Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00631


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Full Text
AUNO XXXI. N. 201.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
* SEXTA FE1RA 31 DE AGOSTO DE 1855.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
r
DIARIO DE PERNAMBUCO
ENCARJIEGADOS DA SUI^CRIPCAO'-
ecie, o proprietario M. F. de Faria ; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joao Pereira Merlina; Baha, o Sr. D-
Duprad; Maeui, o Senlior Claudioo FalcAo Diat ;
Parahiba o Senhor ervazio Viclor da Nalivi-
dude ; Natal, <> Sr. Joaqoim Ignacio Pereira Jaoior;
Ai-acaty, oSr. Amonio de Lemos Braga ;Cear, o Sr.
JoaquimJos deOliveira; MaranhAo a Sr. Joa-
qnim Marques Rodrigues ; Piauhy, o Sr. Domingos
HarculanoAekile Pessoa Cearence; Para, oSr. Jus-
linu J. Ramea ; Amazona, o Sr. Jerooymo da Coila.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 1/2.
Paris, 355 rs. por f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
METAES.
Oaro.Oncas hespanholas- 29000
Moedas da 69400 velhas. 169000
de 69400 novas. 16000
Rio de Janeiro, 1 1/2 por 0/0 de rebate. I de 48000. 99000
Acres do banco 30 0/0 de'premio. I Prata.Patacoes brasileiros. 1)940
da companbia de Beberibe ao par. Pesos columnarios, 1)940
> da eompanhia de seguros ao par. mexicanos. .... 19860
Disconio de l< tiras de 8 a 9 por 0/0.
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, lodos os das
Caruar, Bonito e Garanrruns nos dias 1 15
Villa-Bella, Boa-Vista, ExeOnricury, a 13 e 48
Goianna e Parahiba, segundas a sextas-feiras
Victoria e Natal, as quintas-fairas
PREAMARDEHOJE.
Primeira as 7 horas a 42 minutos da minhaa
Segunda s 8 horas a 6 minutos da tarde
AUDIENCIAS.
I Tribunal do Commercio, segundasequintas-feiras
I Relacao, tercas-feiras e sabbados
Fazenda, quartas e sabbados s 10 horas
Juiz do commercio, segundas as 10 horas e as
quintas ao meio-dia.
Juizo de orphaos, segundas a quintas s 10 horas
1' vara do civel, segundas e sextas ao meio dia
2* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia
EP11EMERIDES.
Agesto 4 Quarto minguante as 7 boras 1 mi-
nuto e 42 segundos da tarde.
12 La nova as 4 horas, 32 minutos e
44 segundos da tarde.
20 Quarto crescente as 5 horas, 3 mi-
nutos e 45 segundos da tarde.
. ii 27 La cheia a 1 hora e 31 segun-
dos da tarde.
DAS DA SEMANA.,
27 Segunda. S. Jos de Calazans; S. Rufo.
28 -Terca. S. Agostmho bispo e doutor da Igraja..
29 Quarta.Degolacao deS. Joo Baptista.
30 Quinta. S- Rosa de Lima, Americana.
31 Sexta. S. RaymundoNonalocard.
1 Sabbado. S. Egidioab- ; Ss. Gedeo e Josu.
2 Domingo. 14." N. S. da Penha; S.Eufemia
. v. S. Estevo re da Hungra.
parte rnciii.
correspondente a quanlia dos embargos de (erceiro i soaes, e o governo inglez nunca adoplou o principio
OOVKRNO DA PROVINCIA.
ExatdUarte do dia 37 da costo.
(JUicioAo Exm. marecha! co:nmandanle das ar-
mas, Iransmi ntido por copia o aviso do !. do cr-
reme, em que o Exm. Sr. ministro da guerra nao
so eommumiM haver-se determinado que em cada
urna das componhiit dos balalhas da fuiileiros haja
nina iraca que- loque corneta tirada da respectiva
banda de tambores mas tambera ordena que se exe-
cote seraelhanle disposicalo acerca do 2.- batalhAo de
infantina existente nesta provincia.
DitoAo roesmo, enviaudo copia do aviso circu-
lar de 30 de julho uliimo, no qual nio s se deter-
mina que nao nejara consideradas deserloras as pra-
nt do exercilo que nao lenliam sido proeessadas por
illa de conselhos de disciplina, e se achem presas
p.ira responder por esse crirae, mas tambem se re-
ccimnienda a inaior cautela para que nAo eoulinuein
i verificar se seroelhantes casos.
DitoAo presidente do conselho administrativo,
para promover com brevidade a compra de medica-
mentos e mais objectos roeuciooados nos inclusos pe-
didos de numero 1 4, os quaes sao necestahos i en-
fermara de presidio de Fernando.Communicou-se
ao comraandante das armas.
DitoAo juiz relator da junta de justira, Irans-
milliudo, para depois de visto ser relatado em sel-
lan da meama junta, o processo verbal do soldado
do 4.a batalhAo de artilharia a p, Jos Bernardo Pi-
res.Communicou-se ao marechal eommaudaule
das armas.
Igual, remeltendu o processo verbal feito pelo
ertme de desertan ao soldado do 2." b alalino de in-
famara Jos Quirino de Araujo.
DitaAo inspector do arsenal de marioha, para
mandar apresentar ao comroandunle das armas, caso
se acbe ja decmb>racado da qoarentena i que fui
sujeilo, o desertor Belisario Antonio Ferreira.In-
tuirou-se ao mesmo commandante das armas.
DitoAo roesmo, declarando que pelo portador
do prsenle ollicio aer-lhe-hAo entregues os planos
para o liiale de guerra, que por aviso de 10 do cor-
rente se mandou construir n'aqaelle arsenal.
DitoAo mesmo, Iransmillindo-lhe, com acopia
circular da marioha do 1.' do crreme, para terera
a devida poblicidade, os ejemplares de 6 avisos aos
navegantes, os quaes foram enviados aquella repar-
tifAo pelo ministerio dos negocios estrangeiros.
DitoAo pro-redor da sanie.Estando arriscados
ruinas varios nteaciliosdo'J.* bitalhAo de infanla-
ria, que, leudo vindo acondicionados em caalo no
porao de urna barca procedente do Rio de Janeiro,
acliam se actualmente na Iba do Pina na barcaca
la arsenal ; recoromendo Vroc. que faja proceder
com urgencia s fumigacoes necessarias afim de se-
rcm entregues ao commandante do mesmo batalhAo,
visto que nAo 'orara elles desembarcados na Babia, e
aem liveram contado com a Ierra. .
DitoAo juiz de direilo ds Cabo, declarando-llie
que a execui-Au da le provincial n. 366 de 10 de
malo ultimo, osla' anda dependente d'ordens desla
presidencia, as quaei serAo expedidas em lempo op-
[ ortuno.o mesmo sentido oAiciou-se ao juiz de
direilo do Rio Formoso, aos juizes mnnicipaes das
mesmas comarca, e s cmaras inunicipaes do Cabo
e SerinhAem.
PortaraConcedendo so arrematante do .# lan-
(o da estrada do Cabo, Bento Jo Pires, mais 6 me-
zas de prorogicAo para a concIusAo da mesma obra.
Fez-se a' respeito o conveniente expediente.
i &o Ao Exai. presidenie da Ra (nata u
Norte, inteirando-o d* haver cinedido orden* para
serem transnnuidns aquella provincia na bareac*
iVoeo Amor, roestre Francisco Ferreira dos Santos 8
eaixoes coulerdo o armamento, corrame e artigo*
de lardamenlo mencionados na tonta e guia juntas,
e rogindo-lbe a expedirAo da ordens para ser all
pago o frote di) temelliante conducho.
Dito Ao Exm. viee-prasidenle das Alagoai, d-
zendo qoe com a copia que remelle do ollicio do di-
rectordo arsenal de guerra responde ao de S. Exc.
do H do correte, requisilando a remessa para aquel-
la provincia dos booeles a esleirs de que trata o com-
mandante do oitavo bilalhAo n j ollicio que devolve.
Dilo Ao. Exm. viee-prtsidente da Parahiba,
eommuuicand que nesta data reeommendra a Ihe-
snuraria da faienda a expedirlo de sna* ordens re-
bilivameule ao levanlaraento de deposito do dinbeiro
do atsocar de prodnocAo dessa provincia recolbido
na mesa do consalado desta. Fiteram-se asrdeos
convenientes.
Dito Ao Exm. commandanlo superior da guar-
da nacioual do Recife. Ueveudo ler lugar o corte-
jo do estro no dia 7de selembro prximo viudouro,
aonlvenaro da independencia do imperio, convido
a V. Exc e Lodos os senhore ulliciaes dos corpos
ib aeu commando superior para asiislirem a esse
acto nesle palacio dora do cosjume. Igual ao
mareclial cooimaodante das armas, para convidar
aos olliciaet de primeira, linha existentes nesta pro
vincia.
Dito Ao Eso). balito de Suassona. Passo s
mAos de V. Exc. para que sirva-se de apresentar
c irecloria da eompanhia de deseccamento do panta-
no de Olinda e canalisacAo do Rio Beberibe a iuclu-
ss copia do ollicio a... do director da obras publicas,
no qal, depois de fazer ver quaes os trabalhos em-
preliendidos e realisados para explorarlo do mencio-
nado rio, o de descrevtr o respectivo curso, aprsen-
la algumas ideas a respeilo da realis-rao do lim da
mesma eompanhia, terminando pela demonstracA
da despeza emque orea taes raelltoramentos. Remel-
lo igualmente a planta do referido pantano c rio, le-
vantada pe* dito engenheiro.
Dilo Ao Exm. presidente do conselho adminis-
trativo do palrimonio de orpia-is, scienlificando-o
de baver, por portara de22 do correle, nomeado a
Jos Bento daCosta para o lugar vago de director
do collegio de orphlos.,
Dilo Ao inspector da lliesouraria de laxenda,
Iransmitlindo copia do ofllcio do juiz de direilo do
Rio Formoso, participando iiaver providenciado, pa-
ra qua o juiz municipal de Bnrreiros bactiirel Anto-
nio Borges Leal, reatsumisse o exercicio do seu car-
go, visto ler sido julgado improcedente a queixa
contra elle da Ja por Joao Cavalcanli de Albuqucrque
Mello, e ler aquelle juiz recorrido ex-olficio para a
rclacio. Igual communicar^o se fez ao Exm. pre-
sidente da relacao.
Dilo Ao mesmo, trinsmiuin I a, para os conve-
nieules exames, as inclusas copias das actas do con-
selho administrativo para fornecimentodo arsenal de
guerra, datadas de 13, 1*. 21 a 2i do crrente.
Dito Ao inspector do arsenal de marioha, an-
tiiTisindo-o mandar abonar, alm do jornal eslabc-
k-cido, orna trratifleacio aos olliciaesde ferrein, que
lorem empreados no ervico daquelle arsenal.
Communicou-se a thesouraria.
Dito Ao inspector da thesouraria provincial,
di/.endo que nao pode sor approvada a arremalacAo
di obra do pnmeiro leuco da l**da-jL>-Pao-dfA-
llio, por coeivir que esae lanco Sja dividido em ou-
Im aaeiiurm, e que nesle sentido se acaba de ofciar
a* director dai obra* publicas.Fez-se o ollicio de
esse se trata.
Portara Hemovendo i Mnnoel Poreira do Can-
h el* lugar do apuntador do* esliid** gradeos para o
de administrador da obra doliymnano Provincial,
caen o vencimenlo de 508 rs. mensnes.
senlior e possuidor da appellacAo entre partes :
Appellanles, Francisco Porfirio de Freilas e sna
molher;
Appellado, .foaqoim Mano! Carneiro da Cnnha.
Passou do Sr. desembargaclor Santiago para o Sr.
desembargador I.cAu a appellacAo entra parle* :
Appellant**, Ignacio Joaquim de Oliveira outro ;
Appellado;, Cunha & Amorim.
OSr. desembargador Santiago pedio dia para jul-
gameulo da a ipellacAo entre parles :
Appellante, Francisco Jos Regallo Braga ;
Appellado, Antonio domes de Araujo, e sendo
designado o de hoje, sorteados o* Sr*. deputados
Basto c l.emo!, coulirmaram a senlenfa.
O Sr. desemuargador Santiago apresenlou o ac-
cordao da appellacSo entre parles :
Appellenle. Joao Frederico de Abreu Reg;
Appellados, Soares & Companhia.
NAo havendo mais nada a tratar, encerroo-se a
sessilo.
DECLARACA.
Tendo havido engao na publicarlo da acia da
sessao de 2(1 do correnle, transcripta nesle jornal,
relativamente a appellacAo entre partes :
Appellante. Jos Das da Silva Guimaraes ;
Appellado, Jo< Pedro Velloso da Silveira.
Lea-se o seuinle :
O Sr. desembargador I.eAo apresenlou para desig-
nar-se o dia de julgamenln da appellacAo entra
partes :
Appellante, Jos Das da Silva (inimaraes; a
Appellado, Jos Pedro Velloso da Silveira, e sen-
do designado o da hoje, relator o Sr. desembargador
Santiago, sorteado* os Srs. deputados Basto e Reg,
nAo se lomou coniecimento por ler sido apresenlada
fra do prazo marcado no artigo 654 do decreto nu-
mero 737 de :!"> de novembro de 1850.
de equilibrio. Entre a posirAo de lord John Russell
e a de Mr. Drnuy n de Lhuys ha urna diflerenca, e he
que qnando vollaram para o seu paiz, e que os go-
venuis inglez e francez desaprovarara o modo de
pensar pessoalteve que ceder a decisAo da maioria no
gabinete, e metter, para atsim dizer.as soas opinides
na algibera ; por esta forma nAo causavam prejuizo
a ninauem, e lord John Knssell ajudava a politiea do
gabinete, a que pertcncia, do melhor modo que po-
da.
Em quanlo a Mr. Drouyn de l.hoys eslava n'ou-
tra posieao. Como ministro dos nesocios estrangei-
ros tinha de desapprovar nos seus artos o principio
que aventara e sustentara ; e era-lhe impossivel ir
de accordo com as inslruccSesque recebes** do seu
soberano, por isso julgou dever dimittir-se.
He com prazer qna recommendamos aos nossos
leilores os despachos de lord Claredon, porque sao
modelos de urna diplomacia ab mesmo lempo raso*-
vel e conciliadora, de urna poltica firme e verdadei-
ramente ingleza.
Apaz'baseada na politiea de equilibrio, diz
lord Clarendon, seria lAo deshonrosa como mesqu-
nha e podca sergora, e seja qual for o apreco que a
Franca e a Inglaterra deem a allianca com a Austria,
n,1o descjarAo nunea para a alcanrar, sacrificar a
sua honra e a seguranca da Europa. Lord Claren-
don, diz aem subterfugios e em face da Aostria a que
receta que a Austria nunca proponha cousa algoma
qne a Russia nao possa aceeitar, e que por outro la-
do, a Russia nada acceilara qoe reja umobstculo
realisaeo Jt> poltica, que o imperador Alejandre
derlarou ser a de Pedro o Urande e de Calharina.
EXTERIOR.
/
BISPADO DE PERNAMBUCO.
Rveo. Sr.Havendo o Exm. Sr lonselbeiro presi-
'teole desta provincia, dado ai convenientes provi-
ilettciai, para qoe no cuso de seriaos accommellidos
n* epi<,em'ai que lem grassado as provincias do
I ara e da Bahia, a pobreza, que for atacada do
mal, seja soccorrida com o necessarios medica-
menlos: Por ordem de S. Exc. Rvm. convido a
V. S, para que elegendo dous parochianos da sua
fregoezia, forme com elles urna commissAo de be-
neficencia, que recorrendo a caridade dos de mais
paroeliianos, promova os meios necessarios para
serem submiinslrados os precisos alimentos aos en-
fermo* indigentes, e anda mesmo aquellos que por
necessidade urgente forem recolbidos aos liospilacs.
qne vio croar-se ; sendo estes, porm obrigados a
saltsfazer depois as despezas que com elles se fize-
rcm. Espera S. Exc. Rvm. do hade empregar toda a diligencia, afim deque
osle carilalivo convite teja de iodos bem acceito.
Den guarde a V. S. Palacio da Suledade 20 de
agosto de 1855.Rvm. Sr. visara da freguezia
de..... O provisor, Francitco Jos Tacara da
('ama.
TRIBUNAL DO COMMERCIO. .
Sali judieiarta de 29 de agosto de 1855.
Presidencia do Exm. Sr. desembargador Firmino
Antonio de Se uza.
A's 10 horis e 3|4 da manira estando prsenles
os Sr*. deseinbargadore* Ermelindo de Leau (fiscal),
Santiago, rallando sera eaum o Sr. desembargador
Uitiraua, timbera prsenlos cu Srs. deputados cora-
mercianle* Pinto de l.emos, Medeiru* Hego, BfSto
a Oliveira, Coi |da e approvada a acta da sessao an-
tee eslente.
Haodou-se averbar o impoilo da chancellara,
O Mornino-Posl aprsenla o segrate resumo dos
documentos diplomtico* relativos s conferencias de
Vienna, publicado* ha ponto.
Nos documentos diplomticos relativos as con-
ferencias de Vienna qoe adianto publicamos, eneon-
tram-se algumas circunstancias que nos esclarecen]
cerca de-las oegociacoes, do modo porque procede-
rn! aquelles <|ue nellas inlervicram. A ainhirao per-
severante da Russia e o egosmo feeuudo em artificios
da corte de Venna sao parles bem patentes, e para
assim dizer sin dissecadas por lord Clarendon, qoe
incessantmente lem em vala o lim a que nos propo-
mos, que nAo hesita nunca, e que de accordo com a
Franca, se esforca por alcanrar urna paz real e so-
lida. Os despachos de lord Clarendon merecen) ler
lidos, e estamos cerlos qoe todos os lerAo com a
maior altenco.
Volvendo ao pasudo, qoe agora se nos aprsenla
com cores usis claras, ah notamos as excedentes
iiilenrOes de BIr. Drouyn de Lhuys, c do nosso ple-
nipotenciario. Ambos reselvidos com firmeza no
principio a sciiuirem as suas inslrucroes. acabaram
sem todava comprometieren) a honra dos seos go-
verno, por ce ler aos sophiticos arrumado do con-
de Buol ; e os argumentos deste, 13o sinceros na ap-
parencia, o astelo sombro nessa poca das opera-
ces militares, os projeelos de partida para a Crimea
do imperador NapoleAo, o estado incerlo dos parti-
dos no parlamento inglez liveram urna grande influ-
encia no espirito inquieto dos plenipotenciarios do*
alliadns.
a No principio lord John Russell bouve-se de ura
modo casaptelamenle satisfactorio. Esa 10 d'abril
escrevia a lord Claren Ion nos seguidles lermos :
Na nosss -nlrevista em casa do eOYtde Kuol, d*-
monslre-lhe que o projeclo de equilibrio era inefll-
eaz, visto que nAo podamos ler sempre urna esqua-
dra consideravcl disponivel; que era vergonboso pa-
ra a Turqua, porque.lifaria sempre obrigada a con
fiar a sua segurancssASfe npoio da Inglaterra e da
Franca ; alera disso (Me projeclo nAo oflerecia nen-
huma garanlii Europa, que assim estara sempre
exposta a grandes preparativos de guerra. Examina-
mos com jlleui.ao o plano da Amina, e ( o abando-
namos, porque o julinmn* inellicaz.
Lord John Russell accrescenla : Da parle do
gabinete de Vienna era urna tentativa qne liaba por
lim levar as potencias occidenlaes a prescindir das
suas proposlas relativas ao lesceiro ponto ; mas esta
tentativa fruslron-se completamente, a
Em 12 de atril, lord John Russell escreve um des-
pacho modelo de firmeza, no qual exuoe o proceder
que Iciicioii.i teguir. Lord Clareudon no seu desalj-
cho de 16 de abril approva inleiramente o plano de
lord JahnRu-sel, e elogia a firmeza o habilidad* com
que elle representara os senlimeulo* e inteores do
seo governo.
Em 16 de abril, lord John Russell participa para
Londres, que na vespera houvera urna reunio em
casa do conde Buol, a qual durara qualru horas, e
que o conde leva aos plenipotenciarios dos alliados
om projeclo di! ultimtum do gabinete de Vienua,
projeclo no qual o principio do equilibrio era clara-
mente eslabelcci lo. O conde accrescenlava que na
sua opiniAo urna esquadra russa de dezeseis nus nAo
seria cousa milito periaosa para a Turqua, a
He qaasi in jlil dizer que o plenipotenciario ollo-
mauo ser de opiniAo contraria, alera dos inconve-
nientes graves que leria a conservarlo de urna esqua-
dra da igual forra por parte da Turqua. A conser-
varao dessa esqusdra seria evidentemente ruinosa
para a Porta.
Mr. Drouyn de Lhuys nesle ponto concordoo cora
as propostas austracas, abandonando o limite de qua-
Iro naus e quatro fragatas, que a Franca e a Ingla-
terra queriam impor Russia. Mr. Drouyn de Lhuys
declarou que eslava disposlo a conceder i Russia a
fsculdade de ler no mar Negro urna esquadra igual a
que existo actualmente. Lord John Russell declarou
que postoque nAo eslivesse aulorisado pora prestar a
sua approvacao a esa proposta, loraava comludo a
eu cargo aun air a ella. Purera o cunde Buol nAo de-
sisti do sea psnsamenlo de conceder i Russia deze-
seis naos, e p<;dio aos plenipotenciarios que consul-
tassera os seus goveruos.
Lord John itussel daudo cotila desle iacidenle ao
seu governo, mosira-se receiosu de que a Russia nao
acceite o ultimtum da Austria.
E apesar disso eu nao poseo comprehender qoe
a Russia preferase a guerra com a Austria a ama
paz, que lie facultara o lempo e os meios de prepa-
rar um novo ataque contra a Turqua. Eraquanlo
garanta da inlagridade e independencia da Tur-
qua eflorecida pela Austria, lord John Russell ex-
prime-sa nos leguintes flrmos : Se d'aqai a cinco
annos a Russia atacar a Turqua, poderemos nos con-
tar com a garaalia da Austria '.' Keceio que eniAo,
come hoje, a Austria allegae, para se desculpir, ora
as savaacomplicacCei financeiras, ora as ana* inquie
tacOes do lado da Prussia e da Allemanha, a fraque-
za de um exercilo reduzido ao p de 1852, parausada
entjo a aceito du gabinete de Vienna, como a para-
lisou em 185.1....
Receto, diz afina! lord John Russell, jxs nAo
possamos contar com a Austria para salvar Constan-
linopla da am!)icAo da Russia.
Al esle ponto vAo as cousas bem. LordJolm Russell
usa de urna lingaagera digna delle, digna de um re-
presentante da CrBa-Brelanha ; mu no proprio dia
cm qne escrev o despacho cima extractado, infor-
ma lord Clarendon que deve haver urna reuuiAo na
qual leociona propor um plano baseado oesse mesmo
principio deequilibrioquecombaleracom tanta fir-
meza.
Lord Clarendon responde-lhe pelo lelegrapho, em
18.a O principio de liinilaeAo deve ser absoluto, s
be condicional conforme o plano que tencionaes
apresentar.
Porem no espado de 48 horas, de 16 para 18, fer-
ie ama Iransformacao completa as ideas de lord John
Russell. a escreve para Londres instando com o go-
verno para qna au continu a guerra na qual se
cunsumem lanas vidas e tanto dinbeiro, depois ac-
crescenla que a Austria apprecisr as propostas da
Franca e da Inglaterra, porem que se forem resel-
ladas pela Russia, formular-se-hAo oolras baseadas
no principio do equilibrio. Lord John Russell acom-
panhava essas proposlas austracas, redigidas por
Drouyn de Llmys, com as seguintes palavras : a Se a
Austria considera estas proposlas como om ultim-
tum, deverium ser acceilas petas nossas Dolencias oc-
cidenlaes. Dizendo islo, parece que estou em con-
tradieco con) as inhiba- opinides anteriores ; mas
na realidade nao me retracto ; sou anda de opiniAo
que o principio de limitscAo he preferivel aoda
equilibrio ; porm a ques'.Ao versa sobre a esculla
de urna seguranza imperfeita para a Turqua e a
continuarlo da guerra. Se o governo da rainha,
de accordo com o de Franca, he de opiniAo qoe a
paz celebrada com astas bases pode acceilar-se, de-
vera' cummunicar as suas instruccoes a esle respei-
lo a lord Weslmorelaod. Alias espero qoe me
seja concedido explicar-me antes de se adoptar orna
resolurao definitiva.a
Eis pelo qoe toca a lord John Russell. Como
Mr. Drnuy n de Lhuys pareceu haver cedido ao t-
lenlo persuasivo do eminente homem des estado e
hbil diplmala conde Buol, mas na realidade lord
John Russell s comprometan as suas opniSes pe-
dos seus plenipotenciarios, lord-Jotra Russell s
PORTUGAL.
Ministerio dos negocio do Reino.
Sua mageslade el-rei, regente em nome do rci, ha
por bem ordenar, que na prxima solemuidade da
entrada e rccepcAo de sua mageslade fidelissima o
Sr. D. Pedro V, e de soa alteza o sereuissimo >en-
uhor nfanle duque do Porto, no seu regresso a Lis-
boa, se observem as disposicGes constantes do se-
eninle
PROGRAMMA.
1. Afeslividade da entrada e recepcao publica de
S. M. F. o Sr. Dr. Pedro V, e do serenissimo Sr. in-
fante duqoe do Porto, em Lisboa, por occasiRo de
regrrssarcm ao reino na volta de suas viagens, ha de
ler lugar no dia em que aquelles principe* desem
barcarem nesta cidade.
2. Nesse mesmo dia, na santa S palriarchal, em
acrAode graeai pelo feliz regresso do* augustos via-
janles, lia de celebrar-s um solemne Tc-Deum.
que S. M. el-rei regente leucuna assislir com seus
augustos lilho, arompanhados da corle, que para
esse aclo, e para o da entrada e rccepcAo de S. F.
1 '., he avisada pela publicarao deste programma, na
conformidsde do decreto de 8 de novembro de 1843.
3. Pela 1 hora da tarde do dia seguinle, no Paro
das Necessidades, SS. MM. e AAV. receberJo as fe-
licitado do corpo diplomtico, e darSo beija-mAn,
para os imprmenlos da corte, tribanaes, tmara
municipal, corporacOes, dignatarios na ordem civil,
militar e ecclesiaalica, e das mais pessoas que coslu-
mam concorrer aquelle aclo.
S. M. a Impera Ir ii do Brasil, viuva, duqneza de
Braganca, S. A. R.a Sereuissuna Sra. Infanta D.
Isabel Mara, terao sido convidadas para as solem-
nidades do Te-Deum, e do beija-mo.
O mordomo-mr far as duposicoes necessarias
para a recepfAo desles augustos personagens.
4. Os dous mencionados dias serAo de grande gala,
cpm suspensAo no despacho, eservico dos tribanaes e
das mais repartieses publicas, onde, por motivos se-
mentantes, costumam suspender-se, sendo, pal' tal
forma e occasiAo, permlllldos os repiques de sinos,
os lugos de artificio, as illurainaeues. e qnaequer un-
irs demonstrarles de grande regosijo publico.
5. Ouando os reas viajantes chegarem fox do
Tejo, as torres de S. Lourencp e de S. JuAo da bar-
ra, e bem assim as nutras fortalezas de mar e Ierra,
e os navios de guerra, embandeirados de gala, darAo
urna salva real de saudacAo e regosijo, por lAo faus-
to acuulecimenlo.
Esta salva ser repelida ao lempo em que S. M.
F., e seu augusto irmo se enconlrarem com el-rei
regente, sen augoslo pii, e qoando as pessoas reaes
sahirem em Ierra no lugar do desembarque.
Alem deseas salva) geraes, que serAo de 21 Uros,
as mesmas fortalezas e navios de guerra, quariHo as
embarcacOes reaes passarem na sua frente, darAo as
descargas de continencia, devidas aSS. MM. e serAo
feilas as oolras demonsiracoes do eslyllo pelas ejjui-
pagens, formadas sobre as vergas.
6. S. M. F., e o Sr. Infante duque do Porto, re-
cbenlo entrada da barra as|felicilaces, qoe Ibes
hao de ser feilas, da parle de el-rei regente, e de
SS. AA. os Srs. Infantes, seu augusto pai e irmaos,
pelos oulciaes-mres, qoe liverem sido encarrega-
dos de ir, em um escaler real, desempenhar lAo hon
rosa missAo.
7. S. M. el-rei regente, acompanlwdo dos minis-
tros e serelarios de estado, dos eonselheirus de esta-
do elleclivos, edos odiciaes-mres competentes, len-
ciona embarcar-ie em um bersaiilim real na Bibeira
das Naos com os Srs. Infantes para sahirem ao en-
cuulro de S. M. F. e do Sr. infante duque do Porto,
navegando dahi lodos juntos com a proa ao Terreiro
do Paco.
8. Na Ribeira das Naos eslarAo promplas as galeo-
tas, escaleres e embarcacOes da mariuha real, que
ferem necessarias para receberem os dgnilarios e
altos funcionarios do estado, que se apresentarem
para acompanhar SS. MM. e AA. no seu desem-
barque.
9. Quando o berganlim, que condozir S. M. el-
rei regente, largar do arsenal de mariuha, os navios
de guerra, as torra* e fortalezas darao urna salva
real ; devendo as galeotas, os escalares e mais em-
barcacOes do estado, ou de particularaes, que quize-
rem lomar parle no cortejo, seguir o mesmo ber-
ganlim al ao encontr dos augustos viajantes, for-
mandose depois em alias entre asqnaes bao de na-
vegar embarcacOes reaes al ao Terreiro do Paro.
A ofllcialidade de mariuha he encarregada da poli-
ca do porto, para regular a formacAo das alas, e
pro ver a que, gozando lodos o jubiloso ejpetaculo da
recepeAo dos ausuilos viajantes, nao occorra obsta-
culo algum ao transito real.
10. desembarque de S. M. F. o Sr. D. Pedro
V, em eompanhia das mais pessoas reaes, ha de ef-
lecluar-se na grande Praja do Commercio, afim de-
que os cidadAoe de lAo populosa cidade, teuhara f-
cil a comrnodo accesso ao grandioso aclo de eolrada
e recepeAo do seu adorado soberano.
11. A Praca do Commercio, vistosamente adorna-
da em todas as suas arcadas, edificios e torreos, se-
ra guarnecida dos corpos militares de primeira linha,
e bem assim dos corpos naciooaes e muncipaes,
existentes em Lisboa no maii completo estado de
asseio e disciplina ; devendo ser all conveniente-
mente disposlo* at ao acto da enlrada de S. M. F.
e formando depois alas no centro da Praca, at ao
arco da ra Augusta, e dahi at ao largo da S pa-
Iriarrhal, pela ra Augusta e petas ras da Concei-
rao Nova e da Magdalena.
12 Na mesma praca, a meia distancia da estatua
equesle e o caes das Columnas, ser levantado um
pavilhAo, abarlo por todos os lados para que a popu-
lacho possa ver S. M. el-rei o Sr. D. Pedro V. e seu
augusto irraAo, e vicloriar esle principes, congratu-
lando-se pela felicidade das suas viagens, e pelo*
talentos e singulares qualidade* com que lera sabido
graogear o amor e geral alTerBo dentro do reino, e
honrar onome porluguez nos paizes e;naroes eslran-
geiras.
Um esquadrao de cavallaria, postado junto ao caes
das Columnas, far a guarda de honra a SS. MM. e
AA. e sarao ah formados em alas al au pavilhAo
os archeiroi da guarda real.
13. Os coches e carruageos reaes, entrando no
Terreiro do Paco peta ra occidental da Prac, hao
dt colloear-se junto ao terreAo de*w lado al occa-
liao da sabida de SS. MM. e AA.
As carruagens particulares ficario na ra orien-
tal d* mesma pra<;a, e as ra* da Prata, .dos Fan-
queiros, e da Alfandega Grande, da parte da Ribei-
ra Velha.
As arcadas do Terreiro do Paco eslarao desempe-
didas para a enlrada nos edificios pblicos, e para a
sabida das pessos qua liverem de tomar as carrua-
gens em que hao de ir ineorporar-se no cortejo real
ato a S Palriarchal.
I i. Assim que SS. MM. e AA. largaren) para
Ierra, e sahireaa no caes da* Columnas, sari o aeu
desembarque annunciada por girndolas de fogueto*
laucados dos torrees da Praca do Commercio para
que na* fortalezas de mar e de Ierra, e as embar-
cacOes de guerra srjam dadas as salvas devidas, e
comecem desde logo a tocar as bandas de msica era
lodos os corpos militares, postados na|mesma Praca.
15. A cmara municipal de Lisboa, aguardando
este momento, pegar lias varas do palio e receben
dehaixo delle a SS. MM. e AA., que dahi atao pa-
vilhao serAo precedidos e acompanhado* dos minis-
tros e secretarios de estado,dos conselheiros de esta-
do, dos grande* do reino, dos ofllciaes-rares da ca-
sa'real, dos oulros personagens da corle, dos Irihu-
naes, corporacOes, fanrcionarioi, o mais pessoas que
costumam concorrer festividades semelhanles, in
do todos a p entre os archeiros da guarda real.
16. SS. MM. e AA., subindo ao Ihrono, levanta-
do dentro do pavilhAo. recebarlo os cumpriinenlos
e homenasens da cmara municipal em nome da
cidade e de lodo o municipio de Lisboa, pelo feliz
regresso dos augustos viajantes.
17 Concluidas as ceremonias da racepejio da c-
mara municipal no pavilh/o. sahirao SS. MM. e
AA. nos coches da cnsa real pele centro da Praca
do Commercio o ras do transita ase a S Patriar-
chai, sendo precedidos das oolras carruagens reaes
da sua comitiva e estado, colloee*js urnas aps ou-
tras, segundo a disposirao orden**J|jielo duque se-
Iribeiro-mr, seguindo-se ascir'inssans particulares
sos precendencia alguma. ^^^BLfc
Na frente do prestito marchar* dura iocif de ca-
vallaria, seguida dosporleiros da canoa, e mais cria-
dos do eslyllo, fechando o cortejo logo alraz dos co-
ches reaes, o estado maior general, e a suarda de
honra, composta de um grande esquadrao de ca-
vallaria.
18. Na S Palriarchal, decorada com a maior
pompa, e armadas as tribunas reaes, SS. MM. e AA.
ser.io recebidos i porta do templo pelo Exm. C.ir-
deal Palriarcha e pelo cabida) com todas as ceremo-
nias do eslyllo, e dahi acompanhados pela corte e
pessoas do cortejo real alao Ihrono, levantado na
capelta-mor, donde os mesmos augustos senhores
assislram ao Te-Deum em accao de grabas pela fe-
licidade das suas viagens e regresso a estes reinos.
Para esta feslividade religiosa llavera tambera
duas tribunas, urna para o corpo diplomtico, e mi-
Ira para os membros do corpo legislativo, exislen-
les em Lisboa, e serAo disposlo* os assenloi necessa-
rios para as pessoas do mesmo corle jo, e para todas
as mais que concurrem a solemnidade.
I'.l.Pelas reparlicOesdo monlomo-mr.doestribeiro
mor e da guarda real, serAo ei pendidas as ordens de
sua competencia para o servir j dos artos solemnes
nos dous dias de funccAo.
20. A' enlrada e sabida da S Palriarchal salva-
rio as fortalezas e navios de guerra a SS. MM. e
AA. fazendo-se signaes para esse fim com girando-
las de fogueles no largo de Sanio Antonio.
21. SS. MM. e AA., acaba a funecio religiosa, re-
colhem-se a Paco das Necessidades, sendo acom-
panhados polos orliciaes-mres da real ata, e pela
suarda de honra, apts a qu il seguir Ao lodos os
corpos militares, afim de passarem em conlineucia
na frenle dos mesmos augustos senhores.
Paco das Necesiddades, m 28 de julho de 1855.
Rodrigo da Fonceca MogalhSe.
[Jornaldo Commercio de Lisboa.
CORRESPONDENCIAS SO DIARIO
DE PERNAMBUCO.
LONDRES
8 de julho. (*)
A chronica inlerna da Inglaterra conlm muitos
Tactos interessanles e curiosos. No estado de deslo-
carAo em qne actualmente se acliam os pirlido*. a
reniAo do parlamento di sempre motivo ao conflic-
to das opinides. O ministerio Palmerslon, organisa-
do em circuni'tancias excepcionaes, resenle-se dos
elementos de sna origen), cada dia lem de vencer
novo* obstculos para se conservar no poder, e o
meio mais eftlcaz para conseguir esse resultado con-
siste principalmente na falta de adhesao existente
as diversas fraccOe* em que a representadlo nacio-
nal se aclia dividida.
O partido lory cunta rauilos votos no parlamen-
to. Seus c.hefes" reconhecidos, lord Derby na cma-
ra alta, e o Sr. Disraely na dos communs, sAo es-
tadistas de nolaveis precedentes, e que ja por vezes
lem dirigido os deslinos do paiz. -4*orm o partido
xory nao apresenta htmen* adeslrao a adminis-
Iracan poblica e capase* de fazer parte d um mi-
nisterio em circuinslaucia* lAu crilioas, cerno as da
arlualidade.
Os peelistas contam peto contrario muiles hnmens
iniciados na direccao dos negocios pblicos ; porm,
nao disuOem de urna maioria que os possa sustentar
no parlamento, n*m de orna popularidad, que os
possa apoiar per-nte a raassa eleitoral da nacn.
Os demais grupos em qoe o parlamento se acha
dividido, ou representan) principios sem grande nu-
mero de proslitos, ou professam ideas que os e-
questram das crenras mais nolaveis da opiaiao. Por
tanto sii o partido whigh lem hoje no parlamento
e pcranle os eleilores, a influencia necessaria para
organisar om ministerio e manler-se no poder.
Muitas e vzriadas discusses lem oceupado a acli-
vidadedo poder legislativo desde o principio do mez
passado ; mas o ministerio lem at agora consegui-
do triomphar de todos os obstculos empre jados pe-
ta opposicao com o intuito de eompromeltor sua es-
tabelidade.
O resultado negalivo.das conferencias de Vienna,
as quaes Uvera parte|lord',John Russell como pleni-
potenciario por parle rainha Victoria, ministrou ao
Sr. Disraely occasiAo de promover urna discussao
com o fim de descunceiluar a gabinete pela poltica
que seguir nessa eonlingencia. O Sr. Disraely pro-
vocou u debate uflerecendo urna indicacao redigida
no* seguintes lermos: A cmara vio com pezar
que as conferencias de Vienua nao pozeram termo
as hostilidades, e julga do seu dever declarar que
apoiara com todas as su** forras a S. M. Britnica
no proseguimento da guerra at que Su Mageslade
conjuntamente com o* leus alliados, oblenha urna
paz eflicaz e honrosa. |'
Quando o parlamento se reuni depois das ferias
de maio, a proposta do depulado opposicionista pa-
reca dever triumphar. A discussAo forraria o mi-
nisterio a revelacOes das quaes o propone ule se a-
proveilara para accasar o gabinete de inhbil, e
impntar-lhe o proseguimento da guerra que tantos
ulereases comprnmelle e sobrecarrega a nacao com
Ule oneroso* sacrificios.
Lord Palmerslon coraprehendeu o perigo que a-
measava o gabinete, obleve que a discussao licasse
adiada por dous dias, durante os quaes efiicluou-se
urna diversio as tendencias do parlamento, a qual
deu em resollado ser a proposta do Sr. Disraely re-
geitada por grande maioria, e em seu lagar adopta-
da orna emenda que nao conlinha o menor vestigio
de censura contra a poltica do ministerio.
Vencido esle primeiro obstacalo, oulro surgi de
nao meoor importancia.
Ha algum lempo que osjornaespollicos.da In-
glaterra enrgicamente ,e pronuncian) contra o syi-
lema poltico que preside a dislribuico dos empre-
gos pblicos, qualilicam esse syslema de damnoso
nepotismo, pelo qual se desherda o marecimenlo
das clasees medias em proveito da inaplidao da aris-
tocracia.
Os revezos ltimamente soffridos pelas tropas in-
glezas na Crimea eram mesmo imputados a esse ne-
potismo, que conferia as graduaefles administra-
tivas e militares aos oriundos de familias nobres.
Estas deas formnlaram-ie em urna especie de
crenca poltica, e foram apregoada em diversos
clubs em Londres e as cidades do interior. O Sr.
Layan! encarregou-se de provocar o debate acerca
desle ponto, e para esse fim apresenlou-o no par-
lamento a seguinle imlicacAo : a A cmara v com
Crefunda e crascenle megos o estado da nacao, e
e de parecer que o modo por que o mrito e o la-
lento tem sido sacrificados, as nomea^oes publicas
s influencia de familias e de partido, e a urna cega
rutina, lem dado lugar a grandes calamidades e a-
meaca desacreditar o carcter nacional e importar
graves desastres.
O governo considerou a proposta como ama pro-
va de desconlianca injustamente irrogada ao minis-
terio, a lord Palmerslon combaleu-a com extrema
energa. A proposta do Sr. l.ayard foi i egeitadu
pela cmara do* communs por 350 votos contra !i.
O ministerio ganhou um verdadeiro triompbo,
mas, se um tal voto foi decisivo quanlo a orle da
campanha anle-minislenal emprehendida pelo Sr.
Layard e por seus amigos, nao se deve dahi concluir
que o principio da reforma administrativa recebeu
golpe mortal. Pelo contraro, a emenda de sir Lit-
ton que procede do mesmo principio, e que apenas
difiere pela confianca qua deposita na bou voulade
do ministerio e daa clataes mmenles, esltbelece a
mesma profissao de f, e lia de ser o germen dessa
ueeessaria reforma uas inslilui;es polticas da In-
glaterra. ,
Tambem foi apresentado no crlamenlo um pro-
jeclo de le que, parecenJu s:r iniignificjnle, foi
orgem de urna agitaQAo popular que poder assumlr
funesta proporeoes, seuJo frr de promplo Millo-
cada.
Ubi dos membros do parlamento propoz na ca-
nsara do* Tiammun* ubi projeclo de le prohibiudo
todo cesnmercta) asa totas pobticas nos dias san-
tificados pela igrej*. Esle projeclo foi appro-
vada peta cmara as duas primeiras discusses,
o afinal seria adoptado, porque conlm ideas qne
nunca deixam de grangear as s; mpatinas de urna c-
mara que conla lAo rgidos membros da igreja an-
glicana. Mas o autor de projeulo relirou-o do deba-
te pelas consequencias a que a dando J/>gar.
A classe baixa de Londres manifaslou-se desde
logo contra as prescripedes do projeclo, o qual no
() S agora recebemos esta corta de nosso corres-
pondente, quedevia ler vindo no vapor passadn; e
a publicamos por i-onle fados que sAo continuados
na que hontem inserimos. Os RR.
seu entender tinha por fim vedar o consumo das be-
bidas alcoolicas aos domingos. Appsreeeram as es-
quinas de certas ras coberlas de cartazos pelos
quaes se convidava a classe operara a comparecer
em Hyds-Park no primeiro domingo, para rer co-
mo a nobreza obsercava o dias de prcceilo.
O poro acudi ao convite, e < 3 horas da tarde
via-se no parque urna enorme allluoncia de Iraba-
Ihadores qne se contavam aos militares. Postada em
lucirs ao longo das alamedas por onde passam as
carruagens, essa numerosa mullidAo acnmpanhava
com gritos e vozerias cada carruagem que appara-
cia. exclamando para as pessoaa que vinham dentro
dellai : a lile para a igrej* Porque fazeis us cria-
dos trabalharem em dominen? For* os Sabbataries !
Fra o bil dos domingos !
Os pacficos habitantes de Londres, que bosesvam
um passa-lempo percorrendo' as alamedas do par-
que, liveram de relirar-se, sendo algans obrigados
a descer de soas carruagens.
A polica nAo obstara ao mulim da popularan a
qual por isso mesmo rompeu em idnticos excessos
no domingo seguinle. Os jomaos lem recommen-
dado au novo que se abstenha de semelhanles actos,
mas a sorda irrilacao que a classe pobre de Londres
professa contra essa feudal aristocracia lAo rica e
privilegiada, aproveita-se dos mais fuleis prelex-
ios para direxplosao aos seus senliraenlos de hosli-
lidade.
A guerra da Crimea ainda nAo apresenlou resul-
tados difinilivos, A nomeacao do general Pelis-
sier para o commando em chofe das tropas fratice-
zas, em substituirn do general Canrobert, lem da-
do impulso as operace*. Os alliados occapam as
marceos do Tchernaya,lomaran)a excellente posicAo
russa denominada le mameln veri, e lem conse-
guido approvimar da praca as linha* do cerco.
As esquadras alliadas lizeram urna dirorsao no
mar de Azoll, a qual foi seguida de urna serie de
victorias, qne rulo pode deixai de' pruduzir favora
veis consequencias para o bom xito da guerra. As
cidades de Kerlch e Jenikal.as encllenles posices
de Berdiansk. Mariopol, e Taganrog, ja nao eslAo
em poder dos Russos, que com ellas perdern) lodos
os vveres e muiic.es de guerra que linham nos ar-
raazen dessas localidades, bem como um anillado
numero de vapores e navios mercantes que se em-
pregavam no commercio daquelle mar interno. Os
alliados nao encontraran) resistencia seno era Ta-
ganrog ; porm mui limitada foi essa resistencia a
julgar pelo numero dos morios e feridos no con-
flicto.
Todos esse* pontos fortificados foram bombardea-
dos e destruidos ; porm a maior vantagein dessa
expedirSo foi a de interceptar assim comrounica-
rAo de Sebastopol com o interior da Russia, que
pelo msr de Azoll" Ihe enviava continuos reforeos de
soldados e pruvisdes.
Em fronte de Sebastopol a sorle das armas nao
lem sido u I ti mamen te lAo.favoravel aos alliados. O
general Pelissier, de combinacio com lord Ragln,
alacou no dia 18 a torre Malakofl e varios navios
oulras obras avanradas dos Russos. Para tornar
mais fcil a victoria, no dia antecedente rompeu de
todas as liubas do silio um geral bombardeamenlo
contra Sebastopol e todas as obras avanzadas dos si-
tiados.
Os Russos respondern) froxamenle ao fogo dos
alliados, os quaes, suppondo-os por isso cm desani-
mo, anula mais insistiram em alaca-los.
0 a-sallo foi geralmeote elTecluado pelos Inglezes
e petos Francezes, os primeiros contra a forlificar,Ao
do Redan, eos segundos divididos em 3 columnas
contra a torre Malakofl. e as fortificacOes circumvi-
sinhas.
Us Francezes chegaram a penetrar na torre e
a plantar nella a bandeira tricolor. Mas lord Ra-
(ajlan encontrn obstculos iiuuperaveis. o umasor-
tida que os Uusso* lizeram algumas liaras antes da
fizada para o geral assallo fruslrou o plano do com-
bate, e obrigou os alliados a relrocederem para
dentro de suas trracheiras. Foi um completo revez
para as tropas anglo-francezas, que verjam muilo
inelhorada a sua posiro se conseguissem apossarse
da torre Malakolf.
Poucos dias depois chegou a Londres a noticia da
morte de lord Ragln. O commandante em chafe
das torcas inglezas raorreu de enfermidade adquiri-
da na Crimea, c aggravada pelas fadigas da campa-
nha e pelo clima insalubre da pennsula russa. O
parlamento volou urna pensAo de mil libras i viuva
do marechal, e urna de duas mil aos filhos.
No Bltico nada lem occorrido que merecu espe-
cial mencao.
As esquadras alliadas crozam vista de Crous-
ladt. '1 em bombardeado alguns pequeos porlos
dogolpho de Fenlandia, e uinguem acredita que
soja possivel um ataque contra a formidavel forta-
leza russa.
No dia 2 do correte installou-se urna sessao ex-
traordinaria das cmaras francezas. O discurso do
imperador .NapoleAo expot era lermos claros e bem
definidos as razes que linham conlribuido para o
nenhum xito das conferencias de Vienna.
As palavras de que o imperador NapoleAo se ser-
ve referindo-ee a dubia attitude da Austria, e ao
modu porque ella lem deixado de cumprir os seus em-
penhos. deixa entrever desfavoraveis disposices
para com o imperio da Austria.
O imperador NapoleAo pedio a decretaran de om
empreslirao de 750 milhOes de francos, e um recru-
tamento de 140 mil homens para o auno de 1856.
O corpo legislativo volou por acclamaco ambas
estas leis, e ja foi,'em corporacAo, Ja presenta-las ao
imperador.
PARS.
7 de agosto.
Depois do desgranado feito de 18 de junlio, ne-
nhum successo notar el leve lugar na Crimea. O
talento militar est sempre oceupado em fazer Irin-
cheiras, em cavar miuas; emlirn, os alliados se vAo
aproximando o mais pe tu possivel das obras ini-
migas, afim de que os nossos soldados tenham me-
nos espacos a Iranspor no momento do assallo,
e se achem por consequencia menos exposlos aos
I erriveis fogos da praca. O general Pelissier, as
suas cartas confidenciaes ao ministro da guerra ju-
rou, sobre sua cabera, tomar desta vez a torr Ma-
lakofi"; mas, quem sabe '.' urna baila rusia pode le-
varllie a cabeca antes que elle se apodere desta
mui famosa torre. Se elle liver o otorlonio de
naufragar ainda nesle novo ataque, he mais que
provavel que Ihe lirem o commando em chefe, se
elle roesmo nao der a sua demisslo. No mondo
oflicial se aguarda urna victoria a 15 de agosto. Ver-
dade he que se empregarao lodos os esforcos imagiua-
veis para se ofterecer esle banquete a NapoleAo no
dia dos seus annos.
O general Canrobert he esperado em Paris : asse-
veram que elle vera receber o baslAo de marechal
de Franca. Esta nomeacao nao pode Meixar de
produzir um pessimo elleiio no exercilo ; pois que
esta primeira dignidade militar nunca se d se nAo
depois de urna dessas grandes victorias que deci-
dera da sorte de urna campanha, e o general Can-
robert, at hoje, s lem dado prova de urojiabil
talento de administrador. Ja a nomeacao' do gene-
ral Baraguay d'Hilliers, depois do Iriumplio dema-
siadamente exagerado de Bomarsund, foi vista com
muilo raaos olhos. Mas o imperador lera um fim
nesta occasiao. Tem apenas urna confianza mu li-
mitada no chefe do exercilo, especialmente se so-
brevier urna crise. O general Canrobert parece li-
gado sua pessoa, e oomeando-o marechal de Fran-
Lra, julga conseguir desl'arle a sua eterna dedi-
cado.
Se o general Pelissier liver a felicidade de apode-
rar-se da torre de Malakofl, assegur*m qoe elle ob-
ler igualmente o baslAo de marechal.
As noticias diplomticas sao completamente in-
significantes. A Austria continua sempre a sua co-
media, contra a qual o publico ja comer a irritar-
se, porque ella lem fallado completamente ver-
il,ule.
No interior a indiilerenca em matara poltica se
manifesla cada vez mais ; observou-se a esle respei-
lo um exemplo ootavel oas ultimas clei^Oes dos
conselho* geraes e dos conselhos muncipaes, ero
que apelar do zelo dos prefeilos e dos maires, s
os fuoccionarios pblicos lomaram parle us votos,
era iihiiI.is localidades.
Mas se houve precisa > de estimular u zelo dos
cidadaos para conduzi-los i urna eleitoral, fui ue-
cessariu empregar a forra armada aajra impedir que
iovadissem os escrplorios da subscripto do em-
preslirao. Era um furor, urna rava, urna verda-
deira epidemia. Militares de iuduslriaes dos dous
sesos pasaavam a uoile da ule do thesouro c das do-
ze casas de cmara para lereni um numero de ordem
que se distribua das 7 al as 9 horas da minhAa,
servindo o numero para a subscripto de cada da.
Apenas esle numero era vendido (de 10 a 20 fr.
elles se iam enllocando uus aps oulros al o dia
segutole. Cada qual se eslabelecia da melhor ma-
ne ira que podio, uusemeadeiras, oulros em tapetes,
homens misturados com mulheres, cometido, beben-
do, cantando, gritando. Era urna verdadeira ur-
ga quo acahou por tomar um carcter poltico.
pois que cantaran) a Marstillahe. Numerosas prisOes
liveram lugar, e o prefelo de polica mandou ahi-
tar um edito prohibindo estas reuuies uoile. e
determinando que os concurrentes i ipparecessem
depois de 4 horas da manhia. Urna linha de sol-
dados fii enllocada em todas as ras que vao dar
no miniderio das financai. Os nossos iuduslriaes
vagavant toda a uoile, como almas em pendencia
nos arrdores da palacio; mas a onJaeogrossava
mui depressa e acabava por Iranspor os diqoes.
O algurisino das subscripces para o empreslimo
cleroj-ie altura de todas essas extravagancias,che-
gnu a 4 mil milboes! 1 O mundo ollical est fasci-
nado, i ucanlado ; predizem urna duracao eterna a
dynaslif napoleonina. Como ja Ihe dit.se acerca do*
dous primeiros empreslimo, o bnnaparlismo e o pa-
Iriolism i nada influem nesle arodamenlo febril. O
governo explorou con* raartlh. lialiiliUaile a enfermi-
dade da agiolagem que vai .tacando hoje stodas ss
caberas mais sadias. Em essencia, nAo ha um so
subscriptor sincero. A confiante na estabelidade do
governo nao lie 13o grande para que algoero queira
ser por muilo lempo seo credor; assim apenas cada
um podo realisar um beneficio, se d pressa em pas>
sar o seu crdito ao visinlto que o pasia a outro, e
assim se^uidameule al que sobrevindi) urna crise,
fique lAo depreciado qu3o exagerado era o seo va-
lor. Nat. oleao III esl preparando para os seus iuc-
ressores orna larefamui ardua, e ser roo* mui feli-
zesseu estado poder sabir de semelhaote siluaco
sem faztr banca-rota mais cedo ou mais tarde.
Posto de um derivativo para afastar os espirilosda poltica,
os seus dnus inimigos irreconciliaveis, os Legilimts-
las e os Republicanos, nao deixam de cavar, as es-
condidas, minas para derriba-lo quando o momento
Ibes parecer favorel. A fusAo realista vai fazendu
lodos os dias novos adeptos O conde Mole e M.
llebcrl, anligos ministros de I.uiz Felippe foram
prestar homenagem e fao conde de Chambord e nao
se causara de elogiar o futuro Henriquo V. Os prin-
cipes de'OrleanseslAo sempre na melhor harmona
cum o primo. Trala-se muilo ueste momento, us
regioes lugilimislas, de urna carta escripia pelo con-
de de Chambord ao duque de Aumale. Esta carta
se acha unir as mAos de M. Cuviller l'leury, enli-
go secretario do duque d'Aumale. Dizom que olla
contem i ma profissao de f qne deve fazer sensa-
cAo; ma< aguardam uro momento mais favoravel pa-
ra publica-la.
Pela sia parle, os Republicanos nAo dormem ; as
sociedades secretas se vao reorgaoisando em lodos os
cantos ; as, como os demcratas nAo possoem a
prudencia qde caraclerisa oslegilimstas. e alera dis-
so, se ex:rce contra elles urna vigilancia mais seria,
acabam sempre por se fazer coohecei e prender.
Julgain-se, nesle momento, em Pars, 55 republica-
no-, que fazera parte de urna socedade ecrela cha-
mada Mcrianne. Parece que se achou entre elles
om (il.uii de governo, alistado nm ministerio, um
projeclo de imposto sobre os ricos, urna lisia de pros-
cripeAo, enviando para Cayenne todos es funciona-
rios de NapoleAo. Posto que o jnlgamenlo nAo seja
com portas fechadas a polica, com ludo prohibe
quo as discusses sejam publicadas : os propnos nd-
vogados de toga nAo podein pendrar na sala das au-
diencias, e fui vedado aos jornaes trataren) desla
materia. Sem duvida estes desgranados serAo man-
dados para Cayenne. Nos dous ltimos reinados,
semelhaote maneira de administrar Justina leria
sublevado lempeslade e derribado ura Ihrono; hoje o
publico n3o se importa cora islo, oceupa-se somenle
com o enrso da renda, com caminhos de ferro e com
os seus prazeres.
Apezar das solicilacoes do imperador e dos seus
ministros, o prncipe NapoleAo se recusa a vol-
tar para Crimea : varios motivos o impedem de an-
nuir ao* lesejos de sen augusto primo. Priineira-
menle nao se senle com torcas para reconquistar a
popularidadc que perdeu no exercilo, depois, quer
permanecer em franca afim de. estar promplo para
as eventualidades que pmlercm na-cer le om mo-
mento para outro. Posto que o imperador nanea
fosse lAo amavefeomo lie hoje 'para com o primo,
esle conliece-o demais para (iar-se muilo neslas ap-
parencias amigareis, sabe cabalmenle que o impe-
rador se importa muilo pouco em tc-lo por succes-
sor, c qni; poderia por um capricho esculher oulro
em seu lugar, segundo o direilo que reservou para
si na consliluicao. Assim o principe N.ipoleao esl
sempre sobre o quem viva, espreitando os aconleci-
mentos, preparando o futuro. Ja lem a sua pequea
corle, os seus ministros, entre os quaes se observara
especialmente Emilio de liirardin, o director da
Presse e o principe Braniski, refugiado polaco. Es-
tes polili:os, deilados sobre divans e fumando ver-
daderos charutos de Havans, au tratan) someute
degovemar a Franca... tratara tambem de refazer
a carta dt Europa e de ressoscitar as nacionalidades.
A' sua voz a Polonia sabe do seu tmulo, a Italia
sacode o jugo dos Bourbons e dos Austracos ; o
principe Moral he re das duas Sicilias. o principe
de Canino, grao duque da Toscuna etc. Todos os
refugiados pblicos se dirige.)) em mullidAo ao Pa-
lais-lloyiil, e dahi saltera consolados : agentes se-
cretos pe corretn a Italia .e preparara os espiritos
para urna revolucao nova. De sorle que, depois de
algum ,lempo, a Austria concentra toreas considera-
reis as suas possesses italianas. O governo fran-
cez pedio a esle respeilo ciplicaces ao gabinete de
Vienna, trocaram-se notas entre as du as potencias.
A Aostri i respondeu que os revolucionarios italianos
lenlavam levantar de novo o eolio, animados, diziam
elles, pelas promessas de NapoleAo ; a Austria nAo
quera dar crdito a estes boatos, mas ninguem po-
da censura-la por tomar precaures. Pela sua
parle el-rei de aples s souba cora conspirares e
invasesestraiigeiras.ea semellianc*doslyranaleesda
antiguidade loma para com seus subditos as medidas
mais ridiculas : hontem vedava o uso da barba, hoje
prohibe que se use chapeo de lellro, sob pretexto de
que he i.m signal convenconado. Quando os go-
veruos du Austria e das duas Sicilias fazem pesar
cada vez oaiso jugo desptico sobre seus poros, com
medo de urna revolla, a Russia, mais hbil, reslilue
todos os (lias a Polooia algum dos seus anligos pri-
vilegios.
Se ler a Independence belge, ver urna anedocla
mui curiosa acontecida, ha poucos dis, a* velho
marechal Castellao, que commanda o excercilo de
Lyon. a duvida, contar-lha-hei em poucas pa-
lavras.
Uui dit, o marechal Castellan recebe de Paris um
despacho, annunciando-lhe da parte do imperador
a morle do general Mayran. Por um accidente ex-
travagante, algumas palavras do despacho eslavam
sublnhacas, e fazem crer ao marechal que se trata
da morte do imperador. Sem" procurar verificar um
tacto lAo grave, rene quanlo antes o seu estado
maior, communica-lhe a noticia, diz-lhe que as
circuosla acias acluaes s a legilimidade he capaz de
salvar a Franca dos horrores do socialismo e da
guerra civil, e inmediatamente redigee tnauda para
a imprenta urna proclamacao em favor da Henrique
V. O profeito menos crdulo, manda por em mo-
vimeoto > lelegrapho que Ihe noticia dentro de
poucos m nulos que o imperador so achara em per-
feitasauds: felizmente para o marechal a prucla-
maeAo air da eslava no prelo. O imperador foi in-
formado desle curioso incidenle, e se rio muilo;
mas o principe NapoleAo que se consid ira como o
successor aalural ao Ihrono imperial torouu a cousa
mais ao serio. Dirgio-se furioso s Tuilerias, pe-
diodo a ira mediata destiluicAo do marechal Castellan.
O imperador ainda nAo Ihe deu esta satisfcelo, mas
chatnou a Pars o velho marechal, para que elle ex-
plicaste o seu comportameulo : dizem que se passou
urna sceu mui animada entre estas duas persona-
gens ; e su considera como prxima i retirada do
commandante em chefe do exercilo de Lyon, ruja
dedic.icao com elfeilo, causa imperial parece hoje
mais que problemtica. A final, o imperador, lem
nao somenta de qoeixar-se do marechal Castellan,
mas tambrn do lilho e da lilha desle. O lilho,
ollicial n,- Crimea, remulla ao Contlitutionnel cor-
respondencias em que Iralava muilo mal ao general
Pelissier, especialmente a respeilo do desgranado
feito de 18 de junho. Estes argos causaram certa
sensarao em Franca o provocaran) a rovocacAo do
joven Cauellan. A lilha, a marqueta de Coulades
era, desde muilo lempo,a amante do coronel Flenry,
escudeiro mor do imperador. O coronel Fleury,
como acontece ordinariamente, fez um casamento
rico, e abundonuu a marqueza. Esta cliorou, bra-
dou, cinpenliuu-se com o imperador para que im-
pedase o casamento : mas ludo foi intil. Deses-
perada, u etleu-se u'um convento ; mas estas coo-
verses viudas em consequencia de desrelos amo-
rosos sao aras vezes duradouras. A marqueza de
Coulades vollou logo para o mundo, oude nAo tardn
a encontrar um cousolador.
Crea c ue se ha de lembrar dos boatos desagrada-
reis que orreram, ha mezes passados, acerca do ge-
neral Forey, durante a sua residencia no exercilo do
Oriente, i) seu comportamenlo extnordinario e
mysleriosc fez que os sollados o aecusaasem de es-
tar ve.idido Russia. Mas se semeHunte IraicSo
houvesse sido provada, o general Forey leria sido
preso e respondido a um conselho de guerra. En-
tretanto ai lendeu de alguma sorle a esles boatos ma-
lvolo* ou calumniosos, mandando o general Forey
para frica com um commando inferior ao que oc-
r upa va m, Crimea, l) general recusou e se dirigi n
Pars, onde solicitou debalde duranle mais de um
mez urna audiencia particular do imperador para se
lavar das calumnias, dizia elle, de que. era objeclo.
Afinal esta audiencia Ihe foi concedida. Parece qua
houviiram palavras mui vehementes trocada de am-
bo os lados. O general exiga soa volla para a Cri-
mea ; o imperador recusou claramente. Teoho
bem merecido o que me acontece, bradon o general
Forey I.....Por causa de V. M., a 2 de dezembro,
viole'i a coinliluicjo do mea paiz, e prend o* repr-
senla tles do povo... Bem me diziam que servindo a
um homem como V. M., eu servia a Una ingrato !...
A audiencia se terminoa por ama ordem de detxar
Pars em 24 horas, e no dia seguinle, o Monitettr
aniiunciava queo general Forey, a pedido sea, era
posto em dispontbilidade Eis-ahi -para Napoleio
um iiiimgo de mais, a um inimigo irreconciliavel I
Os principan cheles do partido republicano que
sio ce nservadot era Pars para ser melhor vigiados,
foram chamados ha poneos dias ao gabinete do prc-
fetlo de polica. Mr. Pietri disse-lhes qoe se linha
os ol os cravados sobro elles, qoe a menor tentativa
de sedirao seria seguida de severa repressAo. Depois
muilo i de tom, appellou para o palriolismo do* re-
publicanos as circunstancias crois em que se adia-
ra a Franca, e disse ao concluir, que o governo con-
lava com o concurso delles, se as necessidade* da
guerra o obrigassem a acordar a democracia eu-
ropea.
Os chafes republicanos escolaran) silenciosamente
esta singular allococao, ese retiraran)sem responder
urna i patarra.
A imperalriz lem andado muilo deente, depois da
sua rujia das caldas : habita Villeneove l.elany e
conse ra-se lodo o dia deitada. Dizem al que o sen
estado he 13o grave que nao Ihe permillir tomar
parle as Testas esplendidas que se eslAo preparando
para a recepeAo da rainha Victoria. No* salos jm-
periaet presume-se ainda urna vez que a imperalriz
esta grvida, que todas a* precaures que Iba a-
cousel iam tem por fim evitar qoe aborte. Quanlo
ao imperador, emprega orna aclividade extraordina-
ria, afim de receber dignamente os seus Ilustres hos-
pedes. Estao-se preparando tres palacios para re-
ceber u rainha Victoria ; S. Clond, Versailles, Fon-
tai neb eau. Trala-se, para Versailles de um*Test*
lAo maravilhosa qua far corar de vergonha a som-
bra de Luiz XIV. Pretendem fascinar e deslum-
hrar. Necesariamente islo ha de costar caro, mas
nAo se cuida em dinheiro quando ha tanta facilidade
em coii'.rahir empreslimo*.
O numero dos estrangeiros que vem visitar a Ex-
pusican cresce em propredes espantosas. Desde o
principio do mez, especialmente os Inglezes chegam
car.-., ana ; he orna verdadeira invasAo, aaa) direi
de barbaros, lenho muila cvilidade para nAo faz-to.
Desde os arrabaldes al os Campos Elyseos, Paris
aprsenla o aspecto mais animado. A uinformda-
de dos Irages europeas, adoptados peta maioria dos
povos, lira algoma cousa de pilloresco a esta imman-
sa reo-iio de homens ; entretanto, observam-aa ap-
parecer de quando em quando, no meio deste oca-
no, casacas prelas, chafes rabes com seus turbantes
broncos, Indios, Armenios com vestidos rozagantes,
e at 3 ou 4 Chinezes mui feios que nAo causara a
menor impressAo nesta exhibicAo extica. Os Ame-
ricano! do norte e do sal substituirn) esle anno, ao
p deslas demoiselles. os principes russos, cujo va-
cuo se fazia sentir desde o coroeco da guerra. Estas
demoiselles represenlam o papel de cicerone para
com os seus ricos compatriotas, e Dos sabe aonda
ellas os cooduzem. Em um secuto como o nosso,
em que a industria he a raloeira du mundo, os Lo-
veltes nAo ficaram alraz do movimeuto. Assim,
Restaurantes, baile* pblicos, bordes, pequeos es-
pectculos, pequeas carruagens, as iudemnisam dos
Irabalhos qoe ellas lem com os seus amaveis fre-
gueza*.
? No momento em que a caresta dos objectos de
consumo e a allluencia dos estrangeiros em Paris,
lem feito augmentar de um terco a lista dos restau-
rante*, ura mshaalrial **ai* inielligente do que os seus
collegas, acaba de crear um vasto estabelocimento,
ero que o conforlavel o dispata ao barato, em que
cada um pode janlar segundo as suas posses e o seu
apetito. Esto eslabelecimenlo be fundado sob o se-
guinle principio econmico ; vender barato boas
coasas para vender muilo. Heum carniceiro.M. Du-
val, que primeiro tentoo por em pralica semelhante
prmei lio. Escolheu para o eslabelecimenlo o vasto
bazar Moulequien, que no invern servia para sala
de baile. Quinhenlas pessoas podem ah comer a
mes/rao lempo e mu comroodamenle. Em conse-
quencia da qualidade de carniceiro, M. Duval pode
dar carne por um preco mais baixo do que os oulros
restaurantes. Os pralos sAo pouco variado, sopa,
3 pralos de assados, lesnmes, sobremesa : o eslabele-
cimenlo possue ama machina a vapor para fabricar
agua de Sellz : um syslema de lecidos adaptado a
cada mesa, e terminado exleriormenle por um du-
plo robinete, dislribue a cada um consumidor, que
por 10 cen, pode loma-la a discricAo. Pde-se ler
por nm fr. e 25 cen, um janlar mais agredavel a s-
pecialmenle mais sadio do que nos restaurantes a 2
fr., qne s podem existir a cusa da saude dos consu-
midores ; com efleilo ah se comem e bebem coasas
sem nome. Assim o restaurante Moulequien lem
sido bem succedido desde o primeiro dia da sua aber-
tura. Duranle a semana ha 5,000 pessoas termo me-
dio, que vem almocar e janlar : ao domingo, o alga-
risran se eleva a 8,000. A allluencia he lio conside-
ravel qoe algumas veza* he necessario fechar a por-
tas, e o publico faz cauda como no (heatro. Tea
sido possivel aos caixeiros e as mulheres de baldo
poder-se reconbecer no meio de setnelhanle mulli-
dAo ; imaginou-se um meio bstanle engenhoso para
obviar a esle inconveniente. Quando a gente entra
recebe urna pauta, em que ealao marcados lodos os
objectos de consumo coro o respectivo preco. Qnan-
do o criado Iraz o que se Ihe pedio, faz com om la-
pis indelevel um signal em cada artigo, acabada a
comida, a genle pasta ao balcAo ; fazem a sorama, o
individuo paga, marcam a pauta com um sinele so-
bre o dual esta gravada a palavrapagoe entrega
esta pauta a ura conferenle collucado a porta.
Como em todos os paizes du mondo as pequeas
bolsas sao mais numerosas que as grandes, seme-
lhante eslabelecimenlo he urna verdadeira boa for-
tuna, e o seu boro xito he infallivel, se poder sxts-
lentar-se no mesmo p. He urna revolucto na or-
dem econmica, para a qual toda animacio he
pouca.
Os roceios que se linham concebido acerca das co-
Iheitas nAo se realisam felizmente. O bom tempo
operou urna mu janea favoravel ; temos em cereaes
om bom anno ordinario. Em geral as viudas oOe-
recero um bom aspecto ; assim a baixa no trigo e no
vinho jase vai manifestando ero lodos os mercados.
Os consumidores anda se nAo apercebem disto ; es-
pecialmente em Paris eraquanlo durar a expo-
sicAo.
PARS
20 de julho.
Os aconlecimenlos militaresassignalaramestaejuiti-
zena : em Sebastopol o* Irabalhos de assedio eonli-
nuam com perseverancia, e os Russos apenas lentain
perluba-los conf ataques ; limitam-se geralroenle a
tiros (le cahAo que matara ou ferem um pequeo
numero de Irabalhadores. He verdade que os sitia-
dos se foriilicam do seu lado, e a medida que levan-
tamos ama balera, apparecem 2 ou 3 do lado da
praja.
Parece que as provisoes de guerra amootoadas pa-
lo inimigo em Sebastopol sAo inexgolaveis, e a guar-
nicAo se renova e cresce com faclidade, pois que a
praca iAo esl investida, e calcula-se que ha nesle
momento 50,000 soldados em Sebastopol ; mas o cho-
lera que lem feilo algum mal ao* exercilo* alliados,
faz lerriveis destruirles na guarnirlo russa,segundo
contara os prisiooeiros e os desertores.
O retallado do prximo assallo ser decisivo ; se,
como lomos razAo de espera), conseguidnos esta vez
a poder irrao-itosda torre deMalakoff,espera-se|geral-
menle vr-se diminuir a resistencia dos Russos des-
moralisado* por esta derrota. Se pelo contrario a
sorle di guerra revollar-se contra nos nesta novu
emprezi, deveria receiar-se que nossos soldados bao
se deix.issem vencer pelo desanimo vista dos obsta-
culos i rencireis que encontrara. Seja como fr o
assedio de Sebastopol, Picar sendo memoravel entre
lodo* o* feilos militares do mesmo genero, por soa
duracao, pertinacia da resistencia du ataque, a rios
de saniuie que lem cuslado. Dous generaes em che-
fe, uns vinie ofiiciacs generaos, centenas de ofikiaes
supericres, mil nares de ofllciaes subalternos, um nu-
mero iucalculivcl de inferiorese soldados, eis-aqoi o
relatorio fnebre do assedio de Sebastopol, qua ain-
da nao chegou o seu termo.
Se os Runos na Crimea eslao na defensiva, ao me-
nos procurara lomar a olleuiiva na Asia, onde tem
dlante le si tropas turcas pouco numerosas e mal
disciplinadas. O commandante em chefe do exerci-
lo russo no Caucaso, o geueral Mouravieff, acaba de
entrar no larrilorio torco a frenle da 30,000 homens,
* araeai.a a cidade de Kara, que sa acha oceupada
por um carpo de Iropa* oltomano muito iaterlor em
numere.
Em Cooalaotinopla se tem os mais vivo* receioi do
resallado desta campanha. Ot vndadeiro* e bou*
soldadoi da torca militar da Parta n aefcam no Da-
nubio ou na Crimea c*m Om*r-Pach*i. Na Alia el-
la s lem tropas irregulares, Bachl-Bofisoujms !**]-
luado* u pilbagem, e lano mais diHeil *) os lujcitar
a disciplina, qoando tem sido al aqu mal nulrido*
e mal pagos.
/9<
u:*i-
Ifjit winaaiian "iiiasMiajinn**"1
ia.i)*1.li,iitw**sji).


'
DIARIO QE PERMMBUCO SEXTA FEIR.1 31 OE AGOSTO DE 1855
, Netle momelo, grifas Inglaletra que envin o
Erscruin um de mi ulflciaes mal inWlligenie, o
genera; Willians, comeen-t* a niclhorar a situadlo
do exiTcilo toreo na Asia ; loJavia receiam-s* os
resultados de om ataque tentado pelo general Mou-
raviefl, que commandn tropas muilo aguerrida.
No Bltico nenhum felo de guerra imprtame te-
va lugar at aqui. O bluqueio doa portee ruste* te
establece e te generad, e he eom esta medida qoe
01 iilh.idotratero Igualmente sentir o peso de guerra
ao imperio motcovitu ; m.is o alnque daa fortalezas,
deque estao chelolo golpho de Finlandia a Baldeo,
aprsenla difileuldades tan que uinguem taba ainda
ae o almirante DunJas aunar empreliende-lo, toda-
va se er que o porto de Revel aera bombardeado.
Entretanto lomam-se sein piedade todas os navios do
cumincrciu russo, deslre-se os putos mil forliflea-
dos, toJas as prupriedades do governo e tambein
as dos particulares, era uromi fai-te Rnssia om
mal enorme.
AsetqaaJra adiadts eslflo ponco ezpotlas, porque
enconl -am pouca resltleiicit, algumas vetes, porm,
nos telo reparados dos cimadores, esiao sujeilat a
infortunios. Uro bote, noqual se acliavam roarinhei-
roa do vapor Comack, foi reeebido por om vivo fo-
so de mosquete, quando quit desembarcar em Ilan-
go, como parlamentar ; inuilos homtnt foram
murite o resto feilot prisioneros coro o odela! que
oscommandava. Este aconlecimento causn na In-
glaterra orna viva seiisac.lo ; flteram-te nat cmaras
inlerpellscdes, aecusou-sen governo rusto de ttr vio-
lado o direilo daa gentes, fazendo fogo sobro parla-
mentares.
A este respailo trocaran"-se nolat entre o almiran-
te l)umiase o ministro da guerra emSan Pelerabur-
B,o qual prelendeo qoe 01 Ingiere abutavtm da
bandeira parlamentar, e que ot marinheiros que fo-
ram feilos prisioneiros, te apresentavam em Uaiigo
como diimigo. A quesiap ficou oitto, e o nico re-
sultado que te obteve al aqui, fot faier determinar
oa ponas, onde de vera m ser trocadas at communi-
cac/oe dos parlamentares.
tal he a situaran das partea belligeranlet, e a res-
pailo do que te passa nn Franca e na Inglaterra,
eis-aqui em poucat palavras o retumo de quin-
zena.
Ja disse e Vmc. que o notto corpo legislativo li-
tiha sido convocado em sesillo extraordinaria para oe-
correr s necetaidadesdn guerra. Esla sessao foi ani-
mada n encerrou-ie no lim de dea ditt. Volaram-
te qualro le principan : 1., a lei qoeanlorisa um
novo einprettimo de 750 uiilboes de francos ; 2., a
Jue decreta o recrutiraeulo de 110,000 soldados em
856 3., a que crea novoa imposto para urna
somata tnuaal de 72 milhoet; 4., a que garante
de accordo cora a Inglaterra um ompreatime conlra-
hido pela Turqua, e coja cifra eU diada em 125
milhoet de frenos.
Todos cares pedidos do governo tutcilaram pequ*-
na opposioAo ; (res leis foram votadas unnimemen-
te ; urna a qoe versa sbreos novoa imposto,
fui combatida por alguna oradores, quequeriam que
te rocorretse a oulras tatas, mas quando te traluu li
nalmente da volacao, ppiireceram apenas 6 voto
contra obre 240.
Este concurso solicito da cmara electiva tem por
causa principal o augmento de poder e induencia
que a insta actual constituidlo d ao cliefe de esta-
do, mas tambem llevemos reeonhecer as eondiroes
em que he feita, he mullo oopular em Franca, e que
* necio dio vera eom bons odios qualquer acto do
poder legislativo, que liveote por fin embaracar a
marcha vigorosa do governo. .
Etle alimento do paix cometa j a manifestar-
se tensivamente pelo aeolhimento favoravel que te
fe ao novo empretlimo. Esta subscripto eel abar-
la ha doas ou tres das smenle em casa da todos oa
agentes dat ftoancats do imperio, e Vmc. nao pode
faer una idea do ardor em que oa capilaet adluem
para o thesooro. Ai lista de subscrpeoet serilo fe-
chadas a 29 deate mea, mas desde j pode-ee ter e
certeza de que as sommas subscriptas serlo qatlro
oa cinco vezet mais consiilaravei que a cifra do
empretlimo. e todavia etle empretlimo he o terceiro
que te rraiisa em 18 metes, e a cifra total dat sara-
mas emprestada ueste int orvallo se eleva a 1,500
milhoet ata francot. Convm que os recursos da
Franca tejam ineigolaveis para que toffra tio leve-
mente o inmensos lacriHcioa qoe a guerra impe,
sobretodo qoaodo nenhum do trabadlo da pal e ot
doa camindo da ferro.e ai numerosas emprezat in-
daatriaes que te cream todos os dias, bsolvcm mait
de aail milhoet.
No discurso do imperador por occasiio da abertu-
ra da setsito extraordinaria, indiquei a Vmc. urna
phrase um pouco animada a retpeito da Austria
qual se lambrava as obrigacSes enntrahidas pelo Ira-
lado de "J de dezembro, e das quaesse esperava ain-
da a realitacao. Era impossivel que esta phrase nao
Irnnxesse alguma explicacao da parle da corle da
Austria. Com edeito, a Gazette de Vienne poblicou
om longo artigo, muito attencioso e moderado na
forma, o qoal procura estabeiecer que a Austria nao
promelteu nada, que nlo lenha comprido. Esle ar-
tigo reconhece alm ditto qoe a Franca e a Ingla-
letra eslavam plenamente em seo direito exi-
gindo mal do qoe tinha exigido a corte de Vicua,
e, terminando, accreaeenta que o fin commoiis
subtitlem integralmente, n que quer dizer qoe a
Austria est sempre decidida a reclamar as qualro
garanta.
A potito da Austria lorno-te muito difflcil; o
esfriamenlo de suat relaces com as potencias occi-
dentaesl?m diminuido tua influencia na Allema-
nha, dando mais importancia ("rusta, qne lem
professad o sempre a poltica da nenlralidade pnra a
confcderaoAo germnica, e que parece muito ditpos-
ta a centenlar-se com a ndopelo datduas primeiras
garantas, que te referen) mais especialmente ao in-
teretse allcinio. A lula entre estas duna potencias
vai com"inuar no icio da Dieta de Francfort, tobre a
quesUo da mobilisacAo dos contingentes.
A Inglaterra est eslreitaroente ligada com a Fran-
ca pelo ulerease, e se um destet dout governo! esta
cerlameo'e mais inleressado do que o oulro ero re-
frear a ambicio moscovita, he na verdade o gover-
no ingle/., porque lem mait qoe perder do que nos,
ero deixar o czar abaorver Conttanlinopla. Porta ri-
to parece que te deve estar em Londres mait deci-
dido ainda do que em Pars a proseguir ama guerra
com vigor; e com edeito lord Palmerslon e seus
collega tito perleramente retolvidos a todo os sa-
crificios e ais medidas mais enrgicas; porm a In-
glaterra infelizmente lie a Ierra classica do rgimen
parlamcnlar, e soflVe lioje lodos os inconvenientes
desle regimeu. Os adversarios polticos de lord Pal-
raeriton, Torree e Peelslas, se esforcana/em semear
obstculos na marcha do primeiro ministro, e para-
lysar sua accao, inetmo em manifest detrimento do
do priucipaea fabricantes, pedindo o que oa revolu-
cionarios chamara a organiu^io do Irabalho. O ca-
pitn general nlo podendo conseguir sufiocar eala a-
gilac.An sanguinolenta, refugiou-te com as saas tro-
pas na cidadella; mas como llie enviaram reforcos
de Madrid, nlo ha duvida de que o governo d Dm a
robamo. A pobre Uespanha tem soffrido bastante;
o anne paseado sodreu urna grande revoliioflo, qoe
abalo* ludo lem a sat finara;aa perdidas, tem o
partidario carlista, que assolam leut campos, e
n.lo obitanle lado islo, o demonio socialista veni ar-
ruinar ainda soa primeira cidade commercial e in-
dustrial 1 Como resistir ella ao mesmo lempo a tan-
los|flagi!llos'
IITERIOR.
,
iileretae publico. A cada instante apparecem rao-
coe, que Uunam o lempo das cmaras e pera em
perigo a existencia do mioitlerio. J llie fallo do
ataques dirigidos contra lord Palmerslon porMltf.
Hoeback o d'Israe, os quacs so conscguiram cansar
algum escndalo e perder lempo.
Tivetuei ata quinteon Urna lata parlamentar, que
desta vea leve por dm, nao derribar o ministerio,
mas tila om ministro. Nao sai que membro ala ca-
aura dos communs tete a lembranca de perauntnr
a lord Josa Russell, qual Unlw siilosua opiniao,
quando te seotava no cougresso de Vienna, sobre as
lentalivat da Austria. O ministro astim inlerpella-
do al* tinha visto o lago, ou entilo aflrontou valero-
samente o perigo. Declarou sem hesitar qoe as pro-
postas austracas le tialiam parecida aceilaveis, e
as tinha rocommeodado ao exame de sea governo.
A Tranqueas le lord John Russell loe foi fatal; ot
adversario do gabinete, na imprensa e ou cama-
r4, se deraro pressa em declarar que nao exista ac-
cordo cutre os memhros da admiuistracao, porquau-
to a poltica adoptada por lord Palmerslon e lord
Uarendon nlo era a que lord John Russell tinha co-
mo tnefkor, e lerabrariiro o que se linda pastado ul-
tiaumeat) em Frasca. Mr. l>roaynde IJiuvs Uro-
beia linlu peasado que te psdia negociar tobre ai
bases indicada! pela Austria; o imperador Napoleao
111 luida sido de opiuiAo contraria, e Mr. Drouvn
da IJiu> deu imiDediataoMole tua demssao, que foi
aceita. A concluslo que se tira va d.hi beque era
lanewivel que lord John Kussell, depols de tua de-
claraco, conservaste sua pasta, e que se em Franca,
debtixo do um governo qaasi-absoloto. urna seme-
llianle divergencia de opiaii* com o chefe de esta-
do tinha lido bstanle para motivar a retirada de
ota ajim.iro, com maioria de razio era indispensa-
vel em um governo parlamentar conservar a unida-
da de pemamento a de accao enlre os meabree do
gauiaete. Etle raciocinio perecea sem replica, e
lord Jobn Russell se deu pressa em aceita-lo, entre-
gando a 13 desle roez as roaos da reinita tua pasta
da ministro das colonias.
Os par lulos bostis aos Wlilgs qoizeram arrostrar
nesla queda de lord John Russell doas los seus ami-
gas poltico, lord Grey e sir Charle Wnod. mai os-
les rasisliriBi, e lord Palmerslon nao qoiz deixar
destocar teu ministerio. Mo aa sabe ainda qual te-
r o saccessor de lofd John Kaesell. At crises par-
laneutare rliegam linalineu.e ao tea Om, e o par-
lanoalo deve ser prorogada nos primeirot das do
mez de agosto.
As preocenpaces da guerra nao abaorvem de tal
serte o pavo inglez, qoe na ade anda occaailo de
^alregar-se a t-ina dessa excenuicidadet, que Mo
propnas ao carcter de John BU. Neste momento
lem lugar eoi Londres um relo eslranho; lodos o,
dootiogos reuue-te ama mullidAo de pavo em Hyde-
Parek, patseio frequeaUdo ordinariamente pela al-
ta aociedade, e cada carruagem que ehegava, era
recebida cora lujurias e pedradas, ou, pelo menos
coro estes grito : ide para i tanja. A desorden)
continuo!! de tal serle, que a polica leve de inler-
vir, e bou ve combates batante triot enlre a poli-
ca e a pavo. Eis-aqai a cauta desta perlurbaces,
que daram ja qualro ou ciuco semanas.
Um membro da cmara do communs, lord tlros-
veoor, apreseutou um bil, que lem por lim pres-
erever r^gorosamciUe o lechamoalo das tabernas
no das de domingo. As classes operaras de Lon-
dres clamaram contra osla pretendo dos devo-
tos* quiteraro viagar-se da aristocracii, vilipen-
puado>. As classes operaras acham muito injusto
ao* ae lire ao pavo toas distracres, quando a cla.
ses ricas azem Irabalhrr seus lacaios, entregando-se
ao prazei- do passeio. Estas iadispoticoet do pobre
cnica o rico nlo eram condecidas na Inglaterra, e
* topro demaggico de nossos refugiados.as tem cer-
tamsule levad* ara alU. Algont miembros foram
maltratados, muitat vidracas quebradas, mat a Iran-
quillidadc finalmente pareci dever restabelecer-te,
porque lord t.rosvenor leve o bom tenso de retirar
o seu bil.
U* inda a aecaade rerieiadot demagogos quo
se fax tei lir em Barcellona. Creio j ter dito Vmc.
Oj*UiiiXebzcidadeluUvaeomasdeaordeiis asmai
/ave, e que ,u |)0pulactfl operar, depois de ler
abandonado asofllcinas, liaba assassinedo algn
Bis) DE JANEIRO.
SENADO.
Sia 30 da Jaiba da IMS.
Aprovada a acia paasa-te ao seguinla expediente :
Um oflicio do Sr. ministro da roarinha remetien-
do as informacocs que Ihe foram pedidas em 12 do
corrale inez, sobre a proposicAo que aulorisa o go-
verno a pagar ao primeiro lenle da armada Augus-
to Mximo RolAo do Almaida Torre/Ao oa suidos
atrasados que Iho forero devidos. A' commissAo
de marinha e guerra.
b'm requeriinentn do primeiro lente da arma-
da Augusto Mximo Rolao de Almeida TorrezAo,
pedindo que se mande juntar ao -en requerimenlo
que se i cha aQeclo ao senado o documento incluso
em que prova nunca ler reeebido merc alguma do
governo porluguez. A' commissAo de marinha e
guerra.
ORDEM DO DA.
Conliuaa a terceira discusso adiada pela hora na
ulljma sessAo, do projecto do senado H de 1848
sobre e'.eices com as emendas P do mesmo anno
approvadas na segunda discussAo, com o parecer
E diiste auno das commissss de consliluicAo
e logislacAo, Yotos separados, emendas offerecidat
pelas sobreditas commisses, e vol separado dos
Srs. Pimenta Bueno, a visconde de Sapucahy.
O Sr. Mrquez de Paran priocipioa dizen-
do que permanece nassuas opimoes de 1848.
Se aljuns de seus collegas, que Irabalbaram as
commisoes nesse lempo, enxergam no projecto iu-
constitucionalidade, nao he nen nunca foi cssa a
sua opiniao.
Com o projecto prelende-se evitar o- exerciciu
cumulalivu de funcede diversas, das quaes resul-
tara graves inconvenientes i sociedade, e nlo li-
rar-sedireilo polticos, principalmente da ciaste
dot magistrados, ciaste imporlanlissima, compusta
de homeni iiitelligenlet e pralicot, que leero apal-
pado as neceisidades dj sociedade.
Semelbante materia he sem duvida objecto de
leis rpgtitaroeulares, e nao ha nella ollensa alguma
lei fundamenlal do Estado.
Foi essa a opiniao dos horneas illaslres que tra-
halliaram na consliluicAo, o assim o provam as ins-
irurce respectivas de 1821, confeccionadas por
elles. Sellas acham-se disposirOes que os que fa-
zem opposicAo no projecto poderiam lambem cha-
mar reslriccoes ou ampliacOes da constituirlo.
O mesmo acontece na vigente lei de eleic&es e
seus reg llmenlos. Alii se v que o lugar de resi-
dencia, o lempo de residencia, o parentesco e oo-
trat circttnistaiicias modilicam as condicOes do voto
activo e pasiivo.
Oa soldados, por exemplo, e todas as pracas de
pret s.lo inhibidas de votar, nao por falta de renda
porque nesse raso, comprahendidot na regra geral,
nao era uncessaria raenco especial.
Alm disto, alguna team a renda necessaria, e
mesmo mais do que ella ; entretanto nlo gozam
dessa direito por seren sujeitos obediencia pas-
aiva.
E*sas restriegues salvam e garanlem a lilierdade
do voto.
Se assim he, sb o art. 21 do projeelo lem por
lim regular o exercicio de direito polticos, onde
est o ataque felo conslituicAu ?
O projeelo nao he iufenso a classo dos magistra-
dos, antes salva-lhe a dignidad;. Se nao podein
ser eleilcs pelo circulo em que residircm, podem
se-lo por todos os outros da sua provincia ; e esles
sao os qi.e decidera sempre do resultado da eloicad'
nao o pudendo fazer om s. Ver-se-hao livres das
tuppotices malignas de que se deixaram corromper
ou cnminetleran abusos no julgamciilo das causas
que Ibes forem afleclas.
As lraisacc,es e alicantinas de que se lem fallado
nao serflo um inconveniente comparavel ao que
podem resudar da influencia de sua posicao ; por-
que se se pode comroetler aeros ignobris em be-
neficio proprio, islo he mais diflicil em favorhle
um lercciro. E se por ventura a pratica mostrar
o contrario, tomar-se-hAo providencias conveni-
ente.
O projeelo nao entende somente com a classe dos
magistrados, entende coro nutras : entretanto nao
teein appnrecido queixas sobre ellas, sem duvida
por falla de quem as reprsenle.
O corpo legislativo nlo sabe da faculdada que
Ihe compite restringiudo o voto activo ou passivo,
assim como nao saino em ISiti regulando casos se-
raelhanle.
Todot ot projedos importantes s.lo sempre alaca-
doscomo oOensivos a cousliiuic.lo ; nem iiso he
para admirar, he (tica auliga, e deque elle orador
mesmo nao duvidaria laucar ,-jJo achaudo-se em
opposicflo.
Pely que toca divislo por circuios, nlo modi-
ficou lambem s suat ideas de 1848. Acha-a cons-
titucional e conveniente, e nisso concordara lodos
os memhros das commisses do mesmo anno ; ero
vio que se produzissem argumentos que procedes-
tem contra o que foi apresntado a retpeilo pelo
Sr. Pimenta Bueno.
Acha na divislo por circuios as conveniencias de
ser|melhor observada a Id, de terein mellior ma-
iiifestada todaas opiniOcs, e os eleilos mais cunde-
cidos dos eleilores, estando mait em conlacto com
elles ; resultando dahi receberem e cummanica-
rem mellior as suat inspiraroet. O espirito de par-
tido se exnrcer menos, e heni longe de dominar o
governo, ser ama mellior garanta para ama verda-
deira represeolacao nacional.
Nao a> opta essa idea como meio de dividir ai
provincia)!, porm como meio de representadlo das
localidades. '
Considera til ama mellior divisAo dat provincias
mat allendendo at circnmslanria pecuniarias do
paiz, pode esta idea ser por ora adiada.
Minal termina fazendo algumas rellexes sobre
a palitka observada pelo actual ministerio e suat
inlcueoe, e aprsenla as seguinles emendas, que
procurou justiliear com alguma raaoes:
Vem i meta a scgoinle emenda.
Ao projcto de resolurAo obre a lei de tlTNe
agosto de 184b' supprimam-se os SS 2 e 3 do arl. Ia.
No S 16 altere-te o numero nos denotados pro-
viiiciacs das seguinles provincias, desla maueira :
MarunhAo 30, a > por dittriclo; Sercipe, tioyaz. Pi-
auby. Rio Grande do Norte, e Mallo Grosso 22 a II
pordislrclo, Saala Catbarina, Espirito Santo, Ama-
zonas e Paran, 20.
a 45 Para seren collocados antes do 2.
i S- A eleicao de leadores se far na forma do
arl. 80 da lei, procedtndo-te e eleicAo especial do*
eleilores de parochia que os deverem eleger nos dis-
trietns da respectiva provincia a que pertencerem.
Em regra dous districlos concorrerlo para a
nomeacAo de um senador, sendo para asee lim uni-
dos o primeiro coro o segundo, o terceiro com o
quarto e assim por dianle, e designando o governo
a cidade, ou villa, que ha de servir de cabeca dos
districlos reunido. Exccpluam-se: primeiro at
provincias que derem am depulado, as quaes a
eleiclo de senador te far na forma dos 7 e 11 ;
segundo, aquellas que derem 3 depulado ou ealro
numero impar superior, na quaes os 3 primeiro
districlos serlo reunidos para nomearera um sena-
dor ; e leado de aoroiar-se mais de am, sera unido
a quarto dislriclo com o quinto, o sexta com o eli-
mo, e assim por diante.
|S Saaccionada a presente rcsoluclo, o senado
designar em sessao publica e sorle ot dislriclo a
qee licarto perleocendo os teidores actuaos, en-
\ ando a acta respectiva ao governo, adra de que,
no caso de falleeimenlo a eleiclo para preenchimen-
lo da vaga se faca nos reeperlivoa districlos a qoe
perlcncercro os senadores fallecidos.
i Cada eteilor votar para senador ero ama lis-
ta de tres nomes, declarando a idade, emprego, oa
occopacAe de cada am doa volados. Hecolhidot e
aparados os voto, se lavrar a acta, oa forma de-
clarada no S 12, extrabind*-se as copias de que tra-
ta o arl. 79 da lei, remellcnde-se cmara da cida-
de ii villa cabeca dos districlos reunidos a que de-
ver ser enviada a cmara da capital da provincia,
e segondo o referido artigo.
a S A apuracAo na cmara municipal da cabeca
do districl ae far na poca e forma declarada no S
13. Datadas se exlrahirlo tres copia, que serio
caria de uaturalisacAu de cidadAo brasileiro a Joa-
qun Jos Tavares, e a outros; a mandar malricu-
lar no 6. anno da Faculdade de Medicina da Baha
o eslodanle Bernardo Jos Alfonso ; a conceder uro
anno de liceuca eom lodos os vencimenlos ao lente
da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro o I)r.
Joaquim Jos da Silva ; e approvando o privilegio
eiclusjvo e o auxilio pecuniario concedido As-
soriaco Sergipense, para a crearAo do servlro de re-
boque por meio de barcat de vapor nat difrerenles
barras da provincia deSerglpe.Fica o senado in-
leir.ido, minda-se commanicar cmara dos de-
putados.
L'modlcio|do I. tecrelarlo da tobredita cmara,
participando ter tido iinccionada a reoluco da aa-
sembla geral aulorisando o governo a conceder car-
la de naturalisacio de cidadAo brasileiro a InoEdwin
Roben a outro.Flca o senado inleirado.
Outro do mesmo, acompanliando a teguinte pro-
posicAo :
A assembla geral legislativa resolve :
Arl. 1 Ficam dispensadas as leis de|amorlisa-
cao para qoe posta a irmandade do Santissiroo Sa-
cramenlo da calhedral de S. I.uiz no MaranhAo pos-
suir bens de raiz, eom lano que o valor dos qoe
actualmente poisue, e dos que hoaver de adquirir
nao exceda a 50:0009 ; sendo obrigadn a converler
em apglices da divida publica inalienavcis, dentro
de um prazo marcado pelo governo, o valor dos re-
feridos bent.
a Art. 2.o Ficam revogadts as leis em contraro.
Paco da cunara dos depulado, em 20 de julho
de 1855.1'itatnde de RaepenJy, presidente.ata-
ionio Jote Alachado. 2. tecrelarlo tervindo de 1.o
Llndolpho Jote Correa dat Necee, 3. secretario.
A assembla geral legislativa resolve ;
Arl. I.o Ficam dispensadas as leis de amorlisa-
(Ao para que a irmandade do Santissiroo Sacramen-
to da freguezia de Nossa Senhora da Coureicao de
Angra dos Res da provincia do Rio de Janeiro, e
ns irmandades de Nossa Senhora do Amparo a S.
JoAo Baplisla de Ilaborahy, da meama provincia,
possam adquirir bens de raiz, e conservar os que ja
postucm, com lano que o velor de todos ot bens de
raz da primeira irmandade. mo exceda a 50:0009
de ra.; o valor dos da segunda nao exceda a 5:00097
o valor dot da terceira nao exceda a 20:0009.
Arl. a.0 Ai referidas irmandades sao abrigadas
a converler em apolices da divida publica, inalie-
naveis, dentro de um prazo marcado pelo governo,
todos o* bens de raiz que actualmente possuem, ou
adquirirem era virlude da presente lei.
a Arl. 3.o Ficam revogadas as leis em contri rio.
ii Paco da cmara dos deputados, em 20 de julho
de 1855. I'itcondede Baependi, presidente.a-
tonio Jote Machado, 2. secretario, servindo de l.
Lindolpho Jote Correa dat Secet, 3. secretario.
Vai a imprimir no Jornal do Commercio.
Um requerimenlo de I.uiz Nicolao de Mara, pe-
dindo dispensa do lapso de lempo, adra de obter
carta de naturaliiacA de cidadao brasileiro. A'
commitso de consliluicAo.
O Sr. Gonratcet Martina par i cipa que a depu-
laco cncarregada de felicitar a S. M. o Imperador
no dia 23 desle mez desempenhra sua mitsAo, e
que elle, na qualidade de orador da depotacAo, re-
citara na presenca do mesmo augusto seuhur o se-
guinle discurso :
Senhor. A feslividade do boje, em commemo-
racAo de um facto importante da historia deite im-
Sirio, detpcrla a lembranca do alguna oulroe acon-
cimcnlos que Ihe antecedern).
< O creador do nacionalidade bresileira, o liber-
tador de uro novo eternamente recouliecido, abdi-
cando o (bruno que elevara nessa hora de dor e de
saudade para o pai allribulado, e de anxiedade pa-
ra a nacAo que era sua obra, legou ao Brasil mais
do qoe seu magnnimo ccraclo, sua alma grande e
generosa : por nico palladio da liberdade que fun-
dara licu em um berco um innocente,
< .0 Ente Supremo, senhor, qoe do alio dos eos
vela incessaole sobre os des linos das necees, acei-
tando IAu grande sacrificio, abencoua o hroe e adop
lou o augusto infante
O lilho adoptivo da Providencia Divina enmpria
que fosse a providencia humana de seu povo : islo
se reaiisou. At paixe mesquinbas e de ambicao
pareceu ameararam a herau;a constitucin.d : a tu-
tela porem era celeste. O patrimonio conservou-se
inteiro.
E para que mait sensivelmente se osleiilasse a
adopc.au divina no meio das maiores apprehen6etdo
paix, quiz o senhor das nace, que o augusto orphao,
novo David, attumitie o posado sceplro para derro-
car o pavoroso gigante da discordia e da anarchia.
Este suecesso feliz, que um Dos simiente sabe
inspirar, consumroou-sc no dia 23 de julho de 1840.
Cuube emlim, seulior, a V. M. 1. completar a
obra gloriosa de seu augusto pai, educando para ella
a nova geracAo brasilea, consolidando as ioslilo-
coes polticas, e com eslas, sem duvida a liberdade
da iuc.o : esta mis-.lo lem sido cumprida.
a Senhor! Sendo este o sentimenlo de que te pos-
sue cada vez mais o seuado, elle nos enva em so-
lemne deputaclo perante o throno excelso de V. M.
I. para leaos a subida honra de felicitar em seu no-
roe a V. M. I., e exprimir os votos que incestanle-
incnte faz para qoe seja tongo, e sempre glorioso o
reinado de V. M I., e p.ua que sobre sua augusta
pessna e imperial familia chovam todas as prospe-
ridades.
ii Oueira V. M. I. aceitar benigno esle sincero vo-
to de domenagein do seuado brasileiro. Rio de Ja-
neiro, 23 de judio de 1855.
Ao que S. M. o Imperador so dignan responder
3un agradeca muito os ondlenlos de amor e leal-
ade que Ihe manifestara o senado.
Ue recebida a resposla de S. M. o Imperador eom
muito especial agrado.
Vem mesa a segninte indicacAo :
u Indico qne a commissAo de legislacAo r.insultan-
do as di.posicoes exslentes sobre a materia, oflureca
ao secado um projecto de resolucAo, qoe declare
qual de o principio regulador da antiguidnde dos de-
sembargadores, se a poste com exercicio ou se a prio-
ridade da posee, leudo sido dispensado o ejercicio
por impedimento legitimo. Paco do senado, em 24
do julho de 1855.Mendet Jos Santos.
He apoiada e approvada.
ORDEM DO DIA.
Sao sem dbale approvadas em 3. discasto, para
screm enviadas ianec,1o imperial, as proposices da
cmara dos deputados, a-pprovando as penles conce-
didas ao guarda nacional Honorio Jone Nogueira, e
aomarinheiro Jacinlbo Cardoso da Silva.
He sem debate, approvada em 1. discussAo a pro
polillo da mesma cmara aatorisando o governo
para ndmillir a fazer acto das materias do 3.o anao
da Facaldade de Direito de S. Paulo o estudanle
Antonio Jos de Silqueira e Silva. Enlraufo logo
em 2. discuslo a mesma proposito, de apoiado e
approvado o segoinle requerimenlo :
Requeiro que se pecam informacocs ao governo,
Silceira da Molla.
mas, Inspectores de (hetourarias, ele. de teus laga-
res, pelo facto de serem eleitos, porque podem ter
nomeados para outra provincia, e mellior.
Enxergando-lhe s a ranlagem de alo coutinaa-
rem a exereer Jnrisdiccio no campo da lula eleito-
ral, julga quesera mellior determinar a inelegibi-
lidade detses fanccionaiios as proviocias era que
estiverem.
Conclue declarando que se deseja as incompati-
bilidades indirectas absolutas, adoptar dentre as
das emendas ai mais efllcaze* cousarvac,ao dos ma-
gistrados nos teus lugares.
O .Sr. Danta proouncia-se rauilo decididamente
contra o projecto. Nota incoherencia nos que o
defendein ; poit que un considerara at incompati-
bilidades absolutas copltucionaes, e outros nlo.
Abunda era considera$Oes e argumentos conlra
rauitas das razet allegadas em favor do projeelo,
e conclueque a ipresent.ic.lo delle discussAo nao
passa de orna tctica do governo para enlreler o
espirito publico depois das derrotas que tem sof-
frido.
Dada a hora fica adiada a ditcusslo. O Sr. presi-
dente d para ordem do lia a primeira discussao da
proposta do poder execulivo, com as emendas da c-
mara dos deputados, sol e indemnism^o das presas
da guerra da independ ocia, e do rio da Prala e
levantase a scssl.
CMARA DOS SRS. DEPUTADOS
Seta a o' do dia 13 *e julho da 1855.
Lem-te e approvam-se a acias das sessSes de II
e 12. O Sr. primeiro secretario da conta do segoin-
le expediente :
Um offlcio do Sr. ministro da jaslica, enviando
dous requeriroentot, uro dos ofllciaes do corpo da
guarda municipal permanente da corle, pedindo aug-
mento dos seus vencimenlos, e oulro do cirurgilo-
mor e cirorgiesajudanlet do mesmo corpo,pedindo
que os seus vencimenlos seja'm igualados aos dos
ofllciaes dos cornos de saude do exercito e marinha,
acompanhados ot ditos rrquerimentos da informadlo
do respectivo coininandaute geral.A' segunda com-
missAo de orcamento.
Doas do Sr. primeiro secretario do senado, eom-
muiiicando que consta ao senado que S. M. I., an-
sente era varias rnolucoes.Fica a cmara inlei-
rada.
Do raesmo, enviando as proposices do senado,
aatorisando o governo para mandar matricular no
sexto anno da faculdade de. medicina da corle o
alumno JoAo Btplisla dos Guimarae, e para man-
dar admiltir ao exame das materia! Jo quinto an-
ne da mesma facublade, ao alumno JoAo da Silva
Pinhero Freir.A imprimir.
Um requerimenlo do juiz de direilo da comarca
Nazarelh da provincia da Baha, Andr Corsino
remetjidas, urna no ministro do imperio, "oulra ao
presidenta da provincia e outra ao secretario do se-
nado. Considerar-se-liaii propostos para reidor os
tres cidad." os mais volados, anda quando leuham
somente maioria relativa,
a para depois do 21.
Fica revogado o art. 111 da lei de 19 de agosto
de 1816. Mrquez de Paran, n
SAo apoiada.
Nlo havendo mais qUem leuda ou peca a palavra,
o Sr. presidente consulla o senado se juina suftici-
enleineiile discutida a maleria, a decide-te qoe nlo.
He oflerecido o seguale requerimenlo :
a Requeiro s adiamenlo do objecto em discussAo
por 2 i horas. D. M. A. Matcarenhat.
Emeni. Que lique adiada a discussAo para
aiiianh.la. Silceira da Molla.
He apoiade o reqoerimento e a emenda.
Posto volelo o requerimenlo, be approvado,
ficando prejudiead a emenda.
Esgotada a ordem do dia, o Sr. presidente d pa-
ra a da trguinle sessAo a terceira discutslo das pro-
posices da .cmara dos depaladoa approvando as
pensileseoocadidasao guarda nacional Honorio Jos
Nogurin, oao marnheiro Jacinlho Cardoso da Sil-
va,,e a primeira discusslo da proposico da mesma
cmara aatorisando o governo para admiltir a fazer
acto das materia do lercciro anno da Faculdade de
Direilo de S. Paulo o estudanle Antonio Jos de Si-
quera e Silva, a levanta a sessfio.
No dia 21 e 23 nlo houve casa.
24
Approvada a acta, o Sr. primeiro secretario d
conla do segoinle expediente :
Qualro oflicios do Sr. ministro do imperio, remet-
iendo os nntographos sanecinnados das resolucSes
da astemlda geral, aulorisando o governo o conceder
Continua a 3. discussAo adiada em 20 do crran-
le, do prefecto do senado11. til 1848sobre elei-
roes com as emendasP. do raesmo anno,appro-
vadas na 2. discussao, com o parecerK. desle anno
Jascommissoes da coil.tiluicAo e legislarlo, votot
teparados, emendatoflerecidti pelas sobreditas com-
misses, e votos separados dos Srs. Pimenta Bueuo
e v conde de Sapucab), e emendas de Sr. marquez
de Paran*.
OSr. SUreirada Molla juica que as incompatibili-
dades a a divisAu por circuios podem Irazer as grao-
des vanl.igens de roelliorss o corpo legislativo e ad-
miuisi rncAu da juslica.
Dizque nunca o nosso parlamento tem represen-
lado todas as opinies e interesses do paiz, antes
tem sempre predominado nelle a classe dos le-
gislas.
Essa classe era representada no principio da
actual legislatura, na cmara dos deputados, por
82 membros enlre 113 de que se compoe, ftcaudo
31 para as oulras classes ; sendo para notar que a
marinha nlo lenha um s representante, e bajara
apenas tres militares, dos quaes um reformado, qua-
lro ecclesiasticos e sele fazendeiros.
Refleclindo sobre os inconvenientes da preponde-
rancia das classes nos parlamentos, e sobre o que
se tem dado a respeilo om Inglaterra, Franca e Es-
lados-l'nidos, e n.lo descoDlicr.endo as luzet e bous
tervitos prestados pela classe dos magistrados ao paiz
ola que essa classe om seut insidelos proprios,
organisaiido-se com mais vantagens, que as oulras
que considera como saas dliacoes.tera introduzido em
ludo esle espirito subiil, argucioso esyslemalicoque
a earartersa.
O maior dos inconvenientes porm que enxerga
neste estado de cousa lie os horrores produzidos
pela falla que fazem os magistrados ausentes de
sea lagares. Os juizes de direilo sao substituidos
ou por juizes municipaes inexperientes e sem as
liabil taces uecessarias, ou por juizes leigos, a maior
parle das yetes potentados de aldea, que dilriboem
a julira s cega,e segundo a. paixea de logarejos.
Entretanto que essa falta he cada da mai scnsivel
e que os precipicios sAo cada vez maiores pelas al-
Iribuices que se continua a dar os mesmos juizes
de direito, que, depois da lei de elembro de 1851,
ate leem de julgar criraes polticos, nao se Ibes lira ment.
de
Pinto Chichorro da Gama, pediudo ln:eiica com seus
vencimenlos por um anu pira cuidar desuaiaude,
achande-sem imminente perigo de vida.A'com-
missAo de peososs e ordenados.
O Sr. Mendet de Almeida:Pedi a patarra pa-
ra fazer ama rectificacio. No discurso do nobre
depulado por Pernambuco, o Sr. Pinto de Campos,
publicado no Supplemento ao Jornal de honlem,
acham-se alguna apartes meus que nao foram bem
interpretados; o entre elles oque julgo mais naces-
sario rectificar he o que dri fallando o orador a res-
peilo da inquisicAo, Disse eu que lnba tido um
tribunal civil, a qua o marquez de Pomhal havia
concedido o trai.nnenlo de magettade; no aparte
publicado nlo vem estas palavras.
Era uniros apartes meus foram empregadas ei-
prcssilcs de que nio osei, porm nao reclamo, por-
que inio o julgo importantes.
He smenle esta recficacAo que liada a fazer.
Apretenlaciio de projectot e inlicardet.
He julgado objecto de deliberarn, e vai a impri-
mir para enrar na ordem doa trabadlos, o segoinle
projecto: ,
a A assembla geral legislativa resolve:
a Arl. 1. A irmandade de Nossa Senhora do Ro-
sario da villa de Sania I.uzia da provincia de tioyaz
dea aulorisada para conservar os bens de raiz que
tem e adquirir outros al o valor de 10:0008000.
a Art. 2. Ficam revogadas quaesquer disposices
era contrario.
Paco da cmara dos deputados, 13 de julho de
1855.Padua Pleary. ;
He remedida cem urgencia commissio de cons-
liluicAo e poderes a seguidle indicarlo :
a Achando-se nesla corte o Dr. Martim Francis-
co boira de Andrada, um dos supplentes da de-
putaclo de San-Paulo, e fallando um membro dal-
la, o Dr Pereira Jorge, que declara nao compire
cer esle anno, indico que seja chamado o Dr. Mar
lin, qoe j est juramentado, e servio em os aonos
de 1853 e 1854 nesta casi./. /. Pacheco.
O Sr. I. J. da ocha:Sr. presidente, a cma-
ra estar' lembrada que o digno depulado por Mi-
nas, o Sr. Mello Franco, referi nesla casa urna oc-
currencia enlre um ofllcal da guardi nacional....
nao digo bem, enlre dous cidadAos, e de que um
delles te prevalecen para prender ao oulro de ser
seu superior na guarda nacional. Quando o nobre
depulado narrou esle fado com as simplices cir-
cnmitancis que se deram, ouviram-ie reelamaee
e declaracOet de alguna nobre deputados, de que
iuo era urna lyr.iunia, e at terminaran! csses apar-
tes, ao menos na publicacAo feila pelo- Jornal, com
esla reflexAo do nobre ministro da juslica: u He
urna consequencia de principio*. i>
Ora, se he consequencia de principios essa anar-
chia, a' qual recorre um individuo vestido paisa-
na para prender a oulro, s pefo fado de ser sea
superior na guarda nacional, rauilo mal estamos
com esses principios, amaldicoados elle sejam
apoiado- ,c compro modificaressas iiistituices don-
de resultem principios de que estilo armados indi-
viduos para prenderen! a uulros sob o pretexto de
falla de respeilo.
Nao precisava eu desse facto, Sr. presidente, pa-
ra conflrmar-mc na conviccAo que leudo a repeito
da guarda nacional; e para bem comprehender a
missao de que estamos encarregados devenios tomar
a peito diminuir o veame que soflre a nac.lj mui
lyraimisada por essa mesma guarda nacional. Para
itso, e para que nlo se interprete de ma'o modo a
minlia opiniAo, julguei conveniente formular um
projecto de lei sobre esse objecto: oflerccii-o, pois,
a labedoria de meus collega, e sobre elle peco os
exames e pareceres das commisses de juslica dvil e
de marinha c guerra.
O projecto he o segninte :
A assembla geral legislativa resolve:
Arl. I. A guarda nacional nAo far.i' lervico
de qutlidada alguma senAo ero cirrumslancias ex-
traordinarias.
u Sao circumttancias extraordinarias as de guerra
interna ou externa.
o Arl. 2.a Nessas circumslancias o governo poder
decretar o destacamento de alguma forca da guarda
nacional que for necessaria pa/a o servico da pro-
vincia 4a residencia dos guardas.
a Arl. 3.o A forca astim destacada ter ot venc
menlos dos corpos provinciacs, e ficar injeila dis-
ciplina dos corpos estraugeiros contratados para o
vervico.dn imperio.
4.o Se em circumstincias extraordinarias al-
guna guardas nacionacs iu livdualmenla se oflere-
ccrcm para servir fura das suaa provincias, sarao
esles orgaoisados em corpos eipeciaes com os mes-
mos vencimenlos e a mesma disciplina cima indi-
cados.
Arl. .o Ficam revogadas as disposices em con
trario./. /. da Rocha.
.0 Sr. Presidente :O projeelo be remedido is
commisses que faz menc.ao o nobre depulado.
- PRIMEIRA PARTE DA ORDEM DO DIA.
Pretencao de Antonio Jote de Siqueira e Sitca.
Procede-te volacao do projeelo, cuja discussAo
(ciiia encerrada na ultima sessao, declarando qoe
Antonio Jote de Siqaera e Silva pode fazer ado do
3.o auno do curso jurdico de S. Paulo, e be appro-
vado por 51 votos contra IB.
O Sr. Primeiro Secretario obtende a palavra pe-
la ordem l o segoinle parecer, que entra era dis-
cussau : |
o A commissAo de rointiiuicAo e poderes a que foi
presente a indicacao do Sr. depulado Pacheco, para
que seja adiuillidu a lomar assenlo nesla cmara o
Sr. Marlim Francisco Ribeiro de Andrada na quali-
dade desupplenle pela provincia do S. Paulo, cuja
representaclo se arda incompleta pea ausencia
do Sr. depulado Pereira Jorge, allendendo que o
mesmo Sr. Marlim Francisco ja leve assenlo na pre-
sente legislatura, que se acha na corle, e que o Sr.
depulado ausente declara nlo poder comparecer du-
rante etla aeaslo, he de parecer que na couformi-
dade do que ja se tem seguido com outros, seja ap-
provada a indicacAo e admitidle o tupplicaole indi-
cado a lomar parte no trabadlos da cata.
a Sala di cmara dos depulado*, 13 de julho
de 1855D. r. de Maccdo.Figueira de Mel-
lo.
O Sr. Augusta de Oliceira : Sr. presidente,
eu nao leude a menor tenrao de fazer opposc,Ao ao
parecer da commissAo de ronslluic.ao e poderes ; mas
peco liceuca cmara para apreseutar um addila-
antes augraenla-se-lhes os estmulos para desejarem
as cadeiras do corpo legislativo.
Eotende,|e sempre eutendeo, qoe os magistra-
dos eleilos deputados provinciaes ou geraes deviam
flcar privarlos de seos lugares durante o lempo das
legislaturas.
Nem seria essa disposiejo urna pena, mas sim
urna arapliacAo lei de 1850 ; e aquellos qoe a
considerassem como pena, o porlanto inconstitucio-
nal, deviam principiar por pedir a revogacao da
mesma lei de 1850, que saneciona as incompatibili-
dades indiiectas e absolutas, as quaes ella orador
mais abracou impedido por essa mesma lei.
Passando a tratar da queslAo de constilucionali-
dade, considera em vigor os argumenlos apresen-
lados em favor della, e soccorre-se a dous oulros
dcduzidos da lei orgnica de cleiriics era vigor.
Curriliiii.Mi.Ii> o,ai 1. lia com o 124, diz:Se u
he ferida a consMuirAo privaudo-se o eleilor de
votar em qualquer distrdo que nao o teu, quan-
do elle tem o direilo de eleger, e direito que se es-
trale sodre qualquer individuo que possa represen-
lar a provincia, comosoflrera a mesma cnnsiilucao
s pelo fado de regular que lal classe nao possa rc-
ceber votos ".'
O oulro argumento foi deduzido do arl. 89, era
que cnconlra incompatibilidade enlre a eleiclo da
deputados provinciaes e senadores.
Reflecte qne a elegllilliJade por todos os circuios
de urna provincia, menos o da residencia dos juizes
lem, alm do Inconveniente daa trocas, o de fazer
suspeilar que se atienden mais aos abuso que po-
dem pralicar os magistrados na sua jurisdiccAo do
que s vantagens da jaslica resalanles da presenca
delles. Acha va a emenda que priva os presidentes
de provincia, seus secretarios, commandanles de ar-
ao
ninguem nesla caa ignora que o Sr. Dr Marlim
Francisco Ribeiro de Andrada, soppleule pela pro-
vincia de S. Paulo, se acha nesla corle, e actualmen-
te presente uesla cata, onde comparecen para lomar
assento, por entender que Ihe nao pode ser isto ne-
gado, nchando-se ja juramentado, e fallando um
membro da deputaeao : neslas circumslancias pare-
cer o addlamente do nobre depulado um obstculo
que se quer levantar, e quando etla nlo seja sua in-
tencao, como creio nao ser, a discussAo que vil ler
lugar demorar, tem ratao pl.usivel, a entrada do
referido Sr. Dr. Martim Francisco, queja fui nenia-
da pela commlnao de consliiuicao a poderes, dando
em seu favor o parecer que ae dlicule, o que Dio
acontece com o additamtato, que pode provocar lar-
go debate.
Nao contesto, como ja disse, o direito que lem e
nobre depulado de apresentar a emenda que niandoa
.1 mesa ; mas deve usar deate direilo, gaardaudo as
conveniencias, principalmente tendo depulado mi-
nisterial, que nAo deve concorrer para amadiscassao
sem ulilidade, e que servir para protellar a discus-
slo do orcamento de estraugeiros. Se o seu addita-
meuto ja livesse -nlo examiuado pela commissio
competente, ou sea idea nelle eoolida fosse um fac-
i notorio conhecido de toda a casa, aiuda bem ;
| maa nAo se dando islo, quantu emenda do nobre
j depulado, he claro que ha de haver ama discussAo
malograda que s servir de demorar, sem motivo,
a decisa i da maleria principal, que lie a eutrada do
Sr. Dr. Marlim Francisco, que he ama quesillo li-
quida, pois na sua opiuiAo creio qoe oSr. Dr. Mar-
lim Francisco estara no seu direilo entrando nesla
casa e lomando assenlo, indtpendenlo de ulterior
dodlieracAo, porque ja elle prettou juramento em
1853, e tomou assenlo na cmara como depulado
supplenle na sessAo passada. Estando juramentado
um supplenle lera-se-lhe dado assenlo sempre que
a deputaclo se acha incompleta, e incompleta est a
de S. Paulo, pela falta do Sr. depulado Pereira Jor-
ge, que por escrpo declara nao vir etle anno lomar
parle nos trabadlos da cmara ; me parece pois
muito liquida a eulrada do Sr. Andrada nesta cata.
Apoiado.)
Eu chamo a allencSo do nobre depulado por Per-
nambuco para o que acabo de expender ; apr-
senle o nobre depulado uro* indicacao para techo-
mar supplenle em lugar do Sr, Fiuza, depulado pela
Baha, e liga ella os tramitesregimenlaes, principal-
mente nao havendo daclaracao do Sr. Fiuza, de que
nAo vem esle auno a corle lomar atsento na cmara.
E como ja existe o sea addilamenlo, converla-o o
nobre depulado em indicacAo ; peca que como tal
seja considerada, o remitlida commissAo de cons-
liluicAo e poderes. No entreunto, votemos o parecer
da commissAo.
O Sr. Ferraz :Sr. presidente, eu sou da mes-
ma opiuilo do nobre depulado pela provincia de S.
Paulo, qua acaba de fallar ; cabe-me comludo ac-
cretcentar anda algumas oulras cunsideracet.
' A vaga que se d de um depulado pela provincia
da S. Paulo pode ter ja preenchida por eslar na
corte e nesla casa o respectivo supplenle, ja desde
outro anao juramentado ; entretanto que assuppos-
tas Yagas da provincia da Halda nAo podem ser sup-
prdaa com lana brevidade da maneira que o nobre
deputado prope na tua emenda, porque, segundo os
tramites do nosso regiment, a commissAo de cons-
liluicAo e poderes lem de pro por a chamada dos
respectivos supplentet, ha de se expedir essa ordem
proyiucla da Baha, e acamara manicpfll daquella
capital tem de remetlrr os diplomas a esses sup-
plentes.
O Sr. Saraica : Consta queja os remelteu aos
Srs. desembargadores Jnuqueira e Souto.
O Sr. Ferraz : Aiuda mais por esla razAo a
emenda do nobre depulado pode ser adoptada, por
que ja foram chamados csses supplentes. Se porm
a cmara julga que se dove preencher as vagas que
exislem antes de vrem esses sondares, u molo he
outro, he cliamarem-so os supplenle que se acham
na corte ou as sua proximidades. Na verdade ex-
islem dous, que sAo os Srs. I.uiz Antonio Barbosa
de Almeida, e Luiz Antonio de Sampaio Vianna,
por cuja entrada para esta casa eu sou em particu-
lar vivamente inleressado, e neste caso poco ao no-
bre diputado que adarce mais a sua emenda, de-
clarando que sejam chamados aquellos seuhores sup-
plentes que estiverem tiesta corle, ou perlo della.
Enlendo tambera, Sr. presidente (e nesse sentido
la/ei um requerimenlo), que se separa o addila-
menlo do nobre depulado do parecer da commissAo
e te considere como indicacao, volando-se ja o mes-
mo parecer ; a commissio lomar em considericAo
o addil iinenlo do nobre depulado como indicacAo,
e offerecer casa o meio que julgar mais conve-
niente.
I.ii-se, apoia-se e entra em discus-Ao o seguale
requeriroenle :
Separe-se o addilamenlo doSr. depulado Oli-
vada do parecer da commissAo. e considerado como
indicacao teja remedido commissAo. Silca Fer-
raz.
O Sr. Augusto de Oliceira : Sr. presidente, co.
roo o nobre depulado que primeiro impugnou o ad-
dilamenlo por mim proposlo ao parecer da commis-
sAo consi lerou o ineu proccdiuieutu como uina fal-
la de cavalleiriiroo para com o nobre deputado sup-
plenle por S. Paulo que deve tomar assenlo nesla
casa, segn lo o parecer da commissAo, campre-me
protestar contra essa injusta asseveraclo do nobre
depulado...
O Sr. Aprigus Gaimaraei : Apoiado.
O Sr. Augutto de Oliceira : ... e para maior
prova da innocencia do meu pensamento a lal res-
peilo. declaro que eslou prompto a votar pelo re-
querimenlo que acaba de ser proposlo pelo nobre
depulado pela Baha ..
OSr. Presidente Se o nobre depulado to pro-
nuncia a favor do requerimenlo nlo pode fallar,
porque a discussAo de qualquer materia deve come-
car pela oppusicAo. i Apoiados.
O Sr. Augusto de Oliceira : Nao se incom-
mode V. Exc, eu direi poucas palavras...
OSr. Prndente: Nao rae iacoramoda, po-
rm o regiment be que nao permute o que pre-
tende o uobre deputado.
O Sr. Augusto de Oliceira : Pedi apenas a pa-
lavfb para justiliearmo da injusta argalo qoe roe
fez o nobre depulado que primeiro fallou...
O Sr. Pacheco da um aparte.
OSr. Augutto Ue Oliceira : Parece-me, Sr.
presidente, que depois de dous inezes de seislo aiu-
da ae mo tendo completada as depulaces de dille-
reules provincias do imperio...
O Sr. Presidente : O nobre depulado nao pode
continuar a fallar.
O Sr. Outra Rocha : Apoiado.
O Sr. Augutto de Oliceira: .... porque nio
be s a provincia da Babia que refer quando tralei
de justificar a apreseiitaclo do meu addilamenlo,
que ujo tero a sua depotacAo completa ; a provin-
cia do Amazonas nao se acha- representada nesta
casa...
Urna coz rA bom lempo manda varaos chamar
teu soppleule.
O Sr. Presidente: Observo novmenle ao hon-
rado membro qua uflo he permitidlo fallar em pri-
meiro lugar a favor da materia. (Apoiados.)
__ O Sr. Augusto de oliceira : Parece-rae que
V. Etc. s se lerabra do regiment quando eu eslou
na tribuna (ol! oh I), finalmente, como vejo V.
Etc. tAo reginieulista boje para comigo, rasigno-rae
calando a donando de me justiliear plenamente da
injusta imputacA que m: foi falla pelo honrado
depulado de S. Paulo.
O Sr. Presidente : Nao lem razAo o nobre do-
pulado : com oulro qualquer membro da casa eu
procedera da mesma forran.
yozes: Votos, volos.
Jubza.se a materia discalida, e posto a volos o
requeTimcnln he approvado ; he por conseguidle
remedido o ad I llamen lo commiuau de coniutuiclo
e poderes.
Cuntinia a discussao do parecer.
Julga-se discutido e posto a votos he approvado.^
SEGUNDA PARTE DA ORDEM DO DIA.
Orcamento dot negocios ettrangtirot.
Entra *m 2.a discussao o orcameuto da despeza
para o ministerio dos negocios eslraogeiros.
O Sr. Ferraz antes de fazer algumas rellexes
sobre o orcameuto ero discussAo pede iuformacues
sobre a marcha de certos negocios que inleressam ao
paiz e s parles. O primeiro ponto sobre que ver-
sai] ai iufurmaces pedidas he o brbaro assassina-
to de um individuo cdainado Luciano Cotia,habitan-
te de Serr Largo ; o legando ponto vem a ter o
empreslimo de 400,000 pataco* felo ao general
li'rquizn durante a lula com Rosas, empreslimo
que pelo tratado respectivo devia ser recouliecido
pela legislatura competente ; o terceiro ponto vem a
ser a reclamarlo de algn cidadAos brasileiro pelo
fado irregular de apresamenlo de dinheiro, joias e
outros miiteres prrlencenle* a deputados e senado-
res das provincias do norte, que foram apretados il-
legalmenle uas embarcacoes norte-americanas Planl
e Ontario, pela esquadra argentina no lempo da lu-
la, medanle sorpreza, e firmada a bandeira ameri-
cana. Condue fazendo diversas relenles sobre o
Firmioo Jos de liveira.
Dr. Antonio Epaminondas da Mello.
M uioel Goncalves l'erreira.
Jos Joaquim da Cunda.
Jo lo Valenlin da Silva.
Ar Ionio de Oliveira Diniz.
Dr. Constantino da Silva Braga. '
Je mino Jos Tavares.
Antonio Augusto Maciel.
Jo iquira de Abreu Ribeiro Macb.idu.
Fe 1 icia no Jos Gomes.
Di. Lniz liuarle Pereira.
Jos Gorgonlin Paes Brrelo.
Foram sorloadoi da urna especi.il 15 jurados pan
com oa referidos 33 completar o numero de 48, os
qiaei to ot seguidles senhora :
Antonio Goncalves F'erreiri.
Gandido Jos da Siqueira.
Jlo Goucalves da Silva.
Antonio Leal da Barros.
Dr. Joaquim Francisco de Miranda.
Simplicio Jos de Mello.
Mircellino Autonio Pereira.
Joaquim Carneiro Machado Ros.
Adixandre Jos da Rosa.
Al .'landre Nurborlo dos Santos.
Carlos Jos Gome de Oliveira.
Jo> 6 de Carvalho da Coala.
Dr. Prxedes Gomes de Souza Planga.
lio dardo Jos Lopes.
Dr. Manoel de Souza Garca.
Concluido o dito aorleio o Sr. Dr. juiz. de direito
iiK-ndou proceder as noddcares, expdindo-se para
iea>> ot compelentei mandados, e levanlou a sessAa
ad ando-a para as 10 hora do dia seguinle.
BEPARTZQAO DA POLICA.
Parle do da 30 de agosto.
Illm. Exm. Sr.Levo ao conhecimento de V.
Ex:, que dat differeutes participareshoje recebida
nesta repartir,', consta lerem sido preso:
A minha ordem, Bellarmino Aloe de Figueiredo,
para averiguacOes.
I'ela subdelegada da fregueiia de Santo Anlonio,
Amonio de Souza Pereira de Bnto, e os prelos Ma-
noel e Antonio, lodos tambem para averigoaroes.
Por oflicio de 2 do crrante cmmunicou-me o
delegado do termo de Tacarat qua durante o mez
de julho lindo, fi.rarn all capturados Jos Barbota e
tua raulher Anna Mara, ambos criminosos de mor-
le na provincia da Babia, Jlo dn Souza" Moreno,
tan-bem criminoso de rnorle ni provincia do Ceara'
e Jos Marques Ferreira, igualmente criminoso de
raoi te n'squelle termo.
O delegado do segundo dislriclo desla cidade,
parlicipou-me em oflicio de 20 desde
Sim, senhore, he pela ciencia, que o hornera po-
de, daapind* o veo do myslerio, divisar urna das
pbases do futuro: lie a sciencia a fonla de teda
verdade; he nella, quo o espirito repouia empnz:
he para ella qoe o homem vive; porque so a* aci-
iucia te poder encontrar t solacio do problema
da vida humana.
E, sen.io frt a sciencia, oa antes verdade, que
Jella dimana, o que haveria no mundo, eslavel e
permanente T Todo o poder, que nlo he o da acien-
ela, te anlqullla,
A hittoria, este repertorio dat acedes humanas, a
cada passu uot aprsenla imperio, que fondados
pea lorca, pela mesma forca suecumbiram: imperios
un p*i'a P"4di "P*18 "Mbroeces tao fra-
geis, quantu cannadaa.
,.,i.??nei",ii.f,MU,,e milhr juisianuo pelat armas o mundo inteiro, conqaisloa
menos, do que Newlon, quando sem armas e sem
exercilos adevindava meditando os segredot da ua-
tureza.
Aquella ritabeleceu um poder limitado, qoe du-
i ou menos, do que a vida de um homem : ao piis#
t|ue eile firmou um imperio sem limites, que lera
resistido a toda forca, dominado todo os poderes,
c cuja doracao se eslender alem da humanidade ;
porque foi o impero do espirito, e o espirito nao
acaba.
E qual ser o meio, pelo qual a sciencia poder
er innorulada no espirito do liomemT O entino
l.acordaire be quem responde.
A misslo das Academias de o ensino, e o entino
de a misso da humanidade ; porque o homem n,io
pode dar um pateo no progroaao e o* iattrueeto; e
inuilo menos atlingir o grao de perfelelo, que Ihe
loi tracado pela Divindade, sem ser eaiiaado.
lie pelo entino, diz um grande etcripUr, qee a
intelligencia he acepilhada para om dia aperfeieo-
endo-te, aperfeicoartambem a humanidade: be pe-
lo entino, que tlenlos vigorosos e perinas eloquoutes
l>:m emancipado centenares de inlelligeiirias do mi-
seravcl eslado de embrutecimenlo: he pelo eusino
que homens grandes tem pleitead* a causa ua li-
berdade, a qual rellectindo a claridade do luminosa
pharol da sciencia, despede os raios de sua luz po-
ra e santa por toda humanidade: he pelo ensino,
que os tlenlo se formara, o homem se engrandece,
e as sociedades se aperfeicoam. Ainda aaaii, se-
n'lores, foi pelo ensino, que a mais importante das
sociedadesa Igrejase instluio: que o mait eala-
vul dos reinoo reino de Deose eslabeleceu, e
qje o mais sanio dos imperiosa imperio Divino-
so ergaeu no cenlro da humanidade: ainda nAo be
ludo: foi para ensnar o genero humano, que Jetos
(.bruto biiixuu dos ecos Jerra ; fez-* liomem sem
deixar de ter Deo<; encarnou tendo espirite; mor-
mez, que ne ri!U sendo unmorial ; foi aecusado sendo innocente,
dia 30 de julho findo, em Ierras do engenho deno- c coudemnado sem ser criminoso: em ama palavra
minadoJaboatau perlencente ,io segando dis-
lriclo da freguezia do mesmo nomc, fora assittinado
coni ama punhalada Jos Francisco da Sil veira por
Antonio Francisco dos Sanios, que conteguio por-se
em fuga, havendo o respectivo subdelegado instau-
rado o competente sommario contra o criminoso, e
dado at convenientes providencias para a sua cap-
lum.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco 30 de agosto -le 18.5-..Illm. eExm.
Sr. :onselheiro Jos Bento da Cunda e Figueiredo,
presidente da provincia.O chefe de polieia, Luiz
Cario* de Paita Teixeira.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
Das gazelas vindas pelo Tay, ce diurnos ainda o
seguinle:
T alia havido em Trpoli uro mo vintenio revolu-
cionario. Os rabes, nio podendo pagar os impos-
tis a que eslAo sogeilos por causa d pobreza das
ul li mas coldeilas, insurgiram-se contra os Turcos,
cujai tropas derrotar un.
Conlam uns 15,000 borneas camroandados por
(lourma, individuo que leudo sido deportado para
lretisonda de l fugira ; e alm di-so tem elles 14
pecas de ariilliaria que lomaram aotTurcot.e achim-
e seuhores de todo o paiz excepto rnenle a capi-
tal que todavia est pelos mesmos sitiada.
O vice-rei do Egvplo j ae linha recnlhido da ex-
pedido em que san ra contra os Beduino, dos quaes
consigui que se tubrailtetsem.
Era Brussa liaha havido 25 tremores de Ierra.
Abdel-Kader, o hroe de Alger, achava-se doente
daquella cidade.
O governo persa, a instigarlo di Ratsia, havia
supprimido as escolas protestante'.
O general Arista, ex-presidente do Mxico, tendo
embarcado em Cdiz a bordo do paquete inglez Ta-
fias, fallecea aa barra de Lisboa de um cancro oa
face.
_ O general litera testamento eenlre oulras cousas
dispuz que seu coraraoseja Iraiispoilado para o M-
xico.
Tiaha fallecido lambem era Sinigngha a princesa
Lucinua Bonaparle. viova do principe de Canino.
Acerca dos planos de reforma que se allribuam
Ituss a ao reino da Polonia,l-e o seguinle em ama
correspondencia de Pars publicada na Independen-
ce Bclge :
As cousas eslao rauilo mais aira i.idas do quo oa
jernacs dlzera. Dizem-uo* que a imperador Ale-
xandre II achara entre os papis do teu pai, om
plano para a organisacAo da Polonia, plano comple-
to re Jigidii por um otlicial allemlo ao servico da
Russia. Fura o imperador Nicolao quem incumbir
u referido ollici.il desse trabaUm. O novo czar len-
ilo-o cra muilo impressioiiad*. (iMain ira o gene-
ral, t iiilerrogaiido-o liora anda mais impretiona-
do ce m as observares qne Ihe lzera eom o lim de
Ihe provar qoe a posicao da Polonia influira sem-
pre nos destinos da Rusta.
a I aes foram as causas qu resolvnram o impera-
dor A lexandre a mudar a sua poltica com relacAo
Polonia ; porm lindera se aqueltes qne se persua-
dem que dentro era pouco verAo coavocada a Dieta
de Virsovia ; a nova organisacAo ha de fazer-s* coro
muilo vagar. Primeiro tratar-sc-li.i de melhorar a
condico das classes nfimas. O imperador lencio-
ia) recompensar de um modo extraordinaria os Pa-
leos qne lem servido na actual guirra. Ser-lhes-
hAo concedidas reduc/es nos anuos di servico, pen
ces, lagares as alfandegas, nos caminhos *de ferro,
e se Ihes darao trras.
No dia 17 do. correle o consol ing. ez em TenerilTe
coran: unicou ao agente do alroiraulado do vapor
Tay qoe o paquete hespanliol levara para lia tristes
noticias da Hetpaaha onde o cholera eslava fazendo
estragos, principalmente em Granada e Malaga.}
_ O mesmo paquete contara tambem ter havido era
Garabia cosa da frica) om levanlameulo no qual
foram moras urnas 30 pestoai e ferd as 40 inclusive
o governador O'Conneli, lendo sido f recisa a inter-
venclo de tropas fraocezas vindas do Senegal para
se res abelecer a ordem.
Parece-me que exislem na casa algumas vagas
em consequene'a de nAo lerem comparecido al boje
alguna Sr. depulados de diflerenles provincias :
supponho que a depiilacAo da Baha nlo esl em
seu numero completo. Tendo ja decorrido dous
mezes do sesslo, parece-me estar nos eslvios da
casa lomar-se urna deliberaran a semeldante retpei-
lo, delerminando-se ao governo que pelos carnes
competentes sejam chamados os respectivos sup-
plentet.
O Sr. Saraica :Ja se mandaram chamar.
O Sr. Augusto de Oliceira :O Sr. Flua, depu-
tado pela. Haba, anda n3o compareceu ; c suppo-
nho mesmo que nao ha participadlo desse senhor.
A cmara deve tomar urna deliberaclo, afim de mo
estar a espera quo esles Srs. dcpiilndos que al bo-
je uAo_ lem comparecido se decidam a fazer a parti-
ciparan que deviam (or mandado desde que sabiam
qoe nAo popiam vir tomar assenlo esle anno; e nes-
le teutido ,vou mandar a mesa uro addilamenlo ao
parecer.
L-se, apoia-se o entra era discussAo o seguinle
addilamenlo :
(.'no sejam igualmente chamados os supplentes
para preencher as vagas que exislirem as oulras
deputaces.S. a R.A. de Oliceira.
O Sr. Pacheco :O nobre depulado pela provin-
cia do Pcrnainhucn esl sem duvida no ten direilo,
apresen lando o addilamenlo que acaba de ser lido e
apoiado, e quaesquer outros que por ventura Ihe
aprouver ; mas eu espero que, pensando melhor,
far o favor do, ou retirar a sua emenda, ou de con-
sidera-la urna indicacao pan sor examinida pela res-
pectiva commitsAo. (Anoiadot.)
A nao querer usar desla condescendencia, parece-
r haver (alta de cavalleirismo da sua parte, porque
orcameuto dos negocios eslrangeirot.
A discussAo dea adiada pela hora. Levanla-se n
sessao.
No dia 14 nao houve sessao.
PERNAMBUCO.
r ------------------- -,M*
JURY SO RECITE.
Dia 28.
Presidencia do Sr. Dr. Francisco de Attit Oliceira
Maciel.
Promotor publico, o Sr. Dr. Antonio Luiz Caval-
canli de Albqquerque.
EscrivAn. o Sr. Joaquim Francisco de Paula Es-
lavos Clemente.
A'sll horas da manilla frita a chamada acha-
rara -se prsenles 3:) Srs. jurados.
Foram dispensados a requjsicAo do director da
Faculdade de Direilo o Ionio da mesma, Dr. Joa-
quim Vilclla do Catiro Tavares
Por se adiar oo exercicio de juiz de paz da fre-
guezia de San-Jos, Joaquim Lucio Monteire da
Franca.
Por molivo de molestia, general Jos Ignacio de
Ahreu e Lima.
Foram militados em mais 20 cada um dos Sr.
jurados ja multados nos anteriores das de sessao, e
mais em lO- os seguinles senhores :
Luiz da Veiga Pessoa.
Dr. Antonio Aunes Jacome Pires.
Jos Carneiro da Cunda.
Miguel Felicm da Silva.
Dr. Caelano Vivirr Pereira de Brilo.
Alexandre Amonio de Caldas Brandan.
Deixaram de ser multados am raza de nao le-
rem tido nulificados os senhores :
COMMUIGADO,
BREVE ALLOCCAO
que no dia 11 do correnle, recitou ta tettdo mag-
na do ATIIBSEU PERSAMBJCASO, Joao
Florentino Meira de I'atconcello:i, estudanle do
terceiro anno da Faculdade de Lircito.
SENHORES.Neste aaguslo templo de Miner-
va, onde risonbo e esperanzoso trmula brilhaute o
estandarte da tciencia, arrebatado de prazer e en-
lliusiasmo vendo erguer-me peranle vs.
Um discurso eloquenle, que merece vossa alten-
c.lo, urna allocucAo esplendida, que satisfaga vossa
especliiliva, sera obra de oulro*, qne superiores a
mim lal vez oceupem esse lugar : uroi simples e ri-
da manifeslacAo dos seulimenlos puras e generosos,
que nesse momento solemne inebrian meu eipirito,
be nicamente o que de miro podis esperar. Mas
ainda assim nao deveis admirar, nem IAo pouco cen-
surar, qoe eu o mais fraco dos tldalos de Miner-
va eoriste o lanca, pessunlo da louca preuanpcAo
de lambem poder colber mu dos rauilo padroes de
gloria. IAo somente destioNos para aquelles, que
ilenod idos atliletas saliera com una roAo abaler o
fraco e pernicioso imperio da ignorancia, e coro ou-
tra firmar o poderoso e necessnrio dominio da sci-
encia porquanlo um dever e um dever rigoroso
me ordena levantar nessa hora de recordacoes feli
zes minha voz fraca e vacillante: ess; dever nAo he
nem pode ser sena o, senio aquello qoe eoo-
Irahi, quando convidado por alguem de vos, tive a
honra e o prazer de inscrever raen noroe enlrcxass
socios insultadores tlVATHENEU PEBAMlBr-
CANO : esse dever he aquelle, que lessa occasiAn
me iju.'iuz, quando vos promelli, que nAo pouparia
esforecs para auxiliar, e promover quanto em mim
coubesse, o engrandecimenlo de nossa sociedade ;
finalmente, seuhores, esse dever he o amor fervoro-
so, quo ero meu coracao palpita pela letlras e pela
sciencia ; he o desejo articule de um dia ver lodos
notaos esforcis cornado com os louros que se coldem
as lulas scrtnlificas; cujas conquistas grandemeo-
(e alargara a estrada da civilisaeflo a do progresto.
At nossas academias scientificas, senhores. abri-
rlo para o Brasil urna nova era de g'oria o da riso-
nbo pervir; assim como alirem para a humanidade
todas as iiislituir.oes que lendcma etlabelrcera un-
dade, propagar e desenvolver a sciencia, aperfei-
coar o espirito e engrandecer o homem.
Cen a aurora do dia, que hoja (entejamos, raiou
lambi-m a aurora de felicidade e progresso para nos-
si sociedade poltica, que saluda datinilos da Ivran-
nia e do jugo estrangeirn, procurou ambem bbvr-
lar-se do capliveiro da ignorancia, p,amando a ar-
vore c'a sciencia, cujos ramos foram oulras lanas
llores, a cujai llores oulro tanlot fnietot, que dit-
semiiiiidos pelo solo brasileiro, o fructificaran! com
saas ricas smenles.
Ouli'ora urna s ida nos oocOpava, um so lim
ios reonia no dia de boje: agora par ira be mltipla
a idea., e mltiplo tambein he o lim, que aqui nos
fazem reunir.
A Academia eo Atheneu, que em seu berco co-
meen ler existencia, disputara entre si igual impor-
tancia em nosso festejo.
Ambas parlicipam igualmente das e nocei puras
e taas, que em nosso coradles habilam. A ale-
ro i pilo ensino, q jo o christianitroe Uve existencia.
A escravidao da intelligencia. l.acordaire he quem
falla, he de todas as escravidoes a mais' dora, a a
mais funesta em seus effeilot: a ignorancia porem
hn com evidencia, a que mais tubjuga, domina e iuu-
tilia a intelligencia humana.
Presumid Jo possuir a verdade, tero jamis poder
al'ingi-la, a ignorancia leva o espirito aoa maiores
absurdos.
Principio os mais travesantes e errneo*;
conseqoencias as mais contradictoriase falsas; dou-
Irinas as mais estpidas e prejudicial; finalmente
a sabedoria presumida, orgem de todos os males de
um espirilo enfatuado, sao os legado* da intelligen-
cia, que mamelada pela ignorancia, e procurando,
sem encontrar, a verdade, fica vagando a ventara,
sernelhanle ao baixel que desaferrado do parto va-
ga tem pilotos por mares sem horisont*.
Porlanto, se a primeira e mais deploravel indi-
gencia do espirito he a indigeucia da verdade; a ri-
queza d'alma pea posse da verdade deve er a pri-
meira e mais importante de todas as riquezas.
Urna vez descaplivado da ignorancia; absorto as
conlemplacdes scienlificas, o espirilo marcha ufano
no barco da sciencia por mar sereno e tranquillo,
ate que superando lodos os diques, que porventura
o erro Ihe opponha, alegre e salisfeilo repousa nos
braco* da verdade.
Em lodos os lempos em lodos os lagares, o
aperfeicoamenlo do homem por meio do etlud das
iciencias loi sempre o alvo das indagarse phileto-
pliicas: em todos os lempos e lugares seus esforcos
lera codvergldo para adiar o presente ao futuro oa
pac profunda de um pensamenlo eommum adra de
que ald avante fosse a carreira do homem, que guia-
do por inAo vigorla, marcha intrpido na direccAo
que recebera.
Paes sempre foram e serio os votos daqoellts,
que araam a humanidade, que comprehendero teu
destino, e que pretendem preencher taa missao fa-
z-ido erguer sobre ai ruinas do erro, e da ignoran-
c. o throno da sciencia e da verdade; e por cima
dos destroc do despotismo e da tvraonia,o rei-
nado da liberdade.
Assim pensara Pilhagoras, quando meditando no
silencio, eonaregava em derredor de si alean disc-
pulos, que ltenlos o esculavam, nos pacficos valas
da graiidejrirecia : assim pensava Scrates, quando
depois deuma existencia amirgurada por longos e
profundos estados, tristemente consolado la beber a
sienta uas raaos de sua ingrata patria: assim tam-
ben pensava PlatAo, quando ae fazta admirar por
militares deouvinles, ou quando eiT paginas immor-
laes seus pensamentot traduziu : assim pentaram lo-
dos aquelles. cajos nomes ainda hoje a posterida-
de agradecida rende urna homenagem de respeilo
e leneracilo ; astim finalmente pensavaiu, e aiuda
lio.e pensara lodos aquellos, que s vivem, e s
amam a vida, porque um amor mais por*, mait sa-
grado e mais sanioo amor da haminidadeIhe*
da' ao mesmo lempo a existencia e o amor da vida.
Z quaes, senflo estes, foram as volos do llrasil,
quinao tendo comeendo sua existencia poltica, co-
mecou lambem existir para as ledras t
Ouaes teuo esles devem ser os seuiimenloi de lo-
dos nos, que f.izemos parte de sua existencia lute-
rana ?
A notsa miss3o ja he alguma cousa mais do que
urna missao puramente escolstica: elU iovolve
roas oobreza e mais importancia, mait dignidade e
mais grandeza : ella no he precursora de deveres
uraniamente sagrados; quemis logo deverlo ser
por nos fielmente respeilados, e para cajo cumpri-
.tic ilo detde ja no elevemos preparar.
Se agora tomos estadantes, se agora somos socios
do Atheneo Pernarabacano: em breve iremos ocu-
par na sociedade ama posicAo mais oo mano* impor-
table : e ahi teremos de representar o* direilo, *
lalv ez decidir dostleslinos de nossa patria, qoe en-
ternecida e cheia de esperances nos pede um esfor-
oo, e nos supplica dedicacao e amor.
Eolio seremos lilamente responsaveis lodas as ve-
tes que dormindo o somno du indiferentismo par
ventura, sacriflearmos em liollocausto ae egosmo *
ao orgulho os ioleresse da patria: oa quando es-
quecidos do que della recebemos, e de quanto Ihe
devenios, procurarmot galgsr posiejo, e adquirir
mando para (mellior pdennos manear a espada da
poder conlra a cabeci daquelles, para cuja deeaa
ella smenle nos havia sido confiada.
Eolio como juizes teremos de decidir da sorle de
iofdizes qoe no pretorio da jaslica viraa implorar
i in ;auca de seos direilos ultrajados. Cama advoga-
dos teremos de pleitear nos tribunaes a causa da in-
nocencia oppriroida pela tyrannia doa roaos: ahi se-
r a virgem innocente, que oflendida sappltcar
chorando, vinganca contra o oppressor de sua boara:
ser o lilho, que envolto no sudario da orphaadade
rogar justic* para o attassino do autor de seu* da;
ser a viuva. qua Irajaado os andrajos da miseria e
subroersa no crep da dor, ir pedir a puuicao da
morte de seu espeso....
Entao como domen s e coma ministros da libar Ja-
de turemos deveres summamenle importantes a com-
prir, nao para com o Brasil, porm para com a ha-
mal idade, em cujo amor deve amentar o verdadei-
ro e uuico patriotismo : porquanlo da para a hama-
nid.de, e somente por ella que a homem deve viver.
Mas serao bastaules as academias e o estada qaa
nellu se professa, para que la postamos cbesarl'
Main alguma cousa he oecetaario. .
lie precito substituir a rivalidade pela aaiao; a
guei ra pela paz; a conqaisU das armas pala da let-
lras; o egosmo pelo amor do prximo; a arabcao
do dominio pela do progresto; a teparaclo pela ui-
dade ; liualineiile o reinado da forca pelo 4a racao.
J lie lempo pois que n unidos pelos lacas da fra-
ternidade, levadas to taieot* pelo ndelo'de auxi-
lio reciproco, sem oulro iuieresse que alo seja o da
inslruccao, facamo pastar a espooja do esquecioien-
to_sobre-tssas inlrigas o rivalidades luanla e peque-
ninas, lilha da causas ainda mais prqueuinas e mes-
quinhas, que bem a nosso pezar lem algumat vezes
preponderado entre nos: ja he lempo que a razoura
do lempo renda aniquilar e esmagar (odas aa calum-
nias infundadas e arguicet injustas, que centra as
mais de ama vez te tem erguido : ja he tompo final-
mente que facamoi crer ao* incrdulo* e comencer
aos invrjosos, que o Atheneo Pernambucano, inau-
gurado sob os auspicios de sama uniAo pura e santa,
ole he urna sociedade precaria e transitoria ; que
seu fim he nobre e importante ; que se acha a salvo
de l Jdas as intrigas e ditseusoes subversivas da or-
den e da anidade ; que sua vida nAo ser una vid*
lnguida e passageira.
i'.-rmitii, poli, que coiicluindo invoque vossa de-
dicajao e esforcos pelo Alliene, o qual com o arado
da tciencia aplainarn a estrada que mait logo devo-
ra tur por nos Iridiada: por ella se acham coropro-
meltidas e empenhadas a honra e dignidade acad-
mica: ccifemos folha a folhaj para nunca mais re-
verdecer a arvore maligna da desuniSo : cultivemos
com esmero e cuidado para nunca wais marchar, a
planta bemtazeja da paz e da concordia: tejamos
constantes e resignados : sejamos apostlos da liber-
dade e teremos salisfeilo nossa missao.
CORRESPONDENCIAS.
Stnhoret redactoret. Em ama correspondencia
do Sr. Manoel Joaquim Lobato, publicada no Libe-
ral ii. 860, sou apresenUdo como liomem nio e
pers;guidor injusto do Sr. Joaquim Lobato Ferreira.
Cumprc-me justificar, porque lodos mo sabem o
que mepralicara para com ma lidia, minha finada
uiulder.'o qoe lem pralicado para comigo, e o que
gria e o prazer; a salisfacce e o recesijo; o amor est-linda pralicando para prejudicar sen netos,
e e unian a frnter nidada e a iziiadladc ; a liberda- Veje-me-na necessidade de a presentar ama ligeira
de e a independencia sao sentimentos, que o dia 11 recapilulacao desas oceurrenciis para repeldr
de agosto deve despertar em todo corncAo verdadei- o odioso, que se me quer laucar, a mostrar qua per-
ramente brasileiro, e principalmente nos da moc- seguidor tem sido esse homem, que nada lem de ca-
i

I
dade acadmica, que hoje reunida Concorre para a
grandioaa obra da ciencia : esse odo da humani-
dade, qne lado v, prescrula e indaga: que refle-
xiona, penetra e aprofunda ; que uno *s seculos, e
qual seulinetla constante do lempo, vai pauoo
pouco arrancando ao universa eu- ejerno se-
nt 'o-
racler manso e pacifico, coma diateu filho, que alias
mu liero condece o seo genio obstinado. o eon-
irafio do que em sen abana envera. Blogianda
tanto a sea pai, Ihe r*z um nal. que pedia prever
por filar certo da razao, que me lem acompaehnd
em lodta estas quetUe* qoe elle tem provocado, *
em que nao tenho,fito mais do qoe defender-me.
"*m



DIARIO DE PEMUIBUCO SEXTA FEIM 31 OE AGOSTO DE 1855
Demiudoa-mi! o Sr. Joaquim Lobato Ferreiri,
Mlu importancia do que havia dispendido com sua
alba, (quinde solteira e ob eo poder! ) era atlen-
*r, que, qoaudo fosst islo davido. liana em si os
remlimeotos dos beni, que haviam tocado a mesma
eua filha por legitima desaa mal, e que estavam des-
de eolio em seu poder.
Nao satisfeilo com islo, lembrou-se de chimar i si
o dominio de urna canda grande, qoe linio sido qui-
nhoada sua filha no yalor 3003000 rs., antes qoe
eu a lirasse de seu poder, e para so- servio-se de
um roeio artificioso : fez com que, uin sea amigo fi-
gurando de dono i Ululo'de compra feila mim,
Ihe pasuase o papel de venda, e, para mait faier so-
bresalir a sea doraiuio, fez em uiuii noite tostar par-
le da mesma canda, para dar, como deu, urna quei-
xa sub o (undimenlo de que eu tentara incendiar a
masiaa canda, que era de ana propriedae, como
provava com o lal papal ala compra.
A' vista da emellianle procedimeulo tratei de pro-
por-lhe logo a aei;ao de reivindicarao, mas teudoesta
umi marcha ordinaria, e prolongada e no sendo
pos-el fazer demorar o andamento da criminal in-
tentada pelo Sr. tbalo, em quanto mostrava a Tal-
idade do Ululo do sen dominio, Uve de loflrer
urna pronuncia baseada netse mesmo Ululo, e em
dtpoimenios arranjados do mesmo modo.
Achaodo-se dorle a filhadn Sr. Lobalo, (que nao
ignorava o seu estado) e sendo informada por urna
vrtili de que leste diligenciava prendcr-me, o que
prudentemente en havia oceullado della, peiorou
consideravelmenle, e puocos das depois fallece),
em que seu pai a fosse ver, apezar de o ler manda-
do chamar, relevando eutilo por amor della, lodosas
oOensa* que elle loe litera. Mas elle todo rancoroso
nao wi imporlou qoe sua lilha morriate.... e em se-
goida continuou .1 diligenciar a minha captura.
Venc 1 quistan civel : todos os iribunaes do paiz,
inclusivo o supremo tribunal de juslicj, para onde
alinal recorreu o Sr. Lobato, reconheeeram qoe o
titulo em que elle se firmava era falso, artificiosi-
rnenle nrraujado para o fim de apoderar-se de um
bem que me partencia, e o condemnaram a resli-
luir-iu'o com os reudimeotos desde a liles contesta-
(3o.
Pa recia que, alenlo o julgado, devia o Sr. Lo-
balo abrir mo de sua eccilo crime, que eslava pre-
judirada, urna vez que tinha sido reconliecido o meu
dominio sobre a canoa em queslao ; mas quiz ler o I
posto de me ver asseolado no banco dos acensados
no tribunal do jury.
Saceedau, por um engao qoe leve otn meo pro-
curador eoeerregado de ir ao jury pedir a dispensa
de raaia comparecimenlo a chamada diaria, engao
queprvcedeu por haver um ostro reo, que tambera
tinha Almoida Lopes acudido a soa chamada,
dando isto logar a que o meo procurador se persua-
diste de que eu me achava prsenle, qoe eu fosse
lanzado a requerimento do Sr. Lobalo, que pedio
loga se julgasse quebrada a minha fianza, e contra
mim no expediste ordem de prit.lo.
Ubi ansa amigo, antes que eu sonbetac do occor-
rido, contando com a minha approvacio ludo que
elle Uzease uessa occasiao com o intuito de rae livrar
da p riti, dirigio-ee ao Sr. Lobalo para que desistis-
te de soa intucao.sendo que te eomproinetlia aca-
bar lado por minha parle,lic.nido o metmo Sr.Lobato
com canda, e com ludo mais que qaizesse. Este
Sr. porem, a nada quiz ceder, diiendo que qoeria
lar gotlo de ver-me na cadeia, linda que fosse por
poseo lempo. Taolo rancor nao lera um homem de
carcter branda e pac fie '.
O Sr. Dr. jaiz de direilo, e 11 tribunal da relami
attenderam as minhas razes, e no procedeu aquel-
le lancamento. Comparec a barra do jury e meus
Sillos netot do Sr. Lobalo, compareeeram tambera e
corno meu accosador nao fallou o Sr. Lobalo ; quiz
aatistir patsoatmenle i accusacSo qoe fazia seu id-
vagado ao pai de seus netos Isto ua vardade he
de um homem decaracler brando e pacifico e de um
concito bondadoso Fui absolvidu, mostrando en-
Uo em miaba defeza quem era esse homem.
Contioaaudo a execacao em virludo dos aecordos
que condemnaram o Sr. Lobato na entrega da canoa
e da seos reudimentos, procurou elle inutilisar a
mesma conna afilo da que licaase hurlada a decislo
dos Iribunaes, de maueira que oslando a canoa em
perfi-ilo estado quando se procedeu a visloria por
occasiao da aceito crime, acharam-ie depois fragmen-
tos apenas...
Atiento este estado, como calcularem-se os ren-
dimiinlos qoe alta produzira'.' Ser cate procedi-
meni.0 proprio dt nm hornero consciendoso '.* Na se
leudo arbitrado os reodimeotos, fui condemnado i
pagar as cusas. Mas esto homem bondadoso, de uro
carcter brando e pacifico, nao qoiz que au pagasse
seoslas : anticipou-se benignamente em pedir que
contra mim ae pastaste mandado de captura, emen-
dando que eu era aotor vencido Isto leve lagar
ha bem, poucos diat; t como diztr se que eu eou j
roa, o perseguidor tenaz do Sr. Lobato ? !
Agora meante trata o Sr. Lobalo de venderos bem
no rail qne posaoe com o nico fim, segundo te diz
de prijodicar a aeot mos, o que se deve crer alien-
to a proco norqas proraove a toa venda, e atiento
'leae o procedimenle que ella Uvera para com ot
sesmos seus netos, qnando por meu mandado Ihe
foram tomar bencia. Repellio-os!
Avista desta soeeiota espolie*, decida o reaaeita-
1 embrulho impressos ; ao cojsuI da Pratsia.
1 caixa fundas; a Farly.
4 ditas pertences de escriptorio, t embrulho amos-
l'M ; a N. O. llieber & C.
- caixas perfumara, 1 dita amostras; a Luiz An-
tonio da Siqnoira.
4 embritlhos amostras : a Fox Brothers.
1 peridico ; a Russell Mellors.
1 embrulho peridicos ; a Sonres & l'aloo.
1 caixa seda, 2 ditas el embrulho amostras; a
Schafeitlia & C.
1 caixa e3 emhrolhos amostras ; a H. liibson.
1 embrnlho amostras ; a M F. de Faria.
1 dito dilas ; a Augusto Cesar de Abreu.
1 caixa amostras ; a Adamsnn Home & C.
I embrulho amostras ; a C. J. Atlley Si C.
1 dito dilas; a James Ryder & C.
'2 caixas couros ; a Manoel Joaquim Ramos e
Silva.
I embrulho amostras; a Rostron Rooker & Com-
panhia.
1 dito dilas ; a Matheus Austin & C.
1 dito dilas; a Jolmstot l'aler & C
1 dito ditas ; a W. Lilev.
1 dilo dilas ; a Isaac, Curio & C.
1 dilo ditas ; a Bruno Praeger & C.
I dito papis ; a Robiliard.
Hiale americano fosamond, vindo de Bal ti more,
consignado a Heory Fortser & C, manifeslou o se-
guinle :
809 barricas? 60 meiasditas familia de trigo, 101
barriquinhas tolaclnnhas, 1 1 caixas lecidos de algo-
dao, 100 barricas banha da porco ; aos cousignala-
rios.
CONSULADO KItAI..
Rendimenlo do da 1 a 29 .
dem do da 30.......
23:i689661
513W55
23:9et89li
LMVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dial a*)......2:0189132
KECEBKDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMRUCO.
Rendimenlo do dia 1 a 29.....27:439*13.)
dem do dia 30....... 9Sj5V>
28:308>i9O
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimentodo dia 1 a 29..... 37:560J636
dem do dia 30....... 1:6339874
39:I919"10
REVISTA COMMERCIAL DOS PRINCIPAES
MERCADOS DA EUROPA PELO VAPOR DE
SOUTAMPTON T,tY.
Ilamburgo 4 de agosto.
Caf. Depois das nossas ultimas noticias bouve
urna disposicao para a compra, o que faz suppor pre-
cisos seria. Foram postas a' venda quaulidades
consideraveis, que acharam compradores sem difli-
culdade. A alia eresceote dos precos na Ilollanda,
e lis Tracas existencias disparatis, ludo convida o%
possuidores deste artigo a suslenlarem altas prelen-
SOes. Todo o caf, qur do Rio, qnr de San Domin-
go, que se pude obler por menos do precn, que re-
gulava o mercado na partida do ultimo correio, a
casto achou compradoresnaqaella data ; hoje porm
nao se pode esperar concessa. As melhores sortes
de (odas as proveniencias coulinuam com alta de
preco. Vendas 28,300 tacent do Brasil pelo preco
de3 3|8a jl|8schil.12,500 tace as de Laguayra
pelo preco de 4 a 4 t|2, e de 4 7(8 a 6 li4 sendo de
boa qualidade.
Ullimos prec/u: Brasil, ordinario de 3 I|2 a 3 7|8
sch.. real ordinario da 4 a 4 1|2, bom ordinario 4 3|8
a 4 11|lli fino ordinario i 7|8 a 5 1|8. Sao Do-
miugos ordinario i \\1.
Atsiicar. A procura tem sido animada ; os pos-
suidores nao obstante isto vendem pelos p'ec,os pre-
cedentes. Vendas8,000 caixas da llavana o mas-
cavado de 13 a lt B.o flavo de 15 e 2 a 18 e 4 b.;
o branco de 20 a 22 e t. Alm de algumas cente-
nas de feixos do tnascavado de Puerto Rico a preco
de 14 e 4 citam-se anda a disposicao 1,200 caixas da
Baha. A entregar venderam-se cerca de 5,000 sac-
eos e 800 caixas da Babia a preco de 18 e 9 a 18 e 6
coodices inglezas.
ltimos preces.Babia, branco 16 3|4 a 17l|t
por 100 libras,mascavado de 15 3|4a 17 masca-
Vado claro 17 1|2. Rio de Janeiro 15 3|4 n 17Per-
nambuco, branco de,15l|4a17, mascavado de
13 3|8 a 14 3|8.Havana, branco de 18 3j4 a 22,
trigueiro de 15 1|8 a 18, mascavado de 14 a 14 3|4
Balavia de 13 3|4 a 17 3|i Mamlha, mascavado
de 12 1|4 a 15 Puerto Rico, mascavado de 14 3|8
a 15 p. 100 libras.
Couros. ProvisSes mui limitadas, e por conse-
guinle punco negocio. Ot couros brutos estn vas-
queiros; alguns roilhares de Buenos Ayres de 24 a
20 i foram realisados a preco de 9 1|t B., inclusive
ot averiados.
Cacao. Muilo firme em consequencia do dimi-
outiasimo sorlimento que reta. Cil.im.se apenas as
viadas 600 saccas da San Domingos a preco 3 1|2 B.
- Nada do Brasil. ltimos precosCaracas de 7 1|2
l?J???J*T'y*^ ?_?^??!*,r' e rravm tm *" 1Wlir^lnayaqullja San iVomwgo i S-TT2;
do conslanlemevite o persegaido.
Ncnhama queixa tanho do Sr. Manoel Joaquim
Lobalo, por vir a juzo com a correspondencia a que
reipsnde ; antes o louva muito por rer eseriplo em
abono de seo pai: obroa como bom filho que he
attim fute o Sr. Joaquim Lobato bom pai 1...
Fico muito obrigado aos Srs. redactores peta po-
bliciicSo da presente.
Manoel de Almeida Lopes.
as as
Senhore redactara. Bem longe eslava eu, po-
bre teformado, > i vendo nenia cidade de Olinda, j
mizeravel, t a cusa da meu pequeo sold, alim
de nao ser petado a aoeieda ie, e retirado de todas as
quesles do mondo, agora vejo-me obrigado a escre-
ver para o publico, aero que para eso lenha pralica
ou iuslroecae argumi, mas como o meu fim he rela-
tar a Banha queixa, e fazer a minha suplica, e nao
tendo metas para recorrer a nm patrono, o farei na
miRha propria liuguagera, pedindo deteulpa aos lei-
tores ; eis o cato :
Por dasgra^a dos habitantes desta cidade de Olin-
da, loi o a*uo p. pansido arrombida a repreza da
agna potavel da Olinda, qoe ha seclos dava agua
para esta cidade, e S do Recife, cuja repreza, lem o
litlo de pantano de Olinda, e quasi todos os ali-
os irromnava com as cheias, eera logo reedificado;
porem elle ultimo nao snecedeo assim, porque ap-
panceram lanas opiodes respailo da caoalitarao
do lio de Beheribe, o qoal fiz o chamado pantano,
que eu ajansei ver em poucos das, rehabilitada ama
nov.i eopulenta Maurcia, porem qoal ? nem an me-
nos foi um sonho que eu liveasc ; alguma esperan-
Ca pira o futuro, pois que todos os planos e projec-
tos deeappareeerain por nao dar interesae algum a
empceza projeclada, licandn esla desgrncada Olin-
da rodazida u3o a opplenla Mauricea : porm a um
nova tia.ou Mossamedes ; te eqnilibrarmos Da pri-
meira, veremos qoe tendo de Olinda sabido o curso
jurdico com lodos os seus estudales, lentes empre-
gadot e man pessoas, deixaram a cidade qoasi deser-
ta e falta de muitos recursos por ler all parausado o
pequeo eommercio pela falla de habitantes, e ao
segundo nico lopico de miaba suplica, vemos que
os 'loos de Motsamedes, vao conduzir de 2 a 4
|eguas agua pava beherem (segando dizemj por
isso era lugar de urna colonia tem sidn um ermiterio
e quasi no mesmo caso est este resto de habitantes
de Oliada, pois lbem agua satobra (de 120 rs. a 210
por cada eanecoi conforme a longilude.
Ilxm. Sr, prndenle desta provincia, V. Ese. tem
darlo mollas provas dos benefic os que ja lem feilo
a Pernaraboco, soa patria natal, j activando a poli-
ca pelas comarcas, j fizando continuar as obras
publicas, ja dando o premio instruccao ; e oulros
moilos beneticios, e ltimamente com a entrega do
templo divino irmsndirie do Vspirto Sanio, lance
niH vislas para aquella desgrasada Olinda, mandan-
do lepar iqaelle arrnmbo, pois s assim lereraos agua
com mais faelidade e cobrir aquellas lamas uae
nee esUo causando grandes receios nao se desenvolv
algama ealamidaclc.
lxm. Sr., o resto dos habitantes de Olinda, se V.
Es. nlo providenciar para qun tendamos agoa, um
dos prieneiros elementos da vida, ver-se-hio na dars
netessidade de largarem os seus domicilios e mendi-
garem pelo mundo um pao amargo, visto como os
reudimentos com qoe passavam em Olinda, nao pas-
ain em oulro qualquer lugar, pois que all linham
so da comprar de ueceatidade a carne e a farlnha, e
a oalrot mais indigentes o mesmo pantano Ihe davam
alimento com a pesca, e V. Exc. dando-Ibes agua a
beber, ellos rogarao a Dos por V. Exc, e o mesmo
Dona Ihe lancera a toa benso.
Exm. Sr. as aguas das bicas sao salobras, a eaeim-
bi chamada dn milagras ella secct, por isso espe-
ramos de V. Em. toeeorro, e asa he a sopplica qne
imploram todos Oliadeoset, em cojo numero entra
O Reformado.
Par a 4 1i2;Baha de 3 5|8 a 3 3|V B. por .
Amtterdara 5 de ngotlo.
Caf. As Iransacsocs que durante a primeira
quinzena de julho liaviam aprcsenlado grande iule-
resse afromarara a proporsao que os presos alravam.
O de Java bom oi-dinari vale '.)> l|i cntimos; os
compradores se decideaar diflicilmenle a pagar por
este prec.o. Compre em verdade dizer que os possui-
dores vendo a firmeza do artigo nao solicitan) a ven-
da, e se conservan) n'uma extrema reserva com es-
perarla de mais para dame realisarem lucros mais
importantes. O eseolhido de Java vai-se tornando
cada dia mais limitado, e ot precos se sustentara ca-
da vez mais. Nao se pode obler o bom ordinario
por preco abaixo de 32 a 321|4 cen. A procura das
proveniencias das Indias Occidentaes foi om pouco
mais activa que precedentemente. Aiguus carrega-
mentos de Santos chegaram ao mercado, e foi parle
vendido a fl. 28. Venderam-se mais 4,200 saccas de
Saolos viadas pelo Theresa a 28 1|2 4,900 ditas
em viagem a 28 1|1,e 4,300 do Rio ordinario a
bom ordinario de 24 1|2 a 26 1|2. Provisao de caf
tobre cdula da sociedade de eommercio no de
agosto.
900 feixos da Mauilha 00 auno paseado em igual
poca.
Couros.O mercado fica mui firme e coro procura
aoimada. Se teriam feito mais IransaccOes se maii
mercadoria livesse havidoemdisponibilidade. Nada
das sorlet do Brasil, t appareceram 110 mercado as
de Rueos Ayres. Os presos subiram gradualmente
de 1 a 2 e mesmo n 2 1|2 ceot. quaolo aos de vacca
de 8 a 12 killog. que foram muilo procurados. Os
de boi leves e medianos obliveram pre;os um porreo
mais alto que no mor passado, e o artigo geralmeule
esl em boa posisao.
A lolalidade das importasoes do mez de julho he
de 24,611 cooros, e a totalidade das vendas do 1.
de Janeiro a 31 de julho he de 134,144 conlra 206,979
em 1855 e 189,397 em 1854.
As existencias no 1/ de agosto em primeira t'mao
sao de 15,800 courus seceos, 2,220 salgados de Bue-
nos-Ayres e Montevideo, 10,45-2 pelles de cavallos,
876 diversas.
. Cacao.Negocios nenhuns. O deposito vai se li-
mitando cada vez mais, e nao se esperara breve re-
inessas importantes. So existe no deposito cacao do
Maranhao e urna pequea porcao do de Guayaquil
que o,1o est a venda. Venderam-se ao todo alga-
mas centenas do saccas do Maranhao a 25 3|4 cent.
Sao colados o de Guayaquil livre de di re los de 28 a
281|2c. por1|2kilog.; o de S. Domingos 231|2a
24 ; o do Maranhao 30 1|2 a 31 ; o da Bahia 24
25.
Liverpool 8 de agosto.
Algodao.Depois de urna calma de mez e meio,
em consequencia da sobre excitacao extraordinaria
sobrevinda em maio, a procura se despcrlou um
pouco a notaram-se vendas asst seguidas. Entre-
tanto, posto que a liarlo, a exiiorlarao e rhesmo a
ospeculacao voltassem francamente ao mercado os
presos uem por isso mellloraran) sensualmente por
causa de lerem chegadn importantes nbistecimentos.
Por oulro lado as ultimas noticias dos Eslados-Uni-
dos lendo annunciadu um augmento de colheita e
esperanca de baila de preso o mercado tornou-se
sem aiiimacao.
Osalgodoe do Brasil provocaram urna procura
moderada ; e presentemente licam parausados. Os
precos baixaram durante o periodo de 1|4 din. por
Ib. quanto aos de Pernamhuco e do Maranhao, e de
5|16 a 3(8 quanlo aos da Babia.
Exitleales em 7 de agosto
1855 1854'
417,780 saccas 637.710 sac.
Dos Estados Unidos
Do Brasil..... 46,830
Do Egypto. 50,320
Das Indias Occiden-
tal...... 600
Das Indias Oricntaes. 91,770
.50,820
61,130
2,010
179,620
631,300 931,320
Marselha 6 de agosto.
Caf.As transac6es conllnoam limitadas. O cafe
do Brasil todava tem dado lugar a| transacc/ies no-
taveis que alinal arrastaram as oulras sorles. Citam-
se 2,100 saccas do Rio de Janeiro pelo Ignez, ven-
didas a 52 fr. cada 50 kilog. (deposito) sem descon-
t; 3,000 saccas ditas pelo OJalitka bom ordinario
a 5.5 f. com descont e prazo, e 1,800 taceos pelo
Kmilie a fr. .55 com descont e prazo. Cila-sc
mais urna revenda sobre esla mesma parte de 600
saccas bom lino a fr. 55.
AssucarAs vendas nao lem sido importantes
mas lem tido para as precises das retinaras c do
da Maaricia que com algumas centenas de barricas
das colouias tem continuado a prover o mercado.
Chegaram do Brasil consideraveis reforcos, mas as
viadas nao tem sido attrtilndas para esta prove-
niencia.
Trieste Io de agosto.
O cholera qoe flagella Triesle, ha um mez,
fot fugir para a campanha ou emigrar para o es-
Irangeiro ama grande parle da populacao : assim
as iransacQes na prasa*sao as mais calmas possi-
veis.
Caf.As IransaccOes se limitam a execufao de
algumas pequeas eneommendas ; porm licam fir-
me os presos. .Vis sorles do Brasil sao bem susten-
tadas as qualidades finas e entre finas: quauU po-
rm as qualidades ordinarias como abundara, sao
compradas por precos mais Traeos, Venderam-se
por atacado 2,900 saccas do Rio do Janeiro da fl.
30 a 35.
Assucar brulo.O possuidores leodo-ta resol vi-
vido a fazer algumas coucessoes,vendas relativamen-
te importantes, em razio do cholera, tiveram lugar.
O deposito esta muilo reduzido.
Cacao.Bem sustentado altela a reduce.,') .do
deposito na prasa.
A sociedade do commetcio dos Paizes-Baixos aca-
ba de annunciar suas vendas do" oulono em caf; o
total al ao presente se compoe de 615,279 saccas.
Esla quantidade poderia ser augmentada com oulras
partidas que chegassem em lempo ; mas a qoanlida-
de lolal dos cafs de Java e Sumatra nao exceder
de 650,000 saccas. At primavera de 1856 r.o
haver oolr.i venda a excepsao de 10,645 saccas es-
peradas de Ceylao.
MOVIMENTO DO PORTO.
Natos entrados no dia 30.
Havre45 dias, barca fraoceza Crale Roger, de
213 toneladas, capitao Tombarcl, equipasen) 15,
carga fazendas e mais gneros ; a Lasscrre 4
Compauhia. Pasaaueiro, Delouche.
Dos porlos do NorteVapor de guerra inglaz Re-
flemaui), coraraandante Chrisliau.
DECLARACOES
O si-lactario da di'reccao, Joo Ignacio
de Medeiro Reg.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo tem de comprar os se-
guintcs objectos :
Para o presidio de Fernando.
Farinha de mandioca, alqueires 600 ; madapolao,
pesas 6; oculos de alcance, 2 ; plvora, arrobas 10;
brandos de cera, 12 ; tochas de dita, 6.
Hospital regimeatal.
Cubos inodoros, 10.
Compendia de artificea.
Livro meslre com 200 folhas, 1.
Olllcinas de terceira classe do arsenal de guerra.
Limas mcias-canuas-niiieas, ajn/ias i.
Quarla classe.
Trincal, libras 20; limas chalas-muras de diversas
polegadas, duzia 1.
Quinta classe.
Mcios de sola curt, la, 300.
2. balalha,) de infautaria.
Compendios de nrithmetira por Avila, 3.
.Diversos balalhoes.
Sapalos, pires 900.
Ouem os quizer vender aprsenle as suaspropnslas
em caria fechada na secretaria do conselho s 10 ho-
ras do dia 3 de setembro prximo futuro.
BSeerelaria do conselhondminislralivo para forne-
c 1 me n lo do arsenal de guerra 27 de agosto de 1855.
Jos de rilo nglez, coronel presidente. Bernar-
do Pereira do Carmo Jnior, vogal e secre-
tario.
Tendo sido designado o dia 31 do correle para
a reunan dos e-redores do fallido Vctor Antonio de
Brilo, fim de proceder-se a nomeaeao do deposita-
rio da respectiva massa, visto nao se ler ainda sa-
tisfeilo a esta diligencia ; pelo prsenle sao convoca-
dos os referidos credores para que no dia aprazado
comparecain na casa da residencia do Dr. juiz de di-
reilo especial do eommercio, no largo da S. Cruz, na
Boa-Visla, pelas 10 horas da manhaa. Cidade do
Recife 2S deragoslu de 1855. 0 eterivao interino
do eommercio, Francisco gnacio de Torres lan-
deira.
Tribunal do cotninercio.
Pela secretaria do tribunal do eommercio desta
provincia se faz publico, para que chegue ao cunhe-
cimento dos Srs. Eduard llennque Diogo Fox, Luiz
Antonio Barhoza de Brito e D. Joaquina Brazida da
Croz Nevet, alim de virem ou mandarem solicitar
as petiroes ha muilo despachadas, no sentido em que
requereram, e entreca-lat na mesma secretaria para
se fazerem as annolascs requeridas e pagarem os
emolumentos respectivos, aera o que nao podem el-
las ler a devida ciccuc.au. Secretaria do tribunal do
eommercio da provincia do Pernamhuro 27 de agos-
tado 1855.Maximiano Fraocitco Duarte, e(ViciaI
niaior interino.
THEATRO
DE
S. ISABIL.
Sociedade Dramtica Emprezaria.
BENEFICIO DE
LUZ ANTONIO MTEIRO.
(Concedido peto Exm. Sr. presidente da proetncia.)
SEXTA -I-EIRA 31 DE AGOSTO DE 1855.
Depois de urna escolhida ouverlura, representar-
se-ha a sempro apptaudida comedia em 3 actos, or-
nada de msica, coinposs3o do insigue escriptor
hrasileiro, o Sr. Dr. Macedo,
0 PHANTASIA BRANCO.
Seguir-se-ha a representacao do cnsrasado vau-
deville em ^ actos,
OU
0 ECCLYP8E DE 1824.
Ordem do espectculo.
1. Innocencio. | 2. Phanlasma.
O beneficiado espera toda a concorrencia ao seu
espectculo, visto ha muilo lempo nao ler incom-
raodado o generoso publico desta cidade, e ser tam-
bem esla a ultima vez que tencioua iucommoda-lu
em beneficio seu.
AVISOS MARTIMOS
1855 1854
Em Amslcrdam . 17,384 92,823
Rotterdam. . 7,867 32,233
Dordreeht. . 1,636 8,012
Schiedam. . 1,000 7,775
Middclhurgn 1,028 18,050
Saceos
158,893
COMMERCIO
PRACA DO RECIFE 30 DE AttOSTO AS 3
HORA8 DA TARDE.
u ., Cola0* ofllciaes.
rrele para Liverpool para assucar30| por tonela-
da* 5$
DIo para dilo para algoJao5i8 i. por libra 51
Assucar mascavado regular 1^780 por arroba.
aLPANDEUA.
R'udimeulo do dia 1 a 29. .
dem do di? 30.....
29,815
Nao ha lembranca neues vinle anuos decorridoi
de um deposito to reduzido. Esla siiuaco ja rea-
gio sobre os principies mercados como Ilamburgo e
Londres.
Assucar.Assim como o lindamos annuuciado a
sociedade de eommercio ex pez em leilloa 19 de ju-
lho 82,439 caoaslras de assucar de Java. A lolalida-
de das partidas oflereeidat foi adjudicada a muito
custo por presos comalia sobre os colacea dos mezet
de marco e maio de 3 ;, a 3 fl. e desde esla venda
que os assucares leem suslenladu altos precos. D'en-
tre as Iransarroes ulteriores temos a notar cerca de
5,000 saceos do Brasil que foram vendidos por preco
de fl. 30 ;/ 32 ;
Foram mais vendidas 1,200 caixas de mascavado
da Bahia ainda a bordo fl. 29.
As existencias de assucar em 1. de agosto sio : do
Brasil e.OOOcalxas, da Havana 29,931 caixas.de Ja-
va 116,158 feixos, das Indias occidentaes 10,127
barricas e 46,981 taceos (neslc ultimo algarismo es-
13o comprehendidos o Brasil, Uguayra, e Puerto-
Rico.
Coaros.Aanuncioa-se para 29 de agosto um lei-
Uo que comprebende lodo o deposito em primeira
mao, e he cerca de 11,000 coures seceos e 1,200 sal-
gados de Buenos-A) res, seudo aroajor parle de pezo.
Ai existencias de Java se I inflara a 1.800 pelles.
Pela espera dos leiloes de 29 do crrenle, as tran-
sacres sobre as proveniencias da America do Sal
teem sido insignificantes, e tanto mais* porque os
possaidorrsrecusam fazer coucessoes a respeilo do
preso.
Antuerpia 6 de agosto.
Caf.As noticias de subida do preso, vindasdo
Rio de Janeiro por um navio inglez posteriormente
as noticias favoraveis Irazidas pelo Solent contribui-
rn) a dar urna grande firmeza a posisflo desle ar-
tigo. r ^
As boas qualidades sobretudo eslo por muilo alio
preso e nao he possivel quasi importar pelo preso
por que ealao colados actualmente no Brasil. O au-
gmento do consumo, a reducto dos depsitos da
Ilollanda, a caresta do genero na sua fonle, lodo
promete hont lucros aos possuidores que importa-
ran) este artigo em boas tendieses.
Qoanto ao do Brasil a procura foi acliva, mc.
sendo a maior parle da mercadoria levada ao mer-
cado de qualidade Ulterior os compradores se absli-
veram de comprar por diversas vezes. Vendas__13 900
saceas do Brasil a preco de 26 a 28 cent, (direilos
pagos';8,000 saccas de S. Domingos pelo preco da
colasao.
Ultimo* presos.Por > killog. (livre de direilos)
...11 ^ aL a.iAJlkltAdjI n It'ftlPj*.!..!___t i _
S86:869;>3 10:3028209
297:3711571
Det-.arrtgam hoje 31 ie agosto.
Barca porlugueziMara Josdiversos gneros.
Barca ioglezaMirandamercadoria-.
Brigue americanoThomaz ll alterfarinha e bo-
laclu.
Brigoe hambiirgiiezBerthafarinha de Irigo.
Uiale americanofosamonddem.
Brigue portuguezI iajantesal.
Importacao.
Vapor inglez Tay, vindo da Europa, consignado
.) agencia, manifetlou o tegnfale :
t caia relogios e fazendas, 1 caixa amostra*;
a L. Leconle Feron & C.
1 caixa. joiaii; a J. P. Adour ii C.
1 dili joias, 1 dila lencos de teda, 1 embrulho
f moslras; al. Keller & C. s
i caixa jolas, 1 embrulho o I ciixa amostra* fc'a
Timm Moms-Mi i Vinawa.
5 caixas joias; a Raba Schamleau r) C.
1 dita rolo jios, 1 emhrolho anroitrai; a Sonlhal
MalloreV C
yv-
bora ordinario a boa qualidade 31 3/4 i'32 %,
O deposito em primeira segunda mo se compoe
de cerca de 63.000 saccas repartidos da raaneira se-
grale :
1855. 1851.
40,000 accai. 27,700 ucea*.
Brasil ....
S. Domingos.
Java.....
Diverso*. .
16.000
6,400
600
Total. 63,000
27,300
13,500
1,500
70.000
Assucar.A procura foi muito acliva em lodo o
periodo do anno e da-te um avanco de ', fl. tabre
lodos ni proveniencias, infelizmente as iransarroes
foram emberacadas em parla pela reserva dos pos-
suidores, dos quaes se retiraran) alguns do mercado
na expectativa de urna alia ulterior. E com efieilo
a marcha ascendente desle artigo nao parece ainda
chinada tees ltimos limites a referirmo-oos na
noticias favoriveit, vindat dos oulrn mercados.
Venda ; 18,000 cains de Havana;i,8011 saceos
de Peruambucu mascavado fl. 11 ', e 12. (com
um direilo de 2fr. 80 cen.
xMileneias: 90,000 raizas da Havana,8,000
dilatdo Brasil contra 27,500 raixu-da Havana, 350
caixas, 9,000 saceos, e 11 barrica* do Bra- il ; mais
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O cooselho administrativo, em cnmprimenlo do
arl. 22 do regulamento de 14 de dezemhro de 1852,
faz publico, que foram aceilas as propostas de Heo-
ry ibsoo, Keller & C, de James llalliday por pro-
curasao a Izidoro B. de Oliveira, Jos Rodrigue* da
Silva Rocha, Souza & Irmaoe Ricardo de l-'reilas
C, para fornecerem :
O 1., 500 varas de brira para emboraaes, a 400
reis.
O 2., 500 varas de brim para raarmilocs, a 370
reis.
O 3.",1,000 vira* de brim da Rassia para moxilas,
a 620 rs.
O 4., 8 feiieiide arcos de ferro de 1 'j polegada,
a 28800 i*, a arroba ; 1 livro para matrieoli com
200 folhas pautadas, por 58000 rs, ; 6 libras deareia
prela, por 2r>ioo rs.
O 5., 6 resmasde papel almaro, a 28950 rs. ; 2
caivetes, por 18300 rs.
O6.o, 400 pennas do ganso, a 640 rs. o rento, 72
lapis, a 400 rs. a duzia, 6 garrafas de tinta prela, a
480 rs.; (i.grammalicas porluguezas por Monle, a
640 rs. ; 6 paulas, a 30 rs. ; 20 traslados surtidos, a
30 rs.; 20 cartas para principiantes, a 60 rs.; 20 ta-
boadas, a 60 rs.
B avisa aos supradito* vendedores que devem re-
colber ao arsenal de guerra os referidos objectos no
dia I.* de Miembro prximo vindouro.
Secretaria do conselho administrativo para forne-
cimento.do arsenal de guerra 30 de* agosto de 1855.
Bernardo Pereira do Carmo Jnior, vogal e se-
cretario.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo tem de comprar os ob-
jectos seguinles :
Para proYimenlo dos armazens do almoiarifado,
primeira e segunda classe.
Costados de amarrllo, 6 ; costadinhos de dilo, 6.
5.a elasse.
Lona, varas. 50 ; tai vas de bomba, milheiro*. 8 ;
ditas dooradas, milheiros, 1 ; pesas de fila de folio
encamada. 36.
Bolira do presidio de Fernando.
Accido ctrico, libra, 1 ; balsamo de Uonavenle,
libras, 2 ; cabecas de papoulas, libras. 6; emitan-
das, libras, 2 ; capsulas decopahiua, caixinhas, 12 ;
caixas vasias para pitillas, f.uzas, 6 ; espirito dcsal-
amouiaco, libra, 1 ; dito de viuhu, caadas, i ;
llores de rnica, libra, I ; fumaria, libras, 2 ; liydro
ferro cyaualu de quiniuo, oosa, 1 ; iodurelo (de
chombo, onca. 1 ; jalapa em p, libra, I ; leroy
purgativo o. 3 e 4, garrafas, 20 ; malva*, libras, 8:
nosvomici em. po, oocas. 8 ; opodeldoc, vidroi, 20 ;
polpa de tamarindos, libras, 8 ; quasia, libra, 1 ;
rolhas de cortisa, grozas, 4 ; saolonina, onca, 1 ;
senne, libras, 8 ; xarope de naf, vidros, 12 ; dilo
de|pontis de pargo, garrafas, 12.
Hospital do mesmo presidio.
Alias e baixas impressas a maneiradas do hospilal
resimenlal desta provincia com dlzeret diversos,
I ,twu.
Ditas impressas com os dzercs seguinles : Tem
alia do hospilal deste presidio o sentenciado F.......
veio soecorrido at a vai soccorrido at Ho*-
pilal nacional no presidio de Fernando de Noronha,
de mez o anuo.1,000.
Mappai diarios, semanaes e mensaes, jendo 288
diarios, 192 temauaes e 48 mensaes, a maueira dus
do liospual regimenlal desla provirtei com os di-
zeres diversos, e tendo as casas seguinles:__1,056.
Qoarlo balalhAo de artilharia a p.
Segundo batallnfo de infamara.
Oitavo halalhao de iufalitara.
Nono halalhao de infamara.
Dcimo halalhao de infamara.
Compauhia de caviliaria.
Compauhia de artfices.
Sentenciados.
Paisanos.
Papeletas impressas, 1,000.
Quem os quier vender aprsenle as suas propic-
ias em caria fechada, na secretaria do conselho s
10 horas do dia 5 de selembro prximo futuro.
Secretaria do conselho administrativo para forue-
cimento do arsenal de guerra 30 de agosto de 1853.
Jos de Brito Inglez, coronel presidente.__Ber-
nardo Pereira do Carmo Jnior, vogal e secrelario.
Olllm. Sr. capitSo do porto, em observancia
de quanlo Ihe ordenen o Exm. Sr. presidente da
provincia, em ollicio com dala de homem, em refe-
rencia ao aviso da reparlisao da marinha do 1. do
correte mez, manda Tazer publico, para conheci-
menlo de quem pos rSo da nolihcasao feita por parle do enverno hrilan-
nico dn bloqueio poslo certos porlos russo* no Bl-
tico, pelis esquadrasailiadas da Fransae Inglaterra.
Capitana do porto de Pernamhuro 25 de agosto de
1855.O secrelario,
Alex.-indre Rodrigues dos Anios.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernamhuco sacca sobre
a pnca da Bahia, e contina a tomar
lettras sobre a do Rio de Janeiro. Ban-
co de Pernambuco 25 de junho de 1855.
BAHA.
Vai seguir com brevidide o hiale brasileiro For-
tuna, meslre Joaquim Jos Silveira ; para o resto
da carga trala-se com os consisuatarios A. do A- (Jo-
mes $ Companhia, na ra do Trapicha n. 16, segan-
do anaar, ou com-o nresTre no Vraptche do algodao.
PARA LISBOA
o brigue porluguez Piafante pretende seguir im-
preterivelmente, no dia 12 de selembro, por ler a
maior parte da carga prompta: quem nclle quirer
carregar o resto da carga ou ir do passagem, diri-
ja-so aos consignatarios Thomaz de Aquino I-'oose-
ca & Filho, ou ao capitao, o Sr. Manoel dos
Sanios.
Para urna viagem desle porlo para seguir ao
do Rio da Prala, precisa-se de um oflicial nutico,
que teuha caria de pillo da academia do imperio :
quem em laes circunstancias se adiar habilitado, e
se queira contratar, pode dirigir-se ra da Cruz
n. 3, escriptorio de Amorim Irmaos Compaohia.
PARA A BAHA
salie com milita brevidade por ter par-
te de seu carregamento prompto, o ve-
leiro hiate Santo Antonio Triumpho,
para o restalla carga e passageiros trata-
se com os consignatarios Novae & Compa-
nhia, na ra do Tra piche'n. 5i, oucomo
apitao na praca.
PARA 0 ARACATI
Segu al o fim da presente semana o bem conhe-
cido hiale Capibaribe, meslre Antonio Jos Vianna:
para b resto da carga ou passageiros trata-se na ra
do Vigario o. 5.
Para o Rio de Janeiro sahe com muita brevi-
dade o patacho nacional amazonas, por ter parte de
seo carregamento promplo : para o resto e eacravos
a frer, trala-se com Amonio Luiz de Oliveira Aze-
vedo, ra da Cruz n. 1.
Para o Acaracu' segu em poucos dias o velei-
ro hiale Castro : para o reslo da carga, Irala-se
com seu consignatario Domingos Alves Malheus.
Para a Bahia segu em poucos dias o veleiro
hiale Castro por j ler a maior parle da carga prom-
pta ; para o reslo, Irala-se com seu consignatario
Domingos Alves Matheus.
LEILOES.
Union.
J. Praeger egs tu inform Ihe euglish geollcmen
of Ibis cilj, ihat ou Ihe Ist. of Sept bis new Esta-
blithmeol will be opined, rna da Cruz n. 40, where
hilliard and ollier games as weli as all kinds of re -
Ireshinents and lancbeaj will be held al Ihedispo-
sal of Ihe Public.
Union
Jo3o de Nopomuceno Augusto de Araujo far.
leilao por intervensao do agente .-Borja, da sua
taberna sita na ra Imperial a. 47, consislindo na
armaciin a gneros existentes na mesraa : sexta reir
31 do crrenle, as II horas em poni.
Aranaga <& Bryan,
consignatarios da polaca hespanhola Mathilde, ca-
piao Herminio Rabassa, (ar.lo leilao no dia 31 do
crrenle ao meio dia, porla da associacSn commer-
cial Beneficenle, por inlervencao do agente Roberts,
em presenra do Sr. vice-consul de llespanlia, e por
conla e risco de quem perlencer, do casee, maslros,
vergas, cordcalha, crrenles, ancoras, veame
mais apparelho e pcrlences da dila polaca, lal qual
se acha ancorada neste porlo aoode os preleudentes
podem examina-la com anteciparAo, lendo sido le-
galmenle enndemnada por causa d'agua aberta, na
sua recente viagem da Montevideo ao Canal de In-
glaterra para recebar ordens.
LEILAO.
William Lilley Jnior, consignatario
do brigue americano NOBLE, arribado a
este porto com agua aberta de sua recen-
te viagem de Boston, com destino ao Ca-
bo da Boa Es pera nra, faz leilao publico
por intervencao do agente Roberts, no
dia 1 de setembro, por ordem de Marcos
Lindberg, capitao do dito navio, em pre-
senra do Sr. cnsul dos Estados-Unidos c
por autorisacodo Sr. inspector da alfan-
dega, por conta e risco de quem pertn-
cer, de 7 barricas com fumo em foi ha, 71
caixis de dito emprensudo, 5 ditas con-
tendo 8 ca\iulias cada urna, 42 barricas
com bolacha americana, 57 caixas sa-
bio, 9 fardos de Lopalo, 52 barricas de
pregos, que esta rao patentes ao exame :
no armazem alfandegado de J. A. de
Araujo, no caes de Apollo, no dia ante-
cedonte.
AVISOS DIVERSOS "
THEATRO DE SAMA ISABEL,
ltapaziada, hoje he o beneficio do Sr. Menteiro, a
elle amadores do Iheatro e dos bous artistas, sim dos
bous artistas,porque se em Pernambucoelles lera ap-
parecido, elle he nm dessee; vos que leudes alundo
lanos chnrlaiaes, lanos avenlureiros, lanos saltiro-
bancos, nao deixareis de ir hoje gozar a bella execu-
c*o do l-'antasma Branco e o espirituoso \. udeville
o Eclipse, em que o Sr. Monteiro eclipsa todos os
graciosos sem grasa que temos visto. Portan! i. rapa-
ziada, la vos espero hoje, levai vosso* dez lostoes pa-
ra o bilheleiro e vossas mitos bem preparadas para
applaudir n beneficiado, qoe nlm de anilla consu-
mado he bom pai de familia. O expaelador.
Na botica da praca da Boa Vista, d se dinhei-
ro a premio em pequeas e grandes qoanliaa sobre
hypolheca de casas ou peohores dt ouro ou prala.
J. Praeger erlaubt sicli, scinen FreUnden und
Bekanoteo die Anzeige zer machen, das zer am
Iten. Sepl seo neues Elablis, semenl ra da Cruz n.
40 eroeOaeu wird Ausser dem I.ese, gimmer fuer
subscribeseten empbiett er seioe wohlassorlirtc Res-
lauralion dem hiesigen publico- zur besleo Bcnu-
tzung.
BR1TISH CLERKS PROVIDENT ASSOCIATION
The paymenls for Ihe ensuing monlb will be re-
ceived on Ihe Ist prximo, betweeo Ihe hours of 5
and 6 P M al n. 8, ra do Trapiche.
AOS SRS. ESTUDANTES.
Que bella porcao de bons e interessantes litros por
45000 rs. !
Na ra do Oueiinado n. 21, se acharo os livros
abaixo declarados, em cuja casa sern entregues
aquello a quem por ventura locaren) ; o meio de
obte-los dependo da sorle, como Ihe sera explicado
vista dos mesmos, em cada dia, das II horas em
liante: Chauveau, Theorie do cod. penal. A. Mo-
no, Repertoire du Droil-criminel. Oeob;rl, Philo-
seplne de A. Itosmini, Timn, Livre des Oraleurs,
Riler, Philosophie, Chretienne, Rauler, Droil-crimi-
nel francais, Le Ferrier, Cours du Droit publie, P.
II mili, Comenlaire do cod. penal, Melli-Opea, Tra-
tado de Diplomacia, De Molones, L'humaoil Dana
leo lois ci imin.-lles.Ilegel el la Philosophie Alemand,
Bavoux-couflicts, Exercicios espiriluacs, Estimulo
pralico, Nazarelh. Droit-crimiucl.Systema dos Regi-
menlos, Cou>jn, Philosophie, Chakspeare, Panlheon
Liliraire, La Marque, L'hisloire de la revolulion
fransaise, (eograpliie de Gondri, L'histoire du KOure
humain, Heilor Piulo, Chronica de 11. Juao II, Ueu-
ry et Apfel, Uistoire de la litirelure Alemand, t ii -
fila-Toxicologie, De Felice, Droil des Utos, Euvres
Philosofiques de Bosauct, Discours sur le code civil,
Nicollini, Droit penal, Bereugcr Juslice Crimiuelle,
Richard, Bulaoiqoe.
Precisa-se de urna ama de bons roslumes para
fazer o serv.;.) interno de urna casa de muilo pouc
familia : ua ra de Sania Rila o. 36.
Pela primeira vara do civel, boje a 1 hora da
larde, por ler lindos dias da lei eser a ultima pra-
S*, se ha de arrematar a quem mais der.'as reudas
annuaes da casa terrea, sita na roa Augusta n. 52,
com 4 camarinhas grandes, seudo por eiecuc.lo de
Francisco do Prado conlra Manoel Ignacio Pereira
da Silva : quem as ditas quizer lanrar, pode com-
parecer as salas das audiencias, que scrao recebidos
seos lances.
Quem precisar de urna ama de leile, dirija-se
ao palco do Paraizo, sobrado de um andar de varan-
da de pao, dcfronle do chafariz.
Precisase de urna amaquesaiba cozinhar e
engommar, para casa de homem soltciro : na ra
estrella do Rotarlo n. 7,
Precisa-se de ama ama pira casa de pooca fa-
milia, que teja.de boos coslumes e saiba engommar
e cozinhar : na ra Nova n. 41, segundo andar.
Aluga-se urna prela que cozinha, eogomma e
compra : quem quizer, dinji-se ao aterro da Boa-
Vista o. 33, terceiro andar.
O,propretario do engenho l'linsa de Cima, na
fregnezia do Cabo, avisa que d'ora cm diaole os ca-
vallos de sua fabrica sarao ferrados com as seguinles
mareas, a siber : sobre a anca esquema o nome
FL'RTADO sobre a direita o nomeL'TINGA :
qualquer aotoridade policial e pessoas interessadas
na repressao dos furtos, qoe encontraren) ditos ca-
vallos em poder de algoem qoe parera- sospeilo, oa
com cargas que nao sejam proprias do eslabeleci-
menlo, podero apprrhenrie-los se nao se prestaren)
a dar um coohecimento idneo, pois os cavallos as-
sim ferrados nSo se negocian.
_ Precisa-se de urna ama para comprar e co-
zinhar, para urna cata de pequea familia : na ra
do Aragao n. 40.
Aluga-se om negrn de 20 annos, t^m coziohei-
ro e bom copeiro, e muito fiel: no Hospicio, se-
gundo pnrlffo depois da FaenMade de Direilo.
Precisa-se de urna ama para o servico de casa
de uro homem solleiro : em Fi'ira de Porta*, ra do*
Guararapea, primeiro andar por cima da padaria.
Por despacho do lllm. Sr. Dr. juiz de elvel da
primeira vara, he a ultima prasa no dia 31 do cor-
rente, por arrendamento da casa,sita na ra da Roda
o. 41, para ser arrematada.
Deseja-se saber oode exislem os herdairo* de
Juao Clirisoslomo de usinao e Mello, que foi ren-
deiro do engenho Manguind, em una ; Manoel
Simplicio Correa Leal, Heuriqae Luir, de Mello,
Antonio de'Lima Ka \ mundo, Ignacio Joaquim Ro-
drigues, Malinas de Albuquerque e Mello, Antonio
Ferrerra Brrelo, Joaqnim Antonio lavares, Igna-
cio I.oiz de Albuqoerque, Francisco de Paula Buar-
que, Miguel Ferro Lopes, padre Joaquim Eufrasio
da Cruz, Joaquim Pedro Velho Brrelo e Antonio
Jos Ferreira Vianna, a negocio de inleresse : na
ra. do Vigario n. 17.
Na ra Nova o. 58, recebeu-se pelo navio Ha-
vre um lindo sorlimento de fazendas, grosdenapoles
prelos, mantas de seda para senhora, camisinhas,
bicas de linho, escumilha, fil, flores, franjas trance-
zas de seda, filas e oulras rpuitas fazendas, por dimi-
nuios presos.
Os abaixo assignados. amigavelmenle dissolve-
ram a sociedade qoe tiaham sobre a firma social de
Antonio Gonsalves Ferreira & Irmao, lienndo o so-
cio Antonio tioncalves a cargo de todo e activo e
passivo da mesma firma.Antonio Goncalves Fer-
reira c Vaseoncellos, Joaquim Gooealve* Ferreira.
Perdeo-se desde Maricota al o engenho Pau-
lista, um relogio de prata patete ioglez, com tr-
renle e chave de ouro : qnem o achou c quizer res-
tituir, dirij'i-se ao engenho tongacari, silo no lermo
de Igoarassu', ou neta praca, ra Imperial n. 39,
qoe sera recompensado.
$} O Dr. Caetano Xavier Pereira de Brito ff
C> avisa ao respeilavcl publico, que m-adou sua
sg residencia para a casa contigua n. 45, no se-
9 gundo e terceiro andar, onde pode ser pro-
$0 curado tanto de dia como a qualquer horada 9
A noite, para os miiteres de sna prosso. A
Aluga-se
o palacete amarello, na esquina da rua
da Praia n. 27. novamente reedificado e
transformado, tendo alm do outros com-
modos, um grande salao como nao ha ou-
tro aqui, muito proprio nao s para casa
de baile, escola de dansa, como para al-
guma reparticao publica, casa de jury,
tribunal do eommercio, casa de audien-
cias, secretaria de polica, conservatorio
dramtico ou qualquer outra: trata-se
no mesmo, com GuiliermeSette.
Alugarn-se a foja da travessa da rua
de Apollo, a qual tem escriptos as portas,
a 8.S'0()0 por mez : a tratar na rua do Col-
legion. 21. primeiro ou segundo andar.
Jos lia | il isla da Fonseca Jnior mu-
dou o seu escriptorio para a casa n. 23,
primeiro andar", na i-tia do Vigario.
O lente coronel Luiz da Albuquerque Mara-
nhao, senhor do engenho Malemba responde ao Sr.
Miguel Bezerra de Abr<>a. em viilado sea aonan-
cio inrerlo no lAbertl Pernamhurao n.801 de -2i
do correle mez, que est possuindo qualro es era-
vos que o Sr. Miguel Bezerra diz perleucereni ao
engenho Arbu por Ululo legitimo que aptesen-
tar-lhe-ha quando queira, e o convida i apparecer
no seu engenho para ver o mencionado|tiluto,se nao
obstante esla dcclararao aiurla o dovidar. Entre-
tanto o |annunclanfe julga de seu dever fazer
sentir ao Sr. Miguel Bezerra de Abru qae me
nos delicado e atsaz reprehensivel fui o modo por-
que enlendeu dever ioterpella-lo i respeilo|da posse
(Ion mencionados escravos, fazendo com que o pu-
blico livesse o nujuizo indeciso sobrtum scmelhan-
le negocio. Felizmente o annnnciante no pode ser
confundido com os traanles ,lo quilate dosses
qoe coslumam possuir o que Ihes nao pertence ;
sendo que nao he desronhecido para o Sr. Miguel
Bezerra de Abreu. O annuncianle deve ao publi-
co urna salisfasao por nao ler h mais lempo res-
pondido aoannancio i que se refere, e ad decla-
rando que somonte hoje chegou sna noticia o a
pareeimento de tal annuncio, visto como reco ni-
do a sua fazanda semprc Ihe chegam larde as no-
ticias desta prasa e lalvez ainda por mais lempo
o ignoraste senAo livesse precisan de se adiar hoje
nesla ri.lade. Recife 29 de agosto de I83.Luiz
de Albuquerque Maranhao.
OLINDA.
Precisa-sc alugar um sitio em Olinda perlo do
mar, que lenha boa casa, nao importa qoe seja pe-
quena : qncm liver annuncie para ser procurado.
Olferece-sc om rapaz porlugun para caiieiro
de taberna ou oulro qualquer eslabelecimenlo para
lomar conla por balan.;. ou sem elle, para o qoe
teni bstanle pralica : quem de sen presumo se qui-
zer ulilisar dirija-se a rua de Aguas Verdes n. S,
taberna.
Pede-se ao Manoel Borges, insigne curaudei-
ro de morphea, que aprsenle um so individuo a
quem lenha curado, isto Ihe pede
Um morphetico.
Precisa-se da orna ama de leile : na rua da
Madre de Dos n. 36, loja.
Aluga-se a eucheira do paleo do Paraizo n.
2f>, com com modos para 10 carros.
Precisa-se de urna crioula forra, de meia ida-
de. para servir de companhia a urna pessoa sem fa-
milia : quem quizer, dirija-se rua do Caldeireiro
D. 2.
Precisa-se de urna ama que coziuhe e compra,
para urna casa de pouca familia : na rua da Cruz n.
7, terceiro andar.
No dia 31 docorrente, depois da audiencia do
Sr. Dr. juiz de orphaos, ir novamente i praca a
escrava Delphina, de 3j a 40 anuos de idade, pro-
pria para qualquer serv.;.., pela quanlia de 3UO&U00,
segundo a uova avaliacao, i requerimento do cura-
dor da mentecapla Marcolina Theraza de Jius.
Ofierece-se um homem para criado ou feilor :
quem precis ir, dirija-se a rua de Apollo, na cochai-
ra defronle n. 4.
Tendo o Sr. Joao Climaco Fernandes
Cavalcanti annunciadoa venda do eu en-
genho BlilLHANTE, e achando-.te este
penhorado pelo abaixo assiguado, pessoa
alguma o podera' comprar sem eu ac-
cordo.Antonio Jos Teixeira Bastos.
Precisa-se de urna ama para cozinhar e com-
prar ; a iralar na roa Direita n. 106.
_ Na roa estreila do Rosaiio o4, *e dir quem
d dioheirn a premio em qoaolias de 50 e lOOjJoOO.
sobre penhores de ouro e prala, por mdicos juros.
Precisa-sede um caixeiro para nina padaria,
que teuha pralica de negocio e d fiadora sua con-
duela : na rua Direila n. -26.
Maria da Conreicuo, preMa forra, vai ao Rio de
Janeiro em companhia de seu marido Jote erissimo
da Rocha. -1
Na runda Cruzo, 'i.'), segundo andar, d-se
diuheiro a juros tabre peohores de oure ou praia,
em pequeas ou grandes quanlias : a tratar na mes-
ma rua n. 43, loja.
Precisa-se de urna ama para cozinhar e en-
gommar : no aterro da Boa-Visla n. 26, segando
andar.
Quem quizer mandar lavar, engommar ou co-
zinhar, dirija-se a rua da Concordia junto i casa do
Sr. Valerio.
O abaixo assignado oflerece gratuitamente
/ommissao encarregada do hospilal porlogoez provi-
sorio, a melado da sorle que sabir nos deus meios
bilheles ns, 3682 e 3680 da ultima parte da primeira
lotera do Gymnasio Pernambocano. Jeronymo
Pinto de Souza.
Urna pessoa da* mais habilitadas que ha nesta
provincia para liogir toda e qualquer qual dado de
fazendas, filas e relroz, lano em pesas, como em
qualquer obra, assim como de toda acor que seos
nonos desejarem, oll'erece o seu presumo ac publico
em ger.il, de que lirarao grande inleresse visla de
suas tintas, de que ollerece para sua capacidi.de aos Sis. Campos & Lima, ni roa do
Crespo n. 1:1, loja de Sr. Antonio Jos Per-ira. na
rua rio Cabug loja, aonde urna pessoa da cusa rece-
be as fazendas e entrega aos seus rinos ; e adverle
que he mais barato dn que em oulra qualqi.er par-
le, e quaoto maior fr a porcao de fazanda* mais ba-
rato ser.
, Precisa-se de urna ama secca : oa rua da Cruz
n. 7, terceiro andar.
Perdeu-se na rua Direila al o becio da Pe-
nba, am panno de esgui.lo,. pouco mais que iiral-- celle
ro, todo aberlo de labvrintho, estando jv^- atabal :
quem o achou, querendo restituir, 1-***- roa Di-
reila o. 82, que se recompensa'*'
Aluga-se urna **** "* r0* no Pilar 0.108, com
duas salas, tres garlos, sotao, cozinha tora quintal
e cacimba' a Iralar oa rua do Pilar n. 56,
_ Aluga-se urna prela moilo fiel a qoe faz lodo
. servigo de urna cata : os preleudentes, dinjam-s
praca da Boa-Vista u. 7,
No dia 31, ai II horas, oa sala das anuencias,
depois de fu,da a do Sr. Dr. juiz de aoseotea, se ha
de arrematar um (obrado de om aodar, mi o oa rua
Imperial n. 92, em chao proprio, com 34 pilmot de
frente, 79 de fundo e mais 252 para quintal, ava-
llado em 1:2009000, perlancenle a herans jacaule
do finado Antonio da Trindade.
la O Di. Ciroliao Francisco de Lima San-
^ lo< mora no primeiro andar do tobrado
silo na roa dasCruzesn. 18, onde cu.ili-
- ma no ejercicio de sua proli-sjo da me-
W dico.
Camillo Angosto Ferreira da Sirva, soli-
cilador nos audilorios desla cidade, pode
ser procurado para o cxercieio das suas
fuocsos: oo pateo do Collegio, escripto-
rio do lllm. Sr. Dr. Joaquim Jos da Ion-
seca.
Frederico Chaves precisa fallar com o Sr. Joa-
quim Francisco de Mello Cavalcanti, oa a seucor-
respon.tente para negocio de inleresse : no aterro da
oa-Vista u. 17.
Rogase aos credores da Joao Paulo da Silva,
teuham a bondade de mandar suas conlas, no prazo
de 15 dias : a' travessa da Madre de Dos o. 14.
Oll'ercce-se urna ama para casa de lio nem sol-
leiro ou de pouca familia, que saiba cozir.har, en-
gommar o fazer todo o mais servico interior de ama
casa : quem precisar, dirija-se rua Augusta o. 2,
loja.
Frecisn-sc de urna ama qoe lenha btm leile :
na rua do Qacunado leja n. 41, on no pateo da San-
la Cruz n. 2, sobrado de om aodar.
Precis i-se alugar una negrinha de idade de
10 a 12 annos, para lmar sentido a um menino e
apptica-se alguma costura : quem quizer, dirija-se a
rua da Vira.;,o n. 39.
Aluga-se para passar a fesla on ror anno,
am bom sobrado de um andar, com comnio los para
grande familia, linda visla, muilo fresco o terreno
aos lados para fazer jardim, uo Poso da Panella : a
Iralar com Frederico Chaves no aterro da Iloa-Vis-
ta o. 17.
OITerece-te om homem para caixeiro de qual-
quer casa de eommercio, o qoal tem bastante prali-
ca ; esla arromado ha mais de anno, porm quer
sabir da casa por om peqoeno molivo : quem pre-
cisar annuncie.
Aluga-se para um eslrangeiro um sitio perlo
da praca, com casa que lem bastantes a mmodos,
estribara e cocheira ; a fallar na rua da Cruz n. 10.
Aluga-se por preso commodo o armazem enm
sotao da ron da Praia n. 68 : na roa estrei.a do Ro-
sario n. 41, primeiro andar.
Precisn-se de om caixeiro para Sanio Amaro
de Jaboaiao : a Iralar na rua Nova u. 10.
Panorama.
TilRCEIBA EXPOSICAO'
FREDK LEMBCKB.
Tem a honra de avisar ao reipeilavel publica qoe
no di* lerca feira 28 do correte, expos noval vis-
tas que mala provincia ainda se oao lem visto : oa
rua da Cadeia coofrooleao convenio de S. Fiaociico,
que sao as seguinles :
Rio de Janeiro vista do monle da Couceirao.
Acorrenle de agua em Petropolis Damara'tio,
vislo em noile de loar.
Sebaslo|iol.
Incendio e lomada de Kerlch no mar Azof!.
A balalha no inlerior das trincheira* da torre de
Malacofl naRussia.
Balaclava, possesso dos alliadoi.
Bombarcleamenio de Sebastopol.
Tyros na Asia pequea.
O preco he 500 reis cada pessoa, acha-se abarlo
das 6 s 9 da noile.
Manoel Jos da Silva Braga preten-
de vender algum terreno do se sitio, que
tem a frante para a rua Real, e fundo pa-
ra o terreno do Sr. Herculano Alves da
Silva : os pretendentes podem entender-
se como proptietario, para designarem a
estensao que precisam, e ajustarem-se
quanto -.o ptxvo, o qualj sera' regulado
por cada palmo de frente.
CandidoJose' Lisboa, antigo disc-
pulo do Sr. padre Joaquim Rapbael da
Silva, approvado pelo lycu desta cidade,
com pratica deensinar, da' lices de la-
lim : na rua d'Apollo n. 21.
JOIAS
Os abai-.o assignados, donos da loja de ourives. Da
ruado Cabog n. II, confronte ao paleo da matriz
c roa Nova, fazem publico, qoe eslao sempre soni-
dos do* mais ricos e melhores goslos de lodas a>obras
de ouro o;cessarias, lano para senboras como para
homens e meninas, continan) ot precot metmo ba-
ratos como tem sido ; passar-se-b ama conla com
responsebilidade, especificando a qualidade do ouro
de 14 a 18 quilates, ficando assim garantido o com-
prador se apparecer qualquer duvida.
Scraphim & Irmao.
Alui:a-se a loja do tobrado da roa Direita n.
93, com ar macan para taberna oa tem ella, faz-te
lodo o negocio a vonlade do prelendeate : a Iralar
no aeguodn andar do mesmo sobrado.
ma pessoa convenientemente' habilitada, *"
oflerece-se para leceionar em algum collegio
ou casas particulares, arilhmelica.grammali-
ca pbilosopbica. francez, rbelorica e geogra-
phia; protesta bom exercicio em qualquer
destaa disciplinas, medanle am mdico esli-
jjg pendic : na roa do Ornarn n. 3.
O De. Ribeiro, medico, contina -r^dir na
rua da Cr jz do Recife o. 49, s-guj)*' aodar.
Um eslrangeiro descia alusar urna cata que
teuha cummodidades para familia e quintal toffrivel
para jarJi-n. que esteja rlo dn Recife oa metmo
dos biirros de S* A otonio oa Boa-Vista : quem
liver aunxxA.
Na r ja do Vigari* n. 7, ha para alagar ana ei-
" ole cezinneiro.
Alujjam-se o terceiro o qnarto andar* da ca-
sa de largo da AtsemUa o. 12 : a iralar com Jote
Joiquim Dias Fernandes, oa roa da Cadeia da Re-
cife.
.1. JANE. DENTISTA,
{contina a residir ua rua Nova a. 19, primei- i
ro andar.
tSliM*M< _
AULA DE LAT
O padre Vicente Fen-er de Albuquer-
que mudou a sua aula para a rua do Ran-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eexternos desde ja' por m-
dico preco como be publico: quem se
quizer uitilisar de seu pequeo presumo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
K-f*e;$m#nB O tnedico Jos de Alawiaa Soaroa de Lima >
Baslos, mudou a soa residencia para a roa da (J)
0 Cruz sobrado amarello n. 21, secundo ao- ffe
f <""
Regiment de costas.
Sabio a luz o regiment das custas judi-
ciacs, annotado com os avisos que o alte-
raram : vende-e a 500 res, na livraria
n. 6 e 8 da praca da Independencia.
O SOCIALISMO.
Pelo geaeral Abroa Llana.
Acha-se venda na loja de livros dos Srs. Ricar-
do de Frila & C, esquina da roa de Collegio, e
em casa do aulor, pateo do Collegio, casa amarella,
no I.' andar ; encadernarin de todas a* forma*, por
maior ou menor preco, segundo o gosto dos .compra-
dores. A e.licilo est quasi esgolsda, e pooeosex-
emplares reslam. Esta obra, em qae te acha traca-
da a marcha do genero humano desde o primeiro
homem at nossos dias, pertence a lodas as classe*
da sociedade, e he, por assim dizer-se, o evangelhs
social, porque oella eslao consignados todos os foro*
da homaeidade. Assaas doalrinns eslflo, portanto,
ao alcauc de todas as ioielligencias.
O Dr. Sabino Olegario I.udgero* I'iuho,
mudou-se do palacete da roa deS. Francis-
co n.68A, para o sobrado de dous linda-
res n.C, ruade Santo Amaro, (mundo novo.)
kaflUatl
Precisa-se de am cozinheiro para o Monteiro,
com preferencia sefldo escravo : a tratar na rua No-
va n. 10.
Desappareceu do engenho Sania Rosa, na noile
de 26 do correle, um escravo de uome Feliciano,
de nar.lo Cosa, alio, secco, lem alguns lalho* no
rosto, cambeta, representa ler '20 e tanto* anuos e
falla ainda bstanle atravessado : quem o pegar le-
ve-o ao mesmo engenho Santa Rosa, em Ipojuca. ao
engenho (iuararapes, em Muribeca, ou nesia praca a
(iabriel Antonio de Castro Quintaes, que recompen-
sara.
Precisa-sede orna ama forra ou captiva, que
saiba cozinhar e fizer lodo o mais serviro de casa :
ua rua Direila n. 86.
Precisa-se de nm amassador de padaria, qoe
saiba desernpenhar o seu lugar e que calendada
massa do p; o de Provenca : na padaria do alerro da
Boa-Visla n. 66.
Precisa-se de um caixeiro que lenha pralica de
taberna : no alerro da Boa-Visla o. 70.
Aluga-se urna casa Ierre* oa roa do ..luiabo n.
4, no hairrr da Boa-Visla : quem a pretender, falle
na rua da Cadeia Velha o. 1, no segundo andar.
Precisa-se de urna ama de leile, que cja limpa
e sadia : o; rua da Cadeia do Recife, casa n. 19.
AMAINO PARA OESQUADRAO'
Na rua do I.ivramenlo n. l, quina que volla para
o i.iueimail >, vende-se o pequeo e grande uniforme
do esqnadrao de cavallara, por menos de melade de
seu valor, lodos pouco servidos e em bom estado :
dirijam-se a elle que se faz qualquer arranjo no
preco.
No .lia II re correle se deve arrematar em
hasta publica do Dr. juiz de direilo da primeira vara
do civel o direilo c accao em grao de Jos Rodrigues
do Passo conlra M. P. Magalhacs, na impcrlancia de
1359 e lanos reis,por execucao de Luiz Ainavel Du-
bourq.
LOTERA DO RIO DE JAlElruJ,
Acham-se a venda os nvos bilbetes da
lotera 4- do tbeatrode San-Pedi-ode Al-
cantara, que devin correr a 18 do pre-
sente ; as listas se esperam pe'o vapor
brasileiro do dia Til do corrente em dian-
le: os yetciossero pagos, depois epiese
Icnliam distribuido as mesmas Ilutas.
Altiga-se urna e\cellente casa terrea
nova, com a sala da frente assoalhada,
com quintal e Cacimba e bastantes com mu-
dos para familia, sita no becco do Vieira,
em Fra de Portas: a tratar na rua do Amo-
rim, casa deTasso Irmaos.
AMA DE LEITE.
Precisa-se de urna ama forra ou cap-
tivn, com bom leite e paga-se bem : no
aterro da Boa-Vistan. 48.
DEHTISTA.
Paolo tilignoax, dentista francez, estbele 9
9 cido na rua larga do Rosario n. 36, segando #
9 andar, colloca dentescom gengivasarlificiaes, 9
8 e danladura completa, oo parte della, com a SJ
pressiio do ar. 9
9
99999999^9
EDCACA'O DAS FILHAS.
Eutre as obras do grande lenelon, arcebitpo de
Cambray,-merece mui particular mencc otratado
da educa. ,lo das menina*oo qual este virtuoso
prelado eosioa como asmis devem educar suas t-
Ihas, para um dia chegarem a occapar o sublime
lugar de mii de familia ; torna-se por tanto ama
necessidade para todas as pessoas qne desejam gui-
a-las no verdadeirocarainho da vida. Esl a refe-
rida obra Iraduzida em porluguez, e vende-te na
livraria da praca da Independencia n. 6 e 8, pelo
diminuto preco de 800 rs.

m
9
5
i
9
ATTESCAO.
Manoel Antonio Ooncalves, com
jt estabelecimento de obras de ouro e
9 prala na praca de Pernambuco,
2 constando-lhe que diversos vetadedo-
9 res de joias pelo natto. se tem sei-
vidode seu nome em seus negocios,
9 faz constar para evitar engaos, que
nao se responsabilisa por transac-
fcao alguma que elles i/.essem ou
posnam fazer, de qualquer nature-
za qae seja, pois a ninguem autori-
S sou para isso.
! Recife 15 de agosto de 185.
;.?.'?;-: *.'5ta*.-:s-Sf:^awii
O b.iebarel A. R. de Torres Bandeara, actual
profesaoi de lingua fraoceza no ti)mnatio detla pro-
vincia, contina no ensino particular desla mesma
lingua, e hera assim da liiie.ua ingleza, rhelorica,
geograpbia o phosophia ; e para mais facilitar o e>-
tudo de algumas deslas materias preparatorias aquel-
las pessias que nao po.ssam frequeolar sua aula s
horas designadas em seus anteriores annuncios, pro-
|... --se abrir um curso das duas linsuas a oulro de
rhelorici. e potica, sendo os dous primeiros das 5
horas c meia da tarde al as 7 1|*2 da noile, e o *e-
gundo desaa hora al as 8 : quem quizer malricu--
lar-se em qualquer um desles curtos, pode procra-
lo desde j na casa de aua residencia, na rua Nova,
tobrado u. 23, segando andar, onde tambem prose-
gue no ensino deslas mesmas disciplinas e dai oulras
as horas j desde o principio annuociadas para
qoelles qae entilo as poderem estodar. propor-se-
ha icual nenie a abrir cursos de philesophia, de gao-
graphia o historia noile, quando para taes aludos
houve numero suilicienlc de alumnos, a -contar do
l.de selembro em .liante: e protesta continuara
cumprir Ido exactamente quanto Ihe for possivel m
deveres do magisterio.
Aluga-se ama canoa que conduza de 1,000,
l,.V)0 lijlos de alvenaria : quem a liver para ala-
gar, annuncie ou dirija-se ao armazem de materiaes:
Da roa do Sol.
O fiscal da freguezia da Sanio Antonio aondon
sua residencia da rua do Rangel para o paleo da
Carmo, sobrado n. 3, por cima da botica.
VilMDAS E GRADES.
lim lindo e variado sorlimento de modellos para
varaodai. e gradaras de goslo moderoiasioM : na
fundiese da Aurora, em Stolo Amaro, e no deposi-
tla mesma, na roa do Brum.
<*



DIARIO DE PERMIBUCO SEXTA FEIRA 31 DE AGOSTO OE 1855
CONSULTORIO DOS POBRES
o ba nova i Ana 50.
' O Dr. P. A. I.obo Mosoozo d ramullas homeopathicas lodos* os iias aos pobres, desde 9 horas da
ruanbaa aleo meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noile.
Oflanica-ta igualmente para pratiear qualquer operario da cirurgia, e acudir promptamente a qual-
qaeejsxiulber que esteja mal de parto, e cojascjrcumslancia nao permitUm pagar ao medico.
NO* CONSULTORIO DO DR. P. A. LOBO 10SC0Z0.
50 RA NOVA 50
VNDESE O SEGIMTE:
Manual completo de meddicina homeopalhica do Dr. G. 11. Jahr, traduiido em por
laguer, pelo Dr. Moscozo, quatro volumes encadernados em dous e acoropatihado de
oro diccionario dos termos de medicina, cirnrgia, anatoma, etc., etc.
209000
Esta obra, a maisimportante de todas as quelratam doestndoe pratica da homeopathia, por ser a nica
quecontin abase fundamental r>'esta doolrinaA PATHOC.ENESIAOU EFFEITOS DOS MEDICA-
MENTOS NO OHGANISMOEM ESTADO DE SAUDEcoohucimenlos que nao podem dispensar as pes-
soas qoe se querem dedicar pratica da verdadeira medicina, interessa a todos os mdicos que qoizerem
experimentar a doolrina de Hahnemann, e por si mesmos se convenceren! da verdade d'ella: a todos os
fazeudeiros e seoboret de enjenlio que esto longe dos recursos dos mdicos: a lodosos capilaesde navio,
qoe urna ou oulra vez nao podem deiiar de acudir a qualqoer incommodo seu ou de seus tripulantes:
a lodos os pais de familia qoe por eircumslancias, qoe ntm serapre podem ser prevenidas, sao abriga-
dos a prestar in continenti os primeiro* soccorros em suas eufermidades.
O vade-mecum do homeopalha ou InduccSo da medicina domestica do Dr. Hering,
obra tambera til as pessoas que se dedicara ao estudo da homeopathia, um volu-
me grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina....... 109000
O diccionario dos termos de medicina, cirnrgia, anatoma, etc., etc., encardenado. 39000
Sem vrdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar om passo seguro na pratica da
lioraeopalhia, e o proprietario deste estabelecimeuto se lisongeia de te-lo o mais bem montado possivel e
ninguem duvida hoje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 tubos grandes..................... 89000
Boticas de 24 medicamentos em glbulos, a 10, 129 e 159000 rs. .
Dilas 36 ditos a.................. 209000
Ditas 48 ditos a.................. 259000
Dilas 60 ditos a............... 309000
Ditas 144 ditos a.........i........ 609000
Tubos avalaos......................... I5OOO
Frascos de meia onca de lindura..............'. 29OOO
Ditos de verdadeira lindara a rnica............'..... 29OOO
Na meamacasa ha aempre venda grande numero de lobos do cryslal de diversos lmannos,
vidros para medicamentos, e aprompta-se qualquer encommenda de medicamentoscom lela a brevida-
de e por procos muito commodos.
TRATAlERTp HOlEOPATHICO,
Preservatico e curativo
00 CHOLERA MORBUS,
PELOS DRS
C2xx^a.x.ca: n-z jm^m _
ou iustroccao ao povnpara e poder curar desla enfermidade, idministrando os remedios mais edicazes
para atallta-la, emquanto se recorre ao medico, ou mesmo para cura-la independenle desle nos lagares
em qoe nto os ha.
TRA.DUZIDO EM POBTUGUEZ PELO DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
Estes dous opsculos cotilcm as indicacoes mais claras e precisas, so pela sua simples e concisa posi-
rao eila ai> alcance de todas us inlelligencias, nao s pelo qoe diz respeito aos meios curativos, como prin-
cipalmente aus preservativos que lem dado os mais satisfactorios resultados em toda a parle em que
elles ten sido <>ostos em prallca.
Sendo o tralamenlo homeopathico o unicoque tem dado grandes resallados no curativo desla horri-
vel enfermidade, joigamos a proposito traduzir estes dous importantes opsculos em lingos verncu-
la, para desl'arle facilitar a sua leitnra_ a quem ignoren francer. #
Vendn-se nicamente no Consultorio do traductor, ra Nova n. 52. por 29000 rs.
MASSA ADAMANTINA.
Kua do Rosa.H, n. 36, segundo andar, Paulo Gai-
gnoux, dentista frmMot, cbamba os denles com a
massa adamantina. Ess aova e maravilhosa com-
posioSo tem a vanlagem 6 enchersem pressao dolo-
rosa todas as anfractuosidades ao doote, adquirindo
em poucos instantes solide igual da pedra mais
dora, e permiite restaurar os denles mni, traga-
dos com a forma e a edr primitiva.
Nov s livros de homeopathia mefrancez, obra
todas de summa importancia :
Mahncmann, tratado das molestias
lumes............
Teste, rroleslias dos meninos.....
Hering, homeopathia domestica.....
Jahr, pharmacnpa homeopalhica. .
Jahr, novo manual, 4 volumes .
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pe le.......
Rapou, historia da homeopathia, 2 volumes
Harthmann, tratado completo das molestias
dos meninos..........
A Teste, materia medica homeopalhica. .
De Fayotle, doulrina medica homeopalhica
Clnica de Staoneli .......
Casling, verdade da homeopathia. .' .
Diccionario de Nvslen.......109000
Attlas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, cociendo a descripeo
de todas as parles do corpo humano 309000
vedem-se lodos estes livros no consultorio homeopa-
thico da Dr. Lobo Moscoso, ra Nova n. 50 pri-
meiro aodar.
O Sr. Joaquim Octaviano da Silva tem caria
na livraria n. 6 e 8 da praca da Independencia.
chronicas, #vo-
. 2O9OOO
. 69OOO
. 79000
. 69000
. <. 169000
69000
89000
16JO00
IO9OO0
89000
79OOO
69000
49OOO
.'liBLICACAO' DO nSTITLTO HO-
MEOPATHICO M BRASIL.
THESOURO HOMEOPATHICO
00
VADE-MECUM DO
HOMEOPATHA.
Methodo conato, claro e seguro de cu-
rar homeopathicamenta lodat ai molestia!
que affligem a etpecie humana, e parti-
cularmente aquellas que relnam no Bra-
sil, redigido segundo os melhores trata-
dos de homeopathia, lano europeos como
americanos, e segando a propria experi-
encia, pelo Dr. Sabino Olegario l.udgero
Esta obra he hoje reconhecida co-
nelhor de todas que trata m daappli-
homeopathica no curativo das mo-
lestias. Os cariosos, principalmente, nao
podem dar um passo seguro sem possai-la e
consulta-la. Os pas de familias, os senho-
res de eogenho, sacerdotes, viajantes, ca-
pitaesde navios, serlanejos etc. ele, deyem
te-la i m3o para occorrer promptamenle a
qualquer caso de molestia.
Dous volumes em brochura por 109000
encadernados 119000
Vende-se nicamente em casa do autor,
ra de Santo Amaro n. 6. (Mundo No-
vo). '
enca, |
Piaku.
moHme
caja,? lio
Compra-se orna prela de bonita fisura e moras
que seja boa costoreira e errgommadeirn ; paga-se
bem agradando : na roa do Trapiche n. 14, priroei-
ro andar.
Coinpram-se obras de ouro e prata
ja' usadas: na ra da Guia n. 40, desde
as 7 horas at as 10 da manha. todos os
das. .
O s.nie de leilftes Francisco Gomes de Olivei-
ra, compra dua=fasa. terreas que eslejam em bom
estado : o possuidoicUisposlos a vende-las, enten-
dam-se com o mesmo para t> ajuste.
Compram-se 2 negros qoe sej^, mocos, nao
lenliam molestias, nao sejam hehados, e n%>q fuioei :
na roa do Rangel n. 36, primeiro andar.
Compra-se urna casa qoe tenha um pequeo
sitio e cacimba, que seja independenle de outro si-
lio e que nlo exceda de 500&OO, pouco mais 00 me-
nos : a pessna que a tiver annuncie para ser procu-
rada. Psefere-se na Capunga.
Compra-se urna escrava croula, moca, boolta
figura, e que tenha algamas habilidades : ua ra do
Rangel n 6.
VENDAS.
Da'-se dinheiro a juros sobrepenho-
res de obras de ouro e prata: na ra da
Guian. 40,
Esta a sabir a luz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTRAHIDO DE RUOFF E BOEN-
NINGHAUSEN E OUTBOS,
c posto em ordein alpliahcliea, com a descripeo
abreviada de todas as molestias, a indicacao physio-
logica o therapeoticade lodos os medicamentos ho-
meopathiroe, seu lempo de accao e concordancia,
seguido de um diccionario da sigiiificacSo de todos
os termos de medicina o cirurgia, e posto ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO MORAES.
Subsc eve-se para esla obra no consultorio homeo-
pathico do Dr. LOBO MOSCOZO, ra Nova n. 500
primeiro andar, por 59000 em brochura, e (900,
eucadernado.
COMPASHIA PER^AMBllCANA.
Eita empreza pretende contratar a cons-
tiuccao dos trapiches e armazens em Se-
rinliaeinc no Gamella, (no Bio Formoso)
ponto da escala de seus vapores, ao lado
do sul, e em Itapisstima e Goianna, ao
lado do norte, tob as condicoes seguin-
tes:
Clausulas especiaes da arrematac3o.
1, As obras para a construcqao destes
trapiches sero feitas de conformidade
com as plantas e ornamentos, approvados
pela direccao da companhia, na impor-
tancia o de Serinhaem rs. 4:85$320, o
do Gamella rs. ll:267i'000, e o de Ita-
pissumars. 7:755.<000, e o de Goianna de
laV 6:9130000.
% Estas obrts aeverao principiar no
prazo de 15 dias, e findarto no de 4
mezes, ambos contados do dia da assig-
natura dos contratos.
5. O pagamento destas obras sera* fei-
10 em tres prestan le iguaes: a primeira
no diu da assignatura do contrato ; a se-
gunda, quando estiver leita metade da
obra, ea ultima, ciuando estiver nteira-
mente concluida, <>ucando responsavel o
arrematante por espite/) de um anno pela
sna conservara o e solidez.
4. 0 arrematante prestara' urna nan-
ea idnea nesta prara : para tratar di-
rija-te ao escriptorio do Sr. F. Coulon,
ra da Cruz n. 26.
Oraoao contra a peste e o cha
morbus.
Acha-sc i venda na livraria n. 6 e 8 da prari da
Independencia um folhelinho com diOerenles ora-
(Oes contra o cholera-morbus, e qualquer oulra pes-
ie, a 80 rs. cada om.
Para vestidos de
senhoras.
A 8s000 o corte.
Na loja n. 17 da roa do Queimado, veudem-se
corles de novas bausorinas de 13a, de padrees inlei-
ramenle modernos, chegados pelo ultimo navio de
Hamburgo, proprios para vestidos de seohora pelo,
baralo preco de 89 cadacrle.
Continua a vender-se a obra de d-
reitoo Advogado dos Orphaos, com um
apndice importante, contendo a lei das
feriase airadas dos tribunaes de justica, e
o novo Begimento de custas, para uso dos
juizes. escrives, empregados deiustica, e
aquelles que frequentam os estudos d di-
rerto, pelo
5'
da Cadeia n. 56 : loj
livro, na do Collegio n. 8; pateo do
Collegio, livraria classica n. 2, e na praca
da Independencia n. 6 e 8.
JOGO DE VOLTABETE.
Vendcm-se caixinhas com ten tos paia
marcar jogo de voltarete, por preco mili-
to emeonta: na ra da Cruz h. 26,pri-
meiioandar.
KIBSH EABSTYNH.
Na ra da Cruz n. 26, primeiro andar,
ha para vender constantemente por pre-
co commodo, superior Kirck e Absvnth.
CHOCOLATE FBANCEZ.
Chegounova remessa de chocolate fran-
cez a' ra da Cruz n. 26, primeiro andar,
e en t rega-se aos reguezes pelo menor pre-
co possivel.
V1NHO BBNCO E TINTO DE
BOBDEUX.
"I1"-"" |uc ircqueniam os etruaos ae al-
erto, pelo preco de 3 )lar; na loja do Sr. padre Ignacio, iua
la Cadeia n. 56 : loja de encadernacao e
III\II111(0
nao se engeta,
BA DO QUE1||AD0 N. 40.
Ileurique & Sanios acabam de arrematar em lei-
lao grande porrao de faiendas de seda, lia e seda,
linho e algodao viudas pelo Cuilaco II, o quereudo
acabar avisam ao publico que sfe vendem por dimi-
nuto preco as fazendas seguintes, bem como oulras
muitas, e dao as amostras com peuhor.
Nobrea furta-cores para vestidos o covado
Dita dito
Cortes de cambraias de seda de quadros a
Adelinas de seda de quadros
Chali de quadros o mais lindo possivel
l'rosersuna de seda de quadros
Ricas laas de quadros para vestidos largos
Riscados fraocezes, imitando alpaca de seda
Riscado monslrn de qoadro para vestidos
Chita frauceza larga lindas padrOes
Cassas escoasezas novos padrOes
Alpaca lisa de algodao para palitos
Velludo prelo o inelhor possivel
Selioi prelo macao liso
Selim prelo lavrado para vestido
Sarja prela hespaohola superior
Alpaca prela de lustre lina
Alpaca de cordao prela e de cor
Merino prelo e de cor de cordau
Panno prelo fino para palitos
Pauuo lino de vanas cotes
Ourello preto para panno
Palitos oe paono pelo fino forro de seda
Ditos de alpaca prela linos
Ditos de laa de cores para meninos
Chales prelos de relroz
Maulas de seda para senhora
Ricos chales de merino bordado matisado
Chales de merino bordado liso
Dito dito com franja de seda
Dito dito com'franja de laa
Lidos lencos de selim de cores para grvala
Lencos de seda de cores grandes para se-
nhora
pilos de selim preto maco para grvala
Ditos de seda pequeos para homem
Ditos dito de cores para grvala
Ditos de cambraia de linho pequeos
Ditos de cas,a pequeo bramos
Collariuhos mullo linos
Corles de casemira prela fina
Ditos de casemira de cor de lindos padrOes
Dilos de colletes de fusiao liaos
Dilos de laa
"Lidos cortes de colletes de seda de cor
Corle de casemira prela selim
Pecas de esgoiio liuo de puro linho
Pecas de lirnu liso fino de puro linho
Lavas prelas de torzal para seuhora
Aberturas finas para camisas
Madapolao muito fino com loque de mofj
Pulceiras de velludo prelas e de cores
Cass francezas muito fiuas de lido goslo a
vara
Corles de cassa de barra
PECHIMHA E MAIS FECH1MA.
NA KUA NOVA S. 8, LOJA JJ
Jos Joaquim Mor eir.
Acaba de receber pelo ulmo navio fraucez, um
magnifico sorlimenlo de borzeguins para senhora,
todos de duraque, mas que pela delicadeza com que
dao feilos e consistencia da obra, muito devem agra-
dar ; accrescendo alm disto o preto, que apenas he
de 29100 rs. o par, bem como, sapatos de couro de
lustre para senhora a 19600, ditos de cordavao mui-
to novos a 19000 ris, pagos na occasio da en-
trega.
- Vende-te o bom e bem acreditado \ rap Joo
Paulo Cordeiro da fabrica do Rio de Janeiro ; rape
e^le bem aceito pela sna composicio e astemelliar-se
ao de Lisboa pelo seu boro aroma agradavel ; ven-
de-se de> libras para cima,no deposito eral da ra
da Cruz do Recife, casa.n. 17, e em libra e a rela-
mo, as lojas seguintes : ra da Cruz do Kecife,
l'orluuato Lardoso de Gouvea ; na ra da Cadeia do
Recife, Jos (jomes Leal, Jos Fortunato da Silva
'orlo, Tliomaz I-'eriianiies da Cuuha, Manoel Joa-
qun, a, ()|iveir, i^^g da Cclrnba, Antonio Ra-
mos ; ra J Crespo, Joaquim Heurique da Silva :
ra do Queimaao. Magalhaes & Silva, Teiieira
souza ; ra Direila, Jos Victor da Silva Pimentel;
paleo do Carmo, Aulonio Joaquim 1 erreira de Sou-
" ; ra larga do Rosario, Vmva Das Fernande,
Manoel Jos Lopes, Barros & Irmao ; aterro da
Iloa-\isla, Joaquim Jos Dias Pereira, Jos Victo
dalSilva Pimeulel.
Cheguem a pechincha, rapaziada.
Esla se finalisando a pechincha de boc.esuins
elsticos, sapa ices de luslrc, dilos de Nante para
lidfJ*Ms*sa meninos, por presos tao baratos, que
quem os vir nao deixar.i de comprar: na roa da Ma-
dre de Dos, loja n. 18.
Vendc-se urna armacao de loja de miudezas :
as Cinco Ponas n. 71.
Alraz da matriz da Boa-Vista n. 50, vende-se
o primeiro e segundo tomo do Pasaorama, em bom
estado.
Vendem-.e 4 escravos mocos, de bonitas lis 11
ras, ptimos para todo servico : na ra Direita'.n. 3
Para alfaiate.
Na ra do Queimado n. 30, loja de ferrasen*, ven-
dera-se as bom cotilleadas lesouras de Uuimares de
dilferenles tamanhos, por mdicos precos ; ha pou-
cas, e por isso os pretndanles apressem-se etn com-
prar.
Ra do Queima-
do 11. 38.
Corles de casemira preta a 49500
Dilos de dila cor de rap a 4900
Ditos de seda transparente para vestidos a IO5OOO
Em frente do beeco da Congregarlo.
1.5.IOO
19IOO
IjWOO
800
900
640
640
280
2(H)
380
3-20
39800
4600
29000
SUMO
480
540
640
9500
35800
39000
1590U0
..3000
19500
79OOO
59000
H9OOO
aWMO
59500
19*00
900
19500
ljs200
800
600
500
300
200
49500
45000
600
400
29500
69OOO
125000
85000
640
640
39800
500
600
29OOO
No paleo do Carmo n. 1, vende-se juna negri-
nha bonita, de idade de 12 annos. w
\ ende-te urna porro de travs de 43 palmos,
com i a 8 112 poliegadas em quina viva: quem qui-
zer procure ua ra da Cadeia Velha n. 1, no seguu-
do andar.
- Vendem-se 25 a 50 barris de em pipa, prom-
ptos para mel on azeile : adianto da fabrica de vi-
nagre, ra Imperial n.17.
Attencao.
Continua-se a vender na ra da Cadeia do Recife
n. 4/, loja do Sa (Manoel) damasco delta de duas
larguras, muilo proprie para roberas de cama e
pannos de mesa.
Vende-se ua roa do l.ivramenlo, casa da es-
quina n. 2, louca de rslanho muito propria para ca-
sado familia, sendo pralns, chicaras, pires eoulrai
cousas proprias para cozinha ; vende-so pela meta-
de de seu valor.
I^ei"',s,lim sitio na Torre, ;i margem do rio,
com bons arvoredos c cercado de muro : na ra da
Santa Cruz n. 70.
Vende-se urna armacao e seus pertences para
taberna, na roa larga do Rosario n. 23 : a tratar na
mesrna ra n. 25 ; e tambem se avisa a pessoa que
falUu para a loja de ourives que ja esta prornpla a
n^'eni'e"'e manleiaa ingleza muito nova a 960
e a800 rs. 1 libra ; caf de caroco, a 160 rs.; di-
to moido, a 240 rs.; na ra das Cruzas n. 20.
AOSSENHORESDE ENGENHO.
No primeiro armazem do becco do Uouralves, ha
sempre um hom sorlimenlo demeias borricas de fa-
rinha da mais superior qualidade. '
Veiide-se om escravo de 2* annos, pouco mais
ou menos, nao bebe e he muilo fiel, caiador, tem
principio de pedreiro, borrador a uleo, Irahalha de
masseirn, em lypographia etc.,e he muilo habilidoso;
vende-se por nao querer servir senhor que nao d
pancada : na ra larga do Rosario n. -18. Na mes-
rna casa se aluga urna negra idosa para servico de
ra.
Cheguem a pe-
c lancha.
Por sdelas velhas quem dcixara' de
comprar !
Borzeguins clsticos para homem a 69000 o pr,
grvalas de seda 500rs., palitos de panno fino,
cortes de collete de fostio e seda, manas de seda
para senhora a 29000. chales de ganga a I96OO, di-
los de cassa brancosa 800 rs., alm disto um novo e
completo sorlimenlo de calcados e perfumaras, ludo
chegado ltimamente, por preco muilo commodo,
afim de se apurar dinheiro : 110 aterro da Boa-Vista,
defronle da Boneca, loja n. 1*.
Chales de seda.
No aterro da Boa-Vista, Inja n. 18, lia um lindo
e agradavel sorlimenlo de chales de seda, dilos de
laa, que se vendern por um preco que o compiader
nao dcixara de comprar, e ainda lem alguna chapeos
fraocezes que tambem e venderao per metade de
seu valor por serem para calieras muilo grandes.
*1*aw Vende-se um cabriole! novo,
ryfejj^ ""> oberla, muilo maneiro, ven-
l1' |ifft dem-se tambem boas parelhas de
3B^C3lsTsW ravallos mansos para carro, dilos
de cabriole! e carroca, ludo por preco commodo:
na roa Nova, cochciradc Adolpho Bourgeois.
POTASSA E GAL VIRGEH,
No antigo e a' bem conhecido deposi-
to da ra da Cadeia do Kecife, escriptorio
n. 12, lia para vender muito superior
potassa da Uussia, dita do Rio de Janeiro
e cal virgem de Lisboa em pedra, tudo a
precos muito iavoraveis, com os quaes fi-
carao os compradores satisleitos.
Vendem-se 8 escrava. sendo 1 moleque de 18
anuos, ptimo para pagem, 1 preta com ama cria de
6 mezes, 4escravos de 18 a 30 annos, 1 negrinha de
3 annos : na ra de Hurtas n. 60.
A pechincha.
No aterro da Boa-Vista n. 8, defronte da
boneca.
Checoa ltimamente a verdadeira carne do ser-
13o e qoeijos de todas as qualidades, figos de coma-
dre, bolacliinha de soda, bisrnilos Irnos inglezes moi-
to novos, e nm completo sorlimenlo da lodo o g-
neros de molhadosdos melhores qoe |u no mercado,
e vende-se ludo por menos pre^o do qoe em oulra
parle.
" Vende-se urna porcia de laboas de cedro : no
trapiche do Angelo.
Vendem-se saccas com cera de carnauba do
Aracaly, a melhor que lem vindo ao mercado : na
ra Nova 11. 20, loja.
Vende-se cevada nova, chegada ltimamente
de Lisboa : no armazem de Manoel dos Santos Pinto
Vende-se superior eslamenha para hnbilos de
lerceiros franciscanos : na ra do Eucaolamenlo,
armazem n. 7t A.
Vendem-se roissaes romanos: na ra do En-
cantamento, armazem n. 76 A.
Deposito de rape ara preta da Bahia.
Vende-se este muilo acreditado rap : na ru da
Cruz o. 1, escriptorio de Antonio Luiz de Oliveira
Azevedo,
Vende-se um preto que representa ter 25 an-
nos de idade, alguma cousa tente de urna perna,
mas presta lodos os serviros : a tratar ua ra lo
Queimado n. 28, terceiro andar.
No Manguinho, taberna da calcada alia, vende-
se sement de coentro nova a 400 rs. a garrafa, e
mais barato em por.;ocs.
Farinha de mandioca.
Domingos Alves MalHeus lem para vender, no ar-
mazem do caes da airandega, de Jos Joaquim Pe-
reira de Mello, muito nova e superior farinha de
mandioca de S. Malheus, vinda no hiato Castro,
chegada em 20 do crreme mer. de gusto, em sacco
de um alqoeire da medida velha, por preco coaa-
modo.
. ~. Vende-se nma ptima casa terrea, construida
de lijoloe cal, a moderna, na ra Imperial alm da
fabrica de salan : a tratar no pateo do Terc,o n. 11.
Velas.
Vendem-se velas de carnauba pura, de 6, 7, 8, 9,
10 e 13 por libra, e por menos preco que em oulra
qualquer parte : na ra Direita n. 59.
SE
CASTOR.
^ssssisWi
Vende-se vinho de superior qualidade,
engarrafado, branco e tinto, (de Bor-
deux) por preco commodo: na ra da
Cruzn. 26, primeiro andar.
Vende-se o bem conhecido rape ro-
lao francez, aos npaivonados da boa pita-
da : na ra da Cruz n. 26; primeiro an-
dar.
Vende-se um moleque de elegante figura co-
peiro, de servir com etiqueta por estar a isto afei-
to, com 15 annos de idade ede eiemplar conducta e
muilo aeiado : na ra das Cruzes n. 39, segundo
andar.
Vndese urna por.;ao de travs de qualidade,
de 30, 40 e 50 palmos de comprido,dilas de lauro de
30 e 40 palmos, e 100 en am de lonro : os preten-
den tes procurem a Antonio Leal de Barros, na ra
do Vigario.
Vende-se a armaba o da loja de calcados da ra
Direita n. 54, por preco commodo.
Na ra do Crespo, jun-
Vende-se superior champagne, em cai-
xas de 12 garrafas, da melhor .marca que
tem vindo a este mercado, por precio aO arCO (le Santo AfltO-
commodo: na ra da Cruzn. 26,primei-
ro andar.
COMPRAS.
Compram-se accSes de Beberibe e ttulos da
divida-iJrovincial: oa ra larga do Rosario n. 36,
segundu andar.
Veude-se ama carr ora de caisao : na ra da
Concordia n. 26, armazet r. de roaleriaes, *fc Pedro
Antonio Telteira Guimar aes.
Vende-se um terre 10 junio da ponte dos Re-
medios \_ quem o pretend t, dirija-se ra do Viga-
rio n. 25, primeiro andar .
Vend-se urna cara: 1 com algum uso, com dons
colchos : na roa da Cadeia de Sanio Antonio n. 18,
se dir quem vende.
Vende-e um mo'ieqae de 18 annos, com linda
figura : na ra Nova 11. 10.
Deposito de algodoes trancados.
No escriptorio de I tomingos Alves Malheus, na ra
da Cruz n. 54, conli na a vender-se algodoes Iran-
fados di fabrica da Bahia, e lio de algodao proprio
1 para redes e pavis de vela, por preco commodo.
1 )io, loji nova da quina do
sobrado do commendador
Mag-alhaes Bastos, ven-
dem-se todas as fazendas
salvadas da barca GUS-
TAVO II, naufragada era
Mara Farinha, e ultima-
mente arrematadas us di-
versos leudes feitos na al-
fa udega desta eidade, por
precos baratissimos.
Vende-se em peras e a retalho, me-
rinos finos por todo preco: atra/. da ma-
triz da Boa-Vista n. 13, das 6 horas da
manliaa a's 9 do dia, e das a's 6 da
tarde.
Vendem-se duas lindas esclavas, de
idade 20 annos, com todas as habilidades,
urna dellas he recolhidaikde muito boa
conducta, ptima para sejjplar a alguma
1 senhora que esteja para "tomar novo es-
tado : na ra Direita n. GC.
A fabrica e loja de chapoi da ra
Nova n. 11, recebeu pelo iivio/Zu-
rre, os acreditados chapeos de cas-
tor sem pello Fribet, ditos com pello e formas as
mais modernas que ba no mercado, issim como cha-
peos de caslor de copa baixa com pello e sem elle, de
difiereulcs qualidades, e fas, o piesente para levar ao
conhecimenlo de seus fregarles.
Livros commerciaes.
No primeiro andar da casa 11. 26, defronle1 da Ca-
deia Velha, existe um sorlimenlo de livros proprios
para escripturacao comrnercial, como sejam: diarios,
razio, coulas correntes e devedores geraes : sao fei-
los ero bom papel, riscados, pautados e com lodos os
qaisilds convenientes para serem bem escriptarados:
vendem-se por preco muito em conla, a qualquer
hora do da.
Estamenha.
Eslamenha paramente de Ua, para hbitos de ler-
ceiros franciscanos, a 19120 o covado : na ra do
Queimado, loja n. 21.
Aova pechincha
38.'
450O
68000
78500
98000
400
240
XM*0
Vendem-se 100 rodas de arcos de barricas :
tratar no becco da Liugoela, depo silo n."ii.
RA DO QUEIMADO N.
Corles de casemiras de cores ... .
Paulos de alpaca de seda, ....
Ricos chales de casemira. .....
Corles de chine de seda.....
Cambraia frauceza a vara ....
Chila frauceza q covado.....
Peca de algodao largo avariado .
Nao se pde duvida em dar-se as a ni Iras dcixan-
do penhor : em frenle do becco da Cnngregardo.
Vende-se farello hom, o mais recente chegado
de Lisboa : na ra do Vigario, armazem n. 7.
Cera de carnau-
ba.
Vende-se cera de carnauba do Aracaly: na ra
da Cadeia do Recife 11.49, primeiro andar.
Cera de carnau-
ba do
ARACATY E ASSU\
Vende-se em porcio e a retalho, por ramos preco
que em oulra qualquer parle, principalmente sendo
a dinheiro vista : na roa da Cruz, armazem de
couros e sola, n. 15.
Attencao ao seguinte.
Cambraia franceza de ores de muilo bom goslo a
600 rs. a vara, cortes de cassa preto de moito bom
gosto a 28000 o corte, dilos de core com bons pa-
dres a 28200, alpaca de seda com quadros a 720 o
covado, curies de laa muilo finos com 14 covadosca-
da corle, de muilu bom gqslo, a 18500, lencos de
bico com palmas a 320 cada um, ditos de cambraia
de linho grandes, prop ios para caneca a 560 cada
um, chales imperiaes a 100 rs., 18 e 18200 : ua loja
da ra do Crespo n. 6.
Na ra larga do
Rosario n. 58
Ha para vender-se um sorlimenlo de tractos,
que alem de seu excelleilecheiro.pmduz'grande ef-
feilo, como seja : tirar caspa, por os cabellos prelos,
tirar espinhas, borbulhas, vermelhidOes, sardas oo
pontos brancas do rosto, embranquecer e refrescar
o mesmo, alisar e igualhar os cabellos das senho-
ras ; assim lambem vendem-se cala de metal mui-
lo bonitas com pos, proprios para ssnhoras ; vasos
com baoha muito lindos com espelho ; chicotes mui-
lo bons a 1 e 28000 ; quadros de santos a 120 e
200 ii.
lirins de vrlla : no armazem de N. O.
Biclicr & C, ra da Cruz n. *.
RA DO QUEIMADO N. 1.
Atoalhudo de 8 palmos de largura, o
qual se tem vendido a .~>,s<>00 rs. a vara, e
para acabar se vender' a"lj'500 rs:, alm
destas fazendas ha outras muitas que se
vendem por qualquer preco-
Vende-se um fardaroenlo completo para a ci-
valloria da guarda nacional, ludo novo sem ser ser-
vido, e jautamente os arreios de cavalgndura para
a mesma cavallaria : na ra Direita n. 129, primei-
ro andar.
Fazendas baratas.
Corles de casemira de pura laa e bonitos padres
a 58500 rs. o corte, alpaca de cordao muilo lina.a
500 rs. o covado, dita muilo larga propria para inap-
to a 640 o covado, corles de brim pardo.de puro li-
nho a 18600 o corle, ditos cor de palha a 18600 o
corle, cortes de casemira de bom gosto a 28500 o cor-
le, sarja de 13a de duas largaras propria para vesti-
do de quem est de loto a 480 o covado, cortes de
fusiao de bonitos gostos a 720 e 18*00 o cqrle, brim
trancado de linho a 18 e a 18200, riscados proprios
para jaqoelas e palitos a 280 o covado, corles de col-
letes de gorgurao a 38500 : na loja da na do Cres-
po u. 6.
Velas de car-
nauba,
SIMPLES E DE COMPOSICAO.
Na ra da Cruz n. 15, veudem-se ditas velas, de
6, 7,8, 9 e 13 por libra, em caisas de8at 50 libras,
fabricadas no Aracaly, pelos melhores autores, por
menos preco qoe em oulra qualquer parle.
NA RA IVA .122
ha relosios de ouro patente inglcz do melhor fa-
bricante de Liverpool, por preco muito em conla ;
tambem ha muilo bons oculos de todas as numera-
rles, os quaes sao de ac,o.
Vendem-se pipas e barris vazios : a tratar com
Manoel Alves Guerra Jnior : na ra do Trapiche
A 3,500 RS.
Vende-se cal de Lisboa ltimamente
chegada, assim como potassa da Russia
verdadeira: na praca do Corpo Santo
n. 11.
A'98000 E 108000 A PECA.
Vendem-se pei;as de brim fino e hamburgo su-
perior, qoe se assemclha ao bom panoo de linho,
pelo diminuto preco de 98 e 108 a peca de 20 va
as : na ra da Cadeia do Recife, loja n. 50, de-
fronte da ru da Madre de Dos.
Novo sortirnenlo de fazendas
baratas.
Alm das fazendas j auaunciadas, e oulras mul-
las, que a dinheiro a vista se veudem em porclo e a
retalho, por haralissimo preco, ha novas chitas de
cores fitas a ltt, I80e200 rs.'o covado, ditas para
coberla, bonitos padrOes. a 220, ditas largas de cores
claras imitando cassa a 210, riscados franceses largos
de quadros modernos a 260,* corles de cambraia de
lpicos com 6 1|2 varas por 28560, peono de linhos
muito fino para lencos com mais de 2 varas de lar-
gura, pelo haralissimo preco de 24/K) a vara, novos
brins de linho de qoadrinhos para palitos, calcase
jaquetas a 220 e 240 o covado, corles de casemiras de
cores a 48, brins de cores para caifas a 18 a vara :
na ra da Cadeia do Recife. loja n. 50, defronle da
ra da Madre de Dos, a qual se achasoflrivelmenle
sorlida de boas fazendas, cojas qualidades e commo-
dos precos se garanlem e dao-se amostras.
I.ABYRINTHOS.
Lencos de cambraia de nho muilo, finos, toalhas
redondas e de ponas, e mais objectos desle genero,
ludo de bom goslo ; vendf.se baralo : na ruada
Cruz n. 34, primeiro andar.
Vende-se exeellenle taboado de pinho, recen-
temenle chegado da America : na rui de Apollo
trapiche do Ferreira, a enlender-se com o adminis
ador do mesmo.
A boa fama
Vendem-se muilo bonitos chapeos de sol de seda
pequeos e com molas proprios para meninas de es-
cola, pelo baraliuimo preco de 38000 rs. ; he rom
tao galante que quem vir nao deixari de comprar :
na roa do Queimado, loja de miudezas da boa fama,
n. 33. '
Casa da fama!!
Na roa Direila n. 75, vendem-se hilheles de todas
as loteras da provincia, e pasam-se lodos os pre-
mios que sahirem nos hilheles vendidos na mesma.
Soblas novas de Lisbda.
Jchegaram ceblas novas de Lisboa, e vendem-
se no armazem de Joao Martina de Barros, Iravessa
da Madre de Dos n. 21.
Vende-se cal virgem, chegada lion-
tem, e de superior qualidade por preco
razoavel: no armazem de Bastos & lr-
maos, ra do Trapiche n. 15.
Na roa do Vigario n. 19, primeiro andar, ha
para vender superior retroi de primeira qualidade,
do fabricanteSiqueiraliabas de rori e de nume-
ro, e fio porrete, ludo chegado pelo ultimo navio vin-
do do Porto, e juntamente vinho superior, feitoria
em pequeos barris de dcimo.
N 55aterroda Boa-Vistan. 55.
POIRIER.-
Acaba de fazer ama especie de venezianas com o,
nome stores, de nova iuvencao para janellas, servem
de' ornamento e tema vanlagem de impedir a cor-
renleza de ar nos aposentos e enlreler-lhe a frescura
necessaria. Podem igoalmente servir para arma-
zens. Por n m engeohoso mechanismo sao muilo
melhor do que as venezianas auligas. Scoma
visl melhor se pode saber o quantd slo cxcelleoles.
TOIRIER.
ATERRO DA BOA-VISTA N. 55.
Vende-se um carro de quatro
rodas, novo, muito elegante e
leve, e de novo modelo: em
casa do Poirier.
Vendem-se no armazem n. 60, da ra da Ca-
deia do Recife, de Henry ibson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por precos
mdicos.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandioca
em saccas que tem um alqueire, medida
velha por J000 reiij: nos armazens ns.
5,5 e 7, e no armzem def ronte da porta da
alfandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes & Companhia na ruado Trapiche
n. 54, primeiro andar.
Vende-se'.cosnac da|melhor qualidade: na ra
da Cruz n. 10.
VINHO DO PORTOSUPERIOR FEITORIA.
Vende-se por preco commodo no armazem de
de Barroca & Castro, ra da Cadeia do Recie n. 4.
Tacas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sor limen to de taixaT~de ferio
fundido e batido de 5 a 8
FAZENDAS DE COSTO
['ARA VESTIDOS DE SENHORA.
mana de quadros muilo fina padrOes novos *
corlen de 13a de quadros e flores por preco com mo-
do : vende-se nu ra do Crespo loja da esquina que
volla para a roa da Cadeia.
CAL VIRGEM.
Vende-secalde Lisboa, chegado no pa-
tacho CONSTANCA, entrado hontem, por I
preco commodo : no deposito da ra de
Apollo n. 2B.
CASEMIRA PRETA A 4?500
0 CORTE DE CALCA.
Vendem-se na rui do Crespo, loja da esquina que
volta para a ra da Cadeia.
Yende-se
Farello em saccas de 5
arrobas a 5^000.
Farinha de mandioca
em saccas a i^BCO
Tijolios de marmore a
590.
Vinho Bordeaux em
garrafes a 12#000.
JN o armazem de Tasso
Irinos.
LEONOR D'AMBOISE.
Vende-se o excellente romance histri-
co Leonor d'Amboise, duqueza de Breta-
nha, 2 volumes por lj000 rs., na livraria
n. 6 e 8 da praca da Independencia.
POTASSA BRAS1LEIRA. $
8 Vende-se superior potassa, fa-
bncada no Rio de Janeiro, che- M
| da-se aos senhores de engenhos os 1
r seus bons ell'eitos ja' experimen- J
9 tados: na ra da Cruan. 20, ar-
fl mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & C. ci
Santo Amaro acha-se para vender ara
dos l'. ferro de --avir-- qualidade.
AGENCIA DA FUDICAO
EDWIN MAW, ESCRIPTORIO DE RO-
SAS BRAGA & C, RA DO TRAPI-
CHE Nf 4*.
Tem para vender um completo sorti-
mento de taixas, moendas e meias moen-
das para engenho, cuja superioridade ja'
l>'5 bem conhecida dos senhores de enge-
r lio desta provincia, dos da Parafaiba e
das Alagoas. desde quando taes objectos
do mesmo fabricante eram vendidos pelo
Srs. Me. Calmont&'C, desta pratp.
V
Antigo deposito <
godiio da> fabrica de Todos"
Santos na Bahia.
_w Novaes & Companhia, na ra do
[ Trapichen. >*, contimum a ven-
' der panno de algodao^ i&brica,
I trancado, propmssjpH ^q, e
roupa deescravos.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se farelo novo, chegado daLisbot pelobrigue lis-
peronea.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Mocr. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das c meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tainauhos, para
dito.
DEPOSITO DA FABRICA DE TODO
OS SANTOS DA BAHA.
Vende-se em. casa de N. O- Bieber &
C, na ra da Cruz n. 4, algodao tran-
cado daquella fabrica muito proprio pa-
ra saceos de assucar e roupa para escra-
vos, por preco commodo,
Vende-se urna balanca rom ma com lodos os
seus pertences.em bom uso e de 2,000 libras : quem
pretender, dirija-se ra da Cruz, armaiam n. 4.
COGNAC VERDADE1RO.
Vnde-se superior cognac, em garrafas, a 129000
a dutia, e 19280 a garrafa : na roa dos Tanoekss n.
2, primeiro andar, defronle do Trapiche Novo.
Chales de merino' de cores, de moito
bom gosto.
Vondem-ae na ra do Crespo, toja da esquina que
volta para a cadeia.
ATTENQaO.
Na ra do Trapiche n. 54, ha para
verider barris de ferro ermeticamente
fechados,-proprios para deposito de fe-
ses ; estes barris sao os melhores que se
tem descoberto para este lim, por nao
exlialarem o menor cheiro, e apenas pe-
zam 16 libras, e custara o diminuto pre-
co de 4/J000 rj. cada um.
Potassa.
Ni antigo deposito da roa da Cadeia Velha, es-
criptorio sV 12, vende-se muilo superior potassa da
Russia, americana e do Hio de Janeiro, a precos ba-
ratn que he para fechar coalas.
Na ra do Vigario ;a. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
scjnm, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tiches, modinhas tudo modernissimo ,
chtgado do Rio de J?neiro.
Na roa do Vigario n. 19, primeiro andar, tem
vrnda a superior flanella pera forro de sellins,
chegada recenlemenle da America.
Vende-se ac em eunbelcs de oro quintal, por
pre^o muito commodo : da armazem de lie. Cal-
moni & Companhia, praca do Corpo Santo n. 11.
Riscado de littras de cores, proprio
para palitos, calcase jaquetas, a 1*30
o covado.
Veude-se na ra do Crespo, loia da esquina qoe
volta para a cadeia.
Deposito de cal de Lisboa.
Na ra da Cadeia do Recife, loja n. 50, continua
a vender-se barris coro superior cal, virgem do Lis-
be a, por preco commodo.
CORTES DE CASEIIRAS
DE CORES ESCURAS E CLARAS A 3000.
Vendem-se na roa do Crespo, loja da esqeiua que
volla para a ra da Cadeia.
A boa fama
Na roa do Queimado nos quatro cantos, loja de
miudezas da boa fama n. 33, vendem-se os seguintes
otjeclos pelos precos mencionados, e ludo de mui-
lo boas qualidades, a saber :
Duzia de lezouras para coslora a IJOOO
Duzia de peales para alar cabellos 15500
Petas com 11 varas da Alalavrada sem defeito 19200
Parea de meias brancas para senhora 240
Petas de lilas brancas de linho 40
Petas de bico estreito com 10 varas 560 S40
Carleirinhas com 100 agolhas, sorlidas 240
V aros de cordao para vestido tiOO
Clixas com clcheles balidos, franceses 60
Escovas linas para denles 100
l'ulceiras encarnadas para meninas e senhoras 3'JO
l.inhas brancas de nvelos o. 50, 60, 70 libra 19100
Libras de linhas de cores de novello 19000
Crozas de boloes para carniza 160
Meadas de linlias uissimas para bordar 160
Meadas de linhas de peso 100
Cirrileis de linhas finas de 200jardas '.10
Grozaa de boloes muilo linos para calta* 280
Caias com 1(i novellos de linhas de marcar 280
1. uzia da dedaes para cubara 100
Suspensorios, o par 40
Macinhos de grampas 50
Carlas de alliiieles 100
Caiiinhas com brioquedos para manaos 320
Agulheiroi mnilo bonitos com agulbas 200
Torcidas para csndieiro, n. 14 80
Caiiinhas com agulhas francezas 160
lia badosa berlos de linho bordados e lisas, a 120
Alm de ludo islo outras moilissianes cooMStats)
ele muilo boas qualidades, e qoe se vende luuifissi-
no barato oesla bem conhecida loja da boa fama.
e com promptidao
ou carregam-se em carro
preejo commodo
embarcam-8e
sem despeza ao comprador.
Capas de burracha a 12J000.
Quem deiiar de se muir de urna exeellenle ca-
[ia de borracha, pelo diminuto preto de 129? a el-
ns, qoe se esdo acabando: na ra da Cadeia do Re-
cife, loja o. 50, defronle da roa da Madre de Dos.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton & C., na ra de Senzala Nova n. *2.
Sellins inglezes.
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Candiciros e casticaes bronzeados.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiro.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n, 97.
Vinho Cherry em barris.
Camas de ferro.
Vende-se pipas, barris vazios e bar-
ricas internadas: a tratar com Manoel
Alves Guerra Jnior, na ra do Trapiche
n. 14.
Moinhos de vento
ombombasderepuxopara regar borlase baia,
decapim, nafunditafide D. W. Bowman : naraa
do Brum ns. 6,8 e 10.
i
Deposito de vinho de cham-
{jagne Chateau*Av, primeiraqua-
idade, de propriedade do conde
de Marcuil, ra da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a Champagne,. vende-se
a 56S000 rs. cada caixa, acha-se
nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N.
B.As caixas sao marcadas a fo-
goConde de Marcuile os r-
tulos das garrafas sao azues.
Deposito do chocolate francez, de urna
das mais acreditadas fabricas de Paris,
em casa de Vctor Lasne, ra da Cruz
n. 27.
Eitra-superior, para baunilha. 19920
Extra Gno, baunilha. 19600
Superior. 19280
C'uem comprar de 10 libras para cima, tem um
abale de 0 % : ven da-se aos mesmos precos e con-
denes, em casa do Sr. Barrelier, no aterro de Boa-
Vislan. 52.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Redundo de 640 para 5 DO rs. a libra
Do arcano da nvencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
s as lerio je vantagein parap. melhoramento do
palmos de asquear, acha-se "venda, em latas de 10
bocea, a, quaes acham-,e a vendar- ^ jlmto com
nreco commodo p rom nmmnlidan : J i- r ,
A boa fama
'>nde-se papel marfim pautado, a resma a 49000
Papel de peso paulado muilo superior, resma 39600
Hilo j I maro sem ser pautado muilo bosst 29600
Felinas linissimas bicode lauca, groza 19900
l tas moito boas, groxa <, 640
Caivetes finos de 2 e 3 folhas. W6-r~ 400
1.apis finos enveruisados, duzia 120
Ditos sem ser enveruisados, duzia 80
i duelas de marfim muilo bonitas 320
Capachas piolados para salas 600
Bengalas de junco com bonitos castoe* 500
Oculos de armaejio ac, todas as graduacoes 800
Ditos de ditos de metal branco 400
.uetas com armacao de tartaruga 19000
Ditas de dila de bfalo 500
Carleirai para algibeira, superiores 600
Kivellas douradaa para calcas e colleles 100
Esporas finas de metal, o par800 e 19000
Trancelins prelos de borraja pararelogios 100 e 160
Xinleiros e areeiros de porcelana, o par 500
Caitas riquissimas para rap a 640 I9OOO e 19500
Carteiras proprias para viagem 39500
'oucadores de jacaraod com bom espelho 39000
Charoleiros de diversas qualidades 160
Ueias de laia muilo superior para padres -29000
Escovas linbsimas para cabellos e ronpa, oavalhas
lioissimas para barba, luvas de seda de-lodas aa co-
res, meias pioladas e croas de muilo boas qualida-
des, bengalas muilo finas, linla encarnada e azul
propria para riscar livros. Alm de tudo irlo oulras
nuilissimas cousas lado de muilo boas ojavalidades,
a que te vendem mais barato do que em Mra ejaal-
quer parle : na ra do Queimado nos quatro cantos
na bem conhecida loja de mindzas da boa fama
o. 33.
Vendem-se dous pianos tetes de
Jacaranda'', construccao vertical, e ^com
todos os melhornmentos mais modernos,
tendo vindo no ultimo navio de Ham-
burgo: na ru a da Cadeia, armazem n.
SI.
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
A Boa lama.
Na roa do Queimado, nos quilco cantos, loja de
miudezas da boa Tama n. 33, venlem-se os segoinles
objectos, tudo de muilo boas qualidades e pelos pre-
cot mencionados, a saber :
Peales de tartaruga para alar cabellos a 49500
Dilos do alisar tambem de tartaruga 39000
Di ios de marfim para alisar 19J00
Dilos de bfalo muilo finos 300 e 400
Dilos i mi lando a tartaruga para'a .ar caballa 19280
loques fioissimos a 29, 39 e 49O00
Lindas caixas para costura 39000
Ditas para joias, muilo lindas a 600 e 800
1.11 vas prelas de torca 1 e com borllas 800
Dilas de seda de cores a sem defeilo 19000
I.i ida.meias de seda de cores para enancas 19800
Me iasapinladas fio de Escocia para criantes 240 e 400
Ba idejas grandes e finas 39000 e 49000
Truncas de seda de todas as n'u es e largaras e de bo-
nitas padres, Atas finas lavradas de lodas as lar-
ga ras e cores, bicos finissimos-de linho de bonitos
pa Irises e lodas as largaras, lesiuras as mais finas
qua he possivel enconlrar-se e do lodas as qualida-
des, meias e luvas de lodas as qualidades, riquissi-
mas franjas brancas e de cftres com borllas proprias
para cortinados, e alm de tudo isto oulras muitissi-
mus cousas tudo de bons gostos e boas qualidades,
que i vista do moito barato preco nao delxam de
agradar aos Srs. compradores.
ESCaiVOS FGIDOS.
Desappareccu no dia 22 do correte escrava
tiiilaia Marianna, (levando sua fillia de 6 mezes de
.dade), de 25 annos. altura regular, eheiu do corpo,
cor avermelhada, andar desembaracadu, persa li-
nas, cabello grande meio earapinhado o quasi sem-
pre em desnlinio, doas cicalrizes no Descoco prove-
lientes de glndulas, e ama naa cosas proveniente
le om tumor ; levou vestido de chila encarnada
rom ramagens pretas : pede-se as autoridades e ca-
itites de campo a apprehentlo de dila escrava, e
leva-la Passagem da Magdalena, casa de A. V. da
S. Barroca, ou ao seu escriptorio, na roa da Cadeia
elo Kecifet qoe serio generosamente recompensados.
Desappareccu no dia'17 de agosto crranle,
pelas 7 horas da noile, a peala l.ourenca, de idade
''-'> a 40 annos, pouco mais ou menos, cota os signaes
eguinles : um dedo da roto direila encliado, ma-
gra, lem mareas brancas as duas persas, levan ca-
misa da algodilozinho. veslido de ahita roza, panoo
fino, e mais urna Irouxa de ronpa : raga -se a lodas
as autoridades policiaes 00 capiMeaTd campo qoe a
apprehendam e levem sen senhor Jeto Leile He
Azevedo, na praca do Corpo Sanio a. 17, qoe aera
usas recompensado.
No sabbado 18 do correnle ausenlou-se de ta-
sa de seu Sr- o major Antonio da Silva tiotmao, o
ten escravo Ignacio, crioulo, cor preta, testa grande
e grandes cantos, olhos vermelhos, um dedo de om
dos ps partido que parece urna forqoilha, he mui-
lo contador de petas; qoem pega-lo sera' generosa-
mente recompensado levando-o a ra Imperial n.
64, caa d residencia de sen senhor.
100,000 RS. DE
GKATIFICACA'O.
Em 28 de marco do corrente anno,
fugio o escravo crioulo, de nome Domin-
gosy~de~20 annos de idade, pouco mais-
ou menos, rosto redondo, dentes lima-
dos, cabellos carapinhos, cvjrfula e com
principio de barba, levou vestido calca
de algodfiozinho azul e camisa de chita
cor de rosa, e mostrasr muito humilde
pela mansidao com que falla : este negro
quando iugio estava-se curando de urna
stula que tinha na verilha esquerda, c
apresentava grande quantidade de pannos
no peito e rosto, foi escravo de urna viuva
moradora no Bonito, para onde suppoe-
se ter-se ausentado, em razfio de constar
que elle tem iilhos na mesma comarca; ja'
nao he a primeira vez que foge, depois
que sahio do poder da dita viuva, e nes-
tas occasioes incnlca-se forro, e como tal
trabalha por jornal em diversos enge-
nhos, ou obras: roga-se pois as pessoas
que do mesmo tiverem noticia, queirar
aprehende-lo econduzi-loarua do Viga-
rio n. .r>, que reieberlto a quantia cima
estipulada.
_______________________________ <"_____________________________________________
PEBN.: TYP. DB M. F. DE FaBIA. 1855
i
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>-^**^-


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