Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00657


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Full Text

AMO XXXI. N. 206.
---
I'or 3 mezes adiantados 4,000.
For 3 mezes vencidos 4,500.
QINTA FEIRA 6 DE SETEMBRO DE 1855

Por aniio adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO DE PERNAMBUCO
EtlCARREGADOS DA SUBSCRIPTO'-
llecife, o proprielero M. F. de Faria ; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joao PereiraMarlios; Baha, o Sr. D-
lluprad; Macei, o Senhor Claudino Falcao Diis;
Farahiba o Senhor Gervazio Victor da Nativi-
dide ; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira Jnior;
Aracaly, oSr. Antonio deLemosliraga;Cear,u Sr.
Joaquim Jos deOliveira; MaranhJo o Sr. Joa-
quim Marques Rodrigues ; Piauhy, e Sr. Domingos
Herenlano Aekiles Pessoa Cearence; Para, oSr. Jus-
tino J. Ramos ; Amazonas, o Sr. Jeronymo da Costa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 1/2.
Paris, 355 rs. por f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
c Bio de Janeiro, 1 1/2 por 0/0 de rebate.
Acedes do banco 30 0/0 de premio.
> da companhia da Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettrae de 8 a 9 por 0/0.
Ouro.
Prata.
METAES.
Oncas hespanholas* . . 29)000
Hodas de 69400 velhas. 169000
de 69400 novas. . 109000
> de 48000. . 99000
Patacocs brasileiros. . . 1940
Pesos columnarios, . 1940
mexicanos. . . 19860
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias
Caruarn, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15
Villa-Bella, Boa-Vista, ExaeOuricury, a 13 e28]
Goianna e Parahiba, seguidas e sexlas-feiras
Victoria e Natal, as quintas-feiras
PREAMAR DE HOJE.
Prmeira 0 a 30 minutos da tarde
Segunda 0je54 minutos da manha
AUDIENCIAS.
'ribunal do Commercio, segundase quintas-feiras
Relajeo, terjas-feiras e sabbados
Fazenda, quartas e sabbados s 10 horas
uiz do commercio, segundas as 10 horas e as
quintas ao meio-dia.
luizo de orphos, segundas e quintas is 10 horas
1 vara do civel, segundas e sextas ao meio di
2* vaia do civel, quartas e sabbados ao meio dia
EPHEMER1DES.
Setemhro 3 Quarto minguante as 6 horas 3 mi-
utos e 49 segundos da manha.
11 La nova as 8 horas, 31 minutos e
49 segundos da manha.
19 QuartocrescenteasS horas, 20mi-
nutos e 14 segundos da manla.
25 La cheia a 7 horas 5 minutos e
35 segundos da larde.
DIAS DA SEMANA.
3 Segunda. S. Arislheo b. m. ; S.Aigulfo.
4 Ter$a. S. Rosa de Viterbo v. (. ; S. Rosala.
5 Quaria. S. Herculano m.; S. Arsenio m.
6 Quinta. S. Libania v.; S. Zacharias prof.
7 Sexta. S. Regina v. m. ; S.Pamphilob.
8 Sabbado. >5< Natividade da SS. V. Mai de D.
9 Domingo. l6.OSS. Nome de Mara; S.
Dorotheom. S. Gorgonio m. : S. Sergio p.
PAUTE >mCIiL.
GOMMANDO DAS ARMAS
Craartsi-ieoeral do NBwaM as arma* da
Puuaa.co su claa do Radia, m 5 da
ataaabra da 1K5S.
ORDEBI DO DIA N. 110.
O marechal da campo commandante din armas de-
termina, que no dia 7 do correte, anoiversario da
independencia e do imperio, o segundo batalhao de
infantaria, am grande uniforme e mi soa raaior fur-
ia, aleja ao meio dia em ponto postado era lintia
junto ao palacio da presidencia, dando a direita ao
edificio e prolongndole na direccao da anliga eo-
lia, afiro de solemnizar o cortejo qoe a nma hora
da Urde se lera de fazer a efligie de S. M. u Impe-
rador.
Os Srs. officiaes do ejercito averio comparecer
en palacio ao meio da, para assislirem a estr acto,
para o qoal sao convidados os Srs. officiaes ta ex-
mela segunda linda e reformados.
As msicas dos corpos tocarao o recolder nos dias
f/ 7, e no regresso aos seus respectivos qaarteis, e
lo palacio da presidencia Da occasiao do cortejo.
Jos Joaquim Coelho.
Conforme. Candido Leal Ferriira, ajudanle de
ordeos eocarregado do detalhe.
EXTERIOR.
6 de
V
\
f
I
r
t
*
VitcHTio de Lord John fussel na sessao de
julho da cmara don comnwnt.
Lord John Rasaell:Estimo que no momento em
que pede recebe r ama resposla, o honrado membro
Q. Gibson) Otease observajoes acerca do proce-
d ment do governo e do mea as conferencias de
Vieuua. Comtudo antes de tratar desle objecto eom
Inda a extenso, direi primeiro algomas palnvras a-
enrea da issercao do honrado membro, de qoe nos
km engaamos em todas as nossas predicroes, e que
o fim da guerra se ato conseguio.
Longe de nao terem os aeootecimentos da guerra
cerrespundide s nonas esperances, direi qne ainda
que o sitio de Sebastopol nao leve al agora o suc-
cisso com que contavamos, todavia o rev/ dos
Kiims* abrigados a levantar o cerco de Silistria, a
eraceacao dos principados do Danubio, a Russia
cunsentindo em renunciar para sempre aos tratados
etpeciaes que Ihe davam pretexto para se inlrometler
dos negocios da Turqua sao suecessos que excedem
miiilo o que eu imagiuava poder conseguir-se em
lio pouco lempo. Comtudo o honrado membro
pretende que nos tuppuoharaos que Cronsladt cahi-
ri t inmediatamente em nosso poder, e funda esta
assercao na declararan do primeiro Lord do Almi-
rs atado qoe disse nflo ler recebido noticia ofticial de
lal Tarto. (Riso.)
Nao poaso eomprehender que por urna lal deeli-
rarJto, elle possa diter que aos contavamos ver cahir
iainwdialamenle Cronsladt. Ainda mais, accrescenta
que oos filemos do restabeleclmenlo da Polonia e da
independencia da Hungra dous dos principaes ob-
jeclos da guaira. Nos nanea prometientes nem ft-
z< idos esperar o restabelecimenlo da Polonia, e jrd-
irnos sempre de accorrio com a declararlo de Lord
'almerslon, que sa Aaslra he que poda conseguir
esse objecto; e quando varios Polacos com os quaes
loado relacOes me fallam a tal respailo, declaro Ibes
francamente que, se a Austria se poe di nossa parle
a julga o restabelecimenlo da Polonia urna coosa
Mil, ate parece qne entilo ha esperanzas de o con-
seguir ; aaas nlo imaginis qne a lugllerra e a
Franca eroprclicnderao semelhanle larefa.
Naa lattao i Finnea tnntem %ttabelecer a Polonia, e se ellas o
nan tezem seria um grande crime offerecer urna es-
peranza sem resultado. Agora quanto a Hungra,
seria um enorme absurdo dizer que a independencia
hngara he um dos objectos da guerra, quando nos
estamos em Degociaces com a Austria, quando pro-
curamos a sna allianca, qaando entramos em confe-
rencia com ella, e quando celebramos com ella tra-
tados.
O governo de S. M. nunca leve lal pensamenlo.
O honrado membro diz qos he diflicil explicar a do-
mina da classe operaria u Gm da guerra,: porem a
verdade he que os operarios deste paiz comprob n-
dijim perfeitamente os objectos que ella lein em
vista. Sabem qoe be para impedir o engrandeci-
menlo da Hauia, e para conservar a inlegridade e a
iu lependencia da Turqua. Islo coraprehende-se
fcilmente c a grande massa do povo nunca se enga-
en a tal respailo.
Parseeu-me sempre que esta guerra nao deve lea
nicamente por fim um tratado entre as potencias
belligeranles, isla he, entre a Franca a (ira-Breta-
lilia e a Turqua de ama parle, e a Russia da oulra,
mas sim am tratado geral em que eutrem todas ai
potencias da Europa para garantir a conservando da
independencia e da inlegridade da Turqua.
ttiderada a qoesiao deste ponto de vista, jalgo
salta naturalmente aos odos como sendo da
muior importancia a eooparacio da Austria. Para
assegurar ama paz duravel, he necessario faier en-
trar a Austria, a Proasia e os estados allemaes em
una allianca geral quO-garanta a Turqua de qail-
quer ioraiao.
Depoisde ler exposlo eslas ideas geraes, passarei
agora a missao de qoe fui encarregado em Vienna.
Nlo tenho a fazer Austria aecusaco algama de
Ira: rao, como soppe o honrado membro, nem o go-
verno 13o pooco.
Ainda que tenho qne censurar, e censurar muilo
em eertos .pontos do seu proceder, nao julgo qne'
houvesse da sua parte perfidia e m f.
l'arece-rae que ella, cOmo potencia que nao eslava
em guerra, como potencia em paz com a Knssia
tialia o direito de dizer : Procuraremos achar
tima solaceo a essas difliculdades por meio dos qaatro
pontos que oos parecen necesarios para o reslabe-
lecimenla da^paz ; mas nao nos obligamos a este ou
aquello modo particular tendente a obler urna des-
tas garantios. Julgamos ter a lihrrdade de propor
oolro qaalquer, e se elle nlo parecer suflicienle, li-
milsr-aos-hemosnoicamente aquello que vs pro-
por des. o ;
O que posso dizer, conlnaa Lord John Kussetl,
he qne me parece qne o governo aostriacose en-
gapou, sappondo que o segando modo d solaceo era
Uo bem como o primeiro. Era varias entrevistas,
qne Uve com o conde Buol, efpoz e reproduzi as
objiisei a que davam lugar as propostas que elle
fazia. Enlre oulras umaeta qoe a Inglaterra a a
I' ranea podiam nao estar sempre dispostas a fazer
as despezas consideraveis que exiga urna esquadra
no Mar Negro, qoe poda considerar-te como am
contrapeso n esquadra da Russia.
Oulra objeccao era que asproposlas poram evi-
dentemente a Turqua em ama sitoacSo que a Tor-
eara lalvez a solicitar a proteccao* das duas poten-
cias, e enfraqueceria assim a sna posigan. A ter-
ceira*objecco que liz e que me parece ainda muilo
erave, he que se de urna parle deviam eslar no mar
Negro as esquadras franceza, ingleza e austraca, e
da oulra a esquadra russa, pareca haver ama espe-
cie de rivalidade no Bosphoro entre as diversas po-
tencias, a a ca a duracao da Turqua.
As discussoes conlinuaram, como a cmara vio
pelos documentos que o governo Ihe communicou.
Antes da miuha partido de Vienna fui informado
de que o conde Buol linha adoptado a opinio que
elle enuncia na sua circular, isto he, que era para
desejar que as tres potencias fizessem um tratado
mutuo de defeza a favor da Tnrqua, com o fim de
garantir a sua independencia e inlegridade.
Entendia-se que a Russia poderla ler parle neste
tratado, porque desta maneira baveria urna mais
for le garant. Parecen-me que a proposla conlinha
para o futuro urna garanta vantajosi para a Tur-
qua, e que se a respeito du adraiss3o dosnotsos
vasos de guerra conseguissemot o que desejavamos,
a Kussa longe de elevar a sua esquadra ao numero
que ella linha antes da guerra, lerin a prudencia de
jiao conservar mais embaraces do que hoje tem,
subslituindo-as naturalmente se ojulgasse conve-
niente.
Parecia-me que ella nao tentara ter urna grande
esquadra no mar Negro, porque estua persuadido
de que a opiniao que se tem do seu poder no Ori-
ente desappareceria, quando se soubesse que oulras
esquadra., e principalmente as da Franca e da Graa
Bretanha eslavara no mar Negro para servir de con-
trapeso sua potencia.
Por oulro lado a garanta dada contra as inva-
sdes da Rusta pelas nossas armas, garanta igual
ao obstculo opposlo s snas invasoes em 1828 e
1829, seria assegurada por am tratado geral e pela
certeza intima da parte da Rossia, de que ella nao
seria mais feliz tiestas tentativas do que ha dous an-
uos, qaando invadi duas provincias da Turqua.
Qualquer tentativa desta nalareza equivalera
cortamente a urna declaradlo de guerra contra to-
das as potencias da Europa. Por isso julgava eu
que anda que este plano de contrapeso era inferior
ao de limitacAu, cota ludo era um meio de termi-
nar a guerra com honra para as potencias alliadas e
nos leamos um futuro feliz de paz duravel.
Tal era a roinda opiniao. M. Ilibson perganla-
me se ainda pens assim ; respondo qoe tim ; he
anda hoje a minlia opiniao.
. Pareee-me que de urna parte ateondicoes eram
laes que nos assegoravam o concurso da Austria
em caso de guerra, e que da oulra ellas deviam
provavelmenle trazer urna paz qoe ainda que im-
popular, seria urna paz qoe dara segaran;* pira o
futuro.
Deve dizer que fazendo astas propostas, o go-
verno aentriaco declarou que estava prompto a con-
verle las em um ultimtum, islo he, que eslava
prompto- a propor ao governo de S. Pelersburno a
opcSo ou de a Hussia consentir no syslema de con-
trapeso de que ja fallei, ou de consentir em limitar
as suas forjas navaes no mar Negro ao numero de
vasos que etistissem na poca era que as propostas
fosiem aceitas. Por oulras palavras, tuppondo que
Vi '
a Russia nao'linba imis de 6 navios de linda ua-
quelle mar, consentira em celebrar com a Turqua
e cam aa potencias um tratada iu qoal se eslipu-
lasse qne ella nao levara a soa esqaadra cima
des*e numero.
Tendo ouvido declarar ao ministro da Russia por
varias vezes que elle nlo consentira em limitar o
numero de vasos da esquadra rossa, peosei que a
Russia rejeilaria esta proposla.
Quanto oulra proposla era ainda mais duvdo-
sa. Se a Russia rejeilatse urna da* propostas, o mi-
nistro austraco receberia ordem de sabir de S.
Petersbargo dentro de oito dias.
Oeva assiguar-se ama convenci militar com a
Franja, e os exerctos austracos deviam eoncen-
trar-se e pr-se em estado de oamecar a guerra ao
primeiro signal. (Bem.)
Nao se promellia fazer ama declaradlo de guer-
ra immediata, mas a rejeicao das duas propottas
devia ser proclamada caut bel. O mios-
tro austraco dizia qne se seguira urna guerra en-
lre a Austria e a Rosta, e nao duvido que esta
guerra rebentasse.
Ha talvez pontos em que a minha memoria est
em desaccordo com a do conde Buol, mas nao he-
tilo em dizer que esta circular.conlm urna rela-
rSo fiel do qoe eu flz em Vienna. Eu dise ao con-
de Buol que nao tinha inslrucces qoe me permit-
lissem adherir a eslas condlcoes. As muidas ins-
Iraecoet pelo contrarn, ditse-lhe eu, fazeni-rae
presumir que eslas condicOes nao satisfago o gabi-
nete iuglez.
Acresceutei todavia que segando a'minha opi-
niao particular ellas poderiam ser aceitas, e ped-
Ihe que assegurasse an imperador da Austria que eu
aubmetleria a qneatao ao meu gabinete, apresen-
lando as dilas condit;oes sob um tal aspecto qoe es-
pera va que ellas fossem aceiUs. E assim o fiz.
Dei conliecimento circunstanciado ao meu go-
verno das propostas de que eu era portador.
lleclarei que eram consideradas como formando
abase de urna convenco, e que lera duvida o mi-
nistro austraco nesta corle devia conhecer todos
os particulares dos artigos que eu proponba.
O gaMnele delberou. Tudo o que eu dizia foi
apreciado e opposlo lealmente s desvanlageut de
ama lal paz.
O governo acabou por decidir que as proposlas
nao continham as bases de nma paz solida e que
nao recommendava a snaadoprao. Muilo bem.)
t m honrado membro disse que soubara que o go-
verno francez estava disposlo a aceitar as proposlas,
porem que luida sido iudozido pelo governo da ra*
nha a rejeit-las.
M. Drouyn de Lhuys cerlamente representou ao
imperador dosKrancezes as vantagens deslas condic-
cOes, porem o imperador nao foi da sua opinio, a
tales de poder ler conhecmento das resolucoes do
gabinete inglez, decidio-y a mudar o seo ministro
e a rejetar at proposlas da Austria, porque dizia el-
le nio impundam t Kussa condicedet laes que olTe-
recestem garantas de paz sufflcientes. Os dous go-
verno* decidirn) pois que as propostas da Austria
deviam ser rejeitadas.
O governo austraco declarou estar prompto a fa-
zer ejecutar os quatro pontos. Elle nao julgava que
o lerceiro poni admillia urna so solucao; foi.de opi-
niao que o modo de solacAo, que elle linha pro-
proposlo aos governosde Franca e Inglaterra dava
ama garanta suflicienle.
Estava prompto a propo-lo Russia. mas como ot
dous novemos alliadoa o linham rejeilado nSo po-
da propo-lo, e nesse caso nao te julgava, segundo
os termos do tratado de 2 dezembro obrigado a fa-
zer a guerra Russia.
Sr. presidente, eu julgo qoe os termos deste Ira-
lado podem ser interpretados no sentido de qu* a
Austria he obrigadt a fazer a guerra. A cmara es-
tar Jembrada que a prmeira vez que se falln do
tratado neste recinto, eu combat a these geral de
que a Austria era obrigada a fazer a guerra em vir-
tude desle tratado ; declarei que elle obrgava so-
raenle a Austria a adoptar medidas para a toa ele-
cu cao.
Perguntam-me como eu concilio a continuarlo
das muidas funrcoes ministoriaesci.m a minha opiniao
pessoalacerca destasquestes. Primeiro, te eu livesse
sahido do ministerio por occasiao da decisilo adoptada
pelo governo sobre a proposla da Austria, fallara aos
meus deveres, porque esta decito n5o era da com-
petencia dos plenipotenciarios.
S aos governnt compela estatuir a este respelo.
Em segundo lugar as circumstancias nao me per-
milliam dar repentinamente a minha demissio. To-
do mundo sabe que desde o principio da sessio dou-
veram diversas raudanras.. Aqu o orador faz a his-
toria das modilicacoes que o gabinele soffreu desde
o principio da questao e rrcorda como a el< vacao de
ford Palmerston, prmeira posco official, da qual
era lao digno a todos os respeitos, levanto contra
elle os ataques mais violentos e esforcot para o der-
ribar. (Bem.)
Comprendido agora, Sr. presidente, que ueste es-
tado da opinio publica, qualquer que possa ser o
meu modo de ver a respeito de urna grande questao,
e esta he urna questao mu grande, era do meu dever
auxiliar|com ludasasmindasforraso meu nobreamgo,
e estou certo que se en livesse enlio abandonado o
posto que oceapo, apezar de Ihe ter promeltido a-
poia-lo, s faria augmentar a inslabilidade de qoe
fallei ; n minha sahida sera considerada como o
simptoma precursor de oulras mudancas.
Creio que ou se considere a nossa silnacao no
exterior, ou se examine a nossa posicao no interior,
he dever dos membros do gabinete ler sempre em
considerarlo o estado dos negocios, e lirar o possi-
vel partido das circumstancias; he dever da mino-
ra soflxer a influencia da maioria Das questoet n-
dividuaes, sujeitar-se a do gabinete em geral e dei-
xar a esta cmara o cuidado de dicidir se elle me-
rece a ronfianca para a direcrSu dos negocios p-
blicos. *
Julgo qoe o meu nobre amigo, e os que marcham
com elle sao tao capazes de operar essas mudancas
nos nossos negocios administrativos, de eSectoar as
reformas na direccao dos negocios pblicos, como
oulra qualquer reuniao de homeus que S. M. cha-
maste aos seus conselhos.
Julgo que pastado certo lempo esta convicio en-
trar no espirito publico. Julgo que qualquer mu-
denca que buuvesse seria nma grande desgraca ; se
houvesse alguma mudanca, a mo ser urna mudanca
total a favor dos borneis que tao oppostos ao gover-
no de S. M. Se a cmara er qne elles serao me-
Idores depositarios Jo poder, elles podem estar eer-
tos de achar em nos todos o apoio necessario para o
cun primen lo dos seus deveres.
Nao quero dizer qpe estes negocios (importantes
como sao, pudendo ter resultados tao consideraveis,
repensando na policio que a Inglaterra -iccupa no
mondo, apoiando-se no seu destino no interior, e
na conservacao das suas iustuic.des,' nHo foram pa-
ra mim objecto de numerosas e peniveis reflexes.
Tanto quanto at miulias luzes o permiltiam, lomei o
melhor partido que poda tomar. Podem contestar-
me este modo de ver ; podem dizer que eu Irahi os
iiiteresscs do meu paiz, quando disse ao conde Buol
que eslava prompto a consentir neslas proposlas, nao
oflcialmenle, roas para atrecommendar ao governo.
Podem dizer que depois de ler dado assim o meu
concurso, devia ler persistido al ao fim, e relirar-
fessionaet acham-se em divergencia a respeito da na-
tureza da molestia, o que poderei dizer eu que na-
da enlendo de medicina? Todavia, senhores, acho
conveniente que te lomem ttdas as medidas sanita-
rias, comanlo que nao tejan vexaloriat. Keceio
muito que o lal enthusiatmo medico nao nos venda
ser mais falal do que ot estragos da propria cholera-
morbus.
Mas, Sr. presiJente, disteam-me que nma das'
medidas que a junta de hyhiene publica acaba de
tomar, e foi approvada pelo Sr. ministro do impe-
rio, consiste em mandar-se porta de qaalquer doen-
te, e que se saspeitar que he de cholera-morbus,
urna padiola afim de leva-hipara o*hospilal da ilha
de Marica islo he, que todo o doente a respeito do
qual houver desconfianca de chplera-morbus seja ar-
rancado de sua familia e atsassintdo.
Ora, ponha cada um dos Srs. senadores o caso em
i ; tupponham que achando-se djente sua esposa,
seu pai, sua mai, cu irmo, seu filho ou sua filha,
a vm arrancada de casa, medida em urna padiola,
para ser conduzida a bordo de urna embarcajao que
a tem de levar ao Laiarelo. Oh! mea Dos 1 he
preciso que urna voz se levante e falle contra seiie-
lliante barbardade. Por ventura nao dizem os pro-
fessiooaea, nao diz o proprio Sr. presidente da hy-
giene publica, que o terror, o medo, a raiva predis-
poem o corpo para o desenvolvimento desea roules-
iia ? e como se arranca o infeliz doente do sch de
sua familia para ser assassinado n bordo de urna em-
barcarlo, pols tanto importa essa medida / e como
fcarao essas familias? por ventura nao importa isso
o aosmenlar a consternadlo ?
O Sr. presidente da junta de hygieae publica re-
commenda que lie preciso nao aterrar a populacho,
porque o terror predispe, detenvolve essa molestia;
como he que se toma semelhanle medida !
Senhotes, a questao de arraucar um enferme de
sua familia he de vida ou de raorle : pas bem, con-
ven) que nos defendamos com a vida ou com a mor-
ir. Meu irmAo lera estado estes dias dpeule,leliz-
P0LHETIZ.
TOLLA FERLD1.C*)
For Eaniando Abont.
mente ji est melhor, e eu occulttva com medtque
nao fosse a minha porta a ttl padiola. Todavia,
declaro que se la maudasseni a padiola eo hatia de
trancar a minha porta, e resistir quanto pudc-se e
por lodos os meius.
O Sr. D. Uanoel:Tainbem eu ; l nao te val
assim.
O Sr. Dantas :He precito que o governo mo-
dere esse enthusiasmo ; lambem no Para liouve seu
enlhusiasmo. Recordo-me de que om medico di-
zia em um ollicio: Tenbo a salisfaco de comino.
nicara V. Exc. que fui eu que descobri o cholera-
morbus a Que Ihe faca bom proveilo! (/risada.)
Perianto, Sr. presidente, nao digo que nao te lo-
mem as necessariaa medidas de salubridade publica,
mas nao se chegue ao ponto de arrancar as passoas
do seio de suas faAiilias.
O Sr. Jobim:O nobre senador osl fazendo cas-
lellos no ar.
O Sr. Prndenle :Altencflo!
O Sr. Dantas :Semelhanle medida s pode agra-
dar aos maridos que se quizerem ver livresdas ma-
nieres, e s mulheres que se quizerem descartar de
eos maridos; esses transportes deram cansa a hor
renda carnificina no lempo da febre amarell.
O Sr. Jobim :Esi fazendo castellos no ar.
O Sr. Dantas:Sr. presidente, esgole-se o, tdo-
souro publico, eilabeleca-se juntas medicas em tudas
as esquinas, satisfarn! se lodos esses prejuizot, la-
zaretos, quareutenaa, emfira venha ludo, mas nao
chesue o enlhusiasmo ao ponto de tamanda desdu-
mauidade ; a questao he de vida ou de morle.
Felizmente acha-se presente o Sr. ministro da
guerra ; nao farei mais o requerimenln. S. Exc.
pode ler a bondade da advogar a causa desle <.ovo
peranteoseu cortesa o Sr. ministro do Vviperio,
expondn-lhe as persegui<6es de qoe estamos amea-
cados.
O governo consulte os mdicos, mas faca como na
Inglaterra e na franca onde a junta de hygiene
nlo he capaz de por em exerucAo nenhuma medida
sem qne seja autorisada e bem pensada pelo go-
verno.
O Sr. Marque: de Carias:Quaes foram os ca-
sos de cholera qoe teem apparecido!
O Sr. Dantas :Agradeco o aparte que V. Etc.
acaba de dar. Dizem que um cadete adoecra, eque
foram participar logo ao commandante das armas
me rio postoque oceopo, logo que estas prop<)sUs|a"^r8d^.hulcr-niorbusi: dizem que a jadila a
foram rejeitadas. Posso ser balido em ambos estes
pontos, e nao tenho motivo algum para me queixar
da censura qne ihe he inflingida. O que posso di-
zer he, que expuz francamente a cmara o meu pro-
ceder e os motivos que me dirigiram, deixo cmara
o cuidado de os j ti I gar.
{Peridico dos Pobres no Porto-)
IRTERIOR.
BIQ DE JANEIRO.
SENADO.
Da de .aotto da 1855.
Lida e approvada a acia da sessAo antecedente foi
approvada.
O Sr. Dantos :Peco Hcenca ao senado para
mandsr um requerimento mesa, trabalho do qual
en me dispensara se etlivetse prsenle o Sr. presi-
dente do conselho.
Peco lcenca ao senado, porque a materia nao he
agradavel; cerlamente en nao devia fallar nesta ca-
sa de um objecto que pode augmentar o susto, em
minha opiniao bem infundado. Mas, tendo sido
dontem informado por alguna dos meus collegas do
que se vai patsando nesla cidade, fiquei bastante-
mente impretsionado, e ainda mais fiquei vista do
qne acabo da ler nesle momento no Comi Mer-
cantil.
Sr. presidente, appareceram nesla cidade alguns
poucot casos de orna molestia qoe nao est bem clas-
sificada. Dizem algunt mdicos que he cholera-mor-
bus ; dizem nulros que he o lypho; e lem-se feilo
um lal alarido, que basta ama indigestao, ou qual-
quer indisposicao, para se classilicar em cholera-
morbus. Islo tero dado lugar a um enlhusiasmo ex-
traordinario na medicina, como acaba de dizer o
Sr. presidente da junta de hygiene publica n'uma
proclamarlo (riso) ou relalorie qqe appareceu hoje
no Correto Mercantil, a qual cortamente deve cau-
sar grande tristeza e grande perturbarlo aos habitan-
tes desta cidade.
Mas, senhores, seja ou nao seja cholera-morbus,
nio entro nesla questao, porque te os homent pro-
ja em caminho,raas pouco depois o cadete tomou sua
farda e apresenlou-se no commaodanle das armas.
Tambera dizem qoe adoecendo monsenhor Silveira
de orna indigestan, Ihe fura a padiola a' porta.
O Sr. Jobim .liso he falto, uo tem fundamen-
to nenliiim.
OSr. Dantas:Algumas meninas (lenles dore-
rolhiment foram classificadat logo de cholencas;
felizmente comparecen o Sr. Dr. ValladSo e decla-
rou que lal molestia nao era a cholera, e outros ca-
sos se deram lambem.
O Sr. Presidente :O Sr. senador nao manda ne-
nhum requerimento.
O Sr. Dantas:Basta que seja publicado o que
acabo de dizer, e qoe chegue ao conhecmento do
governo o quanto tenho dito.
ORDEM DO DIA.
Continuou a 3> discatsao, adiada pela hora na ul-
tima sessao do projecto do senado II de 18i8 sobre
eleii.es, com at emendas P do uiesmo anno, appro-
vadas na 2>diacussao, com o parecer E desle anno,
das commisses de cotislituirao e legislarlo, votos
separados e emendas offerecidas pelas sobredilis
commissoes, voto separado dos Srs. Pntenla Bueno
e visconde de Sapucahy, e emendas dos Srs. mar-
que/ do Paran e Vergueiro.
Dada a hora tica adiada a discusso. O Sr. presi-
dente d^para ordem do dia a mesma de hoje c le
vanla a sessao.
A
vi
(ContfnuacSo.)
Querida seohora, diste am da a viava Fra-
lel' eonega de Cerleux, s falla-se em Roma do
espirito de am ten compatriota, monsignor... mon-
tigior... Ah! esqueci-me do nome. O monsignor
uii impedio o principo Coromila de casar mal em
'anata...
Monsignor Rooqnette 7
Precisamente, iyk osignor de Roaqdtlla. A se-
nhora qoe recebe em sua casa a flor da nobreza ro-
mana, diga-me se monsignor de Rouquetlo tem tan-
to espirito como o publico apregoa ?
Ainda nao conversn eom elle?
Nanea fallei-lhe, e note qne morro de desejo.
Se ver a bondadn de ir lomar cha esla noile
eoingo, en Ihe apresentare monsignor Rouquelte
enlre a primera e a segunda chavena.
Ah / a seohora he minha boa estrella. Nadina
e i u importunamos o co ha quinze dias, para que
el .e nos envi monsignor de Rouquelte.
lato prova, mioba mal, accretcenlon Nadina
cam om arzinho devoto, que para alcncennos de
Dioso que desejamot, devenios recorrer a interven-
go dos sanios.
Qaando Houquetle f chou-te diante da vinva, ade-
vi.lmu desde as prmnirat palavras urna ajudanle
interessada e compronielledora ; resolveo divertir-
se servir-se della.
A viuva jolgou ser muilo hbil comec.ando por fe-
lic.ta-lo pela cura maravilboea que li/.era no irmao
de l.ello : do primognito ao mais moro a transi-
r i era fcil; mas Kcuqnette defenden-se enrgica-
mente contra os elogios.
Nao fui eu que cure o filho primognito do
pi incipe Coromila; a honra toda da cura perlence a
Dos e i boa ndole do doente. A familia Coromila
nao morrera pelos mos casamenlos.
Ah I monsignor IranqnUia-me. Corra a voz
de que o principe l.ell) eslava em grandn perigo.
Atievero-lhe que elle est melhor do que
latiguero. (
(*) Vida Diario D.205.
O ir dos jardins Feraldi he perigoso de noile,
e os pobres coracoet ah apanham febres.
Dos fez o hornero mais robusto do qne a mu-
Jher, e acontece que aqaelle dea sadio qaando esla
adoece.
A igreja tem razao de prohibir os jnlzos teme-
rarios. O homem he tao prompto em acensar o pr-
ximo Tenho ouvido fallar de juramentos trocados,
de prometaos de casamento, de aunis mettidot no
dedo, de retratos dados e recebidos, emquanto ape-
na, houve alguns beijos.
O mundo he anda peior do qne a seohora
pense. Chega a inventar historazinhas de casamen-
los secretos.
Deverat?
De ptsseio nocturno em particular,
A pe?
Melhor, senhora, em carraagem.
En nao linht ouvido contar tal eonsa I
Ouvio fallar de um pai e de urna mai cmpli-
ces de om casamento clandestino, e forcados a oc-
cuitar a gravidez da filha?
Dizem isso?
Mulat vezes, senhora, Uo mtlinsuas ha nes-
te mundo Mas a gente sensata nao faz caso dessas
calumnias.
Nao as desprezarei. disse comsigo a viuva.'
Ella as aproveilara, diste Kouquetle comsigo.
A eonega veio lomar parte na conversarlo, e
pergunlou a Rouquelte:
O aenhoret tallavam de casamento?
Ah! minha amiga, de que se fallara em um
Eaiz onde o amor e por cooaeguinte o casamento,
a o nico interesse da vida depois da salvacao?
Ouvi dizer que sen eompaoheiro de viagem es-'
JJjJiara casar com a filha de om lord catholico?
Assim he de esperar. Se as negocia;oes forera
bem succedidas, o'casamento ser celebrado em Lon-
dres no mez de maio.
He tambera em Londres, pergonlou a eonega
sorriDdo, que monsignor pretende casar l.ello?
Qaem sabe?... Cerlamente, se eslivesse em
seu lugar, eu procurara mulher por toda a parle,
menos em Roma.
Porque? Pode fallar aOoulameule; todos os
Romanos retiraram-se, e nem a senhora vinva nem
eu iremos denuncia-lo.
Oh! senhora, nada tenho contra os Romanos
nem contra as Romanas; porm a meus olhot Roma
he o paiz em qoe os hnment casados lera meos fu-
turo. Em Pars, em Pelursburgo e em Londres o ho-
mem casando adquire um exercilo de protectores,
de amigos e de partidarios, que empenham-te por
contrato e eleva-lo; em Roma elle gauha urna mu-
lher a nada mais. Ha casamentos que dio em Fran-
CARIARA DOS SRS. DEPUTADOS.
Sessao' do da 17 de julho de 1855.
I.f'-se e approva-se a acia da sessao antecedente.
O Sr. primeiro secretario d coala do seguinle ex-
pediente :
Ira ollicio do Sr.ministro do imperio,enviando co-
pia do do presidente da provincia deGoyaz versando
sobre os limites da projectada provincia do Paraca-
l.A'commistao de estatistica.
Do Sr. miuislro da marinha, dandoas informarOes
que por esta cmara foram requisitadas acerca do
requerimento em que Dionisio de Azevedo Pecanha
pede ser aposentado no logar de oflicial-maior da
secretaria a seu cargo. A quem fez a reqnisi-
C.ao.
Um requerimento da adminislraco dos estabele-
cimentos de raridade da cidade do Recite, provincia
de Pernambuco, pedindo aulorisarao para possuir
hen- de raz.A' commissao de fazenda.
De Pedro Jos Baptista de Qoelhas, pedindo urna
peusao.A' commissao de pensiles e ordenados.
Approva-se a resoluco que autorsa o governo a
admillir a fazer acto do 3 anno da Faculdade de
Direito de S. Paulo o estudante Antonio Joaquim de
Siqutira e Silva.
ORDEM DO DIA.
Orramento dos negocios estrangeiros.
Continua a discassao do o reamen tu da despeza do
ministerio dos negocios estrangeiros.
O Sr. Prannos (ministro dos negocios estrangei-
ros) respondendo ao Sr. Ferraz diz :
S. Exc. comenou por chamar a alinelo do gover-
no para a noticia publicada em alguns jurnaes desta
corle segando a qual um subdito brasileiro de nome
Luciano da Cosa fura fuzilado no deparrameuto do
Serr Largo, do Estado Oriental do Uruguay, por
ordem do respectivo chefe poltico. ,
A' prmeira noticiada morle deste'subdito bra-
sileiro, dada pelos jornaes desta curte, o meu Ilus-
tre antecessor olliciuu ao presidente da provineia de
S. Pedro do Rio Grande do Sol, recommendando-
Ihe que mandaste tyndicar do facto e que transmit-
iese com urgencia as informofOes que pudesse co-
Iher ; dirigi lambem um despacho legacao impe-
rial em Monlevido, fazendo-lhe a mesma recura
mcudacao, e ordenando-lhe que se enlendesse com
o governo oriental e reclamasse conforme fosse de di-
reito.
A legaca imperial em Montevideo responden que
o governo da repblica nio linha conhecmento do
faci, assim como ella lambem nio havia recebido
noticia alguma anles do despacho do governo im-
perial, que litera as solicilaces convenientes, e da-
ra cumprimenlo ordem do governo imperial,
como era de seu dever, eeu accresceolarei, como he.
proprio dtelo do actual ministro do Brasil em Mon-
tevideo.
O governo imperial nlo recebeu ainda nenhuma
oulra communicacao ofllcial sobre este faci. Len-
du a noticia circumstauciada da pouco publicada
nesla corle, e a que te referi o nobre depiilado,
immediatamente transmillio-a ao conhecmento da
legarao imperial, reileraudo o despacho anterior.
Pergunlou o nobre deputado em que termos te
acha o emprestimo feilo pelo imperio ao general
Urquiza em virlude do convenio de 21 de novem-
bro de 1851.
He verdade que pelo arl, 7 desse convenio, como
disse o noure depotado, o general Urqniza. se obri-
gou a obler do governo que succedese immediata-
menle au governo do general Rosas oreconhecimen-
t do emprestimo do Brasil como divida da Confe-
deracao Argenline, e que estcluasse promplamen-
te o seu pagamqplo com O Juro de 6 por cento ao
anno. Nao coaifa ao goverao imperial que o Sr.
general Urquiza submelteste para esse fim appro-
vacao do congresso legislativo da Confederacao Ar-
gentina o emprestimo que Ihe fez o imperio para
auxilia-lo mis despezas do exercito argentino que
operou contra o dictador Rusas. Mas nesse mesmo
artigo do convenio de 21 de novembro de 1851 foi
estipulado que, no caso nao prevavel de se nao ob-
ler aquelle reconhecimenlu, a divida do imperio li-
caria a cargo dos Estados de Enlre-Rtos e de Cor-
rientes, e qua para garautia do pagameolo com os
juros estipulado., os respectivos goveroadores desde
logo hypothecariam as rendase os terrenos de pro-
priedade publica dot mesmos Ettadot. Portento o
emprestimo frito pelo imperio ao Sr. general Ur-
quiza est sullicieiilcmenle garantido por eslae es-
lipulagoes a que me retiro. O goveruo imperial
aluda nao julgou conveniente reclamar o sea-paga
meuto.
A reclamacao de alguns subditos brasileiros pelo
apresamenlo quesoflrerain a bordo dos brigues On-
tario e Pldt, perlencenles ao commercio dos Esta-
dos-Unidos, he de dala de 1827, em qne este facto
leve lugar. Por varias vezes a cmara dos Srs.de-
pulados, tendo de resolver sobre requerimento das
ioleressados, pedio inlorinaees ao governo, infor-
madles que Ihe foram subministradas.
A commissao de diplomacia desta cmara em 1817,
sendo relator o Sr. Antonio Paulino Limpo de Abreu
hoje visconde de Abael, deu am parecer sobre esse
negocio, indeferindo a pretcnco dos sopplicantes.
He pois una negocio esle que se acha affecto deci-
to da enmara dos depatados, e a respeito do qual
o governo j deu iufurmaeoes muilo circumslan-
cUdas.
Os brigues Ontario o Planl dirgiam-se em 1827,
quando o imperio te achava em guerra com as pro-
vincias unidas do Rio da Prala, do porto da Baha
para o porto do Rio de Janeiro ; foram acommetti-
dos por dous corsarios com bandeira argentina, e a
propriedade dos passageirosbrasileiros.ontre os quaes
se achavam alguns senadores e deputado-, foi ap-
prehendida como propriedade inimiga.
Houve fortes suspeitas de que os commandanles
desses brigues estavam de inlelligencia com os apre-
sadores e foram com elles conniventes ; mts um
processo summario que se ioslaurou pela audito-
ria geral da marinha a respeito do commandante do
brigue Ontario nao confirmou essas suspeitas, islo
he, nao appareceram pro vas sufOcentes.
Os interessados recorreram ao governo imperial,
allegande que, seguindo os Estados-Unidos o prin-
cipio de que a baudeira cobre a carga, o governo
imperial podia reclamar ao goveroo de Washington
que obtivesse urna indemoisacao do governo argen-
tino por esses apresamentos feilos a bordo de navios
perlencenles aos Estados-Unidos.
A legaco dos Estados-Unidos nesla corle, bem
como depois o governo de Washington, respondeu
que os Eslados-f nidos n3o estavam abrigados a fa-
zer semelhanle reclamacao ao governo argentino,
porquanlo o principio de que a bandeira cobre a
carga nao he am principio de direito publico uni-
versal, he um principio de direito convencional, que
para ler applicacao ao caso de que se tratava fura
preciso que eslivesse estipulado enlre os Estados-
Unidos e a Repblica Argentina, e que por sua
parte o Brasil igualmente o adoptasse. Todavia pro-
metleu o governo de Washington que dara ordem
ao sea representante em Baenos-Ayres para apoiar
as reclamares da legarao imperial.
A legarao imperial em Buenos-Ayres reclamou
do governo argentino a inderanisaco correspon-
dente a esses apresamenlos pralicados a bordo de
navios que eslavam cobertos com a bandeira dos Es-
tados-Unidos, mas snas reclamacoes nao foram at-
tendidat. O governo argentino responden quepri-
meiramenle naose provava que os corsarios fjssem
argentinos, nao se mencionaram seus nomes. que
poderiam mesmo ser piratas ; em segundo lugar,
qne reconhecida a obrigacao de indemnisar, nao ao
Brasil, mas sjm ao Estados-Luidos compela .-ecla-
mar a intlemnisaeao ; em lerceiro lagar, qu; nao
estava sufllclentemente provada a imprtanos des
valores cuja iudemnisacao era reclamada.
*A instancias da legaco imperial em Buenoi-Ay-
res declarou o governo argentino que, estando para
enviar um agente diplomtico a corte do Rio ce Ja-
neiro, Ihe dara ordem para se entender com "go-
verno imperial e por termo a essa quettlo. Assim
transferida de Buenos-Ayres para esla corte a re-
clamacao de que se trata, nao leve ella teguimento,
pelas circumslancias que sohrevieram as relardes
de imperio com a Repblica Argentina, circums-
tancias que sao bem condecidas da cmara e do
pnis.
Nesles termos pois ficon a reclamacao relativa aos
apresamenlos feilos a bordo dos brigues Ontario e
Plant, pelo qne diz respeito ao governo ; ette ne-
gocio porm, como j disse, se acha affecto acama- *vor daqoella repblica.
O Sr. Ges Sigueira d nm aparte qoe nlo ou-
vimot.
O Sr. Brandao: ... seja-me porm permittido
pergonlar-lhe : o qoe tendea pretendido colher des-
ses sacrificios feilos pelo imperio em delrimeoto dot
seas mais vitaet inlerestes ? A paz ? A amizade du-
radoura e sincera dos Orientaos ? Veremos.
S. Exc. nos assegura que ha hoje no Uruguay ama
perfeita entente cordial com os Brasileiros. Assegu-
ra-nos mait que a anliga rivalidade qne existia entre
as duas rafas hespanhola e portugoeza desappare-
cers, e que nada mais temos a receiar daquelle po-
vo, porque est nos seos iuleresses ser nosso amigo.
Mas, senhores, o nobre ministro ou nao lem lido
ou tinge ignorar o que dizem os jornaes a respeito
dos rumores que se lem levantado na fronleira da
Banda Oriental. Tambera parece qae S. Exc. nao
te den au trabalho de indagar o qae acontecer em
Montevideo quando desembarcara a forca braiileira
que vollava do Paraguay, porque te o livesse feilo
nulriria as mrsmasapprehenfoes qae eu lenHb a res-
peito dos grandes sacrificios fritos pelo Brasil em fa-
ca a cruz e am lugar de prefeilo, na Inglaterra a
depulaelo, na Russia...
Na Russia, accrescenlou a viuva vivamente,
orna chave de chanceller, a nobreza de segunda clas-
se, cruzes, peusoes, empregos, o favor, a riqueza,
lude,
Bem veem, senhoras, que Roma he o patrimo-
nio dos celibatrios, e que os casados devem procu-
rar fortuna em oulra parte.
A Franca, disse a viuva, he nma nacao sem
futuro. Osseodores de 1830 translornaram ludo. O
que he um deputado? Um homem que nem tem
uniforme 1 Falla-se dos paret de Franca: lem elles
ao menos o direito de espancar os servos? A aristo-
cracia decahio muilo depois da suppretsao do direito
de primogentora.
Esse direito conservou-se na Inglalejra. A In-
glaterra jinda he boa.
Sim; mas qnantas familias catholicas acham-
se na nobreza ingleza? Sao contadas, meu-charo.
Monsignor leve a felicidade de descubrir urna bella
noiva na flor do reino, tem razao de sobra para nao
procurar l oulra.
Resta entao a Russia. Infelizmente ella be (cis-
mtica.
Scismalica, monsignor ? A Russia nao he scis-
matica ; nanea ninguem disse que a Rusta era scis-
malica. Ha scismalicos na Russia; mas muilo me-
aos do que pensa-se. A Polonia toda, por exemplo,
nao he calholica ? O imperador he o mais tolerante
dos homens, he o pai de todos os seus vassallos :
nunca foi acensado de favorecer os scismalicos. Se
a seohora minha filha chegar amanhaa Russia,
qur com a mai. qur com d marido, ser menos
bem receida' na corte por ser calholica? Diga, se-
nhora eonega, te o marquez ten irmao vio-te obri-
gado a fazer-se scismalico para chegar s primeiras
dignidades do imperio?
Contaram-rae, tornou Rouquelte modestamen-
te, que na Russia as raparigas recebiam tmente a
decima-qaarta parle da herancados pais.
Distingamos, meu charo: Com efleito, her-
dam smenle a decma-quarla parte aquellas que
lem irmaos; mas as tildas nicas, bem como Nadina
e lanas outras. nao repnrtem com ninguem os bens
dos pais.
para tomarem nma rapariga sem dol.
Bem I monsignor he um homem antigo, nao
tem a mana ridicula dos homent de hoje I Nao co-
ntieno nada que impaciente tanto como esla pergun-
ta : k Que tem ella? Ah I charos senhores, mi-
nha filha tem o que tem; lomai-a pelo seu valor ou
enlao eu a guardarei. No dia seguinle ao do casa-
mento direi se ella nada lem, ou se lem dezmilhOes.
ra dos Srs. depulados, deve existir esse parecer que
foi dado em 1847 pelo meu Ilustrado antecessor
como relator da commissao de diplomacia desta c-
mara.
Devo aqui confirmar o que disse o nobre deputado
pela Baha. O nobre deputado, na vespera oa an-
te-vespera de ser dada para a ordem do dia a dis-
cusso do orramento do ministerio dot negocios es-
Irangeirat teve a bondade e deferencia de prevenir-
me quesjrelendia fallar oo emprestimo frito ao ge-
neral Urqniza, as reclamacoes de que acabo de tra-
tar, e na conservacao da diviso brasileira em Mon-
tevideo. Confirmo o que disse o nobre deputado, e
agradeco esle seu favor.
E conclue o seu discurso dando outros esclareci-
mentot e explicacues exigidas pelo mesmo deputado
qae o havia provocado.
O Sr. Brandao : Sr. presidente, he aj"te|(un-
da vez qoe dorante a prsenle sessao do corpo
legislativo me ha sido permittido fallar sobre a
marcha do governo, mas infelizmente acoi lece
caber-mp a palavra em urna hora em qae pou-
co posso prender a altencao da cmara, por
itso mesmo que o lempo j vai muilo adiantado. Eu-
trelanto procurarei ser breve, resomindo asabterva-
ces que tenho de fazer a respeito dos objectos que
correm pelo ministerio dos negocios estrangeiros, e
inslituindo um ligeiro exame sobre .os actos desse
mesmo ministerio.
As lerplicacoes que o nobre ministro que dirige
aquella repartirlo acaba de dar em resposla ao hon-
rado depotado pela provincia da Babia,' pdenlo sa-
tisfazer a S. Exc, aos seus amigos, quelles qae em
saa pessoa depositam plena confianca ; poderlo nes-
rao firmar na consciencia delles a convieco de que
os nossos nogocios exteriores correm excellentemen-
te, vio a mil maravildas ; mas na consciencia de
am hornera que oda allenlamente para as cousas do
seu paiz, qne desoja a facilidade da sua patria, qae
acnmpanda a marcha dos negocios pblicos, laes ex-
plicacues nao podem ler valor algum. Pela minha
parle declaro que ellas me nao salisfazem, e no cor-
rer do mea discurso exhibirci as duvidas que tenho
contra o que S. Exc. acabou de expender.
Pergunto en ao nobre ministro dos negocios es-
trangeiros : est S. Exc. resolvido a seguir na poli-
tica externa os mesmos principios que o governo lem
adoptado na poltica interna ? Est no acenrdo de
continuar uessa poltica de osciliacoes, de eshanja-
mentos, de errot e de abcrraees, que lem assigoa-
lado o gabinete aetnal ? Est no proposito de nao
abandonar essa politice fatal, que tem feilo com qua
os cofres do Brasil tentta'm sido poslos disposicao
das repablicas.do Pralfl. ero detrimento da nossa io-
dattria, da nosst agricultura ?
Urna to: :Ao contrario.
O Sr. Brandao: Ao contrario Eft Ibe pro-
vtrei o que acabo de dizer...
O Sr. Paula Baptista e alguns outros Srs. di-
putados :Nao faca caso, continu.
O Sr. Brandao :... ou estar S. Exc. na reo-
lue.'io de fazer com que o imperio do Brasil, pr-
meira potencia da America Meridional, se colloque
na silnacao respeitavel a que lera direito oelo seo
poder, e pelos diversos favores que a natureza con-
cedeu-lhe ? Se o nobre ministro pretende conti-
nuar, como parece, na mesma poltica externa segui-
da por sea antecessor, e modelada pela poltica in-
terior, afiaoco-lhe que a sita, administrarlo ha de
necessariamente ser desastrosa e fatal ao paiz.
O Sr. Get Sigueira : Nao apoiado.
O Sr. Brandao : Sr. presidente, quelles qae
esludam a polilca, e que sinceramente te interes-
sam pela prosperidade e grandeza desle paiz, rei-o-
nhecem que a situarlo delle he ventajosa e imper-
lanlissima em relelo a essas populaeoes qae o ro-
deara, e que oceupando pequeas reas eunslituem
pequeas repblicas sempreenfraquecdas pela guer-
ra civil ; uo entretanto, sendo islo assim. possuindo
nos ama popularlo coiisideravelmente superior |a
dessas pequeas repblicas, tendo lanos meios de
aceao, tantos estadistas, dispondo de taolos retaros,
o que havemos feilo ? O que lomos conseguido d il-
las a bem.de nossas justas e legitimas reclamacoes?
Quaes os resultados das negociables enceladas, e lias
misses dos nossos diplmalas, dessas nomeacSet que
tantas despezas nos tem acanelado ? Creio qoe o ro-
bre ministro dos negocios estrangeiros, bem como
todos quelles que o sustentara, nao poderao diier
que havemos conseguido resultados gloriosos. .Apvi-
ados.j
Senhores, leaos quetlOes de limites ao Norte, to
Oeste e ao Suido mpeYio.e nenhuma dessas queslfes
fui al hoje satisfactoriamente resol vida, ao passo que
o governo tem despendidosommas consideraveis. lia
4 ou annos que se estabolaram negociacOes sobre
esses limites ; ao Noria hovaeram projeclos de Ira-
lados, e at esla data nem o nobre ministro dos n
gociosestrangeiros, nem osea antecessor nos deram
conla do resultado de laes tratados. Talvez que no
futuro leudamos serios embaracos por falta delles ;
e entrelanto nao once seoo elogiar-se o tlenlo, a
capacidade, nao s de S. Exc. como de sen anl-
catsor! !...
O Sr. Figueira de Mello : Esse alada agora
principia.
O Sr. Brandao : O qae he certo, porm, Sr.
presidente, he que um qulro resultado appareceu, e
foi desviarem-se dos cofres do imperio doos* milhea
de palacoes para a Binda Oriental,a titnlo de subsi-
dios, no que muita parle teve o nobre ministro que
hoje dirige at nossas relacOes externas...
A essa cifra de dez milhes, Rouquelte tomou am
ar tflo respeitoso que a viuva persuadile de que
engolira a pilula.
Decidamente, senhora,' disse elle terminando,
creio que se eo chamasie-me Manoel Coromila,
procurara minha mulher na Russia. Por minha in-
felicidade sou apenas um bom conselheiro.
Elle vai aconselhar a l.ello! ditse comsigo a
viuva ebria de esperanca.
Ella corre a perder os Feraldi, disse comsigo
Rouquelte veodo-a sabir.
Oito dias depois s fallava-se do casamento te-
erelo de Lello e de Tolla. Citavamse o dia, a hora,
a capella, o sacerdote e as lestemuohas. Essas par-
ticularidades inquietadoras commoveram o irmao de
Manoel, o qual pergunlon-lhe se eram verdadeiras,
e nao quiz crer em suas negativas seoo quando fo-
ram confirmadas por monsignor Rouqoelle.
Tolla nao ignorou muilo lempo as calumnias que
a Fratief pozera em circulaco. Urna manha que a
condesta Feraldi reuna em casa algomas raparigas
da sociedade e alguns amigos de Tolo para repeti-
rem urna mazurka, as duas primas de Tolla v erara
felicita-la pelo seu casamento.
Que casamento? pergunlou ella corando muilo.
Fizesle mal, Tolla, nao Urea dito nada s las
boas primas.
Ah! ah ah 1 como ella he admiravel com sea
ar de espanto I
Nos nao deviamos ter sido as ultimas em saber
tua felicidade.
Imagina que chego domingo a urna casa, ea
primera cousa que dixem-me he que es mulher da
Lello. Ponho-me a rir, e acho o gracejo mu novo.
Saio, enconlro Betliua Negri o a mai porta de urna
igreja, e ellas retem-me para me dizerem : Alvi-
caras voss lem um novo primo Oh por ven-
tura minha lia Feraldi deu loz outeo fllho?
Nio ; mas Tolla casou com Lello. i> Emlini honlem
miuha mai receben urna caria mui curiosa de For-
li, que dizia : de oulra cousa.na cidade: conle-nos os pormenores
dessa aventura!
Tolla licou muda de admirarn : depois de ler li-
do tanto cuidado para occoltar seu amor, via-se fri-
ta objecld de riso da cidade e das aldeiat.
Tolo em um lance d'olhot conheceu que todas as
tetleinunlias dessa scena linham ouvido fallar desse
pretendido calamento, e criara-no. Assim deu-se
prest i em responder pela irma :
Vosscs foram engaadas, queridas primas, e se
alguem repetir em sua presenta essa toa invencao
de nossos inimigos, poderao responder altamente q'ue
Tolla nao esl casada.
Tolla accrescenlou com udlguacao mal conlida :
Senhores, ea partilho a opinio do honrado depu-
lado pela provincia da Bahia qaando Aisse qoe o er-
ro dos nossos fiomens de estado a respeito do Uru-
guay tinha sido grtrvissimo, e dotara do momento
em que ellee entendern) qoe deviam despender com
maos largas os dinheiros do imperto para entrete-
rem naquella repblica as ambicies e ociosidade, o
qne anda mais se aggravou por terem mandado ama
divisao de nossas tropas estacionar em Montevideo
para sustentar o general Flores na presidencia da
repblica...
O Sr. Figueira de Mello :A requerimento do
seu mesmo governo.
O Si. Brandao : Tenba paciencia, ea Ihe mos-
Irarei que essa intervencao nao eslava na lettra doa
tratados. Desde, pois, senhor presidente, qae tees
fados se deram, nos quaes o nobre ministro teve
nma parte muilo activa; desde qae o governo Itn-
Soa-te sem rcllexao as viat do erro, ereoa ama si-
luacao cojas conseqoencias priucipiam a desenvol-
ver-se. O Uruguay rtenle-te de urna agtacao tor-
da, que comees a transpirar ; a forca brasileira por
mo fado do ministerio all se acha, ha o alvo de to-
dos os odios e invectivas ; vejamos pois, se foi pru-
dente qae ella la fosse, e bem assim te coovem qoe
continu a permanecer.
O tratado de 12 de euiubro de 1851, em qne te
fundn o gabinele para apoiar tao tritle e deplora-
vel lembranra, te explica nestes termos. (Le.)
O accordo celebrado em 16 de novembro de 1854,
pelo qual aquella forja enlrou em Montevideo, diz
o seguinle : \Lc.)
Porianlo ve-se das disposicSes combinadas desse
accordo e do tratado, qae a entrada e permanencia
da forca brasileira no Estado Oriental s poeria ler
logar para reprimir algum movimenlo armado con-
tra a existencia daquella nacionalidade, oa no caso
de deposicao do presidente legalmente eleito. E den-
se por ventura algumas dessas hypolheses? Houve
em Montevideo alguma soblevacao qae, ameaeaodo
as nstituicoes, reclamasse o auxilio das nossas torcas?
Houve deposicao do presidente legal ? de certo qne
nao ; por eonsegniete me parece qoe o acle de go-
verno pelo qual se mandn estacionar a uossa divi-
sao em .Monlevido foi precipitado, foi imprudente,
e he por isso mesmo digno da mais severa censura,
lano mais porqast pede dar em retallado muito se-
rias e perigosas coniplicaces, senSu no presente, ao
menos em am futuro prximo. (Apoiados.)
Um Sr. Deputado :A responsabilidade recabe
sobre o governo de Montevideo e nlo sobre o go-
verno do Brasil.
O Sr. Brandao :Eu nao pens assim ; enlendo
qae areqoisicao ds Sr. general Flores nio devia ser
attcndlda por eslar fra da lettra ; esplrtto rdoa ira-
lados, assim como estou convencido que ella oto jus-
tifica o acto precipitado a altamente inconveniente
praticado pelo governo, sendo que de ludo islo re-
solta ama triste verdade, e be que o ministerio
actual tem ido de precipicio em precipicio relativa-
mente aos negocios da Banda Oriental ; lem adop-
tado urna poltica a respeito desses negocios qae bem
pode ter qaalicada de poltica monetaria, i poltica
de decepces, poltica de aberracOea. (anotados).
Poltica monetaria, digo cu, porque os dinheiros do
Brasil tem sido all prodgalisados de urna maneira
verdaderamente incomprehensivel, de um modo
que faz estremecer; poltica de aberrac.es, porque
nao te atleudeu s consequencias qoe podiam resul-
tar da inlervenco armada na Repblica Oriental,
consequencias estas que quando se limlem ao de-
senvolvimento das antigs dissences e odiosidades
existentes entre as duas nacionalidades, i sao aaailo
para deplorar.
O Sr. Santos e Almeida :Maso nobre deputado
parece-me qoe votou pelo subsidio.
O Sr. brandao :Est engaado.
O Sr. Santos e Almeida:A volado nao fpi no-
minal...
O Sr. F. Oetaciano :Por isso he anta na Blgica
(odas as v'otac&es sao nominaes.
O Sr. Brandao:Eu sou sempre muilo coheren-
te com os meas principios, e ha na casa muitos
membros que sabem qoe ea nao votei a favor do
subsidio. (Apoiados.)
Sei, Sr. presidente, que o nobre ministro dos ne-
gocios estrangeiros possue muilo tlenlo, muita ha-
bilidade, porm observo que elle sempre osa de urna
lgica sut generis para apresenlar os facas com urna
cor muito diversa daquella qae elles aa verdade tem.
Pelo modo porque argumenta, e s por elle, poder
S. Exc. justificar o facto do emprestimo frito Re-
publica Orieuial pelo Sr. Gaimares, mediante os
bons oflicios do nobre ministro, e o desenlace qoe
houve de serem os cofres do Brasil os respousaveis
pelo pagamento. Fados desta ordem nao podem
deixarde licar registrados na consciencia publica. E
note a cmara que se dea a respeito desse embrea-
limo urna circunstancia muilo singular ; e foi qae
tendo sido elle feilo por um juro de 1 l|2 por cento
ao mez, por ultimo o governo imperial tomou o pa-
gamento a ti, responsabilisando-se para com o cre-
dor, e contratando com o governo do Uruguay o pa-
gamento do juro a 6 por cento ao anno, de maneira
ue os cofres naciooaes pagaram ou tem de pagar
1,000 palacoes com o juro de 1 1r2 por cento ao
mez, ao pasto que o governo de Montevideo, que
recebeu o dinheiro, so ha de pagar 6 por cento ao
anno 11 He realmente nma diplomacia finissima !
E he assim, senhores, que os negocios de Mon-
tevideo se lem (ntido, he assim qae doas milhes
de pataces brasileiros tem sahido das algibairas da
r.Ossa popalaco, qae alias soffre tantos vexames e
E que ella nao he capaz de aceitar a vergo-
nha de semelhanle uniao, e que despreza urna felici-
dade clandestina, e que nlo quereria um rei por este
preeo, e que jamis te aviltar a ponto de aceitar a
man de um homem que temesse desposa-la luz do
sol e em face de todos 1
As duas primas detculparam-se o melhor qne po-
der am.
Perdnn-me, disse Plilomena, en nao quera
affligir-le ; mas como todos falla,m desse casamento,
cria... Perdoa-me...
Para que choras por lio pouca cousa disse
Agita. E ainda qae fosse verdade 1 Os casamenlos
secretos sao lo bons como os outros, e sao muito
mtis recreativos 1
De noile Lello foi com Filippe, acharam a Tolla
banhada em lagrimas, e ella contou-lhes todo o que
soubera.
He ama invencao da Fratief, diste Lello. Ha
oito dias isso corre pela cidade, e meu irmao fallou-
me a etse respeito.
E que Ihe respondeste ? pergunlou Tolla.
Respuodi que a voz publica mentira, e que eu
nao tea dado lal pasto tem consallar meus p-
renles.
Nada Ihe dissesle sobre nossas promessas? Se-
ria talvez lempo de communica-las la familia.
Querida Tolla, meu pai lem estado peior que
nanea depois da raorle do cardeal. Se por acaso elle
eslivesse prevenido contra nossos projeclos, a decla-
raran que tenho a fazer-lhe poderia dar-lhe um gol-
pe lerrivel. Nao he melhor esperar que sua sade
se reslabeleca, se isso de possivel?
Esperemos, disse Tolla. Taparei os oovidos pa-
ra nao ouvir as calumnias de nossos nimigos.
raeam cousa melhor, accreston Pippo. Accu-
sam-os de lerem-se casado secretamente. Em seu
lugar cu quereria dar razao a esses charos aecusado-
res. Querem que eu chame um sacerdote? Serei
teslemunha com algum amigo certo e discreto. Ain-
da quando a cousa transpire, ninguem crer. A no-
ticia esta usada: corre ha oito dias. Demait cr-se
nunca na verdade'.'
Quepensas a esse respeito, Tolla? pergunlou
Manoel.
Meu amigo, respondeu Tolla com voz firme e
decidida, honlem eu leria talvez dilo sim ; mas de-
pois da scena desta manha, eu desprezaria a mim
mesma, se fosse capaz de aceitar. Esperemos.
Manuel e Filippe licaram no palacio Feraldi at
meia-noile. No dia eeguiute contava-se em Roma
que Tolla e Lello linham sabido juntos ao aooite-
cer. Urna pessoa fidedigna os recondecera as ave-
nidas do Pioco, apoiados lentamente um no oulro.
Oulra pessoa us encontrara em carruagem a cem pas-
sos da porta do Povo ; oulra os sorprender em orna
sege baixa na estrada que cooduz igreja de San-
Paulo ; oulra os avistara cavallo no caminho de
Albauo. Oulra nao os vira; mas fallara ao cochtiro
qoe condazii-os lodis islnoites. Esses teslemaohos
que deviam destruir-te reciprocamente, confirma-
vam-se : anles queran) crer na ubiquidade de Tol-
la do que em sua innocencia. Urna liga formidavel
formou-se contra ella. Todat as mulheres que ti-
nham-na invejado, lodos os mancebos qae linham-
na desejado, alislavam-se debaixo das ordens da
Fratief. Os amigos que podiam defendc-la como a
marqneza, Pippo e o dootor Ely eram opprimidos
pelo numero. A pobre rapariga ouvia cada dia l-
game nova calumnia; porm consolava-se contan-
do-a a Lello. o qoal promellia pagar-lhe em felici-
dade tudo o qoe ella soffria.
Nos ltimos dias de Janeiro fallyam-lhe as como-
laces do amante. O velho principe entrou na afo-
na, a qual durou quasi tres semanas. Lello assi li-
tado cabeceira do pai apenas tinha o lempo de s-
crever lodos os dias um bilhcle a Tolla. Esla Dio
tinha mais a qaem confiasse seus enfados, pois nao
podia dizer mai todas essas calumnias, as quaes
a mai era mais maltratada que ella mesma.
Parlicipava da dr de Lello, e embora nunca doi -
vesse visto o principe Coromila, chorava-o como um
pai. Nao enidou am s instante que a morle desse
velho sssegurava-lhe o casamento. O principe moi-
reu, e Tolla psssou tres ou quatro dias sem sabir de
casa ; porque sent i-se incapaz de reter as lagrimes.
O publico murmurou disso; purera, se a livesse vis-
to sorrir e dansar, teria dado grandes gritos, dizendo
que ella triumphava da raorle do principe.
Lello sempre prudente escreveu Ihe nu da legain-
le ao dat exequias do pai : o Acabo de saber que
honlem tua ausencia no Ihealro foi notada. Srva-
te isso do lieao para o futuro, s
Fura a viuva Fratief que dera-se ao trabalho de
percorrer os cunantes em procura de Tolla, a A
enhora vio Tolla ? Nao. Como nao esl aqui ?
ella que ama tanto a msica de Bellini I Eu deseja-
va fallir-lhe. Irei v-la em casa depois do espect-
culo ; mas agora htmbro-me I en nao acha-la-hiit.
Ella tem a quem consolar, s
Entretanto lodos sabiam qoe Lello passava o serio
em familia.
Para descalpar sua dor, Tolla disse que eslava
doente. Isso er> meia mentira ; porque a pobre ra-
pariga suecumbia ao excesso do iburrecimcnlo. Seas
inimigos pegiram-lhe da palavra e glosarain sobro
sua doenca.
Nadina dizia ingenuamente a todas as raparigas de
saa idade :
'
Sabis qual he a doenca de Tolla ? Minha mai
sabe ; mas nao quer dizer-me. Parece qae he nata
doencaquias moca! solleirat nunca tem, ama doen-
ca de que Dio se morre ; mai qoe dnra muitos
mezes.
Tendo noticia dessa nova invencao, Tolla foi co-
rada pela cholera, teolio suas forcas duplicadas, e
lodo o seo ser exaltoa-se. Volloa s sociedades, per-
correo os theatros, os bailes, os serOes, dantou noitet
inleiras, faligou os walsadores, ceiou s qaatro horaa
da madrugada, bebeu vinho de Champagne, esqoe-
cen-se do manto ao sahir do baile, commetteu im-
prudencias e provou sua saude de ferro.
Porm sua reputarao nada gaohou. Una diziam :
He para melhor encobrir seu estado.
Mas, exclamava a marqneza Trasimeni, ella
lem a cintura mui fina Por ventura pode deiiar seu
estado em casa ?
Outros iam cochichando :
Ella nao ponpa-se bastante para ama moja qoe
levanton-se ha pouco da cama.
Um gaiato reparara na coincidencia da marte do*
principe e da retirada momentnea de Tolla, e
dizia :
Os Coromilas conservam-se bem. Qaando mor-
re nm, nasce logo oulro. Coromila morreo, tica
Coromila I
A viava Fratief vendo Tolla walsar, dizia earido-
saraente t viznhat:
Desgracada quer matar duas pessoas ao mes-
mo lempo !
Entretanto Lello deixra-se condnzir villa da
Albano, para onde relirou-se o resto da familia afim
d occultar sua ddr e distrahir-se. Havia cacadas,
carreiras a cavallo e jiDttre copiosos. Rouquelte
organisou sabiamente essa/vida ociosa, decente e re-
galada. Lello pode nao smenle invejar, mai entre-
ver as doeuras da vida de solteiro ; todava a vizi-
nhanea de Lariccia, as lembr.anc.at do auno antece-
dente e talvez mesmo a ociosidade, a solidao e a boa
mesa reanimaran! seo amor por Tolla. Urna tarde
depois de jantar elle escreveu a Tolla : c J leud-
te dilo islo cem vezes, mas quero escrever-le porque
os escriptos Dcam : hei de amar-te sempre, e antea
quererei marrar do qae esquecer-me de um aojo
como lu. Dos v o mea corceo, e em sua presen-
ta juro-le eterna lidelidade.
Como elle atna-me '. exelamou Tolla lendo esta
carta.
Eis um escripia precioso, acrescenlou Teto,;
nao o percas. Se depois de semelhanle juramento
elle recusarse casar comtigo, o papa o toreara a
isso.
(Continuar-se-hU.)
F
Spf' flifliitbMl


DIARIO DE PERMMBUCO QUINTA FtlM 6 OE SETEMBRO DE (855
\
privacocs, par aquella repblica ; he assim que o
sr. Lanas dirlgindo ao ministerio a ola de 10 de
seiembio de 1853 so exprima em sobstmcia uestes
termos : Se nao emprest intes diuheiro a Montevi-
deo, ai antigs animoiidales te levantaran contra
Vos ; lio assim que o mesmo ministerio recebeodo
esla intimacio nao lirpidim em aonnir a ella, por-
que he inuito dcil em dar dinheiro, embora o paii
venha a ser sacrificado !
Talvetque a mesma secna tenha de "ser repetida,
porque S. Eic. esla no ministerio 1 talve I...
Mas, enhorca, disse o nobre ministro dos nego-
cios esliangeiro que era necesario dar dinheiro
para segurar a asistencia da Repblica do Uru-
guay...
OSr. MiMitto ioi A c; Jetos El trang Ciros :Nio
diste 1*0.
OSr. Brandio:Uisteo cnlo o antecessor de
V, Exc.
O Sr. Ministro ios ISeyocios Estrangciros :O
obre depulado lie injusto para con o governo im-
perial e para com os Estados visinbos : nao he atsim
que .lev uno. zelar os inleusses do Brasil. lApoiaio'.)
O Sr. Brandao :Formando asidlos Eu ? Ah !
o nobre ministro se esto incommodandn Quando
em 185:1 se pedio a camarn o subsidio para Moule-
Tido o que se dissa,? Nao se deelarou que era pa-
ra consolidar a pat e restnbelecer as fin auras da-
queile Estado > *
Vm Sr. Depulado :E a cmara votou-o quati
unnimemente. Apoiados,
O Sr. Brandao :Eml ora ; mas eu peniei de
outro modo, o por isso pos fallar contra aquelie
ele. 1
Ora. como ia dizendo, se fui para ajudar as (nan-
sas daquella repblica que se coocedeu o avullado
sabsidio que para all tem ido, hoje d-se a mesma
situaeAo, as circunstancias sao as mesmissimai, pois
que os lecursos do governo do Uruguay coolinuam
a ter uiigoificanlea, desorle que o ministerio reti-
rando o seu apoio pecuniario aquelie governo, cullo-
ea-se em urna posifo verdaderamente illogica. He
etls a condirio dos goverooa que obram sera rele-
la, qun proceden) tem previdencia !
Colloi amo-nos, Sr. ministro, ou vos nos collocas-
tei em iiiua mi' si(uic.ao em religo repblica do
Uruguay, e essa siluarAo tei sem duvida o resultado
do mao pensamento de Innmrmos sobre nossos hom-
bros encargos quii nio deviamos lomar; curapria
que degustemos a repblica de Montevideo organi-
nr-te ctmo pudesse ; cumptia qoe nio tivess'emot
a mais pequea intervenrau nos seos negocios inte-
riores; isas orna vez que se deu o pasto errado de
inlervir, urna vez que te disse que para restabeleccr
as Guaneas daquella repblica era de mi-ler subii-
dia-la, lie neceaiaro |hoje explicar a tituacSo, he
ruister ou conliuuar o subsidio, o que nAo he possi-H
ve), ou retirar a noes torca que all se acha.
Outro governo mais atilado, mais bem avisado,
lalvez viiha Arar o proveile, venha eollier os fruc-
lotde tolos os nossos sacrificios. Digo que outro go-
verno m lis avisado, mais atilado do que o nosso ha
de eollier os roslos dos nossos sacrificios, porque em
1853 os novemos da Franri, da Inglaterra e dos Es-
lados Unidos assim o Cloramina repblica Oriental
eena Buenos A y res". O nobre ministro nao desconfe.
ce, porque me parece quo a esse lempo ge achava
na repblica de Montevideo, que depois da tula do
general Urquixa com a repblica de Buenos-Ayres,
motivada pelo accordo de San Nicolao, depois da de-
fecrao Ce, osgoveruos francez, inglez e americano
oblivera n daquelle general os tratados da San Jos
de Flores sem que nelle livesse o imperio do Brasil a
mais pequea parte, sem que mesmo o Sr. Urquiza
procuraste ter para com esto imperio a mais peq uen.i
considerarlo; entretanto que forado Brasil que elle
oblivera o emprertimo de 400,000 pataees, que lora
este pai/ quero Ihe dera todos os meios pira elle se
!odec balertom o general Kosat, figurar eomo
riumphidorl
E vista disto, meus senhores, pde-se diier que
a poltica do Brasil (em sido aceitada, tem sido urna
politice previdenle e de ful uro? Nao, mil vezes nao.
Prestimos mmentos oflicios de amisade, filemos
roeeao sacrificios a bem de Paraguay; mandamos o
nossos mllciaes instruir as suas tropas ; concorremos
para asna independencia, e afinal os Estados Unidos
e algumas potencias europeas tem hoje tratados com
aquella repblica, seus navios sulcam hvreraenle as
aguas paraguayas, e o pav tibio brasileiro se acha ex-
cluido dellat! He boa, tem sido previdenle, tem ti-
do alijara, tem sido bem dirigida a polilica externa
do governo do Brasil 1 Me parece que ninguem em
ba f o podara dizer. (Apoiados.)
Temos urna pendencia com- Buenos Ayres; em
1853 foi mandado llalli para o Rio de Janeiro o Sr.
Penna, iifim de combinar na inleJJigeneia dos trata-
dos de 1*51; veio elle, porm vollou por cansa dos
acconlecimenlos de Buenos Ayres, e at a presente
data nada mais se tratou a-tal respeilo! He hoa, he
afilada, he previdenle a poltica do ministerio": A
materia qae diga sim, porm eu sostenlare tempre
que nao. Basta sobre este attomplo.
Sr. presidente, o honrado depilado pela Baha
apresenlnu a cmara oquadro verdadeiro e bem Iris-
te do estado das nossas reclamarles em rularan ao<
prejuizos soffridos por diversos subditos hrasileiros;
esqueceii-se porm de algi.mas que necessariamenle
devem merecer a attencao do honrado ministro dos
negocios estraogeiros. Temos reclamac>ei peranle o
governo hespanhol que se acham lia longos anuo
sem Milu ;ao alguiua.
Obten a-se di parle dos commissartos daquelle go-
verno nma mu pronunciada disposicio para a chi-
caoa, comanlo que nao teja possivcl ora ultimtum
sobre laet reclamaret, no entretanto que os subdi-
tos brasileiros estilo privados de suas propriedad.es e
ilo embolso de quanlas avalladas que Mies perteu-
eem, ao paseo que o nosso governo. com extrema do-
eilidade, ha aitend.lo a quasi todas quintos reela-
macoes I lie tem sido feilas.
He verdade qoe o nobre ministro dise que islo
provava moilo em nosso abono, que era tima demons-
traran da nossa lealdade, e un, solemne teslemunho
de que nao nos recusavaraos a aeolber a justiea quan-
do ella apresenlava ; mas devo lembrar a S. Exc.
que quando te trata de naci a naci, quando se
ventilam direilot sobre os quaes os governos respec-
tivos devem ter toda solicilode, ja pela proiecrao
qoe Ihes cumpre lar a seus subditos, ja pelo respeito
a tua propria soberana e independencia, a applica-
(q daquella doulrina ha um poueo extempornea,
he rnesnio inadmissivel, porque me parece que no-
iihurt) dezar nos pode vir de dizennot ana covernos
etlrauKe.ro: a Se nio alli-nderdet s reclamaciies
dos nossos compatriotas, ucs procederemos da mes-
ma frjala ; seremos igualmente surdos s vossa* re-
clamagoes. He este o caso em que cabe urna bem
eiiieuidi represalia; mas i nobre minislroo eulen-
de por oilro modo. Que futura pois faz o imperio
do Brasi' no mundo diplomtico por esta maueira ?
Que papel representa elle, se o seu governo n3o he
atlaridid i. quando alias se presta a alten ter al as
velleidailes dos governo eslrangeiros ? Parece-me
lbcilda le em demasa, pnece-ine condescendencia
desmarrida, docilidade que pude ser ulerpretada de
nma maueira inulto desiavuravel (e creio mesmo que
o tem titlo), que pode ser considerad! como fcaque-
t.i, eomo cobarda da parle do governo brasileiro.
Ha pina oulra razlo que se cotluma fazervaler
frequenlemente quandu se trata deslas queques; por
mais de urna vez se tem dito, em relaclo s uostas
pendencias com a Inglaterra : somos fracos e a le
do fraco he subordioar-se ao forle.Mas eu pergun-
tare-: tumos o direito ? Se o temos, qoe motivo nos
podara ennstranaer a Irepidarmo na'defeza delta
uuulo se defende urna cansa juila, a coragem se
detenvolve, o herosmo apparece, e desta verdade
temos nca ot Peruambucanc s urna prova solemne not
fastos da nossa hisloria.
FanMsja vielimas de orna invasao, nesse lempo
era diminuta a nossa popola$3o, lutavamos com urna
naci f.i Hollanda )tSo poderosa quanto o he hoje
a Inglaterra ; nossos maioret poreta cotnprehende-
ram asta alta missao, e depoit de multas batalhas
sangiiHkrienlas conseguirn, expellir do sagrado solo
da nossa patria e inimige invasor. Venceram e
vencerain com gloria e seus nones hoje pertencem
a historia nacional. Nao te diga porlanto que so-
moi fracos, e qoe por Hko nao podemos fazer reda-
mares onergicas ; lenhamot coragem para susten-
tar o nosso direito al a ultima extremidade, e elle
necessariamenle ha de ser altendido. Prevaleca oin
nimos traeos, em espirites cobardes aquella razio
mas em nossas inlelligencias nao encontr ella o
mais peqoeno abrigo eacolliimenlo. (Apoiados.)
I.emlno pois ao nobre ministro, que as provi-
dencias qoe liver de dar a respeilo das observaroe
feitaspelo honrado depulado pela Baha que me prc-
cedeu, no tocante is reclamarles dos subditos hrasi-
leiros, tambem contemple as que lem sido feitas ao
governo de Hespaoha, a etse governo retartlttario,
que parece qoerer perpetuamente chicanar para nao
satiifazci' as obrigarOes que sobre elle pesam, ( Apil-
ados. ) r
Sr. presidente, en detejava conliuuar as minhas
observares sobre diversos outros pontos que se re-
ferem aimioislerin dos negocios eslrangeroi ; de-
sejavamesmo pedir ao nobre minislro algumas expl-
caces tabre fados que lem chegtdo ao mu conhe-
cimento, mas lando'S. Exc. acabado de falhr, e es-
tando lalvez ja designada a pessoa que tem de pedir
o encerramento da discvsso, jtilgo mais acertado re-
aarvar-nie para oulra occasiio ; o assim Iralarei de
concluir o meu discurso ilutando com S. Exc. para
que faca quanto antes vollPr para o imperio a forra
braslleiia estacionada na Banda Orirnl.il.
A minha insistencia nesle poni fumla-se em n-
Ittli mu graves ; albuco a V. Exc. que vi cartas de
possoas inuilo caraclerisadat que dizca, que s*
ti'|uella torca continuar em Montevideo, lalvez de
um para mitro momead, appirera um confiiclo
inurto s.nguinolento pe lerrivel animosidade que
vai laviando entro os Orienlaes de lodos os partidos
e cores poltica*.
O .Si. I'ereira da Silva.Essa nossa forra lem-se
rompo lado all muilo bom.
O Sr. llrandrvKHe urna v.rdade, a nos,,, tropa
e offirialidadc lem-Mcomportado en Montevideo de
urna mneira briosa, e que alliimcnlc'a honra; mas
lia lid i couslanlemenle provocada, e estas provoca-
res i lo exressivas, sao diarias. Os commandaiitet
ds divartoi corpos tem eiaprega lo todas as cautelas,
luda a solicitada para evitarem qualquer incidente
desagiadavel ; o soldado brasileiro nao pode salr i
roa sem expor-se ao escamen, aos ditos e molrjos
ja da inultidan e ja mesmo do pe perleinein : finalmente tem tanto engrossado esse
estado le irrilarao, qu he rauilo de receiar al"um
serio desaguisado. _
Pen;o pois qneheesle um dos casosem que a pru-
dencia aconsellia toda prevenc^ ; c urna vez que o
Sr. general Flores ditpB* de tantos meios,quc he um
humera dos mais notaveis da repblica, que lem all
tantos amigo, Sqoe apoindo pela forja desses seus
coacidadaos, fique sustentado por eises eleilores
que lhe deram seus votos para prcsidenle c qne ne-
cessariamenle se hao de inicressar pelo homem que
collocaram na cpula e supremo mando da rep-
blica.
E, pois, nio se dando necessidade verificada, as-
teguraudoo nobre ministro, como nosass-guruu que
ludo corre bem em Montevideo, que nio ha mesmo
indicio de prxima ou da remota sublevaran, repulo
urgenlitiima a retirada da nosia tropa dalli,
O niHiislero commelleu unrerro deploravel, nio
queira porlanto aggrava-ln mais ; nRoqueira collo-
car-noi no meio de urna lula intestina em paiz et-
Iraugeiro ; nao queira crear novas difficuldadet ao
paiz, para ler occatiio de exigir delle novo sacrifi-
cios, nov. subsidios. (Apoiados.)
Sr. presidente, nao quero mais cansar a iltencao
da cmara ; a hora acaba de dar, e en terminarel di-
zendo ao nobre minilro dos|negocioi estrangeiroi,
qoe S. Exe. prlu ter mullo patriota, nio o contesto;
pode lomar pelo seu paiz um interesse vivissimo,
n.lo iluvi lo ; pode Irabalhnr din e noite para acer-
tar, tambem nao contesto ; mas urna m estrella o
persegue ; he infeliz em suas concepc,des, he des-
venturado em seus planos.
Vma yo::Nio apoiado.
O Sr. Brandilo:Sim, he infeliz, embora nio
seja culpado disso : Dos o proleja para que nao en-
volva o llrasit na sua infelicidade.
'o;r.:Muilo bem, muito bem.
OSr. liarla, obtendo a palavra pela ordem. re-
quer o encerramento da discusso.
In.lo-te proceder volacao do requerimanto de
encerramento verfica-se nio haver casa ; fica pois a
volac.ln adiada e levanta-se a sessSo.
CORRESPONDENCIAS, DO DIARIO
DR PERNAMBUCO.
RIO GRANDE 1)0 NORTE.
Ass I- de agosto.
Senhor meu, por quem he, perdoe-me a ardencia
com que esta vai escripia, porque por mais fleugma-
tico que seja, tico ardendo quando nuco dizer o que
jrrlgo nao ser, ou negar a verdade conhecida por tal,
que dizem ser peccado contra o Espirito Santo.
Alguns dizem qoe mentir est contra mentem ir,
e outros accretcenlam, que o mentiroso he materia
dispotta para vicios, peccados e eximes !
O' sanhor nao houve petsoa, tao pouco pessoa,
que escrevesse, que foi impressa no n. 50 do Echo
Pernambucano de 29 de jqnlio desle auno, nma es-
lalislica da popularao e dos velhos da cidade do Na-
tal, e nella disse que aquella cidade linha de tres a
qualro mil habitantes, e que d'enlre elles exisliam
all 100 pessoas de GO a 70 annot de idade, 50 de 70
a 80 anuos e 2,N de 80 a 100 anuos!'.'
Ora, isso he que he hyperbole atrevida! ou sto he
que pode dizer-se menttre sine sentir! Ora, dga-
me, quereria esse compositor de estatislicas qoe se
lhe ilissesse, que s leudo elle lanos ollios, quantos
leai 40 Argos, com 100 boceas quanlas tem a Fama,
tendo 50 partos, como as primitivas habitadoras do
mundo, e tomando quatro vezes a cunta de menti-
roso, para formar 28, s assim poderia elle ver essot
tantos habitantes, esses muilos velhos, e produzir es-
sa estilstica monslro da cidade do Natal?
Ou soflreria elle qoe qualquer ninguem o empra-
zasse para publicar os nomes dessa lejiao ere velhos
que diz esislirem uaquella cidade '.'
E onde 1 na cidade do Natal, de quem lu pouco
disse o Echo em um artigo, que era tal a morlalida-
de daquelle sitio, que poucas eram as pessoas que
viviam mais de 60 aiiiin.'.'!
Ser essa estatislca esludada resposta i esse arti-
go? misereatur vestri omnipotens Deis, et dimissix
peccatU cestris...
O' senhor meu! bem dizem que 110 mundo ha
gente para ludo al para multiplicar a populacho,
e exaltar a longevidade da cidade do Natal! Quid
amplias dicam ? 28 velhos de 80 a 100 annot de ida-
de, exittem agora na cidade do -Natal!! Procurador,
nio me engaas, lu procuras para li 1
E que pretender esse hyperbolico compositor?
Sem duvida querer obter 'premio de invencio ou
privilegio exclusivo de multiplicar gente e de fazer
velhos! Entilo (feliz ente!) ai nacOes nascentes lhe
disputarlo p palernidade, ou danlo quanto poisuem
por tao til descoberta; e elle nao chegaru para a-
quellas que bao de quere-lo !
Mas nio, que o nio deixiremos sabir I Esta mi-
nha provincia o tem por filho ; o Brasil he sua pa-
tria ; e elle s fornecera gente para todas as suas
colonias presentes e futuras 1 Com pouco mais (as-
sim queira elle) todo o Brasil estar' povoado, ralea-
das e aprnveiladas sero todas as suas umitas malas
e Ierras y irgens ; eadeos solidan! adeos drserlos do
Brasil!
Entao sobrada razao teremos para grilarmos:
Viva o leliz inventor oem |empregado o privile-
gio !... Tu auiem, Domine, miserere nobis : Deo
gr alias.
Da estalistica dos velhos
Volvamos a' novo assumplo,
Anles quo o papel consnmpln,
E a materia esgotada
Prodnza nma quixutada.
Porque falle em Ierras virgens, permit ira' Vine.
que lhe diga, que esta minha provincia nao he das
que menor quautidade deltas tem. Potsue mais de
W leguas de comprimento, com 10 e mais leguu de
largura, desde perlo da capital, em continuaran do
htlor.it. ule aos limites da provincia do Ceara', ao
puente do Mossor : e nesse poni, essa Ierra desa-
proveilail.i, composta de bosque espesso, a que cha-
mamos catinga, eslende se acompanhandoo rio Mos-
sor e Apudi porom e outro lado, mais de 20 leguas
para o serian, limitando esta e aquella provincia.
Toda essa calinga que tem a diversas denomina-
toes de calinga do Mossor, calinga do Panema, pi-
cada do Apodi, ele, segundo os lugares em que se
acha, he loda propria para a plantaran da mandioca,
do algodio, milho, bljgo, etc.; e em muilos pontos
tambem pira a cracao do ga lo. Esta catinga, pois,
vai ser ja e ja habitada por copla do fantaziador de
celaos ; com cuja cohorte vai elle fundar, ja nesla
hora a colonia dos incalidos, com cuja crearan pre-
tende o nosso homem immorlaliaar o seu nome !
Por minha parle farei canta-lo na clave de dous
por tres, ou em versos de p quebrado !
Sem seguir caminho Ja fanlazia, vou dar-lhe no-
ticia de urna festa qoe acaba de fazer-se ni minha
vizinhane.1 ; fesla muito fallada, muilo concorrida c
moito applaudida.
Nesla minha Ierra, que saiha Vmc. nao he peque-
a ; poi he loda corlada de rioi e ribeiros, toda se-
meada de arvores.arbuttoi e hervas.toda povoada do
nomens, gados, feras e reptis ; e em cujos etreos es-
pieos voara mais de mil vvenles de plumagem difffl
rente, nao contando a familia dos penlampos que se
acha encarregada deffazer a illumiuacao locomotiva
as nuiles de invern.
Nesla minha Ierra onde se conhro Dos e lei, rei
e gre e que bem pode chamarse a Ierra da promis-
sao, pela paz de que gozamos, apezar de pequeas
rivalidades e de insignificantes enredos e mexericos.
Netta minha mansflo eiiste urna frrguczia e nella
ma povoajao e nma paroehia que por derivacSo de
ia futar grandeza, se chama Ctmpo Grande do
faiiema, rreguezia cuja padroeira he a gloriosa Se-
nhora SanlAuna, ma. da mai de Ueos, e av de
t.linsln.
Nesla paroehia eostnma fazer-se a festa da padroei-
ra, no seu da, oltima domioga do mez de julho,
com novenas cantadas, e ludo mais do ceremonial
romano.
Movido do desojo de presenciar essa festa, pela la-
ma do arrojo com que se annunciava a desle anno,
para a qual nao l|avia cao nem gato, que nao te es-
lvc bre novo, e puz-me caminho do Campo Grande. Co-
ntigo cuneorreram a ella einc figuras da cidade do
Ass, qoe deixaram esbabacadoj a quantos nao eram
da cidade! Quero dizer, que a maioria dessas figu-
ras, com seo procedimenlo differente do das oufras,
deu que fallar aos aldeAei.
Eis-me na festa, qual invisivcl espectro, sem al-
guem de mim se aperceber,, porque mais caras, me-
nos caras, todas sSo caretas de que ja ninguem se es-
panta.
Chegoei do rociado para o fim dos nove das ; e
disseram-rae que haviam pajsado noites, noites e
ooites, das quaes dez nao fJliam orna das ultimas
tres a que assisti! E ua verdade, ai tres ultimas noi-
tes, cojos noileiroi foram Joaqun) Saldamha e seu
giboia inlernal engoliria as que anteriormente lhe
escrevi ?
As correspondencias do Para, que tanta magoa
lem causado em lodos 03 coraees pelos estragos que
o cholera alli (em feito, aqu mo causaram ( ao que
parece ) a menor mssa. Nada se ha determinado
para, no que he possivel, se obstar aos assaltos do
chotera : as roas conservam-se inmundas; i entra-
da da raaperlada horaesln um monte de lixo e
Immuudiciai; os barreiios, que ettilu em de redor
desta villa, san o deposito de ludo n que ett ein pu-
trefacto ; o rio da punte, que presta ai mas aguas ii
serventa publica, pouco falla para eslagnar-se ; o
mesmo poro serve para a lavsgem de cavallos, be-
nitos de pessoas e bebida dos habitantes diqui ;
alm de qoe, por nao se lhe dar o eonvanienle esgo-
lo, est sendo o receptculo de folhas podres e ou-
Irai immuudieias, ele, N'um lempo em qne com to-
da a razio se deve temer a aggressio daquella epi-
demia, parece que ludo se devia dar as mios para
conservar na maior lmpeza nat ras, berros, Tontee,
barreiros, etc.
Nada meconslou anda dos Irabalho da asscmbln
desta pruvincia ;mas confio que receberei cartas,que
deelarem a cunlinuhrau da obra.
O Pragaiina metteu-se em bros, e nao me quer
dar cunta do que vai por esse mundo : bom cmara-
da qoe era elle Mas engagei outro camarada, que,
segundo me parece, ha de dar nonta da larefa ; pa-
rece relalho da mesma peca : he um sujeilinhu as-
sim tirando marca de Judas, qoe pelo lamanho
parece ler nascido no mez de feverero ; barbado,
cabellos i nazarena com estrada de liberdade ; com
falta de denles, creio que polo muito uso dacam-
pa; selladouro romprido ; pernas curtas ; lie a-
quella certeza Nao lhe direi o nome ; reforirei os
milagres, sem filiar no sanio : entre nos ser co-
nhecido com o nome deAlmanak. Para que ra-
teada que elle ha de desempenhar satisfactoriamente
a commissilo, bata dizer-ltic que he um tujeilinho,
quejnio para em casa ; quasi ao mesmo lempo per-
corre todas ai ruat; em todas at portal elle da um
cavaco; trava amizade com Deot e o mundo ; final-
mente he tao hom de genio, que nada tem como
proprio ; do qoe he leu, reparte liberalmenle com
os amigos! Sobre lanas bondades s lhe descubro
um defeilo : de vez em vez elle prega sua mentira.
Mas nao embarga itlo ; sahe-se que o homem men-
te, quando pite a falla em marcha de galope, fazen-
do um bolo de lingoa e cuspo. Netsa occatiio darei
quarenlena ao que elle disser, e farei apuraran do
mais que me enmmunicar.
Agora mesmo ciplicou-me elle a razio porque o
commercio,desta villa vai em progretsivo atrazo.
Antes de tuda devo di/cr-lbe que na creatjio das
feiras aqu e em S. Jos, n daquella cidade levava
vaolagem em-razso de que os pesos e medidas, por
seren menores que as deste municipio, convidavam
os milutos couduzrem seus gneros para aquello
mercado. A cmara deste mnnicipio fez regalar 01
pesos e medidas pelos de S. Jos ; tirada esta diO-
culdade lodot esperavam que a feira detta villa pe-
la tua posicio geographica tirara a sua desforra ;
porquanto no primeiro da de feira cuneorreram ao
mercado urnas trinla eargas ; no segundo mais de
sessenla, etc. Daqoi se inferi que, de feira em fei-
ra, o augmento seria ua raziu dupla : o contrario,
porm, se lem observado ; nio concorreram o ma-
tulos, segundo se presumia ; a maior parle driles
vai para S. Jos, apezar da tenga viagem que he
preciso empreheoder de vespera : nestas circuns-
tancias perguntei ao meu novo almanak, como se
explicava e deflnia este atrazo : Eo lhe digo, res-
poiiden-mc elle : o demasiado desejo de lucro ensi-
'11011 que muitas pessoas nesta villa usassem de pesos
e medidas em duplcala, isto he, pesos e medidas
para comprar e pesos e medidas para vender : bem
v Vmc. que esla dupcafa nao pode agradir 101
malulos, aquellos gneros, que vendidos em S. Jos
dariam precisamente um alqueire ou urna arroba,
aqui, quando muito ebegam a tres quartas e a vinle
e cinco libras : a cera, por exemplo, qoe aqui sa
compra a 2$ a libra, em S. Jos se vende a I96OO ;
a manleiga aqui he a 19280 em S. Jos a 960 ; aqui
o viiiho he a 9G0 em S. Jos a 720, e assim ludo o
mais. Est* dilTerenca, que o commercio chamalu-
croos matulos chamam usura paliada.
Dentis, nos outros das u commercio est, como
esiagnado : logo pela manhia nao se vende, porque
o negociante esl no baulio : mais larde, Mem/por-
que cita almorzando ; pelo correr do dia, quer-se
comprar, mas respondejae la do interior da casa
nao tem quem venda E porque razio nio lem
quem venda, estando iberia a luja 00 taberna ? Por-
que o jogo absorve o lempo, que devia ser emprega-
do no commercio : e l te vai a perda do lempo uni-
da i perda do dinheiro 1 a Assim discorreu o meu
Almanak : vou ouvr o Nankn ; e, se ello pensar do
mesmn modo, he tignal de que he verdadeira aquel-
la explicaran.
Nao lenho a certeza de que esta lhe chegara is
maos; por isso termino aqu, nao querendo aug-
mentar o irabalho, que poder ser presa de alguma
giboia. Adeos. A".
Comecou a funecionar o jury desta villa no dia 2
do rorrele, no dia seguidle reuni te numero suf-
lirienle de jurado! I caso rara vez acontecido.
Entraran) em julgamenlo 17 procesaos, dot quaes
7 foram de morli, segundme Informuu o escrjvio
do jury,que pelo deseripto nos Mislerint de Parit, t
presumo, que he o Joao Jacqnes Ferraud de Flores,
sendo os ele mais crimes, ferimentos, imeacas, ele.
dot primeiros, 4 fuiarncondemnados, 2 com 20 annos
de prisio com Irabalho, e 01 2 ltimos com 4 e 6 an-
de pritio.
?.' a.'"da por esta vez o presidente do jory o juz
de direito interino o Dr. Castor, que com a pruden-
cia e energa nicessaria para taes trabalhos, soube
dingi-los, appellandodeum dos 3decrime de mor-
a e de dous o promotor interino o Dr. Joaquim Al-
luio dos Santos, e a nio ter a inteireza desses magis-
trado!, teriam tido sollot dessa occasiSo, quando me-
noi dous facciosot.que pelo boatos.sao duat frai, cu-
jos nomes nio publico, porque ainda os senhores ju-
rados os podem por ao olho da ra, deseonhecendo a
prrversidide delles, e ser eu depois espingardeado
a maneira de caja.
Pela poucaseguranr.,-1 desla cadeia, pelo que me
acaba de informar o seu carcereiro, o Sr. delegado
por cautela, sem duvida, fez urna grande remessa de
criminosos pira essa capital, de recrulas e presos de
justarla : o carcereiro do O' tem feito boas patacas
com o grande numero depreaot que ha 6 mezes a
esta parte se tem rodilludo n lila pritio ; e o qoe
sinlo agora, he nio dar o tea numero, por me haver
esquecido das informaees que me deu o do O', o
que nio ficar notinteiro na missiva vindonra o
ccrlo he, que elle esl Tazando o seu peculio a cuita
da desgrana alheia, pois a sua est feita, segundo diz
o Cielo.
S livemos um mez de cliuvas nesla comarca, ape-
zar do que, conserva-se farta de gneros de sua pro-
ducto agrcola e por vtores razoaveis, segundo me
informa o Cielo, como amante da feira: elle he
pouco querido desla gente, s porque gnsta de andar
montado, do que tambem nao desgoslo : elle lem
sua curiosidade, he noliciadnr, e 1 nio ser elle, eu
nio saberia das boas nolicias, que fazendo-se mos-
ca, elle colhe pela casa do delegado e juz, e outrot ;
e o que sinlo he, que elle j nio me Irequenla a caa
como dantes, i por causa do maldito jogo dobigode,
que para aqui trovase um. MajarCaipira.
A partida ineiperada do enrreio nio da' lugar 1
que eu diga alguma eousa dot termos de Tacarat e
Ingazera, oque prometi lazer se esla caria mitsiva
liver is honras da publici ladc nu leu bem coneel-
luado jornal; e que aqu fica a vonlade sua espera
O telho Chanin.
PERNAMBUCO.
compaulieiru Manoel Mariius, Joaquim Felieio _
lenenle-coronel Jos Carlos, foram briUianlissimns
pela pro fu sao da foguelis e gyrandolai que subirarn
a regiio superior 1 Sanl'Auna ficou deste vez clieia
de nova gloria a vista do santo fervor com que foi
festejada; pois nao choravam all as ruat de Sido
por nao haver quem fosse a solerandade dat suas
feslas J
Tu lo all foi paz, todo harmona, ludo edificante !
E entre lude quinto agraduu, e a mim mais que lu-
do a harmona do cantor do Ev.ngelho, qoe disse-
ram-me ser o vinario da freguezia du Att, s tret
cousas ouvi eu dizer geralinonle que muito tesagra-
daram, principalmente as seiihoras devotat: a pri-
men-a cousa que desagradoo, e deiagradou a ponto
de dai escndalo, foi o procedimenlo de qualro das
cinco1 lisuras, de tjlarem no templo, couslanlemen-
le voltarias para as senhoras (como que nunca viraoi
sonhorai.) alo mesmo durante as ceremonias reli-io-
sas;e una delles t dorante o sacrificio da raissa '
O senliorl te isso he eivilitacao, he essa civilisa-
r.o por oerlo conlraria santidade da religiao de
nosos pas, he orna civilisacao queda escndalo ; e
ce homini / per quem scandalum venil !.'
A segunda couta foi o scrinao, nem bem feito
nem bem decorado, e nem mesmo bem lido pelo
papel. I)e sermio soleve o nome ; e os ouvinles s
souberain que aquillo era o serrnao da fesla, porque
virara u padre un pulpito depois do Evangelho '
A trrceira cousa desagradavel, e subre desagrada-
vel, prejudicial, he u abusu de permillr a .oficia
que qualquer niolequo de ra sollc fogus dearlfi-
ciu, para queimar a quem encontrein. e com a-
meaca da vida de muilos! Ol oh Basta por ora-
e adeos lhe diz o seu Singuen).'
REPARTigAO DA POLICA.
Parle do dia 5 de Miembro.
Illm. Exm. 8r.Levo ao conhccimenlo de V.
Exc. que das differenlis parlicparSeshoje recebidat
nesla repartirlo, consta terem tido preso* :
Pela subdelegacia da freguezia da Boa-Vista, os
prclos Malinas e Maria, ambos por fogdos.
Em ofllcio desta dala communicou-me o delega-
do do primeir districto deste termo, que lhe fra
participado pete subdelegacia da frrgoezia de S. Jo*
s, que honlem pelas i horas da larde, estando pes-
car 110 lugar da Piedade, denominado Focinho do
bni ao tul da Cosa, lan;ara-se ao mar Paulino An-
tonio de Oliveira, prscmlor da Btatele da mesma
freguezia pelo estado de embriaguez em que te acha-
va, perecendo logo, nio obstante os esforcos que pa-
ra o salvar empregarn o, sea compantniiru Pedro
Pereira de Souza.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da policia de
Pernambuco 5 de setembro de 1855.lllm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Bento da Cunh.i e Fignciredn,
presidente da provincia.O chefe de policia, Lui:
Carlos de Paita Teixeira.
PUBUCACOES A PEDIDO.
O GABINETE PORTUGUE/ E O CURSO DE
GEOGRAPHIA.
N* Diario de honlem (5) foi publicado nm annun-
cio antiguadoVieira Ribeteo I secretario da di-
rectora do gabinete portuguez de leilura em Per-
nambuco, e por elle se fez saber, que no dia 15 do
cornnte a mesma directora, autorisada pelo conie-
lho deliberativo ettabeleeer um curso de geogri-
phia para os socios do qualquer classe que o quizes-
sem frequentar, e isto em rumprinienlo dos ^ 5 e 6
do arl. 1 dos estatuios I
Para que o publico e os mismos tocios du gabine-
te couhecam que tal eslabelecimenlo do curto de
geographia he filho legitimo da vonlade de alguem a
quem inleressa ostentar proteccjio, abaixn vio trans-
criptos ot 5 5 e 6 que o auuuocio se refere.
' "1. Etlabelecer reunios lillerarias, as quaes
oradores habis, por meio de discursos coodernados
e successivot, expliquem as Iheorias dai scencias
mais indispentaveis.
'< S (> Concorrer por lodos ot modos para o pro-
gressa das leltras e aperfeiroamenlo lilterario dos as-
socialos, aceitando, discutindo e votando qualquer
prnposta nesle sentido, e mesmo (sendo possivel) es-
labelecendu cursos regulares de lingual nacional e
eslrangeiraa, e de enntabilidade eommercial.
. Ja veem lodos, que nio aulorisa o estatuto a crea-
ran de corso de geographia ; qne a lei se deu urna
niterprelacAo extensiva, quando assim se deliberou,
e proseguir com pertinacia na iiilenrjio he desprezar
a lei, he eibanjar os dinheiroi alheot aparlaodo-os
do fim do eslabelecimenlo.
Ouaodo a directora pede de porte em porta es-
mola para os Poriuguezes pobres,* quando eipoe a
necessidade desle soccorro, nao parece joslo etlabe-
lecer nem mesmo os cursos autorisados pelo 6,
quanto mais um enrso de geographia bascado s na
vonlade e lalvez ulilidade e proveilo de alguem. Se
a directora pode, saltando sobre a leltra dos estatu-
ios, fazer applicario dos dnheiros do eslabelecimen-
lo, entilo lembre-te que os offteios de caridade tem
preferencia, e o que se consom com o corso de me-
ro capricho, v aos Poriuguezes para quem se anda
esmolandu.
Senhores do conselhu, senhores da directora, at-
ienten! bem sobre estas rabiscas, se o anniincio 1 que
me rifiro nio foi obra vossa, punido teja quem ibn-
sou do votso nome, e se por ordem vossa foi manda-
do publicar : refleti.
Vers na virgem innocente:
Sim qoe a pereza celeste !..
Que sania innocencia vaste
Um anjo do co luzente.
E no saudoso gemido
Da rola que tem perdido
Seu amante compaoheiro ;
Ouvirs o suspirar
Da virgem, que sabe amar,
(Jee sent amor verdadeiro :
B nessi luz lio suave,
Que a la, de marcha grave,
Vein sobre 1 Ierra espilhar,
T tentir.il a docora,
Qae a virgem candida e obra
Didonde n'um meigo olhar :
E na eilrella formla,
Qoe se prende magestosa
No azolado firmamento,
Teus u brillio de seas olhos,
Que agudas sellas molhos
Desprenden!, cida momento.
E na llorinlia do prado,
Cujo botio delicado
t'.omeea a deiabrochar,
T vert d'EI.LA o sorriso.
Que venturas do p'raizo
Na Ierra noi faz gezar.
Recite 12 de agosto de 1855.
/. J. Regueira.
COMMERCIO
PRACA DO RECIFE 5 DE SETEMBRO AS 3
HORAS DA TARDE.
CotafOei ofileiaes.
Hoje nio hooveram colacOes.
aLFANDEGA.
Rendimento do dia 1 a 4 47:080363
dem do dia 5.......20:4899716
67:5708079
Descarregam hoje 6 da setembro.
Barca ingle/a Mirandamereadorias.
Basca inglezaSpirit 0/ lhe Titneidem.
Hiale brasileiroDucidosogneros do paiz.
Importaca o.
Hiale brasileiro Ducidoso vindo do Arar.il j,
consignado a Martins >\ Irmaos, manifeslou u se-
guinle :
i caixa raleado, 57 molhos e 500 pelles de cabra,
270 meios de sola, 175 esleirs de palha de carnau-
ba, 7 molhos ditas, 109 sacras cera de carnauba, 1
caixa queijoa, 1 embrulho pennas de ema, 3 barricas
sebo ; a ordem-
Hiale brasileiro Aurora, vindo do Ass, manifes-
lou o seguinle :
117 couros de cabra, 1 sacco bucho de peixe ; a
Manoel Florencio Alves de Moraes.
1 barril resina de angico ; a Lulz Borges de Si-
queira.
300 couros e 150 4 alqueires de sal ; a ordem.
CONSULADO GERAL.
Rendimento do dia 1 a 4 .... 1:7923633
dem do dia 5....... 884*291
regamenlo da barca franceza Gusi'aco II, naufraga-
da em Marinha-Farinha, os quaei depois de despa-
chados para contumo, foram entregues ao viea-con-
sol de S. M. Untan nica nsquella provincia, com au-
(orisacio do cooiulido de Franca, a saber:
Mi6ca B r K \ c., 7 birria cora manleiga.
A F I, um dito com dita.
J B, 10 ilitos com dita.
B C, 32 dito* rom dita.
A A, 4 ditos com dita.
C D, 2 ditos com dita.
C S Morlaix J I), 10 ditos com dte, sendo 1 abor-
to com alguma falla.
J II. 4 C, diloi com dita.
J P 3 ditei com dita.
MJ, ldilo comdita Tasso Irmio:., 2dllo* com dita.
J I., 3 ditos com dita.
A E I,i2 dilot com dita.
B P & C, 4 meios ditei com dilu.
M J V T, 2 dilut com dita.
J B, 4 ditos ditos com dila.
I 1 dilo dito com dila.
B C, 20 dilot ditos com dita.
M, 1 dito dito com dita.
A A, 1 dito dito com dita.
II J, 1 dito dilo com dita.
C S Morlaix J B, 13 ditos dilot com dila
J C & C, 6 ditos dilot com dila.
J P, 1 dilo dito com dita.
Tasso Irmaos, 3 ditos dilot com dita.
G D F C S, n. 96. nma caixa.
Sem marca, 5 embrullms, cuiirode lustre.
a e 2 cestos, vinho chainpanha.
1,dilo 4 garrafas vizias.
W & C, n. 24; 1 caixa aberta com 15 queijos
flamengos.
W&C, n. 40, 1 caixa aborl.i com 19 qoeiios
dilo.
S C. n. 4632, 1 caixa
GB. n. 4561,1 caixa,
A F I', sem numero, 1 caixa, 1 cesta aberla com
9 garrafal vaziat.
1 bahii pequeo aberlo e vazio.
Alfaodega de Pernambuco 5 de setembro de 1855.
O inspector, Bento los Femantes Barros.
O Dr. Anselmo Francisco Perelli, commendador
da imperial ordem da Rosa, e juz de direito es-
pecial do commercio desla cidade do Recite, por
S.M. I. eC- ele.
Fajo saber aos qne o presente edita! virem, que
no dia 29 do corrente mez de setembro se ha de ar-
rematar por venda, a quem mnisder, depois da au-
diencia desle juizo, na casa das anetmas, urna rasa
de pedra e cal, sila na ra de S. Miguel dos Afosa-
dos n. 90, com deas portas na frente e urna janela,
duai porlat no oitio, Ireisepzallai e cozinha fra,
ama estribara, urna casa de rancho e um litio com
varios arvoredos, avallada por 1:4009, cuj casa vai
a praca por execuc.lo do major Manoel do Nasci-
menlo da Costa Monteiro contra J is dos Santos da
Silveira.
E para qae chegue a noticia de 1 dos mandei pas-
sar edilaes que lerio afiliados nos lugares designa-
dos pelo cdigo eommercial e publicado pela im-
precisa.
Dado e paseado nesla cidade do Recite aos 5 de
setembro de 1855. Eu, Francisco Ignacio de Torres
Bandeira, escrivio interino o li/. escrever.
Anselmo FraixcUco Peretti.
2:6765924
LMVEKSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia 1 a 4 1329925
dem do dii 5....... 599730
1929655
DIARIO DE PERNAMBUCO.
No dia 7 du crrenle, depois do conejo, lera lu-
gar a inaugurarlo do Gymnasio, no edificio que
eil preparado na rua do Hospicio ; e as 4 horas da
tarde a snlemmdade do comeen dos trabalhos da es-
Irada de ferro, na flha do Nugneira. nnsla-nos que
not lugares apropriados haverio ;enibarcar;es pira
con luzirem i dila liba as pessoas convidadas.
CORRESPONDENCIA.
Villa Bella 28 de julho.
Srs. Redactores.
Ha Ires mezes seguramente que esla comarca esla
privada da leilura dos seus uoliciadores, e com es-
pecialidade da hbil penna do seu vclho correspon-
dente, que m linguagem clara e concisa noticiava as
suas occurrcucias, acompanhando chronologicamen-
le os tecle*, pnblicando-os com todas as tuas cir-
cumstancias, conservando na forja da etpressio a
veracidade cora que a elle eram Iransmiliidos 5 sem
duvida na aclualidade poucoscuntam a histeria at
a hisloria foi.c sendo real o que acabo de dizer, por-
que aqui moro,e nio sou iitdifferente t occurrenciat
da minha comarca, se bem que tenha vida no lodo
particular, com todo leio os jnrnaes quando me che-
gam, ouco com altcnrao aos velhos como eu. que me
honram a pobre choupana, e faro o mea juizo com
mais ou menos seguranca acerca dos fados e nolicias
que mecoulam.
Como a experiencia me tem mostrado que a publi-
caran dat missvas approvela, quer a respeito da
momlidadeindividual, quera respeilo da causa pu-
blica, e comespecialidaile naboa administraco da
policia ; por isso me afoifo a eoviar;llie esla peque-
a missi.a, que como amante da ordem, dar no
eu floneeituado jornal um rantioho para a publica-
ran de alguns fados apparecidos neste correr de tem-
pes, e dos trabalhos do nosso jury.
Viudo esta villa Bella.creio que par meiadot do
mez de mate, Manoel Salvador, recebera ordem do
capitao e delegado desta comarca o Sr. Wanderley,
para prender o amigerado criminoso de morle An-
tonio Onofre, e outros, mais conhecido pur Ncnen,
do arande tequito dos mais afamados teccinoras
desla comarca, que ja earrega com a pesada carga de
oilo assassinalos ; bem conhecido he elle pelo apel-
lido de Quidute e pela fama de seus nefandos cri-
mes: acontece que de volla no lugar da Melancia,
encoolra-se com o Nenen, Indo t, da-lhe voz de
pnsao, elle nao obedece, o Salvador tomi-lhe o ba-
camarte perseverando em rralitar a priiio, recebe
urna puntillada tal, qoe te nao espern que a ella,
elle snbrevivetse, Iriirapliando por mais essa vez o
dito astatsino.
Au reeeWr a noticia o Sr. delegado appresenlou-
se vexadu, e deu, segunde rae consta, ordena mui-
to enrgicas a am dos seus uflieiaes. tezendo-o se-
guir, em perseguirn do criminoso, acompaiihadode
paisanos feilus do lugar de mistura com tropa rega-
lar ; o depois d'uma exploracio minuciosa no centro
dos campos do Navio, loaar asado para cscondrijus
' malfeitores ; e quando desesprrauradu.ja 110 sen
Goianninba 30 de agosto.
Eslava eu em umvai c veraJe incerteza, sem
atar se Vrar. estril de posse das minhas cartas,
Msln como, lendo-lhe eu escriplo em quasi lodos os
deltas 110 seu
ara c ren du
... a nio insersao
iias;ninlias inissirai, porque couhecia que de prefe-
ronria .lev.un ter publicidad^ outras epstolas, ja
pelo estylu de seus autores e j pelat novidades que
nas traiam. Consolav.i-ine. porm. a idade que,
quanto eslava em miubas forras, narrava-lhe ossuc-
cessos deste pobre tnrrao. nao com liuguagem poli-
da, mas cora verdade. Mas que snrpreza nio fui a
miuha, quando li nos i,s. 182 e 186 de sen Ditrio,
as ullimiis carias, que eu lhe baria escriplo 1 Que
....... -i.. Hiirav-m cu escnpio em 1
correins. apenas vi Iranscripla ama d
IH:irioit I.", de junho ; e de entao pai
fouf. Todava nao me dava canceira
de
rogressii, o lente Rio., cora a sua terca loda canea-
da de perrorrer as vatlidaes desse lugar, enconira
a corso com outro au menos celebre por seus crm-s,
de nome Helio,que 110 jury que ha poucos diat lermi-
nou, riiracoiideinnado a 24annns de prisio com Ira
balbu escapand -se pete secunda vez, nos esforcos
da polica, o tagonhb Ncnen.
Nos primeiros das do mez de junho, correu por
aqui a noticia, de haverem brigado alguna crimino-
sos que andam reunidin pelos lugares do Navio, e
bem assim do ler sido assassinado o preennisado Nc-
nen, nessa lula ; dobrara-iw sianaea esta villa e na
vellia de Flores, em couscqiicncii dessa noticia ; o
que chcirandu ao delegado estratagemas e manobras,
so proprat de criminoso, fez tegnlr ao lugar da as-
suadao diligente alteres Aurelio, unanlo de ins-
Irucroes laes.que depois de alguns diat te invesliga-
C'ies, apprrsenlou-se cora o grande Nenen amarra-
do, tendo-o agarrado no centro dos matlot sozuho e
tratando-se (1180 me disser.im o como) dos ferimenlos
graves que sllrera dos cus comparsai, como elle
confessa.
1 luirs diligencias importantes lera sido feilas pe-
lo Sr. delegado e eeuB~agenlei ; elle que continu
nesse caminho, que vai a Ixim andar, e S. Exc. em
conserva te, que com islo grande bem fario a minha
comarca, cujus teibUantet viviam em um verdadeiro
Hade de anombramento ha bem poucos aunas.
.Vljjiimns palavrat sobre a creac;3o deum
nospital pot ttiguez em Pernambttt.
Postuidos da maior salsfacao temos visto o gran-
de incremento que val lomando nesla cidade a rea-
lisacao da idea de ser creado um hospilal para se-
ren admiltidos o tratados os Poriuguezes, cujas cir-
cunstancias demandem os soccorros de um ettabele-
cimento dessa ordem.
A' frente das commisses qne promovem 01 meios
para a consecuc.au dessa obra lio necessaria aoi nos-
sos irmilnt pabres se acha o Illm. S. Dr. Jos de Al-
meida Soares Lima Bastos, ilistiuclo por seo
conhecmenlos mdicos e por tuas eminentes quali-
dides, que sacrificando seus inleressesie lem apre-
sentado, envidando todos os seus estreos de harmo-
na.com os mimbros das commisses nomeadas; e
muilo tem censeguido como deviamoi esperar.
Estemos bem informados, que Indas ai pessoat
que se encarregaram da subscripto sa tem prestado
de muilo boa vonlade no desempenho de seus trba-
teos, e que a commissao da freguezia de S. Jote, a-
pezar de ter este um bairro onde exislem lalvez me-
nos Poriuguezes abastados, j se acha com perlo de
2:0003000 em assigmluras. '
J.i v pois o publico que os eslimulos patriticos
e caricl.ilivos dus Portnguczes em nada se acham
amortecidos.
Gratos au|dign{redactar do peridico Cosmopolita
pela puhlir.icao da'idea da creaco de'um huspital,
nos lhe dirigimos os nossos agrudecimenlot.
Fallava-nos um cavallciro, que por seus tenli-
mentos philan trpicos, por sua dedic.icno, e por seu
palrioliimo lomasse sobre seus hombros a pesada,
mis gloriosa trete de realisar a tembranca appre-
sentada este digno cidadaoappareceii, e he o Illm.
Sr. r. J. de Almeida Su a res Lima Bastes.
Prosiga pois esse senhor, e lodos 01 bous Poriugue-
zes na realisacio da obra que comcraram, contando
com a eterna gralidiu e reconhccmcnln de lodos
os nossos irmaos.
Recite 4 de telembro do 1855.
M. f.
ag B. .,.
QUTMPORTA?
A' *ir(*a que mato amo.
Qu'imporla que nm nome que digaMobreza,
Que um nome que faca lembrar glorioso*
Avs nao poejoai, dunzella gentil,
Se es um narrarte de dons primorosos '.'
Qu'imporla que o luiru metal, qoe us horneas
Adoram Uo cegos no aliar da ambicio
Nio lenhas, meu aojo '.' qu'imporla-me o oiro,
Se encontr a riqueza do leu curaran ?
Qu'imporla que ai (ellas, r sedas, vetados,
E oiro, brilhants, e podras de prero,
Nio ornem-le as vestes, e o eolio, qu'imporla,
Se a essas vangloras do mundo aburrero ?
Qu'imporla-me o mundo? Qu'impnrla-me os liomens
Se lenho-le, joven, meu nio, meu Indo?
Qu'imporla-me 01 homeiit Qu'importam do mundo
Ai scenas lio feiit 'painel carraucodo.
Qu'impurta que um nobre solar nio habites
Cercado de luxo, lisonja e esplendor?
Qu'imporla dos humen- os vaos preconcelos
Se eu amo de veras, se lenho-le amor 1
Qu'imporla que aesgrina dos grandes Hatees,
Dunzella, ignores''... mais amo-te agora...
Pois nunca a morada do vicio, e do erime
Pizaslo esse abysmoque as a linas devora.
Qu'imporla qoe digam que pobre t es 1
Ah loucos nao sabem, nao tahe'o Ihenouro,
Que occolla teu peilo Qu'imporla ?... amom elles,
(Ah loucos que sio !{ que busquen! o ouro !..
Qu'importa-me o mondo? que imporli-meosliomeiis
Se lenho-le, joven, meu anjo, meu ludo '.'
Qu'importe-ine os liomens? qu'mportim do mundo
As scenas lio fcias painel carrancudo ?....
F.
Exportacao .
Rio de Janeiro, brigue brasileiro aDamion, de
2:11 toneladas, eonduzio o segrale : 400 barricas
farinha de trigo, 2 caxes licor francez, 6 fardos
pecas de panno verde, 2,289 meios de tola, 100 pi-
pas aguardante, 30 ditas eapirilo, 334 saceos milho,
1 caixa espanadores, 1 caixio barrilinhos de doce.
Buenos-Ayres por Montevideo, brigue brasileiro
nDuque da Terceira, eonduzio o segoinle : 740
volumei cum 5,251 arrabal e 8 libras de asaucar.
Araealy, patacho uEmulicanu, de 134 toneladas,
eonduzio o seguinle ; 285 volumes gneros eslran-
geiros, 74 ditos ditos nacionaes.
KECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERPeAMBUCO.
Rendimento do dia 1 a 4 3:736*601
dem do dia 5 ....... 577178
1:3138779
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dia 1 a 4
dem do dia 5
2:7133122
1:133755
3^46*877
MOVIMENTO DO PORTO.
DECLARARES.
Sacio entrado no iia 5.
Araealy19 das, hiale brasileiro Duridoto. de
43 toneladas, mostr Joao Henrique de Almeida,
equipagem 6, carga couros e mais gneros; a Joa-
quim Marlins & Irmaos. I'issageiro. Severino
Gomei da Silva.
Sacio sahiio no mesmo dia.
BalllmoreUialc americano ccRosamond, meslrc
Nalhan L. Ellit, carga assucar.
O Illm. Sr. capilio do porio, compriodo a
ordem do Exm. Sr. conselheiro presidente da pro-
vincia com dala de honlem. refer ndo-ie ao aviso
da reparlirjta da msrinha do primeiro do correle
mez, manda fazer publico as tradceles, por copia
juntas, de seis avisos aos navegantes relativamente
ai boiai no canal da Rainha (Queen's chanel) ; pha-
rol lito em Chipiona-Guadalquirir, na Hespanhi
costa de oeste ; pharol de Dendalk (luz de relmpa-
go de fnzil) na Irlanda coila de litae, luz fu em
Broadharen, na immensa Irlanda, cosa de oeste ;
embareacet de pharol, a boias no canal do Priuce
na entrada do Thames ; e pharol do Nore,
Capitana do porto de Pernambuco em 28de agen-
to de 1855. O secretario,
Alexandre Rodrigues do* Anjos.
En Jos Agoslinho Barbosa, cidadio brasileiro,
traductor publico e interprete eommercial juramen-
tado da praca : certifico que me foi apremiado nm
documento impresiona lingoa ingleza, o qual lille-
ralmente tradnzido para o idioma nacional, diz
seguinle :
.-/cijo aos navegante!.
Boias no canal da Rainha (Queen's chanel.)
Trinily-llouse em Londres, 15 de maio de 1854.
Pete prsenle se faz publico que na conformidade
do annoncio desla cata, datado 110 primeiro de mar-
co prximo findu, a boia do baixo de West-Pan pin-
tada com lisuras prelas e brancas, c,ue lem ama bai-
le e globo, foi removida para urna pequea distan-
cia .10 S. S. E. da sua auliga poi{io, e presente-
mente est em 14 ps na maro baixa dat aguas
vivas com as seguin(es marcas, e demorando segun-
do rnmos da agnlha pela seguinle maueira :
A extremidade do O. de Clevewuod \em orna li-
nha com a extremidade de leste da cslaeao preveoli-
EDITAES.
a\ VIRGEM INNOCENTE
Ao man rliado-a>lcaF.........
Singella, pura innocencia
Candida Jilha do eco.
(Serpa.)
T nio vet a florinha do prado
Formoui abrir ?
lie da candida virgem innocente
Divino sorrir.
E uao viis como bella sciulilla
A estrella luzeule ?
Assim brilham os olhos formosos
Da vi -gem innocente.
E nao "entes suave essa luz
De grato luir ?
He da candida virgem innocente
Um meigo olhar.
E nio ouves saednsa roliuba
Arrular lincemente ?
He asiim um snipirn fie amor
Da vircm innocente.
Se de um anjo risa o encantada
O co te nao deu,
Vi ua candida virgem innocente
Um anjo do eco.
De um aiijo a imagem bella
Vers na pura douzelte,
O Dr. Anselmo Francisco Peretti, commendador da
imperial Ordem da Rosa, juiz de direilo especial
do commercio por S. M. I e C. etc.
Paco saber aos que o presente dital virem, qne
a requerimentu de Minoel Gonralves de Azevedo
Ramos acba-se aberla a fallencia pela senlenra do
llieor seguinle :
Atlendendo a qoe o commerciante nio matricu-
lado, Manoel Gonralva;s de Azevedo Ramos, eatabe-
lecido com taberna na rua da Cruz delta cidade
cessou seus pagamentos cnmmerciaes, impellido, co-
mo diz, pelas causas referidas em sua expsito a fl.
2, declaro o mencionado commerciante em estado
de| quebra, e he Diado o termo da sua existencia a
contar desde odia 16 de junho prximo pastado,
em observancia do arl. 806 do cdigo eommercial,
ramete para carador fiscal o credor Joio Tavarcs
Cordeiro, e ordeno que prestado por este o devido
juramenta se proceda eom toda' a celeridade no
desempenho das medidas provisoria!, pondo-se os
selos na conformidade do arl. 811 do mesmo cdigo,
e remetiendo para esla copia anlentica da presente
tentenea, qoe ser publicada e afiliada : e cumpri -
das tedas as formalidades proscriptas pela lei, te
lulorisara a primeira reuniio de credores conforme
as providencias rciiulaineiilare-'. Recite 7 de julho
de 1855.Custodio Manoel da Silva Gumaries.
E mais senio continha em dita senlenea dada pelo
meu antecessor, e sendo notificado o dito candor
fiscal nnmeado para prestar o juramento do eilylo,
esto nio quiz aceitar a nomeacio pete que nomeoi o
credor Jos Jacome Tasto Jnior, o qual declaron
nio poder aceitar dita noraeac.no, em virlude do
que foi nomeade por mim o credor Luiz Jos da
Costa Amorim. e por este tambem nio aceitar no-
mcei o credor Jos remandes Ferretea. E para o
cumprimento da mesma sentenca convoco a lodos ot
credores prsenles do referido fallido para cumpi-
recerem em casa de minha residencia no largo da
Santa Cruz n... no dia 5 do corrente mez pelas 10
horas da manhia afim de se proceder a nomeacau
de depositario ou depositarios, que hio de receber
provisoriamente e administrar a casa fallida. E pa-
ra que chegue ao conhecimenlo de lodos mandei
passar edilaes, que serio publicados pete impreosa
e alndo nos lugares designado! no en. 129 du
regulimenlu 11.738 de 25 de novembro de 1850, e
no arl. 812 do cdigo eommercial.
Dado e panado nesla eidade do Recite capital da
provincia de Pernambuco aos 3 diaa do mez de se-
tembro do 1835. Eu Francisco Ignacio de Torrea
Bandeira, escrivio interino o Gz eterever.
Anselmo Francisco Peretti.
0 Dr. Anselmo Francisco Perelli, commendador da
ordem da Rosa, joiz de direilo especial do com-
inercio nesta cidade do Recite, provincia de Per-
nambuco, por S. M. I. e C. o Sr. t. Pedro 11, que
Dos guarde etc.
Faco laber que por este juizo se ha de arrematar
por venda, no dia 17 de setembro, na casa dai au-
diencias, 1 relogiu de ouro patente inglex no valor
deSUQOOO, 1 a.iuei de miro com lirma com oilava e
meia e 18 grios por 5, 467 oitava de prata velha a
100 n. 48B700, 10 itava de prala de galio a 200
rs. 29000, 1 traueelim de ouro com duas oitaras e
meia e 18 graos8*150. 1 par de boles de ouro para
abertura com oilava e meia e 18 grioi :to\ 6 estrel-
las de ouru com o peso de Ires quarlos 2>, 2 esporas
de ouro cum o neto de urna oilava 18 grioc 3J700.
1 par de bolOes de punho com urna oilava 29, 1 re-
doma oom corda* com o peso de quinze oilavase
meia 2 3O95O0, 1 aIGnele de diamantes 59, 1 ha-
bito da Rosa I69, 1,366 mi.ivas de prata em obras 1
2irs. 3309220,1 estante com 200 voluntes de livros
809, a ettaule e 1 meia commoda 209, 1 bnco deba-
lauca 19. I par de bancas 129, 1 dita de meio de
sala 69, 1 banheiro de fulha 69, 2 banquinhsi ordi-
naria! 29- 1 commoda de Jacaranda 129, 18cadeiras
de pao d'oleo com asiente de palhinha a 29 369000,
1 oratorio cora a nnagem do Crucificado S. Francis-
co, Conceirio, Santo Antonio e S. Joto pelo valor
de 1009, 1 mesa de amarelln 129, 3 eadeiras de ba-
lando a 39 99, 1 tote 169. 1 cadeira de balanco 59,
1 lavatorio 19. I baca de rame 39, 1 laiio pequeo
de cobre 29, 2 pares de mangas 49. 1 par de lanler-
nai 29, 1 maca 29, 1 bahu' coberto de sola 89, Ma-
ra Cassange, doenle, su?, Jos criante, 18 anuos,
8009, Domingos crioulo. 32 limos, 009. Antonio
crioulo, 50 anuos. 2509000 : penhorados aoi lierdei-
rot de Francisco Carneiro da Silva, por execucao de
Jos Antonio Bastos.
E para que chegue a noticia de lodot mandei pas-
ur o presente em virtude de um deferimcnlo em
audiencia de 20 de agento do correte annu, qui se-
r publicado pela imprenta, e dout do mesmo llieor,
que sern aflixadus ua prara do commercio e u casa
das audiencias.
Dado e pastado nesla cidade do Recite de Per-
nambuco aos :H) de agosta de 1855. Eu Francisco
Ignacio de Turres Bnuteira, escrivio interino o tubs-
crev.Anselmo Francisco Peretti.
va de St. Nicols.
A igreja de Ash quasi ao meio
caminho de lteculvers para Sarp-
ull I..........
Embarcarlo do pharol Girdler.
Boia do baixo Norlh-Pao. .
n do baixo Pan-Spit. .
b Soolh-Knoll.....
de Wesl-I.as..
S. S. E.
S. 1,4 E.
N. 1,41.2 O.
N. 1,4 E.
E. 1,4 e 1,2 S.
s. E. l"c 1,2 E.
S. 1,2 O.
As segulnles alteruroes tambem liveram lugar em
cotitrmiditle com a inlenrao expressada na dila no-
tificarlo du primeiro de margo, a saber:
A boia de Pan-Saud-Knoll foi lirada nao sendo
mais necessaria. '
Mfdanca de corei.
A boia de oeste Pan-Sand.
A boia de Oan-Sand-Spit.
A boia de Pan-Palcb.
A boia de oeste Tongue mudaran dat suas corea
anteriores para preto eh ra ico satinado.
A boia Wedgede encarnada para preta.
Petes alterarles supra, a boias do lado do norle
do canal Qaeen, sio todas prelas e trancos salteado,
e ai do lado do tul prelas.
A boia deN. E. de Margarel-Spil, anteriormente
salteada de preto e branco, mudar am para as mes-
mas cores em urnas listras verlicaus. Por ordem,
assignado.
J. Ilerberl, secretario.
E nada mais conliolu ou declarava o dilo impres-
so, que bem e fielmente traduzi do proprio original,
imp esto em inglez, ao qual me reporto, e depois de
haver examinado cora este e achido conforme, o
lornei a entregar a quem m'o apresentoo.
Em f do que passei o prsenle c ne assignei e sel-
le com o sello do meu uffiete nesta muilo leal e he-
roica cidade de S. Sebasto do Rio do Janeiro, aos
21 de julho do anno do Senhor do 1855.
Jos Agoslinho Barbota, traductor pnblico e in-
terprete eommercial juramentado.
Cinforme, Francisco Xatier Bomtempo.Con-
forme. O secretario, Alexandre Rodrigues dos
Anjos..
Eu Jos Agoslinho Barbosa, cidadio brasileiro,
traductor publico e interprete eommercial juramen-
tado da praca, ele, : Certifico que rae fui apresenta-
do t.m documento mprcsso, escriplo em inglez, o
qual lilteralmcnte Iraduzido para o idioma uacional,
diz segoinle :
uso aos navegantes.
Hespanha cosa do Oeste.
Pharol fi.ro em Chlpiona, C'iadalquilir.
O governo hespanhol acaba de participar que no
dia primeiro de maio de 1855 nm pharol lixo ser
cpllncado na lorr da igreja da cidade de Chipiona
ria Pona do snlda entrada do Rio Guadalquivir, na
provincia de Cdiz na costa de oeile de HetpaoMft
A torre da igreja .est prxima no centro da cida-
de ua lalilnde de 36, 44', 15" Norte ; longitnde 6,
25', 46" O. de Ureewich.
O pharol he lixo, de cor natural, o seu tecus este
na levaco de 70 ps cima do nivel do mar, e po-
de jr vislu em urna distancia de 8 militas em lempo
ciar).
Este pharol, alem demarcara posicio daquella
parle da coste de Hespanha, tambem serve como
balisa para o baixo de Salmedina da parte do N. O,
do qual o pharol demora E. 4 S. E. 1,3 S. diitenle.
canto 11,8 milhat.
Tida ai demareace* sio magnticas.
Assignado. John H'athington, hydrographo.
REPARTICAO' HYDROGRAPHICA DO AL-
MIRANTADO.
Londres 27 de abril de 1855.
Eiite_aitio tem referencia aos scjoinles mappas do
almirantado : Thames para o Mediterrneo, n. 1 ;
costis de Portagil e Hespanha. n. 92; entrada'de
Guadalquivir, n. 2341, e mais a lista de phares hes-
panhoes 11. 178.
E nada mais continha, on declarava o dilo docu-
menta, que bem e fielmente traduzi do proprio ori-
ginal, 1 mpresso ero inglez, ao qual me reporto, o ds-
poit de haver examinado com este c adiado con-
forme o1 lornei a,entregar a quem m'o apresenton.
Em f do que passei o prsenle que assignei e sel-
lei com o sello do meu oflieio nesla muilo leal e he
mica cidade de S. Sebastiio do Rio de Janeiro, aos
25 de julho do anno te_ Nosso Senhor de 1855.
Jos Agoslinho Rirhota traductor publico e inter-
prete eommercial juramentado.
Conforme.Francisco \atier Bomtempo.Con-
forme. O secretario, Ale.ram're Hodrigms dos
Anjos.
Eu Jos Agoslinho Barbosa, cidadio brasileiro, Ira-
ductor publico e interprete eommercial juramen-
K-flndn da praca ele.
Certifico que me foi apresenladu um documeM
im ne.-so em inglez, o qual tillen luiente Iraduzido
para o idioma nacional, diz u seguiute :
Aviso aos navegantes.
Canal do Prince na entrada do Thames, Trioily,
House, Londres '10 de maio de 1855.
Tendo-ie considerado conveniente que as allera-
c adan le especificadas se effecluassem as posi-
coes das embarcarles de pharol, assim como as
boias do canal Prince ; pelo presntese faz publico
que ai mesmas se reallsario no 1 de agosto, islo he
pelo que diz respeilo.
As embarcares \de pharol.
A embarcarlo to pharol do Tongue ser reroovi-
il'l lima ilic I-111,-i ., nnimi J. ..mi.iin. .1. a_
flotoj.
A bou de cor encarnada cIiiiMr.1e.lM1 0e,le Gir.
dler, sera collocada na extremidade S. O do baixo
Girdler, e a boia com risco, pete, e brancoi qoe le
chamar East-Tongue, aera collocda na pon, de
laJtle do baixo Tongae eomo urna balisa ile* M,i
.1 enlrada do canal da Rainha. p
Dir-te-hao oulras intermieAe* Iom a n.n
donada, alleraja. estivWMB UZiZl Silo. I "
AwignidoJ, llerbtrl, iicreltrte.
E nada man eenlinh* ou declara o dilo doconjen-
lo, que bem e fielmente traduzi do proprio original
inipreieoem inglc, ao qqal mi reporto, e depois
de haver examinado com ule, e adiado conforme, o
lornei a entregar a quem m'o apresenlou.
Era te do qae, pnisei o presente que seignei e ael-
lei eom o ello do meo oflieio netta multe leal e he-
roica.cidade de S. Seb#tiiao|do Riode Janeiro.aot 25
ce julho de inno de Nosso Senhor de 1855.__Jos
Agoslinho Barbosa, traductor publico e Interprete
eommercial joramenlado.
ConformeFrancisto Xavier Bomtempo.
ConformeO secrelario, Alexandre Rodrigue*
ilos Anjos. *
Eu Jos Agotlinho Barbosa, cidadio brasileiro, tra-
ductor publico e interprete eommercial junmen-
lado da praca. ele.
Certifico que me tei apresenlado um impresso es-
criplo em inglez. a qual, p.aid0 d. par(e lrtimi
para idioma nacional e diz o seguinle :
^pt'io aot navegantes.
Phirol do Nore.
Trlnlly House em Londres not % d. mareo da 1855.
Tendu a alinelo da eorporacio tido chamada
para a difliculdade que iclualmenle se experimenta
em deslngur o pharol que exilie abordo da embar-
cacio que exilie com luz ou pharol no Nore, por
causa das luzes que apparecem de bordo du embar-
rarles tendeadas as proximidades da mesma, em
virlude do regulamenlo do almirantado, qot deter-
mina que todas as embarcacoi aprewnlita* ami
luz clara qoanjo esliverem fund*sdai; jolgon-te
conveniente que a qualidade da tas floetainte no
Nore tost mudada, epor (ante tei-se publico rraano
dia 21 de jnnho prximo a taz do Nora Me arfare-
(era mais como urna luz fin, eque em un lujar
upparecer urna luz revolvonle que apremiar nm
l'uzil on relmpago de luz clara com nter vallo de 30
segandoa. Por ordem.
Assignado\J. Ilerberl, secrelario.
E nada maii continha ou declarara e dilo docu-
mento, que ben. e fielmente traduzi do proprio ori-
ginal, impresto em inglez, ao qual me reporto, e de-
pois de haver examinado com eale e echado confor-
me, o lornei a entregar a quera nTo-anreteotoo.
Em f do que passei o presente que assignei
sellei com o lello do meo oflieio nesla moito tea te be
roira.eidade de S. Sebatllo do Rio de Janriro,ao 24
de julho do anno de Nono Senhor de 1855___Jote
Agoslinho Barbosa, traductor publico e interprete
eommercial juramentado.
Conforme.Francisco Xavier Bomtempo.
Conforme O lecrelario, Alexandre Rodrigues,
iot Anjos. *
En Jos Agoslinho Barbosa, cidadio brasileiro, tra-
ductor publico e iolerpetre eommercial juramen-
tado da praca.
Certifico qne me tei apresenlado um impreewaa-
cripio em inglez, o qual lilieralraente tradnzido para
o idioma nacional, diz o teguinle :
Aviso aos navegante*.
N. 16.
Irlanda, coila de lele.
Pharol de Dendalk (luz de relmpago de fuzil.)
Q porto da eorporacio de Dubljn acaba de fazer
publico de se haver couslruido nm pharol dentro
da enlrada do canal do ancoradouro de Duudalk, du
qual appirecer urna luz na noite de 18 de junho
proiimo de 1855, o qual, de hoje em diante, oslara
aceto loda ai noitea do pdr ate ao naicer do
sol.
A luz aera de relmpago, islo he, ama loaGxa, va-
riada por fuzis, dando uro fuzil em cada quiaze se-
g indos ; a tua ponte do foco Gca 33 pea cima do
nivel do mar em mares cheias, e em lempo claro he
vizivel urna diilancia de 9 milhai.
Para o lado do mar, a lu* apparecer de unn cor
nataral, clara, demorando na direceao 0.1,4 N., e
.V 1,2 O., e ficar malcarada on coberta na diree-
co do recite de Donany, enlre at demarcac/ies de
>. 1,2 O., e N. qoarla e meia a I .este. Ter ama cor
encarnada para o lado do O. da baha de Dundalk,
e apparecer clara para o lado do norte do canal du
ancoradouro.
O pharol esta supportedo sobre pilares de urna cor
encarnada, amarrados ero formas .bertas per baixo
do edificio, qoe he de urna forma octogonal e cor
branca. Por cima desle a casa do pharol tem nm
lucio uu.telhado de forma de abobada. Est na la-
litude de 53, 58' e 40" N., e longilude 6 e 18' O.
denlro da entrada do canal, demorando dot rochetta
do eailello em frente da Punta Codey) N. O. 3,4 O.
distante 51|3 milhai nuticas; de Dundalk Patch
baixio com rochedot) 1,4 0: 3,4 O. ditlancia
6 1,4 milhai ninticas ; dot recites de Duniny (a
bate da ponte de Dunany) N. 1,4 O. distante 61,3
imillas nuticas.
O canil, qoe anligamente corra pelo norte da ca-
sa do pharol, corre agora pelo tul da mesma, e pas-
snndo-te por elle par Tora, orumuuari. Os capi-
liies do navios devem dar bastante Aguardo aea ri-
lares.
Todas as demarcarle* sio magnticas.
AsiiguidoJohn IV'ashinglon, Mdrogiapln.
Reparlicao hidrographica do almirantado.
Londres 16 de abril de 1855.
Ella parlicipaeio altecta as teguinle cartas do al.
miranlado : caual de Irlanda, o. 1824, coala de les.
le da Irlanda, fl 1.a n. 1468, assim como a lista dot
phares de Inglaterra e Irlanda n. 296.
E nada mais contralla oh declarava o dte impres-
so, qoe bem e fielmente traduzi do proprio origi-
nal impresso em inglez, ao qual me reporto, e de-
pois de haver examinado com este e adiado confor-
me, o lornei a entregar a quim m'o apresen-
lou.
Em fdo que passei o presente que issignei e tel-
lii com o tellu do mea ofHcio nesta muilo leal he-
rrara cidade de San Sebastian do Rio de Janeiro, aos
11 de julho do anno do Senhor de 1855.Ute.lgo-
i.nho Barbosa, traductor publico e inlern/ete com-
mercial juramentado.
Couternie.Francisco Xavier Bomtempo.
Conlorme. O secrelario, Alexandre Rodrigue*
dos Anjos.
Eu Jos Agoslinho Barbosa, cidadio bratiliiro, tra-
ductor publico e interprete eommercial joramen-
lado da praca ele.
Certifico que rae foi apresenlado um documente
impresso em inglez, o qual a pedido da parte, tra-
duzi llteralmente para o idioma nacional, e diz o
segoinle:
Aviso aot navegante!.
N. 15.
irlandacoila io Oeste.
Luz Gxa em Broidhaven.
O porte da eorporacio de Dublin tez pnblico qoe
e edificou um pinrel no lado do oeste da entrada
do canal da baha de Broadhaven, do qual appare-
cer urna luz nn noite do primeiro de junho prxi-
mo de 1855, a qual ser acea desde aquella data
em todas as nolles do por al ao iiascer do sol.
A luz he urna luz Gxa, apparecende com a cr
natural, clara, segundo se v das demarcarte! de S.
da para urna distancia romo do coraprimenlo de 7
I ela nsperrao da airandega se faz publico, pa- amarra! ao N. O' 4 O. da tua presente posico, e a
n ruiihecimento de quem pertencer, que foram ap- embarcacio pharol Girdler com o cumprimento de
prehendidks na pcaia de Lucent e no rio Maman- 3 ajiairaa S. 3,4 O. da 10a prestle posirau. e na
guape da provincia da Parahiba, duat canoas com meim linha de demarcacao do pharol Naplin, em
os objectos abaixo declarados, pertencentes ao car- [que. actualmente est, e pelo que diz respeito ai
f
t
i
\
v,
I
1
f
t
jT
A torre he circular da cor de pedra, tem 50ps de
altura da sua base at ao alto da abobada. Esla
enllocada na Ponte de Gubacathel, na laltilude 54.
16'N., e longilude 9. 53'0., demorando di Ponte
de Erres (dos recites de) S. S. E. 1,4 E. distante eo-
mo 4 1,2 milhas nuticas da illn Kid S. O. 1,2 S.
distante 33,4 milhis muticas do rochedo Tidal (no
canal em frente k eslarao la guarda costa) N. N. E.
11,2 a leste distante 3,4 de milha nutica.
Ao entrar da baha da Broadhaven, deve-se con-
servar abarte a lu para patsar safo dos recites
em frente 1 Ponta Erris, e nav< gando pete canal da
baha, para pasear em claro do rochedo Tidal em
frente a estadio da Gnarda Cosa, deve seguir pato
lado de leste on por fon dos limites da cor encarna-
da do pharol.
Todas as demarcacoei alo magntica.
Assignado.John Waihington, hidrographo.

\
Hepirlicao hidrographlga, almirantado em Lon- t:
dret aot 9 de abril de 1855.
Etla notificaran aftecta a lista de phares ingleza
e irlandeza n. 323. f
E nada mais continha ou declarava o dilo impres-
so que bem e fielmente traduzi do proprio original
escriplo em inglez ao qual me-reporte, e depois te
haver examinado curo este e adiado conforme o lor-
nei 1 entregar a quem me o apresenlou. L
Em f do que passei o prsenle, que assignei e
sellei com u sello do meo oflieio nesla moilo leal e
heroica cidade de S. Sebatliao do Riu de Janeiru.ae
5 de julho do anuo de Nomo Senhor de 1855___Jo- jF\
st Agoslinho Barbosa, traductor publico e inlerpre- Jm^"'
lu eommercial jurimenlido. r
ConformeFraneiteo Xavier Bomtempo.
Conforme.O secretario, Alexandre Rodiigues
dos Anjos.
Pela mesa do consolado provincial se faz pn-
blico aos conlrihuinles de impostes, cujos lebitos sio
dependentes de lancamrntos, e que anda ni foram
pagoi dentro do annu Gnanceiro prximo pastado,
qoe os podem raalisar netta repartir al o fim te
prsenle mez, lindo o qual pauam a ser execulade
todos os que deixaram de pagar os do anno de 1854
a 1855.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernambiieo sueca sobre
a prara da Bahia, e contina a tomar
luttras sobre a do Rio de Janeiro. Bun-
co de Pernambuco 25 de junho de i 855.
O secretario da direcco, Joao Ignacio J
de Medeiros Reg. '
Pela delegacia do primeiro districto do Recite
f. ira preso e recolhido a ca>a de detengan, ne dia 3
do corrente, o preto de nacao de nome Joao, por
andar fgido, qual diz ter escravo dos herdein do
finado Jos Antonio Pereira e moradfires no engenho
Cl termo de Goianna. Delegacia deste primeiro
districto do Recite aos 4 de leterobro de 1855.O
delegado, Francisco B. de Carvalho.
Mr*"



DIMIOOE PERUIBUCO QUINTA FEIRA 6 DE SETEMBRO DE 1855
L\
\
i
Peanle t espiara municipal desla eidade es-
larao ero prec.a oes dia 12, 13 14 do correte, a*
randa municipaee ngainles : imposto de alericoes
13:dOOUOO, dilo de 500 ra. sobre calleen de gado
12:2658000, dilo de capim de planta 1:2639000, dito
Pr eaapi de fnrinha e lecume levado aos mercadoa
Subcoadat freguezias da 8. Joi e Boa-Viila 803,
ito aobre masca les e boceteirns 2539, alaguis do
lalrus dee arenguea poblico 3:2199 : o pretenden-
tea para podereni (anear devem apresenlar previa-
mente don fiadora legalmanle habilitados. Paro
da cmara municipal do Recife em sessao de 5 de
aetembro de 185..BarSo de Capibaribe, presiden-
te.Manoel Ferreira Accioli, aecrelario.
CONSEl.HO f *.DMINl'sTRATIVO.
O conaalho adminiatialivo, em ciimprimenlo do
art. 22 doregoiamento de 14 de dezembrn de 1852,
fax publico, que foram aceita as proposlas de Bar-
tholomeu Francisco de Souia, Manoel Antonio Mar-
Un Pereira, Jao Cario Aagiulo da Silva, Sooza
& Irmaos e JoSo Femandes Prenle Vianna, para
fornecerem :
O primeiro, os medicamentos para a botica do pre-
sidio de Femando, tesando o pedido ja annunciado
na importancia de 1229200 rs.
O segundo, 6 collados de amarello a 129000 rs-, 6
eoatadinbo* de dilo a 89500 rs.
O lerceiro, 50 varas de lona a 900 rs.
O quarto, 8 niilheiros de taia de bomba a 300
rs., 1 dilo de ditas araarellaa n. 9 por 2 r.
O quinto, 36 pee,aa da lita da liuito a 100 r.
E avisa aos supradilot vendedores que devem re-
colher ao arsenal de guerra os referido objeclos no
dia 6 do corrate me.
Secretarla do conselho adminislralivo para forne-
cimonlo do arsenal de guerra 5de selembro de 1855.
V*rnaria Pereira do Carmo Jnior, vogal e ae-
crelario.
TRIBUNAL DU COMMERCIO.
Pela secretaria do tribunal do commercio da pro-
vincia de Pernambueo se Tai publico, que o Sr.
Joaquina Jos da Costa Fajse, cidado hrasileiro,
domiciliado nesla eidade, se acha matriculado neste
tribunal, na qualidade d eommerciaole de grosso
trato e a relalho.
Seerelaria 5 de selembro de 1855. Aprigio Jtu-
t miao da Silva,GuimarSet, olcial-maior.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O cooselho administrativo tem de comprar os ob-
jaclus seguinle :
Para o halalka de infantaria.
Bonita de lia, 21 ; grvalas de iota de lustre,
181 ; mantas de laa, 232.
Escola de priineira lellra do 10. batalhflo.
Caivetes, 2 ; papel almaco. resmas 6 ; pennai
M ganeo, 400 ; tinta preta, garrafas 6 ; lapia, 72 ;
ama preta. libra 6.
Provimenlo dos armaiens do almoiarifado.
OI>reias, manos 40 ; pennas de ganeo 600.
1.a e 2.' classe.
Cnla da Babia, 1 2; ocre.idam 1; alvaiade, dem
2; junco, dem 8 ; laboas de farro de louro, du-
4." claue.
Lensiie de lati de 50 a 54 libras cada um, 2 ;
ditos de dito de lt a 15 dila, 10.
Fotneeiuiento de luies a eatace miiilares.
Ateite de carrapato, caadas 720: dilo de coco.
caadas 46 ; pavio*. duzias 9 j flu de algodao, libra
60 ; velas de carnauba, dem 223.
Recrulasem deposito no 2. batalhao da infantaria.
Esleirn, 100.
Diversos balalhSes.
Saaato faitea a provincia, pare 900.
Hospital regirainUI.
Cubo* inodoros, 10.
OITIcinas de 5." classe do arsenal de guerra.
Muios de sola corllda, 150.
Prendi de Femando.
Farinha de mandioca, alqueire 600 ; madapolo,
pecas 6 ; baranaoes da cera, 12 ; locha di; dita, 6.
Qoean ce quier vender aprsenle 11 mas propa-
las n carta leehnda, na secretaria do eouselho s
10 luirs do dia 12 do corrente mez.
Secretaria do c msellio administrativo para forne-
eiment do arsenal de guerra 5 de setembro de 1855.
Jo.'i d* Brilo Itglez, coronel presidente Ber-
nardo Pereira do Carino Jnior, vogal a secretario.
PUBLICAQA'O LITTERARIA.
Acha-se a venda o compendio de Theora e Prali
ca do Proccmo Civil feito pelo Dr. Francisco de Pao
BapUsta. Esta obra, alm de urna introdcelo
obre as aceces e mcepcoo cm geral, traa do pro-
eetso civel comparado com o eomniercial, eonlm
* llieoria ubre a applicacao da causa julgada, e ou-
Ira doulrina luminosas : vende-se unicamenle
a leja de Manuel Jos Leile, na ra do Quei-
aaadu a. 10, a 69 cada ejemplar rubricado pelo
Continua a vender-te a obra de d-
reito-o Advogado dos Orphaos, com um
apndice importante, contundo a le dat
leriuae Irada* do tribunaet de juitica, e
o novo Regiinento de costas, para uso* dos
juizet, escrivaet, empreados de juttca, e
aquellet que frequentam os estudos ddi-
reito, pelo preco de 5J000 cada exera-
plar; na loja do Sr. padre Ignacio, iua
da Cadeia n. 56 : loja de encadernacao c
livros, rua do Collegio n. 8; pateo do
Collegio, livraria clatsican. :,ena piara
da Independencia n. 6 e 8.
DE .
S. ISABEL
Sociedade Dramtica Emprezaria-
BILHETES VENDIDOS PARA DIJAS RECITAS.
Por ordem do Exm. Sr. presidente da
provincia, o espectculo do festejo do da
7 do corrente tera' impreterivelmente no
dia 6, em contequenctade varios festejos
aqueS. Exc. tem infaliivelmente de as-
sistir no dia 7, que ihe proliihem de adiar-
te desoecupado a horas competentes de
poder tambera assistir ao espectculo de
grande gala, a que nao pode faltar.
PRIMEIRA RECITA.
QUINTA-FEIRA 6 DE SETEMBRO DE 1855.
espectculo em grande galla.
ANItvnSAJUO-Di. INDEPENDENCIA DO IMPERIO.
Logo que e lixm. Sr. prndenle da provincia
comparecer na na tribuna, dar principio ao espec-
tculo, o nevo elogio dramtico, intitulado,
A1MENDEMI \ DO BRASIL.
Pertonagent. Adores.
Brasil. A Jr.i D. Maria Leopoldina.
Despotismo. O Sr. Bezerra.
Libertada A8r>. Leonor.
rindooqual, a a vista da efti.ie de SS. M.
ama msica m.rcial locar dentro da scena o hvm-
no por toda a compnnliia, acgmpanliado pela orchestra
Oepoi de mulada grande orcheslra a nova e
bela oaverlnra Fra-Diavolo, represeetar-se-ha o
aovo drama en 3 acin, intitulado.
A CORDA HEREDITARIA
ou
o perico dos rovos.
Permnagtnt. Actores.
Christierno, rei de Dinamarca O Sr. Senna.
Suoon. seu fillio..... Bezerra,
Conde M>guos, primeiro mi-
"slro......... Mende.
Mrquez de Ihurwich.....1 Sebatliao.
Conde de Uolbeg..... Kozendo.
Brand, amigo de Sanou Monleiro.
Olana, dalgo...... A. Lisboa.
ric Slerson, capitao das guar-
*......... Pililo.
Allierlu Slerson, lenle irmSo
..O?*}1?-....... Sania Rota.
Onicaldo Paco...... j.ima.
Un Porlelro....... N. N.
Um Meslre deCerimonla. N. n!
Um Pregoeiro...... Euzebio.
Cristina, sobrinlia do conde de
Mu....... Sr-D.Leonor.
Ofllciaes, corlesaos, poro e rebeldes.
A cena pasele em CopenhaaVi.
O intervalos do acta* serlo rrehenehido com
e-VMiymplioiMm, inclusive acavatinaabrigada
a cirmela, da opera Matnadieri, eiecutada pela
orcheslra debati da direecao de insigue artista o
Sr. Pedro Nocavco Baptista.
Jeronymo, lavridor .... SebasliSo.
Maire.da Aldeia de Saint Pol Lisboa .
Cura, da meama. Rozendo.
Thomaz, rendeiro ..... Sania Rosa.
Chrlslovo, soldado velhof B Mondes.
Chambord, chefe dos Incen-
I <"afl<.....f Piolo.
Loupy, mendigo. ..'... ,, Monleiro.
Ronget, joven vagabnndo Lima.
Germano, criado dn conde Euzebio.
Amelia, filha do oonde( .ASr.D. Leopoldina
Josephiun, criada de Amelia Amalia.
Madame Thomaz ; uua.
Borah, velha mendiga, ... ,, jesuina.
Malhilde........ Januaria.
Convidados, creados, aldenes toldado.
A cena paisa-e em Franja no anno de 1830.
Dam fim ao espectculo o novu e engracado duel-
to, intitulado.
A PANELL4 DOS FEITI{0S.
Cantado pelo Sr. Monleiro, e a Sr. U. Leonor.
Principiar ,it 8 poraa.
Asociedada dramtica emprezaria potsuida do
maisvivo reconhecimento, asradere cordialmenle
ao Eim. Sr. presidente da provincia a concecSo.
(com que houve pnr bem honra-la,) deslas duas re-
citas em feslejo do grande dia que marca a memora-
vel Inilcpendencia do Imperio do Braiil.
Todas as pessoas qm-tem bilhele eucommenda-
jlos, qneiram mandar busear xl quarta-feira 5 s 2
horas da larde, ficando d'esse dia e hora satn dirtito
a reclamasao aliuma, caso nao mandem buscar a
suas encommenda.
O restn do bilhele* acham-se venda na eicrip-
lorio da sociedade, entrada pelo fundo do (healro,de
manhaa das 10 a 2, das 5 b 9 da noile.
AVISOS MARTIMOS
PARA A BAHA
salie com muita brevidade por ter par-
te de seu carregamento prompto, o ve-
leiro hlate Santo Antonio Triumpho.
para o resto da carga e passageiros trata-
se com os consignataries Novaes S Ckimpa-
nhia, na rua do Trapiche n. 5i, oucom o
capitao na praca.
Para o AcaracV segu em poucos dia o velei-
ro hiele Cajtro : para a reato da carga, Iraia-se
com seu contignalario Domingos Alves Matlieus.
Para o Rio de Janeiro aegue impreterivelmen-
te uo dia 6 do corrate o brigue hrasileiro Damao ;
para pasaaireiroa e cscravoa, para o que lem etcel-
lentes commodos, Irala-e com o consignatario Jos
Joaquina Dia Fernandos, ou com o capitao na praja.
Para Acaracu' segu no dia 8 do mez corrente
o hiale Crrelo do Norte ; para o reslo da carga,
trala-se com Caetauo Cyriaco da C. M., ao lado do
Corpo Sanio 11. 25.
Para Liaboa pretende sahir com loda a brevi-
dade por 1er parle da carga prompta, a barca perlu-
gueza Mana Jote, de que he capitao Jos Ferreira
Lessa ; quemquizer carregar ou ir de passagem, di-
rija-se aos consignatario K. S. Rabellu & Filho, oa
ao capillo na praca do commercio.
Para o Aracaty segu com rapidez o hiale Au-
rora, com a carga que ti ver : qaem quizer carregar,
trate com Martin de Irmao, rua da Madre de Dos
n. 2.
LEILO'ES.
. O agenle Borja far lellAo em seu armazem
na rua do Collegio o. 15, de urna quanlidade de ob-
jeclos de dilfereiiles qualidade, coiuC bem : obra de
marcinerla uova e usadas, obras de ouro, relogios
para algibeira, calungas e vaso de porcelana para
enfoile de sala, urna porc-lp de marroquim de todas
acore com um pequeo toque de avaria, e oolroa
moli objeclos, que se acharto patentes no mesmo
armazem : quinta-feira, 6 do corrente, a 11 hora.
Quinta-feira 6 do corrente far-se-ha leilao dos
genero da taberna sita na rua do Forle n. 2, em lo-
te a vontado do comprador, e armadlo.
?VISOS DIVERSOS.
O Sr. Joaquim Octaviano da Silva,
tem urna carta na livraria n. G e 8, da
praca da Independencia.
Caelano Pinto de Veras, pede ao Sr. Mauoel
Figueira de Faria, proprieltrio da lypographia do
Diario de Pernambueo, quoira 1er a bondade de de-
clarar pelo mesroo Diario te o annunrianle be o au-
tor do rommonicado a respeilo da ordem lerceira de
S. Francisco, publicado no Diario n. 205 de 5 do
corrento mez, ou se mesmo intluio paro que fosse
impresso e publicado ; e esle pedido faz.nao obstan-
te ter dedo pravas, que nao e aproveila do ezpe-
diente de occullar-se scinpre que tem havldo ocea-
siAo de utilisar a liuerdado da imprensa, para que
nao tenliam tugara preiumpcOes.
Nao no consta que Sr. Caelano Pinlo de Vera
lenha parte alguma nocommunicado que menciona.
OtRf.
.Precisa-te de urna ama secca : no becco do
Campello n. 4.
No dia 11, isll horas, na sala das audiencias,
depois de finda a do Sr. r. juiz de ausentes, se ha
de arrematar um sobrado de um andar, ailo na rua
Imperial, chao proprio, com 3-i palmo de frenle,
79 de fundo e mais 252 para quintal, avallado em
9005 rs., perlencente a heranra jacenle do finado
Anlonio do Tnndadc.
Sabbado, 1 do corrente, 119 1 horas da larde,
drsappnrcceu, da casa de suasenhora, a eterava Be-
nedicta, prela, baila, com falta de denle na fren-
le, rollo redondo, de ncelo Anguila e de 30 anuo :
roga-se ao capilar* de campo, ou a qualquer pes-
sua, a approhemao da dila eacrava, e entrega-la na
rua Naya n. 65, segundo andar, a tua scuhora Ma-
a da Coneeic,Ao de Sooza Vianna, a qasl protesta
usar do meios judiciaes contra quem a acontar. O
apprehendednr recebar o importe de teus serviros
pela captura.
Na rua do Queimado n. 11, ha um completo
,ortimenlo de laa para bordar, de todas as core.
Preeisa-se de ama ama forra en captiva para
casa de pouca familia, porm que nao lenha aggre-
gados ou nihos : na rua eslreila do Rosario, deposi-
to n. 4.
Ainda se aluga a casa em Olinda, na ladeira da
Misericordia n. 12, por lar ainda concertada de
poucos lempo e tambem pintada, muilo arejada e
bom local : quem pretender, dirija-se rua do Ran-
gel n. 21 ; e para se informar, mesmo em Olinda,
rua deMalhias Ferreira n. 28.
' Ordem Terceira do Carino.
A Irmandade do Divino Espirito Santo, erecta na
igrejade N. S. daCooceicao dos Militares, lendo se
dignado convidar esta ordem para acompanha-la na
(raladaca de ten divino padrueiro, da meama igre-
ja para a do eilinclo jesutas ; a mesa regedora da
veneravel ordem terceira de N. S- do Carmo desU
eidade itm a honra de convidar lodos os seus cha-
rissimo irmSo para se reunireqi na nussa ordem,
paramentados de seus hbitos, no da 9 do corrente,
as 2 horas da larde, para acmpanharem a procissao
- e deve ler logar a este fim. w
BOA (IRATIFICAQAO.
liratifiea-se bem a quem restituir a quanlia do
5008000 que foi perdida tegunda-feira a larde; an-
uuncie onde dtve ser procurado, ou dirija-ae rua
da Cadeia do Recite, r-criptorio de Antonio Haplis-
la Ribeiro de Faria, onde se Ihe declarar o numero
da scdulas e lugar onde foram perdidas.
No dia 15 do crranle, ao sabir da miisa das II,
da malriz da Boa-Vista al a rua da Aurora, perdeu-
se ama pulseira de coral, toda de fio, lendo no fei-
10 urna figura encaitoada eroourn, quem achare li-
vor coiucioncia, lave- a roa da Cadeia do liedle.
loja de cambio n. 3-1, que se dar ovalor|da pul-
seira.
Panorama.
QUARTA KXPOSICiO.
FRKDK LEMBCKE.
Tem a honra de annunciar ao respvilavel publico,
que hoje quima tetra do corrente, eipoe nova vil-
las que nesla provincia ainda se nao viram : na
rua da Cadeia confronleao convento de S. Fiancisco,
onde espera a concurrencia do reaneilavcl publico;
as vistas sao as seguintes :
\-S. Pclersburgo, vislo defronle de Isaac.
2.Cronsladt com todas as ua> fortificac8es.
3.Eiplosao de urna mina franceza pelos Hus-
sos, na Crimea.
4.Urna lorlificar.m rusta em uoile de la.
5.O Sund ou a entrada do Bltico em 110ile.de
la.
6.Cronsladt coma esquadra nata, e a observa-
cao dos alliados.
7.*A eidade de Belm.
8.Rio-Comprido (Engcnho-V(lho), perto do
nio de Janeiro.
O preco he 500 reis cada pessoa, acha-se abertn
das b as 9 da mulo.
Joaquim Pereira Arantes, com loja
de calcado na praca da Independencia,
faz sciente aos seus lreguezes e ao publico,
que os arinuncios que teem sido publica-
dos neste DIARIO, para irem pagar seus
dbitos, naoto seus esimdeoutro Aran-
tes, com armazem de cal e tijolos.
A mesa regedora da irmandade de
Nossa Scnliora da Conceicao dos Militares,
scientifica a todos os irmaos desta, que
tendo de acompanbar a da irmandade do
Divino Espirito Santo na trasladacao do
seu Divino Padroeiro, para a igreja dos
e\tinctos Jesutas, onde se vao erigir; ella
se compraz em convidar aos referidos seus
rniaos, para que se sirvam comparecer
na nossa igreja, na tarde do dia 9 do cor-
rente, as 5 112 boras, a lim de que se tor-
ne mais brilhante esse acto da maior ve-
nera cSo.
~**9*WHR*&+~
5EGUNDA RECITA.
SABBADO 8 DE SETEMBRO DE 1855.
Depois da evecu^So de ama bella oovertnra, re-
preaenlar-ae-ha pela priineira vez ueste Ihealro, o
muilo escellente drama em 3 acto e 7 qnalro inti-
tulado,
s'TST" =
OU
Os Incendiarios.
Pmonagimt.
Conde-de Clairville.
Flix.....
Baria de Saiil-Val.
Aetoret.
OS/. Senna.
A Sr." D. Leonor.
O Si. Beierra.
Sabemos que o Sr. Joaquim Baplisla MorcTra
rala de adquirir orna sobscripeSo para fazer urna
qualquer festa :io dia 16 de selembro ; esle dia j
tem sido lembrado pelos Portagnezes que nio qne-
rem negocies com o Sr. Moreira, para ae commemo-
rar no gabinete portuguez, como deve ser eomme-
morado o dia do anuos do seu SOBERANO, e
quanlo ni,i*, o dia em que elle deve tomar cont do
govtrno daquelle reino ; e lambem para nelle le
inaugurar o hospital portuguez queie est arranjan-
do, e para o qual lem concorrido o Portuguezcs dig-
no* dele nome, o que he ua realiriade a faala melhor
que podem fazer o Porluguezea, para DOS, e para
commemorar lao nnlavel dia, mai a aprazimenlo do
ten REI, O SU. D.-PEDJiO V.
Prerisa-se de urna am,Tpi*r7*^ijco de urna
caa de pouca familia : na roa do CalaD"SS**sJ9.
Alaga-te ama cata no Poco da Panella, ruada
Mangueara, lendo 4 grandes quarlot, sala adiant
atraz, com bom copiar fra e cozinha ao pe, leudo
lambem porUaao lado, indepeudente da mem ca-
a, asaim como ama boa cacimba com ptima agua
de beber : quem a pretender, dirija-te rua Direila,
sobrado de dous andares n. 137,
..A,,l8a"** *,ca,a oa beira do rio do Poco da
Panella, bastante fresca e com um bom quintal com
rrucleiras : quem a pretender, dirlja-e rna Direi-
la, sobrado de dous andares n. 137.
Aluga-se parto do prime;ro andar da cata ra
rna da Trincheiras n. 19 : a tratar na rua do Viga-
rio n. 11.
Aluga-se urna casa terrea, tila n ruado Sebo
n. 54, que lem commodos par pequea familia,por
99000 mensae : a tralar na rua da Aurora n. 26,
primeiro andar.
O tutor de Bernardino Anlonio de Rozejide
precisa fallar com o mesmo pira negocio de seu in-
!we : na roa do Oaairnado n. 15, ^f
Bem lembrado fol o que nu Diario de hontfm
publicou- ob a iniciae ", com dala de 4 d*
corrente, e por nutrir o mesmo deaejo, rogo ao
Illm. Sr. r. Almeida fa;a apparecer o convite para
a reunio do dia 9, alim de que. a 16, anniveraarin
do noso augusto moiiarcba Pedro V, seja aherto
ao necessilados o hospital portuguez, padiao de glo-
ria para o que para elle concorrerem.
Um memoro da cominhsSo.
l'recisa-se de um caizeiro para taberna, de 12
a 14 anno de idade, com pralica ou em ella : na
praca da Boa-Vis la 11. 20.
Aos Stt. estudantes.
A obra aununciada por 38000, na rua do Quei-
mado n. 24, nao se vendem mai pela frm annun-
ciadi, e im a vontade do comprador, a por comino-
do preco ; a ella, qae se esto acabando.
Jolilo Cretaers vtl i Europa.
r
Pernambucano.
Em consequencia da concurrencia de
festividades ofliciaes. que devem ter lugar
no dia 7 de selembro anniversario da In-
dependencia do I tupen, o Atbeneu Per-
nambueo deixa de ter sessiio magna nesse
dia, reservando-se para o dia 30 do cor-
rente mez, poca que a associacao mar-
cou para o encerramento de seus traba-
Ihos e solemnisnr iim dia tao memora vcl.
Por ordem do Sr. presidente ellectivo sao
convidados os socios ase reunirem emses-
sao ordinaria no dia 8 do corrente mez,
em conformidade do art. 37, capitulo 13
dos estatutos, a's iOliorasdamanliaa. Re-
cite 6 de setembrode 1855.Candido Pe-
reira Monteiro, segundo secretario ser-
vindo de primeiro.
l Joso Anaclelu, deulisla e sangrador bem co- "
nhecido nesla eidade, avi ao respeitavcl
publico, que se acha promplo a exercer as
fune^oesde sua arle, como sejam : Sangrar,
lirar e calcar denles, e separar ot da frente,
applicar ventosas tarjada* e seccat, com mui-
ta perfeirAu, por ler pratiendo no hospital
da Misericordia do Rio de Janeiro ; para o
que pode ser procurado lodos 01 dia, da 8
horas da manlula a' 6 da larde, ao largo do
Paraizo n. 1: indicando-se-lhe o lujar, o
numero da casa eo nome da pessoa, ira a
qualquer chamapo, e quanlo a imtemnisacau
J(t de sen trabalho, deii* a generosidad da-
is quelles qae de sen presumo te ulilisarem
mmMmmummn-mmmmmmmmm
GABINETE PORTUGUEZ DE LEITURA.
A directora do Gabinete Porlugucz de Leilura
em cumplimento do di-poslu nos 55 5 e do arl. 1
dos eslalulo,' e cota previa autoriscao do couiel'lm
deliberativo, vai no da 15 do crrente eslabelecer
um curso de geographia e oulro de lingna franceza,
caja prelecroe serao alternadas pela forma se-
gunde :
A de geographia lodo os domingo ao meio dia e
toda a quinlas-feiras, as 7 horas da noile.
As de Inigua franceza loda terc.a-feira e lodos
os sabbados, as 7 hura da noile.
Aquellos senhores socios de qualquer clatse, que
quizerem frequeiila-los ambos, ou algum delles
queiram ir inscrever os seus nuines no respectivo li-
vro de matricula, que para esse fim se acha eiposlu
na mea do espediente do Gabinete, e la encontra-
rle arelaro diw livrot de que devem muuir-se.__
l'ieira Ribeiro, 1. secretario.
O abaizo astiguado otferla ao Hospital Porlu-
guez em Pernambueo, metade da sorle que sahir no
bilhele inleiro n. 3357 da ultima parte da primeira
loterisdoGymnasio Pernambucano. Daniel Jos
Pereira Lima.
Precisa-se de duas ama, urna que calenda de
cealura e outra que cozinhe e engomme : na roa
Novan. 17
Quinta-feira, 30 do mez prozimo passado, de
sappareceu do poder do abaizo assignado a sua es-
clava crioula, por lime l'risciana de idade de 19
annos, levou vestido de chita ecnrac panno da Cin-
ta ; cohsla que anda pela Boa-Vista procurando se-
nhor: a pessoas que a encontrarem tragam-na ao
largo do Tere 11. 30, que sero recompensadas : as-
siru como proleta-e contra qualquer pessoa que a
lenha em seu poder.M. J. do Paraizo.
Oerece-sc para caizeiro de qualquer cata de
negocio, esceplo Liberna ou padaria, um moco por-
tuguez qne lem bastante pralica de negocio e esrre-
ve soll'rivol, e com alguma pralica de encrlpturarSo :
quem do seu prefinise quizer utilisar o qual d
fiador de sua conduela podera' annunciar para cr
procurado ou eniao dirigir-se a rua do Encanta-
mento armazem n. 76 A.
Na rua Novan. 11, loja franceza de Nicoo
tiaduuit, vendem-se chapeos de seda da ultima moda
para senhura, tambem acha-se laa e seda fuuxa pa-
ra bordar : ludo por preso commodo.
Achou-se no caes de Apollo um tele com um
elo de cadeia de relogio, com duas curnalinas, dan-
do os signaes cerlos se Ihe enliegar : na prensa de
Manoel Ignacio de Oliveira Lobo,
O secretario da irmandade de S. Jos d'Agn-
oia.roga a lodos os seus charissimos irmao compare-
cam domingo, 9 do corrente, pelas 3 hora da larde,
na igreja de N. S. do Carmo, para em corporacao
acmpanharem a procissSo da trasladacao do Divino
spirilo Santo; roga tambem aquellos irmaos que
verem em seu poder tarjas ou opas as queiram
maodar entregar quanlo antes ao respectivo Ihesou-
reH, particularmente as primeirat, por lerem de
ser substituidas por oulras do novo padrflo.
Attenco.
No novo esltbelecimenlo de armador e cera ater-
ro da Boa-V isla n. 39alugame caiioes para'anjos
e defuntoi e lodos os mais arranjos n;ccsaros par
laes aclos, incjmbe-se de qualquer enterro para ti-
rar ccencas, convidar padres,armaran u* Igreja para
quaesqaeY S$li fqnebres, carros etc., atsiin como c
recebem encomend para te fazerem caberas,pellos,
hraros, maos, pernas e pos, e cera para qualquer
prcmessa, ludo por prejot rasoaveis.
Os abaizo astignados parcipam ao respeila-
vel publico que despedir.1111 o|sciicaizeiro Marcelino
da Costa Rapozo. Reg 4 Araujo.
Do armazem do sal, na Boa-Vista, sumio-se
um cavallo castanhn pequeo, magro, com um can-
galha apparelhada du serijo com um chocalho no
pescuro cum urna lira desoa; pode ser entregue no
meimo armazem, aundo te recompensar a quem o
liver pegado.
Perdeu-se 40*000 n. em sedulas, julga-se ler
sido na rua de Dorias ; quem o liver achado e qui-
zer restituir, e Ihe dir as quanlia da scdulas e se
recompensar : ua rua Direila n. 69.
Precisa-se de urna ama para servido de casa de
pouca familia : na rua dos Quarleis n. 24, loja.
Precisa-se alugar urna prela que saiba lavar e
engommar : a tralar na rua da Cruz n. 42, dat 10
horat da manhaa s 3 da (arde.
Precisa-se de urna ama para cozinhar e com-
prar : na rua da Praia n. 4.
ua St Nova
1.22.
L. DEI.OUCI1E tem a honra de annunciar ao
respeilavel publico, qne acaba de receber pelo ul-
timo paquete o mais bello sorlimento de relogios
de ouro palente inglezdo melhor fabricante de Li-
verpool, de naro palales horizontaet, e raleados
de ouro de 18 quilates, e um grande torlimenlo de
chaves e oculos, por procos muilo vanlajosot e am-
ansados.
IRMANDADE DE N. S. DA CONCEICA'O
DA CONGREGACAO.
O escrivao desta irmandade, por auto-
riscao da mesa regedora, convida a to-
dos os seus cliaristtmot irmaos, para que
no dia 9 do corrate pelas 2 boras da tar-
de comparecam no consistorio da inesma,
alim de encorporados acompanbarem a
procisso da trasladacao Jo Divino Espi-
rito Santo da igreja d N. S. da Concei-
cao dos Militares, para a sua igreja do Col-
legio.Jos Joaquim da Costa Maia.
Recebe-se dinhuiro para se mandar
dar no Rio de Janeiro por lettras de quan-
tias grandes ou pequeas, com toda a se-
guranca : na rua do Trapiche n. 40, se-
gundo andar.
IRMANDADE DO DVINO
ESPIRITO SANTO.
Achando-se concluidos os reparts provisorios ab-
solutamente precisos para a celebrarlo dos ofticios
liviiio na igreja dos extinelo jesuila, que o Etm.
presidente da prn*iuca movido por um senlimenlo
verdaderamente pi eorlhodoio onlrcgou a esla ir-
mandade, vai ella Irasladar para all no dia 9 do
corrente o emblema do seu divino padroeiro, proce-
dendo-se para esse fim no dia 8 a necessaria recon-
ciliarlo ; ludo pela forma seguinle :
No ilia S as 8 '. horas da manhaa ahir a irman-
dade de cruz aleada da igreja de N. S. da Conceicao
dos Militares em direceflo a um barraran, que se man-
dara levantar em frenle da igreja profanada, para
all receber o Exm. hispo diocesano com o reveren-
do clero, o Esm. presidente da provincia e mais au
toridade previamente convidadas. As 9 horas,
lendo chegado S. Ezc. Rvm. dar principio ao cere-
monial da reconciliaran, cuja conclusa ser aunun-
ciada por girndolas de logo, e a esle signal, que
certificar o liis de que o templo profanado por
lanas torpezas se acha purificado, e prolimo a cele-
brar-se em seus altares o sacrificio encruenlo ; espe-
ra-se que os Srs. administradores das -igreja de-la
eidade mandem dar um repique em suas torres. En-
Ho se franquearao as porlat do templo reconciliado
aos fiis que quizerem assislir a musa cantada, com
sermao pregado ao Evaugelho pelo Rvm. padre
meslre pregdor da capella Imperial Joao Capislra-
110 de Mendonca, com o que te Dudar a snleinnida-
de desle dia.
No dia 9 a i horas da tarde lera lugar a traslada-
ra o em procisso formada pelas irmaodadet convi-
dada! que te dignarem comparecer, pela maneira
seguinle : em frente os guios tomando a esquerda
o da nossa irmandade, em seguida as cruzet aecupao-
do o primeiro lugar as das ordena tercenas, depois as
das innandades do Sanlissimo Sacramento, do Se-
nhor Bom Jess, de Nossa Senhora, S. Jos, Almat,
Sam'Anna, Sania Rila, e finalmente ai do Divino
Espirito Saulo lugo depois, em, alas e successiva-
menle, a duas innandades do Divino Espirito Santo,
formando a ala direila a erecta no rouvenlo dos re-
ligiosos de Santo Anlonio ; a de Sania Rila, Sn-
l'Anna, Almas, S. Jos, as de Nossa Senhora, as do
Senbor Bom Jesu, Sacramente, ordens lerceiras,
orden religiosas, clero, e finalmente o palio condu-
zido pela mesa da irmandade de N. S. da Conceicao
dos Militaras, quem o ofierecemos como insignia
mais distincla em signal de gralidao pelo benigno
acolhimenlo qae nos deu por espaco de 4 annos. O
audor precedido de 2 figuras imbolisando as Ires
virtudes (heologaes, os doze fruclos e os tele duns do
Espirito Sanio, oceupar o centro desalas coiuluzido
paja nossa mesa. Os Srs. ministro, pruvedore e
juizes das irmandades que compareeerem seguirn
alraz do palio ; os Srs. secretarios, escrivaet e ca-
pellacs alraz do andor.
A procisso assim organisada seguir em directo
anova igreja do Divino Espirito Sanio pelas roas
Nova, Cabug, Praca, Crespo e Collegio, a recolher;
depois de urna oraran recitada pelo reverendo padre
Grego, seenloar o Te-Deum-Laudiraus em acejio
de eraras ao Todo Poderoso, que per um encadea-
menlo de eclranhos saccessos ludo predispz para
que se re,tliase a realulilarao de tao magnifico tem-
plo ; com o que lindara loda a solemnidade.
O emblema do Divino Espirito Sanio sobre o
apostolado ficar por 8 dia cvposto i tata dos fiis,
que em sua nova igreja quizerem dirigir-lhe preces
para que nos preserve da lerrivel epidemia que 11a-
uella algamas da provincia desle imperio, aosquae
se roga roncorram por esta occasio com a esmola
qae a sua piedade Ihe diciar, para adjutorio du
obra desta igreja.
CilMI'AMIl, DE SEGUROS til IHIVilE.
T^a-asV.
fIDADE DO PORTO.
AGENCIA EM PERNAMBUCO
RUA DO TRAPICHE N. 26.
O abaizo assignado scientifica a qaem inleressar
otsa, que os actuaos directores desta companhia os
llrr.s. Sr. Bernardo Jos Machado, Manoel Martin
Ponte e Francisco Ferreira Ramo, em carta de 10
do passado. declararan) ler-se-lhe apreaentado pou-
co di.'t anles os documento relativos ao naufragio
no Rio Grande do Sul, do patacho .Sania Cruz,- so-
bre -os segnros ellecluados por esta agencia aos Srs.
I.uiz Jos de S Araujo em rs. 2:.">009000. e Manoel
Jos de S Araujo em rs. 1:8008000 moda desla ; e
que tendo sido j examinados, iam fizer integral-
mente o pagamento d'essas quanlia. Esla decisSo
formal, como era de esperar, evidentemente com-
prova a boa f e sinceridade da companhia, e desva-
necer as ralsas impressOebous odiaosqae Ihe
prodigallsavam, aneciados inleressados. O abaizo
assignado, agradeceudo aos nao poucos son limo, con-
currentes, que com a sua cnifianra lem obsequiado
a companhia, declara qae contina aceitar segaros
em navios e camas, para todos o mares e porlos co-
ndecido, a premios muilo razoaveis, e com a mais
franca rnndiones que seriio religiasamenle compii-
da.O agenle, Manoel Doarlo Rodrigne.
Jos Pereira Calda previne ao respeilavel pu-
blico, que lem carado o poderes que havia dado a
Manoel Francisco da Silva Frazo, ficando sem e"e-
lo algum a procurarlo que Ihe havia passado, c cuino
Ihe consta que nao obstante j ler islo mesmo decla-
rado ao referido Frazao.esle prosegueem requerer no
juizo, usando de puderes que j nao lem, prolosla
usar dos meios que Ihe facullaui as leis, se laet fados
se lopcliiem.
Oflerece-e nm hornera para caizeiro de qual-
quer casa de negucio de atacados no trapicho. 0u a
relalho, e at para escripia, poi lem bstanle prali-
ca e esta arruinado ha mais de anno, porm por 11 m
pequeo motivo quer sahir da casa : quem, quizer
annuncie.
Espirito Santo de S. Francisco.
_ O secretario da irmandade do Divino Espirito
Sanio, erecla uo convenio de Santo Anlonio do Re-
cite, aulorlsado pela mes rogodora, convida a lodos
os seus cliarissimo irmaos para compareeerem no
meimo convenio, no dia 9 do crrenle, pelas J. hu-
ra da larde, para, encorporados, acmpanharem a
procissAo do Divino Espirito Sanio, que lem de sa-
hir da Conceicao do Miiilares para a sua nova igreja
do Collegio, poi Tomo convidados pela mesa rege-
dora da mesma.
Na fabrica de chapeos de fellro do
pateo do Paraizo n. 12, recebem-se apren-
dizes : quem pretender pode dirigir-se a
mesma.
LOTERAS Di PROVINCIA.
' O Illm. Sr. thesoureiro das loteras da
provincia manda fazer pnblico, que as ro-
das da 4- parte da primeira loteria, do
Gimnasio correm impreteriveltnento no
da 12 a' 9 horas da manhaa, no con-
sistorio da igteja de N, S. da Conceicao
dos militares. Thesouraria das loteras,
de setembrode 1855.O escrivao, Luz
Antonio Rodrigues de Almeida.
?
S DENTISTA FRANGEZ.
% Paulo Uaignonz, dentista, eslabelecido na
s9 rua larga do Rosario n. 36, segundo andar, *
M enlloca denles com a pi es-So Jo ar, e cluimba o
% denles com a masa adamantina e nutro me- *j)
taes. t
S?Si:;9 9SU9S9999tS9
Precisa-se de um ofiical de chapc-
leiro que saiba bem trabalhar em sua
arte : na praca da Independencia loja n.
12, lie 16.
O Sr. Ignacio Selva deixou de hoje em
clia 11 ir de8ercai\erodeJcaqiiimPinheiro
Jacome, e como tal inhibido dos negocios
da casa do mesmo. llecife 4 de setem-
bro de 1855. joaquim Pinheiro Ja-
come.
Precisa-se alugar para urna casa de
pouca familia, urna preta que seja reco-
mida,quesaiba coser eengommar: quem
a tiver, quera annunciar para ser pro-
curado;
A mesa regedora da irmandade do Senbor Bom
Jesu dos Pawos erecla na malriz do Corpo Sanio,
convida a lodos os seu irmaos a compareeerem em
nosso consistorio cm o dia 9 do correnle as ;i horas
da,lai de para acompanharmus a trasladado do Di-
vino Espirito Santo para a igreja do ezlinclo je-
zuitas.
< rua da Paz n. 16, lava-se e engomma-ie
com toda a perforan e brevidade roupa para qual-
quer senbor, por preco muilo commodo : quem pre-
cisar, dirija-se mesma casa, que achara com quem
Iralar.
Tasso Irmaos, administradores da raassa fallida
de Antonio da Costa Ferreira Eslreila, avisam aos
rredores do meamo fallido, que queiram apresenlar
seus ttulos para receherem em ratcio o liquido apu-
rado da dila massa.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva : na
rua da 9enzala Velha n. 143, Na mesma casa lava-
se e eneoinnu-se com perfeirao.
Precisa-se alugar 2 prelos quem os liver an-
nuncie ou dirija-se ao aterro da Boa-Vista n. 41.
Alnga-se nm sitio na Torre, i margem do rio,
com casa de sobrado, completo de bom arvoredo,
casa para escruvos, cocheira, estribara ele.: na rua
da Santa Cruz p. 70.
Consulado de Portugal em Pernambueo.
Por ordem do Sr. cnsul de Portugal, e em obser-
vancia is recommendacoes ofliciaes, recebidas neale
consolado, eom dala de 11 do mez patsado, da subs-
criptao geral dos rorreios em Lisboa, molivados pe-
las fumigarles, enres e oulro procestos, que por
determinaran do conselliu de Saude Publica do Rei-
no, pas-ain as cartas e impressos remedidos desle
imperio, se faz publico, que os jornae que e hou-
verem de dirigir dora cm diauto para aquello remo,
devem ser fechado da forma c maneira secuinte :
1. Os jornae devem ii ir fechado eom cintas de
papel forte, convenientemente subscriptsdos, e nun-
ca ata.tos com cordeis.
2. Na margem de cada jornal deve lambem ser
escripto o nome da pessoa a quem he dirigido, e a
Ierra, alim de se saber a quem perlence, no caso de
rasgar ou perder a cinta. Consulado de Portugal em
Pernambueo I." de selembro de 1855.S. M. Alvee
Carota, chanceller interino.
jTTrttttttjtpfj iiwi>ttti
I MORFINA 3
e outras doencas da pelle. S
Trala-se com espeeiafidade a alTeco,oes da
pelle, particularmente a morpha, no contul- 9
9 torio hommopathico do Dr. Cauuun-a. *
28 RUADASCRUZESN. 28
No mesmo consultorio lem tempre grande
sorlimento decarleiras de homcoupalhia mui-
< lo em cotila. 5J
Carleiras de 12 medicamenlo a 69000. <*
g 1 de 24 a 6, 10, 12, 1 e 20*000.
de 36 a 18tKK) e 249000. i
o de 48 a 229000 e -J89000. 9
(i de 60 a 269000 e 325000.
9 de 144 a .iijjOOO e 709000.
39 Tubos avulsos 1 300, 500 e 19000. 8
9 Frasco de tintura a I9OOO. ."J
Deposito da verdadeira linlnra de rnica S
S> lirada da plaa verde na Svizera. *
9 Elemenln de homceopalhia, 4 vol. 6*000 fi
S**-*^ Precisa-se de urna pessoa que enlenda de es-
cripluracan, para por en dia a escripia de ama caa
de commercio : na rua Nova n. 38.
Precisa-se de urna ama que saiba cozinhar e
ensuminar, para casa de pouca familia : na rua do
trapiche n. 14, segundo andar.
Precisa-se para urna casa de pouca familia,
urna ama que saiba cozinhar, engommar e fazer o
mais servirn interno de urna casa, que lenha pessoa
idunea que afiance a sua conduela: quem se achar
nest.is circumslancias e qnizer aproveiiar, dirija-te
rua eslreila do Rosario n. 41, lerceiro andar.
Precisa-se de urna ama para urna cata de Ires
pessoas de familia : na rua de Apollo n. 19, pri-
meiro andar.
Precisa-se de urna ama para o servico interno
de urna casa de pequea familia : na rua eslreila do
Rosario n. 10, lerceiro andar.
Attenco.
Precisa se fallar ao Sr.jfo.1o Jos Lopes a negocio
de seu interesse : na rua*dos Marljrio 11. 14. Fax-
ai esle annuncio por ignorar-se aua morada.
NUMERO 1.
9 Antonio Jos Peres da Silva declara aos 9
9 seos amigo e lreguezes, lano do imperio do
9 Brasil como do reino de Portugal, que acaba 33
de ser miseravelmenle falsificada naquelle tj)
imperio a chapa de que ha muilo anno tem ;:;
9 usado nos Involucro on i n vol torios do relroz g
9 e torcal que vende e exporta, como prova pe- 9
9 I" annoncio publicado pelo seu correspou-
4JJI denle nos Jornae.' do Commercio, Mercan- tfj
9 til e Diario do Rio de 30 e 31 de maio e 1 9
9 dejnnho prximo passado.
9 A conlrafac^ao he feita por mein de es-
9 lampa ou iilhographia; mas de forma tal aj
9 que sem muilo cusi a conhecequem prestar
allenco: J
1." A quea chapa, em lugar de impressa, 9
Ti he eslampada e os typos e tarja nolavelmen- x
le alterados. ^
2. A que o autor nunca miden nem e.r- 9
9 portou oulro genero de relroz o torcal rom 9
9 o seu nome e chapa) que nio fosse de quali- A
dade superior.
3 O aulur, alm de oulras providencia qae 9
esla disposlo a lomar, allcra desde j a cha- 9
9 pa de que tam usado, com um novo sinelc 9
9 e nova prevengo ou declaracao na vinhelas
encarnada e azul clara, alim de n,1o disper- 9
19 lar o interesse srdido do piratas c cunli- m
9 nuaro seu ramo de commercio com o anligo
9 credilo e nunca desmentida replalo.
fj Recommenda mais aos compradores lodo o
9 cuidado no ezame uo retro/, e d* chapa, pa-
9 ra obstar a que sejam illmlidos.
Porto 17 de julbu de 1855.
&V@.-$-fi.9$w
O Dr. Ribeiro, medico, coulina a residir na
rua da Cruz do Recite n. 49, segundo andar.
A ESTRADA DE FERRO DO RECIFE E
RIO DE S- FRANCISCO.
Aos negociantes em maderas e outros-
Precisa-se immediatamente, para a
construccio da estrada de Ierro cima,
urna grande quantidade de maderas d-
rcitas, das qualidade* mais approvadas
para esteios, etc., que tem de resistir a
aci^aodo tgmpo e agua salgada, assim co-
mo Pau-ferrn, Sapncaia, Pau-d'arco, Em-
biriba-preta, etc. Quem quizer contra-
tar ditas madeiras, communque por car-
ta mencionando as particularidades a res-
peito da quantidade que pode ser orneci-
da em u 111 tempo marcado: dirija-se ao
coutratante Jorge Furness, noescriptorio
dos Srs. Rothe & Bidoulac, na rua do Tra-
piche n. 12, primeiro andar.
Precita-se de urna ama forra ou captiva, que
seja boa cozinheira : ua rua da Cadeia do Recite u.
53, segundo]andar.
e^sSSd-S-d-dd-SSSdd
& O Dr. Sabino Olegario l.udgero" Pinho, {p}
l% miidou-so do palacete da rua deS. Vrancis- |A
9 co 11.68A, para o sobrado de dous anda- J
fjSk res 11.6, ruade Sanio Amaro, (mundo novo.) fa
O propriclario dn engenho Ulinga de Cima, na
fregnezia do Cabo, avisa qu d'ora cm diante os ca-
vallo de aua fabrica serao ferrados com asseguinles
marcas, a saber : sobre a anca esqutrda o nome
FLRTADO- sobre a direila o nuineUTINA :
qualquer auloridade policial e pessoas iuleressadas
ua 1 epns-an dos rurlo, que enconlrarem ditus ca-
vallosem poder de algnem que pareoa suspoilo, na
com cargas que nao sejam propria do esiabeieci-
iiienlo, podoi.in appiebonilc-los se n.'io se prestaren)
a dar um couhecimenlo idneo, pob os cavallus as-
sim terrado nao se negocian?.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrcr de Albu.quer-
quemudou a sua aula para a rua do 15a n-
gel n. 11, onde continua a r nos internos eexternos desde ja' por me-
dico preco como he publico: quem se
quizer utilisar de seu pequeo prestimo o,
podo procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
Na roa Nova n. 58, recebeu-se pelo navio Ha-
vre um lindo sorlimento de fazenda, grosdenapole
prelos, mana de sed para senhora. camisinha,
blcos de linho, escomilha, fil, flore, franja- france-
zat de teda, litase oulras muita fazenda, per dimi-
nuios presos.
Candido Jos Lisboa, antigo disc-
pulo do Sr. padre Joaquim Raphael da
Silva, approvado pelo lycu desta eidade,
com pratica decnsinar, da' lices de la-
tim : na rua d'Apollo n. 21.
$9 3 ::* *
: J. JANE, DENTISTA S
contina a residir na rua Nova n. 19, primei-
ro andar. a
*Ktacsfssexe**
Aluga-e um negro de 20 anno, bom cozinhei-
ro e bom cupeiro, e muito fierro Hospicio, se-
gundo porfo depois da Faculdede de Dreilo.
B O Dr. Carolino Francisco de Lima San- #
71 los mora no primeiro andar do sobrado yp
silo ua rua das'Crnzetn. IS, onde conli- of,
T mia no ezercicio de sua proli-so da me-
dico.
JOIAS
Os abaizo assignado, dono da loja de nurive, na
rua do Cabug n. lt, confronte ao palco da matriz
c rua Nova, fazem publico, que eslao sen,pro sorli-
dos do mais rico e melhores goslos de loda as obras
de ouio necessarias, lauto para senhora como para
horneas e meninas, conlinuam os procos mesmo ba-
rato como lem sido ; passar-se-h urna eonla com
reiponsebilidade, especificando a qualidade do ouro
de 14 a 18 quilates, ficando assim garanlido o com-
prador se apparecer qualquer duvida.
Scraphim & Irmao.
Illm. e Eim. Sr. presidente.Jos da Rocha Pa-
rando, ton lo sollri.ln pudonrau em son direilo da
theouraria de fazenda d'esla provincia relativa-
mente a cbranos da quanlia de douscoulo e tan-
to mil res, que a mesma fazenda Ihe he devedora,
proveniente de medicamentoque o tuppliante for-
uecera para os hospiue. rcgimeiilaes desla eidade, e
ilo nao okslanle ordem etprctsa do Ihetouro que
czisi prompta infni inara.i. o lambem as reclama-
C6cs do Mipplicante. nesta collisao recorreu elle a V.
Ezc. por urna pelicao para ver se por esle inedo, se-
ria despachada a sua pretendi; mat succei endoqoe
leudo V. Ezc. mandado]informar mesma thesoura-
ria, esla por motivos que o supplicanle igrora, lem
delido desde o 1. de junho al o presente a referi-
da nfoimnr.io por V. Ezc. ezKida, cantando desla
arle ao eupplicanle grave prejuizo ; por isio o sup-
plicanle de novo recorre i V. Ezc. alim de que como
primeira auloridade administrativa da provincia se
diuge mandar que a referida Ihesouraria hija de dar
e iniormacao por V. Ezc. exigida. Netleit termo,
pede a V. Ezc. assim Ihe defira.E R. Me Jote
da Rocha Prannos.
Informe o Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
Palacio do governo 28 de julbo de 1855.Figuei-
redo.
-*&$
9 O medico Jos de Almeida Soare de Lima 9
Bastos, mudou a sua residencia para a ruada 9
Cruz sobrado amarello n. 21, segundo an- 9
dar.
SSSSg-
m&w&
Regiment de costas.
Saho a luz o regiment das custas judi-
ciaes, annotado com os avisos que o alte-
ra rain : vende-se a 500 res, na livraria
n. 6 e 8 davprac_a da Independencia.
LOTERA DO GYMNASIO PER-
NAMBUCANO.
Aos6:000J;000, .IrOOOfOOO. e 1:000$000.
Corre indnbilavelmente quarla-fcira, 1-2de selembro
O cauleiisla Salo.liana de Aquino Fernira avisa
ao respeilavel publico, que as aua caulelai nao ca-
llo tojeitas o descont de oilo por rento d) impos-
to da lei; seus bilhele inteiros vendido cm origi-
uaes, nao sollrem u descont sda oito por -enlu rio
imposto geral, uo aclo do pagamento dos tres pri-
meiro premios graudes: o quaes acham se venda
as loja segainles: rus da Cadeia do Recite ns.
24, 38 e 45 ; na praja da da Independencia ns. 37
e|39 ; rua Nova ns. 4 r. 16 ; ua du Qneiniado na.
39 e 44 ; rua estreita do Rosario n. 17 ; no aterro
da Boa-Vista n. 71, e na prega da Boa-Visti n. 7.
SgBOO Kccebe por inteirc 6:000
Bilhele
Meios
Tarcos
Quarlos
Quintos
Oitavos
Decimos
Vigsimos
25900
29OOO
15.VH)
lldOO
760
640
340
O referido cauleiisla declara) mui expresamente
ao respeilavel publico, que se respunsabilisa apenas
a pagar os 8 por cenlo da lei, sobro os seus bilhele,
vendidos em originae*. logo que se aprsente o bi-
lhele inleiro. indo o posauidor receber o competen-
te premio que nelle sahir, na rua do Collegio n. 15,
escriplorio do Sr. Ihesoureiio Vranclico Anlonio de
Oliveira. Pernambueo 28 de agolo de 18c-5.
Saluttiano de Aquino Ferreira.
9%ti-99;sa
9 O Dr. Caelano Xavier Pereira de Brilo f
9 avisa ao respeilavel publico, que mudou sua 9
residencia para a casa contigua n. 45, n) te- 9
9 gundo e lerceira andar, onde pode ser pro- 9
S curado lauto de dia como a qualquer hora da 9
a?noile, para os mislerct de soa profi-ao. 9
O bacharci A. R. de Torres Bandeira, actual
professor de lingna franceza no Cymnasio desta pro-
vincia, contina no ensino particular desla mesma
lingua, e bem assim da lingua ingleza, rhclorica,
geographia c philosophia ; e para mais facilitar o es-
ludo de algamas deslas materias preparatoria aquel-
la pessoa que nao possam frequenlar sua aula as
hora designadas em seus anteriores annuncios, pro-
pe-so abrir um curso das duas lincuas e oolro de
1 lieloi ica e poelica, sendo os dous primeiro dat 5
horat e meia da tarde al as 7 1|2 da noile, e o se-
gundo deua hora al as 8 : quem quizer Tialricu-
1ar-so em qualquer um desle curso, pode procra-
lo desile j na casa de sua residencia, na rna Nova,
obrado n. 23, segundo andar, onde tambem proe-
gue no ensino deslas mesma disciplinas e das oulras
na horas j desde o principio annunciadas para
aquellos que entao as poderem esludar. piopor-se-
h.-i igualmente a abrir cursos de philosophia. de geo-
graphia e historia a noile, quaudo para lacn esluds
houve numero suflicienle de alumno, a contar do
I. de selembro em dianle : e protesta continuara
cumprir 13o exactamente quanlo Ihe for possivel os
deveres do magisterio.
LOTERA DO GYMNASIO PERNAM-
BUCANO.
AOS 6.000S, 5:000 E 1:000$.
O cauleiisla Anlonio Jos Rodrigues de Souza J-
nior avisa an respeilavel publico, que as rodas da
ultima parle da primeira desla loteria ancam im-
pretoiivelmonte quarla-fcira, 12 de selembro. Te-
das os seus bilhelos e caulolrs sao pagos sen*, descon-
t algum, os quaes acham-se venda na praca da
Independencia, lujas ns. 4, 13,15 c 10; rua Direila
II. 13; travessa do Rosario n. 18 C ; aterro da Boa-
Vista n. 72 A, e na rua da Traa, loja de lazendas.
llilhelcs 58800 Recebe por inleiro 6:0OO?O00
Meios 299OO 0 s 3 0008000
Quarto IgOO B 1:5009000
Quinto I92OO i> 1:200S000
Oitavo 760 a 75O5OOO
Decimos 640 s 1 6OO-KI00
Vigsimo 340 a 0 30O3OOO
O mesmo cautelist-tttrima declara, que s se obn-
ga a pagar os oilo poi-Teuio do imposlo geral em seos
ditos bilheles iuleiros, devendo o possuidor receber
do Sr. lhesoreirono seu respectivo premio.
EDUCAyA'O DAS FILIAS.
Entre a obras do grande Fenelon, arceliispo de
Cambra- merece mui particular mencae o~tratado
da eriucae.lo das meninasno qnal esle virtuoso
ireladn ensilla como as mai devem educar suas fi-
lias, para um dia chegarem a occopar o sublime
lunar do mai de familia ; torna-se por lano orna
uecessidade para loda as pessoas qae dceejam rii-
a-las 110 ven'adeiro caminlio da vid... sl a refe-
rida obra Iraduzida em portuguez, e vende-se na
livraria da praca da Independencia 11. 6 n 8, pelo
dimiuuto proco de 800 rs.
LOTERA DO GYMNASIO PERNAM-
BUCANO.
AOS 0:000$, 5:000$ E 1:000*'.
O cauleiisla da casa da Fama Anlonio da Silva
Guimaracs fiz sciente ao publico, que lem ovpo-lo
venda o seus muito afui tunados bilhetos e caute-
las da quarla parle da primeira lotera do Gymnasio,
a qual corre 110 dia 12 de setembrn do corrente au-
no, os quaes s3o vendidos lias seguales casas : ater-
ro ita Boa-Visla ns. 48 e 68 ; rua do Sol 11. 72 A;
rua larga do Rosario n. 26 ; pra^a da Independen-
cia ns. 14 f 16 ; rua do Collegio 11. 9; rua do llau-
sel n. 54, '.' rua do Pilar n. 90.
lulbrte- .59800 Recebe por iulciro 6:0005
Mcios 28SOO coui descoulo 2:7608
Quarlos 18110 a 1:3808
Oitavos 760 6909
Decimos 600 n 5529
Vigsimos 320 (i 276
0 mesme rautelis la declara que garan s unir-
menle os bilhele* nleiros em originc9, nao soffren-
do descont dos oilo por cenlo do imposto geral ;
assim com que suas cautelas sao pagas em jualqurr
urna do suas casas, sem distineco de sereu vendi-
da nesla 011 naquella.
NAVA1.1IAS A CONTENTO E TESOliRAS.
Na rua da Cadeia do Reeife n. 48, primeiro an-
dar, escriplorio de Augusto C. de Abren, conli-
nuam-se a vender a 88000 o par (preco tizo, as j
bem contiendas e afamadas navolhas de baba feilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na exposicao
de Londres, as quaes alm de durarcm ezlraerdina-
riamcnle, n.'lo sesenlem no roslo na aerlo vendem-se com a condicAo de, nao aerad derem os compradores devolvc-las al 15 das depois
pa compra rettiluiui-o-tc o importe. Na mesma ca-
sa ha ricas haouriuhas para unhas, feitas pelo toes
mofakricanle.
Na rua do Crespo, jun-
to ao arco de Santo Anto-
nio, loja nova da quina do
sobrado do commendador
VirOrtlhaes Bastos, ven-
dem-se todas as fazendas
salvadas da barca GUS-
TAVO II, naufragada em
Mara Farinha, e ltima-
mente arrematadas nos di-
versos leudes feitos na al-
fandega desta eidade, sen-
do de mais provida com
chitas e cassas finissimas
e outros objectos que iam
para a Babia, e que aqui
fcaram a pedido; tudo se
vende por precos baratissi-
mos para acabar depressa.
iimiiiKo
nao se engeita,
HlA DO QUEIMADO N. 40.
lieurique Sanios acabam de arrematar em lei-
Uo grande porr^ao de f.iaenda de seda, laa e eda,
linho e algodao viudas pelo Cuttato II, e querciido
acabar dviiam ao publico que se vendem por dimi-
nuto prero a fazenda seguinle, bem como outra
muita, e lan as amostras com penhor.
N'obreza rurla-cores para vestidos o covado 18300
U'ta dilo 1,100
Corles de cambraias de seda de qeadros a 4500
.1 delinas de seda de qoadros 800
Chali de quadros o mais lindo possivel 900
Proserpina de seda de quadros 640
Ricas laas de quadros para vestidos largos 646
Kiscados francezes, imitando alpaca de seda 280
Riscado monslro de quadro para vellidos 220
Chila franceza larga linda padroes 260
Casias escosseza novo padroea 380
Alpaca lisa de algodo para palitos 326
Velludo preto o melhor possivel 38800
Selim preto maco liso 28600
Setim preto lavrado para vestido 28000
Sarja preta despalillla superior 28000
Alpaca preta de lustre fina 480
Alpaca de cordao prela e de cor 540
Merino prelo e de or de cordao 640
Panno prelo lino para palito 28500
Panno lino de varias cores 38800
Ourello prelo para panno 38000
Palil de panno prelo fino forro de seda 158000
Hitos de alpaca prela finos .58000
Dilo de Ifia de cores para meninos 18500
Chales prelos de reros 7000
Mantas de seda para senhora 58000
Kicos chales de merino bordado malisado llJOOO
Chale de merino bordado liso 9000
Dito dilo com franja de seda 58500
Dito dito com franja de 1,1a 4J400
Lidos lenco de selim decores para grvala 900
Leocos du seda de core* grandes para se-
nhora 18,100
Ditos de selim prelo maco para grvala 18200
Dito de seda pequeos para hornero1 800
3:0008 O''08 dito de core para grvala 600
2:0008 D'lo de cambraia de linho pequeo 500
1:5008 D'tos de cassa pequeo bramo* 300
1:2008 Collarinhos muilo finos 200
7508 Cortes de casemira prela fina 48500
bl>8 >'"* de casemira de cor de lidos padroes 48000
3008 Hilos de clleles de fusiao finos 600
Ditos de laa 400
Lindos corles de rolletes de seda de cor 28500
Corte de casemira prela selim 68000
Pojas de esgnio fino de' poro linho 128000
Pejasde brim liso fino de puro hubo 8*000
Luvas prelas de torcal para senhora 640
Aberturas linas pera camisas 640
Madapola j muilo lino com toque de mofo 38800
Pulceiras de vedado prela e de cores 500
Cassas francezas muilo finas de iiodo goslo a
v,ra 600
Corles de cassa de barra 28000
C. STARR & C.
respetosamente annunciam que no seo extenso es-
labclecimunio em Santo Amai o.coiitinuam a rabricar
com a maior perfeirao e promptidao, loda a quaida-,
do de maoliinisiiio para o uso da agricullora, na-
vegacao e manufaclura; e que para maior commodo
de aeu numerosos fregueze e do publico cm geral,
leem aheilo em um dos grandes armazens do Sr.
Mesquila ua rua do Brum, alraz do arsenal de ma-
rinha x
DEPOSITO DE MACHINAS
construida 00 dilo seu etlabclecimeulo.
All acharSo os compradores um complete sorU-
mento de moenda de canna, com lodo os melhora-
menlos (algons delles novo e originae) de que a
experiencia de moitos anuos lem mostrado a* ueces-
sidade. Machinas de vapor de baiza o alta pressao,
laixas de todo tamanho, lauto batidas como fundi-
das, carros de mo o ditos para eonduzir formas de
assurar, machinas para moer mandioca, prensa pa-
ra dilo, furnos de rerro balido para familia, arado de
ferro da mais approvida coostrucejo, fundos para
alambiques, envos e porta para fornalhas, e urna
inlinidade de obras de ferro, que ser* enfadonho
enumerar. No mesmo deposito eaisle urna pesaos
inlelligenle e habilitada para receber todas as en-
commendas, ele, etc., que os annuncianles contan-
do com a capacidade de suas ofllcinase inachinismo,
o pericia de seus ofliciaes, se eompromettem a fazer
contar, com a maior presteza, perfeicAo, e exacta
cunlormidide com os modelos ou deseuhos,e iostruc-
roes que Ihe forem^fornecidas.
ROB IL.WFECTECR.
O nico auloritado por decidi do contelho real e
decreto imperial.
Os medico dos hospilaes recommendam o Arrobe
de Latlcteur, como sendo o nico aulorisado pe
govemo, e pela real sociedade de medicina. Esle
medicamenlo d'um goslo agradavel, e fcil a lomar
em sccrelo, esla em uso na mai inda real desde mais
de 60 annos; cura radicalmente em pouco lempo,
oom pouca des pea, sem mercurio, as aflecro da
pelle, impigens, a* consequencia das sarnas, ulce-
ras, e os accidentes dos parios, da idade critica, e da
acrimonia hereditaria dos humores; convoco aos ca-
lan bos, a bexiga, as cunlracc.e, e fraqueza dos
orgaos, procedida do abuso das injocees ou de son-
da. Como anti-svpbiliiico, arrobe cura era pouco
lempo o* fluzos fecenle oa rebeldes, que^volvem
iucessanle em consequencia do emprego da copai-
ba, da cubeba, ou da iojeccoe* qae represeulem o
virus sem neulralisa-lo. O arrobe Lsfleeteur {be
especialmente reoommendado contra as doencas, in-
velerada ou rebelde, ao mercurio e ao iodurelo de
polassio. Lisbonoe. Vende-se na botica de Brrale de
Antonio Feliciano Alves de Azevedo,pra(a de D. Pe-
dro n. 88, onde acaba de chegar urna erando porcao
le garrafas graudese pequeas vindas" directamente,
de Paris. de casa do dilo Bovveau-Lafleclenr 12, ru
Richeo ti, Pars. Os formularios dao-se gratis em
casa du agenle Silva n praca de I). Pedro, a. 82.
Porlo, Joaquim Araujo ; Babia, Lima & Irmaos ;
Pernambueo, Soum; Rio de Janeiro, Rocha & Pi-
lilos ; el Moreira, loja de drogas ; Villa Nova, Joao
Pereira de Magaies Leile; Re (rende, Fran de
Paulo Cotilo cV C'
CHAROPE
DO
BOSQUE
O nico deposito continua a ser na botica de Bar-
iholomeu Francisco de Souza, na rua larga alo Rosa-
rio n. 36; garrafas grandes 5j?."00 e pequeas 38000.
IMPORTANTE PARA 0 PUBLICO.
Para cura de phlisica em lodos os seus diflerenles
gri-os. quer motivada por couslipaces, lo*.e, aslh-
ina. pleuriz. esrarros de saugue, dr de costados e
peito, pa'pilarao uo coraran, coqm luche, broncliilo
dr na garganta, e todas a molestias dos orgaos pul-
monares.
peciii\:ha e mais pechina.
NA RUA NOVA N. 8, LOJA DE
Jos Joaquim Moreira.
Acaba i e receber pelo ultimo navio francez, um
magnifico sorlimento de borzeguins para senhora,
lodos de duraque, mas que pela delicadeza com que
dao feito* e consistencia da obra, muito devem agra-
dar ; accresceodo alm dislo o prejo, qne apenas he
de 28400 ra. o par, bem como, sapatos de couro de
lustre para senhora a 18601), ditos de cordavao mui-
to uovos a 18000 res, pagos na eocaso da en*
Irega.
/
V-



A
DIARIO DE PERMMBUCO QUINTA FEIRA 6 OE SETEMBRO OE 1855
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queconlm abase fundamental d'esta doutriuaA PATUOGENESIA OU EFFE1T0S DOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SAUDEconhecimeolos qne nao poden/dispensar as pes-
soas que se querem dedicitr pratica da verdadeiramedicina, interessa a todos os mdicos que quizerem
eiperiineular a doctrina de llahnemanu, e por si meamos se convencerem da verdade d'ella: a lodos os
fazendiros e senhores de eogenlio que esiao louge dos recursos dos mdicos: a lodosos capitaes do navio,
que una ou outra vez nto podera deixar de acudir a qualquer incommodo seu ou de seus tripulantes:
a todo?, os pas de fsmilia que por circumslancias, que ntm sempre podem ser prevenidas, sao lobriga-
dos a prestar in eontinenti os primeiros soccorros em suas en fertilidades.
O vadu-mecum do homeopalha ou tradcelo da medicina domestica do Dr. llerjnc,
obra tambera til s pessoas que se dedicara ao esludo da homeopatltia, um volu-
me grande, acompan tado do diccionario dos termos de medicina......
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele, encardenado. .
Sem verdadeiros e bero preparados medicamentos nao se pode dar um paaso seguro
homeopatltia, e o proprielario desle estabelecimento se lisongeia de te-lo o mais bem montado possivel e
ninguem duvida boje da grande soperioridade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 tubos grandes...............
Boticas da 24 medicamentos em glbulos, a 10, 129 e 159000 rs.
Di tai 36 ditos ............
Ditas 48 ditos a............
Ditas 60 ditos a............
Dita* 144 ditos a............
Tubos iivulaus...................
Frascos de meia 0115a de lindura.*...........
Ditos de verdadeira lindura rnica.......... .
10000
39000
na pratica da
89OOO
209000
359000
3O9OM
6(15000
19000
3000
29000
Na mesma casa ha s:mpre venda grande numero de tubos de cryslal de diversos tamaitos,
vidros para medicamentos, aprompta-*e qualquer encommenda de medicamentos com toda a brevida-
de e por precos muilo commodos.
TRATAHEHTO HOMEOPATHICO.
Preserva tico e curativo
DO CHOLERA MORBUS.
PELOS DRS
OBT"" ~*S1^S /'"Sk "m"~aT gy-j gT^- ^ -mjt- y^g. ~*S-K V
ou inslrucclo ao povoparase poder curar desta entermdade, adminislrandoos remedios mais eflicazes
para atalha-la, emquanto'se recorre ao medico, ou mesmo para cura-la independente destea nos lugares
em que oto os ha.
TRADUZIDO EM POBTUGUEZ PELO DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
Estos doos opsculos conlm as indicac&es mais claras e precisas, so pela sua simples e coocisaex posi-
cao eslaao alcance de toda; aa iolelligencias, nao s pelo que dzrespeito aos meios curativos, como prin-
cipalmente aos preservativos que tem dado os mais satisfactorios resultados em toda a parte em que
elles tem sido postos em pratica.
Sendo o tratamenlo humeopathico o nico que lem dado grandes resollados no curativo desla horri-
velenfeimidade, julgamosa proposito traduzir estes dous importantes opsculos em lingua verncu-
la, para dest'arle facilitar a sua leilnra a quem ignore o francs.
Vende-se nicamente no Consultorio do traductor, ra Nova n. 52, por 2S000 rs.
Notos livros de horoeopalhia mefrancez, ob r
Indas de summa importancia :
Halinemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes............209000
Teste, rroleslias dos meninas ..... 6JKI00
lloring, homeopalhia domeitica.....79000
Jahr, rrnirrnacnpo homeopaihica. 69000
Jahr, novo manual, 4 voluntes .... 16)000
Jahr.'lmileslias nervosas.......6)000
Jahr, molestias da pelle.......89000
Kapou, historia da homeopatltia, 2 volumes I63OOO
llarthmirin, tratado completo das molestias
dos mininos..........
A Teste, materia medica he meopalhica. .
De Fayolle, doutrina medica homeopaihica
Clnica de Staoneli .......
Castiug, verdade da homeopathia. .
Diccionario de Nysten.......
Attlas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, conteoco a descripcao
de '.odas as parles do corpo humano .
vedem-se lodos esles livros no consultorio homeopa-
Ihico do Dr. Lobo Moscoso, ra Nova n. 50 pri-
1 aucar.
10900o
89000
7000
6c<><)0
49OOO
IO9OOO
309000
fllBLlCACAr DO INSTITUTO HO
MEOPATHICO 1)0 BRASIL.
THESOUBO HOMEOPATHICO
OU
VADE-MECUM DO
HOMEOPATHA.
Mttkodo conoto, claro e seguro de cu-
rar homeopathicamente toda* as molestia*
ou af/tigem a especie human; e parti-
cularmente agellas quu reinam no Bra-
sil, tedigido segundo re melhores trata-
dos de homeopathia, lano europeos como
amertanos, e segundo a propria experi-
encia, pelo Dr. Sabino Olegario Ludgere
Pinho. Esta obra be lio je recouhecida co-
mo a melhor de todas que Iratam daappli-
caeflo homeopaihica no curativo das mo- ^
lesliaa. Os cariosos, principalmente, nao B
poden dar um passo seguro sem possui-la e
consulta-la. Os pas de familias, os senho-
res do eogenho, sacerdotes, viajantes, ca-
piles de navios, sertaoejoselc. etc., devem
te-la n mSo para occorrer promplameute a
qualquer caso de molestia.
Dous volumes em brochura por 109000 ^
> encadernados II9OOO O
Ven ra de Santo Amaro 11. 6. (Mundo No-
vo).
OO&MOO-O-OOSOO
Est sabir a luz no Kio de Janeiro o
-REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTRAHIDO DE RUOFF E BOEN-
NINGHAUSEN E OUTROS,
posto emaerdem alphabetica, com a descripcao
abreviada de todas as molestias a indicacao physio-
logica e thcrapeulica de todos os medicamentos ho-
meopalhiroi, seo lempo de accao e concordancia,
seguido de um diccionario da significado de todos
slennos dnmedicina e cirurgia, e posto ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO MORAES.
Subscrevn-se para esla obra no consultorio humeo-
pathico do Dr. LOBO MOSCOZO, ra Nova n. 500
priraeiro andar, por 59000 era brochara, e 6800,
encaderoado.
Aluga-se urna casa terrea 00 Mondego, cons-
truida i molerna e com commodidades para peque-
a familia : a tratar no, paleo do Terco, 9.
_______~ COMPRASE
Compra-se ama prela de bonita figura e moras
que seja boa costoreira e eogommadera ; paga-se
bem agrada ido : na ra do Trapiche n. 14, prime i-1
ro andar.
Compra-se urna escrav*,!, erabora sem habili-
dades, com auto que seja sadla : na ra es|reila do
Rosario n. 8, prmero andar.
Compra-se urna cabelleira para homem : qaem
tiver annunde.
Compram-se accoes da companhia de
Beberibe: em casa de Tasso limaos.
Compra-e um eteravo de idade avan-
zada para tomar conta de um sitio: a tra-
tar na ra da Cruz do Reeie n. 65, segun-
do andar.
Compram-se livros para aprender a lingua hes-
panhola, pigam-se bem : na roa do Vlgario n. 25.
VENDAS
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de can as todas de ferro, de um
modello e construccao milito superiores
Cobre para forro de 20 at 24 on-
cas compregos.
Zinco para forro com pregos.
Chumbo em barrinbat.
Alvaiade de chumbo.
Tinta branca, preta e verde.
Oleo de linhara em botijas.
Papel de embrulho.
Cemento amarello.
Armamento de todas as quali-
dades.
Arreios para um c dous ca-
vallos.
Cliicotesjpara carro c esporas de
ac prateado.
Formas de ierro para fabrica de
assucar.
Papel de peso inglez.
Champagne marca A& C.
Rotim da India, novo ealvo.
Pedras de marmore.
Velas stearinas.
Pianos de gabinete de Jacaranda',
ecom todos os ltimos melho-
ramentos.
No armazem de C J- Astley & C,
na ra da Cadeia.
Velas.
Vendem-se velas de carnauba pura de 6, 7, 8,9,
10 e 13 por libra, e por menos preco que em outra
qualquer parle : na ra Direila n. 59.
Vende-se um piano : qoem o pretender, dirja-
se a ru do Hospicio n. 11, que se dir quem vende.
Vendem-se 4 csrravos mocos, de bonitas figu-
ras, de todo servico : na roa Direila n. 3.
Vende-se |uma muala de |boa figura jcom
as habelidades segrales : sabe bem coser e cortar
um veslido.fazer carnizas de homem, engomma com
perfeicao, e outras habilidades que avista se dir ao
comprador ; e outra de meia idade.de boa figura, e
urna negrinha de 7 annoa : na roa do Livrameulo
n. 4.
Vende-se urna escrava cabra, bonita figura,
engommadeira e cozinheira e lava de sabao, com
urna cria negrinha de2 mezes.e 2 dilas que cozinham
e lavara de sabSo, e urna dellas engomma, e um
mulaliiiho de 18 annos, e um escravo de naci, co-
zmlieiro : na ra das Cruzes n. 22-
Vend-se 1 sof' e 1 banca de meio de sala, lu-
do de Jacaranda' e urna meia commoda de amarello,
1 par de bancas de oleo de columna,12 quadros dou-
rados de bonitas eslampas e 6 annelOes de ouro de
le sem feitiu : na ra dasCruzea n. 20.
Sal do Assii
a bordo do brigae nacional Afcro: na ra do Vicario
n. 19, 1 andar.
Na ra da Cadeia n. 27, chegaram sel-
lins inglezes de patente, tanto de bor-
ramas como dos outroi, assim como tam-
bera sellins para pagens muitos fortes, a
precos commodos.
FAZENDAS SALVADAS DA BARCA
GUSTAVO II.
Meias casemiras de cures por prci-os baralissimos,
e oulras fazendas : na roa do Cabug n. 10.
Vende-se urna boa escrava moca, que
sabecozinhar, coser, fazerbem la'byrin-
to e com principio de engommado : na
ra do Cabuga', loja de miudezas da
aguia de ouro.
Vende-se o bora e bem acreditado T rap Joao
Paulo Cordeiro da fabrica do Rio de Janeiro ; tap
este bem aceito pela sua composicao e assemelhar-se
ao de Lisboa pelo eu bom aroma agrsdavel ; ven-
de-se de25 libras para cima.no deposilo geral da ra
da Cruz do Kecife, casa n. 17, e em libra e a reta-
Iho, as lojas seguinjes : ra da Cruz do Recife,
Fortunato Cardoso de liouvea ; na roa da Cadeia do
Recife, Jos Gomes Leal, Jos Fortunato da Silva
Porto, Thomas Fernandes da Cunha, Manoel Joa-
quim de Olivera ; becco da Cacimba, Antonio Ra-
mos ; roa do Crespo, Joaquina Heurique da Silva
ra do Queimado, Magalhaes & Silva, Teizeira A
Souza ; ruaDireita, Jos Vctor da Silva Pimentel;
paleo do Carmo, Antonio Joaqun) l'erreira de Sou-
za ; ra larga do Rosario, Viuva Dias Fernandes,
Manoel Jos Lopes, Rarros & Irmao ; aterro Ida
Boa-tisia, Joaquira Jos Oas Pereira, Jos Vicio
da Silva Pimentel.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara
dos ferro de -Brir- qualidade.
SYSTEMA MEDICO DE HOLLOWAY
Oracjio contra a peste e o cholera-
morbus.
Acha-se venda na livraria n. 6 e 8 da praja da
Independencia um folhetinho com diflerenles ora*
roes contra o cholera-morbos, o qualquer outra pes
te, a 80 rs. cada um.
REGULAMEMTO DA AFERICAO.
Vende-se por 100 rs. cada um regulameolo deafe-
rirao do mu icipio do Recife : na livraria o. 6 e 8
da praca da Independencia.
Venrle-se o deposilo de assucar da ra do Vi-
gario o. 27 : a tratar com Agoelinho l'erreira Senra
Guimaraes, na travesa da Madre de Dos n. 16.
Vtndenn-se batatas muilo novas, em arroba
19120 libia 40 rs., maoteiga ingleza a 800 rs.,
cafe de caroco a 160, (oacinho de Lisboa a 300 rs. a
libra, gomiaa de engommar a 80 rs.: na roa de
Hurlas n. 40.
'Vende-se urna escrava parda de 20 annos, de
bonita fign, com um filbo pardo de annos : na
ra do Crespo, loja n. 15.
Vendem-se ceblas novas chegadas ltima-
mente de Lisboa na barca Alaria Jos a 800, laoot)
e I92OO o canto : na Iravessa da Madre -Ua J)eos u,
16, armazem de A|oslinho l'erreira Senra tluimi-
raes.
Vend**e farinha de mandioca da mais nova
no mercado ii 2S00 a sacca : na Iravessa d Madre
de Dos n. 18, armazem de Agosoho Ferrcira Sen-
ra Guimaraes.
Vende-se um prelode idade de 25 ancos: na
ra do Quei nado n. 28, segundo andar.
PILULAS HOCLOWAY
Esle inestimavel especifico, composto inleiramen-
te de hervas medicinaes, nao conten mercurio, nem
algama outra substancia delrclerea. Rengno mais
tenra infancia, e a compleirao mais delicada, he
igualmente proroplo e seguro pira desarraigar o mal
na compleirao mais -obusta ; he inleiramente inno-
cente em suas operantes e elidios ; pois busca e re-
moye as doencas de qualquer especie e grao, por
mais anligas e tenares que sejam.
Entre militares de pessoas curadas com esle re-
medio, muilas que ja eslavam as portas da morte,
preservando em seu oso, conseguirara recobrar n
saude e torcas, depois de haver tentado intilmente
todos os outros remedios.
As mais afilelas nao devem entregar-se a desespe-
rado ; facam um competente eusaio dos eflicazes
efleilos desta assombrosa medicina, e presles recu-
perarlo o beneficio da saude.
Nao se perca lempo em lomar csse remedio para
qualquer das seguintesenfermidades :
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias(mald').
Aslhma.
Clicas.
Convulsoes.
Debilidade ou eilenua-
eio,
Debilidade oa falla de
forcas para, qualquer
cousa.
Desinteria.
Dur de garganta.
a de barriga.
nos ros.
Dureza no ventre.
Enfermidadesno ligado.
veuereas.
Enxaqueca.
En si pela.
Febres biliosas.
inlermillcnles,
Febretoda especie.
Gola.
Ileinorrhoidas.
liydropisia.
Ictericia.
IndigestOes.
Inflammafes.
Irregularidade da mens-
Iru.icao
Lombrigas de loda espe-
cie.
Mal-de-pedra.
Manchas na calis.
Ohslrucc.io de venlrr.
Phlisicaou coosumprao
pulmonar.
Itelenrao d'ourina.
Rheumatismo.
Svmpiomas secundarios.
Temores.
Tico doloroso.
L'lceras.
Venreo (mal.)
Vendem-se eslas plalas no eslabelecimeulo geral
de Londres, n.244, Utrand, na loja de lodos os
boticarios, droguistas e oulras pessoas eucarregadas
de sua venda em tada a America do Sul, Uavana e
ilospanlia.
Veude-se as bocetnhas a 800 rs. Cada urna del las
coniem urna inslruccao era porloguez para explicar
o modo de se usar destas pillas.
O deposito geral he em casa do Sr. Soum, phar-
maceolico, na ra da Cruz o. 22 em Peruam.
buco.
Vende-se papel proprio para machinas, oa
para oulra qualquer obra, por ser muilo grande :
na ra do Codorniz em casa de Joao da Silva llua-
Vsla.
Vendem-se duna canoas novas, acabada* lti-
mamente, ama de carga de 1,200 a I, loo lijlos, e
outra de carreira,para conduzir mais de 16 pessoas,
ambas bem construidas e de forte segaranca : a tra-
tar na travesa do Pocinhu, armazem de materiaes
o. 26, A.
Frederico Chaves, no aterro da Roa-Visla n.
17, lem para vender ama armario euvidracada e
envernisada, a qnal he feila em armarios, est pro-
pria al para algum senhor advogado que queira
para livraria, e vende por preco muilo coramodo.
Xa loja das seis
portas,
Em frente do Livramento.
Chales de seda de lindos goslos a oito mil res,
bhales de cambraia adamascados a duas patacas, di-
tos de ganga encarnados a duas patacas, corles de
vestido de cassa de 2 e 3 babados e algant com barra
a dous mil reis, leucos brancos Unos para cabeca de
senhora a pataca, ditos de cassa finos para man a
dous tastdes, pecas de cassa de lalpicos a dous mil
reis, meias para meninos a seis vinlens, e oulras
muilas fazendas moldadas e enchutas, que se vendem
por preco em conta.
Vendem-se charutos em porsS> amarrados,
por preco commodo : na ra do Vigaro n.14.
Vendem-ie qoeijos de Minas, os mais frescaes :
na Camboa do Carmo, taberna n. 46.
Vende-se na casa dos leiles daiua do Collegio
urna radeira da Rabia em muilo bom estapo e preco
commodo.
Vende-se urna escrava crioala, de dade de 21
annos, que cozinha, engomma e faz leuda, assim co-
mo qualquer servico de urna casa : a tratar na ra
da Cruz n. 43.
A I.SOOO!
Vende-se o resumo da Historia do Bra-
sil pelo diminuto pi^co de l.s'OOO na
ra do Crespo loja nJjnG,
POR, iOjOOO!!
Vende-se a interessante obra'Univer-
seo Pittoresco, 3 volumes ja' usados, pelo
liaratissimo pre^o de 1 (l.sOOO : na_ ra do
Crespo, loja n. 16.
No aterro da Roa-Visla n. 80, vende-se gom-
ma para engommar a 80 rs. a libra, caixnhas de li-
(ns de comadre, ltimamente chegadas de Lisboa a
t-?200 rs. a caixa, cha prelo em massos de meia li-
bra a>960 n. o inasso, chouri;as de Lisboa e presun-
tos a 400 rs. a libra, manleiga ngleza a 800, 960 e
1^120 rs. a libra, vinbo Moscatel leizilimo de Selu-
bal a 800 rs. a garrafa, dito PRR a 480 rs. a garra-
fa, dito da Figoeira a 520 rs., azeile doce de I,i-boa
a 610 rs. a garrafa, chocolate de Lisboa a 400 rs. a
libra, passas a 320 rs. a libra, nauha de porto vinda
de Lisboa a 480 rs. a libra, qoeijos a 20OO n.
FAZENDA SEM AVARIA.
Vende-se brim branco proprio para militares a
500 rs. a vara, ditos de cores pelo mesmo p.rejo : na
ra do Crespo, loja n. 6.
Para acabar.
Vendem-se merinos em peca e a reta-
lho, de muito boa cjualidade por serem
lrancezes por todo preco: atraz da ma-
triz da Boa-Vista n. 13, das G horas da
manhaa a's 9 do dia, e das 5 a's 6 horas
da tarde.'
Veude-e urna carroca nova, para cavallo e
ama casa Ierres, sita na estrada velha da Caponga ,
onde mora o Sr. Joao marcioeiro, com 32 palmos de
Trente, cacimba de boa agua e chaos proprios, por
preco commodo : a tratar no sierro da B'ia-Vista,
loja do Sr. Guimaraes o. 48.
Venderse ama elcrava crioula e recolhida, de
idade de 18 a 19 annos e peijada de 3 a 4 mezet,
leudo todas as habilidades que se podem encontrar
em urna boa escrava.elem ura comportamentoexem-
plar : na roa da Roda n. 11, se dir o motivo porque
se vende.
Vende-se arroz de casca a 3000 rs. o 3acco,
alqueire velho : na Irua Direila n. 69, padaria de
Antonio Alves de Miranda Guimaraes.
Vendem-se 2 carros de 4 rodas em muito bom
aso : na ra da Aurora n. 18, primeiro andar.
No largo do Carmo, quina da ra de Hurlas 11.
2, vendem-se queijos novos a 19800, manleiga in-
gleza a 640, 800 e 960, e muilo superior a 19200. di-
la franceza a 800 rs., passas a 400 rs., cevada a 180,
chouricas a 400 rs., cafe a 180, tapioca a 200 rs., al-
pisia a 200 rs., cha a 1600, 29000, 28400 e 28880,
dito prelo o melhor do mercado a 29240, batatas a
40 rs., bolachinhas inglezas a 360, dilas NapoleBo a
480, ditas arar ota pura a 560, lisboeose a OOrs..
toocinho de Lisboa a 320, banha benv alva a 560,
nozes novas a 80 rs., comma a 80 rs., ararota 120,
epermacetea800e960, carnauba em velas a 500
rs., frinha de trigo a 180, pomada a 440 a duzia,
doce de goiaba a 800 rs. o caixao, arroz branco a 480
a cuia, libra a 80 rs., azeile doce a 610, vinbo de
Lisboa a 100 rs., Figueira a 480, Porto muito supe-
rior 560 n garrafa, dito branco a 560, sardinhas de
INanles em latas a 600 e 800 rs., phospboros proprios
para quem fuma, que so se apagam depois que aca-
ba a madeira a 40 rs. a caixinha, penetras de rame,
e bracos de balanca Romao proprios para balcao.
Chapeau Mecanique.
He (licuarlo praa da Independencia ns. 24 a 30,
loja de Joaquira de Olivera Maia, os excellenlese
inuito desejados chapeos de mola de elegantes for-
mas, por muito mdico preco.
NADA MAIS COMMODO PARA PAS-
SAR A FESTA.
Pa ra da Cruz o. 27, armazem, vende-se um
excellenle carro de 4 rodas, inleiramenle novo e
elegantemente armado, que serve tanto para uro co-
mo para dous cavallos, por ter varaes e lauca, e ser
muilo maneiro ; assim como um nutro de 4 rodas
tambem com algum oso, por precos mu razoaveia
que convida rnesmo a quem nunca possuisse um car-
ro, a te-lo com pequea quanlidade de sedulas.
Vende-se um bonito cavallo casla-
nho, proprio pira cabriole!: a pessoa
que pretender dirija-se a praca da In-
dependencia u.14 e 16.
Almanak de lembrancas Luso-Brasilciro
para 1856.
1 volme em 32, coro 384 paginas, 426 arligos e
12b gravaras, por Alexandre Magno de Caslilhohe
o 6. volme, he ama peqi-enina encvclopedia
principiada em 1851, e a que nao he eslranho ne-
nlium dos ramos dos conhecimenlos humanos, pefa
redaccao dos autores, cojas producoes, em verso ou
eiu prosa, honrara as paginas do Almanak de 1856,
e vende-se na agencia livraria n. 20 da esquina do
Collegio, onde se acham tambem os volumes dos
annos anteriores. Preco 800 rs. por cada volume.
COM POUCO DINHEIRO.
\ endera-se riqoiisimos chales de merino de di-
versas cores, bordados de lindos gustos, coro peque-
o loque de avaria, por menos da metade de seu
valor : na loja do sobrado da roa do LivrameDlo
n. 8.
Para quem. gosta do bom e barato.
Na grande loja de cuco portas da pracinha do
Livramento, que faz frente para a ra do Queimado
e esquina para a ra do Ransel, lia ura grande sorli-
mcnlo de chales de merino bordados de diversas co-
res, que se vendem por buratissimo preco, lendo a-
penas um pequeo loq'ie de avaria ; e por isso se da
por metade de seu valor.
Vende-se um pntode nac.Ao com 35 annos de
idade, e coilumado ao ervico do mar : a tratar oa
ra do Pilar 11. III.
Vendem-se sapalos de cotiro de lusire france-
zes para senhora a 19000 o par, borzeguins sem sallo
a 29OOO o par, tambem para senhora,sapatAeade lua-
tre para homem a 39000 : na nova loja de calcado,
na praca da Independencia ns. 37 e 39.
Vende-se urna escrava de 40 annos, pouco
mais ou menos, sem vicios nem achaques, que lava
de sabio, cozinha o diario de urna casa, c tambem
vende na ra : na ra do Pilar, em Fura de Portas,
n. 103.
A3$500
Vende-se cal de Lisboa ltimamente chegada, as-
sim como potasaa da Russia verdadsira : na praca do
Corpo Santo n. 11.
Vendem-se 2 banquinhas de Jacaranda em
perfeilo estado : na ra Direila n. 17.
Boa fu maca.
Vendem-se c.tixas com 100 charutos de >uperior
qualidade a 39000, ditas a 29000, ditas a 19280, di-
tas a I9OOO, ditas a 49000, dilas a 69000, dilas com
50 charutos a .18000. dilas com 25 a 18500, massos de
charutos de 25 a 500, ditos a 320, ditos a 240, ditos a
160, palitos de/ognera caixnhas enveruisadas a 200
e 160 rs., ditos proprios para acender charutos a 40
rs.: na fabrica de charotos da ra do Rangel n. 59,
de Joaquim Jos de Souza.
Cheguem ao ba-
rato !! !
Caxas para rap imitando a tartaruga, pelo bara-
tsimo preco de 18280 cada urna : na ra do Cres-
po n. 6.
Vendem-se
Chapeos de seda para senhora, de goslu
moderno, guarnecido de filo e bico de blond,
a 59 e a IOjOOO rs. cad um.
Mimo do co de 13a e seda, fazenda de
muilo gostoque finge seda, a 400 rs. cada
covado.
kslvinade quadros e lislras, toda de seda, a
400 e 700 rs. cada covado.
Chafes de casemira lisos, a 59000 cada
um.
Cortes de setas de quadros e lislras, com
15 covados cada um, a lOsOOO.
Corles de laa de cores com 10 covados, a
28000.
Na ra do Crespo, loja amarello 11. .
Balanca romana.
Na fundicao de D. W. Rowman, na ra do Hruin,
ha para vender urna balanca decimal loda de ferro,
muilo boa, com capacidade de pesar al 4,700 li-
bras.
Tysm
Vendem-se
Palitos de alpaca prela lina, a 109000.
Ditos de panuo fino de cores, a 159000.
Ditos de casemira de cores, a 189000.
Ditos de esgun o fino de linho, a 79000.
Ditos de brim panto de linho, a 59000.
Ditos de hrania'nle de cnnlAn. a 59000.
Carnizas de murira francez. a 29500.
Dilas de raurim francez branco, a 28000.
Na ra do Crespo, loja ainar.Ha n. .
PECIPCHA.
Vende-se a taberna da ra Direita n.
91, consist ivlo 11 ti uta boa armacao e seus
pertences.ealguns gneros em bom esta-
do, propria para qualquer principiante
Eor ter poucos fundos, ser ern muito bom
icale estar bem afreguezada, tanto para
a trra como para b mato, a qual vnde-
se por todo o prec.0 para pagamento dos
credoies : a tratar na travessa da Madre
de Dos n. 14.
Naruada Cadeia do Reciten. 18,
ha para vender relogios da fabri-
ca mais acreditadas rl.-i Suissa, tan-
to de ouro como de pr'ata, dito*
foliados edourados, mais baratos
do que em qualquer outra parte.
JOGO DE VOLTARETE.
. Vendem-se caixinhas com tentos paia
marcar jogo de voltarete, por preco mui-
to em conta : na ra da Cruz n. 26, pri-
men o andar.
KIRSHEABSTYNH.
Na ra da Cruz n. 2t, primeiro andar,
ha para vender constantemente por pre-
co commodo, superior Kirck e Abiynth.
CHOCOLATE FRANCEZ.
Chegou nova remessa de chocolate fran-
cez a' ra da Cruz n. 26, primeiro andar,
e fintrega-se aos reguezes pel menor pre-
co possivel.
VI 110 BRANCO E TINTO DE
BORDEUX.
Vende-se vinho de superior qualidade,
engarrafado, branco c tinto, (de Bor-
deux) por preco commodo: na ra da
Cruzn. 26, primeiro andar.
CHAMPAGNE.
Vende-se superior champagne, em cai-
\asde 12 garrafas, da melhor marca que
tem viudo a este mercado, por preco
commodo: na ra da Cruz 11. 26, primei-
ro andar.
Vende-se o bem condecido rape' ro-
lao francez, aos apaixonados da boa pita-
da: na ra da Cruz n. 26; primeiro an-
dar.
Vende se ama porrao de travs de qualidade,
de 30, 40 e 50 palmos de comprido.ditas de louro de
30 e 40 palmos, e 100 ensarnes de louro : os prelen-
dentes procuren! a Antonio Leal de Rarros, na ra
do Vigario.
Deposito de algodoes trancados.
No escriplorio de Domingos Alves Mathcus, na ra
da Cruz n. 54, continua a vender-se algodoes tran-
cados da fabrica da Rahia, e fio de algodan proprio
para redes e pavios de vela, por preco commodo.
Cheguem a pechincha, rapaziada.
Est se finalisando pechincha de borzeguins
elsticos, sapaldes de lustre, ditos de Nanles para
liomens e meninos, por precos tan baratos, que
quem os vir nao deixara de comprar: na roa da Ma-
dre de Dos, loja n. 18.
Farinha de mandioca.
Domingos Alves Malheus tem para vender, no ar-
mazem do caes da alfandega, de Jos Joaquim Pe-
reira de Mello, muto nova e superior farinha de
mandioca de S. Malheus, vinda no hate (.'astro-,
chegada em 20 do correla mez de agosto, em sacro
de um alqueire da medida velha, por preco com-
modo.
Cheguem a pe-
chincha.
Por sedulas velhas quem deixara' de
comprar !
Rorzeguins elsticos para homem a 69000 o p.r,
grvalas de seda a 500 ra., palitos de panno fino,
cortes de collele de fuslo e seda mantas de seda
para senhora a 28000, chales de ganga a I96OO, di-
tos de cassa brancos a 800 rs., alm dislo ora novo e
completo sortimenlo de calcados e perfumaras, ludo
chegado ltimamente, por preco muilo commodo,
afira de sa apurar dinbero : no aterro 4* Roa-Vista,
defronteda Roncea, loja n. II.
A pechineha.
No aterro da Boa-Vista n. 8, defronte da
boneca.
Chegou ltimamente a verdadeira carne do ser-
tao e queijos de todas as qualidades, figos de coma-
dre, bolachioha de soda, bisenilos finos inglezes mui-
to novos, e um completo sorlimenlo de todos ns g-
neros de molhadosdos melhores que ha no mercado,
e vende-se ludo por menos preco do que em outra
parte.
Attencao.
Conlinua-ie a vender na ra da Cadeia do Recife
n. 47, loja do Si (Manoe!) damasco de 13a de duas
larguras, muilo proprio para roberas de cama e
paunos de mesa.
AOS SENHORESDE ENGENHO.
No primeiro armazem do becco do tioncalve-, ha
aenipre um bom sortimenlo de meias barricas de fa-
rinha da maii superior qualidade.
Cera de carnau-
ba.
Vende-se cera de carnauba do Aracaly: na ra
da Cadeia do Recife n. 49, primeiro andar.
Vende-se um cabriolel novo,
sem coberta. muito maneito, ven-
dem-se tambem boas parelhas de
cavallos mansos para carro, ditos
de cabriolet e carroca, lodo por preco commodo:
na ra Nova, cocheirade Adolplio Roorgeois.
Cera de carnau-
ba do
ARACATY E ASSU'.
Vende-se em porejo e a relalho, por menos preco
que em oulra qualquer parlo, principalmente sendo
a dinheiro a vista : na ra da Cruz, armazem de
couros e sola, n. 15.
Vende-se urna porcao de taboas de cedro : no
trapiche do Angelo.
POTASSA E CAL VIRGEI,
No antigo e ja' bem conhecido deposi-
to da ra da Cadeia do Recife, escriptorio
n. 12, ha para vender muito superior
potassa da Russia, dita do Rio de Janeiro
e cal virgem de Lisboa em pedra, tudo a
precos muito avoraveis, com osquaes -
carao os compradores satisfeitos-
Attencao ao seguinte.
Cambraia franceza de corea de muito bom goslo a
600 rs. a vara, cortes de cassa pretos de muilo bom
gosto a 29000 o corle, ditos de cores com bons pa-
drees a 29200, alpaca de seda com quadros a 720 o
co'vado, corles de la muilo finos cora 14 covados ca-
da corte, de muilo bom goslo, a 49500, lencos de
bico com palmas a 320 cada um, ditos de cambraia
de linho grandes, proprios para cabeca a 560 cada
ura, chales imperiaes a 800 rs., 19 e 19200 : na loja
dn ra do Crespo n. 6.
Brins de veila : no armazem de N. O.
Bieber & C, ra da Cruz n. 4.
Fazendas baratas.
Corles de casemira de pura laa e bonitos padres
a 58500 rs. o corle, alpaca de conlao muilo fina a
500 rs. o covado, dita muilo larga propria para man-
i a 640 o covado, corles de brim pardo de puro li-
nho a 18600 o crte, ditos cor de palba a I96OO o
corte, cortes de casemira de bom gosto a 29500 o cor-
te, sarja de laa de duas larguras propria para vesti-
do de quem est de lulo a 480 o covado, corles de
fustao-de bonitos costos a 720 e 19400 o crte, brim
(raneado de linho a 19 e a 1-5200, riscados proprios
para jaquetas e palitos a 280 o covado, corles de cl-
leles de gorgoro a 39500 : na loja da rna do Cres-
po n. 6.
Velas de car-

nauha,
SIMPLES E DE COMPOSICAO.
Na roa da Cruz n. 15, vendem-se ditas velas, de
6, 7,8, 9 e 13 por libra, em caxas de8 at 50 libras,
fabricadas no Aracaty, pelos melhores autores, e por
menos preco que em outra qualquer parle.
Vendem-se pipas e barril vazios : a tratar com
.Manoel Alves Guerra Jnior : na roa do Trapiche
n. 14.
A 99000 E IO9OOO A PECA.
Vendem-se pecas de brim fino s liamburgo su-
perior, que ao assemelha ao bom panno de linho,
pelo diminuto preco da 99 e tos a pera de 20 va.
as: na ra da Cadeia do Recife, loja n. 50, de
fronte da ru da Madre de Dos.
Novo sortimenlo de fazendas
barata*.
Alm das fazwdasj annunciadas, e oulras mui-
las, que a illuheir** vw* nnaiidrm em porrao e a
relalho. por baratlssimo preco, ha novas chitaVde
cores lisas a 160, 180 e 200 ra. o covado, dilas para
cobcrla, bonitos padroea, a 220, dilas largas de cores
claras imitando cassa a 240, riscados francezeslargos
de quadros modernos a 260, corles de cambraia de
lpicos com 6 1|2 varas por 29560, penno de linhos
muito fino para lencos com mais de 2 varas de lar-
gura, pelo baratissimo prego de 29400 a vara, novos
brins delinho de quadrinhos para palitos, cagase
ja que las a 220 e 240 o covado, corles de casemiras de
cores a 49, brins de cores para caigas a 19 a vara :
na ra da Cadeia do Recife. loja n. 50, delronte da
ra da Madre de Dos, a qual as arliasoflrivelmenle
orlida de boas fazendas, cojas qualidades e commo-
dos precos se garantem e dao-se amostras.
I.ARYR1NTHOS. '
Lencos de cambraia de linho muilo finos, toalhas
redondas e de ponas, e mais objectos deste genero,
ludo de bom goslo ; vende-se barato : ua roa da
Cruz n. 34, primeiro andar.
Vende-se excellenle taboado de pinho, recen-
teniente chegado da America : na rui de Apollo
trapiche do Ferreira, a entender-se com oadminis
ador do mesmo.
A boa fama
Vendem-se muilo bonitos chapeos de sol de seda
pequeos e com molas proprios para meninas de es-
cola, pelo baratissimo prego de 39000 rs. ; he consa
Uto galante que quem vir nao deixari de comprar :
na ra do Queimado, loja de miudezas da boa fama,
n.33.
Casa da fama! !
Na rna Direila n. 75, vendem-se Slbeles de todas
as loteras da provincia, e pagam-se todos os pre-
mios que sabirem noa bilhetes vendidos na mesma.
Sebolas novas de Lisboa.
Jichegaram ceblas novas de Lisboa, e vendem-
se no armazem de Joao Martina de Rarros, travessa
da Madre de Dos n. 21.
Vende-se cal virgem, chegada hon-
tem, e de superior qualidade por preco
razoavel: no armazem de Bastos di Ir-
maos, ra do Trapiche n. 15.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ha
para vender superior relrozde primeira qualidade,
do fabricanteSiqueiralindas de roriz e de nume-
ro, e fio porrele, tudo chegado pelo ultimo navio vin-
do do Porto, e juntamente vinho superior, feiloria
em pequeos harria de dcimo.
Vendem-se no armazem n. 60, da ra da Ca-
deia do Recife, de Ilenry tiibson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por pregos
mdicos.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandioca
em saccas que tem um alqueire, medida
velha por o'000 reis : nos armazens ns.
3,5 e 7, e no armzem delronte da porta da
aliandega, ou a tratar no escriptorio d
Novaes SCompanliia na ruado Trapiote
n. 54, primeiroandar.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, asquaes acham-se a venda, por
preqo commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Capas de burracha a l.sOOO.
Quem deixara de se muir de urna excellenle ca-
pa de burracha, pelo diminuto prego de 129? a el-
las, que se estao acabando: na ra da Cadeia do Re-
cife, loja n. 50, dol unte da ra da Madre de Dos.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton & C, na ra de Senzala Nova n. 42.
Sellins inglezes.
Relogios patente inglez.
Chicotes decano e de montaria.
Candi rose casticaes bronzeados.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiro.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97.
Vinho Cherry em barris.
Camas de ferro.
FAZENDAS DE GOSTO
PARA VESTIDOS DE, SENUORA.
Indiana de quadros muilo fin e padrdea novos ;
cortes de laa de quadros e llores por prego commo-
do : vende-se na ra do Crespo loja da esquina que
viilta para a ra da Cadeia.
CAL VIRGEM.
Vende-secalde Lisboa, chegado no pa-
tacho CONSTANCA, entrado hontem, por
preco commodo: no deposito da ra de
Apollo n. 2B.
CASEMIRA PRETA A 4^500
0 CORTE DE (ALCA.
\ endem-se na ra do Crespo, loja da esquina que
volta para a ra da Cadeia.
Tende-se
Farello em saccas de 5
arrobas a 5^000.
Farinha de mandioca
em saccas a 2#J00.
Tijolios de marmore a
520.
Vinho Bordeaux em
garra,oes a 12#000.
M o armazem de Tasso
lrmaos.
LEONOR D'AMBOISE.
< Vende-se o excellente romance histri-
co Leonor d'Amboise, duqueza de Breta-
nha, 2 volumes por lgOOO rs., na livraria
n. 6 e 8 da praca da Independencia.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, rna do Collegio n. a,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, finas e grossas, por
precos mais baixo do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
qoes, como a retalho, amanendo-
se aos compradores um preco
para todos : este estabelecimento
ahrio-se de combinarlo com a
mator parte das casas commerciaes
inglezas, rancezas, allemaas e suis-
sas.para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto oflerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietano deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) Comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenhos os
seus bons efleitos ja' experimen-
tados: na ra da Cruzn. 20, ar-
mazem de L. Lecohte Feron &
tt Companhia.
Na rna do Vicario n. 19, pri neiro andar, ven-
de-se farelo novo, chegado da Lisboa pelobrigoe Es-
perunca.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rna da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma.-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos. Dar
dito. P
DEPOSITO DA FABRICA DE TODO
OS SANTOS DA BAHA.
Vende-se em casa de N. O. Bieber &
C, na ra da Cruz n. 4, dgodo tran-
cado daquella fabrica muito proprio pa-
ra saceos de assucar e roupa para escra-
vos, por preco commodo.
Vende-se urna balanca romina com todos os
stus pertences.em bom uso e de 2,000 libras : que
prelender, dirija-se ra da Cruz, armazem n. 4.
COGNAC VERDADEIRO.
Vende-se superior cognac, em garrafas, a 123000
a duzia. e 1280 a garrafa : na ra dos Tanoeiros n.
% primeiro andar, defronle do Trupiche Novo.
Chales de merino' de coros, de muito
bom gosto.
Vendem-se oa ra do Crespo, loja da esquina qne
volta para a cadeia.
ATTENCAO.
Na ra do Trapiche n. o4, ha para
vender barris de ferro ermeticamente
fechados, proprios para deposito de fe-
ses ; estes barris sao os melhores que se
tem descoberto para este lim, por nao
exhalar em o menor cheiro, e apenas pe-
zam 16 libras, e custam o diminuto pre-
go, de i.sOOO rs. cada um.
Potassa.
No antigo deposito da roa da Cadeia Velha, es-
criptorio n. 12, vende-se muito superior potassa da
Russia, americana e do Rio de Janeiro, a presos ba-
ratos que he para fechar conlas.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e (lauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo moiernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, lem
venda a superior flanclla para foiro de sellins,
chegada recentemente da America.
Deposito de vinho de cham-
pagne Chateau-Ay, primeira qua-
lidade, de propnedade do conde
de Marcuil, ruada Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a Champagne, vende-se
a 56$000 rs. cada caixa, acha-se
nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia.' N.
B.As caixas sao marcadas a fo-
goCon'de de Marcuile os r-
tulos das garrafas sao azues.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o mellior; ment do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
A Boa faina.
Na roa do Queimado, nos qualro ciintos, loja de
miudezas da boa fama n. 33, vendem-se os secuinles
objectos, ludo de muito boas qualidades e pelos pre-
sos mencionados, a saber :
Penles de tartaruga para atar cabellos a 4500
Ditos de alisar tambem de tartaruga 3000
Ditos de marfim para alisar 1&100
Ditos de bfalo moito doos 300 e 400
Dilos imitando a tartaruga para"alar cabello 15*0
l.eques liuissimos a' .>, 33 e 49000
Lindas caitas parir"costura 3000
Dilas para joiai, muilo lindas a 600 e 800
l.uvas prela? ie torcal e com oorlolai 800
l'i'.as de seda de cores e sem defeito 1)000
Linda.meias de seda de cores para criiocas I58OO
Meias p iliacas fio de Escocia para crian ;as 240 e 400
Randejas grandes e finas 3SO00 e 49000
Trancas de seda de todas as cores e largaras e de bo-
nitos padrees, filas finas lavradas e de toda* as lar-
jWas e cores, bicos finissimos-de linhi de bonit^ ,
fKres e todas as larguras, tesouras as mais firJBa
Jue he possivel encoulrar-se e de toda; as qualida-
es, meias e luvas de todas as qualidades, riquissi-
mas franjas brancas e de cores com borllas proprias
para cortinados, e alm de ludo isto oul-as muitissi-
mas cousas ludo de bons gostos e boas qualidades,
que i vista do muilo barato preco mo deltam de
agradar .os Srs. compradores.
Vende-se pipas, barris vazios e bar-
ricas internadas: a tratar com Manoel
Alves Guerra Jnior, na ra do Trapiche
n. 14.
Moinhos de vento
ombombasderepuxopara regar horlate baixa,
decapim, nafundicaode D. W. Rowman : na ra
do Brum ni. 6,8 e 10.
Vende-se cognac da melhor qualidade: di ra
da Cruz d. 1Q.
ESCRAVOS FUGHX.
Desappareceu no dia 27 do mez de agosto pis-
sado, o pelo marinheiro, de neme Manoel, perlen-
cente a Ir polaco do brigue nacional Mafra, o qual
tem os signaes seguinte: idade 50 e tantos annos,
baixo, magro, rosto comprido, barbado, lando j al-
guns cabellos brancos : quem o apprehender, quei-
ra leva-lo ra da Cruz do Recife n. 3, escriplorio
de A mor ira Irmlos & Companhia, qne aera genero-
samente recompensado.
ESCRAVO FGIDO,
Evadlo-se no dia 3 do crrante desta praca o es-
cravo Severino, mualo um pouco claro, com idade
de 22 annos pouco raais oa menos, alio, boa figura.
rumora a barbar, cabello carapinho, este escravo
pertiice a Pedro Leile Bezerra, morador em Cim-
bres e foi no mez passado lirado do deposilo onde
lnli.i assenlado praca com o nome de Severino Jos
Bezerra, lem a falla branda, levou camisa e calca
branca muito soja, e calca de castor com lislras aznes
e camisa de algodao cora lislras azues mallo raiadi-
uhas, nova: rogase a qaem o encontrar que o
raaode enlregar nesta praja aos Srs. Gouveia 4 Lei-
le, na ra do (Jueimado n. 27 ou ao seu seahor em
Cimbres quesera gratificado.
Desappareceu no dia 17 de agosto o eacravo
Cielauo, de idade maior de 50 annos, de naci A il-
iaco ; levou palito cor de caf, chapeo da palba, traz
ocbapo cheio de rodilhas, que nSo aasenta na ca-
beca, tem urna perna mais arqueada para fon que a
oulra, costuma andar de alparca, tem sido visto pe-
la nbi'ira, ra da Praie ele. : quem o pegar, leve-o
i Apipucos, casa do Sr. Pedio Coelho Piulo, que se
recompensara, ou no aterro da Roa-Vista u. 77. fa-
brica de charotos. -
Desappareceu to da 22 do rorrete a escrava
mulata Marianna, (levando sua filtra de 6 mezes de
idade), de 25 annoa. altura regular, chela de corpo,
cor avermelhada, andar desembaracado, pernas li-
nas, cabello grande meio carapinhado e quasi se ji-
pre em desnlinho, .duas ricatrizes no pescoce pre/e-
nienles de glndulas, e urna as cosa proveninle
e um tumor ; levou vestido de chita encardada
com ramagens pretas: pede-se as'autoridedcs e ca-
pules d campo a apprehenrao de dita escrava, c
leva-la a Passagem da Magdalena, casa de A. V. da
S. Rari'oca, ou ao seu escriplorio, na ra da Cadeia
do Recife, que serSo generosamente recompensados.
Desappareceu no dia 17 de agosto correte
pelas 7 horas da ooile, a prela Lonrenca, de idade
35 a 40 annos, pouco mais no menos, com os signae
seguales : um dedo da rnao direila anchad*, ma-
gra, lem marcas brancas as duas pernas, levos ca-
misa de algodflozinho, vestido de chita roa, panno
fino, e mais ama Irona de ronpa : roga-se a todas
as autoridades policiaca on capitaes de campo une a
apprehendam e levem 11 seo senhor Joao Leile dr.
Azevedo, na praca do Corpo Santo 17, eme ier-
bem recompensado. "ra
MANDAS E GRADES.
Um lindo e variado sortimenlo de modeos para
varandas e gradaras de gosto modernissimo : na
fundicao da Aurora, em Santo Amaro, e no deposi-
to _da mesma, na ra do Brum.
msvE'JlIJlKJ
Antigo deposito de panooUealgo-^ i
godao da fabrica de Todos os 1
Santos na Babia.
Novaes & Companhia, na roa do *
Trapiche n. 54, continuam a ven-
der panno de algodao desta fabrica,
trancado, proprio para saceos e
roupa de escravos. .
Vende-se ac em cndeles de om quintal, por
preco moilo commodo : no armazem de Me. Cal-
moni & Companhia, praca do Corpo Santn. 11.
Riscado de Ustras de ores, proprio
para palitos, calcase jaquetas, a 160
o covado.
Vende-se na roa do Crespo, loia da esquina qoe
volta para a cadeia.
Deposito de cal de Lisboa.
Na ra da Cadeia do Recife, loja n. 50% contina
a vender-se barris com superior cal virgem de Lis-
boa, por preco commodo.
CORTES DE CASEIIRAS
DE CORES ESCURAS E CLARAS A 3*000.
Vendem-se na roa do Crespo, loja da esquina que
volta para a roa da Cadeia.
A boa fama
Na ra do Queimado nos qualro cantos, leja de
miudezas da boa fama n. 33, veudem-se os seguinte*
objectos pelos precos mencionados, e tudo de moi-
lo boas qualidades, a saber :
Duzia de lezouras para costura a 1)000
Duzia de penles para alar cabellos 1>500
Pecas com 11 varas de fitalavrada tem defeitolj200
Pares de meias brancas para senhora 240
Pe^as de filas brancas de linho 40
Petas de bico estreito com 10 varas 560 e 640
Carleirinhascom 100 agulhas, sorlidas 240
Marcos de cordo para vestido 600
Caixas com clcheles batidos, franceses 60
Escovas finas para dente* 100
Pulceiras encarnadas para meninas e.senhoras 320
I.inhas brancas de nvelos o. 50, 60, 70 libra 1)100
Libras de linhas de coras de novello 1)000
Grozas de botocs para carniza 160
Meadas de lindas finissinias para bordar 160
Meadas de linhas de peso 100
Carrileit de linhas finas de 00 jardas "0
Grozas de boloes muilo finos para calcas 280
Caixas com 16 novello* de linhas de marcar 280
Duzia de dedaea para senhora 100
Suspensorios, o par 40
Macinhos de grampas 50
Csrus de alfineles 100
CamAhas com brioqnedos para menino*' 320
Ai:ulheiros muilo bonito com agulhas 200
Torcidas para candieiro, o. 14 80
Caixnhas com agulhas francezas 160
Babadosaberlosde linho bordados e lisos,a 120e240
Alm de ludo islo oulras muilissimas cousa* lodo
de muilo boas qualidades, e que se vende noilissi-
mo barato nesta bem condecida loja da boa fama.
A boa fama
Vende-se papel marfim pautado, a resma a 4)000
Papel de peso pautado muilo superior, resma 39600
Dito almajo sem ser pautado moito bem 2)600
Ferinas linissimas bico de lance, groza 1)200
Dita* moito boas, groza 640
Caivetes finos de 2 3 tolhas, a 2*0 e 400
Lapit finos envernjsados, duzia 120
Dilos sem ser envernisado, duzia 80
Canelas de marfim muito bonitas 320
Capachos pintados para sala* 600
Bengalas dejunco com bonitos cattoes 500
Oculos de armario ac, todas as gradnar^es 800
Ditos de dilos de metal branco 400
Lunetas com armacao de tartaruga 1)000
Dilas de dita de bfalo 1 500
Carleiras para algibeira, superiores 600
Fivellas doorad** para calca* e collele* 100
Esporas finas de metal, o par 800 e. 1)000
Trancelios pretos de borraxa pararelogios 100 e 160
Tinleiros e areeiros de porcelana, o per 500
Caitas riqussimas para rap a 640 1)000 e 1)500
Carleiras proprias para viagem 3)500
Toucadores de Jacaranda com bom espelho 3)000
Charuteirat de diversas qualidades 160
Meias de laia muilo superior para padres 2)000
Escnvas linissimas para cabellos e roepa, navalhas
linissimas para barba, luvas de seda de loda* a* co-
res, meias pintadas e croas de muilo boas qualida-
des, bengalas moito finas, tinta acamada e azul
propria para riscar livros. Alm de lado isto oulras
muilissimas cousas ludo de muilo boas qnalidades,
e qoe se vendem mais barato do qne ojn nutra qual-
quer parle : na ra do Qaeimado nos qaatro canto*
na bem conhecida loja de miudezas da boa fama
n. 33.
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PERN.-.TYP. DB M. F. DEFaRIA.-
1855
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