Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00645


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Full Text

t
Anno de 1930.


DIARIO DE PERNAMBUCO.

ubicrTe.s na Tipograia do mesno Diario na Dirrita N. t97 1. aadar ena wezi por 648 res hama folfaa
qoa sahir todos os das uteis.
Sabbado 19 de Junho. S. Juliana de Falconieri V.

Prcantar as 2 horas t 54 minutos da manha.

m

Fazendas, segundo acaba de requisitar o
Juiz respectivo, representa nao, que dito
Guarda faz ali falta qnando entra no ser-
vico militar. Dos Guarde a V. E. Pa
ARTIGOS di OFFICIO.
T
Llustrisgimo e Excellentissimo Sr.
Sendo present a Sua Mgestade o Impe-
rador o officio de V. E. de 13 de Marco lacio de Governo de Pernambuco 5 de
ultimo, em que participa, que oantigo Junho de 1830. = Joaquim Joze Pinhei-
Palacio dos Governadores, na Cidade de ro de Vasconcellos. >* Illustrissimo e Ex-
Olinda, nao pode servir para o Curso Ju- cellentissimo Snr. Bento Joze Lemenha
ridico, sem se fazer obra dispendiosa, por Lins, Governador das Armas Intirino des-
que o concert deye ser geral; e que d' ta Provincia.
este passa V. E. a' cuidar, fazendo-se VW1Endo o Excellentissimo Ministro e
por arremataban a' vista do respectivo or- JL Secretario de Estado dos Negocios
camento; esperando, que fiquera as Au- Estrangeiros, participado a este Governo
las prontas para o anno de 1831, ao me em Avizo de 24 de Setembro do auno pas
nos as do 3, c e i. anno: Ficou o ~*ado Haver Sua Magestad* o Imperador
Mesmo Augusto Senhnr de rudo Intirado, Approvado a nomeacao, que de V. S. fi-
e Houve por bem Approvar a deliberaos zera o Barao de Mareschal Enviado Ex-
de V. E. a'quelle respeito. Dos Guar- traordinario, e Ministro Plenipotenciario
de a V. E. Palacio do Rio de Janeiro em de Sua Mgestade Imperial, e Real Apos-
29 de Abril de 1830, Mrquez de Ca- tolica, para exercer n'esta Praca o Lugar
ravellas Snr. Joaquim Joze Pinheiro de Vice Cnsul de sua Nacao; assiui o
de Vasconcellos Curapra-se, e regis communico a V. S. para sua intelligencia,
te se. Palacio do Governo de Pernambu- e para que possa entrar no exercicio das
co 2 de Junho de 1830 Pinhairo. funcoes do seo Emprego. w Dos Guar-
INdependbnte de ordem expressa deate de a Y. S. Palacio do Governo de Per*
Governo deve V. S. fornecr a* Cur* nambuco 5 de Junho de 1830. *- Joa-
veta Bertioga de todo os misteres indis- quim Joze Pinheiro de Vasconcellos. *
pensaveis, e mandar tazer os necessarios Illustrissimo Snr. Ncolau Qtto Bieber.
reparos, que requisitar o respectivo Com- TTIEndo sido nomeado pelo Barao de
wandants* como acaba de fazer de hum JL Mareschal, Enviado Extraordinario,
Payol para o pao. Dos Guarde a V. e Ministro Plenipotenciario de S. M. 1.
S. Palacio do Governo de Pernambuco 5 e Real Apostlica, para Vice Cnsul da
de Junho de 1830. Joaquim Joze PU Nacao Austraca Nicolau Otto Bieber;
nheiro de Vasconcellos. Snr. Joao cuja nomeacao foi Approvada por S. M.
Gonsalvcs Rodrigues Franca, Intendente o Imperador, e communicada a este Go-
Intcrino da Marinua. verno em Avizo de 24 de Setembro do
LLUsinissiMo e Excellentissimo Sr. anno passado expedido pela Secretaria de
Queira V. JE. ordenar, que Joze Ce- Estado dos Negocios Estrangeiros ; V. S.
nente Pereira dos Santos, Soldado da como tal o reconheca. Dos Guarde a
quinta Companhia do Batalhao 54 de se- V. S. Palacio do Governo de Pernam-
gunda linha seja dispensado do ser vico buco 5 de Junho de 1830. ?-< Joaquim
em quanto estiverempregado como Guar- Joze Pinheiro de Vasconcellos. ~ Snr.
dadMsa dalUiva da Alfandega das Joao Gonsalves Rodrigues Franca, Iiw


w

-

r


(1644)
... -
temiente Interino da Marinha. era causa de tanto roubo, e da impunida
N, B. "Forao iges ao Tuiz da Al- dedos malvados.

Se o Snr. T. X. era tao amigo da
boa ordem ; porque nunca se lembrou de
expedir contra os assassins, salteadores,
e ladrees as mesmas ordens, que agora d
ExceHentissimoSnr. Pinheiro, ordens,
que erao do seu dever. mandar a fim de
}Nn. Editor. Assim como convern por barreira a males tao considera veis ?
descubrir os iros, e malversares dos m* Porque na Presidencia do Snr T. X.
pregados Publicas, a itn de que se corr- nao apparecerao as Leis de 15 de Outubro
jao; he milito justo, que sejao eTogads "de 1827, a Ord. do Liv. 5. tit. 48, e
fandega das Fazeridas, e ao Escrivao da
Receita Geral da Meza das Contribu
^oes. ,________
:::ICORRESPONDENCIAS,
&
ses pera ca contra o systema Constitucio- lencia ; e agora na> Preiidencia o Excel-
na!. '" lentsimo Sur. Pinheiro os que ha'sao
presso das boas acco3 : cora o seu urva muigadasdepois da uon9tituca>
Iho as virtudes crescem, como as plantas* he que nao erao castigados esses perversos
Com o roci do Ceo. No seu Diario N/5 por causa da Constituicao ? No Qoverno
386" !i com. grande satisfacaoo Artigo de Representativa, que temos jurado nao ha
Officio, que Excllntissimo Snr Prezi- cousa man sagrada de telhas a baixo, do
dente dirigi a todos s Snr*. Juizes de que odireito de propriedade : logo o rou
Paz, Juizea Ordinarios, Capites Mores, bar he hum. dos maiores crimes contra a
t* Com mandantes-de toda a Provincia re- raesma Consttuicad,
lativameute a dar providencias contra a A difenca de procedimiento debum
torrente de salt
a Columna fez de
fim de por
sesi
l
Em verdade,uteu caro Editor, o" resto* da primeira organizado, que ain-
mesmo era ser prezo hum salteador, hfti da nao t-rao totalmente dispersos; por
ssassino, hum ladrao, que ser immediad f|ue alguna dos Snrs. Ministros os prote*
tamente solt no Recife : queixavao-se sr gem, f*to- promntos a soltar o maior.
prtjjudicads, as partes acensavao os mal.' laccinorosd* com tanto qas largue algum
vados; mas passavao pelo dissabor, e pe*' cou riga de os ver sollos, e meacando os se- xugasdao mas fortes ferroadas, e maio-
us perseguidores: e qual era a res posta res chupos, quando estao para largar'
ordinaria de alguna dos Sftra. Magstra-" chuchdeira : creio, que me entendem.
dos? Nem mais, rcsrn menos, do que es* Em minha mao para hum documento,
ta Queixem>se dt Conftituicao : ou- que vale mais, do que peza. Por elle e.u
tros columnas, espalhndos por todos os poderia fazer ver ao Publico, que certo,
cantos da Provincia ao repetndo a mes- Snr. Magistrado desta Pra^a recebeo,-
ma toadilha : e por isso nunca se vio hum nao ha' muitfo tempe a pequea bagatella
plano de ladreira t:5 geral, e systemati- de40#, 200$ em pr.nta, e 200$ rs. eav
co, como na fatal Presidencia do Snr. T. cobre da mao da...., commereiante,
X. Eu escrevo no mel de Pernambuco; bem conheeido para ollar cero prezo de
e diga o9 pacficos Po vos desta Pro vi n- algnma reprezentacav, e que alias nao ti-
cia, se virao nunca tantas quadrilhas de nha crime de raaior monta: mas nao de-
salteadores, de aisassines, e estes tao ou- sejo envergunhar hum Cidadao, que nao.
sados, e impunes i O anno passado tiv devera-ter tanta facUHade dse deixarsu-
a lembranca de escrever pafa este'mesmo bornar. Basta, que, se elle 1er e-te arti-
Diario, clamando vigorosamente contra go, lembre-se doma1., qne ebrou, ese
tao escandalosa subversat da orden) soci- corrija.
al:"o clamor era de tedas as partes; mas Eis o motivo posqueaGonstituicao
o~$nr. "T. X. bem Ionge de dar a menor nao presta na opiniao dises Snrs.; por
providencia ; fecha va. os ouvids, e pare- queem OutrO tempo tinhao o seu patriniu-
ce, que se regozijav de qu a Pvos se nio as boleas alhoas; e uiiseravcl d' a
fosseui persuadindo, que a Constituicao quelle, que s queixava I Eb aqui por
/'
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-I- --^
(tW5)
1



.- vi faifa em Constituido I reto*
trio, e forre* pilha: bom pvo he
, jcivile, (piesedixa roubar de cara ale-
g.v, e ainda en cima beija a raao carido*
a, q i I he limpou as algibeiraa au
enea re increpar alguna Miaistro* honra
( que existes! nesrta Provincia, e aes
t consagro muitisatmo respeito: ma em
abono a i rentado W outros, que so* lhea
falta sairem Iwhvm a atacar pelas estra-
das, O foto do Brazii em geral anda he
huma especia oe mata u iJ*> v~
Pkiiial a^zambuja. Ministro ha', que
em, corro tioha Yerres na Sicilia, sena a*
I entes, e mercaderes de jaaca, quecom*
pra6, reudem, e a>staa as causas cora
hum desembarace que parece hum ramo
de eenimercio.
G.'a eom* he pos*irel agradar mima
Contittitty que aermitte a qualquer o
patentear tem receo ( *uma vez ido) qualq:er faleatrua, eali-
c* itina dessea Snw., cuja venahdade era
ouirVra hu r,a peca de mnita eecre*,
en corno proes, e precavaos do o.ncio s
H maicr farroapilhiaino, do que o par
tender, que os Snrs> Magistrados nao se-
izo ve*naes i Mr/os cessosSnrs; estavao
avezados a dispar das lois a; sua ventade,
a leva? as partes a pontaps, a aaandar
earregar de ferros a qualquer-homein po-
bre, muilM vezas porque nao linha tirado
, :p*o a S. SenhoFia : ra huma Cons-
ta ufcat, que nao cnsente esaas couaas, e
lia' a oaiauo ofendido o desahato de pu-
blicar a sreptencis doSnr. Magistrado,
ntt'j :. J'.e deixard? ser tarroupdhica, cate
sabendo a feeregta. .
Nada M para im mis eatimms,
. cuoimjnMiaistiso, incorruptiveUew
teiY ; porte toa aliniatro desptico* e
vaaal lis Por, do que hum salteador; por
qveeets tem contra si tedo homem, que
iss&e ciguma couaa, e o que faz lie a
ar da Le; amelle rouba a sen salvo
- :dado n* wi L. Pem *
que a Augusta Assemblea ( que
- upra te abrtaapeza* dos vacticimos dos
7tnl c o Jarrao ) ctaeae, quanto antes
nacreaCaS dos Jurados |*ra o enmele
ve', cmno nos prometta a Constituicao ;
r jro ve;, cono tesuborna 60, e mais
jrize?, tirados a? sorte, como de^eser.
' i! fnr. Edietcr, de tudo qwjito
c ExcUsnti8sirn* Snr. Prezidente taoa-
c-t :aente txasou no seu mencioaado
e ':-; j circular, nada me Ueo tanto no ga-
to, cmoaasegumtes paVams por ci-
ja protcca5 tanto se disvella o Nosao A >
Wo Uefensor Perpetuo, e afianca a li-
beral Conattuicao, que venturosamente
nos rege Bravo Isto he lingoagem
de huma Auctoridade sincera, e yerdadei-
ramente zeloaa de bem Publico. Que dif*
fiwenca O Snr. T. X. proferira nun.
ca este elogio a' actual ConstituicaS f.Dw
cant Paduan: ieao-ae todos os Cruzeiros*
Queta quizer conhecer hum columna pelo
palavreadoi repare bem : em elle nao fal*
lando, se nao con rodeioa para expnuuc
s nalavra (bn#tmQa89 a maneiradas b?-
tas, quando querm fallar do diabo, que
he humas f*ae* o ahoso, outraa o *5, o
pede pato, o-molino, <&c. &c.; na5 ha*
mais que examinar ; he fazar4he huma
cortezia ; porque he tx UH Assin o teii
observado ,
O Somnmbulo.
a
S^Nji. Edtclor. Quando se diz, rju
a Gaaeta Portuguesa Cruzeiro mente, e
com ella o* aens correspondentes, ealtao
os encruzeirados todos a gritar; qu a sua
G-azeta Pertugueza he o farol da rerdade,
e cousas ontras ; mas sempre continuando
a mentir. Vamos a huma fresqulnh des-
ta jola de pescoco de burro.
Vira todos huma carta inserta no
Cruzeiro de ham dstes das contando,
que em Goianna porordem do Capitao
Mor andar hum ligeiro esbordeaudo s
Europeos, cantando letras e dando' vivas
offensivos ao Imperador, e que o Jua de
Fora para collorar este desaforo esteta
toando huma devassa, da qual nada se
devia esperar, rx^rque aquella Juis he
i-mal aoOuvidor Ernesto: mica ^agora
Vm. e o Publico a verdadeira histeria.
Na noite o Domingo do Espirito Santo
al &c, &c* tendo-se ajuntado e provarvelmen-
ie embebedado, sahirao em procicao ser-
vindo de andar ham gigo de palba;, e cora
cantigas abusivas a queda da Constitui-
cao, e vrnda do suspiraaojpor elts Aba lu-
tismi*, depois de correrem a Vifa tooarao
fogo ao gigo, dizendo que alli moma
queimadaa Constituicao : o honrado Juz
de Fofa vendo aqueila balburdia mandeu
exigir Iha5 da Viilu huma patroVha para prender
oesgeitkihee, a qual na5 Ihe foi prestada
telvez por estar oMajdr hospedado erri
*f<+wm>
**
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L

y-



(1646)
caza de hum homem que Sosj muito da vindo*me na demoastraca do referido, do
Constitui^aS; roas nodia seguinte ten- termo >-< uzurpador, nao por outro al-
do-se o Juiz de Fora entendido eom o Ca- gum motivo (pois que naS coturno diri<
pitao mor espalharao-se a'noite afumas gir ataques pessoaes) sena por ser o ti-
palrulhas, e alguna rapazes da Villa tulo d' uzurpador o mesmissimo com que
Constitucionaes tendo divagado pelas ru- o Sr. Carvalho me brindara eameo so*
as cantarao talvez por acinte o Hym.no gro, em aeo referido anuncio, como se
Nacional, que para a gente do Cruzeiro conclue das palavras w uzurpacao que no
he hum insulto. Eia o facto tal qual suc- terreno de sua propriedade fizerao os pro*
cedeu, e devo accrescentar, que o honra- prietarios do sobredito sitio a venda ** vis-/
do Juiz de Fora esta* procedendo ade to nao haver-se designado qual fosse es*e
vassa por aquelle disturbio, o que fez cor- proprietario que comineteo a uzurpacao.
rer ate' aqui huma meia duzia dos taes ca- Nada pois era tao natural e decoroso ao
ti vos do batuque para se munirem de se- Snr. Carvalho, em tal cazo, como mos-
guro. Diga agora a Gazeta Portugueza, trar, em 1. lugar, o titulo de dominio
ou seus socios correspondentes, ae he per- que tem no terreno que eu afirmo ser meo
mittido a alguem fazer o que levo dicto e de que estou de pusse, a falsidade dos
dos primeiros, ou vedado o que digo dos titulos ou documentos por mim apontados
tegundos : porem isso nao vejo eu ; por que me comprometi mostrar (como tenho
que a Gazeta o que quer he contar hiato* feito^) a quenvoi quizesse ver ; em 2,
riaa de cousas, que cheirem a Repblica, lugar, qnal dos proprietarios que o meo
a ligeiros. a anarqua &c. &c, ainda que citio tem tido, foi o que Ihe fez a uzurpa-
os apanhem as mais escandalosas menti- cao ; e em 3. a questao posiessoria que
ras ; desfeixando em respoata a os que Ihe agitara para obstar o prejuizo que Ihe re-
descobrem as mataduras huma regateiral ultava da uzurpacao feita por esse pro*
descompostura, pois que a sua diviza he a prietario quem quer que elle fjssp.
h mentira m a iramoralidade n- a des* Eis o que o respeitavel Publico deze-
vergonha, ^ corcupdice ~ e o Porta- jara ver provado, mas, em lugar dinto,
, guezmo. depois de dizer o Snr. Carvaiho, em a sua
Com a publicacao destas linhas, Snr. carta inserta no Diario N. 402, que eu
Edictor, muito obrigara' ao por urna historia da Ciroxinha &c. pre*
Seu Venerador tenda uzurpar o seo direito e macular a
Hum Goimnense. sua honra e crdito, entra na sua chamada
j^, i historia verdadeira ; e borrifando-a com
! o azedum das palavras >-i atrevimento ^
i^Na. EDitToa.-i. Havendo eu refu- descaramento *-t atrevidamente i-h miasen
tado, pelas reflexoes que aconpanharao lanea de velhacos &c.-. que diz nao en
urna carta inmha inserta no seo Diario tende, e eu respondo que, nao entende
tvj o o* i annunci tambem inserto no porque nao quer nem Ihe faz eouta enten-
N. 370 do mesmo Diario pelo qual o der, principia a contestadme : porem co-
Snr. Francisco de Carvalho Paea de An- mo ?!! Prova que he Snr. do terreno que
drade se propoz a estorvar a venda d'um eu chamo meo, 1. poilt0j or |he hjep
sitio deque aou com-senhor, anunciada dito o ja finado Francisco das Chagas &c.
palos nmeros 360 e 365, asseverando ao aem mostrar documento algum que induza
Kespeitavel Publico existir lide em Juizo a crer sobre a palavra desse defunto Cha-
por a qual elle anunciante se havia pro- gas. Prova que Joze Gomes da Costa %
posto a mostrar a uzurpacao que em ter- Ramos foi o proprietario que Ihe fez a
rano de sua propriedade haviao feito os uzurpacao, em consequencia da qifal o
proprietarios do sitio anunciado a venda, Snr. Carvalho Ihe propoz aceao poases-
foi todo o meo filo aquellas reflexoes, fa- soria, 2. e3.o p^ como rirrsia.
ZVZZ'3 nen>Um ^w^P^Wareg ra em seo annuncio, apontando a Noti-
do meo sitio e muito menos eu, havia-mos ficacao Cominataria que Ramos Ihe pro-
ZUiffL^Z fgT ^ ProPdad* Pa Pel to daderrubacao dos iti-
do bnr. Carvalho; aoutro sim, naexis- zeiros.
S^qUee8nm6P!n'"fi''8' aStad" W f*e E 1 tal Snr. Edictor: nao esta' en-
Snr., como He afirmara, por a qual se gracado este novo methodo de provar
propoaewe a mortrar ewa zurpaao, mis questes com historia de defuntos e factos
l *
i______.


MH
MM

contra producentes ? Pois anda ha' um
4. facto provado da mesma forma, e
vem a ser dizer eu que Ramos licitou
sobre a avaliaca9 do sitio e mais pro
priedades na partilha dos bens do finado
Francisco de Paula Monteiro da Cunha
e por isso Ihe forao adjudicados o que o
Snr. Carvalho nega mas diz que ^man-
dara offerecer a Ramos por os chaos em
que estao ora moradas de cazas o mes
xo por que lhe tinhao sido adjudica
dos sem contrariar cora documento ao
ru eu havia apontado do qual consta ser
adjudicado a Ramos o meo sitio pela lici-
te cao que elle fizera. Onde aprendera
o Snr. Carvalho, Snr. Editor, a provar de
eemelhante manera o que com tanta bazo-
fia allega, refutando dizeres dos mais ?
Seria la* nesses Mundos por onde andou,
ou aqu mesmo em nossa Terra Eu res-
pondo por Vm. Snr. Edictor. Nem la'
nem ca', por que so' no inferno se insr*
nar e admitir*; provar e refutar factos
tSTticridos por documentos, eom histo-
rias de defunlos, cota argumentos con-
tra producentes, e com acrimonozos sar
casmos. Nao etenda, Snr. Carvallo
que eadecani' da verdade dizendo, que;
quando meo sogro eereou o meo sitio,
Vai. era por si, nem seos representantes,
por se achar entao fea Cadeia da Baha
se oik : a isao ; por que essa prizaS o
veo o eazo, como prov da sua auzen-
cia ; e como Vm. a conessa, aseverando
estar em Inglaterra/he qnanto basta visto
nao ser o meo designio se nao mostrar
a existencia, e nao o lugar nem o motivo
dessa 'anuncia. Afinal, Sar, Edictor,
sseveio a Vm. e ao Reapeitavel Publico,
que, no respondo ao Snr. Carvalho co-
mo eiie merece, pelo modo cdmqne assen-
tou contesta r-me, na? por que tema que
esse Snr. prove contra mim velhacadas
que eu baja feito, corno da* a entender
as paavras para que o Respeitavel
Publico venha no ecmhecimeto de quem
Vm. he com que finda a Ma decantada
historia vefdadeira, combinadas com a
tal nsiselanea de velhacos mas por
que essa mesma historia do Snr. Carvalho
ru justifica, ao mesmo passo que o deve
cwiwrttHr. Restadme somente advertir
ao Snr. Carvalho,' que se tralei da pala-
vra usurpador (de que tanto se pi-
cou) as minhas reflexes, foi em refens,.
de me ter dattoIgual titulo no seo annun/
o, e que quem he tan> espinhado, deye
tratar aos mais com aquella delicadeza
com que dezeja ser tratado. A Dos Snr.
Edictor, tenha abondade de dar pubtU
cidade a esta, que pens ser a ltima vez
que o incomodara', salvo se o fendid
ocessitar defenderse o
Seo Venerador e Criado
Jqaquim Francisco do Re g+
i
Correio.
Paquete Imperial Pedro recebe OS
r malas para Masseio, Babia, e Rrb
de Janeiro, no-dia 10 do corrate pelas
9 horas da noite. / ?_.; '" ".-*
Pela Administracao do Correo Gerl
se faz publico que o Paquete Beurepar
de que he Comma,ndant o ,1. TeneTtite
Manoel Francisco Clemente Pereira, pas
te impreterivelniente no I. de J;ilho pa-
ra o Rio de Janeiro tocando no* porto* da
Ma^aio, e Babia; o paquete afoW
prompto a receber passgeiros e tw^#
ra os referidos porto?. As malla- fochao-se
no ultimo docorrente pelas 9 liaras da
noite.
Avizos Particulares. J
AP?s*oa qu anunciou pelo Diario cf&
11 do crrente precizar de hurii fi-
tor, ja se acha servido.
A pesso que anunciou por egto'pia*
rio querer comprar hmterno degamao
de tnarfm, procure na ra de Sao Pedra
caza D. 36. .-
A mez e meio acha-se na Carlea
'tota Cidade hum muleque de nomt Cae-
tarto, idade de 9 annc, nacao Cacanje,
diz que 6 Snr. te chama Snr. Comman-
dante; e parece ser de algum Engento
perto deta Cidade ; a ptsso a .quem per-
tencer o dito muleque dirija-se a mesma,
Cadeia. .
A pessoa que anunciou no Ulano
N. 404 de Segunda feira 14 de J unho,
ter hum sobrado para veader no Recife,
metade a dinheivo, e inatadc a troco de
escravos, dirija-se a ra ra Alfande^a
velhaN.0 4, mide achara' oque perten-
de, com vantagem scu favor.
Roga-se a lgum Snr. Catnarada Me
liciannoqe na marcha do dia 10 fes a
honra jantar em.caza do.Sur. Francisco
Goncves Costa, nos 4 cantos em Ohnda
e que ali mudass roup e que por enga*

-

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tmmm
_, .*



no e pre? troucewe humas calcas de brim Alcntara do-Rio de Janeiro que nrenciii.
entrabado grandes, ficando outraa ta* ou a correr em 15 de Junho comrebati de
2 ^,^1 n,ad eu"OVO Pre,n PwlOfc epentes de tartaruga viudos' 'i
r^-Z. ,.rC0n!iOan,bM donos ** me8lna Corte/do ulnmogosto; na loja i
se nao podem utilizar dellas, naS saber de Joze Baptista Ribeiro de Fari.-na ra '
ST P?f T ,?e "** *, I*8304 do CresP' e no e fazedas na
que as tenha qumra levallas a ra da Crufc ra do Colegio.
JST. CMa N" '7' U anUndaF 9ua Huma venda nos Quat> Cantos da
inoradla para serem entragues as que se Cidade deOlinda, N. 22; quem per-
-achaonamesma tender dirija.se a me.ma. q *" per
O Snr. Manoel Joaquim Pascual Ra- Sientes deortalicee todasas qua.
mus que entre os*anos d. 1825 e 26 es. lidades ediversas especies, viudas agora
eraTam, f R' ?nde d NorU e de PortuSal> fscas,Pem Cidros iacrafos*
agora dizem ^estar nesta PraSa ecomo se na Botica da ra da Cruz N.M23, jun o
ignora a onde e se dezej. muito fallar das cazas queimadas. J
com o dito snr. por isso se Iheroga que ou
declare a sua moradia para se procurar, AHiio-a c
tt se dirija a ra da Madre de Dos Lo- Aiiuga-se.
tJSlSS^: 30! qUe Ia' hC qU' O "*- hu <"< berta que
iedezejafalar. Vcarreg 1nliitos tijollo.de al vena- "
^ompra-Se. na ^ em fora de portas venda de 3 portas
Hy** Pr'a.ou mulata, sendo mo?a, Furt0u.se
e boa coznheira : na ra da Aifan- *uriou-se.
ega velha N.= |kjA_noite de Segunda para Ter?a feira
vencie-se. % 15 {do corrente mez, do quintal de
2t.ti^Srd*Dhri<' EKravos F-gidos.
*F&riSX"zrs Rar- es,-*' "'r
ros, evinte e tantas cazas foreiras SZ Sn^/8 cor P<*ta, rosto redondo,
avallo de estribara mellado mtaS na? di sua r?/0** *""* *"* he si"
guia com seus competentes andar. 2 "'dasVa*rra'Pes finas, pea p,qUe.
5.anSo. Elmm negro de boa ^nr^' 2 ""f bruta na fe,la' eauzentou-a
Ticioalgum: 1 a do Qudmlt 1 d i?*" i*"10, S0",enha em B ;
Seriguelro D. 3. V"mado loje de os apprehededores levem a Camboa d
Hum palanquim de carreo-ar&hn tZ-' *dd* 2andare"D- '' 1'
, em bornee?J JdS^ rtXnhra,De,lte recoPd o
Huma negra cozinheira < mmn c; ela o corpo, ejaconi cabellos brancos
deir. de ra, Jade 3 ann*"' na^D ZiTi 4 anno8' fuSidas n dia
S, naruadasCruze. naca8aD- f f Ju"ho do Engeuho CangtSa' Fregu.
. Meioabilbetes da decima nona LotP h i' .e"90 da Malla: aP">
d. Imperial Tbeatro deS.Td^ Z&S^?*^'
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Pwnambuco na Tipografa do DiaThT" [
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