Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00661


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Full Text
A ANO XXXI. N. 210.

Por 3 meaes ndiantados 4,000.
Por 3 meses vencidos 4,500.
QUARTA FEIRA 12 DE SETEMBRO DE 1855
Por ajino adiantado 15,000.
Porte franco para o snbscrplot.
DIARIO DE PERNAMBUCO
ENCARRILADOS DA SCBSCR1IM;.\t>'.
.ecife, o proprielerio M. F. de Faria ; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joao Pereira Martins; Uahia, o Sr. -
Duprad ; Ucei, oSenhor Claadino Falclo Dias;
Parahiba o Sanhot erva/.io Viclor da Nativi-
dade ; NaUl, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira Jnior;
Aracale, o Sr. Antonio de Leaos Braga; Cear, o Sr.
JoaquiraJiM da Oliveira; Maranhao, Sr. Joa-
quim Marques Rodrigue! ; Piuhy, o Sr. Domingos
Herculan0i.ek.iles Pessoa Cearance ; Para, oSr. Jus-
liafal. Ranio ; Aouionai, o Sr. Jeronymo da Coila.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 1/2.
Pars, 355 rs. por f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 por 0/0 de rebate.
Acedes do banco 30 0/0 de premio.
* da eompanhia de Beberibe ao par.
da eompanhia de segaros ao par.
Disconio de letiras de 8 a 9 por 0/0.
METAES.
Ouro.On;as hespanholas-
Modaa de 69400 velhas.
de 69400 novas.
de 4*000. .
Prala.Patacoes brasileiros. .
Pesos columnarios, ,
mexicanos. .
PARTIDA DOS CORREIOS.
29J000 Ohnda, todos os dias
169000 Caruar, Bonito e Garanbuns nos dias 1 e 15
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex eOuricury, a 13 e 28
Goianna e Parahiba, segundas e sexias-feiras
Victoria e Natal, as quimas-feiras
16*000
99000
1940
1*940
PREAMAR DEHOJE.
19860 Primeira s 5 horas e 18 minutos da manha
Segunda s 5 horas e 42 minutos da urde
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundasequintas-feiras
Relacao, tercas-feiras e sabbados
Fazenda, quartas e sabbados s 10 horas
Juiz do commercio, segundas as 10 horas e as
quintas ao meio-dia.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas
1* vara do civel, segundas e sextas ao meio dia
2' vara do civer, quartas e sabbados ao meio dia
EPIIEMERIDES.
Setembro 3 Quartominguanteas 6 boras 3 mi-
nutos e 49 segundos da manbia.
11 La nova as 8 horas, 31 minntos e
49 segundos da manha.
19 Quartocrescente as 6 horas, 20mi-
nutos e 14 segundos da manha.
25 La cheia a 7 horas, 5 minutos e
35 segundos da Urde.
DIAS DA SEMANA.
10 Segunda. S. NicoloTolentino; S. Nemesiano
11 Terca. S. Tbeodora penitente; S. Proto.
12 Quarta.S. Mocrobio m. S. Ligorio m.
13 Quinta. S. Auu v.; S. Heronides m.'
14 Sexta. Exaliacao da S. Cruz; S. Cornelio p.
13 Sabbado. S. S. Nieotnedes ra. ; S. Meleno.
Id Domingo. 17. Fesu das Dores da SS. Vir-
gem Mi de Dos ; S. Eufemia v. m.
,
ir
PARTE irnciAL.
OOVEBSfO SA r ROVIMCIA
EimUhu ata 5 d* Mtea.br*.
Officio Aa Exm. presidente do Rio Grande do
Norte, rociado qes te digne de declarar a qoem de-
ve ser entregue a quantin de 25#2O0 ri., que exis-
te ero poder do eomraandanle do corpo de polica,
a qual ro deeeootada do sold dos soldados do mes-
mu corpo, tfauoel Marti ua de Albuqaerqae e Jos
Raatos da Prado, para ndemnieacAo da importancia
que S. Exc mandn abonar-Ilie quando foram em
diligencia aquella provincia.
Dito A o E*m. vce-presiilenle da Parahiba, di-
zende que. com aa informaces que remelle por co-
pia da thesx uraria de fazenda, fica salisfeito o que
S. Bie. reiuiitoo acerca do abono da prestacSo
mental, quo consignou nesta provincia o capillo An-
tonio Cabral de Mello Leoncio.
Dito Ao Exm. commandnnte superior da guar-
da nacional do municipio do Recife, recommendan-
do a esped So de soas ordens para que, bo dia 8 do
correle, s 8 horas da manha, marche para a igre-
ja do Collecjo urna guarda de honra, alim de a-sislir
a Testa que se tem de celebrar na mesma igreja. e
ben aastn para que, ao dia '), a 4 boras da tarde,
aj_postada em frente da igreja da Conceicao dos
Militares a na brigada para ateojpanhtr a procitsao
que tem de levar em trasladarlo tiesta para aquella
igreja as Imagens perleucenle a irmandade do Di-
vino Espritu Santo.
Dito Ao Exm. marjacial ebramandanle das ar-
mas, dizendo que pode sobr'eslar na execucjo do of-
ficio de 31 le agosto ultimo acerca do alferes do oi-
tavo batalhao de Infantaria, Jos* Francisco de Mo-
raes VascoiicHIot.
Dito Ao mesmo. recommund.inrto a expediclo
de suas ordens, para que o recrnla Angelo Marques
seja posto i disdosicSo do inspector do arsenal de
mariaha, af.m de ir servir na armada. Commu-
atSH'M ao referido inspector.
Dito Ao mesmo, transmittiudo com copiado
officio do Eim. presidente dan Alagues, a guia do
soldado desertor do nono batalhao de infantaria,
Luir Antonio Xavier Mchalo. l'arlicipuu-se ae
mesmo ore* dente.
Dito Ao inspector da Inesouraria de fazenda,
transmiltin'lo, para os conveniente exames, copia
da acto do tooselhe administrativo, datada de 30 de
agosto ultimo.
Dito Ao ehefe de polica, inteirando-o de lia-
ver aulorisado ao inspector da thesouraria provin-
cial fazer extensivo aos presos'doentes recolhidos
a enfermam da catar de detengo, o augmento de 80
rs. concedido diaria dos presos pobres daqnella
CM.
He Ae commandante da estaclo naval, decla-
rando que (i inspector do arsenal da marinha parti-
cipe! achaiem-se ja prompl s os reparos de que ne-
cawltava o brigoe barca Itamurac.
DitoAo juiz relator da jauto de justica, Irans-
ratttmdo, pura sor relatada em sessSo da mesma jun-
ta, o procesiin verbal feilo ao soldado do dcimo ba-
lalhSo de infantaria, Joaquini Jos do* Santos.
Partieipoo-'e ao marechal comnundanle das armas.
Dito Ao director do arsenal de guerra, autori-
sande e a ir andar alistar na eompanhia do apren-
diz daque le arsenal, depois de lavrado o termo de
que trata o artigo 4.a do regulamento de 3 de Janei-
ro'de 1842, o menor jacinlho Jos Andr, que Ihe
aera apretenUdu por parte do padre Jos Antonio dos
Sanios Leas 1. Ofttciou-se ao juiz de orphios para
mandar lavrar o termo de que te trata.
Dito Ao director das obras publicas, autonsau-
do-o a lavrir o termo de recebimeuto definitivo da
obrado do js ltimos canos do esgun da raa de A-
pello, e declarando qu a thesooraria provincial tein
ordem para qae, vista do competente certificado,
pague ao reipectiro arrematante a importancia da
ultima prestabas do a cantalo.
Dito Ai hacharel Jos Quintn le Castro LeSo,
dizendo fler arente de haver S. me. reassumido
honlem o ai.ercicio de seo cargo de juiz municipal e
de orphios do termo de Ulmda. Fizeram-se as
neressarias oommuniracSes a respeito.
Portaria Ao agente da eompanhia das barcas
de vapor, pira mandar dar passagem para a corte,
por eonta d Boveroo, 00 vapor que aa spera do
norte, ao capitto do terceiro batalhao de Infantaria,
Fernando Antonia Rosauro. Partidpoo-se ao ma-
rechal commandante da anual.
Dita .4.0 director toaraaiial de guerra, recom-
mendandocoe manea entregar ao chefe de pnliria,
para serem enviado ao delegado do termo da Boa-
Vista, 12 pare* de algemas rain cadeiados. Com-
municou-ee ao referido chale.
Dita J i! andando admitlir ao servido do exerei-
to cama voluntario, por tempe de seis annos, o pai-
sano Jeronymo Ignacio dos Santo, que per cebera,
I dos vencimentoa que por lei Ihe eompelirem, o
Tinto de 00*000 r. Fizaram-t* as necesarias
eommanica>oes.
conla que S. S. remetteu da dspota feita no mea
de agosto ultimo com o sustento dos dous calcetas
empregados no asseio do quarlel daquelle corpo.
Portaria Reintegrando a Raymundo da Silva
Maia a Maooel Anlouio Rodrigues Samico no* luga-
res de agentes pagadores da repartirn da obras pu-
blicas. Fizeram-se as necesarias communicacoes.
Dita Ao agente da eompanhia das barcas de
vapor, para mandar dar transporte para a corle, no
primeiro vapor que pastar para o sul, a Pedro Jos
Cardosft, caso exista lugar vago para passageiro de
esladq.
Dita Ao mesmo, recommendando que mande
transportar para a Parahiba, por conla do gnverno,
no primeiro vapor que passar para o norte, a Fran-
cisco Ignacio de Jess, soldado da eompanhia fita do
Rio Grande do Norte.
4.a secrao. Iilin. e Exm. Sr. Pelo officio de
V. Exc. de 3 do correle, fiqoei sciente de haverem
ahi chegado pelo brigue Elcira e vapor (uanaftara
os.soccorros, que daqai enviei, relacionados nosmeus
officios de 21 e 24 do pastado.
Milito me satisfaz a noticia que d-me V. Exc. de
achar-sc essa capital quasi deassombrada da lerri-
vel epidemia que a assoloa, e faca ardentes voto
para que todos os pontos dessa psovineia fiquem li
vres de lio cruel flagello.
Suspendendo, como diz-me V. Exc., a remesss
de outros gneros, devo declarar i V. Exc., que mu
'tifficil me ser continuar a remellar o gado que V.
Eir. requisita, porque, alera de o nao podsrem re-
ceber os vapores sein grande esforco, accresce que
he mui dispendiosa a conducho, parecendo mais con-
veniente que se recorra s provincias do Maranhao
e do l'iauh), donde cosluna vir sado para esta :
assim s o remetterei no cato de V. Exc. insistir,
vista da necessidade que ahi se der.
Dos guarde a V. Exc. Palacio do governo de Per-
nambuco, 21 de agosto de 1855. Illm. e Exc. Sr.
vice-presidenle do Para. Jote Bailo da Cunha e
Figuairedo.
N. 635. Illm. e Exm. Sr. Pelo subdelega-
do da Ireguezia de Muribeca me foram remedidos
com officio de 26 de agosto (indo, como apios para
serem applirados ao servir da armada, os menores
Jos Jacinlho e Mareellinu, os qnaes em data de 27
puz a dspos;So do capitSo do porto para Ibes dar o
conveniente destino.
O ultimo dn ditos menores, o de nome Marcelli-
no, he o que a sopplicaole Margarida Mara da Con-
ceicSo diz ser seu fillio e nico arrimo, e por isso
rquer a toa soltura, allegando ser viuva.
Cumpre-me, porm, dizer V. Exc. que, nSo
contestando esta allegacAo na provada de viuvet,
todava devo declarar que a supplicanle he amazia
de Severino de tal, grande ladrSo de cavallos, em
cuja eompanhia. e no acto de Ihe serem apprehen-
didos don auimaes furlado, foram presos os don
menores de que se trata, sendo o de nome JoJe Ja-
cinlho li I lio do mesmo Severino, e ji ISo adestrado
netse genero de vida, que com muila sagacidade e
finura procuravam illudir at perguolas, que Ihe fez
o referido subdelegado, a quem depois cunfessaram
que andavain sempre em eompanhia do mencionado
Sevtrino, que era membra de urna grande qua-
drijlia. A vila do que, me parece que 0S0 deye tor
lugar a prelenrflo da supplicanle.
He quanio me cabe informar n V. Exc. que or-
denara o que for servido.
Dos guarde i V. Exc. Secretaria de polica de
Pernambuco, 1 de setembro de 1855. Illm. e
Exm. Sr. consrlheiro Jos Benlo da Cunha e Fi-
gueiredo, presidente da provincia. O chafe de
polica, Luiz Carlos de Poica Teixeira.
Tendo nesta data ordenado ao juiz municipal de
Ouricury, que passe a vara ao respectivo substituto,
visto ter o govemo imperial mandado suspend-lo
do exercicio das funeces do seu cargo, para respon-
der pelo delicio constante do avi-o de 9 de julho
deste anno, que vai por copia ; assim o communico
a Vine, para sua inlelligeocia, ficando tambem cer-
to de que oflicio a lal respeito ao promotor publico
da comarca para promover o procetso.
Dos guarde a Vmc. Palacio do governo de Per-
nambuco, 18 dt agosto de 1855. Jote Benlo da
Cunha eFigueiredo. Sr. juiz de direito da co-
marca da Roa-Vista. Fizeram-se as necessarias
eommunieafoes a respeito.
do projeclu do senado H de 1848, sobre eleicdei, com
as emendas I' do mesmo anno, approvadas na 2. dit-
cattae, com o parecer E deste anno das commitsOes
de eonslituicSo e legislarlo, votos separados e emen-
das ofierecida pelas sobreditas commissoes, e voto
separado do Sr. Pimenta Bueno e viscoude de Sa-
pucahy, a emendas dos Sr. marqoez de Paran',
Vergueiro, Silveira da Multa e Jobim.
Foi appoiada a teguinle emenda :
a A atsemblea geral legislativa retolve ;
* Art. 1. As provincias do Rio de Janeiro e Ser-
gipe riarSo mais doos ilepatadot, e as de S. Panto e
Piauhy mais uro.
Art. 2. Nenhuma provincia dar' menos de dous
depu lados.
Art. 3. Ficam revogadaa as disposicOes em con-
trario.
a Paco da cmara dos depulados, em 30 de agos-
to de 1853./(ionio Peregrino Uaeiel Monleiro,
presidente.Francisco de Paula Candido, primei-
ro secretario.Diogo Teixeira de Macedo, segundo
secretario.
Onereco esto projeclo como emenda additivaao
de refni mi eleiloral.Mrquez de Paran.
Julgada discutida a materia, foram approvadas as
emeniias suppreisivas do Sr. marquez de Paran'
a os SS 2 e 3 ; a do Sr. Jobim ao g 19 ; e a da* com-
missoes ao S 20. Foram igualmente approvadas as
emendas additivat dos Srs. marquez de Paran' e
Jobim ao 16 ; o 7 addilivodas emendas das com-
missoes; ea emenda do Sr. marques de Paran' que
revoga o arl. III da le de !9 agosto de 1846. A
emenda de hojedu Sr. marqoez de Paran' foi ap-
provada na parle relativa as provincias do Rio de
Janeiro e Sergipe ; a parte relativa a' provincia de
Piauhy ficou empalada, e as oulras parlet foram re-
jeiladas. O retante daa emendas foram ama rejei-
tadas e oulras ficaram prejudicadas.
O Sr. Pretidenle declaran que a votaclo final do
projeclo se faria depois da ultima discuasSo e volarlo
das emendas novas approvadas boje.
Dada a hora, o Sr. presidente dea para ordem do
dia : a nova discostSo da envenda empalada boje, a
ultima discussAo das emendas novas ao projecio de
reforma eleiloral, e as mais materias dadas para ba-
je e levanla-se a sessao.
8
Lida e approvada a acta da anterior, passa-se an
seguinle expediente.
O Sr. 1.0 secretario leu nm officio do Sr. ministro
da fazenda, remetiendo o raappa das operares oc-
corridas ua teccao da assigoatura e substituirlo do
papel moda ateo fim de jumo ultimo.A' com mis-
sao de fazenda.*
OSr. Hscond de Vaeraba ( pela ordem ) : Sr.
presidente, volei contra as incompatibilidades e a
eleicoes por circuios: mas como no Jornal do Com-
mercio se diz o conlrario, maudo esta declarado
mesa.
O Sr. Pretidenle: A ultima parle do arl. 37
do regulamento diz : Todo o senador pode fazer
inserir o seu voto na acta, sem motivar as raz jes em
que se funda, com tanto que o mande mesa antes
que seja approvada a acta respectiva, par* milla ser
inserido. Porlanto nSo poden declarado do hon-
rado raembro ser inserida na acta.
O Sr. f'isconde de liberaba : Bem ; conse-
gu o meo fim, fazeudo esta reclificacSo.
ORDEM DO DIA. %.
Entraran) em ultima discussSo as emendas novas,
feitas e approvadas em terceira discusto do projeclo
do senado sobre a reforma eleiloral, e a emenda que
licu empalada na sessao de 7.
Dada a hora ficou adiada a discussSo. O Sr. pre-
sidente d para ordem do dia a mesma de hoje, e le-
vanta a sessSo.
CHARA DOS SRS. DEPUTADOS.
Setaao' da di. 24 iulho de 1866.
Leem-se e approvam-sesa actas dos dias 21 e 23.
conta do seguinle expe-
d;i
Officio Ao Exm. presidente do Rio Grande do
Norte.Apueando recabido o officio de V. Etc. de 16
do pastado, cumpre-me responder remetiendo alguns
eiemplares das pretcriptjoas therapentliica* e higi-
nicas, que ciandei aiganiur pela commissao de liy-
Sieue contri cholera morbos, das quaes ver V.
ae. a receila de alguns medicamentos repulidos
mti proOcuot para o curativo daquelle mal. Quan-
lo *o medico, que pede V. Exc. que eu contrate pa-
ra essa provincia, envi por copia a V. Exc. as con-
(li^Oe* qu propoz o anico que pata este fim se apre-
sentou : i vista dellas V. Exc. deliberar come en-
tender em iua sabedoria, rommonicaado-me suas
orden a reipeilu pare dar-ihes eumprimeato.
Ao soldado Francisco Ignacio de Jess, portador
do citado olScie, maodai abontr o sold e gratifica-
rse de voluntario, e elape correspondente a 20 dias,
saliindo a iixaorlancia de lemelhantes veucimenlos
da quantia a que se refere o mea officio de hon-
lem, Offlciou-se ao commandante do corpo de po-
lica a respt ilo da ultima parle do officio cima.
Dito Ao Exm. presidente da'Parahiba.Res-
pondendo < o officio da V. Exc. de 29 da pastado,
cumpre-me declarar que, nio obstante a falla de
vasos de gunrra que aqu ha, todava, do dia 11 do
corrente em dianle, poder partir o brigue Itama-
rac para conduzir dahi para Fernando os senten-
ciados de que falla V. Ese.; mas, alim de nao ha-
ver demora lo dito brigue nesse porto, espero que
V. Exc., diipais de expedir anas orden* para que
ludo esteja promplo, queira avisar-me o dia em que
dever o navio abi aciiar-se.
Qaanlo ai atadidas ailaras de qae trata V, Exc,
remetto-lhe algana exemplares das preseripc,oe* hy-
eienicas e llajrapenlhicas, que mandei organisar pe-
la commisslade hyciene publica para serem dislri-
buidat pela populacSo : dellas ver V. Exc. os me-
dicamento* qae alo reputados mais proficuos contra
o cholera.
Dito Ao commandinte superior da guarda na-
cional do municipio do Recife, para mandar apre-
senlar em frente da igreja de N. 8. do Livramenlo,
no dia 9 do :orrente, a hora de- cosame, um dos ba-
talhdes di mesma guarda nacional, alim de assistir a
feala da mea 11a senhora.
Dito A> mesmo, inteirando-o r'e haver aulo-
risado o ins|ieetor da Ihesourara de fazenda a man-
dar abrir os asseuiamsntos dos cornetas, qae se con-
trataran! para servirem no sexlo batalhao de infan-
taria da raesva guarda nacional.
Dito Ao Exm. marechal commandante das ar-
mas, dizendo que para ter lagar a indemnisaco que
pede.o alferis Aurelio Joaqun Pinto', faz-se neres-
sario que ella satisfaca a exigencia da Ihesourara de
fazenda na iiiforma^to, qae remelle por copia.
Dito ao ehefe de polica, inteirando-o de ha-
ver Iransmillido ao inspector da Ihesourara provin-
cial para mandar pagar, esland 1 m>. termo* legaes,
a conta que ii. S. remetteu das Jespezas feilas com n
suslento dos presos pobre* da cadeia do Limoeiro nos
mezes de julio e agosto deste anno.
Dito Ao inspector da Ihesourtria de fazenda,
dizendo qae Jeve mandar pagar, sem demora, os
vencimeatos da escolla de guardas nacionaes viuda
do termo de Cabrobo, visto que esta annexa aot pa-
pe qua devolve urna relacSo de taes pracat, assig-
nada pelo rispeclivo commandante, a qual veio ser-
viaoadegcia.
Dita no mesmo, Irantmittindo, para os conve-
niente* eiames, copia da acia do conseibo adminis-
trativo, datada de 3 do corrente.
Dito io director do arsenal de guerra, aulori-
4*I>o"?' "* ''**" d* "" '"formacSo. a elevar a rs.
1W80 diario o jornal que aclualmente percebe Fran-
cisco Cyritcn Pereira bastos como servente d'aquelle
arsenal. 7
't9~,* l*"" doymnatlo l'eroambucano,
remeUendo a fim de sarem distribuidos pelos profes-
soras e empregados daquelle ailtbelecimenlo, exem-
plarcs do rogimeato interno do mesmo Cymnasio.
Dito to juiz municipal da primeira vara, man-
dando aprieBlar-lhe, pava Urem o conveniente
dertino. o scntonciadus militares SebnsliSo Marques
e Adi Cuttoato vindo* da provincia das Alagdas.__
Parlicipou-se so marechal commandante das armas.
Dito Ao commandante do corpo de polica, in-
teirando-o de haver Iransmillido Ihesourara de
fazenda para ser paga, estando nos termos legaes, a
RelacSo dos criminosos que leem sido presos na co-
marca do Limoeiro por ordem do delegado e com-
mandante da forera volante, desde 4 at 26 de a-
golo de 185o.
1 Jos Francisco da Silva, militar.
2 Antonio Pereira, dito.
3 Claudino Alves Baplisla, dito.
4 Antonio Francisco, paisane.
5 Joaquim Moreira, dito.
6 Francisco Antonio Siqueira, dito.
7 Antonio Lopes, dito.
Delegacia da comarca do Limoeiro, 1. de selem-
bro de 1855. O delegado, Francisco nimio de
Souza Gamillo.
IITERIOR.
RIO SE JANEIRO.
SENADO.
Di. 7 da oato da 1855.
Lida a acia da anlerior foi approvada ; e passa-se
ao expediento.
L'm ollirio do Sr. ministro do imperio, remellen-
do os aotographos sanecionados das resolures da at-
semblea geral approvando as pensoes concedidas ao
suarda nacional Honorio Jos Nogueira, e ao mari-
nheiro Jacinlho Cantoso da Silva.Fieou o senado
inleirado, e mndou-se commuuicar ;i cmara dos
depulados. .
Dous officios do primeiro secretario da sobredila
cmara acompanhando as seguintes proposic^es :
(i A assemblea geral legislativa resolve :
c Artigo nico. Fica aulorisado o governo a con-
ceder um anno de liceoca com seus vencimenlos ao
juiz de direito Jo3o Antonio de Sampaio Vianna-
ptra tratar de sua saude onde Ihe convier ; revoca-
das para este effeilo as leis em conlrario.
a Paro da cmara dos depulados, em 6 de agosto
de 1855.Vitcondt de Baependg, presidente.An-
tonio Josi Machado, segundo secretario servindo de
primeiro.O conego Feliciano Jote Leite, servindo
de segando secretario.
A assemblea geral legislativa resolve :
s Artigo nico. O governo fica aulorisado a con-
ceder um anno de licenca com todo os vencimen-
los ao desembargador honorario Andr Carsino Pin-
to Chichorro da Gama, para tratar de sua tande onde
Ihe convier ; revotadas para este effeilo as leis em
coDlrario.
1 Paco da cmara dos depulados, em 6 de agosto
de 1855.I'itconde de Baependy presidente.An-
tonio Jote Machado, segundo secretorio servindo da
primeiro.O conego Feliciano Jote Leal, servindo
de segundo secretario.
A assemblea geral legislativa resolve :
a Artigo nico. O governo fica aulorisado para
conceder aos herdeiros do fallecido Alfonso Jos de
Almanta Coi te Real a rernissSo da parte da divida
provenante do arrendamenlo que fez, na provincia
de S. Pedro do Rio Grande do Sul, do rinclo do Sai-
can, pertencente .fazenda publica, correspondente
ao ultimo pagamento, vencido em 15 de marco de
1836. na forma do respectivo contrato, ficando para
esle effeilo revogadas as leis em conlrario.
(i Paro da cmara dos deputados, em 6 de agosto
de 1855.I'itconde de Baependy. presidente.An-
tonio Jos Machado, segundo secretario servindo de
primeiro.(I ronego Feliciano Jote Leal, servindo
de segando secretario, a
A assemblea geral legislativa resolve :
Artigo nico. Os esludantes que antes dse pu-
blicaren) os presentes estatutos das Faculdades Me-
dicas se haviam matriculado nos cursos pliarmaceu-
licot esiao habilitados para, no rato de approvacSo,
malricular-se no segundo anno medico ; nSo podeu-
do porem matricular-se no terceiro sem exame dos
preparatorio* que Ihes faltaren), em conformidade
du dispotto nos referido* estatutos.
a Paro da cmara dos depulados, em 6 de agosto
de IX.).)*. i'itconde de Baependy. presideole.An-
tonio Jote Machado, segunda secretario servindo de
primeiro.O eonegu Feliciano Jote Leal, servindo
de segundo secretorio. >
Foram a imprimir no Jornal do Commercio.
Um officio do presidente da provincia de Santa
Calharinn,remetiendo 17 copias dos actos promulga-
dos pela assemblea legislativa da mesma provincia
ua seseBo ordinaria do corrente anno de numero 386
a 402.A' commissao de assemblea provineiaet,
Oulro do mesmo, em cumprimenlo do aviso da
secretaria de estado dos negocios do imperio da 14
de agosto de 1850, remellando a colleccSo dos aelos
legislativos promulgados a*la respectiva assemblea
provincial ua sessSo ordinaria deste anuo.Ao ar-
chivo. .
ORDEM DO DIA
Continuou a 3. discuiso, adiada na ullima sessSo,
OSr. 1.a secretario
diente :
Um requerimenlo de Bernardo Teixeira Borges,
subdito portuguez, pedindo dispensa na lei para po-
der naluralisar-se cidadAo brasileiro. A' commis-
sao de canslituirao e poderes.
De Jos Antonio Jacques, pedindo ama indem-
iiisar.no doa prejaizos que soflrra durante a lula
qae leve lugar na provincia de S. Pedro do Rio
Grande do Sul.A' commissSo de fazenda.
He approvado o seguinle parecer:
* A' eommissaSo de constituido a que foram sub-
mellidas as represenlafOes da asserabla legislativa
provincial do Paran, da cmara municipal da villa
do Patrocinio da provincia de Minas, e da de S. Fi-
deli do Rio de Janeiro, euderecadas a esta cma-
ra por officios do ministerio do imperio de 24 de
margo, de 17 de abril e de 21 demaio do crrenle
anno, pedindo a creac^o de collegio eleitoraes, vis-
to como pela approvac,So dada pela cmara s emen-
das do senado acerca da lal materia, ficaram satit-
feila a referidas representaroes, he de parecer que
se archivera os papis respectivos.
a Sala da commissoes 23 de julho de 1855.D.
T. de Maceta. Figueirade Afeito.
SSo julgados objeetos de deliberacAo, e vio a im-
primir para entrar ua ordem dos Irabalhos, os se-
guinle* projeclo* :
A' commiswo de industria, commercio e artes,
foi presente o decreto o. 1511 de 30 de daxembro do
anno pastado, que concede a Augusto Frederico de
Oliveira, e Frederico Conloo o privilegio exclusivo
por esparo de 15 annoa para estabelecerem no porto
da capital da provincia de Pernambuco um ou
doua vapores afim de srera empregados no servico j
do mesmo porto, e attendeodn bem para a utilfda-
de do esUbelecimento do servico a que se refere o
mesmo decreto, e a conveniencia que a bem do
commercio ha de nSo excluir do mesmo servido a
concurrencia na parle relativa i carga e descarga
dat mercadorias, he de parecer que se adopto o se-
guinle projeclo de resolurJo, com as alteraoSes qoe
julga conveniente que se adopte.
A assemblea geral legislativa resolve:
n Arl. 1. Fica ipprovado o privilegio exclusivo
concedido peto decreto o. 1511, de 30 dezembro de
1854, a Augusto Frederico de Oliveira e Frederica
Coolon, debaixo' das condijoes que acompauh im ao
mesmo decreto com as seguintes alie racea :
* 1. O privilegio oso comprehende o servico de
carga e descarga dos navio*. -
n 2. O servico prestado s embarcarles de guer-
ra nacionaes e transportes do Estado serSo gra-
tuitos.
a 3. Aa regalas concedidas eompanhia nio pre-
judicam as dispoiijes dos regulamento* fitcaei, sa-
nitarios e de polica do porto respectivo.
4. O prazo de que trata a condicjlo 6 a tarifa
do prego do servico de que trata a coudicao 5., a
estipuladlo de maltas de qae trato a condicSo 7.,
ficarao a cargo do governo sob intormacjlo do pre-
sidente da provincia respectiva, se for neceataria.
a Arl. 2. Ficam revogadass leis em contrario.
o Sala das commissoes. 21 de julho de 1455.
SUva Ferraz.Viriato. a
A eommhwSo de peatoee e ordenados tendo exa-
minado o requerimenlo do daterabargador honora-
rio Andr Cursino Pinto Chichorro da Gama, que
pede se conceda ao governo a autorisaejo necessaria
para poder elle obler um anno de licenca eora todos
os sens vencimenlos, visto que acha-te elle em tris-
te estado de saude, soffrendo a gravissima eulrmi-
dade de quasi geral paralysia, e qae he acontelhado
a viajar para procurar meiot de se restablecer ; he
de parecer que se delira ao supplicanle, que tonto
pelo mal que soffre, como petos seus servicot merece
ser altendido ; e para isso tem a honra de offerecer
a seguinle resoluto :
* A assemblea gerai legislativa resolve :
Arl.-1. O governo fica aulorisado a conceder
um anno de licenra com todos os seus vencimenlos
ao desembargador honorario Andr Cursino Pinto
Chichorro da Gama, qne della gozar onde melhor
Ibe convier.
o Art. 2. Ficam revogadas as leis em contrario.
a Paco da cmara dos deputados, 21 de iulho de
1855. D. Francisco Balthazar ia Silveira.
Comee Bibeiro.
O Sr. Martim Franeitco : Levanto-me para
reclamar contra algumas inexnclidoes qne lera ap-
parecido na publica;So dos discursos qae profer
nesta casa. 0 meu discurso publicado 00 sopple-
mento ao Jornal de 21 de julho termina por urna
confissSo de alguma maneira heteroclita e extraor-
dinaria, e he que eu, pelo meu comportameolo,
havia demonstrado que era capaz de abusar da con-
fianza e boa f do Sr. presidente da assemblea. Eu
disse justamente o contrario, e por isso reclamo con-
tra esta inexaclidao para que se saina que ne era
capaz de proferir um tal absurdo.
Farei anda oulra reclamacSo relalva'ao meu dis-
curso proferido netla casa durante a discussao do
ornamento da guerra.
NSo me refiro a algumas incotTece,Oes que appa-
recem no* meus discorsos, e que finalmente podem
ser conhecidas peto leilor, refiro-me aquella parle
dn meu discurso em que se diz que o procedimento
de Luiz XVIII na sua entrada em Franca depois
da queda de NapoleBo linha sido ousado. Bo nSo
poda avancar um tal erro histrico. NapoltSo tioha
cahido ; eslava decidido que elle nao reinara mais
em Franca, a Luiz XVIII entrn nsquelle paiz
muito mansa e pacificamente. O que en diste, se-
11 hores, foi que o procedimento de Luiz XVIII, na
sua entrada em Franca, linht sido assisado daudo
urna consliluicSo aos Franceses. Conlento-me com
estos duas reclamafes.
O Sr. Figueirefde Mello : Sr. presidente, a de-
putacSo nomeada para cumprimenlar a S. M. o Im-
perador, no dia de honlem, pelo anuiversnrio da
sua aeclamacSo, foi introduzida no paro imperial
com as formalidades do eslylo, e eu, como orador da
depuUcSo, live de ler o seguiote discurto:
a Senhor. Ha dias 13o importantes na vida dos
povos, que sao para el les a indemoisat,ao de lougos
toffrimenlos, e do pastado reflecten) sobre o futuro
a alegras qoe crearam no seto das nac.de.
Combalido por ambiroes desregradas, que de
continuo agllavam o povo, devoravam-lhe os recur-
sos e lolhiam-lhe todo o progresso, o Brasil inleirn,
senhor, almejava ancioso ver raiar o dia em que V.
M. Imperial tost chamado a reger seus altos desti-
nos, e sentado no throno excelso que Ihe havia le-
gado o immortal fundador do imperio, dissipasse
com o prestigio da realeza as sombras que ennegre-
can) seu horisonle polilico.
Gracas resolucio magnnima, que V. M. I.,
prescrutando o porvir, lomou de annuir aos rdan-
le votos de seus leaes subditos, esse feliz aconleci-
inenlo se realiiou.
a suecessao dos lempos os Brasileiros lem vis-
to coofirraarera-te as fundadas esperanzas que con-
ceberam em dias de tribdlacao e de provanca, e
proporcilo que se aloogara dessa poca meraoravel,
elles aprecian) com o mais profundo reconhecimen-
lo os immensos beneficio qoe devem ao glorioso
reinado de V. M. I.
* Senhor! NSo sao tomento os fundadores dos
imperios qae a historia iinparcial colloa entre os
grandes homens que honrara a hamanidade ; a par
delles tambera lera assenlo os que souberam elevar
aos fastigios do poder e da ventura os povu que a
Divina Providencia confiara aos seus cuidados. A
V. M. I. foi sem duvida predestinada esta sublime
missSo. Os germens da felieldade uacional crescera
a aa desenvolvem pela sabedoria da V. M. I. e pela
grandeza de suas virtudes.
He por isso, seuhor, qne cada vez se aug-
mentan] e fortalecen) no povo brasileiro os senli-
raentot de fidelidade e de cordial reconhecimenlo
que elle vola sagrada pessoa de V. M. I. como pai
commum dos Brasileiros, defensor perpetuo do im-
perio, e paladio das iiistitui(es que a nsr.lo, adop-
tou, ama e defende.
a Senhor 1 A nac3o hoje applaude com ofania
e enlhusasmo o fausto dia em que V. M. I. com
raao firme e segura assnmira as redeas do supremo
poder ; de um a oulro ngulo do imperio a gralidSu
nacional proclama a V. M. I. o salvador e berafei-
torda patria ; e a cmara dos deputados, seu orgao
e interprete, lem por dever patenlear ainda mais
esta vez os senlimentos de que se acha poosuida, e
para cumprir esta .nobre missSo nos enva ante o
throno de V. M. I. nesle solemne dia de (So gratas
recordarles e de tanto regozijo nacional.
S. M. I. dignou-se de responder da maneira se-
guinle :
a Podis manifestar cmara dos Srs. depulados
qonto Ihe ar.radeco os sentimanlos de adhesao e
ieablade que consagra minlia pessoa.
O Sr. Pretidenle : A resposts de S. M. he re-
eebida cora muilo especial agrado.
PRIMEIRA PARTE DA ORDEM Do DIA.
Matriculas de etludantet.
Primeira discnssSo do projeclo ut'S'i deste anno.
A assemblea geral legislativa tatolve :
a Art. 1. S.lo validas e devem surtir tf dos os seus
efleitos, em conformidade com as disposir os dos
estatutos que regiam em 1852 asestlas de medici-
na do imperio, a matricula que na da Babia, e a
approvafSo que na do Rio de Janeiro obleve na-
quella poca o estudante Antonio Frrnando da Cos-
a Jnior.
< Arl. 2. Ficam revogadas, etc.
Sala das commissoes, 13 de julho de 1855.
Juttiniano Jote da Rocha. F. Octaciano.Dutra
Rocha.
A pedido do Sr. Ferraz tem urna s discussao, e
he approvado.
Primeira discussao do projeclo numero 48 desle
anno.
.a A assemblea geral legislativa rtsolve :
a Art. 1. Hercnlano Antonio da Fonseca, estu-
dante da Faculdade de Medicina da Baha, pode ter
admillido a fazer exame era qualquer das Faculda-
des do Imperio das materias que compunham o cur-
so do 3.a e 4. annos, pelos estatutos que regiera em'
1852.
a Art. 2. Ficam derogadas todas as leis e dispo-
sifues em contrario.
Cmara dos deputados, em 30 de jonhode 1855.
Juttiniano Jote da Rocha.F. Octaciano.Du-
tra Rocha, u
A pedido do Sr. F. Octaviano tem ama s discus-
sao e he opprovadot
Entra em 2.a discussao o teguinte projeclo o, 50
deste anno.
a A assemblea geral legislativa resolve :
e Artigo nico. He o governo aulorisado para
mandar .dmittir ao exame das materias do 5. anno
da Faculdade de Medicina da corle ao alumno J0S0
da Silva I'inbeiro Freir ; matriculando-se no 6.'
anno da mesma Faculdade no presente anno lecti-
vo, no caso de ter approvado no referido exame; li
cando sem effeilo para este cato tmenle as disposi-
res em contrario.
Paco do senado, em 1L de julho de 1855.Ma-
noel Ignacio Cavaleanti de Lacerda, presidente.
Jos da Suca Mafra, primeiro secretario.Manoe\
dot Santot Martim l'allatquet, segundo secreta-
rio, a
A pedido do Sr. D. Francisco, tem urna s dis-
cussSo a he approvado.
Entra em 2. discussao o leguinle projeclo o. 49
dette anno :
A assemblea geral legislativa retolve:
Arligo nico.He o governo aulorisado para
mandar matricular no 6. anno da Faculdade de Me-
dicina da corle o alumno Joao Baplisla dos Guima-
rSes, no prsenle anno lectivo ; ficando derogadas
para esle caso soraeole as disposioSes em con-
trario. (
a Paco do senado, em II de julho de 1855.Mn-
nnel Ignacio Cavaleanti ae Lacerda, presidente.
Jote da Silva Mafra, primeiro secretario.Manoel
dot Santot Martim Vallaijutt, segundo secreta-
rio.
A pedido do Sr. D. Francisco lem urna s discus-
sSo, e he approvado.
Entra em Ia discussao o seguinle parecer n. 53
deste anno.
A assemblea geral legislativa resolve :
a Arligo nico. Os esludantes que antes de se pu-
blicaremos prsenles estatutos das Faculdades Me-
dicas aa haviam matriculado nos cursos pharroaceu-
ticos, estovara habilitados para no casu de approva-
yio legal matricular-se no 2. anno medico ; mas nio
podem malricular-se no 3. sera passarem por exame
dos preparatorios que Ihes faltam em conformidade
do disposto nos referidos estatutos.
* Sala das commiuSes, 13 de julho de 1855.F.
Octaciano.J. J. da Rocha.Ouira Rocha.
He approvado sem debate.
O Sr. PAbeiro da Lux reqier dispensa do inters-
ticio para qoe o projeclo entre imaaediatameula
em 2. discassao ; ha approvado este reqaerimento, e
era seguida o projeclo.
Bem de capella tle tambe1.
Eutra em 1. discussao o projeclo n. 51 dette anno,
dando destino ao producto dos neos da capella de
Nossa Senhora de I lambe.
O Sr. D. Franeitco:Nao sei bem o qoe he este
projeclo, que para mim he materia inteiramente no-
va. Sei porm que me foi nandado um impresso
extensamente detta materia. Nao o pude tor bem,
porque vem acorapanhado de urna immensa docu-
mentada por onde se prova qae ha graudes reclama-
cOes sobre esle negocio, que ha mesmo lellgio sobre
jtlo, e que o negocie est affecto ao supremo tribu
nal dejuslira.
>'au saliendo o que islo soja, desejaria que pessoa
competente rae dtse expliacoes satisfactorias. Nao
pude ler, repito, o impreso que circumslanci ida-
mente trata da materia, e q le vem acompanhado de
muilos documentos : hontem he que m'o mandaran),
e qoe me informaran) que liavia requerimenlo da
parle e protesto della.
Digo ettat poucas palavrts, para que as pessoas
que sao complanles me esclaiec,am.
Uautvoz:Creio qne esto decidida ha muito
lempo.
O Sr. D. Franeitco:Pa ece-me que nao ; peo-
de por meio de recurso de r visto perante o supremo
tribunal de juilica.; he o que diz o Impresso.
O Sr. Ferraz:Sr. presidente, sobre esta mate-
ria o corpo legislativo tem lomado a iniciativa por
duas vezes. Mandn pela primeira vez inventariar
esses bens, por outra mandou vend-tos, dejndo-
se os terrenos necessarios para lograduuro publico
e tomando oulras providencial. O commisio est
declarado, creio que por qaatro ou seis decises do
poder iudieiario. O ntgocio, em miaba opinio, he
nteiramenle liquido. ('Apelados.) O hospital,de
Lisboa n3u enraprio os precetos da instituiro, por I cao dojulgatdo, nSose faz senJo dar cumprimenlo a
consequencia o commisso te deu, e por isso esses
bens se devolvern) ao fisco.
Nao duvido que existo pendente o recurso de re-
visto ; mas o projeclo nao destre a sentenra do po-
der judiciario, que por ventura procedente este re-
curso se d, apenas prepara o negocio de modo que,
quando essa senlcuca desse modo nao seja dada, j
po*sa ler lugar a sua dispusiese....
O Sr. D. Francisco : E se nSo julgar o com-
O Sr. Ferraz:J v qne, nao dado o commisso,
a propriedade nio he do Estado, esta disposirSo nao
pode ler lugar.
O Sr. D. Franeitco:Como se vende enISo T
O Sr. Ferraz:O nobre depntado sabe que o re-
corso de revista nao suspende a etecucao ; em con-
sequencia disto manda-se execotar a sentenra. Por-
lanto o projeclo nSo invade iieuhama altribaicSo du
poder judiciario, era o direito de cada urna das
parles, uem fazenda publica nem ao mesmo lempo
a tauto casa da Misericordia de Lisboa.
O que a commissao propoe he um pensamento que
hoje ilumina era toda a parte. O thesouro dos pobres,
Sr. presidente, tem sido desviado de seus fios pos.
(Apiados ) O Estado por meio do commisso eoutras
muilas razoes tem chamado a si, tem eneorporado
no seo dominio os bens desliuadossubras pas. Da-
qai nascera a obrigacao do Estado dejnanler, crear,
alimentar eslnbelecimenlot pios. Oesla obrigacao
inherente ao fado de chamar a si bens assim desti-
nados resultara infallivelmeute essa Iheoria da obri-
gacao de assistencia publica da parte du Estado, esta
obrigacao de prover a subsistencia s classes pobres,
Iheoria sempre lerrivel, sempre m, porque ao mes-
mo passo quo faz com que a classe pobre nao trato
de economisar, abandone este grande recurso da vi-
da, crea o direito, assegara a satistacSo da obrigacao
do Estado de dar-lhe sabsislencia.
Elle principio hoje he inteiramente adoptado por
urna escola que pode muito e muito contribuir para
a destruirlo das alicorees da tociedade (apoiadot);
fallo da escola doa communislas, dos socialistas.
Entre nos, senhores, e principalmente peto minis-
terio do imperio, parece que se tem admillido em
parte essa Iheoria ; primeiro, mandando dar ves-
tuario e uniros- meios a todos os moninos da classa
pobre do municipio da corle que nSo liverem raeios
para freqoentarem as aolas (tal he o principio csU-
beleeido no regulamento de instruccjii publica re-
ferendado peto nobre ministro do imperio); em
segundo lugar, creando o estabelecimenlo de Santa
Isabel, que carrega sobre o Estado, donde se pode
deduz'r o reconhecimenlo da obrigacao de manter
o Estado em favor dos marinheiros e oulras pes-
soas martimas qoe cahirem doeotes no mesmo hos-
pital.
O estado creoo por difierentes datos urna contri-
buirlo na razo da lonelagem e do numero daa pes-
soas da tripulacto de cada navio para fazer face s
despezas do hospital da Misericordia que dissessem
respeito a laes individuos ; mas, instituido o hospi-
tal de Santa Isabel, ficou a Misericordia com etle
reodimenlo, que nao he pequeo, e o hospital de
Santa Isabel lodo a cargo dos cofres pblicos.
Eu me persuad que 11.1 conleccao do regulamento
sobre oscemilerios, lendo-tedesligado a Santa Casa
da Misericordia da ohr igac.au que linha de manter cer-
tas enfermarlas dentro do circulo da cidade, se Ihe
impuzesse a obrigacao de manter esse hospital, em-
bora o governo por urna medida geral, emqoanto
nSo houvessc outros meios, concedesse algum subsi-
dio annualmente ; mas a medida apruveilou apenas
aos monupolistas dos transportes aos cemilerios, e das
ar 10ares dos caixoes e das ecas ; ficando ainda n hos-
pital de Sania Isabel (obra alias digna de todos os
louvores pelos seus fios, e principalmente pelo seu
maneio at hoje) a cargo dos cofres pblicos.
Daqui resulta que, se para esse hospital o governo
contribue. por meio da renda do Estado, se elle se
mostra assim obrigtdo alimentar toes inslituicdes,
a suslenla-las, nao deve ser somonte no muni-
cipio da corle, deve ser em (oda a parle. (Apois-
dos.)
Mas os soccorros pblicos, senhores, a cargo do
governo nao devem ser dados assim permanente-
mente. Enlendo que os soccorros pblicos garanti-
dos pela constitnico devem ser somenle as grandes
chses em que lodos soffrem, e onde he mister reme-
dio extraordinario; enlendo que o governo, como
representante da sociedade, nio pode deixar de do-
minar-se por essa influencio benfica dos principios
christaos, nao podedeixardecomparlilhara caridade.
Mas a caridade nio he obrigacio interna; a caridade
heum sen timen lo que Dos den comuredemptor das
almat, nao como urna obrigacio positiva, porque
nesle caso Ihe fallara a sua grande qualidade, que
vem a ser a espoutaoeidade, essa grande qualidade
que Ihe d o sello da virtude, mas assim como lodo o
o senlimenlo innato ao corceo que deve-se manifes-
tar livreraente, como um direito, como urna obriga-
;ao da parledo Estado, fari com que sa desvieintei-
ramenle o grande principio da ecuooraia que todos
devem ler ; como direito dar azo a muilos males,
a doulrias sempre'subversivas, faro cora que se le-
vante dentro o grande numero ama voz e diganSo
posso trabalhar, nao tenho meios, salisfaca-me o Es-
lado a sua obrigac|o, d-me cora qae posta fazer
lace s necessidades da vida.Dahi essas doulrnas
subversivas que Gzeram com que a Eurepa ainda ha
paveo lempo passasse pelos maiores transes, pelas
msiores amargaras.
Estes sSo os principios em que a commissSo se
funda, sio os principios qne devem ser admitlidos ;
o mais nao pode ter o cunti da legalidade, nio pode
ler o cnnho do assenso, da auloridade da cmara dos
Srs. depulados.
(O Sr. vitconde de Baependy loma a cadeira da
presidencia.)
A commissa*oxaasim pols quer dar a devida appli-
ca?ao de laes bens as obras pias da localidade em que
exislem laes bens.
Faz-se urna excepeo, essa excepto he a favor de
doos eslabeleciraentos da corle. Eu direi casa o
meu pensamento, e he que lodos esaes teos se con-
verlam em favor dos eslabeleciraentos locaes, mas
enlendo que estabelecmeolos como o* do hospicio
de Pedro II, e dos meninos cegos, nao podem ser
locaes ; as despezas que demandan) e o pequeo nu-
mero de pessoas que concorrem para esses eslabeleci-
raentos faz cod qae elles tejam geraes e possara re
ceber a todos os individuos que do imperio eoncor-
rara. Se em cada provincia houvesse um eatabeleci-
mento de tal ordem, o numero das pessoas que del-
les se aproveitassem estara quem das despezas qae
elle demanda.
Nao digo que esses dous estabelecmeolos sejam
sufficienles, mas considero-os actualmente como eo-
saios, e lalvez sejam mesmo sufficienles para aa ne-
cessidades de todo o imperio 40 prsenle; poderemos
no futuro estabeleeer mais algum nesta ou naquella
provincia, enao em todas, porque nunca as provin-
cias podem todas ter estabelecimenlos como esses,
por urna razao. e he, como disse, que as depezas de
primeiro estabelecimenlo sio grandes, e se todas as
provincias livetsera estabelecimenlos desses havia de
acontecer qus nem os poderiam bem estabeleeer, e
nem salisfazer as suas necessidades.
He nesse sentido, Sr. presidente, que eu astignei
o projeclo qae te discuto.
O Sr. Augusto de Oliveira :Muilo bem.
O Sr. Artujo Urna :Sr. pretidenle, ninguem
mais do que eu respaile as opiniOes do honrado mem-
bro que acaba de fallar, peco-lhe todava licenca pa-
ra dizer-lhe que nao pude conveucer-me da proce-
dencia da sua argumentarlo....
O Sr. Figueira de Mello :Apoiado.
O Sr. Araujo Lima:Se existe urna quesiao pen-
dente acerca da materia de que se trata, se essa
questSo est aflecta, coma se diz, ao supremo iribu-
lal de jnslica, mediante revisto, acredito qne aca-
mara dot Srs. depulados est tora da esphera que Ihe
compele, invade attribuicOes de um poder que he
lio indenendentecomo o seu, decretando a legisla-
ran de que so trato.
Entende o nobre deputado que por isso que o re-
curso de revista nSo sotpende os efeilos da sentenra
recorrida, essedefeilo nao se d na legislscao de que
se trata. Mas o nobre deputado me permitlir que
en Ihe observe que nao me parece procedente seme-
Ihanle raciocioio. O recurso de revista nao suspende
im os efleitos da sentenra; mas essa sentenra sobre o
qne versa'.' Simplesraente sobre a encorporacio dessa
capella uos proprios naciooaes.
O Sr. Paes Brrelo :Nio ha lal; ji a cmara os
mandou vender.
O Sr. Araujo Lima :Isso que eu digo, os pap-
is apresentados a commissao o justifica. Porlanto o
recurso de revisto, posto que nao Suspenda o efleito
da senlenca, apenas lem o vtlor de fazer com que
essa capella fique encorporada aos proprios nacio-
naes, e mais nada. Se isso he assim, Sr. presidente,
nao pode-se dlzer qoe a cmara dos Srs. depulados
procede levianamenle enlendendo em semelhanle
materia t
O Sr. Aguiar:Procede da mesma maneira que
aquellet que mandara arrematar os bens para exe-
cucio.
O Sr. Araujo Lima :O exeraplo que o nobre de-
potado cita nao tem paridade alguma. Quando se
proceda arrematadlo de bens, mediante a execu-
decisto do poder judiciario.
O Sr. Ferreira de .guiar:A mesma cousa
(A pondo.)
O Sr. Araujo Lima:Na hypolbete mjeila a
questio he muito diversa. Na hypothete dada, a sen-
tenca do poder judiciario nao mandou senSo encor-
porar aos proprios nacionaes os bens dessa capella ;
nSo ha mais nada....
O Sr. Aguiar :E nem careca.
O Sr. Araujo Urna:....e tonto a senlenca do po-
der jodiciario nao tem oulro effeilo, que se vera pe-
dir ac corpo legislativo urna medida para a arrema-
tarlo desses bens. Porlanto enlendo que nSo ha pa-
ridad? na argumentarlo do nobre deputado. Peco
ao nobre depoUdo que atienda que o poder legisla-
tivo vai fazer um papel ridiculo nessa questSo ( nao
apnia los'. : decreta-se a alienarlo de laes bens....
O ir. Paet Brrelo :Ji deeretou-se.
O Sr. Araujo Lima:.... mas te o supremo tri-
bunal dejuslira nao julga verificado o commisso, co-
mo sr ha de execotar a deriao do tribunal supremo
de juslira'.1 Nullifiear-se-ha a lei de que se trata?
l'n Sr. Deputado :Isso se devia dizer o annn
passado.
OSr. Paet Brrelo :Nao se trata hoje de dar
deslino a esses bens, mas de applcar-ie o producto
delles.
O Sr. Araujo Lima :Sr. presidente, pelo qoe
ouco eollijo que a legislarlo de 1850 e 1854 foi irre-
gular.'Se essa materia eslava aOecta ao poder judi-
ciario, o poder legislativo nao poda decidir nada so-
bre ella, nao poda mandar alienar os bens. E, pos,
em 18.50 e 1854 o peder legislativo obrou com me-
nos ce ohecimento de causa' nao vindo i tua presen-
ta, como deviara vir, todos os documentos neces-
sarios.
O Sr. Paet Barreta :Sabia-se de ludo.
O Sr. Araujo Lima :Ao menos eu nio tive eo-
nhecitnento de qae a qoesiao eslava pendente no su-
premo tribunal de justica.
O Sr. Paet Brrelo :Todo os papis estavam
sobre a mesa.
O Sr. Araujo Lima :Senhores, em um officio do
ministro da faxenda, que esta annexo aos papis des-
la capella, diz-te que esse negoci pende do tribunal
supremo dejuslira...
O Sr. Ferreira de Aguiar:Isso j est deci-
dido.
O >r. Araujo Lima:Eu nio comprehendo co-
mo por urna lei ae pode decidir de urna questio qua
existe aflecta ao poder judiciario. O poder legisla-
tivo nada lem com esta questio, parque nos nao po-
demot modificar os actos de nm poder lio iodepen-
denle eomo aquello a que pertencemus. Muilo bem.)
Se islo he assim, como he qae o nobre deputado diz
que ena questSo esta decidida pelas leit de 1850 e
1854" Assim, Sr. presideole, o primeiro vicio que
descubro no projeclo de que se traa lie a illigitimi-
dade com que se provoca a acc^a do poder legisla-
tivo.
Alt m desses defeitos, o nobre deputado signatario
do prijecto rae permitlir anda qoe eu aprsenle
contra elle oatrtt considrameles que militara no meu
espirito.
Secundo, Sr. presdeme, os papis qne instruirn)
essa materia, Andr Vidal de Negreiros instiluio
ama capella com diversos onus, com diversos encar-
gos pios, encargos a bem de sna alma, de seu pai e
mai, do casamento de orphaas, aasim como da sus-
tentarlo de pobres e enfermos. Ora se essa capella
foi instituida cora seraelhanles encargos pios, en pe-
dira ao honrado memoro signatario do projeclo que
rae dissesse em que se fundou para nSo respeitar os
encargos pios, e que sao constantes da instituiro da
capella? '
O Sr. Ferraz:O senhor esli defendendo o pro-
jeclo.
O Sr. Araujo Lima :O nobre depntado nao di
os en -argos, ns (ras qne o instituidor qaiz....
O Sr. Ferraz :L6a o projeclo.
O Sr. Araujo Lima :A capella foi instituida a
favor da alma do instituidor, foi instituida para all
existir urna corporarao de padres....
O Sr. Ferraz d um aparte.
O Sr. Araujo Lima:, Foi instituida para cata
rem-se orphlas....
O Sr. Ferraz d oulro aparte.
O Sr. Araujo Lima :Perdoe-rae o nobre depo-
tado, o instituidor fez ludo isso, nomeou varios ad-
ministradores, e na falla desses administradores no-
meou a misericordia de Lisboa como administradora
da mesma capella, devendo a mesma misericordia
cumprir estes onus e encargos pios, tendo a quantia
de 1)005 annuaes pelo Irabalho de toa adminitlra-
5S0. Nao tendo, porm, a Misericordia cumprido
os encargos a que eslava obrigada, segunda a insli-
tui^ao da capella, o poder judiciario declarou incor-
sa em commisso a mesma capella. J ve, paranlo,
n nobre deputado que eslou mait ou meoot tlente
do qne ha a esle respeito ; mas a minha argumen-
tadlo funda-se nisto : porque razio o projeclo nao d
aot bt ns o deslino que o instituidor quiz que ells
tivessom? Por qoe razao esses bens nio sio applira-
dos pira os lins da instituirlo da capella?
l'n Sr. Deputado : O projeclo diz isso.
O Sr. Araujo Lima:O projeclo d-lhe diverso
desuno.
(Ut. um aparte.;
A quesUto nao he de ir para o thesouro, e ninguem
mais do qae eu combale a idea de que esses bens de
capella vao para o thesouro, porque o que eu quero
he qoe se respeito a vontode do instituidor; o que
ea quera era que os autores do projeclo dessem
esses bens o mesmo destino que o instituidor Ihes
deu. Mas em qne se fundaran) os autores do projec-
lo para inverler o destino desses bens? Que razes
poder.io justificar semelhanle linha de conducto ?
O Sr. Pinto de Campot d um aparte que nao ou-
vimos.
O Sr. Araujo Lima :Se a connexSo dos (padres
de qua a instituido da capella falla se torna impoa-
sivel, nao subsisten) os outros fios da instiluicao ?
Nio se poderia empregar o produelo desses bens pa-
ra o casamento de orphaas, para a fundaclo de um
hospital na localidade em qoe est.a capella, ou
quando muilo em Pernambuco?
O Sr. Paet Brrelo di um aparte.
O Sr. Araujo Lima:Sei que o airar de 1807
mand.1 eocorpurar aot proprios nacionaes as capailas
cabidas em commisso.
OSr. Ferraz:Sem obrigarao de encargo al-
gum.
O Sr. Araujo Lima :Ahi he que est a minha
duvid; .
Dentando porm para logo o tomar em eonsldera-
rSo se os encargos das capellas passSo quelle qae ai
postot ou nio, quero apenas fazer sensivelja incohe-
rencia dos autores do projeclo, quando dizem que
he de conveniencia attender aos fios da inttiluielo,
sem que o fac|o convenientemente, porque dSo a es-
ses bens um deslino diverso daquelle qoe Ihes deu o
instituidor da capella, cuja vontade eu qnizera qua
fosee devidmenle enmprida.
Mas, dizem os nobre deputados: ai capellas,
quaodi inenrsas em commisso, passlo sem encargos
para c Ealado. a
Sr. presidente,inda dando eomo certa semelhan-
le opiuilo, oio destre ella as dovidat com que eu
combalo o projeclo da commissao, porque se os no-
bres depulados autoras do projeclo, em observancia
dos fin da imtiluicio, se julgam a jlorisados a dar
ao pro lucio destes bens um destino pie, eu pens
qne soi mais coherente quereudo dar Ihes nm des-
tino po, inteiramente concentaneo com os fins da
instituirlo. Alm disto, os nobret depulados me da-
rSo licenca ainda para nio adoptara opiuilo de que
extinclat as capellas, os bens pastera para o Estado
tem encargo algn). Se esses encargos pies, reca-
hindo sobre os bens encapellados, se constituem en-
cargo reaes; se be constante que os cargos reaes
acompanham os meemos bens. qaaesqoer que sejlo
os possuidores em cujas miot elles parem; nio vejo
razio para que o Estado, chamando a si bem enca-
pellados, nio se sojeite s roesmas obriga(0es desses
encargos. Os liebres deputados, ISo lidos como sio
na nossa legislarlo, bem sahem que esto materia nio
he muito liquida. Autor** dizem que at capellas
passlo psra o Estado sera onus algum; mas oulras
sustentan) que osencargos pios das capellas recahem
sobre o Estado quando elle se aposta dos bens del-
las. E tanto, Sr. pretidenle, me parece fundada a
upiniio de qae os encargos pios acompanham ot bens
encapellados, qualquer que seja o seo posauidor,
quanlo os nobres depulados, coraprehendem muito
bem que oa fundamentos da legislarlo enliga tem
desapparecido completamente do estado actual das
sociedades modernas; os nobres deputados sabem
muilo bem os motivos em que te hastia a lei de 9 de
setembro de 1769, qoe d varias providencias com
o fim de.difticnllar a instilui(lo de capellas e de es-
tabeleeer a redcelo de oulras.
Nessa legislado se diz qae era ISo despropositada
a quanlidade de capellas e de legados pios, que ain-
da quando iodo* os individuos do sexo masculino e
feminioo de Portugal te oceupastem no cumprimen-
lo desses encargos, nao seriam bastantes para salis-
faz-los. Nessa legislado se aecresceuta qna era
lio despropositada a quanlidade de capellas insti-
tuidas e de bens com onus pios, qua poder-se-hia di-
zer que as almas do purgatorio eram seohoras da
totahdade dos bens de Portugal. E estaremos nos
hoje nesse caso ? As ideas religiosas etilo hoje apos-
tadas de um semelhanle fervor? Apparece esse pe-
riodo de abtorpcSo de beo destinado* para Sna pios?
Se, per conseguinle, e estado da sociedade he to di-
verso, se o fervor religioso est lio eofraqnecido, sa
nao se pode recelar cata perigo que a legitlaeSo por-
to zueza teve em vbta prevenir, nada parece mait
ratoavel do que estabeleeer a denlrioa de qae ot en-
cargos po* acompaanam easea bens, embora o Es-
tado venha a chama-Ios a ti.
Um Sr. Deputado:Mae a inslituicio acaboo-te
com o alvari de 1807.
0 Sr. Arauio Luna:O nobre deputado est ar-
gumentando com o direito constituido?
Um Sr. Deputado :Poit esta he que he a quet-
ISo.
O Sr. Araujo Lima :Se o nebro depatada ar-
gumenta com o direito constituido segundo o enten-
de, entao os bem desta capella deveriam fazer par-
le do patrimonio do Estado, nao deveriam lar oulro
destine.
Um Sr. Deputado :O Estado pode dar-lhes o
destino qae quizer porque sio seo*.
O Sr. Araujo Lima:Pas bem; mas nesse casa
eu quera dar a eeses bens nm destino que me pare-
ce man razoavel, mais religioso e mais conforme com
a vontade do instituidor da capella. Se he incoocas-
sa a opinilo de que as capellas cabidas em eommao
faz em parle do patrimonio do Estado, entie nio to-
ra'* que legislar a lal respeito.
Um Sr. Deputado :Mas porque esse* bens sao
do Estado, he qne no projeclo sa Ibes d rase des-
tino.
O Sr. Arauje Lima :Sa as nobre* depatadot
julgam que esto no sen direito de dar um destino
a esset bens, por isso que elles sio do Estado, ealao
eu lembrarei que ser conveniente dar-lhes um das-
lino mais conforme com a vontada do inttilaidor da
capella.
Um Sr. Deputado :Poit bem, nio aaa oppomot
a lito.
Q Sr. Araujo Lima :Entao nao se argumento
com o alvar de 1807, porque ella nio tem appli-
car^o.
Um Sr. Deputado:-Tem leda a applrac.ao, por-
que por esse alvar os bem de capellas cabidos em
commisso ficlo perteneendo ao Estado, e entao nio
era possivel dar-lhes om deslieo seoao por meio da
ama lei, e he isso o qoe se quer com o projeclu.
OSr*. Araujo Lima:Resnmindo,Sr. presideo-
le, o qoe lenho dito, enlendo que o projeclo de que
se trato sabe fura da esphera da* notas atlribuieoet,
porqae esta materia est sojeita accio do poder ja-
de iario, acerca do que o poder legislativo nio pode
innovar, nio pode praticar acto algum, cororaatte
um verdadeiro atlentado, contrato qual o poder ju-
diciario teriaios recursos ordinarios se o poder legis-
lativo eslivesse na condiclo de um particular.
Enlendo mait que, se esto be o estado da ques-
tSo. se esta materia pende de revista, irregular foi
a legislarlo de 1850 assim como a de 1854.
Mas, pando de parte a questio da legitimidade,
jolgo ainda qoe o projeclo deveria ser concebido em
termos mait conformes ao fim qne leve em vista o
inslituidor deveria ser concebido mandando appli-
car estes bem ao cumprimenlo dos fim pios a qua o
instituidor, atienden. Nio vejo razao nenhuma qoe
vede o cumprimenlo desses fins pios na sua totalida-
de ou graode parte. Se alguma parte desse* encar-
gos pios nio pode ler comprla, esa. parle peder
ser muilo bem posta a' margem ; mas, como exislem
enire etaes encargo mallos- que podem ser eatnpri-
dos, acbo que o poder legislativo nio procede regu-
larmente quando se afasia por lal forma da vontada
do inslituidor, ama vez qae sio razoaveis semelbaa-
let encargos, que nada lera de absurdos.
Nem julgo que seja ioconcossa a epiuiie qae va-
rios honrados merabros apresenltm, que as capellas
cabidas em commisso paasam livres da* seas encar-
gos para o peder do Estado. Sendo ot encargos pios
oiijs reaes, me parece justo que elles aeompannem
os bens, qaaesqoer que sejam ns mos em qae sa
achem .Tanto mais assim pens, qoanlo altendendo
aos motivos da legislarlo artiga, vejo que elles nio
se dio 00 estado da nossa sociedade, sendo que por
(al forma se faria o devido appello caridade indi-
vidual, como se expende na exposiclo de motivos do
projeclo, cem o que alias estou de inleiro .ccordo.
Voto contra o projeclo.
Esta discussao fica adiada pela hora.
O Sr. Presidente :Vti-se offieiar ao governo
para saber-se a hora e Ingar em qoe S. M. I. sa dig-
nar receber a deputaclo qae por parte detta cmara
tem de felicitado peto faulissimo anoiversarie natali-
cio de S. A. a prlnceza imperial, e nomeio para a
dita depatoc|9 oa Srs. Teixeira de Macado, Lima a
Silva Sobrinho, Ferraz, Andr Bastos, Siqueira Quei-
roz, conego Leal, Pereira da Silva, Candido Borges,
Luiz Carlos, Belforl, conego Silva, bario de Maroim
Belisario, Fausto de Aguar, Frailas Travastoa, F.
Octaviano, Virialo, Sanios e Alraeida, Sa e Albo-
querque, Figueira de Mello, Bandeira de Mello, Cu-
nha, Magalhies Castro e Paranagui.
SECUNDA PARTE DA ORDEM DO DIA.
ORCAMENTO DO MINISTERIO DA FAZENDA.
Entra em discussao o orcamenlo da despena deste
ministerio.
O Sr. ferraz pronuncia nm langa discurso, cajo
raaior parte foi pedindo ioformaooee officiaet. Quan-
lo a' observaces, a primeira que fez foi sobre o aug-
mento annual qae linhara at nossas despezas, fazen-
do ver que esse augmento snbia todos os uno* nio
pooco.e ainda era augmentado com crditos upple-
raentares ; observou qoe a continuar-se assim o pa-
radeiro por certo deveria ter pernicioso.
Fea o nobre deputado algumas obiervacfies tabre
. na' especificarlo du crditos supplemenlara*, in-
cluindo-se ou nelles credilando-se positivamente
despezas eveolnaes.
Tratou da amorlisccao dos nossos empraslimo da
1822 e 1824, e parece que levou a mal a operaclo
feita pelo goveruo de esperar por alguns annos a
araorliatelo desses erapreslimos qoe se venciam no
fim do anno paseado. Julga o nobre deputado que os
fundo pblicos estavam enllo em ama poticlo de
que o governa se deveria aproveilar para realisar a
amorlisacjto desses oredilos.
Fallo na caixa de amorlisac,5o, eomo qne incul-
cando que teria mais conveniente chamar o servico
da caixa da araortisaclo para o thesouro.
Lemnrou finalmente qut teria muito conveniente
reformar a organisacllo do thesouro, acabando con a
directora das despezas pohlicat, e snbttiluindo-a por
ums repartidlo qae melhor lomaste coalas, a que
assim se preparasse o estabelecimenlo de um tribu- .
nal de coalas lio desejado.
A discusslo fica adi-.da pela hora ; levanla-ae
seeslo.
PARA'.
Illm. e Exm. Sr.Poueo tenho qae aecrascen-
lar aoa meus officios dirigidos a V. Exc. em 17, e
18 do passado acerca da epidemia cholenca. Nesta
capital continoa em considerare! declinadlo aquelle
lerrivel flagello. Os cazos mrbidos oovos oestes
ultimo* 6 dias tem sida raros, e despido de gravi-
dade, e a raorlalidade diaria de todas a doeocas toro
regulada entre duas e cinco pessoas. Nos districtoa
de fra porm lavra a enferraidade com maior ou
menor furia, a com alguma perda da vidas. Em
lodo o mez findo, o numero dos fallecidos nesta ca-
pital ebegou a 266 individuos, sendo 205 do chole-
ra e 61 de diversas doenrat.
Em San taren), Obi dos, Camela. Porto-de-Hdz,
Viga, Melgare, e oulroi lagares do interior tambem
a epidemia vai decahiodo gradualmente ; no enton-
to pelos sitios, roca, e freguezias mait prximas de
todas estas poroae.oes vai ella grassando com maia
ou menos inlensidtde.
Em Chaves, Oeiras, Abait e Igarap-merim.
oade reina actualmente, faz nao pequeos estragos
a epidemia.
Em sommt raros sio os angulas da provincia.
por onde nio se (enha internado a devastadora pas-
te, ceifando muitaa vidat, algumas dellas precila* :
calcula-se a perda de vidas at hoje em nao meos
de (i mil, cabendo o maior numero ao municipio da
Camela para onde se computa o prejuizo para ci-
ma de dnas mil.
Km a nova provincia do Amazonas lera-te gene-
ralizado tambem a epidemia por ama boa parta da
seu vasto territorio, porm com tal fortuna, que es-
ses poVos nio hlo experimentado mais de qae duas
au tres mor le.
Aluribuo ette inapreciavel bem nao coodicao da
molestia all deseuvolvida debaivo de um carcter
benigno, como algum pensam, mas sim ao promplo
e immediato toccorro da sangra geral, a qual lie
logo em pregada para eombator a doonca, como me
asseguram mullas letlemunhas oculares, as quaes
nao cetsam de encarecer o* incalculaveia beaefleios
de semelhaute meio curativo, que tem sabido con-
servar a vida a milhares de crealaras.
Remello os mappas da raorlalidade nesta capital
em 01 mezes de juoho e julho.
Corre como eerlo, qoe o cholera se ha manifesta-
do na colonia frauceza de Cayenna. Diz-se, que es-
to noticia fra trazida por um sugeito dalli vindo a
Marapa, depois a Chaves, e desle ultimo logar
capital. Parece qoe a doenra lora importada por
urna goleta ffanceza Ihereza, qne desle porto par-
lio para Cayenna uu dia 2 de julho, 1 qual perdeu
aajav.......iinaiiiai mi""1


MM MI
. ,
DllllllO DE PERRAMBUCO QUiRTA FEIRA 12 OE SETEMBRO DE 1855
aqu o couimaudauta e doui horneo di sua tripols-
gao atacado* da epidemia. Nlo domo garantir o cr-
dito denla noticia.
lie quanlo tenlin a eipr i V. Etc. Deo guarde
2 ,: *",*' 2 de '*Ml aa >855.Illm eE.m.
Sr. r. irancisco de Paula Candido, presidente da
junta cea ti de hygiene publica do Rio de Janeiro.
Dr. Francisco 4 Stloa CMIro, praildent* da
commiMft) de hygitn* publltia di provnola de tirio
*t*JM
(IHU de Malo.)
coiREjuroinuEanUAs oo diajuo
MIERIIAMBOCO.
AMAZONAS.
Barra 10 dujunho.
Kitiiao que n'ama fonlapoten* bebe alinda a (tal
soraos|lao afleigeado*.
Quando lento servIMrie da peona pin Uie dr-
Eir niahm missivis, tenho alguma cousa de inipor-
mte (ialo he para ama comedia ) a noticiar-lhe,
mas logo que' empunho a penna a inimizade acr-
rima que sempra tite a laitora, a iutalicdade de
nAo poMoir um talento natural, a falta de memo-
ria, urna especie de aonfoso, ou estupidez que eolio
em mim r escubro, me fazem com minha pehna no
papel imitar ao regedle da oi>chMtra que coin a arce
dirige o compaso da msica, eiquecer os peiuumeii-
lo>, e me dram da Iludo de ner seu correspondente;
masa bei.evoleuci* que para contigo (em lido ao
pdnto de raaraf Vrgonha 10 sen. Diario, enconlra
em mim ti Idgir mervado onde abrigar etll eon-
sidaracSo, r forsa-mei continuar osmeut proteatos
ainda|que dependa de ealraolur a car com esta cou-
sa a que llie chamara *m vrgonha al quese-
jam pela una m redacto renunciado miadas cor-
respondencias ; mas Com quanlo ella tejero nau-
seosas io iodepeiidentes do albeismo, e por no
ruufesso-IIie que sou orgnllioso porque demonstro
que son pobre de imelligeddi, mis que loa probo,
eonteatiodo-me eom a que tenho, e que nao pego
empresllnio de urna mtureza tal qne seja impossivel
a indemoisscao. Ooga-me este pouco, que he 0 qae
por aqu iliaam.
.1 litrella do Amastwu. Ha mais de mez e
meio que nao tem tahido numero algum, O qae bas-
tante sen limos por nao ie poder apreciar tenao o
s*u tao nro apparedmenlo. Se hBo Tora a lympa-
thia que mu proprletarlo te sabido alimentar, e
o radenlo prego de 166 r. por numsro, que pela
na eteam no flm de um anno nao pode imporiar
eela daspeza em mala de 8 ou 38000 r*., nio leria o
dltopropiirtario um numero approximado de200
rab*eripte res, que qnasi lodos sao commercianlea,
attendendo as circomslancias que ornam a tal Bt-
trella to Amazonas : seu tnesquiuho lamaoho de
palmo quadrdo aua nanhnma importancia ;j
por nlo sur poltico, i* por nlo ler referencia algu-
nas ao Mhinmcto. j por nao dar pablicidade senjo
aoa escrtr^es.,.,.. em louvor proprio. Diaem que a
desuera Justa ultimo harnero, he porque o seu re-
dactor ten-se necupado eom a impresslo de um pe-
ejaca tot or o (de uo sel qoeea) da aegunda viagem
que Nauta fea o vapor Monarcha. o qae sem da-
vidu dever ser riel cousa. j.1 pelo longo lempo qae
dizero qu; nelle se trabalhou, e pelo immenso Ira-
balho quti lem dado para imprimir-se : a obra me-
rece ser encadernada em Franca, ou nqui'em casa
ata Piogaiilho.
>* Assmnblea provincial. Nada sobre Illa direi,
porque Vine, deven faier urna Idea o chairo qae la
e tente... basta ser vizlnha da gllola qne aconta o
aaaassinos e ladros. Depois dos-ltimos projeclos
de qae Ihc dei noticia, espalha-se por aqui qae se
apresenloii aro para creable de urna praga de mer-
cado, oodn se deverlo reunir todas as quila ndeiras
e pescadoras para relalharem suas pescaras ele. ele.
etlou convencido de que todos estes projeclos ernbo
ra sejam ipprovidos, (e devom ter porque ao de
lilidade) nunca pastarlo de projeclos, pola onda
ae val basrar coma alguma para alli ser vendida, se
aqui ha grande occlosldade, ne o mesmoa direclorea
de Indios, segundo ditera, em lugar de os empregar
em algum i cousa til para ai e para o publico, os
mmorallaa hama-oe para parillherem da inacgao;
e mearoo quando ae dar principio a eaaa casa qae
tem de servir de ribeira en praga de marcado ?
Jareo que ludo precisa nm principio para ileangir
nm, t qae o principio elln (era ; mas en direi que
o principio de qae realmente por ora a preclsumoe
he aquello que a lodo o lempo qae se queira seja
approvelUivel, e Uto he de casa de palha* de ec-
queiros, qae o principio eoflm sern igaaet. Tsm-
bem cornil.me um oatro projeeto limitando aoa ven-
dedores du tartaruga, a venderem ale o preso ale i
paticaicai urna, e leodo tldo lembrado ao autor
alo tal projeeto n consliloigfto, entio impuzeram que
toda a lar nraga que for vendida por mais daquetle
preco pagiirl o aeu vendedor 25 por cento as rendas
publicas ; e ni verdade urna tartaruga eommnm-
mente lendo de ama arroba al duat, o sen valor
pode ser de 2 a 38000 rt. ,.e nao he caro ; mas
a amigos diiem qne ha lempos ellas eram vend-
da a palana, en direi qu mu i las veies estes qne
se dedican a esla cac.a, aahiaia de suas casas aoffren-
do mil tormentos at aqui ciiegarsm pira aa vender
lavar o sen producto era genero* ou dinheiro, e
qte Jaqui sahlam bebidos e illadidoa ; e de mais,
par eliea al eniao nlo eaherem dar valor ao que
Ihes perlencia, tegue-se qtie deverio tempreIgno-
rar 7 a ignorancia perde-se logo quesa principia a
adquirir > conhecimento : at entao 9t. 9s. nao
eram deputades, e hoje vecni-se fabulosamente nea-
i* cargos... Em loda parle nempre qu* ba pequea
quantidade de qualquer genaro, elle sobe no pre?o ;
a se aa auppoe qne ha molla tartaruga quando ellas
vlerem pira ser vendidas nao as eomprem por
precos elerados, porque no nm de algans diat ellas
te lomara o a precos convenientes ao compradores,
ejulgoqus nlo aera esta pera mol dilUcil, pois
qne pisaaia-ee manes qoe nao vemos esie gado ma-
ntiaso et(KW(o venda, e de eoosequencia ja se de-
ve estar I abituado, edesla aorle consegu r-se ha o
conlrario Ja eareslia.e nao ho afugenlar oa;fenalicot
ao vendeduros da (al artigo, que com conselhoa de
ernbualeCidorea que por aqui ha com abundancia,
deaappere;ram detta cldade para tal negocio, e pri-
varte qaa nem deaU carne o publico potaa comer.
Eroflm este projeclo qae parece a prlmeira Tace lo
all he pa" coodolmenlc alas pobres qae nao (endo
diahairo (ira ae alimaniarrn, podem ser refinados
jogedores
Consta qoe o 8r. Llns, depalado provincial por es-
la provio< ia, no da 2S ou 26 do protlmo passado
chegou de Canamu' i esta cldade, a prestar o cosln-
mado Juramento, e que no fin de 6 das se relirou,
sem dar parle a assembla, que percebeu as cosas
de vinda e vol.ta, e que tica venoendo I mamita
desde o da do jnramenlo al o do eucerramento da
assembla : au lamber eiitendoqoe aempre qae se
pode nao se deve abandonara lita.
A cmara municipal anda aempre de nojo, nao sei
a por mofle da seas membrtn, ou te he por elles ee-
larem cormdose das ra* qaa apanhiram qaando
d|jii-a que elle eslivam eafnndo pyriruc. Deo
aa abarrle de piraruc. La vai o qoe dlzem as mis
qae trabalha-ee para aa poder obler, eque pelo mes-
lo preco que actualmente sao vendidas, lalvax nao
ehegue a pagar o Irabalho para obte-las e ellas sao
delta sorte graluilaa ; ao pasto que nao se reeonhece
qoe em parte alguma ae lem visto vender lijlos por
presos tao exorbitantes e fabulosos, e a conclasao II-
ra-se fcilmente. Se aqui houvesse abastecimenl
de lijlos, tal lu a irais oojeeloa desta aepecie elles
seriam vindidoa por lio elevado pre?o T nao j le-
riam vendidos por um valor justamente eslimado
que poda corresponder urna tersa parle; e por-
que nlo tu vendido* por Me valer inalo t pal aua
e.c.icet i logo ha iprovellar-se da falla. Que era-
preii da p' virada para progredlr a adlBcaclo,
arre I I I
Oarew pxblieai. A olera nadi lem fallo, por
ioo daal* eslibelaaimanle naila lera resultado em
favor deltas, mas vou comprelieudtfr no numero de
malhorameutda a aforrnoiaaraentoa da cldada doua
CaUlIhsaenvidrasados que fnf.im posto? as jabellas
da casa que serve de thesonraria geral, mas com tal
economa de laboa e vidro que uo fecham at cima
os vaos dellas, Qcando em arabas urna pequea rea
para entrada do ameno aephlro que Uro de inspirar
a muta aui empreaadot.
O Sr. Alberto Kuaul que se achava encarregado
de tirar a planta topographica deala cidade, diiem
quando quier defender-aa, por ser amigo intimo do
seu digno proprielario.
V Vmc. que prefer antes eneber oa homens de
certetas do que imila-loaou aeompanlia-losa gritar,
o choque assim torha-se mais seosivel, e o prazer
mais saboroso ; o Guimares pode diifir ae islo he
ou nao verdade, pois ja est bem desanimado na
ampreza em que entrara com tanto fogo 1..,
Ttnho.lou joigo-me ter juitiuoado em partes. A
peale de alguma forma ailuatou-me ; fez-ma urna
vieita, e o mau eelado senil aolTreu mallo mus gr-
cil a Dos, aoa cuidados do bom Mltheus eu a-
cho-ine inleiramenta reslabelacido : lonfesto inge-
nuamente que tainbam por esla lado ful retido aoa
meus desajos, poii ja leria continuado na minha
poulualidade. nao ser alguiuas privae/lis que m
eausou or. poradico.
A proposito : eitamos, por aalitn ilizer, livrea da
Seate ,' nao ae ralla maia am eeoMllianla cous.i; islo
t, *> povo que he a principal autoridad* tiente ne-
gocio. Qoauto aos homens da sciencia, convem
confessar que tueciiou-ae alta quesiao entro o -Sr.
I ir. Camillo, e Catiro, este quer que a molestia,
que ha pouco llagellou-nos seja o cholera-atialieo,
e aecusa o Sr. Dr. Camillo por ler deizado seme-
Ihante molestia aportar a uossas plagas sem lomar
at medidas convenientes que se empregam ra taes
chotera sporadico, e lodos somos propensos a re-
lo, porque, dizem os fillio desla boa Ierra, que
quando falla o r. Camillo he a propria sciencia
que falla. A quesiao denomlnou-se Caslro-Ca-
rnillo o porque nao he preciso que seja malhema-
licameule demonstrado, pois lie lio claro como a
questao turco-russa. Nao sou inimigo de nenhum
desle senhorea, mas sempre direi que o procedi-
meiilo do Sr. Dr. Castro foi demasiadamente injus-
to para com o Sr. Dr. Camillo : o hornera sabio,
do seu salicr busca materia para confundir o seu
adversario ; por lano, a sua virulenta correspon-
dencia no patriarcha Treze de Malo nada provou
a respeitu da illusIracSo, que dizem ser o ornamen-
to deS.S.
O Sr. coronel Pinto GulmafSe, vic-presidenle
em eiercicio lem-nos salitfeilo com a sua adminis-
Iracao, e provado o conlrario do que sobre ella dis-
te ha pouco o Sr. Dr. LelUlo. deputado por cita
provincia, na assembla geral, S. S. por cerlo ha-
via ser mais juiliceiro, se tives-e conhecimenlo do
estado, em que marchara as cousa presentemente,
e darla o aeu a seu dono. O Sr. Pialo GuiuiarSes
ainda nao pralicou um s<> acto que merecesse des-
approvacao e centurat, e tornase por s dos nossos encomios.
Nao nos lem fallado por felicidade, ha algans
das a carne verde, com o ouiilio dos ihk-o- vizi-
nhos irmacs do Cear a Maranhao, e os oolros g-
neros de primeir necessidade ja vao apparecendo
com mais abundancia.
O PrOCldincia vai indo Soffrivelmenle. Tem-se
dado varias representac/Jes, e o pdblico sempre se
retira tatisfeilo, sendo os ohjeclo da sua ailmira-
S-io osSrs. Duarte Colmbra, Silvestre Meira, Joao
Rlbeiro, e a senhora Jotcpliina Mir. O empreza-
rlo massa-nOs com immensat repelicoes, por falta
de expediente na direcsao ila empreza ; porque a
nao aer Uto ludo leria melhor andamento.
Est se concertando a igreja das Mercs dizem,
qae para islo lirou-se ama subscripiao : Deo os
ajude, e os anime para assim levarcm a obra no fim.
Adeos al a prlmeira. Votre lerctleur.
O Guaf rense.
lingual p>r aqui.
Diqoi (i dez oa dote annus o qae na* contaro
os acluae- neploa ftneelonadorea pnblleos! 1 1 Quan-
do elles neliverem no meio de seas fllhosdirtlo
ah manin st, vaaaes nao vimm o que foi lempo bello!
Tempo era que lodos se viram privido da justica
porque nis eramos os governadores. e nlo conhecia-
rnoa o Interesse eommum do publico, por nao termos
o malo da inlellgencia, e por relevantes servidos
lemos hoje m*is da ama tonelada de honra. O mes-
rao diz di! ha seis anno* pulsados o nosso Polico.
Repartira de fazania provincial. Dizem qne
prisloheirau ao Sr. depalado Lino um molho de ru-
in* que poderla leroilo libras, o qual o Sr. Lino Ira-
zia para teu gasto : que contrabando de 13O0 ae la
pistando I
Plida. Em nanhnma parle ella (era lano so-
cego, e is'.o mesmo he mao, porque ella estando nelle
flnda algum da se poderl sentir desprevenido em
caaos melindroso!, Igntn quanlo se aente, segando
disatn, a periegnicls arbllrarla por rulilldadet. Di-
zem que ha dias am mualo eseravo deu urna pedra-
da em uin Africano bocal dos qoe Irabilliam na ota-
ria do aoverno, que maHraloo de (II sorte o rosto
do infeliipreto, qae naopodera fugir a raerte O
mualo dizem que evilou-se de cahir na casa Vtf.1-
nlia da a:isembla, e qae nao gotta de ouvir dis-
eaaaBii.
(Mara provincial. Bale esUbeiaelmento em que
lauto ae empenhava o Sr. consefheiro Penna, semen-
t por ser teu fllho, rnhalava o publico ni mais
doce espsranc* ; qeem llnha sea terreno nntrli es-
peransai Je edificar aua cnsa,| e de tal sorle se en-
Ihasiasmaram os possnldores de terrenos que engel-
Uvam vendas vanlajoaas tambem no intuito de te-
reraa gloria de dar Imputan a provincia, mB hoje n
raconhecid* mposslbilidade tem derrotado os en-
(husiaslai, dirtle*lilade til qne eliver oemprezario
de qualquer obra todos Wartistas a serventes, e qnt-
rendo facer ama caa semelhanle a estas qae por ah
se alugam 10} niensaes, cajo valor sera de 1:0009
a 1:2008, nao I poder* edificar no prazo de 10 ou 12
annot, e nlo Ihe fican a casa por menos de 20 eon-
taade ria, nao inclaindo joros do capital em pregado
te total eouclnaso da obra, continuando a malfada-
da alariii a seguir canaira que red incelada, fabri-
cando de tres em tres mezes 2,000 lijlos. No en-
treunto qae este estibelecimento esto collocado
n urna iioalcs* vautijose, ja pela facilidade de en-
contrar o barro, ja pelo numero de trabajadores
com gnu o presidente ptl* contar, ja pela somm-
daapandida e Analmente ja-por aer elle perlencenle
a raaenita nacional, da quem jamis podar epernr
melhor prolecsao ; e porque nao tem progredldo ?!!.'
Ha acoi omiaa qu* resultara em prejolzos, e despe-
is que sao vaotagena, e porque nao ae ha de adop-
tar esla sorte da deape/aa, como seja eom um apto
ampreftida T para que so lia de lar am homem em-
fragadii qu* nunca leve r. mheeimenlo de olaria, que
la* ais Jas aoseas intelligmtes depulados proyinciaes
qae pana aqui na cidade qnatro m*zss, e qoe as ve-
zea ha chamado para o servico militar T que poder
azar esse homem? para mandar es metqainans pro-
ducios para earem arrrmilados'ns cidade ? para islo
afo he soOicienle e Peraann que em Nauta nunca
vio ama casa d* lijlos e cal 1 Parque n*o se ha de
pagar aos trabaUtoduree de conformldade com o al-
iado d paiz 1 So estas economa* invertida* em
nreiahni, qaa *m logar de causar estmalo lo tra-
b*llio ipparec* idiaposiclo.
Em .'II do p. p. vendante em arremalacao 1,500
ou 2,000 lijlo* a razflo de 919000 o milhelro I Di-
zem que vieram para metmo destino20 potes, mas
que por tersru lao mal-feilo oinguem os quiz com-
prar. Winguam quer ver a justija na aua porta maa
na de outro pouco importa : limtate aoa vendedo-
res de tariarug i o preco porque deven vender,
oa aniio sobrecnrrega-ie-lli* de onos, n8o ae atten-
dendo qu mdo a sua pesca ae torna vasqaaira e a oa-
trae iiimentoa incommodos a* d*sa*caa a* tarap
qne nunca della Iraluu, porque nunca foi visto em-| casos ; aquelle. sustenta ao contrario, que he o
pregado em tomelhant* couta, no entretanto que
alm do seu vencimenlo como alfares, percebe ou-
tro salario como... direelor de sua casa.
Etlrada do Rio Branca. Um dos passageiros
que seguio no vapor Manarcha em 1 do crranle
para o Rio Negro he o 9r. Gabriel Gulm.iraes envia-
do pelo presidente da provincia, dizemqya como es-
crevente do capitao Bemflca, que lem de comegar
etla estrada. O capitao Henifica he detses antigos
corpos da milicia, que segundo aqui se f.da atsu-
mio tal patente em 12 horas, cada tiro que dar a
sua granadeira la elle avanzando os poslos, he ho-
mem sem conhecimenlo algum, he homem que diz;
a o banco que ioventou ppelo l nos infenos : nao
Ser impossivel que eise homem fasa semelhanle
Irabalho ? ao menos eu o supponho, segundo taes
cousas que aqui se dizem. Outros dizem que o Sr.
Gabriel he quem ha de fazer ial etlrada, e he quem
dever apresenlar um relalorio da tal oploraran, a
que foi como engenheiro. Islo dizem os filhos da
diaboa, qu* he Vonlade de desperdigar os dinheiros
do* cofres pblicos, pois que havendo aqui 4 enge-
nheiro, que at um consta ter-se offefecid gratuita-
mente, o presidenta nao sei porque deixou de aceitar
Ial oDerecimenlo, preferiodo mandar ura empregado
da secretaria da presidencia, que nada enteode de
engenhnria, e que lalvez bem lenha conhecimenlo
de agalha, salvo se forera as do mar ou de coser ea-
nhamaco, no entretanto que sesuio nesla coramiss3o
percebendo segundo dizem, 2009 rs. mensaes alm
do ordenado que vence codo empregado naqoella
secretaria ; cujas vaolagent nem eram precita tar-
se-lha offerecido, porque so o desejo que elle tinlia
de para alli seguir em commissao do governo para
nao perder o eu coslumado ordenado as esperan-
tas, segando dizem, de l descobrlr alguma mina de
ouro e pedras preciosa, o moviam a ispenaar lao
immerecida gratificado laxada aulas de ver aeus
trabalhos, que Dos permita que seja coala papa-
lina para a provincia nao se habituar smenle cora o
que nio presta ; e que ao metmo tempo traga raoilo
ouro e mande delle fazer a moedagem, qne anda
mui vasqueira, para ver se com mais generosidade
allrabe-me as algibeiras, em que so se v os pontos
do mal pago alfaiate.
Talvez o Sr. Gabriel aprsenle um Irabalho s a..
vesss do qne se pensa nesla cidade, mas o presi-
dente devia evitar este lalvez, attendendo as das-
pezas fuleis que j se lem leito,as circunstancias da
provincia, e a imporlaocia de Ial etlrada. Quando
oSr. Serafim, que foi enviado pela presidencia em
commissao para explorar o rio Puru em demanda
dos norlos da BollVla, e qoe para Ihe causar estimulo
fez-se-lhe um Te-Deum e deo-se-lhe um acompa-
nhamanlo de 20 soldados, voltou da sua commissao
s sabeodo dar definicao de urna porgao de oleo e
salsa, como ser posslvel que o Sr. Gabriel nao lendo
recebido por honraaotecipadaalgara Te-Deum
;'que devla-ee-lhe ao menos ter-se-lhe feitomeia du-
zla; poder coosa alguma raier T nio he poStivel; e
provado esla, porque, quando tambem foi enviado
o Sr. Medelros para urna exploracdo pelo rio... afim
de descobrir o meio de se fazer "urna estrada at
Mallo Groisd, por nao ter elle recebido nm Te-Deum
saa viagem foi cheia de viravollas, em lagar de
adiar o flm de la foramlsslo quasi que se perde.
Salubridad.Tenho-lhedilo|mal quando Ihe digo
que aqui froe-se perfeila saode, emlagar dedizer-lhe
que as molestias nao sao mu graves, mas bastante
incommedas.
.Sardo.No da 7 do crranle deu a aociedadeRe-
creagao Amazoniense o seu baile, em que com-
parecerara|30 e Untos cavalleiros, e 4 oo 5 damas
cajo pequeo numero de damis occasionoa qae pon-
pando los cavalleiros o exercicio Is pernas, excilou
o exercicio dos denles e goela not doces e cervejada.
Coirtla que e-lamo para gozar de ama agradavel
serenata todas as noites, execalada ni porta de pa-
lacio, e qne ser bem breva por j terem chegado os
instrumentos, inclusive am rabccSo qae o paisano
das esporas, por ser hbil locador deste inslramento
o desempenliar para deleitar os amadores do seu
som dilecto.
Fabrica ie chapeos de palha.
Nunca a vi, mas dizem que era o pequeo vio da
esrada de palacio, onde eslava depositada meia ar-
roba ponco maisou menos de palha de bombonaga;
eia a fabrica de chapeos que dizem ha oa Barra com
os meslres distantes, lalvez 100 leguas.
Alem disto todo mais vai nos milhdes de mara-
villas.
Colonia Mana.
Sobre este eslabeieelmentn pouco direi, pois que
ha muilo lempo nao me lem cabido um din dispo-
nivel para at l dar um pstelo, no entretanto
consla-me que alem do capeliao chegado aquelle es-
tabel.'cimento em feverelro, chegou no mez passado
nm medico e o admnttlrador. Actualmente o na
mero de colonos alli residente he de duzentos i
lanos, que bstanle lem castado a habituarem-ie ao
clima da Ierra, e por esla razao poneos serviros po-
derte ter prestado, e pouco mais adiantamento ter
lido ; no entretanto na deitar de dar esperanzas
da sua ntilidade nao o desligando o governo da sua
prolecsao, qne dever ser o sen alicerce.
/'aporas.
No dia 9 do crrante chegou do Pari o Vlpor Ta-
pajoz, trazando alem de oatros passageiros 50 sol-
dados de llnha para melhor ser guarnecida a provin-
cia. Este vapor regressar amanilla para o Para.
, O vapor .WonareAd chegou de volia da sexta via-
gem ao Rio Negro oo da 8 do andante, e noticias
daquellas miseraveis villas, freguetlas etc., nieles ;
e agora he que nm passageiro do dito vapor me disse
qae em Meara eslava pacificamente o capitao Bsm-
fic, em ae embarazar com o negocio da estrada do
Rio Brinco, e qne o individuo Gabriel ealava cho-
rando com saudade do cbrlslao qoe Ihe dea a
mmala: mas a islo nta se deve dar consideragSo
porquanlo foi dito por pesaol qoe en nao co-
ntieno, v
Irn qmnlo tenho Sido enfadonho sem nada
exprimir! I
Para o prximo.
Mulla gordura para quem Tur magro e muilo
dinheiro pan qmm for pobre. Zemery.
PARA'.
Belem 30 de agosto.
Mon cher.Tendo Vmc. me concedido a honra
de aceitar e inserir no seu acreditado jornal as eor-
retpondancias-qne daqui Ihe enviei, lera por cerlo,
formado a meu respeitu algum juiso mo, por ler eu
deixado do deaempeohar 1 risca as funcrOes de lao
augusto encargo; mas certas eircumslancia* hilo
me obrigaram, e passo expende-las em primeiro
lugar, para que vejara, que ae engaaran] na des-
coborli os carapeSes do Diario do Commercio, e
tambem alcancar a absolvigo pela grave falla que
eommelli pare eom Vmc, olvidando-me daqdillo
que promeUi.
A minha ultima missiva causn grande senssrAo
quando aqui chegou, ao* borneo* de leltra da aclua-
lidade, a ao amigo Parfalhao da Defensora, qoe fal-
lou, vaalferou, a at berrou, por causa das conftn-
fi'ar, com qae en o acobertava quando relalel os fac-
i*, que por e se deram : recorreu o homem ao
Diario do Commercio : foram victimas do sea fu-
rer beduino o Mandes Csvalleiro e Cetario de Bri-
(o, por terem, como elle ifrmava os corresponden-
tes do-sen Diario nesla provincia; reflecli, que
Vmc. seenvergonharia.se conhecette os revestidos de
tal encargo; porem posso asaegurar-lhe qoe qualquer
um desse* senhore* sao mui dignos para esse fim, e
que se leem sido calumniados, maravilliosamente ae
leem defendido de semelhanle* aggr*esoes, qae lin-
da nio passarim a realidade; entretanto, qae o
Farfnihan ainda se nao juslilicoa peranle o tribunal
sagrado de publico, do que aeo respailo diste o
Diario do Grao-Par, o que ludo he verdade para
e nai n qae acerca delle se ditser de bom he falso,
e o qne for de mo he real: assim grita o espectro
do infeliz Hypolito. Julguei melhor desfrutar os
homens, calando-me por algum lempo lira de que
efectivamente fleassera convencido* que o verda-
deiro correspondente era n Cesarlo de llrilo ; por-
que este rellrmi-se para a Barra do Rio Negro. Ora,
quando viram que nao cunlinuaram apparecer maia
correspondencias, ainda maior barnlho Rzeram, e ao
mesmo lempo ufanaram-se por lerem alindo ao al-
vo, mo permanecendo inultos unte aquelle que os
aggredia lato s a poder de risadas, diz o ratao do
Matheos.
Cada vez me convengo mais, qae estou bem tan-
ge de me conheeerem, porque atravi da contenda
nada observe! que tendease a esse flm ; curapre-me
portanlo ponderar ao I'artalhao e aos teas collegas,
que sempre he mo pensar infundadamente, nesle
ea*o, por exemplo, offendeo qaem nao linha a me-
nor parle na* correspondencias que Ihe tenho re-
mellido, e, agora com que cara ficar, ao ver-me de
novo em campo ? OCesario de Brilo est na Barra
ilo Rio Negro, qaem (agora tornar a allianrar qae
he o correspondente do Diario da Pemnmbueo nesla
provincia '! Bem v, que e ningoem Ja dava crdito
aos seut alaridos, agora menos o farto, porque o
correspondente continuara de novo nos seo* Iraba-
lho* ; de-enganem-te, pois, os Sin. Alvaro e Baena;
apremlan a ser mais prudentes para oulra vez : i>
Metidas Cavalleiro he proprielario do mais acredi-
tado jornal qu* a"qoi existe, nao precisa ir tan tan-
ge Ipara atcangar reputarlo, pola que aempre lem
levado Vanlagem ao aeu inimig i, ainda n mais en-
earnicado : o mesmo acontecera ao CesaVio de Bri-
lo, que lem as idoneidades precisa para escrever ao
publico, se qnizeste censurar a mis aegoetqueao-
d.im i par do todo do Sr. Alvaro, e tambem a* pa-
ginas do Diario da GrUu-Pari suadisposigSo,
PIAliHY-
Therezina 16 de agosto.
Tendo fallecidohonlem o Eira. Sr, Dr. Antonio
Franciaco Pereira de Carvalbo, deaejamos eicrever
um artigo expondo aua corla e honroaa vida, mas
faltam-noa completamente os dados preciaos a mui-
toa pontos, pelo que lomei a resolugo de escrever a
Vmc. pediudo que publique pelo seu concaituado
Diario eale triste asontecimeulo pouco mais ou me-
nos pela maneira aeguinle :
O Exm. Dr. Antonio Franciaco Pereira de Car-
valho daedeque chegou a esta cidade padece de saa
saude ; a influencia do clima austero, franeticn, car-
rancudo e inhspito ( como elle mesmo chnmava ),
aggravou logo saus antigos padecimenlot; doua me-
se* depola de sua chegada, conhecendo qoe nlo
poda continuar n vivar aqui, pedio para ser remo-
vido para alguma das provincias do *ul, mesmo de
inferior calhegorla, nao obtendo pedio para ser de-
raittido, e lodos os correio levava cartas delle pe-
diudo lo governo ama ou oulra coosa.
Nao davendo abandonar i presidencia,porquesem-
pre fui dedicado ao governo, e linha oo ministerio
amigos, queexigiam os'seus servigo*, foi-se comer-
vlndo, iiutriudo sempre esperanga de que breve se-
ria removido ou demillido. Entreunto leve a no-
ticia de que saa prezada mulher, que linha fleado
em Pernambuco, linha adoecido gravemente, logo
plo seguidle correio que linha morrido.
He preciso ter-se esUdo em contarlo com o Exm.
Dr, Carvalho para ae poder bem avaliar a profunda
o dolnroaa chaga que Ihe abri esta noticia. Nao
era dessas dores qoe se manifeslam por alaridos e
lagrimas em que as mais das vezes n8o entra o co-
rarao, era um aenlimento tao profundo qu*. como
urna invencivel barrelra ae atraveeaoa no bullante
futuro, que havla Imaginado.
O pensamento de continuar a Irilhar a cirreira
que havia encelado tao honrosamente, o desejo de
prestar servigos a saa patria ; a ambgao de esclare-
cer o sen espirito pan um dia poder passar com os
homent, que pelos seus conhecimeotos mais alis
sflo a aeu paiz, a finalmente a idea bem natural de
um prooresso rpido em sua bullanle carreira,
ludo se destrata, ludo baixou a sepultura como ca-
dver de sua mulher. O choque que soflreu com tal
acontecimento,e>acerbou cousideravelmenle os seus
msles ; soflreu immediatamente de toda a vida ner-
vosa, e os ataques bemorrhoidaes com perda em
grande abundancia de sangue por urna e oulra va
foram repelido* ; nao lomou mais alimentos, suffl-
cientes, uatria-se com cha, algum leile e pouco
p3o, slo por espago de tres mezes, at que appa-
receu-lhe urna febre, que immediatamenle lomou o
caragler de perniciosa, complicada de spleno hepa*
liles crnica, e inflllrago de todo o lecido ccllular,
malea que ipezar dot serios e constantes cuidados
do Dr. Antonio Maooei de Medeiros progrediiam tao
rpidamente, que em aeia dias o levaran) a sepul-
tura.
O Bxm. Dr. Carvalho conheceu logo, que a saa
molestia era mora!,e patenleandoa seus amigos eile
pensamento, acrrescenlou que cuidava em fazer por
vivar, porque como chrisUo assim o devia pra-
licar.
No di* 7 roandgu. chamar de Cxias o medico An-
dr Iny, qne cliegando uo dia 9 as 11 horas da ma-
ullan, conheceu que nao havia meio de o salvar : e
com effeito, inmediatamente se manifestara ai lodos
os yroptomaa de tima morle prxima.
No dia 8 fez o seu testimonio e pedio qoe se dis-
sesse ama missi mesmo *m palacio para ello ouvir,
depois de se confessar ouvio a mista sac.raman-
lou-te ; nodia de *ua morle pedio oulra miasa, e
na occasiJo de se celebrar dsse aos que eslaVam
prsenles, que a ouvissem em aun tengAo, depoia
da mina foi ungido, e aatim espern a morle, como
o homem justa se ditpSe para assistlr a urna grande
fesla.
A idi da morle nao o altern absolutamente,
suas faculdades estiveram sempre calmas e esclare-
cidas; falla va a seus amigos como ordinariamente
( salvo os efleitos da molestia ) recoramendou aos
Drs. Selle e Medeiros e a oolros amigos, que nao sao
filhos desla provincia qne se relirassem dalla, mes-
mo s*m esperaren] remogao, aob pena do terem
viclimas como ella. De vax em quando abra os
olhos, e eom as mos postas recita va em voz alta
aquellas psalmos de David aproprlados a sua situa-
gao. A vida foi paulatinamente se exlinguindo al
que as dez horas a meia da noile a mem de conscieneia pura e tranquilla adormece
par* acordar no dia segalnie, elle adormecen eter-
namente.
Todos os soccorro* que em tima cldade atrasad*
como esta,ao possiveis prestar-se.elle os leve; seas a-
migos naoodeixanmum momento, se a mnrte
nao fosse um flm certn, qusndo o Creador o prs-
ense, elle uria Iriamphado de saus padecimen-
lot.
O Exm. Dr. Carvalho drenle o tempo em que
caso ; negando ser elle de ueixa por nlo ter di-
vido oflenaa pesioal lo juii de pai quelloio. Conlo-
me pessoa insuspeila qus lie membro di assembla,
que a defeli. qu* tai prodiliida pata Dr. Theophilo
Rufino Bezern d* Meoesai, fulminara a lcasacao;
nao obstante o aecusaJn tal Gomlemnado a suspen-
sao do emprago por tres anuos 1
Foi sanceionada urna le provlnclll, qua vota a
quanlia de oilo cont de rola pan aer idlaullda ios
empregado prOvinciae* que qoizerem entrar para
o Monta Pi. descontando depois pela quinta parte.
Foi autor do projeclo o Dr. Pedro Pereira da Silva
Uuimartes, o qual deilou a cadeira presidencial no
cto da discussao pan defleode-ta, no que foi secun-
dado por alguns amigo* da piedade. Esta lei que
vai garantir um futuro s familias do mallos em-
pregado* pobres, deve enet.er de salisfacto aos au-
tores e pronugnadores deis i idea. .
A lorie do empregado em geral ha ssmpre m ;
mas no Cear onde tomo por ratalidlde todos o em-
pregado* tem numerosa, u extraordinaria familia,
couta sempre eila como cerlo pela morle de seu che-
fe, ler de lutar com os horrores da indigencia.
Tem-se escripto que os hirhtiopliagoi, ou aquelle*
Pavos que vivera exclusivamente da comer peiie sao
os mais proliflcos, mas no Cear a excepgta de algu-
ma* praias mais distantes do erlo, e do commercio,
o alimento geral he carne, e carne suceulenta. DI*
gara agora l os philosophos ou os sabios da escrip-
tura porque razao se contara nesta provincia, e es-
pecialmente nesla capilal familias tao numerosas 1
Creta que encerrosle phenomeno um d'aquelles se-
gredosda naturas* de que fallava o poeta portuguez.
Se pois o fim da lei, a vista datta peculiar eircums-
lancia he todo pi e benfico, honra s faga a assem-
bla nesla parle que soube compeuelrar-se ou amer-
cearle da sorle futura de lanos orphBos e viuvas.
Don-llie parle qoe o correspondente do Cearenie
continua a embirrar com o correspondente do sen
Diario : voltando a carga sobre a mesma materia de
qus Ihe Iralei na minha ultima, quero dizer, repli-
cn provando-me a {replicar ; porem en qde adopte!
o processo summarlo para as questfies, que me oc-
correrem como cjrrespondonte do metmo Diario,
dou a minha ultima como razos finaes ; e se me
aperlarerd triplico por negaran, com o protesto de
convencer aflnal, porque espero sentenga a meo fa-
vor do publico Imparcial, e ae a nao onsegoir en-
tao guardo a tarca da minha dialctica para os em-
bargos. Devo aqni fazer orna observacao acerca de
urna errata mallo sllenle que veio na minha Ulti-
ma, sobre o nomo do autor da sentenga amicut
Plato, ted magit rnica veritas, qda em lugar de
Aristteles sabio efristotelet.E para qne nao sup-
ponham os seus leitores que citei algum autor ou
muilo antigo. que passe por caduco ou muito mo-
derno que nao seja linda conhecido na repblica
das leltras, fago etta dovi la e opporluna correegao.
Sobre o nosso estado sanitario nao vamos mal, por-
que o cholera que mais aterra a popUlagao conti-
nua para o norte debato da mesma zona, a pelo tul
creioque nao poder chegar aqui, sem qne primei-
ro invada as provincias, "que jazem entre a da Bahia
e esla.
Temos amanhaa a grande fesla nacional de 7 de
setembro 1 J me cruzara iqui pela porta os guardas
nacionaos dos baialhoes de Maranguape a Soure,
que vem formar amanhaa, cum os d'aqul, a grande
parada, a qual conta se que ser brilhanle. Tem de
haver cortejo, e a offlcialidade da guarda nacional
desla capital prepara ura esplendido baile ua casa
da cmara, .em tauvor do grande da. Eu de minha
parte que j estou um pouco eslropiado das pernas
para entreter-me na danta, preparo as-mandbulas
e amol os inciaores para os bolos, bons boceados,
loucinho do ceo, ele, e o apparelho Icstico para
preciar o sonoro hyrano nacional, e as bellas cava-
Unas e modinhas cora que a* jovens do bom tora nos
quizerem mimosear os tympanos.
Eslava ao principio quasi disposlo a nao compa-
recer no baile, mas depois, lembrando-me que o
cholera se approxima, resolvi-me a ir tirar nimba
desforra ; porque, meu amigo, ninguem podo dizer
nada acerca do futuro, qae pertence a Dos, e por
isso cada um deve ir fazeodo por exeeutar o papel
que Ihe tocoa no grande drama deste mundo ;pa-
pel este que coraega logo ao ver a luz do mundo,
por comer e beber. Nao digo Uto para que me cha-
mem sensualista, pelo contrario amo os prazeres do
espirito ; poremhomo sum... Eis aqui sem que-
rer, como (endo-lhe promollldo ser breve, j vou
com n3u pequea massada, se ao menos poisoisse o
dol do espirituoso folhelinista docorrer da penna,
que com moila pena para mim e para multa genle,
se despedio do Mercantil, valia a pena dar urna
maisada de penna ; porm Com esla minha mal apa-
rada peana, devo suspender a penna e fazer ponto
com a mesma penna.
Chegon honlem as 5 horas da tarde, o vapor To-
cantins do Marauhan, trazendo a infausta noticia da
morle do Sr. Olympio Machado, presiJenle da mes-
mi, e tambem a do Sr. Carvalbo, presidente do
Piaohy 1 Com effeilo, nunca a farda de presidente
foi tao vulneravel; parece urna falalidade, que era
o mesmo vapor venha a noticia da morte dos admi-
nistradores civil da duas provincias llmilrophes ; e
dizem qae ambos do mesmo mal !
Consta por carias que o cholera j eslava oo Ta-
ryast, no MaraawiAo, e que passara pela comarca de
Braganga ta benguamenle que nio taz urna s vic-
tima. ^' "
Fallecen honlem nesla cidade a Sr.a D. Clara,
mulher doteoeute-coronel Ignacio Pinto de Almei-
da e Castro, e ir maa do finado padre Mi&uelinho,
este insigue pregador, que foi fucilado na liahia em
1817. Era urna senhora de estima e distinegao pela
sua illustragao, carcter d icil e genio liotpilaleiro
e bem faZejo ; pelo qua se faz digna do espeeial
mengao.
Saude e patacos, at a primeir.
observagflaa doa 2 dignos propietarios commissio-
nados aproveitar aos nosso agricultores, o anma-
los a deixar a velha rutina em que tem permanecido
tanto tempo estacionaria a nosso lavunra, a destruir
os preenneeitos dos velhos lavradores contra as itt-
novages !
Relatorlo aprestado a pi-Mldancta la pro-
rlaela *]ae Alafoa. Ma Si. Kaaoel Hodrl-
I"** Iielte a Ottleiea asa oaa*l**.o ao nta-
laipio ala Itaauifc a prav.mai alo Ra ato
tTaaalra.
Km observancia ao art. 6. da proposta de 26 de
abril delta anno por V. Ele. a nos aprcsentadl, e
por nos accelli, irnos nsrrar aqnilta, que vimos
que podemos observar na fazendas tos Sr*. Coala,
e Dodgton tendente ao objacto de nossa commissao
no municipio do llagushy da provincia do Ro de
Janeiro observar, eesludar pralieamenle os me-
Ihoramanln, que lem alcangado aquellas doua Ilus-
trados inglese* no planto, elratnmentoda canna de
atsucar, e no procesto da labricacao deste, eis o lira
de nossa commissao. Antes porem de traannos do
assumplo, que nos oceupa, seja-nos permitilo refe-
rir de passagem urna eircumslancia, que devera aer-
MACEIO".
4 de setembro.
Na presente quadra o objecto de maior solicilude
para goveruantes e governados he a salubridade pu-
blica ; assim jolgo do meu dever (para tirar-lna lo-
go o saslo) encelar sala commumeaudo-lho que tra-
gas a Miaericordio Divina nao lem aoffrido alleragao
nesla capilal a hygiene publica.
Disse-lhs em minha ultima caris que nao linha no-
ticias da villa do Norte onde as lyphoides o inter-
mitientes liaviara feito algumas viclimas no mez pe-
nltimo ; felizmente posso agora assegurar-lhe qoe
essas febres leem diminuido muilo em sua intensi-
dad*, bailando cousideravelmenle a morlalidade no
prximo passado mez.
Occorreu ltimamente naquelli villa nm Tacto que
encheu a popolagao de grande terror : umalfamilia
inleira foi envenenada, nao sa sabendo ainda hoje
ao cerlo qual a substancia envenenadora ; o caso he
que lendo ceado camaroe com urnas papas de man-
dioca foram todas as peasoas quu participaran] da
ceia accummetlidas de vomilM e mais signaos de
envenenamenlo, inclusive nma moga que havia pre-
parado o terrivel mingas 1 Muitas pesaoas soppu-
zeram qoe en a cholera e ja davaro o mrdonho
alarma quando o medico declnrou que os srmplo-
mas eram de envenenamenlo : suecumbiram o do-
no o a dona da casa, salvando-se as demais peisoas ;
nao quizeram consentir na autopsia dos cadveres e
he por isso qaa se ignora qual a substancia que pro-
duzira lio funesto resallado. Eale ficto coincide
com o que narra o Correio Mercantil di corlo de
10 de agosto. A cholera-morbus linha causado al-
gumas morles era Belluna (cidsde ds Italia; quando
de repente os pensionistas de um collegio cahiram
todos doenles : os mdicos declinram logo que era
urna invusao do flagello
/Cela \
VM.is fadas Iny
e Irataram os doentes como cholencos, SO saecurabi-
ram Fet-se a autopsia a descobrio-se que a causa
da molestia tara o uto de urna cicuta miada que o
cozinheiro linha lomado por salss. Estes dous fas-
tos demonstram a conveniencia de seren os mdi-
cos mui cautelosos uo diaguoslico das molestiis as
aclaaes circunstancias em que qualquer Indigestan,
dor de barriga ou dysenlerla pos o misero enfermo
e toa familia em sustos mortaes : se o Dr. Lopes
Yi.nina fosse terrorista a villa do Norle estara hoje
deterta : muilo convem que os tenhores filhos de
Esculapio
/quam memento rebus in arduit
Servare mentem.....
"tenVne, ^T .,la'lB, EU*. ""a" 'il1, ll,Ura,1* \mn~ dn wnWrio estamos pardidM felizmenle ainda pos-
nntona. a* sua* m,ilehas n o tes-rosto ootona, as suas molestias e o desgosto de estar tara-
da saa familia, nfto permiltiam, que goisste dos pon-
eos prazeres que Ihe poderiam resultar das corapai
nhias : este procedimenlo fllho do sou estado, fo
mal interpretado por alguns indiscreto* que o altri-s
buiara a excestiva economa, entretanto ella todos
os mezes despenda de 1309 a 2008 rs. em asmlas
que eram riadas (8o em segredo, que s na proxi-
midad* de sua morte foram publicadas por aquelles
qua as recebam. O pai do familia honrado, a viu-
va e a donzella honesta nanea, recurreram a sua
bolsa que nao fossem socrorridos, nica condi-
gno que impunha era que nao se soubesse. As aym-
palhfas qae elle gozav* n'esla provincia se tem bem
manifoitiiato depois de so* morle, o senlimenlo he
geral ; cada ura conta nm fado que demonstra os
nobret e seublimes sen II montos de seo cora rao, soa
alta eapseidade, euas eminentes virtudes, lodos
fallamd'estas, nenhum porm ainda allegou um vi-
cio, ou um defeilo, porque realmente nlo o* li-
nha. Os homens como o Exm. D. Antonio Francisco
Pereira de Carvalho sao raros, sao do co, e por isso
pouco se demorsm uu Ierra. Esti puis Ihe seja
leve.
CEARA'.
Fortaleza 6 de setembro.
Apezar de que n vapor que esta deve conduzir
ainda nao linha chegado do norle, como hoje ae es-
perava sempre quero dar comeen a esta missiva,
prometlendo-lhe que serei breve. O Tocantins que
era aqui esperado desde o dia 20 do pastado, chegou
ao- dia 24 do mesrao, e come fosse dia aziago, e elle
fizesse romper a aurora com dous grandes tiros de
canhao, dados pelo alalaa de Muguripe as 5 lonas
e meia, inuila gente se nquietou porque na verda-
de o horscopo tai maligno ; porm, meu amigo,
moni parluriene. Foi estril como os anteriores.
Parece-me que como lodas ns fetlas estao mudadas,
al o dias aziagos correm serenos. Nao aconleceu
assim no dia 2S em que fui levado a barra da as-
sembla provincial o seaundo substituto do juiz fie
direlio desla comarca, Dr. Jos l.ourmgo da Castro
eSilva,responsabilisado como inenrso no art. 145 do
cdigo criminal por queixa do juiz de paz lesta ci-
dade Pedr* Joa Piusa Lima. IA eate respeito cor-
reram em particular muitas opinies, e Iuuve at
quem negasse a competencia da assembla pan o
conhecimenlo de laes caso* : mas a defeza que foi
feila a revelia: porque o acensado nao compareceu,
ni* uegon a competencia om geral, mas sim pan o
suimos muilos dignos mdicos que nao se alrpa-
lham assim eom duai razoes. Tive boas milicias
do Penedo relativamente as tabres Intermitientes
que rensram, as quaesja araanaram as furias; creta
porem que|domina alli grande terror com as noticias
dn epidemia que grassa na Bahia, Cest une trit-
te soureraine, la terreur '. (diz um espirituoso es-
criptorj elle actlit lesplus nobles, elle fall palirtes
plus bracee, elle habita les plus inlelllgents. Para
detatsombrar a populagao mandn o Em. vice-pre-
sidenle por em pralica varias medidas preventivas
laes como aceta elimpea da cidade, quarentenas
etc.
A segoranca Individual proaegue ainda de um
modo mu lisongeiro : em lodo o mea prximo pas-
sado apenas tenho noticia de um assassioato no lu-
gar Agua Branca no termo de Anadia. Foi encon-
trada morta no lorreiro de saa propria casa urna
mulher de uome Senhorinha; a vos publica allribue
a morte ao mando dessa infeliz, a qual pelos vesti-
gios que sa nolam no pescogo, parece ter lido su (To-
cada. O indiciado se acha preso e vai ser processa-
do. Esse alternado con, quanlo mui grave he jm
desses que escapam actividade o vigilancia de au-
toridade, be lalvez o resultado dessas quebras de f
conjugal, as quaea somente a religiao e a moral
podero oppor um paradeiro. He infelizmente
mui cummum entre nos assassinalos tiesta ordena,
nossos tribunaes, e mes no os mais severos juize,
moslrara-te benignos p: ra com os roi dettes rri-
me, absulvidos no pensar de nossa popolagao, que
parece encara-lot como legtimos desforro do ma-
rido ludibrindu.
No dia 19 do paseado aqui locot o Tocantins: rin-
do nelle o Dr. Espiridiao, juiz de dlreilo da Impe-
ratrz, e sua excellenlissima espota ifilba do Sr. Dr.
Bandeira de Mello) he nm joven a bello par qoe
ainda se acha no* inebriantes gozos da la de mel 1
Tambera regressaram das respectivas commissOes o
profasaor de primeiras leltras J. F. Soarea e o Viei-
ra Piixoto. l'roinelli dizer-lha alguma conta a res-
peito da commissao dos dous propietarios encirre-
gados pela provincia de observar esludar o modo
pralico porque ua Srs. Dogdson eCoals, plantavam a
canna e fabricavam oassocar. Apenas transcreve-
rei o relalorio qne a presidencia apretentou o Dr. M.
R. I.eite Oilirica, c jolito que por elle melhor ava-
vir de norma aquelles de nosso* agricultores, que
nao se leem davotado. com deviam, cauta da agri-
cultura era o nosso paiz I a he osla a nica razao,
porque ousamostocar ua vida privada dallo distinc-
los senhores.
Foi o Sr. ConU anligo negociante inglez, e dos
mais acreditados aa prega do Rio ds Janeiro ; abas-
lado e dedicado au estudo da Agronoma, leve de
deixar o commercio e tai por em execucao as idn
por elle adquiridas sobre etse tao importante ramo
da industria du homem : lem ello 72 anuos de id.i-
de, esta bem disposlo, e vive atisfeilissimo em sua
fazenda que se acha no p, que adianto veremos.
O Sr. Dodgson. applicado !i raathernaticis,
dirigia o nulivel olabeleclmnlo da Pona di Arel,
quando. ulve* a exemplo do Sr. Coala se propoz a
pastar-s* para a agricultura ; e com tanta pericia, o
debaixo de Uo favorveis auspicios lem elle dirigido
o seu Irabalho, que se faz nolavel, como em pouco
mais de um annn, e eom 30 escravos de servigo, ja
sua fazenda se Icha em la* bom esla Jn que regula-
mos os seus rendimentos oeste anuo em 16 a 20:0003
afora um bom premio, que elle dever reeeber de
gratificarlo pela provincia do Rio de Janeiro, se por
ventura apresenlar melhoramentos no processo da
fabricagao du astocar, melhoramantos esses que elle
espera alcangar de toa machina de recente loveogao
do Sr. Itessemer e por elle aperfeicoado. Ambos es-
tes fazandoroa, aiaim como o Ilustrado a Exm. Sr.
visconde de Barbaceni nos deram as maiores de-
monstrages de interesse pela idea da V. Exc. a de
boa vonlade ae prc-lar.nu sempre a eatiifazer as
nossas indagages ; pata que devenios nossa gralidAo
a lao conspicuo* cavalleiros.
Nao menos agradecidos somos ao Exm. Sr. bario
de Pinquara, a cuja fazenda litemos de ir por duas
vezes observar suas planlagoee, qne tambem sao fei-
tas, em parle pelo novo syslema assim tambem ver o
processo da fabricagao do assucar em caldeiras de
Tundo chalo, seu arranjimenlo de depsitos do me-
lado, oo caldo quinte, ver distillar seu alambique
de pratoi.
S. Etc. dotado de um carcter emioentemenle
nobre, o de urna bondade Ilimitada nao tai menos
solliclo em'ilar-nosfeihaberanles provas de sua de-
dicagao aos melhoramentos deseti paiz, e de sua
affeigo aos nlerewados no teu engrandecimenlo.
Sij'iema da Pantocio.
Cabe sem dnvida ao Sr. Coals a'prorogaliva de ler
sido o primeiro agricultor, que ensatan no Brasil a
plantaran da caima de atsucar pelo syslema. que
chamaremos Distancia cuja realiasco nesla
provincia tuiciiou V. Ble. a Idea de seu estado,
que noscuube por honra nossi, |e cuj glora locan
ao labio administrador, que Ihe dea origem ; o a-
gronorao de Itaguahy o realiti di maneira, que
pastamos a dizer.
CULTURA DA CANNA DE ASSUCAR.
PreparacSo do terreno.Barbecho Surriba.
Considerando arroleado o terreno, qae dever* ser-
vir planlagao, os Srs. Coals, a Dodgson o barbe-
chao, fazanuo seguir o ajado Charra* ( Subsoil ) pu-
jado por duas, ou mais bois, ou por dous, ou por
mais cavallos, e guiados por dou*. "aa Ires pretos
formando, ou abrindo soleos parallelos, e cruzados
lendo cada um dos sleos de 6 a 15 polegadM de
profundldade, a lata (unios, quinta ser possam. Se
o terreno he do Ierra agilavel, ou de Ierra'normal,
pode-se mesmo de ama s vez conteguir-se a pro-
fandidade da 15 pollegldas ; mas sa a Ierra he rija
nesle- caso ser prudente faze-lo por tentativas, Islo
he abrir-se-ho os talcos na profundldade, que per-
mitir o terreno, segundo sea grao de rigidez, e so-
bre estes primeiros sleos se abrirto novos al que
se consiga a profundi iade precisa, ou desejada. Por
esta forma detembaragado o terreno dos tocos, e das
railes, que o monlavam, surriba-se com o arado de
virar a trra, e com a grade, e se pasn a aduba-lo.
\Adubio.
lie o bagaco da canna a substancia, de que se
serve de preferencia o Sr. Coals para adubar auas
trras ; tambera lauca mao do polhigo, do rapim, o
em geral de luda a nervagem, qae ludo vai elle'ar-
rancando, e enterrando,
Planto.
Disposto assim o alqueive, loma-so o arado de
aza.ecora elle ae abrem novos sulcos, a que dar-se-
ha a mesma dieposigio,'cora a differenga porm de
que ter cada um 8 polegadns msis, ou menos de
profundidad.', e de 9 a 12 palmos de distancia um
to oulro : feito isto collocam-se nos sulcos os peda-
gos de canna, cada um dos quaes contera 3 a 4 olhos
de maneira, que estes olhos fiquem disposlos em
sentido lateral ; cada jiedago distari um do oulro
de 5 a 8 palmos, e sobre cada um se lngara aquel-
la trra, que se fizer precisa para preserva-lo doa
ratas solares. Qaer seja enxulo o terreno, quer en-
charcado, convem formar esreitos vallados as ex-
tremidades das teiras, com o flm de receberem as
humidades, que se leem de escapar pelos rogos con-
traes, que deier.io ser taitas pelo arado de duat fli-
vecas entre um, e oulro sulco. OSr. CoaUcriavi-
veiros, e deltas lira dnaavaotagens, que veema ser,
nlecipar o cresenneuto de suas planlagOes, pois
qua as faz dat semenleiras ja desenvolvidas, e dal-
las poder tirar as que Ihe parecerem melhores, evi-
tando assim a contingencia das replantas.
Tratamento.Monda.
Eis a parle a mais importante do. aytlerAa de
planlagao distancia. Sao as iimpas sem contro-
versia o terror du homem do campu, e os esclitos
anegados, onde naufragara mesrao a* nossas acerta-
das direcgOet, e a vonlade a mais robusta. Remo-
vido o poderoso agente dos serios embarvgoa, que
nos atrapalham, a.facilitado* o* metas de tratar-
mos de nossas lavouras, podamos dizer, qu* a cam-
ponez bratileiao caja sorta he digna dos melbora-
mantos, qu* o co Ihe deslinou, lera conteguido o
desidertum da nossa agricultura, e minorado
as redigas de sua ardua vida. Islo posta, vamos ver
como com um intlrumento, a que uns chamara es-
carificador, extirpador, e outros cultivador ou. en-
chadao, e que rene a qualidude de escarificar, e
de extirpar movido por dous bois, ou dous cavallos
o dirigidos por dous, ou por Ires pretos, se faz om
um da o servigo equivalente ao de quarenla ho-
rneo*, parecer que fortuna lamsnha 080 se alean-
gara' em trra nossa ; mas nBo he flegio ; vimos
por-se em eiecugao este Irabalho, quo he fcil, e
do modo seguinte. Toma-so o cultivador ; uroa
ou duas pessoas encaminham os bois ou os cavallos
e a oulra dirige o instrumento pelas rbicas, e o fa-
zem seguir por entre as ptantagoes, e no sentido lon-
gitudinal lanas vezes, quantas forera bastantes
para se percorrer lodo o espago eomprehendido
pelas duas linha* da planlagao : se, por exemplo, na
da pasta o arado encosladu a linha da esquerda,
de volia devera' elle pastar encostado a linha, que
Ihe lira opposla, e quo tambem devera' flear n es-
querda ; e asim por dlanle al chegar ao centro do
espago ; alii far-te-ha eom o arade de duas aivecas
o reg do esgoto, de que ja fallamos. He gradua-
do o cultivador, medida que tem de passar mais,
ou menos distante das planlages : feito isto, deia
se o Instrumenta, e passa-se o arado de volver i tr-
ra, com o qual se enterra o mallo, qae tara arran-
cado, segundo se o mesmo processo, que tica dito,
quando usamos do cultivador. Convem nao deixar
o mallo crescer muilu, porque nao s o trab. Iho fica
mais pesado, como porque (erra te enfraquece, e
a lamina se acanha ; islo todos sabem.
Vimos ter eiecutado este processo com a maior
perfeigao ; o confessamos, que tiramos sorprendido
com um resaltado, que nos era inleiramenlo deseo-
nhecido ; ean termos diaole de nos um aspecto
completamente novo, e agradavel, nao podemos
couler um ri*o de prazer, e nem tamos inseosivel
aquella commogio, que ordinariamente acompanha
o hornera, quando pr*v um fuluro lisongeiro, e de
esperanga.
Tosquia.
Recommenda oSr. Coals, que a canna deven' ser
tosqiieatla logo que ebega aquelle estado de deseu
volvimenlo, em que as follias pendem : esta opera-
gao otinswle em sa apararem as ponas das talhas, e
he repelida al que os pmpanos principiam a des-
pr. Os cuidados, quo a canna reclama dahi por
diante, s3o as Iimpas, que se flecluam do modo,
que Tica explicado, e o desTulbar, que por lodos sa-
ludo he.
Parece-not. que lemoa exposlq a maneira, porque
os Srs. Coals, Dodgson, cullivam a canna de faser
atsncar em suas fazendas : se alguma cousa mais
houver, taremos ver a V. Exc. puis vamos submel-
ler esla exposigao ao juizo de um, e de outro.
Nao damos a razao scientflea de cada ama das re-
gras aqui estabelecdas para o syslema modello,
porque entendemos, que esse Irabalho nio faz parle
deste relalorio.
cenlo de aasucar, que vendido pelo prego, que ac-
tualmente tem alcangado nu mercado, dan' o ren-
dimento, com que conta o exemplar agricultor. Nos
ullimos dias da nossa estada em sua fazenda ja nao
linha elle servigo, para dar aos escravos ; MtaVam
Iimpas as canoas, as mandiocas, e ot vallados, de
que he ella loda cortada ; e para os enlreter etlsva
mandando surribar os terrenos li plnlidua. Com-
Er* dizer, que andei por lodoa os partido! do Sr.
oals, o por quail lodos os do Br. Dodgson nao
Vi uma s canna podre.
Mararilhuu-nos a prodacfiw da. canoa do Sr.
Dodgson, a qual, nao sendo superior segundo a opl-
hioo dd 8r. Cos*, offereci* loda ra 16, 20, e mais
canna* em touceiras, leudo cada urna 12 mais pal*
nos do comprmanlo, e pollegida o meia ponco
mais, oo menos de dimetro ; allirmou-nuso Sr.
Coals, que a produccao da sus ha melhor, pois que
lem conseguido tirar em nlgumasleucetra* ."ib, e 57
cannas (raramente) sendo o termo medio de 25 o
30 para cada louceira, cada uma com 16 palmo*
inglezes de comprimenlo, 1 e meia a 2 e meia pole-
gadas de dimetro, e a maior parte petando 9 libras
lendo muitas de 12 a 15 libras e 3 quarts.
Apreciado do syslema.
Julgamos, que o syslems distancia he exequi-
v*l entre ua* ; acreditamos em seus ysnlajosos re-
sultados { mas nBo damos nossa dlflnltva opiniao a
respeito, sem qaa primeramente o comparemos
com o anligo : nt o vamos ensatar, o seu effeito V.
Etc. saliera'.
Fabrico do astucar.
Ooanlo a esta importaniissima parte de nossa com-
mi**Bo sentimos dizer, que nada alcancamos que
potsamos mencionar, por que u3o viraos Irabalhar
a machina do Sr. Dodgton ; o alud* mesmo que
ella estivesse funecionando, entendemos, que ne-
nhum proveito tiraramos com relagao as que exis-
tem nesta provincia, porque he' de uma inveogdo
Ial, qae nao se pode fazer a mentir applicagao s
nossas. Entretanto diremos a V. Exc. que nao po-
daremos fazer bom assucar as laxas semieapheri-
cas, ou cnicas, de que usamos, porque ellas nos
tlarao irremidiuvelmente caramelo, ou assucar quei-
mado e decomposto, e censeguiulemente u glucose,
oU assucar de uvas, a que be reduzido pela carme-
lisagao o sal vegetal, que conten a canna, e assim
leremos nao o principio sacarino em teu perfelto es-
lado de crislalisagao, mas am astucar de m qna-
lidade, que no commercio he menos eslimado. Con-
vem portanlo, qoe adoptemos as latas de fundos
chatas, ou as laxas a bascula assim como os pares
ou depsitos de caldo quenle, por meio dos quaes ae
consegue separar do melado uma grande parle de
suas impurezas : sao indlspensaveis os filtros de car-
van animal, havendo para isto pnssibilidade.
Temos concluido o Irabalho; deque nos flzemos
cargo : posta elle aproveitar a nt totlos! A V.
Ele. caberao os louvofe. de que he credor um es-
pirito graudloso, e ilustrado, que tem direilo a nos-
sa eslima, e a nossa grtlidao : a nos locara' a frnicao
dos bens, que esperamos em recompensa de nossa
docilidade, e de nossa diligencia. Macis 23 de
agotlo de 1855.O agricultor, Dr, Manoel Rodri-
gues Leile e Oiliclca.
O Tocantins tai portador de nteressantissimisno-
ticias polticas da corle, e por mais que en queira
nao posso remeller-me ao silencio ; preciso desa-
batar, quando nBo arrebento Aquella antiga tabu-
la do barbeiro do re Midat, que nao podendo ca re-
gar sozlnho com o imtnento segredo das orelhas de
burro rio dilectante monarcha, foi confla-lo ma-
ter Tellus, ha mais certa do que geralmenle se pen-
se. Quem ha ahi capaz de guardar religiosamente o
alheiu sigillo '.' Quando a propria trra, a quem o
indiscreto barbeiro confiou o segredo do aurfero
amo, produzio mui de proposito caoigos, que con-
lavam a quera quera Ouvir, que o riquissimo re li-
nha orelhas de burro ; que s* deve esperar dos ho-
mens (olheque quando digo homens implcitamente,
e com msior razao, esli ao genero comprebendidas
mulheres '.) anicas creatur.it i c,uem'Deos dolou
com o dom da palavra ? 1 No meu entender o bar-
beiro da Midas era mais segradist* do qaa se er;
oulro fosse elle, que mesrao cora risco de vid*, nao
se conteularia s em depositar n'uma covinlia no
chao o grande segredo, une Ihe queimava a llngoa
como um ferro em braza 1 Porm, maldita seja a as-
soeagao de ideas, quera fallar-Ib das ponderosissi-
mas novidades de qne tai portador o Tocantins e
ia escorregando peta fbula ; volvamos a poltica ;
mas tambem nao sei se ha alguma aflinidade entre
esla voluvel cortezaa e aquella decrepita ma-
trona I
Antes de entrar em qulstAo, rogo-lhe qoe nao se
esquega de que pertengo a respeilahissiraa classe
dos polticos curiosos, de que Ihe fallei em urna de
minhas ultimas cartas ; por conseqoencia ninguem
supponha que sou por ahi algum neompalire, que
esteja harpoado ua desaponlado por ver o geiloque
as coasas e pessoss vao tomando I Nada, nao senhor,
ao contrario enchi-me de nobre orgulho e ufana,
vendo a maneira brilhanle e Ilustrada parque foi
discutida no senado a questo das incompatibilida-
des ; os velhos remogarnm, envidaram todos os es-
forgos e queimaram at o ultimo cartazo ; nada foi
esquecido, nem creta que se posa mais formular so-
bre a materia um s argumento, que nao fosse.em-
pregado ; de maneira que os oradores da tempora-
ria devera estar desanimados ; pois o mais que po-
derto fazer he repetir os meamos argumenta. Era
meu entender a victoria flcou indecisa : para que o
projeeto paasaase foi preciso que se soccorressem aos
velhos Luzias ; a matara de 3 votos parece anlet
uma derrota do que uma victoria 1
Nao tenho capacidade, (uera mesmo que a liveiie,
me sobra tempo) para analysar os brilhanle* discur-
sos proferidos na cmara vitalicia. Em ultimo re-
sultado o* seuadores acharara que eram ptimas lo-
das as ideas do projeclo, inclusive os circuios,
mas para os oolros e nao para elles 1 Uoslei do
raacliiavelitmo : pozeram-se fra da roda os de-
pulados que dansem nos circuios, no* e queremos
dansar onde nos agradar. Que tal ? 1 Nao lendo
(como disse) capacidad* nem lempo pan analysar os
discursos, Tare como osdoulorandos de me tirina ou
de direilo, arraojarei as minhas ideas em prnposigOes
oa aphorisraos do aeguinle modo :
1.* A tremenda sova que o Sr. visconde de Albu-
querque deu nos becas tai ama maoifesla injus-
tiga 1
2. A entente cordial* que parece reinar entro o
Sr. presidente do conselho e Souza Franco, e ot
anotados que deu este a aquelle slo iuexplicaveis ou
de mui fcil explicagAo.
' 3.* O triumviratu Eusebia, marquez de Hita-
da e Gongalves Murlius, os 3 homens mais influen-
te* das 3 mais importantes provincias do imperio,
lem um alcance misterioso no mundo poltico.
4.a Os senadores oo computo dos magistrado qae
oceupam cadeiras na cmara temporaria demonstra-
ran] ou que a arilhmrlica nao he urna scien-
cia infallivcl, ou que estao ellas mui esquecdos
della
5.a As frequentes dispulas entre o Sr. D. Manoel
e Paran podem desmoralisar a um ou a outro ; re-
ceta muito que seja o lezado o 2..
6.a O Sr. Silveira da Molla, deslembrdo de qne
ainda he senador catauro, emprehendeu lutar cum o
D. Manoel e o athletico Eutebio, e foi completamen-
te derrotado.
7.a finalmente. Se o 1. discorso do Sr. Ensebio
tal uma pega da eloquencia e um tratado completo
sobre a materia em discussao, o 2. tai ura syslema
na interrompido de elenclios lgicos, aos quaes oin-
guem pode responder.
Dou-lhe, Sr. correspondente, facilidade pira ar-
guir-me em qualquer das minhas proposigdes, e en-
tao ver Vmc. o bom e o bonito. I'ate.
MULLICADO
TRIBUTO AO MRITO.
Na resta de N. 8. do Livrtmehlo, que lave logar
domiugo paassdo, tiremos occai4o de linda uma
vez ouvir a bella e esplendida missa de compntigao
do nosso distincto pslf icio, o 9r. Joaqun) Bernardo
de Mendonga, cojo reconlmcido mrito etl cima
de lodo elogio.
Bala delicio** taliz composigao do Sr. joaqaim
Bernardo, ja de oulrai veza* ouvida rom I manen so
universal agrado, |h* por > w bastante para fa-
ier conhecido admirado o talento arlitlico do nos-
so insigne comprovinciano, a qum a Irabalho e o
esudo, qae sao o verdadriro callo da arle, lem da-
do o grao de pertalgita que o ltenlo atrege a si
mesmo jimais poderla chegir.
O Sr. Joaqaim Bernardo lem maglnaglo que
concebe; o genio qoe ero* e produz; o nudo qua
aperfeigos; e o goalo qae pura ditlingoe, alm
do amor sincero da arta, e di modestia que tanto
I Ihe realga o mrito.
Tendo vivido multo* anno* tara daata provincia,
que lem de que gloriar-se per tfi-ta vista nascer, al-
ie acaba finalmente de vallar ella, dade oerta-
mente nao taima mais, visto como foi honrado cora
a t'oufiangj do governo provincial, jija, ceahecedar
como era do seu grande mrito, o esculhea para
preencher a cadeira de muaica do Gyraaaata Far-
nambucauo. Esla eicolha o nomeacBo do Sr. cont
Iheiro Jos Denlo, quando Iralava de reformara ms-
Ihorar o encino secundario da provincia confiada
seos inlilligenle* cuidado, ha uma prova inequvo-
ca do alto nierecimenlo do nosso comprovinciano ;
assim como igualmente revela da parte da S. Ele.
o desejo sincera de dotar com os inelhons profesao-
res o ealabcleeiraeolo cientfico, qoe he nm do* mal*
bello* florees da sua gloriosa civiUsodr idmiois-
Iragio. o. da S.
/

PERYUBim
t'antngeni do syslema.
Pan melhor nos penelrarmo da conveniencia de
um syslema, que nos parecen ler locado a perfei-
gao, pedimos ao Ilustre fazendeiro de Itagoahy,
que nos dsse as vanlagens, que lera lirado de toa
eiecugao ; com a saa natural franqueza, nBo se re-
montando aos anno* anteriores, disse-nos, que ob-
teve no anno psssado o resultado, que ver-se-lia.
Potsoe o Sr. Coals 18 escravos de servigo ; lem
plantadas 21 tarrfas de Ierra, que Ihe produziram
canna para 87 pipas de agurdenle ; sua machina
imperfeilissirna, como he, tangida por douScavallos
nBo lem a precisa tarca para eilrahir lodo o sueco
da canna ; pelo que disse-nos, elle que epenas la-
croa 50 por cenlo ; mas que pertendia augmentar
suas plaanles com mais 9 taretas a perfazer o nu-
mero de 30 ; qne vai montar uma machina a vapor
e aperTeigoada, qne lem, para no anno vindouru
lucrar 25:0009. Seu calculo nBo falla, porque elle
liar V. o resultado daquella Importante commistSo; I reduz a cifras lodo* os seus lucros ; sabe,' que a
deixo tle expender o meu juizo a respeito, nBo s cinm contom em caldo 90 por cenlo de seu pezo ;
por deficiencia de conhecimentos etpeciaet, como I que ettas 90 parle de raido, na densidade de 10 a
para nao metter a mao em sean ilheia. Posaam as 114 graos doiroomelrodeBaumlbedeverio dar 18por
HEPAHTItJAO DA POLICA.
Parte do dia II de setembro.
Tllra. Exm. Sr.Levo ao conhecimenlo de V.
Exc. que das diftarenles participaroeshojerecebidas
nesta repartir* consta lerem sido presos :
Pela subdelegada da (reguezia do Recita, Fran-
celina Mara de Oliveira, por epancamen(o.
Pela subdelegada da freguezia de S. Jos, Pe-
dro Marlyr de Souza, por andar vendendo objectot
furtados.
E a requisigBo do depositario geral, o prelo Ca-
semiro.
Dos guarde a V. Exc. Secretara da policio de
Pernambuco 11 de setembro de I8jo.Illm. e Exm.
Sr. cnoselhero Jos lenlo da Cunh.i e Figueirodo,
presidenta da provincia.O dieta de polica, Luis
Carlos de Paa Teixeira.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
Chegou honlem dos porto do norle o vapor 7o-
cantins, trazendo-nos gazetas do Amazonas alo o 1.
do passado, do Para al 30, do Maranhao al o 1.
do correte, e do Cea ra'at 6.
Todas essas provincias permanecem em socego.
A do Para' achava-se quat inleiramenle desas-
sombrada da epidemia que devastara a sua popula-
gao, havendo apenas algans lugares onde ainda se
nao ochava extincta.
No dia 9 do passado falleceram na capilal do Piau-
hy o Exm. Sr. Dr. Antonio Francisco Pereira de
Carvalho, que ainda se achava na presidencia da
mesma provincia. Consta que succombira a urna fe-
bre perniciosa, preceJida por outros soflmenlos
ebronicos.
A capilal do Maranhao tambem achoa-se ullima-
menle enlutada pelo fallecimenlo do Exm. Sr. Dr.
Eduardo Olympio Machado, presidente dessa pro-
vincia,ha poucu lempo transferido para a do Araszo-
nas. Segundo os artigo* publicados pelos jnmaes que
lemos vil, a morte do Sr. Olympio Machado, suc-
celiidn no illa 14, tai grandemente sentida ao Ma-
ranhao, como a de um dos seus mais dislinclos ad-
ministradores.
Le-se uo Publicador Maranhense de 23 do pas-
ando :
Hoje pela madrugada parlio para o Tory um
offlcial com soldados, mandado tle S. Exc. o Sr.
v ice-presidente em exercicio,. para o flm de obstar
que haja qualquer coinmuncagao entre esla pro-
vincia e a do Para por aquelle lado, visto j ler che-
gado o cholera Vizeu e Praganga. segundo consta.
A praga do commercio deata cidade determinou
de mandar vir de Lisboa uma lapida para ser rol-
locada sobre a sepultura do Em. Dr. Eduardo
Olimpio Machado, em memoria de sua boa adrai-
uislragBu nesta provincia.
Quanlo ao Ceara e maia particularidades relativas
as nutras provincias remellemos ot notaos leilores
para as correspondencias que oulra parte v,lo pu-
blicadas, nBo tendo sido possivel ir no numero del-
tas a do Maranhao, por nos ler viudo is raaos mui-
to larde.
Tive a houra pela prime ir a vez da ouvir a 8. Exc.
o Sr. oommandaote uperior deala maaiaipta obra
negocio da meo uleras**.
Nao fui taliz na prelancao ; porm nao no arre-
pendo ; porque tal tai a conversagBo, qu* coa arla
S. Exc. procuran oceupar a minha alienlo, qae
eu aahirii menas tatisfeilo sa delta houvass* obtido
a .iraca implorad*.
S. Etc. fallou-me em di vetaos a*sumpta*,salistai o
meu amor-proprio, guardaa alteugei a rainba aus-
ceptibilidade.
Eu nao esporava encontrar ara S. Exc. laaia ar-
banid.ide, suppuiiha adiar poico mais ou meaos
um Intrnenlo, qua de ordinaria coaluraam dar os
superiores aos auballernos.
Entretanto releva dizer, qae no* pouoos minutos
que roubei deseu precioso lempo, entend qu* o*
principio* de S. Exc. acerca da guarda nacional
eram diQereates dot que te observan* no* corpas.
Que uenhuma vanlagem havia nu emprago dafor*-
ga por (imples omitsoes do cidado G. N. am mala-
ria de servigo.
Que o emprego da forga oestes caso* nao s* ara
contrario aa espirita di tai, mis ainda provav ama
inlellgencia ditailoosa e sam prestigio.
Que o mrito dos meio empregado* pelos gover-
naeiles para alcangar vanlagens publica* reconhe-
ci las pela le, contislia era conciliar a disciplina odbi
os meiot de sua contirvigOo, nBo sendo rteewsarie
para obler este resultado o ompregar-se a forga bru-
ta para punigao de culpa tace.
Qua a braodura manejad* pal* intelligencia fra
sempre em todos os lempo* a uoie* arma roncador*,
e quo no* casos graves, oolros eram os meio* que
a lei eaiabelecia para punigao do* culpidot.
Que ura G. N. era una cidadao obediente a let ;
mas que em tempo ordinario nao eslava ara imme-
diata ubrgagao ao governo e nem dependa do* **-
tres publico*.
Que o emprego de uma medida mais tari contra
Sualquer desles cidadlos, nao s exciUva a saa ia-
ignagao, como tambera desmereca am face da
tai.
Que a traoquillidade de aeu pirita, em graotta
parte, dependa de ouvir o proprio qaaiieaa, pela
que dispunha elle dos meia* necesaari** para oeaci-
liar e contar abusos.
Qoe a lei para ter boa execugan devia ser eitada-
da, alara de que em ora* della se ni*> p*rtegois*e :
qu* portanlo para a cooiervacSo e boa disciplina des
corpus, en mister tmente uoa> o vonlade de *er-
vir entre os governules e governados. Que e tje-
verno, bem a leu pesar poda tomar ama medida
menos agradavel contra aquella* a qaem liah* eeo-
findo honras privilegios sem sacrificios mus por
ttirvigos prestados ao estado.
Finalmente taes foram as exprimo** de S. Eic. ,
qae leudo eu me empenludo para oblar dita pre-
lengao ( liceos* ) acabei por desistir della volaota-
riamente ; reslando-m* nicamente e deseje de ain-
da apreciar de S. Bic. o teu cavalleirismo.
Recita 5 de Miembro de 185o.
/. S. B. Tavoru.
Pirahibu 2 de setembro.
Como estou hoje mais desoccopatio qee de ordina-
rio, e livre das maridadas dos meus vizinhos, quero
aproveitar occasio afim de formular esta para se-
guir amanhaa pelo correio publico.
Comego, pois, por afiangarIhe, qae ainda me
aeho com nlhusiasrao de correspondente, cerno Ihe
liz ver em minha ultima, e qu ote me supponho
ahi qualquer l-h-e. Levaulei oa cotarintroa, isto he,
comu erara deilados, mandei-lh*s colloear un* su-
primento; fumo mon cigarra, figo mon prometate,
a guisa de lord, e puso pelos morreis, que em
consalta procuran saber quera he o Coringa. Du
ura : desengana-te, homem, o Caringa he FoBo.
Qual responda outro ; elle nio se dav a esa*
incominodo : he sienta. Muito menos, redargae
nitro ; aicrBo nBo tem as iotelligencia* oecessariaa,
e assim, meu bom senhor, vou passandosem ser eo-
iiherido, e o uns he, qae muitas vezes ase vejo na
precisBo de nesuis occeiiOe*. emiltir tambem miaba
opiniao a respeito ; mas quinde a tal me targnra,
deilo a carga para cima de am moco meu amigo, *
quem do por suspeit, e von-rae andando.
Logo se acaba esle desejo de conheeer o Coringa.
Apparecea o Commercial Parahibano, Irazeado
am annuncio do Sr. Antonio de Costa Rlbeiro, pe-
dindo-me qoe Ihe declara por aquelle jornal, a
tai elle o inleressado que me pedio para relator era
minha primeir missiva o que ae pasara pela fe*.*
das Neves, ni novena dos caixelro*. Qaa /taarsal
Quer que lbe declare per aquelle jornal ?.. pois
nao 1...
Jorge nao canta
Com tal bandolim.
Posso salisfazer o que me pede, por aqai mesmo ;
se lbe convier assim serei contente, do contrario pro-
enre-me de oulra maneira.
Sem duvida o mogo qaer saber qaem he e Corin-
ra, porque nlo he potsivsl comprehender-w que
ulle *e julgue prejudicado com aquelle mea dito,
tinto mais nao sendo elle o nico inleressado nesea
negocio ; mis como do qae caita pouco, de-*e boa
mercado, nao quero deixar de responder-lite com*
me pede, adviriiudo-o ds que se foi calclo o sea
anuunciu uBo lev* o resallado quo esperara obtar.
Declaro, pois, alto e bom som, qne o intereaaido
a quem roa retiro em minha primeiri missiva in-
serta no Diario da Pernambuco n. 188, no he o Sr.
Antonio da Costa Ribeira.
Est satisfeilo 7 Pois bem, eslimo mallo. <
Vamos adiante.
Saiba qua definitivamente se ach concluido o La-
zarelo, oinlo ja fizerim quarentena'os pissigtirns
qae vieram no vipor Zoeaniiss, entrado oeste porte
om 23 do passado.
Em26 du sapradlo mez reunise no convente
do (armo a rmandade do Senhor Bom Joans dos
Panos, a ti m de Iralar-se de depositar aquella vene-
randa Imagem na igreja da Misericordia, e fazer-t*
miserere por alguna da*, voltando a misma imagem
ora procissBo para aquello convenio, ma*, diz-me o
Zi, qne nada se pode obtor, falta de cun auibus,
para fazer-se as respectivas despezas.
Aqui, meu bom senhor. a cousa he istiin: Quem
pode gastar nao coacorre para essev idos, e os qne
querem po-lns em sxecugBo nBo tem dinheiro, de
sorte que nnnea obtem resultado os seus detejos.
Vamos|as novidades, delxemos de mistada.
Dat barricat de bacalhao, quelite avisei em minha
ultima, estavam para ser lancadas ao mar, ficram
mas 30, do baratara que anda nao eslava cor-
rompido. ,
Depois foram encontrada no armazcm de um tal
Ponte* urnas 13 barricas mais em esldo atiendo, que
liveram o mesmo deslino.
No dia 27 foram postos em leilBo o* gneros d*
barca Gusiaco I!, qoe segando a intarraagao que
tive de um mogo que andou pela alfandeza nesse
dia, rnderam uns 5 cont* de res.
Esse mesmo mogo disse-me que na occasiSo de
serem entregues esses gneros, verilicou-se que ons
barris de manteiga pezavam mais do que outres, e
que o feitor da altandega por acaso lendo eimin*do
barris do* matares, calculo o pe*o dos outros pelo
dele, pois julgava todo* do mesmo tamaita, vindo
assim a parle a pagar de mais os direilo* de ornas
300 libra, que era n differenga encontrada.
Fez por lauto a parte nm* peligBo ao inspector,
reqtiercndo a restitnigao dot direitos que .harta pago
demais; mas o inspector encontrou suas dlflteulda- >
des em dar esse despacho, tai preciso consultar os rr>
gulamenlus ele. Tudo sao difliculdado* nsquella
reparligao.
Permuta que nqni, meu bom senhor, me dirija ao
sen Ilustrado correspondente do Rio Formoro. in-
vejando-lhe o eslylo com que etereve, e quo Ihe faga
sabedor das nimbas syrapathias, aiiqueridt pela
leilura de suas importantes e chistosas epstolas.
Julga talvez esquisilu sympaii'ar-e com orna
pessoa sem a ter visto, nao he assim ? Pois* nio o
creta, porque temos exemplna rio contrario. .
Um ceg mendigo sympatisoo linio com oulro,
que tambera mendgava, e somenle pelo baler do
bordao, qase offerecen-lhe o dinheiro qoe j linha
lirado de esmolas, e rogou-lhe de aceitar a ana a-
tnisade. Desdo entilo nunca mais se apartaram at
o occasio em que um morreu legando ao oolro soa
fortuna.
Um ontro ceg, s por oovir uma moca pronun-
ciar uroa nonie, lirn IRo {nucamente apaixonado,
que vendo a saa triste posicio, e qae n3o ie podia
gozar desse anjo, disparou nma pistolada na c.Lega
e foi-se.
NBo admira, poi, que en hotivessa sympathisido
com aquelle Ilustrado Sr. por videleus escriplci.
L vai um raso, meu bom senhor, digno de ser
regiitrado. Em quanlo em nutras provincias o go-
verno providencia a acquitigBo de mdicos bons,
aqu procura-se ver as costas dos melhores que tem


DIARIO OE PERMIBCO QIUBTA FEIRA 12 0E SETEMBRO DE 1855
3
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provincia. Note, poreni, que nau he to devido
8. Exc. o Si. rice-presidente, i couu he oulra.
Al amiutiii.
3 -
Hniiiera a ooile arderant Fago alguu fardo* de
algodao perleooeiilts Fianclteo Ptrnendet Pacola
que itliaro aimatt uadoi M rlii
lia aqui urna facilidade extraordinaria de guardar
o algodao, nlo Mi ae detii vel se eroindario.
Bata por hele, que tertho de dar algamat volia..
Adieu, mon ion moiuHur, / ..iiii tout voui.
Depon de haver recado ceta, vele-me t Mee e
Comattrcial n. 31, em que vem urna corretponden-
ciu mlgaada por err, ani-eoring, e como lalvej
teja esta a ull ma que lite dirija, porque etloa fa-
ur urna viagetn, caiuinU que di urna reapoila -
qaajle enhor Iranscreveodo aiui o aeu mixli-
Sr. redacti*.Dix utn rifa luligo que a iojus-
tic* fal {aliar aoi mudos, he o quu agora me aconte-
ce, nuoca eterevi para o publico, nao t porque nao
mu adto geitttu pare tal (Que modestia! ) como por
mu follar rnaleia ( Quanlo a islo nao lem razao; o
que alo falla he materia,) eslava persuadido que t
poderia etcrevur ama vez ;(Qual 1 pode eacrever
quastat veas* quizar I ) ora, eom lese oo Diario
ata Pernambuco de 16 de agosto, o ah deparei aun
Ola correspondencia, issignada pelo Coringa ( Ali I
eolito v. ja nao era ceg, so maguido i,..) em que
elle di coala da restvidada da i, P. a 8. das Nevet.
( Sini. teahor, eslou Ihe prestando alteurau ) e ahi
ioiMlroa-i* o Sr. Coringa iajuslo para com a msica
deslu cidade (Etl no seu direilo ; tem liberdade
de pensar ) dispertou-me t voolade ( Eslimo muilo)
nlo de the dar inttira resposta ( Que pena 1 pois ve-
nha laeaaa parid) poriu de (aaer-lhe urna rectifica-
o, en advertencia ( Obrigado polo obsequio ) para
que e publico nao te persuada ( Qual I o publico he
tollo ?... elle ai la se persuadir... nao. sen lio r, nao
Haba med diaio ) que na cidade da Parahiba nao
tem msica boa { Pon ha quera o diz '.' ) e lendo-a
Techa lamben)ae conlieoimiolo do motivo ( Ora, va-
mo ao motiva... ) porque veio a msica de fora
faieciouar na fettindade da Senhora dat Noves
(Muilo bem 1 Vamos agora ao motivo ). .
A aatica da oreheatra, organisada pelo Sr. Pedro
Joaquim de Alcntara Cesar, esto boje elevada a um
panto ( Na dia bem ; n um poni e virgula. ) a que
nunco allingio ; (Senhor moc,o, Vmc. parece que te
etqaeceu dequiii diaer o olivo...) pois nao t
peasue as melhores pec.at ( L isao he verdade ; e
qae pefat I...) tamo porque em numero dat pettoat
( o motivo, teohor mofo '.'... ) que a compe ( senhor
moco, a olivo?...) eonlam-se boos rofettore (Isso
sao cont... ) d ssa aicellenle arle ( Divina, meu
teohor, diga coftiiga ; mat, olba... i tu pouco locou
esta ereheutra ra feetividade de N. S. do Carmo
(Siro, senhor, Uwou ludo lie verdado ; mas alleuda-
me, senhor, varaos ao mulivo...) e racebeu (A com-
peleate paga, nilo he aatiin 1) das pasmas entendi-
das ( Ora, atakor moco, delxe-se de estadas, va-
mos no anollvo....) s maioret elogiot (Slm, teohor,
estou-lbe ouvindo.)
He falte o diztirse naquella correspondencia que
msica de Ueianua descera do tablado ( Nao he
aleo, nlo, senhor; ella desceu. ) e correr as mat
triurnphaole ( Que drsfarjamenlo En diste que n
ulica torrera ti rutt (ramphanle, ou que linha
ahilo vletorioea, locando pela ra 1 Tem grande
geiln para, mentir, senhor moco.) quando elle des-
eas #it a oulra liona descido ( Ah tempre desceu ?
Eolio para que date Vmc. ha poueo que nao linha
deecido T ) a pedido de am noiteir ( Olhe ; depois
3na conuti este historia, auvi dizer que fura a u pe-
ido do delegato.) que l/raeu altjum desaguisado
ealre o povo ( Qual desaguisado, senhor moco ) pelo
ilrnof dinario applauto que se desenvolveu em fa-
ja msica parnhibana; (Diga assim mesmo,com-
adle ) a deseando no tiro a de (joianoa se diriga as
catas oade atsiilwiro ( Que aaneira ho esta, moco t)
i n*i fbram pelan ras (ah sim ; foram polos quin-
taos. ) cerno ta date (dUseram outros ; este seu cria-
do : nio ) Etla pirula musical dot fidalgoa, de que
falla o Sr. Coringa, cabe muilo bem ao lado, que
agota perlence ( ah 1 eu perlenco tgora 4 algum la-
) porque t:mpre a implngio ao povo, a quem
ilgooa o Iratam lule do alguna toperlalhao ( Ora tib 1 detvia Isso
he pulht. Qae (|oerer Vmc dizer com este misto
da ntoeiras, teohor moco ? )
O Sr. Coringa que Uto cuidadoso e minucioso se
tetra, ser bem ( Ja e ton ) e proveitoso ( a quem
sea posta desfruclir ) qae lernbre eatas mo^ot ( ou
anea como Ihe chama ) eocarregado da noile dos
ealieirot ( Lavable Vmc. te tem interesse nisso ) o
pregnder e o armador, que dizem, qae eslo... en-
tend*. ( Poit teor.or moca, te el I es etilo, deixa-los
lar, lalvez teoham goslo nisao )
Em quanlo a vind da msica de Goitnna (Bra-
vea 1 lardou ; porm nle fallou. J tei que vamos
ao motivo, heim ? ) O Sr. Coringa sabe ( Nao. se-
nhor, alo tai; qosro-o taber de sua boquinha ) que
fai unta detintelligaacia da am dos juizes da fesla
cees e mettre d itutlcn ( Ora diga-me. yoyer, prt-
cistva Vmc. levantar lano falso, proferir Una as-
neira, pqra dar aiaa esplieacJlo t ) e nao por quere-
rem melhorar de msica ( Entao tem razao vmc. )
nem lio pouco ta deve nada agradecer ao Sr. padre
Eduardo (Tais alai; concorde. ) porqae foi a ne-
eeasidada qae e !>riiou a ir batear msica a Goian-
tta ( Veja l em q le Rea, aeahor moco ; foi a necet-
tidade do padre Bduardo, oo a desiolelligeneia de
um juiz 1) por ti r ajustado a da fesla ( Pola se elle
j linha a msica da fesla para que quera a de
tioianava 1) por ambicia ( Diz Vmc. ) Win 1er masi-
eot ( Mas leve msica ) e nao echar aqui quem Ihe
loceate ( Entao otro a em regrt) eelt he a pura ver-
dade ( Que pereza 1 )
Concluo ( Ps ), mea amor 1 ) dizendo ( Senhor
lim ; en o once ) que relazado se pode chamar
quem deve e pode pagar a nao o faz( Relazado, nao :
velhaco he o lilal] que se Ihe deve dar. ) Sr. Corin-
ga, grande entendedor da materia ( amiguinho, pre-
viuo-o de que a ininlia cabeca be da medida de 3 }-
pontos, a esta canpuca nao me serve. Vmc enga-
me eos teut calclos. ) totet procure ser mais
verdadeiro,tro ludo, alende I I ( Este reto fica
por sua conla ) O anli-coringa.
Muilo bem inoito bem 1 Mauda dizer el-rei,
meo senhor, qae Ihe cont oulra.
Adeos, meu bam teohor. Kogo-lhe de ser exac-
ta ua composicao da correspoudem-ia do meu anli,
para te apreciar oem esta bella prodcelo.
Talvex que e corris j ealeja fechado, ueale cato
etperarei e vapor.
O Coringa.
Assignalura.......< 19250
Fiscal........... 1*000
Carta em ptrgaminho...... 2g000
Pelas averbacoes futuras ( aviso de 35
de abril de 1851. )...... igfjoo
Nos procesaos de qaebra se cobrarao em dobro os
mesmoi emolumentos dos escrivAet do Judicial ( re-
gulamento n. 738 de 5 de novembro da 1850. )
Secretaria do tribunal do commercio de Peruam-
buco t de telembro de 1855.Conforme. Aprigio
Justiniano afo Silva Guimar&cs, offlcial-maior.
COMMERCIO.
KACA DO KECfFE 11 DE SETEMBHO AS 3
HORAS DA TAHDE.
Cotar;6ei ofliciaes.
lloje nao houveram eolaedes.
ALPANDEtiA.
Readimeuto do da 1 a 10 .
dem do da 11.....
10l>::U0323-
19:1983101
lil:538j335
Oaiedrreeam hoje 12 di setembro.
Barca iuglaza.V/iranda^ferro.
Barca inglezaSplrit 0/ Ih Timeimercaduras
Brigue iuglazChantecherbacalluio.
UO.NSlil.AUO GEHAL.
Reudimenlo do dia 1 a 10 1:5973920
dem do dia 11....... 3903176
I:898096
LMVEItSAS PROVINCIAS.
Reudimenlo do dia 1 a 10 1003898
dem do di 11........(TMOO
4189598
Exportacao .
C"nguiba, suma brasilcira Flor do Angelimo,
de 98 lonoladas, conduzio o seguinle : 3,000 sac-
eos vasios, 20 pipas vasiat, X rodetes de ferro, 5
meias pipas azeite de mamona.
KECEBEDORIA DE UKMiAS INTEKNAS E-
ItAES DE PEKNAMBUCO.
Reudimenlo do dia 1 a 10 6:5379157
dem do dia 11........ 8029503
7:33936(10
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento dodial a 10 .' 6:2829728
dem do dia 11 8173985
7:1009713
MOVIMENTO DO PORTO.
/Vacio intrads no dia 11.
Melbournu58 illas, galera ingleza -Mermaido, de
1,238 toneladas, capitao Deve), equipagem 50,
carga laa e mais gneros : ao capiao. Conduz 194
passageiros. Veio refrescar e segu para Liver-
pool.
Bahia10 das, sumaca brasileira Horlencin, de
94 loneladas, mestre Joaquim de Soaza Couto,
equipagem 9, carga labaco e mais gneros ; a Do-
mingos Alves Matheus. Pnstageiro, Moiieci. I'i-
cou de quarentena por 15 dia-.
S. Malheus14 dias, patacho bratileiro Audaz,
de 100 loneladas, mettre Manuel Jote de Audra-
de, equipagem 10, carga farinlia de mandioca ; a
ordem. Pissageiro, Manoel Cardoso do Rangel.
Acaracu'28 diat, hiate bratileiro aAragSoo, de 31
loneladas, mslre Jos Francisco de Soura, equi-
pagem 6, carga couros e mais gneros ; a Gouvea
& l.eile.
Barcellona28 dias, polaca hespanhola Baymun-
da, de 160 loneladas, capitiio Jos Bertrn, equi-
pagem 12. carga vinho e mais gneros ; a Manoel
Josquim Ramos e Silva. |
Maranhao e porlos inlermediot6 dias e 14 horat,
vapor bratileiro Tocaulinst, commandanle o ca-
pil.lo de fragata Mancebo. Passageiros para esta
provincia, rcenlo da Silva Pimeolel, Zeferino
Jos da Costa Pinheiro, 1 praca do exercito. Se-
gu para osul, Vctor Augusto dos Reis, cadete
Joaqun) de Figueiredo Pernambuco, D. Antonia
Salurnina dt Silva, D. Delmirn Rota Straiva Ca-
va leanli, 14 pravas do exercito, 47 recrutas e 51
escravos a entregar.
Nado taido no meimo dia.
ParahibaHlale brasileiro Conceirao de Maria,
mestre Saveriano da Costa e Silva, carga bacalhao
e mais gneros.
EDITAES.
guer
Hospital regimenlal.
Cubo inodoros, 10.
OIBcinas de 5.a ciaste do arsenal de
Meiot de sola corlida, 150.
Presidio de ?eruaodo.
Familia de mandiuca, alqueiret 600 ; madapolio,
pecas t ; barandoesde cera, 12 ; lachas de dita, 6.
Quem os quiser vender aprsenle as suat propos-
tas em caria fechada, na secretaria do conselho t
10 horat do dia 13 do corrente mez.
Secretaria do conselho administrativo para fome-
cimenlo do arsenal de guerra 5 de telembro de 1855.
Jote de Brilo Ingltz. coronal presidente.Ber-
nardo Ptrtira do Carmo Jnior, vogal e secretario.
O Illm. Sr. capitao do porto, cumpriodo a
ordem do Exm. Sr. contelheiro presidente da pro-
vincia eom dala de honlem. refenndo-se ao aviso
da repartirlo da marinha do primeiro do correle
mez, manda fazer publico as traBuctdes, por copia
juntas, de seis avisos aos navegantes relativamente
as boias no canal da Rainha (Queen's chanel) ; pha-.
rol fizo em Chipiona-uadalquirir, na Hespanha
costa de oeste ; pharol de Dendalk (luz de relmpa-
go de fazil) na Irlanda costa de lesle, luz Gza em
Broadharen, na immensa Irlanda, cosa do oeste ;
embarcares de pharol, e boina no canal do Prince
na entrada do Thames ; e pharol do Nore,
Capitana do por lo de Pernambuco em 28 de agos-
to de 1855. O secretario,
Alexandre Rodrigue! dot Anjot.
Ea Jos Acostioho Barbosa, cidadao brasileiro,
treductor publico e interprete commercial juramen-
tado da praja : certifico que me foi apresntado um
documento impresso na lingaa ingleza, o qual Iflle-
ralmenle traduzido para o idioma nacional, diz o
seguinle :
Aviso aos navegantes.
Bolas no canal da Rainha Queen's chanel.
Trinity-House em landres, 15 de malo de 1855.
Pelo presente se faz publico que na conformidade
do annuucio desta casa, datado no primeiro de :*>ar-
Co prximo findo, a boia do baixo de West-Pnn pin-
tada com listras prelas e brancas, que lim urna hal-
le e globo, foi removida para urna pequeua distan-
cia ao S. S. E. da toa aiitigt posiyflo, e pretente-
iiiente est em 14 ps na mat liana das aguas
vivas com as seguinles marcas, e demorando segun-
do rumos da agulha pela seguinle maneira :
A exlremidade do O. de Clevewood em ama li-
nha com a exlremidade de lesle da estarlo prevenli-
PIBLK\lOES A PEDIDO.
GABINETE PORTLOUEZ DE LEITUI'.A.
Ziloaoi defensores dotcAaros estatutos que agora
citis o seo artigo 48, aonde etlaveis no dia 8 de ja-
lao, quando em sessao da reuoi.to, daquelle dia, se
lembrou a observancia do artigo 19, dos que regiam
aquella sociedad t como vos calastes infracc^o
daquelle trligo qit devia tar retpeitado, e vos of-
rendis da nao observancia do lal artigo 48, deises
estatutos que ndo eslao legalmenle approvadoe I
qae oem tiveria ot teus autores valor para o as-
tigntr 1 I que oo Jtem mil piguices, e n,lo conlem o
que te encontr em qoaetquer ctatelos que em Pur-
tiigil regem qaalqoer tociedade 1! I
Cuidis, etotot iefensoret, que i nao se terlido
leda aconflaaca na dedicacao e illustragao do digno
director (qut vos peusaslet dirigir, e no qae tambera
vot eogiaasles folizmente) a alo ta confiar que elle
fnr eom qaa te sinendem ot vossot disparates, nao
ae linha, desde que aa faz a eleicao desta directora,
rasli.wdo a towta valdade ot meamos que entao
illudisies,javos iuiojuttca.
Poit acreditaslnt, zttetot defentoret, do tal trligo
48, que urna reonilo convocada tem respeilo ios es-
tlalos em vigor, podia ser jamis sufliciente para
fazer retpeilar n qae tdoptatse '! reunan que ouvit
protestar no seu teio contra o que deliberaste, e qae
despreza tal avilo, ate te ezpoe a ser escarne-
cid. ? !
Ztlosos defeiunrei dot charot estatutos, he forra
que vos resignis ao premio que merecis, detprezo
e t despiezo ; nada mais merecis.
Phaolaiiasles que podais dirigir ama sociedade
aonde tero algn* membrot que votan, com os vos-
wtt absurdet, mu que a tnt grande maioria os nao
contente que a uda illodirhis q tem tem concorri-
do para fundalodo Hospital Porluguez I e de-
lenginidot, au endes coragoni para vot resig-
! queris Itlvez desgMlir este director que
nio te diixou por va dirinir T collados.... queris
entibiar a davecte dat qae o aeomptoham '.' I coila-
dinlios.....
Ene digno dtnclor levar ao cabo teas generosos
den-jos, porqae marcha com Icaldade, e attim lem
qaa ilos Porluga digno director montar o Iloapilal, far dolar a so-
ciedad do Gabinete de ons estatolAi que pierecam a
ana attignatura, nem o votso auxilie, (o qual t paia
o mo tem presumo) e reeonhecera, assim como lo-
dos os socios, quu a vossa arle de enredar j nao faz
mal n censa eu pastea alguma. .
Zelotos deftnsire \ olliai que nem anda fosies
eapmes de provir os lacros modkos e honestos e n
Auc/utdrtra qui iltribuistei a Miguel Jote Al-
vei i !!
Recife II de talembro de 1855.

O Illm. Sr. inspector di Ihesuraria provin-
cial, em cumprimenlo da resnlucao da junta da f.i-
zenda manda fazer publico, que no dia ^7 do cor-
rente, vai novamenlea prar.i para ser arrematada, a
quem por menos fizer, a obra dos reparos do arude
deCaruar, avahadas em 1:0129000 rt.
E para constar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesuraria provincial de Pernam-
buco 4 de setemhro de 1855.O secretario,
A. F. d'Annunciarao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesuraria provin-
cial, em cumprimenlo da resolucao da jonla da fa-
zeudt, manda fazer pnblico, que no dia 20 do cor-
rele vai novamenle a pracsi para ser arrematado, a
quem por menos fizer as obras supplemenlares a fa-
zer-se na ponte sobre o rio Capibaribe ua estrada
do Pao d'Alho, avalladas ero 12:8919322 rs.
E para'conslar se mandou aflixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario. '
Secretaria da thesouria provincial de Pernambu-
co 4 de setembro de 1855. O secretario,
A. F. d' Annuneiarao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesuraria provin-
cial, em cumprimenlo da resolucao da junta da fa-
zenda, manda faztr publico, que a obra dos reparos
de que precisa a caa da cmara municipal e cadeia
da cidade de Oiioda, vio novamenle a praca no da
20 do correnle, oo valor de 2:2009000 rt.
E pira cousttr se maudou aflixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da ihesuraria provincial de Pernam-
buco 4 de talembro de 1855.O secretarlo,
A. F. d'Annunciaco.
Perante a cmara municipal desta cidade esta-
r em pra^a nos dias 14, 15 e 17' do corrente o aler-
ramenlo e estacada dn alagado ao sol do theatro de
Santa-Isabel, oreados em 2:3509 : os prelendenlet
que quizerem consultar o orramento, dirijam-se
secretaria da mesma cmara.
Paro da cmara municipal do Recife em essao de
5 de selembro de 1855.Barao de Capibaribe,- pre-
sidente.Manoel Ferreira Accioli, secretario.
Perante a cmara municipal desta cidade esta-
ro em priQa nos diai 12, 13 e 14 do correnle, ai
rendas municipal seguinles: imposto de iferi-
io 13:6009, dito de 500 rs. sobre cabera de garlo,
2:285J dito de capim de plaa 1:2639 ; dito por
carga de farinha e legumes levados aos mercados p-
blicos das freguezat de San Jos e Boa Villa, 8OI9;
dito sobre mscales e boceleirai 2539; alugueis dos
lalhos dos acouguet pblicos 3:2199.
Ot prtlendcutes, para poderem lanrar devem a-
presentar previamente dout fiadores legalmenle ha-
bilitados. Paro de cmara muuiclpal do Recife em
sessao de 5 de selembro de 1855. Barao de Capiba-
ribe, presdeme. Manoel Ferreira Accioli, secre-
tario.
O Dr. Abilio Jos lavares da Silva, juiz de orphos
e ausentes nesta cidade do Recife de Pernambuco
e seo lermo por S. M. I. e C. que Dos guarde etc.
Fac,o saber que em praca publica dette jtiizoaw lia
de arremattr a quem niaia der, flndos os dias da
lei, os objeclos constantes do escriplo de praca que
te acha em mao do porleiro do juizo, os quaet sJo
pertencenles a Jos de Souza Rodrigues, e que fo-
ram penhorados para pagamento dos alugueis ven-
cidos e por veucer da casa qua oceupa, e v3o a pra-
ca a requerimenlo Je Manoel Antonio de Jetus,
administrador da mana do finado Jo'aqnim Anlonfo
Ferreira de Vasconcell'os. Cidade do Recita 27 de
agoslode 1855. Eu Floriano Correa de Brilo, es-
crivao, o liz escrever e subscrevo.
lavares da Silva.
Copia da tabella doi emolumentos que devem ser
cobrados provisoriamente pelas secretarias dos Iri-
bunaes do commercio, mandada execultr pelo avilo
de 31 de detembro de 1850.
Carla de com nerciante matriculado, patente de
corrttor, igenlt de leiao, inlerprele, trapicheiro e
adminlitrador d>s armazem de deposito
Assignatora......... lOtOOO
Rubrica dot Uviet, cada folha 9010
Ditlribucio e attigoalora..... 19O0O
Termo de abertura e encerramenlu. H06
Fiancat e termes, eadt lida. 19500
Rezittro de ttulos t documentos, cada
lauda......., 19500
Certidots, cada lidt...... 19500
Buten, cada taoo........ 9400
A fiscal portada oOicio..... 19000
CarUt t^a malricula dai erobarcaijes brasileirai,
De eteuna para cima.
Secretaria.......... 20000
Atiigoalura......... 59000
Fiscal........... 19000
Cilla emjjtergaininho...... '29OOO
Sumacas.
Secretaria.......... 103000
Assignalura ......... 29500
riscal........... I9OOO
Carla em perguminho...... 29000
Lanchas.
Secretarla.......... 59000
DECLA.RACOES

Pela mesa do consolado provincial se faz pu-
blico aoi contribuinles de impeslos, cujos dehilot sao
dependentes de lanc.amenlos, e qae anda ni" foram
pagos dentro do anno flnanceiro prximo pastado,
que os podem raalisar nesla [epauirao al o lim do
presente mez, lindo o qual passain "a ser execulados
todos oa que deixaram de pagar os do anno de 1854
a 1855.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernambuco sacca sobre
a praca da Baliia, e contina a tomar
lettras sobre a do Rio de Janeiro. Ban-
co de Pernambuco 25 de junho de 1855.
O secretario da direccao, Joo Ignacio
de Medeiros Reg.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo tem de comprar Al ob-
jecloi seguales :
Pira o 8. balalbao de infanlaria.
Bandis de lia, 21 ; grvalas de sola de lustre,
181 ; manas de laa, 232.
Escola de primeirat leltras do 10. balalhlo.
C.ni veles. 2 ; papel al mago, resmas 6 ; peonas
de ganen,400 ; tinta prela, garrafas 6 ; liplt, 72 ;
areia prela, libras 6.
Provimenlo dos rmatens do almoxarifado.
Obreits, masaos 40 ; penoatde ganro 600.
M e 2.a clutes.
Col da Bthia, i|i 2 ; ocre,dem 1; alviiide, dem
2 ; junco, dem8 ; laboai de forro de louro, du-
liat 4.
4." classe.
Lenges de lalio de 50 a 54 libras cada um, 2 ;
ditos de dilo de 14 a 15 ditas, 10.
Fornecimenlo de luzes as eilarrs mililtres.
Azeite de cnrrapalo, caadas 720; dito da coco
cauadas 46 ; pavios, dazias 9; fio de algodao, libras
60 ; velas de carnauba, dem 223.
Recrutas em deposito no 2. "balalbao da infanlaria.
Eiteiras, 100.
Diversos bllalhoes.
Sapttei feltos na provlDcii, parea.900.
vi de St. Nicols. ....' S. S. E.
A igreja de Asli quatl ao meio
caminho de Reculvert pira Sarr-
mill........... S. 14. E,
Embarcaran do pharol irdler. N. 1,41,2 O.
Boia do baixo North-Pan. N. 1,4 B.
a do haixo Pan-Spil. E. 1,4 e 1,2 S.
o South-Kuoll.....S. E. 4ei,2E.
b da Wetl-Lai......- S. 1,3 O.
Aa seguinles alleraces lamlicm tiveram logar em
conformidade com a inlenro expressada na dila no-
lilicacSo do primeiro de margo, a saber:
A boia de Pan-Sand-Knoll foi lirada nao sendo
mais uecestaria.
Mudanra de cores.
A boia de oesle Pan-Saod.
A boia de Uan-Sand-Spit.
A boia de Pan-Patch.
A boia detoetle Tongue mudaram das suas cures
interiores para prelo ebranco salteado.
A boia Wedge de encarnada paru prela.
Pelas alterarles supra, a. boias do lado do norte
do canal Queen,s9o todas prelas e'brancat salteado,
e ai do lado do tul prelas.
A boia de N. E. de Margarel-Spil, anteriormente
salteada de prelo e branco, mudaram para ai mes-
mas cores em urnas listras vertieses. Por ordem,
assignado.
J. Herbert, secretario.
E nada mait continua ou declarava o dilo impres-
so, que bem e fielmente Iraduzi do proprio original,
impresto em inglez, ao qual me reporto, e depoit de
liaver examinado com esle e adiado conforme, o
lornei a entregara quem m'o apresenloo.
Ero f do que pastei o preseule que assignei e tel-
lei coro o sello do meu uflicio tiesta muilo leal e he-
roica cidade de S. Sebasliao do Rio de Janeiro, aos
21 de julho do anno do Senhor de 1855.
Jote Agoslinho Barbosa, Iraductor publico,e in-
terprete commercial juramentado.
Conforme, francisco Xavier Bomlempo. Con-
forme. O secretario, Alexandre Rodrigue! dos
Anjot..
Eu Jote Agoslinho Barbosa, cidadao brasileiro,
traductor publico e interprete commercial juramen-
tado da praca, ele, : Certifico qae me foi apresen la-
do um documento impresso, enripio em inglez, o
qual lilteralmenle traduzido para o idioma nacional,
diz o seguinle :
Aviso aot navegantes.
Hespanha cotia do Oeste.
Pharol fixo em CMpiona, Guadalquivir.
O goveinu hespauhol acaba de participar que no
dia primeiro de maio de 1855 um pharol fizo ser
collocado na torre da igreja di cidade de Chipiona
na Puna do suida entrada do Rio Ooadalquivir, oa
provincia de Cdiz ua costa de oeste ,de Hespanha.
A torre da igreja ett prxima no centro da cida-
de oa lalilude de 36, 44', 15" Norte ; loogilude 6,
25', 16" O. de Greewich.
O pharol he liso, de cor natural, o leu focas est
oa elevaro de 70 ps cima do nivel do mar, e po-
de ser visto em urna distancia de 8 milhas em lempo
claro.
Esle pharol, alem demarcara pusig.io daquella
parle da cosa de Hespanha, lambem serve como
bausa para o baixo de Salmedina da parte do N. O,
do qual o pharol demora E. 4 S. E. 1,3 S. disla 11 le.
como 11,8 niillias.
Todas as demaicaces sao magnticas
Assignado. John Washington, hydrographo.
REPARTICAO' HVDROGRAPHICA DO AL-
MIRANTADO.
Londres 27 de abril de 1855.
Esle aviso lem referencia aos seguinles mappas du
almirantado : Thames para o Mediterrneo, n. 1 ;
costas de Portugal e Hespanha, n. 92; entrada de
Guadalquivir, 11. 2311, e mais a lisia de pbares lies-
panhoes n. 178.
E nada mais conlinha, ou declarava o dilo docu-
mento, que bem e fu luiente traduzi do proprio ori-
ginal, impresso em inglez, s qual merepurlo, e de-
poit de liaver examinado com esle e adiado con-
forme o lornei a entregar quem m'o apresenloo.
Em f do que passei o presente qae assignei e sel-
le! com o sello do meu cilicio nesla mullo leal e he
roica cidade de S. Sebasliao do Rio de Janeiro, aos
25 de julho do anno de Nomo Senhor de 1855.
Jos Agoslinho Barbosa traductor publico e inter-
prete commercial juramentado.
Conforme.Francisco \acier Bomlempo.Con-
forme. O secretario, Alexandre Rodrigues dot
Anjot.
Eu Jos Agoslinho Birbosa, cidadio brasileiro, Ira
ductor publico e interprete commercial juramen-
tado da proc-a ele.
Certifico que me foi apretentado am documento
impresso em inglez, o qual lilteralmenle traduzido
para o idioma nacional, diz o seguinle :
Aviso aos navegantes.
Canal do Prince na entrada do Thames, Trinily,
House, Londres 30 de maio de 1855.
Tendo-se considerado conveniente que ai allera-
ces adiaole especilicadas se eOecluasselh as posi-
coes dnt embarcacOes de pharol, attim como uat
boias do canal Prince ; pelo prsenle se faz publico
que as metmat te realisarSo no 1* de agosto, iito he
pelo que diz respeilo.
Ai embarcaron 'de pharol.
A embarcarlo do pharol do Tongue ser removi-
da para urna distancia como do comprimento de 7
amarrai ao N.. O' 4a O. da sua presente pnsirao, e 1
emharcarao pharol Girdler com o comprimento de
3 amarras S. 3,4 O. da sua presente posigao, e na
mesma linha de demarcarlo do pharol Naplin, em
que actualmente ett, e pelo que diz respeilo as
Boias.
A boit de cor encarnada chmar-ie-ha Oate Gir-
dler, ser collarada na exlremidade S. O. do baixo
Girdler, e a boia rom riscos prelos e brancos qoe su
chamar East-longue, ser collorada ua pona dn
Leste do baixo Tongue como urna balita de dia para
a entrada do canal da Ittinha.
Dsr-se-hao outras iofomiages logo que as men-
cionadas alterarles.cstivcrcni levadas a efleilo. Por
ordem.
Assignado.J. Herbert, secretario.
E nada mais conlinha ou declara o dilo documen-
to, que bem e fielmente traduzi do proprio original
impresso em inglez, ao qual me repollo, e depois
de haver examinado com esle, cachado conforme, o
tornei a entregar a quem m'o aprsenlos.
Em f do que, passei o presente que assignei e sel-
le com o sello do meu officio netta muilo leal e he-
roica,cidade de S. Sebasliao|do Riode Janeiro,aot 25
de julho de tnno de Notso Senhor de 1855.Josc
Agoslinho Barbota, traductor publico e interpreto
commercial juramentado.
Conforme.Francitlo Xavier Bomlempo.
Conforme.O secretario, Alexandre Rodrigue!
dot Anjot.
Eu Jos Agoslinho Birbosa, cidadao brasileiro, tra-
ductor publico e inlerprele commercial jonmen-
lado da prara, etc.
Certifico que me foi apretentado um impresso es-
criplo em inglez, a qual, a pedido da parte Iraduzi
para idioma nacional e diz o seguinle :
Aviso ao navegantes.
Pharol do Nore.
Trinily House em Londres aos 28 de marco de 1855.
Tendo a attencio da corpomcao sido chamada
para a difficuldade que actualmente se experimenta
em destingair o pharol que exitle 11 bordo da embar-
cagao que eiisle com luz ou pharol no Nore, por
causa das luzes que apparecem de bordo das embar-
cacOes fundeadat nat proximidades da mesma, em
virlude do regulamenlo do almirantado, que deter-
mina que toda 11 embarcaget opresenlarao urna
luz clara quando esliVerem fundeadat; julgou-te
conveniente qoe a qualidade da luz fluctuaste no
Nore tost mudada, epor lano faz-se publico que no
dia 21 de junho protimo a luz do Nore nao appare-
cer mais como lima luz fiza, e que em seu lugar
apparecer urna luz revolvenle que apreseutar um
fu/.il ou relmpago de luz clara com inlervallo de 30
segundos. Por ordem.
Assignado J. Herbert, tecrelirio.
E nada mais conlinha ou declaran o dilo docu-
mento, que bem e fielmente traduzi do proprio ori-
ginal, impresso em inglez, ao qual me reporto, e de-
poit d liaver examinado com eile e echado confor-
me, o lornei a entregar a quem m'o apresentou.
Em f do que passei o prsenle que assignei e
sellei com o sello do mea ofllcio nesla muilo lea le he
roica.cidade de S. Sebasliao do Rio de Jauejro.ao 24
de julho do anno de Nosso Senhor de 1855.a'oiti
Agostinha Barbota, traductor publico e Interprete
commercial juramentado.
Conforme.Fraocitco Xavier Bomlempo.
Conforme. O tecrelariu, Alexandre Rodrigues
dot Anjot.
Eu Jos Agotlinho Barbosa, cidadao brasileiro, tra-
ductor publico e Inierpeire commercial juramen-
tado da praga.
Certifico que me foi apretentado um impreno es-
criplo em inglez, o qual lilteralmenle traduzido pan
o idioma nacional, diz o seguinle : -
^Itiio aos navegantes,
N. 16.
Irlanda, coila dt liste.
Pharol de Dundilk (luz de relmpago de fazll.)
O porto da corporurao de Dubhn acaba de fazer
publico de te haver construido uro pharol dentio
da entrada do canal do ancoradouro de Dundalk, do
qual ipparecer urna luz na noile de 18 de junho
prximo de 1855" qual, de hoje em diaole, calar
acezo (odas as noites do por al ao nascer do
sol.
A luz ser de relmpago, islo he, urna luz fu, va-
riada por fuzis, dando um fuzil em cada quinze se-
gundos ; a sua 'pona do foco fica 33 ps cima do
nivel do mai em mares cheias, e em lempo claro he
vi/ivel urna distancia de 9 militas.
Para o lado do mar, a luz apparecer de urna edr
natural, clara, demorando na direcgAo O. 1,4 N., e
N. 1,2 O., e ficar mascarada ou coberla na direc-
S,io do recife de Dunany, entre as demarcarles de
I. 1,2 O., e N. quartt e meia a Lesle. Tere urna cor
encarnada para o lado do O. da bahia de Dundalk,
a apparecer clara-para o lado do norte du canal do
encoradouro.
O pharol esla supporladn sobre pilares de urna cor
encarnada, amarrados em formas heras por baixo
do edificio, qoe he de urna forma octogonal e cor
branca. Por cima desle a casa do pharol tem um
lelo ou lelhado de forma de abobada. Est na la-
lilude de 53", 58' e 40" >., e longitude 6 e 18' O.
dentro da entrada du canal, demorando dos rochedos
do caslello (em frente da Ponta Codey) N. O. 3,4 O.
distante 5I|3 militas nuticas; de Dundalk P.ilch
(baixio com rochedos) N. 1,4 0. 3,4 O. distancia
6 1,4 milhas nuticas ; dos recifes de Dunauy (a
lesle da ponte de Dunany N. 1,1 O. distante til ,2
militas nuticas. .
O canal, que antigamenle corra pelo norte da ca-
ta do pharol, corre agora pelo tul da mesma, e pas-
sando-se por elle para fura, orumo varia. Os capi-
laes de navios devem dar batlauta resguardo aot pi-
lares.
Tudas at demarcarles sao magnticas.
AssignadoJohn H'ashington, hidrographo.
ReparlicSo hidrographtca do almirantado.
Londres 16 de abril de 1855.
Esta participaran aflecta as seguinles cartas do al-
mirantado : canal de Irlanda, 11. 1824, cosa de les-
le da Irlanda, fll.'n, 1468, assim como a lista dos
phares de Inglaterra e Irlanda n. 296.
E nada mais conlinha ou declarava o dito impres-
so, que bem e fielmente traduzi do proprio origi-
nal impresto em inglez, ao qual me reporto, e de-
pois de haver examinado com esle e adiado confor-
me, o lornei a entregar a quem ra'o apresen-
tou.
Em f do que passei o presente que assignei e sel-
lei com o sello do mea officio nesla muilo leal e he-
roica cidade de San Sebasliao do Rio de Janeiro, aos
2t de julho do anno do Senhor de 1855.JoscAgos-
iinho Barbosa, traductor publico e inlerprele com-
mercial juramentado.
Conforme.Francisco Xavier Bomlempo.
Coulorme. O secretario, Alexandre Itodriguet
dos Anjot.
Eu Jos Agoslinho Barbosa, cidadao brasileiro, tra-
ductor publico e interprete commercial juramen-
tado da praca ele.
Certifico que me foi apretentado 'um documeuto
impresto em inglez, o qual a pedido da parle, tra-
duzi litleralmenle para o idioma nacional, e diz o
seguinle:
Avito aoi-navegantet.
N. 15.
irlanda coila do Dette.
Laz fiza em Broadhaven. .
O porto da corporagao de Dublio faz publico que
te edificou um plurol no lado do oeste da entrada
do caual da baha de Broadhaven, do qual appare-
cer urna luz na noile du primeiro de junho prxi-
mo de 1855, a qual ser accesa desde aquella data
em todas ai nuiles do per al ao nascer do sol.
A luz he urna luz lita, apparecendo com a cor
natural, clara, segundo se v das demarcagoes de S.
4 172 aoS. E. eN.N. E. 1,4|Lette pelo lado de
leste; i de urna edr encantada segundo se v da| ba-
hia entre N. 4 1,2 aoN. E. e N. E. 4.* de lesle : a
pona da luz esla 87 ps cima do nivel de |agoatvi-
vas nat mares vivas, e ero lempo claro lie vitivet pa-
ra o lado do mar em distancia de 12 milht.
A torre he circular da cr;.-i pedra, tem 50 pea de
altura da sua base al o "Mo da abobada. Etl
enllocada na Pona de Gubacashel, 11:1 laltitude 54.
16'N., e longilude 9.= 53'0., demorando da Pona
de Erres (dos recifes de) S..S. E. I,} E. distante co-
mo 4 1,2 milhas oaulicat da ilha
dittanle 33,4 milhaf nuticas do
canal em frente 4 eslago dn guar
41,2 a leste distante 3,4 de milha
Ao entrar da bahia de Bruadha
servar abert a luz para passa
em frente a Pona Erris, o navegn
bahia, para nassar em claro do
frente a estagao da Gnarda Costa,
lado de leste ou por fora dos limites da cor encarna-
da do pharol.
Tudas as demarcagoes sao magntica!.
Assignado.John IVathington, hidrographo.
de Aruuj'o, no caes de Apollo ao meio dia
em ponto.
LEILAO DE 25 PIPAS DE SEBO,
sendo parte do carregamento da pola-
ca hespanhola Mathiide, condemna-
da neste porto, por autorisacao do Illm.
Sr. inspector da alfandega.
J E. Roberlt far leilo sexla-feira, 14 do corren-
te, ao meio dia, no armazem alfandegado do Sr. J.
A. de Aflujo, no caes de Apollo, de 25 pipas da se-
bo, at quaes terSo vendidtt por conla de quem pei-
lencei, em presengt do Sr. vice-consul de Hespanha,
para pagamento das despezat inherentes ao carrega-
mento da mencionada polaca.
O agente Boria fara' leilao, por au-
torisacao de Candido .Alberto Sodr da
Motta, e mais credores de Joao Paulo da
Silva, da taberna pettencente a este se-
nhor, sita na ra Direita n. 91, consistin-
do na armarao, gneros eespeciarias, etc.,
existentes na dita taberna : quinta-feira
lo do corrente, ao meio dia em ponto.
AVISOS DIVERSOS-
O Sr. Joaquim Octaviano da Silva,
tem urna carta na livraria n. G e 8, da
praca'da Independencia.
dS. O. 1,2 S'.
do Tidal (no
e) N. N. E.
ve-se con-
0 dos recifet
pelo canal da
ido Tidal em
e seguir pelo
Uepariirao liidrographiga, almiraniado em Lon-
dres aos 9 de abril de 1855.
Esla notificagao aflecta a lista de pliaroet ingleza
e iran leza o. 323.
E nada mais conlinha bu declarava o dilo impres-
so que bem e fielmente traduzi qp proprio original
escriplo em inglez ao qual me reporto, e depois de
haver examinado com este e achado eonforme'o lor-
nei a entregar a quem me o apresenton.
Era f do que passei o prsenle que assignei e
sellei com u sello de mea officio uesla muilo leal e
heroica cidade de S. Sebasliao do Riode Janeiro.aos
25 de julho do anno de Nosso Senhor de 1855.Jo-
t Agotlinho Barbosa, traductor publico e interpre-
te commerciaj juramentado.
Conforme.francisco Xavier Bomlempo.
Conforme.-M) secretario, Alexandre Rodrigues
dos Anjot.
Pela subdelegada da fregaezia da Boa-Visla te
faz publico, que foram recolhidos a cata de delen-
rfln os pretos escravos Malhlas e Gongalo pur sutpei-
los de audarem fgidos : seus senhores comparegam
perante a mesma subdelegada. Subdelegara da
fregue:.ia di Boa-Visla 10 de selembro de 1855.O
subdelegado em exercicio,
A. I". Marins Ribeiro.
Tornando-se suspeilos de inferr.io os porlos
das provincias do norle esul deste imperio, em con-
sequencia de se haver declarado o chotera-morbus
no Pata e Bahia donde pode eslender-se em lodas
as dirrrres. previne-se aos donore consignatarios
das embarcares que navegara para etlo porto, que
devenlo expedir as suas ordens para que as momas
venham munidas das eompeteolos carias de saude
pastadas pelas repartigci competentes dentro dat 21
horas da sabida dos porlos donde procedem ou te-
nham lido communieagffo, sob pena de ficaiem sn-
jeilas aos dilt de observagao que forem precisos pa-
ra se fazerem os exames e averigaaces sanitarias,
segundo o ditponto no artigo 26 do decreto n. 268 de
29 de Janeiro de 1843. Provedoria da saode 10 de
telembro de 1855.O provedor interino,
Dr. Joao ferreira da gilva.
AVISOS MARTIMOS.
Precisa-se de um navio para conduzir ao Ca-
ns da Mancha parte do carregamento da polaca hes-
panhola Mathiide, condemnada nesle porto, cons-
tando de pipas de sebo, couros frescos salgados ele.;
as propostas devem ser remeltidas em carla'fechada
ao vire-consulado de Hespanha al o meio dia de
sabhado, 15 do corrente : para mais informarnos,
dirijam-se no corretor J. E. Roberls, ra do Trapi-
che o. 38.
Precisa-se da quanlia de....
10:000-3000, mais oa menos,
sobre o cateo, carga de diver-
sos gneros e frete do Itrigue
americano NOBLE, rom des-
tino ao cabo da fioa-Esperan-
ca. para pagar as despezas do
fabrico feilo ao dilo brigue nesle porto, recebera-se
propostat em cartas fechadas: na ra do Trapiche
n. 4, al ao meio dia de 12 do correnle mez.
Para a Bahia segu em poneos dias o veleiro
hiate Castro, do qual he capitao Francisco de Cas-
tro, por ja ter parle da carga prompla ; para o resto
Irala-se com seu contignalario Domingos Alves Ma-
theus.
Para o Acaracu' com escala por Ceara',
sahe nesles 6 dias impreleriv cimente o hiate Ara-
gao; recebe carga e passageiros : a tratar na fu do
Queiraado n. 27, loja de Gouva & Leile.
LEILOES.
Willium Lilley Jnior, consignata-
rio do brigue americano NOBLE, arriba-
do a este porto de sua recente viagerc de
Boston, com destino ao Cabo da Boa-Espe-
rauca, feta' leilao, por intervencao do
agente Roberts, quinta-teira 15 do cor-
rente, por ordem deMarcus Lindberg, ca-
pitao do dito navio, eem presenca do Sr.
cnsul dos Estados-Unidos, epor autorisacSo
doSr. inspector da alfandega, por conta e
riscodequem pertencer.de Obarricas com
alcatro, 50 barricas com pi\e, 25 bar-
ricas com breu, 1 vello de gavea, 1 vella
de traquete e estaes de gavea, que se
ocliatn patentes ao exame dos pretenden-
tes:' no armazem alfandegado de J. A.
Para vestidos de senhora, a 6i0 rs.!!!
Pela barca Conle Rogar, rindo ltimamente de
Frange, chegou urna fazeuda nova transparente, de
laa de quadrns e de listras, que un Hamburgu he
fazenda na prsenle eslago do ultimo goslo para
vestidos de senhora, que a lia plisara m cora o nome
ALMA VIVA, vende-se pelo coramodo prego
de 640 ri. cada cvado: na ra do Queimado loja
n. 17, ao p da botica.
Vestidos de seda
BRANCOS E DE CORES.
Os mais modernos chegados ltimamente de Pa-
rs, pelabaica Cont Roger: venlem-te na ra do
Queimado loja o. 17, ao p da bolita, aonde ha
graude porgao para te etcolher.
i J. Falque.
RLA DO COLLEGIO \ 4.
Recebeu-se pelo ultimo navio viudo de
Franga, os seguinles objeclos :
Palitos de panno prelo o de cor, forrados
de seda de 129000 para cima.
Diloi de Uta de cores muiln lindo.
Dilot de alpaca prela de 69 a 109000. -
Ihlos de brim branco e de corea de 2>500
para cima.
Caigas de casimira preta fina a 109000.
, Ditas de dita de cores de 68 a 99000.
Ditas de brim de cor e brancas de 3j000 a
83000.
Caigas, odeles e palitos de casemira raes-
clada.
Vestimenta completa de diversas cores.
Colletea de selim, fusilo e casemira.
Palitos de ganga muilo superiores.
Ditos de seda de superior qualidade, cla-
ros e oscuros, de IO9OOO i 169000.
Grande sorlimenlo de mallas, saceos com
mala e taceos de tpele para viajera, sobre-
ludo de laa para sabidas de baile, llea-
tro, ele.
E grande quantidade de chapeos de sol de
teda e de panuinho, lanto para homem como
para senhora, e baleiat para vellidos e espar- Xf
lilbos de senhoras. ffi
Hoje, das 9 pan as lOhorat da manhaa, andam
as rodas da ultima parle da primeira lotera do Gym-
naso desla provincia, no consistorio da igreja de
N. S. da Conreigao dos Militares, S logo que se dis-
tribuam as lisias, o caulelisla Antonio Jos Rodii-
rues de Souza Jnior paga em seu escriptorio,, na
ra do Collegio n. '21, primeiro andar, at serles
grandes que obliverem teut burieles e cntelas, con-
forme seus annuncios; sendo (odas as outras torles
pagas em as tojas aonde foram vendidas, e especi-
almente em sua loja n.40, na praga da Indepen-
dencia, aonde ainda existe um reto de bilhetes e
cautela! a venda.
No dia 14 do correnle, depois da audiencia do
Sr. Dr. juiz de urphftos, ira novamenle a praca, a
cscrava Delphint,' de :ij a 40 annos de idade, pro-
pria para qualquer, aervigo, pela quanlia de 300000
rit, tegondo a nova avallaran, 1 requerimenlo do
curador da meulecapla Marcolina Theraza de Je-
ss.
Quera annunciou precisar de 2003000 rs. apre-
cio, sobre fianga de urna casa que rende IO9OOO
rs. mensaes, estando desempcnhida a dila casa : po-
de fallar na roa do Rangel u. 21, que se Ihe dir
quem faz o negocio, porm lia do sea das 7 da ma-
nhaa as 9 do dia.
Roga-se ao Sr. tliesonreiro e caolelslas da lo-
tera do ymnnsio Pernainbucnno, que lem de cor-
rer 00 dia 12 do corrente, nao paguem a pessoa
alguma premio que livor de sabir 110 meio bilhele
qua se acha assignado pela infra-scripla, o qual
segundo a sua lembraoga he o de n. I7.'iil, compra-
do na praga da Independencia loja do Sr. Porto, e
garantido pelo Sr. Salusliano de Aquiuo Ferreira na
qualidade de caulelisla. Tertuliana Senhorinha
de Barros.
Aluga-se a loja n. 17 do alerro da Boa-Vista,
propria para qualqaer eslaDelecirnenlo, principal-
mente para vender bilhetes e cautelas da lotera,
por estar com todo u aceio e prego commodo : a tra-
tar no sobrado da mesma.
Lava-se e eogomma-se com lodo o aceio, per-
feicao e goslo: na ra do Sr. Bom Jess das Criou-
las o. 16. m
O abnixo assignado faz sciente aos
devotos que tam concorrido com a sua es-
mola para a festa de N. S. da Conceicao
da Escada, que a dita festa tem de ser
transferida para odia que seannunciar
por este DIARIO; em consequencia de
nao poder ser no dia 16 do corrente, co-
mo estava determinado, por haver algu-
ma's testas nesse dia, e tainbem estar o
juiz da fesla impossibilitadode assisti-la
comodeseja. Recife 10 de setembro de
1855.JosTil-mino de Oliveira Regio.
COMPANHIA DE FIAQl) E TECI-
DOS. NO RECIFE.
A direccao da com-
panlna de FiacoeTe-
cidos de algodo con-
vide aos Srs. accio-
nistas da companhia,
a realisarem do 1 ao
ultimo de outubro prximo, em mao do
ct.i\a Sr. Antonio de Moraes Gomes Fer-
reira ua casa do Banco, e as tercas esex-
tas-feirasde cada semana, urna prestacao
de 10 por cento sobre o capital. Recife
11 de setembro de 1855.Barao de Ca-
tnaragibe, presidente.Joao Ignacio de
Medeiros Reg, secretario.
LOTERA Di PROVINCIA.
Hoje, 12 do corrente, s
9 horas da manhaa, he a
extraccao da ultima par-
te da primeira lotera do
Gymnasio Pernambuca-
no, no consistorio da igre-
ja de N. S. da Conceicao
dos Militares; os possui*
dores de cautelas ou bi-
lhetes firmados pelos cau-
telistasabaixo assigliados,
pode rao vir receber os pre-
mios que sahirem, apenas
se fizer a distribuicao das
listas, em seu escriptorio,
ua ra da Cadeia do Re-
cife n. 50, primeiro an-
dar. Oliveira Jnior Sf
Companhia.
Entina-se 1 lingua italiana por casa; parlicu-
laret: quem precisar annuncie ou procure no ater-
ro da Boa-Vista n. il, loja.
Jz^k>\
L i I! OW
ispiil
Pede-se ao Sr. Pedio Garrido, meslre da mu-
sica do primeiro lialalhilo de iofantaria da guarda
nacional, de nao locar mais a msica porta do r.
capitao Claudiuo Benlclo Machado, puis qae nao
tem esle gozo pelo lugar que oceupa de mandante, e
nem metmo a deve gozar.O cootribuiole.
Qaem annunciou uo Diario de honlem preci-
sar de 2009000 tobre urna hypolbeca, dirija-tea ra
do Queimido n. 37 A, que 1I1I te dir qaem faz este
negocio.
Perdeo-te na noile de seganda-feira, 10 do
correnle, desde a ra do Livramenlo ao oltar pelp
pateo de S. Pedra, Iravetta de Hortat, pleo do
Carmo al Santa Tharea, um lenco de cambraia de
Iirilio bordado, obra de lora, com bico lambem de
lioho : quem o achou, trndo couteieocia, e qoeren-
do reslitui-lo, o peder fazer ni roa da Alegra do
bairro da Boa-Visla, casa o. 11, que alm de se Ihe
agradecer, se recompensar.
Quem te quizer encarregar de dar comida por
ajuste mental para um homem tolleiro, aonancie
sua mor.nl,1. ou dirija-te a ella lypogriphia,que acha-
r com quem tratar.
Roga-te ao Sr. major Filippe Duarte Pereira
lenha a bondade de apparecer na taberna da ra do
Livrameulo o. 38.
Quem achou urna grade d labyrinlho para
lenr;o, dirija-te a roa da Gloria n. 87. segando an-
dar, que retlitaindo-a ser recompensado.
Pede-se a qaem liver achado a planta da es-
(rada de ferro, que foi perdida no dia 7 do correla,
oa ilha do Noguelra, que a lere a etla typographia,
que se gratificar generosamente.
Os administradores da mista fallida de Ueane
Voule & Companhia avitam aot credores da mesma
massa, que esta determinado o dividendo de '0 % a
qual s pagar no etcriplorio da roa do Trapiche
Novo n. 12, dat 10 horat ai 2. '
Desde o lim de julho prximo pastado acha-se
fgido o esclavo Joao, mualo, calcador, o qual eos-
turna inculcar-te caiador, tornando-te mais conhe-
cido por am tignal prelo de cabello ao lado esqoer-
do da cara : a tua apprehensito roga-se a qualquer,
levando-o a Soledade n. 42, onde se recompensar.
A pessoa que annunciou precisar de 2008000
sobre hypolheca, dirija-te a ra dat Cruzas, taberna
n. 20, que se dir quem d.
Aluga-se urna excedente casa de campo com
bom sido, na Capunga, margen) do Rio Capibari-
be : a tratar no alerro di Boi-VIsta o. 1.
esencaminhoa-te do poder do abiito assig-
nado um quaito de bilhele da ultima parte da pri-
meira lotera do Gymnasio de u. 3826, e por isso
previue-se aos Srs. thesooreiro, caulelitlai e vende-
dores de bilhetes nao paguem o que por torta liver
de sahir em dilo quarlo, sendo referido bilhele de-
teucamimiado comprado ao caulelisla Antonio Jos
Rodrigues de Souza Jnior.M> poli lo Caatiano de
Vasconcellos Albuquerque Maranlio.
Carne do serto.
Chegou honlem do norte excellenle caroe do ser-
to, que te vende em porr.Ho ou a relalho : quem
quizer pode informar-se na loja de Gouvea i Leile,
ra do Queimado n. 27.
Sorvetes.
Hoje leri sorvelesno alerro da Boa-Visla n. 3.
O abaixo assignado, conhecido netta praca por
Luiz Rodrigues'Samico, declara o publico em ge-
ral, que desla dala em dianle assignar-se-ha Luiz
RodriguesSamico segundo. Cear 8 de selembro de
18.Y.Lu/ Rodrigues Sainico Segando.
Precisa-se de ama ama forra "ou captiva, que
saiba cozinhar e fazer lodo o maia servido de cata :
na ra Direita n. 86.
. Avisa-se aoi Itirdeirot da finada Jotepha Mara
da Concefo, que da dala deale a 30 diat, te pruce-
derao at parlHnas dot bens deuados, o qoe se faz
publico poi esle Diario, para que em lempo algura
se chamem ao engao.
Jardim publico em Pernambuco, ra da
Soledade n. 70.
Ot senhoret que fizeranr cncommendaa de pe da
rosa sapho e prudencia inandem por ellet que eslao
proraptos.
Frontispicio do Carmo.
Pertence a sociedadeFrontispicio do Carmoos
burieles seguinles: Ierro n.382?, meio 4880 da ul-
tima parte da primeira lotera do Gymnasio.
Ainda se alaga a cata em Olnda, na ladeira
da Misericordia n. 12, concertada de pouco lampo e
lambem pintada, muilo bom loca!, a bem arejida : a
tratar oa ra do Rangel n. 21.
Aluga-se o primeiro andar da casa da roa da
Renzala Vellta n. 36 : a tratar na mesma, no segan-
do andar, (caiado e pintado de novo).
D-te 1:0003000 a premio sobre alguma casa
qoe esteja tem embaracu, ou tobre peohores de 00-
ro : na ra larga do Rosario n. 32, se dir qaem da.
O tbaixo assignado, procurador do Sr. Dr. Pe-
dro Bezerra Pereira de Ara ojo Bell ru mora na ra
Imperial, casa n. 14.Manoel de Amorim Lima.
Tem de ser arrematado no dia 12 do correnle
mez, depois da audiencia do Sr. Dr. jaiz municipal
da segunda vara, o escravo Manoel, por eiecurlo d
Clorindo Ferreira CalSo contra os herdeiros do fina-
do Antonio Jos Teixeira Lima ; o qual eteravo re-
prsenla ter 30 annos de idade, e etl avaliado por
6OO5OOO, e a elocucAu corre pelo cartorio do eteri-
vo Attayde.
Paulo, narao Congo, idade 60 annos, baiio,
cheio do corno, cgo de um 0II10, e meio corcovado,
fugio ha 10 diat: qnem n pegar leveo a Sanio Ama-
ro, em casa de Manoel Custodio Peixolo Soares, ou
a prara do Corpo Sanio das 8 as da larde.
Desappareceu no dia 9 do correnle mez um mo-
leque crioulo, de nome Joao, com os signaes seguin-
les : caifa de panno tzul, camisa de algodSozmlio,
lem os denles limados, o qual moleque he calafate, e
d indicios de ser negro do mar: quem o pegar po-
de leva-lo ra do Pilar, em Fora de Portas n. 103,
que ser bem recompensado.
Na ra larga do Rosario est para alugar-se o
sobrado n. 23, lano a loja como o primeiro e legan-
do andares : ir.il*-se com o Dr. Cosme de Si Pereira,
o Recife, ra da Cruz n. 53.
Manoel Pereira Lopes Ribeiro, etlabelecdo
com loja de barbeiro na ma rio Pilar 11. 109, avisa ae
respcilavel publico, que se acha munido com lodo o
necestario para a sua proliss.lo, bem como bichas de
Hamburgo para alagar, applica venlosas, sangras,
lira denles, limpa, chamba de 011ro oa prata, ele,
ludo islo com toda a perfofcao e limpeza, por precio
mais coramodo do qae em oulra qualquer parle : em
quanlo a pobreza te offerece gratuitamente, pira o
qae pode ser procurado a qualqaer hora.
Roga-se ao Sr. Manoel de S e Sonta que se
dirija a ra Direila n. ,">9 o mais breve potsivel.
Perdeu-se desde a ra da Camboa do Carmo
li a roa Direita, uro alfinete de pello de senhora
com diamantes, na noile do dia 10 do correnle mez:
quem o liver achado e quizer restituir- a ana dona,
vinva de Joaquim Leocadio da Silva Gaimares, ra
da Camboa do Carmo, ella Ihe ficar agradecida.
OfTerece-ie para ama de casa de homem tollei-
ro ou viuvo, preferndo-se sempre casa.estrangeira,
urna mulher branca, de meia idade, de optirai con-
ducta e lidelidade, do que dar conhecimenlo, cn-
(ende perfeilamenle de todo o servido interno de
urna sala ou cozinha de qualquer cata oobre e que
lenha bom Irataraento, he muito zeloaa e llrapa, e
sabe Hesempenhar lodos os deveres de qoe 1 incum-
ben) : quem de seu presumo se quizer ulilisar, pode
informar-te na ra estreili do Rostrio n. 15, so-
brado.
Precisa-se de ama ama eterava ob forra para
o servir interno de ama casa de pouca familia : na
ra do Hospicio 11. 7.
Attencao.
LUIZ CANTARELU avisa ao retpeilavel pobli-
blco, que mudou a sua tala de dansa e cata de
residencia da roa das Trincheirat n. 19, para a ra.
dat Cruzet n. 11, primeiro andar.
^HlfQKKQaf'
OsoTclUdOl Gamillo Augusto Ferreira da
Silva, mudou a sua residencia para a ra da
Camboa do Carmo n. 38, primeiro andar, on-
R de pode ser procurado para ot misteree de
M sua prolissio, bem como no paleo do Colle
S gio, etcriplorio do Illm. Sr. Dr. Fonseca.
Na obra que se esta' fazendo de-
fronte da igreja de San-Francisco, preci-
sa-se de serventes: a tratar na mesma
obra, com o administrador respectiyo.
COMPANHIA PERNAMBUCANA.
Etla empresa pretende contratar a conslrucrao
dot trapiche* e armazent em Tamandar, ponto de
escala dos seas vapores do lado do tul, e em Ilapis-
suma e Geimna do lado do noile.
Clausulas especiaet da nrremalaco.
1.a A' obras pira a conslmccao desles trapiches
ser.lo leilas de conformidade cora as planta! e orca-
menloa approvndos pela direccao da companhia na
importancia, o de Tamandar de n. 7,"8283280, o de
ItaplMuma de rs. 7:755)000, e o de Goianna de n.
6:9139000.
2.' Estas obrst deverao principiar 00 prazo de 15
dial e fiudarito no de 4 mezet, ambot contados do
dia da assignalura dos contratot.
3.* O pagamento se far em I res prestarles igaaes,
a primeira no dia da assignalura do contrato, a se-
gunda quando ettiver feita a metade da obra, e a
ultima quando inleiraraente concluida, (cando ret-
ponsavel o arremtenle por esparo de um anno pela
sua conservadlo e solidez.
4.a o arrematante prestar urna flanea idnea
uesla praca.
O prazo marcado para o recebimento de propotlas
he al o dia 15 do correnle mez, e para tratar, dtri-
jam-ie ao escriptorio da ma di Cruz n, 26.
B. Engler vai Europa.
Carlos Fiedler vai Europa.
Recebe-se dinheiro para te mandar
dar no Rio de Janeiro por lettras de quan-
tias grandes ou pequeas, com toda a se-
grame : na ra do Trapiche n. iO, se-
gundo andar.
O Dr. Das Feruaodet, medico, fnoii tua :
retideucia no primeiro andar da cata da roa
Nove, esquina da do Sol, onda pode ter pro-
curado a qualquer hora, para o exercicio da
sua profitsao.
Precisa-te de um bom trabalhador de mattei-
ra, que silba bim desempenhar tua obrigarao : a
Iralar no largo da Santa Cruz n. 6, pasara.
Pncita-te de ama ama para cozinhar e en-
gommar: no aterro da Boa Villa n. 26, segundo
andar.
l'erdeu-se na noile do dia 6 do correnle, desda
a ra da Cadeia do Recife al a de Sanio Antonio,
ama carleira peiteacente a Domingos Carlos da Sa-
boia, con tendo urna leUra de rt. j6*320 sacada par
Aulonio Bernardo Vas de Carvalho e aceita por Jet
Ambrozio Ribeiro em 4 de igualo de 1850, a 6 me-
zet de prazo; e mait oulros documentos que de na-
da podem servir a oulra pessoa que 0H0 teja o seu
proprio dono ; por isto ruga-te 1 qaem liver tesa-
do o faver de a levar a ra da Cadeia do Recita, to-
ja n. 19, qua se recompentiri o seo trabaJho.
Precisa-se alagar um moleque de 8 a 12 an-
nos, ou um prelo velho : qaem liver, anUwda-se
com o Sr. Minoel Antonio de Santiago I.eaea, na
roa Angosta.
No dia 7 do corrente chegou ao eugenho Tapa-
ra, fregaezia de Jaboatio, o pardo Joaquim, qoe diz
ser escravo de Coime Fita, morador do litio Peroba,
dislriclo de Alaeoae : queira, porlauto, o dilo se-
nhor ou seu procurador mandar receber o eacravo
no mencionado epgenhn, certa de que nao ser o
annuucianle respontavel por qualquer faga.
Miguel F. da Soasa LeBo.
Na ra Direila n. 36, segando andar, precisa-
se de um 1 ama de leile.
Precisa-se de 2003000, dando-te am hypolheca
urna cata neita cidade que rende IQgOOO meotaes :
quem pretender dar, annuncie para ter procurado
Precisa-te da ama ima de leite, na ma m-
trella do otario n. 34, dafronle do depatilario ge-
ral : quem quizer, dirija-te mesma cata para Ira-
lar.
Manoel Thomaz de Farias faz tcienle aos seu'
fregueses qaa muden o tea ettabelecimento de al-
faiale para a roa do Livraraenlo n. 26, primeiro an-
dar, o qual prometi cumprimenlo de aut obras
com toda perfeicio e esaclidie.
Oflerece-se ama petaos para adraintetrafi* de
enaenho, a qual enfeude de loda a agricultura a|ma-
nabra de eogenho, por j ter omita prttica : queat
precisar renha tratar na roa do Caldeireiro em can
do Sr. Ragit, ou annuncie.
Attencao.
Jos Leandro Marliut Filgoeira propee-M enti-
nar toda* aa dantas modernas boje adoptadas not
griodet saldes pela regra da arte ele.; aisim como
se acha promplo a entinar matice vocal e ltiro-
mental, e avisa ao retpeilavel publico, que ae acha
promplo a exercer particular at funccttet de ana arte
por medico preco como be publico : qaem ae qai-
zer ulilisar de seu pequeo presumo, poda procurar
na roa de Hortat n. 37.
Perdeu-se na noile da 7 do corrente ama ca-
noa de amarello, denominada Pelintn, a qual esla-
va amarrada no caes do Sr. Danlaa,: qoem a achoo,
pode levar Ilha do Nogueira, 'cojo servico per-
lence, oa ao caes referid, pelo qae sera recompen-
sado no segundo andar do te orado n. 37.
Aluga-se ama otaria, tendo algo mat obrat fi-
tis, lambem te compra : na roa da Cas o. 31, oa
aonancie.
Na roa do Qoeimado a. 11, ha ark completo
orlimenlo de ISa para bordar, de todaa ai cores.
O abaixo attignado avisa aoSr. Miguel Souger
de Tal, sobdito franeez, que mande batear oa teas
carros, que de na muilo ettfo feilvt, a teto n*pruo
de 10 diat da dala desle, de eeulraria aa ver obri-
gado a vende-lot para o ato pagamento, pete bem
sabe o Sr. Miguel o letlimoto estado da alada do
abaixo attignado, o por teto nenbum recurso Ihe
reta : faz-se e presente para nio te -lT*-r* a ig-
norancia. Recife 7 de telembro de 185a.
H. Witatig.
GABINETE PORTGUEZ DE LErTURA.
A directora do gabinete porluguez de leilora, em
cumplimento do dispotto nos 5 e 6 do artigo 1."
dos estatuios, e com previa aulorisactlo do conselho
deliberativo, vai no da 15 do correnle ettabelecer
am caiso de geographa e oolro de lingaa franetza,
cujas prelecefies serflo alternada! pela forma te-
gainte:
Ai de geognphia lodos ot domingos ao meio-dia,
e lodat at qointaa-feiras as tete horat da noite.
Ai de lingaa franceza todas at tercas-feirat e to-
dos ot tabbados as sete horas da noile.
Aqarllet senhores todos de qaalqoer classe qoe
quizerem frequenta-los ambos, ou algom delles,
queiram ir interever teas nomes no respectivo livro
de malricula, que para esse fin) se acha expeste na
meta do expediente do gabinete, e la encontrarlo
a relapso dos livro* de que devem manir-te. filt-
ra Ribeiro, primeiro secretario.
LOTERA
GIMNASIO PERNAMBCAIO.
Quarta-feira 12 de se-
tembro, andan) indubita-
velmente as rodas da re-
ferida lotera, pelas 9 ho-
ras da maiiha, no consis*
torio da igreja de N. S..d
Conceicao dos Militares.
Pernambuco 10 de setem-
bro de i855.--Ocauieiista,
Salusliano de Aquin%Fer-
reira.
DENTISTA FRiRCEZ. \
Paulo Gaignoux, dentista, etlabelecdo na
9 ra larga do Rosarlo n. 36, segando andar,
# colloca denles com a prselo do ar, e chomba #
9) dinles com a massa adamantina e nutro* me- 9
laes.
9999*9999999
O Dr. Ribeiro, medico, contina a residir na
ra da Cruz do Recife n. 49, segundo andar.
A ESTRADA DU FERRO DO RECIFE E
RIO DE S- FRANCISCO.
Aos negociantes em madeirat e outros-
Precisa-se immediatamente, para a
constructjo da estrada, de ierro cima,
urna grande quantidade de madeiras di-
reitas, das qualidades mais approvadas
para esteios, etc., que tem de resistir a
acqao do lempo e agua salgada, assim co-
mo Pau-ferro, Sapucaia, Pau-d*arco,Ena>
biriba-preta, etc. Quem quker contra-
tar ditas madeiras, communique por car-
ta mencionando at particularidades a res-
peito da quantidade que pode ser orneci-
da em um tempo marcado: dirija-se ao
contratante Jorge Fumes, -no escriptorio
dos Srs. Rothe & Bidoulac, na ra do Tra-
piche n. 12, primeiro andar.
O Dr. Sabino Olegario Luagero" Piona, 0
mudou-se do palacete da roa deS. Francis-
co n. 68A, para o tobrado de dont anda-
res n. 6, ruade Sanio Amaro, (mundo novo.) I
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer. de Albuquer-
que mudou a sua aula para a ra do Ran-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eexterno desde ja' por me-
dico preco como be publico: quem se
quieer uttlisar dewupeuueno presumo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a'qualquer hora dos dias uteis.
Na rul Nova n. 58, recebeu-se pelo oavlo Ha-
vre nm lindo sorlimenlo de fazenda, grosdenapolet
prelos, mantai de seda pira senhora, catoisinhas,
bicoi de linho, escomilha, fil, Dores, franjas frince-
zas de seda, Atase oolras muilas fazendu, por dimi-
nutos preces.


DIARIO DE PERUIBUCO QUARTA FEIRA 21 DE SETEMBRO DE 1855
\
CONSULTORIO DOS POBRES
O MXSJk NOVA 1 MM'BMM 50.
O Dr. P. A. Lobo Iftcnzo di consuUaa homeopathieae ledos os dias aos pobre, desde 9 horas di
manhaa atoo meio dia, esa(atoeeilraordiuarios a qualquer hora do da ou noile.
Offerece-se igualmente para praticar qualquer operario de cirurgia, e acudir promplamenle a qual-
quer mulhur qu esleja mal de parlo, e cujascircurastanciasoao permutara pagar ao medico.
NO TORIO D M. P. i LOBO I0SC0Z0.
50 RA NOVA 50
VENDE SE O SEGUINTE:
Manual rnatelo da meddicina homeopalhica do Dr. G. H. Jahr, traduxido em por
tugue* pelo Dr. Hoacoio, quatro volumeseocadernados em dous e acompanhadod
ora di:cionario do termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele...... 209000
torta ote de ledas as qoetratam do estudu e pralica da homeopathia, por ser i nica
qne conten abase fundamental d'esla doulrinaA PATHOliESESIA OU KFFEITOS DOS MEDICA-
MENTOS HO ORGANISMO EM ESTADO DE SALDEconhecimenlo que nao podem dispensar as pes-
soas que se querem dedicar n pratica da verdadeira medicina, interessa a todos os mdicos qne quizerem
expetio) >utrina de Eatinemann, e por si mesmos se convencerem da verdade d'ella: a lodos os
lasen de engenho qae eslo longe dos recursos dos mdicos: a todos os capites de navio,
alo podem deixar de acudir a qualquer iucommodo seo ou de seus tripulantes:
ia qua por circumslancias, que nam sempre podem ser prevenidas, sao |obriga-
do ontinenli m primeiros soccorros em saas enormidades.
lomeopatha oo Induccao da medicina domestica do Dr. Hering,
I pessoas que se dedeam ao estndo da homeopathia, un voln-
n.nde, acompanhado do diccionario dos termos de medicina......
irmos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele, encardenado. .
bem i>reparados medicamentos nao se pode dar om passo seguro .,
prietari desle eslabeleeimeuto se lisongeia de te-lo o raais bem montado possivel e
ninguem dnvida boje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 tobos grandes...............
Boticas de 24 medicamentos em glbulos, a 10*. 128 e 151000 rs
i ............
Ditas 18 ditos ............
DHm 60 ditos a.........
DIUs 144 dilos a............
Tubo* avnlsus...................
Frasco de meia once de tiectura............"
Ditos de verdadeira tincin a rnica.
10000
3*000
na pratica da
89000
...... 209000
...... 25J000
...... 309000
; ..... eogooo
...... 19000
...... 2*000
..... .. 4 290OO
a sempre venda grande nomero de tnbos de cryslal de diversos lmannos,
llcamenlo, e aprompta-se qualquer encommenda de medicamentoscom toda a brevida-
oe e por preco mmto coinmodos.

TR1TAMENT0 HOMOPATHICO.
Preserva tico e curativo
DO CHOLERA MORBUS.
PELOS DRS
cjao ao povoparasa poder curar desta enfermidade, adminislrandoos remedios lois eflicazea
para alalh a-la, emquanto recorre ao medico, ou mesmo para cura-la iudependente desle nos lugares
em qae nio os ha. e
TRADUZIDO em pobtuguez pelo dr. p. a. lobo moscozo.
Satas doosopusculoe-conlmasindieaces mais claras e precisas, so pela sua simples ecoocisaei nosi-
tao alcance de todas as inteligencias, uao so pelo qoe diz respeilo aos meios curativos, como prin-
cipalmentn ao preservativos que lem dado os mais satisfactorios resultados em toda a parle em aue
elles lean sida poslosein pratica. r '
lamento homeopatliico o uuicoque tem dado grandes resollados no curativo desta horri-
jolgamosa proposito Iradnzir estes dous importantes opsculos em liogua verncu-
la, tara dint'arle facilitar a aoa leilnra aquemigooreo francez.
dn-se nnicamenle no Consultorio do traductor, roa Nova o. 52, por 2JO00 rs.
Alu|{a-te urna casa terrea no Mondego, feila
4 moderna e com bous com nodos para pequea fa-
milia : a Iratar no paleo do Terco n. 9.
u.ja-a a quarta casa Ierres du lado es- 1
Bardo, ao oassar a pootu pequea da Mag- M
M: a tratar na ra Nova, primeiro an- 1
i dar por cima do Sr. Beker/ M
No din lSdocorrente, au sabir da mina das 11,
da matriz da Boa-Vista at a ra da Aurora, perdeu-
se onfa pi Ueira de coral, toda de Sos, lendo no fel-
xo urna fijara encastoada em ouro, quem achar e li-
ooaciencia, leve-a a ra da Cadeia dp Recite,
loja dacanbio n. 34, qoe-se dar o valor da pul-
se ira.
Utos, e Exaa. Sr. presdeme.Jos da Bocha P-
rannos, lendo eotTrido pielericao em sen direilo da
thesouraria de fatenda d'eila provincia relativa-
mente i cobraneada qoanlia de douscoulos e tan-
tos mil ris, que a roesma fizenda lite he devedora,
proveaieo e de medicamento*que o supplicanle for-
necerajiara os hospilaes regimenlaes desta cidade, e
illa uto obstante ordem ezpressa do Ihesouro que
eijgia proinpla infrmacSo. e lambem as reclama-
See de supplicanle, neela eolluao recorren elle a V.
Exc. por urna peticao para ver se por este modo, se-
ria'amspac riada a sua pretendo; mas succedendoqae
lendo V. Esc. maodado]inlormar a meema thesoura-
ria, esta por motivos qae o supplicanle ignora, lem
deudo danto o. de junho al o presente a referi-
da informarlo por V. Exc. exigida, cansando desta
arte ao supplicanle grave preiuizo ; por isso o sup-
plicanle de novo recorre V. Exc. afina de que como
primeira aaioridade administrativa da provincia se
dinge mandar qae a referida thesouraria haja de dar
informa ao por V. Exc exigid. Nortes termos,
pede a V. Exc. assim Ihe delira.E B. Me Jos
da Rocha Paranhot.
nformn o Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
Palacio do governo 28 de juiho.de 1855.Figuei-
rtio.
g /ULICAW' DO INSTITUTO HO
IEOPATHIC0 00 BRASIL. g
TflESORO HOMOPATHICO
ou 0
VADE-MECUM DO 0
HOMEOPATHA. tt
Metkodo conciso, claro e leguro de cu- ffc
rar \omeopathicamente todas ai molestias 2
que affiigem a especie humana, t part- (9
enlmente aquello* que relnam no Bra- 4
til, redigido segundo os tnelhores trata- T
dos de homeopalhia, tanto europeos como qpp
americanos, e segando a propria experi- fc%
enca, pelo Dr. Sabino Olegario Lndgero
1 Pinlio. Esta obra ha boje reconhecida co-
mo a melhor de todas qoe tralam daappli-
cacSo homeopalhica no curativo da mo-
leslint. Os cariosos, principalmente, nao
I podem dar ora passo seguro sem possui-la e
consulta-la. Os pas de familias, os senho-
de engenho, sacerdotes, viajantes, ca-
pilts de navios, sertanejos ate. ele, devem
le-l zamao para aeconer promplamenle a
um qnalqalaT caso de molestia.
J Dbun volme em brochura por 109000 .
eocadernados 11 000 A
5 Viiade-se nicamente em' casa do autor, Z
' ra de Sanio Amaro n. 6. (Mundo No- %
vo). M
aattgags see@i
Ra ^ Nova
I. 22.
I.. DKLOUOHE lem a honra de annunciar ao
reapeilavel publico, qoe acaba de receber pelo ul-
iimo patinete o mais bello sortimento de relogios
de ouro patente inglezdo melhor fabricante de Li-
verpool, de ouro patentes horizontaes, e foleados
de ouro da 18 quilates, e um grande sortimento de
diaves e oculos, por precos muito vanlajoso e iffi-
. andados. .
J. R. Lassen-e & Companhia tendo
de mandar incontinente para a Baliia as
fazendas salvadas da barca frencaza GUS-
TAVO II, destinadas a'quella provincia,
convidam pelo presente a quem tal rete
convier, apresentar-se no seu escripto-
rio, na ruado Trapichen. 11.
LOTERAS Di PROVINCIA.
O Illm. Sr. thesoureiro das loteras da
provincia manda.fazer pnblico, que as ro-
das da 4- parte da primeira lotera, do
(vuinasio correm impreterivelmento no
da 12 a't 9 horas da manhaa, no con-
sistorio da igteja de N, S. da Concelcao
dos militares. Thesouraria das loteras,
5 de setembrode 1835.O escrivao, Luiz
Antonio Rodrigues de Almeida.
LOTERA DO GVMNASIO PER-
NAMBLCANO.
Aos 6:0006000, 5:000<000. e 1:000<000.
torra indubiiavelroenle qaarta-leira, 12de setembro
O eautelsla Salusliano de Aquino Ferreira avisa
ao respeilavel publico, que as suas cautelas nao es-
to sujeilss ao descont de oilo. por ceulo do impos-
to da lei; seos bilheles oleiros vendidos em origi-
nan, nao solTrem o descont da oito por cenia do
imposto geral, no acto do pagamento dos tres pri-
meiros premios grandes : os quaes acham-se veuda
uas lojas segnioles: ra da Cadeia do Becife ns.
24, 38 e 45 ; na praca da da Independencia ns. 37
e39; ra Nova ns.4 e 16 ; ua do Queimado ns.
39 e 44 ; roa estreita do Bosario n. 17 ; no aterro
da Boa-Vista o. 74, e na praja da Boa-Vista n. 7.
Bilheles 59800 Becebe por iuleiro 6:0009
Meios 29900 s a 3:0009
Tarcos 29000 o n 2:0009
Quarlos I5.00 a 1:5009
Quintos 1521X1 ,. 1:2009
Oilavo 760 o 7509
Decimos 640 6OO9
Vigsimos 340 a 3009
O referido caolelisla declara) mui expressamenle
ao respeilavel publico, que se responsabilisa apenas
a pagar os 8 por cento da lei, sobre os sen bilheles,
vendidos em orginaes, logo que se aprsente o bi-
Ihele inleiro, iodo o possnidor receber o competen-
te premio que nelle sahir, na ra do Collegio n. 15,
escriplorio do Sr. Ihesoureiro Francisco Antonio de
Oliveira. Pernambuco 28 de agosto de 1855.
Saluttiano de Aquino Ferreira.
Candido Jos Lisboa, antigo disc-
pulo do Sr. padre Joaqun. Raphael da
Silva, approvado pelo lycu desta cidade,
com pratica deensinar, da' licoes de la-
t m : na roa d'Apollo n. -1\.
COMPRAS.
O medico Jos de Almeida Soares de Lima
I Bastos, mudon a sua residencia para a ruada tt
Cruz sobrado amarello n. 21, segundo an-
Regiment de aulas.
Sahio a luz o regiment das custas judi-
ciaes, annotado com os avisos que o alte-
raram: vende-se a 500 res, na Ivraria
n. 6 e 8 da praca da Independencia.
EDCACA'O DAS FILHAS.
nlre as obro do grande Fenelon, arcebispo de
Cambray, merece mui particular mencae otratado
da educaran das meninas110 qual esle virtuoso
prelado entina como asmis devem educar suas fi-
Ihas, para um da chegarem a occopar o sublime
lagar de mai de familia ; lorna-s por tanto urna
necessidade para todas as pessoas que desejam gui-
a-las no verdadeiro caminho da vida. Est a refe-
rida obra traduzida em porlugoez, e vende-se na
livraria da praca da Independencia n. 6 e 8, pelo
diminuto preco de 800 rs.
O hachare! A. R. de Torres Bandeira. aclnal
professor de lingua franceza-no Gymnasio desta pro-
vincia, contina no ensino particular desta mesma
lingua, e bem assim da lingua ingleza, rhelorica,
geographia e philosophia ; e para'mais facilitar o es-
tado de algumas destas materias preparatorias squel-
las pessoas que nao possam frequenlar sua aula s
horas designadas em seus anteriores aun uncios, pro-
pe-se abrir- um curso das duai lioguas e ootro de
rhlorica t potica, sendo o. dous primeiros das 5
horas e meia da tarde al as 7 1|2 da noile, e o se-
gundo desea hora al' as 8 : quem quizer matrica-
lar-se em qualquer um desles cursos, pode procra-
lo desde j na casa de soa residencie, na ra Nova,
sobrado n. 23, segando andar, onde lambem prose-
gue no ensino deslas mesmas disciplinas e das oulras
as horas j desde o principio annunciadas para
aquelles que entao as poderem estndar. propor-se-
ha igualmente a abrir cursos de philosophia, de geo-
graphia e historia i noile, quando para taes esludos
honve numero sufflcienle de alomos, a contar do
1. de selembro em dianle } e protesta continuar a
cumprir tao exactamente quanto Ihe for possivel os
deveres do magisterio.
LOTERA
PEBNAM-
DO GYMNASIO
BUCANO.
AOS 6:000#, 3:0000 E 1:0000.
Ocautelisla Antonio Jos Rodrigues de Souza J-
nior avisa ao respeilavel publico, que as rodas da
ultima parle da primeira desla lotera andam im-
preteiivlmenle quarla-feira, 12 de selembro. To-
dos os seus bilheles e cauteles sao pagosem descuo-
to alsum, os quaes acham-se venda na prac^da
Independencia, lojas ns. 4, 13, 15 e 40 ; ra Direila
n. 13; travessa do Bosario n. 18 C ; aterro da Boa-
a n. 72 A, e na ra da Praia, loja de fazendas.
59800 Becebe por inleiro 6:0009000
Bilheles
Meios
Quarlos
Quintos
Oitavos
Decimos
Panorama.
QCARTHXPOSICAO.
FBEDK LEHBCKE.
Tem nghtora de annunciar ao respeilavel publico,
que boj qoinla feira 6 do correte, axpoe novas vis-
tas qae nesla provincia anda se nao viram : na
ra da Cadeia confronte ao convento de 9. Francisco,
onde espera a aoncarrencia do respeilavel pablieo;
as vistas sao aa seguintes:
l.8. Pelersburgo, visto defroote de Isaac.
2."t.ronsladl com ledas a saas forlificacoes.
3.Explosao de orna, mina' franceza peles Rus-
sos, na Crimea.
4.*Urna forlinca$ao ratea em noile de la.
. 5.O Sund 00 a entrada do Ballico em noile de
la.
6.Oronsladt cama eariaadra russa e a obaerva-
i-ao doa alliados.
7.A cidade de Belm.
. .8'^~!?i*"Co,,,P"ao (Engenho-Velho), porto do
Rio de Janeiro.
O pr.jco he 500 reis cada peatoa, acba-se aberto
das b an 9 da noile.
4ttenco.
j:
No novo eslabelecimento de armador e cera, ater-
ro da iloa-Vi*la o. 39 alugam-te caixoei para anjoa
e defamo e lodos es anal arraujoa neoessarioa para
taes actos, incombe-ae de qualquer enterro para ti-
rar lecuoca, convidar padres,armar;ao na igreja para
quaesqier actos fnebres, carrea ele., assim como se
recebis encomend para ee fazerem caberas, peilos,
bra(os, maos, pamas e ps, e cera para qualquer
premeisa, ludo per preces raaoevei.
-^el
O Dr. Caetano Xavier Perelra de Brilo %
J'avisa ao respeilavel pjblico, qoe modou sua 9
refideoeia para a casa conligoa n. 45, no se- tg
gando e lerceiro andar, ondo pode ser'pro- tS
curado Unto da dia cerno a qualquer horada A
0 noile, para os mislere de sua proDssao.
29900 3:0009000
19500 a 1:5009000
19200 i> s 1:2009000
760 i) a 7509000
640 o B 6009000
Vigsimos 340 o a 30O9OO
0 mesmo caulelisla cima declara, que so se obri-
ga a jjagar os oilo por cenlo do imposto geral em seos
dito bilhetes inteiros, devendo o possuidor receber
oio Sr. lliosoreirono seu respectivo premio.
Est a sahir a luz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTBAHIDO DE BUOFF E BOEN-
NINGHAUSEN E OUTROS,
posto em ordem alphabetica, com a descripeo
abreviada de todas as molestias, a indicarlo physic-
logica e Iherapeutica de todos os medicamentos ho-
meopalhioos, seo lempo de acco e' concordancia,
seguido de um diccionario da signilicacjo de lodos
os termos de medicina e cirurgia, e posto ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO MORAES.
Sabscreve-se para esta obra no consultorio homeo-
palhica do Dr. LOBO MOSCOZO, ra Nova n. 500
primeiro andar, por 59OOO em brochara, e 69OO,
encadernado.
l l JANE, DENTISTA, 2
9 continua a residir na ra Nova n. 19, primei- A
ro andar.
03>f S
Aos Srs. estudantes.
As obras annunciadas por 39000, na roa do Quei-
mado n. 24, nao e vendem mais pela forma annun-
ciad, e sim a vontade do comprador, e por commo-
do preco ; a ellas, qae se esiao acabando.
Novos livros de homeopalhia em francez, sob
todas de sumisa importancia :
Hahnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes. ...........209000
l esle, ir deslas dos meninos.....69OOO
Hering, homeopalhia domestica.....79000
Jahr, pliarmacopa homeopalhica. 69OOO
Jahr, novo manual, 4 voluntes .... I69OOO
Jahr, molestias nervosas.......69000
Jahr, molestias da pelle.......8*000
Rapon, historia da homeopalhia, 2 vulumes I69OOO
Harlhmann, tratado completo das molestias
dos meninos.......
A Teste, materia medica homeopalhica! !
Ue Fayolle, doulrina medica homeopalhica
Clnica de Slaoneli .
Cattiiig, verdade da homeopalhia. .",
Diccionario de Nystea......
Altlas completo de anatoma com'bellas e
lampas coloridas, contendo a descripeo
de ledas as partes do corpo humano 309000
vedem-se todos estes livro no consullorio nomaona-
(hicodo Bt. Lobo Mostos, raa Nova n. W pPr .
metro andar. K
Quem precisar de mandar engommar roana
por prece coramodo, dirija-se ra de S. Francisco
10#OOo
89000
79000
69000
49000
IO9OOO
Compra-se urna parelha de macacos fiara virar
barricas, novos oo usados, porro que estejam per-
feilos e fornidos: na casa do Sr. Thomaz Fernandos
da Cuoha, loja de ferragens na ra da Cadeia, se di-
r quem compra.
Compra-se ama sellecla franceza mesmo usada:
quem liver e quizer vender, dirija-se ao paleo do
Corpo Sanie n. 6, primeiro andar, ou annuncie por
esle jornal para ser procurado.
Compra-se um Atlas de geographia por imeu-
coarl: na ra da Cadeia do Recife n. 51, loja.
Compra-se um bastidor para bordar: quem li-
ver annuncie ou dirija-se ra Imperial n. 52.
Compra-se om escravo que nao tenha vicios
nem achaques, e qne seji> de boa conducta, anda que
nao seja moco : a ti atar na ra do Collegio u. 21,
primeiro andar.
Compram-se a cees da companhia de
Beberibe: emeasa de Tasso Irmaos.
Compra-se om laixo meiaoem bom estado : na
prar;a da Boa-Vista n. 7.
Compra-se um diccionario portu-
guez-inglez : nesta typographia.
VENDAS.
Oracao contra a peste e o cliolera-
morbus.
Acha-se venda na livraria n. 6 e 8 da praja da
Independencia um folhelinho com diSereoles ora-
roes contra o cholera-morbos, e qualquer oulra pes-
te, a 80 rs. cada um.
REGULAMEMTO DA AFERICAO.
Vende-se por 100 rs. cada um regulameulo de afe-
ncaodo municipio do Keclfe : na livraria o. 6e8
da praca da Independencia.
A 40o rs. o
covado*
A*Ila dequadros, fazenda superior, e bonitos pa-
drees, por esle preco baixu, igualmente vendem-se
lencos de pura seda com franja, pelo barato preco
de 800 rs. : no ra do Queimado 11. 33 A.
Barato admira-
vel.
Na ra do Queimado n. 33 A, coutinaa-se a ven-
der panno no preto, pelo diminuto prejo de 39600
o covado, fazenda esta que se lem vendido por 69
o covado, porcm como se comprou porco e barato,
lambem se vende pelo mesmo, igualmente se ven-
dem chales de chal com barra de seda e franja d"e
retroz, dilos de merino, ditos de eassa e da, fran-
ja de seda, pelos precos mais baixos do que em oo-
Ira qualquer parle.
Vende-se superioaapapel paulado para msica:
na praca da Independencia, loja n. 3.
Vende-se ua ra do Livramenlo n. 4, loar; de
eslanho, pralos, chicaras, pires e oulras cousas pro-
priaa para coziuha, cambriia de choviscos a 2000
a per;, alpaca prela a 320 o covado.
fj^endem-se superiores presuntos inglezns, quei-
jos loiidhnos, latas de dilTerentes biscoitos inglezes,
chegados ha poucos dias, licor cordeal Cherey: na
ra da Cruz rio Becife 11. 46.
DIME1RO
ao se engeita,
RA DO QUEIMADO N. iO.
Henrique & Sanios acabam de arrematar em lei-
lao grande porcao de fazendas de seda, la e seda,
linho e algodao vindas pelo Cuilavo 11, equerendo
acabar avisam ao publico que se vendem por dimi-
nuto prer;o as fazendas seguintes, bem como outras
muilas, e dao as amostras com penhor.
Nobreza furia-cores para vestidos o covado
Proserpina de seda de quadros
Ricas laas de quadros para vestidos largos
Kiscados francezes, imitando alpaca de seda
Kiscado monstro de quadro para vestidos
Chita franceza larga lindas padrees
Cassas escossezas novos padrdes
Alpaca lisa de algodao para palitos
Velludo prelo o melhor possivel
Selim preto maco liso
Setim prelo lavrado para vestido
Sarja prela hespanhola superior
Alpaca prela de lustre lina
Alpaca de cordao prela e de cor
.Merino prelo e de edr de cordao
Panno prelo lino para palitos
Panno lino de varia cores
Ourello prelo' para panno
Palti de panno prelo fiuo.forro de seda
Dilos de Ua de cores1 para-meninos
Chales prelo de retroz
Bico chales de merino bordado matisado
Chales de merino bordado liso
Dito dito com franja de seda
Dito dilo com franja de Ua
Liados lencos de setim de cores para grvala
Lencos de seda de cores grandes para se-
nhora
Ditos de setim preto maco para grvala
Ditos de seda pequeos para homem
Dito dilo de cores para grvala
Ditos de cambraia de linho pequeos
Ditos de casia pequeos brancos
Collariuhos muilo finos
Cortes de casemira prela fina
Dito de casemira de cor de lindos padrdes
Dito de colletes de fostao fino
Dilos de Ma
Lindos corles de colletes de seda de cor
Corles de casemira prela setim
Pecas de esguio fino de paro linho
Pejas de brim liso fino de paro linho
Aberturas linas para camisas
Madapolao muito fino com toque de mofo
Pulceiras de vellado pretas e de cores
Cassa fraocezas muilo finas de lindo goslo 1
vara
Luva de seda branca e cor de palha para
aeohora
Adelina de seda de quadro, o covado
Paletos de alpaca prela muilo fina
Lencos de retro de toda as cores
Cortes de cassa de core
Canga araarella lisa
Meia pretas de seda para seohora
Cortea de colletes de setim bordados
Ainda so vendem barris
I9IOO
640
580
280
220
260
380
320
39800
jtK)
29000
29000
480
540
640
29500
39800
39000
I39OOO
19500
79OOO
I19OOO
99000
59500
49400
900
19500
I92OO
800
600
00
300
200
495OO
49OOO
600
400
23500
69000
123000
89000
640
398O0
500
600
19280
800
79000
19120
29OOO
300
2OO0
79OOO
com muito bom rae!,
-----------------------------------bu. wuil.9 MUI IIIUI1U
por prego commodo : na pateo do Terco n. 32.
Vendem-se dous panos fortes de
Jacaranda1, construccao vertical, e com
todos os melhoramentos mais modernos,
tendo vindo no ultimo navio de Ham-
burgo: na ra da Cadeia, armazemn.
21.
superior qaalidade e de lodos os tamaitos ; rodas
dentadas para agua ou animaes, de todas as propor-
c8es ; crivos e boceas de fornalhae reginlros de bo-
ero, aguilhes. bronzes, parafusos ecavilhoes, moi-
nho de mandioca, etc., etc.
NA MESMA FUNDICA'O.
se execulam todas as encommendas com a superio-
ridade j conhecida, e com a devida presteza e com-
modidade em preco.
Vende-se para fra di provincia urna preta
crionia, idade 25 anuos, com algumas habilidades : a
Iralar no Forte do Mallos, ra do Codorniz n. 9, ta-
berna.
Vende-se om sitio em Paratibe, com bstanles
Ierras prosrias para qualquer planta, c urna excel-
lenle vanea propria para capim, bstanles arvore-
dos de fructos de diversas qualidades e urna grande
capoeira : qualquer pessoa que queira comprar, di-
rija-se a ra larga do Bosario n. 30, que achara com
quem Iratar a tal respeilo.
Vende-se no paleo do Carmo, taberna n. 1,
um escaavo crioulo, de idade 25 a 26 anuos, estatu-
ra alta e bonita figura, proprio para lodo o servico
' Vende-se ama prela crioula e recolhida, com
18 a 19 anuos de idade, e pejada de 3 a 4 mezei,
tendo todas as habilidades que se podem encontrar
em urna boa eserava : ua ra da Koda u. II, se dir
o motivo da venda.
. Vende-se no lugar do Rosarioho um grande
sitio capaz de conservar no aiigraenlodel2vaccasde
leile, com ptima baixa para capim, com moilas ar-
vores e ructas : a tratar na ra do Queimado n.
63, loja de Jo.la Chrisoslomo de Lima Jnior.
Vndese um sel I i m de borrainas, armajao in-
gleza, com lodos os pertences em meio uso: na ra
daLivramento n. 32, padaria.
FARINHA DE MANDIOCA..
Domingo Alves Malheus tem para vender muilo
superior e nova fani.ha de mandioca de S. Malheus,
em saceos de um aiqueire de medida velha, assim
como fannha fina para mesa, em saceos e barricas :
para ver, no armazem de Jos Joaquim Pereira de
Mello.
Vende-se urna eserava crioula, moca, de boa
figura, sem vicio algum, engommadeira, eozinheira,
lava de sabao, cose e faz doce, com una cria de 3
auuos : no largo da Soledade, casa lerrea de 3 janel-
las e 1 poriao.
Vende-se om sellim grande de borrainas, de ar-
majao ingleza, com lodos os pertences, era meio
uso : na ra do Livramenlo u. 32, padaria.
Veode-ae urna eterava crioula, de idade 16 an-
nos, boa figura, propria para aprender qualquer ha-
bilidade, por jn ler algum principio : na ra do
Kangel o. aO, taberna.
Em casa de Timm Motnsen & Vinassa,
praca do Corpo-Santo n. 13, lia para
vender.
Um sortimento completo de livros em
blanco, vindos de Hamburgo.
IECHAHISMO PARA ENGE-
NHO.
NA FUNDICAO DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W. BOWNIAN. WA
RA DO BRUM, PASSANDO O oHA-
FARIZ,
ha sempre um grande sorlimenlo dos scsuinles 00-
jeclos de mechanismos proprios para engenhos, a sa-
ber : moendas e meias moendas Ja mais moderna
construccao ; laixas de ferro fuHuido e batido, de*| No aterro da Boa-Vista n. 8, defronte da
^Narua da Cadeiado Reciten. 18,
& ha para vender relogios da fabri-
ca mais acreditadas da Suissa, tan-
I to de ouro como de ptata, dito
O foliados tidourados, mais baratos
10) do ([ue em qualquer outra parte.
Deposito de algodes trancados.
Na escriplorio de Domingos Alves Malheus, na ra
da Cruz 11. 54, contina a veuder-se algodes tran-
cado* da fabrica da Habia, e fio de algodao proprio
para redes e pavios do vela, por preco commodo.
A pechiocha.
%3tWZ-W$W!WS&
Vendejn-se
^eda de quadros escosseza, de quadros gran- ;
de com 3 palmos de largura e de cores vi- I
vas, a I92OO cada covado.
Manguitos de cambraia bordados a agulha I
o S machina, para vestidos de senhora, a i
29000.
Ijollas de cambraia do mesmo goslo, a 19 e i
23OOO cada urna.
Komeiras de filetes de linho e seda, a 69.
Uitasde fil de linho bordadas e de cam-
braiela bordada, a &9 e 69OOO cada urna.
Chales de merino bordados de seda, que
I finge touquim, com franja de reros, a' 119
1 cada um.
Ditos de caxemira com barra matizada, a
69OOO..
Ditos de caxemira liza, de todas as r-
I Ves, a 590O0.
1 Dilos de filete branco e de cores, com pal-
' mas bordadas.* 83000.
ra dd Crespo, loja araarella n. 4.
boneca.
Chegou ultimamenle a verdadeira carne do ser-
(3o e queijos de todas as qaalidades, figos de coma-
dre, bolachiuha de soda, biscoitos finos inglezes mui-
lo novos, e um completo sorlimenlo de lodos os g-
neros de molhadosdos melhoresque ha no mercado,
e vende-se ludo por menos preco do qae em oulra
parle.
Attencao.
Cnnlinua-se a veuder nu ra da Cadeia do Recife
"- 47, loja do Si Manuel} damasco de laa de duas
larguras, muilo proprio para cuberas de cama e
pannos de mesa.
Cera de carnau-
ba.
Vende-se cera de carnaaba do Aracaly: na ra
da Cadeia do Recite n. 49, primeiro andar.
Cera de carnau-
ba do
ARACATY E ASSU".
Vende-e em porcao e a relalho, por menos preco
que em oulra qualquer parle, principalmente sendo
a diohairo a vista : oa roa da Cruz, armazem de
couros e sola, n. 15.
POTASSA E GAL VIRGEM.
No antigo e ja' bem conhecido deposi-
to da ra da Cadeia do Recife, escriptorio
n. 12, ha para vender muito superior
potassa da Russia, dita do Bio de Janeiro
e cal virgetn de Lisboa em pedra, tudo a
precos muito iavoraveis, com o| quaes -
carao os compradores satisfeitos.
Attencao ao segunte.
Cambraia franceza de cores de muilo bom goslo a
600 rs. a vara, cortes de cassa pretos de muilo bom
goslo a 29000 o corle, ditos de cores com bous pa-
drees a 29200, alpaca de seda com quadros a 720 o
covado, corles de 1,1a muilo finos com 14 covado ca-
da corle, de muilo bom gosto, a 49500, lencos de
bico com palmas a 320 cada um, ditos de cambraia
de linho grandes, proprios para cabera a 560 cada
um, chales imperiaesa 800 rs., I3 e I32OO : na loja
da ra do Crespo n. 6.
Brins de vella : no armazem de N. O.
Bieber & C, ra da Cruz n. 4.
Fazendas baratas.
Cortes de casemira le pura laa e bonitos padrOes
a 53500 rs. o corte, alpaca de cordao moito fina a
500 rs. o covado, dila muilo larga propria para man-
i a 640 o covado, cortes de brim pardo de puro li-
nho a 19600 o corle, dilos cor de palha a I96OO o
corte, corles de casemira de bom goslo a 29500 o cor-
le, sarja de laa de duas larguras propria para vesti-
do de quem est de lato a 480 o covado, corte de
fusiao de bonitos goslos a 720 e 19400 o corle, brim
trancado de linho a 19 e a 19200, riscados proprios
para jaquetas e palitos a 280 o covado, cortes de col-
leles de gorgurSo a 39500 : na loja da rna do Crcs-
4l'o n. 6.
Velas de car-
Na loja de acadernacSo, no becco da Cougre-
uacao, vendem-tApor baralo preco diversas obras de
direilo, e rajafl^uiras bem como as de direilo com-
mercial maf^ 1, por Boulay-paly, consulado do
mar, de ecoi J poltica, por Alalheus J. B. Sav,
Dulens, obrrlr^ell, Missel. J. Ariams Martn. 6.
Constan! sobre dT|el3 i. da G. e P. e diplomtico,
obrigaces dojuA por S. R. Phillyps, direilo cri-
minal, por llnsp, Baboux cdigo penal, e multas
oulras de diversos autore, de gosto Iliterato.
Vende-se mesmo para o matto om negro de
meia idade, proprio para lodo o servico : Da taber-
na de Gorjaliu' de cima.
w r Veudem-se
\ Palitos do brim pardo de linho, muito fino
I a 5.3OOO.
I Dilosjde' bramante branco, de cordao, fi-
5 3; a-83000.,
Dilo, de esguiao muito fino de puro linho,
l a 89OOO.
Dilos de alpaca prela trancados, a 69OOO.
Ditos de alpaca preta muilo finos, a 108000.
( Dilos de alpaca de cores de cordao, a 69000.
i Dilos de panno lino preto e de cores, todos
5 forrados de seda, a I89OOO.
J Calcas pretas de casemira selim, a 109000.
1 Collele de selim da China e lavrados, a
j 89000.
E oulras muitas fazendas chegadas ulti-
mmenle de Pars, bem como casacas de
2 panno fina prelo, quintanas de casemira, ca- j
j mizinhas de murim francez com peito de
* silesias de linho, finissiraas meias de Esco-
j ca e de seda de cores e li-lras: na ra do
; Crespo, loja amaretla n. 4.
BBBOOKJBBK^ox^
Vende-se um bonito moleque de idade de 8
annos : na ra do l.ivramento u. 14, loja.
Na travessa do arsenal, armazem o. 9, ven-
dem-se saceos de familia bem torrada a 29560, e ar-
roz pilado da Ierra superior etc.
Sal do Assii
a bordo do brigue nacional ero : na ra do Vigario
n. 19, 1 andar.
Velas.
Vendem-se velas de carnauba pura de 6, 7, 8,9,
10 e 13 por libra, c por menos preco que em outra
qualquer parte : na ra Direita n. 59.
Vende-se urna muala de boa figura com
as habelidades seguintes : sabe bem coser e cortar
ura veslido.fazer carnizas de homem, eugomroa com
perfeicao, e oulras habilidades que avista se dir ao
comprador ; c oulra de meia idade, de boa figura, e
urna negrinha de 7 aonoi: na roa do Livramablo
n. 4.
Para acabar.
Vendem-se merinos em peca e a reta-
llio, de muito boa qualidarJe por serem
francezes por todo preco : atraz da ma-
triz da Boa-Vista n. 15, das 6 boras da
manhaa a's 9 do dia, e das 5 a's 6 horas
da tarde.
No largo do Carmo, quina da roa de Horlas n.
2, vendem-se queijos novos a I96OO, manleiga in-
gleza a 640, 800 e 960, e muito superior a 19200. di-
la franceza a 800 rs., passas a 400 rs., cavada a 180,
chuuricas a 400 rs., caf a 180, tapioca a 200 rs., al-
piste a 200 rs., cha a I96OO, 29000, 29400 e 29880,
dilo prelo o melhor do mercado a 2&240, btalas a
40 rs., bolacliinhas inglezas a 360, ditas Napoleao a
480, ditas aramia pura a 560, lisboense a 400 rs.,
toucinho de Lisboa a 320, banlia bem alva a 560,
nozes novas a 80 rs., nomina a 80-n., araruta a 120,
espermacete a 800 e 960, carnauba em velas a 500
rs., frinhade trigo a 180, pomada a 440 a duzia.
doce de goiaba a 800 rs. ocaixao, arroz branco a 480
a cala, libra a 80 rs., azeile doce a 640, vi'nho de
Lisboa a 400 rs., Figueir 1 a 480, Porto muito supe-
rior a 560 a garrafa, dito branco a 5G0, sai diulias de
Nanles em latas a 600 e 800 rs., phosphoros proprios
para quem fuma, que s se apagam depois que aca-
ba a madeirn a 40 rs. a raixinha, peueiras de rame,
e bracos de balanca Bomao proprios para balcao.
A3$500
Vende-se cal de Lisboa ltimamente chegada, a-
sim como potassa da Kussia verdadsira : na praca do
Corpo Sanio o. 11.
Cheguem ao ba-
! ? ?
nauba,
ele
FAZENDA SEM AVABIA.
"vende-se brim branco proprio para militares a
500 rs. a vara, dito da core pelo mesmo preco : na
ra do Crespo, |0ji g.
Vende-te ac em cndete de um quintal, por
preco muilo commodo : no armazem de Me. Cal-
moni ft Companhia, praca do Corpo Santo n. 11.
FAZENDAS DE GOSTO
PABA VESTIDOS DE SEN HORA.
Indiana de quadro. muito fina e padrees novos:
cortes de la de quadros e flores por preco commo-
do : vende-se oa ra do Crespo loja da esquina que
volta para a ra da Cadeia.
CAL DE LISBOA.
Vende-se cal vrgem, chegada no ul-
timo navio, por precio commodo, assim
oomo potassa superior americana: no
deposito da ra de Apollo n. 2B.
CASEMIRA PRETA A 4?500
0 CORTE DE CALCA.
Vendem-se na ra do Crespo, loja da esquina qae
volta para a roa da Cadeia.
Vende-se
Farello em saccas de 5
arrobas a 5^000.
Familia de mandioca
em saccas a 2*^300.
Tijolios de marmore a
320.
Vinho Bordeaux em
garrafoes a 1$#000.
JN o armazem de Tasso
irmaos.
LEONOB D'AMBOISE.
Vende-se o excellente romance histri-
co Leonor d'Amboise, duqueza He Breta-
nha, 2 volumespor isOOO rs., na livraria
n. 6 e 8 da piara da Independencia.
O POTASSA BBASILEIBA. $
0 Vende-se supeijor potassa, fa-r 0
fA hricada no Bio de Janeiro, che-
Veode-ae sola muilo boa, courinhos de cabra,
esleirs do Aracaly, ludo por preee batato : oo ar-
mazem da roa da Madre de Ueoa o. 2.
*
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenhos os
seus bons elFeitos ja' experimen-
tados: na ra da Cruzn. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
8
rato
Caixa para rap imilaodo a tartaruga, pelo bara-
tiinmo preio de 1280 cada urna : na rna do Cre-
po n. 6.
SIMPLES E DE COMPOSIGAO.
Na roa da Craz n. 15, vendem-se ditas velas, _
6, 7,8, 9 e 13 por libra, em caixas dbalo 50 libras,
fabricadas no Aracaly, pelos melhores autores, e por
menos preco que em outra qualquer parle.'
Vendem-se duas escravas moras com habilida-
des, sendo urna de nac.ao e outra crioula, urna dita
qoe colinda, cngoiiima e faz lodo o mai servico, um
prelo de meia idade, bem robusto, ama oscrava par-
da, moca, de elegante figura, sera habilidades : na
ra dos Quarleis n. 24.
Vciule-M- urna .eserava de 40 annos, poaco
mais oa menos, que fava e cozinha o diario do ama
casa, e ama dita de 5 annos, pouco mais oo menos:
quem pretender aununcic.
Vende-se um cabriolet de duas ro-
das, com os competentes arreios : a tra-
tar na ra da Cadeia do Becife, loia
n. 19.
CAL DE LISBOA A 48000.
Vendem-se barris com cal vrgem de Liiboa, para
fechar conlas, pelo diminuto preso de 48000 o bar-
ril : na roa da Cadeia do Hecife, loja o. 50, defron-
te da roa da Madre de lieos.
Vende-se urna porcao de palacOes brasileiros a
18060 : na ra estreita do Bosario o. 4, se dir
quem os lem.
Vendem-se espingardas francezas de
dous canos, bonitas e de boa qualidade,
por barato prefo : ua ra da Cruzn. 26,
primeiro andar.
Vende-se ama prefa crioula, mofa, eozinheira,
engommadeira, coslureira e lavadeira, sem vicios
nem achaques: na mu da Praia, casa terrea de-
froate do Sr. vigario de S. Jos.
Vende-se ama urna envernizada de prelo, no-
va: na roa Direila n. 112, primeiro andar.
Vende-se excellente taboado de pinbo, recen-
temente chegado da America : na ra de Apollo
trapiche do Ferreira, a entender-se com oadminis
ador do mesmo.
A boa fama
Vendem-se maito bouilos chapeo de sol de seda
pequeos e com molas proprios para meninas de es-
cola, pelo baralissimo preca de 38000 rs.; be cousa
tao galanle que quem vir nao deixar de comprar :
na ra do Queimado, loja de miudezas da boa fama,
o. 33.
CAL VIBGEM.
A mais nova no mercado, por preco
muito barato: no deposito du ra o
Trapiche n. 15, armazem de Bastos & Ir-
maos.
Na roa do Vigario n. 19, primeiro andar, ha
para vender superior retroz de primeira qualidade,
do fabricanleSiqueiralinhas de roriz e de nume-
ro, e fio porrete, todo chegado pelo ultimo navio vin-
do do Porto, e juntamente vnho superior, feiloria
em pequeos barris de dcimo.
Vendem-se no armazem n. 60, da rna da Ca-
deia do Recife, de llenry Gibson, o mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por precos
mdicos.
FABLMIA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandioca
em saccas que tem um aiqueire, medida
velha por 3S000 reis : nos armazens ns.
5, 5 e 1, e no armzem def ronte da porta da
alfandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes & Companhia na ruado Trapiche
n. 34, primeiro andar.
Tai xas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Bruin, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas d ferio
fundido e batido de 3 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a .venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se'em carro
sem despeza ao comprador.
Vendem-se em casa de S. P. Jolms-
ton & C., na ra de Senzala Nova n. 42.
Sellins inglezes.
Belogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Candieiros e casticaes bronzeados.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiro.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97.
Vinho Cherry em barris.
Camas te ferro.
Na rna do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se farelo novo, chegado d* Lisboa pelo brigue Et-
peronea.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rna da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das c meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
DEPOSITO DA FABRICA DE TODO
OS SANTOS DA BAHA.
Vende-se em casa de N. O- Bieber &
C, na rna da Cruz n. 4, algodao tran-
cado daquella fabrica muito proprio pa-
ra saceos de assucar e roupa parartscra-
vos, por preco commodo,
Vende-se urna balanca roinana.com lodos u
sus perlences.em bom aso e de 2,000 libras : que
pretender, dirija-se i ra da Craz, armazem n. 4.
COGNAC VERDADEIBO.
Vende-se superior cognac, era garrafa, a 128000
a duzia, e 18280 a garrafa : na roa do Tanoeiros o.
2, primeiro andar, defronle do Trapiche Novo.
Chales de merino' de cores, de moito
bom gosto.
Vendem-se na ra do Crespo, loja da esquina aue
volta para a cadeia.
ATTENQUO.
Na ra do Trapicie n. 34, ha para
vender barris de ferro ermeticamente
fechados, proprios para deposito de fe-
ses ; estes barris sao os melhores que se
tem descoberto para este ,fim, por nao
exhalaiem o menor clieiro, e apenas pe-
zam 10 libras, e custam -diminuto pre-
co de 4I000 rs. cada um.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Bio de Janeiro.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, lem
a venda a superior flanella para forro de sellins,
chegada recentemente da America.
Na ra do Crespo, jun-
to ao arco de Santo Anto-
nio, loja nova da quina do
sobrado do coinmendador
IVtagalhaes Bastos, ven-
dem-se todas as fazendas
salvadas da barca GUS-
TAVO II, naufragada em
Mara Farinha, e ltima-
mente arrematadas nos di-
versos le i loes feitos na al-
fandega desta cidade, sen-
do de mais provida com
chitas e cassas finissimas
e outros objectos que iam
para a Baha, e que aqui
ficaram a pedido; tudo se
vende por precos baratissi-
uios para acabar depressa.
CHAROPE
DO
BOSQUE
O nico deposito contina a ser n blica ia Bar-
tliolomeu Francisco de Souia. na roa larga de Rosa-
rio n. 36 garrafas grandes SJ500 e pequea 3|000.
IMPORTANTE PARA 0 PUBLICO.
Para cura de phlisiea em todos os sea diflerenles
gros, qaer motivada por eonstipaejoea, loase, asu-
ma, pleuriz. escarros de langue, dor de cortados e
peito, palpitarlo no corarlo, coqoeloche, broocbita
dnr na garganta, e toda aa molestias dos ergios ali-
monares. .
wSCSfijEBKSS "sbij
Antigo deposito de panno de algo-
- godo da fabrica de Todos os
Santos na Babia.
Novaes & Companhia, na ra do 2
| Trapichen. 34, continuam aven- *
'- der panno de algodao desta fabrica, |
trancado, proprio para saca
roupa de escravos.
cliam-
etra qua-
*-
Deposito de vinho de
pagne Chateau-Av, prime
lidade, de propriedade do conde
de Marcuil, ra da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a Champagne, vende-se
a 36^000 rs. cada caixa, acha-se
nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N.
B.As caixas sao marcadas a fo-
goConde de Marcuile os r-
tulos das garrafas sao azues.
*****:*:#*$#
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Rednzido de 640 para 500 rs. a libra
Po arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagein para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz. n. 4.
A Boa lama.
Na roa do Queimado, nos quatro canto, loja de
miudezas da boa rama n. 33, vendem-se os saauiutes
objectos, tudo d muilo boas qaalidades e pelos pre-
cos mencionados, a saber:
Peale de tartaruga para atar cabello a 4*500
Dito de alisar tambera de tartaruga 39000
Ditos de marflm para alisar I3KX
Ditos de bfalo muito linos 300 e 400
Ditos imitando a tartaruga paralelar cabello 19280
Loques uuissiraos a 25, 39 e 4*000
Linda caixas para costara 3*000
Ditas para joia, maito linda a 600 e 800
Luvas pretas de torcal e com borlla 800
Dita de aeda de core e sem defeito 1*000
Lindas meias de seda de odres para criancaa 1*800
Meias pintadas fio de Escocia para criancas 240 e 400
Baudejas grandes e fiuas^ 35000 e 4*000
Trancas de seda de (odas as cores e larguras e de bo-
lillos padrfics, lilas fioa lavradas e de todas as lar-J
guras e cores, bico nntssimo4e linho de bonito
padrees e todas as largaras, tesoaras as mais finas
que he possivel euconlrar-se e de todas aa qualida-
de, meias e luvas de todas as qualidades, riquissi-
mas franjas brancas e de cores com borllas pfoprias
para cortinados, e alm de tudo islo oulras muilissi-
raa cousa ludo de bon goslos e boas qualidade,
qua vista do moito barato preco oio deixam de
agradar ao Sr. eompradore.
Moinhos de vento
orabombasderepuxopara regar borlase baixa,
de capim, na fundicao de D. W. Bewman : Daros
doBrumns.6,8elO.
Veode-se cognac da melhor qualidade: na roa
da Crai o. 10. *
LAWIHNTHOS.
Lencos de cambraia de iinho muilo fino, toalha
redondas e de poola, e mai objectos deste genero,
ludo de bom goslo ; vende-se barato : na ra da
Croa n. 34, primeiro andar.
Riscado de listras de corea, propr
para palitos, calcase jaquetas, a J
o covado.
Vende-e na roa de Creapo, Iota da esqeiaa aae
volta para a cadeia.
Vendem-se batatas muilo aovas, em arroba
1*120, a libra 40 r., manleiga ingiera a 800 rs.,
cafe de caroco a 160, lounnho de Lisboa a 300 rs. a
libra, gomma de engommar a 80 r. : nal raa de
Horlas n. 40,
CORTES DE CASEIIRAS
DE CORES ESCURAS E CLARAS A 3000.
Vendem-se na raa do Crespo, leja da esquina qae
volta pare a ra da Cadete.
A boa fama
Na ra do Queimado no quatro [cantos, loja de
miudezas da boa fama o. 33, vendem-se o seguales
objectos pelos preco* mencionado, e lado de mai-
to boas qualidades, a saber :
Duzia de (exoaras para costara a 1*000
Duzia de peoles para alar cabellos 1*500
Pe^as com 11 viras de fitalavrada mu defelol*2Q0
Pares de meias brancas para senhora 240
Per;as de fila brancas de linho
Petas de bico eslreilo com 10 varas 560 e 640
Carteiriohas com 100 agulbas, muda
Maco de cordao para vertido
Caixas com clchele balidos, franceses
Escovas finas, para denle*
Pulceiras encarnada para meninas e senhora 330
Linhas braceas de novelo o. 50, 60, 70 libra 1*100
Libra de linhas de cora de oovello 1*000
Grozs de balde* para camisa 160
Meadas de linhas finissinia pora bordar 160
Meadas de linhas de peso
Carrilei de linhas fina de 200 jarda
Crozas de bolOes moito finos para calcas
Caixas com 16 novrtlos de linha de marcar 280
Duzia de dedaes para seohora 100
Suspensorios, o par 40
Macinhos de grampas
Carla de alneles 100
Caixinha com brinqnedos para meninos 3S0
Agolheiros mnilo bonitos cum agulbas
Torcidas para eandieiro, a. 14 80
Caixinhas com agulha franceza
Bahadosabertos de hubo bordado e liaos, a 120 a 240
Alm de ludo islo oulra muitinimas couia lado
de muilo boas qualidade, e qoe se vende mailiisi-
mo baralo nesla bem ceouecida loja da boa fama.
A boa fama
Vende-se papel marfim pealado, a resma a 4*000
n?pe' .l*.Re, P"0,"d,> alto superior, reama 3*600
2*600
1*900
640
400
120
80
320
600
500
800
400
1*000
500
600
100
1*000
Dilo alraaco sem ser pautado muilo bom
Peonas liuissimas bico de lance, groza
Di la muilo boas, aroxa
Caivetes finos de 2 e 3 folhas, a 340 e
Lap finos envernisados, dalia
Ditos sem ser envernisados, dosia
Canelas de marfim muito bonitas
Capachos pintados para Mas
Bengalas dejonco com bonitocailOe
Oculo de armaeso ac, toda as graduac.de
Ditos de ditos de metal branco
Loneta com armaban de tarlarasa
Ditade dita de bfalo
Carteiras para algibeka, loperiores
fivellas doorad* para calca* e colletes
Esporss finas de metal, o par 800 e
Irancelins pretos de borraxa pararelogioa 100 e 160
iinteiros e areeiros de porcelana, o par 500
Cauas nquissim.s para rap a 640 1*000 e 1*500
Carteiras propnas para viagem 3*500
Toucadore de Jacaranda aom bom espelhe 3*000
Uiaruteiras de diversas qaalidades 160
Meias de laia muilo superior para padres 2*000
Lscovas flnisahaas para cabello e roupa, nav
hnissimas par turba, lava de seda de todas a c
res, meias pintadas e croas de moito boas qaalida-
des, bengalas moito finas, lima encarnada e azul
propria para riicar livros. Alm de lodo islo ontras
muitissimas cousas tudo de muito boas qaalidade,
e que se vendem mai birato do qoe em outra qual-
quer parle : oa ra do Queimado no quatro canto
na bem conhecida loja de miudezas da boa
al oj.
ESCRAVOS FGIDOS.
^
UIITII Mili
J
nATA iKrnDDrTA
Detappareeea no dia 8 de corrente, da roa Di-
reila n. 53, um escravo de nome Paolo, comoailg-
na scgu.nles : alto, grosao, picado d beiigas, com
um lalho em urna da (botes, tomador de (abaco,
muilo mastigador de (orne, est constantemente re-
moendo, o qual escravo foi comprado ao Sr. Franeiseo
Antonio Oaio em 25 de abril de 1853, e io dizia
ser de um seu filho do engenho Poco Comprido;
levou vestido camisa de madapoUo, calca de edr, e
um chapeo. Este escravo he bastante ladino e lem
o rosto um pouco j velho : quem o apprehender
queira leva-lo ao mesmo logar, qae sera bem re-
compensado, assim como se roga a ledas as autori-
dades policiaes o obseqoio de Isncarem suas vistas
afim de que possa ser capturado.
Desappareceu da bordo da barcaca Amelia,
quando naufragou nu Brom, urna carta para o me-
jor Manoel Concalves de Albuquerque Silva, dentro
da qual eslava um papel de compra de sitio, panado
a Joaquim Uoncalves de Alboquerque Silva : ae al-
guem a achoo pode leva-la toa da Guia 11. 64, pri-
meiro andar, que receber recompensa generosa.
Desappareceu no dia 17 da agosto corrale
pelas 7 horas da noile, a prela Loorenra, de idade
35 a 40 annos, pouco mais nu menas, com o signaes
eguinles : um dedo da mo direita anchado, ma-
gra, lem marea branca as doa peraaa, levou ca-
misa de algedSoiinho, venido de chita roca, panno
no, e mais orna Irouxa de roupa : roga-se a todas
as autoridades policiaes oo capujes de campo que a
apprehenriam e levem sea seohor Joto Leile de
Azevedo, na praca do Corpo Santo 1.17, qae ser
bem recompensado.
PfiUN.: TYP. DE H. F. DE FaRIA. 1855
1

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V

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