Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00658


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Full Text

AUNO XXXI. N. 207.



Por S mezes adiantados 4,000.
Por S mezes vencidos 4,500.
SEXTA FEIRA 7 DE SETEIKIBRO HE 1855
Por anno adiaotado 15,000.
Porte franco para o sobscriptot.
DE PERNAMBUCO
ENCARRILADOS DA SUBSCRIPCAO'-
Retire, o proprietorio M. F. de Varia ; Rio da Ja-
neiro, o Sr. J0S1 l'ereira Martina ; Baha, o Sr. D-
Dnprad ; Maceta, o Seulior Cliudino FalcAo Di ;
Parahiba o Senhor (iervazio Viclor da Nalivi-
dade ; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira Jonior;
Araealy, oSr. Antonio de Lemos Braga; Cear, o Sr.
Joaquim Jos de Oliveira ; MaranhAo o Sr. Joa-
im Marques Rodrigues ; Piauhy, o Sr. Domingos
"ano Ackilos Pessoa Cea renes ; Par.i, oSr. Jus-
Ramos ; Amazonas, o Sr. Jeronj mu da Costa.
euim M
Hercula
tte. J.
________________________________________,
CAMBIOS. .
Sobre Londres, a 27 1/2.
Paris, 355 rs. por f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
c Rio de Janeiro, 1 1/2 por 0/0 de rebate.
Acedes do banco 30 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
_ da companhia de seguros ao pac.
Diaeonto de lettras de 8 a 9 por O/O.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas- 291000
Modas de 640O velhas. 16000
> de 69400 novas. 16*000
de 41000. .... 99600
Prati.Patacoesbrasileiros. 11940
Pesos columnarios, ... 11940
mexicanos. .... 19860
AUDIENCIAS.
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os das
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15 iRelaco, tercas-feiras e sabbados
Villa-Bella, Boa-Vista, ExeOuricnry, a 13 e28|Fazenda, quartas e sabbados slO horas
=
EPHEMERIDES.
Tribunal do Commercio, segundasequintas-feirasSetembro 3 Qarto minguante as 6 boras 3 mi-
nutos e 49 segundos da nanhaa.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-letras
Victoria e Natal, as quinus-feiraa
. PREAMAR DE HOJE.
Pnmeira 1 hora 18 minutos da tarde
Segunda 1 hora a 42 mjnutos da manhaa
|Juiz do commercio, segundas as 10 horas e as
quintas ao meio-dia.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas
jl* vara do civel, segundas e sextas o meio da
12* vara do civel, quartase sabbados ao meio dial
PARTE 8FFICIAL.
I
;
>"*i

oovmuf0 DA PHOVINCI A.
Exptdeeai. do dia 3 do ttteabro.
Officio Ao Esm. presidente do Rio Grande do
Norte, Iransmillindo, por copia, o termo de remes-
h do* artigos do tardamente, equipamento, armas e
correiamt, que "n oilo caiie. foram enviados para
aquella provincia na baruca A'oeo-^mor eom des-
lino a respectiva companhia ftxa e ao corpo de po-
lica.
Dito Ao Eira, marechal commandanle das ar-
mas, Blairando-o de haver transmulido (hesou-
raria de fazenda, para ter a devida execojao, a co-
iia qoe S. Etc. remetteu io contrato celebrado pe-
ocoaselho do nano balalhAo de infantera com Luiz
Jote de Franca, para applicar tanguesugaa ans doen-
let de hospital r< gimenlal por lempo de um anno,
mi razio de 230 rs. por cada urna. Ofliciou-ae a
respailo mencionada Ihesouraria.
Dito Ao mijarno, eomrauniciindn que, eru vista
do que requisitos o capilAo commandanle do desta-
camento volante- da comarca da Boa-Vista cm offi-
cio de 2 de agosto ultimo, expedio ordem ao inspec-
tor da Ihesouraria de f.zeoda para que, de coufor-
mklade com a leamande entregar ao alteres dn d-
cimo b.lalhao d > Intentara, Miguel Augusto Bar-
balho Picaneo, oilo mezes de veinimenlos das pra-
cas do mesmo d -stacamento, inclusive os dos mezes
d jeaho, jnlho e agosto j vencidos. Fez-se o
neteaserio expediente a respeito.
Dito Aoiispeclor da Ihesouraria de fazenda,
inteirando-o de haver o bacharel Fernando de Car-
valbo participado que nesta dala entrara no exerci-
cio do cargo de juiz municipal da segunda vara del-
ta cld.de na qualidade de sexto suppleole. Igual
communicacao se fez ao cooselheiro presidente da
|*.
Jtto Ao mismo, dizendo que poda expedir mas
ordene no sentido de seren despecliados na al te mie-
la desta cidaiie, vre de direitos, os tres caitoles
de que S. S. traa, cociendo 16 resmas de papel pa-
ra o expediente daqoella tbesouuria.
Dito -ifcAo jai relato* da junta de juatija, Irsns-
raiUmdo, para s-irem relatados em sessAo da mesma
jauta, cio Cerdoso da Silva, Jos Francisco da Silva e Joa-
quim Jos de Souza, este do segundo balalhin de
agentara, e aquelles do qusrlo de animara a pe.
Parliclpou-se ao marechal commandanle das armas.
Dito Ao capiUo do porto, para mandar por em
liberdade, visto :er iaj>i.|i nlado isenjAo legal, o re-
crata Roaaaaldo Crrela de Brito.
Dilo Ao juit municipal e delegado do termo do
, Bonilo, dizeMo qoe, eom a informadlo que remt-
ate por copia do conVelheiro presidente da reanlo,
responde ao ol ci em que S. me. procara saber se
sxisteem abano.-, dos cario/ios daquelle tribunal um
pc*s crime, instaurado contra Francisco Lopes
os Santos por tentativa de morte.
Portara Ao agente da eompauhia das barcas de
vapor, recommendando que mande dar urna passa-
t**|I0* P P"*-1 "o vapor qae pasear para o norte,
Dr. Maxlmiauo Francisco Duarle e sna mulher.
caso exista lugar vago para p.ssegeiro de estado.
Dita Ao mesmo, paH mandar dar| transporte
al a corle no vapor que passar para o sul, ao api-
lio do primeiro regiment de artilharia a cavallo,
Joio Mara de Almeida Feij. Pnrticipoo-se ao
marechal commandanle das armas.
Dita Nomenndo, de conformidade com a pro-
posla do chefe do polica, para o* lugares vagos de
uppjentas d^y>delegado do dislriclo de Fazenda
.. Grande, aos cjtfSdAos segainles:
4.* BenediiV Atoes O**
2. David Gomes Je S Correia.
3. Joilo de Araujo Leal.
i. Francisco Amonio de Novaes.
5.' Alexandre Freir Leile.
6.* Francisco Manoel Leite.
Participou-se ao supradilo chefe.
Mullas ....
Naturalisajoes.
Canaes e ros. .
Pedagio sobre as
estradas. .
Rendimentos das
portas. .
Ditos dos rami-
nho de ferro.
Ditos dos barcos
(vapor de Ot-
lende a Douvres.
Ditos dos coaa-
mituradosraa-
rlieaos .
Ditos da pilota-
pero e pliarol.%
11 La nova as 8 horas, 31 minutos e
49 segundos da manhaa.
19 QuartocrescenteasS horas, 20mi-
nutos e 14 segundos da nanitas.
25 La cheia a 7 horas, 5 minutos
35 segundos da tarde.
2*4,811. 8.
9,500. 00.
2,958,796. 34.
1,569,140.' 12.
3,378,670. 43.
282,15. 41.
5.500. 00.
2,927,180. 50.
1,731,635. 42.
3,519,653. 88.
17,077,860. 66. 19,380,000. 00.
119,149.90. 112,875.72.
40,212. 34.
567,116. 09.
48,086.82.
598,124. 29.
a37,066,922 fr. 14 c.
217,520,558 fr. 84. c.
619,546.363 ir. 30
que
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
Stttao judieiaria de 5 deietembro de 1855.
Presidencia do Exm. Sr. desembargador Firmino
Antonio de Soazs.
A*e 10 boras e meia. presentes os Srs. desembar-
dores l.eSo (Cucal), Santiago e Gitiraua, e ot Srs.
lutados Bastos, Medeiros Reg, Pinto de Lemos e
IgMcio de (lliveira (sapplenle), foi I ida e ap-
prorMda a acta da Masito antecedente.
mpediaaeuto do Sr. desembargador Santiago
passaraj" Sr. desembargador Gitirana as appel-
lacOc gleguinles :
A|>pel"an'e< Loiirenco Luiz das Neves, curador
da masiva fallida de Domingos Jos da Cosa ;
Appe, Jlado, Jote Rodrigues da Rocha,
plante, JoAo Cantoso Av res;
kvtda, a viuva Martins de Carvalho.
r. ikVembiirgaclor Lelo pedio dia para o jui-
la] app;ll.c3o em que sito parles':
ppellaanlr, J iao Cavalcanli de Albuquerque ;
ppellaotp, Msnoel Pereira de Moraes.
elalor o Sh .lesembargador Santiago,
lignado o diaSde boje, sorteados os Srs. tlepu-
^lados Medeiros Keftp,.e M. J jeejJlixaT- o feito, os Srs. d :pydos observaram que Ihes era
preciso lempo purjf exame dos autos, e licou adiada
a dncisio. /
O Sr. desemba rgador Gira na pedio dia para o jul-
gamento aja appeflajao em que sAo partas:
- Appellaole, Francisco Jos Regallo Braga ;
Total. 83,309,0sfc. Ot. 88,428,680. 10.
As avalia^es para o exercicio de 1859 tinham
cheaado 84,931,000 fr.
Os direitos de alfandega solTreram em 1853, com-
parativamente a_1852,uma diminuidlo muilogrande
ella he de 1,465,000 fr. e p'oveio em grande par-
te de ama redurcAo na importarlo de alguns dos
principaes arligos de commercio, qoe tinham dado
logar ero 1853 a importarnos inleiramenteaoormaes
assim como ira TeduccAo ou da suppressAo dos direi-
tos de entrada .ubre om grande romero de arligos
de commercio, e especialmente sobre as materias
primas.
Divida constituida.A divida constituida sMdi-
vidoem duaacathegorias : divida ordinaria, e divi-
da extraordinaria.
A divida, ordinaria lem a sna origem noa encar-
gos resoltantes dos tratados com o governo rio rei-
no dos Paizss-Baixos, as despezas extraordinarias
para a organisacAo do paiz em 1830, 1831 a 1832,
e finalmente as medidas necessiladas pelos aconle-
cimenlos de 1848. Os juros annuaet do capital da
divida ordinaria elevam-se a somma de 14,932,814
'i? o"'- '''''''30 P*r amorlisasao he de
1,342,936 fr. 32 c. ; as despezas aunuaes montam
em 34,895 fr : tolal annual para o servico desta
parle da divida coustituida da Blgica, 16,310.645
fr. 54 c.
A divida extraordinaria deriva dos emprestimos
conlrahidos para cobrir as despezas voladas para os
trabamos de utilidade publica. Os joros aaamaaa
desladivida se elevam a soroma de 11,728,860 fr.
92 c; a dotacAo para a amortizacAo lie de 2,335,137
fr. 18 c ; as despezas annnaes sao de 220,60") fr.
total annual para o servico da divida constituida
extraordinaria da Bolgica, 14,281,603 fr. 10 c.
O capital de toda a divi-
da, tanto ordinaria como
extraordinaria, era pois
primitivamente de .
A amoilisarao operada
monta ea*......
Assim resta para amor-
liiar........
Importa, porcm nao perder de risla
ultimo algarismo as dividas a 4 3, e 2 ; por 100
eatSo eomprehendidas por tan valor nominal, entre-
tanto que a amorlisacAo, fazendo-se por via le res-
gaste, de lugar a laxas consideravelmente cima do
par.
Commercio.Depois da soa emaneipacao polti-
ca, a Blgica lem feito esforcos perseverantes para
altralur a seos por tos movimento consideraval d r
commercio que a revolaeAo de 1830 Ihe fizera per-
der em grande parle e para se crear relajees vnla-
josas con os outros pases. O ova reino por mni-
to lempo esleve discorde sobre a questav de qoal
o systema restrictivo predominuva na lei dos direi-
tos diOerenciaes; matsncces.ivas modiricajes feitas
nesla legislacAoolem feito quasi completamente de-
sapparecer, e hoje todos os espirito* serios aspiram
a orna sabia liberdade. Neuhuma mudanza tem
sido feila de ohofre ; cada anno se desprega ama
pedra do edificio reslriclivo erigido em 1841, e lu-
do leva a crer qoe seas oltimos vestigios desappare-
cero na pnmeira diseussao que te suscitar a ette
respeito as cmaras.
Outras causas lambem teem contribuido a exten-
der os mercados da Blgica em proporcGes real-
mente prodigiosas ; e entre essa* causas compre
mencionar a creacAo do caminho de ferro, qne lem
exercido sobro o commercio belga urna influencia
decisiva. Para o provar bata lembrar que esle meio
rpido e econmico de commanicacAo pfle a Blgica
em relaco immediala com a Franja, a Allema-
nba, a Inglaterra por Oslende, e logo com a Hul-
landa. A Blgica se tem, pois, tornado um ponto
central para onde converge ama parle do movi-
mento commercial da Europa.
L'ma outra medida adoptada em 1841 deu ama
grande impulso ao movimento maritimo he a crea-
t-Ao dos servijot regulares de oavegacA.0 i vela com
.subsidios do governo. (iracas ao concurso do estado
lem sido eslnbelecidas lio has para diferentes paizes
transatlnticos ; os precos de transportes foram
hvados a laxas excepciooalmenle reduzidas para,as
mercadorias belga., e assim se Ihes (em abarlo im-
portante* sahidas.
Em 1841 lambem, tentara o governo dolar o paiz
com urna linha regular de navegacao a vapor entre
Antuerpia e os Eslados-Uoidos da America. Porm
esta tentativa n.lo leve bom xito ; porque a empre-
za lendo sido dirigida eom pouco discernimen|o,
1843 211,597,000 1.56,435.000 368,032,000
1844 197,746,000 174.585.000 372,331,000
1845 231,083,000 184,682,000 415,765,000
1846 217,565.000 183.963,000 101,528,000
1847 232,479,000 2O5,78i,00O 438.260.000
1848 222,896.000 182.077.000 404,673.000
1849 235,792.000 224,326,000 460,118,000
1850 236,525.000 263.647,000 500,172,000
1851 241,050,000 253,828,000 494,887,000
1852 286,646,000 287,321,000 873,967,000
Doui factos importantes sobresahem dos algaris-
mos que acabamos de confrontar: 1.o acrescirao
gradual e iiAo interrumpido do commercio especial,
pois que as importarles e as exportacoes reunidas
dAo em 1852, comparativamente a 1840, om aug-
mento de t*por 100; 2. qoe o augmento he muito
mais coosideravcl para o commercio de exportarlo
qoe para o commercio de importaran; e rom efTeilo,
quaoto a sabida ha accresetmo em 1852, compara-
tivamente ao primeiro anno deste periodo de 106
por 100, quanto a entrada, o augmento so he de 39
por 100.
Commercio de transitaA Blgica tem feite gran-
des sacrificio, para desenvolver em seu territorio o
commercio de transito. Estes sacrificios vo fructifi-
cando. Elle paiz gracas aos seos meios rpidos de
commnnicarflo, lem lirado um admiravel partido da
aua ituacAo gensraphica. O transito tem mais que
quintuplicado no esparo de 12 annos. Eis os pai-
zes para onde o commercio de transito lem lomado
mais desenvulvimento.e pastamos a por em confron-
tarlo os resultados do anno de 1840 e os de 1852.
/mporfocos.
1840 18S2
AssociajAo nllema.la..
Franja......
Inglaterra......
Estados-Unidos d'America.
Paizes Baixos. .
Rio da Prala. .
Brasil.....
fr.
fr.
4,095,00tf ,518,000
.Ot 83,351,000
4,767.1
11,26.0*a> 42,&65,O0n
2,431,000 11,794,000
. 8,247,000 10,429,000
... 4,515.000 8,494,000
.... 1,464,000 5,279,000
/;./ portaroe!.
1840 (852
fr. fr.
AssociacAo allemAa. 9,l63.0on 97,482,000
Franja...... 23,748,000 88,605,000
Paizes Banos.....6.337,000 17,773,000
Inglaterra. ...... l,;09,000 14,728,000
EstadosLnidosd'America. 106,000 7,083,00 Br'l........* 320,000 1,672,000
- Os estados do /.ollverein allemSo e a Franja direc-
tamente ligados a Blgica pela via frrea, sAo os dous
paizes coio movimento de transito, Unto para a en-
trada como para a sahida, lem seguido a progressAo
a mais rpida. Cumpre observar todava que em
18(9 as expoYtajOes por transito para a Allemanha
eram mais consideraveis que em 1852, a difterenja
contra este ultimo exercicio he de 21 milhoes de
francos.
NAo podemos fazer menjAo dos resultados do e-
xercicio de 1853 pelos dados que temos colindo ; as
nesle estalisticas otliciaes deste annosserAo publicadas
em novemhro Je 1854. O governo belga com ludo
publica cada mez o estado do movimento commer-
cial no qne loca as principaes mercadorias, tanto a
respeito da importadlo como da exportadlo, "m
exame comparativa do* estados 1883 com os doaaxer-
cicios anteriores faz conheeer qtje o algarismo total
do movimento mercantil deste anno exceder ao do
mesmo movimento de 1882. O acrescimo sei.i prin-
cipalmente sentivet qoanto ao commercio de ex^nr-
lajo; um impulso vigorossimo tem sido impre.-
* 10' parle <,u' """" M ""<" importantes do
IrabsHio nacional, e as remessas para o astrangei-
Namur i Luxemburgo, e em algumas partes da pro-
vincia de Lige, principalmente na margaro direila
do Mosa ; 3.o, veios, principalmente as provincias
de amar e Laxembargo ; 4., monles muito es-
i-nddot em superficie na provincia de Namur;
8., iiionines em forma de grande cunes virados na
inetma provincia ; 6., monles inteirameiite so-
parficiaes na provincia de Luxemburgo.
O numero da. minas metallieas no flm de 1SB0
mnntava a 82 qoe romprehendiam tima exteniAo de
46,399 hect.res. Nesle numero figurara 20 conces-
soes anteriormente a 1830 concedidas quanto ao mi-
neral ferro, 2 concessoes quaotoJtafcee atsociido
a outros melara, 14 concewoes quaoto a chombo s,
2 quanto ao zinco s, 10 quanto ao chamba e zinco,
3 quanto ao pynte, e 1 quanto ao cobre.
Urna lei de 2 de maio de 1837 proMb ,i conces-
sAo de novas minas de ferro ; a eiplosto te faz em
virlnde de simples dedarajes que retebe a chan-
cellara do governo da provincia onde ha a mina.
De 1841 a 1880 teem sido fitas as declaradles se-
Stiinle: na provincia do Hainaut 19; na de Na-
mur 183; de Lige 198. O numero das centros de
eaalorajao cm actividade era no flm de 1810; na
provincia do Hainaut 113. na de Namur 00, de
Luxemburgo 21, de Lige 66 ; total, 801. Os meios
mecnicos em aceao para essa exploaaeio consis-
ta m em 36 machinas a vapor da farsa de 1,-208
cavallos, e alem disto 820 guindastes movidos por
1,030 homens.
As quantidadea medias exlrahidasneSriverso me-
(aes foram :
1841 a 1848 1B46 a 1880.
Calamina. 23,123 lonls. 40,890 tonl*.
Chumbo ... 875 3.733
Pyrile. 1,673 *,844
Ferro .... 203,615 491,095
Ha, pois, om augmento no segundo periotto com-
parado com o primeiro de 103 por % pin a calami-
na, de 327 por *, para o chumba, de W por para
a pyrile, e de 113 por % para o ferro.
O numero tolal dot estabelecimentos dhde se tra-
balham os diversos metaes se eleva em 1850 i 437,
alem de numerosos corsos-d'agua que activam 521
rodas hydaolicas. leudo todas junta' a forja de
5,185 cavallos, e 186 machinas ;i vapor com aforra
de 6,301 cavallos servinm de motares nes-es eslab-
lecimenlos. O quadru guite retuate o valor dos
productos fabricados as diversas encinas siderr-
gicas em 1850.
no exercicio de 1852 se
guinlcs.

1
Foi refurmatii. a sentenja appellada.
O mesmo Sr. desembargador Gitiraua pedio juiz
para a appellaco em que sao parles :
Appellaote, Gaspar de Menezes Vascoocellos de
Drummoiir;
Appellado, Tliomaz de Aquino l'onseca por si, e
coma tutor de seu* lillios.
Nada mais havendo a tratar, le\anlou-se a sessAo
a 1 hora da tarde.
_________________________ (
EXTERIOR.
ADMINISTIuaq Da/bELGICA-1853.
Rendas poblcai.Divida.constituida.Commercio
geral.Coroioercio^^e* transito.NavegajAo.
Industria.Caminaos re ferro.Canaes e rios.
Estradas ordiiarat.-j-Vias navegavea.
Afora as flucluajOef' da opiniAo publica quTenT ?...' -.'.-.
iuccessivamea|||a]MfBV'a*u poder os represntenles
do partidoaaTholic, do partido liberal e do tercei-
ro partido", a adminislraeao belga prupriamenle di-
ta, composta de bomeui especules, preside com tan-
ta inteJIigencia quaoto feliz successo ao desenvolvi-
inenlo dos inlerestes m.leraes, qoe he notavel na
a de vinl aunos i ella parte. Algumas par-
licnlaridade* biitarao para dar a este res leito urna
exacta idea da oilaajo do paiz.
Rendas publi:as.()* oltimos documentos officiaes
atiestan), quemo siloacAo fnanceira, os resultados
segainles
s
Sobre os orjtimenlot tacha-
doide 1830 a 1851, dficit
definitivo.......
Sobre o or jmenlo de 1852
dficit avallado provisoria-
mente ........
Sobre o orjmente de 1853
dficit provavel avaliado. .
15,413,705 fr. 44 e.
6,367,860 a 67 o
5,070,472 02
._. Total. 2H,852r038rr.43c.
lodependemunledascontribairi.es directas con-
sistentes em impostes territorial, pessoal e das pa-
tentes, at rends da Blgica proveem de diversas
fontetque o quadro segointe far conheeer.
Satureza dot
impottot.
Direilosdealfiti-
dafH-
Direitos de laiat
obre.
fSal.....
i Vlnhos estian-
tgelrot ....
lAgaar-(eaining.
/denle, (indgena
\Cervejat e i-
Jnaxret. .
lAawcar .
[Sello das qu.ita-
Jetelc. .
Dh-eitot da ga-
ranta das rw(e-
i'ia. de ouro
prata.....
JMreilaa de de-
posites .
Receitat divenas.
RegWiros .
Secretaria. .
liypolhecat .
SaecestAes. .
Sello ....
/tenias em Renda' em
<852. 1853.
fr c tt. c.
14,273,010 84. 12,807,938 45.
4,534,878. 84. 4,439,686. 95-
2,328,364. 20. 2,524.390. 45.
269,023. 10. 239,033. 36.
4,334,082. 61. 4,065,946. 08.
6,386,144. 73. 6,516,839. 98.
2,785j583. 71. 3,656,100. 36.
5TW1
belecimenlo de urna linha semelliaute. O governo
alem disto acaba de concluir um contrato com um
dot uotsos principaes armadoret, obrando elle mes-
mo em noine de algumas grande* casas de commer-
cio, para o eslabelecimento de ama linHt de nave-
ga jAo a vapor, por navios a hlice, entre Blgi-
ca e o Brasil. Esta lem de ser aberla no curso de
1855.
Reunimos aqu todos os dados eslatisticos concer-
"tes ao commercio da Blgica com os diversos
paisa eateeogeiros ; elles darao ama idea succinta
dos progres realisadot durante os ltimos snnos,
deixaro entrever o brlibante porvira este respeilo
reservado a essas ricas provincias.
Commercio geral.Debaixo desta denominajAo se
comprchendem de urna p*rle (odas as mercadorias
importadas para denlro do paiz, quer sejam ellas
destinadas ao consumo interior, quer reexporta-
de transito directo ou differenlemente
para o estrangeiro, e de outra parte (odas as mer-
cadorias exportadas, quer sejam originarias da Bl-
gica, quer tmenle (enham atravesado o paiz de-
pois de lerem sido ou nAo nelle demoradas.
O movimento do commercio geral tanto relativa-
mente i importadlo quaoto n expoftacao val lo-
mando incremento, e uestes ltimos annos princi-
palmente lem sido rpido o progresto. Eis-aht tan-
to a respeito da entrada quanto da sahida os alga-
nsraos quo esprimem o valor commercio geral.
Annos. Importa- Exporta- Movimento
fots- jOes. total.
1840 246.40b.0tHI fr. 138,198,000 fr. 429,903,000 fr.
1841 277,221,000
1842 288,388.000
1843 294.584.000
1844 301,485.600
1845 363.768,060
1846 334,715,000
1847 382,859.000
1818 333,749,000
1849 464,697,000
1850 442,431.000
1851 444.067,01X1
1852 524,021,000
488,848,000
490,359,000
516,738,000
.584,025,000
673,380,000
634,470,000
732,233,000
631,632.000
916,437,000
012,546,000
0(0.817,000
26.
5,303. 31.
162341. 13. 178,787. 72.
139,319. 44.
39,141. 46.
173.873. 35.
38,249. 60.
10,793,631. 65. 11,562,376. 00.
271,505. 85. 278,118. 17.
1,866,188. 4l.
6,189.262. 16.
2,942,071. 58,
2,064,353. 17
8,146,701. 64.
3,134,752. 47.
!*=-
211,627,000
201,971,000
222,144,001)
283,510,000
:>9,612.000
290,764,000
310,374,000
997^89,000
441,740,000
470,115,000
458,750,000
521,583,000 l,to,Ooa\0uu
Como te v, o progresso heconstante. Ot pnuros
annos que nesla longo periodo parecem .presentar
um cerlo lempo de pausa, sAo atsignalados por tri-
an, alimentarias, como 1846, ou por crises polticas,
como 1848. O movimento commercial de 1812 so-
brepuja de muito. o dot annos anteriores mais van-
lajosos. Comparativamente a 1840, cojos resallados
sAo superiores aot de cada um dos annos preceden-
tes, o acrescimo he para a importa jao de 113 % e
Rara a exportacAo de 185 \ ; lie ao total de 144 por
00 ; he no termo medio sobre o movimento geral
um augmente de 12 *, ao anno.
Commercio especial.Esle commercio nAo cem-
preheude quanto i importadlo seno as mercadorias
entregues ao consumo pela importadlo directa dot
paizes de proveniencia, ou enlo pela sahida de
urna das calbegorias de depsitos existentes na Bl-
gica ; quinto exportajao, entende-se por com-
mercio especial as mercadorias originarias do solo,
ou da industria, e jamait ot producto! provenientes
de material primas, nem outras qaaesquer merca-
dorias destinadas a soffer qoalquer mAo d'obra na
Blgica, e liradas provisoriamente dos deposites,
mediante aiilorisacAo.
Eit o que diz respeito ao commercio especial : ot
algarismosjndieam o movimento de 1840.
Annos. Importa- Exporta- Movimento
cOet. jes. total.
1840 2tt5.6l1.000 fr. 139.629.000 fr. 345,240,000 fr.
1841 209,254,000 154,091,000 363,345,000
1842 228,986,000 142,176,000 3.1,162,000
Grandes fornos......
Officinas para a elaboradlo da
fundijAo.........
Fabricas de ferro proprlamente
ditas ... al.....
Officinas de abrir o ferro. .
Total. .
11,568,857 fr.
3,055,777 te.
11.848,652 fr.
3,844.481 fr.
iO.317,76
I fr.
par.
alhn
LaAs era massa
apuradas....
Fina de IA.....
Pannos......
Outros lecidos de
bla.......
resume nos algarismos se-
Imporlarao Exportarlo
25,735.000 fr.
1,988,000
660,000 a
4,614,000 fr.
1,383.000
13,955,
0,478,000 1,039.000 i
Tutees
37,861.000 fr. 20,991,000 fr.
31,765 13,043,250 fr.
3,959 2,418,975
3.010
11,057
803,325
2,748,825
3.133 1,198,725
elusive a navegaran por navios a vapor entre a Bl-
gica e a Inglaterra occnpou em l3B 2,378 taviot
ealuamos, e 2,416 tbidos. A capacitado destes na-
vios juntos era de 829,324 toneladas, mas o carreaa-
meolo real dos meamos, somente montou a 827,989
toneladas. Comparativamente a 1861, ha um aug-
mente de 12 por 100 para os navios, de 31 por 100
para a lonelagem e de 28 por 100 para o carrege.-
menlo. A marinha mercante belga nao leve soa
parle proporcional nesle notavel acrescimo ; em
relajAo a 1881, ella so leve um augmento de 7 por
ion quanto aos navios e a tonelagem, e no locante
ao carrea-amento effeclivo houve mesmo urna redn-
jAo de 3 por 100. A parte do pavilhAo belga, do
movimento marilimo, qoe em 1881 foi de 20 por 100
para o numero dos navios, de 23 por 100 para a lo-
nelagem e de 26 por 100 para o carrosamente eOec-
Iivo, ja nao foi em 1882 que de 19 e 20 por 100.
Industria.Bem s. pode allestar um desenvolvi-
mento consideravel em lodosos grandes ramos da in-
dustria belga de alguns annos i esta parte.Por occa-
siAodo ultimo recenseamento, em ls46,colheram-st
numerosos dados a respeito do progresso do trabalho
nacional. Esses dados, posto que fkaasem em ge-
ral a quem da realidade, dAo anda hoje urna idea
astas exacta da importancia relativa das diversas in-
dustrias daBelgica.
Para melhormente fazer apreciar alguns algaris-
mos qoe vamos citar, indicaremos os principios que
serviram de base a redacjAo da eslatitlica industrial,
considera-se como induttriat ou artista aquelle
que, por si mesmo en por operarios asalariados,
transforma por urna manipularao qualquer a mate-
ria prima, que adquire por ea trabalho maior va-
lor. NAo foram, pois, eomprehendidas no recen-
seamento *a profissaes commerciaet, nem es agentes
preposlosao transporte das materias primas ou dos
productos insdustriaes. Noque diz respeito aot ope-
rarios s foram contemplados os que IrabalhAu fura
de casa em ofneinas, fabricas ou manufacturas, sen-
do excluidos os que IrabalhAo em stas propros do-
micilios por peja ou diflerenlemenle. Esta rettric-
jAo era necessara para evitar duplos empregos.
Eis aqui os algarisnfos que resaltara do ultimo re-
censeamento, estabelecida essa reserva; o numero
dot manufactureiros. fabricantes ou artistas se ele-
vava na Blgica a l! 4,781, divididos pela maneira
seguinte: provincia d'Aoluerpia, 11.326:- Brabante,
13,601; Flandres occidental, 26,664; Flandres o-
nental 18,737 ; Hainaut, 17,186; Lige, 8,802;
Limburgo, 8,829; Luxemburgo, 6,320, Namur,
6,286.
O numero total dos empregados em cada provin-
cia nos trabalhot indoslriaet era : na provincia de
Antuerpia, de 23,058; no Brabante, de 36,080;
Industria do linho. Eata industria he a mais
amiga dos ramos de Irabalho exercidos na Blgi-
ca ; ella se passou recentemente por nume-
rosas vicissiludrs. lodavia he sempre ama das mais
importantes ; ella acha todos os seus elementos
paiz, e nAo necesita "recorrer ao estrangeiro pi
suas materias primat; ludo nesle rama de Irabal
vem do paiz, e ludo lhe aproveila.
A[enttura dolinho na Blgica oceupa quasi lano ter-
reno quanto (odasas outras culturasinduslriaesreuni-
das; em 1816 (poca dos ltimos relatoriot gentes!
erAo consagrados esta cultura 29,879 hecl|j(2
16 % 0W Ierras lavradiasj nos quats e eoHiltr....
211,782 hectolitros de grtese 17.405,730 kilograni-
mas de Miaja. O cnamo era somonte cultivado
n urna exlen.30 de 1,712 hectrea, nradnzia,......
^201,500 kil. de Otaca e 19,591 bectolilros dearAo.
rfltmo. itP Teros- laiiutes- ilrlurniairru. nud. Brm fundado,
urna e oulra cultura tem tido depoit de 1816 um de-
tenvolvimenlo de perlo de um sexto.
O linho broto destinado a ser trabalbado no paiz
soflre diversas preparajAo, qoe todas oceupam um
grande numero da bracos : o cortimento, a tasqui-
nharSn, o ottedamento, rio as principoes operajes
que preceden! a convertSo da filaja em fio. Um
numero mui consideravel de operarios tira su.
subsistencia da tecclagem dos estetas e outros lecidas
de linho, de cnamo etc. Um facto digno de notX
he a organisajAo mais racional deste ramo de Ira-
balho em Flandres. Ha pnuros annos, a lecedura
te fazia sem excepcAo, para bem dizer, em casa do
tecelAo; hoje, porem reunem os operarios em offlei-
nas mais ou menos vastas,c ah fazem s prepara jes
primeiras com uniformidade, applicam ot processot
de aperfeirnamento com mais regolaridade ; e os
oroductotdat officinas obtem em geral a preferen-
cia sobre os menos regulares fornecidos pelo Iraba-
lho feito particularmente.
A industria do linho da lugar a om movimento
commercial mui consideravel. Eis'qaal foi esse
movimento em 1882.
Somata geral 58.852.000 fr.
O numero dos operarios empregadot nesle ramo
de Irabalho elcv.iva-se em 1816 18,153, do. quaes
10,134 eram homens. 4,686 mulheres, 2,076 rapazet,
e 1,257, raparigas. Atomma tolal do salario annual
era de 6,646,125 fr., repartida peta maneira segoin-
te : ^aos homens 4,943,400 francos, at mulheres
1.135,640 fr., aot rapazet'357,675 fr., ai raparigas
209.400 fr.
Dividida a somrna dot alarios pagos pelo numero
total do trabalhadores. representa urna retribuirlo
diaria media de 1 fr. 61 cent, para 01 homent.81
cent, para as mulheres58 cent, para os rapazes, e
56 cent, para as rapa risas.
Industrias diversat.Ao lado dat grandes indas-
tras que acabamos de mencionar.ha outras de que
nos bastar indicar ailoajAo. tazando saber o nu-
mero dos operarios nat officinas. fabricas, manufac-
turas e o algarismo dos salarios pagos.
Operariot Salarios
Explorajio de pedreiras ardo-
tias e pro duelos cermicos
Vidnriat............
Fabricat de carapujaa.ftai e
pataaaaanes........
lecidos............
Industrias que lem porobjec-
loa illuininaj.au das ras.
Indualrias que lem por ob-
jeclo aalimentajAo.....
Obras de madeira......
Obras de couro........
Fabricasde papel, imprentas
ele.............
Productos chimicot.....
Medidas lomadas para favorecer a industria.O
.innuario de 1752 a 1853 apresentou at medidaa lo-
madas na Blgica para a organisajAo do entino in-
dustrial. Completaremos hoje aquelles esclarec ren-
los com alguns detalhes concedientes at officinas
modelos erigidos uas duas Flandres, e por excepjAu
em outras provincias tob os auspicios do governo.
Essas officinas teem em parte por lim o aperfei-
eoameuto da liacAo e tecelagem das estufas ; e com
effeilo instrumentos de etcolha s.lo pollos i disposi-
cAo dos operarios. Contra-mettr'cs e eonlra-meslrai
peritos em sua arte inspeccionam o Irabalho dos
aprendizes. dAo-lhes todas as inslrucjes necessarias
o Ihes ensiuam todos ot procesaos os mais noves, e
os mais ellicazes Tambem foram creadas em Flan-
dres outras oflicioas afim de all inlroduzirem ramos
de Irabalho que eram precedemenle desconliecidos.
Assim. fabricam-te hoje naa provincias. teri'niij,
liabas, paramato, cambratfs. velludos, caitas', fus-
ts, tedas etc. Essas orcinas sAo urna funte per-
manente de trabalho paBum numero determinado
de Irahalhadorea ; sao ribuidos os operarios com
um salario proporcional a sua aptidao, a cajo mni-
mum he sempre estipulado. Os operarios perfeita-
raenle formados deixam n eslabelecimeulo, e obleem
na mor parla dos casos Irabalho fora pelos cuidado
do emprezariochefe da sua officina. O director,
d'uma ofliciua lid obrigado a ceder alguna dos seus
operarios as pessoas qoe se propozerem a fabricar no
29,861
20,957
13,151
3,376
3,080
9,625,875
7,244,374
3,648,375
2,050,874
1,258,875
mala 00 menos a larifa dot comboit ordinarios de 30
por cenlo.
A administrarlo publica annualmente 9 relalorin
da explorajo do caminho de ferro ; eata rotatorio
conlem etelarecimentos mui minuciosos sibre osdif-
ferenles ramos do aervijo ; citaremos ot principaes.
As despezas do primeiro eslabelecimento dos cami-
nos de ferro do Estado at 31 de dezembro de 1850
subiram as teguintes:
Estrada propriamente dita. 124,475,563 fr. 17 c.
Edificioa e dependenciai. 13,898,6*8 21
Despezas geraes.....5,158,570| 00.
Material dos transr>artes. ;. 23,809,591 31.
DAS DA SEMANA.
3 Segunda. S. Aristheo b. m. ; S. Aigolfo.
4 Terca. S. Rosa de Viterbo v. f. ; S. Rosala.
5 Quarta.S. Herculano m.; S. Arsenio ni.
6 Quinta. S. Libania v.; S. Zacbarias prof.
7 Sexta. S. Regina v. m. ; S. Pamphilob.
Sabaado. >ff Nalividade da SS. V. Mai de D.
9 Daniingo. 1B.-OSS. Nome de Mara; S.
Bawofheo m. S. Gorgonio m. : S.'Sergio p.
Total
167.333,412 (r. 09 c.
DepaJa de 31 de dezembro de 1850, as soraraat af-
fecudat ai despezas do primeiro eslabelec asento su-
biram a urna somma total de 1,192,968 *t05cent.
Para o anno de 1853 foi votada urna ueaama de
4,440,000 fr.; esta somma foi objecto da le de 25
de abril de 1853. Emfim mui recentemente as c-
maras legislativas approvaram um proje<-lo [de lei
decretando um novo abono de 9 milhes. .
O caminho de ferro belga foi principalmente cons-
truido para favorecer o movimento commercial, e
desenvolver a (ravez da Blgica o commercio de tran-
sito. A este respeito os resultados leem tido prodi-
giosos, e o railmay satitfez alm dat promessas que
seus autores fizeram em sea nome. Eit arui o mo-
vimento commercial operado pelo caminho de ferro
do estado desde 1840 at o lim do exercici de 1852.
as publicajet otliciaes do governo faltan as auuo-
tactes exactas relativas aos aunos de 1835 a 1839
inclusive.
Annos.
1840.
1841.
181?.
1813.
1844.
1815.
1846.
Tonelada:
51,144
175,982
207,093
333,45*
560,223
690,561
778,098
Annos.
1847
1848
1849
1850
1851
1852
Toneladas.
1,004,887
938,689
1,034,842
1,261,155
1,248,287
1,454.919
O algarismos dos transportes de 1853nAj sAo an-
da uffirialmente condecidos, porque o relatarte des-
te exercicio nao foi publicado ; mas, segundo nm
documento submeltido a cmara dos representantes
em apoio do pedido de om crdito de 9 milhoes re-
centemente votado pelo poder legislativo, os trans-
portes desta natureza subiram em 1853 a 1,800,000
toneladas.
O quadro teguinte resume as receitat operadas
cada anno pelo caminho de ferro ; na primeira co-
lumna llgoram as receitas obtidas obre os viajantes
de tedas at calhegoria.; na segunda 1A0 conprehen-
didas a< receatas oblidas sobre as mercadjri.s, ba-
gagent, gado., dioheiros, equipagens etc.
Mercadorias. Total.
14.257 : total. 314,842.
E.le ultimo algarismo se subdivide da maneira
seguinte: homens adultos, 207,764; mulheres,
46.b73 : rapazes menores de dezeseis annos 36,353;
raparigas da mema idade 30,029.
Industria houillere (carvAo de pedra)A Blgica
he atravessadn quasi de oeste a leste por urna zona
de terreno houillere contando am grande numero de
carnadas superposlas. Esta zona he dividida em
duas bacas principan : abacia occidental que com-
prebende urna exten-Ao de 90,031 heclares, sendo
' j M res na Pr0inc'a do Hainaut, e 14.326
1* LrTT' e a bacia ""nial, cuja esleosAo he
de 44,062 heclares, sendo 48,755 na provincia de
l.iege, e 2,317 na de Namur.
Em 1850, o numero dos centros de explornjoes
em actividade era de 408. o dos de reserva de 159,
e o dos centros de explorajAo em conslrocjo de 25.
Os aptrelhos empregados na extracjAo do carvAo
de pedra aompreltindiam no referido anno 384 ma-
china! a vapor de urna forja total de 1 (,548 caval-
los, e 28 direcjes de forja de 32 cavallos.
Nos annos de 1841 a 1845 o medio annual dos
Irabalbadoret o- de 38,992, e este medio chegou ao
algarismo de 45.839 no periodo de 1846 a 1850. O
medio dot talarios pagos de (841 a 1845 foi de 1
franco 44 cent por dia, e de om franco 21 cent, de
(846 a 1850. Nestes oltimos lempos os salarios aog-
mentaram qoasi 15 por %. Os salarios pagos em
lolalidade subiram por anno, a saber :
1845 21,7.56.312 francos.
!846 24,356,728
1847 25,562,980
1848 20,648,663
(849 20,782,896
1850 22,238,654
Sobre (,000 trabalhadores que Irabalham no inte-
rior dat minas conlam-se 102 mulheres, e tobre o
o mesmo numero dos que Irabalham exteriormeole
conlo-se 292.
A explorajAo do carvAo de pedra te (em desenvol-
vido na Blgica era urna extraordinaria proporjAo
desde 1836. Excepto nos annos de 1843 a 1848, a
quantidade de carvAo extrahida augmenten cada
anno. De 1836 a 1850 d-se um accrescimo na
producjAo de 57 por \.
Industria melallurgicaA natnreza forneceo a
Blgica do mineral ferro com profosAo ; lambem he
a Blgica muito abundante de calamina ou metal de
zinco, e explora alem ditso pyriles, chumbo e pedra
hume. Eit-ahi as indicajdes principaes no que toca
siluajAo e natureza das diflereutet minas da fer-
ro ; enconlram-se, 1. carnadas de cor vermelha no
dislriclo de Charleroy, na provincia de Namur e na
praja da provincia da Lige situada na margem
esquerda do Mosa : 2., massas amonloadas e aca-
readas no dislriclo de Charleroy, as provincias de
^t'tnii iiiislaillf^tis^llt^ i?'1"!1': """ dl) mon"n"> qoeVcialnnodeJ!!
urna licenja das aotori ladee competentes, 1A0 admil- ,,,.,''", ,01 P0*'0 em refaj3o com as liabas qoe *
elle linha de reunir na ftonteira allenraa e n. fCon
l.inlio.bnito.
Cnamo bruto
Fios de linho
cnamo. .
Tecidos idem dem.
de
Imporl.jSet. lExporlajcs,
8,141,000 fr. 19,826,000 fr.
1,231,000 fr. 32,000 fr.
1.847,000 ir. 4,868,000 fr.
224,000 fr. 10,781,000 fr.
11,143,000 38,480,000
Total geral. 46,623,000 fr.
Resolta do nllimo recenseamento industrial ejecu-
tado em 1846 que o numero dos operarios emprega-
dos no linho que tinham nesta poca Irabalho era de
60,023 divididos da maneira seguinte: homens
18,563: mulheres, 7,348 ; rapases 3,882; rapari-
gas 20,193. O total dos salarios pagos aos homens se
elevava a francos 4.360.650, >s|mulheres a 2,416,500
fr. aos rapazesa 421,875 fr. t raparigas a 1,911,000
fr.: total 9,110,028 ir. 0 salarios pagos, relati-
vamente ao numero dos trabalhadores representa-
vam um termo medio diario de 80 cent, para os ho-
mens, de 48 cent, para as mulheres, de 40 cent,
para os rapazes e de 38 cent, para as raparigas.
Industria do algodAo. Esta ramo de trabalho
lem para a Blgica atis grande importancia ; elle
oceupa lambem um numero consideravel d. hrajos.
Nestes nltimos annos, a soa situajAo tem sido floret-
ente. A fiajio do algodSo na Blgica nSo te ap-
pliea em geral teuAo aot numerot baixos, e ordina-
rios. Os eslabeleciraenlos deste paiz 0A0 sao insta-
lados para o fabrico dos nmeros finos. A lecedei-
ra do algodAo se faz parte nos etlabelecimenlos que
dispoem de meios mecnicos, e parta para cor-
tos tecidos especiaos, na campanha em casa dos lo-
celoes. Todos ot gneros de tecidos podem ser fei-
tos ueste paiz, todava dedcam-se de urna maneira
particular aot tecidos ordinarios. A Oelgica conlem
tinturaras e prensas de algodAo que nada tem a in-
vejar aos estabelecimentos anlogos do. oulros
paizes.
Neste gentro ainda ella s fabrica em geral as
qaalidades de fcil e prompla sahida. Eis o movi-
mento commercial a que dea lugar a industria do
algodAo em 1852.
ImporlajAo. ExportacAo.
14.837.008 fr. ,,
1.320,000 fr. 1,134.000
AlgodAu bruto. .
Fiot de algodAo. .
Tecidos de algodAo.
Totaet.
3.426,000 fr. 10,888,060
19.283,000 11,719,000
Total geral. 31,002,000 fr.
O numero dot operarios qoe acliam occnpajAo
permanente nos diversos trabalhot da industria do
algodAo montava na occasio do ultimo recensea-
mento a 14,680 repartidos da maneira seguinte : ho-
mens 7,552. mulheres 3,129, rapazes 2,494,
raparigas 1,305. O salario annual pago era paraos
operarios que Irabalhavtra as officinas de Trancos
5,065,340, a saber : o dos homens 3,506,325 fr., das
mulheres 1.000,275 fr. dos rapazes 341,628 te. das
raparigas 217,128. Estas sommat representavam
um salario diario medio de 1 fr. 85 c. para os
homens, i fr. e 8 cent, para as mulheres, 46 cent,
para os rapazes e 80 cent, para as raparigas.
Indutlrin lanificial. O censo agrcola deu a co-
nheeer que a Blgica em 1846 possuia 662,500 ani-
maes langeros. Este algarismo nAo tem variado
sensivelmenle depois desta poca. Calcula-se a
sua producjAo meda de cada carneiro ou anho de 4
a 4 1|2 kilogrammas por anno ; itlo he, nm total
de 2,680,000 3,000,000 de kilogrammas de lAa-
lidrota. A lavagem redoz estas lias a meuot da
melade do seu peto ; ea producjAo annual total da
fila, iici por tanto avallada em 1,389,000 kilogram-
mas.
At Mas produzidat na Blgica, com mal raras ex-
cepjoes, nlo acham emprego conveniente senio na
carapujaria e no] fabrico dos cobertores. Para ot
oulros gneros de fabrico deste ramo de Irabalho a
Blgica recebe de diversos paizes Mas em massa e
aparadas. A industria de pannos se (em summamento
desenvolvido nestes ultimot lempos ; o seu fabrico se
tem augmentado e tornado mais variado, de melhor
qualidade, de menor prejo, e suas tbidas tornam-
te cada dia mait importantes. Desde alguns annos
tambem se duplicam ot esforjo, para implantar net-
te paiz a fabricacSu de muitat estufas de IA pura ou
misturada, serios progressos leem sido realisados ns
fabricaran dat fi mellas, batatas, e outros lecidus
deste genero.
O movimento commercial da industria lanificial
lidos a visitar at oHicinas, a examinar ot utensilios
de Irabalho, e os producios oblidos. Em certas con-
venjoes se lia previsto o algari cto da officina, em outras, m mnimum de produc-
tos, que deve ser exportado.
Essas inslituijdes modelos leem exercdo a mais
taliz influencia sobre a sorle dat doat Flandres, e
poderosamente contribuido para a regenerajAo das
mesmas. Foram ao lodo erigidas 92 officinas, a saber
42 na Flandres occidental, 37 na Flandres oriental,
7 no Hainaut, 4 no Brabante e 2 qi provincia d'An-
tuerpia.
Caminhos de ferro.Camiohos de ferro do esta-
do.A Blgica achava-se anda no meio da tormen-
ta revolucionaria quando cnidou em apropriar-se o
sistema-das vias frreas de somrauniearAo que a
Inglaterra inaugurara em 1825. A idea primitiva
de.la grandiosa empreza parece ser devida a Ale-
xandre Gendebieu, membro do governo provisorio.
Em urna missAo que cumpria em Antuerpia, ao
lempo metmo do bombardeamenlo da cidade pelas
tropas hollandezat enlrincbeiradat na cidadella.que-
rendo indemnisar a melropole commercial do paiz
dos desastres da guerra, o Sr. Gendehien decrelou
a conslrocjo d'uma via frrea de Antuerpia a fron-
leira occidental. Esse projeclo, ratificado pelo go-
verno foi remedido para ser estudodo ae inspector
geral das pontos e caljadas, o Sr. Teichman. Da
conformidade com as conclutdes do seu relalorio,
dousjovens engenheiros demerito, que mais tarde
deviam ligar seut nomet a conslruejAo da via frrea,
cujot trabalhbs dirigiram, ot Srs. Pedro Simons e
Gustavo de Ridder, foram eocarregados de redigir
um projeclo completo.
Um dos primeiros pensamenlos do rei Leopoldo,
quando tomou as redeas do governo, foi dolar sua
nova patria com esta via rpida de communicajAo.
A 26 de julho, cinco dias depois da sua ascenjAo ao
tbrono, elle fazia subir a sua presenja am relalorio
sobre a siluajAo dot estudos do projeclo e tobre as
modificajSes, que a nova demarcante territorial im-
posta Blgica pelas grandes potencias no tratado
de dezoilo arligos loroava necessarias; era preciso
dirigir a via frrea para Lige em vez de Moetlri-
cht, que se esperara comprehender no novo estado.
O projeclo foi modificado neste sentido (tratava-se
de um risco para ama s via de 138 kilmetros, a
despeza eslava calculada era perto de 10 milhoes.)
O caminho dtvia sar execotado por via de conces-
sAo; mas nAo se apresentaram concessionarius se-
1A0 para a lioha de Bruxellas Antuerpia. Os Ira-
balhos pblicos, erigidos em 1837 em departamento
ministerial, formavam enlAo urna divitAo do minis-
terio do interior cajo chefe era o Sr. Theox de Mey-
laud. Ao tea tuccessor, o Sr. Carlos Rogier, he que
eslava reservada a glora de fazer entrar o projec-
lo no domiuo dot factos. Elle oceupou-se do pro-
jeclo com aquella perseveranja que he um dos Ira-
jos dominantes do seo carcter, deu um impulso
enrgico aos estudos preliminares, e, a 19 de junho
de 1833, propoz as cmaras o eslabelecimento de am
caminho de ferro partindo de Malinet e dirigindo-
se para Verviers por Louvaint, Tirlemont e Lige,
com ramificajAo para Bruxellas, Antuerpia e Os-
lende.
Esta proposta modificada peta cmara dos re-
presentantes veio a ser a lei de 1 de maio, que de-
erela que ser eslabelecido no reino um systema de
caminhos de ferro, lendo por ponto central Malinas,
e se dirigindo : a leste sobre a fronleira da Prussin,
Loavain, Lige'e Verviers ; a oeste sobre Oslende
por Termoude, Gand e Braget, ao norle sobre An-
tuerpia, ao sul sobre Bruxellas e para as fronteiras
da Franja, pelo Hainaut. As plantas erigidas leva-
vam o deseovolvimento dessasestradas a 70 leguas e
112 de 5,000 metros. Urna lei de 26 de maio de
1837 decrelou mais : 1o caminho de ferro de Gand
i fronleira de Franja e a Tournai por Contrai ; 2
ot raos de Namur, do Limburgo e do Luxemburgo,
com esta reserva de que o plano pelo Luxemburgo
seria litado por urna lei posterior. As linhas de-
cretadas pela lei de 26 de maio de 1837 como de-
vendo ser ejecutadas logo apresentavam um desen-
volv ment de 30 l|2 leguas de 5,000 metros. Os
trabalhot de conslruejAo comejaram immediala-
menle depoit da promulgarn da lei do 1 de maio
de 1831. A secjAo de Braxelta. Malinas foi inau-
gurada e posta em explorajAo a 5 de maio de 1835.
O caminho de ferro do Estado he explorado por
conla do governo ; ama administrajAo especial foi
creada para esse flm ; esta administrajAo depende do
ministerio das obras publicas, e he Igualmente das
suas attrib'uijoet o servijo dos postes e dos lelegra-
plios. At 12 de abril de 1851, a tarifa do trans-
porte dos viajantes foi regulada peto governo em ais-
lada de poderes annualmente concedidos pela legis-
latura, l'ma lei de 12 de abril de 1851 fixou defini-
livameule essa tarifa ; lia tres classes de carruagens,
a larifa marcada pela lei he estabelecida tobre a bi-
se de 8 cntimos por kilmetro para at carruagens
de primeira ciaste, de 6 cntimos para a segunda
classe, e de i cenlimos para a terceira. A legisla-
tura anda nAo fixou as tarefat do transporte dat
mercadorias ; o governo contina a regular o que
diz respeilo a easet transportes em virtude de pode-
res especiaes; e a ultima tarifa foi applicad. no 1
de julho de 1853. Recaolemente loi introduzida
urna tarifa especial pira o transporte dos viajantes
por e.r/)rf. que os oulros liaos, BAo param as eslajes inter-
mediarlas, e se rompoem tmente de carruogens de
primeira classe ou de carruagens de primeira ese-
ganda classe. O prejo desses Ireos excede pouco
Annot. Viajantes.
1835. 268,997 fr.
1836. 825.133
1837. 1,390.989
1838. 2,935,818
1839. 3,636,544
1840. 4,046,950
1841. 4,113,755
1812. 4,684,314
1843. 5,482.259
1811- 6,166,549
1845. 6,393,*
1846. 6.962,218
1847. 6,947,216
1848. 5.925,407 J
1849. 6,297,742 *
1850, 7,128,209
1851. 8,041,866
1852. 8,094,675
fr.
16,994
162,016
. 613,281
1,288,217
2.112.579
2,777,240
3.559,010
5,063,944
6,009,895
6,693,690
7,812,538 14,789,754
6,182,338 12,107,745
6.638.179 12,935,921
7,719.331 14,047,510
7,926,939 15.968,805
8,973,328 17,078,003
Esle qaadro da lagar a urna observajAo niuito ira-
2C8,997 fr.
8:16.133
1,416,983
3,(97,834
4,::49,825
5,;i35,137
6,226,33*
7,461.553
9,0ll,9
11,210.493
12,41)3,205
13,655,908
. n ..
(eir teanceza o transporto dat mercadorias produzio
constantemente receitas maiores que as do transpor-
te dos viajantes. Este uoico facto prova o quanto
a creajflo a que o Sr. Rogier ligou seu nuni'e, como
devendo servir aot inlereeset do commercio, corres-
ponden a expectativa deste estadista.
As despezas annuaet para o costeio e explorajAo
do raihcay belga augmentaran), a saber :
5,765,431 fr.
6,321,475
7,243,767
9,318,861
8,766,242
8,543,035
9,193,315
8,880,533
8,778,463
1836.
1837.
1838.
1839.
1840.
1841.
1842.
1843.
) 168,773 fr. 184*
431,136 1845
1,139.989 1846
2,755,056 1847
3,081,410 1848
2,997,113 1849
4,537.826 1850
4,700,327 1851
5,476,616 1852
Todas as despezas para constrocjAo dos cami-
nhos de ferro, e do material de explorajAo foram
cobertas por meio do producto de diversos empresti-
mos contralados para ste lim. O total dos gastos
para esset diversos emprestimos no exercicio de 1852,
com preben deudo os juros, as tommat em pregadas
para a amorlitajAo, a. despezas relativas imorlisa-
jAo e todas as oulras de qualquer naturezi qoe se-
jam se elevou a 10,366,181 francos. Vimos por
outro lado que as receitas lquidas do mesmo exer-
cio foram de 8,778,463 fr. Attim, poit, to a dif-
terenja de 1,587.781 fr. o caminho de tarro pode
fazer face em 18S2 a todas despezas que el' e impile,
inclusive a amorlitajAo, que figura, as despezas
cima indica das. por urna somma de '.,'981,848
francos.
Caminhos de ferro concedidos.O estado se en-
carregou, no cornejo da |construcjAo das vas fr-
reas : a industria particular foi morosa na Blgica
em reclamar sua parle nessas emprezas fecundas ;
mas, orna vez dado o impulso, ella pedio urna astas
grande parta no eslabelecimento dat novas vias de
communicajio.
A 31 de dezembro de 1851 arhavam-sc rajo tele linhas concedidas, a saber :
Comprmanlo.
Antuerpia a Gand..... 49 kilmetros.
Burges Courtrai..... 52
Monsa Managn...... 25
l.ouviere i Bascnup .... 8
amar a Liege...... 61
Charleroi a Moralm ... 34
Keuniu de Borzea l.anef 6
_ Total 235
talas estradas concedidas sa repartera pelas diver-
sas provincias da maneira segointe :
Flandes Osajrfental. 52 kilmetros.
Flandes Oriental 50
Hainaut.......49
Liege........47
Namur.......37
."venhum esclarecimenlo positivo nao se publica
sobre o movimento deslas linhas, tobre seas recei-
tas, tua titaajAo financeira ; os documentan officiaes
do governo, nenhuma nienjao a respeilo fazem; he
urna tacana que importarla sopprir, pois qoe have-
ru inlercssii em comparar a siluajAo d>s cami-
nhos de ferros concedidos com a dos caminhos do
Estado.
Urna lei de 31 de dezembro de (881 fez concessoes
novas mui considernveis, e para a execujtio de al-
gumas d'enlre ellas o governo consenlio na garanta
de umminir/ium de intereste, 00 naconcetiflo d'ou-
trat vaotageiu. Al principaes deataa linhas, em vis-
la do grande movimenlo de negocios sobre que teem
de influir, sao as do Luxemburgo, e da Antuerpia a
Kollerdam. A primeira,que deve reunir rede na-
cional urna provincia inteira at enlAo excluida do
beneficio que Irazem os caminhos de ferro a todas
as outras parles do paiz, deve de mait a mait abrir
urna nova communicajAo internacional com a Alle-
manhana direcjAo do grAo-ducado de Luxemburgo
para 1 revs.
Ot trabalhot ja comejaram em muito.i pontos;
mas difliculdades monetarias impedem qoe elles
avancem com grande vigor.
O caminho que d'Aoluerpia se dirige para Rot-
terdam, e pue a Blgica em relajAo immed-iait com
a -llollanda, tara de exercer ama sen.ivel influencia
sobre o movimento commercial do primeiro desses
paizes ; elle esta' completamente acabado no terri-
torio belga ; e os trabalhot avanjam com rauita ac-
tividade no territorio neerlands. A inaugurante
da secrAo d Antuerpia a Roozenduel (os dous tarros
quasi do caminho) leva logar a 26 de junho de
Entre oulras concessoes era execuc.lo, ce mpre ci-
tar, por cansa da sua importancia, o caminho de
ferro de Dendree Vaes, que deve pdr em commu-
nicajJo os districtos honillers (de minas de carvAo
de pedra) de Moas e Charleroi com as duas Flan-
dres, e reunir a capital a' cidade de Gand, por meio
d'uma linha directa, por Alost;o caminho de
ferro de Lou vaina Charleroi, que reunir o dislriclo
industrial de Charleroi ao camizho de torra do Es-
tado, em a oa direcjin nova onde este dislriclo t
tem por ora poucas relajees;o caminho de ferro
de Conticli a fierre, e de l.ierre a Furnhool por He-
renlbals, que alravessa em toda sua extento a cam-
panha .into'rpiana, tnsceplivel de rotead ira e de
fertilisajAo, e que prepara urna nova corumunica-
jAo inlernacional, por um lado com a llollanda, e
por outro com o Baixo Rheno;um complemento
de conceseAo a' companhia da Flandres occidental,
que ligara' entre ellas e ao c.minbo de ferro do Es-
tado at localidades at mala interessaolea dota pro-
*eia. e dar' assirrr om impulso nove a prodoejio
industrial dat Flandres. Por toda a parta se traba-
iha eom irande actividade ; esa muitat liabas os tra-
balhot ja vio locando ,10 seu termo, e breve a pe-
derosa alavanca da protperidade publica, o molar ac-
tivo do progresso agrcola, indostrial, e rematar
cial, prei-nchera' tua missAo fecunda nat regiosa da
Blgica, onde nAo te lem ainda logrado seus Vene-
ficios.
Estradas -aMm da soa vasta rede de caminhos
a> ferro, a Betsiea postue numerlas vas le com-
municajio. Desde scalo X Vlfcque era j coaai
rteravel o movimento dat soat estradas. No secuto
XV1H sobo reinado da casa d'Anttrja. e pirtieu-
larmenle no reinado de Maria-Thereza, cons-
Irnio-se orna serie de airadas novas a ligadas
licaram entre ti at que ja exisliam. Dorante
o periodo da occnpajAo francesa nenauata es-
trada foi creada, somente (eram acabados al-
guns lanros, que reunidos apresentam ama eilen-
sAo de 38 leguas. Na paz, e durante a existencia do
reino dos Paixet-Baixoa, tratou-se de por em bom
estado as estradas proviociaes, e para si leve de fa-
zer enormes despezas ; lambem foram eonstroidas
muitat estradas novas de urna exlenso total de 160
leguas ; mas foi principalmente a datar da poca.
em que a Blgica recobran a sua independencia, foi
de 1830, o especialmente nos doze ultimot annot qoe
urna grande acjAo foi dada ao detenvolvioteolo dea-
sas vias de communicacao.
O desenvolvimento dat estradas na Blgica em 31
de dezembro de 1880 era o seguinte :
Eslradas do Estado. 816 leguas de 5,000 aaMros.
Ditas provincias.. 297 a
Ditas concedidas 13*%
Tctel. 1,2*7 leguas de 5,000 metros.
As despezas taitas com o estabelecimento dat ca-
teadas do Estado, da provincia e das concedidas des-
desde 1831 al-1850 vSo indicadas no quadro se-
guinte :
Estradas 4o Da provin- fiuina.
Balado. cia. 1.966,106 fr. 2,908,569 fr.
Antuerpia.'
Brabante .
Flandres
occiden-
tal. .
Flandres o-
riental. .
Hainaut. .
Lige .
I.imbnrgo.
Loxembur-
go. .
Namur ,
1,246,3 5,831,339
3,656,048
1,807,114
1.059,015
5,628,297
4,028,024
5,372,223
3,120,278
2,734,766
2,700,501
-556,176
t.306,683
1,518,547
403,354 fr.
1,481,767
5,3*3,635
1^00,957
$
9584
Totees. 27,87*,397 te. 17,794,602 9,787.3*9fr.
Somma geral............55.466,3*1 fr.
As eslrarjas existentes na Blgica, carao ji o dia-
semos, sao todas perfeitamenle maetHas, coto s qaa
se,fazemconsideraveisdespezas. Osocoaaenlot offici-
aes somente indicam as despezas relaUtts s estra-
das do Etiado e s dat provincias. No asmo de 1850,
o ultimo cojos reltanos foramaiablrceda, estas des-
pezas subiram em todo o reino : qaanto
as estradas do Estarlo i. l,*75.184 fr.
1 das provincias. 427,683
Total. 1,902,867 fr.
O direilo das barreiras existe na Blgica ha mais
de dout seclos : o seu produelo be geralmeote ap-
plieade manntenjAo e ao metaoramento dat vtat
da con
Os caminhodot districtos teem sido notavelmente
raelhorados depoit de 18.30. At despezas as diver-
sas provincial para o melhorameoto detset caminhos
tao indicalai pelos algarismos teguintes:
Anloerpia 1.350.7 Ir.
Brabante .... 3,75*,470
I-landres occidental. 2,082,233
Flandres oriental
Hainaut .
Liege.....
Limburgo .
Luxemburgo. .
Namgr. .
1,(KM) ,880
6,59*,797
4,439,314
1,018.366
1.724,048
3,016,047
----------1____
Tolal. 25,898,974 fr.
Erlai despezas foram supportadas as preporjoes
teguintes :
3.468,090 fr. ou 1338 por 100
3,225,275 1245
17,442,400 6735
O Estado.
As provincias.
Os municipios
Os particula-
res .....
1.763,227
682

Vas navegaveis.O desenvolvimento (alai dat
viat de navegaclo daBelgica he de 1,679,081 metres,
ou do 336 leguas mtricas.
Este desenvolvimento se divida assim ?
Rios e ribeiros (em parte canalizados). SN5 leguas
Canaes navegaveis.......12i
A somma total despendida desde 1830 at 31 de
dezembro de 1851 com a eonttruejao e melhoramen-
to dot canaes e rio. monta # 19,510,400
Tem di te acrecentar :
1.* Para a retraes*! da eoneessgo
do Sambre canalizado, que cuslou ao
gerno..........6,9B*,**7 k
2.- O resgate do canal de Charleroi. 7,088,109
3.* Proseguimento da I'etite-Sethe
cantusada..........280,000
Total. 33,804,936 fr.
At despezas de conserrajo alm disto raoota-
ram :
1.- no periodo de 1830 1840
em............2,800,946 fr.
2.- no dito de 1841 1880 em. 11,866.382
Total. 14,147,228
Os rendimentos uo periodo de 1830
(840chi!garam......18,246,332 ir.
Os rendimentos do periodo de 1841
1880...........26,624,468
Tolal. 40,888,800 fr.
Os rendimeotos deixararo, pois, nos viste anaes,
om excedente de 26,741.872 fr. Em 1850 os rendi-
mentos chegaram a 2,434,290 fr.; e as despezas or-
dinarias de conservajAo 1,223,888 fr.; differenca
1,210,418 fr. S"
tnnuaire des deux mondes.)
HTERIOR.
HI9 SE JANEIRO.
CAIH.1RA DOS SRS. DEPUT40QS.
Sasaaa' da da 18 a Jalao a 1SM.
L-te o approva-se a acta da sessAo antecedente.
O Sr. primeiro secretario d conla do seguinte ex-
pediente :
Um reqnerimento de Jos de Oliveira Rosas, boti-
cario do hospital militar da goarnijAo da corle, pe-
dindo augmento de ordenado. A' commissAo de
pemoes e ordenados.
De Francisco Pedro de Arbues da Silva Maoiz a
Abroe, secretario da relajAo do Rio de Janeiro, pe-
dindo que se tome em consideracAo o requerimenlo
qoe dirigi a esta cmara, e que se acha afleclo i
commissAa de pensOes e ordenados. A' commis-
sAo a que se acha alfecto o negocio.
De Eduardo Huet, nedindo que a inilrncjio de
mudos-sordos que acaba de fundar nesla corle seja
declarada nacional, e como tal soceorrida pelo Esta-
do-A' commissAo de instrocjJo publica.
Do padre Joto da Silva Lemos, administrador da
capella de Nossa Senhora da Correte da cidade do
Penedo na provincia das Alaga, pedindo permtalo
para a dita capella poder possuir em bens d raiz,
comprehendendo ama casa qoe lhe fra sequeslrada,
e que deseja qoe lhe seja restituida, o valor de
8:0003.A commissAo de fazenda.
SAo approvados os teguintes pareceres :
o A' commissAo de fazenda foi presente o reque-
rimenlo de Pedro 'lavares da Costa, solicitador dos
feitos da'fazenda da Parahiba do Norle, que depois
de expor que ae adiando na gozo do ordenado da
5OO9 annuaet, desde 17 de Janeiro de 1852, per or-
dem do tribunal do Ihesouro de 31 de Janeiro do an-
no passado, foi nao s reduzido 10 de 3289, mas
ainda obrigado a restituir fazenda publica a diiTe-
renja entre 800a e 3259 que peraeben desde 1882 ;
pede nAo s a isenrAo dessa reslituijAo, mas tam-
bera que sea ordenado seja considerada M razao de
8OO9 vista da lei. 1
A commissAo de fazenda para poder Armar seu
juizo requi-r que se pejam ao governa pela secreta-
ria dos negocios da fazenda esclarecHnento* a res-
peilo, e copia da referida ordem de 31 de Janeiro
do anno passado.
Sala das setsoes, 17 de julho de 1888. .SlTca
terraz.Ribeiro D. de Souza LeSo.


>*
+>
.
~x
.,"* dir.!torii da imperial Umpaabia Seropedi- collocadas; e mesrao depois desta ultima providen-
.F.i ,r"tlln,^ da 'nporltnc a da sua qN. ca nao b. .deplorar o menor suislro. Nenien
. K,'" C0"!,pra d0 'Pei11*0 elbelecimenlo. banco impede. Sr. presidente, a que os navio pos-
,...,.. *"?? a ,:<"nm,tt',0 du '!"'" en>ll">eu am fcilmente entrar c sabir qu.ndo ll.es apn-uver.
J1 "' awumPl PreclM de Informare do Porem, na parte interna, o porlo offerece algn, iu-
governo peU ministerio do imperio e da tozenda, o (invenientes por nao ter a necesaria profuntlidade
que requer. j-------i- .-..i., j-------. x.
Sala das cotnmlttoes, 18 de julho de 1888.Mi-
ta Perra:. -^Utin.
A coranitftle de mirinlii e guerra a reepeito
dot requeriieentof do capiUo ajudantc Jos Redri
OIMIOOEKRMIBCO ST FlflA 7 DE SETEMBRO Ot 1865
..,_......-------r.. -juuauu jote nturi- nao _
gues da SiIv Meoazes, D. Leopoldina Augusta Ca- Icm 8 barra e am algum rjontos "do'icoradouro-
Ma^^ FMla^r^n^lTIi?0^-?0, i^.wftr^ere?Jo^sr?l1V?l,2^?" "" t"ca^ neceJrit. excavaCOes
se Viaor de OUwlr. PinM i 'PI,V" d,e ^".V" para remVer, a oulrai obras ledenles
u Cvrillo t, v P 'JV'iaim }"} d" ?"?* "Td,r fulora ccnmolatao da, arelas no. mes-
za. e Lyrillo Sluv I esto de Barros, be de apunto moa lugares
qU '.losBd!.n,?,7H,r0 "T'- ?* 'flTw- UoU *>z aP""dando a desobstruido o parlo,
-tCtfX sitrT s em V ^JU'^ ,6s"' *"ie,"lem l0,l0S 0S e.SeohoiroS que tem sido tonso
t ?r P,id, ./.T ??"*mw<*W-*^ lados e bao escripto-sobre este assumpto, que i M-
liediidoad^rrL"rK ",'!?ffl,C'8r aoovcrn* ta -onst-nte das mares convenientemente dirigida
MI se digr ir T,w7 e f 'SU:narT ,q"e ,esulada Pr meip de our" Pra oalisacio da.
.Iiita c^m V^ aguas, nao s a barra como o ancoradouro conscr-
vTdodta d! n felicita-lo pelo lauxtoso moti- var-se-lmo sempre em perfeilo estado de adraittir
Mlatlo a> ?-rren-,e' "?!? Pra d'Ve- ""'" d" """o" 'mentes.
Krrelu M^>,TT n h".'"0' l"e" Pore,n' Sr- Pdenle, montando o total da des-
Slnri 'l>.. ,8,ro-de Brr-Bern"de*de.onveia, pea necesaria para a couslrucrau dessas obras i
S^V^^.V^^^Jir^^lfte- """'"' '" I.SOo'otXWHK). segundo o ornamento ni!
andido Bornes, Teiieim de Macedo, com-go
1>. Francisco, F. Oetaviauo, Bandeira de M
reir d 8U, l.uiz Carlos, Yiriato, con.
l>o., Sera, Cunda, Paclieco Jordo, bar
ruim a Fausto.
OliUEM DO OA.
otario do rramento dos ncfocio* etlrangeifttt
Putea.!*** vnliini, .1., *......-:.____,_ .
a -'~.^-..n,, ..Au,iu v mitiiiremu in-
timamente feto pelo eugenheiro inglez o Sr. Neate,
pergunto a V. Esc. e a toda a cmara, quo sendo
necessario o espado de 19 tunos para que se ultime e
rcalise esse melhoraroenlo por meio de consignace
aunuas de KHkOOU, nao ser urna inju-lic eon-
demnar aquella Infeliz provincia a ficar tanto lempo
^ucrwm privada de um benelici, de que depende a grande
tulStZim1^MV^!^^^'mXt' Pro Io^.nleiS,reaLovrd^ destinada pala ...ture.a ? Cumpriudo notar que
a^S^K* T H.ldttod" a demora taocondemnavel far t.lvez com que
. varta. do ,rc.am.nlo cada um. de pac no fim dos 19 auno, obra jt ^ em j
atraem.eS S ii, ^ lruid" B "^ concluida, [irem o dinhiiro gasto !
^traemiaguudadtscuMao o orcamento da m.i Perguntarei : nao ^r conveniente adoptar-se na
I 7Zm i amia o u.:.i. ui.i o ^ construejao dessas obras o mesmo yslema emprega-
r^atoef.'.L.wat. a,, l,12fc,, & [^ .* du em oalr -bra, do imperio, po/.semplo, para a
tradur do nluroV.U P !"* wJWa|bdo admit,- factura do encanamenlo da. aguaa do ri Ma.r.ca-
tr^ur do pb rol de P.rambuea._l^iar.u e*. ou desse caes qu. se esta conlruindo qui na
(ariorW -u n o .T-l. A~ qU8 "* an0.S ""' T1*' ou P*ra a ""Cito aga desta capital t A
SmtaZn,r. passar presento or- obra desse porlo, nao cedeudo em u.ilidade a essas
drcZ.SJw IZ. J P""";0", umi J'f"Jw obra que acabo de mencionar, nao he justo e razoa-
d.to^.d; "Woloa da ariDlia, lo- vel que ella .. toca pelo mesmo meioe modo aoe es-
nrvar m. p,rei"de'"' alles .f jo conserva r-rae nesta oecasiao silencioso. Achan- de um efjdito por um se. vei alierlo ao zoverno '
ln.l..''',,Dr.,,,04,0. In'"inl'a ** Pac.0 P"ajrfee.Sr. presidente', que de tud qlle aCa
lempo test, da repartido boje a seu cargo, a ami- bo de eipender se pode concluir que o roana na
um S.. ^* r7'ba;r 0m *" moeul d0 d '> de syst.me, deve seguir onlro cam.nbo,
3ow ?ir!toto.?"A tari "' Pre.C"? P,ra uS"nil.do meto indicado na emenda ou arti-
cuuuoar e inteirar-se de lodos os importantes as- go que tenciono apre^eotar.
ST noT,,na..01'le ,U" n(pec? "n! ro,i, PaMarei aRora a d<"no""r que em vista das cir-
lls F.r 1 ,,,8"l0bem cooliecwo. eumstancia, espociaes dcssalobra no estodojem que se
uLoitos^ ut l''Pr.uLP,Len. Coona"S" de '?ue os hl toalmeute, a quanli. de 100:0008 be in.uf-
mrUdto lerau nrfrtLZ 7T 1"Tr',.,e "T "C,*nle mesmo 8em "",8 ll,e "8 imPulso-
K,, prudento e .Liada direcclo. Poi s. aelividade que eu enleudo que Ihedeve ser dada.
i ";S,H? v-E"-! ^ P?- Nade.cripcaoqu0|oaeonzdas obra, que sao
cas vezes que na vida o homem pode fazer aqollo necessarias fallei da, cncavarf.es..
que desoja, a un contrariado e ce,mpeliido por um
deve/ mperinso, me vejo toreado a tomar parle no
l'reaapie debato.
leudo eu, Sr. preiijenle, nos anros anleriores,
apreciando cala orna d% verbas desle orramenl.., j
claramente m inifeslado minhas humildes ideas acer-
ca das nccessi Jade mais urgentes e palpitantes que
ractoma a maiiuha, tanto no seu pessoal como mate-
rial, boje liiuiUr-rae-hei a objeclos unicamenlo que
d lam* ressam Prov'nc'a que lenbo a honra
A caara, recordndose das diKuasf.es dos aunos
l>as*ads, ja ri,;ve saber c,ual be ajt abjecto principal
"o mlira* a esta tribuna. Anda hoje.'Sr. presi-
dinla, como ootr'ora, venho eu chamar a aliento
o cmara e do governo sobre urna "obra da maior
ii:iportamcia, n3o s para a luinha provincia como
pira la*o o impaaa; essa obra he a do melhoramen-
lo do porto de Pernambuco.
aaado a obra dease melhorameolo am fm de
"liliaaojc publica iucontestavel, que deve trazer como
oiiisaejuaneia natural grande eugmenlo de renda
P'ibliea or le ella de concorrer para o grande des-
envolvan Jo commercio, tonlo nacional como e.-
(raogeiro, seguramente he para la.timar, Sr. prei-
leirte; que os trabalhos de semelhante conslrucco
principiado, d sde 1818, ha perlo de 8 anuos, longe
< e ttUrem concluidos, anda estejam boje, por assim
dizer, em eu comeco
~"^jT"*"* *-i.a woiiar^u* ,-
a* esto meu dizer nao pretendo lanjar um gol-^
peje tuto reliospecliva ahm de f.zer recrimincOes
a asa ou aquella administradlo, a este ou iqulle
Sr. ei-ramialro a> estado ; |.orm fazcmlo sentir a
esta augusla cmara que a importancia e relevancia
de .ementante obra aao lem sido at hoje devtda-
ininta apraaiada paModea aquelles Srs. ministros
de eitodo que luto dirigido a reparlicao da marinha.
o allm de que no futuro eu uao me veja na dura e
trisle colMo d< fazer a etle respeito algumas censu-
ras aoacluaISr. ministro da marinha, com quem de-
ejo conservar- rae na maior harmona, jugo pru-
dente chamar uesla occasiao a aliento de S. Exc.
para esta obra, propoudo ao raesmo lempo alvitre
rfoe me parece adequado ahm de que S. Kze. tenha
i sua disposiflo os meio. convenientes e ueceasa-
rii para levar a eitoito com a possivel prutaplidao
-4H WIHlniCffifl rigid pr amalhanla mollera.
ment.
Ue verdade, ;>r. presidente, que nao lia anda mui-
J08 '"D08 1ue '* diS4a nes'a casa que a con.ignacao
de 1)0:001)8 era mais que suflicienle para essa obra ;
he verdade qni tambem se disse nessa occasio. e
para islo leve bstanle coragem um Sr. ex-minutro
de estado, que quando mesmo o governo quizesse
dispender mato quantia nao o poda faaer I He lam-
bem verdade, Sr. presidente, que cousumindo-se
quasi loda a re :ita do estado em despezas pessoaes,
e pouco dispandendu-se com melhoramentos male-
riaes, e principalmente os das miseras provincias,
mareando o ortamento a quantia de lOltOOl para es-
sa obra, lalve haja alguem na c v""me n(sla occasio pouco silisfeil..
Keslgnado pala tor^a das circumstoncias, que eu
nao possu dommar, a ver quasi sempre os melhora-
maelos maleriaes do mea paiz lo pouqo attendidos,
seijoramente contentar-me-hia com esta quantia de
s'nada dat ; es - "jecto indispensavel para o andamento das obra
m,,r^.^ i epr v.enl" nso viase.floe pro ecladas para o melhorameulo do porlo de Per
musmo por int.resse dos propnos dinhtiros pblicos, nambuco, requisito que alias se ach feila nfl rela-
IZ\S^ ^la'0re, de'Pe^M e"a ni, deVeSSe Wr ,0r.'0 d0 en8en,"i' ^ N" e dlrer
Zmui si... i____u a od05 a1uelles loe se achara actualmente encarre-
1-eroSmbrfrn^o .? ell">rnicnto do porto de gados da direceo de scmelh.nl obra. eS. Exc.dei-
Srr.m Sr"'0'' "V"" "IU ?" a "estopan, de .iltender-rae. e despreza os meus
daaK;^,?,^^' "" dreum comP' P?d'do para lim Uto justo ? Pois o noure ex-mi-
nsr BraVno T TT ^ D1S,r ^ 'narinha- 1"e alii" ^ *'"'do em
OUr Zy*2;~n<^l' M5,",,T'. """"""I" desPa d minhteo que dirigi, o
eoiXaVaa a?HM ~7 a t PTl*,D,, ?UB Ia-1 %Z2*l}?2?* d*.,CT dividida es lautos Altos pelo nobre ministro com as do, ministeroVan-
31^ ,T*?braS in4gufica^ moil dePZac0maobradoP',r"'del,'!ra"'"co?
R!ev?i ml MtX ,^ a0*'' Nil *aet0 com m",ninhas Pala*a d'r que as
i-?_!. p^fler*r *ae todas essas obras, lo- depezas que S. Exc. fe/, nara oulrn lim nao f.s.m
mtS"^ cvTtar'n,1 ^^ 5" 'nUUe" ttU"> <<**""*>< e reclamadas S.o servico pabtea a'o"
imp\drqnear^isn^rj/Z|a0arT'f',Hlmde """'"""""o d que lenho fallado; pens mesmo
ni \Z I, T LV,n ^lV deSSa '"* V*" qM governo d3 Podedeixar de aceitar urna aulo-
m co sw i-T da ? LidS a a r,Sa,!a qBe l,al,ilile a ,er mais f(lil fulr "
rjwml^ iVj e.iguidade da consignarlo de realisacao das.a obra...
"ZS", oVn-rS"' T"u", -Bra mul9T Sr- ,,'i<"uira <" **>"<> ~ Anotada.
P ^.idaoto da nrovinVi^ Tv" *U .Bsl',a e c,ual Sr- -wto de OUveira : -.. pareca-me (er
%!^ZTm%?1!!!T-' MU bra 'Tde """""temente demonstradoqoo para propria eZ
que To^r^aT VZlT.TlJ"0,^'' Sf' "T nma 0' "inl,eir"s l>ublicos lo'le "^rio que
i-u, ar. presidente, desta vez nao ronbare lempo inglez o Sr. Neate "
h tmmm
raodoporlodePeruambuco. ^ "Z'"i1,"?za "'"p'" ,0 a.tTK STr'aSJe-tS^ JuT^^a ='1^
.. flll. D111 ii inH.ma.l.i .. ...________. ......
-----. H ,..,. iun.iw uiDuiq .icvaijo., VSO
tnrar-se com as aguas da baca do ancoradouro, que
correm Uo suaves e placidas com > as Je um rio ou
de dm lago.
O Sr. Virialo :Qao bonito discripcao da Veue-
za 1o Brasil.
O Sr. Taguet:Ue poelica.
Obr. .lugumo de OUceira :Sr. presidaole, essa
rotitijurarao do |wrto da Pernambuco he lo bella,
1 i i !""-'oes ^'fanseiras lem procurado imita-la.
A Inglaterra, ahm de dar abrigo a parle do ancora-
douro do porlc principal de sua marinha de guerra.
.riymoulh, lili con-draio una maralha arlilicial,
que nao he setiao a miniatura do liento de Pernam-
L'Z- ""d"-1'1 <"" '"do iuferior, e que lem sde-
nomio.rao de l'hjmoulh break-waller.
Considerado debaixo'dn oalro panto de vista 0
pone de. Peruambuco, oaopioiflo de lodo, os peritos
que o Icm eia-oiuado, rene lodas as condirtes de
uro excellenle parto do commercio, actualmente ja
d grande iropiirUacia, porem n fuluro .useepiivcl
d.i urna tasHlo maior imporlaacla. Atom desnavan-
to,osa poMCle. neographica, elle, Sr. presdeme, pos-
su a a condicio principal de um bom porlo. qee he
de Mr hcilmein. abordado em qualquercircamslan-
hli0- Wnp"" Na I?'1* ?lto"u' nao menor
obatocfllo, apena, all existo am banco de podra ao
orle,.e parto de Olinda, chamado-banco dos In-
r!*JT~C1,,"^'*ia* l,0Je ach- indicada e annun-
eufl aos QtVeiianle, por boiaa que .obre elle toram
......w...^v r-w. ---- -..vyvawua f'l UIUIM llitltli:
para dar entrada a navios de grandes dimensf.es, a-
penas podendo entrar all navio, que calem 15, e
lalve 16 ps de agua.
Etm tolla porem de profandidada nao protm se-
nao da alguns depsitos ou tornas de arela qoeexls-
aSB I u I MOIill IC',,,,
O Sr. I'irialo : E asoiilras provincias tambem
nao precisanlo de melhoramentos materiaes ,
0 Sr. Augutto de OUveira : Anda nflo disse o
contrario, antes abundo nasidois do nobre deputodo;
nlo me opponho a que o nobre depulado proponha
obras semelhantes pura a sua provincia,? mesmo Ihe
direi que pode contar com o meu vol quando mes-
mo ellas nao sejam de um iuteresse e umanecessida-
de 1,1o palpitanies como as do melhoramenlo do por-
lo de Pernambuco ; e afim de daroma prova da ira-
parcalidade com que Irato destas malcras, cu direi
que lalve buje tenha de chamar a allenco do ac-
taal Sr. mintro sobre o melheramenlo para a pro-
vincia onde n,i-ceu o nobre depulado.
O Sr. I'irialo : Obrigado.
OSr. Augiitlode OUceira : Falle dasexcava-
coes, Sr. pres.denle, e V. Exc. comprehende quanlo
lie importante esselrabalho.priucipalmeiile na bar-
ra, aonde existe una corda de arca que impede a
entrada de navios de grandes dimeu.oc. ; agora di-
rei mais que o mesmo engenh.iro inglex, o Sr. Nea-
le, autor do relalorio que foi approvado pelo nobre
ex-minislro da marinha, he de parecer que quanlo
antes o gnverno mande execnlar essa ote ; e como
a barca de excavaclo que all cxisle raneconando
mo irva para esse um, diz o mesmo eugenheiro
que se deve, mandar construir quanlo antes unir
barca de excavado apropriada, que dever 1er para
o servico que he chamada a preslar dote batelf.es,
-------.. ^u .... ui.iun.ia d [liedla, uuau Ufiieiues,
que couduzidos por um pequeo vapor de reboque,
levarao os entulhos que se exirahirem para os baixos
de Otinda, e nao para o interior do parlo. Sendo o
custo da referida barca de excavado com os com-
petentes bateles e pequeo vapor a (reboque orea-
do pajo mesmo engeuheiro.em IG5:0005,c sendo na.
circom.lancias actuaos era que se acham as obras
para o seu progresso necassariaj^esies objeclos, j
ye pois acamara que a consignacHo marcada de
100:0008 be insufficieolc. Apoiados.)
Permita-mu agora a cantora que eu faca urna li-
geira observarlo ao nobre et-minislro da'marinha,
e actualmente de estraugeros ; anda o anno pasu-
do, desle mesmo lugar aonde actualmente me acho,
ped a S. Exc. que quanlo antes uouvoase de man-
dar conslrur esia barca da excavajao, oUerecendo-
Ihe para tal fim urna emenda augmentando a con-
sn;icao enlflo marcada no orjan.cntu parn n enn-
linnai;:io da obra do malhnramni.lo do porto de Per-
nambuco, emenda que foi assignada por lodos os
m*us collegas depuladus por essa provincia. O uo-
bre ex-minislro da mariuha.que nao podia ignorar o
fundamento de mnha requiaicao, porque a necessi-
dade da barca de excavado vem reclamada com loda
a insl.ncia no relalorio do eugenheiro inglez (lendo
S. Exc. no seu relalorio do anno passadoal se refe-
rido a esse documento;, entao nos disse que o gover-
no nao necessilava do augmento da consignarlo pro-
posto naquella emenda, porque estando aiilorisado
a abrir crditos supplemcnlares.ellc podernaltender
por esse meio a lodas as necesidades de seinelliaule
obra. Porem o tocio he que al hoje o ministerio da
marinha nio se dignou expedir as ordeus para a
conslrucjao dessa barca Pergunto eu, nao lere ra-
zao de queixar-mo do nobreex-miuistro da marinha?
Poi, faco a S. Exc. urna, requisara oflicial de am
ohjeclo indispensavel para o andamento das obras
- ----------r~... ^w %rt*3. wuin iciiui um r-
pido andamento c urna prompla realisaro, he esse
um vol rdanlo do mea caraeao, porque he na ac-
mahdade o maior beneficio que se pode fazer i mi-
nba provincia. lApoiados.)
Espero, Sr. presdeme, que o actual nobre minis-
tro da marinha me satisfar ao pedido qoe acabo de
dirimr-tl.e ; c e eu liver a ventura de ser satisreito
uesla parte por S. Exc, para o fuluro, longe de ter
de Ihe repetir as tacitas que fiz ha pouco ao sen an-
tecessor. Icre da leslcinunhar-lhe minhas rclicla-
'.ocs por lersido elle o priineiro ministro da mari-
nha que verdaderamente (eiihacomprehendidn lodo
o alcance do melhoramenlo dd porlo de minha pro-
vincia.
OSr.Sigueira ijueiro: :-Ea rrcio .que hade
ter o aclual ministro o mesmo mollvo de nutia
que leve de sen, antecessores.
O Sr. Augntlo de OUceira :Nesse caso o meu
procedimento sera sempre o mesmo, porque anles
que tudo liei de pugnar com dedicarlo, com fervor
e mesmo com a necessaria cneraia pelos inleressc.
da provincia que me collocou nestas anguilas cade-
ra. Apoiaiiu. "
O Sr. Siqueira Qulro! :-Se for como no anno
passto, recebern ama reprehenao !
O Sr. Augusto de OUceira:Recebo sempre com
resignaco, e mesmo com muilo prazer, as reprehen-
af-e qoe me sao feitas por amigos e pessoas a quem
votoaffeieao, norqaetoo o primeiro a confessar-me
grande peccador neile mando ; se o nobre depulado
seguisse esa doulriua; de cerlo nao me dara esto
aparte. .)
A cmara ve que pelas instancias que nao s boje
como sempre he mostrado, para que o governo ap-
phque lodos osdinheiros de que possa dispor sem
detrimento de outras necos.id.de publicas mais ur-
genles) a obra do melhoramenlo do porto de Per-
nambuco, seria quasi lemerldade da minha parle
entinar anda a atlencao do nobre ministro.da mari-
nha para oulros melhoramenlos de que carece a m-
nha provincia, e que tem de cauar maior despeza
aos corres geraes.
Farei porlanlo urna refiexno, que S. Exc. loma-
ra na considerado que Ihe r.erecer. Segoodo o pa-
recer do muilo digno inspector a capito do porto
daqulla provincia, o governo deve mandar remover
o pharol do lugar em que elle se acha, pbarol que
esli hoje am pouco arruinado e que carece de ama
nova ri'construccan, mandando em subsliiuicao cuns-
Iruir dous pharoes, am na pona de Olinda e oulro
no cabo de Sanio Agostinho ; u nubre ministro sem
duvida nao ignora que a falla desses pharoes nestes
pontos lem feilo com que muilos navios vio i praia
ao norte de Olinda e ao suido cabo de Santo Agos-
tinho.
Nao me parece, Sr. presidente, que a despeza para
a conslrucrjln desses dous pharoes, atienta a uecessi-
dade de reconstruir ou concertar o qne actualmente
existe,seja excesiva ; loduvia o nobre ministro .ai.i
esle respeito o que julgar conveniente, meu lim
principal he que o nobre ministro se nao descuide do
mclhorainenlo do porto de Pernambuco, e por esta
occasio repolirei urna lembrancu que o auno passado
fiz ao collega de S. Exc, porem sem uaver sido al-
tendido.
Esla. obras, Sr. presidente para terem ama direi--
Cao conveuieiile na parle scieolilica,precisara de um
! eugenheiro hydranlico com conhecimentos especiaes;
j nao he possivel confiar urna obra desla importancia a
1 um eugenheiro qoe nao tenha conhecimentos h\ -
I draulicos, neo tenha pralicado obra nenhama desta
I nalureza em parte alguma do mundo, como he o en-
senhoiro que all exi.te, o qual apenas, tormado na
Europa veio pralicar engeiiliaria pela primaira vez
na provincia de Pernambuco.
Porlanlo, Sr. presidente, para que haja plena ga-
ranta de que os dinheirosapplicados naquella obra
leiiham lugar de urna maneira proveilusa, convem
Jue o governo tenha all um hbil engenbeiro hy-
raulico, ao qual esteja incumbida a direcr.lo de t.lo
importante obra. (Apoiado.)
Tambem por esta occasio nao po.sso deixar de cha-
mar a atlencao do uobre ministro para o arsenal da-
qulla provincia, o qual, depois que foi dirigido pelo
hbil ex-iospeclor, Kodrigo l'heodoro de Fre tas, e
se acha hoje (ambem mui bem dirigido pelo actual
inspector (apenados) he um dos eslabelecimeiilos des-
la ordem mais importantes do imperio ; e se S. Exc
nao quizercoulrariar as vistas do actual inspector,
dentro de alguns anuos o arsenal de Pernambuco,
como eslaleiro de ronstrucrao naval, ser um do.
mais proprios e uleis de lodo o imperio. (Apoiados.)
O Sr. Seara : So elle fr conservado, o arse-
nal de Pernambuco dentro de muilo pouco lempo
lera melhoramenlo. con.ideraveis.
O Sr. .tuijusto de OUceira :Aquelle inspector
com a devida permisso do Sr. ex-minislro da mari-
nha, est all razando um grande deposito de madei-
ras pcrfeitamonteclassifieadassegundoas regras sci-
vuiilicas da arle de conslruccilo naval ;s assttocon-
seguiremos nos remover grave inconvenientes con-
tra os quites sempre latamos, isto he, a falla de ma-
deira. em perfeilo estado de madure/a, afim de te-
rem convenientemente empregadas as nossas cons-
Irucroes navaes. J varias veie. lem acontecido en-
tre n. qne apenas se acha concluida a ronslrnro de
am navio, no dia seguinte entra elle para os estarci-
ros para sollrer reparos, sendo a causa principal de
ISo promotas damnificacCes a tocio de nao se erapre-
garem nessas conslruc;)es madeiras em perfeilo es--
do de madureza.
Foi assm que antigamenle, apenas construida no
Rio de Janeiro ama corveta chamada, se me nJo
engao, Uniilo, um anuo depois de Mhir do eslalei-
ro foi ella condemnada !
, Porlanlo, j ve o nobre ministro que a esle respei-
to um grande servido pode servir a lodo o imperio o
arsenal de Pernambuco se S. Exc consentir que la-
se vao amonlaando madeiras- proprias para construc'
efies navaes, porque dentro de poucos annos o go-
verno poder contar all com um grande deposito de
madeiras suftkientes para reconstruir parle de uos-
sa esquadr..
O aparte que ha pouco me den o honrado depu-
lado por Mato-Grosso lembra-me que eu devo tam-
bem chamar a atlencao do nobre ministro para ama
obra que se est eouslruindo na provincia do Mara-
nhao, ue en jolgn ser da mais elevada importancia,
islo he. o dique. Pelo que lenho onvido dizer, creio
que o governo nao tem conUsniado os trabalhos des-
sa obra coa a necesariaBelividade ; todava he
cerlo que ella he ursentissTiTma, porque nunca nos
pederemos ter ama esquadra sem qae haja um di-
que aonde os navios possam ser examinados, afim de
soflrerem aqnelles reparos de qoe careccrem em tera-
po opporlunu, e para qoe elles nao se ettragnem com
lana rapidez, e possam durar mais lempo.
O nobre depulado que se assenla ao pede mira
oSr. Virialo'' lalvez lenl.aj informacoesl mais cir-
cunstanciadas acerca do oslado rfaqueila obra. qoe
poaera eommunicar particular ou odlcialmente ao
Sr. ministro ; no entanlo eu deixo nesla parle ao
criterio do nobre ministro da marinha proceder con-
formo exigirem as necesidades dessa obra.
Em vista do que disse quando eacetei este deba-
to, promelti nao entrar bo desenvWimenlo dos va-
riado assumptos que sereferam a reparlicao da ma-
rinha, e sobre os quaes em oulras occasif.es en le-
nho dlscorrido lao extensamente ; e este meu silen-
cio uao he enao um acto de deferencia que desejo
pralicar para com o actual Sr. ministro. Concluiu-
do estas breve, reflexf.es que eu julguei dever fazer
no interesse do urna obra da maior importancia, nao
so para a provincia de Pernambuco, como para lo-
do o imperio, eu espero que a cmara em soa alta
generosidnde nao licuar de approvar a medida que
para esse lim lenho de juumeller sua beuigna e
generosa deliher.cao.
Nio sei se a emenda que se acha obre a mesa po-
de ser admillida no 22 do art. em discutso, com-
prclieodendo elle urna aulorisac.au permanente.
Cinjo-me porem a este reapeilo iulcirameule s de-
liberaroes de V. Exc, comanlo que a medida pro-
posla na emenda ou artigo passe quanlo antes ; nao
he possivel prolelar e retardar por mais lempo a rca-
lisarao de urna obra de tanta magntude, e de urna
lo elevada importancia. [Apoiados.,
O Sr. Menes de Almeida faz algumas reflexoes
contra as ideas do procedente orador.
O Sr. ll'andertey (ministro da marmita ) Sr.
presidente, levanto-me para responder, ou an-
tes para dar algumas explcac.es aos Ilustres depu-
rados qoe se oceuparam com alguns objeclos ten-
dentes reparlicao a meu cargo. Permita-me o hon-
rado moml.ro, depulado pela provincia do S. Pauto
que eu me nao emmaranhe uasqueslf.es de poltica
exlerna com que elle remaiou o seu discurso, nao s
porque a occasio nao me parece a mais propria, co-
mo tambem porque ellas lera lido am tal desenvol-
menlo quede minha parteseria Irahalho intil que-
rer responder .o Ilustre deputodo. Supponhn que o
paiz tem feilo o seu juzo a respailo de toes qoe.loes;
supponho tambem que o governo se lem suflicienle-
nieulo explicado para conhecer-se que elle nada da*.
prezou para que essas negociarles a que se referi o
Ilustre depulado pudessem ter um resultado feliz.
Apoiados.)
O illuslre deputodo pela provincia de Pernambu-
co, com aquelle patriotismo que todo. Ihe recouhe-
cem, .presentou urna emenda a re.pcito do melho-
ramdnto du porlo da provincia, que o illuslre depu-
lado representa; moslrou a niullicieucia da quan-
tia pedida no ornamento para que essa obra tivesse
aquelle andamento lao rpido como he para dese-
jar-se ; com a sua emenda quer o illuslre deputodo
habilitar o goveruo para dar mesnia obra o desen-
volvimenlo qae o illuslre depulado julga preciso e
couvenicle. Senhores, de todos os orcameulos apre-
senlados cunara, aquello que pede urna consigna-
cao maior para as obras do porto de Pernambuco he
sem duvida o que esl em dscussao; al boje mar-
cava-se a quaulia, tormo medio, de fiO a 80:0003
para etsas obras; agora pode-sa 100:000j>.
O Sr. Augtulo de OUceira : A prmeira vez
marcou-se 0:000.
O Sr. Ministro da Marinha : No orcameulo
passado marcou-se a quaulia de 80:0009, mas o go-
verno, pela faculdade que lem de augmentar aquel-
las verbas em que ha iosuflicieticia vista do servi-
co que se lem de fazer,' dispeudeu mais 20:0008. J
ve daqui o nobre depulado que o meu illuslre ante-
cessor nao foi infiel promessa qne fez de aug.neu-
tor a consignacao, caso nao tosse suflicienle a que
pedio no orcameno. Se elle nao determinou inme-
diatamente que fosse coconimendada e feila a barca
de excavaclo a que o honrado depulado alludio, ro
sem duvida porque entendeu que a occasio nao era
anda opportuna.
Em minha opiniSn, Sr. presidenle, obras da na-
lorcza dessa a que se referi o nobre depulado, nilo
podem ser feitas cora os recorios ordinarios do orca-
meulo. Marcar a quantia de 100, 150 ou 200:0008
dentro do ersameulu, nao me parece sysiema que
possa gararflir de modo conveniente a axecucao des-
sas obra. A minha opiniao he quo as consignares
para obras desla importancia sejam voladas em cr-
ditos especiaes, que o governo ira dspendeudo
medida que as uecessidades do adianlamenlo delhis
forem-se fazendo sentir.
Nao recuso, pois. pe. minha parlo a lerobranca
do illuslre depulado, elle o sabe desde que leve a
iMindade de consultar-me relativamente emenda
que pretenda propr; mas como essa emenda lera
de ser diKulida nos arligos addilivos, sera entao oc-
casio opporluna para o Sr. ministro da tozend
*S*
ifta*^.'
-rr-- i--- u.. .....nv ua i.i/i;ima, a
cujo cargo esta a bolsa publica, inelhor avahar do
qoe cu se os recursos do crdito serio soflicientes
para razer race a essa qoota que o illuslre deputodo
propc. Pela minha parle, repito, aceito a emendr,
assim como pens qoe todas as obras as mesmas cr-
cumstaucias deverSo ser feitas por crditos esne-
ciaes. '
I.cmbrou lamhem o illuslre depulado a conveni-
; enca de que se proseguisse com aclivdade as obras
i do dique do Marauhao, porque Ihe conilava que -
Mas obras marchavsm com alguma lenlidao. Creio
qi^e o illuslro depulado enganara-se; essas obras
tem marchado com aquella rapidez que he compali-
vel nao s com os fundos volados para ellas, como
tambera com o estado da provincia. Niu basta, se-
nhores, querer que essas obras maichem com rapi-
dez, para que islo se consiga ; he mislet que haja
tambera operarios apropriados, he preciso hom-ns
habilitados...
UM Voz : E ralla lamhem dinharo.
O Sr. Ministro da Marinha : NSo falto di-
nheiro para tato. Nao quero dizer de maneira algu-
ma que se dava parar com essa. obras em falta de
opranos; mas haveria desperdicie .e empregasse-
raos maior numero de Irabalhadore, que, nao sen-
do aptos, pouro adlaiil.rlam as obras.
OSr. Leitioda Cunha :No Para ha|ba.lanle di-
nheiro, e pouca. obras se tozem por falta de bracos,
c tambem .. veze. de materiaes.
O Sr. Ministro da Marinha : Elle aparto res-
ponde perreit.mente ao nobro depulado pelo Mara-
nhaojporque as obras bydraulica. precisam de pes-
soas habilitadas ; nao he possivel que chamemos hn-
mens inexperienle. que penas .abara cavar a Ierra
oo oarregar um pouco de pedra, para que se diga
que essas obras podem tor maior andamento. O go-
verno lem applicado lodo, os seus cuidados as obras
do dique do Marauhao, lem muilo grande interesse
em qoe ella, se tocam, porque nin^uem negar, eo
illuslre depulado dina, que urna das prlmeiras ne-
cessidades da marinha de guerra he a construrcao
de diques, e reconheccn-ie qoo esse do Marauhao
poda ser ennstreido com mais rapidez, com mais
economa que oulro qualquer.
Tambem nao pretende o governo abandonar a cons-
Iruccao do dique da liba das Cobras, como parecen
ao illuslre depulado por S. Paulo ; mas, senhores,
lodos os raelhoaamenlos, e especialmenle na mari-
nh, resuincm-se ero dinheiro. He muito boro, nada
inelhor do que dizer deve-se construir grandes diques
deve-se razer grandes obras.bellos edificios, etc.; ma.
quando se chega aos recursos applicados a essas obras
he que coohecemos as dfliculdades, e somos abriga-
dea a ,i lia-las por algtim lempo. A economa do
estado nao he diflerents da economa do particular :
o particular quando lem raeios pode applica-loa, nao
sem objeclos necesarios, como mrsme em objeclos
de luxo ; o estado tambem quando lem esse. meics
ha de applica-lo. em vantagem do servido publico,
mas quando os meios hlham lem uecessidade de li-
diar cerlos melhoramenlos.
i) dique da ilh. da. Cobras, e nao esto como
mais alguns, he urna necessidade para a marinha, be
isto cousa condecida geralmeute ; nao he preciso
ser-se da prolissSo martima, neiu prestar grande
a'tenrao nos negocios da marinha, para cunhecer-sa
que urna marinha de guerra sem am dique nunca
sera marinha do guerra ; as despezas com os repa-
ros dos navios sao inmensas. Mas, pergunto eu ao
illuslre depulado, estaremos desdo j as circums-
lancias de fazer urna obra oreada em mais de mil
contos 1 Pede-se mil e oiloeenlos tontos para as
obras de Pernambuco, mil e tanto, coutos para o di-
que da Ida das Cobras, quindenios ou seisceulos para
o dique do Marauhao Eu leria muita gloria em
que lodas essas obras tossem levadas a efleito no meu
lempo, maa encontr obstculos nos recursos linau-
cciros do pato.
Entreunto lenho examinado, nao lenho deixae
em eequecimeulo os planos que exi.tem a respailo
da conslructao do dique da ilha das Cobras ; os ho-
mens da pruii.sio lem algum lano divergido sobre
o inelhor pl.no que se deve adoptar na concluso da-
quolla obra ; e lalvez, nao nesla sessao, mas para a
sessao tullir, ,e minha vida ministerial chegar al
la, presente cmara urna propoato de crdito es-
pecial par. a conclusao desta obra, porque, na ver-
dade, querer-se marinha de guerra, e principalmen-
te marinha a vapor, sem nm dique, he, repito,
nao querer m.rinha. [Apoiados.)
I.emhrou o nobre deputodo por Pernambuco o
conveniencia de se edificaran) dous pharoes, um na
Cabo de-Santo Agoslinho* oulro na ponto de Olin-
da,.uprlmindo.se o da barrado Recito.
Senhores, o meu illuslre antecessor toz notar esla
necessidade no seo relalorio, e outras mullas da mes-
ma especie ; mas eu entendo que, a vala do eslado
i, "'a r.oeil'' "ta"9 oura de igual nalureza do
pharol da Pernambuco de.vem ser preferidas. Assim,
por oxemplo, eu preferira, e pretorirei no caso de
que os recursos do orcamenlo permutara,edificar um
pharol nos Abrolhos. Essas mudaneas que o nobre
depulado indica sin uleis, mas a necessidade all lie
muilo maior.
Assim tambem preferira applicar as quaulia. ds-
poniveis da verbaPharoes construccao de um
novo pharol em Cabo-Fro, pois que os nobres depu-
rados sabem que o pharol all exislenle pouca utili-
dade presto navegarao em cerlaspocas.
Mas islo nao quer dizer que eu uto tome em con-
sideraran urna medida que toi Innovada pelo meu 1-
Instre antecessor, e que o nobre deputodo apoto com
o seu valioso voto ; ludo porem depende dos meios.
Cl.amou anida o illuslre deputodo a minha atlencao
par o arsenal da provincia de Pernambuco,porque,
disse elle, grande desenvolvmenlo poderia ler a
conslrucrao naval naquella provincia, calo ogoverno
quizesse coadjuvar as boas inlenrf.es do empregado
que all se ach, islo he, do inspector do arsenal.
*r. presidente, iuspectores des arsenaes nao sao
seawto agenles do miuislrio da maruha, e se o ins-
pector do de Pernambuco procede por esto forma,in-
duhilavelmenlc procede porque o governo assim o
approva {apoiados): e se o approvoD he porque reco-
uhece a conveniencia de que os arsenaes de certas
provincias estejam habilitados nio sopara algumas
conslrtiecdes, como para o reparos que forem pre-
cisos aos navios de guerra.
Eu j fiz notar, a prmeira vezque livea honra de
dingir-me cmara como ministro,que e minha opi-
niao era qoe nao convioha centralisar muilo as cons-
lrucjr.es navae* no arsenal da crlo {apoiados) ; por-
que nao s isto encareca maisa mao de obra,como
mesmo nos porto embarazos e dfllcaldades, dadas
cerlas circamstnci.s. por exemplo, no caso de urna
guerra martima, porque bloqueado o porlo as em-
barcarmes qne andassem em cruzeiro, nao poderiam
'iraqu procurar recursos, o que ngo acontecer
liavendo-os para conslrucrOes e reparos em oulros
porlos.
J'orlanlo, j v o nobre deputodo qae naooslou em
amaccordo com a sua opiniao, anles pelo contrario
contonno-me com ella ; mas o maior desenvolvmen-
lo do arsenal de Pernambuco depender do numero
de vasos que livermosa conslrur, dos reparos que
demandarem os navios da estacao, ele, e tambem
da quanlidade de operarios aptos para essas obras ;
por ora o numero de operarios que oflerece ,i pro-
vincia de Pernambuco nao me parece tal que se pos-
sa augmentar grandemente o servico do arsenal,ucm
uos temos disso necessidade.
Supponho serem estas as observaces feilas pelo
Honrado deputodo peto provincia de Pernambuco, e
creio ler i ellas respondido.
O Sr. Augusld de OUceira : Dou-me por sa-
lishilo.
O Sr. Sera : E a respeito do engenbeiro en-
carregado da obra do porlo 1
OSr. Ministro da Marinha : Se se dr um
erad i lo ao governo para que possa augmentar o ser-
vito da obra do porlo, ccrtamenle ii.io ha de dis-
pender urna quaulia lamauha sem ler urna pessoa
muito habilitada, que bem fiscalise essa obra. [A-
Dotados.) Em particular j eu disse ao honrado de-
pulaJo, e o relirire agora, porque sao negocios p-
blicos, que eu eslava promplo a concorrer com al-
guma quantia, e seria conveniente que a reparlicao
do imperio fizesse oulro lano, porque, anidas esas
quanlias que a provincia votou para eogajamenlo
de um engenbeiro, poderiamos prefazer urna sorama
lal que convidassc um engenbeiro hvdraolico hbil
a eugajar-se para cuidar dessas obras e daquellas
qoe a provincia tivesse de promover.
O Sr. Sera : Apoiado.
O Sr. Brando : Que nao fique isto s em pro-
messa, he o que desejamos.
O Sr. Ministro da Marinlu: Sr. presidente,
passarei agora a considerar algumas observaces fei-
las pelo honrado deputodo representante pela pro-
vincia de S. Paulo. r
O honrado depulado analvsou alguns pontos do
relalorio do meu illuslre antecessor, e disse que nel-
les locava porque naluralmenle o actual ministro da
marinha compartilhava as mesmas opinioes. Sr. pre-
sidente, em quasi todos ns pontos, lano quanlo o
meu pequeo estudo e experiencia dos negocias me
lera feto conhecer, concordo em ger.l com as opi-
tnocs do meu 'illuslre antecessor; mas nao estou
adslnclo, nem quero tomar a rusponsabilidade de
subscrever a lodas as opinies. quaesquer que ellas
sejam, emitlidas no seu relalorio: feila esla restric-
cao, passo a responder ao honrado depnla lo.
O Sr. IHbeiro de Andrada: Tenbo muilo pra-
zer em o ouvir.
0:Sr. Ministro da Marinha : Crd o honrado
depulado que a anlipalhia que ha pelo servico da
marinha de guerra entre us nao nasce das- causas
apuntadas pelo meu illuslre antecessor, e oim da le-
gislacao barbara que, em materia de castigos, anda
vigora a bordo dos navios de guerra. Keparou, ain-
da qae seguissemos na marinha militar os pruceilos
e regras disciplflares adoptados, em 179G no regi-
ment provisional, e lastimou que al nesse regi-
ment se marcasse o numero de vivas que se devlam
dar s pessoas reaes quando appareciam a bordo dos
navios da armada.
OSr. llibeiro de Andrada : Nao latlimei, es-
trantici que nao se tenha toito as convenientes alte-
ra cues.
O Sr. Ministro da Marinha : Sr. presidente,
o lionrado depulado devla primeiro que tudo fazer
grande dftorenca entre o regiment provisional e
u.sar,os de guerra que Ihe andam aunexos com
dato de 26 de ahnl de 1800. O regiment provisio-
nal, exceptuadas algumas dsposices fomento appli-
eaveis aquello lempo, he anda hoje, nao direi um
perlcito cdigo, maa um compendio das moldures
providencias adoptadas as marinhas das nncf.es
mais civllisadas, a respeito da disciplina, polica e
mellio lo de servico a bordo...
O Sr. Hibeiro de Andrada:lia de haver algu-
ma consa a fazer-se ah.
O Sr. Ministro da Marinha:Ue verdade : mas
isso que se lem a fazer nao he de nalureza tal que
nos leve a dizer que o regiment provisional ahi-
genta os homens de servlrcm na armada.
O Se. Hibeiro de Andrada:>So he o regiment
provisional. s,1o os arligos ta gama.
O Sr. Ministro da Marmita:Ka irei l ter
como o honrado depulado parecsn confundir o regi-
ment provisional e os arligos tle guerra, julguei
que devia tratar de cada um delles separadamente.
Exceptuando, puis, um ou nuirp poni que o pro-
gresso da -ciencia da navegado e da guerra marti-
ma motlilicou, o regiment provisional he urna obra
digna de admiradlo.
O Sr. fibeiro de Andrada:Talvez para o temoo
em que toi feilo.
OSr. Ministro da Marmita: O fallar elle em
ranhaem voz tleimperado.-,emservico re-
alem vez deservico imperi.ile oulras cousas
desle jaez, nada influe no merscimenlo da obra,
pois que As nossas leis antigs todas eslo as mes-
mas circumslancias.
O marcar o namero do vivas que devem ser dados
as pessoas reaes quo forem a bordo dos navios de
guerra, he o mesmo qne marcar u numero da Uros
de cada salva, segundo as categoras dos visitantes.
Cerlas cousas que parecem ociosas ou mesqouhas em
outras classes n3o o to na marinha, nem no exer-
eito (apoiados,;.ella, conslituem o nexo da disciplina
e obediencia sem o que nao pode existir marinha de
guerra nem exercllo. a
O Sr. Hibeiro de Andrada:lno nao he applica-
vel ao. tauaijwdo evistir obedieucia e disciplina
sem esses vinas.
Q Sr. Ministro da A/ariAa:_Qaanlo aos arll-
gof de guerra, elles na realidade lem aquelle vago
das penas que he o caracterstico de todas as le. mi-
litares promulgadas naquella poca ; e d por con-
sequenea lugar a abu.os quando o execulor nao
lem aquella prudeucia, aquella moderado e illua-
IracHo proprias de um oflicial ; ma. esse grande in-
conveniente que o honrado depulado com especiall-
dade nolou, por exemplo, a piotodo na applicaco
da pena de morle, da pena de gales, da pena i
acoules, ele, acha-se como que eorrigido pelo arbl
Irio que lem o tribuual supremo na applicacao des^
tos peuas, modificando-as deaccordo com a eqaidade
e brandara de nosso caraeter.
Assim, nao ha de constar ao nobre depulado que
os acoules sejam applicados em caso uenhom, e nem
a pena de morte com a profasao com que os arligos
de guerra a decretara.
O Sr. Hibeiro de Andrada d um aparte.
O Sr. Ministro da Marinha:Nao quero agora
repetir o que ja dis a priucipio, islo he, qoe era
vago e arbitrario o eyslema adoptado, mas que
esse nconveuiente he sanado de alguma sorlc pelo
arbitrio mai. esclarecido dos Iribunaes superiores;
porlanlo o rigor dessas penas nao pode ser um obsla-
culo para que concorram ao servir) de mar aquelle.
individuos que lem propon.ao para essa vida apoia-
dos); todava eujulgoquehe necessario reverera-se
esses arligos de guerra ; mas o uobre depatado ha
de concordar que isso nao he urna reforma qu. se
faca de um momento para oulro, e ucm am minis-
tro apenas entrado para a reparlicao da marinha ta-
lara sallicienlenienle habilitado para decidir de cho-
fre 18o importante materia.
Senhores, a vida de mar he muilo espacial, e nSo
be com as ideas geraes bebidas nos livros de direilo
que se pode julgar da juslca c conveniencia de
cerlas disposices, de sua nalureza excepcionaes;
he necessario anles de encelarse qualquer reforma
ouvir os diversos commandanles dos nossos navios
sobre a applicacao e eftoi tos dus castigos, consultar
os melhoramentos adoptados pelos oulros pazes que
lem urna marinha bem montada, para qae possamos
marchar com seguranca, resguardando a disciplina
sem intil rigor para os individuos....
O Sr. Hibeiro de Andrada d oulro parle.
O Sr. Ministro da Marinha:O nobre depulado
engana-sc; nos meamos arligos de guerra em que se
determinara essas penas, nikjMe concede Uo largo
arbitrio como jolga o uobre toepuiado ; os castigo,
nao podem ser applicados cora essa tocilidade ; se o
siio he por abaso ; assim, por exemplo, um oflicial
suballerno ugopode castigar ou mandar castigar com
pranchadas a qualquer marinheiro ; eisa faculdade
so he dada aos coinmaadaotes das elnbarcsces ; e
estes mesnius nao podem mandar applicar mais de
cerlo tiumero de chibaladas ou pranchadas,salvo em
determinados casos ; ha precedencias de consolos,
e nao tica ludo a mera Yontade dos superiores. E
deraais, senhores, arrisca-se muito a errar quem pre-
tender applicar os principios philosophicos do direi-
lo penal Mpu agglomeracfio de homens quevivem
urna vidatUe loda excepcional, e que seriara um
pengo grav> Ara o estodo, se o rigor da disciplina
n.lo Ibes servllsc de correctivo ; e se nao tosse fora
de proposito eu convidara ao nobre deputodo para
dizer-me em que consiste essa lao fallada proporr^lo
de penas e delicio*, qual a hilla por que os devenios
atorir ; so cm ludo nac entra umadse de arbitrio?
.tos entendem que lal qualidade de crimes he pu-
nida com seis annos de prisao, entretanto que oulros
para o mesmo crime entretanto entendem que 10,
12 annos nao sao soflicenles. O elleilo das pe-
dade,
hani.
desijo

L
as vana segundo a sensibilidade, educacSo,
etc., dos individuos.
Fez mais o uobre depulado dous reparos. O pri-
meiro a respeo do avise, de 2* dedezembro de 1850,
e o segundo quanlo ao nsylo de invlidos. Pelo que
respeito ao primeiro reparo, Sr. presidente, o meu
nobre antecessor retorio os pros e os contra, que po-
da ter a porvidenca do citado aviso applicado s
simples pracas da marinltagem e de pretoje moslrou
que a sua tendencia era de conceder aSsas classes
os mesmos beneficios que conceda s outras classes,
mas nao se atreveu logo a realisa-los, deixando-os ao
arbitrio do ministro, quando osjulgasse conveniente,
porque poda mui tas vezes acoiilecer que urna praca
deserlasse, fallecesse, desse baxa, eentretanto Hcava
o Estado sobrecarregado com as despezas de adian-
lamenlo qae lizesse ; reservou-se o governo o arbi-
trio de conceder esses auxilios s familias daquellas
pracas que pelo seu procedimento merecessem alcan-
ra-los.
O Sr. Hibeiro de Andrada :-jsSempre o arbi-
O Sr. Ministro da Marinlta :Em tal caso nao
se pode prescindir delle. sob pena de acarretor-se
grande prejaizo fzenda publica.
Quanlo ao asylo de invlidos, nao pode compre-
hender bem as objecces que nobre deputodoop-
poz a opiniao do meu Ilustrado antecessor; mas
pareco-me que a nobre depulade nao concorda em
qu> os ofticiac da armad Jan obrigado. a contri-
buir para esse asvlo. Por ora, Sr. presdeme, o
meu qobre antecessor nao tratou das bases ou regu-
lamentos com que seria fundado o asvlo de invli-
dos, apenas eiiTrnioalgumas idas anda sujoilas a
exame e dscussao ; mas, em lodo o caso, o em que
nao posso concordar com o nobre deputodo he que
so as pracas de pret e as de marnhagem sejam obri-
gadas a concorrer com um lauto de sold para o
Se os oflieiaes da armada uao livetsem de apro-
veitar-se do asj lo, cntoo poder-se-bia adoptar a opi-
niao do nobre depulado, roas o governo pretende
que es-es oflieiaes se postara utilisar de tomando be-
neficio ; he porlanlo de juslija que elles tambem
cuntribuam para .iquilla de que tora de tirar provei-
to ; parecc-ine que a opiniao do Ilustre depulado
vai de encontr qullo que esses oflieiaes desejam
em bem da corpor.jao a que perteucero. (Apoia-
Sao esses os pontos em que tocou o nobre depula-
do e aos quaes parece-me haver respondido, se oao
bem, ao meuoscomo podra. (Muito bem, muito bem;
apoiados.)
Sr. presidente, anles de entrar as materias per-
tencenles ao orcamenlo da marinha, eu peco a V.
Exc. e a cmara dos Srs. depuiados que me permit-
an) valer-rne de urna pequea serie de observaces,
que eu julgo necessaria. ; pois na ordem dos meas
raciocinios ulteriores uao poderei presciudir de toes
observaces ; e assm desde ja o declaro, para qoe
Y. Exc. me nao chame ordem.
O Sr. Presidente :Nao sei quaes sejam essas ob-
servaces.
O Sr. Paula Baplista:Senhores, em ama po-
ca em que a atiacao do paiz eu o declaro com im-
parcialrdade) cm apparencia tocil, mas na realidade
diflici!, exige que cada um de nos se pronuncio cla-
ramente, e o governo lome urna silua$lo sincera e
bem definida, o dirija lodos os espiritosa urna trans-
furmarao real e conveniente para o paiz ; e pelo
coutrarioeu vejo parlirdo mesmogoverno novas theo-
rias, que nao podem estar senao no interesse do nosso
governo, e sempre em detrimento do paiz (apoia-
dos.) NSo ser fra de proposito que eu, que lenho,
se bem que em ponto menor que a do mesmo gover-
no, a.missao de doulriuar ao paiz, aprsente as mi-
nhas deas, a minha doulriua...
O Sr. frando :Apoiado, que s3o sempre lu-
minosas.
O Sr. faula Baplista:Pode ser, Srs presiden-
te, muito conveniente ao ministerio o principio da
solidarietlade ministerial, ma. eu nao a aceito, a le-
nho como urna cbimera, e ja dei prova de que nao
a aceito, quando em 1853, oppondo-me ao governo,
eu marque! diltoreiiijas enlre os ministros daquelle
lempo. A rcsponsabilidade he individual, cada um
que responda por si.
Senhores, era bom o principio da soldariedade
para muito depressa se chegar a ama maioria {apoia-
dos', porque una poraftoicao ao ministro lal, oulros
com recejos e ustos de algum minislro poderoso,
oulros por obrigacao e finezas que devam a um ou-
lro ministro, e essas cousas lodas englobadas dao em
resultado um producto favoravel a todo o ministerio.
(Apoiados.) E dab resulto esta maioria toouia,
desalentada c descrate.
Urna tos:Eiperauca Espranos !
0 Sr. Pauta Baplista :Eu, senhores, nao ve-
nho contar novidades, julgo dizer aquilio que est
na consciencia de lodos que me ewulam, e que est
lamhem na consciencia de lodos os Srs. ministros.
Nunca fui ministro ; nao son homem de administra-
rlo ; porem felizmente o raen compasse nao he per-
ro, mas abre e fecha fcilmente (risadas) para medir
cerlos objeclos o conhecer, Unto Iheorica como pra-
licamenle, aquilio que convem aos Srs. ministros,
e que Ibes agrada seguir.
Enlrarei agora, Sr. presidente, pos objeclos que
concernen) reparlicao da marraba.
taiin quanlo. senhores, eu respeile muilo o Sr. mi-
nislro da marinlu. com quanlo eu seja um dos admi-
radores dos seus tlenlos o hablto;oes, todavia pe-
co-lhe permissao para francamente dizer o que sin-
lo acerca de algumas verbas do sen orcamenlo, sem
que S. Ex. lome as minhas observaces como urna
hoslllidade. Eu pens que o depulado que conside-
ra cada um dos ministros c.-n rea rao aos negocios de
sua respectiva reparlicao, que o elogia ou o censura,
nao Ihe da direilo do renunciar, nem o constilue no
dever de agradecer elogios e favores : nao se serve
as pessoas dos ministras : o que aqu dizemos per-
tence ao paiz. Apoiadoa.)
O Sr. minislro da marinha entrn ha pouco para
a adniinistrarao. fea, iinprcssionado anda por don-
trinas emitlidas |ielos Srs. ministros nesla casa, nao
posso deixar de proiiunciar-ine desde j contra o
augmento das depozas extraordinarias e eveutuaes.
(O Sr. priineiro secretario oceupa a cadeira da
presidencia.
Seuhores, eu ouvi dizer nesla casa qne hava um
livro do qual se nao dava conlas, nem se podia mos-
trar a ni nguem. ,
O Sr. Ministro da Marinha : Nao he na mi-
nha reparlicao.
O Sr. Patita Baplista : Perdoe-me o Sr. minis-
tro da marinha, e tenha paciencia ; eu Iba pero
islo como um favor. Eu na oliendo ninguem por
gosto"ou por vonlade. e quando o que digo he re-
sultado da reflexo, eu actilo a devida responsaoili-
dade.
Eu ouvi dizer que urna gratificado de 2008 para
o cheto de polica nao chegava para o carro. Ora,
senhores, decsrarOos toes, que no eslado de cantas
em qne nos achamos.em vez de se mostrar sutcepli-
bilidade, e susceptibilidad* qae deve ler todo o ho-
mem e muito principalmente aquellei que prezam a
alia posicao em que se acbanA, pelo conlrario sao
tendentes a augmentar as desloo flaneas, e augmen-
tar o numero dos que se sepir'-nm do g.verno, pare-
cein-me extraordinarias. Euvejo coussoes hila.
tora da casa pela maioria qae me horroriiam, e me
obrigam a zelar cuidadosamente de todas as verba,
do orcamenlo,porque dessas contiasaso que se deduz
he que, para te eonvid.r algum amigo a ser chetoi
de policia da corte, como se aqu nao hoovessem hosa
mens mui capazos da slo, he preciso que, alesjr
desl. gralifleacao, qoe nao checa para tarro, alguma
oulra m di. A conclusao he lgica, e le bem que
seja funtoda em presompce, essai presumpc,oes
nascem de declaracues feila. peto nobre minislro da
juslca, o qual obrarla muito mais acertadamente se
aesse ascua. graUflcact.es o nio o declaraste, porque
cousa. hn que se nio devem tozar, o qu.ndo se fa-
-W te nao devem declarar no parlamtoto. i Apoia-
l Esse aytlfma ht segoramenlt m Ihor, embo-
.,_. ------- ---<<-<">> ni :uiui. eiuuu-
exija coragem de certa ordem (qae nilo desejo ter)
para se arrostrar as contrariedades e multas vezes as
provas que potsan apreieatar-se.
Sr. presidente, eu estou bem cerlo que estas mi-
nhas observaces nao afTeclam o Sr. ministro da ma-
rraba (apoiados); se bem que eo, iuvo.ando agora
o principio da soldariedade, podessediaer qoe slm
Dovo votar pelas quanlias neceisanas no orca-
menlo ; nao posso negar ao governo o. meio. de eo-
veriiar ; mas voto contra o accrescimo que vem ua
cifra. Despezas extraordinarias e cveilu.es
Devo Mioja, dizer que, segundo alguna principios
do nobre ministro da marinha. nao ha necessidade
desse accrescimo'de despezas extraordinarias eeven-
luae; porque a respeito de carias obras, que mui-
lo avullam, parece que S. Exc. pretende realiza-la.
n ti If't-j. a.. -'--------- __ae___ _T__
t. Exc.e.tdspos,o\T.;toa;%T,pe'ns.raen,o n?nWro,,nitho,,,,'r ^Tf"'- '
se a em onlr.s.verba. ha uro aumento de a.. ,.: .'" e" n.ao.lle'Pr flto _de homeus
------------,------^ i.. w.Bta t.."".'iiciin
seja em outras.verbai. ha um augmento de nao me-
nos de 517:000, en creio qoe nao he necessario o
augmento das despezas eveutuaes. 228:000 par.
despezas eveutuaes !...
He muito cousa, demais quando o governo que
tero a seu favor anda o inexgotovel recurso de
abrir crditos. (Apoiados.) Crditos que abri em
larga escala ; porque s no ministerio da marinha,
avultam elles por 1,000 conloa de reis.
O Sr. BrandSo : Mais.
O Sr. Paula Baptista: esejara que o nobre
ex-mim.tro da marinha e boje dos eslrungeirea nos
explicaste isto.
0 Sr. Ministro des Segociossiistrangeiras.
toram crditos aberlosem exercicios .interiore..
OSr. Paula Baplista*--Com o conhecmonto
Ba cornmisaao creio que nao. e tambem creio qne
nao ha depulado nenhum oesta casa qae entrando oo
couhecimenlo das despezas do governo nos possa
diztr coro cootciencia qut o governo gastuu tanto,
sendo tan lo com a approvacao do corpo legislativo;
e tonlo sem ella, e desla maneira o orcaineule ansie
urna verdadera cbimera.
Lembro-mede quequando se Iralou de reformar
o Ihesuur... urna das grandes razes que se allrgava
era que o seu pequeo pessoal o a m distribuicjlo
lo servico impedia que os batneos se lizessem a
lempo, do sorte que nao haviam esses .rahalhosse
nao Apile retardados, Ihesouro porem relormou-
1 ma- ~- ------- -
qoe diz que nSo temos homens profewouaei uo en"
tanto nSo not d i menor noca, a menor 'idea de
que crear escola, para etle lim ; pelo coutrari'o
anno pastado alguma censa se diste a reaptiu da
agricullura e o pensamento do governo fui centra
essa idea. Ora, se o governo assim peosa, t coo-
toquincia he qut coulinuaremo neaaa penu ra co-
nheelila, confesad! palo nobre ministro. Mat, loa-
vado Dos | sempre he bom dizerloavado Uea.) te-
mos dinheiro, o que nao lemas sao inlalligencias,
que nio lemoa so homens |irofeatlonaet.
Ma i, seulioraa, precisaremos nos da homens para
oulr.ii obra., bem como para a fundaran da cata
para n.ylo dos invalido.'.' Eu nesla parte declaro
cmara qne nao professo a opiniao do Sobre depu-
lado por S. Panto, e esteu em perfeilo tecordo com
a opii>lao do nobre ministro ; considero a casa de
Invadido como urna obra de importo neto, come de-
vendo trazer verdadeiro interette para ama ciaste de
servidores do Estodo. Mas desde 1853, que te faz
esta promessa, ja lia urna quantia racelhda, resal-
lado ti. cohranca da conlribuicjlo da propria elas-
se da marinha ; de.de 1853 que te flzeram largas
prometas de que essa casa seria ero breve edificada
eslabelecida.
Estonio! no anno de 1855. e o Sr. ex-minitlro da
marinlia no teu relalorio not veio dizer quo foi ago-
ra quo se coraprou urna casa, que pela sua locali-
dad o, elle e oulros homens entendidos jolgam que
he apropriada para asylo dos iuvahdos Dous an-
uos para se comprar urna casa t pequea, que preci-
sa de inmensos accresceulamento. para se fundar am
asylo para os invlidos I Nao haveria nisto algum
deieixo 1
T.mhem sera' isto devdo a tolla de pedreiros, da
'?*?",!',eiro!' de homens habilitado!'! per faltada
se ; TiTis quanlo ga,tomos uo exercioK. passado?
N i nguem o pode saber. O bataneo que te apreten-
tou he de 1852 a 185:; de modo que a reforma
serve apenas para se crear urna cohorle mmensa de
empregados que cauta admiraco ver qu indo saliera
do Ihesouro. Os principios de conveniencia e p-
timas razfles sao apenas invocados quando te quer
reformar as cou.ai; mas por urna desgra;a ou mise-
ria bem sensivel, ns reformas se efleeloain e os abu-
zosconliuuam. (Apoiados;. Euniote te lie por to-
la de boa vonlade, ou .o porque da interette nisto ;
o tocio de etle, e u paiz que o veja. (Apoiados).
Uesla maneira, senhores, quando os ministro, in-
vocan certo principios e razes de conveniencia
publica, ainda qu.ndo esses principios s3o verda-
deros, eu estou sempre a temer, nao dn obra, mas
dot artfices (risadas ), porque o resallado nunca
corresponde a. razes que tervem de base ao edifi- i
co ; sao sempre razes das mais verd ideiras, das i
mais merecedoras da acquiesceucia gerul ; mas 3o
iazt_.ee puramente ostensivas.
Nao me sendo possivel, como disse, negar ao go- t
verno as quanlias oreadas, porque tico a doulrina
de IIUC IIIIO lie istn nannaii'a .... .---TT.. ..______
..v, |.. aiiM. w nviiicu, habilitados
lamcn na be, porque enlio te fez o quarlet de in-
v.iido;, ale este lempo? He verdade aneo nebro
ex.iniiiist.ro da marinha lembroa outrtS coasas no
u relatono muito importantes, por exemplo : Uo
er"iIeRi?lar d0 lemP "arlo dos vasos brasi-
nrr', r qUB uma oa d* embarca5oes de
m ir.mT'" na.t0e, """Itelras para toterem
co I- PM.IIMo ura'"ei'o, e lembron oelras
ja ha muilo sede vi.in ter toito. -
( Ha um aparte. )
Eu sei que os trabalhos do nobre minl.trn san
muito imporl.nte. ; a sua aclivldao> Te bem am
extrema, nio podecomprehender to"'s *s clsa"
m..eu mecomp.dec.odos invalida,"l b, PorTto'
qae Ibes esloa fazendo esto, ohservacoes
Fn^'n..'1*"""*0 "? Ve^oc<0, toirangelros : -
La falle! era viagem de Inslruccao ; V. fe ",-
dizendoqoe he para f.zer Iremular o pavilho br.-
silelro as n.cOes da Europa. p"T,lnao n'-
OSr. Paula Baplista :Faco justir. ao. ltan-
los do lobre minislro, e por Isso nao possa pensar
que nu seu relalorio nao trate de cousas ntet. a
boas.
Sr. presidente, a occasio me ro% ajuda a conti-
nuar ; lerei de por termo as minha! observaces, e
entao concluirei fazendo um pedido ao nobre mi-
nislro da marinha.
Senhores. no orcamenlo, creio de 1853 a 18*, a
verba desliuada para obras era de rWOiOOtJJ, sendo
para o dique da ilha das Cobras uma grande quan-
tia que ja hoje se nao gasta : pelo actual orcamenlo
a verba consignada a obras esla' em 3W:rjO08.
Ora, MO:000 para urna verba de flOOWl aire
jaoccu.mu lugar nos orcamenlos pastados, creio que
faz ama diflerenra extraordinaria.
Assim S. Etc. que de alguma sorle v sed minis-
terio ja alliviado de algumas despezas qne diztm res-
peito a obras publicas, parece qae nio setleveas-
uslar de augmentar a consignarlo para o porlo de
Peruaobnco.
.,_----_._ u.y.,:,, |,uil|UO Bl^Wt UUUllllld I^UI
ae que nao he isto permilli'do ao depulado, visto que cia
, ....... -* r-.'>*,u au utpuiduti, TISIU IIUQ
lie um preceito constitucional do qual niio pode el-
la prescindir ; sendo-me porra licito diminuir as
vertas, declaro fraucaiiieule qoe a respailo da ma-
rinha e de todos os ministerios voto contra lodo e
qualquer augmento de cifra para despeaas even-
luaes. EUhorem-se o orcamenlos com mais pre-
cisao, coia mais clareza, para que nio ejara obra
de poucos minutos, de poucos momentos, e a. des-
pezas eveutuaes nao sejam, por assim dizer, a pa-
nacea que cura todos os males.
Permit ame o nobre minislro qae mu oceupe de
urna idea para mira de grande importancia, do me-
lhoramenlo do porto de Pernambuco ; a ule respei-
to pet;o ab. Exc. permissao para responder algu-
mas de suas observaces..
Senhores, he raelhor m muilos casts negar uro
seryieo, do qae tozsr um detservico ; he meldor em
irtiiilos casos negar ama de.peza, do que toze-la in-
tilmente ,apoiados). Eu acredito, e acredito mui-
lo, na promessa do nobre ministro da marinha de
mandar ara eugenheiro hvdruulice para i proviocia
de Pernambuco, afim de cuidar daqulla obra ;
acredito, t,ou franco, porque a promessa vem do no-
ore ministro da marinha...
O Sr. Ministro da Marmita : Obr gado, mas
parece-me que o illuslre depulado se esquece do
que cu disse no caso de qae o crdito se augmen-
tas se.
O Sr. Paula Baptista : Est subentendido, e
nao negar o crdito para esle lira.
Mas digo que acredito ua promessa, porque vem
do nobro ministro, porque quanlo a promussas.... te-
nbo visto, lenliores, discursos de ministros com ama
nabilidade extrema e admiravel; desde as primeiras
palavrat at s ultimas ludo he promessas!...
O Sr. Brando:Por exemplo,o Sr. minislro do
imperio qae promelte muilo.
O Su. Paula Baplista:Nao he habilidade, digo
que he um instinclo de prometler, ha discursos que
desde a prmeira palavra al a ultima s se empte-
gam em ag izalhar os depulados das difiranles pro-
vincias, de modo que vollam para at suas provincias
muilo satistoilos, vao dizer aos seus amigos:cai-se
tratar agora da obra do porto com todo a cuidado,
com toda a acticidadea estrada tal, nao ha du-
nda, este anno hacemos de -dar bont patseios nel-
la. I aze.u-se todas as promessas, mas todo fa-
lla....
O Sr. Ministro do Imperio:He bom dizer qaaes
toram as promessas que nio te cumpriran). .
O Sr. Paula Baptista;Se o nobre ministro quer
sinceramen.e, eu o satisface....
O Sr. Ministro do Imperio:Sim, senhor.
O Sr. Paula Baplista:lendo por] mais vezes
de oceupar esto tribuna, desejare meldor hora, lo-
dos sabem que sou homem doenle, ratigo-roe bas-
tante....
t/ma voz:Muelle pode agasalhar-lhe bem.
O Sr. Paula Baptista :Peca a. nobre ministro
que a sua rilha, por uma excepto, seja mais beni-
gna comigo. | Risadas.)
7,i--------------'...... ti iiaiuiiuLv, rea*
soas illutlndas, eulendidas, profeasonacs uestes tra-
,-------- -....... wv.a mc ai GiiailS liatUtC.'.rt tai qU6
nao admitm interrnpt.ao, he obra por sua nalureza
que deve eiitarem continuado progresso, sal. pena
de se perder muito dinheiro intilmente : nio ad-
miti trabalhos de conservarlo permanente. Asse
gar eo nobre ministro que este principio para os no
meas da se enca pasta como inconcusso.A
tido um sysiema ucouve-jienle vol.ir-j* pequeuas
quotas para tasa. obra. ; rattao-te -ajaarulii.s avulto-
daa, estraga-se a obra. Ea detejava que o nobre ex-
miniuro da marinba eslivetse eoresenle para roe re-
ferir a alguma. palavrat do sea relalorio....
Ilmavoz.Esl all defronte
O Sr. Piula Baptista :.... algumas palavras
desse eu relalorio que parecem dio doces lio assu-
r jrad.s.e niio tem siguilicacao algunja. U z S. Exc.
no seu relalorio qu a obra do porto de Pernambu-
co lera ido em tal progresso que j o anuo passado
navios de maiocet dimeuses entraran) uo porlo.
Ora, dizem os homens da scieuca que aquella esla-
do cm que licou a obra do porlo de Pernambuco era
para conseguir*, quando muilo, no teguudc anno de
irahalho. ila quanlo. annos se Irabalha nesla obra !
Ua oito annos: assim, com o sysiema sesudo be e-
vidente que lem havido despezas intilmente feitas
em 8 ou t annos que importara em 4ou;000-3. Nao
disse, pois, bem que er. meljiorem'cerlot catot ne-
gar um servico que fazer era desservijo ao paif
Seuhores, a importancia da obra por si indica
que cora as, cousignaces marcadas ato hoto nao
poder, ella wr concluida senao no espaco Jto IS
aunos... r v
t Sr. ayusto de OUceira :19 nos.
O Sr. Paula Baptista :Ora, a provincia de
1 ernambuco destinada a ter ama das primeiras pro-
vincias comrnerciantes do imperio, precisando de
um porto qoe ha de Irazer-lhe um vasto immercio
esta condeniiada a ler este porta no fim da 19 an-
uos! Nao ser. melhor dizer : tt nao tocamos esle
porto por conto dos cofres provinciaes ? Nao esl a
provincia de Pernambuco fazendo uma rasa de cor-
reeaoque tem gasto (amo dinheiro? Nao est
esto obra em ponto muilo adiantado, e como favor
de Dos se ha de concluir .' Digam lamhem qae to-
camos a obra do porlo : haja clareza.
Disse o nobre minislro da marinha : a A barca de
excavacao Q3o foi, porque o governo ente i.leu nao
ser anda conveniente, o Itoin, o governo ato aclioa
conveniente mandar a barca de excavaclo, e o re-
sultado toi que isso causou prejuizos inmensos i
obra ; o nobre ministro sabe pertoilmenle que*
trabalno ta exeav arto devo continuar. (Jue razes
tle conveniencia sao estas que levaram o uobre mi-
nistro u nao querer all a contiiiiiat.io la barca,
rerl.iniente nao me he dado atliviuhar :o tocto he
que tolla urna barca tle excavacSo que os 'Emprega-
dos da obra reclaman., e cuja tolla lem servido de
grande prejuizo.
Disse ainda o nobre minislro quo havin grande
dilhculdadi em ndquirir-se homens necessurios para
cerlos IrabaJho. que a dfflcoldade nao est na tolla
do dinheiro, mas na tolla do pessoal, e nesla parle
o nobre depulado pelo Para veio em apoto do nobre
minislro. nhores, eu creio qne a respeito dessa
obras temos tolla de homens proprios qu i possam
entrar nt operaco regular de cerlos Irabitlhos, itln
he, tolla da nlelligencia qae opere ; mat, te esta-
mos nesla drlkiencla, ama de duas : oo manda-Ios
buscar, e ei.iao para isso o dinheiro vate, o nao he
to insignilk.nle o objeeto como o nobre ministre
suppo ; or tjut.io, cuidando logo do prettate a da
fulure, ettalielecer etcolas no paiz, e para lao Um*
bem o dinheiro vale. Mas o governo he o itimero
NSo he de admirar, senhores. que uma nrovincra
que da' qaa.i cinco mil conrs de rcis de rfjfct para
os cofres pblicos nao possa em 6 ou em 7 annt
melhorir o seu parlo ? ( Apoiados. ) Quaes quer
que sejam os beneficios qae venham desla obra, nSo
vem so a provincia de Pernambuco, vem a lodo o
mperin. ( Apoiados. ) .
A este respeito eu posso apresenlar a minha vida
mteira publica, sempre com unu coherencia perfei-
a na uma vez peco alguma cousa para a minha provin-
ou Iros pe-
ito-mepa-
opoz pa-
i he sempre em relarao ao imperio ; ___a<
a (ainbera para as suas provincias leva
mt.0'
'r0-
tlem tambem para
r. apoi.-los.
I.cmhro-rae da estrada qoe ha pouco i
ra a provincia de Minas; live prinel,...
de Tallar a esse respailo ; porem, senhores,'
com franqueza, de proposito abslite-iae de____
Eu qni pergunlar : pois he verdade.qne nao ha
uma eslrada n. rica e imprtanle provincia de Minas
para acorte? M.tqaiz bttor dW do mea eo-
raeSo inaginando que j se h.via feilo esta estrada :
a realldide era Irsfe, quaz nao v-to, ojo conhe-
ce-la,
O qon se lem toito, senhores, nesle peto, qae pas-
sfts lem dado o governo a tal respeilo ? Aonde eslSo
esses Ifio decantados melhoramenlos materiaes, se
ainda aquilio que he da maior importancia, aqoillo
qae ja devia (er toito, aqoillo que nio terve se-
nao de leslemunho coolra um passado de indinaren-
Ca, de abandono dos inleresses publRs, ainda vem
enconlrir relulancto da parte do governo ? (Apoia-
dos.) o eue tozem Unios crditos abarlos ? Para que
sao elles ? Qual delles j se empregoa no progresso
material de que nos falln o nobre minislro do im-
perio, que chegou a conceder qne lal progresso ti-
nlia o encanto de sullocar as diteussoes polticas nes-
la casa, embora ot ministros nada fizessem qne con-
teoeatsea paiz ?
O Sr. Presidente (torna a oceupar a cadeira da
presidencia.)
Senhores, ea eslou bem cerlo (a nesse poulo nao
lenho medo de ser contestado por alguem) qae te
c>m esses excessos de despezas que o governo tem
pedido, se com todos estes crditos aberlos tivesse
apparecido a accSn do governo no teotido do bene- '
licur as provincial naquillo que ellas mais reclamara.'
se a boa to do governo, te a prova do seu proce ""
tosse lal qaa elle, nao invocando livros negrosX*nel|
negocios secretos, mas invocando oque temaui,cuii-
cidade, t.s documenlos do paiz oflicial, podessl, mQ
trar a c mar dos Srs. depulado. qae o dlnhtVro ,e
linha gastado, mss qae tose toes obras etlavT
las, estou convencido, como dizia, de qae o
leria grande apoto (apoiados), nao teria ene.
os embarcos que vai encontrando ; esloa
do que eolSo as votes da opposicao, qua
livessem abaladas, seriam menores deJ
.Apoiados.. Islo he uma verdade. a camal
deputadosa tente, o publico Umbem a sea
verno nao a pode negar. '
Porm, por maior qoe teja o desaflT ao gove
vwattoleiTeno^ltopoderoMrde (ermos booTS
los. Poder.) arOTnwt+atv^rtfltmento, mas nio
apresentira realidade alguma qoft satisfar ao etpiri-
lo publico ; porque, senhores, o go\ernaelual atada
na comprehendea aquilio que eilaNau alcance de
todos, e he o que vou dizer qae rW politice ajre-
messas valem, as descoaflanca se accommadira
minias cousai receben) diOerentep expiicacCes no
progresso material os olhos querer ver, a realidade
he tudo. Apoiadot) \
Mr^rvamosaobradelto al*' MbMn ""^ : ~ -*
atl tllnatlrn H*. nt,ni; i..,- _^t___-_____. -. .. .
OSr. Paula Baptista : O nobre mumlro sabe
halhasme informaran! que o grande inco iveuienie qae as palavras nao podem ubalituir obTrnTaBi.
22! h 2J2SS bra ',e S.er '' de mlat Ul I06 C0UM11" lem de PPraear no to en, So Sruar
naoadmiliinlerrupt_ao, he obra or sua ntlureza material. .ren)uo(
material.
t Sr. Minislro da Marinlta : Quaado nao se
querver.....
O Sr. Paula Bptitla :-Desejarei muilo que raes-
tre o qae se tem teito. ^
Jr. Ministra, da Mo*inhm : Ha de te mot-
p Sr. Paula HapHsta : -E enUo a respeito da
.- ande publica o que Ve qua se lem toilo para as pro-
t Sr. Mello Franco~*n am aparte qae nao ou.
Timos-
O Sr. Paula Bptt%-.Nieienhor, nao tollo
no nobre 1.. secretario, porque para mim e para o
paiz lie elle um homem distincto lapidado) he am
medico .ue comprehenden bem a toa raissSo....
Senhores, nSo faltam hmnemnootil. elle hartes
de ludo, e smente pobre_*e admTtTaafflbaa a de g
verno, qee com patrolisraVqueira eomprebender
poder e os recursos c'esto ihencoada larra. (Apoia-
0 Sr. Ferraz : Apoiado.
O Sr. Paula Baptista : Felizmente', senliore.
desle paiz ludo he tocil ; legisra-se tocilmonle, por-
que alcm de oulras razies, ha muito de que se viv
e com que se possa supprir s sacrificios ryecamaritu
que as 1,-is tributarias imptwm ; as existencia* aa nM
arruinan, com alguns por ajilas de menos no, 7-
duclos .lo trabalho e das industria., e nem isso he
motivo para amotinar e oblevar grandes pooula-
coes ; se a gam ministerio g.istador'elrag. a^nW
.'Sae"enproPr,OMkque ou.ro niimsteriVqu?
o ti cceda, sendo econmico, hasl.rapara ludo con-
certar ; e assim, senhores, temos ido ; e sera n^i
vel que smpre andemos assm ? Wa. 0 na tem
immenso.recursot, mat nao para serem eslra'itln.
he como orna crian,., que, por raais que cmprV
oeilXVv E.;".^!I" "tt tC*h.ldt' 'mino.
peuiiiuo.i v.txc. t a cmara acelero o meu rnai-
'^"'Z" PeU 1beMmei. com que uZ?i.
I; w? ".l" raeu *>hecimaoto aos uobre
2T22 "-" e"ao Prese,". a de alguns dos quaes
a!A7g"*HCer0- 'APi'1'"-) No eslado actual de
paiz absurvido com o exame de tantas quetloet poli-
licat importantes e socias, o leudo chegado larde
por motivos graves e justos, desejo ler occasio de
aizer o como ea encaro os negocios pblicos em toas
diversas relacoes, e leudo esla occasio. h-lo-bei cont
loda a siuceridade de minhas convicces, c segunde
as emuciea.cientfica, e livrcs do meu corac.au.
Vous : Muilo bem, muito bem !
A dscussao tica adiada peto hora. Levanla-se a
sessao.
I
i
PEBMB11C0.
RIlPAHTXgAO OA POUGIA.
Parto do dia 6 de selembro.
Illm. Bxm. Sr.Lev ae conheciiuenlo de V
Exc. que das differentes parlicip.cOealioie reeebidei
ne.lt repirlicjl.', consto terem .ido presos;
Pela subdelegada da freguezia do Recite, a
marojo, hespauhoes Jaime Soler e Jos Roca im.
bos por no se quererem prestora soccorrer rjm in.
gindo1.0 ,M J",l POal** Recire M "ra"
Petaaolidatogada da freguezia de Sanio Antonio
o pardo-Sevenoo, eteravo por fgido. *nnww'


<|-II.U
Mfchl^ iiii^IiiMh,!
M m ''-
DIARIO DE PERNAMBUCO SEXTA FtIRA 7 OE SETEMBRO DE 1855

i
E pe* aobdtilcgaeia di freguetia da Boe-VItia, o
preto Gnnralo, por sospeilo.
Comraanicou-me o delegado do primeiro dislriclo
dette termo, di ofiicio de hoja datado qae lhe par-
ticipar o eabd llegado da freguetia do Pojo da Pa-
nilla, qa hon.em do lugar denominado Enrruzi-
Uiada S Por limites da meanin frogutzia, Tora gra-
vemente brido com m tiro dado da emboteada o
Pardo Francisco dt Snuza vlanna, ando que lia
suspeitas de *.i atar de semellianle rrime um seu
immigo de Dome Jlo da Cunha condecido por Pim-
pim. Mirando c respectivo subdelegado feilo o com-
petente corpo ile delicio para preceder na forma da
ei, e dado ts recostarlas providencias para a cap-
ura do criminen
Doua f oarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Peroambueo t de setembro de 18.'>j.lllm. e Exm.
Sr. conselbairo Jas Bento da Cunda e Elgoeiredo,
presidente d provincia.O cbefo de polica, /,ui:
Cartm i Piii-a Teixeira._______
HOSPITAL PORTUGUEZ PROVISORIO.
Cumprindo qnnto antes clegera com-
mitwo portuguesa de beni licencia, que
tem de tomar a sen cargo o rgimen eco-
noroico e administrativo do Ho:
tuguee Provisorio, sao-Convi__
osfenhores subscriptores pata urna reu-
na* geral, no salao do Gabinete Portu-
gus de-teilura, no domingo 9 do cor-
rete, as 11 horas da maiilia. Nessa oc-
casiao sera' apresentada a ronsideracao
dos mesmos senhores subscriptores um
projecto de regulamento pura servir in-
terinamente no mencionado Hospital. Ga-
binete Portuguez de leitura, (i de,setem-
bro de 1855.Jos de Almeida Soares de
Lima. Bastos, director do gabinete.
commmIdoT
O da 7 >< miembro lempre roemoravel dos Tas-
tos da Brasil, germen de gloria, de ventara e de eu-
thasiasrao para o Brasileiros, aaomma boje radian-
te e grandioso, no nsonho e ameno horisonle desla
bella provincia 1
A par das gloriosas recordarles que este magno dia
Iras a todas os Brasileiros, os pernambucanos sau-
dain jubilosos orna instituirlo lilteraria, um inclho-
ramento materia, enm*,riumpho da igreja.
O (jyaanasio Pnroamboc.ino, de lia multo reclama-
do por toda a provincia, aflm de que a nossa moci-
dade podesse reenber urna educaran melhodica, e os
noseot agricultor;*, especialmente, cessassem de lu-
tar coa) rail di"lie:uldades na educaran de seus IHiios;
esl asalim instalado.
J a aeda em constrnecao um edificio adaplado
esto imporlanti estahdecimenlo; e entreunto,
fnncdonSra elle om urna casa nobre sila na ra do
II os pide, na qua! fizeram-se as necessariay accom
iBodagoe*. r
O systema da casino adoptado no gymnasio per-
sa mbaeene, leudo sido prudente e reilectidamenlc
organisado, proioette vautagens reaes educaco
lilleraria dos nosos mancebos.
A grnela empieza da va frrea desla cidade
villa de Agua Prela, cojas vantagens para o cora-
snercio a para a agricultura deiamos de enumerar,
por asan palpitantes, e ao alcauce de lodos, acarre-
lar-nos-ha de envutta com os irnmensos progressos
materiaae, eaom i) augmento da riqueza da provin-
cia, o deseoajMvinieulo moral dos nossos campone-
zas; pois que teui hbitos e coslumes se amenisargo
na preporr-ao da fucilid.de das communicaccs,
finalmente um Iriampho glorioso para religis
da JwaaChritlo vem coroar estes germeut de rn-
Rrandecimento e de prosperldade da provincia de
Ptrnarabuco.
O magesloso templo deS. Ignacio de hoyla, qua
pertee.ee u aos paires dssiaeaip.nhia de Jess, que
ao s foi profanado, comodesacatadopor espa-
J7 anuos, ai emliin er restaurado o coma-
grado aos mystetlM da religiao santa do crucificado.
E o nome do Eira. Sr. conseldairu Dr. Jos Ben-
i Cunda e Kitueiredo, presidenta desta provin-
skDtineado com a fundarlo do gymnasio
peraambaBaa, oim a empresa da estrada de ferro,
cora o reatabeieeimenlo da igreja do Collegio,
Vio podero os contemporneos, tem os vindou-
ro*'f*r <*0> "all"' proporcionados pclosdous
priaMlros estabelo:rmen(os, nem dirigir ao Allissimo
niw rSle fervorosa nesse templo magesloso, sem
que llies escape d'M labios com urna beu;ao do co-
rarjJa sem que so Ibes apresante ao pemamanloj
aaogo que causa a gralidilo, o nome glorioso
do aamlujslrador inransavel, do hbil delegado do
monarchj, do patrila dedicado, a quera lodos esles
saa em grande parle ilevidos.
loura e gloria ao Eim. Sr. Vr. 1. B. da C. e J". !
Honra e gloria aos dignos representante? desla prn-
i con^ribuJr-ain para lao gloriosas empre-
" l!^.eH'lKPe<3rtPn,0 ,0 Esa"- mr"
qerea m_Oina>, % 'a^os pitriKiew esrorcos deve a
provioeia aproveilc-sa empreza da yi frrea '.
Avallamos pono : mas nao cedemos a alguem em
palrWtiam, por lano apezar de lemermue qae a
nona \i m perca no esparo, nao duvidamos aven-
turar ama lembraufa.
Como demonstrarlo do alio e devido aprero em
que tamos o Em. niaequez de I linda,Pernambucano
aiinio, Ivpo/le honradez, exemplar de emees vir-
iBdaa, levantemos-lde ama estatua, junio ao ter-
mino deesa fsmoe* estrada de ferro, para que asiim
>i perpetuada aua gloria quesem duvida nenhu-
ma reverter sobre a piopria provincia que o vio nas-
eer.
N-
CORRESPONDENCIA.
''Tj"1"1 Srs- r*d,c.' 'ores, eum o qu. haviamos | frente ao dique. He verdade que improbui Ww
prometndo-..posemos U,ulomenle 0, facl0, pas. mmia ^ m,s elnqaanto lqeUf,,Zln
sadoi em nossa presen ni,'__
negamos as inetacli-
doa, nao defendemos nin8uem e is|0 porqoe
nAo qi
amamos a verdada
da angariar granas. Saja
naos que sujeitamo-nos
lembrando-se que por cir
da ibm balanza que svm!
Concluimos diando qi
ala foi nosa;
ueremos, nem procisamos
iu nao orgulho, declara-
deciso de nossos actos,
a da rabeca de cada lento
ollsa a jusilla,
e, provocados, nao voltare-
i a carga, nao foi nossav ,ulea^0 ievanlar po|emi-
; a revoll.nle pi.la,ra ttdulaco Di0 ha de
veudo-se no .mon\ n
Cordollno Barbos
Antonio Joaqu
(ioncalo de Alo
AlvKro Ne
Aniceto ,
Anli
Um
mos a car
cas .
romper-nos o silencio.
Appellando para aqualk,, nM contieem
lembraremos ao correspondas;,,,-1 ,, ^
cero o altivo modo de proCderi ,, cer,aroen,e miiis
l"Bne d'aqoelle que envol-
ca insultos.
Cordeiro.
todrigues Jnior,
la Soul.
e Albuqactque Mello.
Borges,
oaquim Franco de S.i.
genes Socralea M 8. T. Vascoocellos.
Lopes de Mencione; i.
ingos Antonio Alves Kibeiro.
Francisco Teixeira da Sii.
Jos Maria Kibeiro Paraguass.
JoSo Florentina Metra de Vasconcellos.
Fraociso Ferreira Correia.
Jos Alexandre de Amorim Garca.
Antonio Jos de Alcovia.
Joao Baptiila do Amaral a Mello.
Manuel Antonio Mareira.
Antonio da Cunda Xavier de Andrade.
Ladislao Aerizio de Almeida Fortuna*.
Antonio Jos d'Assnmpran Neves.
Manoel Caetano da Silva.
Conrado Alvaro de Cordura Lima.
Manoel da l-'ouseca Xavier de Andrade.
Bazilio Qoareema de Araojo Torreao.
PUBLICADO A PEDIDO.
HOSPITAL POBTUGLEZ EM PERNAMBUCO.
Parece-nos provavel a reuniao dos subscriptores
para esle eatabeltciraenlo no dia 9 do crrante mez
a vista dos desejos manifestados geralmenle, e pe-
dida pelo mesmo mttrto, por alguna subscrip..
lores. .
Pedimos, poli, a todos, qoe en Inl reuniao apre-
sen tem por escriplo quatqiter pentamenio que tnham
sobre o modo de dar ealabilioade no mesmo hospital
o que se aprsenla por eseripto pode meldor ser
sempreaprovellado, e nao permute que seja sophis-
mado, caso all apparc^i algum llevlo de tae* nU-
lagrcs ; qe lie natural alli apparei;a, como appa-
recem em leda a parle.
Tem a votar na commisso instaUadora os subs-
criptores que comparecerem : j opinamos que esla
coinmissao seja de 15 membros e ainda o repetire-
mos agora.
As pesaoas que para ella lorem elieilas recebem
na grande donra o mereccrem a confianza dos
subscriptores, para disporem do que lem subscripto^ confidencia que fac/i, (pedindo que n.lo a pa he a maior distincejio que se pode receber mas vai adiante) mas nao cuide nincuem qi
pesar sobre elles urna grande responsabilidade ; lem
de proceder com muita discripc,ao, com muila sin-
cerdade e com muda probidade, para qua alli nao
acon|e;a o que lem acoulecido em algumas das di-
rectoras do gabinete porluguez.
Levados pois dosdesejosda maior prnsperidade de
om estabelecimeuto de lana ulilidade, e de tanta
gloria para todos que para elle concorrem, e deso-
jando apresenlar com antecedencia os nomes das pes-
aoas que por sens haveres, por seus conhecimenlos,
por sen patriotismo c por poderem perder com me-
nos prejuiso algum lempo para ao dedicarem aos
Iradaldos de qoe sao eocarregadas ; nos pareceram
preferiris, atim de que lodos os subscriptores pos-
sam a**ea reapeilo lurmar juizo seguro, e preslarem-
llie os seus votos, se astiin quierem, desde j os
pnbllcamos.
Buscamo-los as cominissoes que lana confianca
mereceram aos contribuintes, por nao termos urna
lisia destes lodos a com as anas residencias, na qual
podessemos fazer nina escotha m.iis completa, como
faremos quando se tratar da eleicao definitiva. '
Commisstio inslollndnra do hospital portuguez em
Pernambuco.
Os lllms. Srs.Dr. Jos d'Almeida Soares de Lima
Bastos.
Bernardino Gomes de Carvaldo.
Francisco 'l'.i vares Correa.
Jos Joaquim Lima Itairao.
Domingos Jos* Ferreira Guimaraes.
Jos Peres daTJaaz.
Joa Moreira Lopes.
Jos da Silva Loyo.
Joaquim Corr-a de Resele Kego.
Manoel Pcreira de FigueiredoTon-
della.
Manoel Francisco* da Silva Carrico.
Jos5 Jeronymo da Silva.
Manoel Jos Guedea Magaldaes.
Joaquim Antonio da Silveira.
Manuel Ferreira de Souza Barbosa.
Recif* 6 de setembre de 1eVw. ...
\ARIEDVDE.
rtiactori. Tanda n'uma correspondencia
no Liberal Fernambucano de 4 do eor-
ireeido adolleradaa algumaa daa explica-
cadeira do direilo criminal, entende-
iamos 'iomo esludanles do Jarcaro anno
(iade, sois que o nosso silericio pnderia
*" eao lacila approvarao. Declar-
bamos, que rfilo queremos defender
lao smente rectificar as fados ;
portan'0 per Indo quanlo de meramente
limitalgios-liemus a afUrmar que o expli-
espeito 4 f
I

I- publica
I"" reate,
l^eafeilas
| nos ru d>
pora
r utriotei
mas
leo taj
N I
asoa
cado sjda cadeira
lemgUBte:
I y"' 1* Diaaa a cadeira que as lestemunhas nao podiam
,,*>* cter acensadas de perjurio, (islo he, njo podiam ser
ponida* com as jswiaefque o cdigo iripOe ao per-
ioria, i palo aen depoimenlo na formado da colpa,
"a* aira pelo cu dupnimeulo pera ule o jury.
Ha a epinicio gerj||menle adoptada p< erimina-
listaa fraacese, como Chavean e Helia cap. 06 o.
KM13 e3064. Rauta n. 9, Achules Mi"'". Haper-
laria ietboFatti Umoignage, Malln, Carnol,
amangajo*), te. 7
Eolre as razoes apresenladas para sustentar es-
. la doelrina, deduzindo-ai principalm/nta da lel-
ira do adge criminal, disse a cadeira que era pru-
aao punir a leslemuuha pclu seu depoi-
ineolo na forneac,ao da culpa, para naff reduzi-la
lidade de preservar em.suas falsas declara-
5oe parante o jury, com o incvitavel prejiisodoaccu-
ude aa da jusliea; e que o nosso legislacjjyr assimjcomo
o legislador francei linda semduvidaaUendidoae julraa coniderac;Oes.que foram apresenladas.poisque
deeerlo caria oreja lcadoo reo ou a jusliea seas les-
taBMnhaa nao podessem livremeule e sem receio da
pena d prejnrio modificar seu priiiieiro degjimento
es aaesmo retratar-se. Aqoi forwrn citados pa ca-
.iJeica e artigos 51 i 53 da leudo :l de dexembro,
que nao fizeram seno refo'rca e regularisar inais o
qoe j,iegoudo o coc igo dw procosso, arls. 231. 262,
'S, era observado. Dissti porem, qae quando o
Iu-uomoo nao Uiiha as duas fazos da torraacSo da
culpa, ejulgaaaeuto jeraoile o jury, ou por pulra,
Be qcianda o julgajuAOiVodiliuilivo compela seguo-
* noessaa la>*t* juizes ctioiinae-, lae* como os
lanicia, d( legados subdelegados, juizes
ele.; o depoimenlo. das leslemuudas
caso forneceud) elementos de prova para urna
ilecisio final, e lornando-te completo logo na pri-
tnelra instancia, sujeilava-as i accusacSo de perjuro
He esla Umbem douirina ensinada por Cliaveau
c Heliu n. OGIi e Biuter n. 4S9.Sendo reprodu-
cidos e elorc.-ados cim as disposic,es da nossas leis,
reguladoras do procesa.) crimiual, os arguineulos
apresenlados pebj_primeiro.
Disse mais 5 cideira qne as variic/ies das les-
monlus nao aa podiaunconsiderar como indicios
necaasaiios de perjurio, porquaolo a memoria poda
engana-las, e sua perturbarlo no primeiro compare-
cimento concorrer para islo, e qee porlauto, sa de-
pois de tranqaillisadaa, a lando de novo meditado
sobre suas primeiras deefatafOes, senliam a neces-
sldade de rectlfica-liis podiam faze-lo, aendo al islo
o seu dever: qae a msala le suppoz, que os de-
a poimentos dados ni formaf.lo da eelpi nao Jeviam
ear invariaveis, pois nJo servem thi de base ao jut-
gansenlo, mas Se elemento a aecusaeo : se porm as
leciBoohas nSo se eiptieavam de um modo plalisi-
vel a conveniente cV-.erea da toas varlarjSe*. a delxa-
vam ver antes a intencSo de qnerer dismil- ou en-
fraqueter soas priir iras deelarac;6es, se finalmente
a falsidade de seu n ivo depoimenlo era reconhecida,
eutio luvia tundaronnlo para urna aceto de perjurio
contra lal leslemonha; observando- o dlsposto no
arl. 55 da le de 3 de dexembro, e 360 e 361 do res-
pectivo regu'amcnici.
3, (Juanto a quistAo do arl. 179, ponderou a ca-
deira que, aquelle que venda a oulru tendo-se com
elle maucommuoado para defraudar j lercairo, nao
slava ineurso as pcuas do referido r.rligo, mas sim
juqlameale cana o sen complica na* do arl. -Jl'A n. :
loultina esla que nos foi anlecedenlcmenle ensina-
da pelo lllm. Sr. Dr. Loureiro e que se aeda con-
siga Jda em seu coripendio de direilo civil, ola ao 5
8., L. 1. T. 1.
Asseveramos ain la qoe na afjrumenlarjao qoe leve
logar a respello desla ultima q'uesiaoninguem foi
I pulverisado ninsiiem W mandado calar nln-
goea foi apellidadc nullidade que nao foi pedi-
da ama obediencia passiva as opincM da cadeira, o
qwst'ria absurdo; mas lo smenle eotneit-
mektn ikm temor* finalmente qoe na foram lldo*
estatulcMcooao podo-o allestar o anno iuteiro.
Resla-nes agora eslranhar que fnsse envolvido
nessa correspondencia oirmaodo lllm. Sr. Di. Braz,
SJr ajM (ganda o a.ilor detla, conta n-> anno lanos
aeiBM de si, e (|ue segundo no* contando alguna,
Ceauldeaelaa, conlectaras a palestra.
I
SUMMAR10.yai a raiao do Ululo desle arti-
go ; o Baile das M ; a rainha da noite; a i au-
gurarao da estrada de ferro .- o copo (Tagua ; o
meioi efe transporte ; um pedido ao A'r. Claudio
Oebeux ; as contradantai e ludo o mais que se
segu.
Honre um cerlo romancista, qoe Undo conclui-
do orna obra de Ires volames, dav tratos a imagi-
nacjn para achar um titulo que altrahisse a atlen-
c3o do publico, e com o qual podesss baplisar a sua
producrao. Nissoia-lhe um trabalho igual, senflo
maior do qoe o qae Uvera em compor o manuscrp-
lo. No cnlanlu, estirando olhares vagarosos pelo seu
jardim, para pedir inspiraedes nalureza, vio dous
lindes porcoa da India que saltilavam travessos,
colhendo a relva do parque. Immedialamente o ro-
mancista escreveu sobre a frente de sua bbra :
O poreot da India, a despsilo de nao ler em urna
o linda fallado de lae animaos.
O romance ioi publicado, e das depoii receba o
seu autor urna carta em que se liam as seguales
palavras: Commetlesles, senhor, urna IraicJJo que,
longe de exprohrar-vo-la, vo-la agradeco. Esperava
encontrar porcos, e deste-me perolas.
Esle exemplo pode justificar qualqucr Ululo por
mais extravagante que elle seja ; e em ultimo resol-
lado eslou disposto a soceorrer-me delle para justifi-
car minhas confidencias e conjecluras, poslo que
boas razes teuha para mostrar que nao serei infiel
minlia promessa. Sei bem que nao darei perolas a
qnem procurar porcos : o por isso desde j previno
a quera se dignir lr-rr.e, qae dissipe esperaujas,
para niosoltrer decepcOes. 1,'ropondo-me dizars-
menle o que pens, faco, ou vejo, espero qoe mi-
nda penna seja a voz de mea corac;ao,e o papel o es-
pelho de minha alma..
Nada mais, nem nada menos. E he por isso que
leudo de fallar no baile qae leve lugar em 25 do
passado, no saino do tlicalro de Santa-Isabel, esloo
longe de compor urna epopeia aos dignos a esforza-
dos mancebos que projeclaram e levaram a eOeito
essas reunioas meiisaes, em que as graras naluraes
do bello sexo, realr.adas pelos sednclores artificios
la vaidlde humana, vo recebar as homenagens
que lhe s.lo devidas, e conquistar essas palmas de
victoria, que a belleza labe ganliar. Para neis
oulros celilialarios, sequiosos peregrinos nos deserlos
da existencia, laes diverlimcntos sao verdadeiros
oasis, em que a alma, resequida por tormentos e
desgoslos, ae contola, expande e vivifica aos mgicos
elBuvios e emanar/diviuas de ons olhos Iravessos,
um rosto gentil e om corpo de fada '. Sao dessas
sensaces que se experimentan!, mas {nao se ex-
primen! !...
A partida do dia 25 ful. em verdade, urna parti-
da completa, e o* seus directores pn lem dizer com
ufania que, qual etperienle jardiueiro que condece,
aprecia e colde as flores, segundo sua belleza e aro-
ma, souberam campor um bouquet, coja fragravaia
gravou no coraran de todos immorredouras sensa-
ejoes. De urna dalia que l vi, meu Dos apenas
desabrochada, robera de frescor e vico, me del de
eu lembrar seuipre. Qoe grar;*. perfumada dessa
ingenuidacrev^uede o indicio infallivel de um co-
raeaa em que aluda nao geemnou a sement do ar-
dil e malicia 1
Eh perch non ion piltore? dizia I). Gderardo ao
contemplar a posico sentimental da infeliz amante
de Torqualo.
Ah porque nao sou nocla? direi eu. Se o fura
que bellos versos que llie havia de eu dedicar !
Euiao, dir-me-ha o leitor, ji sai que foi ella
a rainha da noitc.
esliverem feilas, nem por isso se deiiara de Iraba-
Ihar com aclividade e eaforco em lodo e nronloga-
mentoda direccao da estrada. Esm razao porque,
segnndo conjecluro, foi escolhida a ilha do Nogueira
para essa inanguraeflo, lao impropriamente chama-
da collocactlo da primeira pedra. Diga-e antes
que he a lancamenlo da primeira p de areia. quo
he efleclivamenle o que se vai fazer. Nao ha pedra
que collocar alH, porque nenhum edificio se traa de
construir : a primeira establo ou etcriplorio da
companhia deve flear era terreno firme que faja
parte da cidade.
Mas, collocarao de pedra ou lancamenlo de paje
areia, o que he verdade he, que esta he urna dasce-
rimonias a que todos, desde o humilde operario al
o opulento ricasso, devein concorrer com um s sen-
lmenlo : ella vai marcar a poca co mais elevado
progresso da provincia. Alein ditso o cavalleiro Sr.
l-oiness A mandado preparar, pelo obsequioso in-
termedio 00 Sr. director das obras publicas, um de-
licado, profuso e bem servido copo d'agua ( em
phrase vulgar, um brodio ), como cuodirilo especial
do bem estar dos nossos estmagos.
He em verdade orna delicada e mu obsequiosa
lembranea do Sr. Furness, que eu nao posso deixar
de agradecer em nome de lodos quanlos (espero que
serei um delles) livercm de rechelar n bandulho om
louvor do progresso da Ierra que nos vio nascer.
Por minha parle asseguro queja lenho ueste mo-
mento orna boa doe da magnesia ingleza no estoma-
go, para eslimular-me o apetite, que ha dias a esla
parle sinlo que se lem enfraquecido. He urna con-
fidencia que faco ao leitur, e que elle pode qualili-
ca-la como quizer : leudo urna tendencia irresistivel
por tudo quanlo refere-se a acipipes, que emquanlo
o diabo esfrega um odo percorro com agilldade
transcendente a maior escalla que delles se possa
compor.
No locante a confilures, principalmente nn laes
papos d'anjos, fio* d'ocos etc., sou inleiramenlo da
escolada Felialo Elisio, e como elle juro qoe
a Venus mesma darla a virgindade
Por d'ovos mollea parva quantidade. n
He licito a qualqucr hoin ci-ladao Tcstejar esle dia
duplamente, quer pelo motivo da fesllvidade pol-
tica, qoer pelo- de inclliorameiclo e rivili-aran da
provincia, e beber, na phrase de D. Cesar, al o li-
mite da embriaguez, cantando a liberdade e o pro-
gresso. E a proposito devo dixer, qoe segnndo rn-
formae;6es qua Uve, a lisia dos vinhos he completa e
lao extensa quanlo se pode desejar,
Tambem conjecluro qoe o nosso bello sexo nao
deixar de abrilhaotar o aclo com sua presenra ;
pois me asseguram que mesmo as phalanges feme-
ninas se ha desenvolvido ua* cerlo enthusiasmo que
desmenle os cynicos que sanem na muldcr o es-
pirito formado psra as causas frivolas. Sim. ellas
lambem irSo pagar o seu trbulo, e que Iribalo a
Brande obra de rivilisarao o do progresso, da pros-
peridade e do futuro do paiz.
Dizem-me que diversas sendoras hao combinado
om toilette convenienlo. Se isso he exacto, louvu-
Ihes o bom tenso. He verdade que segundo minhas
conjecluras da dansa no Jim da historia ; (he nma
que tem de adiar-
se em um baile. He urna fusta campestre, a que se
deve ir como quem vai a passeio, com o seu efcapo
(aj mesmo em razao da hora! e rnalos apropriados
aos prazeres do campo. Leve seda emliora quem
quizer e poder; mas nao esqueca que se Irala de
um festina de campo, onde a verdura e ot esmaltes
da nalureza sao urna exprobracao moda, mas'viva e
eloquenle aos que ii fu re; a de adornos, enhiles e ar-
tificios procuran! urna distiocciio que revolla a mes-
ma nalureza. C de minha parte asseguro que o
meu Irajo he de ser simples como o meu corarlo :
ainda bem qua nao lenho posirao ollicial para ser
odrisado a levar tetat.
Quanlo aos meios de transporte conjecluro que
aero suflicieule os que lem tido prjvidenciados.
Alm dos escaleres para o mundo oflicial,devem es-
lar a disposirao do publico, da.-duas horat da larde
em dianlc, 50 canoas no porte Lima, no principio do
aterro dos Afogados, para dar pataagem gratis a (o-
da a pessoa que se apresenlar decentemenle ves--
lida.
Ninguem tenha escrpulo em metler-se em um
lal vehculo de transpone; orna canoa de carreira
he muilo mais commoda para andar-so por aquelles
alagados, do que metmo u-n escaler. Alera disso,
faca cada umde coola que linda de ir para nma fes-
lauca em Diinda no lampo em que nao havia estra-
da ; cumprindo ainda ler em visla que ha lambem
canoas grandes para as sendoras e para ot mais te-
merosos, que embnra nessa occasiao representem o
papel de areia ou lijlo, ir.lo com mais seguran;.-! e
commodidade.
Portanto lique-se sabemlo que da dora dita por
danle da passagem franca. He verdade lambem
que a dora he mi para an lar-.p em canoas; mas o
qoe fazer, te nao ha oulro ueilo'.1 Urna coosa reala
ainda, e vem a ser a conducho da gente que mora
l pelo bairro da Boa-Vista al o porlo do Lima,
que fica quasi em freule an viveiro. Conjecluro,
porm, que o nosso amigo Claudio, que com os seus
omoibus lem|feilo lauto bem ao publico quanlo as saac
alliibeiras, nao se esquecera de mandar postar, das
doas al as i doras, argomas d'aquellas berlindas
populares, ou na praca da Boa-Vista, ou no largo
da ra da Aurora, junio a punte, as quaes mediante
qualqoet polaca ou tres lusles conduzrao de raeia
em meia hora a gente ate o chafarlz das Cinco
Ponas.
Desla forma lodo fiera arranjado do meldor
modo.
Fallei cima em dansa, e devo dizer que essa idea
fui sugerida por pessoa condecedora d'aquellas
priias, a qual assegura que das 6 da larde al as 9
da noile a maro lie m para a volla ; e sendo as 6
da larde a hora naturalmente em que finalisar a
funcrao, para te nao perder o lempo, a msica to-
car algomas conlraelanra, e haveudo l orna bella
veranda convenientemente) arranja e Iluminada, se
aproveilar o lempo como se deve aproveitar quan-
do se est a p de um brilhanle madamismo.
Asseguram-me qoe ludo esta muilo bem disposlo,
e de lal modo que quem la for nao se ha de arrepen-
der. Us conviles que se dislribuiram pelas pessoas
da carcter oflicial nao inbbem que quem quer qoe
for te aprsente na fesla. O pensamenlo de quem
preparou a luncro foi obsequiar as 'familias que l
se apresenlarem : os conviles ofriciaes dizem respeilo
tmenle ao ceremonial da iuaugiiracao, o mais que
houver nao lem nada com esse carcter oflicial.
Enlrelanto se querem por forra convite, eu a lo-
dos convido em nome do progresso da provincia pa-
ra se achareni na ilha do Nogueira, onde sob pre-
lexlo do mesmo prtpresso cada qual te divertir
farlar.
Bata por boje. {Communtcado.)
Terra Nova35 das, brigoe ingle Chantecleer,
de 220 toneladas, capilao Pul, equipegem 13,
carga 2,692 barricas com bacalho ; a Schramm
Wbatley & Compaohia.
JVartoa sahido* no mesmo dia.
Rio de JaneiroBriguc americano Nancy, capitn
Me. Donald, carga a mesma que Irouxe. Seguio
com agua aberta.
demPatacho brasileiro nAmazonaso, meslrc Jos
Luiz Brrelo, carga familia de trino e mais g-
neros. Passageiro, Joao Henriques Pereire.
EDITAES
_ D lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimenlu da resnlucao da junla da fa-
zenda manda fazer publico, que no dia 27 do cor-
rale, vai uovamenle a prar.a para ter arrematada, a
quem por menos fizer, a obra dos reparos do arude
deCaruar, avahadas em 1:0123000 re,
E para constar se manduu allixar o prsenle c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco* de selembro de 1855.O tecrctario,
A. F. d'Annunciarao.
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumplimento da resolurao da junta da fa-
zenda, manda fazer pubiieo, que*no dia 20 do cor-
reate vai novamente a prar.i para ser arrematado, a
quem por menos fizer as obras supplemeutaret a fa-
zer-se na ponlc sobre o rio Capibaribe na estrada
do Pao d'Alho, avadadas em l-2:89"l9322rs.
E para constar se mandou afiliar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouria provincial de Pernambu-
co t de setembro de 1855. O secretario,
./. f. d'Annunciaraa.
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da resolucao da junla da fa-
zenda, manda fazir publico, que a obra dos reparos
de que precisa a casa da cmara municipal e cadeia
da cidade de iindt, vo novamenle a praca no da
20 do correnlc. no valor de 2:2009000 rs.
E para constar se mandou allixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Iheiouraria provincial de Pernam-
buco -t de satembro de 1855.O secretario,
A. F. Peranle a cmara municipal desta cidade esta-
r em praca nos dias 14, 15 e 17 do correle o aler-
ramcnlo e estacada do alagado ao sul do ihealro de
Santa-Isabel, oreados em 2:350 : os preleudente
que quizerem cousultar o nrramenlo. dirijam-se
secretaria da mesma cmara.
Paco da a-amara municipal do Rece em aesiao de
5 de setembro de 1855./fardo de Capibaribe, pre-
sidenta.^'Manoel Ferreira Accioli, secretario.
O Dr. Anselmo Francisco PereHi, commendador da
imperial Ordem da llosa, juiz de direilo especial
do commercio da capital do Recife provincia de
Pernambuco, por S. M. I e C. ele.
Face saber, em virlude do disposlo no arl. II do
decreto n. 817 de 3Cdc agosto de 1851, qae adia-
se vago o ofliclo de escrivilo, que avista do arl. 69
do decreto n. 1597 do V de maio ultimo, (em de
servir peranle o juiz de direilo especial do commer-
cio desla comarca, e couvido lodas as pessoas que
pretender*in dtlo ofiicio. a appresenlarem os seus
reqoerimenlot uo prazo de 60 dias contados da dala
do prsenle.
E para-que chegue oolicia de lodus tnamlei afli-
xar esle edllal nos lugares do caalume e publicar
pela imprensa.
Dado e passado nesla cidade do Recife aos 10 de
judio de 1855. Eu, Francisco Ignacio de Torres
Bandeira, escrivao interino do commercio o es-
crevi. '
Anselmo Francisco Perelti.
DECLARACO ES.
COMMERCIO
PHACA do RECI FE 6 DE SETEMBRO AS 3
HOHAS DA TARDE.
Cotares ofliciaea.
Descont de lettras de 2 mezes7 ; ao anno.
aLFANDEGA.
Rendimento do dia 1 a 5 67:5709079
dem do dia 6.......20:090 87:6609227
Dttcarregam Itoje 10 de selembro.
Barca inglezaMirandamercadorias.
Basca inglezaSpirit o/ /ie Tunesdem.
GO.NSULADO GERAL.
Reudimenlo do dia 1 a 5 2:67692i
dem do da 6 ...... 1691337
A cmara municipal desla cidade d principio
no dia 12 do correle a lerceira setaao ordinaria do
correte auuo.
Acha-sd nesta subdelegada nm cavallo qoe foi
encontrado vagando : quem for seu dono pode com-
parecer com seus documentos para Ideser entregue.
Subelelesacia da freguezia da Varzea 5 de selembro
de 1855.O subdelegado, Francisco Machado.
Pela mesa do consolado provincial se faz pu-
blico aos conlribuinlas de impostos, cujot debilos sao
dependentes de lancementos, e qoe anda n foram
pagos dentro do anno linancciro prximo passado,
que os podem raalisar nesla repanirao al o lira do
presente mez, Iludo o qual patsam *a ser execulados
lodos os que deixaram d pagar os do anno de 1854
a 1855.
BANCO DE PERNAMBUCO:
O Banco de Pernambuco sacca sobre
a praca da Babia, e contina a tomar
lef tras sobre a do Rio de Janeiro. Ban-
co de Pernambuco 25 de.junlio de 1855.'
O secretario da direccao, Joao Ignacio
de Medeiros Reg.
Pela delegada do primeiro dislriclo do Becife
fcira preso e recolbido, a casa de detenerlo, no dia 3
do correnlc, o prelo de narao de nome JoSo, por
andar fugido.o qual diz ser escravo dot derdeiros do
finaelo Jos Antonio Perda e moradores no engendo
Culo termo de Goianna. Delegada desle primeiro
dislriclo do Recife aos 4 de telemliro de 1855.O
delegado, Francisco B. de Carcalho.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo tem de comprar os ob-
jeclos segoinles :
Para o-8. balalUao de infardara.
Bandas de 1.1a, 21 ; grvalas de sola de lustre,
181 ; manas de laa, 232.
E-cola de primeiras ledras do 10. balalluo.
C n i ve les, 2 ; papel almajo, resmas 6 ; pennas
de gango,400 : lila prela, garrafas 6 ; lipis, 72 ;
areia prela, libras 6.
' Provimenlo dos armazens do almoxarifado.
Obreias, massos 40 ; pennas de ganro 600.
l. e 2. classes.
Cola da Bahin, ij 2; orre,dem 1; alvaiade, idem
2 ; junco, dem 8 ; laboas de forro da louro, du-
xias 1.
4." dasse.
I.cnr.cies de labio de 50 a 54 libras cada um, 2 ;
ditos de dito de 14 a 15 ditas. 10. !
Fornecimenlo de luzes as estonces miniares.
Azeile de carrapalo, caadas 720; dilo de coco,
caadas 46 ; pavios, duzias 9 ; 11 de algodao, libras
60 ; velas de carnauba, idem 223.
Recrulasem deposito no 2. balalhao de infantera.
Esleirs, 100. '
Diversos halalhoes.
Sapillos fci'.cs ua provincia, pares 900.
Hospital regimenlal.
Cubos mulliros. 10.
Olliciias de 5." dasse do arsenal de guerra.
Meios de sola corlida, 150.
Presidio de Fernando.
Farinba de mandioca, alqueires 600 ; madapolo,
pecas 6 ; liara mies de cera, 12 ; lochas de dila, 6.
Quem os quier vender aprsenle as suas propos-
las em caria fechada, na secretaria do conselho as
10 horas do dia 12 do crranle mez.
Secretaria do conselho administrativo para forne-
cimenlo do arsenal de guerra 5 de selembro de 1855.
Jos de Brilo Ingle;, coronel presidente;Ber-
nardo Pereira do Carmo Jnior, vogal e secretario.
2*676l
DIVERSAS
Rendimento do dia 1 a
Idem do da 6 .
PROVINCIAS.
5 .
1U29655
9
1929655
Nao ; n.lo o fui, nao su porque naquelli noile nSo
houve rainha, por ser urna reuniao em qoe s do-
minen! urna igualdadc democrtica, < l9 gracas e
allralvos lornaram-se atributos quasi geraet ; como
principalmente porque ainda fallava minha flor
aquella allivez de oldar, aquella coruciencia de ti.
que no seneral de o primeiro pteienlimentn da vic-
toria. Sua temidez Conlrastava singularmente com
o poder fascinador de seus odos e a magia do seu
sardio. A'quclles fallava a Irivessura, a esle a ma-
licia, que tio os exordios de vanguarda as conquis-
tas oosadas, mat infallveis e doradooras.
Regra geral.A mulder caudida, ingenua e dcil
inspira, intinua-sa ; mas nao domina. E cu ai
em malcras de airelos s enteudo o dominio aheo-
luto.
Poderla comprovar a miulii regra com a hisloria
do amor de lodos os lempos e lodot ot logares, mas
isso me levarla longe. E de mais, quem me deu o
direilo do drscorrer sobre assumplos laes, que en-
volvem arcanos e misterios em que nao he lidio lo-
car i Nao andar! en mais avisado oceupando-me
com a estrada de ferro, que lem de ser inaugurada a
7 do correle, dia sempre memoravel aos corar-Bes
brasileiros ?
Sem duvida algorna.Mudemos, pois, de assomplo,
charo leilor, e, parodiando o annuncio dos contislo-
noa da eleicao papal, digamos ao publico: viam fer-
ream habernos.
A ilha do Nogueira foi o ponto escolhido para a
naugovacao, por ter o primeiro de Ierra firme em
que lem de pastar a estrada, e onda devem ser as-
sentados os primeiros carris, por ter o espajo eulre
-.i mesma ilha e a praia das Cinco-Ponas lodo ala-
iJMflidarH, uperiores por eerlo que os naV gado e demandar nao s inmensos e cuitosos aller-
ir-

rot, como orna bem construid ponte oo canal em
Exportacao'.
Rio de Janeiro, patacho brasileiro Amazona*,
de 141 toneladas, conduzio o seguate : 15 pipas
viudo tinto, 150 barricas farinha de Irigo, 4 caitas
fazendas, I dila papel para forrar sala, 1 quarlola,
2 meias pipas, 20 garrafes e 2 harria de 5. espirito,
100 espanadores. 118 courinhos de cabra, 112 mo-
Ihot dilos de dila. 168 caixas velas de carnauba, 250
barris doce de calda, 8 pipas cachara.
dem, brigue americano Mancv. de 265 lonela-
elas, conduzio o seguinte 1,800 barricas farinba
de Irigo, 6 paos de pind
Colinguiba, ltate S. Joaquim, de 42 tonela-
das, conduzio o somante : i barris e 11 meios di-
los manteiga, 20 arrobas de batatas, 12 quintas* de*
arcos de Ierro, 35 barricas Tarinda de Irigo, 40 ditas
bacalho, 2 barris plvora, 1 sacco chombo.
Acaraco', dale brasileiro Cerreio do Nortee, de
37 toneladas, conduzio o segoinle '. 139 volumes
genero* eslrangciros e nacionaes, 3 barricas cene-
lira. I porlao de ferro, 2 harnea* bolacha, 1 caixa
violas, 2 barricas assucar refinado, 1 panacu' cocos,
5 barris mel, 1 pipa cachaba.
RECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS- GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimanlo do di
dem do dia 6
a 1 a 5
4:3133779
8330489
5:1470268
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dia 1 a 5
dem do dia 6
3:81(15877
6123886
4:i89*763
MOVIMENTO OO PORTO.
Navios entrados no dia 6.
Paralaba2 dias, dale brasileiro Camoes, de 31
toneladas, meslro Manoel Sophio da Penha. equi-
pasen! 4, carga troa de mangue ; ao metlre.
Paisageirot, o ttiienle-coronel Sebastian Pacheco
Lins Wanelerlev e I criado, Antonio Francisco
Modesto.
tdem2dias, dale brasileiro Flor do Brasil, da
28 toneladas, meslrc Joao Francisco Martn*,
equipagem 4, carga loros de mangue ; a Vicente
Ferreira da Coala.
dem24 horat, dale brasileiro eCooce'eao Flor
daa Virlude*, de 26 toneladas, meslre Iz'dorio
Brralo de Mallo, eqaipagem 3, carga azeile da
earrapale a mais gneros ; a Paula Jos Bapiiiia.
PUBLIGAgA'O L1TTERARIA.
Aclta-sc "i venda o compendio de Tbeoria e Prali
ca do l'rocessu Civil'feilo pelo Dr. Francisco de Pao
a Baplista. Esla riera, alm de urna introdcelo
sobre as arres e exceprOet em geral, Irala do pro-
cetso civel comparado com o commercial, eootm
a Iheoria sobre a applicaro da causa julgada, e ou-
(ras doulrinas luminosas : vende-so nicamente
na luja de Manoel Jos Leite, na ra do Qui-
mado n. 10, a 69 cada exemplar rubricado pelo
autor.
Continua a vender-sc a obra de di-
reitoo Advogadodos Orplio, com um
apndice importante, contentlo a le das
feriase airadas dos tribunaes de juttica, e
o novo Regiment de cusas, para uso dos
juizes. escrivaes, empregados dejustica, e
ai|tieiles que frecpjentam os estudos dedi-
i eito, pelo pre<;o de 3000 cada exem-
plar; na toja do Sr. padre Ignacio, ra
da Cadeia n. 56 : loja de encadernacao e
livro, ra do Collegio n. 8; pateo do
Collegio, livraria classican. 2, ena praqa
da Independencia n. (i e 8.
Cora, da mesma. B. Rozepdo.
Thomaz, rendeiro..... Sania Rosa.
Chrislovao, oldado velho. Mende*.
Chambord, ebefe dos incen-
diario* ..... Piolo.
Loupy, mendigo...... -Monleiro.
Rouget, joven vagabundo Lima.
Germanu. criado do ronde .- Euzebio.
Amelia, lilha do conde A Sr.l). Leopoldina
Josepbina, criada de Amelia Amalia.
Madamc Thomaz..... Ra.
Borab. velha mendiga, ... Jesuina.
Malhilde........ B Januaria.
Convidados, creados, aldecs soldados.
A cena passa-se em Kram.-a no anno de 1830.
Dar fim ao espectculo o novo e engrarado dnel-
(o, iulilulado.
A PANELLA DOS WIW.
Cantado pelo Sr. Monleiro, e a Sr. D. Leonor.
Principiar s 8 doras.
Asociedade dramtica empreiaria possuida do
mais vivo recoNhecimenlo, agradece cordialmenle
ao Exm. Sr. prndenle da provincia a concecao,
(com que houve por bem iiunra-la,' de-las doas re-
cilas em festejo do grande dia que marca a memora-
vel Independencia do Imperio do Brasil.
Todas as pessoas que tem bilheles encommenda-
dos, queiram mandar buscar al quarla-fdra 5 s 2
horas da larde, Picando d'esse dia e hora sem direilo
a reclamaran alguma, caso nao manJrm buscar as
suas encommendas.
O resto dos bilheles acham-se venda noescrip-
lorio da sociedade, entrada pelo fundo do lhealro,de
maudaa das 10 as 2, das 5 as 9 da noile.
AVISOS MAJIITIMOS
PARA A BAHA
sabe com muita brevidade por ter par-
te de leu carregatnento prompto, o ve-
leiro liiate Santo Antonio Triumplio,
para o resto da carga e passageiros trata-
se com os consignataries Novaes & Conpa-
nhia, na ra do Trapiche n. 34, oucomo
capito na praeja.
Para Lisboa pretende sabir com loda a brevi-
dade por ler parte da carga proffipia, a barca porlu-
gueza Uaria-Jos, de que he capilao Jos Ferreira
Lessa ; quem quizer carresar ou ir de passagem, di-
rija-se aos consignatarios F. S. Rabellu & Filho, ou
,0 capilao na praeja du commercio.
Pira o Aracaly segu com rapidez, o date Au-
rora,com a carga que liver : quem quizer carregar,
Iratcom Marlins U Irmao, ra da Madre de Dos
u. 2.
Precisa-te de um navio para conduzir ao Ca-
nal da Mancha parle do carregaraenlo da polaca des-
[cauliiila Malhilde, condemnada nesle porlo," cons-
tando de pipas de sebo, cooros frescot salgados ele. j
as proposlas devem ser remcllida* em caria fecliaa
ao vicc-coiisulado de llespanda al o meio dia de
sabbado, 15 do correle : para mai* informacoes,
dirijam-se no corretor J. E. Roberls, ra do Trapi-
che n. 38.
"n-risa-sc da quanlia de.,..
1O:0000(K), mnis ou menos,
sobre o*asco, carga de diver-
sos gneros e frele do brigoe
americano NOBLE, com des-
lino ao cabo da lina-Esperan-
ce, para pagar as despezas do
fabrico feilo ao dilo brigoe ueste porlo, recebem-se
proposlas em cartas fechada*: na ra do Trapiche
n. 4, at ao meio dia de 11 do correnle mez.
LEILOES.
.0 agente Borja far leilao em seu armazem,
na ra do Collegio n. 15, de urna quanlictade de ob-
jeclos de dinVrentesqualidades, como bem : obras de
a arcioeria novas e Usadas, obras do miro, relogios
para algibeira, caluogas e vasos de porcelana para
eufeite de sala, urna purcao de marroquim de lodas
as cores com um pequeo (oque de avaria, e oolros
multes objeclos, que se acharao patentes no mesmo
ai mazem : quinla-feira, 6 do correnle, as 11 horas.
O agente Borja far leilao em seu armazem na
rna do Collegiq. n. 15, Ierra fera 11 do correnle as
10 horas, de urna grande quanlidade da objeclos dif-
ferenles, como bem obras de Bparcineria novas e
usados, 2 encllenles pianos de Jacaranda novos, 5
dilo* usados, varia* obras daooro e prala, rdogiaa
para algibeira, quinqulluafc diversas, urna porrea
de marroqoim de lodas as cores com um pequeo
toque de ovarla, e uolros mulos objeclos que se a-
edaran patentes no mesmo armazem ; asslm como
ao meio dia em ponto ira lamdem a IciISo ama es-
cniva de meia idade ptima cozinheira.
AVISOS DIVERSOS
rlVti
ponca fatailia : na ra dos Qdlrteii n. 2-i, loja.
Attcnco.
No novo eslabelecimenlo de armador e era, ater-
ro da Boa-Vi-la n. 39 aluganvie caixies para anjos
e defunlos e todos os mai* arranjos necetsarios para
laes actos, incumbe-se de qualquer enterro para ti-
rar lerenr.is, convidar padres.armacan na igreja para
quaesquer aclos fonebres, carros ele, astim como *e
recebem encomenda* para se fazerem catee ras,pellos,
bracos, m.aos, pernas e pes, e cera para qoalquer
premessa, lado por prejos rasoaveis.
Jos A netelo, denlisla e sangrador bim co-
nlirri ii nesla cidade, avisa ao respeitavel
publico, que se acha promplo a exercer as
fiincc;esde sua arle, como sejam : sangrar,
tirar e calc,ar denles, e separar os da frente,
applicar ventosa*sarjadas e seccas, com mui-
ta perfeicao, por ler pralirndo no hospital
da Misericordia do Rio de Janeiro; [.ara o
que pode ser procurado lodos os das, das 8
doras da manliaa a's 6 da larde, no laigo do
Paraizo n. I: indicando-se-ldc o lugar, o
numero da casa eo nome da pessoa, ira a
qualquer edamapo. e quanlo a iinlemnisarao
s*>| de seu trabadlo, dexa a generosidad* da-
quelles que de sen presllmo te utilisann
Ra M Nova
1.22.
DE
U. ISABEL.
Sociedade Dramtica Emprezaria.
SEGUNDA RECITA.
SABBADO 8 DE SETEMBRO DE 1855.
Depois da execue;.lo de ama bella ouverlura, re
preseutar-se-da pela primeira vez ueste Ihealro, o
muilo excellenle drama em 3 aclos e 7 qoatro* iuli-
lulado,
OU
Os Incendiarios.
Perionagens.
Conde de Clairville. .
Flix........
Bario de Saint-Val. .
Jeroovmo, lavrador .
Maire.da Aldeia de Saint Pol
\
Actores.
OSr. Senna.
A 8t. D. Leonor.
O Sr. Bezerra.
Sebaaliao.
> Lisboa.
O Sr. Joaquim Octaviano da Silva,
tem urna carta na livraria n. G e 8, da
praca da Independencia.''
Preci.sa-*e de urna ama secca : no becco do
Campello n. 4.
No dia II, sll horas, na sala da* audiencias,
depois de finda a do Sr. Dr. juiz de alsenles, se ha
de arrematar um obrado de um andar, tilo na ra
Imperial, chao proprio, com : palmos de frente,
79 de fundo e mais 252 para quintal, avallado em
9009 rs., perlenceole a heranra jocente do liuado
Anlonio da Triadado.'
Na roa do i^ueimadu n. II, lia um completo
orlimenlo de laa para bordar, de lodas as cores.
Precitt-se de urna ama forra oo captiva para
casa de ponca familia, porem qne nao leuda aggre-
gados ou iilhos : na ra eilreila do Rosario, deposi
lo n. 4.
Ainda se alaga a casa em Olinda, na ladeira da
Misericordia n. 12, por estar ainda concertada de
poneos lempos e lambem pintada, muilo arejada e
bom local : quem pretender, dirija-se na do Han-
sel n. 21 ; e para se informar, mesmo em Olinda.
roa de Malhias Ferreira n. 28.
Ordem Terceira do Carmo.
A rmandade do Divinif Espirito Sanio, erecta na
unja de N. S. daCouceico dos Militares, leudo se
dignado convidar eala ordem para acompanba-la na
trasladado de seu divino padroeiro, da mesma igre-
ja para a dos extinelo* jesutas ; a mesa regedora da
veneravel ordem terceira de N. S. do Carmo desla
cidade lem a honra de convidar lodos os sens cha-
semos irmao* para se reunirem na nossa ordem,
par amentados de seos hbitos, no dia 9 do correnle,
aa 2 horas da larde, para acompanharem n proriss-ao
que deve ler lugar a este fim.
Precisa-se de ama ama para servico de urna
casa de pouca familia : na roa do Calabuuru n. 19.
Aluga-se urna casa no l'oro da Panella, ra da
Mangueira, lendo 4 grandes quarlos, sala adiante e
alraz, com om copiar fura e cozinlia ao p, lendo
lambem porlao ao lado, independenle da mesma ca-
sa, assiin como ama boa cacimba com ptima agua
de deber : quem a pretender, dirija-se irla Direita,
sobiado de dous andares o. 137.
Aluga-se a casa na beira do rio do Pojo da
Panella, bstanlo fresca e com um bm quintal com
fruncirs : quem a pretender, dirija-se rna Direi-
ta, i obrado de dous andares n. 137.
Aloga-sc parle do .primeiro andar da casa da
ra dat Trincdeiras n. 19 : a tratar na ra do Viga-
rio II. 11.
Aluga-se urna casa lenca, sila na ruado Sebo
n. 54, que lem commodos para pequea familia,por
98000 menses : a Iralar ua roa da Aurora n. 26,
primeiro andar.
O tutor de Bernardino Anlonio de Boxeada
precisa fallar com o mesmo pira negocio de seu in-
terese : na ra do Ondulado n. 15,
Precisa-se de om caixeiro para taberna, de 12
a 14 anuos de idade, com pralica ou sem ella : na
prija da Boa-Visla n. 20. .
Panorama.
MARTA KXPOSICA0.
FREDK LEMBGKE.
Tem a'.houra de annonrlar ao respeilave*c%ablico,
que linje quinta feira 6 do correle, expe novas vis-
las que nesla provincia ainda se nao viram : na
ra da Cadeia confronte ao convento de S. Francisco,
onde espera a concurrencia do respeilavel publico;
as vistas so as seguinles :
I."S. Pelersburgo, vslo defronle de Isaac.
2.'Cronstadl com lodas as sua* forlillcajOes.
:>.Explosao de urna mina franceza pelos Rus-
so-. na Crimea.
4.aUrna forlilicaran ruasa em noile de la.
5."O Sond ou a entrada do Bltico em noile de
la.
6.'Cronstadl com a esquadra rnssa e a observa-
dlo dos alliado*. .
7."A cidade de Belm.
s.-eRo-Coinprido (Engenho-Vellio ), pcrlo do
Rio de Janeiro.
O proejo he 500 reis cada pessoa, acha-se aberlo
das 6 s 9 da noile.
Joaquim Pereira Arantes, com loja
de calcado na pra^a da Independencia,
faz sciente aos seus reguezes e ao publico,
que os annuncio que teem sido publica-
dos neste DIARIO, para irem pagar seus
dbitos, nao sao seus esimdeoutro Aran-
tes, com armazem de cal c lijlos.
Precisa-se alagar orna prela que taiba lavar a
engummar: a Iralar Ha roa da Craz d. 42, das 10
dorai da manhaa s 3 di tarde.
L. DELOUCHE lem a honra de annunciar ao
respeilavel publicq, que acaba de receber pelo tal -
limo paquete o mais bello sortimenlo de relogios
de ouio p.liento iuglez do meldor fabricanl.e de Li-
verpool, de nuro paleles horizonlaes, e foleados
de ouro de 18 quilates, e um grande sorliment de
chaves e oca los. por preros muilo vanlajosot e affi-
ane;ados.
Recebe-se dinlieirO para se maridar
dar no Rio de Janeiro por lettras de quan-
tia grandes ou pequeas, com toda a se-
guranea : na ra do Trapiche n. \0, se-
gundo andar.
irmandade do dti1i0
espirito santo:
Aehaudo-se coucluidos os reparos pros crios ab-
solutamente precisos para a celebracao dos ofiicio*
divinos na igreja dos exlinclos jesutas, que o Exm.
presidente da provincia movido por um ser lmenlo
verdaderamente pi eorlliodoxo enlregou a esta ir-
mandade, vai ella trasladar para all no dia 9 do
correnle o emblema do seu divino padroeiro, proce-
dendo-se para esse fim no dia 8 a nece*sarin recon-
ciliae;ao ; ludo pela-forma seguinle :
No dia 8 as 8 '. doras la mandaa *adir< a rman-
dade de cruz aleada da igreja de N. S. da Cnnceiro
dos Mililarets em direccao a um barradlo, que se man-
dar levantar em frente da igreja profanad!, para
alli receber o Exm. hispo diocesano com o riveren-
do clero, o Exm. presidente da provincia e rcai* au
loridades prevamcule convidada'. As 9 horas,
lendo chegado S.-Exc. Rvm. dar principio !o cere-
monial da rccoiiciliaro, coja conclusilo ser* annun-
ciada por girndolas de fogo, e a ette sign it, que
cerlllicar os fiis de que o templo profanado por
lanas torpezas se acha parificado, e protimo a cele-
brar-se em seus aliares o sacrificio encruenlo ; espe-
ra-se que os Srs. administradores das isrej s desla
cidade manden) Jar um repique em soas lorr. Eu-
13o se franquearlo as porlas do templo rccoi ciliado
aos fiis que quizerem assislir a missa cantada, com
sermao pregado ao Evaugclho pelo Rvm. padre
meslre pregador da capella imperial Jo3o Capislra-
iio de Meudonra, com o que se lindar a sol nnida-
de desle dia.
No dia 9 as 4 horat da larde ter lugar a traslada-
do em procissio formada pelas irmandades
dadas que se dignarem comparecer, pela ni
seguinte : em Iretlle Os guies lomando a es
o da nossa rmandade, em seguida as cruzes arcupae-
do o primeiro lugar as das-ordens terceira*. dvpoisaa
das irmandades do Sanlissimo Sacramento, do Se-
nhor Bom Jess, de Nossa Scnhora, S. Jos, Almas,
Sani'Anna, Santa Rila, e finalmente as do Divino
Espirito Sanio ; logo depois, em alas c succo-siva-
menle, as dua irmandades da Divino Espirito Sanio,
formando a ala direita a erecta no convento clos re-
ligiosos de Santo Antonio -. a de Sania Rila. S.n-
i'Anna, Almas, S. Jos, a* de Nossa Seohora, as do
Senhor Bom Jess, Sacramento, ordens terceira*,
orden* religiosas, clero, e finalmente o palio c:ondu-
zido pela mesa da rmandade de N. S. da Coi;ccir,1o
dos Militares, a quem o oflerecemos como insignia
mais distincla em sfgnal de gralul.lo pelo brnigno
acolhimeulo que nos deu por espado de 4 aunes. O
andor precedido de 22 figura* simbolisando ss (res
virtudes llieologaes. osdoze fredos e o* ele din* -lo
Espirito Sanio, oceupar o centro das alas conduzido
pela aos*a mesa. Os Srs. ministros provedores e
juizes das irmandades que comparecerem seguirn
alraz do palio ; os'srs. secretarlos, escrivaes e ca-
peldlcs alraz do andor.
A procissSo assim organisada seguir em direcc.au
a nova igreja do Divino Espirito Santo pela- ras
Nova, Cabug, Praca, Crespo e Collegio, a recolher;
depois de urna oragao recitada pelo reverendo padre
Orego, teenloar o To-Deum-Laud.mus em acjo
de gragas ao Todo Poderoso, que por um enradea-
menlu de eslranhos successos tudo prcdispi para
que se realisasse a reabililagao de lao magnfic<> tem-
plo ; com o que dudar loda a solemnidade.
U emblema do Divino Espirito Sanio obre o
apostolado tienra por 8 dias exposto vista dos liis,
que ein sua nova igreja quizerem dirigir-lhe preces
para que nos preserve da terrivel epidemia que fla-
gella algumas das provincias desle imperio, ao* quaes
se roga roncorram por esta occasiao com a csmola
que a sua piedade Ibes diciar, para adjutori) dat
obras desla igreja.
ceovi-
niaaeira
ci|neTTla
COMPAMIv DE SKGIROS EQ1IDVDE,
* _
CIDADE DO, PORTO.
AGENCIA EM PERNAMBUCO,
RliA DO TRAPICHE N. 26.
O abaixo assignado cientfica a quem inleressar
ossa, que os acluaes directores desla companl la os
llrr.s. Srs. Bernardo Jos Machado, Manoel Marlins
Ponles e Francisco Ferreira Ramos, em caria de 10
do passado, declararan) ler-se-lhe apresenlado pou-
cos di-s antes os documento* relativos ao naufragio
no Rio Grande do Sul, do patacho Santa Crus; so-
bre os segaros efleclaados por esla agencia aos Srs.
Luiz Jos de S Araujo em rs. :>:5009000. e Msnoel
.los de Sa Araojo em r*. 1:S00? K)0 moda desla; e
que lendo sido j examinados, i.im fazer integral-
renle o pagamento d'esias quanlias. Esta decisao
forma), como era de esperar, evidentemente com-
prove a boa f e sinceridade da companhia, e desva-
necer as falsas impressOesbons olliciqsqoc lhe
prodigalisavam, afieclados interessado*. O al>*xo
assignado, agradecendo aos nao poucos senhores con-
currentes, que com a sua confianca lem obsequiado
a companhia, declara que contina aceitar segaros
em navios e carsas, para todos os mares e portes co-
nbecidos, a premio* muilo razonveis, e com at mais
francas rondi(0es que serao religiasamenle compri-
das.O agente, Manoel Duarfe Rodrignes.
Jos Pereira Calda* previne ao respeilavel pu-
blico, que tem cagado ot poderes que havia dado a
Manoel Francisco da Silva Frazao, ficando sem ilci-
to algum a procurado que lhe havia passado, enomo
lhe consta que nao obstante j ter islo mesmo decla-
rado ao referido Frazao,esla prosegue em requerir no
juizo, usando de poderes que ja nao lem, prttesla
usar dos meios que lhe facullam as leis, se laes lacios
se repelirem.
Oflerece-se nm hornera para caixeiro de qual-
quer casa de negocio de atacados no trapiche, oo a
relalho, e al par escripia, pois lem baslanle prati-
ca e esta arrumado ha mais de anuo, porm por um
pequeo motivo quer sabir da casa : quem quizer
aununcie.
LOTERAS Di PROVINCIA.
O lllm. Sr. thesoureiro das loteras da
provincia manda fazer pi'blico, que as ro-
das da -\- parte da primeira lotera, do
(Ymnasio correin impreterivelmento no
da 12 a's 9 horas da manhaa, no con-
sistorio da i.'jteja de N, S. da CgnceicSo
dos militare;.. Thesouraria das loteras,
") de setembrode 1855.O escrivao,Luiz
Antonio Kodrigues de Almeida.
I DENTISTA FRARCEZ. S
-"> Paulo liaignoux, dentista, cslabdecido ni
@ ra larga dec Rosario n. 36, segundo andar,
# enlloca denles com a press,1o lo ar, e chumlii jj
# denles com t. massa adamantina e oulros me- *f
9 laes. m
a js s $ ob?!'
Precisa--se de um ollicial de chape-
leiro que siiba bem traballiar em sua
arte: na pitea da Independencia loja n.
1-2, lio Id. a
O Sr. Ignacio Selva deixou de Iioje em
diante de ser cai\eiro de Joaquim Pinheiro
Jacome, e como tal inhibido dos negocios
da casa do mesmo. Recife i de setem-
bro de 1855. Joaquim Pinheiro Ja-
leme.
'
Pteeisa-te da orna asna qae aaiba eatiahar e
enaomaiw, para cata de aaaca familia : an roa do
trapiche B. 14, segundo anear.
~..."r" kibeiro, medico, contina a residir na
raada (.ruado Recife o. 49, .egando andar.
Sabino Olegario Lodgero Pinho,
mudou-se do palacete da ra de S. Francis-
co n. 68A, para o sobrado de doua aoda-
1 res u. 5, ruade Santo Amaro, (mondo novo.) 1
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Perrer de Albuquer-
quemuclou a ua aula para a ra do Han-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eesternos desde ja' por m-
dico prtico como he publico: quem se
quizer utilisar de seu pequeeno presumo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
Na ra Nova n. 58, reeeben-sa pelo navio /Ye-
rre um lindo sortimenlo de fazendas, grosdenapoles
4>relos, manas de seda para seabera, camisnlia,
blcos de lindo, escomilha, fil, flore., tranjat trance-
zat de teda, filase oulras moita. fazendas, por di rei-
nlos preros.
Candido Jos Lisboa, antigo lisci-
pulo doSr. padre Joaquim Kaphael da
Silva, approvad pelo lycu'desta cidade
com pialica deensinar,"da' lices de la-
tim : na ma d'Apollo n. 21.
:
5 J. JAKE, DENTISTA,
ronlinu; a residir na ra Nova a. t, primofre*^:
9 ro andar. aa
#
Espirito Santo de S. Francisco.
O secretario da rmandade do Divino Etpirilo
Sanio, erecta no convenio de Sanio Anlonio da Be-
cife, aulorisado pela mesa regedora, convida a lodos
os seu* charssimos irmi-is para comparecern na
mesmo convenio, uo dia 9 do correnle, pdas 2 ho-
ras da larde, para, encorporados, acompanharem a
procis.1o do Divino Espirito Sanio, que lem da sa-
bir da ConceicAo do* Militares para a soa nova igreja
do Collegio, pois lomos convidados pela meta rege-
dora da mesma.
LOTERA DO GYMNASIff PER-
NAMBUCANO.
Aos 0:000,5000, 0:000x000. e l:0008*JtO.-
Corre indubitavelmente quarta-feira, 12dt selembro
O caololisla Salustiano de Aqaiuo Farreiratavisa
ao respeilavel publico, que as suas c
lao sujeit.s ao descont de oilo por cento do impos-
to da le ; seus billietes inleifos vendido, em orisri-
n?es, nao solTrem o descont da eito por cenia do
imposto gerM, no aclo do pagamente dos Ires pri-
meiros premios grandes: o* quaes acham-se ei venda
as lojas segn.imes: roa da Cadeia de Recife iw.
2i, 38 e 4 : na praca da da Independenda na. 37
e 39; ra Nova n*. 4 e tJ; ua do Qoeimado ns.
39 e 44 ; ra eslreila do Rosario n. 17 ; no aterro
da Boa-Visla 11. 74, e na praca da Boa-Visla n. 7.
A ESTRADA DE FERRO DO RECIFE E
RIO DE S. FRANCISCO.
A01 negociantes em madeiras e outros.
Precisa-se inmediatamente, para a
construccao da estrada de Ierro cima,
urna grande quantidade de madeiras di-
rettas, das cualidades mais approvadas
para esteios, etc., que tem de resistir a
accaodo lempo e agua salgada, assim co-
mo Pau-ferm, Sapucaia, Pau-d'arco, Em-
hiriba-preeta, etc. Quem quizer contra-
tar ditas madeiras, communique por car-
ta mencionando as particularidades a res-
peito di quantidade que pode ser lomea-
da em um terapo marcado : dirija-se ao
contratante Jorge Furaess, noescriptorio
dos Srs. Rothe & Bidoulac, na ruado Tra-
piche n. 12, primeiro andar.
Bilheles 5)806 Ker.
Meios 28900 *
Tarcos 28000 a
Quarlos IJOO n
Huilln* 18200 a
Oilavos 760
Decimos 640 a
Vigsimos 340
3:000
i 2:000
c 1:300
a 1:200
a 730
600
> 300
O referido cautelisla declara) mui expressamenie
ao respeilavel publico, que se responsabilisa apena.
a pagar os 8 por eeoto da lei, sobre oa saos bilhete,
vendidos em originaes, logo que te aprsente o bi-
lhete inleiro, indo o possoidor receber o competen-
te premio quo nelle sahir, na roa do Collegio n.'l,
escriplorio do Sr. (hesoureiio Francisco Anlecio de
Overa. Pernambuco 28 de agoslo de 1855.
Salustiano de Aquino Ferreira.
LOTERA DO GYMNASIO PERNAM-
BUCANO.
AOS 6:000j', 5:000$ E ltOOQft
Ocaulelitlii Antonio Jos Rodrigues de Sooza J-
nior avisa ao respeilavel publico, ,que as rodas da
ultima parle da primeira desla lotera andan) Im-
prele.ivelmenle qoarla-reira, 12 da selembro. To-
dos os seus bilheles e cauteles sao pagos aero descon-
t algum. os quaes acham-se venda aa aeree* da
Independencia, lojas ns. 4, 13, 15 e 40 i na Dircila
n. 13; travessa do Rosario n. 18C ; aterro da Boa-
Visla n. 72 A. e na ra da Praia, loja de fazendas.
Bilheles 53re00 Recebe por inleiro fcOOWOO
Meios
Quarlos
Quintos
Oilavos
Decimos
stfMN
185U0
lS2c)0
760
640
Vigsimos 340
3:0008000
1:500000
1:200000
7o0000
6OO9OOO
300*000
O mesmo cautelisla cima dedara, que s aa abri-
ga a pagar os oilo por rento do imposto geral evo seas
dilos bilheles ioteiros, devendo o possuidor receber
do Sr. thcsoreiron.o seu respectivo premii
EDCACAO DAS F
Entre as obra* do grande Fenelou, arcebispo de
Cambray, merece mu particular mencae otratado
da educaco das meninasno qual esta virtuoso
prelado eosina como as mais devem educar tuas fi-
Ihas, para um dia chegarem a oceupar o sublima
lugar de mi de familia ; lorna-se por lano ama
necessidade para todas as pessoas qoe desejam gui-
a-las no verdadeirocamiulio da vida. Esl a refe-
rida obra Iraduzida em porluguez, e vende-te na
livraria da praca da Independencia n. 6 a 8, pala
diminuto preco de 800 rs.
LOTERA DO GYMNASIO PERNAM-
RUCANO.
AOS 6:000$, 0:000$ E1:000|.
O cautelisla da casa da Fama Antonio da Silva
(iuimaracs faz sciente ao publico, que tem expolio
vendaos .cus muilo afortunados bilheles e cnte-
las da quarla parle da primeira lotera do (jymnasio,
a qual corre no dia 12 de setembro do correte an-
no, os quaes nao vendidos as teguintet casas : ater-
ro da Boa-Visla ni. 48 e 68 ; rna do Sol n. 72 A;
rna larga do Rosario 11. 26 ; praca da Independen-
cia ns. 14 e 16 ; ra do Collesio 0.9} ra do Ran-
ee! n. 51, e ra do Filar n. 90.
Bilheles 33H00 Becebe por inleiro OiOOOfi
Meios ajmo com descont 2:760
Quarlos 15440 a 1:380
Oilavos 760 0 a 6903
Decimos 600 a a 5529
Vigsimos 320 a 276
O mesmo cautelisla declara, que garanle nica-
mente os bilheles nteiros ni originaes, nao toureo-
do descont clos oilo por cento do imposto geral ;
assim como que toas cautelas sao pagas em qualquer
urna de suas casas, tern didiocfo de serem vendi-
das nesla ou naquella,
Na fabrica ae cbapeos de ellro do
pateo do Paraizon\l 2, recebt?m-se apren-
dizes : quem preten>*iler pode dirigir-se a
mesma.
O bacharel A. 11. de Torres Bandetra. aclnal
professor de lingua franceza no (iymnasio detla pro-
vincia, ennijii i a no ensiiio particular, desla mesma
lingua, e bem 'assim da lingua ingleza, rhelorica,
geographia e [ hilosophia : e para mais facilitar o es-
ludo de algumas desla* malcras preparatorias aquel-
las pessoas que nao possa 111 frequenlar sua aula s
horas designadas em seus anteriores annuncioa, pro-
pece-se abrir um corso das dia* linguas e nutro de
rhelorica t potica, sendo os Bous primeiros das 5
horas e meia da larde al as 7 1|2 da noile, e o se-
cundo dessa hora al as 8 : quem quizer malricu-
lar-se em qualquer um deslcs corso., pode procra-
lo desde j na cata de soa residencia, na roa Nova,
sobrado n. 23, segando andar, onde tambero prose-
gue no ensino destas mesma* disciplina, a datoulraa
na. hora* j desde o prindplo annunciadat para
aquelles que entao as poderem eitodar. propor-ee-
lia igualmente 11 abrir cursos de philosophia, de gao-
urapliia e historia noile, quando para laes .estudos
hoove numero infRcienle de alomos, a contar do
1. de setembro em diante : e protesta continuar a
cumprir Uo exactamente quanlo lhe fotMMlvefM
deveres do mapisiarro.


DIARIO DE PERMIBUU) SEXTA FEIM 7 0 SETEMBRO DE 1855
CONSULTORIO DOS POBRES
50 BA ZffOVA 1 AMBMM 50.
O Dr.P. A. Lobo Mojcozo da consulta* honieopathicas lodoi os das aos pobre, desde 9 horas da
manhaiar iBMio da, e ra casos extraordinarios a qualquer hora do dia on noite.
* igualmente para praticar qualquer oporaco de cirurgia. e acudir promplamenle a qual-
quer malNcque esleja pal de parlo, e cojascircumslaneias nao permutara pagar ao medico.
M MIMORIO DO DR. P. A. LOBO I0SC0Z0.
50 RA NOVA 50
VNDESE O SEGUINTE:
Maaaa cmplelo de.miiddicina homeopathica do Dr. G. H. Jahr, traduzido era por
tusuez pelo Dr. Moscozo, quatro volume encadernados en clous e acompantadoda
uro diccionario dos tiirmos de medicina, eirorgia, aoalomia, etc., ele...... '205000
Esla obra, a piis iroporlanle de todas a* qoelratam do estudo e pratica da homeopathia, por ser a nica
quecontm abase fundamental rf'esla doulrinaA PATHOGENESlA OU EFFE1TOS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SAUDE-conhecimeotos qne nao podem dispensar as pes-
aoas que. fe querem dedicar a pratica da verdadeira medicina, ioleressa a todos os mdicos que quizerem
experimentar a doctrina de Hahnemann, e por si meamos se convenceren! da verdade d'ella: a todos os
fazende ros e senhores deengenho que estao longe dos recursos dos mdicos: a todos os capiles de navio,
que nmi ou ontra vez nao podem deixar de acudir a qualqoer incommodo seo ou de seus tripulantes:
a todos os pais de familia que por circumslaneias, que nem sempre podem ser prevenidas, sao |obriga-
doa a prestar in conlinenli os primeiros soccorros ere suas enfermidades.
O vadfr-meeum do homeooatha ou traduecao da medicina domestica do Dr. Hering,
pbra tambero til at pettoas que se dedicam ao estudo da homeopalhia, um volu-
me grande, acompanliado do diccionaria-dos termos de medicina...... 10JWOO
O diccionarioidostermos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc., encardenado. 3MM
Sen> verdadeiros e be-n preparados medicamentos nao se pode dar um pasw seguro na pratica d
papalina, e o proprieUno deste eslabelecimeuto se lisongeia de te-lo o mais bem raontado.possivel
atooo
i duvida hoje da grande superioridade dos seus medicamento
12 tubos grandes..............\
medicamentos era glbulos, a 10, 129 e 15000 r.'
^0* *.................. -)000
tas 60 ditos a.......... nSnO
TtS Igfc. .*!". ..?::::::::::::::------ yjggg
Frase le meia onca de lindura............. ....... $0
Ditos je verdadeira Unciera a rnica............".".'"' 2S000
.mJ* ","ma^aM ha,emPre venda grande numero de lobos de crystal d diversos lmannos,
iras pira medicamentos, e aprompta-se qualquer encommenda de medicamentos com toda a brevida-
oe e por precos multo commodos.
TRATAMENTO HOMOPATHICO.
Preserva tico e curativo
DO
CHOLERA MORBUS,
PELOS DRS.
oa lattrnccao au povo para se podercorar desta enfermidade, administrando os remedios mais eflicazes
para alalha-la, emquanto'sc recurre ao medico, ou mesmo para cura-la iudependente desle nos losares
em que nao os ha. "
TRADUZIDO EM PORTUGUEZ PELO DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
Este- doos opsculos contm as indieacoes mais claras e precisas, so pela sua simples e concisaex nosi-
eSo esta ao alcance de todas as intelligencias, nao pelo que dizrespeilo aos meios curativo, como prin-
cipalmente aos preservativos que tem dado os mais satisfactorios resultados em toda a parte eiri oue
elles lem (ido postosem pratica. '
Sandro Iratamenlo homeopathico o nico que tem dado grandes resollados no curativo desla horri
*! enfermidade, jolgaropsa proposito tradotir estes dou importantes apnscalos em lincua veruacti-
la, para dest'arle facilitar a sua tritura aquemignoreo fraocer.
Vaade-se nicamente no Consultorio do traductor, roa Nova n. 52, por 29000 rs.
Attencao.
ilarelli avisa ao respeilavel publico, que
ua sala de dausa o casa de residencia da
iocheiras n. 40, para a ra das Cruzes n.
primeiro andar.
r- Salustiaoo de Aqoino Ferreira offerece gralui-
anle parta obra da igreja do Divino Espirito
Sanio a terca parte dos premios que sahirem uestes 8
bilnataaiaeiresm. 1943, 19.14. 1945, 2266, 2269,
9, 2720, 2729 da quarla parle da primeira tute-
la dVliyninasin Peruambocano, que ter sen indu-
Mnjamen'.o no dia 12 de setembro. Os pre-
mios que clles obtiverem serfln promplamenle entre-
gea* pesio competente da irmandade do Divino
Espirito Sanio, logo que sabir a lista geral.
Deseiicamnhou-se do porto das canoas, oa
ponte da Boa-Vista, na noite do dia 4 do correle,
urna barrici de farinha de SSSF : roga-se a pessoa
onde ella tiverajo favor de avisar na roa Direita
D. 69, que se recompensar.
A meladdo que por sorle sabir na bilbele in*
ifeteri.i do Gymnasio Pernainbuca-
112. pcrtcce ao Hospital l'or-
intelisla F. A. da Clugas e aos
nao paguem o meio bilhele n.
da primeira lotera do (iymna-
caso de sabir algum premio,
nado,por le-lo perdido no l.'do
Albuquerque S.
10 MILITAR.
A partida do Kecreio Militar he a 15 do corren le;
racabesn-se oa coaviles at 12 do mesmo. Dr. Pi-
laos, director.
Em virtodo de reeommendarSo de S. Exc.
Kvm. e do lxm. Sr. presidente da provincia acha-
i creada nega freguexia de Santo Antonio urna com-
l do parodio da freguezia e dos Srs.
i Reg e Jos dos Santos Neves, a
da de Solicitar da caridade dos pa-
e*riela para preparar os meios de soccor-
stoa1 pobres e necessitadas, no caso (e que
i permuta; que o cholera, que ji nfflige as
lias do Para e Baha, cliegue a invadir o nos-
rnambueo, como ja infelizmente o fez a febre
illa. K commissao va sahir nesla diligencia
pelas caes dos parochianos ; mas qualquer de seps
membrot he aotorisado a receber quaesquer quan-
lias que de motu-proprio se Ibes queira entregar pa-
ra to santo Uro.O vigario,
\4 Venancio Htnriquet de Rezenit.
No dia il do crrante, depois da audiencia do
Illm. Sr. f. juiz de orphaos, tem dt ir i prac^ por
venda ama iwquena casa terrea meia-agoa, sita na
ra do Campo Verde,na Soledade, avahada por 2008
rs., par execacio de Justino Pereira de Farias con-
tra a beraofa do fallecido Manoel da Cooha Oli-
veira.
- A com njajBb freguezia de S. Jos, encar-
regada da subaJHBfo a favor da orgnisac.ito do
ez em l'ernambuco; ropa a todos os
i T P.erd Iheles da prsenle lotera do Gymnasio, sendo um
quarto n. do3o, um dcimo n. 1097 e um vigsimo
n. 90o, lendo lorias as quantias que custaram as
costas : quem os live achado, querendo restituir,
leve-os a ra da Cadeia de Sanio Amonio n. 18, a
fallar com Antonio Telieira dos Santo. Roga-se ao
Sr. tnesoureiro e mais cautelistas, que nao paguem
qualqaer premio que fabir em algum desles bilhe-
le, senito a Manoel Antonio da Silva, para quem
dilos btlheles foram comprado.
Joaquim Jlo Be/erra do Valla se .issigna de
"ojeemdiante por Joaquim ThcouMio Bezerra do
Silva ; reapondendo por qualquer-fcrato feito com a
primeira firma.
PORTUGUEZ
Jte jornal he de poltica ndependen-
Fie, louva e ajuda lodo o ministerio ( de.,
qualquer car polilica que u-j,) u que for
om, e censurar com energa esse mea-T
mo ministerio no qje elle iter, em opposi-
Cao com as legtimas conveniencias ocia-
es. He por isso qae nunca aceitar liga-
tao algomacom qualquer pulido Bttnqual-
quel governo. A sua posicao he mais nobre
i eooservando-se ue.sa collocarao independen-
te, que he a nica que ae accommoda com a
ndole da alta missao da empreza. Mo ha
homem que valha bastante, para fazer-no
alterar este syslema. Os inleresses materiaes
serao aolicilnmente defendidos pela Pono
sem presciodir da liscalisacao e da conveni-
ente economa dos diuheros pblicos oelles
despendidos. Dos prospectos que aqoi dis-
tribuimos, e qiteopporlunamenle faremo pu-
blicar, melnor se v a linha qne pretende
egor o jornal, a qoal necessaramenle era
das sympathias de todos os Portugueze aqui
resideules, despertando mesmo o sea patrio-
tismo. Outro sim, pelos lacus eslreilos qoe
unem os povos Brasileiro e Portuguez,
pelo esorco qi.e far a redaccao para sa-
lisfazer as neces.idades de suas continuada
relacftes e tambem pela vaslidSo da parte
iliteraria do mesmo jornal, nao pode elle
deixar de inleressar aus Brasileiros philan-
tropicos e illustrado.
A redaccao ludo confia da senerosidade do .
1 ernambucanos e do patriotismo do Porlu- !
guezes aqu residentes. i
Recebem-se as assignaturas nu hotel da Eu-J
ropa, das 9 as 4 da larde.
-.fnfonio Joaquim de Figueiredo,
Eroprezario.
Joi Mara de Vatconcellot,
Agente em Pernambuco.
\ endem-se ceblas novas chegadas nllima-
menWde Lisboa na barca Marta Jote a 800, IJOOO
e 1J200 renlo : na Iravessa da Madre de Dos n.
16, armazein de Agoatiuho Ferreira Sanra Guima-
rac.
Veude-se farinha de mandioca d mais nova
no mercado a 2*500 a saeca : na Iravessa d Madre
de Dos n. 16, armazlm de Agoslinho Ferreira Seo-
ra dqimaraes.
Vende-se um preto de idade de 25 annos: na
roa do Queimado n. 28, tercairo andar.
Na ra da Cadeia 27, cliegatam sel-
lin* ingleze de patente, tanto de bor-
ra ascomodos outro, ussimeomo tam-
bem scllins para pagens muitos fortes, a
prec^j* commodos.
FAZENDAS SALVADAS DA BARCA
GUSTAVO H.
Meia cascroiras de cores por preces baralissmos,
e oulras fazeodas : na ra do Cabugn n. 10.
Vende-se urna boa escrava mtajt, (|ue
sabecozinbar, coser, fazer bem labytin-
to e com principio de engommado : na
ra do Cabuga', loja de miudezas da
aguia de uro.
Vende-sc urna escrava cabra, bonita figura,
engommadeira c coziuheira e lava de sabio, com
urna cria negrinha de 2 mezes.e 2 ditas que cozinham
e lavam de sabao, tuima dellas engomma, e um
mulatinho de 18 auno; e um escravo de Meto, co-
znheiro : na ra das Cruzes n. 22"
Vende-se 1 sofa'e 1 banca de meio de sala, lu-
do de Jacaranda' e urna meia commoda deamarello.
1 par de bancas de oleo de columna,12 quadros dou-
rados de bonitas estampas e 6 anneles de ooro de
le sem feilio : na ra das Cruzes n. 20.
Sal do Ass
a bordo do brigue nacional ero: na rna do Vjgario
n, 19,1 andar.
Velas.
Vendem-se velas de carnauba pura de C, 7, 8,9,
10 e 13 por libra, e por menos prero que em oulra
qualquer parte : na ra Direita n. 59.
Venderse aro piano : qoem o preleuder, dirja-
se a ra do Hospicio n. 11, que se dir quem vende.
Vendem-se 4 escravos mocos, de bonitas figo-
rts, de lodo servico : na ra Direila n. 3.
T uYif-jde"* ,oma mulali' de boa figura com
as habilidades seguintes : sabe bem coser e cortar
um veshdo.fazer carnizas de homem. engomma com
perfeicilo, e oulras habilidades que avista se dir ao
comprador ; e nutra de meia idade.de boa figura, e
orna negrinha de 7 annos : na ra do I.ivrsmeulo
n.4.
Vende-se ac em cunheles de nm quintal, por
preco muilo commodo : no armazem de Me. Cal-
moni di Companbia, praja do Corpo Santo n. 11.
Em casa de Timm Momsen & Vinassa,
praca do Corpo-Santo n. 13, lia para
vender.
Faz-e publico que se acha em pregues, e fin-
ores qoc e dignaram subscrever, de aprompla- 00'e'les lem de ir PSt de venda ns das 12. 15
l^ms para terca-feira, 11 do'corrente.
Ipissao ser attenddi, nao su por Ihe ser
mais de urna vez a casa dos Srs. subscrip-
i porque lem de quanto antes dar-se prio-
ras despezas necetsarias a tao ulil eslabeleci-
aienlo.
Antonia Duarle deOliveira Reg eomprou por
wde ^.Sr Domingos Antonio de S um bilhele
ton. 3765 di lotera do Gymnasio Pernambucano,
prxima a correr, no qual bilhele lem sociedade o
Divino Espirito Santo. ^
O secrelirio da irmandade de N. S. do Terco,
em nmada mesa convida a todos os seus charissi-
mo innlae, para, no domingo, as 2 lloras da larde,
se achareta na nossa igreja, para a irmandade, en-
corporada, acompinhar a trasladarlo do Divino Es-
pirito Santo da Conceicao dos Militares para a igreja
do Collegio.
Jos Franciscisco Pinlo maraes, cirurgiao
pela eacola nial de cirurgia de Lisboa, annuocia a
qoem eonvier qoe madou sua residencia para a ra
da Matriz da Boa Vista n. 44, segundo andar.
No dia 15 do correte, au sabir da mista da* 11
da matriz da Boa-Vsta|al a roa da Aurora, perdeu-
se ama pulse ira de coral, toda de fios, leudo no fal-
so urna flgun eoeastoada em ouro. quem achar e t-
ver cooscieona, leve-a a roa da Cadeia do Recite,
loja de cambio n. 34, qoe se dar o valor da pul-
seira.
Qainla-feira, 30do mez prximo passado, de-
sappareceu di poder do abaixo assgoado a aua es-
crava crloula, por nomo Prisciana, de idade de 19
anuos, levou vestido de chila escorae panno da Coa-
la ; consta que anda pela Boa-Vista procurando se-
nhor : as pessoas que a eneonlrarem tragam-na ao
largo do Terr* n. 30, que serSo recompeusadas ; as-
sim como protesla-se contra qualquer pessoa que a
lenha emseu poder.M. J. do Panizo.
Oft"eree-e para caixeiro de qualquer casa de
negocio, excoplo taberna ou pa Jara, um moco por-
tuguez que tum bstanle pratica de negocio e escre-
ve aoffrivel, n com alguma pratica de escriptora$3o :
Juem do seo preitimo se quizer uliliitar o qual d
ador de sua conducta podera' annonciar para ser
procurado ou entao drigir-e a ra do Encanta-
mento armazem n. 76 A.
Achou-e no caes de Apollo um aioete com om
lo de cadeia de relogio, com duas cornalinas, dan-
do os sigoaes cerlos se Ihe entiegar : oa prensa de
Manoel Ignacio de Oliveira Lobo,
GABINETE PORTUGUEZ DE LEITURA.
A directora do Gabinete Porlugue/ de Leilura,
em comprimeoto do disposlo nos 5 e 6 do art. 1
do estatutos, e com previa aulorisa(ao do comelho
deliberativo, vai no dia 15 do rorrete estabelecer
am curso de >eographia e outro de lingoa franceza,
caja* prelec^oe* serao alternadas pela forma se-
gajnla :
A de geographa lodo os domingos ao meio dia e
todas aa auintas-feira, as 7 hora da noite.
As de lingua fraoceza todas ler^as-feiras e todos
oa aabbado, a 7 horas da noilu.
Aquelles SEuhores socios de qualquer classe, que
quizerem fiequeota-lo ambos, ou algum delles,
queiram ir inscrever ajseus oomes no respectivo li-
vra de matricula, qu%ara esse fim se icha exposto
na mesa do expediente do Gabinete, e la encontra-
rlo arelacio dos livros de que devem ruunir-se.
VUiraRibexro, 1. secretario.
- O abaii.o astignado offerla so Hospital l'ortu-
goez em Pernambuco, raetade da orle que sahir no
bilhet istelro n. 3357 da ultima parte da primeira
lotera do Gyrinasio Pcroambutano. Daniel Jote
Pereira Limi.
Aos Sr. estudantes.
A* obra* nnunciadas por 3*)00, na ra de Quei-
mado n. 24, nao se veodem mait pela forma aonon-
ciada, e sim a voolade do comprador, s por commo-
do preco ; aellas, qne se estao acabando.
e 19 do corrente mez, depois da audiencia do l)f
juiz municipal aupplenle da segunda vara civel des-
ta cidade.a metade do sobrado de don andares, silo
no paleo do Carmo n. 7, avallada em 3:500, com
quintal murado e cacimba, por ex.cu.-ao de Anto-
nio Joaquim Ferreira Beiriz conlra Miguel Goncal-
ves Rodrigue Franca e sua mnll.er: o. concarren-
^^"^"Cam na sala das audiencias, no dias de-
iftTnIlf^'wH de ama ma Porlogueza, ti
40 auno de idade, capaz de desempenhar o servico
mierno de orna casa de homem solleiro : assegur-
se excellenle Iralameolo e generosa gralilicarJlo a
halar na ru do Cotovello n. 45. Assim como nre-
cisa-se para a mema casa de um portuguez .olleiro,
moco, para criado : a tratar na roa do Crepo n. is!
rf-T A,a'"n-S6 d.u tasas no lugar de Agua-Fra
ae Heberibe. propnas pera quem quizer passar a fes-
la, per ler excellenle banho : quem as pretender,
VHInerc,,"0d0 ""eme-coronel Hemeferio Jos
velloso da Silveira, para tratar do ajuste.
n.77.:Maria Raymono d Conceicao Goncalves,
.2S. eun"nsd. "ora na ru. Imperial casa
en."7,rre""9f deOa* im?' am* I en"a de
Nova n. 17 qUe ^ t0Xmm'1 "' '
COMPRAS.
Compra-ie urna prela de bonita figura e mocas
H,BJaH0aaCM,Urera e engommade'ira ; pagare
roldar d "' "" oTn^e W-
Co-mpram-se aceces da companhia de
Beberibe: em casa de Tasso lrmaos.
Corapra-se um escravo de idade ayan-
cada para tomar conta de um sitio: a tra-
tar na ra da Cruz do Recife n. 65, secun-
do andar.
VENDAS.
Oracao contra a peste e o cholera-
morbus.
Acha-ae venda na livraria n. 6 e 8 da pnce da
independencia um folhelnho com diflerenles ora-
toes contra o cliolera-morbus, e qualquer oulra pes
le, a 80 rs. cada um.
REGULAMEMTO DA AFERICAO".
yenda-te por 100 rs. cada um regulamulo de afe-
rjcao do municipio do Recife : na livraria o. 6 e 8
da praca da Independencia.
Vende-se o deposito de assucar da ra do Vi-
llano n. 27 : a tratar com Agoslinho Ferreira Senra
Ggimaraes, na lrvessa da Madre de Dos n. 16.
Vende-se una escrava parda de 20 annos de
nonila figura, com um llho pardo de 4 annos : oa
ru do Crespo, loja n. 15.
Na cocheira do becco de Sanio Amaro ncha-se
venda um eavalio rodado, novo e bom : a tratar
na loja de Manoel do Amparo Cajo'.
Vendem-se pentes do uso de boa larlaroga>
aberlos, lisos ; tambem se vendem ditos para meni-
na, e marrafis, Conc*lam-*e tambem quaesquer
oorag de"e genero : na loja de tartarugueiro, no
paleo do Carmo, loja do sobrado da esquina que vol-
M para a ra da Trincheira o. 2.
Vende-se um escravo crioulo, de idade 28 an-
nos, linda figura, moito possanie, proprio para ar-
mazem de assucar ; o motivo por que se vende se
dir ao comprador : na ra da Penha, taberna de-
baixo do sobrado novo.
Um 8ortimento'completo de livros em
branco, vindos de Hamburgo.
Em casa de Timm Momsen & Vinriassa,
praca do Corpo-Santo n. 1), ha para
vender :
Cemento romano em barricas, chegado
ltimamente de Hamburgo.
Jos Joaquim
Morera,
COM LOJA .NA RA NOVA NT 8,
ie de receber pelo ullimo navio francez lindis-
afldas lisas cor de rosa, amartilla, branca muilo
fe1 'aro, de mogo boa qualidade e com tres
inar> meia de covad de largura, sendo tambem
o prc^o mais commodo do que em oulra qualquer
parte ; assim como tambem receben pelo mesmo na-
vio um magnifico sorlimenlo de botus de bezerro
rranrez para homem, que muilo devero agradar,
lano pela qualidade como pelo feilio, cualando alm
de todo isto cada par 8>000, pagos a vial.
AGMC14 DA FLJDIO
EDVV1N MAW, ESCKIPTORIOE RO-
SAS BRAGA & C. RA DO TRAPI-
CHE N. 44.
Tem para vender um completo sorti-
mento de taixas, moendas e meias moen-
das para engenho, cuja superioridade ja'
he bem conhecida dos senhores de enge-
nho desta provincia, dos da Parahiba e
das Alagoas. desde quando taes objectos
do mesmo fabricante eram tendidos pelos
Srs. Me. Calmont&C, desta,praca.
IECHAHISIO PARA ENGE-
NHO.
NA FNDigAO DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W. BGWNIAN. WA
RA DO BRUM, PASSANDO O oHA-
FARIZ,
ha gempre um grande sorlimenlo dos seguinles ob-
jectos de mechaoi.naajMiroprios para enfeenhos, n sa-
ber : moendas e meiB molidas da mais moderna
constroejao ; laixas de ferro fundido e balido de
superior qualidade e de lodos os lmannos : rodas
dentadas para agua ou animaes, de todas as propor-
rOes ; envos e boceas de fornalhae registros de bo-
eiro, aguilhoes, bronzes, parafusos e ciivilheei, moi-
nho de mandioca, etc., ele.
NA MESMA FUNDICAO.
e execulam lodas as encommendas com a si
ridade j conhecida, e com a devida presteza e com-
modidade ero preco.
Vendem-se dous pianos fortes de
Jacaranda1, construeco vertical, e com
todos os melhoramentos mais modernos,
tendo vindo no ultimo naviogde Ham-
burgo: na ra da Cadeia, armazem n.
21. .
Vendem-se duas candas novas, acabadas ulli-
mameule, urna de carga de 1,200 a M00 lijlos, e
oulra de carreira.para conduzir mais de 16 pessoas,
ambas bem construidas e de forte segurtnca : a Ira-
lar na Iravesia do Pocinho, armazem de materiaes
n. 26, A.
Frederico Chaves, nn alerro da Boa-Vista n.
17, lem para vender orna armacao envidracada e
envernisada, a qnal he feila em armarios, esla pro-
pria al para algum senhor advngado que qneira
para livraria, e vende por preco muito commodo.
Ya loja das seis
portas,
Em frente do Livramento.
Chales de seda de lindos gostos a oito mil rei,
bliales de cambraia adamascados a duas patacas, di-
tos de ganga encarnados a doas pataca, corles de
vestido de cassa de 2 e 3 babados e alguns com barra
a dous mil reis, lenco braucos linos para caberla de
aenhora a pataca, ditos de cassa finos para mao a
dous tuslOes, pesas de casia de salpicos a dou mil
res, meia para meninos a seis vinlens, e oulras
muilas fazendas molhadaseenchotas, que se vendem
por preco ero conta.
~" Viptom-te charutos em porean, amarrado,
por preco commodo : na ru* do Vigario n. 14.
No aterro da Boa-Vila n. 80, vende-se acro-
ma pera engommar a 80 rs. a libra, caixinhas de fi-
fOJde comadre, ltimamente chegadas de Lisboa a
15200 rs. a caixa, cha prelo em masaos de meia li-
bra a 960 r. o maaso, choorijas de Lisboa e presun-
lL*" rs-.,1 Ub"' mnleiga iogleza a 800, 15IA rs. a libra, vinlw Moscatel lecilimo de Selu-
bal a 800 rs. a garrafa, dito PRR a 480 rs. a garra-
ra, dito da Figueira a 520 rs., azeile doce de Lisboa
a MO rs. a garrafa, chocolate de Lisboa a 400 n. a
libra, passas a 320 r. a libra, banha de porlo viuda
de Lisboa a 480 r. a libra, queijos a 25000 r.
FAZENDA SEM AVARIA.
Vende-se brim branco proprio para militares a
a vara, dilos de cores pelo mesmo preco : ua
ra do Crespo, loja n. 6.
A l.sOOO! !!
Vende-se o resumo da Historia do Bra-
sil pelo diminuto preco de l.sOOO
ra do Crespo loja n. 16,
Vendem-se queijos de Mina, o mais frescaes
na Gamboa do Carmo, laberna n. 46.
Vende-se na casa dos leiloes darua do Collegio
ama cadeira da Bahia em muito bom estao e preco
commodo.
Vende-se urna escrava criolla, de dado de 21
annos, qoc cozinha, engomma e faz lenda. assim co-
mo qualquer servido de urna casa : a tratar na ra
da Cruz n. 43.
Para acabar.
Vendem-se merinos em peca e a reta-
Hio, de muito boa (|tialidade*por serem
francezes por todo prec,o: atraz da ma-
triz da Boa-Vista n. ITi, das 6 horas da
manhaa a's 9 do dia, e das a's 6 horas
da. tarde.
Vende-se urna carrora nova, para cavallo e
um casa Ierre, sita na estrada velha da Capunga ,
onde mora o Sr. Joao marcineiro. com 32 palmos de
frente, cacimba de boa agua e cha.is proprios, por
preco commodo : a tratar no aterro da Boa-Visla,
loja do Sr. Guimaraes n. 48.
Vende-se arroz de casca a 3SO00 rs. o 3acco,
alqueire velho : na Irna Direita n. 69, paitara de
Antonio Alvcsde Miranda Guimaraes.
Vendem-se 2 carros de 4 rodas em muilo bom
uso : na ra da Aurora n. 18, primeiro andar.
-1- No largo do Carmo, quina da roa de Horlas n.
2, vendem-se queijos novos a 19800, msnleiza in-
gleza a 640, 800 e 960, e muito superior a 19200. di-
la franceza a 800 rs., paisa a 400 rs., cevada a 180,
chouricas a 400 rs., caf a 180. tapioca a 900 rs., al-
pisla a 200 rs., cha a I96OO. 29000, 29400 e 28880,
dilo prelo o melhor do mercado a 29240, hlalas a
40 rs., bolachinhas inglezas a 360, ditas pele.n a
480, ditas aramia pura a 560, lisboense a 400 r.,
loucinho de Lisboa a 320, banha bem alva a 560,
nozes novas a 80 rs., omma a 80 rs., ararola a 120,
epermacelea800e960. carnauba em velas a 500
r., farinha de Irigo a 180, pomada a 440 a dnzia.
doce de goiaba a 800 n>. o raitflo. arroz branco a 480
a cuia, libra a 80 rs., azeile doce 640, vinho de
Lisboa 400 rs., Figueirn a 480, Porto muilo supe-
rior a 560 a garrafa, dilo branco a 560, sardinhasde
Nanles ero latas a 600 e 800 rs., phosphhros proprios
para quem fuma, que so se apagam depois qne aca-
ba a roadeirn a 40 rs. a raixinha, peneiras de rame,
e bracos de balan ra KoraHo proprios para .hlelo.
Clinpeau Me'canique.
He chegado a praca da Independencia ni. 24 a 30,
loja de Joaquim de Oliveira Maia, os excellenles e
muilo desejarios chapeos de mola de elegantes for-
mas, por muito mdico preco.
Vende-se uro bonito cavallo casla-
nho, proprio panu cabriole!: a pessoa
que prelender dirija-fe a praca da In-
dependencia 11. lie 16.
J Vende-se urna escrava de 40 anuos, punco
mais oo menos, lem vicios nem achaques, que lava
de sabao, cozinha o diario de urna cata, e tambem
vende na ra : na ra do Pilar, em Fra de Portas,
n. 103.
A3$500
Vende-te cal de Lisboa ltimamente chegada, as-
lim como polaasa da Kussia verdadsira : na praja do
Corpo Sanio 11. 11.
Oieguero ao ba-
rato! !
Clisas para rap imitando a tartaruga, pelo bara-
lissimo preco de 1280 cada urna : na ra do Cres-
po n. 6.
Batanea romana.
Na fundicao de l). W. Bowman, na roa do Brum,
ha para vender orna batanea decimal loda de ferro,
muilo boa, coro capacidade de pesar al 4,700 li-
bras.
PECIIIMi
Vende-se a taberna da ra Direita n.
91, consistindo n'uma boa armacao e leu
pertences, ealguns gneros em bom esta-
do, propria para qualquer principiante
por ter poneos fundos, ser em muito bom
lcale estar bem afreguezada, tanto para
a trra como pjit o mato, a qual vende-
se por todo o preco para pagamento dos
credores : a tratar na travessa da Madre
de Dos n. 14.
N
NarumdaCadeiadoReciten. 18,
ha para vender relogios da fabri-
ca mais acreditadas da Suissa, tan-
'to de ouro como de piata, ditos
foliados edourados, mais baratos
do que em qualquer outra parte.
JOGO DE VOLTARETE.
Vendem-se caixinhas com tentos pata
marcar jogo de voltarete, por prec,o mui-
to em conta : na ra da Cruz n. 26, pri-
men o andar.
RIRSHEABSTYNH.
Na ra da Cruz n. 26, primeiro andar,
ha para vender constantemente por pre-
co commodo, superior Kirck e Absynth.
# CHOCOLATE FRANCEZ. '
Chegounova remessa de chocolate fran-
cez a' ra da Cruz n. 26, primeiro andar,
e entrega-se aos Ireguezes pelo menor pre-
co possivel.
VIHO BRANCO E INTO DE
BORDEUX.
Vende-se vinho de superior qualidade,
engarrafado, branco e tinto, (de Bor-
deux) por preco commodo: na ra da
Cruzn. 26, primeiro andar.
Attencao.
Continui-se a vender nn roa da Cadeia do Becife
n. Y, luja do Ss Manoel) damatco de laa de duas
larguras, *n*jjfc proprio para coberlas de cama e
pannos de me*.
AOS SENHOBESDE ENGENHO.
No primeiro armazem do becco do Goncalves, ha
sempre um bom sorlimenlo de meias barrica de fa-
rinha da mais superior qualidade.
Cera de carnau-
ba.
:'Vende-se cera de carnauba do Aracaty: na ra
da Cadeia do Becife n. 49, primeiro andar.
Vende-se um cabrMet novo,
sem coberta. muito maHiro, ven-
dem-se tambem boas parelhas de
ca rallos mansos para carro, dilos
de cabriole! e carrora, tudo por preco commodo :
na ra Nova, cocheira de Adolpho Bourgeois.
Cera de carnau-
ba do
ARACATY E ASSlf.
Vende-se em porcao e relalho, por menos preco
que em oulra qualquer parle, principalmente sendo
a dinheiro visla : na roa da Cruz, armazem de
couros e sola, n. 15.
Vende-se urna porcao de laboas de cedro : n
trapiche du Angelo.
POTASSA E CAL TIRGEI.
No antigo e ja' bem conhcido deposi-
to da ra da Cadeia do Recife, escriptorio
n. 12, ha para vender' muito superior
potassa da Russia, dita do Rio de Janeiro
e cal virgem de Lisboa em pedra, tudo a
preco muito avoraveis, com os quaes li-
carao os compradores satisleitos.
Attenc3o ao seguinte.
Cambraia franceza decore de muilo bom gotlo a
600 rs. a vara, cortes djHatsa pretos de muilo bom
goslo a 29000 o corle, dilos de corea com bons pa-
dres 3 292OO, alpaca de seda com quadros a 720 o
covado, corles de laa muiln finos com 14 covados ca-
da corle, de muito bom goslo, a 49500, lencos de
bico com palmas a 320 cada om, dilos de cambraia
de linho grandes, proprios para eabeca a 560 cada
um, chale intperiaes a 800 rs., 1 e 19200 : na loja
dn ra do Crespo n. 6.
Rrinsdevella: no armazem de N. O^
Bjeber & C, ra da Cruz n. 4.
Jp Fazendas baratas.
es de casemira de pura laa e bonitos padroes
a 5950O rs. o corle, alpaca de cordSo muilo fina a
500 rs. o covado, dita muilo larga propria para man-
to a 640 o covado, cortes de brim pardo de puro li-
nho a 19600 o corte, ditos cor de palha a 1600 o
corte, corles de casemira de bom goslo a 29500 o c>-
le, sarja de laa de duas larguras propria para vesti-
do de quem est de tolo a 480 o covado. corle de
usiao de bonitos goslos a 720 e 1400 o corte, "brim
trancado de linho a 19 e a I92OO, riscido proprios
para jaquetas e palitos 280 o covado, corles de col-
leles de gorgurao a 3J500 : na loja da rna do Cre-
po n. 6.
Velas de car-
nauba,
SIMPLES E DE COMPOSICAO.
Na roa da Croz n. 15, vendem-se dita velas, de
b, 7,8, 9 e 13 por libra, em caitas de 8 al 50 libras,
rubricadas no Aracaty. pelo* methoresautores, e por
menos preco que em oulra qualquer parle.
Vendem-se pipas e brri vazibs : a Iratir com
Manoel Alvea Guerra Jnior : na ra do Trapiche
n. 1 .
AHOOO E 109000 A PECA.
Vendem-se pecas de brim fino e hamborgo sn-
penor, que ta assemelha ao bom panno de linho
pelo diminuto- preco de 98 e 109 a peca de 20 va
a* : na roa da Cadeia do Becife, loja n. 50, de
fronte da ru da Madre de Deo*.
FAZENDAS/DE GOSTD
PARA VESTIDO* ?E SENORA.
Indiana de quadros m
corles de laa de quadros
do : vende-se na ra do
volla para ra da Cadei
CAL DE
Vende-se cal vi
timo navio, por ]
nomo potassa su
deposito da ra d
ASEM1RAP
fina e padroes novo*;
por preco commo-
po leja da esquina qae
flores
ISBOA.
, chegada no ul-
c,o commodo, assim
nor americana: no
wllo n. 2B-
TA A tfBOO
0 CORTE US C4LfA.
>ja da esquina qoe
Vendem-se na roa do Crespi
volla para a ra da Cadeia.
No
vo
na
POR 10$000!!
Vende-se a interessante obraUni ver-
seo Pittoresco, 5 volumes ja' usados, pelo
baratissimo prec,o delOSOOO : na rna do
Crespo, loja n. 16.
Vende-se superior champagne, em cai-
\asdel2garraas, da melhor marca que
tem vindo a este mercado, por preco
commodo: na ra da Cruz h. 20,primei-
ro andar.
Vende-se o bem conhcido rape' ro-
lao francez, aos apaixonados da boa pita-
da : na ruada Cruz n. 26; primeiro an-
dar.
Deposito de algodoes trancados.
No escriplorio de Domingos Alves Ma'lheus, na ra
da Cruz n. 54, contiua a vender-se algodoes tran-
cados da abrica da Bahia, e fio dealgodau proprio
para redes e pavios de vela, por preco commodo.
Cheguem a pechincha, rapaziada.
Est se fraalisando a pecliinclia de borzegoins
elsticos, sapates de lustre, ditos de Nanles para
liomens e meninos, por preco* lao baratos, que
quem 03 vir nao dear de comprar: na roa da Ma-
dre de Dos, loja n. 18.
Farinha de mandioca.
Domingos Al ves Malheos tem para vender, nu ar-
mazem do caes da alfandega, de Jos Joaquim Po-
reira, de Mello, muilo nova e superior farinha de
mandioca de S. Malheus, vinda no hiato Catiro,
chegada em 20 do corrente mez de agosto, em sacco
de um alqueire da medida velha, por preco com-
modo.
Cheguem a pe-
chincha.
Por sedulas velha quem deixara' de
comprar !
Borzeguins clsticos para homem a 6000 o p.r,
grvalas do seda a 500 ., palitos de panno fino,
corles de collele de foslo e seda, maulas de seda
para senhora a 29000, chales de ganga a I96OO, di-
los de cassa brancos a 800 rs., slm disto am novo e
completo sorlimenlo de calcados e perfumaras, ludo
chegado ltimamente, por pieco muilo commodo.
ahm de se apurar dinheiro : no alerro d Boa-Vista,
defronte da Bonera, loja n. 14.
A pechincha.
No aterro da Boa-Visto n. 8, defronte da
boneca.
Chegon ltimamente a verdadeira carne do ter-
13o e queijos de lodas as qualidade*, figo* de coma-
dre, bolachinha de soda, bitcoilos finos ingieres mel-
lo novo, e um completo sorlimsnlo de todos os g-
neros de molhadosdo melhores que ha no mercado,
e vende-te lodo por menos preco do qoe em oulra
parle.
sorlimenlo de fazendas
baratas.
Alm das fazendas j annunciadas, e outra* umi-
tas, que a dinheiro 1 visla se vendem em porcao e a
relalho. por baratissimo preco, ha novas chitas de
cores fizas a 160, 180 e 200 rs. o covado, dita* para
coberla, bonitos padroes, a 220, dita* largas de'cores
claras imitando casia a 240, rucados francezes largos
de quadros modernos a 260, corles de cambraia de
lpicos com 6 1|2 varas por 29560, penuo de linho
muilo lino para lencos com mais de 2 varas de lar-
gura, pelo baratissimo preco do 29400 a vara, novo
hrins de linho de qoadrinhos para palils, calcase
jaquelas a 220e240 o covado, corles de casemiras de
cores a 48, brin de cores para calcas a lja vara :
na ra da Cadeia do Recife. loja n. 50, defronte da
ra da Madre de Dos, a qual se achasolTrivelmenle
sortida de boas fazendas, cojas qualidade e commo-
do precos se gartnlem e dao-se amostras.
LABVBINTHOS.
Lencos de cambraia de iinho muilo finoi, (oalhas
redondas e de ponas, e mais objectos deste genero,
ludo de bom goslo ; vende-se barato : na ra da
Cruz n. 34, primeiro andar.
Vende-se excellenle laboado de pinho, recen-
lemente chegado da America: na rm de Apollo
trapiche do Ferreira. a entender-te com oadminis
ador do mesmo. ,
A boa fama
Vendem-se mnilo bonitos chapeos de sol de seda
pequeos e com molas proprios para meninas de es-
cola, pelo baraliisimo preco de 39000 rs. ; he cousa
13o galante que quem vir n.lo deixara de comprar
na ra do Queimado, loja de miudms da boa fama,
Da J.
CAL VIRGEM.
A mais nova no mercado, por preco
muito barato: no deposito de na do
Trapich!!. 15," afmazemde Bastos & lr-
maos.
Vendem-se btalas muito novas, em arroba
I9IJ1J, a libra 40 rs., manteiga ingleza a 800 rs.,
caro de caroco a 160, loucinho de Lisboa a 300 r. a
libra, gomma de engommar a 80 rs.: na ra de
Hurlas n. 40.
Selllas novas de Lisboa.
Jchegaram ceblas novas de Lisboa, e vendem-
se no armazem de Joao Marlins de Barros, travessa
da Madre de Dos n. 21.
Na roa do Vigario n. 19, primeiro andar, ha
para vender superior relrozde primeira qualidade,
do labncanleSiqueiraliofujade roriz e de nume-
ro, e fio porrete, ludo chegado pelo ullimo navio vin-
do do Porlo, e juntamente vinho superior, feiloria
cm pequeos barr* de dcimo.
-v Vendem-se no armazem n. 60, da roa da Ca
deia do Becife, de Henry Gibsoo, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por precos
mdicos.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandioca
em saccas que tem um alqueire, medida
velha por .1$000 ris : nos armazens ns.
.1,5 e 7, e no armzem defronte da porta da
alfandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes Si Companhia na ruado Trapiche
n. 34, primeiro andar.
Taixas par?, engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmo de
bocea, as quaes acham-se a venda,, por
preco commodo e com promptidao'
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Capas de burracha a 12#000.
Quem deixara de se muir de urna excellenle ca-
pa de burracha, pelo diminuto prco de la? a el-
las, que se estao acabando: na ra da Cadeia do Be-
cife, loja n. 50, deronle da ra da Madre de Dos.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton & C, na ra de Senzala Nova n. *2.
Sellins inglezes.
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Candieirose casticaes bronceados.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiro.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97.
Vinho Cherry em barris.
Cama de ferro. .
FareIJo em saccas de"S
arrobas a 5^000.
Farinha de mandioca
em saccas a ^tfOO.
Tijolios de marmore a
sao.
Vinho Bordeaux em
garraoes a 12^000.
JMo armazem de Tasso
ir m3. os.
. LEONOR D'AMBOISE.
Vende-se o excellente romance histri-
co Leonor d'Amboise, duqueza He Breto-
nha, 2 volumespor l.s'000 rs., na livraria
n. ti e 8 da pratfa da Independencia.
m POTASSA BRASILlIRA. ($,
Vende-se superior potassa, fa- 0
lineada no Rio de JaneirojPbe- ~
:ada recentemente, reeommen-
a-se aos senhores de engenhos os
seus bons elfeitos ja' experimen-
tados: na ra da Cruzn. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
I
REMEDIO IMCOMPARAVEL
UNGENTO HOLtfWAY.
iJlr,m,"V'it innivi,,n '"nronhar a. virludes^leste remedio Koroptravel,
lizeram ?m ca, DecesMr'o. os dl'n a "," corpo e memoro Weiranjeote
traame" dha.ver empregado inutilmen|e outro.
Seo' ^J*"" i Peder-te-ha nvencer
noTlh-M merevilhosa. pela leilura do peridico
nal e h'T ,0d0' '" h "* i
laraLmMi lla,83 ,a P'endeote.que.a*ni-
cobraTam^ T" Celebr*- 00an,M }~**n-
emnono h ', d,P" *" l" I*""**, tongo
ao Si.?SiUh' 0Dde devi,m soflrr ^0t"-
l?rrlra ^f mm,,,> i *> dehi!doe
isj los de padecimenlo, para se nao sobmelterem a
casa operaco dolorota, foram corada. complaU-
r.iente, medanle o oso desse preciojolremedio. Al-
gomas das tae petsoas, na efute de eu recoobeci-
menlo. decltraram este, resultados benfico* diatite
do lord corregedor, e oulros roagistrudos," atlm de
rcaisautenticarem sua aflirmaliva.
Ninguem desesperara do estado de tu nade M
livesse Instante confianca para emaiar este remedio
conslanlemente, seauindo algum lempo o Irala-
nienloquo nccessitasie a natoreza do mal, cuio re-
sollado seria provar incoo leslavelmente : Qme ludo
O ungento he til mait particularmente no
teguinfet catot.
matriz.
s
l
Na ra do Vigario n. 19, prirrit iro andar, ven-
de-sefarelo novo, chegado da Lisboa pelo brigue
peranra.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. i2.
Neste estobelecimentd continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todo os tam.uhos, para
dito.
DEPOSITO DA FABRICA DE TODO
OS SANTOS DA BAHA.
Vende-se em casa de N. O. Bieber &
C, na ra da Cruz n. 4, algodao tran-
cado daquella fabrica muito proprio pa-
ra saceos de assucar e roupa para escra-
vos, por preco commodo. **.
Vende-se urna Vldnr romanii com lodos
sus pertences.em bom uso e de 2,000 libras : queos
|*elender, dirija-se ra da Croa, armazem n. 4.
OGNAC VEBDADEIBO.
Vende-se superior cognac, ero garrafa, a 128000
a duza, e 18280 a garrafa : na rna dos Tanoeiras n.
, primeiro andar, defronte do Trapiche Novo.
Chales de merino' de cores, de moito
bom {rosto.
Vendem-se,oa roa do Crespo, loja da esquina oue
volla para a cadeia.
ATTENCAO.
Na ra do Trapiche n. 54, ha para
vender barris de ferro errrticamente
fechados, proprios para deposito de fe-
se ; ete barris o o melhores que se
tem descoberto para este fiar, por no
exhalarem o menor cheiro, e apenas pe-
zam 16 libras, e custom o diminuto pre-
co de 4^000 rs. cada um.
Potassa.
No antigo deposito da ra da Cadia Velha, es-
criptorio n. 12, vende-te muilo superior potassa da
Bossia, americana e do Bio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he par fechar contas.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, .tem para vender diversas m-
sica para piano, violo e flauta, como
sejam, quadrilha, valsa, redovra, sclio-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Jpneiro.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro aodar. lem
venda a superior flaiiella para forro de sellins,
chegada recenlemenle da America.
Depoito de vinho de cham- w
fiagne Chateau-Ay, primeira qua- W
idade, de propnedade do conde
de Marcuil, ra da Cruz do Re-
cife a* 20: este vinho, o melhor
de^ toda a Champagne, vende-te
a 36$000 rs. cada caixa, acha-se
nicamente em- casa de L. Le-.
comte Feron & Companhia. N.
B.As caixas *So marcada a fo-
goConde de Marcuile os r-
tulos das garrafas sao azues.
Alporcas.
Oiimbras.
Callos.
Cancere*.
Corladura.
Dores de eabeca.
das costa*.
do* membros.
Enfermidades da culis
em geral.
Enfermidades do anos. -
Eriini.oes escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de ca-
lor as exlreroidade*.
Fr, eir*.
Gingivas escaldadas.
Ini liaroes.
Inllammacao do ligado,
da beiiga.
Lepra.
Males das pernai.
dospeilo.
de olbos.
Mordedura*de reptil,.
Picadura demotfpHat.
Bulmoe.
Queimadela,
Sarna.
Supurace pulridac.
1 mlia, em qualqaer par-
le que seja.
tremor de ervos.
Ulceras aa bocea.
do ugado.
,. <" rtiemae**.
VaJa torcidas, oa soda-
das na perna.
>'ende-se este nnguenlo ao slabelerimeal* eral
de |.ondre,n. 2U,Slrana,t na loja de lelaabe-
lic nos, droguistas c oulra pessoas encjrregadw de
sua venda em toda a America do Sul, Havanae
Hespauha. ,
Veude-*e a 800 ris cada bcetiima,o>teati
ins.ruccao m portuguez para ezplicar a modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral he em casa do Sr. Soum, uhar-
miceulico, na roa da Cruz n. 22, en Peraam-
Mot.
eiJBB-i______
Antigo deposito de panno de ,
godao da fabrica de Todos^os
Santos na Bahia.
Novaes & Companhia, na ra do
Trapichen. 34, continuara a ven-
der pannodealgodaodesta fabrica,
trancado, proprio para
roupa de escravos.
AOS SENHOBES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 ni. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantogem para o melhoramento do
assjjcar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o metliodo d empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
A Boa lama.
Na roa do Queimado, no* quatro cantos, loja de
miudezas d boa fama n. 33, vendem-.! oa segoinlcs
objectds, ludo de muito boa* qaalidadei e pelos pre-
cos mencionados, a saber :
Penle* de tartaruga para atar cabellos a **500
Uilos de jlisar tambem de tartaruga 3S000
Ditos de marfim para alisar 1jl00
Dilos de bfalo muilo fios 300 e 400
pitos mi lando a tartaruga para "a lar cabello 1280
I.eques fimssimos a 2, 3 4*000
.indas ciizas para costura 3))000
Ditas para joiat, muilo linda* a 600 e 800
Luvas pela de torca! e com borlla 800
Dita* de seda de cores a sem defeilo 10000
Lindas meias de seda de cores para crianzas lg|600
Meia pintadas fio de Escocia para enancas 240 e 400
Bandejas grandes e finas 3JKM0 a 4K0O0
Trancas de seda de todas as cores e largura e de bo-
nitos padroes, litas fina lavradas e de lodas a lar-
guras e cores, bicos finissimos-de linho de bonitos
padrees e lodas as larguras, tesouras i mais finas
que he possivel encontrar-te e de lodas t qualida-
de*, meiase luvas de todas as qualidade, riquissi-
mas franjas brancas e de core* com borllas propria
para cortinados, e alm de ludo isto outrit mnilissi-
mas cous* ludo de bom goslo* e boa* qoalidades
que visla do muito barato preco nao deiiaro de
agradar aos Srs. compradores.
Vende-e pipas^ barris vazius e bar-
ricas internadas: a tratar com Manoel
Alve Guerra Jnior, na ra do Trapiche
n. 14.
Moinhos de vento *
ombombitderepuiopara regar horlas e baixa,
de capim, na fundicao de D. W. Bowm.in : na ra
do Brum ns. 6,8el0.
Venr'e-se cognac da melhor qualida le: ni ra I
da Cruz n. 10.
Riscado de listras de cores, proprio
para palitos, calcas efaqnetas, i
o covado.
Vende-se na ru do Crespo, loia da esque qae
volla para a cadeia.
Deposito de cal de Lisboa.
Na ra d Cadeia do Becife, leja n.50, caatina
a vender-^ebarri* com superior cal virgen dt) Lis-
boa, por preco commodo.
CORTES DE CASEIIRAS
DE CORES ESCURAS E CLARA? I000.
\ endem-e na roa do Crespo, loja da esatjiaa que
voll.i para a ra da Cadeia.
A boa foma
Ni ru do Queimado no qnalro cantos, leja da
mioJezas da boa fama n. 33, vendem-se ottegaintes
objectos pelo* preco* mencionado, e todo da mul-
lo boas qualidade*, a saber:
Duzia de lzooras para costura a 1)000
Dozia de penle* para alar cabellos 13500
Pecmxom ll viras de filalavrada sem dfei(el2O0
Pars de meias brancas para senhora
Pee* de fitas brancas de linho
Pees* de bico eslreito com 10 varas 560 a
Carleirinlus com 100ngolhs, sorlida*
Maco* de cordSo para veslido
Caixas com clchele batidos, francezes
Escovas finas para dente*
Pulceira* encarnadas para meninas esenhoras
I.inl brancas de nvelos n. 50, 60, 70 libra \
l.ibr )s de lindas de cores de novel)
Uroza de botOe pira carniza
Mea las de linhas tlnissimes para bordar
Meada* de linhas de peto |
Carrileis de linhas finas de 200 jardas
Croza de bolOes mnilo linos para c
Caitas eom 16 novellos de linhafde i
Duzi de dedaes paratenhora
Suspensorios, o par
Macinhos de grampas
Cerln de alfineles _^- J \ joo
Caizinhiscom lirinqn^apspara mininos V 320
Agojheiro mnilo boniloTSai agilhas
TttCidas para candieiro, 14
(Jtiiinlus cora agulhas frtnojjji
Bahadoalierlosdo linhobordajPTjiao,a 120e240
A.jni de fudo islo oulras moilissimis coasa* lado
de muilo boas qualidade., e qne se vende atami-
mo b i ralo nesla bem condecida loja da boa fama.
A boa fama
Vende-se p,ipel marfim paulado, a resma a
Papel de peso paulado muito superior, reten1
Dilo ilmarr, sem ser paulado mnilo totri
Pennas (inissimaa bico de lanc, gron
Dilaa muito' boas, sroza *
Caniveles fiko* de 2 e 3 folhas, a 210 e
Lapia finos enveruisados, duzia
Dilos sem ser envernisadoi, duzia '
Canelas de marfim moito bonitas
Capachos pintarlos para salat
Bencslaa de junco com bonitos caslet
coloiaje armacab ac, toda* as
Je dil
gradnacts
branco
e tartaruga
iipenores
i e collele
r800e /
43000
HJ600
w
ijaoo
640
400
120
80
.120
600
500
800
400
18000
500
00
100
1*080
Ditos ie ditos de _
Lunetas com arma$
Ditas le dila "
Carleira
Fivellaa rloorad-.,
Ksporas fina de metal,
Tranceln* prelo de borraSsa parareMgtet t00el60
linteiros e areeiros de porceTihaie par loo
Canas riquissimas paiarapa 640^r>pO 4X500
Carleira proprias para viagem %^v 3J5O0
loucidores de jaeprand com bom esperto TS000
Charileiras de diversas qoalidades
Meiaa de laia moito superior para padres 20x
Escoras finisiimas para cabellos e roapa, aavalhas
finsimas para barba, luvas de seda de lodas a co-
res, inean pinladas e croa de moito boas qoalida-
des, bengalas muilo finas, lima encarnad e siul
propr.. para riscar livaa. Alm df lado wlo oolras
muilissimas cousas turde muito boa qualidades
e qoe e vendem mais barato da qneem oulra qtal-
quer pule : na ra do Qleimade no quatro canloa
na bem condecida loja de miudezas da boa fama
n. Jo*
ESCRAVOS FGIDOS.
- Desappareceu no dia 27 do mee de agosto Dis-
tado,., prelo manoheiro, de nome Manoel. nX.-
cente .. Ir.polacSo do brigue nacionii 1 f".
------
aiM *aM*1
polacSo do brigue nacional*Aa/ro.TQual
lem os signacs seguinles: idade 50 S tantos anno,
bati, magro, roslo comprido, barbado. le.dojSjl-
r,?e'v u'i"* braD? : '"" PP'ehend.r, qnei-
ra leva-lo i roa da Cruz do Becife n. 3, e.criplorio
de Amorim IrmSos & Companhia, qoe ser Mai-
samenlu recompenado. H S"ero-
-.T.DeUp,lareceu no I' 22 do corrente a eterava
mniata Marianna, (levando oa filha de 6 mezo de
idade), de 2o annos. altura regular, chela do corpo,
cor avermelhada, andar desembarcado, persa* li-
nas, caliello grande meio caraplnhado e quasi eai-
pre em desnlinho, doas cicatriz* no peaeoco pro ne-
nenles de glandulat, e orna nu cosas proveniole
de um lumor; levoo vestido de chila enearaada
com ramagen* prela* : peda-se aa autoridad e ca-
piles de campo a apprebeoclo de dila escrava, e
leva-li a Passagem da Magdalena, casa de A. V. da
S. Barroca, ou ao seu escriptorio, na rna da Cadeia
do Becife, qoe serao fwieroaamente recompensado*.
Desappareceo no dia 17 da agosto correle
Selas 7 horas da noite, a prela Loorenca, 4e j,ae
5 a 40 annos, pouco mam no menos, com os tiaoae
segoinlu* : nm dedo da mo direila cachado, ma-
gra, lem marca* brancas nat doas pernas, le vea ca-
misa de algodaozioho, vestido de edita riia, pato
fino, e mais orna trooia de roopa : rosa-te a ledas
as autoridades policiaca oo eapitae* de campo qoe a
apprehrndam e levem i leo senhor Joao Leile d
Azevedo, na praca do Corpo Sanio a. 17, qoe aero
bem recompensado.
i
PfiRN.: rirp. DB M, F. DK FaRia. J8&5
vil ann



Full Text
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