Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00627


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Full Text

ANNO XXXI. N. 197.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por S mezes vencidos 4,500.
SEGUNDA FEIRA 27 DE AGOSTO OE 1855.

Por anno adiantadc 15,000.
Porte franco para subscriptor.
DIARIO DE PERNAMBCO
en(1\rregadosd.\'surscrip;ao'- i cambios.
ife, o propriel?tio M. F. de Varia ; Rio de Ja- Sobre Londres, a 27 1/2.
Miro, o 5r. JoSo Pereira Marlins ; Bahia, o Sr. D.
Duprad; Macei. o Senhor (".laudmo Falea Dia:;
ParalMlia o Senhoi Gervazio Vctor J Natiii-
alade ; Natal, o Sr. Joaquno Ignacio Pereir Jnior;
Mneaty, o Sr. Antonio de Lemos Brtga;Cear, o Sr.
Joaquim Jote de Uhveira ; Maranhao o Sr. Joa-
tjiiim Marques Rodrigues ; Piauhv.i Sr. Domingos
Rere ulano AcWiles Pessoa Cearence; Para, oSr. Jus-
thM J. Ramos ; Amazonas, o Sr. Jeronymo da Costa. I
Paris, 355 rs. por f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 por 0/0 de rebate.
Aecoes do banco 30 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
_ da companhia de seguros ao par.
Diseonto de ledras de 8 a 9 por 0/0.
METAES.
|Ouro.Oncas hespanholas- 29)000
Hodas de 69400 ve] has. 169000
de 69400 novas. 169000
de4000. ... 99000
[Prata.Patacoes brasileiros. 1)940
Pesos coluranarios, 1)940
mexicanos. .... 19860
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias
Caniari, Bonito e Garanlruns nos dias 1 el5
Villa-Bella, Boa-Vista, ExeQuricury, a 13 e 28
Goianna e Parahiba, segundas e soxias-feiras
Victoria e Natal, as quintas-feiras
. PREAMAR DE BOJE.
Primeira as 3 horas 30 minutos da tarde
Segunda s 4 horas 54 minutos da manhaa
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundase quintas-feiras
Relacao, tercas-feiras e sabbados
Fazenda, (piarlas e sabbados s 10 horas
Juiz do commercio, segundas as 10 horas e as
quintas ao meio-dia.
Juizo de orphos, segundas e quintas s lo'horas
1* vara do civel, segundas e sextas ao mcio dia
2* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia
EPIIEMERIDES. DIAS DA SEMANA.
Agosto 4 Quartominguanteas 7 boras 1 mi- 27 Segunda. S. Jo de Calazans; S. Rufo.
uto e 42 segundos da Urde. 28 Terca. S. Agoslinho hispo e doutor da Igreja..
12 Lua nova as 4 horas, 32 minutos e 29 Quarta. Degolaco de S. Joao Baptisu.
44 segundos da tarde. 30 (Quinta. S. Rosa de Lima, Americana.
> 20 Quanocrescenteas5 horas, 3 mi- 31 Sexta. S. RaymiindoNonatocard.
utos e 45 segundos da tarde. 1 Sabhado. S. Egidio ab. ; Ss. Gedeao e Josu.
27 Lua cheia a 1 hora e 31 segn- 2 Domingo. I4.N. S. da Penha ; S.Eufemia
dos da tarde. v. S. Estevo rei da Hungra.
parte ornciAL.
OOVERNO DA PlftVlNCXA.
Expedteat* < <' 31 de [
OficiaAo mtflislro plenipotenciario e enviado
extraordinario do Braail em Paria.Tendo a honra
ale acensar recebido o oflicio que V. Eic. me dirigi
em 5 ile jalho ultimo, cabe-me dizer em resposla,
qne achando-se V. Ele, na posa* dos 3:000 fraleos
que foram saecados a favor de V. Exc. para oceor-
rer a iletpex* a fazer-se oom a vinda das irmAes de
uaMMMas par eala provincia, conforme
declarar-mo em oflicio de 4 de abril e 6
tdette anuo, apero que V. Exc. empragoe
leda a lotWtude do seu eostnme, para que nao dei-
iM de vlr csaaj piat tnulheres ; e i|uando para tal
Ira nAo saja su futiente a quantia cima mencionada,
podera V. Etc. ucear lellrts cobro o inspector da
Ihenataria provincial d'tqui, no valor que se fier
' mislur.
|) confio no zelo e patriotismo da V. Exc. a
Miliun re o mea reconhecimenlo.
-Ao Eim. mareehal rommaudaete das armas,
remetleao coro copia do oflicio dn chefe de noticia
o requerlmento documentado em qoe o cnmnenila-
der Antonio de Soaza Lean, reclama a entrega do
mu escravo Joaquim Chrtstovio, qoe foi recrtilado
Ka o txarcilo na comarca do Bonito,rom o nome de
nim Jos de Sinla-Aiini, recommcndaodo que
proceda tespeilo como for de lei.
iAo meimo, para mandar passar escusa do
servieo *o recruta ^Cyeriano Jos dos Santos, visto
lar apreaenUuo nneto legal. Communicou-se ao
jan de direito de Garanhoiit.
DitoAo inspector di thisooraria de fazenda. in-
leiraudo-o de li*er o juiz de dreilo da comarca do
Balo, participado qne se arhana procesados e
pUMianciado o juiz municipal e d'rphaos da termo
te Caruar hachare! ChristovAo Xavier Copes, e os
ix-escrivies interinos do jury daquelle termo, Jos
lerendo de Carvatho Torqaeta e Manoel Bezerra
n AprnsentacSo, o primeira como inenrso nos arls.
S* e i ',9 c 8 do art. 192 do cdigo criminal, e o
gando* terceiro coano incarsta nn'art. 129 5 8 do
te cdigo. Igual corommiicaco se fes ao conse-
lMiro presidente da relacJo.
PitoAe mesmo, declarando haver o joz muni-
e de orphAoS do termo do Bonito Dellno Au
I Cavnlcanli de Alboqaerqae, participado que
II do correnla muiuira o exereieio da vara
> daquelle comarca.Tambero te coramu-
o eoosellieira presidente da relajo.
DitaAo metmo, eotwnunicando que tendo em
lata i ae infermacao,deferir favoravelmente o re-
quf rimtolo ero que Joaquim Labelo Kerreira pedia
leaota para transferir a Jet Uonralvas Curado pela
KKlia de 4:09fJt>, orna parla do terreno de mari-
0. 207 A na roa da Concordia.
Wta Ao memo, mleiranrio-o de haver antori-
lo ao provedor da saude. a contratar 4 remadores
jornal de 640 rs. cada um, para o escaler que
Mou-*e prestar a aquella repartir, alian de ser
ktatvgMe tmente no servieo davrrgitlro do porto
idala cidade.
I mesmo, devolvendo a coota ajoe S. S.B
do material fornecido por Jote Antonio de
L'para a obra da novo matadouro publico na
"a, e Butorsando-o a mandar pasar a/nielban-
I na impertaqcia d 3:642JrJ0O rs.
Au mesmo, tranmittindo pura oe conveni-
tnes copias das acias do ruiitelho adroioj-
> datadas de t, 9 e 10 do correte.
-Aojoz relator da junta de justica. Iraus-
lllndo fiora seren reltanos, em sesudo da mesma
>os toldados Pedro Igna-
I arma.Prtlcipou-se ao nareehal comman-
daate Aojwovedor da sausaa, autorisando-o a ad-
' qac'la roparticlo as seit guardas
isariot para ficarem algaotn bor-
foreni poelos cm quarenteaa, e
harem aiiairalcie- qu orem cm
azrelos, comprimi que Sinc. declare
t asmes dos referidos guardas, para rasndar-lhes
pastar os roapoctivos litlos.
DlloAa mesmo iiteiraodo-o.de haver resolvido
lavar os joruaes dos remadores do vscaler d'aquella
.*artkao a mil res diarios e o do patrio do mes-
M eecaler a 13601) rs. Communicou-se a thesou-
raria de fazenda.
oAo director das obras publicas, approvando
compra qoe Smc. fea pora a obra do Uvmnasio
ovincial, de 800 alqueires deca preta a 400 rs.
ttqoeife.tnlerroo-se a thesouraria provincial.
ortnria-^-Ao agente da companhia das barcas de
, recommendando a expedirlo de soas ordena,
r Iransporiado al o MaranhAo por conta do
S no vapor Tocantint o alferes qoartel-meslre
tatalhAo de infantaria Leopoldo Burgo (lal-
Dchoa, e bem assim a ana familia.Participou-
a* o mareehal commandtnte das armas.
DitaNomeando o dezembargador Severo Amo-
rim i Valle, para servir interinamente deadjuncto
do tribuoal do commercio.
UnDesonerando de conformidade com a pro-
posta d.) chefe de polica, do luaac de 1-supplenle
o oekigadodo lermo de S. AnIAo ao bacbarel Frau-
aco Lurrea .le yueiroi Barros, |que assim o pedio,
tonteando para aquello cargo a Domingos Martina
Eaceira Mooteiro. Communicou-se au supradilo
cliefe.
----- -'! Me i------
aolos para lancar o aceordSo que confirmara em
parle, e em parle reformara a sentenca de que se
ppellara.
Nao havendo mais nada a tratar encerrou-se a ses-
sao roeia hora depois de meio Jia.
UTERIOR.
0
'
COMMANDO DAS ARMAS
Qaartel-ceoeral 4o ceaaaaaado das armas de
**a*aBBtliaoo na altada do Recite, am 3") ale
atala de lgbo.
3RDEM DO UIA N. 102.
) mareehal decampo, commandanle das armas,
deterniioa, por conveniencia do servieo e da disci-
plina, qne a etape das-pracas deslacatlasno reconca-
vo, seja foruecida eru gneros pelos respectivos tom-
inandantes de deslacamenios, recommendando-lbes
que eatct generot sejam os de mellior qualidade do
lugar, o que o< soldados sejam alimentados Ires ve-
les por dia, urna vez que o valor da etape, e o pro-
co dos eneros possam alsazer esta recommenda-
So, para o que adverte-lhes qae nao devem reduzir
a quanlidade das raroes, ou aa vezes da comida, sob
0 praleiltvtla haver sabrs. Seropreque for possivel,
o desi acamen los sorto arraocnados, e a comida pre-
parada em coromom ; porque desla forma melhor-
menle te conseguir o fim, que he Irazer os solda-
dos devidameote alimenlairos. Os cinmandanles
dos destacamentos enriarlo no 1. de cada mez aos
seos reipeclivos chefes de ';prpos um balancele da
receila e despeza feila no mez anterior com a ali-
mentacao dos soldados,(acompanhando ao balancele
um mappa demootlralivo da dislrihui^ao dos gene-
rot, com especificarlo dos dias, numero de pracas,
qualidade e qoantidade das races, e sua importan-
cia, par que ellee assim habilitados possam fiscali-
tar esse remo de detpeza.
Jos Joaquim Coelho.
Conforme. Canudo eal Ferreira, ajodante de
ordeas eocarregado do detalhe.
p
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
i. *ao judieiana de 2 de agosto de l&Vi.
ealdencla do Em. Sr. desembargador Firroino
Auloflio de Souza.
Jreteoles os Sra. deaerobargadorct Ermelino
***, (Tiscal Santiago Miando seni causa o Sr.
omrana, e tambem presentes os Srs.dnpntados com-
aneraaalM Pinto de Lemos.lMedeiros Reg e Basto.
raason do hr. desembargador Santiago para o
sr. oeiembargador LeSo a appellacSo entre
Apnellante Joao Cevalcaoli de Aiboquerque.
Appellado, Manoel Pereira de Mornes.
Passaram do Sr. detembarzador l.eocom o relato-
rio eeoriplo para o Sr. desembargador Santiago as
appellacoes entre partes :
Appellanle, Caelnno Silverio da Silva.
Appellado, Feliz Veoaocio de Canlalicio. Man-
daa-se avahado imposto da chancellara.
Appellanle, Francisco Jos Regalo Braga.
Appellado, Antonio (jomes de Aranjo.
Foi distribuida ao Sr. desembargador Lean a
appellerao commercial do juizo da primeira vara
desta cidade enlre parles :
Apprilanles, Vicente Ferreira da Cosa, por si e
como administrador da firma Costa & Onofre.
Anpellados, a viuvaj e herdeiroi do lioado Jos
Feraaodee Eiras e Feroaades Silva & C.
Sendo designado o dia de hoje para jolgamenlo
de apji.l|i-,in entre parles :
Appellanles, Francisco Antonio de Carralhc Si-
queira eoutro.
Appetlado, Joaquim Lacio Munteire da Franca
na qualidade de liqudame da firma Franca &
lrmao. Nao se tomou conbecimento por ter vindo
(ora de tetapa.
Foi julgado o feilo enlre parles :
. Appellanle, Joao Frederico di Abren Reg.
Appellados,Soar*s&C.
O Sr. destmhargedor relitor Santiago levon os
RIO DE| JANEIRO.
CARIARA DOS SRS. OEPUTADOS
Sotaao' do da 10 a Jolito de 1855.
Le-se e ,approva-se a acta da sosio anterior. O
Sr. primeiro secretario d conta do egointe ex-
pediente :
Ollicios do Sr. ministro do imperio, um rommu-
nicando qoe se expedir aviso presidencia do Para
pa/a ser chamado o supplenle respectivo pela diU
provincia para preencher a falla que se da na depu-
lacao desla provincia, e outro commniiicando qoe
S- M. ficara inleirado das pessoas que compein a
mesa desta cmara durante o correle mez. Fica a
cmara Dleirada.
Da cmara municipai da cidade de Olinda, provin-
cia de Pernamhuco. enviando urna representaran em
que a mesma cmara pede que para occorrer a des-
pezas e encargos que lite torito impostos por lei, e
que_si1o superiores a seus rendimenlos, se Ihe enn-
cedao os foros de terrenos dos quaes fura desapro-
prada.A" commissAo de fazenda.
Da cominis'Ao da praca do commercio, enviando
nma representacAo desla praja pedindo providencias
que no faturn regulem a duvtda que occorrer acer-
ca da graduaran do direilo creditoro do governo im-
perial, quando eale a litlo de portador de letras de
cambio protestadas por falta de pagamento disputa
preferencias com ontros credores commom.A' commissAu de fazenda.
Sao approvadoi os seguintes pareceres :
A respeilo dorequerrmento doeapino Jos Ma-
ra de Menezes Correa c Castro, pedindo melhora-
menlo de reforma, he a commissAo de marinha e
guerra-de parecer que se requesitem informaroes do
governo.
Paco da cmara, em (i de jolln de l&xi.Perei-
ra da Silra A. C. Sear.
Atina lmbelina Clara de Mello, vinva do aju-
danle Flix Amonio da Rosa, pede qae se mande
paliar o meio sold deque tero estado privada desde
1831 e.i que fallecen sea marido.
A commissAo de marinha e guerra, para iuter.-
porseo parecer, propoe que te soliciten! informaroes
do governo.
'( Pato da cmara dos depalados, em 9 de julho
de 18)6.a. C. Sear.Pereira da Silva.
Acha-te sobre a saeta, e vai a imprimir para en-
trar na ortletn dos trabalhos. a proposta do governo
para ornamento da reeeia Reral do imperio para o
anno Ooanceiru de lcV>6 a 1857 convertida em pro-
jeclo de le pela 1.a coinrauaSo do orramento.
Vai com urgencia commissAo de constitualo e
poderes o diplomado Sr. Joao Lias Vitara Caneaa-
so do Sininib, depulaap acia provincia das Alo-
(oat.
O Sr. Seccn :*|aj,
bailo te ada urna
lado o ttr. Eva'
to qut eu livea
SAO de 2 do cnrreoaaiT E'
eate oe Jornal de tab-
feila peto nobre depu-
a respaila do diseur-
ferir netta casa na tes-
ija netta reelama;o
que o aobra depntado sequeisade que otteas apar-
tas torio altralos, e como se posta entender que
foi eo ejoem flz e.sa altete, lenho a declarar
cata qoe os apartes que ae aekMo no discurso etilo
laes quaes me forAo renieltidos pelos lachyaraphos,
o que fcilmente te podera verincar ; sala allerei os
fies do nobre depatado, nada poda ulilisar coa,
tat piucetjtaiiila, a atada que o pndesse o nAo
faria, o que bem se reennhecer-se se attender a
que nSo accrescentei os apartes de alguns nobretde-
pillados que erAo favnraveis a causa qne eu defen-
da, c que nao liaviam sido lomados pelos lachvsr;'-
phos, a quem por esta falta nAo attriboo colpa algu-
ma, potqae ellet nem sempre podem ouvir lodos os
aptrtes que sAu proferidos por diversos Srs. depu-
tados.
Creio, Sr. presidente, que o fim principal desta re-
clamai;Ao do uobre depolado foi dar a entender que
ua occasiau em que fallei poneos Sr. depulados se
achavam na casa. PiAo posso saber com certeza o nu-
mero de depulados que se achavAo prsenles, nem
tenho a looca prelencao de me jnlgar do numero
daquelles que em hora lao adianlada como a em que
faltei, posta atlrahir a alinelo da cmara ; o que
porm he verdade, e o que posso asseverar casa he
qae o nobre depolado, tendo fallado em hora rauilo
mais favoravl, nao foi mais feliz do qae eu.
Tenho de fazer ainda urna pequea ratificarlo i
reclamarlo do nobre depntado quando elle se referi
ao Sr. chefe de polica do Rio Grande do Sul. Eu
lulo Uva tm vista tirara uloria que poderia resallar
a esseSr. chefe de polica da maneira por que elle
proredeu quanto a prisAo dos ass'assinos do infeliz
lavares.....apenas live eu em vista mostrar que
quem liavia descoberto os criminosos e participado
ao cheve de polica urna tal descoberla tinha sidn o
delegado de policia da cidade de Porto-Alegre. Li-
milo-me a islo.
O Sr. Ferra: :Peco a V. Ex. qoe nomeie um
membro para commissAo de fazenda, visto que o Sr.
Ribeiro esl doente.
O Sr. Presidente:Nomeio o Sr. Soaza LeAo
para substituir o Sr. Rieiro durante o sen impedi-
mento.
ORDEM DO DA.
Orramenfo dajuslira.
Continua a discussAo do ornamento da despeza do
ministerio da juslica.
O Sr. Sabuco (ministro da juttiraj :Sr. pre-
sidente, antes de lomar em consideraran os discur-
sosdos nobres depulados que em sentido de oppo-
sicao me precederam nesla discossAo, a cmara per-
millir que eu d nina breve resposla ao discurso
do nobre depntado pela provincia do Rio de Janei-
ro, qne no orcamento do imperio, sein ser en pre-
sente, me dirigi forte censura pela evecurao da lei
que crea duas Faculdades Theologicas no imperio.
Nunca pensei, Sr. presdeme, que a consulla que
eu fizera para ter um apoio firme e luminoso, desse
azo a ama censora IAo desabrida, tao pouro gene-
rosa. Respeilo o talento do nobre depuladi pela pro-
vincia do Riode Janeiro, erespeito mais que muito a
profunda illustracao do sapientissimo varAo de quem
o nobre depolado empresto as ideas, os pensamen-
los e as palavras qae nesla casa repito. Digo, po-
rern, que s recondeno como infalliveis aqurlles aos
qoaes Jess Chrislo prometleu a assisteneia do Es-
pirito Sanio al a cnnsummarAo dos seclos. (Apoia-
dos.)
Segundo o nobre depntado o mipisterio da juslira
commetleu urna grande irregutaridade em se ter
inrumhidu da execurAo da lei que crea dnas Facol-
dadesTheologicas ao imperio ; mas o ministerio da
joslira he tambem dos negocios ecclesiasticos. fao
se trata de ama universidade em a qnal o complexo,
os inleresses collectivos podem prescindir das neces-
sidades e conveniencias das especialidades que ella
comprehende ; IraU-se de urna Faculdade especial-
mente destinada au ensino da theologia, a Iheologia
que he a sciencia da salvadlo (apoiados) e que nAo
pode deizar de ser intimamenle ligado a Igreja, e
prtenlo perlencenle ao ministerio dos negocios ec-
clesiaslicos. (Apoiados.)
Mn, disse o nobre depolado, a instroccAo supe-
rior perlence ao ministerio do imperio : reconheco
esta regra de competencia ; mas lambem he cerlo
qoe a especialidade do entioo deroga essa regra e
eslnbelece urna excepr,ao. Assim que nao perten-
cem e nunca perlenceram ao ministerio do impe-
rio a escola militar, a escola de marinha e os semi-
narios.
O Sr. Pinto de Campos:-Isso he irrespon-
divel.
O Sr. Ministro da Justica :Qoe importa, as-
conneao como mais conforme i intenrAo do legis-
lador por orlhodoxo : a fusAo doejseminarios impu-
tando a sua conversAo e suppressAo seria urna idea
contraria aos caones, um esbnlho dos direilos epis-
copaes, sendo que os seminarios, conforme o con-
cilio de Trenlo, que nesta parte tem sido recebido
por todos os paites catholh-os, pertencem ezclusiva
juris.lic5.A0 dos hispes, sAo insliluices especialmente
ecclesiaslcas.
Disse tambem o nobre depntado qne ainda nAo
temos universidade, havemos de t-la mais cedo ou
mais tarde ; devem fazer parle della as Faculdades
Theologicas. Ainda nao lemos universidade, aioda
ella nao he urna concep$!o, um projecto, e ja se Ihe
dAo direilos, ja se Ihe conceden elfeilos ; queremos
desde ja seqoettrar em favor derla aslnshluicf.es es-
peciaes do ensino.
a Havemos de t-la mais cedo ou mais larde.
Nada aventuro a este respeilo, porque o nobre
deputado nao nos disse qnal o typo da sua univer-
sidade, nAo nos disse qnal a sua cilensSo e eompre-
hensAo, qnal a sua relacao com a liberdade do en-
sino. Rever poreni essa universidade comprehen-
der as Faculdades Theologicas '! O nobre depotado
a dase, mas a cmara permillir que au proteste
contra esta proposijao ; qualquer que sej a miutia
posicao, por debis que sejam os meos e-forros, hei
de sempre oppr-me a essa idea que tenho como
subversiva na unidade da Igreja. como (endent ao
sceptecismo da f. Muitns apoiados.) Podis, se-
nhores, subordinar ao rgimen universitario todas
as silencias pli>sicas e moraes, porque a philo-o-
phia depende do exame, depende da discussAo, a
philosnphia acompnnha o progresso ; mas subordi-
nar au mesmo rgimen do progresso e da razao a
Iheologia, que he a revelarlo, a revelarlo que he
a f, he admillir sobre ella a controversia e a duvi-
da. Muitos apoiados.)
NAo pareca, senhores, craluita esta hypolhese,
porque vem aos olhos de torios que se pode dar con-
tradicc.lo. anda que apparente entre a f e a rzao,
enlre o exame e a Iradirao.
Onde a Igreja e o Estado eslo confundidos, he
fcil prevenir pela nnidade n scepticismo ; onde a
Igreja e o Eslado sao poderes independentes como
enlre nos, cada um entinando -em intervenan do
outro, a duvida ha de vir : e em vao sujeitarieis o
ensino religioso i universidade, nao lograrais vosso
hlenlo ; a Igreja, coja voz he moilo poderosa, cla-
marla todos os dias contra o esbulho de sua missao
divina c especial, levantara todos os dia* duvidas
Allega lambem que a primeira universidade de
Pars foi fundada com intervenido do poder espiri-
tual ou do pontfice Innocencio III per urna sua bul-
la de 1809.
Mat o nobre depolado, contra Mas estas autori-
dades, oppoz urna certeza qoe ea admirei, e que
mesmo invejei : disse que o negofio era claro, era
simples Quando u nobre denotado te exprimi
desta maneira, pensei qoe o nekre imputado nos
trazia alguma concrdala, algum fecenhecimeoto da
parte da Santa S : nAo, senhorts, nao nos Irouxe
concordata alguma ; pensei que btte nos principios
que regem a materia elle podia talar assim. s coro
lana certeza. Nao, o nobre deportado apenas pro-
clainoii o principio do eiclusivisrra do ensino ge-
ral e absululamenle ; nAo direi qoe ase exclusivis-
mo he nina heretia, mas qoe collamente he urna
proposito temeraria ; porque not vemos que mei-
mo na Frangn, onde predominou o espirito univer-
sitario, ahi o exclusivismo nao era admitlido, alii a
Igreja tem concurrencia, porque ahi se reconhecem
e se dotam os seminarios do concilio de Trenlo, ahi
ella lem iutervencAn, sendo que NapoleAo couced'eu
aos hi-pos o direito de proposla trplice para o ma-
gisterio theologico as mesmas universidades.
O nobre drpulado invorou a Igreja losilaua ,- mas,
senhores, dahi nAo liraWes certeza, porque essi
igreja nAo he como a italicaua, que tem os seus di-
reilos definidos, firmado* por meio de concrdalas.
Nao, a Igreja lusitana fuuda-se principalmente no
padroado, eo padmsdo he urna concessfto, he urna
faculdade da Sania S. O nobre deputado apenas
cilou fados .- o qoe se fez, devenios fazer, eis-aqui
o argumento do nobre deputado.
Assim, senhores, eu nAo vim a saber pelo qae o
nobre deputado disse senAo oque ja sabia, e he que
a reforma da universidade de Coimbra loi feila sem
a intervcnrAn da Sania S. Eu narf*julgo improce-
dente este faci, mas o que digo he que este fado
isolado nao era bastante para resolver a queslAo, nao
era bastante para qne o nobre depolado com lano
afao, com lauta certeza nos dissesse que o negocio
era claro, que o negocio era liquido, e me condem-
nasse porque consulto, porque procore apoio.
Eu emendo, senhores, qoe o Estado pode insti-
tuir as faculdades theologicas sem intervenan da
igreja que a igreja pode por igual ioslui-las'; en-
feudo uxie este direilo he reciproco, 011 camulatlvo
oe compele o estado e que compete tambem a
greja. (Apoiados.) Compete ao estado, porque o es-
lado tem nleresse na dilTuso da f, lera interesse
sobre a legitmidade do.ensino universitarioj|aj uni-1 na estabilidade da fe, lem interesse na fnrmacAo dos
versidade pur sen lado deveria reagir conlrji-Igre- j sacerdotes que se deslinam aos allos graos da jerar-
ja, c dahi? dahi o scepticismo. (ApoiadusJ^"Tlas o chia ecclesiaslica apoiado- ; compete t Igreja, por-
scepticismu mala a f ; e o Estado tem necessidade I que este direilo Ihe Ihe foi dado pela pnlavra de
severa o nobre depolado, que a lei mande me as
Faculdades sejam collncadas em seminarios 7 Islo
nao quer dizer senao qoe se aproveilem os edificios
dos seminarios, visto qoe oulros nAo lemos.
Em primeiro logar direi ao nobre deputado qae a
lei nio contem .a expressaocollocados io que a
lei diz he que as doas Faculdades Theologicas serAo
creadas cm dnns dos seminarios do imperio. Ora,
para se (omarem os edificios dos seminarios pelos
seminarios, como emende o nobre depntado, he pre-
ciso recorrer a urra figura de rhetorica, he o con-
tinente pelo conteodo ; mas repugna hermenu-
tica que urna lei se enlenda por ligaras de rhetori-
ca. t Apoiados.) O qne a le quer he a connexAo
dos seminarios con as Facilidades ; ella referio-se
aos seminarios corro iostitoicJo e nao aos edificios,
referio-se ao tyttema, a eorhbinasao do entino. As-
sim que bem pode ama eadeira do seminario ser re-
movida com mais conveniencia para a Faculdade
Theologica, oulra ser commum a ambas as institui-
rfies, ele.
De rertamenle>,le o pensamenlo da lei, e nanea
ella foi tnlendida pelo modo que apraz ao nobre de-
putado, e tanto nssim qae da sua disposirAo veio
em duvida se o quo ella quera era a fosHo dos semi-
narios com at Facilidades, 00 ornele a connexAo
dessas inslituices ; e tramphou o pensamenlo da
da fe como urna base de estabilidade, como funda-
mento da rcligiao que he o principal elementa,
o movel poderoso da civilisacAo e da moral. (Apoa-
detW
E nem ha necessidade nenhoma, senhures, de es-
labelecer esta rivalidade enlre a Igreja e o Eslado.
Apoiadot.)
A Igreja lem sido al hoje auxiliar do Eslndo,
ella nAo revela prelencfto alguma. Apoiados. Hon-
tem disse muilo bem um nobre depulado pela Ba-
hia, meu amigo: Nao he possivel que haja receio
do clero enlre mis. Nem he possivel. que haja.
porque o clero enlre mis nAo tem poder, nao tem
vocaco; nos ao contrario he que Ihe de ventos dar
poder e \oca5A0, pera queapossa satisfazer a soa mis-
to, para que possa tambem tervir ao Estado.
(Apoiados.)
Creio que nao aventuro urna propositan temeraria
dizendoqae hoje lemos necessidade das ideas religio-
sas, como um correctivo da corrupcAo que lavra, e
felizes seramos'se chegassemos a una poca em qoe
as ideas religiosas carecessem do correclvo. (Muitos
apoiados.)
Na contesto, senhores, qne o ensino em cen fie
nm direilo mageslalico, he um direilo do Estado,
porque em verdade antis de todo convem formar o
ridadAo, dar educa;Ao i familia, e cerlamenle nAo
he o clero mais proprio para preparar as oulras vo-
candes da sociedade. A cmara permillir qoe cu
leia a osle proposito urna bella eipressao que La-
martine figura como pronunciada pelo Eslado, re-
ferindo-se i Igreja: O ensino he o liomem, o
ensino he o espirito hamano, se vos entrego o en
sino, ea vos entrego o hornero, eo vos entrego o es-
pirito humano, eu vos entrego .1 civilisacao, en ab-
dico.
Mas ea reconheco este principio, lambem reco-
nheco, senhores, que o ensino theologico intimo e
connexo com a sal vacilo, que leude a prosperar o
sacerdote, nao pode ser dado sem a iotervencin da
Igreja. A uoidade, diz Walter, lie es-encil pa-
ra 1 legliradade do ensino, para segoraura de dou-
trina.
Tenho como certeza, senhores, qoe a doutrina na-
da vale sem a autoridade, que a doutrina vacila
sem a.autoridade,' ninguem acredita na doutrina
que nAo lem por si a profissao e a competencia, nin-
guem acredita na doutrina sagrada que nao he ensi-
llada sob a direrjaii da Igreja, que recebcu esta mis-
Ao de Jess Chrislo. (Muitos apoiados.)
Mas nao pensis, senhores, que por esta maneira
lenho resolvido a queslAo da inlervencaoda Igreja
na imlituirAo das Faculdades Theologicas. Salu fu-
ra do meu proposito, porque o nobre deputado pelo
Rio de Janeiro tambem aberran da questo. Tra-
lava-se da inlervencao da Igreja na fuudacao ou
insliluicao das Faculdades Theologicas, e o nobre
depolado foi alin, Iralou da direccao do ensiuo,
proclamou o exclusivismo universitario ; foi preciso
por consequencia impugnar essa idea do nobre de-
pulado. Tratarei agora da queslao.
Quando ouvi o nobre depolado dizer qne desta
irregulardade que houve em ser eiecutads pelo mi-
nisterio da juslira a lei dat Faculdade* Theologi-
cas resallaram duvidas que elle consideron de gran-
de alcance, de funestas coosequencias, parecera que
da parte da sania S se linha ostentado alguma pre-
lencao exagerada, alguma aggressao ao poder tem-
poral, que eslava eminente alguma bolla co-
mo essa1 ciea domini,ou a outra de Alciandre
VI,nter certera.
Nada disto ha ; a Santa S parece que ignora a
existencia desla lei que creou as Faculdades l'hen-
losicas. Qnera viste os receios do nobre depulado
pensara que o clero enlre nos de repente lomado
poderoso linha concebido a prclenrao de dirigir *
dominar o ensino publico. Nada se traa dislo -
Irala-se simplesmente de una qaeslo de concorren-
ca, de urna queslao de inlervencao no ensino reli-
gioso, no entino theologico. Nao'he por consequen-
cia urna questdn de dominaran do entino otl do ex-
clusivismo do clero, como estas que tem havido
na Franca e em oulros lugares onde o clero he po-
deroso, onde a inlloencia poMtaVa do clero pode ser
fonesla.
Jnjosio foi o nobre depulado para com os bspos,
que nesle negocio nao lem oolra culpa senao a de
satisfazer s minhas consultas, e me prestaren] o au-
xilio de soas lozes. Os bispos nao obraram de mo-
la proprio nesle negocio ; consultados, deram a soa
opiniao, e a deram conforme sua ron-ciencia evan-
glica ; nao revelaram seus desgoslos ou pretenrao
Iguma, nao fizeram o menor protesto, e al o res-
peilavel arcehispo da Rabia, em carta particular que
me dirigi, declaran que elle nao desejava que a
laculdade Theologica fosse lundada no arcebispado
da Baha. A cmara ha de permiltir que eo leia em
resumo os pareceres luminosos dos bispos, e ve-
ra a moderagan qoe eljes guardam ; o paiz ver que
elles nao merecem afluspeila de prelences que nao
lem. M
Diz o Sr. arcebispo da Babia :
a Pela propria denominarlo de Faculdades Theo-
logicas, ellas nAo podem deixar de ter um carcter
exclusivamente ecclesiastico, nem portento prescin-
dir do concurso nu approvacAo da Santa S, co-
mo em lodos os lempos foi religiosamente observado
nos paizes ratholicos, na creatfo das proprias uoi-
versdades at os fins do seclo XVIII, em que o
philosophismo secularisoo lodos estes eslabelecmen-
los e apagn nclles toda a cr ou apparencia reli-
giosa, o
Este he o parecer do Sr. bspo do Rio de Ja-
neiro
Dos. Emendo, porm, que a direccao do ensino
que o estado instilue nAo pode prescindir da inter-
vengan da Igreja, para que este ensino tenlia autori-
dade, para que teuha uoidade e para que tenha f.
Emendo i-amheni que o ensino que a igreja instituir
esl sujeilo inspeefao do estado, porque o estado
tom iiianferivel direito de inspeccionar os actos da
igreja, afim de qoe nao sejam prejudciaes ao es-
tado.
A insliluicao dat faculdades, sendo urna protec;o
dada igreja, sendo um auxilio para o biilho, pa-
ra o lustre della, nao carece da inlervencao da Igre-
ja ; a direccao do erisiuo, porcm, carece da inler-
vencao. Eu appello para o te-lemunlio do meu no-
bre amigo o Sr. ministro do imperio ; nuuca live
duvida a respeilo da insliluicao das heoldades theo-
logicas, sempre opinei que poda o estado insfi-
lui-la...
O Sr. Miniltro do Imperio : Apoiado.
O Sr. Ministro da Jwlira:... mas a direc-
cao do ensiuo nao podia prescindir da cooperacAo,
da inlervencao da Igreja, a- psdt desviamos conside-
rar os bispos como directores nalos dessas faculda-
des. Aatay ne praeedeu aa BehaJjpi. onda n univer-
sidade deT.ouvn foi eslabelecida sem a inlervencao
do papa, mas onde a direccao he confiada ao bispo.
Esla autoridade basta para a garanta, basta para a
autoridade do ensino...
O Sr. 1'trcirad* Silc : Vai contrariar ao sen
principio.
O sir. Ministro da Juslira : Nao, meu tenhor,
ha milita diflereura entre a insliluicao do ensino e
a soa direccao e exercico. Emendo qoe, creada a
faculdade, -levemos pedir a approvacAo de Sua San-
tidad para dar importancia, par.i dar prestigio aos
graos cannicos desla faculdade. (Apoiados.) Se nos
queremos que esses graos sejam reconhecidet em
lodo o orbe calholco, que a esses graos sejam an-
nexos os direilos qoe os caones Ibes altribuem
como o de intervirem os doctores nos concilios...
O Sr. Pereira da Silca : Logo o governo psj-
de crear a. Faculdes Theologicas sem a intervencao
da Igreja.
O Sr. Ministro da Juslira: Ainda nao disse o
contrario ; o qoe me admirou foi a certeza do no-
bre depolado, foi que me elle coodemnasse porque
consulte). 1 Quem duvida de seu direito, nlo pode
ao depois sostenta-lo : a-nAo duvida de ten direilo,
quem procura o apoio da opiniao, quem procura
forma-la : atsim nao ha goveroo regalar que nao
duvide de sen direito. Um poder ndependenle nao
se desmoralisa porque respeili e d consideraran ao
ootro. Batanles dill'iculdades ja temos para qae
creernos mais esta. (Apoiados.) %
E fique o nobre depotado cerlo qae ao passo que
lomo ,em consideracAo as duvidas propostas pelos
bispos, teuho a oecessaria energa para repellir as
invaaoes que se queiram fazer aos direilos de sobe-
rana. (Apoiados.) (ilorio-nie de ler procedido co-
mo proced: estou bem com a minha consciencla de
ministro, de calholco, de cidadao. (Muitos apoia-
dos.)
()\Sr. Pinto de Campos : Procedeu mnito em
regra.
idea bem determinada. O ministerio ja disse. eNe
adopta as incompatibilidades por meio dos circo-
Ios : hoje, por consequencia, nAo lem os nobres de-
pulados mais prclexto para dizer que a poltica do
governo nao he definida.
Quando for a discussAo do projecto que consigna
esla idea e pende no senado, o ministerio por seu
orgao principal exprimir as razOes por que adopta
e deseja sinceramente essa reforma eleitoral : direi
por ora -rnenle qoe as incompatibilidades reduci-
das aos circuios nao lem esses inconvcnieaile que se
arguiraro as incompalibilidas por provincias ; a ma-
gistratura nAo licar privada do parlamento, 011 de
aspirar ao parlamento, nAo haver de repente e co-
mo se suppunha grande falta de liabiliiaroe- para o
parlamento, por nAo haver anda um sobslilulojia-.
ra a magistratura, que deixaria grande vazio sendo
incompalivel.
Nem, senhores, as incompatibilidades indirectas e
como ron licao do emprego se podem ter como con-
trarias consttuicao. Seria preciso para que ellas
fossem contra a cunslituicAo, que se admillsse um
absurdo, e he que a cousliiiiirAo, qae alias he a ga-
randa da liberdade dos cidadaos contra as elasses,
fosse urna garanlia das elasses contra os cidadaos.
(Apoiados.) Era preciso que a consliluiejln, que
consagra como toa base es-encial a divi-Ao dos po-
deres polticos, quizesse a fusao desies poderes, IS-
zendo parle de uns e de oulros o. mesmo pe-nal,
sendo esses poderes de fado confundidos.
O Sr. Mello Franco : Apoiado.
O Sr. Ministro da Justica : Nao he meu pro-
posito, senhores, nem a occasiao o permiti, tratar
dos circuios ; direi apenas em resumo que os crcu-
los podem Irazer alguns inconvenientes, mas elles
mostrara nina vanlagem domname que 11A0 pode
deixar do ser sensivel a lodos os olhos : esla vanla-
gem he. senhores. a possiblidade, a probalilibade
de peder 111 ser representadas no parlamento todas as
opiuirs polticas, e esla vantagem tornar o systema
representativo urna verdade. (Apoiados.,1
Ser contraria no uli possidelis de que nos fallou
hontem o nobre deputado do Rio de Janeiro ; mas,
senhures, he urna grande garanta para o systema
representativo. (Mulos apoiados.)
O Sr. Taques : A eleicao pela forma actual,
he um bamborrin.
O Sr. Ministro da Juslira : Hon lem o nobre
depulado pela provincia du Rio de Janeiro tratou
com muito desabrimento o meu nobre amigo oSr.
ministra du imperio, por urna proposito que elle
aventuran na discussAo do orr ment dos negocios
do imperio.
O nobre deputado pelo Rio de Janeiro, fazendo-
se o nico representante e depositario das IridicOes.
e da ronfiaiica da opiniao conservadora ; falla lodos
os dias em mime dessa opiniao ; e isto deo logar a
que o meu nobre amigo o Sr. ministro do imperio
se admira-.se que o nobre depulado assim se expri-
misse quando o mioislerio actual tinha o apoio des-
sa "pinino representada e exprimida pela maioria
desla casa, do senado e du eonselho de eslado. \-
poiados.j Mas como combaten hontem o nobre de-
pulado esle argumenlo do Sr. ministro dos negocios
do imperio f Elle nos ditse : a opiniao ofilcial
nao vale nda. senhores, a opiniao real he que vale
lado. Segundo o nobre depulado o qoe Vale he o
que se murmura ahi.nos corredores e nao o que se
diz nesle saino Mas o governo representativo he
o governo da poblicidade; e como pois devemos
acreditar antea no que se diz pelos corredores e an-
te-salas, do que naquillo qoe se diz neste recinto !
Segundo o nobre depulado o vol desla maioria nao
o A creacio de urna Faculdade Theologica que
ensina e autorsa para ensillar publicamente a scien-
cia sagrada da f, dos coslomei, e da disciplina ec-
clesiaslica, e que inllue poderosamente nat habili-
tar/ies para 01 cargos do ofilcio sacerdotal c pastoral
em todas as tuas aradarnes he tem duvida um oh-
jeclo religioso, a cujo retpeilo 11A0 se pode prescindir
da inlervencao dos bispos.
a A estes como successores dos apostlos, he que
foi confiada a missAo de ensinar a sciencia da salva-
Co por si mesmos- e por aquelles com quem reper-
tem esle dever de sagrado ministerio.
Eunles docete omnes gentes, baplisantes eos...
drenles eos serrare omnia qmecumque mandari ro-
bis. Maleas 18, 19 e 20.) o
Allega o mesmo bispo que na moderna nnisersi-
dade de Pars, creada pelo imperador Napoleao I enj 1 Vma voz : Refieclido.
1808, prescindio-se com efleilo da approvacAo pon-
tificia, mas deu se aos arcebispos, bispos dat dioce-
les, a inlervencao na esrolha dos professorea, que
eram elles os qoe os propunham ao governo do im-
perador ou no grAu-mesliv da universidade em lis-
tas trplices.
O Sr. Ministro da Juslira : Senhores, son
chamado a fazer algumas consideraees polticas,
porque a poltica foi meltida, nao sei se a proposi-
to, nesta discussAo do orramento dos negocios da
justica ; mas procurarei ser breve, porque em mui-
las discossOes a polilica lem cabimento, entretanto
qoe a minha defeza relativa aos negocios da justica
so nesla occasiao he cabivel e mais propria.
O uobre depulado pela provincia da Babia, que
estreou esla discussao, connuou a considerar va-
ri I la ule, dnvidosa a poltica do ministerio, repiti, o
qoe todos os dias te (em dito, o bordao de todos os
discursos da opposicAo nesle anno.
Mo parece, senhores, que nao pode ser mais cla-
ra e mais definida do que he a polilica do ministe-
rio ; nao ha, porm, peior ceg do que aquello que
nao qner ver. ( Apoiados.) Seria preciso, senhores,
para que a poltica do ministerio actual fosse clara,
que ella te conformasse com a opioiao de alguns dos
extremos da casa ; mas islo nao he possivel.
Reconheco qoe urna polilica eclctica, que urna
polilica que nao he eilrema, eslsojeita a estas dif-
liculdades e interprelaees. ;Apoiados.)
Senhores, a polilica do ministerio esl eipressa-
mente assignalada no programma do digno presi-
djpte do eonselho, explicada urna e. ruilat vezes
not discursos por elle proferidos, nos discursos de
laBbs e de cada um dos memoras do gabiuele ; ser
ainda preciso repeli-la mais esta vez ? Eu o fare em
resnmo.
Nos nao queremos, senhores, nenhom dos exire-
mos ; os au queremos as ideas absolutas qae do-
minaram em oulra poca. (Apoiadoi.) Nao quere-
mos a prcs.o de 1850, porque vemos que nao he
mais occasiao della. (Apoiados.) Ainda que nos ar-
memos da cabeca at os pos, ainda que estvessemos
dispostos a ferir, contra quem havianios de empre-
ar os nossos golpes ? Nao vemos inimigos ; seria-
mos Qoixotes acommetlendo os moilihos de vcoto.
'Apoialus. Nao queremos tambem is ideas exage-
radas qae foram o objecto do antagonismo e da lula
que cessini, ideas vagas e indefinidas.
NAo queremos o exclusivismo de nenhuma das 0-
pinies ; queremos a depurarlo das ideas extremas,
queremos o eclectismo das opinies, queremos a vo-
eacAo de lodos os tlenlos em bem dos intereeses col-
lectivos da sociedade. (Apoiados.) Ai.i da itto niln he
claro, senhores ?
Nao queremos continuar, porqne poca he di-
versa, porque nao he mais lempo diilo ; nao que-
remos lambem substituir, porque siria incorrer no
meimo mal que nao queremos continuar, seria fazer
urna reaccAo, seria subverler a tociedade, e nao
eramos os os mait proprios para fa/.e urna subslilui-
c.lo, urna sobversAo. (Apoiados.) Anda queris mais
claro '.' O ministerio nAo pode pretender a fusAo dos
partidos, como ja orna vez disse nesta casa, dos par-
tidos com seus principios, com snas radicos, be iin-
possivel, porque enlo as opinies exageradas havitm
de predominar e neutralisnr as ideas conservadoras e
moderadas; nao queremos o que chamis couciliacao
pessoal senao como prava da nossa tinceridade, co-
mo o meio e nao como o fim, como elleilo de um
principio e nao como principio.
Este principio, senhores, lie a polilica conserva-
dora com a clausula do progresso...
tem importancia alguma, porque ella nao quer di-
zer senao o uti possidelis '. A maioria vota com o
ministerio porque lem receio de qoe venha a oolra
polilica sr. presideule, a maioria, o paiz qoe
apreciem a esla nroposicao do nobre depolado, a
qaat me parcceqWdenlemenle, senao ama injuria,
ao menos urna injuslica. (Minios apoiados.'
O ministerio, senhores, o lem dito umitas vezes,
nAo quer um apoio indeciso e duvidoso. Por bem
do paiz, cojo voto he que os seus representantes te-
nham a cousciencia do dever, e a coragem da po-
sicAo qoe Ibes conferio (apoiados), por bem dos
principios, cm honra e ao interesse da maioria,
convem que ella se explique fiancamenle, ou pro
ou contra. Apoiados.
Em quanto porm neste salAo ella nao se pronun-
ciar contra o ministerio, o nobre depulado ha de
consentir que cu acredite antes no 'que vejo e oueo
no salAo du que naquillo que se diz nos corredor""-.
(Apoiados.) \
O S. Wanderleg ( ministro da marinha) : He
aonde ha os mexericos.
O Sr. Ferraz : Atsim aeredilava Gurxol ; mas
enganou-se.
O .Sr. Ministro da Justica : ...refieclido, sim,
(apoiados), justificado soa experiencia. Isto he va-
go, he indefenido, convem reduzir i lo a orna idea,
a urna hypolhese.
Senhores, esta observacAo poderia caber antes do
O Sr. Ministro da Juslira : Senhores, pode
ser que Guizot se enganas.se como agora apraz dizer
o nobre depntado, pode ser qoe ludo seja apparen-
cia ; mas o nobre depntado ha de convir em que
nAo ha oolra pre-umprjo no systema representativo
senAo a maioria outro meto de conhecer a opiniao
senao a maioria. (Apoiados.) Ao contrario dar-se-
hia a anomala de valer antes a minora que a
maioria.
Senhores, o projecto de reforma da lei indiciara
que live a honra de apresentar nesla casa, e que
mereceu a approvac3o da maioria della. he lambem
um bordao de todos os discursos. Senhores, en nao
poderei disentir essa lei porque me falla lempo, e
seria preciso, repr.iduzir oque disse na propria dis-
cussAn della, como se lem reproduzido o que se disse
conlra.... (Apoiados.)
O Sr. Ministro da Marinha : Alem de qoe o
regiment prohibe failar-se sobre o vencido.
O Sr. Mini-tro daJmtira : .. mas nao posso
forrar-me ao dever d repellir as snislras nlences
que se tem emprestado a essa lei. Alguns nobres
depulados dizein e rcpetem que essa le he incons-
titucional.
O Sr. Ferraz : Peca a palavra para responder.
OSr. Ministro da Juslira : .... ma, senhores,
por mais tratos,que eu d ao juizo nao posso atlin-
gir com as razes desla inconstitucionalidade. Se
inconstitucional he esse projedo porque limilla os
casos do jolgamenlo do jury, eolAo inconstitucional
he o codizo do processo qoe eslabelecendo o juiy
nao Ihe conferio o julgamento de todos os crimes
(apoiados); inconstitucional he a lei de 1830, por-
qoe limitou a juri-dicrao do jury ; a coinliluic.'o
porem eslabelece que llavera jury nos casos e pele
modo que os cdigos determinaren!. (Apoiados.) Nao
he pois iiirnnsliiucional a lei que eslabelece, aug-
menta, ou dimioue esses casos, e regula e-se modo.
Mas essa lei mala o jury porque o concenlra, por-
que Ihe lira parle de soas altrihuinies.
O Sr. Brandao : Isso he incnnletlavel.
O Sr. Ministro da Juslica : Quanto primei-
ra parte dessa arguicAo, convem prevenir qae o pro-
jecto de reforma judiciaria que passou nesla casa
concentra o jury rilo as caberas de comarca, mas
lambem o eslende aos municipios populosos qoe to-
rem designados pelo governo ; nao he pois a morle
do jury, mas a sua sal varAo. essa concentraran em
logares que offereeem garandas de liberdade e de
seguranca ; o que quer o projecto he lira-lodos pe-
queos logarejosonde o jury nao he senao o instru-
mento da vinganra e do patronato. (Muitos apoia-
dos.)
Vos tendea condecido a fraqueza de vossa argn-
meniarao, c vos soccnrreslc ao liberalismo, fallas-
tea em nome da liberdade, veslistes as penoas do
pavo para combaler o projecto. (Apoiados.) Mas
qual be o liberal qae tendo cousciencia de seus prin-
cipios pode querer qae a honra, a liberdade e a vi-
da do ridadAo estejam merc das inlluenrias per-
niciosas dos pequeos lugares 'f (Apoiados.) Ao con-
trario o principio liberal, o principio generoso, he
queojurv para bem cumprlr a sua missao seja col-
locado elre as grandes populacoes (apoiados), ahi
ande os juizes podem ser incertos.
As coudiroes essenciacs do jury he que os juizes
sejam incertos e lenham liberdade (apoiados); e qoe
liberdade lem esses pobres jurados do interior do
paiz "? Como podem ser incertos os jurados, aoode
o numero delles be pequeo, aonde sAo sempre os
mesmos e conhecidos ? O principio liberal e gene-
roso he que o jury seja chamado para os lugares em
que ha concurso de influencias e interesses, para
qne (quem nentralisadas as paixes e os interesses
da familia e da aldeia ; o principio liberal e gene-
roso be qae o jury fuaccione uos lugares em qoe
a opiniao publica se pode fazer sentir, aonde a salie-
ran moral seja correctivo contra as opiniese patro-
nato da aldeia (Apoiados.)
O nobre ministro do imperio vos combateu nao
fazendo-sc liberal como vos pareceu, mas no terre-
no liberal que tomastes, ou como liberaos que sup-
putestes ; elle vos disse : vos nao sois os compe-
tentes para appellar para os principios do liberalis-
mo, vos nao lendes autoridade nessa materia, e por
(auto devemos recorrer aos homens mais proprios e
mais competentes para decidir essa queslao, e foi por
isso que elle cilou ao Sr. Paula e Souza e o Sr. Ver-
gueiro.
Senhores, a cmara me permillir que eu lea a
opiniao desses dona dislinclos chefes liberaes profe-
rida no senado brasileiro e llcareis convencidos de
que o projecto nao he aot-lberal como te inculca.
O Sr. leador Paula e Souza, no seu discurso que
> nao
------------- --. --------------, .-----I------------------------------------- I -^ -, --... ,.u.u > ...uca, uw *VM W.I,^ UUO
ministerio se haver pronunciado en favoi de urna | vem no Despertador de 2."i de agosto de 1841, sus-
tentando esle principio, eis-aqui as suas razOes (len-
do : ir A mnior parle dos males que naseem da int-
11 luirn do jury entre nos talvez proveiibaiu d dnas
causas: IHriMaJh exclusiva dos juizes de paz para
formar colpa, e reunan de conselhos de jurados em
immensas p irles. Sendo a reunan s nat caberas
de comarcas, os jurados dos diversos municipios que
formam aquello crculo judiciario ou lermu concor-
rerao para all, e deixnr de apparecer o predominio
de urna s familia as deliberadles do jury.
A islo objectou-se as distancias : ezialir de fac-
i esse mal ; mas he mellior que as pessoas mais
ricas do lugar, e, por consegainte, mais interessada
em que se punam os crimes e nao haja di -orden-,
sofTram o iiMommndo de ir a um lugar um pouro
hmis editarte, do qae rauta mpuuidade. Retfv
nneeo qaXTte laioaaModo viajaren Ice nos ; mat rilo
he lu gramil) incommodo que nao teja toleravel :
as distancias serAo de 10 ou 12 leguas, ou pouco
mais ; ainda porem nAo sendo assim, esse mal nada
seria em visli dos muilos bens que resultaran da
centralisacao.
He por tanto de absoluta necessidade que islo
se retorme.que se rena o jury nicamente na cabeca
de comarca, emhora se augmentem o crculos judi-
ciarios ; s assim poden haver independencia, o que
nAo se d hoje, por isso que os homens consciencio-
sos receam ser victimas por derem o ten vol livre-
menle, do que lem havido exemplos. Deroas, lo-
dos os qae -A > fnzendeiros sabem que o qoe cusa ao
fazendeiro be sabir de sua casa ; porem logo que
munta a cavallo e te propoe a fazer umaviagem, Ihe
he indiflerenle marchar mais Irrsou quatro lguas.o
O Sr. senador Vergueiro, 110 seu discurso que
vera no Despertador de 21) de agosto de 18i1, qoiz
que em lunar de 30 jurados ae marcassem pelo me-
nos 80 para 1 formarao de conselhos, ox|Ueera mui-
to necessario, dizia elle, por quanto todos concr-
dalo na conveniencia de acabar com as influencias
das localidades, as quaes lano menos turca lem
qoanlo maior he o lermo.
A outra aecusaco que se faz ao projecto de refor-
ma judiciaria he que elle lira grande numero de
julgamenlosdo jury; masa verdade he, enhores,,
que esla le nao tira ao jury senao o qae elle hoje de
fado nao lem, porque Ihe falla o rompo : as sesses
durara apenas 13 dias. e n jury em geral lmenle
se oceupa com os processos de crimes inafiancaveis,
ou com o jolgamenlo dos reo de crimes afincaveii
que nao podem preslar lisura.
Nos vemos pelas eslatisticas criminaes que no sex-
lenno de 1818 a 1853 ojory julgou 2,032 homici-
dios, e tmenle 2.14U ferimenlot, eoroprehendidos
nesle numero minios fenmentos graves que sao ina-
li.incalis : he possivel suppor-aeque nesle paiz ha-
jara mais homicidios que ferimentus leves? be pos-
sivel que baja essa propongo que a ettatistica mos-
Ira enlre os crimes afliancaveis e inaffianraveis?
Nao ; he qne grande parle dos afliancaveis nao sao
julgados, he que smente o sAo os dos reos de cri-
mes afliancaveis que sao presos, e nAo presta:n llan-
ca. Dahi a consequencia beque esses crimen ficara
impunes, he que o paiz se pode barbarisar por etsa
impunidade, porque esses crimes pequeos habili-
tan! para os grandes, e enlre uns e oulros nAo ha
muilas vezes oulra difierenra que o resultado mate-
rial, o favor da Divina Providencia, que faz que o
golpe resvale, que o pnnhat nAo acerle em urna vis-
cera importante, ou penetre menos urna linha, que
o aggressur trema e vacille, que a victima mnfclic.
Apoiados.]
Dizia eu a este respeilo no relatorio de 18.il :
( Estas reslrieres nao importara menoscabo ao
jury, que alias fica julgando os crimes mait graves
e importantes em relacao ao poder : ha impossibili-
dade pralica em que esses crimes, por numera e pe-
la razAo do pequeo numero de sestdes jndiciarias
e breve durac-u- dellas, sejam julgados pelo jury ; a
consequencia lie que infinitamente indicisos ellet se
podem cojaidi-rar impunes, ou tilo tarda a panicAo
que nao produz o elfeito moral que deve produzjr!
sobreleva 1, que os reos com a nova disposicAo se-
rAo logo julgados, e nAo (iranio presos, quando nao
podem preslar fianca,' por lempo roaior que o da
pena, como sou acontecer ; 2. que os jurados nAo
erAo incnmmi dado-, e obrigadus a fazer o sacri"
de abandonar seus negocios e oceupaces por
de procesaos IAo pouro importantes, i)
Em Franca, senhores, em 18S8, quando t tratou
de estabelecer a con.tituicAo da repblica, os exage-
rados quizeraoi encrregar ao jury o julgamento dos
crimes correccionaes, mas nao poderam conseguir,
porque a voz poderosa de Dupin demonstrou al a
evideocia qae ainda estando reunido o jury perma-
nente, 11,10 Ihe era possivel julgar lodos 01 crimes
correccionaes apoiados.. e subsisti e preval ?ceu o
cdigo de Nap)lean. Ora, nAo se podo ter com me-
noscabo ao jury lirar-llie aquillo que elle nAo pode
fazer por falla de lempo, livra-lo de um incom-
modo, lomar mais facis e menos duradouras as
reuniesdo jury. Quanto imprensa nAo vejo ra-
zao para a guerra que se declara a esse projecto.
Fica salva a doutrina, fica salva a impulacao de fac-
los determinados ; a dispo--Ao dn projecto versa
smenle sobre a injoria, sobre impalaces vagas ;
nAo he possivel, senhores, como ja di-se. elevar-se a
injuria calhegoria de crime poltico, a imputacAo
vaga a calhegoria de pensamenlo, e vos sabis o
abuso que se lem feilo desla arma (apuiados,) con-
tra repulaces ainda as mais solidas. (Apoiadot.)
Sr. presidente, o nobre deputado pela provincia
da Baha dirigio-me urna censara acerba por causa
do decreto relativo as sociedades em commandila.
Duas queslet foram pelo nobre deputado tratadas
primeira, se as sociedades em commandila podem
dividir o seo capital em aeces ; segundk queslAo.
se o governo tinha direilo de mandar cancellar o
registro dessas nocedades.
He ntcessarie, senhores, que eu reprodoza a favor
como foram reproducidas conlra as razes cm que
consisti a discussao da imprensa, e as razes que
em face do senado expend sobre esta materia ; eu o
farei em resumo e perfunctoriamenle como o exige
a necessidade de tratar de oulros objeclos.
Quanlo primeira queslAo se as sociedades em
commandila podem dividir o seu capital em aeces,
u primeiro argumenlo negativo he o eguinle :
Quando, senhores, o legislador define e caraclerisa
as diversas especies de um genero, e marca as dilTe-
renrasdeuma e dt outra, cerlamenle nAo se pode
applicar a urna especie os alliributos qae elle ron-
cedeu 11 oulra, do contrario seria destruida a obra
de legislador, ieverlida soa nleneao, confundidas
as especies que elle quiz distinguir.
A ni, leudo u legislador allriboido as sociedades
annimas a faculdade de dividirem o seu capital em
aeces esta facu dade nao pode ter extensiva s ou-
lras sociedades.
Esle argumento he tanto mais poderoso, quanto a
companhia nu sociedade anonyma nao esl eompre-
hendida enlre as sociedades commerciaes. Vede
bem, no cdigo ha dous captulos que IralAo de to-
ciedade* .- em um, o legislador te ovcupou s e es-
pecialmente das companhias ou sociedades anni-
mas, e no oulro seoccupoo dat mais sociedades com-
merciaes, enlre ellas da sociedade em commandila.
Por conseqaeacia nAo podemos applicar o que he
proprio de urna sociedade ski generis, de orna socie-
dade especial, outras sociedades commerciaes qae
te acliAoem capitulo diverso. He o argumenlo le-
gal ab ordine.
Mas disse-se : Nao se pode prohibir a urna so-
ciedade em commandila o dividir seus fundos em ae-
ces, porque he um principio constitucional que o
cidadao nao he obrlgado a fazer ou deixar de fazer
alguma cousa se 1A0 em virldoede urna lei. s
O Sr. Perra::Nao he esse o meu argumenlo.
" Sr. Ministro da Juslira :Estou resumindo
os argumentos que forAo discutidos.
A consequencia desse principio seria o legislador
nunca se poder exprimir senao de modo imperativo
ou prohibitivo; a consequencia seria a derogarlo da
hermenutica e de lodos os'argumentos de que ta-
lemos uso lodo.'i os dias; assim que nAo devemos
usar dos argumentos d fortiori, a simili, de maior
para menor, de menor para maior, a contrario sen-
su, ab ordine, etc., porque esles argumenlos sAo de
dedcenos, e oyue vale smenle he a disposicAo im-
perativa ou prohibitiva !
Parece-me que he islo um erro. Nao podemos
resistir vnnlad do legislador, nAo s desde que es-
sa vonlade he ex iressa, mas tamhem desde qoe a po-
demos deducir d js casos expressos para os casos nao
expressos.
lia smenle tima limitaran a osla regra, e vem a
ser qnanlo a materias slrir.ti juri, como he a mate-
ria criminal em a qual nada hanW descendal ex
icrtplura legis.
Seria em verdade, senhores, um absurdo querer
que o legislador declare nao s aquillo qoe permute,
como tambem aquillo qne elle nao permute. Os c-
digos, vos o sabis, doplicariam de volunte; porque
o legislador, quando, por exemplo, tralasse de so
dades em commandila, deveria dizer: Perle
Ihes islo, mas nao Ibes perltace aquillo.
O argumenlo fundare na isdisponcao expressa de
art. 334 do cod. Com : (/eao) A nenhom socio
he licito ceder a terceiro qae nAo seja socio a parle
que liver na soci 'dade tem o consenlimenlo dos ou-
lros tocios, a
grado no art. 297 (lendo): Al aecet podem ter
exaradas em forma de ltalo ao portador ou por ins-
cripres not registros da companhia.
Ora, esle artigo 334 est no capitulo que trata das
sociedades commerciaes ; dealas sociedades he orna
a sociedat e em commandila, que fax parle deaaa ca-
pitulo seceso 2.a); como deixaremos de applicar a
etla tocielade urna regra geral de toda* at sacieda-
des, para applicar-lhe a disposicAo especial da* sa-
ciedades nonymas. que se acha em outro capitula e
lie contrara a esla ^
O Sr. Ferraz:Leia a oulra parta.
O Sr. Ministro da Justica [depois de ler:)Quid
inde 1 O que se deduzdesse arl. 334 he qoe at capi-
laes podem ser dividido* en aecet e qoe- a 1
aejam txaiMaariveis .' O principio do arK 334 be jos-
he taeo-
cajo c*\pi-
orque r
soelatm
cnce-T
Esle principio he justamente o contra posto, o prin-
cipio diaroetralroenle contrario ao principio consa-
lamcnte o contraro dial. Ha o_
le a^pNcavel .it'aotiedades anonymat,
lulo te acha.
O terceiro argumento dednz-se evidentemente rio
cedjgo commercial francez comparado-com o notao
codigu. O artigo 38 do cdigo francez...
O Sr. Ftrraz :He argumento frico.
O Sr. Ministro da Juslira :He argumento for-
te. Nao tenho opreseolado s om argumento, apr-
senlo muilos, he preciso attender ao complexo dal-
les ; e eu appello para o juiz da cmara, pedindo-
Ihe qoe avalle a torca deste argumento..
O arl. 3)1 do cdigo commercial francs consagra
este principio : Tambem as sociedades em comman-
dila poderr dividir os teas ca pitaes em nt Ora,
se os princ pios de hermenutica sao 01 mesmos lan-
o aqui como em Franca, vos nao podis admillir
que o cdigo francez, concedendo expressamente de
aoriadadet em commandila esta faculdade a o cdigo
brasileiro sendo omisso- a retpeilo desta faculdade,
um e outro devam prodozlr o mesmo resultada. Oa
o cdigo, frincez he ocioso dando as sociedade* na
commandila sima faculdade qoe he seu altribalnaa-
lural, oa o eo ligo brasileiro, nao tendo expresto, Ma
conferio se nelbante facoldade s sociedades em eom-
mandila. %
E note bem a cmara, o cdigo francez no art. 38
he expresar., mas. era 1830 veio em duvidaae at
aeces ao portador eslavam comprehendidas neste
artigo;jurisconsultos de grande repolaeAu decidi-
ram pela negativa, entre elles Persil e Dupin ain.
Allegavam, e com razao, qne nao era possivel crer
que o legislador permltisse urna sociedade formada
Lile aeces sem dependencia da approvacao do goveroo.
Allegavam qoe os portadores das aecet podinm in-
trodozir-se nos actos de gestAo, embora houvetse pro-
hibicao da lei, porque a pena respectiva nSo podia
ler applicacAo. Allegavam que o fundo da socieda-
de poda niio estar realisado, sobrevindo om falli-
raenlo, e os lerceiros nao linham nenhoma garanta,
porque nAo podism perseguir o* portadores das ac-
C"es, que elles nao conheciam.
O quarlo argumenlo he fondado em ose a tocie-
dade em cummandila he urna cxccpcto das socieda-
des commerciaes. O atlributo enrateristico de todas
as sociedad!s commercial lie a solidariedade ; a etla
nao se d a respeilo das sociedades em commandila.
Por conseqcencia urna sociedade qoe fax exeepeio,
urna sociedade especial, nao pode usar senlo daqol-
lo que he e ipresso na lei.
Ora, roen* senhores, claras sao estas dispof**, o
qne he qae poderia impedir o governo de declarar
por um decieto qae at sociedadesem commandita nao
podiam dividir aeus capilaes em aecoes?
Era tarde, disse o nobre depulado pela provincia
da Babia. Era larde, mas nolei bem, o decreto ap-
pareceu antes de serem as acoDes emitlida, antes
le lerceiros lerem comprado eesas aeces. O decre-
to veio por consequencia opporlunamente.
" Mas que autoridade tinheis vos para expedir eeae
decreto ; lista autoridade he fundada na coatlni-
cao do importo, segundo a qual o governo pode dar
nislrucroes. expedir decretos e regolameato* pavea
boa execac> das leia ; funda-so em que o goveroo
lem a sea c.rgo ciecalar e fazer execular ai leis ;
tonda-se finalmente em que o goveroo lem sobre ti
a luidla dos inleresses collectivos da sociedade e alo
ot deve deixar merc dos inleresses particulares.
(Apoiados.)
(Senhores, se urna dlsposiclo clara como essa a-
pendesse de interpetacAo aolhentica, ese dependette
deinlerpret.15,10 aulheulica toda a lei^qne fosse posta
em duvida < lophismada pelos inleresses individoaes
a cmara v bem qae todos oe dias seria ella preoc-
cupada com quafes desla natureza ; nAo seria O go-
veroo quem administrara, mas o poder legislativo,
e com graves inconvenientes para a ordem pnblica,
com graves inconvenientes para a sociedade, visto
como o poder legislativo nao esl reunido constante
senao peridicamente.
O Sr. Ferraz : Ento admilte a doutrina eoa-
Iraria, qoe o governo he poder judiciario. *
O Sr. Ministro da Justica:Diste o nobre depa-
ladn : o Para que o governo decidsse esta queslao era
preciso que o governo fosse tribunal de 2.a instan-
cia. Direi sm resposla...
OSr. Ferraz :Foi era argumento ad hominem.
O Sr. Ministro da Juslira :Para qoe o governo
fosse tribunal de 2.* instancia em precito qne hou-
vetse outro tribunal de 1 instancia ; e qaal era eos*
tribunal de 1.a instincla? era o do commercio "! Para
qoe atsim se concluissa, cumpria qae se demonstras-
se que essa iiirbuicAo do tribunal era propria de
jurisdiccAo voluntaria ou coolenciesa ; senao se de-
moostroo, senao te pode demonstrar, se esse acto era
adminislratiio, porque estaa o governo impedido
de revoga-lo '.' E quem pode negar ao governo o di-
reilo de ordenar ao Iribnnal do commercio, quando
o tribunal do commercio ua parte administrativa he
dependente 11 sujeito ao governo ? ;Apoiados.
a Maso governo aonnllou os contratos, eportalo
absorveu fun<-r,es do poder judiciario. n O goverao
nao aiiiiullou os coolratos, os contratos subsisten.
O Sr. Ferraz :Mandn cancellar os estatutos.
O Sr. Min islro da Juslira:O que o governo fez
foi negar aos contratos o elfeito ofticial, qoe de go-
verno dependa : esla o goveroo no sea direito.
Parece-me que o nobre depolado nao podia estra-
nbar qae o governo atsim procedesse, quando sabe
que ha urna irande dflerenca entre a nullidade de-
pendente da resctslo das parles e a nullidade de ple-
no jure. A primeira nao pode ser pronunciada te-
nao pelo poder judiciario, ea segunda, annulidadede
pleno jure, pode ser reconhecida por qualqoer autori-
dade administrativa de quem a execuco do acto de-
pende, essa autoridade pode negar-lhe efleilo, rejei-
la-lo. He esle o principio qne te teba eslibelecldo
no nosso cod i jo e em regulamenlos Vede 1 doutri-
na do art. 68f> do regalamento do cdigo commercial.
a Os coolratos em os quaes se dAo as oollidadet de
pleno direito onsideram-se nullos e nao tem valor
sendo produz.dos para qualquer efleilo jurdico oa
oflciaM
Este principio, senhores. be fondado na jurispru-
dencia moderna e na autoridade de Toollier, e de to-
dos os jurisconsultos de grande nota.
Mas qual era a nullidade de pleno direito qne
inqunala esse contrato ? Era a falla de approva-
cAo do goveroo.Era urna sociedade anonyma dis-
famada em sociedade em commaudila, porque s as
sociedades annimas he que compete o direito de di-
vidir seos ca pitaes em aeces ; podia por consequen-
cia o governo mandar cancellar esses ttulos, ntgar-
lhet efleilo ofilcial, porque se resenliim de nullidade
manifest, viflo como, sendo a sociedade em com-
mandila, exerca urna faculdade qae perlence s so-
ciedades annimas. Era o meamo cuje governo fa-
ria se urna seciedade annima fiiiiii^wii 11 sem a
sna approva;ao.
O Sr. Ferraz :Como faneciouam.
O Sr. Ministro da Justica :Podem funecionar
sem sciencia do governo.
Disse o nobre diputado qne tanto o governo co-
nheceu o seu erro, que no ultimo regulamento para
a execuco di leiae creou a jurisdicAo commercial
da 1. e >.' instancia, declarou que do registro dos
tribuoaes commerciaes haveria recurso para o eon-
selho de estado.
Eu creio, senhores, qne este argumento nAo pro-
cede, porquaulo o qoe ha smente he orna difiran-
la de forma ; em vez de ser o negocio decidido dit-
rricinuarjami-nte pelo governo,pasta a ier julgado por
forma de jurndiccAo peto eonselho da etlado, coja
parecer careen de resolacJlo ; em vez de ser urna coo-
Iradiccao dos principios, como parece ao nobre de-
pulado, he una confirmacAo desses principios, por-
que nao pode perlencer ao contencioso administrati-
vo, senao aquillo que he administrativo ou de nata-
reza administrativa ; he esla a regra geral.
Senhores, quando nao esta etlabelecido o conten-
cioso administrativo, a consequencia nAo he que per-
lenca elle ao poder judiciario ( apoiados), a conse-
quencia he quD as reclamac/es que o acto adminis-
trativo suscita e que fariam objecto do conlenctoto
adminislrativo, sao decididas pelo governo ditericio-
nariamente.
O Sr. Ferraz NIo, senor.
O Sr. MinLilro da Juslira :Creio qoe o nobre
deputado nAo podera contestar esles principios; creio
qoe nao poden cootesttr qae tmenle deva perlen-
cer ao contencioso administrativa aquillo qne lia de
natureza administrativa.
O Sr. Ferraz :Isso he conforme.
O Sr. Mmhtro ia Justica E em que te (nada o
contencioso acmnisirativo'.' Funda-te en qne be
precito dar forma s reclamaces individoaes relatt-

f*


-OTWBWCWte; .
-! ;-2-.r-
-_
O
y
A
saos actos admlnlstratvoi, e essa forma he a audi-
'^t' e5fa>'' *,e,,asao, pcova, Quando
nao ha eoiflenriosO adminittrativo, islo he, esa for-
toa, a conseqoencia nao he pois que ao poder judi-
c"f10 '."""Pila o contencioso.
Administrar nlo consiste omento em secutar, di-
zem os meslres ile direito admiaistralivo, consiste
lamber en julgiir ai dilliculdades, as reclamadle*
quea execucj suscito.
Ora, se o poder judiciaro he que julga as dlrtteiil-
dadet e rcclam*c,o*s da execuco de um acto admi-
nistrativo, o poder judiciaro he que administra e nao
0 poder execaltvo. (Apoiados.)
Por isso, Knhores, he que eu dase que senao os-
la estabelecido o contencioso administrativo, a con-
sequencii he, qoao objecto deise contencioso he di-
cidido pela tutoridade administrativa riltcricionarii-
mente ; be por isso tambem que t Se. Vivieu e
outrosoacrlplnrw.de direito administrativo, dizero
queo contencioso administrativo he um principio de
liberdede.porque quando nao est estabelecido, o po-
der ejecutivo he qoem decida por ai mesmo e dis-
cncioaaimenle ; entretanto, Juc estando esta juris-
diecao estabeleclda, as reclamacOe* das partes silo
migadas por um tribunal mediante orna forma, eom
discusso, provis, pablicidade eobservadas asregrat,
tradiccfli* ou arealos.
O nobre depulado pela Baha, e depois dclle o no-
bra depotado por Minas Geraes, me perguntarain se
governo anda eslava disposto a fazer a reforma da
secretaria dajuitir*.
Candores, nao posso diter nesta occasiao mais do
que diste norelalorio. No relatorio me eiprimi eu
assim : a reforma da secretara, para a qual o
goveroo fui aalorisado, ainda nao esto exeruiada,
porque convm toda a maduren para adopta-la, e
sobretodo a oombinicao das necessidades doservico,
eom o estado das rendas publicas.
He omesmo que contino a diter. A eiperiencia
lodos o* das jusliQea a oecessidade desta reforma.
Dase, porm, o oobre depulado pela Baha, que el-
la ara indiipenaavel porque ha grande numero de
addidos na secretaria da justica.
Senhores, j em oulra occitiao lire a honra de di.
1 jrn3Ue Da secrel"ria d uat'ca apenas liavia dous
tos, os quaes veuelam a quantla mensal de
JouaMjo*, e quando este nomero tost sufflcienle pa-
raos irabalho* da lerrstaria, ainda assim a reforma
da daxar de ser jusliflcavel, ao menos para
eropregadoeemveide addidos se tornas-
6*st MitCtlVOtU
Paro* ao nolire depulado por Minas (leraes que
era tambem dupensavel essa reforma, visto como o
anloittro da justiea em sen relatorio diiia qoe a
ana secretaria era ama das mais bem montadas do
imperio.
O relatorio, senhores, diz que os emprogados da
secretaria to bons. mas nao se segu que Piles se-
(nsailieaatei. Os empregados da secretaria da
jus caeio bons para es miiteres de que estao encar-
ssjadas, mas nao lervem para oulras applcaroes de
? C"^L. **n,' f,1,,m empregados de
s>m oauagoria soperior qoe sirvam de auxiliires.
(Apoiadot.)
J*?*1?^ ?"">ta <'oe n*bre uepo'ado pela pro-
ocia da Baha, considerare o completo dos doen-
mquc acompanhara o relatorio dos negocios de
JMuea como om calhamaco intil a dispendioso.
BU confesso que asea documentos nao estao comple-
jos, is ttva a franqueza de diter que elles apenas
m um anoiao que pode ser aperfeicoado pelo
SE P?,1" Per.ever.nc., porque entro, nos ha
maiio dfflteil colligir documentos eslalislicoi. Disse
more depulado que 01 documentos relativos aos
eeoveiitote as ir mandadas nao teni importancia ne-
nhuma, qae saoinnleis para esla cmara, e que ser-
virujm apenas pitra o registro da secretaria.
Hasta parle, senhores, o nobre depulado h* injus-
to, porque elle sabe quo ha na casa om projeclo seo
"Nativo aos neos dos conventos i sabe que no rela-
tort ha ideas a respeito dos -eonveotos, e portanto,
ie parecen que nao ara fra de proposito Irazer
*. reclmenl0' elaiialieo a raspelto de ideas
silJo em Blaboracao. e das quaes se trata uas'
camera*. (Apontde*.)
A limpasa da cidade nao eorre pelo ministerio d.
joilica asta a cargo do chele de polica da corle
sol o ministerio do importo : corto nao deve causar
tfranbeca ao nobre depulado que o agente de um
mnssleno poasa ser encarregado provisoriamente de
servico* do outra ministerio.
O nobre depulado ainda canturoo a ereacao de*
i 3*Ld' co""nr' a 2.a instancia; toas a
cmara bem v que tudo quanlu o nobre depulado
o a semelhanle respeito nao tem a menor ap-
?.!r0, nobre uePuldo repeli todas as razoes,
lodos os argumentos que emiltio nenia casa quaudo
sedwulioa le da ereacao .loases fribunaes. Seria
iSr*" 1u ell di*** se a experiencia viesse
DIARIO DE PCRMIBUCO S UN3A FEIAA 21 DE AGESTO DE 1855
confirmar
asaa razoes, estes argumentos, mas nos
* n*" tajoiw experiencia ; a lei c
toUda no 1- do crreme ; h apenas 9 das, e a
ixperieucia de i> das nao be sulliciente para juslfi-
o que dissera, o nobre depulado, espre-
te Sr. Ferro: : Bu aponte! fados.
Or. Minilro*,Juiliea; D> tmbeme
" aeputado que as nomeacoc* de desembargado-
ros para tribunal do commereio da Baha toram
prejudiciaes....
Sealiorea, se ossas nomearoes toram boas, como
undaT """ ,arabem seriam cen-
f#4sr' F'rr"Z '' ~i, f0i Mue *en,id0 1"' eo
O Ministro da Justicu : Bis quando me pa-
je que tem cabimento o anneiim porloguez :
so por ler cao, e preso por nao ter cao ; he
rqae Hcaram os maos na relaro t Direi qoe a in-
seia dos maos no tribunal do commereio sera
la* pernicioM, porque ahi o numero dos qoe jul-
,am he menor, e sea voto mais decisivo. Di-se, po-
rem, o nobre depulado. que na relacilo da Bahin
wem hoje alienas qoatrn deaembarga inoras, para o tribunal do comercio apenas
m tres, os oulros estao Impedidos por oulra
Tactos; fui elle que em boa fe me deu as ioforma-
oea....
O Sr. Augusto de OUcetra iHa bom ilizer quem
he owe depulado por l'ernamboco.
O Sr. Figueir* de Mello : Eslava em Prrnara-
buco e nunca oovi fallar contra esse bacharel.
O r. Ministro4a Justina: Ha bom visto qae
en nao leria nomeadn esse baeharal, que e meu no-
bre amigo nao leria dado informadlo favoravel, se
au e alie soubtssemos que esse empregado era pre-
varicador. (Mullos apoladoa.) Alguma indulgencia
ileva haver a nlo respailo ; sabis que nao ha con-
currencia para essea lugares loiiginquos, que nao ha
enlra nos um noviciado, que o rol dos culpados nam
sempre diz quaes silo os criminosos, porque nem to-
dos na criminosos sao processados, mas podm apre-
entaruma folha corrida como o individuo ao qual
nos temos referido.
O Sr. Ftrrtu Pois bem, raandou proces-
ar.....
O Sr. Mello Franco : El direito.
O Sr. Ministro da JhHiw.O nobre depulado
pela provincia de Minas quando trouie este fado
09 disse : n O presidenta do cnnselho est em cou-
Iradicrln eom o ministro da juslii'a ; esle conceden
urna ajada de euslo an Wharel Wanderley, e o
presidente do conselho reprehenden ao inspector da
Ihesouraria que cumpro a ordem do ministro da
joilira.
Asseguro ao nobre depulado que ha inezactidao
nesse fado ; esse bacharel pedio ajuda de custo, e
eu Ib a neguei ; o presidente da provnci, nduzido
pelas razoes que elle allegou, concadeu-lhe o adan-
lamento de oilo mezes de ordenado. ,Constandc-me
esse fado, nao approvei o adianlameulo da or-
denado, mvito antes do acto do Sr. ministro da fa-
zenda.
O Sr. Farra;.'NSo ha duvida oenhuma, eu ve-
riliquet isto.
O Sr. Ministro da Jusllca:Aqai esta o aviso
de 3:1 de abril de 1855, anterior ordem do
thesnuro :
Ministerio dos negocios da justi;a. Rio de Ja-
neiro, 'ZJ de abril de 18.lllm. Ezm. Sr.Nao
podendo ser approvndo o adiamntenlo da oito me-
zes de ordenado feito ao bacharel Jo.lo Antones
Correa I.ins Wanderley, juiz municipal e de orphflos
nomeaJu para o termo de Ouricury, visto como e-
methanle adiamntenlo dara lagar a qoe o eredilo
volado para as despetas do exercicio actual pagaste
serviem que tem de ser realizados em oolro, o que,
alm de contraro le, traz graves inconvenientes
escriplura^Ao, nao t dessa thesoosaria, romo ainda
do ihesouro, a do ministerio ora a meu cargo,
compre por sso que V. Etc. expeca uas ordena alim
de que o referido bacharel indemnise o cofre da
Ihesouraria da importancia de tal adiamntenlo.
Dos guarde a V. Etc./ot Thomaz Sabuco de
.truu/o.Sr. presidente da provincia de Pernam-
buco.
O nobre depulado pelo Maranho lambem me
censurou por ter sido nomeado para um emprego de
juslifa um homem que linha sido advogadoem urna
cauta da qual fui depois juiz, e por ler nomeado ou-
Iro que queimou autos que paravam em seu poder.
Senhores, te pode defender-me victoriotamenle da
censura que me fez o nobre depulado por Minas
(jeraea que eom a coragera da sua posirAo indicou o
individuo a qoem diriga a imputadlo, netle caso
estou em difliculdade, porque o meu nobre,amigo
depulado pelo Maranho, apezar de eu Ihe pedir
que indiciase os nomes, nao o quiz fazer; que posto
dizr ?
O Sr. D. Francisco:A diicussao pessoal nesla
casa cldeste modo nao he conveniente.
O Sr. Ministro da Juslica:A conseqoencia he
que enes fados nao podem ter tnzidos, porque essa
proponees geraet inqiiinain lotos os nomoados, e
eu tenho a ufana de ler nomeado petaoas dignas,
pessoas que honrnm os lugares, sendo urna tallas o
nobre depulado pelo Maranhau. .Apni.idos. O aba-
so que se pode fater detsat proposir;cs geraes se fez
sentir de um modo irritante em ts">0, quando um
depulado leve, por assim dizer, o arrojo de dizer que
um ministro de citado, um dos caracteres mais aus-
teros da mista poca, tnha nomeado tomento indi-
viduos inquinados de crimede moeda falta, de intro-
dcelo de Africanos livres, etr., etc.
O nobre depulado pela Baha me censurou tam-
bem por eu ler conservado avulsos muitoa jaizes de
direito. Senhores, tob a minha admnslracilo tmen-
le lem fcado av olios dous juizet de direi lo, om que
o era de Guaratnguel e que nao aceilou a promo-
cilo para Piratinim, e nutro que he o Sr. Arroda
Camera. Qaando entrei para a administradlo achei
19 juizet de direito avulsoa : nao lomei sobre mim
emprega-los ou dar-lhet deslino, porque grande
parle delles tem mudado de prolissilu, estao ad> li-
gando, ou applcados a oulras vocaees, algotit sao
lio inhibeis, ou estao imposibilitados de modo qoe
nao podem ser empregados. Confesso que sera de
equidade aposentar estes empresados ; nao quero
porcm lomar sobre mim esla respontabilidade ; e
ma Parece qne sendo cites mullos, ou havendo Un-
to uividnos no mesmo caso, somenle um acto le-
gislativo poderia dar-lhes o remedio. Apenas ezt-
lem dous jaizes da direito avulsos do lempo da mi-
nha admiiiistrncaii ; o primero he me a que me re-
fer, que era juiz de direito de Coaratinguela, a
vutro o Sr. Amida. O de Guaratnguel nao recebe
ordenado iieiihuin, nem tem direito a elle, visto co-
mo por fado proprio deixou o lucir ; o Sr. Arruda
recebe ordenado emquanlo nio empregado, porque
O Sr. Ministro da Juttira:Esle he o fun-
damenloda lei da antiguidade, e bata ella panet-
s* firo.
O Sr. Sayilo Lobato:E da lei das entrelas, que
he connexa eom a outra.
O Sr. Presidente:Peco ao nobre deputado que
Dio interrumpa o orador.
O Sr. Ministro da Jiistica:ta enlendo que nao
te tiram direitot por nducc.et, senao pela expret-
sao da le.
O Sr. Sayao Lobato :Por dedocaeto tambem :
o mais he querer cerrar os oovidos razao.
' O Sr. Presidente :Ordem, Sr. depulado:
O.Sr. Ministro da Juslica : Pode o nobre de-
pulado dizer o que quizer ; nao posto corrigir o seu
ionio.
O :ir. Siqueira Queiro: :Nao esl acoslumado
a lito.
O Sr. Sayao Lobato : Fallo segundo a minha
conscieneia c forr;a de razao.
OSr. Figueira de Mello : Os oulros tambem
tem conscieneia e razao.
O Sr. Presidente :Alientan !
O Sr. Figueira de Mello : O nolire depulado
nao he a hitla da conscieneia de ninguem.
O S<-. Sagiio Lobato :Diga o que quizer.
O Sr. Ministro da Juttica :Tambem foi o mi-
nisterio aecusado de ler nomeado juizes da primera
entrancia para a lerceira. Este fado se deu, senho-
res, a respeito do Sr. Magalhilet e Catiro
Enlendo que ot magitlradot qoe te acharem em
exercicio, que eatavam Horneados antea ta lei de
18.V), nao podem deixar de ler direito a se I lies con-
tar o lempo que emito linham na magUIralura.
( Apoiados. ) Veio a lei de 180, e accidentalmente
magistrados mais modernos se acharam na lerceira
entrancia, e oulros mais amigos iicaram na primera -,
en nma circunstancia accidental qae como era ven-
tajosa aos mais modernos, nao devia prejudicar aos
mais antigos.
O Sr. Figueira de Mello :Apoindo.
O Sr. SayUo Lobato :Nao apoiado.
O Sr. Figueira de Mello :Tinham direito a ser
desembargadores, e nao podiam pastar para a lercei-
ra entrada !
O Sr. Afinislro do iuUiea : Magistrados qoe
tinham mais de 10 ou 20 annos de servico te acha-
vam na lerceira entrancia (apoiados) ; nao te poda,
tem iiijuslica matetta, deixar de proceder eom elle
como eu proced. Apoiados.
O Sr. Sayao /Abato : A lei nio fez nenhuma
diilinrrao a este respeito.
U Sr. Ministro da Juslica : Houve, senhores,
na discuiiito da lei de ISO, urna emenda do nobre
depulado pelo Piauhy, a qual cahio. declarando que
o magistrado que na primera entrancia prefizeste
tete annos passatse para a lerceira aem ler servido
na segunda.
A hypolliese era diversa, referase a faclot posle-
nores lei. (Apoiados.)
Fai acensado de ler removido o juiz de direito Jos
Vieira de Carvalho para a segunda eulrancia tem ler
elle requerido. Asseguro a cmara que ha um re-
querimenlo] do Sr. Vieira de Carvalho no tenlido
desta remorao, assignado peto Sr. depulado Tili'ira
como procurador. Aqot esta o reqaarimenlo. (Moa-
Ira um papal.)
Nem, senhores, eu poda entender que o reqaeri-
meiilo linha nutro fim, porque nao era precito re-
querimenlo para qae o governo podesse remover da
segunda para lerceira.
O Sr. Jaques : Este magistrado est aqu na
corte, e nao lem reclamado conlra a sua remorao.
O Sr. Ferraz : Veio corle mesmo para esse
fim.
O Sr. Ferros d um iparle que alo ouvimot.
O Sr. Ministro da Jui tica : Poli bem, eu uo
lere esset avisos, porqui: o nobre deputado se roos-
tra inteiradn delles.
(Ha nm aparte.)
Os nobres depulados |>ela Baha e pelo Ro de Ja-
neiro censuraram forlenienle ao governo por causa
dessa verba consignada no oreamenlo para -a repres-
sao do trafico. Segundo o nobre deputado pela Ba-
ha essa verba era o piulo de grandes ambicOes ;
quando, senhores, ella hi lao peqnena 1
Disse o nobre deputado que essa verba nao era
precisa, porque a malar reprsalo lie a da opiniao
publica e a do cruzeiro. Senhores, he verdade que
a opiniao publica lem ajadido ao governo na repres-
sito do tralico. qne o crutero tem prestado bons ser-
\ir;oi e concorrido efllcaimenle para esta lim ; maa
lie inuegavel que esset ilout recursos seriam impo-
tentes te nao fottem tambem a coadjuvacao e coo-
curso das autoridades loiaei (apoiados) ; ellas anda
eslao empenhadas ueste lervieo, procedem a diligen-
cias e inantem a necetsara vigilancia.
Digo, senhores, que l.il verba nao he excessva,
sobre ella pesa ainda a despeza de 13:000 que se
taz eom urna compatible de permanentes que etl
des acada ao sul da lt.nl, a ; por esla verba tao pagas
gratilicacoes permanentes, que eu nao creei, mas
Por tula, a censura que o nobre deputado fez ao
regolimcnto nao ha cablvel ; e, alm disto, a hypo-
Ihete que elle figurou he toda gratuita, porquanto,
*?ISf Jr,fnlamento. quando fallam 01 detem-
bargartores da relarao podem ser chamzdos os do tri-
buja do commereio ; o regalameoto ptevenie essa
liypoiliete. r
i- ?**"? Umbemo obre depulado que o minislerio
linha feito um grande mal creando na corte mais
qualro aeerivaes havendo j arande numero delles.
1SB craio, porem, teohoret, que 01 juizet commer-
cuaa nao podiam deixar de ler escrivAes especiaei;
a quetl.lo be, te o governo deixon de approveilar pa-
ra oa aovo, ofllciot alguna- dot eecrivaet do ci-
?I.
O .Sr. Frraz da um aparte qae nao ooy-
acjiei e conservo porque ainda convm, e essas gra- ineodacao do governo geni para demon
mcaroes nao sao pequ.'nat ; por esta verba tem sacao da guarda nacional. Protesto ao n
sido saiisreilot avultado compromissos anleriores i lado que nenhuma recommendaclo fiz ai
o governo consagra o principio de que a magistrado
que porde o lugar por faci que nao lie aw lem di-
0 Sr. Ministro da Juslica : Esl visto que o
numero dit eaiisos civeis he maior.
O Sr.Ferrmi :No Rio de Janeiro, nao.
O Sr. Ministro da Juslica : O que en digo he
o que me allnlam as pessoas eompelentei: he o
que dlro jaiz do eivel qae fo nomeado juiz eom-
raereial; e nem he posalvel que assim deixe de ser,
porque o genero deve ser sempre mait extenso qne
u especie. H
Senhores, 01 dous eecrivaet do geral ou do civel,
te requereram passagem para os novos lugares do
commereio, a qae me pareceram dignos, toram al-
tendidos; nao toram oulros nomeadot porque nSo
equereram ; e, leudo elles um titulo vitalicio, eo
o qolzsem qae requeressem lira-Ios daquelles lu-
raret que eierciim ; 01 dout offlciot qoe vagaram
pala nomeatao dot eterives do commereio qoe enm
civel devem ter tupprimdos, |wrqueem verdade,
diste o nobre deputado, o nomero dos escri-
* t I" e,l",l!,n na trle he excessivo.
Tambem o nobre deputado a qoem me refiro cen-
sarou a nomeacao de juizes munleipaes sera um an-
no de urlica.
Setihoret. apenas dout caot desle occorreram aob
a mnhn administrato : tol a oomraeao de um joiz
municipal para Santa Cruz na provincia de Coyaz,
e a nomeacao de oatro juiz municipal para Porto
calvo, sao os dous casos de que tenho noticia. Et-
tes cisos podem occorrer por descuido, e lenfoccor-
rlde ostras vezet.
O joiz municipal de Sania Cruz goza de geral
conceito (apoiados); foi urna boa acquisicao para a
nagislralura (Apoiado..) Atsegoro ao nobre depa-
uao qae elle nao lomou poste do tea lugar senao
cuno e meio depois qae te lormou, e o erro foi as-
wm, e eom era potsivel, reparado.
u"ki"^. senl,or"- auf essa aprandizagem, que
esta Habilitado de nada velem. (Apoiados.)
rfu!to 10!\mVniei!l Pata o Porto Calvo, fai
alie proposto e interinamente nomeado palo presi-
dente das AUgoaa, que ignorava esta falta de habi-
""S Watdafliieaoube que elle nio linha u an-
uo de praUtMb, decreto fo tanado, nao he elle boje
o jan munasrpSl de Porto Calvo, foi tubtlituido por
outro...
O Sr. Ferraz: E o de Onrcary ?
O Sr. Ministro da Juslic, > o nobre depula-
do pela provincia de Minas Geraes. e eom auxilio
o o nobre deputa lo pelaTjtevincia da Baliia,
raBaararam-me fortemente pehrawmeacSo do juiz
tMMoipalde Ouricury. o hachare Crrela Wander-
ley, indiciado do crimede lalsilictrau de le I ras e
furto de escravos.
V bem a cmara, pela expsito que o nobre de-
pol.ido nos fez, qae o ministro nao teria sido induzi-
!**?TLj Tro *" Ir'banae9 onde conslou o criine
."ie lel1""' ** ""'ordade que presin
o Daore depulido esseallesladoou eerlidaoda aclia-
Ji.?<:ra,'0, far,,"j!M- ''*eo. como Ihe cumpria,
natnrado processar a esse bacharel, sendo como tao
esaeaertmet publico ; sen nome cotislaria do rol de
culpados, elle tena condecido. (Apoiados.) Mandei
pTOTetaar esse joiz municipal vista dat informa-
oaa ao nobre depolado pela provincia de Min.s,
as qoaes me pareceram verosimeis.
A cmara senle bem a njoslica que havera em
ter o minislro responsavel pela nomeacao de indv-
* **">*o conhece ; filra precito qoe elle eonhe-
cesse todo o mondo. (Muitos apoiados., Ninguem
pirarla, tenhore, a esle logar se te Ihe impuzesse
a cndiloida reipoo.abilidade de todas as nomea-
fim que lizesse, a reidnnsabilidade dos icios de seo*
Krtalternos. Tal resronsabilidade nao aceito.
nhores, fai indazlifo em ern, porque tive a
respeito desse bacharel infonnacOes de pestoa fide-
digna..,
OSr. GomesRibeiro : -Quando .lo tuccedeu
mnltob ',0' ; Pdi!l fP,or*r em bel
MrLrnEUt, """WO nobre depulado
por rernambaeo qoe be men amigo Ignorava estes
reilo a ordenadu emquanlo nio he empregado ,
Sr. Arroda em verdade se compromelteu na rebel-
liao q te houve em Pernambuco em 1818, mas como
foi amnistiado, e o elTeilo da amnista he reduiir
aj,*oiuas ao alu yuo, mis nao havendo om logar
Juando elle se lavou da culpa, nao pode ser eropre-
ado....
O Sr. Ferraz:Depois hoaveram vagaa.
O Sr. Ministro da Jusiica-Tem havdo vagat
depoit qoe o Sr. Arroda olileve essa concessao, mas
os lugares vagut que lem havdo nio me lem pare-
cido proprioa para oSr. Arroda. De cerlo ao gover-
no nao se pode negar a faculdade de as nomeaces
altender aos lagares em que a presenca dos Hornea-
dos lie mait compalivel.... (Apoiados.)
O Sr. D. Francisco:Mis 1 poca lie de conc-
liacio.
O Sr. Ministro da Juslica:Mas ha indivdaoa
que sao incompativeit rom lodos aa opiniea. (Apoi-
ados.) Nao roe refiro ao Sr. Arruda.
Nao he exacto, como te lemasseverado, que ene
juiz de direito recebesse ordenado desde o lempo
em que licou desempregado ; a ordem para o paga-
memo he somenle desde a dala da mesma ordem,
desde a data em que o governo rcconlieceu o seu di-
reito.
Na opiniao do nolire depulado pe Baha o mi-
nislerio aclual lem infringido a lei que reguloo as
eulrancia-, nomeando pira a segunda eulrancia in-
dividuos que nao lem quatro anuos cuinpridos na
primera. Senhores, eu enlendo que questao se
reflu a saber como se deve contar o lempo de exer-
cicio para qoe o magistrado seja promovido de urna
enlraucia para a oulra ; nao he postivel, compara-
das as duK les que regulara a antiguidade e a gra-
darlo das enlranciai. adoptar o mesmo modo de con-
tar o lempo de exercicio; vou ler as duas disposi-
cOes, e ver-te-ha qne a sua diversa terminologa au-
toriza u que eu diste.
Dii a le que regula as antiguidade! :
u Art. I. Por antiguidade dot jaizes de direito
so se entender o lempo 'de ellectivn exercicio
nos seus lugares, deduzidas quiesquer interrnp-
ci5es.
Diz a lei que regala as eiilrancias:
11 Art. I. As comarcas serao divididas em tres
distes, a saber: da primera, segunda, e lerceira
entrancia ; tem que por isso se cunsiderem de maior
ou menor graduado. Nenhum cidadao habilitado
sen pela primera vez nomeado juiz de direito se-
nao para comarca de primera entrancia, nam pas-
tara desta para oulra de segundasen! que tenlia qua-
lro anuos de tervico efleclivo. Da segunda para a
lerceira poderao ter lugar ai remoc/ies havendo
tret annos de efledivo tervico na ciaste ante-
rior. Esta classilicac.to ser feila pelo governo,
mas iiilo poder ser alterada senao por acto legisla-
tivo.
Nada mais diz. Temos, pois qne o elTeclivo exer-
cicio de que falla a le dat entranciat nao pode ser
entendido lenlo conforme o direito commum. lA-
poiadot.) O direito commum heque o lempo pasta-
do uas commitsei legiilativat e adminitlralivat te
conta como ellectivo exercicio ao empregado ; a ex-
ceptu qne ha he a respeito da antiguidade para o
acceso de desembargados Todos os mais emprega-
dos, os militares, quer do exercito, querda maroha,
coniam o lempo dess.H commtsoes como lempo de
ellectivo exercicio!
O Sr. SayUo lj>bito:\)t efledivo exercicio no
seu lugar de magistrado.
O Sr. Ministro da Justica:Nao, tenhor, a lei
nao diz Uto.
O Sr. Sayao Lobato:He necessario mulla cora-
gem para sophismar a* lei dette modo 1
OSr. Miuislroda Juslica:Coragero de a sua,
de atacar o orador por tal maoeira. (Apoiados ; re-
clamarOet.)
O Sr. Presidente:Ordem !
OSr. Ministro da Juttira:Eu esloa argumen-
tando eom ns principios mait cardeaes e mait co-
metiiihot. .Apoiados.) Nola, senhores, que tao duas
leit feilas ao mesmo lempo, na mesma occasiao ;
em urna, a dat amigoidades, se diz tar qoaesquer interruptoet, e na oulra uada se
diz.
O Sr. Figueira de Mello : Qaer cousa melhor.
(C-ozam-se dilTerenles apartes, e o Sr. presidente
reclama alleneilo.)
OSr. Ministro da Juslica : Tambem censurou
o nobre depulado a remocho do Sr. Ayret do Natc-
mento da comarca de Granja para a de Caxlns.
Me parece, teohoret, que o nobre depulado n,1o
tem razao nesla censura.
*7ma Voz : Elle licou arrependido da remoeflo
para Sobral.
O Sr. Ministro da Justica : O governo eslava
no seu direito removendo Sr. Ayret do Nnscimen-
to, qae se nchava na primera entrancia, e linha o
.lampo necessario para paitar ,-i segunda. Esle juiz
de direito se achava na comarca da Granja, que he
de primera entrancia, e foi removido para Casias,
que he de segunda. Nao havia oulro magistrado
mais prximo que fosse para Caxint quando te deu a
vaga ; mas desde que este magistrado, vagando a co-
marca do Sobral, declaroa que quera r para ella,
allegando razoes de familia, o governo o atlendeu e
foi removido para esla comarca.
O Sr. Figueira de Mello :E esla muilo conten-
to nesto lugar, segundo me consta.
. O Sr. Ministro da Juslica : O nobre depulado
pela provincia da Bihia perguntou-me se p verba da
polica e seguranza est dividida em daat. A' villa
do oreamenlo nenhuma duvida ha de que hoje as
despezas pessoaes da polica cunsliluem um litulo di-
verso dat detpezat tecrelas da polica.
O governo emenden conveniente tornar clara, (or-
nar sensvel a importancia dat detpezat tecrelas, te-
panndo-a da verba de despezas pessoaes.
O nobre depulado cmisagruu o principio de que a
verba de depezas secretos he urna verba de confin-
ja ; mat ao depois, infiel a esle tea proposito, pedi-
me eonlas dat despezat que to secrelat, como da
gratificado que te dii ao delesudede polica da cor-
te e a oulrot delegado!.
O Sr. Ferraz :V que he despeza pessoal.
O Sr. Ministro da Justica : Esto despiza he
pessoal porque se refere a pesioat ; mas he urna des-
peza de nalureza secrela. Eu podero nega-la ; mat
direi que o delegado de polica da corle recebe por
esta verba secrela urna gratificac.ao, assim tambem
alguna oulros delegados (nao s do meu lempo, como
de lempos anteriora), por crcomstancas especiaet.
A cmara sentir bem ot inconvenientes qoe ha em
se diteulirem despezas secretas.
Oa ha confianen no ministro ou nao ha. No pri-
mero cato, esta verba nao pude deixar de ter ap-
provada sem discossao. (Apoiados.) No sesundo ca-
to, e ha um miniatro que aquerido dot tem deve-
ret desbarata os dinheirot pblicos, o depulado deve
ler contcehcia e coragem para accusa-lo, para ex-
po-lo .1 irrisao e ao detprezo publico.
O nobre depolado nos disse que devia ter seguido
o exemplo de Chateaubriand, que ao sabir do minis-
terio obleve urna retalva do conselho dos ministros.
\ ede, porem, senhores, que ao conselho dot minis-
tros preside a magetlade, e por cerlo nao qoerereis
que a magetlade te envulva nessat detpezat secre'at,
netses mysleros de polcia, os quaes nao poucas ve-
zas attealaiu a perverso dos senlmeiilot e deslroem
lodo o encanto e a poesa do corado humaun. ( A-
poiadot. ) Faries mellior, senhores, antes negan-
do essa conecstao ao governo, do que expondo-o a
urna ditcussSo to desagradavel como he essa. ( A-
poiadoa.) v
Um oolro nobre diputado falln na despeza do
carro do chete de polica da corte. Esla despeza exis-
te, he verdade ; de urna despeza secreta, mas como
se rallou nella, 11,-in a posso negar ; masjiao de ama
despeza nova, he urna uetpezi que, conforme ai in-
rorinacoes que tenho, sempre te fez, e que eu julgo
razoavel. Senhores qual |M gratificado qne per-
cebo o chefe de polica da cirfc 7 iiOOo ; ora, o alu-
guel le um carro de mentalmente do -250. V-se
no que a gralificasio teria mulliciente para pagar
o aluguel do carro...
O Sr. Figueira de Mello :Isto to miserias.
O Sr. Ferraz ( rindo-te ): Apoiado, sao mise-
O Sr. Ministro da Justica: O "nobre depulado
pela Badia censurou o grande numero de addidos que
existe na reparlisflo da polica. O nobre depulado
lem razao, ha um numero exorbitante de emprega-
dos nessa repartidlo, este numero exorbitante pro-
cede de que nao ha em :raz3o dot diminutos ordena-
dos empregados idoneot necettariot para o snico,
e assim o que podia ter feilo por 5 lie feilo por 10,
ele. Na reforma que o governo intenta faier llave-
ra um pessoal menor, mat que lera melhora habili-
lasoes, parque sera relribuido mais vanlaiosa-
metile.
Honlcm um nobre deputado pelo Rio de Janeiro
arguio fortemente a polcia da corle por violencias
qoe referi. Setihoret, nito posso lomar solidarie-
dade de actos que nao sao meus, e sem adeuda mi-
nda pralicadns por meus sol,aliemos ( apoiados ) ;
o cliefe de pulida da corle est prsenle, elle toma-
ra a defeza de aeus netos, e espero que satisfactoria-
mente.
O Sr. Figueira de Mello :Em lempo competen-
te o farei.
O Sr. Ferfs :Se quer eu cedo-llie a preferen-
cia di palavra.
O Sr. Ministro da Justica : Enes fados eu os
ignoro, nao cliegaram ao meu conhecimenlo ; e como
acabei de dizer. o chefe de polica dan a explicacao
delles cmara e ao governo.
O Sr. Figueira de Mello :Fare em lemp
porluno.
Um Sr. Deputado :Ser bom qae faja j.
O Sr. Ministro da Justica : O nobre depulado
pela Baha lancou o analhem sobre os pedeslret
desta cidade. He verdade, senhores, qoe alguns in-
dividuos dessa ciaste tem commellidn hu.,M h,
miaba idminislracao."
O nobre deputado pelo Ro de Janeiro insiste em
asseverar que esta verba he dislrahida em despezas
da imprenta, quando ou ras verbas ha as qaaes esla
despeta he imputada sem necestidade de jatlifica-
jao : qoe be de dizer-lhe ? Opponho a minha pa-
lavra a delle, e se das f alavras do nobre depulado
podem resultar insinuai.es que me tejam odiosat,
nao Ihe opponho smeme a mioha palavra, senao
lambem uf do conselho dos ministros, perante os
quaei s3o is despezas justificadas para a concetsao
dos crditos. ( Mudos adiados. )
O nobre depulado pel Baha disse ainda que um
vapor linha saludo para urna diligencia da trafico
por ordem do|Sr. prejidsnte do conselho. Senho-
res, eu nao levara nWI que o tenhor presidente do
conselho tivesse fequsilado a tbida de um vapor,
mat potto asseverar ao nobre depulado que depois
que me acho presidiado aos negocios da josliga, o
Sr. presidente do consulho ainda nao reqoititou do
minitlroda maroha a sabida de um i vapor para
negocio semelhanle, toe os os que lem saludo lora
tido por .ninlia requitiejo.
O Sr. Ferraz :E a saluda do Golpliinho o anno
pastado T
O Sr. Ministro da Jtslica :Foi requtitada pelo
ministerio da justica.
lralarei agora, senhores, do que disse o nobre
depulado a respeito de (attaporlei. Seguudo o no-
bre depulado, a le de Idedezembro de 1841 fo
infringida peto decreto qae regula hoje os pasta-
portei de ettrangiiros, raejoanto a le eslabeleceu
em regra geral o patetpnrte, e esse decreto
eslabeleceu o passapone eom excep^ao ; nao lem
razio o nobre deputado, o decreto nSo tupprimio
os patsaportes, apenas Ihes deu oulrat formali-
dades.
Vm Sr. Depulado :Mis sulislilue-01 por altes -
lados.
O Sr. Ministro da futtica :Essa ditposicjlo lie
urna1 exfepcaoapplicavit somenle aot etlrangeiros
casados e resioentet no imperio por um certo lem-
po. A accusac,o do nobre deputado seria cabivel
a respeito do regalameoto n. I0 de 1842 que bai-
xou para execu(ao dessa le, porque oeste regula-
menlo se declara que os Brasileiros podem viajar
dentro do imperio sem passaporte.
O Sr. Figueira de Mello :Isto he ama boa dis-
posicao.
O Sr. Ministro da Justica :Mat nao procede
raesino contra esse regalaineiifo a Recusado dte
estabelecer como regra o que a lei fez excepto,
porque a lei diz : nos casse pela forma que for
determinada no regulameuto do governo. >
Mas diste o nobre depolado : lord Clareodon
exigi e vos o salisGzesles....
O Sr. Ferraz :Neg isso ?
O Sr. Ministro da Jaslica :O nobre deputado
devia dizer antes que esse decreto dos passaporles
foi urna reclamaco da civilisacao, urna necetsidade
da coluiiisarao que desejamos, um dever de reci-
procidade, porque assim se procede nos oulros pai-
tes. ( ApoiadtM. ) Nao lie postivel que om paz que
quer a emigrarloestraogeira olhe o eslrangeiro eom
desconfiani}a.
O nobre deputado sabe que a lei que eslabele-
ceu os 11 lulos de reside acia leve por tole a legis-
lado franceza, e que a lei franceza que eslabele-
ceu urna medida igual era do lempo da revoluto,
lei de seguranza, de saipeila, propria daquella po-
ca em que a Franja va em cada eslrangeiro um ini-
mgo.'
Tambem o nobre deputado aecnsou o ministerio
por causa do regulameuto das cusas. A defeza
que eu posso fazer a ette retpeito esl consagrada
110 meu relatorio ; permita a cmara que eu Iva as
palavras que nellse conlm :
o Por virtude da antersac^o conferida ao gover-
no pela lei n. 604 de 3 de julho de 1851, foi orga-
nizado e approvado por decreto n. 1569 de 3 Je
narco do crranle e no o regulamenlo dat cuitas, o
qual esl em execur,Ao, tujeito porm a vona ap-
(iruvai.ao, contornan a dita auloriiar,ao.
i Pode ser que esse Irahalho nao seja perfeilo,
mas tem por ti a nalureza eom que fo elaborado, a
amoridade dos homens praticot que o confecciona-
rain, dos dislinclos jurisconsultos sobre elle ouvidos,
e finalmente dos respectivos contelheiros de estado
quecompoem a seceso de juslica, sendo sobre esle
negocio relator o visconie dt Uruguay cujo pare-
cer lumiuoso, como sao (odas as suas, obras acharis
enlre|ot annexot.
Nao me respontibiliso, Sr. presidente, nem aceito
dscussao, porque ella seria tonga e fastidiosa, a res-
peito de cada urna dasaddr,Oes do dito regulamen-
lo ; elle esl aueclo cmara, e ella pode refrma-
lo como entender em sua tabellara, nao faco ques-
1.1o dessas addicSet, alguma das quaes pode ser ex-
cessva. Devo porm protestar contra algumas deas
que o nobre deputado venturou a respeito do re-
gulamenlo. Segundo o nobre depolado, o governo
deve substituir o systema ou rgimen das cuitas ;
ao nobre deputado parece pouco nobre, parece in-
digno da magistratura qae ella perceba emolumen-
tos. ( Apoiados. ) Eu t dhiro a esla opiniao, mas
me parace qoe o governo nao linha poderes para
supprimir estes emolumentos, nem para sabstilui-
los ; nio poda suprim los porque a cmara sabe
que nu projeclo que fo deila cata reme|lido para
o tenado se consagrava o principio de qae os magis-
trados nao deviam ter emolumentes, mat essa dis-
posicao foirejeilada no senado : podara ominitle-
parlldo (apoiadot), nao o eoosiderei como facto po-
ltico.
O nobre depulado pela Baha, tratando da guarda
nacional, considerou como abusivas as caisasde Tar-
damente, e nos ditte que algnmat axlonOet se com-
meltiam a titulo de contribuidlo para a msica.
Tem razao u nobre deputado, abasos ha a este
retpeito. O governo tem inlenc.ao de providenciar
sobre elles, porque em verdade, por eauta da msi-
ca e das isencOes que a pretexto della se coocedem,
0 iervir,o esla petando gravemente sobre om certo
numero de guardas nacionacs, de modo que nao ha
distribuido eom aquella igaaldadajae fra para de-
sejar. (Apoiados.)
O nobre depulado lambem not revelou que um
conimaiidaiite nomeado ha ponen para um b.ilalhao
da guarda nacional onerecia patente* pelo preco de
003. Me paree* que esta propotieJo do nobre de-
putado nao tem fundamento; eu delerminei ao eom-
mandante superior da guarda nacional que averi-
guaste este ficto, e elle e detmente.
O nobre depulado nos diss* que a organisacao da
guarda nacional do Cear eslava adiada para as ca-
lendas gregas, que o presidente desta provincia se
via amarrado para nao fazer esla urganisarao. As
eipresses do nobre deputado deixavaro entrever
que o presidente da provincia linha alguma recom-
demorar a organi-
obre depu-
que nenhuma recominendacao liz ao presiden-
te daquella provincia nesse sentido, senao no senti-
do oppotlo. Se o pretidenle tem demorado a orga-
nisaco da guarda nacional, cerlamente nenhum ou-
lro motivo ha teno odetejo que elle tem de fazer
boas homeaees...
O Sr. Ferraz Ser systema por causa das
eleiees vindourai ?
O Sr. Machado : Elle deseja sabir.
O Sr. Ministro da Justica: O nobre deputado
pelo Cear responde a esse aparte ; nio he um sys-
tema, porque elle deseja sahir.
Tambem disse o nobre depulado que davia sido
nomeadn para lenenle-coronel da guarda nacional
no Cear um eslrangeiro naturalisado. Seodoret,
01 eslrangeirot naluralisados nao sao incapazes para
exercer este posto, e smenle os comidero excluidos
daquelles ca gos que a coostiluic^o lem declarado;
devo dizer, porm, ao nobre depolado qae esse es-
lrangeiro naluralisado leve accesso. nao foi nomea-
do de novo, ja era offcal da guarda nacional antes
da minda administraran.
O nobre deputado por Minas censaron por Ilegal
a gratificarlo concedida aos commandante* superio-
res de algumas provincias. As graiificaijoet concedi-
das aos commandaotes superiores das capilaes das
provincias undaiu-se no art. 5:2 da lei. Diz este ar-
tigo : a tjuando o governo nomear ofliciaes do exer-
cito para commandantei superiores das capilaes das
provincias de primeira ordem ou das frooteirat po-,
der arbitrar-Ibes as gralilicaces qae forem rizoa-
veis.a Nenhum commandante superior qae nao se-
ja militar de provincia de primeira ordem tem gra-
tificado.
O Sr. Pinto de Campos: O digno commandan-
te superior do Recite lem dada urna brillianlissima
urganisarao guarda nacional. (Apoiadot.)
O Sr. Ministro da Juslica : Crcio pois que nao
foi cabida, nao he procedente a censura do nobre
deputado.
Qnanto a despeza que se tem feito eom os figur-
oos da guarda nacional, dird que esta aecusacao
nao he nova, ja roe lem sido feila pela imprensa,
della me defend como passo a demontlrar..
Senhores edictores. Da demonstrarlo segra-
le he visto que \ mes. bem informados eslavain
quando disseram que pelo ministerio da juslira se
havia despendido a qoanlia de 28:0008 eom os iigu-
rinos da guarda nacional; lie certo; porm, pela
mesma demonstrarlo, que dessa quantia s cabe ao
ministerio actual, a quera parece dirigida a censura,
a de 1:9203, que nao foi senao pagamento de con-
trato anterior.
Releva porm explicar que toda a referida quan-
tia foi despendida por intermedio do commandante
superior da guarda -.acioual da corle, cuja probi-
dad e asa sobrancera a qnalquer duvida, a que nao
ha para pasmar tal despeza, allendendo-se aot cen-
tenaravnle eorpos e militares de ofliciaes e guardas
que ha no imperio.
Demonslraciio da despeza feila eom os figurinas po
t guarda nacional desdemarro de 1852 a marro
de 1854.
1852.
Marco 11. Pago a
Rensburg, impor-
tancia. de .
Agosto 5. dem de.
Oulubro 19. dem
de........
Novambro 20. dem
de.........
Dezembro 20. dem
de........
1853.
Janeiro 22. dem de.
Fevereiro 17. dem
de........
dem 21. dem a
Brito & Braga,
idem de......
Abril 29. dem a
Rensburg idem
de.........
Junho 10. dem a
Brto & Braga,
idem de.....
Agosto 24. dem a
Rensburg idem
de.........
dem. dem a Bri-
to & Braga, idem
de.........
Novembro 29. dem
de......... J.000
1854.
Marco 4. dem de. 200
nliuma alleracao linha soQrido. Da Bahia soobemos
smenle que conlinuavt a gratsar a epidemia, de
qu j fallamos em nossa revista patsada ; na capi-
tal o mal j declina va considera vilmente ; na cida-
de da Cachoeira, porm, onde elle te tnha ultima-
mente manifestado, ainda se achara intento ; toda-
va, sao exigeradot os boatos que por aqni se teem
ttpalhadodos estragos que uiquell* lugar lem feito
a peste. Mullas providencial tem tido lomadat pe-
lo Exm. presidente daquella provincia, no tenlido
de impedir a diftuittodo mal a de paralywr os seus
eiT-Miot, he de esperar que em breve vajamot livre
uo llagado aquella provincia.
No vapor Gret Wetlern. veio como passageiro a
cora detlino Inglaterra, o Sr. E. Mornay, um dos
agente* adestrada de ferro, que tem da ser feila n-
te jravlneta. o Sr. E. Mornay durante o lempo que
eti .ve na corle conseguio do governo Imperial*
coiicessoes qu* toliclra, como uditpentiveii para
se levar a elTeilo a grandiosa empreza, que 13o fe-
cu ndot resultado! promelte a esla provincia : o go-
verno annundo as soliclacoes do Sr. E. Mornay,
mfnirestouoempenhoque temem ver realisada a
mesma empreza, empenho esse que nao pude deixar
de ser por nos tomado em subida consideradlo A
este respeito. contta-noi igualmente que. as poucas
oras que em nosso porto se demorn o vapor Greal
IVcttern, o Exm. presidente desta provincia nao
poupou estorcot de sua parle para habilitarlaos Srs.
Mornay contecnr,ao do ultimtum da mencionada
empreza. A villa, pois de tao felizet circumttan-
ciat, acreditamot que desla vez nao falharao Untas
deligencias ; e talvez lenbamosa latiifacao de an-
da esle anno, vermos dar principio a obra.
."lo da 23 do crreme coroecou, na igreja dos mis- Tacad
sionanos capachiohos deiU cidade, a sempre lao
co icorrda novena de Nossa Senhora da Penha ; de-
vendo ter logar a fetta no dia 2 do futuro mez, a
qaal, segundo nos dizem, ser propriamenle em loo-
vor do dogma da Immaculada ConceirAo. ollima-
iniinle definido e proclamad em Roma. Contta-nos
qae bruate ser a fesla, porque alm do mais ha-
veri ama msica completamente nova, vinda de pro-
posito da Italia para esla solemuidade, e de gotto
especial e adeqoado ao dia ser a armaro da igreja.
O zato e esmero eom qae sempre te bao em tae* ic-
io:; os reverendos misionarios, not faz suppor que
la Su exceder ao que temos dito ; aguardamo-riot,
porm, para depoit Qtormarmos a notaos leilores do
qoe eOeclivamenle houver, convidando-os ao mesmo
tempo para irem astitlir a esta fettvdade.
I.iformam-nos qne, no da 7 de selembro. nao lla-
vera a parada do costme, e por cerlo heanuilo para
desejar que assim acontec ; porquanto. se bem que
condecamos que nenhum dia deve lauto ser coramV
murado e festejado como aquelle em que pira nos
ra ou o sol vivificador da independencia ; eom todo,
as acluaes circunstancias, e eom a inlensidade do
calor qne se esl sentindo, entendamos qoe he de
toda prudencia nio reunir a Iropa. Oulras muilas
miinifetlacoes de jubilo ahi eslo ao alcance de todos
para serem postas em pratica.
Publicamos em nono nomero anterior as prescrip-
cs hygiencas e ((teraputicas icerca do cholera,
que, como annunciamos em nossa revista patsada,
toram dadas pela commitiilo de bvgiene publica ; e
co n esla publicarlo temot fechado a porta a oulrat
|> seu estado contina da mesma orle: quanto mait
i'alle, peior he nciihumas providencies lem apna-
i'ecido, vou metler a Viola no saeeo, e esperar que
c.heguem os seas inelliorimenio phvsicos e mora**.
No da 8 do corrale foi recambiado preso para
'lisa praca ordem da delegado o lente Lopes
lae aqu te achava destocado. Nao aei qual o mo-
tivo de sua pristo o qu* Ihe nfnra*o h* que na* foi
pelo que eu fu ; o que- me dizem ha que depoit da
preso, abri a bocea e gumitou por rfaad capilao
valgas, cobras, lrgalos, lagarliclut, calangros e ca-
|na|eoes que foi um Dos nos acuda : fotte pelo que
rosse, o que he cerlo qne o lenle foi rebolludo pa-
ra ter appreseolado ao quarlel general.
i-. .. Juttica.
Toutva. b'n.No dia 27 do crranla lera logar a
sessaodujury, como llia communiquei: l me pre-
tendo appretootar no trinque: casaca da ihesoara.
-inlurt de mam piimo, minha jaca jl pastada e eom
3 minha respeiubelittima calva fire tremer a te-
mer ot reos, poi, Umbem fai torteado para exarcar
atoberiiiiadejulgar. Nao son qualq\ier consa,
ego wiiii: de facto (sem ter de boi)" Eniao lo-
mare miuhas noli, para enchimenlo da minha fu-
Cmara municipal.
Esta respeilabilissima vil talisfacloriamenl* cum-
Driodo eom seus deveres : j' vamos gozando de ai-
junt beneficios; esta cidade ia-se redozindo a um
inonluro; vao-te lomando ai ron mait limpat. me-
Ihores as calSadas. as c.sai mal, sceiadas, lia mais
limpeza e aceio ; Dos Ihe d perseveran;*
Seguranca indicidual e de propriedde
No da 9 do correule, Flix de u| deu urna boa
cada em Severino Marques, que nao gostua d
iraca, porque Ihe soobe a sangoe, deiando-o gra-
vemente ferido: nao foi nada, foi om pa'o pelo
illio ; quiz sondar a) profuudidade do* ajjystnos
barngaes de seu amigo depois do que poz-se ao fresco
eom grande detgmtp para a polica, asestar de saas
boas diligencias; conste-me que asa* cimpeSo foi-se
para Agua-Preta, o refugie peeeatorum.
A trezentaa bra;at da reaidenda da aalnrdada po-1
licial acham-se zombando della os raa, Pedro Lias
i Jote Lint, pronunciados em crime inaSaneavul
viagsjp para
(acara o cota
. pronunciados em crime inaffiancavel
pelo joiz municipal: de da eslo homitiadot en
oerlo engeoho ; e de noile, percorrem as maa desla
cidade : cousta-me que elles esUo da van
esta cidade, aera bom qoe la Ihe* faena
congunzo, que ca'Ibes tem faltado. fj^sBj
Meu amigo, dexemo-nos de patrocinar 1 esla
gente, que di-lo muilo mal nos tem resallado. Es-
tou que o notso delegada ignora esle escndalo
por tanto rva-lhe esta d. denuncia, oa como m
D?.' aaTteid%r*l h,'t> Cm 'ieen' **ft
Soabe, ha das, de um caso horroroso umata.''
nesta eid.de. ha don, mezes, e do aJ.Tno^to
Ihe passo a dar noticia.
Um pal de firailia, excessivamenl* libidi-
no*o, quiz salisfazer seos internos braUei em
urna sua propria lilha rao.^, forSando-a: esta infe-
liz, atacada por seu pai, pdt evadir-te, a aa.
nhar a casa de urna sua ta. onde refustoo-ae
en reanlo alguns prenles e amigos pasudos di'
pelas supplicas desle monslro da especia hamana
conseguirn! que ella voltats. paraT. compendia*
foi
netle sentido. Confiamos na Divina Providencia qae do leu desnaturado pai : maa qual ir
nao seremos visitados da epidemia que te lem dea- dimenlo dessa fera, apenas viodebaixo de ios
envolvido era oulras provincial ( Para e Baha ) ; e I ras a innocente vctima, redobroa de fnror '
nlutn disto, tendo-te tomado umitas medidat leuden- todo o vigor novamente tontea torear 1 filhan
500 1,000 figulinos 1:2.509000 1:4009000
1,000 11 1:4001)000
1,000 i) 1:6009000
1,500 2.-3O090O0
500 8009000
1,500 a 2:3009000
1,000
3,500
1,000
3,540
1,000
o 1:6009000
5:5509000
s 1:6009000
a 5:5509000
1:6009090
1:6005000
32OJ000
te- a alistar a introduccao do mal, parece-nos qae protegida pela Providencia aiuda mait esta vs rli
potemos esperar dellai alguma garanta. Reta ago- salva, togiodo para a casa de um sen vizinhn
ra qae os lerronslas e visionarios, qae em lado veem hoje se icha em casa de ama prenla se me r
una cansa de infeccao, o para os qaaes a meoor al- gano. Este ficto paisa por verdico sata' n
leracao da saade he j o cholera, deixem descansar dominio de todos. E qaal foi o castigo' dmanj i.?..
[lapulac.lo a quem at agora tero Irazido aatutlada inqualifieavel 1 Ser o seu autor m
Tolaes.
18,240
28:8209000
to-ia ttm ter
essa attribt-
de do P*)W
o ministerio ;
'
Com que direlln, pois, se da de ileduzr ao migis-
Iradn que tem ausento na cmara o tempo de tua
commissao legitlaiiva ? Era precito qoe douvese
a respeito das estrancias aquillo qoe lia a res-
pailo da antiguidade, islo de, disposirao cxpresa,
alias deve regular o direito commom. (Apoia-
dOS.; r
O Sr. Sayao Lobato:O elTeclivo exercicio do
magistrado de na magistratura.
O.fr. Ministro da Juslica:Repilo, a lei nao
dititlo.
O Sr. Figueira de Mello:Apoiado; j esl in-
terpretada. *
O Sr. 6'auiio Lobato: Nsto da evidencia e cons-
cieneia publica.
O Sr. Ministro da Justica:Se islo de assim, d-
M-me para que tantas palavras ociosas na le de 26
de junho de 1850. como tito eslat : Para a aoti-
ganlade do juiz do direito te....
Baslirii dizer como oa outra lei das cutrandas :
u O lempo de elTeclivo exercicio. 11 Alguma cousa
quer dizer etla dversdade de terminologa.
O Sr. SayUo Lobato:O fundamento da le lie
lex o magistrado no exercicio do sea cargo. V. Eu
bem o condece.

*e lem commettid abusos ; ha
poucos das deploramos a morte de um Inglez perpe-
trada por um delles ; os Iribunaes do paz hao de
punir esse crime, esperamos essa punirlo, mas nao
convem que pelos abusos de um te lance o analhema
sobre todos. (Apoiados.)
A polica, senhores, licara tem aejao se fuste dis-
tiluida desses agentes, nao pode prescindir delles :
emquanlo nao houver ou so nao |inder (er cousa me-
lhor, nao ha remedio senao lolera-los ; bem mao no-
me lem ds ofliciaes de juslis*, e ei(rttanto he mys-
ler couserva-los, porque tambem nBo so pode pres-
cindir delles ; estes pedestres siln auxiliares dos per-
manente!, e servem subsidiariamente e por falta
dalles, porque seu numero nao lem chegado ao es-
lado completo ; atsim qae o numero dot pedestres
etll na razio do numero qoe falla aos permanentes.
Tomarei na devida consideraran a requisirao que
me fez o nobre deputado pela Baha sobre o produc-
to de urna fazenda da provincia do Maranho, que
deve ter convertido em apolces a bem do seminario
respectivo.
O Sr, Ferraz :Nao foi contura.
O Sr. Mendet de Almeida :Apoiado ; ha multo
lempo que itso se fazia necessario.
O Sr. Ministro da Juslica :Quanlo gralifica-
{30 do Ihesuureiro de orpdaos da corte, eu direi que
foi uina necessidade, urna urgencia, visto como alias
o cofre dos orphaos, com gravitsimo prrjuizo de seus
interesses, licara impedido de funecionar : o arbi-
trio de que o nobra deputado se lembra, isto he, de
licorera a cargo do Idetoureiro, por meio de guiat,
ai operacTies desse cofre, eo o propuz ao Sr. minis-
tro da fatenda, que nao couveo niito per motives
ponderosos: lere 01 avisos respectivos.
rio visto disto fazer essa soppressao sem abato da
aolorisarau ? Podera substituir '.' Como 1 ettava
aalorisado para crear lio grande despeza como tora
para esse fim necessario ?
Na Franca he como o nobre depulado disse a res-
peito di magistratura ; mas qoanlo aos escrivaes e
tabelliaes o systema he o mesmo qoe aquello se-
guido no notso regulamenlo dat caitas ; aqni est
como prova do qoe digo o decreto de 24 de mato
de 1854, coja dilVerenc,a consiste smente em fran-
cos ecunlesimot.
Senhores, coufessanilo eu que algumas addicoes
podem ser cxorblinles. e que a cmara deve cer-
cear aquellas que ihe parecerem excessivas, nao pos-
so deixar de declarar que ette regulameot lam al-
gumas disposiroes que hao tido applauddat e reco-
miendas como muilo benficas. A rasa esla meldo-
rada e he mais regular, as pec.as qae cada senlenca
deve cora prebendar estao definidas e determinadas,
e netle! dout puntos eram grandes os abusos; sobre-
ludo o regul.imciilii estabelecc penas disciplinares
qoe tao um correctivo eirtcaz, um prompto remedio
conlra ai cutas excessivas ou iudevidas.
Oulro nobre depolado pela Bahia, por occasiao da
discassflo do oreamenlo do imperio, censurou o go-
verno pela ciiininuiaeAi.i da pena imposta pelo crime
de moeda falsa 10 Porluguaz Candido Ribeiro. En-
tao o nobre depulado fez a esle respeito urna exa-
gerada declamarlo ; dase elle: oPara que censuris
o jury por absolver os moedeiros falsos, qu-ndo vos
ut perdoaia oa Ihes commalais as penas,? Para que
esse tratado com Portugal para pumrao e eztradicao
dot criminosos de moeda falsa, se vos commutaii as
penas que sao impostas pelos trbuuaes do paz '.'
Senhores, me parece que o nobre depulado foi in-
justo niata censura, elle no devia faze-la lem ler
iolormjott do governo. Em verdade, esta
cao je perdoar e commutar ai penas
moderador, e por ella responsavel he o _
todava ha inconveniencia manifesta em se tujeita
rem ao exame e dscussao os motivos, os Impulsos
que decidirara a clemencia do monrchi, este um
dos melhores atribuios da mooarchia. (Apoiados.)
Nao declino porm da responsabilidadede ter pro-
posto cora esla commolar,ao de pena. Com elTeilo
esse Candido Ribeiro a que se referi o nobre depu-
lado linha sido condemnado pena de qualro annos
de gales para ilha de Fernando; mas este indivi-
duo, acbaudo-se preto na cadeia da Baha, foi causa
de urna descoberta importante de moeda falsa, foi o
Do por onde a polica chegou a este grande resulla-
do. Eit a explicarlo do facto qoe tanta censura pro-
vocou. Nao lie cousa eslrnnlia que ot criminosos que
sao a causa da descoberta de grandes crimes tejam
perdoados, ainda mesmo achando-so as prisoei; he
cousa que por mait de urna vez tem tido lugar (a-
poiadot), aqu por toda a parte.
O nobre depulado p da provincia de Minas Geraes
Iroutei casa algunt lactot pequeos aos quaes res-
ponder! 11 nobre depulado disse que o Vigario de
traja era Porluguez. Este vigario, senhores, fui pe-
los iribunaes declara o cidadao brasiliro (apoiado)
por serlilho de um cidadao brasiliro desembarga-
dor da rclacao da Ba lia quando se achava em Portu-
gal ; todava, coucorrendo elle para urna oulra fre-
gueza, parece-me que a de Jacarepagu 1 ou a de
Santo Antonio dot Pobres, o governo leve duvida
do apraaenta-lo, apezar do seu nierecimenlo. por
causa desta circumttancia de nacionalidade.
O nobre depulado a quem me refiro pergunloo
lambem qlial a razo porque nolei no relatorio o
grande numero de kabeas-corpus concedidos pela
relacAo di Babia. Eo apenas quiz manifestar agran-
de dillercnca que hai ia entre os habas-corpus con-
cedidos por aquella relariln, e os concedidos pelas
oulros relaces do imperio; nao allrbui esle facto a
alguma circumttancia. Todava espero averiguar aj
cauta detta grande ilillerenca. *
Tambem me cen irou o nobre depulado porque
retel indo um motim que houve na capitel de Per-
nambuco, eu disse qae elle linha sido dirigido con-
tra Porluguezes.
Ea refer o ficto como elle he expotto as partes
respectivas da pulida, a nao o attribui a nenhum

Nao posto deixar, Sr. pretidenle, nesl occasiao
de protestar contra orna propositlo geral qoe o nobre
deputado avanrou por occasiao dereferir-se guar-
da nacional. Diste o nobre deputado que a guarda
nacional nao servia senao para acompanhar procs-
sdes. Senhores, a guarda nacional dat capilaes de
algumas provincias, e notavelmenle a da corle, (em
carregado sempre com um servico excessivo, com o
servico da guarnicAo em muitos dias da semana; por
conseqoencia era digna de louvor, de elogio por es-
se sacrificio que faz, por essa diversao de seos inte-
restes i'apoiados); nao merece certamente as expres-
sdes que Ihe dirigi o nobre depolado por Minas Ge-
raes. (Apoiados.)
O mesmo nobre depolado e oulro nobre deputa-
do pelo Rio ile Janeiro censuraram fortemente o go-
veruo por ter approvado o procedimento que leve o
commandante superior de OuroPrelo para com um
alteres T. Tattira. Ot nobres depulados reduziraro
a questao timplesmente ao facto de nao ler esse olli-
cial tirado o chapeo ao commandante superior. Se-
nhores, se o faci fosse smente esle,urna questao de
civilidad*, cortamente leriam cabimento todas a*
ceusuras qujttat os uobres depulados fizern ; mas
o facto foi aeoropaiihado de circunstancias as mais
aggravaules ; esse individuo na maior pablicidade,
havendo guardas nacionaes presentes, na frente do
quarlel do commando superior, Ihe dirigi as inju-
rias as miii atrozes.
O Sr. Mello Franco:Por onde labe V. Exc.
islc?
O Sr. Ministro da Jutlka:Pelas intortnasoes
que vieram das provincias.... e enlao leve o coro-
mindante superior esse procedimento.
Nao potso entender a le no sentido absoluto que
apraz aos nobres depulados ; porque a lei nao pode
ser entendida de moda que della resulte absurdo, e
injuria ao legislador.
Nao he possvel que o legislador estabeleceste como
coudirao para destruir a crmnalidade ama circuns-
tancia que s depende do individuo : bata urna pe-
lipecia thealral, baste que o individuo lire a farda
para que possa insalir no mesmo momento ao su-
perior que o reprehenden.
Nao he postivel manter a subordinarlo da guarda
nacional, nao he possvel manter as relaces do su-
perior para o inferior desde qae se adopte esle prin-
cipiu absoluto, desde que se p6e na mo do indivi-
duo o direito de insultar a seu superior simplesmen-
le por despir ou nao ter a farda na maior pubMMda-
de : de urna melaphvsica incomprehenaivel.
O Sr. SaySo Lobato:Fori do servico nSo ha
guarda nacional.
O Sr. Ministro da Juslica:Nao mereca o e**o
tanta celeiima, tanto banilho, como se fez - casa....
OSr. D. Francisco:Devia merecer mapr ba-
rulho.
O Sr. Say3o Lobato:Gomvtal jorsprndericia ha
verdadero capliveiro militar, incompativel -om a
liberdade da voto e lodat is mais garantas (Ooslilo-
cionaes. L-*v
O Sr. Ministro da Justica: Torno a Jizer, Sr.
presidente, o caso nao mereca lana declamarlo
quaula fez o nobre depulado considirando planos
alrozes do governo cunlra a liba rilada individual,
considerando que era impoasvel haver mais elei-
ees no Brasil depois desse fado, que a cmara apre-
ciar em sua sabedoria.
Nao posso mais continuar, porque roe tinto extre-
mamente cantado.
I'ozes:Muilo bem, muilo bem.
{Continua.)
con os teas mal fundados temoret. Felizmente al
hoje a salubridade desla cidade eonserva-se no sea
es ado normal, o qoe muilo bem se evidenciada
mortalidad semanal, que lera tido ordinaria.
Falleceram etla semana 45 pessoas : sendo livret,
16 homens. 9 mulheres e 13 prvulos ; e escravos, 2
homens, 4 mulheres e 1 parrlo.
Renden a alfandega 80:5909163.
JURY DORECIFE
Ola 24.
4.i SESSAO ORDINARIA.
Presidencia do Sr. Dr. Manoel Ciernen lino Car-
neiro da Cunha.
Promotor publico, o Sr. Dr. Antonio Laiz Caval-
caiili de Albuquerque.
EscrivAo. o Sr. Joaqum Francisco de Paula Es-
le.es Clemente. .
A'sll 1|2 horas da manhaa|friia a chamada acha-
ra 11-se presentes 18 Srs. jurados.
Foram dispensados a bem do tervico publico, os
seguinles Srs.: o inspector da alfandega, Benlo Jos
remandes Barros ; o procurador fiscal da thetoara-
ric provincial, Dr. Cypriaoaafaaelon Guedet Alco-
toi-ado ; o adminislrador do bullado geral, JoSo
Xavier Cirneirn da Cunha ; o Jkt de paz do segun-
de diitricto da Boa-Vista,Amaro dw Barros Correia ;
o i* fregueiia do P050 da Panella, Dr. Francisco
Lint Caldat.
A requisic.io do inspector da alfandega, o Sr. Ihe-
soiireiro da mesma, Joaqum Jos do Mireadi.
Por molestia os senhores :
Manoel Francisco de Moura.
Manoel Antonio Ribeiro.
E smente do dia de hoje, o Sr. Jos Joaqum Xa-
vi ;r Sobreira.
r'eram multados em mais 20!} os Srs. jurados ji
multados na sesso anterior e mais os seguntes se-
u I lores:
Antonio Martus Saldanha.
Dr. Pedro Autran da Malta Albuquerque.
FranciscoMamede de Almeida.
Di. Bernardo Pereirado Carmo.
Francisco Manoel Beranger.
Jos Alexandre Ribeiro.
General Jos Ignacio de Abren Lima.
G(iraldo|Henrqaes de Mira.
Manoel Jos de Siqueira Pitanga.
Minoel da Silva Ferretea Jnior.
Joaqum Pires (ioncjlves da Silva.
D -. Gabriel Soares Raposo da Cmara.
Dr. Antonio Alves de Souza Carvalho.
Deixaramde serem multados em razo de nao
torero sido notificados os seguintes Sr*. :
Antonio Pereira de Farin.
Dr. Francisco Antonio Vital de Oliveira.
Joi Rabello Padilha.
Jlo Antouio de Brito Bastos.
Jlo Francisco Maia.
Jogo Francisco de Atliayde.
Joaqoim Theodoro da Silva CUneiro.
Manoel Jos das Neves.
Joilo Pacheco de (Jueiroga.
Antonio de Souza Raogel.
Capilao Antonio Alves de Paira.
Foram sorteados da urna especial 29 Srs. jurados
pira completar o numero de 48, os quaes foram
os segaintes senhores :
Clirysliano Pereira de Azeredo Coulioho.
II Angelo Ilenriques da Silva.
Manoel dos Santos Nones de Oliveira.
Manoel Jos da Silva Grillo.
Jet Ignacio Soares de Macado.
Ji ao Policarpo dos Sanios Campos.
Antonio Augusto Fonseca. ,
Antonio Mximo de Barros l.rile.
LaizCesario do Reg.
I.uiz Jos Nones de Castro.
Dr. Joao Vicente da Silva Coala.
JoAo Jos Gomes.
Dr. Antonio Witruvio Pinto Baudeira Accioii e Vas-
concellos.
Jos Fernaudes da Cruz.
.Manoel da Silva Mendanha.
Jos Francisco Gouc^ilves.
Dr Joaqum d'Aquino Fonseca.
Joo Mara Seve.
Severino Henriquet de Catiro Pi me niel
T leodoro Machado Freir Pereira da Silva.
Jos Mara da Cruz.
Antonio Jos Gomes do Correio.
I.ourenco Rodrigue* dat Nev*.
Amaro Gonc.ilves do* Santos.
h naci Lopes Cordeiro.
Antonio Muir. Pereira.
Dr. Sabino Olegario Ludgero Pind.
Manoel Antonio Torres. ,
Custodio Jos A (ves.
O Sr. Dr. juiz de direito presidenta levantou 11
sessao a 1 ', dora da tarde,
duras do da segu nte.
adiaodo-a para i 10
PERNAMBUCO.
RECIFE 25 DE AGOSTO DE 1855-
A'S 6 HORAS DA TARDE.
RETROSPEGTO SEMANAL
Oualro vapore* enlrarain esla teraana em nosso
porto procedentes do sul, o Tocaniins, e o O'real
It'eslern no dia 20, o D. Mari* i/tu ^aiaiona
no dia 22, e apelar desla alUuencii, bem poucas fo-
ram as noticias de importaucia quo de all recebe-
mos. No Rio da Janeiro, linda panado no senado
em ultima discossao o projeclo de le das incompa-
tibilidades a eleiees por circuios, o qual em seguida
tnha tido enviado cantara do* deputado* para ahi
correr os turnos legaes. Tinham tido nomeado* se-
cretarios da Faculdade de Direito desla cidade o Sr.
Dr. Joaqum Anlonio Carneiro da Cuoha Miranda,
e bibliolhccario do mesmo attabeledroenlo o Sr. co-
neg Joaqum Pinto de Campal. Algumas oulrat no-
mearoes linham apparecido, porm de pouca impor-
tancia. O estado sanitario daquella provincia ne-
.utlARCl DO RIO F0RM0SO.
Cidade do Rio Formoso 13 de agosto.
Gnirde-me Dos de Vate, daodo-lhe largenl e
simia. Voa iodo bem com o Sr. agosto grabas as ca-
bacas: mas aiuda estou com modo delle ; nao tym-
palhiso nada com o lal Sr. detgoslo ; lenho-lhe mi-
nlias abusOes, assim como muila genie boa e isso
uto admira, quando leudo visto abusoet mait extra-
vagantes : conhed um sujeilo (olhe qoe nao era es-
ccavo,' que nao chegava a um espelho nem rodead
d! logo ; nutra que prefera ver o diabo, a ver ani
r er :|como vvera elle agora uessa sua cidade com
tantos penis de (casaca I 1 1
Meo amigo, nada ha peior do qoe um correio de
Milicias, quando se v forrado a dulas, e est baldo
.10 naipe. N8o imagnaos aparusde seo amigainho,
para encheretla carta ; novidadet, niclis; quer qae
encba de asneiras"'. Nao : por ahi ha lanas I
O* meas correctores, oa agentes de meu consula-
do de noticias estao zarcosCazuza (lmbeme, de-
pois d* liorribilittima, e tremenda forqoilha que le-
'roo de certa baila, com quem queria casar, licou
maluco.
E que peixlnho queria elle manjubar! Menina de
15 anno*, bella como os amores, nao era para o
ueicos daqueHa carantonlia, digna de om bom gasta
de bengalla. Agora dcu-lhe a manta para querer
ter capillo dat guardas nao sou nada, cuite-Ihe o
que curtir ; nao lem duvida, metta-se, magano,
------- nomeado para
um lagar ... : notando-se que o nao foi
pelo digno actual juiz municipal, qu, ctrlM-
menle verificando o caso, laucara' para langa esto
Salubridade pablica.
.Nao ha bem que teanpre dure. Etlavamos con-
tentsimos com a antencia dat bexigas, qae por
mais de 14 mezet flagellaram etla cidade, qnando el
lat que apparecem com mais furor, e vito oeifanda
desapiadadamente muilas victima* e infelizrmatafc
memos que muilo se demorem, atienta a forra d#i
rao. Sao calamidades sobre calamidades I E mais
que tudo ameacados pelo cholera. Grandes da
nossos peccados. Dos leoba misericordia de no*.
e nos queira valer neslet aperladet lances di vid*
*erao vai cada vez mait forte ; e ai de nos m
not rallarem ai chaval. Os gneros alimenticios
vio indo por om preso razoavel.
Culto publico.
O nosso povo naturalmente religioso sent aqni,
como em muila parte, a falla do entino do chriiUa-
nitmo ; os nottot Tgarioe, eom honrosas excepces
geralmente he o que menot cuida Ihes da he co-
steo da rehgio a suas ovelhai. Dita a mista da dia
itto he, no Domingo, nada mais faiem, A uslruc-
rao que manda a Igreja que elles deero ao povo
anda u*a> oceupou ao nosso vigario, qaal explica-
SIo do calhecitmo, qoal lelura da vida do santo
o da ; itto era para outro* tempes do carraocs-
tno.
Oaja o que se passou com o notas vigario aa a
domingo pssado. L'mas mulheres que oeste dia
se haviam confettadopediram a aomnuinliao col-
locadat na grade da cpilv-iiTT*toxe!dnet o va*-
rio as Sagradas forma* na competente imbua, a
dirigindo-se a primeira eom urna das formas da mis
pergunto-rhc : Como se chama esle pbjeclo sa-
grado opa nat mas* tenho ? A pobre mulher ou
por ign>ancia, oa pela novidade da pergunU ficou
eslalalada sem nada responder ; dirigi a mesma
pergunta segunda, e assim a todas a* oulra
como nenhuma Ihe reapoudea, dea-lhes" as costos.
e fui recolher as Sagra** Formas ao sacrario, dai-
xando-as boqui-aherUs. Esle facto foi-me narrad*
por pessoa fidedigna, que o presenciou, e que dla-
se-me qae o justificara com os proprot leilemu-
nhos das laes molherat, as quies conhec*. E ase
tal o procedimento brusco do vigario.
SeHnliuem
Gozi de paz, Iranquillidade, segoraaca da vida, e
propriedade. 0 Dr. Manoel continua a exercer
com toda a dignidade o Ittgir de aupplente d* jora
municipal durante o impedimento do elTeclivo
Accede recommehdacoes do nosso bnn4amasceno
De Barreiros nada Iba direi, visto ter Vrae.'i
bom correspondente daquelle lugar ; ajtida-lc-hei
cora ludo te necessario for, e houver necessidade.
Acceile o colleg* meus emboras, e protestos de rl
lima e consideradlo.
De Agua Preta nada me consta que valha a nena
narrar-lhe.
Aqu dou fundo, rogando agencie algomaa assg-
luras, para a publicarlo de um grande commento-
no as obras de Lobao, que etli f.zendo a enciclo-
pdico Sidreira, sollicitadorde estouro nesleforo.
O Rio-formotoemm.
(Carta particular)
^^^^.
REPARTItJAO' DA FOUCIA.
Parle do dia 25 de agoste.
Illm. Exm. Sr.Levo ao eonhecimenlo de V.
Exc. que das differenlis parlicipacOes hoje recebidis
nesta repartidla, conste lerem sido presos :
Pela subdelegada da Ireguezia do Recite, as
pardas Bernardina Marii da ApresentoeSo a Aletan-
drina Mara da Cunceicilo, ambas por briga.
Pela tubdelegacia da fregoezia de S. Jas, o
pardo Manoel Francisco de Paula do *Nasdmrato e
Jos dot Sanios Paulisla, arabos para averigaacO**.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polk
Peruambuco 25 de agosto de 1855.Illa. eExra.
Sr. eonteldero Jote Bento da Cunha aFigueiredo.
pretidenle da provinciaO chafa da polcia, Lmiz
Carlos de Paita Teixeira.
GABINETE PORTJJGUEZ DE LEITURA.
HOSPITAL PORTUGUBZ PROVISORIO. ,
A directora do Gabinete Porlogoez de lelura era
Peruimbuco contrillada dos amargores, porque es-
Uo pastando algumas provincias do Brasil, ttergtda
ao peso de mortfera epidemia, e creado moilo pot-
sivel a Irintmitiao do mal re seio d*et(a provincia,
promov urna subscriprao e n favor dos Porlagne-
zet desvalidos, qsie em,c*>o da invasao da epidemia
venham a carecerde esmolados succorros.
Esle appello geral a reconhecida pbilantropia dos
Srs. Porluguezes residente! nesla capitel tem por
fim :
I."Etlabelecer as immediaefies da cidade em
cata e local apropriido om hospital denominado
Hospital Porluguez Provisorio^-, qaal lervira de
asilo aos f'ortogueze ind.genles, que por falla de
meos uao postm em seos domicilios riceber con-
veniente testamento.
i.A casa sera alagada desde ji, e o Hospital
montado com 20 leitot peto menos, {cando a cargo
do medico director do mesmo, regalar o sao servico
medico, e augmentar o numero dos leitot, conforme
at necessidades do momento, a as torcas do cstabe-
lecimenlo.
:i.o Para ter admttdo no Hospital na qnalidada
de doanlepobre, baslarao 2 altesladot de pes-
soas probas, as quaes cerlflqaem a qualdade de
subdito portugoei. e apuro de drcumttancia pecu-
niarias. Em caso de incidente repentino o medico
podera tezer entrar no Hospital o doente, que en-
contrar na InJigenea, urna Vex certificado da tua
qualdade de tnbdito porluguez.
*"Tem direito n enlrada no Hospital como dos
entesparticuliiretos Srt. Porluguezes aballados,
que por falla dat necestariat commodi Jatles, on por
qualquer motivo nao quierem ser tratados em tu
casas ; sendo neste caso os Srs. socios inslalledores
do eslabellecimento obligados a ama simples retri-
buirlo equivalente sua despeza ; o* qoe o nlo
forem, a urna graliuc*c.ao, que Ibes ser arbitrada,
viudo o excedente a reverter em favor do fundo da
beneficencia.
5' Terminada a subscriprio serio convidado* os
I
na ucospias, envergue a;fardiuha, alrapalhe-te com j tenhoret conlribuinle para urna reuniao geral, na
a espada, e veja te contegae alirandir o empederni-
do coracao daquella ingrato. Ngo ha inferno maior
do que amar, a Dito ser amado. Coiladinhodo Giro-
berne 1 Amante enforquilhado e agora pretndeme
qaal ser nomeadn om* commissao defiolliva cpm-
posta de cinco membrot, a qaal lomar a aeu cargo
o rgimen econmico e admlnislrativo do hospital,
por essa occasiao poder-ie-hao dtculir lambem a*
1
.'iigarranchado I Como elle ha muita gente. A pro- melhores processot de levar a effeito 13o all ero-
losilo, (gotto muilo dos proposites,; dizem-me qae preza.
por l o naraoro subi de cambio, com a mudan;:
da academia. Ser certo 1
Quanta amarradelU par de horriveii forqoilhai I
Meninat! abram o ollio ; com esta gente multa ce-
tela, canlam muilo, porm enloam pouco ; emfim,
sao estudautes, querem enlreler o lempo. Pas de
familias, cuidado com vossas fazendat, sao fardo*
qae correr muila avaria.
Policia.
Creio qoe he malhar em ferro fro, o repetir que meen
6- A Hila do* senhores conlribuinle, bem,como
ai suis contribuicoes serao publicadas neste Diario.
' o caso de nao vir a ter precito o hospital'
nem por conseguinle o capilal arrecadado, sera este
puntualmente reenlregtie aol tenhoret ContrlboIntH
na razao dat toas quotas, e por lodos dividida a dev
peza qae se hoaver feito.
Aclu-te todos o* dist iberia a subscripco na sala
do aMiatoporltioue;deleitara, e encarregado* da
meami m


s
Otilia -ir. J'lrr" *> '/*
ui iiubi. ".Berurdino Gomes de Carvalho.
Minoel rrer de Fiueiredo Ten-
(feliR.
Jote da Silva Soio.
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo.
Joaqaim Luiz Vicira.
Minoel Ferreira Terroso.
Antonia Anlunes Lobo.
Manoel do Sanios Pinto.
.. ... Sanio Antonio.
O IIIom. Srs.Jos Peres da Crm.
Jos Moreira Lopes.
Joaquim Correa de Resende Reg.
Beruardino (jomes de Carvalho.
i Gaspar Antonio Vieira Guimaraes.
Jos* de Lima Bairilo.
Dominnos Jos Ferreira Guimaraes.
Francisco Tarares Correa.
Pedro Jos da Costa.
Boa*fista.
O limas. Srs.Manoel Jos Guedes Magalhaes.
Ignacio Jo< do Coulo.
Jo.lo Ferreira Ramos.
Todos os senhores que se dignarem contribuir pa-
ra abra 13o meritoria e philantropica podem dirisir-
*a on ao gabiutle oa a algum dos senhores cima
indicados.
Sala das sessoes da directora do gabinete porlu-
auez deleitura em scssfln particular de 3* Je agosto
de 1855.tose de Almeida Soares de Lima Bastos,
director.Gaspar Antonio Vieira Guimaraes, tice-
director. Jodo Baptista I ieira Ribeiro, primeiro
secretarlo Antonio Augusto dos Santos Porto,
segando secretario.JoU Aiecedo de AnUrade, Ibe-
soureiro.
PUBLICARES A PEDIDO.
... i :. -: ,_ -
DIARIO DE PERMlBUCO SEGUNDA FEltt 27 DE AGOSTOO
SONETO
troaoaala'o 4o anhrartarlo as col-
lauto eiaa Bellas Anea, aja ala 11 a a-
>ato.
CaUafat filho de Minerva augusta,
Oolr'era habitadores da eminencia
D'Oliuda relha sede da sciencia,
Seakora da riqueza a maja vetusta.
Rarao lio poderosa, quanto justa,
Nos coche de prazer, e excelencia
Netle dia de briihu sem carencia
Doa favores da linsonja vil, injusla.
Cora a gloria e uniflo, que se devisa,
Mostremos com prazer e muito gosto,
Que a fama do collegio se eternisa.
Seja campo da sciencia o nosso posto
Cantemos todos junto sem devisa,
Viva o dia sem par onze de agoalo.
M. F. C. J.
no astros,
vo fulgor.
A. II Al MI A DO BA1LK.
Thoughlless of beauly she
wasbeaolv's self.
James Tompson.-
Era a rninha do baile
A linda virgem que eu vi ;
N'oolra (anta beljesa
Aluda nao conheci,
Era entre os anjos terrenos
O mais bello serafi'.
De lindo amarello claro
De sea vestido era a cor,
Todo o teu traje era bello,
Todo nella era primor ;
Do ceo me lembra noa
Da seus olhos, o divo I
Honrei-me por sea vassallo,
Curvei-lhe meo pensamenlo,
Corvei-lhe por ser mais bella
Qttt am astro no Drmamanlo,
'Mais bella qoc a mesma rosa
* Perfumando casta o vento.
' Haga estrella fulgurante.
Do baile priuceza augusta
Para dar-te ara gregio cauto
Na verdade o que me costa !
Das bellezas da eloquencia
Falla-mi! a forja robusta.
He mesquinha a pobre offrenda,
Mas filh.i do corac.lo,
E do ten vassallo humilde
A mais sincera otila cao ; i
Eu te sado, rainha,
Na minba dbil cancho.
SaUve I Itainha do baile !
Fermosa virgem que eu vi,
H'ootra tanta belleza
Ainda nao conheci;
Era entre os anjos terrenos
O mais bello aeran".
~~$. Aceioii S. Ramos.
lo pela pouca eiistencia, como pe-
la falla de navios. Entraran) al-
gumas cargas do novo, que foram
vendidas para trra a 2880rs. do
branco do lerceira sorte; e o mas-
cavado bruto de 1J600 a 1;>g00
por arroba.
Couros-'----------- yenderam-sa a 187 rs. por libra
dos seceos salgados.
Agurdenle------dem de 703 a 75 por pipa.
Baealliao--------Hetalhou-se de 138500 a 169 por
. barrica, e ha smente 2,500 bar-
ricas em ser.
Carne secca- No cornejo ,1a iemsna os precos
chegaram de 5 a 5*500 por arro-
ba do Ri0 Grande, e como no fim
entrassem dous carregamenlos,
no podemos colar preco, por an-
da nlo terem-se estreado. Te-
mos em deposito 7,000 arrobas de
Buenos Arres que est em duvi-
da se flearn ou ir para llavana ;
e 22,000 arrobas do Rio Grande
F?..... Je ,rl80- Jivemos hoje um carregameolo
dos Estados Unidos, com o qual
n3o contarnos na existencia. Ven-
deu-se a de Ballimore a 288, a
vinda do Para de 32s a ai, e da
de. Fontana e Trieste SSSF a 368 ;
a de saceos de Valparaizo e saceos
de Liverpool a 27 por seis arro-
bas. Ha em ser 1,100 barricas da
primelra, (00 da segunda, 500 da
terceira e quarla ; 1,200 saceos
de tres arrobas da quinta, a 1,200
ditas de seis arrobas da sexta e ul-
tima. Tambero chegaram250 bar-
ricas de Lisboa, das quaes 100 sao
porconta de padeiros e 150 ainda
nao loram vendidas.
Manteiga Vendeu-se de 670 a 700 rs. por
libra da ingleza e de^OO a 640 rs.
da fraocexa.
Vinlios----------dem de 250 a 265 por pipa do
da Figueira.
Disconlo Continuou de 7 a 9 por cenlo.
r retes ------------ Tem aparencias de sabir pela fal-
te de navios.
Tocaram uo porto 10 embarcaces, sendo quatro
movidas a vapor.
Enlraram 3 com carregamenlos' procedentes da
Europa, 1 em lastro e 5 das provincias do imperio.
Sahiram 6 para portos estrangeiros com carga do
paz e 11 para os portos do Brosil.
Ficaram no porto 29 a saber : 3 americanas, 19
brazileiras, 3 hespanholas, 1 ingleza, e 3 porlu-
goezns.
narabuco aos 25 de agosto de 1855.En Francisco
Ignacio de Torres Bandeira, escrivao iolerino o ubs-
crevi.Anselmo Francisco Peretti.
1855
__i___
DECLARACO ES.
)
t
MOVIMENTO DO PORTO.
navios entrados no dia 25.
Macei2 dias, barco brasileira Mara Deolinda,
de 4.12 toneladas, capillo Christovao Francisco Go-
mes, equipagem 12, em lastro ; ao capitao. Passa-
geiro, padre Manoel Pereira Baracho. Veio rece-
ber pralico e segu para o Assu'.
Rio Grande do SolBrigue brasileiro Simpathia,
de 184 toneladas, capilAo Candido Jos Francisco
Marques, equipagem 9, caras 9,823 arrobas de
carne secca ; a Ballhir Oliveira. Passageiro,
Joaquim Ribeiro da Cruz.
Pliiladelphiai5 dias, brigae americano Brandy
Wine, de 207 loneladas, capilo Cormick,
equipagem 9, Carga farinha de trigo e mais gne-
ros ; a Rostron Rooker t Companhia.
_ .Vatios sahidos no mesmo dia.
New-YorkBarca ingleza Melheor, capitao Ja-
mes Boyd, carga assucar e mais gneros.
Rio de JaaeiroBrigue brasileiro Sagitario, capi-
llo Francisco de Assis Goncalves Penna, carga
agurdenle e mais gneros. Passageiros, Eduar-
do Ferreira de Fari.s, Mara Joaquina da Concei-
eaj>, Anna Joaquina Baplista Marlins, 3 ulhos e 1
eserava, e 9 escravos a entregar.
LisboaBrigue portugnez Tarojo Id, capitao Ma-
noel de Oliveira Faneco, carga assucar e mais g-
neros. Passageiros, Joaquim Pires Rodrigues
Campello, Anacleto Augusto Rangel de Faria e
soa familia.
AracalyPatacho brasileiro Santa Cruz, mestre
Marcos Jos da Silva, carga fazendas e mais ee-
neros. h
demHiale brasileiro InVencivel, meslre Anto-
nio Manoel Aflonso, cargo fazendas e mais gene-
ros. Passageiros, Antonio Ferreira Camioha e
Andre Ferreira Caminha.
O Illm. Sr. capillo do porlo, em observancia
de quanto Ihe ordenon o Ezm. Sr. presidente da
provincia, em ofllcio com data de homem, em refe-
rencia ao aviso da repartilo da marinha do 1. do
correle mez, manda fazer publico, para conheci-
menlo de quom posa interessar, a copia da Iraduc-
cao da nolihocao fela por parle do governo brilan-
nico do bloqueio poslo a certos portos russos no Bl-
tico, pelas esqoadrasalliadas da Franja e Inglaterra.
Capitana do porto de Pernambuco 25 de agosto de
18oo.O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Anjos.
Eu Jos Agostinho Barboza, cidadao brasileiro, tra-
ductor pobhco e interprete commercial juramen-
tado da pr.ica.
Certifico que me foi apresenlado um impressoes-
cripto ero inglez, o qoal a pedido da parle Iraduzi
para o idioma nacional, e diz o segninte :
Triduccio.Spplemenlo a gazella de Londres de
sexta reir 18 de raaio, publicada com auloridade,
sexta feira 18 de maio de 1855 Nolilicicao.
Repartirlo dos negocios estrangeiros, maio dezeseis
de 1855.
Pelo prsenle se faz pubKcn, que o muilo honrarle
Earl de Clarendon K. G., principal secretario e. mi-
nistro de estado dos negocios estrangeiros, receben
dos lords commissarios do almirantado urna comino -
nicacao ollicial do vice-almirante o honrado R. S.
Dundas, commandante das forjas do S. M. no Bl-
tico, procedendo em nomo c por S. M. e seu alliado
S. M. I. o imperador dos Franeezes, participando o
estabelecimenlo do bloqoeio restricto, desde o dia
28 de abril ultimo, dos portos da Russia e mais lu-
gares na mesma meucionados, por urna forca efficaz,
cuja communicacio he do theor seguinle :
Pelo honrado Richard aunders Dundas C. B.,
vice almirante do Azul e commandante em chefe
dos navios e embarcasOes de S. M. empregados, on
que venham a ser empregados em um servico parti-
cular. Pelo presente se faz publico qoe desde o dia
28 de abril prximo tirlo i entrada do Golfo da
Finlandia desde a ponta de llango, na latitude 59
46 N., longitode 22 ; fj Este, at ao pharol de
agerorl na latilude 58 55 N., longitade 22 12'
I.'Esle, lodosos portos da Hussia, fuodeadouros, ba-
has e euseadas, desde Dageroe at ao pharol de
rrlsandi na latitude 08 25" N., longitude 21 .50" L'
Este, achara-se em am restricto estado de bloqoeio
por forros competentes dos uavios deS M.
Porlanto, pelo presente se faz publico; que serao
adoptadas todas as medidas autorisadas pelas leis
das nacoes e tratados respectivos entre S. M. e as
dilferentes nacoes neutras, e executadas por parle
de S. M. e do seu alliado o imperador dos Franee-
zes, com respeilo de todas as erabarcajoes que ten-
tarem quebrar o bloqueio. Feito a bordo do navio
des. M.. duque de Wellington no/nar no Femern
Bell, aos 3 de maio de 1855.Assignado,. S. Dun-
das.
E faz-se mais publico que (odas as medidas auto-
risadas pelas leis das nacOes e tratados respectivos
entre h.M. eseus alliado*. e as differentes polen-
eras neulraes, serio adoptadas e levadas a efleilo por
parle deS. M. c sea alliado o imperador dos Fran-
ceses, com respeilo aquellas embarcacSes que ten-
taren) violar o bloqueio.
E nada mais conlinha oa declara va o dito impresso
que bem e fielmente (radozi do proprio original es
crilo no idioma inglezao qaal me reporto, e depois
de haver examiuado comale, e echado conforme, o
tornei a entregar a quem m'o apreseotou. Em f
do que passei o presente, que assignei esellei com o
sello do mea oflicio nesta mnilo leal e heroica ci-
dade de S. Sebastiao do Rio de laueir aos 25 de
jullio do anno do Senhor de 185.5.Jos Agoslinho
Barboza, traductor publico e interprele commercial
juramentado.Conforme. Francisco Xavier Bom-
lempo.Conforme, o secretario da eapitanin, Ale-
jandre Rodrigues dos Anjos.
ABeneficiadi
l.isl.a.
.leis.
orge.
iebastio.
lozeudo.
.iiua.
*lves.
t. N.
P. N.
va do Condeslavel de Luynes. .
O Conde de Chalis, valido de
Lola- XIII........
O Duque de Chevreuse. .
Armando de Relz, abbade de
Gondi .........
Fiesque, capitao das guardas do
Caldeal.........
Suze. corlezAo. .......
Balasnier. dito.......
Aulir\, secretario do con de de
Chalis. ........
Um criado do duque.....
Um porleiro do rei.....
Senhores da corle, criados do duque, soldados Ide
polica.
Este drema bem conhedido pela op-ra do mesmo
nome, tem sido representado nos prinsiros Ihealros
da Europa, e accolhido sempre com eraes applau-
sns dos espectadores.
Segoir-se-ha a primeira represenlno do drama
em 1 acto escriplo por Scribe.
. 0 DEDO DE HEOS.
Escusado lie stecer elogios is obrar de Eugenio
Scribe, ellas sao bem conheci das, prircipalmcnle no
que diz respeito a liltcratura dramalra : com ludo
chamamos a allencao do publico sobn este pequeo
drama, digno por sua moralidade, dj ser ouvido e
coinmeolado por lorias as classes soches. A bene-
ficiada, certa de efleilo maravilhoso |ue elle pro-
duzir em lodos os espirilos, qniz orna- o seu espec-
tculo com mais este mimo de um los primeiros
dramaturgos da Franja.
Terminara o espectculo, a pedido d> muilaspes-
soas, com a graciosa farca do Sr. Penna: '
OJUDAS EM SABBAO DE AL.ELLTA.
O papel de Maricola sera desempenlado pela be-
neficiada.
A beneficiada agradece exlremameile ao Exm.
Sr. conselheiro presidente da proviuca, ea Illm."
directora do thealro, por Ihe liavereo concedido a
^ casa para este beneficio; bem coino aoeseus compa-
nheros que gratuilamenle se pNslara obsequia-la
uesla noile.
Tambem agradece a beneGciada ao repeitavel pu-
blico a coadjuvar-ao que se diguar presar-llie, pelo
que se confessaia sempre agradecida.
Principiar as 8 horas.
Os bilheles de camarotes, cadeiras e pktoa cstao
venda em casa da beneficiada, uo patelo Paraizo.
AVISOS MARITIMCS
que
A adminti-arao do con-eio
cidade precisa de tres liomens
queiram engajar de estafetas.
Nao lendo apparecldo concurrentes para o for-
necimenlo de vveres annunciado para fornecmenlo
das pracas do batalho 2 de infantaria, de novo man-
da o conselho administrativo do mesmo batalho an-
rlunciar que precisa contratar para foruecimento das
iracas ilo dito batalho em os mezes de selembro a
BAHA.
Vai seguir com brevidade o hiate brailciro For-
tuna, mestre Joaquim Jos Silveira ; oara o resto
da carga trata-so com os consisoalarios A. de A. Go-
mes & Companhia, na ruado Trapiche a.16, segun-
do andar, ou com o meslm no trapiche lo a'lgodao.
~ fara I-isba) pretende seguir impretn-ivelmenle
alo o da 27 4o correnle agosto o brigue porluguez
Ribeiro : para carga e passageiros, pan o que tem
os mclhores commodos, (rata-se com osconsignata-
rios Thomaz'de Aquino Fouseca & Filhi ou com o
capitao oa praca.
PARA O RIO DE JANEIRO
segoe com muita brevidade o palacio naciooal
Amazonas o qual lem parle de seu cmregamenlo
prompto ; para o resto e escravos frete, Irata-se
com Antonio Luiz de Oliveira Azeveco, ra da
Cruz n.1.
Para o Rio de Janeiro segoe com brevidade o
brigue brasileiro Damao. de primeira marcha, for-
rado e pregado de cobre ; para escravos passagei-
ros, Irata-se com o consignatario Jos Joaqun) Dias
remandes, ou com o capitao na pra<;a.
PARA LISBOA
o brigne portuguez 'tajante pretende seguir im-
prelerivlmenle, no dia 12 de selembro, por ter a
maior parte da carga prompla: quem nelle quier
carrrgar o resto da carga ou ir de passagen, dir-
Fonse-
oel dos
Santos.
Liverpool-Barca Tng1e"za" Counless atVZaUand*, ^mbro do "?" ?nno, os g
COMMERCIO
PRAgA DO RECIFE 25 DE AGOSTO AS 3
"HORAS DA TARDE.
ColacOes olciaus.
Hoio laao houveram colacoes.
aLFANDKi:
idtroento do dia 1 a 24.....256-775J934
dem do dia 25 .......8:058j355
264:834*289
Descarre/am hoj.* 27 de agosto.
Barca portugusza A/aria Josdiversos gneros.
Brigne americanoBrandy IVynefarinha a fe-
tenas, s.
CONSLAD
Readimanto do dia 1 a 24
dem do dia 15 .
ERAL.
20:1649880
50528
20:715*408
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendi mani do dial a 21.....
dem do dia 25 .,'.... .
1:5018069
80J2I7
1:5818286
Exportacao'.
Panihlln, hiate brasileiro Flor do Brasil, de 28
toneladas, eondazio e seguinte : 216 volumes ge-
nero estrangeiros e naconaes, 3 fardos fumo em
1h, Slrarricas selie, 2 saceos arroz, 8 saceos cafe,
40canas charutos, 4 arrobas velas de carnauba.
lljeaty, hiate brasileiro Invencivel, de 28 to-
neladas, condado o seguinte : 269 volumes gene-
ro estiacigeiios e naeionaes, 2 saceos arroz, 12 bar-
rica e 4 meias ditas assucar refinado, 4 barris vina-
gre. 12 ciideiras e 2 canslos de amarello.
.Isfesa, brigae portugnez Taraujo lo, de 348 to-
lda, eondazio o seguinte : 3,258 saceos e 3
atabas com 16,298 arrobas de astuear, 1 dita
a, ( meias pipas a 78 barris mel, 2 prancliOes de
amarell, 2,000 cocas seceos.
oda Janeiro, Irrigue brasileiro Sagilarios, de
I toncadas, eondazio o seguinle : 2J0 barricas
'"* 0B*, 101) garrafoes vinho, 80 caixas pas-
^^""^irrto, 13 barris saho, 200 rebolos
.."".''^^?meios vaquea, 18 laboas de ama-
' J* t2, 0001 aaa> aaca> 6>000 eourinlioa de
cabra, 200 caixas velas de carnauba, 2 ditas doce.
Arataly, patacho Santa Cruz, de 101 3|4 tone-
ladas, oonduzo o seguinte : 471 volumes gneros
estranteires e naconaes, 9 barris mel, 17 barricas e
barrfi garrafas de licor, 44 calxiuhas cha. 5 meias
barrici msucar, 1 barrica dito refinado, 4 ditas ge-
n!5H 8rr"f08,n *-* 1""'" a?dete, 1 mela
si72?n!JM-i."'-2 ^ br.10*'.' i^chapelinhas,
lOpmolho depiassaba, 10 canas sabo, -2 .ecos
chawL boli"c1>inhl1 M ^Mf 1 tarrie.
coma mesma carga que Ironxe. Snspendeu do l-
meirlo. s
ParahibaHiale brasiles* Flor do Brasil, meslre
Joo Francisco Matjjaa, carga farinbjTde trigo e
mais eneros. C
demHiale brasileiro Conceic3o Fiordos Virlu-
des, meslre Izidoro Brrelo de Mello' carga fa-
zendas e mais gneros.
'aeio entrado no dia 26. '
2 ei*n*'ro,9 a'"' e,cuna rasileira Tamuga,
de 116 loneladas, capilao Jos Guilherme Guima-
raes, equipagem 9, carga caf e mais gneros ; a
>ovaes & Companhia.
Xavios sonidos no mesmo dia.
Ri(.raiide do Norte Hiale brasileiro Sergipano,
meslre Uenrique Jos Visir da Silva, carga fs-
zendas e mais gneros.
Assu'Barca brasileira A/aria Delind, em lastro.
Suspeudeu do lameirio.
MaranhaoFragata a vapor brasileira Amazonas,
commandante o capitao-lenenle Segundino.
Liverpool por Macei Barca ingleza Floaling
Ckmd, capilo Wm. Carne, carga assucar. Pas-
sageira, D. Anna Margarida Velloso e sua tilica
menor.
EDITAES.
i Norte, lancha Cdceicao Flor das
Vlrtndesri, de 26 (onei'ad.s. coodozio o seguinle :
17 Toorries geaerrx estrangeiros e naeinnaes, 1 ba-
nheiro le folln de (landres, 5 saceos arroz, 4 caixas
rape.
S'.w-Yrk, barca ingleza Metheor, de 432 ione-
lada, eondazio o seguinle : 5,300 saceos com
26\3Q8 arroba* de siiucar, 1,485 couros salgados
MCCO.
Rij Grande doNorle, hiate brasileiro Sergipano,
de 34 toneladas, conduzio o seguinle : 140 vo!n-
raasfazenda, miadeaa, ferragen oulras merca-
dorias, 3110 ceblas, 8 libra atelans, 8 dilas cravo,
ira arroba canalla, 20 resmas papel- 6 fogareiros
* ferro, 144 volamos diversos gneros, 1 alambique
. 1 roda para engcoho, 1 crazeU, 8 temos
na medidas.
UnVm, brigne portugnez Ribeiro-, de 334 tone-
'vSa1!. ""?B1, Ruinle : 2,621 saceos com
I.MIO arrobas de as.ocar, 182 saceos farinha, 129
biscos ion, 430 couros salgados, 600 coco com catea.
uverpoel por Macei, barca ingleza Floaling
Uoud.). da 481 toneladas, conduzio o seguinte :
2,196 Majes com 10,980 arrobas de assocar, 2 ditos
carnauba, <> barris doce.
RECBBKDOHIA DK RENDAS INTERNAS E-
RAES DE PKRNAUBUCO.
Rendimenlo do rlia 1 a 24. 24:29336.14
dem do dia 25 .... I 4278460
24:7218101
CONSULADO PROVINCIAL.
Undiantolsdo dia 1 a 24..... 32:48.58742
Udasn dadla 25....... 36!282
3*8478024
PRAGA DO RECIFE 25 DE AGOSTO DE 1855,
AS 3 HORAS DA TARDE.
Revista semanal.
l^amWos Ah transaccOes cITecIriadis para n
vapor Great Western regularsma
27 1|2 d. por 19. o anal est (irme
com algum prazo, lendn-se nego-
ciado sigumas letrai de fra a 27
Algodo ---. Enlrrm 567 sacan, e as vendas
rogalaram de 58800 a 6200 por
arroba.
asacar .... o mareado esltve em apatlua lan-
O Dr. Ernesto de Aquino Fonseca, joiz municipal
e de orphaos, desla villa e comarca do Cabo, pro-
vincia de Pernambuco, por S. M. Imperial e C,
o Sentar Pedro II, qne Dos guarde, etc.
Fajo saber que no dia 21 do selembro prximo
vindouro, pelas*horas da lasde, em publica praca,
nesta villa do Cabo, tem de aer arrematado por
venda e por quem mair preco oflerecer, o engenho
denominado Aovo, silo no termo desla villa, penho-
rado ao coronel Francisco Jos da Costa e sua rou-
lher, por execocao que lhc inova Joilo Vieira da
Cuuha, avahado o engenho com todo o terreno com-
prehendido a da propriedade. serra e sillo Caxito co-
mo foi h>polhecado, e as bemfeilorlas da dita pro-
pripnedade, serra e as do silio Caxito, denominado
boje Aaalo Ignacio, ludo por cem conlos de ris,
como da -rlii na valiacao, e para pagamento da di-
ta execocao da quantia de cincoenta. e am conlos
dnzenlos e setenta e seis mil aetecehtos e cincoenta
e tres rs. Mando que ocle seja aflixado no lugar do
cosime, o o porleiro desle juizo traga a pregSo os
das da le. Dado e passario sob o signal esello que
leve ueste juizo ou valhasein sello ex-causa nesta
villa do Cabo, aos 22 de agosC de 185.5, trigsimo
Sliarlo da indepeudencia do imperio do Brasil. Eu,
lanoel Jos de Sanl'Anna Araujo.Ernesto de
Aquino Fonseca. T
Tilo fiock Romano, escrivo privativo dos protestos
de lellras no termo da cidade do Recife de Per-
nambuco, por S. M. I eC^Bw^eos g0,rde etc.
Paco publico a quem ifllrenar possa, que foi ul-
timado hoje o protesto iolerposto por parte de Jos
Velloso toares, na letlra mencionada na denunciacao
por mim assignada, affixada nos logares pblicos, e
publicada no Diario de Pernambuco n. 196, con-
forme determina a ultima parte du arl. 411 do cdi-
go commercial, em razio do desppsrecimento do
socio Pinheiro, gerente da firma social Machado A
Pinheiro, e cojo deslino e residencia te ignora.
E para que chegue a noticia de todos, e especial-
mente aos responsaveis da referida letra, assim o faro
constar, para que se deem por entendidos da prsen-
le iulimacao. Cidade do Recite de Pernambuco 25
agosto de 1855.Tito Fiock Romano.
O Illm. Sr. inspector da thesooraria de fazcuda
manda fazer publico, que peranle a mesma Iheson-
raria no dia 28 do correnle a ama hora da tarde, se
bao de arrematar a quem inaiur f>rax,ui)erecer 23
cavallos da companhia fixa de cavallsria.
Os pretendentes deverao comparecer \na mes-
reparlicao no dia e hora marcado, podendo di-
l^ll*t '" no,rlel ai referida companhia, os qoe
"e'ejarem examinar antes os cavado.
iuT^-1*,"" da "'"*' de razenda de Pernam-
ouco de ,g0,,p (le 1855>_0 onicial-mninr,
Emilio Xacter Sobreia de Mello.
OrdemTaTrl""-'*0.0 PereUi- "mmendador da
"!-.?..RM?!J" que Daos guarde efe. Sr> B" Peuro "
r5: rcoV'Cttc1 isa quv
fallido Malinas de Azevedo V l.*.?* '.^"T" do
-VSmTBSSt*
theor seguinle:
do
Altendendo qoe o commerciaule nao m-,ir..,ij
Malillas de Azevedo Villarouco, eslaheT.*. CuIado
loja de fazendas na ra do Crespo desa ,cid.d" n'0
tem cessado o teus pagamento seanndo >e ara,
hendo nao tri da petijao de fallas 2 dos cr.a,..!"
I.econt Feron & C, como tambem de ter elle ,id
chamado a jnizo por letlra vencida e nao pa-as
declaro o mesmo commercianle em estado de quebra
e liso o termo legal desla conUr do dia 14 do cor
rente em que me foi apretenlada dilapeticao. No-
meio para curadores fiscaes os mencionados I.econt
Feron ii C, e prestado por elles o juramento de
que trata o artigo809 do cdigo do commercio ; or-
deno que sem demora se proceda no detempenho das
providencias prescriptas pelo artigo 811 e 812 do
rercridocodioellesegnintese 129 do regula-
menlo n. 738. E feito isto serio opportunamenle
deierminadas as subsequenles providencias que o
cdigo e regulamerlo em quesUo exigem.-Recife
16 de agosto de I8..Anselmo Francisco Perelli
Em cumprimenlo do que lodos os credoree pre-
sentes do referido fallido Malillas de Azevedo Villa-
rouco, comparcam em casada rninha residencia no
largo da Sania Cruz no di. 28 do correnle mez pelas
11 horas da manhaa, afim de procederem a nomea-
cao de depositario ou depositarios que hao de re-
ceber administrar provisoriamente a casa fallida
E para que chegue a noticia de iodos mandei
PMSr '!,h"K'!le^ aoe ero Publicado pela imprensa
e auizadojoos lugares designados no artigo 129 do
regulamenlo n. 728 de 25 de uovembro de 1850
Dado e pistado tiesta cidade do Recife de Per-
sea, carne" verde, farinha de mandioca, ar-
roz, fej.lo, louciuho, sal, bacalho, azeite doce, vi-
oagre, lenha em achas, assucar bronco, caf em
grao, devendo ser todos os gneros da primeira qua-
lirlade, e poitog no quarlel : as pessoas que quize-
rem fornecer dirijam suas propostas em cartas fecha-
das a secretaria do batalho al o dia 28 do correnle.
Quarlel no hospicio em Pernambuco 25 de agosto
de 1855. Gabriel de Souza Guedes, lenle a-
gente.
Tendo sido designado o dia 28 do correnle para
ler lugar a apresenlacao por parte de Bento Candido
de Jiloraes, administrador da massa fallida de Victo-
rino A; Moreira, das respectivas contas na forma do
artigo 868 do cdigo commercial e r(igo 170 do de-
creto n._738 de 25 de novembro do 1850, pelo pro-
sele sao convocados todos os credores da mesma
massa para que comparegam no dia indicado, ua casa
do Exm. Dr. joiz de direito especial do commercio,
as 10 horas da manhaa, para que sendo approvadas
as referidas conlas oblenha aquelia administradlos
competente quilacao. Cidade do Recife 23 de agos-
to de 1855.O escrivao iolerino do commercio,
Francisco Ignacio de Torres Bandeira.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo tem de comprar os se-
guintes objecto :
Para a escola de primeira letu-es' do 9. batalho de
infantaria.
Livro para matricula com 200 folha, 1 ; papel al-
maro, reamas 6 ; pennas de ganco*. 400 ; caivetes,
2 ; tinta preta, garrafas 6 ; lapis, 72 ; areia preta,
libras 6 ; colleccao de carias paro principiantes,
exemplares 20 ; laboadas, exemplares 20 ; gramma-
lica portugoeza por Monte ultima edietao, exempla-
res 6 ; pautas. 6 ; exemplares de escripia ou trasla-
dos cursivo, 20.
Provimeuto dos armazens do arsenal.
Meia losa ou brim da Russia bem encorpado para
moxila, vera 1,000 ; brim branco liso para embor-
naes e saceos para marmilOes, varas 1,000 : arcos de
ferro de polegada o meia, feixes 8.
Quem os quizer vender aprsenle as suas propnslas
em carta fechada na secretaria do conselho a 10 ho-
ra do dia 28 do correnle mez.
Secretaria de conselho administrativo para forne-
cmenlo do arsenal de guerra22deagoslode 1855__
Jos de Brito Inglez, coronel presidente. Bernar-
do Pereira do Carmo Jnior, vogal e secre-
tario.
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
Ezm. Sr. desembar^ador presidente do tribunal
do commercio desta provincia, manda fazer uublico,
qoe leudo de ser prvidos os dous ollicio da escri-
vaes de apptlIacOes e aggravos do referido tribunal,
creados pelo regulamenlo n. 1.3117 do i- de maio do
correte anno, convida os pretendentes a apresenta
rem-se na secretaria do mesmo tribunal com seus
requerimenlos, no prazo de 60 dias, a contar da pa-
ntteaef deste edital, datad* e assignado pela parte
ou seu procurador, acompanhados de folha corrida e
mais documentos que entenderem conveniente,sen-
do lodo devidamente sellados e instruidos, alern dis-
to, com cerlidao de idade e do exaoie de sufliciencia,
para que, sendo informados, lenha depois seu com-
petente destino.
Secretaria do tribunal do commercio da provincia
de Pernambuco 17 de julho de 1855. Maximiano
francisco Uuarte, odlcial-malor interino.
O Illm. Sr. Dr. chefe de polica manda fazer
publico paraoouhecimento de quem possa inleressar,
que na cooformidade das posturas addicionaes da
cmara municipal de 18 de julhoiindo, e regula-
menlo policial de 2 do crrente miz, devem os do-
nos de cocheitas, bolieiros e conductores de quatquer
vehculo de coUduccao comprebendidos na citadas
posturas e regu'ameolo, apresemar-se nesla reparli-
So para seremlconvenientemenle matriculado den-
o do i prazo d# 30 da a cootar do dia 22 do pre-
sente mez. Secretaria de polica de Pernambuco 20
de agoslo de 185.O primeiro amanueuse,
Jos Xavier Faustino Ramos.*
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernambuco sacca sobre
a praca da Baliia, e contina a tomar
lettras sobre a do Rio de Janeiro. Ban-
co de Pernaibbuco 25 de junlio de 1855.
O secretarlo da direccao, Joao Ignacio
de Medeiros Reg.
carrrgar o resto da carga ou Ir de passagen,
ja-se aos consignalarios Thomaz de Aquino F
ea & Filho, ou ao capitao, o Sr. Manoc
Santos. '
Real Companhia de Paquetes Ingezes a
Vapor.
No fim do mez
espera-se da
Europa um dos
vapores da Rea I
Companhia, o
qual depoit da
demora do cos-
ame teguiri
para os portos
do sul: para
passageiros, ele, Irata-se com os agentes Adamsou
Howie & C, ruado Trapiche-Novo n. 42.
Vende-se o hiate nacional SANTO
ANTONIO TRIUMPHO, de 12 tonela-
das, noito e prompto de um tudo para na-
vegar : os pretendentes queiram exami-
na-Jo, o qual se aclm ,no ancoradouro da
carne secca, e para tratar com os con-
signatarios Novaes & Companhia, na ra
do Trapiche, n. 54.
Para Parahiba sahe a barcaca Carolina; lera
sen carregamento quasi completo ; para o restp e
passageiros, para os quaes tem encllenles commo-
dos, trala-se na ra da Cadea do Recife n. Sfon
com o mestre Francisco Thomaz de Assis. no trapi-
che do algodo.
Para Macei sahir nestes dias a barrara Lau-
rentina, por ter grande parte de seo carregamento
6rompi ; pera o resto, Irala-se na ra da Cadeia do
ecife n. o6, ou com o meslre no trapiche do al-
godo.
-.p,r urna viagem deste porto para seguir no
do Rio da Prata, precisa-se de um ollicial nutico.
que lenha carta de piloto da academia do imperio :
qoem em tes circunstancias te adiar habilitado, e
se queira contratar, pode dirigir-se ra da Cruz
n. 3, escriplono de Amorim Irmaos & Companhia.
Para o Ro de Janeiro segu com muila bre-
vidade o patacho nacional Amazonas, o qual lem
parle de seu carregamento prompto ; para o resto e
eseravos a frete, Irala-se com Anlouio Luz de Oli-
veira Azevedo, ra da Cruz n. 1.
PARA A BAHA
sahe com niuita brevidade por ler par-
te de seu carregamento prompto,- o ve-
leiro hiate Santo Antonio Triumpho,
para o resto da carga e passageiros trata-
se com os consignataries Novaes & Compa-
nhia, na ra do Trapiche n. 31, oucom o*
capitao na praca.
s PARA 0 ARACATI
Segu ate o fim da prsenle semana o bem conde-
cido hiale Capibmribe, mestre Anlouio Jos Vianna:
para 6 resto da carga ou passageiros Irata-se na rna
dp V i-anu n. 5.
Guarda! sol echuva para meninas e tenho-
ras, imitando a seda a 800 rs. cada um.
Acham-se a venda na loja de miudezas cm frente
"do Livrameoto ons lindos chapeos de sol com pe-
queo loque de avaria a 800 rs. cada um, muilo pro-
prio para livrar do ardor do sol no lempo presente,
venham a elles freguezes que he pechinclia. Na
mesma loja continua a haver tersos eograzados a
100, 120, 200 e 240 cada oro.
Precisa-se de urna ama para urna
casa de pouca familia, para engommare
cozinhar : a tratar em Fora de Portas, na
ra do Guararapespoi cima da padaria.
Manoel Jos da Silva Braga preten-
de vender algum terreno do seu sitio, que
tem a frente para a ra Real, e fundo pa-
ra o terreno do Sr. Ilerculano Alves da
Silva : os pretendentes podem entender-
se com o prop ietario, para designarem a
externas) que precisam, e ajustarem-se
quanto ao preco, o qual sera' regulado
por cada palmo de frente.
Candido Jos Lisboa, antigo vlisci-
pulo do Sr. padre Joaquim Raphacl da
Silva, approvado pelo lvceu desta cidade,
com pratica.deensinar," da'licoes de la-
tim : na ra 'Apollo n. 21.
Aluga-e am sitio bem plantado com cau de
5J5i? 'lo pooca *** nel diminuto preso de
105000 mensaes : a pessoa que pretender, dirija-se
junio a matriz nova de S. Jo, casa n. 5, que acha-
r com quem tratar.
Aluea-se urna casa terrea muito grande, com
i quarto, 2 salas e cozinha, na ra dos Coelhos n.
Id; quem quizer ver, procure a chave na mesma
ra n. 11, e a Iratar, na ra do Queimado, loja n. 10.
Precisa-se de orna ama forra, que saina bem
engnmmar, lavar c cozinhar, para urna casa de pou-
ca familia : na ra das Cruze n. 28. primeiro andar.
D. ngel) Custodia do Sacramento, viuva de
Jos Andr de Oliveira, est procedendo a inventa-
ro do seu casal no juizo dos orphos desta cidade,
escrivao Brito, e avisa as pessoas que se julgarem
credores do mesmo casal, qne he lempo de apresen-
tarem no dilo juizo seus credilos legalisados. afim de
serem reronhecdos pelos herdeirot e attendidos pa-
ra se llres dar pagamento.
Desappareceu no dia 20 do correnle nma pre-
ta de nome Calharina, com os siams seguinle :
bem parecida, de boa estafara, cheia do corpo, lem
LOTEBIA DA PROVINCIA.
Os cautelista Oliveira Jnior & Companhia avi-
sara ao respeiltvel publico, que pela primeira vez
tem exposto venda os seus bilheles e cautela da
ultima parte da primeira lotera do Gvmnasio l'er-
nambucano, as lojas aballo declaradas : roa da
Cadeia ns. 9 e 50; ra do Collegio n. 15; na do
Queimado a. 63; ra do Rosario o. 30 ; sierro da
Boa-Visla n. 16. Declaran) que os bilhetet inleiro
em oricinais aao pagos sem descont, e que as cau
lelas sodreri o detcouto dos oito por cenlo na frniB
da lei.
Bilheles
Meiot
Tersos
Qnartns
Oilavos
Decimos
Vigsimos
59800 Recebe
29800
29000 a
190 n
720 a
600
320
LEILOES
PUBLICAQA'O LITTERARIA.
Acha-se I venda o compendio de Theoria e Prali
ca do Processo Civil feito pelo Dr. Francisco de Pau
a Baplista. Esta obra, alm de nma introducido
sobre as acces e excepces em geral, trata do pro-
cesso civel comparado com o commercial, conten
a theoria sobre a applicaco da cauta julgada, e ou-
tras doulrina luminosas: vende-se nicamente
a loja de Manoel Jos l.eite, na rua do Quei-
10, a 69 cada eiemplar rubricarlo pelo
mado n.
autor.
THEATRO
DK
S. ISABEL
fan'!?niA"FE-IRA ,)E ACOST DE 1855.
rl 12 da ?"!""" a'Mf Mara Leopoldina
JStEZpela pr,me,ra yet nM,e
OU
UM DUELO NO TEMPO DO CARDEAL
DE BICHELIEU.
Pertonageni. n, o-,
MariadeRohan-MoDbazson, vi-
Por qrdem do Illm. Sr. inspeclorda alfandega
desla cidade, por conla e risco de quem perlencer, e
por intervenidlo do agente Oliveira, se continuar o
leilaodas fazendas avariadas de agua salgada, menos
deterioradas do qoe as vendidas nos leiles anterio-
res, salvada de bordo da barca fraoceza Cusate II:
segunda-feira, 27 do correnle, a 10 hora da ma-
nhaa, na diia alfandega.
Joao de Nepomuceno Auguslo de Aranjo farn
lerlao por inlervenrao do aserro Byrja, da sua
taberna sita na rua imperial n. 47, eonsislindo na
armacao e genero existente na mesma : sexta feira
II do correnle, as II horas em ponto.
Osente Horja far leilio emscuarmazem, na
rua do Collegio n. 15, onsrstindo em diversaobras
de marcineria de diversas qualidades, obras de ouro
e prala. objetos de vidro e porcelana, para enfajle de
salta, eontros muilos objcrlos re differenlaiiHiali-
dades que se acharao patentes no mesmo armazean :
qainla-feira, 29 do correnle, as 10 horas.
Aranaga & Bryan,
consinnatarios da polaca hespanliola Mathilde, ca-
pitao Herminio Rabassa, farao leilao no dia 31 do
correnle ao meio dia, i porta da associarSo commer-
cial Benelicente, por iulervencao do agente Roberls,
em presenta do Sr. vice-consul de Hespanba. e por
conla e risco de quem perlencer, do casco, maitros,
vergas, cordoalha, correnles, ancoras, veame e
mais apparelhoe pertence da dita polaca, tal qua|
se acha ancorada ncsle porto sonde os pretendentes
podem examina-la com ai.tecipacao, tendo sido le-
galmento enndemnada por causa d'agua aberta, na
sua recente viagem de Montevideo ao Canal de In-
glaterra para receber ordens.
AVISOS DIVERSOS
LOTERAS da provincia.
O Illm. Sr. thesoureiro manda fazer
publico, que estao e\postos a venda na
thesouraria das loteras, rua do Collegio
n. 1", os bilhetes da 4-parte da primei-
ra lotera, para ediicac;6oda cusadoGym-
nasio Pernambucano, cujas rodas anilam
impreterivelmente no dia 12 de setem-
bro. Secretaria da thesouraria das lote-
ras, 2 de agosto d 1855.O escrivao,
Luiz Antonio Bodrigues de Almeida.
Aluga-sc nma canoa que conduza de 1,000 a
1,500 lijlos de alvenaria : quem a tiver para aiu-
gar, aiinuiiric ou dirija-se aoarmazemde maleriaes,
rua do Sol. /
Diz Domingos Jos Allomo Alves, que tem
apartarlo a sociedade qne linha com Thomaz Alves
de Carvalho, na taberna, sita oa rua rio Cordoniz n.
4, sendo a firma de hoje em diante de aocio Domin-
gos Jos Alfonso Alves.
Preci-se de um caixeiro que tenlia pralici de
taberna: as Cinco Ponta n. 93.
os olhos um tanto pequeos, falta-lhe denles : quem
a apprehender leve-a em Santo Amaro, na casa onde
morou o Sr. Viegas, a seu senhor Carlos Augaslo
Lins de Souza, que ser recompensado.
No dia 28, as 11 hora, na sala da audiencias,
depois de Onda a do Sr. Dr. jais de ausentes, se ha
de arrematar um sobrado de om aodar, silo na roa
Imperial n. 92. chao proprio, com 34 palmos de
trente, /9 de fundo e nuis 252 para quintal, perlen-
cenle a heranra jacenle do finado Antonio da Triti-
dade.
Na audiencia do Dr. juiz municipal da segun-
da vara no dia 29 do correnle mez. tem de serem
arrematadas por venda um cslravo crioolo. moco, e
robusto, eumas joias de prala, por execura de Pier-
re Piche contra Americo Jansen Talle da Silva Lo-
bo, tendo lugar a arrematajao na porla da casa da
residencia do mesmo Dr. joiz municipal, depois da
audiencia, por ser a ultima praja.
Ofiscal da freguezia de Santo Antonio mudou
sua residencia da rua do Rangel para o paleo do
Carmo, lobrado n. 3, por cima da botica.
ty A pessoa que tiver urna flauta de bano pra-
lead e com 4 chaves, qoerendu-a vender por neces-
sidade, annuncie a sua morada para ser procurad.
Alnga-se um ptimo moleque, muito esperto,
lie! e bom srvenle : na rua da Penha n. 5. segundo
andar, ao p do brigadeiro Joaquim Bernardo.
O abaixo assignado, eapilio do brigue ameri-
cano JVoiiie, faz scienie ao publico, que nao s res-
ponsabilisa por divida alguma qoe a sua Iripolarao
e pillos fizerem.Maicus Linsdburg.
Sexta-feira, 17 do correnle, desappareceu da
casa do mestre msreineiro Cypriano, morador oa roa
da duia, am menino por nome Manoel Pin(o Santia-
go, idade 12 anno, cor bastante Irigueira, filho le-
gitimo de Manoel Pintq Baleia, morador na rua da
Concordia n. 12 : roga-se as autoridades policiaes a
apprehensao do mesmo meaino, e protesta-se contra
qualquer pessoa que o lenha acoutado ero seu poder.
Desappareceu no dia 16 do correnle a eserava
de nome Marcelina, de nacSo Angola, reprsenla ler
231 anno de idade, altura regalar, secca do corpo,
olhos grandes, naris, afilado, beicos dobrados, tem
um defeito no p direito ; levou vestido cor de cafe,
com palmas brancas, panno da Costa, um eordao de
relroz preto no pescoco, he vendedora de pao-de-l,
ootr ora btalas, quando ralla he muilo regrista, lem
sido encontrada na Capunga e na rna do Mundo No-
vo : roga-se as autoridades policiaes e capules de
campo, ou qualquer pessoa do povo, de apprehende-
la e leva-la a roa Direlta n. 73, que serao generosa-
mente recompensado.
Gabriel Antonio avisa que a ledra panada a
Jos Mara de Vasconcellos Bourbon aos 20 de jolho
de 18-i, com o prazo de 13 mezes, e na qual figura
a sua firma uo valor de 10:0009000, eatu sujeita a le-
ligio, e he impugnada a sua legiUmidade, com o
justo fundamento que consta do exame qoe requeren
e se Tez peranle o Exm. Sr. juiz do commercio, e
pretende convencer de que he falsa, afim de que se
nao faca; Iransaccfro alguma acerca delta, o que faz
publico, para que pessoa alguma se soccorra a igno-
rancia.
Ora isto!!! pois nao andam espalhando qne fui
cu o aalor do aunando de 23 do correnle, em que
se falla da futura empreza do thealro ora isto he
vontade de querer forca comprometter-me. porque
eu sei muilo bem qoe o Sr. Germano Francisco de
Oliveira es la no Maranhao, mas nao para contratar
a empreza daquelle thealro, que esbi dada a um em-
prezario lyrico, o qual deve chegar de Italia por lodo
o mez de selembro prximo. He verdade que ha
rarao para suspeitarem de mim. pelo que tenlio zur-
rado por esshs rua, mas tambera ha qoem lenha
herrado mallo mais do que eu, e n3o ouco accuia-lo!
Roa olhem, eu sei cousinhas... que se apenaren! co-
migo e rae baterera as cosas ponho lodo em pratos
limpos. Quaolo a mim.o autor do annuncio he nm
pobre diabo, amigo do vinhopalhia, e que na ocen-
siao de escreve-lo, eslava sob a influencia do Dos
llacco. Ea nao fui, jn o disso, porque nao goalo de
cheirarn tal lizir, e de mais a mais nao son tolo em
impnrtar-me com as ejuiilias dos oulros ; gentes,
abracen) o meu coiiselbjgajuem pintar* o cobre he
que he nosso palrilo.(Jj^odciigo.
Permuta-e a morada de um primeiro andar
de urna casa nova na rua do Rangel, dccenle para
[amilia, pelo mdico preco de I8O5OOO, por am so-
brado de am andar no bairro de Santo Antonio, e
que tenha commodos para familia, ou mesmo nm
primeiro andar; os motivos de permuta se dirao : na
rua do Rangel n. 11, taberna, ou annuncie.
Precisa-se de urna ama para dmacasa eslran-
geira com pooca familia, que entenda de cozinha e
eugomme: ua rua Nova n. 17, se dir quem pre-
cisa.
' Alnga-se a loja do obrado da rua Direila n.
93, com annaclo para taberna ou sem elta, faz-se
lodo o negocio a vontade do pretndeme : a tratar
no segundo andar do mesmo sobrado.
Um eslrangeiro deseja alosar urna casa que
lenha commodidades para familia e quintal soflrivel
parajardim, que esleja perto do Recite ou mesmo
nos biirros de Santo Antonio ou Boa-Vila : quem
liver annuncie.
Precisa-se de urna ama que lenha bom leile :
na rua do Queimado,loja n. 41, oa uo paleo da Sao-
la Cruz n. 2, sobrado de um andar.
No dia 29 do crrante eslar em praca, no pa-
co da cmara municipal desta cidade, para' ser arre-
matada por quem mais der, a madeira de piuho que
foi do simples da cepeda, avallada em 3759 ; assim
como a obra da estrada nova para a freguezia da
Vanea : quem qaizer examinar a madaira, dirija-se
ao ceraiterio a fallar com o respectivo administrador.
Na rua do Vigario n. 7, ha para alugar um ex-
cellenle coziuheiro.
Alunase um prelo para conduzir fazendaa :
quem tiver para alugar, dirija-se a rua do Queima-
do n. 7.
JOIAS
Os ahaixo assignado, dones da loja de ourives, na
ruadoCabug n. 11, confronte ao paleo da matriz
e rua Nova, fazem publico, que eslao sempre sorli-
dos dos mais ricos e melhores goslos de todas as obras
de ouro necessarias, lauto para senhoras romo para
liomens o menina, continuam os preco mesmo ba-
rato como lem sido ; passar-se-ha urna conla com
rcsponsebilidadc, especificando a qualidade do ouro
de 11 a 18 quilates, licando assim garantido o com-
prador se apparecer qualquer duvida.
Seraphim & Irmao.
ii:0OOf000
2:760)000
1:8400O0
1:380*000
6909000
-5529000
276JO00
L0TERI1 DO RIO DE JANEIRO'
Saino nesta provincia a sorte de 10:000j
rs., em o meio bilhete 11. 5385, aie'm de
litros de 400j(. 200j|ke 100$ rei*: o* pos-
suidores de taes bilhetes, queiram ir re-
ceber os seus respectivos premios. Acham-
se a venda os novos bilhetes da lotera 4-
do theatro de San-Pedro de Alcntara,
que devia correr a 18 do presente; as
listas esperam-se no dia 5 de setembro
vindouro: os premios sao pafoi depois
que se lenliam distribuido as mesmas
listas.
93se*>s:a3e
I J. JANE, DENTISTA, S
0 continua a residir oa rua Nova n. 19, primei- M
I ro andar.
LOTERA DO GYMNASIO PERNAM-
BUCANO.
AOS 6:000$, o:000|E 1:0000.
Ocanlelisla da casa da Fama Antonio da Silva
ouinjaraes faz cente ao publico, que tem eiposlo
l!u ""tut mnMo 8fo"">do bilhete e caule-
a iT'rl parle P'lmeira lotera do tiymnasto,
nn rre" '1ia 2deelembro do correte an-
ro da K,11*\P vena'd egontee casa : aler-
ua lara, di "\ do Sol n. 72 A ;
ib. r f0,Ro,ario 26 ; praca da Independen-
Bilheles 59800
Meios 29800
Quarlos 19440
Oilavos 760
Oecimos 600
Vigsimos 320
Recebe por inteiro
com descont
Na rua de Collegio n. 19, lerceiro andar, prc-
cisa-se alugi-r urna ama ou um criado, forro ou cap-
tivo, que saiba cozinhar bem.
A pessaa que anounciou precisar de 1509000
sobre bvpolheca em ama preta, dirija-se a rua do
Caldeireiro 11. 60, qne se Ihe dir quem faz esse ne-
gocio.
OSr. Francisco Soller de Figoeiredo Castro
queira procurar na roa do Queimado n. 36j Joa-
quim Luir, dos Santos, para realisar o den que
contrahio no Rio Grande do Sul com Narciso Jos
rerreira.
Virgilioa Pacheco de Medeiros declara as pes-
soas que liveram Iransaccoes com o seu finado ma-
rido Joao Pacheco de Queiroga Jnior, tanto antes
como depois do sen casamento, e pelo que existem
dividas, una anteriores a matrimonio e oulras
contrahidas na constancia do mesmo, que o dilo seu
marido nao rleixou bens algnris, a ponto de nao ter
a abaixo arnuncianle de que fazer inventario; e
para que em lempo algum nao seja incommodada,
como tendo sabido sem cousa alguma do s*u casal,
faz a prsenle declaracao, afim de chegar ao conhe-
cimenfo de todos. Recife 24 de agoslo de 1855. ,
Virgilina Pacheco de Medeiros. -
Precisa-se de urna ama de leile, sem filho : na
rua da Cadeii do Recife, loja n. 50, delronle da rua
da Madre de Peo.
No aterro da Boa-Vista n. 11, loja de l'unilhei-
ro trance*, precisa-se alugar um prelo de 12 a 14
aunosjde ida:le, para o servico da loja.
g Manoel Antonio Goncalves, com I
0 estabelecimento de obras de ouro e S
i
prata na praca de Pernambuco,
constardo-lie que diversos vendedo- |
res de _oias pelo matto. se tem ser- 9
vidodejeunome em seusjiegocios,
az constar para evitar engaos, que I
nao se responsabilsa por trarsac-
cao alguma que elles i/essem ou
possam fazer, de qualquer nature-
za qae seja, pois a ninguem autori-
sou para isso.
Recife 13 de agosto de 1855.
Illm. e Eira. Sr. presidente.Jos da Rocha Pa-
ranlros, tendo solrido pietericao em sen direito da
thesouraria de fazenda d'esla provincia relativa-
mente a cobranca da quantia de dous conlos e lao-
tos mil ris, que a mesma razenda Ihe he devedora,
proveniente de medicamentos que o sapplicante for-
necera para or hospitaes regimenlaes desla cidade, e
isto nao obstante ordem expressa do thesouro qne
exiga prompla infrmacio. e tambem as reclama-
Ces do suppl cante, nesla colirio recorreu elle a V.
bic. por orna pelicao para ver te por esle modo, se-
na despachada a sua,pretendo; mas suceedendoque
lendo V. Efe. raandadolinforroer i mesma thesoura-
ria, esta por motivos qoe o supplicanle ignora, tem
deudo desde c l.'dejunho ale o presenlea referi-
da mformajao por V. Exc. exigida, causando desla
arte ao supplicanle grave prejaizo ; por isso o tup-
plicante de novo recorre i V. Exc.alim de qu<. como
primeira auloridade administrativa da provincia se
digire mandar que a referida thesouraria haja de dar
e inrormacao por V. Exc. exigida. Nestes termos,
pede V.-Exc. assim Ihe defira.E R. Me. Jos
da iloclia Prannos.
Informe o Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
Palacio do governo 28 de julho de 1855.Finuci-
redo. t
O Sr. Manoel Rodrigue de Carvalho lem urna
carta na rua Nova n. 12, vinda de Propri.
O abaixo assignado compra qual-
quer escravo doente de morpha, ainda
no ultimo grau da vida, e tambem cura
qualquer pessoa livre, tanto de morpha
como deerysipela, tendo ja' arestn, as-
sim como os cancros em qualquer estado
que estejara': os pretendentes dirija, 11-se
a rua do padre Floriano, esquina a d-
reita indo para a mesma, n. 18.Manoel
Borges de MenJonca.
f*@fa-*e*994i;-G
B O medico Jos de Almeida Sonre de Lima
Bastos, modou a sua residencia para a roa da 2
Cruz sobrado amarello n. 21, segundo an-
dar.
6:000
2:760
1:380
690
5SS
O mesmo cautelista declara, qne" garante nnica-
menle os bilheles nteiro em originaet, nao toffren-
do descanto dos oito por eento do imposto geral ;
assim como qne suas cautelas sao pagas ero qualquer
urna de suns casa, sem distincrao de seren vendi-
da nesta oa naqaella.
O credores da massa fallida de Barbota k Li-
ma podem ir receber na rua do Brum n. 22, do ad-
ministradores da mesma, o dividendo que se acha
apurado.'
Precisa-se de urna amaque saiba coser, engomar
e enlenda do arraojo de nma casa de pouca familia :
a Iratar na rua da Cadeia do Recife ai. 53, segundo
andar. r*
Aos Iilms. Srs. juizes e magistrados.
He cliegado a praca da Independencia
ns. 24 a 50, loja de J. O. Maia, as verda-
deiras e muito superiores pellesde ar-
minho.
Sendo a perfeicao e Iimpeza no fabrico dea g-
neros alimenticios, que formara o panem nostntm
guolidianum, a melhor o mais desejavel reoorosaee-
doi;iio para o paladar, assim como para a corprea
hvgiene, recoraroenda-se an publico a padaria da
rna eslreita do Rosario n. 13, nos artigo boUehM
Crimea, boiachinha Lisboa, dita ararula, (alias e
biscoitos, bolachialia Setmtopol, dita guerra do
Oriente, e bem assim bichas de Hamburgo de 8 pol-
legadas de comprimeolo, di qnae urna t oroduz
o efleilo de 8 das comamos.
Tudo itio a cobre ou lednlat,
Ouro on prala no balcao ;
Quando mesmo eiperlalhao
Seja o freguez, compra a loa, .,
Se goslar de cousa boa.
Assegura-se que inrallivelmente hlo de asradar os
prejos.
O Sr. B. D. V., reilor da obra do hospital Po-
dro li. queira ir pagar o qoe deve a quem nao ig-
nora, ese nao o-fizer dentro em 8 dias, ver o ten
nome por extenso nesta folba at que o faca.
Ach i-se a disposicao do publico, em casa
do Sr. F. Q Rodrigues Esteves, rua do Cal-
deireiro n. 42, nm medicamento, qne no es-
tado actual da therapeolica, he o mais elH-
cazjiara FEBRE AMARELLA. Conbece-
mos o vegetal, cujas flores apretentamo em
tintun m.1i, por seus effeitos dioico, e por
isto acnnselharaos. que delle e me segunda
o rolu lo que leva cada um dos faseos.
Manoel de Sigueira Cacalcanti.
P- S.Aulorisados por innmeros relos
clnico*, declaramos, que esle medicamento
he igualmente de muita eflicaeia para estes
casos: vmica, pneumona, pleunz, rebrea
interm!tiente, soflriraentDs svphiliticos, etc.
LLA.
Lma pessoa convenientemente babilitada,
oflrece-ie para leccionar ero algum collegio m
ou casas particulares, arilbmelica, grammali-
ca philosophicn, Traucez, rhelorica e geogra- K
phia ; protesta bom exercicio em qualquer Sg
deslas disciplinas, mediante nm mdico esli- lt
JK pendi : na rna do ('.amaran n. 3. B
O abaixo assignado roga a lodos os seus deve-
dores o obsequio de maudarem satisfazer os seos
dehilos, afim deque no seja necessario lancar mao
de meios judiciaes.Jos Rodrigues da Silva Bocha.
Sacca^se qualquer quantia sobt e a
praca do Rio de Janeiro, com toda a se-
gurancia : na rua do Trapiche, n. 40, se-
gundo andar.
O Dr. Ribeiro, medico, continua a residir na
roa da Cruz do Recife o. 49, segundo andar.
CASA DE
COIIISSAOIJE ESCRAVOS
ROA LARGADO ROSARIO.
IN. 22. SEGUNDO ANDAR.
Nesla casa recebem-se escravos por commissao pa-
ra serem vendidos por conla de seus senhores, laalo
para trra como para embarque ; alianra-se o bom
tralamento e seguranca dos mesmo, nao se poupau-
M aforeos para qoe elles sejam vendido com prom-
pnaao, aura de que seus seuhore nao soflrem em-
pale com a venda dellaa.
Aluga-e urna cata terrea na rua do Pilar n.
108, com bastante commodne: a tratar na rua do
Queimado n. 28, lerceiro andar.
ASSOCIACAO commercial
BEMFICEm
Sao convidados os socios a reuniiio da
a8sembla gral, que deve ter lugar no dia
28 do corrente, na sala das sesses da mes-
ma associacao para se nomearem os novos
directores ; nesta reuniao se votaia' com
aspessoaspraeutes.de conlormidade com
os estatutos.
ULTIMO GOSTO.
SSocheaados praca da Independencia n. 24 a
JO, loja de Joaquim de Oliveira Maia. chapeo de
cailor branco, ultimo gosto, de muilo elegantes for-
mas e bonita cor, e vista de seu mdico preco
ninguem deixar de comprar.
Alugam-se o lerceiro e qnrlo andares da co-
sa do largo da Assembla n. 12: a iralar cam Jos
Jotquim Dias Fernandes, na rua da Cadeia do Re-
cite.
SERINI1AEM.
() abaixo assignado vende o engenho BrUhanl*,
muilo bom d'agua e de Ierras, moe copeiro, muilo
peito do embarque c do Rio-Formoso : vende-se on
permula-se por um sitio perto desla praca : quera
prelender, dirija-se ao engenho Telha, prlo do mes-
rao ongenho Brilhanle. que ambos sao do mesmo
dono, oo roa Direira n. 65.
Joo Climaco Fernandes Cavalcanli.
Precisa-te alugar urna prela engommadeira e
oulra quilandeira : na rua da Senzala Velha o. 124,
primeiro andar.
Jardim publico em Pernambuco, rua da
Soledade n. 70.
He prohibida a entrada a quem Iraz caivetes oc-
cultot; e adverte-se a esles senhores fregneze, qne
se nao quizerem pastar por desgoslo, deixem em ca-
sa seus ranivelinlios, poi que nao se ignora quem
elle sao ; tambem nao he permillido eolher ilnres
sem consenlimenlo deseo dono, o que nem mesmo
os morios contenten) em sen jardim de Santo Ama-
ro ; mas so he adniillldo ver e cheirar, nao he muito
ponco, e barato pelo preco.
Qnem anooncioa precisar de 15ft}, alagando
urna eserava para descontar, dirija-se o. rna de Apol-
lo n. 14.
PUBLIGACA'0 COROGRAPHICA.
Esta' ti' venda na livraria claaaica n. 2,
no pateo do Collegio, a obra intitulada
Breve Noticia Corographica do Imperb
de Brasil, escripia em 1854 ;'e roga-se
aos Srs. issignantes que tenham bon-
dade demandar buscar os seus exempla-
res, no aimazem de leiloes da rua do Coi-
'egio n. 15-
f O 3 -
MORPHA :
e outras doencas da pelle.
Trata- se com especialldade as affeecoes da
pelle, prtrcularmente morpha, no cnsul-
W tono no.ntropathico do Dr. Casanora. 9
:Rl'ADASCRUZESN. 28
IVo mismo conullorio lem sempre grande
g sorlimerlo decarteira de horoa^pathia mui-
W lo em conla. #
g Carteir.it de 12 medicamentos a 6S0OO.
f de24,68,lo,125,f5?|e2O!)O00. "
9 de36a1r^)0024y(00.
de 48 a 22000 e 281000.
de 60 a 26*000 e 329000.
V dilUa 558000 e 708000.
fW 1 ubos avulsos a 300, 500 e 19000.
Fraseos de tintura a 1J000.
Depytilo da verdadeira tintura de arnicu
lirarlaTIa planta verde na Svizera.
2*l'm.el'0'de hn>",opathla, 4 vol. 69OOO Z
ROBILAFFECTEUR.
O nico autorado por decisSo do conselho real e
decreto imperial.
Os mdicos dos hospitaes recommendam o Arrobe
de Laffecleur, como sendo o nico autorieado pelo
governo, e p;la real sociedade de medieiaa. Este
mdicamente, d'um goslo agradavel, e fcil a tomar
em secreto, cslaem uso na marioha real desde mais
de 60 annos; cura radicalmente em pouco lempo,
oom pouca dnspeza, sem mercurio, as atTecrea da
pelle, impigiis, ai eontequenciat das sarna, ulce-
ras, e os accidentes dos partos, da idade crilica, o da
acrimonia hereditaria dos humores; convem aosca-
tarrhos, a bexiga, a contracces, e fraqueta da*
orgaos, procedida do aboso das injecce ou do toa-
da. Como inti-typhilitico, o arrobe cura em poseo
lempo o limos rcenle oa rebelde, quefvoivem
incessantes em consequencia do emprego da copai-
ba, da cubeta, oa das iojecces qoe repretentem o
virus em noatralita-lo. O arrobe Lancetear he
e'pecialment'recommendado contra as doencas, in-
veteradas ou rebeldes, ao mercurio e ao iodureto do
potassio. Libonne. Vende-so na botica de Brrale do
Antonio Feliciano Alves de Azevedo.praca de D. Pe-
dro o. 88, onde acaba de chegar urna grande porcSo
de garraas grandese pequeas viudas direelamenle
a- ,": ue ''asa n0 dll Bojveau-IjiTecleor 12, roe
Bicheo Paris. Os formularios dao-se gratis em
casa do agente Silva na praca de D. Pedro, n. 82.
Porto, Joaquim Araujo ; Babia, Lima & Irmaos ;
Pernambuco, Soum; Rio de Janeiro, Rocha A Fi-
mo ; el Moreira, loja de drogn; Villa Nova, Joao
Pereira de.Magales Leile; Rio Grande, Fraa de
Paulo Cont ,y C.
Cobre para forro de 20 at 24 on- I
cas compregos.
(j^ Zinco para forro com prego.
fc"j Cliumlioem barrinhas.
Alvaiade de chumbo.
Tinta branca, preta e verde.
Oleo de linhaca em botijas.
Papel de einbrulho.
Cemeni:o amarello.
Armamento de todas as quali-
dades.
Arreoi. para um e dous ca-
vallos.
ChicotiJpara carro e esporas de
ac prateado.
Formas de ferro para fabrica de
assu?ar.
Papel de peso inglez
Champagne marcaAitC.
Rotim da India, novo calvo.
Pedras de marmore. m
Velas stearinas.
Pianos (Je gabinete de Jacaranda',
e cora todos os ltimos mellio-
ramtuitos.^
No armazensMe C J- Astley 4 C,
na rua dfCadea.
&
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
tita do Brum logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Marinha ha' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e ea ambos os logares
existem quindastes, para carregar ca-
noas, ou curros livres de despeza. O
precos sao' os mais commodos.
NAVALUAS A CONTENTO E TESOURAS.
Na rua da Caleia do Hccisi n. 48, primeiro an-
dar, escriplorio de Augusto C. de Abreu, conti-
nuam-se a vender a 88000 o par (preco flio, as j
bem conhecidas e afamadas navalhs de barba feitasr
pelo hbil fabricante que foi premiado na expolicio
i|c Londres, as quaes alm de durarem extraordina-
riamente, nao se senlem no rosto na accao d cortar;
veodem-se com a coodicflo de, nao agradando, po-
derem os compradores devolve-las al 15 dia depois
pa compra restif uindo-se o importe. a mesma ca-
sa ha ricas lesourinhas para unlias, feitas pelo mes
morairicante.


DIARIO DE PERHABUCO SEGN FURA 27 DE IGOSTO DE 1855
' :A
TYPOGHAPHrA DO POVO REPUBLICANO.
Na rua Direita n. 5, primeiro indar, te ach esl-
balecid.i urna typosrahia prvida de ricas Imites de
typos pura imprimir qualquer obra, piriodico e ludo
o que dii reipeilo una ollicina deste genero :
qaem quier utisar-se delta, dirija-se i mesma ca-
sa, que encontrar cnm quem tratar. Os Irabdlhos
litot nesla ofBdia sanio sempre eleeutados por pre-
i.o mais comruedo que em oulra qualquer parle, e
qualquer impressao sen feila com o nielhor gosto,
aceto prompUoso.
Regiment de costas.
Sahio a luz O regiment das custas judi-
ciaes, annotado com os avisos que o alte-
raram: fende-se a ROO-res, na livraria
n. (i e 8 da praca da Independencia.
r a
DENTISTA.
Paulo Gaignouz, dentista francez, cstabele
a) cido na roa larca do Rosario n. 36, sesnndo
0 andar, colloca denlescomgengivasartiuciaes,
a e dentadura completa, ou parte delta, com i
A pressao do ar. 0
EDCACi'O DAS riLHAS.
Entre as obras do grande Feoeton, arcebispo de
Cambray, merece mui particular mencAe otratado
daedocc,ao das meninasno qual %sle virtuoso
prelado usina como asmis devem educar suas fl-
llus, para um da chegarem a occupar o sublime
lugar do mii de familia ; torna-se por lanto ama
aecewidade para todas as pessoas que desejam gui-
a-las oo verdadeirocaminho da vida. Est a refe-
rida obra traduzida em portugus, e vende-se oa
livraria da praca da Independencia n. 6 e 8, pelo
diminuto preso de 800 rs.
CONSULTORIO DOS POBRES
50 KUA NOVA 1 AAR 50.
O Dr. P. A. Lobo Mosco/. da consultas liomeopalliicas todos os dias aos pobres, desde i) horas da
manhaaalo meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora dodia ou noile.
Oflerece-se igualmente para praticar qualquer operaran decirurgia. e acudir promplamenle a qual-
quer inullicr que esteja mal de parto, e cujascircumstancias nao permittam pagar ao medico.

M CONSULTORIO DO DR. F. A. LOBO M0SC0Z0.
50 RA NOVA 50
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual completo de meddicioa homeopathica do Dr. G. H: Jalir, traduzido em por
tuguez pelo Dr. Moscoio, quatro voluntes encadernados em dous e acompanhado de
um diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc.
2(IJflO0
O Dr. Sabino Olegario Ludgero" Pioho, <
modou-se do palacete da ra de S. Francia- ,
co-n. 68-^A, para o sobrado de dous anda-
| retn.6, ruade Sanio Amaro, (mondo novo.) I
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de lbuquer-
quemudou a sua aula para a ra do {n-
gel n. 11 jeyhdecontinua a receber alum-
nos internos eexternos desde ja' por m-
dico preco como he publico: quem se
quizer uttlisar deseupequeo prertimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
O SOCIALISMO.
Pelo acaera! Abres Llama.
Aha-se venda na toja de livros dos Srs. Ricar-
do de 1'reitas & C, esquina da rna de Collegio, e
em casa do autor, pateo do Collegio, casa amarella,
no l.- andar ; encadernado de todas as formas, por
rtiaior ou menor preco, segundo o gosto dos compra-
dores. A edicSo est quai esgotada, e poucosex-
emplares reslam. Eata obra, em qu se aelta Iraca-
da a marcha do genero humano desde o prtmeiro
homem al nossos dias, pertence a (odas as classes
da soeledade, e he, por assim dizer-se, o evaogelho
social, porque oella estso consignados todos os foros
da huroaoidade. As suas dootrinns estilo, prtenlo,
ao alcance de todas as inielligencias.
MASSA ADAMANTINA.
Roa do Rosario o. 36, segundo andar, Parti Gal-
guos, dentista francez, chumba os denles com a
roana adamantina. Essa nova e maravilhosa com-
nosirao tem a vantagem de enchersem presado dolo-
rosa todas as anfracloosidades do dente, adquirindo
em poneos instantes solidez isoal a da pedra roais
dora, e permitte restaurar os denles mais estraga-
dos com a forma e i cor primitiva.
Est a sabir a lux no Rio da Janeiro o
REPERTORIO DO HEDICO
HOMEOPATHA.
EXTRAHIDO DE RUOFF E ROEN-
NINGHAUSEN E OUTROS,
posto em ordem alphabetica, com a descripcjlo
abreviada de todas as molestias, a indicaran physio-
logica e therapenlica de lodos os medicamentos ho-
meopalhicos, seo lempo de ae(3o e concordancia,
seguido de um diccionario da sisnilicaca de lodos
os termos de medicina e cirurgia, e posto ao alcance
das pessoas do povo, pelo.
DR. A. J. DE MELLO NORAES.
Sobscteve-se para esta obra no consultorio horneo,
pathico do Dr. LOBO MOSCOZO, ra Nova n. 50-
primeiro andar, por 590UO ero brochura, e 69000
eucadernado.
Notos Ittm de liomeopalhia tuefrancez, obra
todas de summa importancia :
Hahnemann, tratado daS molestias clironicas, 4 vo-
luntes. '........209000
Teste, rroleslias dos meninos..... 69000
Moriog, homeopalbia domestica. t 79000
Jahr, pharmacnpa homeopathica. 69000
Jahr, novo manual, 4 volumes .... I69OOO
Jahr, molestias nervosas....... 69OOO
Jahr, molestias da pello....... 89OOO
Rapou, historia da homeopalhia, 2 volumes I63OOO
Ilarlhmann, tratado completo das molestias
dos meninos. ....... IO9OO0
A Teste, materia medica homeopalhica. 82000
De Fayolle, doulrina medica homeopalhica 79000
Clnica de Staoneli '....... 68000
Cailiug, verdade da homeopalhia. 48000
Diccionario de Nyslen....... IO9OOO
Adas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, cooteodo a descripcao
de todas a* partes do corpo humano 309000
vedem-se lodos estes livros no consultorio homeopa-
thico do Dr. Lobo Moscoso, ra Nova n. 50", pri.
metro andar.
O Sr. Joaquim Octaviano da Silva tem caria
na livraria n. t e 8 da praca da Independencia.
i^ICACAO' DO INSTITUTO 110 &
NEOPATHICO DO BRASIL. g
THESOURO HOMEOPATHICO Q
OU &
VADE-MECUM DO $
HOMEOPATHA. $
Mtlhoio concito, claro e seguro de cu- {A
rar homcopathicamentc todas at molestias 2
que af/ligem a especie humana, e part- ^m
cularmente agellas que reinam no Bra- Jk
til, redigido segundo os melhores Irata- J
dos de homeopalhia, tanto europeos como v)
| americanos, e segundo a propna experi- A
encia, pelo Dr. Sabino Olegario Ludgero '
Pinho. Esta obra he hoje recouheetda co- (8
mo a melhor de todas que Iratam daappli- t
cacao homeopatliica no curativo das mo-
leslia. Os conotos, principalmente, nao (A
podem dar um passo seguro sem possui-la e Sk
' -consulta-la. Os pau de familias, os senho- %?J
res de engenho, sacerdotes, viajantes, ca- A
pitaes de navios, serlanejosetc. etc., devem 5
te-la a mao para occorrer promplamenle a
qoalquer caso de molestia.
Dous volumes cm brochura por 109000
encadernados 119000
Vende-** nicamente em casa do autor,
ra de Santo Amaro n. 6. (Mundo No-
vo).
Da'-se dinheiro a juros sobrepenho-
m de obras de ouro e prata: na fu da
Guian. 40,
(MPANHIA PERMBICANA.
Esttt empreza pretende contratara cons-
truccao dos trapiches e armazens em Se-
rinhacm e no Gamella, (no Rio Formoso)
pontos da escala de seus vapores, ao lado
do sul, e em Itapissuma>e Goianna, ao
lado do norte, obas condicoes seguin-
te$:
Clausulas especiaes d*rrematacao.
1. As obras para a constrccao lestes
trapiches serao feitas de conormidade
com as plantas eorcamentos, approvados
pela direccao da companhia, na impor-
tancia o de Serinhem rs. 4:835(320, o
do Gamella rs. il:267sOO0, e o de Ite-
pissumars. 7:755j(000, e o de Goianna de
rs. 6:913.S00.
2. Estas obres aeverao' principiar no
pfazo de 15 dias, e findarao no de 4
mw.es, ambos contados do da da assig-
natttra dos contratos.
3. O pagamento destas obras sera' fei-
to en tres prestaees iguacs: a primeira,
no dia da assignatura do contrato ; a se-
gunda, <|liando eftivet l'eita metade da
obra, ea ultima, qttando estiver inicua-
mente concluida, licando responsavcl o
arrematante por espaco de um anno pela
sna conservaco e solidez.
4. O arrematante prestara' urna lian-
ca idnea nesta praca i para tratar di-
rija-se ao escriptorio do Sr. F. Coulon,
ra da Cruz n. 26.
Esta obra, a mais importan le de todas as que tratara do estudo e pralca da homeopalhia, por ser a nica
que conten abase fundamental d'esla doolrinaA PATHOIENESIA OU EFFEITOS DOS MEDICA-
MENTOS NO OKGANTSMVEM ESTADO DE SALDEconhecimentos que nao podem dispensar as pes-
soas que se querem dedicar pratica da verdadeira medicina, inleressa a todos os mdicos que quizerem
experimentar a loutrina de Hahnemann, e por si meninos se convencerem da verdade d'ella: a lodos os
fazendeiros e senhores de engenho que estao longe dos recursos dos mediros: a lodosos capilaesde navio,
qne urna ou outra vez nao podem deixar de acudir qualquer incommodo seu ou de seus tripulantes :
a todos os pais de familia que por circumstancias, que nam sempre podem ser prevenidas, sao |obrga-
doa a prestar in continenti os primeiros soccorros em suas enfermidades.
O vade-mecum do homeopalha ou tradoccao da medicioa domestica do Dr. Hering,
obra tambem ntil as pessoas que se dedcam ao esludo da homeopalhia, um volu-
nte grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina...... 108600
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc., cncardtmade. .19000
Sem verdadeiros e bem,preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pralica da
homeopalhia, e o proprielario deste eslabelecimento se lsongeia de le-lo o mais bem montado possivel e
ninsuem duvida hoje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 tubos grandes..................... gjoOO
Boticas de 24 medicamentos em glbulos, a 109, 129 e 159000 rs.
Ditas 36 ditos a.................. 209000
Ditas 48 dilos a.................. 259000
Dilas 60 dilos a................t m HO9OOO
Ditas 144 ditos a................... 09000
Tpbosavulso .......................... ljjoOO
Frascos de meia onea do lindura.............. ttOOO
Ditos de verdadeira lindura a rnica................'. ^000
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de tubos de erytal de diversos lamanhos,
vidros para medicamentos, e aprompta-se qualquer encommenda de medcamenloscom toda a brevida-
de e por presos muito eommodos.
Livros comraerciaes.
No primeiroandar da casa 11. 26, defronte da Ca-
deia Velha, exste um sorlimento da livros proprios
para escriplunrao commercial, como sejam: diarios,
razao, cotilas arrete* e llovedores geraes : sao fe i-
lo em bum papel, riscados. p.mi.idus e com todos os
quisilos convelientes para seren bem etcriplurados:
vendem-se poi preco muito em coma, a qualquer
liora dg dia.
Estamenha.
Estamenlia zuramente de 13a, para luibilos de (cr-
ceiros franeivanos. a lj>l0 o covado : na na do
Ouciroado, lo> n. 21.
Rfova peeliint:ha
RA DO QUEMADO N. 38.
Corles de casimiras de cores.....
Palls de lpica de sda. ......
Ricos chales ib casemira. ......
Corles de chir de seda.......
Camhraia fraiceza a vara......
Chita frascezao covado.......
Peca de algodin largo avarado
TRATAMENTO HOMEOPATHICO.
Preservatico e curativo
DO CHQLERAMORBUS,
PELOS DRS.
ou ioslruc(ao ao povo para se poder corar desla enrermidade, administrando os remedios mais ellica7.es
para atalha-la, emquanto se recorreao medito, ou mesmo para cura-la independenle desles nos luaares
em que nao os ha.
TRADUZIDO EM PORTUGUEZ PELO DR. P. A. LORO MOSCOZO.
Estes dous opsculos contm as indieaedes mais claras e precisas, so pela sua simples e concisaes nesi-
cSo esta ao alcance de todas as inielligencias, nao s pelo que diz respeito aos meios'curalivos como prin-
cipalmente ao* preservativos que lem dado.os mais satisfaclorios resultados em toda a parle em une
elleslcm sido poflosem pratica. v H
Sendo o Iralamento homeopathico o nico que lerll dado grandes resollados no curativo desla horri-
velenfermidade, julgamosa proposito Iraduzir estes dous importantes opsculos em lin-ua vernacu"
la, para desl'arte racililar a sua leilura a quem ignore o francez.
Vende-se nicamente no Consultorio do Iraduclor, roa Nova n. 52, por 29000 rs.
COMPRAS.
Compra-se urna casa terrea nos bairros de San-
to Antonio, S. Jos e Boa-Visla, que nao exoeda de
1:0009000 ; quem a liver annuncie.
Coropra-se orna prela de bonita figura e mocas
que seja boa costureira e engommadeira ; pasa-se
bem gradando : na roa do Trapiche 11.11, primej-
ro andar.
Compram-se aeces de Beberibe e ttulos da
divida provincial: na ra larga do Kosario n. 36,
segundo andar.
Compram-se obras de ouro e prata
ja' usadas: na ra da Guia n. 40, desde
as7 horas ate as 10 da inaudita, todos os
dias.
Compra-se urna escrava de 40 annos,
pouco mais ou menos, embora Sem habi-
lidades, comtanto que seja robusta, goze
saude e seja esperta : 'quem tiver annun-
cie.
Casa de commissSo de escravos* na ra
do Liviamento n. 4.
Compram-se escravos de ambos os sexos, de idade
de 12 a 35 annos, sendo boas figuras paga-se bem ;
tambem k recebe para vender de commisaao; afian-
ca-se o bom Ira^amenlo c seruianca dos rnesmos.
O agente de leles Francisco Gomes de Olivei-
ra, compra duas casas terreas "f]oe eslfjam em bom
estado : os possuidores dispestos a vende-las, enlen-
dam-sc com o mesmo para o ajuste.
VENDAS
Oracao contra a peste e o cholera-
morbus.
Acha-se venda na livraria n. 6 e 8 da praca da
Independencia um folhelinho com dilcrenles ora-
ches contra o cholera-morbos, e qualquer oulra pe
le, a 80 rs. cada um.
Para vestidos de
seuhoras.
A 8s000 o corte.
iV'a toja n. 17 da roa do Queimado, vendern-se
corles de novas bausorinas de lila, de padrOes intei-
ramenle moderno*, chegados pelo ultimo navio de
Hamburgo, proprios para vestidos de senhora, pelo
barato preco de 89 cada corle.
roda, novas c
1S300
I9IOO
I9500
800
900
640
640
280
0
260
380
320
352OO
29600
29OOO
2?O00
480
540
640
29-500
39800
:>9000
19500
79000
59OOO
119000
99000
59.VK)
4->400
900
miHElRO
nao se engeita,
RA DO QUEIMADO N. 40.
Heorique & Sanios acabara de arrematar em lei-
lSo grande porcilo de f.izendas de seda, la e seda,
linho e algodito vindas pelo (luslavo II, e quereodo
acabar avi-am.ao publico que se vendem por dimi-
nuto preco as faVendas seguintes, bem como oulras
muitas, e dAo as amostras com penhor.
Nobreza furia-cores para vestidos o covado
Dita dito
Cortes de cambraias de seda de quadros a
Adelinas de seda de quadros.
Chali de quadros o mais lindo possivel
Proserpina de seda de quadros
Kcas lAas le quadros para vestidos largos
Kiscados francezes, imilaudo alpaca de seda
Kiscado monstrn de quadro para vcslidus
Chita franceza larga lindas padrOes
Cassas escossezas novo* padrOes
Alpaca lisa de algodo para palitos
Velludo prelo o melhor possivel
Selim prelo maco liso
Selim prelo lavrado para vestido
Sarja prela hespanhola superior
Alpaca prela de lustre fina
Alpaca de cordo prela e de tu
Merino prelo e de c>r de cordao
Panno prelo fino para palitos
Panno lino de varias cores
Ourelto prelo para panno
Paulos de panno prelo fino forro de seda
Ditos de alpaca preta finos
Di.'os de lila de cores para meninos
Chales prctos de reros
Mantas deseda para senhora
Ricos chales de merino bordado matisado
Chales de merino bordado-liso
Dito dito com franja de seda
Dito dito com franja de lAa
Lindos lencos de selim de cores para gravis
Lencos de seda de cores graudes para se-
nhora
Ditos de selim prelo macuo para grvala
Dilos do seda pequeos para homem
Dilo dito de cores para grvala
Ditos de cambraia de linho pequeos
Ditos de casia pequeuos broncos
Collarinhos muito finos
Cortes de casemira prela fina
Dilos de casemira de cor de lindos padres
Dilos de colletes de fuslao Anos
Ditos de laa
Lindos cortes de colletes de seda de cor
Corles de casemira prela selim
Pejas de esgoio lino de puro linho
Pecas de brira liso fino de puro linho
l.ovas pretas de loreal para senhora
Aberturas finas para camisas
MadapolAo muilo fino com loque de mofo
Pulceiras da velludo pretas e de cores
Cassas francezas muilo finas de lindo goslo a
vara
Corles de cassa de barra
A 5,600, 4,000, e 4,500
o covado.
Vendo se, sem deteito, algum panno fino prelo,
prova de limAo, fazenda esla que se tem vendido
Cor 109e 129000 o covado, mas como se comprou
rato lambem se rende pelo mesmo segointe: por
isso quem quizer vetilla certilicar-se, que, i vista da
fazenda ser de boa ajualidade e de lecido e lnslre,e cor
flxa, se animar a comprar pelos diminuios precos
cima ; lambem vytndem-sc chapeos de sol de seda,
superior fazenda, cabo de canna, para homem, por
diminuto preco : na ra do Queimado n. 33 A.
Vende-se urna casa terrea, sita na ra da Cal-
cada ou largo das Cinco Ponas, lado esquerdo, qoe
rende 89000 mensaes : a fallar na ra do Livramcn-
to, lado direito, segundo andar, n. 22.
Na afamada loja dos tercos em frente do
Ltvramento junto a loja de fazendas
baratas.
Vende-se pomadaMo Porlo, relroz, pcnles para
alisar, canas le xifre, linhas de roriz, rouro le
usire, marroquim, fio para sapateiro, ludo da me-
inor qualidade e por menos que em parle alguma ;
esla loja esla de accordo i vender mais gbaralo que
as mais p.rles, por isso approveilem ; e minias ou-
lras cousas se deisam de nnunciar por ser um
nunca acabar.
Vende-se a loja de calcado na ra Direila h.
J: a iralar na mesma loja ; lodo negocio se |fz.
A peehincha.
No aterro da Roa-Vista n. 8, defrontc da
boneca.
Chegou ltimamente a verdadeira carne do ser-
lao e queijos de todas as qoalidades, figo* de coma-
dre, bolachinhade soda, biscoilos finos ioglezes moi-
lo novos, e um completo sorlimenlo de lodos os g-
neros de n e vende-se ludo por menos proco do oue m oulra
parle. '
Vende-se urna canoa de carreira, nova e bem
construida, sem uso .algum, propria para familia,
qual pea mais de 12 pessoas: quem pretender, di-
rija-se a Iravessa do Poucinho, armazem de malc-
riaes n. 26, indo para a casa doiMencao.
Vendem-se 8 ou 10 bestas le
gordas : no engenho Paulista,
^ende-se urna porro de laboas de cedro : no
trapiche do Angelo.
Vende-se carno muito superior, vinda na bar-
ra Itost, de Montevideo, no correle mez, a 19600
por arroba : na ra da Praia n. 19.
Vendem-se 8 escravos, sendo 1 moleque de 18
annos, ptimo para pagem, 1 prela com urna cria de
3 mezes, 4escravos de 18 a 30 annos, 1 negrinlia de
6 annos : na roa de Horlas n. 60.
AGEMI4 DA Fl NDIQO
EDWIN MAVV, ESCRIPTORIO DE RO-
SAS RRAGA & C, RA DO TRAPI-
CHE N. 44.
Tem para vender um completo sorti-
mento de taixas, moendas e meias moen-
das para engenho, cuja superioridade ja'
he bem conhecida dos senhores de enge-
nho desta provincia, dos da Parahiba e
das Alagoas. desde quando taes.objectos
do mesmo fabricante eram vendidos pelos
Sw. Me. CalmontiiC, desta praca.
IECHANISMO PARA EH6E-
HHO.
NAFUNDigAO DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W. ROWNIAN. WA
RA DO RRUM, PASSANDO O ^HA-
FARIZ,
ha sempre um grande sorlimento dos seguintes ob-
jsclos de mechanismos propria para eiihenhos, a sa-
ber : moendas e meias rooeflas da mais moderna
constrccao ; lanas de ferro fundido e balido, de
superior qualidade e de lodosos lamanhos ; rodas
dentadas para agua ou animaes, de ludas as propor-
cOes ; crivos e boceas de ornalha e registrds de bo-
eiro, aguilhoes, bronzes, parafusos e cavilhf.es, moi-
nho de mandioca, ele, ele.
NA MESMA FUNDICA'O..
se executam todas as eocommendas com a superio-
ridade j conhecida, e com a devida presteza e com-
modidade em, preco.
Cheguem a peehincha.
Na na da Madre de Dos, loja n. 18, ha para ven-
der borzeguins gaspeados, sapates de couro de lus-
tre, ditos de bezerro de Nanles, para homem e me-
ninos, por precos qoe quem vir nao deixar de com-
prar.
Vendem-se saccas cora cera de carnauba do
Aracaly, a methorque lem rindo ao mercado : na
ra Nova n. 20, loja.
Vendem-se 2.escravos mo;o, de bonitas figu-
ras, e urna escrava boa cozinheira o eugommadeira :
Vende-se urna casa terrea com eommodos para
grande familia, quarto para taberna, estribara, casa
para prelos.am varias frucleiras novas, todas dando
troci. algasV roca e lugar para plantar, boa baixa
para capim ecanna, no logar das barreiras do Ca-
changn, a primeira passando a casa da plvora, e lem
o bom banho porlo : quem a prelender, dirija-se
mesma casa, ou rua larga do Rosario, taberna
19500
6.-MKHI
7*500
9|000
400
240
. 29400
Nao se poe uvida em dar-se as amostras leixan-
do penhor : en frente do becro da Congregarao.
Rua do Queima-
do II. 38.
Corles de casenira prela.......49500
Dilos le casenira cor de rape.....49500
Dilos de seda transparente para veslidoa, 10J00
Fm frente lo becco da Cong egarAo.
Vende-e farelln bom, o mais recente chegado
de Lisboa: m rua do Vigario, armazem n. 7.
_ Vende- um escravo da Cosa, moco, sem vi-
cios e muilo le, praorio para lodo o servico, e mes-
mo Iroca-sc |or ouHVi lambem moco, man que rn-
lenda de serven de campo : a Iralar na rua larga de
Rosario n. 2:, segundo andar.
Colletes,
Na rua Niva n. 10, vendem-se irles de colletes
de fuslo, linios padrdes, pelo haralissimo preco de
610 rs. ocr.e, rom diminua arara.
De sol.
Na rua Niva n. 10, vendem-se chapeos de sol, as-
leas de balj, com avara, por l?000.
Vendfrseum escravo la Costa, manso ede bo-
nita figura, "nslnmado a iraballiar em armazem de
assucar e oulru qoalquer servico da rua : no arma-
zem da rua ova ii. 67.
I' ni n lia lina para mesa.
Na na di Cruz n. ,>4, cscriplorio de Domingos
Alves Malheus, ha para vender muilo superior fa-
rinha de mandioca, propria para mesa, em barricas
c saccas, rot preco commodo,
Vende-se um moleque de idade G annos: a
Iralar na rus do l.ivramento n. 35.
Para o esquadrao-
Vendo-s nm uniforme completo para um guarda
do esquadnlo decavallaria de guarda nacional, por
diminuto preco : na roa do Queimado n. 3.
Vetide-se urna mulata de 22 annos
de idade, boa (igura, perita engomma-
deira. boa cozinheira, costureira e lava-
deira, he muito diligente e nao tem vi-
cios, nein molestia alguma, o que se afli-
anra; assim como um moleque de 5 an-
nos de idade: na rua do Hospicio, sitio
da Senhora ViuvaCunha, n. (i.
Rrins de vella: o armazem de N. O.
Rieber Cera de carnau-
ba.
Vende-se cera de carnauba do Aracaly: na rua
da Cadeia do Recife n. 19, prmeiro andar.
AOS PALITOS FEITOS. -
Njji rua rua do Crespo n. 15,
ha para vender um bonito sorlimento de palitos de
alpaca de diflercnlrs cores, mais baratos que em ou-
lra qualqawr parle.
Farjjulin de mandioca.
A bordo do hiale Castro, Tundeado defronle do
caes lo Ramos, ha para vender muilo superior fari-
nlia de S. Matheus, por prec,o commodo ; a Iratar
no escriptorio de Domingos Alves Malheus.
Nosqualro canlos da Boa-Visla n. I, he che-
gadu peehincha dos bons figos de comadre, pelo di-
raiaflfc prc;o de 320 a libra, e o bom peixe de es-
cabexe, viudo de Lisboa, de ptima qualidade.
Vende-se urna escrava moca de boa figura que
engomma sofrivelmenle, cose c borda, cuidadosa de
meninos: na rua da Cruz n. 17 segundo andar.
Vende-te manleiga ingleza da mais nova qoe
ha no mercado a 960 e 800 rs., queijos do reino a
19900, caf de caroco a 160, cevadiuha a 320, bala-
las a 30 rs., amendoas com rasca a 280 rs., arroz pi-
lado a 80 rs. a libra,cuia a480 cevada a 200 rs. a li-
bra, vinho de Lisboa a 100 a garrafa, dilo Figueira
a 180 rs. na taberna da rua de Hortas n. i.
Valaquia a 3#000 o corte.
Linda fazenda para vestido, tem urna vara de lar-
gura, de quadros muilo vivos, parece alpaca de seda:
na rua do Queimado, loja n. 21.
Fazendas baratas.
Corles de casemira de pura lila e bonitos padrea
a .")>.">00 rs. o irle, alpaca de cordflo muito fina a
500 rs. o covado, dila muito larga propria para man-
i a 610 o covado, corles de hrim pardo de puro li-
li lm a 19600 o corte, dilos cor de palha a 19600 o
corle, corles de casemira de bom goslo a 29-">00 o cor-
le, sarja de lila de duas larguras propria para vesti-
do de quem est de luto a 480 o covado. corles de
fusUo de bonitos goslos a 720 e 19400 o corte, briro
trancado de liuho a 19 e a 19200, riscados proprios
para jaquelas e palls a 280 o covado, irles de col-
leles de gorgurio a 3$500 : na loja da rna do Cres-
po n. 6.
Velas de car-
nauba,
SIMPLES E DE COMPOSICAO.
Na roa da Cruz n. 15, vendem-se ditas velas, de
6, 7,8, 9 e 13 por libra, em caixaa de8 al 50 libras,
fabricadas no Aracaly, pelos melhores autores, e por
menos preco que em oulra qualquer parle.
NA RUA IVA R. 22
ha relogios de ouro patente inglez do melhor fa-
bricante de Liverpool, por preco muito em coula ;
lambem ha muito bons oculos Bde todas as numera-
rnos, os quaes sao de ac.
Antigo deposito de panno de algo-
godao da fabrica de Todos os
Santos na Rahia.
NovaesiS; Companhia, na rua do g
gjg Trapichen. 54,continuam aven- ?
der panno de algodaodesta fabrica, ra
i trancado, proprio para saceos e 5
M roupa de escravos.
A 5,500 RS.
Vende-sc cal de Lisboa ltimamente
chegada, assim como" potassa da Russia
verdadeira: na praca do Corpo Santo
A'99000 E 10000 A PECA.
Vendem-se pecas de hrim fino e liamburzO su-
perior, qoe se assemelha ao bom panno de linho,
pelo diminuto preco de 99 e 109 a pera de 20 va-
as : na roa da Cadeia do Recife, loja n. 50, de
fronte da ru da .Madre de Dos.
Novo ,soi tmenlo de fazendas
baratas.
Alm das fazendas j annunciadas, e oulras mui-
tas, que a diiheiro a visla se vendem em porfo e a
retallin, por haralissimo preco. ha novas chitas de
cores lixasa 160, I so e 200 rs. o covado, ditas para
co berta, bonitos padres, a 220, dilas largas de cores
claras imitando cassa a 210, riscados francezes largos
de quadros modernos a 260, corles de cambraia de
lpicos coto 6 112 varas por 29560, pernio da linbns
muilo fino para lencos com mais de 2 varas de lar-
gura, pelo baralissimo preco de 29400 a vara, novos
bros de linho deqoadrinhos para palls, calcase
jaquelas a 220e240 o covado, corles de casemiras de
cores a 49, brius de cores para calcas a 19 a vara :
na rua da Cadeia do Recife. loja n. 50, delronle da
rua da Madre de Dos, a qual se achasoffrivelmenle
sortida de boas fazendas, cojas qualidades e eommo-
dos precos se garantem e do-se amostras.
LABYRINTHOS.
CAL VIRGEM.
Vende-secal de Lisboa, chegado no pa-
tacho CONSTANCA, entrado hontem.por
pi ero commodo: no deposito da rua de
Apollo n. 2R.
CASEMIRA PRETA A 4*500
0 CORTE DE CALCA.
^ endem-se na rua do Crespo, luja da esqi
Ha para a rua da Cadeia.
quina que
Vende-se
Farello em saccas de 5
arrobas a 5^000.
Farinha de mandioca
em saccas a 2f300.
Tijollos de marmore a
39,0.
Vinho Bordeaux
garrafes a 12$000.
JN o armazem de Tasso
Ir maos.
LEONOR D'AMBOISE.
Vende-se o excellente romance histri-
co Leonor ti'Amboise, duqueza He Breta-
nha, 2 volumes por 1 $000 rs., na livraria
n. 6 e 8 da praca da Independencia.
em
P POTASSA BRASILEIRA.
(A Vende-se superior potassa, fa-
^ bricada no Rio de Janeiro, ebe-
za gada recentemente, recommen-
S da-se aos senhores de engenhos os
P *eus bons elfeitos ja' experimen-
V tados: na rua da Cruzn. 20, ar-
f mazem de L. Leconte Feron &
^ Companhia.
s
19000
lyiOO
800
600
500
300
200
49500
49000
600
400
29500
69000
129000
83000
640
640
39800
500
600
29000
Vende-se chocolate superior de Lisboa : no
armazem do Annes, defronte da porta da altandega.
J\a loja das seis
portas
Em frente do Livramente.
Cassas francezas a meia pataca o covado, riscados
irancezesa meia palaca, chitas finas francezas 1 doze
viniens, chales cor de rosa a dous cruzados, corles
de vestido de cambraia piolados a dous mil reis,
lencos brancos para cabeca a palaca.
-Vnde-ncwili nova, chegada ollimamente
de Lisboa : no armazem de Manuel dos Sanios Pinto
\ende-se superior estamenha para hbitos de
lereeiros franciscanos: na rua do Encantamento,
armazem n. /6 A.
Vendem-se missaes romanos : na rua do En-
cantamento, armazem n. 76 A.
BE
CASTOR.
JL
_ A lahrjca e loja de chapeos da rua
Nova n. 44, receben pelo navio Ha-
vre, os acreditados chapeos de cas-
tor sem pello Fribet, dilos com pello formas as
mais modernas que ha no mercado, assim como cha-
pos de caslOr de copa baila com pello esem elle, de
diferentes qualidades, e fas o presente par. levar ao
conhecimenlo de seus freguezes.
Cera de carnau-
ba do
ARACATY E ASSf.
Vendc-se em porcao e arelalho, por menos preco
que rm oulra qualquer parte, principalmente sendo
iMiiihciro vista: na rua da Cruz, armazem de
couros e sola, n. 15.
Palitos baratos.
Palls de alpaca lina, prela e de cores a .59500,
dilos de merino verde de cordo a 69500, ditos de
Ranga amarella a 35000 ; lodos silo forrados c|bem
cosiilos como os de encommenda : na rua do Quei-
mado, loja n. 21. "
Damasco larguissimo.
Damasco de 13a de todas as cures, lem qoasi duas
varas de largura, a I96OO o covado, proprio para
igrejas, colchas, cuberas de cama e uolros misleres:
na rua do Queimado, loja o. 21.
Riscados baratos.
Kiscado francez, largo, a 180 o covado, dito azul
de quadrinhos, semelhaule aos de linho, a 160 e 200
rs.. proprio para calcas, jaquelas, palls e camisas,
por ser muito largo : na rua do Queimado, loja
n. 2t.
"VENDE'Sfc barato, por estar com
toque de avaria e em muilo bom estado,
grvalas de seda de cores, ditas pretas,
mantinhas de cassa com barra de seda
para gravatas, mantas de seda para se-
nlior^ ditas de cassa seda, cortes de colle-
teaffluatao, nos seguintes lugares ater-
rona Roa-Vista n. 58, rua do Sol n.
71A, rua do Rangel n. 54A, rua do
Cotovello n. 46.
He chegado a prar.a la Indepen-
dencia, loja de J. O. Maia ns. 24 a 30,
um variado sortimento de chapeos do
Chile de todos os tamanbos e bonitas for-
mas, e vendem-se por preco mais em
conta do que em outra. qualquer parte.
Attencao ao seguinte.
Cambraia franceza de cores de muito bom goslo a
600 rs. a vara, cortes de cassa pretos de muilo bom
gosto a 29OOO o corle, dilos de cores com bons pa-
drees a 29200, alpaca de seda com quadros a 720 o
covado, corles de 1.1a muilo finos com 14 covados ca-
da corle, de muilo bom goslo, a 49500, lencos de
bico com palmas a 320 cada um, dilos rte cambraia
de linho grandes, proprios para eabeca a 560 cada
um, chales mperiaes a 800 rs., 1$ e 19200 : na loja
da rua do Crespo n. 6.
Vendem-se os mais modernose bonitos
chapeos de feltrocom pello, presos ebran-
cos,chegado ltimamente de Parispeto na-
vio HAVRE, osmell oresquetemvindoaes-
temercado, venderx.-semais chapeos de pa-
11 ufSiber ta, di tosdepalha hrasileira, ditosde
castor pretos, ditosdemassa francezes e di-
tos feitos na tena, ditos amazonas para
senhora, muito bonitos e de ultimo gos-
to, ditosde molla, ditos de lustre para pa-
gem, de copa alta e bai\a, gales de todas
as larguras, tanto de ouro como de prata,
tudo por precos mais baratos do que em
outra qualquer parte: .na praca da In-
dependencia ns. 2i a 5Q, loja de' Joaquim
de Oliveira Maia.
Uhcos de camhraia de linho muilo finos, toalhas
redofcs e de ponas, e mais objeclos desle genero,
tildo 'de bom goslo ; vende-se barato : na rua da
Cruz n. 34, prmeiro andar.
FAZENDAS DE GOSTO
PARA VESTIDOS DE SENHORA.
Indiana de quadros muito fina e padres novos;
corles de lila do quadros e flores por prego commo-
do : vende-se na rua do Crespo loja da esquina que
volta para a rua da Cadeia.
Vende-se excellente taboado de pinho, recen-
temente chegado da America : na rui de Apollo
trapiche do Ferreira. a entender-se com oadminis
ador do mesmo.
A boa fama
Vendem-se moilo bonitos chapos de sol de seda
pequeos e com molas proprios para meninas de es-
cola, pelo baralissimo preco de 39000 rs. ; he cousa
i Jo galante qoe quem vir nao deixar de comprar :
na rua do Queimado, loja de miudezss da boa fama,
Casa da fama!!
Na rua Direila n. 75, vendem-se bilheles de lodas
as loteras da provincia, e pagam-se lodos os pre-
mios que sahirem nos bjlbeles vendidos na mesma.
Sebolas notas de Lisboa.
Jchegaram ceblas novas de Lisboa, e vendem-
se no armazem de Jnao Marlns de Barros, Iravessa
da Madre de Dees n. 21.
Vende-se cal virgem, chegada hon-
tem, e de superior qualidade por preco
razoavel: no armazem de Rastos & Ir-
maos, rua do Trapichen. 45.
Na rua do Vigario n. 19, prmeiro andar, ha
para vender superior relroz de primeira qualidade,
do fabricanteSiqueiralinhas de roriz de nume-
ro, e fio porrele, todo chegado pelo ultimo navio viu-
do do Porto, e juntamente vinho superior, feitoria
em pequeos barrs de dcimo.
N 55 aterro da Roa-Vistan. 55.
POIRIER. ,
Acaba de fazer urna especie de venezianas com o
nome flores, de nova invenco para jauellas, servem
de ornamento e tem a vantagem de impedir a cor-
reuleza de ar nos aposentos e eotreler-lhe a frescura
necessaria. Podem igualmente servir fiara arma-
zens. Por um engenhosn mechanismo sao muilo
melhor do que as venezianas antigs. S com a
vista melhor se pode saber o quanto sao excellenles.
POIRIER.
ATERRO DA BOA-VISTA N. 55.
^wende-se um carro de quatro
Rodas, novo, muito elegante e
leve, e de novo modelo: em
casa do Poirier.
Vendem-se no armatem n. 60, da rua da Ca-
ricia do Recife, de llenry Gibson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por preco
mdicos.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandioca
em saccas eme tem um alqueire, medida
velha por 56'000 reis : nos armazens ns.
5,5 e 7, e no armzem detrinte da porta da
allandcga, ou a tratar ro escriptorio de
Novaes & Companhia na ruado Trapiche
n. 54, primeiroandar.
Vende-secognac da|melhor qualidade : na rua
da Croz n. 10.
VINHO DO PORTO SUPERIOR FEITORIA.
Vende-se por preco commodo Mo armazem de
de Barroca & Castro, rua da Cadeia do Recite n. 4.
Na roa do Vigario o. 19, primeiro andar, ven-
de-se farelo novo, chegado de Lisboa pelobrigoe Et-
per anca.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rna da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a lia-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coa do, de todos os tamauhos, para
dito. K
DEPOSITO DA FABRICA DE TODO
OS SANTOS DA BAHA.
Vende-se em casa de N. O. Bieber C, na rua da Cruz n. 4, algodao tran-
cado daquella fabrica muito proprio pa-
ra saceos de assucar e roupa para escra-
vos, por preco commodo.
Vende-se urna balanca romana com lodos *
seus pertences.em bom *nso e de 2,000 libras :-qoem
pretender, dirija-se i rua da Cruz, armazem n. 4.
COGNAC VERDADEIRO.
Vende-se superior coenac, em garrafa*, a 128000
a dozia, e 19280 a garrafa : na roa dos Tanoek.s n.
2, primeiroandar, defronle do Trapiche Novo.
Chales de merino' de cores, de muito
bom- gosto
Vendem-se oa rua do C, tuja da esquina que
volta para a cadeia.
ATTENCAO.
Na rua do Trapiche n. 54, iia para
vender barris de ferro ermetlcamente
lechados, proprios para deposito de te-
ses ; estes*barris sao os melhores que se
tem descoberto para este fim, por nao
exhalaren) o menor cheiro, e apenas pe-
zam 16 libras, e custam o diminuto pre-
co de 4$000 rs. cada um.
Potassa.
No ulico deposito da rna da Cadeia Velha, es-
criptorio n. 12, vende-se muito superior potassa da
Hossia, americana e do Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he para fechar conlas.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violo e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Jpneiro."
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, tem
i venda a superior flanella para forro de sellins,
chegada recentemente da America.
CHAROPE
DO.
BOSQUE
O nico deposito contina a ser na blica de Bar-
Iholomeu Francisco de Souza, na rol larga do Rosa-
lio n. 36; garrafas grandes5*8500 6 quenas 3J000.
IMPORTANTE PARA 0 WRLICO.
Para cura de phlisica em todos o* sana diOerenles
linos, quer motivada por constipaooM, (Mae, asin-
ina, pleuriz. esearros de sangue, dr de costados e
peilo, palpitarlo no coraco, coqueluche, bronchilo
c r na garganta, e lodaa as*moles(ias dos orgaoa pul-
monares.
Vende-se ac em eunhelss de nm quintal, por
preco muito commodo : no armazem de Me. Cal-
moni & Compaqliia, praca do Corpo Santo n. i
lEliscado de listras de cores, propri
para palitos, calcas e aquetas, a 160
o covado. '
Vende-se na roa do Crespo, loia di esqniua qM
rolla para a cadeia.
Deposito de cal de Lisboa.
Na rua da Cadeia do Itecife, loja .50. contina
ii vender-se barril com superir cal virgen ate) Lis-
boa, por preco commodo.
CORTES DE CASEMIRAS
DE CORES ESCURAS E CLARAS A 3*000.
Vendem-se na roa do Crespo, loja da esquina que
rolla para a rua da Cadeia.
A boa fama
Na rua db Queimarh nos quatro cantos, tj de
miudezas da boa fama n. 33, vendem-se o seguintes
objeclos pelos precos mencionados, e tudo do turn-
io boas qualidades, a saber :
Duzia de tezouras para costura a
uzia de pentes para alar cabellos
Per,as com 11 vara de hlalavrada sem defeiloH**
Pares de meias brancas para senhora
Pecas de fitas brancas de linho
Pecas de bieo eslreitocom 10 varas 560 e 640
Carleiriohas com 100 agullus. sorlidas 2(0
Maco de cordSo para vestido
Caiaa com clcheles balidos, francezes
Escovas finas para denles
Pulceiras encarnadas para meninas e senhoras
Linhas brancas de nvelos n. 50, 60, 70 libra |
Libras de linhas de cores de novello
Orozas de hotoes para carniza
Meadas de linhas (inissimas para bordar
Meadas de linhas de peso
Carrileis de linhas finas de 200jardas
Grozas de boles muilo finos para calcas
Caias eom 16 novellos de linhas de marcar 280
Duzia de dedaes para senhora
Suspensorios, o par
Mariubos de crampas 50
Carlas de allineles (00
Caisinhas com brinqnedos para mtaraoi
Aguiheiros moilo bonito* com sgulhas 200
Torcidas para candieiro, 4 80
Cailirihas com agulbas francezas
Babadosaberlosde linho bordados e lisos,! 1211
Alm de ludo islo oulras muiliwimas coual ndo
de m i lo boas qoalidades, e qoe se vende luilis-i -
mo baralo nesta bem conhecida loja da boa fama.

Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro jde D. W.
Rowmann, na rua do Rru;m, passan-
do o chafariz continua
completo sortimento de tai
fundido e batido de 3 a
bocea, as quaes acham
preco commodo e com
haver um
de ferio
palmos de
venda, por
romptidao'
embarcarp-se ou carregam
sem despeza ao comprador.
Capas de burracha a 12#000.
Quem deixar de se muir de urna excellente ca-
pa de burracha, pelo dimiooln pre^o de 129*? a el-
las, que se eslao acabando: na rua da Cadeia do Re-
cire, loja n. 50, defronle da rua da Mndre de Dos.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton i C, na rua de Senzala Nova n. *.
Sellins inglezes.
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Candleirose casticaes bronzeados.
Lonas inglezas. '
Fio de sapateiro.
Vaquetas de lustre para carro.
lia ni s de graxa n. 97.
Vinho Cherry em barril.
Camas de ferro.
Vende-se pipas, barris vazios e bar-
ricas internadas: a tratar com Manoel
Alves Guerra Junior, na rua do Trapiche
n. 14.
Monhos de vento
orabombasderepuxopara regar hortase baia,
decapim, na fundifade D. W. Bovman : narua
doBrumns.6,8etO.
CHALES DE LAR E ALGODAO,
ESfIROS A800 RS. CADA UN.
Vendem-se na rua do Crespo loja da esquina que
volla para a ruada Cadeia.
Deposito devlKo de cham- W
fagne Chateau^y, primeira qua-
dade, de propnedade do conde
de Marcuil, rua da Cruz do Re-
cife n. 20 : este vinho, o melhor
de toda a Champagne, vende-se
a 564*000 rs. cada caixa, acha-se
nicamente em casa de L. Le-
comte,Feron & Companhia. N;
B.As caixas sao marcadas a fo-
goConde de Marcuile os r-
tulos das garrafas sao a-mes.
O
Deposito do chocolate francez, de urna
das mais acreditadas fabricas de Paris,
em casa de Vctor Lasne, rua da Cruz
n. 27.
Entra-superior, pura baunilha. 19020
Kxira fino, baunilha. 19600
Superior. 1>280
Quem comprar de 10 libras para cima, lem nm
abate le -JO % : venda-sc aos mesmos precos e 1011-
dicies, cm casa do Sr. Barralier, no aterro de Boa-
Vista n. 52.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhor amento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
a-Io no idioma portuguez, em casa de
Rieber & Companhia, na rua da
Cruz:
A Boa lama.
Ha rua do Queimado, nos quatro cantos, loja de
miudezas da boa fama n. 33, vendem-se oa sesuinles
objeclos, tudo de muilo boas qoalidades e pelos pre-
ns mencionados, a saber :
sntes de tartaruga para alar cabellos a jjMB
Ditos de alisar tambem de tartaruga 39000
Ditos de marlim para alisar 19400
Ditos de bfalo mallo lios 300 e 400
Ditos imitando a tartaruga para'.ilar cabello 19280
l.equcs finssimos a 29, 39 e 49000
Lindas caias para costura ')*}000
muito lindas a 600 e 800
A boa fama
Vende-se papel roarfim paulado, a resto* a 49OOO
Tape) de peso paulado muito superior, rean 39600
Dilo almaco sem ser pautado moilo bom M00
Fcnnas finissimas bicode lanra, groza 19200
Ditas moito boas, sroza 640
Caivetes finos de 2 e 3 folhts, a 240 e
Ijipis finos envemisados, duzia
Dilos sem ser envemisados, duzia 80
Canelas de marlim muilo bonlles 320
Capachos pintados para salas 000
tnsalas dejonco com bonitosessIOes 900
Oculos de armario ac, lodas as graduarse* '>- 800
Dilos de ditos de roelal branto 900
Lunetas erJm armario de tartaruga Ditas de dila de bfalo 500
Carleiras para alsibeira, superiores 600
Kivellas dooradas para ealcaj e colletes
.Esporas finas de metal, o par 800 e
Trancelins prelos de borraia pararelogios 100 e 160
Tinleirojc areeiros de porcelana, o par 500
i.auas riquissimas para rap a a>48000 e ttSOO
Carteiras proprias para viagem 39500
Toucadores de Jacaranda com bom espetho '38000
Charoteiras da diversas qoalidades 160
Meias de laia mito superior para padres S|06O
lscojes linissima para cabellos e roopa, navalbas
inissimas para barba, luvas de seda de todas asea-
res, meias pintadas e croas de muilo boas qultida-
Ifts, bengalas muilo finas, tinta encarnada e azul 1
propria para riscartivros. Alm de luda islo oorras
muilissimas cousas ludo de muilo boas qoalidades,
9 que se vendem mais barato do que em oulra qaal-
juer parle : na rua do Queimado nos qoairo castos
11a bem conhecida loja de miudezas da boa* fama
1. 33.
ESCRAVOS FGIDOS/
Desappareceu a 13 do correnle. Joaquim, de
uacao Cassange, representa ler 40 minos, ahora re-
itular, alguma cousa cheia do corpo, cor fula, cabel-
le aparado e alguna brancos, com caatw sobre olho.
nariz chalo, falta de alguns denles dos Udo4Jpilos
i>equenos e murchos, uadegas empinada* para traz,
em algumas cicatrizes de relho nos costas, e gu-
ias urnas pelo corpo. nm lobinho en caroco no
Uraco ao p da mao, e tem um pe mais croaso ; le-
vou vestido de chita prelo bastante usado, panno
no velbo, quaudo fose lem por costume audar pe-
osarrabaldes desla pra(a : qualquer pewoa ppde-
- pegar e levar a seu senhor Domingos da Silva
C.npos, rua das Cruzes u. 40, que reconpea
Desappareceu no dia 22 do correnle a escrava
muala Marianna, (levando sua filha de 6 meiea de
idade), de 25 annos. aliara regular, etieiil do carpo,
cor avermelhada, andar desembarazado, persras fi-
nas, cabello grande meio carapinhado e quavi sem-
|>re em desnlinho, duas cicatrizes no pescaee prove-
nientes de glndulas, e urna as cosas proveniente
le um tumor ; levou vestido de chita encamada
com ramagens prelas: pede-se as autoridades e ca-
piles d campo a apprehencao de dila escrava, e
leva-la l'assagem da Magdalena, csa de A. V. da
!i. Barroca, ou ao seu escriptorio, na rua da Cadeia
1I0 Itecife, que serlo generosamente recompoosados.
Dasappareceo no dia 17 de agosto ( rrenle,
iclas 7 horas da noile, a prela Ixiarenc*. de idade
3.) a 10 annos, pouco mais ou menos, com os signaes
seguintes stum dedo da mao direita eocliade, ma-
ra, tem morcas brancas as duas pernas, levou ca-
misa de algodiloziulio, veslido de chita roa, panno
lino, e mais urna Irouxa de roupa : Voca-se a tedas
as autoridades polUiaes ou capiliies decampo qoe a
apprehendam e levem a sen senhor JoioLeile de
Azevedo, na praca do Corpo Santo a. 17, qoe era
bem recompensado.
Desappareceu no dia 19 do correte nm mole-
que por nome Tbomas, crioulo, coas idade de 22 an-
uos, pouco mais ou menos, baiso, pernas finas, na-
riz cbato, os dentes da frente podre; cabellos aver-
inelhados,com duas empingens seccasnos cotevellos e
marcas de chicle as costas: quem o apprehender
leve-o ao enzeisfeS. Francisco da Vanea, o no P.e-
cife a Manoel mqnim Gorous, na u da Cadeia le
Sanio Anlonio, que ser recompensado.
No sabbado 18 do correnle nsenlon-se de ca-
sa de seu Sr. o raajor Anlonio da Silva Gnsmo, o
seu escravo Ignacio, crioulo, cor prela, lesta grande
e grandes canlos, olhos vermelhos, uro dedo de nm
dos pes partido que parece ama forqelthe, he mui-
lo contador de pelas; quem pega-lo sera' generosa-
mente recompensado levando-o a roa Imperial n.
61, caa d residenciado seu senhor.
100,000 RS. DE
GRATIFICACA'O.
Em 28 de marco do corrente anno,
fugio o escravo crioulo, de nome Domin-
gos, de 20 annos de idade, pouco maif
ou menos, rosto redondo, denles, lima-
dos, cabellos carapinhos, crfuU ecom
principio de barba, levou vestido afea
de algodaozinho azul e camisa de cbiu
cor de rosa, e mostra ser muito humilde
pela mansidao com que falla : este negro
quando ugio etava-se curando de urna
fstula que tinlia na verilha esquerda, e
apresentava grande quarjjtdade de pannos
nopeitoer8to, foi escravo de urna viuva
moradora no Ronito, para onde sufjpoe-
se ter-se ausentado, em razao de constar
Dilas para joias, muito lindas a -----^
Luvas prelas de loreal e com borllas 800 que elle tem ulhos na mesma comarca; ja
.Ditasdesedadeciresesemdefeilo l^000 nao he a primeira vez que fbge, depois
0 que sahio do poder da dita viuva* e nev-
tas occasioes neulca-se forro, e como tal
trabaiha por jornal em diversos enge-
nhos, ou obras: roga-se pois as pessoas
que do mesmo tiverem noticia, queiran?
aprehende-lo e conduzi-lo a rua do Vipa-
rio n. 5, quereceberao a quantia cima
estipulada.
I/udas.meias de seda de cores para crianzas I9ROO
Meiaspinladas lio de Escocia par criaucas 240 e 4O0
Bandejas grandes e finas 39000 e 49000
Trancas de seda de todas as cores e larguras e de bo-
nitos padrOes, filas finas lavradas e de lodas as lar-
ai ras e cores, bicos finissimos-de linho de bonitos
padrnes e lodas as larguras, lesooras as mais finas
que he possivel enrnnlrar-se e de lodes as qualida-
lei, meias e luvas de lodas as qualidades, riquissi-
mas franjas brancas e de cures com borllas proprias
para cortinados, e alm de ludo islo oolras muilissi-
mas cousas ludo de bons goslos e boas qualidades,
que i vlsls do mnito barato pr-co o3o deiiam de
agradar aos Srs. compradores.

i
PBRN.:TYP. DB M. F. DBFaRTA.- 1855
"a***!W!SfSBr


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