Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00628


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Full Text

ANNO XXXI. N. 198.
Por S mezes adiantadoa 4,000.
Por S mezes vencidos 4,500.
TERQA FEIRA 28 DE AGOSTO OE 1855.
O) m i
Por auno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
1
i
]
DIARIO DE PERNAMBUCO
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO'-
Recita, o proprietirio M. F. de Ftria ; Rio de J*~
neiro, a Sr. Jlo Pereira Marlins; Balita, o Sr. !>
Dapnd; Micei, o Senhor Claudico Faldo Uto.;
Parahiba o Senhor Gervazio Vctor da Nalvi-
dade ; Natal, o Sr.Joaquim Ignacio Pereira Jnior;
Ancaty, o Sr. Antonio de Lemos Braga; Cetra, o Sr.
Joaqun) Jote de Oliveira ; MaranhAo o Sr. Joa-
niro Marques Rodrigues ; Piauhy, o Sr. Domingos
lercutaroAekile Pessoa Cearaoce; Para, oSr. J us-
tine J. Rimot ; Amazona*, o Sr. Jeronymo da Coala.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 1/2. lOuro.(
Pars, 35S rs. poi f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 por 0/0 de rebate. I
A a-oes do banco 30 0/0 de premio. | Prata.-
> da companhia de Beberibe ao par.
> da companhia de seguros ao par.
Disconio de lettras de 8 a 9 por 0/0.
METAES.
Oneas hespanholas* . . 299000
Modas de 69400 velhas. 169000
de 69400 novas. . 16*000
de 4 9000. . 99000
-Pataces brasileiros. . . 1*0
Pesos columnarios, . 1940
mexicanos. . , 19860
PARTIDA DOfc CORBEIOS.
Olinda, lodos os dias
Caruar, Bonito e Garanhuns m dias 1 e 15
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex eOtenry, a 13 e 38
Goianna e Paralaba, segundas a sextas-feiras
Victoria e Natal, as quintas-fair*
PREAMAR DE HOJE.
Primeira as 5 horas 18 minutMda manhaa
s 5 horas 42 minutos di larde
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundasequintas-feira
Relaco, tercas-feiras a sabbados
Fazenda, quartas e sabbados s 10 horas
Juiz do commercio, segundas as 10 horas e as
quintas ao raeio-dia.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas
1* Tara do civel, segundas e sextas ao meio dia
2* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia
EPUEHERIDES. DIAS DA SEMANA.
Agosto i Quartominguanteas 7 boras 1 mi- 27 Segunda. S. Jos de Calazans; S. Rufo.
auto e 42 segundos da tarde. 28 Terca. S. Agostinbo hispo e doulor da Igrej..
12 La nova at 4 horas, 32 minutos e 29 Qnaiia. Degolacao de S. Joao Bapusta.
44 segundos da larde,- 30 (uinta. S- Rosa de Lima, Americana.
20 Quartocrescenteas5 horas, 3 mi- 31 Sexti. S. RaymundoNonaiocard.
utos e 45 segundos da larde. 1 Sabbado. S. Egidio ab. ; Ss. Gedeao e Josu.
27 La cheiaa 1 hora, e 3 segn- 2 Dom ngo. l4.'N. S. da Penha; S.Eufemia
dos da tarde. v. S. Estevao rei da Hungra.
PARTE OFFICI.

/
COMMANDO DAS ARMAS.
oWartel-f-eaaral ato eodo dai da
PariMlnc na citado do Recite, en 37 de
HMltii 18bft.
ORDEM DO DIA N. 103.
0 roarecbal de campo, comroandanle das armas,
faz publico, para conhecimento da guarnidlo e dev-
do effeito, qae S. M. o Imperador,alteodendo i iup-
. targento ilraoxirife da fortaleza de Ta-
mandart Jok de Oliveira Barbosa, hoavo por bem
por sua inmediata e imperial letatacAo do l. do
crranle mez de agosto, lomada sobre consulla dn
conselho supremo militar, mandar declarar que ao
milano argento, segando o disposlo na provsAo de
7 de deiembro de 1835, dever ajunlar-se o lempo
que actualmente lem de servido, o decorrido de 26
da Janeiro de 18H al -23 de outubro de 181, em
qae, pala primeira vez, leve praca no exercito : o
toda conslou de ufllcio da presidencia datado de
i cora referencia ao aviso do ministerio da guerra
de 6*, todo do presente mez.
Oulro sim; faz publico o mesmo marechal de cam-
pa eomniandante das armas, que hoje conlraton pa-
ra servir na banda de msica do 9. baialhlo de in-
fantaria por lempo de.') annos, nos termos da impe-
1 retoloclo de 27 de novembrn de 1852, na qua-
' i dn msico de 2.* das, o paisano Jos Ma-
lta Virgen, o qual, alera dos vencimentos que
I lei llie competirem, perceber o premio de 1509
rs,, pago na forma do arl. 3 do decreto n. 1401 de
. 10 de juahodo anno preterilo.
Jos Joaquim Coelho.
Conforme. Candido Leal Ferreira, ajadanle de
ordens encarregado do detalhe.
rene em maior numero do que a dos magistrados.
Inhibidos os magistrados de entrirem no parla-
mento, nem por isso deixarAo de se envolverem as
eleicdes, c lerem parle activa nellas em favor da-
IITERIOR.
MI El JANEIRO.
SENADO.
Dia 19 da Jada da I85S.
Lida a approvada a acta antecedente, passa-se ao
ieguinle expediente :
Um officio do 1. secretario da cmara do depa-
ladas acompanhando a seguinle propositan :
a A assembla geral legislativa resolve:
t Arluo nico. O governo he aulorisado para ad-
ittic a axer acto das materias do terceiro auno da
*kealdadr> de direilo de S. Paulo, o rtludanle An-
tonio Jos de Siqueira e Silva, revocadas para este
fin as disposicei em contrario.
Paco da cmara dos deputados, em 18de julho
de 1855.Visconde de Ba'epcndy, presidente.An-
tonio Jos Machado, servindn de 1 secretario.
Lindolfo Jote Correia das .Veces, 3 secretario, n
Val a imprimir nao o estando.
O Sr. Presidente declara ser pralica nomear-se
ata depulc,Ao para comprimentar a S. M. o Impe-
rador no dia 23 deste mez, anniversario da protla-
aaaclo de toa maioridade; e consultado o senado se
aaaiaai nesta nomencAo, e sendo approvado, sito sor-
atoa oa Srs. Goucalves Marlins. Souza Franco,
Jtade da Albuquerque, Souza Ramos, Sorna e
HnaaKca, roarquez de branles,Pimenta P-ne-
M*ta, viseoude de Maranguape, viiconda de
tai, visconde de Jequilinhonha, Silveira da Mol-
la, a aarllo de Anlnnina.
ORDEM DO DIA.
Mli|VM a 3* discusso, adiada pela hora na nlti
RM tauteo do prmteto do venado11 de 1818,sobre
N, ata f *
prevada na "i* dhoaato, aoa*
ansiodita commiasies de comlituifilo e Hgteaaoln,
volca separados e emendas offerecidas p.las tobredi-
laa eommiwoes e voto- separado dos Srs. Pimenta
Bueno e Viaconde de Sapocahy.
OSr. Vergtteiro se admille reformas prudentes,
qae eonsolidem e nao adulterem a constitnicSo, re-
rata-as inuilo ; porque as que se lem f.ilo s3o aera-
ra para peior. Sendo partidario da dontrina das
. incompatibilidades, mais o eonfirmou as suas ideas
a que ei|>encleu o Sr. Mer.de* dos Santos, lamenlan-
o que S. Etc. se illodisse em querer eucontrar ca-
saislicamenle na conslituirao o qae la se deprehende
dos principios.
A eonsltui$a"o eslabelece a divisio dos poderes.
Iteo qoer dizer qae nao podam faier as leis os que
as team de etecalar. He esse o genaino espirito da
'.onslitaii^o, e reconhecido desde os primeiro lem-
pos da sua eiecojao pnr caracteres muilo illustra-
Joa, lando tambera sido sempre essa a opioilo delle
arador.
Sa por autora nao foram lozoessas ideas rednzi-
das ortica, foi isso devidn pouca illustracito que
tato havia no Brasd ; a neces'idade da tolerancia
permillio a canfasSo dos poderes. Hoje porera, o
Brasil cha-se em um estado de adiantamento in-
tatteelual mailo consideravel, e portanto he preci-o
acordar i! emendar a mao.
i govirno foi despertado nesta materia pelo cla-
mor geni, que he unisono em todo o imperio.
Nem se receie que nevemos de perder aquelles
magistrados qae se julgarem com talentos para oc-
eaparem o lagar de legisladores. Esses bao de ce-
der i necessidade innata de manifeslarem as 'suas
Ideal, e ootlo fiea-lhes salva a facoldade de escolhe-
rem, seni qae se Ibes tire nenbum dos seus direitos,
vedando-se-lhes,apena5 o ejercicio camulativo.
Pastando quesfAo dos circuios, nao Iha acha in-
eotwlilocionalidade e sim muila conveniencia ; e
cine fazendo algumas refleies nesse sentido.
O Sr. Goncalcei Martin* adopta o parecer dos
tres aoeaibros que julgara inconslitucionaes as Im-
catnpaliliilidades.
He queslo de muila importancia, e nao vi1 ne-
ade para urna reforma de tal ordem ; nao v
reclama^oesunemque o paiz se lenha pronunciado
neasa sentido : acha qae ludo se reduz a urna con-
currencia ou guerra de clastes.
e acha qae os jaizes sio dislrahidos de seus
estados tpeciaes lemlo auenln no parlamento, nao
leic^es, <
laellea que ulgarem que os poderfio proteger.
Entrando na queslo dos circuios acha-os incons-
titucionaei e prejadiclaes ao paiz. -
Nada prova o exemplo Irazido da conversan em
departamentos das amigas provincias de Franca no
lempo da grande revolaran de 1789, para se querer
concluir a conveniencia da divisan em circulo elei-
toraes. como lendendo a consolidar a nacipnalidade,
a constituir a unidade dos Brasileiros; porque eon-
fundio-se a homogeneidade com a nacionalidade de
om pnvn.
A mesma lingua, a mesma laiWacSo, as metmas
instituiras, o mesmo governo, sao o que conslilue a
nacionalidade suprema. *
As provincias francezaa eram ama soccassAo dos
anligis feudos, eram oalros taatos estalos, tinham
diversa legislaran, diversos privilegios, aceresesndo
os foros que liuham as communat.
Era preciso ao governo revolucionario destruir as
influencias velhas e nao dar tempo a que se creas-
sera novas, em quinto nSo se consolidasse. A ho-
mogeneidade s podia ser filha do lempo, e veio a
produzir os seus efleilns 60 anuos maisjarde, Uto lie,
eml830.
A divisio do imperio em provincias he poltica e
administrativa, e a divido por circuios confere a ca-
da urna faculdade ee poder eleger por si, entretanto
que a constituirlo so da esse direilo a cada ama das
provincias.
Se por veolnra se teme a influencia das grandes
provincias entilo proponha-se ama verdadeira e sen-
sata divisAude ludas ellas.
Nao ve inconveniente na actual lei de eleiQe,
entretanto qae os enverga em grande numero nos
circuios. 1) governo com elles dominar as ciegues
e o talento licar subordinado vonlade delte.
Faz algumas reflexoes sobre a atitidade e conve-
niencia dos partidos no systema, represeiilalivo, e
conrlue declarando que o governo nAo lem direilo
de exigir a reforma em discussAn, qae he toda in-
tempestiva e perigosa.
O Sr. Bario de Ptniarc refleclindo sobre a ob-
servancia da conslituirao, e grandes males prove-
nientes da falta desss observancia, diz que a consti-
tuirn quando eslabeleceu a divisAo dos poderes no
arl. 9,prohibi a accumulacao das funrres legisla-
tivas e de juiz ; a se em outre artigo da o direilo de
ser eleito a qualquer cidadio, tica porm prejudica-
da a accumulagAo pela disponerlo do mesmo art. 9
que forma a reara geral. E tanto assim he, que em
outro artigo ezpressameote determinando o caso de
accumulacodas funecoes de ministro de estado e
legislador nada dispoe obre o cas em queslo.
Conrlue fazendo algumas reflexoes sobre as cir-
cumslaneias dos juizes de Franca e Inglaterra com-
paradas com as dos nossos sobre a dependencia ern-j
que esles estao do governo, e sobre a nenhuma fal-
ta que fazem aocorpo legislativo os magistrados.
Dada a hora tica adiada a diseossAo. O Sr. pre-
sidente d para a ordem do dia a mesma (fe hoje e
levanta a sessAo.
sa provincia, nao quizessem tomar conta de laes ma-
terias ; por conseguale, senhores, usa va de om di-
reltoque lem o depulado da opposicSo, osava de um
direilo que compele a lodosos membrosdesta cmara,
nao preciso de procuradlo de ninguem, tenlio o man-
dato do povo hrasiteiro. (Apoiados.)
O Sr. Araujo Lima : NAo contesto este prin-
cipio, quero nicamente salvar a roinha lal-
tSMa
O Sr. Perraz :Mas, senhores, qoal he esa leal-
dade 1 em que consiste ella ser na entente eor-
diale ? ser porque os nobres deputados nao queiram
qae os senllmentos, que as queias, que as naceasi-
dades da sna provincia sejam conhecidas por nutras
vozes se nAo pelo ranal oflicial da depulacAo do Cea-
r ? Decertoqaaeado.
Combatendo esle principio, Sr. presidente, creio
Joe faro om servico aos nobres deputados que j es-
veram em opposicAo, e que militas vezes deseja-
meio depois da formatnra entrou noexereicio de seu
amoraga.
Senhores, qual a raxAo porque lei exige 1 anno
de pratica de advocacia para te poder obler o.lugar
de juiz municipal ? NAo ser isso um noviciado que
a lei elige para conveniencia pnblica '.' NAo deva
esse noviciado ser efleclivo, eoAa ama vAa formula,
pois que elle he necettario para prevenir os desatinos
e estonteamenlos daquelles que nlo tem a pralica do
foro, e que por isso podem ser prejadiciaes ao mes-
mo fdro ?
. Senhores, em que cdigo o nokre ministro encon-
trn a idea que a moralidade fta ara fado deye str
julg.da pelo numero de vezes qoeelle he pralicado,
e nAo pela sua propria natureza t Ptat porque pra-
caaies um acto duas vezet. teguva-<,<|ue nao '"frin-
glstesa lei,qae he feita para olrwWe pablica *Mos-
trait assim que tendes a presumpco de que a votsa
itilelligencia he superior a do legislador. Pur mim eu
ram ver soas queias lavadas presenca do corpo declaro qne disprezaria todo de boaj que pudesse vir
,iA n-ki;>. < ^ K.m .i.. ; ^. nrtMnmnran. neln nrivile.ffin de.
CAIHR4
DOS SRS. DEPUTADOS
de ala i Oda jnltao de 1866.
(ConclotaO.)
O Sr. Ferraz. ;Resposla an Sr. ministro da josli-'
ra: Keconhaco, Sr. presidente, que com grande
ileivaittasjcm entro em ditcutto.
A hat adianlada, o canaaco da cmara depoai do
discurs do nobre ministro da jotlica, e sotirelndo o
faci de argir na discuao m w nr.*ijii frtil, a
quereunc uAa s a perspicacia, e o lalen-
pas e galas do eetylo, a em orador que
rene as afleifOes de lantos que nos atintenlos nes-
ta casa, fundam essa desvantagein, e a cmara per
cerlo me dar toda a desculpa pelo receio que tenho
de entreler por algousmomentos sua altenrio. Son,
porm, a isso obrigado ; o discurso do nobre minis-
tro da jostica tomou por thema o depulado pela Ba-
ha que tinlia anteriormente fallado.
O nobre ministro da Justina respondeo-me, e a dis-
cusso para ser proficua nAo deve andar assim co-
mo al agora te andado, lAo fra doslopicot em
dispala, e tomando continuamente nortes difle-
rentes.
Por outro lado, Sr. presidente, eu tinha ama im-
periosa necessidade de dar resposta ao nobre depu-
lado pelo Cear que se astenia a meu lado, e ao roeu
nobre amigo depulado pela minha provincia que hon-
lem orn : tinha necessidade de dar-lhes esta res-
posta, porque os nobres deputados sustentan) um
principio grandemente inconveniente, um principio
eminenlemente absurdo.
Perguniou o meu nobre amigo : a Quem vos dea
procuradlo para Iratardes nesla casa dos negocios do
Ceara ?
Disse o nobre depulado pelo Cetra : NAo vos
demos essa prnourarao, nAo agradecemos o vosso fa-
vor, nAo o aceitamos.
O Sr. Araujo Lima : Perde-me ; diste qne
nAo havitmos encommendado, nem o agradeca-
mos.
O Sr. Ferraz : Senhores, nos nao somos de-
legados ou commissarios de diferentes potencias.
(Apuiados.) Somos representantes do povo brasilei-
ro. (Muitos ap'. lados. Escolhidos pelas nossas pro-
vincias, nao representamos ezclusivamenle ellas,
representamos o paiz todo. (Apoiados.)
O principio de mea nobre amigo depnlado pela
Babia, e do nobre depulado pelo Cear, eiarado no
seu aporte, he um principio perigoso, que ser
mesmo fatal aos nobres deputados quando fra do
parlamento os seas amigos nao tiverem quem os dt-
fenda. .
O Sr. Araujo lima : Foi apenas um protesto a
bem da nossa lealdade, e nAo um principio.
O Sr. Ferraz : Qoem me den procuraran pa-
ra tratar dos negocios da provincia do Cear, e de
todo o Brasil, foi o povo da minha provincia que me
elegeu, na couformidade da constituirn do impe-
rio ; (apoiados), porque dando-me os seus votos cons-
aeontece o*mesmo com individuos d todas as outras Ului-me procurador nato dos inleresses do Brasil iu-
classet?
Observa qae o artigo da conslilaicAu qae traa di
divisio dos poderes nlo pode ter a epplicaco qae
lhes querem dar os qae defendem as incompatibili-
leiro. (Apniadot.
O Sr. Taquee d om aparte qae nao podemos
onvir.
OSr. Ferraz : Eu disse qoe eslava prompto a
dades. E quanlo independencia de carcter, in- receber qaaesquer qneizas da provincia do Cear
telligencia e ootros predicados, nenhuma ciaste os quando porvenlura ot Srs. deputados eleilos por es-
roLHETia.
TOLLA PI1AHLC)
a*ar Eaaaaado Aboot.
legislativo e do publico.
Depois, Sr. presidente, de ter feito estas breves
considera res,rabe-me lamhem protestar, qoe ts no-
ticias que recebo,nAnsilo dadas pelo nobre depulado;
as noticias que tenho do Cear onco-as em diversos
circuios por diflerentes pessoas ; e eslon persuadido
mesmo que os nobres deputados pela lealdade que
devem ter para com os seus consliluinies, os lerAo
levado ao conhecimento do governo. Digo que essa
he a verdadeira lealdade, porque a entente rordim-
le entre os deputados e os presidentes das provincia
sempre era fatal aos inleresses do paiz. (Apoiados.)
A entente cordiale daa depntifes com o governo,
asse contrato pelo qual se promello apoio ao gover-
no, com lanto qne a provincia corra a sabor de cer-
tas influencias, senhores, he um faeto qne se d, mas
he um Tacto triste na nossa historia parlamentar, na
nossa historia poltica, he um faeto qae faz sacrifi-
car parle da popularlo aos inleresses de certos cir-
cuios.
Se esla he a entente cordiale, se esta he a lealda-
de, eu, senhores, confessarei que nAo prezoessa leal-
dade, essa entente cordiale. (Apoiados.) Nao se zan-
Euem, pois, os nobres deputados, quando eu fallar
dos negocios das suas provincias ; dou-lhes o direilo
detallaren) lamhem dos negocios da minha provincia
quando qaizerem, porqae he a discasso qae prova
qual o estado das mesmas provincias, qual o estado
das suas rolaron, da sna popularan, dos seus inle-
resses, das suas necessidades. (Apoiados.) A discus-
sAo he qoe esclarece.
Senhores, eu me acho na opposicAo ; mas declaro
casa, e aos nobres ministros que se icham presen-
tes, que muilas vezes, empenhado na, disctalo, fa-
co-lhes acrusares. faco-lhes censuras, porque sei
qae pessoas lAo idneas, tAo capazes, dotadas de (an-
ta intelligencia, de lanto tlenla, de tanta pratica,
approveilam o entejo, a occaaiio de fazerem praca
de seus grandes talentos, de brilharem o mais posti-
vel. (Risadas.)
Atsim, pois, Sr. presidente, V. Etc. tem sidoUes-
lemunha de quaotaa vezes eu chamo o nobre minis-
tro do imperio discnsaAo para que elle brilhe.
O Sr, Ministro do Imperio:Obrigado.
O Sr. Ferraz : NAo he ezpensas minhas que
elle val ganhando ene habito de discutir, do qual
sempre elle tnae'.' E a caraira nao aprecia deste mo-
do os teas talentos 1 (Apoiados.)
Eu nAo enlendo, nosyttema constitucional, minis-
tros silenciosos, que s dao as razoes dos seusfeilos
das suas medidas, em particular, as ante-camaras
nos corredores (apoiados); enlendo qoe o homem de
talento deve desprezar ame meio ; he na tribuna que
essae razoes te devem exhibir. E nease ponto, res-
pondende a nma acentaco qoe j roe foi feita, qae
he feita .ramenle nesta casa, tora delta, e pela im-
prenta, declaro a cmara qne nao aspira o poder, e
se livesee eaaa aspira^Ao.queMpor semduvida ligili-
ma e honrosa, ea nicamente oprocniaiiaVmi wpiw
curare! conquistar deste lugar, nAo ha de ter por
oulro meio se nao pelo da tribuna. Desprezo abso-
lutamente qoalquer oulro meio ; nao quero viver
sobre as azs de ninguem. (Apoiados.) He na tribu-
na que hei de conquistar os empregoi; he o estado,
a pequea intelligencia com qoe me dolou a nature-
za que me tem collocado nene lagar. No mea co
poltico, declaro a lodos qae me censaran), ea soeo-
nheco nmt divindade ; pan conseguir-lhe suas Bra-
cas nAo emprego oulro Weenso que nAo seja o mea
Irabatho, os meus estados, os meus servico*. S por
este meio, senhores, ea quero subir ; desprezo outro
qoalqaer canal, porque os considero indignos dj lio -
mem qae tem capacidade, do hornera que lem algum
talento. (Apoiados.)
He difliril, senhores, a minha misslo nesta discos-
sAo. Tenho de responder ao nobre ministro dn justi-
ea ; masa minha resposta nunca pode sahir daquel-
le circulo qne me Iraca o respeito que Ibe consagro,
o respeito qae consagro cmara. Poderei empregar
alguma vivacidade na discutsAo, nAo rae mostrarei
porm lAo fogoso e ardente como elle se mostrou,nio
sei se poderei acompanha-lo ; perde-me o nobre
ministro, nAo poderei nessa via lancar-me para res-
ponder-lhe.
Pela primeira vez na minha vida eu vi o nobre mi -
nistro se apartar daqaella calma que Ihe he lAo com-
mum : nAo lancou' mao dos recursos da s Ja intelli-
gencia, pareceu muitas vezes appellar para o concei-
(o, para a afleicao que lodos nos Ihe dedicamos.mais
do que para n propria raz.lo ; nAo se defendeu em
alguns pontos, nAo empregoa a dialctica propria dos
seas ulentos, pareceu abrigar-se em sophiimas que
nAo podiam corresponder to alto |conceito que delle
fazemns. (Apoiados.)
Eu reconheco a dillicnldade da sai posieAo ; sim,
elle ve-se na necessidade de defender actos que nAo
podem ser defendidos, e neste caso recorren a diver-
sos espedientes, ora chamando a cerlo actos coa-
sas pequeninas,ora disvirtuando toda a intelligen-
cia da lei para defender aclos que akajMdcm dexar
de ser considerados como illegaes, majano pela pro-
pria leilura que elle fez da le. Um dettc" ponina
infelizmente he aquelle que diz respeho a promo-
cAu e remoran dos magistrados.
O nobre ministro respondeu parte do meu dis-
curso em queponderei a necessidade de ser rurnpri-
da a ilisposirAo da lei elige um anno de pralica para
que um bacharel formado potta ser eroprtgadocomo
juiz municipal, o que nos date '.' a Apenas liz isto
duas vezes ; esses mocos, em verdtde, nao tinham o
anno de pratica, mat depois podiam adquir-
las...
Esse moro nao tinha lalvoz o anno de pralica,mas
ao depois podia praticar, e tanto que apeuaranno e
a bem do paiz dessa presuropsao, pelo privilegio de
nAo infringirdes a le urna t vez. ('Apoiados.)
O que tem com a questao as qa.lidades do indi-
viduo? Por ventara alunen) negou estas qualidades?
Sa ellas tAo as unirs necesaria, para qae a le exi-
gi esse noviciado ?
Senhores, te o pensamenlo do nobre ministro he
mellior do que estt dlsposico da lei, porque nAo se
ganeralisa esse penamenlo ?...
O Sr. Ministro daJustica di um aparte qae nlo
ouvitnos.
O Sr. Ferrmz :Ah 1 o nobre ministro reconhece
o,seu erro...
O Sr. Ministro da Justica : Digo qne nAo co-
ndeca a esse individuo ; nAo sabia que elle nAo ha-
via pralicado.
O or. Ferraz : Neste caso, como diz qae nlo
sabia se elle hava pralicado, eu Ihe pergunlarei por
que nao exige o nobre ministro qte os raqnerimen-
lo do impetrante sejam instruidos, como sempre fo-
ram, com as rerlidoes de pratica. ^Apoiados.)
Como o nobre ministro reconheeeu o erro, eu nAo
tocarei nesla materia, passarei adiante, e entrarei
na nutra parte.
Cnfesso que eu nesta occasiAo procorarei escolher
palavras, procurarei lornar-me o mais moderado
pessivel, para impedir as scenas que dorante o dis-
curso do nobre ministro se deram, e que obrigaram
ao nosso presidente, pessoa Uto moderada, a recla-
mar por vezes a ordem, faeto esle que elle pela sua
prudencia, pela bondade deseo corarlo, quasi nun-
ca pralica.
Senhores, a lei das promocOes exige para que ellas
lenham lugar da primeira para a segunda enlraricia
qualro annos de eftectivo servico, e a que lenha la-
gar da segunda para a terceira pelo menos de 3 an-
nos de efleclivo servido na classe anterior. A dispo-
s{a<) geueriea da lei, suas pilivraa sio lAo claras,
que ninguem pode sem prevenco dizer que a pala-
vra efleclivo servico na cUssa. anteriorposta a-
branger o servico prestado em qoalquer ccramissio,
em qualquer funcr^o alm das da magistratura da
classe a que perlence o individuo. Mas, disse o no-
bre ministro, a regn nesle caso he a de direilocom-
mum. porque a lei anterior sobre antignidade de
magistrados deflnindo o que era exereicio efleclivo,
apenas regula para marcar a sua antignidade, por
consegninle o que se deve fazer he seguir o princi-
pio de direilo cnmmom 1
Pareee-me que o nobre ministro labora em um
erro. O qae o nobre ministrf entendeu por eflec-
livo servico na classe anterior? O nobre ministro
nao pode por maueira alguma dar urna definirlo ou
explicar o sentido natural dessas palavras sem enm-
prehender nica e exclusivamente o servico da ma-
gistratura. Mas, senhores, admitame que deve
esta etpretsao ser entendida peta lei interior, qual
he esta lei que deenia e que era tervica. elleclivu T
(Ha um aparte.)
Senhores, eu esperava mesmo qne o nobre minis-
tro confessaite qae tinha errado, que tinha obrado
mal, que emendara a do d'ora em diantc, porque
certamen le se elle pajuate na concha de ama batan-
ea ai vantagens dessa tsta intelligencia e as da minha
opiniAo, reconheceria qae ot principios que eu sigo
sao mais dignos de ser adoptados.
Tamben) se o nobre ministro atlender aos prece-
dentes, vea que depoit da decretadlo da lei a prali-
ca tem admiltido que a cenlagem desses annos era
pelo efleclivo servico, jamis do servico prestado
em quaesquer outras comraissoes. He ease o pe.isa-
menlo quasi geral da magistratura, e mailos magis-
trados ha que deixaram-se ficar as commisses para
que foram noroeados e abandonaran! outras enmmis-
sftes altm de pudor ensilar ea i annos ; ota man no-
bre amigo e collega da Babia esta sessAo nao veio a
esla casa porque enlendia a lei assim, e em geral lo-
dos entendan) da mesma forma. (Apoiado.)
Senhores o nobre ministro mesmo nAo negar
que a dala dessa nova intelligencia he muilo moder-
na...
o Sr. Ministro da Jtutir* i Hl aparte que nAo
ouvimos.
O Sr. Ferraz :Eu no digo a poca, perde-me
a cmara e o meu nobre amigo, quando eu trouxe o
exemplo nAo foi por jolga-lo odioso ; eu podia citar
o exemplo de oalros, mas ea respeito mailo as sus-
ceptibilidades, e a amizade que conttgro ao meo no-
bre amigo me animen a d-lo como exemplo, o tan-
to mais quanlo reconheco o seu desinleresse, e julgo
que nenhum favor se Ihe fez, e eston cerlo"e aftan-
co que elle nAo solicitou semelhante promoc^o ou re-
mocao,
A* juslicas de primeira instancia foram defendi-
das pelo nobre ministro com bastante ardor ; elle ao
presente laocou-se nessa discussAo que aqoi nos en-
Ireleve durante o anno passado sobre a reforma ju-
diciaria.
Eu, Sr. presidente, me penaliso e contristo de ver
que o nobre ministro anda sostena urna opiniAo lo
fatal a essa garanta do systema dos jurado qae fe
lizmente ? conslilaicao nos oulorguu. Pelos prin-
cipios emdidos pelo nobre ministro, peta tua opi-
niAo exarada no seu relaiorio, por cerlo que se nAo
fra a conslituisAo do imperio, a instituirn do jury
seria inleiramente derrocada pnr qualqaer lei que o
nobre ministro.na primeira occasiAo elaboraste.
A constituirn he pois o nico obstculo qae en-
contra o nobre ministro, porque para a re.disacdo de
sea intento, como maito bem disse um mea Ilustre
collega, depois de querer concentrar o jury as ca-
beras de comarca e em certos lagares designados pelo
governo, lamben) se quer que quando os oradosij
impedidos pelas distancias ou pelas difliculdades in-
herentes a essas distancias, nAo poderero reonir-se,
o juiz de direilo arrogue a si o poder de julgar lo-
dos os crimes I... e a cmara sabe e ninguem pode
contestar que desta emenda deve nascer a morle de
faci do jury, que grande perigo contra elle corre de
semelhante disposicao ( apoiados ), porque, senho-
res, neeessnriamente se imaginaran) os maiores obs-
tculos possiveis para a reuniAo dos jurados na ca-
neca da comarca, e o resultado seria que lodos os
crimes seriam decididos pelos magistrados. ( A-
poiados. )
. E, senhores, para que essa idea fatal ? Em qae se
fiyida ella '.' Mo ouvio o nobre ministro ainia ha
pouco lempo a descripcito de muitas condemnaeftes
injustas dadas por magistrados ? O nobre ministro
nao lem em seu relaiorio lanos documentos qae com-
provam esta assergto ? NAo se tem o nobre ministro
apresentado ao poder moderador supplicando o per-
dn ou a commutacao de penas impostas em oonse-
quencia de sentencias injustas dadas por taes fnnccio-
narios "! NAo seajilouja nesta sessAo um exemplo, e
que ei
i e_j.
111
Emquanlo Tolla eonfessavi-M mAi, a viuva do
general Fratief indagara de Nadiua o acontecimen-
lo do se'o e os amores de Lello. Reprehenden-a
amargamente por nAo id-la informado do que pas-
tava-se ; mas Nadina oda dissera porque tinha urna
conlian<;a mu limitada no ja izo da mai, e racioci-
nas! como ot caladores, que -anlet quarem cajar
teto co do que coro um cao mal ensinado.
O general Fratief fon ajudanlc de campo do im-
perador Alexandre. Depois da campanha de Fran-
ca, Fratief que nAo era mais moro, e ao qual os pra-
zere ficis de Pars loliam envelhecido lano quan-
lo a guerra, foi nomeado governador de Varsovia.
Vio no primeiro baile, qae foi-lhe dado pela cidade,
a celebre Sophia Redzinska, cota belleza resttulo-lhe
seis mezes de mocidide. Casou com ella sem dote, e
aperar das admoeslaces da corte, a qual indignava-
se de ver om general illottre, um amigo de Souva-
rof e um favorito do imperador rebaixar-te a casar
atan orna Poloneza. O soldado velho, aguIhoado por
um ultimo amor, soabe dar tua fraqueza urna cr
poltica, persnadindo ao imperador de que esse ca-
samento mo ligara a si a nobreza de Varsovia.
Um anno depois elle morreu como o rei I.uiz XII
tM meio Je sua felicidade domestica, ficando a viu-
va com vinte annos, e urna filha de Ires mezes. Por
leda a beranea o marido deixava-lhe um anno de
toldo, obra de trila mil cruzados. Filho de um
mercador de terceira ordem elle subir todos os pol-
los dn exercito, e lodos ot guio* da nobreza sem cui-
dar em enriquecer. Sophia havia aproveilado tanto
a breve duraro de tea reinado, tinha encarado de
Mo alto teus compatriotas e teas antigot amigos, ti-
a*M pratogido tao deadenhosamenla tua familia, e
aventado toa boa cidade com ar tAo insolente que
taz em poueo tempo ampia proviso de inimigos.
Vadea at autoridades eivii astittiram por dever t
eieqaiM do general; mas sna viuva nao recebeu
qualro visitas. O patriotismo pnlonez aproveitava a
occasiAo de affroolar a Rotsia sem perigo. A bella
fjaahia tirou valdade dease odio geral, que lestemu-
nhava sea importancia e o podar que Uvera. Det-
lerrou se, como era trompho, de una cidade qne a
() Vida Diario n. 198.
era servico erTectivo, excluio da toa dennicAn qual
quer outra hypothese qae no fotse a da mesma lei ?
Ella he por demais gerencia. Vejamos o que ella
diz!
Por anliguidtde do juiz de direilo s se enten-
der o tempo de sei viro efleclivo em seas lagares.
Eis a deflnico. Esta lei be anterior outra qae
trata das promocOea e rerooo5et ; logo, aindajnesmo
em llovida, devemot preferir aopinio doleflUador.
Qoal he esta iotelligancia dada em virlode da mxi-
ma do direilo commutn de que dos filloa o nobre
ministro t
Eu direi qae essa mxima he a do abuso, nao ha
lei alguma nossa qne defina como o nobre ministro a
defini ; lem-se entendido o contrario, e como a c-
mara ha gula-se pelo principio do offeclivo exereicio, contado,
nao da data da poste, mai do exereicio 'do logar
para a chamada de seas merabros. Na relacio do
mesmo modo peto ejercicio ; e al nos nllinms lem-
pos para as precedencias o efleclivo servico foi pre-
ferido n dala da poste ; eu referirei dous exemplos,
o digno senador que foi presidente desta cmara, o
Sr. Gabriel Mende dos Sanios, tinha a sua potse
muilo anterior a ootros desembargadores, oulros
desembargadores porm tiveram exereicio antes des-
se digno magistrado, e a relacAo decidi que a pre-
cedencia perlenri i aquellos desembargadores que
tinham exereicio anterior. O mea nobre amigo,
senador pela provincia da Baha, o Sr. Gnnralves
Marlins, foi nomeado desembargados tomou potse,
mas sua antiguidade, a saa precedencia, foi conta-
da depois do tea exereicio ; assim veio elle a collo-
car-se na cauda da lista dos desembargadores do sen
tempo, porque oceupando na occasiAo da sua no-
meacAu, depois que tomou posse do logar, a presi-
dencia da Baha, e depois paitando a presidir a re-
parlicAo dos negocio do imperio, nao se altendeo
dala da poste, e sim a d exereicio.
Ha, senhores, um nico cato em que a posse tem
valia, mas isso parte do principio de equidade.e vem
a ser para as aposentadoras ; portanto, se o nobre
ministro quer cumprir a lei pela idea que encerra a
eipresafeefleclivo servico, nAo pode jamis re-
mover u promover a um ministrado para a entrna-
cia superior sem qoe tvesteo efleclivo servico desse
lugar pelo menos 4 aunos.
Senhores, at ideas de 1830 eram todas a favor do
efleclivo servico, e contra aquella qae se eontava em
virlude da posse ; dessa dala em diaote esla ultima
idea deixoa seu predominio, e aquellas sSo as que te
acham em voga, sao as correles, e por modo algum
o nobre ministro devia-se apartar daquelles princi-
pios para adoptar oulro qae he contrario aos pro-
prios inleresses da ciaste da magistratura
no anno passado o aobre ministro nAo leve oulros
Mi i*i i -.-*-.- iirVT-n nAj ntniVrn irfrr;;
""3 rioiiifnno? pnr Tmeretsea
Clonarlos putilicos, ao magistrados. NAo ha homem
algum 0> partido conservador, por mais retrogadas
3ue tejam at suas idea, que deite de pleitear a bem
a liberdade de imprensa, e mesmo nenes paizes
onde os principios severos do partido conservador se
apresentam sem reboco, os homens considerados
como os mais retrogados pleitean) pela liberdade da
imprensa, pirque ella he urna grande garanlia nAo
s a favor das liherda tes publicas, mas tambem da
(ranquillidadi! do paiz e do merecimento do tlenlo
e das qualidndet dignas de recompensa. O abuso
inherenle medida de ser vindicada a injaria feila
a ama corporaco peb>s inembros da mesma corpo-
raclo ; o mal resaltante de ser a injuria feila ao mi-
ni tro vindcala por ama pessoa que Ihe he inleira-
mente subordinada, na que delle depende directa ou
indirectamente, sao conhecidos por todos os parti-
dos. (Apniadns.;
Todos os esoriplores consideran) que o jury he urna
garanta poltica (apoiados ), e os homens os mais
adversos a essa inslitaiclo como aquelle quo o no-
bre d.epolado pela provincia da Baha cilou o anno
passado, Camgnani, consideran) a insiituirao do jury
como essencial a lodo o paiz que he regido pelas for-
mulas populares, por urna constiluicito, pelo syste-
ma representativo. (Apoiados.)
Esse grande homem Rossi, atlribuia a recusa des-
sa instituicAo pelos AllemAes, o receio. que elles li-
uham de adoftar essa instituirn falta de liberda-
de qne esses povos sentiam, e enlAo na sua introdc-
elo sobre o direilo penal diz : Sim, nao he possi-
vel que epreciom as vantagens do jury aquel les qoe
nao gozam o dom precioso da liberdade. a
Soas expresaes foram fatdicas ; na Allemanha
apenas despertaran) etses senlimenlus generosos pela
liberdade ;o jury te estabelecea, e o jury, como mos-
tr Mitiermaver, anda hoje existe e luneciona, e
suppostn nao 'anecione em eerlot paizes a respailo
dos crimes em geral, todava foucciona a respeito dos
crimes resultantes da liberdade de imprensa.
Ilouve um lugano no que disse nesta casa o anno
passado o nobre depulado por Pernamboco, a quem
nAo respond enlAo por me faltar a vez de fallir,
quando aseverou qae na Prussia nAo existia o jury.
S'esse paiz se admitlio primeramente como ensaio
o jury magistrado e depois fuaecionou o verdadero
jury. O nobre depulado se refere enlo a una obra
escripia por um distincto Brasitelro, mu o nobre
depulado nAo tinha consultado as pocas, porqae se
o tiveste feito adiara nessa grande obra Rerista
da legislarSo franceza e eitrangeirao texto dessas
duas leis adoptadas pela Prussia, em qne a institui-
rlo dos jurado; foi admillida.
Assim, senhores, anda quando o nobre ministro
nos quizesse tirar ai pennas do pavAo pare Acarraos
verdadeiras ar.ilhas, anda assim eu Ihe dira que he
injuslo para comnosco, e que nAo era o mais idneo
para o fazer.
O nobre ministro qut leve sempre certos princi-
pios em materias polticas, certos principio inteira-
nenle opposlos escola liberal, por cerlo convira
coroigo que a ''ida de um funecionario publico, que
nAo perlence f si, masao publico, deve ser disculi-
da. Esse he o meio de corrigir os mos e premiar os
bous. O nobre ministro convir lambem comigo.
qoe estes principios nAo sAo meas, s3o de nimios
esoriplores res icitaveis. O nobre ministro convira
minian em que se concedesse direilo aoslnaaislrailos
de julgar as injurias proferidas par meio da im-
prensa alii n srern necessariamente o abuso de lu-
do classificar-s. enmo injuria contra os empregados
pnblicos. ( Apoiados. ) Seus erros, seus caprichos
sao qaasi permanentes, nAo se modifican) de um
momento para oulro, os do jury darlo apenas urna
sessAo.
O crme da liberdade da imprensa nao esta na re-
gra dos oulros crimes, versa especialmente sobre
repellia, e parti para San-Pelersburgo levando rom-
sigo a filha, seus dezeseis mil cruzados, tua belleza,
seus diamantes, seu orgolho, sna tolice e suas espe-
rances.
Quando chegou, vh> com sorpreza qOe a corte nao
sahr.'i-lhe ao encontr. Pedio urna audiencia oo im-
perador, obteve-a, e correu ao palacio disposta a
derramar suas magoas, soas inimizades e todas as
suas confidencias no coracao patern al de Alexandre.
O imperador reeebeu-a com bondade, e promet-
lea assegurar-lhe, bem tomo a filha, urna existencia
honesta. Sahindo da audiencia, Sophia correu a an -
nunciar s cinco oa seis pessoas qne conhecia na ci-
dade, qne o imperador a tratara como um pai, que
chorara fallando 'do seu fiel Fratief. e que emfim
dissera-lhe: De ora em dianle, senhora, fazeis
parte de minha familia; adopto vossa querida Nadi-
na, e eucirrego-tne de sua fortuna e da vossa. Meu
palacio e mea coracao vos estarlo sempre aberlot;
batei e tereis entrada, pedi e recebereis.
Oilodias depois ella receben duas penserde mil
eqonhenlos rublos de prata ou seis mil francos,
urna para si, oulra para a filha. He o qae a lei do
imperio concede a todas as viuvat ou orphAai dos
ajudanles de campo generaes. Cada urna dessas peo-
s8es cessaria no dia do casamento da pensionista.
Sophia imaginou que faziam-lhe injustica, porque
uao fariam injustica em sea favor ; mas sua grande
vaidade nao permita-Ihequeixar-se. Alugou mar-
gen) do canal Calharina urna casa dt qualro mil fran-
cos, e encommendnu urna mobilia de vinte mil. A'-
quelles que conheciam a cifra de toa riqueza e a
modieidade de sua pei,lo, ella dava a entender que
linha na amizade do imperador recursos inetgola-
veis. Frequcnlou duranie deus anuos todat as rea-
nioes da corle, as quaeso nome do marido dava-lhe
entrada. Sua belleza allrahio-lhe algumas declara-
res de amor, e dous ou Irea pedidos em calamento,
os quaes repellio esperando coosa melhor. O grao-
duque Miguel distiaguio-a dorante um ou dous me-
zes, e foi promplamente afaslado, nAo pela sua vir-
lude aneciada, m*is pela saa tolice. Ella lentou sem
resultado fazer grandes conquistas, mai tinha a figu-
ra sem ter o espirito do emprego ; atsim soas lison-
jas servirn)-Ihe jmente de compromelte-la. Muilo
fria pira commelter loacuras gratuitas, e mui desa-
sada para commelter proveilosai, nAo soube dar-ie
nem render-se, e conservou, tem saber porque, urna
virtude, na qual ninguem crea.
Depoit de Ires annos desse manijo desappareceu
subtamenle : tens recursos estavam etgotados. Sua
mobilia eseut diamantes mal indemmsaram os ere-
dores. Parti para a Allemanha, onde viven de eco-
noma e de jago, procorando um marido, augmen-
tando a lisia das gastando os restos de toa belleza, a qual passou r-
pidamente. Em '1828 veio a Paris e tratou da oclu-
as vezes esse individuos ttriiiiifilRtos pnr
eleilnraes, dominados pelas paiioes do dia, accomu-
lam crimes sobre crimes, crimes phanlaslicos, e que
o crime de injuria nAo pode ser punido sem ao mes-
rao tempo ser punido como crime de calumnia ; e
qne sem remissAo nem aggravo aquelles qne sAo vic-
timas de taes violencias nao podem, oo pela distan-
cia, ou porqae se precise de informaciJe*, ou por oo-
tros quaesquer motivos, implorar do inonarcha o per-
dao ou allenii.ir.ao da pena era lempo de obvia-la '.'
( Apoiados. ) E. senhores, a historia da nossa magis-
tratura, antes da promulgado do cdigo do proees-
so, nao he urna historia digoa de lastima, ou pelo
menos, igual historia da marcha dos jurados, con-
cedido o qae allegoei 1 A respeito dos crimes de
responsabilidade a cargo dos jaizes de direilo, nao
moslrei ea o anno passado que a proporcjlo dada en-
tra as absolvieses e as condemnaces nao era favo-
ravel aos ma ais irados'.' E n3o o mostra tambem o no-
bre ministro ainda agora em seu relaiorio '.'
Eu, senhores, tenho urna opiniAo moito particular,
e he qne ludo depende da moralidade do paiz e da
independencia dos juizes, e de urna medida que os
nao distraa das suas verdadeiras e santas funecoes.
i.Apotada*.~i Ma* fazermos um capitulo de aecusaces
contra o jury e eodeosarmos as decisoes dos magis-
trados'.' 1...
Eu, senhores, sou o primeiro a reconhecer que os
magistrados polticos sao dignos de toda a considera-
rlo por tuas lozes, mas ea invoco o teu lestemunlio :
quando elle se apartara das soas comarcas como del-
xam a justira '.' E quando voltam a ellas como a
acham '.' Que trabalho nAo lem para remediar o mal
resultante da sua ausencia f
Nao sei se foi ao nobre depulado pela provincia
do Rio de Janeiro que o nobre ministro da jus-
tica atirou algumas expresses um pouco desai-
rosas.
O S*. Sayao Lobato :A mim 1
O Sr. Ferraz : Sim, senhore*. Disse o nobre
ministro : a largai ai pennas de pavAo, vos nAo sois
liberaos, s
O Sr. Sago Lobato :NAo troco a minha casaca
peta do nobre ministro. (Risadas.)
O Sr. Ferraz :Os principios, senhores, que sAo
inherentes ao homem devolado ao partido conserva-
dor i.lo excluem por certo a dedicaco e amor a cer-
tas garantas que a conslituirao estthelece a bem de
lodos ( apoiados ), e entre eisas garantas se enume-
ra com muila distinreo a do julgamento por meio do
jury.
0 nobre ministro tambem entende qae he possi-
vel qoe a liberdade de imprensa nao soflre directa
nem indirectamente com aquella medida que enlre-
ga o julgamento dos crimes de injurias feitasaos func-
in
miDL
temge
igencl a he revestido. Essa for-
esta dependente i* in-
carao da filha, a qual linha ooze annos. Alujou-se
na roa da Universidade, e raobilhou penivelmeote
um canlinho de um grande hotel. Para ser admitri-
da nos sales do barro de Saint Germain lemhrou-
se de levar a filha catecbese de San Thotnaz de
Aquino, e ah Nadiua commungou pela primeira
vez. Se essa noticia houvesse chegadn a San Peters-
burgo, a mAi e a filha teram logo perdido a pentlo;
porm essa imprudencia de nada Ihe servio, e nin-
guem em Paris fez caso ditso; porque a viov, i
forca de gabar-te e de impiogir mentiras evidentes,
conseguir pastar por aventureira, A educarlo de
Nadina foi um prodigio de economa mal enlendid*.
A maii desgraciada das dscipulas do Conservatorio
ensinou-lhe a arte de martyrisar um piano. Sua
professora de inglez era urna imagen) viva da mise-
ria, que teria podido passar pela estatua da Irlanda.
Foi um empregado inferior da perfeitora quem en-
sinou-lhe a lingua e a lilteralura franceza, a histo-
ria, a geographia, a arilhmelica, a pnyaica a um
pouco de metaphysica. Seu mestre de dansa morreu
o anno passado uo hospital de La RochefoOcanld.
(iracas ao zelo dessa pobre gente, qoe a viuva cha-
ma va os primeiros mestres de Pars, Nadina esque-
ceu-se completamente do russo, dojpolonez e do al-
lemo que soobera na infancia; etereveu correcta-
menta o fnncez ezeepcAo do participios, etraduzio
os primeiros captulos do Vitar of fVakefield; soube
dansar todas asquadrilhase tocar algumas. as horas
vagas ella tomou por si mesma um supplemenlo de
conheciineiilos positivos devorando os fundos de um
gabinete de leilura da ra de Poltiers. Os roman-
cistas de 1830 a 1834 foram os vtrdadeiros mestres
de seu espirito. O apparelhos orlhopedicos de Va-
lerios, e os trapezios do gymnatio Amoros foram os
prnfestores de saa belleza.
Nadina tinha dezesete annos, rollo lindo e cintu-
ra delgada quando a mAi perdendo as esperanzas de
casa-la em Paris docidio-se a leva-la para a Italia.
I ni velho emigrado francez que eslava empregado
no servico da Hussia como os Modcne e os La lli-
beaupierre, o marquez de Cerleux, governador da
residencia imperial de Gatchiua, euviou-lhe urna
carta de rccommendaco para sua irmAa a conega
de Certeni, a qoal apretentou-a a toda a nobre-
za romana. Nadina foi bem reeebida: era alta,
gorda e alva. Todoa convi laram-na, todos dantaram
com ella, mas ninguem caidou em pedir sua mao. A
viuva do general, que era capaz de agarrar os aman-
tas pela gola, espreitou durante tres anoos a filha
em poder apandar nenhum millionario. Para cu-
mulo de dr foi obrigada a reconhecer qoe a belle-
za de Nadina nao fra doarnda a fogo, e que pasta-
ra brevemente. Essa rapariga de vinte annos luliva
infructuosamente com urna gordura sempre cre-
cenle, teut esparlillios eram obras de arlss\que atles-
tavam os progreisos da mechaoica no sculo XIX,
seus dtnles perdiara o esmalte, e a mil que a pen-
leava arrancra-lhe ja alguns cabellos brancos. A
viuva Fratief, que bascara sobre a filha lodas as suas
esperaiicas, e que so centava com ella para escapar a
mediocridade endividon-se pan faz-la bella. Nadi-
na, coja roupa branca teria feito sorrir a mais mo-
desta burgueza, tinha vestidos de velludo da frica,
e tafels i chineza, que Palmjra enviava-lhe de Pa-
ris. Esses adornos eram feilos ao principio em len-
co de todos os joven romanos qoe I i vestem trinla
mil cruzados de renda ou mais; porm ttosde o lia
em que Manoel Coromla, depois da lajaNe'do av,
tntrou as sociedades, a filha e a mai nAo pensaran)
em outro. Elle vio Nadina, distinguio-a JMnze dias,
e isso era bastante para dar fundamento s esperan-
cas mais serias.
Esta revista retrospectiva servir lalvez para ex-
plicar porque no dia 30 de abril a viuva Fratief e a
filha conlemplavam Tolla assim como um Ijogndor
infeliz contempla a caria qae vai acabar ma ruina.
Procuraran) juntas qual seria o meio mais seguro de
recuperar o coracAo qae lhes fra roubado.
Quanlo a Lello, entrou no palacio Coromla me-
ditando em orna bella peca qne quera pregar a um
amigo. Tratava-se de semear bombas de artificio no
caminhn de um pobre rapaz que galanleava urna
merceeira, e qoe (rabia a amizade guardando o se-
gredo de seus amores. Roma tem hbitos de cidade
pequea ; as lajas (echam-sa cedo, e os mancebos
fazem fardas por oclosidade. O filho dos doges cer-
tificou-se de que tinham-lhe levado urna caixinha
de plvora fulminante, depois beijoi- a rosa de Tol-
la, conlemplou-se ao espelho, cantn urna aria do
Barbeiro, daixou-se despir pelo seu camarista e dei-
too-se pensando em Tolla, na merceeira,'em um ca-
vado que quera comprar, e na cara qae feria o ami-
go sallando no meio de um fogo de artificio. l)or-
mio profundamente al s oilo horns da manhaa. A
marqueza passoa a noite em or (Oes, e Tolla so-
nhou qne om limoeiro de sea conhecimento cobria-
se por eiceprAo de flores de lartngiira.
No dia seguinle, quando Lello preparava-se para
empregar a plvora fulminante, algunt arlos cabi-
dos entre a caixinha e a lampa accendersm-se pelo
allrilo, e Indo sallou-lhe ao rotlo. Etpalhou-ie em
Roma o boato de que elle tinha as sobiancelhas
queimadas, tres oa qualro enormes tmpolas, e qae
licarta sem sahir urna ou duas semanas. A con-
dessa Feraldi maudou logo saber noticia suas
para tranquilizar Tolla. No mesmo dia Nadina disse
mAi:
Victoria I i:lle queimou o roslo, e ella nlo o
veri uestes quin/.e dat. Agora, minha mAi, mande
Francisco informar-se de sua sade.
Oh uo* o conhecemos apeniis, e elle nunca
vtio ver-no*.
sAas eu proferir, pode ser entendido de urna inanei-
ra difireme, cu pelo homem que tem m f,ou por
aquelle que tem inienro de persegoir-me. Para
apreciadlo de um periodo he preciso a saa compara-
rlo com difleronte outros; para apreciarlo de um
pensamenlo h* precito conhecer a fondo a nuli-reza
daa formulas de qoe elle he revestido.
Quando te tratar de lira magistrado, qaandouma
censura Ihe foi feita, he natural que a espirito de
classe, 'ornando os foros da justira, imprima castigos
indevidos aquelles que ousam censurar urna clas-
se, um magistrado, um funecionario de qoalqaer
ordem.
O espirito dn classe, Sr. presidente, deve ser mui-
lo attendido. Esse digno escriptor, que he lAo come-
sinho ao nobre ministro, Chasson.que parece uAo ser
em (oda a extensao favoravel instituirlo do jury,
demonstra o perigo de urna tal medids, demonstra a
necessidade de dar-se toda a lalitode instituicAo
no que loca a -em-lbante crime.
Senhores, conservadores como nos somos, ainda
que a algnm de nos se d injustamente o nome de
regressta, pode por ventura ser acoimado da qua-
lidade da gralha, quando sustento aqnillo que a
constituirlo nos garanti e que as leis actuaes ga-
ranlem ?..,
O Sr. Sayfc Lobato : E quando nao he ne-
nhum especulador que queira ageitar inleresses mi-
seraveis,
O Sr. Ferraz : Certamente que nao ; esla pe-
cha nao nos pode caber. Concedamos que foi urna
conquista esle principio, que essa conquista foi ad-
quirida pelo partido liberal ; qae senlimenlus ani-
mara aquelle que defende, que sustenta como con-
servador '.' nao sAo os sentimeotos liberaes ? como
ser considerado gralha, que deve despr-se das pen-
nas do pavAo ? Perdoai-me, Sr. ministro, a qual-
quer outr petsoa eu dnrei o direilo de exornar-nos
destas pennat lAo brilhantes, a vos nao o concedo...
nAo...
O nobre ministro ( perde-me a cmara de nao
seguir melhodu na discussAo das materias ), o nobre
ministro na sessAo de hoje proclamou contra a fuso
dos partidos. Admrei-me ; o anno passado nesta ca-
sa disse-nos que a fus3o dos partidos era necessa-
ria...
O Sr. Ministro da Justica : Nunca disse tal.
O Sr. Ferraz : Quando eu Ihe contestara esle
principio a Ibe moslrava a necessidade de haver duas
opines para se corrigirem mutuamente em suas
exageramos e urros, para por este meio eslabelecer-
se um debate que esclareces a cora sobre a neces-
sidade de adoptar esta oo aquella marcha da admi-
nistrarlo por meio da esculla de seus ministros, o
que nos dicta o nobre ministro? A opposicAo he por
cerlo necesaria no governo representativo, os par-
tidos aniigis se refundirn); mat vos hoja estis em
opposirao...
O Sr. Ministro daJuitfca : Sempre date que
era impossivel a fasao dos pirtidot.
O Sr. Ftrraz : Nao sei donde vera esla mpos-
sibilidade. Os partidos tem pocas de vida, decli-
nara, acabm, desapparecem. Os raembros de qoe te
compoe un) partido em dilferenlet poca*, com a
continuar! i do lempo ae reunem nao pelos tacos da
amizade, ci pelos laces da fraternidade ouda am-
bicio, mas pelos principios. (Apoiados.) He por es-
ta maneir; que vejo a par do nobre ministro da jos-
tica o oobie minialro dos negocios eslrangeiros o
nobre min stro do imperio (apoiados); he por esle
principio mesmo qoe se achara reunido ao nobre
ministro o nobre ex-ministro dos negocios eslrangei-
ros. He por esta mesma razio, senhore*, qae ea vi
pessoas muilo eminentes draeordanlesem 1832e 1833,
em 1840 e 1842, homeos que parecan) que se que-
ran) Irucidar, que nesta eaaa apresenliram factos
qae podem ser clarificados mesmo de selvagens, ho-
je esquecendo lodas as injurias que mutuamente te
emprestaran, reunidos sb um s pentameuto, cui-
dando sii na grande causa do nobre ministro...
O Sr. Ministro da lustifa : Isto tira, ht censa
dflerente qoe fasao de partidos.
'O Sr. Ferraz : E qoal he a base, desta reunido ?
Ser por ventora a ambicSo, a salisfafio -de peque-
nos desejos ? Nao, esses caracteres sao nobres, nlo
se avassallam por taes cousas ; o que os reuni, se-
nhores, foi o. tacto de mutuas eoncetsoes, e aceordo
de principios depois do arrefeciment das paiies de
dia ; e poraoe isto se deu ? Esj porqae ot caracteres
generlos, os coraces verdadeiraroenle patriticos
cima ,1: todo collocam om grande pensamenlo, um
grande interatse, a felicidade do paiz.
Assim pois. senhores, de lado a lado sempre ha
eoncesadet. Essis eoncetsoes nao sio da empregoa,
nAo sao de ilas, nao sio destas honrtt qoe muito
prezamos, sao eoncetsoes das ideas, concessSes dos
principios, porque esses principios nlo sio os funda-
mentaes da constituido, versan) sobre materia se-
cundaria, versara sobre meios de levar a effeito os
preceito da mesma eonslituiclo.
A fosio verdade sera eonlestaco ; na* paginas da historia
de lodas as i.aroes te enconlram provea exuberantes
deste meu dizer...
OSr. Ministro da Justira d um aparte.
. O Sr. Perras : Senhores, eu trouxe o exem-
plo de YVellingion, trouxe o exemplo de Pee), e ha
alera desles ora sem numero de exemplo. Nao com-
balen forlemenle Wellinglon a reforma parlamentar
e eleitoral ? Entretanto quando a opiniAo publica se
declarou, quando elle vio o tea poder, quando a vio
manifestada pelos meios legaes, nlo foi o primeiro
que a apres>ntou como seus principios que al ealao
nlo adoptaseT...
O Sr. Ministro da Justica : Isto nlo fui fasto,
foi urna conceasAo do partido conservador.
O Sr. Ferraz: Nao podemos argumentar as-
sim, este meio he orna peticao de principio ; quando
o nobre mi lislro he combalido por um lado recorre
a outro, quando he combatido por esse oulro lado
procura, como osanligoi jurisconsultos romanos, urna
sublileza pura colorar a tua assercio. para colorar a
sua opiniAo.
Mas o que fez Peer; Combaten a liberdade eora-
mercial, combaleu-a amquanlo nAo reconheeeu tuas
grandes vantagens, emquanlo nAo tinha ama couvic-
rlo robusta de que o povo ioglez ganharia com a
sua adopcln; depois nAo foi Peel que se apreaeoloa
em frente detsa idea, defeudendo-a com todas at taat
forcas? Daqui o que resulloo? Desda esse tempo,
essa data, c que acontecen? Nlo foi a ceducktade
dos dous partidos primitivos, partidos qae t: exis-
ten) hoje ricamente pelas recordares, qoe oxiden) '
'-ta^riiiricalnunta porque era seu seis ado ho-
moo,re gi,,... ._i., pnrnne. 'bcamn-lo asslqT-
na nossa organisaco constitucional como na organi-
sacio constilueional da Inglaterra os homens de t-
lenlo e dislinccAo ocenpam nlo s urna phalaage,
mas diflerentes phalangea; porqoe he precito qae a
opposirao corrija os defeitos daquelles qae impe-
ran!, sirva de obstculo aos seus desregramenlos.
Senhores, eu me alongara neste ponto, qoe he
vasto, se o relogio nlo me apontasse que poncot mo-
mentos me restam se nlo tiveste de fazer oolrat con-
siderares ; direi cora ludo ao nobre ministro que
reflicta, a r iflevlo nesle ponto he frtil em grandes
vantagens. Se a fusAo dos partidos he o grande bem
qae nos podemos tirar, es faslo he fcil.
Nos partidos existem diflerentes opinie, amas
moderadas, outras exagerada!; ai opinies mode-
radas lem rrincipios governamentaes, essas opinies
sao tacis de reunir sob um s pensamenlo. Esse
pensaiueutc, no mea conceito. nAo he esa idea ex-,'
closivisla qie os nobres ministros apresentam como
urna verdadeira panacea ; nao, he a felicidade do
paiz, he o desenvolvimenlo dos meios com qoe o
nosso paiz rev tomar no futuro um lagar distinelo
entre ai na;oes mais civilisadas ; he,- a par desles
bens, a sei era execocAo da lei, a severa repressao
dos crimes de responsabilidade, porque essa severa
repressao d crimes de responsabilidade traz tam-
bem a pos de si a severa repressao de lodo* o* antros
crimes.
Senhores. nAo sei que ponto etcolha, mat creio
qae o mais vanlajoso para responder ao nobre minis-
tro nesles ltimos momentos vem a ser a qaeslAo
sobre as sociedades em curamandita.
Todas as leis, Sr. presidente, de todos os paizes,
do a maio* garanta aos contractos do* particulares,
levam o sea -escrpulo a tal ponto que nunca coasen-
tem qae a mao do governo ai loque. Na diseasalo
do cdigo Napolelo, legando Ortetan, nesta poca
em qae o poder quera concentrar, assumir e domi-
nar lodo, em que o poder quera confiscar toda* as
garantas, lados os direilo, passou como um princi-
pio inconcluso que se deviam respeitar os contratos,
que o governo nlo devia por modo algara tocar
nessa materia-que toda devia pertencer ao poder
judiciario.
O principio da nossa legislarlo he semelhante ;
todas as eons dspotices, qoer a parte civil, quer
na pratica commercial, eslo de acord com esle
grande principio. Quando o coutrato vai de encon-
tr aos principios da moral, ao* principio* do direilo
publico, a lei comina a nullidade; mas no seo re-
gistro, na ma elaboradlo, nAo admille a inlervencao
senAodas liarles interesaadas. Dar ingerencia ao
governo em materia de contrato, dir-lbe pott de
Precisamente. Quando elle souber que inquie-
tamo-nos pelo tea estado, nos dever orna visita.
O meoaageiro, o mordomo, o camarilla e o cozi-
nlieiro da viuva, Francisco appellidado Cocomero
ou o Melio, era um Napolitano vigoroso. Quaodo
vollou do palacio Coromla linha o olho direilo ro-
deado de ama aureola roxa. Encontrara Momeo no
veslibulo, quizera passa-lo, a anlipathia obrera e
Menico raostrra-lhe o ponho mullo de perlo. Cada
om dot doui combtanles guardou escrupulosamen-
te o segredo de suas proezas. Menico que eslava em
Roma por alguns dias temia ser reenviado a tratar
dos bufalot. Cocomero tinha muitoamor proprio e
nao podia confessar urna derrota. Altribuio a urna
pancada de vento a cor anormal de sna rbita. Du-
rante a semana qoe Manoel ficou em cata, a viova e
a condeasa euviaram Cocomero e Menico toda* a*
manillas; mat Cocomero tioha muila prudencia, e
nlo quiz expor-se a segunda pancada de vento.
Descenda em linha recta dos guerreiros napolitanos
que respondern) ao seu general:
Vossa excellencia quer qae vamos all ? isso
mesmo desejariamot; porm.....all... esla a arli-
Iharia!
A primeira vez que Lello renppareceo as socie-
dades, esqueceu-se de dansar com Nadina; porm
tratou a Tolla com mais atiendes do que nunca.
Tolla tinha-se interessado pela sua mide. A ullima
figura do colillilo, elle disse-lhe com voz um lan-
o trmula :
Se eu peniasse que a senhora sua mai esl
disposla a permiltir-me, iria agradecer-lhe o ulerea-
se que teslemunhou-me depois daquelle ridiculo ac-
cidente ; mas, accrescenton encarando-a firmemen-
te, receio nlo ser recebido.
Tolla eorou, e responden balbucanlo qne sua vi-
sita lhes faria honra, que sua pessoa nao poda de-
xar de agradar a todos aquelles que tinham a feli-
cidade de communica-lo. Demais, disse ella termi-
nando, todos os que vAo onossa casa fazem-nos um
favor.
Esse convite que podera parecer-nos sobrema-
neira polido, era na Italia rigorosamente civil. Te-
mos urna idea fraca do refina ment inventado pela
cortezia italiana. Se alguem bate nossa porta, res-
pondemos brutalmente : Entre 1 Um Italiano, sem
saber quem bale, responde em urna s palavra : Fa-
ca o favor de entrar, favoritca \ He assim que deve
ser interpretada a resposta de Tolla.
A familia Feraldi etperou com a mais viva ancia
a vinla de Lello, o qoal nao veio. Ettava em urna
situarlo de espinto, que lodas al mulheres recusa-
rlo cumprebender ; mas que inspirara sympalhia e
lalvez compaixAo a muitos mancebos.
Amava, esem recorrer a um longo exame de mus-
ciencia, via claramente qne seu corceo eslava cap-
tivo. Amava urna pessoa menos rica do que elle, a
de condirao inferior sua. Podia procurar a mAo de
urna princeza, e uro dote de dout ou tres milbes.
Casar com Tolla era renunciar ao apoio de alguma
alliauca grandt, .corlar de ton renda possivel a
provavel obra de cinco mil tequins; considerado
misera vcl sem lo vida! mas os ltaliauos sio espiri-
tas positivos. A historia romana he ama prova dis.;o.
Amava; mis infelizmente nlo tinha certeza de
que a familia oousentise em tal casamento. Seo pai
era um velho nflexivel. Loiz Coromla era cgo e
paralytico, mai do fundo de sua poltrona diriga a
casa toda, e fai.ia os filhos Iremerein como no lem-
po em que o chefe linha direilo de vida e de morte
sobre a familia. Depoit da morle do pai, I.ello leria
anda tnAo de temer ao menos de respeitar a seus
dous los o car leal e o coronel; pois nAo quera ser
deshtrdadn em proveito do irm3o.
Se Tolla livesse sido urna coslureira ou urna pe-
quena burgueza, Lello te teria abandonado sem re-
sistencia inclmacAo que o allrahia para ella ; mas
antes de seduzir urna mora nobre que tem om pti
de cincoenta a anos, um ir mo de dezeoove e um
primo cardeal, o namorado mai* imprudente reflec-
te duas vezes. Demais Lello queria couservar aos
olhos do mundo e aos seus proprios a qualid.ide de
honesto. Elle dizia comsigo: Nao quero seduzi-,
la, min compramelt-la, nem impedi-la de casar-se.
Amo-a; ma hei de ami-la de longe. sem que ella
o saiba. Mus nao poda impedir qne seos olhos
fallassem, neii) que os olhos de Tolla respondessem,
nem que seus coraces se afleicoassem secretamente.
Uebalde promedia a si rueimo doixar Tolla nleira-
menle livre alim de conservar loda a toa liberdade;
porm observva todos os dias qae obtivera tnail do
que desejava, 2 compromettra-se mais do queque-
ra. Julgava lor ganho ama grande victoria sobre si
mesmo quand'. linha filiado diante de Tolla da ma-
neira mais apixonada sem dizer'-lho: Amo-te. Im-
punha a>si como um dever religioso evitar esta for-
mula, cujo equivalente prodigalisava a cada hora.
Voltando para casa, dizia comsigo : Salve duas al-
mas. Porm a penas salvara ai duas palavras.
A's vezes vendo a ingenoidade com quo Tolla
deixava brilhir o amor em todos os olhares, elle
-enlia-se tocado de descoiGanca. A desconfianca he
urna virtude l rrivel na Italia. Couheco um esculp-
tor romano que andou cinco anuos cora um par de
pilllas us boltos dat calcas, porque desconfiava de
alguem. Lello desconfiava em cerlo* momentos de
sua querida Tolla. Era muilo moco ; porm, a des-
confan; nascu mais cedo no* ricos do que no po -
tires, sem duvila porque lem mais cousas a guar-
dar. Tinha oovido fallar dos ardis, que as mais
empregam para casar as filha*, a da astucia a que
ai mocas recoirem para entrarem na poste de um
marido. Poden ver com a* proprios olhos como
Nadina Fntiel eiuasiguae procurara ora homem
sem lanterna, e pergontava muila* vezes a i mesmo
te o amor iae Tolla deixava-lhe adaviohar nlo se-
ria um taco vulgar destinado a apanhar o* eeneSes.
Sua vaidade revoltava-se idea de que podia ser
engaado : mat a presenca de Tolla disiipava logo
loda essas ms mspeitat. ,____
Essas alternativas de desconfianca e de fcasmue-
za, de calculo e de desinters datara -aua con-
ducta lodas as apparencias de ama galantera e*-
qoiva.
Durante um mez elle encontrou Tolla quasi to-
das noite* lem tallar-Ihe da permisslo, qoe pedir
e obtivera. O incommodo qoe esa idea causava-lhe,
lornou-o u ais fro e recalado. Nadina, qne nlo per-
da um t de eui movimenlo*. julgoa qae este
grande amor linha diminuido, lodos pergunlavam
a si mesm > se alo tinham sido demasiadamen-
te prompto em acolher a noticia d paixlo de Lello,
e a boa marqueza espern que seas receios haviam
sido vaoa.
__Entio, lerrivel amanta, dissePippo um da ao
amigo, ros!; mal recebido no palacio Feraldi ?
Eu nlo foi l.
Nesse caso nlo tenho razio. Nlo fosle mal re-
cebido, poli nao quizeram recener-te.
Eis o que la engaa : fui maii que recebido,
fui convidado, porm nao apretenlei-me ainda.
Conta isso a outros I Certamente eu nlo re-
cuarta semelhante convite I Porqoe nlo me dzes
que um habitante do purgatorio recusen entrar ao
ptraizo ? Cnofessa francamente que achas-te a por-
ta fechada. Nlo a o nico ; ha poucos escolhidos.
Nesse monelo a orcheitra executava os primei-
ros compassos do Ultimo pensamento de Weber.
Manoel apenas leve o lempo de dizer a Filippe :
Vai amanhAa dot* lloras ao palacio Feraldi,
l me achar. E correo a walaar com Tolla.
A primeira vez qae ella parou para descancar.
elle, disse-llie :
NAo toolio-me animado a ir tettemunhar a
senhora sua mii o agradecimenlo qae devo-lhe.
Tolla leria querido poder parar o movimenlo do
coracao quo sallava-lhe. Adevinhou que sen paito
devia ler os movimeotos que fingem-se no Ihealro
para indicar urna emoli violenta, e responden co-
rando de pejo:
Eu linha faltado a minha mai da honra qae
vossa excellincia quera fazer-ooa ; mas, vende que
nao vinha, ulguei que tina-se etquecido do que
me dissera.
EnlAo iosso ir '.' replicn Maooel vivamente.
A senhora st a mii m'o permute ?
E porque lh'o prohiba ? Ella o recebar com
o matar prner.
Eolio imanhAa poderei.
Amanilla, se quizar.
(ConttnMar-te-Ao.)
1

.


DIARIO
:
duernSo fagis este conlrato, seria confiscar as
grandes vanlagens resallantes do commerdo, das
transacces, sena armar de ama aatoridade desp-
tica a admidislra^ao.
O oobre ministra lroo argumento para a sua opi-
lo contraria s sociedades em commandita por ne-
tas, primeiro da d punja o da .lei a respcilo dat
sociedades anoDimsi. O nobre ministro argumen-
tos desta maneira: ir a lei t dan faculdade da di-
vidir seu capital em aeces s sociedades annimas,
nao a dea a oulras niais.ji Sentares, a lei nao crea
os contratos, olo Ihes dii a natura, a le 'so os re-
conhece e recula, nao modifica sua essencin, nao
Ihes rouba sea carcter,nem os desvia de seu destino.
As sociedades ann vinas etisliim, como as socie-
dades m commandita antes desea lei : as socied.de.
em commandita dividan o sen capital em aecOes.as
sociedades anonymas tambem o dividan). A lei, Sr.
presidente, tratou das arges dat sociedades aoony-
ma para regularisar mai proprlamenle a su. sub-
divuaa.e delerminar n modo por que ellas se fariam,
mas ola para conceder essa meio que o commercio
recoiihaeia, a nenhum tribunal al a dala da leiti-
nna negado.
As sociedades em commandita eram conhecida ha
longo lempo, eram conhecida em todo a universo
ceromercul; ellas podiam ser por accOes on tem el-
las : us acc,oes podiam ser nominativas ou ao porta -
dor. A lei tratando das sociedades em commaudit.i
nao prohibi a divisa de sea capital em urre, e
contonee Portalis, cuja autoridade eu invoco,n li-
berdade consiste om se fazer o que a lei nao prohi-
be-Se ficasse ao governo o direilo de vedar aquil-'
lo que a lei nao prohibe, dar-sa-hia um podar lio.
discrieonario, lao absurdo, tao contraro a os inle-
raases do pas, qua elle musmo seria victima |du sau
grande peso.
Se pois, Sr. presidente, a lei nao prohibi que as
sociedades em commandita, que erara condecidas
antes da promulgtcao do cdigo, da maneira por que
en o diste, dividsaem o seu capital em aecea, qual
o argamento que liraes para a prohibic.au actual-
mente 1 Elle he cerebrir.o ;i lei tratou das acees
das sociedades anonymas, e parque no tratou das
acfOea das sociedades em commandita, logo estas so-
ciedades 0S0 podem riividir.o seu capital em aeces!
O Sr. Ministro da Justina :O argamento nao
fci
Por demais vossa interpretaran' foi contra todas
as regrat, destruir a forra de contralos existentes de
actos reconhecidet' pelos trihunaes, fez caducar d-
reilos adquirido! e. invalidar urna' serie de transac-
ces que j tinham recebido o sello do lempo, e islo
contra todos os principios reconhecldos por todo o
universo. As le interpretativas sempre salvam
laes dsmnos, e o legislador deve ser milito prudente
cm dar-lhe laes efleilos, e quando os d sempre he
positivo e o declara, atlendendo todava aos direilos
adquiridos.
O do do nobre ministro, Sr. presidente, peccou
em forma na materia, foi om acto atlentalorio nao
s da liherdade da contratos, mas ainda das prero-
galiva do corpo legislativo ; vejamos agora com que
vanlagens, quaei eram os receios que tornaram o
nobre ministro trmulo pelas sociedades em com-
ntandita. Diste o hobre ministro que a febre agiota
poda ser exacerbada, que podiam muilos ser victi-
mas da Ir.iude, pela exagerada avadaran dos capi-
laes immoveis ou fios, ohjecto das mesmas soeeda-
des, pelo valor das invenee-, ele. O nobre minis-
tro t*m razan, mas os pongos que elle pouderou ainda
ttbsislem, a febre asila ainda existe, e se dao
ainda mais intensamente, e se deram sempre, em
virlude das sociedades anonymas do que pelas socie-
dades em commandita.
Sr, presidente, eu declaro que temo muilo esse
poder que o governo lem e Ihe foi conferido pelo
cdigo commercial, qualquer que seja a face porque
o considere, e antes o quera, como na Inglaterra,
as raaos do corpo legislativo, nao obstante os incon-
venientes da demora.
Para a approvadio dos estatuios das sociedades
PEMUBOGO TERCA FE1RA
28 DE AGOSTODE
1855
commerciaes en pergunlo an nobre ministro quaoto
a preciso ao governo para tratar dsso '.
O .Sr. htrraz :He-a o que se redor, segundo as
expresadas do nobrejnoistro. O legislador trillando
diversas especies de tociedada e contralos, nao
>Ma suat espacies, "So as crea, nao defende as de
lUlquor oqUtvnatureza; o legislador regula, cquan-
ell nao prqhibe, deixa ao grande circulo dos con-
tralos, a libr4*de dos contraanles, eslabelecer lu-
do qua nae-fir contrario s suas disposires. Eo,
vos lerei o que diz o cdigo do commercio a res-
peilo.
OSr. Ministro da Juttica : No ha sociedades
dilTereules, todas sao ,s mesmas.
OSr. Ferraz :Nao argumentis dette modo.
Podem-se eslabelecer oulras sociedades que nao ai
reeonbecidas actualmaute pelas leis ; a marcha, o
prograaso do commercio po la Iraier |uma nveaoan,
ua espacie nova, nao contraria a lei. As toeieda-
daj em commandita nao eram al certa poca ce-
nhacidas seuflo em Floraina, conforme a expressao
deTroplongi ,- Florenca eslava entan teda conveni-
da, par aasim dizer, eitt sociedades commandilarias;
a asa iiisiituicao, como a rainha ambiciosa da in-
dustria, fai depois avituallando todas as populsces
commercianles ; porque, como diz o mesmo jurit-
consalto, foi om expediente milagrosamente detco-
berlo para regenerar a economa commercial.
Eu vos presento a diiposicao do nosso cdigo
commercial a respeilo dos contrato. Diz o cdigo
commercial : Sao millos lodos os contratos com-.
merciaas: |, que frem celebrada* entre pessoas
inhabeis para contratar ; *>, que recahirem sobre
objeclos prohibidos pela le, ou cujo flm fr min-
feslaraenle offensivo da saa moral e bous castumes ;
3, que nao designaren) causa certa donde deriva a
obrigaco ; 4, que frem convencidos de fraude ;
5, sendo contrahido por fallido etc.
Es aqu, senhores, o lypo dos contratos; tudo que
uaoiir contrario a esta disposiedo nao pode ser an-
nullado per vicio de sua milureza.
E quando, Sr. p.esidenle, pudesse o nobra minis-
tro argumentar com o arl. 334, que diz que nenhum
socio pode transferir a parle que leona em urna so-
ciadade sem cooienlimenlo dos oulros para declarar
nulla una sociedade em commandita, eu lite respon-
dera com (Milln Barrol, como Felippe Dupin, que
a sociedade em commandita por acc/.es, nns seus
proprio estatutos, nessa mesma disposicao sobre a
diviao por actes, Iraz o consentimento d todos os
tocios commanditarios para esta trasferencia e cessilo.
E quando tambem, Sr. preiidenle, o nobre minis-
Ir aiqaeira qutlificar como tal,'eo Ihe direi que o
arl. 334 sd a pena de nullidade, e esta pena nao
pode ser imposta senao" pelo poder judiciario.
O Sr. Ministro da Juslica:Apoiado.
Sr. Ferraz :E eniaocomo o nobre ministro
metidou caneellaros seus estatutos.'
O Sr. Minittro ia Jutlira :Nio Ibes dei effeito
oBlcial.
I Sr. Ferra::O que qaer dizer em materia
commercial, em materia de contratos, em direito ci-
vil, esta expressflo do nobre ministro '.'
y.Sr. Ministro da Juitira :Est no cdigo.
OSr. Berra; :Perd\e-ma o liobre ministro,e-tc
principio he absurdo.
Die elle qse o governo linha o direilo de expe-
dir refoiamentos; mas, qaando, e para que os resur
Malalos : Os r*ulamni^ -- evnws conl u fin
da mallior execucao da lei ; os regulamenlos com
aate flm sao expedidos ao paiso que a lai v'ai ser ete-
cutada, e au quando casos ocerrenlet te dao, que
sao chamadas os tribuimos a couhecer del las.
E, Sr. presidente, oiregnlameolot versam em ce-
rtl, elles nunca fazem appiica;ao ; e o nobre minis-
Iro, depois de estatuir om principio geral, fez la ap-
plieacie mandando que os trlbunaes du commercio
caneellassem os estatutos que tivessem sido regis-
trada*.
O.Sr. Ministro ia Jtutica :Os estatotos sao va-
lidoa.
O Sr. Ferraz Validos ? E porque mandasles
catwella-laa ? Porque negastes o sea regitlro 1 |Por-
qae interviestes, como poder competente, no eonhe-
ciaaenlo do acto de um tribunal, e o catsasles ? Sao
cotssas que se nao podem justificar 1
, Seaborrs, pelo discurso do nobre ministro a c-
mara reconheceu que a materia era grava a duvido-
sa ; mas demos que a materia fosse clara, poda o
governo faxer applearao da lei qonndo o nobre mi-
nistro j concede a hypolhese de pertencer aos iri-
buaees o eonlrecimenlo da materia ? Cerlo que nao.
Nao ara joiz competente para (al.
Mas, eenliores, o nobre denotado pela |Bahia disse
que o governo pode dar decises em nialenis admi-
niaUalivas de semelliante nalu,reza. Senhores, o
governo pode dar decises em materias administra-
tivas nos casos que Ihe compete ; o poder judiciario
tambem tem func$es admiuittralivw ; o juiz de or-
pliiot, o supremo tribunal de jusilla, ele, etc., (ara-
Dem leiri funccOes administrativas. Examinemos a
prieaeira h\ polbesa que acabo de eslabelecer ; o juiz
de arphaus tem funcsOet admnustralivas como sabe-
mos, e podera de seas acto* administrativos conbe-
cer oulra autoridad* que nio seja o poder judicia-
rio r Do acto do tribunal supremo de juslic em
que te determine que o magistrado tem 10 ou -JO an-
uo, de servico ou anliguidade, poda o ministro cc-
niiecer nlretanlo sao funcrjies adminislralivas
que a poder jadiciario possue, mai o nobre ministro
tem lanado mao de Ues meios, que em resallado
dio urna iiileira confusio dessas'altrbuijes.
._conse,no deeslado em sua maioria tendo deci-
dido que se devia consultar o corpo legislativo, o uo-
e ministro, pcrmit(a-me que use dessa expressao,
iroprndenlemeote'abrogoii a si um direito,'urna at-
tribujcao, de cujo uso, ao menos pela deferencia que
Ihe devia merecer o corpo legislativo, devia de-
Argomenlou o nobre ministro com as leis fran-
cezat. O qae temos nos com ellas, que tamos as
nossas leis T Nao v6 o nobre ministro que o seu ar-
gorunto (razia consequencias contrarias ao seu de-
sojo ; porque a estes argumentos nao poderia oppor
argonienlo* pelo mesmo modo tirados da comparadlo
das aeasaa com as leis de oulros paizet ?
O obre ministro Irouxe o exeroplo da Franca
tobrtii questao das aerfles das sociedades em com-
mandila poderem on nao ser ao portador. Deile
memo e\emplo servir-me-hei para combaler a ooi-
mlo-*rle de S. Bzc. r
Ot jurisconsultos distinctos que o nobre ministro
apoaUat negavam a laes sociedades em faculdade i
vista do cdigo Napoleao. Oulros porem moitravam
peles principios que sustento, a legalidade de tal fa-
culdade, que as acedes podiam ler ao portador sem
osJeejta di le. Maior era o numero dos que sut-
UarlMtm ala epiniflo.
Em laii nomeou-se tima commissBo etlra-parla-
eaiUrssara discutir *sn malaria. Em 1838 outru
cammiMai) tirada do soio da cmara dos deputados
examino* o projeclo apresenlado pela primeira, a
que o governo tinha adherido. No parlamento nao
passouessa prohibicao. Em 1846 no conwlho geni
Jo eemmercio ro asa materia de novo discutida, e
pelo mesmo iheor votada. Em 1851, de novo no
parlamento aventada, leve o triomphe, a opiniao
allirmaliva a como diz um jurisconsulto, pastada a
mpremlo do medo a saa doulrina dominou, e as so-
ciedad** sem commandita funecionam de um -nodo
provellMo sem necessidade de laes medidas.
Not*se qus apezar de todas as opinioet o governo
rrancez nao ae nbalancou a tomar por si a medida
violenta de que lancou mao o nolire ministro, res-
paitou o poder legislativo e judiciario, a liberdade
dosi contra** e das transaccoes, ioiciou om pro-
j*e(o de kUehgp base, que nflo foi seceilo.
fiole-soanda m
Oh 1 leva muito lempo...
O Sr. Ministro do Imperio : Conforme a ma-
teria.
O St. Ferraz:He urna cousa que temo muito, he
asie lampo indeterminado, porque, senhores, quan-
do se quer ha militas demoras,e quando tambem se
quer auda-se a vapor, conforme as pessoas que sao
nleressadas..
O Sr. Ministro do imperio:Nao empreste ms
inlences ao governo.
O Sr, Ferraz : Senhores, eu posso apoular ex-
emplos disto mesmo de agora, e depois, senhores, a
demora he um grande mal para o commercio. (A-
poiados.)
Senhoret, ha grandes vanlagens as sociedades em
commandita em um paiz como o nosso aonde exiite
grande mas-a de pequeos capilaes espartos que se
deyem fructificar; e o governo tem seguido urna
m senda quando admille as sociedades anonymas
certes de capilaes de pequea importancia.
Permitta-me o nobre ministro qae *u traga urna
grande atondada, que moslra as vanlagens negati-
vas que podem resultar da approvacao dos estatutos
da sociedades anonymas em relarjo s sociedades
em commandita, a sanecao do governo. O nobre
ex-rajni muilo, e a quem ja (iva a honra de servir com a
maior dedicarlo, declama nesla rasa que ot estatu-
ios dos bancos que exisliam antes da instilaic.o do
banco nacional e al aquella data linUam grandes
defeilos, e desse defeilo podiam dimanar grand**
males, pndiam laes estabelecimenloi ser fataas ao
paiz, e nao foram approvados pelo governo e pelo
ministro que assim fallava '.'
Eu trago ainda outra autoridade, dizia eu em
18:19. Dupin Snior tratando no parlamento fran-
cs dos eaminhos d< ferro pelas sociedades auony-
mas : O gerente he delegado de um ser abstracto,
nao tem responsabilidade sena, nat oulras socieda-
des ha solidariedade, ha lallencia e fallidos; as so-
ciedades anonymas nada disto lia; e en tao elle
ponderava os grandes perigos destas sociedades ano-
nymas, porque dellas fszem parte aquellos meamos
que devem servir de fiscaes a seus desvos; os func-
ionarios pblicos de todos os paizet sao accionistas
dallas, e quando por urna m gerencia a sociedade
cahe em difliculdades, o que resulta, senhores)7 O
inlereas* em lodo* para a fazer levantar d lugar a
muilos inconvenientes, entilo as medidas especiaes
do governo, a sua mao protectora muilas vezes es-
tendida com grande sacrificio das rendas do paiz,
enlao, senhores, na grande coalis>o de interesses pa-
r remediar seus erros, o sacrificio do estado a bem
dos particulares, e a yerdadeira responsabilidade ca-
be sobre o estado. as sociedades em commandita,
porem, ha pessoas solidarias, quando te d fallencia,
ha fallidos que responden] por seus aclos, pessoas e
bens, e sao levados aos Iribunaes.
A febre agiota lem-se manifestado mais pelas so-
ciedades-anonymas do que pelas sociedades em com-
mandita; e entretanto, v que estis na copula do
edificio social, dizei-mequal ser peior, a febre agio-
la que podem produzir as suciedades em commandi-
ta, ou o mal resultante da exagerado dos valores de
descoberlas, dos bens e eslabclccimenlos que figura-
rcm como capilaes? Esse perigo nao existe? Tem-
a expressao, eslavam comprehendidas as ontratcor-
poracoes de mao-mortn.
Ora, se I respeilo do confisco, on do commisso
esta inlorprelacao extensiva se d, tambem a respei-
lo doperdao deve-ie dar. Esta era a pralica de jul-
gar alo que a ambicio do fisco fez com que appare-
casse urna imerprelaraosevera das expretsOes do al-
vara de 1817.
En emendo que urna das maiores necessldadeshe
acbar com a caridade ofticial, para a qual tanto se
inclina o nobre ministro do imperio. Cumpre fortifi-
car a candada eollecliva, individual, (apoiados) re-
viver a esmorecida, a arrefecida caridade indivi-
dual.
O contrario faz fundar urna doulrina perigoaa.
qual a que o estado tem ohrigacio reslricla de pro-
ver a subsistencia da classe pobre ; doulrina sem-
pre funesta, doulrina que jamis estar de accordo
nem com os preceitos da religiao cbrisiaa, nem com
as ideas mais saa sobre o que he caridade.
lie lar le ; tinha militas ponderaedes a fazer; li-
nha mesmo que responder obre oulros tpicos ao
, nobre ministro; oulra occasiao talvez se me olfere-
Ca para esie fun. No entanlo loavo ao nobre minis-
tro de lodo meu coracao pela maneira brilhante eom
qae sustenta as discussfies. Peco a todos aquellas qoe
oceuparem urna posirau tal, que fujam de andarem
escondidos, qae procuren) sempre a tribuna para
moslrar asna capacidad?, para conauistarem os gran-
des empregos do estado. He, senhor presidente, o
lugar proprio do horneo) pnlitico ; he n tribuna ou
na imprensa onde pode elle brilhar, ou na tribuna
parlamentar, ou nessa grande Iribuna universal, em
que lambem appareceu o nobre ministro dos nego-
cios eslrangeiros,
Vast* : Muilo bem I muilo bem I
A discussao Dea adiada pela hora. Levanla-se a
sessao as 3 horase 3.~i minutos.
, que a.peoa imposla nesse pro-
jeclo de le n.o era a i >ilerv*ucao do poder admi-
nistrativo nao aaaiilluidn o rcgislro do* estatutos ou
Sconlralos ; mas pena que ha cominum a todas as
laUfet, negacao de acro en juizo dos interes-
os, ou nullidade do conlrato, e esta lie a nica
pa dimitida lambem por nossa legislacAo contra
as sociedades fundadas de nm modo contraro os
seas disposicoes. cujo conhecimento a eommunica-
''!*. da excluiaiva competencia do poder jn-
Sa jai era dar, uwrpasles a poderde sua appll-
cajao de um modo contrario a ludes os principios.
**m (rmala legitima, e sem audiencia dos tnle-
rets*d*t. e conliecendo de acia* d om tribunal, do
3o*l nao penda recurso, cujoconheclrnenlo, qo*n-
opendesae,vos nao pertencis. Se erab.cora, ar-
r*n*t** aitrbaicao da inlerprti-la aolbenlica-
mente, o qae voi nao rmpele. Ss qnerels dar ,
vos** Mo eancter da inlerprelaeao doolrrnal,
esla va* nao partencia, porque nem ao govarne eam-
Sfi Is."pp,.'ca5*0 dw" M' J" li"h **> dada
pelo tribunal competente, afirme a* vostos prin-
se porvenlura iuiciado nesla ca-a medidas algumasa
respeilo ? Nao, senhores, vos nao tendes cuidado
nem as ilidicuidades e inconvenientes das socieda-
des anunymas que, sem estarem approvada*, fune-
cionam, nem nos inconvenientes dessas sociedades
em commandita, sobre que nos oulros paizes te tem
discutido.
O nobre ministro da fazenda em seu relatorio pou-
derou os males da emissao de qoe usam ou podem
usar cerlos eslabelecimeolot particulares, e pede
urna medida legislativa que li tas* momento ainda
"' ry 'niada--------------: ---------------
Senhores, eu reconheco com ese estadista brasi-
leiro a quem me refer e a quem servi, que o mal de
urna sociedade bancaria com a (acaldado da emissao
pode ser fatal, pode abalar as fortunas publicas,
mas o governo al hoje inda nao cuidou em reme-
diar laes males; parece-me que o governo como
sen zelo devia lomar a si a proteccao do commercio
e das fortunas particulares, e provenindo esse mal;
mas vejamca se elle lem feilo itso. Cerlo qoe nao.
As conlisoes enlre os introductores de ceos ge-
nero e os vendedores de oulros se dao, um projeclo
existe a este respeilo vindo du tenado, este projec-
lo dorme o somno dos exp islo. Vai-se formar ama
grande reuniao de operario! brevemente com os (ra-
balhos de estradas de ferro, he possivel que se deem
coalisOes de obreiros que podem ser falaes ao paiz,
vos dorms! A lei sobre contractos de servico* que
devem ser a base de um syslema de colonisacao, he
defeiluosa, he pessma, nao olTerece aaranlias, de
sua reforma nao se trata; mandis vir operarios da
China, e o que tendea feilo, que medida tendes to-
mado para prover ao tea eslabelecimenlo, sua po-
lica, ao seu meio de vida? Qual he a commissao
encarregada da sua tulella ?
Nada tendes feilo, nem a favor do commercio ;
ama s palavra sobre esla grande industria nflo con-
ten o relatorio do nobre ministro do imperio ; o
commercio como que est segregado do nobra minis-
tro do imperio ; no sea relatorio nem um pequeo
espaco houve para fallar-se dalle! Por qo* rato o
nobre minittro do imperio lem eotreg.do o commer-
cio ao fisco ? Quem trata do commercio lie o nohre
ministro da fazenda. elle que o depenne e o ator-
mente com sua tarifa, com seus regulamenlos, com
suas decises por meio de seus fiscaeal 1
Sr. presideule, eu anda poderia alargar-me mais
nesle poni, mat nao quero abusar da hondade de
meus collegas e amigos, que me acompaoham nes-
tas ultimas horas, nao quero abusar da hondada do
nobre ministro da juslir;a c sebs collegas, que nao
te boje, mas em diffcrenles accasiOes, me honram
com sua alleiu.ao, nao; eu apenas prncurarei lo-
caren) tres oa qualro objeclos iriso), para que o co-
bre miuislro d algamai infurmaees sobre elles.
Pergunlo ao nobre ministro da juslica: foi per-
doado aquello Ihesourciro da (hetouraria provincial
de Pemambuco que lancou na circulacao grande nu-
mero de ledras?...
O Sr. Ministro da Justira: Nao, seohor,
U]Sr. Ferraz : Mas ella esta em su* cata, em-
liora no quarlel do Hospicio esteja o registro de toa
prisaoem sai casi, como livre esl gozando de ludo,
recebendo a visita d* teas amigos, a ot obsequios d
seus davedoret ou tocios. Esse individuo se achava
na fortaleza do Brum, e depois da subida do nobre
ministro para,ominitrerio foi passadopara o quarlel
do Hospicio, onde ainda devia eslar.
Agora direi mais ao nobre ministro em relacao
aos negocios de Cabo-Frlo, e de Jos Ooocalvcs da
Silva, que o que eslequer he o inventario que se
procedeo na occasiao em que se fez o tequeslro de
seus bens; esies documentos Ihe sao necessarios pa-
ra rundir a toa reclamado, nao podem ser objeclos
reservados. Em segando lugar, he a ordem de con-
fisco em virtud* da qual o ebefe de polica procedeu
porque nao s te arremataran) os bens daquelle ho-
mem, como os de que elle era depositario, o que fo
reilo de modo qoe Importa um aclo de verdadeiro
canibalismo. Estas duas.coasat sao necesarias, eo
governo nao as deve recusar a querer juslica, deve
aar o conhecimento dellas para poder fundamentar-
se o juizo dos trihuoaes.
Pedirei agora a allencao do nohre ministro, e se-
reii nesla parte um poaco reservado; he sobre o pro-
celimeiitodojuizdeorphaosdelguape: este ma-
gistrado he aecusado de cerlos acloi... de faotos que
eu nao repelire ao nobre ministro, que pode muito
bemi se informar das pessoas daquelle lugar; direi
porem, ao nobre minlitro que pelo menos esse iiidi-
vlduo deve ser mudado daquelle lugar. Falla-se em
arremalacoes de bens de orphaos por modo simu-
lado...
Sf.- Ministro da Juslica : O presidente de S.
Piulo ja declarou qae tiuha-o mandado ouvir sobre
estes fados.
O Sr. Ferra; : O povo de lauape he mallo pa-
einco, multo manso, como o nobre ministro sabe
pon que j foi presidente da provincia de S. Paula.
Peco toda a toa allencao para esles fados.
Por ala occasiao declaro que muilas das couins
que digo a retpeitn do ministerio da iusllc.1 e de oa-
iro minatenos nao silo verdadeiras censuras, mas
deseropenho de urna obrigac,ao que leuho como de-
putado de chamar a allenr.1 do governo sobre cer-
los fados, fados que podem ser eclarecidos, e me-
didas que sobre elle* podem ser tomadas, porque, co-
mo.oi nobre ministro sabe, a origem de qnasi todas
as leis silo os abasos.
Pedirei M nnbre mlnlslro (oda saa alleacao so-
bre o es ado dos conventos e das corpora$oes de mSo-
morla. Honve urna medida du Ihesoaro declarando
ZLn:?ZVy'! li,rava rt0 eom<
interpreUrjlo muilo rigorosa. A prohibicao desde os
pnmciros lempo* ra monarchia portogueza nunca
foi contra as Irmandadev, mas sim contra os conven-
mA. ^T^'0^' d0 Rrinde Dn(,er iam lo-
mando, depois, por ama inierprrincao exlenslv,
lurnousc geral amadw.a fon, qoaesqaer cor-
por.fSesde mao-morla; mas partlo-se do principio
que, apezar de asar a le de certas palavras con-
vento*, loosteiro* eordem, eornludo, debaltu des-
CORRESPONDENCIA DO DIARIO
DE PERNAMBCO.
PARAHIB.
Banaoeiras 10 de agosto.
Se bem qoe me ade de emitas justas com Vmc.
por esle mez, cora tudo disp-uz-ino a enfada-lo'esla
vez com as nimbas rabitcadelas. meimo pira nao
accumular materias de que nao devo mais fallar na
qainzena sesuiuie:
Tratando na aainha aalerior da intociabildade
dos homens em minha mai patria, fia sentir qus
semelhanle estado de cousas nao poda e nem devia
continuar, nao s por ter contrario a propria nalu-
nv i de homein, senao lambem porque sendo o hu-
mera um ente creado para exerrer urna missao oo-
bre e elevada, nao chegaria por cerlo este deside-
rtum tornanilo-aUapoda desse estado social para
onde se deve encamiaaar desde a primeira aurora
de su i existencia. E OOBJ effeilo, em qual quer reu-
nan de humen onda* espirito de sociedade sub-
siste supplantado debaxodo jugo de um egosmo,
mal entendido, e que de proposito se nao allinge
aos dictames dai leis qu* rcsulamo socialiimo hu-
manono podem deijr de apparecer elementos
helerogeneot que consitlindo em urna comanle
reaejao enlre o etpiritoe a materia, necesuriamin-
t* bao de Iraier como consequencias resultantes a
proslracan e o desmonuramenlo da seres, que nao
devem radicar em toas crencaa os velhos preconcel-
tos de-pocas anliqaarias, e da tristes reeordac.Oet!!
A insociabildade era que temos vivido, lem pos-
to em conslanledifliculdade os mtios da eduracilo re-
ligiosa e civil porque tomos pastado desda o lempo
dos nossas primeiros avs, o que claramente te pre-
vi pelo mximo atrazo em que tomos marchado a
respeilo de lodos os ramos sutcepliveit de prosperi-
dade e grandeza a um povo dado.
Bem sei que nos adiamos ainda em circunstan-
cias bem precarias par* pdennos representar no
mappa de populacho parahibaoa um papel superior
aos noisos frico recursos, e nem he islo o que por
on ambiciono, porem podamos ler feilo mais do
que se ha feilo, podamos facilitar os meios de to-
eiabilidade tilo egosticamente monopolisados, islo
teria sufflcienle para que livessemos dado um passo
na carreira dos melhoramenlos maleriaes e moraes
de qu* nos ainda adiamos era vergonhosa falla !!!
Dar-sa-ha o caso que so tenha recebido enlre ne
o celebre axioma daquelle que cavalleisamenle sut-
lenlavam que a sociedade era feita para os homent,
e nao es(et para aquella ? Como se a sociedade po-
deiie antes ser um meio do qoe um firo para o per
feiroamenlo do homein ? Como se nao (veesem ot
homena um fim, e sociedade oulro ?
Da malaria pira a necessidade do socialismo hu-
mano dimana um desanvolvmenlo qae nao pode
por cerlo comportar o curio periodo de missivas,
no entonto achn conveniente aventurar mu per-
fanctoriamento as puncas e mal organitadas refle-
xoes, afim de que os homens de minha Ierra so dig-
nem loma-las em sua devida con-nlerarao fazendo
jotile aoi aentimenlos de sociabilidad* que desojo
inculi-los no animo de noia incauto popularao.
Entrando agora em materia, occupar-me-iei da
parte histrica que nos interoasa.
Na minha penullma missiva Ihe communiquei a
morle prematura do nosso reverendsimo vigario,
hoje sei que a fresuezia ir muilo breve concur-
so, e que ja ha um grande numero de candidatos, e
porque muilo confiamos nos poderes competentes,
esperamos que a eicolha recaa e0 nm sacerdote
digno e capaz, qua venha innoculcr enlre nos a espi-
rito de religiao tao amorleiin. J us cuasi "i"
" ciiuoos TnuIlUTl; a presen la raro os reverendsi-
mos Jos Paulino de Birb Grillo, e fre Francisco
de Santa Mariana, hoje secolariado ; reputo ambos
danos do lugar que pretenden]. O 1. alm do ser-
vico que ja tem prestado esta freguexia. lem em
seu abone as h.ibililacfie* de om moco dMinato, e
inlelligenle. O i. alm de reunir lambem ai qu-
lidade necessarias um oplimo parodio, pelas suas
virtudes cvicas, e pelo brilhanlismo de seus talentos
na pouco vulgares, acresce qae he bem coahecido
no paiz pela tua autoridade identifica. Conseguin-
lemenle em qualquer dos dooa que recahir a escu-
lla damo-nos por bem saiiafeilo. Achamoa com
lodo destituida de fundamento a pretendi do
illuslrado padre Francisco, pois julgamos que eneas
talentos hilo de ser melhoramenle aproveitadoa na
sociedade (emporal, ainda que reconheenmos ne-
cessidade de parocfiot illoilradot, poit he iunega-
vel que a defecrilo porque lem pastado a causa da
Telidilo por esles centros, he preveniente em gran-
de parle da pouca illuslrarao do nosso clero.
Depois da sabida de Dr.Crispim, dojaizado mu-
nicipal d-sle termo, a jusl^n judciaria lem nau-
fragado com arave prejuizo do hem publico, que
com quanto confiemos muilo nodignojuiz municipal
que tem de substituir aquello, com tudo me apresso
em lembrar-lhe promplns providencias a respeilo
da lilteral observancia no qoe dispoe ord. liv. 4.
lil. 97 em favor daquelle*," cojo* direilos se achara
a meree das decises cunscienciosas t juilas.
Por estt occasiao chamo allencao do governo da
provincia sobre deleixo e abandono em que ja-
zem os negocios policiaes desla villa-; na qu je pe-
rdurara ao depois da entrega do expediento da de-
legada feila pelo Sr. Cuiilu ao seo immediato.
J ulao que viremos a ter um pessimo annopara a
nossa decadente agricultura, e s ou;o rominar no
corceo dos adestrados pilotos do campo a ida hor-
rivcl de secca e fome I pelo menos as chuvaadesto
anno nao foram criadoras, nao ha safra de caimas,
e a Ierra adiase tao mirrada e er.ca qae parece nao
ter chuvido ha uns poucos deannos Os agricul-
tores acham-t* complelamenle esmorecidos, e sendo
esto classe honrosa e nobre a que mais conlnbue
para as rendas do estado, parece que os deslinos de
sua industria deviam ser mait patriticamente ga-
rantidos pelo mesmo estado.
Do outras vez** leobo mostrado que as vanlagens
resultantes do plieqomeoo da produeco na cullura
deltas parageus, (oraar-se-lii.1u espantosas, se eom
effeilo nao lulassem os agricultores com um com-
plexo de mbaracos qua em grande difliculdade po-
denam ser obviados? peloi podares do estado.
Sabemos que o caf he hoje o ramo de iuduslria
agrcola que mais riquezas lem Irazido aot agricul-
tores do Kio, e vai-se tornando floreicento em ou-
lros pontos no Brasil, u3o soccedendo o mesmo em
oulros lagares aonde os recursos da agricullora sao
contingentes e Traeos-, e que entretanto, a aerjo pro-
lectora do governo do nosso paiz se poderia (ornar
effectiva em favor e beneficio de tal industria.
Em Banaoeiras, pnr cxemplo, tem-te condecido
que o sen terreno agrcola he c mais aproprlado pa-
ra a cultura do cif, a prodcelo poderia ser espan-
tosa senSo fosem as difliculdades occarranles.e que
nao est nos fracos recursos de seus cultores o reme-
dia-las: no entretanto como para os desfavorecidos
da fortuna nSo ha proteccao, vO-se que comquauto a
producto do Cali nesla Ierra tenha sido admirada,
nao s por particulares entendidos, qae lendo vial
lado algumas quintas do Rio, acharara Inferioridade
na produceflo do Rio para a nossa; senao lambem
por alguna senhores presidentes que lem admirado
o espantoso phenomeno da producto do nuso caf :
entreunto achando-se esto rumo da Industria em
completo embriao, ralarla sem duYda diente do i
um futuro radiante e bello, se o governo do nosso
paiz se dignasse protoge-lo e auxilia-lo.
O Exra. Sr. Catonb, ex-presldcnle desla provin-
cia, esteve ero Banaoeiras e sahlo conliecendo que
o terreno era fertilissmo, e o cafe nclle prodazido
levava vanlagem aode Muribeca (lao fallado porahi)
e mesmo ao do Rio, e comqaanto S. Exc. tostemu-
nhasse os grandes embarace de que se resenta es-
ta industria paral sua prosperidades com ludo ape-
zar de sea reconhecido patriotismo, nada pode fazer
em seu auxilio.',., devendo nolar-se que achando-
se a provincia dai Alagoas as mesmas circunstan-
cias qae a nossa, eme parecendo queem nada he su-
perior, icoonleceu que S. Exc. lem se empenhjdo
lano pela prosperldade da agrlcullura daquella pro-
vincia, que al mandn para ajeorte um agricuhor
da h para inuiciar-se nos meios mais adequados a
cullura da (erra, e nos melhoramenlos eppllcaveis
a industria agrcola, emquanlo que na Parahiba, na
pobre Parahiba nunca S. Exc. leve 13o feliz lem-
branra.
Se a cullura do caf boje no Rio acha-se sdmma-
menle adianlada, e no modo porque he tratada a co-
Iheita, segundo os agricallores um oplimo processo,
donde se vfi osprogressos e o adlanlamenlo daquel-
la industria alli, porque razflo nao poderiamos fruir
senao tanto ao .menos quanlo, am nuelque cliose de
idiantamenlu? He que na Parahiba tudo he trata-
do com indifferentismo, todas as emprezas sao repu-
tadas superorc a arte humana, e nesle estado de os-
tracismo Invern de permanecer at que um da se-
la inaugurada a pocha de nona regeneradlo.
Nai Alagias o Exm. Sr. Catonh pode mandar
urna commissao a orle, encarregada de envestigar
e tra/.er descoberlas relativas ao melhoramento da
agricultura daquella provincia. Porm na Parahiba
Isto serla imposslvel, porque o lufeliz cofre no iu-
poriara (aula despeza. as Alagoatja te coflsigoam
quolas crescida para a constrneco d* boas eslradis,
e creio at queja se lem eslibelecido colonial: mas
na 1 arahiba lulo islo he mpossivel levar-se elTei-
to, e apenas selem, mandado construir urna ou ou-
lra estrada qua nada vale, porque alm do mais,
sempre lem vijorado o maldito syslema dai agiota-
Seus nos dialairos publico, de sorle que aquillo
ue se poderi* fazer com urna somma nao muilo su-
perior e bom,. az-se as vezes com sommas extraor-
dinarias, c q rssullado he que nada presta, e no ha
estrada que vaha um real de mel de furo cuado,
poderia cilar e minuciosidades pelo odioso que acarralara, vi a ca-
rapuca inlrudur-ia na caber.a dus que me nlen-
dem e a merecer....
Oftrcet opus para a eleijao senatorial toma cada
da proporefte, que sendo apenas' um o elegivel,
iao tantos os caididalos que faz rr: o que he ver-
dade he que aclanlo-ia compromellida a honra e a
digmdade da Tarahiba nessa cleieao de vida e de
morle, nao valaao as earlas, as empenhos e os pe-
dnlos que tantoabundam.
Felizmente o flagello das bexigas nesla Ierra va
minorando alguna cousa, mas creio que com os ar-
dores rio sol Unmos em grande escala frequenle
repejlcao do mil, pois he pessimo o nosso estado
sanitario, a ata os dignissmos nenhum signal de
vida lem dado contra todas as leis de taude publica.
A nossa subdilegacia continua em suat traquina-
das a respeilo do que de novo chamo a allencao do
Sr. chefe de polica, poit nao he crlvel que no lem-
po de hoje s* reproduzam impunemente cerlos lac-
ios pela subdelecacia alentorios, dos direilos de pro-
priedade e liberdade individual. O escndalo (em
subido de ponto e n oflicio do inspector que em urna
de minha* Iransactas publiquei, he urna prova mui
evidente do que uve de dizer.
Os generoi alimenticios vao escaiseando no mer-
cado, e o monopalio vigorando em tua plentade,
porque a cmara nao quer ler fiscaes.
Ficamos aqu por ja ir om pouco longo. Adeos
al mais. o vetho alieao.
P. S.Se lver occasiao faca-me recommendado
ao seu illualre W. de Ipojuca, e dizer-Jhe que fui o
que sou, mas nao .ei de ser o qne ja fui... Os meus
cumprmenlos ao illuslrado collega do Ats, de cu-
jas producees imito goslei e admirei.
PBRMBUCO.
JURY DO RECITE.
Da 26.
Presidencia do Sr. JJr. Manoel Clementino C.ar-
ntiro da Cunha.
Promotor publico, o Sr. Dr. Antonio Luiz Caval-
canli de Albuquerque.
Esaiivao, o Sr. Joaquim Franciieo de Paula Es-
toves Clemente.
A'sll horas da m 111I1.I11 feila a chamada aeha-
ram-se presentes 52 Srs. jurados.
Foram dispensados a bem do aervicn publico, o
Sr. Dr Joaquim u Aquino Fonseca, presidente da
eonselho de hygiene. .
A requita'o do director da Faculdade de DiVeito,
o lento da mesma, oSr. f)r. Pe.lro Aulran d.i Malla
Albuquerque.
A requisicao do secretario da provincia, o es-
criplurario da secrdaria do no verti, oSr. JoSo Poli-
carpo dos Santos Campos.
Por ser joiz municipal e de orphaos na provincia
do Rio Grande do Sal, o Sr. Dr. Joaquim Pires
iloncalves da Silva.
PTjii ter servido esto'anno, o Sr. Antonio Augus-
to Fonseca.
Foram multados em mais '209 os Srs. jurados j
multados na tessJo anterior e mais os leguintes se-
nhores :
Jos Candido de Barros.
Dr. Sabino Olegario udgero Pinho.
I.uiz Jos Nunes de Castro.
Custodio Jos Al ves.
Manoel dos Santos Nanea de Oliveiru.
Dr. Jo.lo Mara Seve.
I.ourenco Rodrigues da* Nev.
Jote Ignacio Soaret de Macado.
Severino Henrque de Castro Pimenlcl.
Deisando de ser multados os demais senhores
por nao terem sido notificados.
Foram sorteados da orna especial 26 Srt. jurados
supplenlea para completar o numero de 18, ot
3uaa* foram os segointes senhores :
oao Jos Lopes.
Francisco Antonio Cavalcanti Cousseiro. '
Joaquim Francisco Duarle.
Dr. Manoel Adrin > da Silva Ponles.
I.uiz de Azevedo Soaza.
Antonio Francisco Xavie'.
Joaquim Lucio Monteiro da Franca.
Tenente Antonio Egidio da Silva.
Manoel (lomes da Silva.
Antonio Fernandes de Aranjo.
Dr. Cosme de S;i Perera.
Jos Joaquim de A trocida Lopes.
Jos Pedro do Reg.
Antonio Loiz dos Sanios.
Francisco [guada da Cruz e Mello. '
Francisco Ueraldo Moreira Temporal.
Dr. Jos Mara da Trindade.
Antonio Pedro de Figueiredo.
Dr. Braz Florentino Henriques de Souza.
Jos Brasilina da Silva.
Ur.ucojMo upiano.CoelhoLalanlin de Albuquerque
L'lysses Roce*.
Jos Joaquim Silveira.
Joao.de SLeiao.
Feliciano Augusto de Vasconcellos.
Domingos Jos da Cotia.
Concluido o dito sorleio o Sr. Dr. juiz de direilo
mandn procederat nolilcacdcs,rxpedindo-se man-
dados,* adioa a sessflo para o dia 27 a 10 horas da
raaohaa.
do* considerarlo do Exm. Presidente da provincia,
indicado os principios hycienieos, qae devem presi-
dir a am bom syslema de ediflcncao, Ihe parece que
qualquer engeriheiro, que os segoir, desempenhar
o qae Vs. Ss. pedem a mesma Commissao ; e nao
entrando no quadro de toas attriboicOet planos de
conslruccao, nao te julga aiitorjsada, nem habilitada
para o qbe s pode bem ftzer um eogehneiro-ar-
chilecto ; lodavia algama cousa dir para que te
possa adoptar um bom syslema de edificaran.
Sendo a bate de um bom syslema de edificacjlo a
ventiladlo a a penetraban dos ralos solare as ca-
sas, construidas estas de modo qoe illo se observe,
ter-se-ha conseguido o que recommendam todos 01
hygenisla, e daieja a Commissao. Ninguem ig-
nora, que se nao improvisara cidadet ; mas 01 vi-
cio* de seus planos primitivos podem ser corriados,
e he o que convem fazer: he sabido que a durarlo
da vida as cidadei he maior ou menor, segundo ai
condices de saluhridade, em que se acham as po-
pulaces. Se tanto mais solida lie a sande, a manos
numerosos os casos de molestias, quanlo mai* puro
he o ar atinospherico ; e te he nos quarleires po-
bre, que ha maior numero de molestias, e maior
he a mortandade, porque nelles a popularan se acha
exposta acrilo de agentes debilitantes e de focos de
nfecejo, de que sabem fugir os dos quarleires ri-
cuf, claro he que se deve cuidar de corrigir os de-
feilo* do plano entre nos hdoptado, e evitar qae se
repitam esses defeilos, adoptando-te melhor svslema
de edilirirau.
Por mais sadios que sejam os alimentos, quando
mesmo eslejam em propor^ao com as oecessidades
da dlgestio, se o ar n3o he puro, o homem definha
e luecumbe ; porquanto esse ar penetra a rada ins-
tante nos pulmes, exerceudo sobre elles urna aerflo
benfica ou perniciosa, segundo as suas condir.Oes de
pureza ou de ntalubridade : elle ou he um prin-
cipio de vida, ou um veneno ; mas nao bjsla que
o homem esteja cercado por uina atmosphera para ;
he preciso que a quanlidade do ar seja lufficienle
para a boa heinatose, e se renov constantemente ;
porque, ise islo nao saccede, essa mesma atmosphe-
ra, que era pura, deixa de -lo. Assim poit, con-
vem que ai habitarles sejam situadas em lugares
salubres, ventiladas convenientemente, e eipotlai
accao vivificadora do* raios do sol.
lie tbido que, quando um grande numero de in-
dividuos habita um aposento pouco espacioso, coja
atmosphera he pouco renovada, a retpirac.au altera
aa proporc/>et dos principios constituintes do ar, di-
minuindo a quanlidade do oxygeneo, e augmen-
tando a do gaz acido carbnico, nocivo a vida : por
isto em um aposento, mesa* caparos, o ar se em-
pobrece promplameule, desde que nio se renova
o he iuspirado por muilos individuos. A Inz
solar tem sobra todos os seres orgaoisodos, principal-
mente tobraJFaipecie humana, Ama grande influen-
cia ; sem ella o organismo se enfraquece, e a vida
exlingue-se antes que Icnha percorrido suas diver-
sas pitases. A luz solar deve penetrar nos aposen-
tos ; seus raios devem cahir sobre todas ai ruat, e
vias publicas. Na con-tmecao das casas convem
ter muilo cm vi*la o ar almospherico e a luz solar ;
par islo cumpre qu* as casas nao so sejam esparo-
sas e bem situadas ; mas que nclla* possa penetrar
o ar, e que as ras tenham bstanle largara para
que a \entilar.lo seja livre e os raios do sol te espa-
lbein pelos aposentos.
O vento ha am poderoso modificador do ar almos-
pherico relativamente saluhridade publica, e nao
deve ser contundido com esto : lie elle que disper-
sa os miasmas, qae se exhalam de lodos os focos
de infeooao, e felizmente esla cidade, batida coot-
tantemeole par elle, pode aproveilar-se da tua ti-
tuarao geographica para melhorar o seu estado sa-
nitario. He venlade que, durante a noile, o vento
de oeste (raz sobre a cidade oa miasmas, que du-
rante o dia te desprenden) desses paqlanos, qae oc-
cupara grande parle da superficie, queseeslende de
Olinda ao Rosarinho, a que vui dos Afogados Pi-
ranga a lugares alijrenles, miasmas que se aecurau-
lam as alias regies da atmosphera ; e nao se deve
desprezar esta consideradlo, porque muito inllue
sobre a snlubrJade publica. Outr'ora, exislindo
esses punanos, o estado sanitario desla cidade era
mais favoravel ; mas disto so nao socue que esses
fucos de infeccao nao sejam o que concorre para o
que te nota delito algunt annoa : aotigamente entre
esses panlanos e a cidade exisliam muilas arvores, e
mangues frondosos ot cercavam, cobriam, e impe-
dan) nJu t qae a evaporadlo fosse lao intonsa, e
rpida, senao que ot ventos da noit* ou terral im-
peilissem sobre a cidade os miasmas, qae desses
pantanos resultavam; hoje porm tem desappare-
cidos essas arvores, e nao t a evaporarlo he mais
rpida e iuien-a, como esse ventas trazem esset
miasmas. Niogucra duvida que os ventoi podem
transportar a grandes distancias principios mrbi-
dos, que encentran) em tua passagem, e temea-los
por astim dizer, sobre os diffcrenlea pontos por elles
percorrido* ; e se nao ha ainda muilas observarles
precisas, que demonstren) a maneira de efiecluar-se
esse transporte de miasmas desconhecidos em sua
natureza, que consliluem a origem de muilas affec-
ees epidmicas, nao tcgue-ie que o* ventos nao
operem esse irauspnrle.O papa Clemente XI, ven-
do quo falaes eram para Cislerne e Cermoneta os
miasmas das lagoas ponlinas em consequencia do
corte das florestas que garantan) estas cidade, pro-
hibi que as arvores, que as cercavam, fossem des-
truidas.
Oo.xiv a menlo da lauda, senao aos usos domsticos, cumpre
qae estoja ao alcance de lodos, e seja de boa quali-
dade. De muilas parles pode provlr a agua ; mat
nem todas offereccm aa mesmas cundieres, e por isto
devem ser examinadas. A populadlo desla cidade
faz ato dai que preceden) dot chafarizes e poc,os
communs; mas nem at daquelle* tao da melhor
qualidide, em contequencia de impregnarem-se de
partculas frreas qu* se desprenden) dos canos de
iesiafaa
e por isto merece qae delle se occape a Commistflo tai hsbilaeOes pelos ventos de oetle, cahindo sobre
do Hygiene Publica. Convem que as vias publicas a* cata* logo que os vapores almotpbericos se lem
condensado.
Sendo o* toldados o receptculo de grande qaanti-
dade das aguas de chuva, convem reformar o seu
syslema de exgolo. Oulr'ora cahiam directamente
viirdadeiros rhamu, como surcede netta. cidade du- dat lelhas ; hoje vao ler a cilios que as deixam ca-
rele o invern ou depois de c-j-piosas chuvas, ou hir obre as ruat, do que resulta grande ineom-
pnssam ser percorridas com ficilidflde; mas (ambem
que, escoando-se com presteza 111 aguas de chova a
mesmo as que procedem de cedo* usot dome-ticos,
c conservera sccca, e nao lamentos, contlilui.ndo
era fim em algumas, em qu* toleram canoi de es-
gclo qna narlem dos qoinlaet, 011 qua i roa se lan- gado* a transitar pelos pttteios; e toceedendn mes-
cera continuamente igoat tojas. Com o calcamen-
(o nSo s detapparecem esses inconvenientes, seno
uta-te a poeira am lempo de verSo, Ho iocommo-
du e por vezes nociva.
Diversos sao 01 ayttomat de cairamente, mait oa
menos costosos : por isto de ordinario emprega-se
aqoellj que be mais commodo e menos dispendioso,
seznndo a localidade. Nao tstria l4Cit empregar aqu
ai pedrat tolliadat em forma de cubo, porqua o Ira.
b.Iho de condacc,ao e a mao d'obra demandariam
grandes dispendios ; e pistoque is nosaas mallas
sejam muilo abundantes da mudeiras resislenles e
dtradouras; todava esse syslema, ja experimenta-
do em Pars, S. Pelerbargo e Loudres, seria ainda
muito dispeodoso... ResUm pois o de aeixos e pe-
dras irregolares, bstanle incommodo, e o de Mac
Adam, o qual d lugar a que se lirme grande quan-
lidade de poeira em consequencia do delriclo d is
pedrai quebradas, de que ha formado o calcamealo,
e '-oneorre para que se detenvolvam affecfes dos
ollios e pulmn ; nao parecendo poitivel o de bita-
modo para aqnelle* que dnala a hu, sao obri-
mo que, depois de haver cenado de chuver, ainda
ficao moldados, tornando-sa por tolo 01 centro* dai
calcadas mais inlraoeitaveis.Ostolhadoi davem trans-
mitlirataguasdaschuvasa canos da farro coberlos
na* paredes, e esles iro ler n ra por baixo dos
pasieioi, ou aos canos de esgoto dai catas, quando
forem contlroidot. Isto he u qoe te observa *m
urna cidade bem construida.
Na etlindo intigamenle sugeito a om systema
regulara edificarao desla cidade. e ahando-se.am-
ia muilo atrasada a Hygiene Publica, as casas eram
ronslruidas i vonlade ile cada nm, sem ques* tlen-
lesie an alinhamenlo das ras ; de sorle que, daailo
cada urna sua casa o romprlmcnto e altura que Ihe
igradavam, e fazendo quintaes mais oa menos rs-
isgoios, d'ahi resultou nao si a lorlno'idad
ras, e que a communicaeflo de uns pontos a oulros
da cidade nio he muilo commoila, senao que aoca-
sasse acham enlaipadas urnas por oulras, e que a
venlilacao-em cada urna se nao faz bem. Isto nao foi
udo. Accumnlando-e em algons pontos a eat, e
me. porque em lempo de calor tormu-se-hia molle Meando urnas cooliguas as nutras, quarfelre* mol
e deformar-se-hia, a nao eslar sempre coucerlado, grandes se formaram aem que em sea cenlro se 00-
o qae exigira grande dispendio. insse penetrar : etse centro*, cecupadot por quln-
Ot passeiot sao lao nrcessario* 111 roas como o seu laes, em que cada um despeja aguas domestica
calamento : elles devem ser largos, eonitanlemen- deposito I nos e immundicias, (onuram-se fco
te entrelidoi, a feitoi debaixo de nivelamenlo uni- I infeccao ; alcm de que, sendo urnas casas mai,.,
forme, parque de eutra aort* lornam-se incommo-1 las do qae unirs, etonilendj-ie para Iraz urnas
dos a por vezes causa de desastres. As ru.s datara mais do que ootras, a circularlo do ar se notaz li-
ler escoamento as estrena- nao parece poMivel vremente, nem enlre os peqoenas espete*, que ha
dalo senao no cenlro de cada urna ; mas nsi largai da urnas a outra* cmi, pendra o sol; do qua re-
0 escoamento deve ter de cada lado e por debaixo tulla a perenne hnmldade.
di bordas dot patelo. O canos feilot para este Nao lie fcil, reconhece a Commissao. fazer des-
la: i podem ser construidos quando se calcaren)
as ras, e at aguas, que por elles correm, irio ler
ao>. canos tublerraneos ou de esgoto, no quaei pe-
nelrarao por enlre ralos de ferro. Esei canos de
esgoto devem 1er bem construidos, feilos em abo-
bada, largos, lagedados e 13o altos que permitan)
aar percorridos por aquellcs qu* forem encarregados
de ma limpeza ; por quanlo te elles, observadas es-
tol rundirnos, prestara irrunento tervico a orna cida-
de, mal edificados, ou desprexado*, tornam-te urna
causa de insalobridade em consequencia das ema-
narles incommodas ou delelerias, que delles exha-
lara. Na soa conslraccao procurar-se-ha dar-Ibes a
mais fcil direegao, afim de que as aguas da mar
.COMARCA DO BOMTO.
15 de agoata ou 26 Thermidor.
Sir compadre. Meu charo amigo, lenho puer-
ta um pensante que para ahi parto esta tarde, de-
sejo dar-lhe cuenta de mim, ae bem que eslou em
cnse por falla de materia, astomplo 00 coata seme-
lhanle, a como no quiero perder a mencao l vai:
para ludo ha remedio nesla grande botica chamada
mnndo, menos para morrer, porem pelo geito qne
levao as comas eslou qae 01 Ins Ingieres e France-
ses, que sao os milos mais alilados qae conhere am
carnerada meu,ainda bao de conseguir essa Importan-
te e preciosa descoberla, so sentirei nio alcancar tao
feliz poca, porqae ea havla de fazer trez caretas e
meia a Sr. D. morle, qne no maior dos goslos melle
nos bolsos um pobre rhrisl o, e o bldela na elerni-
dade, em cojas portlnhas esta escripto o terrivel :
Lasclale ogni esperanza cot ch'entrateda que le ser-
vio o ineonaolavel esposo de. Bealriz. Seao menos por
li achassemos as laes /inris, era vidoca, porque de
eerto nao he dat palores cousas sabir a genledeste val-
le del agrimas, e ir vivereternamenle eom as bellas
meninas do Propheta. Qae finorio qae foi o Sr. Ma-
homel. Ma, meu charo, o real he qae todos have-
mos de pagar e penoso Iribnlo, e qoe as Aurt's, com
que nos temos de encontrar, lerAo as bott obrat qae
neste mando lizermos, como diz a nossa cren^a: basta
de outru mundo.
-20
Ora ahi eslo novldades gordas. O mez do virgo
vai sendo cumo diteramui aciago ; he o caso: Jos
Thomiz casado e com filhos, n,1o se arcommodiva so-
meutoeom a (rucia de ata, lato excitou efpmes, e
par* encartar razfles, qdlrla feira pastada corda a
chara metade, e um fifho debaixo do pao, o marido
que lambem dorma, porem no canto da cama le-
vanlou-se.com es gritos, e apenas ve fugir o vallo
que dera as paulada, eslavam em urna casinha
aborta. Depois de dous das morrea a pobre erlanca,
e a mai esta perlgosa.Apenas leve-se aqu noticia
do faci, parti logo ama Torca para tegorar os con-
tra quem havla -tupeila, hontem prendeo-se daas
mnlheres, dous escravot, e lambem o Jote Thomaz,
porqae etsa historia de dormir no canto da cama e
oulras circumslaucai flzeram detconnaocat. Comie-
do, pelo qae ouro di/.er ja estilo presos o* verdadei-
ros criminoso, que silo dous prelos de Jos Pi Pe-
rera.Acbam-*e>)r conleciraenlo leis em
boa guarda, o (trenle coronel Bezerra que esl agora
na delegaca lem feilo quanlo.Ihe eabeneaae negocio,
sobre o qae vai se instaurar p complanle processo.
t izertm as veslorias etc. etc. O dito .lose Thomaz
aliinna qu* se sabir em paz dormir d'ora em di-
anle na beira. Chegaram de Capoeirai dous, um pnr
vender cavados alheioi a oulro por haver panado
"ma."l|JMde crncoenl bigoi falta da ama cor
21
Iluntim at 9 da noit* and.va dentro da villa am
sujeito encornado a com um facao.O delegado
vendo-o, chamou-o por ser inteiramenla descoiihe-
cido, e o raeu sugeito apenas ouvio a voz devenha
cudisse para as perninhascorri... e empurrou-
em menos de 5 minutos chega elle com unt poucos
que o seguiram na desfilada, tomou-ie-lhe o facao
e foi coucluso ao Comes, em cojo rotado lem chuvido
bem este mez.
Esla meia noile foi preso l.nurenco da tal, formi-
davel gatuno de cavados.Na cadeial hontem ha-
vla ama raridadeIres sajeilot de nome Jos Tho-
mazo do cantoum ladrflo de cavadose aquello
cujo do facao. Dou esla por flnda. Au recoir,
{Carta particular.)
Illm.
Exc.
i
REPARTigAO' DA POLICA.
Parle do dia '/i de agosto,
Exm. Sr.Levo ao conhecimento de V
Exc. que das diffcrenles parlicipacOes hontem e hoje
recebidis uesls reparliciv, consta terem sido presos
A minha ordem, Jos Jadntho e Marcelino de
Tal, para recrulas.
Pela delegacia do primeiro dislrclo deste termo,
Pedro Jos Uonralves, pi -a averiguaos**.
Pela subdelegada da fr< guezia de Santo Antonio,
Manoel Francisco Cetario e Manoel Joaquim da
Cunha, ambos lambem para avariguaeflis.
Pela subdelegada da freguezia d Boa-Visto, o
crioulo l.nurenrn, igualmente para averigunces.
B a requiilejio do deposilnrin geral, o pelo es-
cravo Ignacio.
Dos guarde a V. Etc. Secretaria da polica de
Pemambuco 27 de agosto de IRV).Illm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Benlo da Cunha e Figueiredo,
presidente da provincia. O chefe de polica, Luiz
Carlos i* Paita Teixeirt:
BASES PARA CM PLANO UERAL DE EDIFI-
Mt a CACAO DA CIDADE.
Illms. Srs.Tendo a Commissao de Hygiene Pu-
blica em trabadlos, por ella elaborado* e apreseula-
transmissao, nem as desta**sao das melhores para
dgesUo, por terem eslagnadas; todava nao he o
que mais merece ser considerado, porquanto, com
o repouso de urnas e fazeado-te balar oulras para
que te tornera (rejadas, conseguir-se-ba torna-lat
favoraveit j daosla o. Para que a saude *e ntrete-.
nha he necettario que as familias possam dispor de
agua fcil a abundante ; mat lie precisamente o qoe
s* nao d nesl cidade, onde, posta em balde*, he
carregada cabeca de escravos, a nao casta pouco.
Ser poit couveaiente concorrer para que a distri-
buidlo te faca pelat catas por meio de tubos que,
parliiido dos canos que alimentan) o* chafarizes, a
levem s liabitaces do rico e do pobre ; nao se sup-
ponha ter islo luxo ; porquanto a sauda publica he
lanto mais lisongeira quanlo maior he a quanlidade
d'agua, de qu* pede dispor a populadlo, e nesla
parte ot Humanos foram de todos os povos os que com-
prehenderain melhor esta|verdad, altettando illo aa
obras monumeolaet qu* ainda exislem.
Nao entreleiido-se a saude t com agua qae te
bebe, he|preciso que at casas, bem construidas, pos-
sam ler qua ros acconimodadoa a baiihos, a mesmo
promover a couslruccao da eslabelecimentos espe-
cias, em que a populacho, a baixo preep, possa ba-
nhar-se, oqmo sucede as melhores cidades da Eu-
ropa.
Nao he inditlerenle para o enlrelimenlo da sau-
de a qualidad* dat malarias, que entrara na cons-
truejao da* casas; urna* So preferiveis a oulras :
tambem nao o be a habilacao em catas recenlemen
le couslruida. Todos ea medicot tem mostrado o
perigo, que aa, em permitlir-se que em casas ape-
nas acabadas vio retidr familia*, e hao observado
molestias graves e por vezes neuraveis, que proce-
dem desse aboso : convem pois que simillianles car
sas s possam ser habitados depois de cerlo lempo,
contsdo da sua conclutio ; nao parecendo extraor-
dinario o qua se diz, porquanto ji J. P. Frank pedia
urna lei, que prohibiste a habilaro dat casas receu-
lemento construida! antet da um anno depuis de
acabadas. Se ot proprietariot nao lem escrpulo
de alugar toas casas penaa terminadas, porque tao
movidos pelo lucro, os locatarios nem mesmo espe-
ran que o reboque estoja seeeo, assisiindo alguns
al pintura; da que retulla rlieunialisiuos sol to-
das as formas, engorgilameoto* inflammaloros das
articular.es, broochiles em lodos os graos, flaies
intensas das mucosas e orgaos parenchymalotoi,
inflamma;Oes rhronicas do syslema lympialico, In-
duracfie glandulosis rendentes, tubrculos pulmo-
nares, degenerescencias orgnicas, alm de verli-
gens, ceplialalgiai, e algumas vezes clicas saturni-
nas ele. L'ma administrarlo prudente, dizem Monl-
falcun e de Polinicre, deve empregar medidas con-
tra a cubira dos proprielarios constructores de pre-
dios, e proteger a imprevideoda dos cidadaos.
A altura das casa, saa capacidade e situarlo nao
devem ficar vonlade dos constructores ; porque
do circomstanciai, qne inftnem sobro a saluhridade
publica. J foi sem duvida em allencao a islo que
as Posturas municpaes determinaran) qual devia ser
a altura de cada andar das casas desla cidade ; mas,
mesmo assim. nao satlifazem ellas as prescripces
hyglenlcis. Pcrmillir que se conslruam casas de
qualquer aliara, sem considerar-se na largura das
ras, he couvir era que se interrompa ou enTnirace a
circulacao db ar nessas mesmas roas, heprlvar ei-
sas casas da necetsara ventiladlo ; accescendo que
a luz solar, lio necessaria ao entretmento da sau-
de, nao pode ler fcil necesso nos aposentos de ca-
sas situadas cm tacs ras, e que cerlos servico. sen-
do feilos cajera do escravos, concorrem para o
deperecimento desses escravos, alm de que, per-
miltiiido maior numero de habitantes, raultiplicam-
se os focos de infeccao.
Todos aqoelles, que hao ecripto a respeilo da Hy-
giene Publica, sao de opiniao que nenhuma casa la-
nha mais altura do que a largura dn ra e se nao
he possivel abaixar muilas das que exitlem, convem
nao pcrmillir que na* ruat, que estn abarlas, se
conslruam casas com maior aliara do que essas ras
lem de largura, nem que se elevem as que se reedi-
ficaren), dando-se d'ora em dianle a cada ra a lar-
gura precisa, nunca maior do que a altura de um
sobrada do dous andares : porque por esto modo es-
lender-tc-ha a edificarn, e as habitofoes se nao
ir.in aggloinerandn. O higienistas recommendam
Sue se adeuda siluacjio das roas, lendo em cons-
eraeao adireceji dos venios. Acidado deve ler ras
bstanlo larga, que parlara de leste ao ste, sendo
cortadas por oulras qoe se dirijam de norte a sul,
exislindo de espato em esparto pracat. Se ras es-
trellas silo constituidas por casas alias, a venlilaru se
nao faz hem: ellas turnara -se hmidas, escuras e pou-
co sadiat, coocorreudo por islo para o desenvolvinten-
io da luberculisacao pulmouar.l de scrofulas, ele,
nao frequenle* nos quarleires sficco-, e cvmpottos
da roa* largas, e casai espaolas ; todava convem
observar que nao baja excesso na largura das ras,
porquanto d'ahi resultara que o sol, penetrando
raudo mais em suas casas, eutreteria um calor in-
supporlavel durante o vera.
O calQamenlu das ras nao he tomento um ques-
18o de commodidad* : o he lambem de salobrdade,
apparecer o mal apuntado nes quarleires j cons-
tituidos, mas estes podem melhorar, nao se permil-
tiudo d'ora em diunle que a face posterior dat ca-
sas, que se conslruirem 011 se reedificare*, exc
0 alinharqjento das ootras casas, o a nao chegue
esse alinhamenlo, ajdoplando-se para islo-nm sysle-
ma, de modo qua venha a formar-se no centro desees
quarleires pateos communs e regalares, lendo cada
1 m escoadouros nosangulos, e um bom pojo no can-
tro ; e se isto mo poder realiSar-se inleiraroenle,
cue a reuniao dos quintaes forme nos cenlrodas
rasas um quadro regular descriplo pelo alinhamenlo
das faces posteriores descasas.
Nos quarleires j construidos poder-se-ha .OU
oa rio, mesmo na b.iixa-mar, por elles penetrem e reunir esses quintaes em um i paleo, destruindo-
na iiiilinin (i *'.- 11..1.. m -fin.:___j_ ^ -. ~__^__: ~- ^ji ... ., .
os taiihem, devendo os orificios da coinraunicaco
cora o mar ou rio ser gonrnecido de portas de fer-
ro Taitas em forma de gr?de, para que as immon-
dic as e lixos "nao enlrem por esses orificios. A estes
canos de esgoto irn ter, por oulros canos, qae par-
tirn |das caas, as aguas de uso domestico ; mas
nanea as materias excrementicias. No cenlro dos
patios dai casas haver ralos, que permitan) a en-
trada das aguas de chava, cumprindo ler cuidado
em conservar limpus esses canos.
Os canos de esgoto devera offerecer as seguales
condices:
1.a Declive, qne permita fcil escoamento dat an-
anas desde o orificia de introducido at o de sa-
bida ;
2. Capacidade proporcional quanlidade das a-
goas pluvia** e domestica ;
3. A man recla_direcc,o, evitindo-se sempre 01
agulos enlre os etnos que das casas forem ter aos
principaes ;
4.a Altara sufilcienle para qua 01 obreiros nelles
penetrem cora fadlidade e lrabalhem>em pe.
He ordinario os quartos das c isas do habilacao
slo mui pequeos, e as alcovas un quartos de dor-
mir, por tal modo acaudado-', que nadas nao ha ar
suflicieole para ama perfeita bematose ; e durante a
noi'.e o seu reiiovamenlo te faz mui dilVicilmente.
Se ja sao deifavoraveii taode essat pequeos quar-
tos, peior se tornam quando se acliam accumulados
de movis, qae anda mais diminuem a tua capaci-
dade ; de sorle qua, nao te renovando o ar me-
dida qoe se vicia com as exhaladles pulmonares e
cutneas, este* lugares de dormida sao capazes de
aggiavar a molestia daquelle- que nelles eslo, e
podem mesmo complica-la de um modo muito mais
desagradavel. Esies movis aiuda mait prajudicam
nos quartos cenlraas, qua nao lem janallas ; e se a
isto se vem encorporar o deposito como succede em muilas catas, e a oslada de vaso*
de ceposHo da materias excrementicias, maiores sao
os inconvenientes.
As cozinha, construidas como s3o entre nos, ex-
poem aqoelles que nellas pastam grande parle do da
a molestias: quasi toda* saa pequouas, escuras, nao
ven alados e fumantes ; de sorle que concorrem po-
derosamente para a mortalidade dos escravos, qoe
de ordinario snccnmbem phtysica pulmonar. Se
as cuzinhas sao situadas no cenlro das habitaces,
como se encontrara em casas de algumas ra,os ma-
les que dellas, resullam, ainda mais funestos to;
portiae, alm do ar viciado qoe se respira, o fomo
inlrndaz-se lambem nos pulmes, o que ha bem no-
civo sainlo .
O laconvenietjteApontodos. e que resullam de*-
ses quartos, alcovas e cozinhas.s podem ser removi-
dos le aos quartos e alcovas se der maior exlensao,
calculada i vista do puntero de pessoas, que ndles
podn dormir, fcil ventiladlo e lu por meio de
janellaa convenientemente situadas, o qoe s ser
permillidn em muilas casas adoplnndo-se o systema
de pateos espacceos ; e as cezinhas s mellorarao
se forem construidas e situadas de modo que desap
paregara esses inconvenientes, o que ser fcil fa-
zer.
Nenhoma habitadlo he menos salubre do qoe es-
sas casas terreas, pequeas, baxas, obscuras e hmi-
das. Alm da humidade do ar, grande nesla ci-
dade em consequencia da proximi lade do mar, rio
e mesmo panlanos e charcos, o solo mui baixo aug-
menta e torna perene essa humidade as casas
torreas. Se se cuidasse de dar elevafSo ao pavi-
mento dessas casas, a fosse feilo de tabeas, poder-se-
liia tolerar essas hahilaces; mas elevado da dous
a tres palmos qaando muito. por vezes tentado so-
bro areia, que recntenteme servir ao atorro,os li-
jlos do ladrilho conservam-se extrema e coniladte-
menle hmidos ; de sorle que nao s isto, senao os
vapores aquosos, que se desprndela com o calor do
dia,tornam insalubres essas casas,que vem a ser can-
sa de grande numero de affecr.e9 tuberculosas dos
pulotes, de icrofulas, lymphntilet das extremidades
pelviana, de affecre chrouicas das vias gstricas,
de chlorosis &. e estas molestias tostaran" para qae
se procore melhorar essas liabiiarfie, que lambem
participara do inconveniente dos telhados sem forro,
que quasi todos preferem por permlttirem dorante
a noile a penetracao do ar, sem refliclirem ou sabe-
rem qae he am prazer arriscado.
D ndo-se o pavimento a elevar ao de cinco oa
seis palmos a cima do nivel definitivo do terreno; e
nao permiilindo-se atorro Je arela procedente do
mar 00 rio seta qae esta seja antecedentemente lava-
da pelas aguas das chuvas oa doce, coasegair-
se-hn melhorar essas casas, conslangendo-sa os seas
proprielarios a forrarem as diversas parles dos apo-
setftos ; e esse melhoramento ainda mtis completo
ser, oa so o pavimento for assoalhado, bavendo en-
lre o assoalho e o aterro om espaco arejado por ori-
ficios, mas nunca estando r. menor altara do qoe a
de cinco a seis palmos, oa seada o pavimento feilo
obre abobada, bavendo eemmanica;es d ar enlre
a abobada e o torro.
as cidides bem construidas procura-s eslabelecer
nos reiros da* casas espacos livres, para que os apo-
sentos, que deitam para elles,parlicipem de ventilaran
e lu solar; e lauto mai* vastos sao quanlo melhor
preei chem este fim; mas nesla Provincia assim nao
accede, li* verdade qoe ai casas desla cidade lem
quinlaes; mas ettos nao saifizem at condices hy-
geoicas, e lio oulros linios focos de infaect)*, que
cumpre proscrever. Se mui poacas sao as casas,
qae poderao ler esses pateos, em consequencia de
11 pouca largura, reformando-se o syslema de edi-
ca{lo,conseguir-se-lin qua se eslabelecam enlreduas
ou mais casas pateos communs. servindo de modelo
para as grandes casas o do Palacio da Presidencia,
e essm claustros de alguus Convenios.
Um bom pateo deve ser esparpso e calcado, e ter
declive para que as agaas de chuvas vao ter aos ca-
nos, qua communiram com o de esgoto: eslreilos *
nilo cilcadoi, tornao-se obscuros, hmidos, insalu-
bres, e nao dilferem desses quiulaes, cujo ar he pe-
sado ti infecto ; entretanto que, largos e calcados,
sao elemento de saluhridade para as casas. Se nao
he fai.il eslabelecer hoj* em todas as casas esses pa-
teos, poder-se-ha, remirado alguns quinlaes, que de
ordinario de pouca ulilidade sao para os habitantes,
conseguir esla reforma : mais vale terem tres ou
qualro casas um desses pateos, do qae cada urna um
quolal. He verdade que enlre muilas casas apenas
exislem abertas, onde o sol nao pendra.ou, se pene-
tra, os seos raios mo deseccam o solo, que por ve-
zes he o receptculo de immuniliciat e agua* domes-
ticas; de orto qae desses charcos conilanlemenle se
deprndem miasmas, que peuelram nessas casas.
Em laes circumilancias convem fazer Idesappare-
cer ludo quanlo pode embarazar a ventilicao, o nao
permillir o depotito das aguas domesticas nesses lu-
gares:
Oulr'ora nao se preslava allencao conslroccjto
das 1 sendas: escuras a eslreilas nao salsfaziam as
condices lijgienica; de sorle que tima grande par-
le di cidade soffre deste mal. Muilas ha qae sao
repulsivas pelo mo cheiro queso exhala de ourinas
ou mesmo de excrementos humanos qae se deposi-
tara nm barris ; em outras osanimaes domsticos des
posiuim os seus, de modo qua tornao-se insopporta-
veis. Urna boa escada deve ser larga, clara earejada:
cada degro ha de ter pouca elevaban e de espaco em
espaco deve haver pontos de dcscaui; > ou patamae*.
Na parle superior he precisa lar urna clarabola, e
m tuda a sua exlencao jattellas que correspondan)
cada palamar ; o que be fcil, ador lando-se o vs-
teina de pateos para cada urna ou diversas casas.
Drrerwt sao os modot de cubrir o* teclot. Sendo o ousa pedir providecU*"ao"sTacerca" des larri
de lelhas um dos mellioret e o mais fcil entre na, | nos como de oulros que encerrara agua encharca*
se os muros de divisao de cada um, oa atravessan-
1I0-01 por meio das ras. Se considerar-se nssuperfl-
(e oceupada pelo quaateirao formado pelo ladn da
poettte da ra das Trincheir js, parte do lado do nor-
te do pateo do Carmo, lado de leste da roa da Gam-
boa doCarmo, c parle do lado do sul da roa Nova,
na oceupada por um lado da rifa do Crespo",
da do Queimado, do palco do Collegio e ru do
mesmo nome ; se considerar-se cm oulros, e examla
narem-se os quinlaes desses qaarteirOes, reeonhece-
st-ha que ha razao para fazer-se o que acaba de er
lumbrada. Os centros dessas superficies, redolidos a
pateos communs ou atravesados por algara* roa,
nao seriam mais o quo sflo. isto he ; lugares hmi-
dos e infectos, que nao podem deitar de if fluir per-
1 irios.tmente sobre a laude publica. Com a abertura
de ruaaem limilhaolet quarleires ianhariam bas-
Itnto os proprieario, a islo teria fcil, iodo ama no
primeiro indicado, da roa Nova ao paleo do Carmo,
no segundo da ra do Crespo ao palea do Collegio,
ele.
Nao salisfizendo as condioSe* de belleza a praca
1!a Independencia ; pelo contrario a* tojas, dmi-
nuindoo paleo e interceptando a venlilac^o da* ca-
tas terreas e primeiro andares dot sobrade*, que
Ihes ficatn conliguo, principalmente do acece 4"
Peixe-frilo e da Pol, fazcm com que essas roas per-
cara toda a importancia, e so tenham pequeos e<-
tibelecimentot commerciaes ; mas, desapparece
essat lojaa perlencenles ao patrimonio da Car
rtunicipal, as casas indicadas passaro 1 ler gtaaL-
valor, e lodos aquedes que nem mesmo graluito-
nenle quizerem nellas re*idir, as proferiro lago
c ne esliverem demolida* as tojas, a reconstruidas ou
uiellioradas essa*casa*. Nrnguem ignara que da dc-
ntolirao dessas tojas resultar perda para os cofre*
da Municipalidadc; mas, sendo os proprielarios das
r xas comfguas is lojas conslrangidos a indemnisa-la
na proporcao do qoe passaro a ganhar, e auxilian-
do mesmo a Assembla provincial a constituir um
palairaonio correspondente em randas do Estada,
ou por qualquer oulro meio, tudo Tirar sanado, o
0 aspecto desta prc.a ser bello, podendo-se em sea
cenlro|ergir-te algam monumento. Nao he nova.
esta lembranca, e parece que podar ter realisada
com mait facilidade do que se pensa geralmenle,
porquanto haver pessoas qae para isto concor-
ierao.
Seodo inconteslavel a influencia que sobre o ho-
mem lem as arvores, nao s porqae purifican) o ar,
cue se respira, seno enfraquecem a ardor dot raios
aliares, tao intonso i.os paites que _aK> acham entre
01 trpico, convem que toda* r\Bk.' fj-tro oroa-
dt* de arvores quo o plantarlo, UTo meuno fasau-
d-se as ras, que por sua largura o permllirem,
e em roda de toda a cidade, que deve ser cercada da
ces. Formados os pateos cenlraes dot quarleires,
nelles poder-se-hao plantar arvores, situadas de mo-
do que nao intercepten) a venlilacao. No centro de
algumas pravas at se poderao formar jardius cerca- '
dos de grades de ferro, e enlrelidos is expen-
sas do* locatarios da casas, que Ihe forem con-
tiguas, concorrando estas com uina pequea contri-
buidlo: nesses jardn* poderao brincar a* JSt^^^H
dosses locatarios, ese tanto se falla no progre** d
plityiica pulmonar, cor.vera nao desprezar o que fio
dito. Alm desses paleos ornados de arvores t'ya-
din*, convem cuidar-se quanlo antes em formar-se
um ou mais pasaeios pblicos: esla medid* he 4a
grande ulilidade e toletease sanitario, e o que ac*
hi de sar dito paree* bastante valioso pira que a
d 1 presan em reaKsar uraa medida, cuja utili
e-il ao alcance de qaalqair intelligencia. Aqu
proprielarios que us frentes de sitns casas quti
lar jardius oa arvores i imilaeao do qa*>
em roda do templo protestante dos TnaJ
cidade, poderao fare-lo, correndo no alinhamenlo 1
ra grades de ferro, como se v ao mesmo (
p irquaato ae t islo ceaeorrer para o aleli
rriento sanitario da populacSo, da que todo j
lindamente participaran, senao tornar mal
divel seu aspecto ; devendo anda aesta o W^^
reformado o systema de edificafAo adoS^^F
se observa as mait bellas cidadet do mando
sido. 5""-
Asim pois, terminando asas considaricoes, que
servirAo de base para um bom syslema da edifien-
(i, Commiaaao nao se etqueceri de repetir qae
at condices estenciaes para a salubridad* de ama
ci 1ade to : a ventiladlo das casa*, cea bane-
lira dos raios Miares, e o dssappare'cimenU de lado
que posta concorrer para o enlrelimenlo da bami-
dade, cousequencia da inobservancia das du*a pri-
meiras condices.
Deot guarde a Vv. Ss. Sala dat totOts da C*a-.
missao, 31 de msrr,o de lS-Vt.Illm. Sr. praai-
dtnte e vereadore da Cmara Municipal da Re-
de.
Dr. Joaquim o"Aquing Patueca,
Preiidenle da Coramiaiao.
Illm. e Exm. Sr.Tenho a honra da tpresentar
a Y. Eir. a enumeraran do servigo da liap*z da
ruis desta cidade, feilo sob minha draejo, a cea-
lar do dia i a 10 do corrento mez.
Ooncluio-se a limpeza du scguinles roas, lravs-
un etc.
Freguezia de S. Frei Pedro Oonealva.
lloa do Pharol,Pilar, Porto das Canoas, Iraaeata
do Noronha, Codorniz, Uuararapes e Fuodlcao.
Freguezia de Sanio Antonio. '
Una do Passeio. paleo e roa da Catato, raa e
pr-ia da Cadaia Velha, roa de S. FrarraSco, iravet-
sa do mesmo nome, travesa do Oavidor, raa do
Crespo, pateode Paraiae, ra dos yuarteis, ra lar-
ga do Kozaro, Larangeirus. paleo do Carino, roa.
das Flores, Sol, Muado Novo, Quaimado, Iramsa
di Congreoaelo, pattodeS. Pedro,trives** da mes-
mo nome, ra Eslrcila do Rosario.
Freguezia de S. Jos. ,
Caes do Ramos at a praiade Santo Rita, roa da
Praia, travessa do Carioca, Carcereiro, (jaeres
rita de Sania Rila, praia frooteira a ra do Noguei-
ra, pateos da Pmha e Ribeira, ra do Alacriai, tra-
vessa do Monteiro, Marisco, ra dosMartyro, Cal-
deireiro, Augusta, travesa Imperial, roa-do 0*ro,
praia do Cildeireiro, travesu do Falca, largo do
Furto das Cinco-Poolai, praia deS. Jos, ra Impe-
rial, Iravessa do Dique, ra do Tero, travessa dot
Mjrlvrios,_dila de Joao Patriota.
Frguezia da Boa-MsU.
un do Hospicio, Iravessa do Ferreiro, do Tam-
bin, ra do Rozano, Coolho* e praia do mesmo no-
mo. Conliou-e a|impr oulras ras ele, nat tu-
Iro freguezia!.
Tenho enconlrado muilas difliculdades u aaecu-
cao do* trabalhoa que mo es Lio confiados, rdalivoa
ao asteio das ruat; porque, as quilandairat cotia-
mam detxar tmmundos os lugares onde faaam pra-
ja, ( o que se observa ra quasi todas as roas a pa-
leo.) Alguns Individuos manda,,, varrer seus es-
labeleciinentos, e lancaro lixo as ruis
lenho lambem notado pequeas abertura* aa*
moros de alguns quinlae, feiu como intento da
dai sabida as aguas impuras, as quiea ficam a mor
parte das vezes reprmidat nos lugares mais bausa
dan travf ssas e ruat vUiahst. Ettet e oulro* aa
baratos, que diariamente encontr, alm de obslar
a conservadlo do asseio das ra, eslorvam a ordena
OjUit hei cslabelccido, para regularidade do aetvioo,
Continua-ne a remover o lixo, e mundicias que
exiilem am Igunt terrenos por edificar.perlenccnl*
a particulares, como Uve a honra da axpor a V,
Ex:, em meu relaloriod* qualro do crrenle,*
/
f

couvim conserva-lo ; mas lorna-ie preciso que se
evite o cosame de deixaram os aposentos sem forro
de m.idaira ; de sorle que durante u dia o calor, qua
das lelhas se reflecto, he excessivo, e durante a noi-
le oar hmido, penetrando por enlie as tonda* oa
espieos qne ficam enlre urnas e oulras lelhas, con-
corre para que baja varedade de temperatura, nem
sempre inoflensiva. Adoptado syslema deadiflcafAo
propotlo.bem ventilado! earejados u> aposculoi.dei-
necessario te torna esse ar fresco da noile, qu* he
hmido por vezes sobrecarragado do* miasma*, que
se desprenden) com o calor do din daisos pantanos e
charcos que circumdam a cidade,esao irazidos sobre
das.cujos diluvios pesllenciaei deve necetuitameu-
te produzir mui,as enfermidades. Fcz-ae o ser vico
semanario com tlenla e sais Irabnlliudores iuclma>
ve c* apootadore, continuando a ir variavel Da-
me, o diario daquellei, como se obterva na* ful ka*
dialeriaidas qualro fregueaias.na imporlancia de rit
d3,760. Farrafeni, a ontros ulensii que compre,
ndipensayeis para a limpeza da* ion, res HoAc
Filia pagar o servic.0 de carraca, por ato *u
reru apresenlado as respeclivts contos. He luda
quantotonho a honra de levtr ao conhecimento da
D.os guarde V. Exc. Keclfe ti de agaalo Vi



ir

\
a
**>.Wt. eEim Sr.lbr.-io de Capibarbc, dignis-
simi. prejhlente da caoln. municipal.Joio dos
j-aijfoiPorrtHidmniilr#Uor da companhia de opera-
Conforme. secretario, Manoel ferreira
eioU.
DIARIO DE PERMBICO.
Pela barca Miranda, entrada hunlem de Liver-
Stol, recebemos gazet.u ingleas al 18 do pas-
do.
Na Criase nenhuma acco importante tlnha lido
",; de"*',do '"frucliferoas.al(oda torre de Ma-
laker. rrehalliam os alliados para assaluia de no-
vo com mellior resultado, entretanto, os Russos nao
os oam-nos com surtidas quasi diarias.
O gaera! GorlchakofT rommunirando to seo Ho-
rno em Sa.i Pelersburgo, a recepcao da maior par-
le 1o reterciisque Diurnamente lhc forara enviados,
''* W pelos alijados cantra as. forlirieacas de
Sefuniro iim calculo feilo pelo eorrespondonte do
i em Pars, o numero dos individuos morios, de
lenlos 011 de docnr.i, de inulilisadns desde o
irmcpio da guerra, lano do lado dos Rusios, co-
> lado dos adiados, andado 300.000 a 600,000.
t ine s appareocias, a guerra actual cuslara Europa
vidas do que cuslararo-ihe as guerras da repu-
ta IraDceza e do imperio, as quaes aflirma-se que
morreram de 5,000,000 a 6,000,000 de indivi-
duo.
No Bltico continuam as esquadras alijadas quasi
sem dar signal de vida, a nao ser o borobardeamen-
Hlguns pontqs insignificantes, bem como ha
leamos ; todava, o rigoroso bloqutio a que
sute sugeltos os porlos daqnelle mar, causa aos Rus-
ees ronsideravei prejuizo.
Tundo o g.nerno austraco commenicado a' Dieta
du Francfort os esforcos que fizera as conferencias
de Yicnna, para oblar o reslabeleciinentu da paz na
Europa, reapudera-lhe aquella assemhla "agrade-
PIsTerpM. declarando-lhe qu.e a mahu-
pc*o da paz e o objecto de uma firme uuio da Al-
maiUii. impoera a' mesma o dever de persistir na
lelo queale ao prsenle tem susleotado; pelo que
es(a Jelerrainada a manler o eslado de preparaco
ira a guerra que adoplara em 8 de fevereiro do cor-
ran I a anno.
Iglalerra sabemos que lord John Russell de-
nota etTeilo a sua demissilu. a qual fura aceita pe-
'SUma, todava o nobre lord contina anda no
pocer at que llie seja Romeado successor.
Vmei diz que o chete do partido liberal retra-
lo desacreditado, que provnvelinente nunca inais
ra chamado para o conseiho da cora. Tanto des-
Mto causou entre oa seu correligionarios o com-
Mfnldo 'l'ustre diplmala as couftrencias
I vn-nna, que corre como certo que nao Ihe ser
redo por mas lempo u basta,, do commando.
tensado na cmara dos communs, o nobre mi-
o defendera-se em um longo c brilhanle discur-
qon infelizmente nao Rroduzio nos ouvinlra o
ila qu sea Ilustre aulor esperava.
ros da barca Gustavo II.82 barris de manteca,
57 meios ditos de dita, 2 caitas com 34 queijos, 4
ditas cujn conteudo ignora se, 5 mans de couros de
lustro, 2 gigos de champagne, 2 ditos com garrafas
Ac- de dila vazia, o 1 bah tambem vazio.
Veja os maganes ; beberam 2 gagos de champa-
gne na viagem. Que vida que iam levando..., o
diabo foi o gnardu-mor dar com a mina... haviam
llcar cheiosde rnzao 1..
Ainda ejistem por se arrematar estes gneros
que s. acham recolhidos no armatem d'alfat.I
desa.
por fallar em alfandegafui ha das pasudos fa-
zer uro pequeo despacho de urna encommendinha
que me vera d ahi, e olhe, meu bom senhor, dessa
vez pude razer uma dea 0(1 qu.,n|0 snflrem os d
pechantes d aquella repnrlicjo Que de imposturas!
que-le n.ea, se encontrara por li.... Doslo pe -
".q""e.inda precise ir ..'aquella eslacSopu-
Os nossosdignssimosproviticiaes vieram pela fes-
fcou adUd. 0S"' Pr?ae ." i,berlura d'-^mbla
t.cou adiada p.ra !. d'oulubro, e queran.
que a prov.ncia Ihes desse ajuda de eorio'Tque
Consta que rara nomeado o r. Viclorina do Re-
gol oseznodei Brilo, para juiz da direito do Ip, na
>v.nc,a do Ceara. He esta umAome.cJo que faz
DMI0 DE PCRUmmO TERCIFEIM 28DE MOSTO OE 1855
Idea i presentada nos ns. 23 e 30 do peridico
o Cosmopolita aqu a mencionamos, como em reco-
nhecimento, a quem apresenlou aquelles artigo, e
para que postam ser recordados.
Unaum vol de confianra pieno se d ao digno
b i d0 S"b"",f> P" quanto se deva adoptar,
ahm de so fazer cll'ecliva lo religiosa instituirn ; e
para que ludo te organite com acert. ,
COMMERCIO
honra .i quem a fez.
caMdorUvinanM.1,eahil,' "m ,,0mem M""'- ou me
.Th' l,u* el,c<""rou a porta fechada, o
.altando peta eoberta, que era de palha. deparou
com a sua dona de eaea em adulterio com um sujei-
lo. de quem ja nutria suas desconfiancas: nao leve
aLaS1.; j?""0" P"[ "ma ,,ca e '''<>' ambos os
lejftMladores do bello, que eslo ainda em pcrlgo
$ZT.i*'"*aia'htqUt"' di8"d"
Utadof.Uni.los apenas sabemos que o chole-
ra luvi wbentado nllimamenle entre os Mormoe.
(Mico o presidente S. Anna recolhcra-se
,. entretanto que o general Alvares derrola-
ibop.tsdogovernojonlode Uexalto, causan-
aa.lhei urna parda de 500 homens entro morios e
Jas. O roesmo general fazendo junccSo com as
Wpas de Comefort, lomara Sonora, ficando ambos
estacionados em Morelia.
As commuQicacdei enlre IlonUrev e S. Luiz Pu-
islavara prohibidas. O goveroo faiia marchar
uevo l.eon todas as tropas de que poda dis-
P*I,"? de tenlar u restaurado de Mont.rcy.
aada, do lado do Occidente, uma terrivel
Nalade causara consideraveis deslreicoes ; todas
Hiles em Weltande Oswego Creeka'foram cr-
m, as pUula;oes foram completamente des-
Cu bi gozava de paz c socego.
duvida
dtifrxit
d vida, o foi-se.
Outro caso se deu dn mesmo genero, que me re-
pugna o contar-lhe ; com a difT.renca que o infame
saduclorahosoiidaconnauca, que nelle deposilava
um seu amigoseu prolector 1 !.. Oh caa sobre
lie odesprezu de lodo o mundo I..
Koi nomeado um encarregado da limpeza da e-
dade.com o ordenado de 50 rs roensaes. Oulras
medidas lem-se lomado a bem da salubridade pu-
O no-so mui digno delegado, Sr. Porfirio Aranha.
m commis-a dos mdicos d'eala cidade, tem fisea-
liaado os gneros alimenticios, que eslao A venda, e
na ra da Ponte encontrn algumai barricas de ba-
calhao podre, que f-las rieilar ao mar.
Foram lambem sentenciadas ao mesmo fim 225
ditas de dito genero; sendo 100 do Jos Paca. 100
do Joso hidalgo e 25 de Jos Aranha, que vieram
d ah. n uma barraca.
O Jos Paca nao est salitfeito com a tal condem-
nac,ao, e diz qoe em Pernambuco, onde ha medi-
co! mais sabios, nao se v lauta impostura; que con-
corda que as boceas das barricas se encontr baca-
Ihao arruinado, mas que para o meio est ^er-
Nao sei se elle tem razao ; mas he muilo de sup-
ppr o contrario, .porque os mdicos cncarregados
d esse eiame sao Incapazes de dizer que o genero es-
ta era mi estado, quando o julgarem perfeilo.
Talvez seja a prevenr;ao. que tenho com essa firma,
que me faca pensar assira, mas desconfo uue
nao. *
O ttcniinho lambem fez sua apprehensao em urnas
medidas d azeite que enconlrou por aferir, no labo-
la quilaudeira. Eu pense! que isso se
PRAVA DO RECIFE 27 fiE AGOSTO AS 3
CHORAS DA TARDE.
Cola(0es ofllciaes.
Descont de lelras de 2mezcs8, ao anno.
' ALFANDEC.A.
Rendimento do da i a 25. .
dem do dia 27.....
2fij:KH}28!t
9:20.l613
274:037B'.K)
Deicarregam hoj 28 de agosto.
Barca ingleza Mirnnd-iniercadorias.
Barca porluguezaMara Jotediversos gneros.
Brigue hamliurguczBer/AeJ-farinha de trigo.
Brigue americanoThomaz n'alteriiiem.
Brigue americanoBrandy llyne farinha,
banha e velas.
cha,
COMMllMCADO,
Pi5mtC10J)S^im ospitai. ARAOS por-
TOBUEZBS RESIDENTES NESTA CIDADE
eraosi lido neste jornal um annuncio, appellando
< a philantropia dos Porluguezes ahaslados, re-
e* nesla cujade, no ioluilo de fundar-se um
al provisorio, para nelle serem (ratados os Por-
pobres igualmente residentes aqu, no caso
os atacados pela epidemia que lem grassado
i mas provincias deste imperio. He uma idea
digna deloda a cooperado, a qual.conf.a-
mm, ser quanto entes realisada, pois temos para
que nSo havern Porluguez que se recose a con-
' para a fundadlo de um cstabelecimento Iflo
magnnimo.
Hervajao da vida do homem he o seu dever
erno; lodos os scus esforcos tendera para este
; mas ao neMsarias multas condicoes,* infeliz-
nU piueoz^iHjoeUM que as possuera, mui-
sie suecurnbera a falla dellas. Assim lie pre-
e o sublime sentimento da caridade venha
rar essas fallas, fllhas s mais das vezes de cau-
sas slrauhas vontade do homem.
lempos ordinarios, muilos infelizes, que
rneio dos seus, cercadosale condiefies bene-
ylelnuis do abandnuo e da miseria, deve-
! suprior que mais Irisje sera o espectculo para
es que nao tem em sen favor nem o senlimen-
ral da nacionalidade, uem a proteccSo obriga-
torla do gorerno.
Umw eonvenaidos que n'uma siluacar. doloro-
arm< Uva, no reinado de uma epidemia os
Portugueses que aqu enislem lulo de encontrar soe-
corrus entre este povo benigno e hoapilaleir* em co-
l gremio vivemos, e qoe esln ligado a nos por es-
i Jaros de aroisade. Mas n'oml crlse de tal na-
z* sentimento geral da Immanldade nao he
I que um favor.
J*lo, lie forp qae oa Porluguezes dolados dos
ana concarram com seus esforcos
**ento de urna obra Uto pa e nw-
aa Mlea(de< desta ordem' he que se deve
ar o bello prlucipre do patriotismo, be nes-
ntos crilieos e de desoanlo geral que o
a aa que poasue deve pracar o divino preceilo
iridide, glorificaran augusta da religiffo do
Ito, e estamos ceos que uenhura Porlugoez,
desle nome e herdeiru da generosa dedieacao
Wtaos maiores, deizara de contribuir para ama
emprea to sania. Vm Portunuiz.
^tecjfe^ de agosto de 18.53.
Parahlba 21 de agosto.
Fol com grande salisfa;So, que abrindo o sen Dia-
8 do corrente, deparei com as rainhas ga-
lalujns frinsformadas em lellra redonda.Desde en-
Ha^aanll-me oulro homem '. Ser correspondente !
i J eserever para o publico oceupar ni
no iramenso Diaria de Pernambuco !... ohl
lie grtnde hortrn feila a Joflo Kernandes Vieir '
naoadetiideaprezar. PorUnlo, meu bom senhor,
*qui me lem
De novo em acea :
Empunhoa penna,
Fra Ihe contar
Boas cousinhas,
B mi fresqulnhas. '
Deala vnz. porem, venho com o so.:cerro do meu
jo. para oi, |,s moco am.M.Conle
.( em qea^o Mo re.pp.reec, 0 Ml, ntigo corres-
IKMdenle, me rre fazendo isoaes remessas
Sei que n minha penna nao henra a seu Diario
t,ue fase uma ma substitgic5o aouelle Sr cni
.pilela.silo taj bem elabora^ ; Z''KSS
de registrar auligos aclos quando lenha de euirar em
campo.
Ora vamos as novillajes.
No da 5 de crranle festejou-se no convenio do
1 Mito Sr. da Boa Morte, celebrando-se na ma-
drngada di> mesmo dia missa cantada, qual assis-
I o bastante genl. A larde honve proc.asau, que
percorreu toda a cidade ; sendo acompaohada, fei-
tn ctm toda a deeeneia.A noile houve ladainha, a
qoal deiial de aaaistir, por incommodado de minha
i vaivlduilidade mas o man X que I* se apresen-
*m, com a sua calca da moda, de quadrlnhos, seus
etwaloade (WHmenlo de orelha, coro seu bollo de
"roepeto, o eea Inseparavel e bam-querido ja-
*ro> lJ^r''0-me er havido um erpetaculu antes
Coola elle o teguinte ;
Eslava a rgreja chela de detolos qaa em grande
rumoro cnneorreramaCHe acto, e por consequencia
esialiam os rapares oor porto da senhoras ; mas o
.!l^t'Jq"eJre"<0 ^Ue M inoras ficassem mais
fTSTI ,,e ,,av,m. dirigio-se do seguin-
LrlTZw: "M.e,enhor"! relirai-vos, dai lu-
diftotoS.- "^ "**' 'nl'i'- elc--8 d*poi.
.X^irtJ 'i *enhor,r-conlin'",u- As aanhon.
e detall ^.mmo1fda8' qlntar a bonda-
me faiem, m,nhasH!nhoraj.( Que nlloncSo, qu. de-
ayo de bem servir ao bello seio '..I
Diz-me porem o /.,
qoe arada n*o se llnh
3
i sexo
. qoe somenle uma senhora
i enlalo, salistez o pedido do
inor, filie prava que todas .. oolras est.vao a
omroooo.
Ora, eo nao quero diseolpar os rapazes. pelo con-
trari, arto reprovaval o cosluma qoe teem de se
juntaren no p dassenhoras ; mas dessa vez, segun-
do me rtllrna o meu 7., creio que o digno prior ei-
cetleu-se tim pooeo.
Na tards desee dia cliegoo no porto o vapor iuglez
/ii/Ieman. que vinlia de soccorrer a barca franceza
Cuttavo If, que dnu a cosa noaarrecifes da praia
Marta TartaliH.A enlrada desea vapor cansou um
revnoaiilo em toda a cidade, em (oda a parle se fal-
lir, no vapor inglez... Veja o que faz a falla de
cjattrme t. Vm Vapor qoe enlroo no porto produzio
Kigotaaeaidmiracflo !
Tambera entrn nesse mesmo dia, o S. Saltador,
fjnte a seu bordo os doolores Anisio S. Car-
>d Ceuha, e Franehco. Jos Melra Jonior, qne
wamde.iu.renleiia na fortaleza do .bedello.
^oforain para lazareto por inda n.'io estar esta
ido. O nosao engeWialro (dizem- Julgava-o j.
P""*!; |*tqna asslrn o iIUbcou om rr.eslraco. que
ainiraiou azer a obra. Inexperieote ainda lia-ie
lajplhfait....
aTom aspr.hendiilaa peloguarda-mo. da airando.
IW"ti quo coadutiaa es Mgainies gane-
V-
podia chamar impostura, mal o mea Z diz, que as
e.i o ocloritam a pralicar d'essa forma, e por-
lant nao tenho outro remedio senlo pensar com
elle.
A ralla de diverlimenlos nesla nosia Ierra he bas-
tante sensivel, e vai do mal peior. D'antes linda-
mos o Apollo, que uma vez por outra dava-nos
orna neite de dislraujlo ; mas hoje nem isso lemos,
porque o me Z, que he leimoso, como om burro
acabou com socied.de, que havi. nesle thealro.
onde era uma influencia.
Dizem qoe elle quena representar de Galn, as
Horas vagas, com a respectiva dama, e como esla
nao quiz ar.quiescer aos seus desejos, projeclou acabar
com a /trica do Iheatro, e o que he verdade he que
consegu.o os seus intentos ; cusl.nda-lhe, porm,
esse goslinho um bom numero de mil ris.
Diz elle que mais vale um goslo, que quatro vln-
lens e tem moila razao... elle pode, o o dinh.iro
quando se faz foi para se gastar.
A proposito de dinheiro, ainda Ihe hei de pergen-
iar, o fim que se deu ao produelo de urnas loteras
que correram aqu a fillo de beneficiar cerlos san-
ios... ah. qoe se os santos fallassem, bom como as
icrejas... multas cousas diriam. M com o meu Z
nao, que he elle incapaz da, boas cousks.
Tornemos vacca fria, desse-me cerlo amigo,
que veio do Ceara, que tendo la se encontrado com
o Germano, esteII dissera, que tintn tencao de
vira iarahih.1, dar-nosalgumas representac/ies thea-
traes, se lal acontecer, estou persuadido que o Sr.
Uermano nao se arrepender desse passo, mormen-
le se vier em sua companhia a encantadora Manoel-
liti, que tanto furor causou-nos, anda no lempo
em quo haviam partidistas da Carolina, que reco-
nlierendo o mrito, nao davam o braco lorcer. Ho-
je todos aspiram o Ihe.lro, eo lempo he o melhor
possivel. Dos queira que venb. o Sr. Germano,
que desew que cerlos mocos qu* sement viram em
scena o Guimaraes, acredil.m qne ha coosa melhor
do que luizdtCamoct desempenhado por aquelle
actor. Collados! falIam com razao, porauo ainda
nao sahirnm da Parahlba.
Venho agora de oncunlrar oilo soldados e um n-
fenor, que percorrem as ras, beccos, etc., afim de,
sob a direccao do empregado competente, preveni-
rem que sejam transferidas aa tugidades que se en-
conlram por aquelles lugares, para os proprios de-
potitos dessas Immundicias. Por casualidade vinha
en .diente eellesalraz, e pensando cu que livess*
incorrido naquella pena, lomei os sapalos e exaroi-
nn-os ; mas felizmente, encontrei-os em estado de
limpeza ; e vi depois que aquella, patrulka hygie-
ne segua o seu caminho, sempre Uve grande
soslo.
Adeos, meu bom senhor.
Encheuie do dioheiro, e rasante de cuidados Ihe
deseja o
Escuna brasileiraTameoafarinha de trigo.
Imporlaca o.
Escuna nacional lamega, vinda do Rio de Janei-
ro, consignada a Novaes & Companhia, manifeslou
oseguinte: .
1 caixole livros ; a Lima Jnior & C.
fn,co,es cadeir,' I.'-O'aecos rarinlia de trigo,
\,tm saceos caf, 400 raizas sabao, 70 latas fumo, I
barril Imicinhn ; a ordem.
Brigue nacional ero, vlndodo Ass, consignado
aThomazde Aquino Fonseca Filho, manifeslou o
seguinle :
950 alqueires sal, 300 molhos palha ; a ordem
CONSULADO GKIIAL.
ISVm ''^'ia *MW*
dem do da 27....... 6mSl
-------------r
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimciilo do dial .35.
dem do di 27 .
2I:35331i
1 .'5819286
329001
ou seu procurador, acompanhados de folha corrid. e
mais documentos qoe cnteodercm convenienles.sen-
do lodos devidamenla sellados e instruidos, alm dis-
to, comcertidandeidade e do exame de sufllciencia
para que,'sendu informados, lenha depois seu enm-
pelenle destino.
Secretaria do tribonal do commercio da provincia
de Pernambuco 17 de julho de 1855. Maximiano
rrannsco Duarle, oflicial-mator interino.
O Illm. Sr. Dr. diere de polica manda fazer
puwicu paraconhecimenlo de quem possa inleressar
que na conrormidade das posturas addicionaea da
cmara municipal de 18 de julho findo, e regula-
menlo policial de 2do correnle mez, devem os do-
nos de coeheiras, bolieros e conductores dequalquer
velnoulo de conductao comprehendidos as citadas
posturas e regulamcnlo, apresentar-se nesta reparli-
Sao para serem convenientemente matriculados den-
o dj prazo de 30 dias a contar do dia 22 do pre-
sente mez. Secretaria de'polica de Pernambuco 20
do agosto de 1855.O prtneiro amanuense,
Jos Xavier Faustino Ramos.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernambuco aacca sobre
a praca da Babia, e contina a tomar
lettras sobre a do Bio de Janeiro. Ban-
co de Pernambuco 25 de junho de 1855.
O secretario da direccao, Joo Ignacio
de Medeiros Reg.
Tribunal do commercio.
Pela secretaria do tribunal do commercio desta
provlucia so faz publico, de ordem do Exm. Sr. de-
semhargadnr presidente do mesmo tribunal, que as
seosfles administrativas e jodici.iras do referido tri-
bunal, serio d'ora em diante as queras o sabbados
de cada aemana, quando nao forem das de guarda
ou feriados, e sendo-o, nos dias antecedentes aquel-
les, em virlnde do decreto n. 1626 de 2 do correnle
mez.
Secrelaria do tribunal do commercio da provincia
fie Pernambuco 21 de agosto de 2855. Ma.i imiano
/'ranrisco Duarle, ofticial maior merino.
ve-
te de seu carregamento prompto, o .
leiro hiate "Santo Antonio Triumpbo,
para o resto da carga epassageiros trata-
se om os consignatarios Novaes & Compaj-
nhia, na ra do Trapiclie n. o, oucomo
capitaona praca.
PARA 0 ARACATI
Segne al o fim da presente semana o bem conhe*
1:613287
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Itendimenlo do dia 1 a 25.....24:7219101
dem do dia 27.......1:3679457
26:0889561
CONSULADO PROVINCIAL.
Hendimentododia 1 a 25..... 32:8i"902j
dem do dia 27..... l:160j!H1
31:0079965
MOVIMENTO DO PORTO.
Coringa.
PIBLICACOES A PEDIDO.
EPCEDIO
Por occasiao da anorte do lilm. Sr. commendador
Francisco Paet Brrelo, natural do Cabo, pro-
prielano do engenho Mulinole, faUecUo no dia
l de julho d'tle anno,
Nio choremos essa morle,
Nfto choremos casos laes;
(.loando a Ierra perde um justo,
Conla um aojo o eo de mais.
O, Dias.
A plaa qne nasceu, cresceu no prado,
Qoe abrigo ao fatigado viandante
Tanto e tanto pre.-tou ;
A planta, cojo sazonado fruclo,
No galho bilnucando-se fneneiro,
Desejos desperloo...
Se abale-a o loHo, ae a chela a leva,
Desapparece, sim, porm saudades
Deixa nos corarles
Carpe-a o qtie froio-lhe a grata sombra ;
Carpe-a o qoe provou-lhe o doce fruclo;
Deixa recordarles I...
Tal o pi varo que caridoso
A' miseria proveo do qoe solida,
E o pronto Ih'estancou,
Se morra, na lembranca eterno fien
Do desgranado que esmolou-lhe porta
E a fome Ihe matou.
Sobre a Ierraseu nome aben^oado
Perpassa como o som indefinito
De om'harpa l dos cos!
E su'alma, du mundo destacada,
Vai fruir melhor vid.junio ao Ihrono
Luminoso de DEOS1
Morreste, varao sanio ; sim, roormte I
Mas, qoe vale eita vida (oda pena,
Toda gemido o dr ?
Tambem morre na vartea a flor singela;
A rola lambem perde o esposo charo:
Morreste como a 'flor!
Os diasqoe se passam nesle mondo,
Oulros lanos laureis fio n'oulra vida,
Se a DOS os consagroo :
O justo denn n trraonde nii, cabe !
E vai parante DEOS-gozar co'oi anjos
tremi que Icancou.
Morrer o jualol... nao: s morr. o impio,
Que a voz nunca, escaln do desgrasado,
O brido da razao |
Mai, aquelle nao morre; melhor vida
lia delernatruiralera da campa
Dos juslos na mamau.' '
O homem que cu.nprio de pai loso
Os sagrados deveresque a virlude
Antepoz ao prazer;
O homem qoe oslreou do mundo a senda...
E na lata rendidapode sempre
Sem tacillarvencer!
Nao morra, que seu nomo se transmute
Honroso a gente poslerasem mancha,
i Ilesotem labeo,
Emquaolo o eap'rito Iluminado paira
Em torno do solio corruscante, immemo
Do Senhor Dosno co.
Sim to vives reliz na elernidado
E na Ierra leo uome se desusa
Qual som d'harpa do eco !
Oh. reliz qnem vivenqual tu vivesle,
Do mundo as torpes sducc,oes vencendo,
Sera mancha, sem libo.
(Merecido ao Illm. Sr. capitao Manoel Joaqulm
Paos Barreta, pelo seu amigoJ, f, s, M,
Hospital portuguez.
Arabamoo de lar no Diario de Pernambuco n. 196
do da -X) do correnle agosto, a deliheraco lomada
pelos socios d gabinete por tugue: de leilura nesta
cidade, de fundar om hospital 1
Apraaiamo-noea volare dosso reconhocimenln ao
Illm. Sr. Dr. Jae de Almeida Soaresde Lima Bastos
director deqoell. soci.dade, por Uto til providencia;
congr.lulamo-nas desde ja com lodos aquellos que
enootrerem para te realiaar 13o nrcesiario estabole-
cimenlo.
Manoel Joaqnim da Silva Ribeiio, fiscal .da rregue-
gueiia de Sanio Antonio desta cidade do Recirc
elc. etc.
Tendo observado que, no obstante os muitos e
repelidos avisos quer por edilaei ueste Diarh, quer
em particular tenho teito, contina em muitas ras
t travessas desta freguezia o mo habito de se lan-
zar aguas das varandabaixo, e os escravos a despe-
jarem-n. lambem as testadas das casas em que rf-
sidera, e a depositaren) lijo e immundicias em qnal-
quer lugar, concorrendo destji sorle para que ditas
nas e travessas, apezar da assidua e continuada
limpeza, tejara sempre com lamas o liaos, pare-
cendo que Ul limpeza se no fez ; taco de novo pu-
blicar os arligos abaixn transcriptos, chamando a
altcncao dos moradores desta mesma rreguezla, para
suas disposiroea. cerlos de que farei elTecliva a mul-
ta contra semelhanles infraeces, uma vez que so
continunellas. Outro sim, Caco tambera sciente
que as vasllhas que conduzirenT as immundicias de-
verao ser eobertas, conforme dispoem o arl. 5 do
til. 5.
,, F*c*.MSo a freguezia de Sanio Antonio do
Kecife27 de agosto de 1855.O fiscal, Manoel Joa-
guim da Silva Ribeiro.
Posturas municipaet datte de junho de 1849.
TITULO III.
Art. 3. Nenhom morador lancar nem mandar
laucar as ras ou lugares pblicos, que nao forero
para cite fim desisnados.liios, immundicias on qual-
quer coosa que possa incommodar ou cansar damno
o publico : os infractores serBo multados em 29.
Arl. 5. Ninguem poder lancar agua limpa na
rna das varandas abazo do dia e mesmo a noite s
o podera fazer dapois das 11 horas : os infractores
-L d,mno 1ue causarem serao multados em
b9W0.
TITULO V.
Arl. 5. Depois qoe a cmara municipal designar
os lugares para nelles se fazer o deposilo das im-
mundiciai, os qne lanejreni fura desses lugares, e
presentemente as nao lancarem ao mar, pagaran a
mulla de 19. As vasilhas as" quaes se conduzirem
as immnndicias.serao eobertas, e lavadas depois do
despejo, o au se poderi fizer esle servico desde
as 7 horas da manha at as 9 da noile. Ezceplua-
e o despejo d'aiznas de lavagens de roupa, casa e
cozinha, assim como lambem o lizo.
Nados entrados no dia 27.
Liverpool38 dias, barca inaleza Miranda, de
336 toneladas, capilao James Lafam, equipagem
16, carga razendas e maii gneros ; a James Cra-
blrce A Companhia.
Finme36 das, brigue hamburgoez oBerlha, de
227 toneladas, capitao Willians Walker, equipa-
gem 11, carga farinha de trigo ; a Bieber & Com-
panhia.
Barcellonn e Malaga54 dias, e do ultimo porto 38,
sumaca hespanhola Carlota, de 125 toneladas,
capitao Jayme Maristanv. equipagem 11, carga
vmho e mais ^eneros ; a Aranaga <& Bryan.
Pluladelphia46 dias. brigue americano Thomaz
W.lloro, de 149 toneladas, capillo C. O. Hiorlh,
equipagem 8, carga farinha de trigo ; a Malheuf
Auslin & Cnmpanhia.
Navio sahido no metmo dia.
LisboaBrigue porlugnez Ribeiro, eapito Fran-
cisco Schmidt, carga assucar e mais gneros.
Tribunal do commercio.
Pela secrelaria do tribunal do commercio desta
proviucia se faz publico, para quo rhegne ao conhe-
cinienlo dos Srs.Eduard Hcnriqoe. Iliogo Foz, Luiz
Antonio Barboza de Britoe D. Joaquina Brazida da
Cruz Neves, afim de vircm yi mandaren) solicitar
as pelices ha muito despachadas no sentido em que
requereram, e entrega-las na mesma secretaria para
se fazerem as annotacOes requeridas e pagarem os
emolumentos respectivos, sem o que nao podem el-
las 1er devula evenir .o.
Secretaria do tribunal do commercio da provincia
de Pernambuco27 do agosto de INV>.Ma.iimiano
Francisco Duarle, oflicial maior interino.
cido luate Capibaribe, meslre Antonio Jos Vianna:
para 6 resto da carga ou passageiros tria-se na ru.
do Vigario n. 5.
LEILOES
THEATRO
EDITAES.
DECLARACO'ES.
O Illm. Sr. capitao do porto, em observancia
de quanto Ihe ordenou o Ezm. Sr. presdeme da
provincia, em ofilcio com data de hornero, em refe-
rencia ao aviso da reparthjao da marinha do 1. do
correnle mez, manda razer publico, para conheci-
menlo de quem posa inleressar, a copia da Iradnc-
rao da nolilicacao feila por parle do governo brlan
meo do bloqueio posto a cerlos porlos russos no Bl-
tico, pelas esquadras .lijadas da Franca e Inglaterra
Capilania do porto do Pernambuco 15 de agoito de
1855.O secretario,
Alezandre Rodrigues dos Anjos.
Nao lendo apparecido concurrentes para o fer-
neeimenlo deviveres annunciadopara fernecimcnlo
das pracas do batalhao 2 de infernara, de novo man-
da o conseiho administrativo do mesmo batalhao an-
uunciar que precisa cqnlralar para fernecimenlo das
pracas do dito batalhao em os mezes de setembro a
dezembro do correnle anno, os genero, seguintes :
carne secca, carne verde, feriaba de mandioca, ar-
roz, reijao, toucinho, sal, bacalho, azeite doce, vi-
egre, lenha em adas, sasucar bronco, cafe em
grao, devendo ser todos os gneros de priraeira qua-
lidade, e poslos no quartel : as pessoas que qnize-
rem fornecer dirijan) suas propostas em cartas fecha-
das a secretaria do batalhao al odia 28 do corren!
Quartel no hospicio em Pernambuco 25 de agosto
ent895' GahrM e Souza Ge, leneoe a-
Tendo aido designado o dia 28 do correnle para
'cr lugar o aprescnlae,ao por parte de Bento Candido
M Aloraos, administrador da massa fallida-de Viclo-
S2 &J}t?rJ""'JdM re,Pecl>as contas na ferma do
artigo 808 do cdigo commerdal e artigo 170 do de-
creto n. 738 de 2o de novembro de 1850, pelo pra-
sento sao convocados lodos os credores da mesma
massa para que comparecen) no dia indicado, na casa
do Exm. Dr. joiz ife direito especial do commercio,
as 10 horas da manhaa, para que sendo approvadas
as referidas conlas oblenha aquella adminislracao a
compleme qo.lacao. Cidade do Recife 23 de agos-
to da 1855.O eicrivao interino do commercio
Francisco Ign.cio de Torres Band'eira.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conseiho administrativo lem de comrar os se-
guintes objectos :
Para a escola do primeiras ledras do 9.o batalhao de
infentaria.
Livro para matricula com 200 fallas, 1 papel .1-
mac,o, resmas 6 ; pennas de aanco, 400 ; caniveles,
tinta prela, garrafes 6 ; lapis, 72 ; areia prela,
" 6 ; colleccao de carias para principi.nles,
exemplare. 20 ; laboadas, exemplares 20 ; gramma-
tlca porlugueza por Monte ultima edicrao, exempla-
res 6 ; paulas. 6 ; exampiares de escripia ou trasla-
dos cursivo, 20.
Provimento dos armazans do arsenal.
Mein loDa ou brim da Ruasia bem encorpado nara
moxilas, vari 1,000 brim branco liso para ombor-
uaes e saceos para marrailOes, varai 1,000: arcoide
ferro de polegada e mcia, feixesS.
Quem os quizer vender aprsente ai suas p'ropnslas
em carta fechada na secrelaria do cooselho .s 10 ho-
ras do da 28 do corrate mez.
Secrelaria do eoWlho.dministrativo para ferne-
en-ncnlo do arsenal de guerra22doagoilode 1855.
Jote de Brito Inglez, coronel presidente. Bernar-
do Pereira do Carmo Jnior, vogal e secre-
(sriOa
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
O Exm. Sr. deiernbargador presidente do tribunal
do commercio desta proviucia, manda fazer pnhllco,
que leudo de ser prvidos os doui oilcioa de escri-
vites de .pptIlatSes e aggravos do referido tribunal,
creados pelo rcgulamenlo n. 1597 do 1- demaio do
corrente anno, convida os pretcndentei a apresenla-
rem-se na secretaria do mesmo tribunal com seus
requer menlos, oo prazo de 60 di.a, a contar da pu-
biicacao deileedital, datados e asaigoados pela parte
A Beneficiada
Lisboa.
Res.
Jorge.
Sebastio.
Ko/. endo.
Lima.
Alves.
N. N.
N. N.
DE
sr. is i i.i i,
QtARTA-FEIRA 29 DE AGOSTO DE 1855.
Beneficio da primeira actriz D. Mari. Leopoldina,
Consedido pelo fe'xm. Sr. presidente da provincia.
Subir* scena pela primeira vez nesle Iheatro o
drama em 3 actos
ou
UM DUELO NO TEMPO DOCARDEAL
DE RICHELIEU.
Pertonagens. Ot Sr.
Mara de Rohan-Monbazson, viu-
va do Coudestavcl de Luynos. .
O Conde de Chalis, valido de
Luiz XIII....... .
O Duque de Chevreos*. .
Armando de Relz, abbade de
Condi.........
Fiesque, capilao das guardas do
Caldeal. x.'......
Suze. (.ortezao...... .
Ualagnier. dilo.......
Aubry, secretario do con de de
Chalis. ,......
Um criado do duque.....
Um porfeiro do rei.....
Senhores da corte, criados do duque, soldados de
polica.
Este drema bem conhedido pela opera do mesmo
nome, lem sido represerflado nos primeiros Ihealros
da Europa, e accolhido sempre com geraes applau-
ios dos especlsdorea.
Seguir-se-lu a primeira representarlo do drama
em 1 acto escriplo por Scribe.
0 DEDO DE DOS.
Escusado he .tecer elogios i| obras de Eugenio
Scribe, ellas sao bem conhecid.i, principalmente no
que diz respetlo.a lilteralura dramtica : com ludo
chamamos a attencao do publico sobre este pequi-no
drama, digno por sua moralidade, de ser oVivido e
commenlado por todas as classes sociaos. A bene-
ficiada, eert de effeito maravilhoso que elle pro-
duzira om lodos os espirilos, quiz ornar o sau espec-
tculo com mais este mimo de um dosrimeiros
dramaturgos da Franca.
Terminara o espectculo, pedido do muitas pes-
soas, com a graciosa ferca do Sr. Penna :
OJUDAS EM SABBADO DE ALLELUIA.
O papel de Maneota ser desempenhado pela be-
neficiada.
A beneficiad, agradece extremamente ao Exm.
Sr. conselheiro presidente da provincia, e a Illm.>
directora do thealro, por Ihe haverein concedido a
casa para este beneficio; bem como aos sescompi-
nheiros qoe gratuitamente se prestan) a obsequiada
uesla noile.
Tambem agradece a beneficiada ao respeilavel pu-
blico a coadjuvacao que se dlgnar preslar-lhe, pelo
q no se confess.ra sempre agradecida.
Principiar as 8 horas.
O bilhelea de camarotes, cadeiras e platea estao
venda em casa da beneficiada, no paleo do Tamizo.
Sbciedade Dramtica Emprezaria.
BENEFICIO E
LUIZ ANTONIO. I0TEII0.
[Concedido pelo Exm. Sr, preildente da provincia.)
SEXTA-FEIRA 31 DE AGOSTO DE 1855.
Depois de uma eicolhida ouverlura. representar*
se-ha a sempre applaodida comedia em 3 actos, or-
nada de msica, composli;ao do insigne escriptor
brasileiro, o Sr. Dr. Macedo,
0 PHABTASHA BRANCO.
Segur-aa-ha a represenlac,ao do engranado vau-
Joao de Ncpomnceno Augusto de Araojo fani
leilao por niLTvenrao do aaenle Burja, da sua
taberna sila na ra Imperial n. 47, consislindo na
armaco e gneros existentes na mesma : sexta feira
31 do correnle, as II horas em ponto.
Oagcnte Borja fer leiliin em seu armazem, na
ra do Collegion. 15, consislindo em diversas obras
de marcineria de diversas qualidades, obras de ouro
e prela, objetos de vidro e porcelana, para anfeitede
salla, coulros muitos objectos de dtfferenles quali-
dades que se acharSo patentes no mesmo armazem,
o uma grande porras de inarroquim de dilferenles
cores: quinta feira, 29do correnle, ai 10 horas.
Aranaga & Bryan,
consignatarios da polaca hespanhola Mathilde, ca-
pilao Herminio Rabassa, larao leilao no dia 31 do
correnle ao meio dia, i portada associaran eommer-
cial Beneficenle, por intervciico do age'nte Roberls,
em presenia do Sr. vice-consui de Hcspanlia, e por
coma e risco de quem pertencer, do casco, maslros,
vergas, cordoalha, correnle, ancoras, veame e
mais apparelhoeperlences da dita polaca, 1.1 qual
e acha ancorada neste porto aonde os prelendenles
podem examina-la com antecipaciin, lendo sido le-
galmenle enndomnada por causa d'agua aberla, na
sua recente viagem de Montevideo ao Canal de In-
glaterra para receber ordens.
Por ordem do Illm. Sr. inspector da alfendega
desta cidade, por conta e risco de quem pertencer e
por inlervencao do agente Olivelra, se conlnuar
o leilao das fazeudas avarladas de agua salgada, me-
nos deterioradas do que as vendidas nos leiles ante-
riores, salvadas de bordo da barca Tranceza Gustavo
II; o igualmente dos maitareos, vergas, vellame,
cordoalha eobjectqs -diversos, bem come dos sobre-
saliles da dita barca : quarla-fcira 29 do corrente
as 10 horas da manhaa,' noi armazens da dila alfan-
dega.
Barroca $ Caslro far.lo leilao, por inlervencao
do agente Oliveira, de um completo sortimenlo'de
.razendas inglezas de algedao, linho, laa e seda, te-
das proprias desle mercado, e recentemenle despi-
chadas: no da qnarla-feira 29 doeorrente pelas 10
horai da manhaa. no seu armazem da ra da Cudria
do Recife n. 4.
AVISOS DIVERSOS.
THEATRO DE SANTA ISABEL.
No dai 29 do crrenle vai a scena |em beneficio
da aclrz Mana Leopoldina Ribeiro Sanches. o cele-
bre drama Mara de Rohan, ou o duello no lem-
po do rardeal de Richilieu, que tem sido represen-
tado nos principaes Ihealros da Europa, e merecido
grandes e eslronddoi applausos. Esperamos que
enlre nos, nao menos entliusiaslicamcnle seja aco-
liudaiao bella producto do engenho humano, a
par do tlenlo extraordinario que de ha muito dis-
tingue lao singular artista, esta estrella rutilante
qne apparecendo no horisonle theatral, caminha
ovante e sobranceira para o apogeu da gloria. E
pois confiamos que leus numerosos admiradores con^
corram a applaudir mais esla vez, nao s aos cafar-
eos, e extraordinarias despezas, embarazos e fadigas
com que lutara a beneficiada para nos apreseniar
Uto singular cumposicllo, como de relribuirem com
eas generosas offertas, o mrito devidu a (ao encan-
tador, alriz.
A platea.
Precisa-sede uma ama para o servico nter no*
de orna casa de ponca familia : no aterro da Bua-
Vista n. 78.
Tintureiro.
O linloreiro da ra do Hort.s n. 9, avis. a (odas
as pessoas que tem obra p.ra Uncir ha mezes e an-
uos, que no prazo de 8 dias vio buscar, quando
nao as vai vender para pagamente.
Alaga-se uma ama para todo o servico de uma
casa, e lambem engomma, sendo casa de homemsol-
teiro ou pouca familia : dinja-se na do Santa
I hereza n. 7;
LOTERA DO GYMNASIO PERNAM-
BUCANO.
AOS 6:000<, 3:000# E i :000.S'.
Ocauleliita Antonio Jos Rodrigues de Souza J-
nior avisa ao respeilavel publico, que as rodas da
ultima parte da patjnieira desta lotera andam im-
prete.ivelracnle quarl.-feira, 12 de setembro. To-
do os seu. bilhetere camelr iffo pagos sem descon-
t algum, o qoaes acham-ie venda na-nrar. da
Independencia, lujas ns. 4, 13, 15 n 40; ra Direila
n. 13; travessa do Rosario n. 18 C ; aterro da Boa-
Vista n. 72 A. e na ra da Praia, loja de razendas.
6:13008000
,3:0009000
1:5009000
1:2009000
7509000
fi00-50(XI
3009000
Bilheles Meios 2W00 Recebe por inleiro
Quarlos 19500 o <
Quintos 19200 '
Oitavos 760
Decimos 640
Vigsimos 340
deville
-,.
artos,
OU
2
libras
0 ECCLYPSE DE .821.
Ordem do espectculo.
1. Iiiimceucio. | 2. Phanlasma.
O beneficiado esper. toda a concorrencia ao seo
espectculo, viste ha muito lempo nao ter incom-
modado o generoso publico desla cidade, eaer lam-
ben, esla a ultima vez que lenciona incommoda-lu
em beneficio seu.
AVISOS MABITdos


BAHA.
Vni seguir com brevidade o hiate brasileiro For-
tuna, meslre Joaquim Jos Silvoira ; para o resto
da carga Irata-se com os consignatarios A. de A. Co-
mes & Companhia, n. ruado Trapicha n. 16, segun-
do andar, ou com o meslre no trapiche do algedao.
Par. o Rio de Janeiro senue com brevidade o
brigue brasileiro Damao, de primeira marcha, for-
rado e pregado de cobre ; par. escravos e passagei-
ros, trala-se coro o consignatario Jos Joaquim Djas
Fernaudes, ou com o capilao na praca.
PARA LISBOA
o brigue porlpguez Viajante pretende seguir im-
preterivelmcnte, no dia 12 de letembro, por lera
maior parle da carga prompla: quem nelle quizer
carregar o reste da carga ou ir do passagem, diri-
Ja-se aos contigua (arios Thomaz de Aquino Fonse-
ca & Filho, ou ao capilao, o Sr. Manoel doi
Sanios.
Real Companhia de Piu|iietes Inglezea a
Vapor.
No fim do mez
ospera-se da
Europa um dos
vapores da Rea l
Companhia, o
qual depois da
demora do cos-
ime seguir
para os porlos
do sul: para
passageiros, ele, Irala-se com os agentes Adamson
lio e S C, ra do Trapiche-Novo n. 42.
Pata Maceio sahira nesles dias a barrara Lan-
renlina, por lar grande parte de seu carregamente
prompto ; pera o reilo, Irata-se na roa da Cadeia do
Recife n. .56, ou com o meslre no trapiche do al-
godAo.
Para uma viagem deste porte para segnir aos
do Rio da Prata, precisa-so de um oflicial nutico,
que lenha carta de piloto da academia do imperio :
quem em laes circuraslanclas se adiar habilitado, e
se queira contratar, pode diriair-se n ra da Crnz
n. 3, escriplorio de Amorini Ii-raaos j Companhia.
Para o Rio de Janeiro segu com muila bre-
vidade o patacho nacional Amazonas, o qual lem
parte de seu carregamtnlo prompto ; para o reste o
eseravos a Trele, Irala-se com Anlonio Loiz de Oli-
veira Azevedo, roa da Cruz n. 1.
PARA A BAHA
alie com milita brevidade por ter par-
O mesmo c.alelisla cima declara, que s se obri-
ga a pagar os oilo por cenlo do imposto geral em seus
ditos bilhetes inteiros, devendo o possuidor receber
do Sr. (hesoureiro o seu respectivo premio.
Estabelecimentos de caridade.
Salnsli.no de Aquino Ferreira offerece gratuita-
mente ao hospital Pedro II a melado dos premios
que salitrera noi 4 bilhetes inteiros ns. 2281, 2297,
2460 e 2734 da quarta parle da primeira lotera do
(j> mnasio Pernambucano.
Faco scienle ao respeilavel publico, que sendo
eu doenle de erysipella, qoe sempr. dava-me, man-
dei examinar pelo Sr. Beulo Barboza Cordeiro, mo-
rador no paleo do Terjo u. 43, o qual curoa-me ha
(res anuos, assim como tambem curou a dous mais
condecidos, e estamos perfeil.menle boni.
Manoel Jorge da Silva Jnior.
l'rerisa-sc para casa de um homem vinvo e
sem familia, alugar uma escrava de mcia idade, em-
hora nao tenha habilidades, com lano que saiba com-
prar e feaer o maii servico interno de um. casa : na
ra Nova o. 58, segnnao andar. '
Precisa-se de um oflicial do pharmacia : na
prata da Boa-Visla n. 32.
Francisca Lina de Olivelra Sanios, professora
particular do primeiro grao elementar, moradora na
ra do Amorim n. 50, participa am pais do familia
qoe de novo abre sua aula oo dia 3 de setembro
prximo futuro.
Precisn-sc de urna ama ferra ou captiva, que
saiba bem cozinhar e engommar : na roa da Moeda
n. 2.
Joo Henriqae Pereira relira-ae para o Rio do
Janeiro. ,
Empalha-se loda a qnaliil.de de obras, (ante
marquezas como cadeiras, com palha muilo alva,
com muila perfeicao e presteza, a mais em ennla do
que em oulra gualqocr parle : na ra das Larangci-
ras n. 28.
Precisa-se ile um rapaz de 12 a 16 annos para
caixeiro de uma botica, e c liver principio de phar-
macia he preferivel: na ra estrella do Rosario, bo-
tica defrontc da ra das Larangeiras ir. 23,
Panorama.
TERCEIBA EXPOSICAO'
FRKDK LEMBCKE.
Tem a honra de avisar ao respeilavd publioo, que
hoje terca feira 28 do correnle, vai eipor novas vis-
las que nesla provincia ainda se nao lem visto : na
ra da Cadeia confronte ao convenio de S. Francisco,
que sao as seguintes :
Rio de Janeiro vista do monte da Coeceicao.
A correlo de agua em Petropoljs Daraaratio,
visto em noite de loar.
Sebastopol.
Incendio o tomada de Kertch no mar Azorf.
A batalha no interior dai trincheiras da torre do
Malacoff na Russia.
Balaclava, pussrs-So dos alliados.
Bombardeamenlo de Sebastopol.
Tyros na Asia pequea.
O preco he 500 reis cada pessoa, aclia-se abarlo
das ti s 9 da noile.
Ahtga-se uma excellente casa terrea
nova, com a sala da frente assoalhada,
com quintal e cacimba c bastantas commo-
dot para familia, ita no becco do Vieip,
em Fra de Portas: a tratar na ra do Amo-
rim, casa deTasso Irmao.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acham-sen^venda os novos bilhetes da
lotera 4- do' tiieatrode San-Pedro de Al-
cantara, que devia correr a 18 do pre-
sente ; as listas se esperam pelo vapor
brasileii-o do dia 31 do corrente em dian-
te: os premios serao pagos, depois que se
tenham distribuido as mesmas listas.
Precisa-se de um. ama forra que coza e en-
gomme, preferindo-se porlugueza : no paleo do Hos-
pital n. 29, por cima da cocheira.
O tabelliao Francisco de Salles da Cos-
ta Monteiro, mudou o seu escriptrio da
ra das Cruz.es, para a ra estreita do Ro-
sario n. 15, e ah podera' ser procurado.
Precisa-se da um caixeiro que lenha praliea de
taberna: as Cinco PootM d. 93.
Os abaixo assignados, cautelistas de
bilhetes de loteras, estabelecidos e bem
confluidos nesta cidade, julgam de seu de-
ver responder' declaracodoSr. thesou-
reiro das loteras Francisco Antonio de
Oliveira, inserta no Liberal Pernam-
bucano n.- 861 de 24 de agosto corren-
te e Diario de PernamBuco n. 193 do
mesmo dia, que elles nao uveram inten-
(o de ofender a S- S., na publicacao
dos annuncios que fizeram no mesmo
Libej-al Pernambucano n. 860 de 25
do corrente, e no Diario de Pernambu-
co n. 194 de 23 do mesmo mez, e so-
mente dar uma resposta cabal aoVolun-
tariodo Liberal Pernambucano n.
8>8 d 21 deste mez, que na (irme crenca
de marear o crdito e reputacao dos abai-
xo assignados, nao duvidou arriscar a
proposicuode que por falta de pagamen-
to da parte dos abaixo assignados, que
compravam bilhetes fiados ao Sr. thesou-
retro das loterins, he queS. S. nao podia
entregaras partes que pertencem aos
beneficiados, pelas mesmas loterias.
Com elleto, os abaivo assignados nada
devem de compra de bilhetes das loterias ao
Sr. Francisco Antonio d'Olivera, pois que
sempre teem camprido os seus compro-
missos, pagando em tempo os vales que
Ihe teem passado; e. se aliancaram que
nunca compraram bilhetes liados, he por-
que, como homens do commercio, enten-
dem, que comprar bilhetes com prazo de
5,9, 12 e 15 dias, dando ao Sr. thesou-
reiro vales dessa importancia, que foram
sempree constantemente pagos no dia de
seu vencimenlo, e que podiam ser nego-
ciados e gyrar no commercio, nao be com-
prar liado, nem collocar S. S. na posicao
de nao poder entregarnos beneficiados'os
productos das loterias, que por lei lhes
pertence, accrescendo ainda para mas
completa defeza dos abaixo assignados,
que esses vales eram sempre passados para l
poca muito anterior a'extraccao das lo-
terias, de cujos bilhetes eram elle a pa-
ga, e que sempre foram saldados antes
dessa evtraccao.
Quanto ao pedido, que faz o Sr. the-
soureiro das loterias, para que os abaixo
assignados se oceupem de seus al fazer es,
os abaixo assignados respondem, que sem-
pre assim o iizeram, quer antes, quer de-
pois, que adoptaram o genero de com-
mercio, a que se dedcam, empreando
todos os esforcos, afim de que o publico
delles se nao queixe; e como os pedidos
a ninguem devem offender, mrmente
qando innocentes c bem intencionados,
por seu turno os abaixo assignados tam-
bem pedem, que oSr. thesoureiro das lo-
teras se oceupe dqs seus a I fazer es. Re-
cife 25 de agosto de 1855.Antonio Jos
Rodrigues de Souza Jnior.Salustiano
de Aquino Ferreira.
O cautelista Salustiano de Aquino
Ferreira oll'erece gratuitamente a' com-
missao encarrgada da obra do portao de
ferro da veneravel Ordem Terceira do
Carmo, a metade da sorte que sabir no
quatro bilhetes inteiros ns. 194T, 2707,
2760 e 276 i, da quarta parte du pri-
meira lotera do Gymnasio Pernambuca-
no, devendo a mesma commissao vir re-
celnjr, logo que saia a lista geral.
Adverte-se as pessoas que anda tive-
rem contas a reclamar, concernenles aos
salvados da batea franceza GUSTAVO II,
naufragada eWTfrTa Farinha, hajam de
apresenta-lasate'o dia 5 de setembro pr-
ximo, em casa de J. R. LasserreA C, de-
poisdo qual nao sera' admittida reclama-
cao alguma. Pernambuco 27 de agosto
de 1855.
AM4 DE LEITE.
Precisa-se de uma ama forra ou cap-
tiva, com bom lete e paga-se bem : no
aterro da Roa-Vista n. 48.
Diz Domingos Jos Alfonso Alvos, que tem
apartado a sociedade qne linha com Thomaz. Alves
de Carvalho, na taberna, sita na ra do torilinh a.
4, sendo a firma de hoje em diante do socio Domin-
gos Jos Alfonso Alves.
Guardas sol echuva para meninas esenho-
ras, imitando a seda a 800 rs. cada um.
Acham-se a venda na loja de miudezas em frente
do Livramenlo uns lindos chapeos de sol com pe-
qoeno loque de avaria a S00 rs. cada om, muilo pro-
prios para livrar do ardor do sol no tempo prsenle,
venham a elles freguezes que he pechincha. a
mesma loja conlinoa a haver tercos engraz;idos a
100,120,200 e 240 cada uro.
Precisa-se de uma ama para, uma
casa de pouca familia, paira engommar e
cozinhar : a tratar em Fora de Portas, na
ra doGuararapes por cima da padara.
Manoel Jos da Silva Hraga preten-
de vender algum terreno do seu sitio, que
tem a frente para a rita Real, e fundo pa-
ra o terreno do Sr. Herculano Alves da
Silva : os pretendentes podem entender-
se como propt ietario, para designarem a
eAtensao que precisam, e ajustarem-se
quanto ao preco, o qualj sera' regulado
por cada palmo de frente.
Candido Jos Lisboa, a litigo disc-
pulo do Sr. padre Joaquim Raphael da
Silva, approvado pelo lycu desta cidade,
com pratica deensinar, da' lices de la-
tm : na ra d'Apollo n. 21.
Aluga-se om silio bem plantado com cana de
morada de pouca familia, pelo diminuto prec > de
IO9OOO menaaes : a pessoa que pretender, dirija-se
junto a matriz nova de S. Jos, casa n. 5, que acha-
r com quem tratar.
Aluga-ae uma casa terrea muilo grande, com
7quarlos, 2 salas e eozlnha, na ra dos Coelhns n.
13 ; quem quizer ver, procure a chave na mesma
ra n. 11, e a tratar, na ra do Queimado, loja n. 10.
Precisa-se de uma ama forra, que saiba bem
engommar, lavar e cozinhar, para orna casa de pou-
ca familia : na ra das Cruaea n. 28, primeiro andar.
D. Angel (Jaslodia do Sacramento, viuva de
Jos Andr de Oliveira, est procedendo a inventa-
rio do sen casal no juizo dos orphaos desta cidade,
escrivao Brito, e avisa as pessoas que se julgarem
credores do mesmo casal, qne he lempo de aprsen-
la rem no dito juizo seos crditos legalisados, afim de
serem reronhecidos pelos herdeiros e aflendidos pa-
ra se Ibes dar pagamento.
Desappareceii no dia 20 do correnle uma pre-
la de nome Catnarina, com os signaes seguintes :
bem parecida, de boa estatura, cheia do corpo, lem
os olhos um tanto pequeos, falla-llie denles: quem
a apprehcnder leve-a em Santo Amaro, na casa oude
morou o Sr. Viegas, a seu senhor Carlos Augaslo
l.ins de Souza, que ser recompensado.
No dia 28, as 11 horas, na sala das audiencias,
depois de linda a do Sr. Dr. joiz de ausentes, se ha
de arrematar nm sobrado de om andar, silo na rna
Imperial n. 92, chao proprio, com 34 palmos de
trente, 79 de Tundo e mais 252 para quintal, perten-
ecido a lieriiuc.i j cenle do finado Antonio* da Trin-
dade.
Na audiencia do Dr. juiz municipal da segun-
da vara no dia 21. do corrente mez, lem de serem
arrematadas por venda um eseravo crioulo, moco, e
robusto, e uma) joias de prata, por exerticAo de Pler-
re Piche contra Americo Jansen Telles da Silva Lo-
bo, lendo lugar a arremataran na porta da Asa da
residencia do mesmo Dr. juiz municipal, depois da
audiencia, por ser a ultima praca.
O fiscal da freguezia de Sanio Anlonio mudou
sua residencia d. roa do Kangcl para o paleo do
Carmo, sobrado n. 3, por cima da botica.
tsr A pessoa que tiver uma flauta de bano pra-
teada e com 4 chaves, qoerendo-a vender por necis-
idade, annuncie a sua morada para ser procurada.
O abaizu assignado, capilao do brigue ame'i-
cano ynble, taz sciente ao publico, qoe nao se n-s-
ponsabilisa por divida alguma qoe a sua Iripolacao
e pilotos lizerem.Marcas I.insdburg.
Scula-foira, 17 do eorrenle, desappareceu da
casa do meslre marcineiroCvpriano, morador na roa
da uia, um menino por nome Manoel Pinto Santia-
go, idade 12 annos, edr bastante Irgueira, filho le-
gitimo de Manoel Pinte Bahia, morador na rna da
Concordia n. 12 : roga-se n autoridades policiaei a
apprehensao do mesmo menino, e proleata-se contra
qualquer pesapa qoe o teoha acontado em sea poder.
Desappareceu no dia 16 do corrate a escrava
de nome Marcelina, de nato Angola, representa ter
25 anuo, ollioj grandes, nariz afilado, ber,oi dobrados, lem
um deleito no p direilo ; levou venido cr de cal,
rom palma brancas, panno da Coala, um cordao do
retroi, preto no pesroco, he vendedora de pao-de-l,
outr 11ra btalas, quando Talla he muilo regrista, lem
sido encontrada na Caponga e na roa do Mundo No-
vo i-oga-se aa autoridades policiaca e capules de
carap, ou qualquer pessoa do povo, de apprehende-
. a roa Dir*,u D- 75> I0 erao generosa-
mente recompensados.
1 ~w*Srei ^.nlonio avise que a lellra pausada a
ose Mara de Vasconcello Boorbon aos 20 de jolho
de 18oi, com o prazo de 13 mzes, e na qual figura
a sua firma uo valor dt 10:0O0O00, e.t sjeita i le-
ligio, e he impugnada a su. legitlmidade, eom o
justo landaraenlo que consta du exame que requeren
eseffzperanle o Ezm. Sr. joiz do commercio, e
pretende convencer de que he falsa, afim de qu se
nao Ta;a transaccao alguma acerca della, o que Taz
publio, para que pessoa alguma se soecorra a igno-
rancia. ~
A luga-se a loja do sobrado da roa Direila n.
93, com armario para taberna ou tem ella, Taz-se
lodo o negocio a vontade do pretndeme : 'a tratar
no segundo andar do mesmo sobrado.
Um estrangeiro deseja alosar uma casa que
tenha ommodidades para familia e quiolal tomivel
parajardim, que esteja perlo do Recife ou mesmo
nos balrros de Sanio Anlonio ou Boa-Vista: qoem
liver annuncie.
Na dia 29 do corrente estar em praca, no pa-
to da cimanr municipal desla cidade, para ser arre-
matada por quem mais der, a madeira do pioho que
foi do simples da .rapella, avaliada em 375 ; aaaim
como a obra da estrada nova pafa a Tregueiia da
Varzea : quem qui/.er eiamioar a madaira, dirija-se
ao cemilerio a fallar cora o respectivo admiuistrador.
N.-i ra do Vigario 11. 7, ha pm alugar s-
callenle cozinheiro.
Aluga-se um prelo para conduzlr'rateada :
quem lirer para alugar, dirija-se rna do Oueima-
do n. 7.
lia pessoa convenienle
oflernce-se para leccionare
mente-
aro algn
litada,
m eotlegio
00 ciuis particular, arillimetiea.gramraali-
ca p'ilosopliica, francez, rhelorica egengra-
phia ; protesta bom czercicio em qualquer
destai disciplinas, mediante om mdico esli-
JK pendo : na ra do Camarao n. 3.
S88XiWSE**J
Bilheles
Meios
Tercos
Quarlna
Oitavos
Decimos
Vigsimos
59800 Recebe
29800 >
2*00 a
19440
720 . a
600 D
320
Sacca-se qualquer quantia sobiea
praca do Rio de Janeiro, com toda ae-
guranca : na ra do Trapiche, n. 40, se-
gundo andar.
O Dr. Ribeiro, medico, contina a residir Va
roa da Cruz do Recife n. 49, secundo andar.
LOTERA da PROVINCIA.
Os canlclistas Oliveira Jnior <& Companhia avi-
san) ao re ipeitavel publico, que pela primeira vez
tem ezpoiito i venda os seus bilhetes e catelas da
ullima parte da primeira loleria do Gymnasio Per-
nambucanu. as tojas abaiio declaradas : roa da
Cadeia ns. 9 e50 ;-rua do Collegio n. 15 ; ra do
Oneimado n. 63; roa do Rosario n. 30 ; aterro da
Boa-Visla n. 16. Declarara que os bilhetes inteiros
em originaes sao pagos sem descont, e qoe as cau
telas soflrcm o descont dos oito por cent na frm
da lei.
6:000OUO
2:7601000
l:fs40000
1:3801000
6908000
553*000
2761000
OSr. Francisco Solter de Kigneiredo Caff0
queira procurar na ra do Qneimado n. 35a Joa-
quim Lui7 dos Sanios, para realisar o debito que
conlrahw 110 Kio Grande do Sol com Narciso Jos
Ferreirt
virgilina Pacheco de Medeiros declara as pes-
soas que tiveram Iransacrses eom o seu finado ma-
ndo Joao Pacheco de Queiroga Jnior, lano antes
como depois do seo casamente, e pelo qoe exblezn
dividas, nmas anteriores ao matrimonio e oulras
contrahida* na constancia do mesmo, que o dito aeu
marido nao deizu bens alguna, a ponto de nao 1er
a abaixo iinnunciante de que razer inventaro ; e
para que em tempo algara nao seja incoromodada,
corajo lendo sahido sem cousa alguma do seu casal,
Taz a presente declara cae, afim de chegar ao couhe-
cimenlO de lodos. Recite 24 de agosto de 1855.
Virgilina Pacheco" de Medeiros.
No aterro da Boa-Vida o. 11, loja de Tunilhei-
ro hancez, precisa-se alugar um preto de 12 a 14
annoside idnde, para o servico da loja.
Aluga-se uma casa terrea na ra do Pilar n.
108,com bastantes rommddos: a Ira lar na roa do
(Jueimado u. 6, lerceiro andar.
assim;i\i;ao gomhekcial
BENEFICE^lTE.
Sao convidados os socios a reuniao da
assembla geraL. que deve ter lugar no dia
28 do corrente.Sna sala das sessesda mes-
ma associacao para se nomeai em os novos
directores ; nesta reuniao se votai a'com
as pessoas presentes, de conformidade com
os estatutos.
.ULTIMO GOSTO.
Saochegailos a praca da Independencia ns. 2*
30, loja de Joaquim de Oliveira Maia, chapeos de
castor brancj, ultimo Rosto, de muilo elegantes tr-
mas e bonif cor, e visla de seu mdico^
ninguem deizara de comprar.
Alugan.-se o lerceiro e qoarlo andares da ca-
sa do largo da Assembla n. 12 : a rilar cesa Joc
Joaquim Diis Fernandos, oa roa da Cadeia do Re-
cife.
, SERINHAEM.
O abaixo assignado vende o engenho Brilhaale,'
muilo bom d'agna e de Ierras, moe copeiro, muila
peito do eml arque e do Rio-Formoso : vende-se oa
permula-ee por um sitio porto desla praca : qoem
pretender, dirija-se ao engenho Tellia, porto do mes-
rao engenho Brilhanle, que ambos sSo do mesara
dono, oa i ra Direira n. 65.
Jo3o (dimaco Fernandes Ccvalcanii.
frecisa-se alugar uma prela engommadeira
outra quiiauccira : na ra da Senzala Velha n. 124,
primeiro andar.
Jardim publico em Pernambuco, ra da
Soledade n. 70.
He prohibid a enlrada a quem iraz caniveles oc-
cultos ; e adverle-se a estes senhores freguezes, que
se nao quizerrm passar por desgosto, deizem em ca-
sa seus canivetinhos, pois que no se ignora quem
elles sao ; tambem nSo he perraitlido colher florea
sem consenliniento de sen dono, o quo nem mesmo
os morios comenten) em sen jardim de Sanio Ama-
ro ; mas s he admittido ver e chairar, nao he muito
pouco, e barato pelo precb. *
Qnem aunoneiou precisar de 1509, alagando
uma escrava para descornar, dirija-se a roa de Apol-
lo n. 14.
preco


J. JANE, DENTISTA,
contina a residir oa ra Nova n. 19, prinrei-
ro andar. ,
*****;
lotera do gymnasio pernam-
bucano.
AOS 6:000$,-3:000$ E 1:000$.
O cautellstii da casa da Fama Autopio da Silva.
Guimares Taz. sciente ao publico, que tem expotlo
venda os seis muito afortunados bilhetes e capte-
las da quarta parle da primeira loleria do ymoaoio,
a qual corre no da 12 de setembro do corrente au-
no, os quaes sao vendidos as seguintes caaes : sier-
ro da Boa-Visla ns. 48 e 68 ; ra do Sol n. 72 A :
rna larga do Posarlo n. 26 ; praca da Independen-
cia ns.-14 o 16 ; ra do Collegio n. 9; roa do Ras-
gal n. 54, e rna do Pilar n. 90.
Bilheles 58800
Meios 2*800
Quarlos 1J440
Oitavos 760
Decimos 600
V gesimos 320
6:000
2:760
1:380
Recebe por inleiro
com descont
(i
a 276
O mesmo cautelista declara, que garante nica-
mente os bilhe .es nleiros em originaes, nSo soflren-
do descont dos oito por rento do imposlq geral ;
awim como que suas cautelas sao paga tai qualquer
uma de suas caas, sem distioctlo datura Tend-
I
das nesla ou naqoella.
ATTENCAO. :
Manoel Antonio (ioncalves, com J
estabeleci ment de obras de ouro e S
prata na praca de Pernambuco,
i ( 111 s i r 111 i-l I n> t|ue diversos vendedo- 1
res de joas pelo matto. se tem ser- $)>
vdodeiii nome em seus negocios,
luz consta.- para evitar engaos, que |
I nao se reiiponsabilisa por transac-
cao alguma que ella firessem ou J
^ possam fazer, de qualquer jtiure-
za qae seja, pois a ninguem antori-<
I son para isiio.
t Recife 13 de agosto de 1855,
I
(n credores la massa fallida da Barbosa t U-
ma podem ir recebar na roa do Bruna 11. 22, dos ad-
ministradores du mesma, dividendo que ae acha
aparado.
ture- 0
ton-



DIARIO DE PERMIBUCO TERCAPEIM 21 Di AGOSTO DE 1855
O Sr. Maiioel Rodrigues de Carvatho tem urna
carta na ru Nova n. 12, vi oda de Propria.
:-
O medico Jos de Alraaida Soare* de Lima a)
: Basto, mudou atoa residencia para a ruada a))
Cra* sobrado marello n. 21, sogundo an-
Sdar. *
*-
Regiment de cusas.
Sariio a luz o regiment das custas judi-
ciaes, annotado com os avisos que o alte-
raraoi: Tendere a 500 re'i, na livraria
n. 6 e 8" da praca da Independencia.
>*
DENTISTA.
Paulo tiaigoooz, dentisla francez, eslabele
:ido na ra larga do Rosario n. 36, signado
andar, colloca dentescom gengivasarlificiaes,
0 denudara completa, ou parte della, com a
0 pressio do ar.
EDDCAU'O DAS FILH1S.
Entre aa obra, do grande Feoelon, arcebispo de
Cambray, merece mu particular mengSe otratado
daeducacio das meninano qual este virtuoso
prelado entina como asmis devem educir suas fi-
fhas, pura um dia ehegarem a occupar o sublime
lugar de mii de familia ; torna-se por tanto urna
necessidade para todas as peesoas que desejam gui-
a-la no verdadeirocamioho da vida. Est a refe-
rida ajara tradutida em portuguez, e vende-se na
livrnaja da praga da Independencia n. 6 e 8, pelo
diminuto prego de 800 rs.

1o Ludgero' Pinho,
i ra deS. Francis- u%
rado de dous anda- J
iro, (mundo novo.) Q
Eya.DE LAT1M.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
quemudou a sua aula para a ra do Ran-
gel n. 11 /onde continua a receber alumr
ros internos eexternos desde ja'por m-
dico preco como he publico: quem se
quizer uttlisar deseupequenoprestimoo,
COjpurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis. j
O SOCIALISMO.
Pal* geanral Ahrea e Xalaaa.
Achate venda na loja de livros do Srs. Ricar-
do de Freitaa & C. esquina da ra do Collegio. e
em caita do antor, pateo do Collegio, casa amarella,
no 1.- andar ; encadernado de todas as formas, por
maior ou menor preco, segando e goslo do compra-
dora. A edigao eilii quasi esgotada, e poucosez-
emplares restam. Esta obra, em que se acha traba-
da a Marcha do genero humano desde o primeiro
homein at dorsos dias, perlence' a todas as classes
da aoeiedade, e he, por assim dizor-se, o evangelho
loeial, porque nella esUo consignados todos o foros
da hanunidade. As suas doutrinas estao, portento,
1 ao alcance de (odas as inielligencias.
. MASSA ADAMANTINA.
Roa de Rosario n. 36, legando andar, Panlo G.ii-
^pjaBcez, cbumba os denles com a
Esta nova e maravilhosa com-
i de encher sem presaao delo-
isidades do dente, adquirindu
solidez igual a da pedra mai
Fretlaurar os denles mais estraga-
dos cima forma a cor primitiva.
Esl a uhir a Inz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTRAHIDO DE RUOFF E BOEN-
NINGHAL'SEN E OUTROS,
posto em ordem alphabetica, com a deseripgo
abreviada de todas as molestias, a indicado physio-
logica e tberapeutica de todos os medicamentos ho-
raeopalhcos, sea lempo de acgilo e concordancia,
sega do de um diccionario da signifcalo de ttfQos
os termos de medicina e cirurgia, e posto ao alcance
das peeioas do pbvo, pelo
DR. A. J. DE MELLO MORAES.
Subscreve-se para esta obra no consultorio horneo,
pathieo do Dr. LOBO MOSCOZO, ra Nova n. 50-
prinielro andar, por 5JO00 em brochura, e 68000
encadernado.
Novos livros de homeopalhi.i mefraocez, obra
todiisdo surama importancia :
Hahnenuon, tratado das molestias
Teste, rcoletlas dos meninos .
H eting, homeopatbia domestica.....
Jahr, pharmaenpa homeopathica. ...
Jahr, novo manual, 4 volumea ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pelle.......
Ha|K>u, historia da homeopathia, 2 volumes
rjarlhraann, tratado completo das molestias
dos meninos..........
A Teste, materia medica homropathica. .
De Fayolle, doutrna medica homeopathica
Clnica de Slaoneli .......
Cacti ng, verdade da homeopathia. .
Diccionario de Nysten.......
Aulas completo de anatoma com bellas es-
lampas coloridas, contando a deseripgo
te todas as partes do corpo humano .
vedem-se todos estes livros no consultorio homeopa-
rhiee do Dr. Lobo Moscoso, roa Nova n. SO pri-
meiro andar.
O Sr. Joaquim Oclaviano da Silva tem carta
na livraria n. 6 e 8 da praca da Independencia. .
fj ICW 0 INSTITUTO HO g
EOPATIICO DO BRASIL
W THESORO HOMEOPATHICO W
O
VADE-MECUJI DO
HOMEOPATHA.
Mcthodo concito, clar e seguro de cu-
rar homeopathicamente 'lodat as molestias
1 que af/ligem a especie humana, e parti-
cularmente aquellas que relnam no Bra-
sil, redigido segando os melhores trata-
I' dos de homeopathia, tanto europeos como
americanos, e segando a propria ezperi-
Bcia, pelo Dr. Sabino Olegario Ludgera
Pinhu. Esta obra he hoje reconhecida co-
ac a melhor de todas que Iratam daappli-
gao homeopathica rtn curativo das mo-
! leatiai. Os curiosos, principalmente, nao
podem dar um passo seguro sem possoi-la e
consulla-la. Os pas de familias, os enho-
rca de engenho, sacerdotes, viajantes, ca-
pitaes de navios, serlanejos ate. ele, devem
re-la mo para occorrer promptamenle a
qualquer caso de molestia.
Boas volames em brochura por 109000
s encadernados 11j>000
Vande-se nicamente em cata do autor,
ra de Santo Amaro n. 6. (Hondo No-
vo).
CONSULTORIO DOS POBRES
so mvA nova i ahi.r 50.
0 Dr.P. A."Lobo Moscozo da consultas homeopalhicas todo os dias aos pbbres, desde 9 horas da
man ha a alo-meio dia, eem casos extraordinario a qualquer hora do dia ou noile.
Offerece-se igualmente para pralicar qualquer op*ragiio de cirurgia, e acudir promptamenle a qual-
| NO CONSULTORIO DO DR. P. A. LODO MIZO.
50 RA NOVA 50
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual completo de meddicina homeopalhica do Dr. G. H. Jahr, traduzido em por
1 ligue/, pelo Dr. Moscozo, qualro volumes encadernados em dous e acompanhado de ^^^
um diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele..... JIJOOO
Esta obra, a mais importante de todas as qoe tratara do esludo e pratica da homeopathia, por ser i nica
itoae contera abase fundamental d'esla doutrinaA PATHOENESIA OU EFK1TOS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SALDEco'nhecimentos que no podem dispensar as ps-
anos que se querem dedicar i pratica da verdadeira medicina, interessa a todos os mdicos que quizerem
per i mentar a doulrina de Hahnemann, e por i meamos se convencerem da verdade d'ella: a todos os
fazendeiros e senhore de engenho qoe estao longe dos recorsos dos mdicos: a todos os capules de navio,
qne urna ou outra vez nao podem deixar de acudir a qualqner incommodo sen ou de seus tripulantes :
a todos os pais de familia que por circnmslancia, que nm sempre podem ser prevenidas, > sao |obnga-
dos a prestar in continenti os primeiros soccorros era suas enfermidaries.
O vade-mecum do homcopalha oo tradcelo da medicina domestica do Dr. Hering,
obra lambem til t pessoas que se dedicam ao estudo da homeopathia, um volu- ^^
me grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina...... 10JOOO
O diccionario do termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele., encardenado. 39000
Sem verdadeiros e bem.preparado medicamentos nao se pode dar um passo segnro na pratica da
homeopathia, e o proprietario deste estabelecimento se lisongeia de te-lo o mais bem montado possivel e
ninguem duvida hoje da grande superioridade dos seus medicamentos. omnim
Boticas a 12 tubos grande..................... 88000
Boticas de 24 medicamentos em glbulos, a 10>, 128 e 15*000 rs.
Ditas 36 dito a.................. 20*000
Dita 48 dilo a.................. 25*000
Ditas 60 ditos a................, 305000
Dita 144. ditos a.................. 6n:>(5
Tubos avulsus............... .........
Frasco de meia onca de lindura. ................ 2*000
Ditos de verdadeira tinctura a rnica................. 2*000
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de lobos de cryslal de diversos (amanhos,
vidros para medicamentos, e aprompta-se qualquer encommenda de medicamentos com toda a brevida-
de e por precos minio commodos. '
TRTAMENTO HOMEOPATHICO.
Preserva tico e curativo
DO CHOLERAMQRBUS
PELOS DRS
M-Z BB2 -I
a inslrucao ao povo para se poder curar desta enferraidade, administrando o remedios mais eflicazes
para atalha-la, emquanto se recorre ao medico, oo mesmo para cura-la independen le destes nos lugares
em que nao os ha.
TRADUZIDO EM PORTUGUEZ PELO DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
Estes dous opsculos conlmas indicaedes mais claras e precisas, so pela sua simples e concisa posi-
cao esta ao alcance de lodas as inielligencias, nao s pelo que diz resucito aos meios curativos, como prin-
cipalmente aos preservativos que lem dado os mais satisfactorios resultados em toda a parte em que
elles tem sido poslos em pratica.
Sendo o tratamenlo homeopathico o anicoque tem dado grandes resultados no curativo desla horri-
velenfermidade, julgamosa proposito IraduzV esles dous importa ni es opsculos em lingua verncu-
la, para desl'arle facilitar a sua leitpra a quem ignore o Trance.
Vende-se nicamente no Cnsul lorio do traductor, ra Nova n. 52, por 2*000 rs'.
Na afamada loja dos trros em frente do
Livramenlo junto a loja de fazendas
baratas.
Vende-se pomada'do Porln, relroz, Denles para
alisar, caizas de zifre, linhas de roriz, couro de
lustre, marroqum, fio para sapaleiro, tudo da ine-
llior qualidade e por menos que em parte alguma :
esta loja esl de accordo i vender maislbaralo que
as mais parles, por isso approveilem ; e muilas ou-
tra cousas te deiiam de annunciir por ser um
nunca acabar.
Vende-se a loja de calcado na |rua Direita n.
18 : tratar na mesma loja ; todo negocio se |fa/..
A pechincha.
No aterro da Boa-Vista n. 8, defronte da
borieca.
Cheson ltimamente a verdadeira carne do ser-
13o e queijos de lodas as qualidades, figo de coma-
dre, bolachinh de oda, biscoilos finos inglezes moi-
lo novos, e um completo sorlimento de lodos os g-
neros de molhadosdos melhores que ha no mercado,
e vende-se tudo por menos prero do que em outra
parle.
Vende-se ama canoa de carreira, nova e bem
construida, sem oso algum, propria para familia, a
qual pega maisda 12 pessoas: quem pretender, di-
rjale Iravusa do Poocinho, armazem de mate-
riaes n. 26, indo para a casa dedelencao.
Vendcm-se 8 ou 10 beslas de roda, novas c
gordas : no engenho Paulsla.
Vende-se urna porcao de lahoas de cedro : no
trapiche do Angelo.
Vende-se carne mnilo superior, vinda na bar-
ca Kosa, de Montevideo, no rorrele mez, a 1*600
por arroba : na roa da Praia n. 19.
Cheguem a pecbincha.
Na ra da Madre de Dos, loja n. 18, ha para ven-
der borzeguins. gaspeados, sapalOes de couro de lus-
tre, ditos de bezerro de Nantes, para horaem e me-
ninos, por preoM que quem vir nao deixar de com-
prar.
Vendem-se saccas cor cera de carnauba do
Aracaly, a melhorque lem vindo ao mercado: na
ra Nova n. 20, loja.
Vendem-se 2 escravos mocos, de bonita figo-
ras, e ama escrava boa cozinheira e engommadeira :
na ra Direita n. 3.
Vende-se urna casa lerrea com commodos para
grande familia, quarlo para taberna, estribara, casa
pura prelos, com varias frucleiras novas, todas dando
frocto, alguma roca e legar para plantar, boa baia
para capiro ecanna, no logar das barreiras do Ca-
chang, a primeira passando acusa da plvora, e tem
o bom banho perlo: quem a pretender, dirija-se
mesma casa, ou i ra larga do Rosario, taberna
a. 33.
Vende-se chocolate superior de Lisboa : no
armazem do Anne,s, defronte da porta daalfandega.
Fazendas baratas.
Corles de casemira de pura 1.1a e bonitos padrees
a 5*500* rs. o corte, alpaca de cordlo muilo fina a
.>(KI rs. o covado, dila muilo larga propria para man-
i a 640 o covado, corles de brira pardo de pgfo li-
nho a 1*600 o crle.^ ditos cor de palha a tkWIO o
corle, corles de casemira de bom goslo a 2*500 o cr-
Je sari de tria de duas larguras propria para vesti-
do de quem est de lulo a 480 o covado. cortes de
fustao de bonitos goslos a 720 e 1*400 o corle, bnm
trancado de linho a 1* e a 1*200, Hitados propnos
para jaquetas e palitos a 280 o covado, corles de col-
letes de gorguro a 3*^00 : na loja da rna do Cres-
po n. 6.
CAL VIRGEM.
Vende-secal de Lisboa, chegado no pa-
tacho CONSTANCA, entrado hontem, por
prero commodo: no deposito da ra de
Apollo n. 2B.
CASEMIRA PRETA A 4*800
0 CORTE DE CALCA.
Vendem-se na roa do Crespo, loja da eaqoioa qoe
volla para a ra da Cadeia.
VARANDAS E GRADES.
Um lindo e variado sorlimento de modtllos para
varanda e gradara de go*to modernisslsae na
fundiejo da Aurora, em Santo Amaro, e no deposi-
to da mesma. na roa do Brum.
\
chronicas, 4 vc-
. 20*000
. 6*000
. 7*000
. 6*000
. 16*000
. 6*000
. 8*000
16*000
10*OOo
8*000
7*000
6*000
4*000
10*000
30*000
Aluga-se urna canoa que condaza de 1,000 a
1,500 lijlos de alvenaria : quem a tiver para ala-
gar, anouncie ou dirija-se ao armazem de materiaes,
na rna do Sol.
COMPRAS.
Compra-se nma preta de bonita figura e mocas
qoe seja boa costoreira e engommadeira; paga-se
bem agradando : na roa do Trapiche n. 14, primei-
ro andar.
Compram-se acc,6es de Beberibe e tilolos da
divida provincial: na roa larga do Rosario n. 36,
segundu andar.
Compram-se obras de ouro e prata
ja' usadas: na ra da Guia n. iO, desde
as 7 horas at as 10 da manhaa. todos os
dias. \
Casa de commissao de escravos- na ra
do Livramento n. 4.
Compram-se escravos de ambos os sexos, de idade
de i-2 a 35 annos, sendo boas figuras paga-se bem ;
lambem se recebe para vender de commissao ; alian-
za-s o bom tratamenlo e segranca dos mesmos.
O agente de leiloes Francisco Comes de Olive-
ra, rompra duas casas terreas que eslejam em bom
estado : os possuidore dispestos a vende-las, enten-
dam-se cora o mesmo para o ajuste.
Compram-s*>8 ogro que sejam mocos, nao
(enhain molestias, nao sejam bebados, e nem fujoe* :
na roa do Rangel n. 36, primeiro andar.
Compra-se urna vacca boa de leile: a tratar
na roa da L'niau. caga junto a que tem sotan com
duas janellas, nica naquella ra, ou em Sanio A-
roaro, sitio jauto a igreja que lem urna casa nova
acabada ha pouco.
Velas de car-
nauba,
SIMPLES E DE COMPOSICAO.
Na ra da Cruz n. 15, vendem-se ditas velas, de
6, 7,8, 9 e 13 por libfa, em caizas de8al 50 libras,
fabricadas no Aracaly, pelos melhores antores, e por
menos preco que em outra qualquer parte.
M RA NOVA 1.22
ha relogios de ouro patente inglez do melhor fa-
bricante de Liverpool, por prejo muilo em conta;
lambem ha muilo bons oculos Bde lodas as nomera-
eei, os qoaes sao de ac,o.
, Vende-se ama escrava mor, perfeita engom-
madeira, cozioha bem o diario e cote, ama dita de
40 annos, de lodo o servir o, um bonito escravo bom
para todo o servico, um dito de meia idade bom
para sitio ou para outro qualquer servico por
ser sadio : na ra dosQuarleis n. 24.
Vendese urna negra crioula de idade 24 an-
nos, coslureira, vende, engomma, coznha e faz lodo
o miis servido de nma caa, prefere-e a ser vendida
para o mato : na roa da Cruz n. 43 segundo andar.
Vendem-se pipas e barris vazios : a tratar com
Manoel Alve Guerra Jnnior: na roa do Trapiche
A 5,500 RS.
Vende-se cal de Lisboa ltimamente
chegada, assim como potassa da Russia
verdadeira: na praca do Corpo Santo
n. 11.-
A 9*000 E 10*000 A PECA.
Veodem-se pecas de brim fino e hamborgo su-
perior, que se assemelha ao bom panno de linho,
pelo diminuto preso de 95 e 10* a peca de 20 va
a: na roa da Cadeia do Recife, loja n. 50, de"
fronte da ru da Madre de Dos.
Novo
CHA.
Vende-se
Farello em saccas de 5
arrobas a 5,^000.
Farinha de mandioca
em saccas a 2$800.
Tijolios de marmore a
530.
Vinho Bordeaux em
garrafoes a 1<2#000.
JN o armazem de Tasso
Ir na os.
LEONOR D'AMBOISE.
Vende-se o excellente romance histri-
co Leonor d'Amboise, duqueza He Breta-
nha, 2 volumes por ltfOOO rs., na livraria
n. 6 e 8 da prara da Independencia.
POTASSA BRASILIRA. 0
^ Vende-se superior potassa, fa- (}
rt bricada no Rio de Janeiro, che-
4l gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho* os
seus !>ons elTeitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
um
m sen hora,
|za com que
vem agra-
apenu he
couro da
avao mui-
ao da u-
*'&
no
VENDAS
Da'-se dinheiro a juros sobre penllo-
res de obras de ouro e prata: na ra da
Guia n. 40,
IPAMIA PERWMBICVW.
Esta empreza pretende contratara cons-
truccao dos trapiches e armazens em Se-
rinhaeme no Gamella, (no Rio Formoso)
pontos da escala de seus vapores, ao lado
do sul, e em Itapissuma e Goianna, ao
lado do norte, sobas oUKc/ies seguin-
tes:
Clausulas especiaos da arrematarse
1. As obras para a construeco destes
serao feitas de conormidade
te ornamentos, approvados
Hh companhia, na impor-
Serinhaem rs. 4:855$320, o
rs. U:267*'000, e o de Ita-
|fts. ?:755{S000, e o de Goianna de
rs. 6:9I3$000.
2. Estas obres aeverao principiar no
prazo de 15 dias, e linda rao no de 4
mezes, ambos contados do dia da assig-
natura dos contratos.
3. O pagamento destas obras sera' fei-
to em tres prestarles iguaes: a primeira,
no dia da assignatura do contrato : a se-
gunda, quando estiver le i la metade da
obra, ea ultima, quando estiver tnteira-
mente concluida, liando responsavel o
arrematante por espacp d um anno pela
sna conservacao e solidez.
*. .0 arrematante prestara' urna flan-
ea idnea nesta praca: para tratar di-
rija-se ao escriptorio do Sr. F. Coulon,
ra da Cruzn. 26.
Oracao coqtra a peste e o cholera-
morbs.
Acha-se i venda na livraria n. 6 e 8 da praca da
Independencia um folhetinho com difireme ora-
{oes contra o cholera-morbos, e qualquer outra pe
te, a 80 rs. cada um.
Para vestidos de
senhoras.
A 8S000 o corte.
Na loja n. 17 da roa do Qoeimado, vendem-*e
corles de novas baosorinas de 13a, de padrdes inlci-
ramente modernos, chegados pelo ultimo navio de
Hamborgo, proprios para vestidos de sesshora;pelo.
barato preco de 8* cada corte.
Na praca da Independencia n. 24 a 30, ha pa-
ra vender um par de dragonas, urna banda, urna es-
pada e fiel de ouro, um par de coldres e nma mana
para cavado, todo com pouco oso, e por precos com-
modos.
Vende-se nm escravo que serve para armazem
de assucar on para o~servico de campo, por lee pra-
tica : a tratar na ra do Collegio n. 16, lereeiro an-
dar.
Veride-se nm escravo de 24 annos, pouco mais
ou menos, nao bebe e he mnilo fiel, caiador, lem
principio de pedreiro, borrador a oleo, trabalha de
masseira, em typographia elc.e he muito habilidoso;
vende-se por nao querer servir senhor que nao da
pancada : na ra larga do Rosario n. 48. Na mes-
ma casa se alaga urna negra idosa para servico de
ra.
Vendem-se terrenos proprios no logar da Ca-
banga, juntos ao matadouro publico : na ra Direi-
ta n. 40, segundo andar.
Cheguem a pe-
ehincha.
Por sedulas velhas quem draxara' de
comprar!
Borzegoins elsticos para homem a 6*000 o pr,
grvalas de seda a500ri., palitos de panno fino,
cortes de collete de fustao e seda, mantas de seda
para senhora a 2*000, chales de ganga a 1*600, di-
tos de casta brancosa 800 rs., alm disto um novo e
completo sorlimento de calcados e perfumaras, ludo
chegado ltimamente, por preco muilo commodo,
afim de se apurar dinheiro : no aterro da Boa-Villa,
defronle da Boneca, loja n. 14.
Chales de seda.
No aterro da Boa-Vista, loja n. 18, ha um lindo
e agradavel ortimenlo de chales de seda, dilos de
laa, que se vndenlo por um preco que o compiader
nao deizar de comprar, e aioda lem alguns chapeos
franceze que lambem se venderao por metade de
sen valor por serem para cabecas muilo grandes.
Vende-se um terreno na roa Imperial do rado
da mar pequea, com 55 palmos de frente e a mei-
acao de um oitao de urna casa qoe perlence ao
mesmo terreno : trata-se na mesma roa n. 120 A.
Vende-se de 6 a,8 caadas de azeite de peize,
por muito barato preco: na roa Nova, taberna
n. 50.
Vende-se urna escrava muala com ama cria,
moilo boa coslureira e engommadeira : na praca da
Boa-Vista n. 15.
Vende-se oo permutarte ama cata terrea com
6 quarloa e 3 talas, faltando acabar a cornija e o re-
boque da frente; um caizao annezo a mesma, com
90 palmos de frente e 130 de fundo, e um grande
terreno: quem pretender, dirija-te ao largo de N.
S. do Terco n. 6, que se dir o logar no aterro dos
Afogado, tanto da caa como do terreno, e quem o
seu proprietario.
Chapeos de seda para senhora.
Na loja do Uadaolt, ra Nova n. 11, ha para ven-
der chapeos de seda da ultima moda de Pars, e ven-
dem-se pelo barato preco da 14*000: na mesma loja
vende-se lalagarfa e lia para bordar.
Na ra da Crazes n. 22 vende-te urna escrava
parda de bonita figura, com nma filha de dolit me-
zes de idade, engommadeira e cozinheira ; urna dita
que cozioha e lava ; urna crioula que engomma, co-
znha e ava; e dous escravos, sendo nm delle bo-
nita figura, mnilo moc,o e ptimo cozinheiro, e ou-
tro ganliador de roa e proprio para todo servico.
V'inde-se nm escravo crionlo de bonita figura,
com 25 aonos de idade e muito possanie : na ra da
Penha, taberna por baizo do obrado do Sr. briga-
dero Joaquim Bernardo de Figueiredo.
Xa ra larga do*
Rosario n. 38
Ha para vender-te nm sorlimento de ezlraotos,
que alem de seu excelleote cheiro.prodnz grande ef-
feilo, como sejn : tirar caspa, por os cabellos prelos,
tirar etpinhas, borbulhas, vermelhidoes, sarda oo
pontos brancos do rosto, embranquecer e refrescar
o mesmo. alisar |e igoalhar os cabellos dat senho-
Ks ; assim lambem vendem-se caitas de metal inui-
bonilns com pos, proprios para senhoras ; vasos
com banha muilo lindos com espelho ; chicotes mui-
lo bons u 1* e 2*000 ; quadros de santos a 120 e
200 rs.
No silio defronle do palacio do Sr. hispo na So-
ledadr, vendem-se pes de sapolis e pinheiras pro-
prios para planlar-se e por prec;o bastante Commodo.
Vende-se ama escrava moja, que sabe cozi-
nhar. coser e engommar : na ra estrella do Koaa-
rio o. 6, primeiro andar.
RA DO QUEIMADO N. i.
Atoalhado de 8 palmos de largura, o
qual se tem vendido a 3.S000 rs. a vara, e
para acabar se vender' a li'500rs:, alm
destas fazendas ha outras muitas que se
vendem por qualquer prero.
Vende-se um fardamenio completo para a ca-
vallaria da suarda nacional, tudo novo sem ser ser-
vido, e juntamente os arreio de cavalgadura para
a mesma vallara: na ra Direita n. 129, primei-
ro andar.
Vende-se um cabtWcl novo,
em coberla, moilo uiRiiro. ven-
dem-se lambem boas parelhas de
cavallos mlnsos para carro, ditos
de catriolel e carrosa, tudo por pre^o commodo:
na roa Nova, cocheira de Adolpho Bourgeois.
POTASSA E CAL VIRGEM.
No antigo e ja' bem conhecido deposi-
to da ra da Cadeia do Recife, escriptorio
n. 12, ha para vender muito superior
potassa da Russia, dita do Rio de Janeiro
e cal virgem de Lisboa em pedra, tudo-a
prec.08 muito avoraveis, com os quaes li-
carao os compradores satisl'eitos.
Vendem-se 8 escrava, sendo 1 meleque do 18
annos, ptimo para pagem, 1 preta com sata cria de
3 mezes, i escravo de 18 a 30 annos, 1 negrinha de
6 annos : na roa de llorlas n. 60.
MMIIIICO
nao se engeita,
RA DO QUEIMADO N. 40.
Henriqoe & Santos acabam de arrematar em lei-
lao grande porreo de fazendas de seda, lia e seda,
linho e alcodao viudas pelo Gustavo II, e qnerondo
acabar avisam ao publico que se vendem por dimi-
nuto preco as fazendas segrales, bem como outras
muilas, e dao as amostras com penhor.
Nobreza furta-cores para vestidos o covado 1?300
l)Ua dito 1*100
Cortes de cambraiat de sed* de quadros a 1*500
Adelinas de seria de qoadros 800
Chali de quadros o mais lindo possivel 900
Proterpina de seda de qoadros 640
Ricas laas de quadros para vtslidos largos 640
Kiscados francezes, imitando alpaca de seda 280
Kiscado ministro de qoadro para vestidos 220
Chita franoeza larga lindas padrOes 260
Cassat escossezas novos padrees 380
Alpaca lisa de algodo pura palitos 320
Velludo preto o melhor possivel 3*800
Selim preto mac.io liso 2*600
Selim prelo lavrado para vestido 2*000
Sarja prela hespanhola superior 2*000
Alpaca prela de lustre lina 480
Alpaca de cordao prela e de cor 540
Merino prelo e de cr de cordao 640
Panno preto fino para palitos 2*500
Panno fino de varias cores 3*800
Ourello prelo para panno 3*000
Palitos de panno prelo fino forro de seda 15*000
Dilos de alpaca prela finos 5*000
Dilos de a de cores para meninos 1*500
Chales preto* de relroz 7*000
Mantas deseda para senhora 5*000
Ricos chales de merino bordado malisado 11*000
Chales de"merin bordado liso 9*000
Dilo dito com franja de seda 5*500
Dilo dito com franja de laa 4*400
Lindos lencos de selim de core para grvala 900
Lencos de teda de cores grandes para se-
nhora 1JS5O0
Ditos de selim prelo maeo para grvala 1*200
Dilos de seda pequeos para homem 800
Ditos dito de cores para grvala 600
Dilos de cambraia de linho pequeos 500
Ditos de cassa pequeos brancos 300
Collarinhos muito finos 200
Corles de casemira preta fina 4*500
Dilot de casemira de cor de lindos padrees 4*000
Dilo de colleles de fosiao finos 600
Dilos de laa 400
Lindos corles de rolletes de seda de cor 2*500
Corlet de oatamira preta lelim 6*000
Pecas de esgoio lino de puro linho 12*000
Pecasde brim liso fino de puro liuho 8*000
Lovas pretas de torcal para senhora 640
Aberturas finas para camisas 640
Madapolao muito fino com toque de mofo 3*800
Pulceiras de velludo prelas e de cores 500
Cassas franeezas muilo finas da lindo goslo a
vara fiOO
Corles de cassa de barra 2*000
l\a loja das seis
portas
Em frente do Livramente.
Catsat franeezas a meia pataca o covado, ritcadot
francezes a meia pataca, chitas finas franeezas a doze
vinlens, chales cor de rosa a dous cruzados, corles
de veslido de cambraia pintados a doos mil res,
lencos brancos para cabeca a pataca.
Vende-se cevada nova, chegada ltimamente
de Lisboa : no armazem de Manoel dos Santos Piolo
* Vende-se superior eslamenha para hbitos de
terceiros franciscanos '. na ra do Encantamento,
armazem n. 76 A.
.
- Vendem-su missaes romanos
canUmenlo, armazem n. 76 A.
na ra do En-
SHAPE0S
DE
CASTOR.
^aaak,
A fabrica e loja de chapeos da roa
Nova n. 44, receben pelo navio lla-
tre, os acreditados chapeos de cas-
tor sem pello Fribel, ditos com pello e formas as
mais modernas que ha no mercado, assim como cha-
peos de caslor de copa baisa com pello e sem elle, de
diflerentes qualidades, e faz o presente para levar ao
conhecimenlo de seus fregoezes.
Livros commerciaes.
No primeiro andar da casa n. 26, defronle da Ca-
deia Vellia, eaisle ora sorlimento de livros propriot
para etcripturacjlo commercial, como sejam: diarios,
razao. contas correales e devedores. geraes : s3o fei-
tos em bom papel, riscados, paulados e com lodos os
qoisitos cajivcnienles para serem bem escripturados:
vendem-se por preco muilo em conta, a qualquer
hora do da.
Estamenha.
Eilamenha paramente de laa, para hbitos de ter-
ceiros franciscanos, a 1*120 o covado : na rna do
Queimado, loja n. 21.
\ova pechincha
RA DO QUEIMADO N. 38.
Corles de casemiras de cores 4*500
Palitos de alpaca de teda.......6*000
Ricot chales de casemira.......7*500
Cortes de chin de seda.......9*000
Cambraia franceza a vara......- 400
Chita franceza o covado....... 240
Pe? de alcodao largo avariado .... 2*400
Nao se pie duvida em dar-se as amostrasdeizan-
do penhor : em frente do boceo da Cougregar,ilo.a
Ra do Queiina-
do ii. 38.
Corlea de casemira prela ....'... 48300
Ditos de casemira cor de rapo.....4*500
Dilot de teda transparente para vestidos lo (MI
1' m frente do neceo da Congrega^ao.
Vende-se farello bom, o mais rcenle chegado
de Lisboa: na roa do Vigario, armazem n. 7.
Farinha lina para mesa.
Na roa da Cruz n. 54, escriptorio de Domingos
Alves Matheus, ha para vender muilo sjperior fa-
rinha de mandioca, propria para mesa, esa barricas
e saccas, por preco commodo,
Pata o esquadrao.
Vendc-se om uniforme completo para" nm guarda
do esquadrao de cav;d"l*ria de guarda nacional, por
diminuto preco : na roa do Queimado n. 33. -
Brins de vella: no armazem de N. O.
Bieber & C, ra da Cruz-n. 4.
sortimenlo de fazendas
baratas.
"Alm das fazendas j annunciadas, e outras mui-
las, que a dinheiro a vista se vendem em porrao e a
relalho, por baralissimo preco, ha novas chitas de
cores fizas a itiil, 180 e 200 rs.'o covado, dilas para
coberla, bonitos padroet, a 220, dilas largas de core
claras imitando casta a 240, riscados francezes largos
de quadros modernos a 260, cortes de cambraia de
lpicos com 6 112 varas por 2*560, penno de linhos
moito fino para lencos com mais de 2 varas de lar-
gara, pelo baraliasimo prefu de 2*400 a vara, novot
brins de linho de quadrinhos para palitos, colgase
jaquetas 220e240 o covado, cortes de casemiras de
coret a 48, brins de cores para calcas a 1* a vara :
na roa da Cadeia rio, Recife. loja n. 50, defronle da
ra da Madre de lieos, a qual se acba soffrivelmeule
sortida d boas fazendas, cojas qualidades e commo-
dos precos se ganutem e dao-se amostras.
I.ABYBINTHOS.
Lencos de cambraia de linho muilo finos, toalhas
redondas e de pona, e mais objeclus deste genero,
tudo de bom Rosta.-! vende-se barato : na rna da
Cruz n. 31, primeiro andar.
FAZENDAS DE GOSTO
PARA VESTIDOS DE SENHORA.
Indiana de quadros muito fina e padrOes novos ;
cortes de laa de quadros e flores por prego commo-
do : vende-se na roa do Crespo loja da esquina que
volla para a ra da Cadeia.
Vende-se excellente taboado de pinho, recen-
temente chegado da America : na ro de Apollo
trapiche do Ferreira, a eulender-se com oadminis
ador do mesmo.
A boa fama
Vendem-se moilo bonitos chapeos de sol de seda
pequeos e com molas proprios para meninas de es-
cola, pelo baralissimo prego do 3*000 rs. ; he cousa
lao galante que quem vir nao deizar de comprar :
na roa do Qoeimado, loja de miudezas da boa fama,
0.33.
T
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se farelo novo, chegado d Lisboa pelobrigue Es-
peranza.
AGENCIA
Da Fuitdicao' Low-Moor. Roa da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas-de vapor, e tai xas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Ef
NA RA NOVA N. 8,
Jos Joaquim Morcara
Acaba de receber pelo ultimo navio tt*'D*el\
magnifico sorlimento de borzeguins
todos de duraqu, mas que pela delie
dao feitos e consistencia da obra, roujL
dar ; acerscendo alm disto o prego, i
de 2*100 rs. o par, bem como, tapatoi
lastre para senhora a 1*600, ditos de coi
to novos a 1*000 ris, pagos oa oceiaj
rega.
Vcnde-se neo em ennhetes de um i
prego muilo commodo : no armazem
moni & Companhia, prrfca do Corpo Sai
Rucado de lastras de cores,
para palitos, calcase jaquetas, a 1*0
o covado.
Vende-se na roa do Crespo, loa da eteaiaa M
volla par.i a cadeia.
Deposito de cal de Lisboa."
Na ra da Cadeia do Recife, loja a. 50. contina
a vender-se barris com toperior cal virgen de Lie-
boa, por orego commodo.
CORTES DE GASEHIRiS
DE C0B.ES ESCURAS E CLARAS A 3*000
Vendem-se na roa do Crespo, loja da esquina qot
volla para a ra da Cadeia.
A boa fama
Na mii do Qoeimado no quatro caolo, loja
miudezas da boa fama n. 33, veudem-se estegainlc
objectos pelos precos mencionados, e lude d *
to boas cualidades, a saber :
Duzia do tezooras para costara a
Dozia do peotes para alar cabello
Pegas com 11 vara de iitalavrada sem defeitol8201
Pares da meias branca* para senhora
Pegas de filas brancas de linho
Pegas de bico ettreito com 10 varas 560
Carteirinhas com lfXbagolhas, sortida
Hago d cordao para vettido
Caizat com clchete balido, franceze
Esoovas finas pitra denles
I'ulceirfs encarnadas para meninas e senhoras 320
Linhas brancas de nvelos a. 50, 60, 70 libra 1*100
Casa da fama!
A 3,600, 4,000, e 4.500
o covado.
Vndese, sem deleito, algum panno Tino preto,
prova de limito, fazenda esta qne se lem vendido
por 10* e 1-2*000 o covado, mas como se comproa
barato tambero se vende pelo mesmo seguale: por
isso quem quizer venha cerlicar-se, qoe, vista da
fazenda ser de boa qualidade e de lecido e lustre,e ciir
fiza, te animar a comprar pelos diminnlot pregos
cima; lambem vendem-se chapeos de sol de seda,
superior fazenda, cabo de canna, para homem, por
diminuto prego : na roa do Qoeimado n. 33 A.
Vende-te urna cata terrea, sita na roa da Cal-
cada ou largo das Cinco Pontat, lado etqoerdo, que
rende 8*000 mentaes : a fallar na ra do Livramen-
to, lado diroilo, segundo andar, n. 22.
Cera de carnau-
J ba.
Vende-se cera de carnauba do Aracaly: na rna
da Cadeia do Recife n. 19, primeiro andar.
AOS PALITOS FEITOS.
Na ra ra do Crespo n. 13,
hateara vender um bonito sorlimento de palitos de
alpaca de diflerentes cores, mais baratos que em ou-
tra qualquer parle.
Vende-se manleiga ingleza da mais nova qoe
ha no mercado a 960 e 800 rs., queijos do reino a
1*900, caf de caroco a 160, cevadinha a 320, bala-
tas a 30 rs., amendoas com casca a 280 rs., arroz pi-
lado a 80 rs. a libra,cuia a 480 eevada a 200 rs. a li-
bra, vinho de Lisboa a *00 a garrafa, dilo Figueira
a 480 rs.: na taberna da ra de llorlas n. 4.
Cer-9 de carnau-
ba do
ARACATY E ASSL".
Vende-se em porgo e a relalho, por menos prego
qoe em outra qualquer parle, principalmente sendo
a dinheiro visla : na roa da Cruz, armazem de
couros e sola, n. 15.
""ffcllUIfSL barato, por estar com
toque de av'aria e em muito bom estado,
gravatas de seda de cores, ditas pretas,
raantinhas de cassa com barra de seda
para gravatas, man! is de seda para se-
nhora. ditas de cassa seda, crtesele Golle-
tes de fustao, nossegumtes lugares, ater-
ro da Roa-Visla n. 58, ra do
Sol n.
ra do
71 A, ra do Rangel n. 5iA,
Cotovello n. 46.
Attencao ao seguinte.
Cambraia franceza de cores de moito bom goslo a
600 rs. a vara, cortes de :assa pretot de muilo bom
gotto a 2*000 o corte, dil>s de cores com bons pa-
dres a 2*200, alpaca de leda com qoadros a 790 o
covado, corles de lia moilo linos com 14 covados ca-
da corte, de mallo bom oslo, a 4*500, lengns de
bico com palmas a 320 cada um, ditos de cambraia
de linho grande, proprios para cabeca a 560 cada
um, chales imperiaesa 800 rs., 1* e 1*200 : na loja
da roa do Crespo n. 6.
Na ra Direita o. 75, vendem-se buhles de lodas
as loteras da provincia, e pagam-se todo os pre-
mios que sahirem nos bilbetes vendidos na mesma.
Sebolas novas de Lisboa.
Jchegaram ceblas novas de Lisboa, e vendem-
se no armazem de JoAo Martins de Barros, travetsa
da Madre de Dos n. 21.
Vende-se cal virgem, chegada hon-
tem, e de superior qualidade por preco
tmoavel: no armazem de Bastos & li-
maos, ra do Trapiche n. 15.
Na roa do Vigario n. 19, primeiro andar, ha
para vender superior relroz de primeira qualidade,
do fabricanteSiqueiralinhas de roriz e de nume-
ro, e fio porrete, todo chegado pelo ollimo navio vin-
do do Porto, e juntamente vinho superior, feitoria,
em pequeos barris de dcimo.
N 55aterroda Boa-Vistan. 55.
-r POIRIER.
Acaba de fazer orna especie de venezianas com o
nome stores, de nova invengo para janellas, servem
de ornsmenlo e lem a vanlagem de impedir a cor-
renteza de ar nos aposentos e entreter-lhe a frescura
oecessara. Podem igualmente servir para arma-
zens. Por om engenhoso mechanitmo sao moilo
melhor do qoe as venezianas antigs. So com a
vista melhor se pode saber o quanto sao ezcellentes.
POIRIER.
ATERRO DA BOA-VISTA N. 55.
Vende-se um carro de quatro
rodas, novo, muito elegante e
leve, e de novo modelo: em
casa do Poirer.
Vendem-se no armazem n. 60, da rna da Ca-
deia do Recife, de lienry Gibson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por pregos
mdico.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandioca
em saccas que tem um alqueire, medida,
velha por 3$000 reis : nos armazens nsw
3,5 e 7, e no armzemdelronte da porta da
allandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes & Companhia na ruado Trapiche
n. 34, primeiro andar.
Vende-secogoac da|melhor qualidade: na ra
da Croz n. 10.
VINHO DO PORTO SUPERIOR FEITORIA.
Vende-se por prego commodo do armazem de
de Barroca, & Castro, roa da Cadeia do Recife n. 4.
Taizas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Capas de burracha a 12#000.
Quem deizar de se manir de urna excellente ca-
ia de borracha, pelo diminuto prego de 12* ? a el-
as, qoe se estilo acabando: na ra da Cadeia do Re-
cife, loja n. 50, defronte da roa da Madre de Dos.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton & C., na ra de Senzala Nova n. *2.
Sellins inglezes.
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montarla.
Cantliciros c cnsticaes bronceados.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiro.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97.
Vinho Cherry em barris.
Camas de ferro.
Vende-se pipas, barris vazios e bar-
ricas internadas: a tratar com Manoel
Alve? Guerra Jnior, na ra do Trapiche
n\ 14.
Moinhos de vento
ombombasrierepuzo para regar hortase baia,
decapim, nafundigaf.de D. W. Bowman : naroa
DEPOSITO II\ FABRICA DE TODO
OS SANTOS DA BAHA.
Vende-se em casa de N. O. Bieber &
C, na ra da Cruz n. 4, algodao tran-
cado daquella fabrica muito proprio pa-
ra saceosdvauucar e roupa para escra-
vos, por preco commodo.
Vende-se urna balanga romana com lodos *
seos perlences.em bom oso e de 2,000 libras : quem
pretender, dirija-se .'. roa da Cruz, armazem n. 4.
COGNAC VERDADEIKO.
Vende-se superior cognac, em garrafcs, a 12*000
a dozia, e 1*280 a garrafa : na roa dos Taooekos n.
2, primeiro andar, defronle do Trapicha Novo.
Chales de merino' de cores, de moito
bom gosto.
Vendem-se na roa do Crespo, loja da esquina qoe
volla para a cadeia.
ATTENCAO.
Na ra do Trapiche n. 54, ha para
vender barris de ferro ermeticamente
fechados, proprios para deposito de Ce-
ses ; estes barris sao os melhores que se
tem descoberto para este fim, por nao
exhalaiem o menor cheiro, e apenas pe-
zam 16 libras, e custam o diminuto pre-
co de 4jj000 rs. cada um.
Potassa.
No antigo deposito da roa da Cadeia Velha, es-
criptorio n. 12, vende-se moito superior potassa da
Rosta, americana e do Rio de Janeiro, a pregos ba-
ratos qoe he par fechar contas.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
ticas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tiiuo modernissimo ,
chegado do Rio de Jpneiro.
N roa do Vigario n. 19, primeiro andar, tem
venda a superior flanella para forro de sellins,
chegada recenlemenle da America.
Libras de linhas de core de novello
Crozas de bolees para carniza
Meadas de linhas fioissimas para bordar
Meada de linhas de peso
Carriteii de linhas fina de 200 jardas
Crozas le bolees moilo finos para caigas
Caitas com 16 novellos de linhas de marcar
Dozia de dedaes para senhora
Suspensorios, o par
Macinh de grampas
Cartas de alfineles
Caizinhiscom brinquedos para meninos
Aaulhe.ro moito bonitos com agulhas
Torcidis para candieiro, n. 14
Caizinlaseom agnlhas franceza
Babadosaber los de linho bordados e lisos, a 120 e 240
Alm de tndo sto oolras moitissimas .cootas lodo
de moilo boas qualidades, e qoe se vende mnilssi-
mo barato nesta bem condecida loja da boa fama.
A boa fama
Vende-se papel marfim paulado, a resina a 4K1
Papel ce peso paulado muito superior, resma 3
Dito almago sem ser paulado muilo bom
Peanas finissimis bico de langa, groza
Ditas noito boa, groza
Caivetes finos de 2 e 3 folhas, a 250 e
I.apis finos envernisadot, dnzia
Ditos CoeUs de marfim muito bonitas '
Capachos pintados para talas
Bensa las de janeo com bonitos etsles
Ocoloi, de armagflo ago, todas as gradnagde
Dito de dito de metal branco
Lonetas com armagao de tartaruga
Ditas de dita de bfalo
Carleiras para algibeira, superiores
Fivellat dooradat para caigas e colleles
Esporas finas de metal, o par 800 e f
Trancelins pretos de borraza para relogios 100 e 160
Tin le rote areeirot de porcelana, pr
Caizas rtquissimas para rap 6Bh000 e 1*500
Carleiras propria para viagem ^
Toncadores de Jacaranda com bom espelho 39000
Charuleirat de diversas qualidades
Meias de laia moilo superior para padre* 29000
Escoras linissima para cabellos e roopa, uavalhas
linissi mas para barba, lava de teda de teda as co-
res, meiat pintadas e croas de moito boa qoalida-
det, bengalas moito finas, tinta encarnada e azul
propria para ritcar livroa. Alm de lado wto outras
muilissimas cousas ludo de mnilo boas qealidades,
e qoe se vendem mais barato do que em ootra qual
qaer parte : oa rna do Qoeimado nos qoatro canto
na bem conhecida loja de miudezas da boa faina
n. 3S:.
*Sa>
CHALES DE LAN E ALGODAO,
ESCUROS A800 RS. 4D\ IN.
Vendsm-se qa. ro
volla pura a ra da
trio Crespo loja di esquina qne
adeia.
ESCRAVOS FGIDOS.
i Deposito de vinho de cham-
S.agne Chateau-A\, primeira qua-
idade, de propriedade do conde
i de Marcuil, ra da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a Champagne, vende-se
a 36'000 rs. cada caixa, acha-se
nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N.
B-As caixas sao marcadas a fo-
goCond_e de Marcuile os r-
tulos das garrafas sao azues.
do Brum ni. 6.8 e 10.
/
Mimiann
Deposito do chocolate francez, de urna
dat, mais acreditadas fabricas de Paris,
em casa de Vctor Lasne, ra da Cruz
n. 27.
Ezlra-saperior, para baanilh. 1J920
Eztra fino, baooilha. 1600
Superior. 1s280
Quem comprar de 10 libras para cima, tem om
abate de 20 %: venda-te aoa mesmos prego e eon-
digOes, em cata do Sr. Barrelier, no aterro de Boa-
Vista o. 52.
AOS SENHORES DE ENGENHO.

Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonia inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libra1!, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cru:. n. 4.
A Boa Fama.
lili roa do Qoeimado, not qo.lro cantos, loja d
mindWM da boa fama n. 33, vendem-e o segrales
objettos, tudo de muito boat qualidades e pelo pre-
Rs mencionados, a saber :
tita de tartaruga para atar cabello a J500
Dilo de alisar tambem de lartarug.i dJJW
Dilos de marfim para alisar !
Dilos de bofalo moilo lios JW ejmju
Diloi imitando a tartaruga para alai cabello 1J280
I.eqi es lir.issimos a J, d* e *9"W
Linda caizas para costura cnn^SS
Ditai para joiat, muilo lindat a 00 e 800
Luvat prelas de lorgal e com borlla 800
Dila de seda de cures e sem defeito 19000
Lindas.meias de seda de cores para criangas 1&800
Meii pintadas fio de Escocia para crianga 240 e 400
Bandejas grande e finas 39000 e 49000
Trangas de seda de lodas as cores e largara e de bo-
nitos padrees, fitas finas lavradas o de toda as lar-
garan e edres. bicos finissimos-de linho de bontot
padroes e toda as largaras, tesoura as mais finas
que he possivel encontrar-* e de toda a qualida-
de, melase luva de todas as qualidade, riquissi-
mas franjas branca e de core com borlla proprias
para coronado, e alm de ludo isto oolras muitisti-
mat codA lado de non gesto e bea qualidad,
que 4 vila do moito barato prego alo delzam o*
agradar aos Srs. comprador.
Detappareeeu a 13 do correnle, Joaqaiaa, de
nagao Cassange, represe)!, ler 40 anno. Hora re-
gular, algoma coosa cheia do corpo, cor fala, cabel-
lo apurado e algunt branco, com cara* sobre eolho,
nariz chalo, falla de alguns denles do lado, paitos
pequ ;nos e marcho, nadegas empinada, para Iraz,
lem ulgomas cicalrize ci relho as cotia, e abru-
mas sarnas pelo corno, om lobinho ou carofo no
braco ao p da mao, e. lem nm p mai groan ; le-
vou vestido de chita preto bastante atado, panno
fino relho, .quando fose lem por cotlume and r pe-
los a crabaldes desla praga : qualquer peste
r pi gar e levar a seu senhor Domingo
Campos, ra dat Cruzei n. 40, que recompensar.
Detappareeeu no dia 22 do enrrent. escrava
muala Mariaona, Javando sua filha de meze de
idade), de 25 annos|jlura regular, cheia do carpo,
cor iivermelhada, andar desernbaragadu, peras* fi-
na, cabello grande meio carapinhado e quasi sem-
pre em desnlinho, duas cicalrtet no peteoea prove-
nientes de glndulas, e orna ns cosas piavtsate
de im tumor ; Jevoo veslido de chita encarnada
com ramagens prelas : pd-e a autoridad e ca-
pilar* do campo a apprehengao' de dita eterava, e
leva-la Pattagem da Magdalena, cata de i
S. Birroca, ou ao seu escriptorio, na ra da Cadeia
do Kecife, que serao genfjtamele recompeatadot.
Desappareceo no oa 17 da goslo carrente,
pelas 7 horas da noile, a prela Loorenga, de idade
35 a 10 naos, pouco mais no meos, coro o signaea
segninles : um dedo da rollo direita enchadf, ma-
gra, lem marcas brancas na dua pefaas, levad ea-
m* de algodaozinho, vetlido de chita roza,, paano
fino, e mai nma tronza de roupa : rogaoa a toda
a autoridades policiaes oa ctpitt.es da'carao qae a
apprehendam e levem sea tender loas Laite de
Azevedo, na praga do Corpo Santo a. 17, qa* aera
bem recompensad*.
Desappareceo no dia 19 do correte om tole-
qoe por nome Thomaz, crioulo, com idade de 22 an-
no*, poneo mais oo menos, baizo, pernas fina, na-
riz chato, os dente da frente podre, cabello aver-
melhadot.eom duas empiogeos tecca eotoveil* e
rorreas de chicote na coala: quem o apprehender
le<>e-o ao engenho S. Fraocnwo da Vanea, m no Re-
cife a Maooel Joaquim Gome, na ra da (Mesa de
Ssnlo Antonio, qoe tert recompensado.
No sabbado 18 do corrente atnwnloa-se d* ca-
ta de seu Sr. o roajor Antonio da Silva Gasanlt, o
sea escravo Ignacio, crioolo, cor preta, leta grande
e .iraode canto, olho vermelho, nm dedo ti* um
dos ps partido qoe parece ama forqailba, h* moi-
lo contador de pelas; qoem pega-lo sera' geaaro-
merate recompensado levando-o a roa Imperial n.
64, cata da residencia de seu senhor.
100,000 RS. DE
GRATIFICACAO.
Em 28 de marco do corrente anno,
fttgio o escravo crioulo, de nome Domin-
gos, de 20 annos de idade, pouco rnak
ou menos< rosto redondo, dentes lima-
dos, cabellos carapinhos, cor fula ecom
principio de barba, levou vestido cale
de algodaozinho azul e camisa de chita
cor de rosa, e mostra ser muito humilde
pela mansidao com que falla : este negro
quando lugio estava-se curando de urna
':,(..!.. ,Q i;-l, nn ..Q,.;il.o niierrla. p
1
I:

intua que tinha na verilha esquerda, e
apresenta va grande quaDtidade de pannos
n o ,peito e rosto, foi escravo de urna viuva
moradora no Bonito, para onde suppoe-
s que elle tem lilhos na mesma comarca; ja'
ntto he a primeira vez que foge, depois
que sabio do poder da dita viuva, e nev-
tas occasioes inculca-se forro, e como tal
trabalha por jornal em diversos enge-
nhos, ou obras: roga-se pois as pessoas
que do mesmo tiverem noticia, queiran?
aprehende-lo e condjfci-lo a ra do Viga-
rio n. 5, que rerabera o a quantia cima
estipulada.
PBRN. :TYP. DB H. F. DEFAMA. 1855
*


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