranda Varejgo 75J000
W. 13. Francisco Brnadao Paes Barrete. 43$200
N. 17. Irmaodade do Espirito Santo. I89OOO
N. 19. Joaquim Bernardo de Figutrede. 289800
H. 31. Uilo, dito.............1199100
, 1:4549886
*, para constar se mandn allixar o prsenle, e pu-
blipar pelo Diario. Secretaria da Ihesourara pro-
viswial ito Peruambuco 12 de slembro de 1855.
O secretario.
m A. F. Anmtnciaran.
B- Perante a' cmara municipal desta cidade,
copiinaam a estar em praca os (albos de n. 1 a 10,
doKcodfae publeo, da rregaezra da Boi-Visla, dos
das 15, 17 e 18 do correnle.
faeo da cmara municipal do Becie emsessaoor-
aaria do 14 de selembro de 1855.BarSo de Ca-
piBanue, jiresidenle.Manoel Ferreira Accioli, se-
cretarlo. *
DE
8. I ABEL.
Sociedade Dramtica Emprezaria.
SABBADO 15 I)E SETEMBRO DE 1855.
Recita a beneficio de tres escriturados Sebasllo,
Lima e Bernardino, subir a scepa o intoressanle e
muilo applaodido drama, intitulado
A I.I, i DE DOS.
Terminar o espectculo com a graciosa farra, in-
titulada
- O RECRUTAMENTO NA ALDEIA.
no qual o Sr. Monteiro e as Sras. Amalia e Oral,
dansarSo o gracioso lund do
MON-ROI.
Sendo esta a primeira vez que os beneficiados re-
correm protocolo do publico desla capilal, esperam
merecer o mesmo acolhimeuln que a lodos ha pres-
tado.
Os buhles vendem-se no escriplorio do lliealro
no dia da recita.
Principiar as horas do coslume.
SOCIEDADE DRAMTICA EMPREZARIA.
Beneficio de Pedro Baplista de Santa lima e da ac-
~^- -*. triz Bita Tacares Ha dama. M
Concedido pelo Eim. Sr. conselheiro presidente
da provincia.
Quarta-feira 19' de setembro de 1855.
Grande e variado especlaculu.
Loao c]ue S. Eso. se dignar de comparecer na aua
tribuna, dar principio o divertimento com a linda e
diiliciL/vmphodia
SALAMANDRA,
ejecutada pela orchestra sob a direcrao do insigne
professor o Sr. Pedro Nolasco Baplista.
Depois reprrsentar-se-ha a nova co.nedia em um
acto vinda de Lisboa, que pela primeira vez vai a
scena uesta provincia, e tem por titulo
UM DIA DE ELEICOES EM LISBOA
comedia original portugaez por R. A. S. da Cmara
> P,-r!f,na9"u,- Actores.
Pantoleao Pinto, proprlelano e velho. O beneficiado
Bento da Costa, mcrcador quebrado. O Sr. Mendes,
Florencio, seu amigo......
Francisco Ribeiro, redactor de um
jornal..........
Ricardo Nogueira, capitao de infan-
taria...........
Braz. soldado, caroar.da do capitao. .
D. Emilia Pinto, filbade Pantaleao. A Sra.D Leonor
I. Thereza, lia de Emilia. ... A beneficiada.
Flonnda, criada de Pantale5o A S.'D. Amalia
um caueiro do botequim. N. N.
Amigos de Bento, amigos de Francisco, homens do
novo, urna patxulha.
A acrao passa-se em um largo de Lisboa.
No (irada comedia seguir o jocoso duelo cantado
pelo sr. Monteiro e sua senliora.
Lima.
a Piolo.
f> Lisboa.
Monteiro
DECLARADO ES.
Carlas segaras vindas do sal para os senhores
Anacilo de Jeras Mara Brandan Jnior, Antonio
Josl-eal Keis, A. Muniz -Sodr Arago, Braulio
Komnlo Cotomn, Epifanio Jos da Bocha Bitancourt
Juojor, Finniano Jos Bodrigues Ferreira, lienri-
que r.uiz da Cunta e Mello, lzidora Senhorinha Lo-
pe*, Joaqaim dos Sanios. Joo dos Santos Neves J-
nior, Joao dos Santos Sarahyba, Leopoldo Augusto
Ferreira, Pedro Antonio Falcao Brnd,lu, Luiz Go-
ma Ferreira. .
Admm qne Ihe falUnyalgon, nmeros do
Jornal do Commercio, qoeiS comparecer a admi-
ntsUacao do crrelo, por so qe vieram muilos
maasoa ealramalhados e sem subscriptos.
Taudo acia repartido precisio de ofilciaes de
carpiolero e podreiro* de todas as classes para as
aoaa obras, muida o Ulm. Sr. inspector convidar a
qutmqaeira assim nella empregur-se a apreentar-
se-lhe coro toda a brevidade. Secretaria da inspec-
jao do arsenal da marinha de Pernambuco em 14 de
"(tato de 1855.O secretario, Alexandre Rodri-
'JHMdOS AHJOS.
NSELU 4DMINISTRATIV0.
conselho admioistialivo, em cumprimento do
do regalamealo de 14 de dezembro de 1852,
?fleo, que faram aceitas as proposlas de Isaac,
* t., Keller A C, Alejandre Jos da Silva,
loMaciel de Souza, Manoel Aulonio Martms
ira, Mauoel Josa de Azevedo Amorim Jnior,
'do de Freilas 4 C, Souza & Irmao, Joo Fer-
Prente Vianna.e Jos Kodrigues da Silva
"l. para fornecerem :
Os 600 alqueires de farinhavde mandioca, a
*5'&?"*"'*m,bwio<1Yre de
1 Jj*'i ,?.,Drt"nes da aera, a IJrJOOrs. a libra 6
l9S)0*r;.400pa^e,,ieMp,0 feil< Provincia, a
. 2axrf m,d',Mi,e de coco' meuida velh-
rpate, a 700 rs. ; 223 libras de velas ce carnauba,
O 6., : arrobas de cola da Bahia, a 169000 rs
O 7., 6 garrafas de tinta prela, a 480 rs. 40 mas-
tos de .direas, a 60 rs. ; 6W peonas de ganco, a
Xfaartn. eeuto, 400 ditas mais inferiores, a 19280
rs. o canlo.
08., 3 dazias de lapii, a 220 rs. ; 1 caivete de
"Has, por 800 rs. ; 1 dilo de 1 dita, por 500 rs. ;
3 duzias de lapis finos, a 360 rs. ; 2 lenr,es
M',de 12 16 libras, a 850 r. a libra.
O n.; 6 libras de arela prel, n 460 r.; 100 e-
deiMlha de carnauba escolhidas, a 240 rs. ; 8
arrobas de ttaeo da !. aorta, a II90OO rs.
B avia* aas eupraditos vendedores quo erem re-
da 17 do earrenle rae.
Stwtlaria do consetsM administrativo para forne
*a*tod arsenal dag0aa,,13daMtKabrod 1855
AS TROMBETINIS.
Terminara o espectculo com a sempre mnilo ap.
plaudida comedia cm tres actos, ornada de msica,
que lia muilo lempo oa<> vai a scena
A VENDEDORA DE PERS
na qual a Sra. D. Leonor Orcat Mendes desempe-
nhara a mesrsa parte de Gotta em que muilo satis-
faz ao respeilavel publico.
Os iulervallos dos acloa sera preenchidos com ai
symphomas
A BELLA PERNAMRUCANA E CA VAL-
LO DE BRONZE.
O beneficiado muilo agradece ao Eim. Sr. conse-
lheiro presidente da provincia nao s por Ihe haver
concedido a casa para esle beneficio, mas lambem
pelos demais que se tem dignado fpreslar-lhe alm
desla ncensiao.
Assim como aos seas companheiros e socios da so-
ciedade dramtica emprasaria. que graluitimtnle se
prestam a obsequia-lo oeste espectculo.
Principiar as horas do coslume.
Os bilheles de enmarle, cadeiras e platea. esHo
desde ja esposlos a' venda em casa do beneficiado
Santa Rosa na ra de Santa Is.ibel n. 13. a quiquer
hora do dia, e no dia do especlaculo no escritorio
do mesmo lliealro. /
Sendo o Sr. Jos Fiel de Jess Leile assignan-
le deste Diario, e rece.benilo-0 na prac.a da Boa-Vis-
ta, acontecen que indo p distribuidor levar a fnlbn,
nao a quiz receber a pessoa que se achou na cas,
dizendo nao saber para onde elle se havia mudado,
e para se puder levar se fez o annuDcio que sabio
lioutem.

O Sr. Joaquim Octaviano da Silva,
tem urna carta na livraria n. 6 e 8, da
praca da Independencia.
Vestidos de seda
BRANCOS E DE CORES.
Os mais modernos chegados ltimamente de Pa-
rs, pela barca Cont Hoger: vendem-se na ra do
Uueimado loja n. 17, ao p da botica, aonde ha
grande porc^o para se escolher.
Para vestidos de senliora, a 6iU rs.!!!
Pela barca Cont Roger, viudo ullimamcnle de
Franca, chegou urna fazenda nova transparente, de
18a de quadros e de lislras, que em Hamburgo he
fszenda na presente eslasio do ultimo gosto para
vestidos de enhora, que a baplisram com o nomc
ALMA VIVA, vende-se pelo commodo preco
de 640 rs. cada covado: 11a ra do Queimado loja
n. 17, ao p dn botica.
Gabinete portu-
gus de leitii-
ra.
Por ordem da dirpelorin, se faz acicale aos Srs.
associados, que nos dias 15 e 16 do correnle e no da
17 al ao meio dia, nao llavera expediente, em con-
sequencia da deliberadlo lomada pelo corisellio de-
liberativo em scs3o extraordinaria de honlem, de
emprestar a casa para nella ser instalado o Hospital
Porluguer. provisorio.
Secretariado gabinete 14 de selembro de 1855.
Santos Porto, 2. secretario.
Carros fnebres no pateo do Parai-
zo n. 10.
Neste estabelecimento encnnlram-se carros fne-
bres paraqualquer enlerro, com ricos pannos e ador-
no* ; alugam-se caixoes e vendem-se murtal 11. de
pinlio. O propnelario incumhe-se de tirar gratui-
tamente jseu Iralnlho licrnr.i parochial, gnia da c-
mara ; fornece carros de passeio, aira, msica, r-
m a rese vestuarios, ludo com a maior promptidao e
presos cniniiio.lo-. Na mesma casa vende-se urna
parelha decavallos bonslrabalhadores de carro, e
bem assim, nm cavallo preto para sella, bonita figu-
ra e bom andador.
JOAO S4LERM0 TOSTANO DE
.VLMEIIK
Morador na corle do Rio de Janeiro, (ra das Mar-
reos n. 22) niamente declara que continua a en-
carreaar-se de qualquer commissao, ou pretencao,
que nao s por esta cidade, como por lodo outro lu-
gar, ou provincias do imperio, se pretenda oliler pe-
las reparlirftes publicas desta mesma corte ; ollero-
cendn-se elle para requerer e tirar nomesc.oes de
empregos, qoer dejuizcs.de direito, quer de muni-
cipae, de deiembargadores etc. ; assim oomo licen-
Cas, tilulos, habito, co nmendas, carias de brases
de armas, qnaesquer condecorarons e breves para
dispensa de easamentos. Preslando-se com pnnlu.il
,-ii-li\ hlihlc na acq'iisii.-ao de qualquer ohjecto, como
procurador: o annuncianle pede a quem se queira
utilisarde seu trabalho, haja de se Ihe dirigir, por
carta fechada ou directamente ; ou por va dos cr-
relos; subministrando-lho meius pecuniarios e com-
petentes aiilnrisaces para o dito lim. Desojando
igualmente continuar bem servir a quera o oceupe
lera de agradecer-lhc a preferencia.
Precisa-sede um silio para arrendar-se nos ar-
rabaldcs desla cidade, que lenha as cominodidades
precisas para 6 ou mais vaccas de leile, e qoe lenha
lambem boa haixa para capim : quem liver dirja-
se a ra Augusta n. 4.'
Aluga se nm excellenle silio 110 Manguioho,
proprio para algum senhor eslrangeiro, e precisa-se
comprar urna prela de 25 a .'lOannos, que lenha boa
conduela : a tratar na ra do A moran n. 50.
3
Aluga-se a casa de sobrado na ra do Amparo
em Olinda, onde residi o finado hispo D. Thomaz:
a tralar no aterro da Boa Vista n. 47, segundo
andar.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO,
AOS 20:000;,, 10:000s l 4:000,^000.
No dia 10 ou 11 do corrente deviam
andar as rodas da primeira loteria, a be-
neficio da igreja matriz do Rio-Novo. as
lojas do costume acham-se a venda os bi-
llietes desta loteria. O vapor" PARAN'
trara' as listas ou resumo, se for transfe-
rida a sua sabida do dia 10 para 11 ou
12, comoquasi sempre tem acontecido,
e sendo assim podemos ter as listas ou rt>
sumo no dia segunda-feira 17, ou terca-
feira 18 do correte: os premios ser'ao
pagos logo que se disttibuam as listas.
Russos e alliados
attendei !
A' loja n. II da roa Nova acaba de chegar um im-
meno sorlimento de estampas coloridas em grande
ponto, de differenjes episodios da guerra do Oriente,
comnrehendendo diversos pnutus de vista de Sebas-
topol e oulros lugares di Crimea, assim como todas
as personagens inleresadas nesta lula, quer rusias
quer adiadas ; a ellas, pois, dirijam-se com os cobres
os anaixonados. que torta uus NapoleSu, Victoria
I 'l'ssier, Canrobert, Ragln, Clarendon. Saint-Ar'
naod, Hamelin, Omer-Pach, Abdul-Medid,Drouin
Lhoujs, Dundas, NapieO; e oulro Nicolao, Ale-
xandre. Constantino, Miguel, Nessekrode, liorlscha-
cholT, hkakeii.Menschicoir, Francisco Jo*e, Buol.elc'
etc. A exaclido e fidelidade dos objactos represen-
adoslata palmares, reconhecendo-sa a primeira vis-
la. lambem.ha ricas collecres da Vis-Sacra, com-
posta de 14 ricas ajlampas, aljm de muitas outras
avulsas de dnTerenles sanios.
Os caulelislas Oliveira Jnior & Companhia
rera resolvido garantir lambom suas cautelas dos oito
por cento da lei, como abaixo vai notado. Tem ex-
Ijoslo a venda a primeira parle da segunda loteria
co liymiiisio Pernambucano, as lojas seguales:
ra da Cadeia do Recifen. 9. dila da Cadeia de San-
to Antonio n. 6, dita do Collegio o. 15, dila do Qoei-
madons.63e22, dita estrella do Rosario ns. 17 e
30, dita larga 11. ti.
Recebe



AVISOS MARTIMOS
Real Companhia de Paquetes Ingleses, a
Vapor.
No dii 20
deste mez es-
pera-se do su-
o vapor Tay,
commandante
Sawyer, o qual
depois da de-
mora do costu-
me seguir na-
para passa.geiros, etc., tr.ta-s, com o, agen( Adam
ao.i HW.e & Companhia, na ru. do Trapiche-No-
COMPANHI DE
1AVEGACA0 i VAPOR
LSO-BRASIIMA.
O vapor des-
la companhia,
I). Pearo 11,
t ommandanle
o lenle Vie-
jas do O', es-
pera-se neste
porlodeSI pa-
ra 22 do cor-
renle, e depois
da competente
demora segui-
A. i.- j .A ,p iimn, m mkj ib. a lenroes ^iTT^'C^^JTiy uemora segu-
1 samo de oO a 64 libras, a 15400 rs. a libra ; 10 "Pa1? a Babia e Rio de Janeiro : para passageiros
"Utos de 12 a 16 libras. RVir. o ihr etc., diruara-se au asente M. n it ele, dirijam-se au ageute M. D.
Trapiohe n. 26.
Rodrigues, ra do
Precisa-se de um navio para condozir *o Ca-
nal da Mancha parte do carregaraento da polaca hes-
panhola Milhide; condemnada neste porto, cons-
tando de pipas de sebo, couros frescos salgados etc.
as proposlas devem ser remetlidas em cerla fechada
1- ao viee-eousulado de Hespaoha al o meio dia de
sabbsdo, 15 do correato: para mais ioformaeoes,
Precisa-se de urna ama forra, qiie saiba cozi-
nhar e que lenha boa conduela, para ama casa de
ponca familia : na ra da Cadeia do Recife, loja n.
50, defronle da ra da Madre-de-Oeos.
Precisa-se de um caixeiro porluguez para ven-
da o que d fiador a sua conducta : 110 pateo do Tr-
ro n.
IRMANDADE DE NOSSA SENHORA DO LI-
VRAMEATO.
lendo-se anniinciado a prncioso de Nossa Senlio-
ra do I.ivramento com os andores de San Goncalo
de C.racia, Sania Barbara e Sania Cecilia, declara a
mesma irmandade, que ditas imasens deixam de sa-
hir, em cunsequencia deserem as mesmas muilo pe-
sadas ; a noile, depois do recolhinieiito da procisilo
havera fogo artificial.
AMA DE LE1TE.
Precisa-sc de urna ama com bom leile forra ou
captiva, paga-se bem : na roa do Hospicio, cisa
terrea com solo, junto ao sobrado do Sr. dezembar-
gador Santiago. ,
Precisa-se de llagar urna prela captiva para
todo o servicoda casa-e ra : na praca da Indepen-
dencia o. 36 e*38, se dir' quem pretende.
Aloga-se urna escrava, que cozinha, engomma
e determina bem urna casa : quem a pretender di-
rija-se ao alerrn da Boa-Vista n. 3*, terceiro an-
Aluga-se urna prela com ptimas habilidades !
na ra da Aleeria na Boa-Visla n. 38.
Precisa-se de ama ama para pouca familia : na
Iravessa do Queimadn que volta para a ra larga do
Rosario n. 9, segundo andar.
O abaixo assignado lem a maior salisfaccao em
oflerecer sea agradecimenlos, o mais publicamente
poisivel, ao Illm. Sr. Dr. Jo Ma,mede Alves Fer-
reira, engenheiro director das obras publicas, e aos
mais Srs. daquella repartiese, por sua valiosa e vo-
luntaria coadjuva)o. offerecida voluntariamente
por cuju meio smeute poda o abaixo assignado ce-
lebrar a ceremonia da primeira enxadada da
estrada de ferro de Pernambuco n'uma maneira dig-
na de seus heroicos habitantes, e correspondente 10
seu nobre enlhusiasmo. E visto o mui curio prazo
que foi nossivel conceder para os complicados ar-
ranjos de urna roncero de urna nalureza al entao
desconhecida na provincia, 11,10 so pode ass.is louvar
a perfeirilo de lodos os preparativos, que nada dei-
xou a desejar; e com prater oTerece-lhcs seus since-
ajps agradecimenlos.Frrderini Furness.
A mesa regedora da irmandade de Nossa Se-
ntan da Soledade, erecta na igreja de Nossa Senlio-
ra do Livramento, convida a lodos os sens irmiis,
para em corporacjlo, acompanharem amanhaa (16)
a s'a e melaJioras da larde, a procissSo da mesma
Senliora do Livramento.
Acha-se em ajaste a casa (errea n. 3, ila na
ra larga do Rosario, qoe hoje perlence a Manoel
Dias Pinho por deixa de sea lio o fallecido Antonio
Pinto de Moraes, de quem he leslameuleiro o Sr.
Manoel Antonio de Jetu* : quera a mesma liver di-
reilo annuncie por esta folln.
_ Francisco Antonio de Abreu Pereira deu so-
ciedade ao Sr. Miguel Antonio de Abreu Pereira, do
Rio de Janeiro, no meio bilhete 11. 2041 da 22 lote-
ra a beneficio das casa* da caridade da mesma corle.
O abaixo assignado, thesoureiro do ronselho
administrativo dj patrimonio dos orplnk, avisa
aquelles dos Srs. proprielarios los predios urbanos e
rsticos, foreiros do dito patrimonio, rujos foros liso
cabido em commi>so, a face da respectiva lei,por se
acharein a1 dever lre< e mais annos, que dentro do
prazo de JO das, contados da dala do presente an-
nlincio,'najam de mandar atistaxar o mesmo abai-
xo assignado, assistenle em o principio da ra do
Hospicio, casa 11. egundo andar, das li as 9 da
manhila, e das i as li horas da larde, o que cslive-
rem a dever at o ultimo de dezembro do auno pr-
ximo pascado, sob pena, Qndo aquello prazo, de se-
rem arrematados os referido foros, conforme enten-
der o consel1^ anminislralivo, ;i vala da lei, e a bem
do- iylrx.e e orsamenlo das ren.las do mesmo pa-
irir.ionio. Thesouraria do conselho adminislrativo
do patrimonio dos orphSos 15 de selembro de 1855.
Joaquim Francisco Duarle.
COMMISSAO PORTGEZi DE
BEHEFICEICI1.
Tendo a Commissito Porlugueza de Beneficencia de
proceder insial)arVi solemne aollospilal Porlu-
guez l'roviortono salilo do Gabinete Porlagaez de
ieilura, nodia 16 do correnle, as llihoias da ma-
nhaa, silo convidados todos os senhores subscriptores
nllm de que se dignem comparecer a este acto. Sala
das sessoos da Commissao Purlugueza de Beneficen-
cia em Pernambuco aos 11 de selembro de 1855.__
Manoel Ferreira de Souza Barbosa, secretario.
ESTRADA DE FERRO DE
PERNAMBUCO.
Constando-nos que teem apparecido
pessoas olliciosas representando-se como
agentes por parte da companhia da es-
trada de ferro desta provincia, com po-
deres de fazer transacr.oes relativas a com-
pra de trras e at de influir na direccao
que deve seguir a dita estrada, declara-
mos que nao existe pessoa alguma autori-
sada a fazer qualquer trato ou transaccao
por parte da companhia nein dentro da
capital nem fra della, salvo os abaixo
assignado*.Rothe & Bidoulac.
A pessoa que precisa de 200> rs. com penhores
de ouro ou prata dirija-se a travessadasCruzesn. 10.
Eu abaixo assignado.por mim e mcus amigos,
moradores desla freguezia de Ipojuca, venho pela
primeira vez oceupar as columnas deste acreditado
jornal, para fazer publico o quanlo somos gratos, e
agrande aaVFcao qoe temos ao reverendo podre Sr.
Firmino Jos de Figueiredo, que presentemente se
acha dirigmdo mlerirlamente esta fregoozia. NSo
sei se com islo olTenderei a oxlrema modestia ilele
bom sacerdote : mas ,1 voz da gralidSo em mim
echoa com laj forea, que mo parecen preciso fazer
ronherer ao rejpeiiavel publico o quanlo devemos a
esle bom pastor, principalmente agora que.lem de
ir a concurso a respeciiva freguezia. p.irccoi-me
que era urna occasiilo opporluoa de fazer melhor
ronhecer esle sacerdote hbil, e minislro de lima
conducta 11 toda a prova digna dos mejores elogios.
O reverendo padre Sr. Firmino Jos de Flgoeiredo,
este paslor viirilanle do bem espirilaal do seu reba-
nho lem nesU fregaezia de Ipojuua'uiido se acha oq-
cupando o honroso cargo de parodio interina ha 7
mezes, sabido ganhar urna admirM affeirlo de-to-
dos os parochianos, e na verdade ilo poda ser d'ou-
ira rrma, porque o reverendo padre Sr. Firmino
Josc de Figueiredo nflo se tem poupado a qualquer
que seja o servico de seu cargo, nao encarando dis-
lancias, riores de estacao, mi eslado dgs caminlios,
emlim lodos os incommodos que a occasiilo e olngar
possam oflerecer ; com lano qne o enfermo, que
leile precisa nao solira a menor falta dos olilissimos
soccorros religiosos, ministrado* por om vigario pru-
denle, e ao mesmo lempo bstanle hbil. Sempre
que he chamado para qualquer Irahalhu do sen carw
ge o padre Sr. Firmino presla-se com a mesma
promplidao, quer ao rico como ao pobre, ao prolegi-
do, como ao desvalido, e iso porque ? porque s
tem-ern vista o cnmprimenlo dos seus deveree, e se a
humanidade delle precisa corre logo a soccorre-la,
so por amor della, s para beneficia-la, no que esl
aoseu alcance e nao por algum oulro movel qoe nao
seja a caridade ; pois este nosso parodio uestes 7
mezes que aqu se acha lem-se mostrado om modelo
de caridade, deixando asim conhecer, qoe bem sabe
comprehender a sublime phrase do hbil abbade
Mariinet quando diz : la charit esl une tertu tur-
naturelle, qui fait que nous aimons Dieu par-des-
sus loiit, et notre prochain com me nous mimes,
pourl amour de Dieu. Inda agora por occasiSo de
se adiar por aqui o visitador leve esle bom minislro
de aparenlar-se espirilaalmente com nossas familias,
preslando-se com lodo o cavalleirismo a ser padrinho
de chrisroa de nnssos lilhos, ede quem quer quo o
convidasse para le-lo nao s como parocho, mas
lambem como padrinho ; por esla occasiao moslrou
o reverendo padre Sr. Firmino nm demasiado zelo,
um cuidado excessivo para que lodos os seus paro-
duanos recebessem o salular Sacramento doChrisma.
F.u e os Ipojucanos era geral liramos rogando a Pro-
videncia, para que faca sobresahir a inlelligencia do
padrear. Firmino no eoncurso que se deve proceder
brevemente para esta vigararia, e desejamos ter a
lelicidadc de ver collado na nossa freguezia um pa-
rrocha, que ser com sua prudencia e mralidade um
exemplo poderoso de virfudes, imprimindo desla
sorle nos coraedes dos Ipojucanos um zelp immenso
para o amor de Dos, e para a pralica de virtudes
tao sanias. O pa.lre Sr. Firnrino pretende, segundo
nos consta, se or collado nesta freguezia, reedificar
a matriz, que ha triula e tantos annos se acha distra-
da por um incendio que leve lugar, eae me nao en-
saiio. no anno de 1817, e al o presente acha-se ser-
vindo de .njalriz a igreja de N. S. do Livramento,
nina igreja que lem mui poucas proporroes ; eolre-
lanlo se lal se realisar leremos um boro vigario, e do
zelo deste urna boa malriz. Ingeoho Arimbi 5 de
agoslo de mb.Flix Jos Coimbra de Andrae.
6:000.^)00
3:0008000
:()008000
1 :.5008000
7508000
(008000
3008000
Bilheles 59S00
Meios 2900
Tercos 28000
Qaarlns 1*500
Oitavos 760
Decimos 6i0
Vigsimos 340
Desappareceu do sitio do Sr. Henry
C.ibson, na ponte de Uchoa, indo pura
Casa-Forte, um preto escravo de nome
Januario, pertencente ao Sr. Francisco
ornesdeOliveira. outr'ota ao engenho
Massangana : roga-se aos autoridades po-
licaes ou capitaes de campo, de o ap-
prehenderem e leva-loao dito seu senhor
que sera' bem recompensado.
Aluga-se urna boa casa cora cochei-
ra, eslribaria para i cavallos, quavto pa-
ra prctos e senzala para os mesmos, tudo
novo, e grande terreno com baixa que da'
capim para dous cavallos na maior forca
do verao, na Torre, beirado rio, junto o
casa doSr. Francisco Gomes de Oliveira :
na ra da Cadeia do Recife n. 58,
Precisa-se de um caixeiro que tenha
pratica de venda, e d fiador a sua con-
ducta : na ra'de Apollo n-19.
Quem annunciou comprar um Atlas
de Simencourt,querendo umpor l^rs.,
procure-o na praca da Independencia
ns. 12, HelG.
Precisa-se de urna ama de leite: na
rua da Cilcada-Alta n. 9.
lotera do gymnasio pernam-
bucano.
AOS 6:tTO0.s-, .1:000^ E 1:000S.
O cautelisla da casa da Fama Antonio da Silva
lniimaraes faz scientt ao publico, que Tem exposlo
a venda os seus bilheles e cautelas da primeira par-
le da segunda loteria do Gymnasio, a qual corre no
un 12 do correnle. O mesmo. cautelisla chama a
atjiitao dos compradores do hilhelrs, para que com-
prem os seus, pois que qossi sempre vende as sorles
grandes, e os quaes sao vendidos as seguintes casas:
aterro da Boa-Vista ns. 48 e 68 ; rua do Sol n. 72
A ; praca da Independencia ns. 14 e 16 ; rua do
(Sr" "' 9' rua do Kiln?el ." i e rua do Pilar
Becehe por inleiro
com descont
a
COMPANHIA DE FI4C40 E TECI- ?reVe *tCa Cprographica do Imperio
de Brasil, escrtpta em 1851; e roga-se
aos Srs. auignantes que tenham a bon-
dade demandar buscar os seus exempla-
res, no aimazem de leiloes da rua do Col-
legio n. 15-
2**f#-fsas
y r. Caelano Xavier Partir da Brito f)
I avisa ao respeilavel publico, que mudoo aua 0
9 residencia para a casa contigua n. 4, no se- aj)
2 8UI"'" e '"ceiro andar, onde poda aer pro- m
c"rlad0'anlo dadla como a qualquer horada ft
2- p-a """(res de sua profiaso. *
Rua ^ Nova
I. 22.
L. DELOUCHB lera a honra de annunciar ao
respeilavel publico, qoe acaba de receber palo ul-
timo paquete o mais bello sorlimenlo de reloaioa
de onro paiente inglezdo melhor fabrcaola de Li-
verpool, de nuro patentes horizontaa, a foleados
de ouro de 18 quilates, e um grande sorlimenlo de
chaves e oculas, por preeos muilo ventajosos e afll-
ancados.
DOS, NO RECIFE.
A direccao da com-
panhia de Fiao eTe-
cidos de algodao con-
vida aos Srs. accio-
nistas da companhia,
- a realisarem Jo I ao
ultimo de OUtubro prximo, em mo do
caixa Sr. Antonio ce Moraes Comes Fer-
reira na casa do Banco, e as tetras e sex-
tas-feiras de cada, semana, urna prestacSo
de 10 por cento qpbre o capital. Recife
11 de setembro de 1855.Barao de Ca-
maragibe, presidente.Joao Ignacio de
Medeiros Reg, igcretario.
Precisa-se alagar ama prela que saiba cozi-
nhir, lavar e comprar, ou um preto para lodo o ser-
vico externo, e que enlenda alguma coosa de cozi-
nha : que liver annuncie para ser procurado.
Loja de ferragens e cuttleirias finas, no
Aterro da Boa-Vista n. 9.
J. I. Keller avisa ao respeilavel publico, com es-
pecialidade a seus frrgnezes, que roudou o seu esla-
bclecimento de ferragens e cutileirias finas da loja n.
11 do Aterro da Boa-Visla para s loja de n. 9 da
mesma roa. O annuncianle lem bem aortido o seu
novo eslabelecimenlo das mais finas e bem acabadas
obras de ferragens e culileirias. Os compradores
que o honrarem com sua confianca serSo servidos
com prompiido e a nrecos rouito razoaveia.
Aluga-se um sitio na cslrada dos Monteiro, o
qual lem > grandes salas, gabinete, 8 quaalos, cozi-
uha fra e grande copiar, boa e grande cacimba com
agua de beber, que he poxada por urna bomba,
mais de 100 ps de larangeiras de boa qualidode,6 de
jaqueiras de boa qualidade, muilos ps de cafezei-
ros, oilis-circ, ubaias, pitangas, limeiras, bananei-
ras e oulras diversas fruclas que se mostrar, bem
como flores de diversas qualidades ele. ; quem o
Ztender alugar para o lempo da prxima fesla,
ja-se a Joaquim Jos de Abren Jnior, morador
un rua do Livramento, no segundo andar por cima
da botica do Sr. Chagas.
Prscisa-se alugar urna prela captiva para lodo
o servio de urna ca.a de pouca familia : na roa es-
trella do Kosarm n. 12. primeiro andar.
Aluga-se no Caclisngo urna casa que tem ba-
nho mesmo no fundo do quintal, para passar-se a
estarlo calmosa : trata-se na rua das Cruzes 11. 20.
primeiro andar.
GABINETE PORTLGIIEZ DE EI-
Tll A.
A drrecloria por deliberaran lomada em sessio de
hoie, resolveu Iraosferir para o dia 16 do correnle
pelas 9 horas da manha, a abertura dos cursos de
geograplua e francez drsle gabiuele, em consequen-
cia de ser esse o da feliz do annivepario do nosso
joven monarcha o Senhor D. Pedro V., e o dia mar-
cado para a sua acclilmaco ; o que se faz publico
para scieocia dos senhores socios que se inscreveram
para os rreqoentar. Sala das sessoes 11 de selembro
de I800. Sanios Porto, segundo aecrelario.
GORROS.
Bilheles
Meios
Quarlos
Oilavos
Decimos
Vigsimos
58800
28800
180
760
600
320
(1:0008
2:760
1:3808
690
552
276
o mesmo cautelisla declara, que saranla nica-
mente os bilheles iriterns em originaes, nao soffren-
do o descomo dos oito por ceoto do imposto geral,
itSUJS sua' caulelas premiadas com os premios de
XIJ8000 para baixo tan pagas nnssuas lojas, sem dis-
niccao de sereirT vendidas nesla ounanuella, e ou-
lros premios maiores no alerro da Boa-Vista.
Forneiro.
Precsa-se de um bom forneiro : na roa da Sen-
zala Velha n. 84.
Amasador.
Na rua da Senzala Velha n. 84, precisa-se de um
bom amassador, e que enlenda de massas linas.
Precisa-se de urna ama oara casa de pouca fa-
milia.: quem quizar dirija-se a rua larga do Rosa-
rio n. 2, segundo andar.
- PrecisS-se de urna ama de mcia idade para ra-
sa de homem viuvo. e que se sujeile aos servicos de
portas a dentro e fra : na rua do Sebo n. 37.
OlTereoe-sa urna porlugueza de meia idade e
de boa conduela, para reger urna casa, dando flador
a sua conduela: quem de sen presumo se quizer
uiilisar, dirija-se a rua do Pocinho. casa terrea de
vidracas.
Deseja-se Tallar ao Sr. Manoel Francisco Ro-
a, natural de Portugal, da freguezia de GI3o, lugar
da |,age, yeio para eata provincia em 1852,a pedido
de sua familia e negocio de seu nleraase : na rua da
Cadeia de Santo Antonio, taberna n. 16.
Jos N'unes de Oliveira vai a Pajeu' de Flores,
e deixa em sua ausencia encarregados dos seas ne-
gocios os Srs. Manuel Antonio dos Passos Oliveira,
Carlos Francisco Soares e Manoel Antonio Rodri-
gues Samico, ajudanle do Ihesoureiro das obras pu-
blicas. -r
Precisa-se de urna ama forra ou captiva para
engommar e cozinhar : na'iaa Nova n. j, primeiro
andar. r
Candido Jos Lisboa, anligo discpulo do Sr.
padre Joaquim Raphael da Silva, approvado pelo
lyceu desla cidade, com pralica de ensinar, da lices
de ladra na rua de Apollo 11. 21. Da lambem lices
de ^rammaln a porlugueza e franceza, ou na classe
conectivamente, ou a cada um de per si da tarde a
noite; e recebe pensionistas do pouca idade.
Pede-se ao Sr. Antonio Jos Pereira, subdito
porluguer, que declare a sua mojada para ser pro-
curado a uegocio de seu interese.
Ilechegado a praca da Independencia ns. 24 a
30 loja de Joiquim de Oliveira Maia om variado e
completo sorlimenlo dos desejados Borros de fino ve-
ludo de todas as cores, bordados do melhor gosto
possivel a ouro e maliz. Na mesma loja se receben
ltimamente grande sorlimenlo de fomoa de borra-
cha os quaes se vendem por mdico preco.
No alerro da Boa Vista n. 20 precisa-sc de um
criado, forro ou captivo, para todo servico, paga-se
i J. Falque.
RUA DO COLLEGIO N. 4,
Recebeu-se pelo ullimo nevio viudo de
Franca, os seguintes objeclos :
' Palitos de panno preto e de cor, forrados
de seda de I25OOO para cima.
Ditos de loa de cores muilo lindos.
Dilos de alpaca prela de 6 a 1OO0O.
Ditos de brim branco e de cores de 28500
para cima.
Calcas de casemira prela fina a lOgflOO.
Ditade dila de cores de 68 a OyfJOO.
I)ilas de brim de cor e brancas de 3J000 a
5i?OO0.
Calcas, colleteso palitos de casemira mes-
dada.
Vestimenta completa de diversas cores.
Colletes de selim, fuslao e casemira.
Palitos le ganga muilo superiores.
Ditos de seda de superior qualidade, cla-
ros e escures, de 10000 16000.
Grande sorlimenlo de mallas, sacros com
mala e saceos de tapeto para viagem, sobre-
ludo de lia para sabidas de baile, lliea-
lro. etc.
grandA qunntidade de chapeos de sol de
seda e de paunioho, lano para horaem como
para senliora, e baleias para vestidos e espar-
lilhos de senhoras.
Precisa-se do um caixeiro da 14 a 16 annos de
ade para urna casa commercial no Rio Formoso :
Iralar no paleo do Terco n. II.
Andr de Abren Porlo e Viceote Ferreira Pin.
lo associados, om urna confeilarin sita na rua da
Cruz n. 17 sobre a firma de Porlo c5 Pinlo tem con-
tratado dissolver a sociedade amigavelmente, licando
MORPHEA
e outras doencas da pelle.
Trata-so com especialidade ts alTecres da
pelle, particularmente a morpba, no consul-
torio homicopathico do Dr. Casanova.
28 RITA DAS CRUZES N. 28
No mesmo consultorio lem sempre grande
W. sorlimento decarleiras de homceopathia mu-
lo em conta.
9
Carleiras de 12 medicamenlos a 000.
a de 24 a 6, 10, 12, 1 e 20000.
o de 36 a 188000 e 2i000.
de 48 a 228000 a 28J000.
de 60 a 268000 e 320O0.
da 144 a 559000 e "OOOO.
Tubos avulsos a 300, OO e 18000.
Fraseos de tintara a 1&000^
Deposito da verdadeira litBa de rnica
(irada da plaa verde na Svizera.
Elementos de horaceopalhia, 4 vol. 68000
WW ^..in.i..ir, uc tlUlUUJUUdiflOS, l. O0UUV fj*
O Dr. Ribeiro, medico, contina a residir na
rua da Cruz do Recife o. 49, segundo andar.
idade
U Ira!
Fa llecendo em Pajeu' de Mores o ajudanle de
engenheiros da reparti de obras publicas Bernar-
dino Nuncs de Oliveira ; roga-se, porlanlo, a qual-
quer pessoa a quem por ventura elle lenha licadua
dever, que apreseate suas contas no prazo de 8 dia,
a conlar da dala deste, a Manoel Antonio Rodrigues
Samico, na rqaA Haras n. 38.
Oflerece-se um homem para caixeiro on disli-
lador para algum engenho, do que lem bastante pra-
lica : quem precisar, dirja-so rua do Brum n, 28,
abrica de caldeireiro.
Os Srs. abaixn transcriptos qneiram vira ne-
gocio de seus inleresscs na travessa da praca da
Dallo 11. 32 : Francisco Jos Alves de Carvalho,
Joilo l-raiinsco dos Sanios, Joflo Manoel de Oliveira
Joao Bapli.ia, Jos Estanislao ftibeiru Pessoa, Joa
Gaalbcrto, J.1o Duarle de Faria,-Manoel Joaquim
do Sanl Auna, Pedro Justino Fonseca Bastos,
\ cior Angelo, Victor Pereira da Sirva, Jos .Mara
da silva, J0A0 Heoriques de Souza.
yco Pereira. ,
LOTERA DA PROVINCIA.
Acham-se i venda os bilheles e caulelas do cau-
telisla Antonio Jos Rodrigues de Souza Jnior, da
primeira parle da segunda loleria do Cvmua.iu, na
praca da Independencia, lujas ns. 4, 13, 15 e 10 ;
rua Direilan. 13; travessa do Rosario 11. 18 ('. ;
aterro da BoaVisla n. 72 A, e na rua da Praia, luja
de razendas n. 30. O nudamente das rodas lie em o
da sabbado, 2 do corrente. As Soria* que saliirem
em seus bilheles e cautelas sao immMialameiite pa-
gas por inleiro sem descunto algum, logo que se dis-
Iribuam as lisias ; sendu as grandesrni seo escriplu-
no, na rua do Collegio 11. 21, primeiro audar, e as
oulras em as referidas lojas.
Bilheles 5800 Recebe por inleiro
39900

Bernardino Francisco Junqucira faz scienle
ao respeilavel publico que deixou de ser caixeiro do
Sr. Manoel Jo< do Na>cimenlo e Silva, desde o dia
14 de selembro de 1855, ao mesmo lempo agradece
ao mesmo Sr. o bom Iralamenlo que Ihe dea duran-
te dous anuos e sel mezes que esleve em sua casa.
Precisa-se alugar um moleqoe das 9 as 4 ho-
ras, quem liver annuncie*, logo.
Manoel Ferreira dos Sanios avisa aos seas fre-
gaezes que se acha mudado com a sua loja de ouri-
ves para a rua larga du Rosario n. 42, e lem novo
sorlimento de boas obras e de bom goslo, e o mais
barato que he possivel.
A pessoa que quer 200 sobre penhores de ou-
ro procure ua rua eslreila do Rosario n. que se
dir quem os di.
_vV
Meios
Te, eos
Uiiarlo.s
Quintos
Oilavos
Decimos
28000
19300
Ir-'tHi
760
640
Vigsimos 340
6:0008000
a 3:0005000
2:0008000
1:5008000
1:2009000
' 7508000
(1008000
3OO9OOO
Aluga-se urna grande c lioa casa no
lugar da Torre, a' beina do rio, ou popan-
no ou para passar a festa: na rua da Ca-
deia do Recifen. 52.
Precisa-se para Macei," um rapaz
que tenha pratica de pharmacia, seja in-
telligente e de boa conductf : a tratar
na botica do Sr. Luiz Pedro das Nev,
com Pedro Simeao da Silva Braga.

1'recis.-se de 2009000 a juros cora penhores de
ouro e prala : quem quizer fazer esle negocio, an-
nuncie-por este jornal para ser procurado.
Precisa-sc de um caixeiro para a taberna das
Cinco Ponas u. 93.
Irmandade do Divino Espirito Sanio.
Constando a mesa regedora que as santas imagens
oulr ora veneradas na Igreja do Collegio se acham
espumadas por diversas igreja?, c mesmo algunias
por casas particular*., onde nao podem receber o
culto e veneracao que Ihcs he devida, pelo prsenle
declara que esla prompta a receber c collocar com a
necessana decencia em sua igreja, todas as que Iba
quizerem entregar.
Irmandade do Divino Espirito Sanio.
A mesa regedora convida a lodos ns seus irmaos a
comparecercm Be igreja de N. Senliora da Conceico
dos militares, no dia 15 do correnle, s 6 horas da
larde, vestidos de prelo, afim de trasladarem-se as
urnas funerarias, em que se acham deposilados os
restos mortaes dos nonos fallecidos irmaos.
Desappareceu do largo da -ribeira de S. Amo-
nio, no dia 13, ao meio-dia. um moleque de nome
Conslantino, de idade de 12 a 14 anona, com um
chapeo de palha grosso,calca de algodao azul de lislra
miuda ; suppe-se ler-se perdido por ser a primeira
vez que veio a esla praca : a pessoa que o apprehen-
der, levo-o a roa do Trapiche Novo, em casa de Bas-
tos & IrmAo, oa ao seu senhor no engenho do Meio
quo ser recompensado.
Desappareceu no dia 13 do correnle um mo-
leque crioulo.de idade 17 annos, pouco mais ou rae-
nos, hernia figura, de nome Juslino, roslo lustroso,
beieos grossos, com urna cicatriz pequea por debai-
xo do canto do olhn esquerdn do lado de fora : lem
a ralla grossa ; suppe-se ler fgido para a Casa For-
te, levoo calca branca, camisa de rucado azul :
quem o pegar, levo-o no paleo do Livramento n. 13,
quo ser recompensado.
O Illm. Sr. juiz da irmandade do SS. Sacra-
mento da cidade do Cabo sirva-se mandar receber
o iizeile. para a lampada do encapellado do Fernao-
Marliny, ao lado do Corno Santo, armazem de mas-
a mes n. 25.
O Sr. Vicente Ferreira domes tem urna caria
viuda do Araraly ao lado do Corpo Sanio, Iota de
ananaes n. 25,
--------------------------- -- ....- ......_.. -vi. irtliK, iii.nuio
a cargo do socio Porto a liquidacao do activo e passi-
vo da firma. Ilecife6 de setembro de 1855.
: Precisa-so de um caixeiro para taberna de 12 a
16 anuos de idade, prefere-se dosjollimos chegados
do Porlo : na rua do Pilar em Tora de Portas u. 40.
I'rensa-s de urna escrava para o servico in-
terno e externo de urna casa : em Fra de Portas
casa do professor publico.
Quem quizer comprar os seguintes
livros Charma' Algebra,Trigono-
metra Rrucliner, Direito Natural o
compendiodeDireitoEccIesiastico: dirija-
a rua estreita do Rosario n- 3i>A.
Ensina-se a lingua italiana por casas particu-
lares : quem precisar annuncie ou procura no aler-
ro da lloa-Visl i n.2, loja.
Carne do sertao.
Chegou lionldm da norle excellenle carne do ser-
19o, que se vende em porr.lo ou a relalho : quem
quizer podo informar-se na loja de Gouvca $ Leite,
raa do Queimado n. 27.
COMPANHIA PERNAMBUCANA.
Esla empreza pretende contratar a couslruccao
dos trapiches e armazens cm Tamandare, ponto de
escala dos seas vapores do lado do sul, e em Ilapia-
suma e Goanna do lado do norle.
Clausulas especiaes da arrematarlo.
1.a As obras para a conslrucrao destes trapiches
sern fcilas de onlormidade com as plantas e orca-
menlos approvsdos pela .direccao da companhia ua
importancia, o de Tamandare de rs. 7.-8288280, o de
Iiapissoma de rs. 7:7558000, e o de Oianna de rs.
6:913O0O.
2. Estasbra deverlo principiar no prazo de 15
dias e lindarlo no de 4 mezes, ambos contados do
dia da assignatura doa cntralos.
3. O pagamnnlo se far em Iros preslacoea igoaes,
a primeira no dia da assianatura do contrato, a se-
gunda quando esliver feila a melado da obra, e a
ultima quando inlelramentc concluida, Gcaudo res-
pnnsavl o arrebatante por espaco de um anno pela
sua ronservarilo e solidez.
4. O arremilanle prestara urna fianca idnea
nesta praca.
O prazo marcado para o recebimento de proposlas
he al o dia 15 do crrenle mez, e para Iralar, diri-
jam-se ao escriplorio da rua da Croz n. 26.
A ESTRADA DK FERRO DO RECIFE E
RIO DE S- FRANCISCO.
Aos negociantes em madeiras e outros.
Precisa-se immediatamente, para a
construccao da estrada de ferro cima,
urna grande quantidade de madeiras di-
reitas, das finalidades mais approvadas
para esteios, etc., que tem de resistir a
accaodo tempoe agua salgada, assim co-
moPau-ferro, Sapucala, Pau-d'arco, Em-
biriba-preta, etc. Quem quizer contra-
tar ditas madeiras, communique por car-
ta mencionando as particularidades a res-
peito da quantidade que pode ser orneci-
da em um tenfpo marcado: dirija-se ao
contratante Jorge Furness, no escriplorio
dos Srs. Rothe & Bidoulac, na ruado Tra-
piche n. 12, primeiro andar.
H| O Dr. Dias Fernaodes, medico, lixou sua
jjji resideucia no primeiro andar da casa da roa
^. Nova, esquina da rio Sol, onde pode ser pro-
s curado a qualquer hora, para o exercicio da W
M son prolissao. m
xxssKjvxaanei^BE^HBaBm
Est a sabir a luz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
. HOMEOPATH.
EXTRAHIDO DE ROFF E BOEN-
NINGHAUSEN E OUTROS,
posto em ordem alphabetica, com 41 descripeo
abreviada de todas as moleslias, a indieacao physic-
logica e therapeolica de todos os medicamento* ho-
meopalhicos, seu lempo de accao e concordancia,
seguido de um diccionario da significacao do lodos
oslermos de medicina e eirurgia, e posto ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO MORAES.
Subscreve-se para esla obra no consultorio horneo-
palhico do Dr. LOBO MOSCOZO, na Nova TuflO
primeiro andar, por 5000 em brochura, e 6JW0,
eucadcroadi).
O bacharel A. R. de Torres Bandeira. adual
professor de lingua franceza do Gymnasio desla pro-
vincia, conliiuia no ensino particular desta mesma
lingua, e bem assim da lingua ingleza, rhelorfea,
geogrnphia e philosophia ; e para mais facilitar o es-
ludo de algumas desloa materias preparatorias aquel-
las pessoas qae. 11S0 possam frequentar sua a ola os
horas designadas em seus anteriores annuncios, pro-
p6e-se abrir um curso das duas Maguas e oulro de
rhetonra e potica, sendo os dous primeiros das 5
horas e meia da tarde al as 7 1|2 da noile, e o se-
gundo desea hora at as 8 : quem quizer malricu-
lar-se em qualquer um desloa corsos, poda procura- -
lo desde j na casa de sua residencia, na rua Nova,
sobrado n.23, segando andar, onde lambem prose-
gue no ensino destas mesmas disciplinas e das outras
as lloras j desde o principio annunciadas para
aquelles que entao as poderem eslodar. propor-te-
ha igualmente a abrir cursos de philosophia, de geo-
graplua e lib-loria noite, quando para laea astados
liouve numero spOiciente de alumnos, a contar do
l.de selembro em diante : e protesta continuar
cumprir tao exactamente quanlo Ibe for posaivat o*
deveres do magisterio.
REMEDIO IMCOMPARAVEL
solicilador Gamillo Augusto F'erreira da"
.: Silva, mudou a sua residencia para a rua da
. Gamboa do Garmo n. 38, primeiro andar, on-
j de pode ser procurado para os misleres de
1 sua profissc, bem como no paleo do Culle-
gio, escriplc rio du Illm. Sr. Dr. F'onseca.
"Sil Iflr'lal'Sali Mi ma, i< ma 1 na a"i(f---
I recisa-sc de nm capelln para celebrar missa
nos domingos e dias santos Vi um oratorio ua estra-
da da Ponte de Uchoa : a tratar na rua da Aurora
n. 2b, primeiro andar.
Deseja-se fallar ao Sr. J0S0 MarlinsGoncolves,
ou H quem por seu procurador esleja habilitado : Da
rua do Trapiche n. 17.
Quem annunciou querer comprar um bastidor
para bordar, dirija-se a rua do Rangel n. 36, pri-
nelro andar.
Roga-se ao Sr. Francisco Pereira Pinto Caval-
canli lenha a hondarie de appjrecer na taberna da
rua dos Marlyrios n. 36, a negocio de seu inleresse.
Quem, quizer comprar um braco de balance
RornJo com lodos os seus pertences, dirija-se a roa
do Figundes, taberna n. 1.
Attencao.
LUIZ CAN1ARELLI avisa ao respeilavel pobli-
blico, que mudou a sua sala de dansa e casa da
residencia da rua das Trincheiras n. 19, pora a rua
das Cruzes 11. 11, primeira andar.
DENTISTA FRANCEZ.
i
Paulo Gaignoux, dentista, cstabelecido ua
> raa larga dn Rosario n. 36, segundo andar,
colloca dente-scom a presso do ar, c chamba
denles com > massa adamantina e outros me-
laes. _
Precisa-se de urna ama escrava ou forra para
o ser viro interno de urna tasa de pauea familia : na
rua do Hespido n. 7.
UNGENTO HOLLOWAY.
Milhares de individuos de todas as nacOes podem
lestemanhar a virtudesdesleremedio incomparavel.
ehvrovar em caso necesario, que, pelo Uso que delle
lizeram, lem seu corpo e niembroc inteiramenle
saos, depois de haver empregado iuolilmente oulro*
tratamentos. Cada pessoa poder-ae-lia convencer
dssas curas maravilhosas pela Ieilura doa peridico*
qae Ibas relalam lodos os dias ha muilos annos ; a
maior parte dellas sao lo sorprendentes qae admi-
ran! os mdicos mais celebres. Quaalas pessoas ra-
cobraram com este soberano remedlio o oso da sana
bracos e pernos, depois de ler permanecido longo
lempo nos hospilaes, onde deviam solTrer a ampula-
i.ao Dallas ha mullas, que havendo deixado esaea
asylns de paderimenlo, para se au ubmellerem a
essa operai.ao dolorosa, foram curadas completa-
mente, mediante o uso desse preciuso|remedio. Al-
gumas das laes peasoaa, na efuso de seo reconheci-
menlo, declararam estes resoltados benficos dianla
do lord corregedor, e oulros magistrados, afim de
mais autenticaren sua altirmaliva.
.Ninguein ilesesperaria do estado de sua saude se
livesse bstanle conlianra para eusaiar esle remedio
constanlemeiMe, sesuindo algum lempo o Irata-
meiiloquc necessitasue a nalureza do mal, cujo re-
soltado seria provar inconlcsiavelmeule : Qae ludo
cura 1
Qfunguento he til mais particularmente as
seguintes cosos.
matriz.
Iporcas.
^atmbras.
Callos.
Canceres.
Corladuras.
Dores de cabera.
das costas.
do membros.
F.ncrmidadC" da culis
em geral.
Enfermidades rioanus.
Empees escorbticas.
I isiulas no abdomen.
Frialdade ou falla de ca-
lor as extremidades.
Frieiras.
Gengivas esctildadas.
Inchacoes.
IndammarSo do figado.
Na roa larga do Rosario est para alugar-se o
sobrado n. 23, lunto a luja como o primeiro e segan-
do andares : Irala-se com o Dr. Cosme de S* Pereira
no Recife, ron da Cruz n. 53.
PUBLICACA'O .COROGRAPIIICA.
Esta' a' venda na 'livraria ctassica n. 2,
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Morriedurasde replis.'
Picadura de mosquitos. .
PalmCies.
Queiaiadclas.
Sarna.
Suparacoes ptridas.
I'inha, em qualquer par-
le que seja.
Tremor de ervos.
I leera na bocea.
do ligado.
das articeJardes.
\ eias torcidas, on noda-
das as pernas.
da bexiga.
Vende-se esle ungento no eslabelecimenlo geral
do Londres,n. 2*4,Sfroael^** loja de lodos oabo-
licarios, droguistas e oulraaffl aess encarregadas de
sua venda em (oda a AmerHaH ttaL Havasae
Ilespanha. ^l~
Vende-se a 800 ris cada hoc*.._
instrucrao em portugus para expli
fazer uso desle ungento.
O deposito geral he am casa do Sr. Soum, phar-
no pateo dokjllegio, a obra intitulada-. C" "' "' da Cn* '' P,rna*



-




DIARIO OE PERMMBUCO SAMOO
15 OE
SETEMBRO OE 1855
CONSULTORIO DOS POBRES
ftO 1A NOVA 1 flIKAB 5 O Dr. P. A. Lobo Moscozo da consulta* horoeopathicas lodo os das aos pobres, desde 9 horas da
inhaateo meio da, e em casos eitraordinario* a qualqoer hora do .lia ou noile.
OBerece-se igualmente aara pratiear qualqoer operario decirurgia. e acudir promptameole a qual-
'mulherque esteja mal de parlo, e cujas circunislancias uao peruiittam pagar ao medico.
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Manual' completo de meddicioa homeopathiea do Dr. G. 11. Jafat^traduxido em por
tuguez pelo.Dr. Moscozo, quatro volumes eocadernados em us e acompaDhado de
um diccionario dos termos de medicina, cirurgia, analomjaTetc. etc...... 209000
Esta obra, a maisimportante de loda as que tratara do ettudn e pratica da homeopalhia, por ser a nica
que conten a base fundamental <'esla doulrinaA PATHOGENESIA 01! EFFETOS DOS MEDICA-
MENTO NO ORGANISMO EM ESTADO DE SAUDEcoohecimentos que uao podem dispensar as pes-
soat que se querem dedicar i pratica da verdadeira medicina, interessa a todos os mdicos que quizerem
eipenmeutar a doulriua de Ilahnemann, e por si mesraos se convencerem da verdad d'ella: a lodos os
faiendeiros e senhores de engenho que eslo longe dos recursos dos mdicos: a lodosos capitesde navio,
qae urna ou outra vez nao podem deisar de acudir a qualquer iocommodo tea ou de seas tripulantes:
a todos os pas de familia que por circnmslancias, que nem sempre podem ser prevenidas, sao lobriga-
dot a prestar in conlinenli os primeirus soccorros em snas enfermidades.
O vade-mecum do homeopalha ou tradcelo da medicina domestica do Dr. Herlng,
obra tambera titil s pessoas que se dedicam ao estado da homeopalhia, um volu-
ne grande, acompaohado do diccionario dos termos de medicina...... 108000
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc., encartonado". ". ". 39000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pratica da
homeopalhia, e o propnetano leste estabelecimeulo se lisongeia de le-lo o mais bem montado possivel e
ninguem dnvidahoje da grande superioridade dos seua medicamentos.
Boticas a 12 tubos grandes..............
Boticas de 24 medicamentos em glbulos, a 109, 12 e 159000 rs. *
Ditas 36 ditos a ...... oonm
Ditas 48 ditos a........ -n-simn
Ditas 60 ditos .......... SSSS
nlt jii .-, """......,. OU0WU
Ditas 144 ditos a......... ,n-,iiti
Tnhn. .vnle.K- .................. 60JWUU
iudos avulsus...................;. WHK)
raseos de meia onca de lindura.............. '" 2x000
Dilos de verdadeira lindura a rnica. ...'............. SoOO
vid' TSS!?J*t'm'Vn*y'?* grand.e t""n" de lab* de ">'lil de diverso8 amanhos,
>ara medicamentos, e aprompla-se qualqoer encommenda de medicameoloscom toda a brevida-
- presos mailo commodos. '"";
8JOO0
de e por
TRATAMEJTO HOMOPATHICO. .
Preser.vat.ico e curativo
DO CHOLERA MQRBUS. *
PELOS DRS
ou lostruccao ao povo para se poder curar desla ofermidade, administrando ..s remedio* Tnais eflicaies
para atalha-la, emquantosti recorre o medico, ou mesmo para cura-la iudependente destes nos lu-ares
em que nao os ha. *
TRADUZIDO EM PORTUGUEZ PELO DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
Estes doos opsculos contmas indicac.6es mais claras e precisas, so pela sua simples e concsex posi-
S3o esta ao alcance de todas as indiligencias, nao o pelo que diz respeito aos meios curativos como prin-
cipalmente as preservativos que lem dado os mais satisfactorios resultados em toda a parle ernaue
elles tem sido posto* ein pratica. v H
Sendoo Iralamento homeopalhico o unicoque tem dado grandes resudados no curativo desla horri-
vel eofermidade, joigamos a proposito iraduzir estes dous impoflaoles opsculos em lingua verncu-
la, para deit'arle facilitar a sua leilura aquemignoreo fraocei.
Vende-a* nicamente no Consultorio rio traductor, roa Nova n. 52, por 2J000 rs.
A 59000 a AHROBA
Carne secca do sertao.
Vende-se a relalho at I arroba : na ra do Quei-
mado n. I loja de ferragens, vinda a bordo du hia-
te Aragao, encostado ao caes do Hamos, defroute
do arsenal de guerra.
CASEM1KAS
de superior qualidade e bom goslo, veodem-se na
ra du Crespo u. 19.
Vende-se am carro de qualro ro-
das, c.iin qualro assenlos, novo e
milito maneiru, vendem-se bass pa-
relhas de cavallot para o menino,
cavallo de cabriolel e carrosas, ludo por preco com-
modo : na roa Nova, ccheira de Adolpho Bour-
geois. #
Vendese um negro peca coveiro e Herrador :
a tratar na deshilaran por detras de Salda Rila.
Veode-se urna lazarina de um cano, com pou-
co uso : no piara da Boa-Vista n. 7.
SEDAS DO ULTIMO GOSTO.
Kiquissimos corles.de seda pira vestido de se-
ntara os mais modernos: vendem-se na ra do
Queimado n. 9.
MMtHMMM4a)ttt!tC
J. JANE, DENTISTA, S
ff) contina a residir na ra Nova n. 19, primei-
8ro andar. j
***
Aos Sil. estudantes.
. Ai obras annunciadaaapor 39000, na ra do Quei-
mado o. 24, nao je vender mais pela forma annun-
ciads, e sima voutade dq comprador, e por comm-
do preco ; aellas, qae se eslo acabando.
Nbvos livrosde homeopalhia em francez, sob
todas de sumroa importancia :
Hahnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes...... T 20*000
Teste, rroleslias dos meninos.....63000
Hering, homeopalhia domestica.....75000
Jahr, pharmacnpa homeopathiea. 69000
Jahr, nc*o manual, 4 volumes .... 168000
Jahr, molestias nervosas.......6*000
Jahr, molestias da pelle.......K9OOO
Bapoa, historia da homeopalhia, 2 volumes I65OOO
JJarthmann, tratado completo das molestias
dos meninos..........10500o
A Teste, materia medica homeopathiea. 8*000
De Eajolle, doulrina medica homeopathiea 7*000
Clnica de Staoneli .......6*000
Caing, verdade da homeopalhia. 4*000
Diccionario de Nysleu........10*000
Aulas completo de anatoma com bellas es-
tampas colorida, cociendo a descriprao
de todas as partea do corpo humano 30*000
vedem-*e todos estes livros no consultorio horaequa-
lliicu do Dr. Lobo Moscoso, ra Nova n. 50 pri-
meiro arlar.
Candido Jos Lisboa, antigo disc-
pulo do Sr. padre Joaqun; Raphael da
Silva, approvado pelo lyceu desta cidade,
com pratica de ensinar, da' licoes de la-
tm : na lita d'Apollo n. 21.
Attenco.
No novo eslabelecimenlo de armador e cera, ater-
ro da Boa-Vista n. 39 alugam-ee caizOespara anjos
e detuutot e lodos os mais arranjos necessarios para
laes actos, incumbe-se de qualquer enterro para ti-
rar lechugas, convidar padres.annarao na igreja para
quaesquer actos fnebres, carrifs ele, assiin como se
rece bem encomendas para se fazerem cabesas.peilos,
bracos, mos, pernas e pes, e cera para qualquer
premessa, ludo por presos rasoaveis.
EDCACA'O DAS FILHAS.
Enlre as obras do grande Fenelon, rcebispo de
Cambray, merece mui particular menrao otratado
da educacAo das meninasno qual este virtuoso
prelado ensilla como as mais devem educar las B-
Ihas, para um dia chegarem a occofiar o sublime
lugar de mai de familia ; torna-se por tanto urna
necessidade para todas as pessoas que desejam gni-
a-las no verdadeirocaminho da vida. Esl a refe-
rida obra Iradusida em porlugoez, e vende-se na
livroria da praca da Independencia n. 6 e 8, pelo
diminuto prero de 800 rs.
Cobre para forro de 20 at 24 on-$
cas compregos. v^
Zinco para forro com pregos. A
Cbumbo em barrinhas.
Alvaiade de chumbo.
Tinta branca, preta e verde.
Oleo de linhaca em botijas.
Papel de embrulho.
Cemento amarello.
Armamento de todas as quali-
dades.
Arreios para um e dous ca-
vallos.
Chicotes para carro e esporas de
''ac prateado.
Formas de ferro para fabrica de
assucar.
Papel de peso inglez.
Champagne marca A i C.
Rotim da India, novo ealvo.'
Pedras de marmore.
Velas stearinas.
Pianos de gabinete de Jacaranda',
e com todos os ltimos melho-
ramentos.
No armazem de C J. Astley & C,
na ra da Cadeia.
NAVALHAS AXONTENTO K TESOUBAS.
Na ra da Cndeia do Kerife 11. 48, primeiro an-
dar, escriplorio de Augusto C. de Abreu, '.conli-
nii.nne a veqder a 8*0(K) o par (preco fizo, as ja
bem ronhecidas e afamadas navallias de barba feilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na et,iosirfio
de Londres, as quaes alcm de durarem ezlraordina-
riamenle, naosesantem no roslo na acrao d corlar;
vendem-se com a eondicjlo de, nao agradando, ,10-
derem os compradores devolve-las ale 15 diasdepois
pa compra restitniurio-se o importe. Na mesma ca-
sa ha ricas (esourinhas para'unlias, feilas pelo mes
mo fairicanle.
i
i
A DINHEIRO.
Na ra do Queimado n. 19, ven-r
dem-se peinas de madapolao fino a
5<;200 ; alpacas de seda de quadros
a 680 rs. o covado; lencos de re-
trox para senhoras; chales de me-
rm bordados e liso; la de qua-
dros muito moderna a 600 rs. o
covado.
COMPRAS.
O Dr. Sabino Olegario Ludgero; Pinho,
mudou-serdo palacete da ra de S. Francis-
co n. 68A, para o sobrado de dous anda-
res 11. tj, ruado Sanio Amaro, (mundo novo.)
AULA DE LAT1M.
O padre Vicente Ferrer de-Albuquer-
quemudou a sua aula para a ra do Ran-
gel n. 11, onde continua a recebr alum-
nos internos eexternos desde ja' por m-
dico prero como he publico: quem se
quizer utilisar deseupequeo presumo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
Aloga-se orna casa terrea no Mondego, feita
a moderna e com bous commodoi para pequea fa-
milia : a tratar no paleo do Terco n. 9.
Illm. e Ezm. Sr. presidente.Jos da Bocha Pa-
raubos, lando soflrido pieterisSo em seu direild da
lliesourana de fazenda d'esla provincia relativa-
mente a cobrante da quanlia de dous coulos e Un-
tos mil ris, qae a mesma fazenda llie he devedora,
proveniente de medicamentos que ojupplicanle for-
necera para os hospitaes regimeulaes desla cidade, e
islo pao obstanle ordem eipressa do (hesouro que
exiga prompla infrma^ao. e larabem as reclama-
Oes do supplicanta, nesla colli.Ao recorreu elle a V.
fcze. por urna peticao para ver se por esle modo, se-
ria.despactiada a sua prelensao; mas succedendoqae
tendo V. Ezc. raaudado]iuformar i mesma lliesoura-
na, esta por motivos que o supplicanle ignora, lem
delido desde o 1. de junho ale o prsenle a referi-
da inrorinarao por V. Ezc. exigida, causando desla
ario ao supplicaule grave prejuizo ; por isso o sup-
plicanle de uovo recorre V. Ezc.amde que como
pnmeira aulondade administrativa da provincia se
unge mandar que a referida thesouraria hain de dar
e informasao por V. Ezc. ezigida. Nesles termos,
pede a V. Ezc. assim llie dera.E K. Me JoU
da Rocha Paranhot.
Informe o Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
I alacio do governo 28 de jullio de 1855.Fiouei-
reilo.
5 '*i]blicac;ao' do instituto ho
' meopathico do brasil.
THESOljRO HOMOPATHICO
* O
VADE-MECUM DO
HOMEPATA A.
Melhodo concito, claro e seguro de cu-
rar komeopathicamente toda ai moUtiat
que aflltgem a especie humana, e parti-
cularmente aquellas que reinam no Bra-
t .red'8'uo segundo os melhores trata-
dos de homeopalhia, tanto europeos como
americanos, segando a propria experi-
encia, pelo Dr. Sabino Olegario Ludgero
riobo. Esta obra he hoje recouhecida co-
mo a melhor de todas que Iratam daappli-
eajao homeopalhica no curativo das mo- '
lesliai. Os coriosos, principalmente, nao 1
podem dar um passo seguro sem possui-la e
consulta-la. Os pais de familias, os senho-, '
res_ de engenho, sacerdotes, viajantes, ca-
pitesde navios, serlaiiejoselc. etc., devem
le-la rnao para occorrer promplameole a
qualquer caso de molestia.
Doos volumes em brochura por 10*000
*"r ," eocadernados 11*000
Vende-se nicamente em casado autor,
roa de Sanio Amaro n. 6. (Mundo No-
to).
Compra-so urna parelha de macucos para virar
barcarias, novos ou usados, porm que eslejam per-
feilos e fornidos: na casa do Sr. Thomaz Fernandez
da Cunha. loja de ferragens na ra da Cadeia, se di-
r quem compra.
Compra te um cscravo que uao lenha vicios
nem achaques, e que sejde boapoiiducta, anda que
nao seja moco : a lialar na ra do Collegio n. 21.
primeiro audar.
Gompram-se accoesda companhia de
Beberibe: em casa de Tasso Irmos.
- Compra-sc urna carrora em bom estado com
am boi : na ra da Cadeia do Recite n. M.
PAR*. UMA ENCOMMENDA.
Compra-se urna escrava moja, de boa figura,
que emenda de cozinha e alguma cousa de eugora-
mado: no Recite, becco do onjalves o. 10.
Compra-se urna grammalica de Burgain: na
ra estrella do Rosario u. 2.
Compra-se urna salva de prala de quatro copos,
pouco mais ou menos e urna colherde sopa, s pe-
lo respeclivo peso : na ra das Cruzes n. 40.
Motnsen & VMRki,
uto 11. l, ha pata
VENDAS.
Oracao contra a peste e o cholera-
morbus.
Acha-se venda na livraria n. 6 e 8 da praja da
Independencia -uro folhetinho com diflerenles ora-
oes contra o cholera-morbus,,e qualquer outra pes
le, a 80 rs. cada um.
Na ra do Crespo, loja n. 2t,!Tvendem-selavai
de pellica.
Capotinhos
DE L.V DE NOVA ESPECIE.
Acabam de chegar de Franca estes novos capoli-
nlios para senhoras e menina, os quaes se vendem
muito barato, servindo para diflerenles usos da vida,
froco para bordar, de todas as cores, talagarca e la
etC : na ra Nova 11. 11.
ATTENCO SRS. ECONOMI-
corchetes de familias
11a loja de S portas, que faz esquina para a ra do
Rangel, com a frente para a do Qaeimado, ha um
lindo sorlimento de chale de merino, bordados, de
varias cores, com pequeo loque de avaria, por 19o
oaralo prec,0 que admira.
Barato que ad-
mira.
Lindos chales de barege, superiores aos de meri-
no, tanto em gosto como por serem transparentes, e
muilo leves; por isso moilo proprios para a actual
estucan : a elles, antes que se acabem. senhores per-
nambucanos de bom gosto : na loja do sobrado n. 8
da ra do Livramenlo,
Pechincha para
Os bellos passeios do
campo.
Por menos de seu valor Iroca-se por ouro, prala,
cobre e sedulas, anda mesmo sendo vefhaa, lindos
chales de merino bordados e de diversas cores, com
pepueno loque de avaria, pela diminua quanlia de
5*000: na loja do sobrado n. 8 da roa do Livramenlo.
Regiment de costas.
Sahio a luz o regiment das cusas judi-
ciaes, annotado com os avisos qae o alte-
raram: vende-se a "500 ris, na livraria
n. 6 e 8 da praca da Independencia.
irs*oi
wa que se esta' fazendo de-
sja de San-Francisco, preci-
serrentes: a tratar^ na mesma
ODm o administrador respect?o.
gomma muilo aiva para
ua loja n. 14 da ra do
sSa ; na
Gomma.
Vendem-ie saccas com
engommar e fazer bolinhos
Queimado.
Muito boa carne.
Vende-ie carne vinda do Aearac muilo
ra do Queimado o. 14. *
Vende-se ama canoa bem conslraida.de lote
de 800 lijlos, pelo commodo prec.o de 200*000 rs.,
e u vista do comprador se fara lodo o negocio :
quem a pretender, dirija-se junio i malriz de San
Jos, caa n. 5.
Vendem-se 6 escravos muc/n de bonitas figuras,
?*yf*f un> mulecote, a 1' molala mora, que
na ra Direila n. 3.
cozinha perfeitamenle :
Velas.
10 e7"E,M.h" de e,rnub Pura> de 6' 7l 8> 9'
'",' por lira, e por- menos preco que 1 va outra
qualquer parte : na rea Direila n. o.
J" J*?dM* *T "^"l"" com idwle de 6-.s7 an-
nos, muito esperto : a Iralar nrua do Liviumen-
to a. Jo.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de cannas todas de ferro, de um
modello e construccao muito superiores
Almanak de lembraucas Lu30-Brasileiro
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & C em
Santo Amaro acha-se para vender ara
dos d". ferro de -riV qualidade.
A boa fama
Na ra do Queimado nos quatro lanlos, loja de
miudezas da boa fama n. 33, veudem-se osseguioles
objeclos pelos precos mencionados, e ludo de mui-
to boas qualidades, a saber : *
Duzia de lezouras para costura a 1*000
Duzia de penles para alar cabellos 1*500
Peras com 11 varas de lilalavrada sem defeito 1*00
Pares de ineias brancas para senhora 240
Pe(as de litas brancas de lindo 40
Peras de luco estrello com 10 varas 5G0 e 640
Carleiriuhas com lOOa^ulhas, sorlidas 240
Macos de cordao para vestido 600
Caizas com clcheles balidos, francezes 60
Escovas linas para denles 100
Pulceiras encarnadas para meninas e senhoras 320
I.iniias brancas de nvelos n. 30, lio, 70 libra 1*100
Libras de linhas de cores de ovello 1*000
Grozas de boloes para carniza 10
Meadas de hutas uissimas para bordar 160
Meadas de linhas de peso 100
Carrileis de linhas linas de 200jardas ;70
Grozas de boloes muilo finos para cairas 280
Caizas com 16 novellos de linhas de marcar .380
Duzia de dedaes para senhora 100
Suspensorios, o par 40
Macinhos de grampas 50
Cartas Je alfineles 100
Caizinhascom brinquedos para meninos 320
Agulheirosmnilo bonito com agulhas 200
Torcidas para caudieiro, 11.14-- 80
Caizinhas com agulhas frincezas >*. 1G0
Babadosaberlos de linho bordados e lisos, a 120 e
Alcm de ludo islo oulras moitissinias ousas l>
de muilo boas qualidades, e qae se vende moflL
mo barato nesta bem contienda loja da boa fama.
Em casa de Timm
praca do Corpo-Santo
vender.
Um sortimento completo de livros em
branco, vindos de Hamburgo.
MECHAHISMO PARA EHSE-
IHO.
NA FUNDICAO DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W. ROWNIAN. A
RA DO BRUM, PASSANDO O uHA-
FARIZ,
ha sempre um grande sorlimenlo dos seguintes ob-
jeclos de mechuismos proprios para en^enhos, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
c.inslrurrao ; taizas de ferro fundido e batido, de
superior qualidade e de lodosos tamaitos; rodas
dentadas para agua ou animaes, de todas as propor-
caes ; crivos e boceas de fornalha e registros de bo-
eiro, aguilhocs, bronzes, parafuios e c.ivilhes, moi-
nho de mandioca, ele, etc.
NA MESMA FUNDICAO.
se ezeculam todas as encommendas com a superio-
ridade ja conhecida, e com a devida presteza e com-
modidade em prero.
Jos Joaquim
Moreira,
COM LOJA NA RA NOVA N. 8,
acaba de receber pelo ultimo navio francez lindis-
simas sedas lisas cor de rosa, amarella, branca muito
aiva eazul claro, de mailo boa qualidade e com tres
quarlas e meia de covado de largura, sendo lambem
o preso mais commodo do que em outra qualquer
parle ; assim como lambem recebeo pelo mesmo na-
vio um magnifico sortimento de botios de bezerro
francez para hornera, que mailo devem agradar,
lano pela qualidade como pelo feilio, cuslando alcm
de ludo islo cada par 8*000, pagos vista.
AfflMU DA FUNDICAO
LDWIN MAW, ESCRIPIOR10 DE RO-
SAS BRAGA & C, RA DO TRAPI-
CHE N. 44.
Tem para vender um completo sorti-
mento de taixas, moendas e meias moen-
das para engenho, cuja superioridade ja'
he bem conhecida dos senhores de enge-
nho desta provincia, dos da Parahiba e
das Alagoas, desde quando taes objectos
do mesmo fabricante eram vendidos pelos
Srs. Me. Calmont&C, desta prac,a.
C. STARR SiC.
respetosamente annuuciain que no seu eztenso es
labelecimenlo em Santo Amaro.conlinuam a fabricar
com a maior perfeir,ao e promplidao, toda a quaida-,
de de machiuismo para o uso da agiicullura, 11a-
vcgac.ao e manufactura; e que para maior commodo
de seas numerosos freguezes e do publico em gcral
teem aberlo em um dos grandes armazeos do Sr!
Mesquita na ra do Rrum, alraz du arsenal de ma-
riuha
DEPOSITO DE MACJINAS
construidas 00 dito seu estabelecimeulo.
Alli arliarao es compradores um completo sorli-
menlo de moendas de canna, com lodos os melhora-
mentos (alguns delles navos c originaes) de que a
experiencia de muilos anuos lem mostrado a neces-
sidade. Machinas da vapor de baiza e alia pressao,
taizas do todo lamaqho, tanto batidas como fundi-
das, carros de mine ditos para conducir formas de
assucar, machinas para moer mandioca, prensas pa-
ra dito, tornos de ferro balido para tertulia, arados de
ferro da mais approvada coiislruccao, fundos para
alambiques, crivos e portas para fornalhas, e urna
lulimdade de obras de ferro, que seria entedonho
enumerar. No mesmo deposito ezisle urna pessoa
iulelligenle e habilitada para receber todas as eu-
commendas, ele, etc., que os aununcianles coman-
do com a capacidade de suas oflicinase machiuismo,
e pericia de seos olliciaes, sa compromellem a fazer
ezccuUr, com a maior presteza, perfeicav, e ezacla
conformidade com os modelos ou deseuhos.e iostruc-
r40es que lbei forem foroecidas.
wmw.
Na ra do Crespo, jun-
to ao arco de Santo Anto-
nio, loja nova da quina do
sobrado do coiumendador
Magalh0.es Bastos, ven-
dem-se todas as fazendas
salvadas da barca GUS-
TAVO II, naufragada em
Mara Farinha, e ltima-
mente arrematadas nos di-
versos leudes feitos na al-
fa ndeg a-desta cidade, sen-
do de mais pro vida com
chitas e cassas fnissimas
e outros objectos que iam
para a Babia, e que aqui
fcaram a.pedido; tudo se
vende por pregos baratissi-
mos para acabar depressa.
CHAROPE
DO
BOSQUE
O nico deposito contina a ser na botica de Bar-
tholomeu Francisco deSonza, na ra larga do Rosa-
rio n. 36; garrafas grandes JcOO e pequeas 3000.
IMPORTANTE PARA 0 PLBLICO.
Para cura de phlisica em lodos os seus diflerenles
graos, quer motivada por conslipaees, tosse, aslh-
ma, pleuriz. esrarros de saucue, dor de costados e
peito, palpilacMnn rorarao. cnquelache, lironrhilr
dor na garganta; e lodas as molestias dos orgaos pul-
mouares.
Em casa praca do 'Corpo-Santo n. 9, lia para
vgnder :
Cemento romano em barricas, cliegado
ltimamente de Hamburgo.
Vende-fe urna armaco propria para loja de sa-
palosou miudezas, c Iraspassa-se a chave da loja em
que esln, a qeal tem rommndos para familia: no
aterro da Boa-Vista n. 5i. Na mesma precisa-se de
urna ama.
Na ra do Crespo, loja i. 19, acha-se venda
um completo sortimento de pannos prclos de supe-
rior qualiuarie, para precos de J80, 39300, 3&S00,
4500, ."i-tMI e 85000, assim como chapeos prelus
fraueczes dos ltimos chegados.
. Loja n. 6 !! !
Vendem-se pec,as de esguiSo de algodo, muilo
boa fazenda, pelo prero de lls'itH) a nera, curies de
cambraia de barra, Lonilns padres e muilo boa fa-
zenda, pelo priros de 3JO00 o corle, maulas para
grvala a 19200 cada urna. "
Vendem-*e dous pianos fortes de
Jacaranda", Qjhstrucrao vertical, e com
lodosos mellioramentos mais modernos,
tendo vindo no ultimo navio de Ham-
burgo: na ra da Cadeia, armazem n.
21.
Com toqu de
cupim.
Alaodao para saceos : vende-se por prer;o com-
modo, na ra do Crespo, loja da esquina que volla
para a ra da Cadeia.
No largo do Carmo, esquina da roa de Horlas
n. 2, ha bolachinhas finas de soda novas e torradas,
do melhor fabricante de Londres, prnprias para me-
sas de cha, e para pessoas doenlesque estao de fas-
lio em latas de -1, i e 8 libras, lambem se vende as
libras, he mais barato que em oulra qualquer parle,
os freguezes venham ver para acreditar, lambem
lem da boa banha americana muilo aiva a 500 rs. a
libra.
Vendem-se ancoras cora mel de boa qualidade
com 10 a 12 ranadas cada urna : Da ra da Madre
de Dos n. 34.
Vende-se um esrravo de 20 annos, de bonita
figura, e urna uegrinha de 7 annos : na ra dt> Li-
vramenlo a. i.
Barato admira-
veL
Na ra do Queimado n. 33 A, conlinua-se a ven-
der panno fino prelo, pelo diminuto preco de 3o00
o covado, fazenda esla que se tem vendido por 69
o covado, porcm como se comprou porreo e barato,
lambem se vende pelo mesmo, igualmente se ven-
dem chales de chal com barra de seda e franja de
relroz, ditos de merino, dilos de cassa e seda, fran-
ja de seda, pelos preces mais baizos do que em ou-
lra qualquer parle.
Vende-se no lugar do Kosarinbo um grande
sitio capaz de conservar no augmentode12vaccasde
leile, com ptima baiza para capim, com moitas ar-
vores e fructas : a Iralar na roa do Queimado n.
63, loja de Joaa Chrisostomo de Lima Jnior.
COGNAC VEKDADE1KO.
Vende-se superior co&nac, em garrafas, a 129000
a duiia, e 192H0 a garrafa : ua roa dos Tanoeiras n.
2, primeiro audar, defnale do Trapiche Novo.
AOS SENHOKES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da inven rao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado. as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramenio do-
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz. n.,4.
Vende-se urna escrava de 40 annos, pooco
mais ou meaos, que lava e cozinha o diario do urna
casa, e urna dita de 25 annos, pouco mais ou menos:
quem pretender annuncie. ,
CAL DE LISBOA A 49OOO.
Vendem-se barns com cal virgem de Lisboa, para
fechar conlas, pelo diminuto preco de '19OUO o bar-
ril : na ra da Cadeia do Recite, loja n. 50, defon-
le da roa da Madre de Dos.
Vendem-se espingardas francezas de
dous canos, bonitas e de boa qualidade,
por barato precio : na ra da Cruzn. 26,
primeiro andar.
Vende-se ezcelleule taboado de pinho, recen-
(emente chegado da America : na ra de Apollo
trapiche do Ferreira, a enlender-se com oadminis
ador do mesmo.
A boa fama
Vendem-se moilo bonitos chapeos de sol de seda
pequeos e com molas proprios para meninas de es-
cola, pelo baratissimo prero de 39000 rs. ; he cousa
lo galante que quem vir nao datura de comprar :
na ra do Queimado, loja de milnezas da boa fama,
o. 33.
CAL VIRGEM.
A mais nova no mercado, por preco
muito barato: no deposito de ra do
Trapiche n. 15, armazem de Bastos & Ir-
mos.
Na roa do Vigario n. 19, primeiro andar, ha
para vender superior relroz de pnmeira qualidade,
do fabricanteSiqueiratirillas de roriz e de nume-
ro, e fio porrele, ludo chegado pelo ultimo navio vin-
do do Porto, e juntamente vinho superior, teiloria
em pequeos barris de dcimo.
TAIXAS DE FERRO. |
Na, fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
,tna do Bi-uin logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Maiinha ha' sempre
um grariv. -..sortimento de taiebas tanto
de fabrica acional como estrangeira,
batidas, # fundidas, grandes, pequenasr
razas, e fundas ; e em arribos 0 logares
estm quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. Os
precos sao' os mais commodo.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na ra do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
ATTENCM.
Na ra do Trapiche n. 54, ha para
vender barris de ferro ermeticamente
fucilados, proprios para deposito de fe-
ses ; estes barris sao os melhores que te
tem descoberto para este tm, por nao
e\lialaicm o menor cheiro, e apenas pe-
zam 16 libras, e cuitara o diminuto pc-
eo de 4f000 rs. cada um.
i1
omens e meni-
nos.
Chapeos de clina, proprios para o campo, por se-
rem muito frescos, e sao muito baratos : na ra No-
va n. 10.
Vende-se ama morada de casa na roa do l*hi-
rol, em Era de Portas : a Iralar na ra do Pilar
o. 14.
Vende-se urna taberna, sila na ra da Lingoe-
la, bom lugar para negocio, e esl afreguezada para
o mar,, propria para qualquer principiante por ler
poucos fuudos.
Senhores sapa-
teiros.
Na ra Nova n. 1, ainda ha um resto de formas
para sapalos, e differentcs qualidades de ferros e
aviameulos.
Muito finas.
Acaba de chegar loja francesa, na ra Nova n.
10, lindas cassas de ricos padroes, as mais finas que
lem apparecido no mercado, por pre;o commodo ;*a
ellas, que eslilo se acaba ido.
Deposito de vinho de cham-
pagne Chateau-Ay, primeira qua-
lidade, de propriedade do conde
de Marcuil, ra da Cruz do Re-
cife n. 20 : este vinho, o melhor
de toda a Champagne, vende-se,j
a ob$000 rs. cada caixu, acha-se
nicamente em casa de L: Le- '
comte Feron & Companhia. N.
B.As caixas sao marcadas a fo-
goConde de Marcuile os ro-.|
ti 1 los das garrafas sao azues.
1
Vende-se urna escrava rrioula, deidade 16 an-
nos, boa figura, propria para aprender qualquer lia
bilidade, por j ler algum principio: na ra do
Kangel o. 50, taberna.
FARINHA DE MANDIOCA..
DomiugosAlves Malheus lem para vender muilo
superior e nova farinha de mandioca de S. Malheus,
em saceos de um alqueire de medida velha, assim
como farinha lina para mesa, em saceos e barricas:
para ver, no armazem de Jos Joaquim Pereira de
Mello.
Na loja de.encadernacao, no becco da Cougre-
eacao, vendem-se por barato prec,o diversas obras de
direito, e umitas oulras bem como as de direitu com-
inercia! martimo, por Boulay-pnty, consulado do
mar, de ecouomia poltica, por Malheus J. B. Sav,
Ilteos, obras Vatell, Mi-sel, J. Adams Marlios, B.
Constan! sobre direila N. da G, e P. e diplomalico,
obrigac.es dojury, por S. R. Phillyps, direito cri-
minal, por Brissol, Babouz cdigo penal, e muitas
oulras de diversos autores, de goslo Iliterato.
No largo do Carmo, quina da ra d Horlas n.
i, vendem-se queijos novos a I98OO, manteica ta-
gua a 640, 800 e 960, e muilo superior a 19200, di-
la tranceza a 800 rs., passas a 400 rs., cevada a 180,
chouricas a 400 rs., caf a 180, tapioca a 200 r., al-
piala a 200 rs., cha a 19600. 29000, 28400 e 258KO,
diloapreto o melhor do mercado a 29240, batatas a
40 rs., bolachinhas inglezas a 360, ditas Napoleao a
480, ditas araruta pura a 560, lisboeuse a 400 rs.,
loucinho de Lisboa a 320; banha bem aiva a 560,
nozes in>\ -s a *!>>., omina a 80 rs., araruta a 120,
espermacele a 800 e 960, carnauba em velas a 500
rs., farinha de rio a 180, pomada a 440 a duzia.
doce de coiaba a 800 rs. o caizAo, arroz branco a 480
a cuia, libra a 80 rs., azeile doce a G40, \iuho de
Lisbeaa 400 rs., Figueira a 480, Porlo muilo supe-
rior a 560 a garrafa, dilo branco a 560, sardinhas de
Naolcs em lalas a 600 e 800 rs., phosphoros proprios
para quem fuma, que s se apagam depois que aca-
ba a madi'Ma a 40 rs. a caizinba, peneiras de rame,
e bracos de balanra Kom.lo proprios para balcao.
A 33500
Vende-se cal de Lisboa ltimamente chegada, as-
sim como polassa da llussia verdadsira : na prara do
Corpo Santo u. 11.
Cheguem ao ba-
rato !! !
Caizas para rap milaado a tartaruga, pelo bara-
tissimo prer,o de 19280 cada urna : na ra do Cres-
po d. 6.
(g) N'aruadaCadeadolxeciten. 18, l?;
ffe| ha para vender relogios da fabri-
| ca rttais acreditadas da Suissa, tan-
9 to de ouro como de ptata, ditos
fg} foliados edourados, mais baratos
do que em qualquer outra parte.
Vende-se urna rasa terrea, sila na ra de S.
Jos n. 38, com 2 salas. 2 quarlos, cozinha fra,
quinlal e cacimba'; "fralar coiu odouo ua Gamboa
do Carmo n. 3. .-
Vende-sJhma obra rie breviario em bom uso :
oa roa do Queirado n. 47.
Vendem-se
A 4,500,'3,500 e 6,000,
chapeos francezesde autor branco, formas moder-
nas, e de superior qualidade: na ra Nova n. 1,
quina da rurdasTrTnclieiras. ~
I SIJPEKIOR FAlINlA DE I
Jg MANDIOCA DES. MATHEU& W
w) A bordo do patacho nacional &
(& AUDAZ, tundeado em frente do ($
iQl caes do Collegio, se vende supe- m
A ror e muito nova fatinha de A
(g. mandioca, chegada agora de S. S
S Mathcus.'a piscos commodos e JS.
W paiaporcflef: iata-se no escrip- w
w torio dos consij|atarios Isaac, Cu- w
rio& C.,iifruada Crtu. n. 49, &
$) primeiro andar.
7JLooo

Vendem-se a praca da Independen-
cia n. 24a), cnajiebs de castor branco
de muito boa qual dadee de bonitas for-
mas, pelo baratissimo preco de 7S0OO rs.,
assim como continua a haver grande sor-
timento de chapeos de molla, e ditos de
castor brancos mirto linos chegados lti-
mamente.
Ao barato.
Ainda eziile um reslo de sapaloes philadelphicos
para homens e rapazes, que se vendem pelos dimi-
nuios precos de 33200 e :!9800 o par : na ra da Ma-
?"re Jjl0*0*' luJa '^i no Paleo a Ribeira, la-
Esguiao de linho
e algodao.
muilo superior, cornil varas a pesa, por 39500 :
ende-se na ra do Crespo, loja da esquina que vol-
la para a ra da Cadeia.
Vendem-se no armazem n. 60, da ra da Ca-
deia do Recife, de Henry Gibson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por presos
mdicos.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandioca
em saccas que tem um alqueire, medida
velha por 3#000 reis : nos armzens ns.
3, .> e 7, e no armzem def rOnte da porta da
alfandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes & Companhia na ruado Trapiche
n. 34, primeiro andar.
Taixas pare engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
lio wm a un na Tua do Brum, *passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou cai'regam-se em carro
sem despeza ao comprador.
^ Vendem-se em casa de S. P. Jolms-
to i & C-, na ra de Senzala Nova n. 42.
Sellins inglezes.
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Candieiros e casticaes bron/.eados.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiro.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97.
Vinho Orlerry em barris.
-Camas de ferro. -
Vende-se aso em cunheles de um quinta!, por
preso moilo commodo : no armattm de Me. t'.al-
mont \ Companhia, praca do Corpo Sanio n. 11.
DEPOSITO .V FABRICA DE TODO
OS SANTOS DA BAHA. %
Vende-se em casa de N. O. Bieber &
C, na ra da Cruz n. 4, algodao tran-
cado daquella fabrica muito proprio pa-
ra saceos de assucar e roupa para escra-
vos, por preqo commodo,
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Moinhos de -vento
"ombombasderepuzopara regar borlase baiza,
decapim, na fundisaOde D. W. Bowmao : naraa
do Brum us. 6, 8 e 10.
Vende-se cognac da melhor qualidade: na roa
da Cruz n. 10.
1MBYRINTHOS.
I.enros de cambraia de linho muito finos, loallias
redondas e de ponas, e mais objectos deste'geoer,
ludo de bom gosto ; vende-se barato : na amada
Cruz u. 34, primeiro andar.
Vendem-se btalas muilo novas, em arrol
19120, a libra 40 rs., rnanleiga ioateza a 800
caf de caroso a 160, loucinho de Lisboa a 300 r. a
libra, gomma de engommar a 80 rs. : na| roa di
Hurlas n. 40.
A boa fama
Vende-se papel marfim paolado, a resma a
Papel de peso pautado muito superior^resma
iio almajo sem ser paulado mailo bom
I'eunas linissiinas bicode laora, groza
ilas mailo boas, uroza
Caivetes finos de 2 e 3 fallas* a 240 e
l.apis finos envernisadus, duzia
Dilos sem ser nvermsados, duzia
Cauelas da marfim muito bonitas-
Capachos piulados para salas
Bengalas de junco com bonitos cssloes
culos de armacao ac, lodas as graduarles
Dilos de dilos de melal branco
Lunetas com armafao de tartaruga
Hilas de dila de bfalo
Carleiras para algibeira, superiores
Fivellas douradas para calcas e colletes
Esporas finas de melal. o par 800 e
Trancelios prelos de borraza pararelogios 100a
1 intuiros e areeiros de porcelana, o par
Caizas riquissimas para rap a 640 lJOO
Carfeiras proprias para viaeem
Toucadores de Jacaranda com bom espelbe
Charuleirat de diversas qualidades
Meias de laia muilo superior para padres^
Escovas linisiimas para cabellos e roopa,
linissiinas para barba, luvas de seda d6
res, meias pintadas e croas de muilo
des, bengalas mailo linas, tinta ei
propria para riscar livros. Alen,
Deposito de algodoes trancados.
No escriplorio de Domingos Alves Malheus, ua ra
da Cruzn. 54, contina a vender-se algodoes tran-
sados da fabrica da Babia, e fio de algodao proprio
para redes e pavios de vela, por preso commodo.
Attenco.
Conlinua-se vender na ra da Cadeia do Recife
o. 47, laja do St (Manoel) damasco de lila de duas
larguras, muilo proprio para coberlas de cama e
pannos de mesa.
Cera de carnau-
ba.
Vende-se cera de carnauba do Aracalj: na ra
da Cadeia do Recife o. 49, primeiro andar.
Cera de carnau-
ba do
ARACATY E ASSU'.
Vende-se em purrao e a relalho, por menos preso
que em oulra qualquer parte, principalmente sendo
a dinliciro a vista : na roa da Cruz, armazem de
couros e sola, n. 15.
POTASSA E CAL VIRGEM.
No antigo e ja' bem conhecido deposi-
to da ra da Cadeia do Recife, escriptorio
n. 12, ha.para vender muito superior
potassa da Russia, dita do Rio de Janeiro
e cal virgem de Lisboa em pedra, tudo
precos muito avoraveis, com os quaes li-
carao os compradores satisl'eitos.
Attenco ao seguinte.
Cambraia franceza de cores de tnnilo borc gosto a
600 rs. a vara, corles de cassa nretos de omito bom
goslo a 2$000 o corle, ditos de -.ores com bous pa-
dres a 5200, alpaca do seda com quadros a 720 o
covado, corles de Ua muilo finos com 14 ovados "ca-
da corle, de mailo bom goslo, a 49500, lencos de
bico com palmas a 320 cada um, ditos de cambraia
de linho grandes, proprios para cabeca a 560 cada
um, chales imperiaes a 800 rs., 19 e 15200 : na loja
da ra do Crespo o. 6.
Brins de vella: no armazem de N. O.
Bieber & C. ru# da Cruz n. 4.
Fazendas baratas.
Corles de casemira de pura laa e bonitos padroes
4 59500 rs. o corte, alpaca de cordao muito fina a
500 rs. o covado, dita muilo larga propria para man-
to a 640 o covado, curtes de brim pardo de puro li-
nho a I56OO o corle, ditos cor de palha a I96OO o
corle, cortes de casemira de bom goslo a 28500 o cor-
te, sarja de laa de duas larguras propria para vesti-
do de quem est de loto a 480 o covado, corles de
fustao de bomlns goslos a 720 e 19400 o corle, brim
Iransado de linho a 18 e a lfJtOO, riscados proprios
para jaqaelas e palitos a 280 o covado, corles de col-
leles de gorgurao a 38500 : na laja da na do Cres-
po u. 6.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se farelo novo, chegado da Lisboa pelobrigue 1-
peranca.
CAL DE LISBOA.
Vende-se cal virgem, ebegada no ul-
timo navio, por preco commodo, assim
jomo potassa superior americana: no
deposito da ra de Apollo n. 2B.
FAZENDAS DE GOSTO
para vestidos de senuora.
Indiana de quadros muito fina e padroes novos ;
cortes de 13a de quadros e flores por preso commo-
do : veude-se na ra do Crespo loja da esquina que
volla para a ra da Cadeia.
CASEMIRA PRETA A 4?S00
0 CORTE DE CALCA.
Veodem-se na ra do Crespo, loja da esquina que
volta para a ra da Cadeia.
Vende-se
Flello erirsaccas de 5
arrobas a 5^000.
Harinha de mandioca
edi saccas a 2^300.
Tijolios de marmore a
520.
Vinho Bordeaux em
garra oes a 12^000.
JNo armazem de Tasso
irmos.
LEONOR D'AMBOISE.
.Yende-se o cxcellente romance histri-
co LeoTWr^f7ftboise, duqueza de Breta-
nha, 2 volumes por 1,^000 rs., na liviana
n. 6 e 8 da praca da Independencia.
Velas de car-
nauba,
SIMPLES DE COMPOSICAO.
Na ra da Cruz n. 15, vendem-se dila velas,
6, 7,8, 9 e 13 por libra, em caizas de8 alo 50 libras,
fabricadas no Aracalj, pelos melhores autores, e por
menos preso que em oulra qualquer parle.
ilc
0
I
0
POTASSA BRASILEIRA. ^ O
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenhos os
seus bons ell'eitos ja' experimen-
0
tados: na rj
mazem d
Companh
ruzn. 20, ar-
Leconte Feron &
Vende-se itoarf balanra romana com lodos os
seus perlences.em bom use e 3o 2,000 libras : qoem
pretender, dirija-se ra da Cruz, armazemn. 4.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas jnu-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, sclic-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Na roa do Vigario n. 19, primeiro andar, tem
i venda a superior flanella para forro de selliu,
colgada recentemente da America.
1
?SOO i
s
3800
40 *
*00
120
80
320 Z
600
SO
-800 nn b
,
39300
3*000
160
29000
navalhas
is cii-
I
quer parte : ns ra do
ua bem conhecida loja
n. 33.
simado i
de
loairo caot
mindaias da boa fama
Kw^iH*hc>Jta^ii]a'*ajav*rtBBi| NinJlinnn__
Antigo deposito de panno de alg
godao da fabrica de Todos oi
Santos na Babia.
Novaes & Companhia, na ra do S
Trapiche n. 34, continuam a ven- j
der panno de algodo desta fabrica,
trancado, proprio para
roupa de escravos.
i
Ir
Riscado de listras de cores, propri
para palitos, calcas e jaqoetatj, a 160
O covado.
Vende-se na roa do Crespo, loia 4a esquina qae
volla para a cadeia.
CORTES DE CASEMIRAS
DE CORES ESCURAS E CLARAS A 3*000.
Vendem-se na roa do Crespo, loja da esquina qua
volla para a ra da Cadeia.
A Boa Varna.
j
Na ra do Queimado, nos qualro cantos, loia de y f
miudezas da boa fama u. 33, vendem-se os seaoialas -
objeclos, ludo de muito boa* qualidades e peles pre-
sos mencionados, a saber :
Penles de tartaruga para alar cabello* a *5O0
Dilos de alisar lambem de tartaruga
Dilos de marfim para alisar 19400
Dilos de bfalo muito Sao* 300*400
Dilos imitando a tartaruga paraTatar cabello 19380
l.eques fiuissimos a 29, 39 49MO
Linda* caizas para costara
Dilas para joian, muilo lindas a 600 e 800
l.uvas prelas de inreal e com borllas
Dilas de seda de cores e sem defeito '
Lindas meias de seda de corea para crianzas 19800
Meias piuladas fio de Escocia para criansas 240 e 400
Bandejas grandes e linas 39000 49000
Transas de sede- de lodas as cores e largura* e de bo-
iiilns padroes, filas finas lavradas e de ledas as lar-
guras e cores, bicos flnissimos-de linho de bonitos
padroes e toda* as larguras, lesearas as mais Mas
que he possivel ea/onlrar-se e de todas as qualida-
des, meias e luvas todas as qualidades, riqossi-
mas franjas brancas eWe cores com borllas proprias
para cortinados, e alerta, de ludo islo oulras raaittssi.
mas cousas ludo de bou*, gosto* e boas qoalidtaVn,
que i visia do muilo barate preco aio deizam de
agradar aos Srs. compradores.
I.
ESCRAVOS FGIDOS.
ti
Silva
Desappareceu a 13 do corrente, Joaquina, de
nacao Cassange, representa ler 40 annos. altura re-
gular, alauma cousa cheia do corpo, cor MjBi'iliel-
lo aparado e alsuns brancos, com carne lobr >]ho,
nariz dalo, falta de algn* dente* das li *
pequeos e mordi*, nadegas empinada
lem algumas cicalrizes de relho u*s 1
mai sarnas pelo corpo, om lobinho
braco ao p da mo, e lem um p mais
vou"vellido de chita prelo bstanla osado, 1
lino velho, quando fose lean por eaetume and
losarrabaldes desla pra{a : qualquer pessoa 1
r pegar e levar a seu senhor Domingos da
Campos, ra das Cruza* n.40, que recompensara.
Desappareceu no dia 8 de corrente, da ra Di-
reila 11. 53, um oscraro de nom Paulo, cora o* sig-
na seguintes : alto, grosso, picado de bezigas, cora,
umlalhoemuma da* Tontea, layador de tabaco,
muilo mastigador de fumo, esl constantemente re-
raoendo, o qual ascravo foi comprado ao Sr. Francisco
Antonio Gaiao em 25de abril de 1853, e se dlzia
ser de um seu filho do engenho Poso Comprido;
levou veslido camisa de madapolao, calesa de er.e
um chapeo. Esle escravo he bstanle ladino e lem
o roslp um pouco j velho : quem o apprehender
queira leva-lo ao mesmo lugar, que sera bem re-
compensado, assim como se roga a lodas as autori-
dades policiaes o obsequio de lanrartm suas vistas
aRm de que possa ser capturado.
Desappareceu de bordo da bareaca Amelia,
quando naufragou no Brum, urna caria para o ma-
jor Manoel Goncalvesda Alboquerque Silva, dentro
da qal etlava um paapdr compra de silio, paasadn
a Joaquim Ooncalves de Alhuquerque Silva : al-
guem a achou pode leva-la a roa da Guia 11. 64, pri-
meiro andar, que recebe r recompensa generosa.
Desappareceu do dia 17 de agosto crranle
pelas 7 horas da noile, a preta Lourenra, de idade
35 a 40 annos, pouco maisnu menos, com os signacs
seguales : um dedo da nzlo direila enchado, ma-
gra, lem marcas brancas as duas pernas, levou ca-
misa de algodtozlnho, veslido de chita rosa, panno
fino, e mai urna Ixouia de roupa : roga-te a lodas
as aulorfudes policiaes ou capilaes decampo qae a
ipprehaiujam e levem sao senhor Joto Leile de
V/evado, na prsSa do Corpo Sanio n. 17, que ser
iiem rtcoropentado.
/
PERN.: TYP. DB M. F. DE FaRIA. 1855
1


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