Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00660


This item is only available as the following downloads:


Full Text
AMO XXXI. N. 209.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
TERCA FEIRA II DE SETEMBRO OE 1855

Por anno adianitado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
\
DIARIO DE PERNAMBUCO
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO*.
Recife, o preprieterio M. F. de Faria ; Rio le Ja-
neiro, oSr. Joao Pereira Martins; Rahia, o &r. D-
Duprad; Macei, oSeDhor Claudino Falelo Das;
l'arahibt e Senhor liervazio Vctor da Nalivi-
dade ; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pe reir JoDior;
Aracaty, o Sr. Amonio de l.emos Braga ;Cear, o Sr.
Joaquim Jos deOliveira; Maranhlo n Sr. Joa-
Suim Marques Rodrigues ; Pieuhy, o Sr. Domingos
lercalanoAchile Pessoa Cearence; Para, oSr. Jus-
tino i. Ramos ; Amazonas, o Sr. Jerooymo da Costa.
i CAHRIOS.
Sobre Londres, a 27 1/2.
Pars, 355 rs. por f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Siode Janeiro, 1 1/2 por. 0/0 de rebata.
Accoes do banco 30 0/0 de premio.
da companhia de Beberib* ao par.
da companhia de seguros ao par.
Diseonto de ledras de 8 a 9 por 6/0.
METAES.
Ouro.Oneas hespanholas* 29J000
Modas de 69400 velhas. liCOO
> de 69400 novas. 16)000
> de4J000. 99000
Praia.Paucdes brasileiros. 1*940
Pesos coluranarios, 19940
mexicanos. .... 19860
PARTIDA DOS COK REOS.
01 inda, todos os dias
Caruar, Bonito e Garanbuns nos dias 1 e 15
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex e Ouricury, a 13 e 9
Goianna efarahiba, segundas e sextas-feiras
Victoria e Natal, as quintas-feiras
PREAMAR DE HOJE.
Primeira s 4 horas 30 minutos da larde
I Segunda s 4 horas a 54 minutos da manhia
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundasequintas-feirasISetembro
Relaco, tercas-feiras e sabbados
Fazenda, quartas e sabbados s 10 horas
Juiz do commercio, segundas as 10 horas e as
quintas ao meio-dia.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas
1" vara do civel, segundas e sextas ao meio dia
2' vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia
EPIIEMERIDES.
3 Quarto minguante as 6 boras 3 mi-
nutos e 49 segundos da roanha.
11 La nova as 8 horas, 31 minutos e
49 segundos da manlia.
19 Quarto crescente as 5 horas, 20 mi-
nutos e 14 segundos da manha.
25 La cheia a 7 horas 5 minutos e
35 segundos da tarde.
DIAS DA SEMANA.
10 Segunda. S. NicoloTolentino; S. Nemesiano
11 Terja.S. Theodora penitente ;S. l'roto.
12 Quarta.S. Moerobio m. S. Ligorio m.
13 Quinta. S. Aula v. ; S. Heronides m.
14 Sexta. Exaltacao da S. Cruz; S. Cornelio p.
15 Sabbado. S. S. Nicomedes m. ; S. Melelino.
16 Domingo. 17." Fesiadas Dores da SS. Vir-
gem Mi de Dos ; S. Eufemia v. m.
PAITE I1T1CUL
OOVinUVO DA PROVINCIA.
REGULAMENTO
pata a casa de detenca'o da cidade
do Recife.
TITULO 1.
Dat prisoes.
CAPITULO 1. *
Das classes dot preso* e su* admitido em prisao.
Art. 1. O (difiera da casa'de deleitlo he desu-
nido a servir de custodia s pessoas suspeitas para
averiguares policiaes, de prisio dos indiciados em
erimes. Nesls edificio (ambein se poderlo conser-
var algans piesns de correcco oh sentenciados em
quaoto se Ihe lie deslinar a prislo, que Ihe he pro-
pria.
Art. 2. Os individuos recolhidos para seren deli-
dos n'esse edificio, serio divididos em qualro cas.
es geraes, a saber:
l. Em custodia.
J. Indiciados em erimes.
3. Condem ados.
4. Escravos.
Art 3. A primeira destas clasies ser subdividida
em secr,es segundo o seso, idade ntaior, oa menor,
moralidade e poslo social do individuo.
_ Art. 4. A soguuda classe ser igualmente sobdi-
vidida em see;oe, com/ as do artigo antecedente,
tendo-se alm d'isso attenoo gravidade do
arlas.
Art. 5. A trceira classe ser subdividida em see-
oes segundo o sexo, conducta, e gravidade dos
erimes.
Arl. 6. V quarla claase ser subdividida em ou-
tras, segundo o sexo e natnrez do crime.
Art. 7. As divisfles e sabdivises das classes de
que tratara os arligos antecedentes sarao feitas pelo
administrador do eslabelecimento, com approvac,Ao
do Chele de polica, e olo poderAo ser alteradas sem
ordem desle por escripia.
Art. 8. I.oac que chesarao edi Icio qualquer pre-
so, o conductor apreseular ao administrador, ou a
quera suas vezes flzer, a ordem por escripto da aulo-
ridade competente, que o manda reeolher, e em vis-
ta desta ordem, qae ficar archivada, o administra-
dor mandar immediatamente fazer os competentes
assentamentos no respectivo livro, segando a dispo-
sicAo do artigo 106, com deelaraco da prisio qne
Ihe compete, seguudo a claseificacio.e o far reeolher
dando ao conductor da prislo quilacAo, se elle exi-
gir.
Art. 9. Se for apresenlado algara preso sem ordem
por esenpto da autoridade competente, por ter sido
apprehendido ira flagrante delicio, o administrador
eligir do conductor urna declararlo por escripto do
molivo da prisiio, e fazendo reler o preso no corpo
da suarda, participar immediatatnenta ao Chefe de
Polica para providenciar como for de Justina.
Art. 10. Quando algum preso vier feudo ou cheio
de contusoes, o administrador, antes de o reeolher a
prislo, oo immndiatamente depois, far.i proceder ao
curativo e asseio neceuario.
Art. 11. Os presos que chegsrero n uoile easa
de detenclo, serio entregues ao commandanle da
guarda, que os far deler na prislo para esse fim
destinada, at (|ue as 6 horas da manhia o adminis-
trador os venhi receber, e reeolher prisio conve-
niente.
Art. 12. Se por ventara o numero dos presos, de
qoe trata o arli;o anlecedeule, for maior de 12, e o
commandanle i! a gaarda entender que nio lem a
seguraoca preciza para os guardar al o dia seguin-
te, communicai ao administrador, que n'esse caso
os fara reeolher mmediatamente ;s prisoes internas,
para proceder no dia segtrite ios necesssrios as-
sen lamentos.
CAPITULO II.
Di policio dat prisoet.
Art. 13. Todas as prisoes serlo numeradas, varri-
das diariamente, e lavadas ao meaos ama vez por
semana, bem fernecidas d'agua pira lodos os usos,
de maneira conservarle permanentemente a maior
limpeza e asseio.
Todos os corredores, varanrias e partes internas,
serlo igualmente varridas diariamente, e lavadas ao
menos ama vez por semana.
Art. It. O servico designado no artigo preceden-
te, ser feito pelos escravos, ou pelos condemnados
trabadlos pblicos, qoe emtirem as prisoes, e na
falta destes, por pessoas contratadas para esse fim.
Art. ls. Os presos das dnas classes mencionadas
no artigo antecedente, perceberlo algnma gratifica-
do pelos erviros prestados, a qnal ser arbitrada
pelo Chefe de Polica, e nlo poderAo recesar-se aos
Irabalhos, que pelo administrador Ihes for determi-
nado, salvo por incnmiaode de molestia, ou dando
outra pessoa paia fazer o seu servico.
Ari. 16. He [ermiuido a lodos os presos traballia-
rem as artes oa offlcios de sua profissio, e nos la-
gares designado) pelo Chefe de Polica, cofa Unto
qoe niperturben) a ordem do eilabelec iraenlo : e
aquellos sjsm regularmente assim se occaparem, B-
clo dispensados de lodo o servico determinado no
artigo 13.
Art. I7. Os presos que traballinrem poderlo ter
comsigo no lagar de trabalho os instrumentos indis-
pensaveis soa protisslo, precedemlo aulcrisacAo por
eicnpto do Chefe de Policio, designando a oaloreza
e qualidade dos ditos instrumentos.
Arl. 18. Nenlium preso poden fallar em voz alta
na sua prislo, era communicar-se verbalmenle
com os des unirs prisies; podando todava faz-lo
por intermedio dos guardas com autori-acAo do ad-
ministrador.
Art. 19. He prohibido o jogo dinlieiro, e qual-
quer oulro diverlimento que possa alterar o socego
das prisoes.
Art. 20. A en Irada de bebidas espirituosas nlo
sera permitlida as prisoes, senAo em casos de ne-
cessidade justificada com attestadn do medico do es-
ta belect ment).
Arl. 21, Nlo he permillido nenhum preso subir
as grades das jauellas para ah se conservsr por al-
gum lempo.
Art. 22. As grades de ferro das entradas das pri-
soes, conservar-se-hlo sempre fechada,* ; as portas
de madeira porem poderlo estar abarlas, desde ai 6
horas da manhia ateas 6 da tarde, n'aquellas pri-
soes, em que os presos pelo sen boro comporl rpenlo
se lornarem dignos d'essa eoncestlo.
Arf. 23. Nos corredores das prisoes e pateos do
edificio, haverlolas luzes necessarias para que nlo
escape vigilancia dos guardas qualquer movimen-
lo dos presos ; porem no interior de cada nma das
prisoes someoteter permitlida Inz al as 11 horas
da noite aos presos da 1 e 2 classes, qoe para isso
tiverem licenra do administrador oa Chefe de Po-
lica.
Arl. 21. Em cada prislo havera ama vassoura,
ama mesa de tamanho proporcional ao numero dos
presos allicontidos ; e para cada um em particular,
uro lamborte, urna barra cora IraveSseiro de ma-
deira, e ama caneca para beber agaa.
Arl. 25. Smente com liceo;* do chefe de poli-
ca ser permittido aos presos pawearem nos corredo-
res e pateos Interiores do edificio, observaodo-se
sempre osegoinle : aos presos de 1.a classe poderlo
conceder-se doos passeios diarios, porespacode mea
hora cada um;aos da 2.a classe somento urna vez por
dia e tambem por espato de mea hora; aos da 3 e
4 classes nunca se conceder licenra por mais de
ama vez no dia, nem por esparo de mais de um
quarlo de hora, e isso quando o medico jnlgar ne-
eeseario.
Arl. 26. Para fiel observancia da disposicAo do
artigo antecedente, o administrador resular as ho-
ras de passeio, de maneira que nunca elisia grande
numero de presos fora de suas prisoes, e sempre es-
lejam sob a vigilancia de guardas designados para
esse fim especial.
Art. 27. Duranle o passeio os presos nlo poderlo
communicar nem fallar com os presos das outras
prisoes, sem lieenca do administrador, e se portarlo
com loda a civilidade para com as mais pessoas que
se acharem n'esses lugares.
Arl. 28. Ser permillido aos presos escrever
seos prenles e amigos, e receber cartas d'elles,
poden do porem o administrador lr as que forera di-
rigidas aos presos da 3 e 4 classes, ou por elles forera
enviadas a alguem.
Art. 29. Tambem poderlo os presos receber visi-
tas oa fallar as grades com seas prenles e amigos,
desde as 10 hora* da manhia al ao meio dia, e das
3 da larde al as pela forma eslabelecida nos dous
arligos seguintes.
Arl. 30. Para se entrar no recinto das prisoes, e
fallar na grade qualquer preso he necessario li-
cenra do administrador, que a podara conceder lo-
dos os das aos presos de t e 2. classe ; poiem aos
da 3 elasse somonte permiltira' nma vezlpor semana
e nos da 4 classe com previo consentimenlo de seas
seahores. oa quando entender conveniente.
Art. 31. Para qoe qualquer preso possa receber
visitas e estar s com ellas, sera' necessario licenra
por escripto do Chefe de Polica, devendo para esse
fim haver sala especial no recinto das prisoes.
Art. 32. Os instrumentos concedidos aos presos
para o Irabalbo, segundo a disposicAo do artigo I",
somente serlo confiados em sea poder o lempo em
qae d'elles fizercm uo, e fora d'essas oceasioes se-
rlo conservados sob a guarda do administrador.
Art. 33. A ordem e disciplina enlre os presos se-
r manlida por meiosbrandos ; nlo sendo estes efli-
cazea, empregar-se-hlo penas disciplinares, como
ser determinado no capitulo..'! deste Ululo.
Arl. 34. Depois das 6 horas da larde at 5 da ma-
nilla nlo ser permittido abrir porta alguma ou gra-
de das prisoes, salvo por algum molivo extraordina-
rio, como o do artigo 12, on snspeila de estar se com-
mellendo algum crime; e n'esse caso nlo s o ad-
ministrador reqnisllara-do commandanle da guarda
qoe mande por os soldados em forma, como tambem
poder reqoisilar algans soldados para entraran) as
prisoes, se jnlgar conveniente.
Arl. 35. Todos os presos deverln obedecer mme-
diatamente s ordens do administrador, e mais em-
pregados do eslabelecimento. em lado que for rela-
livo a ana boa guarda e polica das prisoes; poden-
do pormqueisar-se das injuslicas qoe soffrer dos
mais empregados ao administrador, e deate ao chefe
de polica.
Art. 36. llavera junto a porla de entrada de ca-
da ama das prisoes, e na parle citerior urna peque-
a sineta cora cordel para o interior da prislo, afira
de poderem os presos por esle meio chamar os guar-
das rondantes, e communicar-lhes as suas necesi-
dades.
Arl. 37. Todos os presos serao obrigados conser-
varse sempre tirapos, e vestidos decentemente ao
menos com calca e camisa, sendo essa ronpa forne-
cida pelo eslabelecimento, para aquellas que a nlo
tiverem.
Arl. 38. Tambem deverlo lomar, ao menos nma
vez por semana, banho geral em lodo coro; salvo
quando o medico prescrever o contrario.
Arl. 39. Of presos da primeir* e segunda classes
serlo barbeados on fnrloa barba a si meamos ao me-
nos ama vez por semana, quando e como Ihes con-
vier, e cortarlo o cabello urna vez por mez.
Arl. 40. Os presos da terceira e quarlo classes se-
rlo barbrudos lodos os sabbados, e corlado o cabello
a escuvnlia no principio de cada mez.
Arl. 41. Ao toque de acordar lodos os presos,
qae nlo eslverera incommodados de saode, se le-
vantarlo da cama, farlo a oracAo da manhia, e la-
vario oa rostos e as mos, de maneira qoe as 6 horas
ja lenham concluido lodas essas operardes, e eslejam
em estado de assislir a missa, e de receber a visita
do medico.
Art. 42. Os presos mandados conservar incom-
municaveis por autoridade legal, serlo inmediata-
mente, recomidos ama prisio solitaria com a porla
lechada, e somente poder ahi ter entrada o guar-
da, qne pelo administrador for especialmente encar-
regado de levar a comida as horas convenientes; o
qual nlo poder l'al lar-I he senlo sobre ohjeclos de ne-
cessidades naluraes, e nio se demorara mais de cin-
co minutos n'essa comraunicac,ao.
Arl. 43. Salvo as autoridades legaes, nenhnma
outra pessoa, mesmo encarregadn do estabelecimen-
lo, poder fallar aos presos qae se acharem as pri-
scos solitarias por pena disciplinaria, aera consenli-
menlo do administrador.
gOLHETHl.
TOLLA FERALDI. (*)
Por Xdoauslo Aboat.
VI
(Cnntinuariio.)
O Coromilas vollaram para Roma no cometo de
marco, e I.ello njcobrou seu lagar jaoella do pa-
lacio Feraldi. Dipojs de um mez de felicidade qaa-
si perfeita, apezar de desenfreamenlo do odio e da
calamnia.
Oae lens1! ptrguntou-lhe Tolla encaranrio-o
firmemente. _
Nada. Enfidos de familia.
Ueciarasie ludo a leas prenles ?
Ainda nlo.
Elles fallaiam-te a raeu respeito'.'
Nio.
Eolio que enfados podes ter'? Es livre, se-
uhor absoluto de las acedes, rico...
Menos do q uc pensas.
Tauto mell or 1 Eu quizera que nlo possaisses
nada ; porque oslara certa de habitar nossa proprie-
dade de Capri. I.embras-ie de Cent' Vejamos se
lens aproveilado com as minhas cSes de geogra-
phia Capri he limitada ao norte pelo amor, a les-
te pela fidelidade a oeste por muitos lilhos... Ten
pai desherdoa-te'!
Quasi.
Que felicidsde !
Dcixou am fideicorrjmisso a mea to.
Que bella p.ilavra Que significa ella?...
Qae em conseqaeucia de ama ordem de mea
iai de que o tesl.imento nlo falla, e cuja execuco
ie confiada a meu lio, mea irmlo primognito ser
cinco vezes mais rico do qae en.
Assim, meu pobre amigo, nao leras lalvez mais
de dous milhOes "
-i Talvez.
Entlo vem para Capri; promello-le cinco mi-
Ihoes de felicidade a
Lello mentia, e o dinheiro nlo linha parte em sa
tristeza. O pai nlo deiira nenhum fideicommsso ;
legara ao cavalleiro urnas Ierras magnificas que de-
viam naturalmente reparlir-ae pelos dous irmAos de-
pois da morle do lio. A verdadeira causa do pozar e
do embarazo ou do remorso era esta :
O (llho primoitenilo do velho Luiz Coromila, vn-
do a ser principe depois da morle do pai, termina-
ra as negociaces relativas ao seu casamento, e sua
partida eslava mareada para 30 dt abril. Havia de
embarcar em CivU.-Vech.ia para Uarselha, atraves-
sar a Franca, discantar um pouco em Paris, chegar
(V Vida Diario n. 206.
CAPITULO III.
Das penas disciplinares.
Arl. 41. As panas disciplinares qne podera ser im-
postas aos presos para corroerlo de faltas no rum-
primenlo das di de admoeslados e reprehendidos pelo administrador,
slo as sesointes :
1. Retenerlo em cellnla solitaria, com a porta de
madeira aberta por am cinco dias.
2. ResIrircAo das coneessoes dos arligos 25, 28, 29
po.r um doos dias.
3. Kelen^lo em celluln solitaria com a port.i de
madeira fechada, por am a tres das.
4. KetencAo em cdula solitaria e obscora por um
a tres dias.
5. Ter em ferros.
6. Reslricclo alimentar al 14 dias on um mez, e
nunca seguidos ou continuados.
Arl. 46. Qualquer preso que i nter rom per o silencio
necessario as prisoes, oa violar qualquer dos pre-
celos qne est sujeito, ccmmettendo infrac;oes
desle regulamenlo, ser inmediatamente advertido
pelo guarda rndenle, un pelo ajudante.
Art. 46. Se o preso nlo ubedecer a esta adverten-
cia, ser punido com a primeira pena de correcco,
e na reincidencia com a segunda.
Arl. 47. Quando a desobediencia for acompanha-
da de clamor, on insulto oulro preso, ser- he-
ha applicada a terceira pena ; se o insulto for feito
algum empregado do eslabelecimento ser dupli-
cada a pena.
Arl. 48. Sa am preso travar qaeslio com oolro,
ou coro algum empregado. soffrer os mesmos casti-
gos indicados no artigo precedente.
Art. 49. Quando um preso ameacar outro, sof,
frer a quarla pena, e se Ihe pozer mos violen (as-
ser a pena dobrada ; e se da violencia resultar eon-
lusio ou fermenlo, ser a culpa aggravada, applican-
do-se-lhe a quinta ou sexta,como determinar o Che-
fe de Policio.
Arl. 50. Qualquer das culpas mencionadas no ar-
tigo antecedente, quando forera commettidas contra
empregados do eslabelecimento, ser punida cora o
dobro da pena correspondente, e no ultimo caso po-
der o Chefe de Poliaia applicar muluamentii a
quinta asesta pena.
Art. 51. O preso que tentar evadir-se, ou para
esse fim aluciar oolro preso, soffrer o mximo da
quarla pena, ao depois a terceira e em seguimento
a segunda e primeira.
Art. 52. Se o preso para evadir-se commel ter
violencias, on arrombamenlo, alm de soffrer as qoa-
tro primsras penas n mximo, ainda soffrer os da
quinta e serta que Ihes serlo impostas pelo Chele de
Policia.
Arl. 53. A pena do restrieco alimentaria nunca
poder ser reduzida. menos de metade, do qoe es-
t determinado na tabella.
Arl. 54. Os presos que Ao alimentados com co-
midas vindas de sua casa, quaudo tiverem de soffrer
a pena de restricto na comida, nlo poderlo receber
mais aquella comida, c serio alimentados pelo esla-
belecimento na forma da tabella.
Arl._ 55. A 1.2. 3. 4'penas serlo impostas pelo
admnislaador, communicando immediatamente ao
chefe ile policia para sua approvacio ; a 5. e 6, po-
rem, nlo poderlo ser applicadas sem ordem por es-
cripto do chefe de policia.
CAPITULO IV.
Vettuario e alimentaran.
Art. 56. Os presos podem servir-se dos proprios
vestuarios qae cada um possuir, com lano que sse-
jam lavados e nio eslejam rotos, de maneira inde-
cente ; aqaelles porm que por pobres nlo livenm
roiipa para mudar Ihes serAo fornecdas pelo eslabe-
lecimento ama calca, e ama camisa, que serio mo-
dadas quandoestiverem sojas.
Art. 57. Aos presos porm da 4 classe, quelites
fallar a roopa preena, o ndministradar mandar
forneccr, da do eslabelecimento. devendo seu valor
ser pago pelo senhor qae nio e poder lrar da pri-
slo em qanlo nlo estiver quite.
Art. 08. A alimentario dos presos pobres ser
feita casta do eslabelecimento, e constar de ai-
moro, janlar e ceia na forma da tabella junta.
Art. 59. O almoco ser servido por empregados
do eslabelecimento a cada preso, em ama caneca de
folha com colher ; o jantar em marmitas de folh.-i
com colher e garfos de denles curvos de pao on ehi-
fre : e a ceia am ama marmita com colher.
Arl. 60. O almoco ser fornecido das 7 al as 8
horas da manhia, o janlar do meio dia al ama hora
da larde, e a ceia das 8 e meia al 6 horas da
Urde.
Arl. 61. Os presos que se alimentaren) saa dis-
ta mandarlo vir a comida as, seguintes horas : o
almoco das 8 s 9 horas da manhia ; o janlar de 1
as 2 horas da tarde e a ceia das 5 s 6 horas da
tarde.
Art. 62. Os conductores das comidas particulares
dos presos, serlo acoroponharios por am guarda lit
a porta da prislo, e ahi ser pelo mesmo gaarda
examinado se jnnlo com a comida se achara objec-
tos prohibidos ; e depois de entregar a comida ao
preso, ser o portador conduzido para a sala da
inspeccio geral, on pateo exterior do edificio or.de
esperara qoe o chamen) para rr-nduzii as vazilfcis
em qne vieren) as comidas.
Arl. 63. Durante as horas da comida o preso que
precisar de algnma cousa tocar a sineta de chamada
dos gaardas, e a este commnnicar em voz baia o
objeclu de sua necessidade.
Arl. 64. Depois de terminada a hora da comi-
da, o administrador mandar por nm guarda (que
nio seja dos qae servirn) a comida daquella hora)
examinar sa ha algum preso de qualquer classe que
seja, que Ihe ten ha fallado a comida, e no caso de en-
contrar algumneslas circumstancias, embora sajados
que se alimentan) com comida particular, Ihe forna-
ccr a comida do eslabelecimento se elle a pedir.
Art. 65. A roapa perlenccnle ao eslabelecmeuto
estar sob a guarda do ajudante, e ser lavada a cas-
la do estabeleciraenlo, para cujo fim haver ama 1.1-
vadeira.
CAPITULO V.
Dot actos religiosos.
Arl. 66. O culto religioso Catholico Romano ser
o nico pralicado em publico n,o estabeleciraenlo ;
todava ser permillido qualquer preso que seguir
a Londres para assislir s feslas da coroacio da rai-
nha Victoria, casar e vollarcom a mulher pela Fran-
ca, Blgica, Allemanha e Lombardia. Todos os dias
trabalhava-se dianle de Lello em completar, deter-
minar e embellezar esse itinerario seductor. O ca-
valleiro e Rouquelle nio fallavam de oulro cousa ao
passo qae o joven principe alistava seo sequilo, e
encommendava as libres. Todas as mesas da casa es-
lavam coberlas da roteiros e guias. Sempre qae pu-
nha-se u mesa, Rouquelle espraiava-se na descrip-
Slo dos pra/eres de Pars, e o cavalleiro h-espoodia
com o qaadro das magnificencias de Londres. Posto
que o principe tivesse de veslir-se em Paris, encom-
mendara em Roma seu trage de edrt, com o qual
Lello sonhoa tres noites. Roaquetle, que fazia parle
da comitiva, leve tambem longas conferencias com
sea alfaiale. Nem o cavalleiro, nem o principe lize-
ram nenhama proposla a LeUo; mas demonstra-
vam em sua presenca que essa looga odyssea nlo
dorara mais de doos mezes. O cavalleiro chasquea-
ra levemente sobre o espirito casciro, sobre os ani-
maes de concha, e sobre os ratinhos que nio alre-
vem-se a sabir do eovil. O principa prometlia sabo-
rear melhor as *>nras da vida domestica depois de
um lempo de viageus e de aventaras.
Essas perorarnos indirectas prolongaram-se al aos
primeiros dias de abril. A familia teria perdida lal-
vez a demanda, se Tolla fosse um lano esquiva ;
mas a felicidade de Lello ara muilo pora e serena
para elle assuslir-se com orna ausencia de dous
mezes.
Nesle cmenos Horandi escreveu condessa dizen-
do qae vira-lhe a filha em Lariccia, uo meiado de
setemhro, e qae a achara mais linda que lodos os
retratos, que Ihe tinham sido leilos; pelo que se
tolla recusara sua mo smenle pelo temor de dei-
xar Roma, elle eslava prompto para abandonar An-
colia pela capital.
Viclor Feraldi qaera que essa carta fosse mostra-
da a Lello; mas Tolla oppoz-se formalmente a isso,
dizendo que semclhante confidencia parecera urna
.nucir. Todava o ciume liria viudo muilo a pro-
| posiio para estimular o amor de Lello, e lomar a at-
Irihir-lhe o espirito que desencaminhsva-se a cada
instante para Franja e Inglaterra.
Tolla desconliava dissolio pouco, que empregava
una parle dos seres em ensirrar-lhe o francez. Os
progresos nlo eram rpidos; porque a professora e
o discpulo perlurbavam-se porfa na conjugarlo do
verbo : aimer. A's vezes para dislrahir-se da gram-
malica, ella abra um livro francez, e obrigava-o
lentamente a solelrar, ler e tradozir. No fim da l-
elo o esludanle reconbecido abrajava o diccionario.
Urna noite leram junios a fbula dos Dous I'omlios.
Quando Manuel acabou laboriosamente palavra por
palavra, Tolla lomou-lhe o livro das mios, e tradu-
zio a fbula nleira em versos livres, ou em prosa
cadenciada. Lello via voarem-lhe as palavras bar-
moniosas, ejulgava ver a atildada das fadas, que
nunca abria a bocea sem deisar cahir perolas e es-
meraldas. Quando a rapariga lerminou, elle abai-
xou a cabera e desfez-se em lagrimas.
oolro callo, eierce-lo em sos prislo de mannirs re-
servada ; com tanto qae declare previamente ao ad-
ministrador, ficando ipsn fado dispensado de assis-
lir aos artos religiosos do eslabelecimento.
Arl. 67. A missa qoe a contrariada ordem lercei-
ra de S. Francisco, tem obrigaflo pelo eu encapil-
lado, de mandar celebrar todos os dias para os pre-
sos oavirem, ser celebrada somente nss Ierra, sel-
las e domingos as horas determinadas pelo Chefe
de Polica, de commum aceordo com a referida or-
dem terceira.
Art. 68. Para celebrarlo da missa de qae trata o
artigo antecedente, haver nm aliar movel, qoe as
occasiSes precisas se armar na varanda do observa-
torio central, afim de qne os presos de lodos os raos
das prisoes possam ou vi-la de suas prisoes, podendo
para esse fim o chefe de polica permiltir licenra aos
presos de melhor comportamsnto, sahirem fora de
suas celas para assislirem a esse acto do corredor,
tomsndo-se as necessarias cautelas.
Arl. 69. Os paramentos e mais objeclos qae pela
ordem terceira de S. Francisco, forem ministrados
para celehracAo da missa, poderlo ser confiados
guarda do administrador do ealabelecimentoi
Arl. 70. Quando qualquer preso pedir para ser ou-
vido em conlissjo, o administrador mandar immo-
diatamenle convidar a um sacerdote para esse fim,
a providenciar para que esse acto seja feito com a
decencia conveniente.
Art. 71. O Sagrado Viatico e a Extrema Uncao,
serlo administrados aos presos pelo vigario da fre-
guesa em que se adiar a casa de dclcnr-Ao, on pelo
sacerdote por elle designado para ese fim.
Art. 72. O Sacramento da Eucharietva ser minis-
trado pelo sacerdote encarregado' das miases, e na
occasiio em que r.elebrar-se acto.
CAPITULO VI.
Dos docntes e dat enfermaras.
Art. 73. A enfermara ser em urna das salas do
segando .indar, designada pelo medico do eslabele-
cimento.
Arl. 74. Quando qnalquer preso se sentir doente,
ser visitado pelo medico do eslabelecimento, que
determinara se a molestia he de nalureza a ser tra-
tada na mesma prislo, ou oa enfermara, e segun-
do a decisao desle, assim ser conservado o preso
na mesma -prisio. ou passar para a enfermara.
Art. 75. Delermiuada assim a natnreza da moles-
lia, ser o preso tratado pelo medico do eslabeleci-
mento, ou por outro seu particular, se elle declarar
ser sua vonlade, e que pode paga-lo, fazendo nesse
caso chama-lo por pessoa saa.
Arl. 76. Aos presos que se Iralarem com medico
do eslabelecimento, e forem pobres. Ihe* ser for-
necido pelo eslabelecimento lado quanto for necea-.
sano para seu enralivo, e for pelo medico exigido.
Art. 77. Os remedios que o medico applicar aos
doenles, serlo escriptos e assignados, prescrevendo
o respectivo tratamenlo, bem como a dieta, seguin-
do-se para esse fim a tabella do grande Hospital de
Caridade.
Art. 78. Para tratamenlo dos doenles pobres ha-
ver um enfermeiro, que ser obrigado a enmprir
todas as inslrucces dadas pelo medico, pelo que o
acompanhari ta occasiio das visitas ; e organizar
diariamenle nm mappa de todos os doenles, comas
alterarles que houverem as 21 horas e o apresen-
tara ao medico na occasiio da visita, e ao adminis-
trador quando esse o exigir.
Art. 79. Os presos doenles, que se Iralarem a
sua qusln, poderlo obter licenra para lerem nm seu
enrermeiro especial, ao qual se permitlir entrar no
eslabelecimento somente de dia ; e tambem decla-
rarlo ao administrador, quaes os mdicos qne os lem
de tratar.
Arl. 80. Logo qae apparecer algum preso com
molestia epidmica, o medico reqoisitar immedia-
tamenle a sua remocAo para foro do edificio ; e por
isso as suas visitas diarias sempre examinar a na-
lureza da molestia de lodos os presos, embora sejam
tratados por 00tros mdicos.
Arl. 81. Qualquer medico que estiver tratando
de algum preso, ser obrigado a dizer todos os dias
por escripto ao administrador, qual a molestia do
seu doente.
Arl. 82. A cada doente pobre ser fornecido em
qoanlo durar a molestia os seguintes objectos : um
colxlo com travesseiro de palha, dous lences, e
urna coberta, urna loalha, urna baca de mos, orna
searradeira e um oorinol-
TITULO II.
Da administrarlo.
CAPITULO i.
Dos empregados, sua nomearao e attribuicet.
Art. 83. Para a vigilancia, e administraran' da ca-
sa de deletelo haverio os seguales empregados :
1 Administrador com o ordenado an-
nnal de...........2:0008000
1 Ajudante com o ordenado animal de 8009000
1 Medico pago pela cmara municipal 9
1 EscrivAo com o ordenado annnal de 5003000
1 Enrermeiro para cada 20 doenles. 4009000
1 Cnerda para cada 20 presos 4OO9OOO
1 Barbeiro e cabelleireiro..... 9
Os serventes qne forem preciaos para todo o ser-
vico externo da limpeza e aceio das prisoes.
Art. 84. O administrador ser Horneado pelo go-
verno geral, e inierinamente pelo presidente da
provincia, e lodos os mais empregados, com excep-
cAo do medico, serio nomeados pelo chefe de poli-
cia, que tambem fixar o numero e arbitrar os ven-
cimentos dos doos ltimos de qne trata o artigo an-
tecedente.
Arl. 85. Todos os empregados, menos o medico,
escrvio, barbeiro e srvenles, residirlo nq eslabe-
lecimeiito, e apresentoY-se-hio sempre no exercicio
de aqas funceoes limpos e alinhados.
Arl. 86. O director e ajudante osario sempre de
sobre-casaca de panno de lia; e os enfermeiros e
gaardas internos do seguinte uniforme ; jaqaeta
comprida de fazenda de lia preta, calca branca *u
prela, meias e sapatos ou bolins, grvala preta e
bonete de panno preto.
Art. 87. Para os empregos de guarda he neces-
sario saber ler e escrever, e serlo preferidos os sol-
(eiros, 00 vinvos sem filhos, e depois destes os ca-
sados sem filhos ; devendo porm serem todos ho-
mens fortes, sadios e activos.
Art. 88. Nenlium empregado poder sahir do es-
Nessa mesma manhia salando da missa, o lio dis-
sera-lhe:
Tenho nm remorso.
Vmc., men to ?
Sim ; sou mo prenle. Tea irmlo va i partir
para Londres, e fico em Roma em vez de acorara-
nha-lo. Sacrifico meus deveres aos meas hbitos.
Saa conscienca he muilo escrupulosa. Por ven-
tura men irmlo necessila ser conduzido pela mo?
Nlo he assi grande para dirigir-se?
Ssm dnvida. Se elle fosse la por sea bel-pra-
zer, eu ficaria pelo meo, e conlenlar-ma-hia dede-
sejar-lhe boa viagem; mas vsi casar-se, e envergo-
nho-me de pensar que o herdeiro da maior casa da
Italia ir igreja sem um pai, um lio, ou um irmlo,
e sozinho como am engaitado. Se eu tivesse dez an-
no* de menos arrumara as malas.
Mas, men charo lio, Vmc. goza boa sade,
gracas a Dos! llamis Londres nio he looge, e p-
de-se viajar a pequeas jornadas.
Ah I jnlgas qae he a viagem que assosta-me ?
Nlo, uio temo duas ou tres passagtns em am bom
barco, e algumas centenas de leguas em sege de pos-
ta. O que me malaria, mea amigo, sao os prazeres.
Os prazeres!
Sim os prazeres. Nasceste em Roma, e ounca
deixaste esla trra abencoada; assim nio podes fa-
zer idea da vida devoradora que passa-se em Londres
e em Paris. Almocar e janlar na cidade, ir ao es-
pectculo de nuile, ao baile depois do espectculo,
vollar para casa quebrado de fadiga, e adiar sobre a
mesa nma mullidlo de convites para o da seguin-
te ; veslir-se (res vezes por dia, extenuar-se em vi-*
sitas, arruinar-sa em cumprimenlos, attrahir sobre
si a vista de nm povo intero, ser o acontecimanto
do dia, o favorito da moda, a enriosidade da esla-
?lo; observar-se, vigiar-ee, apresenlar-se emfim co-
mo um actor no thealro ou um prgador no pulpi-
to: he essa vida propria para um homein de minlia
idade, e nao ves que eu suecumbena no fim de um
mez?
Mas, meo lio, um bom janlar nio o inlimida,
Vmc. vai ao thealro lodas as noites, e ningaem d
nm baile sem couvida-lo, e sua sade nao soffre por
isso.
Pobre rapaz 1 Acaso janla-se era Roma? Aqu
come-se. Nao podes imaginar lodas as feiti^arias dos
cozinheiros francezes. seas terriveis manjares que
seduzem a vista, captivam o olfato, e ceuluplam o
appelile; a alegra diablica que crepita no meio
desses banquetes, o rumor das roldas que saltara so-
bre o assoalho. o Unir dos copos, a luz deslumbra-
dora das bugias, a variedade dos vinhos: affirmo-le
qae he um inferno, e voltei de l queimado at aos
ossos. Viva a boa e grosseira cozinha italiana, que
serve-nos sera rumor na enliga baixala de nossos
paisl Vivam nossos Ihealros simples e tranquillos,
oude a genle vai smenle ouvir musir e conversar
com os amigos I A maldita opera de Paris he ama
fornalha tumultuosa, onde as mulheres mais lindas
do mundo vio mostrar suas espaduas nuas clari-
dada de um lastre peior do qae o sol. Eos bailes,
tabelecmenlo, sem lieenca do administrador, qne
todava Ihes permitlir as horas proprias da comi-
da e nunca depois das 6 horas da tarde.
_ Art. 89. O administrador he o chefe do eslabele-
cimento, com subordinadlo ao chefe de policia, mas
poder dirjgir-se immediatamanle a qualquer aalo-
ridade criminal, as quaes em suas correspondencias
com o administrador, usarlo de officios ou reqoisi-
c,es, e nio de portaras ou ordens. .
Art. 90. Todos os empregados do eslabelecimen-
to serio subordinados ao administrador, e deverio
cumprir suas ordens em todo quanlo for relativo ao
servico do estabeleciraenlo.
Arl. 91. Ao administrador compete, alm das de-
mais altrihoicoes, o seguinte :
1. Cnmprir e fazer cumprir todas as diaposices
desle regulamenlo, velando lodos os empregados no
desempenho de suas fuocc,oes.
2. Advertir e reprehender aquelles empregados
que nio cumprirem fielmente as suas obrigac,des,
podendo at suspende-tos no caso de desobediencia,
dando parte de lado ao Chefe de Policia.
3. Visitar ao menos nma vez por dia lodas as pri-
soes, o urna vez por noite todas as riifferenles parles
do edificio, vendo todos os presos, examinando as
suas prisoes, a posifio, estado e tratamenlo de cada
um, observando o sea eumporlamenlo, maneiras,
etc., tomando de ludo as convenientes olas.
4. Irapor aos presos as penas disciplinares pela
forma determinada nesle regulamenlo.
5. A presentar ao Chefe de Polica dentro dos tres
prhneiros dias de cada mez, oa quando Ihe for exi-
gido, um relalorio do estado do eslabelecimento,
acompauhado de um mappa nominal de todos os
presos 1II1 existentes naquella data, com lodas as
declaraces mencionadas no livro da entrada e mais
indicarlo da prisio, e comporlameiilo que lem apre-
senlado.
6. Fazer observar as prescripces dos mdicos,
qoand ellas nio forem de encontr s disposices
deste regulamenlo, e recorrendo dellas para o che-
fe de policia.
7. Ter o maior cuidado em que os empregados
tratera os presos com humanidade, e nlo exerc.am
sobre elles rigores, que Ihes nao alo impostos.
> 8. Receber civilmente e fazer receber do mesmo
modo pelos seus subordinados, lodas as pessoas cons
picas que quizerem visitar o eslabelecimento, ou
se apresentarera com lieenca do Chefe de Policia,
sem que para isso se infrinjan) as disposices deste
regalamenlo, 011 se inverta a ordem do servico.
9. Ouvir benignamente lodos os presos qoe Ihe
quizerem fallar, e em segredo quando assim lb'o re-
quisilarem. "
10. Remetter diariamenle ao chefe de policia urna
parle de lodas as oceurrencias e alleracoes do esla-
belecimento, acompanhada de um mappa numri-
co dos presos, com declareo das classes e iec(0es a
que pertencem.
11. Salisfazer is requisicOes das autoridades cri-
minae* e policiaes, que Ihes forem dirigidas, assim
como cumprir as ordens ou mandados para soltura
de qualquer preso, quando elle nlo estiver alli por
oulro crime, em cujo caso nSo dar cumprimenlo
a ordem, e commnnicar respectiva autoridade o
molivo de aim obrar.
12. Franquear a entrada das prisoes s autorida-
des criminaes e policiaes, bem como ao promotor
publico, quando all forem em razo de seu em-
prego.
13. Providenciar nos casos oraissos nesle regula-
menlo, em qoanlo a lal respeito representa ao Che-
fe de Policia.
14. Examinar pssoalmenle ou fazer examinar
pelo ajudante a comida que lem de ser distribuida
pelos presos, afim de que seja ala, e nio baja di-
minuirlo oa alleraclo na quantdade marcada na
tabella.
15. Nlo comprar nem vender cousa alguma aos
presos, e menos receber donativos ou presentes.
16. Nio soltar preso algom, nem consentir que
sshia do recinto das prisoes debaixo de qualquer fl-
anea, ainda que saja por momentos ; nem tambem
muda-Ios de urna para outra pristo, sem ordem do
Chefe de Polica, excepto no caso de que tratam os
arts. 44 e 45.
17. Dar todos os dias um vate ao fornecedor das
comedorias dos presos, declarando o numero de ra-
e/fes fornecidas naquelle dia, e o numero provnvel
que deve ser fornecido no dia seguinte, mandando
registrar esse vale em livro especial.
18. Ir pessoalroente, oa mandar pelo sea ajudan-
te, proceder revista em todas as pnsoes afim de ver
se ahi exislem instrumentos ou objeclos prohibidos,
e examinar o estado de seguranza de cada urna das
prisoes.
; 19. Fazer conservar a todo cusi o maior aceio e
limpeza possivel na cozinha, de maneira que a qual-
quer hora do dia se possa ahi entrar sem encontrar-
se cheiro desagradavel.
20. Passar revista, ao menos urna vez por mez,
as roupas de casa que devem existir sob a gaarda
do ajodante, examinando se he bem conservada, e
dando as convenientes oedens sobre a tavagem.
Art. 92. Na sua parle diaria ao Chefe de Polica,
o administrador commnnicar, quaes os presos que
se acham recolhidos ha mais de 24 horas sem nota de
culpa, bem como os condemnados que houverem
concluido o lempo de seu sentencia.
Arl. 93. O administrador nunca abandonar o
eslabelecimento por mais de seis horas sem previa
Ucela do Chefe de Policia deixando sempre em seo
losar o ajudante.
Arl. 94. Ao ajodante compete-lhe :
'1. Substituir o administrador na saa ausencia oh
impedimento
2. Formar a escala do servico permanente dos
guardas rondantes das prisSes, e vigia-los assidua-
mente tanto de dia como de noite.
3. Dirigir todo o servico do forneeraenlo d'agua
potavel ao eslabelecimento, e limpeza* das prisftes e
enfermaras.
4. Inspeccionar qnalquer servico do eslabeleci-
mento, que pelo administrador Ihe for encarregado.
5. Ter sob sua guarda as roupas do eslabeleci-
mento, e fornece-la aos presos que pelo adminis-
trador Ihe for determinado, lendo para esse fim urna
cdemela com as competentes notas.
hondada divina 1 qnam pouco assemelham-se aos
nossos seres alegrados pela conlradansa, pelo whist
e pela limonada! Imagina urna formidawel mistura
de luxo, elegancia e galaularia, urna msica insen-
sata, vestuarios escandalosos, urna liberdade inaudi-
ta, escadas juncadas de llores, mesas coberlas de
manjares, celas capases de resuscilar os morios e de
matar os vivos! He um espectculo qae deve ser
visto urna vez. Vi-o, e nlo morri; mas nio lornarei
a ir l! Todava Dos he lesleraunha de que eu de-
sejaria poder acompanhar lea irmlo.
Esta salyra appetilosa dos prazeres de Paris prn-
duzio lodo o effeilo qae della se esperava: Manoei
offereeeu partir com o irmlo. Apenas estas palavras
foram pronunciadas, o coronel sem dar-lhe o lem-
po de refleclir, correo com elle a dar esta noticia
casa toda. Por acaso ou por previdencia de Rou-
quette, jantaram nesse dia ahi viole pessoas, e lodas
beberam prxima viagem dos dous irmios. Lello
fora ao palacio Feraldi para dizer a Tolla o que a
cidade loda saberia no dia seguinte ; mas a fbula
dos Doos Pombos corlon-lhe a palavra, e elle cho-
rou pensando que condemnra-se a partir, o qoe o
lio fechira-lhe lodas as avenidas.
Deilon-se descontente de si mesmo. incerlo do que
dira a Tolla, e sem poder justiiiear-se aos seus pro-
prios ollios. A' for^a de procurar, lembroo-se de ro-
gar condessa que conlasse lodo o filha, pensando
que o golpe seria menos rude se nio partisse delle.
Para fazer as pazes com a consciencia, promelteu
que sahindn de Roma leria a coragem de pedir o
consentimenlo do lio. Viole vezes abrir a bocea pa-
ra declarar-lhe ludo, e nma timidez tola o fizera
sempre parar dianle do nome de Tolla. He a
presenca de men to que perlurba-me, pensou elle,
lerei mais animo era face deum linleiro. Adorme-
cen muito tarde, e sonhou que erj um pombo bali-
do pela tempestade. Foi acordado s nove horas da
manhia pela visita de Ronquetle.
Ah! disse estregando os o I los; mnilo estimo
vc-lo. Condece a fbula dos Dois Pombos?
Sej-a de cor; He um delicioso romance de Ires
paginaos. A moral sobre ludo he admiravel.
Revers ?
Sem duvida, e recommtido-llic que medite
"ella. Essa fbula prova melhor qoe um sermAo que
dous irmios nio devem viajar um ssni o oulro.
Dous amantes?
Dous irmios!
Ouvi dizer que Iralava-se de dons amantes.
Quera vos dsse esse gracejo? Nio ha mais a-
mor na fbula do que no brrele do cardeal-vigaro.
Se se tralasso de dous amantes, os Francezes fariam
as frapariguinhas aprender esses versos? Demais
La Foulaine conbece muilo o corac,io humano para
querer que dous amantes liquen ligados. Elle bem
sabe que o amor de melhor constiluicio nio resisti-
rla a esse rgimen, e morrena de eufado no fim de
alguna mezes. A ausencia que mala a amizade e lo-
dos os senlimentos brandos, exalta as paixoes vio-
lentas. Qnal foi a mulher que deu ao mundo o mais
Arl. 95. Ao medico compete-lhe alm das attri-
buic,oes que Ihe slo ja marcadas :
1. Comparecer lodos os dias no eslabelecimento
para esaminar o estado de saude dos presos.
2. Examinar os vveres destinados a alimentario
dos presos.
3. Or {anisar a tabella precisa para o contrato do
fornecitnento.
4. Acudir ao estabelecimenlo quando for chama-
do para ver algum doente.
Arl. 96. Quando qualquer preso le ha de ser le-
vado a presenca de qualquer autoridade ou tribu-
nal, o a (ministrador smente entregar aos solda-
dos on cifficiaes de juslira determinados pela respec-
tiva anloridade, exigir recibo dessa entrega, que
ser restituido quando o preso vollar.
Arl. 97. O administrador dever cumprir reli-
giosamente qualqoer ordem legal de ha beas-corpus ;
que he aquella, pela qual o juiz soperior ao qoe de-
terminan a prisao, ordena qae dentro de certn pra-
zo e certo lugar, seja conduzido o preso a sua pre-
senca. Nesle caso porem o administrador com lem-
po participar ao Chefe de Policia, e far conduzir
o preso por um guarda do estabelecim nlo, e dous
soldados da guarda, e acompanhar se :| saa presen-
ca for exigida.
Arl. 98. Dever igualmente o admio strador cum-
prir os atvars de solturas expedidos em virtnde de
Itabeat-corpus, se o preso nio estiver na prislo por
outro cr me.
Art. 99 O administrador dever ter sob sna guarda'
as chaves de lodas as prisoes, e somenle as confiar
no mora :nto de "ser alguma aberta, 110 gaarda
quem elle enearregar desse servico, leudo o cuida-
do de examinar ao depois, on mandar ver por ou-
lro empregado se a porla est fechada oonveniente-
mente.
Arl. 100. Ao escrvio compete :
1. Fezer lodos os lancamenlos nos livros do esla-
belecimeato, escrever e registrar loda a correspon-
dencia official do administrador, archivar todos os
papis, e aulhenlicar lodas as copias de docu-
mentos.
2. Estar no estabelecimenlo desde is 7 horas da
manhia t ao meio-dia, e das 2 al ns 6 horas da
larde.
3. Ter loda a escriplnrar,io sempre em dia com
a maior limpeza e asseio, nlo podendo rerva-la pa-
ra o dia legninle sob pretexto algum, salvo o de mo-
lestia. ,
Art. 101. O administrador, sob proposta do escr-
vio, nomear um dos guardas para o substituir nos
seus impedimentos e para o coadjuvar no trabalho,
quando teeonhefa haver necessidade.
Art. 102. Nos impedimentos do ajodante o ad-
ministrador nomear um guarda que o substitua.
Arl. 103. Aos guardas compete-lhes ler a maior
vigilanriii sobre os presos, dando parle ao adminis-
trador de qualqoer ocrurrencia, assim como das saas
necessidades, e fazer lodo o servico do eslabeleci-
mento qae Ihe he proprio, e qae pelo administrador
ou seu aj oanle Ihe J'or determinado.
Arl. l'H. Os guardas e enfermeiros alem das at-
trihuicoes do artigo antecedente, que esli obri-
gados, lerio o cuidado d servir benignamente os
doenles, ministrando-lhes a qualqoer hora ludo
qoanlo fer necessario e nio for contra as prescrip-
ces do medico.
CAPITULO. II.
Da escrtpturarao.
Art. 105. Haverio no -slalieleeimenio os segoin-
les livros rubricados pelo Chele de Policia :
1. Um livro para entrada e sahida do, presos.
2. Um ilito para os termos de bitos dos presos
qne falleoerem.
3. Um dito para registro das ordens do chefe de
policia, relativas a policia e economa d) casa.
4. Um dito para registro dos vales passados pelo
administrador ao fornecedor da comida dos presos, e
pessoa encarregada da lavagem da roupa do esla-
belecimento.
5. Ura livro para lancamenlo da entrada da rou-
pa do servico do eslabelecimento com declararlo das
datas.
6. Um livro para regislro da correspondencia do
administrador com o Chefe de Policia e mais autori-
dades.
7. Um livro de olas do vestuario entregue quem
o lava.
8. Um livro para regislro dos remedios fornecidos
pelo contratador para os presos pobres.
Art. 1C<5. O livro da entrada e sahida dos presos
dever conter : I., sen nome, 2., o 3., nnluialidade, 4., idade, 5.. estado, 6., c*r,
".", condijio, 8., occupacAo ou profissio, 9.", esta-
tura e sanaes salientes ou particulares, 10. declara-
clo do conductor, II. ordem de que autoridade
foi preso, e acha-se a disposicAo, 12. molivo da pri-
sao, 13. data da entrada-e soltura. 14. numero da
prislo, !.". finalmente, lodas as observarles acerca
dos fados que occorrerem, como mudanra de prisao,
notada culpa, intimarlo da senlenca.qai ser trans-
cripta por extenso, alleraclo que soffrer em seu es-
tado de anude, etc., etc., e finalmente ojitos. Esse
livro aaej riscado pela forma determinad 1 no plano
junio a esle regulamenlo, e ten ura auxiliar alpha-
betico do lome dos presos.
Art. 107. O livro dos bitos servir para nelle se
lanr.arem os termos de que trata o artigo deste regu-
lamenlo.
Art.108. Para escripluracio dos mais livros o
administrador dar as convenientes inslrucces.
Art. 109. Nio he permillido eutreliohis. era ras
paduras 1 a escripluracio dos livros ; e 110 caso de
erro em qualqoer aseante, se far nelle a convenien-
te declaradlo, e lavra-se-ha outro.
C4PITULO III.
Do sysienta de vigilancia permanente dat prises e
do recebimenlo dot presos noi'.e.
Art. 110. Desde as 6 hocas da manhia al as 6 da
larde, conservar-se-hlo sempre por escala dous
guardas londanles em cada um dos raios das pri-
soes, afim de manterem o silencio, e oliservarem o
qoe se pissa em cada ama das prisoes, aecudindo
aquelle para onde forem chamados pela sineta,
examinando quaes as necessidades do preso que o
chama.
Art, 111. Das 6 horas da larde at as ti da ma-
nhia serie conservados sempre por escala dous guar-
hrilhanle ejemplo de fidelidade ? Penelope, cujo
marido esleve ausente vinte annos. Lucrecia repel-
lio o amor de Sexlo porque o marido eslava no cam-
po ; ter-lhe-hia talvez dado ouvdos, se Collalino se
achasse na cidade. He em amizade que os ausentes
slo sempre injustos; em amor pelo contrario elles
lem sempre razio. A fforzinha que diz: quanto mais
cejo-te, mais amo-te, he um orculo em amizade, e
urna tola em amor.
Fortificado por esses bellos raciocinios, Manoel foi
s tres horas ao palacio Feraldi. O conde, a condes-
sa e Tolo, tendo acabado de janlar, tomavam caf
no sallo ; Tolla veslia-se para fazer visitas. Lello
percorreu os oUvintes com um sorriso embarazado, e
dsse :
Muito estimo que Tolla nio esteja aqui. He
aos senhores qne venho pedir soccorro.
E contra quem ? pergunlou o conde.
Contra ella. Se nio me ajudarem, ella me ar
raneara os olhos pelo menos.
Mea charo, o negocio nio he derainhu compe-
tencia. Defenda o senhor mesmo seus olhos, se quer
conserva-Ios.
Se quero conserva-Ios, he porque elles serven)
me para ver Tolla.
Ha quasi um anno que Ib'os arranca todos os
dias, observou a condessa, e o senhor nao est ao
menos zarolho.
Com os olhos que ella tem-te arrancado, ac-
crescentou Tolo, poder-se-hia adornar o Irque de
um pavio. E-a, confessa-le : que fizeale?
Nada ainda; mas medito urna escapada.
Renuncia a la escapada, e responderei pelos
teas olhos.
He impossivel, mea amigo; ja dei minha pa-
lavra. Trata-se de urna viagem.
A Albano ?
Mais longe ; porm iremos em carraagem de
posta, e nossa ausencia nlo durar muito lempo.
Oito das i
Mais. Emfim j que comecei a conlsslo, sai-
bam que meu to, bem a mea pezar, e para que
meu irmlo nlo v sozinho casar-se, quiz, visto uio
poder deixar Roma, fazer-me partir para Londres,
e nio me foi possivel recusar-lhe. Vmcs. compre-
hendem qne se Tolla...
Nio leve o lempo de acabar a pbrase. Tolo, o con-
de e a condessa ergucrain se como por urna mola em
torno delle.
Voss he fraoo, Lello Coromila, disse o conde
severamente.
Coradlo cobarde I exclamou Tolo.
Ella morrer por isso! accrescenlou a con-
dessa.
Oucam-me, tornoo Lello com voz commovida.
Juro que amo a Tolla, e he de casar com ella. Ago-
ra ouam-me. Meu lio e meu irmlo que slo loda a
minha familia desejam absolutamente qae eu faca
essa viagem. Eslou muilo afilelo; mas desejo con-
ciliar lodos os meus deveres. Condescendendo com
meus prenles, posso contar que serei pago oa mas-
das rio recinto das prisoes-, dos quaes um se conservar
no o wervalorio central, e o outro rondar constan-
temente lodas as prisoes, de maneira a nio ser per-
cebldo pelos presos, para o que usar uessas ocea-
sioes de sapatos de borracha.
Art. 112. A vigilancia exterior das prisoes ser
feita por senlinellas da gaarda militar, qne deve ha-
ver ia entrada do estabeleciraenlo, postadas essas
sentiaellas sobre o muro do circuito nos logares dos
angu os onde ha guantas.
Ar.. 113. O administrador dar as convenientes
inslrucces ao commandaute da gaarda para a vigi-
lanci 1 de qae trata o artigo antecedente.
Art. 114. Os dons torreos que se achara na entra-
da do edificio, junto do corpo da goarda, estarlo
cargo do commandanle da guarda, para serem con-
servados os detentos de que tratara os. arts. 9, l e
118.
Arl. 115. A hora de loqne de reeolher da gnarda
ser fechada a porta da entrada da casa da adminis-
tradlo, a nio ser mais aberta antes das 5 horas da
manhia, se nlo por motivo de urgencia ; e nesse
caso o administrador antea de mandar abrir a porta
comnionicar pela janella ao commandanle da
guarda.
TITULO III.
CAPITULO NICO.
Ditpotiroei geraet.
Arl. tl6. Ninguera podera pernoilar no edificio
da cana de deleucao, senlo os presos e empregados
do eslabelecimento.
Arl. 117. O administrador poder mandar apal-
par as pessoas que quizerem fallar ou visitar algum
preso.
Arl. 118. Todoaqaelle que ministrar aos presos
bebidas) espirituosas, armas oa instrumentos de qual-
qoer qualidade sem previo consentimenlo do admi-
nistra tor, ser a requisiclo deste retido no corpo
da guarda a ordem do Chefe de Policia, quem
o nfimo administrador .dar parle inmediata-
mente.
Art. 119. Quando fallecer algnm preso, o admi-
nistrador dar mmediatamente parle desta occor-
reocia ao Chefe de Policia, e ao juiz da culpa, e es-
lando ausente ambos, ao delegado, ou subdelegado
de polica, para que com o medico do estabelecimen-
lo e nu sna fallavoutro qualquer, proceda um exa-
me no cadver, afim de verificar-se a identdade da
pessoa, lavrando-se de ludo quanlo se passar o de-
vido tirrao, que ser escripto no livro competente
pelo eicrivio da culpa, ou da autoridade que presi-
dir osse acto, e assignado por todos e pelo admi-
nistrador. Nesle termo serio transcriptos os as-
senlos da prislo, e se escreverio as declarares que
fizer c> facultativo sobre a morle e suas cansas pro-
vavein.
Art. 120. O escrvio qoe lavrar o termo, extra-
hir inmediatamente ceidlo delle, que ser junio
ao precesso, para se proceder como for de direilo.
Arl. 121. As notas da culpa, intimares de sen-
lencas eos alvars de soltara, serio apresentados ao
administrador, antes que aos presos, para qoe se po-
nha verba no assenlo da entrada, da qnalidade da
culpa, e dos nomes das lestemoohas que as ditas
notas mencionaren!, assim como do dia da iutima-
rlo da senlenca, da pena que ella decrelou, e da
data em que he apresenlado o alvar de soltara, de-
clarando quaes os escrlvies que houverem pasea-
do laeii papis, e osjuzes qoe os houverem assig-
nado.
Art 122. Estando ausente o Chefe de Policia,
compele ao delegado do lermo da cidade a inspec-
c,io da casa de delencjlo ; elle far o administra-
dor as communicao.es de qae trata este regala-
ment, e delle reclamara as providencias necessa-
rias.
Arl. 123. Os livros da escripluracio sob pretexto
algum poderlo sahir da casa de delenrlo, devendo
porem ser mostrados as autoridades competentes que
os quizerem examinar, e que o fario somenle na sa-
la da administradlo em presenca do administrador e
do escrivao.
Art. 124. As ordens de soltura somenle serlo cum-
pridas quando forem paseadas pela autoridade, cu-
ja disposicAo estiver o preso.
Art. 125. O administrador far preparar decen-
mente nma sala na casa do edificio da administradlo
para as autoridades criminaes e policiaes quando
alli forem proceder qualqoer acto do sea eraprego.
. Arl. 126. Qualquer demora que tiver o adminis-
trador no cumprimenlo de alguma orden)superior
ficar imjeito a multa de 10j) 20J imposta pelo Che-
fe de Polica, depois de ouvi-lo respeito.
Arl. 127. O empregado qne exigir 00 receber de
algum prese qualquer quanlia ou donativo ser de-
miido pelo chefe de policia, se for de sua Hornea-
rlo, e suspenso se for de nomeacio superior.
Arl. 128. A limpeza e asseio da casa da guarda
oslarlo cargo do administrador e pagas cusa do
estabelecimenlo.
Art. 129. As despezas das luzes, tanto da guarda
como das prisoes, serlo cargo da cmara munici-
pal ; es livros porem e mais objectos de expediente
serio fornecidos pela secretaria de policia.
Art. 130. A facnldade que lem o administrador
pelo arl. 28 de ler e receber a correspondencia dos
presos da terceira e qoarta classes, nao he extensiva
qae os presos dirigirem as autoridades ou estas
elles ; as quaes sob pretexto algum poderlo ser li-
das oa retidas.
Art. 131. O administrador poder reqoisilar um
deposito d'armas na casa da gaarda, e a saa diipo-
sclo, liara armar os empregados do estabelecimenlo
em casos de necessidade.
' Art. 132. O chefe de policia de aceordo com o
presidente da provincia providenciara' sobre a tras-
ladadlo do preso que for atacado de molestia epid-
mica e contagiosa.
Arl. 133. Toda a correspondencia official do ad-
ministrador com as autoridades, bem como todas as
ordens serlo archivadas com melhodo para com fa-
cilidad 9 serem procuradas quando dellas se hoaver
misler.
Arl. 134. Este regulamenlo sera' impresso e pre-
gado um exemplar na parede interior de cada pri-
slo, asiim como ua sala central da inspeccio geral e
na sala do commandanle da guarda, e o administra-
dor tern' sempre moitos exemplares para substituir
os qne ma moda. Assislo ao casamento de meu irmlo para
qne brevemente elle assisla ao meu.
Monsignor Rouquelle nlo tem parle nesse ne-
gocio? pergunlou o conde. Elle obteve do cardeal-
vigaro una lieenca de tres mezea.
Isso prova, replicou Manoel vivamente, qoe
nossa ausencia nio sar longa: tres meies quando
muilo, talvez dous.
Quanto durou a viagem que elle fez a Veneza 1
pergunlou Tolo.
Affirmo-le, meo amigo, que calum iam a es-
se pobre Rouqaette. Estodo-o ha seis mezes, e ago-
ra que con heco-o, fai-o-liic juslira. Elle ama-rae, e
se declarar antes a nosso favor e costra minha fa-
milia, do qne contra nos.
J que vossa excedencia lem f em monsignor
Rouquelle, assentemo-nos, disse a condessa com a-
margura. .l vio como a noticia dessa partida sor-
prenden-nos agradavelmente : julgue por nos do
effeilo que ella produzir sobre Tolla.
Querida condessa, eu soffrerei mais do que el-
la. Ajude-me a abrandaro golpe. Siolo que nio te-
nho mais coragem.
Deve reslar-le mnita, disse Tolo; pois nio dis-
pendes nenhuma no palacio Coromila.
Sim, sou fraco, sou covarde, lemo a meu lio,
embora seja o melhor dos homens, lemo a mea ir-
mlo, temo a ludo. Podes acensar-me, lis me de-
fenderei : ha momentos em que desprezo a mim
mesmo 1 Mas que queres? promelli partir, minha
palavra est dada, e a cidade toda o sabe. Montera,
no jantar, dianle de mim, elles annunciiram minha
viagem t, mais de vinle pessoas I Porvenlura isso
impede que eu ame tua irrala, e case com ella quan-
do vollar t A tola promessa que meu lie arraucou-
me viola os juramentos que dei?
Manoel calou-se de repente; porque ouvia-se a
voz de To le, qoe desda, cantando, a encada grande
do palacio.
A pobre rapariga abri a porla, corrou a Lello ;
mas paron confusa no meio do camnho vend o pai
horrivelmanle paludo, a mii agitada por um tre-
mor nervrso, os olhos do irmlo cheios de lagrimas,
e a physionomia do.am.inle perturbada. Todos ca-
lavara-se n nlo se Mreviain a encara-la, O coraco
cerrou-se-'.he, e ella deixou-se cahir sobre um as-
seolo sem procurar romper esse silencio sombro.
Passaram-se mais de Ires minutos, durante os quaes
apenas ouviam-se os snlucos da condessa Feraldi.
Emfim Tulla nio podendo mais conler-se, per-
gunlou :
Que acontecen ? minha mii, meu pai, men r-
mo, I.ello, fallera por favor. Terei coragem ; res-
pondam-me. Minha mii, supplico-lhe. Ah Vmcs.
me fario inorrer! Por piedade digam-ine o que a-
conteceu .'
Coila la respondeu a mii, has de siho-lo bre-
vemente I ,
Tulla nio pergunlou mais, corren i sal vizinha e
debulbou-se em lagrimas sem saber ainda porqoe.
Passado ajase priraeiro momento, recobrou o imperio
sobre si mesma, e rollando resolutamente ao sallo,
disse :
J chorei; agora eslou tranquilla. Quero sa-
ber o que son coodemnada a soffrer.
A' primeira palavra de partida, ella desmaiou. A
mii e loto levaram-na para o seu quarto, e o conde
segoio-a esqnecendo-se de Manoel, o qnal fagio at-
looito. Paseando pelo aposento do pnrteiro, elle
chamou Menico, mellen-lhe dous escudos na mi e
supplicou-lhe que levasse-lhe noticias da ama. Es-
perou duas horas com urna ancia .mortal. Emfim
Menico appareceu mais paludo qoe de ordioario,
porm lendo sempre sea ar tranquillo e indolente.
Falla depressa gritou-lhe Manoel. Como est
ella?
Melhor. Teve grandes convnlses ; agora dor-
me : vossa exeellencia nlo malou-a inleiramenle.
E Menico acrescentuu depoodo os dous escudos
sobre a chamio:
Eis aqui sea dinheiro, vossa exeellencia vai
viajar, ha de precisar delle. A senhora manda di-
zer-lhe que pode ir ao palacio amanilla de noite.
No dia seguinte entrando nesse sallo ohde passra
lloras lio deliciosas, Manoel foi atacado de um es-
ircmerimento estranho. Ninguem levanlou-se para
ir-lhe ao enconlro. Tolla eslava muilo Traca para o
fazer. O conde e Toto tinham-se vestido como para
urna ceremonia. Haviam sido levantadas as corti-
nas que cobriam os quadros velhos da familia, e
Manoel podia contar era torno de si dez gerares de
Feraldi. O conde raoslron-lhe com a mo a poltro-
na que esperava-o, e depois comecou com voz firme
e trisle :
Senhor Manoel Coromila,estamos aqui em con-
selho de familia. Convoquei meus avs para esta
reuniio solemne, e quizera tambem poder convocar
os seus. O senhor val deixar Roma por muilo lem-
po, digo muito lempo porque uio he preciso mais de
um mez para mudar o coradlo de um homem de sna
idade. Essa viagem Ihe foi imposta por seu tio e
por seu irmlo : porque razio, en o sei. A ambicio
de seus prenles nlo quer que case com minha filha,
e confian) que os prazeres de Paris e de Londres lh'a
farao esquecer. O senhor poda licar : consentio em
partir. Podia declarar seu amor por Villora, pois
ha quasi-dous mezes nio lem pai : obslinou-se em
sua prudencia e em sua limidez. Nio o aecuso, era
pelos cas^raenlos qne nos fez regeitar, nem pelo
amor incuravel que infundio no corarlo de minha
filha, nem pelas calumnias que sua assidoidade at-
Irahio sobre nos, nem pela Bceua e dr de qae hon-
lero encliea-me a casa ; mas pens qne temos Soffri-
do bsstanle. Bem vejo qae j deixou de amar, ou
que ama menos, ou que nio ama sufficienteraenle
para que o amor Ihe d coragem. Sun constancia
depende smente de am fio, e se nio foram lodas as
promessas e todos os juramentos que Ihe lem esca-
pado, a pobre Tolla estara j esqueeida. Pois bem,
seja feliz ; nada o retein mais ; reeliluo-lhe saa pa-
lavra.
(Conlnttar^r-fta.i



OIIRIO DE PERNAMBUCO TERCA FIIRft II OE SETEMBRO DE 1855
Arl. 135. Ficam revogidas as disposi^Oes em con-
traro.
Palacio do goveroo de Pernambuco 16 de agosto
de 1855. *
Jos Bento da Cvnha e t-igueiredo.
CCMMANDO DAS AHMAS
(juartel-feaeral de coaamando da aran dt
PernjDibaco cid.de do Reelfe, raa 10 de
Miembro de 1KS6.
ORDEM DO DA N. 111.
U marechal de campo cororaandante das armas
lem observado, que algumas guardas se retirara dos
seos pustos tocando depois do recolher: semelhant
proced ment lie abusivo, visto como depois desse
loque ao de alvorada, os corpos e as guardas tran-
sitan! silenciosos.
Jote Joaquim Cotlho.
Couforrai!. Candido Leal Ferreira, ajudante da
ordena-encirregado dodetaliie.
IIIERIOH.
BXQ SE JANEIRO.
SEDADO.
Da 6 de acost de IS55.
lula e approvada a acta da tsalo autecedeule.
O Sr. 1" Secretario den conla do seguidle expe-
diente.
I.'m oflicio do Sr. roiuUIro do imperio, remetien-
do as iufuroiaces que Ihe foram pedidas em 25 de
julho ullimn acerca da prelenrao do eslndanle An-
tonio Jos do Siqoeira e Silva. A quera fez a re-
quisirfto.
Ootro do primeiro secretario da cmara do de-
putados, participando a eleirao da mesa que alli de-
ver servir rio corrente mez. Ficou o senado in-
teirado.
Ficou igu lmenle inleirado da participado do in-
commodo de saude do Sr. senador Viscoode de Je-
qutinlionha.
ORBEM DO DA.
Coutinuou a terceira discussao, adiada pela hora
ua lima sesiAe, do projecto do senado H de
1818 sobre eleires. eom as emendas P do mes-
rao anno approvada* n segunda discussao, cora o
parecer E deste anno das eomroissoe de eou-
titairao e le<.;islaclo, votos separados, e emendas uf-
ferecidas pelis aobredilas comansses, e voto sepa-
rado do* Sr*. Pimenla Bueno, e viscoode de Sipu-
cahy, e emendas dos Srs. marquez He Paran, e
Ver^ueiro.
Foram apiadas as seguales emendas :
Emenda ao art. 1. 21 !
8 21. O jnizes direito a municipacs que forem
eleitos deputidos geraes ou provincias*, e aceitaren!
a eleirao, Ue mi impedidos para o exercicio dos car-
gos de magistratura durante a legislatura.
22. A opelo ser declarada ao governo den-
tro de 60 dias depois da eleirao, e os maijistrados
que tiverem sido eleitos, e nesse prazo nao fizerem
a oprao, serio considerados como tendo preferido a
eleirao, e deixam vagos seos lugares, e conservando
aeu direito categora emliguidade que tiverem na
poca da eleirao para seren readmitidos suacar-
reira logo que deixarem de ler assento oas cmaras
legislativas.
23. Os jnizes de direito, desembargadoret e
membro do supremo tribunal de juslica que forem
eleitos, e escolhidos senadores, serlo aposentados
comvencimeutos correspondentes ao lempo doser-
vicu que liverem prestado, e do mesmo modo po-
derlo serapo: eleitos para a cmara dos deputados, senadores ou
provineiaei, e o requererem.
24. Os jnizes de direito e mnnicipaes que ti-
verem deixado vagos seus lagares por terem tomado
assento no corpo legislativo, e nlo forem reeleilos,
on nelle nlo preferirem continuar quando o sejam,
serio preferidos para as primeiras comarcas de igual
entrela qoe vagaren!, ou termos, qnando tiverem
de ser readmittidoa sna earreira de magistratura ;
e emqnanto nlo forem Horneados para novas enmar-
cas oa termos, terlo direito metade dos vencimeo-
tosque ibes competem qaandn eslo em everciei.
< 25. Os presidentes de provincias, secretarios
de governo, oimmaodante de armas, chefes de po-
lica, e inspectores de Ibesourarias geraes ou pro-
vincial-?, que forem eleitos pela provincia em que
exercerem auloridade. deixam vagos taes empregos
e nao poderao exrce-los na provincia que os elegeu
dorante a legislatura. Salva a redacto. SU-
veirada Mol, a.
e Na emenda do Sr. marquez de Paran, despoia
da palavra M aran bao, arrrescente-se e Rio
tirande do Sul 30, a 5 por districto. E depois das
palavras Sinta Catharina, Espirito Santo, Ama-
zonas e Parau, 20. accrescente-se a 10 por
districto.
Paco do senado. 6 de agosto de 1855. Jote
Martinsda Cruz Jobim. >
OSr. Mentes dos Santos requeren verbalmente
o adiamento da discussao at amanhaa.
Sendo apoiado este requerimenlo foi approvado.
O Sr. Presidente declaran esgotada a materia da
ordem do dia, e deu para a da seguinte sesso a con-
tinuado da discussao adiada; a terceira discussao
da pruposirao da cmara dos deputados approvando
na parle em iue he da competencia do poder legis-
lativo, a convenci celebrada entre os goveroo do
Brasil e Porli sal acerca da represslo e punidlo do
crime de inoe la falsa, cora o parecer da commissao
deconstituidlo ; terceira discussao da propositlo
do senado declarando permanentes as dlsposto/es do
decreto n. 801). A de 30 de junho da 1851 ; tercei-
ra discussao da proposicSo da cmara dos deputadot
sobre o Mudante Antonio Fernando da Costa J-
nior ; lereeir.i discussao da proposicSo da mesroa
cmara anlorisando o goveruo a mandar pagar ao
eoneso Pedro Nolasco de Amorim Valladares O or-
enado que Ihe competa de 400)001) annuaes e le-
vanla-se a sessao.
elle-, e su no dia seguinle foi que soube que o no-
bre depulado os linba aqu apresentado. Preparava-
me para os-desmentir formalmente logo queme
coubessea palavra nesse ornamento, para o que me
havia ja prevenido ; mas uao o tendo podido fazer
porque a discussao foi encerrada, reaervei-me para^
a discussao do ornamento dos negocios estrangeiros;
e ainda eut.Vi nao me foi isso possivel por ler sido
encerrada a mesla discussao antes de me caber a
palavra.
Em vista de tan circumstancias, nlo querendo
demorar minha defeza por mal lempo, nem estar
sob o ctelo das acres censuras que me fez o no-
bre depulado, deliberei a pedir cmara urgencia
para apresenlar a minha defeza, apreaentando na
forma do estylo um requerimenlo em que peco cor-
tos documentos tendentes u jusiilica-la.
Pastando, pois, a tratar dessa defeza, direi que o
tacto que o nobre depulado apreseotoo uesla casa,
que apresentou com urna seguranza, com mn
CARIARA 00S SRS. DEPUTADOS.
StMac' ato da Jalao te 1866.
L-se e approva-se a acta da sessao antecedente.
O Sr. 1. setrelario d conla do seguinle expe-
diente.
I.'m requeiimento do padre Joao da Silva l.emos,
administrador da capella de Nossa Senhora da Cor-
rente da cidade do Penedo, na provincia das All-
u'nas.pedindo lcenca para a dita capella notsuir bens
de raz e a re ilituii;3o de nma casa que (he fora se-
neslrada pela fatrnda nacional. A' commissao de
azenda.
Leitura de projectos e indicarves.
I.p-se e he remellida i mesa a seguiile indicarlo :
l.idico qae a mesa no contrato qae devora ce-
lebrar para a publicado dos trabalhos desla cmara
atienta a necessidade que essa publicarlo deve er
feila por tal (rma, qne no flm de cada sessao os
trabalhos legislativos postam ser reunido separada-
mente de oulros assumplos em um on mais vola-
mes distribaindo-se um exemplar a cada memoro
do corpo legislativo ; e podendo ao metmo lempo
mandar publicar pela mesma maneira os trabalhos a
principiar do primeiro dia de sessao da actual le-
gislatura. Aigusto de Oliteira.
O Sr. Paula Fonieca oflerece consideradlo da
ramara um p ojecto qoe coocede urna lotera San-
ta Casa de Misericordia da cidade do Sanar. O no-
bre depulado declara que em geral lie opposto a eon-
resses de lotera, mas qne> nunca negara o sea vo-
to aquellas que tinham por flm a insltuirao ele
obras pas e a rnanuteneso de bospitaes de carldade.
A lotera que hoje propoe esta oeste cato. Trata-se
de dar alguir auxilio a um eslabelecimenlo de ea-
ridade, que j presta toccorro valiosos a vinle docn-
tet pobres e que nao pode prestar ene servico a
maor numero de enfermos dwvallidos por falla ab-
soluta de raeios.
L-te e he remetlido commissao de fatloda o
-eguinte projecto :
" A assembla geral legislativa resolve :
Artigo nico. Fica concedida urna lotera pelo
plano das concedidas Santa Cata de Misericordia
deala curte, e que correr na mesma corle, em he-
ndido da Santa Cata da Misericordia da eldade de
Sabara, na provincia de Minas-tienes.S. a K.
Paula Fornico.
Negocios da policio.
O Sr. Figiciira de Mello : Peco a V. Exe,, Sr.
presidente, consulte a cusa se concede urgencia para
apresenlar un requerimenlo tendele a minha de-
feza.
O Sr. Paula Fonteca ( pela ordem ): Sr. pre-
sidente, eu (tulaa pedido a palavra em lempo para
propr urna urgencia.
O Sr. Presidente: Nao. ouvi o pedido que fez
o uobre depotido, e por isso dei a palavra ao Sr.
depulado por Pernambuco.
Von consultar a casa sobre o riquerlinenlo do Sr.
Mgneira de Mello. Devo, porm, declarar que con-
sidero a urgiincia para os 3|i de hora qoe o regi-
ment conced! para apresentaco e discnssao de re-
querimentos.
O Sr. Pauli Fonteca ( pela oirdem): Perdde-
me V. Exc. ; boje nao he dia de apresnticflo de
requerimenlo!, massim de projectos de le e indi-
caro.
kL?' Pr"iiente "e por isso mesmo que o
nobre depulado pedio a urgencia para apresenlar o
sou requerimenlo : eu vou consultar a casa. ( A-
poiados. )
He concedida a urgencia.
O Sr. Flgueira de Mello : Sr. presidente,
principiare! por agradecer cmara a bondade que
leve em deferir o meu requerimenlo, n8o obstan-
te nao ser hoju o da marcado para a sua apresen-
latao. r
Sr. presidente, dlsculindo-se ornamento da jos-
ti(Ha, o uobre depulailo pela provincia do Kio de Ja-
neiro, depois lo fazer diQereules censuras ao Sr. mi-
uiatro da juslica, passou a Iralar da pulida da corle,
e aco-iselliou ao uubre ministro que era necessario
por cobro ans demando- dessa polica, desmandos
le, na pbrai.e do uobre depulado, liuham chegado
1 o0"1" Ue C*ca,"lal0 *'" Ja "i0 PWiam ser to-
O nobre depulado passou depois a citar fados, a
um oelles foicue chefe de polica da corte (inha
tingad* um l urna casa em que morava, dentro de 24 horas,
sob pena de pmso ; accrescenlando por esta ocea-
swo, que eu tuina panado urna firmal descompostu-
ra, foi a tda propna phraae. u este Francei. cha-
mando- ladran, e na sua pesaos a todos ot Fran-
cezes.
Sr. presideele, qeandoo nobrt depulado apresen-
tou esle e oulros fados em desabono da polica, ed
nao me aebava na casa para po.er reclamar contra
lom de conviccao, que nao poda deixar de Iludir a
todos quintos o ouviram, he falso em todas as suat
parles'.
Recorrendo minha lembraDija, nao me achava
culpado do fado a qae o nobre depulado se referi ;
recorrendo aus empregadot da polica que trabalha-
vam cornizo e que escrevem esses termos, oada tam-
bera onconlrei que podesse dar-lhe o menor funda-
mento ; finalmente, querendo ler um documento
obre esse ponto, urna cerlidao pela propria secreta-
ria da polica, dirigi-me ao oflicial-maior dessa re-
partcao por raeio dessa carta, que passo a ler:
lllni. Sr. Joaquim Jos Moreira Maia. Para
poder contestar algumas asterroet que se fizeram na
cmara dos Srs. deputados relativamente polica
desla corle, e que me parecen! inexactas, rogo a V.
S. o obsequio de declarar-me sob a f de teo cargo,
se dos livros dos termos da repartidlo da polica
consta que algara exista lavrndo durante o lempo
em qua estive no exercicio de chefe de polica, obri-
gaodo a um Francez atsignar Ierran de despejar
urna casa em que"morava, sob pena de prisao, ie-
meltendo me. no caso de afilrmativa, a copia au-
thenlica do mesmo termo. A sua resposta pode vr
abaixo desla.
Esperando que me enviara hoje metmo a sua
declararan cmara dos deputados, tenbo o prazer
de me n criado.Jcronymo Martiniano Figueira de Mello.
Eii a resposta que me deu o ofllcial-raaior da se-
cretarla da polica :
Hlm. e Exm Sr.A-Satiifazendo o que V. Exe.
pede em sua carta retro, lenho a declarar que dos
livros de termos desla secretaria nao consta lermo
algum aseigoado por um Francez, obrigando-o a
despejar a casa era qae morava. sob pena de prisao ;
consta sim nicamente um termo assgnado pelo
Francez Videy, era dala de 25 de outnbro do aono
passado, a requerimenlo de Eduardo l.aemmert,
para nao contender cora este era dirigir-Ihe insul-
tos e ameacns, como ltimamente havia (eito, ende-
ressando-lhe urna caria annonyraa em que o amea-
rava com os termos os maia torpes, do qaal \ dei
copia a V. Exc.
i Sou com loda a veneraclo de V. Exc. muilo at-
iente venerador e oflicioso criado. Joaquim Jos
Moreira Maia.
a Secre Ora, villa de urna temelhanle declaracao, tica
patente, e ninguem pode deixar de convencer-se
que o nobre depulado apresentou aqu urna censura
iuleiramente infundada { apoiado ), urna censura
falsa em loda a tua parles. ( Apoiados. ) E devo
notar u cmara que o nobre depulado mesmo pare-
ca nln ler ronviccao do que pareca inculcar, por
laso qne sendo-lhe perguoiado o nome do Francez
nao o dsse, e tendo um nobre depulado pela minha
provincia parecido duvidar um pouco do fado, o no-
bre depulado exclamno : eu nao lenho a levian-
dade de apresenlar um laclo tem que exislam pro-
va aulhenlicas : estas apparecerao toda a veze
que forem neceasarias se alguem negar o fado,
Ora, eu neg o fado, e desafio o nobre depulado a
prova-lo. Se por ventara pde-se chamar leviano
ao mea amigo por procurar conhecer a verdade do
fado, presentando mal davidat, quando a duvida
he um meio de chegar certeza, grande iem duvi-
da foi a leviandade do nobre depulado, quando sera
docamentos veio apresenlar ora facto, aecusando
por elle um sea collega. ( Apoiado.)
Quanto n formal descompostura que o nobre de-
pulado diz que eu dirig esse Francez. he tambem
falsa urna (al astercao. No exercicio das funccSet
que lenho exercido durante o espaco de viole tantos
annos, passo declarar alto e bom som, que at hoje
ninguem se pode quexar de urna palavra spera ou
grosseira proferida por mim contra aquellos qae co-
ntigo eslivessera em relaces, quer como cidadaos
quer como meus subordinados. Fui secretario do
governo da provincia de Pernambuco por espaco de
tres annos e tantos metes, fui chefe de polica da-
quella provincia, fui presidente do Maronlilo, e es-
erro hoje o cargo de chefe de polica da corte ; desa-
fio a qae alguem se apreuote e diga se eu o tratei
mal algnraa vez.
Durante o lempo da revolta praieira era Pernam-
buco estive em relaco cora adversarios polticos,
mas esses adversario! nunca de mim soffrerara e me-
nor insulto ; os seus jornaes, os orgot de suas opi-
nioes, de saacausajiiunca se alreyeram a dizer que
eu havia atacado a algum delles. Se o nobre depu-
lado fr capaz de apresenlar qualquer censura a si-
te respeito, ter para mim Magnus Apollo.
E porque razan, senliores. havia en de insultar a
um Francez que nao conbecia, que pela priraeira
vez te apresen lava parante mim, contra quera nao
linha eu a menor qneixa 1 Nao havia, pois, motive
nenhum para insultar a esse Francez. e muito rae-
nos a todos os Francezes, como qoiz o nobre depa-
tdu oa sua inalianidade fazer acreditar ; e demais,
esses insultos e grosseirias que o nobre depulado roe
impntou nao issentam no meu carcter, Apoiados.'
Se o nobre depulado melter a mo em la conscieu-
cia, ha de achar mais defeitos do que aquelles que
quiz al tribuir a um homem com quem n3o se acna
em boas relaroes desde o anno de 1850, a ponto de
uao nos cumprimenlarmos desde ento al agora.
Sr. presidente, o nobre depulado levado do de-
sejo de apresenfar-mc peranle esla cmara como ho-
mem nlo so arbitrario, mas,tambem grosteiro, refe-
rio-se a um fado qoe se den enlre mim e urna pes-
soa qae costamava a frequenlar a casa do Sr. Mr-
quez de Olinda. Este faci he de vida privada, e i a
malignidade, n desejo de diffamar um collega he que
poderia indnzir n nobre deputado a apreaenla-lo oa
cmara, e apreseola-lo com um carcter qne te nlo
dea. Por minha propria dignidade nio eotrnrel em
pormenores a este respeito, apenas direi ao oobre
deputado que esse fado uao leve por flm dhaacatar
ao Sr. Mrquez de Oliada, quaodo o Sr. Marquez
abe que ninguem mais do que en Ihe presta mais
respeito a consideradlo, nem Ihe rende mais reco-
nhecimento por obsequios e serviros que delle lenha
recebido. ( Apoiados. ) Direi ainda ao nobre depu-
lado que te ene dito chistoso qae o nobre deputado
referi era em desabono de Figueira de Mallo, e que
este na qualldaile de particular tlnha direito de per-
guntar qual a origem desse dito, para que a verda-
de podesse apparecer ; assiin como que nlo uiandei
vr esse moco minha prestnca. debaixo de vara,
mas sim que ped n obttqnio de chegar secretaria
de polica, onde rae achava. Julguei que roe achava
as circumstancias do o fazer, porque lenho encon-
trado por vetes esta pessoa na cata do Sr. Mrquez
de Olinda, eern nutras poderia pedir-lhe o obsequio
de vir miaba casa ou secrelaria de polica, do
mesmo modo que por vezes o Taco com meus amigos,
com pessoai cum quem estou em iguaes relacOes.
Falln ainda o nobre deputado a respeito do car-
ro que se da a polica. Nao sei se o oobre depota-
do te limiten simpletmeote a censurar o goveroo
por ler dado este carro ao chefe de polica para o
servico publico, oa te tambem quiz fazer ttnlr que
o earro em que eu andava era casia da polida.
Se o nobre deputado se refera tambem a esta segun-
da hypolhese, devo declarar cmara que o carro
em que costumo andar nesta cidade me perlence,
Sue com elle faro tedas as despezas i minha cuita,
obre esle ponto direi mais que nao son o primeiro
qae asei doi carrol 1 cuita dos cofres pblicos, que
quando eu entrei para a polica, ah achel a (radi-
clo qne a maior parle dos meus antecessores tinham
gozado deste mesmo favor, e que o metmo Sr. minis-
tro da juatcn quando me coovidnu pira exerctr es-
se cargo, enlre oulras considerarles que me fez pa-
ra aeeila-lo, foi urna dellas, qne o carro do chefe de
polica era pago cuita do estado. Sei que o Sr.
Keiende leve earro rusta das despezas eventoaes
dn polica, que o mesmo acontecen a reipeito do Sr.
Matloso e de oulros.. .
O Sr. Mello Franco :-rO Sr. desembargador S-
queira nlo (evo.
O Sr. Figueira de Mello :Nao davido, mas es-
tou explicando o fados. 11* verdade que neansem-
pre estas despezas appareccm no livro das despezas
secretas, porque militas ve/.es.ilo levadas i despe-
zas evculiiaes da polica, e*tlo pagai a proporr.no
que os chefes de pulida necessilam do carro. Se o
Sr. desembargador Siqoeira nao recebeu, oulros po-
deriam recebci, e entretanto nao rer escripia esla
deipcza nos seus livros de despezas secretas.
Sr. presidente, eu parara aqu, porque Turara ni-
camente estes os fados que se apreaenlaram em
desabono da repartirn de polica que dirijo nesta
curte, mal como alguna Srs. depoladoi tambera emit-
tiram asserces que nao sao exactas, e que cumpre
refutar, a cmara raopermiltirn que a respeito del-
las alguma cousa diga.
Um nobre deputado pela provincia de Minat-Ge-
raes dille que a polica fa/.ia prisoes repelidas c arbi-
traras, e que ninguem poda ignorar aemelhanle
fado. Declaro que com efleito pela polica da cor-
te te fatem pritGes repelidas, porquaoto sendo esta
cidade muito popolosa, haveodo enlre a sua popu-
larlo rauilos vadios, mendigos, desordeiros, ratonei-
ros e oulras pensoas dotle jact, impossivel he que se
au Jcara prisoes muito repelidas, e se acaso estes
nao se li/.esscm. sem duvida a polica donla, e a
polica uao devo ler um inomuiilp de descanso, deve
estar .cinpre com os ollios abertal' para velar ua se-
guranza dos cidadaos c de sua propriedade. Neg
purein que so lenharu feito prisoea arbitrarias. En-
lendo por prises arbitrarias aquellas que sao feitas
por pessoaa nlo aotorisadia por lei...
Algn* Srs. Deputados :Nao, nlo; fura doi ra
sos da lei.
O Sr. Figueira de Mello :Esta he a primerra
norao de prisao arbitraria, he aquella que he feila
por aotortdade que nBo tem direito para prender.
Alguns Srs. Deputados :Oh !
O Sr. Figueira de Mello:Eu explicare! de-
pois.
Um Sr. Deputado :Dexe de continuar.
O Sr. Figueira de Mtllo :He esla a oclo que
tenbo de prisao arbitraria. Ora, os agentes de po-
lica desde o chefe al o inspector de quarteirlo tem
direito de prender; por consequenciaas prisoes por
aliesfeilas nlo sao arbitrarias; poder-se-ha porm
dizer que sao illegaes, que slo fra dos casos da lei;
mus o nobre deputado apresenlando esta aaserrau,
nao a demunslrou de modo algum, e romo a no'de-
monslrou, eu deveria (alvez esperar pelas pravas de
semelhantaccusadlo, e nlo eilender-me em nutras
cousderacoes a este respeito ; entretanto permita-
me a cmara qoe alguma coata anda accresceote,
Eara que raelhor se ronheca ae pode ou olu ser ca-
ivel a censura feila pelo nobre deputado pela proi
vincia de Minas-Gerae.
J dsse que as prisoes repelidas qae le fazem na
corte recaliem em geral sobre a parle da populacao
que au pode deixar de tor preta por tuspeita, ou
por ler rflecvamenle cerametlido crimei que dio
lugar a easas prisoes ; mas se taes prisoes se lives-
em realisado fra dos casos da lei, Dio te havia de
conceder muilns vezes ordem da habeas-corpus
contra as prisoes feilas pela polica ? Sem duvida ;
entretanto o nobre depulado- nlo rae apretante tai-
vez ama s ordem de habeas-corpus concedida por
prisoes feilas pelos agentes polciaes. Noanno passado
a relcelo do Rio de Janeiro apenas concedeu 8 or-
dem de habeas-corpus; porm nlo lenho conheci-
mento que urna sorecahisse sobre prisao ellecluada
por auloridade policial.
E demais, se estas prisoes livessem o carcter da
arbilrariedade, ou illegalidade, que o nobre depu-
tado Ibes empresta, se para ellas nio te desse funda-
mento, era possivel, que n'uma ddade onde exis-
te liberdade de imprensa, onde os dadlos coohe-
cem os seus direilos, deiassero de ser denunciadas
ao publico, ou levadas ao coobecimaoto do governo.
como tem sido denunciados muilos oulros fados!
Nem se diga que assm se nlo fez, porque a pulida
domina os jornaes, pois qae a polica tem sido cen-
surada a respeito de mullos oulros fados, e nenhum a
razio havia para o nao ser em um, que tanto ateca
a um dos maiores direilos do homem. A.sim, em-
quanto o nobre depulado nao especificar os fados,
nao o deseovolver, uflo mostrar a verdade da aua
aecusarao, julgn qua ella nenhum fundamento tem.
(Apoiado:. Por oulro lado o nobre ministro da j us-
ura, que esta presente, podern dizer se durante o
lempo em que lenho estado a testa da repartirlo da
polica da curte leve oa nlo alguma represenlacao
contra aclot meus; felizmente at hoje anda o Sr.
ministro da juslica nlo recebeu queixa alguma con-
tra a maneira por qoe costumo a exerrer as mullas
funcr/ies; eu posto dizer jiesrao qne na minha vida
publica ainda nao houve urna s representarlo con-
tra mira, ao menos fundada, e que pelo contrario,
todos os meus actos lem sido approvaos.
O nobre depulado por Minas, a quem acabo de
responder, tambem disse que o chefe de polica da
corle, logo que sabia que havia qualquer questao ci-
vil entre dout cidadaos, os man.lava chamar a aua
presenca, independente de requerimenlo, ex-oflico,
e obrigava-os a conciliarain-se sob pena de pr silo.
Sr. presidente, semelhant accusaeao he destituida
de fundamento, completamente inexacta.
O chefe de polica da corte nao manda chamar
ninguem sua presenta sera haver um requerimen-
por escriplo ou verbal ; pelo que me loca, e legoo-
dn a minha lembrao(a, eu stenhu feito neste sea>-
lio, e quasi sempre em virtude de requerm:ntu
escriplo.
Devo aioda declarar a cmara, valo qae ainda se
podara' dizer qae nestes casot o chefe de polica
obra sera direilo, que o actoal chefe de polica da
corle nao invocou nada a's pralcat da reparticao,
e que te oulros procederam de urna maneira violen-
la e incompetente, oque eu nao afilrmo, nem neg,
o actual chefe de polida tem obrado de um modo
Insinuativo, brando, antes como arbitro du que como
joit, e que tudas as vezes que as petsoas que recor-
rerara a' polica nao querem estar pela aua decisao,
o chefe de polica os remelle para o fdro civil.
Sr, presidente, tanto he esta a mioha maoeira da
proceder, que eu appello para o oobre deputado o
Sr. Ferrat que >abminislrou um fado que nao pos-
so deixar de apresenla-lo a' casa. O oobre depula-
do oSr. Ferrat, como advogado nesta corle foi roga-
do por alguns dos seus clientes a apresenlar requeri-
menlo a' polica sobre questoes que pendem ou
iam pender emjuizn civel: o nobre depalado de-
claran a esses seus clientes que ara isso intil, por-
que o chafe de polica nenhuma auloridade linha
para decidir tees queiles, e que havia de dar ded-
tOes neste mesmo sentido ; mas instado por elles pa-
ra tentar esse meio extraordinario, o uobre deputa-
do fe/, os respectivos requerimentos, e o despacho
foique usastira do sea direito peranle o foro
civil,
O Sr. Ferraz :He verdade.
O Sr. Figueira de Mello: Ora, te islo he exac-
to parece qoe lenho dado urna pruva suflicente que
assiio proced de oulras vezes, e com efleito assim foi.
Sr. presidente, sa o'cbefe de polica molas vezes
decide questoes civeit, elle o faz na qoalidade de
arbitro, como ja o diste; mas arbitro em que as par-
les concordara, que ellas aceiam pela tua supposla
independencia e Ilustradla; e urna vez que ellas ad-
mitiera este juizo, e nao querem recorrer mais ao
foro civel, parece que o chete de polica nenhum
enme lem commeltido nisto. Se, pelo contrario, el-
las querem recorrer ao fru civel, o podern fazer ; o
chefe de pulida nao as obriga a aceitar a sua de-
cisao.
Releva anda declarar cmara qne nestes nego-
cios eu tmenle procedo quando as pessoaa conten-
denles san miseraves, o direito de algumas iuleira-
mente certa e inconlestavel; a que vice-versa, quan-
do os direilos sao incertos, o negocio complicado, e
as partes poderosas para pleitearen! no fdro civel,
para esse foro remeti a decisao de suas qatstOea. Do
qae lenho dito, Sr. presdanle, pareee-me que fica
bem demonstrado : 1., que nlo mando chamar a
ninguem sem requerimenlo; ->.. que nlo existe um
fado s pelo qaal se mostr que tenbo prendido a
alguem por nlo ler querido seguir a decisao que don
em materia dvcl.
Sr. presidente, se acaso a polica, como ja ditse,
daixasse de proceder desta maneira, o miseraves,
os desgrasados, as pessoaa a qoem as nossas leis pres-
tam urna proleccao especial, muitas vezet seriara vic-
timas dos espartalhOes e de pessoas muito indignas.
(Apoiados.) Mas, repito, procedeodo assim, proced
de conformidade com ai pratieas da repariicfto; ae
existe nisto violencia e illegalidade, o erro vera de
detraz, vem de lodos os cliefea de polica que lem li-
do a rerte do Rio de Janeiro, desde Paulo Fernan-
des al o qae lem agora a honra de dirigir-se 4 cata.
O nobre deputado pela provincia de Minas ditse
igualmente que a polica lomava ntervencao indevi-
da a respeito dos llteatrus, preudeudo as pessoas qae
alli applaodiam ou deixavara de applaudir ns artis-
tas do thealro lyrieo. Esta accusaeao, Sr. presiden-
te, nlo he ouva; ja me foi feita nn casa e em alguns
jornaes desla corte; mas eu digo a' cmara qoe or-
denando, como inspector dos thealros, qae nlo se
dessem pateadas no thealro lyrieo, nlo me arrer an-
do de o haver feito, e jolgo ler obrado dentro da r-
bita das minhas alIrihuirOes.
Pelo regulamenlo de 31 de Janeiro de 1842 o che-
te de polica he obrigado a manler a ordem, a regu-
laridade e a decencia nos theatros. Ora, a ordem, a
rcgularhlails c a decencia desses cstabeleciraeotos
nlo bao de ser entendidas conforme querem maia
duzia de mocos, mais ou menos IrrefWclidos, que v3o
para all perturbar ai represetilires l\ ricas, e sim
em virtude das ideas qua tem ot humen de sensu, a
populacao honeste que vai alli ouvir cantar. (Apoia-
dos ) Domis, Sr. presidente, sobre quem rerahiam
etsas paleadaajcs presentarlo lyrica Recahiam sobre duas artistas
ditlnclia qne tinham aido apreciada! pelo publico, e
contra cojo canto nada te poderia apresenlar.
O Sr. D. Francisco: Enlo gosla das bellas!
lito he cero dilellanli. (Risadas.)
O Sr. Figueira i Mello: Por consegulnte ei-
sat pateadas eram o efleito smenle do dttpeilo e da
injustica ; e me parece que se a polica do Rio de
Janeiro nao devia tolerar a perturbarlo jta ordem,
reguliridade e da decencia, tambera nlo devia
consentir que se praticasse urna injustira, nlo s re-
lativamente a artistas que representavam com ap-
plauso geral, como a lodu u publico que ia ouvir as
represenlar;6es, e que desejava nlo ser perturbado
por aquelles mojos.
Eu poderia ainda sobre esle poni eslender-me,
e molrar que na maneira por que proced lenho a
meu favor a opiniio de um homem celebre, diilioc-
lo membro do instillo de Franca, o Sr. Donover.
Etlo sabio na sua obra intitulada Liberdade do
tribalho, cantara muito ai paleada dadas aot c-
micos como indignas e injurilas; e o chafo de poli-
ca da corle, seguindo esta opiniio, de conformida-
de enm o regulamenlo de 31 dejaneirn de 1842, pa-
rece que nao obroo oada que merecette censura.
Se o nobre depulado acha melhor qoe nos thea-
lros reine a algazarra, a perturbado, a paleada, por
muito lempo, fique cora a sua opiniio, eu sigo a op-
mjlo contrara, e na qualidade de chefe de polica
julguei-ine auloriado a reprimrVtsa desorden).
E anda.por urna oulra considerarlo, que nlo po-
de deixar de merecer loda altenc/o desta casa: o
thealro lyrica era frequenlado por S. M. o Impera-
dor, e me pareca desairoso que na presenca do mo-
narcha se dessem paleadas.
O Sr. D. Francisco : Por ah he que dovia an-
dar.
O ir. Figueira de Afeito: Poii bem, seja este
o motivo da approvaco do unbre depulado, se ot ou-
lros nao basti.
O thealro lyrieo he alm disto um thealro tubveii-
ciado pelo estado, elle suslenla-se cm consequencia
da subvenclo animal que se Ihe d, e subvendlo nao
pequea. Portante parece qae a pulida tem todo o
direilo de intervir para que all reine a ordem, a re-
gulardade e a decencia.
Sr. presidente, vou concluir; mas nlo o posso fa-
zer sem primeramente tratar de um fado que o no-
bre deputado pela provincia de Minss Geraes apre-
sentou nesta casa relativamente a um julz municipal
da proviucia de Pernambuco.
O nobre depulado censurouao Sr. ministro da Jus-
tina por ler despachado um hachare! que disse Ser
prevaricador por ter acoulado em sua casa escravut
furtados, e ter falsificado letras. Quando o nubro
depuladu apresentou esle fado ubservei luga que se
Iralava de um juiz municipal da minha provincia.
e me pareca que era generoso defende-lo; naquella
occasao nlo n pude fazer; agora direi alguma cousa.
Sr. presidente, quando dei algumas informaroes
ao nobre ministro da juslica sobreest hachare!, ne-
nhum conhecimenlo linha'de que elle hoavesse pra-
licado os Tactos a que o nobre depulado se referi,
pois qae se delles livesae conhecimenlo, certamen le
nlo teria dndoao Sr. ministro a Justina essas infor-
maroes favoravels; e S. Exc. sabe mallo bem que
eu lenho asado sempre com elle da maior franqueza
lodat as vezes que lenho de dar-lhe infurmares so-
bre alguem.
O Sr. PrttHentt'. Permuta o nobre depalado
que Ihe observe que esla materia nlo pede ter cabi-
mento agora.
O Sr. Figueira de Mello : Trtate da defeza
de um moro da minha provincia, de um juiz muni-
cipal que agora principia a sua earreira ; e eu julgo
ter direito, ou pelo menos pero licencia cmara,
para dizer alguma cousa em sua defeza.
Nlo tive, dita eu, conhecimenlo algum desses fac-
los; mas logo que o nobre depulado os apreseolou,
procurei esclarecer-me. Diste-nte um collega pela
provincia que lenho a honra de representar que, com
efleito, hoave ama questao civil entre esse bacharel
e ama oulra petsoa, na qual um teu cuohado. juiz
do civel, havia reconheddo a falsidade detsa letra e
ordenado que dos documentos que a coraprovavam
se extrahisse copia para ser esse bacharel aecusado
pelo ministerio publico; mas que teudo-sa appella-
do desta decisao para a relaclo, esta decidir que
nlo havia direito ao pagamento da importancia da
letra, mas nao condemnando o autor como falsifica-
dor. Ora, Sr. presidente, o que resulta de um serae
Ihanle accordlo da retadlo ? llesulta qae a retablo
alo reconheceu a falsificarlo, porquaoto, se a tives-
se reconheciJo, nao poderia, era virtude das nossas
leis.deixar de ordenar que se procedesse contra o fal-
sificador ; istu he o que determina o nosso cdigo do
processo.
O Sr. Mello Franco: Est fazendo a mais gra-
ve censura a relaclo de Pernambuco.
O Sr. Figueira de Mello : Nao estou fazen-
do tal censara. O nobre deputado nao vio o pro-
cesto, ulo pode dizerse a relaro ohrou ou nlo con-
forme a Justina. Eu argumento cora os fados ; e
digo qae, se a relaclo tivesse recoohecido qae este
bacharel era falsificador de ama leltra, ulo poda
deixar de mandar proceder contra elle.
O Sr. Mello Franco :Patronato.
O Sr. Figueira de Mello : Ora, nlo allribua o
nobre deputado a patronato o accordlo da retar,ae de
Pemarabuco,porque desta maneira te podara ver pa-
tronato era ludo,ate meapio te poderia dzerjque o oo-
bre depulado procede nessa ceusadlo por odio, ou a
esse bacharel, ou a relacao de Pernambuco. Mas
eu ulo direi isso, e julgo que o procedimenlo do oo-
bre depulado uatce do desejo de preencher bem as
auas funcce de depalado...
O Sr. Gomes ftibeiro :Eu pela minha parle re-
pulo a accusaeao feila i retadlo de Pemarabaco,
embora me assignasse vencido nesse accordlo.
O Sr. Mello Frhco d um aparte.
O Sr. Figueira de Mello :Coacluo ditendo, m-
nhores, que por ora anda(nlo vejo provada a falsifi-
carlo que le atlribue a este mojo, e peco a cmara
que suspenda o teu jaizo al que elle se defenda ; se
por acaso elle se mostrar culpado, eu lavo as mios
e nSo posto ter julgado culpado por haver protegido
a preteneao da um mofo sobre o qual eu oada saba
e que na minha provincia ara bem considerado, tan-
to que alli foi e heeleitor. lenho concluido, e vou
mandar i mesa o meu requerimenlo.
Le-ee o seguinte requerimenlo, cuja discutslo fi-
ca reservada para o dia proprio.
Requeiro que se pe;a ao governo, pela reparti-
cao competente : 1 copia de qualquer termo qoe
por ventura exiata na secretara da policia desde ou-
tnbro de 1854 a 3 de maio do corrente anno, obn-
gando um Francez ou qualquer oulro eilrangeiro a
deixar urna raaa dentro do prazo de 24 hora, sob
pena de prisao ; 2. copia de quaesquer representa-
cOes de qualquer cidadlo, cnsul ou ministro estrau-
geru, contra actos do chefe de policia desta corte;
e 3 informadlo declarando se a relaclo desla corle
durante aquello prazo, concedeu alguma ordem ha-
beas-corpus a algum preso ordem do mesmo che-
fe de policia.
i Rio de Janeiro 20 de julho de 1855. Figueira
de Mello, a
PRIMEIRA PARTE DA ORDEM DO DIA.
Orcamento da mar inha.
Contmua a votaclo,honlem interrompida, do or-
camento do ministerio da marinlui. Ue approvada
eom todas as verbas.
Juro addicional.
Entra em 2'disctalo o projecto n. 13 deste anuo
que aulorisa o governo a conceder corapanhia que
te houver de orgaosar em virtude da lei provincial
do Rio de Janeiro n. 51 de 2B de ootobro de 1854,
para a conslrucr.in e custeio de ama estrada de car-
ros que partindo de Petropolis se dirija i poole da
Parahybuna, um mnimo de joro at 2 % addicional
garanta concedida pela referida fei provincial.
O Sr. Paula Fonteca : Levaulo-me para offe-
reeer algumas emendas ao projecto que tive a honra
deoflerecer consideradlo da cmara, e qae ae acha
agora sujeito discussao. 0 projecto diz qne a ga-
ranta do juro se refere i cunslrucrao e custeio da
estrada que de Petropolis se dirige a ponte do Para-
hybona ; mas reflecti depois que a eilentlo d> es-
trada enlre a ponte do Parahybuna e rio Paralaba
que ainda perlence a provincia do Rio de Janeiro
est j a cargo da compauliia Unate e Industria
por isso oflereeo urna emenda para que a garanta
do juro se refira smenle extendi da estrada que
de Petropolis se dirige a margem do rio Parahyba.
A ootra emenda que aprsenlo he limitando o lem-
po da garanta de juros. Desenvolvere! melhor esta
questao se satcilar-se discussao a respeito, mais por
agora direi apenas que muilo antes dos 20 annos o
estado licar desobrigado da garanta do jaro ; porm
para tirar qualquer escrpulo que possa apparecer
da parte de algum honrado membro desla casa, olfe-
reco tambem ama' segunda emenda para qoe em
caso algum, a garanta do jaro subsista por mais dos
20 annos.
Creio, Sr. presidente, qae com estas modificarles
o projecto etl oas circumstancias de ser melhor dis-
calido e approvada pela cmara dus Srs. deputados.
(Apoiados.)
I.eera-se e approvam-se as segoinlesemendas :
Em vez de dizer-te poole do Parahybuna,
diga se4 margen) do rio Parahyba.
a No fin do segundo paragrapbo accrescente-se :
contento que em nenhum caso a garanta do juro
susbsiata por mais de 20 annos.S a R.Paula
Foncica.
O Sr. Augusto de Olicelra : l'arecia-m, Sr.
presidente, conveniente que a discussao desse pro-
jecto fosse adiada para amanilla, poli que apenas
faltara 3 oa 4 minutos para que d a hora em qae
tem de entrar a discussao do orcamento da guerra ;
pela minha parte eu nlo desojara, por causado al-
gumas observarles que lenho de fazer sobre o as-
sumpto era questao, concorrer para a demora da lei
de orcamento.
O Sr. Presidente : Aioda nao chegamos hora
destinada 2* parte da ordem do dia.
O Sr. Augusto de Oliteira : Poia bem, apeoas
fiz etla reflaxlo antes no inleretie de raelhor regu-
laridade para os debates da cmara ; eolio (peco a
V.JJxc. abundado da me mandar ai emendas.
,'1'iusa.)
A apreienlacSo das duas emendas pelo nobre de-
pulado por Miuat me convence, Sr. presidente, que
eu fit antes um servir do que uro mal, {provocando
essa discaislo quando pela priraeira vez este projec-
to foi tobmellido consideradlo da casa.
Esta materia, Sr. presidente, ia passando como
qua desapercebda.
O Sr. Mello Franco :Nio ha tai; pero a pa-
lavra.
O Sr. Augus.0 de Ofineirs :O projecto pareca
justo e complete em todas as suas parles, ae por ven-
tura a discussao eolio suscitada nlo levaste os seus
propros autorea a pedir a toa reforma.
Sr. preideute, o modo por que a materia foi dis-
cutida por um nobre depulado por Minas, que em
ultimo lugar faitea ua priraeira disctalo, faz com
que'eu tenha o maior acanharaento proseguindo nes-
ta discussao.
O Sr. Paula Candido: Pec,o a palavra.
O Sr. Augusto de Oliceira :Se me nio engao,
o nobre depulado a quem me reOro, para justificar
este projecto, procurou analytar a distribuirlo feita
pelo governo da quola votada no orcamenlo, para
auxilios de obras provuciae, c dessa analyte pro-
curou o nobfe depalado lirar argumentos em sus-
tentarlo do projecto, emeontcquencia da desigual-
dade ou meiqninhez com que fra a provincia con-
templada em semelhant distribuidlo.
Parece-me, senhores, que as observarles do no-
bre depulado poderlo tetvir antes de censura ao
governo, mai em nada abonam ao projecto, e qne
essa questao de provincialismo nlo abona nem de-
sabona o projecto.
Pela minha parte, tratando o projecto, como di-
zem os seos illuslres autores, de conceder um favor
urna Imporlanlissima provincia, como he a de Mi-
nas Geraes, eu, se tivesse para Uso forras, anteci-
par-nie-hia aos nobres deputados na concessiu de
qualquer favor, te 0 jolgaste necessario.
Eu insiste porm ainda as minhas ideas ja enun-
ciadas, porque devendo a provincia de Minas espe-
rar una mais prompta communiearao com a pro-
vincia do Rio de Janeiro pela estrada de ferro de
D. Pedro Il,o projecto torna-se desnecessario.
as circumstancias acluaes do Brasil nao ha pro-
vincia que seja mais feliz a este respeito do que a de
Minas Geraes porque para ella e para a de S. Paulo
acaba o governo de fazer ora coutrato importnn-
tissimo.
O Sr. Paula Candido Vio para l vapores ?
O Sr. Augusto de Oliveira :E por ventura o
projecto trata de barcos de vapor '! Se o nobre de-
pulado quer inventar o meio de se ir em barcos de
vapor al provincia de Minas, eu Ihe concedo o
meu voto, se cbimicamenle o poder fazer. (litadas.
O Sr. Pauta Candido :O uobre depulado he
muito araavel. (Kisadat.)
o Si. Augusto de Oliceira :Como nlo se Irala
de barcos de vapor, eu nao con.prebendo o alcance
do aparte do nobre depulado.
Para justificar esle projecto fra necessario que os
nolnes deputados me provassem que nao ha a me-
nor esperanza dn que o caminbodo ferro actualmen-
te em execucao nlo chegar no valle do Parabiba
antes de 20 anuos. Se os uobre deputados assim
pensam, eu os acompauharei com o meu vote ; mas
eu confio mais na execurio da estrada de ferro de
D. Pedro II du que us nubres deputados.
O Sr. Dias de Carcalho :Confia mais na sua
exceuco porque nao (era tanta necessidado delta
cumo nos.
OSr. Augusto de OUrveira : Tenbo tinla ne-
cessdade como o uobre depulado, porque o fin que
tolos nos que aqu nos adiamos reunidos devenios
ler, he concorrer para qualquer melhoramenlo que
promnva a prosperidade nacional, seja neste ou
naquelle ponto do imperio...
O Sr. Dias de Carcalho :Per;o a palavra.
OSr. Augusto de Oliveira :... e .corno repre-
sentante da nadlo, dovendo eu Iralar de tudns o
inlercsses nacionaes, na pequea parte que me teca
pugnarei pela provincia de Minas lano como pela
de Pernambuco, de que sou representante.
Parece-me, por lano, que os desejol dos nobres
deputados devam estar salisfellos rom a execurlo
principiada da estrada de ferro de D. Pedro II;' e
e elles me provassem que a execurio dessa eslrada
he lio morota, que por muilos annos nlo chegar ao
valle do Parabiba, eu nlo duvidara dar o meu voto
a qualquer medida que tivessa por flm eslabelecer
mais proraplamente communicacOes directas entre
as provincias de Minas edo Rio de Janeiro.
Se nlo rae engao, pelos pratos concedidos no
contrato para a execucao da estrada de ferro de D.
Pedro II, denlro de 8 oo 9 annos, ou (alvez menos,
deve chegar ao valle do Parahiba, e desle modo o
projecto avaliado devidameole pelaisuas parles nlo
lende seno a conceder um favor a orna obra pro-
viocial do Kio de Janeiro, porque ama vez couilru-
ida a estrada de ferro al ao valle do Parabiba, i
provincia de Mioas nlo carece desla uova estrada
de carros de que ora nos oceupamos.
E, ainda mais, Sr. presidente, qual seria a parle
da provincia do Rio de Janeiro a qae poderia npro-
vetar essa eslrada de qoe trata o projecto depois de
te adiar concluida a Irada de ferro de D. Pedro II ?
se me nao engae, essa estrada de qae trate o pro-
jecto lera de atrnvestar dona districtos da provincia
o Kio de Janeiro, o districto de Nova-Friburgo e o
de Cantgallo at chegar ao valle do Parahiba. O
districto deCantagallo, logo que tiver a eslrada de
ferro, ha de preferi-la em consequencia dos freles
serem nella muilo mais commodos do quena estrada
Je earro, e desle modo fica a estrada tmente para o
municipio de Nova-Friburgo.
O Sr. Paula Fonteca:Eis ahi est como se falla
sera ler lanzado os olbos oa carta da provincia do
Kio de Janere.
O Sr. Augusto de Oliveira : Lancei perfeita-
menle os olhos na carta, e at recorr a todas as in-
formarles de peritos a este respailo.
0 Sr. Paula Fonteca:Esta engaado, porque a
estrada vai para o norte, e Nova-Friburgo fica para
leste.
O Sr. Augusto de Olieeira: Como dizia, fica a
eslrada nicamente para o servico do municipio de
Nova-Friburgo, que, se nao me engao, be nm dos
menos productivos de toda a provincia do Rio de
Janeiro.
Ot nobres depulados devem calcular bem sobre o
alcance do vote que a cmara vai dar no projecto
ora sujeito a aua considerarlo y os nobres deputados
devern considerar que ficaoios obligados i auxiliar
dn mesmo modo Indas estas emprezas proviociaes
de igual nalureta que aqu se proputerem.
E adiarlo os nobres deputados que esse novo onus
que lera de pesar sobra o thesouro podar ter supor-
tado sem grave prejuizo de |outrat necettidadei
publicas ? E qual he a razio parque os nobres de-
putados limitara o lempo da garanta ?
Era miuha opiniio, senhores, easa limitadlo sig-
nifica que a estrada nio tem o futuro qae ot nobres
deputados dizem, porque se a obra fosse desse futu-
ro, desse alcance, entao o limite da garanta devia
ser o mesmo que se lera dado a oulras obras de
igual nalureta.
Sr. presidente, poste que lenha ainda oulras ob-
servarles a fater sobre o projecto, eu paro aqui, por-
que supponho caber-rae aioda a palavra ama vez
nesta discussao, estando at prompte a dar aot nobres
deputados ama prova de que nlo sou ioteiramente
intenso dea do projecto, o qoe farei apresenlando
urna emenda para qoe a garanta addicional cetse
logo qae a estrada de Pedro Ilfaocdooar at ,o valle
do Parahiba.
Fica a discutslo adiada pela hora.
SEGUNDA PARTE DA ORDEM DO DIA.
Orfamtnto da guerra.
Entra em ducutslo o urramento das despezas do
ministerio da guerra.
O Sr. fibeiro de Andrade faz algumas reflexoes
acerca do principio aventurado pelo Sr. Paula Bap-
lislalsobre a solldariedade minlilerial, ecSnclaedi-
tendo que a idea do depulado por Pernambuco he
contra ai Iheoriaa de todut ot publicistas que co-
nhece.
O Sr. Paula Baptista :Sr. presidente, nao ve-
ndo interpellar n nobre ministro da guerra, mas
apenas apresenlar algumas obaervarSes a respeito
dos negocios da reparliclo de S. Exc, e entregar ao
criterio de S. Exc. juslas razoes que tendero a aca-
bar coto injusliras revollantes, eeslabelecer a igual-
dade ea rooralidade pralica.
Principiarei, Sr. presidente, fallando tabre os eo-
gajaraenlos e reer mamen los. Sei que o antecessor
de S, Exc. j alguma cousa havia feito nesta parte
tendente a melhorar a sorteados retratados e engaja-
dos, todava enlendo que alguma cousa mais te pode
e se deve quanto antes fazer, para que nlo contin-
en!, violencias que se nlo explicara tenlo pelo goslo
de commetle-las.
Sabemos que os voluntarios ficam obrigados a ser-
vir por 6 annos, lindos ot quaet, se querem eogajar-
se de novo, recebem urna gratificarlo que Ibes
vai sendo dada era proporclo ao tempn qae vio ser-
viudo ; e qae os recruladoi servem as vetes 8 a 10
annos...
O Sr. Ministro da\Guerra :Nove.
O Sr. Paula Baptista :Bem, nove annos. Ora,
senhores, eu sou o primeiro a reconhecer que,alien-
tas certas circumstancias que dominara entre nos,
nlo he possivel rpidamente dar-se baixa a todos
aquelles qne tem concluido o teu lempo de servico
oo exercito...
O Sr. Ministro da Guerra : He verdade.
O Sr. Paula Baptista :Mas pens que o s\ ale-
ma que se tenha a adoptar para ir-se refazendo o
exercito, alguma cousase pode fazer para se melho-
rar a torte desses recrulados e voluntarios que ba-
jara oompletado o teu lempo de ser viro ; eeslou qoe
nio se deve reparar que eu faca alguma raauifetla-
clo a favor delles. Esses homent procuren) quati
sempre os deputados para na corte pedirem por elles
apresenlando a razio em que fuudam e alcaoca.r-
rem-lhes juslira ; se o deputado, pedindo por al-
gum delles ao ministro, alcanca baixa, ahi tem elle
o balalblo a sua porta. Dahi resulta que se alguns
desses voluntarios e recrulas tem quem por elle se
empenhe, apenas acabam o seo lempo, alcanram
baixa ; aquelles,porm,que nlo lem protectores,ser-
vem por lempo indefinido...
O Sr. Aprigio Guiantes : Temo* toldados de
18 annoa de servico.
O Sr. Brando :He verdade.
O Sr. Paula Baptista : Deizo isso pois a con-
sideraejo de S. Exc. ; sao apenaa observarles que
taro : te merecerem ser aceitat.'eslimarei bastante.
Nio sei se mesmo por um decreto teria lite melhor
por ara decrete, porque no riglmem militar eu con-
cebo perfeilaraente qoe ha maleriaa qae mais se de-
vem deixar ao criterio, Illuslradlo daquelles qae
estabelecem e zelam a disciplina militar do que esta-
belece-lai por leis uu decretos (apoiados) ; e lalvet
mesmo qne ja se tvesso comprehendido islo a res-
peito de cerlo ponto em que uio quero fallar.
Parece-me, poit, qae sem d,ifficuldade se pode re-
gular este aatumpoto,de modo que ot pracat qne aca-
baran! o lempo de servico lenbam baixa, guardtda
certa ordem em relaclo ao lempo : auim por exem-
plo, havendo novoi recratas qve posaam refazer as
fileirai do exercito, deverlo ler baixa, d entre ot
que completaran! o lempo, aquello que to mais an-
ligos ou servem mais lempo alm do que deviam
servir.
OSr. Ministro ta Guerra :Isso j est estebe-
lecido.
O Sr. Paula Baptista : Bem. Mas lembrarei
ainda que he duro que aquellas pracat qae, acabado
o lempo da lei, nao querem te engujar voluntaria-
mente, e conlinuan a servir forrados, nlo percebam
a gratificarlo que a lei marca para o cato de novo
eogajaroento voluntario, como efleclivamente lem
acontecido.
O Sr. Ministro da Guerra : Nlo hei de con-
sentir que isso se pratique mais.
O Sr. Paula Baptista :Esta resposta do nobre
marques ministro da guerra me satisfaz ; porque,
senhores, se nlo be possivel que repentinamente te
d baixa a um crescido numero de praras, cumpre
o menos modificar e atenuar a situarlo dellas, fa-
zendo-se com que ot soldados conhecam que se um
circomslancia Imperiosa, se urna razio de tmpossi-
bilidade he que nlo permilte conceder-se-lhes baixa
inmediatamente, ao menos o governo em suaa jus-
tas intendjrs ulo permilte, e. nlo quer negar-Ibes as
SrallflcacOes que lhes competem pela conlinuacao
e teus serviros, e....
O Sr. Ministro da Guerra : Tambem pens
assim.
O Sr. Paula Baptista:Muito me lisonga o
accordo de V. Exc, e resta-rae tmente dizer que,
procedeudo V. Exc. assim, ver crescer o numero
dos voluntarioi; pois eu contieno oa minha provin-
cia pessoas que retistem ao desejo de se oflerecerem
eoino voluntarios, lemendo esse futuro incerto. tem
a menor sombra de garantas e de aitenrao a quaes-
quer reclamarle;,. A medida, portante, he limpies,
justa e conveniente necessidade de se oblar ser-
vidos voluntarios, que ordinariamente to os me-
Ihores.
Tocarei agora em oulro ponto, e he a respailo da
ilha de Fernando. Tem navidu muilai cooleila-
cOes a respeito de ser essa ilha um presidio militar,
ou nlo....
O Sr. Ministro da Guerra :Ue pretidio mi-
litar.
O Sr. Paula Baptista :Nao Iralarei da qoesllo
se essa Iba he ou nao presidio militar. Seja presi-
dio militar; mas neste caso o goveroo que publique
dsposicOes, d regulamontos pelos quaes esta ilha
se reja, e os cominandautes, os subalternos e a guar-
niea.) que frem para ella leu ha ni direilos a respe i-
lar e obrigaedes a cumprr (apoiados), comanlo que
cesse este estado de arbitrio, de irresponsablidade,
esse estado anormal c iudefinivel em que lem vivi-
do aquella Iba.
I.embro a V. Exc. o estado de muilas de nossas
fortalezas arruinadas, desmontadas, e quasi em com-
plete abanduno, ao ponte de ameararem licar redo-
lidas a nada, bem como a de Itamarac, Cabedel-
lo, Tamandarc, e oulras enjos mimes rae nio occor-
rem. Ora, existe no urramento urna verba para
obras, e, segundo pens, nlo ha razan, para que se
nao cuide da contervarAo desses edificios, ou antes
forlilicaroes militares, que j (existen) e datam de
autgus lempos.
Direi (ambem alguma cousa a respeito de promo-
nies. lenha ouvido muitas queixas a respeito de
promoc'vs ; bem sei que esses queixumes se refe-
ren! a administrares pissadas com que S. Exc. na-
da tem ; lodavia corre do minha parte o dever de
alguma cousa dizer a tal respeito ; porque amo a
Justina, e para realita-la concorro sempre cora meus
pequeuos e>forc.os, cora minhas fracas observaccs ;
tanto mais quanto muitas vetes o superior nao pude
ouvir as qncixas de seus subalternos.
Animo-ule, Sr. presidente, a fater essa observa-
rles, por qne ei perfelamcute que o nobre minis-
tro da guerra lie por habito, por genio, e por Ilus-
traran, disciplinador (apoiados)os seus servidos pres-
tados ao paiz si mohecidos e apreciados devida-
mente por lodos (apoiados); e cutan, senhores, eu
pens que a Justina dos superiores muito coacorre
para a disciplina ; eu pens mesmo que o desojar u
respeito, a adheslo e a estima de lodos os subordi-
nados por meio de um prrcediineute sempre regu-
lar, justo e louvavel, he um desejo nobre. (Apoia-
dos.; O oobre ministro da guerra tara juslira rec-
lidio de muhas iutenres ; j diste que nlo o vm
ulerpeltar, oem lancar-lhe fallas que realmente S.
Exc. nlo lem commeltido, mas iMiicuraenle limitar-
me-a consnleracOei que podem achar aeolhimenln da
parte de S. Exc. (Apoiados.) Portento, tem entrar
em dntalhei, quero toppr qae em geral muilai det-
las qi eixas sao infundadas ; mas quero tambem sup-
por que todas o nao to ; e me julg.inrio incompe-
tente para aprecia-la urna a ama, tanto roai qaan-
lo a conducta do ofllcial e oulras circumtlaiichs en-
tram na apreciacio moral do goveroo, eonlente-me
com o esperar que o nobre ministril attender aa
juilas reelamaooet. (Apoiadot.)
Sao essat, Sr. presidente, es obt*rrec<5ei que li-
nha faxer lobre a reparliclo da guerra ; nlo soo
profesiion.il, e por conseguale nao admira que mui-
to mais do que isso nao pudesse dizer.
A discussao fica adiada pela hora ; levanta-te a
sessao.
No da 23 nlo houve estio.
PERNAMBUCO.
REPAHTIQAO OA POUGIA.
Parte do dia 10 de Miembro.
Illm. Exm. Sr.Levo ao conhecimenlo de V.
Exc. que das diflerenlis participarse recebidis nes-
ta rep> rlir,a<> desde o dia 7 do crtenle at hoje
consta lerem sido presos :
Pela tobdetegacia da fregoeza do Recite, o
preto eteravo Antonio, por fgido.
Pela subdelegada da freguetia de Santo Antonio,
Manoe* Antonio dos Sanios, por desordem, o por-
luguet Jlo Jaciolho de Medeiros. por ebrio, Ma-
laquia. Gomes da Silva, por suspeilo. e a preta An-
tonia, por desobediencia.
Pela subdelegada da freguezia de S. Jos, An-
gelo Custodio de Abren, por se chai pronunciado,
e Antonio Dias do Amaral, por furto.
E pela subdelegada da fregoeza da Boa Vista,
Kicardn da Silva Lisboa Veiga e Caelt.no Ricardo da
Silva Veiga, ambos por desordem, Jcaquim Pereira
de Mendonr;a, e o preto Fidels, por suspeitoe.
Daos guarde a V. Exc. Secretaria da policia de
Pernambuco lOde setembro de 185.).lllm. e Exm.
Sr. cnoselbeiro Jos Bento da Cuoha e Figueiredo,
presidente da provincia.O chefe de policia, huiz
Carlos de Paica Teixeira.
COMUNICADOS.
E i turba insensata, que ao velo te astombra,
Alira dut labio torriio de d,
Em vez de vinganr.a, preslando-lhe sombra,
Que o sol d'etse dia loroera-os em po !
Detde esse momelo, tahindo da lelva,
As Ierras demanda, que um dia ver ;
Se acaso o caminho nem sempre he de relva,
Qu Importa, diz elle,te avanco p'ra l ?
Se ai vezet duvida, se treme, se canea,
Ao lo! de septembro renatce oulra vea
No* memliros a terca,oo peito a esperaura,
E n marcha protegue eom mais rapidez. "
E vendo esle dia, que tanto memora,
Por tobre o horizonte de novo surgir
Co'uai brado espontaneo taudamos-lhe a aurora,
lloarando o pasudo coro f no pon-ir I
Oh 1hoje que rala lio lmpida a calma,
Nefilhot do Indiotauderoo-la nos!
Com rosas oa fronte, com jubilo n'alma,
E o rito not labios, e o canto oa vuz !
Saudemo-la todos Taes diaa to arcos
Na leuda, que ao templo da gloria condux !
.as eras pastadas to fulgidos marcos,
Qae as trevat separam d'enchenles de luz !
Por ella animadoscom forja dobrada
A liga da patria vetemos tambem ;
Se espinhn e poeira taremos na eslrada,
Mal de ama corda taremos alem !
Corramos, lulemot, cingodo de loaros
A fronte, que bate d'ardor juvenil !
Um oome leguemos aos nossus vindourns!
Cubramos de glorias o notao Brasil!
Uoidos reguemos de nossos suor.es
A plante, legado de avt e de pas ;
seo pomos doorados, no goslo melhores,
us ramos vergados carregue 'inda mais.
E como o gaarreiro depoii da victoria
M ganho eslaudarte repona por lim,
2f.J".s oa kd'gas, envollot ua glorie,
Soldados da patriadurmamos assim !
Virio nostos filhot, colhendo esees pomos,
Quo loroera maduro benfico toe,
De|wr-nos corda, bem como ai depomos
Na imagein querida, dos oostoi hroes !
E aps venha a hslorfa, que ot feito estampa,
Os notaos narrando com trajos fiis ;
E honroso epitaphio no grave na campa,
Cercando-d de flores e novos laurel?!
Recite7 de Miembro de 1855.
A. Joaquim Franco de Sa.
I.evsdo pelo etpirito de bem razoavel curioiidade
fomot em um dot das da semana paitado visitar
casa de detenrio desla cidade ; e corno pernambd-
cano, como cidadlo brasleiro, como homem em flm,
sentimos urna eraoclo tal que nio piulemos deixar
de escrever algumas linha acerca do que vimos e
apreciamos. Visitando easa da detenerlo, nao sa-
bemos dizer te mais nos seosibiliiou a idea do casti-
go dot crime de mutot e ioooceucta de algunt
nella delidos.ou a considerarlo dequn a sorle desses
miseraves e desgranados ja tinha peta sociedade sido
attendida e melhorada. Que o crime seja sempre
punido que oa puoico haja loda a severidade, e
que de modo algom fique frustrada o i Iludida, he
o qoe lodos detemos desejar, he o qua a sociedade
deve esforcar-te por alcaocar ; roas na salisfadio
detat imperiosa necessidade social deve-se proceder
por modo tal que te nlo posterguen! os deveres de
humanidade, se empreguem raeios que tacara res-
ucitar a propria sociedade que ot decreta : foi islo
justamente o qae all vimos ; senio na plenitude
que deitjamo. ao menot na proporclo das tarcas
da nossa provinda. Parece, pois, qie urna nova
faca loma o systema de punicao entre no, senlo
nos seas principios, ao menos no modo pratieo de
toa realitaclo.
A casa de delencao est dando una prova de qut
avancemos mais um paito de progresan e civilisacjo.
Ja nlo he o mesmo vosear confuso, o mesmo iucom-
mudo alarido, que tanto depunha contra nos em
urna da ra mais publicas desta cidade; ja nao he
o mesmo quadro de inmoralidades a escndalos.
que tantas vezet presenciamos ; ja nlo he a mesma
iiidslincta agglomerarlo de bomens, qae era me-
noscabo as leii da humanidade, eram olbados quati
como brutos animaes, opprimido pelet ferros des-
compostos pelos ftidos andrajos, entorpecidos e
opilados pela immudicia.redutidos mais deploravel
e lastimosa sorle ; alo! Grecas a boa organsacao do
edificio, cuja conslruceao honra o hatiil eogeuheiro
que a planejou ; grabas lo actual administrador o
Sr. major Florencio JosCarneiro Mouleiro, oulro
e mu diverso he o espectculo que presenciamos, e
de que muito nos compraremos era mencionar. Na
verdade aactivntade. inlelligencia, e energa do ad-
ministrador tem dado qra novo carcter, lem impri-
mido uro novo cunho ao movimenlo interno da ca-
sa de detenrio : a ordem e disciplina presidem a lo-
dos os trabalhos dos diferentes agenleido eslabeleci-
menlo, edahi resalta que havendo duzenlos e lautos
individuos alli presos, nlo se ouvia o menor alarido,
o menor susurro ; e silencio era apenas interrumpi-
do pelo Irabalho das ufllciuas, ou pele martello dot
operarios das obras publicas que alli to ua conti-
nuadlo do edificio.
Os presos divididos pelas clalas vvem resigna-
dos : de barba taita, cabello cortado, roupa limpa,
banbando-te semanariamente, *espoiidem quera
os interroga que nlo lera reclamadles a fazer con-
tra o rgimen em que ora eslo.
I.ouvorespots ao Exm. Sr. consclbeiro presidente
da provincia, que fez lio acertada nomeacao do ad-
ministrador : loavores ao Sr. Dr. chufe da polida,
quem como primeiro inspector da prisoes, muito
e muilo se deve semelhant melhoramenlo. Faja-
mos votos para que possamos brevemente ver con-
cluido todo o edificio, e eolio em plena execudjo o
systema da casa de detntalo.
Assislimos no dia 7 a innauguraco do Gymnasio
Provincial de Pernambuco, um dos fruclos precio-
tos do actual administrador desla provincia ; e nesta
occatio o Sr. Dr. Jos Soares de Aeevedo, digno
profetsor do mesmo eslabelecimenlo lecltou um dis-
curso, que dissereis escriplo e pronunciado na bella
e verdadeira lingua de CamOes.
Este esplendido e potico producto da inlelligen-
cia he uro breve exacto bosquejo da historia patria,
desde os lempos primitivos do seu dcscobrimento
at os nossos dias. Nelle ea notam os principaes inci-
dentes da nossa-vida identifica e lilleiaria, embalsa-
mados nal dobrasde urna elegante inspirarlo, e cujas
(lites irausiroes slo cheias das mais sympalica e-
raori5es.
Partindo da poca colonial, e atravestando o e-
phemero dominio, em Portugal, do herdeiro do
throno de Carlos Quinte, at o momento da nossa
independencia, o Sr. Soares tragn em um quadro
luminoso os bous desejos dos res de Portugal, rea-
lisados na esphera das leltras peles eslorros de
Vasco Feroandes, do conde dt Bobadella e
sobretudo do nosso D. Jos Joaquim de Ate-
rido Coulinho, fundador do Seminario de Olinda,
que lornou-se cntao o foco brilhanle de que parta
a luz para todos ot pontos da capitana ; assignaloa
com grande habilidade e clareza os mellioramentos
qae as leltras receberam depois do acto da indepen-
dencia, a creadlo do Lyco do Recita em 1827 ; a
reforma deste eslabelecimenlo pelo Sr. bario da
Roa-Vista em 1840,|a qaal ulo pode ir a vanle em
consequencia do espirito ramerraneiro, como o de-
nominou o Sr. Soares, e fioalmente a fundarlo do
Gymnasio pelo actual presidente da provincia.
O discurso do Sr. Soares provavelmunte ha de ser
publica lo, e por isso nada mais aventuraremos a este
respeitc. Diremos apenas, que he um precioso mo-
delo de gosto, urna licao proveitosa de estylo para
os mancebos que detejam urna repulacio Iliteraria
um herosmo de eloquencia. Neste momento o Sr.
Jos Soires de Atevedo elevou-se ao ideal do ora-
dor : foi tir bonus dicendi peritus.
Recita 9 de setembro de 1855.
HYMNO,
Ao dia 7 de setembro annicertario feliz da inde-
pendencia do Brasil, recitado na Ilha do -Vo-
gueira por oceatiio da inaugurarlo do primeiro
caminho de ferro em Pernambuco, e consagrado
a meus amigos os prettantes cidadaos commenda-
ddr Antonio Francisco Pereira e major Joaquim
Kaphael de Mello Jnior.
Porque dexand o leito a bella virgen),
Apenas come(ando a alluraar-uo
A clara luz do afogueado astro,
Correas campias,
E une as flores variadas, lindas
Que'vai collieu Jo com formlas folhas
Matizadas dt verde e de amarello ?
Porque descante maii sonoro que antes
O arguto sabia, e o piotatilgo
Eula livianos como nlo te ouviram
Assim toares,
Entre os ramos espesaos da mangueira'.'
Porque serpeia a cryslalina tente
Que banha a relva qae Ihe cobre a margem,
Formando harmonoso como nanea
E estrepito saudavel ; e de prata
Langaodo as agoas co'abandancia tanta ?
Porque todo coberlo se ada n prado
De verde gramma e de formse flores,
E forma assim um to genlil brocado,
Qae alegra os olhos,
E deixa verde maravilha nm tanto?
Porqua descantam vales, a porfla
Pulsando as cordas dai doiradas lyras !
Porque no co mais bello hoje qoe sempre,
De urna cor ailada todo ornado,
Nio se v urna nurem que Ihe tolde
A linda cor : smente o sol formoso
Ridiante e sem par te oliente otile f
Ah qoem nlo corapreheude esta alegra
Que toda a nalureta est mostrando?)
Fatiui annos qae a santa independencia
Deu liberdade,
Liberdade suave e merecida,
Aos filhos do Brasil acabrunhados
Pelo jago do laso despotismo !
Sim 1 ea escato a fama, en nao me engao
Qae emboeca a taba, e qu hroes proclama,
rormoH como o astro scintiliante
Qoe nasce em cada dia no horizonte
Esvoarando,
Aos filhos do Cruzeiro a dirigir-se :
Filhos de Santa Cruz, oh povo nobre,
Que a sacra liberdade rendis cultos,
a Despertei! Bratileiros, hoje alegres
E unidos festeja! com doces cautos
A PEDRO, a. patria, a vosea independencia.
a Eu sou a deosa que propalo a gloria :
a Mil futuro auguro a vona trra,
A' qoe protegem os fagueirot Numes ;
O que assegura
a O oome qae goaais inda na infancia.
Quem vos fei derrotar o nusado Belga
Qoe a voata linda Ierra devastara ?
e Qaetn vot liviou do jago de oppretsores
a Qae tolbiara a votsa liberdade 1
Quem vot dea mil victorias'.' Quem ha pouco
Vos dngio co'ot laureis de vencedores
a Desse lyranno,
x Qae aot filhos da repblica oppriroia '.'
i' Quem foi, se nio mil genios al'ressados
Em fazer venturosa a votsa Ierra ?
Em fater que bem cedo vencedores
-' Seja oa fama a valorosa Gallia
a Luiilania j teste e aoliga Roma '.'
Oh filhos do Brasil, exallai!lirres
Prodaraaiunllo He doce, e grato
Ver unidos os poros sobre a Ierra !
n E de hoje avante
x Seja tmenle
O vosso timbre :
Progresso e patria
ir Imperador,
Conttiloi(ao
E liberdade
7 de setembro. A. B. GiUrana Costa.
PUBLICARES A PEDIDO.
POEMA.
SETE DE SETEMBRO-
Ao sopr i dos venios, ao som das cscalas,
Em I lo pomposo, formado por Dees
Um Indio gigante, nascido as matlis,
Dormacercado de mil pigmeos.
De zonas trdentes e frgidas zonas
O vasto colloeto i'ettende atreves ;
Itrpousa-lhe a fronte no immenso Amazonas,
E a aguai do Prata murmarira-lhe es ps 1
Soflria Ires sec'los cruel pesadello ;
E a Inrba d'nseclos, pairada ao redor,
Laucara-Ihe ferrossorrindo-se ao v-Io
Co'os cilios fechados, e o corpo era suc-r. _
E as aves, que gernemas taras, que rugern,
Os venios, qut zueraos proprios futs
Nlo quebram-lhe o somno !Criram ferrugen
Not potaos tao nabres cadetes lao vis !
Sorram-se elles '.... sem verem que o sumno
Simiente o relinha no mesmo lugar.
Bem como o menino repula-se dono
Da onr.i dormida, que o pode tragar.
Sorriam-se elles !... sem verem qoe aos poucos
as vetas o sangue fervia aflnal ;
No orgulho emburadosnlo viam, quo loncos !
Que a hora bata solemne e falal !
Mas eis de repente surgi no horizonte,
Qual surge na ireva brilhanle pharol,
L'm da de gloriasos valles e o monte
Encheudo de vida, banhando de sol !
Kompenim mil cantos, cessaram queixumes ;
Oo trino das aves enchea-se o vergel,
E o prado de flores, e a flor de perfume,
E os ramos de fruclos. e os fruclos de niel.
Do lago e do rodo ligre e da pumba,
Dos ventos nos troncosda brisa ua flor,
Da (erra, dos ares, do mar, que rebomba
L'm h) mno de hendi s'eleva ao Seohuir !
Aot frvidos raios do sol fulgurante,
Do lis mu o inetavel ao mgico som,
Do longo lethargo desperla o gigante,
Qu'excelso deslino livera por dom.
Despcrlae dot membro sacode as cidrias,
Qual rija borrasca das navens o veo,
Qual agaia das atas sacode a areia,
Abrindo-as velozes nos campos do co I
HOSPITAL PORTUGUEZ PROVISORIO.
Il!m. Sr. Conslando-ine que se este organizan-
do um hospital |iara toccorrer ot Portuauetes pobres,
que possam vir a ser acommetldo pila epidemia
que grassa oo Para e na Baha, ponbo gratuitamen-
te a' disposiclo de lio pa ioslluicao o fraco presu-
mo de meus servicos protestiooaei. Dos guarde a
V. S. Recite 5 de setembro de 1855. Illm. Sr.
Dr. Jos de Almeida Soares de Lima Bastos O di-
rector do gabinete portugus de leitura. Jos Joa-
quim de Moraes Sarment.
Illm. Sr. Recebi o olflcio de V. S. datado de 5
do corrente. em cojo corneado transtazem os mais
nobres insliaetes de sublime dedicarlo em favor da
santa causa da humanidade.
Em lempo opportono levarei ao conhecimenlo da
respectiva comrmsslo nortugoeza de beneficencia,
que vai ser m talla da, a generosa e caritativa oflerta
de V. S. ; aproveilarei no ctanlo a occasiao para
agradecer desde ja a V. S. em neme de lodos os Por-
tuguezes desvalidos mais esle solemne testemunho de
desvelado amor e desioteresse, com qae V. S. se dig-
oou firmar os valiosos ttulos que ja possueasseu
reo nherimento e gralidlo. Dos guarde a V. S.
Recite 6 de setembro de 18&5. Illm. Sr. Dr. Jos
Joaquim de Moraes Sarment. Jos de Atmeida
Soares de Urna Bastos.
Illm. Sr. Acabande e Illm. Sr. Luir. Antonio
da Silva, scnlior do engenho Caiape, de dirigir-me
urna carta, na qflal me determina, oftereca a qoaa-
tta de U para a fundaco de hospital portnguez;
apresso-me em levar ao conhecimenlo de V. S. nina
hto digna acrJo naacida desle Ilustre Brasleiro a-
lim de que procedimenlo ti* generoso qaanto cari-
tativo, seja devidameute aquilatado.
A proveilande este enteje eu me congratulo cora
V. S., e mais compaoheiros pete resollado que va-
raos obtendo para a realtsacao da fundadlo do nosso
hospital, mesurando assiin o icio mais carillo* a
essa parle do nossos palridos necesiilados.e desliar-
lo muila alona dever caber a V. S. por ser o pri-
meiro orgao a procurar realisar tao benfica luttl-
taica. eus guarde a V. S. muilos anno, como he
misler. Cusa da minha residencia 7 de setembro de
1855Illm. Sr. Dr. Jos de Almeida Soares de Li-
ma ItastV.Jote da Siira Layo-
Illm. Sr. Recebi a fagueira participarlo de V.
S. datada de 7 de setembro, na qual me sdentfica da
aulorisarao que recebera do Illm. Sr. I.uiz Antonio
da Silva, tanhor do engenho Caiape, para em seu
nome ofterecer ao hospital portugus a eseaula de
203000.
A V. S. rogo, queira ser o interprete dot meus
senilmente* de venerarlo e respeito para com esse
difluido Brasleiro, e em nome de nossos irniles
desvalidos Ihe acra.lera a nobre e zcuerosa fineza
com que p mesmo Ilustre scnlior se dignen umercia-
los. Nu podemos oflcrecer-lhc retribuirle eqtriva-
leute a lo honroto proceder, porm nma oradlo de
mais desprendida do labios do desvado amparado)
subir ao co em favor do protector da indiseucia, e
a mo de Deo abenesn os dias do ehrisUo gene-
roso, qoe tambera ronipreheiide a inissio social do
abastado. Deo guarde V. S. Recite 8 deselem-
br de 1855.lllm. Sr. Jos da Silva Love. Jos*
de Almeida Soares de Urna Bastos.
Copia da tabella dos emolumentos que devem ser
cobrados provisoriamente pelas secretarias dot Iri-
bunaes do commerco, mandada execular pelo aviso
de 31 de deiembro de 1850.
Carla de commercianle matriculado, patenta de
eorretor, agente de leillo, interprete, Iripidiairo e
administrador de armatem de deposito 403000
i
,,


I
DIARIO DE PERNAMBUCO TERCft FEIM II DE SETEMBRO DE 1855

*
l
-
Assignalura......... 109000
Rubrica doi livros, cada lolba 9040
l)istribuirao e assignalura..... I9OOO
Termo da abirtura e encerrameolo. 8800
Fiauca e termos, cada lauda. 19500
Regiilro de titulo* a documentos, cada
lauda. ....... IjgOo
Cerlidoes, ceda lauda...... '.joO
Buscas, cada auno....... <^400
Ao Bacal por cada oflicio..... IjOOO
Carlaa de aalricola daa emba cacoes brasileiras.
De ticuna para cima.
Seerelana.......... jqjOOO
Aasignalura......... 53000
Fiscal........... IjOOO
Carta em per jamiuho...... 29000
. Sumacas.
Secrelana.......... 10*000
Assgualura......... 29500
Fiscal........... IjOOO
Carla ero pergaiuinho...... iflJOOO
Lanchas.
Secretaria.......... 59000
Aiaignalura......... 19250
Fiacal.......... IJOOO
Carla em pergaininho...... -29000
Telas averbac, >es futuras ( aviso de 35
de abril de 1851.)...... -I9OOO
Nos procesaos de quebra se cobrarlo em dobro os
mesmoe emolumentos dos escrivaes do judicial ( re-
gulronlo o. 738 de 25 de rjuvembro de 1850. )
Secretaria dt> tribunal do commercio de Peruam-
buco 6 de aeleiobro de 1856.Conforme. Aprigio
Jiutiniano 4a Silva Cluimaraes, ulticial-maior.
~ COMMERCIO. ~~
87:6609227
14:6809007
aLFANUEGA.
Keodimento do dia 1 ti .
Idea do dia 10.....
.... 102:3409234
Dttearregam hoje 11 de sclembro.
Barca iuglezaMirandaferro.
Barca ingleza--SiriI 0/ tkt Timesmercadorias.
Brigoe inglez-- Chantecleerbacalho.
CONSULADO KRAL.
Hcudimento d> dia 1 a 6 .
dem do dia 10 ..... .
2:8469761
1:7519159
4:5979920
UMVERSAS PROVINCIAS.
Beudimeuto do dia 1 i 6 ,
dem do dia 10 ... .
1929655
2080343
4009898
Exportacao',
Araealy, liiab; brasilairo Capibaribe, de 37 to-
neladas, rondotio o aegointe : 124 volme* g-
neros estrangeiros. 150 ditos ditos uacionaes, 3 bar-
ricas gen*bra. 91 garrafas de licor, 14 meias barri-
cas assucar. 4 caira* rap, 126 ditas doce, 1 dita t
copula de Jacaranda, 1 cama de amarello, 1 cadeira
para piano.
I'orehiba do Norte, hiate brasileiro Conceico de
Maria, de 27 toneladas, condoli o seguinle :312
volumes geoeros estrangeiros e uadouaes, 3 fardos
tamo em folln, 50 meto* de sola.
HKCEBKDORIA DR RBNDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Kendimento do dia 1 a 6 &16I9768
dem do dia 10.......1:375*389
CONSULADO PROVINCIAL.
Reudimento do lia 1 a ti
dem do dia 10 \s. .
6:6379157
4:4899763
1:79296
6:2329728
PAUTA
dos prteot eorrtntet do assucar, algodao, e mai
lenerot do pw's, que te despachara na mita do
consulado de Pernamtuco, na semana de 10
a 15 ale setemiro de 1855.
Assucar em caos brinco 1.* qualidade gl
11 2." u
> mase. ........ D
bar. Mac. branco....... u
b mascavado..... ,,
refinado ....."....." a
Algodao em pluma de 1.* qualidade
o 2.' 11 u
> a 3. i>
i) em caroc.. .
Espirito de agoardenle
Agurdenle cachara
85 toneladas, meslre Cusi lio Jos Viaona, equi-
agem 8, carga sabo e mais gneros: a Tasso
rmSos. Ficou de quarenleua por 15 dias.
Chrislianssund 47 dias, brigue holdemburgue*
Ludwig, de 250 toneladas, capitn C.'/.. Sclimi-
dliog, equipaRero II, carga bacalho ; a Me. Cal-
mont A Companhia. Pasaageiros, Lorenlz An-
gel Dahl, Kjobmsnd Joachim Anderseo.
EDITAES.
. t
. caada
.......
> de caima....... a
restilada.........
do reine ,t...... a
Geoebra.............caada
...............botija
JCM...............caada
............... garrafa
Arroz pilado duaa arrobas, naa alqoeire
em casca.......... a
Azeite de mamona......... caada
11 meudobim e de coco a
i de peix...........
Cacau ............... @
Aves araras .........orna
b papagaioi.........um
Boladas............... yp
Biscoilos.............. a
Caf bom.............. a
reastolho ........... a
com casta...........
uido..............
Carne secca............ a
Goces coca casca.......... eeato
Charutos bous........... a
b ordinario*........ a
b regalia 9 primor ....
Cera de carnauba......... up
b em velas........... a
Cobre novo roao l'obra...... %
Cooros de boi salgados ...'... >'
b verdes. ............. a
espitados.........
b de tica..........
b cabra eorlido *
Doce de calda........... >
b > goiaba.......... >
secco ............ a
jalea............. b
Estopa nacional.......... <)
b eslrangeira, mo d'obra *
Espanadores grandes........um
b pequeos.......>
Farinha de mandioca.......asqueare
milito......... @
> b ararula....... a
4 '.............alqueire
romo Itoin........... b ordinario..........
b em folha bom........ >
a a ordinario......
a resto lio ........ a
Ipecacuaoha............
Gomma..............alq.
Geagihre.......... .. 9
Leaha da adas giaades ...... cato
11 11 pccjueiia i.....
> a troi .......
Praachas de amarello de 2 costados urna
i) loare.........
Castado de amarlo de 35 a *0 p. da
e. a 2 % ti 3 de I. -.
b de dito usuaes.......
Costadinln de dile........
Soalho de dito........... a
rerro de dito........... a
Costado de louro.........
Cosladinlio de dile........ D
Soalho de dito....... ,
Forro de dilo .
b cedro
Toros de talajuba
**....
.......
.......qoinlal
Varas de parrara.........uula
b b agutinadas........
b b qoiris..........
Em obras rodas de sicupira para c par
b eiioa b b u
Melaro .
Milho..............
Pedra de amolar........
> mirar.........
> reboto*........
Ponas de boi..........
Piassava .... .........
Sola ou vaqueta.........
Sebo em rama..........
Pelles de caratlr >........
Salsa parrilba....... .
Tapioca............
Inlias de boi ...........
Salino...............
Esleirs de perpori.......
Vinagre pipa ..........
Caberas de cachisbo de barro.
caada
alqueire
urna
cutio
mull"
rucio
9
urna
canto
urna

milheir
9
9
2*600
19700
39200
5*700
59300
4*900
19425
9550
9380
480
S48o
9550
9580
240
9580
9240
4*600
19280
9550
1*760
1*280
5*000
10*000
39OOO
79OOO
89960
49200
3*000
39300
64O0
59OOO
3*840
1*400
9600
29200
11*000
13*000
5160
9190
9100
9200
15*000
9300
160
9160
9320
9240
19280
IJOOO
2*000
1900U
1*600
23OOO
311500
({TOO
8IW00
3#M0
7S000
49000
3*000
38*400
39000
19501)
89401)
9900
109001)
169003
79000
309000
11*000
9*000
0*000
49000
7*000
tinoco
39200
2*51)0
19000
19280
19600
19020
19280
449OOO
20*000
9300
1600
940
6JO00
JK)
4 000
9320
29'tOO
59200
9240
17*000
49000
9210
9120
.r; tai
309000
59OOO
O Illra. Sr. inspector da thesooraria provin-
cial, em comprmanlo da resoluc^to da junta da fa-
zenda manda fazee publico, que no dia 27 do cor-
rente, vai novamenlea pra$a para ser arremalada. a
quem por menos fizer, a obra dos reparos do acude
de Caruar, avahadas em 1:012*000 rs.
E para constar se mandou afiliar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesooraria provincial de Pernam-
boco 4 de setembro de 1855.O secretario,
A. F. d'AnnunciarS.0.
J O I Um. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimento da resolorflo da jonta da fa-
zeuda, manda faier publico, que no dia 20 do cor-
rente vai novamenle a praca para ser arrematado, a
quem por menos fizer as obras supplementares a fa-
zer-se na ponle sobre o rio Capibaribe na estrada
do Pao d'Alho, avalladas em 12:8919322 rs.
E para constar se mandou afiliar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouria provincial de Pernambu-
co i de setembro de 1855. O secretario,
A. F. d'Annunciaeao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimento da resoluco da junta da fa-
zenda, manda fazer publico, que a obra dos reparos
de que precisa a casa da cmara municipal cudeia
da cidade de Olinda, vio novamenle a prara no da
20 do correte, no valor de 2:2009000 rs.
E para constar se mandou afiliar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesooraria provincial de Pernam-
bnco 4 de satembro de 1855.O secretario,
A. F. d'AnnunciacSo.
Peranle a cmara municipal desta cidade esta-
r em praja as dias 14,15 e 17 do correte o ator-
rantelo e estacada do alagado ao sul do Iheatro de
Satila-lsabel, oreados em 2:3509 : os pretenderes
que quizerem consultar o orcameolo, dirijam-se i
secretaria da mesma cmara.
l'aro da cmara municipal do Recife em sesso de
5 de setembro de 1855.Baro de Capibaribe, pre-
sidente.Manoel Ferreira Accioli, secretario.
O Dr. Anselmo Francisco Peretli, commendador
da imperial ordem da Rosa, e juiz de direito es-
pecial do commercio desta cidade do Recife, por
S.Jl.l.eC. etc.
Faro saber aos que o prsenle edital vlrem, que
a requerimenlo de Jos Joaquim Dias Fernando* a-
cha-se aberta a fallencia de Machado & Plnheiro,
pela sentenca do thaor segointe :
A vista dos requerimeotos de fia. 2, 5 e 8; e da
enra fls. 6, attendendo que Manoel Ignacio Pinhei-
ro Jnior nico socio sobrevivenle da sociedade em
liquidado, que commerciava cem a firma Machado
Si l'inlieiro, estabelecido com escriptorio e casa de
commissoes no largo da Asserabla n. 12, ansenlou-
se, como se v daquella carta, por acliar-se insol-
vente, declaro a mesma firma em estado de quebra,
e fizo a existencia legal desta a contar do dia 10 do
coirente, dala da ausencia do referido Pinheiro.
Nomeio para carador fiscal o creder Jos Joaquim
Dias Fernandes, e prestado por este o juramento
que exige o art. 809 do cnd. do com. mando, qne
dispensada a apposicao dos sellos em deferimeoto a
pelicAo Jieucionucla de Os. 8, se proceda sem demora
no desempenhu das providencias proscriptas nos ar-
ligos 812 do citado cdigo, e 129 do regulamento n.
738. F'eito o que serio opportunamente determi-
nadas as subiequentes providencias, 1 que em esecu-
I cao do cod. a regulamento'indicados se deverem
dar.Recife 23 de agosto de 1855.Anselmo Fran-
cisco Peretli,
E mai* se nao cootinba em dita senlenrli aqui
transcripta, e em cumprimento da mesma convoco
a lodos o* eredores presantes dos referidos fallidos
para coraparecerem em casa de minha residencia no
largo da Sania Cruz do bairro da Boa-Vista u.... no
dia II do correle mez pelas 10 horas da manhaa,
afim de precederem a .lomearo de depositario 00
depositarios, que bao de receber provisoriamente, e
administrar a casa f-llida.
E para que ehegue a noticia de lodos maudei pas-
sar editaes que serao afiliados uos lugares designa-
dos no art. 129 do reg. n. 738 de 25 de novembro
de 1850, e no art. 812 do cdigo commercial.
Dado e passado uesla cidade do Recife capital da
provincia de Peroarobuco aos 10dias do mez de se-
tembro de 1855. Eu Francisco Ignacio de Torre
Bandeira, escrivao interino osubscrevi.
Anselmo francisco Peretli. '
Pela inspeccao da alfandega se faz publico,
que em virlnde de carta precatoria do juizo dos fei-
tos da fazenda desta cidade, passada a requerimonto
do lir. procurador fiscal da fazenda provincial, fo-
ram sequestrados 43 barris e 48 tneios ditos de inan-
teiga da marca M & P, viudos com remessa a casa
fallida de Machado & Pinheiro, na barca franceu
Gustavo II, naufragada em Maria Farinha, os quaes
nao podendo ser despachados antes do levantamento
dosequestro devem com ludo ser arrematados dentro
do prazo marcado no cap. 16 do regulamento de 22
de junho de 1836 ; em vista do que sio avisados os
inleressados para que promovam a dita airematacao
pelo juizo competente dentro do referido prazo, sob
pena de se considerar a dita por;ao de maoleiga no
caso previsto no art. 5 do decreto n. 841 de 13 de
outubro de 1850, e como tal vendida em publico
leilSo a quem mais der, e transferido o sequestro pa-
ra a somma qne se liquidar, depois de deduzidos os
direito*, fretes e despezas de salvamento e trans-
porte.
Alfandega de Pernambuco 6 de setembro de 1855
O inspector, Bento Jos Fernandes Barros.
Pela inspecloria da alfandega sao avisado* 09
dososou consignatarios do* gneros abaiio declaros
perteneentes aos salvados da barca franeeza Gustavo
//.naufragada em Marinlia Farinha para que os ve-
aliam despachar, sob pena de serem arrematados por
cuota de quem pertencor, sem que em lempo algum
sn posse reclamar contra o efftito da mesma arrema-
tarlo a saber:
M&P 36 gigos de 12 garrafas de 1(4 de quarlilho
cada um comvinho champagne.
1 dito com,5 garrafa* dilo e com 3 de absinjli.
1 dilo com 5 garrafas vaiiai.
1 dito vatio.
14 dito* com 24 garrafas de lp3 de quarlilho cada
tima com vinhede champagne.
1 dito com 13 ditas, todas viadas a Machado &
Pinheiro.
Alfandega de Pernambuco 10 de setembro de 1855.
O in*pector, Bento Jos Fcrnandei Barros.
Peranle a cmara municipal desta cidade esla-
rao em praca 001 dias 1 13 e 14 do correte, as
rendas municipaes ugninles: imposto de aferi-
>ao 13:6009, dito de 500 rs. sobre cabera de gado,
12:2859; dilo de capim de plaa 1:263* ; dilo por
carga de farinha e legnmes levados aos mercados p-
blicos daa freguezias de San Jos-e Boa Vista, 8OI9;
dilo sobre mscales e boceleiras 2539; alugueis dos
lalhos dos ac,ougues pblicos 3:2199.
Os prelendentes, pera poderem laucar devem a-
presenlar previamente dous fiadores legalmente ha-
bilitados. Paro da cmara muuicipal do Recife em
sessao de 5 de setembro de 1855. Bar3o de Capiba-
ribe, presidente. Manoel Ferreira Accioli, secre-
tario.
DECLARARES.
MOV1MENTO DO PORTO.
SaviCii entrados no da 10.
Babia5 dias, hlale brasileiro Novo Olinda, de
Pela mesa do consulado provincial se. faz pu-
blico aos conlribuintes de imposto*, cujos dbitos sao
dependentes de lancamenlos, e que anda nio foram
pagos dentro do tnno financeiro prximo passado,
que os podem raalUar nesla repartirlo at o flm do
presente mez, rindo o qual passam "a ser eieculados
todos os que deiiaram de pagar os do anno de 1854
a 1855.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernambuco sacca sobre
a praca da Balita, e contina a tomar
lettras sobre a do Rio de Janeiro. Ban-
co de Pernambuco 25 de junho de 1855.
0 secretario da direccao, Joao Ignacio
de Medeiros Reg.
Pela delegada do primeiro diatriclo do Recife
fura preso e rscolhido a casa de detengo, no dia 3
do correle, o preto de uacao de nome Joao, por
andar fugido.o qoal diz ser eteravn do* herdeiro* do
finado Jos Antonio Pereira moradores no engenho
Cftt termo de Goianna. Delegacia desle primeiro
dislricto do Recife aos 4 de setembro de 1855.__O
delegado, Francisco B. de Carcalho.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo tem de comprar os ob-
jeclos seguirles :
Para o 8. balalkHo de infanlaria.
Bandas de laa, 21 ;-grvalas de sola de lustre,
181 ; mantas de 18a, 232.
Escola de primeiras lettras do 10. batalhSo.
Caivetes, 2 ; papel almajo, resmas t ; pennas
de gani;o, 400 ; tinta prela, garrafas 6 ; lapia, 72 ;
arela prela, libras 6.
Provimenlo dos armazens do almnxanfado.
Ohreias, massos 40 ; penuas de ganro 600.
1. e 2. clanes.
Cola da Bahia, a 2; ocrc.idrm 1; alvaiade, dem
2 ; junco, dem 8 ; taboaa de forro de louro, du-
zias 4.
4.a classe. ,
l.encoes de labio de 30 a 54 libras cada um, 2 :
ditos de dilo de 14 a 15 ditas, 10.
Fornecimento de Inzes as estaroes militares.
Azeile de carrapalo, caadas 720; dilo de coco
caadas 46 ; pavios, duzias 9 ; fio de algodao, libras
60 ; velas de carnauba, dem 223.
Remitas em deposito no 2. balalhao de infanlaria.
Esleirs, 100.
Diversos batalhes.
Sapalos feilos na provincia, pares 900.
Hospital regimcntal.
Cubos inodoros, 10.
Oflicinas de 5.a classe do arsenal de guerra.
Meios de sola cortida, 150.
Presidio de Fumando.
Farinha de mandioca, alqueire* 600 ; nudapolSo,
pecas 6 ; barandesde cera, 12 ; lochas de dita, ti.'
Quem os quia'er vender aprsente as suas propos-
las em caria fechada, na secretaria do conselho s
10 horas do dia 12 do correnle mez.
Secretaria do conselho administrativo para forne-
cimento do arsenal de guerra 5 de setembro de 1855.
Jos de Brito Inglez, coronel presidente.Ber-
nardo Pereira do Carino Jnior, vogal e secretario.
O Illm. Sr. captao do porto, cumprindo a
ordem do Eim. Sr. conselheiro presidente da pro-
vincia com data de hontem. referndo-se ao aviso
da repartidlo da marinha do primeiro do correnle
mez, manda fazer publico as tradceles, por copia
juntas, de seis aviso* aos navegante* relativamente
a* boias no canal da Rainha (Queen's chanel) ; pha-
rol Oso em Chipiona-Guadalquirir, na Bespanha
costa de oeste ; pharol de Dendalk (luz de relmpa-
go de fuzil) na Irlanda coala de leste, luz fiza em
Broadharen, na immensa Irlanda, costa de oesle ;
embarcacOes de pharol, e boias no canal do Prince
na entrada do Thames ; e pharol do Nore,
Capitana do porto de Pernambuco em 28 de agos-
to de 1855. O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Anjos.
Eu Jos Agostinho Barbosa, cidadao brasileiro,
traductor publico e interprete commercial juramen-
tado da prara : certifico que me foi apresntado um
documento impresso na lingoa ingleza, o qual litle-
ralmente traduzido para o idioma nacional, diz o
seguinte :
.Iriso aos navegantes.
Boias no canal da Rainha (Queen's chanel.)
Trinity-Ilouse em Londres, 15 de maio de 1855.
Pelo presente se faz publico que ua conformidad*
do annaucio desta casa, datado no primeiro de mar-
co prximo lindo, a boia do baizo de Wesl-Pan pin-
tada com lislra* prelas e brancas, que tem orna has-
te e globo, foi removida para urna pequea distan-
cia ao S. S. E. da sua antiga posicao, e presente-
mente est em 14 oes na maro bnisa das aguas
vivas com as seguinte* mareas, e demorando segun-
do rumos da agulha pela seguinte maueira :
A eilremidade do O. de Clevewood em urna li-
aba com a eilremidade de leste da estarlo preventi-
va de St. Nicols. S. S. E.
A igreja de Ash quasi ao meio
caminho de Reculvers para Sarr-
mill. "........ S. 14. E,
Embarcado do pharol Girdler. N. 1,41,2 O.
Boia do baizo Norlh-Pan. N. 1,4 E.
do 1.a i o Pan-Spit. E. 1,4 el,2 S.
11 South-Knoll.....S. E. 4el,2E.
de Wesl-Las...... S. 1,2 O.
As seguinte* alterarles tambem tiveram losar, em
conformidade com a ioteocAo eipressada na dita 110-
tificacjlo do primeiro de marro, a saber:
A boia de Pan-Saod-Knoll foi lirada nao sendo
mais necessaria.
Mudanra de cores.
A boia de oesle Pan-Saod.-
A boia de Oan-Sand-Spit.
A boia de Pao-Palch.
A boia de oeste Tongue modaram das suas cores
anteriores para prelo e branco salteado.
A boia Wedgede encarnada para prela.
Pelas alterarles supra, a> boias do lado do norte
do canal Queen, &3o todas prelas e brancas salteado,
e as do lado do sul prelas.
A boia de N. E. de Margaret-Spit, anteriormente
alteada de prelo e branco, mudoram para a* mes-
mas cores em urnas listras vertieses. Por ordem,
assiguado.
J. Ilerbcrt, secretario.
E nada mais continha ou declarava o dilo impres-
so, que bem e fielmente Iraduzi do proprio original,
impresso em inglez, ao qual me reporto, e depois de
haver examinado com este e adiado conforme, o
lornei a entregara quem m'o apreseoloo.
Em f do que passei o presente que assigoei e sel-
leicomo sello do meu oflicio neala muito leal e he-
roica cidade de S. Sebastiao do Rio de Janeiro, aos
21 dojulho do anno do Sanhor de 1855.
Jos Agostinho Barbosa, traductor publico e in-
terprete commercial juramentado.
Conforme, Francisco Xavier Bomtempo.Con-
forme. O secretario, Alexandre Rodrigues dos
Anjos..
Eu Jos Agostinho Barbosa, cidadao brasileiro,
traductor publico e interprete commercial juramen-
tado da praca, ele, : Certifico que me foi apresenla-
do um documeulo impresso, escriplo em inglez, o
qual litleralmenle Iraduzido para o idioma nacional,
diz o segninle:
^cto aoi navegantes.
Hespanha costa do Oeste.
Pharol fixo em CMpiona, Guadalquitir.
O governo hespanhol acaba de participar que no
dia primeiro de maio de 1855 am pharol fixo ser
collocade na torre da igreja da cidade de Chipiona
ua Pona do sul da entrada do Rio Guadalquivir, na
provincia de Cdiz na costa de oeste de Hespanha.
A torre da igreja est prxima no centro da cida-
de na latitud de 36, 44*. 15" Norte ; longitudd 6,
25', 46" O. de Greewich.
O pharol he fizo, de cor natural, o sea focus esl
na elevarlo de 70 pt cima do nivel do mar, e po-
de ser visto em urna distancia de 8 milhas em lempo
claro.
Este pharol, alem demarcara posic.30 daquella
parto da costa de Hespanha, tambem serve como
balisa para o baixo de Salmedina da parle do N. O,
do qual o pharol demora E. 4 S. E. 1,3 S. distante,
como 11,8 milhas.
Todas a* demarcares sao magnticas.
Asiignado. John Washington, hydrographo.
REPARTICAO' HVDROGRAPHICA DO Al.-
MIRANTADO.
Ij>ndrcs '21 de abril de 1855.
Este aviso tem referencia aos seguinte* mappas do
almiranlado : Thames para o Mediterrneo, n. 1 ;
costas de Portugal e Hespanha, n. 92; entrada de
Guadalquivir, n. 2341, e mai* a lista de phares hes-
panhoes n. 178.
E nada mais continha, ou declarava o dito docu-
mento, que bem e fielmente traduzi do proprio ori-
ginal, impresso em inglez, ao qual me reporto, e de-
pois de haver examinado com este e adiado con-
forme o lornei a entregar quem m'o apreseolou.
Em f do que passei o presente qne assignei e sel-
las com o sello do meu oflicio nesla muito leal e he-
roica cidade de S. Sebasliao do Rio de Janeiro, aos
25 de julho do anno de Nosso Senhor de 1855.
Jos Agoslirihu Barbosa traductor publico e inter-
prete commercial juramentado.
Conforme.Francisco \atier Bomtempo.Con-
forme. O secretario, Alexandre Rodrigues dos
Anjos.
Eu Jos Agostinho Barbosa, cidadao brasileiro, tra-
ductor publico e interprete commercial juramen-
tado da praja etc.
Certifico que me foi apresenlado um documento
impresso *m Inglez, o qual litleralmenle traduzido
para o idiotoa.nadonal, diz o segninle :
Aviso aos navegantes.
Canal do Prinee na entrada do Thames, Trlnily,
House, Londres 30 de maio de 1855.
Tendo-se considerado conveniente que as allera-
ces adiante especificadas se effecluatsem as posi-
ce* da* embarcacOes de pharol, aisim como as
boias do canal Prince ; pelo prsenle se faz publico
que as mesmas se realisarao no 1 de agosto, isto he
pelo que diz respailo.
As embarcarles \de pharol.
A em bar cacito do pharol do Tongue aera removi-
da para urna distancia como do comprimenlo de 7
amarras ao N. O' 4a O. da sua presente posicao, e a
enibarcicao pharol Girdler com o comprimenlo de
3 amarras S. 3,4 O. da sua presente posicao, e na
mesma linha de demarcarlo do pharol Naplin, em
que actualmente est, e pelo que diz respeito as
floto.
A boia de cor encarnada chroar-ie-ha Oeste Gir-
dler, sera collucada na extremidad* S. O. do baixo
Girdler, e a boia com risco* prelo* e branco* que se
chamar East-Tongue, ser collucada na ponta de
Leste do baixo Toague como urna balisa de dia para
a entrada do canal la Rainha.
Dar-se-hao outras info/maces logo qne as men-
cionadas alleraces.esliverem levadas a efleito. Por
ordem.
Assignado.J. Ilefbert, secretario.
E nada mais continha ou declara o dilo documen-
to, que bem e fielmente Iraduzi do proprio original
impresso em inglez, ao qual me reporto, e depois
d* haver examinado com este, e adiado conforme, o
lornei a entregar a quem m'o apresentoo.
Em fo do que, passei o presente que assignei e sel-
: com o sello do meo oflido neata muito leal e he-
Eu Jos Agostinho Barbosa, cidadao brasileiro, tra-
ductor publico e tutor pelre commercial juramen-
tado da praca.
Certifico que me foi apresenlado um impresso es-
criplo em inglez, o qual litleralmenle traduzido para
o idioma nacional, diz o seguinle :
Aviso aos navegantes;
N. 16.
Irlanda, costa de leste.
Pharol de Dnndalk (luz de relmpago de fuzil.
O porto da corporar,ao de Dublin acaba de fazer
publico de se haver construido um pharol dentro
da entrada do canal do ancoradouro de Dundalk, do
qual apparecer urna luz na noile de 18 de junho
prximo de 1855, o qual, de hoje em diante, estar
acezo todas as noiles do per al ao nascer do
A luz ser de relmpago, isto he, urna luzfixa, va-
riada por fuzis, dando um fuzil em cada quinze se-
gundos ; a sua ponta do foco tica 33 pea cima do
nivel do mar em mares cheias, e em lempo claro he
vizivel urna distancia de 9 milhas.
Para o lado do mar, a luz apparecer de urna cor
natural, clara, demorando na direerflo O. 1,4 N., e
N. 1,2 O., e Picar mascarada ou coberta na direc-
(ao do recifade Donany, onlre as demarcares de
. 1,2 O., e N. quarta e meia a Leste. Tere urna cor
encarnada para o lado do O. da baha de Dundalk,
a apparecer clara para o lado do norte do canal do
encoradouro.
O pharol est supportado sobre pilares de urna cor
encarnada, amarrados em formas bertas por baizo
do edificio, que he de urna forma octogonal e cor
branca. Por cima desle a casa do pharol lem um
ledo ou lelhado de forma de abobada. Est ua la-
tilude de 53", 58' e 40" N.. e longitude 6 e 18' O.
dentro da entrada do canal, demorando dos rochedos
do caslello (em frente da Pona Codey) N. O. 3,4 O.
distante 51|3 milhas nuticas; de Dundalk Palch
(baixio com rochedos) N. 1,4 O. 3,4 O. distancia
6 1,4 milhas nuticas; dos recites de Donany (a
leste da ponle de Dunany) N. 1,4 O. diatante 61,2
milhas nuticas.
O canal, que antigamenla corra pelo norte da ca-
sa do pharol, corre agora pelo suida mesma, e pas-
sando-se por elle para fura, orumo varia. Os capi-
lares de navios devem dar bastante resguardo aos pi-
lares.
Todas as demarcares sao magnticas.
AssignadoJohn Washington, hidrngrapho.
Reparticao hidrographica do almiranlado.
Londres 16 da abril de 1855.
Eata participado atcela as seguintes cartas do al-
miranlado : canal de Irlanda, n. 1824, costa de les-
te da Irlanda, fl 1.a n. 1468, assim como a lista dos
phares de Inglaterra e Irlanda n. 296.
E nada mais conlinha ou declarava o dilo impres-
so, que bem e fielmente traduzi do proprio origi-
nal impresso em inglez, ao qual me reporto, e de-
pois de baver examinado com este e achado confor-
me, o lornei a entregar a quem m'o apresen-
tou.
Em f do que passei o prsenle que assignei e sel-
lei com o sello do meu oflicio nesla muilo leal e he-
roica cidade de San Sebasliao do Rio de Janeiro, aos
21 de julho do anno do Senhor de 1855.JostAgos-
iiuho Barbosa, traductor publico e interprete com-
mercial juramentado.
Conforme.Francisco Antier Bomtempo.
Coolorme. O secretario, Alexandre Rodrigues
dos Anjos.
Eu Jos Agostinho Barbosa, cidadao brasileiro, tra-
ductor publico e interprete commercial juramen-
tado da prara etc.
Certifico que me foi apresenlado um documeulo
impresso em inglez, o qual a pedido da parte, tra-
duzi litleralmenle para o idioma nacional, e diz o
seguinte:
Aviso aos navegantes.
N. 15.
Irlanda costa do Oesle.
Luz fixa em Broadhaven.
O porto da corpornco de Dublin faz publico que
se edificou um pharol no lado do oeste da entrada
do canal da bahia de Broadhaven, do qual appare ,
cera urna luz na noile do primeiro de junho proxi-1 D a('0-
mo de 1855, a qoal ser accesa desde aquella dala
em todas as oolles do por at ao nascer do sol.
A luz he urna luz fixa, appareceodo com a cor
natural, clara, segundo se v das demarcacSes de S.
4> 172 ao S. E. e N. N. E. 1,4 |Leale pelo lado de
leste) e de nma cor encamada segundo se v da| ba-
hia entre N. 4 1,2-aoN. E. e N. E. *>* de leste : a
ponta da luz est 87 pes cima do nivel de |agua*v-
vas as mares vivas, e em lempo claro he visivel pa-
ra o lado do mar em distancia de 12 milhas.
A torre he circular da cor de pedra, tem 50 ps de
altura da sua base at ao alto da abobada. Est
collucada ua Pona de Gubacashel, na lattilude 54."
Iti'N., e longitude 9. 53'0., demorando da Ponta
de Erres (dos recife* de) S. S. E. 1,4 E. distante co-
mo 4 1,2 milhas nuticas da ilha Kid S. O. 1,2 S.
distante 33,4 milhas nuticas do rochedo Tidal (no
canal em frente 4 estarlo da guarda cosa) N. N. E.
41,2 a leste distante 3,4 de milha nutica.
Ao entrar da bahia de Broadhaven, deve-se con-
servar aberta a luz para passar safo dos recife*
em frente a Pona Erris, e uavegandn pelo canal da
bahia, para passar em claro do rochedo Tidal em
frente a eslacSo da Guarda Costa, deve seguir pelo
lado de leste ou por fora dos limites da cor encarna-
da do pharol.
Todas as demarcares sao magnticas.
Assignado.John Washington,hidrographo.
hiale Castro, do qual he capitao Francisco de Cas-
tro, por ja ler parte da carga prompta ; para o resto
(rala-se com seu consignatario Domingos Alves Ma-
Iheus.
LE1XOES
O ageole Borja far leilaoem seu armazem na
ra do Collegio n. 15, Ierra fera 11 do correnle as
10 horas, de urna grande quanlidade de objectos dif-
ferenles, como bem obras de marcineria novas e
usadas, 2 excedentes pianos de Jacaranda novos, 5
ditos usados, varias obras de ooro e prata, relogios
para algibeira, quinquilleras diversas, urna porro
de marroquim de toda* as core* com um pequeo
toque de avuria, e uulros muitos objectos que se a-
charan patentes no menino armazem ; assim como
ao meio dia em ponto ir tambem a loilao urna ea-
crava de meia idade ptima cozinheira.
Ilfenriquc Brunn & Companhia, fa
rao leilao, por intervenrao do agente O
liVeira, de um esplendido sortimertto de
fazendas de todas as qualidades, as mais
proprias do mercado, e recentemente des-
pachadas : terca-l'eira, 11 do corrente, a's
10 horas da manhaa, no seu armaeem ra
da Cruz.
William Lilley Jnior, consignata-
rio do brigue americano NOBLE, arriba-
do a este porto de sua recente viagem de
Boston, com destino ao Cabo da Boa-Espe-
ra nra, faia' leilao,.por intervengo do
agenteRoberts, quinta-feira lo do cor-
rente, por ordem deMarcus Lindberg, ca-
pitao do dito navio, e em presenca do Sr.
cnsul dos Esta dos-Unidos, e por autorisura o
doSr. inspector da alfandega, por conta e
riscodequempertencer.deoObarricascom
alcatrao, 50 barricas com pixe, 25 bar-
ricas com breu, 1 vella de gavea, 1 vella
de traquete e estaes de gavea, que se
acham patentes ao exame dos pretenden-
tes: no armazem alfandegado de J. A.
de Araujo, no caes de Apollo.
LEILAO DE 25 PIPAS DE SEBO,
sendo parte do carregamento da pola-
ca hespanhola Mathilde, condemna-
da neste porto.
J. E. Roberts far leilao sexla-feira, 14 do corren-
te, ao meio dia, no armazem alfandegado do Sr. J.
A. de Aranjo, no caes de Apollo, de 25 pipas de se-
bo, as quaes serao vendidas por conta de quem per-
tencer, em presenta do Sr. vice-consul de Hespanha,
para pagamento das despezas inherentes ao carrega-
mento da mencionada polaca.
AVISOS DIVERSOS.
Repartirlo hidrographiga, almiranlado em Lon-
dres aos 9 de abril de 1855.
Esta notificaran affecta a lista de phares ingleza
e irlandeza u. 323.
E nada mais conlinha ou declarava o dito impres-
so que bem e fielmente traduzi do proprio original
escriplo em inglez ao qual me reporto, e depois de
haver examinado com este e adiado couforme o lor-
nei a entregar a quem me o apretenlon.
Em f do que passei o prsenle que assignei
sellei com o sello do meu oflicio nesla muito leal
heroica cidade de S. Sebasliao do Rio de Janeiro,aos
25 de julho do anuo de Nosso Senhor de 1855.Jo-
s Agostinho Barbosa, traductor publico e interpre-
te commercial juramentado.
Conforme.francisco Xavier Bomtempo.
Conforme.O secretario, Alexandre Rodrigues
dos Anjos. '
Pela subdelegada da freguezia da Boa-Vista se
faz publico, que foram recolhido* a casa de delen-
rao os pretos ercravo* Malinas e Gonzalo por suspei-
los de audarem fgidos : sens senhores comparecam
O Sr. Joaquim Octaviano da Silva,
tem urna carta na livraria n. 6 e 8, da
praca da Independencia.
Oflerece-te para ama de casa de liomem sollei-
ro ou viuvo, preferindo-se sempre casa eslrangeira,
urna mulher branca, de meia idade, de ptima con-
ducta e fidelidade, do que dar conhecimenlo, en-
lende perfeilamente de todo o servir, interno de
urna sala ou cozinha de qualquer casa nobre e que
tenha bom tratamento, he muilo zelesa e lmpa, e
sabe desempenhar lodos os deveres de que a incum-
ben) : quem de seu presumo se quizer utilisar, pode
ioformar-se na ra eslreils do Rosario n. 15, so-
Precisa-sc de orna ama escrava ou forra para
o servido interno de urna casa de punca familia : na
ra do Hespido n. 7.
LOTERA do gymnasio.
Ainaiiiaa, andan, as ro-
das da qnarta parte da pri-
meira lotera do Gymna-
sio; o resto dos meus bi-
lhetes e cautelas est ex-
posto venda as casas
do cos umeO cautelista,
Antonio da Silva Guima-
res,
Atteneao.
LU1Z CANTARELL! avisa ao respeilavel publi-
bheo, que mudou a sua sala de dansa e casa de
residencia da ra das Trincheiras n. 19, para a ra
das Cruzes n. 11, primeiro andar.
.. ^a.na-.rvK IfUaVR Jl*h. < K VX <**X IfVIC SfVXX^eif*'), C*|i
solicitador Gamillo Augusto Ferreira da j
Silva, mudou a sua residencia para a ru* da j
Camboa do Carmo n. 38, primeiro andar, on- B
de pode ser procurado para os misleres de gjj
sua profisso, bem como no paleo do Colle- M
gio, escriptorio do illm. Sr. Dr. Fonseca. S
Na obra que se esta' fazendo de-
fronte da igreja de San-Francisco, preci-
sa-se de serventes: a tratar na mesma
obra, com o administrador respectivo.-
Lem branca.
Lembra-sea commUsao provisoria do hospital por-
Inguez, o verem se a directora do gabinete Ihe cede
per.nte a mesma subde.egac Subdelegad.- da nh^sUn".^^
1'T^Ll 2? d 8e,embr d< ttto5- 2 m*7 -S Wj* ; esta bo.P..mS
I lem muito bom geilo para ajodar a bem morrer
qualquer um dos enfermos que parla desta para me-
l!
roica,cidade de S. Sebasliaojdo Riode Janeiro,aos 25
de julho de anno de Nosso Senhor de 1855.Jote
Agostinho Barbosa, traductor publico e inlerprele
commercial jiranientado.
Conforme.irancisto Xavier Komtempo.
Conforme.O secretario, Alexandre Rodrigues
dos Anjos.
Eu Jos Agostinho Barbosa, cidadao brasileiro, tra-
ductor publico e interprete commercial juramen-
tado da praca, ele.
Certifico que ma foi apresenlado um impresso es-
criplo em inglez, a qual, a pedido da parle traduzi
para idioma nacional e diz o seguinle :
.^ciio aos navegantes.
Pharol do Nore.
Trinily House em Londres aos 28 de marco le 1855.
leudo a atteneao da corporaco sido chamada
para a dimeuldade que actualmente te experimenta
em deslingur o pharol que existe abordo da embar-
cado que esiale com luz 011 pharol no Nore, por
cauta das luzes que apparecem de bordo das embar-
cares Tundeadas nat proximidades da mesma, em
virlude do regulamenlo do almiranlado, que deter-
mina que toda* as vmbarcaQOes apreaenlarSo urna
luz clara quanJo estiverem Tundeadas ; julgou-se
conveniente qne a qualidade da luz flocluante no
Nore losse mudada, r por lano fuz-*e publico que no
dia 21 de junho proiirao a luz do Nore nao appare-
cer mai* como urna luz fiza, e que em seu lugar
apparecer orna luz revolvente que apresenlarn um
fuzil ou relmpago de luz clara com iutcrvnllo de 30
segundos. Por ordem.
Assignado J: Uerbert, secretario.
E nada mais conlinha ou declarara o dito docu-
mento, que bem e fielmente traduzi do proprio ori-
ginal, impresso em inglez, ao qual me reporto, e de-
pois de haver examinado com este e adiado confor-
me, o lornei a entregar a quem m'o apresentou.
Em f do que passei o presente qne assignei e
sellei com o sello do meu oflicio nesla muilo lea le he
roica,rulado de S. Sebasliao do Rio do Janeiro,ao 2i
de julho do anno de Nosso Senhor de 1855.Jos
Agostinho Barbosa, Iraduclor publico e interprete
commercial juramentado.
Conforme.Francisco Xavier Bomtempo.
Conforme. O secretarlo, Alexandre Rodrigues
dos Anjoi.
subdelegado em exercicio,
A. F. Marlins Ribeiro.
-^ Tornando-se inspeilo* de infeccio os porlo*
das provincias do norte e sul desle imperio, em con-
sequencia de se haver declarado o clioleia-morbus
no Para e Bahia donde pode eslender-se em todas
as direccoes. previne-* ao* dono* e consignatarios
das embarcacOe* que navegan) para este porto, qne
deverao expedir as suas ordens para que as mesmas
venham munidas das competentes carta* de taude
passadas pelas repartiere* competentes dentro das 24
horas da sahida dos portos donde proceder on le-
nliam lulo communicarao, sob pena de ficarem su-
jeilas aos dias de observado que forem precisos pa-
ra se fazerem 09 exames e averiguarles sanitarias,
segundo o disposto no artigo 2T> do decreto n. 2t>8 de
29 de Janeiro de 1843. Provedoria da saude 10 de
setembro de 1855.O provedor interino,
Dr. Joao Ferreira da Silva.
PBLICAgA'O LITTERARIA.
Acha-se A venda o compendio de Theori* e Prati
ca do Processo Civil feito pelo Or. Francisco de Pan
Baplisla. Esta obra, alm de urna Introdcelo
sobre a* aerees e exceproe* em geral, trata do pro-
cesso civel comparado com o commercial, eontm
a theoria sobra a applicacSo da causa julgada, e ou-
tras dootrinas luminosas : vende-te nicamente
na luja de Manoel Jos l.eile, na ra do Quei-
mado n. 10, a 69 cada exemplar rubricado pelo
aulor.
Continua a vender-se a obra de di-
reitoo Advogadodos Orpliaos, com um
apndice importante, contendo a lei das
feriase aleadas dos tribunaes de justica, e
o novo Regiment de cusas, para uso dos
juizes, escrivaes, empregados de justica, e
aquelles que frequentam os estudos de di-
reito, pelo preco de 5$000 cada exem-
plar ; na loja do Sr. padre Ignacio, uta
da Cudeia n. 5(i: 1oja de encadernacao e
livros, na do Collegio 11. 8; pateo do
Collegio, livraria classican. 2,ena praca
da Independencia n. ti e 8.
AVISOS MARTIMOS
Para Lisboa pretende sahir com toda a brevi-
dade por ler parte da carga prompta, a barca porlu-
gueza Maria Jote, de que he capitao Jos Ferreira
I.essa ; quem quizer carrejar on ir de pastagem, di-
rija-se aos consignatarios F. S. Rabello & Filho, ou
ao capitao na praja do commercio.
Precisa-** de um navio para condnzir o Ca-
nal da Mancha parle do carregamento da polaca hes-
panhola Mathilde, condemnada ueste porto, cons-
tando de pipas de sebo, couros frescos salgados etc.;
as proposlas devera ser remctlida* em carta fechada
ao vice-consulado de Hespanha al o meio dia de
sabbado, 15 do correnle : para mais iuforraacOes,
dirijam-se 10 correlor J. E. Roberts, ra do Trapi-
che n. 38.
Precia-se da quantia de.,..
10:0009000, mais on menos,
sobre o casco, carga de diver-
sos gneros e frete do brigue
americano NOBLE, com des-
tino ao cabo da Boa-Esperan-
za, para pasar as despezas do
fabrico feito ao dito brigue neste porlo, recebem-se
proposlas em cartas fechadas: na ra do Trapiche
n. i, al ao meio dia de 12 do correnle mez.
Para a Bahia segu em poneos dia* o veliiro
Ihor vida (e alm disto sabe o.lnlinorum).
O funileiro.
COMPANHIA PERNAM 1)1 LANA.
Esla empreza pretende contratar a conslriirrao
dos trapiches e armazens em Tamandare, ponto de
escalados seos vapores do lado do sul, e em Itapis-
suraa e Goianna do lado do norte.
Clausulas esprciaes da arrematarn.
1." As obras para a constrnc;ao desle* trapiche*
serao feilas de conformidade com as plaulas e orna-
mentos approvados pela direccao da^sompanhia ua
importancia, o de Tamandare de rs. 7528*280, o de
Itapissoma de r*. 7755DO0O, e o de Goianna de rs.
:9t 33000.
2.a Estas obras deverao principiar no prazo de 15
dias e lindaran no de 4 mezes, ambos contados do
dia da assignatura dos contratos.
3. O pagamento se fnr em tres prelarcs iguaes,
a primeira no dia da assignatura do coutralo. a se-
gunda quando e ultima quando inteiramente concluida, licando res-
ponsavl o arrematante por espaco de um anno pela
sua conservado e solidez.
4.a O arrematante prestar urna lianza idnea
uesla pra<;a.
O prazo marcado para o recebimenlo de proposlas
he at o dia 15 do crrenle mez, e para tratar, diri-
jam-se ao escriptorio da ra da Croz n. 26.
Precisa-se de um bom trabalhador de massei-
ra, que saiba bem desempenhar sua obricarao : a
tratar no largo da Sania Cruz u. C, padaria.
Detappareceu no dia 8 de corrente, da ra Di-
reila n. 53, um escravo de nome Paulo, com o* sig-
na seguintes : alto, grosso, picado de bexigat, com
um lalho em urna daa fontes. tomador de tabaco,
muito masticado!- de fumo, esl constantemente re-
moendo, o qual escravo foi comprado ao Sr. Francisco
Antonio (labio em 25de abril de 1853, e se dizia
ser de um seu filho do engenho Poco Comprido;
levou vestido camisa de madapoln, calcas de cor, e
um chapeo. Este escravo he bastante ladino e lem
o rosto um piuco j velho: quem o apprehender
queira leva-lo ao tnesmo lugar, que'ser bem re-
compensado, assim como se roga a todas as autori-
dades policiaes o obsequio de lanrarem suas vistas
afim de que possa ser capturado.
A commissao encarregada da subscripto para
ii hospital porluguez na freguezia de San Jos faz
scienle aos senhores subscriptores que o Sr. Joaquim
I.uiz dos Sanios Villa Verde membro da dita com-
missao, fica encarregado da arrecadaro das assig-
naturas dg ra Imperial e Afogados.
Precisa-se de nma ama para cozinhar e en-
gommar: no aterro da Boa Vista n. 26, segundo
andar.
l'erdeu-se na noile do dia 6 do correte, desde
a ra da Cadeia do Recife at a de Santo Antonio,
urna carleira pertencente a Domneos Carlos de Sa-
bina, contendo uina letlra de rs. .]7d&220 sacada por
Antonio Bernardo Vaz de Carvalho e aceita por Jos
Ambrozio Ribeiro em 4 de agosto de 1850, a 6 me-
zes de prazo ; e mais oulros documentos que de na-
da podem servir a outra pessoa que nao teja o seu
proprio douo ; por issoroga-sea quem a livor adia-
do o favor de a levar a roa da Cadeia do Recife, lo-
ja n. I ''. que se recompensar o seu Irabalho.
Precisa-se de urna prela para lodo servico de
urna casa, que saiba bem lavar c engommar : na ra
das Aguas-Verdes, loja n. 100.
Precisa-se alugar um moloque de 8 a 12 an-
nos. ou um preto velho : quem liver, enlenda-se
com o Sr. Manoel Antonio de Santiago I.essa, na
ra Augusta.
H. Engler vai a Europa.
Carlos Fiedler vai Europa.
Quem precisar de mandar engommar roupa
por preco cominodo, dirija-se a ra de S. Francisco
n.22.
No da 7 do corrente chegou ao >ngenho Tape-
ra, freguezia de Jaboatao, o pardo Joaquim, que diz
ser escravo de Cosme Fita, morador id sitio Peroba,
dislriclo de Alagoas : queira. porlaulo, o dito se-
nhor oj seu procurador maudar receber o escravo
no mencionado engenho, certo de que nao ser o
annuiuianle responsavel pur qualquer fuga.
Miguel F. de Souza I.eao.
Na ra Direila n. 36, seguudo andar, precisa-
se de urna ama de leile.
Precisa-se de 200JJ000, dando-se em hypolheca
ama casa nesla cidade que rende tOQCOO mensaes :
quem pretender dar, annuncie para Precisa-sc de urna ama 'de leile, na ra es-
trella do Rosario n. 34, defroule do depositario ge-
ral : quem quizer, dirija-se mesma casa para tra-
tar.
Manoel Thomaz de Farias faz sciente aos sen*
freguezes que mudou o seu estabeleeimenlo de al-
faiatepara a roa do Livramenlo n. 26, primeiro an-
dar, o qual promelte cumprimento de suas obras
com toda perfeicilo e exaclidao.
OfTerece-se urna pessoa para adininistraco de
engenho, a qual eutende de toda a agricultura e.'ma-
nobra de engenho, por j ler muila prtica : quem
precisar venha tratar na ra do Caldeireiro em casa
do Sr. Regs, yu annuncie.
Atteneao.
Jos Leandro Marlins Filgueira prop5e-se a ensi-
nar todas as dansas modernas hoje alopiadas nos
graudes saines pela regra da arle ele. ; assim como
se ada prompto a ensinar msica vocal e instru-
mental, e avisa ao respeilavel publico, que se acha
prompto a exercer particular as funcre 1 de sua arte
por medico preco como he publico : quem se qui-
zer utilisar de seu pequeo presumo, pode procurar
na ra de Hortas 11. 37.
Perdeu-se na noile de 7 do corrente ama ca-
noa de amarello, denominada Pelintra, a qual esla-
va amarrada no caes do Sr. Dantas : quem a achou,
pode levar Ilha do Nogueira, cujo servico per-
lence, ou ao caes referido, pelo que sem recompen-
sado no segundo andar do sobrado n. 37.
A quarta parle do bilhete inteiro n. 4444 da
lerceira parte da primeira loleria do Gymnasio, qne
se linha offerlado para as obras da igrej 1 do Espiri-
to Santo, sahio o mesma dinheiro, o quul Irocou-se
por outro da quarta parle da dita lotera n. 4433.
Aluga-se urna olaria, lendo aletim is obras fei-
las, tambem se compra : na ra da Cruz n. 31, ou
annuncie. .
Hospital provisorio portuguez.
Recomraenda-se a commigsao directora, que paia
arredar de sobre si suspeitas, tenha a hondade de
por a concurso os objectos que lem de ccroprar para
o hospital, e mesmo para que se nao diga que a be-
neficencia de lio po estabeleeimenlo se estende a al-
fruem que nao precise ; como nessas compras lem
de entrar grande numero de varas de hamburgo o
covados de chita, a formarem nao pequeo numero
de pecas, julgo acertado lembrar-lhe que qualquer
casa ingleza vende o limitado numero do 5 pecas de
hamburgo e 12 de chitas de ramagem, e nao so eslas
como outras fazendas lem o abalimenlo de 8 % pelo
bom pagamento, o que he fcil a suas senhorias fa-
zer, visto que j leein receido nao peq nena qoan-
tia : parece qoe esla lembranra pelo beneficio que
pdc resultar*,' nao deve ser desprezada a nao haver
patronato.O concurrente.
Gabinete portuguez.
Pergunta-se a quem souher responder, se a direc-
tora do gabinete, vista do artigo 48 (o qual abaixo
vai por copia; pode emprestar a casa, ou movis do
estabeleeimenlo.O estimadiximo.
Artigo 48.
A directora nao pode transmillir dividas pas'ivas
a sua successora, nem fazer contratos por mais lem-
po do qoe o anno de sua administracao. e nem em-
prestar a casa, os movis e mais objectos do gabine-
te, sob pena de demissao e indemnisacao do prejuizo
causado.
No dia II, sll horas, na sala das audiencias,
depois de linda a do Sr. Dr. juiz de ausentes, se ha
de arrematar um sobrado de um andar, s 10 na ra
Imperial, chao proprio, com 34 palmo* de frente
79 de fundo e mais 252 para quintal, avaliado em
MQf rs., pertencente a heranra Jacente do finado
Antonio da Trindade.
Na ra doOueimadon.il, ha nm completo
orlimcnto de 13a para bordar, de todas as cores.
Remedio contra mordeduras de toda a qua-
lidade de cobras.
No longo espado de 16 annos em que viagei por
alguna ser 1 oes do Brasil, empreguei lodos os meios
ao alcance de minha inlelligencia, afim do descohrir
um especifico corlo para esta enfermidade ; no prin-
dpio desla laofespiuhosa como imprtanle tarefa
ensaiei algonslpedicamenlos vulgares por difierentes
proce-sos ; eu* alguns doente* aproveitaram, mas
nao ero lodos* Por urna casualidade que parece
mais dirigida pela Providencia do que pelasciencia
dos homens, ensaiei a raz de um vegetal nio vul-
gar, e felizmente vi realisados os meus desejos. De-
pois de haver experimentado em muitos entes mor-
didos por qualquer especie de cobras, e lodos esca-
paren), reconheci ser este remedio' o mtis rpido,
enrgico e infallivel. He porlaulo do meu rigoroso
dever palentea-lo ao publico e em particular ?os
Srs. fazendeiros. Pela alia confianza qie deposito
neste especifico, ouso respousabilisar-m? a pagar o
preco duplo do vidro, todas as vezes que este reme-
dio applicando-se uao produza effeilo : vende-se na
roa do Collegio, botica n. 6, do Sr. Cypriano Luiz
da Paz.Joaquim fose Rodrigues Franca.
O abaixo assignado avisa ao Sr. Miguel Souger
de Tal, subdito francez, que mande buscar os seus
carros, que de ha mnitn esiflo feilos, e so no prazo
de 10 dias da data deste, do contrario se ver obri-
gado a vende-los para o seu pagamento, pois bem
sabe o Sr. Miguel o lastimoso estado di saode do
abaixo assignado, e por isso nenhum recurso Ihe
resta : faz-se o prsenle para nao se ch; mar a ig-
norancia. Recife 7 de setembro de 1855.
H. Winnig.
Precisa-se de urna ama para engommar e fa-
zer algum servico de urna casa de ponca familia : a
tratar no aterro da Boa-Vista n. 33, segundo andar.
Offerece-se um homem para feilor cu criado :
na ra de Apollo, cocheira defronte n. 4.
> Desappareceu de bordo da barcaga Amelia,
qoando naufragou no Brum, urna caria [ara o ma-
jor Manoel lionralves de Alboquerque Silva, dentro
da qual eslaya um papel de compra de sito, passado
a Joaquim Goncalves de Albuquerque Silva : se al-
guem a achou pode leva-la i ra da Guia n. 64, pri-
meiro andar, que receber recompensa generosa.
^ Pcrdeu-se nma rarleira no dia 8 do correnle ao
entrar da igreja do Collegio.cootendo nella 109,sendo
urna nota de 59, dnas de 29, e urna de 191100; sup-
pe-s- ser lirada : quem a achou.qnerendi realitui-
la, dirija-se ra Velha, casa n. 56. ou na adminis-
tracao do correio. a fallar com o abaixo assignado.
Jlo Chrisostomo Simoes do Amaral.
COMPANHIA DE SEGUROS MARTI-
MOS
QUARTA E ULTIMA PARTE
DA PRIMEIRA LOTERA DO
GYMNASIO PERNAMBCANO.
Os cante listas Oliveira
Jnior & C, avisan, ao
publico, que corre inialli-
velraente quaita-feira 12
do corrente : apenas se fi-
zer a distribuieo'das lis-
tas, os possuidores de bi-
ihetes ou cautelas premia-
dos podem vir receber no
seu escriptorio, na ra da
Cadeia do Recife n. 50,
primeiro andar.
,0 Dr." Dias Fernandes, medico, Uxou sua
residencia no primeiro andar da casa da roa
Nova, esquina da do Sol, onde pode ser pro-
curado a qualquer hora, para o exercicio de
sua prolissao.
Recebe-e dinheiro para te mandar
dar no Rio de Janeiro por lettras de quan-
tias grandes ou pequeas, com toda a se-
guranca : na ra do Trapiche n. 40, se-
gundo andar.
COIPANHIA DE SEilROS ElllIVDE.
CIDADElo" PORTO.
AGENCIA EM PERNAMBUCO,
RA DO TRAPICHE N. 26.
O abaixo assignado scientiflea a quem inleres*ar
poaaa, que o* acluaes directores desta companhia os
Illm*. Srs. Bernardo Jos Machado, Manoel Marlins
Ponle* e Francisco Ferreira Ramos, em carta de 10
do passado, declararam ler-sc-lhe apresenlado pini-
cos dias antes os documentos relativos ao naufragio
no Rio Uraode do Sul, do patacho Santa Cruz, so-
bre os seguros eflectuados por esta agencia aos Srs.
Luiz Jote de S Araujo em rs. 2:5009000, e Manoel
Jos de S Araujo em i*. 1:8009000 moda desla; e
que tendo sido j examinados, iam fazer integral-
mente o pagamento d'essas quanlias. Esla decisao
formal, como era de esperar, evidentemente com-
prova a boa f e sinceridade da companhia, e desva-
necer a* falsas impressesbons ofliciosque Ihe
prodigalisavam, aneciados interessado*. O abaixo
assignado, agradecendo aos nao poneos senhores con-
currentes, qne com a sua coniianca lem obsequiado
a companhia, declara qne contina aceitar seguros
em navios e caritas, para todos os mares e porto* co-
nhecidos, a premios muilo razoavei*, e com as mais
franca* condicOea que serao religiosamente compra-
das.O agente, Manoel Dnarle Rodrigues.
Noto* livros de homeopathia em francez, sob
todas de summa importancia :
Uahnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes. ........... 209000
Teste, iroleslias dos meninos.....69000
Bering, homeopathia domestica.....79000
Jahr, pharmacnpa homeopalhica. 69OOO
Jabr, novo manual, 4 volme* .... 16*0000
Jahr, molestias nervosas.......69OOO
Jahr, molestias da pelle.......89000
Rapou, historia da homeopathia, 2 volumes I69OOO
11 arthmann, tratado completo das molestia*
dos meniuos..........
A Teste, materia medica homeopalhica. .
De Fayolle, doulrna medica homeopalhica
Clnica de Staoneli...... .
Casting, verdade da homeopathia. .
Diccionario de N> sien.......
Atllas completo de anatoma com bellas es-
tampas colorida*, contendo a descripcao
de todas as parles do coipo humano .
vedem-se todos estes livros 00 consultorio homeopa-
Ihico do Dr. Lobo Moscoso, ra Nova n. 50 pri-
meiro andar,
Alugam-se duas casas no lugar de Agua-Fri.i
de Beberibe, proprias pira quem quizer passar a fes-
la, por ler excedente banho : quem as pretender,
dirija-se ao sitio do lenente-coronel Remeterlo Jos
Velloso da Silveira, para tratar do ajuste.
lOSOOo
81000
. WOO
fi>000
49000
109000
309000
Sao convidados os Srs. accionistas para em assem-
bla geral deliberarem sobre o que manda o artigo
26 dos estatutos, e proceder-se a eleicSo conforme o
artigo 10, visto ler a companhia de dar j principio
auas operaefies: a reunio lera lugar na sala da
ssociac.lo Commercial l Benellcenle, quirta-fera,
12 do correnle, as i 1 horas.
GABINETE PORTUGUEZ. DE I.KI'l CHA.
A directora do gabinete portugoet de leitura, em
cumprimento do disposto nos 6 e 6 do artigo' 1.
dos estatutos, e com previa autorlaaeflo do conselho
deliberativo, vai no dia 15 do correle etabelecer
um curso de geographia c o.ilro de lingua franeeza,
cujas preleccOe* serio alternadas pela forma se-
gninle:
As de geographia todos os domingos ao .neio-dia,
e todas a* qointas-feira* as sete horas da noile.
As do lingua fraocea todas as tercas-feiras e to-
dos os sabbados as sele horas da noile.
Aquelles senhores socios de qualquer dasse qoe
quizerem frequenla-los ambos, ou algum delles,
queiram ir inscrever seus nomes no respectivo livro
de matricula, que para esse fim se acha i xposto na
mesa do expediente dcr*gabinete, e la enconlrarAo
a relacSo dos livros de que devem moiiir-i.e. l'iei-
ra Ribeiro, primeiro secretario.
LOTERA
GYMNASIO PEMAMBUCAHO.
Quarta-icira 12 tembro, and un indobita-
velmente as rocas da re-
ferida lotera, pelas 9 ho-
ras da manhaa, no consis-
torio da igreja de N. S. da
Gonceicao dos Militares
Pernambuco 10 de setem-
bro de 1-855.- cautelista,
Sal iis l i ano de A quino Fer-
reira.
S DENTISTA FRANCEZ. 1
0 Paulo Uaignoux, dentista, estabelecido na V
9 ra larga do Rosario n. 36, seguudo indar,
0 collora denles com a pressao do ai, e chumba %
& diites com a massa adamantina e oulros me- 9
taes.
@*^>9 ;$#
O Dr. Ribeiro, medico, contina a residir na
ra da Cruz do Recife n. 49, segundo andar.
A ESTRADA DE FERRO DO RECIFE E
RIO DE S. FRANCISCO.
Aos negociantes em madeiras e oulros-
Precisa-se inmediatamente, para a
cons trueca o da estrada de ferro cima,
urna grande quantidade de madeiras di-
teitas, das qualidade* mais approvadas
para esteios, etc., que tem de resistir a
accaodo tempo e agua salgada, assim co-
mo Pau-ferro, Sapucaia, Pau-d'aroo, Em-
biriba-preta, etc. Quem quier contra-
tar ditas madeiras, communique por car-
ta mencionando as particularidades a res-
peito da quantidade que pode serlorneci-
da em um tempo marcado: dirija-se ao
contratante Jorge Furness, no escriptorio
dos Srs. Rothe & Bidoulac, na ra do Tra-
piche n. 12, primeiro andar.
O O Dr. Sabino Olegario Ludgero" Pinho, (9
jj mudou-se do palacete da roa deS. Francis- fA
? co n. 68A, para o sobrado de dous anda-
(p} resn.6, ruade Sanio Amaro, (mundo novo.)
LOTERA DO GYMNASIO PER-
NAMBCANO.
Aos6:000(000, 3:0005000. e 1;000S000.
Corre iodubitavelmenle quarla-leira, 12 de setembro
O cautelista Salusliano de Aquino Ferreira avisa
ao respeilavel publico, que as suas cautelas nao es-
tilo sujeitas ao descouto de oito por oento do impos-
to da lei; seos bilheles inleiros vendido* em origi-
naos, nao sofl'rem o descont de oito por cento do
imposto geral, no acto do pagamento do* tres pri-
meiro* premios grandes: os quaes acham-se a venda
na* loja* segninle*: ra da Cadeia do Recife ns.
24, 38 a 45 ; na praca da da Independencia n. 37
e 39; roa Nova ns. 4 e 16 ; ua do (jaeimado ns.
39 e 44 ; ra estreita do Rotado o. 17 ; uo aterro
da Boa-Vitta n. 74, e na praca da Boa-Vista n. 7.
Bilheles 51600 Recabe per inleiro 6:0009
Meios 29900 3:0009
Tarcos 28000 9 2-000
Quartos 19500 a a 1:500
Unilos Oitavos 19200 D t 1:200
760 a 750
Decimos 640 o , 600
Vigeimos 340 a 3009
, O referido cautelisla declara") mui eipressamenle
ao respeilavel publico, que se respunsabilisa apenas
a pagar os 8 por ceoto da lei, obre o seus bilheles,
vendidos em originaes. logo que se aprsente o bi-
Ihele inleiro, iodo o possoidor receber o competen-
te premio qne nelle sabir, oa ra do Collegio n. 15,
escriptorio do Sr. Ihesoureiro Francisco Antonio de
Oliveira. Pernambuco 28 de agosto de 1855.
Salusliano de Aquino Ferreira.
Joaquim Pereira Arantes, com loja
de calcado na pra-a da Independencia,
faz sciente aos seus freguezes e ao publico,
que os annuncios que leem sido publica-
dos neste DIARIO, para irem pagar seus
dbitos, nao sao seus esim de outro Aran-
tes, com armazem deca e tijolos.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que mudou a sua aula para a ra do Ran-
gel n. 11, ondecontinua a receber alum-
nos internos eexterrios desde ja' por me-
dico preco como he publico: quem se
quizer utilisar de seu pequeo presumo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
Na roa Nova n. 58, recebou-se pelo navio Ha-
vre um lindo sortimenlo de fazendas, grosdenapoles
pretos, mantas de seda para senhora, camisinhas,
li'cns de linho, escomilha, filo, dore*, franja* franee-
za* de seda, filase outras mnitas fazendas, por dimi-
nutos precos.
Candido Jos Lisboa, antigo disc-
pulo do Sr. padre Joaquim Raphaef da
Silva, approvado pelo lycu desta cidade,
com prattea de ensinar, da' licoes de la-
I tim : na ra d'Apollo n. 21.

-


DIARIO DE PERNMBUCO TERCA FElRft II OE SETEMBRO DE 1855
CONSULTORIO DOS POBRES
ISO ftUA KOVA 1 4V1AR 50.
U Dr. 1'. A. Lobo Moscozo d consullas homeopalhicas lodos os das aos pobres, desde \> horas da
manhaa aleo raeio dia, e em casos extraordinarios a qualquer horadodia ou. noiie.
Oflereee-se igualmente para praticar qualquer operario de cirurgia, e acudir promptameiile a qual-
qoer multier que esleja mal de parto, e cujas circu instancia? nao per mi ti a m pagar ao medico.
N CONSULTORIO DO DR. P. A. LODO I0SC0Z0.
50 RA NOVA 50
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo de meddicina homeopathica 'do Dr. G. II. Jahr. traduzido em por
luguez pelo Dr. Moscozo, qualro volumes encadernados em dous e acompanhadode
um diccionario dos termos de mediciua, cirurgia, anatomia, ele, ele...... 209000
Esta obra, a mais importan te de todas as que trata m do esludo e pratica da homeopathia, por ser a nica
queconlm a bie fundamental rf'esla doutrinaA PATHOCENESIAOU EFFE1T0S DOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SAUDEconhecimenlos qne nao podem dispensar as pes-
soas que se quere.n dedicar pratica da verdadeira medicina, interessa a lodos os mdicos que quizerem
experimentar a doutrina de Hahnemaon, e por si meamos se convenceren! da verdade d'ella: a todos os
fazendeirosesenhores de engenho que estilo longe dos recursos dos mdicos: a lodosos ca pitaes de navio,
que urna ou outra vez nao podem deixar de acudir a qualquer incommodo sea ou de seus tripulantes :
a lodos os pais du familia qne por circumslancias, que nam sempre podem ser prevenidas, sao abriga-
dos a prestar in continenti os primeiros soccorros em suas enfermidades.
O vade->mecum do homeopatha uu tradcelo da medicina domestica do Dr. Hering,
obra lamben til as pesseas qne ae dedicam ao estado da homeopathia, um volu-
me grande, f.coropanhado do diccionario dos termos de medicina...... 109000
O diccionario doi. termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc., encardenado. 39000
Sem verdadi iros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na''pratica da
homeopathia, e proprietario deste estabelecimeuto se lisongeia de lo-lo o mais bem montado poaaivel e
ninguem duvida boje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 tu los grandes.....................
Boticas de 24 medicamentos em glbulos, a 109, 129 e 159000 rs.
Ditas 36 ditos a ............. .
Ditas 48 ditos a.. ..'..............
Ditas 60 ditos a...........,.....
Ditas 144 ditos a..................
Tubos avulsos...........................
Frascos de meia onca de tinctura...................
Ditos de verdadeira tinctura a rnica.................
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de tubos de crystal de diversos lmannos,
vidros para medicamentos, e aprompla-se qualquer encommenda de medicaraenloscom toda a brevida-
de e por precoi muito commodos.
89000
209000
239000
309000
609000
19000
29000
29000
TRATAMENTO HOMOPATHICO.
Preservatieo e curativo
DO CHOLERA MORBUS,
PELOS DBS.
oa instruccSo ao povopara se poder curar desta enfermidade, administrndoos remedios Uais ellicazes
para atalha-la, enquanlo se recorre ao medico, ou mesmo para cura-la indepeodenle deslea nos lugares
em que nao os h;.
TRADLZIDO EM PORTUGUEZ PELO DR. P. A. LORO MOSCOZO.
Estes doos oposelos contm as 1 mlicacoes mais claras e precisas, so pela sua simples econcisaex posi-
cao esta ao alcanec de todas as inlelligeocias, nao so pelo que diz respeilo aos meios curativos, como prin-
cipalmente aos preservativos que tem dado oa mais satisfactorios resultados em toda a parte em que
ellestem sido potlosem pratica.
Sendo o tralumento homeopathico o uuicoque (era dado grandes resallados no curativo desta borri-
vel enfermidade, jolgamos a proposito traduzir estes dous importantes opsculos em lingua verncu-
la, para dest'arte facilitar a sua leilura a qaeae ignore o francs.
Vende-se un cemente no Cnsul lorio do traductor, roa Nova n. 52, por 29000 rs.
Necessita-se de. urna ama portogueza, tendo
40 anuos de idade, capaz de desempenhar o serviro
interno de.urna casa de liomem sollciro ; assegur-
se excellente tratamenio e generosa gratificacao : a
tratar na ra do Cotovello 11. 45. Assim como pre-
cia-se para a mesma casa de um porlugoez aolleiro,
mojo, para criado : a tratar na ra do Crespo n. 15.
J. R. Lasserre & Companhia tendo
de mandar incontinente para a Rahia as
fazendas salvadas da barca fruncaza GUS-
TAVO II, destinadas aquella provincia,
convidara pelo presente a quem tal frete
convier, apresentar-se no seu escripto-
rio, na ra do Trapiche n. 11.
** r* I 1 I HTlSllWi
W O medico Jos de Almeida Soares de Lima 0
Bastos, mudou a sua residencia para a roa da *-
Cruz sobrado amarello n. 21, segundo an- ij}
& dar. qm
Aluga-se urna casa terrea no Mondego, feita
4 moderna e com bons commodos para pequea fa-
milia : a tratar no pateo do Terco n. 9.
Castellao & Vieira fazem publico, qne despe-
dirn de sua casa o sea caixeiro Antonio Francisco
MonleM da Silva desde o dia 5 do oorrente mez.
Salusliaoo di Aqoino Ferreira offerece gratui-
tamente para as olirat da igreja do Divino Espirito
Santo a terca parle dos premios que aahirem uestes 8
bilhelesinteirus ns. 1943, 1944, 1945, 2266, 2269,
2489, 2720, 2729 da quarta parte da primeira lote-
ra do Gymnasio Veruambucano, que lera sen indu-
bitavel andamento no dia 12 de selembro. Os pre-
mios que elles obtiverem serlo promptamente eplre-
gaes pessoa competente da irmandade do Divino
Espirito Santo, lo$;o que sahir a lista geral.
Em virtode de recomroendarSo de S. Exc.
Rvm. e do Exm. Sr. presidente da provincia echa-
se creada neslaTre auezia de Santo Antonio ama com-
missSo composla Francisco Jos do Reg e Jos dos Santos Neves, a
qual he encarregida de solicitar da caridnde-dos pa-
rochianos asmlas para preparar os meios de soccor-
ro as pessoas pobres e necessitadas, no caso (e que
Dos nao-permittn) que o cholera, que j nfftige as
provincias do Par e Bahia, rheeue a invadir o nos-
so Pernambueo, como j infelizmente o fez a febre
amarella. A commissao vai sahir nesta diligencia
pelas caas dos pai ochianos ; roas qualquer de seus
membros he autoiisado a receber quaesquer quan-
tiaa que de mola-proprio sa Ihes qoeira entregar pa-
ra Uo santo um.O vigario,
Venancio Henriquet de Rezende.
No dia 11 do crrante, depois da audiencia do
lllra. Sr. Dr. joiz de orphaos, tem de ir a praca por
venda ama pequea casa terrea raeia-agua, sita na
ra do Campo Verde,na Soledade, avahada por2009
rs., por aleselo de Justino Pereira de Farias con-
tra a heranea de fallecido Manoel da Cunha Oli-
ve ira.
Jf Aluga-se a quarta casa terrea du lado es- j$
5 querdo, ao patsar a ponte pequea da Mag- f
1 dalena : a tratar na ra Nova, primeiro an- 1
V dar por cima do Sr. Beker. M
Jos Franciscisco Pinto Goimaraes, cirurgiao
pela escola real de cirurgia de Lisboa, annancia a
quem convier quo mudou sua residencia para a roa
da Matriz da Boa Vista o. 44, segando andar.
Nodia 15 do :orrente, ao sabir da missa das 11,
da matriz da Boa-Vista at a ra da Aurora, perdeu-
se ama pulseira le coral, toda de fias, teodo 00 fei-
xo ama figura encastoada emouro, quem achare la-
ve* consciencia, leve-a a roa da Cadeia do Recife,! r,]a iarM do Rosario 11. 26
loja de cambio n. 34, qne se dar o valor .da
pul-
Mira.
Aon Srs. estudantes.
As obras annu iciadas por 39000, na roa do Quei-
mado n. 24, nSo se veodem mait pela fprras aonun-
ciada, e sim a vonlade do comprador, a por commo-
do preco ; a ellas, que se esto acabando.
Faz-se publico qne se acha em pregues, e fin-
dos elles tem de ir a pract de venda as das 12, 15
e 19 do crrante mez, depois da audiencia do Dr.
joiz municipal su ppleole da segunda vara civel des-
la cidade, a melade do sobrado de dona andares, sito
no pateo do Ca rao n. 7, avaliada em 3:5009, com
quintal murado e cacimba, por execucao da Anto-
nio Joaquim Fereira Beiriz contra Miguel Gouc.al-
ves Rodriguea Franca e ana mullier : os concurren-
tes compare^am na sala das audiencias, aos dias de-
signados.
> ""^WarivtePnt a^WJe^fca^Ki^W^Wala^Wa^ivfcal'aWWi'fcvfll
ESPREZi DO JORNAL
PORTUGUEZ
Esla joroil he de poltica independen-
te, lonva e ajuda todo o ministerio ( de
qualquer cor poltica que saja) no que for
bom, e censurar com energa esse mes-
roo ministerio no qae elle fizer, em opposi-
c.ilo cora as legitimas conveniencias soda-
es. lie por iaso qae nunca aceitar liga-
cao alguma com qualquer partido oeroqual-
quel governo. A sua poeifao he mais nobre,
conservando- se uess'a collocac,ao independen-
te, qae he a nnica qae se accommod.i com a
ndole da alia miss3o da empreza. Nao ha
homem qne vaina bastante, para, fazer-nos
allerar esle lystema. Osinteresses materiaes
serao solicit! mente defendidos pela Patria,
sem prescindir da liscalisacao e da conveni-
ente economa dos diuheiros pblicos nelles
despendidos. Dos prospectos que aqu dis-
tribuimos, e queopporlunamenlc Taremos pu-
blicar, mellior se v a linha que pretende
seguir o jornal, a qual necessariamenle ser
das sympalhias de lodos os Porluguezes aqui
residentes, c espertando mesmo o seo patrio-
tismo. Oul'o sim, pelos lacoi> eStreitos que
unem os poros Brasileiro e Porlugoez,
pelo esforco que far a redacto pira sa-
lisfazer as necessidades de suas continuadas
relacSe* e lambem pela vastidao da parte
luterana do mesmo jornal, nao pode elle
deixar de in eressar aos Brasileiros pfailan-
tropicos e il lustrados.
A redacto ludo confa da eeoerosidadedos
Pernambucnnos e do patriotismo dos Porlu-
guezes aqu residentes.
Recebem-te as assignatoras no hotel da Eu-
ropa, das 9 s 4 da larde.
Antonio Joaquim de Figueiredo,
Einprezario.
Jos Mara de Vatconeeilor,
Agente em Pernanbaco.
Regiment de castas.
Sabio a luz o regiment das custas judi-
ciaes, annotado com os avisos que alte-
raram : vende-se a 500 re'is, na livraria
n. 6 e 8 da praca da Independencia.
EDDCACAO DAS FILMS.
Entre as obra do grande Fenelon, arcebispo de
Cambray, merece mu particular mencae otratado
da educacao das meninasno qual este virtuoso
prelado eosina como as mais devem educar snas fi-
Ihas, para um da chegarem a oceupar o sublime
lagar de mai de familia ; (orna-se por tanto ama
necessidade para todas as pessoas que desejam gui-
a-las no verdadeirocaminho da vida. Est a refe-
rida obre traduzida em porlugoez, e vende-so na
livraria da praca da Independencia n. 6 e 8, pelo
diminuto preco de 800 rs.
LOTERA DO GYMNASIO PERNAM-
RUCANO.
AOS 6:000$, 3:000$ E1:000$.
O cautelista da casa da Fama Antonio da Silva
Caimanea faz sciente ao publico, que tem exposlo
venda os seas maito afortunados bilhetes e caute-
las da quarta parte da primeira lotera do Gymnasio,
a qual corre no dia 12 do selembro do correte an-
nu, os qoaes sao vendidos as segaintes casas : ater-
ro da Boa-Vista os. 48 e 68 ; ra do Sol n. 72 A;
praca da Independen-
cia ns. 14 e 16 ; roa do Collegio n. 9; ra do Ran-
ee! n. 54, e roa do Pilar n. 90.
6:000
2:7609
1:3809
6909
5529
276*
O mesmo cautelista declara, qae garante nica-
mente os bilhetes nleirns em originaea, nao soffreo-
do descont dos oito por cento do imposto geral ;
assim como qae suas cautelas sao pagas em qualquer
urna de suas casas, sem disliocco de serem vendi-
das nesla oa o'aquella.
O bacharel A. K. de Torres Bandeira. actnal
professor de lingua franceza no Gymnasio desta pro-
vincia, contina no ensino particular desta mesma
lingua, e bem assim da lingua ingleza, rhetorica,
geographia e philosophia ; e para mais facilitar o de-
ludo de algumas deslas materias preparatorias aquel-
las pessoas qae nao possam frequenlar sua aula s
horas designadas em seus anteriores annuncios, pro-
pe-se abrir um curso das duas linguas e nutro de
rhetorica e potica, sendo os doos primeiros das 5
horas e meia da Urde at as 7 1|2 da noile, e o se-
gundo desea hora al as 8 : quem qnizer malrcu-
lar-se em qualquer um (lestes corsos, pode procra-
lo desde j na casa de sua residencia, na ra Nova,
sobrado u. 23, segando andar, onde lambem prose-
gue no ensino destas mesmas disciplinas e das oulras
as horas j desde o principio annunciadas par*
aquelles qae entao as poderem eatudar. propor-se-
ha igualmente a abrir cursos de philosophia, de geo-
graphia e historia noile, quando para taes estados
houve numero sutliciente de alnmnos, a contar do
1. de selembro em diante: e protesta continuara
cumprir 13o exactamente quanto Ihe for possivel os
deveres do magisterio.
Bilhetes 59800 Recebe por inleiro
Meios 29800 com descont
Quartos 19440 a
Oilavos 760 - u
Decimos 600 ce a
Vigsimos 320 a a
) l,iiiLiai;\o DO INSTITUTO 110
! MEOPATIHCO DO BRASIL g
f THESOURO HOMEOPATHICO g
I OU
} VADE-MECUM DO $
) HOMEOPATHA. ($
I Methodo concito, clar e seguro de cu-
[ rar hotneopathicament toda a$ molestias
} qxie affligem a especie humana, e parti-
i cularmente aquellas que reinam no Bra-
r til, redigido segundo os melhores Irata-
f dos de homeopathia, tanto europeos como
> americanos, e segundo a propria experi-
encia, pelo Dr. Sabino Olegario l.udgere
i Pinhu. Esta obra he hoje recouhecida co-
I nm a melhor de todas qae Iratam daappli-
cacao homeopathica no curativo das mo-
| lestias. Os curiosos, principalmente, nao
f podem dar um passo seguro sem possui-la e
f consulla-la. Os pais de familias, os senho-
>res de engenho, sacerdotes, viajantes, ca- 1
. pitaes de navios, ser la nejos ele. etc., devem
) te-la man para occorrer promptamente a
> qualquer caso de molestia.
" Doos volumes em brochara por 109000
I n encadernados 119000
Vende-se nicamente em casa do autor,
' ra de Santo Amaro n. 6. (Mundo No-
i vo).
Ra : i\ova
I.. DELOUCHE lera a honra de annunciar ao
respeilavel publico, qne acaba de receber pelo ul-
timo paquete o mais bello sor lmenlo de relogios
de ooro patente inglezdo melhor fabricante de Li-
verpool, de ociro patentes horizonlaes, e foleados
de ouro de 18 quilates, e um grande sorlimenlo de
chaves e oculos, por precos muito ventajosos e afli-
aneados.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, linas e grossas, por
precos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
c5es, como a retalbo, affiancando-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
ahrio-sc de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, Irancezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
con ta do que se tem vendido, e por
isto offerecendo elle maiores van-
tagens do que utro qualquer ; o
proprietario deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e aq p.ublico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus nteresses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
Panorama.
QUARTA EXPOSICAO.
FREDK LEMBCKE.
Tem a'honra de annunciar ao respeilavel publico,
qae hoje quinta feira 6 do correte, eipoe novas vis-
tas que nesla provincia anda se n3o viram : na
ra da Cadeia confronte ao convento de S. Francisco,
onde espera a concurrencia do respeilavel publico;
as vistas sao as segaintes :
1.aS. Petersburgo, visto defronte de Isaac.
2.aCronsladt com todas as suas forlificaces.
3. Explosao de urna mina franceza pelos Ras-
sos, na Crimea.
4."lima fortificando russa em noile de la.
5."O Snnd ou a entrada do Bltico em noite de
la. ,
6.JCronsladt com a esquadra russa e a observa-
cao doa adiados.
7.A cidade de Belm.
8.'Rio-Comprido (Engenho-Velho), perlo do
Rio de Janeiro.
O preso he 500 res cada pessoa, acha-se abarlo
das 6 s 9 da noile.
Precisa-se alagar ama prela qae saina lavar e
engommar : a tratar na ra da Crur. n. 42, das 10
horas da inaudita s 3 da tarde.
Attenco.
No novo estabelecimento de armador e cera, ater-
ro da Boa-Villa n. 3 alugam-se candes para anjos
e d>funlos e todos os mais arranjos necessarios para
taes actos, incumbe-se de qualquer enterro para ti-
rar lecenf as, convidar padres.armacao na igreja para
quaesquer actos fnebres, carros etc., assim como se
recebem encomendas para se fazerem cabecas.peilos,
bracos, m3os, pernas e ps, e cera para qoalqoer
premessa, ludo por precos rasoaveis.
Iiim. e Exm Sr. presidente.Jos da Rocha P-
rannos, tendo ofTrido pietericao em seu direito da
thesooraria de fazenda d'esta provincia relativa-
mente a cobra 11ra da quantia da dous eolitos e tan-
tos rail ris, qne a mesma fazenda Ihe he devedora,
proveniente de medicamentos que o supplicaute for-
necera para os hospitaes regimeiilaes desta cidade, e
isto nflo obstante ordem expressa do thesoo
LOTERA
DO GYMNASIO
RCANO.
PERNAM-
Vende-se para fra di provincia urna prela
crioula. idade 2o annos, com alunmaa habilidades : a
tratar no Forte do Mallos, ra do Codorniz n. 9, ta-
berna.
Vende-se um silio em Paralibe, coro baslaiiles
Ierras proprias para qualquer planta, e urna excel-
lente varzea propria para capim, bastantes ar\or-
elos de (nielo- de diversas qualidades e urna grande
capoeira : qualquer pessoa que queira comprar, di-
rija-se i roa larga do Rosario n. 30, qae achara com
quem tratar a tal reapeilo.
Vende-se no paleo do Carmo, taberna n. 1,
um escaavo crioolo, de idade 25 a 26 anuos, estatu-
ra alta e bonita lisura, proprio para lodo o serviro.
Vende-se sola muilo boa, courinhos de cabra,
esleirs do Aracaly, tudo por prego barato : no ar-
mazem da ra da Madre de Dos 11. 2.
Vende-se ama prela crioula e recolhida, com
18 ,1 19 annos de idade, e pejada de 3 a 4 mezea,
tendo todas as habilidades qae se podem encontrar
em urna boaescrava : na ra da Koda n. 11, se dir
o motivo da venda.
Vende-se no lugar do Rosarioho um grande
sitio capaz de conservar no auginenlitAa12vaccasde
leite, com ptima baixa para capim, com muilas ar-
vores e fructas : a tratar na ra do Queimado n.
63, loja de Joaa Chrisostomo de Lima Jnior.
Vende-se um sellim de borrainas, armacao in-
gleza. com lodos os perleiices em meio uso: oa ra
do Livramento n. 32, padaria.
FARINHA DE MANDIOCA..
Domiugos Alves Malheus tem para vender moilo
superior e nova farii.ha de mandioca de S. Malheus,
em saceos de um alqueire de medida velha, assim
como farinha fina para mesa, em saceos e barricas:
para ver, no armazem de Jos Joaquim Pereira de
Mello. H
Vende-se urna escrava crioula, mora, de boa
figura, sem vicio algam, engommadeira, cozioheira,
lava de sabao, cose e faz doce, com urna cria de 3
anuas : no largo da Soledade, casa terrea de 3 ianel-
ras e 1 purlAo.
Vende-se um sellim grande de borrainas, de ar-
marao ingleza, com Indos os perlences, era meio
oso : na roa do Livramenlo n. 32, padaria.
Vende-se urna escrava crioula, de idade 16 an-
nos, boa figora, propria para aprender qoalqoer ha-
bilidade, por ja ler algum principio : na ra do
Rangel d. 50, taberna.
Vende-se ama negra boa vendedora, cose, lava
e cozinha o diario de ama casa, nao he maito moca ;
quem a pretender, dirija-se ra da Maogoeira,
casa n. 10.
Em casa de Timm Momsen & Vinnassa,
praca do Corpo-Santo n. 9, ha para
vender :
Cemento romano em barricas, chegado
ltimamente de Hamburgo.
Vendem-se
Seda de quadros escosseza, de quadros gran-
des com 3 palmos de largara e de cores vi-
vas, a 19200 cada covado.
Manguitos de cambraia bordados a agulha
'.'''machina, para vestidos de senhora,
29000.
Gollas de cambraia do mesmo goto> a i? e
-.jjooo cada urna.
Romelras de filetes de linho e seda, a 69.
Ditas de fil de linho bordadas e de cam-
braiela bordada, a 59 e 69OOO cada ama.
Chales de merino bordados de seda, que
tinge louquim, com franja de reros, a 119
cada um.
.!i0* de ""mira com barra matizada, a
DVOOO.
Ditos de caxemira liza, de (odas as cd-
re, a 5*000.
Ditos de filete brancoe de cores, com pal- L
mas bordadas, a 83OOO. I
ra do Crespo, _loja amarella n. 4. f
'< ^m^K'jR,*tXX^X^RM
Na loja de encadernaran, no becco da Congre-
carao, vendem-se por barato prero diversas obras de
direito. e muilas oulras bem como as de direito com-
merciai manlimo, por Boulav-paty, consulado do
mar, de economa poltica, po"r Malheosl. B. Say,
Italeos, obra Valell, Missel, J. Aetams Martina, B.
Conslanl sobre direito N. da (i. e P. e diplomtico,
ohricacOe do jury, por S. R. Phillyps, direito cri-
minal, por Brissol, Baboux cdigo penal, e multas
outras de diversos autores, de gosto litlerato.
Vende-se mesmo para o mallo om negro de
meia idade, proprio para lodo o serviro : na taber-
na de Gurialiu' de cima.
1 fino
Vendem-se
Palitos de brim pardo de linho, muito I
a 59OOO.
Dito de bramante branco, de rordao, -fi- :
no, a S90OO.'
Ditos de esgiiiio muito lino de puro linho,
a 89000.
Ditos de alpaca prela transados, a 69000.
Ditos de alpaca preta moilo finos, a 109000.
Dito de alpaca de corea de cordao, a 69000.
Diloa de panno fino preto e de cores, lodos
^ forrados de seda, a I89OOO.
Caljas prelas de caseraira salim, a 10-000.
Colirios de selim da China e lavrados, a
890110.
E oulras muilas fazendas chegadas lti-
mamente de Paria, bem como casaras de .
panno fina preto, quinzenas de rasemira, ca-
mizinhas de muriin francez com peito de
silesias de lynho. finissiraas meias de Esco-
cia e de seda de cores e lislras : na ra
Crespo, loja amarella n. 4.
AOS 6:000, 3:000# E 1:000$.
O cautelista Antonio Jos Rodrigues de Sooza J-
nior avisa ao respeilavel publico, que as rodas da
ultima parle da primeira desta lotera andam im-
preteiivelmenle quarla-feira, 12 de selembro. To-
dos os seus bilhetes e cauteles sao pagos sem descan-
to algam, os quaes acham-se venda na praca da
Independencia, lujas ns. 4, 13, 15 e 40 ; ra Direita
n. 13; traveasa do Rosario n. 18 C ; aterro da lina-
Vista n. 72 A, e na ra da Praia, loja de fazendas.
Bilhetes 59800 Recebe por inteiro 6:0009000
3:0009000
1:5009000
1:2009000
7509000
6OO9OOO
3009000
O mesmo cautelista cima declara, que s se obri-
ga a pagar osoil por cenlo do imposto geral em seos
ditos bilhetes inte iros, devendo o possuidor receber
do Sr. Ihesoreiron;o sea respectivo premio.
Est a sahir a luz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTRAHIDO DE RUOFF E ROEN-
NINdHAUSEN E OUTROS,
posto em ordem alphabelica, com a descriprao
: MORPiiFA :
e outras doencas da pelle.
2 Trata-se cora especialidade as afieccGes da
9 pelle, particularmente a raorpha, no contul-
5 tono honueopathico do Dr. Catanota.
28 RITA DAS CR17.ESN. 28 w
9 No mesmo consultorio tem sempre grande
sortimento de carteiras de homasopathia mui- 9
lo em conta.
9 Carteiras de 12 medicamentos a 69000.
*9 de 24 a 69,10, 129,19 e 2O9OOO.
ffe 48 a 229OOO e 289000.
9 9 de 144 a 559000 e 709000.
m Tubos avulsos a 300, 500 e 19000.
Frascos de Untura a I90OO.
9 Deposito da verdadeira tintura de firmen
9 lirada da pkanta verde na Svizera.
9 Elementos de homueopalhia, 4 vol. 69000
-*e
loteras da provincia.
O Illm. Sr. thesoureiro das loteras da
provincia manda fazerppblico, que as ro-
das da 4- parte da primeira lotera, do
Gymnasio correm impreterivelmento no
dia 12 a's 9 horas da manhaa, no con-
sistorio da igteja de N, S. da Conceiciio
dos militares. Thesouraria das loteras,
5 de selembro de 1 S,!.O escrivao.Luiz
Antonio Rodrigues de Almeida.
Vende-se um escravo crioulo, de idade 28 an-
nos, linda figura, moilo possante. proprio para ar-
mazem de assucar ; o motivo por que se vende se
dir an comprador : na ra da Penha, taberna de-
baixo do sobrado novo.
Vende-se um bonito moleqne de idade de 8
annos : na ra do l.ivramento n. 14, loja.
Na Iravessa do arsenal, armazem n. 9, ven-
dem-se saceos de farinha bem torrada a 29560, e ar-
roz pilado da Ierra superior ele.
Sal do Ass
a bordo do brigne nacional ero: na roa do Vigario
n. 19, 1 andar.
Velas.
Vendem-se velas de carnauba pura de 6, 7, 8,9,
10 e 13 por libra, e por menos prero que em oolra
qualquer parle : na roa Direita n. 59.
Vende-se urna mulata de boa figura 'cora
as habelidades seguintrs : sabe bem coser e cortar
um veMido.fazer carnizas de homem, engomma com
perfeirao, e outras habilidades que avista se dir ao
comprador ; e oulra de meia idade.de boa figora, e
urna negrinha de 7 annos : na ra do Livramenlo
n. 4.
Meios 29900 a
Quartos 19500
Quintos I920O 0
Oilavos 760 >
Decimos 640
COMPRAS.
Deposito de algodoes trancados.
No escriplorio de Domingos Alves Malheus, na ra
da Cruz n. 5}, continua a vender-se alRodoes Iran-
rados da fabrica da Babia, e lio de algodSo proprio
para redes e pavios de vela, por preco commodo.
A pechincha.
No aterro da Roa-Vista n. 8, defronte da
boneca.
Cheaou ltimamente a verdadeira carne do ser-
ISo e queijns de todas as qaalidades, figos de coma1-
dre, bolacbinha de soda, biscoiloa finosinglezes moi-
lo novos, e um completo sortimento de lodos ns ge-
nero de molhados dos melhores que ha no mercado,
e vende-se ludo por menos preco do qoe em oulra
parte.
Attenco.
Coii(uh.i-p a vender na roa da Cadeia do Recife
n. 47, loja do S* (Manoel) damasco de lita de doa
largaras, moilo proprio para coberlas de cama e
pannos de mesa.
Cera de carnau-
ba.
Vende-se cera de carnauba do Aracaly: na roa
oa Cadeia do Recife n. 49, primeiro andar.
Cera de carnau-
ba do
ARACATY E ASSIT.
Vende-se em porco e a retalho, por menos preco
que em oolra qualquer parle, principalmente sendo
a dinheiro a vista : na ra da Cruz, armazem de
couros e sola, n. 15.
POTASSA E CAL VIRGEM.
No antigo e ja'bem conhecido deposi-
to da ra da Cadeia do Recife, escriptorio
n. 12, ha para vender muito superior
potassa da Russia, dita do Ro de Janeiro
e cal virgem de Lisboa em pedra, tudo a
precos muito iavoraveis, com os quaes -
carao os compradores satisfeitos-
Attencao ao seguinte.
Cambraia franceza de cores de maito bom goslo a
600 rs. a vara, cortes de cassa pretos de maito bom
gosto a 29OOO o corle, ditos de cores com bons pa-
drees a 29200, alpara de seda com quadros a 720 o
covado, corlea de l.la muito finos com 14 covado ca-
da corte, de moilo bom goslo, a 49500, lencos de
bico com palmas a 320 cada om, dito* de cambraia
de linho grandes, proprios para caheca a 560 cada
um, chales imperiaesa 800 rs., 19 e 19/200 : na loja
da roa do Crespo n. 6.
liri ns de vella : no armazem de N. O.
Rieber & C, ra da Cruz n. 4.
Fazendas baratas.
Corles de casemira do pura 13a e bonitos padres
a 59500 rs. o corle, alpaca de cordSo maito fina a
500 rs. o covado, dila muito larga propria para man-
i a 640 o covado, corles de brim pardo de puro li-
uho a 19600 o corle, ditos cor de palha a 19600 o
corte, cortes de casemira de bom gosto a 29300 o cor-
le, sarja de lila de duas larguras propria para vesti-
do de quem est de loto a 480 o eovado, corles de
fustao de bonitos sostosa 720 e 19400 o corle, brim
trancado de linho a 19 e a 19200, riscados proprios
para jaquetase palitos a 280 o covado, crtesde col-
leles de gorgorio a 39500 : na loja da roa do Cres-
po n. 6. .
Velas de car-
nauba,
SIMPLES E DE COMPOSICAO.
Na roa da Cruz n. 15, vendem-se dilaa velas, de
6, 7,8, 9 e 13 por libra, em caixas de Sal 50 libras,
fabricadas no Aracaly, pelos melhores autores, e por
menos preco qae em outra qualquer parle.
Vendem-se pipas e barra vazlo : a tratar com
Manoel Alves' Guerra Jnior : na roa do Trapiche
n. 14.
A 99000 E 109000 A PECA.
Vendem-se pecas de brim fino e harabargo su-
perior, qae se assemelha ao bom panno de linho
pelo diminuto prejo de 90 e 10 a peca de 20 va'
as : na ra da Cadeia do Recife, loja n. 50, de"
fronte da ru da Madre de Dos.
Novo srtioienfo de fazendas
baratas. '
Almdaa fazendas j annunciadas, e oulras mui-
las, que a dinheiro a vista se vendem em porc,3o e a
retalho. por baratissimo prero, ha novas chitas de
I cores fizas a 160, 180 e 200 rs.'o covado, ditas para
coberla, bonitos padres a 220, ditas largas de cores
claras imitando cassa a 240, riscados francezealargos
de quadros modernos a 260, corles de cambraia de
lpicos com 6 1|2 varas por 29560, penoo de linhos
muilo lino para lencos com mais de 2 varas de lar-
gura, pelo baralisaimo preco de 29400 a vara, novos
brins de linho de qoadrinhos para palitos, calcase
jaquelas a 220e240 o covado, corles de caaemiras de
cores a 49, bros de cores para calcas a 19 a vara :
na ra da Cadeia da Recife. loja n. 50, delronte da
ra da Madre de Dos, a qual se achasofirivelmente
sortida de boas fazendas, cojas qaalidadea e commo-
dos precos se garantem e dito -se amostras.
' LABYRINTHOS.
Lencos de cambraia de iinho moilo finos, toalhas
redondas e de psS-ifas, e mais objectos deste genero,
ludo de bom goslo ; vende-se barato : na roa da
Cruz n. 34, primeiro andar.
Vende-se excellente taboado de pinho, recn-
tenteme chegado da America : na ra de Apollo
trapiche do Ferrefra. a entender-so com oadminis
ador do mesmo.
A. boa fama
Vendem-se maito bonitos chapeos de sol de seda
pequeos e com molas proprios para meninas de es-
cola, pelo baratissimo preco de 39000 rs. ; be coma
Uo galante qne quem vir nao deixar.de comprar :
na ra do Queimado, loja de miodazas da boa fama,
o.33.
CAL VIRGEM.
A mais nova no mercado, por preco
muito barato: no deposito de ra do
Trapiche n. 15, armazem de Rastos & li-
maos.
FAZENDA SEM AVARIA.
Vende-se brim branco proprio para militares a
500 rs. a vara, ditos de cores pelo mesmo preco : na
ra do Crespo, loja 11. 6.
Vende-se ac em cimbeles de nm quintal, por
prero muito commodo : no armazem dn Me. Cal-
moni & Companhia, praca do Corno Santo n. 11.
FAZENDAS DE GOSTO
PARA VESTIDOS DE SENHORA.
Indiana de quadros muito fina e padres novos;
corles da laa de quadros e flores por preco commo-
do : vende-se na ra do Crespo loja da eso nina qne
volla para a ra da Cadeia.
CAL DE LISROA.
Vende-se cal virgem, chegada no ul-
timo navio, por prero commodo, assim
oomo potassa superior americana: no
deposito da ra de Apollo n. 2B-
CASEMIRA PRETA A 4?500
0 CORTE DE CALCA.
Vendem-se na ra do Crespo, loja da enquia qae
valla para a roa da Cadeia.
Vende-se
Farello era saccas de 5
arrobas a 5^000.
Farinha de mandioca
era saccas a 2$500.
Tij olios de mar more a
520.
Vinho Bordeaux em
garraoes a 12^000.
Mo armazem de Tasso
rmeos.
LEONOR D'AHBOISE.
Vende-se o excellente romance histri-
co Leonor d'Amboise, duqueza de Rreta-
nha, 2 volumes por 1^000 rs., na livraria
n. 6 e 8 da praqa da Independencia.
gSSSM9* SSSft
P POTASSA BRASILEIRA. 0
fi} Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenhos os
seus bons ell'eitos ja' experimen-
tados: na ra da Cruzn. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
Vendem-se i escravos mocos, de bonitas figo-
r|s, de todo servico : na ra Direita n. 3.
PURLICACA'O. COROGRAPHICA.
Eata' a' venda na livraria cinica n. 2,
no pateo do Collegio, a obra intitulada
Rreve Noticia Corographica do Imperio
de Brasil, escriptaem 1851 e roga-se
aos Srs. assignantes que tenham a bon-
dade de mandar buscar os seus exempla-
res, no armazem deleiloes da ra do Col- *
legio n. 15-.....
NAVALHAS A CONTENTO E TESOURAS.
Na ra da Cadeia do Recite a. 48, primeiro an-
dar, escriptorio de Auaoslo C. de Abreo, conli-
nuam-se a vender a 88000-o par (preco fi\o, as j
bem conhecidas e afamadas navalhns de barba (citas
pelo hbil fabricante que foi premiado na ei^osicao
de Londres, as quaes alera de durarem extraerdina-
riaraente, nao se sen tem no rosto na accAo d corlar ;
vendem-se com a condeso de, nao agradando, po-
derem os compradores devolve-las al 15 dias depois
pa compra reetitoindo-ae o importe. Na mesma ca-
sa ha ricas lesourinhas para unhaa, feitas pelo mes
mo fai 'ican le. .
SYSTEMA MEDICO DE HOLLWAY
i
PILULAS HOLLOWAY
Este inestimavel especifico, composto rolciramen-
le de hervas medicinaes, nSo contera mercorio, uem
alguma oulra substancia delecterea. Benigno a mais
lenra infancia, e a coropleicSo mais delicada, ha
igualmente prompto e seguro para desarraigar o mal
na compleicao mais robusta ; ha inteiramenle Inno-
cente ero suas operac&es e eOeilos ; pola busca e re-
move ns doencas de qoalqoer especie e grao, por
mais enligas e tenazes que sejam.
Entre militares de peasoaa curadas com este re-
medio, muilas que ja estavam as portas da morte,
preservando em seo uso, contagofram recobrar a
saude e forcas, depois de haver tentado intilmente
todos os oolros remedios.
As mais afilelas nao devem entregar-se a deaeape-
racao ; facam um competente ensaio dos ellicazes
edeitos desta sombrosa medicina, e prestes recu-
perarao o beneficio da saude.
Nio se perca lempo em tomar esse remedio para
qualquer das seguinles enfermidades :
Na roa do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se farelo novo, chegado da Lisboa pelojrigue Bt-
peronea.
AGENCIA
Da Fnndicao' Low-Moor. Ana da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas Dar engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos. Dar
dito. H
DEPOSITO DA FABRICA DE TODO
OS SANTOS DA RAHIA.
Vende-se em casa de N. O. Bieber &
C, na ra da Cruz n. 4, algodao tran-
cado daquella fabrica muito proprio pa-
ra saceos de assucar e roupa para escra-
vos, por preco commodo.
Vende-se urna balaoca romana com todos us
saus perlences,em bom uso e de 2,000 libras : qae
pretender, dirija-se roa da Cruz, annaiwra n. 4.
COGNAC VERDADEIRO.
Vende-se superior cognac, era garrafas, a 129000
a dnzia, e 19280 a garrafa : oa roa dosTaooeiras n.
2, primeiro andar, defroole do Trapiche Nova.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na ra do Crespo, loja da esquina que
volta para a cadeia.
ATTENCO.
Na ra do Trapiche n. 54, ha para
vender barris de ferro ermeticamente
fechados, proprios para deposito de fo-
ses ; estes barris sao os njelliores que se
tem descoberto para este fin, por nao
exhalar em, o menor cheiro, e apenas pe-
zam 16 libras, e cusUm o diminuto pre-
co de 4,$000 rs. cada um.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
aojam.quadrilhas, valsas, redowas, schc-
tickes, modinhas tudo modei nissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Na roa do Vigario n. 19, primeiro andar, tem
venda a superior flanella para forro de sellins,
chegada recentemente da America.
Accidentesepileptieos.
Alporcas.
Ampoias.
Areias (mal d').
Aslhma.
Clicas.
Convulses.
Debilidade ou eitenua-
Co.
Debilidade ou falla de
forfas para qualquer
coosa.
Desinleria.
Dor de garganta.
> de barriga.
nos rins. .
Dureza no venlre.
Enfermidades no ligado.
venreas.
Emaqoeca.
Erysipela.
Febres biliosas.
intermitientes.
Vigsimos 340
Compra-se um bastidor para bordar : quem li-
ver annuncie ou dirija-se i ra Imperial.n. 52.
Compra-se um escravo que nao tenha vicioa
nem achaques, e que sej;> de boa conducta, anda que
nao aeja moco : a ti alar na roa do Collegio n. 21,
primeiro andar.
Compra-se urna preta de bonita figura e mocas
quesejaboa coslnreira e engommadeira; paea-se
bem agradando : naraadoTrapichen.il, primei-
ro andar.
Compram-se accoes da companhia de
Reberibe: em casa de Tasso lrmaos.
Compra-se um laWo meiaoem bom estado : na
praca da Boa-Vista n. 7.
Compra-se um diccionario portu-
guez-inglez : nesta typographia.
tendo V. Ezc. mandadojiofornar a mesma Ihesoura- 'ltTm0S d."wd'e" cirurgia, e posto ao alcance
ria, esta por motivos que o supplicaole ignora, tem
delido desde o 1. de junho at o presente a referi-
da inforroacAo jor V. Exc. eligida, causando desta
arle ao supplicanle grave prejoi/.o ; por isso o sup-
plicante de noio recorre o V. Eie.aiimde que como
primeira autoridade administrativa da provincia se
diuge mandar que a referida thesouraria haja de dar
e informado por V. Exc. eligida. Nestes termos,
pede a V. Exc. assim Ihe defira.--E R. Me Joti
da Rocha Paranhot.
Informe o ir. inspector da thesouraria de fazenda.
Palacio do governo 28 de julbo de I8V>.Figuei-
redo.
das pessoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO MORAES.
Subscreve-se para esta obra no consultorio homeo-
pathico do Dr. LOBO MOSCOZO, ra Nova n. 500
primeiro andar, por 59000 em brochura, e 6900,
eucadernado.
i
J. JANE, DENTISTA,
9
i
9 continua a residir na ra Nova n. 19, primei-
9 ro andar.
VENDAS
Oracao contra a peste e o cholera-
morbus.
Acha-se venda na livraria n.feS da praca da
Independencia um folhelinho com difierenles ora-
coes contra o cholera-morbos, e qualquer oulra pes
le, a 80 rs. cadH um.
REGULAMEMTO DA AFERICAO".
Vende-se por 100 rs. cada um regulamenlo de afe-
rcao do municipio do Recife : na livraria n. 6 e 8
da praca da Independencia.
Vendem-se dous pianos fortes de
Jacaranda construcc&o vertical, e com
todos os melhoramentos mais modernos,
tendo vindo no ultimo navio de Ham-
burgo: na ra da Cadeia, armazem n.
21.
Para acabar.
Vendem-se merinos em peca e a reta-
lho, de muito boa qualidade .por serem
franceses por todo preco: atraz da ma-
triz da Roa-Vista n. 13, das 6 horas da
manhaa a's 9 do dia, e das 3 a's 6 horas
da tarde. *
No largo do Carmo, quina da ra de Horlas n.
2, vendem-se queijos novos a IrXOO, manteiga in-
gleza a 640, 800 e 960, e muito superior a 19200. di-
la franceza a 800 rs., passaa a 400 rs., cevada a 180,
chourcas a 400 rs., caf a 180, tapioca a 200 rs., al-
piste a 200 rs., cha a 1600, 29000, 2400 e 29880,
dilo preto o melhor do mercado a 29240, batatas a
10 rs., bolachinhas inglezas a 360, ditas Napoteao a
480, ditas ararula pura a 560, lisboense a 400 rs.,
toucinho de Lisboa a 320, banha bem alva a 560,
nozes novas a 80 rs., omma a 80 ra., ararota a !20,
espermacelea800e960, carnauba em velas a 500
rs., farinha de trigo a 180, pomada a 440 a dnzia,
doce de goiaba a 800 rs. o caixao, arroz branco a 480
a cuia, libra a 80 rs., azeile doce a 610, vinho de
Lishoa a400 rs., Figueira a 480, Porto muilo supe-
rior a 560 a garrafa, dito branco a 560, sardinhasde
ranles em latas a 600 e 800 rs., phosphoros proprios
para quem Turna, qae s se apagara depois que aca-
ba a madeirn a 40 rs. a caizinha, peneiras de rame,
e bracos de balanca Romao propiios para balcSo.
13$500
Vende-se cal de Lisboa ltimamente chegada, as-
sim como potassa da Russia verdadsira : na praca do
Corpo Santo n. 11.
Cheguem ao ba-
rato! !
Caixas para rap imitando a tartaruga, pelo bara-
tissimo prero de 19280 cada una : na roa do Cres-
po n. 6.
Vendem-se batatas muito novas, em arroba
19120, a libra 40 rs., manteiga ingleza a 800 rs.,
caf de caroco a 160, loocinho de Lisboa a 300 rs. a
libra, gomma de engommar a 80 rs.: na roa de
Hurlas n. 40.
Na roa do Vigario n. fl), primeiro andar, lia
para vender superior reros de primeira qualidade,
do fabricanteSiqueiralinhas de roriz e de nume-
ro, e fio porrele, tudo chegado pelo ultimo navio viu-
do do Porto, e juntamente vinho superior, feitoria
em pequeos barris de dcimo.
Vendem-se no armazem n. 60, da roa da Ca-
deia do Recite, de Henry Oibsoo, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por precos
mdicos.
Narua da Cadeiado Reciten. 18,
ha para vender relogios da fabri-
ca mais acreditadas da Suissa, tan-
to de ouro como de ptata, ditos
foliados edourados, mais baratos
do que em qualquer outra parte.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandioca
em saccas que tem um alqueire, medida
velha por 3J000 res : nos armazens ns.
3,5 e 7, e no armzem defronte da porta da
aliandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes & Companhia na ruado Trapiche
n. 54, primeiro andar.
Taixas par& engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Rowmann, na ra do Rrum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 3 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Capas de burracha a I S<>()<>.
Quem deixari de se manir de urna excellente ca-
pa de burracha, pelo diminuto preco de 129 V a el-
las, qae se eslAo acabando: na ra da Cadeia do Re-
cite, loja n. 50, defronte da ra da Madre de Dos.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton & C, na ra de Senzala Nova n. 42.
Sellins inglezes.
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montaria.
Candii-iros e casticaes bronzeados.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiro.
Vaquetas de lustre para carro.
Rarris de graxa n. 97.
Vinho Cherry em barris.
Camas de ferro.
Febre toda especie.
Gola.
liemorrhoidas.
Hydropisia.
Ictericia.
I od i gestees.
Ioflaramacoes.
Irregolaridade damens-
Iruacflo.
Lombrgas de (oda espe-
cie.
Mal-de-pedra.
Manchas na culis.
Obulruccao de venlre.
Pbliaicaou cousumpeau'
pulmonar.
Reteocao d'ourina.
Rheumatismo.
Symptomas secundarios.
Temores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal.)
Vendem-se estas pillas no estabelecimeuto geral
de Londres, n. 244, Slrand, e na loja da todos os
boticarios, droguistas e outras pessoas encarregadas
ds sua venda era t.da a America do Sul, Davana e
llespanha.
Veude-se asboeetinhas a 800 rs. Cada urna dallas
ronlem urna inalroccjo am porlaguez para explicar
o modo de se usar destas pillas.
O deposito geral he em casa do Sr. Soura phnr-
maeeutico, na ra da Cruz n. 22, em Pernam-
bueo.
Deposito de vinho de cham- w
# pagne Chateau-Ay, primeira qua- V
0 lidade, de propriedade do conde |)
de Marcuil, rita da Cruz do Re-
cife n. 20 : este vinho, o melhor
d,e toda a Champagne, vende-se
a 36S000 rs. cada caixa, acha-se
nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N.
R.-1As caixas sao marcadas a fo- O
goConde de Marcuile os ro-
tulos das garrafas sao azUes. M
AOS SENHORES D ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Rerlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o mel hora ment do
assucar., acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo n3 idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
A Boa lama.
Na roa do Queimado, nos qualro cantos, loja de
miudezas da boa fama o. 33, vendem-se os segoinles
objectos, mido de muito boas qaalidades e pelos pre-
cos menc-onados, a saber:
Pentes du tartaruga para atar cabellos a isOO
Ditos de alisar lambem de tartaruga 39000
Ditos de marfim para alisar 19400
Ditos de bfalo moilo fios 300 e 400
Ditos imitando a tartaruga para?atar caberlo 19280
Loques Fmssimos a 29, 3 e 49000
Lindas caixas para euslora 39000
Ditas para joias, muilo lindas a 600 e 800
Luvas peas de torcal e cora borlotes 800
Ditas de seda de cores e sem defeito 19000
Lindas meias de seda de cores para crijucas I98OO
Meias pintarlas fio de Escocia para crianzas 240 e 400
Raodejas grandes e finas 39000 e 49000
Trancas de seda de todas as cores e larguras e de bo-
nitos padres, filas finas lavradas e de lodas as lar-
guras e "res.bicos finissimos-de linho de bonilos
padres e lodas as largaras, lesouras as mais finas
que he possivel encontrar-se e de toda as qualida-
des, meias e luvas de todas aa qualidadea, riquissi-
mas franjas brancas e de corea com borllas proprias
para coriinados, e alera de ludo islo oulras muitissi-
mas cousas ludo de bons gostos e boas qualidades,
que a vista do maito barato preco no dixam de
agradar nos Srs. compradores.
Vende-se pipas, barris vazios e bar-
ricas internadas: a tratar com Manoel
Alves Guerra Jnior, na ra do Trapiche
n. 14. 1
Moinhos de vento
ombombasderepuxopara regar borlase baixa,
de capim, na fnndicao de D. W. Bowman : narua
dn Brum ns. 6, 8c'l(>.
Vende-se cognac da melhor qualidade: na ra
da Croz 11.10.
Antigo deposito de panno de aigo-
godio da fabrica de Todos os m
Santos na Bahia. S
Novaes & Companhia, na ra do
Trapiche n. 54, continan) a ven- V
der panno de algodao desta fabrica, fi
trancado, proprio para saceos e |
roupa de escravos.
XatBtti
Rascado de listras de cores, proprio
para palitos, calcas e jaqnetas, a 160
o covado.
Vende-se na roa do Crespo, loia da esquina que
volta para a cadeia.
Deposito de cal de Lisboa.
Na roa da Cadeia do Recife, loja n. 50, continua
a vender-se barra com superior cal virgem de Lia-
boa, por preco commodo.
CORTES DE CASEIIRAS
DE CURES ESCURAS E CLARAS A 3*000.
Vendem-se na roa do Crespo, teja da esquina qae
volta para a ra da Cadete.
A boa fama
Na roa do Qaeiraade nos qualro cantes, loja de
miudezas da boa fama n. 33, vendem-se osseguintes
objactos pelos precos mencionados, e tudo de mui-
to boas qualidades, a saber:
Duzia de lezouras para costara a 19000
Dazia de peales para alar cabellos 19500
Pecas com 11 varas de filalavrada sem defeilo I9200
Pares de meias brancas para senhora 240
Pecas de filas brancas de linho 40
Pecas de bico estreito com 10 varas 560 e 640
Carteirinhas com 100 agulhss, sorlidaa 240
Macos de cordSo para vestido 600
Caixas com clcheles balidos, franceses 60
Escovas finas para denles 100
Poleeiras encarnadas para meninas e senhoras 320
Linhas brancas de nvelos n. 50, 60, 70 libra 19100
Libras de linhas de corea de novello 19000
Crozas de holoes para carniza 160
Meadas de linhas finissinias para bordar 100
Meadas de linhas de peso 100
Carrileis de linhas finas de 200 jardas 70
Grozas de bolies muilo finos para calcas 280
Caixas com 16 novellos de linhas da marear 280
Duzia de dedaes para senhora 100
Suspensorios, o par 40
Macinhos de rampas 50
Carlas de alfineles 100
Caixinhas com broqaedos para meninos 320
Agulheiros mnito bonitos eum agulhaa 200
Toircidas para candieiro, n. 14 go
Caixinhas com agalhas irancezas 160
Babadosabertos de linho bordados e lisos, a 120 e 240
Alm de todo isto outras maitissimas cousas lodo
de moilo boas qaalidadea, e qae se vende mnilissi-
no barato neste bem conhecida loja da boa fama.
A boa fama
Vende-se papel marfim panudo, a resma a 4000
l'apel de peso pautado muilo superior, resma 39600
lulo almaco sem ser paulado moli bom 2J600
E'ennas finissimas bico de lance, groza IJQOO
Hilas moilo boas, groza 640
Cia-iivetes finos de 2 e 3 folhas, a 240 e 400
l.-apis finos envernisados, duzia 120
D>los sem ser envernisados, duzia 80
Canelas de marfim muilo bonitas 320
Capachos pintados para salas 600
Dnselas de janeo com bonilos easles 500
O calos de armacao ac, todas as gradnacoes 800
Ditos de ditos de metal branco 400
Lunetas com armacao de tartaruga 1fl0t>
Datas de dita de bfalo .yo
Carteiras para algibeira. superiores 600
Iivellas dooradas para caifas e colleles 100
Esporas tinas de melal, o par 800 e 19000
Trnncelins prelos de borraxa para relogios 100 e 160
licileiros e areeiros de porcelana, o par 500
Caixas riqusimas para rap a 640 19000 e 19500
Carteiras proprias para viagem 3950
Toucadores de Jacaranda com bom espelbo 39000
Charutrirns de diversas qaalidades 160
Meias de laia moilo superior para padres 29000
Escovas linissimas para cabelles e roapa, navalbas
linisimag para barba, luvas de seda de lodas as co-
res, meias pintadas e croas de muilo boas qaalida-
des, bengalas muilo finas, lima encarnada e azul
propria para riscarlivros. Alm de todo isto oulras
maitissimas cousas ludo de muilo boas qaalidades,
e que se vendem mais barate do qne em oolra qoal-
quer parle : na rua do Queimado nos qualro cantos
na he conhecida loja de miudezas da boa fama
n. IB.
ESCRAVOS FGIDOS.
Desapparecea no dia 17 de agosto corrate
pelns 7 horas da noile, a prela Lo 11 renca, de idade
35 a 40 annos, ponco mais no menos, com os signaes
seguinlcs : um dedo da mao direila enchado, ma-
gra, tem marcas brancas as duas pernas, levoo ca-
misa de algodAozinhO, vestido de chite roa, panno
fino, e nxais ama Irooxa de roupa : roga-se a lodas
as autoridades policiaes ou capilaes decampo qne a
avprehendam e levein seo senher Jlo Leile de
Azevedo, na praca do Corpo Santo a. 17, qae ser
Ijem recompensado.
PERN.:TYP. DB M. F. DE FARIA. 1855
J
4
!
- I


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EF8PYXA38_WNPFJF INGEST_TIME 2013-03-25T15:36:17Z PACKAGE AA00011611_00660
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES