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Diario de Pernambuco
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Permanent Link: http://ufdc.ufl.edu/AA00011611/00653
 Material Information
Title: Diario de Pernambuco
Physical Description: Newspaper
Language: Portuguese
Publication Date: Saturday, September 01, 1855
 Subjects
Genre: newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage: Brazil -- Pernambuco -- Recife
 Notes
Abstract: The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding: Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation: Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities: Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.
 Record Information
Source Institution: University of Florida
Holding Location: UF Latin American Collections
Rights Management: Applicable rights reserved.
Resource Identifier: aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID: AA00011611:00653

Full Text

V
ANNO XXXI. N. 202.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
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i
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*'
t
>
SABBADO I DE SETENIBRO OE 1855.
Por Bimo adiantad 15,000.
Porto franco para o subscriptor.
DIARIO DE PERNAMBUCO
ENCARREGADOS DA SURSCRIPCAO'-
Recife, o proprielario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, 6 Sr. Jo o Pereira Martina ; Baha, o Sr. D-
Duprad ; Macei, o Senhor Claudioo Felclo Oiae ;
Parahiba o Senhor Gervasio Vielor da Nalvi-
dade ; NaUl, o Sr. Joaquina Ignacio Pereira Jnior;
Aracaly, oSr. Antonio de Leraos Braga;Cear, o Sr.
Joiquim Jos ile Oliveira ; Maranhlo o Sr.Joa-
quim Marques Rodrgaos ; Piluhy, o Sr. Domingos
Htrculano Ackiles Pesaos Cearence ; Par, oSr. Jus-
(ioo J. Ramas ; Amazonas, o Sr. Jeronymo da Costa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 1/2.
Paria, 355 rs. por f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 por 0/0 de rebate.
Acides do banco 30 0/0 de premio.
da eompanhia de Beberibe ao par.
da eompanhia de seguros ao par.
Discomo de lettrat de 8 a 9 por 0/0.
METAES.
Ouro.Onoas/hespanholas' 29*000
Modas de 69400 ralbas. 169000
de 69400 novas, 169000
de4000. 99000
Prata.Palacocs brasileiros. 1*940
Pesos columnarios, 1*940
mexicanos.,... 19860
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os das
?iruar, Bonito e Garanbuns nos dias 1 e 15
illa-Bella, Boa-Yista, Ex e Ouricury, a 13 e 38
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras
Victoria e Natal, as quintas-feiras
PREAMAR DE HOJE.
Primeira s 8 horas a 30 minutos da manhaa
Segunda s 8 horas a 54 minutos da tarde
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundase quintas-feiras
Relaco, terras-feiras e sabbadoa
Fazenda, quartas e sabbados s 10 horas
Juii do commercio, segundas as 10 horas as
quintas ao raeio-dia.
Juizo de orphos, segundas e quintas is 10 horas
1* vara do civel, segundas e sextas ao meio dia
2* vara do civel, quartas e sabbados ao maio dia
EPIIEMER1DES.
Setembro 3 Quarto minguante as 6 lwras 8 mi-
nutos e 49 segundos da manhaa.'
> 11 La nova as 8 horas, 31 minutos e
49 segundos da manhaa.
19 Quartocrescente as 5 horas, 20mi-
nutos e 14 segundos da manhaa.
25 La cheia a 7 horas, L> minutos e
35 segundos da tarde.
DAS da semana.
27 Segunda. S. Jos de Calazans; S. Rufo.
28 Te rga. S. Agostinho hispo e doutor da Jgrej a..
29 Qttarta.Degolacao de S. Joo Baptisla.
30 Quinta. S. Rosa de Lima, Americana.
31 Sexta. S. RaymundoNonatocard.
1 Sabbado. S. Egidio ab ; Ss. Gedeo e Josu.
2 Domingo. 14. N. S. da Penha ; S. Eufemia
v. S. Esievorei da Hungra.
MlTEimCIiL
CAMBIANDO DAS ARMAS
Qaartcl-caaafal do Masiuto das irnii a*
Parmaaaamca ata elaaaa de Bacila, m 31 da
afate da 189*.
OHDBM DO DIA N. 106.
O marechal de campo coamaiidante das armas,
determina que, amaoha 1.* de'eelembro, fique de-
ligiido do 10.a biUIhlo iufaularia, ao qual se acha
adtlido, o Sr. alfares qnartel oWifW du 5. balalha
da mesma arma, Leopoldo aWgiii Galvio cha,
valo que tero de seguir para a provincia do Mara-
nhlo no .vapor que se espera di. sul. Determina
entnente que, na.manhaa do referido dia, se pas-
ta revista de moslra aos corpas do exereiloaqui esta-
cionados s companhias fijas, em seos respectivos
qu.irleis, pela orden) seguinte : As > horas, a
eompanhia de artfices ; is 6 }, ao tu.* betaIfilo de
infantera ; s7. ao batalha 2.';cs"!i, ao 9.,
aaatas dd mama arma ; s 8 3|4, a eompanhia fixa
de eavallaria ; e s 9 X, ao *.> balalhlo de arllha-
ria a p, na cidiide da Olinda.
O mesma marecbal lem designado o dia 3 do rin-
dan** ates, para a i aspecto geral das pracas dos
diferentes corpas, qne sollrem pliisicamenle : a ins-
petfjaose far no qoartel-general s 9 horas da ma-
ntilla ; sern presentes os merabro da junta de sa-
de, as Srs. cammartdantes de ees-pos, que mandara
apteaeatar, neni en as pracas enfermas comprehen-
didas aas relajiiea que enviarlo, coren aquellas qne
reo ooreeaia e abtiveram despacha.
Jote Joaquim Coelho.
(>mlesne. Canudo Leal Ftmira, ajedanle de
ordena encarregedo do detalhe.

IRERIOR.
RIO SE JANEIRO.
SERADO.
Ola 4a ralbe a IMS.
I.ida e apprevada a acta anterior, nao ha eipedi-
euti. Sao sorteados para deputajau que lem de re-
eaber oSr. ministro da marinha os Srs. Mello Mallos,
Mrquez de Monl'Atenre a Viveiros.
ORDEM DO DA.
tendo ialroduzida o Sr. ministro da marinha com
as formalidades do eslyla, toma estenio na meta ; e
coelruna a 1. discassao, adiada em 13 do correnle,
da propusla da nadar execulrve, a emendas da cma-
ra dos denotados, aolorisando o goveruo a picar as
presas da guerra da independencia, s du Rio da
lliieaNda a materia, retira-se o Sr. ministro para
se votar, e be approvada a proposta com as emendas
da cmara dos denotados para pastar 2.a discusso.
Tando ingresso novamente o Sr. ministro, entra
am 2.a discossAo o arl. 1. da proposta com as res-
pectivas saneadas da cmara dos depulados.
Yerieando-sc nao liaver casa, tica adiada a dit-
raataa ; a Sr. presidente da para ordem do dia a
acuna de baje, e levanta -se a setalo.
26
l.ida e approvada a acia da sessao antecedente pas-
sa-:ie ao aegointn espediente.
O Sr. I.* aaeroleria l om oflicio do Sr. ministro
do Maaerio, remetiendo um dos autographos sanecio-
nados da resolutao da asaemblea geral autorisando o
overo* para mandar admittir o estudanle Marlim
linead* Cordeiro a exame das materias do 3. anuo
aaedstn, e assim tambern para mandar admittir o es-
lac jale l.az Jos Pereira da Silva Manoel a rame
das atrita do 4. aano medico.Fica o senado in-
seiiede, e matida-se communicar i cmara dos de-
potadas.
OSr. Prcsidtulcdeclara serest\lo da casa nome-
ar se nasa desmielo para felicitar a S. M. o Impe-
rador na dia 9 desle met, anniverario natalicio de
S. A. aSeremmima Princera Imperial, e que eon-
faraiaado se com este esiyto, vai proceder ao sorleio
da referida drpulaclto, e slo designados os Srs. D.
Manoel, Paula Pe*oa, Vergueiro, Ferreira Penna,
Viaana, Viveiros, marquez de Moni'Alegre, Cunha
Vaocoaeellos, huras de Quaraim, Fonsera, Silveira
da Molla, marquez de branles, marquez de Olin-
da, a Dantas.
IiC-te e vai a imprimir o teguinle parecer :
c As commistoea de fazenda e commercio lendn
reconsiderado o projecloAsobre pescaras, e
examinando as emendas oflereeidas na 3.* disenssan,
veni sobmetler o sen parecer considerar, do
senado.
Conlinnam as commissues a pensar qne o tiro do
projeclo he evidentemente ulil a digno da altenrao
da (ssemble geral; assim como que os meios ere-
pregados uo roasroo projeclo para alc.mqar-se aqnel-
le flm nSo parwem menos efllcazes, nem slo mais
onerosos qne oulros admiltidos antigamenle, e anda
agora por algamas nac/jes martimas.
(( He tbido que oenhoma indotlria pode avanla-
jar-se tem o concurto de eapitaes e intelligenria ; c
qu esle concurso, romo o demonstra a experiencia,
t pode ser obtido fcilmente peta crearfio de com-
panhias eo emprezas que forneram o malerial ne-
cesitado e empreguem individuas praticos. Aceres-
ce que se o principio da associa$ao he em geral fe-
cundo, e sentare til a qualquer emprexa, lorna-se
elli; indispensavel de que se traa. So pelt forrea
propria desee principio ser possivel allrahir para
urna industria mal apreciada anda, e qne pasta por
ave nturosa, como a das pescaras, os eapitaes que
naturalmente enrrem a empregar-se em nutra, que
ja dio ou promutlem dar maiores locrus. Enlendem
por lano as commissOes qoe o meio da enooipora(ao
de companhias, admillido pelo pro,aclo. se nao he o
nico em nossas circunstancias, he pelo menos o que
se aprsenla como mais efllcax para o tirn qoe te pre-
tende.
Para lerar-se a elTeito essa encorporacSo o tenso
pratico requer que algumas esperanzas de lacro se-
jam dadas aos eapitaes associndos, concedendo-se s
companhias cerlos favores. Entre os que o projeclo
oflerece, como oulros lanos meios de excitar o espi-
rito de empreza, alguns ha qoe lem de petar sobre o
thesouro : laes slo a garanta dos jaros at 5 %, e por
5 annos tmenle, do capital efectivamente empre-
ndo. Concrsslo de marinhaj e terrenos devolulos,
sencao por 10 a 30 annos dos direitos de materias
primas, e de expurlaclo e contorno do peixe. Ot
demais favores, ou meios empregados pelo projeclo,
nao Irazem despeza fazenda publica.
Serlo porem lodos esses meios suflicienles para
o fim 4o projeclo ?
E os que Irazem despeza publica serlo menos
onerosos que oulros ainda em uso n'algons paizes ?
A iiinsoem he dado responder aflirmalivamen-
te primeira quesflo ; mas as commissOes se per-
suaclem que os favores do projeclo slo bastantes
para inspirar a r.nnfianra precisa, e ronsecuir a at-
taciarao pretendida. Quando s a experiencia pode
mostrar a eflicacia de laes favores, nlo basta que se
dawide para rejeita-lo. Convm pois experimen-
la-los, e seguir exemplo de oulras narres, qne
tnsaiaram diversos meios.
.' a Quauto a secunda riiscasslo, as commisses
aveuturam-se a rsolve-la pela afflrmativa. Dos
favores onerosos que o projeclo concede, o da aa-
rantia dos juros he o que mais avnlta, osoutros ule
eaosarlo dispendio sensivel. Bem que nlo possam
orear com sceuranca o capital indispensavel para a
organisacn de ama eompanhia de pesca em nossas
costas e ros, as commiasoes acredilam comludo, a
vista das necessidadet mais conhecidas deesa indus-
tria, qne nao ser muito elevado. Nem pode haver
perico de exagerarlo ou abuso a tal respeito, qlian-
do fica ao enverno o direilo de fixar nos contratos
qne celebrar com as companhias o mximo do ca-
pital garantido. Assim que a garanta vira a con-
sistir na simples prestaran, durante .'i annos, da
somma que for precisa para completar o dividen-
do de 5 por rento aos accionistas. E a despeza com
osla prestadlo annua e temporaria, sobre nao poder
ser muilo elevada, lera o mrito de poder ser defi-
nida, e nunca exceder eerlo limite;, de poder ser
fiscalisada, e nunca desviar-es do sen fim, de nlo
provocar srandes abusos, enonca exigir medidas
de repressao vexalorias.
Por nutro lado, os favores de que ainda se ser-
ven) alcumas nare. e da qne podaramos lambem
servir-nos, to os secainles : Estabelecer premios
por tonelada a favor dos barcos armados para a pes-
ca ; por cabera, a favor dos marnheiros e percado-
res empregados nella ; e por quintal a favor do pei-
xe exportado. P'ohihir a importarlo do peixe es-
Irangeirn ou snbrecarrega-la de direitos. Nao. po-
den) igualmente as commissOes orqat com certeza a
somma annnal necessaria para o pagamento dos re-
feridos premios, nem medir a exlenslo do mal que
causara a prohibidlo direcia ou inderecla do con-
sumo do peixe eslraogeirn ; mas pareee-lhes que
nlo ha lemeridaoe em suppor-se que ser mais ele-
vada, enflo lert o mrito da'proveniente da caran-
lia. A nilo se all'ronlaro odioso das eirlusOrs, os
premios serlo promellidos ignalmenle o lodos os ar-
madores que apparelliarem barcos, a todos os pesca-
lores que nellesembarcarem, ea lodos na exporta-
loresqoe se apresentarem eamo laes;e enlao nlo
ser difficil estimara somma a que poder subir essa
despeza. \lcmdisso, ter ellaadesvanlagem ( para
o thesouro ) de nlo poder definida, uem se Ihe mar-
car certo limite, sem violaclo do principio de igual-
rtade ; de nao poder ser ficalisada nem evitar-te
que seja npplicida a nutro filis que nlo os da lei
re provocar abasos e fraudes pela qaasi certeza de
ficarem impones ; e de'exigir para a repressao de
laes abusos varias medidas severas qne trarlo mais
vsxame s oulras industrias slo que prolecro a das
pescaras.
s Comparados assim os favores do projeclo com
os oulros que poderiam sob-titui-los, as secces
concleem que no he infundada a opinilo de aerem
os primeiros menos onerosos ao Esladoqueos segun-
dos ; nlo tanto porque esle possam exigir maipr
despeza, como porque podem ser prejudiciaes
moral publica, ao commercio, e as oulras indus-
trias.
Das emendas ollerecidas pelo nobre senador o
Sr. bario de Mu'iliha, as commissOes lisongeam-se
de poder recominendar a primeira e tercelraa acei-
laflo do senado, senlindo nao poderem concordar
na adopen da egunda.
< Tem por fim a primeira emenda sentar os pes-
cadores do recrutamento para a marinha em lempo
de paz. Todos os individuoa empregados na vida
do mar, inclusive os paseadores, acham-se actual-
mente snjeitos ao serviro da marinha de goerra,
como he expresso no arl. 68 do decreto n. 447 de 19
de maio da ISili, qoe he lei do paiz.
A doutriua da emenda ven) portante alterar a le-
cislaclo existtnle. Todava, parecendo razoavel
fomentar com mais esle favor urna industria que
lem oiio s o fim remolo de preparar um viveiro de
marnheiros, como o prximo de fornecer um ali-
mento tadio e barato de que tanto vai carecendo a
nossa popalacio, as commissOes nao dovidam acei-
tar a emenda. Fique ao govern o cuidado de fi-
zar, entre o mnimo e mximo marcados pelo pro-
jeclo, o lempo que deve dorar essa isenco.
oA segunda emenda exige qne se supprma a sea-
cao do serviro da guarda nacional,sendo certo que
os pescadores eozam actualmente desta isenrao, era
virtude do citado arl. 68 do decreto de 19 da maio
ai commisses pensam que priva-los agora de um
favor de que eslflo de pos.se nlo seria conveniente.
-Pelo menos nao sera'opportuno. quando te deseja
POLHETIM.
TOLLA FEMLDI.C)
l*or Edaaaada Abeat.
IV
A viova Fratief a filha alo soaberam do qoe
paitara-te no palacio Feraldi. Nadina preven.lo qoe
a partida para Lariceia precipitara a marcha dos a-
conlecimentos.collocra Cocomcro na praca dos San-
ios Apo.lolos pura viciar o campo inimigo; porm
den um grito de colera quando vio vollar sen espa
en orna pedila leuda a rosto ensanguentado e o
crneo sensivelineote desfigurado.
i^oeoiaro era um Napolitano genuino do caes de
Santa Lozia, baixu, membrudo, vermelho,'mandrilo,
eovarde, estupido e velhaeo bem como Polichiuella
ere pestoa. Sua cara chala alargada per um par de
taicas rnivas eslava nodoada de mis paixes; seus
olhrohos pardos revelavam por cerlos momentos urna
feroeldade saina. Desde a praca dos Santos Apost-
los al via Pretina onde meravam toas amas, elle
reiwlio entre os denles a mais terrivel praca que co-
nhece-te em Doma: Accidente! o qoe significa :
i Permita Otos que morras de repentes sem con-
fitlo I a Em am paiz onde cr-se no quebranto co-
mo na Saolistima Trin lade, urna praga de lal m-
poilancia equivale a mil bofetadas, eos Romanos do
Trastevere res|iondem-lhe com urna facada; mas
Mmico eslava longe e Cocomero pracuejava a von-
taile tem nenhum respeito i polica eclesistica de
Huma, a qaal pianda pregars iiarlaa de lodaS at la-
jas um cartazinlio com eslas palavras : Blatplumot,
lembrai-tot de que Deot toi ouce!
A viora depois de slgumas e\rlimariies modera-
das, que foram ouvidas de urna legua ao redor, deu-
se presta em tratar do criado. Tinha aprendido um
pouco de medicina para-fazer crer que nascera em
um cattello, e lera va por loda a parte comsigo nm
grande caderno manascriplo cheio de receilas, de
tegredos maravilho iat infalliveis e mesmo de palavras mgicas. O mais
nolavel era certa reeeila para parificar o tangoe,
!oe mandava corlar as quatro perott de um lagarlo
nrante n la cheia, e tomar urna purga no da se-
g'iinle. Cocomero deixou-se tratar sem dizer nada,
e lomen orna lina dote de certa mezinha vulneraria,
preparada em casa, cujo sabor r.lcoolico agradava-
Ihe mallo; mas recusou obstiniilamente nomear o
autor de seus males.
- Tropec i em orna pedra, di/.ia elle, e bali com
a cabera em urna baliza. Sou esloiivado, mas nao
cobarde. Se algum horoem houves'e-me feito o mal
qoe Oz a mim mesmo, aecrescenluu snrrateiramente,
nlo se gabaria disto muito lempo, embora fosse for-
te como ero.
ero he ainda o hroe predilecto da plebe de Ko-
mi e de iples. .
Cala-te 1 dste-lhea rlora; eajatiica?
Ajaslic,*, senhori, nao rre condemnaria tem
lestemunhas.
Sem dnvida.
E nlo he fcil aehar letUmonhai contra um
dar a roaior auimarAo e essa ciaste de industriosos,
pouco afortunada ainda. Por isso, apezar de loda
a toa deferencia pelas opnioes do nobre autor da
emenda, enlendem as commisses qae nlo derem
rccommeudi-lt.
a A lerceira emenda impe ao goreroo aobriga-
c,1o de marcar o numero dos estrangeiros qae ai
companhias poder! empregar a bordo de cada bar-
co de pesca. Segoindo a pralica admllida, ainda
em assumplos mais graves, de nao complicar at dis-
eussoes com o came de clausulas que to obviamen-
te inditpensaveia para o fim da medida proposta,
deixando-as para os regulamentos do governo, as
commissOes enlenderam, e aiuda enlendem que o
arl. 2. do projeclo, de accordo com a misma prali-
ca, era sufllcenln para que pudessem ser adoptadas
todas at disposifoes necessariat. Por este artigo be
o governo entongado a impor as companhias as
obrigaefiet que julaar convenientes para maior fo-
mento da industria, e augmento da populadlo ma-
rtima. He evidente que nenhum destes resaltados
teria alcanradose nlo se vedatse as companhias
o emprego de pessoas que nlo podetsem concorrer
para o melhoramenlo da industria, nem pudessem
ser contadas entre as que forman) a populadlo ma-
rtima de que necessitamos.
a Entretanto as commisses, posto qoe nlo tema ni
a concurrencia dos estrangeiros, ero detrimento da
dos narionaes no afanoso serviro das pescaras, to-
dava nlo te recularlo n admittir, como expretsa
no projeclo, a clausula da emenda, se o senado
convier em que se admita igualmente como ex-
pressa nutra clausula por ventura mais til, como a
de prohibir.que as companhias empreguem escravos
nlo s a bordo dos barcos de pesca, mas tambem
nos do leu trafego. Neste intuito ai commissOes for-
mularam um artigo addilivo ao projeclo.
Para facilitar o exame do projeclo na lerceira
disctelo, que lem de continuar, enlenderam as
commissdes conveniente redigir de novo todas as
emendas felas anteriormente e apresenladat depois
rom as quaes.1**)) sua opinilo pode o mesmo pro-
jeclo ser adoptado e entaiada a tna eseroclo, afim
de que praticamenle se reconheca a necessidade de
oulros meios de pro lee co a lio importante indus-
tria.
i Emendas ao "projecloAsobre pescaras, em
lerceira discutsaO.
c Ao arl. I. i, em ves de dier-se as primei-
ra,dica-seas Ires primeiras.E depois da pa-
lay rpraseosaccrescenle-sesendo urna ao nor-
te, oolra no centro e a lerceira ao tul.
Ao art. 1. 3. n. 1. depois das palavraspara
o serviro propno das companhias,accrescenle-se
emquanto nlo for alterada a lesitlaclo a favor' das
que se destinan) para o consumo das fabricas na-
cionaes.
e Ao arl. 1. 3. n. 4, depois das palavrasdo re-
erntamento para a marinha,accrescenle-seem
lempo de paz.
a Ao art. 1. 4 teja supprimido.
a Art. 2. ( additivo ). As companhias nlo em-
pregarlo escravos a bordo dos teat barcos de pesca,
nem nos do sen trafego ; e ogorerno marcara' o nu-
mero da estrangeiros que ellas poderlo empregar,
como pescadores, ou marnheiros a bordo de cada
um dos di los barcos.
O art. 2. do projeclo passa a ser lerceiro.
o Paco do senado. 2. de julho de 1855./. F.
l'ianna.y. de Ikiborahy.M, de Abrantti.
M. de Mont'Alegrc.l'crguetro.
Slo sorteados para a deputacio qoe deve receber
o Sr. minislro da marinha os Srs. Marquez de
branles, Souza Ramos e Mello Mallos.
ORDEM DO DIA.
Sendo inlroduzido o Sr. ministro da marinha com
as furmalidades do eslylo, loma astenlo na mesa,
e continua a segunda discussia, adiada na ultima
sessao, do arl. 1. da propostado poder execolivo,
autorisando o governo a pagar a presas da guerra
la independencia e do Rio da Prata.
Julgada discutida a materia, passa-se a discutir o
art. 2 addilivo das emendas da cmara dos depu-
lados.
Vem a mesa a seguinte emenda :
O governo fica autoritario a ajoslar at contal de
lord Cochrane do modo que entender conveniente
Marquez de Olinda.
He apoiada, e retirada, por consentimenlo do
senado, a pedido do seu autor.
Discutida a materia, retira-te o Sr. ministro da
marinha, e posta a votarlo a proposta, he approva-
da na conformidade das emendas da cmara dea
depalados.
_ O Sr. Viteond de Jiquitinhonha requer urgen-
cia, afim de ser dada para ordem do dia 28 do cor-
renle a lerceira diteustio da aobredita proposta ; e
sendo apoiado esle requerimenlo, he aflnal appro-
vado.
Esgotada a materia da ordem do dia, o Sr. pre-
sidente da'para ordem do da a primeira dscussio
da propojitao do senado F desle aunodecla-
rando permanentes as disposirfies do decreto n.
800 A. de 30 de junho de 1851, e trsbalhoe de com-
misses, e levanta-se a sesso.
No dia 27 nlo houve cata.
28
I.idas as actas antecedentes sao approvada*.; oSr. 1."
secretario d ronta do segointe expediente.
Cm oflicio doSr. minislrojdo imperio, participan-
do que S. M. o Imperador se digna receber no paco
da cidade, pela 1 hora da tarde, a depiitnceAo do
senado qae no da 29 do corree tem de felicitar o
mesmo augusto senhor, pelo anniversario natalicio
da serenissima princesa imperial a Sr. D. Isabel
Fica o tcnado inleirado.
Oulro do primeiro secretario da cmara dos depu-
ados acoropanhando a seguinte proposicao.
A attemblea geral legislativa resolve :
Artigo nico. Fica o governo aotortado a man-
dar pagar ao conego Pedro Nulatco de Amorim Val-
ladares, ex-lhesoureiro da capella imperial, o orde-
nado animal de 4009, estabelecido pelo decreto de
21 de mar^o de 1809, e qae lem deixado de rereber
desde a ex(ncr,ao do referido emprego ; revogadas
para este fim asdispnsices em contrario.
a Par da cmara dus depulados, em 27 de julho
de 1855.Vitconde de Baependy, presidente.An-
tonio Jote Alachado, segando tecrelario servndo de
primeiro.Lindolpho Jote Correa das Keve, ler-
ceiro secretario, servndo de segando, a
Vai a imprimir, nao o estando.
Oulro do Sr. senador Bernardo de Souza Franco,
participando nao poder comparecer por se adiar ano-
jado em conseqoencia do fallecimenlo de orna tna
irmla e de tea runfiado o Dr. Angelo Cuslodio Cor-
rea.Fica o senario inleirado, e manda-te desanojar.
Urna represenlar,a da cmara municipal da ci-
dade de Campos, pedindo que o tea manicipio teja
elevado ealhegoria de provincia.A* roiiimissio
de eslalisliea.
Um requerimenlo do padre Joaqnm l.uiz da Al-
meida Fortuna, pedindo o pagamento dot ordenados
do cummissario pagador da exlincta thetouraria ge-
ral das tropas, Antonio de Torres llomem, de que
he cessionario o sapplicante.A' comreittao de fa-
zenda.
ORDEM DO DIA.
Entra em 1. discnsslo a propoaiclo do senadoF.
desle anno,declarando permaneulet ai disposrc*
do decreto n. 800 A de 30 de junho de 1851.
Discutida a materia he approvada a proposicao
para pastar a 2. discossSo.
Scsue-se a 3. disctelo da proposta do poder eje-
cutivo, autorisando o governo a pagar ai presas da
goerra da independencia e do Rio da Prata.
Discutida a malaria, he approvada a proposla com
as emendas, e remetlida commitalo de redacclo
para enllocar as emendas no scu devido locar.
Esgotada a materia da ordem do dia, o Sr. presi-
dente convida aot Srs. senadores para trabalharem'
as commissfies ; d para ordem do dia da seguinte
sessao a 2. discossoda proposicao do senado autori-
sando a santa casa de Misericordia da cidade de Re-
zende para possnir bens de raz al o valor de
(0:005 ; 1. discnsslo da propositando senado, au-
torisando o eoverno por um anno para transferir os
ofiiciaes subalternos de uns para oulros corpos e ar-
mas, com o parecer da commisslo de marinha e
guerrati: e, se comparecer o Sr. presidente do
conselho, a continuadlo da 3. discnsslo adiada do
projeclo do senado sobre reforma eleiloral, elevan-
la-te a sessao.
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO
DE PERNAMBUCO.
PARAHIBA.
Mamancuape 18 de agosto.
Julgando de alguma ulilidade, que cheguem ao
conherimenlo do publico cerlos Tactos, que aliis de
nlo pouca importancia, vio por aqu sucediendo,
e ficaml em esquecimenlo, formei o projeclo qae
agora exeruto, de Ihe eserever esta, e que ser se-
guida de outras, se por ventora se dignar publica-
la em seu bem cmiceiluado Diario, depois de pu-
rifica-la dos moilos erros de que vai recheada.
Reconheco, cher ami, qae cada homem lem o seu
tlenlo que cultivar, o seu destino que deve seguir,
a sua meta que nlo deve ullrapassar. Se cultiva
um talento que a nalureza Ihe nlo deo, se segu
am destino qae ella Ihe nlo marcon, te ultrapatsa
a meta que ella Ihe nlo poz, perde o lempo, o tra-
ballio, a consideraran qne de oulra torte alrauca-
ria ; e lorna-se am objecl de desprezo e de riso.
u cirrulo, que
ajilados ; riis-
ir pela .en-
amorada da for-
querendo fazer
carada e co-
nerra.
um mortal
(V Vida Diario n. 199.
homem que dea ama facada; porque as leslemunhas
slo pessoas prudentes que dizem comsigo : Esse nao
lem medo, matn nm homem, logo he capaz de ma-
tar dout; nlo o offendamos.
Sim; maa um coudemnado morle nao \ inga-
te dat leslemunhai.
Porm o tanto padre nlo quer a morle do pat-
eador, tornou Cocomero em lom beato, e repugna-
dle derramar o aaiigue chrittlo. E aquelles qoe
commetlem a imprudencia de matar um homem tof-
frem lmente a pena de gales perpetual.
E at gales perpetuas nlo slo peiores qae a
morle ?
Perdoe-me, aenhork ; qoem Ifm alguma pro-
lecclo, um bom amo por exemplo, on urna boa ama,
pode esperar pelas prximas feslas de Paaehoa urna
commularAo de pena: vinle annos de ferros, liso
he anda muilo severo ; mas no fim de um anno ou
de seii meses, continuando a obrar a mesma pro-
lecglo, os rinte annos serio redozidos a dez, os dez
a cinco, os cinco a Iret. Ora, o prazer de malar um
inimigo nlo vale bem Ires annos de gales?
E o inferno, detgracado? objeclou Nadina.
B a eonfisslo, senhbrinlia ? respondeu Cocome-
ro um lano indignado.
Foi com estes senlimentos qae o digno Napolita-
no deitoo-te na noite da Astumpclo, emquanto suas
amas despeitavam-se por nada laberem, emquanto
l.ello Irocava o primeiro beijo com Tolla, e Filippe
Traaimeni maravillado pelo bom xito de tua nego-
ciadlo, e pela felicidade de seus amigos, corra a
contar a historia loda a tua mili.
A marqueza eslava longe de esperar lal nolieia.
Havin Ires mezet e meio que a voz publica aonun-
cira-lhe a paixlo de Lefio, e ella nlo pensava qae
um Coromila fosse capaz de amar tanto tempe. Des-
de enlao o dous amantes sobmettidos a urna obser-
varlo formidavel linham-ie esforrado por engaar
todos os olhos; o conde e a condessa, (emendo o ri-
diculo que aferra-sc s ambiees baldadas, haviam
occullado esse projeclo aos seus melhores amigos, e
l'ipno qoe conhecia a aiHipalbia da ma pelos Cero-
milas nlo quizera referr-lhe soa campanha senlo
depois da victoria. Demais a marqueza deixara de
frequentar as reunies desde a invaslo do cholera,
c ligra-secontra esse flagellocomo doutor Ely e o
abbade Forlunati. O doutor fura Pars em 1832
para observar o edeilo de diversos tratamenlot que
ah foram experimentados; o abbade alslou enlre
os {ei de sua parochia e o admiradores de sua elo-
quencia uns vinle enferineiros voluntarios ; a mar-
queza dispendeu loda as saas economas para trans-
formar em hospital umacasa que pertencia-lhe. To-
dos esees cuidados absorveram por lal maneira sen
espirito qne nlo reslava-lhe lempo para pensar em
oulra consa, e ella linha-se quasi etquecido deque
havia calamentos nesle mundo quando o filho an-
nunciou-lhe Iriumphalmeute que Lello ia casar com
Tolla.
Para om marquez e um guarda-nobre, Pippo li-
nha o espirito om tanto liberal. Datprezava ai van-
tagens do nascimento e da riqueza idb pretexto de
que era rico e nobre desde a mais tenra infancia, e
pretenda queso fazem caso dos ttulos e dat rique-
za! aquelle que lveram o trabalho de ginha-lot.
Porm se desdenhava todat as distiocfoes tocaes,
prezava muilo a nobreza de senlimentos, e diver-
lit-se s vezei, a despert de seas camaradas, em
(ranslornar a ordem hierarchica da aristocracia ro-
mana, dando a corda aquelles que peniavam como
principes, e lanzando na bargaer.ii todo o principe
E assim, b> re caria om dentro d
do contrario tirar desacradaveis
pa-se de nvejas e ambiques, e ni
tahoria da sralha da fbula, que,
inosura dat pennas dos paves,
ligara no meio dettas aves, vollo
berta de vergunha para sua grei.
A'Aif aggreditor inri.
Nlo te abalance a nada
Contra tea genio e instiacto natural.
Tenho dado bem bons contelhot, cher ami,
mas o pcior de loda a obra he, qoe etle seu crudo
sendo lio promplo em da-lat, he o primeiro em as
nao seguir ; quer arrogar-se o nome de escriplor,
quando apenas sabe plantar feijes ;peccaci, cher ami
contrituf lum I Mal sabe Vme. o tormentos por
que lenho passado, esctevinhando-lhe esta, baila di-
zer-lhe, que a improvisei com seis mezes de assiduo
trabalho, a se o Val Peixoto me nlo ajada, nlo a
leria concluido ; assim he qne de om homemzinho
se faz nm bomemzarrlo.
Ja no ultimo quarlel da vida, e o que he mais
pouco abatlade, vejo-me na dura necessidade de
arar a Ierra para delta tirar o po quolidiano, para
mim, e orna numerosa familia, e ja v portanto
que lenho mais o que fazer, e s nat horas vagas
poderei escrever-llie minhas toscas missivas, dri-
gindo-lhe tmenle ama em cada mez : terei sempre
em vista prudencia e verdade quando liver de Ihe
dar minhas noticias, nlo obstante ser esla nica e
simples, e aquella o temor razoavel das conseqaen-
cias qae as nostas acres podem ler.
Estamos no verlo, tendo sido o invern bem es-
casto, o que acarrelon-nos mnitos males ; as safras
nos engenhos de assucar alo por aqu bem mesqui-
nhas, apezar de se lerem ot plantadores esforcado
em fundarem-se bem ; at rocas de mandioca pouco
prometlem, e brevemente teremos a farinha por um
alto preso, o milho ja se vai vendendo a 39000 o
alqueire.
De salobridade publica vamos tuffisammenl bien,
apenas nos lem incommodado at febres intermitien-
tes i a terrivel noticia, porem, de qoe o cholera
esl atsolando ot notsos irmios do Para, (tm infun-
convencidn de penser como os burgoezes. No lirro
de ouro de Pippo Tolla Feraldi eslava inscripta en-
tre as rainhns, Lello entre os principes, e Menico,
o tangedor de bfalos, nlo era meos do qoe um ca
valleiro. Adevinha-sa fcilmente que o inventor
desse bello tystema ulo era om partidario calorlo
dos casameotos da moda, e que nlo admirava a lei
dat conveniencias qne manda um principe casar coro
orna princeza, e om millionario com um milhlo.
Victoria exclamoo elle mi; Roma conver-
le-te t minhat ideas. Urea grande familia vai dar
o exemplo, a mullidlo o seguir. Vmc. sabe qoe o
herdairo presumptivo do prncipe Coromila Borg-
hi esl em Vene/a aos ps de urna burguezroha ado-
ravel, com a qaal jura casar t barba de seus avt.
Pois bem, Isso nlo he ludo; seo irmlo, o noeao Lel-
lo, a quere elles deslinavam urna princeza, pedio
boje mesmo a mo de Tolla.
A marqueza ouvio rom dor surda a narrarao cir-
cunstanciada que fez-Ihe Pippo. Urna oe doas ve-
zet estevr a ponto de iolerromper urna refaci, cu-
jas palavrai dispertavam-lhe lembranras dolorosat;
todava conleve-te al ao lim. Quando o filho pe-
d o-llie sea ipplauso, ella meoeoo tristemente a ca-
bera, e disse :
Pobre Tolla! para que puzeste sua ventara em
lula com o orgulho dos Coronillas ?
O orgulbo dos Coromilaiesl velho. O pai nao
(em mais seis mezes de vida, o cardeal esla condem-
nado por lodos os mdicos; reta o cavalleiro.
A marqueza levanluu-se para chegar jauella, e
Pippo continuon :
O cavalleiro nlo me d cuidado.
Ah
Elle perlence especie de homem mais inof-
fensiva : he um egosta. Ha coma maitamavel do
que um homem que nao se inleressa jamis pelos
oulros? Eunao quererla ser-lhesemelhante; porque
o egosmo be ama virtude social que nao desejo ter;
mas embora eu veja murtas 'pessoas ( e Vme. entra
nesse numero) prevenidas contra o cavalleiro, nlo
posso lem-lo, nem odia-lo. Encontrei-o esla ma-
nhaa ao sabir da initsa ; elle segua brandamenle o
Corto fumando e empinando o ventre. Seus nlhot
indiferentes vagavam pelas varandas e carruagens,
pareca fazer lano caso da glora dos Coromilas co-
mo da fumara qu abandonava ao vento. Se pen-
sava seriamente em alguma cousa, era de certo no
alnioro qae Uvera, e no janlar qae ia ler. Tinha o
ar de um homem sensato, que nlo tem remnos,
nem quera t-Ios para nao dormir mal. Vi-o ctmi-
nhar a passo lento e talitfeto al ao palacio de seus
pas, e grilei cmico mesmo: Vivam os egoislasl n
Esse gordaco jamis aa dar ao trabalho de oppor-
se minha providencia.' Raeiocinei bem ? Abrce-
me, e adeos, minha mli; lenho de rondar esta
norte.
Abracando lernamente a mli, correo a tomar a
farda.
A marqueza consolloa mailo lempo comsigo mes-
ma se irla fallar condena Feraldi. Jalgava conhe-
cer bastante a familia Coromila para poder predizer
que esse casamento nanea te faria, e a amitade qae
tinha a Tolla ordenava-lhe que a desengaare. De
oulra parteo cuidado com que a condena occullra-
Ihe esse negocio, o receio de parecer malvola ou
invejosa, e aobreludo a perspectiva da narreclo do-
lorosa com que seria mister apoiar tua opinilo fize-
ram-na hesitar at noite. Emlini a dedicarlo pre-
valeceu, ella disse comsigo :
Hei de contar-lhes todo; desti mineira meus
dido na populacho am pnico terror ; Deotlivre nos-
sas pousadas de seinelhanle flagello, pela parte que
me loca, digo-lhe, r/ir ami, qae por nlo haver
oulro remedio, eilarei sempre tatisfeilo com o qui-
nhlo que me poder caber em semelhante ptrlilha ;
que lagrimal nlo lem ja feito derramar esse viajan-
te infernal 1 Mas qae fiira a vida se nella nlo hou-
vera lagrimas"' O Senhor eslende o seu braco pesado
de malriir/ies sobre um povo criminoso : o pai que
perdoara mil vezei converte-se em juiz terrivel ;
mas ainda assim a piedade nao deixa de orar junto
aos degraos do sea Ihrono ; porque tas irmla he
a esperance, e a etperanca nanea morre nos ceos.
De l ella desee ao seio dos mot, antes que tejam
predios : e os desgranados na sua miseria conser-
van! sempre olhos que laibam chorar ; a dor maia
tremenda do etpirilo qaebranlam-na e enlorpeeem-
na as lagrimas.
O Sempiterno ai creou, quando nossa primeira mai
not converteu em reprobos : ellas servtm, por vea-
lora, ainda dealsum refrigerio la as Irevas exte-
riores, onde ha o ranger dos denles.
Meu Dos, meu Dos! Bemdrto seja o leu nome,
porque not detles o chorar. Os cuidados do nosso
muilo digno subdelegado o Sr. Hermenegildo em
trazer sempre bem servido de fregueses o hotel Lua
Cabalo, nlo (em podido obstar algans ademados;
no dia 18 do pastado julho, no lugar denominado
Caraul, desle termo, sollreu Bemjamim Allomo
liolelbo de Lima um tiro-, cuja baila emprecando-se-
Ihe na p direila, traspassou-lhe o peilo, prodozin-
do-lhe morle no dia 3 do correnle ; foi autor do
delicio Antonio Piulo de Carvalho, que se acha fo-
ragido, e segundo he publico, molivos de honra o
impedirn) a perpetrar lio horrendo crime. Na
noite do dia 12 do correnle, em frente da casa do
portocuez Tiorga, negociante netla villa, Micnel
Barranquero, escravo de Antonio da Costa Barha-
Iho, desfechou urna tremenda bastonada na cabera
do pardo Manoel Pindobeira, retallando ao offen-
dido gra^e incommodo de saude ; o autor do delicio
pode evadir-se.
O Dr. Antonio Carlos foi corle ti tomar asien-
to na cmara dot Srs. depulados, em lugar do Dr.
Atsis, mas eis senlo quando delermiuou-te este ir
occapar a sua cadrira, e conteguinlemenle lera de
vollar aquelle ; ao menos o nosso doutor leve occa-
silo opportuna para dar am patseio capital do
imperio ; mais val om gusto que quatro vin-
tn, mas, ao deixar to bella cidade, talvez dir
ralado de saudades.
Vai-sc o vallo do meu corpo
Mas en nlo;
Que i teus ps ca fica morlo
O cor,nao.
Eslamot proximot de mais urna lula eleiloral, pa-
ra darmos asenlo no senado a om dignitsimo, que
all vai procurar o nosso melhoramento provincial
e geral ; o diaxo he, qae muilot slo os pretenden-
les, e o lugar om nico e singular ; (eremos de ver
grande goerra Se (ver a diKincta de ser eleilor,
tomarei o maior cuidado com o fardo n. I, lenho
medo qae errem (cero o devido respeito a porra, e
deero no leilio, e para livrar alguns senhoret de se
incommodarem por mea respeito, desde ja quero
dcclarar-lhei as pessoas que contemplare! em minha
lisia, e confio nos bons Parahibanot, loovarao mi-
nha etcolha, e talvez como eo lenham formado igual
projeclo:
Commendador Frederico de Almeida e Albuquer-
que.
a Joaqun) Manoel Carneiro da Cunha.
n Anrire de Albuquerque Maranhln.
O dous primeiros senhoret, estando em rim com
a polilla, todos perfetamenlc os conhecem, e escu-
sado he querer provar os teus altos merecimentos ;
o lerceiro, porem, tenrio-se delta separado, estar
mais etquecido, e portanto quero lembra-lo aos Pa-
ralbanos.
Filho do Ro Grande do Norte, habita enlre n9
desde 1821, e de entilo para c (em prestado a esla
provincia ot mait relevantes servidos ; oceupando
constantemente ot lugares de juiz municipal e de
paz desde suae insliluic.oei, desenvolveu urna rara
habilidade na administrarlo da jastija, e em um
lio longo esparo de lempo, desafio qoe exisla um
s Mamanguapense que posta apreteular a menor
injuslira por elle (cita ; tendo sido igualmente um
dos iiossos vice-presidanles, por mait de urna vez
assumio as redeat do governo desta provincia, e poz
em pralica um lino polilico que muito o Ilustra ;
em 1843, achando-se a bella Parahiba envolta em
chaos tenebroso, o juco oppresor qae entilo a es-
magava, foi substituido pela mais prudente execu-
eflo de nossas benficas jis, e lado devido a esse
inclv to lliugrandense ; em 1841 foi o escolhido para
poresla provincia felicitar o nosso augusto Imperador
por occasiao de sua coroaeao. Os seu comprovin-
cianos apreciando loas alias qualidades, ero 1845 o
enviaran) corle, como seu representante na c-
mara temporaria, e ja urna vez o contemplaran) em
urna lisia triplico com o fallecido senador Francisco
de Brito Guerra, enlao o etcolhido. O proprio go-
verno nlo tem esquecido lio dislinclo cidado : por
carta imperial de agosto de 1832 foi nomeadn pre-
sidente desta provincia, e por oolra de dezembro do
mesmo anno (1832). o foi para a do Rio Grande do
Norte ; e assim, Parahibanot, ja vedes que nlo he
nm homem novo que vos aprsenlo com direilo a
lio alia potitlo ; votai-o, pois, Paralbanos! Vo-
tal-o! I'otre ami
O I 'elho da roca.
RIO GRANDE DO NORTE.
Natal 22 de lagotlo.
Pelo Guanabara nlo Ihe escrevi e nem poda fa-
ze-lo, porque laes foram as noticias de terror, que
te disseminaram pelo povo, dizeudo-se que, o vapor
vioha empellado, trazendo um crescido numero de
doenles a bordo, qoe todo o povo te reuni e pedio
soffrimenlot nao ficarlo esteris, e a desgrana de mi-
nha vida ser a salvarlo de Tolla.
Apresenlou-se s dez horas no palacio Feraldi, e
Menico de braco alado respondeo-lhe que a condes-
sa nlo tinha ainda vollado: Lello nlo se linha in-
da retirado. Tornou a ir na manhaa seguinte; po-
rm a condessa e a filha tiuhain verdaderamente sa-
bido para ouvir orea missa de ac(lo de gracat na
Trndade dos Montes. A marqueza foi visitar seus
doenles, e consullou-se no caminho para saber se
escreveria condessa ; mas repugnava-lhe confiar
ao papel o segredo de qae al enlao sement seu
confetior era particpame. Enceatron a proposito o
abbade Forlunati, e pedio-lhe contelho. O abbade
era orador e homem de acelo ; mai toa alma escru-
pulosa e tmida fazia-o incapaz de ser bom conse-
Iheiro. Respondeu-lhe qne obraste segundo tua cons-
ciencia, e qae confiaste na bondade de Deot. A po-
bre inulher, entregue Si mesma, imaginou t nm
expediente para sahir da incerteza. Resolveu voltar
de noite ao palacio Feraldi para fallar i condessa, e
disse comsigo:
Se eu achir ainda a porta fechada, he porque
o ceo nao quer que eu ai advirla. Quem sabe se
l.ello olo lera bstanla amor e perseverante para
vencer todos os obstculos que prevejo '.'
Entrando em sua casa, ella achou o biihele de vi-
sita da condessa com a palavra adeos escripia a lapis.
Ai nove horas vio as portas do palacio fechadas, e
oenhuma das janellas que dio para a praca eslava
allumiada. O porleiro annunciou-lhe quea familia
toda parlia na madrugada seguale pora Lariccia, a
que achava-se deilada. A marqueza vollava par
sua habilarao, quando reconheceu na etcuridlo a
Lello que vinha correndo como se tvetse azas. En-
Irou no palacio, e no fim de 10 minutos nlo linha
anda sabido.
Oh disse com sigo a marqueza, he sem da-
vida a vonlade de Dos!
Este serao foi para os dous amantes a fesla do amor
prrmillido. Lello achou a familia reunida no jar-
dn) debaixo dos limoeiros em torno de una meta
anliga, onde (omava srveles de rosa. O ceo eslava
tem nuvont, e a luz difunda sobre as largas ras de
arvores ipa luz catla e saudosa. A brisa do sul,
hmida e moma, agilava levemente ai folhas e ani-
mava o jardim todo de urna vida branda e indolente.
Todot os rumores linham-se aplacado e o tino de
ara convento visinho era tmenle quera inlcrrom-
pia de hora em hora o silencio profundo que pesa
sobre aa nortes de Roma.Todos os trros, a excepcao
de Menico, dormiam no lerraco ; ospassaros afaga-
dot ptla brisa repousavam sobre os ramo-, o. baixo-
relevos qoe rodeavam a fachada do palacio, as esta-
tuas do peristvlo e as de Meicario enllocadas no
jardim pareciam fechar os olhos. Lello parou sobre
ot degraus do palacio e cantn com voz pura e so-
nora a primeira copla de um romance que Filippe
escrevera para elle.
Tolla levautou-se precipitadamente, e correa a
lanr,ar-te-lhe not bracos ; depoit conduzlo-o aot
pais adejando em torno delle, como urna sombra l-
geira coberla com o sao penteador de car,a branca.
Na pretenca do conde, da condessa e de Tolo, Ma-
noel metteu-lhe no dedo o annel nupcial. Era um
pequeo circulo de odro rodeado de de lorquazat
que elle comprara nema manhaa na via Condotli a
um dot arduas de loja que slo lalve os melhores
joalheirot do mondo. O mancebo lomou a mo de
Tolla como para julgar do effeiio de seo prsenle e
beijoa-a com ternura. Tolla por um movimenlo
em altas vozes a sabida do vaptr : lodo era terror,
ludo era confuslo : foi mister que o noato ditlinclo
ehcfe de polica (o velho, pois qae o novo ainda c
nlo chegou), fosse em petsoa para a ribeira com 20
pracas, e t depois qae elle falln ao pavo e Ihe
muslrou a falsidade da noticia he que este ie acalmou;
lomado pois dettas impretsoes, e mesmo na incer-
teza de ir a mala para bordo, nlo pude Ihe dar no-
ticias minhas e da chara patria.o que agora vou fazer
com loda a milodencia, como diz o meo Soliioa. .
Antes, porem, que entre uo grande mar dat novj-
dade, que detla vez esl preia-mar, Ihe direi tam-
bem, qae eslive quasi por um Iriz, a me demittir do
emprego de seu correspondente, porque por mal de
peceadus me veio parar at mos o Echo Pernambu-
cano n. 51 de 3 do paitado, em qae li urna longo
correspondencia de S. Jote de Mipb desta provin-
cia, em qoe tea autor no seu furor escreviohador,
fulmino, de morle a lodos ot teus correspondentes,
repulaudo-ot lio necessarios, qoanto o ilo os au-
iiuncios le queijos e manleiga : a vitta ditso disse
eu c com meut boles, nem maitoma le Ira minha
no Diario, e ia pedir-lhe qoe me substituste pelo
Mipibsense, quando me vem a idea de qae scom
Vmc. mu devia entender acerca de meo oflicio, e
qae leudo Vmc. a necessaria inlelligencin para aqui-
latar os escriptos que devem ou nlo convir a soa
empreza, olo precisava do juizo de Mipibsense
para aceitar ou repellir os inconvenientes ; pelo
que reforroe mea proposito, e continuo como Dos
me injuriar, a enmprir qoanto Ihe prometli.
Principiarei pelos trabalho da digoissima. dos
quact eom quanlo so leufia encarregario du noliciar-
Ihe o collega de Goianninha, (odavia jolgo, que em
minha consciencia po eslou dispenso de o fazer.
Protegue esla mais regularmente em suas tessoet
do qne o aano pastado, pois que nlo tem havido
lanas cabulas.
Patsou a resolurlo qae Iratfere a villa de Exlre-
moz para a poroacao da Bocea da Malla, com o l-
talo devilla do Caar-Meirm ; a despert dos
esforcos rioCandinho, que ficou furioso ; mas eu
creio que estii furia he aparente, pois qae nlo vejo
razio para alia, pois que nlo posto acreditar que
elle se destost do itolamenlo em qae (leve ficar,
pela Iransferencia di villa, porquaoto iolado ha
muilo que procurou estar aeparando-se de lodos ot
teus fregoezes.
A (ora algumat oulras medidas leuden les a pre-
vealo do cholera, lodo o Irabalho da digoinima se
lem citcamtcrpto posturas muoicipaes, orcamen-
los e accrescireos de algo ni ordenados de emprega-
dos provinciaet, no que na Traca e. humilde opinilo
deale sea criado nlo hoove iguaidade, parece qae
andou um pouco de patronato. Algons dignissi-
mos jase lem feito de vella para inat csis ; porem
apezar ditso ainda comparecen] uo fim do mez teut
procuradores na Ihesouraria.
No dia 7 livemos, nao comedias mat pataleas, na
phraze d'uin dignissimo. La fui com ot quatro qoar
los e a cabera, porque sendo a peja por s ja nalure-
za recomendada e aparatosa, quera ver como teria
desempenhada: foiO Conde de Villa Nova, pelo
titulo ver que tilo era um drama que o nosso S.
Carlos podeste comportar, e os adores bel) desem-
pcnlur; svalie Vmc. um queme enconlrei I lles-
crever-Ihe as impropriedades da decorar,;!, as fallas
dos actores, teria entrar em urna critica l'io longa e
minuciosa, que o enfastiarla, dar-lha-liei porrra um
meio de meltior avahar do nosso espectculo : ter
sem duvida tirio occasiao de ir a um dessts pasta-
lentasem lugares pouco commodot. em qne se ser-
vem aos convivas ainda que bellas icuartt em or-
dinaria loara, e qaasi sempre he a mesa urna esleir!
Eis pois o conde de villa-Nova, represe Hado em
nosso S. Carlos |
J Ihe noliciei que te linha reunido o ji ry de Ex-
tremo/, e o que de l me diz. o Peixinho, e permita
o meu amigo que Ihe diga, que tres vezet trem com
a leiluru desta caria, e que t preslei crdito por
baverem tido esses tactos confirmados por diversas
pessoas dalli.
Meo charo Sr...No dia 30 do mez passado se abri
aqu o jur\. e islo foi annunciado pelo concurso de
erando numero de criminosos que se vieram reco-
llier, para romo elles diziam se licrareii.
a Desde entilo foi esla villao theatro dus maiores
escndalos, porque em toda a parte tinha presos re-
colhidos, e nenhum na cadeia, oulros dea o Dr.
juiz de direilo a villa por menageni, estes e
aquelles dormiam e moravam em tuat propriat casat
ou da irut amigos e prenles. O metan tribunal
nlo tinha a menor apparenciaditto: ehnviam porem
ot prsenles de todot ot lados. Tambem vieram-se
recolher os criminemos do processo dos milos ; islo
he, assassinos do infeliz Manoel de Souia, porem
estes foram menos afortunados, porque depoit de
(udo arraujad, e quando ea j conlava com a car-
ceragem ( apezar de nlo estarem uo caslelio os ditos)
compareeendo na sessao do dia 9 o inspector de
quarleir.lo Carias, que he o mais complicado no
processo, quando menos se esperava, formado j
Iribanal o joiz declarou ero alia voz, que te
averbava de sutpeito oaquelle processo, o que por
isso ia ofllriar ao Dr. Rabello, joiz municipal do
lermo, para vir presidir a sessao desse julgamento
islo foi um rsio que ferio a lodos ot protectores do
reo, e este, cortada (ive pena delle, ficou exlasadol
a sentarlo foi grande e roaior ainda te lor ion quan-
do viram o Dr. juiz de direilo mandar que o reo te
retiraste, sem o mandar recolher, ao menos mesma
casa em qae eslava I O reo porem qae compre-
bendeu bem a critica circumttancia em cae eslava,
cahindo debaixo da escota do Dr. Rabello. mandoa-
se logo mudar, de forma que, quando este aqu che-
gou no dia II, qoe lomea coma do tribunal e man-
dn fazer a chamada dos reos, t comparecern) os
Cajoeiros e os oulros, e apezar das diligencias que
fez para saber qoe destino levara o Carias, nada
mait pode saber, do qae, qae elle havia compare-
cido no dia 9 ao tribunal, e qoe delle se retirara. O
Dr. for leceu-se de decamenlos, para o que nao sai.
Sei qoe desque responderam ao jury nos dout dias
qoe elle presidio, qoe foram 7, todos foram abtolvi-
doa, mas o Dr. Rabello ^em ama tal affeiclo t ap-
pellaces, que appellou de3, aegondo j aaberl; e o
qoe succederia ao Carias, se cahe naasneira de nao
fogir '.' E digam l qae anda ha tolos. Tambem
fez o juizde direilo iqoi e em S.Goncalo oque ainda
nlo linha visto e nem ouvido, isto he, qoe aos reos
depois de julgados e absolvidot pelo jury, se toman
llanca, cor ler o joiz appellado ; est, pois, prec-
iando flanea o Francitco Antonio de Souza, que te
achava pronunciado pelo crime de ferimentoa leves.
O mais qne occorreo j Vmc. taber, porque aqu
andou o Maooel Ferreira a Dr. Bradao, qne Ihe
coolarlo pelo miado. Seu amigo a ohrlgado
Peixinho I I!
Ora, ah est o que foi o jury de Extremos pelas
palavras do Peixinho, e t quaes eo bem quizera nao
dar crdito ; mat tal tem sido o clamor publico, que
me foreou copiar a caria soprs, para qae te nlo
diga, como eerto socio, qoe ea s Ihe ceolo o qoe
faz contal Pois nem ludo quinto meut baledores
me cominuncam toa fiel em Ihe traoimillir com a
mesma iinparcialidade : conlente-se poit com o que
j fica expendido, pois qae me aguirdo para logo
enlrar em ama aoalyse mait restricta acerca detses
e oulros fados.
Chegou finalmente a barca inglexa Ginocea, pro-
cedente de Liverpool, com earregamenlo de fazen-
dat cita commereial de Pacheco & Mendet :
ha muito qoe ene navio era esperado aqoi, princi-
palmente pelos empregados da alfaodega, e o ins-
pector interino ha mailo qae nlo dorme, e agora,
cortado, passa ai noites na ponte ao retento I pobre
velha !
Tem bom riesejot. roas falla-lhe o melhor.....
J vamos mais desembarazados do terror de cho-
lera, poit grecas as providencias lomadas pelo Exm.
Sr. Patios, esperamos am medico da Parahiba, e
me coma qae ahi te foi engajar ontro, bem como
foroecimentot para botica, pon qae urna dis coasas
que mait not aduca era ver, que se por acato a es-
pada da juica divina eahiaae sobre nos, seriamos
victimas do abandono pela falta de soccorros ; itlo
porem nilo escapoa as benignas intencet de S. Ese.
de qBe jn deu proras quando lomos accommetlidos
dat febres.
Saude e felicidade Ihe appeleee quem he ele. etc.
de ingenuidade selvagem que fez corar um pouco a
mli. tornou a tirar vivamente da mo o beijo que
ahi fura depositad. O serlo todo patiou-se netsas
meninices que to talvez ot prazeret mait vivos do
amor. Ot pais de Tolla testemunhat modat, bem
que olo indiferentes, olo cuidavam em conlradizer
os sentimental da filha : qneram penhorar Lello, e
bem sabiam que nada ha que penhore lano como
a felicidade. Os dous amantes percorram livre-
meule at ruat de arvores, ou paravam para escalar
o silencio, ou passeavam lentamente, apoiado um
no oulro tagarellando como dous tenlilhet sobre o
mesmo ramo, em um bello dia de primavera. Con-
tara mais de vinle vezes sem se enfariarem, o co-
mer de seu amor, e a historia de teot roraces, nos
seis mezes que acabavam de passar-tc. Depoit vie-
ram ot prnjeclos e Dos sabe quantot cailellos no ar
conslruiram e derribaran) para lerem o prazer de
reedifica-los.
Pastaremos todos os invernos em Veneza, di-
zia Lello ; porque l nlo conhoco a ninguem e nao
seremos condemnados a frequentar as reuuies. Vi-
veremos para nos oceultos no meu palacio velho, o
qual quero remojar.
Nlo, responda Tolla, eonrm deiia-lo| lal
qual esl. At paredes eslo muito pretas r
To pretai e furadas como ama renda de Chao-
un*.
Tanto melhor, nlo quero que toqaem nellas.
Minha alcova lem vidrara coloridas como urna ca-
pella '.' Tenho um linio grande de bano com co-
lumnas torcidas, e cortinas de damasco do lempo de
Veronese '.' Convm deixa-la. Nao quero que te
esconda debaixo de um tapete o ladrilho mosaico.
Comludo ser necenario am tpele para o
meninos. Como poderiam elles rolar sobre ene duro
ladrilho '.'
Voit lem razio ; mat nlo suppbrto um ta-
pete novo. Hei de achar no guarda roopa alguma
anlgualha esplendida, am prsenle do re de Fran-
ja ao nosso av o doge, ou om tapete de Smyroa
Valido pelo nosso parete almirante. Etles me agra-
decer o cuidado que lenho de suas reliquias, e
os retratos vethos da galera sorrirlo vendo-me
pastar.
Para o patseio, lornava l.ello, encommendarei
urna gndola preta e trille como um tmulo ; mas
forrada por dentro de setiin branco. Aquelles que
nos virem deecer o Grande Canal not lomaro por
offlciaes austracos, qoe vio commandar o exercilo,
e nao adevinharlo a felicidade oceulta debaixo dessa
(oda de lulo.
Convira que Menico aprenda a remar; pois,
nlo quero que um criado ettranho participe de nos-
ios secredos de amor.
Paitaremos o verlo na nossa villa de Albano.
O parque he (.lo grande que passearemos|de manilla
a cavallu sem sahumos delle.
Nlo, seu parque'he publico, e nossos olhares
seram espreitados por lodos.
Hei de fecha-lo.
Eu Ih'o prohibo Qae seria da pobre geni'
que esl habituada a pastear l coreo princi
dot meninos qae vio furlar-lhe at laranLaV
maii nSo tei porque eu eslaria lemoro*'*'''',,* cata
quando vott nlo falla de vira
o verlo em Lariccia. ^^at*"^
E onde aehjjiaaia**P>r VostJnaaS'nrodear de muros o botqnezinho
de aoja*mgeiras
Mat Lariccia nio he nnsta. PermiUe qoe ea
chame Tolo para perganlar-lhe se quur dar-nos
Lariccia '.'
Pois bem, nlo iremos a Lariccia. Eu o levarei
i Iba de libere e vose habitar, mo grado ten,
minha choopana di Capr. Apotlo qae olo vio an-
da Capr, aenhor ignorante ? An 1 he nm bello
piiz. Fui l urna vez quando era pequea, e lem-
bro-me disto como de honlem. Do golpho (le aples
avista-te urna bella monlanha branca, cimenta, de
todat at cores no meio d'agua. Todat at costas da
ilba parecen) ingremes como muros, e a gente pro-
cura com a vista urna escada de corda para sabir;
mas ha om lindo porto onde desembarca-ss no meio
de pescadores de calres brincos e barrete encarna-
}o. Para c--ccar s minhat vinhas e an meu castalio
eve-se subir urna escada de urna legua ; mat pens
que vose tem boas pernas. A cata he urna torre
quadrada, e aira como a nev, com um tecto for-
mando terrajo, e janellat lio estreitas qae o sol nlo
alreve-se a entrar. Os vinhateiros morara ao redor
em choupanai alcatifada! do pmpanos verdes e
uvas roas. Temos doas palmeirat grandes dianl*
de nossa porta, cojas sombras delgadas dezenham-se
em azul sobre ai paredes da cata. Quando ea en
menina, lomava-ai por gigantes com seus penna-
chot. Ven ver ai amoreirai que meu nvd plan-
tn, a a figneira grande qae esla ahaixo de minhs
janella povoada de ninlios de rolinhai [ Gotta do
vinho de Capri 1 Nlo do linio, qae assemelha-se
mailo a vinho ; mai do brinco qae exala am
perfume de violeta? Minhat terrat produiem muilo
desta qaaliilade, e minha lavra he a mais afamada
da ilha toda. Qoe boa vida, meu Lello 1 e como se-
remos felizei estando juntos sobre o nosso rochedo,
longe de Roma e do mundo inleirn, e no meio dos
nossos honrados camponezes! Elles nos amarlo :
vose levara muilo dinheiro para faz-los ricos, e en
dotarei todat as raparigas eom minhat oconomiat.
Julga que quando eslivermos l, voss comigo, eo
com vost, oo meio de nossos filfios, teremos a cora-
PERNAMBUCO.
COMMISSO DE HVGIENE PUBLICA.
Medidas preventivas que devem ser seguidas nos
portas do Brasil.
1.a Todo o navio qne chegar ao Brasil proceden-
do de porto, em qae reine o cholera-morbas, oa leu-
do tocado em algum infeccionado de lal eofermi-
dade, na ter admillido a livre praliea, salvo ae
tiver tido pelo menos 25 dias do viagem contados do
ultimo iiaquelles portos, e nlo honver-se manifes-
tado dorante o sea trajelo caso algum da mesma
cufermidade.
2.* O navio "qae troaxer menor numero de dias
de viagem do qae o cima declarado, e qoe liver sa-
bido de porto, onde reine a dita epidemia, ficara,
depoit de desinfeccionado pelos meios indicados pelo
presidente da Junta Central de Hygiene Publica,
livre de cuarentena, com tanto que lenba tido urna
viagem pelo menot de 15 diaa, e nlo baja nem le-
nha havi lo a bordo cato algum da referida eofer-
midade.
3.* Se honver ou tiver havido a bordo de qaal-
quer navio algum cato de cholera-morbpt, alm da
riesinfeci/lo do mesmo navio osnaas mercadorias e
mais objectos, que forem designados pela Jauta
Central de Hygiene Publica, serlo ot patsageiros en-
jertos a urna quarenta por taolos dias de obtervajlo
quautut forem necessarios para completar os dias
marcados no 1. contados do ultimo cato, para o
qoe desembarcarlo no logar qae o governo na corle
e os presidentes nal provincias designaren!.
4.a O navio qae tiver vindo de porto ero qae nao
haja epidemia, e a cajo bordo nlo honver nem liver
havido caso alcum della, nlo pastar poi quarenle-
nt. seja qual for lempo de viagem, sendo todavja
primeramente examinado pela autoridade sanitaria
do porto a quem perlencer etle tervi jo. .
5.a Nao obstante as' regras precedentes, a Janla
Central de Hygiene Publica na corte, as Commit-
sfle de Hygiene as provincial e os Provedores de
Saude Pjbliea poderlo impedir a livre pralica do
navio e mandar proceder o soa detinfecjlo e das
mercado as e mait objectos de bordo, te pelo exame
nelles feilos pelai reapecliva auloridades reconhe-
rem a necessidade deila medida, da qaal darlo par-
le inmediatamente ao governo na corte e aos pre-
sidentes nat provincial.
6.a Os paraageiros qne foram encontrados a bordo
accommetlidos do cholera-morba, e bem-astim a-
quelles em qoem te maaifeslar (al molestia no La-
zareto do obtervajlo serlo immedia(amcnle trans-
por(ados core a necessaria commodidade para a lagar
qae o governo na corte e os prndenles as provin-
cias determinaren), e onde serlo convenientemente
tratados, empregando-ee os meios indiipensiveis,
nio s para evitar que os doenles lenham comran-
nicajlo rom outrat pessoas alm dat detignadat pa-
ra o tervijo sanitario, como tambem para qne' nlo
soffram privajoea.
7. A Junta Central Ha Hygiene Publica e as
CommissOet de Hygiane dai provincial e os Prove-
dores de Saude Publica darlo, segando as inslruc-
jOes do governo, as providencias qne forem preci-
sas para que aos doenles sejtm desde logo applicadoi
todot ot soccorros medicas, e para- qae nada falte
diamante de minha mal. Ella deison-me nm collar
de grande valor, mas de admiravel simplicidade.
Nao qoer enfeilar-se com enes pobres diamantes por
amor daquella que j nlo existe ?
Farei todo o que von quizer, Lello.
Iremos a todos os bailes, a todas as festa* ; con-
vidare Boma a vir ao nono palacio atsslir nossa
felicidade. Eu quizera poder mostrar-te ao mando
ioteiro. Viajaremos, iremos a Franca.
(lu ndo livores aprendido o francs, mea cha-
ro pregan-oso I Entretanto ron viajar sosinha ama-
nilla pela estrada de Lariccia.
Grajas a esse cholera maldito I
Tolla pds-lhe o dedo sobre a bocea, e disse :
Cala-te 1 e deixa-te de palavras de mo sana-
re Pror.ietle-roe lmente vigiar sobre tua peisoa
evitar cuidadosamente o perigo, chamar o doutor
Ely ao menor lymplomi, e eiecotar cegamente toas
receilat: em ama palavra conservar tua vida como
una cousa qoe pertence-tne.
Nao receies, Tolla ; tenho certeza de nao nr
rer deas hornvel doenja.
Certeza I E porque t
Porque morrerei de amor e de aborrecioento
no dia de tua partida.
Nlo, mal charo ; no dia de mloha prflida et-
crever-rae-has ama longa caria, e nio le'-'s lempo
para morrer.
Sim, hei de eserever-le a por loV os correios,
itto he, todot ot illas. Lc-ngamenle *,e o que ain-
da nlo sei. Al agora nlo lenho ii grande etere-
vinhador, e pent que em amor uo*'jo ais mais do
que ama. caria de quatro paginas
O amor he grande raettrr, elle le entinar a
eserever l.embra-te tmente de que hei de respon-
der-te eu" exadidlo jadaior: carta por caria, pagi-
ntr-pagina.
fforiis lio I
Mat, tileoefo clumam-nos. V
^
/.ello coosallou o relogio e respondeu eom pasmo:
gem de di^slerrar-nos pera Veneza por um invernok'r,MJ'f,""'conversado meia hora,
inlero ? Veneza deve ier inste no mez ele novenw '_ ^ djgse Tolla (riitemente.
bro ; l cliove a cantaros, e at nevoas das lag
zem-me medo : nlo ha nevoat na nossa qu
Capr I
Amc-te, Tolla iearemos em Capr tlodaf i
sa vida.
__Tanto no verlo como no Inverno^filo he as-
tim ? Deot guarda-me ainda talvez.q
l annos de
belleza : nao quero ser bella senlo p
t um aojo I Roma olo raerj/ cenhecer-le.
Por ventara a cidade loda nlo dtfia estar a leas
vs 1 Indiizna-me pensar que ha/aocebot (lo cegot
qae admiran) orna Betuna Njff oo ama Nadina
Fratief. H estas lolinhas qu/lipe;avam ,roubar-le
meu corajlo I Picarlo Jwm/uodas quando not vi-
rem passa pelo Con na-esraa carruagem oa ga-
lopir junios as -Xn-da*da villa Borghesn ou wal-
sar no sal}ia****6al,,,l*r de Franja I
s^itJirempo nio afrti mais obrigada a abaixar
ios quando voss ppirecer para con'empla-lo
uriivamenle. Enlrarei com altivez apoiada ao bra-
co de mea l.ello com os olhos (los noi tem. Minha
mili he qoe flear conienle de apresentar-'e por lo-
da a parte com hosco I Nao me adornarei mais do
que agora per nio parecer vaidosa ; demais a cor
branca astenla-me, e nunca mei ai joias.
Ai joiii servirais tornate para occui lar alga-
n cousa. Vost alo asar ellas, excipjlo dos
Mat (ent somno?
Nlo, e to?
Ea I parece-roe qne he meio dia, qoe o ceo
esl povoado de toet, e que seria offender a Deot ir
deilar-me a laes horas.
Mas. meo pai e minha mli, qde nio tem vinle
e dons anuos, nem tea amor, necessilam de algumas
horas de reponto. Adeos.
Lello i\ciinou-te para bejar-lhe a fronte; mas el-
la fugio grlando-lhe:
Aqu, nio; diaute de minha roii!
O eond, a condessa e Tolo abrajaram Manoel
Coromila, como te j perlencesse il familia. Tolla
oflereceu-lhe a face, depois lomoa-lhe a cabera en-
tre as mos e abiajou-o tambem. Todos acompa-
nbaram-na al porta do palacio.
Adeos, irmio, disse-lhe Tolo.
V ver-nos em Lariccia, diste o conde.
Trate-te com cuidado, accrescentou a con-
dessa.
Viva para qoe ea posta viver, murmurou
Tolla.
Nesse momento oavio-se am solajo qae pareca
sihir de nm imlramento de cobre: Menico, oceollo
airas de aiaa columna, participara das emocet da
familia. ,
(CmffNMarat-mi.)


i esles como ao* individuo que esliverem no La-
urelu de observado.
8.* A Junu Ceir! de Hygioiie Publica expedi-
r com approvaco do governo as Commissoes de
Jlygieoe das provincias a aos Provedores de Saode
Publica as inslruccoe necessaria* para a boa exe-
cucao deslaa medidai.
Secretaria de estado do* nesociai do Imperio ara
It >in nnlnk J- !- (*__# ._ ,.'..-_ ...
DIARIO DE PEMAIBUCO SBADO I DE SETEMBRQ DE 1855
gundo os mappas do Thomai. Saode e bou* pata-
co* Ihe deteja. (Corlo particular.)
SAMABA KTTN1CIFAI. DO RECIFE
SESSAO' EXTRAORDINARIA DE 16 DE
AGOSTO DE 1855.
amano ..u pI2{?l*,tfp- "V,"0 Capibaribe.
10 de outubro de 185*. Conforme. -friufo Au- *"?W i Reg0 Mam*d' Oliveira e Ga-
gutlo de Agutor, Cobfwme.-wmonio Leite de Ti^'-l. com c"* P"'P"1 Sf R9,
l'uilw. AiooqBehjue, e sem ella es mais lenhore, abrise
* leteae, fol llda c approvada a acia da antece-
dente.
Foi lido o seguinle
EXPEDIENTE.
1. m olflclodo Eim. preiideuie da provincia, par-
ticipando que o director das obras publicas Ihe com-
munlcefa, que a obra do matadouro publico, na Ca-
ba.ige, ae acha em estado de poder-*e para Id trans-
ferir a malinca, e declarando que expedir ao dito
engeiiheiro as ordeos requisiladas por esta cmara,
em oflicio n. 19, para elle continuar a dirigir a re-
ferida obra, rubricaodo as conlas das despezas.In-
leirads, e mandou-ee erdem ao llseal d* S. Jos para
transferir para alli a malenca.
Oulro do mesmo, diiendo que, constando por ofli-
cio do director das obras publicas, de 16 do crren-
le, achar-se concluido o calcamenlo dos pateos da ri-
beiri e da igreja de N. Senliura da Penhi; bem como
das ras da Penha, Livramenlo e da parte da ra
Direila ato a travesea da Penha, inclusive ; assim o
eommaucava acamara, aflm de que cumpnsse a
raapeitn o disposto no arl. a da lei provincial n. 350
de 1-2 de maio do anuo prximo passado.Mindou-
se espedir ordem aos fiscaes de S. Antonio e S. Jos
para inspeccionaren! constantemente o mencionado
calamento, participando, logo no principio, qual-
quer ruina que nelle appareoa, alim de ser de promp-
lo reparada, e nao consenlindo que nelle se facam
escavacfles e buracos.
Oulro do Dr. chefe de polica, respondendo ao des-
la cmara, de 8 do crreme, dando a razao porque
Toram retiradas as pracas do corpo de polica dos lu-
gares em que se achavam vigiando na conservarlo
de sua limpeza.Inleirada.
Oulro do mesmo, remellando urna copia do regu-
lamento que eonflccionara para a boa exeeucao das
posturas, relativas aos cocheiros, bolieiros, carrocei-
rus e lodos os vehculos de conducho, dizendo que
serla o mesmo posto em cxecucSo logo que estejam
promptoe os livros necessarios a matricula dos con-
ductores dos mencionados vehculo.Inleirada.
Oulro do administrador da companhia de ribeiri-
nhos, expelido o eslado dos I raba idos da mesma ; os
inconvenientes que tem encontrado i rtspeito desse
servido, os quaes diz que inutilisam, logo depois de
Teila. a limpeza das ras.Mandou-se publicar o re-
lalorio e expedir ordem aos fiscaes-para fazerem que
as pretas quitandeiras varram diariamente os loga-
res onde coslumam a fazer piara, bem como veda-
Pinho.
2.a Seceso,Hi* de Janeiro.Ministerio de* ne-
gocio* do imperio em 2 de agosto de 1853.
Illm. o Exm. Sr.Commumeo a V. Exc. para
seu conhecimenlo, que com o lim de evitar que a
epidemia, que infelizmente grana Do Para te trans-
mita a oulros pontos do imperio, tem o governo im-
perial revolvido que os piquetas de por brasilei-
ros que fazeio o servico entre esta eorle e aquella
provincia chegoem somante so nltimo porto que
cooslar na ter sido iccommelli 1* da mesma epide-
mia, conciuiivdo-s* a vagem desse ao da cidade de
Belemem vapores spaeiaes, que para esse fim se
vio dispr, observando-te o mesmo a retpeilo das
vwgens da volt da dita cidade. Oolro sim, que os
pataagairo* que vierem dos porlns infectados fajara
"o prximo porto sao orna quarentena pelo menos
de 13 das no logar designado para observacao, nao
deveudo os vapores qua vierem para esta corle re-
ceber individuos qu* lenham soiTrido do mal rei-
nanle, ou apresenlado alguin svmploma dell* e II-
nalinente que sejam desinfectado*, couforme acon-
selna a scieocia, assim as malas do correio que vie-
rem dos porlos infectados, oorao toda a roupa e ba-
pagemdos passageiroa, antes de serem transportado
liara bordo do vapores qua seguirem pira eate por-
,0- O que hei por moilo recommendado.
Dos guarde a V. Ec,Luiz Peireira do Cont
FerrosSt. presidente da provincia de Pernam-
baco.
Cumpra-se.Palacio do goveroo de Pernambu-
co 13 de agosto de 1855.Figueiredo.Conforme.
Antonio Leile de Pinho.
Rio de Janeiro.Ministerio dos negocios do im-
perio em di de junho da 1833.
Illm. e Bim. Sr.Remello 4 V. Exc. :para seu
conhecimenlo a inclusa copla do parecer da Junta
Central de Hyeiene Publica obre a providencias
adoptadas pela Commissao de Hvciene desaa pro-
vincia, para evitar a Introducta da epidemia qu
reine na provincia do Par*.
Deo guarde a V. Ese.ui; Pedreira do Cotilo
ferros.Sr. presidente da provincia de l'ernam-
buco.Conforme.Antonio Leite de Pinho.
(e com razio de sobejo), o correspondente deTaca-
rat ja vai lornando-se omisso, fez-me promessa de
:iil(|jr am .*-. m.~ a_________;__:____ i______
COMARCA DE PAJEL DE FLORES.
r^nJI!,*dMT"!r,,,'-l-*d,"*,,to-' *>"
riaoi ponho duvida de que vmc. ja eslea dizendo re.n as inrracedea pralicadas por aquelles que man-
I com razilo de sobejo), o correspondente de Taca- dam tancar li.< > inmniM ......... ^
dam laucar lisos e immundiciat as rus,.
- j. ... iy,raiiiuu-5o omisso, iez-me promessa ne Oulro do fiscal da freguezia de S. Antonio, pro-
darinrZni^^M,.1!? '?" missira', 4 1a"es }en.110 P"du Para guarda municipal a Jos Henrique Luiz
"S Pnbheidade, no entanlo que as de jo- de Franca, en, lugar do que foi exonerado.-Appro-
iirioejulho anida nao me chegaram as maos.-nada vou-se a proposta.
ri".mni!.' eSperar dfM "er,lan'J0' f" " 'ro o riscal da Boa-Vista, pedndo mandasse a
unamente cora o invern havia de tornar-se remis- cmara pagar ao Dr. Augu-to Carneiro Mnnleiro da
Vm TPI,n?el"0 ""?.d**ereS ;- p." .bem' Silva Sanl0"' a 1Qanti dB 99* r., de um eiame e
n.' S !' U """V" ,ns., 1 m,nhVe"">- "" corrida sanitaria, que com elle lzera nos das 3
ra na remesa da presente, mas lambem saiba que e deste mez.-Maiidou-sc pasar.
i!!'L,ieJ.e.V,d.!.!m_P!,!1l?.V,mc:.por nao no '* da- 0ulro d0 m"mo. participando acharem-re bastan-
lirrilHllil b. nm> ,,.!< I Ja-------------___L.1U..I1.
do at esta data urna agencia de correio para aqu,
e a nao estar Vmc. em olvido, ha de lembrar-se que
quaudo |>tincipiamos as nossas amigaveis relaces
Ihe disse que a nossa correspondencia s ira com
irregularidade al qoando apparecesse urna va de
eommonlcacSo directa para este termo ; per lano,
Mo se achando removido este obstculo, continua-
re; com as miqhas pequeas ihterrupcoe. e Vmc.
alTeito a descolpkr-nos nada ter que diter depois de
tao estirado ravaeo, que bem me parece l-lo da-
do, mais por escassez de noticias do que por um ri-
goroso dever de correspondente. Dado o exordio
p.'usarei a narra;8o, tendo o inaior cuidado de ex-
por os factos necorridos nos metes prximos lindo
com aquella fidelidad* Ja por Vale, experimentada.
O mez de S. JoSo, asttm mohecido enlre os meus
Ci"ad" serUnfJ, rdo principiou bem, a falla
de chova rol geralmenle sentida em toda a comar-
ca, occasiooaudo assim a perda de todo os legumes
que se haviam plantado. No dia 5 relirou-se o des-
tacamento qae aqai se achava desde uevembro do
auno passado. e que bous servicos prestou ao Sr. de-
legado na polica, que eslava faieodo no termo ; pa-
rece que he de absoluta necessidade a conservado
de um destacamento ueste ponto da comarca, por
issoque a distancia de *0 leguas para a Villa Bella,
onde existe urna cadeia e destacamento, nao per-
mute que sem grande prejuizo do servico publico
e incomiundo dos nossos pobres soldados de ceroula
para alli caminhem quasi duas vezes por mez a eu-
tregar presos rornienle em um lempo de tanta ne-
cessidade como este, he om clamor geral dos povos,
qoando apparece notificacao para condnzir presos
para a Talhada, he bello v-los presen; da ao-
Uiridade allegando snas isen^oes un, que a mu-
**pera Qe,a lna parir; oulros, qoe nao sei o
qae Ihe subi i cabera, e que est sem juizo ; ou-
lros, qoe nada lem que deixar em casa para a fami-
lia comer ; oulros, que a roupa que tem mandn
para a casa da soau para remcnda-la, porque a
nidlher esta d resgalrdo, em lim he um completo
entremet, procurare a guarda nacional no se acha
eca soldados nem olflclaes, porque esta nSo est
anda por aqni convenientemente organisada e as-
im que de embarajos, qoe de difllcnidades n3o en-
centra a autoridade para fazer remesa desse pre-
ses para aqoelle ponfo to distante, soccedendo s
mais das vezes que, por essas occasiBes, deem lugar
a fagas, porioe sao os proprios conductores pren-
te doe criminosos : por tanlo, em nome dos meo
coinarcGes, pero a Vmc que se liver orna entrevis-
ta com o Exm. Sr. presidente, o Sr. Dr. chefe de
policial, isen mesmo Ihe faca sentir, pois ja nao pos-
so to)erar as repetidas qneixas desses imprudentes
e faminlos cereales qae entendetn que ludo o pobre
correspondente pode dizer as roas misivas. A
nnli.'l. i Ara .1*. *l ~________-L'l
te arruinadas, em estado de serem substituidas, cin-
co travs da segunda ponte da ra da Aurora, qua-
si toda deteriorada a rampa, que lica em frente da
ra da Fundi;ao, em S. Amaro, precisando de ser
reconstruida. Mandou-se ordenar ao engeiiheiro
cordeador mandasse, com urgencia, fazer essas obra,
guardando a economa possivel.
Oulro do administrador do cemilerio, reenviando,
assignada pelo capellao interino e por elle rubrica-
da, a relaco dos ornamentos precisos capella.
Ao vereador Mamede, encarregado dos negocios do
cemilerio.
Oulro do procurador, apresenlaodo lima conla
correnle do que se tem dispendldo com a companhia
de ribeirlnhos, pela qual molrava ler em seu poder,
de resto da qiianlra de 1:0003000 rs. lirada do cofre,
989280 rs. Communicava igualmente ler pago no
1 do correnle as feria da obra do matadouro, cojas
despezas semanaes v9o importar em 3OOJO00 rs., se-
gundo Ihe dise o director das obras publicas, assim
como Iheconstava que as da capella do cemilerio ti-
nl,am dAau8mel,lr'-Mandou-se tirar do cofre r.
2:0009000, sendo um para as despezas da companhia
e oulro para as outras ; fcando aulorisado o Sr. pre-
sdeme a abrir o cofre e delle tirar as qoanlias pre-
cisas para o mencionado fim, de modo qae se nao
demorem os pagamentos a espera de sessilo.
Ootro do engeiiheiro cordeador, dizendo, que ten-
do de conferir conloaran ao Dr. Filippe Lopes et-
lo, para aterrar o terreno alagado, alm do caes do
Ramos, da parle de leste,c nao constando do archivo
lopographico da cmara a alteradlo elTectoada na
planta da cidade, no sentido da crearlo do mando-
nado terreno de mann/ia para edificarlo, fazia-se
preciso que a cmara providenciarse de modo a Ihe
er fornecida copia da planta em que se ada com-
prehendda a alteraco.Qu se ofliciasse ao Exm.
presidente, pedindo-a.
Oulro do mesmo, confirmando o que disse o direc-
tor das obras publicas, no oflicio dirigido ao governo
da provincia, e por este transmiltido a cmara, re-
lativamente a ruina da estrada de Joao de Barros,
sendo tambem de parecer com o director, que se
conslrua urna ponte, prxima ao sitio do cidadao
Joao Manoel Mendes da Cunha Azevedo, que deixe
possibilidade de commnnicar-so a camboa de San
JoSo como a da T.icaruna.Mandoa-se qae orcasse
a obra.
Oulro do lineal Je San Jos, parlicipando que na
semana de 6 a 12 do correnle se matarara 662 rezes
para consumo desla cidade.Ao archivo.
Oulro do fiscal de Jaboalao, dizendo que no mez
de junho semataram 80 rezes para consumo daquel-
la freguezia.O mesmo destiuo.
Suscitando o Sr. Cameiro a quesiaode nao estar
completo o mappa estaliilico, apresenlado pelo ad-
inlllradnr itn umllm,. .... >i 1 L__,
nl r. io. d ,ii~\L ,T, Z. _!!" completo o mappa eslalislico, apresenlado pelo ad-
re nSTr .u ,^' '"" eoPr\d'>s*- ministrador do cemilerio. em cumprimento do art.
reiXsq!oin m.^" EOmOCalord;" 83dore*peclivo regqlamenl, depois de alguma
na fro inte'n. V VJ?""**, """aT eone, f- cih*o a esto respeito, resolveu a cmara, que o
enlrei-ar s roml.m.0^ m" '^ TS" S"* Procurai|or presentase o modello de um mappa es-
OTtomucZZ \ZX a""" bra!0, oe *.,,rPheo- Who morluario, para por elle se guiar o adminis-
cansacoTu S.r-nf '''?"" ',p,if, T lraJorUao>ven-aa que fossem de novo piulados o
dmenla ^^ 1i H"!l! Pr /'"i "? P0^" a 8"^ d Trro do cemilerio, os^respecl-
n^o f.Tm a. rtu ^'"r^oraafcqaiarleira ja vos emblemas e as perlas da casas dos emprega-
dosos Z,f V S J. Om reC8,hde 1.eV"""n m- mT Nesle s4n,ido >nandou-.e ofliciar ao adminis-
cresos para a Villa Bella, se assim he ngo sei, so tradoi.
c,eiocorr'eTlrmnLl,e: q"e- Sr, dele.Kado " P'T mm ""ematadoi. por Jo. Francisco do Rege
canwdo ^rl" "e,u"<""1 ta"ta Barro-, sobfianc.de Joao Francisco do Reg Ma.a.
.: ..' ai obras de bombas de alvenaria am diOerenles
ro dislriclo da hazenda Grande foi preo am ca- mas do bairro da Boa-Vista,pela quautia de 1:687
t a lres a99as5Ba"* no ,er010 de Jere- rs. ; e porque nSo apparecessem licitantes i estrada
nraaoo da provincia da Baha para oode oi reroet- nova da Vanea, resolveu-se qoe conlinuasse ella a
J Sr\ H
- i------ - "" 'p paita uuuv mi icinct-
lido, oulro de nome Joan de Souza Moreno crimi-
noso de marte em Pianc de Ceara. Naquelle dis-
Iricto scmenle achara-se para mais de 80 criminosos,
he um dos menos policiados do termo, a faca a o
punhal he o rosario qavj irazem ao pescoco, a auto-
ridade policial daqoelle lagar, con quanto enrgi-
ca. n3o pode por seo propio recurso dar fim a
lanos raciooras, pois sao elle na sna mior parte
desees que dispdem de am prestigio de familia e
intitulados valenloe.
O mez de Sanl Anna, qnereodo em todo imitar
aode S. Jalo, fol todo de sol, a ponto de nao dei-
xar criar um j p de feijao. eslao perdidas todas
a nossas esperanras, e fome parece inevitavel
por aqu. No dia 25 foi preso pelo subdelegado de
Krzeuda Grande nm criminoso de morte de nome
Joaquim Carioca, o delegado remetleu-o para a ca-
deia de Villa Bell, vtite achar-e innocente. O
estar em praft.
espacharam-se as pelitOes de Alalba Cesar do
Espirito Santo, de Antonio Lolz Nones, de Antonio
Rotelho Pinlo de Mesquila, de Antonio das Chagas
Ramos, de Joaquim Teixeira Peixnto, de Jos da
Cosa Rabello. de Isabel Hyppolilo Ferreira Moura,
de Joao Francisco de Oliveira e Silva, de Joaquim
Jos Das Pereira, de Jos Gonralves Ferreira Cosa,
de Jas Pire da Cruz, de Joan "Francisco dos Praze-
re, de Joaquim Jos de Oliveira, de Miguel Esteves
Alves.de Manoel da Paixao Paz. deThomaz Barbo-
sa Coimbra, e levanton se a sessao.
Ea Manoel Ferreira Accioli, secretario a escrevi.
Barno de Capibaribe, presidente. Oiicriro.
Reg.Meti.Barata de Almeida.Gameiro.
22
Preiideneia do Sr. fiaras de Capibaribe.
Prsenles os Srs. Reg, Oliveira, Barata, Gameira
*r na ,' cnar-se innocente, u rresentes os &rs. Reg, Oliveira, Barata, (ameir.
r. Antonio (encalve, qne he o subdelegado di- e Mello, faltando sem causa participada osSr Ma
lie Jtstriclo, parece querer dar urna lirao ao Sr. mede, Barro Brrelo e S Pereira. abrio-se a *
Mr.%^l-M,^J,I,' "e" ,,torcM e"e eo,t" "" rf f0i lida "PP^" a c'a da antecedente,
pare o dizirao todos os meten, que Ihe prometi em Foi lido o seguinte ""V"
-o---.----------t-w a tmwi i_us ciio uwiiid ara
para o dizimo todos os mete, que Ihe prometi em
breve estar 8. S. livre deste imposto. Nesle mez
lev lambem principio a e*eeu<$o do decreto n.
1569 de 3 de marca de 1855, que epprova o regi-
menlo das cusas justicia ras, havia am ofticial
de jusuga no foro deat villa, ningoam man quera
ese ridiculo emprego, mas apenas sooberam que o
novo regiment maudava contar 18500 rs. da cada
rertidao a ttj rs. pela diligencia que exigir maior
isparo de 5 horas, fra a e-tida e caminho, olhe
n cipilSo-mr i porta do juiz para merecer delle a
vrovsflo, nlhe o Thomaz ja abandonando a igreja,
Pra solicitar tambem urna provisSo, nao querendo
roWs negocios com os morlo-, veja as cartas de em-
pen.os para uomea{*o dos aflelos de Inuvados e
partiaH^s, qoando aqoi sao elles por limpies apra-
zimenl, da partes, e em fim, mea amigo, foram
mullos querer participar 4a fallada conciliario,
- que aindagora foi que por aqni chegon em cense-
quencia di novo regiment, que den regar n d*-
tribuicao di rouitos empresos. Na verdade, esse
relmenlo de -ustas veio meihorar a serte de muitos
empregdo de for0i qoe em nada renos deviam
perceber os em,|umeni0, qatf esu,a~ marcados
para os acuhore .IM, no de IT.H.
Desde o estamos sen. professls- nesla lla, poT^as'?,,,
mas vagam meninos icreo eOeia.ii,..-
que se o, RLsos tiva^Stufti,? na"? ?mf
rlam para as .as baleras de Seb.,to, o*T"
os pr.meiro. rudimento. qr*> recebeun as ciai "
que naneen, por ele fug-are,. S, .,!
coracao ver o ir,n m .. .. 5la 5*:me i
leste pomo do nossoVrOo '"pa-e'^e *ZVT
iihecdo em l.d. a pravrheia.e o qae podemos esuerar
desa mocidade sem educaga- ootro, tangsTe "
sos, oulros tanto, m.lfeltores, que podiam" eTe"
u^.em nome dewes pal, de amflia,, invocamos a
n 1.1^" r. d'B" Sr" dreCl"r eri" da truccao
publica, par. prnver qnanto antes a rMetri ,ln
villa, avoe aa cha vsg, Aora e,lamo,-,cm sub-
delegado, um nico suppl.me quo exisli, den par.
delegado Htat a mesma grac* pesamos a ser p,lici,i
n0i.P,"n""PeC rM de a,,arteir3 "-o 'ante",
por nao me consta que se l.zesem anda as nomea
dejado n "PPlBlM l M^'^' ' do sub-
?fK 1 ** P,rorne' " m desobriM, e
* havendo eoadjaler, esiamo. sem ermprir Um
diiLop,m:ro' prece"'di SHn,a M,d" '*';* A
riB^Ta.ramB["ipl"' de"1* il qe dor-
o!'*e J.^.. ,0^0.', val *n* rtos recelo,
naniZZZ f'1>*an> losvereadores consta-me
Moqueremv,r.e,ao prxima para nao .ujorem
aamaca de mnfo ( vaffi,, ,-,,1,) qn, \.A f
ca.r.g.d*. "'"" rica rlobilia *"* 23
!?2T2Z* ^ pre5 n, d * p-
A aamhrid.de paUic, vai regularmente, m-
Foi lido o seguinle
EXPEDIENTE.
Lm oflicio do Exm. Sr. presidente da provincia,
requisitandu, para poder satisazer o disposto no avi-
so circular da repartico da justica do 1- do corren-
e, urna nota de quanlas freguezias se compoe le
municipio, e em qnantos distrelo, de paz se divide
rada um.Que se cumprisse.
Outr de mesmo, eommunicando ter concedido ao
padre Joaqun I^spes Rmlrigues, a demisao qne
pedio, do lugar de capellao do cemilerio publico.
luteirnda.
Oulro do mesmo, dizendo qae, por Ihe cons-
tar qoe a limpeza que se esUi fazendo as ras e lu-
gares immondos desta cidade, qnasi qae se vai lor-
iando intil por cansa da taima em se lancar rresses
ligares novo* lixos e novas immundicia,, sem que
os fiscaes com isso se embaracen!, campria que esta
cmara cnidase em obviar taes inconvenientes pe-
ta meios sea alcance; asim como que convinlu
na presente qaadra, que celebras com mais fre-
quenes as suas sesses, alim de poder melhor velar
na observancia das medidas sanitarias, e solicitar e
promover oulras, qae as circomstancias forem indi-
cando como necessanas; o qae esperava lomasse a
cmara na devida consideracao, de modo que nao
posa ser erguida de negligencia em occasio 13o gra-
ve. Poslo n discussao resolveu a cmara que se
respndese a S. Exc, pela maneira abaixo decla-
rad (>.
Oulro oflicio da cotnmisao de hygiene publica.
enderecado ao Exm. presidente da provincia, e por
nhos, expondo o eslado do servico da mesma com-
panhia al o dia 18 do crranle.Inleirada, e man-
dou-se publicar.
Oulro do fiscal do Recife, informando acerca da
preleucao de Miguel Esteves Alvos, que declarou
ler montado um eslabelecimeoto de carros funabres
para o servido respectivo, na ra da Senzal
Velba n. |26. Concedeu-ae a licenca ao peti-
cionario para dilo fim, maiidaiidn-.se fazer a commu-
nicajOes necesarias.
Oulro do contador, remetiendo urna nota das ran-
das municipaes, que teem de ser arrematadas para
0 anuo vlndouro.A' cominillo da pulida.
Oulro do procurador, apresentundo o modelo do
mappa eslalislico, qae a cmara Ihe exigi.__Que
fosse transmiltido ao administrador do cemilerio,
para por elle se guiar no* que liver da dar, se-
gundo obrigaeau do art. 6 3 do regulamento do
cemilerio.
Oulro do engenheiro cordeador, eommunicando
ler oreado em 37*9000 rs. a madeira de pinho, qoe
foi dos simples da capella do cemilerio.Que se po-
taaaa em nraca para ser arrematada.
ulro do fiscal da S. Joa, eommunicando qae,
u semana de 13 n 19*lo crrante, malaratn-se 6*5
rezes para consumo desta cidade.-Que ae archi-
vase.
o O Sr. vereador Mello fez o seguinle requeri-
menlo, que nao foi approvado, por estar a enmara
a espora da respeta do Em. presidente da pro-
vincia :
Hequeiro que se ofllcie de uovo ao Exm. pre-
sidente da provincia i respeto da edtesele ou
concert que se est fazendo na cadeia velha, sem
licenca, em prejuizo do cofre municipal. Recife 22
de agrelo de 1855.Mello.
rol remedido commissao de petices o requeri-
mento do administrador da companhia de Ribeiri-
nhos, pedndo augmento de gralificicio que per-
cebe.
Indefirio-se a peliclo de Jos oncalves di Por-
ciuncula, em que reqneria pare arrematar a obra
da.Irada Vanea com certs condi^des, que nao
eonvieram a cmara, que resolveu continuase ella
a ir em prac,a.
Foi nomeado memliro da commisslo de peliees,
em lugar doSr. Reg e Albuquerque, o Sr. verea-
dor Mello.
Prestou juramento como cidadao Brasileiro Ino
Edxvin Ri.herts;
Despacharam-se as pelices de Antonio da Coala
Kibeiro Mello, de Antonio Soares de Souza, de
aa*** Jos Pereira, de Cetano de Carvalho Kapo-
o. de Francisco de Mello l.ius, de D. Francisca
Emilia d'AlbuquerqueMaranhlo, de Francisco Mar-
lux Raposo, de Joaquim Jos d'Olveira. (2), de
Joaquim Clemente dos Santo, de Jos oncalves
da Porcioncula, de Joao Francisco d'Olveira e Sil-
va, de Jos Francisco do Reg Maia, de Joaquim
Teixeira Peixolo, de Luz Pires Ferreira, de Miguel
Esleves Alve, de Manoel Jos Prestrello.de Manoel
da Peiilo Paes, e de Manoel Joaquim da Santa-
Anua, e levanlou-se i sessao.
Eu Manoel Ferreira AccKili, secretario subscrevi.
Bardo de Capibaribe, presidente.Mamede.
Bego.Oiiteira.Barata d'Almeida. Gameiro.
Mello. ,
JURY DO RECIFE.
Da 29.
Presidencia do Sr. Dr. Francisco de .>> OUceira
Maciel.
Promotor publico, o Sr. Dr. Ajitonio Lniz Caval-
canli de Albuquerque.
Eaerivlo, o Sr. Joaquim Francisco de Paula Es-
leve Clemente.
A's 10 hora da manilla feita a chamada acha-
rani-se prsenles 12 Srs. jurado.
Foram dispensados da sesslo a bem do servijo pu-
blico os segninles senhores :
inspector da Ihesouraria da fazanda, Joao lion-
calves da Silva.
Juiz de paz do 1. dislriclo de Sanio Antonio, Dr.
Antonio Epaminondas de Mello
Juiz de paz do Recife, Francisco Mamede de Al-
meida.
Fallar conferenle da nlhndega, Joao llcrmrnel-
gido Borge, Dlniz.
Foram dispensados por molivo de molestias, o,
seguinle senhore* :
Dr. Antonio Anne Jacome Pire.
Antonio l.eile Pilla Ortigueire.
Antonio de Souza Rangel.
E por ler servido em urna das sesOes de(e anno,
o Sr. Jenuino Jos lavares.
Foram relevados das multas *m que enconaran),
ns seguinle, senhore, :
Alexandre Americo de Olidas Brandao.
Miguel Fellcio da Silva.
Dr. Cosme de S Pereira.
Foram multados em mai, 208 cada um dos Sr.
jurados ja multados nos anteriores da. de sessao, e
mais em 108 os seguinles senhores :
Dr. Manoel de Souza (ama.
Antonio (ionfalves Ferreira.
Antonio Leal de Barros.
Bernardo Jos Lopes.
Marcellino Antonio Pereira.
Alexandre Jote da Rosa.
Aberta a sesao Sr. Dr. juiz de direilo presi-
dente mandn pelo nfficial de juslira, s ordeus do
tribunal, chamar o Sr. Dr. Gervasio oncalves da
Silva, como juiz municipal substituto, visto que os
prlmeirosupplentes da segunda var.i municipal se
achavam impedidos, e rcspdtidendo e.le que Um-
b*m se achava impedido, olrlciou a presidencia o-
licilandp providencias a respeto, e depois de,' hora
da tarde levanton a sessao adiando-a para as 10
hora, da nianhaa do dia seguinle.
REPARTICAO HA POLICA,
Parte do dia 31 de agosto.
Illm. Exm. Sr.Levo ao conhecimenlo de V.
Exc. que da* dilTerenles participicsJes hoje recebidas
nesli repartir;!.., consta lerem sido presos:
Pela delegada do primeiro dislriclo desle termo,
o escravo Thomaz, para averiguantes.
E pela subdelegada da freguezia de Jaboalao,
Bartholomeu la vares de Lima e Joao Rodrigues de
Souza, ambo, como indiciados em crime de morle.
. Commanicou-rae o subdelegado do primeiro dis-
lriclo da freguezia de Jaboalao por oflicio de 29 do
correnle, que aoamanhecer do da 28 fra assissi-
nado com um tiro, Francisco de Paula da Fonseca,
sendo indigitado como autor de lemelhanle crime o
pardo Apolinario Jos da Fonseca, que immedala-
mante desapparecera, tendo o mesmo subdelegado
procedido a competente vestoria para proceder na
forma da lei, e dado as convenientes providencias
para a captura do criminoso.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernamhtieo 31 de agosto de 1855.Illm. eExm.
Sr. conselheiro Jos Rento da Cunha e Flgaeiredo,
presidente da provinciaO chefe dt> polica, la*:
Carlos de Paita Teixeira.
MAPPA de.TWBSro/ico hospital regimental de Pernambuco no mez de a-
goslo de 185j.
Hospital na
Soledide t. de
setembro.
fl
Somma
101

s - 5 e s s 2 S
2 o i t o s aa ti
108 209 10* 3 102 209
roraco vero alrazo era qoe se acha a l5?a' Vv r6. 8 -E,m- .Pre8idenl ^ provincia, e por
lesle ponto do nosso srtio, parece aoe nW. , ^ E"cvlran"D,1"oo a cmara, pedndo o aterra-
-------------->---------------...~r ., w.....,c, |rcuiuiiu o aicri.i-
nenlo dp terreno entre o theatrn de Sania Isabel,
*v ra que Ihe tica ao lado direito, o qual se alaga
loA*-te a enc,,en,e a* msre> presta-ido-se a deposi-
i iminundicia, bem como providencias a rea-
enndirt oalr"* ,CTrenos a,UB *e acham as mesmas
Hesnil' 'Ud a beiD rta galu""d"<|e publica.
a desnei?-88 qUe epSenheiro cordeador orcasse
Iheairn, ''m aterramenlo do terreno ao lado do
gar Vn'dl? **' de '" "'"i" oulro lu-
raentesefa^l(rJVam:ra2j:^u, desPeJ0' 1e aClual-
la.'onde cmn XL ro*,,a pn"a de San,n Ki"
,, a commissao l^tV t"J!eu* de ^, 'S vis, 'liz"
: o.iw do aTo^Lrode,njr "" re,M h'
. eneaoaltuman.ii a"m^ t a havendo
, concedida, para iiiC"n!flpi,W arf." da* licen"
poda ser attendida a 2',,,'eeii*lh!i'l?e. "a0
* taasr ? ss&tz
Sr,ae7 , ,- ?"' "" roJ"',,a as PMl" &
nao ser ella de Interese, bu aso pabtiro.--lntelr,H.
^Outro do adroiairtradlr da companhia de Ribeiri-
jorTl^13 rWp0,'a j r P _ue-
emla
dos
por
na razio danuaiquotai, a por todo* dividida a des-
peza qu se houver feilo.
Acha-se todos os das abarla i subscripta j na sala
do gabinete portugue; de leitura, a encarregado da
mesma no .
Bairro do Recife.
O Illuij. Srs.Bernardino Gomes de Carvalho'.
Manoel Pereira de Flauairedo Ton-
della.
s Jos da Silva Loyo.
Amonio Luii de Oliveira Azevedo.
Joiquim Luit Vielra.
Manoel Ferreira da Silva Terroso.
Antonio Aniones Lobo.
Manoel dosSautosPinlo.
Antonio Lope, Pereirn de Mello,
bunio Antonio.
O llluu. 9rt.Jos Pera da Cruz.
Jo Moreira Lopes.
Joaquim Corroa de Resende Reg.
Oaspar Antonio Vieira tiuimaracs.
Domingos Jos Ferreira (JuimarSes.
Manoel Antonio do, Santos F'ontes.
Manoel Francisco da Silva Carrico.
Manoel Ferreira de Souza Barbosa.
Bernardino Gomes de Carvalho.
San Jos.
O lllms. Srs.Jos Joaquim Lima BairSo.
Francisco lavares Correa.
Pedro Jos da Cosa.
Jos Pinto de Magalha.
Joaquim Luiz dos Santo VHIa Ver-
de.
Jos Jeronymo da Silva.
Joaquim Anlunesda Silva.
Jos Francisco de Lima.
Joa de Mello Costa Oliveira.
Boa I isla.
O* lllms. Srs.Manoel Jos Uuedes Magalhacs.
. Ignacio Jos do Couto.
Joao Ferreira Ramos.
Joaquim Amonio daSilveira.
Joao Luiz Ferreira Ribeiro.
Benlo r emendes do Paso.
uarle Borge* da Silva.
Domingo, Antonio da Silva Beiris.
Anlonio remande, Lima.
Manoel Oomes Loureiro.
Jos Mara tioncalves Vieira Gui-
HM,
Todo* os senhore* qua se dignarem contribuir pi-
ra obra tAo meritoria e philantropica podem dirigir-
se ou ao gabinete on a nlgum dos senhores cima
indicados.
Sala das sessdes da direcloria do gabinete portu-
guez de leitura em sessao particular de 2* de agosto
de 1855.Jos de Almeida Soares de Lima Batios,
director.Oaspar Antonio l'icira Guimaraes, viee-
director. Joo Baplisla Y eir Ribeiro, primeiro
secrelrio Antonio Augusto dos Santos Porto,
sesundo secretario.Jos Azecedo de Andrade, tbe-
soureiro.
COMIUICADOS,
ObservarSo.
Dos 3 fallecidos 1 foi de dianhea, 1 de gaslro a-
pante crnica e 1 de tubrculos pulmonares.
Dr. Prxedes Gomes de Souza Pitonga,
1 cirurgiao encarregado.
GABINETE PORTUGUEZ DE LEITURA.
HOSPITAL PORTUGUEZ PROVISORIO.
A directora do Gabinete Portnguez de leitura em
Pernambuco conlristada dos amargores, porque es-
t.to passando algumas provincias d Brasil, vergada,
ao peso de monifera epidemia, e crendo moilo pos-
sivel a Iransmissao do mal aoseio d'esta provincia,
promov urna subscripto em favor dos Portugu
zes desvalidos, qoe em caso da invasio da epide
venham a carecer de esmoladus soccorros.
Esle appello geral reconhecida philanlropia
Srs. Portugutzes residentes esta capital tem
fim;
1-Eslabelecer as immediaces da clHade em
casa e local apropriado um hospital denominado
hospital portuguez procisorio, o qual servir de
asilo aos PortOguezes indigentes, que por falta de
meios nao possara em seos domicilio, receber con-
veniente trata-ment.
2.A casa ser alugada desde j, e o hospital
montado com 20 leitos pelo menos, fcando a cargo
do mlico director do mesmo, regalar o seu servido
medico, e augmentar o numero do, Icitos, conforme
as necessidades do momento, e as forras do e-lahc-
lecirpento.
3.Para ser admittido no Hospital na qualidade
de doenlepobre, bastaran 2 atlesUdo* de pes-
soas probas, as quaes certifiquen) a qualidade de
subdito portuguez. e apuro de circunstancias pecu-
niarias. Em caso de incidente repentino o medico
poder fazer entrar no Hospital o doente, qoe en-
contrar na InJigencia, urna vez certificado da sna
qualidade de subdito portuguez.
*.Tem direito a entrada no llospit.,1 como do-
entesparticularesos Srs. Portugueze, abastados,
que por falla das necessarias commodldades, ou por
qualquer molivo nao quizerem ser tratados em suas
casas ; sendo neste caso os Srs. socio, insta I la dores
do estabellecmienlo obligados a urna simples'rclri-
liuic.ui equivalente sua despeza; e os que os nao
forem. a urna (ratificaran, que Ibes serarbitrada,
vindo o excedente a reverter em favor do fundo de
beneficencia.
5- Terminada a subscripto sern convidados os
senhores contribumos para urna reunan geral, na
qual ser nomeada urna commwsAo definiliva com-
posta de cinco memoro*, a qual lomar a seu cargo o
rgimen econmico* e administrativo do hospital,
por 'ih occasio poder-se-ho discutir tambem os
melhor procesaos de levar a effello lio ulil em-
preza.
tf A lisia des eenhore. contrlbuinles, bem como
as suas contribuir*, serao publicadas neste Diario.
7. No caso de au vir a Ser preciso o hospital
nem por cohseguint o capital atrecadado, sera est
pontualmente reenlregne aos senhores eonlribuintej
HOSPITAL PORTUGUEZ EM PERNAMBUCO.
Vimos um aununcio ou convita do Gabinete por-
luguez de leitura chamando a lodos os Portugueze,
sem dislincco para a obra meritoria de um hospi-
tal, onde securem gratuitamente os pobres, que nao
tenham recursos proprios, ou mesmo aquelles que,
lendo meios pecuniarios, vejam-se sos, solados, sem
familia, e por conseqnencia baldos de um Iratamen-
1o conveniente no caso de urna epidemia, como a
que se teme actualmente. Sustentar ou provar a ne-
cessidade, ou a conveniencia de semelhanle eslabe-
lecimenlo em urna cidade, onde exislem para mais de
dez mii Portugueze, de toda as clas-es e coudicOes,
quando osInglezes coma vigsima parle susleulam
e conservara um hospital, sena o mesmo que pre-
tender provar a existencia da luz meiidlaha ao pino
do meio-dia. Nao he pois da necessidade ou da uli-
lidade que trataremos, mas do muito que convm ao
nome portuguez, s suas Iradiccites gloriosas, * re-
cordares de orna piedade excmplar, de urna cari-
dade nunca desmeutida, semelhanle eslabeleci-
mento.
He o reino de Portugal pequeo em extensao,
mas grande em monumentos de ciridade por toda a
parte ae observara hesplta*. immensos, asylos para a
infancia desvalida, confraria, para soccorros publi-
co,, emfim estabelecimento, de beneficencia, que
honraran) aos povos mai, civillsado, do mundo.
Mesmo no Brasil foram *s Pnrluguezes os primeiros
que crearam estes cstahelecimentos, que ainda bo-
je restara, e qae se augmentara ou reformam debaixo
dos auspicio* da autoridade publica. Agora mesmo
acaba de confesar um dislincto escrplor brasileiro,
que no Rin de Janeiro abundam esses estabeleci-
menlos de caridade, e alm do hospital da Sania Ca-
sa da Misericordia, notam-se os de S. Francisco de
Paula, da Ordem Terceira do Carmo e da de Santo
Anlonio, lodos em grande escala e perfeilamente do-
tados pela munificencia e caridade de nossos av, os
Portugueze*. e sustentados hoja em grande parte
ainda pelos mesmos Portugutzes.
E sem embargo dessa grande vanlagem no Rio de
Janeiro, deesa mullidao de lio.pitaes perfeilamente
montado,, nraj^orruguez houve de eterna records-
cao, liomem jusfjC de coraran magnnimo, que lero-
brou e Tez morSum liospilal exclusivamenle por-
luguea pora a.ss^onos disvalidos, que ehegando s
nossas praias balr bs de recunos, fossem aneciados da
febre amarella oy de qualquer oulra molestia grave,
aflm de recebajTl nelle os soccorros que sua mise-
ria exiga, e qoi^ espirito do seculo Ibes concede.
Joao Vicente Maltot _cujo nome s por si he um
elogio, cujas idea^jhilamropicas formara lodo o seu
oobre e honroso brasn, cuja vida foi um lecido de
actos meritorios e de virtudes sociae>, cujo curasao
era um monumento perene de caridade chrtsiaa,
fundn um hospital portuguez, que hoje riralisa com
o hospilaes daquella grande capital.
Foram os Portugueses em todos os lempos memo-
ra veis pela sua piedade, e para mais realce basta re-
cordar que S. .lun de Dos, o fundador da Ordem
dos Irmao, da Caridade, era Portuguez. S. Joao de
Dos norreu em 1579, e tres auno ule, da sua
morte nasceu S. Vicente de Paulo, quo em franca
devia crear o instituto das irmas da caridade. De
serte qae permillio a Providencia, que a cadeia des-
sa obra meritoria, filha do chrislianismo pratico. nao
se rompesse pela morte do seu primeiro fundador,
fazendo com que ella te perpetuasen enlre os dou
sexo, como o lo, que devia prender o genero huma-
no pela caridade e pela misericordia. S o fim da so-
ciedade he meihorar a condicao da homanidade, s
palas virtudes chrial.la. pode ella chegar ao eslado de
perfecto promettido pela pilavra divina ; e entre
todas a* virtudes chri.taas prima a caridade pela f
nessa palarra iinmnrredra, e pela esperanza, que
uao abandoua o verdadeiro chrisiao na, poca de
provienes.
O* Portugueze* vivera, he verdade, entre um po-
vo irmao; mas qnem ignora que a este respeto ain-
da eslamo na infancia ou sahinde desse estado de
embnao, em que nem todas a, necessidides de orna
civili>ac,ao progressiva podem ser satisfeilas de cho-
fre ? Os nossos hospitacs era comeco apenas podem
bastar para um estado normal, para o cano regular
da cousas; mas em orna epidemia, em urna altera-
rlo sbita da salubridad publica, quem nao v ai
difllculdadescom,que loria de linar o goveroo para
ollereeer um tratamento regular a milhares de in-
digentes, que fossem aUicadosrepenlinamente, e ne-
cessitassem dos soccorros pblicos? Estao acaso os
Portuguezes em condicao inferior dos Inglezes?
Serao menos enridosos, mais egostas, ou mai, atra-
sados do que elles para se deixarem sorprender por
urna calamidnde que lodos temem, que todos espe-
ran), e para a qual toda a cidade se prnpara preve-
nida para doma-la, on para quihrar-lhe as Torcas
por meios que a ciencia aconsclha, e que a pru-
dencia reclama? Nso de certo, nem he islo de es-
perar de homens, que oceopam na nossa suciedade
lugir lio dislincto pela industria e pelo commercio.
Assim pois, qual ser oFortuguez, que nao pos-
sa dispr de nma pequea quautia em favor do ai
mesmo, ou de seus irmao, necessilados, para leva-la
ao corre aberto pela generosa dedicarlo do Gabinete
portuguez de leitura? Aquelle que possoir duas pa-
taca,, leve urna para a obra mais meritoria que pos-
sa pralirar, porque Dos quo ludo ve, que ludo pe-
sa na balanra da joslUa divina, receba atiomena-
gem do pobre como a il* rico, e recompensa o sacri-
ficio daqoelle que o fax'por amor de seus semelhan-
les, como consequencia do amor de Dos. A munifi-
cencia divina em tal csn nao dejpreza o bolo do
pobre, pelo contrario o exalta como om nobre sacri-
ficio, porque o rico d do sen superfluo, e o pobre
quaai sempre do liecessario ; he Dos quem engran-
dece a dadiva do pobre, como exalta os humildes, e
abate os orgulhosos.
I.ouvores, pois, ao liabinele portuguez de leitura,
que invidnu seus e-forcos para levar ao cabo lo
grande obra, reclamadla pelas necesidades de nm
utnero tao crescido de Portugnezes, muilos dos
quaes j sentirn) a falla de um estahelecmento se-
mentante por occasio da febre- amarrlla. Honra ao
digno director do Gabinete, mujo inlelligeiite e ho-
nesto, cujos iustinclos de benefleencia prometiera
um fuluro de gloria e de nobre ambicio; mis Ihe
desojamos o mais feliz resultado as suas intcncoes
caridosas, e no, seu, generosos esforjos .i prol da
burnanidade. Nos, se tivessemos liberdade para lan-
o, Ihe aconselharamos que seguase o rumo, que
deixou traeadoseu nobre compatriota o finado JoSo
Vicente Martins; da mesma proflssSo, com o, mes-
mo, generosos inslinclo, pode elevar-se um padrao
de g|oria sobre a memoria honrosa, que K'gou a seus
palncios e a lodos os Brasileiros sem i;xcepiao o
sempre lembrado fundador das irmSas de caridado
no Brasil.
A's commissSes, nomeada, pelo Gabinete portu-
guez de leitura, aflm de agenciaren) subscriprOes
para o hospital provisorio, lembrariamos urna cou-
sa, se ellas livessem a hondade de ouvir-nos, o era
que sem excepr.au de pessoas, qualquer que seja a
sua condicao, recorram a lodos os Portuguezes ricos
e pobres, casados ou solleiros, vclhos c mucos, e
aceilem com benevolencia toda e qualquer ollera
por pequea que seja ; nem se escandalisem pela
niesquiuhez de uns nem se ensoberbegam com a ge-
nerosa liberalidadc de oulros, porque cada um deve
dar o que poder, e s a Dos pertence j-ilsnr pelas
obras quelle, que, podendo soccorrer a seus seme-
lhantes, escunderr, o thesouro que a man divina Ihe*
repartir para que fossem ioslrumenlo, le sua hon-
dade, pensando que assim escapam s vistas perspi-
cases da Providencia. Coiadaa! Elles se anepende-
rao no dia das provaees e do julgameiitn final.
As commissei nada devora exigir, mas devem pe-
dir em nome dos necesitados, em nome de Dos,
que he o pai commum do genero humano ; devem
rogar para que sejam ouvid, as suas su jplicas no
Co, quando o nao sejam na ierra, por Dos quando
o oio sejam pelos homens. Infeliz daquelle que,
lando meios e recursos, se negar um acto, que he
a ultima expressao do senlimento, que he o ultimo
termo da intelligencia esclarecida, porque quem
diz caridade. diz ludo aa vida humana. Conhecemus
alguns do* membrosdas commissoes, e auauramos o
melhor resultado porque sao homens de dedicarlo
patritica, generoso, e amigo* do seo paiz; elle en-
vidaran o, ultimo esforco, para preeneherem a no-
bre missao qoe Ihes foi confiada, e em nome de
Deo. elle, o conseguirlo. Um numero tao crescido
de Porlugueae., como o que exilie nesla provincia,
reclama urna instiluicAo desla ordem, e ae ella* a
nao creassem agora, larde ou nunca a realsariam
e enllo nao seria de certo muito ll.ongeiro fallar no
nome portuguez. quando aquella* meemos, qae delle
se ufanara, deameallasem assim suaa gloriosa, tra-
diccOesi
Honra, repelimos, ao Gabinete portuguez de lei-
tura, honra as commissoes nomeada,, honra final-
mente .i lodos os Portuguezes sem dislincrao, que
concorrerem para a fundaran do um hospital de ca-
ridade. que sirva de asylo a seus iranios enfermos e
necessilados. Dos aheucoari a obra da Ueneficen-
cia, porque ella symbolisa o amor do prximo, e
aonde esta a caridade ah esta Deo : Ubi caritas el
amor, ibi Deus est. Os proprios Brasileiros se rego-
sijarao, vendo q"ue seus hospede, os mais ntimos
honrara a sua hospitalidade, assignalando-se no paiz
por meio das virludes, qne hoje distioguem os povos
civilisados, porque a caridade nao he , urna vrlu-
de chrislaa, mas lambem urna necessidade da civi-
lisaco actual. Juelus.
......
AS PESTILENCIAS SAO EFFEiTOS INFAL-
1.1 VEIS DE GRANDES INIQUIDADES
Qoando um povo lorna-se Infiel ao seu soberano,
infringe as leis que regulan) os deveres do homem
para com sua nacilo, menoscaba sua. medidas, do-
esta seus progressos, laura em siimma o ridiculo so-
bre as providencias que o governo julga de misler
adoptar para o engraiidecmiento e prusperidade do
imperio ; quando e,le povo naja assim ferido positi-
vamente o santuario da saa narfio, acoberlando-se
por islo de crime* execraveis; sua* sorte por tem du-
vida ser disgrarada.e um porvir funesto o aguarda.
Segundo as Iris, elle tem de- expiar esses deliclos
por meios de casligos ser veros,e condignos a seu re-
quemado excesso, e louco alreviuiento. Um ergas-
tulo medonho se abre, logo par o receber; eocor-
pada, cadeias, pesados grilhes, fortes correnles, sao
os atavio, com que entra para perpetuamente habi-
tar ne.se carcere horrivel e hediondo.
Se pois .8n applicadas lanas pena,, e pesAo tantos
castigos sobr'esse infelis infractor das leis humanas,
como, por maloria de raslo, como nao dever xo-
ver castigo*, e casligos fortes sobre um povo que
directamente h olfendido a Mageslade Divina,que-
brantado reiteradas vezes, as leis escripia, pelo pro-
prio dedo de Dos, e irretado com lano despejo a-
bondade do seo Creador? Como nao deverao xover
castigos sobre um povo que, olvidando a, promessa.
feita, quando recebera a estola da graca, passa seus
dias em bellas recreaces,di*preta os artos da sua re-
lgiao, troca em nunca hesitar, a santificarn-du
domingo por e tatOes thealraes i assislencia do sacrificio da mina, e
aiitepoem o proslibulo fame das iniquidades a pu-
rilirar.ao de suas cousciencias no tribunal, onde se
recebe o balsamo salutar/ Como nao devera o co
fulmiuar flagellos sobre um povo que sua maioria
nega o estipendio para a magnificencia do culto,e
quando algum prodigalisa he sempre por rlifirenc,a
algoem e nlo por amor ao culto ) norm que sou
bolsinho se abre logo para o explendor de um baile
um sarao?; que custa-lhe ir alaumas vezes ao tem-
plo Sanio, a assislir um acto religioso a qoe he obri-
gndoa; mas que nao conhece incommodo para apre-
seniar-se vigoroso, todas a. vezes que recebe ocar-
laona .ala de urna suciedade quando esta celebra
snas sesses magnas?
Como uao deve ser enlomado o calis da vinganca
divina Mbre um povo que urna grande parle, s
comparece na casa de Dos, on por mera curiosida-
de, ou porque o convite de nm amigo o arrastra pa-
ra assislir a ceremonia fnebre de ama personagem,
ou outra qualquer circunstancia exija sua presenta
no templo sagrado; purera nunca por sua esponta-
oeidade i enmprir o* deveres orthodoxos, e tender
preiloa e homenageos ao Homem-Dos que no gol-
gatha com seu sangue afogou o delicio do primeiro
prevaricador II!
Esta multiplicidadc de crimes, e Crimes atrozmen-
te perpelrados,os quaes ultrajara sobremaneira Ma-
geslade Divina, nao pode deixar de chamar sobre
um povo que ousadamenle assim pratlca, o tremendo
analheina de eterna execraco.
A justica de Dos, he verdade, nao impoem penas,
nao estahelece casligos, nao lem carceres, e nem con-
ta ostracismo, para onde seja couduzido agrilhoado
o infractor, como ,oe executar a justica dos ho-
mens; ella sim, he firmada em bondade, ella tem
sua base na caridade ; mas urna s palavra que no.
oflerece o Apostlo (1) basta para assombrar o ho-
mem : quoniam omite verbum otiosum quoi loculi
fnerint homines reddenl rationem de eoin die judi-
en. Terrivel anuncio, medonho aviso I
Compulse-te o cdigo sagrado, esl* deposito da,
verdades eternas,e alli se ha de parar com reiterados
prenuncios dos inspirados do Senhor, os quaes asse-
veram que, quando os homens se apartara da regra
do justo e do honesto, a suas innmeras culpas locam
o apogeo da impiedade, os ecos abrem suas portas,
deixam cahir sobr'elles a pesteliucia, a eeleriedade,
e mil outras calamidades. Hicocari seccilaten tu-
pir terram. el super montes, el super triticum, et
super clnum et super oleum, et super homines, el
super jumenta, et super omnem laboran ma-
nuum. (SI)
Procuremos sim. procuremos a mais remota anli-
guldade, e ella nos dir que os habitantes de Sodo-
ma, e Gomorrha, e das outras Cidade visinnhas A-
dama, Seboima, e Sigor, havendo tocado ao ultimo
excesso de cormprao, dominaran) nelles os vicios a
3ne poda degradar a especie humana, a excepcao
e l.olli c soa pni.'cne que se conservavam na pu-
reza ; e logo que este justo por mando do Senhor
sahira do meio da corrupcao, a corrupto foi devida-
mente punidacom espessa uuvem de enxofre c fogo
(3) qae abrasou os criminosos, asCidades.os seus con-
tornos, ludo que linha vida e vejelava foi devorado pe-
las chamas.
FarS menoscaba as ordena do Enviado de Dos,
qae chamava o povo Israelita ao sacrificio no diser-
to ; e subiudo de ponto sna impiedade e os peccados
de seus comparsas, vio todo o Egypto ser 6 llieatro
de pragas espantosas, que sobremodo aterraran)
o povo 1 c ainda urna louca pertinacia levara urna
parlados homens a borda do abjsmo, e foram sub-
mergidns as aguas do mar vermelho,
Os proprios Israelitas dispresando os conselhus do
seu Pastor, e apartando-ae de seus dictames dobro
sacrilegamente os joelhos ao bizerrode ouro, e logo
senliram o effello de um terrivel castigo (5) apare-
cendo em um dia 23 mil homens perecidos uo
campo. .
Sennaqueril) engorrado em suas impiedades, dirije
loocamente vociferares ao Senhor, mas lugo couhe-
ce que ama vinganca celeste pairava sobre sua ca-
beca, e vio em seus arrais em ama noite ceifado (6)
pelo anjo exlerminador 185 mil Assirios.
David esta rei piadoso, peca depois contra o Se-
nhor, e logo sendo remoros em sua conscieocia, si
gnae, precursores de um castigo que o aguardava :
um Profeta o certifica que seu peccado havia irrita-
do colera divina, que por islo escolhesse (porque
Deo, anda amerciava-se delle) qual pena quera so-
frer; e enlregaudo-se com hiimilhacao as raaos do
Senhor, foi lestemunha de urna terrivel peste que
assolou em grande escala a Israel, e da qual foram
victimas 70 mil homen, ,7) Misil ergo Dminos
pestileiitiam u Israel, et cectderunt de Israel stp-
tuhginla tnitlium tirorum.
Toda esta* medonha. ca.tatrofe. que nos oflerece
o l.ivro Sagrado, mostrao com evidencia que sAo mo-
numentos vivos da joslica divina, e que Dos fat ap-
par*ce-los urna vez qu os crimes dos homens lo-
cam a corrupcao da corrupr.au impiedade da impie-
dade a urna inqualiflcavel contumacia.
D'efleito, todos os povos todas as Cidade*, todo o
universo em summa, conhece, ( segundo a universal
lradic,l ) esta verdade palpitante. E por ventura
nao lemos enlre nos mesmo provas irrifragaveis quer
sobremodo nos convencen) ? A que se pode allribuir
as grandes vicissiludes porque tem infelizmente pal-
iado esta bella Provincia, j* vulnerada pelas febres
horrieeit, be.rigas asstla sa, slerilidades, seceos, e fowus ? Nao sera por ven-
tura a mao omnipotente que esparge todos este me-
recido, flagello para despertar os homens do narc-
tico em que se achao?
He tao claro como a luz merediana.
O Idomeo penitente (8) na inlensidade de sua.
afllites, conheceu a mao de Dos que pairava so-
bre sua rabera, e enlao exclamava para aeu. ami-
gos sallem nal amici mei, guia manus domini eli-
g! me.
Qual, sen.lo estas mesmas culpas, e delictos, a
causa motriz do deienvolviraenlo rpido no solo bra-
sileiro, da colera-morbus que cruelmente ha cei-
fado os nosso* irm.los do Para, e Baha, e marchando
ufano vesrta indistintamente tanto opalaciodo dal-
go, como a choopana do paslor ; lano a casa do
opulento, como a choca do indigente I
He forra confessar qae nossas acms torpes, nos-
so* costuraos Insolutos nossos fellos vergonhdsos,
nossas iniquidades, allim, bao chegado o pinculo
da immoralidade e corrupcao. e por conseguinte es-
timulado, e acendido a indignarlo divina ; e sem
receio de errar pode-se dizer que a epidemia que
lem accomniellido ao nosso prximo longiqao, he
um flagello, urna punirn divina, a qual nossos mes-
mos crime. lem provoctdo.
Ella verdade tao palpitante he reconhecida pelo
sabio Metropolita brasileirn ,9) quando exhortando
os ,eus diocesanos diz : Nos reconhecemo, a mo de
leos nessa rrnel epidemia, lano mais extraordina-
rio, quanto a iciencia humana parece nao haver an-
da allingido a origeni e causa de sua invasao em o
nosso ameno e oulr'ora saudavel pais.
Urna vez pois conherida a vehemencia do flagello,
urna vez sabida a origem de ,eu apparecimemo, qae
recursos nos reslam se nao cada um liumilliar-sc,
resignar-se com os arcanos de Provideucia ? Qual
oulro antidoto eflicaz se deve lancar mao, se nao
logo, e logo lodos implorarmo* ao luprjuio senhor,
para que incline ma clemencia e miscrarao sobre
noaso* iroaoi assallados desse morbo terrivel, sobre
nos que vivemos contrillados pelo que lia passado a
assombrados pelo que se espera ?
Effecli tamenle a Etcriplura Sacra noi apona om
meio consolador, nos mottfa ova DeM podendo
detlreir i)'um inslante aquella povo Brypcio por
suas inlqndadel, qui< todava farl-io sta diflerenlas
pragai, pira chama-lo a penitencia, e dar-lhe lem-
po para M irrepander : d igual modo esa Deo* pi-
fa com m. ehrisllos mndando-lhe* por vezes casli-
gos para m advertir que se abuiarem da ma misario
coidi.1, Hilo podero escapar de sua juslicn.
He porumto ama necessidade impeliese abrir-sa
mao, rguer-se um paradelro a lanos Vicios afrai-
lado, na -.oraijlo, e rile rieposilar- ni* mam do
Creador ; he mller dereglr-lhe com liumlldade pro'
fusda, supplicas fevorosas, chorar nohsos crimes,
nos,culpas, nossa miserias, em su pieseuca qual
oulro David, he neceseario implorar inslaalanea-
mente de sua misericordia incommenuravel um
perdao que possa sobr'eslir o mal epidmico, que
lano nos ha assuslado: Este he o dever de um
povo orlhodoxo, quando se considera nmeacade, e
restes a ser investido de urna peslelencia horrivel.
>lo he claro e comezinho, elodoi reconhecer devem
que em Mis circumstanciai t da omnipotencia do
Homem Dos podem emanar beneficios qae lenham
> ellicaca de restituir a .anidada que tanto se al-
meja.
Nao manos he de urgenle necessidade seguir-se
orna u saa, verdadeira, e bem delineada hygiene do
corpo, e dospirilo, (expretsofs nasei las do cora-
cao orlhodoxo de um distinto Medico tratando do
assumplo que ora aos occupaums devendo sempre
ultima preceder a primeira. (10)
A commissao de hygiene publica encarregada pe-
lo zeloso governo da provincia, acaba de publicar,
e ollereeer a leitura de todos, prescrip;oes thera-
peulicat cerca do cholera-morbui, fundadas em
multplices experiencias, afim de que observadas
ellas, e possa avilar (com ajuda da Providencia) essa
iufeccao horrivel.
Esta medida concernem somenle ao corpo, de-
ve-se lambem observar urna hygiene ,p ritual, urna
medicina tendente ao apirilo ; a limpeza das ma-
culas da i-ousciencia; o termino ao abandono qua
se ha feilo do* Sacramentos da Igreja, esla foule pe-
reue donde emanan torrentes henefica, lao profi-
cua, ao homem; a reprewao do menosca no aos ac-
to* da relegiao que se prolessa ; um correctivo ao*
desacatos e profanarnos dos Templos Sagrados ; em
summa ama hygiene moral acompanhada de actos
de piedade e penitencia seja o solido provimenlo
que cada um deve abracar, e esperar enl.'io o que for
determinado pela Providencia; do mismo modo
que o exercilo prepara-* com muuioie* belliea*
quando sabe que o iuimigo pretenda accommel-
l-lo.
O Mrquez do Val de Gama, encarando a* cir-
cunstancias da Europa, diz em seu opuiiculo quea
paz e socego da Europa dependen) hoje ce duas cou-
sas ; a re:igiao em primeiro lugar, e os ixereilos em
segando ; os ejrcitos, e a religiao sao c-s doos ele-
mentos que bao de livrar os povos das sienas iguae*
as que lem presenciado o mundo neste* lempos
modernos.-Tambem as circumstaucias qae ora no*
echamos, vindo nosso horisonle epidmico, duas
cousasconstiluem o santelmo; o comelbo da religiao,
a as medidas bygienica, sao estes os duus elemen-
tos que podem cerciar o mal que no, quer in-
festar.
David logo que ferio os vinculo* do Hymeneo e
depois vin-,e humecida, conheceu pelo aununcio do
Prophela Nalhao, quanto leo crime linha provo-
cado a ira divina, c sem demora exclamapequei
contra o Senhorvesle-se logo do saco, cobre-se de
ci lizas, proal ra- se por Ierra, e com rogativas, lagri-
mas, jejuos, e com outras machinas de penitencia
faz qae o Senhor Ihe fosse propicio, e ficiiise dest'ar-
te expiado seo delicio.
Esequis enfermando, e avisado pelo Prophela
Isaas de seu preste passamento, volt* rosto pn-
rede, derrama copiosas lagrimas, depreca a Dos, e
sua fervorosa oraco foi ouvida, aleando aindaquin-
ze anno, de vida.
N u3o lemos a virlude de merecerme* um avi-
so desla ordem, temos porem mais que vivos pre-
nunaios da gravidade de nossos crimes por urna ou-
tra forma ; aquelles foram admoesladoj por Pro-
phelAs, nos o somos pela pestilencia qoe com seo r-
pido, progresso infesta a milhares de vida,
Devemis portaulo emitaro exemplodi quellespie-
dosos mouarcha., e supplicar com laurinas, a la-
grimas di compunso, Clemencia Divina em favor
nosso, pi.ra que o Anjo Exlerminador, r o sa collo-
que em nona, cabegas, e entorne sobre ellas a leca
de sua ira. Urna conliaoca em Dos, ama depre-
carlo acompanhada de om sanio temor sera sempre
alleodida, e ilcaucari a salvactle do pergo que no
asaombra como afOrma o PaalmisU Rui.fofun-
tatem timenlium te fecit. et deprecalioiiem eorum
exaudiet, et salvos faciet vos.
Fr.*>Mno do Monte Carmello.
PUBLICAC0ES 4 PEDIDO.
7278995
a
*727995
Depsitos.
Em fulnico no ultimo de
olhf........- **52J922
KnUadi no correnle mez 75073
Sahida, .,.,.......
Exiiteiile..........
Nos semeihies especies.
Dinhelro. . t5|lM
L*4"*--------. *:56W7
. a c^ri^tHo da earidde.
Rciidinianin ueste mez . aaaaajua
Alfandega de Petnamlmco 81 d'e (gvrto de 1K
OewrivSo,
*-i,Fa,M!l*00** *< Santos.
U)N9LADO GkRAL.
Rendiniento dodia 1 a 30 3:!8|J9|6
dem ce dia 31 ...... 5SBJ827
2*io717l3
DIVERSAS PROVINCIAS.
Hend ment dodia 1 a 30..... 2:OI8J13i
dem do dia 31 ...... 7J34*
20iKW76
RENDIMNrO DA MESA DO CONSULADO DK
PERMAMBUCO NO MEZ DE AGOSTO DE
1855.
Con,aldo de 5 por eenlo. sM:689!M{0
Dilo de 2 portelo .. i*9B
Aucorai^m........ 1:292JU50
Direito de 5 per cenlo na
compra venda da* em-
brca;&>*........ 17750
Expediente da. rapatazia*. 7719830
Sellos lisos e proporcionas*. 787275
Emolumentos de certides 6|W0
2169U7I8
(1) Malln cap. 12 v. 36.
\-l) Aggrc. cap. 1. v. 1*.
(3) Genes, cap. 19 v 21, 33.
(*) Exod. Cap. 7. v. 17; cap. 8, 9, 10, 1* v. 28.
(5) Exod. c. 32 v. 28.
(61 I. Reg. cap. 19 v. 35.
(7) I. Paralip. cap. 21 v. 1*.
(8) Job. cap. 18 v. 1.
(9) P.atoral do Exm. e Rm. Sr. arcebispo, inserta
no Soticiadur Catholica e Diario de Pernambuco
de 22 do crtenle.
HOSPITAL PORTUGUEZ PROVISORIO.
lllms. Srs. membres da direcloria do gabinete por-
laguez de leitura. Deparando no Diario de hoje
com a sublime e philantropica recolucao que lem V*.
S*. tomado de eslabelecer provisoriamerle hospitae*
onde devam *r recolhido* os Porlaaoezis indigente*
no caso que tenhamo, de comperlilhar com o mal
que llagella o Par a a Babia, recoohncendo neste
acto a mus apurada prova de philantropia e de re-
ligiao, dtsejava concorrer com o meo contingente,
ouerecendo gratuitamente os meus servico* medico..
Den. guarde a V*. Ss. Recife 25 de agosto de
1855.lllms. Srs. membros da directora do gabine-
te portuguez de leitura. Augusto Carneiro Mon-
teiro da Silca Santos.
Illm. sr. Recebemos o oflicio de V. S. datado
de 25 do correnle, no qual V. S. compellido de cari-
tativo impulso m digua ollereeer gratuitamente os
seus serviros mdicos ao hospital portvgusz provi-
sorio.
Nao podando esla direcloria por agora deliberar a
respeto, sam que esteja organisada i competente
commissao definitiva, que vai ser inslallada ; apres-
sa-se no eotanto a agradecer desde j; a V. S. em
nome da humanidade e dos Porluguetei desvalidos
am testemunho Uto autentico de abnegaran a philan-
tropia, o qual Sea registrado na respectiva acia com
mencao honrosa, para ser levado ao cmhecimeoto
da commisslo apena, lor organisada.
Deo* guarde a V. S. Sala da* sessoe la direcloria
do gabinete portuguez de leitura, em sessao especial
de 27 de agosto de 1855. Illm, Sr. Dr. Autnato
Carneiro Monleiro da Silva Sanio,. Jote te Almei-
da Soares de Lima Bastes, director.JoSo BapHsta
Vieira Ribeiro.
HOSPITAL PORTUGUEZ.
Acabamos de ler no Diario de Pernombueo n. 196
do dia 23 do correnle agosto, a deliberadlo tomada
pelos socios do gabinete portuguez de leitura nesl
cidade, de fundar um hoapilal!
Apressamo-nos a votar o nosso reconliecimenlo ao
Illm. Sr. Dr. Jos de Almeida'Soire de Lima Bai-
lo director daquella suciedade, por lao ulil provi-
dencia ; congratulamo-nos desdeja com todos aquel-
les qoe concorrerem pira se realisar Ido neeessario
estabelecimenlo.
Idea j.i apresentada nos ns. 23 e 30 do peridico
o Cosmopolita aqui a mencionamos, cono em reco-
nliecimenlo, a quem apresenlou aquelles arligos, e
para que possam ser recordados.
Que um voto de confianca pleno su d ao digno
director do gabinete, para quanto se deva adoptar,
aflm de se fazer eflectiva lao religiosa inslituirao; e
para qut ludo se organise com acert.
COMMERCIO.
PRACA |DO RECIFE 31 DE AGOSTO AS 3
HORAS DA TARDE.
CotatOe, ofliciaes.
Assucar mascavado regularI968O por arroba sem
sacco.
Descont por 2 mezes7 1|2 % ao anno.
aLI'ANDBGA.
Rendimenlo do dia 1 a 30.....297:371*571
dem di) dia 31 ...... 1-281*813
:t 18:653*38*
Descarree am hoje 1. de sel entero.
Brigue hamburguezBerlhafarinha de trigo.
Barca frunceza( omle-llogermercainarias.
Barca pi.rtuguezaMario Jospednrs de canta
ra.
Brigue americanoThomaz taller--bolacha.
Barca ingiera.Mirandamercedorias.
RENDIME.NTO DO MEZ DE AGOSTO.
Rpndimenlo total...........318:653-5381
RestiluirOcs............... 9
1 Diversa* provincias
Dizimo do algodn e outras
Seeros do Rio Grande do
or. ...........
Dilo dilo dilo da Para-
luna ...........
Dilo do astucar, e entre*
genero* da dita.....
Dilo dilo do Rio Grande do
Norte............
Dito dita das Alaga. . .
2:881,1025
SM:571#7*3
**731
995*613
52*156
12**728
808*248
MMM

26:507*219
Depo.il k sabidos...... 2375*6*2
Ditos ei .lentes...... 5:2229560
Mesa do consulado de Pernambuco 31 da agosto
de 1855.O escriva*, Jacome Gerardo Mario Lu-
machi 1* Mello.
RECEIJEORIA DB RENDAS INTERNAS GE-
KAES DE PERNAMBUCO.
Rendinenlo do dia t a 30. 98:368*190
dem do dia 31....., 397*600
28:766*990
RENDIMENTO DARECEBEDOBJA DE KENDA8
INTERNAS GERAES DE PERNAMBUCO, DO
MEZ DE AGOSTO, A SABER:
Renda dos proprios uacieaat* .... 39900
Foros de terreno* e de marinh*. . 329132
Laudemio*.............. 669250
Siza do* ben. de raz. ........ *:S779305
Direilo* novo e vtlhos a da chao-
cellaiia .1.......^ . 8:482*001
Dizima da chancellara ....... 35I88U
Mulla por infracrOes do regola-
menlo............, . 69000
LegiliniacOes............ 12*960
Sello do papel lixo, e proporcional. 6:959*298
Premio do depsitos pblicos. '. 9*3B5"9
Patente dos despachantes a corra-
l............... 400*000
Emolumentos das repartieres de fi-
. ">............... 127*900
Imposto sobre lojts, casa, de des-
conta etc.............. 4:393*790>
Dito sobra casas de movis, roupa*
etc. fabricado em paiz eatraa-
. Reirci............... ROSOTJO
laxa de escravos........... 176*000
Divida activa......... . 2:894*297
2rfc79090
Keeebedoria de Pernambuco 31 de agosto de 1855.
O es:rivao, Manoel Antonio Simts do Amoral.
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendlmentododial a 30. .. 39:194*710
dem dodia 31.......' 411*156
39:605*866
RENDIMENTO DA MESA DO CONSULADO
PROVINCIAL DO MEZ DE AGOSTO DE 1853.
Direitos de 3 por cenlo do Macar ex-
portado..........' 8:2959165
Dito de 5 por cenlo do algodao e mais
gneros.......... 10:060*581
Capalazia de 320 por sacca de algodao. 839*300
Decima dos predios urbanos. 8:566*611
Sello ti e heranfas a legados. ....
Meiasiza de escravos......
200* por escravoexportado Jpra ora
da provincia.........
10 por cenlo sobre o. novos a yethos
direilo* dos empregadd* provin-
cial...........
Matricula, das aulas de lnstrucco su-
perior. ......l .
Emolumentos de pasaportes de polica
Imposto de 3 por cenlo sobre diversos
eslalieleclmenlos.......
Dilo de por canto......
Multa...........
Juros..........
Costas............
7:6oa*825
1:3055480
1:4009000
172*138
182o
236*340
6*0*960
100*960
1590:12
266*71*
39:6059866
Mesa do consulado provincial 31 de agtalo da
1855. O escrlpturario,
Ulisses Cocklet Cacalcantide Mello
MOVIMENTO OO PORTO
R,. 318:6.53*38*
Imporlaciio.
Dircilos do consumo. ...".....313:6305823
Ditos de 1 por cento de reexportarlo
para o, portos estrangeiros. : . 5*952
Expediente de 5 por rento dos seeros
estrangeiros despachados com caria
de guia................ 3909656
Dilo de l|2 por C. dos ncneros do paiz. 39(9118
Dito de 1 1|2 por r. dos aeneroH livres. 759600
Aiina/onagem da incrcadorias..... 1:2115700
Dilada plvora............. 1109250
Premio de Ii2 porcento dos assianadm 2:3789780
Mullas rahiiladas nos despachos. . 1039>I85
Ditas diversas.............. 118900o
, Interior.
Sello flxo................ 21*920
Patentes dos despachantes goracs. . 175*000
bita. dita, especiaes.......... J59000
I-eitiu de titulo do, mesmos, dos cai-
xeiros despachantes, ele....... 4*800
Emolumentos de certidoes....... 99600
318:653938*
Mi seguinles especies.
Dinheire .... t97:33593*V
-Assignados . 121:3185037
(10) Illm. Dr. Ighacio Firmo Xavier em seu
bem elaborado communlcadu: Diario de 11 de
agosto.
iVaeio entrado no dio 3).
Cilhak de Lima79 das, galera americana Alfred
Hill, de 550 toneladas, capiUo H. Bkar, equi-
pagera 20, carga guano ; ordem. Vea refre-
car ij segu para Cowes.
yaci sonido no mamo dio.
Rio Grand* do Sul pelo Rio de JaneiroBrigue bra-
sileiro crMafni, caplao Jos Joaquim Dias dos
Prai.erw, carga assucar a mai, gneros. Pessagel-
ro, Joao Fernandes deMagalhaes e Silva, Lolz
Josd de Almeida, Maooel Anlonio Nevrington Ca-
. mello.
~ EDITaif.
Manoel Joaquim da Silva Ribeiio, fiscal da' fregue-
gue-.ta de Santo Antonio daata cidade do Recite
etc. etc.
Tendo observado que, Mo obstante bs mttitne e
repelido, avian* quer por editaoa naata Wot em particular tenho feito, continua cm muita, roas
e Iravessas desti freguezia o mi habito de se tan-
car aguas das verandas abtlxo, e o* escravos a despe-
jaren) -na lambem na* testada* da* casas em qae re-
lidem e a depositarem lito inmundicia, em qual-
quer lagar, concorrendo detta aerte par qne ditas
rua e travesaas, apezar da suido* a continuada
limpeta, estejam Sempre com lamas e litas, pare-
cendo que tal limpeza se sao fat ; fofo de novo pa-
nucar os arligos ebaixo transcriptos, chamando a
allcni.-ao do* moradores desta mesma freguezia, para
suas sposicoes, cirios de que farei eflectiva a mal-
ta contra semelhanle, InfracrOes, um vea qae se
onlhuenellas. Oulro sim, 'seo 'imkem- .cente
que tis vasilhas que couddzlrem as immaiidicla, de-
verao ser cobertas, conforme dlspeem o arl. 3 da
til. .
Fiscalisacrlo da freguezia de Santa Anlonio do
Recife 27 de agosto de 1855.O riscal, Manoel Joa-
quim da Silva Ribeiro.
Pnturas municipaes de 30 de junho da 18*9.
TITULO III.
Ar 3. Nenhnm morador lancera nem mandar
laucar as mas ou lugares publico,, qoe nao forem
para ust lim deignadx>s,lixo, iminundicia. ou qual-
quer cousa que posea incommodar 011 causar damno
ao publico : 01 infractores serao multados em 29.
Art. 5. Ninguem poder lancar agua limpa na
ma das varandas abaixo de dia e mesmo a noite *
o poi era fazer depois das 11 horas : os infractores
alm do damno que eauarem serio multado* em
6*000.
TITULO V.
Art. . Depois que a cmara municipal designar
os legares para nelles se fazer o deposito das in-
mune icias, os que lancarem fura desses lugares, e
presentemente as nao lancarem ao mar, pagarlo a
multa da **. As vasilhas as quaes ae conduzirem
as im niindicias.serao cobertas, e lavadas depois do
despejo, e nao se poder* fizer este servico desde
as 7 lora, da mantia al as 9 da noite. Exceptua-
se o despejo d'agnas de lavagens de roupa, casa a
cozinlia, assim como lambem o lixo.
Maucel Ignacio d'Oiiveira Lobo, fiscal da freguezia
de Sao Frei Pedro Goncalve, do Bairro do Re-
cita cv.
Faz constar aos moradora desla Ireguezta o aue
dispoe o arl. 3 e 5 do S. 3 arl. 5. do S 5. da nos-
tara* municipaes de 30 de junho da 18*9, que abai-
xo iranscreve, M ""'
TITULO 111.
Arl. 3. Nenhum morador lancar nem mandar
lancar na* mas ou lugares pblicos quo nao forera
para esse hu desiguado., lixo,, mmandicias, ou
qualquer cousa qne possi incommodar|ou causar d.m-
noao publico ; os iofraclorea serao muludos em
Art. 3. Ninguem poder* lancar agua limpa na
rua dis varandas abaixo de dia, a mesmo a noite,
,00 rodera fazer depois de II horas: os infractores
aiem do damno que cansaren), erSo multados em
W' e seaagua for suja a infecta, pagaran a mal-
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TITULO IV.
Arl. 5. Depois que a caraira manicipal designar
oa lagares para nellesse faier o deposito das im-
rnundicias.os qoe lanrarcm Tora cesses lagares e pre-
nenleuienle as nao langarem ao toar, pagarlo a mul-
ta de 19000'. As rastillas em que as condozirem as
immundicias mtio cuberas,e lavadas dtpois do dcs-
fsjo, e nao se peder fazer esle servido desde as 7
oras da man a al as 9 da noli, sob pena de pa-
garen! a mulla da 200U. Exieptua-se o despejo
d agua de lavagens de roupa, ca-a e coziohi, asiim
como larabeni o lilo.
E teado a mesma cmara asignado por edilal os
lagares em que devem ser feiloii taes despejos nesla
freguezia os quaes sao os seguidles. Forle do
Mallos na prnia da maro grande enlre asprencas de
Manoel Jos Ja Silva Braga, e a do ibaixo assigna-
do; da parle do rio Beberibe no fundo do enligo
neceo-largo, hoje na rampa do caes do dito rio; em
I'ra de Portas da parle da mat pequea. Tundo
raje da praga da roa de Bruin ou chafar ir ; e em
frente a toar grande no fundo do oulro becco. St
Por isao recommeuda o mesmo fiscal que os morado-
rus qoe mandarem taes vasilhas rom immundicias
daverSo as mesmas ir coberlas lim de nao ex-
halarem miasmas pulridos, qae muilu mal fatem a
aalubridade publica, e mala alud 1 que taes despe-
jos dever ser faltos a nuite, como recomraenda
o artigo cima transcripto. E pura que sena ale-
gae ignorancia ,'pois que tem de faier executar taes
artigue lio ioleiramenle como n'elles se coulem )
manda publicar pelo Diario por 3 vezei.
Bairro do Heme 29 de sgoslo de 1855.O fiscal,
Manoel Ignacio d'Oliveira Lobo
O lr. Anselmo Francisco Peretti, commendador da
imperial ortlem da Rosa e juiz de dimito especial
dccorojnercto desla cidade do Kecife provincia
Fago saber ios que a prsenle virem que Bernar-
dino'Jus Monleiro & Irmao me lizerara a pelicao
do theor setuinle :
lllm. e Exm. Sr. Dr. juii de direilo espacial do
commereio.Horhardiito Jos Monleiro & Irmao,
stitdo-lhes devedores Antonio Raymundo da Silva,
de ama lellra vencida era ' da Janeiro de 1843 de
3781816; Vicente Ferrelra Sorgos, resto de lellra
vencida em 8 de Janeiro da 1849 de 733$16 ; An-
tonio Jos da Sa, IVlra vencida em 7 de marco de
1839 de 661084 ; Jos Romio Uoncalves Monis, lel-
lra vencida em a ce abril de 1830 de 40 ; Jos
Alvoi Brinco, resto da lellra vencida em 16 de ou-
lubro de 1842 de 389640 ; e Jos dn Carmo da Cos-
ta, reato da letlra vencida de 5948020, sendo que
tcdis easas lellras veocem juroi estipulados e que-
nado avilar a prescripgao desses liiulns reqaerem
a V. Ele. digiM-se de admilli-loi a fazer o seu pro-
teilo contra os referidos devedores para qae fique
intefrarapida a mesma preseripra na forma do arl.
o3$lldo cdigo eommercial, seudo-lhes Intimado
* M*,mo protesto por edilos por te achirem ausen-
tes justificada previamente essa ausencia. Pede a V.
Eic. deferimento.E R. M. Joaquim Jos da
Fooseca.
Na forma requerida. Recife 22 de agoslo de 1855.
A. F. Veretli.
Aos 2.5 de agosto de 1855, nesla cidade do Recife
em meu escrptorio vieram os supplicanles Bernar-
dioo Jos Monleiro i&lrraao e prmicas tesleraunhas
abaiio assiaoa.Us diaseram qoe nos termos da peli-
gro retro proteatavam pelo contando na mesma e de
como o diaseraan a proleslarara Tin o presente em que
se assignaram com as mermas leslemunhus. Eu Fran-
cisco Ignacio de Torres Bandeira.escrivao interino o
eserevi.Beroardino Jos Monleiro & lrinao.Joao
Joa Mandes da Silva.Manoel Igoacio de Torres
Bladelra.
E rais se nao conlinha em dita pellejo, despacho
e termo de protesto aqu todo copiado E leudo os
supplicanles prnduz'do saas lestumanhas em visla
tollas dei a senteoga do theer seiiuiute:
A' vista di inquirido de fia. 4 a fls. 5 pela qual
est pravide que os devedores constantes da petic.au
du lis. 2 w achara ausentes era lagar nio sabido,
Mando que para o fim designado na mesma pelicio
eejam citados paseando-so caria de edilos com o
praio de 30 dias e cusas.
Recife 29 de agoslo de 1855.Anselmo Francisco
Peretti.
E rois sa ojo conlinha em dita lenteiiga por vir-
tude da qdal o eserivSo que esfe lez escrever man-
deu passar o presente com o praio da 30 dias, pela
qnal eseu Iheor se chama, cila e hei por citados aos
supplicados devedores constantes da petizo supra
rrinseripta para iodo o fim na mesma declarado ;
pelo que toda qualqoer pessoa, prenles 00 amigos
doeMpplicados os pdenlo faier Mientes do que fica
exposlo, E o porteiro do juizo iflixar a prsenle
nos logares do costme e ser publicada pela im-
preasa.
Dada e paseada nesla cidade do Recife aos 31 de
agosto de 1855.Eu Francisco Igoacio de Torres
Bnadeira, ater vio interino o subserav.
Anselmo Francisco Peretti.
O Dr. Anselma Francisco Peretti, commendador
4a imperial ordem da Rosa, e juiz da direito es-
pecial do coaimerclo desla cidade do Recife, por
S.M. I.eC.ele.
Faro saber nos que o prsenle edilal virem, em
como por esta joiio ao da 17 de selambro prximo
futuro aa ha de arrematar da venda, a quem mais
der, me sala das audiencias, linda a musma, a casa
larrea sila na roa da Praia do Rangel o. 20, ava-
llada em 6:500), caja casa foi petihorada a Francis-
co de Araojo de Barros per si e como tutor dos seus
irmaos e outros por execogo de Anlooio Ferrelra
Meadas : toda a qualquer pes-oa que em dita casa
qnizer llagar o podar fazer 00 dia cima Indicado,
esle sera publicad pela Imprem t afiliados nos
logares du costume.
Dado e pasa-ido nesta cidade do Recife aos 27 de
agallada 1853. Eu, Francisco Ignacio de Torres
Bandelra, escrivo interino o fi escrever.
Anselmo Francisco Peretti.
DECLARADO ES
O lllm. Sr. cipitao do porto, cumpriodo a
ordem do Eim. Sr. eonselheiro presidente da pro-
vincia com dala de hootem. referi 1o se ao aviso
da repartidlo da marinlia do primeiro do correle
mez, manda fazer publico as Iraducges, por copia
jimias, de seis avisas aos navegantes relativamente
ai boUis no caaal da Rainha (Queen's cliaoel) ; pha-
r j| to em Caipiona-Guadalquirir, na Bespanha
casia de oeste ; pharol de Dendalk (luz de relampa-
K de fuzil na Irlanda costa de laste, luz liza em
Broadhireo, na immensa Irlanda, costa de oeste ;
embarcares de pharol, e boias no canal do Prince
na entrada do Thames ; a pharol do Nore,
Capilania do porto de Pernambuco em 28 de agos-
to de 1855. -i- O eecraiario,
> Alexandre Rodrigues dos Anjot.
Eu Joa Azoslinho Barbosa, cidadao brasileiro,
traductor publico a interprete eommercial juramen-
tada da praca : certifico qoe me fol apresnlado um
comento impresiona lingoa iligleza, o qual lille-
ralmeule Iraduzido para o idioma nacional, diz o
seguiole :
Aviso aos navegantes.
Boias no canal da Rainha (Qoeen's chanel.)
Trinitf-Hour m Londres. 15 de maio de 18.55.
Pelo presente se fax publico que na conformidad
do annancio desla casa, datado no primeiro de mar-
o prximo lindo, a boin do baixo de West-Pan pio-
lada com Ultras prataa e branca*, qae tem orna has-
ta e fiaba, (o-removida para urna pequea disten-
d na S. S. II. da saa antigi posieo. e presente-
mente esta em 14 ps na mir baixa das aguas
ivas com as seguidles marcas, e demorando segan-
do rumos da agollia pela seguale maneira :
A extremidad* do O. de Clavewood em ama li-
ara com a extremidade de leste da ailegao preventi-
va de SI. Nicols. S. S. E.
A igreja de All qoasi 10 meio
camiulio de Reculvers para Sarr-
mill.......... S. 1,4 E.
EmbarcacSo do pharol (Jirdler. N. 1,41.2 O.
Boia do biixo Norlh-Pan. N. 1,4 E.
do baiio Pan-Spil. E. 1,4 a 1,2 S.
s Souln-Kaoll.....S. B. 4-el,2E.
de Weal-Lia...... S. 1,2 O.
Aa seguidles allerac.6es timbeo livaram lagar em
coiiforraidadu com iotencao ixpressada na dita no-
lifica^ao do primeiro de marco, a saber:
A boia da Paa-Sand-Knoll foi lirada nao sendo
" l necessaiia.
DIARIO OE PERNAMBUCO SBADO I OE StTEMBRO OE 1855
3
Matonea de Cores.
A bola de oeste Pan-Sand.
A bola de Oan-Sand-Spil. '
A boia de Pan-PaUh.
A boia de oeste Tongue modaram dai suas cores
anteriores para preto e branco alteado.
A boia Wedgede encarnada par'prela.
Pelas alterarles supra, a boias dolado do norte
do canil Qaeen, sao todas prolts e brincas salteado,
a as do ladorro sal preiis.
A boia diS. E. de Margaret-Splt, anteriormente
salteada de preto e braneo, raudaram para as mes-
mas cores em amas luirs vertieses. Por ordem,
asignado.
.'. tferberl. secretario.
E ota* Atas eonllnha ou declarav. o dilo impres-
so, que beso e fielmente triduzi do proprio original,
impreiso em inglez. ao qnal me reporto, e depois de
haver eitrninevJo eom tole a adiado conforme, o
lornei a entregara qrrem m'o apresentoo.
Bm f do qoe passei o prsenle qae issignei e sel-
le! eom o sello do meu uflicio ne roici cidade de S. SebasliSo do Rio de Janeiro, aos
21 dejulho do anno do Senlior de 1855.
Jos Agostinho Barbosa, traductor publico c in
lerprele eommercial jaramenlado.
^onforme, Francisco Xavier Bomtempn. Con-
forme. O secretario, Alexanire liodrigues dos
Anjos..
Eu Jos Agostinho Barbla, cidadao brasileiro,
Iradaclor publico e interprete eommercial juramen-
tado di praca, ele, : Certifico que me foi aprsenla-
do um documento impreuo, escriplo em ingler, o
3oal litteralmente Iraduzido para o idioma nacional,
lz o seguidle :
c aos navegantes.
Hespanha coila do Oeste.
Pharol fixo em CMnioita, Guadalquivir.
O toverno trespanhol acnbi de participar qoe no
dia primeiro de maio de 1853 am phirol fixo seri
eolloeado ni lorre di igre)a di cidade de Chipiona
na Pona do snl da entrada do Rio Guadalquivir, na
provincia de Cidiz na costa do oeste d Hespanha.
A lott* da teteja est prxima no centro da cida-
de oa lalilude de 36, 44', 15" Norte : loogilude ff,
25', 46" O. de Greewich.
O pharol lia fixo, da cor natural, o sea focui est
na llevadla de 70 pea cima do nivel do mar, e po-
de ser visto em urna distancia de 8 militas em lempo
claro.
Esta pharol, alen de marear a psito daquella
parle da costa de Hespanha, tambero serva como
bal isa para o baixo de Salmedina da parle do N. O.
do qual o phirol demora E. 4 S. E. 1,3 S. distante
cerno 11,8 milhas.
Todas as demarcaede* sao magnticas
Assignado. John lYaihlngton, hydrogranho.
RBPARTigAO' HYROGRAPHICA DO AL-
MIRANTADO.
Londres 27 de abril d 1855.
bate avilo lam referencia aos segnintes mappis do
almiranlado : Thamea para o Mediterrneo, n. 1;
costas de Portugal e Hespanha, n. 92; entrada de
Guadalquivir. o. 2341, mais a lisia de phires hee-
panhoes n. 178.
E nada mais conlinha, ou declarava o dilo docu-
lanto, que bem a fielmente triduzi do proprio ori-
- '"."< 'nipfeiso em inglez, lo qual me reporto, e de-
Pois de haver examinado eom esle e achado coo-
rorme o lornei a entregar i quem m'o apresentott.
Em f do que passei o presente que aasignei e sel-
lei eom o sello do meu ofilcio lieala muilo leal e he-
roica cidade da 9. Sebailiao do Rio de Janeiro, ios
20 dejulho do anno de NossoSenhor de 1855.
Jos Agostinho Barbosa traductor publico e inter-
preta eommercial juramentado.
Conforme.Francisco \acier Bomtempo.Con-
forme. O secretarlo, Alejandre Rodrigues ios
Anjos.
En Jos Agoslioho Barbosa, cidadao brasileiro, tra-
ductor publico e interprete eommercial juramen-
tado da proeja etc.
Certifico que me foi apresentado um documento
impressoem inglez, o qual lateralmente Iraduzido
para o idioma nacional, diz u seguinte :
"riso aos navegantes.
Canal do Prince na entrada do Thames, Trinily,
House, Londres W de maio de 1855.
Tendo-se considerado conveniente que as allera-
coes adianto especificadas se eflectuassem nis posi-
cOes das embarcacoes de pharol, asiim como as
botas do canal PrUice ; pelo presntese faz publico
que as mesmas se realisarao no 1 de agosto, islo he
pelo que diz respeilo.
A< embarcares de pharol.
A embarcacao do pharol do Tongue ser removi-
da para urna distancia tomo do comprimenlo de 7
amarras ao N. O' 4a O. da sua presente posicao, e a
embrcese- pharol Girdler com |o comprimenlo de
J arnirrax S. 3,4 O. da ioi presente policio, e na
mesma Imha de demarcado do pharol Niplin, em
que actualmente est, e pelo qae diz respeilo as
0osVu.
A boii da cor encimada ehimar-e-ha Oeste Gir-
dler, ser collocada na axtremidade S. O. do baixo
Girdler, a boia com riscos prelos e brancos que se
chamar! East-Tongue, ser.t collocada na pona de
1-este do baixo Tongue como urna balisa de dia para
a entrada do canal da Rainha.
l)ar-se-hAo entras informacei logo que as men-
cionadas allerac.es.cslverem levadas a efieilo. Por
ordem.
Assignado./. I/erherl. secretario.
E nada mais conlinha ou declara o dilo documen-
to, que bem e fielmente Iraduzi do proprio original
impressoem inglez, ao qual me reporto, e depois
di haver examinado com esle, e adiado conforme, o
lornei a entregar a qoem m'o apresentou.
Em fe do que, passei o presente que aasignei sel -
le com o sello do mea ofilcio nesla muilo leal a he-
roica,cidade de S. Sebasliao|do Rio de Janeiro,aos 25
dejulho de anno de Nosso Senhor de 1855.Jote
Agostinho Barbosa, traductor publico e interprete
eommercial juramentado.
Conforme.Francislo Xavier Borolempo.
Conforme.O secrelario, Alexandre Rodrigues
ios Anjos.
Eu Jos Agostinho Barbosa, cidadao brasileiro, tra-
ductor publico e interprete eommercial juramen-
tado da prar;a, ele.
Certifico que me fol apresentado um impresso es-
criplo em mgtez, a qual, a pedido da parle Iraduzi
para idioma nacional e diz o seguinte :
riso aoi navegantes.
. Pharol do Nore.
Irrnily House em Londres aos 28 de marco de 1855.
Tendo a altenclo da .corporacao lido chimada
para a difiieoldade que acloilmenle se experimenta
em deslinguir o pharol qoe existe a bordo da embar-
carlo que exilie com luz ou pharol no Nore, por
causa das luzes que appareoern de bordo das embar-
cneoes fondeadas nai proximidades da mesmi, em
virtude do regulamento do nlroiranlado, que deter-
mina que todas ai embarcacoes apresenlirto urna
luz clara quanJo esliverem fundeadas ; julgou-se
conveniente que a qualidade da luz flacluante no
Nora losse mudsda, e por tanto faz-se publico qae no
da 21 de joolio prximo a luz do Nore nao appare-
cera mais como urna lu fin, e que em seu lugar
appareceni ama luz revolvenle que apresenlar um
fuzl ou relmpago de luz clara com inlervallo do 30
segundos. Por ordem.
Assignado\J. Ilerbert. secretario.
E nada mais conlinha ou declarara o dito docu-
mento, que bem e fielmente iraduzido proprio ori-
ginal, impresso em inglez, ao qual me reporto, e de-
pois de haver examinado com esle e achado confor-
me, o lornei a entregar a quem m'o apresentoo.
Em fe do que passei o presente que asaignei e
sellei com o sello do meu ofiicio nesla muilo lea le he
roica.cidade de S. Sebasiiao do Rio de Janeiro,ao 24
dejulho do anno de Nosso Senhor de 18.53.Jote
Agostinho Barbosa, traductor publico e interprete
eommercial juramentado.
Conforme.Kraucisco Xavier Bomtempo.
Conforme. O secretario, Alexandre Rodrigues
dos Anjos.
Eu Joic Agostinho Barbosa, cidadao brasileiro, tra-
ductor publico e ioterpetre eommercial juramen-
tado da praca.
Certifico qoe me foi apresentado um impresso es-
criplo em ioglez, o qual litleralmenle Iraduzido para
o idioma nacional, diz o seguinte :
Aciso aos navegantes, i
N. 16.
Irlanda, costa i leste.
Pharol de Dundalk luz de relmpago de fu/.il. >
O porto da corporacao de Dublin acaba de faier
publico de se haver construido um pharol dentro
da entrada do canal do ancoradouro de Dundalk, do
qual- appareceni urna loz na noile de 18 de junho
prximo de 1855, o qual, de hoje em dianle, estira
acezo todas as noiles do por at ao nascer do
sol.
A loz sera da relmpago, isto he, ama loz fixa, va-
riada por fuzis, dando um fuzil em cada quinze se-
gundos ; a soa pona do foco fica 33 ps cima do
uivel do mar em mares chelas, e em lempo claro he
vizivel urna distancia de 9 milhas.
Pira o lado do mar, a luz appareceri de urna cor
natural, clara, demorando na direccAo O. 1,4N., e
N. 1,2 O., e ficar mascarada ou robera na direc-
to do recife de Donany, mire as demarcacoes de
. 1,2 O., e N. quirli e meta a Leste. Ter urna cor
encamada para o lado do O. da baha de Dundalk,
e apparecer clara para o lado do norte do canal do
ancoradouro.
O pharol est supporlado robre pilares de urna cor
encarnada, amarrados em formas .bertas por baixo
do edificio, que he de urna forma octogonal e cor
branca. Por cima deste a casa do pharol tem um
teclo ou telhado de forma de abobada. Est na la-
lilude de o3", 58' e 40" N., e longitude 6 e 18' O.
dentro da entrada do canal, demorando dos rochedos
do caslello (em frente da Poota Codey) N. O. 3,4 O.
distante 51i3 milhas nuticas; de Dundalk Palch
tbaixio com rochedos) N. 1,4 0. 3,4 O. distancia
6 1,4 milhas nuticas ; dos recifes de Dunany (a
leste da ponte de Dunany) N. 1,4 O. distante 6t,2
milhas nuticas.
O canal, que intigimente corria pelo, norte da ca-
sa ds pharol, corre'agora pelo suida mesma, e pos-
sando-se por elle para fura, oromo varli' Os capi-
tn de navios devem dar bastante resguardo ios pi-
lares. v
Todas as demarcacoes sAo magnticas.
AssignsdoJohn Washington, hidrngrapho.
Repartipio hidrographica do almirantado.
Londres 16 de abril de 1855.
Esta participarao affecla as seguales caries do al-
mirantado : canal de Irlanda, n. 1824, cosla.de les-
te da Irlanda, fl 1. n. 1468, assim como a lisia dos
pharoei de Inglaterra e Irlanda n. 296.
E oada mais continua ou declarava o dito impres-
so, que bem e fielmente Iraduzi do proprio origi-
nal impresso em inglez, ao qual me reporto, e de-
pois da haver examinado com este e adiado confor-
me, o lornei a eulregar a qoem m'o apreseu-
lou.
Em fdo que passei o presente que assignei e sel-
lei com a sello do meo ofilcio nesla maito leal e he-
roica cidade de San Sebasiiao do Rio de Janeiro, aos
21 de julho do anno do Senhor de 1855.Jos Agos-
tinho Barbosa, traductor publico e interprete eom-
mercial juramentado.
Confocme.Francisco Xavier Domttmpo.
Conlorme. O secrelario, Alexandre Rodrigues
dos Anjot.
Eu Joa Agoslioho Barbosa, cidadao brasileiro, ira-
doctor publico a interprete eommercial juramen-
lado da praea etc.
Certifico que me foi apresentado um documeulo
impresso em ioglez, o qual a pedido da parle, Ira-
duzi litleralmenle para o idioma nacional, e diz
seguinte:
Amito aot navegantee.
N. 15.
Manda costa Jo Oeste.
Lu fixa em Broadhivea.
O porto da corporacao de Dublin faz publico qoe
te edificou um phirol no lado do oeste da entrada
do canal da bahia de Broadhaven, do qnal appare-
cer urna luz na noile do primeiro de junho prxi-
mo de 1855, a qual ser accesa desde aquella data
em todas as noiles do pdr al ao nascer do sol.
A luz he una luz fixa, apparecendo com a cor
natural, elara, segundo se v das demarcacoes de S.
4 172 ao S. E. e N. N. E. 1,4 Lesle (pelo lado de
leste) e de urna cor encarnada segundo se v da ba-
hia enlre N. 4 1,2 aoN. E. e N. E. 4. de leste: a
pona da luz esl 87 pos cima do nivel de aguas vi-
vas as mares vivas, e em lempo claro he vJsivel pa-
ra o lado do mar em distancia de 12 milhas.
A torre ho circular da cor de pedra, lem 50 ps de
Hura di sua base al ao alto da abobada. Est
collocada na Pona de Guhacashel, na latlilude 54."
KN., e longitude 9." 53'0., demorando da Pona
de Erres (doi recifei de) S. S. E. 1,4 E. distante co-
mo 4 1,2 milhas nuticas da ilha Kiil p. O. 1,2 S.
distante 33,1 milhas nuticas do rochado Tidal (no
canal em frente estacan da guarda costa) N. N. E.
41,2 i leste disiente 3,4 de milita nutica.
Ao entrar da bahia de Broadhaven, deve-se con-
servar abena a Inz para passar safo dos recifes
em frente a Ponta Brris, e navegando pelo canal da
bahia, para passar em claro do rochado Tidal em
frentes estac.no da Gnarda Costa, deve seguir pelo
lado deteste ou por fura dos limites da cor encarna-
da do pharol.
Todas ac demarcacoes sao magnticas.
AssignadoJohn Washington, hidrographo.
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lod
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los ,
articAo hidrographiga, almirantado em Lon-
"s'J Je abril de 1855,
_ ootificacAo affecla a lista de pharoes ingleza
e Irlandeza n. 323.
da miis conlinha ou deelanva o dito imprei-
bem e fielmente Iraduzi do proprio original
lo em inglez ao qual me reporto, e depois d
examinado com este e achado conforme o tor-
enlregar a quem me o apresenlon.
i fe do que passei o prsenle que assignei e
com o sello do meo officio nesta muilo leal e
mica cidade de S. Sebasiiao do Rio de Janeiro,aos
julho do anuo de Nosso Seohor de 1855___Jo-
Agottinho Barbosa, Inductor publico i interpre-
rommercial juramentado.
Conforme.francisco Xavier Bomtempo.
Conforme.O secrelario, Alexandre Rodrigues
Anjos.
- Pela mesa do consulado provincial se faz pu-
' aos contribuidles de impostes, cujos dbitos sAo
iidentes da lad^ameolos, e que inda iia furam
js dentro do ando financeiro prximo passado,
os podem raalisar nesla repanicio al o fim do
<*nte mez, lindo o qual passam a ser execulados
os que deixaram de pagar os do aooo de 1854
1855.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, em comprimenlo do
arl. 22 do regulamento de 14 de dezemhro de 1852,
faz publico, que forara aceitas as propostas de Ileu-
ry Gibsoo, Keller & C, de James llalliday por pro-
curarlo a Isidoro B. de Oliveira, Jos Rodrigues da
Silva Rocha, Souza & Irmao e Ricardo de Freilas 4
C, para foruecerem :
O 1., 500 varas de brim para embornaos, a 400
raia.
O 2., 500 varas de brim para marmilOes, a 370
res. '
O 3.,1,000 varas de brim da Russia para moxilas,
a 620 rs.
O !., 8 feixes de arcos de ferro de 1 ,' poltgada,
a 2J800 is. a arroba ; 1 livro para matricula com
200 folhas pauladas, por 5000 rs, ; 6 libras de areia
preta, por2400rs.
O 5., 6 resmas de papel al maco, a 2J950 rs. ; 2
caivetes, por 19300 rs.
06,, 400 pennas de sanco, a 640 rs. o cento, 72
lapis, a 400 rs. a duiia, 6 garrafas de tinta prela, a
480 rs.; 6tgrammalicas porlnguezas por Monte, a
610 rs. ; 6 paulas, a 30 rs. ; 20 traslados surtidos, n
30 rs. ; 20 cartas para principiantes, a 60 rs. ; 20 li-
boadas, i 60 rs.
B avisa aos supradilos vendedores que devem re-
colher au arsenal de guerra os referidos ohjerio no
dia |,s de selembro prximo vindouro.
Secretaria do coneelho administrativo para forne-
cimenlo do arsenal de guerra 30 de agosto de 1855.
Bernardo Pere\ra do Carmo Jnior, vogal e ie-
cretarto.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo tem de compr;.-: os ob-
jectos^seguinles : .
Para provimento dos armazens do almoxarifado,
primeira e segunda claase.
Costados de amarillo, 6 { cosladinhos de dito, 6.
5.* classe.
Lona, varas. 50 ; laixas de bomba, milheiros, 8 ;
ditas douradas, milheiros, 1 ; per,as de fila de linho
encarnada. 36.
Botica do presidio de Fernando.
. Accido ctrico, tibn, 1 ; balsamo de fionavente,
libras, 2 ; cabecas de papoulas, libras. 6; canthari-
das, libras, 2 ; capsulas de cupahiba, caixinhas, 12 ;
caixasvasias para pilulas, duzias, 6 ; espirito de sal-
amoniaco, libra, 1 ; dito de viuho, caadas, 4 ;
llares de rnica, libra, 1 ; fumaria, titiras, 2 ; hydro
ferro cyaiinlo de quittiuo, onca, 1 ; ioduret de
chombo, onc,a. 1 ; jalapa em p, libra, 1 ; leroy
purgalivo n. 3 e 4, garrafas, 20 ; malvas, libras, 8;
noavomica em p. uncus, 8 ; opodeidoc, vidros, 20 ;
polpa de tamarindos, libras, 8 ; qna-ia, libra, 1 ;
rolhas de corlica, grozas, 4 ; sanlonina, onca, 1 ;
senne, libras. 8 ; xarope de naf, vidros, 12 ; dilo
de ponas despargo, garrafas, 12.
Hospital do mesmo presidio.
Aliase baixasimpressas a manairadas do hospital
regiment! desta provincia com dizeres diversos,
Bilis impressas com os dizeres segnintes : Tem
aliado hospital desle presidio o sentenciado F.......
vdlr soecorrido al e vai soccorrido it Hos-
pital nacional no presidiede Fernando de Noronha,
do mez e auno.1,000.
Mappai diarios, lemanaese mensaes, sendo 288
danos, 192 semauaes e 48 mensaes, a maneira dos
do hospital regimental desta provincia com os di-
zare diversos, e tendo as casas seguales: 1,056.
Quurlo balalhao de arlilharin a pe.
Segundo balalhao de infamara.
Oitavo balalhao de infamara.
Nono balalhao de infanlaria.
Dcimo balalhao de infanlaria.
Companhia de calillara.
Companhia de artfices.
Sentenciados. <
Pajunos.
Papeletas impressas, 1,000.
Quem os quiaer vender aprsenla as sqas propu-
lsa em caria fechada, na secretaria do conselho s
10 horas do dia 5 de setembro prximo futuro.
Secretaria do conselho administrativo para forne-
cmento do arsenal de guerra 30 de agoslo de 1855.
Jos de Brito Ingle:, coronel presidente.Ber-
nardo Pereirado Carmo Jnior, vogai e secretario.
Oliim. Sr. capito do porto, em observancia
de quinto Ihc srdenou o Exm. Sr. presidente da
provincia, em officio com dala de hontem, em refe-
rencia ao aviso da reparlic.au da mariuha do4. do
correle mez, mauda fazer publico, pira conhaci-
raenlo de quem posia inleresear, a copia da tradc-
elo da nolifieacAo feita por parle do governo brtan-
nico dn bloqueio poslo certus porlosrussns no Bl-
tico, pelas esquadras alliadas da Franca e Inglaterra.
Capilania do porto de Pernambuco 25 de agoslo de
1855.O secrelario,
Alexandre Rodrigues dos Anjos.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernambuco sacca sobre
a praca da Bahia, e contina a tomar
lettras sobre a do Rio de Janeiro. Ban-
co de Pernambuco 25 de junho de 1855.
O secretario da direccao, Joao Ignacio
de Medeiros Reg.
CONSELHO ADMiNISTRATIVO.
O conselho administrativo tem de comprar os se-
gu ules objeclos :
Para o presidio de Fernando.
Farinha de maudioca, alqueires 600 ; madapolao,
pegas 6 ; oculos de alcance, 2 ; plvora, arrobas 10;
brandoes de cera, 12 ; lochas de dila, 6.
Hospital regimental.
Cubos inodoros, 10.
Companhia de artfices.
Livro mestre com 200 folhas, I.
Ofllcinns de lerceira classe do arsenal de guerra.
Limas meias-canoas-mucas, duzias 4.
Quarla classe.
Trincal, libras 20; limas chatas-magas de diversas
polegadas, duzia 1.
Quinta classe.
Meios de sola curtida, 300.
2. balalhao de infanlaria.
Compendios de nrilhmetica por Avila, 3.
Diversos bilalhoes.
Sapatos, pires 900.
Qoem os quizer vender aprsenle as suas propostas
em carta fechada na secretaria do conselho s 10 ho-
ras do dia 3 de setembro prximo futuro.
Secretaria do conselho administrativo para forne-
ctmenlo do arsenal de guerra 27 de agosto de 1855.
Jos de Brito Ingle:, coronel presidente. Bernar-
do Pereira do Carmo Jnior, vogal e secre-
tario.
PUBLtCACA'O LITTERARIA.
Acha-ie l venda o compendio de Theoria e Prali
ca do Proceaso Civil feito pelo Dr. Francisco de Pao
a Baplista. Esla obra, alero de urna inlroduecSo
sobre as accoes e excepces em geral, trata do pro-
cesso civel comparado com o eommercial, eonlm
a theoria sobre a applicaglo da causa julgada, eou-
tras doutrinas laminosas: vende-se nicamente
na foja de Manoel Jos Leile, ia ra do Qoei-
mado o. 10, a 68 cada ejemplar rubricado pelo
autor.
Continua a vender-se a obra de di-
reitoo Advogadodos Orphaos, com um
apndice importante, contendo a lei das
feriase aleadas dos tribunaes de justica, e
o novo Regiment de custas, para uso dos
juizes. esenvaes, empregados de justica, e
aquelles que frequentam os estudos d di-
reito, pelo preco de jOOO cada exem-
plar; na loja do Sr. padre Ignacio, iua
da Cadeia n. 5(i: loja de encadernacao e
livros, ra do Collegio n. 8; pateo do
Collegio, livraria classica n. 2, e na praca
da Independencia n. (i e 8.
AVISOS MARTIMOS.
Para ama vlagem deste porto para seguir ao
do Rio da Prala, precisa-se de um ofiical nutico,
que lenha caria de piloto da academia do imperio :
quem em taes circumslanciis se achir habilitado, e
se queira conlrfltar. pode diruir-se ra da Cruz
o. 3, escriplorio de Amorim Irraaos Compaohia.
PARA A BAHA
alie com muita brevidade por ter par-
te de seu carregamento prompto, o ve-
leir liiate Santo Antonio Triumpho.
para o resto da carga epassageiros trata-
se com os consignatarios Novaes & Compa-
nhia, na ra do Trapichen. 31, oncoino
capitao na praca.
Para o Rio de Janeiro lahe coro moila brevi-
dade o patacho nacional Amazonat, por le parle de
seu carregamento prompto : para o reslo e escravos
a frete, trala-se com Antouio Lniz de Oliveira Aze-
vedo, ra da Cruz n. 1.
*- Para o Aearacu' segu em poucos dias o velai-
ro hiale Castro : para o resto da carga, Irala-se
com sea consignatario Domingos Alves Malheui.
Para o Rio de Janeiro segu imprelerivelmen-
le uo da 6 do correnle o brigue brasileiro Dantao ;
para passafeiros e escravos, para o que lem excel-
entes commodos, trala-se com o constgiiilirio Jos
Juiquim Diai Feruaudes, ou com o capitao na praca.
LEILOES.
LE1LAO.
William Lilley Jnior, consignatario
do brigue americano NOBLE, arribado a
este porto com agua aberta.de sua recen-
te viagem de Boston, com destino ao Ca-
bo da Boa Esperanca, faz leilao publico
por intervenr-ao do agente Roberto, no
dia 1 de setembro, por ordem de Marcos
Lindberg, capitao do dito navio, em pre-
senta do Sr. cnsul dos Estados-Unidos e
por autorisacaodo Sr. inspector da alfan-
dega, por conta erisco de quem perten-
cer, de 7 barricas com fumo em folha, 71
caixas de dito emprensndo, 6 ditas con-
tendo 8 caixinhas cada urna, 42 barricas
com bolacha americana, 157 Caixas sa-
bao, 9 fardos de Lopalo, 52 barricas de
pregos, que estaro patentes ao exame :
no armatem ajfandegado de J. A. de
Araujo, no caes de Apollo, no dia ante-
cedonte.
O agenta Oliveira far ItiMo, por ordem do
Sr. cnsul da Frange, e em preMnga do mu chan-
cellen por autorisagao da alfandega desla cidade, e
por conta e fisco de qoem periencer, das Tatendas
avariadas d'agua salgada, salvadas de bordo da barca
franceza Gustavo II, naufragada nos recifes do lu-
gar denominado ,1/aria Farinha, na sua rcenle via-
gem, que fazia procedente do Havre eom destino a
esle porto coda Bahia, sendo que ditas Calendas li-
nham sido embarcadas, e deslinada liste ultimo
porte : segunda-teira, 3 do correnle, as 10 horas da
mantilla, no irmazem da referida alfandega.
Joo de Nepomuceno Augusto de
Araujo, fara' leilao, por intervengo do
agente Borja, da sua taberna sita na ra
Imperial n. 47, consistindo na at-macao
e gneros existentes na mesma, que se
entregarao pelo maior preco overeado,
em consequeucia do dito senhor retirar-
se para tora do imperio: segunda-feira
3 do correnle, a's 4 horas da tarde.
AVISOS DIVERSOS.
Quem tive adiado um embrulho
com cartas dirigidas para Macei a II. G.
Denniss, querendo entrega-las em tasa de
C. J. AstleyA C, selhe gratificara'.
. Hoje, linda a audiencia do Dr. juiz
municipalsupplenteda segundavtra, te-
la' tugara ultima praca para aarrema-
tacao do sitio penhorado a Jos Rodrigues
de Oliveira Lima, por execucao que lhe-
movem Antonio Pedro Alves da Cria e
outros, cuja praca tinha sido annunciado
para o dia 25 do mez prximo passado ;
o sitio he na Boa-Viagetu, lregue/ia dos
Afogados, foi avallado em 5:000$000: he
pechincha.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acham-se a venda um resto de bil lietes da
lotera 4- do theatrode San-Pedro de Al-
cantara, cujas listas se es pera m de hoje
em diante pelo vapor brasileiro < Para-
n' ou lmperac Z gtis nteirios sero
pagos, depois que a= .nlaJ^lisJkrdjnit.lo
as mesmas listas.
A veneravel Ordem Tereer,| de S. Franc'8C0
da cidade de Olnda hoje, pelas .totoras da larde,
benze as suas novas calacumbas^HamanhAa, do-
mingo, havera fasta Ue scwfalmOTo S. KOQE.
advogadoda peste, e a tarde poste da nova mesa ;
razoura e memento pelos irmos defunctos. e a noile
Te-Dcum. Na segunda-feira noile estar! o mesmo
paoroeiro a veneraco dos liis: avisa se. pulanlo,
a lodos os irmaos para que as,, v-oredilas huras cotn-
paregam ornados com seus Hbitos para a assis-
lencia dos referidos actos.
Aluga-se a casa que foi do fallecido Januario
Caneca, sila na Passagem da Magdalena, ;om sulli-
cienles comrrrodos para familia, sob a coadiclo de
que o locador faja todos os concerlus de que ella
precisa, que sao de pequea importancia : quem
Srelender, dirija-se ra Direila, sobrado n. 119,
e meio da em dianle, que ahi achara eom qoem
tralar.
Na Soledade, passando o silio dos le es, o pri-
meiro poriaodo becco, aluga-se urna prela Torra para
ama de urna caa de ponca familia, para ludo o ser-
vico do portal a dentro. No mesnto litio vende-sa
urna prela crloula, muilo robusta, cozinha bem o
diario de urna casa, lava perfeilamenle de sabio e de
barrella, por prego commodo.
Oflerece-se urna mulher viuva, muilo capaz, a
quem precisar para administrar e reger ama casa,
cose toda a qualidade de costura, rnailo propria para
casa de homem solteiro : na roa da Senzitla Velha
n.91.
Precisa-se de um caixeiro que lenha pralica de
armazem de aasucar: quem esliver nestas circums-
tancias, dirija-sa a esla lypographia, quo se dir
quem precisa.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva, que
sea boa cozinheira : na ra da Cadeia dc> Recife u.
53, segundo andar.
- Em razaode nao ter havido audiencia do Dr.
jniz municipal da segunda vara, no da 'JS do cor-
rente, ficou transferida a arrematacao do escravo
crioulo, moco, c joias de prala penhoradas n Amcrico
Jansen Telles da Silva l.obo, por execugJo de Pie>-
re Picche, para a aodiencia do mesmo Dr. juiz mu-
nicipal da segunda vara, no dia 1. do correnle, ten-
do lugar a arrematacao na sala das audiencias.
Aluga-se urna escrava crioula, sem vicio, mui-
lo fiel, e zelosa para menino : na ra do l.ivramen-
to n. 4.'
Otlerece-ie urna ama de leile : oa ro da Sen-
zata Nova n. 35.
llaga-se ao ex-professor de primeiras letlra.
da iregaezia de S. Pedro Maris r da anliga capital de
Pernambuco, morador na ru.i de Malhias Ferreira,
Salvador Heorique de Albuquerque, que defenda-
ae da frmaf aecusagao feita no Diario de Pernam-
bnco n. 178 pelo lllm. Sr. lmente Jos de Barros
Cavalcanti, se nao em atlengao a sua pessoa, ao me-
nos em atlenc.io ao respeilavel publico, sob pena de
ser lido por PREVARICADOR OU CRIMINO-
SO-!!!! Um Pirahibano.
Aluga-ie urna casa no Cachang par? se passar
o verao, a qnal lem commodos para ama familia re-
gular, e tem oexcellenle banho mesmo atrax de casa:
quem a pretender, adianlo-se a fallar oa roa das
Cruzes n. HO, primeiro andar, das'J horas da roanhda
as 3 da larde.
- Nos abaixo assisnados, tomos a honra de par-
ticipar ao corp do commercio desta praea, tjue curo
a dala do hoje dissolvemos amisavelmeule a associa-
ij.io que Imitamos dehaivi da firma de Brnnn Prae-
ger & Companhia, licaudo a Itquidagilu lio activo e
passivo a cargo do socio llenrique Brunn. Hecife
31 de agoslo de 1855.Oenr. Brunn, Gnslavo H.
Praeger.
Referindo-me ao annnnciocima, lenho a hon-
ra de communicar au corpo de commercio desla
praca, que debaxo da firma de'Henr BranarJt Com-
panhia continuarei os negocios da exlincta firma,
com todos os activos e paiiivui, por minha conla e
da dos Srs. kalkmann Irmaos. em llamhurgo. Re-
cife 1 de setembro de 1S5..llenr. Brunn.
Precisa-se aluaar um silio para um eslrangei-
ro, que seja perto da praca, cim casa loflrivel, co-
clieira, estribara e algumas fructeiras quem tiver
annuncic.
A pessoa qne, cm referencia a pris,lo e pro-
cesso de Joaquim Ferreira de Barros i.oho, lem
mandado annoncies para os jornaes, descompondo
as auloriiiades e tdzentro allusOes injuriosas a quem
por seu carcter esl muilo cima das Uros da male-
dicencia, pode quando quizer deslricar, como diz,
pelos jornaes essa miada : desafiamos mesmo para
que o faga, assignando seu nome, que lie como pro-
cetlem hoinens honrados, pois lera respns a plena e
satisfactoria, e o publico conhecera enlan de que
lado exile torpeza nesse negjci. O senlimenlo de
justica que anima ao annuncianle a quem nos refe-
rimos, bem se mostra as injurias e insaltos atirados
ao Sr. Dr. Moscoso, juiz mun ripal de Nazarelh, que
recebendo precaloria de nudo juizo pan prender
um indrviduo indiciado em crime inatliangavel nao
poda deixar de o fazer, a nSo querer preterir por
condescendencias o curoprimenlo d saos deveres.
Precisa-se de oro criado : a tratar na ra Di-
reila u. 91, primeiro andar.
O abaixo assignado oflerece gratuitamente i
commissao enearregada do hospital porluguez provi-
sorio, os dous meios bilheles n. 3081 e 3682 da ul-
tima parle da primeira rotera do Gymnasio Per-
nambucano.'Jerouymo Piulo de Soasa.
Os abaixo assignadns, amigavelmente dissolve-
ram asociedade qae linlum lobre a firma social da
Antonio tiongalve Ferreira & Irmao, ficindo o so-
cio Antonio Oongalves a cargo de lodo o activo e
passivo da mesma firma. Recife 28 de agoslo de
1855.Antonio Gonealves Ferreira Cascan, Joa-
quim liongalves Ferreira.
OtTerece-se urna mulher para todo o servico de
tima casa de homem solteiro ou de pouca familia :
na roa do Hospicio n. 11.
A mesa regedora da confraria do Senhor Boro
Jess das Chacas scieutilica ao respeilavel publico.
que n8o he pnssivel celebrar-se a fesla de N. S. do
l'araizo, no dia 2 do correnle, romo eslava projer-
lada, por haver oulras fetlas no referido dia. e nao
haver msicos em numero, que poasam offlciar em
indas ellas, razao pela qual fica transferida para o
dia 23 do correnje.
Deseja-se fallar a Joao Marlins Gonealves, ou
a qoem por seu procurador esteja habilitado; na ra
do Trapiche n. 17.
Na botica da praca da Boa-Vista, dn sedinhej-
ro a premio em pequeas e grandes quanlias sobre
by potheca de casas ou penhores de ouro ou prala.
Union.
J. Praeger begs lo inform lhe euglish genllemen
ol llnscilj, that ou lhe Isl. o Sept his new Esla-
blishment will beopened, rna de Cruz n. 40, where
btlltard and other games as well as all kiuds of re-
treshmenls and loncheon will be held al thedispo-
sal of lhe Public.
Union.
J. Praeger erlaobt sich, seinen Freundea und
pekannlen die Anzeige zti machen, dasz er am
n"' Sepl sein ,eue* Elablissemenl ra da Cruz n.
40eroeffiieii wird. Ausser dem Lesezimmer fuer
Subscribeiilen emphiett er seine woldassorlirlc Res-
laurution dem Itiesigeo publico zur beslen Benu-
Izung.
BRITISH CLERKS PROVIDENT ASSOCIATION
lhe paymenls for lhe ensuing monlh will be re-
ceived on lhe Ist prximo, between lhe hours of 5
nd 6 P M at n. 8, roa do Trapiche.
AOS SRS. ESTUDANTES.
Que bella porcao de bous e interestamtes livros por
49000 rs. .
I\a ra do Queimado u. 21, se acham os livros
abaixo declarados, em cuja casa sarao entrecues
aquelle a quem por ventura locarem ; o meio de
ohte-los depende da sorle, como lhe sera explicado i
visla dos mesmos, em cada dia, das II horas em
dianle: Chauvesu, Theorie do cod. penal. A. Mo-
rin, Heperloire du Droilcriminel, Geobert, Philo-
sophie de A. Rosroini, Timn, l.ivre des Oraleurs,
Riler, Philosophie, Chrelienne. Rauter.Droit-crimi-
nel fringais, Le Ferner, Cours du Droil public. P.
Boniu, Comenlaire do cod. penal, Melli-tipe, Tra-
tado de Diplomacia, De Molnea, l.'humanil Dans
leo Ioi, crfminelles,Hegel el la Philosophie Alemand,
llavoux-coullicts, Exercicios espirilaaes, Estimulo
pralico, Nazarelh. Droil-eriminel, Svslema dos Regl-
mentos, Cousin, Philosophie, Chaks'peare, Pinlheon
l.itiraire, l.a Marque, L'hisloire de la revoiution
francaise, Geographie de Gondri, L'hisloire du nenre
liumain, Heilor Pinlo, Chrouiea da D. Joao II, llen-
rv el Apfel, Uisloire de la litiralure Alemand, Or-
hla-Toxicologie, De Felice, Droil dei Geni, Eavres
I'hilosofiques de Hossul, Discours lur le code civil,
Nicollini, Droil penal, Rereuger Justice Criminelle,
Richard, Rolaoique.
Precisa-se de urna ama de bons costume* para
fazer o servigo interno de urna cata de mdilo pouca
familia : na ra de Sania Rita n. 36.
Precisa-se de urna ama que silba cozinhar e
engommir, para casa de hornero solteiro : ua ra
eslreita do Rosario D. 7.
Precisa-se de ama ama para casa de pooea fa-
milia, que seja de bons coslumes e saiba engommar
e cozinhar : na ra Nova n. 41, segundo andar.
Aluga-se ama prela que cozinha, engomma e
compra : quem quizer, dirija-se ao aterro da Boa-
Visia n. 33, terceiro andar.
O proprietario do engenho I tinca de Cima, na
frecneza do Cabo, avisa'que d'ora em dianle os ea-
vallos de saa fabrica serio ferrados com asseguintes
mareas, n saber : sobre a anca esquema o nome
URTADO- sobre a direila o nomeUTINGA:
qualquer auluridade policial c pessoas interessadas
na repressao dos furtos, qoe encontraren) ditos ca-
vallosem poder de alguem que parera suspeilo, ou
com cargas que nao sejam propriai do eslabeleci-
ineulo, poilerao.apprehende-los ie nio se prestarem
a dar um conhecimente idneo, pois os cavados aj-
8|ra ferrados no se negociam.
. Precisa-se de urna ama para comprar e co-
zinhar, para urna casa de pequea familia : na ra
do Arasao o. 40.
Aluga-se um negro de20annos, bom cotlnlial-
ro e bom copeiro, e muilo fiel: no Hospicio, se-
gundo poriao depois da Faculdade de Direilo.
Precisa-se de ama ama para o servigo de casa
de um hornero solteiro : em Fra de Portas, ra dos
Guararapes, primeiro andar por cima da padaria.
Deseja-se saber onde existem os herdeiros de
Joao Chrisoslomo de Gusroao e Mello, que foi ren-
deiro do engenho Manguinho, em Una ; Manoel
Simplicio Correa Leal, Henrique i.uiz de Mello,
Antonio de Lima Raymundo, Ignacio Joaqun Ro-
drigoes, Malhias de Alboqoerqae e Mello, Antonio
Ferreira Brrelo, Joaqmm Antonio lavares, Igna-
cio I.uiz de Albuquerque, Francisco de Paula Buar-
que, Miguel Ferro Lopes, padre Joaquim Eufrasio
da Cruz, Joaquim Pedro Velho Brrelo e Antonio
Jos Ferreira Vianna, a negocio de interesse : na
ra do Vigario n. 1-7.
Na ra Nova n. 58, recebeu-se pelo navio //-
itc um lindo sortimenlo de fazendas, grosdenapoles
pretos, mantas de seda para senhora, camisinhas,
bicos de linlm, escomilha, fil, flores, franjas france-
zas de seda, Olas e outras muilas fazendas, por dimi-
nuios pregos.
. Perdeu-ie desde Marteola al o engenho Pao-
lista, um relogiode prata patente ioglez, com cor-
renle e chave de ouro : quem o achou e qnizer res-
tituir, diriji-se ao engenho Gongagari, silo no termo
de Iguarassu', ou nesla praga, ra Imperial n. 39,
que ser recompensado.
Na ra eslreita do Rosario n. 4, sn dir quem
d dinheiro a premio em quanlias de 50)1 a OOJOOO,
sobre penhores de ouro e prala, por mdicos juro.-.
Mara da Conceigao, prela forra, vai ao Rio de
Janeiro em companhia da aeu marido Jos Yertsimo
da Rocha.
__ Na ra da Cruz n. 35, segunda andar, d-se
dinheiro a juros sobre penhores- de oure ou prala,
em pequeas ou grandes quanlias : a Indar na mes-
mi rui n. 43, ioji.
Urna pessoa das mais habilitadas que ha nesta
provincia pira Ungir loda e qualqoer qualidade de
fazendas, litas e retroz, tanto ero peras, como em
qualquer obra, assim como de loda a cor que seus
nonos desejarem, offerece o seu presumo ao publico
em ger.d, de que Uranio grande interesse villa da
inai Untas, de que oflerece para se nhrmarom de
sua-capucidade aos Srs. Campos & Lima, na roa do
Crespo n. 12, loja de Sr. Anlooio Jos Pereira, na
ra do Cabug loja, aoude urna pessoa di casa rece-
be ai fazendas e entrega aos seus donoi ; e adverla
que he mais baralo do que em oolra qualquer par-
le, e quanto maior fdr a porgao de fazencasmaii ba-
rato ser.
Aluga-se urna casa na ra do Pilar n. 108, com
duas salas, Ires quarlos, sotao, cozinha fra, quintal
e cacimba: a tratar na ra do Pilar o. 5ti,
Aluga-se urna preta maito fiel e que faz lodo
o servigo de urna casa : os prelendenles, dirijam-se
i praga da Boa-Vista n. 7.
>*i) Gamillo Augusto Ferreira da Silva, soli-
/a cilador nos auditorios desta cidade, pode
1J9 ser procurado para o exercicio das suu
(Gk funcgdes: no paleo do Collegio, escriplo-
Z rio do lllm. Sr. Dr. Joaquim Jos ila Fou-
fjM seca.
O Dr. Caelano Xavier Pereira de Brilo f$
9 a* $ residencia para a casa contigua n. 45, no se- 0
Sgiindo e terceiro andar, onde pode ser pro- 0
curado lano de dia como a qualquer horada A
& uoite, para os misleres de sua profissao. M
---
Aluga-se
o palacete amarello, na esquina da ra
da Praia n. 27. novamente reedificado e
transformado, tendo alem do outros com-
modos, um grande salao como nao ha ou-
troaqui, muilo proprio nao s para casa
de baile, escola de dama, como para al-
guma repartiro publica, casa de jurvf
tribunal do commercio, casa de audien-
cias, secretaria de policia, conservatorio
dramtico ou qualquer outra: trata-se
no mesmo, com GuiltiermeSette.
Alugam-se a loja da travessa da ra
de Apollo, a qual tem escriptos as portas,
a 83OOO por mez: a tratar na ra do Col-
legio n. 21. primeiro ou segundo andar.
Jos Baptista da Fonseca Jnior mu-
dou o seu escriptorio.para a casa n. 23,
primeiro andar, na ra do Vigario.
OLINDA.
Precisa-se alugar um sitio em Olinda perlo do
mar, que lenha boa casas, nao importa que seja pe-
quena : quem tiver annuncie para ser procurado.
OtTerece-se um rapaz porluguez para caixeiro
de taberna ou oulro qualquer estabeleciment para
tomar conta por bataneo ou sem elle, para o que
tem bstanle pralica : quem de sen presumo se qui-
zer nlilisar dirija-se a ra de Aguas Verdes n. 48,
taberna.
Precisa-se de nma ima de leile : na roa da
Madre de Dos n. 36, loja.
Alnga-se a cocheira do paleo do Paraizo n.
26, com commodos para 10 carros.
Precisa se de urna crioula forra, de meia ida-
de, para servir de companhia a urna pessoa sem fa-
milia : quem quizer, dirija-se ra do Caldeireiro
o. 2.
O Dr. Carolmo Francisco de Lima San- #
los inora no primeiro andar do sobrado T
silo na ra das Cruzes n. 18, onde conli- Jjflk
na no exercicio de sua profissao da me- V
dico. sm
Preciia-ie de urna ama que coziulie e compre,
pira urna casa de pouca familia : na ra da Cruz n.
7, terceiro andar.
Tendo o Sr. Joao Climaco Fernandes
Cavalcanti annunciado a venda do seu en-
genho BR1LHANTE, e achando-se este
penhorado pelo abaixo assignado, pessoa
alguma o podera' comprar sem seu ac-
cordo.Antonio JosTeixeira Bastos.
LOTERA do gymnasio per-
NAMBUCANO.
Aos6:000.>f000, 3:000000. e 1;000$000.
Corre Indubitavelraente quarti-feira, 12 de setembro
O caulelsla Salostiano da Aqaino Ferreira avisa
ao respeilavel publico, que as mas cautelas nSo es-
iao sujoilii ao descouto de oilo por ceuto do impos-
to da lei; seus bilheles iatairos vendidos em origi-
oaes, rao soffrem s descanto da oilo por cenia do
imposto geral, no acto do pagamento dos iras pri-
meiros premios grandes: os quaes acham-se venda
oas lojas segoiolas: roa di Cadeia do Recife ns.
24, 38 a 45 ; na praca da da Independencia na. 37
e|39; la Nova ns.4 e 16 ; ua do Qneimado ns.
39 e 1' ; roa eslreita do Rosario n. 17 ; no aterro
da Boa-Vista n. 74, e na praga da Boa-Vista o. 7.
Bilheles
Meios
Targoi
Quarloii
Quintos
Oitavo
Decimos
Vigsimos
5J800 Recabe por inleiro 6:000
29900
29000
18500
19200
1 760
640
340
a
a
a
n


3:0009
2:0009
1:500
1:200
750
600
300|
Precisa-se alugar urna negrinha da idade (de
10 a 12 annos, para minar sentido a um meniao ; e
applica-se alguma costura : quem quizer, dirija-se
ra da Virarao u. 39.
x$f O Dr. Sabino Olegario Ludgero; Pinho,
, mudou-se do palacete da ra deS. Francia-
2 co n, 68A, para o sobrado de dous anda-
(gp res n. t, ruado Santo Amaro, (mundo novo,)
Desapparecau do engenhu Sania Kosa. na noile
do 26 do corrate, um escravo de nome Feliciano,
de nacilo Costa, alio, secco, lem alguna lalhos no
roslo, cambeta, reprsenla ler 20 e tantos eolios e
falla anda bastante atravessado : quem o pegar le-
ve-e ao mesmo engenhu Sania Kosa, en Ipojoca, ao
engenho Guararapes, em Muribeca, ou cesta praga a
tiabriel Antonio de Castro Qaiotaei, que recompen-
sara.
Aluga-se urna e\cellente csa terrea
nova, com a sala d& frente assoalhada,
com quintal e cacimba e bstanlas commo-
do; para familia, sita no becco do Viein,
em Fra de Portas: a tratar na ra do Amo-
rim, casa deTasso Irmaos.
AMA DE LEITE.
Precisa-se de urna ama forra ou cap-
tiva, com bom leite e paga-se bem: no
aterro da Boa-Vista n. 48.
Panorama.
TKRCEIR4 EXPOSICIO"
FREDK LEMBCKE.
Tem a honra de avisar ao respeilavel publico, qae
mi dia (erca reir 28 do crreme, espos novas vis-
las que nr-la provincia anda se nao ten visto : ni
ra da Cadeia confronte ao convento de S. Fiancisco,.
que sao as seguintes :
Rio de Janeiro visla do monle di Conceirao.
A correte de agua em Pelropolis Damara'tio,
visto em noile de luar.
Sebastopol. a
Incendio o lomada de Kertch no mar Azeff.
A balalha no interior das Irincheiraa da torre de
Malacoff na Russia.
Balaclava, possessao dos alliados.
Bombardeamenlo de Sebastopol.
Tv ros na Asia pequea.
O prego lie 500 res*cada pessoa, acha-se aberlo
das 6 ns 9 da noile.
Manoel Jos da Silva Braija preten-
de vender algum terreno do seu sitio, que
tem a frente para a ra Real, e fundo pa-
ra o terreno do Sr. Herculano Alves da
Silva : os pretendentes podem entender-
se como propietario, para designarem a
extensao que precisam, e ajustarem-se
quanto ao preco, o qualj sera' regulado
por cada palmo de frente".
Candido Jos Lisboa, anligo disc-
pulo do Sr. padre Joaquim Raphael da
Silva, approvado pelo lycu desta cidade,
com pralica deeusinar, da' lic/es de la-
tina : na ra d'Apollo n. 21.
JOIAS
Os abaixo assigoados, donos da loja de ourives, na
ruado Cabug n. il, confronte ao pateo da matriz
e roa Nov, fazem publico, que esiao sempre surti-
dos dos mais ricos e melhores goslos de lodas as obras
de ouro necessarias, lano para seohorns como para
homens e meninas, conlinuam os pregos mesmo ba-
ratos como lem sido ; passar-se-ha una conla com
responsebilidade, especificando a qualidade do ouro
de 11 a 18 quilates, (cando assim garantido o com-
prador se apparecer qualquer duvida.
Seraphim 3 Irmao.
Aluga-se a loja do sobrado da rna Direita n.
93, com armagSo para taberna ou sem eltl, fai-se
ludo o negocio a vontade do prelendeute : a tralar
no segundo andar do mesmo sobrado.
O referido cautelsta declara mui expreeaamente
ao respeilavel publico, qoe se responsibilisa apenas
a pign os 8 por cent di lei, sobre ea seos bilheles,
vendidis em origoies. logo que se aprsenle a bi-
Ihele inleiro, indo o possuidor receber o competen-
te premio que nelle sahir, na roa do Collegio n. 15,
escriplorio do Sr. thesooreire Francisco Antonio de
Oliveira. Pernambuco 28 de agosto de 1855.
.Siitaliano de Aqutno Ferreira.
O SOCIALISMO.
P*lo (eneraI Abreu m.
Aeha-se .i venda na loja de livros dos Srs. Ricar-
do de Freilas & C, esquina da roa de Collegio, e
em casa do aolor, pateo do Collegio, casa amarella,
no 1.- andar ; encadernado de lodas ai formas, por
maior ou menor prego, segando o goslo dos compra-
dores. A edigao esta quasi esgolada, epoucosex-
emplaiei reslam. Esta obra, em qua se acha traga-
da a marcha do genero humano- desde o' primeiro
homem al oossns dias, perlence a (odas al clanes
da sociedade, e he, por assim dizer-ee, o evangelhc
locial, porqoe nella esto consigoados lodos os foros
da horoanidade. As suas doutrinas eitao, portante,
ao alcance de todas inieltigeneias.
lotera do gymnasio PEKNAM-
BUCAN(>
AOS 6:000$, 5:000$ E 1:000$.'
O ca .ilellsla Antonio Jos Rodrgales de Soaza J-
nior avisa ao respeilavel publico, qoe as rodas da1
ultima parle da primeira desla lotera andam im-
preleiivelmenle qartl-feira, 12 de selembro. To-
dos os yis-bilheles e ciulelc sao pagos sem desen-
lo algum, os quaes acham-se i venda na praga da
Independencia, lujas es. 1, 13, 15 e 40; roa Direita
n. 13; travessa do Rosario n. 18 C ; alerto da Boa-
Vista r. 72 A, e na ra da Praia, loja de fizendas.
Bilheles .59800 Recebe por inleiro 6:000)000
Meios 25900 a a 3:000000
Quarlos 1*500 l:M0kj0OO
Quintes 15200 s l:200f000
Oilavos 760 750*000
Decimos 640 > 600*000
Vigsimos 340 300*000
O mesmo caatelista cima declara, qua s se obli-
ga a pngar os oilo por cento do imposto geral eaa seas
ditos I ilhctes inleiros, devendo o possuidor receber
do Sr. Ihesoureiro o sen respectivo premio.
* ?#!
DEHTISTA.
Piolo Gaigooux, dentista fraacez, eslabele
cido na rna larga do Rosario n. 36, segnndo #
anear, colloca denles com gengivis artficiaes, #
e dentadura completa, oo parte della, cora a 0
pressao do ar. 9
Croa pessoa conveiiieiilemeiilH liihililada,
OtTerece-se para leccionar em algum collegio
ou casos particulares, arllimetica.grammali-
ca philosopliico, francez, rhelorica e glngra-
phia; protesta bom exercicio em qualquer
; destis disciplinas, mediante um mn tico esti-
pendio : na ra do Camaro n. 3.
O Dr. Ribeiro, medico, contina a residir na
ruada Cruz do Recife n. 49, segundo andar.
Uro estrangeiro deseja alusar utna casa que
lenha commodidades para familia e quintal sofTrivel
parajardim, que esleja perlo do Recife oo mesmo
nos bsirros de Santo Antonio ou Boa-Visla
livor annuncie.
qiem
EDCACA'O DiS FILIAS.
Entre as obrai do grande Fenelon, arcebispo de -
Cambray, merece mui particular menge otratado
da educagao das meninasno quil este virtuoso
prelado ensina como asmis devem educar suas fi-
ihas, pira um dia chegarem a occopar o sublime
Jugar de mai de familia ; torna-se por tanto orna
necessidade para lodas as pessoas qoe desejam gui-
a-las r o verdadeirocaminho da vida. Eil a refe-
rida obra Iraduzida em porluguez, e vende-se na
livraria da praga da Independencia n. 6 a 8, pelo
diminuto prego de 800rs.
LOTERA DO GYMNASIO PERNAM-
BUCANO.
AOS 6:000{, 3:000$ E1 -.000$. '
O caulelsla da casa da Fama Antonio da Silva
Cuimares faz sciente ao publico, que tem expatlo
venda os seus muilo afortunados bilheles e caute-
las da quarla parte da primeira lotera do Gymnasio,
a qua corre no dia 12 de setembro do correnta an-
no, os quaes sao vendidos naa seguintes casas : ater-
ro da Boa-Vista ns. 48 e 68 ; fia do Sol a. 72 A ;
ra larga do Rosario n. 26 ; praga di Independen-
cia os. 14 e 16 ; ra do Collegio n. 9; roa do Ran-
gel o. 54, a roa do Pilar n. 90.
Bilheles -5*800 Recebe per inleiro 6:000
Meio 2*600 com descont 2:760*
Quanos .1*440 cl 1:380*
Oilavos 760 ^ 690
Decimos 600 c 552*
Vigsimos 320 a 276*
O riesmo caulelsla declara, qae*garanle nica-
mentu os bilheles nteiros em origioaes, nao soflren-
do descont doi oilo por cento do imposto geral;
assim como qae sais cautelas s3o pagas em qualquer
urna de suas casas, sem dislincgao de serem vendi-
das niMla on naqnella.
3
9
S ATTEHyAO.
Manoel Antonio Gonealves, com
tabelecimento de obras de ouro e
prata na praca de Pernambuco,
8 ainstacdo-lhe que diverso* vendedo- s
ni'de joias pelo matto, se tem er- #
vidode seu nome em seus negocios,
i
i
s
i
I
Na ra do Vigirio n. 7, ha para alugar um ex
cellenle cozinheiro.
: ttmm as
S J. JANE, DENTISTl, S
9 contina a residir ha ra Nova n. fj, primei- #
Jio andar. m
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que mudou a sua aula para a ra do Ran-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eexternos desde ja' por m-
dico preco como he publico: quem s
quizer utilisar de seu pequeo prestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
rilm. e Exm. Sr. presidente.Jos da Rocha Pa-
ranlio,. leudo snll'rido pirlerieilo em leu direilo da
thesour.iria de faieoda d'eila provincia relaliva-
menle a cobranga da quanlia de doui couloi e lan-
loi mil ris, que a mesmi fazenda lhe he devedora,
proveniente de medicamentos que o sopplicanle for-
necera para.os hospilacs. rcgimeulaes desla cidade, e
islo nao obstante ordem expressa do Ihesonro que
exiga prompta infnrmagao. e lambem as reclama-
res do su pplieante, nesla colliso recorren elle a V
Exc. por orna pelicao para ver se por este modo, si-
ra despachada a sua prelengilo; mas succedendojae
tendo V. Exc. mandado'ioformari) mesma Iheseira-
ria, esta por motivos que o supplicanle ignorn tem
delido desde o 1. de junho al o prexmlc areferi-
da informacAo por V. Exc. exigida, causado desta
arle lo supplioanle grave prejaieo ; p3r o o lup-
plicanle de novo recorre V. Exc.alim d- que como
primeira auluridade administrativa drprovincia se
digne mandar que a referida tlie h ioformaelo por V. Exc. exigida. Nesles termos,
pede a V. Exc. assim lhe delira.T R. Me. Jos
da Rocha Paranhot.
Informe o Sr. inspector da Hiomraria de fazenda.
Palacio do governo 28 de julM de 1855.Figuei-
redo.
le
) O medico Jos de Al"da Soares da l.ima (t
Bastos,mudou a sua videncia para a ruada
O Craz sobrada amaromen. 21, segundo an- @
dar. M
-
Regiment fe cusas
Sahio a luz o regmerto das custas jiidi-
ciaes, annotado con osavisos que o alte-
raram: vende-se a SOOre'is, na livraria
n. G e 8 da praca da Imependencia.
faz constar para evitar engaos, que
nao se responsabilisa por tramac-
9 ciio alguma que elles fizessem ou
m passam fazer, de (pialquer nature-
za qae seja, pois a ningem auton-
Z son para isso.
Recife lo de agosto de 1855.
Jt
O bacliarel A. R. de Torrea Bandeira. actual
professor de lingua franceza no (ymnasio desta pro-
viocia, contina no eniino particular delta mesma
lingua, e bem assim da lingoa ingleza, rhelorica,
geogr.ipliia e philosophia ; a para mais facilitar co-
ludo de algumas deslas materias preparatorias aquel-
las petsoas qoe nao possam frequentar mi aota aa
lioras designadas em seus anleriores annuncios, pro-
pe-wi abrir um curso das duas lineuas e oelro de
rhelorica e potica, sendo oa dous primeiros daa 5
horas e meia da tarde al ai 7 1|2 da noile, e o se-
gundo desea hora ato as 8 : quem quizer malrieu-
lar-se em qualquer um distes cursos, pode procra-
lo desde ja na casa de soa residencie, na ra Nova,
sobrac o n. 23, segando andar, onde lambem prose-
gue no ensiuo deslas mesmas disciplinas a das outras
as he ras j desde o principio anunciadas para
aquelles que eolio as podaren eslsdir. propor-se-
lu igualmente a abrir cursos de philosophia, de geo-
graph a e historia noile, quando para taes estudos
hoove numero suflicicnte de alumnos, a contar do
l.de setembro em dianle: e protesta continuara
cumprir 13o exaclamenle quanto lhe for possivel oa
deveres do magisterio.
^< AJug'-au ama canea que eondaaa de 1,000,
1,50G lijlos de ilvenaria : quem a tiver para ala-
gar, .mnunrie oo dirja-se ao armazem de materiies:
na rna do Sol.
O fiscal da freguezii de Sanio Antonio mudou
saa residencia da ra do Rangel para o paleo do
Carmo, sobrado n. 3, por cima da botica.
AO PUBLICO.
I lo armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
8 vende-se um completo sortimento
| de fazendas, linas e grossas, por
j precos mais baixos do que em ou-
t ti-a qualquer parte, tanto em por-
coes, como a retalho, amanendo-
se aos compradores um s preco
pra todos : este estabelecimento
ahrio-se de combinacao com a
maior parte das anas commerciaes
inglezas, ranceeas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto oiferecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
pi-oprietano deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
eus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem aos
seus interesses) comprar fazendas
I.ratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos StRolim.
I
Ua -se dinheiro a juros sobre penho-
res de obras de ouro e prata: na ra da
Guian. 40,
-7 O Sr. Joaquim Octavian da Silva tem carta
na Itvrana n. 6 8 da praca da Independencia.
'--


m
DIARIO OE PERMIBUCO SBADO I OE SLTEIBRO O 1855
1 -
CONSULTORIO DOS POBRES
O 1UJA HOVA i
50.
-h^eo^^^^^ STAft TJ,obrMl ** 9 hor"d'
. qoer roulner que estajo ra.il de parlo, e cojas circomslancU, nao permitlam pagar ao medico.
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SKiSS^n n? Ans'moem p,.a^ulna-A PATHOtJENESIA O EFFE1T0S DOS MEDICA-
MEMOS NO OBCANISMOEM ESTADO DESAUDEconhecimenlo, que nao podem dispensar a, DM-
... que querem dedicar ., pratic da verdadeira medicina, inlerea a todos o, mdicos que^u^ercm
experimentar a oulrina de Hahnemaoo, e por .i me.mo se convencerein da verdade d'ella: a lodos s
fazende.ro, o nhore,i de:engenho que etflo tange do. recuro,do, mdicos: a lodo.os capilesde navio^
T?JTJ^hli^d'met*cudT*'la'i,*ae' ncommodo sen ou de acus tripulante>l
do a oreta,cZm2Z r c're"mlaci". "'' ~"> *Pr POdem ser prevenid.,, s^ob"
dos a presiar icontinenti os pnmeiros occorros em suas enferraidades.
'la^Zb.mntlTS " l~"ia^. da. ai* domestica do Dr. Hering,
,nrf^T \P?T 1.ne dedicn' lodo da homeopalhia, um volu-
me grande acompanhado do diccionario dos termos de medicina ns/ino
m rd.ita'iZ""V "^"V CrUr8U'analomia- ' te- encard.nido *3K
homeoD^ra e o n^nr^Ln, prHPa,r,d0? "5"M "ose pode dar um passo seguro na pratirada
^ Cd^^^^rr.eii^c^nr mai> bemn-;
Boticas a 12 tubo. grandes. .
^Ditas d636 mei^Dlm em t*>"wta. a'lO, 12
Dita 48 dilos*
DiUs 60 dito.
Dita. 144 ditos
Tubo* avulsot.........
Frascos da meia onga de lindura. '.
Dita, de verdadeira lindura a rnica.
a
a
a
a
8000
20*000
2.BO00
303000
60SOOO
1*000
29000
2*000
Vende-* um lorrado de caf, em usd : na
ra do rocinho, cas. terrea envidneada.
ROB fLAFFECTEUR.
O nico autorisado por decitSo do conselho reul e
decreto imperial.
Os medico* dos hospitaes recommendam o Arrobe
"e i.atiecleur, como sendo o nico aulonsado pelo
Roverno.e pela real sociedade de medicina. Bale
Tur'CaTnl d'am 6" gradavcl, e fcil a lomar
ni secreto, esta em uso na marinha real desde mais
*w """"o.; cura radicalmente em pouco lempo
ooni pouca despeza, sem mercurio, as alli-ccOea da
pene, impigens, as consequencias das sarna.", ulce-
ras, e os accidentes dos partos, da idade critica, e da
acrimonia hereditaria dos humores; convero os ca-
,r.l.\ V; C0,,t"<:Cne,, e fraque do,
'o..procedida do .bu das njeccdes on de son-
* Como aoti-s>philitico, o arrobe cura em pouco
uSSLZ ,' reCenle -ou ""><*. queivolvem
lucessanles em consequencia do emprego Ja copai-
ba. da cubaba, ou da. iDjecjOe. que represntelo o
virus .em neutralna-lo. O arrobe Laffccteur he
especialmente recommeodadoconlra as doencas, in-
ve erada, ou rebeldes, ao mercurio o ao iodureto de
potsssio. I.ijbonne Vende-se na boljc de Brrale de
Anloii.ol-eliciano Alve. de A/.eved,pracade 1). Pe-
rr5e5C'b' d "!'nnnm^ pordo
e I>arU .Rc cdM e,Peq^enas VD<1'" (menle
H.i.11 ? 'aSa i0 d,, Boyveau-UlTecleur 12, ru
Bicheo a Pan,. Os formol.rio. dao-se grali, em
vJn aigen1' Silva n" W de U. Pedro, n. 82.
Plmh ,n,m Ara.uJ ; Bahi- Lima & 'r">aos ;
Pern.mbueo.Soum; Rio de Janeiro, Rocha & Fi-
PereiV. ^Me,rS,.l0J?d.edra,; Villa No"< Joao
p?urcodc.oTcT ,'e,,e; Rio trande-Fran de
^^B^^^^^^^^^t^.z=
10800o
89000
75000
69000
49000
109000
309000
pn-
WUGKAtf DO INSTITITO HO
MKOPATHICO DO BRASIL.
THESOURO HOMEOPATHICO
O
VADE-MECUM DO
HOMEOPATHA.
Methodo conciso, claro e seguro de cu-
rar komeopalhicamenle todas as molestias -:
que affligem a especie humana, e parti-
cularmente aquellas que reinara no Bra-
sil, redigido segundo os melhores trata-
do, de homeopalhia, tanto europeos como
'americano., e segundo a propria eiperi-
pcia, pelo Dr. Sabino Olegario Ludgero
Pinh. Esta obra he hoje recouhecida co-
mo a mrlhor de toda, qoe tratan) daappli-
cac^o homeopatbica no curativo da. mo-
lestia,. O curioso., principalmente, nao
podem dar um paaw saguro ,em possui-la e
consulta-la. Os pai. de familias, os senho-
res de engenho, acerdoles, viajantes, ca-
pilesde navio., wrtanejoselc; etc., devem
te-la i mo para occorrer promptameale a
qu.lquer caso de molestia.
Do, volme, em broebura por 109000
> encadernados II9OOO
Veade-M nicamente em casado autor,
roa de Santo Amaro n. 6. (Mando No-
vo),
TRATAMENTO HOMEOPATHICO.
Preservatico e curativo
DO CHOLERA MORBUS.
PELOS DRS
o instruyo ao povopara ,e podercurar desla enfermidade. administran!^!!" iTJ!i 1
rqVe'Lt1;, sr-f,-"-"".- dico-ou mesmo ^-^ T^sar^ss
TRADUZIDO EM PORTUGUEZ PELO DR. P. A. LOBO M0SPO7O
XZX^oZoV^^r ^ dad0" maS '-a-^--.aZerm7.7a,,^r?eTmPq,un
Sendo o Iralamenlo homeopathieo o nico que lem* dado Brandes rnliartn. nn.nr.i.. a. .
veleBr.rmid.de. jolgamo.. proposito traduiir este, dous .mporbwia,^^ om.sn Z ^ a h0rr'"
la, para dert'arle facilitar a sualenra a quem ignore ofr.w. 0Puscul0'em llD8D vernacu-
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Roa do Rosarlo n. 36, segundo andar, Paulo Gai-
gnoux, dentista francez, chomba os denles com a
masaa adamantina. Essa nova e maravillosa com-
posicao tem a vantagem de encher sem pressao dolo-
rosa toda, as anfractuosidades do dente, adquiriodu
em pouco, inslaotes solidez igual a da pedra mais
dora, e permita restaurar os denles mais estraga-
do, com a forma e a cor primitiva.
Novos livros de homeopalhia mefrancez, obra
todas de summa importancia :
Hahnemann, tratado das moleslias chronicas, 4 vo-
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Teste, a-olestias dos meninos.....69000
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IJarlhmann, tratado completo da, moleslias
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A Teste, materia medica homeopalhica. .
De Fayolle, doulrioa medica homeopalhica
Clnica de Slaoneli .......
Ca.ling, verd.de da homeopalhia. . .
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lampas coloridas, contando a descripeo
de todas as parles do corpo humano ,
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thieo de Dr. Lobo Moscoso, ra Nova n. 50
meiroaudar.
Compra-se urna preta de bonita figura e mocas
que.ejanoa co.lureira e engommadeira ; paai-se
bem .gradando : na roa do Trapiche n. ti, nrimei-
ro andar. r
,Compram-se obras de ouro e prata
ja' usadas : na ra da Guia n. 40, desde
as 7 horas ate as 10 da manbaa. todos os
das.
O agente de leilfies Francisco Comes deOlivei-
ra, compra dua. rasas ierres, que esleiam em bom
estado : o, possuidore, di,p.,(os a vende-las, enten-
aam-se com o mesmo para o ajuste.
Compra-M urna casa que lenha um pequeo
lio e cacimba, que saja independenle de outro si-
tio e que nao exceda de 500|000, pouco mais ou me-
": y!803 1ue ''raiinuncie para ser procu-
rada. Prefere-se na Capnnga.
h,r.. r! ir : n0, depos"0 da fnndiao da aurora, na
ondtao 'S, "a' CSlrad''' " e a m-"a
toodicao, em Santo Amaro. 1
Compram-M rolos de pilii ou vlicica, de um
palmo para mais em dimetro : na fuudico da Au-
bcm v^:0'e no deposi,da meim3' '
Compra-M urna ou duas vaccas do pasto, que
estejam com bezerros novos, eque sejam lx>a, leitei-
ras; na ra do I.ivr.mento.Joja n. 14.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambera no DEPOSITO na
ra do Brum logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Marinha lia' sempre
"m grande sortimento de'taicbas tanto
de fabrica nacional como estranpeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas!
razas, e funda! ; e em ambos os logares
existem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. Os
procos sao' os mais commodos.
C. STAKR&C.
respeitosamenleannunciam que no seu exlenso es-
labelecimenloem Santo Amaro.conlinuam a fabricar
com a maior perfeiSao e promptidao. toda a qoaida-,
de de machiuismo para o uso da agricultA-a, na-
vegado e manufactura; e qoe para maior eommodo
de seu. numerosos freguezes e do publico em geral,
teem ab.rlo em um do, grandes armazens do Sr.
Mesquita na roa do Brum, alr.z do arsenal de mi-
rinh.
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dilo seu eslabelecimeuto.
Alliacharao os compradores um completo sorti-
menlo de inoenda, de canua, com lodos os melhora-
meulos (alguns delles novos e originaes) de qoe a
expcrieiicia de muito. anuos tem mostrado a iteces-
idade. Machinas de vapor de baixa alia pressao,
tana, de todo lamanho, tanto batidas como fund-
as,, carros de mao e ditos para couduzir rrmas de
awucar, machinas para moer mandioca, prensas pa-
ra dito, Tornos de ferro batido para farinha. arados de
ierro da mais approvada construccao, fundos para
alambiques, envos e podas para fornalhas, e urna
intinidad. de obres de ferro, qoe seria enfadonho
enumerar. No mesmo deposito existe urna pessoa
intelligenle e habilitada para receber todas as en-
commendas, etc., etc., que os annuncianle. conlan-
10 com a capacidadedesuas ollicin.se machinisrao,
e pericia de seos ofiicae,, se compromeltem a fazer
execular, com a maior presteza, perfeicao, e exacta
conrormidade com os modelos ou deseuhos.e instruc-
tes que Ihes forem fornecidas.
NAVALHAS A CONTENTO E TESOURAS.
NaruadaUdeia do Recifen.48, primeiro an-
dar, escnptorio de Aunuslo C. de Abren, conti-
nuam-se a vender a 89000 o par (preco fixo, as ja
bem conhecidas e afamadas navalhs de barba feitas
pelo hbil fabricante que foi premiado na exposicao
M Londres, as quaes alm de durarem exlraar.lii',a-
namenle, naosesentem no rosto na acrao d
Ra do Queima-
do 11. 38.
Corles de cernir prel. a 49500
Ditos de dita cor de rape a 49500
Dito de Kda transparente para vestidos a 109000
Em frente do neceo da Congregarlo.
Deposito de rape rea preta da Babia.
Vende-ee este muito acreditado rap : na ru da
Croe n. 1, escriptorio de Antonio Loiz de Oliveira
Azevedo,
Vende- om preloque represeota ter 2> an-
nos de idade, alguroa cousa doeule de urna perna,
mas presta lodo, os servaos: a tratar na ra do
Queimado n. 28, tercero andar.
No Manguinho, taberna da raleada alia, vende-
se sement de coentro nova a 400 n. a garrafa, e
mai, barato em porgues.
Farinha de inanlioca.
Domingos Alves Malheus lem para vender, no ar-
mazem do cae, da alfaiuli ga, de Jos Joaqoim Pe-
reira de Mello, muito nova e superior farinha de
mandioca de S. Malheus, vinda 110 lii.le Castro,
chocada em 20 da corrente mez de asusto, em sacco
de um.alqueire da medida velha, por preco eom-
modo.
Vende-se urna opima casa Ierre, construida
de lijlo e cal, a moderna, na ra Imperial alm da
fabrica desabito: a tratar no pateo dj Terco n. 11.
Velas.
Venrfrm-te vela de carnauba pura, de 6, 7, 8, 9,
10 e 13 por libra, c por menos preco que em oulra
qualquer parle : na ra Direila n. 59..

se
ina-
rorlar
VENDAS.
Ella a sahir a luz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
E.XTRAHIDO DE RUOFF E BOEN-
N1NGHAUSEN E OUTROS,
posto em ordem alphabetica, com a de.cripcSo
abreviada de todas as molestias, a indicacao physio-
logiea o ther.peolica de lodo. o. medicamentos ho-
roeopatbieo., seu lempo de aneSo e concordancia,
seguido de um diccionario da signilicacao de lodos
o, termos de medicina.e cirurgia, e posto ao alcance
d a. pe.ioas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO MORAES.
Subscreve-,e para esta obra no consultorio hotneo-
ralhico do Dr. LOBO MOSCOZO, ra Nova n. 500
primeiro andar, por 59000 em broebura, e 6900
eDeadernado.
i_
FEBRE AMA
Acha-se a disposifao do publico, em cata
do Sr. F. Q Rodrigues Esleves, ra do Cal-
deireiro n. 42, om medicamento, qoe no es-
lado actual da Iherapeutica, he o mai. efti-
caz para FEBRE AMARELLA. Conhece-
moa o vegetal, coja, flore, apresenlamos ero
Untara mai, por mus effeilos clnicos, e por
isto aeooselhamos. que delta se om segundo
o rollo qoe leva cada om dos frascos.
Manoel de Siqucira Cavalcanti.
_P. 8.Aulurisados por innmero, fados
clnicos, declaramos, que este medicamento
he igualmente de inuita eflicacia para esle
caaos: vmica, pneumona, pleura, tabres
Jnlermilteote, soffrimentos syphililicos,
PUBLCACAO coro Esta' a' venda na livraria classica n. 2,
no pateo do Collegio, a obra intitulada
Breve Noticia Corographica do Imperio
de Brasil, escriptaem 185 i; e roga-se
aos Srs. assignantes que tenham a doh-
dade demandar buscar os seus exempla-
re, no atmazem de leiloes da ra do Col-
legio n. 15-
e outras doencas da pelle.
Trata-se com especialidade a. affecces da
pelle, particularmente a roorpha, no consul-
torio homa'opathico do Dr. Casanova.
28 RA DASCRUZES N. 28
No mesmo consultorio lem Kmpre grande
sortimento decarteiras de homo-opathia mui-
to emeonta.
Carteira de 12 medicamenios a 69000.
a de 24 a 69,109, 12, 159 e 2O9OOO.
u de 36 a 189000 e 249000.
de 48 a 229000 e 289000.
d. 60 a 269000 e 329000.
de 144 a 559000 e 709000.
Jobo, vultos a 300, 500 e 19000.
rateos de Untura a 1|000.
Deposito da verdadeira tintara de rnica 9
lirada da planta verde na Svizera. O
Elementos de hoincetnMlhiu, 4 vol. 68000 41
-{(ti
Oracao contra a peste e o cholera-
morbus.
Acha-se i venda na livraria n. 6 e 8 da praca da
independencia om folhelinho com diflereoles ora-
?** c"n,r" cholera-morbo, e qaalquer oulra pes^
g Vendem-se
Palibis de alpaca prela Una, a 108000.
Hitos de panno fino de core,, a 159000
Dito, de caMm.ira de core., a 189000
Ditos de esgoiao fino de linho, a 79000.
Uilosdebrim pardo de linho, a 59000
Ditos de bramante de cordio. a 59000.
Carnizas de morim fr.ncez. 29500.
Ditas de morim francez branco, a 2000.
" .r."J d trespo.loia amarella n. 4.
PECHINCHA.
Vende-se a taberna da ra Diretta n.
VI, consistindo numa boa armacaqe seus
pertences, e alguns gneros em bom esta-
do, propria para qualquer principiante
porterpoucos fundos, ser era muito bom
local e estar bem afreguezada, tanto para
a trra como para o mato, a qual vende-
epor todo o preco paj-a pagamento dos
credores : a tratar na travessa da Madre
de Dos n. 14.
NaruadaCadeiadoBeciten. 18,
ha para vender relogios da fabri-
ca mais acreditadas da Suissa, tan-
to de ouro como de prata, dito,
tobados edourados, mais baratos
do que em qualquer outra parte.
vendem-se com a condicao de, nao agradando, pin
derem os compradores devolve-las at ISdiasdepoi,
pa compra restilulndo-se o importa. Na mesmj ca-
sa ha ricas lesounnhas para unhas, feilas pelo mes
mo la'ic.inle. '
CHAROPE
DO
BOSQUE
0 unico deposito contina a ser na botica de Bar-
Iholomen Francisco deSouza, na ra larga do Rosa-
rio n. 36; garrafas grandes59500 e pequenas39000.
IMPORTANTE PARA 0 PUBLICO.
Para cura de phlisica em lodo os seus diflcrenlcs
grao,, quer motivada porconstipacoes, losse, aslh-
ma,,pleuriz. escarros de sangue, dor de costados c
peito, palpitado no corteo, coqueluche, bronchite
ddr na garganta, e todas as molestia, dos orgos pul-
monare. r
JOGO DE VOLTABETE.
Vendem-se caixinhas com te otos pata
marAr jogo de voltarete, por preco mui-
na rua da Cruz n. 26, pri-
Na rua do Crespo, jun-
to ao arco de ^anto Anto-
nio, Wja nova da quina do
sobrado do commendador
Ma^allies Bastos, veh-
dem-se todas as fazendas
salvadas da barca GUS-
TAVO II, naufragada em
Mara Farinha, e ltima-
mente arrematadas nosdi-
versos leiloes feitos na al-
fa ndega desta cidade, por
precos baratissinios.
Vende-se era pecas e a retamo, me-
rinos finos por todo preco: atraz da ma-
triz da Boa-Vista n. l, das C horas da
manbaa a's 9 do dia, e das 5 ais 6 da-
tarde.
Vendem-se 100 rodas de arcos de barrica : a
tratar no beccoda Lingoela, depo sito n."6.
Attenrjao. *
Continoa-,e a vender na rua da Cadeia do Recita
>. 4/, loja do Si (Manoel) damasco de 19a de dua
larguras, muito proprio para caberlas de
pannos de mesa.
cama e
Vende-se um silona Torre, i murgem do rio,
com bons arvoredose cercado de muro : na rua da
Santa Cruz n. 70.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
No primeiro armazcm do becco do Concalves, ha
sempre um bom sortimento de meia, barricas de fa-
rinha da mai, superior qualidade.
Cheguem a pe-
j^ncha.
Por sedula.


1



Vendem-se velas de cera de ernauba eaw
rarroba m?. ?" "T ff,M' ndo .m^'
MdM n W.V' ri" d. Qa"ma< loja de h-
zendas n. 45, de Francuco Ignacio Ferreir Da,.
Balanca romana,
rnoil. boa, com capacid.de* de pew .'tST
!89BV^e^B!0Bl
a ->9 ea OJOOO rs. cada om.
Mimo do co de Ua e seda, fazenda de
mo,,Oogotaquefingeseda,a,400rsdacad:
(Ven7nnerf"lr elis!rM'loda de *d.
e '0 r. cada covado.
J"1 d0 casemir 'sos, a 59000 cada
u covados cada um, a 10000.
^lesde laade cores com 10 cavado, a
V" iLil^fPo. '"ja amarella n
qu7r|ii" cnhhr ,Bp,rior de Bordea'
?.da0CruVnmiTafa9: mtUt *' *
Cheguem ao ba-
rato
m
em
Irmaos,
COMPRAS.
Compram-e actoet de Btbiribe e (itulos da
divida provincial: na raa larga do Rosario n. 36,
wgaado andar.
Caitas para
i i i
edwgM!\da mca
sao n^ .' ^KWORIO DE RO-
ruv .r l-> RUA D0 TRAP1-
tiHE, W. 4*.
Tem para vender un completo sorti-
mento detaixas, moenoe meias moen-
das para engenho, cuja superioridade ja'
hebemconhectda Jos lenhores do enpe-
nho desta provincu, eos da Parahiba e
das AJagoa*. desde quando taes objectos
do meimolabricaite eram vendidos pelos
Srs. Me. Calmont/C, desta praca.

to em conta
meiio andar.
KIR9HEABSTYNH.
Na rua da Cruz n. 26, primeiro andar,
ha para vender constantemente por pre-
co eommodo, superior Kirck e Absynth.
CHOCOLATE FRANCEZ.
Chegounova remessa de chocolate fran-
cez a' rua da Cruz m 26, primeiro andar,
e entrega-se aos freguezes pelo menor pre-
co possivel.
VINHO BRANCO E TINTO DE
B0RDEUX.
Vende-se vinlio de superior qualidade,
engarrafado, branco e tinto, (de Bor-
deux) por preco eommodo: na rua da
Cruzn. 20, primeiro andar.
CHAMPAGNE.
Vende-se superior champagne, eta cai-
\as de 12 garrafas, da melhor marca que
tem vindo a este mercado, por preco
eommodo: na rua da Cruz n. 26,primei-
ro andar.
Vende-se o bem conhecido rap ro-
lo francez, aos apaivonados da boa pita-
da : na rua da Cruz n. 26* primeiro an-
dar.
Vende-te nm moleqne de elegante figpr.i co-
pero, de servir com etiqueta por estar a islo afei-
to, com 15 auno, de idade e de etemplar conduca e
muilo aciado : na roa das Cruzes n. 39, segundo
andar.
Vende-se una porco' de travs de qualidade,
de 30, 40 e 50 palmos de comprido,dilas de looro de
30 e 40 palmos, e 100 eozames de louro : os pretn-
deme, procurem a Antonio Leal de Barros, na rua
do Vigario.
Vende-se a armacao da loja de calcados da roa
Direila n. 54, por prego eommodo.
Vende-se urna carroca de caiso : na rua da
Concordia n. 26, armazeir. de roateriae,, de Pedro
Antonio Teixeira (iuimaraes.
Vende-se om terreno junto da nonle dos Re-
medios : quem o pretender, xlirija-se i rua do Viga-
rio n. 25, primeiro andar.
Vende-se urna cama com algom uso, com dous
colchn : na rua da Cadeia de Sanio Antonio n. 18,
se dir quem vende.
Vende-,e um moleqne de 18 annos, com linda
ligora : na rua No>a n. 16.
Deposito de algodes trancados.
No escriptorio de Domingos Alves Ma'iheu,, na rua
da Cruz n. 54, contina a vender-se alcodoes tran-
cados da fabrica da Baha, e fio de algodan proprio
para rede e pavios de vela, por prego eommodo.
Cheguem a pechincha, rapaziada.
Esta se ualisando a pechincha de borzeguns
elsticos, sapales de luslre, dilo, de Naotea para
homens e meninos, por presos lao barato,, que
quem Os vir nao deixara d. comprar: na roa da Ma-
dre de Dos, loja n. 18.
Vende-se urna armacao de loja de miudezas :
na> Cinco Ponas n. 71.
Alraz da malriz da Boa-Vitla n. 50, vende-e
o primeiro e segundo lomo do Panorama, em bom
estado.
Vendem-se 4 escravos mogos, de bonita figo
ra, oplimos para lodo ervico : na rua Direila n. 3
Para alfaiate.
Na rua do Quelmado n. 30, loja de ferragen, ven-
dem-se as bem conhecidas lasouras de Golmarae de
dierenles lamanho, por mdicos prego ; ha pon-
cas, e por isso os prelendentes apresstm-se era com-
prar.
BM '.-i
[Jffias cpicm deixara* de
r comprar !
Borzeguins .Milicos para homem aoJOOOo p.r,
grvalas de e^kSMtr,., palitos ,1c puino lino,
cortes de colletiHIe fuslao e seda, marital de seda
para senhora a 29000. chales de canga a 18600, di-
tos de cassa branensa 800 r, alem disto m novo e
completo sortimento de calcados e perfumara,, ludo
chegado ltimamente, por prego muilo eommodo,
afim de se aparar dinheiro : no aterro d. Boa-Vista,
defronle da Boncca, loja n. 14.
. Vende-se um cabrio.el uovo,
sem coberta, muito maneiro, ven-
dem-se tambera boas parelhas de
cavallos mansos para* carro, ditos
de cabriole! e carroca, ludo por prego eommodo:
na roe Nova, cocheirade Adolpbo Bourgeois.
Vendem-se 8 escravas, sendo 1 moleque de 18
annos, ptimo para pasem, 1 prela com urna cria de
6 meze, i escravos de 18 a 30 annos, 1 negriuha de
3 annos : na rua de Horlas n. 60.
A pechincha.
No aterro da Boa-Vista n. 8, defronte da
boneca.
Cbegon nltimamente a verdadeira carne do ser-
ijo e queijos de todas as qualidade, figo de coma-
dre, bolacliinha de soda, bisrnilos finos inglezes mui-
to novo, e um completo sortimento de todo os g-
neros de molhados dos melhores que ha no mercado,
e vende-se ludo por menos prego do que em ontra
parle.
Vende-se superior eslamenha para habitas de
lerceiro. franciscanos: na rua do Encantamento,
armazem n. 76 \.
Vendero-sc missaes romano : na rna do En-
cantamento, armazem n. 76 A.
Livros comraerciaes.
No primeiro andar da casa n. 26, defronle da Ca-
deia Velha, eiiste um sortimento de livros proprio
para eicripturagAo commercial, como sejam: diario,
razan, cotilas crrenles e devetlors gerae : sao fei-
tos em bom papel, r scados, paulados e com lodo o
quisilo convenientes para serem bem escriturados:
vendem-se por prego muilo em conln, a qualquer
hora do dia.
Estaajnlia .
Eslamenha puramente oWfla, para habitas de ler-
ceiro franciscanos, a 19120 o covado : na rua do
Queimado, loja n. 21.
Nova pechincha
RA DO QUEIMADO N. 38.
Cortea de casemiras de core, .....
Palitos de alpaca de seda. ......
Rico chales de casemira.......
Corte de chin de seda.......
Cambraia franceza a vara ......
Chita franceza o covado.......
Pega de algodao largo avahado ....
Nao se pOe dovida em dar-,e a amostra deian-
do penhor : em frente do becco da Congrecagao.
Vende-se farello bom, o mais recente chegado
na rua do Vigario, armazem n. 7.
4500
69000
79500
99OOO
400
240
29400
de Lisboa:
Cera de carnau-
ba, '
Vende-se cera de carnauba do Aracaly: na roa
da Cadeia do Recita n. 49, primeiro andar.
Cera de carnau-
ba do
ARACATY E ASSU'.
Vende-se em porgao e a relalho, por menos prego
que em oulra qualquer parte, principalmente sendo
a dinheiro vista : na rua da Cruz, armazem de
couros e sola, n. 15.
IVa rua larga do
Rosario n. n
Ha para vender-se um sortimento de extractos,
que alem de sen eicellenlecheiro,produz?grande ef-
feilo, como teja : tirar ea,p, pdf os cabellos prelo,
tirar espinha, horbulhas, vennelhidoe, sardas 00
ponto branco do rosto, embrnnqoecer e refrescar
o mesmo, alisar e igoalhar os cabellos das enflo-
ras ; asaim lambem vendem-se caha de metal inn-
lo bonitas com pos, proprio pa-a enhoras ; vaso
com banhamoilo lindos com espilho ; chicles mui-
lo hons a 19 e 29OOO ; quadros de sanio 1 120 e
200 rt.
Vende-se urna porgao de laboas de cedro : no
trapiche do Angelo.
Chales de seda.
No .Ierro da Boa-Vista, loja n. 18, ha um lindo
eagradavel sortimento de chales de seda, dilo.de
la, que se vender3o por um prego que o compiader
nao deiiar de comprar, o aiuda lem alguns chapeos
franceza que lambem ,e venderao por melada de
w valor por serem para cabega. muito grande*.
POTASSA E CAL VIRGEN.
No antigo e ja' bem conhecido deposi-
to da rua da Cadeia do Recife, escriptorio
n. 12, ha para vender milito superior
potassa da Russia, dita do Rio de Janeiro
e cal virgem de Lisboa em pedra, tudo a
preco? muito favoraveis, com os quaes fi-
carao os compradores satisfeitos.
Attencao ao segrate.
Cambraia franceza de cores de moilo bom goslo a
600 rs. a vara, cortes de cassa pretos de muilo bom
gosto a 29OOO o corle, ditos de core com bons pa-
drees a 292OO, alpaca de seda com qoadros a 720 o
covado, corles de laa muilo fino com 14 covados ca-
da corte, de muito bom costo, a 49500, tango de
bico com palma, a 320 cada om, ditos de cambraia
de linho grandes, proprios para cabega a 560 cada
uro. ehales imperaes a 800 n., 19 e I92OO : na leja
da roa do Crespo n. 6.
Brins de vella : no armazem de N. O.
Bieber & C, rua da Cruz n. 4.
RUA DO QUEIMADO N. 1.
Atoalhado de 8 palmos de largura, o
qual se tem vendido a 5$000 rs. a vara, e
para acabar se vender' a 1#500 rs:, alm
destas fazendas ha outras multas que
vendem por qualquer precio.
Vende-se um fardamenlo completa para a ca-
va I loria da guarda nacional, ludo novo sem ser ser-
vido, e juntamente os arreio, de cavalgadnra para
a raesma cavallaria: na rua Direita n. 129, primei-
ro andar.
Fazendas baratas.
Corles de casemira de pura lila e bonilos padr&e
a59500 rs. o corle, alpaca de cordao moilo fina a
oOOrs. o covwdo, dita muilo larga propria para man-
loa 640 o covado, corles de brim pardo de poro li-
nho a 19600 o corle, ditas cor de palha a I96OO o
corle, corles de casemira de bom goslo a 29500 o cor-
te, sarja de laa de dua larguras propria para vesti-
do de quem esli de loto a 480 o covado, corles de
fustao de bonito costos a 720 e 19400 o crle, brim
Irangado de linho a 19 e a I92OO, riscadoa proprio
par jaquela e palito a 280 o covado, corte de col-
lele, do gorguro a 39500 : na loja da rna do Cre-
po o. 6.
Velas de car-
nauba,
SIMPLES E DE COMPOSIQAO.
Na roa da Cruz n. 15, vendem-te dita vela, de
6, i,8, 9 e 13 por libra, em caixas de8al 50 libras,
fabricadas no Aracaly, pelos melhores autores, e por
menos prego qoe em oulra qaalquer parta.
Vendem-se pipase barr vazioa : a tratar com
Manoel Alve Guerra Jnior: na rna do Trapiche
n. 14. r
A 99000 E IO9OOO A PECA.
\endem-,e pegas de brim fino e hambnrgo su-
perior, que se assemelha ao bom panno de linho,
pelo diminuta prego de 99 e 109 a pega de 20 va
ia : na roa da Cadeia do Recita, loja n. 50, de-
rronte da ru da Madre de Dos.
Novo sortimenlo de fazendas
baratas.
Alm da, fazendas ja annunciadas, e onlras mul-
las, que a dinheiro n vista se vendem em porgao e a
relalho, por baratsimo preco, ha novas chitas de
cores Das a 160, 180 e 200 rs.'o covado, dita para
coberta, bonitas padre, a 220, dita. Iarga.de core
clara imitando casta a 240, riscado francezeslargo,
de quadros modernos a 260, cortes de cambraia de
lpicas com 6 1|2 vara por 29KO, penno de linho
muilo fino para tango com mai de 2 vara de lar-
gura, pelo baralissimo prego de 29400 a vara, novo
brins de linho de qoadrinhos para palitos, cagase
jaquela a 220 e 240 o covado, corte de casemiras de
cores a 49, brins de cores para caigas a 19 a vara
na rua da Cadeia do Recita, loja n. 50, defronle da
rua da Madre de Dos, a qual se achasoffNvelmenle
orlida de boas fazendas, coja qualidade e eommo-
do prego se garanlem e dao-se amostras.
LABYRINTHOS.
I.euros de cambraia de iinho muilo fino, loalhas
redonda e d. ponas, e mais objecto, desle genero,
ludo de bom gosto ; vende-se barata : na rua da
Cruz n. 34, primeiro andar.
Vende-se escolenle taboado de pinho, recen-
lemenle chegado da America : ua rui de Apollo
trapiche do 1 erretra. a entender-so com oadminis
ador do mesmo.
A boa fama
Vendem-se muito bonitas chapos d sol de seda
pequeos e com molas proprios para meninas de es-
cola, pelo baralissimo prego de 39000 rs. ; he cousa
tao galante que quem vir nao deixara de comprar
na roa do Queimado, loja de miudeza.da boa fama,
d. 33.
Casa da fama!!
, Na roa Direila n. 75, vendem-ae bilhele de toda
as lotera da provincia, e pagam-se lodos o pre-
mio, que salurem nos bilhele vendidos na mesma.
Selllas novas de Lisboa.
Jchegaram ceblas novas de Lisboa, e vendem-
se ne armazem de Joao Martina de Barro., travessa
da Madre de Dos o. 21.
Vende-se cal virgem, chegada lion-
tera, e de superior'qualidade por preijo
razoavel: no armazem de Bastos & Ir-
maos, rua do Trapiche ri. 15.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ha
para vender superior relrozde primeira qualidade,
do fabrcameSiqueralinhas de roriz e de nume-
ro, e fio porreta, ludo chegado pelo ultimo navio vin-
do do Porta, e juntamente vinho superior, feiloria
em pequeos barr de dcimo.
Vendem-se no armazem n. 60, da roa da Ca-
deia do Recita, de llenry Gibson, o mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por prego,
mdicos.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandioca
em saccas que tem um alqueire, medida
velha por 5$000 reis : nos armazens ns.
o, 5 e 7, e no armzem defrinte da porta da
alfandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes &Companhia na ruado Trapiche
n. 54, primeiro andar.
Vende-se^cognac da|melhor qualidade: na rua
da Crnz n. 10. ,
Vende-e um icravo mulata, muilo hom ; na
rua do Pire, ultimo sitio que volla para o Corredor
do Bispo.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acliam-se a venda, por
preco eommodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Capas de burracha a 12#000.
Quem deiiar de se muir de urna encllenle ca-
pa de burracha, pelo diminuto prego de'129? a el-
las, que se cstao acabando: na rua da Cadeia do Re-
cita, loja o. 50, defronle da rua da Madre de Dos.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
t'on & C., na rua de Senzala Nova n. 42.
Sellins inglezes.
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Candiel tos e casticaes bronzeados.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiro.
Vaquetas de lustre para carro,
la 1 i-is de graxa n. 97.
Vinho Cherry em barris.
Camas de ferro.
Vende-se pipas, barris vazios e bar-
ricas internadas: a tratar com Manoel
Alves Guerra Jnior, na rua do Trapiche
n. 14.
Moinhos de vento
ora bombaaderepnio para regar horta e baixa,
decapim, uafundicade 1). W. Bowmau : narua
do Brum n. 6, 8 e 10.
FAZENDAS DE GOSTO
PARA VESTIDOS DE SENIIORA.
Indiana de quadro muito fina e padrSe. novo;
corles de1 laa de quadro e flores por preco commo-
;iLT se na rua d0 CreP ioja da esquina que
volta para a rua da Cadeia.
CAL VIRGEM.
Yen^oCalde Liboa> chegado no pa-
tacho CONSTANCA, entrado Contera, por
preco eommodo: no deposito da rua de
Apollo n. 2:B.
CASEMIRA PRETA A 4^500
0 CORTE DE CALCA.
Vende-se
Farello em saccas de 5
arrobas a 5^000.
Farinha de. mandioca
em saccas a gSQO.
TijoIIos de marmore a
320.
Vinho Bordeaux em
garraoes a 1*2^000.
JN o armazem de Tasso
Irmaos.
LEONOR D'AMBOISE.
Vende-se o excellente romance histri-
co Leonor d'Amboise, duquesa de Breta-
nha, 2 volumes por 1,^000 rs., na livraria
n. 6 e 8 da prac,a da Independencia.
Q9d990a*M::Sef|
g POTASSA BRASILEIRA.
$ Vende-se superior potassa, fa- fe
(j bricada no Rio de Janeiro, ebe-
0 gada recentemente, recommen-
aa-se aos senhores de engenhos os
O9 seus bons elfeitos ja' experimen-
h tados: na rua da Cruzn. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron 4
Companhia.
s
Na roa do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-efarelo novo, chegado d. Lisboa Mlobrgoe Es-
peronea.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Roa da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias meendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito. r
DEPOSITO DA FABRICA DE TODO
OS SANTOS DA BAHA.
Vende-se em casa de N. O. Bieber &
C, na rua da Cruz n. 4, algodao tran-
cado daquella fabrica riiuito proprio pa-
ra saceos de assucar e roupa para escra-
vos, por preco eommodo.
Vende-se urna balanca romana com lodo o
s.u, perlences.em bom oso e de 2,009 libra : quem
pretender, dinja-se,;i roa da Croa, armaxem n. 4.
COGNAC VERDADEiriO.
Vende-e superior coenac. em garrafa', a 128000
a duna, e 1280 a garrafa : na roa do Tanoers n.
, primeiro andar, defronle do Trapiche Novo.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na rua do Crespo, taja da esquina qoe
volla para a cadeia. ,
ATTENQO.
Na rua do Trapiche n. 54-, ha para
vender barris de ferro ernieticamente
fechados, proprios para deposito de fo-
ses ; estes barris sao os melliores que se
temdescoberto para este lira, por nao
exhalar em o menor cheiro, e apenas pe-
zam 16 libras, e custam o diminuto pre-
go de 4$000 rs. cada um.
Potassa.
No antigo deposito da roa da Cadeia Velha, es-
criptorio n. 12, vende-se muilo snperior potassa da
Kossia, americana e d Bio de Janeiro, a oreos ba-
ratos que he para fechar conlas. ,
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
cas para piano, violao e flauta, como
scjam.quadrilhas, valsas, redowas, scho-
ckes, modinhas, tudo modernissimo
chegado do Rio de Janeiro.
Na nia do Vigario n.19, primeiro andar, lem
venda a superior flanella para forro de ellin,,
chegada receulemenleda America.
pregos.
de todas as quali-
um e dous ca-
Deposito de vinho de cham-
pagne Chateau-Ay, primeira qua-
lidade, de propriedade do conde
de Marcuil, rua da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a Champagne, vende-se
a 56$000 rs. cada caixa, acha-se
nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N.
B-As caixas sao marcadas a fo-
goConde de Marcuile os r-
tulos das garrafas sao azues.
Deposito do chocolate france/., de urna
das mais acreditadas fabricas deParis,
em casa de Victor Lasne, rira da Cruz
n. 27.
Eitra-snperior, pora bannilha. 1J920
Exlre fino, baunilha. 18600
Superior. |880
Quem comprar de 10 libra, para eina, l.m um
abale de 20 % : vends-sc ao mesmo. pregos e eon-
digies, em casa do Sr. Barrelier, no atorro de Boa-
Vista n. 52.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhorainento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber (Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
A Boa lama.
Cobre para forro de 20 at 24 on-
f|| cas com pregos.
| Zinco para forro com
a* Chumbo em barrinhas.
fZ Al vaiade de chumbo.
'f Tinta branca, preta e verde.
Oleo de linhaca em botijas.
IP Papel de embrulho.
%W Cemento amarello.
| Armamento
j| dades.
) Arreios para
j| vallos.
S? Cliicotesjpara carro e esporas de
a^o prateado.
9 Formas de ferro para fbrica de
(f assucar.
l| Papel de peso ingiez.
1$) Champagne marca A &C.
k Rotim da India, novo e alvo.
mi Pedras de marmore.
g Velas stearinas.
J? Pianosde gabinete de Jacaranda',
j' e comtodos os ltimos melho-
fV "amentos.
fl No armazem de C J- Astley & C,
A na rua da Cadeia.
IEGHUISIO PARA EBGE-
HHO.
NA FUNDIQAO DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W. BOWNIAN. A
RUA DO BRUM, PASSANDO O oHA-
FARIZ,
ha sempre um grande sorlimenlo do segointe ob-
jectos de raechaoi.mos proprio. para enKenbo, a sa-
ber : moenda e metas moenda, da mais anoderna
coiislrocgao ; laixas de ferro tandido e batido, de
superior qualidade e de lodos os lamanho : roda
dentadas para agua ou animaes, de loda as propor-
gd ; crivo e bocea de fornalhae regiilro de bo-
eirj, egulhoe, bronzes, par.foweenvilhoe., moi-
nno de mandioca, ele, ele.
NA MESMA FUNDICAO.
se lixeeulam loda a encommendas com a soperio-
ridade ja conhecida, e com a devida presteza a eom-
niodidade em prego.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de cannas todas de ferro, de um
modello e construccao muito uperiores
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao* de C. Starr. & C em
Santo Amaro acha-se para vender ara
dos , ferro de --prir~ qualidade.
ffli'iffflJf3ftirf3'rtffjl>rOIiff*L
X Antigo deposito de panno de algo-
g godao da fabrica de Todos os
S Santos na Babia.
H Novaes & Companhia, na rua do
Trapichen. 54, continuam a ven-
der panno de algodao desta fabrica,
trancado, proprio para saceos
roupa de escravos.
mmmamammm
Vende-M ago em cunhetn de om quintal, por
prego muilo eommodo : no armaxem de Me. Cal-
roont & Companhia, praga do Carpo Santa n. 11.
Riscado de listras de cores, proprio
para palitos, calcase jatraetus, a 160
o covado.
Vende-se na roa do Crespo, loia da eaqnioa qoe
volla para a radeis.
Deposito de cal de Lisboa.
Na rna da Cadeia do Recita, loja n. 50, continua
a vtnder-n barr, cora .u portar cal virgem de Lis-
boa por prego eommodo.
CORTES DE CASEIIRAS
DE CURES ESCURAS E CLARAS A 3#0O0.
Vendera-e na roa do Creepo, loja da esquina que
volla para a rua da Cadeia.
A boa fama
N| rua do Queimado no. qoalro canto, loja de
mudez. da boa fama . 33, vendem-se otseguinlcs
objecto pelos prego mencionado, e lado de moi-
lo boa qualidade., a Moer :
Doria de lezooras para costar, a i 1JOOO
Doria de pentas para alar cabelle. IjOD
legiscom 11 vara* de filalavrada em defeilo 15200
I an:, de meia, branca, pira senhora 240
Pega de filas branca de linhe 40
I'egas de bico estreilo com 10 varas 560 t 040
Carleirinh. cum 100 agolh.s, sorlida. 240
Mago, de cordSo para vellido 600
Caixa, com clcheles batido, francezes 60
Escc va, finas para dente, 100
Pulceira encarnadas para menina e senhora. 320
Lintia. branca de novelo, a. 50, 60, 70 libra 1100
Libra de linhas de core, de nsvello .1*000
Groia. de hotoes para carniza lo
Meadas de, linhas finissima para bordar 160
Meadas de linha de peso 100
Carritei de linha fina de 200 jardas ;70
(jroas de botes moilo,fino, para caigas 280
Caixa com 16 novello de linha do marear 280
Duzia de dedaea para senhora loo
Suspensorio,, o par 40
Macnhos de grampaa 50
Carla de alfioetes 100
Caixinhas com brinqoedo para meninos 320
Agulheiro, moilo bonita cum agulhas 200
Torcidas para candieiro, n. 14 80
Caixinhas com agulhas franceza* 160
Babadosaberlos de linho bordado e lisas, a 120 e240
Alem de ludo isto outras moitissima. coou. lado
de m jilo boa. qualidade,, e qoe se vende moiltoi-
mo barato nestabem conhecida loja da boa lama.
Na roa do Queimado, nos qoalro canto, tajada
miudezas da boa fama n. 33, vendem-se os segoinles
objectos, ludo de muilo boa, qoalidades e pelos pre-
go mencionados, a saber :
Penle de lartaroga para alar cabello a 4*500
Dito, de alisar lambem de lartaroga 38000
Kilos de marlim para alisar 1*400
Ditos de bfalo muilo lios 300 e 400
Hilos imitando a lartaroga para'alar cabillo 1*280
l.eques finissimos a 25, 3* e 4*000
Lindas caixas para costara 3*000
Dita, para joias. muilo linda, a 600 e 800
I,uvas pelas de lorral e com borllas 800
Hilas de teda de crese sem detallo 1*000
Linda.meias de seda de cores para criaogas 1*800
Meiasjpinladas lio de Escocia para changas 240 e 400
Bandeja grande e fina. 3*000 e 4*000
Tranca de seda de lodas as cores e larguras e de bo-
nita padrees, fitas Goas tarradas e de tolas as lar-
garas e crea, bico finissintos-de linho de bonitas
padres e lodas a largaras, tesouras as mai fina
que he possivel enconlrar-se e de lodas as qualida1
des, meias e luva de toda as qualidade:, riquissi-
ma franjas branca e de core, eom borlotia propria
para cortinado, e alm de tudo isto oolrai mailini-
mas cousa, ludo de bon goslo e boa qualidade,,
que i vista do muito barato prego nao diixam de
agradar ao Srs. compradores.
A boa fama
Vend e-se papel marfim pautado, a resma a 48000
rapel de peso paulado muito superior, resma 3*600
Uilo 1 Imago sem ser paulado moito bom 2*600
rennns linissima bico de langa, croza 11200
lillas moilo boas, Broza 340
Cattiv?ies finos de 2 e 3 folhas, a 240 e 400
Lapis fino envernisado, dozia 120
Dito lem ter envernisado,, duzia 80
Canela de marfjm muilo bonita 320
Capacho pintados para sala 600
Bengala dejunco com bonitoscailoes 500
Ucolo, de armagSo ago, toda a gradoages 800
Uilos de dilo de metal branco 400
Luneta, com armagao de lartaroga 1*000
Ditas ie dita de bfalo 500
Carteira para algibeira, soperiore* 600
rivellas doorad. para caiga, e collele 100
Espoia fina de metal, o par 800 e 1*000
I rancelins prelo de borraxa pararelogio 100 e 160
linleiro e reeiros de porcelana,o par 500
Caixa! riquissimas para rap a 610 1*000 e 1*500
Carteira, propria. para viagem 3*500
Tonca lores de Jacaranda com bom espelho 3*000
Charoieira, de diversas qoalidades igQ
Meias de laia moilo superior para padres 2*000
Escovti tintsima, para cabello* t roopa, navalhs
linissiinas para barba, (uvas de teda de loda a co-
re,, meia, pintada, e croas de muilo boa. qualida-
de., tngala moilo finas, lima encarnada e azol
propria para rucar livro.. Alm de lodo ilo oulra
muiliMima, couias todo de moilo boa. qualidade,
e qoe m vendem mais barata do queem oolra ooal-
qoer parle : na roa do Qneimado nos qoalro canta,
na bem conhecida loja de miudezas da boa fama
n. J.(.
ESCRAVOS FUGLDOS
Ditappareceu no dia 22 do corrente a cscrava
mulata Marianna, (levando soa filha de 6 mesede
idade), de 25 annos. altura resalar, chela do corpo,
cor ave-melhada, andar desembaragado, perna, fi-
nas, cabello grande meio caraplnhado o quasi atm-
pre em desalinho, dua, cicalrise no peicoro prove-
nientes de glndulas, e urna naa costa proveniente
de om tumor; levou vestido de chita encarnada
com ramagen preta: pede-ie ai autoridad e ca-
pite. de campo a apprebengao de dita eecrava, e
leva-la Pa,agem da Magdalena, casa de A. V. da
S. lt.trrt ca, oo ao seo escriptorio, na rua da Cadeia
do Recita, qoe terto generosamente recompensado,.
Deiapparecen no dia 17 de agosto correnta,
pelas 7 horas da noile, a prela Looreora, de idade
35 a 40 nnnos, pouco maiaoo menos, cm os sign.es
seguimei : um dedo da mSo direila enchado, ma-
gra, lem marcas branca as duai perna, levoo ca-
misa de Igodaoznho, vestido de chita roa, panno
fiDo, e rcai, ama Irooxa de roopa : roga-ee a todas
as autoridades policiaes ou capitses decampo qoe a
appreheitrtam e levem i seo enhor Joao Leile de
Azevedo na praca do Corpo Santo a. 17, qoe era
bem recompensad*.
PERN.: TW. DB M. F. DE FAMA. 1855
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