Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00629


This item is only available as the following downloads:


Full Text
.v-7 i.;.. nm'.;
.

I
I
i
1
i I
AUNO XXXI. I. 199.

Por 3 mwadiantados 4,0t.)0-
For 3 mezes vencidos 4,5(1*0.
QUARTA FEIRA 29 DE AGOSTO QE 1855.
i
Por anno adiantaclo 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
DE PERNAMBUCO
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO'.
Reifc, ojaarietorio M. F. de Faria ; Rio de Ja-
ntir, oLjoo Pereira Martina; Baha, u Sr. t-
Ittei, oSeuhor Claudiuo Falcao Dias ;
ji Scnlior Gervazio Viclor da Nativi-
dade Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira Jnior;
Art*rJ, oSr. Amonio do Lemos Braga; Cear, o Sr.
JMquim Jos de Oliveira ; Maranhao o Sr. Joa-
Juim Marques Rodrigues; Piauhy, o Sr. Domingos
leccolano Ackile? Pessoa Ceareuce ; Para, oSr. Jus-
tino J. Ramos ; Amazonas, o Sr. Jeronymo da Cusa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a^?7 1/2.
Pars, 355 i "s. por f.
< Lisboa, 98 a' 100 por 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 por 0/0 de rebate.
Acedes do banco 30 OJO de premio.
da companhia de Beberibe aj par.
,p da companhia de seguros ao par.
Disconto de lauras de 8 a 9 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas* .
Modas de 69400 velhas.
de 69400 novas.
de4000. .
Prata.Pataces brasileiros. ,
Pesos columnarios, .
mexicanos. .
PARTIDA DOS CORREIOS.
29000 Olinda, todos os dias
169000 Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15
16*000 Villa-Bella, Boa-Vista, Ex eOuricury, a 13 e 28
99000 Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras
19940 Victoria e Natal, as quintas-feirai
l94rj PREAMAR DE HOJE.
19860 Primeira s 6 horas 6 minutosda manha
I Segunda s 6 horas 30 minutos da larde
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundasequintas-feiras
Relacao, tercas-feiras e sabbados
Fazenda, quartas e sabbados s 10 horas
Juiz do commercio, segundas as 10 horas e as
quintas ao raeio-dia.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas
1* tara do civel, segundas e sextas ao meio dia
2" vara do civel, quartas e sabbados ao mejo dia
Agosto
EPHEMERIDES.
4 Quartominguanteas 7 horas 1 mi-
nuto e 42 segundos da tarde.
12 La nova as 4 horas, 32 minutos j
44 segundos da tarde.
20 Quartocrescente as 6 horas, 3
utos e 45 segundos da tarde.
27 La chela a 1 hora e 3 i segun<
dos da tarde.
ai- 31
j
un*. 2
DIAS DA SEMANA.
27 Segunda. S. Jos de Calazans; S. Rufo,
'rea. S. Agostinho bispo e doulor da Igreja..
|iarta. Degolacao de S. Joao Baptista. *
_ Quinta. S. Rosa de Lima, Americana.
jhWsesta. S. BaymundoNonatocard.
1 Sabbado. S. Egidio ab. ; Ss.'Gedeao e Josu.
JAorningo. l4.N. S. da Penha ; S.Eufemia
v.-, S. Estevo rei da Hungra.
-i
PARTE WnClAL
OOVERNO DA PROVINCIA,
dital*) do di 22 de gesto.
i Exm. director da Facaldade de Di-
de, Iransmitliodo, para lerem o con-
fino, 3 carias com apostillas pelas quaes
ridos para oulras cadeiras o lente da
ra do 1." anno de direilo natural, con-
l Autran da Malla e Albuquerque,
i. anno de economa poltica, Dr.
> de Looreiro, e o da primeira ca^
anuo de direito civil patrio, Dr. Jero-_
nynli Vitalia de Castro Tavaresv ~*
DitoAo Eim. ruarechal comrnandante das ar-
mas, dizeudoque pela letura do aviso, queremefja
por copia, expedido pela repartido da guerra em 1U
do corren te, ficar S. Exc. inleirado de que por de-
creto de 8 desle maz se conceduu a demissAo, que
pedio do servic.0 do ejercito o altores do 9. bata-
Ittao de iafantara.Anlonio Malloso de Andrade Ca-
nsara.Communicou-se Ihesouraria de fazenda.
DitoA* raesmo, enviando, por copia, o aviso da
repart {So da geras de 6 do crrente, mandando
seguir com guia de passagem para o corpo de artill-
os da corte, o soldado da companhia de artfices
desla provincia, Manoel Casemiro do Sacramento.
DitoA* mesmo. transmittindo, por copia, o av-
so di) ministerio ds guerra de 13 do correte, do
laque se coucedeu passagem para o 9. ba-
infanlaria ao altores do 12. da mesina ar-
ancsco Borges Lima.lntoirou-so thesou-
raria de fazenda.
H^Bo roesrao, remetiendo, por copia, o aviso
da r."parlir,ao da guerra de 6 do correte, mandan-
iderar destacado no forte deGsib o segundo
.graduado reformado, Antonio Jos de Sou-
ejfav vencendo alm do sold que Ihe com-
pete, a etape e fardameuto.
.DitoAo mesmo, inleirando-o de|haver o Exm.
Jssidenle das Alagoas parlicipade Ique fizera re-
gressar para esla provincia o capilAo Pedro Aflonso
Ferrera e o tenente Jos Cesar de Mello Sampaio,
que all desembarcaram do vapor Imperador por
bita das suas bagagens ; e recoinmendandn a expe-
dirn de suas ordens para que esses officiaes eslejsm
prooiptos a embarcar para a corle no vapor que se
espera do norte.Oficiou-se ao agente da compa-
nhia dss barcas de vapor para mandar dar passagem
aos supradilos ofliciaes.
DitoAo mesmo, transrailliiido, por copia, o avi-
wflaireaartirio da guerra de 10 do correte, no
irusl ai declarou que a lieenca registrada com que
secuto para a corte o tentnte do 10. balalhSo de
iufaotaria, Alexandre Jos, da Rocha, foi prorogada
com a raesraa condicao por Untos dias qoanlos fo-
fa m os que esteve elle de qnarentena no porto do
Rio de Janeiro.
DitoAo mesmo, enviando, por copia, o aviso da
repartirlo da guerra de 6 do corrente, mandando
dar baia por incapaz de continuar no servico. so
primeiro cadele segundo sargento do 10. balalhao
de infamara, Faustino Jos da Silveira.
DitoAo chef e de polica.Convindo ao servico
ae seja substituido todn o destacamento do Rio-
oroioso, como acaba de me representar o Exm.
eoirmandanle das armas, lenho exonerado da com-
missio de delegado daquelle termo ao cap 13o Do-
mingos de Lima Veiga, devendo porlanto V. iffr
' propor-me pessoa idnea para subslitui-le.
DteAo mesmo.Conformando-me com o que
V. 8. propoz em o seu oflicio n. 591 de 14 do cor-
rete, resolv por portaras desla dala nJo s up-
do que nao pode dispensa- 'o de ter sob suas vistas o
Lazareto do Pina.
Dito-Ao inspector da thes Murara provincial, ap-
proVatalo a decisiio dada pe'a junta daquella the-
soararia acerca da duvida em que Smc. se achava
sabr o prazo em que deve o thesuureiro das lote-
ra* desla provincia entregar -aos concesionarios os
beneficios das que correram.
I lito Ao mesmo, recnmmei idando que proceda a
respeito do requerimento de Jtironymo Salgado de
Albuquerque Maranhao, relat ivamenle a barreira
do ponte dos Carvalhos de confermidade com o pa-
recer, que remelle por copia, do contador daquella
Ihesouraria, e inteirando-o de hnver lanzado em di-
to requerimento o daspacho segoUa-te : Dirija-se a
Ihesouraria provincial. ^^
DitoA' cmara municipal do/Reeife.Constan-
do que a limpeza que se est fazeipdo ras ras e la-
gares inmundos desta ci lade, quas'i que se vai tor-
nando intil por causa da teima enji se lanzar nesses
lugares novos lxns e novas immu ndicias sem que
os fiscaes da cmara com isso se ernbaracem, cum-
pre que Vmcs. appliquem os seus -cuidados em ob-
viar Ues inconvenientes pelos melors que eslivercm
a seu aldance, mesmo organisaudo pasturas que obri-
suem aos moradores a conservar sei.vpre limpas as
testadas e quinlaes de suas casas e a ViSo fazerem os
despejos senAo nos lugares destinados) pela cmara,
porque do contrario ser Jo improficuaU. as despezas
que o governo esla mandando fazer a\bem da salu-
bridade publica. Con vira tambem qi> Vmcs. na
presente quadra celebrem com mas iVequencia as
suas ee.sfies. afirade poderem mclhor villar na ob-
servancia das medidas sanitarias, como ppra solici-
taren) e promoverera oulras que as conveniencias fo-
rem indicando como necessarias. EspercVdo patrio-
lismo de Vmcs. que tomem na devida ,'consideracSo
esle objeclo, de modo que uSo se tenham'.de argir
de negligencia em occasijo lio grave.
Portara Reintegrando a Jos Marcelli no Alves
da Fonseca no lugar de thesoureiro pagado.' da re-
partidlo dasobras publicas Fizeram-se art neces-
sarias cnmmiiiirarc'ies a respeito. 1
Dita Nomeandu o bacharel Joaquim Allino dos
Sanios para o lugar de promotor publico da comar-
ca de Flores. Expedirara-se as necessarias com-
niuiucaroe-.
Dita Desonerando, de conformidade com a f)ro-
po.ta do chefe de polica, do cargo de segundo su'p-
plente do subdelegado do primeiro dislriclo do le r-
mo do Bonito a Joaquim Antonio da Silva, eni-
mcando para o referido lugar a Mathias Ferreira da
Silva que actualmente oceupa o delercero supplen-
te, entrando para a vasa deste o ciaadio Antonio
Ferreira da Silva. Communicourea ao chefe de
polica.
Dila Nomeandn a Jos Rento da Casta para o
lugar de director do collegio dos orphjos.
Dila Desonerando, de conformidade com a pro-
posla do chefe de polica a Dimas Lopes de Siquei-
ra do cargo de primeiro supplenle do delegado do
termo de Ouricury, por incompalibilidade de em-
prego, e nonaean.lo para o referido cargo ao cidadJo
Joe Marinho I"alcio de Albuquerque. Inteirou-
-' ao mencionado chefe de polica.
ilj Nomeaudo na misma conformidade ao
bacharel Jos de Costa Dourado, para o lugar que se
aclia vago de subdelegado da freguezia de Sanio An-
tonio. Commnnieoa-se ao chefe da polica.
liba, e Exm. Sr.Acensamos recebido o oflicio
de V. Exc. de hoje datado, em que, por Ihe constar
que se ai quasi tornando intil a limpeza que se
esla lazudu uas ras e lugares immondos desla ci-
dade por causa da teima em se lancar nesses lugares
afjaiil a sUallii |a il a lhdrWa^*i(fr ty"*l'tajrt,aXr JL"VP' t.'Xj'S e novas infmundicias sem que os fiscaes
do ()' do Iern|o"d*e Goianna, o qual pa'ssara a ser en- *^P*PBwtd"J
cerciorado ao de Goiaonlnha pertencenle ao mesmo
termo, mas tambem demitlir de subdelegado do se-
gundo desees districlos, a Antonio de Araujo Atbu-
qnerque. nomeaudo para o substituir ao alfares Ma-
noel de Axevedo do Nascimenlo, que fica exonerado
do cargo de subdelegado de Timbaba e Mocos. O
que eommunico a V. S. para.seu conhecimenlo, en-
viando-ihe o ltalo do nomeado para ter o conve-
nienle deslinoFizeram-se as portaras de que se
trata.
DitoAo inspector da Ihesouraria de fazenda, in-
leirando-o de liaver, em vista de sna informacJo,de-
ferido favoravelmente o requerimento em que Joso
Francisco Teixeira e Marianna da Cuaba Teixeira
edem tcenla para transferir a DelRnados Aujos
eixeira e a CUrisliano Kroger o domiaio til da
parle que possnem no terreuo de maana n. 103
na ron dos Uuararapes.
DitoAo mesmo, recommendando a expedi;o de
suas ordene, para qoe na recebedora de rendas in-
ternas se arreoade a importancia dos emolumentos
Jlie, segundo a nota qne remelle por copia, estii a
aver o capitJo Jos dos Sanios Nones lima pelo
aviso da reparticSu da guerra de 16 de jilho ulli-
mo, communicando a passagem qoe se Ihe'conceden
para o 9. batalhae de infamara por troca que fez
4 com o capujo Penando Antonio Rozauro.Fize-
rain se as necessarias communicnedes a respeito.
DilaAo mesmo, communicando, atira de qoe o
fuga constar ao inspector da alfandega e ao admi-
nistrador da mesa do consolado, que o cnsul da
A estra e vice-cooul de Hamburgo uesla provincia,
J.TegUneier, leudo de fazer urna vagem a Europa,
csHomunicou que lomara a deliberarlo de nomear a
i. 11. K. Uolm para exercer merinamente as suas
fuufoes, a declarando que approvra temporaria-
mente semelbante nomeacJo e marcara o prazo de 3
afies para o nomeado apresentar o beneplcito im-
perial.Fizeram-se as outras communicac,oes.
DitoAo director dos obras publicas, aotorisan-
do-o a receber definitivamente a obra do segundo
laafo da estrada do Cabo, e ioteirando de baver ex-
pedido ordena Ihesouraria provincial, para que
vis! do competente certificado, pague ao respectivo
arrematan le a imporJapcia da ultima prestacJo a
que tem direilo.
DitoAo fhspeclor do arsenal de marinha, dizen-
i V. Rk. icoraisMsa^niporxein, nos
recommenda a applicaQjo dos nossos cuidados em ob-
viar laesfincoiixementes. Sentimos dizer qoe isto que
consta a V. Ese. seja o mesmo qoe ja sabamos e de-
vamos esperar de una povo, que sendo o primeiro a
reclamar ludo do governo nao saiba apreciar o hero
que este Ihe faz, inutilisando logudepois de executa-
das as medidas preservativas de sua propria exis-
tencia.
Anda que naojllguemns sentos de faltas os nossos
fucaes, nem por isso os culparemos por esla que V.
Exc. Ibes altribue, pois que sendo geralmenle sabido
que o lanrsmenlo de lixos e inmundicias as ras e
proras da cdade ( excepto do de materias fecaes
feito as praias e caes .) se faz sempre noite i hora
adiaulada, sera preciso que em cada casa, ou quan-
do menos em cada ra, estivesse poslado um fiscal
para veda-lo, e anda assim se esses funeciooarins
naneslivessem revestidos de certos poderes,haviam de
encuulrar, como eslilo cada passo encontrando,
grandes dillculdades devidss ao prajuizo e precou-
ceito de^mnitos, com que infelizmente anda se lula.
Em geral pensa-se que urna mulla he urna violen-
cia, e nao execuejo d'um preceilo legal, e por isso
ningnem quer teslemunhar em juizo aquillo que pre-
senriou fora delle. e quando se he a isso compeldo
pela auloridade, nega-se a existencia da infracrao.
Oifanias vezes nao acham os fiscaes porroes de lixo
as ras, e querendo proceder contra quem ah o
mondou laucar, cansam-se de balde em procurar
quem fosee o infaclor, e ama so testemunna nao
aclia porque lodos dizem que se nao querem com-
prumelter, nao querem inlrigar-se.
Coosta-uos que os fiscaes quem constantemente
expedimos ordens para a execu^ao das posturas oes-
te parle se tem entendido com o administrador da
companhia de Ribeiriohoi, pedindo-lhe tome nota
d'aqoelles que Ihe constar mandam lanzar immun-
dicias as ras para contra ellos procederem : mas o
que be verdade he que o administrador anda orna
nJc deu, sem duvida por o nJo poder fazer com
exactidjo. A raz3o de se estarem renovando os des-
pejos de iminundicias uas praias e caes, logo depois
de limpos, se explica na retirada dos soldados de po-
lica de-ses lagares onde s se demoraram dez das e
parece que para ah nao voltarJo mais. Sem esle au-
xilio que de novo reclamamos de V. Exc. nao he pos-
sivel, Exm. Sr conseguir-se o fim qoe se aspira,
TOLLA FEHALDLC)
Por Edmomo Abont.
Illa
(Conffnuaflo. j
Ho dia seguinle Tolla e a mai receberam a visita
de Lello Uo desejada. O principio foi fro e emba-
razado ; pois quando encontramos as duas Loras da
Urde urna pessoa que s temos visto i claridade das
velas, parece qoe travamos novo conhecimenlo. A
condessa suslculou um pouco a conversado. Fallou-
se do cholera, que depois de ter devastado o meio-
dia U Frauca ganhra a Italia. A chegada de Pip-
p troute alguma alegra, elle dea noticias da ci-
dadi', e coulou urna hisloriazinha asss curiosa- da
viosa Fralief. Em sua qualidad; de directora de
aren obra de beneficencia, ella pedir roupas para os
pobres, e a priuceza Prosperi Ihe dera enlre onlraj
coasas um manto de seda encarnada. Ora, ntraves-
sarido o Corso, urna camarista da princeza aulrmava
tei reconbecido esae maulo dislarrado por urna ren-
da larga nos hombros de Nadina.
Lelo dverlio-se mnilo cnsla da viuva. Quando
seos elhos enconlravam os de Tolla nao desviavam-
se, e fallavam bem alto. Tolla de sua parle deixava
atlevinhar que nSo era ingrata. De amor nao disse-
ram orna palavra, e apezar dos eslbrcos de Pippo pa-
ra fazer o amigo fallar, Manoel sabio sem ter-se de-
dirado.
romou o habito de vir casa, e pouco depois fez
snns visitas de noite como os amigos inlimos. Con-
servava-se sempre na defensiva ; mas o amor ga-
liava-o inseusivelmenle, gracas ao vacuo de sea es-
pirito e a ociosidade de sua vida. Seus hbitos eram
os de iodos os jovens romanos de dislincco. Levan-
ta va-se as oilo horas, e fleava no quarto tomando
chocolate, velindo-se, e nada fazendo at as onze
Inias. EolSo oavia missa, e ao meio-dia estabele-
ciu-se no gabinete do pai al s duas horas. Jantava
lirgamenle, e depois voltavaaeseu quarto para dor-
mir a ssla quando nao prefera ir luja do alfaia-
te, ponto de reuniao dos mancebos da moda, e cen-
tra do movimento intelleclaal. A's cinco horas
ineia monlava a cavallo e corra a galope at cilla
Borghese. A's aele horas eomefava um passeio a p,
e ipresenlava-se no gabinete de letura e no bole-
quim. A's oilo ia resar o rosario em familia, e ler
em voz alta urna medilacao. A'i nove vestla-se, fa-
ata urna breve visita a Tolla, e apparecia as socie-
dades. A's ouze ceiava, i meia-aoile descancava das
fadigas do dia, a recobrava forras para o seguinte.
Depois de dous mezes de visitas assiduas, l.ello
eslava mas enamorado que nunca ; pnrm n.'io linha
explicado suas inlenc&es. Apon-ximava-e a poca
em que o conde coatasaeva ir Capri. Os progres-
sos do cholera e as difliculdades da vagem imped,
raiu-uo de partir, e ene decidi que as vindimas s.
V Vida Diario n. 198.
em quanlu o syslema de limpeza for o actual, e nao
he a municipalidade por si s com os fracos meios
que lem que ha de obstar tais abasos em um vasto
li I tora I como o desta cdade. Fa/.-se paranlo de ur
gente necessidade que, em quanto durarem os recejos
do inareasodo cholera aqoi,ou mesmo quando chegue
elle a manifeslar-se se mantenha esla medida das
senlinellas. Isto, quanto a primeira parte do oflicio
de V. Exc, quanto porem ao que toca segunda
podemos assgurar i V. Ele. que, posto celebremos
as nossassesses peridicamente, nem por isso dei-
xaremos de faze-las mais frecuentes quando a neces-
sidade urgir, reunindu-nos orna, daas e tres vezes
na semana, ou em todos os dias della, e n.lo ser por
isso, nem pela falla decumprimento d'aquillo, que
nos incumbe' a lei, qae receiemos ser tachados de
negligentes, (al he a convierto qae temos dos nossos
aclos. He isto o qae tiohamos dizer i V. Exc. as-
severando-lhe que nos tambem desejamos o bem esm
tar dos nossos niuncipe, tanto quanto V. Exc. (to-
seja, e que por isso lemos todo o inleresse em que se
cumpram as medidas de salubridade publica e ou-
tras cuja oxecurjo nos tem sido reclamad por V.
Exc. *
Dos guarde a V. Exc. Pa$o da cmara municipal
do Recife em-sessjo de 22 de agosto de 1855.Illm.
Exal. Sr. conselheiro Jos Benlo da Cunha e Figaei-
do, presidente da provincia,Bardo de Capibaribe,
prndenteAntonio Jos de O iveira, Jote Mario*
Freir Cameiro. Gustavo Jos do Reg, SimpliHo
Jos de Mello, Rodolfo JoSo Barata de .lmenla. '
-------Ili alfi.
COMMANDO DAS ARMAS.
Qaartel-caoeral do commudo daa armas da
Parssassibaee na eidada do Recife, em 28 da
aseste da 1865.
ORDEM DO DIA N. 104.
O marechal de campo commandante das armas
publica para conhecimenlo da guarnido e devida
observancia, os avisos do ministerio dos negocios da
guerra de 30 de julho e Io de agosto do corrente an-
no, qae por copia Ihe foram transmitid pela pre-
sidencia com oflicios datados de hontem : no primei-
ro, determina o governo de S. M. o Imperador qoe
nao sejam consideradas desertaras, as pracasdo exer-
cito que nao tenham sido processadas em consequen-
cia de nJo se Ihes ter formado os conselhos de dis-
ciplina, e se acharem presas para responder por esse
crime, e recommenda o maior cuidado para que se
nao reproduza casos semelhantes: no segundo deter-
mina, .que em cada urna das compauliias dos bala-
IhOes de fuzileiros baja urna prata que loque come-
ta, tirada da respectiva baudjkjda tambores, e que
esta ordem se faca elIeclivaJl Bpndo balalhJo de
'infamara existente nesla pM ca.
Circular. Rio de Janeiro. HAts] # dos negocios
da guerra em 30 de julh^wnSo.
Illm. e Exm. Sr. Determinando S. M. o Impe-
rador, por immediata e imperial resolurjo de 23 de
junno do corrente auno, lomada sobre consulla do
consslho supremo militar dejusca, que nao sejam
consideradas desertoras aquellas (iracas do exercilo
que n.lo tenham sido processadas por falta de conse-
lhos do disciplina e se achem presas para responder
por esse* crime, bem como que sejam taes pracas pos-
tas em liberdade ; assim o couimunico V. Exc.
para seu conhecimeato', recommendando-lhe a maior
cautela par que nao continen) a verificar-se seme-
lhantes casos, proeadendo-se esses conselhos infal-
livelmenle nos termo* da lei.
Dos guarde a V. Exc. Mrquez de Caxias.
Sr. presidente da provincia de Pernambuco.
Rio de Janeiro. Ministerio dos negocios da guerra
1 de agosto de 1855.
Illm. e Exm. Sr.Haveudo por bem S. M. o Im-
perador determinar, qoe em cada trata daseempa-
uhias dos baUlhoes de fuzileiros haja urna praca ti-
rada da respectiva banda de tambores, qae toque
corneta ; assim o declaro a V. Exc. para aeu conhe-
cimenlo e execucJo quanto ao segundo batalbo da
dita arma ah existente.
Dos guarde V. Exc. Mrquez de Caxias.
Sr. presidente da provincia de Pernambuco.
Jos Joaquim Coelho.
Conforme. Candido Leal Ferreira, ajndante de
ordens encarregado do detalhe.
fariam em sua ausencia, e que a familia se refugia-
ra em Lariccia dous das depois da AssumprJo. Es-
la resolucAo foi lomada no primeiro de agosto. Os
pas de Tolla /toseja vam saber antes de partir o que
podan) esperar de Lello, eslavain conslrangidos por
uto tonga Incerteza, a condessa sorprender alg'u-
mas lagrimas nos olhos da filha. Alm disto a viuva
1- ralief mandara francisco seguir Coromila, e repe-
ta por toda a parle que Tolla recebia visitas secre-
na para annunciar que sea joven pretndeme per-
da a paciencia, e pedia um sim ou um nao.
Hoave na ausencia de Tolla um conselho de fa-
milia, no qual Tolo foi Idmillide. Era nm mancebo
chelo de prudencia e de reflexao. Fra quem dissua-
dira os pas de romperem desde o mez de mato com
o pretendenle de Ancona. Quando proeuraram em
commum o melhor meio de forcar Manoel a decidir-
se, o conde Feraldi propoz fallar-lite pessoalmenle e
pedir-lbe que suspendesse snas visitas, ou explicas-
se-as.Tolo rejeitou vivamente essa proposta, que po-
da espantar a Lello. A condessa quiz encarregar-se
de sondar o terreno ; maso lilho repellio esse expe-
diente, que poderla despertar a desconfianza* edisse:
Convm que seja Tolla quem o obrigne a de-
clrense.
Ella nJo consentir jamis nsso, objeclo
conde.
Ella tem muila digoidade, accrcscenlou a con-
dessa.
Sem duvida, lornou Tolo, se Ihe propozermos
entrar em urna pequea trama, cujo fim he sua ven-
tura, ella recusara, mas fornecemo-la a servir nos-
sos clculos sem conhec-los: ella s Irabalhar bem
nJo participando do segredo.
O rapaz expozseu plano, o qual foi adoptado sem
discussao.
Urna hora depois a condessa Feraldi moslrou a Tol-
la a caria do tio de Ancona, lembron-lhe que seus
pas linham consentido em suspender as negocia-
rles de nm casamento mu ventajoso logo que ella
coofessra'o amor que senta por Coromila, qae t-
nliam perdido o tempo, alm de terem incurrido na
censura de varias pessoas, recebendo todos os dias
em casa aquello de quem ella julgava-se amada ;
qoe depois de dous mezes desea perigosa experiencia
nJo sabiam ainda se Lello pretenda pedir-lbe a
mJo, que se tal fosse sua intenso, elle j leria cer-
tamenle fallado a esse respeito sendo m3i, ao me-
nos i filha, i qae nada leodo dito, seria loacura
rejeilar um casamento magnifico sem ter por conso-
larlo a cerleza de ser amada.
Seas olhos m'o (em dito bastante, inferrompeu
Tolla.
A mai ponJerou-lhe brandamente que todos os
olhares do mundo nao vatom ama palavra, que essa
Iroca de olhares podia leta-laTonge, que elfa feria
viole anuos no primeiro de selembro, qae se per-
desse um anno ou dous em deixar-se contemplar ter-
namente por Lello, sua reputado soflreria por isso,
seu casamento se tornara dlinl, e talvez fosse des-
gratada por loda vida. A perspectiva desse futuro
imaginario ccmmoveu a condessa, a qual derramou
yerdadeiras Ligrimas. Nao foi preciso mais para per-
suadir a Tolla que seos pas padeciam cruelmente
pela davida em que ella os deixava. Choruu tam-
tolal..... 128.182,56f7*Y 58
O dficit era pois para 185 de 2i,53,233 lib. 36
cen., sendo 13.097,306 lib. 39 cen, quanto a parle
ordinaria, e U,1S5,926 lib. 9T cen, quenlo a extra-
ordinaria, e o dficit para l'SVj he avallado era
6.166,950 lib. 37 cent, para o ordinario, e em
3,818,730 lib. 16 cen, para a extraordinaria ; no
todo ll.IS5.KSil lib. 53 cen.
A diiferenca entre o orcameoto de 1855 e o de
1851 consisto n'um augmento de 329,066 lib. 26 c.
para as despezas ordinarias, e n'uma diminuico de
11,975,118 lib. 10c. sobre as despezas extraordina-
rias, n'um augmento de 7,259,421 libe 28 c. quanto
aos rendimenlos ordinarios, e n'uma diminuic,ao de
P 137,921 lib. 29 c. quanto as receitas extraordina-
rias. O dsteit acha-se, pois, redozido de cerca de
15 milhes."
Entretanto as rendas publicas do Piemonle nJo se
acham talvez n'um estado lao prospero como em sea
relalorio o conde de Cavour procurnva fazer crer.
O presidente do conselho talvez por demas confiasse
em um augmento as receilas e na elllcaci.i dos re-
cursos, que prncorava sobretodo na crearan de novos
impostos. A esse respeito mesmo dos rendimenlos
se podia signalar algum embarafo. A arrecadarao
nao se tinha ouerado sem difllculdade durante o
anno que se lindara, e o proprio ministro da fazen-
da vio-se obrigado a aecusar um atraso de 10,300,000
lib. as entradas perteiicentes ao exercicio dad
1853. *
Duas leis novas voladas e promulgadas noaurso
desse exercicio Irouxeram alguraas modiliracoes no
servito do Ihesouro. A primeira destas leis creava
a renda de .1 por 100 ao capital de 46,166.666 lib.
e a segunda supprimia a adminislrarao da divida
publica da Sardenha, qoe ficon reunida a direcrJo
principal dos estados de Ierra firme. Comparativa-
meole ao anno de 1852, a siluaco da divida publica
no fim do ultimo exercicio a cha va-se asgravada fe
mais de dous milhes quanto ao servico da divida
de 3 por 100, conlrahida alias com condices mu
favoraveis.
A creacao de urna renda de :i por 101) nio linha
somenle por fim procurar ao governo um eempl*-
menlo de recursos, ella tambem tinha no pensa-
mento da adminstra^Ao um alcance econmicas o
desenvolvimento do crdito e o melhoramento de
lodos os valores. Era um primeiro passo para a
reducrao da laxa do iiiteressc, fcduccau qae entra va
nos planos financeiros do conde de Cavour, e com a
qual elle coolava para chegar peta conversAo da
renda ao equilibrio do orcameulo. Esta medida
que depende do concurso de circumstancias favora-
veis esto hoje udetnidamenle apretada.
Era 1 de Janeiro de 1854 o inleresse da divida pu-
blica, inclusive a amorlsacjto, elevava-se as cifras
secointes :
Divida perpetua .... 2,446,015 Fr. 79 C.
o por 100, craetao de 1819 2,867,148 12
1831 1.3UL000
1818 3,0W,036 23
te*. .. .181_13.tVi.j. 37
EXTERIOR.
rORCAS PRODUCTIVAS DO PIEMONTE
EM1854.
Rendas do estado.Obras publicas.Commercio.
I.literatura.Sciencias.Ensino.
Pelo resomo dos Irabalhos legislativos de 1853 se
lera vislo qoe nesse anno as quesles econmicas no
l'iemonte prevaleceram sobre as quesles polilicas.
lie um dos principaes padroes de gloria da adminis-
traran do conde de Cavour. Posto que as ideas do
presidente do conselho livessem o cunho de ama au-
dacia algumas vezes perigosa, nao se pode todava
per jamis em duvida que o todo das reformas, em
que leve a iniciativa, lenha sido proveitoso para,
o paz, e que a esse respeito esteja o Piemonle em
carainho de progresso. He islo o que urna rpida
vista sobre as rendas do estado e os Irabalhos de uli-
lidade publica vai mostrar. Ver-se-ha alem disso
que o cuidado dos inleresses materiaes nao obsta
que os Irabalhos do pensamenlo e as preocupares
inlellecluaes represenlem nm papel importante no
movimento poltico e social do Piemonle.
Ornamento.
Segundo o relatorio do ministro- da fazenda lido
na stssJo da cmara dos deputados em 8 de marco
de 1854, o lodo do ornamento compera do para 1854
e 1855, da os resallados seguintes :
Despezas.
1854.
Ordinarias. 131,020,446 Lib. -69
Extraordinarias 18,293,848 26
C.
Tolal.
119,314,294
95
bem, e oavio com resignaran o ultimtum da mai.
Minha filha, importa acabar com isto, disse-lhe
a condessa. Tens a liberdade de aceitar ou rejeilar
o marido qae leu tio nos propde ; mas nao podemos
prolongar indefinidamente a incerteza de um hornera
honesto qae pedio loa m3o. Partiremos a 17 para
Lariccia, e assim de hoje at ao dia 16 deves deci-
dir-te. Reflecte, pondera e examina: leu futuro s
depende de ti mesraa, pois nao pena que uestes
tas. Emlim o irmao da condessa escrevera de Aneo* quinze dias o senhor Coromila tome urna deler-
minacilo.
A ultima palavra era a frecha do Partbo.
Tolla fez quanto pode para que o amante fosse in-
formado de sua situarlo; mas quando elle conlie-
ceu-a, nao desaferrou-se do recalo coslumado. lina
noile a condessa Feraldi deu-lhes occasiao de con-
versaren! muilu tempo a sos; porm Lello occopou-
se smenle em demonstrar que se algum dia anias-
se, seria o mais cooslante de todos os homeus.
Todava, observou Tolla, cila-se mais de ama
que vossa excellencia lera esquecido.
Eu Posso provar-lhe em dez minutos que se
lenho esqoerido tal ou tal pessoa, ludo lem sido pela
inconstancia dellas, e nao lenho feito mais do qui
seguir o exeraplo que me davam.
Que! a paixo da prata do Povo?
Foi ella quem despedio-me.
E os amores da prata de Veneza'!
Devia eu ser fiel a urna pessoa que recebia-
me todas as manhaas, e escrevia todas as noites a
filas aquella qoe parlio para Frascat I
Urna actriz de grande laledlo, que aperlava a
man do vizinho da direla emquanlo dizia-me ao ou-
vi i lo : llei de ser-te fiel! Domis espero que a
senhora me far a honra de nao dar o nome de pai-
xo a esses caprichos, dos quaes o mais longo durou
um mez. Quando eu amar, snto que ser por loda
a vida.
Tolla nao replicou. Abaixoa a caliera e parecen
tristemente pensativa.
Qae tem, senhora? pergunlon Lello.
Ella respondeu qae eslava triste porque os 'pais
queriam seu conseutimento para decidir seu casa-
mento com o conde Morandi de Ancona.
Partiremos quarla-feira para Lariccia, e pe-
dem-me um sim ou um nao para a vespera. Nao
posso decidir-me a dizer sim ; mas bem vejo que a
razao prohibe-me rejeilar um casamento lAo venta-
joso. Deliro ha muilo tempo essa resposta de um dia
para oolro ; meus pais perdem a paciencia, minha
mii chora e meo irmao insta romigu. Todos os dias
de correio lenho que dar urna balalha, ouvir repr-
benseles e ver lagrimas: nao posso mais eeslou mui-
lo afllcla.
_ A rapariga esperou a resposta de Lello com en-
ca ; seus olhos eslavam baiios, e ella nao ousava
encarar aquelle qne tinha as maos sua vida.
Qne dia he hoje'! pergunlon o mancebo em
tom ravalleiroso.
Sexta-feira.
Pois bem, a senhora s lera de inflrer por dous
correios. Eu jamis casara com urna pessoa qoe nito
possoisse meu corceo.
Tolla leve justamente a forja de responder com
voz suflocada.
Ordinarias. Extraordinarias . 1855. 131,349,511 Lib. 6,318,730 95 16 C.
Total..... Ordinarias. Extraordinarias . 137,668,212 Receitas. 1854. 117,923,140 Lib. 7,137,921 125.061,061 1 1855. 123,182,361 r,ib. 3,000,000 ^> 11 30 29 c.
Total..... Ordinarias Extraordinarias . 59 58 C.
inleresses da divida publica nos estados sardos, he
repartida pela maneira seguinte:
Despezas da administrarlo
(divida publica) .... 15,491 L. 28 C.
Ordem de S. Mauricio. 218,462 a 02
Ordem civil de Saboia. 2,802 48
Eslabelecimenlos ceelesi- '
slicos...... 1,748,944 o 68
InsliluirOes de caridade 1,212,693 22 a
Communidades .... 313,790 91
Corpos moraes solados e
de denominariies di-
versas ...... 187,300 07
Til utos ao portador. 20,543.505 59
Ttulos nominaos diversos 3,391,126 37 a
Tolal
27,734,116 62
As IransatOes operadas sobre os ttulos (transac-
tes, conversos ele.) durante o exercicio de 1853
elevarara-se 1,033,765 I. 25 c, de renda.
Obras publicas.
O impulso dado, ha anuos desla parle no Piemon-
le, a-, obras de ulilidade publiea tem sido considera-
vel, e nao musir dever ainda afrouxar-se. Os ca mi-
nos de ferro leem sido o especial objeclo da solici-
tude da administrarlo ; aajMnhas em execucao, es-
lando ja algumas entregues a circularan, formam
urna rede da ettensAo de 7.58 kilmetros que deman-
dan! urna despeza avahada era 232,570,000 fr. a
saber :
i Curso. Despezas.
De Turm Genova. 165 Kil. 110,000,000 L.
DeAlexandriaa Anua. 1(1}
De Trufarello Coni 73
52
13
30,000,000
11,000,000
6,270,000
1,500,000
De Turm Suza. .
De .Moldara.i Vigevano.
De lira a Cavaller-Mas-
, g're......... 13 i) 1,500,000
De 1 iirim a Novara. 93 16,000,000
De Turim a Pignerol. 31 3,000,000
De Genova a Voltri. 12 3.300,000
Caminho
Saboia.
le ferro da
200 o 50,000,000
a
3 por 1011 creacao de
Obrignres .
a
u
Divida da Sardenha

s
1851
1853
1834
1819
1850
1838
1841
1844
4,500.000
2,333.333
1,620,000
1,194,120
1,080.000
653,833
20,906
240,000
35.370,868
33
03
56
a Art pr Alba, de Niza a lienorai de Genova a ooitiica s,.unn lSo4^sMMaiLMlblicaclo por ora
primeiro volme ; doTa'TiWicardo Tratis* aes ; e ,w actu* de 25 francos sao boje coladas por
Iheorico e pralico de, economa poltica, est sendo 1,500 fr.
43
total da caixa de amortisar.io, com
r:
Tolal. .
A reserva
prehendda na somma de 95.370.808 lib! 43 T ele-
va-se por auno a somma de 7,636,671 lib, 55 c. re-
partida pela maneira seguinte : 2,397,365 lib. 16 c.
para a compra de Ututos por sortes Irimeslraes, e o
resto para acqusicoes de ttulos ao preto da renda
logo qoe a sitaatao financeira nao se opponha a um
tal emprego desla somma.
A excepsao das extraccOes semeslraes, que cons-
tiluera urna das rodas iudispensaveis do systema fi-
oanceiro eslabelecido no Piemonle, os fnndos de a-
monisacao leem sido deixadus desde muilos anuos
do seu destino e empregados a fazer diminuir o def-
ficil permanente.
O balanro da divida publica atiesto que no pri-
meiro de Janeiro de 1854 bavia em caita a somma
de 3,182,209 I., qoe o crdito para com o Ihesouro
elevava-se a 36,604,054 lib. 61 c, e que o crdito
para com o mesmo, por atoan* atrazados semeslraes
era de 64,406 lib. 19 c.: total 39,850,669 lib. 80 c.
Ao lado deste activo fgora um pasaivode 20,201,292
lib. 23 c, que deviara ser empregadas na acqoisicjo
de ltalos de renda no corso de 1853 ; mas esla
somma leve oolro destino.
O estado lem de cerlo consagrado a execucao de
Irabalhos de ulilidade publica, e principalmente dos
caniinhos de ferro, importantes tommasqne elle u3o
podia haver por meio de imposto sem diminuir a
riqueza do paiz e aggravar as coudicoes do Irabalho.
Obrigado a recorrer a um empreslimo, pretorio
anles usar dos recursos de que poda dispor sem in-
conveniente, e suspender por algum lempo a accao
da amortisacau. Em fim, a amortisacAo nao pode
sel" sedal Delicia no estado aclual das financas do
l'iernonle, e alo que se restalieleja o equilibrio. A
somma da 27,731,196 lib. 85 c, representando os
Nem en lambem, se fosse livre de segar meus
tenlimeolos.
A entrada da condessa permiliio-lhc oceullar as
lagrimas. Manoel despedio-se sem ver nada, e sa-
hio resolutamente. Em sua vida nunca eslivera mais
irresoluto.
Tolla ficou desesperada. Pela primeira vez depois
de dous mezes, duvidoo seriamente do amor de Lel-
lo. Em sua dor lembrou-sa de implorar o soccorro
de San Jos, pelo qual sua devocao nJo se resfria-
ra, e comecou no dia seguinle um triduo, islo he,
um terto de novena, soppllcandq, ao velho santo
que mostrasse-lhe a que marido Dos a deslinava.
se ella comsigo, he porque Dos conderana-me a ca-
tar com o oulro. a A mai permillio-lhe passar a
mor parte desses tres das na igreja em companhia
de urna lia velha, e Dos sabe se ella orou do fundo
do corarAo.
Entretanto os pais nada mais efperavam, eeriam
firmemente que ludo acabara por urna boa efha a
Rncona. Nao se podia esperar que Manoel se de-
eidisse uaquelles tres dias, quando o temor de per-
d-la e e dr qne ella mostrara nao tinliam-lhe ar-
rancado um so palavra.
. Era um bello tonho, dase o conde; mas j
dispertamos. Elle casar com a princeza que os pas
destioam-lhe.
Praza a Dos que Tolla nao caa doenle! sas-
pirou a condessa.
Tudo nao est anda perdido, disse Tolo. A-
manhaa he domingo, e Filippe Tresimeni nao mon-
tar guarda: convdemo-lo a patear a larde com-
nosco.
Filippe sabia qoe Lello ia lodos os dias ao palacio
Feraldi. e jalgava-o empenhado para com 'folla ;
assim ficou grandemente sorprezo quando Tolo dis-
se-lhe diaole da familia reunida:
Tu que esliveste o verAo passado em Ancona,
deves conhecer Morandi. Conta-nos o que sabes a
seu respeito, porque elle vai provavelmente casar
com minha irmaa.
O pobre Filippe cometn o elogio de Morandi, ao
qual conhecia por hornera honrado, de urna familia
excellenle de patrilas italianos, mas estova lao pas-
mado que nAo ouvia suas prupi ias palavras. Tolla,
paluda e tremu-la ouvio-as aiida menos. Lello en-
Irou. Filippe mais perturbado ]ue nunca saino co-
mo duudo, correu casa, moulou a cavallo e andou
quatro leguas a galope para erenar um pouco o
espirito.
Manoel adevinhon pela emoc.Jo de Tolla que a
conversaran) que interrompera nao Ihe era agrada-
vel. Nao atreveo-se a interrogar niBgaem ; mas sa-
bio ao cabo de um quarto de hora, e correu aps
Pippo. Procurou-o debalde, voltou ao palacio Coro-
mila, deitou-ie e passo u em claro a primeira noite
de que conserva lembranta. A'f seis horas da ma-
nha seguinle balen porto de I ilippe.
O bom Filippe galopando na estrada de Ostia ade-
vinlira urna parte da verdade; a perlurlucao de
Manoel e as primeiras pergunl. s que fez-lhe acaba-
ra m de esclarcelo. Compreliendeu que Lello e
Tolla amavam-s exlrememeniii; mas que a timidez
de urna ea rresolucao do oulro iam talvez separa-
tos para sempre. Por consesuinte loinou logo sua
deciso, e pergunlou ao amigo :
t> Tolal '*+* 232.570,000 L.
VSeguem-se ainda as linliaapr aladas,e cujas con-
cesses serao brevemenUBTaTaTal
Curso. ' Despezas.
De Vercel \ alenca
por Casal..... 38 Kil. - 6,000,000 L.
DeAletandriaaSlra-
della........ )
Da aqu Aletandria > 110 a 11,000,000
JfcjNovi Torluna HfWercel Mortara. j
26 > 2,500,000 d
W Savigliarl Sa-
f lussa....... 15 1,400,000
De s. I.iir.-aa lliella. 28, 5,000,000 i)
DTvre a Chivasso. 30 4,000,000
Tolal 247 Kl. 29,900,000 L.
A reunido destes doas grupos forma um tolal de
1,005 kilmetros que rcpresenlam urna despeza de
262,470,0001. ueste resultado supprimindo a som-
ma do 140 milhes para os gastos de eslabelecimen-
lo dasajhojde Turm Genova, e de Alexagdria a
Arona.^au sao executadas pelo estado, fica para ai
despezas cargo das sociedades industriaes a somma
de 122,470,000 de fr.
Se deveriam uiudii ajunlar s linhas procedentes as
de urna importancia secunda ria, cuja etecucilo
provavelmente ficara' adeiada 'por causa da penuria
dos capitn, penuria que he grandsima nos esta
dos sardos.
Estas ultimas linhas serao estabelecidas enlre os
pontos seguintes: de Novara a Rorgomancio, deTo-
rim a Civia e Lanzo, de Savona a Fossano, de Rra'
fronteir.i da Toscana, formando todas um desenvol
vi meu lo da 300 kilmetros ponco mas ou menos.
Considerando no ponto de vista do preto.de volta
as linhas concedidas a industria privada, a mas eco-
nmica djenlre ellas lio a linha de Turim a^Pigne-
rol, cajaahpea esta' calculada em 96,7441. por
kilomelroT seguem depois as linhas de Mortara a
Vigevano e de Bra' a Cavaller-Maggore, qoe teem
de costar, cada urna, 115,iisi I. por kilmetro : a
de Torio a Suza thegara a 120,576 I. ; a de Tura-
tollo a Coni 140,000 I. ; e^ernm a de Turn a No-
vara 132,000 I. As linhas mais dispendiosas sao as
de Genova a Voltri, cujo costo por kilmetro esta'
calculado em 275,000 1., e a linha, chamada Vctor
Emmanuel; caminho de ferro da Saboia) qoe deve
chegar a 250,000 1. por kilmetro.
Este movimento dos Irabalhos pblicos he tanto
mais nulavel quanto no fim de 1848 havia somenle
17 kilmetro de caminho de ferr entregues a circu-
larlo, entretanto que hoje eslAo acabados 216 ki-
lmetros, e que no fim do anno crranle perlo de
390 kilmetros estarAo em regular etploracao.
Commercio e n-icegarau.
Segando os dncamenlos sardos, o commercio ei-
lerinu^Lreiiio e da ilha elevou-se no ultimo anno
ollicialaajMe conhecido (1861) a 202.921,000 fr. sen-
do 129TW,000 fr. de imporlacao e 73,133,000 fr. de
exporlacao. A roetade quasi da exportadlo sarda he
em seda e fazenda de seda ; o azeite coustilue a de-
cima parte da exporlacao. Os tecidos constiluem a
melada do tolal dos valores e os producios coloniaes
da a sexto parte.
A diflerenra enlre oalgarismo das imporlacoes eo
das exportares be sobre maneira grande, para que
deixe de ser assignalada ; nessa desproporc.io se re-
conhece umaconsequenciada nova legislacAo do Pie-
monte sobre a alfandega. Esla legislatao leve com
efleito por cousequencia inmediato augmentar con-
sideravelmente a somma das importac,ei. De feito
liouve enlre 1850 e o periodo correspondente de
1851 um augmento de 6,466,100 litros na importo-
cao dos vinbos, e um lucro relativo para o Ihesouro
de mais de 100,000 fr. ; anlogo accrescmo houve a
respeito das agurdenles, e mais conaideravel aiuda
quanto aos leos.
O caf e o assucar ganharam nm terto assim como
Que queres saber? Quando Tolla casa com Mo-
randi? Brevemente de cerlo ; pois ella responder
ainanbaa que aceita-o para marido, e Morandi nao
he lao tolo qoe tota esperar a mais bella, mais espi-
rituosa e mfelhor donzella de Roma. Morandi he fe-.
liz, e se eu nao amasse Tolla como irmao, dara dez
anuos de minha vida para estar em seu lugar. Quan-
to pobre moca, creio qoe cedera o lugar por na-
da a qualquer que quizesse loma-lo. Sabes que ella
resisto ha um mez familia toda? Mas o curioso da
historia he que elles confiaran) em iniui para arran-
car-lhe o sim. Parece qne sua resistencia provm
de urna alleirao que ella lomou a cerlo taful que
conheces. Se encontrares esse moco, roga-lhe em
nome da condessa, e do senso coratcnm que deixe
de frequenlar a casa Feraldi; pois quem nio quer
a feheidade para si, nao deve por impedimento aos
outros.
Emqaanto Pippo fallava a Mannel, Tolla (endo-
se levantado mu cedo, orava ardentemenlc na igre-
ja dos Santos Apostlos. Era o dia da festa da Vir-
gen), e o ultimo de seu triduo.
Voltando da missa, ella encontrn suas primas A-
gala e Philomena bem ataviadas, as quaes abraca-
ram-na como porfa. Essas duas Romanas excel-
leoles eram o Ileraclito e o Democrito de seu sexo.
gata tinha o riso estridente de clarim; Philome-
na distiogoia-se da irmaa por ama seuiibilidade di-
luviana. Tinham ido na anlevespera ao amphilhea-
tro de Augusto, onde repre livre dramas e comedias. Philomena eslava ainda
comraovida pela lembranta de urna peta em seto ac-
los intitulada : C.nsimo ou o mercad.or de ferro do
Monlezinho-Vermelho, (del Piccolo Monle-Rosso)
qae era enfilo as delicias de Roma. Nem gata, nem
Philomena lamenlavam o dinheiro que linham da-
do pela su i (adeira, e coulavam a cdade loda ama
comquanlo prazer rira, a outra, como regalra-se de
chorar. Comeravara em duelo a narraran de suas
emores contradictorias, quando Filippe entrn mu
agitado. Tolla saltn fra da poltrona ; mas gata
releve-a pelo lira.
Imagina, minha amiga, qae o primeiro acto
passa-se dianle de um boteqaim, mas um hntoqmm
lao semelbante com mesas verdes e cadeiras de pa-
lliinlia, que faz a gente reticular de riso. Entra um
Francez para tomar um copo de agurdente, conver-
sa com o rapaz o pele-lhe noticias do quarteirao.
O rapaz era Andrea, sabes, Andrea que he filo jo-
coso I
Ento, coolinuou Philomena, chega um hu-
men) envolto em um capote...
No meio do verao, posto que as arvores este-
jam coberlas de folhts I
Esse homem brbaro (em a ferocidade de de-
por cruelmente no chao um pobre menino recem-
nascido, cujos aritos lamentosos chamam debalde a
infeliz mai. Mas ahi vem o digno Cosimo com sua
querida mullier 1
E um melAn...
Para respiraren) o ar fresco do campo, e come-
rem sobre a relva.
Emquadlo Philomena compadecia-se do menino
abandouado, e reeolitido por Cosimo, a condessa con-
versiva com Pippo varanda. Tolla leria dado as
os producios chimicos. Calculou-se, quanto pelle-
teras e s camurtas, que o augmento, ainda qne
consideriivel nao baslou para compensar o Ihesouro
da diiui niicjo dos direitos da tarifa. O mesmo
acontecen a respeito do cnamo e linho, e dos fios e
tecidos destas materias primas. Verficuu se no al-
godao em IJa um augmento do quintuplo e nos teci-
dos nm progresso de mais do duplo ; heuve lucro
assaz importante para o Ihesouro.
Quanlc as filas, pelo contrario, apezar do accres-
cmo da mportacAo, honve perda na receila da al-
fandega. Os lecidos de seda, cuja imporlacao fra
no segundo semestre de 1851 somenle de 6,900 kilo-
gramas, e que pagaram 105,700 fr.sle direitos, che-
garam nu periodo correspondente ao de 1851 a......
28,60kilogramai, e prodozram 201,500 fr. de di-
reitos. (i carvo vegetal, a lenlia. a madeira para
obras, e e papel duplicaram ; os livros ganharam
em nma proportAo notavel, porm o Ihesouro per-
dea sobro esle objeclo.
Na mercearia e quincalharia houve diminuico,
como urna perda de quasi dous qninlos as machi-
nas. A diminuitao he de um quarto quanto ao
ferro bruto, mas he compensada por um nusmenlo
de m'ai do dous tercos no torro fabricado. Se hou-
ve menor imporlac/io de objectos fundidos do qoe
em 1850 :, a imporlacAn d chombo duplicou quasi.
O carvo de pedra leve vanlagem, a porcelana ga-
nhou 30,(00 kilogramo*, todava a perda para a al-
aridos na Italia nos trete primeiros scalos, peloSr.
Rascar i ; s saino luz o primeiro volume ; em-
lim, orna excellenle Historia dos debates entre o
poder ciril e religioso desde Gregorio 7r ale nossos
dias, por Latoriui (Torio 1858.) Alauns cedernos
smenle leem apparecldo d'uroa historia dos Ita-
lianos, obra nova em seis volomes do Sr. Cesar Can-
to, o historiador mais acreditado da escola calhaca,
e de quem j (eraos una Historia universal e ama
Historia de cem annos.
Um isabio acadmico, o Sr, Carena, pablcou ama
otil col leccao em dous volomes dos
perlen;em lingua lilteraria^
cios, negocios domsticos. I
mura Turra 1853.)
Os espirito* no Piemoule eanoj
nao pirecem inclinados aos estlT
nesta ordem de ideas, aponta-se i
cada ein 1853, e pouco comprehen
sato critico sobre a origem e
ment 'umano, por Sozzani.
Posto que singularmente dedM
esplendor, a poesa tom adeptos e mlufri
qae a philosophia. A obra que mal^^L_
feilo nesles ltimos lempos he Rodolfo, poe-
ma em 4 canlot, do Sr. Prat ; o mais celebre poeta
dos qne ainda eterevem. Rodolfo he urna produc-
ido etliavaganle, sem alcance algum, e desla poasia
malerislisla queso sabe corromper; seguem-se-lhe
antigo
iis felizes
endo tem
- v ^ B w ----------- -y----- -- .^ ^ Vt^-.^p...ui.. M-^afc. i aj era/ ijiu
tondega fm de j.000 fr. O accrescmo foi conside- f Biblia, cantos, por Regaldi Genova 1853 ; Tito
ravel para os crystaes relativamente a quantidade,i----'
enlre partidos multo extremados, e por consegu
apaitonados devia sobre etcilar vivamente o pensa-
menlo, e linda que os (empos os mais aguados nem
sempre sejam os mais proprios para os Irabalhos do
espirito, o Piemonle leve de cerlo de resentir-se da
sna siloar lo poltica, ao menos no que loca i prodoc-
lividade.
Assim como nos de mais estados da llalia, tambera
nao ha ii" Clemente nma bibliographiaseria, e que
permuta cstar-se exactamente corrente das poblica-
rnes litter rus medida que ellas vo lendo lugar.
He justo, lodavia, recoohecer que em Turin, esforros
reaes se leem feilo, para encher esla tocona, e a hon-
ra da mi -iatva pertence ae Sr. Predari, publicista
incansave., qae satisfaz a muilas larefas ao mesmo
lempo.
_ Os eslu jos legaes (eem adaurido raaiU importan-
cia em cousequencia das insllucnes novas do paiz,
e das reformas que ellas leata^lrazido. Eis os ttulos
de algumis das mais imporlantes publicares deste
genero em 1853 : AdesapropriafSo por ulilida-
de publia, peto Sr. Accame (Genova 18531;
C omine ni rio Iheorico e pralico do cdigo do pro-
cessognniinal do estados sardos, com ar leis pos-
'"ajd julgamentos do tribunal supremo, pelo
Sr.Miurli, advogado (Tarn 1853); F.xame
critico e histrico do direito das mutlieres succes-
sao ab imefao.|pelo Sr. Ciofli (Turin 1853.)
Cilam-se tambem algumas obras de economa po-
ltica, e (upa o primeiro lugar a do Sr. Trinchera,
amigo mi lialro era Kauoles : Curso tle economa
Uperi, cnticos pratiolicos, sobre os aconledmentos
Sa.Rreticia em 1849, por Mercanti frurin 185, obra
que a critica italiana, ordinariamente aessir severa,
muilo elogou, talvez por causa' do asraroplo;
Flores efolhtu, por Cempioi ; emfim, o Mundopro-
metlido, visao histrica dividida em espectculos,
por Cic:oni (Turin 1853.)
He aifaratado ao genero dramatice que os Italia-
nos parecen) nao poder mais nada produzir. Lou-
yaveis esforcos tem feilo o governo para animar o*
jovens poetas; lem eslabelecido premios, e os lem
conced do aos melhorea poemas dramticos ; alguns
leem apparerido, mas neohum,aleo presente tem
correspondido as esperanzas do governo. Citaremos,
pois, dn memoria, como lendo apparecido em 1853,
mentos, e das Iotas que se levantaran) em seu seio Alexandre 6.. papa, drama era cinco acto*, do
inle 3r. Vil:a, em 1854, Jacopo de Bussolari, trage-
mas, quai lo ao direitos pagos, houve urna diuerenca
para men >s de 3,700 fr.
Em sunima, imporlacoes e eiporlates reunidas,
a diininuicao das receilas da. alfandega sob o rgi-
men |da togislatao nova foi de 429,670 fr. no segun-
do semestre de 1851 comparado com o segundo se-
mestre de 1850. Esperava-se geralmenle um per-
da mais considerase! nesse primeiro ensaio do sys-
lema liberal. Considerou-se esle. resultado como
dando triumpho de causa ao systema mssmo, e nao
se duvida que esla experiencia seja definitivamente
coroada de bom xito.
l'ublicarBes Iliterarias e polilicas.
O impulso que esto paiz recebeu dos aconleci-
dia, por um anonvmo ; l'anina d'OnemO, dra-
ma, pelo Sr.Tornigiani ; e finalmente, o Tartufo
poltico, drama em tres partes, pelo Sr. Brolferio, o
chefe da oppositao na cmara dos deejaladdjlde Tu-
rin. Nesla obra enconlra-se aofj I estyla
sonoro, qoe o advogado j fez coaB aaa sis-
loria dn Piemonle e as folhas a3 fia* re-
dice ; lirado o eslylo nada reato. iB
Em sciencias exactos tom apparecl |Bms pro-
diiccesinleressaiiles. O professor Borio pablcou
excelle Ues iiroes de agricultura ; o doulor Ro-
vighi, i: Hygiene das creaneas para as mis ie fa-
milias .Torio, 1853). Muilos tratados Iheorico e
pralicos. sobre a creacao dos bichos de seda tem goal-
mente -aludo luz.
Cabe aqu assigoalar a invencJo do Sr. Bonelli,
director do telegrapho elctrico em Torio. Este
sabio cmcebeu a idea de applicar a electricidade ao
teiar a Jacquart, do que resallara urna diminuitao
mu cousideravel as despezas de costeio .da lecela-
ria; ella veio a Franja conversar sobra a soa deaea-
berla com os homens mais competentes, e parece qoe
obleve completo approvat.lo.
O Dr. Carosio, de Genova, imaginou orna machi-
na que substituira o vapor. Trala-se simplesmen-
le de urna pilaque decompe e recompde a agoa.
Esla dscoberla lem sido acolhida muilo favoravel-
mente. O imperador Napoleao III encommendou
urna locomotiva e nm barco para fazer-se a appliea-
tiu desse novo systema. Urna sociedade de explo-
ragao so eslabeleceu no Piemonle, ha apenas 6 ote-
publicado, eja sanio* luz olerceiro volume (Tjirin,,
a obra do Sr. La nasaConsiderarles acerc
das condi?8es finonceiras e econmicas do Piemon-
le (Geunvii); emfim, urna obra posthuma do Sr. Ce-
lilli, cscriplor de mrito:A lotera considerada
nos seus effeitos moraes, polticos e econmicos.
He pricipalmente nos Irabalhos histricos que se
emprega a aclividade dos escriptores italianos, no
Piemonle como nos de mais lugares ; porm, he pa-
ra notar, que oestes ltimos lempos quasi todas as)
productCi deste genero que teem apparecido tratara
da historia contempornea. Urna das mais impor-
tantes prodceles he incouleslavelmenle a obra do
Sr. Montanelli, antigo presidente do conselho dos
ministrse raambro do governo provisorio de Flo-
renca, Lomen) de tlenlo, e cujo eslylo seria perfei-
lo a nao ner semeado de expresses populares que
tirara loda a belleza : esta pbra tem por titulo :
Memorias sobre a Italia e especialmente sobre a
Toscana ce 1814 a 1850(Turin 1853) ; o primeiro
volume smenle sabio a luz, he inleressanlisaimo e
faz anciosimenle desejar os onlros. O Sr. Torre pu-
blicou Memorias histricas sobre a intertencao dos
francesa- em Roma em 1849 ; o Sr. Solar della
MurgheriU, antigo ministro do re Carlos Alberto
anles de 1847, publicou um volume de pensamentos
polticos ; Sr. Roselli, Memorias relativas a ex-
petfitAo e ao combate de Vellelri, dado a 19 de maio
de 1849 ;. o antigo redactor em chefe da Opiniao,
urna historia dos papas ; o Sr. Biaochi-Giovini, um
volume com o Ululo singular : A Austria na Ita-
lia e siiiis confiseariiei, o conde de Fiquelmonle e
suas conf-ssiies ; emlim, oeste anno raesmo o Sr.
Farini, au ligo ministro, relomou a peona queja ha-
via escriplo a Historia dos Estados Romanos, e dea
ao publicc o primeiro volume de urna Historia da
Italia desde 1814 at nossos dias. lio um dos me-
Ihores livios que a Itaiia lem visto apparecer desde
muitos annos.
A parle da historia pora he menos cousideravel
menos brilhante ; lodavia, cilam-se : Milaoe os
principes ie Saboia, por Casali ; As emigracoes
italianas desde Dante at nossos dias, precedidas
de. iim i esumo histrico dos aconledmentos succe-
duas primas smenle para ver o semblante da mai
porm Agita eclipsava-a totalmente.
No signado acto, proseguio Philomena, v-se
um hornera, ou antes um tigre expellindo de sua ca-
sa ama ioleliz mulher que n.lo linha com que pa-
gar-lhe o nluguel. o Reliro-me, disse-lhe ella ; mas
lembra-le, corceo de bronze, que quera espelle urna
pobre de :asa, expelle a benc,o de Dos, a Ah !
como o publico applaudio-a chamoo-a doze vezes.
Sim, e ella rio para o publico fazendo de cada
vez ama bella reverencia.
Mas piando o homem cruel ordenoa aos seos
criados que nao deitassem os pobres mendigar no
paleo de sua casa, lodos grilaram ao mesmo tempo :
Irra I irra I Se livessem lido pedras, le-lo-hiam
apedrejade. No terceiro acto a pobl Imulher vem
cahir pailita e moribunda a porto de Cosimo. Um
bello rapai: de virrto annos traz-lhe nm copinho de
aguardenti...
Ha cinco copinhos de agurdente na peta.
E peigunla-lhe plidamente se nao quer des-
caiitar. Vendo-o, ella d um grito, e reconhece
o menino qoe Ihe fra tomado vinte annos anles
para ser eugeilado no Monlezinho-Vermelho. Abra-
ca-o...
Perdoc-rae, ella nao abraca-o. O cardeal vi-
gario nao pe/raitle que as mulberes abracem os ho-
mens no (hralro. E demais has de rir muilo, minha
Tolla ; poique no momento em que a velha deve
gritar ao bom rapaz : Es mea lilho 1 todos os si-
nos da vizi.ihaiira pozeram-se a replicar, e como o
Ihealro he ao ar livre, e ninguem podia ouvir, a ve-
lha assentoa-se, o rapaz tomn urna cadeira, e con-
versaran) rindo ato que os sinos se livessem ca-
lado.
Sim ; mas que bello momento quando no fim
do selimo acto Cosimo dirigio-se ao publico, e disse :
Islo prova que ha um Dos que pune os culpados e
recompeusa os iunucenles Que applausos I que la-
grimas Pela minha parle ainda esto u comrao-
vida.
O supplicio de Tolla nao durou mafsHe urna hora.
Quando as duas primas retiraram-se, urna eoxugan-
do os olhos, outra conteudo o riso, ella correu va-
randa. Pippo linha sabido sem passar pelo salao,
e a condessa assenlada na beira de nma caita de
dores, pareca mcrgulhada em urna reflexao pro-
funda.
Enfilo, minha mai ? murmnrou Tolla no lom
com que um condemnado pede noticias do perdao qae
implorara.
Filippe vem de sua parle. Elle pede tua mao.
Tolla vacillou e apoiou-se parale. A mai tos-
tenlou-a e recondnzio-a ao salan.
Ouvt-me, disse-lhe depois. Elle cliorou mui-
to diante de Pippo, ama-te e sers soa mulher ; mas
por ora apenas pode dar toa palavra de casar com-
ligo. Seu irmao primognito enamoron-se de nma
Veoeziana i despeto do principe, do cardeal e do
cavalleiro. Esse negocio tem suscitado grandes des-
oldeos na familia, e emquanlo nao terminar-se,
Lello nao quer fallar de sen casamento ; por tonto
etige qae a palavra qae agora nos d fique em se-
gredo duraule algum lempo. Conlen(o-me com soa
promessa pirque estou certa de que nao deitar de
cumpri-la. Se queres contentar-te como ea, es*
O Sr. Menolli inventou urna nova prepararlo chi-
rraca pura tornar os pannos impermeaveit a agua sera
que o liquen) quanto ao ar. Parece que ese* pro-
cesso fo bem succedido, por1 quanto depois da diver-
sas experiencias, o governo sardo eocaiTegoHa Sr.
Menoiti de tornar mpermeaveis capotes dos guardas
da alfandega e dteoslas. At o presente o inven-
tor lem guardado o sea segredo.
Hoave em 1853 ama etposicao publica das bellas
arles era Turin. A escola italiana est em deca-
dencia, e, em tudo muito inferior a escola franeeza.
A grande pintura, a esculplura nao sao quasi culti-
vadas ; o que mai se v as exposicoes, sao os pai-
neis de genero e de paizasens.
Os Iros principaes paizislas, qae sustentara a hon-
ra da escola italiana Sao Boceara, Canzino, e Pri-
nelli. O primeiro he de um talento eheio de grata
e dotuia, o segundo um insigne phanlasista, o lar-
cairo, moco ainda, tom j feito notavel o colorido
dos seus paiueis, a sua inspirarlo, e o ara hbil pin-
cel.Intil he mencionar os pintores suisso*, que
mandara seus quadros em grande numero ; elles
avanlajum-se sobre os (alanos quaolo ao bem aca-
bado da execucao, porem teem menos movimento a
inventSo.
O Sr. Cafli reproduzio com muila exactidao o
Anopolo d'Alhenas, e urna praca ie Veneza ; Ca-
nella, urna vista de Milao ; Camba, que j figura
entre os paizislas, o Panorama de MoncaUere ; Ia-
ganni, o Hospital de Breseia ; Moja a Igreja de S.
Marco; Borboltoni,.S'an/u Maria Nova de Florenea.
Todos esles quadros sao de mrito, ms o medre
nesse genero, o Sr. Bossoli, se ahstevee pretorio ex-
pr em sua oflicioa urna vista de Hespanka e outra
de Genova.
Os quadros de historia sao raros, e mais notaveis
pelas iulenroes qoe peto feliz saecesso. Citaremos
todava o saque de Roma em 1527, pelo Sr. Goain ;
Savona'ole recebendo a confisso de Lourenro de
Mediis, por Vito d'Ancona.
A pintura religiosa he mais iraca, e mais pobre
aiuda. O Sr. Angero dea um Moiss que fez re-
bentar agua da rocha ; o Sr. Loreuzone, urna ima-
gem da tfrgem com Santo Thereza e S. Bartholo-
o
ansenles em conservar a causa secreta,
mos escrever para Ancona. Tea lio resp
Morandi que nao podes casar com elle,
aislara muito deixar Roma, e ir viver 13o'I
nos.
Tolla ficou muda de alegra. S comprehendera
as palavras da mai que era amada, e que seria mu-
lher de Lello. O horizonte esclareceu-se em torno
della, os objectos mais sombros lomaram cores Eri-
Ihanles : experimentava o deslumbramenlo da feli-
cidade. Abraton a mai e fez-lhe mil caricia*. Ven-
do Menco que abria (imidamente a porta, correu a
elle e saitou-lhe ao pescoco.
Meni:u encontrara o .Napolitano da vinva Fralief,
e Iravaia com elle urna coovertatlo, na qual maltra-
tara o cunho direilo. Ia pedir a condessa urna com-
prensa de agurdente alcanforada, quando seotio no
meio da rosto o mais delicado, o mais torno e o mais
ardente de todos os beijos.
Meu charo Menico, exclamou a rapariga, ami-
go de minha infancia I quanto s bom 1 quanto s
bello I Amo-te estou contento !
Eu lambem, senhora Tolla, responden Menico
snlucando ; Vmc. abracou-me ; he a primeira vez
desde 1830. Eu tinha o punho pisado ; agota estou
bom. Minha boa seuhorioha Vmc. ama alguem,
visto que abraca-me ?
Sim, amo, sou amada, von casar-me... breve-
mente ; n3o j, calendes ? He nm segredo, nao
digas a ninguem, mas brevemente... Assistiras tam-
bem s bodas, meu Menico; hei de casar-me am La-
riccia ; leus bfalos descancarJo nesse dia. Quero
que dar sernos juntos !
Me.iioo bem sabia com quem Tolla eslava para ca-
sar, e participava%avia quinze dias das angustia* de
sua querida ama ; todava lembrou-se de fingir ig-
norancia, e nao pronunciou o nmade Coromila.
No excesso de sua alegra esse homem inculto nao
afastou-se um Instante do recato a da prudencia ita-
liana : mas emqaanto a rond
nho ioflcmmadu, promeltcu
ntenrao desse casamentoe
bre a salvadlo de Lello.
Este veio s nove horas da noile,
conferencia com o conde e com a coi
pedio solemnemente a mao de Tolla
O conde Feraldi ponderou-lhe qne
casar sen o consentimenlo dos pais,
respondeu :
Rea o sei, e linda quando a lei m'o permit-
lisse, ea ulo o qaereria ; mas espero obtor esse con-
sentiraen'.o.
A essa promessa formal, o conde nada responden.
Demais sabia qae o velho Laigi eslava condemnado
iiiianimer enle pelos mdicos, e que Lello ficaria li-
vre anles de um aono. Com (udo para mais pruden-
cia, e tenr.endo que a quesUo do dote indispoxetee a
familia de Lello contra esse'casamento, o conde por
conselho do lilho duplicou a somma qae destinava a
Tolla, e assegurou-lhe a propriedade de snas vinhas
de Capri avahadas em quarenta mil sequas, ou du-
zenlot mil francos. Concluido todo, chamaran) a
Tolla, a qual ouvio emfim do proprio Lello a decla-
racAo de tea amor, a pondo a mao sobre a dalle, bei-
jou-o na bocea : lavara desposados.
(Confnwar-.<-*a,)
.
T
iHiitrii inn



-.
OimlQDE PBHAMBLO QU*8T* FEIBK 29 DE AGOSTO OE 1855
m* ; o Sr. Hayraond, i caridade para com o' pr-
ximo. O melhor quadro religioso da eiposi^ao de
1853 be urna imagem da virgem com o menino Je-
ius, Sr. Fantaai.
^ O Sr. ludunn, Casloldi, BaruccoFelice, Ferri,
Scaltola, Freizini, Buzzi e Gaslaldi enlram no nu-
mero dos melhores pintores neste genero.
Sala. Bezzaoli torero os nicos artistas que expo-
xeram rolralos. Arabos gozara de grande reputarlo
o primeiro porom he infinitamente superior quanlo
a fiel exprsalo o colorido.
A. esculpiera dtiioo na xposicso um.i lacurw la-
mentavei. A exccpcao de urna pequea l'tyche rio
Sr. Dini e alguns bustos nada mais indica que a es-
culpan teja cultivada em Turto. O melhor tra-
ballio deste genero he urna estatua que Ugura n'uma
praca publica em frente do paco da municipalidade
de Turto; he o Conde Verdi Aniedeo VI), por Pa-
lagi, pintor, esculptor archileclo.
Tambetn em pintura, o painel muis notavel dos
!ie Itera sido pintados desde alguns lempos em Tu-
d uao foi eiposlo; elle represeola os anjot no
Calvario, he obra do Sr. Arienti, uro dos pintores
mals jaslameole afamados da Italia conlemporaoea.
(aseumplo he lomado de um soneto de MontV ,
nslruccao publica.
O governo piemoulez lem feilo serios esforoe pa-
ra dar impulso ao* esludos Iliterarios; o ensino he
objeclo de seus asiduos cuidados. As qUatro un
vanidades de Torio, Genova, Cagliari, Sa**:
as duas escolas universitarias secundarias de
de Chambery contam 0o lodo 176 profesares,
dadesdo imperio, das materias que compunham o
curso do lerceiro e quarlo anuos pelos estatuios qoe
regiam em 1852.
Art. 2. Fieam revogadas todas as le disposi em contrario.
" Cmara dos diputados, em 30 de junho de
1855.I. J. da Rocha. F. Octatlano.Dutra
Rocha.
Andr Vidal ile Negreiros levanten inslilnio,
mediaul as Ueencaa complenles, orna capella sob
a invocae*orie Nossa Senhora do Desterro, margem
do rio Tamb, da TreauezUde Goianna, da provin-
cia de Pernamboco, no auno de 1660, e pelo fado
de nio ter ascendentes ou desceodenles, dooo em
1678 mesma capella o seu engenho denominado
Santo Antonio, silo na rtbeira de (ioianna, com to-
das as suas Ierras, partidos, pastos, mates e logra-
dooros novo e velos, casas, cobres, escravos, bola
e carros, o teda mais fabrica, e igualmente ailha de
Tiriri, as Ierras e ferraras de Cario, e lodos os es-
cravos qoe Ihe perlenciam ; o engenho de S. JoSo
Baplisls, site oa provincia da Parahiba, com lodos
os seus perleoces e cscravos ; as trras que possuia
na povoacAo de Haranguape ; 20 curraos de gado
vaccum sitos em ltamaraca' com as Ierras respecti-
vas, escravos'e gado diversos terrenos sites no Re-
t fe sob certas condicOes a bem de soa alma, de
,vuvas pobres e orphAos honestos, e pessoas necesi-
tadas. Meando a referida capella sob a administraran
e certos individuos, e na falta desles, ou de oolro
pelo ultimo nomeado, escothido sob admioislracAo
da sania casa da Misericordia de Lisboa para que
ner : i da faculdade de theologia, 47 de direilo, 55 esta satisfizesse as condiedes e onus imposlos
ue medicina e cirurgia, 15 de philoeopbia e bellas
lettras, 41 de ciencias physicas e malhematica*. Os
mus veocimenlos filos tazem a somma de 369,603
francos, a que se deve ajuolar a de 98,941 fr. de
direilo* de exame, u de 30,400 fr. de direilos conce-
didos aos presidente das faculdades e a cerlos con-
nlbairos professores jubilados, e er flm a de 73,057
fr. (se foi distribuida no anoo escolar de 1852 a 53
pelos examinadores que nio percebem os direilos
de exame.
Conam-se anda professores em 37 escolas de
IheeJogia eatranhasda universidade. e repartidas pe-
la mamira tequite: 4oaSaboia, 23 oo Piemonle,
i da Genova e (i na Sardeuha. Os professo-
>ae9a4aMomenteslo retribuidos pelo
In-llie 13,510 francos ; os demais sao
s do eminanos. .\crescenlem-se
Molo de direilo civil ede preceaso
tiles s profissoes de notarios e solic-
aeado 5 oa Saboia, 25 oo Piemonte, 1 no
nova e 2 na Sardeoha. O governo d
fr. para 8 professores, e os outros sao pagos as
tosas do* ldanles, lia tamben) 1 cadeira de
dioica de partos em Novara e Vercel, cojo pro-
fessor he pago pela uuiversidada, t cadeira de geo-
metra pratica na Saboia e 3 uo Piemonte; duas
deita eadeira* custamao governo 1,740 fr., as ou-
(ras diiM to retribuidas pota* municipalidades.
Sao dependentes da universidad o eslabeleci-
tueuloa scienlilicos, os quaes reeebem 81,779 fr. pa
re o peesoal, e 48,022 fr. como dolado.
O ettudaiiles das i universidades de Nixa
ChaaMsjPr foram em numero de 3,089 oo anno
1852 5 qoe d um augmento de 151 sobre
garismo de anuo precedente. Os estodaoles silo di-
vididos da maneira seguinte entre as quatro univer-
sidades e escolas secundarias.
1852 a 53
no-di
j oap
Torio.....
Genova. ....
Cagliari.....
Sassari.....
Nixa e Chambery.
Escola de processo
pendentes do Torio.
de-
1.516
<636
320
254
43
330
1841 a 53
1,427
612
325
358
40
276
Por diBerenles raxOe* expendidas em diversas
decises do poder judiciario foi julRada em com-
misso a mesma administracao a seus beos manda-
dos encorporar ao dominio do Estado em vlrtode do
aviso de 14 de Janeiro de 1807.
a A lei n. 586 de 6 de selembro de 1850, art. 4.
utorisou a venda dos bens que o governo jaleaste
mais acertada.
a A lei de 6 de selembro de 1854 deu ainda algu-
raa providencias sobre o modo porque esta venda
devia ser feila em atteocao aos arrendatarios e fo-
reiro dos terreos respeclivos.
a Os bens actualmente existentes importara oo
valor de 289:5009000, e conslam da seguinte re-
techo.
Retacjjo das propriedades e escravos que contm
o vinculo denominado Itambe da proviavia de
Pernamboco, e seus valores.
1. Engenho-Novo...... 72:000
2. Folguedo........ :000
3. Serijo. ,....... 8:0008
4. Lage*.......... 16:0009
5. Cumbi......... 9:0009
6. C.arrir,'......... 6:0009
7. Capibaribe ........ 3:0008
8. Merepes.......: 7:000
9. Boa-Viste........ 15:0009
10. Serrinha denominada Jurema. 4:0009
11. Pao Amarello....... 5:0009
12. Tijuco ......... 1:0009
13. Piruri........... 8:0009
14. Jardim......... 10:0009
,15. Engenho Novo do 1 tamb ou
Monge ,......
16. Cana brava.....'. ...
17. Cmara..........
18. Espinho-Preto.......
qeaes4
giosas.
3.089 2,938
Asiim, afora as universidades de Cagliari e Sassari
anTrido urna diminuirlo. Indos os oolro
""Bolos de linslrucoio superior lem lido
"I universidade de Torio, reuoe quasi
Do total dos estudantes.
secundarias. Cotilam-sc 116
36 reaes, 65 pblicos, e 9
> col I agios reaes e publico* 30
as congregarles religiosas. Ha
solada* de grammalica, das
i a diversas congregaos* reli-
0 numero do professores, administrado-
res, etc., desles estabelecimenloa eleva-se a 917 do*
qaaes 905 sao indgenas. 12 natoralisados, 54 es-
tangetros, e d'eolre estes 8 pertencera a corpora-
(* religiosas. Segondoseu estado civil esses profeo-
seressjo divididos da maneira segoiole :
Ecelesiaslico seculares. 517
Ecdesiasticos regulares. 139
l.eigos celibalaros. ... 157
I.eigoa casado... .... 158
somioas pagas a titulo de emolumentos mon-
tero a 855,083 fr., sendo 4)9,/12 fr. pelo governo,
395,311 fr. pelas municipalidades, oiitris admiois-
traepea e fundaefies pias. Os alumnos sao divididos da
maneira que se segu :
Piemonle.
Saboia. .
(eaova. .
Sardeuha.
1853
. 7,847
387
. 1312
. 1,649
1851-02
7,839
931
1,694
2.130
11,695 12,584
Alem desle numero conlam-se no* collegios 163
esraolado. Os alumnos das escolas secundarias pa-
aao governo ti"), 123 fr., e monlcipalidades
f. O Homero das peosiooistas he 3,215.
rnbalhos inlellectuaes e arlistieos diixam
le desejar no Piemente, ao menos ellel re-
velara disriosifoes seria, e o paix conserva a *le
rwpeilo soa superioridade sobre o reslo da Italia ;
mas, compre reconhecer, que he nos problemas de
economa poltica qoe a sociadade sarda concentra
principalmente a sua activiilade. O governo aeloal
nada lem poopado para imprimir este direcrao oos
espirite.
As reformas econmicas fa'.em Uo essencialmente
parte do progrmala poltica do presidente do gabi-
nete picnnolex que a seren malograda*, lie soffre-
rta profundo abslo. O impulso qoe He tem dado
as obras publicas, os esforcos qoe tem feito para me-
lhorar asituacio finaneeira. em flm os tratad* de
commercio qoe tem concluido com a mor parte das
potencias da Europa, leudo ao mesmo lempo abai-
xadn a tarifa das alfandegas. iem sido favoravelmen-
te aeolliidoa pete paix, e constituem i principal ele-
meato de forca para conde de Cavour. Tolavia
essa situacao conquistada pelo ouaado alcance das
suas ideas nao se pudera consolidar se nao pela pru-
dencia e firmeza. Taolo n exterior como no inte-
rior, a posicao do Piemonte he semeada de difflcul-
des, e nao ha menos que temer dos arraslamstilos
do espitito liberal qoe de* do patriotismo.
(Annuairt det deux mondes.)
19. Cannaftstula
30. Miiiailiii........
21. Salgado.........
22. Fiuroa........ .
33. Timbauba dos Mocos.....
34. Olhod'Agoa da Tapoya.- .
25. Cauotanga........
26. Vcnilinha........
27. Agua Torla de Cima.....
38. Cutia do Acode......
29. Cutia do Sol.......
30. Capibaribe da (.apa. .
31. Agua Torta d Baixo e Joio Can-
di de Baixo, tambera chamado li-
tio do Ooteiro....... 2:0008
32. JoSo Candi d Cima....." 1:0008
3.1. Ilamb......... 3:8009
34. Teixeira ,....... 3:0009
35. Panguab........ 13:0009
36. Buraco......... 4:0009
37. Tiriri.......... 1:000
Rs. 287:000
8:0009
8-0008
4:0008
4:0009
2:0008
200
6:000?
3:5009
7:0008
8:0009
3:5008
8:0008
1:0009
3;0009
4:0008
5:0008
f.'seraro.
Jos, pardo, 60 anuos......
Rosa, parda, 40 ditos......
Maria, dita, 20 ditos......
Basilio, dilo, J6 a 1 Wlos ....
Concordia, pardinh^,jBeura, filha da
parda Rosa, de 5 aoaaa. .m, .
Pedro, pardo, 43 dfws......
Joaquim, Angola, 60 ditos. .
Genoveva, parda, 90 dilos.....
2005
3009
8008
7009
3009
KM 18
1009
9
ver- as
MI
lea C
,1a _.
IITERIOR.
HIQ DE JANEIRO.
CMARA DOS SUS. DEPUTAOOS
Seaaao' U 11 a JaAe de 18S5.
Le-se e approva-se a acia da sesso anterior. O
Sr. primeiro secretario da costa do segoiole exne-
(ti,la
dieule
1
t
_ Um requerimento de FrcdericoCoulon e Augusto
r radenco de Oliveira, concessionario de privilegio
-liar orna compaoha de vapores a reboque
'o de Pernamboco, pedindo que aapprova-
houver de dar ao referido privilegio seja
a earapaohia denominadat'igilanle,__
na cidade do Recite, a qgeiti fueram ees-
frente do dito privilegio.A' eommis-
lercio, industria c arles,
el formad Jos Maria de Sooxa, da
eidade de Sorocaba, proviucia de S. Paulo, pedindo
pvio da mulla qae Ihe fei imposte por nao compa-
recer s eleicOe parochiaes.A' rommissiio de
oenMiluirao e poderes.
SSo approvadas varias redaecSes e os seguinles
pertceres :
A commistao de peneSes e ordenados, para po-,
der inlerpor o sea parecer acerca da pretenrao de
Francisco Antonio Alves Masearenhas, porteiro do
arsenal de guerra da provincia de Pernamboco, que
pede augmento da ordenado, he de parecer qoe a
tal respailo se pecam informarse ao governo.
ai- *5 da cam*ra dos depelados, 10 de jolho de
., ""G*me> ttib*'ro.D. Prmeiteo.J-, E. de
S. f>. Ijobalo.n
A commisao de penses e ordeoados, para po-
dar dar o wu parecer acerca do pedido de aogmeo-
lo de ordenados dos officiaes e mais eropregados da
arelara do tribunal de cooselho supremo militar,
Ha de pareeev qae ao governo te pecam nforma-
Soes a lal respailo. p
. .asodacamart'! depulados, 10 de j.lho de
l!to^~?mt* l<'l> BU S. Lobato.a ^
Slo jateado objectos de delibera,,, vio a ia-
pnm,r para entrar na ordem dos irabalhes, os se-
guales proieclo : '
< A commissAo de iuslrucWajadJka examinouo
requerimento de Herculano SKal Fooseca, e
o documentos em que prov.i a /Su,, aUegacoes, e
vm Iraaer *vasa pretenca o seguinte parecer; e-
ludaiiledaeante de medicina da Bahia tm 1850,
?" fe ,erceiro "oo, quaudo adocceo e
-1 para o acto. Aproveilaudo 0
eslaliilos raatriculou-se em
eiro e do quarto anuo, e fre-
amenlo. Foi-lhe nocivo esge
i no exame do lerceiro anuo
por isso a congregarlo o nao ad-
^ef dame do quarto. Esperando remo-
vr laaWac.o dess deeisao, o estudanlo coiiti-
nuouem 1832 a frequentaro terceiro, e ao mesmo
lempo asstscir as aulas do quinto anno, afm de va-
ler-lhe para um novo exame a repelijao do esludo
,,*,*?,,'",,"0 e' ""* 'IM^vado, apreveilar em
ucceaaivos eximes o esludo do quarto e do quinto
anno '
Por i-sobe oque vem elle hnje solicitar, invo-
eaado a qusdade e apelando-se nos atleslados dos
diversos lanas dessas anuos em pro da sa assidui-
dadeeapoNcieio. A otmmmio n v razao al-
gama d equidad qu abone a preteneio do sup-
plicaale oa parla ilafrV ao exame do quiis anno
eamate parem ao da quarto. em que se malriculou
e que rreqaetilotf reulrm-ite, e ao do terceiro,
achaqua ave de |aatica altea ler-lhe ; eflereee pols o
seguiote projaclo :
'i A aHeasbla gtral legid.itiva reselva :
H.".*a- t Aalaai. da Fonsee*} eata-
ser eBulMa faawr exame em qualquer das Facul-
II--. 2:500
Os estabeiecimentos de caridad la provincia de
Pernambuco, que se compoera do hospital de cari-
dade, do hospicio de Nossa Senhora da Conceirio
do Lazaros, e da casa dos exportes, pedem ao cor-
po legislativo que, para fazerem face aos- eus pios
encargos, se lhes concedam tees bens para seu patri-
monio.
Ouvido o governo pelo ministro da fazenda, he
seu parecer contrario a esta pretencao, pela razio
de qoe essa corporaroes podem por outros meios
augmentar seu patrimonio.
A neressidade de se applicarem a fins pios os
bens e valore destinados pelos particulares a obras
pias he nstente, alienta a posrao precaria dos es-
tabeiecimentos de tal ordem, arrefecimenlo da can-
darle individual, e a tendencia para a caridade offl-
eial oo legal.
. a O produelo de tees bens, lancados em proveilo
das despezas publicas, se desvia assim do seu flm
sanio. O Eslado dest'arte contralle a obrigaco de
soccorres permanentes,
Este paaso esfria a caridade individual, e este
resfriamento abalea caridadeeollecliva,ou aquella
que he exercida por meio de associafoes.
Daqui nasee a caridade legal, sempre ruaste
ao bem do Eslado, e ap mesmo passo a rrenca da
obrigaco do Estado de prover subsistencia das
elasses pobres, ou, na phrase dos economistas, a
assistencia a o direilo relativo de soceorros per-
manentes de elasses necessiladas ou de sua subsis-
tencia.
a Esta doutrioa sempre funesta nos ameaca mui-
lo de perto, e o exemplo dado nesle ltimos lem-
pos do Eslado temar a si cerlos estabeiecimen-
tos de beneficencia a anima e parece fundamen-
ta-la. ^
Urna boa administracao deve procurar alimen
lar os estabeiecimentos de caridade, especialmen-
te preventivos da miseria, dar-lhes direcrao, fis-
calisa-ios, e jamis tomar a si o encargo da assis-
tencia.
No momento aeloal, em qoe sobre este ponto o
zelo do clero, que na primitivas pocas da Igreja
pelo dever santo que o prende toroava a dianleifa no
ejercicio da caridade, ja por meio de soas exhrta-
teles e preces, ja por meio da applealo do pro-
ducto do tronco da beneficencia a seo cargo, ja pela
zpplicarno do terco de soas rendas, e por essa ad-
mravel instituicao das diaconias, ponha em pratica
o preceito de Heos a bem dos pobres, parece arre-
fecdo, Ulvex por altendiveit e justas razoes, ou pela
sua propria penuria, he de summo internse que o
Estado, presciodindo da vanlagem de um passagero
e tenue recurso, mantenha e segure o deslioo profi-
cuo do llusouro dos pobre, e que por um procedi-
mentn uniforme e eflicaz arrede de ti a abriga^ao c
os perigos da caridade legal, que -eat e endurece a
alma dos fiis e escita as dootrinas sempre funestes
da obrgar,ao do Estado de piovar subsistencia das
elasses pobres.
Nesles principios, a commssao de fazenda tem a
honra de submetler deliberarao da casa o seguinte
projecto de resolucSo :
A nssembla geral legislativa resolve :
Art. 1. O producto dos bens da capella de
Nossa Senhora de llamb, n provincia de Pernam-
boco, instituida por Andr Vidal de Negreiros, que
tei realisada na terma das leis n. 586 de 6 de setem-
bjo de 1850 art. i.., e n. 778 de 6 de selembro de
18o, sera convenida em apolices da divida pobli-
ca de 4 *,, que o governo Qca aulorisado a emit-
lir, e duas larca parles applteadas ao patrimonio
d um ou mais dos actuaes eatabelecimentos pios
da provincia de Pernambuco, a arbitrio do mes-
mo governo, e o restante ao do hospicio de Pedro II,
e ao do instlelo de meninos ceg,
t Art. 2. As apolice de que trata e artigo o-
nedente era inalUnaveis, e o seo rendimenlo
teeerii
applicado : 1., ao comprimen lo da vontade do
instituidor, expressa as respectivas escripturas de
doaeio instituicSo; 2., s obras e fins pios que o
governo ero seu regulamenlo marcar. .
b Art. 3. O governo fsealisar o exacto emprego
do referido rendimenlo, e no caso de sua m admi-
ostrasao ou uso, poder tralo de um para oulro e*-
labetecimenlo po dos acluaes, ou dos que para o ro-
turo se erearem.
Art. 4. Ficam revogadas a leis em con-
trario.
Sala das commissOes, em II dejulhode 1855
Silva Fcrraz.D. de Sonza Ulo.
ORDEM DO DA.
Orrmenlo da juslica.
Cunlinua a 2." discustao do orcamenlo dn despexa
do ministerio da juslica.
O Sr. Piada de Campos :O que podarei eu d-
zer, Sr. presidente, depois do que hootem disse com
tanta eloqoeocia e erudinlo o oobre ministro da
justir; acerca da questao ccclesiaslica '!
Os pl}nftas opaco, segundo o Irlho dos asiros lu-
minosas, participan) de sua luz e lornam-se bu-
llanles ; mas isso que se d lias espheras celestes
falla absolelamente c na trra. Os oradores obs-
curos, anda mais obscuros se tornam quando lhes
cabe Tallar depois daquelles que, como o nobre m-
nislro, oceupam um lugar disliucto ua tribuua par-
lamentar.
Reptado, porem, por um dos membros mais Mus-
ir desla enmara para lomar parte na discussao, eu
rallara a todas as regras do cavalleirismo e ;i voz da
propria ronsciencia, se tillo aceitasse aluvaquede
modo t,1o solemne me tei alirada. Reconheco a des-
igualdade das armas; a rata me nao pode ser tevo-
ravel. Mas o teclo de haver outr'ora um fraco e de-
b! pastor subjugado um soberbo gigante nos valles do
Ttieribinllio, anima-me ao combate, do qual se sahir
vencido, pedirei misericordia ao vencedor j e se sa-
hir iriumphanle, arrojarei aos sea* pos os trophos
da victoria.
O assuniph de qoe se traa he religioso, e esta
errcemraacta me acobarda linda maii; perqu,
senhores, se he cerlo que a poca de Vollaire es-
t exliucla, nao he meos cerlo que o seu espirito
folgazio e sarcaslico anda volite por mais de urna.
tabee*.
O Sr. Correa das Neves:Apoiado.
O Sr. Pinto de Campos :Costa menos a aceirar
um epigramma, do que ouvir a voz da verdade e
submetter-se a ella : quanln aos epigrammas, live
sempre para elles orna resposla decisiva, a impossi-
bilidade, para nao dizer outra cousa...
No secuto activo e queslionador em que vivemos,
diz um escriplnr de nossos das, todas as theorias ja
comparecern! uo tribunal da discussao. As crencas
religiosas, como lodos os principios suciaes, ja "foram
chamados a autora no graude auditorio das naedes,
e ah definitivamente julgados. Desde a diviudade
da Christe al a unidade da Igreja, ludo se comba-
leu, tudo se contestou. A injuria e o sarcaamo ftiz-
laram de um e de oulro campo. Jogaram-se os
iiislrumeutos mais oppnslos ; assestaram-so lodos os
sophismas ; e chamaram-se de soccorro os velhos e
modernos Ulteriores. Os golpes foram frequentes, os
inmigos incansaveis, c a guerra variada da tecuca e
uos contendores.
E tudo isto o que prova, senhores? Prova que a
Igreja catbolica nao nasceu honlem : ella tem no
seu frontispicio o sello de 19 secutes ; os seus de-
tractores de hoie nao sao mais habis, nao slo mais
poderosos. O que boje se diz ja foi dito honlem, e
honlem mesmo combalido victoriosamente apia-
dos ; e a verdade he que o dogma venceu ; a ver-
dade dispulou palmo a palmo a sua legitima ascen-
dencia ; e o fllho do homem conhecido e adorado,
vio o joellio dos Cesares curvar-se dianle de sua
cora de espinhos. lima revoiuc.vi immensa ope-
rou-se oo universo ; o Jpiter de Roma como os
dolos d'Epheso, esboroaram-se, nao ao clangor das
trombetas, mas sim ao grito solemne da verdade.
(Apoiados.) .
A velha organisacjto social, interiormente carco-
mida pela lepra da dissolucjio, cabe a morre. Os
elementos da fritura sociedade harmonisaram-se ; a
lingua dos dominadores perde-se na rudeza a na
distancia ; mas a promessa de Christe, immortal,
como a sua origem, voa triumphaote alravez das
idades at firmar em Roma o centro da unida-
de calholica, e na cadeira de S. Pedro o capito-
lio da rcdempcao, na elegante phrase do citado es-
criplor.
Eis-aqui os facjtef, meus senhores 1 O que era fal-
livel e humano p'ereceu; o que vinha de cima eslava
promeltido, anda permanece e reina. Nao soo eu
que o digo ; sao os monumentos da historia que fal-
lara por toda a parle, e a cujo pregan solemne se nao
resistir com vanlagem.
Entretanto, havendo apparecido oo seio desla c-
mara urna voz, sem o flm lalvez de reviver
lulas, cujas irariirOes devem ter apodrecido uo Sa-
neo das geraces extiuclas, eu nao poJeria dexar
de levantar um protesto, contra essa estranha uovi-
dade. w
" Sr. Menes de Almeida :Faz moilo bem,
nisso o acompaiiharri.
O Sr. Pinto de Campos:E nao he milito, se-
nhores, que quando appurecem ideas pooc* dignas
do calholicismo, o corpo legislativo, depositario e
guarda fiel da consliluicao, e por conseguinlo
da religio do Estado, palentee em soa lioguagem
e no seus aclos a mais enrgica resistencia a essas
ideas, que podem ter um alcance funesto. (Apoia-
dos.;
No mea humilde entender, Sr. presidente, este dis-
cussao lem andado muito irregular, tem sido mesmo
impoltica. Parece que a cmara deverin ter proce-
dido com a creumspeccao que sempre a caracleri-
snu, autorisando'o governo a entrar em negocia-
edea com a Santa S, e que depois de concluidas
ellas, exeminar a captara se com effeilo o gover-
no consullou ou fjajk prerogalivas da corda b
sileira na celebra|B^E concordata que se pret
de : entao toda a .ditoussao seria bem rbida
mas hoje, que ndda -est.i feito, nao acho pruden-
te aventurar propla^oer aolecipadas, pugnando-
se por direilos que ainda nao foram feridos. (Apoia-
dos.)
Trata-sa de fundar no Brasil o curso de aulas llieo-
logicas. Este questao offerece duas Taces : a primei-
ra, se he ou nao til essa nauguracao ; a segunda,
seo poder espiritual deve ou nao inlervir no nego-
cio. Occupar-rae-hei do primeiro ponto, e depois
irei ao segundo.
Coinbaler, Sr. presidente, a ulilidade desle esa-
belecimento he desconhecrr inleiramente a necessi-
dade da educacao moral e intelleclual do clero, he
desconhecer aquillo que tem merecido a mais seria
altenca<> de lodos os legisladores e governos das na-
roes calholicas. Elles sabam por ama triste experi-
encia quanlo he fatal a ignorancia naquelles que,
em virtude da ndole de sua imssao divina, sao cha-
mados a seretn os meslres da le, os gulas dos povos
e os orculos da elernidade.
Esses legisladores, esses governos sabem que, mes-
mo no interesse do equilibrio social, devem comba-
te* sem cessar a maii perigosa das desigualdades,
aquella que arrasla Indas as oulras, a desigualdade
do ronheeimentos e das lu/.es as di Itrenle elasses
da sociedade. (Apoiados.) cha de lodos os governos esclarecidos da Europa, o
prova mais de um maoumenlo; e para nao fadigar
a paciencia da cmara com citacoes de auloridade,
chamarci somenle a sua alinelo para a eslalistica
do Dr. Schrco, onde se pode ver o grande numero de
estabeiecimentos desla nalureza para a alta iostruc-
rao do clero das diversas commuoboes. Se ha excep-
cao he s no Brasil, onde pnr urna deasss anomalas
inexplicaveis aos olhos da philosophia, da civilisaco
e do progresso da humanidade o clero se acha como
que condmnado i mais profunda ignoraaaia, salvas
as honrosas eieepcoes.
Mas, liizem os sabedoras rio secute, os horaens do
cjinpaaso'economiro, aosbispos corre a obrigaco de
promoverem a educacao e a illuslracao do clero,
pois qoe assim lhes incumbe o Concilio Trideotino.
Sem duvida, senhores, os padres desse veneravel
coogresso, com adiniracao de teda a christandade,
reslabeleceram a anlqoissima disciplina dos semina-
rios .episenpaes, e commetteram ao cuidado dos his-
po* essa gloriosa mssao ; mas os padres de Trente
quando assim legislavam suppunham os bispos na
posso dos dizimos e de outras rendas com que pudes-
sem fundar e raanter os seminarios; mas a cmara
sah perteitemenle que os di/imos no Brasil foram
convertidos em palrimonio nacional, ficando o go-
verno por esse Tacto na rigorosa e explcita obri-
gaco, nflo s de prover subsistencia dos minis-
tros da religio, como de promover cflicazmente a
sua educaclo, como se acha consignadaj|era di-
versas leis do Estado. E o que ueste seiitasa* e tem
feito 1 ^^
He cousa pasmosa, senhores, e digna da mais se-
vera extrauheza o pooco que merece o destino
de uma classe > (ao respeitavel! Teios academias
entre nos ; mas nellas os quese dedicam ao sacerdo-
cio s encontram a cadeira de direilo ecclesias-
lco....
O Sr. Menes de .llme!da:E esse pelo compen-
dio do Guimener I
O Sr. Pinto de Campos:Nao ha classe na socie-
dade que nao lenha merecido dos poderes pblicos
os meios necessarios para adquirir as (ciencias das
dierenles profissoes ; temo j escolas especiaes pa-
ra lodos os ramo* scienlilicos, mas nada oa quasi
nada sa tem feilo para se formar entre nos um clero
verdaderamente Ilustrado, e digno da alta misso a
que he chamado a exercer.
OSr. FiguHrade Mello:Pois nao ha semina-
rios *
O Sr. Pinto de Campos:Ha seminarios, he ver-
dade; mas oesses seminarios exislem apenas as ca-
deira de tocologa moral e dogmtica, e essas mes-
mas radeiras nao podem salisTazer as exigencias da
instrurrao superior do clero, que demanda conheci-
mentos vastos e profundos; pois, como diz Condil-
lac, a a instrurrao dos povos, a defeza, da religio,
exigemqoeo Iheologo lenha Teilo um'estudo pro-
Tundo na historia ecclesiastca ; que coolicca lodas
as heresis para as eombater, lodas as decisOes da
igreja para ihe servirem de norma ; lodos os escrip-
losdos Santus Padres, e que, emflm, esleja senhor de
todo o fio da tradicrao.
V, pols, a cmara que o governo nao tem allen-
dido quanln deve o quanto Iba bao merecido outras
rlasses, aos meios de promover a illuslracao do cle-
ro, c he contra essa desigualdade que nao cessarei de
clamar, tanto mais quanlo he hoje moda laucar em
rosto a ignorancia do clero, fazer.do delle objeclo de
pouca consideracllo, como que fosse uma classe
proscripta e sem direilos !
OSr. Correo dat Neves:Apoiado ; he isso pu-
ra verdade.
O Sr. Pinto de Campos:fio entaiito quando es-
tas coosas se dizem, apparecem voxes metiendo i
cara a inquisiclo Essas insimiares, que nada lem
de leaes, s pderam pungir o clero daquelles pai-
zes onde esse terrivel tribunal exerceu a sua influ-
encia, mas uto no Brasil. >
O Sr. Menes de Almeida:Em um tribunal ser-
vil a qiiem o marquez de Pomba! mandn dar o li-
tote de mageatede.
do deserto, quebrar a* Imagen, assolar as igrejas,
revolver es tmulo, laaer aos rios e aos ventos as
cinzas dos morios, degollar os padre, violar as vir-
gens clausuradas, e inven ar nessa librrima Ingla-
"' *'ne '"0,'e ne mo<'a 'nvocar como modelo em
todas as cousas, os lupplicios mais alrozes para troci-
dar o christaos. E por ventura Toi a Igrej que Tez
ludo isla ? *
E hoje, senhores, que as ideas de tolerancia se
acham tao derramadas, quem persegue na Europa,
quem prende, quera deporta para a Sberia, arran-
cando conversoes por meio de torturas ?
Mas nao vamos muito longe, lancemos as vistes
em torno da nos, e veremos ahi, em cada aldea te-
sigmlicanle, a Igreja calholica atrozmente goerreada
por uma miooria turbulenta que Ihe nega pao e
agua, que a combate com as armas da calumnia; e
que, quaudo se trate de seus diieilos, perde todos os
senliinentos do justo e do bonesto
E por ventara nao he isto niquisicao 1
Senhores, a guerra do erro coutra a verdade he a
de Caim e Abel ; Caim nio eessava de dzer a seu
irmao vem, desee ao campo da liberdade, e
all o mata a lrac3o !
Mas o erro est no seu elemento assim proceden-
do ; elle nao tem por si nem a razao, nem o senil-
mente, nem a histeria, nem a ordem, e nem a l-
gica ; elle v por lodas as parles levanlarem-se mo-
numentos invenciveis, persuasoes inhabalaveis,trans-
liguraroes da alma qoe Ihe roubam seus secta-
rios !
Nao para somenle nsto, Sr. presidente ; eu lenbo
necessidade de estender-me sobre este ponte ; por-
que tenhn observado que sempre que se mostra aqu
o menor zelo pelas cousas religiosas, a primeira idea
que apparece, coma ja ponderei, he a inqiisicao, e
eu lenho necessidade de provar que a perseguirlo
nunca parti da Igreja ; que o seu dominio e influ-
encia so podem Irazer bens, e nao males a sociedade.
Apoiados.)
He cousa celebre, senhores, accosa-se de intole-
rante a Igreja e falla-se da tolerancia como de um
apanagio do erro Nio ha preconceilo Uo arraigado
como este ; mas neiihun ha que lenha sido lo vic-
toriosamente combatido pela historia e pelo espec-
tculo dos factos. Se ha um dogma histrico he qoe
o erro foi sempre implacavel, perseguidor e atroz ;
emquanto que a verdade se caraclerisou sem-
pre pela tolerancia e brandura. O erro he o An-
liocho, a verdade slo os Macabos, na bella exprs"
slo de um dos grandes ornamentos do pulpito fran-
cez.
Nos vemos no Evaogelhoque quando os discpu-
los de Chrislo quizeram que o fogo do co descesse
sobre uma cidade que os havia expellido, o Divino
Mestre voltou-se para elles e Ihas disse em lom de
quem os reprehenda : Ignoris acaso o espirito da
vossa vocaco ; Pois, sabei que o fllho do homem
nao veio ao mundo perder a ninguem, mas sim sal-
var a lodos, o Este espirito, senhores, se perpeluoa
na Igreja, quer no periodo calamitoso de *ua per-
seguiroes, quer na poca mais gloriosa dos seas tri-
umplws. Elle nao consagrou nuuca a intolerancia, silarios, querendo "dar maior'lostre a "essacorpora-
emo meio do seu governo, e dizer o contrario dista ca, liveram a vaidade de ligar a sua origem exis-
he ignorar os seus aunaes. (ApoudosA w"_
Ns vemos tambera nos fins do scalo IV um fac-
i bem significativo ; vemos que, tendo doos bispos
ensno calholico da confaso e variabilidade dos lem-
pos,
O Sr. Correa das Necee :Apoiado.
O Sr. Pinto de Campos :Este he a doulrina
que encontr na Igreja ; e admiro qoe um lilterato
tao dslinclo, como o nobre deputado que aqu ira-
pognou estas ideas, commeltesse tenias aharraces
nessa occasiao 1 O nobre depulado deve sber que
n'om paiz.como o muso, he perigoso aventurar pro-
poces que nao estejam de accordo com o espirito
do ealholicismo; porque isso pode exercer muita in-
fluencia no animo dos poros. 'Apoiados.)
Senhores, a sociedade gauha muilo e moto com a
harmona do dous poderes. A Igreja auxiiia e fr-
mica o imperio, conauraudo as leis civis e imprimn-
do o sello da diviodada nesse contrato sublime que
liga os homens entre ala com o governo ; e o impe-
rio, por uma juste compensarlo, auxilia e fortifica a
Igreja, fazendo man ter i Ileso o poder que merecem
os seus dogmas, a sua disciplina, a sua moral e o
seu cuite.
O papa elasio, escrevendo ao imperador Anas-
lacio, Ihe dizia : Do sunt, lmperalor Augusle,
yuibus principaUter mundus hic regitur, sacerdo-
lalis auctofttas, et regalis poteilas.n
Sr. presidente, exprimndo-me desta sorte, nio
imagine alguem que eu e o clero brasileiro deixamos
de acatar, como cidadaos e como padres, os direilos
da soberana temporal ; nao se imagine Uo poco
que pretendo iolroduzr noBrasjl as ideas e direilo
publico da Europa nos seclos XII e XIII : nao ;
nao seremus us que havemos de arrastar a conla
imperial pelas ras de Roma, nem apagar o brilho
magestoso das estrellas que a esmaltam.
Outro he o nosso dever, outra o nossa mssao ; o
que nos cumpre he ensinar a obediencia e o amor
para com o soberano, sem oulros limites que os
prescriptos pelo apostelo quando nos recommenda :
Ubedite prcepoHtis vestris clsubjacele eis.
Cuide, pois, e-governo de raanter a todo o transe
a dignidade da cora brasileira, sem todava ofen-
der asaltribuicoes do Primado, cuja terca, cujo po-
der deve conservar em beneficio mesmo da reli-
gio, e por cooseguiote aro favor da estabelidade
do llirono e das uossas instituirnos. (Apoiados.) Fa-
ca Uso o governo, que contar comigo do seu lado ;
pois eu declaro que oo momento em que parlissem
de Roma pretenefies ambiciosas e qoe oflendestem
de leve as regalas da cora imperial, sem Tallar ao
respeilo deudo ao chete da christandade, seria o
primeiro a bradar contra taes prelcnrOcs; porquan-
lo, antes de tudo est a palavra de Chrisloa Cesar
o que he de Cesar, a Dos o que he de Dos. fA-
Ypiados.)
Feitas estes manifeslaroes sinceras, passarei, em
conclusao, a mostrar cmara que desde que o ca-
lholicismo se lurnoii uma sociedade regular ainda se
nao Tuodou em*paiz nenhum o curso de faculdade*
theologcas que a isso nao presidisse o accordo da
Santa S.
Comecarei pela universidade de Paris, declaran-
do, antes de ludo, que os anligos escriptore unlver-
ja ninguem se envergooha de confesaar-ie 011 \0 do
Evangellio ; e quaudo qualquer he interrogado sobre
sua t, a resposla que Ihe escapa dos labios lit _eu
son i brislao. '
i'i'zes:Muilo bem, muilo bem.
(Pausa.)
Conlinuo a entender, Sr. presidente,
discustao he inconveniente e impoltica,
guile proponho o seo encerramanlo.
Pez*: Oh! oh !
O Sr. Ftrraz : He fado virgem pro<
dor que acaba de fallar o eucec*#me
cussito.
O Sr. Pinto i Campo : Tanto n/ao he fado
virgem, que em 1847 oSr. Parando as/*im o prali-
cou nqol. /
O Sr. Ferrz: Pois he falte de generosidad
tezer-s isto.
O Sr. Pinto de Campo :Eu o r/igo Taria se uao
visse o orcamenlo da juslica ja tao discutido (Apoia-
dos.)
O Sr. Presidente consultando h cmara sobre o
enceiramenlo pedido pelo Sr. Pivote do Campos, he
elle ; pprovado.
Pncede-se Vetaste do or/ramento verba por
verbti, e sao todas approvadas.
Dispensa de leis de i
He adoptado para subir a* s
.intonsa a irmandade de Nos
da cilade do Deajerro, eapita1
ta Catharina, para continua/
priedde de casas que tem /na mesma cidade, e"pa-
ra adquirir outros bens de i/az at o valor de 8:fJ003
Admissaof a exame.
O Sr. Correa das Nevfes (pela ordem) pede ur-
gencia para que entre etjm execurSo a rcsoluc n.
41 deste aono, a qual a/utorita o governo a mandar
matricular no 3. anno/'do corso jurdico de S. Pau-
lo o estudante Antonvio Jos de Siqueira c Silva ;
assim como pede tamb ,eni que o projecto lenha ama
s diicussao.
Procedendo-se a' vAjtacAo por esernlinio secrete,
e recoohecendo-se ua'> haver casa, fica a discussao
encerrada.
Daiois de feila a clamada, levaute-se a sessao.
Noi das 12 e 13 najo hoove sessio.
O Sr. Pinto de Campos:Este tribunal servio
mais deinstrumenlo ao poder civil do qae Igreja,
cujo carcter de paz e de mansiriao uao poda nulo
risar as atrocidades da Inquisirao. {Apoiados.) Que
culpa tem Igreja de que se commellam er-
ro em seu nomo '.' Fernando e Isabel da lles-
hespanhoes denunciado aos magistrados civis alguns
priscilanislas e dado causa a que elles fossem con-
demuados morle, o papa Siricio, qoe enUo gover-
nava a Igreja universal, proounciou-se altamente
contra esses dous bispos; Santo Ambrosio os expel-
lio da sua communhau ; S. Martinho chorou toda a
ua vida por haver communicado com elles uma vez;
at que alinal foram condmnado em dous concilios
successives, um celebrado em Milao, e outro em Tu-
nm. Dous secutes depois, S. Gregorio Magno, sse
-stro brilhante da antigudade clirislla, deixou esca-
lar estes memoraveis palavras ao patriarcha de
'.oinianlitiopla, por occaso de seren alguns bere-
g*s raallratados: Exigir a T por meio de sappli-
cio, dizia elle, he uma pregacao inaudita e inleira-
mente nova na Igreja.
Sirvam, pois, estes poucas observarse" de protesto
contra as insinuares daquelles que nao cessio de
invocar a inquisirao como a obra da Igreja, e por
conseguinte do padres.
Agora passarei a encarar a quesUo pela segunda
face, isto he, se o Pontfice Romano deve inlervir na
craaco das faculdades theologcas de que falla o Sr,
ministro da juslica em seu relatorio.
Senhores, a independencia reciproca dos dous po-
deres he uma regra fundamental da nossa legislarlo.
Quando se diz independencia reciproca, nao quer isso
dizer que os dous poderes sejam estranhos um ao ou-
lro ; quer dizer somenle que cada um he lvre no
exercicio de soas altribuicoe; quer dizer, emflm,
que a sua reciproca independencia nao exclue a soa
plena harmenia e accordo. (Apoiados.)
Por conseguinte, sempre que um poder pede o
concurso do outro era materias de sua aleada, nao se
rebana por isso. Ora, qae o ensioo Ideolgico este
debaixo da aleada do poder espiritual, creo qoe nin-
guem o poder negar : como pois recusar a inter-
venrao do papa em um negocio que pela sua ndole
e nalureza he todo ecelesiaslico? 'Apoiados.) Como
se dara a esse eslabelecimento o carcter qoe Ihe he
propro, e os privilegios que Ihe sao inherentes, se o
Pontfice Romano Ihe tosse estranho ?
Senhores, he outro prejutzo que parece bem arrai-
gado, essa especie de desconfianca que sempre se
tem da curia romana 1 Nao neg que papas houve
que commettessem erro a usurpaces: mas esse er-
rse essas usurparles, qoe estou longe de justificar,
eram devldas a jurisprudencia daquelles desgiarados
lempos ; mas, apezar de todo isso, os ptipa fizeram
grandes bens, sendo o principal del les a conservacao
da ordem social ameacada de morle pela narchia
feudal. *
O Sr. D. Francisco : Elles salvaram as letras na
invasAo do barbaros.
| O Sr. Pinto de Campos:Hoje, senhores, o pon-
tificado romano se acha na poca mais complete e
mal gloriosa da sua existencia. A reacrAo qoe no
espirito pubiieo se havia desenvolvido contra elle por
causa das oceurrencias da idade media titea j o seo
ultimo termo.
Os bomens pensadores lem reconhecido que a na-
lureza do pontificado nessa poca era antes devido
s circomstancias do que a pretenedes ambiciosas
fapoiarios); que esse desenvolvimonto fura emi-
nentemente favoravel aos povos, aos thronos, a Eu-
ropa e a humanidade; qoe os papas defendan! jus-
tamente na liberdade de sua eleifao, na santidade
dos casamenlos, na restricta observancia do celibato
ecelesiaslico e na integridade da jerarchia, uma cau-
sa juste e civilsadora (apoiados); comprehenderam
que o soberano pontfice nao poda estar dependente
de qualquer dos principescliristAos, que asna inde-
pendencia era Uo essencial religio como paz dos
diversos Estado*. O imperio romano, o imperiodo
Oriente, o imperio do Occidente, j nao exislem, j
per lencera ao mundo das tradirrues; hoje ninguem
tem a pretencao de dominar aSanta S, nem esta de
dominar naro alguma : dahi vem que o direito
publico europeo Ihe concede a mais honrosa neutra-
lidade na guerras que as dfferenlcs naces decla-
rara eolre si. J ouvisles dizer que de Roma par-
lissem expedirles para a Crimea pro ou contra os
Russos ?
Se por outro lado, senhores, examinamos a su-
premaca espirilual dos papas, vemos que ella reside
n'uma posse de 19 secutes, e posse nunca inlerrom-
pida, a despeito dos rugidos das heresis e dos schis-
mas. Vemos o jansenismo completamente destrui-
do, vemos o protestantismo, sea) embargo,dja suaiu-
culcada omnipotencia, oscillando em sena lzoacerno
o cedro ferido pelo raio ; vemos o schisma freg a-
viltado no Oriente debaixo do jugo das Russos' e dos
Tarcos; vemos o mahometismo em completes rei-
nas; vemos por teda a parte emflm o erro caduco,
avillado e esligmatsado; ao passo que a Igreja Ca-
lholica, sempre a mesma, sempre sustitutoria pela
virtude de seu chele nvisvel, permanece iramovel
sobre os destroc do passado As cicatrizo qae' Ihe
deixaram essas lulas brilhao em seu corpo, e nelle
tornam mais difllceis os golpes da espada.
Ella, como diz o orador sagrado a quem cima me
reten, conserva da era do marlj rio a passiva intre-
pidez que oppCe s perseguirse; da era do baixo
imperio, a scieocia de todas as situacoes duvidosas;
da era de Carlos Magno, a soberana; da era de Gre-
gorio VII, a ntelligencta de lodo os grandes pon-
tos de vista polticos; da era da reacco, o conhe-
cimenlo profundo de si e dos oulros; da era presen-
te em somma, a esperanra inabalavel naquelle que
promelleu acompanha-lj al i consummarao dos
secutes.
Ese por ventura o seo triumpho nao brllha ainda
riatayente aos nossos olhos, lie porque o seu trium-
phe^So cosluma Tazar-se vsivel em uma poca qual-
quer. A barca de Pedro, nAo sa olhanrio senao para
um ponto na extensao dos secutes, parece prompta
a submerglr-e, os fiis estao sempre a gritar: ge-
nitor, salvai-nos que perecemos. Mas encarando
toda successao dos lempos, a Igreja nos parece sem-
pre em sua maior forra e gloria, vendo -se entilo rea-
Usada a palavra que Chrislo soltara no meio da
lempestade: Homem de pouca f, porque duvi-
tencia de Carlos Magno e da escola palatina.' Esta
opinio porem fui victoriosamente refutada pete ju-
dicioso Pasquier, e pelo sabio abbade Fleury, que
moslraram evidentemente qae a universidade satu-
ra di* maos dos padres, que Uvera o seu berco na
escola episcopal da igreja Nolre Dame de Paris, e
na abbadia de Sania Genoveva.
O Sr. Mendes de Almeida : Apoiado.
O Sr. Pinto de Campos :Essa universidade foi
tendada por Innocencio III ; nio achei a bulla da
sua creacAo ; mas enconlrei em Duboulav, em Cre-
vier, na memorias do clero de Franca, os seguin-
les monumentos histricos qae ofJcrec> v considera-
cao da cmara.
Em 1207, Innocencio III, teniendo o inconve-
nientes do grande numero de professores theologicos
em Pari, redozio essa cadeiras a oito.
Em 1215 vemos Filppe de Courcon, legado da
Santa S dar universidade de Paris um cegulamen-
to fundamental, determinando as condirfies de ido-
neidade para ser admittido ao ensino theologico,
condiees qoe se lornaram o principio regulador dos
graos acadmicos, e dos tramittes necessarios para
o obler ; vemos
pendi que se
viam ser recusad
tura da dales,
livro dos se
methaphysica
elle designar quaes os com-
dmillir e qaaes os que de-
ando, por exemplo, a lei-
lotele, a sua moral, o' i.
e prohibir a leitura de sua
sua physica ; mas os ttulos com
fmortisafdd.
anecio o projecto que
Senhora do Rosario,
da provincia de San-
a possuir qualro por-
PEfrY.HBW).
foram os maores fautores da Inqui-
Toi muilo favo-
panha nao
sica o !
O Sr. Mendes de Almeida:Ella
recida do Pombalismo.
O Sr. Pinto de Campos : Mas pcrgunlarei
en, senhores, aquellos que atlribuem a Igreja
um carcter de intolerancia e de perseguiclo :
quem tei que perseguio nos tres primeiro secu-
to ite era chrisUa'.' Seriam os calholicos ou os
seus inmigos ? Quem perseguio no lempo dos im-
peradores do Oriente "' Seriam o calholicos, ou oa
seu inimign t >'ao seriam os arianos, os donatistas
e o iconoclastas f
Senhores, at o reinado He Carlos Magno a Igreja
leve de lular com assassiiatoa em massa, com iucen-
riios horrivei.s, com perseguirse de lodos os gneros;
e ludo por parta do erro. Consullai as obras de San-
to Agoslinlin, l veris o lecido medonbo de atroci-
dades pralicadas pelos donatistas na frica, onleter-
mario em bando de assassinos e de incendiarios, ac-
cominelliam os chrstaos, mutilando-o brbaramen-
te, arrancando lhes os olhos, e elidiendo as suas ca-
vidades de cal viva e vinagre. E apezar de tees hor-
rores o mesmo santo padre nunca cessou de pedir
aos condes e tnlniuos d'Afrlc que livestem toda a
compaiAo paraos anloresde lanos crimes, pois que
os conimeltiam por odio Igreja.
Appareceu o secute XVI, e -uma nova serie de
aconlecmenlos desastrosos se offerece considtra-
cAo do espectador I Esse secute vio, com a renur-
reicAo do erro, a repeticio de lodos esses dramas de
sangue, vio o protestantismo lofrene, como o tigre
JR.Y DO RECITE.
) Da 37.
Presidencia do Srf. Dr. Francisco de AiH Oliveira
1 Maciel.
Prcmotor publico, o Sr. Dr. Antonio Loiz Caval-
canli de Albuquei-quc.
EscrivSo, o Sr/joaqum Francisco de Paula Es-
leves Clemente. '
A'sll lloras d.a maohSa faitea chamada aclia-
ram-iie presenten 24 Srs. jurados.
Foram dispensados da sessAo a bem do lerviro
publico os segu oles senhores :
Dr. JoSo Ferrera da Silva,
Dr. Antonio VVtruvio Pinto Bandeira Accioli e Vas-
co mellos. .
Canta lor da 'ihesouraria provincial, Jos Maria da
Cruz.
Dr. Bernanlo Pereira do Carmo.
Profeor do lyceo, lenle Antonio Egidio da
Sil 'a.
Admiaislrridor da obra do hospital de Caridade,
JoAo P acheco de Queiroga.
Profet*or- d lyceu, Antonio Pedro de Figueiredo.
Ulysses locle Cavalcauli de Mello.
Lente da Facoldade de Direito, Dr. Braz Florentino
Henr'jques de Souza.
Escript'urario da tltesouraria proviucial, Francisco
Antonio Cavalcanti Cousseiro.
Theodc/ro Mediado Freir Pereira da Silva.
Caplfio de polica, Severino Ueoriques de Castro
P>ientel.
Foi ara dispensados por motivo ele molestia, os
Sr. jurados seguinles :
Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho.
Joao daptsta dos Guimaraes Peixoto.
Antonio Marlius Saldauha.
fausto lio JosAbres.
Jos Aleiaua>Rib'.'iro.
Mano;l do Santos Nuncs de Oliveira.
Cypriino LJrWa Paz.
Manol Antonio Torre.
Jos Candido de Barros.
D. Jollo Honorio Bezerra de Menezes. -
Antonio Mximo de Barros Lrile.
Dr. JoAo Maria Seve.
Joio Joaquim Gome, por se achar Tora4a comarca.
Foram relevados das mullas era que iacorreram,
os segiintes senhores :
Manot 1 da Silva Ferreira.
Dr. Bc-rnardo Pereira do Carmo.
Dr. Sabina Olegario Ludgero Pinho.
Manol dos Santos Nunes de Oliveira.
Joao BaptisUdoaGuimarae Peixoto.
Jos Alexaodre Ribero.
Cypriino l.uiz da Paz.
Dr. Jugo Honorio Bezerra de Menezes. tjk^
Jos Candido de Barros.
Antonio Mximo de Barros Leite.
Joao Joaqun) Gomes. .
Foriim multados em mais 209 os Sn. jando j
multados as sesses anteriores, e mais em 109 s
seguinles senhores:
Antn o Francisco Xavier.
Joaquim Lucio Monteiro da Franca.
Manoel Gomes da Silva.
Dr. Cusma de S Pereira.
Dr. De odor o L' piano Coelho Catenho.
Jos Joaquim de Almeida Lope*.
Felicicioo Augusto de Vasconcellas.
Joao de S Leu.
Domir gos Jos da Coste.
Fortm sorteados da urna especial 25 Srs. jurados
suppleales para completar o numero de 48, os
quaes 'Ao os segointes senhores :
Firmino Jos de Oliveira.
Dr. Caelano Xavier Pereira de Brito.
Manoel Goncalves Ferreira.
Jos Gomes Leal.
Dr. Antonio Epaminondas de Mello.
Jos Je aquim da Cunha.
Joio Valeollm da Silva.
Antonio de Oliveira Diniz.
Dr. Coislantino da Silva Braga.
Jc.lo Arcenio Barbosa.
Jenuiro JosTavares.
Antonio Augusto Maciel.
Joaquim de Abreu Ribero Machado. .
Dr. Jeronymo Vilella de Castro Tavares.
Franciitco Xavier de Oliveira.
Felicia ao Jos Gomes.
Dr. Antonio Mara de Farias Neves.
Dr. Lviz Daarle Pereira.
Miguel Felicio da Silva.
Jos Gorgonho Paes Brrelo.
Jos Carneiro da Canha.
Franci-cu Jos Cyrillo Leal.
Dr. Antonio Aunes Jacorae Pires.
Luiz da Veiga Pessoa.
Concluido o dilo sorteio o Sr. Dr.. juiz de direito
mandn proceder.as nolificaces, expedindo-se para
isso os :ompetentes mandados, e levanten a sessao
adiando-a para s II) hora* do dia eguinte.
que Courcon assim* procede nao excinem a intervein-
cao do poder temporal, pois em uma das actas da
academia l-se o seguinte : Noverint anicersi
quod cum D. pape spedale mandalum... ordina-
vimus. .
Em 1220, o papa Honorio III desejando dar teda
a supremaca aos estudos theologicos, de accordo,
supprimio a cadeira de direito civil na universida-
de de Paris.
Em 13 de abril de 1234 Gregorio IX desenvolve e
altera o regalamento de Filippe de Coarcan ; pres-
creve diversos artigo* de polteia e de disciplina :
coocilia os direjtos do chanceHer cora a liberdade
da academia, oa qual reconheee o direito de tear
eu estatutos, etc., etc. (Memoria* de Cl. Fr.)
Em 1223 o mesmo papa Gregorio IX baixa uma
bulla, erigindo a universidade de Toulosa, e conce-
de aos doutures em ideologa os mesmos privilegios
de qae gozara os de Paris.
Em 1280 o papa Nicolao III confirma o privilegio
dos professores da universidade de Paris, de pode-
rem ensinar em qualquer parle, indepeneenle de
novo exame.
Em 1283 as finanras dessa mesma universidade
sao reguladas pelo papa Martinho.
Em 1289 Nicolao IV erige a universidade de
Monlpellier, concedenrin ao bispo a faculdade de
conterir graos aoa doulores, servatis tervandis, e
de governar a disciplina riesse eslabelccimente em
ratafia s escolas theologcas.
Em 1290 o mesmo papa Nicolao annue fundarAo
da universidade de Lisboa, a pedido de el-rei .
Diniz, ao qual, como se v da bulla De slalu re-
gni Portugalitc d pleua faculdade para fazer to-
das as modificaees que julgasse uecessarias nos res-
pectivos estatuios, juica illorum substancia.
Em 1305 o papa Clemente V crea'a universidade
de Orleans. Esta bulla, que comee drnn pertpi-
caciter oculo in circuito tevamus, leve o mus am-
pio beneplcito de Filippe de Franca a 5 de jullio
de 1312.
Dos registros do parlamento v-se que a Santa
S, a pedido do re e do cardeal de Guize, conTor-
inon-se com a crearlo da universidade de fheims.
O mesmo parlamente aceitou essa bulla por uma
deeisao de 1549.
Em 1582 Toi Tundada a celebre academia de l'lo-
renra, chamada a Crusc : o papa de enUo mandn
um legado assislir inauguracao das Faculdades
Theologcas nesaa academia.
O instituto de Bolonha, fundado em 1690, solici-
ten da Se a sua approvacAo no locante ao curso de
direilo cannico ; em 1717 o respectivo director ge-
ral tei em pessoa a Roma solicitar do papa a conces-
shi dos privilegios que em lodos os lempos a Santa
S annexou a toe estabeiecimentos.
Em 1673 o cardeal de Curea dirigi ao re, qoe
se acltava em Fontaineblcau. a seguinte allocucAo :
Senhor Ajudai-nos a reformar as universidades
do vosso reino, especialmente a de Paris; nos ja sop-
plcamos ao cardeal de Bdorbon, conservador dos
privilegia apostlicos, e a outro entendidos na ma-
teria que hajam de tratar desle negocio com alguns
membros do parlamento por vos designados ; pois
nada podemos Tazar sem vossa auloridade, e sem
as vossas lupplicas ao Santo Padre, cuja suprema
itispeccAo se nao pode recusar.
No aono de 1416 o papa Benedicto III, de accor-
do com Alfonso IX de Castella e Leo creou o
corso de faculdades Theologicas na universidade de
Salamanca.
No aono de 1514 creoo el-rei D. Manoel a cadei-
ra de vespera na universidade de Coimbra, usando
da seguinte formula : Pela outorga das faculdades
pontificias ordenamos a crearao da cadeira de vea-
pera, e nomeamos para a sua regencia o padre-mes-
Ire frei Joao Claro, ex-prior de Alcobac, percal
bendo a quanlia de 209. a Que bellos lempos Sr. enn: ellieiro Jos Benlo da Cunha e Figueiredo,
Quando D. JoSo III transferio definitivamente* a presidente da provincia.-*Q chefe de polica, Luiz
dasle !
Julguei, Sr. presidente, necessario fazer esta pe-
quena digsressSo, com o fim de discipar esse* recetes
acerca da enra romana, que he nossa alliada na-
tural. Quem liver lido a histeria ecclesiastca, sabe
qoe desde a paz de Constantino a Igreja ea Eslado
fizeram a mais profonda allianra entre si; como pois
prelender-se hoje estabelecer antagonismo entre oa
dous poderes, de cujo accordo e harmona depende a
ordem social que mal nos pode vir de ser o Papa
ouvido a respeito da TundacAo de faculdades theo-
logicas?
Nao h* lie o juiz nato da f e da doulrina 1 Que-
rer o nobre deputado, a quem me tenho referido,
defraudar a Igreja do direilo de dirigir o ensino ca-
lholico r Mal eslaria a Igreja, senhores, se ella esli-
vesse sojeilaao ensino do homens! Esse ensino,
sendo variavel e contradictorio, nflo pode deixar do
ser Talso. E fle teilo, se exce pluarmos um cerlo nu-'
mero de phenomeuos prova los pela experiencia, al-
guns axioma que servem do base i razao humana,
as distiuccoes do justo e do injusto, qual he o pon-
te do ensiuo hu.nano que aprsenla um perTeito ac-
cordo.
Oque ha ahi que esse ensno nao corrompa,na phra-
se de liaron '.' Onde se ouvir uma voz que nflo seja
logo contrariada por outra e convencida de qoe est
universidade para a cidade de Coimbra, usou desle
prembulo no decrete : a Desejando que este rei-
nos resplandecam com os raios das sciencias e das
virtudes, Tundamos e plantemos irradicalmente o
estudo geral da nossa cidade de Coimbra, a qual,
para a lal obra escolhemos, para honra e gloria da
Allissma Msgesladc, e da gloriosa virgem Mai de
Chrislo, e tambem do Martyr S. Vicente, e da san-
ia Igreja de Roma, a qual he mai e mettra univer-
sal desle eslabelecimento. a
i Nao he um padre obscuro que Talla, he loda a an-
liguidade chrisUa que se levanta para justificar com
seu testemunho toda a doulrina que lenho expendi-
do. O meu fim exhibindo tees pravas ha mostrar
que o governo u3o andou errado qnando sa propoz
ouvir a Santa S. E quaote reforma da universi-
dade de Coimbra, direi qoe case Tacto sobre nao ler
o alcance que Ihe quer dar o nobre depulado re-
sume a physionomia e as cores dos lempos em aae
elle leve lugar.
Todos sabem que nessa poca .1 corte de Povtu-
gal eslava era rompimento coro o papa ; qae Toi
nessa poca e sob a inllaencia do celebte Pombal,
coja vasla comprehensao admiro em materia de ad-
ministraciio civil, que sabio da maos do padre An-
tonio Pereira de Figueiredo a saivra mais violenta
contra as prerogalivaado pontificado !E porque Pom-
bal ioubee queo papafa quem elle mandara mostrar
um autographo maouscriplo da obra) lavara muito a
mal o seu contexto e doutrnas, Pombal dea pressa
na impressAn da obra, e mandou umexemplarao
papa, em mu rica encadernaco Quem nAo v
nisso o acinle 1 Qoem proceda desle modo em ou-
lro casos, nao havia do proceder igualmente no
tocante reforma da academia.
O .Sr. Mendes de Almeida di um aparte.
O Sr. Pinto de Canpos : He verdade, diz mu
bem o nobre depulado. Alm disto ja mostr i que
o res de Portugal linham plena faculdade para re-
formar os estudo da universidade de Coimbra, co-
mo e v da hulla da sua rreai.au.
Terminare, Sr. presidente, pedindo r. cmara
que, me descnlpando pelo muito qoe hei fatigado a
sua atlenrVj, se digne de continuar a oppor barrei-
em erro1? As sociedades humanas, senhores, oftere- ras a essas dootrinas que julgo perigosas, fizando as
cem por loda aparte o espectculo de uma lula in-
definida. As inielligeucias combalem as indiligen-
cias, as vonlades contrariara as vonlades, os impe-
rio esmagam os imperios, os alvedriosse chocao, as
combinaces perdem-se na (rofuiida noile do clca-
lo, e de lodo esse lular insensato so resulla uma gran-
de verdadea duvida I
E o que he que vemos no ensino calholico senao a
uniformidade ua universalidad'.' E donde procede I guem jamis so soparon impunemente. Por felici-
itlo ? Procede da auloridade divina, que garante o | dada nossa, ja a religio nao he objeclo de escarneo,
suas ideas nos verdadeiros principios de direilo,
afim de que nAo estejamos sempre a suscitar contro-
versias cm materias Uo delicadas apoiados.) J
quando se Iratou aqui da creacao de bispados, hnn-
ve qoem puzesse era duvida o direito de ser ouvido
o papa, eessa vacillarao deve acabar por uma vez.
Felizmente, senhores, tudo annuncia o nosso glo-
rioso regresso a essas verdades eternas de que nln-
liEFABTTQAO DA POLICA.
Parte do dia 28 de agosto.
Illm. Exm. Sr.Levo ao conhecimento de V.
Exc. que das difieren les particparoes hoje receidas
nesla reparlirA.i, consta terem sido presos :
Pela subdelegada da freguezia do Recite, o
africano Aoreliaoo, por desordem.
Pela mbdelegacis da Treguaste de Santo Antonio,
o preto escravo Jos, tambem por desordem, Anto-
nio Francisco da Silva e o prcl'o EpiTanio, arabos
para averiguacOcs.
E pela subdelegada da frc&aezia de S. Jos,
Feliciano Primo da Coste, por ebrio.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da policia de
.arrhuco 28 de agosto de 1855.Illm. eExm.
1 Ver-
tarloj de Paira Teixeira.
GABINETE PORTUGUEZ DE LEITURA.
HOSPITAL PORTUGUEZ PROVISORIO.
A directora do (abinele Porluguez de leitura em
Pernambuco contristada dos amargores, porque es-
tn passando algumas provincia do Brasil, vergidas
ao peso de mortfera epidemia, e crendo muito poa-
sivel a transmissilo do mal ao seio d'esta provincia,
promuvii uma subscripcAo em favor, dos Portugue-
ses desvalido, que em caso da invasao da epidemia
venham a carecer de esmolados toccorros.
Este 1 ppello geral reconhecida philanlropia doa
Srs. Porluguezes residentes nesla capitel tem por
fim :
l."Kstobelecer as immediaces da cidade em
casa e leeal apropriado um hospital denominado
Hospital. Porluguez Provitorio, o qual servir de
asilo ao i Porluguezes indigentes, qae por falla de
meios uAo posm em seas domicilios receber con-
veniente (ratamente.
2.A casa ser alugada desde j, e o Hospital
montado com 2o leilos pete menos, ficando a cargo
do medico director do mesmo, regular o seu servir
medico, e augmentar o numero do leilos, conforme
as necesidades do momento, e as tercas do eslabe-
lecimenlo.
3.Para ser admitlido no Hospital na qaalHade
de doa itepobre, bastarao 2 altestados de pes-
soas probas, as quaes certifiquen! a qnalidade de
subdito porluguez. e apuro de crcumstancia pecu-
niarias. Em caso de incidente repentino o medico
podern fuer entrar no Hospital o doente, qae en-
contrar ia inJigencia, uma vez certificado da soa
qualidade de subdito porluguez.
4. l'cni direito a entrada no Hospital como do-
entes ; articulareso Srs. Porluguezes abastados,
que por Talla das uecessarias commodiJale, ou por
qualquer motivo nAo quizerem ser tratados em soas
casas ; sendo nesle caso os Srs. socios inslalladores
do estabelleeimenlo obrigados a nma simples retri-
liuir.io i quivaleule i sua despeza; e o que os na o
forera, 11 uma gralificaaSo, que lhes ser arbitrada,
viudo o ixedeote a untarte!' em favor do fundo de
beireficencia.
5- Terminada a bietripcSn' sero convidados o
senhores conlribuinles para uma reuniao geral, na
qual ser Horneada uma commissAo definitiva com-
posta de cinco membros, a qual tomar a seu cargo
o rgimen econmico e administrativo do hospital,
por essa accasiAo podur-so-hAo discutir tambem os
melhores. processo de levar a cITeito Ao til em-
prea.
6' A Hila do senhores cootrlbalnles, bem como
>is suasoutribuiroes, serao publicadas nesle Diarlo.
1' No cafi-l oao vir a ser preciso o hopj.
nem nnrennM......i-ii-milaI arreeadado. fYi'in'
pontualmtnle reenlregue aos UMniR* coiitribainlrs
na razio das suas quolaa, e por lodos dividid a des-
peza qoe se houvtr teilo.
Acha-*e lodos o* dia berta a tubscripcaO na sala
rio gabinete porluguez de leitura, e eocarregado da
mesma no
i\. na Bairra do Recifk.
tn illm. Srs.Bernardino Gome da Carvalho.
Manoel Pereira da Figueiredo Ton-
della.
Jos da Silva Los/a.
Antonio Loiz de Oliveira Azevedo.
Joaquim Luiz Vitira.
Manoel Ferreira da SMva Terroso.
Amonio Antunes Loba.
Manoel dos Santos Piola.
Amonio Lopes Pereira de Mello.
,, Sanio Antonio.
Os lila. Srs.jot Pere* da Crnf.
Jos Moreira Lope.
Joaquim Correa da)
liomingos Jos Fer
moel Antonio du
Manuel Francisco da I
Bernardino Lomes de Caf o,
San Jtt.
Os lllms. Srs.Jos Joaquim Lima BairJd"
Francisco Tavares Correa."
Pedro Jos da Cosa.
Jos Pinto de Magalliaas.
Joaquim Luiz do Santo
de.
Jos Jeronymo da Silva.
Joaquim Antones da Silva.
Jos Francisco de Lima.
Jos de Mello Cosa Olivatra.
Boa l'ta.
O lllms. Srs.Manoel Jos Guedes Maga
Ignacio Jos do Couto.
, JoAo Ferreira Ramo. .
Joaquim Antonio da Sil
Joao Luiz Ferreira Rif
Bento Fernanda do P.is_
Uuarle Borges da Silva.
Domingos Antonio da Silva Bairio.
Antonio remandes Lima.
Manoel Gomes Loureir.
Jos Maria Goncalvt Ykira Gui-
maraes.
Todos os senhores que se dignarem contribuir pa-
ra obra Uo meritoria e pbilanlropica podem dirigir-
se nu ao gabiuele on a algum dos senhora* cima
indicados. '
Sala das sesses da directora do gabiaete porlu-
guez de leitura em sessAn particular d 24 de agosto
de 1855.Jos de Almeida loares de Lima fartm
director.Gaspar Antonio l'ieira Guimaties, vico-
director. Joao Baptista V eir VUiaJto, primeiro
secretario Antonio Augusto dos JE
sejundo secretario.Tbie Azevedo de Ant
soureiro.
CORRESPO^iDENaAS.
Senhores redactoret. Bem longe esU,
bro reformado, vivendo Desla cidade da (
mizeraval, e s a cusa de meu pequeo i
de nao ser pesado a sociedade, e retiraA
qoeslOes do mundo, agora vejo-me obrid
ver para o pnblico, ssra que para isso U
ou instruccAo alguma, mas como o mea 1*9
tar a mnha quena, e fazer a minha suplica, e nio
tendo aaeios para recorrer a um patrono, a farei ni
minha propria liuguagem, pedindo descolpa ao lei-
tore ; sis o caso:
Por desgraga doa habitantes deste cidade da Olio-
da, Toi o anno p. passado arrorabada a repieza d
agua polavel de Olinda, que ba scalos dava agua
para este cidade, e a do Recite, caja represa, tem o
ululo depantano de Olinda, e quasi lodo os an-
not arrombava com a dieias, e era logo reedificada
pom este ullimo nAo succedeu aaim, porque ap-
pareceram tantas opiodes respeito da caaalisacaa
do rio de Beberibe, o qual faz o chamado paateao,
qun eu pensei ver em poneos das, rehabilitada uma
nova e opulenta Mauricea/porm qual ? nem ae me-
nos Toi um sooho, qae ea liveise ; alguma esperan-
Co para o roturo, pois que todos o planos projec-
to desappareceram por nio dar intercue algum a
empreza projeclada, ficando esta desgracada Olin-
da reduzida nao a opulenta Maurcea : porom a uma
nova Ga, ou Mossamede ; se eq.librarme na pri-
meira, veremos que lendo de Olinda salude corso
jurdico com lodos os seus estudantes, tenia, empre-
sa dos e mais pessoas. deixaram a cidade quaai deser-
ta e falte de muito recurso por ter all parausado o
pequeo commercio pela falla de habitantes, e no
segando nico (opico de minha supla, vemos qua
acolnos de Mossamedes, vio condaxk de 2 a 4
raguas agua para beberem (segundo ditera; a por
isso em lugar de uma colonia lem sido um cemterio
e quasi 00 mesmo caso est esta reslo de habitante
de Olinda, pois bebem agua salobra (de 120 r. a 240
por cada caneco) couforme |a longitud.
Exm. Sr. presidente desta provinJa, V. Exc lem
dada muitas provaa dos benefietoT^qUe j (em feilo,
a t'trnamboco, sua patria natal, j activando a poli-
ca pelas comarcas, j fazendo continuar a obras
publicas, ja dapdo o premio instruccao ; a outros
mu ito beneficios, e ulli mmenle com a entregado
templo divino irmandade do Espirito Santo, tenca
suaa vistas para aquella desgracada Olinda, mandan-
do tapar aquello arrombo, pois s assim (eremos agoa
ceno mais tecilidade e cobrir aquellas lama, qua
nos estao causando grandes recetes nao se deaaovolva
alguma calamidade.
Exm. Sr., o reato dos habitantes de Olinda, se V.
Exc. nio providenciar para que tenliamo agaa, um
dos primeiros elementos da vida, ver-se-Uo na dar
uecitssirlaa> gare 01 pan undo um pao amargo, visto cerno oa
remlimenloi com qae passavam am Olinda, nao pas-
sam em oulro qualquer lugar, pois que all linham
so de comprar de necessidade a cama a a teriaka, a
oulros mais indigentes o mesmo pantano Ihe davam
alimento com a pesca, e V. Exc. dando-Ibes agua a
beber, elles rogante a Dos por V. Exc, e o mesmo
leo i Ihe fencara a sua bencao.
E em. i,*, as aguas da bicas sao salobres, a cacim-
ba c.iamada dos milagros est secca, e por isto espe-
rara ,s de V. Exc. soccorro, e esta he a sapalka qua
implorara lodos Olindenses, em cujo numero enlra ,
O Reformado.
O juiz municipal de Sazarelh e o implacats cor-
respondente do Liberal n. 862.
Hiio seremos nos os que censuraremos a oppoalcao
analtica que qualquer individuo faca a estaiou-
quella auloridade, quando esquecida de seos devere
para com a sociedade, aberre da rbita marcada pela
lei, pela moralidade e bous costumes, e offend as-
sim os direilos de seos concdadaos, por m vontade
ou ir discrrAu ; e de quanlo mais alto partir esse
desvio, erro, inhabilidade ou malversarlo, (ante
mais desculpavel e at loavavel achamos a desforra,
lauto mais justa e digna a represalia. N qae tan-
las vezes havemos mostrado esses sentimentoe, nio
podemos de certo tolerar que em troca desta garan-
tia constitucional, se aprsenle em publico ama ca-
tilinaria nauseabauda, qual se l no citado Liberal,
contra o integerrimo juiz raanicipal J)r. Meacoso
da Vega Pessoa, sem o menor fundamento, ,.s>5 com
o fim satnico de injuria-lo a mennsprezar ama au-
loridade, qaa*t)or este ou aquelle motivo cabio no
desairado de algum seu gratuito inimigo.
Adiamos no entente que todo deve ter seus limi-
tes, que a qnalidade de censor Injusto, qae ateo
sera razao plausivel ao seu adversario, deve impor a
si certa reserva, certa moderaco, que dasgraeada-
raento vemos esquecida de todo na correspondencia
quealludimo; tanto mais digna de enojo e de re-
provacao quando traicoeiramente vai tortr um dos
nomes mais Ipppolares da comarca de Nazarelh, e
que tanta honra tez a magistratura brasileira, pela
riociliriade do seu carcter, austeridade da costumes
e fiel execulor do mandato de que te acha revestido,
'ornato probo e honrado Sr. Dr. Moscoto, e qua
riig.it 1 os habitantes desla cidade que com alte li
daratn.
Conhecemos quanlo he errada e detpeitosa a ag-
gresiAo que o malvolo correspondente do Liberal se
aventurou a publicar, certo da impunidade e da ou-
sadir. que de ordinario acompaoham e eneorajam
semtlhaotes desmando. Um s fado nao se dignou
aponiar, apena uro chuveiro de improperios e d>
amea;asem liuguagem bordalenga e descommunal,
por isso s temos de lastimar que o nossos prelos se
preslnm com tanta facilidade a animar a mais ra-
qui ni ida ma T, e perversidade de um despeitoso,
pudendoenlrelanlo assegurarmosao Sr. E.A.O. que
stmpe nos encontrar*dialalaiaemoi promptos para
o repellirmos.logo que liba algama aecusaco, como
nos promelte, porquo estando de ha muito consejo
da inteireza do digno juiz municipal de Nazarelh
fac( ser sua defeza. inquestionavel o seu triumpho,
confundido e humilhado Uo ousado detractor.
Em retento pedimos permUsAo ao nossos leitorea
para Iranscrever um dos tpicos matj ieniono com
que fora briodado o Dr. Moscoso, para que admiren *
urhantdade e a polidez do amabilissimo correspon-
dente E. A. O. a homem que nio tem cores que
lite suiiam as teces, obiecadn na villeza, prevarica-
dor, pioililuto e crapuloso I!o a taes injurias pre-
feriremos sempre responder com o silencio, devol-
vendo -a intactas ao seo digno autor,
Assim permuta o Uluslre correspondente que na
apauhemo luva tan en'.ameada, ja pete renpeilo de-
vido ao publico, ja pelo interosa da moralidade da
impreisa, ja pelo desprezo protondo que protesta-
mos pira os seus insulto.
Reflexione o bom lenso de quem liver lido ne Li-
beral i!sa correspondencia atrevida e insolente, on-
da !n7i se acensa ao Dr. Moscoso, qual o motivo de
tanto :yoismo, e conclua se ella he ou nao o parto
mais niseravel do despeito e do orgulho olTendido,
de quem ha procurado esligmalisar com o ferrete da
ignominia, um dos mais distioctos juizes da (oro
pernambucauo.' As orden rio Sr. E. A. O. da Na-
zarelh, Dcaremos sempre e de muilo bom grado.
O Justo.
PlBLlCAflttS^A PEPIM.
HOSPITAL NMfrt fcaOVlSORlT"
Illm-. Sr. mombrosdad Baldo bnete por-
luguez de leitura. Depar iocJo no Diario d Me
com a sublime e phitonfrritfcaWilticlo que (em Vi.
Ss. loro ido de estabelecer provisoriamente hospitees
onde dnvam ser recolhidos os Porluguezes indigen-
*
4
:

1
J


DIARIO OE PERMIBUCO QUAKTA. FEIM 29 OE AGOSTO DE 1855
I
St,
tez na cuo que leohimo* de comparlilhar coro o
mil qu>i flagella o Para e a Baha, e reconhecendo
ueale aclo i maja, apurad prava de phllantropia
de regiao, dantjava eoueorrer cero o meo conlin-
genle, oBereceudo gratuita mate ot meus serviros
raedicoa.
Deoe guarde a Va. Se. Recite 25 de agosto de
1855.lnis. Srs. momhros da directora do gabine-
te portuguez de leitura. Augusto CarneiroMon-
tura da Silva Sanio*.
IlIiO. Sr. Recebemos o oftico de V. S. datado
de 25 do corrala, do qual V. S. compellido de ca-
ritativo impulso se 'ligua oflerecer gratuitamente os
setas tervicoi meilMas ao hospital portuguez provi-
torio.
directorii por agora deliberar a
respeito, es le esteja orgaoisada a competente
commisslo Iva, que vai ser insultada ; apres-
sa-te no entaw > agradecer desde ja a V. S. em
a humanidade e dos Portuguezes desvalidos
um leilemunho tan aulhenlico de abnegarlo e phi-
1 flca registrado na respectiva acta
usa, )>ara ser levado ao conheci-
asno apenas for orgaoisada.
r. S. Sala dissesses da directora
|a de leitura, em sessao especial
Hamo. litro. Sr. Dr. Aogu.lo
Hro da Silva Santos. Jos de Atmet-
"3 Bastos director. Joilo Bap-
HsjTO, 1' secretario.
que o ja|
Poda
vana
D.
Joaqi^
do civiil i:
M. I. ,3 (
Cerl
llarques da Costa Soares, que se Iba faz
i qua o escrivao Santos vista dos autos de
ll intentado em nome do supplicanle con-
rdeiros de Ignecio Luiz de Albuquerque
Ihe d ptPertidau o llieor da petico, despacho,
termo., i Mc.0es do protesto ltimamente feto pe-
inle'iios mesmos autos, e oda senlenlenoa
em termos qoe fajam f : para o que
i Illm. Sr. Dr. juiz municipal da 3.
e de assim o mandar. E R. M.
[Jos Margues ata Coila Soarei.
\D agosto de 185.").
Oliteira 'Maciel.
iHHra dos Santos escrivao vitalicio
Hade do Keeile a seo termo por S.
r. D. Pedro II, que Dos guarde ele.
__ a revendo os autos de libello de Jos
Marques da Costa Soares como liquidatario da casa
de ata finado pal contra Francisco de Paula Buar-
que ooino admnislrador de sua molher e outros del-
les conla ser a procurarlo, despacho, termo de pro-
teste e tuda* ruis pedido por cerlidflo do theor,
forma u aiaoeira seguiule :
'Marques da Costa Soares encarregado do
Ifinado coronel Antonio Marques da Costa
sen pai. que havendo Domingos Valeriano
e Souia, apresentado urna earla de D. Ar-
chanja Sebastiana Cavaleanli, credora do mesmo ca-
nal,^ aelorisando a supplicado a receber qnalquer
fa por conla do crdito da dita credora ; e co-
aaao houve&e dinhelro em cala, mos-
Mieante os ttulos de obrigaees, de-
sdas aquella casal, e o supplicado escolheu d'entre
ollas do tinado Ignacio Luiz de Albuquer-
uual he administrador e inventarente
PaSuU Buarque, que tambem era deve-
de 3373)990 rs.. sendo o saldo do
rpelo dito casal Albuqoerqoe de reis
[para o supplicado o receber dos de-
aja eobranea eonveoeionou o suppli-
applicado, a gratificaran de 10 por
i elle a sua custa as despetas judiciaes
Hapensaveis, e igualmente Ihe eonflou
fama procurarlo para o fin especial
Itievedores o que Ihe indicasse em suas
ordem pelos meios amigiveis e conciliato-
rio*. J atraanlo dias depois appareceu em casa do
snpplic |t* o supplicado com o dito Buarque, e este
por si una qualidade de administrador do casal do
tinado devador Albuquerque, de quem tambem he
herdeiro ; aeceitou do supplicanle 6 latirs do valor
do referido saldo da qoanlia de l:3tit*60, assim co-
no oalra de 3279920, saldo da eonta propria do
nesmo Buarque : pelo que enlregnu-lhe o suppli-
:anle duas lettras que o finada seu pa garanti, e
pagaa um 18118, pelo dito Albuquerque e ao suppli-
cado eiitregou as sete leltra, acceitas por Buarque
em pagamento de ana porcenlagem, e por eonta
lo crdito de D. Archaoja, ficaodo assim saldada a
".onta entre o casal Marques e o casal Albuquerque,
ii Deesa orcasiao cassou o supplicanle a procuradlo
o
Brigue americano Tnomaz iValteridem.
Barca inglezaMirandamercadoras.
Brigue hamliurgneznerthnfarinha de trigo.
Hiate brasileiru(astrofumo e charutos.
Eacuua brasileiraTamegatarjaba da trigo.
Importaca o.
HriKua hamburgus Bertha, vindode Fiume, con-
signado a N. O. Bieber si C, manifeslou o se-
guiule :
2,007 barricas farinha de trigo, 54 caixas papel, 1
pacole amostras. 100 barricas vazias, 625 pacoles
vimes, 100 ditoi arcos ; aos consgnala!ios.
- OOMSULADO GERAL.
Reudimento dodia 1 a 27 21-3533I4
dem do da 28....... 9839412
22:3363728
h .U,7EJ?SAS PROVINCIAS.
Rendimento do dial a 27..... 1:6139287
dem do dia 28
251381.)
1:8659132
KECEBEDOKIA DE RENDAS INTERNAS GE-
. .. ,KAKS DE PERNAMBUCO.
Ramdirnento cto di t 27.....26:0889561
dem do dia 28....... 673550
26:7629111
CONSULADO PROVINCIAL.
Reodiinentodo dia 1 a 27,
dem do dia 28 .
31:0079965
2:9999791
37:0079756
PAUTA
do* precos correntei do assucat, algodao, e mais
leeros do paix, que se despacham na meta do
consulado de Pernambuco, na semana de ZI
de agosto a 1 de setembro de 1855.
Assucar em caixas brinco 1.a qualidade
i> o 1 2."
mase......... a
bar. e sac. brinco.......
maicavado a
refinado..........
AlgodSo em pluma de l. qualidade s
> 2. o
" 3." > D
em caroco.........
Espirito de agurdenla......caada

Agurdenle- cachara .
> de cauca reatilada
Genebra do reiuo .
Licor .

1)
caada
botija
caada
garrafa
Arroz pilado duas arrobas, um alqucire
em casca........... >,
caada

urigiual que havia condado ao supplicado para
indicado im. Chega porem a noticia do supplican-
le qoe o supplicado servindo-se de orna ceilidao da
mesma procurarlo extrahida de urna copia que Aca-
ra no ju izjd paz da freguezia de Santo Amaro de Ja-
.loalSo, reqperer;i em nome do supplicanle por este
.uizo, esciivao Athayde, um aresto contra os herdei-
it>a do finado Ignacio Luiz de Albuquerque, e com
nutra copia da dita procaracJu eitrahida em publica
lorraa pelo tabelliaoSalles eml5de revereirode 1853
11 sem aisi^nalura alguma do supplicanle, que alias
lem residuo uesla cidade, propozo supplicado em
lome di supplicanle um libello civel por este mesma!
. uizo, etcrifio Santos aos ditos herdeiros para haver
dellea a importancia total e juros das duas lettras ja
laldada com a herdeiro e administrador do cisal
ilevedor, Francisco de Paula Buarque. Pelo que
remo supplicanta protestar (erante V. S. contra s%-
inelhau e ibuso 4e conflanca e revoltante procedi-
inento t|uu reprowrcontri o supplicado, e contra
iinem nials di re la tlver ; e rtquer a V. S. que se
digne de mandar tomar por termo o protesto do sup-
* plieaob), e qoe depois de intimada ao supplicado e
110 solicitador Joaquim de Albuquerque Mello,
1 ubstabelecido por aqoelle para ficarem scieates, se
junta ana autos da accjto principal .intentada em no-
me do upplicante pelo carlorio do escrivao Saatos
paraaei'julgado por senlenra o protestado suppli-
:iala, v pdr-se perpetua silencio nesaa feilo, sendo
9 supplicado condemnado as cusase que deu can-
ia. E.isim, pede a V. S. Illm. Sr. Dr. juizaoiu-
licipti da segunda vara deferiraento. E R. M.
Jan Marques da Costa Soares.
Comorequer. Recire Ifi dejulho de 18i
Oliveira Maciel. ,
Aos < de jalho de 1855, nesta cidada do
perante mim e as teatemunhas abaiio asi_
dase Jta Morques da Costa Soares como liqoidSla-
rio da casa do seu finado pai o coronel Antonio Mar-
ques dn Costa Soares, que protestava, como de facto
protestdo lem contra Domingos Villeriano Alves
de Souia, a contra quem maii de direito for n for-
ma declarada em sua peticao retro, que fica sendo
parte do presante, e de como dissa e protestou, as-
signou com as leslemunhs abaizo declaradas. Eu
Joaaaim Jos Pereira dos Santos escrivao o escrevi.
iiMarques da Costa Soares. Pedro Alexan-
drij Oilrigues Lins. Joaquim Jorge de Mello.
o que sendo neila cidade. inlimei este
ir Domingos Valleriano Alves de Sonta, (1-
iandido de todo conteudo da pelillo e pro-
testo ^opra. O referido he verdade.
Reeila ISdejollio 1855.Ofliciil do juizo, Pe-
dro Ferrciri das Cliagas.
artiuco que igualmente intimei o protesto so-
pra a olicitador Joaquim de Albuquerque Mello,
heoo antondido. O relerido lio verdade.
safe 18 da julho de 1855. Pedro Ferreira das
Cl zas, oftlciai do juizo.
J Sr. Dr. juiz municipal da segunda vara.
'ala Jas Marques da Costa Soares vem re-
V.S. que nao tendo aecusado Da andi-
da as inlimagdes do Drotesto junto por
f de saude do procurador do supplicanle,
1 ser o mismo protesto novameute iu-
dos, pelo que requer V. S. que
o mandar. E R. M. Jos
1 Soares. Como requer.
!!6 de julho de 1855. Oliveira Maciel.
Cerlilico que sendo nesta cidade, intimei este pro-
testa a Domingos Valleriano Alves de Sor.a, e fi-
coo entendido.
Reeilei6dejolho de 1855. Offlcial do juizo,
Pedro Ferreira daaChage.
CertiTico que igoalmente inlimei este protesto ao
solicitador.floaquim de Albuquerque Mello, flcou
entendide. r
Recife 26 de junho de 18.55. Pedro Ferreira
dastClugas, offlcial do juizo.
lgj iKiraenlensa o protesto requerido e constan-
te do Urnio a oihaslrinla para,que produza os cf-
feilo* de dirailo, e cusas.
Recire 16 de agosto de 1855. Francisco de As-
sis de Oliveira Maciel.
Est conforme com o original, ao qual me repor-
to, a nu verdade vai esta sem cousa que dovida fa-
ca ccoterida, concertada e pur mim subscripta e as-
signad;, na forma do eslyllo, nesta cidade do Recire
capital da provincia de Pernambuco aos 22 dias do
mea de auosto do anuo do Nascimento de Noseo Se-
nhor Josas Chrislo de 1855, trigsimo qusrto da
independencia e do imperio do Brasil. Subscre-
vi a an-ignei, em f de verdade.
Joaquim Jos Vertir dos Santos.
Azeile de mamona......
mendobim e de coco
de peize.......
Cacau.............
Aves araras .......
papagaios.......
Bolachas............
Biscoilos............
Caf bom.............
resstolho...........
com casta...........
muido.............
Garu secca............
Cocos com casca.......
Charutos bons........
o ordinarios........ y
regala e primor ....
Cera de carnauba......... rji
em velas...........
Cobrj novo mo d'obra ...... s
Couros de boi salgado-......
rerdei..........
espiados......
' d> oara.......
cabra corlidos .
Doce decada........
goiaba.......
.........
uma
um
a
a
Eslaa nacional.....
. eslrnngeira, m.lo d'obra
Espanadores grandes......
pequeos.....
Fariulia de mandioca.....
inilbo.......
rarula ......
Feijao .
Fumo 1io-ji
o ordi oario Ja,
ero follia bom.
< a ordinario
11 i) reslolho .
Ipecacuanha .iteX
$:k:::
um
i>
alqu'eire

u
alqucire
@


v *** "i-.
Gomma
Gengibre...........
Leulia de adas grandes......cento
i> pequeas ..'...
loros....... b
Pranchas de amarello de 2 costados urna
o ii louro.........
Costado de amarello de 35 a 40 p. de
c a 2 J a 3 de 1..... i>
a de dito usuaea .......
Costadioho de dito ........ b
Soalho de dito........... b
Ferro de dito .......... a
Costado de louro.........
Cosladnho de dito........ b
Soalho de dito........... .,
Forro de'dlo...........
b cedro.......... a
Toros de lalajuba.........quintal
duzia
par
caada
alqueire
urna
Varas de parreira
aguilhadas........
quirs..........
Em obras rodas de sicupira para c.
B eZOS O B B B
Melado...............
Milho...............
Pedra de amalar.........
filtrar.......... ,
b b rebolos.........
Ponas de bot .' ^.....aut0
Pi,ssava.............. molho
Sola ou vaqueta..........,e0
Sebo em rama...........q
Pclles de carneiro.........urna
Salsa parrlba...........(g)
Tapioca......
Unhas de boi ...
Sabao .......
Esleirs de perperi
Vinagre pipa .
Caberas de cachimbo de barro.
HOSPITAL PORTUGUEZ.
h^^T de lcr no Dlari0 de Pernambuco n. 196
do da Jo do corrate agosto, a d.hbcraco lomada
r!,li'eJ0l.oabtmU Poruffu= leitura nesta
cidade, de fundar um hospital!
riimP'i?J"im<>"?<",aJ,olar'>noMO weonliecimenlii ao
"5.Si a? JnS de-Almcid" So'"le Lima Bastos
eoSrVnlLi U *,,id?- Pr providencia;
congr lulamo-nos desde ja com lodoa aquelles que
concoirorem para se realisar lio uecessario eslabeie-
cimento. v
Meta i npresentada nos us. 23 e 30 do peridico
o Cosmopolita aqu a mencionamos, como em reeo-
nheciineulo, a quera apresentou aquelles arligos e
para que possam ser recordados.
Qoe um t-olo de con/ianra plena se d ao digno
director do gsltiuete, para qaaulo se deva adoptar
afim da se fazer effecliva lao religiosa instiluicao : e
para c/ii indo se organise com acert.
1
COMMERCIO


V
n
cento

urna
milheiro 5

9
9
29600
19700
39200
69000
59600
59200
19500
9650
9470
9480
9480
9650
9580
240
9580
521(1
49600
19280
9560
19760
19280
59000
109000
39OOO
79080
89MB
S9200
39000
39500
69400
59000
'39840
19400
9600
29200
U90OO
139000
9160
187*
9100
9200
159000
9300
9160
9160
W20
9240
19280.]
I9OOO
29OOO
19000'
19600
29000
39500
59OOO
89000
39OOO
79OOO
49000
39OOO
389400
39OOO
19500
29400
9900
109000
168000
79000
309OOO
119000
99OOO
69000
49000
79000
69000
392OO
29500
49OOO
19280
19600
19920
19280
449OOO
2O5OOO
9300
19600
9640
69OOO
9800
49OOO
9320
29400
56200
9240
179000
49000
0210
9120,
9160
309000
59000
que na conformidade das postaras addiconaes da
cmara municipal de 18 de julho lindo, e regula-
mento policial de 2 do crranle mez, devem os do-
nos de cocheiras, bolieiros a conductores de qualquer
vehculo de condnerao eomprehendidos as citadas
posturas e regulamenlo, apresentar-se nesta reparti-
do para seren convenientemente matriculados den-
o do prazo de 30 dias a contar do dia 22 do pre-
sente mez. Secretaria de polica de Pernambuco 20
de agosto de 1855.-^-0 primero amanuense,
Jos Xavier Faustino Ramos.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernambuco sacca sobre
a praca da Baha, e continua a tomar
lettras sobre a do Rio de Janeiro. Ban-
co de Pernambuco 25 de junho de 1855.
O secretario da direccao, Joao Ignacio
de Medeiros Reg'.
Tribunal do commercio.
Pela secretaria do tribunal do cbmraerco desla
provincia se faz publico, de ordem do Exaa. Sr. de-
sembargador presidente do mesmo tribunal, que as
sesses administrativas ejudiciarias do referido tri-
bunal, serio d'ora em diaole as quarlas e sabbados
de cada semana, quando nao forem dias de guarda
ou feriados, e sendo-o, dos dias antecedentes aquel-
les, em virtude do decreto n. 1626 de 2 do correle
mez.
Secretaria do tribunal do commercio da provincia
de Pernambuco 24 de agosto de 2855.Maximiano
Francisco Duarte. offlcial maor interino.
CONSELBO ADMINISTRATIVO.
O cortselho administrativo tem de comprar os se-
guidles objectos :
Para o presidio de Fernando.
Farinha de mandioca, alqueirrs 600 ; roadapolao,
pe$as6; ocoloi de alcance, 2; plvora, arrobas 10;
brandos de cera, 12 ; tochas de dila, 6.
Hospital regimental.
Cubos inodoros, 10.
> Companhia de artfices.
Liyro mestre com 200 folhas, 1.
Ofllcinas de lerceira classe do arsenal de guerra.
Limas meias-cannas-mucas, duzias 4.
Quarla classe.
Trncal, libras 20; limas chalas-muras de diversas
polegadas, duzia 1.
Quiola classe.
Meios de sola curtida, 300.
2. batalhao de infanlara.
Compendios de arilhmelica por Avila, 3.
Diversos batalhoes.
Sapatos, pares 900.
Quem os quizer venderapresente as suas propostas
em carta fechada na secretaria do conselho as 10 ho-
ras do dia 3 de setembro proiimo futuro.
Secretaria do conselhoadmiuislrativo para forne-
cianeate do arsenal de guerra 27 de agosto de 1855.
Jos de Brito Ingtez, coronel presidente. Bernar-
do Pereira do Carmo Jnior, vogal e secre-
tana.ajT
CORREIO.
O hiale Fortuna, recebe a mala para a Baha ho-
ja (29), as 4 horas da tarde.
Tendo sido designado o dii 31 do correte para
a reuniao dos credores do fallido Victor Antonio de
Brito, afim de proceder-se a nomeacjlo do deposita-
rio da respectiva massa, vislo nao se ter aiDda sa-
lisfeito a essa diligencia ; pelo presente sao convoca-
dos os referidos credores para que no dia aprazado
comparecara na casa di residencia do Dr. juiz de di-
reito especial do commercio, no largo da S. Cruz, na
Boa-Vista, pelas 10 horas da manhaa. Cidade do
Kecife 28 de agosto de 1855. O escrivao interoo
do commercio, Francisco Ignacio de Torres Ban-
delra.
Pela administraran do correio se faz publico,
que a mala quesesuppunha roabada no logar da Ja-
coquinha, dstricto da Pnrahiba, foi encootrada in-
tacta, e remettida daquella para esta administrarlo
com toda a correspondencia nella conlida, menos o
seguro de Francisco Lucas de Souza Rangel para
Joaquim do Nascimento Costa Cunha Lima, por ha-
ver ezigido o segurador que ftcasse para Ihe ser en-
tregue uaquella adminislra<;ao. 'Correio de Pernam-
buco 28 de agosto de 1855.Oescriplurario addido,
Eduardo Farmhio da Silva.
PUBLICACA'O LITTERAR1A.
Acha-se venda o compsalo de.Tbeoria e Prali
ca do Processo Civil feito peto Dr. Francisco de Pan
a Baptista. Esta obra, alcm de urna inlroduccao
sobre as aceces e excepcoes em geral, trata do pro-
cesso civel comparado com o commercal, eontm
a Insoria sobre a applicaco da causa julgada, eou-
tras doulrinas luminosas: vende-se nicamente
na luja de Maode.1 Jos Leile, na ra do Quei-
mado o. 10, a 69eaita eiernplar rubricado pelo
PARA LISBOA
obrgue portuguez Violante pretende seguir ira-
prelerivelmente, do da 12 de setembro, por I ter a
inaior parte da carga prompla : quem nelle quier
carregar o resto da carga ou ir de passagem, diri-
ja-ge aos consignatarios Thoinaz de Aquino Fouse-
ca & Filho, ou ao capilo, o Sr. Manoel dos
Santos.
Real Companhia de Paquetes Inglezes a
Vapor.
No fim do mez
aspera-se da
Europa um dos
vapores daReal
Companhia, o
qual depois da
demora do cos-
tme seguir
para os porros
h do sul: para
passageiros, etc., trala-se com os agentes Adamson
llowie & C, ra do Trapiche-Novo n. 42.
Para Macelo subir nestes dias a barrara L/xu-
rentiiia, por lertgrande parle de seu carregamenlo
prumpto ; pera o resto, trala-se ua ra da Cadeia do
Recife n. 56, ou com o mestre no trapiche do al-
godao.
Para urna viasem deste"porto para seguir aos
do Rio da Prala, precisa-se de um offlcial nutico,
que tenha carta de piloto da academia do imperio :
quem em taes circunstancias se achar habilitado, e
se queira contratar, pode dirigir-se i ra da Cruz
n. 3, eaariptorio de Amorim Irm|pe& Companhia.
PARA. A BAHA
salte com muita brevidade por ter par-
te de seu carrega ment prompto, o ve-
leiro hiate Santo Antonio Triumpho,
para o resto da carga e passageiros trata-
se com os consignatario Novae, & Compa-
nhia, na ra do Trapiche n. ~i, ou com o
capitao na praca.
PARA 0 AR
Segu al o fim da prsenla
cido hiate Capibaribe, mearW
para b resto da carga ou passageiros trla-se n
j ,do Vigario n. 5.
autor.
W
THEATRO
Os Srs.
A Beneficiada
Lisboa.
Reis.
Jorge.
Sebastian.
Rozendo.
Lima.
Alves.
N. N.
N. N.
MOVIMENTO DO PORTO.
llUCA DO RECIFE 28 DE AGOSTO AS 3
THORASDATARDB.
ColacOes ofllciaes.
lltje nao hoararaoi coUces
ALFA""
Readiejauto da dia 1 a
Ideo ita ala 28

4:0379902
6.-2249128
0:262(030
Desearregam fioje 29 ato mosto.
Barci porlaguezaMtria Josdiversos generas.
Brigue americano Brondji jryne farinha, de
trigo.
m
navio entrado no dia 28.
Colinguiba10 dias, hiate braiileiro crS. Joaquim,
de 42 toneladas, mestre Placido Jos de Sanl'An-
ua, equipagem 6, carga assucar ; a Sehramro
Whately & Companhia ; e 1 escravo pertencenle
ao mestre, com paasaporte.
-Vatio sahido no mesmo dia.
Rio Grande do SulSumaca hespanhola Carlota,
com a mesma carga que Irouie. Suspenden do
lameirao.
DECLARADO ES.
Olllm. Sr. capit9o do porto, em observancia
de quanlo Ihe ordenou o Eim. Sr. presidente da
provincia, em oflicio com dala de honlem, em refe-
rencia ao aviso da repartidlo da marinha dol. do
correle mez, manda fazer publico, para cooheci-
mento de quem possa interesaar, n copia da traduc-
a o da DOlificagao feila por parte do gaverno brilan
meo dn bloqueio poslo a cerlos porto* maso* no Bl-
tico, pelas eaquadras alliadas da Franca e Inglaterra.
Capitana do porto de Pernambuco 25 de agosto de
1855.O secretaria,
Alexandre Rodrigues dosAnjoe.
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
O Eim. Sr. desembargado! presidente do Iribnnal
do commercio deeta provincia, manda fazer publico,
qne tendo de ser prvidos os ilous offlcios de escri-
vaes de appMIacfies e aggravos do referido tribunal,
creados pelo regulamenlo n. 1597 do 1- demaio do
correle anuo, convida os pretendentes a apresenta-
rem-se ua secretaria do mesmo Iribonal com seas
requerimentos, no prazo de 6 dias, a contar da pu-
blicado deste edital, datados a'assignarios pela parte
ou sen procurador, aconipanhadee de folha corrida e
mais docnmenlos que entender convenientes,sen-
do lodos devidamenle sellados a instruidos, alm dis-
to, com cenidande idade e dffsBame de sufliciencia,
para que, sendo informados, tenha depois seu com-
petente destino.
Secretaria do tribunal do commercio da provincia
de Pernambuco 17 de julho de 1*55. Mazimiano
Francisco Duirte, oftleial-malor interino.
O Illm. Sr. Dr. chefe de polica manda fazer
publico ptraeonhecimento de quem paisa ioleressir,
-
DE
1. ISABEL
QL'ARTA-FEIRA 29 DE AGOSTO DE 1855.
Beneficio da primeira actriz D. Mara Leopoldina
Comedido pelo Fxm. Sr. presidente da provincia.
Subir! scena pela primeira vez nesle Iheatro o
drama em 3 actos
ou
UM DUELO NO TEMPO DO CARDEAL
DE RICHELIEU.
Personaoeii.
Marin de Rohan-Monbazson, viu-
va do Coodeslavel de Luynes. .
O Conde de Chalis, valido de
Luiz XIII........
O Duque de Chevrcose. .
Armando da Relz, abbade de
Gondi.........
Fiesque, capitao das guardas do
Caldeal.........
Suze. corlezao.......
rfalagoier. dito.......
Aubry, secretario do con de de
Chalis. ,......
Um criado do duque.....
Um porteiro do re.....
Seohores da corle, criados do duque, soldados de
polica.
Este drema bem conheddo pela opera do meimo
nome, tem sido representado nos primeiros thealros
da Europa, e accolhdo semprc com geraes applau-
sos dos espectadores.
Seguir-se-ha a primeira represeotaso do drama
em 1 acto escripto por Scribe.
0 DEDO DE DOS.
Escusado he .tecer elogios s obras de Eugenio
Scribe, ellas sao bem conhecidas, principalmente no
que diz respeito a lilleratara dramtica ; com ludo
chamamos a alicurco do publico sobre elle pequeo
drama, digno por sua moralidade, de ser oovido e
commenlado por todas as classes sociacs. A bene-
ficiada, certa de efleito maravlhoso que elle pro-
duzira em todos os espirito!, qaiz ornar o seu espec-
tculo com mais este mimo de um dos primeiros
dr.imat'irgos da Franca.
Terminara o espectculo, i pedido do muitas pes-
soas, om a graciosa farc do Sr. Peona :
OJUDAS EM SABBADO E ALLELUIA.
O papel de Maricola ser desempenbado pela be-
neficiada.
A beneficiada agradece ezlreraamafile ao Eim.
Sr. consellieiro presidente da proviucia, ea Illm.
direcloria do lliealro, por Ihe haverem concedido a
casa para este beneficio; bem como aos ses compa-
abeiros que gratuitamente se prestara a obsequia-la
ueala noile.
Timbem agradece a beneficiada ao respeilavel pu-
blico a coadjuvaao que se dignar preatar-lhe, pelo
que se confessara sempre agradecida.
Principiar as 8 horas.
Os bil.ces do camarote, cadeiras e plats estao
venda em casa da beneficiada, no piteo do Paraizo.
Sociedade Dramtica Emprezaria.
BENEFICIO DE
LUZ \\ 10M0 M0KTE.R0.
{Concedido pelo Exm. Sr. presidente da provincia.)
SEXTA-FEIRA 31 DE AGOSTO DE 1855.
Dipoii de urna escolhida ouvertura. represeotar-
se-taza sempre applaudida comedia em 3 actos, or-
nada de msica, composioao do insigne escriptor
brasileiro, o Sr. Dr. Macedo,
0 PHANTASMA BRINCO.
bem conhe-
ntonio Jos Vi anua:
a ra
LEILOES
Bilhetes 5800
Meios 25900
arcos 29000
Uarlos 1&5O0
Quintos 19200
Oitavos 760
Decimos 640
Vigsimos 340
LOTERA DO GYMNASIO PER-
NAMBUCANO.
Aos 6:0004000, 3:000i*000. e 1;000000.
Corre indubitavelmente quarta-feira, 12de setembro
O caulelisla Salusliano de Aquino Ferreira avisa
ao respeilavel publico, que as suas cautelas nSo ei-
13o sujeitas ao descont de olo por cento do impos-
to da lei; seus bilhetes inleiros vendidos em origi-
naos, nao sofirem o descoulo da oito por cents do
imposto geral, no acto do pagamento dos tres pri-
meiros premios grandes: os quaesacham-se a venda
as lojas seguales: rui da Cadeia do Recife ds.
24, 38 e 45 ; na praca da da Independencia ns. 37
e 39; ra Nova ns. 4 e 16 ; ua do Queimado ns.
39 e 44 ; ra eslreita do Rosario n. 17 ; no aterro
da Boa-Vista n. 74, e na praca da Boa-Vista n. 7.
Recebe por inteiro 6:000
a i> 3:0008
2:000
a a 1:5008
a > 1:2008
b 750
a 6008
b 3008
O referido caulelisla declara mui ezpressamente
ao respeilavel publico, que se responsabilisa apenas
a pagar os 8 por cento da le, sobre os seus bilhetes
vendidos em originaes, logo que se aprsenle o bi-
Ihele inteiro, iodo o possuidor receber o compelen-
te premio que nelle sabir, Da ra do Collegio 11. 15,
escriplorio do Sr. thesoureiro Francisco Antonio de
Oliveira. Pernambuco 28 de agosto de 1855.
Salusliano de Aquino Ferreira.
Offerece-se ora homem para caixeiro de qual-
quer casa de commercio, o quaLIem bstanle prali-
ca ; esta arrumado ha mais deJanno, porm quer
sahir da casa por um pequeo motivo : quem pre-
cisar annuocie.
Aluga-se para um eslrangeiro um sitio perto
da praca, com casa que tem bastantes commodns,
estribara e cocheira ; a fallar na ra da Cruz n. 10.
Aloga-se por preco commodo o armazem com
sotao da roa da Praia n. 68 : na ra estrtita do Ro-
sario n. 41, primero audar.
Offerece-se urna mulher j idos? para ama de
casa de pouca familia, pira todo o servido menos
engoramir : na ra da Seozala Velha n. 15, ta-
berna.
Precisa-se de homens livres nacionaes paja fa-
zer o lervico da conservarlo da estrada do sul : Ira-
perial o. 120 A.
slros, saina
me e ua n
Joao de Nepomuccno Augusto de Araujo (ara
leilao por iiiicrvcncao do agente Burja, da sua
taberna sita na ra Imperial n. 47, consislindo na
armaran e gneros existentes ua mesma : sexta fera
31 do correle, as 11 horas em pooto.
Oagente Borja far leilao em seu armazem, na
ra do Collegin a. 15, coasisliado em diversasobraa
de marcoeria de diversas qualidadea, obras de uuro
e prala, objetos} de vidro e porcelana, para enfeitede
salla, e outros muilos objectos de differenles quali-
dades que se acbarao patentes uo mesmo armazem,'
e urna grande porraa de marroquim de dill'erenles
cores: quDta-feira,30do correnle, as 10 horas.
Aranaga <& Bryari,
consignatarios da polaca hespanhola Malhilde, ca-
pitao Herminjo Rabassa, larao leilao no dia 31 do
corrente ao meio dia, porta da aisociacn commer-
cal Beneficenle, por iulervencao do agente Roberts,
envpresenca do Sr. vice-coosul de llespsnha, e por
conla e risco de quem pertencer, do casco, mastros,
vergas, cordoalha, correnles, ancoras, veame
mais apparelho e pertences da dita polaca, lal
se acha ancorada nesle porto aoode os preleud
podem examioa-la com anlecpacao, tendo sido le-
galmente enndemnada por causa d'agua aberla, na
sua recente viagem de Montevideo ao Canal de In-
glaterra para receber ordens. .
Barroca SCastro farao leilao, por intervenc,ao
do agente Oliveira, de um completo sorlimeoto de
fazendas inglezas de algodao, lnho, Ua e seda, to-
das proprras deste mercado, e recentemente despa-
chadas : no dia quarta-feira 29 do corrente palas 10
horas da manha. no seu armazem da ra da Cadeia
do Recife n. 4.
Por ordem do Illm. Sr. inspector da alfandega
desta cidade, por eonta e risco de quem pertencer, e
por intervengo do agente Oliveira, se continuar
o leilao das fazendas avariadas de agua salgada, me-
nos deterioradas do que as vendidas uos leilOes ante-
riores, salvadas de bordo da barca franceza (.'muro
//; e igualmente slrao vendidas por ordem do ca-
pitao Jacq, por autorisar,ao do Sr. cnsul da Franca
e do referido Sr. inspector, as vergas, vellame, cor-
doalha e outros objectos miados, bem como maul-
menlos da dita barca : quinlcfeira 30 do corrente
as 10 horas da manhaa, nos' armazens da dila alfan-
dega.
LEILAO.
. William Lilley Jnior, consignatario
do brigue americano NOBLE, arribado a
este pono com agua aberta de sua recen-
te fiagem de Boston, com destino ao Ca-
bo da Boa Esperanra, faz leilao publico
por intervencao do agente Roberts, no
dia fcde setembro, por ordem de Marcos
Lindberg,{capitao do dito navio, em pre-
seiica do Sr. cnsul dos Estados-Unidos e
por autorisacao do Sr. inspector da alfan-
dega, por eonta e risco de quem perteu-
cer, de 7 barricas com fumo era fdra, TI
caixas de dito emprensado, 5 dita*cn-
tendo 8 caixinhas cada urna, i2 rJ>lrSag
com bolacha americana, 157 caixas a-
bo, 9 fardos de Lopalo, 52 barricas de
pregos, que es tara o patentes ao exame :
no armazem alfandegad de J. A. de
Araujo, no caes de Apollo, no dia ante-
cedonte.
la-sa aa ra Imp
-JPrecisa-se 1
de Jaboalao : a
AVISOS DIVERSOS
Seguir-se-ha a representarlo do engracado vau-
deville em 2 actos,
Irmandade de Sosia Senhora do I.icramento.
Tendo a mesa regedora deaealejar uo domingo 9
de setembro prximo, sua padraeira, com toda a so-
lemnidade, principiando na madrugada do dia 31
com o levantamenlo da bandeira da mesma Senhora,
a qaal he conduzda por um coro de virgens entoan-
do cnticos,' acompanhados pela banda de msica
militar, e percorrer o pateo da igreja em voita a ra
da Penha, a noito lera principio a novena, havera
vesperal e no da missa nova do reverendo Jse Pe-
reira dos Santos Silva, e a noile o Te-Deum preen-
cher a feelividade com a excellenle msica grande
do autor Joaquim Bernardo, e execuiada pelo pro-
le-sor Jos Miguel Pereira, assim como havera sem-
pre antes e depois dos actos (da vespera em diaotej
msica militar do batalhao de San Jos; na fesla
pregar o padre mestre Capistrano, pregador da ca-
pel la imperial, e noTc-Dcum o padre mestre ex-
pruvnclal Fr. Lino. No domingo 16 de setembro
as 3 lioras da farde depois da mata da Senhora do
Frontispicio, pretendem offerecer a venerarlo dos
lieifra solemne procssao a mesma Senhora, que
ha anuos nao tem sido apresentida: a mesma mesa
regedora roga encarecidamente a seas amados ir-
maoi para que se dignem comparecer em (todos
os actos cima referidos.Paulino Baptista Fernan-
dos, sacrelaro.
Camillo Augusto Ferreira da Silva, soli-
citador nos auditorios desta cidade, pode
ser procurado para o exercicio das suas
l'iin.-roes: no paleo do Collegio, eaeriplo-
rio do Illm. Sr. Dr. Joaquim Jos da Fon-
seca.
do um caixeiro para Sanio Amaro
tratar ua ra Nova 11.10.
"Precisa-se de um cozinheiro para o Mnnteiro,
com preferencia sendo escrava : a tratar na ra No-
va n. 10.
Hesappareceu doengenho Santa Rosa, na noite
de 26 do corrente, um escravo de nome Feliciano,
de naiao Costa, alto, secco, lem alguus talhos no
rosto, cambeta, representa ter 20 e tantos aonos e
falla anda bastante alravessado : quem o pegar le-
ve-o'fo mesmo engeaho Santa Rosa, em Ipojuca, ao
engenho Uuararapes, em Muribeca.ou nesla praca a
Gabriel Antonio de Castro Uuintaes, qoe recompen-
Quem precisar de urna mulher de bom eom-
portamento para andar com meninos, dirija-se
roa de Apollo, segundo andar, defroole da capella
dos caooeiros.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva, que
saba cozinhar e fszar todo o oais servico de casa :
ua Uireila n. 86.
Precisa-se de um animador de pidara, qne
ha desempenhar o son luqarS3a|ue enlenda da
massa do po de Provenra : na padlria do alerro da
Boa-Vista u. 66. ^
Precisa-se de um caixeiro que tenha pralica de
taberna : 00 aterro da Boa-Vista n. 70.
AH vai proza.
Saibam quantos o prasente vrem, qne at hoje 28
de agosto de 1855 aindam consol portuguez Joaquim
Baptista Moreira nao deu conla da herauca do fina-
do Manoel Rodrigues Costa'.!! Oizcm, que um ha-
rlfio de cartas de empenho tem vindo de l para
c, dirigido aos procuradores dos herdeiros ou com-
pradores da herauca para que meltam a viola no
sacco, e deixem viver quem vive ; e estes pedidos
teem sido acolhidos com especial agrado por quem
nao se dificulta a dar ao afilhado grande fatia do pao
do compadre 1 Saibam porm todos, que seja qual
for o concert, arranjo e amigavel composicao entre
as pa< les contratantes, ser publicada a historia do
fim, que Be a campanha consular a respeito, acom-
panhando urna eonta correnle para corrar pel<
maos de todos, e assim ficar a historia gravada a
perpetuam rei memnriam.
Aluga-se urna casa terrea na ra do Qniabo n.
4, no bairro da Boa-Vista : quem a pretender, falle
na ra da Cadeia Velha n. 1, no segando andar.
Precisa-se de urna ama de leite, que seja limpa
e sadia f na ra da Cadeia do Recife, casa 11. 19.
ARRANJO PARA O ESQUADRO'.
Na ra do Livramento n. 1, quina que volta para
o Queimado, vende-se o pequeo e grande uniforme
do esquadro de cavallaria, por menos de metade de
eu valor, loaos pouco servidos e em bom fiado :
dirijam-M 1 ella que se faz qualquer arranjo do
preco. .
Meios 299OO 0
Quarlos I95OO
Quiutoi 19200
Oitavos 760
Decimos 640
Vigsimos 340 B
liOWIO
ou
0 ECCLVPSE DE 1821.
Ordem do espectculo.
1. Innocencio. | 2. Phanlasma.
O beneficiado espera toda a concorrencia ao sea
espectculo, vislo ha muilo lempo nao ler incom-
modado o generoso publico desta cidade, eser tam-
bem esta a ultima vez que lenciona incommoda-lo
em beneficio seu.
AVISOS MARTIMOS
BAHA.
Vai seguir com brevidade o hiate brasileiro For-
tuna, mestre Joaquim Jos Silveira ; para o resto
da carga trala-se com os consignalarios A. de A. Go-
mes & t.om panhia, na ra do Trapicha n. 16, segun-
do andar, ou com o mestre no trapiche do algodao.
Para o Rio de Janeiro seaoe com brevidade o
brigae brasileiro Damao, de primeira marcha, for-
rado e pregado de cobre ; para escravos e passagei-
ros, traUi-se com o consignatario Jos Joaquim Dias
Fernanda*, ou eom o capitao na praca.
Frederico Chaves precisa fallar com o Sr. Joa-
quim Francisco de Mello Cavaleanli, ou a seu cor-
respondente para negocio de inleresse: no alerro da
Boa-Vista n. 17.
Roga se aos credores de Joao Panlo da Sikja,
leuham a bundade de mandar suas conlas, no prafo
de 15 das : a' Iravessa da Madre de Dos n. 14.
Offereee-sc urna ama para casa de homem sol-
leira ou de pouca familia, que saibi cozinhar, en-
gommar e fazer Indo o mais servico interior de urna
casa : quem precisar, dirija-se ra Augusla n. 2,
loja.
Precisa-se de urna ama quo tenha bom leite :
na ra do Queimado loja n. 41, on 00 paleo da Sao-
la Cruz n. 2, sobrado de um andar.
Precisa-se alugar urna negrinha de idade de
10 a 12 unos, para lmar sentido a*um meniao ; e
applica-se alguma costara : quem quizer, dirija-so
ra da Viracau n. 39.
Aluga-se pira passar a Z fasta 00 por anuo,
am bom sobrado de um andar, com rommodos para
grande familia, linda visla, muilo fresco e terreno
aos lados para fazer jardim, no Pojo da Panella :
Iralar com Frederico Chaves do alerro da Boa-Vis-
ta d. 17.
Quem precisar alagar urna prela dirija-se ra
do Moodcgo n. 60.
O bacharel A. R. de Torres Bandeira. actual
profeseor de lingiia franceza no tiymnasio desla pro-
vincia, contina 110 ensino particular desla mesma
lingua, e bem assim da lingua ingleza, rhelorica,
geograpliia-e philosophia ; e para mais facilitar o es-
ludo de disumas destas materias preparatorias aquel-
las pessoas que nao possam troquen.ar sua aula s
horas designadas em seus anteriores annuncioe, pro-
pe-se abrir um curso das duas lioauas e ootro de
rhelorica e potica, sendo os dous primeiros das 5
horas e mala da tarde at as 7 1|2 da noite, e o se-
gundo deisa hora at as 8 : quem quizer matricu-
lar-se em qualquer um deslcs cursos, pode procra-
lo desde jn na casa de sua residencia, na ra Nova,
sobrado 11, 23, segundo andar, onde lambem prose-
gue no ensiuo drslas mesmas disciplinas e das nutras
as lloras j desde o principio a'nnunciadas para
aquella* que entaa as poderem estallar, propor-se-
lia igualmente a abrir cursos de philosophia, de geo-
graphia e historia noile., quando para taes esludos
liouve numero suDiciente de alumnos, a. enlardo
1. de setembro em diante: e protesta continuara
cumprir 13o ezactamente quanlo Ihe for posaivel 01
deveres do magisterio.

ia"31, as 11 horas, na sala daa audiencias,
depois de linda a do Sr. Dr. juiz do ausentes, se ha
de rematar um sobrado de um andar, em 'chao
Dipprio, com 34 palmos de frente, 79 de rondo e
piis 252 para quintal, pertencenle a heraura jaceu-
le do finado Antonio da Trndade.
No dia 31 do correle se deve arrematar em
hasta publica do Dr. juiz de direito da primeira vara
do civel o direito e accao em grao de Jos Rodrigues
do Passo contra M. P. Magalhaes, na importancia de
1359 e tantos reis,por execugao de Luiz Amavel Du-
bourq.
Precisa-se de urna ama para o servido interno
de urna casa de pouca familia : 00 aterro da Boa-
Vista n. 78.
Tintureiro.
O tintureiro da ra de llortas n. 9, avisa a lodas
as pessaa que tem obras para Ungir lia mezes e ali-
os, que ao prazo de 8 dias v3o buscar, quando
nao as vai vender para pagamento.
Aluga-se urna ama para todo o servico de urna
casa, e tambem engomma, sendo casa de homem sol-
leiro ou pouca familia : dirija-se ra de Sania
Thereza n. 7.
LOTERA DO GYMNASIO PERNAM-
BUCANO.
AOS 6:00Q, 5:000$ E 1:000.*!.
O caulelisla Antonio Jos Rodrigues de Souza J-
nior avisa ao respeilavel publico, que as rodas da
ultima parte da primeira desta lotera andam im-
pretenvelmcnle quarta-feira, 12 de setembro. To-
dos os seus bilhetes e cauteles sao pagos sem descon-
t algum, os quaes acham-se a venda aa praca da
Independencia, lujas ns. 4, 13, 15 e 40 ; ruu Direila
n. 13; Iravessa do Rosario n. 18 C ; alerro da Boa-
Visla n. 72 A. e na ra da Praia, loja de fazendas.
Bilhetes 59800 Recebe por inteiro 6:0009000
3:0009000
1:5009000
1:2009000
a 7.509000
6OO5OOO
b 3009000
O mesmo caulelisla cima declara, que s se obri-
ga a pagar os olo por centodo imposto geral em seus
ditos bilhetes inleiros, devenda o possuidor receber
do Sr. .thesoureiro o seu respectivo premio.
Faro scente ao respeilavel publico, que sendo
eu doenle de erysipclla, que sempre dava-me, man-
dei examinar pelo Sr. Beuto Barboza Cordeiro, mo-
rador no paleo do Terco u. 43, o qual curou-me ha
tres anuos,' assim como tambem curou a dous mais
conhecidos, c estamos perfeilamenle bous.
Manoel Jorge da Silva Jnior.
Precisa-se para casa de um homem viuvo e
sem familia, alugar urna escrava de meia idade, ela-
bora nao tenha habilidades, com lanto que saiba com-
prar e fazer o mais servico interno de urna casa : na
ra Nova 11. 58, sagnndo audar.
Precisa-se de um offlcial de pharraacia : na
praca da Boa-Vista n. 32.
Francisca Lina de Oliveira Sanios, professora
parluzlar do primero grao elementar, moradora na
ra JPtlmorim n. 50, participa ans pais de familias
que de novo abre sua aula no dia 3 de setembro
prximo futuro,
Precisn-se de urna ama forra ou captiva, que
saiba bem cozinhar e engommar : na ra da Moeda
a. 2.
Joao Ileurique Pereira relira-se para o Rio de
Janeiro.
Empalha-se toda a qualidade de obras, tanto
marquezas como cadeiras, com patha muito alva,
com muita perfeic^o e presteza, e mais em eonta do
que em outra qualquer parle : na ra das Larangei-
ras n. 28.
Precisa-se de um rapaz do 12 a 16 annos para
caixeiro de umabotica, e -c tiver principio de pliar-
micin he preferivel: na ra estreila do Rosario, bo-
tica defronle da ra das l.arangeiras 11. 23,
LOTERIADO RIO DE JANEIRO.
Acham-se a. venda os novos bilhetes da
lotera 4- do theatrode San-Pedro de Al-
cantara, que devia correr a 18 do pre-
sente ; as listas se esperam pelo vapor
brasileiro do dia 31 do corrente em dian-
te: os premios serao pagos, depois <|uese
tenham distribuido as mesmas listas.
Precisa-se de urna ama forra que coza e en-
gomme, preferindo-se portugueza : no paleo do Hos-
pital n. 2ti, por cima da cocheira.
O tabelliao Francisco de Salles da Cos-
ta Monteiro, mudou o seu escriptorio da
ra das Cruzes, para a ra estreita do Ro-
sario n. 15, e ah podera' ser procurado.
Precisa-se de ama ama forra, que saiba bem
engommar, lavar e cozinhar, para orna casa de pou-
ca familia: na roa des Cruzes a, 28, primero andar.
Panorama.
ERCEIRA EXI'OSICAO
PREDK LEMBCKE.
Tem a honra de avisar ao respeilavel publico, que
hoje terca feira 28 do correle, vai expor noval vis-
tas que nesla provincia aiuda se nao lem vislo : na
ra da Cadeia confronte ao convento de S. Francisco,
que sao aiiegnintes :
Rio de Januiro visla do monte da Corlceicao.
A correle de agua em Petropolis Darnaralio,
visto em noite deluar.
Sebastopol.
Incendio e lomada de herch no mar AzofI.
A balalha no interior das (rincheiras da torre de
Malacoff naRissia.
Balaclava, posiesso dos alijados.
Bombardeainenlo de Sebastopol.
Tjros na Asia pequea.
O preco he 500 reis cada pesjoa, acha-se aberto
das 6 as 9 da joile.
Aluga-se urna excellente casa terrea
nova, /jora a sala da frente assoalhada,
com quintal e cacimba e bastantes coinmo-
dos para familia, sita no becco do Vieira,
em Fra de Portas: a tratar na ra do Amo-
rim, casa deTasso I raos.
Precisa-se de um caixeiro que leoba pratica de
taberna: Das C ioco Ponas n. 93.
O cautelista Salustano de Aquino
Ferreira ollereqe gratuitamente a' com-
misso encat repda da obra do portao de
ferro da veneravel Ordem Terceira 00
Carmo, a metade da sorte que sahir nos
quatro bilhetes inteiros ns. 1947, 2707,
2760 e 276i, da quarta parte da pri-
meira loteria do Gymnasio Pernambuca-
po, devendo a mesma commssao vir re-
ceberijlogo que saia a lista geral.
Adverte-se as pessoas que ainda tive-
rem contas a reclamar, concernentes aos
salvados da baica franceza GUSTAVO II,
naufragada em Mara Farinha, hajam de
apresenta-las at o dia 5 de setembro pr-
ximo, envcasadeJ. R. Lasserre & C., de-
pois do qual nao sera' admittida reclama-
cao alguma. Pernambuco 27 de agosto
de 1855.
AMA DE LEITE.
' Precisa-se de urna ama forra u cap
ti va, com bom leite e paga-sc bem: no
aterro da Boa-Vista n. 48.
Diz Domingos Jos Aflonso Alves, que tem
apartado a sociedade qne tinha com Thomaz Alves
de Carvalho, na taberna, sita na ra do Cordoriiz n.
4, sendo a lirm 1 de boje em diante do socio Domin-
gos Jos Alfonso Alves.
Guardas sol e chuva para meninas e senlio-
ras, imitando a seda a 800 rs. cada um.
Acham-se a venda na loja de miodezas em trente
do Livramento uns lindos chapeos de sol com pe-
queo toque de ivaria a 800 rs. cada um, muito pro-
prios para livrar do ardor do sol no lempo prsenle,
venham a elle-i freguezes que he pechiucha. Na
mesma loja co ilinua a haver tercos eDgrazados a
100, 120, 200 e 2*0 cada um.
Precisa-se de urna ama para urna
casa de pouca familia, para engommar e
cozinhar : a tratar em Fora deportas, na
ra do Guara rapes por cima da padaria.
Manoel Jos da Silva Braga preten-
de vender algum terreno do seu sitio, que
tem a frente para a ra Real, e fundo pa-
ra o terreno do Sr. Ftarculano Alves da
Silva: os prstendente podem entender-
se como propiietario, para designarem a
extensao que preetsamre ajustarpm-se
quanto ao preco, o qualj sera' regulado
ipor cada palmo de frente.
CandicloJose Lisboa, antrgo disc-
pulo do Sr. padre Joaquim Rapliael da,
Silva, ipprovado pelo lyeu desta cidide,
coin pratica de ensinar, da' lcoes de la-
tim : ni ra d'Apollo n. 21.
Aluga-se urna casa terrea multo grande, eom
T quarlos, 2 sals e cozinha, na ra dos Coellios n.
13 ; quem quizer ver, procure a chave na u esraa
ra 11. II, e a Ir atar, aa ra do Queimado, loja n. 10.
JOIAS
Os abaixo assgnados, donos da loja de ourivvs, na
ruado Calinga m 11, confronte ao paleo da matriz
e ra Nova, l'azi m publico, qoe estao sempre sorti-
dos dos mais ricos e melhores goslos de lodas as tbraa
de ouio occessarias, lano para seuhoras como para'
homens e meninas, continuam os presos mesmo ba-
ratos como lem sido ; passar-se-ha urna conla com
respoasebilidade, especificando a qualidade do ouro
de I a 18 quilates, ficaiido assim garantido o com-
prador se appar:cer qualquer duvida.a
Seraphiin & Irmlo.
Illm. a Exm. Sr. presidente.Jos da Rocha Pa-
ranhos, tendo soffrido pieteric.lo em seu direito da
thesourara de fazenda d'esla provincia relativa-
mente a cobrauca da quanlia de dous cotilos e tan-
tos mil res, qoe a mesma fazenda Ihe he elevadora,
proveniente de medicamentos qoe o supplicanli for-
necera para os hoapitaes regimeolaes desta eida>le, e
isto nao obstante ordena ezpreasa do Ihesourc que
eiisia prompla informarlo, e tambem aa rectima-
fies do supplicanle, nesta collsao recorren elle V.
zc. por urna peticao para ver se por este modo, se-
ria despachada a sua pretencao; mas suceedeadoqae
tendo V. Ezc. mandadoHnformar .1 mesma Ihesnura-
ra, esta por motivos qoe o supplicanle ignora, tem
delido desde o t. de junho ale o presente a referi-
da informarlo por V. Exc. exigida, causando desta
arte ao supplicanle grave prejuzo ; por isso o sup-
plicanle de novo recorre V. Ese. afim de que como
primeira aotoridade administrativa da provincia se
digne mandar que a referida Ihesoararia haja de dar
t informado por V. Exc. exigida. Nesles termos,
pede a V. Exc assim Ihe delira.E R. Me. Jos
da Rocha Prannos.
Informe o Sr. inspector da thesourara de fazenda.
Palacio do governo 28 de julho de 1855.Fiouei-
redo.
CA
SA DE
COIIimO DE ESCRAVOS
NA
RA LARGADO ROSARIO.
IN. 22. SEGUNDO ANDAR.
Neata casa recobem-se escravos por commssao pa-
ra seren vendidos por eonta de seus senhares, tanto
para Ierra como para embarque ; alinnea-se o bom
tralamento e segarauca dos mesmos, nao se pompan-
do esforjos para que elles sejam vendidos com prom-
piidao, afim de que seus senhores nao soffram em-
pale com a venda delles.
D. Angel Custodia do Sacramento, viava de
Jos Andr de Oliveira, est proeedeudo a inventa-
rio do seu casal 110 juizo dos orphos desla cidade,
escrivao Rrlto, e avisa as pessoas que se jolg.irem
credores do mesino casal, que he lempo de aprnsen-
larem no dito juizo seas crditos legalisados, afim de
serem reronhecidos petos herdeiros e Hendido?, pa-
ra se lhes dar pagamento.
Na audiencia do Dr. juiz municipal da segun-
da vara no dia 29 do correle mez, tem de serem
arrematadas por venda um escravo crioulo, m co, e
robusta, e urnas joias de.prala, por execucu dePier-
re Piche contra Americo Jansen Tollos da Silva Lo-
bo, leudo logar a arrematarlo na porta da casa da
residencia do mesmo Dr. juiz municipal, depois da
audiencia, por ser a ultima praca.
O fiscal da freguezia de Sanio Antonio mudou
sna residencia da roa do Rangel para o paleo do
Carmo, sobrado n. 3, por cima da botica.
S2,~ A pessoa que (ver urna flauta de bano pra-
leada e com 4 chaves, quereudo-a vender por neces-
sidade, annuncie a sua morada para ser procurada.
O abaixo assignido, capitn do brigue ameri-
cano Moble, fazsciente ao publico, que nao sa res-
ponsabilisa por divida alguma que a su lripol.ic.io
e pilotos lizercm.Maicus Linsdburg.
Seila-feira, 17 do correnle, desappareeeu da
casa do mestre marciaeiro Cypriano, morador na roa
da Guia, um menino por nome Manoel Pinto Santia-
go, 1 lado 12 anuos, cor bastante Irigueira, filtra le-
gitimo de Manoel Pinto tlahia, morador na ra da
Concordia n. 12 : roga-se as autoridades policiaes a
apprehensao do mesmo menino, e protesla-se ontr.i
qualquer pessoa que o tenha amulado era sea pider.
Desappareeeu no dia 16 do corrente a escrava
de Dome Marcelina, de naci Angola, reprsenla ter
25 anuos de i di de, altura regular, secca do orpo,
olhos Brandes, nariz afilado, beicos dobrados, lem
um defeilo no p direito ; levou vestido cor de caf,
com palmas brincas, panreada Costa, um cordlo de
retroz preto no pescoco, htjavendedora de p3o-de-l,
oulr'ora batatas, quando falta he muilo regrisla, lem
sido encontrada na Capanga e di roa do Mundo No-
vo : roga-se as autoridades policiaes e capules de
campo, ou qualquer pessoa do povo, de appreh nde-
la e leva-la a ra Direlta n. 75, qoe serao generosa-
mente recompensados.
Aluga-se Jim preto para condu/.ir fazendas:
3uem tiver para alugar, dirija-se ra do Quoima-
o n. 7.

Gabriel Anlonio avisa que a leltra panada a
Jos Mara le Vasconcellos Bourbon aos 20 da jalho
de 1851, coin o prazo de 13 mezes, e na qaal figura
a sua firma ao valor de 10:0005000, est sujelta a le-
l'Kio, o he impugnada a sna legiltmidade, com o
justo fundamento que consta do exame qoe requeren
o se fez perante o Exm. Sr. juiz do commercio, e
pretende convencer de que he falsa, afim de que se
oao faja transa-cao alguma acerca delle, o que faz
publico, para que pessoa algoma se soccorra a igno-
rancia.
Alaga se a loja do sobrado da roa Direila n.
93, com armacao para laberna ou sem ella, Taa-se
lodo o negocio a vontade do pretndanle : a tratar
no segundo andar do mesmo sobrado.
Um eslrangeiro deseja alugar uua casa qne
leuha commodidades para familia e quiolal soffrivel
para jardim, que esteja perto do Recife 00 mesmo
nos b.irros Je Sinto Antonio ou Boa-Vista: aaem
tiver annuncie.
Na raa do Vigario n. 7, ha para alagar am ez-
tlenla cozi.iheiro.
1 pessoa convenientemente aahiiiladar
nilen cswi para leccionar em algom collegio
ou cafal particulares, arilhmelica, grammali-
i c% phlknophicn, fraocez, rheloricae gengra-
1 pfcia ; protesta bom exercicio em qualquer I
[desla disciplinas, mediana um mdico esti-
1 pendi : na ra do Carnario n. 3.
Saaa-se qualquer quantia sobiea
praca do Ro de Janeiro, com toda ate-
guranca : na ra do Trapiche, n. 40, ie-
gundo andar.
O Dr. Kibeiro, medico, contina a residir na
roa da Cruz do Recife n. 49, sesondo andar.
LOTERA DA PROVINOAa'
Os cautelistas Oliveira Jnior Companhia ti-
sam ao respeilavel publico, qne pela primeira vez
lem exposto venda os seas bilhetes e cntelas da
ultima parle da primeira lotera 4 Gymnasio Per-
nambucano, as lojas abaizo declaradas: roa da
Cadeia ns. 9 a 50; ra do Collegio n. 15;
Queimado 11 :t; ra do Rosario a. 30; 1
Hoa-Visla n. 16. Declaram que os bil
em originaes sao pagos lem descont, a <
lelas soOrem o descont dos oito por 1
da lei. ~
Bilhele*
Meios
Tercos
Quarlos
Oitavos
Decimos
Vigsimos 320
O Sr. Francisco Sotler de Fgoeira lastro
queira procurar na ra do Queimado n. ', r* Joa-
qaim Luiz dos Santos, para realisar o d lito que
caolrahiouo Rio Grande do Sol com NarcieoJee
Eorreira.
Virgilio a Pacheco de Medeiros declara as pes-
soas que liveiim Iransaccoes com o sau finada ma-
rido Joao Pacheco de Queiroga Jnior, lano antea
como depois do seo casamento, e pelo que exislam
dividas, urnas anteriores ao matrimouio a oolras
eontrahidas na cooslaocia do mesmo, qoe o dilo seu
marido nao dsixou bens alguna, a ponto de nao ter
a abaizo an luncianle de que fazer inventario ; a
para qoe em lempo algum nao saja incommodada,
como tendo sahido sem cousa alguma do seu casal,
faz a presente declaracao, afim de chegar ao conhe-
cimento de todos. Recife 24 de agosto de 1855.
Vircilina Pacheco de Medeiros.
itgaeaxntttia-nfyMt^M
8 ATTERAO.
2 Manoel Antonio Gonr-1
f$ estabelecimento de obi
prata na praca de
constando-Thequedivi
9 res de joias pelo mafto
J vidode seu nome em seui
H faz constar para evitar engaos, que J
nao se responsabilisa por transac- 9
.59600 Recebe
21800
21000 a
15440 >
720
600
320 -
Bilhetes 5!800
Meios 2)600
Quarlos UjiiO
Oitavos 760
Decimos 600
Vigsimos 320
cao alguma que elles izessem ou
possam fazer, de qualquer nature-
za qae seja, pois a nnguem autori-
p. sou para isso.
a Recife 15 de agosto de 1855' 5
**wx**nm*m*-mmrMt+
No aten o da Boa-Vista n. 11, loja de fuuilh-
ro fraocez, precisa-se alugar um pelo de 13 a 14
aunoside idade, para o servico da loja.
ULTIMO GOSTO.
Saoehecad .1 prac,a da Independencia a. 24 a
30, loja de J laquim de Otiveira Maii, chapees de,
castor branco. ultimo goslo, de muito elegantes fir-
mas e bonita cor, e vista de seu mdico preco
oiDgqeai deixar de comprar.
'Alugamie a terceco e qnarto andares da ca-
sa do largo da Assemhla n. 12 : a iratar cam Joe
Joaqnim Dia; Fernandes, na ra da Cadera do"Re-
cife.
J. JANE, DENTISTA,
9 anatinua a residir na ra Nova n. 19, primei-
S^5 andar.
!#_
TLOTERIA DO GYMNASIO PERNAM-
RCANO. "
AOS 6:000$, 5:000|E1:000$.
_ O caulelisla da casa da Fama Antonio da Silva
Guimares fax scente ao publico, que tem eiposle
a venda os seos omito afortunados bilhetes e caute-
las da quarta parte da primeira loteria do Gvmnasio,
a qaal corre co dia 12 de setembro do correnle aa-
no, os quaes sito vendidos as segnintea casas : ater-
ro da Boa-Vista ns. 48 e 68 ; rna do Sol n. 72 A ;
ra larga do Rosario 11. 26 ; prac.a da Independen-
cia us. 14 e 16 ; rna do Collegin,n. 9; roa do Ran-
gel n. 54, e rna do Pilar n. 90.
Recebe por inteiro 6:0009
com descont 2:7609
1:380
* '
a
a
O mesmo caulelisla declara, que garante nica-
mente os bilh -tea leiros em originaes, nao mitren-
do descont rloroirs por cento do imposto geral;
assim como qu; snas zlelas Jo pagas em qualquer
urna de suas1 casas, sem dlstiocco de serem vendi-
das nesla on r aquella. !
m) O medico Jos de Almeida Soares de Lima ,*B
9 Bastos, mudou a soa residencia para a ruada t$
Cruz sobrado amarello o. 21, segundo ao- %
9 dar. (JJ)
m9m999*99-99m
Regiment de castas.
Saino a luz o regiment das custas judi-
ciaes, annotadocom os avisos que cB
raram: vende-se a 500 reis,
n. 6 e 8 da pratja da Independe
O SOCIALISMO.
Pelo general Abren a
Acha-se v ;uda na loja de livros <
do de Freitas & C, esquina da roa de Collegio, a
em casa do autor, paleo do Collegio, casa amarella,
no 1.' andar ; encadernado de todas as formas, por
maor ou menor prec.o, segunda o goslo dos compra-'
dores. A ediao esta quasi esgolada, epoucosex-
emplares resta m. Esta obra, em que se acha traca-
da a marcha do genero humano desde o primero
homem at nessos dias, perlence a todas as classes
da sociedade, e he, por assim dizer-se, o evangelho
social, porque nella estao consignados lodaaaa foros
d.t humanvdaile. As suas dosilrinaa estao, parlaalo,
10 alcance d todas as iniellisencias.
I DENTISTA.
9 Paolo Gsignooz, dentista francez, estele
Q cido na na larga do Rosario n. 36, secnod* 9
Q andar, eolioca denles com geogivas arlfkiaes, 9
(9 e dentadura completa, on parle delta, com a 0
9 pressodoar. 9
EDDCvl'O DAS F1LHAS.
Entre as oItm do grande Fenelon, arcebispo da
Cambra), merece maJparlicuUr mencao o-tratado
da educai.au das Sjkinasno qual este virtuoso
prelado ensina coqjHpmais devem educar suas fl-
uas, para um dia cKgarem a oceuparo sublime
lugar de mai de familia ; torna-se par Unto urna
necessidade pira todas as pessoas que desejam gui-
a-las no verdadeirocaminho da vidajj| > a refe-
rida obra Iraduzida em portuguez, ai i-e na
livraria da praca da Independafl i, pelo
diminuto prei;o de 800 rs.

O Ur. Sabino Olegario Ludgero*^PinhOjL
raudou-si! do palacete da ra deS. Francis-i
co n. 68A, para o sobrado de doas aoda-
rcsn.ti, ruads Sanio Amaro, mundo novo.} I
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer"
que mudou a sua aula para a ra do Ran-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eexterribs fjdesde ja' por m-
dico preco como be publico: quem se
quizer uttlisar deseupeqoer^rrertimoo,
pode procu ramo segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias otis.
Aluga-sti orna canoa que condaza de 1,000,
1,500 lijlos dn al venara : quera a liver para ala-
gar, annuncie ou dirija-se ao araiaaem da atcriaaai
na ra do Sol.
-flr




DIARIO DE PERUIBUGO QUART FAEIRA 29 DE AGOSTO DE 1855
CONSULTORIO DOS POBRES
SO BA NOVA 1 VBAS SO.
O Dr.P. A. Lobo Moscoso di consullas homeopathicas todos o dias aos pobre, desde 'J horas da
manhaa alomeio da, eem casos extraordinarios a qualquer hora do da ou noite.
Offereee-se igualraenle para praticar qualqaer operago decirorgia, e acudir promplamente a qual-
quer mulher que esleja mal de parto, e cujas circumstancias nao permitlam pagar ao medico.
SO CONSULTORIO DO DR. P. L LOBO I0SC0Z0.
50 RA NOVA 50
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo de meddicina homcopathica do Dr. G. H. Jahr, traduzido em por
tuguez pelo Dr. Moscozo, quatro volumes encadernados em dous e acompanhado de
um diccionario dos termos de medicina, cirorgia, anatoma, etc., ele...... 209000
Esta obra, a maisimporlante de todas, as quelralam do estudo e pralica da homeopalhia, por ser a nica
que conten a base fundamental "'esta doutrinaA PATHOGENESIAOU EFFEITOS DOS MEDICA-
MENTOS NO OKGANISMO EM ES 1 ABO 1 SAUDEcoohecimenlos que nao podem dispensar as pes-
soas que se querem dedicar \ pratica da vaniadeira medicina, iateressa a todos 09 mdicos que quizerem
experimentar a doutrina de Ilahneman, epor si mesmos se convenceren.! da verdade d'ella: a lodos os
fazeadeirosesenhores de engenho qae esto tange dos recursos dos mdicos: a lodosos ca pitaes de navio,
que urna ou outra vez nao podem deixar de acmdir a qualquer incommodo seu ou de seus tripulantes :
a lodoa os pais de familia que por circumstancias, que ntm sempre podem ser prevenidas, sao |obriga-
doi a prestar in conlinenli os primeiros soccorros em suas enfermidades.
< O vade-mecum do homeopatha ou traducgSo da medicina domestica do Dr. Herira.
obra tambara til as peasoas que se dedicam ao estado da homeopalhia, um volu-
me grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina...... 10000
ienario dos termos de medicina, ciruraia, anatoma, ele, etc., encardenado. 39000
l vardadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar nm passo seguro na pralica da
u e o proprietario desle eslabelecimento se lisonseia de le-lo o mais bem montado possivel e
da hoje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 lubos grandes.........;.......
Boticas de 24 medicamentos em glbulos, a 10, 12 J59000 rs."
89000
meuicameuun em glbulos, a 10, 12 e 159000 rs. fe
>< a ; M.........T*. 20000
dilos a......r........... 2.9OOO
60 -ditos a............,...... 309000
Dita 144 ditos a.................. 60000
tntoue................ ........ ljOOO
I de meia onga de lindura................... 2000
rdadeira lindura a rnica.........*........ 2000
ha sempre venda grande numero de tobos de crystal de diversos lmannos,
tos, e aprompla-se qualquer encommeoda de medicamentoscom toda a brevida-
iln 1 MM I
cotBsnodos.
-_
TRATAMENTO HOMOPATHICO.
reserva tico e curativo
DO CHOLERA MORBUS.
PELOS DRS.
ou ii fo povo para so podercurar desta esrfec 0ade, administrando os remedios Iais eflicazes
para atalha-ta, emquanlo'sc recorre ao medico, asi sesmo para cura-la independenle desles nos lugares
em qOfuto'os ha.
TRADUZIDO EM PORTUGUEZ PELO DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
Estas dous opsculos contmas indicages mais claras e precisas, so pela sua simples e coocisaez posi-
gao esla ao alcance de todas as intelligencias, nao s palo que diz respeilo aos meios curativos, como prin-
cipalmente aos preservativos que lem dado os mais satisfactorios resultados em toda a parte em que
elles tem sido postos em pralica.
Sendo o tratameoto homeopathico o nico que (em dado grandes resultados no curativo desta horri-
velenfermidade, joigamos a proposito Iraduzir estes dous importantes opsculos em lingua verncu-
la, para dest'arta facilitar a sua leilura aquemignoreo fraocez.
Vende-se nicamente no Consultorio do traductor, ra Nova n. 52, por 2)000 rs.
ASSA ADAMANTINA.
MRo o. 36, segundo andar, Paulo Gni-
tf/m francez, eburaba os denles com a
Essa nova e maravilhosa com-
gem de encher sem presso dolc-
uosidsdes do dente, adqoirindo
solidez igual a da pedra mais
arar os denles mais eslraga-
ir primitiva.
homeopalhia
irlanda :
das molestias
me francez, obra
chronicas, 4 vo-
. 208000
Compra-se urna prela de bonita figura e mocas
que seja boa costureira e engommadeira; paga-se
bem agradando : na ra do Trapiche 11.14, primei
ro andar.
Compram-se acgOes de Beberibe e litlos da
divida provincial: na ra larga do Rosario n. 36,
segundo andar.
Compram-se obra de ouro e prata
ja' usadas : na ra da Guia n. 40, desde
as 7 horas at as 10 da manhaa. todos os
dias.
idos meninos..... 65000
Ilerng, homeopalhia domestica..... 7000
Jahr, pharmacnpa homeopaihica. 69OOO
, novo manual, 4 volumes .... 169000-
~ dias nervosas....... 69O00
dapelle....... 89000
da homeopalhia, 2volumes I65OOO
|lado complelo das molestias
L u...... 109000
1 medica homeopathicai 89000
Irina medica homeopaliica "9000
Jk..... 69000
t-aslmg, verdade da homeopalhia. 49OOO
Diccionario de N] 1....... IO9OOO
Attlas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, costalo a sKripgo
I de todas as parles o ca mano 309000
edem-se todos estes Hviwl unitario homeopa-
thico do Dr. Lobo Mosco, tea Nova u. 00 pri-
meiro andar.
O Sr. Joaquim Octaviano da Silva Um carta
praca da igdipeiuk
O agente de leiloes Francisco Gomes deOlivei-
ra, compra duas casas terreas que estejam em bom
estado : os possuidores dispeslos a vende-las, unten
dam-se com o mesmo para o ajuste.
Compram-se 2 negros que sejam mogos, nao
tenham molestias, nao sajtm bebados, e nem fojdes:
na roa do Rangel 11. Sfjfpriraeiro andar.
Compra-se urna vacca boa de leite : a tratar
na ra da Uniao, case Junto, a que tem solao com
duas jaeella, nica acuella ra, ou em Sanio A-
maro, sitio jonto a igreja que lem una casa nova
acabada ha pouco.
VENDAS
livraria n. 6 e 8 da
.CACAO' DO INSTITUTO 110-
MEOPATHICO DO BRASIL.
THESOURO HOMEOPATHICCH
ak- 0U
VDE-MECUM DO
HOMEOPATHA.
Melhodo emeito, claro e seguro de cu-
rar komeopathicamente rodos ai molestias
que afjigem a etpecie humana, e parti-
cularmente aquella que reinam no Bra-
sil, redigido segundo os melhores trata-
dos de homeopalhia, tanto europeos como
americanos, e segundo a propria experi-
encia, pelo Dr. Sabino Olegario Ludgere
Pinho. Esta obra he boje recouhecida co-
mo a melhor de todas que tratam daappli-
eagSo homeopaihica no curativo das mo-
lestias. Os curiosos, principalmente, nao
podem dar um passo seguro sem possui-la e
consulla-la. Os pais de familias, os senho-
res de ogenho, sacerdotes, viajantes, ca-
piles de navios, serlanejos etc. etc., devem
te-la mao para occorrer promptameole a
qualquer caso de molestia.
Dous wlnmes em brochura por 109000
> encadernajMM II9OOO
Vende-se nicamente cm4MsaVo autor,
ra de Santo Amaro n.TT. (Hi
VO).
C. STARR & C.
respeilosamenle annunciam que no seu extenso es-
labelecimento em Sanio Amaro.coulinuam a fabricar
com a raaior pereigao e promptidao, toda a quaida-,
de de machinismo para o uso da agricultura, na-
vegado e manufactura; e que para maior commodo
de seus numerosos fregoezese do publico cm geral,
teem aberlo em um dos grandes armazens do Sr.
Mesquita na ra do Brum, atraz do arsenal de ma-
rinha
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dito seu eslabelecimeulo.
All acharSo os compradores um completo sorti-
menlo de moendasde canna, com todos os inelhora-
neiilos (alguns dclles novos e originaes) do que a
experiencia de muitos annos lem mostrado a neces-
sidade. Machinas de vapor de baisa e alia presso,
(aixas de lodo tamanho, tanto batidas como fundi-
das, carros de mao e dilos para conduzir formas de
assucar, machinas para moer mandiocafpreusas pa-
ra dito, fornos de ferro balido para familia, arados de
ferro da mais approvada couslrucoao, fundos para
alambiques, crivos e portas para fornalhas, e urna
infinidade de obras de ferro, que seria enfadouho
enumerar. Namesmo deposito existe urna pessoa
intelligenle e Habilitada para receber todas as en-
commeodas, etc., etc., que os annuocianles contan-
do com a capacidadedesuas ofllcinase machinismo,
e pericia de seus ofliciaes, se compromettem a fazer
execular, com a maior presteza, perfeigao, e exacta
cooformidade conjkbs modelos ou deseubos.c inslruc-
gOes que Ihes forem fornecidas.
SYSTEMA MEDICO DE HOLL WA Y
PILULAafHOLLOWAY
Esleineslimavel especifico, composto inteiramen-
te de hervas medicinaes, nao cnnlm mercurio, nem
outra alguma substancia delecterea. Benigno n mais
tenra infancia, e compleicjio mais delicada, he
iguslnienle promplo e seguro para desarraigar o ma-
na compleicao mais robusta ; he inteiramenteyiiiuo-
cente em las operares eeffeilos; pois bu
move as doencas de qualquer especie e
mais antigs e lenazes que sejam.
Entre militares de pessoas curadas co
medio, muitas queja eslavam as portas di m
perseverando ero seu oso, couseguiram recobrar a
sade e torcas, depois de haver tentado intilmente
lodos os oulros remedios.
As maisaHlictasnao devem entregar-se desespe-
rado ; faeam um competente ensaio dos eflicazes
efleilos desta assombrosa medicina, e prestes recu-
perario o beneficio da sade.
Nao se perca lempo em tomar esse remedio para
qualquer das seguintesenfermidades:
Febre toda especie.__
Gula
Hemorrhoidas.
llydropisia.
Ictericia.
Indigesles.
Iuflammacoes.
Irregularidades da mens
truacao.
Lombrigas de toda es
ci.
1 Mal-de-pedra.
I Manchas na culis.
'Obslrucsao de ventre.
Phthisicaou cousump^ao
pulmonar.
Keloucao d'ourina.
Kheumatismo.
Symptomas secundarios.
Tajoores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
Na afamada loja dos tercos em frente do
Ltvramento junto a loja de fa/.endas
baratas.
Vende-se pomada'do Porto, retroz, peotes para
alisar, caixas de xifre, linhas de roriz, couro de
lustre, marroquim, fio para sapateiro, ludo da me-
lhor qualidade e por menos que em parle alguma :
esla loja est d accordo vender mais barato que
as mais ptrles, por isso approveitem ; e muilas nu-
tras cousas se deiiam de nnunciar por ser um
nunca acabar.
Vende-se a loja-de calcado na ra Direila n.
48 : tratar na niesma loja ; lodo negocio se |faz.
A pechincha.
IJp aterro da Boa-Vita n. 8, defronte da
boneca.
Chegou ltimamente a verdadeira carne do ser-
13o e queijos de todas as qualidades, figos de coma-
dre, bolacliinhadeoda, biscnitos linos ingieres mui-
lo novos, e um completo sortimenl* de todos os g-
neros de mol hados dos melhores que ha no mercado,
e vende-se ludo per menos prego do que em outra
parle.
Vende-se urna canoa de carreira, ova e bem
construida, sem osoalgum, propria para familia, a
qual pega mais de 12 pessoas: quem pretender, di-
rija-se Iravessa A Poucinbo, armazem de mate-
riaes n. 26, indo para 1 casa dedeleugao.
Vende-se una porgao de taboas de cedro : no
trapiche do Angele.
Vende-se carne muilo superior, viuda na bar-
ca llosa, de Montevideo, no correnle mez, a 456OO
por arroba : na ra da Praia n. 19.
Vendem-se Uceas com cera de carnauba do
Aracaly, a melhor que lem vindo ao mercado : na
ra Nova n. 20, La.
Vendcm-se Sesera vos mogos, de bouilas figu-
ras, c una escravaboa cozinheira e engommadeira :
na ra Direila n. 3.
^1. hiAli ltf>" seis
portas
Em frente do Livramente.-
Cassas francezas a meia pataca o corado, riscadoj
francezesa meia pataca, chitas finas francezas a doze
vintens, chales cor de rosa a dous cruzados, corles
de vestido de camhraia pintados a dous mil res,
lengos braocos para cabega a pataca.
1 -"ende-se cevada nova, chegada ullimamente
de I.nhoa : no armazem de Manuel dos Santos Pinto
m Vende-se superior estamenha para hbitos de
lerceiros franciscanos! na ra do Encaulamenlo,
rmazem n.-76 A.
Rraqao contra a peste e o liblera-
morbus.
-se venda na livraria n. 6 e 8 dajpraga da
indeucia um folhetinho com diUereotes ora-
11 Ira o cholera-morbos, e qualquer outra pes
le, a 80 rs. cada um.
jijar vestidos de
senhork
A 8s000 o corte.
Na loja n. 17 da ra do Queimado, veodem-se
Rrles de novas bausorioas de laa, de padrees inlei-
ramenle modernos, chegados pelo ultimo navio de
tlamburgo, propros para vestidos de senhora pelo,
barato prego de 8 cada corle.
craam ^d,, "nayas, en*
lundo No-
Da'-se dinlieiro a juros sobrepenIte-
res de obras de ouro e prata: na ra da
Guian. 40,
Est a sabir a luz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
B.AHIDO DE RUOFF E BOEN-
IGHAUSEN E OUTROS,
ardem alphabetica, com a descripgfo
lodas as molestias, a iadicagao physio-
Ppeutica de linios os medicamentos ho-
, seu lempo de aegao e concordancia,
um diccionario da significagao de lodos
Idemedicina e cirurgia, e pealo ao alcance
as pessoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO MORAES.
Subscrevo-se para esta obra no consultorio homeo-
pathico do Dr. LOBO MOSCOZO, ra Nova n. 500
primelro andar, por 5000 em Wochura, e 600,
. encadernado.
TOMPVMIIA PER\\MIIIV\\.
EstaVempreza pretende contratara cons-
truccao dos trapiche e armazens em Se-
rinheme no Gamella, (no Rio Formoso)
^pontos da escala de seus vapores, ao lado
do tul, e em Itapissuma e Goianna, ao
lado do norte, sob as cdndicoes seguin^
tes: aUjk
Clausulas espBiaes da arrematacao.
1. As obras para a construccao destes
trapiche* serao feitas de conformidade
com as plantas eorram en tos, appro vados
pela direccao da comparibia, na impor-
tancia o de Serinhaem JK:8o5S20, o
do Gamellas. 1 i :267)WsJBf e o de Ita-
pissumaniT^SS.sOOO, e o de Goianna de
r. 6:91
mu aeverao principiar no
Bu, e linda rao no de 4
imbo?TOntado8 do dia da
pdos contratos.
WO pagamento tiestas obras sera' fei-
10 em tres prestaroes pitaes : a primeira,
no dk da assienaturtt do contrato ; a se-
gunda, (piando estiver 'eita metade da
obra, ea ultima, quando estiver tnteira-
mente concluid^. Jjgando responsavel o
arrematante pq Uo de um anno pela
sna conservatjHJ felide/..
4. O arrems^ Sitara' urna flan-
ea idnea nesta nt: para tratar di-
rija-ce ao escriptoro do Sr. F. Coulon,
ra da Cruz n. 20.
asstg-
COMfRAS.
CoMpra-se um melhodo do mosica pira Cao-
torla, por Rodolphq : na na do Livramenlo n. 38,
primeiro indar.
Na ra do Crespo, jun-
to ao arco de Santo Anto-
nio, loja [nova da quina do
sobrado do coinmcndador
Magalbaes Bastos, ven-
dem-se todas as fazendas
salvadas da barca GUS-
TAVO II, naufragada em
Maria.Farinha, e ultima-
mente arrematadas
versos leiloes fei
fandega desta cida
precos baratissiinos.
-Vende-se em pecas e a retallio, me-
rinos finos por todo preep: atraz da ma-
triz da Roa-Vista n. 15,* das 6 horas
manhaa a's 9 do dia, e das 3 a' 6
tarde.
. 7"V1ende"se laberna da roa Direila n. 91, con-
sistindo n urna boa armagao e seus perlences, e al-
guns gneros em muilo bom estado: quem a pre-
tender dtrija-se a Iravessa da Madre de Dos n. 14.
Vendem-se duas lindas escravas, de
idade 20 annos, com todas as habilidades,
urna dellas he recolhida, de muito boa
conducta, ptima para se dar a alguma
senhora que esteja para tomar novo es-
tado : na ra Direita n. 66.
Vendem-se 100 rodas de arcos de barricas: a
tratar no becco da Liugoela, deposito n. 6.
No pateo do Csrmo n. 1, vende-se urna negri-
nha bonita, de idade de 12 annos.
Vende-se urna porgo de travs de 43 palmos,
com 7 a 8 1|2 pollegadas em quina viva: quem qoi-
zer procure na ra da Cadeia Velha n. 1, no segun-
do andar.
Vendem-se 2 a 50 berris de4em pipa, prom-
plos para mel ou azeile: adiante da fabrica de vi-
nagre, ra Imperial n. 17.
Attencao.
Conlioua-se a vender na ra da Cadeia do Recite
n. 47, loja do Si (Manoel) damasco de laa de duas
larguras, muito proprio para cobertas de cama e
pannos da mesa.
Vende-se na roa do l.ivramento, casa da es-
quina n. 2. louga de eslanbio muito propria para ca-
sa de familia, seudo pralos. chicaras, pires e oulras
cousas proprias para cozinlia ; vende-se pela meta-
de de seu valor.
Vende-se um sitio na Torre, 11 margem do rio'
com bors arvoredose cere ado de muro : na ra da
sania Croi n. 70.
Vende-se urna armacaoe seus perlences para
taberna, na ra larga do Jbsario 11. 23 : a tralat na
mesma roa n. 25 ; e lamFm se avisa a pessoa que
rallou para a loja de ouriv es que ja esl prompla a
Vende-se manteiga ingleza muito nova a 960
e a8001 rs. a libra ; caf ele caroco, a 160 rs. ; di-
to moido, a 240 rs. : na ra das Cruies n. 20.
AOS SENUORE.S DE ENGENHO.
No primeiro armazem 1 lo becco do Gongalves, ha
sempre um bom sortimen to demeias barricas de fa-
rinba dt mais superior q-ualidade.
.Vccideutes epilpticos.
Alporcas.
Ampo las.
Areias (mal d').
Aslhma.
Clicas.
Convulsoes.
Debilidade ou eilenua-
Debilidade ou taita do
torgas pora qualquer
cousa.
Desinleria. t
l)or de garganta.
a de barriga.
a nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermidades no ligado.
venreas
Enxaqueca.
Uerysipela.
l'ehres biliosas.
intermiltenles.
Vendem se eslas|pilulas no estabeecnenlo g
de Londres, n. 244,- stran, e na luja de lodos os
boticarios, droguistas e oulras pessoas encarregadas
de sua venda em loda a America do Sul, Ilavana e
Hespanha.
Veude-se as bocetinhas a 800 ris. Cada urna del-
las coutm urna iuslrucgao em portugus para ex-
plicar o modo de se usar d'eslas pillas.
O deposito geral he em casa do Sr. soum, phar-
maceullco, na ra da Cruz n. 22, em Pernam-
buco.
N praga da Independencia n. 24 e 30, ha pa"
ra vender um par de dragonas, urna banda, urna es-
pada e fiel de ouro, um par de coldres e urna manta
para cavaMo, Indo com pouco uso, e por precos com-
modos.
Vende-se um escravo qoe serve para armazem
de assucar ou para oservigo de campo, por ier pra-
lica : a tratar na ra do Co'.legio n. 16, terceiro an-
dar. '
Vende-se um escravo de 24 annos, pouco mais
ou menea, nao bebe e he muilo fiel, caiador, lem
principio de pedreiro, borrador a oleo, trabalha de
kgraphia etc.e he muilajbabilidoso:
So querer servir senhor qV MV d,i
pancada : na roa larga do Rosario n. 48. lUBes-
ina case 1 e alaga urna negra idosa para servigo de
Vendem-se terrenos proprios no logar da Ca"
banga, juntos ao matadouro publico : na ra Di
la n. 40, segundo andar.
Cheguem a pe-
chincha.
Por sedulas velhas quem dentara.' de
comprar!
Borzeguins elsticos para homem a 6JM0 o p.r,
grvalas de seda a 500 rs., palitos de pen* fino,
cortes de collele de fostao e seda, maulas de seda
para senhora a 23000, chales de ganga a Ijfeoo, di-
los de cassa brancos a 800 rs., alm disto um novo e
complelo sortimento de calgados e perfumarlas, ludo
chegado ltimamente, por prego muilo commodo,
afim de se apurar dinbeiro : no alerro da Boa-Vista,
defronte da Boneca, loja n. 14.
Chales de seda.
No sierro da Boa-Vista, loja n. 18, ha um lindo
eagradavel sortimento de chalo de seda, dilos de
laa, que se venderao por um prego que o compiader
nao deixarde comprar, eaiuda lem alguns chapeos
francezes que tambem se vendern por melado de
seu valor por serem para cabegas muilo grandes.
Vende-se um terreno na roa Imperial do lado
damar pequea, com 55 palmos de frente ea mel-
ac5o de qm oitao de urna casa qne perlence ao
mesmo terreno : trata-se na mesma roa n. 120 A.
Vende-se urna escrava mulata com urna cria,
muito boa costureira e engommadeira : na praga da
Boa-Vista n. 15.
Vende-se ou permula-se urna casa terrea com
6 qusrlos e 3 salas, faltando acabar a cornija e o re-
boque da frente; um caixao annexo a mesma, com
90 palmos de frente e 13 de fundo, e um grande
terreno : quem pretende?, dirjase ao largo de N.
S. do Tergo n. 6, que se dir o logar no alerro dos
Afogados, tanto da caa como do terreno, e quem o
seu proprietario.
Chapeos de seda para senhora.
Na loja do Gadault, ra Nova n. 11, ha para ven-
der chapeos de seda da oltima moda de Pnris, e ven-
dem-se pelo barato prego de 148000: na meima loja
vende-se talagarca e lia para bordar.
Na ra das Cruzes n. 22 vende-se urna escrava
parda de bonita figura, com urna filha de dous rae-
zesde idade, engommadeira e cozinheira ; urna dita
que cozinha e lava ; urna crioula que engomma, co-
zinha e lava ; e dous escravos, sendo um delles bo-
I Veodem-se miseaes romanos :
caulamento, armazem n. 76 A.
na rita do En-
SE
^
CASTOR.
tor
A fabrica e loja de chapeos da roa
Nova n. 44, receben pelo navio la-
cre, os acreditados chapos de cas-'
sem pello Fribet, ditos com pello e formas as
mais modernas qne ha no mercado, assim como cha-
peos ib: castor de copa baila com pello esem elle, de
difTerentes qualidades, e faz o presente para levar ao
coohecimento de seus freguezes.
Livros commerciaes.
No primeiro andar da casa n. 26, defronte da Ca-
deia Velha, existe um sortimento de livros proprios
"pare escripturagao comtpercial, como sejam: diarios,
razao, coutas correles e devedores geraes : sao fei-
tos ero bom papel, riscados, paulados e com lodos os
quisitos coriveuieiiles para serem bem escripturados:
vendem-se por prego muito em conta, a qualquer
hora do da.
Estamenha. '
Estamenha puramente de laa, p'ara hbitos de ler-
ceiros franciscanos, a 19120 o covado : na ra do
Queimado, loja n. 21
Fazendas baratas-
Cortes de casemira de pura laa e bonitos padrOes
a 50500 rs. o corte, alpaca de corlo muito fina a
500 rs. o covado, Jila muito larga propria para man-
to a 6il) o covado, cortes de brim pardo de puro li-
nho a I06OO o corle, ditos cor de>alha a 1a600 o
corte, cortes de casemira de bom gosto a 28500 o cor-
te; sarja de ISa de duas larguras propria para vesti-
do de quem est de luto a 480 o covado, corles de
fustao de bonitos gostos a 720 e 18400 o corle, brim
trancado de linho a 18 e a'18200, riscados proprios
para jaqoetas e palitos a 280 o covado, corles de col-
leles de gorguro a 38500 : na loja da rna do Cres-
po n. 6.
Velas de car-
nauba,
SIMPLES E DE COMPOSIQAO.
Na ra da Cruz o. 15, vendem-se ditas velas, de
6, 7,8, 9 e 13 por libra, em caixas de 8 al 50 libras,
fabricadas no Aracaly, pelos melhores autores, e por
menos prego que em outra qualquer parle.
NA RA NOVA 22
ha relogios de ouro patente inglez do melhor fa-
bricante de Liverpool, por prego muilo em conta ;
tambem ha muito bous oculos ajde todas as numera-
ges, os quaes sao de ago.
Vende-se urna escrava moga, perfeila engom-
madeira, cozinha bem o diario e cose, orna dita de
Wannos, de (odaoservigo, um bonita escravo bom
para lode*o servigo, um dito de meia idade bom
para sitio ou praffeutro qualquer servigo por
ser sadio : na rna dolQoarteis n. 24.
Vende-se urna negra crioula de idade 24 an-
nos, costureira, vende, engomma, cozinha e faz todo
o mais servigo de urna casa, prefere-se a ser vendida
para o malo na ra da Cruz u. 43 segundo andar.
Vendem-se pipas e barris vazios : a tratar com
Manoel .Vives Guerra Jnior: na roa do Trapiche
A-3,300 IS.
Vende-se cal de Lisboa ltimamente
chegada, assim como potassa da Russia
verdadeira: na praca do Corpo Santo
n. 11.
A.98000 E 108000 A PECA.
jsVendem-se pegas de brim fino e hamburgo su-
perior, que se assemelha ao bom panno de linbo,
pelo diminuto prego de 98 e 108 a pega de 20 va
ras: na roa da Cadeia do Recife, loja n.
fronte da ro da Madre de Dos.
Novo
nal/
CAL VIRGEM.
Veade-secalde Lisboa, chegado no pa-
tache CONSTANCA, entrado hontem.'por
precci commodo: no deposito da ra de
Apollo n. 2B.
CASEMIRA PRETA A 4*500
0 CORTE DE CALCA.
> Vendem-se na ra do Crespo, loja da esquina qoe
volla para a ra da Cadeia.
ende-e
Farello em saccas de 5
arrobas a 5^000.
Familia de mandioca
em saccas a #300.
Tij olios de mar more a
>20.
Yinho Bordeaux
garraioes a i 2^000.
JNo armazem d Tasso
Irmaos. "^
LEONOR DAMBOISE.
Vende-se o excellente romance histri-
co Leonor d'Amboise, duqueza de Breta-
nha, 2 volumes por lo'000 rs., na livraria
n. 6 a 8 da praca da Independencia.
688S9SS&M 8984
POTASSA BRASILEIRA. 8
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che- S
Si gada recentemente, recommen- a
da-se aos senhores de engenhos os 2
seus bons elfeitos ja' experimen- ;
tados: na ra da Cruzn. 20, ar- '
mazem de L. Leconte Feron & (pf
Companhia.
Nova pechincha
M I
6800
sortimenlo de faze
baratas.
Alm das fazendas j annunciadas, e oulras mol-
las, que a dinheiro a visla se vendem em porgao e a
retalho, por baratissimo prego, ha novas chitas de
cores fizas a 160, 180 e 200 rs. o covado, ditas para
coberla, bonitos padres, a 220, ditas largas de cores
claras imitando cassa a 240, riscados francezes largos
de quadros modernos a 260, corles de cambraia de
lpicos com 6 1|2 varas por 28560, peono de linhos
muito fino para lengos com mais de 2 varas de lar-
gura, pelo baratissimo prego de 28400 a vara, novos
brins de linho deqoadrinhos para palitos, cagase
jaquetas a 220 e 240 o covado, cortes de casemiras de
cores a 48, brins de cores para caigas a 18 a vara :
na ra da Cadeia do Recife. loja n. 50, delronte da
ra da Madre de Dos, a qual se achasoOrivelmenle
sorlida de boas fazendas, cujas qualidades e commo-
dos precos se garanlem e dao-se amostras.
I.ABYRINTHOS.
Lengos de camhraia de linho muilo linos, (oalhas
redondas e de poulas, e mais objeclos desle genero,
ludo de bom gosto ; vende-se barato : na roa da
Cruz n. 34, primeiro andar.
FAZENDAS DE GOST
PARA VESKre DE SENHORA.
Indiana de quadrdsnafclo lina e padres novos ;
cortes de la de quadros^srflores por prego commo-
do : vende-se na ra do Crespo loja da esquina que
volla para a ra da Cadeia.
Vende-se encllenle taboado de pinho, recen-
temente chegado da Amrica : na rus de Apollo
trapiche do Ferreira, a enlender-se com o adminis
ador do mesmo. ..
Vendem-se dous planos fortes de
Jacaranda"", construccao ncal, e [com
todos os melhoramentos mais modernos,
tendo vindo no ultimo navio de Ham-
buigo: na ra da Cadeia, armazem n-
21.
vnttgo deposito de paif^^H
- godao da fabrica
Santos na Babia.
S| Novaes & Companhi
& Trapichen. 5*. conti
J Jerpannodealgodi
i trancado, proprio
j roupa de escravos.
bummmam
Vende-se ago em cunhette
prego moito commodo : no a
mont & Companhia, praga do
Riscado de listras de
para palitos, calcas e j
o covado.
V ide-se na roa do Crespo, (i
eiH voUl Para adela.'
Deposito de cal de L
Nii ra da Cadeia do Recife, loja
a vender-se barris com superior cal
boa, por prego commodo.
(CORTES DE CAS
DE CORES ESCURAS E
Vsndem-se na roa do Crespo,
volla,yara a ra da Cadeia.
A boa
Na ra do Vigario n. 19, prime: ro andar, ven-
de-se Trelo novo, chegado de Lisboa pelo brigue Es-
peranza.
AGENCIA
Da Fnndicao' Low-Mooi. Rna da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e metas moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamuuhos, para
dito. V
OSITO D\ FABRICA DE TODO
38.
RA DO QUEIMADO N.
Curtes de casemiras de cores .
Palitos de alpaca de seda.....
Kicos chales de casemira.....". ^/*78500
Cortes de chin deseda......T 99000
Cambraia franceza a vara
Chita franceza o covado .' i
Pega de algodao largo avariado
Nao se pe dovida cm dar-se as arhoslras dei
do penhor: em frente do becco da Congrega'
Vende-se farello bom, o mais recente chegado
de Lisboa: na ra do Vigario, armazem n. 7.
Farinha fina para mesa.
Cruz n. 54, escriptoro de Domingos
s, ha para vender muito superior fa-
idioca, propria para mesa, em barricas
prego commodo,
Para o esquadrao.
ide-se um uniforme completo para um guarda
do esquadrao de cavallsria de guarda oacional, por
diminuto prego : na ra do Queimado n. 35.
Brins de vdla : no armazem deN. O.
Bieber & C., ra da Cruz n. 4.
Cera de carnau-
Vende-se cera de thmauba do Aracaly: na rna
da Cadeia do Recife n. 49, primeiro andar.
AOS PALITOS FEITOS.
Na ra ra do Crespo n. lo,
lia paraender nm bonito sortimento de palitos de
alpaca tra qualqaer parte.
Cera de carnau-
ba do
nita figura, muilo mogo e oplimo cozinheira. e ou-
tro ganhador de ra t proprio para lodo servigo,
Vende-ee um escravo crioulo de bonita figura,
com 2a annos de idade e muilo possanie : na ra da
Penha, taberna por baiio do sobrado do Sr. briga-
deiro Joaquim Bernardo de Figueiredo. J|
Vende-se um cabrioletpRvo,
sem coberla, moito maneire, ven-
dem-se tambem boas parelhas de
cavados mantos para carro, dilos
de cabriolel e carraca, ludo por prego commodo:
na rna Nova, cocheira de Adolpho Bourgeois.
POTASSA E CAL YIRGEH,
No antigo e ja' bem condecido deposi-
to da ra da Cadeia do Recife, escriptoro
n. 12, ha para vender muito superior
potassa da Russia, dita do Rio de Janeiro
e cal virgem de Lisboa em pedra, tudo a
precos muito avoraveis, com os quaes li-
carao os compradores satisleitos-
Veodem-se 8 escravas, sendo 1 moleque de 18
annos, oplimo para pagem, 1 prela com orna cria de
3 mezes, 4 escravos de 18 a 30 annos, 1 negrinha de
C annos : na ra de Borlas n. 60.
A 5,600,4,000, e 4,500
o covado.
Vende-se, sem defailo, algum' panno Tino prelo,
prova de limao, fazenda esla qoe se tem vendido
Sor IOS' 128000 o covado. Mas como se coroprou
ralo tambem se vende pelo mesmo seguinle : por
isso quem quizer venha cerlicar-se, qoe, n vista da
fazenda ser de boa qualidade ede lecido e lustre,e cor
Iii. se animar a comprar pelos diminutos pregos
cima ; tambem vendem-se chapeos de sol de seda,
superior fazenda, cabo de canna, para homem, por
diminuto prego : na ra do Queimado n. :i:i A.
Vende-se urna casa terrea, sita ua ra da Cal-
cada ou largo das Cinco Paulas, lado esquerdo, que
tende 88000 mensaes : a fallar na ra do Livramen-
ro, lado direito, segundo andar, n. 22.
ARACATY E A
Vende-se em porgo e a retalho, por menos prego
que em oulra qualquer parle, principalinente'sado
a dinheiro vista: na ra da Cruz, armazem de
couros e sola, n. 1,1.
VEi\DE"SE barato, por estar com
toque de avaria e em muito bom estado,
grvalas de seda de cores, ditas pretas,
mantinhas de cassa com barra de seda
para gravatas, mantas de seda para se-
nhora, ditas de cassa seda, cortes de coe-
tes de fustao, nos seguintes lugares. ater-
ro da Boa-Vista n. 58, ra do Sol n.
71A, ra do Rangel n. 51A, ra do
Coto velln. 46.
Attencao ao seguinte.
Cambraia franceza de cores de muilo bom goslo a
600*8. a vara, corles de cassa pretos de muito bom
gosto a 29000 o corte, dilos de cores com bons pa-
drOes a 29200, alpaca de seda com quadros a 720 o
covado, cortes de laa muito Tinos com 14 co vados ca-
da corle, de muito bom goslo, a 49500, leugos de
bico com palmas a 320 cada um, ditos de cambraia
de linho grandes, proprios para cabega a 560 cada
um, chales imperiaes a 800 rs., 1J) e 19200 : na loja
da roa do Crespo n. 6.
Xa ra larga do
Rosario n. 38
Ha para. vender-se um sorlimenlo de estrados,
que alem de seu excellenle cheiro.produz grande ef-
feilo, como seja : tirar caspa, por os cabellos pretos,
tirar espiohas, borbulhas, vermelhidOes, sardas ou
pontos brancos do rosto, embranquecer e refrescar
o mesmo, alisar e igoalhar os cabellos das senbo-
ras ; assim tambem veodem-se caixas de metal mui-
lo bonitas com pos, proprios para enhoras ; vasos
com banha muito lindos com espelho ; chicotes mui-
lo bons a 19 e 28000 ; quadros de sanios a 120 e
200 is.
No silio defronle do palacio do Sr. biipo na So-
ledad?, vendem-se pes de sap lis e pinheiras pro-
prios para planlr-se e por prego bastante commodo.
Vende-se urna escrava moga, que sabe cozi-
nbar. coser e engommar : na ra estreita do Rosa-
rio o. 6, primeiro andar.
RA DO QUEIMADO N. j.
Atoalhado de 8 palmos de largura, o
qual se tem vendido a 3J00 rs. a vara, e
para acabar se vender' a 1<5QI) rsi, alm
destas fazendas ha outras muilas que se
vendem rJor qualquer precd.
A boa fama
Vendem-se moito bonitos chapeos de sol de seda
pequeos e com molas proprios para meninas de es-
cola, pelo baratissimo prego de 39000 rs. ; he cousa
tto galante que quem vir nao deixari de comprar :
na roa do Queimado, loja de miudeas da boa fama,
Casa da fama!!
Na ra Direita n. 75, vendem-se bilheles de lodas
as loteras da provincia, e pagam-se todos os pre-
mios que sahirem nos bilheles vendidos na mesma.
Sebolas novas de Lisboa.
J chegaram ceblas novas de Lisboa, e vendem-
se no armazem de Jo3o Martins de Barros, Iravessa
da Madre de Dos n. 21.
Vende-se cal virgem, chegada hon-
tem^ e de superior qualidade por preco
razoavel: no armazem de Bastos & Ir-
maos, ra do Trapiche n. 15.
Na roa do Vigario n. 19, primeira andar, ha
para vender superior retroz de primeira qualidade,
do fabricanteSiqueiralinhas de rorix e de nume-
ro, e fio porrete, ludo chegado pelo ultimo navio vin-
do do Porto, e juntamente vinbo superior, feilorie
em pequeos barris de dcimo.
N 55aterroda Boa-Vistan. 55.
POIRIER. i
Acaba de fazer urna especie de venezianas com o
nome stores, de nova iovengSo para janellas, servem
de ornamento e lem a vaolagem de impedir a cor-
renteza de ar nos aposentos e eotreler-lhe a frescura
necessaria. Podem igualmente servir para arma-
zens. Por um eogeohoso mechanismo sao muilo
melhor do que as venezianas auligas. S com a
vista melhor se pode saber o quanlo sao excellentes.
POIRIER.
ATEBRO DA BOA-VISTA N. 55-.
.Vende-se um carro de quatro
i rodas, novo, muito elegantes
leve, e de novo modelo: em
casa do Potrier.
Vendem-se no armazem n.*60, da ra da Ca-
deia do Recife, de Henry Gibson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por pregos
mdicos.
FABINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandioca
em saccas que tem um alqueire, medida
velha por SsOOO reis : nos armazens ns.
OS SANTOS DA BAHA.
Vende-se em casa de N. O. Bieber &
C, na ra da Cruz n. 4, algodao tran-
la fabrica muito proprio pa-
ssucar e roupa para escra-
emmodo.
Na ra do Qoeimado nos qualreacanto, leja de
miudezas da boa fama n. 33, vendem-se os seguintes
objectos pelos pregos mencionados, e lado do mui-
to boas qualidades, a saber :
Duzia de lezouras para castora a
Doiia de pentes para alar cabellos
Pegas com 11 varas de filalavrada sem defel
Pares de meias brencas para senhora
Pegas de filas brancas de linho
Pegas de bico estrello com 10 varas 560 a
Car eirinhas com 100 agulhas, sortidas
Mar,os de cordao para vestido
Caii.as com eolchetes batidos, fran
Escovas finas para denles
Pulceiras encarnadas para meninas,
Linhas brancas de nvelos o. 50,
Libras de linhas de cores de novel!
Crozas de bot&es para carniza
Meadas de linhas Qnissimas para 1
Meadas de linhas de peso
Car rilis de linhas linas de 200 jar.
Crozas de bolsee muilo finos para |
Cai tas com 16 novel los de linhas <
Duzia de dedaes para senhora
Suspensorios, o par
Ma:inhos de graropas
Carlas de alfineles
Cahinhascom brinquedos para menta
Agulheiros moito bonitos cum agulhas i
Torcidas para candieiro, n. 14
Cai linhas com agulhas francezas
pBahadosabertosde linho bordados e liaos.1
Alm de ludo islo oulras moilissimas eatl Ho
de muilo t^^Hfaades, e qne se vende seailiisi-
mo barato nestnem coobecida loja da boa fama.
"-jas."
cado daq
rasacc
vos, po
Vende-ee urna balanga romana com lodos *
seos perlences,em bom uso e de 2,000 libras : que1
A boa fama
se
nao
3, 5 el, e rio armzem delronte da porta da i
alandega, ou a tratar no escriptoro tai
Novaes & Companhia na ruado Trapiche
n. 54, primeiro andar.
Vende-se um fardamulo completo para a ca-
vallaria da guarda nacin il, tudo novo sem ser ser-
vido, e juntamente os arreios de cavalgadura para
a mesma cavallaria: na roa Direila n. 129, primei-
ro andar. ,
Vende-secognac da|melhor qualidade : na ra
da Cruz n. 10.
VINHO DO PORTO SUPERIOR FEITORIA.
Vende-se por prego commodo no armazem de
de Barroca & Caslro, roa da Cadeia do Recife n. 4.
Taixas para engenhos.
Na fnndicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidaf? :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Capas de burracha a 12,j000.
Queni deixari de se monir de urna excellente ca-
pa de burracha, pelo diminuta prego de 129? a el-
las, que se estao acabando: na ra da Cadeia do Re-
cife, loja o. 50, defronte da ra da Madre de Dos.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton & C., na ra de Senzala Nova n. 42.
Sellins inglezes.
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Canil i ei rus e casticaes bronzeados.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiro.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97.
Vinho Cherry em barris.
Camas de ferro.
Vende-se pipas, barris vazios e bar-
ricas internadas : a tratar com Manoel
Alve Guerra Jnior, na ra do Trapiche
n. 14.
Moinhoa de Tent
ombombasderepuxopara regar borlase baixa,
decapim, uafundigade D. W. Bowman : na ra
do Brum ns. 6, 8 e 10.
pretender, dirija-se ra da Cruz, armazem n.'i.
COGNAC VERDADElhft.
Vende-se superior cognac, em gj
a duzia, e 19280 a garrafa : na re
2, primeiro andar, defronte do Trtffl
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na ra dSprespo, toja da
volta |iara a cadeia.
ATTENCO.
Na ra do Trapiche
vender barris defjferro
fecha do, ?nejsjprios para
ses ; enen^fflf sSo o?
tem descberto para este fira, p
exhalaien o menor chejro, e apenas pe-
zam 16 libras, e custamo diminuto pre-
co de 4.S00 rs. cada tan.
Potassa^
No antigo deposito da ra da Cadeia Velha, es-
criptoro n. 12, vende-se muilo superior potassa da
Russia, americana e do Rio ate Janeiro, a pregos ba-
ratos que he para fechar conlas.
Na ra do^Tigario n. 19, primei-
ro andar,* tenj parVVeiWer diversas mu-
sicas para piano, violSo e flauta, como
sejam, quadrilhas,'valsas, reoowas, seno-
ticket, modinhas tudo modernsimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Na ra do Vigario n. 1J9, primeiro andar, tem
avnela a superior flanella para forro de sellius,
chegada recentemente da America.
CHALES DE LAE ALGODAO,
ESCIROS A800 RS. CADA ti.
Vendem-se na ra do Crespo loja di esquina que
volta para a. rna da Cadeia.
fp Deposito de vinbo de cham- '
agne Chateau-Ay, primeira qua-
idade, de propriedade do conde
de Marcuil, ra da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a Champagne, vende-se
a. 36SOO0 rs. cada cai.xa, acha-se
nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N.
B.As caixas sao marcadas a fo-
go^Conde de Marcuile os r-
tulos das garrafas o azues.
Deposito do chocolate francez, de urna
das mais acreditadas fabricas deParis,
em casa de Vctor Lasne, rita da Cruz
n.27.
Extra-superior, jurtaabaanilha. 19990
Extra lino, hauoilhi. 11600
Superior. 19280
Quum comprar de 10 libras para cima, tem nm
abate de 20 % : venda-se aos meemos pregos e con-
digOe!, em casa do Sr. Barrelier, no aterro de Boa-
Vista a. 52.
Ve ide-se papel marfm paulado, a resma 49000 -
Papel de peso pautado muito superior, resma 3
Dita almago sem ser paulado muilo bom
Pennas linissimas bico de langa, groza
Ditas muilo boas, croza 640
Catiiveles finos de 2 e 3 folhas, a 240 g 400
l.apis finos envernisades, duzia 120
Ditos sem ser eovernlsados, duzia 80
Canelas de marfim moito bonitas 320
Capachos pintados para salas 600
Benualas dejonco com bonitoscastoes 500
Oculos de armagao ago, todas ce gradnages 800
Dilos de dilos de metal branco 400
I.u lelas com armagao de tartaruga 19000
"lilas de dila de bfalo I 500
aiteiras para algibeira, superiores 600
'ellas douradas para caiga* e coMetes 100
Esporas fioas de metal, o par 800 e 19000
Trmcelins pretos de borraxa pararelogios 100 e 160
te Tjileiros e areeiros de porcelana, o par 500
Caixas riquissiroas para rap a 640 19000 e 19500
Caiteiras proprias para via'genKsje-^ 39500
Toucadoree de Jacaranda com baoi: espelho 39000
Ch iruleiraa de diversas qualidades 160
Meias de laia muito superior para padres 29000
Escovas linissimas para cabellos e roupe, eavatfcjs
linissimas para barba, luvas de seda de todas as co-
res, meias pioladas e cruas de muilo boas qualida-
des, bengalas moito finas, tinta encarnada e azul
pre pria para visear livros. Alm de lode vio oulras
muitissimaa cousas ludo de muito boas qualidades,
e qne se vendem mais barato do qneem Mira qual-
quernarle : na ra do Queimado nos qoatro castos
na f&n conheclda loja de mindezas da boa fama
" 39. "
ESCRAVOS FGIDOS.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagein para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz., n. 4.
A Boa fama.
Nii roa do Queimado, nos quatro cantos, loja de
miudezas da boa fama o. 33, vendem-se os seguintes
objeclps, ludo de muito boas qualidades e pelos pre-
gos mencionados, a saber :
Pents de lartaruca para atar cabellos a
Dilos de alisar tambem de tartaruga 000
Dilos de marfim para alisar 19J00
Dilos de bfalo moito lios 300 e 4O0
Ditos imilaodo a tartaruga para'atar cabello 19280
l.eques funssimos a 29, 39 e 49000
Lindas caixas para costura iv!S?i
Dilan para joias, muilo lindas a 600 e 800
Luvas pretas de torga! e com borllas 800
Dita 1 de seda decrese sem defeilo 19000
Lincas .meias de sedando, cures para criangas 19800
Meii sapinladas fio de Escoc:i para criangas 240 e 400
Baut'ejas grandeM. finas 39000 e 4JO00
Tranca de seda de todas as cores e larguras e de bo-
nitos padrOes, litas finas lavradas c de todas as lar-
guras e cores, bico*'Snissimosde linho de bonitas
padrees e lodas as larguras, tesouras as mais finas
que he possivel enconlrar-se e de lodas as qualida-
des, meias e luvas de lodas as qualidades, riquissi-
mas franjas brancas e de coros com borllas proprias
para cortinados, e alm de tudo isto ootras muiissi-
mas 1 ousas ludo de bons gostos e boas qualidades,
que vista do muilo barato prego n&o deixam de
agradar aos Srs. compradores.
'SBeapSareceu a 13 do correnle, Joaqoina,,de
nagW Cassange, reprsenla Ier 40 annos. altara re-
gular, algoma cousa cheia do corso, cor fola, cabel-
lo aparado e alguns brancos, com carne sobre o olho,
nariz chalo, falta de alguns denles dos lados, pajitos
peqi'enos e murchos, nadegas empinadas pan'traz,
tem algumas cicatrizes de relho as cosas, e algu-
mas sarnas pelo corpo, om lobinbo 00 go do
brigo ao p da mao, e lem nm p mais grossSHb-
vou vestido de chita prelo bastante osad
fino velho, quando foge tem por coslun
los arrabaldes desta praga : qualquer p
r pegar e levar a seu senhor Domin
Campos, ra das Cruzes n. 40, que re
Desappareceu no dia 22 do corre
mulata Marianna, (levando sua filha de 61
idade), de 25 annos. altara regular, cheia
coi avermelhada, andar desembaragado, peraas fi-
nas, cabello grande meio caraplnhsdo e quatt eerrt-
pr em desnlinho, dnas cicatrizes no pescogavfrajve-
nienies de glndulas, e urna as costas p
de um tumor ; levou vestido de chita
com ramagens pretas: ptde-se as autor
pitaes de campo a apprehengo de d"
leva-la a Passagem da Magdalena, cae
S. Barroca, ou ao sen escriplorio, na :
do Kecife, qae serao generosamente 1
Desappareceu no dia 17 de ajj
pelas 7 horas da noite, a prela Loor1
35 a 40 annos, pouco mais 00 menos, 1
seguintes : um dedo da mao direita
gr,, lem marcas brancas as duas pernas, _
misada algodaozinho, vestido de chita rosa, panno
fino, e mais urna Iroaxa de roupa : roga-se a ledas
as lutoridades policiaes ou capiiaes de campo qae a
ap'ireheodam e levem t seo senhor Joo Leite de
Azevedo, na praga do Corpo Sanio a. 17, trae sera
bem recompensado.
Desappareceu no dia 19 do correle nm mole-
qne por neme Tbemaz, crioulo, com idade de 22 an-
in, peoee mais ou menos, baixo, pernal "! na-
rii cbatM o- denles da frente podres, cabelloi aver-
melhados.com dnas empingens seocasnoecolovsjlles e
marcas de chicote nes costas: quem o appn lender
leve-o 10 engenho S. Francisco da Varzea, en Ke-
cife a Manoel Joaquim Comes, na ra da Cadeia de
Santo Antonio, que ser recompensado.
No sabbado 18 do correte aosentou-s* de ca-
si de seu Sr. o major Antonio da Silva usmao, o
*su escravo Ignacio, crioolo, cor prela, testa grande
e grandes cantos, olhos vermelhos, um dedo de nm
dis pes partido que parece orna forquilba, he mui-
lo contador de pelas; quem pega-lo sera' generosa-
mmle recompensadotevando-oa roa Imperial 11.
64, casa d residencia de seu senhor.
100,000 RS. DE
GRATIFICACAO.
Em 28 de marco do corrente anno ,
fugio o escravo crioulo, de nome Domin-
gos, de 20 annos de idade, pouco mais
ou menos, rosto redondo, den tes lima-"
dos, cabellos carapinhos, cor fula e com
principio de barba, levou vestido calca
de algodaoztnho azul e camisa de chita
cor de rosa, e mostra ser muito humilde
pela mansidao com que falla : este negro
quando fugio estava-se curando de urna
itstula que tinha na veri I ha tsquerda, e
apresentava grande quantidade de pannos
no peitoe rosto, foi escravo de urna viuva
moradora no Bonito, para onde suppoe-
se ter-se ausentado, em razao de constar
que elle tem lilhos na mesma comarca; ja'
niio he a primeira vez que foge, depois
que sahio do poder da dita viuva, e'nes-
tas occasOes neulca-se forro, e como tal
trabalha pr jogaaj em C ersos enge-
nhos, ottaAiMl ifa-se pota as pessoas
que doasfl nynotina, queirar
aj>reheia|H Boa rna io Viga-
ra n. 5, ifl Irgiflita cima
estipulada*^!
P1LRN.: TYP. DE M. F. DE FaRIA. 1855


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EPT50G4G3_VC1EUB INGEST_TIME 2013-03-25T14:38:33Z PACKAGE AA00011611_00629
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES