Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00626


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Full Text

AUNO XXXI. .N. 196.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mozos vencidos. 4,500.
081
SABBADO 25 OE AGOSTO OE 1855.
-----***r
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
DIARIO DE PERNAMBCO
ENi^fRREUADOS DA SI ItSCltlPl: \o'-
Kecito, proprieterio M. F. de Faria ; Rio ita Ja-15
*T. Joao Pereira Martn; Baha, o Sr. D-
};flaeei,' o Seohoc Claudino Falcao Dia;
a o Senlioi liervazio Viclor da Nativi-
i ; NaUl, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira Jnior;
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 1/2.
Paris, 355 rs. por f.
Lisboa, 98 100 por 100.
Rio da Janeiro, 1 1/2 por 0/0 de rebato.
p, o Sr. Antonio de Lemos Braga; Cear, o Sr. Aceces do banco 30 0/0 de premio
K,1, S:^Ck ,& P"* eberibe ao p
llano Adule* Pessoa Ceareoce; Par.oSr. Jus- di companhia de seguros ao par.
i Hamos; Amazonas, o Sr. Jeronymo da Cotia. I Disconto de lettras de 8 a 9 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncaa heipanholas' 299000
Meadas de 69400 valhas. 169000
de 69400 noTts. '. 16000
de4000. 99000
Prata.Paracoesbrasileiroi. 1}940
Pesos columnarios, 1|940
mexicanos. ... 19860
?.
PARTIDA DOS CORREIOS. AUDIENCIAS.
Olinda, todos os das Tribunal do Commercio, segundasequinlas-feiras
Caruar, Bonito e Garanbuns nos lias 1 e 15 Relacao, tercas-feiras e sahbados
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex eOuricury, a 13 e 28 Fazenda, quartas e sabbados as 10 horas
Goianna e Parahiba, segundas e stxtas-feiras
Tictoria e Natal, as quiulas-feiras
. I'REAMAR DE HOJE.
Primpjra is 2 horas e 54 minutos da larde
Segunda s 3 horas 18 minutos da manha
<
PiRTE OFTICUL.
OOVEHNO DA UROVItfCIA.
FiuMmi do i. 20 soat.
OfficioAo Exm. marechal commandante da.
isas, recommendando a expedieio da suas nrdens
a que o commandante do 4. balalhao de arlilha-
' pe, preste quatro praraade prel ao juiz muni-
cipal do lerroo de Olind.i, para conduzlr doa< pre-
H do justica atea villa da Igaarassu'.Commuui-
coo-so ao referido juiz.
DitoAo mesmo, inleirando-o da haver marcado
o prazo de'15 das, paradeutrn delle apresenlar o re-
eruta Franeiaco das Chatas as isenroes qae alegou
para nao servir no exercilo.
DitoAo mtimn, remetiendo m resposta ao ofli-
qne S. Exe. onviua os pipis cerca das
ofleifsat phiticat feita no recruta Luiz Maaoel Fio-
riano, epia do qae a semelhanle respailo dirigi o
etaafa de polica.
DitoAo inspector da theaooraria de fazanda. re-
iramendando a expedijjo de suas ordena,, para que
fecebedoria de rtrfHas internas tejara aarecadados
reiTos e emolumentos que, segundo a pota que
elle por copia, esi a dever Antonio (onralves
Ferreira, por tor ido reformado no posto de len-
le coronel da aoliga guarda nacional do* rounici-
de Olinda e Iguarassu'.Communicou-se ao
raspeclivo commandante superior.
iteAe aieamo, recommendando em Tilla da
rept e sentado do marechal commandante das armas,
jai, faca par em bata publica, para o qoe ficam i
l diapoaicao, os 23 cavallo* da compaohia flxa de
eavatiaria, mencionada oa relacSo que remelle, vis-
* aefcerem-e ioeapazea de continuar no aervico,
providenciando ao meimo lempo para qae etsea ani-
anaes sejara substituido, por oalroa de boa qoalidade
e de talara alta.Par ticipou-se ao referido marc-
ara I.
IMoAo mesmo, para que vista da ola que re
MHle, mande abrir n'aquella thesouraria oa assen-
lementa de praja do tambor Bernardo Francisco
PanJn, que se ronlratou para servir no 1. bala-
l de infantera da guarda nacional dasta tnonci-
" i tambor Mauoel Antonio Rozando,
ao do servico.Parlicipoa-ae ao res-
udanla superior.
Mano, transmitliodo para o San coo-
njfjl de letlra.na importancia do 1IXQ
SWlliwiaiii provincial do Rio
Lw ""SafeMP* M lcn* 1 cargo de S.
icio de l.oyotla Barro*.
presidente d'aqaella pro-
1 meemo, declarando haver em vala de
^^^^^wravelmenle n requeri-
Alaxandrina haraiva de
veoder a Jos Mandes de
MattOOO ri., a pone do ter-
.-, M eatrada de Moto-
| Juiz do commercio, segundas as 10 horas e as
quintas ao nieio-dia.
Juio de orphaos, segundas e quintas s 10 horas
1* rara do cirel, segundas e sextas ao meio dil
I 2* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia
EPHEMERIDES.
Agosto 4 Quaclominguanle as 7 boras 1 mi-
nuto e'42 segundos da tarde.
12 La nova at 4 horas, 32 minutos e
44 segundos da larde.
20 (uartocrescenieas5 horas, 3 mi-
nutos e 45 segundos da tarde.
27 La cheia a 1 hora, e 31 segun-
1 dos da tarde.
q que acaba de
para seris pa-
conlas a}ue.S. S.
a oaaspra nde
pohru da casa da
ella precisos, 'mas
oia ao aMar da rea-
com o soatento doa
nhnns coa mezes de
i de marinha, para
r a casa da Barreta,
pasaageiros que
do_ne-
oo-
dade.
lata n
i^^HpiMo lev
o, mandar alis-
d'aaoelle arsenal de-
^lrt. % do regula-
menor Quintino,
Pereira. Oftici-
orpbos deala ei-
O Journal de .S'am, Peter/burg de 12 de janho
publica o artigo aeguinle:
O Sr. conde Walewski, chamado pela conHanca
de seu soberano para a direcrao do ministerio doa
negocio estrangeiro, acaba de dirigir aos agentes
Trancazos, com data de 23 do raaio, uin despacho
circular que di coala do resallado dos trabalhoa Ja
conferencia de Vienna.
O Moniltur Vnicertel, publicando esta- peca di-
plomtica, nos diz qu ella servo de resposla n nos-
sa circularle 28 de abad.
Apreciamos a vantagem da urna troca de ideas en-
"tre^abineles, cujas relaffies directas cstao interrom-
* pela guerra. Para que ellas se enteouam fi-
nalincnle, he ulil qna eipliqoem sau pensamenlo
sobre oobjeclo de sua desinleligencia, e sobreosmeios
de o resolver. Este fim nao pode ser conseguido,
jeoio por mel de urna disciwo profunda, por ama
afltort- Kofloagean colma, e por um aaatno deaajo do escla-
recer as npiniOes som aa irritar.
Vamos examinar oeste espirito a circular de 23
de raaio, apreciar oa Tactos em que concordan! os
dous gabinetes, finalmente assigiialar sem demo-
ra aquelles, sobre oa quaes n-io sao do mesmo pa-
de.Conslaado que se
cartas enviadas pelas pes-
cando a Vmc. que pro-
rme com brevidade qual o meio
luga.
o inspector da theeurarla provincial, re-
lando qoe proceda acarea do requeri-
le Francisco Mauoel da Silva Ganndo, rela-
mente i propriedaJe denominada Tanqgiiilio na
i de oianna, de cooformidde com a parecer
raanelte por copia do procurador fiscal U'aquella
lavara o declarando que 'lanzara em dito ro-
aerimento o despacho seguiole :Dirija-se a' the-
soararia provincial.
~Ao mesmo, aatoriaindo-o a mandar adian-
froenrador fiscal d'aquella Ihesoararla mais
qs^atatacnlos i
i mil rea, para eontinuarao das despezas
DlloAojolz municipal supplente em axercicio
na lertcn ile Caruar, dizendo que remelle por copia do conaelbeiro presidente da
Tefaeie, responde ao ufficio em qae aquello juiro eon-
em que lugar deve coolinaar o processo de li-
joMaeio das mullas impostas por mulenra do jnry
'-atataetaM termo aos reos Aleaadra Francisco de
I-lntauaflalt Mbeiro da SHva e Msnoel Crrela
Roa.
. 'IWtoAo agente da companhia das barcas de va
por, remetiendo em resposla ao seu ofllcio de 18 do
eorreTHe, 9.* via da porlaria de 24 de mar^o desle
IBM. siHMKlando embarcar para o Rio de Janeiro no
vapor- Tocantint, a recrota de marinha Joao Ma-
noel de Carralho Telia.
'-orlaraAn mimo, recommendando qne mande
r uaaa passagem para o Ceari no vapor Tocanlitu,
Maoael Jos de Vaacoucellos, caso eii*la lugar va-
g para passageiro de estado.
'"Ao uy*smo, para mandar transportar para
a Babia por conla do governo, no vapor que se e-
Kl do norte, a Antonio l.uiz da Cruz, que leve
do aervico do exercilo.
-awa-Noaeando de canformidade com a propos
U do lenle coronel commandante do 6.- balalhao
HajjaaUrj da gaarda nareual do municipio do
acife, para officiae do referido oaUliio, aos cida-
ettae abaiio declarado:
Eslado-maior.
Onenle-cironriao Dr. Cosme de Sa' Pereira.
Alreres porl-bandelraDomingos de Hollanda Ca-
valcanli.
4. companhia.
lenleMauoel de GoovaSouz Jnior,
Alferes Francelino Americo de Albuquerqne.
2.* ampanhia.
Ca>iBoManoel Zeferino de Cwlro Pimental
TaaaoleJue Bstevjo Moreir da Costa.
3.< companhia.
Alfres Jesuino da Costa Albuquerque e Mello.
4. companhia,
CapilaoJos Marcelino A Ivs da Fonseca.
AlferesJlo Chrisoslom de .ima Jnior.
5. companhia.
CapilaoFrancisco Carneiro Hachado Rio Jnior.
TenentaBernardo Damiao Franco Jnior.
AlfaresJoao Ribeiro Peisoa de Lacerda Jnior.
TOLIA FEIALIL.C)
Per Edaaauado Aho.t.
II
A 30 de abril de 1837 a or da nohreza romana
eslava reunid em cas da marqueza Trasimeoi. O
mojos dansavam ao som do piano no salo alcalifa-
, alguma. mais vlgiaram indolentemente os re-
eraae ato Qlhie, os paisjogavam hjajl no camarim
4 marqueza, e o jardim eslava povoado de urna du-
zla de fumistas, que passeavam na escurido. Goza-
vaVa das primeira* dolaras da primavera e dos ul-
tiaaa prazeres do invern.
Aasunta Trisimeni tinha enlao a casa mais agra-
davel e menos ruidosa de Roma. Os eslrangeiros nao
l-se apresenler ah, pois enfadavam-se mor-
njo podendo comprehenrier os atlractivos
% a graca silenciosa desaas reanioes; porm
miioate,riam considralo ama calamidade pu-
aupprassao das qainlas-feiras da marqueza.
alte sallo, oqja abobada pintada" fresco por
discpulo de Julia Romano tinha quiltro figuras
Unto apagada* representando Roma, aples,
Florenea e Vennza ; essas bellas alcatifas do seclo
I, cajas cores tinham desmerecido palo tempo,
esses movis de bano, esae lustro volho de crystal,
esse piano de Venaxa, aujas vozes eram amortecidas
pela lapecaria, tudaaaapirava urna bondade gran-
diosa e ora poaco U. Os criados veslido* de li-
X; Vida Diario n. 194. ^
Participou-e ao respectivo commandante supe-
rior. "^
'." '
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
5So indiciara de 20 de agosto de IBM.
PresUencia do Exm. Sr. desembargador Firmino
Amonio de Sonxa.
Prsenles os Srs. desembargadorea Ermelino
ue Leao. (Tucal) Santiago a os Srs. depotados com-
merciantes Pinto de Lemos, Medeiros Rogo, Ba.lo,
rallando com causa por ttr de retirarse para a Eo-
ropo o drputado Sequeira.
O Sr. desembargador Antonio Baplista Gllirana
lomou assenlo para funecionar as causas em qoe
hauver o Sr. desembargador Santiago de dar-se por
suspeito. '
Passaram do Sr. desembargador Santiago para o
Sr. desembargador Gilirana as appellaroes entre
partes:
Appellante, Vicente Ferreira da Coila.
Appellados, Ruasell Melln & C.
Appellante, Francisco Jos Regallo Braga.
Appelladea, os administradores da masa fallida
do bacharel Joaquim Antonio de Farias Abreu e
Lima.
l'assou do Sr. desembargador Leo para o Sr. des-
embargador Santiago com o relatorio escripto a ap-
pellacao entre partea :
Appellante, Lourenco LnizdasNeves como cu-
rador da messa fallida de Domingos Jos da Costa.
Appellado, Joao Rodrigues da Silva Rocha-
Foi dislribuida ao Sr. daiembargador Gilirana a
appellacAo entre parles :
Appellante, Gaspar de Menezes Vasconcellos de
Drummond.
Appellado*, Thumaz de Aqaino Fonseca por ai, e
eomo lutor de seus filhos menores.
O Sr. desembargador LeSo appreseoleo para de-
signar-se o dia do jutgameuto a appelljcao enlre
parte :
Appellanle, Jase Dias da Silva Gurmaraes.
Appellado, Jos Pedro Vcllozo da Silveira : e
sendo sssiguadu o de hoje, relator o Sr. desembar-
gador Santiago, sorteado o Sr. depulado Basto
porler sido apresenlado fora do prazo marcado no
as) n. 737 de 25 de novembro de 1850, artigo
baj.
Sendo proposlo o frito entre partes :
Appellanle, Jo.lo Frederico de Abreu Reg.
Appellados, Soares & C.
Os Srs. depulados sorteados pediram que queriam
examinar as coalas, pelo qus ficou adiado o julga-
menlo para a sessSo segointe :
No havendo mais nada a tratar levanlou-se a ses-
sao a meia hora dr pois da meiu-dia.
EITEBIOE.
a Primeiro que ludo agradecemos ao Sr. conde
Walewski ter lembrado as circunstancias que le-
solveram a Franca e a Inglaterra a prestarem-se a
negociaces em um momento em que a continuacao
acliva da guerra pareca dever ser o objecto princi-
pal de suas preoecupaees e de seus cuidado.
Nesla mesma poca o fallecido imperador Nico-
lao I ampregava seus esforcos no reslabelecimanla
da paz O senlimentu profundo de venerarlo que
nos inspira a memoria desle grande monareha, axi-
la que revendiquemos para elle a gloria de ter con-
sagrado os ltimos actos de seu reinado ero eslabe-
lecer as bases de ama pacificasao geral, ao passo que
a Franca e a Inglaterra pareciam preoecupadas,
como diz o despacho de 23 de maio, do cuidado de
proseguir a guerra.
Aceitamos este faelo. Elle os explica, eomo as
deliberacoes de Vienna, em lugar de se abrirem no
principio desle anno. tinham sido demoradas al 15
da marco, poca em qoe a volta da primavera ia
dar ns operarles militare um movimenta mais pro-
nunciado. Debaiio da influencia desla preoecupa-
So, s plenipotenciarios de Franca a de Inglaterra
liveram de execular nma tarefa ingrata, porque o
desejo de continuar activamente a guerra, devia a-
char-se em contradigo maoifesta com o cuidado
de cnegar promplamente i coocloaao da paz.
Por isto livemos de nolar a hesilaclo, para nao
diz.r a repugnancia extrema, com que o Sr. harto
de Bourqueney e lord Weslmoreland se presUiram
as negociacOes que precederam a abertura das con-
ferencia* formae*. Talvez sejulgasse que elles ne-
gocia vain contra a vonlade, e sentimos que se nao
tenha guardado protocolo desUs reunioes prelimi-
nares. O representantes ds Franca e da Inglater-
ra liveram o cuidado de imprimir-Ibes o carcter
de urna xplicacilo puramente verbal, e he (ao ver-
dadero i*lo, que julgaram do seu dever limilarero-
e a fazer a leilura da eiposcao das quatro queslOes
poilas em deliberaclo. O Sr. bario de Bourqueney
inlitulou esta ezposicao Detperla-memoria. O mi-
nistro da Ku-sia saguio o mesmo modo para formu-
lar do seu lado os quatro pontos, laes eomo os acei-
tara em nome da sua corle, para base da negocia-
rlo, salvo a inlelligeocia sobre a sua ntarpreUcao,
quando as conferencias fosaem olHcialmante a-
berlas.
Tendo ficado eslas evplicacoes desprovida do les-
(emuiiliu ostensivo de ama prova escripia, os gabi-
netes nao podem louvar-se, senao na boa f das
palavras verbalmenle trocadas entre oa seus repre-
senlanies. Concedemos esta confunea e a reclama-
moa. Sem por em duvida a exaclidlo da relajo
feita ao gabinete francaz por seu representante, ter
raos de examinar por nossa vez a pracislo com qoe
o ministro da Rutsia estabeleu seu ponto de parti-
da, declarando deade o principio da negociarlo que
nao consentirla em conJices incoropalivei com a
honra da Russia.
O facto desta declaradlo de principio nao he ob-
jecto de conleslacao ; ella foi reiterada por escripto
na abertura formal das conferiui^^^^aaBB^stJjajBjajJ
lealdade |K>lilica indicava antecipadTnTnTeol^niT
e, onde o plenipotenciario russo deveria parar,
n nnm"? nece,9i,1aae a<> <">>>' eta declaracao
7? nd'T"Ta- Es,e lermo M PP"1" a-
renos, qae estao sugeitos a serem contestados ; oa
He limonad! ",recia,n cordialmaole copea
de limonadas, que nenhom dos convidados se. lia
E&rtt&m#" d prodgali-
d.de Invial de tal principe ou de tal banqueiroT
O salBo, a mobilia, os habito, simples a regulares
da casa ludo condma maravilhosamante com osem-
brttte da marqueza. Ella tinha quasi quarenla au-
no*, era alta, um tanto secca e loura com
era aiia, um lano secca e loura, com admira- .una somma aa.
olhbs negros. Sua belleza eompanha.-sT Je'aT? *il*>a#
ilr/h.n.vo noria m ridan V.,. .. s V^T" '
,i j T --o--------------------------<",'uuua--se ae aig-
mdade'benevolencia e tristeza. Vesta-,,, ordina-
riaTieiila de/ellddo prelo, e ningaem lembrava-se
de le-la visto vestida de oulra maneira, mesmo em
sua mocidade e durante a vida do marido. Posto que
a roai tivesse-lhe deiado bellos diamantes, ella nun-
ca servira-se de oulra joia senao de um anuel/.inho
de ouro quasi usado, que nem era anuel de casa-
menta. Essa mulher digna e sisuda nao ria nunca,
e sea sorriso tinha certo ar de resignadlo. Nao ama-
v ojogo, nema conversacao, nem a msica, ex-
ceptao de algumas arias antigs, que tocava no pia-
no quando eslava sozinha ; renunciara dansa na
idade de dezenove annos, um anno antes de seo ca-
samenta. Sua posicio e a riqueza do marido tinham-
na conriemnado a receber e a freqoenlar a alta so-
ciedade. todava nenbum hornero a galanteara.
Urna hora de conversado baslra-lhe aempre pa-
ra extinguir as paixdes que sua belleza fizera nascer.
O amor mais intrpido teria recuado dianle do es-
pectculo desse coracao maguado, dessa sensibllida-
de extincla, dessa alma tao cheia de ruinas myste-
riosas. Depois de Dos ella araava sement a seu fi-
Iho Fillppe, bello mancebo de vinle annos, que en-
trera na gaarda nobro; mas nao odiara a ninguem ;
o nico homem, enjo encontr evita va, era um an-
tigo migo do marido, o coronel Coromila. Sua vi-
da igual e montona era como um tecido de ora-
Ses e de boas obras, l'assava as manhaas na igreja
dos Santos Apostlos e de noile ia aos saldes como
urna irrua de carjda.de as mansardas para animar
do imperador nao o sao, e bem longe dista, 'os ple-
nipotenciarios da Franca e da Inglaterra, e nos om-
prazamos em fater-lhes esta juslra, foram o pri-
meiros em declarar a inlenclo de suas corte d alo
apresentaram nenhama cndilo allenlatoria da
honra e Ja digaidade da Rassia ; achamos a mesma
seguranca na circular de 23 da maio. Se tal he o
pensamenlo do gabinete franeex, sentimos algnma
difiiculdade em comprehander a celeridad com
que elle procura oppr suas inlencOes s nossas,
quantu a interprelaca, segundo mis conciliadora a
equidosa, dada por nossos plenipotenciario, s qua-
tro garantas qae (ormnm o objecto das negocacoe*
de Vienna.
O Sr. conde Walewski, revendo estas garantas,
cometa pondo am duvida a vaulageiis de que a
Moldavia e a Valachia sao daredor i intervenjao
da Ruana, c O rgimen da independencia adiii-
slratva desle priqcipados, demasiadamente esque-
do no seo entender, nao foi ama conquista rcen-
le, mas o resoltado de um accordo livremenle con-
cluido ha seclos, e alterado rnenle no dia, em
que o* hospodare, durante aa guerras do scalo
XVIII, comecaram a contar mais eom a Russia do
que com a Sublime Porta.
Para apreciar a exactidao desle faci, he bstanla
tracar o quadro da siluacao, a qoe as provincias da-
nubiana, foram reduzidas debaxo do rgimen do
accordo livremenle concluido com a Porta, ha se-
cutas, em virlade de suas antigs capilolarSes. Era
o accordo que subsiste enlre o oppressor e o oppri-
mido.
Eis-aqui o resultado. Os hospodare tinham d-
xado da pertencer a nobreza moldava e valaqoia; n
porl os escolhia enlre as familias gregas de Cons-
lantinopla, distnclas por seu marilo, porm mais il-
lustres anda por seu infortunio. Ums vexes o exi-
lio, ootras vexes a espada punha fim a sua earreira.
Debaxo do terror constante de urna desgraca, os
principes de Moldavia e Valaqoja remiam sua exis-
tencia precaria com retgatea ofierecidos constante-
mente eubic dos agentes do poder em Constanli-
nopla, e o peso desle sacrificio recalo* todo sobre o
paiz. As riquezas de sea olo nao Ihe pertenciam
mis, estavam a merc do pseo otlomano ; a Porta
assegurnva a" casta dos prioeipadoa o abastecimento
do mercado da capital. Os nigocantes toreo vinham
comprar graos, gado, madeira de constroceflo. por
am proco fixo rbitrariamante estabelecido em Con-
tantnopla abati do valor doa objecto procurados.
Os pachas das fortalezas do Daoubio extgiam alm
disto vveres, correias e servicos de todo o genero.
O commercio nlo era livre em nenhuraa parle do in-
terior ; tao poaco o era no exterior ; porque a Por-
ta, para augmentar a abundancia dos recura que
lirava das provincias danubianas, prohiba a expor-
tarlo dos graos. O Torcos da goarnicSo de Braila
e tioergtevo tinham expel ido violentamente os an-
tigos proprielarios; despojndoos de seas bens. Os
beschles, guardas de honra dos priucipes, eram se-
nliores de Bucharesl e de Jassy. Os hospodares de-
gradados de aua prtelo vollavam a condieao humi-
Ihante de rendaijvJs, explorando o paiz em beneficia
do fi*co oltontano. Debaxo desta admnislracao de-
ploravel a venalidade ims cargo pblicos, elevada a
syslema, lavara ao ultimo ponto a desmoralisaclo a
a miseria do povo. So faltava juntar um flagello ao
regimem turco: era a peste, a qual tem reinado
muila* vezes nos principados e principalmente na
entrada de nossas tropas, no coincco da caosjWnha
de 1828.
Depois de ter tracado u quadro da atuacao das
provincias danubianas antes da poca do tratado de
Andriuopla, seja-oos permittido lancar urna vista da
olho* sobre a mudanca operada em seu rgimen, no
momelo em que nossa adminstralo provisoria,
confiada ao general de Ksseleff, entregoa outr ve
o governo dota previacias a, mos dos hospodare.
Um adalolo orgnico, baxado dapola de madera
dehberac;oas peta assembla dos boyardo e do no-
taveis, debaxo da sanecao formal do sultn, assegu-
rou aosdoo principado o beneficio de orna admi-
nutracflo ladependente, como quera o tratado de
Andriuopla. O modo da etaicao dos hospodare* pe-
ta assembla dos divans foi regalansado; o tribunal
dejuslis. parcepcio dos imposlos, o debito dos
conlnlminles, a organisaclo da milicia local reeebe-
ram urna base estavel, e ama proleccio Igual se deu
ao exercicio do caito da igreja orlhodoxa nacional,
como as de todas ae communhoes christaas. O avste-
ma de aducacao obleve um novo dasenvolvimento;
as propredades invadidas pelas guarnieses tarcas na
margem esquerda do Daoubio, foram restituidas aos
sau* aniigospossuidore; orna lioha de quarentena
garanlio o estado sanitario do paiz contra o perigo
da peste; as transaecoes coromerciaes no interior
foram livre de todo obtaculo, e por orna medida
adminislraliva do conde RisseleT, as portas de Brai-
SmS a(louer'ram ao mesmo lempo em 1830,
o beneficio de orna plena liberdade de commercio
com o estrangeiro; finalmente para dizer todo em
urna palavra, a civilisacao reassumio seu imperio na
margem esquerda do Danubio. Eis-aqui o que a Mol-
davia e a Valaquia ganharam em suas amigas reta-
reseom a corte de San Pelersbargo. A circular
de 23 de maio mostroa o desejo de o sabar, como a-
cabamos de dizer. I
A tarefa que os nossos tinham a peilo fazer no
interesse permanente da prosperidad das provincias
danubianas, terminando desde o momento em que
o rgimen privilegiado, de que ellas gozam debaxo
da suzeraniada Porta, obleve a sanegao do dirilo
publico europeu por urna garanta collecliva de to-
das as grandes potencias. Tal he o resollado em
que nossos plenipotenciarios tiveram urna partehon-
ros. Approvando o* acto que elles aaaigoaram, u
gabinete imperial considera esta queslao eomo ter-
minada.
O mesmo acontece eom a segunda qnestlo, igual-
mente resolvida pelos protocolos de Vienna. A este
respeito adoptamos a upiniao do Sr. ministro dos
negocios eslrangeiros de Franca; como elle dire-
mos qoe as bases ou regularoento da navegaclo do
Dauubio, sao boas; sao para todas as partes contra-
anles, e a respeilo da Bosaia especialmente, ella
conseguir do eatabeleciment de ama commissao
mixta urna vantagem que nao nos dissimulamos. Al
aqu o desfavor do pnblico commerciante, excitado
pelos obstculo que encontrar a navegajao do rio,
recahia smente sobre a adminislracao russ. A res-
poosabilidade ser dividida de nma maneira mais
eqaidosa, quando a experiencia pratica de ama com-
missao mixta livar provado, que cuidado, trabalhos e
despezas serlo necestariog para conservar em bom
estado a communicacao fluvial, exposta a numerosas
ailllculdades maleriaes. Devemos ao Sr. conde Wa-
wski a oceasiao qua nos deve de ractiRear aqu as
impresses que podem ter influido sobre esta passa-
gem da circular ds 23 de maio, relativamente a ne-
vegacSo do Daoubio.
Ja distemos qoe foi a administraclo rusa que a-
brio liberdad do commercio um dos mais magn-
ficos mercados do mundo; esta immeusa vantagem
nao tinha necessidade da ser adquirida; e'la o es-
DIAS DA SEMANA.
20 Segunda. S.Bernardo ab. doutor da igreja.
21 Terca. S. Joana Francisca Romana viu.
22 Quaria. Ss. Anthuza e Gathoniea mm.
53 Quinta. S. Filippe Benicio ; S.Daviana.
24 Sexta. S. Bartbolomeo ap. ; S. Prololomeo.
2:> Sabbado. S. Luiz rei de Franca f.
26 Domingo. 13. Sagrado Coracao da SS. Vir-
gen! Mi de Dos ; S. Zeferino p. m.
lava desde 1830. Pan
da ser
sana, q
fazer sentir a imperfeico das medidas de conserva-
?ao na foi do rio. A negligencia dos que chtgam,
laucando o lastro na passagem da barra, tem contri-
buido muilas vezes para augmentar o progres bancos de areia; os accidentes tornaram-se mai* fre-
quenles em razao do augmento creseente do nume-
ro Jos rhegados. Os restos dos navios naofragados
lem obstruido o canal e tornado a navegacao mi*
difficil medida qoe se tem tornado mais activa. O,
meio. empregados pelas autoridades locae, e que es-
tamos bem longe de os contestar, podem ter sido in-
anfficienles para lularconlra tantas difllculdadas ma-
leriaes ; mas nao ser misler derramar o sangoe da
Franja e da loglalarra, eomo dil a circular de 23
do mam, para remover asle obstculo.
Trabalhos mais pacficos e mais raadaslos mo exi-
gidos para vencer i reas, que se acasssB na entra-
da do Danubio. Nao ser nem diplomara, nem
orle das armas que ter da caber o roerilo desta vic-
toria ; ella esta reservada ao Irabalho mais assiduo,
empregado diariamente ero combater as esforcos si-
lenciosos da natureza. Nossa boa vonlade, loman-
do esta Irabalho mais aclivo e mais regular, contri-
buir, no limitea do possivel, para realisar esta con-
quista pacfica.
Passaremos agora ao exame da quarla quesiao, que
o dsspacho do Sr. pande Walewski trata antes dn
primeira para justificar os Srs. plenipotenciarios de
Franca e de Inglaterra de lerem deferido a discussao
deste gnve interesse comaaom a (oda cbrislaodade.
He verdade qae lemos sentido este adiamenlo. por-
que lardava em convencer-nos, se at intencoes da
Russia se harmonisavam com ns da Franca e da In-
glaterra.
Se devemos julgar deltas palas consideracAes co-
udas na circular de 23 de maio, haveria orna certa
divergencia entre a maneira de ver do gabinete fran-
eex e a nosa ; vamos indicar a sua origem. Em Pa-
ris a queslao poltica predomina ; em oolros termo*,
considera-te a quarla garanda partieolarmtnte de-
bxo do ponto de vista da influencia, que as grau-
des potencias exercem no Oriente.
Em Sao Petrrsburgo, o senlimenlo religioso, o sen.
timento nacional do paiz sobrepuja as con*ideraroes,
qae sao nicamente do dominio da politic. Sob a
influencia desta conviec.ao, o objecto principal, que
os plenipotenciarios teem tido ordem' de lerem em
vista, he chegar a um pncifieaclo pala qual a liber-
dade do colla e o roelhoramenlo da aorta das popu-
laajttM christaas, sujeilas ao dominio do imperio ulto-
mann, seriam eollocados para o futuro debaxo da
salva-guarda de um aclo collectivo sanecionado pelo
direilo publico europeu.
Se os esforcos de toda as potencias ten ieem pa-
ra o mesmo fim, nada seria to fcil, como revestir
esle acto das formas, que se (ulgassem necessarias,
para altribuir ao suftao o mrito espontaneo de urna
vonlade soberana, manifestada em favor de seus sub-
ditos chrisiaos. A esle respeilo detejamos lano,
como a Franca e a Inglaterra, dar ao uliao oceasiao
de entregar-so, para servirmo-nos dos termos da cir-
cular de 23 de maio, a is inspiracoe* mais genero-
sas. A inlenclo do gabinete da Russia nlo he cer-
tamente paralysar aa Turqua reforma* uleis nem
indispdr as poputafode contra seu soberano. He
com satisfacen que reproducimos esta expresaAn do
despacho do Sr. conde de Walewski, persuadidos da
importancia que lodos os governo dao em fazer res-
pectar a mesma doulrina, nao s na Turqua, e#mo
lambem por toda parle.
Chegamos revisao do tratado de 1841. Oque
nos sorprende primeira visl, he que o gabinete
trance/, lenha completamente passado em silencio os
resultados j i oblidos para resolver esta queslao am-
gavelmenle. A garanta roai otiV, segundo enten-
demos, para assegurar a tranquilizada do Levanta,
nao est mais para ter achada, ella j o eal, e os
plenipotenciarios reunido em cooferaeta a 19 da .
abril a estabelecenra de eoromum arcordo, datai- J
xo da forma de nma promana concebida nenes,
termos :
a Se se der am conflicto enlre a Sublime Porta e
um das altas partes contratantes, os dous astados,
antes de recorrerem an emprego da forra, devem re-
correr as oulra. potencias, para que previnaro ama
erise semelhante pelos raeros pacficos, a
Ella estipularan, para fallar a verdade, devia por
fim a.toda discussao ulterior. A previdencia dos ga-
binetes nlo pode ir alm do peabor de seguranca
comido nesta promesaa. O principio da perfaila re-
nprocidade, cojo carcter he o desta estipuladlo a
faz igualmente animadora e honrosa para todas at
potencial contraanles.
Depois desta garanta dada conservaclo do equi-
librio europeu, deva-se prolongar anda as calami-
dades da guerra para e ir procurar mais ampias
preeauces maleriaes ? Nette etcolho vieram que-
brar-so as negociacOes de Vienna, e nos sentimos
mais pezar que sorpreza. O espirita humano nao
pode crear o que esta na ordem das coosas possiveis,
e corre o risco de naufragar em suas emprezls, quan-
do lenta pairar .lem. Esta ver Jade pplea-se s
garantas maleriaes, com que se tam procurado ma-
nir mais de urna vez as transacoes politices conclui-
das am oolras pocas. Achamos a prova dislo no
exemplo do tratado de Utrechl, para o qual appel-
lou o Sr. plenipotenciario britnico, e entendemos
que o fez opportunamenle. Com efleito, se o exem-
plo de Dunkerque lem algum presumo, serve para
demonstrar quanto sao estaris n garanta* male-
riaes. Sem embargo das antigs rivalidades, vemos
a Franca sen hora de Dunkerque, e san poder naval
em conleslacao mais forle que nunca.
Do nosso lado lambem aprendemos a por em du-
vida n solidez do syslema das barreiras, depois que
vimos caliir am 1830 a qoe se erigi com Unios es-
forcos as fronteiras do reino dos'Paizes-Baxos A
experiencia de todo o gabinetes devia indozi-los a
nao contar moito com preeauces Ilusorias, as quaes
offereceiu presentemente mais satisfaca ao ""or
propro, do que duradouras garantas de seguranca
para o futuro.
A respeilo da rilacao do mar Caspio, mencionada
Pla circular do Sr. conde Walewski, parece que el-
la nao pode ser applicada siluacao do mar Negro.
Nao esquejamos que, se ornar Caspjo he fechado pe-
la nalureza, o Euxino fica abarlo sesquadras, que
poderem passar oteslreilos dos Durdanellos e do lios-
phuro; nao esquejamos lio pouco qoe o mar Ne-
gro si) estar fechado emquanlo a Turqua o quzer.
der qae o verdadeiro equilibrio dos estados nftore-
pousa em cifras arilhmetlcas. Sujeilo a ama le mais
elevada, elle lem por base um conhecimenlo reflec-
tido dos iulcresses permanentes das grandes poten-
cias em suas relacoes, urnas para com as ouirai. A
Russia nao er, qoe sen destino seja contar o nume-
ro de navio,, que arvoram o pavilhao Trance no
portas de Toulon, deCherboargo, do Harree de Bo-
lonha ; em guerra com a Franca, a Russia nao sen-
t animosidade contra ella. O inlaresse dos dous
paizes nada ganham nesta lata ; eis-aqui um ele-
mento de equilibrio, que nao tem necessidade de ci-
fra* para ser smente apreciado.
Na mesma ordem de ideas, acharemos oulra ver-
dade: he ser pouco razoavel deseo;-.hecer o ioleres-
e, que deve levar a Russia a conservar o repouso
no Oriente. He evidente que cada conflietb orien-
tal faz nascer para ella a evenlualidade de urna com-
plicacao, em que as potencias occidenlaes se acham
em opposicao com ellas. Suas Coreas naraes reuin-
das devem sem duvida nunhuma vencer pelo nu-
mero ; esle resultado he demasiado evidente para
ter necessidade de prova. Nesta previsao se acha a
garanta mais material da paz.
Talvez se pergunle aqu, como he que esta garan-
ta nao he sullicienle para evitar o conflicto actual?
Se devemos responder, diremo, : he porque sejul-
gou melhor que a Porta lomasse a iniciativa para
declarar guerra Russia, ao passo qae os represen-
tantes alliados linham por missaodissuadir e prevenir
esta guerra. J, ulgou-se que foi o phanalismo dos ule-
mas, que provocou este acta de hustilidade, segui-
do ou, para melhor dizer, precedido de orna pri-
meira invasao de nossas fronteiras da Asia. A ver-
dade da siluacao he que exista entao ama influen-
cia predominante em Conslaiilnopla, qne julgava b
momento favoravel para remojar o imperio otloma-
no por um impulso guerreiro. Esta influencia pre-
valeceu sobre os conselhos mais sabio, de lodos os
gabinetes, arrasladosa segurem o movimenta, qoe
precipitou em nma crise muito alm de todas at pre-
visfles humanas.
Pareca chegado o lempo, em que a sahedona dos
gabinetes reunidos em conferencia em Vienna, iam
por um termo a esta criae. A Rassia lem a consci-
encia de ter feto ludo quanto eslava em sea poder,
afim da concorrer com seus esforcos para esta obra
de paz; ella lem razao par crer que este* esforcos
mo foram totalmente iofrucluoso*; a maior parle
das difiiculdade*, que haviam para resolver-te, che-
garara a urna solucao honrosa.
A opiniao da Europa nao est ainda bastante es-
clarecida sobre a importancia deate resultado ; he
bom verifica-lo lal como existe.
A queslao doa principados esta regulada.
A da navegaclo do Danubio lambem o esli.
A lerceira esl meio resolvida. A Turqua he d-
millida a gozar das vtnlagens que resultan] do sys-
ma geral estabelecido pelo direito publico europeu ;
alm dista orna clausula especial prev o caso de
urna desinlelligencia fulura entre a Porta e urna
das parles contratantes e estipula que, antes de re-
correr- an emprego da tarca, as outrat potencias
lomaran medidas para prevenirem etsa orise por
meio* pacficos.
Finalmente a quarla qoesUo no, parece moral-
mente resolvida. Toda at potencias estao de accor-
do entre si sobre a necessidade decollocara liber-
dade do culto e o melhoramento da sorle das popu-
Cues chrislaes na Turqua debaxo da proleccio de
uro acto europeu ; lodas estao igualmente animada*
do desejo de revestir este aclo da formas exigidas
para o por em harmona com os justas respeitos de
\ idos autoridade soberana do sulto.
Em conclusao lodo* os gabinetes reeunliecem qne
por meio desla seguranca dada ns immenaldode das
populares chrislaes, am garanta collecliva faria
cataar aa rivalidades occaiioiada al hoja por um*
"tarvaacSe aaaorad.
Perguotaremos, te um pacificacao esiabelecida
sobre estas bases, encerrara todos os elementos de-
sejaveis para a consolidaran da Iraiiquillidade no
Oriente ; perguntaremo* finalmente, te he prudente
coraipromelter este resultado, prolongando sem ne-
cessidade orna lata feita para esgolar os ltimos re-
cursos do imperio otlomano, que as potencias occi-
denlaes tem considerado como urna condieao es-
tencial da conservacao do equilibrio europea.
T*es sao as conaideracoet qne te apresenlam ao
hosso espirito, no momelo em que temo noticia do
encerramento dat conferencias de Vienna. Ella tai
provocada pela refuta dos plenipotenciarios da
Franca e da Inglaterra em aceitaren) as propostas da
corle da Austria, taitas para chegar-so a um ajuste.
A esta refuta, o Sr. conde de Buol declaroa fecha-
das as sessoes a 4 de junho.
A injutlica do rompimento recahe,deste modo so-
bre a, potencias occidanlaes ; seo mo querer pd
fin a negociado; nao he o gabinete da Bustia, que
he responsavel. Se de um lado elle oppoz a Fran-
ca a Inglaterra a firme resojuclo de nao transigir
com exigencias que excedessein o limite estabeleci-
do desde a abertura das conferencias, dooulro lado
nflerecem s potencias amigas a prova de sen dete-
jo tincero de contribuir lealroenle para urna pacifi-
cacao conforme com o senlimenlo da dignidade da
Russia.
Firma uestes principios, ella deixari ot caminhos
aberlot para urna reconciliacao honrosa quando os
desejo da paz se fuer sentir mais geralmenle em
Franca e na Inglaterra, quando a experiencia tiver
esclarecido a opiniao dos don, paizes sobre os des-
astres de urna guerra sem motivo e de um odio
sem causa ; enlao ser permiltido continuar a, ne-'
gociacOes com esperance, de successo para assegurar
Europa o beneficio do socego geral por muito
tempo detprezado.
(Moniltur.)
O Sr. Mendet dot Santos er ler enunciado bem
claramente a aua opiniao a respeilo da queslao de
que te trata no tea voto em separado. Nao admilte,
por contrarias a consliluiclo, as incompatibilidades
directas ou indirectas. Aquellas farem completamen-
te os direito polticos dos cidadaos, e estas ero par-
le acarretam mais as transaecoes e alicantinas.
O espirito da constituido foi bem claro. Se ella
nao quit excluir classe alguma, como otaria a res-
peilo dos juizes, sem os quaes nao ha sociedade al-
guma, nem mesmo i de salteadores 1 Nao admilte
tambem reforma na constituirn para tal objecto,
porque he aempre um perigo bulir com a lei funda-
mental do estado.
Se, porm, al ahi ,e acha de accordo com o, seu
ollegas da commissao, nao pode eximir-se de de-
clarar qae no sea espirito seropre pesou a considera-
cao de que ha orna especie de bicompa libilidade jV
IITERIOR.
RIQ DE JANEIRO.
SENADO.
Da IB da Jal no da 1853.
Lida e approrada a acia antecedente, passa-se ao
seguiole expediente
Dous ofhcios do Sr. ministro da guerra, remllen-
la este estado de cou%at, os plenipotenciarios d|do os aulographoa sanecionadosdo decreta daassem-
Russia forao tao longe, quinta podiam ir, logo que bien geral fixando as tarcas de Ierra para o anno fl-
propozeram alternativamente os dons syslemit', am
da abertura, ootro do encerramento, reservando pa-
ra a conferencia escolher o qu Ihe psrecesse offere-
cer Porta, como Europa, a memores garantas
de seguranca ; mas ninguem se persuadir fcilmen-
te que nao ra mais possivel estabeleeer, eomo prin-
cipio de direito publico, qua o Euiiao ficasse fecha-
do e aberlo ao mismo tempo.
Tambero nos parecen igualmente contrario a urna
lgica la proclamar de ama parle o respeilo, que
(odas as potencias teem i independencia do suliao, e
determinar de oulra parte o numero de navios, cu-
mar que desde aquella opaca este mercado ficou inu-
ay naa maos da Russia, mas o que prova o contrario
la o augmento continuo, que a navegacao tem lo-
mado ha vinle e cinco annos. Sem duvida nenhu-
rm,asanlo mais tem augmentado a allluencia dos
navio, eslrangeiros, oais se tem complicado a ne-
cessidaoe do tervigo e mais tambem te lem podido
que fdra inexacta afflr-| ja cifra sua alteza nao dereria exceder.
os traeos e alliviar osafniclos. Esmerava-se em con-
solar os amores desgracados, e curar essas feridas
secreta, da alma, para aa quaes o mundo lem lao
pouca piedad. Applicava-se com uroa predilecCo
visi.el em casjr as r,parga, e applanar o, obslacu-
os que a desigua|d,de das fortuuas cria entre aquel-
lesquearoaro-se. Tinha separado desaas rendas
|.is grande, destinada a dolar annual-
raparigas pobres; mas alm dessa
ruodacao piedosa acooteceu-lhe mais de urna vex
completar o dol de nma moca nobre. Seos seres
de quintas-feiras fizeram em um anno man casamen-
to, do que ot grandes bailes do principe Torlonia fa-
rao em dez. Todava sea talao s eslava aberlo das
oilo horas at meia-noite ; a sade nlo permiltia-
Ihe tongas vigilias, e nlo fdra indiflarenlemenle que
enlre todos os dias da semana ella eseolhra a quin-
la-leira. Os convidados retiravam-se om quarlo an-
tes de meia-note, (emendo entrar pela sexla-feira.
da de roortificacao no qual os thealros nao se a-
brem em toda a Italia.
Era um precooceilo etpalhado em Roma, que lo-
das at uiuoes contrabidat debaUo dos aospicios da
marqueza eram necestariaroeule faiizes, e quem que-
na designar um mao casameoto dizia : Nao foram
casados pela Trasiroeni.
Comquanln essa santa malher fosse am objecto de
veneracao para lodos, e de admiracio para alguna, a
cunotidade publica que nunca perde seus direitot
procurava ainda desde mais de vinle annos o sagra-
do de sua tristeza. A condena Feraldi, sua amiga de
infancia, lerobrava-te de que a bella Aasunta recu-
sara daas oo tres vezes a mao do marque Trasime-
ni sem que nada podesso motivar etsa repugnancia.
>o dia do casamento fdra muito Idflicil faz-la de-
xar a cor prela para lomar o vestuario tradiccional
da, noivas, e parlindo para a igreja ella dissera
mil: a Entro no casamento eomoj em um conven-
Ve fado e de direilo, esta Iheorit no pareceu
inadmissivel pelo qae nos diz respeilo. Os plenipo-
tenciarios da Russia o declararan! verbalmente e por
escripto, e seria superfino raprodazir sem argumen-
tos, porque etla polmica nao (aria retallado. Nin-
gaam raciocina com as desconfiancat; deve-te dei-
xar qae o lempo as destrua, e enUo.se comprehen-
lo. Dessa lembrancas mu vagas, coja aulheoti-
cidade mesma era moito contestada, algumas pessoat
tinham concluido que a marqueza cobrira-se de lu-
to pelo primeira amor.
No momento em que romera esta historia a mar-
queza Trasimeni eslava asteiilada em um canto do
salao enlre a condessa Feraldi e urna estrangeira es-
iabelecida desde muilos anno, em Roma, a viuva do
general Fralief. Conversando, essa tres mais ob-
tervavam com visivel salislacao urna quadrilhn, em
que seus filhos estavam reunidos. Filippe ou Pippo
Trasimeni dtnsava com Tolla diaule de Nadina Fra-
lief, ufana de (er por cavalleiroo hroe dos bailes de
Roma, o rei da mucidade dourada, l.ello Coromila,
dos principes Coromila Borghi.
Para am homem observador, as physionomiat des-
sas quatro pessoas teram sido um espectculo curio-
so. Lello Coromila pareca conversar mui vivamen-
te com sua dama, a qual pareca gracejar e rir com
toda a franqueza da mocidade. Pippo tenlava Tolla
para oblar urna rozinha paluda que Irazia no corpi-
nho, e Tolla, que nao cedeu antes da ultima figura
da conlradansa, eslava mui animada na defeza de
aua propriedade.
Nem a condes* Feraldi, nem a rlava do general,
nem meimo a boa marqueza com sua penelracao
maternal adevinhavam os senlimentos oceullos de-
baxo dessa superficie de jovialidade e de indieren-
ca ; porm se livessem vigiado melhor os semblan-
tes, leriam reconheeido que os olhos da Lello devo-
ravam Tolla, que esta confusa, inquieta equasi con-
tente lulava com um senlimenlo novo para ella, que
Filippe,amigo de ambos, contempla va-os como quem
quera possuir um e oulro, e que t adiua, apezar de
urna experiencia prematura na arta de fingir, deixa-
va ver em seas olho algum amor, muita arabicHo e
um rtesses odoscoacenlrados de q e s as-mulhe-
ros sao capazas.
nanreirude 1856 a 1857, e,da resolucao da mesma
assembla geral marcando o lempo de serv.iro para
os capellaes do exercilo serem promovidos s gradua-
Ces dos postas de lente e capilao. Fica o sena-
do inleirado, e manda-se communicar cmara do
depulados.
Oulro do 1. secretario da sobredita ramera, par-
ticipando haverem sido sanecionadas as rcsolurocs da
assembla geral, qoe concedero eatta de naturalisa-
dto de edadao brasileiro ao Dr. Cesar Persiani, a
Cario Frederico Ado lloefer, e a ootro estran-
geiro.Fica o senado inleirado.
- ORDEM DO DIA.
Contina a lerceira discussao adiada pela hora na
ultima seasao, do projeclo do senadoH de 1848
sobre eleices, com as emendasP do mesmo ano,
approvadas na segunda discussao e com o parecer
E desle aonoda commisse, de constitoicilo e
legislaclo, voto separados a emendas offerecidas pe-
las sobredilas commitses, e no votos separados.
ir o ofllcio de jaz e o de legislador.
O juiz que lomar assenlo no4 parlamentos ser
sempre um legislador minguado : e quando rollar
a exercer o ten cargo, em vez de continuar a ser
liel execulor dae lea, ser um tanto temerario, e
sallar por atlas.
O que, porn, mais o determina a essa convcrao
he que nenhuin fanecionario tem mais necessidade
de in-lruir-se do que o juiz. Nao Ihe baslao as tais
escripias, precisa de um cabedal bem consideravel
de scienca para supprir a deficiencia e ronfusau da-
quellas.
Cita o qoe Ihe aconleceu quando, lendo assenlo
na cmara dos depulados, vnltou a exercer at func-
cesdejuiz: achou-te inhabililado para exercer una
ou oulra quando chegava a 4^Ht O mesmo deve
acontecer com todos os uU|^^H|ft por xcepcio
deixar o magistrado, que INaw Batento as duas
cmaras, de achar-se quasi leigaqwodo for julgar.
Como, porm, fazer com que o* juizes se conser-
vera nos seos lugares sem ferir a conslituijao .' Dan-
do ao povo o que he do povo, illuslrandu-o pela im-
prenta e por oulro quaiquer meio sobre a conveni-'
enca de se conservaiem ot magistrados no exerci-
cio de suas funecoes. Portante, para que se eslabe-
lecer essa especie de tutela, eua excloslo de classe* 1
He isto summamenle injusta e impolilico. Conclue
declarando que, em honra dessa nobre claaae, lem
visto juizes solicitaren) votos, mas nunca emprega-
rem menos violentos; e assim vola pela maneira por
qae se enuncou em seu parecer em separado o Sr.
Pimenta Bueno.
O ,r. Pimenta Bueno diteulio especialmente a
queslao dn eleijao por circuios, e a efflcaeia das in-
compatibilidades indirectas. No seu modo de enten-
der, a oossa divisao em provincias he smenle ad-
ministrativa e nao poltica: nem foi pensamenlo da
conslituicao considera-ht poltica, nem he da indo-,
le do syslema representativo o considera-la assim.
Para que o povo brasileiro, etpalhado por urna tao
vasta superficie, offerecs uro carcter verdadera-
mente nacional, e perca essa idea metquinha de
provincialismo, idea que mata aquelle carcter, con-
vm que.se adopte a eleirao por crculos, como urna
das medidas de avisada e prevideale poltica.
O orador, examinando a actual organisacao da
cmara dos depulados, segundo o melhndo adoptado
al agora, pergunla ae he possivel quaiquer combi-
narao ministerial quando dua, depulacoes grandes
se aolllgarem para impedi-ta'.' Se os interessese a
vistas dessas depulacoes Ma diclaram a lei na c-
mara '.' Se o ministerio alo teem de se adiar sem-
pre sob a pressao oe tees eolligaces*
O orador expe o modo por que ae constitue a c-
mara doscommunse as leis que rege-rain a Franja
em inateii-i idntica.
Mostea que os paizes representativos i teem tdo o
cuidado de afaslarem essss depulacoes numerosas de
am s territorio ou de um t circulo, como funestas
aos inleresses geraes. Cr portento que a boa indo-
la do systema representativo pede a (dajMa especial
ue circolos minore, afim ftqsie e MpVeaenrem lo-
dos oa inleresses, todo* ea principios e todos os ele-
mentos vilaes da sociedade.
Se oulro resaltado mais nao trouxessa a eleicao por
circuios do que franquear o parlamento a toda ai
idea*, quer da matara, quer da minora, pensa o
orador que ja isto fra urna grande vantagem, por-
que a opiniao victoriosa ou em roaioria leria sem-
pre um fiscal, um paradeiro para sens excessos naj
censura da opiniao tm minora, representada lam-
bem no parlamento.
O argumente de inconslilocionalidade desle modo
pralico de se fazer a elei jao nao resista i simples let-
lura da conslilnijio.'A eleico deixa acaso de ser
CMARA DOS, SRS. DEPUTA DOS-
Sauaa'do duddalalhe da 1166.
L-se e approva-re a {acta da aesalo anterior. O
Sr. prime ro secretario d coma do segointe ex-
pediente:
Um ofllcio do Sr. ministro da jnstica, earfiando a
requisij.lo desla cmara, copia nao
menta do alferes secretario da g
reserva da" capital da provincia de
colo Antonio Taatra de Padoa,
pe relativo queslao luvida entre'
o commandante superior da mesma ara.
mas tamben do aviso de 6deuulubro
requeri-
Manoel oa Lello Coromila era o segundo fillio do
principe Coromila Borghi. Os Coromila* affirmam
que sua arvore genealgica dala da guerra de Troja.
A historia de tua familia oceupa Ir volme em
quarlo, publicados em Parro em 1780 pela admira-
vol imprenta de Bodoni. O tomo primeiro para na
era ebristaa, o segundo no anno 1000, o terceiro,
que he quasi inteirameute authenlico, refere a glo-
riosa anoda familia. So Tita Coromila, grande almi-
rante da repblica de Veneza e pal do doge Baclho-
lomeu Coromila, ganhou no fim do secuta XV a
victoria naval de Naxot, a qual conteve o arrojo da
frota turca, e asseguroa a Veneza o dominio. do ar-
chipelago. Giuseppe Coromila era o ehefe da em-
baixada, que foi cumprimenlar o rei de Franca
llenriquc IV pela sua elevarao ao Ihronu. Em maio
de 1797 quando o governo arittocratico de Veneza
abdicou em favor do povo, Lodovico Coromila dei-
xou a patria, e foi estabelecer-se em Roma com sua
familia. Os dominios dessa grande casa estao situa-
dos parle na Romana, e parte no reino lombardo-
veneziano. Seu palacio do Corso he o mais magnfi-
co de quantos admram-se em Roma, aua tilla de
A Ihanu tam jardn tao vastes e mais variadosque os
de Versalhes, e elles conservam em Veneza qualro
palacios margem do grande canal.
Os Ires ramos da familia reunem enlre si urna
propriedade territorial avahada em obra de cincoen-
la ni i limes; os Coromila-Borghi possnem pouco mais
de um quarto desse patrimonio fabuloso.
Emquanlo o herdeirn dos doges dansava, a viuva
do general Fralief contemplava os milhoes que va
bailar em sua peasoa, e repela pela centesima vez
um panegyrico uniforme das perfeices de Lello.
Obslinava-se em chama-lo o principe Lello, embo-
la eslivesse tarta de ouvir dizar que Lello jamis
seria principe. O nico principe Ceramila Borghi
era teu pai, o velho Logi, depois do qaal o titilo
provincial? Os crculos nao to divises peculiares
a cada provincia? Ot elei tara* desees circuios per-
lencera a provincia estranha ? Demais, se o corpo
legislativo pode subdivdir a* provincias do imperio
em oulra tantas ou mais, com essa tubdivislo nao
afeara os crculos com oulro nome?
Tratando das incompatibilidades, o orador expli-
ca o qae se deve entender por incumpalibilidade di-
recta ou absoluta, eincompalibilidade indirecta. No
prnneiro caso lolhe-se a elegibilidade ; no segundo
reconhece-se este direito, consente-se que elle seja
exercido, mas impede-seque esse exercicio lenha lu-
gar cumulativamente com nutras vantagens do po-
dar administrativo ou judiciario. O orador, qaeren-
do ser o mal moderado possivel, nao prope ainda
incompatibilidades indirectas mais fortes; apenas
prope as de eu voto em separado, que na actuali-
dade preenchem o fim que se tam em vista, segundo
elle pensa.
O Sr. D. Manoel esperara qoe o Sr. visconde de
Gcquilinhonha apresenlaste argumentas fortes para
combater ao Sr. Euzebio de Queiroz, e por am mo-
mento mostea a constitucionalidade das incompati-
bilidades; porm o que ouvio foi argumentos que
sacrificaran] a cansa que lomou a peilo, enterran-
do-a de todo.
Tendo em vsla a ordem dos argumentos do mes-
roo Sr. visconde de Gequlinhouha, combale-os am
a om, abundando no sentido da opoioes com qae
os combaten o Sr. visconde de Ma>nguape,
Pasta depois a combater a opiniao do Sr. Mondes
dos Santos, qau tem por fim desviar do. corpo legis-
lativo aos magistrados, v^
Acha que se deve estabeleeer difTerenras enlre ju-
risconsultos e magistrados. Os jurisconsultos sao em
extremo raros as nacet mais adiantadas,-e neuhum
por ora no Brasil ha; s genios cliegaxn a s-lo. Os
magistrados, porm, podem bem .exercer as suas
funece* tendo inlelligenca clara,-' e sendo (recios,
sem precisaren! de vaslidao de sciencias. O parla-
mento, bem tange de lhes lirar conhecimentos, d-
llics-ptima oceasiao de os desenvolveren!. Nem he
o pouco tempo que gattam no corpo legislativo que
1h.es far esquecer os conhecimentos profissionaet
que liverem adquirido. lato poderia algum tanto a-
conlecer te se desviassem de suas funecoes por mui-
to tempo.
Nao ha portento razio para se fechar a porta do
corpo legislativo ao magistrados. Cita ama opiniao
a respeilo de Napoteao, qae considera de immenso
valor, e oulra de am publicista.
Conclue dizendo qae ot pareceres das commissoes
e o discurso pronunciado pelo Sr. Euzebio de Qaei-
roz sao ama prova manifesla de que nao estamos
lao atrazados como se suppde, antes honrariam a
quaiquer narao das mais adianladas da Europa. '
Dada a hora fica adiada a discussao. O Sr. presi-
dente di para ordem do dia a mesma de hoje, e le-
vanta a se**3o.

passava ao primognito. Lello devia resignar-se,
bem como seu lio coronel, a ser smente o ravallei-
ro Coromila. Porm a viuva nao via a cousas de
tao perlo, e lodas at vezes que aconleeia-lhe enga-
nar-se, allegava que em aau paiz, na Russia, lodos
o filhos de um principe slo principes, ainda quan-
do sejam dnze.
A peasoa de Manoel Coromila, sem justificar o ly-
rismo maternal da viuva, nao era desagradavel. Ti-
nha estelara alia, espadoas largas, e attilnde pre-
ponderante. Sua physiooomia era verdaderamente
romana. Sens olhos grandes flor dn rosto nlo eram
fallos de certa fogo, suas orelhas vermelhas, sua taz
animada e sua voz sonora revelavam ama sade ex-
cedente e um i organisacao robusta. Barbas pretas,
pelas quaes nunca pausara navalha, frisavani-sc-lhe
levemente sobre as face, e cabellos quasi azues ca-
hiam-lhe elegantemente sobre um pescoco mais al-
vo que o de urna mulher. Tinha as mos lories e
pouco afiladas; mai eram lao alvat, tao gordas e
tao firmes que infuudiam sympathia e eonfianra.
Kmlim Lello era um bello mancebo de vinle e dous
annos.
De sea espirita a viuva do general nada dizia, por-
ue os negocias do espirito nao eram de sua aleada,
xtasiava-se (obre a graca, elegancia, jovialidade,
travestirs e piedade de Lello, o qual era a alma da
mocidade romana. At i idade de vinte eom an-
nos vivera ello debaxo da vigilancia severa de seo
av materno; mas depoit ficra livre. Era
nisador de lodos os prazeres, o re de lodos of.
lea, o director de todos os cotilhes. Comtudo oa
missa lodos os dias. resava o rosario em familia ..
das a* nuiles, e confessava-ta ao menos duas' vafea]
par mei.
Era moito raro que a viuva do general, enlevada.
pala tua preoscopaclo dominante, nao incluste em
aa panegyrico o elogio do palacio Coromila,da ga-

tlfei
i nacional,
Tanno pr-
ximo passa lo expedido pela secretaria-a seu cargo.
A quem fe a requisijao. ,
Um rcquerimenlo de Jojfluim Jos'wves da
Aguiar, ptdindo o taua daMtjiiao deala cmara.
-A' meta
Lem-se e aprovaro-te varia redacce.
PRIMEIBA PART DA1 ORDEM DO DIA.
DttpenMde lei* de apuirtitarao.
Slo apoiadas em lerceira diecaatao at reaolaca
ns. 145 e 1(6 de 185, concedido {Mrmissao para pos-
suir bens dn raz at o varlr de .50.000 rmandade
do Sanlissino Sacramento da cathtdrM da cidadede
S. Luiz do Maranhao ; e Irmandade do Santissimo
Sacramento da freguezia de Nossa Senhora da Coo-
ceijao de Angra, da provincia do Rio de Janeiro,
al o valor de 50:0005; he lambem approvada o ae-
guinle projeclo n. 6 de 1855, oflerecido como arti-
go addilivo pelo Sr. Paranagoa :
o A assei.ibl geral legislativa reaolve ;
o Artigo 1- O governo he latorisade a conceder
licenca iru.indade de Notaa Senhora do Amparo
de I laborad}, da provincia do Rio da Janeiro, para
conserva*os bens de raz qoe actualmente poaaue, e
a adquerir, comquanlo que o valor da ae e outros
nao exceda de 5:0008, e seja convertido ata apolcea
da divida pi.blica dentro de um prazo qua o gover-
no marcar.
a Arl. 2* A dispocicao da. artigo antecedente fica
extensiva a irmandade de S. Joao Baplitta da roe-
ma villa para conservar ot bens de raz que actu-
almente posue, e adquirir oulrot at o valor de
0:0009, d aixn dat mesmas condije.
" Arl. 3' Ficam para esle Om nicamente dispen-
sadas as tais da amortisacao.
a Sala datcomminoes 11 de setembro de 1854.
Siloa, Ferraz.F. D. Pereira de Vasconcellos. a
Loteras. .
Enlram em nica discussao os artigo addilivo
olTerecidos como emenda pelo senado propoaijao
da cmara < os depulados coucedendo lotera santa
casa da Misericordia.
He approvado sem debata o art. 2o addilivo.
Enlra em discussao-o arf. 3.
O Sr. Ferraz : Pedi a palavra, Sr. presidente,
smente para fazer duas refiexes. O projeclo am
discuttsao fe i para o seoado coucedendo mais algo-
mas loteras do qoe as que agora ea pretende conce-
der, no senado foi elle alterado e apena te appro-
vou o que nos veto na emenda, talvaz que por aar o
numero de lotera concedido pela cmara extraor-
dinario!; mis entretanto addicionaram-se oulra lo-
tera, que nao contesto sejam muito necetaanas,
porm eu peco cmara que atienda bem, e veja
qual he a nossa poticao ; para o senado o noten pro-
cediroenlo la concedermoi essa loteras, fot Udo
como mo,e ilretanlo de l no vem um acta igoal I
Apoiadot.)
Estas mi n lias palavra, senhores, nao pasta de nota
simples relie sao ;eu nao digo qoe essas lotera ano-
cedidas pelo senado dolando-te essas matrizas cara
sf melhaules ineios nao seja conveniente, ma pare-
ce-me que o que aerve para un deve servir para
outros, e-que nao sei a razao por que te coacadam
estas loleriai de que trata o arlge ero discussao e
foram negadaa a que se concedam ao hospital de
caridad da cidada da Cachoeh-a na ftaMa, a a dife-
rentes malri tet da Baha, de Macei e de Pernam-
haa>. (Apoidot.)
Fco estas observajes sem rae importar com o re-
sultado, mai ao menos paste como am proleiloda
que aquelles que nos querem corrigir precisara lam-
bem de correejao. ,.l/uioj anotado.)
Jalga-se a materia discutida.
O Sr. D. francisco (pela ordem): Reqaeiro
que a volacaa seja por parles, poique eu ettou drt-
poslo a volar tmenle pelas loteras concedidas a fa-
vor dos hotpitaet e dos monte-pos dos servidores de
estado.
O Sr. Presidente : Como ha o precedente de sa
votar urna emenda do senado por partes, admiltirei
o requerimenlo do nobre depulado. (Apoiados.)
O Sr.. Dalia Rocha ('pela ordem) :Eu deteja-
va qae te mi ioformatta de urna cooaa, e be se pede
volar por quaiquer da emendas sem prejudtear-se
ao projeclo principal...
O Sr. Presidente :O projeclo fica como adiado,
ou ha fusao.
O Sr. nutra Rocha :Moito bem. jT "
l'rocede-se a volacao e he rejeilado-o art. 3' etn
todat as tuei parles. y
He igualmente regeitada a emenda de radaceto
feita pelo senado ao arl. i.
Na |formn do arl. 145 do regiment fica cootq
adiado o prejeelo.
SEGUNDA PARTE DA ORDBM DO DIA.
Orcamento dojtulte*j.
Continua a discussao do orcamento da ministerio
da juslija.
O Sr. Toqui* defende a politice geral do gover-
no contra i aecusajoc, que Ihe tem sido taitas, e
eom etpecialidade a reparlijaoda juslija, cajo orca-
mento se discute, e conclue com a seguate obeer-
vacao :
Nao desejo, senhores, seguir o exemplo qoe Ma
lera dado alt;ans oradores de aproveilarem a ocea-
siao para s espraiarem obre outros assumptos, a
desla forma nao me eolenderei nesta occaao, a res-
peilo de objucto qae perlencam a oolras reparti-
Ces que nao.aquella cojo orcamento se discute.
Nao pode fallar no orjamenlo do imperio ;ago-
ra mesmo, lem que na casa se che um requerimen-
lo relativo n um assumpto de alta importancia, jal-
go que alo dero preterir os honrados depatadoa que
slo professit oaes de se fazerem oovr na materia ;
por isso nao enlrarei nesta discussao na occaaila op-
portuna ; concluindo, porem, este meu discursoyolo
posso deiiar de unir as minhaarogativas a da meas
nobses collejas que se hAo enunciado a esta respaila,
pedindo ao iioverno qoe lance .a toas vistat xelosas
para o estado sanitario das provincias da norte.
(^poiado)
Esse estalo, senhores,nao he tao favoravel como
talvez se quaira pintar, e he lamantavel qae eat-
qn.nio a edada do Rio de Janeiro, enllocada em
condijes mais desfavoraveit em relacao a saude pu-
blica, se acha hoje Uto melhorada a cate respeilo, a
cidade da Baha, collocada am condcoet muito roe-
Ihoret, te auha em estado differente.
O honrado depotado que nesta occasiaojieci
a cadeira de presidente deala caa deve conh
que o estado sanitario daquella provincia exige I
os desvelos do governo (apoiadot) ; a febre amarella
tam constantemente flagellado aquella capitel, aasim
como oatns do norte. A provincia do Para me pa-
rece que hoje he digna da compaixlo ; nao he s a
febre amanilla qoe a lem flagellado, o cholern-mor-
bus ameac invadi-U, o cholera-morbus qoe, como
sabe, te acbt nlo s nos porto occidenlaes da En-

.
leria avahara em dous milhoes, datetlribariasladri-
lladas de nurmoro branco, das cjtJ|agens, dat li-
br c dos c;nlo e cincoenta serros que povoavam a
casa. Ella dubava essas descrrpces com certo nu-
mero de ah '. pronunciados com urna aspirado gut-
lural partic ilar gente do Norte.
Depois passava sempre ao elogio da filba, e aba-
sa va dn paciencia inalleravel da marqueza e da con-
dessa refer ido as perfeijes de Nadina, sens talen-
tos, a despea que fra feila para sa educado am
Pars e em 'toma, as inquielajts qoe dera em ana
infancia, o receto que a familia lvera de vVIa es-
crofulosa, como quasi lodaa at raparigas da aristo-
cracia russa, o* champe amargos que lomara, os
bons resultados oblidos, seus ossos fortificados, os
apparelhos ce Valerias tornados >DMaktfM formo-
sura de da um dia mais brilhanle, tM| anplios que
obtivera as sociedades, ot casamento que recusara,
(o mait modesta era de um milhao) a faalaldade que
a uguardava em San Pelersburgu, a bondade do im-
perador Nicolao, que considerava-a sua filba adopti-
va, e destinava-Ihe o dota dat damas de honor, em-
fim a belfa entrada que faria na corte da Rsala eom
um vestido longo de velludo escore, a um kakoch-
nick bordad') de ouro e de peroles.
A viuva co general Fralief tinha nma voz estri-
dente, e reuna a aaaa pequeo defeilo o habita de
repetir frequentemente e de inventar algunas vezes;
mas sua qualidade d estrangeira, sua vida elegao-
le^jatoida lo qua lvera de edoear a filha na reli-
psana taiaan-iia tolerar aa mai illa socieda-
det^^prdi a qae recorra para aUrabir a alinelo
do tel 'Coromila nlo inquietaran! a ningaem.
Todos tabiaia qae Lello nao cuidar anda em ca-
sar, e demais a familia deslinava-lhe urna princesa.
A marqueza defxoii a viuva d marechal termi-
nar os dou retratos qoe recomeeava todas as noile
para ter o prazer de mett-Ios ao mesmo quadro,
Quando che jou o kakochmlck qae formara paro-
MkWmkWLm



-
------. ......J vic-
timas. A
a cmara releve a falla de coonexao dealas pn-
lavras, e permilla-me que ponha aqu lermo aoqae
lioha a dizer sobre esla materia,vislo que es niump-
lo propriameole do orcaruento foram locados mallo
ligtiramenle pelos nobiet depatadot n quem llnhi
de responder
OSr. Sayao Lobato explica algumas das suas at-
eercOes proferida naa teasOes antecedentes, defen-
dt-se de vanaa aecusacet que Ibe foram feilas pelo,
ministro, do imperio e da justlca, e finalisa assim o
Nu discurso. *
Engaar, ni, mas fazor loda a opposicao possi-
re a uui niiuuieno que com razao elle calendia
que mal servia o paiz, qoe o prejudicava, que o
levara a ruina e ao precipicio.
Sr. presidente, lenho-me alargado mais do que
desejava nesla parle politic.i; tinha em visla fazer
algumas eoosideracoes mais pertinentes ao ministe-
rio da juslie-a, algumasde muita importancia ; vej-
me porm na necessirfade de resumir-ma o mais pos-
sivel, porque a hora est adiant.da e a cmara lau-
cada. Mas ojo posso donar de fazer nesla casillo
alcoraas observaees sobre urna verba, a verba 1ra-
Ja foi esla verba objecto de um reparo meu na
discossao do voto de grecas ; entilo en disse qoe es-
lava na eonscienria publica o que se riespendeua ti-
tulo dessa verba, que a quota da verba e o crdito
supplemeutar nao foram applicados ao. verdadeiro
sen Ico da repressao do trafico de Africanos, que o
governo liuha lanzado mo desse dlnheiro para urna
oetra especie do trafico; qne era maito para se sus-
citar, senao para se acreditar com certeza, que cora
les diulieiros se lioha alimentado a imprensa perio-
roo. Estas cousas no nosso paiz se fa-
-----. ,,o,uu. caun cousas no nosso paiz se ra- sul parece-me que se dirigi a
zrra pur um modo Uo sem ceremonioso, jSo ISq, scu collega de estrangeiros
I anspareoles, que he fcil coahecer-e. enlrar-se O .NT. Minian rf i.a'.''.
rt.dl'. ,^T. *****-*>A< tm "'f'11" "- d,- Mim o proprielario demorado nos seos planos Francaco Antonio de Oliveira Jnior
Tsf ?i IMV 1? M"'e0' *T lU,Merr" e <>e despejar o Franca* da casa qoe a justica ordinaria Dr. Benlo Jos da Costa Janot
etn oulrot lagares da Guyenna o cholera-morbus medilava sobre o caso, leudo razio nara ...n Jl ". ir. Am Z.".."!.C"?I0!:------
que nao respeilou o eqoador, que o pauou invadin
do as Ilhas de Bourbo" "-:-!- .....J- -"
Crinda do Espirito
reos, mas entendo
goma cousa para memorar o esiauo sanitario das elle, e dizem-me (aqui refiro-me a meras
provincias do norle, para allenuar os malea, oa es- ca, quanto ao f.cto principal darei a prova se
Irago qua poasam provlr da Introdcelo no paiz, conlesdadol ana nrincininu n com collonos que vendara da Europa ou dos Salados
Unidos, desse mal lerrivel que ameaca lana
OlimO DE PEBmiBUCO SBADO 25 DE AGCSTO DE 1855
coas, quanto ao faci principal darei a prova se fr Joo Joaquim Gomes
contestado) que principien o Sr. ehefe de policio por Dr. Francisco Luiz Caldas.
dar umi formal descomooitura un Vrmf rh>. H laa* n____ <_____ .
Jar urna formal descompostura an Fracez, eha-
mandu-o velhaco, como lodos ou quasl lodos os seus
patricios aqui residentes.
Urna voz :Fui chele de polica inleriiio?
O Sr. Sanio Lobato :Nflo se trata de interinida-
des; aqui id me reflro ao elTeclivo chefe de polica,
o qual paisando a tratar a qnesiao do despejo inli-
mou ao Franeei a Voc ha de despejar a casa onde
mora, do que ha de usslguar lermo, ou Ir j para a
cadeia. n O Francez reclamoa: n Senhor, o pro-
prielario disputa comigo em juizo ; eu apresantei
meus embargos que foram recebidos, lenlio razao pa-
ra permancesr na casa.Ha |de assignar lermo de
despejar a casa em 21 horas, ou v para cadeia.
Mas, senhor, d-me ao menos algunia folga ; que-
ro ouvir a meu advogado.Ha de assignar o ter-
mo, ou ir para a cadeial Emlini o horaem pode a
muilo euslo obter, ficando relido na secretaria Ida
polica, a faculdade de escrever urna carta ao seo
advogado. Escreveu com efleilo ao advogado que
era um moco distineto, d muilo talento, que ha
das perdeu-se para o paiz, o Dr. Fernandes I'i-
nheiro...
OSr. l'.J. Lisboa :Muilo dislincto na verda-
de. (potados.)
O Sr. Sayao Lobato : Esse advogado de quem
leuno esse fado respondeu ao seu cliente, dizeudo
que nao poda dar-lhe outro conselho, se nao quo se
sujeilassa i imposicao lyrannyca, porque do contra-
rio, ira para a cadeia, e demas, que depois de as
signado o lermo, restituido sociedade, lancar-se-hia
roao dos raeros convenienles. Ue maneira qiie es-
signou o homcm o lermo, que deve existir no livro
da polica, para despejar a casa. Salpndo da secre-
taria da polica, consta qoe o francez foi lor com o
scu cnsul, nao so pela oOensa ao seu bom direilo,
como pelas injurias a lodos ossous patricios. O cn-
sul parece-me que se dirigi ao nobre ministro ou a
-----a ---"-.IJHIUO,,,,
Craiicw' Mini$tr0 ** Ju"ia Como ** c,,am o
a O Sr. Sayao Lobato : Nao me occorre agora o
orne, masasseveroo faelo referido.
Depois nao sei que houve, se pelas reclama-
coes do cnsul peranle u governo imperial, oa se
pelo escndalo que o negocio ia dando de si nao leve
mais acguimenlo....
OSr. Ministro da Juslira : Peranle o governo
nao houve nada.
O Sr. Augusto de Oliceira : lie um ro-
mance.
O Sr. Sago Lobato : Digo e saslenlu que es-
te lacio se deu no Rio do Janeiro ; se loe conlesta-
ao ni ile app-recer a prova ; o nobre depuladodeve
anspareoles, que de fcil couhecer-se, enlrar-se
verdade do neto ; no ihesouro, por ejemplo, s
se quaes sao as peatoas que recebara, a titulo de
recebem, elc.;porahi j> se fazia idea com tal
qual jusleza...
O Sr. Ferraz :A'i vezas nao recebem raesmo
pele Ibesouro.
O Sr. Sayao Lobato:Algumfs vezes he mesmo
peto thesouro qoe se faz esles pagamentos; sabe-se
M quem vai receber, o mstdo por que recebe, ele; os
que tem praticas nstas cousas dizem por ahi que a
geole do Ihesooro conhece perfci(amenle...
OSr- Perra: :Os que recebem n8o negam.
O Sr. Brandao :Apoiadu, nao negam.
dixer.'inmfl'l'""0 :_Ea lenh neeeMd', de u "> "PP-recer a prova ; o nobre depul.i
2^^^wiwirii|i e. lera prudencia de i.a duvidar do um faclc a2m
camar. da. razeos d. minha conviccao a este respei- acclarado, assim definido ,
to, porque conheco qoe a censara he forle e nao de- O Sr. Augusto de Olicciru 'Nao veio n.rf. ,
ve .er temeraria, devo dar portanlo a razao da mi- clarado. -"< -*3o vejo nada ae-
cha convicejo. Esla razan, sei.dores, en fui buscar O .Sr. \1?i em dado.offlciae. ;foi mesmo na declaraco que o bre depuiad.7, W P
^de^uTn/prTearn*80,,^ 4'^(SKS^^^ T^ *
Ma., senhores, nesla quadra assim definida pelo
nobre minislio, onde nao ha mais tentativa de trafi-
lint ^^Xa^n:^^ *"*"** : "O governo nao ne-
nr^s^Td^mo^o^o"^ P" on^eVh"oS = ~ '
x^tSS^SJVl^^S^J^: *>Vao Lobato : Meu, .enhores, a poli-
nrfnin -----i--i.~ MK.iuwnii lu.iu-- <'r. nauio Ltibalo : Meus ipndnres a nnli i--" """""o ua provincia ae oream-
Dda S W g0Tern P0i0 P""0 es,a Cia I"* assiI" s """a o poder de manaar 'desor Sli'fT'f r,e,erK07 *l**l" "erapcutica,
todMofm.^ '''^nergia, com o emprego de casas, mandando assignarIerran,|ra Miiio (S H eA'f "mor/i, que podessem servir de
s de que .ube lo bem d.spr e com pej.-uJa, em 24 hora,.%enl cTde.a? e,u XTcoml tT PUpal"'-1""" dt rcunir Preceil aue
prebende a. suamissao 1 gvra **$,"?& USSSgS* i'!^f crf!i,".eS.-'
wios os meios de que soobe lo bem dispr e com
!j.. jwultado que se conhece. que o paiz e
Hn.iviii. T r ."- ,.queo Dalle Pr8l'enue a sua missao 7 gvra na esobera nu Ih. Z7JZ ^ZT", ."" ulels r,a5 circumslanciasacluaes
nas da repressao do trafico ; foi com o pagamento de
premios dos ofliciaes e tripularSo dos navios que fi-
^ apresamenlos; foi com os gaslos da
_**' fom a PorelntaCem devida ao auditor da
rnannlia, ao seu j0zo, ele; Indo isto nao se di nn
prsenle. No ejercicio de 1851 a 1852 baixaram as
aespeza, a pouco mais de 19:0005. Poi* qoando ha-
a Irahco, quaodo era de misler todo o esforco e
emprego em grande escala de lodos os meios que e-
aJ,$m.i trtco< despendeu-se a quaulia de
i.9ob9. da qual deduziodo-se as despezas especiaes
fru!5 ,mP,sl,e'' no prsenle, a quantia de
>*, resta a qoantla de 36:935, como aquella
le gasloo nas diligencias propiamente de poli-
i empregadas na repressao do trafico E hoje em
asa^oe o trafico est eztincto, qne nao exislem len-
nva do trafico, como conhece e confessa o nobre
minwro hoje em da foi necesario gastar-se
'^w S' m,as rennnre., nao se gastaram
'"^tV?"" d,,ll!enel de prevenjSo do trafico.
O Sr. Minislrb da Juslira (rom forra) :Gasla-
raro-se.
O Sr. SaySo Lobato:A eonscieocia publica que
julgae o nobre ministro a este respeito. E, senho-
res, nao muilo be de admirar que se dispenda.se es-
banje o dinheiro publico por este modo, porque s e
l",nemoS Prescra,*r mjsterios da polica...
O Sr. Mello Franco :Qoe de horrores !
O Sr. Sayao Lobato :....verismos lilailas ou-
irat sominas assim barateadas, assim esbanjadas. A
el eslabeleccu urna gratificado para o chefe de po-
lica aqui da corle de 2:1003, alm do scu ordenado
de desembargador ou de juiz de direilo ; mas o que
raz o governo ? qual he a pralca. l)a-e mais para
carro ao chefe de polica 3:000o "' 3:000 cusa o
carro do chefe de polica Assim augmenla-se a
despera sem au(orisarao das leis, coutra todas as
resras. ,
Nem se diga quo isto era urna necessidade a bera
dodeserapenhodo arduo e importante servicn da
polica da corle; nao, meus senhores; esl na lem-
branca de todos, rfoconheciraenlo do paiz. o que
era enra polica qoe andava a |p, a polica do Sr.
Eozebio do Queiroz, em comparado da polica que
rola no carra. O Sr. Euzebio de Queiroz. foi chef
de polica nesla ciliado com 2:800 limpos e seceos:
qela sua iuletligancia, pelo seu zelo, pelos seus es-
foro, pelo seu pVnolismo, soube fazer da cidade
lo io de Janeiro'uma cidade verdadeiramente De-
liciada (miiifos apiiadot); fer na cidade do Rio de
Janeiro servicos l< importantes, como nunca Paulo
remande eeruegtlaquande o Rio de Janeiro era
tres ou qoalro vetes monor, quando dispunha do
pleno arbitrio, qdando saccava sobre o erario e suas
ordenstram aceras. (Muitos apoiados.)
B nem se diga qoe o carro be indispensavel por-
------~_. ...H. uu> ucarm ue luaispensave por- oeclarou a nlli, m .-.._ ',------ "luu
que dial, de polica l.m de estar aqui e ajli.V Os nos no eonio^ml nn?- r"f.,nf! senhure'-
johw de direilo *. obrig.da, nma conlinaada leis qu emo. ? p0u bam V"*0 W leal da,
viasjttn nas toas comarcas... da le aue ,,, .A. ; he' ""30 fiel e leal
ySLFerraz-E-chefe*da po,icia da*- E&-czz:-Tia'lo'-)
OSr.Sayno Lobato:-.... pneisamaeconauci0 ?* *" "'*' ^ hora- '-ev.nla-se a
para peregrinaren! pelas comarcas; sao obrigados a
triplicar a sua despeza, deimndo suas familias nos
logare, onde tem domicilio fizo, indo 'abrir c jury
ou eorreccao, ou fazer outros actos do oflicio em ter-
mos da comarca, c ahi montar nova casa e triplicar
----------, .,. .v,lmt iivtg van tj ui|)ift:,ir
a aespeza; entretanto que gratificarlo tem os juizes
ue direilo Entendcu o nobre miuitro dar-Ibes al-
gum auxilio? Nem o fez, nem o devia fazer oem
o poda fazer, '
ouPral'prvin'cia,''^ ^ C"efe, de P,C de
OSr .Saj/a-cioio/ar-E por fallar oo cl^efe de ca~ATbuquerq S
poUcw desla capital^ nao posso deixar de taanlfesl.r BKrWao o Sr Joanoim P ,
acamara, (mesmo continuando neste p.r.llelo da leiTaemenU, q Francieo d P#Jjla Es-
a honra de ser Foram ^adp. S'im al.encao do ser
VICO (Hllilirii l da corle l Entre molos fados vos citara
vos dar a medida dos excewo* desta polica
hecereis ale qno poni chegu a sua lyranma.
Itancez cslabelccido no Ro da Janeiro morava
em urna casa Da qaal. ou porque livesse feilo bem-
eilorias, ou por nuiro qualquer Ululo, se repolava
com direilo a continuar a morar ; o respectivo oro-
prielario Iraloo de manda-lo despejar ; elle oppoz-
se, pedio visi, ,,. embargos, deduzio sen, embar-
gos qae foram recebidos nos proprioa autos. Veo-
----------------wv mu, vjaiua*.
D. Joao Honorio Rezerra de Monezes.
Deixaram de ser uolilicados dos 18 Srs. jurados
orleadna para servirem na primeira sessiln l.
O Sr. presidente olliciou ao Sr. Dr. juiz munici-
pal, rcconuni'ii,lando que se empregasse todas as di-
ligencias precisas alim de se conseguir as notlflca-
tOes dos mencionados li Sr. juizes de fado n&o no-
tificados.
Foram sorteados da urna especial para completar
o numero dos 18 jurados 37 expediram-so os man-
dados competentes para suas noli Picardea, os quaes
jurados sao os segoinles senhores :
JoSo Francisco de Albaydc.
Antonio Martina Saldauha.
Joao Francisco Maia.
Jos Gonralves Torres.
Joaquim Theodoro da Silva Cisneiro.
Francisco Mamede do Almeida.
Dr. Cypriano Fenelon Guedes Alcoforado.
Jos donealves do Albuquerque.
Manoel l.oiio de Miranda Henriques.
Antonio Pereira de Farias.
Dr. Manoel Joaquim de Caslro Mascare nhas.
Dr. Rernardo Pereira do Carino.
Manoel Francisco do .Muir.
Francisco Manoel Reranger.
Amaro de Rarros Correia.
Joao Xavier Carnero da Cuaba.
Jos Candido de Barros.
Dr. Pedro Aulran da Malla Albuquerque.
I.uiz Rodrigues Villares.
Jo Alcxandre Ribsiro.
Manoel Jos das Neves.
Joaquim Antonio de Castro Nunes.
Joaquim Pires Gonralves da Silva-
Anlonio de Souza Rangel,
Dr. Gabriel Soares Raposo da Cmara.
Benlo Fernandes Barras.
Capillo Antonio Alvos de Paira. '
Dr. Antonio Alves de Sonza Carvalbo.
Dr. Francisco Anlonio Vilal de Oliveira.
Jos Rabello Padilha.
General Jos Ignacio de Abrou Lima.
GcraldoiHenriqoes de Mira.
Joao Anlonio de Brito Bastos.
Dr. Manoel Jos de Siqucira Pitanza.
Joao Pacheco de Queiroga.
Manoel da Silva Ferreira Jnior.
Jos Joaquim Xavier Sobreira.
O Sr. Dr. juiz de direilo presidente Icvanlou a
sssao a 1 K hora da tarde, adando-a para as ik)
horas do da seguate. *
. -_- ------------... rUi..bipa^uv3 mije icifytdi
nesla repartir^, consta que fora nicamente preso
. Pela subdelegada da (reguezia do Recite, o pre-
lo escravo Gonzalo, por andar fngido.
Dos guarde a V. Exc. Secrcfaria da polica de
Pernamoueo 2i de aaosto de 1855.lllm. e Eira.
Sr. eonselheiro Jos Benlo da Cimba e Figucired,
u sr. Augusto de Oliveira : O governo Pedente da provincia.- O chefe de polica, Luix
Carlos de Paa Teixeira.
COMMISSAO DE HYGIENE PUBLICA.
A commissao de Hygiene Publica, encarre-
Ma pelo fcxm. presidenlo da provincia de organi-
nar ao allino, como fazem alguoi, bebidas espiri
tuosas.
V.
. As indigeiioes, e arrotos azedoi, os quaes por si
so nao sao smplomas do cholera, eiigem promplos
cuidados, qLindo reina epidmicamente esta alTec-
i.Mo ; porquaiie pndcm ser signaos precursores do
mal, quecunpre talbar. Combater-se-hao as in-
digestOes con infusoes aromticas de cha da India
de macella, de horlela, com as paslilhas e agua da
mesma borte,a, dada esta a pequeas colheres. Se,
nao obslanli a applica(Ao desles meios, manifesla-
rem-se criicar/ea, solugos ; se o eslomago lomarse
dolorido, sen uecesinrio evacuar este orgao pela
bocea. Paraconsegui-lo recorrer-se-ha unios de
ludo a lililiacjo da campanilla da garganta, excitan*
do o vomito or meio de algumas tacas-de infusao
arromalica, ru de agua moma. A agua de brlela,
ama duzia d( goltas-do elher era urna colber gran-
de de agua ctmmum, na opiniao do professor Cayol
so por vezesseguidasde melhor resultado do que
as bebidas tejidas, quando se quer provocar ovo-
mito na iiidigjslo. So porm esles meios anda
forem insuficientes, recorrer se-ha a ipecacuanha
pulverisada.dando-sedo 9a M graos em urna pe-
quena taja da agua tepida. Logo que liver-se con
seguido o resillado desejado, farse-ba descansar e
transpirar abundantemente o doente ; e islo se ob-
lem, conservmdo-se elle bem coberlo e quieto.
VI.
Nem semire os meios cima indicados conse-
gnem fazer desapparecer o mal ; o que indica urna
tendencia paia o cholera; Se se manifesla urna fra-
queza inslita, dor de cabera ou poso, dborreci-
mento a comida, nauseas, vmitos biliosos, ancieda-
de o peso do estomago, prisao de ventre, borboryg-
mosou roncos do venlre, quer se achera reunidos
todos esset symptomas, quer se apresentem isolada-
menle, enlo ha mais receio do cholera, do qual
esses sy.nptomas sao preludios evenluaes ; e nestes
casos compre combate-Ios com presteza.
Acbando-se o doente nestas circunstancias se llie
applicar um pediluvio oa liando deps muito queli-
te por esparo de un guari de hora, conservndole
a agua .tusante esse lempo, na mesraa temperatura.
1 criiiiudo islo, eiixugar-sc-bao os ps com um panno
queole edeitar-sa-ha o doente em urna cama de
roliao bem aquerida, pondo-se no p do Icito e om
seu interior botijas ebeias de agua fervendn. Dei-
lado o doente, applicar-se-ha sobre o ventre urna
lrza cataplasma de familia de linnaca;|e se acaso vier
a fallar a linhaca, ser osla substituida prlo milo
de pao, anudo ou gomma, convndo para qae se
torne mais emollienle a cataplasma o nao adhira a
pello, por sobre sua superficie, depois de estendid
urna punjan de oleo de amendoas doces. Se o do-
ente experimentar dores agudas no venlre, enlo a
cataplasma ser preparada com cozimento de cabera
de papoulas, ou por-se-hao sobre sua superficie 20
ou 30 guitas de ludano de Sydenbam.
I'eilo islo, se ir dando a beber de maia em meia
hora urna' taja de infusao de macella on de lurtela
pntenla sefta, on de salva menor, ou de hyssopo.
Pa inlenco de calmar as nauseas ou vmitos, se
dar agua de Sellz em pequea perdi de cada
Cessando a transpirarlo, provocada e entrelida
REPARTICAO' DA POLICA
Parle do dia 2i de agosto.
Fl.VH.flr.',T.'! "r .co",,eci'nen", de V. Cessando a transpirado, provocada e entrelida
nest'a renarHca Parl.eipacocs hoje recebida. pelo, meios indicados, e'expcrraenlando o doenle,
nesla repart^,., consta que fora nicamente nresn csniiilii.;Um^......i/___.i;.;. ....... '
Se este (rabalho nSo prima por ideas novas, con-
tera todava preceilos fundados na experiencia ; e
"lo nao he pouco. A commissao servio-sa ue lin-
guagem, que podesse ser comprehendida por todos ;
pc-le deixar de ter de outros muitosM^- J^T&jgSStiLiJgtil S a ~* -nifesla. qualquer ,e
itarei m.,iri,..... le da commissSo. xl' asna nalureza, se fo- acompanhada de explosao
airo de menor imnortane.a. m de gatt5 01l Yenl0i ^ >m!,nar ,_ de.
eiiica. locerca do clarada a cholerina, qoe be o cholera em'miniatura.
ganisaa, pela ommissao de "ugiZ^Puluca vJtt.t ta7ha deVe *" comba,iil ,sem <,.
da provincia de Pernambueo "'"" F""lXCa vl9,,aue qualquer excesso, orna perturbadlo moral,
, "- o eslomago sobrecargado, a mudanza do lempo
A experiencia tem mostrado, qne o eholera-mor- denl Hod'fr.i.V,'" lri"'SU I1"83'9"1 -
sixzz^^ SESSr^=S; sgsH5Fs-E=S:
Anonlarei om ontro de menor importancia, mas le da comm"f
ijue lambem muilo significa, porque be um'peque.no Fre'cr'P,es nyg*enicas e therap,
ndex que moslra o como a autoridado policial com- c*o'e'aior0us, fundadas na
prebende a sua jursdiccao a osa della elle revela 0""isailas pela commissao de
SSESH! %SSS Ba{32gSg
que
. '.-------1 """> auiuriuaao policial com-
preben Je a sua jurisdicsao e osa della, elle revela
nem o estado de cousas no nosso paiz. Um moco
era urna casa muilo respeilavel, de um dos nossos
venerandos homens, a quem o paiz acata e respeita
por mullos ututos, em apa conversado familiar,
alguma cousa de chistoso em relajo pessoa
do Sr. ebefe de polica. Sabis vs oque acooleceu
a este mo5o O Sr. chefe de polica se julgou aulo-
nsailo a manda-lo oIRcialmente chamar sua pre-
Deonr,:r;rrfair|.rtenaeU~0 an,eaou-<> rt Pcrseguicao
por ter rallado dessa maneira no scu nome em ca,a
do Sr. marquez de Olinda Declaro esle nome res-
peilavel, para que o, nobre depulado nao diga lam-
bem que he um fado encapotado.
Urna toz : M.ndou-o chamar, be verdade ; mas
nao o ameacou. '
prbao*' 'Say'0 LObat" '' ~ AmBaC00- l've al de
E o qae quer dizer, senhores, o chefe de polica
mandar chamar ao scu Iribunal em moco, admoes-
la-lo acremente ? Nisto mesmo esl urna amea-
mn'd ** lr,tam negocius parlicnlares por esle
.Mas, Sr. presidente, quando laes fados se d,lo na
pilal do imperio, no poni seguramente ma civi-
lisailo, na residencia do governo, em lorno de todas
as grandes reparlicoes publicas, oeste grande foco de
luzes e civilisacio do paiz, nao he muilo que laes
abuso, em oulras localidades aconlecam. E se o go-
verno cruza os bracos, a nem ao menos no seu dele-
do a tatere, que Ihe recebe as inspiracOes, com
Man tnii-i n> .1 1____i_________ a s> _
quera l.di nocturna e diurnamenleriio p comed- VCn,re com un
menlos, nao castiga, nao corrize la.-s.hn. L- ?ose com e"e Pre>
memo,, nao castiga, nao eorrige' taes' Vboso." he
api,,Z0)Vern0ql,er,5l0n"!SnU>' [A* "*
Meus, sellhores, o governo quer e acororoa laes
se diga qu, |, dl lel ,ei ao ,e Mmh;l
f.,^", lei em lem lud" s Pfovdenci.,, fe
ferecc todos o. meio., a o governo esta poe ella ar-
riado para prover a esle servijo muilo livre e de-
sembaracadamenle. (Apoiados.)
der ri,C,"C!UVJ0m.el,,a >" pon-
tm>; Car" e de rtelemhrn 8. hoje nao
Ikk i hoVS fa V."'""a P'o chamado par-
ervir ra, ?*& bJe h* ^^ eamo P''e"lo
Vel'uZ 0ar,Pa',a,-,,"n 'Clarou o Sr. senador
ver ueiro, orgao muilo compelenle, de nenhiim
ec?aroS '^"i0 p",id0 lib"al e" mmSZ
i a nao queremos mais reformas, senhore
I
iacao babitoal .Trasimeni depois da am eaixmC-
dm^e,d^WU>'adI'a-"',0U- "* -"-
E Tolla ?
A proposito, arcrescenlou a viuva do general;
ouvi dizer qae sendera vai casa-la ? Terei muilo
Isao ainda nao est feilo, responden a condes-
aa vivamente. Bem .abes, minda chira, disse ella
marqneza. qae nos primelros das do mez passado
recebemos duas carias, orna de meu irmao de An-
cn ooirt. de meu pnmo de Forli, os qoaex pro-
punbam cada um de sua parle om marido para Tol-
la. O mancebo de Forli lem vinle e qualru annos,
lie linio nnieo e lera qoalro mil sequi.s de renda.
- Hso be magnifico, querida condessa! inter-
rompeu viavaHto general, e espero que Tolla.....
Tolla vio aquelle que Ihe era proposlo. He
um bello rapaz alto, louro e bem educado. Ella
rcjeilou-o francamente.
Sem dizer porque ? *
Disse qae Ihe era nnlipalliieo, O outro* ainda
ao vena Roma, e tmeme vira sa ibe dermot es-
perara-*,. Segundo nos informara, he bera apessna-
do, nao lera anida nula annos. n he mais rico do
que o prelemlenle de Farii. Indagamos de sua re-
pulacao. e nada soulwoios qoe o desabone. Elle sa-
be qual ba o dol de Tolb. iscreveu a meu mari-
do qaa eslava rain satisfei/o, e que se leria or-
lado aa melade. u O qo procuro, dilia elle
minando, ba una amiga, nina rsoiber amora.
urna boa mai d familia, urna pessoa emm que tai
ba pardoar-ma os maameraveis defeiloaque lenho. .
Ali I ate ha bafa 1 U, admiraval I he ubli-
me I exclamou a viova de general, a ata am seclo
como o nosso, 8o qual o mocos (em-se tartudo mais
egosta qua M velbos I Um digno mancebo I Ea-
pera qU, Tolla nao o ragetiar. I...
fer* M'n0e' iTlr ">a^c.TPL,era,,o
Por motivos de molestias justificadas, os Srs.
administrador do consalado. Anlonio Carneiro Ma-
sito Ros ; Anlonio de Hollanda Cavalcanli de
Foram multados em 20}, os senhores :
Bernardino Nones de Oliveira.
Joflo Raptisla dos Guimaraes Peixoto.
Til l,Ve"P", e P1"0*"0 eome uurro
^ili i-"" ?" ?"*"' Pll'"-> pelo .alie,
petojardira, peta sala dejogo, por todo.' os cantos
da casa e ve erafim zanir em torno das tres miis
06 lalllilllcl.
Urna noticia imprevista e que ferio a todas Ir"
como um raa, hegou a ellas sem que se podesse
saber donde vinha. Era am desse, boatos egeis e
discretos qae parecem correr por i mesmos a pela
aa propria forca, e que enlram em lodos oa ouvi-
dMaM que alanem o, leuda vi.to hir de nenhu-
ma bocea. Quando chegou ao sof da marqueza,
enioc..esmai diversas, mas iznalmemle vilenlas,
nebaxnram s no semblante das tres mais que ahi
conversavara. A viava do general coroo como ama
apoplelKa : o espaulo.a iaveja, a avareza engaa-
da, a ambirao destronada, o temor do ridiculo, a
resolm-ao deeombaler. a confiane. em las forc
a esperance de vingar-se. em urna pal.vra todas as
paixues odiosaspassaram-lhe palo semillante coma
rapidez do relmpago. A condessa, sorprendida por
uai lance de felieidade par. o qual nao eslava pre-
parada, licou estupefacta como om ceg qae reco-
brare a vista diaiila de om fugo de artificio. A mar-
queza que vira nnscer Tolla, que. tralava-a terne-
mente por filh, oque consentir era receber ora
Uiromiuemtuaca.a pelas instancias de Filippe
reprirur, um movimenlo de sorpraia dolorata.e con-
ia, lagrimas, quando ouvio murmurar esla noli-
Mhto saliera ? Lello ama a Tolla !
.mA2!^a a Viuv-3 d0 pener"' foram Pimplas
emcateollarsuacraoeao como pessoas civIlMadas, e
a sezdji la sobre ludo disfarcou tao vivamente seu
odio, qneosollios de ama inimig nada teriam vlslo.
A tonviraacao prelongou-se tem incidente al oirze
haraa a trej quartos, versando sobre a ehuva ter-
i na lo reza ;epor islo qoando essa afleccJo
- i ,-^-.^-.w pode,,, ini-inrm.n ^
(ensidade, ou ser substilaidos por oulrot mais gra
ves, que conslituera os seas primeros symptomas.
Durante as epidemias de cholera qoasi todos ,en-
lem-sc imlispjsios : assim pois, em laes circunstan-
cias, ennvem que se (enha vida regalar, aviUndo-sa
com lado o cuidado nao so as fortjja impressoes mo-
raes, senao as vigilias, e fad|gas intclleduaes e cor-
poraes, sem com ludo cahir-se no excesso opposto
e que se observe o que pissaremos a expor.
II.
Para que o homaro se defenda das vicissitudes at-
mosplioricas, e possa resistir s intemperie, dos cli-
mas, torna se preciso que ase de vestuarios; islo he
que garanta loda a superficie exterior do corpo oa
cutnea com envoltorios ou roupas.
De lodas as substancias empreadas em vestuarios
a M lie a mais efilcaz, e a qae consegue o fim dese-
jado. Nem lodos prnlera habiluar-se i flanella :
aqiiclletqiie a nao supportarm, ou lemerem ad-
quirir o habito d.lraze-la. devem pelo menos co-
nrir o venlre com urna cinta de la ; e conforman
..jilo, procedern acertadamen-
te, porqnanto os fados tem mostrado que nada he
ma. avoravcl aos golpes do cholera do qua as va-
riaraesalmospliorieas. e a passagem do corpo do
calor ao fro ; e nngaem iznora qae freqaenle-
mer.te os pequeos resfriamentos infiaem especial-
mente sobre os intestinos, e em tempe qoe lavra
essa aflecrao, convem nao esquecer qoe ludo que
oecra sobre ellos, ludo quo determina perlurbaciVes
ingestivas predispe a ser-so viclraa desse flagello
do seero humano. He preciso pois conservar aga-
salbados e quenles os pos, nao expodo-os humi-
dade, a vitar a arelo do ar fro e homdo, os
ebuv.scot e sereno ; porque islo muilo coocorre para
que apparerjam soflrimentos de intestinos.
Se he preciso evitar, por meio dos vestuarios, as
vanees almosphericas, compre ler em memoria
que a habitadlo muito influ; sobre a saude.
Para que o liomem goze de saude precisa respirar
um ar poro e vivificador ; e se quer escapar s epi-
demias, deve esforcarse cm qoe sen aposento este-
ja isenlo de humidades e de emanarles miasm-
ticas, o asseio do aposento he urna das condicOes
exigidas pela Hygiene. Seria intil e fra de pro-
posito demonstrar aqui quanlo a inobservancia des-
te preeeilo conlribue para o desenvolvimenlo da
molcslias.
Nao exislindo latrinas nat casas desla cidade, sed,
liabilanlesseservemdos quartos para deposito de
TURY DORECIFE
Dia 33.
.,.;,.. .SESSAO ORDINARIA.
//eiiaVmciado Sr. Dr. Manoel ClementinoZCar
nelro da Cunha. os o r mephilico contribae para o desenvolv- W3T. "'""'""' "" 1< lu.i.ar.o ene. urna ou
i,rT0tTl.P,lb,,e0,,,Sr-Dr-Anlo"'L''Caval- """"'"las molestia,, quando reina epidera Z,l ~!Tatlt^ Xr^ mdlcadas- P,er-
nl. de Albuquerque. wval eame.ile o cholera, esse ar infioe poderosamente .! *2?. K 6 connanS?' flue aquelles
paraqaeomalaccomroelta aquellesqu" c' repi! 5e !m..Paris r?>rreram a esse meio
rtm.
IV.
_ Sendo o homem obrigado a alimenlar-,e para que
.. possa viver, curopre que o faca sobriamente, e
como ha alimentos, que sao digeridos com mais fa- Tn.',','L'~"""" "V" "'/'""y"" ?""" "
elli.iade, e curapre evitar quaquer perUrbarao da horriv.i qUe T "" "' 8 ehol",a ,emJ"do
. digestao, as fract., bem mador., e o, legam da- ,''!'' cons,d8r,*n> *"mo ra,". Pediera
,. vmenlrnremfracaprorK.rcaoiasrefeiccsTquel- 2?" "f"1'1-l"'0 ,M M elle ia*
, -..,, mmmn uavalcanli de lesqu. dellcs asara habllualraenle Se pre ,o tni mu,.,a9pes?oal'- .
|lbuquerque;PdroJoaq0im Gomes e Joao Jos eslomago nao tem appel.ucia algoma aos ahraTn- -Afg* V**P& .""* he applicado na
ie"'"- ^ Icaolidos, r.correr-,e-ha ao, caldo, eugeir.?,"- lft,l",^1al,,d, na h* "nao a di"rrh6a-
Foram mu lados em 30}, os senhores : pes. Aqeiell,, que fazem oso do cha ou cf" de- oftS? i 1 '." g"a' T Uma P'"iaeDt ,aa de
poi. d. refeicSo poden, contina.r !ma-l raa, Z l? d' hor,el*' ou """"e, em ama colher
eom rooderacao e coidado, absfendo-se de aiidicTo" S. h """I" ; e P1"1.""-'-''3 lomar a mesma
mino jyse de hura era dora, de duas em dnas, de tres ou
,------------------..ub..........iw-, ^ vi[^niiiCMi .....y v
como quasi semprc soccede. um alivio geral ; se a
linciM apresenlar-se hmida, e ello queixar-se de
fraqneza e desojar alimentos, se Iho dari caldo de
vacca fri s colheres de llora cm hora, depois de
duasem duas horas, ou Je tres em tres, medida
que se for augmentando a dose. Se o doente nio
apresentar alterado alguma,que faja crer que o mal
lem cessado, se Ihe permiltirao as sopas de massas,
as canjat de arroz ou de salepo, havendo cuidado
de por-se entre cada refeicao um intervallo de 4
horas pelo menos.
O doenle poder fazer uso da agua pannada ou da
de salepo. Se preferir as bebidas acidas, juntar-se-
na agua o xaropo de groselbas, ou se Ihe data al-
guma limonada ou laranjada, consullandn-se antes os
hbitos do doenle; pois que em algumas'pessoas estas
ultimas bebidas provocam clica,, que convem evitar
ou reprimir.
nem semprc se consegue que cessem os ncoramo-
dos de que tratamos, nao obstante a presteza empre-
gada na applicacao dos meios therapr uticos. Quan-
do menos se espera apparece a dinrrhea, que s ve-
zes de o primeiro e nico syinptoma precursor do
cholera.
Desde que a diarrha se manifesla, qualquer qne
.^ v .-.uw .ii-,^-i i,./. iicaic i .-.j cuiii|'1C pm-
vocar por toijos ot modos a Iranspiracao geral, e para
i-.i i, .an>. I ln ... _.._____;_ _________ .. ,-i___t._
,----- .......^...(/inu^.......t|^.....c||iC( i.- |m; ,)nl, UIUII
chicara de infusao de macella ou tilia, borragem oa
salva, ou ainda melhor de grelos de larangeiras, que
se tornar mala estimulante juntando-se-lhe, como
se pralca no Para, tres ou qualro colheres do cog-
nac, atenebra ou mesmo cachaca forle. Por vezes
h3o basta mais do que islo para que apparera o ca-
lor geral, c com elle a Iranspiracao e a soi.nolencia.
cessando as anclas, nauseas, vomilos c dor de esto-
mago, s restando a cephla|gia ou dor de cabera que
sinapismos nas extremidades fazem cesoar, a secara,
abatimento e fraqueza em lodo o corpo ; mas nem
sempre as coasas se passam assim : o inlestino ex-
asperado nao participa da calma geral, as evacuacbe,
ou diarrha continuara, e isto nao s se pppe a Icr-
minacSo do mal, te nao contraria a transpirado, que
he a coosa essencial. O venlre conserva-se dolo-
ndo, as vontades de vomitar nSo desapparecem.
>este caso cumpre recorrer aos tres meios segrales
qoe sao bem simples e podera modificar ludes esles
symptomas : primeiro erapregar pequeos clisteres
rcitos com amido ou gomma, jontando-se a cada um
gollas do ludano liquido de Sydenham ; segnuda,
applicar sobre o ventre cataplasmas de farinha de
linhaca, sendo mudada de deas em duas horat; ler-
ceira, dar a beber a pequeas porcOes agua de
Seltz.
Os cly sleres de amido ou gomma eom ludano
preparam-se pondo-se em nm copo de agua moma
uma oa duas colheres desla substancia, fazendo-a
diluir, e addicionando-lhe de 7 a 10 gollas de lu-
dano. Nao lendo-se mo amido oa gomma. em-
pregar-se-ha amaou duas geminas de ovos, ou mes-
mo a clara. Se nem mesmo ;se lera [ludano, |de
que se possa dispor, em vez de agua simples, em-
pregar-se-ha nos clystares o colmenlo de cubeta,
de p.poulas. Esses clysleres podem eer repelidos
segunda e lerceira vez, se convier que osej.m, no in-
tervallo de tres ou qualro hoias. Nem sempre a
diarrha cede a applicacao dos clivsteres de amido,
mesmo laudaoitados e ajudados pela, bebidas aroma-
ticas : uestes casos a essa, bebidas jantar-ie-ha oa a
agua pannada, ou a de arroz mais ou menos etpessa,
ou em fim o cozimento de raz de consolida maior.
' J VIII.
Ha um meio bem simples, quo por muilas vezes
consegue fazer parar a diarrha. Tomam-sa qualro
vezes por da 4 a 5 gollas de ludano de Sydenham
na qaarla parte de nm copo de agua assacarada, e
eslas doses devem ser bebidas pela mnhSa ao levan-
tar-se da cama, noile ao delar-se, e inmediata-
mente ante, das duaa refeieSes, alraoco e janlar
Par os meninos a dose de ludano deve ser calcu
larl._________ ___ a. a .v
----------- ^-..- para
salubridade daa aposenlo,. Se em "erapo, rdina- d*dcf,gUnda ,,d,d' dB *," 3 *lT em. mei copo
?ios o .r mephilico contrihue para devoIvi- t3*-2mm'*'!t qaal ""na"o elle, uma ou
. -J j dnas colheres grandes nas pocas indicadas. Per-
" COlflPflI- ItamloaM .^______A!.__. J_ __s>.m_____
mnesdoabbade Fnrlunati.'o qual fazia maravilhasna
igrejados Sanios Apostlos Tolla dirigi o colilhao
com Lello. O conde Feraldi qae esperava com im-
paciencia a hora da relirada,|ganhou cincoenla e dous
lenio ao primo o cardetl Pezzalo. Todos reliraram-
ae na hora do costme, e a viava do general, des-
pedindo-se da dona da casa, assevarou-lhe que nun-
ca passra um serSo mais deudoso.
Chcgandoi escada, Tolla quii tomar o braco' do
pai, mas por um aignal do conde parlio adiante com
Tolo. Achou no veslilubo um colowo moreno que
envolveu-ain.temalmenleem um largo manto: era
seu antigo pedagogo de Lariccia, o del Menico.
Chova um pouco, disse ella, e amlraru a casa
nao teja longe, Amarella onvou-roe. Mas que lem.
aenhora 1 Aconleceu-lhe alguma coma !
Crs isto, Menico ?
Cerlamente. Ha duascnuws no mundo qae co-
nheco bem, he o co e o temblanle de Vine. Tanto
em um como cm outro sei quando a tempestade esl
para vir.
Tenbo enlo um semblante lerrivel?
Nao ; mas parece-me que Vmc. est ao mesmo
lempo alegre e asaslada 1 He verdade 1
Talvez ; mas para que queres que eu le diga
meus segredos. meu pobre Meuico f Silo cou.as a
qoe nao podes dar remedio,
Perde-me, posso tempre dar cabo daqoelle
qae ousasse ofieude-la. Oalxe lirar-lhe o manto :
poi. ja somos chegados.
O conde e a condessa segairam os filhos depois de
uma conferencia de nm mioulo. Tolo relirou-se
discretamente tem fazer nllusao ao que ouvira dizer
O conde abr.irou a filha e a mulher, e recolheu-se
ao sen qoarlo. Menico foi deitar-se na eslribaria
onde o palafrenero empreslava-lhe melade de scu
leilo. A condssa condoli Tolla i sua alcova, f-Ia
assenlar-se no lofii qne ahi baria, lansou-to rlra-
menle junto della, abracou-a com elTusao, dis-
ae-lhe :
Conla-me ludo Elle ama-la ?
Creio qae sim.
Desde quando ?
Qaem sabe ? Talvez desde o comeeo do in-
vern.
Elle declaron-le sso ?
Nanea, a onica prova de amor que lem-me
dado be convidar-me a dansar, preferindo-me a to-
das as outras. A Huwa tem Teilo quanto pode para
dansar um colilhao com ello : mas ralo o lem conse-
guido. Eu lomara essa preferencia por ama home-
uagem rendida A .acacidade com qae eu execalava
as novas figuras que inventa vamos ; porm essas ra-
parigas lindam olbos me hores que os meus, e repa-
raran! ha muilo lempo oo praier que elle experimen-
ta em dansar comigo, na ancia com que procura-rae
quando entra no sabio, em sua alegra logo que avis-
la-me, e em seu desgosto, te nao acha-me ahi. De-
ntis elle falluu.
A quera ?
Aos seus amigos. Nao alrevcu-se a declarar-
me que amava-me, mas leve a imprudencia de da-lo
a entender aos cinco ou seis eslouvados que com-
pflem sua corle. Esles disseram-uo a outros, e lodos
entraram a perseguir-me por esse amor crendo que
eu correspoinlja-lbe, do orle que na i danso com um
delles sem que diga-roe : Lello vos ama.
~ Lello ama-Je repeli a condessa apenando a
hlha nos bracos. E que Ihes respondas T
* A primeira vez qun Pippo Trasmeni disse-rae
quo en era amada e ama va, respondi-llie vivamente :
Qne 1 o seohor estima-rao Mn puurn que possa crer
que cu amara por entr leuimeiitn "!Nao digo iso,
respondeu-me elle.Perdoe-me, a senhor o diz. O
carcter do senhor Coronila he condecido : lodos sa-
be m qua depois da mor le do avo lem elle frequen-
lado mancebo* de loda a qualldada em vez de pro-
de qualro em Ires ou qualro horas, segundo o efleilo
que for pnidii/.indo. Logo qae parar a diarrha,
poder-se-ha suspender o oso desse medicamento,
sendo lomado tmente uma oa duat vezet por dia
na inicnc,ao de fazer cetaar os borygmos ou roncos
do ventre, e as clicas. {^
Muilo se tem elogiado-oa llemanha o aleool cam-
phorado con ira o primeiraa tymptomas do cholera,
e lal he sua reputado, qne patsa pelo remedio dos
pobres. Na Autlria foi elle dado na ultima epide-
mia como preservativo dessa all'eccao, e em verdade
com sua applicacao constguio-sse prevenir mullos
dos seas ataques. Quando te tanlera as inditpoti-
C/ies, que lleam indicadas, ou que te tem diarrha,
pOem-se ou 3 goliat de aleool camphorado sobre
um torran de attucar, que se distolve em um pouco
de agua, do infusas, ou que te Urna paro ; e do
mesmo modo se procede de cinco em cinco minutos,
depois de dez em dez, de quinte em quinze, de
meia em meia hordate quo cessem os accidenles.
Esle medicamento tem a.grande vantagem de ser
encontrado em lodas as boticas, e de poder ser pre-
parado por qualquer pessoa.
X.
Os vomitivos e purcativosfazem desapparecer ma-
ravilliosamenle muilas diarrhat, quando estas prin-
cipiara ; e seria nm erro crar-se que, quando reina
o cholera, nao convem recorrer a estes meios lliera-
peutir.os.
Entre os purgativo, deve ler a preferencia a agaa
deSediitz, que te lomara aos copos da boraem ho-
ra na dose de uma garrafa, ou aoU* o sulfato de to-
da na de 10 oilavas dissolvidas em qualro copos de
agaa que Baria bebidos, um a pos oulro, de hora em
hora. Sua applicacao he recominendada logo que
se mauifeslam ot primeirot tymptomat do cholera.
Convem recorrer ti ipecacuanha pulverliada, se a
bocea achar-se amarga, a lingua coberla de um li-
mo esbranqu.cado ou amarello, se houver nauseas,
e mesmo vomilos de materias biliosas. Nettes rasos
adrainilram-se 18 a 20 graos de p, que se dio a
beber em dous oa Ires copo, de agaa (epida, de ho-
ra era hora ; e ,e os accidenles experimentados pelo
doeule nao pararcm cora a applicacao da ipecacua-
nha, poder-se-ha recorrer agua de Sedlilz, ou ao
sulfato de soda.
Todas as vezes que a lingua apresenlar-se sabur-
rosa, a bocea esliver pastosa, e isto for acompanha-
do de dimiiiuac.iu ou perda de appelile, de alguma
dor de cabera, ventre dolorido, borborygmo,, re-
correr-se-ha aos evacuantes ; lornando-se ainda
mais urgente esla indicacao, qoando manifestar-se
a diarrha co.-n explosao de gazes. O vomitivo de-
ve ser preferido ao purgativo em qnanlo a diarrha*l
nao achar-se estabelecida ; mas, no caso contraro,
preferir-se-ha esle: todava poder-se-ha tentar a
ipecacuanha com prudencia, mesmo quando princi-
piar a diarrha ; cumprindo prevenir que, se a di-
arrha dalar de algn, dias, ou for abundante, em
vez dos purgativos ou vomitivos, ser preciso re-
correr an ludano, quer pela bocea, quer em clys-
leres,applic.indo-se ainda esta meio te os purgati-
vos livcrcm provocado evacuacas de rentre mu-
(issimo abundantes.
XI.
Entre os medicamentos, que lem sido applicados
com proveilo muir a diarrha, fizara o sub-nilrato
de hismuth; e como cumpre evitar que esta persis-
ta, ou se revista de inlensidade, em consequencia
dos perigos a que expoe aquelles que se achara por
ella accomincltidos, esse agente therSpeulico vera a
ser precioso, principalmente para as pessoas sujeilas
diarrha, ou que della solTrem desde algum lem-
po. O sub-nitralo de bismulb na dow de a a 4 oi-
lavas para os meninos, o na de 4 a 8 para os adul-
lot, puro ou misturado com os alimentos, sendo
melade da dse preteripta no almoro, e melade no
janlar, consegue fazer parar as evacuarnos do ven-
tre ; e sua applicacao he tanto mais recommenda-
vel, quanio he elle inspido, e pode ser turnado f-
cilmente na sopa.
XII.
Algumas vezes os primeirot symplomas do mal sa
apresentam mais pronunciados", persistem e tao a-
companhados de maior resfriamenlo, de' algumas
cai ni bras fraeat nas pernas, peso nos tombos on ruis,
dor ou caimhra forle|no epigastrio ou estomago, e
febre ; a poslo que islo u3o seja ainda o cholera enn-
lirmajo.lo lavia pode ser considerado como cholerina
ffrarav^estas eirru instancias recorrer -se-ha s pres-
seripsOes a indicadas, convndo nao s redobrar o
cuidado e a promplidao nas applicadtes dos meios
curativos, senao prescrever fr i cees por todo o cor-
po por meio do escova ou flanella, quer secca, qoer
embebida de aleool camphorado. Se a dor ou eaira-
bra do diapbragma persistir,' at*licar-se-ha om si-
tupisino pequeo na bocea do attOnwo, reprlindo-
s a sua applirae io, se n caimhra nao rMet. So Pa-
ra em casos ideulicos, quando a dor ou caimbra nao
cede, tem-se recorrido a sanara do braco, tirndo-
se da veia de 8 a 10 onra. d taneue ; c o presiden-
te da Commissao de Hygiene Publica daquclla pro-
vincia, em seu bulletim, affixma ler conseguido
vantaiMaos retullados, nao obttanle a repognancia
quo cnconlra na populaco.
XIII.
O doente nao devo considerdr-se curado, s por-
que os symplomas precursores do cholera lem des-
apparecido. avnelo cessado esses symplomas, o
doenle enlra em eonvalescenca, cuja dura cao he
proporcionada molestia ; e em quanlo ella dura,
cumpre-lhe observar com o malar coidado os conse-
Ihos hygienieos, prestando escrupulosa nlleucao
qaalidade e quanlidade dos alimentos*, qae ira gra-
duando com muila circumspecfao. A repetirlo des-
set symptomas he quasi sempre falal ; ti o menor
desvio de rgimen, a mais ligeira infrarcao dos con-
selhos dados podo fazer reapparecer o mal, que se-
r entilo revestido de symptomas mais graves do
qne esses, que baviam sido experimentados ," toda-
va nem sempre se morre com a renpparirao deses
symptomas, e o medo em laes casos nao faz senao
dar mais gravidade molestia.
O excesso de cuidados, a mudanra de hbitos, a
altenrao ao rgimen, enfraquecendo o orgauismo,
predispoem para a molestia ; por isto, havendo ces-
sado a cholerina, c lendo-se voltado s condir.cs
ordinarias da saude, convem banir lodas as precau-
coe, superlluas, e vollar com confianca e Iranquil-
lidade vida habitual ; o que nSo quer dizer que se
entregue aos excessos, porque esles concorrem para
o desenvolvimento dos svmplomas. ,
xrv.
Infelizmente nem sempre as cousas correm tao
satisfactoriamente quanto se deseja, e casos ha, em
que os meios therapeaticot nao conseguem fazer
parar o mal, oppondn-se ao progresso dos seus symp-
lomas. Pelo contrario, esses symptomas revestem-
se de inlensidade, e oulros mais assustadores tea-
preseram.
Desde que ns dcjecc/ics liquida", de eslercoraes
e amarelladas, que eram a principio, lornam-se de
cor cinzenta-esbranquieada, inodoras e anlogas
agua de arroz, raais ou menos espessa ; desde que as
ourinas dimiuuem ou lornam-se albuminosas, acom-
pandadas de dores nos rins e de augmento rpido
do senlimenlo de fraqueza, o cholera tem cometa-
do. Se a esles symplomas vem encorporar-se os
vomilos semelhanlet as dejeccSes ; se as caimbras
principiara a atormentar o doente, e as ourinas se
suspendem, o cholera est confirmado. Se o rosto
emmagrece rpidamente ; se a pelle torna-se fres-
ca, e o, pulso te deprime, o cholera vai em pro-
gresso. Se us olhos se encovam .presentando om
circulo azulado ; ,e os vmitos e dejeccoet brancas
augmeolam ; se a lingua se resfra, assim como a
pelle, que torna-te lvida e se cobre de taor fri,
viscoso ou mesmo aqunso, com exlincco do pulso e
da voz, a moletlia se aggrava cada tez mais, com
as caimbras, que acabam por cessar, como os vmi-
tos e a, dejeceOes alvinas, medida qne o doenle
chega ao ultima grao da fraqueza e da agona. En-
iao o contado do-.lenle faz experimentar a mesma
tensarais, que se leria locando-te uma raa que ta-
hisse d'agoa. Se a pelle torna-se cada vez maia lvi-
da, principalmente na direcdlo das veas, so conser-
va as pregas que nella se fazem aperlaudo-a ligei-
ramcnle entre ps dedos, eirtio tem-se o espectculo
de um cadver que ainda vive e falla, e netse esta-
do, que hn o ultimo periodo do cholera, o suor e
e balito fri do doente apresentam um cheiro rae-
lalico como o do cobre.
XV.
Apenas so manifestaren, os primeirot symptomas,
que iodicarem que o mal, em vez de ler parado,
vai em procralo, ser preciso cuidar de combte-
los, lendo-se sempre m visla que no Iratameuto do
cholera be preciso nao perder lempo.
A primeira indicacao, qoando se tem de atacar
esla molestia, he a raais imporlanle.poit qne o symp-
toma predominante e maia assostador he o resfra'
menlo lerrivel, consisto emaquecer o doente por l-
dot ot meio, possiveie, nao s externa, senao idten.a-
menle. Envolver-se-bao os membros da pessor, que
se achar resfriada pelos primeirot accommclimeulot
do cholera, com loalhas muito quenles, cercando lo-
utr u
ieio,i
corar smente ot honestos. Repele-se Aor loda a
parle que /.oraba da cous* oais sera que/na no mun-
do, o amor, que he uui dos lioineni qua nao tem ou-
Ira oceuparao senao engaar o nosso teio, e que uma
uoiao com elle nao seria f|iz.
E que respoudeu-le Filippe ?
Nada.
Dava-le razao.
Sim; mas na quinta feira seguale tornei a en-
coutra-lo em casa da mili, e elle disae-nie : Lello be
melhor do que a seobora peu-a ; elle s falla a seo
espeito e ama-a loucatncnie.He a nica vez que
lenho ouvidn dizer bem de Lello.
E qaem falluu-ie mal delle ?
Todas ai mulhcret. Ha qoalro mezes ai rapa-
rigas de minlia idade sarvem-se de seu nome para
perseguir -me. Una vem dizer-me : Einliui vots
ja ama, e fui Lello quem fet este milagro I Uulr.
felicila-me por lar litado o mais bandolero de lodos
os horneo*. Nadina levo um dia a aflouteza da di-
zer-me : Fallemos francamente, minda rica ; pre-
tende casar com Lello ? Esa pergunla Uto inslenle
feila por uma rapariga qne conheco apenas, sorpren-
deu-me muilo ; mas tornei a mim, e respondi-lhe
que eo er incapaz do interes,ar-me por uma pessoa
que nao livesse os designios mais honestos. Ella re-
plicou vvamenlo : Nao confie em Lello ; pois lem
euganado mais de uma, e muda de amores duas ve-
zes por mez. Por loda a parte reprsenlavam-nn
como um liomem leviaup ; mas eu nao sabia como
conciliasse o atrevioienlo de que aecusavam-no com
u respeito que elle leslemuiihava-mt. Nanea tomou
as liberdades que lem as mancebos no baile ; nunca
apertou-me a mau walsaudo. Quando nostot olha-
res e.iconii a\ im-se, elle era mal, promplo do que
eu em desviar os olbos. A's vezes eu rava-me pen-
saudo que elle mostrara aos oulros lio grande amor
para comigo sem ler-me dado o menor tigoal ; po-
rm reflectindo no respeito que elle leslemunhava-
do o sen corpo com botijas cheias de agua ferreodo
oo com lijlos aquecidos, e cobrindo-o inlelrameale
con: cobertores de la. Applicar-sehao sinapismos
nos bracos e pernas e na regiSo do eslomago, man
lendo-os nesses punios, por sparo de cinco a dez
mirlos, c mudando-os depois para oulro* dos mem-
oro! e corpo ; cumprindo previnr que nao convem
que queimem, Os sinapismos podero ser jjtbsiiiu.
dos com vantagem por um padaco da baela Uubr'arriirf
dep lis de ler sido embebida de agua muito quenle e
exprimida ; e com eie pedaco de baela envolver-se-
da todo o tronco detde o, pellos al o baixo venlre,
repiitindo-se a applicacao, sa a Iranspiracao clamo
rar-tt. Se lodos esles meio. nflo runteguirem o lira
desojado, recorrer-se-ha as rric(f>es, qne sero felat
corr aa mos, com escova, teccas. oa com um padajo
de llaiiulla ou baela enrolada em forma de rold,
secca ou embebida de vinagre muilo quenle, ou mea
mo de algumas preparncOsa c-uu.ulanlc, ; convndo
reci mmeii'lar que islo se lara debaixn do cobertor,
p.ru no inlcrrompcr a irradiaras do calor que se
provoca. Emfim poder-sc-hao auxiliar os meios pro-
poslos aperlando-se, espremendo-se os membros e
loda a superficie do corpo com as mos seccas ou
untadas de oleo de amendoas doces camphorado ; e
se islo nao for bastante, poder-se-ha aoutar lodo o
corro do doente, principalmente a columna vertebral
ou espiaba dorscl, e as extremidades inferiores, com
ortigas.
S a uto nao devem limilar-se os esforces. que
convem empregar para salvar o doenle : curapre
obrar internamenle. Diversos sao ns meios: fallare-
mos da'quelles qoe nos parecem preferiveis.
A estancia de borlaba he um do, roelhores excitan-
tes. Pe-se a dissolver em ama tara de infusao de
folhas de horlela, de macella ou de cha da India um
lorriio de assncar sobre que se liver dexado pingar
de I a 5 gollas dessa essencia; e o doente tomara islo
reiterando a applicaco.se a re ireao nao se operar r-
pidamente. Se elle preferir o caf prelo, fro on
quenle, tubstitae a esle a infusao cima indicada -. e
lud) islo podera ser substituido por uma laca de cha
da ndia bem atsocarado e misturado com uma ler-
Ca-parte de aguardante ou genebra.
Alguns pralicos de graude reputarlo recommen-
dam muilo a (indura da Irma de Csridade, cuja
prepararAo daremos, com lodas que nos parecerem
ulels, no fim desle trabalho; e os nomes desses pra-
licos nos anlorisam a aconselha-la. Da-se essa lin-
lurn na dse de nm calix de licor paca om adulto ;
e se a reacc.o se nao opera no fim de meia hora,
applica-se secunda dse. O mesmo podemos dizer
do .-celado liquido de ammoniaco administrado em
um i infusao aromtica na dse de uma pequea co-
lher para cada laca, oa em ama poco composta,
como adiante diremos, e tomada as colheres no es-
paro de 12 a 24 horas, segundo a gravidade do mal
e o mesmo podemos Umbem dizer daHaistura de
Slrugonof, um dos mnis enrgicos excitantes, o qaal
te .< pplica na dse de 15 a 20 gollas em om copo d
vin io braoco assucarado.
XVI.
Ires tymplomas reclamara promplos eserios cui-
dados : o. vomilos, a diarrha, e as caimbras.
Por vezes o estomago regeila lado qoanlo pela
bocea he inlroduzido. Nestes cas, convem que s
bebidas lpelas sejam substituidas pelas quenles,
pois que aquellas sao as que esse orgao expelle. Das
bebidas qaentes passar-se-ha as muito qucules, na
dse de uma colher grande de cada vez, e no mes-
mo lempo qoe isto, se dar uma pocao, coja formu-
la indicaremos mais adianre, eomposta de sob-car-
boualo de Ootaaaa, de limSo, de agua de horlela pi-
nenia e de xarope de elher, e lomada a colheres de
sopa, e sendo regeilada, a pequeas colheres repeli-
das a miado ; pdenlo se juntar a cada colher dessa
pocio uma golta de ludano.
em sempre, dando-se as bebidas em temperatura
elevada, consegue-se fazer parar o vomito. Se as-
sim suceeder, recorrer-se-ha bebidas fras ; mas
eslas, como aquellas, deverao ser dadas em peque-
aas dses de cada vez, porque o eslomago o3o as
su ..portara de outro modo. O gelo dado em pe-
queos pedaros consegue por vezes fazer cessar o vo-
mito, e as aguas gazosas podem ser associadas s
bellidas friat ; e quando essas aguas silo regeiladas
ob em-se frequentemente bom resallado da applica-
cao da poc3o anli-emelica de Itiviere. Vomilos,
que resislem a mullos dos meios indicadas, cedem
immedialamente a uma, duas ou Ires colheres gran-
de:., quando muito, de forte agurdente, ou cog-
nac, dadas de cinco em cinco minlos. O Dr. Be-
auregard, do Havre, em um trabalbo publicado re-
cen te mente acerca do cholera, dizque todas aa ve-
zes que ll.e he preciso tratar doenle. acommellidos
por caimbras, e qoe apresentam dijeeces serosas,
vmitos, fro glacial e cyanose raais ou menos cora-
pela, islo he, pelle azulada, recorre a pocao anli-
cd ilcric.i dos Indios, dada na dse de doas colheres
grandes, uma anos oulra, depois qualro de qaarto
em qoarlo de hora, qoalro de meia em meia hora,
e emlim qualro de hura em hora ; e ailirma que o
efleilo desse medicamento manifestase constante-
mente e logo depois da segunda, lerceira ou qiiarl.
colher, copseguindo fazer parar quasi espontnea-
mente os vomilos e as dejecfOet serosas, e suspen-
der as caimbras e dores do ventre ; accrescenlando
que a contiuuacao, ajudada de todo, os meios, co-
ndecidos, restabelece promplamente o calor do tron-
co e depois o do. membros, desapparecenlo a cya-
nose, que he substituida pelareacrjo ; oque te ope-
ra quasi compra de ama maneira franca e modera-
da neute inliamraalori..
XVII.
se o mal, leodo atravetsado seas periodos,- se con-
firma, e as dejeceesse lomao brancas e abundan-
tes, pouco eflicazes sao por vezes os meios internos,
e os estreos mdicos devem dirigr-se a determinar
a reaccao externa, que a modera quando se manifes-
t ; todava os clisteres muito laudanisados, ajada-
do dos oulros meios, consecuera bom resultado, e o
presidente da commissao deHygiene Publica da Pro-
vincia do Par, em sea bulletim, diz ler salvado i-
gaos doentes, que se acbavao em idenlicas circuns-
tancias, com a applicacao' de um clysler composlo
de 1 libra de solucao concentrada de gomma arbica
e de 1 oitava de ludano liquido de Sydenham, di-
vidida em dua, porees dadas com um intervallo de
tres horas de ama a oulra.
Por vezes as caimbras atormentam por tal modo
os doenles, qae Ihes arrancao gritos, e os forrao a
faner contorses horriveis. Se ellas se manifeslarem
no, membros, a, cataplasmas emollienles fortemen-
te opiadas com ama ou duas oilavas de ludano, se-
ra".' applicadas com vantagem. A massadura, as li-
gaduras momentneas dos membros por meio de um
lerco dobrado em forma de grvala, a distenso dos
mesmos, as friegues com pedaros de flanella on bae-
la- embebida de elher actico camphorado e laudu-
nisado, as fricrf.es seccas feitas com ai roaos simples-
m rale, oo armadas de escovas ou de grossas loalhas
de algodao, ou de rolha. de flanella, conseguem por
vetes alllviar os seflTimentos dos doenles. A appli-
cacao do chloroformio, feila na dirterao da colum-
na vertebral ou espinha dorsal por meio de fr.ccr.es
durante am mnate, quasi sempre consegue. fazei
parar as caimbras, qua nao vollam mais ; e como o
preco desle medicamento he elevado, em vez de ap-
plica-lo puro, poder-se-ha faze-lo entrar en um li-
nimento composlo de 12 oilavas de balsamo tran-
quillo na dse de 1 oitava, e de igual qoantidade de
(inctura de opio. Quaudo as caimbras sao geraes,
po lem- se, alm de recorrer-te aos oulros meios j
indicados, applicar clysleres pequeos conlendo ca-
da um de 6a 12 graos de assafetida deluida em ama
gemma de ovo,misturado ludo com agua simples oa
com cozimento, quer de raz de valeriana, na razao
de 2 a 8 oilavas para duas garrafas de agaa, quer
emfim de raz de peona.
XVIII.
Qoando a epidemia se lem tornado inlensa, o cho-
lera apresenla-se em alguus individuos revestido de
replo te a sede imperiosa ou a vira ppelencia pret'
(reverem o uto de bebidas frita. Netle caso eoori-
ra recorrer ao medicamento Indio, as gollas da mis-
tura de Slrooonof, ao oleo essend.l de" hrtela, se-
gundo o melhodo do Sr. de Block. Este oleo he da-
do na dse de 5 a 10 goliat em om. colher grande
de agua rdenle on genebra, a meia hora depois he
repelida a mesma dase. Vagando a Sr. de Block,
battara 60 goliat; mas, ta assim nao succtde, con-
linua-te a applicacao al que os abnamenos fave-
aveis se lenham declarada. Ao mesmo lempo dar-
se-b. uma forlo infusao da folhaa oa borlela-pimen-
U bem quenle o millarada eom agurdeme oa
rom cognac. Se a essencia de horlell he' regeilada
pelo estomago, o Sr. de Block, recotnmenda-a om
lysleres, que sao preparados com a iofnsSo de flores
de maeella ; sendo dados de quinto em qoinze mi-
nulos qurrlos lestes dyslerat. Quando ot doentet
latiera tem falla, fazendoconlortOes,o presidente da
Commissao de Hyuiei.e Publica do Para recommen-
da qoe logo e logo sejao largamenle sangrados no
braco, procedendo-se depois como fica indicado,
Como a idade e eerlus estados infiaem sobra a sus-
ceptibilidade de eslomago exijao cuidados especi-
aes, convem que digamos alguma cousa a osle rts-
peilo.
Na infancia o eslomago tupporta difiicilmenleos
excitantes muilo cerniros, como a essencia de hor-
lela a ot leonuros, ti excitante qne tolera com
i mis facilidade he o acetato liquido de ammoniaco
nado na dote de 4 oitava, em uma porreo de 3 oucas
.le agua de horlela-pimenta ou de eaniiella eadosada
eom i oilava, de xarope de hortela, jont.ndc se-lhe
i oilavas de xarope de diacodio, te ot vomito, sao
lrnq.ien.es ; pocao de qne te da ama colher grande
de meia em meia hora. Se mesmo assim o mal con-
tinua, da-se 1 ou 2 gallas de oleo de horlela em vi-
udo quente, depoi. de ler-se lido a preciofao de pea-
lo sobre am torno de assaear, e ajuda-ta a ac(3o
deita substancia com a infusjo de horlela dada am
pequeas dses frequenlcraenle repelidas, e cooj es
.'slimulanles externos, entre ot quaes figurao, com
mais vantagem os sinapismos, sendo esles qoati sem-
pre ufllcieiilcs.
Os velbos sspporiam geralmenle bem ot mais a*
nergicos eslimulantcs internos e externos, e por islo
podei-se-ba insistir na appl.car.ao do vinho, dando-o
quenle na dse de 1 colher de hora em hora ; loa-
do-te o cuidado de faze-lo ferver cora am poace de
canella, e .era preciso excitar forlemenle a polla.
As mulhcret, durante a prender, eiiaoaa grande
< oidado, e por islo os estimulantes devem ti
com alguma precaucao, comec.n.lo-se palo actalo
liquido de ammoniaco, passando-se depuin essencia
da horlela, e edecando-se por fim, se as circumslan-
cia o exigirem, al applicacao do cli da India com
(gurdenleoa cognac.
XX.
Quando o doente sobreviva aos tymptoroa., que
caraclerham cholera co..l'.rmado,repparece oealor
ios membros, a circulajao te reslabeiece, a lodas aa
"uncees organicat tendera a entrar em sea (otado
normal. A isto he que >e d a denominadlo da
rencrao ; e be rao que se devem dirigir lodot ot
esforcos. Se a reaccao he moderada, pode eonfan-
dr-se com a eonvalescenca ; mas nem tempre as
cousas te patsara por este modo : .pelo contrario ha
qo.odo se desenrolvem accidentes variados, que exi-
iem tralamento adequado; (ralameuto que to o m-
lico pode dirigir, pnr quanlo namerosissimat sao as
ndicacoes, as homem da arle he qoe compele
aprecia-las e prescreva-las.
I-requemas e variada, sao as perturbasDes da di-
;estao durante a eonvalescenca do cholera. Se o es-
lomago achar-se preguicoso, te as dejeccoet alvinas
forem lentas e difliceis, lomar-te-ha um poseo do
rhuibarbo pulverisado, de 6 a 9 graos em cada dia,
beber-ee-ha urna ligeira infosao de cha da India aa
dt macella depois de cada refeicao, ou usaarno uma
ou duat chicarat de lisaua amarga do.Boeulo, da
cbicorea ou de raz de calumba. Se o doenle ainda
experimentar disposices para o vomito, tomar de
6 a 12 graos de sub-misaU) de bismulb antes das re-
feicOei, o qae fara deaaaao/ocar estas dttpatijyea ;
mas, se este medicamaiK^Batiroduzir efleilo, e..-
lao te Ihe jqntar o p 't'fllt'al de rai* da calura-
ha, e mesmo se experimentftrjo as acuas gazosas de
Sellz ou de Vicby lomadas pela manhaa em jejum.
Se acaso ainda restar escorrancia biliosa, recor-
rer-se-ha ao carvao piilveri graos antes da comida, juntand^Bthc ama colher
pequea de amido diluido i i agua oa cha-
rape de diacodio. Se pelo conlra
vier prisao de veulre, recorrer-ae-ol lytleres
preparados com coz. meu to de faram i semen-
t, de linbara, ou de raz de allaana etc. Por ve-
zes. se nao te cuida do combaler ei de ven-
tre, rcappareco a diarrha, c os di ficam su-
jeilos a essas alternativas.
Se a eonvalescenca tesjntjajatfH regular, o's
cuidados hygenicos devem Ugurar rimeira li-
nda ele. estes casosot cuntoia IMtfl
salhem o corpo ; evilando-se a li
que possa con correr ora o resfria
se exercicos moderado! Jtfv\e
doras regulares, e nellas Wevem enln
s.ibslancias que sao de fcil digestao, o
queno volume contera o mais possitej
uulriliva.gradiiando-se a tua qoantidade rom a mais
severa atTenrao. NatJ | i i j>ajjWse-ba agua do
Scllr, ou mesmo da ?rch* r rc5m urna pe-
quena quandado de vinho. se, p o eaiHo lem-
po, o conyalesctole etperimenlar fadiga geral, e o
eiercicio se llie Ibrnar penoso, recorrer aos bandos
que eniao serao proraitoso.
^XXIl.
Poslo que nao se possa anda avUbelecar de ama
maneira precisa a nalureza doeholera-morbus, a aa
opiniors medicas te parlilbem entre a cootagio e a
i.ao-conlaaiJo ; todava domaus ha de grande repo-
taeao scienlifica, que recommendam cartas prectu-
Cet, qoe nflo devem ficr.em silencia.
Se be vejrda.le, diz Rcamier em um trabalho
acerca dessa affecco publicado em 1819, qoe pes-
soas, examinando muilo de perlo um cholenco, toin,
recebido na garganta e no estomago, pela degloli
Co da saliva, uma impressao desagradare!, cansa-
da pelo cheiro metlico do balito de um agonisante
do cholera, he evidente qo. a contagio se operou
l>or esle modo.'e o fado he lo cerlo para mim qoan-
lo qualquer outro, que se possa assignalar em me-
dicina. E com efleilo o dislincto professor da e-
cola de Parit poda exprimir-te desla maneira. por
quanlo havia pago aumeisnlemenle caro a aaaerien-
ca, visto que fora desle modo que, emtl33SSoira-
dira !o cdolrra, de que escapara nula&rotatante.
Firmado na eipeeriencia que adquirir, accreacen la
elle: .. Quando.se trata do um cholerico tas Bra-
cito prestar muito coidado em nao pr-se a bocea era
frente da do d oente. He pela respiraran, no maior
numero dos casos, que o mal se propaga. E anda
apoiado nos faclot continua : Deve-tefazer remo-
ver com coidado do quarlo do doente as dejoc{et,
cujo cheiro traz suas propriedades nocivas. La-
vado sem dnvida por esta opiniao, e provavelmeolo
bascado em faclot propriot, um dos mais dislindos
discpulos da escola Polv lecboica aslabecea em ama
longa disterlacao que o cheiro das dejeceOes al-
vinas procedentes de individuos aeeommetlides pelo
cholera he evidentemente o germen impastado, qoe
propaga a molestia.
Se a experiencia nao fez interesar aiada eamo
axioma astas epioioet; todava eiicerrasn ellas con-
solhos prudenlrs, que devem ser seguidos. Rca-
mier disse o que couvinba fazer, e fcil ter. manoar
remover promplamente as dejeccSes a, medida qoe
te operarein ; evitaudo-sc sau cheiro por meio da
agaa de 1.a barraque, qae lem a prnpriedade de de-
compor as emanaces miasmticas. Todas aa vezes
que o doente liver qualquer evaeuaco,lancar-to-ha
na vaso, qae as conliver, om colher grande dista
ELIXIR PARBtiORICO AMERICANU.
R.Opio brnlo.......
Acafniu.......I
cido benzoico j
Oleo essencial de aniz .
Aleool ammoiiiacal '
2 oilavas.
3
36 graos.
1 libra.
symptomas ainda mais assustadores, sendo sua nva-
sao Uo rpida que algumas vezes os doente, cabera SareT P^P"*1 P' '.
redondamente no chao sem falla, fazendo coulurses
pruvacadas pelas caimbras ; e islo Ihe d a deuomi-
nu.y.o de fulminante.
No meio de uma diarrha, que parece benigna oa
que lem sido a detprezada, ou depon) de alguns di-
as de indisposicOes que se nao podem explicar, o cho-
lera se descortina de repente por um desses ataques
bruscos, que nao dio lempo para que se combinen.
oa gradu.n os meios. Nestas casos deve-te ir as
apalpadelas, convndo escolher sem demora os mei-
os mais enrgicos. Externamente tar-se-hilo fricroes,
quer simple., qner a.nmoniacae, on avinagrada,,
ou com o liniiiieulo Hngaro, ou com o de no/.-vo-
micae ammoniaco,sobre a regiao dorsal e membros:
applicar-se-ho sinapismos nesseVlugares, a recor-
re, -se-ba s botijas cheias de agua fervendo, aos li-
jla quenle, a envolto, cora balas embebidas de al-
eool aromtico, on de vinagre, e aos cobertores.de
la aquecidos. Internamente applicar-se-ha pla boc-
ea uma infusan aromtica de borlla ou de salva me-
nor, ou, e ainda elhor, da caf prelo, paro ou es-
timulado com o acetato liquido ammoniaco ; ex- Genebra ........' 2 garrafas
Filtre depois de oito dias de digclio.
TINCTURA DA IRMAA DECARIDADE.
roe, te.itia-ma enternecida,
rei.deu-me o corarlo.
Tu o amavas ? Porque nada me dissesle I
Eu amava-o talvez ; mas como elle nao tin
me dado signaes visiveis de seu amor, eu njo oojtava
confessir o mea a mim mesma. Parecla-nie/uma
| lo.ir ura amar sem saber que era correspondida;sen.lo
pe.a lagarellice dos eslouvados que o rodeavam. Foi
enlaoquo Vmc. leve aquella doei.ra que reteve-a
Ira semana, em casa. Tres semana, sem v-lo A
piivacaoque senli nianifesloa-rac a forca de meu
arior. Durante essa longa separacao dau,ou-se tres
vezas em casa da marqueza Trasmeni, e duas vezes
na do embaixador de Franca. Nesses dias fiqai
anella al ao fim do serao para ter o prazer de ou-
vir sua voz quando elle sahisse com os amigos. Eu
li. da o cuidado do esconder-me entre as cortinas;
po.s leria morrido de vergonba, so elle houvesse so-
mente podido su.peitar niinha fraqueza. Algumas
vezes eu ouvia-o fallar de mim com ot seus cantara-
das, lina noite que os amigos canta vam ama cancelo,
cujo estribilho era :
L'acqua fa mal
II vino fa cantare,
reeonherj sua bella
pescadores :
lo li voglio ben asiai,
Ma tu non pensi ame 1
e deu retiran lo-se um grande suspiro qoe pareca
sahir-lhe do fondo do coracilo. Talvez se elle lives-
se nusado declarar-me sua paixao, eu livesse podido
res stir-lde e combal-la pelo dcs.lem ; mas essa
extrema timidez tao rara em um homem subju-
goi-ma.
lias osla noite qoe faz alie 1 quo le dista ? Ira-
hio-te ?
R.Raz de anglica.....
o de calumas aromti-
cos (da Jamaica) .
de eaula campana
maior........
b de genciana ....
Genebra ........
a. 1 aera.
Toz que enloava esta cancho dos
Fol lalrez isto o qae Mea Dos nao. Esta ooita Filippo pedio-me
a flor que eu liuha ao pcilo. e dei-a. Depois da
contradansa Lello lerou o amigo ao jardim. e quao-
dojJllaram, Filippe nao lri, mais a flor. Eu aoo-
Tinhava o caminho que olla havia loraa.lo; roaa fiogi
nada saber, e perguntei a Filippe que Czera della
Elle respondeu-me : Manual rogoo-me lano que en
Ida desse que forroso foi-rae fazer esse sacrifleio.
Mostiei-me agastada por isso, mas eu desejava sal-
tar ao pescoco de.se bom Filippe para abrcalo.
.Infelizmente- alguem os seguir a jardiui, e ien-
le-os eteulado, nao ficou silencioso ; eis como lado
reio a saberse.
Antes larde que nnnea, disse a condeata moi
contente, o quooao permiltia-lhe formolar uan re-
iredens.io. AgVa. minda filha, ouve-me. Amas, e
ic loret abandonada ai 4uat insniracet, esse mor
so te dar desgostos : espero delle alguma cousa roo-
Ihor. Proinctles seguir meus couselhos e os de lea
pai?
i- Sim. senbora.
Se Lello escrever-le, nos moslrtrs toslaa_as
cartat 1 ,s
Sim, minha boa ma.
Nada Ihe responders tem nos consultares r
Nada. f
Todas at ose* que o encontrare, nos lorlooo
.les, nos repetiraa tetas palavras a as loas"!
Prometi.
*
-. B eu prometi te qoe asiles de nm a nao ,er-is
nulher de Lello. Boa aoite, seohora Coroinila '
A condessa coireu ao quarlo do conde, o qual orna
aicdiacao vilenla conservava acMooado, Patmraaj
a noite discutindo um alano ___
^Uado deri. ser a ^^sSfS^SS^
(%t.rmtofHW-A.)
"*5----------
V
_


\
r

-
DIARIO DE PEMJ.IL.UCO SBADO 25 l AGOSTSE 855
Pa.* lodo a macerar durante (reauuqnatrodias;
depois coa-se o liquido, qat pode er conserva-
do un garrafas bcm arrolladas e guardadas em lagar
POCAO ETHEREA LAUDAMSADA.
(Medicamento Indio.)
R.Elher sulfrico :.......4 oilavaa.
Ludano liquido de Sydanham. 36 (rao.
Asna de horleld........3 oucas.
Xarope diieedio.......t c
Misture.
POCAO l)E ACETATO LQUIDO DE
AMMONI.v:o.
R.Agua dislulada de tilia .
de hortela
Aeerto liquido deammo-
oiaco ........
Xarope simples......
MWrt.
aa
N
13 uilavas.
POCO AMT- VOMITIVA.
R.Sub-earbonato de polassa. 36 grao*.
Agua da liortela-pimenla ... 3 oncas.
Xarope de etUer........ 1
Sueco de limao. q. b.
. Mistare.
LINIMENTO HNGARO.
R.Vinagre ............ 8 onc,as.
'nle...........16
4 oilavaa.
Agurdente .
KrlnlM de muslarda .
Camphnra.....
Pntenla da Indis.
Deixa-se macerar duranle tres das. Se se quer,
jael* s um denle de alho.
HTO AMMON1ACAI. DE NOZ-VMICA
nyle nos-vmica .... a*oncas.
Meo liquido......3 >
MISTURA DE STROGONOF.
R.Tinclara etherea de valeriana .
anodina de Hoflmann
de nor-vomica )
de rnica (de fl.e rali))**
n de opio..........
Essencia de hortela.........
Mistare.
ALCOOL CAMPUORADO.
ai 8 parle*
R.Carephora .
Alcac a 3o.
Mistare.
{Espirito ie cnmphora.)
"i.........
2 oncas.
1 libra.
AGUA DE 1.VBARRAQU8.
R.CMonireto de cal seeco...... 3 oncas
. Carbonato de soda cristallisado. 6
Agua c&mmum........... 9 libras.
Nssolve-se o chlorarelo nos dous Ierres da agoa;
o meamo eotn o carbonato de soda*no resto de
ido. Mistura-se depois ludo, deixa-se precipitar
-se atravez de papel.
ite Portugal de Leitara.
JTAI. POM| pR PROVISORIO.
ri* do GafJ Js Porluguez de l.eilura
Jabuco eonlristnaa do* amargores porque
|lo ahumas provincias do Brasil, verga-
le rnorlU*r* epidemia, e erendo inuito
'do mal ao seio desta provin-
Kripcao em favor dos Porlu-
desvalidos, que era caso de invasAo da epide-
venliam a carecer da esmolades voecorros.
o geral reconhecida philantropia Hbs
ftaguaces residentes nesta capital tem por
_r as mrDedi*$oes da cidade em ca-
riado oto hospital denomnalo
guez Pttytisorio, o qaal servir
tuguezes indigentes, que por falta
tam ero seus domicilios receber con-
amenla.
J ser nlugada desde ja, e o hospital
t Jleilos pelo, mea?, (cando a cargo
j r." ir do meamo, regular o seu servi-
I augmentar o numero dos leitos, eon-
" lidades do momento, e as forjas do
pital na fqualidade
__P4dus de peasoaa
i qualidade de subdito
Er apero de circamstaaciss pecuniarias.
i incidente repentino ntfdico poder fa-
ir oo hospital o doentc, qat* encontrar na
cia, urna vez certificado ia soa qualidade de
portugus.
direilo entrada no hospital como
ticulartt oaSrs. Portaguezes abas-,
r falla das uecetsariat eommodidadet.
ir qualquer motivo nao qoizerem ser tratados
as cata* ; sendo neate caso os Srs. socios ins-
l do elabelecimeirlo obrigados a ama sim-
iHralcao equivalente i sua despexa ; e os que
| fortn, a urna gratiBcaclo, que Mies ser arb-
\ vindo o excedente a reverter em favor do
I ds beneficencia.
Terminada a subseripcio serlo convidados os
ontriboinles para urna reumao geral, na qual
nooieada urna commissao definitiva eoroposta
mbros, a qual tomar a sen cargo o rgimen
econmico e administrativo do hospital. Por essa
O podrir-.hSo discutir lamben os melliores
prnei b de levar a effeilo to til empieza.
lita dos Srs. centribototes, bem como as suas
coiilriNffales, serao publicadas neste Diario.
h caso de nao vir a ser preciso o hospital,
or conseguinte .eapilal arrecadado, ser esle
pootaalmente roentregue aos Srs. conlriboinles na
das suas quolas, e por lodos dividida a despeza
que m howver feiln.
Attu-te lodos os das aberla a subscripto na sala
do G JS Portuguez (le Leitura, e encarregados
da mana no
Bairro do Recife.
Os DIim. Srs. Bernardina Gomes de Carvalho.
Manoel Ptreira de Figneiredo Ton-
della.
Jos d* Silva Soio.
Antonio l.uiz de Oliveira Azevedo.
Santo Antonio.
0 Illms. Sh. Jos Peres da Cruz.
Jos Moreira Lopes.
Joaquim Correa de Resende Reg.
Beroardino Gome* de Carvalho.
Gaspar Antonio Vieira Guimaraes.
Boa-ruta.
Os Wms. Srs. Manoel Jos Goedes Magalhaes.
Ignacio Jos do Coulo.
JbJo Ferreira Ramos.
Srs. que se dignarem conlriboir para
otra lio memoria a pliilanlropica, podem dirigir-se,
u o GjbUete, ea a algn dos Srs. cima indi-
cedes.
Sala dis sesadas da directora du Gabinete Porlu-
aaet de Miar*, em sessio prtltulir de 4 de agosto
dX 1835. Jote d Aimeida Soares de Lima batloi,
director.Gatpar Antonio Vieira Guimard.es, vice-
direclor.JoAoBapHiU l'itin Morir, 1.secre-
tario.Antonio Augtut'i dos Santo Ptrto, 2. se-
cretario.Jote Azecedo d'Audrade, Ihesoureiro.
^ida depende do oso que ha cutre nos, de se quei-
j.^ arem fogueiras em honra de S. Joao Baplista e de
j Pedro. Ao menos lenho para mim qae outra
e he a raza* ; e por esse motivo nSo posso eon-
cerdr com aquellas quo reprovam esse uso iuno-
ote do povo, qae ao mesmo lempo Ihe d prazer,
purifica o ar que respira.
. Avista de lado isso, lio loiiiro concluir que, e he
cerlo que o miasma gerMor da epidemia ezlste na
atmosphera, nenhum meio pode produzir melhores
resultados contra su* manifoitajio -do que aquella
qbe liver a propriodade de obrar directamente con-
tra lie, destruindo-lhe a acc.lo oa pelo meaos neu-
fralsnndo-a.
Aisim, pois, ho de argente necessidade que se
faca quauto antes acander fogueiras de qualquer ma-
deira em lodis as ras pravas dtsla eidade e da ci-
dade de Ollnda, e ao menos de don* em dous das,
das 8 horas da noile em dianle. Esta medida exige
lanto mais prompiidao em sua execucao, quaolo he
cerlo, e ninguem o Ignora, que i lmpeza, que ac-
tualmente se est fizando em algamas praias, sob
a influencia dos ardores lem feilo desenvolver
grande quantidade de emanaces Infecas, qae ahi
eslavam como que dormindo, e que podem muilo
bem dar nascimtnlo ao mal, quo ss deseja preve-
nir ; asim como aconteceu na cidade de Belem do
Urao-Psr com a limpeza das vallas, etc., segundo
eouiao os jornaes.
Ao governo compele pr em pralica esta medida
tan salular ; mas se o governo se julgar imptenle
para dispender quieaquer sommas em beoelicio da
saude do povo, faenos particulares mais um sacrifi-
cio em beneficio commom, e levem isso a effeilo
emqoanto he lempo; poh he methor prevenir o
mal, do que combate-lo ; he melhor gastar iinhei-
ro para no te ficar doente, do que consumi-lo com
molestias, de que nem sempre se tem a ventura de
ficar curado.
Se n idea, qae agora aprsenlo, linda nao fui aqai
ventilada por ninguem, o nem della se Iraloa em
um... janla... de SETE !... mdicos... convoca-
da..., segando dizcm, pelo oocerno..., nem por isso
perde ella o seu valor justificado ja pela experien-
cia i e seria t desojar que os illaslrados mdicos
de Pernambuco, e particularmente a Ilustrada jun-
ta de hygiene einillissem sua opniao a respailo, nao
nicamente por espirito de contrariarme, pois que
nada ganha o povo com as nosias contendassiste-
mticas, massim por amor da verdade, eem bene-
ficio dos nossos temelhantes.
Dr. Sabino Olegario Luigero Pinho.
EDITAES.
CORRESPONDENCIA.
AO PUBLICO PARAHIBANO.
Nao tem sido com peqneno enlhuslasmo de jubilo,
que lemos ldo^as recoinmendacdes fritas por inter-
medio do seo acreditado jqrnal, de caracteres distlnc-
los, da honrados paralbanos, para o eminente car-
go de senador do imperio por esta provincia, pela
vaga qae deixou o pastamenlo do Exm. Sr. Manoel
da Carvalho Paes de Andrade.
Os honrados parahibanos iniciados e muilos on-
Iros, de quem nao se tem felto menrao, mas que n3o
sao smenos em mrito e patriotismo, provam mais
qoe muilo, que esta provincia tem, d sobejo, filhos
com serviros importantes, com illustracao e aOerro
as iosliluifoes do pai:, entre os quaes se pod*m es-
colher tres nomes Ilustres, que formem a lista tripli -
ea da Totora candidatura, sem que seja-nos misler
mendigar um nomefqualquer de provincia eslranha,
seguindo assm q xemplo de muitas oulns do im-
perio.
Cabe-nos aqu dirigir nossos emboras ao governo
do paiz, que, comprehendendo sus alta misso, se-
cundo nos consta, nao pretende impor candidato al-
cum, daixandoassim eorrerem livremente, en terre-
no ptaao, as radas elritorae*.
Com|esle presupposlo,permillase-iiosdtzerduas pa-
lavras acerca de um de nossos charos patricios, j
lembrado por seu Ilustre correspondente da corle, e
ltimamente pelo correspondente da Parahiba, para
o honroso cargo de senador do imperio, o Exro. Sr.
commendador Fraderico de Aimeida e Alboqoer-
que.
He lo condecido o nosao honrado patricio na pro-
vincia, qae o vio nasoer,' sao lio bem apreciadas as
eicellenles qualidades, qae o oroam, qae, recom-
mendnm sua candidatura aos nossus comprovincia-
nos, que por tantas veirs o'lem elegido depulado a
assembla geral legislativa, parece-nos urna grave of-
fensa ao bom senso parahibano ; assm como, bem o
sabemos, manifestar ao publico sea mrito e quali-'
dades superiores, he orna offrnsa soa modestia e
'delicadeza, de que Ihe pedimos venia.
Impellidos com ludo pela irrosislivel forja da ver-
dade, a pelo desejo de vermo* o mrito premiado,
nao nos podemos forrar de levar ao publico musas
ideas, proclamando solemnemente o acert na esco-
Iha do Exm. Sr. commendador Aimeida e Albuquer-
que, para senador por esta provincia.
Contando muilo lean Idade, no mesmo anno cm
que deixou os estudos o oosso patricio, foi eleilo de-
pulado assembla provincial, onde eslreou sua car-
reira poltica, gozando de toda ronsiclerac.ao.-que Ihe
franqueavam seas latelos o maneiras urbanas. Des-
de enlao, Toledo inleiramente causa da monarchia
e ao aw*ieoM4!e oedem. gozando de hens da fortuna,
aquelle cidadto prestante esqiif ce-se, no enthusiasmo
dedica-so exclusivamente causa publica, onde lem
empobrecido de beos da fortuna, (virtude singular !)
posto que enriquecido de serviooa ao paiz ed* direi-
los inconcussos ao reconliecimenlo dos verdadeirot
brasileiros, mxime dos bons parahibano, que de
mais perlo o leem apreciado.
Talentoso e applicado, cora ideas as mais claras e
laminosas acarea do nosso Uireilo e das ostuicoes,
qoe noa regen, he o Exm. Sr. commendador Fre-
derico de Aimeida e Albuquerqua um dos m-
menlos de oossa provincia, pela qual iiicouleslavet-
menlo merece ser eleilo senador do imperio.
Coro o pouco que dissemos do Exm. Sr. commen-
dador, quaudo podamos dizer muilo, nao qoeima-
mos o podre incens da adularlo, nao ; somos in-
capazesd'alvergar em nosso coraco tao hediondo vi-
rio : o qae levamos dito he a expressao genuina de
nottaa convicfoes ; he a jusla homenagem tributad*
ao mrito ; he porque reconhecemos qae nao lemos
na provincia quem mais mercra nossos sulTragos.
Cont, pois, o Exm. Sr. commendador Frederico
de Aimeida e Albuqujrque com a nossa gratuita, se
bem queac*nhada,coadjuva{ao e concurrencia.
No pretendemos offender as susceptibilidades de
nosso* patricios, era isto se pode depreheoder do
que levamos dito ; somos o primeiro em recoohecer
mrito em muilos honrados parahibanos, para tao
importante, quanlo distincto cargo ; negamos, po-
rm', que ootro o exceda em servlcos, em illuslrac,ao,'
em cavalleiismo, em dedicaeAo e em patriotismo ;
visla do qoe nao podemos daixar de recammendar
COMMIMCADO
AS FOGUEIRAS E O CHOLERA.
Sob esta litlo Irax o Jornal da Baha um ailtgo,
no qual se lem os faelos seguinles :
c Em abril de 1854 Sr itellier etereveu aca-
demia de naedcina, dizindo que em 1832, sendo sua
cidade atacada pelo cholera, se lizeram moilas fo-
gneiras de pinho petas pmeas, ra, qointaes,
qae aepidcmi* ceasoa do repente, coro admiracao de
toda*.
Em outubro do mesmo anno os jornaes do meio
ni* franca annanciaram Igual phenomeoo em
aitatsasoas velh** donde*, a
BlB T*rnu Abbaye merriam dlariamenle de
eh*tra del pessoas sendo asa populacao de 600 ha-
H; ma mulher Imptudenle accende urna
ta*r de pal ha da trito ; o fogo ganhon a planta-
I" Taaaha, o incendio lavrou intenso e horrivel,
mas** doente* cenvaleareram cerno por encanto, e
t> faga* eTeme pequeo legar.
Ea Ayieray a cholerina eoche os tmulos, faz
victimas mais vietimjs. Um incendio appareceu
em am grande armazem de palhas, e a cholerina
deixou HMlanlnne-imeale use lugar. *
* Brn Barsey rebenla temivel a epidemia ; honve
ca-ioalmenle om incendio, e a epidemia desappa-
aaa lago. *
a O Sr. Binario Ferrani oceupa a academia
com ama memoria a com provas, demonstrando a
pruf riedade anl-septica da fumara, e son em prego
coma preservativo do cholera e de oulras epidemias.
Exig* experiencias d'aquella curporarao para deci-
dir ma qoeslao de mximo bem para a humani-
dad!, a
al eoamittio i* hugkue publica da Baha nao
e>ena*htundo esialeneia d'twi e d'oulro tacto*
atmelheules, aeaaselhoo ao averno da provincia pa-
, _*?*" *a a>i* aNeaaat* a queitna de fogueiras em toda a
ciiada ; a a honrad* Sr. Moaeorvo Lima, que lano
o l**a esforzado pera minorar os snffri meatos de
BISPADO DE PERNAMBUCO.
Dorn Joao da l'unlicicao Marques Perdlgao, conego
regrante de Sanio Agoslioho, por arara de Dos o
Sania S Apostlica, bispe de-Pernarabuco do con-
selho de S. M. I. e C,
Por especial mandado de S. M. Imperial, com-
municado pelo imperial aviso de 14 de marjo de
1829, expedido pela secrelaria de estad" dos nego-
cios da justira, pomos em concurso pelo prsenle
edital as seguale* igrejas vagas deste bispado: a de
Nossa Seuhora da Pena do Burili, a de Nossa Se-
nhora do Amparo da villa da .(anuaria do Brejo
Salgado, a de Sania Amia da Calinga dos Alegres,
a do Nossa Senhara do I.relo da Morada Nova, a de
N. S. das Dore* do Andaia, a deN. S. da Conceiran
da Araruna, a de N. Seuhora da Conceicao do Ma-
cio, a de San Miguel de Ipojuca, a de Nossa Seuho-
ra ds Dores do Pal, a de Nos Seuhora da As-
sumpcao da villa da Alhaadra, a de Nossa Senhora
das Brotas e Sanio Amaro da Atalaia, a de Santa
Luiza do Norte e a de Nossa Senhora da Conrcirdo
de Bananeiras.
Todo o reverendo sacerdote ou clrigo, que quei-
ram fazer opposicao as grojas cima referidas, apre
senlem-se com seus papis promptos e correles, na
forma do estvlo para serera admillidos, fazendo ter-
mo de opposicao dentro do prazo de 60 das, findosi
os quaes se f*r o concurso, em o qual responderlo
os reverendos oppoiitores nove casos de moral e
consciencia, e farao um* exposic.no oo homila do
evangelho que assignarmos, para propormos a S. M.
o Imperador os que se julgarem mais dignos na for-
ma dos sagrados caones e Conc. Trid.
Dado em Olinda sob o sello da chancellara e o
nosso signal aos 24 de agosto de 1853.
E eu o padre Joaquim da Assumpc,ao, escrivao da
cmara episcopal osubscrevi.
Joo, bispo de Pernambuco.
Eslava o sello das armas episcopaes. Assump-
fao.
Tilo Fiok Romano, escrivao privstim dos protestos
de letras no termo da cidade do Tlerife de Per-
nambacu por S. M. I. c C, que Dos auarde ele.
Em cumprimeuto do disposlo na ullim.i parlo do
art. 411 do cdigo commercial, fac.o publico que por
parle de Jos Velloso Soarcs me foi apresentada pa-
ra ser protestada por nao aceita ama letra da quan-
lia de 3:7690660 sacada no Rio de Janeiro, por A-
raujo Gomes & C. contra Machado 4 Pinhtiro. E
corno seja de publica notoriedade odesapparecimen-
lo do socio Pioheiro, gerente da firma social Macha-
do & Pinheiro, e se ignore qual seja seu deslino e
residencia, notifico pelo presente aos sacados da re-
ferida letra ou a quem mais de direito for, para que
bajan! de d*r as rzoes.porque a nao aceilaram, se
aceilavam ou nao para consignar no protesto que
me foi exigido, sendo que passado o termo da le
dar-se-ha ao portador o respectivo instrumento.
Cidade do Rccife de Pernambuco 2 de agosto de
1853. Tito Fiock Romano,
O Dr. Anselmo Francisco Peretli, commendador da
imperial uniera da Rosa, e juiz de direito especial
do commercio desta cidade do Kecife, provincia
de Pernambuco por S. M. I e C. ele.
Faro saber aos que u prsenle virem que
no da 10 desetembro prximo futuro, se ha de ar-
rematar por venda, a quem mais der, depois da au-
diencia desle juizo e na casa das audiencias, I casa
terrea cita na ra Imperial n. 72, avahada em
1:2009000, penhorada a Jos Das da Silva e sua
mulher, por execucao de Paulo Jos Gomes.
E para que chegue noticia de lodos raandei pas-
sar edilaes qoe serao publicados pelos jornaes e arti-
zados na praja do commercio e casa das audien-
cias.
Dado e passado nesta cidade do Recie aos 18 de
agosto de 1855.
Eu Francisco Ignacio de Torres Bandeira, escri-
vSo interino o escrevi. Anselmo Francisco Pe-
relti.
O Illm. Sr. Inspector da Ihesouraria provin-
cial em imprmenlo da resolucao d jimia da fa-
zend* manda fazer publico, que no dia 13 de Mlem-
firo prximo vindouTO, vai nnvamenle a prthaara
er arrematado a quem por menos fizer a olla do
acude da villa do Buiqae avahada en* 3:3009000.
E para cooslar se maodou ifiixar a peseme e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 18 de agosto de 1855.Osecrelario, Antonio
Ferreira da Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
em cumprimenlo da resolucao da junta da fazenda,'
manda fazer publico, que o pedagio da barreira do
Motnculomb vai novamente prac* no dia 25 do
corrente.
E para constar se mandou aflixar o prsenle c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da theswararia provincial de l'eraam-
boco 23 de agosto da 1855.O secretaria,
A. F. da Annunciacao.
O Dr. Ernesto de Aqnino Fonseca, juiz municipal
e de orphos, desta villa e comarca do Cabo, pro-
vincia de Pernambuco, por S. M. Imperial e C,
o Senhor I. Pedro II, que Dos guarde, etc.
Faco saber que no dia l de selembro prximo
vindonro, pelas4 hora* da tarde, em publica piafa,
oesla villa dosCabo, tem de ser arrematado por
venia e por quem mair i>rec,o offerecer, o engeaiio
denominada Aovo,silo oo lermudesla villa, penho-
rado ao coronel Francisco Jos da Costa e sua mu-
lher, por execucao que Ihcs move Joao Vieira da
Cunha, avahado o engenho com Udo o terreno com-
prelieiiduln a da propriodade. serra esilio Caxito co-
mo foi hypothecado, e as bemfeitorias da dita pro-
pripriedade, serra e as do sitio Caxito. denominado
boje Sa.nlo Ignacio, ludo por cem conlos de res,
como da ultima avaliarao, e para pagamento da di-
ta execucao da quanlia de cincoenla e um coulos
duzenlos e setenta e seis mil selecentos e cincoenla
e tres rs. Mando que esle seja aflixado no lugar do
costme, e o porleiro desle juizo traga a pregan os
dia* da lei. Dado e passado sob o signal e sello que
leve nesle juizo ou valha tem sello ex-cansa nesla
villa do Cabo, aos 22 de aaoslo de '1855, trigsimo
quarto da independencia do imperio do Brasil. Eu,
Manoel Jos de Sant'Aona Arnujo.Ernesto de
Aquino Fonseca.
DECLARACOES
O vapor brasileiro de guerra Amazonas recebe
a mala para o Maraoho boje (25) as 4 liaras da
tarde.
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
Pela secretaria do tribunal do commercio desla
provincia se faz pul>Jico, de ordem do Exm. Sr. de-
um acto de juslica, tribuala suas eminentes qua-
lidades.
Com a inserc,o destas linhaa, Srs. redactores, mui-
lo obligarlo o seo constante leilor,
O patriota Parahibano.
COMMERCIO.
PRACA DO RECIFE 24 DE AGOSTO AS 3
HORAS DA TARDB.
Colares ofllciaes.
Hoje nao hooveram colacoes.
aLFANDEUA.
Rendimenlo do dia 1 a 23. .
Idam do dia 24 ,
243:9939542
12:7829392
256:7759934
CONSULADO ERAL.
Rendimenlo do di* I a 23 ,
dem da dia 34.......
19:9049659
2609221
20:1649880
Bl VERSAS PROVINCIAS.
Rendinteato do di* la 23. ; 1:4859614
dem do di 24....... 159455
1:5018069
Exportacao .
Oir o Para, brigue brasileiro Feliz Defino,
de 207 toneladas, eonduzio o seguale : I0>fcu-
ncas Jarinha de Uigo, 2 dilas graxa, 3 ditas Iota,
nho, 10 ditas bolaehinha ingteza, I pacole pet'e
'"j*! I fairril oleo de hnba;a, 3 caixoes papel, lapi*
e l'ermasn,v|aj(ajj|B4ia-raz, 2 ditos lintas.l embrulho
serris brar.ae, t ralHatl pacole miudezas e ferra-
sen, 1 embrulb,. 1 braro'laVbalanca, 3 pipas
barra de 5. vinho, 13
vinho linio, 25 meias^buric,, e .
10 garrames vinho Bordeaux, 2 canaslras wbolas. 4
pipas de .- vinagre, 2 harria alvaiade, 2 caixas gom-
"r?, ,?' u P"'?' "'" Mnella- ditas rap,
oOOdilas charuto., 8 caixe. doce, 2 barrls e 100
garrafoes espirito, o saceos e 2caixas caf.
RECEBEDQRIA DE RENDAS INTERNAS iv
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendmealo da dia 1 a 23.....23:8199658
dem de dia 24....... 473(986
21:2939644
CONSULADO PROVINCIAlT"
Readimeotododia 1 a 23..... 31:8619681
dem do dia 24 ........ tS20861
32:4859712
MOVIMENTO DO PORTO.
muda*, aaolhai devtdaaaeaU ese eauelbo,
a maadau execalar por iatermedio da aalicia. sen-
da aa aalar qaa na frtguezia ia Contticio da
Prtia, orn maior numero da fugutitqt te tem
/<*>, ido mnilo msitor o matera doe do-
tmlat, i metes mesmn o mal tem sida uxuilo lit-
nitno.
Ma mata *m acta *m lavar da proficaidade da*
foaawris, o qual lea ,,). 4a*a>,reeWda. ma*
qaa aad** verificado pelos mdicos a pelos aacer-
dolet |at*ji*Ml*M dimiaucao das molestias nos Ons
de jaBl va BNild* ajritn de jolho; mo sem da-
**
Vatios entrados no dia 24.
AsaaV30 das, brigue brasileiro iNero*. de 193 to-
neladas, rapmo Ignacio da Fonseca Marque*,
eqeipagem U. carga sal ; a Thonuz da Aquino
Fonseca & lilbo.
Ri* Glandes Sul24 dia*, brigue brasileiro Ar-
goaaulas, le 187 tonelada*, cspilio ileuriqu*
Correa l relias, equipagera 11, carga 9.401 arro-
bas de carne secca ; a Manoal Alves Guerra J-
nior.
Mace3 dlaa, barca inglesa aCounttess of Ze~
llanda, de 476 tonelada*, equipasen) 16, caiga
algodio e mais gneros; a Jame* Ryder & Com-
panhia. l'assageuoi 12.
Nenia sonido no mesmo Ha.
NlVVortGalera americana aWisconsins, 'coma
ftaauuia cargi qat sroaxe. Saspendeu do laatei-
rt- iuCR t.*B
buual serao d'ora em dianle as quarlas e sabbados
de eada semana, quando nao forem das de gnarda
oo feriados, e seodo-o, nos das antecedentes .iqoel-
les, em virlode do decreto n. 1626 de 2 do crrenle
mez. Secretaria do tribunal do commercio da pro-
vincia de Pernambuco 24 de agoslo de 1855.Ma-
ximiano Francisco Duarle, oftlcial maior interino.
Na* tendo apparecidoconcurrentes para o for-
necicneoto de vveres annunrindo para fornecimento
d** praca do balaUao 2 de iofanlaria, de non man-
da o conselho adnrinislrativo do mesmo balalhao an-
uonciar qoe precisa contratar para fornecimenlo das
Brajas do dito balalRflo em os meze* de selembro a
dezembro do corrente anno, os gneros seguales :
carne secca, carne verde, familia de mandioca, ar-
roz, feijao, louciuho, sal, bacalho, azeite doce, vi-
nagre, lenha em adas, assucar bt>nco, caf em
grao, devendo ser todos os gneros de primeira qua-
lidade, e postes no quartel : as pessoas que quize-
rem forne:er dirijam suas propostas em cartas fecha-
das a secretaria do balalhao al odia 28 do corrente.
Quartel no hospicio em Pernambuco 23 de agoslo
de 1855. Gabriel de Souza Cuides, lenle a-
gente.
De ordem do Illm. Sr. inspector da Ihesoura-
ria de fazenda se faz publico, que a meama Ihesou-
raria se acha aulorisada para taalralar a conduca*
para Londres ou Liverpool de I,MI a 1,200quintaos
de pao brasil, que se acham no Rio Grande do Nor-
te. Os propietarios oo consignatarios das embar-
carles a quem conviv fazer o respectivo contrato,
remei:am suas propoafaa tucaitas fechada* ao mes-
mo Illm. Sr. inspector alea dia 28 do correle.
Secretaria da Ihesouraria de fazenda de Pernam-
buco 24 de agoslo de 1855.O ofcial-maioi, Emi-
lio Xavier Sobreira de Mello.
' '*- Tendo sido designado o dia 28 do correnle para
ler *,gar a apresenlaeao por parle de Rento Candido
de Miries, administrador da raassa fallida de Victo-
eirs, das respectiva* cuntas n* forma do
o cdigo commercial e artigo 170 do de-
Jjle 25 de novembro de 1850, pelo pre-
sento sao coavocado* todos o* credorea da mesma
massa para que comparec^im no dia indicado, Da casa
do Exm. Dr. juiz de direito especial do commercio,
as 10 horas da manhaa, para que sendo approvadas
as referidas contas oblenha aquella administraran!
competente quitarlo. Cidade do Kecife 23 de agos-
lo de 1855.O escrivao interino do commercio,
Francisco Iguacio de Tone* Bandeira.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O cooselho adminislinlivo, em cumprimenlo do
art. 22 doregulamento de 14 de dezembro de 1852,
faz publico, que foram aceitas as propostas de Ctau-
dino dos Sanios Ferreira, Manoel Antonia Marlius
Pcrejra, Ricardo de Freitai &C, Joao Fernaudes
Prenle Viannn, Ilenry Gibson, Jos Antonio de
Araujo, Jos Rodrisues da Silva Rocha, Francisco
Maciel de Souza, Keller & C, Joaquim Muoleiro da
Cruz, paia fomecerem: '
O I.", 20libra*de cha hysoo, a 29300 r*.
.* 19 8a,oe8 de azeite doce, a 3900 rs. ; 1
barril de vinagiede primeira qualidade, por 359000
rois.
, .9 3,' 5.'^* em bran<:o. papel pautado 1 de 150
folhas, a 09OOO is.
tJ?.J 8.arrnb de arcos de ferro para pipas, a
29900 rs. I I cana da folha de flandres dobrada, oor
279000 ; 200 pelles de cabra corlidas, a 509000'rs.
o cenlo ; 12 pares de meias compridas de Ma para o
hospital regimeolal.a 29000 rs.
O 5., 32 vara* de briro para loalhas para a botica
do hospital regimental, a 420 rs. a vara.
O 6., 10 tonelada* decarvao de pedra ; a 159000
res. ^^
0 Vi petM da l'* ta P"8 sim"- 8900
rs. ; 6 libras da areia preta, a 400 rs.
42i^'' P*re' de "P,,os feilM na proviocia, a
IipWJ'O n. *fm*>aB*elaal
O 9., 311 maoMi de laa, a 2(700 r. .
0 10., 448 esleirs de nalha de canauba dobra-
das, a 240 rs.
E avisa aos snpradilos vendedores qae deveni re-
col her ao arsenal[de guerra os referidos objeclo* no
dia 25 do corrente mez.
Secrelaria do conselho administrativo, para torne-
cimento do arsenal de guerra 23 d* agoslo de 1855.
Bernardo Pereira do Carino Jnior, vogal e a-
crelario.'
CONSELHO ADMINISTRATIVO."
1 > conselho administrativo lem de comprar o* se-
guinles objeetos:
Para a escola de primeiras latirs do 9. balalhao de
InfanUrja.
Livro para malricula com 200 folhas, 1 ; papel al-
majo, resmas6 ; pennas de ganco, 400 ; caivetes,
2 ; lila prela, garrafas 6 ; lapis, 72 ; areia prela,
libras 6; collecr.m de carias para principiantes,
exemplarea 20 ; laboadas, exemplares 20 ; graroma-
lica porlugueza por Monte ullima edierao, exempla-
res 6 ; paulas, 6 ; exemplares de escripia ou trasla-
dos cursivo, 20.
Provimenlo dos armazens do arsenal.
Meia lona ou brim da Russia bem encorpado para
moxilas, varas 1,000 ; brim branco liso para embor-
naes e saceos para marmilOes, varas 1,000 ; arcuado
ferro de polegada e meia, feixes 8.
Quem os quizer vender aprsenle as suas propnslas
em caria fechada na secrelaria do conselho i* 10 ho-
ras do dia 28 de correnle mea.
Secretaria do conselhoadminislralivo para forne-
cimenlo do arsenal de guerra 22de agoslo de 1855.
Jos de Brito Inglez, coronel presidenle. Bernar-
do Pereira do Carmo Jnior, vogal e secre-
tario.
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
O Exm. Sr. desembargador presidente do tribunal
do commercio desla provincia, manda fazer publico,
que leudo de ser prvidos os dous officios de escri-
vaes de appsllacoes e aggravos do referido tribunal.
creados pelo regulamenln u. 1597 do 1-" demaio do
correnle anno, convida os pretendemos aapreseula-
rem-sc Da secretaria do mesmo lrbuna|avcom seus
requerimenlos, no prazode 60 das, a coofar da pu-
bhcaejlo desle edital, datado* assiguados pela parle
ou seu procurador, acompanhados de folha corrida e
mais documentos qae enleoderem convenientes,sen-
do lodos dcvidamevle sellados e iaslruidos, alm dis-
to, cum cerlidao da Idade e do exime de sofliciencia,
para que, sendo informados, lenha depois seu com-
petente deslino.
Secretaria do tribunal do commercio da provincia
de Pernamboco 17 de jnlho de 1855. Maximiano
Francisco Doarte, uflical-malor interino.
A SOMBRA BE l'JI SABIDO.
Personagent.
ClovisEscrevenle .
Fernando Limonier
Sargento.....
RagolPorleiro. .
Um cabo da guarda mu-
nicipal .....
AdleMulher de Fer-
nando .....c
Faony-Prima de Adle.
' Actores.
O Sr. Mendes.
o Bezerra.
Mooleiro.
o Sania Rosa.
A Sr. D. Onat.
.Mana Amalia.
Os beneficiados esperan que esle espectculo seja
do agrado do rcspeitavel publico, de quem esperam
concurrencia.
Os bilhetes estarn venda no dia do espectculo,
das 9 horas da manhaa em diante.
Principiara' as 8 horas.
AVISOS MARTIMOS.
LOTERA DA PROVINCIA. .
Os cauteliatas Oliveira Jnior t\ Compaohia avi-
samao rcspeitavel publico, qae pela primeira vez
tem exposto venda os seus bilhetes e cautelas da
ullima porte da primeira lotera do Gymnasio Per-
aambucaoo, as lojas abaixo declaradas : ra da
Cadeia nii. 9 e 50; ra do Collegio n. 15 ; ra do
QueimadD n. 63; ma do Rosario o. 30 ; aterro da
Boa-Vista 11. 16. Declaran) que os bilhetes Inleiros
em originaessao pagos sem descont, e qae as cau-
telas sollr ;m o descomo dos oilo por cenlo na forma
da lei.
O Illm. Sr. Dr. chefe de polica manda fazer
publico para conhccinieiilo de quem possa inleresur,
que na conforioidade das posturas addicionaes da
cmara municipal do 18 de julho findo, e regnla-
menlo policial de 2do corrente mez, devem os do-
nos de cocheiras, boffeiros c condurlores de qualquer
vehculo de condcelo comprehendidos "as citadas
posturas e regulamenln, aptesentar-se nesla reparti-
rlo para serem convenienteraent* matriculados den-
Iro do prazo de 30 das a conlar do dia 22 do pr-
senle mez. Secrelaria de polica de Pernambuco 20
de agosto de 1855.O primeiro amanuense,
Jos Xavier Faustino Ramos.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernambuco sacca sobre
a jjraca da Balita, e contina a tomar
letttas sobre a do Rio de Janeiro. Ban-
co de Pernambuco 25 de junlio de 1855.
O secretario da direccao, Joo Ignacio
de Aledeiros Reg.
De ordem do Illm. Sr. capitao do porlo, faz-se
publico que nesla secrelaria sera patente a quem
queira ver, e exlcahir copia, por ludo Ihe inleressar,
o mapa de signaes para dia e noile que se execula-
rao no maslro collocado junio a torre ph-rol das
Salinas 00 porto da Alalaia (provincia do Para) na
conformidadedas ordens do governo imperial ; sen-
do que os para de dia funcrionarau do 1. io outo-
bro prximo em dianle, e os da noile logo que
seja isto possivcl, prece leudo todava os competente
annuucios.
Secrelaria da capitana do porlo de Pernambuco
16 de agosto de 1855.O secretario.
Alexandre Rodrigues dos Anjos.
publicaqVo LITTERARIA.
Acha-se A venda q compendio de Theoria e Prali
ca do Processo Civil feilo pelo Dr. Francisco de Pao
a Baplista. Esla obra, alm de ama introdcelo
sobre as accoes e excepres em geral, trata do pro-
cesso civel comparado com o commercial, eootm
a llieoria sobre a applicacjio da cansa julgada, e ou-
lras doutrioas lominosas: vende-se nicamente
na leja de Maooel Jos Leile, na na do Qoei-
mado 11. 10, a 69 cada exemplar rubricado pelo
autor.
BAHA.
Vai seguir com brevidade o hiate brasileiro For-
tuna, meslre Joaquim Jos Siiveira ; para o reslo
da carga trata-se com os coDsioalarios A. de A. Go-
mes & Companhia, n ra do Trapicha n. 16, segan-
do andar, ou com o meslre 110 trapiche do algodao.
Para Lisboa prelende seguir mpreterivelmenle
t o dia 27 do correnle agoslo o brigue porluguez
Ribeiro : para carga e passageiros, para o que lem
os melhores commodos, trata-se com os consignata-
rios Thomaz de Aquino Fonseca & Filho, ou rom o
capitao oa praca.
PARA O RIO DE JANEIRO
segpe com muila brevidade o patacho nacional
Amazonas o qual (em parle de seo cnrregamenlo
prompto ; para o reslo e eacravo* frete, Irata-se
cpm Antonio Luiz de Oliveira Azevedo, roa da
Cruz n. 1.
Para o Rio de Janeiro segae com brevidade o
brigue brasileiro Damao, de primeira marcha, for-
rado e pregado de cobre ; para escravos e passagei-
ros, Irala-se com o consignatario Jos Joaquim Dias
Fernaudes, ou com o capitao na prora.
PARA LISBOA
o brigue porluguez Viajante prelende seguir im-
prelerivilmenlc, no dia 12 de selembro, por ter a
maior parte da carga prompta : quem nelle quirer
carregar o resto da carga ou ir de passagem, dri-
ja-se aos consignatarios Thomaz de Aquino Fonse-
ca \ Filho, ou ao capilau, o Sr. Manoel dos
Saniosa
Acal Companhia de Paquetes Iglezes a
Vapor.
No fim do mez
espera-se da
Europa um dos
vapores da Rea'.
Compendia, o
qual depois da
demora do cos-
tme seguir*
para 09 porlo*
do sul: para
passageiros, ele, trala-se com os agentes Adamson
Howie & C, ra do Trapiche-Novo n. 42.
Vende-se o hiate nacional SANTO
ANTONIO TRIUMPHO, de 12o tonela-
das, novo e prompto de um ttido para DS-
vegar : os pretendente queiram exami-
na-lo, o qual se acha no ancoradouro da
carne secca, e para tratar com os con-
signatarios Novaes A Companhia, na ra
do Trapiche, n. 34.
Para Parahiba sabe a barcada Carolina; tem
sea earregamenro qoasi completo ; para o reslo e
passageiros, para os quaes tem excellenles commo-
dos, Irala-se na ra da Cadeia do Rccife n. 56, oo
com o meslre Francisco Thomaz de Assis. no trapi-
che do algodao.
Para Maceio sahir nesles dias a barrara Lau-
rentina, por ter grande parla desea carregamenlo
prompto ; pera o reslo, Irala-se na roa da Cadeia do
Recife o. 56, ou com o meslre no trapiche do al-
godao.
Bilhelcs
Meios
Tercos
Quarlns
Oitavos
Decimos
Vigsimo.'
53800
23800
23000
440
720
600
320
Recebo
THEATRO
DE
8. ISABEL.
OUARTA-FEIRA 29 DE AGOSTO DE 1855.
ReneGcio da primeira actriz D. Mara Leopoldina,
ConttdUm pelo Exm. Sr. presidente ia provincia.
Subir* scena pela primeira vez nesle llieatro o
drama cm 3 actos
ou
UM DUELO NO TEMPO DO CARDEAL
DE R1CHELIEU.
Penonagcns.
Mara de Rohan-Monbazson, via-
va do Condeslavel de Lujnes. .
O Conde de Chalis, valido de
Loii XIII........
O Duque de Chevreose. .' .
Armando de Relz, abbade de
Goudi.........
Fiesque, capitao das guardas do
Caldeal..........
Suze. corlezao. ..."...
Balasnicr. dito.......
Aobry, secretario do con de de
Chalis. ,......
Um criado do duque.....
Um porleiro do re
0$ Srs.
A Beneficiada
Lisboa.
Res.
Jorge.
Sebasliao.
Rozendo.
Lima.
Alves.
N. N.
N. N.
Senhures da corle, criados de duque, soldados |de
polica.
Este drema bem conhedido pela opera do mismo
nomc, lem sido representado nos primeira* thealro*
da Europa, eaccolhido sempro cum geraes applau-
sns dos espectadores.
Segoir-aa-h* a primeira representaeS* do drama
em I aclo escripto por acribe.
0 DEDO DE DOS.
Escusado lie .lecer elogios s obras de Eugenio
."-cribe, ellas sao bem conhecidas, principalmente no
que diz respeito a litleratura dramtica : com todo
chamamos a alientan do publico sobre esle pequeo
drama, digno por soa moralidad*, deserouvidoe
roinmrnlado por loilas as classes sociaes. A bene-
ficiada, cerla de efieilo maravilhoso que elle pro-
duzird em todos os espirito, qoz ornar o seu espec-
tculo com mais esto mimo de unf dos primeiros
dramaturgos da Franca.
Terminara o espectculo, pedido do muitas pes-
soas, com a graciosa larca de Sr. Penn-:
OJUDAS EM SABBADO DE ALLELUIA.
O panel de Maricota seta desempaobado pela be-
neficiada.
A beneficiad* agradece extremamente ao Exm.
Sr. conselheiro presidenle da proviucia, ea Illm.a
directora do thealro, por Ihe haverem concedido a
cas* para esle beoelicio; bem como ao* seus compa-
iibuaro.s que gratuitamente se prestan) a obsequia la
u***a noile.
Tambem agradece.-) beneficiada ao rcspeitavel pu-
blico a coadjovacao que se dignar prestar-Ilie, pela
que se confessara sempre agradecida.
Principiar as 8 horas.
O*bilhelcs de camarotes, radetra* e platea eslo
veoda em casa da beneficiada, no psteo do Paraizo.
LEILOES.
J, P. Adoor & C. farao leilao por intervengo
do agento Oliveira, em piescura do Sr. chanciller
do consolado de F"ranja, e por conta e risco de quem
perlenrer, de oilo caixas de fazendas com a marca
JPA & C, e ns. 1735. 1756, 1740,1742, 1745,1746,
1747 e 1744, salvadas em eslado sao do navio Tran-
ce* Cuitare II, capitao Jacq, rerenlemente naufra-
gado, e contendo carneiras frucezaa, sola c courss
de porcp para corrieiro, papel de lixa, chinelas, sa-
palos para senhora envernizados e de setim, brost-
guins elaslicos para homem, plomas para enfeilar
chapeos de senhora, cordoes de seda, tiras de coaro,
forros de seda, palas, azss de latao, chapeos enfei-
lados para meninos, ditos de montara para se-
nhora, chapeos de fellros para hornera, Ol de seda
hordapo e liso, biewde algodao, graxa para arreos
e um par debolOes, e 2pulcciras de ouro : atiba-
do 25 do corrente as 10 horas em ponto : no seu
armazem silo na ra da Croz.
E Por ordem do Illm. Sr. inspector da nlfandega
dfcsta cidade, por cfila riaco da quem perlencer, e
por intervenrao do agente Oliveira, se continuara o
leilo das fazendas avariadas de agua salgada, menos
deterioradas do que a* vendidas no* leiles anterio-
res, salvada* de bordo da barca franeeza Gustare II:
segunda-feira, 27 do corrente, as 10 horas da ma
nliaa, na dila alfandega.
AVISOS DIVERSOS
6:0009000
2:7609000
1:8109000
1:3809000
6909000
553)000
2769000
O escrivao da irmandade do Senhor
Rom Jqus das Dores em S. Goncalo, avi-
sa aos senhores raos da mesma, que he
tempo de contribuirem com a quota de
C$400 rs. para a construccao das cata-
cumbas da irmandade-no cemiterio pu-
blico, algumas das quaes ja' e acham
feitas, ao contrario se tera' de parar com
a obra, o que nao he de esperar do zelo
dos meamos senhores irmaos.
. Na r-ja do Collegio n. 19, terceirn andar, pre-
cia-se alugar urna ama ou um criado, forro ou cap-
tivo, qae naib* cozinhar bem.
1 A pessoa que annopciou precisar de 1503000
sobre livpolheca em urna prela, dirija-se a roa do
Caldereiro n. 60, que se Ihe dir quem faz cate 11-
gocio.
O Sr. Francisco Soller de Figaeiredo Castro
queira procurar na roa do Qoimado o. 35 a Joa-
quim Lu;-, dos Sanios, para realisar o debito que
rontrahio 110 Rio Grande do Sal com Narciso Jos
Ferreira.
Virgilioa Pacheco de Medeiros declara as pes-
soas qae tiveram transacr/ies com o seo finado ma-
rido Joao Pacheco de Queiroga Jnior, tanto aolam
como depois do seu casamento, e pelo que exMein
dividas, [mas anteriores ao matrimonio e oolras
eontrahida na couslancia do mesmo, qoe o dito seu
marido 11A0 deixou bens alguna, a ponto de nao ter
h abaixo annancianle de qoe fazer inventario ; e
para qoe cm lempo atgum nao seja incommodada,
como lendo sabido sem eousa alguma do seo casal,
faz a presente declararan, alim de chocar ao conhe-
cinienlo av. todos. Recife 24 de agosto de 1855.
Virgilina Pacheco de Medeiros.
Joao Fernandes Magalhaes e Silva vai ao Rio
de Janeiro por causa de sua molestia, e dorante soa
ausencia ficam seus procuradores, em 1- lugar o Sr.
Marcellnu Antonio Pereira, em 2- Angelo Baplisla
do >'*scim?nlo, e em 3' Manoel Jas Goedes Maga-
lhaes
Piecisa-se de urna ama de lale, sem filho : na
ruada Cadeia do Recife, loia n. 50, delronle da ra
da Madre Je Dos.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Sanio nesta provincia a sorte de 10:000a
rs., em o meio.bilhete n. 5585, attn de
outrosde iOO.f. 200$ e IOOjJ re'is: os pos-
suido tes de taes bilhetes, queiram ir r>
cebet os seus respectivos premios. Achata-
se a venda os novo biihete da lotera *
do theatro de San-Pedro *le Alcntara,
que devia correr a 18 do presente; as
listas esperam-se no dia 5 re setembro
vindoure: os premios sao pagos depois
que ie tenham distribuido as mesma
listas.
J. JANE. DENTISTA,
S
THEATRO D APOLLO.
Socicdade dramtica empresana.
DOMINGO 26 DE AGOSTO DE 1855. '
Beneficio dos adores PINTO e BEZERRA.
Ir a scena pela primeira vez o drama em 3 aclos,
Iraduccno do fraocez
UI SEGREDO
OD
O OAIZBISO'
Personagens.
Eugenio DarberlBan-
quaro .
Lavitle, depois Duver-
nayCava. .
VerneuilLetrado .
Julio KremimAmigo
de Verneuil. .
I.anslalAdlo .
Um criado.....
Fanny Darbert .
Aurelia Verneuil
Actores.
O Sr. Senoa.
a Lisboa.
(i Mendes.
Sebasliao.
a Rozendo.
A Sr*. D. Leonor.
' Mara Amalia.
A scena passa-se em Pars, em casa do banqueiro
Darberl.
No fim do drama (era logar o engracad duelo
AS TR0XBET1M1S
pelo actor Monleiroa a actriz a senhora D, Maria
Amalia.
Terminara a espectculo cem a repraseatafCo da
l nova comedia em 1 aclo KSa. ,'L.**is!**tt.aFa
LOTERAS da provincia.
O Illm. Sr. tbesoureiro manda fazer
pnblico. queestao expostos a venda na
thesouraria das loteras, ra do Collegio
n. 15, os bilhetes da 4-parte da primei-
ra lotera, para edificacaoda casa do Gym-
nasio Pernambucano, cujas rodas andam
impreterivalmeute no dia 12 de setem-
bro. Secretara da thesouraria das lote-
ras, 23 de agosto de 1855.-O escrivao,
Luiz Antonio Rodrigues de Aimeida.
Permutae a morada de um primeiro andar
de orna casa nova na ra do Rangel, decenle par*
familia, pelo mdico preco de I8O9OOO, por um so-
brado de um andar no bairro de Sanio Antonio, *
qaa lenha convmodo* para familia, ou memo osa
primeiro aiufaT; os motivos de permula se dlrao : na
ra do Rangtl n. II, liberna, ou annuncie.
Precisa-sa da urna ama para orna cas* eslran-
geira con* poaca familia, que entenda de cozinha e
engorante : un ra Nova n. 17, se dir quem pre-
cisa.
Alaga-se a loja 93, com armaran para laborna ou sem ella, faz-se
lodo o negocio a vonlade do pretndeme : a tratar'
no segundo andar do mesmo sobrado.
Um estrangeiro deseja aluear urna casa que
lenha commodidades para familia e quintal sofirivel
para jardim. que esteja perto dn Recife oo mesmo
nos bairros de Sanio Antonio ou Boa-Vista : quem
liver annuncie.
Aluga-e urna ama forra para^enzinhar e fazer
o rr.'.iis serviro de casa, para bomcm solleiro : na roa
dasCrozes n. .13, segundo andar.
Precisa-se le urna ama que (eolia bom leile :
na ra do Queimado.loja n. il, ou no pateo da San-
ta Cruz o. 2, sobrado de um andar.
No dia 29 do correnle eslar em praca, oo pa-
ro da cmara municipal tiesta cidade, para ser arre-
matada por qnem mais der, a raadeira de piibo que
Ai do simples da capella, avaliada em 3758 ; assim
como a obra da estrada nova para a fregu ezia da
Vanea : quem quizer examinar a madaira, dirija-se
ao cemilerioa fallar cem o respectivo administrador.
Na ra do Vigaritr n. 7, ha para alugar um ex-
cellente coijnheiro.
A pessoa que annnnciou querer comprar urna
escrava de Oanoos, qnerendo urna de 35, sem vi-
cios e com algumas habilidades, dirija-se Soledade,
passandn o sitio dos ledes, o primeiro porlo do boc-
eo do Boi.
Alaga-ae um preta par condazif faaaadas :
quem liver para alugar, dirija-se .1 ra do. ijueima-
do n. 7.
JOIAS
Os abaixo assiguados, donos da loja de ourives, oa
ruado Cabug n. II, confronte ao paleo da matriz
c ra Nova, f.i/.em publico, que estilo sempre tort-
dos dos mais ricos e melhores goslos de lodas as obras
de ouio uccessarias, lanto para senboras como para
homens c meninas, continan) os prejos mesmo ba-
ratos como lem sido ; passar-sc-ha ama conla com
respousebilidade, especificando a qualidade do ouro
de 11 a 18 quilates, ficando assim garantido o com-
prador se apparecer qualquer duvida.
Serapliim & IroMov
Urna pesaos coaiveniantoment* habilitada, HK
oflerece-se para leccionar ern algum collegio S
ou casas particulares, arilhmelica, grammati- S
ca philosophica, francez, rhelorica e gengra-
phia; protesta bom exercicio em qualquer M
; destas disciplinas, mediante um mdico esli- S|
1 pendi : na loa do ('.amaran o. 3. %
mxMKigmnKmxKHBmttmmM
Precisosa afagar um si lio. perto da praca com
casa que tenha commodos para familia, estribara,
cocheara, algumas frucleiras e capiu : a falia* nesla
typographia,
O abnho amignado raga lodo* o* seas deve-
dores a obsequio de mandaren) ailislizer o* sea*
d*bln*, *lim deque ni* seja natatanrio lacc ma*
de meios judidaes.lote Roditfuas da Silvaivsaaa.
AO PIBLICO.
Os herdeiros de I). Filippa Mara da Exallacao
proleslam in(ra qualquer venda ou Iransacres que
faram com os bens da mesma seuhora, e para livrar-
se de litigios fazem o presente annnncio.
Sacca-se qualquer quantia sobiea
prara do Rio de Janeiro, com toda a se-
guranza : na ra do Trapiche, n. 40, se-
gundo andar.
ATTENCA.
O caulelista da casa da fama do Aterro
da Boa-Vista n. ->8, Antonio da Silva Gui-
maraes, fazsciente ao publico, quefven-
deu|obiihete inteiro n. i206,com6:000.S
de rs., dividido em quatro qliarlos, as-
sim como outr-os premios de 2005000 e
100*000 rs.
Quem aclmu e queira reslloir nma cabra
(bicho) prenlu, toda preta. com nova cria bastante
crescida, tambem prela, sendo do jnelho para baixo
branco, dirija-se i roa Direila 11. 93, qoe ser grati-
ficado com a importancia do valor da mesma cabra e
liba.
O Dr. Ribeiro, medite, contina f residir na
ra da Cruz do Recife n. 49, segundo andar.
Necessita-se de um mosso brasileiro que leh*
bastante pralica de loja de fazenda, e qae d fiador
a sua conduela para urna loja fura da eidade : na
ra da Guia n. 64, primeiro andar.
Joao l'ernandes Marques Silva vai ao Rio de
Jauciro por causa de saa mo'estia.
a-^erdeu-se ha dias o !. volme da Castalia San-
guinaria : quem livor acbado, leve ra Nova 11.
26, quo se recompensara o seu Irabalho.
GABINETE PORTGEZ DE
LEITDRA.
Por ordem da directora se faz saber a lodos os
Srs. socios, qoe a bibliolheca contina a estar abejw
la desde as 9 horas da manhaa as 2 da larde, e da*2
as 9 ; no dia porm, em qoe chegar vapor da Euro-
pa s se fechar as 10. Tambem se faz saber aos
mesmos senhores, que para melhoOordem do expe-
diente devsrao fazer ns seus pedidos para leitara ex-
lerna por escri pto, designando o numero qae na
margem do catalogo corresponder a obra que pedi-
rem ; para o que se poderao muir de catalogo* e
supplrmenlos, que com o* exemplares dos novos es-
tatutos se acham em poder do guarda bibliolhecario
para serum distribuidos.Vieira Ribeiro, 1." secre-
tario.
Oflereee-M om rapa* brasileiro para, eaixeire
de taberna, o qaal anda est arrumado: quem o
preleuder aonuneie.
Precisa-se alagar om canoeiro escrava: na roa
Nova n. 27, deposito de cafdeireiro. ^\
Precisa-se de orna criada para o servido de
urna casa de pooca familia (sem meninos) qoe saiba
bem desempeohar esle logar; pasa-se bem, e pre-'
fere-se alguma porlugueza, anda qoe se Ihe faca
algum adiantamenlo para pagar algum encargo da
so* viagem : a tratar na ra do Qoimado n. 35,
Joja de (errasen?.
Precisa-se para casa de um bomem viuvo e sem
familia, alugar urna escrava de meia idade, embora
nao lenha habilidades, com lanto que saiba comprar
e fazer o maisservico inlerao de urna casa.
Jardim publico em Pernambuco, ra dtt
Soledade n. 70.
Nesle jardim ha muilo grande variedado de novas
qualidades de rosas, vindas de Franca esfe anno, as-
sim como lambem dalhs e oulras flores como sejam:
camelias, qoeluzes, gloscinia de flor azul etc.: as
senlraras amantes das flores, e que pela Testa qaize-
rem ler em seus urdios novas qualidades de rosas,
nao percam lempo a mandar por ellas; tambem ha
qualro novas qualidades de figos, uvas desoll qua-
lidades eecolhdas, silvos que dflo amoras, medio-
nheiros, magnolia, flor, sapotas e sapolis, fracla-
pao e larangeiras para enchertgs etc.: rueebem-se
e aprompiain-se encommendas a preros moderado*,
lanto para o centro desla provincia como tamben)
para as mais provincias do sol e norle, e se afianea
perfeila enlidade destas plaas.
Precisa-se de ama pessoa para criado : na roa
Nova n. 2, primeiro andar, a fallar das 10 horas ac
meio dia.
No aterro da Boa-Vista o. ti, loja de funilhei-
ro francez, precisa-se alegar om preto de 12 a 14
annoude idade, para o servico da loja.
ATTENCAO. S
.Manoel Antonio tioncalves, com |
estabelecimento de obras de ouro e q
9 prata na praca de Pernambuco,
I constando-lhe que diversos vendedo- 2
9 res de joias pelo matto. se tem ser- g,
vidodeseu nome em seus negocios,
I faz constar para evitar engaos, qu<;
9 no se responsabtis& por transac-
cao alguma que elfes lizessem ou
aja possam fazer, de qualquer nature-
za qae seja, pois a ntuguem aruton-
sou para isso.
Recife lo de agosto de 1855. g
y ;? *-**#
Illm. e Exm. Sr. presidenle.Jos da Rocha Pa-
ra nlu", leudo sofirido pieleririiu em sea direito da
Ihesouraria de fazenda d'esta provincia relativa-
mente a cobranca da qaanlia de dous coulos e tan-
tos mil res, que a mesma fazenda Ihe he devedora,
proveniente de medicamentos que o sopplicanle for-
necera para os bospitaes regimentaes desla cidade, e
isto nHo obstante ordem expressa do (hesouro que
exiga prompla infrmacao. c lambem as reclama-
ris do sapplicante, nesla collisao recorren elle a V.
Exc. por orna pelicao para ver se por esle modo, se-
ria despachada a sua prolrncio; mas succedendoqae
lendo V. Esc. mandado informar mesma thesoura-
ria, esta por motivo* qoe o supplicaote ignora,' tem
detido desde o 1.de junho al o presente a referi-
da informaijao por V. Eic. exigida, causando desta
arte ao supplicanle grave prejuizo ; por isso o sop-
plicanle de novo recorre V. Exc. alim de que como
primeira auloridade administrativa da provincia
digne mandar que a referida Ihesouraria haja de
k informara 1 por V. Exc. exigida. Nesle* ten
pede a V. Ex. assim llie.defira.E R. Me
da Rocha Paranhos.
Informe s Sr. inspector da Ihesouraria de fazenda.
Palacio do governo 28 de julho de 1855.Figuai-
redo.
O Sr. MaaoefRodrigues de Carvalho tem urna
casis aa rea Nova n. 12, viada de Proori.
m
l
contina a residir oa roa Nova u. 19, priraei- m
ro andar. am
e*f
O abaixo assignado compra qual-
quer escravo doente de morpbea, a inda
no ultimo grau da vida, e tambem cora
qualquer pessoa ivre, tanto de morphea
como deerysipela, tendo ja' afestins, as-
sim como os cancros em qualquer estado
que e.< tejam : os pretendentes dirijam^e
a ra do padre Floriano, esquiu a di-
reita indo para a mesma, n. to.Manoel
Borgen de MenJonca.
lQ|f H-tf fft i.
O medico Jos de Aimeida Soare* d* Liara
% Bastos, raudou a sua residencia par* a rolda 1
0 Cru;: sobrado amarelfo n. 21, segundo an-
9 dar.
GASA DE
C01IISS;,0 HE ESCRAVOS
A
RD1LARGIB0 ROSARIO.
IN. 22. SEGUNDO ANDAR.
Nesla casa recebem-se escravos por com misso pa-
ra seren vendidos por conla de seas senhores, lano
para lar -a como para embarqoe ; alianra-w o boro
Iralamento e seguranrja dos mesmos, nao se poupan-
do esforros para qoe elle* sejam vendidos com prom-
piidao, ifim de qu* sao* senhores ato taffram em-
pale can) a veoda delles.

Alog-se ama casa terrea na raa do PHtr o.
108, coin bstanles commodos: a tratar na raa do
Queima lo n. 28, lerceiro andar.
ASSOCIAO COMHEMIAL
BE^EFICEXTl.
Sao convidados os socios a reuniao da
assembla geral, que deve ter.lugar noca
28 do corrente, na sala das sessOes da mes-
ma associacao para se noinearem os novos
directeres ; nesta reuniao se votara' com
as pessoas presentes, de conformidade com
os estatutos.
Amanhaa 26 do corrente, tera' lu-
gar o comero da matanca do gado para
consucao desta cidade, no novo matadou-
ro da 'Cabanga..
ULTIMO GOSTO.
Sao chegados praca da Independencia ns. 24 a
30, loja de Joaquim de Oliveira Mais, chapeos da
castor bianco, iillimo gotto, de muilo elegante* ter-
mas e bonita cor, e vista de seo mdico preco
ninguerr daiiar d* comprar.
Aligam-se o lerceiro e qnarlo andaras da ca-
sa de laigo da Assembla a. 12 : a h-etar can Jee
Joaquim Dias Fernandes, oa roa da Cadeia do Ra-
cife.
SERINHAEM.
O abano assignado vende o eatgeabo Briehaaie,
muilo linin d'agua 3 de Ierras, moe copeiro, raait*
pe lo do embarque* do Rio-Formoso : vende-s* oa
pcrmula-se por um sitio perto desta praca : qaem
pretender, dirija-se ao engenho Telha, parlo do ses-
mo engenho Brilhante, qoe acabos sao do satamo
dono, 011 i taa Direira 65.
Joao Glimaco Fernande* Cavalcaaf.
Prteisa-s* alagar nma prela enaoasaadaira a
oulra quilandeira': na roa da Seozala Vesiw a. 124,
primeiro andar.
Jardim publico em Pernambuco, ra da
Soledade n. 70.
He prohibida a entrada a qoem traz caivetes oc-
ciIIos ; s advcrle-se a esles senhores fregoexes, qaa
se nao q lizerm passar por desgosta, dexem em ca-
sa seu* eanvelinhos, pois que no e ignora qaem
elle* sao ; tambem nao he permiltido cofher flore*
sera conienlimcnle deseo dono, o qae nem mesmo
os mono; consentem em sea jardim da Saeto Ama-
ro ; mas s he admittido ver e cheirar, nao ha maito
penco, e barato pelo prero.
A pessoa que aaoonciou querer comprar aaaa
preta de idade 40 annos, procure ae pateo d* Colle-
gio o. 6, na segando andar da rasada Jaa Jonqwm
Dias dos Prazeres.
Qoem annnnciou precisar de 1500, alagando
ama esclava para descontar, dirija-a* a ra de Apol-
lo o. 14.
O Sr. B. D. V., feitor da obra do hospital Pe-
dro II, queira ir pagar o qae dere a quem no ig-
nora, e! nio o fizer dentro m 8 dias, ver o seu
nom* por extenso nesta folha at que o faca.
Priicisa-se de ama ama pan orna casar de poov-
ca familia, que saiba ngomroer e cozinhar : na roa
do Hospicio n. I. *
Consta-nos, e com alguma veracidad*, .qaa o
actor dramtico Gtrmano Francisco de Oliveira (dea
do Cear para o Maraoho, afim de lomar conla da
empreza daquelle thealro. Ora, se elle foi signata-
rio do rcquerimenl*/que o Sr. Jos da Silva Re*
endereaou ao governo desta provincia, para toma-
ren) a ere preza do theatro de Santa-Isabel, e apena*
0 tal Sr. Re* conlava com a companhia de Germa-
no para cumprir o contrato com o governo, visto qaa
lambem nos cuasia qua nenhum dos actor** qoe al-
1 mmeme compozeram a companhia emprezaria do
nosso thealro, se contratam com o tal Sr. Reis ; co-
rnil he que o nosso governo conceder a empresa ao
dilo senhor sem companhia, havendo urna orgeolaa-
d nesta provincia, e nao de mos actores ? s a
for porqoe a couimissao director a do theatro, que a
bandajrai desprendas e engarrenle protege o Sr.
Reis, las rar o seu decreto dequero, posto e man-
do, embora o publico lque privad* de etpeclaealo*.
O amigo da verdad* a da boa ordena.
LOTERA do gymhasio pernam- .
BUCANO.
AOS 6:000s, 3:000$.Ei;00Q$.
_ O cantuitsU da casa da Fama Antonio da Silva
Giiim.irai's faz sciente ao publico, que lem exporto
venda os seus muito afortunados bilhetes e caute-
las da quirla partida primeira lotera do Gymnasio,
a qaal corre no dia 12 de selembro do corrente ana-
no, os qoies sao vendidos na* segaintes casas : ama-
ro da Boi-Vista ns. 48 o 68 ; ra do Sol o. 72 A S
run larga do Rosario 11. 26 ; praca da Indeaeadeii JB
cia ns. 14 e 16 ; ra do Collegio ti. 9 ; ra doRaMaH
gel n. 54, e roa do Pilar n. 90.
Bilhetes
Meios
Quartos
Oitavos
Decimos
Vicsimos
59800
29800
19440
760
600
320
Recebe por i 11 le ir
com descanto
firOOO
2:7609
1:31109
690
5529
2769
O mesmo caulelista declara, qoe saranlc ooica-
menle o* bilhetes nteirns em originae, nao sondea-
da descont dos oilo por cenlo do ajsspsto geral ;
assim como qae suas cautelas sao Pfljj^Kl qualquer
urna de suas casas, sem dislincrSo cl?f*fcm vendi-
da* nesta ou naquclla.
Faz se publico que a melade dos premios qae
sahirem i os seguinles nmeros dn quarta parte da
primeira loleria do Gymnasio : quarlos ns. 3311,
3230, 3229, 2119, 3310, 1441 e 1343 ; decimos os.
2113, 224, 1509{TO01, 2020, 1808, 1248, 1703
e 1802 ; meios bilhetes ns. 1262 e 1263 : meios bi-
lhetes do Rio da quarta (otaria do thealro de S. Pe-
dro de Al -untara ns. 1657 e 2756, perleoce a irman-
dade do Liviuo Espirito Sanio da igreja nova.
Os credores da massa fallida de Barbosa & Li-
ma podem ir receber na ra do Brom a. 22, dos ad-
ininislraderes da mesma, o divideudattejoe se acha
aparado.
Ilesapparaceu na dia 22 do corrente a escrava
muala .Maranna, (levando saa filha de 6 mezas da
idade), de 25 annos. altura regular, rlicia do carpo,
eor avermilhada, andar desembarazado, neraes fi-
nas, cabello grande meio carapinhado e quasi **na-
pre em desaliiiho, duas cieatrites no pescoco prove-
nientes de glndulas, e. orna na* cos** proveniente
de om tumor ; levoo vestido da chita e*tensada .
com ramanens prela*: ped*-se a* autoridad** e ca-
pujes de :ampo a apprehencao de dila escrava, e
levaba Passagem da Magdalena, casad* A. ?. da
iowaca, ou ae seu escriptario, na ra da Cada**
lo Recite, que serao generoaftirente recompensados.
Casa de commissao de escravos.
^ia roa Direila, sobrado de 3 a****We* daftante da
becco de S. Pedra n. 3, recebem-s* escravos da am-
bos os sexo!, parase vendar em commissao, n3o se
levando por esse irabalho mal. doque dea* eor eea-
lo, e sem despea alguma de comadorias, oReracea-
do-se para islo lodos os commodos precisos para Of
ditos escri vos.
|ta*pa**~
o


DIARIO DE PERMIBUCO SBADO 25 OE AGOSTO OE 1855
<
r
i
/:
TYPOGRAPUr4 DO POVO REPUBLICANO.
Na rua Direita d. 5, primairo indar, se acha etta-
belecitla urna typograhia provida de risas (nales de
typoi para imprimir qualquer obra, piriodico e lado
a qae diz respeito urna oflicina desle genero :
quero quizer nlilisar-te della, dirija-se mesma ca-
sa, que encontrar com quem tratar. Os trabalhos
feitos nesta offlciua sera seinpra eiecutado* por pre-
o mais commodo queemoulra qualqaer pirte, e
qualqaer impraanic ser (eita com raelhor gosto,
aceio e prompUdio.
Regiment de castas.
Sahio aluss o re;iinento da rustas judi-
ciaes, annotado com os avisos que O a Ite-
ra ram : vaade-se a 500 res, na livraria
n. 6 e 8 da praca da Independencia.
*>*. **>
DEHTISTA. S
9 Paulo Gaignoux, dentista francez, estabele
*) cido oa ra larga do Rosario n. 36, secundo 9
h andar, colloca-dentescom gengivasarlificiaes, )
# e dentadura completa, ou parte della, coro a #
pressao do ar.
**
EDDCACA'O DAS FILHAS.
Entre as obras do grande Fenelon, arcebitpo de
Cambray, merece roui particular menear- otratado
da *duc*cSo das meninasdo qual este virtuoso
tiraiado ensina como as mais devem educar suas ti-
fia, pera uro din chegarem a occopar o sublime,
lagar de mi de familia ; torna-se por lano urna
necessidada para (odasas peasoas que desejam gui-
a-Ias no veadadeirocamiitho da vida. Est a refe-
rida obra traduzida em portuguez, e vende-se na
livraria da praca da Indepeudencia n. 6 e 8, pelo
diminuto preco de 800 rs.
CONSULTORIO DOS POBRES
ftO BA NOVA 1 Aj*R 50.
O Dr. Sabino Olegario Ludgero* Pinho,
mudou-ie do palacete da roa de S. francis-
co n. 68A, para o sobrado de doas anda- ,
resn.6, ruada Santo Amaro, (mondo novo.) Ep
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuque
quemudou a sua aula para a ra do Kan-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
no* internos eexternos desde ja' por m-
dico preco como he publico: quem se
quizer utilisar deseupequenoprestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dis uteis.
O SOCIALISMO.
Pato lamaral Abroa Llana.
Aclia-ae a venda na loja de Jivros dos Srs. Ricar-
do de Frailas & C., esquina da roa de Collegio, e
em casa do aator, pateo -do Collegio, casa aroarella,
no 1.- andar ; encadernado de todas as formas, por
naior ou menor preco, segundo o gosto dos compra-
dores. A dicao esta quasi esgotada, e poucosex-
emplares reslara. Esta obra, em que se acha tra'ca-
da a saarcha do genero humaoo desde o primeiro
hnaaorn al alosaos diaa, perlence a todas as classes
dateetedade, e he, por aasim dizer-se, o evangelho
racial, porque oella estilo consignados lodos'os foros
da hamanidade. As anas doctrinas eslao, porlanlo,
ao alaaoce de todas as inielligencias.
MASSA ADAMANTINA.1
Raa do Rosario a. 36, segundo andar. Paulo Gai-
gnoux, dentista francez, chumba os denles com a
massa adamantina. Essa nova e maravilhosa com-
posicao tem a vaotagem de enclier sem pressao dolo-
rasa toda* as anfractuosidades do denle, adquirindo
em poucos instantes solidez igual a da pedra mais
dar, e permute restaurar os denles mais estraga-
dos com a forma e a cor primitiva.
Est a sabir a luz no Ra de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATH.
EXTRA HI 1)0 DE RUOFF E BOEN-
NINGHASEN E OUTROS,
posto em ordem alphabetica, com a descripoo
abreviada de todas as molestias, a indicado plivsio-
logica e Iberapeallca de todos os medicamentos ho-
meopalhiros, seu lempo de accao e concordancia,
sagoia* da uio diccionario da significarlo de lodos
oa termos de medicina e cirurgia, e posto ao alcance
das peasoas do povo, palo
DR. A. J. DE MELLO MORAES.
Subscreve-se para esta obra no consultorio horneo,
palhico do Dr. LORO MOSCO/.0, ra Nova n. 50-
primeiro andar, por 5)000 em brochura, e 69000
eitcadernado-
Novos livros de homeopathia uie francez, obra
todas de summa importancia :
Ilalioemann, tratado das molestias
lunes. ......
Teste, rreleslias dos meninos .
liering, homeopathia domestica. .
Jahr, pnarmacopabomeopalhica.
Jahr, novo manual, 4 vulumes .
Jahr, molestias nervosas. .
Jahr, molestias da pelle. .
Rapou, historia da homeopathia, 2 vulumes 16)000
llarlhmann, tratado completo das molestias
dos meninos..........
A Teste, materia medica homeopathica. .
De Fayolle, doutrina medica homeopalhica
Clinica de Staoneli .......
Caating, verdade da homeopathia. .
Diccionario de Kysteo.......
Aulas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, conlendo a descripcao
de todas as partes do corpo humano .
vedem-ee todos estes livros no consultorio homeopa-
thica do Dr. Lobo Hoscoso, ra Nova n. 50 pri-
meiro andar.
O Sr. Joaquim Octaviano da Silva tem caria
na livraria n. 6 e 8 da praca da Independencia.
O Dr. P. A. Lobo Moscozo d consultas homeopalhicas lodos os dias aos pobres, desde 9 horas da
manhia aleo meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noile.
Oflerece-se igualmente para praticar qualquer operac.au de cirurgia. e acudir promptamente a qual-
qaer mulher que esteja mal de parto, e cujasclrcumttaucias uSopermiltam pagar ao medico.
SO CONSULTORIO DO DR. P. LODO I0SC0Z0.
50 RA NOVA 50
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual cmplelo de meddicina homeopalhica do Dr. G. H. Jahr, traduzido em por
tuguei pelo Dr. Moscozo, quatro voluntes encadernados em dous e acompanhado de
um diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele...... 20)000
Esta obra, a mais i m por la ule de todas as que Ira! a m do estudo e pratica da homeopathia, por ser a nica
quecontm abase fundamental d'esla doutrinaA PATHOGENESIAOU EFFEITOS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SAUDEconhecimentos que alo podem dispensar as pes-
soasqoe sequerem dedicar pratica da verdadeira medicina, ioteressa a lodos os medieos que quizerem
experimentar a doutrina de llahneuianu, e por si mesmos se eonvencerem da verdade d'ella: a lodos os
fazendeiros e senhores de_engenho qne eslo ion ce dos recursos dos mdicos: a lodosos ca pitaes de navio,
que urna ou outra vez nao podem rleixar de acudir a qualquer incommodo seu ou de seus tripulantes :
a todos os pas de familia que por circumslancias, qae ntrn sempre podem ser prevenidas, sao (abriga-
dos a prestar t'n cnnlinenli os primeiros soccorros em snas enfermidades.
O vade-mecum do homeopalba ou tradcelo da medicina domestica do Dr. Heriog,
obra tambero til s pessoas que se dedicam ao estudo da homeopathia, um volu-
nte grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina...... 10)000
O diccionario dos termos de medicina,'cirurgia, anatojnia, etc., etc., encardenado. 3)000
Sem verdadeiros e bem .preparados medicamentos nao se pode dar om passo seguro na pratica da
homeopathia, e o proprietario deste estabelecimenlo se lisongeia de te-lo o mais bem montado possivel e
oinguem duvida lioje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas a i-2 tubos grandes.....................
Boticas de 24 me'dicameotos em glbulos, a 10), 12) e 15)000 rs.
Ditas 36 ditos a..................
Ditas 48 ditos a..................
Dilas 60 ditos a..................
Ditas 144 ditos a.............'.....
Tubos avulsus.......... g..........
Frascos de meia tinca de lindura..................\
Ditos de verdadeira lindura a rnica.................
Na mesma casa ha sempre a venda grande numero de tubos de rrystal de diversos tamaitos,
vidros para medicamentos, e aprompla-se qualquer encoromanda de rnedicameoloscom loda a brevida-
de e por precos muilo commodos.
8)000
20)000
25)000
30*000
60)000
1)000
2)000
2)000
TRTAMENTO HOMOPATHICO.
Preservatico e curativo
DO CHOLERA MORBUS.
PELOS DBS
_jaC-^kV.J.aTbJatcl3 SEI Ja* ^^ H K. M*. -,
oa inslrac;ao au povo para se poder curar desta enfermidade, administrando os remtdios "mais eflicazes
para atalha-la, emqqanto se recurre ao medico, ou mesmo para cura-la independen le destes nos lugares
em que nio os ha. /
TRADUZIDO EM PORTUGUEZ PELO DR. P. A. LORO MOSCOZO.
Esles doas opsculos contm as indicarles mais claras e precisas, so pela sua simples c concisaex
cao esta ao alcance de todas as inielligencias, nao so pelo que diz respeito aos meios curativos, como prin-
cipalmente aus preservativos que tem dado os mais satisfactorios resultados em loda a parle em que
elles tem sido pastos em pratica.
Sendo o Irat.imento homeopalbico o unicoqoe tem dado grandes resaltados no curativo desta horri-
el enfermidade, pilcamos a proposito Iraduzir estes dous importantes opsculos em Iiugua vernacu-
l, para desl'arte facilitar a sua leilnra a quem ignore o francez.
Vende-se nicamente no Consultoriodo traductor, roa Nova n. 52, por 2)000 rs.
Precisa-se de urna amaqoe saiba coser, engomar
e enlenda do arranjo de urna casa de pouca familia :
a tratar na ra da Cadeia do Recite n. 53, segundo
andar.
Aos Illms. Srs. jniz.es e magistrados.
He chegado a praca da Independencia
ns. 2i a 30, loja de J. O. Maia, as verda-
deiras e muito superiores pellesde ar-
minho.
Sendo a perfeic.30 e limpeza no fabrico dos g-
neros alimenticios, que fonnam o panetn nostrnm
quolidtunun, a rucllior e mais desejavel recnmmen-
darao para o paladar, assim como para a corprea
hygiene, recoromenda-se ao publico a padaria da
ra estreita do Rosario n. 13, nos nrtigos bolachocs
Crimea, bolachiulia Lisboa, dita aramia, falias e
biscoilos, bolachinha Sebaslupol, dita guerra do
Oriente, e bem assim bichas de llaroburgo de 8 pol*
legadas de comprimento, di* quaes urna ni prodoz
o efleilo de 8 das communs.
Todo isto a cobre ou sedlas,
Ouro ou prata no balco ;
Quandn mesmo esperlalhao
Seja o freguex, compra a Ida,
Se goslar de coma boa,
Aiaegura-se que iofallivelmeute liso de agradar os
chronicas, 4 vo-
. 20)000
6)000
7)000
6)000
16)000
10)000
8)000
7)000
6)000
4)000
10)000
Panorama.
SEGUDA EXPOSlfAO.
IRF.DK LEMBCKE >
Na loja das seis
portas
tem a honra de avisar ao respeitavel pnblico, que na
segunda-feira 20 do crrente, vai expdr novas vis-
las, que nesta provincia ainda nao se tem visto, na
ra da Cadeia confronte do convento de San-Fran-
6)000 Mateo, que sao as tegointes:
K9000 Rio de JaneiroTomada de Santa-Thereza.
Os Russianos, habitantes dos montes, passando a
passagem sobre o Caucasus.
Bombardeamenlo de Sebastopol.
Illuminacao do palacio do imperador da Russia.
O desembarque dos alliados em Kerlsch, na Cri-
mea.
Sebastopol.
Interior daigreia do Sanio Sepulcro.
Rom-Fim, da Baha.;
O preco he 500 rs. cada pessoa, acha-se aberto das
6 s 9 horas da noite.
Em frente do Livramente.
Cassas francezas a meia pataca o corado, riscados
trnceles a meia pataca, chitas finas francezas a doze
vinlens, chales cor de rosa a doas cruzados, cortes
de vestido de cambraa pintados a dous mil reis,
lencos brancos para rabera a pataca.
Vendo-se cevada nova, chegada ltimamente
de Lisboa : no arroazem de Maooel des Santos Piolo
Livros commerciaes.
No primeiro andar da casa n. 26, dafronte da Ca-
deia Velha, exisle um sortimenlo de livros proprios
para escripluracao commercial, como sejam: diarlos,
razao, coulas correales e devedores geraes : sao fei-
tos em bom papel, riscados, pautados e com lodos os
quisilos convenientes para serem bem escriturados:
vendem-se por preco muito em conla, a qualquer
hora do dia.
Esta menta.
Eslamenha paramente de laa, para hbitos de ter-
ceiros franciscanos, a 1)120 o covado : na ra do
Oueimado, loja n. 21.
Vende-se a taberna da roa Direita n. 16, casa
de quina, bem afreguezada para a trra e mallo,
Taz-se lodo o negocio : a tratar na ra da Cadeia de
>aiilo Antonio a. 26.
Vende-se superior eslamenha para hbitos de
lerceirus franciscanos: na ra jtp Encantamento,
armazem n. 76 A. W
Vendem-se missaes romanos : oa raa do En-
cantamento, armazem n. 76 A.
Farinha fina para mesa.
Na ra da Cruz n. 54, escriplerio de Domingos
Alves Matheus, ha para vender muilo superior fa-
rinha de mandioca, propria para mesa, em barricas
e saccas, por prejo commodo,
Vende-se um moleque de idade 6 annos: a
tratar na ra do Livrameuto n. 35.
Para o escuadreo.
Vcndo-se om uniforme completo para um guarda
do esquadrSo de cavallaria de guarda nacional, por
diminuto prejo : na ra do (.lueimado n. 35.
Vende-se urna mulata de 22 annos
de idade, boa ligura, perita engomma-
deira, boa cozinheira, costnreira e lava-
deira, he muito diligente e nao tem vi-
cios, nem molestia aiguma, o que se afli-
anca; assim como um moleque de 5 an-
nos de idade: na ra do Hospicio, sitio
da Senhora Viuva Cunlia, n. 6.
a*
Hrins de vella: no armazem de N.O.
Rieber & C, ra da Cruzan. 4.
Cera de carnau-
ba.
Vende-se cera de carnauba do Aracaty: na ra
da Cadeia do Recife n. 49, primeiro andar.
AOS PALITOS FEITOS.
Na ra ra do Crespo n. 15,
ha para vender am bonito sortimenlo de palitos de
alpaca de diflerenles cores, mais baratos que em ou-
tra qualquer parte.
Com toque de
a varia.
Vende-se panno fino preto, prova delimao, panno
este qae por sua boa qualidade e lustre vale 12) o
covado, porcia como he grande porcao e para se aca-
bar, vende se pelo diminuto preco de 3)500 o cova-
do : na ra do Queimado n. 33 A.
Fariulia de mandioca.
A bordo do hiale Castro, Tundeado defronle do
caes do Ramos, ha para vender muito superior fari-
nha de S. Matheus, por prer,o commodo ; a Iratar
no escriplorio de Domiugw Alves Matheus.
Nos quatro cantos da Boa-Vista n. 1, he che-
gada a (chincha dos bons figos de enmadre, pelo di-
minuto preco de 320 a libra, e o bom peixe de es-
cabexe, vindo de Lisboa, de ptima qualidade.
Vende-se ou arrenda-se o sitio Estiva de ci-
ma, no lagar da I hura, com casa de vivenda, bastan-
te Ierra de planlacSo, criaran e mallas, e porto de
embarque : quem pretender, dirija-se ao paleo da
matriz de Santo Amonio, casa n. 8.
Vende-se sal do Ass, a bordo do hiale Con-
veirao de Mara, por menos preco que em outra
qualqaer parle : defronle do caes do Ramos, a tratar
com o iiiestre, ou em Fura de Portas, ra do Pilar
n. 103. Na mesma parte oo casa vende-se urna es-
erava de 40annos, pouco maisoa menos, sadia, sem
vicios nem achaques, bem pnssante, sabe lavar, co-
zinhar o diario de unta casa, e tambem vende na
roa ; ao comprador se dir o motivo da venda.
A 4$000 E 5J000 O COVADO.
Vende-se panno fino preto, prova de limao, sem
dcfello algnin, pelo barato preco cima, por ser gran-
de porcao e se querer acabar, pois he panno que se
tem vendido por 10) e 12) o covado, mas como fosse
comprado em leilao grande porcao, conviila-se as
pessuas que conhecerem fazeuda superior, que nio
deixarAo de comprar a vista da qualidade e do pre-
co : nn ra do Queimado n. 33 A.
Vendem-se bombas de po para cacimba de si-
tio, e tambem os senhores que ji apartaran) alga-
mas, venliam lira-las, do contrario serao vendidas :
na ra da I'raia n. 14.
Vendem 45 barrts vazios de qualro e cinco em
pipa: na ruedo Livramento n. 32, padaria.
Vende-se um cabriolet novo,
semcoberta, muilo leveemaneiro,
e vende-se tambero boa parelha de
ravalles, lodos para carro, e por
preco commodo: na ra Nova,cocheira de Adolpho
Bourgeols.
Velas de car-
nauba,
SIMPLES E DE COMPOSICAO.
Na ra da Cruz u. 15, vendem-se ditas velas, de
6, 7,8, 9 e 13 por libra, cm caitas de8al 50 libras,
fabricadas no Aracaty, pelos melhores autores, e por
menos preco que em outra qualquer parle.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr t Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de cannas todas de ferro, de um
modello e construccao muito superiores
. NA KUA NOVA V 22
ha relogios de ouro patente inglez do mellior fa-
bricante de Liverpool, por prejo muilo em conla ;
tambem ha moilo bons oculos Bde todas as numera-
rles, os quaes sao de acu.
B ** aWKStaWaWaEaamvaj saaHaWtsWtlWmW -.........--
Antigo deposito de panno de algo-
godao da fabrica de Todos os
Santos na Rabia.
Novaest Companhia, na ra do
| Trapiche n. i, continuam a ven-
J der panno de algodaodesta fabrica,
i trancado, proprio para saceos e
M roupa de escravos.
HIIHHMI k
A :,.:;oo rs.
Vende-se cal de Lisboa ltimamente'
chegada, assim como potassa da Russia
verdadeira: na praca do Corpo Santo
n. 11.
A 320 RS.
30)000
LBLlCAIjAO DO INSTITUTO HO
MEOPATHITO DO BRASIL.
THESOURO HOMOPATHICO
OU
VADE-MECUM DO
HOMEOPATHA.
Mcthodo conciso, claro e seguro de cu-
rar homeopathicamente, iodos as molestias
que affligem a especie humana, e parti-
cularmente aquellas que reinan no Bra-
sil, redigido segundo os melhores trata-
dos de homeopathia, lano europeos como
americanos, e segundo a propria experi-
encia, peto Dr. Sabino Olegario Ludgera
Pinho. Esla obra he hoje recouhecida co- _
mo a mellior de todas que Iralam daappli- ajgv
cacao homeopalhica no curaSrvo das mo*
leslias. Os curiosos, principalmente, nao
aaaam dar nm passo seguro sem postui-la e
consulta-la. Os pais de familias, os senho-
res de eugenbo, sacerdotes, viajantes, ca-
piles de navios, aertanejos ate. etc., devem
te-la i mao para occorrer promptamente a
qualquer caso de molestia.
Dous voluntes em brochura por 10)000
v encadernados 11)000
Veode-e nicamente em casado autor,
ra de Sanio Amaro n. 6. (Mundo No-
vo).
DE
CASTOR.
JL
lor
COMPRAS.
Da'-se dinheiro a juros sobre penho-
^a de obras de ouro e prata: na ra da
Guian. 40,
COMPANHIA PERMBimi
Esta empreza pretende contratara cons-
truccao dos trapiches e armazens em Se-
rinhaeme no Gamella, (no Rio Formoso)
pontos da^Kala de seus vapores, ao lado
do sul, epB ltapissuma e Goianna, ao
lado do norte, sob as condicoes seguin-
tes:
Clausulas especiaes da arrematacao.
1. As obras pra a congruccao destes
trapiches serao feitas d com as plantas e orcamentos, approvados
pela direccao da companhia, na impor-
tancia o de Serinhaem rs. 4:855#320, o
do Gamella rs. Il:267s000, e o de lta-
pissuma rs,'7:755s000, e o de Goianna d
rs. 6:OT3$000.
2. Estas obrss aeverSo principiar no
prazo de 15 dias, e linda rao no de 4
mezes, ambos contados do dia da assig-
natura dos contratos.
3. O pagamento destas obras sera' fei-
to em fres prestar-oes ig'uaes: a primeira,
no dia d .issignatura do contrato ; a se-
gunda, filiando estiver feita metade
Compra-se effectivamenle branze, laJao e co-
bre velho : no deposito da fundicao da Aurora, na
roa do Brum, logo oa estrada, n. 28, e na mesma
fundicao, em Santo Amaro.
Compra-se ama casa terrea nos bairros de San-
io Antonio, S. Jos e Boa-Vista, qae nSo eioeda de
1:000)000 ; quem a tiver annoncie.
Compra-se urna casa at o valor de 1:000)000
para dar a urna orphja : na pra$a da Boa-Vista n.
33, botica.
Compra-se metal velho, cobre, bronze e lalSo :
na ra Nova n. 27, deposito de caldeireiro.
Compra-se urna prela de bonita ligura e moca
que seja boa costureira e engommadeirn ; paga-se
bem agradando : na roa do Trapiche n. 14, primei
ro andar.
Compram-se accoes de Beberibe e litlos da
divida provincial: na roa larga do Rosario n. 36,
segundo andar.
Compram-se obras de ouro e prata
ja' usadas: na ra da Guia n. 40, desde
as 7 horas at as 10 da manha. todos os
dias.
Compra-se .urna escrava de 40 annos,
pouco mais ou menos, embora sem. habi-
lidades, comtanto que seja robusta, goze
saude e seja esperta: quem tiver annu-
cie.
Casa de commissao de escravos* na ra
do Livramento n. 4.
Compram-se escravos de ambos os sexos, de idadt
de 12 a 35 arnos, sendo bons figuras paga-se bem ;
tambem se recebe para vender de commissao ; afian-
ca-se o bom tratamento e seguranza dos mesmos.
A fabrica e loja de chapeos da ra r-aj
Nova n. 44, recebeu pelo navio Ua-UL.
tre, os acreditados chapeos de cas-*^^
sem pelle Fribet, ditos com pello formas as
mais modernas que ha no mercado, asiirs como cha-
peos de caslor de copa baizn eorrr pello e sem elle, de
diflerenles qualidades, e faz o prsenle par levar ao
conliecimeii'o de seus fregoezes.
Nova pechincha
RA DO QUEIMADO N. 38.
Corles de casemirasde cores .
Palitos de alpaca de seda. .
Ricos chales de casemira. .
Corles de chin de seda .
Cambraia franceza a vara .
Chita franceza o covado .
Peca da algodao largo avariado
4)500
6)000
7)500
9)000
400
240
2)100
VENDAS
Ora cao contra a peste e o ch olera-
morbus.
Aclia-se venda na livraria n. 6 e 8 da prac da
Independencia um folhetinho com diflerenles ora-
Sdes contra o cholera-morbos, e qualquer oulra pes-
ie, a 80 rs. cada nm.
Para vestidos de
senhoras.
A 8.S000 o corte.
Na loja n. 17 da roa do Queimado, vendem-se
corles de novas bausorinas de lila, de padroes inlei-
ramcnle modernos, chegados pelo ultimo navio de
ilambargo, proprios para vestidos de senhora, pelo
barato prejo de 8) cada corte.
Cheguem a pechincha.
Na ra da Madre de Dos, loja n. 18, ha para ven-
der borzeguin* Raspeados, sapa toes de couro de lus-
tre, ditos de bezerro de Nantes, para homem e me-
ninos, por precos que quem vir nao deiiars de com-
prar.
Vendem-se saccas com cera de carnauba do
Aracaty, a mellior que tem vio do ao mercado : na
ra Nova n. 20, loja.
El Vendem-se 2 escravos mc;o, de bonitas liga-
ras, e uma escrava boa cozinheira e engommadeira :
na ra Direita n. 3.
Nao se p5e duvida em dar-se as amostras deixan-
do peuhor: em frente do becco da Congregarlo.
Ra do Queima-
do II. 38.
a peca de frnco para bordar, das cores as mais su-
blimes que tem vindu de Franca : na roa Nova
loja n. 41.
-^ Vende-se ama escrava moja de boa figura qpe
engomma sofrivelmeDte, cose e borda, cuidadosa de
meninos : na ra da Craz u. 17 segundo andar.
Vende-se manleica ingleza da mais nova que
ha no mercado a 960 e 800 rs., queijos do reino a
1)900, caf de caroco a 160, cevadinha a 320, bata-
las a 30 rs., ameodoas com casra a 280 rs., arroz pi-
lado a 80 rs. a lihra.cuia a480 cevada a 200 r. a li-
bra, vinhode Lisboa a IDO a garrafa, dilo Figueirn
a 480 rs.: oa lbaro* da ra de Dorias n. 4.
Vende-se na roa da Senzala Nova n. 30, o se-
gninle: pennas de ema, cera amarella, mel de abe-
Ilia e queijos do serlo.
Valaquia a o.sOOO o corte.
Linda fazenda para vestido, tem uma vara de lar-
gura, dequadros muilo vivos, parece alpaca de seda:
na ra do Queimado, loja, n. 21.
Gera de carnau-
ba do
ARACATY E ASSL".
Vende-se em porcao e a relalho, por menos preco
que em outra qualquer parle, principalmente sendo
a dinheiro a vista : na roa da Cruz, armazem de
couros e sola, n. 15.
Palitos baratos.
Palitos de alpaca fina, preta e de cores a 5)500,
ditos de merina verde de cordao a 6)500, ditos de
ganga amarella a 3)000 ; Iodos sao forrados elbem
cosidos como os de encommenda : na ra do Quei-
mado, loja o.2l.
Damasco larguissimo.
Damasco de laa delodas as cores, tem quasi duas
varas de largura, a 1)600 o covado, proprio para
grejas, colchas, roberas de cama e oulros misleres:
na ra do Queimado, loja n. 21.
Riscados baratos.
Rascado francez, largo, a 180 o covado, dito azul
de quadrinhos, semelhante aos de liuho, a 160 e 200
rs.. proprio para calcas, jaquelas, palitos e camisas,
por ser muito largo : na ra do Queimado, loja
4*500
4)500
105,00
A 9)000 E 10)000 A PECA.
Vendem-se pecas de brim fino e hamburgo su-
perior, que se assemelha ao bom panno de linho,
pelo diminuto prec,o de 9) e 10) a pera de 20 va-
las : na roa da Cadeia do Recife, loja n. 50, de
fronte da ru da Madre de Dos.
Novo sortimenlo de fazendas
baratas.
Alm das fazendas j annunciadas, e outras mui-
las, que a dinheiro n visla se vendem em porcao e a
relalho. por baralissimo preco, ha novas chitas de
cores finas a 160, 180 e 200 rs. o covado, ditas para
coberta, bonitos padroes, a 220, dilas largas de cores
claras imitando cassa a 240, riscados francezeslargos
de quadros modernos a 260, corles de cambraia de
lpicos com 6 112 varas por 2)560, penoo de linhos
muilo fino para lencos com mais de 2 varas de lar-
gura, pelo baralissimo preto de 2)400 a vara, novos
brins de linho de quadrinhos para palitos, calcase
jaquelas a 220e240 o covado, corles de casemiras de
cores a 4), brins de cores para calcas a 1) a v-ara :
na ra da Cadeia do Recife. loja n. 50, delronle da
ra da Madre de Dos, a qoalse acha soffrlvelmeole
sortida de boas fazendas, cojas qualidades e commo-
dos precos se garanlero e dlo-se amostras.
LABYRINTHOS.
Lencos de cambraia de iinho muilo finos, loalhas
redondas e de ponas, e mais objectos desle genero,
ludo a bom goslo ; veDde-se barato: na ruada
Croza 34, primeiro andar.
FAZENDAS DE GOSTO
PARA VESTIDOS DE SENHORA.
Indiana de quadros muilo fina e padroes novos ;
corles de laa de quadros e flores por preco commo-
do : vende-se na ra do Crespo loja da esquina que
volta para a ra da Cadeia.
Vende-se excedente laboado de pinho, recen
(emente chegado da America : na rus de Apollo
trapiche do Perreira. a enlender-se com oadminis
ador do mesmo.
A boa fama
Vendem-se moilo bonitos chapeos de sol de seda
pequeos e com molas proprios para meninas de, es-
cola, pelo baralissimo preca de 3)000 rs. ; he-coun
lao galante que quem vir nio deixari de comprar :
na raa do Queimado, loja de miudezas da boa fama,
0.33.
Gasa da fama!!
Na ra Direita n. 75, vendem-se bilheles de todas
as loteras da provincia, e pagam-se todoa os pre-
mios que sahirem nos bilheles vendidos na mearos.
Selllas novas de Lisboa.
Jchegaram ceblas novas de Lisboa, e vendem-
se no armazem de Joo Merlina de Barros, travessa
da Madre de Dos n. 21.
Vende-se cal virgem, chegada bon-
tem, e de superior qualidade por preco
razoavel: no armazem de Bastos & Ir-
maos, ra do Trapichen. 15.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ha
para vender superior retroz de primeira qualidade,
do fabrican leSiqeirallallas de roriz e de nume-
ro, e fio porrele, ludo chegado pelo ultimo navio vin-
do do Porto, e juntamente vinho superior, feitoria
em pequeos barris de dcimo.
N 55aterroda Boa-Vistan. 55.
POIRIER.
Acaba de tazer ama especie de venezianas com o
nome stores, de nova invencao para janellas, servem
de ornamento e tem a vanlagem de impedir a cr-
remela de ar uos aposentos e eutreler-lhe a frescura
necessaria. Podem igualmente servir para arma-
zens. Por um engenhoso mechanismo sito muito
mellior do que s venezianas auligas. Socoro a
visli melhor se pode saber o quanto sao excellenles.
CAL VIRGEM.
Vende-secalde Lisboa, chegado no pa-
tacho* CONSTANZA, entrado liontem, por
preco commodo: no deposito da ra de
Apollo n. 2B.
CASEMIRA PRETA A 4*500
0 CORTE DECALCA.
Vendem-se na ra do Crespo, loja da esquina que
volta para a ra da Cadeia.
Vende-se
Farello em saccas de 5
arrobas 5^000.
Farinha de mandioca
em saccas a 2$500.
Tij olios de marmore a
520.
Vinho Bordeaux em
garra toes a 12$ 000.
JN o armazem de Tasso
Ir nios.
LEONOR D'AMBOISE.
Vende-se o excellente romance histri-
co Leonor d'Amboise, duqueza de Breta-
nha, 2 volumes por 1J000 rs., na livraria
n. 6 e 8 da praca da Independencia.
m POTASSA BRASILEIRA. 0
0f Vende-se superior potassa, fa-
eg| bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenhos os
seus bons elfeitos ja' experimen-
tados: na ra da Cruzn^iO, ar-
mazem de L. Leconte feron &
Companhia. /
Vendem-se dous pianos fortes de
Jacaranda', construccao*Verticai, e {com J^
todos os melhoramentos mais modenjw, JT
tendo vindo no ultimo navio de HaD^K-
burgo:
21
na
no
ra da
Cadeia, armazem n.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se farelo novo, chegado de Lisboa pelobrigue Es-
peronea.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Raa da
Senzala aova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas part engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhot. Dar
dito. '
DEPOSITO D.V FABRICA DE TODO
OS SANTOS DA BAHA.
Vende-se em casa de N. O Bieber &
C, na ra da Cruz n. 4, algodao tran-
cado daquella fabrica muito proprio pa-
ra saceos de assucar e roupa para escra-
vos, por preco commodo.
Vende-se uma batanea romana com lodos os
sens perlenres.em bom uso e de 2,000 libras : quem
pretender, dirija-se a ra da Cruz, armazem n. 4.
COGNAC .VEBDADE1RO.
Vende-se superior cognac, em garrafas, a 129000
a dozia, e 19280 a garrafa : na roa dos Tanoekes n.
2, primeiro andar, defronle do Trapiche Novo.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na ra do Crespo, loja da esquina que
volta para a cadeia.
ATIfN^O.
Na ra do Trapiche n. 54, ha para
vender barris de ferro ermeticamente
fechados, proprios para deposito debie-
ses ; estes barris sao os melhores que se
tem descoberto para este fim, por nao
exhalaren! o menor cheiro, e apenas pe-
zm 16 libras, e custam o diminuto pre-
t;o de 4$000 rs- cada um.
Potassa.
No antigo deposito da roa da Cadeia Velha, es-
criplorio n. 12, vende-ae moilo superior potassa da
Russia, americana e do Hio de Janeiro, a precos ba-
ratos qae he para fechar contas.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violo e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, schc-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Jpneiro.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, tero
a venda a superior flanella para forro de sellius,
chegada recenlemenle da America.
CHALES DE LAHE ALGODAO,
ESCUROS A800 RS. CADA U.
Vendem-se na ra do Crespo loja d esquina quti
volta pa ra a ra da Cadeia. .
Vende-se ac em corteles de nm quintal, pee
preco muito commodo : no armateni de He. Cal.
moni & Companhia, peaje do Corpa Santo o. 11.
Riscado de listras de corea, proprio
para palitos, cahpase jatpaetas, a 180
o covado.
Vende-se na ra do Crespo, loia da esqaisa qae
volta para a cadeia.
i- Deposito de cal de Lisboa.
Na ra da Cadeia do Recife, loja n. 50, coaUin*
a veoder-se barris com superior cal virgem da Lis-
boa, por preco eommodo.
CORTES DE CASEIIRAS
DE CORES ESCURAS E CLARAS A 3000.
Vendem-e na ra do Crespo, loja da eaauina'qoa
volta para a ra da Cadeia.
A boa fama
Na roa do Qoeiroado nos qualro cantos, loja da
miudezas da boa fama n. 33, veudtm-se os segointes
objsetos pelos prtrs menciona do, e lude de moi-
lo boas qualidades, t saber:
Duzia de tezooras para costera a
Dozia de peales para atar cabellas yj/f
Pecas com 11 varas de fita turada tero defeitel|iOO
Pares de meias brancas para senhora
Pecas de filas brancas de linho
Pecas de luco estrello com 10 varas 560
Carteiriohas com 100 agnthas, sortida*
Macos de cordao para vestido
Caisas com clcheles balidos, fraoeese* i 60
Escovas finas para denles
Pulceiras anearnadas para meninas e I
Liiihas brancas de nvelos o. 50, 60,'
Libras de lionas de ereede novell*
Grozas de boioet para camisa
Meadas de linhas finissimas par* bordar
Meadas de linhas de peso
Carrileis de linhaa finas de 200 jardas
, Grozas de boloes muito finos para calca* j
I Calas com 16 novillos de linhas de mateefi
Duzia da dedaes para senhora
Suspensorios, o par
Macinhos de (rampas -
Cartas de alnnetes
Caizinhas com brinque dos para menino*
Agolheiros ronito bonitos cuto agulba*
Torcidas para candieiro. n. t* 80
Caizinhas com agulhas franceza*
Babadosabertos de linho bordate* e liaos, a UDeWS
' Alm de todo isto outras lajkltitsima* reatas lado
de moilo boas qualidades, tpfst se vende a*itt*i-
mo barato nesta bem conbecid* toja da boa fas**.
A boa fama
Vende-se papel marfiro pautado, a resma a
Papel de peso paulado moilo superior, reama 3
Dilo almaco sem ser pautado muilo boa
Peanas finissimas bicode lauca, groza
Dilas muilo boas, aroza 640
Caivetes finos de 2 e 3 rol has, a 240 e
Lapis finos anveroisadot, dozia
Ditos sem ser enventasadot, duzia
Canelas de marfim maulo bonitas
Capachos pintados parata*la*
Bengalas dejunco com bonito*rastoes
Ocolot de umacjo ac, toda* as gradnar,o*t
Ditos de ditos de metal branco
Lunetas com armaco de tartaruga
Dilas de dita de bfalo
Carie iras para algibeira, m pe rieres
Fivellas dourad.t para calcas e eollatcs 100
Esporas finas de metal, o par 800 e
Trancelins prelos de borraxa parartlogios IDO e 160
liuleiros e areeiros de porcelana,o par
Caixas riquissimss para ra p a 640 1*000 e
Carteiras piopria* para viagrm
Toocadores de Jacaranda com bom espelho
(V
Cbaruteiras de rflvirsas quajdadea
Meias de laia moilo superior para padre*
Escovas fin mimas para cabellos e ronpa,
finissimas para barba, luvas de seda de toV
res, meias pintadas e croas de moilo beat
des, bengalas muilo finas, tinta encarnad!
propria para riscar livros. Alm de teda isto
muilissimas eousas Indo de muilo boa*
e que te vendem mais barato do que em
quer parte : na ra.do Qoeiroado nos q*
na bem conhecida loja. de miudezas da be*
n. 33.
o estiver tnteir ^SSiJ ^JKVSnT.S
mente concluida, tratado responsavel oBsr;
arrematante por espaco de um anno pela, "r"
sna conservacSo e solidez.
4. O arrematante prestara' uma fian-
qa idnea nesta praca: para tratar di-
rija-se ao escriptoriotdo Sr. F; Coulon,
ra da Cruz n. 2i.
prelos, com varias frucleiras novas, todas dando
v, alguma roca eJbyur para plantar, boa iiaia
para capimecanna, noljagardas barreiras do Ca-
changu, a primeira passando a casa da plvora, e tem
o bom banho perlo: quem a pretender, dirija-tea
mesma casa, ou ra larga do .notario, taberna
B. oo,
C Vende-se chocolate soperidr de Lisboa : no
arniazem do Annes, defrqtKe, da por)'* daalfandtga.
Corles de casemira prela......
Dilos de casemira cor de rap ....
Dilos de seda transparente para vestidos
Fm frente do becco da Congregarlo.
NAVALHAS A CONTENTO TESOURAS.
Na roa da Cadeia do Recife n. 48, primeiro an-
dar, escriplorio de Augusto C. de Abreu, cooli-
uuam-se a vender a 8Q000 o par (preco fro, as j
bem conhecidas a afamadas navalhas de barba feilas
pelo hbil fabricante que (o premiado na cz,iosirAo
de Londres, as quaes alm de durarem extraordina-
riamente, nao se sentero no roslo na aceSo d cortar;
vendem-se com a coudc.ao de, nao agradando, po-
derem os compradores devolve-las al 15 diatdepoit
pa compra restitoindo-te o importe. Na mesma ca-
sa ha ricas tesourinhas para unhas, feilas pelo mes
mo fabricante.
VAHAKDAS E GRADES.
Uro lindo e variado sortimenlo de modellos para
varandas e gradaras de goslo modernissimo : na)
fundicao da Aurora, ero Santo Amaro, e no deposi-
to da mesma, na ra do Brum.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara
dos c1^ ferro de "-rr- qualidade.
Vende-se farello bom,i o mais recente chegado
de Lisboa: na ra do Vigario, armazem n. 7.
Va loja das seis
portas,
Em frente do Livramento.
birles de cambraia a dous mil reis. lencos brancos
para cabeca de senhora a pataca, ditos pintados psra
mao a seis vinlens, vestidos dt seda para meninas de
tres a seis annos a seis mil reis.
Vende-se um escravo da Cosa, moco, sem vi-
cios e muilo fiel, proprio para lodo o servico, e mes-
mo rroca-se por oulro tambero moco, mas que en-
lenda de servico de campo : a tratar oa ra larga de
Rosario n. 22, segundo andar.
CSoUetes,
Na ra Nova n. 10, vendem-se corles de colletes
de fuslao, lindos padroes, pelo baralissimo preco de
640 rs. o corte, com diminuta arara.
Deso.
Na rua Nova n. 10, vendem-se chapeos de sol, as-
teas de balea, com avaha, por 19000.
Vende-se nm escravo da Costa, manso ede bo-
nita figura, coslumado a trabalhar em armazem de
assucar e ootroqoalquer servico da rua : do arma-
zem da rua Nova n. 67.
fon barato, por estar com
toque de avaria e em muito bom estado,
gravatas de seda de cores, ditas pretas,
mantinhas de cassa com barra de seda
para gravatas, mantas de seda para se-
nhora, ditas de cassa seda, cortes de colle-
tes defustao, nos segu ntes lugares, ater-
ro da Boa-Vista n. 58, rua do Sol n.
71A, ruado Rangeln. 51A, ruado
Cotovello n. 46.
Fazendas baratas.
Corles de casemira de pura 19a e bonilos padroes
a 53500 rs.-n-esrte, alpaca de cordao muito fina a
.tOO rs. o covado, dila muilo larga propria para man-
i a 640 o covado, corles de brim pardo de puro li-
nho a 13)600 o crle, dilos cor de palha a ttfOO o
corle, corles de casemira de bom gosto a 2&500 o cor-
te, sarja de 1,1a de duas larguras, propria para vesti-
do de quem est de luto a 480 o covado, corles de
fustao da bonitos goslos a 720 e 19400 o corle, bfirn
trancado de linho a 1 e a 1#200, riscados pro
para jaquelas e palitos a 280 o covado, cortes d
leles de gorgurio a 39500 : na loja da rna do
po n. 6.
Attencao ao seguinte.
Cambraia franceza de cores de muito bom gosto a
600 rs. a vara, cortes de cassa pretos de muito bom
goslo a 29000 o corle, dilos dt cores coro bons pa-
droes a 2)jt00, alpaca de seda com quadros a 720 o
covado, corles de laa muilo finos com 14 covados ca-
da corle, de moilo bom gosto, a 49500, lencos de
bico com palmas a 320 cada um, dilos de cambraia
de linho grandes, proprios para cabera a 560 cada
nm, chales imperiaesa 800 rs., 19 e 19200 : na loja
da rna do Crespo n. 6.
Vendem-se os maismodernosebonitos
cliaposdefeltiocompello, pretosebran-
cos, chegado ltimamente de Pars pero na-
vioHAVRE.osmelhoresquetemvindoaes-
te mercado, vendem-semais chapeos de pa-
lhaaberta,ditosdepalhabrasleira,ditosde
castor pretos, ditosdemassa francezes e di-
tos feitos na trra, ditos amazopas para
senhora, muito bonitos c de ultimo gos-
to, ditos de molla, ditos de lustre para pa-
gem, de copa alfa e bai\a, galoes de todas
as larguras, tantodeonro como de prata,
tudo por precos mais baratos do que em
outra qualquer parte: na praca da In-
dependencia ns. 2ia30, loja de Joaquim
de Oliveira Maia.
* He chegado a praca da Indepen-
dencia, loja de J. O. Maia ns. 24 a ,1(1,,
um variado sortimentp de chapeos do
Chile de todos os tamanbos e bonitas for-
mas, e vendem-se por preco mais em
conta do que em outra qualquer parte.
POIRIER.
ATERRO DA ROA-VISTA N. 55.
Vende-se um carro de quatro
rodas, novo, muito elegante e
leve, e de novo_ modelo: em
casa do Potrier.
Vendem-se no armazem n! 60, da rua da Ca-
deia do Recife, de Henry Gibson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por precos
mdicos.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandioca
em saccas que tem um alqueire, medida
velha por 5000' reis : nos armazens ns.
3,5 e 7, e no armzem def ronte da porta da
allandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes & Companhia na ruado Trapiche
n^ 54, primeiro andar.
Vende-secognac da|mell
da Cruz n. 10.
1 da|melhor qualidade: na rua
VINHO DO PORTO SUPERIOR FEITORIA.
Vende-se por preco commodo no armazem de
de Barroca & Castro, roa da Cadeia do Recife 4.
Taixas parr. engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W<
Bowmann na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua haver> um
completo sortimento de taixas 3e ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, vas quaes acham-sc a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Capas de burracha a 12jjG00.
Quem deixar de se muir de uma excellente ca-
Ca de borracha, pelo diminuto preco de 129? el-
is, que se estao acabando: na roa da Cadeia do Re-
cife, loja n. 50, defronte da rua da Madre de Dos.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton & C., na rua de Senzala Nova n. 42.
Sellins inglezes.
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Candiel 1 os e cast i caes bronceados. -
Lonas inglezas.
Fio de sapateiro.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97.
Vinho Cherry em barris.
Camas de ferro.
Vende-se pipas, barris vazios e bar-
ricas internadas: a tratar com Manoel
Alves Guerra Jnior, na rua do Trapiche
n. 14.
Moinhos de vento
aombombasderepuxopara regar borlase baixa,
de capiro, na fundicao de D. W. Bowman : na rua
' do Brum us. 6, 8 e 10.
Deposito d) vinho de cham-
a gne Chateati-Ay, primeira qua-
dade, de propriedade do conde
de Marcuil, rua da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a Champagne, vende-se
a 16,5000 rs. cada caixa, acha-se
nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N.
B.As caixas sao marcadas a fo-
goConde de Marcuile os r-
tulos das garrafas sao azues.
mmmm
Deposito do chocolate francez, de uma
das mais acreditadas fabricas de Paris,
em casa de Vctor Lasne, rua da Cruz
n. 27.
EUra-superior, pora baunilha. 19930
Extra fino, baunilha. 19600
Superior. .19280
Quem comprar de 10 libras para cima, lm om
abale de 20 X venda-se aos mesmo* precos e con-
dicoes, em casa dnj>r_,Barrclicr1_no aterro de Boa
Vista n. 52. J1*--
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Redondo de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduai
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
V. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz. n. 4.
A Boa lama.
Na roa do Queimado, nos qualro canto, loja di
miudezas da bou fama o, 33, vendem-se os segointes
objecto, tudo de muilo boas qualidades e pelo* pr*
Cos mencionados, a saber :
Pentes de tartaruga pa *lir cabellos a *9o0t)
Ditos de alisar lambem da tartaruga 390011
Dilos de marfim para alisar '*S!!
Ditos de bfalo muilo finos 300 e 4011
Ditos imitando a tartaruga para'atar cabello 19280
l.eques fiuissiroos a 29, 39 4900)
Lindas caixas para costara 3900)
Ditas para joias, muilo linda* a 600 80)
l.uvas prelas de torcal e com borllas 80)
Dilas de seda de cores e sem defeito 1900)
Lindas meias de seda de cores para crancas I98O)
Meias pintadas fio de Escocia para enancas 240 e 40)
Bandejss grandes e finas 39000 e 4900)
Trancas de seda de loda* as cores e larguras e de bo-
nitos padroes. Atas finas tarradas e d*todas as lar-
guras e cores, bicos (iniasimos de linho de boniloo
padroes e todas as largaras, tesoora* as mais finan
que he possivel encoulrar-se e de todas as qualida-
de*, meias e leva* de todas as qualidade*, riquissi -
mas franjas brancas e de cores com borllas propria 1
para cortinados, e alm de ludo isto outras muitisti-
mas eousas ludo de bons goslos e boas qualidades.
jue i vista do muito barato preco nio deiiam dn
igradar aos Srs. compradores.
ESCRAVOS
m
fama
DesappareetJov a 13 do frrenle, Joaqaioa, de
naci Cassange, rtfstsent* ler 4(1.111
guiar, alguma euuaa chela do cor
lo aparado e alguna brancos, com I
aarii chalo, falla de alguns denl*
pequeos e marche*, *t*dtgas 1
em algamas cieatrize* de reino
mas sarnas pelo corpo. om lohinho 00 cat)
braco ao p da mSo, e tem nm p mais groase ; le-
vou vestido de chita preto bastante asado, p
fino velho, quando foge lem por costante andar pe-
los arrabaldea, desta praga : qualqutr postee i Ma-
r pegar e levar a seu tenhor Domingos d
Campos, raa das Cruies n. 40, qae re compensar*.
Desappareeeo no dia 17 de agosto eorrenle,-
pelas 7 horas da noite, a prela Lourenra, de idade
35 a 40 annos, pouco mais nu meaos, com os signaes
seguinles : uro dedo da mao direita aechad*, ma-
gra, tem marcas brancas as duas paroas, ten
misa dt algodozinho, vestido de hita rxa, panno
fino, e mais uma Irooxa de roupa : roga-se
as autoridades policikes ou capules de campe qae a *
apprehendam e levem a sea seuhor Joao Lele de
Axevedo, na praca do Corpo Santo a. 17, qae aera
bem recompensado.
Desappareeeo no dia 19 de eorrenle ola atete-
qae por nome Thomaz, crioulo, com idade di E9 an-
uos, pouco mais ou menos, baito, pernos (roas, na-
riz chato, os denle* da frente podres, caberle* aaer-
melhados.com duas empingens seccasnos eelnveUos e
marcas de chicote as coala*: quem o apprehettder
leve-o ao engenho S. Francisca da Vares, 00 no Re-
cife a Manoel Joaquim Gomes, na roa da Cadeia de
Sanio Antonio, qoe ser* recooipeoMdo.
No sabbado 18 do eorrente aosenloo-se de ca-
sa de seu Sr. o roajor Antonio da Sirva' Gaetatto, o
seu escravo Ignacio, crioulo, cor prela, lata graade
e grandes cantos, olbos verroelhos, um dedo *e em
dos ps partido que parece uma forqilba, he vnoi-
lo contador de pelas; quem pega-lo sera* 1
mele recompensado levando-o a rqa Imperial n.
64, casa d residencia de sen tenhor.
Desappareeeo a 4 de agosto do eorrenle um
crioulo alto, pouco corpo, meio fula, roslo pequeo,
beicos vermelbos e uro lauto volteado*, quando ao di
lem as pernal um lano zambas, ps corapridot,
por nome Agosliuho, fei cria do finado CtnfUrm, po
Brejo da Madre de Dos : roga-se a todas as aatort-
dades e eapiles de campo de apprehende-lo e lva-
lo rua do Cabng o. 6, qae serio generosamente
gratificados.
100,000 RS. DE
GRATIFICACA'O.
Em 28 "de marc lo eorrente anno,
fugio o escraajo-fSioulo, de nome Domin-
le So annos de idade, pouco mais
ou menos, rosto redondo, dentes lima-
dos, cabellos carapinhos, cor fula ecom
principio de barba, levou vestido .calca
de algodozinho azul e camisa de chita
cor de rosa, e mostra ser muito humilde
pela mansidSo com que falla : este negro
quando fugio estava-se curando de uma
fstula que tinlia na verilha esquerda, e
a presenta va grande quantidade de pannos
no peitoe rosto, foi escravo de tima viuva
moradora no Bonito, para onde suppx>
se ter-se ausentado, em razao de constar
que elle tem filhos na mesma comarca; ja*
nao he a primeirs vez que foge, depois
que sabio do poder da dita viuva, e sies-
tas occasiOes inculca-se forro, e como tal
trabalha por jornal em diversos enge-
nhos, ou obras: roga-se pois as pessoas
que do mesmo tiverem noticia, queiran
aprehende-lo econduzi-loarua do Viga-
no n. 5, que receberao a quantia cima
estipulada.
Attencao.
f
Desappareeeu no dia 20 do eorrente ra*
vo de nome Jos, o qual he condecido nesta {Mar;*
por Jos Maottiaa, de ntco S. Thome, muto beat
fallante, estatura alia e cheio d* corpa, ^tswatatrie
fechado, moilo preto, cabello um Unto guasa, aa-
brancelhas am tanto techadas, bocea grande, datttos
multo claros, quando anda peta-lhe o* pe*, tasa ao
p esquerdo varias costura! da ama otea Id adata, e o
p nm lanto grosto, e sobre ama du costara* asa ci-
ma do p ama pequea ferida ; levoa calca d* a*a-
ga, e por baixo delta uma de riendo atol a araac* ;
por isso nade-te aa autoridades r-liria** 1 upiltea
de campo que o apprehendam l*v*m ru* taraa
do Rosario, loja de miudezas de Maaaai Jas U sa,
que serlo bem recom pensad os.
PBHN.:T*T. DB M. F.^DB FaRIA. 185
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m^ammmm


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