Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00625


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Full Text
ANUO XXXI. N. 195.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
*r S. mesis vencidos 4,500.
SEXTTA FE IRA 24 DE AGOSTO DE 1855.
- Por atino adiantado J15,000.
Porte franco para o subscriptor.
----------TISM
S
J
I
DIARIO DE PERNAMBUCO
JjCARREGADOS D.\ SL'BSORIPCA'O-
^^^^J^PopHeUrio M. F. de Faria; Rio dg Ja-
I fc,oio Pereira Mertins; Baha, o Sr. D-
l'Maeei, o Seuhor Claudiuo Falcao Din ;
Parahiba o Seuhor (iervazio Viciar da Nalivi-
lade ; Natal, o Sr.Joaquim Ignacio l'ereir Jnior;
Araeaty, o Sr. Amonio de Lemos Braga; Ceani, o Sr.
Jeaqaim Jos de Oliveira ; Maranhio o Sr. Joa-
Epim Marques Rodrigues ; PUuhy, c Sr. Domingos
lerealano Aekile* Pessoa Geareoce; Para, oSr. Jus-
tino J. Ramos ; Amazonas, o Sr. Jeronymoda Cusa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 1/2.
Pars, 355 rs. poi f.
c Lisboa, 98 a 100 por 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 por 0/0 de rebate,
Accoes do banco 30 0/0 de premio.
, da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconie de ietiras de 8 a 9 por 0/0.
METAES.
Ouro. Oncas hespanbolas' 29*000
Modas de 69400 velhas. 169000
de 69400 novas. 169000
de 4*000. 9000
Prata.Paucoe* brasileiros. 1*940
Pesos columnarios, 19940
> mexicanos. .... 19860
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os das
Car u a r, Bonito e Garanbun nos dias 1 e 15
Villa-Bella, Boa-Vista, ExeOwicury, a 13 e 28
Goianna e Parahiba, segundas sexias-feiras
Victoria 6*Natal, as quintas-flMs
E,
da tarde
da manhaa
PREAMAR DE
Primeira s Shoras a 6 minut
Segunda as 2 horas a 30 rain
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundasequintas-feiras
Relacao, lercas-feiras e sabbados
Fazenda, quartas e sabbados s 10 horas
Juiz do commercio, segundas as 10 horas e as
quintas ao meio-dia.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 hora
1* rara do civel, segundas e sextas ao meio 4tt
2* Tara do civel, quartas e sabbados ao meio dia
EPIIEMER1DES.
Agosto 4 Quartominguanteas 7 horas 1 mi-
uto e 42 segundos da tarde.
* 12 La nova as 4 horas, 32 mi natos e
44 segundos da tarde.
20 QuartocrescenteasS horas, 3 mi-
nutos e 45 segundos da tarde.
a 27 La cheia a 1 hora, e 32 segun-
dos da tarde.
DAS da semana.
20 Segunda. S.Bernardo ab. doutor da groja.
21 Te rga. S.Juana Francisca Romana vi u.
22 Quarta. Ss. Anthuza e Galhonica min.
23 Quinta. S. FilippeBenicio ; S.Daviana.
24 Sexta. S. Bartholoroeo ap. ; S. Protolomeo.
2> Sabbado. S. Luiz rei de Franca f. ,
26 Domingo. 13." Sagrado Coracao da SS. Vir-
gem Mai de Dos { S. Zeferino p. m.
' PARTE MTICIAL
OOVSRHO DA PHOVINGIA.
Expediento do di 17 de izetto.
IcioAo Exm. djteclor geral da inslrucjao pu-
tea, infeirando-o de haver cin visli de sua infor-

o, concedido 15 dias de licenja na forma d
professor de nslrocjao elementar do primeiro
da freguezia deS. Benlo, Luiz Paulino de Hol-
a Valonea.Igual communicajio se fiz i the-
_Jaria provincial.
MtoAo Exm. niarechal commandaule das'ar-
^^Beclarando haver o commandaule superior da
da eauanal do mouicipio do Recit, participado
irada nio foi rccolhido ao corpo a que perlen-
ee o pfano do 4 balalhao de arlilharia a pe que se
acaava era servijo no 3 de tributaria da mesma
guarda nacional por te ter ausentado desde o dia 12
do corrate.
DiceAtnesrao, transmillindo por copia o aviso
ae reparlijao da* guerra de 23 de jalho ultimo e bem
as inforrnajes- ministradas pela eontadoria
i da guerra acerca do abono da quanlia de
90*0 rs. feito ao 10. batalho de infanlaria para
Muunenlode accrciciraos de lapes, ilauaes copias
rasa renametdas i thesouraria de fazeuda.
DitoAo mesmo. transmillindo ein tolueno ao
ata oficio n. 511 copia do aviso do ministerio da
perra da 16 do jullio ultimo,no qual se declara qae
gota n Jo os ofliciaes reformados da guarda nacional
esmas houraa privilegios que competem aos
cOvos da mesma guarda nacional, nenhuma du-
ia pira que os filhos d'aquclles possam ser re-
ecdos cadetes pela mesma forma qne sSo os
desles.
ItoAoehefs de polica, inteirando-o de haver
lido ao inspector da'lhesouraria provincial pa-
adar pagar estando nos termos legaes, a conta
5. reinetteu das despezas feilas com o sos-
os, presos pobres da cadeia do termo da Boa-
mezesde maio e junho deste anno.
Vo inspector da thesouraria de fazenda, re-
copia o aviso do ministerio do imperio
a deliberado que a presidencia lomou
pagar as despezas que se (iierem no pre-
' o com a continua jilo da obra do faza-
presidonle do conselho administrativo,
'o que promova a compra das fazeu-
meuciouado* na re,ijie ecessarios ao arsenal de saerra,Fi-
, xiaseommunicajGss.
Lo inspector do arsenal de maana, inlei-
"~ haver aularisado ao inspector da thesoo-
fazenda, a mandar indemnisar a repsrtjao
~ da quanlia d qua traa seo oflicio de
urna vez que esteja nos termos legaes a con-
tra, resaellu.
Ap direclor do arsenal de guerra, recom-
i que faja entregar ao religioso Fre An-
Santo Elias, para serem empregadas no ser-
recolhimento dacidade doGoianna.duas das
"vres existentes n'aqalle arsenal.-Fiae-
respeiloas necessarias communieajBes.
Ao director das obras publicas para mandar
quanlo antes a obra do Gimnasio Provincial
a planta approvada pela presidencia.
u-sea ihesoararia provincial.
Ao cojnmandante do corpo de polica,para,
postar na casa em qae funceioua o tribunal
desla cidade, d'amanhaa em diante'
ido do mesmo tribunal u
imposta dVVflfgas do mesmo corpo.Coi
6 o presidenle do supr.idilo tribunal,
'rador '
PJoAho ultimo, fora noioeado
? Jet da StrvaVereira para o lugar vaso de
agente do correio da cidade de Goiaom.
tmo"Ao mesmo, declarando que segundo cons-
tan de pirticipajAo da reparlijao do imperio de 16
de jalho ultimo, foi julgadt sem effeilo a nomeajio
de Francisco Seabra de Mello para o logar de a gen-
io correto do Altoho e nomeado em sea lugar
i Joaquim de Barros Coma, com o venci-
I 50 por cent* do reodioienlo da agencia.
18
commandanle superior Ja
anieipio do Reaife, ioleiran-
1 vista de sua ieforraacAo.deferido
I que o guarda do I" batalhao de
i guarda nacional Francisco de
go pedia ser dispensado do ser-
Blando a aula de geographia
.ia}M vanri,
*Ao caatmaodaale ds armas, declarando
solicitado do Eira, ministro da guerra a ei-
(Ua conveaneoles ordens; paraserern com-
fle, e remetlidas para aqu com brevi-
.__lUP*das e muis objectos que s,1o precisos
stir-se o fardamenlo requisitado paraos
Iplcao nesta provincia.
rjasino, ramellendo em solu;So ao
i elllcio n. 309, copia do aviso da repartidlo da
faena de 16 de jolli') ultimo, determinando que a
iWpeaa Tagua pira a companhia Tiza do cavallaria.
aa-paga m separado. Igual copia se remellen
Ihesonrariade facenda.
Dito Ao ransrrio, para satisfazer na parte que
Km diz" reapaNk o qne requisiluu o Eim. vice-
*e*dente das Alagoas, no oflicio que remelle por
f]pia acerca desoldado Manoel Amonio de Mesqui-
la qae leudo desertado do 8 balalhao de infanlaria,
Hegundo aflirma o respectivo commandaote no ofli-
b que larabe'm remelle em original, acha-se actu-
idmenle servindono 10- da mesma arma.
Dito Ao inspector da Ihetourarii da fazenda,
lacommeiidando que remella com brevidade ailm de
sor enviado ao Ezm. vice-preiidenle das Alagoat
qae reqaisila o conselho de disciplina feilo ao solda-
do do eilinclo oitavo batalhio de caladores Romu-
aldo Jos FaneJra o qual deve existir naquella Ihe-
sanraria ntreos papois do referido balalhao.
"Dito Ao mesmo, declarando que o major Car-
tas de Horaes Caroisaodaixou o commandoda Tor-
ea volante da comarca da (aranhuns em 28 de jn-
U ultimo, por ter de Attrar-se para esta capital.
Dito Ao mesoio.-eommunicu> V. S. para sua
iolelligencia e direccJo que desde odia 11 do cr-
rante foi entregue cmara municipal desla cidade
nnovo maUdonro da Cabanga,deven lo conseguijrte-
menle cessar desde aquella data as despezas qne pelos
cofres da fazenda se faziam com a dita obra.
DiloAo presidenle do conselho|admioislralTo.
A intelligencia da rainha ordena de il de novembro
ultimo, nlo he a qne d V. S. em seu officio n. 6-2
de 10 do correnle relativamente as actas das sessoes
desse conselho ; compre por tanto que V. S. faca
cam qus em cada lessio fique logo rdisida e assig-
a a respectiva acia, como foi determinado na su-
rera dita ordem.
DitoAo inspector do arsenaljde marinha. Cons-
ta-me que alsuns passageiros que-edla no lazareto
se lem eomraunfeado om a Ierra; W que indica
lite tsr jiavido o inBispemavel rigor na observancia
dita ordens dadas e que per tanto coi vem que Vmc.
disperte 0 eneanegado do mencionado lazareto sob
pina de demiasdo.
Dito Ae mesmo,transmillindo por copia,.nAo s
a avisi circular da reparlicao da marinha de 23 de
juUio nttimo, mas lambem o que ii#mesmu dala se
dio ao E*m. presidenle do Para solvendo a
da offerecida pelo eapilo do porto daquella
tincia acerca dos livros de escrplura;3o que os
iformidade dasdisposioSas do cdigo do commer-
4 devem ter as barcas de vapor da navegado in-
terior da provincia.
Dito Ao director das obras publicas recom-
inendando que (rale de mandar continuar a obra do
caes da ponte provisoria da Recife.
<"lo Ao commandanle do corpo da polica, in-
'airaodo-o de haver deferido o requerimeolo em
Ka soldado daquelle corpo los Antonio da Silva
ira pedio para cumprir no presidio de Fernando
il pana qus Ihe foi impo.la pela jaula de jael(a,e re-
naaaaasndand que o faca aproroptar para 1er esse
destino na primeira opporlunidsde.
Dito Ao administrador do correio. para decla-
' rar com urgencia a rao porque nao seguiram para
acorte pelo ultimo v,ipor duas latas lacradas qua
recan remetlidas aquella admioislrac,ao, no dia 14
do correnle, com a correspondencia oflical, afim
da serem enviadas ao ministerio da guerra co-
ate ae declarava as coalas de um nilicio dirigido
aaenpradila minulerio.
Hto Ao mesmo, communicandn qne, segundo
i de parlicipaco da reparlicac do imperio de
de julho ultimo que em 9 de mar;o deste anno
leo foramjulgadnsem effeilo as uomeagoes' de
i Hygino da Molla Silveira e de Aalonio
ranla Madureira, para os lugares de agentes dos
Mot, o primeiro da cidade de .Nazareili e o se-
iWda da do Rio Formoso, mas lambem nomeados
P"oa substituir Manoel da Molla Silveira para
aajuaiia logar e Manoel Marcellino Paes Brrelo pa-
la com oveacimenlo de 50 idus respeclivas
agencias. r
uZa^C Non"n' lC?r^,Mrir.de,ena00 n'Sl8r J^
Illm. Sr.Sendo a commissao de hygiene publica
de parecer, que em presenca das noticias vindns do
I ara e Baha a respeilo da epidemia que por all vai
grassando, muito convem que como meio de preven-
eflo haja em Cada freguezia desla capital um medico,
que allendendo aossymplomas recarsores daqnella
epidemia, possam acudir as pessoas pobres, no caso
(deque Dos nos lvre) de sermos aecommeltidos de
um tal flagello, nomoio a V. S., para que se encar-
regue de semelhanle commissao na freguezia do S.
Jos, propondo-me a medidas, qae para curapri-
menlo dellas julgar 'conveniente.
Dos guarde a V. S.Palacio do govrno d Per-
namhuco 16 de agoslujde 1855.Jos Benlo da Cu-
nta o Figueiredo.Sr. Dr. Ignacio Firmo Xavier.
t|aW" ees Drs. Jos Ju.iquim de Moraes Sarment,
para a freguezia de Santo Antonio.Cosme de S
Pereira, para a do Recife, e Caetano Xavier Pereira
de Brilo, para a da Boa-Vista.
Bm vista do que Vmc. expoz em o san officio de
13 do correnle, resolv nomear os Drs. Cosme de S
Pereira, JosIoaquim de Moraes Sarment, Caetano
Xavier Pereira de Brilo e Ignacio Firmo Xavier,
para que estojara promplos a acudir as pessoas po.-
bres desla cidade, que hooverem de ser accotnmel-
lidas da epidemia, ( o qne Daos ngo permita ) que
lem grassado as provincias do Para e Baha, des-
empenhando semelhanle commissao o primeiro dos
nomeados na freguezia do Recife. o segando na de
Sanio Antonio, o lerceiro na da Boa-Vista e o quar-
lo.na de Wffh ; o que Ihe commonico paraseu co-
nhecimentd'e direc;o.
Dos guarde a Vmc.Palacio do goveruo de Per-
nambuco 16 de agoslo de 1855.Sr. presidenle da
commissao de hygiene poblica.
COMMANDO 7JAS ARMAS.
Q"rtef-enrl do comisando daa ralas da
Farnaaafcaea na eldada da Recife, eaa 23 de
agosta de MM.
ORDEM DO DIA N. 101.
O marechal decampo commandanle das armas,
tendo em presenca as communica(Oes officiaes rece-
bidas da presidencia com a data da honlem, faz
certa para sciencia da guarnido e devida obser-
vancia.
1. Que o govcrnn de S. M. o Imperador honve
por bem, por decreto de 8 deste mes, conceder a
demissio que pedir do servico do exercito, ao Sr.
alferesdo 9." balalhao de iofanlaria, Antonio Mal-
loso de Andrade Cmara, segando constoa do aviso
do miuisterio di guerrgja-10 de dito mez.
2." Que por avisodfl K^urrenle foi o mesmo
goveruo servido ttfj VpdMaeeni pva o referido
9. batalhao ao apjjpfs d4l. da mesma arma,
Fraocisco'Borges dVHau. '
3. .Qae por aviso de l^tambem do correnle,
se mandn declarar que a licenca registrada com
que deeta provincia seguio para a corte o Sr. len-
la do 10. de infanlaria, Alexandre Jos da Rocha,
fora prorogada com a mesma condico, por Unios
diaa quanlos furam os que eslivera de quareolena
ae porto do Rio de Janeiro.
4. Que o goveruo deferindo a sapplica do %
sargento graduado reformado, Antonio JoscdeSo-
za Teixeira, dignou-se da determinar em aviso de 6
do audaule mez de agosto, que o mesmo sargeuto
fosse considerado em destacamento no forte de (jai-
ba, vencendo dape e fardamenlo, alera do sold
que Ibe coaspete : esse sargeuto licar addido*aol.
bataUdode arlilharia a pe, pelo qual se tirara so-
asante a etape e fardamenlo.
Oulrosim faz cerlo o mesmo marechal de campo,
que boje conlrahiram novos engajamentos por mais
seis anuos, nos termos do regulamanlo de 14 de de-
HMaad*aattB4MMldM|d> aaaeao de aanidade.
os soldados da 6. companbiaJo i." balalhao de ar-
lilharia a p, Feliz Jos MaXios, e Maximiuiano
Jos de Sant'Anda ; os soldados-Eelisardo Jos do
Reg, Manoel Francisco do Mascllenlo, o corne-
ta Antonio de Abreu, aquellos da quima, e estes da
oilava companhia do 10 balalhao de infantera, os
quaes, alm dos vencimentos que por lei Ihes com-
pelirem, percebenlo, cada um o premio de qualro
ceios mil ris, pago ua forma do arl. 3. do decre-
to I0| de 10 d jifnhu do anuo pretrito, e lido
o engajamento urna dala de Ierras de 22,500 bracas
quadradas. No caso de desercjlo ficarao sujeitos ao
perdimento das vanlagens do premio, e daquellas
a que liverem dirello, serao lidos como recrula Jos,
e no lempo do engajamento se descontar o de pri-
saoemvirlude de sen lenca, averbando-se iesle' des-
cont e a parda das vanlagens nos respectivos lila-
Ios, como se aclia determinado.
Jote Joaquim Coelko.
Conforme. Candido Leal Ferrtira, ejodaote de
ordens enarregado do detalhe.
EITEMOR.
I.-se no Nouvellitte de Martetllt de 10 de julho:
< Amauhai deve chegar a esla cidade a brigada
do general Sol, da forja de 4,000 homens. Espe-
ram-se igualmente 15 a 20 mil homens, que ficarao
acampados as cercanas da cidade at que o governo
determine o seo destino.
a O Piemonle vai chamar as armas varios contin-
gentes, de maneira que possa lar sen exercito em
p de guerra.
denlaes. Em virlude desla obstinarlo em agarrar-
se Italia, cuja independencia olla tiulia reconhe-
cido tres vezas no espado de 8 annos, a Austria nada
tem ganho, e entretanto lem perdido muito. Obri-
gada a disputar pela guerra, e a conlcr pela forja a
as provincias italiana", ella nao lem podido lomar
na Allemanha urna posicao bastante forte, para op-
por-se ambijo da Prussia, lem desprezado o Ori-
ente e tem perdido no Danubio as conquistas de Eu-
genio de Saboia o de Montecuculli. Se njo fosse a
Italia, a Austria teria podido em 1826 fazer mar-
char 150,000 homens sobre o Baiio-Danubio e im-
pedir, que o Russns chegassem al 40 leguas distan-
tes de Conslanlinopla ; teria podHo tambera impe-
dir que ellas se eslabelecessem as provincias Moldo-
Valacliias e as bocean do Dauubio, lio necessarias
ao seu commercio.
A Bosnia, a Servia, a Bulgaria, a Valachia seriam
de oulra sorta muito mais uteis Austria do qne a
I.ombardia, e Vanecia, possessnes violentamente ad-
qoeridas, violentamenle conservadas e sempre in-
cerlas. Como potencia militar, ella duplicava suas
forjas, arrancava as provincias danubianas a Rusta,
que seria obrtgada a deter-se sobre o Prulh; como
potencia commarcial, abrira aos seus productos im-
portantes mercados; senhora do porto de Gllala,
neutralisaria o da Odessa : civilisaria nacOes simi-
barbaras, paizesde orna admiravel fertilidade ; ad-
quirira em Conslanlinopla a maor influemcia.epe-
rante a Europa ama inconlastavel preponde-
rancia.
Cerlamenle.depois dodia em qne:consnmmou-se a
partilha dos despojos nocoogressoda Vianna, a Aos-
Iria e a Rusta, calculando seus projectos e medin-
do sea futuro, se tem por man da urna veaichado
em presenca lima da oulra. A boa harmona fun-
dada em 1815 sobre as ruinas da Franca, nao he
ha muito lempo senao ama vAa apparenca. A Aus-
tria investida de todos os lados, vio com espanto sua
segnranca compromettida, e augmentar sua depen-
dencia, a medida que a Russia eitendia seus brajos
em torno della. Os acontecimenlos, que ha 18
mezes. egilam o Oriente e o Occidente da Europa,
tem violentamente abalado sua associacao com a
Russia e com a Prussia, e esla associacao estara hoje
rola, se a Austria tivesse a plena liberdade de seus
movimenlos.
Porm he esla liberdade que Ihe falla. No Estado
Romano, ua Tosca na, nos ducados da Parma e Mo-
dena, na I.ombardia e na Venena, ella entrelein
maiade 150,000 homens, que eonsliluem suas melho-
res tropas. Eiftraqueeida | deste lado, lambem o
est igualmente dolado da Russia, contra a qal na-
da foi previsto, nem pelo que respaila ao ataque,
nem quanlo n defeza. Atlravessando o Vstula, a
Russia ehega Morsvia, qaasi s portas de Vienna ;
o accesso do.imperio est aberto de todos os lados; e
esla situ.ic.io complexa explica as hesitajSes, as in-
quielajOes e lodos os actos da diplomacia aus-
traca.
Mas supponha-se agora a Polonia restabelecida, a
Italia indapendente; qne dferenca I A Austria
protegida contra a Russia pelo baluarte de Polonia,
e dispondo na Allemanha de 150,000 homens, dis-
persos e perdidos na Italia, se teria manlido sobre o
Danubio, cujo cursa al o mar Negro, Ihe fora asse-
guradn pela paz di'Faessrovitz eml718; tena im-
pedido que a Russia passasse o Prulh, eslendesse sua
influencia sobre os Slavos das provincias danubia-
nas, a pozesse sob sua dependencia todo o commer-
cio, que se faz sobre o Danubio a no mar Negro. A
gutrra, que a Europa soffre hoje. nao teria talvtx
apparecido ; em lodo o caso, teriadurado multo me-
nos lempo.
I'ode-se comprahender agora pnrqae,independen-
te de toda a razao histrica, de toda a considerajao
de justiaa-e de moral, pedimos consagra jJo e o
raspettoHas naefonindarres. Vise o que he para a
Europa, a Polonia de mais ou de menos. A differenja
he a que vai da confuslo i ordem, do movimento
eslabiidade, da paz a guena.
A necessidndo |M>litica da recuintiloico da Po-
loola e independencia da Italia nao pode mais ser
seriamente contestada. Ha 80 annos, os Polaci"
nao lem cessado de levantar a voz em nomo da jos-
lija, e de invocar para sua patria o ioleresse da Eu-
ropa. Em todas as grandes crises, a quesiao polaca
tem sido posta de lado, e Napoleao amarga e justa-
mente arrependeu-se de .nao te-la resolvido como o
podia em 1812. As complicajdes actuaes. provaudo
que as forlificajSes levantadas em Varsovia e na vi-
ziuhanja do Vstula sao lio ameajadoras para o
centro da Europa,como as de Consladl para o Norte,
e as de Sebastopol para o rlenle, lem singularmen-
te adiantado a soluc.lo ; os Polacos, nos o espera-
mos, nao (rdanlo a recolher o frueto de sua inabs-
lavel perseveranja.
Reflabelecendo a Polonia de 1772, a Austria e a
Prussia leriam alliado poderoso e fiel, nm protector
mira a Rassia. Quanlo Italia, a Austria deve
coiivencer-se de que se nao estabelecer jamis Iran-
qu llmenle sobre o Danubio, em quanlo se nbsti-
nar em querer manler-scao mesmo lempo sobre o P.
Nao ha no mundo poder bstanle forte para guardar
com seguranja duas posicOes de urna importancia
igualmente vital, e qne exigen) igualmente a vigi-
lancia e os esforjos do governo. Os estadistas aus-
tracos sao mai perspieszes para e viSo convenceren)
desla vardade reconbecida por M. de Fie. Quelmoni,
e por M. de Weissemberg. lie pois impossivel que
um ponto de honra mal entendida, demore por mal-
a magia n ac-
iburg quizeram
leuda serem es-
preferiram dor-
I, vendo Aletan-
irolar pelo chao
caminho de ferro, os quaes allribul
c.lo de locomotiva. Em S. Peta
aloja-Ios em um quarlel, porm^li
magados, se huiivesee um terramol
mirexposlos ao ar. No dia segnif
dre II poznram-se a rir, a chorar, a rolar pelo el
abrajando ora as bolas, ora o ravaHo do imperanor.
Estara segura a civilisajao as mips destes homens
1.1o bem. como as maos dos Ingletes e dos France-
zes ? Nao. No estado actual do mundo lal qual o
lizeram longos scalos de ignorancia, de soperslijao
e da mito governo, a unidade, se fosse possivel, se-
ria fatal no progresso; a liga ira contra o fim de seu
autor, elle realizar-se-hia infalliaelmente cm pro-
veilo de despotismo.
Dizem que o syslema desegWiap resolve a ques-
15o das nacionalidades e que condaz ao desarma-
mento geral; mas eremos qae o contrario he a ver-
dade.
Qual a razan, porque certas potencias sustentara
ha quarenta annos exercilosera desproporjao com as
necessidades de sua seguraoja interna e exlerna ?
Evidentemente para comprimir os movimenlos dos
poros,sempre promplos a levanlarem-se para recon-
quistar seus direitoa e sua independencia. Procla-
nie-se esla independencia, reconslilanr-se as nacio-
nalidades sopprimidas oo. opprimidas, e enlHo o de-
sarmamento se far por si s, e se far iguslmtale
por toda a parte. O numero dos exercilos sendo,
nao um poder absoluto, mas smente um poder re-
lativo, no dia em que a Rassia nao liver mais neces-
sidade de 150,000 homens na Polonia, e a Austria de
100,000 homens na Italia, os oulros estados dimi-
nuirlo seu effeclivo em proporjao, a menos que se
nao queira suppo-los decididos a arruinarem-se mu-
tuamente pela conservajao de urna forja gigantesca
e intil.
Porlanto, longe de pensarmos qae o syslema de
seguranja resolve a qaeslo das nacionalidades, he a
quesl.lo das nacionalidades, resolvida conforme com
ajuslija, que pode conduzir a sajjuranca e tornar
possivel a sua realisajao.
A historia prova que as nacionalidades nao podem
se amalgamar, e a experiencia demonstra, qne esla
amalgama he urna oppreesao inloleravel, ama (.me
de odios, um perigo permanente para a pz geral.As
najoct nao tem nem as mesmas necessidades nem
os mesmos meiosde as satisfazer, e he justamente por
isto que ellas se completam peladiversidade de suas
funejes sociaes, e fermam assim a unidade orgni-
ca, que nao he oulra senao o geneaa humano. Se-
parern-se ellas pois conforme a natnreza das coli-
sas, ver-se-ha euiao succeder aos odios actuaes sym-
palhias e urna emulac.lo, que sern segaras garan-
tas da paz e do progresso. llavera enlao orna ba-
se para a seguranja, isto he, para a associajao des-
tinada a eslabelecer e perpetuar a coociliajao doa
direitos a dos interesses geraea.
(Preue.)
iITERIOR.
balalha do dia 18.
Cantaradas:O sanguinolento combate honlem, e
a derrota-de um iuimigo desesperado, de novo coro-
aram as nossas armas de immortaes louros. Tendea
direilo a gratidao da Russia, e ella nao vn-la recu-
sar. Milhares dos nossos companheiros d'armas
leem sellado com o seu sangue o juramento qae fi-
zeram, e desla maneira leem cumprido a palavra
que en dra ao imperador, noiso^'pai commum,
grajas vos sejam dadas !
a Carneradas, consideraveis reforjes marcham .de
lodos os lados da nossa Russia ; em breve aqni es-
tarSo. Apresenlai, como al hoje lemlaa.Cetlo, os
yossos paitos varoois is bailas morlifaras dos nesaaa
impos inmigos, e morrei, como o lem feilo at boje
milhares dos nossos camaradat, ltnn ai arma na
mao, n'uma Iota honrosa, homem contra homem,
tteito a peito, antes do qae violar o juraroauto que
preslastes ao imperador e a patria de conservar o
nosso Sebastopol.
a Soldados, o inimigo he balido, repellido com e-
normes perdas. Consent que ojese commandanle
vos reitere o seu retonliecjmeiit^aaa nomo do im-
perador, nosso augusto monarcha, em nome da pa-
tria, da nossa santa e orlhodoxa Rassia. He chegado
o lempo rio qual o orgulhu do inimigo ser abatido,
e os seus exercilos varridos do nosso territorio como
a folha levada pelo vento. At enlao ponhamos a
nossa confianca em Dos e combalamos pelo impe-
rador e ptla palria.
a Esta ordem do dia ser lida loxloalmenle em
todas as conrpanhiai e em todos os esquadroes dos
d ulereles corpos. Gorttchaoff.
? {Jornal do Commercio da Lisboa.)
- sa
QUESTO^ES PARA SEREM EXAMINADAS.
(Quinto e ultimo artigo.)
. Eis-nos no amago da quastao. Pelo gito que lo-
mam os acontecimenlos, nao he bstanle ver os fac-
tos, convm lambem conhecer as suas causas : indi-
camo-las francamente. .
Dequesequeixam, neste momento, os governos
francez e ioglez '! Queixara-se do procedimenlo da
Austria, qae lanjando na batanea o peso de sua in-
fluencia diplmala o de sua espada, podara impri-
mir a guerra um movimento decisivo, em quanlo que
por suas tergiversares anima a resistencia obstinada
da Russia. A legilimidade destas queixas he incon-
(estavel, e, em todo o caso, nao seremos nos que nos
constituiremos os advogados da Austria. Entretanto
devenios, reconheeer que a sua alliludo embora tilo
reprehensivel e tao prejudicial, he fcil de explicar.
Realison-se a proplieeia de Ilurk a Europa ha
mnllo lempo exptou a divisieda Polonia ; mas a
vemos comejar urna oulra expiajo fTS gover-
nos pagara os tratados de 1815, qae Ihes dista-
ran) caro.
No eougresso de Vienna, quasi lodos eram de opl-
niaoque convinha reslabelecer o reino da Polonia, e
oppo-lo Rassia como muro de separajao, deslina-
do a proteger o Occidente.
A poltica interna do Sr. de Metternch pode ter
sido considerada como delestavel, porm se nao pode
negar que, n respeilo do governo russo, sna poltica
externa foi a de um estado que conhecia bem os in-
teresses de seu pa'.z. Sua prenccupacSo constante
em oppor-se aos rrojeclos da Rassia, e conserva-la
tilo aparladadas fronteiras da Austria, quanlo he pos-
sivel. Por esse molivo insisti elle pelo restabele-
cimeolo do reino da Polonia, offerecendo em nome
do imperador Francisco o renunciar a Galltcia. O
imperador Alexandre, porm, quera que abando-
naste lambem as provincias I.ombardo-Veuesanaa.
A este respeilo o Sr. de Melternich foi inflezval, e
per ae ter obstinado em conservar a Italia, qae a
Auslria, malquitando-se enlao com a Inglaterra,
vio-se em 1819 i merc do imperador Nicolao, e
acha-se hoje em urna siluajSo que descontenta qnasi
do mesma modo a Roseta como as potencias occi-
. .,a lempo um acto, qne reparando urna longa injos-
>2,*" d geMral Gor"cl,akofr deP's d **., servira a um grandeT n.eresse europeo. '
Perguntamos agora aos cosmopolitas : ao lado des-
tas vanlagens reaes e demonstradas, quaes tio as
perspectivas mais ou menos philosophicas, mais ou
menos chimeneas da unidade dos povos ? e de mais
onde eslo os elementos desla unidade ? como poda
ella existir e conciliar-so com a diversdade das n-
celes ? esla diversdade esl de til sorle na oature-
za das cousas, que nenhuma institu jao conseguirla
faze-la desappirecer. Citemos um s exeraplu : v-
de a Italia. Desde Odoacro, isto lie, quasi ha quin-
ze seculos, a Italia tem estado quasi sempre em con-
tacto com a Allemanha ; lem sido invadida cem ve-
zes, e eslrelanto qual he a colonia allemaa, que a
se lem conservado ? A Italia tem sempre permane-
cido a llalla, tem desenvolvido sua lllteralura, suas
arles, tem conservado sua lingaa e sua nacionalida-
de, em quanto qne as colonias allemias, iocessan-
lemente derramadas sobre seu solo, incesantemen-
te desappareciam. No (im de aesaenla annos, os
Codos liitham desapparecido ; em menos de setenta
annos os Lombardos tinham esqueeido spa propria
lingaa.
M. do Girardin quer sabsllloir s velhas combi-
na jes da diplomacia Ora syslema de seguranja, que
nossos leitores eonhecem. Este syslema lem susci-
cilado objecjOes pouco serias e facecias de mao ges-
to. Deixemos de lado a palavra. cuja novidade tem
enchido de admira jao aos espirite* rreflectidos. O
quequeremsummaM.de tiirardln? nm syslema
federativoe defensivo, que elle procura as verda-
deras relajes, que exislem entre os povosenSo nos
tajos fortuitos e passageiros, em combinajOes incer-
las e parciaes. Este syslema lem sua base em nm
decordo oecessnrio dos intressesdefensivos, em urna
n.cessidade mutua de assislencia, em urna eommu-
ntooiia de perigos, que impOe o oso conslanto da
mesrtta vigilancia contra as vistas, os projectos e as
preteticOes de um inimigo ambicioso e emprehende-
dor. A. allianjas nao tem tido al aqu sendo obri-
gajes impostas pelos fortes, as quaes os Traeos nao
tem subscribi, senao esperando a uccasiao de se li-
berlarem deliai. Pedindo que os priaelpios de um
novo direilo publico garanlam os traeos, reprimam
os fortes e astegurem a independencia de lodos, M.
de Girardin pleileiaa causa de todos os estados se-
cundarios da Europa ; seguindo alm disto a Iradic-
j.lo do enligo lyslema federativo da Franja.
Aindamis, O que era a santa alllanja? Urna
seguranja mutua dos reis contra lodos os principios
da revoluj.lo,seguranja fundada oo poder das bayo-
netas e sobre o ascendente das monarchlas militares
e absolutas. M. de Girardin propoe-se apoderar-se
de elementos oppAlos, do tomar para bseos Inle-
fesses-iwaaa/fnta movel a opiniio publica, e alliar
a forja jnslija e raxao. Adoptamos ellas ias
sem. reslrlcjao ; porm nao eramos qne ellas possam
ler srjccesso, sen.lo com o triumpho antecipado e
com a consagracSo inconteslavel daa nacionali-
dades.
Queris assegurar, associar os povos contra as al-
ternativas da guerra,muito bem; mas credes vos que,
alliando-se ellas, perdern) o carcter dislinctivo,
que cada um delles tem proveniente das dilTerenjas
de origem, de tradiejao, de lingoa, de religiao, em
ama palavra, de lado qde conslitue o genio parti-
cular das najoes : E se este genio he imperivel,
que associajao Taris com povos atormentados por
aspirajOea, desejose necessidades contrarias'!
Como se coociliarao os Rnssos e os Polacos, os
Italianos e os Austracos ? Respoode-se qae tor-
nando-os lodos igualmente livres. Para qae a res-
posta fosse concludenle seria,necessario que os Rus-
sos, os Turcos, os Polacos, os AllemBes, os Italianos,
os Bespanhoes, os Inglezes, os Francezes eoleades-
sem a liberdade do mesmo modo. Existir por aca-
so esse accordo ?
Ha pouco lempo que as gazettas allemsas publ-
cavam a chegada S. Pelersbourg de um eorpo'de
qualro cento* homens, que-se linha feilo viajar pelo
RIQ DE JANEIRO.
SERADO.
Dia 17 de Jalho 4a 1855.
Lida e approvada a acta antecedente passa-se o
saguiote parecer :
A commissao de marinha e guerra, a quem foi
presente o projeclo de resolujao qae por ara ann*
.intonsa o governo a transferir os officiaes de nos
para oulros corpos e armas do exevello, confrontan,
do o plano da orgaoisajo do exercito approvado pe-
lo decreto o. 782 de 19 de abril de 1851 com o Al-
manak militar ha pouco publicado, nota qne o qua-
dro da rrraa do arlilharia conlendo 214 officiaes, a-
peoas lam hoje lT*r*xs*lnclo uta* lOd, ts ; ifoe
o estado completo do corpo de engeaheiros he de
150 officiaes, o effeclivo de 105," e ha 45 vagas ; e
qne finalmente o corpo de estado-maior de 1. clas-
se, qae deve compor-se de 98 ofliciaes, tmenle coa-
la 57. fallando 41 para completar-se.
To avullado numero de vagas, principalmen-
te nos balalhoes e regimentos de arlilharia nao po-
de deixar de ser em extremo prejadical a disciplina
e instruejao.
a Fallando esta, a arma de arlilharia perde com-
pletamente sua efiieacia, e coaiidjMvelmoute redu-
zido licar o valor das ouIras.
n A falla de cadetes, inferiores, e nlferas-alum-
nos, qae leoham as habilitajes necessarias para ser
promovidos a sagandos-lenenles de arlilharia, tem
sido a causa de existir actualmente tao dl.ninulo
numero de officiaes desla arma, mal que compre
quaulo antes remediar ; e como a escola militar,
.eraqoanlo se nao organisarenvos intrnalos decre-
tados pela lei n. 634 de 20 de selembro de 1851, nao
fornecer sufficienle numera de candidatos aos pri-
meiror poslos de officiaes de arlilharia, de necessi-
dade he alargar o circulo donde te possa obt-los.
a Entende a commissao que isto se conseguas
com proveito do servico, o sem prejuito dos indivi-
duos, autorisattdo-se o governo a transferir para a
arma de arlilharia os subalternos das armas e corpos
nao scientificos, que tenham as habilitajes llteori
cas e praticas exigidaa pelo rtgulamento de 31 de
mar jo de 1851.
a As vagas nos corpos de engenheros e do estado-
maiur de l.a classe.sao devidat mesma causa, ea
commissao nao encontra razio plausivel para deixar
de applica'r-lhes a medida indieada para preencher
as faltas que se dao na arlilharia. A deficiencia de
engenheros, se nao Iraz males Lio consideraveis co-
mo os notados quando se Iratoa de arlilharia, he to-
ra de duvida qde o servijo publico Imperiosamente
exige maior numero de officiaes desle corpo ; os ac-
lualraente existentes estilo muito quem las iteces-
sidades. Exislem apenas dous quintos dos officiaes
de que se deve compor o quadro do estado-maior de
1.a classe e como este corpo tem do cumprir cora-
mi sdes indispeosaveis, se o numero de seus membr.it
fr insufficienle serao riles desempenbadot por ofli-
ciaes de Gleira, com prejuizo da disciplina e instrue-
jao da tropa.
e O projecto de resolujao, temiendo a preencher
tanto quanlo he possivel, e peta maneira que parece
mais razoavel, at vagas existentes na arma a corpos
especiaes, pensa a commissao que merece ser appro-
vado.
o Paco do'senado, em 16 de julho de 1855. ,\J.
F. de Souza e Mello.Bario de Muritiba.VU.
conde de Albuquerque. s
ORDEM DO DIA.
Continua a 3.a discu-sau, adiada pela hora na
ultima ses>.lo, do projecto do senadoII de 1848
sobre eleijOes, com as emendasP do mesmo anno
approvadas na 2. diseustao, e cera parecerE
desle aunodas commisses de constituijao e legis-
la j3u, votos separados, e emendas -offerecidas pelas
sobredilas eommistoet, e nos vetos separados.
O Sr. I isconde de Geuuilinhonha depoit de ter
lamentado que nao dessem as commisses o seu (pa-
recer sobre as duas queslOes priacipaes do projecto
em ditcnssao, chsma allenj.in do senado sobre a no-
cessidade de adoptarse as eleijOes directas, como as
que na sna opiniao exprimem verdaderamente o
voto nacional, e que sjoproprias do espirito da poca.
Todas as difllculdades se vencera a semelhanle res.
peilo decretando a assemblea geral a maneira de e;-
labelecer a renda liquida dos eleiMres, e nem ha nu-
cessidade de reformar a constituijao.
As eleijOes directas sao o complemento daseleijoes
por circuios, entretanto qde as directas trazara cla-
mores, pertubam a ordem publica, e nanea expri-
mem o pensamenlo do povo.
Depois disto passa a Matar da inconstilucionalid,-
de que se pretende enxergar no principio das incom-
patibilidades.
Sent qae sua opiniao seja contraria das com-
misses, porem acha qne as incompatibilidades ab-
solutas, nao sendo contrarias a constituijao, autes se
acham mais de accordo com o espirito della.
Um equivoco (era notado na discussao, e Iconsiste
em lomar-so como direilo o que he modo pratico, o
que he condijao do emprego em suppor-ae direitos
absolutamente preexistentes. Se ao poder executivo
compete o crear empregos, lambem Ihe cmbele es-
labelecer as condijoes, e porlanto n3o ha inconsti-
tucionalidade em o poder exerulivo determinar quo
osjuizes nlo possam ler assento no parlamento. Nao
se llies lira com iito nenhum dos seus direitos polti-
cos, e contiouam em ludo a exercer os direitos de
cidados brasileiros : he o que succede aos soldados
a quem se lira pelu emprego o direilo de votar.
Nota depois que se a constituijao eslabeleceu in-
compatibilidades para os'conselhosgetaes, e ralo para
o corpo legislativo, a conclusa devia ser diversa da
qne lirn o Sr. Enzebio, devia ser qua a assemblea
geral podia decretar"as incompatibilidades e nao os
conselhos geraet.
A constituijao determina a divis.lo dos poderes
polticos para harmona da marcha do syslema repre-
sentativo. Nao haver confusio em ter o poder in-
diciara attribuijOes do poder legislativo, e nao acon-
tecer qae prevaleja sobre o legislativo '! Segundo a
importancia que teem os membros do poder judicia-
rio,segundo a inlelligncia que ellos leem, tino bao
de dominar o oolro poder e abserv-lo, Tazando de-
saparecer a dislincjio dos poderes pi Uticos 1 Exis-
tir equilibrio quando 43 magistrados teem assento
na cmara dos depulados e 22 no temido ?
Se a remojan dos juizes he ndependente do von-
lade do poder executivo, se o direito de os suspend*
foi dado apenas ao poder moderador, te a consliluj-
j3o liraitou os casos em que deve ler lugar a sua *-
pensao, nao foi isse para bem definir & separar.lo p
poder judiciario de lodos os oulros ?
Os nicas empregados perpetuos da constituijao
sao os juizes ; se algnma coosa de semelhanle se pode
dizer a respeilo dos militares, nao teem cites na so-
citdade a influencia que leem aquelles ; demais, os
magistrados leem um Toro e pares officiaes : que mais
poderia fazer a constituirn para separar o poder ju-
diciario dos oulros poderes ? E nao indica lodo isto
que o espirito da constituijao he em favor das incom-
patibilidades '.' .
Onde esta a pena que juina o Sr. Euzebio inflingir-
se aos juizes prtVando-os do parlamento, e pena que
snppde igual a que se Ihes impe em caso de preva-
rica jo ? Onde esta esta pena quando elles vao ser
depulados a senadoras'?
A mesma confusio se d entre o poder judiciario
e o executivo, porque o poder executivo esl as
m3os de moitos juizes. o que senio dara senao Tea-
sem senadores e depulados. Que poderlo seus mem-
bros recusar ao governo, sendo seus delegados ?
Nota em seguida que, ao memo lempo que o Sr.
Euzebio combale as incompatibilidades do projecto,
defende as estabelecidas em 1850, as quaes, senao
teem produzido lodos os beos que se devia esperar,
he segundo o mesmo seuhor, pelo pouoo lempo da
sua existencia, e porque nao leom sido executadas.
Quanlo a isso, os membros do gabinete que o deci-
dam; elle porem SappOe que, se nao leem sido exe-
cutadas, he qus ha impossibitidade pura isso.
As incompatibilidades indireclas, insuffieientes e
absurdas, peccara no principio, e vem eslabelecer as
alicantinas. Alera deque, se se jnlga qoe as incom-
patibilidades indirectas sao inexequiveis, como se
vera pedir a sanejao de tal principio i
Accrescenla anda qbe, se cessam as TuncjOes dos
membros do poder legislativo quando passam ao
executivo, porque nao acontecer o mesmo com os
membros do poder jodieiarioqaando assummem o car-
go de legisladores t Cr porlanto ter provado a ne-
cessidade de serem adoptadas as incompatibilidades
directas.
Quanlo ao-exemplo Irazidode oulros paizes acha
improcedente, porque nao se provoo a pdridade de
circunstancias. Na Inglatrta os juizes superiores
leem assento especial na cantara olla, com vol con-
sultivo enao deliberativo ; deb o auxilio de suas lu-
na, mas nao votao leis que team de execolar elles
mesmos.
Os hbitos e os precedentes os excluem da cmara
dos cownuns. A discussao citada de 1853 nada pro-
va. Nao se ronellio a idea das incompatibilidades da
magistratura ; eorabateu-se a incompatibilidade de
nm funcionario especial qne exerce TuncjOes na ma-
gistratura que nao tem correspondentes na nossa.
N3o Toi s Macauley quem se oppoz a isso; oppoz-
se lambem lord Palmerston e'lord John Rassell.
Maso patz eslava agitado; i a-se entrar em urna gran-
de guerra, e nao se julgava convenieule ama idea
daquella ordem era laes circunstancias.
orador pensa que em vez de se citar Macauley,
se se qttizesse consultar ama auloridade mais com-
petente, devia citar-se lord Brongham qae repelle o
magistrado das lulas polticas, onde corrompe a pu-
reza de sua n.issao.
Em referencia a algmas plorases do Sr. Euzebio,
o orador as considera como de agilaeao, e diz que,
adoptaudo-se n reforma parlamentar, nao suppOe
que a classe da magistratura, illoslrads e dedicada
se asila contra a lei.
Finalmente codclue esta parle de seu discurso
dizendo qoe a excliuao da magistratura do parla-
mento concurre para o equilibio dos poderes e para
a Iwa adHMuilfajio da jusli ja.
Pelo qoe (oda a qaetlao dos circuios, he de opinTSo
que lal idea nao Tere a constituijao, antes reconhe-
ce a sua ulilidade adoptando urna opiniao de Mon-
teaquieu a respeilo. Acha-lhe, porm, inconveni-
entes cam a lei da guarda nacional que temos e cora
as eleijes indireclas.
Vola, por lano, pelos Circuios ; e como humera
poltico, j que nao pode obter as incompatibilida-
des directas, vota pelas indireclas.
O Sr. Visconde de Maranguape ditpensar-se-hia
detallar, aliento o seu vol por "escripto, e anda
mais depois de discurso qoe pronnnciou o Sr. Euze-
bio ; porm nao pode deixar desapercibidas as ideas
emllidas pelo Sr. visconde de Gcquilinhoolia.
Nolou o Sr. visconde de Gequilinhonha qoe as
commisses .nao selivessem oceupadocom as eleijes
directas. Como quera que, leudo as commisses re-
jeilado 'como inconstitucional o projeeto, devesse,
tratar disso '.' Em que artigo da constituijao se Tap-
ia'em eleijes directas? A emenda seria peior, por-
que ira procurar-se a base do capital do volanMpa
renda liquidada. E qne renda seria precisa para se
ser eleitor direcle ? Tal/ez maior do que a exigida
para os cleilores actuaes.
Pondo de parle eisa quesillo, pansa longo depois
s incompatibilidades e eleijes por circuios.
Disse o Sr. visconde de Gequitiuhonha que nlo
se trata delirar direitos politices, mas de dar em-
pregos. Pois isso nao he Urar direitos? He querer
confundir emprego publico com a qualidade de ser
eleito? Nem se Irrfga exeraplos de Inglaterra e ou-
lros paizes, O direilo de representar nao be direilo
da consliluijilo, he direito innato a toda sociedade
humana. As constiluijes tanto reconhecem isso,
que s o difficultam por incapacidade absoluta.
l-'igurou anda o Sr. visconde de Gequilinhonha
hypolheses alheias da discussao. Pergunlou porque
nao vola o soldado ? A razo he porque Ihe falla a
base da fortuna ; e deve-se atteoder a qae isso equi-
vale Talla de intelligencia, alientos os meius de
ganhar dinheiro no paiz. Esta hypolhese dos sol-
dados nada vale por lano.
A constituijao, acrescentou o mesmo senhor, es-
labeleceu certas incompatibilidades, porque os con-
selhos geraes nao as podiam decretar, e sim o corpo
legislativo. Era preciso, para haver npplicajao, que
os conselhos geraes podessem legislar. E o Sr. vis-
conde nao provou a sua proposijio.
Quanto a ler dito que a assemblea geral lem di-
reito de fazer Irfei para deteitainar quem venha ao
corpo legislativo, pergunla : Porque estamos Ties-
ta casa se nao pur delerminacao da cobsliluijilo ?
Osjuizes exercem um grande poder no imperio,
e quebram o equilibrio do poder. Mas como podt-
rao dominar os magistrados ? Sem duvida pelo nu-
mero. Cr que o deleito provra de se ler Teito leis
para tornar a classe extraordinariamente numerosa,
pois qae osjuizes mameipaes sao tambera juizes de
direilo. EnUo a mal vem da constituirlo ? Nao :
vem das ltis. Deviamos principiar pela reforma ju-
diciaria, e nao por querer violar a constituijao. Ne-
nhum artigo da constituijao nos deu direito para
tirarmot da cmara aquelles a quem isso Toi giran-
lid o.
Acrescentou em seguida o Sr. visconde de Ge-
quilinhonha que os jaizes de direito sSo os nicos
empregados perpetuos da constituijao, e qne tem
privilegios. Que illajao se pode d'ahi tirar '.' Pois
por isso ficam inhibidos de representar a oajo '.'
Elles nao vem como jaizes, vem como cidados. No-
lou-se cootradicjlo era querer que venhara os des-
embargadores, que sao os que representan) a classe
e nao o podtr ; e fez-se urna distinejo inintelligi-
vel, porque os desembargadores sao tambem juizes
de direito. Se alguem comprehendeu oeste ponto
ao senhor a quem respondo, voto com elle.
Disse-se ainda qoe o magislrado deve ser desti-
tuido do sen lagar quando quizer ser legislador, e
que isso nao he urna pena. Pois nao ser pena per-
der-se vencimentos que se linha e oittras venia
gens".' Onde se vio isso t Qne meios sao estes de
argumentar em favor do projecto 1
Chamam-se alicantinas as incompatibilidades in-
directas"? Pois o.lo ser alicantina dizer: Sede
depulados, porm perdai os vostos accessos e em-
pregos ?
O magistrado quando he chamado para o governo
tica suspenso.
Pois nao acontece o mesmo quando vem ao corpo
legislativo ?
O exemplo de lord Brongham nada prova; de-
vem-se ler os discursos com que foi combatido, e
que lizeram com que o projecto da lei ingleza nao
passasse. Tanto mais qne nao precisamos do que se
passa em Inglaterra, llevemos attender ao que se
passa em nossa casa. ,
Depoit destas considerajes, o orador termina fa-
zendo outras relativas i questao da eleijao por cir-
cuios, e declara volar contra os dous arligos em dis-
cussao, e votar contra qualquer proposta para re-
formar a constituijao nesse sentido, porque Tere di-
reitos mesmo anteriores constituijao.
0 Sr. Mrquez de Olinda declara qua depois. do
brilhanlissimo discurso que ouvio contra o projeclo
nao Ihe i resta mais nada que dizer. As razOes em
que se Tunda estilo no seo parecer. Algumas pro-
posijes ltimamente lanjadas tazem porm com
que acrescente alguma cousa.
1 na mxima dos publicistas he que te imprima
s leis um carcter de eslabelidade, um carcter
religioso. Autorisando-se com essa mxima, pro-
cura, sempre que se tem de fazer ama lei que len-
de a reformar a constituijao, que ae mostr urna
necestidade argente, e nao que se queira fazer ex-
periencias. Ota, o que se prope he urna reforma
a constituijao, por mais que se queira encubrir.
Pretendea o Sr. viscoudn de Gequilinhonha que
nao te Irata de urna questao de partido, e sim de
ordem poblica,
A questao ou he poltica ou administrativa. Se
he poltica enlao he de partida. Com pezar falla em
parlidos, porm Talla pela ittajao qne se qniz tirar.
A quoslo nao he exclusiva de um partido. Se os
partidos nao sao interessados, depois utiljsam-se das
reformas, embora viadas de outro partido. Oque
disse o mesmo Sr. visconde de Qequitinhonha sobre
eleijes directas musir bem o perigo de li.es
queslOes. O nobre senador limitou-se hoje a enun-
ciar urna proposijAo, amanilla ser tradu/.ida em
projecto, e vira discussao.
Pondo, porm, isso de parte, para elle he liquido
que se qniz ferir a constituijao : para aigent, po
rem, llavera duvida. Nao regeila as reformas bem
demonstradas e qae ollerejam eslabelidade.
E.n que se Tunda a opiniao dos que querem a re-
forma da lei de eleijes ? Na ausencia dos magiw
Irados de sens lugares. '
A cansa disso ?
A lei nao lem produzido os seus effeilos porqoe
nio se acredllou nidia, e principalmente depois que
se annuneiqa a lia revogacio. Se com 10 ou 15 an-
nos de serrijo osjuizes de direilo podem ser esco-
ihidos desembargadores, procuran) obter influencia
com a entraa na cmara para serem preferidos.
Qt(t caso por tanto podem Tazar da lei ? O mesmo
governo ralo acredilou nella.
Faja-se acreditar que a lei he urna realidade, e
elles nao virad* ca. Couhece e mal que provm de
virera cmara os magistrados, mas nao acha que
se deva ferir a constituirn, e que o corjio legisla-
tivo fique privado de sua intelligencia.
Deve adoplar-se, assegura*ee-lhes'a antiguida-
de absoluta. He esse o meio para ficarem as titas
comarcas ; e te se Ihes augmentar os ordenados,
ver-se-ha que s virao aquelles qoe se jnlgarem com
forjas para Tazerem brilhar os seus talentos.
Quanlo ao que se disse, de ler a assemblea geral
o direito de crear empregos e determinar as condi-
joes. he verdade que as pode determinar, menos
as que sao reservadas i constituijao.
Depoit de mais algumas considerajes, o orador
termina sustentando o seu vol.
Dada a hora lira adiada a discussao. O Sr. pre-
sidenle da para erdem do dia a mesma de hoje.
Levanla-se a sessio.
CARIARA DOS SRS. DEPTADOS-
Sessao' do da 7 de Jalho de 1855.
Le-se e approva-se a acta da sessao de anterior.
OSr. primeiro secretario d coota'do seguiole ex-
pediente :
l'm officio do Sr. ministro dqMienda, enviando o
mappa n. 560 das operajfies (corridas na secjio
da assignatura e subsfituijao do papel moedi at o
fim de junho prximo lindo.Ao archivo.
Um requerimento da cmara monicipsl da vil-
la de Cunda, comarca de Guaraiinguet, provin-
cia de S. Panlo, pedindo ama lotera para a rerons-
truejao da matriz da dita villa A' commissao de
fazenda.
De Caetano Evaristo Vieira de S.i, subdito por-
(uguez, pedindo dispensa na lei para poder nalu-
raiisar-se.A' cottmisso de constituijao e po-
deres. ,
De Jos Pires* Mopleiro, 1. lente da armada
nacional e imperial- Mtalo prevideociat contra a-
iiiiuslija que di/, ler to4Ha. oom a toa reforma.
A commi-sito de marinha^n"fUot*feft
Lccm-se e sao jolgado objectos dedetrberajao o se-
guiole projeclo e voto em separado :
A' segunda eomnVTsslT deorjamento foi presen-
te o aviso da secretaria da justija de 23 de oulubro
do auno passado, cobrindo nao s a pelijeo pela
qual o conego da eapella imperial Pedro Nolasco de
Amorim Valladares requeren ao governo a indem-
nisajau do ordenado de 4009 annuaes que percebia
como thedaureiro da mesma imperial eapella, e que
pela exliucjSo desse emprego em virtude do deprelo
de 10 de selembro de 1850 deliou de receber, como
a consulla da secjao de justija do conselho de esta-
do, que foi ouvida a esse respeilo, afim de que, de
confurmidade com a imperial resolujao de Ir do
dilo mez de oulubro, seja este negocio resolvido pelo
corpo legislativo.
(i O supplatnle allega, que sendo nomeado pela
carta imperial dod.i> de julho de 1840 Ihesoundro
pagador da sobredita eapella, onde servia desde 1796
com o ordenad annual de 4009. eslabelecido pelo
dacrelo de 21 de marjo de 1809, fura, nao obstante a
citada carta e seus longos e bons servijos, privado
dese vencimento desde 10 de selembro de 1850,
por forja do citado decreto ; entretanto que a era-
pregados de reparlirr.es ora cujo numero se julga
comprehendido tem sido manlido o respectivo orde-
nado.
O procurador da corda, soberana e fazenda na-
cional,- mandado ouvir sobre o objecto, ioformou
que, supposlo em rigor de direilo nao seja a fa-
zenda publica obrigada a indemnisajao alguma pe-
la extinejao de qualquer emprego, essa regra lem
na pralica toffrido excepjoes, cedendo rauilas vezei
a razas de reconbecida justija oo eqaidade, con-
cluindn que ao governo imperial compele resolver
sobre a prelenjlo de supplicante, explicando o cita-
do decreto de 10 de selembro de 1850.
a A secjio de justija do conselho de estado diz
em seu parecer que bem poucos serao aquelles a
quem a medida de equidade, senao de justija, lo-
mada pelo corpo legislativo, de conservar aos era-
pregados, cuja repart jao e lugaree lem sido en-
tnelos, os respectivos ordenados, mesmo nio sendo
elles vitalicios, com maior razao devesse ser appli-
cada, do que ao supplicante, que conta mais de
meio scalo de bons servijos em diversos cargos, e
dahi dednz o direito delle desde a citada poca, 10
de selembro de 1850, ao pagamento do ordenado']
requerido.
A commissao tendo em considerajSo os bon
servijos prestados pelo supplipante por mais de meio
secuto e sua avaojada idada, e parecendo-lhe que
por estes motivos se acha as mesmas crcumstancias
e Ihes assistem as mesmas razes de equidade que
determinaran) o favor outorgado pela resolujao de
outubro de 1832, e outras que eitinguindo diversos
empregos mandaran) conservar aos que os oceupavam
os ordenados que percebiim, tem a honra de offore-
cer coosderajio desla augusta cmara o segninle
projecto de resolujao :
a A assemblea geral legislativa resol ve :
a Arl. 1. Fica o governo autdBsado para mandar
abonar ao conego Pedro Nolasco de Amorim Valla-
dares o ordenado que Ihe compela de 4009 annuaet
eslabelecido pelo decreto de 21 de marco de 1809, e
carta imperial do t. de julho de 1840, e que lem
deixado de perceber.
a Arl. 2. Ficam revogadas as disposijes ap con-
traro.
a Sala das sesses em 6 de julho de 1855.. J.
Henriquet.Fausto A. de A guiar.
a Pens que nenbum direito tem o peticionario ao
que pretende, porquanlo, lendo-se extinguido a
commissao ou encargo cessou o seu direito aos ven-
cimentos correspondentes, na conformidade da re-
gra anliga da nossa legislajao, constante do alvar
de 2 de junho de 177 1. a 2, e de outras leis a
que se reporta o aviso de 3 de novembro de 1853 ;
e tambem que Ihe nao pode aproveitar a considera-
jao da ecessidade de alimentos par se Ihe mandar
continuar o pagamento d.iquelles veacimeulos al
que tetilla oulro provimenlo, segundo a clausula
usada em laes concesses, visto que conserva elle o
beneficio, seu verdadeiro emprego; deveodo-se
demais advertir que se o peticionario fosse aposen-
tado no lugar de Ihesoureiro do cabido, nio poderii
ler ordenado por ioteiro, alenlo o seu lempo de
servijo nesse lugar, que senao deve contundir cora
o do beneficio, que sem duvida elle serve de longa
dala ; e finalmente, que ao poder legislativo nao
compete conceder mercs pecuniarias por servijos
prestados.
Sou portanl) de parecer que se deve irrteferir
esla supplica, e qoe ao governo compre appli-
car a lei, e de accordo com ella decidir das pre-
lenjes das partes, iudeferindo as que sao opposlas a
direilo.
Paco da cmara dos depntados, em 6 de julho
de 185j.B. A. de M. Taques.
Pedindo a palavra pela ordem, o Sr. Candido Man-
des fez algumas observarnos sobre a ordem em que
foi enllocado na lista dos oradores inscriptos para a
discussao do orjamento da despeza do ministerio di
justija, e depoit de explica jes dadas peloSr. I. se-
cretario, o Sr. presidente declarou que bao podia
deixar de regularse pela classilicajio que achoa fei-
\3 e que est sobre a mesa.
Conllna a discussao do requerimento do Sr. Leitao
da Cunha, ofierectdo em urna das sesses anteceden-
tes, pedindo ao governo informajes acerca das par*- ainda
ticipajes officiaes que recebeu relativamente epi-
demia qne se desenvolven na capital da provincia do
Par.
'Z.O Sr. Pedreira (ministro do imperio):Sr. pre-
sidente, nio teria que dizer sobre e requerimeolo
em discussao, se o nobre depulado pela provincia do
Para se livt'sse limitado a aprsenla-lo a considera-
rlo da casa. on se fundamentaodo-o nao usaase de
certas propn res que convem ter explicadas. No
requerimento do nobre depulado eu nio leria visto
seoao o detejo de obler certas informajes, qoe pe-
la minha pnrle nenhuma duvida haveria em pres-
tar. Este acto do nobre depulado seria por mim
considerada como a expresaao do seu zelo pela pro-
vincia que' Uto dignamente representa nesta cata ;
mas o nobre depulado nio se restringi a isto, e fez
algumas obstrvajet, qoe, embora protestasen qae
nao eram cer turas ao governo, na realidade nao po-
dem deixar de ser como laes considerada*. E, pois,
entend que era do mea dever dar algumas eiplice-
jet cmara e ao nobre depulado no intuito de
deslazer o e agano em que tabora acarea de sjfgnm
cousas que disse.
Urna das proposijea do nobre deputado qoe exige
de mmlia parte prompta resposta, he que o governo
nao cuidava las providencias no qoe era concernen-
te ao teu estado sanitario, qua todat as medidas se
I i mita vara uaicamente corla, que para as provin-
cias nada se linha Teito, e qoe eslavam oeste ponto
completamente abandonadas.
Ora, senderes, importaado estas palavras ama
censura, e etnsura muito grave ao governo, be ella
entretanto la i injusta, que para destrui-la basta-ma
appellar para o lealemuuho doa dignos presidenle
de algumas provincias do norte que tem assento nes-
ta casa apoiedot!, e para os nobres representantes
dessas proviarits, para achar da parte delles nm
apoio demonstralivo do engao em qae te acha o
nobre deputado. (Apoiadot.)
Com effeilo, desde que chegarara noliciat a
esla corle da existencia do cholera-mortnu em algorra
pai/.es da Europa, reoeiou-se que, dada a facllidade
e freqoenjar de coramanicajoea que hoje ba entre
elles e o imperio, e a brevidsjQe das viagens, pu-
desse, aquellc flagello invadir algum de nossos por-
tos, e dahi, ti ansmitlir-ie por todo e paiz, ou por
grande parto delle. Compartilhado este receio
nao s pela imprensa, como por mnilos homens da
sciencia, eoltndeu o goveroa-qne Ihe corra o im-
perioso devet de4azer o que dependesse delle, nao
s para impedif a inlroducjo da epidemia, coma
para tranquillisar aejepuliicao, e attenuar a inlea-
sidade do mal no caso de que fossemos Uo rnfeirzes
que nSo pudeisemos conseguir evta-lo completa-
mente.
Traton poli o governo de tomar previdencias, ou-
vio pessoas competentes, e depois de adoptar aa me-
didas que pareceram mais convenientes, julgou que
n3o devia cirr.umscrev-las crfe, e qne antes era
de sea dever slende-las as provincias martimas, *
sem exceprio de urna s. Assim procedeu o minis-
terio, e saiba o nobre deputado que eaa^ircular de
10 de oulabrn de 1854 o Roverne, IraaBillindo aos
presidente! dessas proviucias as instruejoea por que
se deviam recular no proposito de evitar atataaduc-'
jao docholeid, ou de diraiuuir a inleaatdade d
mal se elle nos atacaste, e vendo que laea inslruc-
jes de pouco servirram te ao mesmo lempo nio au-
toritasse os seos delegados para fazerem as despatas
qae foseen) necessarias, muito expresta e positiva-
mente deelarnu-lhes o seguiole : o Fica* V. Exc.
autorisado para as despezas qne forem iodispensar-
veis com esle objecto, remeltendo depois as respecli-
vas conlas. a Abri por conseguale um crdito sem
Jtaxitar quanlia, expondo-se por esle fado
ras, mas confundo nadiscrijao-e f
i.tenies, e attsndendo a que dian
medidas que su deviam empregar nao
perar por plantas e or jmenlos de I
approva-los ; e s depois disto aotorisar
de sua conslriicjao.
Teudo pois a governo aberto aos presidentes desde
logo um cradilo para este fim, como he que o nobre
deputado vem ainda dizer-nos que e acaso a sua
provincianos aagellada po# eaatSM<>rroidade,-a-res-
ponsabilidade desle faci deve reeahir sobre o gover-
no ? Como,-se adores, se o governo fez todo quanto
era necessario fazer para acaolelar o mal, enviando
inslrucjes aon seus delegados,.e dando-Ibes a anlo-
risajao que acibei de ler ? (Apoiadot.)
OSr. Santis e Almeidb:S provinjia do Mara-
nhio lomaran-so providencias e,m virtude desse
crdito. .
O Sr. Corra dar A'eres:Bu" j declarei qoe o
governo nao podia ter aecusado nle ponto, porqoe
deu as ordens, e na.Parahiba aljamas medidas se
lomaram.
O Sr. Minittro do Imperio:Alm do Maronbilo
e da Parahiba,deram-saprovidencias em outras pro-
vincias, na Babia, em Pernambnco, etc.
O Sr. Urna Ero S. Pnulotambem.
O Sr. Minittro do imperio: Em S. Paulo, e em
outras. J v e nobre deputado qoe nao s o gover-
no deu providencias, mas qoe estas nlo ficaram em
palavras, nem em plano*. -
Houve ama autorisajlo para as despezas que loa-
sen) necessariai. Dessa autorisajao servram-se al-
gnns presidenta, o governo approvnu os aclos pra-
ticados pelos seus delegados, e hoje ha lazaretos e
outras providencias em certas provincias onde
nunca houve. Como pois, torno a perguotar, pode-
ra' reeahir sobre o governo a menor reiponsabili-
dade se qualquer epidemia apparecer em alguma
provinei a ?
Quando me mo nio houvesse as recommendac6es
e as providencias a que rae lenho referido por parle
do governo geral, eslou intimamente convencido que
nenhum presidenle, em face de urna grande calami-
dade publica, deixaria de tomar sob sua responsabi-
liza le as medidas qoe fossem urgentemente recla-
madas pelas crcumstancias para acudir a' sorle da
populajio, e prestar os toccorros que a hnraanidade
reclaraasse a bem dos indigentes e desvalidol. (Apoi-
adot.) Assim tambem nenhum governo deixaria de
approvar em laes crcumstancias o procedimenlo
desses delegados. (Apoiadot.)
No Para' mesmo, se o nobre deputado consultar os
archivos da secretaria, lia de ver que ainda ha pouco
lempo, tendo o digno presidenle daquella provincia
dispensado cer a aomma com a preslajao de soccor-
rps a' poplajs o de Ourero, por occasilo do appa-
recimento de fdbres de mao carcter, o governo ap-
provou ease acto por aviso, se bem me lembro, de 5
do mea passad >.
Para prova de qae o governo n.lo se detenida das
provincias pelo lado da sande poblica, basta que o
nobre deputado atienda que, apexar de ser a tua
provincia ama das mais rematas, ja' all te acha or-
ganisada e pretlando effeclivo tqjvijo a respectiva
commissao sauitaria ; e, segonlraa informajes que
lenho.dos membros dessa coinraitsSo. sao elles ho-
mens tnlelligenles. (Apoiadot.)
Se pois na provincia do Para' ha ja' ama commis-
sao sanitaria, c ijas attribuijet te acham reguladas
como as de igoaes reparlijes em outras provincias,
e com os mesmos vencimentos ; se esta.commis-
sao he composla de pessoas intelligenles e habilita,
das, como o nobre deputado he o primeiro a ron
sar; se o presidente da provincia tem desde fina!
1854 ordenspi ra satisfazer s despezas que forem
indispensaveis, e exigidas pelt oceurrencia imprevis-
ta de nma epidemie fatal, como te pod dizer qoe a
provincia de Para lem sido abandonada, qne o go-
verno n3o tem cuidado della no tocante taude pu-
blica?
O Sr. LtitSc da Cunha da' um aparte.
O Sr. Minittro do Imperio:Direi ao nobre de-
patado, em res losta ao sea aparte, que eslou con-
vencido, a' visli do que diz, que nao leve inlenjao
de censurar ao governo, mas o honrado membro
nao'ha de desconhecer que certas, ftpresses nma
vez pronunciadas nao podem deixar de ter nm al-
cance que, em jora te saiba que vai alm das inlen-
jes de quem ;,s profere, exige que nlo paste sem
reparo.
Disse ainda o nobre deputado que nao podia dei-
xar de censurar ao governo por essa parcimonia, por
essa economa mal entendida com que se quera qne
o provedor do porto fosse ver os doentes de graja.
Talvez que alguna cousa nesse sentido seja conve-
niente Tazer-se ; nao duvido concordar em que sao
minguados os vencimeotrs desses empregados; eo-
tendo mesmo que o servijo da hygiene publica no
imperio carece le ser melhor regulado, fazendo-se a
revistoduseu r.'gulamento; porm alm de qaa a
sorte do provedor do Para he igual a de oulroa de
diversas provincias, (apoiadot), oio lie possivel que
ludo te Taja de urna vez. A reforma das renfliees
de sande publica prende-se a de ontras repartijsss
do ministerio do imperio, e por isso nao te tem po.-
dido anda Taz-la.
Quanto, Sr. presidente, epidemia ullimamenlo
apparecida no Para, direi ao nobre depolado que se
he chuleta-morbos, o qne nao esla ainda bem ave-
riguado, pois que dos esclarecimenlos e informajes
da coramina de hygiene do P-r remeltida iuala
central, njo se achou esla perfeilamente habilitada
para cadpWlar como tal semelhanle enfermidade,
nao s jipa o presidente da provincia anlorisado pa-
ra lodJjiri detpezas pela circular qne ctei, mat
um aviso que ltimamente Ihe exped etB
qne se encontrnm as segninles palavras: Fictmdo
I'. Ext. autoriado para ai dttpezat que ftfm
ntcetmriat, n&i s com ette objecto, com pa-
ra prestar toctorroi aot indigentes e dettmUot
etc.
Vi pois o nobre deputado qae alm dt autorisa I

-

*


--------------


DURIO OE PEBIUMBUCO SEXTA FEIM 24 DE AGOSTOS 1855
geni BiiDdoo o governo ultimimenle ama especial
ao 8r. vicepresidente de ma provincia.
Quanio ao laiarelo da Tataci, permita o nobre
deputads que Ihe diga, que o sea Mo pelo inleres-
sesde aua provincia, qnalidade que nlo posso dei-
xar da louvar-lhe, levou-o ser injusto para cora o
governo quando tralou desse laiarelo.
Nlo tai, Sr. presidente, que raais qnsjra o nobre
depnlado que o governe flzease. O digne presidente
da provincia, o Sr. Reg Barros, tritn da fundar oa
concluir urna casa para lazareto aa ilha) da Talu-
ca. O ornamento das despus foi presante ao go-
verno, a este approvoa a medida leabrada por
aquella presdante, aulorliou a despea, e mandn
por sua dlsposlcao a lomma exigida. Torno pola
l perganlar, que mais quera o nobre.depotado qae
o governo flzesM ? (.Jp cAesqee tenbo dado Mtiifazem ao nobre depu-
tado....
O Sr. LeilSo da Cunha:Perfeiamcnte.
O Sr. Ministro Mo Imperio: Ento lerminarei
aqui, eatando iempre prompto a minitrir ao hon-
rado membro quaesquer oulras qne desoje.
OSr. Gom Siqueira fax algumas obMrvaces
acerca do roquarlmeMo do Sr. Lelllo da Conha, e
manda a mesa o aeiiiinte artigo addlllvo :
Qoe M recomraende ao governo o.seguiule :
< 1. Qoe non'* commissoes coroposlas de mdi-
cos e de engenheiro, as qaea, dlrlgiodo-M aos
pontos do litoral onde se naja manifestado a (ebre
amarella e qualquer outrn epidemia, procedan! a
as estudo eircumslaocisdo, acouselhando desde
logo, a fazeodo realisar, de accordo com as aotori-
dadas respectivas, aquellas medidas de 'salubridade
qae se tornaren mais argentes, especialmente hoa-
ilaea-com os precisos eotnmodos.
3. Qae o mesmo governo ministre s mesmas
rvamissoes lodosos aaxilipa emeios que bajara ellas
do earecer.S. a R.('das Siqueira.
A dlscusso Oca adiada pela hora.
SEGUNDA PARTS DA ORDBM DO DA,
Orramento da j\utiea.
CentiMW a segunda discussdo do ornamento do
ministerio da juetica.
O Sr. Viriato pronuncia um longo discorso, em
qne.exige alfnraas garantas em favor da magistra-
tera, terebra cerlaa medidas para conseguir-se a
respectiva Independencia, ifii varias observares
ceir m dokm ioilitoc.Se judiciarias.
* A dJtcasaio lea adiada pela hora. Levanta-M t
ele ,
De pescarla,
Llvrea.......
Escravoa......
santa Catharina.
EmbareatO**:
De cabolagem ....
Do trauco dos porloa, ros,
ele....... .
De pescara.....
1'essoal:
l>e cabolagem....
Do tranco dos portos, rioa
ete.......
De pescara. .
I.ivres.......
Escravos......
Rio Grande do Sul.
EmbarcacOes:
De longo corso. .
De cabolagem. .
Do trafico dos porto?,
ros, ele .
De pescarla.....
60
24
195
156
39
169
107
33

867
185
67
1,119
783
336
l'essoal:
De longo runo. .
De cabolagem ....
De trafico dos porlos,
rios, ele .....
De pescan;,.....
I.ivres. .
Escrivos.
6
42
1,509
314
1,871 .
61
568
2,189
242
3,060
1,915
1,145
Resumo geral da 10 provincias.
.EmbarcacOes:
De longo curso .
X
L
RELATORIO
presentado a' m semblen geral legis-
lativa aa terceit a sessao da nona le-
spslatura. pelo ministro e secretario
de estado dos negocios da marinha,
Jos Mara da Silva Prannos.
(Concluso.J
Cerno martimo.
Oa mappaa juntos mostrare omovimento dosportos
em que lia capitanas, durante o anno nltimo, e do
mesmo periodo o estado de nnssa navegado alta e
de cabolagem, o pessoal e embarca^Oes que se em-
progam na pescara e no trafico dos porlos e ros na-
vegareis.
Nena alo completo* estes dados, pota nao distin-
guen!, para todo sHmpurio e para caoprovincia,
qae hoestrangeiro do qae he nacional em cada
un dos ramos da industria martima, nem podem
merecer inteira f em seas algarismos, pelas razdes
que antea expaz.
Por aviso de 9 de Janeiro ultimo remetteram-M
ndalos a todas aa capitanas para uniformdsde e
perfeic^odos mappaa da estalislica martima a cargo
dalla*. Nem todas as rjcebeta*n a lempo, nem era
possivel exigir desde logo mappas parciaes e ge-
raes, com as individualidades necessarias para bem
conhecer-se a marinha mercante nacional em to-
das as saas especialidades, esobretudo a popolacAo
martima e sea derrainamolo pelas provincias.
He este um dos Nrvicoi qne carece de novas pro-
videncias.
Si* oa resultados prncipaes qae se dedazem dos
ltimos mappas, relatlviimenle a navegaco e popu-
lacho martima do imperio.
AUNO DE 1854.
Par.
Embarcaren:
., De cabolagem. 190
Do trafico dos porlos,
rios, etc...... 455
De pescarla..... 109
*754
Pessoal:
De cabolagem. 1,127
Do trafico do* porto*,
re*, ele 927
aria .... 333
2,687
.... 2,434
avo*...... 253
Maranhao.
, EmbarcacOes :
De longo corso ... 5
De cabolagem .... 21
Do Irafiask do* porlos,
os, ele.,..... 672
Da pescara..... 231
829
Pessoal:
De longo cono..... 73
De cabolagem |. ... 191
Do trafico dos porlos,
rios, etc., 5 719
De pescara..... 376
1,359
I.ivres. ...... 655
Escravos...... 704
Pernambuco.
Embarcares:
De longo corso. ... 3
De cabolagem .... 53
Do trafico dos porlos,
rios, ele. .... 757
De pescara..... 854
1,667
Pessoal :
De longo corso. ... 54
De cabolagem .... 715
Do trafico doa porloa,
ros, etc. ... 1,433
De pescara .... 644
2,846
Livre........ 2,454
Escravoa..... 392
Alagos.
EmbarcacOes :
De cabolagem. ... 136
Do 'trafico dos porte*,
ros, etc..... 826
' D pescara 223
1,185
Pessoal:
De cabolagem. 693
Do trafico dos porlos,
rios, ate..... 223
D? pescara. .... 737
' 1,653
. Linea...... 1,590
Escravos..... 63
Bahia.
Embarcaces,:
De longo samo. ... 15
De cansjnwl 102
Do IraBqe* dos portos,
rio*v*wl. .... 1,468
De pescara. .... 1,075
2,960
Pessoal:
De longo corso. ... 205
De csbolagem. 2,037
Do trafico dos porlos,
ros, ele..... 2,698
Da [icaria. 1,735
6,675
I.ivres;......4,980
Escravos......1,695
Rio de Janeiro.
Embarcares:
De longo corso. ... 36
De cabolagem. ... 366
Do trafico dos porto*,
rios, ele. 1,342
Da- paseara.....1,171
2,915
Patanal:
De longo cano. ... 609
De cabolagem- 9,698
De trafico do* porlos,
rios, |ete..... 3,459
Da pescara..... 1,994
15,760
Um....... 7.639
Escravos...... 8,121
S. Paulo.
Embarcar,oes:
De cabolagem. ... 23
De pescara..... 87
. 110
Pessoal :
De cabolagem. ... 24
* De pescara..... 174'
"l98
I.ivres....... 185
Escravos...... 13
Paran.
EmbarcacOes ;
De longo corso. .
De cabolagem. ... 13
Do trafico do* porto*,
ros, ele..... 18
U* poetara.....
Penca":
Delongo corso. ... 68
Uecabolagem .... 43
Do trafico dos porto*rica,

De cabolagem
Do trafico dos
rios, etc. .
De pescara. .
Pessoal:
De longo cuno.
De cabolagem .
Do trafico dos
rios, etc
portos,
portos,
75
1,415
7,054
4,121
12,665
1,070
16,263
11,893
De pescara.....6,326
35,552
No periodo de 1852 a 1854, islo he, nos ires lti-
mos anuos, dAo os mappas existentes o* segointes
resallados comparativos:
Par.
Em barca ces :
De cabolagem, mais. 4
Do trafico dos porlos,
.ros, ele, mais. 116
De pescara, mais. 8
Augmento.
Pesaeal:
He cabolaoun, menos.
Do trafico^dos porlos,
ros, ele., mais. .
De pescara, mais. .
Augmento.
Maranhao.
Embarcares ;
De longo corso, mais. .
De cabolagem, menos.
Do trafico do* portos,
rios, etc., menos. .
De pescara, mais. .
DiminuirSo.
Perenal:
De longo curso, mais. .
De cabolagem, menos.
Do trafico dos portos,
rios, etc., menos.. .
De pescria, mais. .
* Diminuirlo.
ernambuco.
EmbareaeOrs:
De longo corso, menos.
De cabolagem menos. .
Do trafico dos porlos,
ros, ele, mais. .
De pescara, mais .
Augmento.
Pessoal :
De loogo curso, menos.
De cabolagem, menos. .
Do trauco doa porto*,
rios, etc., mais. .
De poscaria,
128
28
192
12
176
3
4
73
30
44
52
57
1,506
36
1,475
grande parte os nanfragios que oecorrem em nossa
costa e porlos.
O governo lenciona prover necessidade que aca-
bo de mencionar qnaado asar da aulorieac.au que Ihe
foi concedida para marcar as habilitares dos pil-
los do commercio e da marinha de guerra.
O regolamenlo provisorio'da praticagem da barra"
a baha de S. Marcos receben algumas alterares, por
*vm de 19 de dewmbro do anno prximo pretrito,
no* artigo relativos s tasasMo servico da pratica-
gem, quo foram diminuidas em cerlos casos, c a fis-
calisacao da sna receila.
A barra do Rio-Grande do Sul, qae foi sempre
sujeila a variarles no rumoe proandidide de seo*
canses, lornou-se ha poneos mezes sumisamente pe-
rjgosa paraos navio* que demandan) mais de 12pal-
mos ri'agua.
Gomo he de costooMaa caso* aemelhantes, os em-
barazos e perdas que raeullaram do estado da barra
nao foram allrlbuidos a sua verdadeira causa, mas
sim s autoridsdes a quem incumbe a inspeccao e di-
neeioaa servido da pralicagem.
II,1 mu uma|causa de forra maior bem patente, mas
urna grande parle dos clamores que soarSo pela im-
prensa imputavam ao capilo do porto e ao official
encarregado da directo do servido da barra os nau-
fragios que occorreram durante esses mezes, e as de-
moras que sofiriam os navios para entrar ou sahir.
Como he lambem faclivel, e efieelivamenle acn-
leceu, sinislros se deram pela imprudencia, no m
fe de alguns caples, que investam a barra sim
jae vi>sem signal, ou a despeto dos signaes da Ata-
ra, caneados de esperar a occasiao em que a barra
hes fqjse accessivel, ou de proposito para fins repro-
vados. At estes sinislros foram imputados prali-
cagem.
lente coronel de engenheiros Ricardo Jos
"ardim, foi encarregado por este ministerio
inar o estado d'aquella barra, estudar e pro-
meios pralicaveis que com seguranza possam
ser cmpregsdos para o seu melhoramento, inclusive
os meios auxiliares da praticagem. Occupa-M elle
com o zelo e com a pericia, que o distingue, d'esses
exames, cujo resultado o governo aguarda para lo-
mar as medidas que eslejam ao seu alcance, e julgue
convenientes.
OJmencionado engenheiro diz em seas oflicios de
2 e 28 de abril ultimo, depois de expor as phnses por-
que lera passado a barra a partir do invern de 1853,
o segninte :
Com quanto o melhoramento da barra no de-
penda, a mea entender, de cunslrucres tendentes a
augmentar a velocidade e mudar a direcr.lo das
aguas do rio, perto da sua embocadura, tenbo lti-
mamente reconhecido que o leilo do mesmo rio, na
sua parte inferior, nao he constante, corroendo-se
mais ou menos as grandes enchentes a raargem di-
mita, e aterrando-se esquerda, ao passo que o pon-
lal d'este lado lambem avanza para o mar; de sorte
que acham-se a seeco, e j comprehendidos no mes-
mo poolal os lugares por onde os navios enlravam ha
50, a mesmo ha 30 annos ; sendo, portanlo, mnito
para desejar, que ao menos a raargem direila do rio
m podesse consolidar cora paredSes de pedra secca,
a partir de cerla distancia da embocadura. O fundo,
porem, e as raargens sondo de rea nada posso avan-
carsubre a exequibilidade de semelheole obra, sem
primeiro saber qual a profundidade a que se acha o
terreno firme.
Relativamente ao meio de ajndar-se artificial-
mente a accao natural das correnles para profundar
a barra depois das crises ou translornos porque ella
passa algumas veres, lenho assenlado que conviria
ensaiar-se o emprego da grade ou raspador hydran-
lico do engenheiro Tait de Liverpool, qae a V Exc.
lembrou o conselheiro Candido BaptisU de Oliveira
pela sua caria de 2 de fevereiro prximo passado,Je
ae lambem propuzera o capiuTo lente Antonio
aelano Ferraz, encarregado da capilaoia d'este
*0 lenent
llpjnes Jard
dKtxamina
por os mei(
260
82
185
94
127
7
214
24
140
544
1104
327
431
1254
310
"186
6
2
321
61
374
58
196
923
246
Augmento, 915
Alagos.
EmbarcacOes :
De cabolagem, mais. 7
Do trafico dos porlos,
rios, etc., mais. .
De pescara, menos. .
Augmento.
Peesoal:
le cabolagem, mais. .
Do Irafico do* portos,
rio*, ele,mais. .
De pescara, menos. .
Augmento.
Bahia. 1
EmbarcacOes :
De longo cuno, mostos.
De cabolagem, mata. .
Do trafico do* porto*,
rios, ele, mais. .
De pescara, mais. .
Augmeulo. ....
Pessoal:
De longo curso, menos.
Uecabolagem, menos. .
Do Irafico dos porlos,
ros, ele, mais. .
De pescara, menos. .
Augmento. .
Rio de JaneirOi
Embirctres:
De longo curso, mais. 4
De cabolagem, mais. 82
Do trafico dos portos,
rio*, ete, mais. 122
De pescara, mais 21
Augmento..... 229
Pessoal:
Do longo cuno, mais. 58
De cabolagem, mai*. 1726
Do Irafico dos porto*,
rioa, ete, man. 130
De pescara, mais.. 104
Augmento. 2018
Sania Catharina.
Embarcare* :
De longo cano, menos. 5
De cabolagem, menos. 1
Do trafico dos porlos,
rios, etc., mais. 37
De pescara, roeoo*. 21
Augmento. ... 10
Pessoal:
De longojurso menos. '50
liecabojgem, mais. 77
Do trafico doa portos,
ros, etc, mais. 56
De pescarla, mais. 28
Augmento. ... 111
Rio Grande do Sul.
Embarcara*
De longo cano, mais. 1
De cabolagem, menos. 12
Do trafico dos portos,
ros, etc., mais. 263
De pescara, mais. 25
Augmento. ... 277
Pessoal.
De longo cono, mais. 19
He cabolagem, manos. 78
Hco dos portos,
s, ele, mais. 146
De pescara, menos. 94
Dimnuico i 7
Resumo geral dat 8 prociiscin.
Embarcares
De longo cano, menos. 27
De cabolagem, mais. 214
Do trafico dos porto*,
ros, etc., mais. 1590
De pescara, mal*.. 486
Augmento..... 2263
Pesssoal :
De longo enno, menos. 306
De cabolagem, mal*.. 1107
Do Irafico dos portos,
rios, ele, mais. 1322
De pescara, mais. 15
Aagmenlo..... 2138
Pralicageos.
(M regolamenlos das pralicagens dos porto*, que
letsn sido mandados observar provisoriamente,
de ser revistos, e melhorado* em enformi-
qae por aviso n. 13 de 28 de fevereiro ulti-
deu pra o porto e costa da provincia da Per-
buco.
As diposic,oes relativas responsabilidade dos
praticos, es obrigaces reciprocas dos mestres on
capliae*, sao as que mais reclamam aquello exame e
Iterares.
Imadas medidas que todos os capiaes da porto*
indican) como necessara diz respeito habillacao
do* orticos e mestres da navegado costeira.
Da ignorancia dos praticos a mestres provena em
C regn
e lev
encarregado da capilan
porto, sendo cerlo qae esse apparelho, empregado
com o mais feliz resultado desde o anno de 1839
para conerv,ic,ao da embocadura do rio Mersey,
sujeito < obstruir se, aiovla all funecionava noaunu
de 1841, em que visite aquelle porto.
Ja lenlio|confereneldo com o capilso do porto e
com o primeiro tenenle encarregado do servijo da
barra sobre a organisarao de um melhor e mais ex-
tenso lyslema de signaes para correspondencia da
praticagem com os navios que eolram ou aahem. o
A assembla legislativa da provinaU dirigi ama
representac.au a S. M. o Imperador, solicitando qae
hoavesse por bem determinar que se concedesse mais
alguns recursos a' praticagem da barra, indicando
como necessario um vapor de forca e porte^uflicien-
tes para rebocar as maiores embarcacOes qae podem
demandar a mesma barra.
O leneule coronel Jardim apoia a pretenco da
referida assembla, sendo o emprego de um vapor
de reboque com n forca de 80 a 100 cavallos um dos
meios que elle julga convenientes para roelhorar o
servico da praticagem. do qual depender' sempre a
navegaco d provincia, visto como no melhor esta-
do da barra os navios sao a's vezes retidos pela .cal-
ma, ou por falla de rento a' feirao para entrar ou
sahir.
O servico da pralicagem das barras da provincia
de Sergipe receben alguns melhoramentos, devidos
ao zelo do respectivo presidente, e a' coadjuvcao
que Ihe tem podido presta/ este ministerio.
Concluio-se a obra da Atalaia da barra de Vasa-
barr*, e praveu-se de calraia a barra do Rio Real
e a da Colingniba.
A barra do Kio Real estarla igualmente provida
da Atalaia, e a Atalaia da Cotinguiba leriasido con-
cluida e reparada, informa o presidente da provin-
cia, se o arrematante daprimeira obra nSo houvesse
fallado ao cumprimento do contrato, e se o enge-
nheiro ao servico da provincia nao eslivessa oceupa-
do em mulos oulros trabalhos.
O eslabelecmenlo de urna capitana n'essa provin-
cia foi um auxilio ao servico de suas barras.
Pharoei.
A inspeccSo e administrado geral dos pharoes
compele aos capitaes dos portes, mas he evidente que
elles mal podem deserapenhar esse encargo com o*
meios de que actualmente dispoem. Cre lambem
que o servico e conservado dos pharoes pedera pro-
videncias especiaes e que sejara extensivas a todos.
Em oulros paites esle objeclo merece mili particular
aliento.
Quasi todas as provincias reclamam mellioramep-
los nos pharoes que possaem e a collocacflo de outas.
A remojan do actual pbarol de Cabo Fri para o
ilhoto denominado Focinho do Olio he de absoluta
necessidade. Esta mudanca aproveitara' a' navega-
cao alta e de grande cabolagem. A navegaco cos-
teira qoe se faz entre os baixos de S. Thom e a Ier-
ra pede a colocarlo de luzes Dxas em algoma das
ilhas de Sanl'Auna, oa Ancora, e junto ao Cabo de
S. Thom.
Parece lambem necessario, como propoeo captSo
do porto do Rio de Janeiro, dar maior ioteosida-
de a luz do paarol de Saala Crol da barra.
O pbarol danlha Rasa necessita de algumas obras
queja foram aotorisadas.
Concluio-se a obra e estabeleciraento do phsrol
do Morro de S. Paulo no provincia da Bahia, e des-
de a noite de 3 do corrente ofierece ello o auxilio de
sua brilhante Inz aos navegantes.
Aclia-se collocado sobre o curae da Montanlia 00
Cabo d'aquelle nome, na latilode de 1321' 40" sal,
e longlude de 38 54' 48" ao Oeste do meridiano de
Greeiiwich
Tem80 ps inglezes de elevacao dajvaranda sobre
o carne da Montanlia, e 276sobre o nivel do mar.
l'oder ser y islo de diacom bom lempo da distancia
de 30 milhas.
. De refracc.io pelo syslema de Fresoell, e da pri-
meira grandeza, tem no espido de um mionto luz
clara por 15 segundos seguida de um eclipse de 45
segundos. Sua luz em lempo claro poder dislin-
guir-se a 21 milhas da distancia.
O capitao do porto a'essa provincia propoe qae o
Sliarol do forJe de Santo Aulonio da Barra seja trans-
en lo para o Morro do Conselho na Itapoasinha,
sendo all substituido por um phiirolete, vislo que
a phsrol do Morro de a. Paulo preenche o fim prin-
cipal da sobredila luz, e a continaaco d'esla n'a-
quelle lugar pode ser cans de sinislros para os na-
vios que veem do -Norte, mesmo para os da navega-
do cosleira.
A cllocacao do urna luz Gxa na fortaleza do mar
he lambem convenienle para desviar as embsrcacoes
que enlram, em ooites escuras e de mo lempo, do
banco da Gamboa, onde algumas teem cncalhado, e
guia-las para o compleme ancoradouro.
Ser lambem de ulilida te a cllocacao de nm
pharol de I.1 ordem em alguma das ilhas dos Abro-
hos, para facilitar a navegacSo geral, e encartar as
derrotas entre o porto da Bahiae odo Sol.
Tendo chegado da Europa e apparelho de luz para
o pharol do porto de Macelo, resu concluir-se a res-
pectiva torre para ser assenlado o dito apparelho, a
prestar-se navegado esse necessario aa sillo. Creio
que muilo breve ver a proviacia completamente
realisado esse melhoramento, para o que tem o go-
verno dado as providencies que d'clle depen-
dan!.
A otilidadle de dnus novos pharoes, uro no cabo
de Santo Agoslinho, e oulro na Pona de Olinda, he
lambem recenhecida. A luz do actual pharol da bar-
ra do Recife nao baila para indicar os pergos qae
existem ao norte e a* sul da entrada d'aquelle por-
to. O actual pharol, diz o capitao do porte, reite-
rando a sua informacao do anno passado, pode ser
substituido por orna luz fus, e o seu apparelho, apro-
veilado, depois dos reparos que brevemente se Ihe
far.10, em um dos dous novos pharoes cima desig-
nados.
O governo ja dea as providencias necessarias para
os melhorameotos mais precisos dos pharoes da I.a-
goa dos Palos e barra do Rio de S. Hnralo, e bem
assim para as obras' que exiga o pharol da ilha de
Sanl'Anta na provincia do Maranhao.
O pharol na ilha da Moela na barra de Santos
acha-so cm solTrivel estado. Convem substilu-lo
por um de liz peridica, e paisar o apparelho ac-
tual, diminuinJo-lbe o numero de luzes, para a
Ponl^i Grossa.
Nenhura pharol existe na cosa da provincia de
Sergipe, e he de inconleitavel necessidade|a colloca-
(3o de um que musir aos navegantes as cnseadas
de Vasa-barris, e de Sania Isabel, que ficarh, aquel-
la ao sul, e esta ao norte da barra da Cotinguiba.
A provincia de Paran precisa lambem de um
pharol na barra de Paranagua.
Os presidentes destas duas pronincias remetieran)
ao governo orramentos e plaas para o eslabelec-
menlo dos pharoes cima designados.
Alero das luzes que deixo indicadas, muilas ou-
lras seri preciso ir successivamente estabelecendo
para facilitar a navegaco ao longo da cosa do im-
perio, e tornar mais segura a entrada de nossos por-
los. Enlre estas mencionarei, como mais impor-
tantes e de utilidade geral, a de um pharol de se
ganda ordem no Cabo de S. Roque, e ootro em Fer
nando de Noronlia.
Mclhoramtitos deporlot.
O estado do porto de Pernambuco, segando infor-
ma o inspector do arsenal, ja apresenls um melho-
rameniu nolavel, sendo accessivel a navios que de-
mandara mais de 14 ps d'agua. Dsle parle estive-
rara muilos fondeados no sea ancoradouro no de-
curso|do anno passado.
A escavacSo e as cooslrnccoes hydraallcas mar-
charam regularmente. No contando as despezas
feitas pelas consignar81 do "rMnal, despendea-se
as referidas obras cerca de noventa e daos contos
de res, sendo urna parle desta quanlia applicada
compra de material que se mandou vir da Europa,
e que quasi lodo exista em ser na dala era que foi
fechada a conta.
No orfamenlo que vos sera presente este anno sao
aquellas obras contempladas com a consignado de
cenveontos de ris.
A necessidade de ama barca de escavacSo para o
porto do Maranhao ja esta satisfeita. All chegoa a
qae para esse fim se construir no arsenal de Per-
nambuco, e lendo-se-lhe feilo as obras accessorias
que Ihe fallavam, ficava de todo prompta.
O presidente da provincia foi aulorisado nao so
para as despezas que exigi a prompticac,ao da
barca, como para as do seu cosleio, e compra dos
baleles indispensaveis para o servico da escavarao.
Oolra obra importante se est fazendp no porto
.do Maranhao, por conta do ministerio ara marinha,
desde 14" de selembro de 1K11, eaa qne foi comeca-
da. He o caes denominado da Sagradlo.
A utilidade desla obra, diz o presidente da provin-
cia, pode ser resumida nos segointes pontos essen-
ciaes : 1, evitar a escavano cooslante do mar as
barreiras da praoa de Palacio, e o eiboroamenlo
destas; 2, acabar, cm beneficio publico, com o lo-
do infecto de quese acha coberta a praia desda o Ba-
luarte al a'os Remedios; 3, dar commodidade e
belleza cidade, Acuitando por esse lado a commu-
nicacaii da Praia Grande e praca sobredita com a
Praia Pequea eo.bairro dos Remedios ; 4, final-
menle, dar mais forca s aguas por um lal encana-
menlo parcial, para hilar com as ardas trazidas pa-
ra o canal pelo Ail, euxuradas e ventos.
lie para mim duvidosose essa obra devera ler si-
do empreheodida por conla do ministerio da mari-
nha. O fado he que a sua despeza tem corrido assim,
e talvez por isso (enha ,1 obra marchado lentamente.
A obra feila, qae corresponde a um quarlo da que
esl projecladaeplaneada, importa em 141:1709775.
A eonclusao de toda a murallia suas competentes
rampas, tomaudo-se por base do calculo aquelle ter-
mo de comparacao, costara mais 384:3288085.
X sua consignado aclual he de 10:0008000, e pa-
ra o exercicio de 1856 a 1857 se designa a mesma
quanlia.
As assereblas legislativas das provincias de S. Pe-
dro do Rio Grande do Sul, e de Sania Catharina re-
presentaran! sobre a conveniencia de certos melho-
raraenlosem.seus porlos. O primeiro consiste em
afundar e balisar o canal denominado do Taboleiro,
o segundo na desobstruccAo' do canal da Lagoa'dos
Pates uo lugar denominado Porleirinha.
O governo imperial tem mandado proceder aos ne-
cessarios exames para formar o seu juizo sobre a
exequibilidade e importancia dos referidos melho-
raraenlos.
A escavacao do canal do Taboleiro na bahia de
Santa Catharina, segundo as informares j receba-
das, he obra que exige grande despeza, e de resul
lado incerlo.
Varios presidentes lera indicado a necessidade de
melhoramentos detle genero am oulras parle* dd
imperio, mas nio |he possivel altender a lodos ao
mesmo lempo. Os que dependem de pequeas des
peras, como os de balisamento, pequeos reparos
as obras existentes, ele, ifio sendo saliifei-
tos conforme o permiltem os reconos ordinarios.
Tenciooava o governo mandar examinar o me-
lhoramento de que seja suscaplivel o porto do Cear,
tendo em visla a iniciativa qoe o anno passado ap-
pareccu na cmara dos Srs. depulados, mas o falle-
cimento do tenenle coronel .Oliveira, que servia o
cargo de engenheiro da reparticao da marinha, *-
lorvou a reausacau daquelle intento, que s mais
larde poder ler fugar.
Diguei.
Sobre este importante objeclo reporto-me s infor-
mares que1 vos submioisfre no relalorio anterior.
A necessidade de um dique no Rio de Janeiro para
a marinha de guerra he 18o condecida,- qoe super-
fino fora insistir a esse respeito.
A cooclusao do dique da ilha das Cobras anda me
parece convenienle, para nao inutilizar trabalhos de
tantos annos, e a avultada somina em que irapor-
tam. As actuaes circumstancias, porem nao me
animara a-solicitar a decretado dessa despeza.
Creio mesmo que essa importante obra nao pode-
r ser levada a elTeilo por coartignacoes annnaes, isto
he, qoe ella exige e merece a votado de um crdito
especial.
\ obra do Dique, que se est constru ndo no por-
to do Maranhao, parece qne marcha satisfactoria e
regularmente, diz o presidente da provincia, se at-
tender-se i natureza de seus trabalhos, qae depen-
dem por ora das mares, e he felo muilas vezes de-
baixo d'agua e nao sem risco.
A obra fela desde 30 de novembro de 1853, dita
das informabas a que se refere o relalorio do anno
passado, al 31 de Janeiro ultimo, he a seguinte:
Construio-se o grande paredao do aterro externo
do lado do Sal, o qual tem no total 54,095 palmos
cbicos de al venara, sendo pela parle exterior reves-
tido do cantara, .
Moutou-se a machinado bater, e fez-re a estacada
do alicerce do paredao da frente na exlenso de 43
bracas, faltando smenle 16 para fi*ar todo ella es-
tacado. ^-w~__.
Prncipioa-se a abrir o alicerce da frente,na parte
ja estacada, e conciuio-se urna draga para a escava-
cao do mesmo.
I'reparou-se alguina cantara, e Gzeram-se oulras
obras accessorias.
O total da desasta feila com esta obra desde o sea
comer at 31 daqtneiro ultimo monta a 69:4618106
incluida a quantfide 9:0748978 applicada compra
de cantara que anda nlo tinha sido recebida.
A consignarlo marca para a referida obra no cr-
ranle exercicio he de 30:0009. No orcamento de
1850 a 1857 he ella contemplada com a quanlia de
40:0008, inclaida a despeza com o trabalho da esca-
vano. ,
As vantagensIque se esperara d'esse Dique, nao
obstante estar collocado tan longe do porto principal
do imperio, pedem que se Ihe d maior impulso.
Quanto esl da sua parte o governo o far na distr-
fcuicao do crdito que valardes para as obras perlen-
centes o ministerio da marinha.
Qoutadat navaes.
A reserva de mallas para a construccao naval do
eslado he de urgente necessidade.
_ As maltas, quer publicas quer de propriedade par-
ticular, vao sendo todos os das destruidas a ferro e
fogo. lie esta informacao que teem sempre dado 09
presidentes das provincias, e que ltimamente repe-
tirn! em resposla a um aviso circular que Ihes diri-
g com data de 22 de noventbro do anno passado.
Segundo a le n. 601 d; 18 de selembro de 1850,
compele ao ministerio da mariuliu requisilar a reser-
va das maltas jlevolutas proprias para o consamo
dos sraenaei 00 estado. Como, porm, fazer essa
designacao, se os lugares onde existem taes maltas
nao sao bem conhecidos, nem esses terrinos se acham
demarcados ?
A exploracao necessara para esse fim a nao ser li-
mitada a um ou outro ponto, e anda nesle caso, exl-
das.obras qae produxem suas offieinas, mas lambem
os grandes deposiios doalmoxariladoda marinha,ex-
istem collorados dentro desses eslabelecimentos, mal
simado-, mal arrecadados, alguns exposlos a loda
especie da extravio.
O regulamento de 13 de Janeiro de 1834, expedi-
do para eecoco do decreto de 11 do mesmo mez e
anno, preencheu o seu fin, providencio!! sufficieota-
menle at ceTIa poca. Km proporcOes em que bo-
je se acha o arsenal da corle, oulras providencias ao
necessarias, e mesmo as que se acham no referido re-
gulamenlo devern ser desenvolvidas.
O rgimen fiscal das offieinas he imperfeito, assim
na parle relativa aos seus trabalhos, como em sua
correspondencia com 6 aimoxsrifado, que Ihes for-
necea materia prima, e deltas recebe os producto*
em que essa materia he transformada,
As cousequencas desla eslado de cousas silo ob-
via*, e asss graves para 'que se Ihes nao applique
presentaneo remedio.
As l.irunas e o vago das disposicoes vsenles teem
sido suppndos por medidas parciaes, expedidas em
avisos que com o lempo vao sendo esquecidos, ou
pela pratica arbitraria, que varia com 01 agentes da
administraran.
A eontabilidade e fisnlsacao das offieinas se a-
cham as mesmas circumslancias. Nao se conhece o
verdadeiro cusi da seas trabalhos, nao se previncm
os desperdicios, extravos e malversares que nellss
podem ti.iv er.
A polica do anenal e dos depsitos que oelle exis-
tem he quasi uulla.
Os fnica meatos se fazem morosamenlo, os tra-
balhos que dalles dependem caminham com o mes-
rao passo, ou anda mais lentamente.
As construccoes, oscoocerlos e armamento* navaes
cuslam muilo mais que podiara cuslar.e esto muilo
longe de ser feilos com a promplidao que exige o
servico da marinha de guerra.
N3o he de boje que esses defeilos se fazem sentir
tio conhecidos. Convinha, porm, lorua-los bem
palales, e aprecia-los em todas as suas causas.
O meu Ilustrado predecessor comer essa tarefa
encarregando a urna conimissao o exame do organi-
sacSo do almoxarifadoda marinha da curte, eo esta-
do de suas arre radares. Eu prosegu no mesmo em-
penho, fazendo examinar o estado das offieinas do
arsenal, e lodo o seu syslema de trabalho e fiscal i-
sacao.
O resultado do primeiro ejame consta do relalo-
rio do minislerio da marnnfjde 1853, o resultado
do segundo consta das duas exposcOes o pareceres
que encontrareis entre os aonexos aq presente rela-
lorio.
A primeira das exposicoes cima designadas foi
feila por toda commisso encarregada do exame das
ofilcoas, a segunda he trabalho especial de am dos
membros da mesma commisso, o fallecido tenenle
coronel de engenheiros Joaquim Jos de Oliveira,em
quem a marinha perdeu um Ilustrado, zeloso e hon-
rado fuuccionario.
Essas exposicoes mostrara evidenlemente a neces-
sidade de urna reforma da admiuislracao de nossos
araenaes, e que esla reforma deve wr feila a par e
de harmona com a da reparticao que lem o seu car-
go o fornecimenlo do material da armada esurarre-
cadacao.
Urna das grandes necessidades d'esses eslabeleci-
mentos lia dar-se alguina organsacao aos eus.ope-
rarios",.* ioleresse recproco desles e do estado.
O servico pablico njw deve estar oa contingencia
de Ihe faltarera os artfices de que carece 00* mo-
mentos de urgencia, qu ler de have-los por excess-
vos salarios.
liste he e estado actual dos nossos arsenaes. Os
operarios, sera oulra vanlagem que os ligue ao ser-
vico do estado, alm dos seas salarios, abandonara-
no qujndo as offieinas particulares Ihes offerecem
mais vantagens.ou simulara esta concurrencia, quan-
do veem que o governo lem trabalhos extraordina-
rios e urgentes.
Os poucos que por carcter, ou por circumstancias
seaffaslam dessa regra, e permanecen! por lougos
annos no servico do eslado, quando a idade, a* mo-
lestias, 00 algum desastre os imposibilita de ganhar
os meios de subsistencia, nao teem direito menor
recompensa. Se algumas vezes esla lem sido con-
cedida pelo goveroo, nao constiloe por isso am di-
reito, e nao pode consequenlemenle ser um estimu-
lo valiaso.
Nao se aponlar um paiz dos qae possam servir de
eiemplo em maleria'de admiuislracao e"organsacao
militar, era que os arsenaes do estado se acbem as
circumstancias dos nossos relativamente aos ope-
rarios.
Estas reformas n3o podem deixar de prodazir al-
gum augmento de despeza, mas, quando ellas
teem por objeclo a fiscalisacao de avulladas sommas,
e prever a inleresses tao serios como aquelle? que
dependem da marinha de gaarra, o argumento da
despeza nao dove prevalecer,parque o accrescimohe
uestes casos necessario e preductivo.
No seolidodas ideas que vos tenho emillido adop-
taram-se algumas medidas parciaes tendentes a sim-
plicara adminislracao do arsenal da corte, e tornar
mais cuicaz a sua fiscalisacao,
Estas medidas consistiram na supressao de algumas
offieinas, cojos trabalhos foram anuexados aos da-
quellas de que erara filiaes, na sujeigao completa dos
mestres aos seos respectivos engenheiros ou directo-
res, e em certas restrccOes a respeito dos forneci-
mentos e trabalhos das mesmas offieinas.
Aim da redacto j feila 00 quadro das offiei-
nas, creio que convm supprimir inteiramente al-
guma das actuaes e reduzir oulras a mu pequeas
pro po re (i es.
Geralmente se lem reconhecido qae o* arsenaes do
estado nao se devem encerregar de obra* accessorias
que a industria particular executa com perfeicao, e
della podem haver com economa, e sem inconve-
niente para o servico publico. Nesle caso esiao duas
ou tres das ofilcoas actuaes, cuja despeza nao he
das menores, e cuja fiscalisacao nao he das mais fa-
cis.
Todos os arsenaes da marinha carecem tambera de
melhoramentos maleriaes, que serio atlendidos oa
propore.io dos meios de que he possivel dispor ao-
nualmenle.
Parle desles melhoramentos cosislem em concer-
los dos acluaes edificios, e cooslruccao de oulros que
sao de absoluta necessidade. Comquanto alguns des-
ses eslabelecimentos, senio todos, estejam mal si-
loados, e provavelmenle lerao no fuluro de ser tras-
ladados para lugares mais appropriados, he forcosp
altender a etsa parle dos melhoramentos qae exi-
gen os seus trabalhos.
O anenal da corte desempenhou importanles ser-
vicos de coustruccAo naval no anno prximamente
lindo, sendo os mais nolaveis a conclusao e prompli-
ficacao do vapor Ypiranga, edo brigue-escuna To-
nelero, que cahiram ao mar a 22 de selembro ulti-
mo, a cooclusao,dos concerlos da fragata Principe
Imperial, que tem de servir de qaartel aos artfices
do arsenal, a cooclusao dos fabricos da crvela Dout
de Julho e do vapor O. Pedro, a o andamento dn
fabrico do transporte Tapajoz.
No anenal da Bahia concluio-se a construccao I
da crrela Isabel, continuou-se o fabrico da corveta
do alraoxarifado da marinha nao se preslam a urna
verdadrr* fiscalisacSo, nem ordem e celeridade
com qae devem ser feilos os fornecimenlos. Genaros
de mui divenas especies sao arrecadados em urna
mesma seccao, e aa difirante* partes de um mesmo
objeclo de uso naval existem eapalhadas por difiran-
les seccoes. Nos armazens de ajgumas destas secc,6ei
ha tal accumulacBo' de material, que he Irabalho
summaraente penoso e longo inventariado.
DV idea desM accumulacio o facto de se estar li-
quidando ha dez mezes a segunda seclo, que tero
de ser entregue a novo almojarife.
A arrecadarao do* genero qae entregam os na-
vios que desarmam nao lem ama casa especial, sao
distribuido* por diversas, onde se misturara, deterio-
rara ou recebem diverso destino, resultando d'ahi
novas despezas, novos trabalhos e demoras, quando
tornara a armar o* navios a qae pertenclam.
O syslema de fiscalisacao eslabeleeido as MC(oe
do almoxarifado he defeilooso e inefilcaz, nao 6
porque nao estn bem distribuidas e demarcadas as
funeces dos escrivaes e almojarifes, e nao ha ellec-
liva vigilancia na entrada e sahida dos gneros, co-
mo orqoe a escrpturac*o nao he feila de modo a
dar fcil e perfeilo conhecimento da receila e des-
peza.
O processo dos fornecimenlos aos navios e s ofli-
cinai dos arsenaes, he muito moroso, sem que essa
morosidade seja em verdadeiro preveito da fiscali-
sacao.
A dependencia diaria ero qne as offieinas estao das
difiranles seccOes, e o movimento a que estas sao
por isso obrigadas, retardam comderavelmente o
andamento das obras, e a promplificaco dos navios.
Aa escripturaces das offieinas he Imafficiente em
todas, e exeessiva em algumas a arbitrio dos respec-
tivos mestres on directores. Por ella senaoreco-
nhece o verdadeiro emprego da materia prima que
recebem do alraoxarifado, nem o culo de mao d'obra
de cnla um dos objeclo* que manufacturara.
As sobras do material que Ihes he foroecdo, assim
aquellas que podem servir para novs artefactos, co-
mo as que nio lem serventa, sao nellas indevida-
mente accumuladas e fra de loda a fiscalisacao.
Os meios de accao e inspeccao de que actualmen-
te dispoem os intendentes e inspectores sao insuffi-
cientas. .
A's necessidade* que as commissoes indicaran] re-
lativamente intendencias, acerescem oulras de
nao menor importancia.
Nao ha possivel desde ja adoptar para a* provt-
menlos do material da armada as medidas que a ex-
periencia de oulros paizes ensina como as mais con-
venientes, sob o duplo ponto de vista da economa,
e da previsao das necessidades do servico naval.
Essas medidas suppCem a adminislracao dotada
de recursos que nos faitam presentemente, e que s
com o tempo iremos creando e desenvot*e**do.
Mas, du melhoramento que se v e&tVitros pai-
zes ao estado em que nos acharaos, vai grande dis-
tancia, e u3o convm que nos conservemos estacio-
narios.
O estado da arrecadacao do almoxarifado he urna
grande dificuldade para qae se possa ler batneos
parciaes e geraes do material nelle exisafclsj, e pro-
ver ao seus supprimenlos com a anteqp|>cia ne-
cessara para que o servico nao soffra, e sejam elles
oblidos com economa e vanlagem. Essa difilcal-
dado ser em grande parle removida com as refor-
mas que se projeclam.
Actualmente nao he o jninistro da marinha quem
na maior parle dos casos julga da necessidade desses
provimentoe decide da sua acquisicao.
O mesmo se d as provincia*, com relacao aos
presidentes, a quem sao immmediitamente subor-
dinados os respectivos intendentes.*
O ministro dislrbue os crditos volados pelo cor-
po legislativo para essas despezas. mas o seu empre-
go eeetivoea a cargo dos i 11 tendentes e dos conse-
Ihos de administrado.
as provincias parece qne os intendentes
cumprr eom zelo os seu* deveres. A retacao |unta
ir ostra o pessoal existente. LsasaW
Depuis do uliinfo relalorio foram liquidadas e ve-
rillcadas 103 conta de diversos rasponeas 1, que
apresentaram alcances na importancia da 28:5aJlS2jC.
Era pagamento desles alcances foi arreciada na
pugadoria da marinha, e entregue no thesooro na-
cional, a quaotla de 4:223"78.>. PJo* H"ins eje-
cutivos se promove a cobrante do reatante do dito
alcances.
CredUofde 1853183.
A despeza efiectlva do .exercicio prximamente
judo exigi um novo crdito snpplemenlar, alem
oiis_que foram aberlos pelos decrelo ni. 1,309 e
1,373 de 2 de Janeiro e 22 de abril da lW.dos quaes
vos fallei em meu relalorio anterior.
O novo crdito fui aberlo pelo decreta n. 1,508 de
'ir! sasS1"*"" ultimo,na importancia fe ...
7 aK!?'0 inc,"i(la ne,,a somma a' quanlia de
7:M25138, applicada a despezas feitas por -conla de
oulros ministerios.
Se nao fora pela lei vedado applicar a* obra* de
urnas verbas au excesso de despeza em oulras, aquel-
le dficit liearia reduzido a quanlia de 121:285}JP.
com a qual se aldariam A contas do anno fiDanCfl
fiado, pois as sobras de algumas verbas monlaram a
4i9:5388laO.
Os dficits parciaes foram como abaixo se v,
Reformados. ;........4:4059010
3:1879000
Arsenaes.
Navio* armados.......
Transporte.........
Hospilaes. ........
Material.....'...*
Despezas extraordinaria* even'.uaes.
180:9068877
4:27404>
2:8249867
342:7219049
55:5041802
.... 593:823$660
O excesso da despeza da primeira das menciona-
das verbas procede u de reformas dadas a ofilciaes da
eilncta 3.* clasie do quadro da armada, am virlude
da lei o. 646 de 31 de julho da 1852.
O da segunda, do accrescirao de pessoal io
vel para occon
troccoes navaes.
savel para occorrer ios concerlos, fabrico
udispea-
* C*lt'
O da lerceira, dos veocimenlos do pessoal e mais
despezas da crvela Bahtana em sua viagem aos por-
los do Pacifico, e os das novas corvetas a hlice Be-
b ribe e Mag, em sua viagem de J-ondre* a osle
porto.
O da quarla, dos vencimento* da guarn'sao da {Ta-
gala Paragassu', em quanto esleve considerada co-
mo transporte.
O da quinta, do melhoramento dado so hospilaes
cm virlude do decreto de 3 de Janeiro de 1853.
O da setta, da alta de preeo que occorreu em qua-
si lodos os geoaros enmestiveis, nos de uso naval.
alem da acqursirao do brigue escuna Xtng, da es-
cuna Tibagy.e da machina do vapor Ypiranga coias-
liuijo no anenal da corte.
<> da sesma, do frele de vapores empregados do
ci uzeiro contra o trafico, e das passagens e ojudas de
cusi abonada* aos ofliciaes que foram buscar os va-
pores Beberibe e Mag.
A lei volouapara as despezas do exeroicio de que
iralo o crdito de 4,069:4348990, que com o lea*
cieditos suppleraenlares foi elevado i auaolia da
5 323:9789891.
No exercicio anterior de 1852 a 1853, sendo a
q anlia volada de 4,058:8379155, os crditos aberlo
para occorrer deficiencia da varias verbas a eleva-
rima 5,731:4249155.
Os defeilos de quease ressenlem os somos orcaman-
los, oascidos de cansas qoe melhor do que eu r
de ordinario ao conhecimento dos presidenlesjH
pezas mais importanles, mas na corle, onde ellas
mais avnllara, nao he essa a pratica ordinaria.
Em lodo o caso he cerlo qae os sobreditos agente
do ministerio da marinha teem autorisacao para des-
pender sem dependencia da autor ida de superior, sal-
vo quando a despeza excfBbjtsa pode exceder os res-
pectivos crditos. ji*%
Eite syslema he elidenle^errte irregular. O mi-
nislio que deve ?el*To,emprego dos fundo com que
o corpo legislativo hefeihU o goVerno n satisfazer as
necessidades do servir publico, e que sobre todo
deve vigiar que a despeza nao nltrapasse, sem moti-
vo imperioso, os limites das proscriptas legaes, nao
inte -vera as msis das vezes senao para transmiltir ao
thesooro as contas c documentos dos dinheiros des-
pendidos, e para abrir crditos quando os da lei se
acham esgolados.
Os conselhos de adminislracao estabelecidos pelo
decreto o. 546 de 31 de dezetnbro de 1847, para os
ge trabalhos e despezas, ero que fdra soperlluo era-
penhar-se o ministro da marinha, quando a repart-
S*o das trras publicas tem de faze-los para a me-
i;ao e demarcaran qae Ihe incumbe.
Julgo, portanlo, que s a medida que se fr dis-
criminando o dominio publico do particular, e por
occasiao d'esses trabalhos, he qne se poder conhecer
quaes as maltas que eonvenha destinar para a ma-
rinha de guerra. ,
Nesle intuito lenho feilo colligir todas as informa-
res que',exislem do archivo do minislerioda marinha
relativamente s mallas mais ricas de madeiras de
conslraeco naval, e tencono offerece-las ao cudhe-
cimento do ministerio do imperio.
Segando essas informiroes, sao as provincias do
Para, Alagas,Par.ihba Espirito-Santo e Santa-Ca-
tbarina, aquelttfjam que melhore* reservas se po-
dem azer pftaT*Mastecimenlo dos arsenaes do es-
lado.
A administracS* das mallas que forem destinadas
para ess* fim compele, segando a citada le de 18 de
selembro de 1850", so minislerio da marinha. Convm
por lauto,que esle minislerio seja dotado com os meios
qne exige a despea* des-e servico.
A commisso nomeada por aviso de 20junho de
1849, e cujos trabalhos sorvcam de base a proposta
qae por este ministerio vos foi apreseutada na ses-
sao de 1850, relativamente ao assumpto de que tra-
to, formalisou ao mesmo tempo am projecto de oti-
ladas Navaes, qoe me parece trabalho muito apro-
vellavel, sendo posto em harmona com as disposi-
C6es da lei de 18 de selembro de 1850.
Como vos annunciei < anno pasudo, foi aberlo na
provincia do Para om ce re de madeiras deconstroc-
cio, expedindo-se para essa fim o regolamenlo que
encontrareis aunaio ao prsenle relalorio.
.Arsenaes.
Os arsenaes da marinha reclamam urgentemente
providencias que melhorem a direcc*to e execuco
dos seus differentes servicos, e sobre ludo a sua ioa-
peccao, fiscalisacao e pulida. O decreto de 11 de
Janeiro de 1834, que refprmou esses importantes es-
labelecimentos, nao podia prever as suas necessida-
des actuaes, em parle1 nascidas do desenvolvimenlo
natural que receben a nussa marinha de guerra no
espaco de 21 annos, em parte devidas aos progressos
da construccao naval e dos armamenlos militares.
Deu-lhes consequanten.enle um pessoal muilo infe-
rior a essas necessidades, e que fon-oso tem sido aug-
mentar, nao considarou lodos os servicos que elles
hoje secutara.
Em 1834 nao libanos ofilciaes de fundieso e de
machina, nao (inharaus um laboratorio pyrothech-
oieo, ainda que era principio, nao linharaos uraa re-
particao de obras civise militares annexa inspec-
S3o do anenal da edrt.
A nossa forca naval nao exceda ent.lo de 2,000
2,200pracs, e de 26 navios armados e 4 transporte.
Hoje a forca naval activa compe-se de maior
de 3,000 pravas, e de cerca de 50 navios.
A maior despeza da marinha he a que se faz eom o
seu maierial, caja importancia montou a.............
2,083:8928049 no exen icio prximo passado. Desla
somma eoosummiram os arsenaes 711:2818166.
A despeza com os ira pregados e operarios d'esses
eatabelecimentoa foi de 683:0868650 110 nllimo ex-
ercicio.
O arsenal da cd'rte cecupa por anno, termo medio
1,285 operarios, oda Baha 42C, o de Pernambuco
116, eo do Para 159.
Nio s os deposito lo material que consomem, e
fornecimenlos de vveres e fardamenlos, s3 ,'defei-
luqsos em sua oiganisacao.
Delles fazem 'porte na corte o encarregado do qaar-
tel general da marinha, o intendente, contador com-
mitndanles dos corpos de imperaes marinheiros e
batalhao naval, eos dous commandantes mais gra-
duados dos navios de guerra existentes no porto,
sendo ofilciaes superiores. as provincias onde ha
intendencias, deve o conselho ser composto do inten-
dente ou inspector, da commsndante das forcas na-
vaes e do contador da marinha, "
O defeito de laes^eooielhos he obvio. Em pri-
meiro logar, os embregados que devem fiscalisar os
actos do conseUy' os qae devem telar a qualidade
dos fornecimenlos, e alguns daquelles que os reqni-
siiam, sao os proprios que teem a mo cargo a Com-
pra dos vveres e fardamenlos.
Em segundo logar, empregados que teem oulras
importantes obrigaces a curaprir nao podem bem
ejercer as que corapetem aos conselhos de adminis-
lrac,ao segundo o respectivo regulamento.
l'inalmente, a responsabilidade moral repartida
por lanos, sera que ao menos o voto de cada um te-
ja expresso, torna-se nulla.
as provincias acham-se esses conselhos incom-
plelps, por terem sido exlinctas as conladorias da
marinha, cajos chefes fetiam parle delles.
(Js conselhos de adminislracao parece terem sido
credos como medida provisoria, em quanto por al-
gara oulro meio se nio provase definitivamente ao
seo objeeto. O defeito de sua composiejo foi por
isso, e porque poupava a despeza de ordenados, de-
satendido. Mas o facto he que elles teem subsisti-
do desde 1847 at hoje. *
De todas as causas que ficara mencionadas resolta
qae a despeja com o material da armada, despeza
que absorve mais de am terco dos seus crditos, he
feila sem rigorosa fiscalisacao e economa, e que o
ministro nao exerce a su perintendencia que Ihe com-
pets em objeeto tao importante.
A experiencia rae tem mostrado que a adminis-
traban da marinha na corle compra caro, e nem sem-
pre do melhor, Islo acontece, porque de ordinario
compra na vespera o que ha-de gastar no dia segua-
te, porque compra em segunda mao o qae pode com-
prar mais em conta aos proprios importadores, oa
ma idar vir da Europa. Cora a ordem de coosas
actual esses inconvenientes sao em grande parte ine-
vitiveis.
Conforme j Ove a honra de observar-vos, urna
grande parle d consumo de material he feilo a bor-
do dos navios de guerra. O alvar de 7 de Janeiro
de 1797, qae regula as funcrOes dos ofilciaes de fa-
zen Ja de embarque, nao est a par das circumslau-
ciaa acluaes, e*tsjrece de ser revisto uo interesse da
fiscalisacao, como o deve ser quanlo organsacao
dos mencionados responsaveis.
"Depende igualmente a economa desee avallado
' os trabalhos navaes nao teem lajjlBIIK-rlaj tabellas por que se. fazem os foroeci-
1 reparos. Jerao mais algunajj*meolos de vveres, muuicss navaes e de guerra aos
navios.
As tabellas actuaes, que foram mandadas observar
pelo decreto de 2 de junho de 1843 e pelo aviso de
20 de fevereiro de 1852, devem ser modificadas, e
additadas, assim no mu syslema geral, como as
suas tixaces e disposires fiscaes.
He esle um objeclo que por sua propria natureza
varia com o temasae as novas necessidades. O de-
creto de 8 deJMn de 1838 alterou as tabellas que
visoravam em vlWide do decreto de'2 de junho de
1828. O decreto de 2 de juuho de 1843 revogou o
de 1838. O aviso de 30 de fevereiro de 1852 addi-
D. Januaria, qae se acha mato adianlado, e fize-
raro-se varios reparos, nos navios perleocentes a es-
ta0o.
O anenal de Pernambuco oceupou-se com o fabri-
co da crvela Vnio, que ficava adianlado, com a
construccao de ama barca de vigia para a alfandega,
obra ordenada pelo presidente da provincia, e de
urna lancha para o servir "la praticagem, com a
promptificaca da barca de escavano do porto du
Maranhao, cora difiranles reparos de embarcares
do mesmo arsenal e dos navios da estaro.
No arsenal do Para'
passado de pequeos
importancia quaudo esse eslabelecmenlo for abas-
tecido de madeiras.
Intendencias.
O governo oceupa-se da reorganisacao destas re-
pariicoes, em conformidade da autorisacao que Ihe
foi dada pelo _* do arl, 11 da le n. 719 de 28 de
selembro de 1853. lie este um objeclo que demanda
aturado xame. A' reforma das intendencias esl
ligada i dos arsenaes, e ambas i da conladoria da
marinha.
As intendencias teem a mu cargo a compra da
maior parle do material que despende o ministerio
da marinha, e o fornecimenlo desse material aos na-
vios, s ofilcoas dos.arsenaes, aos corpos, e s esta-
COes ceulraes.
He pois necessario qoe a reforma de que se trata
tenha em vista todos e cada am desses servicos.
,A construccao, reparos e armamenlos dos navios
do estado sao o objeclo principal da admidslrac'oy
da marinha, lodos os oulros sao accessorius. Essflf
importantes servicos, em ludo quanlo diz respeito
ao material naval e de guerra, incumbem aosjsjrse-
oaes, e nao podem ser satisfeiios sem que o ajmioxa-
rifado Ihes fornega a materia prima e os iosjajumen-
los precisos.
O abaslecimenlo dos arsenaes e o Moj*jfsumo de-
vem, pois, merecer especial considerarpo na refor-
ma das intendencias, nao s pela imponencia do mu
emprego, como lambem peloseu avullado dispendio.
Os fornecimenlos dos navios armados esiao depois
desles quanlo a despeza, e sao os qu exigem mais
celeridade no seu movimento.
Assim como u almoxarifado forneee aos arsenaes a
materia e os ohjeclos necessaros para aa obras e ar-
mamentos navaes, aos navios armados o dioheiro e
as muuices que despender cora o pessoal e con-
servare do seu material; assim/ dos arsenaes o producto dos trabalhos de suas ofllci-
nas, dos navios os objeclos que te inutilisam ou de-
teriorara, e nos casos de desarmameoln, lodo o seu
Irem de guerra e urna grande parte do trem naval
propriamente dito.
V-se, pois, que a organisaco das intendencias
depende do servico dos arsenaes, e do servico da fa-
zenda a bordo dos navios.
As rclaces das nlendencias, arsenaes e forra na-
val com a corrtadoria da mariuha sao obvias, vislo
como a esta reparticao compete a eontabilidade, es-
cripturacao e fiscalisacao geral da receila e despeza
do minislerio da marinha.
Sabia-se quanto o almoiarifado esl longe de urna
perfeita arrecadacao e fiscalisacao. Sob esta poni
de vista o mu estado foi bem descripto pela com-
misso que em 1853 o examinou.
Convinha conhecer precisamente o estado das ofii-
cinas dos arsenaes, nao s em relacio boa oiecu-
c.lo dos seus trabalhos, como lambem no inlresse
da economa e da fiscalisacao do seu avullado dis-
pendio. Para obler estes necessaros esclarecmen-
los pomeou o governo oulra commisso, e incumbo-
1 lie solurVia de varios qu'silos era vista do exame a
que devia ella proceder em tudas as offieinas do ar-
senal da corte.
A concluan dos dous referidos exames e parece-
res he a seguinle:
A classificaciio e disiribuico do material a cargo
preciar, e que so com 3 lempo se ir3o removeodo,
)-oduzir,im sempre essas difTerencas entra o oreado
e a despeza eflectiva, ainda quando nio aobrevenua
algoma circumstancia ejtraordinari.
Na marinha, onde a despeza, tanto do pessjpa", co-
no do material, he summameate variavelT* mais
pnrfeilo orcamento nao deiiaria de apresenlar algu-
ma diflerenca para mais, ou para menos. Accresce
que nem sempre he possivel evitar que as provin-
cias se ejeeda com despezas imprevistas o* crdito*
qae Ihes sao distribuidos.
Orcamento para 1856 a 1857.
O cretCatajedido para as despeza do ministerio
di luariafno anno finanecro de 1856 a 1
do 4,537:!Vn0883. **. demonitracao desta I
ce nsta das tabellas que acompanhara' o urcao
respectivo.
Comparado o referido crdito cora o volada!
o anno financeiro prximo futuro acha-se O anun
U' de 202:307377.
Esla diflerenca, que veris especificada n
bellas do novo orcamento, provm das
cansas :
1. Da ereacao de duas companhia de aprendices
marinheiros as provincias da Babia a Par.
2. Do augmento de comedorls concedido aos offi-
c.aes da armada classes aonesas, emb.
navios armados e transportes.
3 De maior despeza para as obras em andamento
e oulros indispensaveis no arsenal da corle e na*
provincia de i'ernaaibnco e Mar**
Muilo maior seria o crdito psi*M|Mn o minis-
Uriu da marinha, se aa circumslanch
satisfazer a muilas oulras uecescidades qne nao vio
ctotempladas no orcamento asaque me retiro.
I Ministerio dos negocios daassartnha en 14 de maio
1885.Jas Mara da Stlca Paranhot.
COMARCA DE UZAREIH.
.21 de agoslo.
Em cumprimento da promesa que fiade amar-
lar de ora em dianlea assiduidade conveniente,
tenho relalar-llie o pouco que me consta ler occor-
rido depois da minha ultima.
Quanto a segoraosM indifUoal e da propriedade,
nada me consta-terem solfritw, deenta* para c, em -
)arte alguma da comarca, gozando esta de perfeila
ranquillidade.
Para o araatihecer do da f deste mez, tarara eti-
eonlrados no corral publico desta cidade nm offl- '
rio com Ires grauadeiras, e correanieu r*Jipectri%*:
ubda a causa, esse oflicio era o de remessa que fa-
11a o delegado desla cidade de um preso, s aetori-
dades da Parahiba ; assim como as jranadeiras par-
lenciam a escolla do mesmo preso, o qual, chafando
alem de Goianmnha, em nm logar denominadsjj^^B
ar, assen'tou de moscar-se.
Esse preso' he o mesmo que, 1k ponce* da*. Ora
daqui remellido para essa capital, Miraje seguir
dahi para o lugar do seu destino; mas/ Sr. Dr.
iiefe iie polica o fez voltar, dizera, aarMr mais fa-
:il e mena* dispendiosa a remesa sjsB
Duranle a sua estada na cadeia deste eidad* os
seus protectora fizeram grande forca devele, para
o sollarem sob pretexto de nao'ser elle nuasato,
que se diz matara o sogro na provincia da Parahi-
ba ; e accresceotam que na occasiao da fuga fai vss-
o um sujeito bem moolado eunfereciiiMa **e-at-
iabo da escolta, a quem dera crea as* XlJJOaaJ n.
Nao sei o que he mais de admirar,.nena aajtxio,
se o pouco cuidado, qoe lev*a escolta empsatdare
preso, ou se o iucommodoque quiz a mesma eseeMa
tomar em vir de mais de oito leguas Irisar as armas
e deposita-las em lugar, onde deveriam ter eacon-
.radas com facilidade, ou se, finalmente, a fortuna
do presu, que. devendo ser objeclo de grande cui-
dado, pela ciiormidade do delicio, de que en accu-.
ado e pela proteccao que Ihe faziamr tanto andoa
deHerodes para Plalos, at que se Ihe effereeea
uraensejo favoravel de pr-M ao fresco, deixasido
compromellida a esculla, que por va da* duvldas,
moscou-se lambem I
Quanlo a salubridade, o quf m he, qae araen
agora um defiuio, oujoa aymplomss sao bao* im-
pertinentes :fros, febrea, dores de cabeca teou-
lras partes do corpo.
A proposito, a corarais**de hvgien* publica, qae
noliciei-lhe fura creada pela cmara, para eaidar do
aceio e desinfeccAo dos focos de immundicias qae se
encontrara a cada canto desla cidade, nio dea ai
signal de vida, e creio qae nem dan*, devead* aetv
considerada comu ama dessas cousas, qoe m faaesa
por desencargo de conscieocia.
Segundo uraa carta que lenho a vista, de pesaoa
fidedigna da povoacao de Alaga-Secca, o fiscal da
mesma povoatjio, que lambem he marchante, naor-
rendo-lhe um boi,
der ao* iucaulo,.'
da hygiene.
O mesmo individuo rae lambem oceupa all o
lugar de inspector de quarleirio, prendando na
das passado*am sujeito por uso de armas defetas,
o tez remenee para esta cidade ; mas dabi a alga-
mas horas montea a cavallo e veso com a malar am
ceremonia solta-lo em caminho.
Pelo juizo de paz da dita povoacao lambem die-
se cousas bem notareis, da* quaes occupar-me-liei
- era ootra occasiao, e bem como do clebre Curam-
u ragar a, ictae fl m'">S'"' P"3 aoe< & Mo de 1*'&' pro-ncta-
acs" do, pelas cuUlaaJas que der* uo veiho SauU Anua,
em abril deste auno.
tou as disposices desle ultimo decreto, regulando n-nd Ib. ,,V' q "T m.rcnan,.,, m
po1,e,ad,eegeuPer,0ramenle '^'^ P^ZZ^! IS^X'STS &.
O governo, por aviso de 28 de onljibro pruiimo
paisado, incom Uio a revisan das tatTe~llas vigentes a
ma commisso composta do capitao de mar e guer-
ra Joaquim Raymundc de I.amare, do chefe da 3.a
sei {ao da eonladoria da marinha Luiz Asapaio de
Frailas, e do almoxarife da U seccao da intendencia
da corte Miquelino Jos da Conha. Em 3 de marco
ultimo, depois de quatro mezes de alorado Irabalho,
api esenlou a commisso o seu parecer, propondo a
Com quanto esse trabalho, pelo zelo e pericia eom
qun foi desempenhado, e pelos evidentes melhora-
mentos que aprsenla, pudesse ser logo adoptado
com vanlagem da fazenda, e dos supprimenlos dos
navios do eslado, enlendeu o governo que devia su-
jeia-lo a um segundo exame, em qoe pode ser me-
lhorado, e por esle motivo ainda nao levou a efleito
lar. importante medida.
Todos os intendentes representara sobre a insefil-
ciencia do pessoal e dos vencimentos de alguns dos
eripregados dessas repartieses.
O fado he qoe nao lera sido possivel achar quem
ieira servir o lugar de almuiarife do arsenal do
ara com o ordenado de seiscentos mil res, e me-
danle flanea de seis conlos de rei*.
A falta (le casas de arrecadacao be tambera ama
digrandes necessidades desses eslabelecimentos.
As relares junlas rooslram quaes sao os empre-
gndos de que elles aclualmcnle se compoem.
Conladorias da marinha.
Foram exlinctas, por decreto de 27 de maio pr-
ximo passado, as conladorias da marinha piovinciaes
e transferidas as uas funrroes para as thesnum.-ias
da fazenda, em conformidade da aulorisacao que
Itm o governo.
Resta levar a efleito reorganisacao da contado-
ra geral, bem como a das intendencias. Ilavendo-
s com aquella extinecao dado principio no cumpri-
rnento da mencionada autorisacao. o governo com-
pletar o seu acto reslisando, como convem, a re-
forma dessas eslaroes, logo que se ache sofllclenle-
mente esclarecido.
Ligadas essas reformas com a da adminislracao dos
arsenaes, c sendo um dus seus flus prncipaes har-
111 misar a eontabilidade e fiscalisacao da marinha
com a eontabilidade e fiscalisacao geral do thesooro
nacional, conipreheiideis qae nio he possivel resol-
v r sobre lio variado e grave assumpto sem muilos
ei.ames e larga refiexao.
A conladoria geral da marinha tem continuado 1
At mais ver.
A".
(Carta particular.)
VILLA DE IGUARASSU'.
2t de agoslo.
He com vergonha que pego da penna para acre-
ver-lhe ; porque tendose passado tanto tempo sem
dizer-lhe noticias deste lugar. Vmc. ha delter pen-
sado qae ea me desped i franetza, isto be, sea*
dar-lhe o menor cavaco. Porem, quando Vmc. oav
virsrazSes, queso particularmente Ihe posso ex-
pr, me desculpar essa interrupcio em ossa cor-
respondencia ; por agora s Ihe digo, que continuo
oa ardua tarefa de noticiador, firme no poslo de
atalaia.
Aqui a cousas correm brandamente, e a nio sat-
urna ou outra oceutrenria, -que de tempo em lempo
apparece de mais ou de menos importancia, m po-
dara comparar o gyro dos nossos negocios cora o
desusar brando e doce do uosso rio.
Dos lem-M lerabrado desle lugar, porque sea
bastante velbo, como sabe, e nunca vi morrer tanta
gente. Sem que tendamos o cdolera, nem s tabres,
nem mais as beiigas, vejo lodos os dia o* tino* dio-.
rando a morle de um fiel.
Alguma pessoas de considerarlo no logar,
sejam : o alferes Bazilio Comes I'ererra, paj do pre-
fessor Antonio Pedro de Figaeiredo, o capitao Sa-
basliao Antonio Paes Brrelo, qae aqui ae achava
residindo, e o capitao Antonio da Molla Teixetra
Cavalcanli, consenhor do eogenho Novo, teem rarra-
cido. Felizmente, como v, leraosshlo visitados pe-
lo Sendor. Digo felizmente, porqoe nao deapsnm
encarar com horror, ma com prazer a morle
nos leva patriav donde vivemo exilado* ua exava*.
sao de Lameoai.
Como estoa no
re*,_
pre- ^
artigomqrje*ji..Jevo dinr.qae



DIARIO DE PERMIBUCO SEXTA 'ftlM 24 DE ASISTO DI 1855
y
re aqu balame sentid i morle do respeilavel
detembiriador Antonio Tbom de Loni Freir*
t digno juiz municipal, que no lelimo
|a pelo amigo' dette m mandaran] dizer inissat na
matriz pelo raponao do illualre finado. Tiveitemos
ni magistrados to honrados, como o desembarga-
dor Lona Frtire, que tervindo lanos annos, deixoiS
a familia n iouierla^jorquanlo, nunca pactuou
cora a consltocla. ~^Uf macis1 ralura en Ir nos
seria mais retpeilad.i *ue he ; nao descoohe;o
coto todo, qn outros Sgislrados existen) rauilo
honrados, en os eonhfco e os respeilo.
Dea Vmc. nolicia a seos leilores que no dia 5
do correle Aira n cosa dos arrecifes de Maria Fa-
rioha a barca frr.nceza Guataco II; porm Vmc.
certamenle htsaa ignorar as ladroeiras e os escn-
dalos que le* herido naquelle lagar. Que idea,
mea charo, Mo Tara de nos o eilrangeiro, que v
ronbarem disfisadameule aquelle raeimos a quem
a lei tem incumbido a guarda da propriedide '.' A-
penas a barca tocmi, os capatazas da ilha de Itama-
k^oas Maras Farlahas e co sei mais don-
fra-se a fareiar, e logo que tiveram lagar
romalico preparado de queja filiamos, e que existi-
r em ama garrafa bem lapada.
Alem disto, o venlre do enfermo recebar ama
cataplasma delinhaca, ou na falta de farinha de
ngo com oleo de ameqdoas; e nos ps se lhes appli-
carilo doos fortes sinapismos.
Mas, se em vez de ser esta a nalureza do ataque
o doente principiar a soffrer por sentir deliquio,
resfriamento, urna quaii extinecio da circularSo
geral, eom altiracHo rpida do raros da face,
o caso h gravissimo; e he misler proceder de outro
modo : neste oslado se friccionar logo lodo o corpo
do enfermo com o tal alcool preparado, e mediante
ama escova ou pedazo de baieta ; morraeole Dos
membros e espinhac,o,desde o pescoco at os lom-
bos.
Ellas friccdei.no se julgne que devam ser feitas
sera regra;ellasdevemer de modo que nao faliguem
o doenle. que nao desorgansem a pelle, e que nao
aogiuenlem as caimbras como succode quanto raaos
enfermeirossao os que se encarregam desta operarSo
(Dalm.s). Em Indo deve haver regra e moderaco;
e a esta observado dovem allender lodos aquelles
sobre o pobre navio como ve de ra- que ja se achara munidos de lanas escpv.s quanla,
5L*Pr!r V-m cel8b"' Mnoel VIei- taoat garrafas de agurdenle, na falsa prsoa3o de
ra, denrnaa luminarias, capataz da ilha, foi oque
mais se dislioguio e que tambera mais furlou. Se-
chusmi de Marcal, oulro capataz,omsubdele-
daquedas prageus, barcaceiros e lodos que
braco robusto, e fchala cohorte de velhos, mu-
e meninos. Uuvido que se aproveilo a meta-
sarregamaulo. le verdade que ja all est a
la alf.indcga e forr;a de linha ; mas pelo que
n pouco podera fizer." O (ni Manoel Vieir
re disse : ea son capataz da ilha aj dar a cosa
hom oavio, Ja oad he esta a primeira de suas
Smliltzas; mesmo assim foi escolhido para vestir a
rda de capataz; receio que al nao seis demando.
O mesmo que succedeu na Parahiba a respei-
to de msica, se deu em Goianna, onde os msicos
nintrigaram com os influentes da festa, que man-
dtraen buscar riaqui. Ja domingo forara os oossos
rapazas tocar era un bando, em que se annuncia o
dia da festa. Pelo que vejo, a msica daqai tambera
se intriga no lagar, e maadnmorbuscar msicos em
Otinda, e assim .por diiinte. Porin nao ; a nossa
aociedade musical he coraposla de boas pessoas e se
acha hoje bem dirigida ; ao que te deve o andamen-
to dos rapizas, que tmente por gosto se tem dado
ao esluda di te.
Esperamos ter urna Mllenle fesla do orago
joluenle he o Exm. baro rio Kie Form-
te Dio falta dlnheiro para i'aze-la cora to-
da a pompa.
Nao sei porque razio siodt nao est funccio-
? nossa agencia do correio, po:s o senhor Ale-
xandrino ja recebeo ha mallo o titulo. Rogamos ao
senhor administrador do correio quu d tus provi-
dencias paro que por mais lempo nao nea teja pri-
vado esea beneficio.
Ses laari qrjj no dia 19 duts retieres, urna
chimada Mansa, outra Cordeira, brtgiram tena-
mente, do que resullou sahir ama com om falli de
navalha na face, e oulra cora ama formidavel cace-
lada ua cabeea ; que amavel mansidlio.' O Sr. aub-
ddegado mandou recollie-las i' cadeia, e pens que
ata formando o procesto,
Saude e felicidades Ihe desejo sinci>raraenle.
[lien.)
Mlaaiai
BEPARTIQAO VA POXJCXA.
Parte do dia 23 de agosto, '
i Exm. Sr.Levo ao conhecimenlo de V.
le das difiranles parlicipaces hoje recebidas
^^^Brartica,cootla que forem presos :
Mi subdelegacia da, rreguezia de S. Jos, o
pardo B ventura Bispo Cardeal, por briga.
st|ado do primeiro dislricto detle termo,
^^Ha-me em oflicio desta data.que pelo sub-
' da fregoezia da Boa-Vista Ihe havia, tido
ue em a noile do dia 21 dojcorrenle,
_ Joao Fernaddea Vieira da raesma fre-
guezn, I
Claodini
pencado1
evadir-ffi.
Silvestre, escravo da viova Jotefa
Qaeirot, fra gravemente es-
ulooio da Silva, qae^aanteguio
o mesmo subd.elegae^^H)adido
[lo para instaarar o 1 ^plenle
criminoso.
. Exc. Secretarii di polica de
Ao agosto de 1855.lllm. eExm
Mi Benloda Cunta e Flgueiredn,
,-*Q chefe de polica, Luiz
1CAD0
t ahelara-aaai'aau
i facultativo, e
ontaaanto
a* '
prfnts segu nmi mircha re-
I precedido de tignaes an-
iKiiipoicao geral,
ta utranha, dor de ca-
nmago, venlre cheio de
Bier,)
ilio a diarrha de
dios oa etlercoral,
i brutea de ar, e mais
cuinliloe o Cholerina.
|Tquaud"'o mal
tymplomas de
l eniaoo verda-
como tilo: omilos, diarrha
diminuicSo ou meimo
Fburinas^dres uos ruis,
caimbras, retfria-
l principia por modo
laueciivcis :. ora
i incsatiMee cora cira-
Fretfriamfnlo e extioccao
a til ponto que nao d
por lvida ou roteada da
. br oa estado da asphiiia,
lago lagar a eyanoze coro vamilot ou tem el-
is brancol, alinelo rpida dos lrar;o,dafac,
a do palto, dos batimentos do coraco a da
aaaaBBBBBjfriamenlo, etc.
M Vetes a moleitia como que escolhe ora dos
intae principaes como Vmitos, diirrhei,
caiaabraa, raafriamento, estupor cerebral, e rom um
dellei liequeabre a scena dos lerriveis soffrimentos
que a cornil lu.
ndo iao diVersot os modot da jnvasJo de
Miatlhiale saalettia, claro he que diverso deve
or-otaalaido familuir a m preciocOee domeslicii com
oQb de alrapilbaf a mal etnqaanlo acode o hamem
vena un deiscs symplomta, metan beaitgnot a qoe
coosailaiem i invasaalorna-se grave ao he substi-
tuida iogt por onlra torrivel qoando se o nao com-
bata cm iot origem, e mesmo sendo mal cootlan-
tet os ataques i neite, tinto mais i w portan tai ador-
na taet jMutatas. *
Pata qoa convm logo que cada familia tenha em
su cata bem condicionados o seguintes remedios :
uiapaeoo de semeates de moslarda, em grao, para
"da taa comente na hora da necessidade, vis-
que todo o bora xito depender das esfoladuras.
Durante que te derera as esfregaces, bora.ser
quu M vecera quaado se chegae ao nariz do do-
enle o frasco de elher sulphurico, com a camella de
seo nao demorar.inuilo ; e internamente ou pela
bocea dar-se-hao 3 ou 4 gottas de ether camphorado
cora oulras tanUs de laudan de Syicuham, em um
ealix de agua aesucarada.
O ludano estica em pequea quautidade tem o
poaer de activar muito a circulado geral, a de dei-
envolver O polio ; ou eolao, teguudo o Dr. Block, 6
ou s gottas de essencia de ortelaa em um calix da
agoardente.
Se a final a molestia nao fuer soa exploso por
meio da reuniao de tvmptomas, e sira tao tmenle
por um oulro como seja, oa diarrAna, ou caimbrai,
M resfriamento geral, ou estupor cerebralo pro-
ceder ainda diversifica : no primeiro caso convem os
sinapismos fortes as pernas, urna plala de nitrato
ae bumih, e urna calaplasma quenle tobre o ven-
lre ; no seguodo casoo meimo inlamento ; no caso
de simpies resfriaraento geralfrccOes por todo o
corpo com alcool preparado, e internamente 4 oa 6
pollas de elker camphorado com oulras tantas de
laudauo em urna colher de agua assucarada ;-no
caso de estupor cerebralum forte clister de piraen-
las maduras, fortes sinapismos as pernas, bitas
atratdasorelhas; e qoaodo sejam lo someute as
cairabrasfrictOes as pernas tom alcool, e ioier-
namenle 10 gollas de ludano de Sydenham em ama
colher de sopa de agua com'assacar.
Asura, aleadesse* remedios que cada familia deve
lerem casa,adeslauia no modo de emprega-los
primeiro que chegue o facultativo, nao adiamos
intil lembrar agu o que j tantos mdicos tem Uto
seriamente recommendado. Queremos fallar da pro-
phylaxii do cholera-morbui (medidas prevenlivas),
e sobre ella diremos duas palavras.
Raspail catgtnmenda mulo o oso da campliora
para cheiraaWte conservar na bocea, assim como
comidera uHHJae ao deitar-se se lomera algumas
gottas de ether sulfrico ( 4 a 6 ) em meio copo de
aguas*ucarado em forma de limonada. A consi-
derar nos tactos qoe elle allega em abono de ua
!embranc.a, ellos devem merecer loda a allengao que
na realidad* merecer como resultados do esludo de
um grande, horneo Porquanlo nao podamos des-
approvar (aes meios, tanto mais qoe de seqprudente
emprego nao resalla inconveniente alguno; e por islo
os recommendamosio publico.
Emquauto ioi meios preventivos individuaes
diremos com Dalmas (observador qoe noa merece
o mais serio respeito ). a As pessoas que padecerem
de entermldades chronicas, te nao devem apartar
nuno 4a rgimen que ellas reclamam ; como qoe
MBelles que gozarem de urna boa taodt obra-
r3o nts)f\m te afattarem de sai vid regular.
O medo (em feite que em occasiSet de epidemias
da erdem do chotera certas pessoas se afastem de sua
alimentac/io ordinaria, e uzera do tal de cozinhi e
agoardente como preservativos ; mas com islo ellas
nao fazem mais do que predjtporem o corpo mais
fcilmente abracar a epfertnidade pi-lit modiocas
que com tal alteradlo elle aiperiimenla. .
Assim como a mudanca da regUacm he inconve-
niente, os excessos-jdo loda aorta sao nimiamente
prejudieiaes : a insolarlo, as fidigis, o oso imrno-
derado do coito e do vinho, a gula, a exposicao ao
fro depois de um caior forte, as raivas, o medo pu-
eril, sao forcas aBsorvenles do cholera aziatieo ;
sendo qoe a coragem e a intrepidez, pode-te dizer,
que sao om escudo de ferro contra om tal inimigo,
e qoe te nem sempre defende o corpo, quebra ao
menos a forca do mal que o procura ferir.
r. Varolino Francisco de Lima Santo.
oa otea i
nSo I,rali
caraeler I__
deiro (
brano
om catado ali
augmento ra;
meato terai
Mas, mallas
diverso e tero |
principia por i
brii, ora l
tempe a qoa apparer;a i
oie); ora'
to comea moslarda pisada e por algum lempo guar-
dada perde a iui forca, e ua falla urna soffrvel por-
cSo do pimentas nulaguelas bem maduras ; ama
libra au uaU de farioha de lindaga ( conforme
aMmilia), e oao havendo um pnneo de fa-
Irigo a urnas seis, oito onc^s ou mais
de aleo de meodoii doce ( urna papa feila da
i de trico com oleo de amendoas doce
substitne a calaplasma de linhara ), om pou-
co da amido ou gomraa ordinaria ; um porrao de
cha sU ladi, da mtcelli (alela ou de orlellaa sc-
ci; urna anca a ether riapaorailo e meii dita de
estancia de ortelaa ; uma siga de ludano de Syde.
Dhata e mait qoe se qraira lar ; tres caiiiohit de
(ala*, ieada cada uan 18 pilulai e numerada ct-
da caiiinha da la 3, sendo as da caixiiiha n. 1
caaapaaU* eadi uma de am grao -do extracto
afWMo Ubatoo, pos da slihei e xarope timplet;
ai d n. 2 da 4|5 de grao de extracto ;e as de n, 3
de 3|5 de grao tao sement. (Gourand.) Estas
pilulet devam ter bem tapidas e guardadas. AMm
disto : ama onca de elher sulfrico em frasco bem
lapada, ama caiiinha com 40 pilulas, eompoalis de
mrala de bismulh e exlraclo de belladonaum
graa.de bitmulh, e meio; de extravio de belladona
la ptala ; orna garrafa de 12'onc.as de alcool
a rema* u>, oenlende 5 eitirvis de ammoniaco e6 de
nliijeananitl de lenbenlina.
Todas estes remad ios iviados e opaaandos pelo
pnarejiMnlke (ornim-s bem simple a de fcil
appllccac. *T
Vamos agora ao quando a o modo porque te deve
tr oso decaes remedios. I,ogo que am sogeilo
tccommetlido do mal, i primeira cousa qoe te
devatater he chimar o facultativo e nao se cuidar
mfitat ot remedie primeiro qoe te o chame ; mas
*mW*t(' "el"'o chegalee o doenle fdJMUcado pelo
de rdinano.islo he, te teollr os preludios reeula-
Choler-asialico, como tejaraproitracae, fra-
oppritto no peito,
eos no teir ( bor-
as* |iot espero de 10
raioutos um ttcalia-ph.bm qnente, a de modo
qnfj,2"'5 ""mados es Urnuielos, tendo-se o
eumaoo de se conservar temperatura d'igua, dei-
??*^ de<'a*nt,l> m quandomait agua quenle.
Isto, se deilar o doenle ti applicar logo
no Mure ama grande cataplasma de linhaca, tilo
qoearte quinto pona ser sopportada, e no havendo
iinhaca que teja feila de farinha de trigo, e depois
de eslentlida com urna carnada de oleo de amendoas
docB por Hms. fcsla cataplasma deve ter salpicada
de traumas gottas de ludano de S'jienham. Potla
tciliptma tero logo eobert com nm panno de
ou um pedazo de flamella, e o doente bem aba
fado ; depois se dar beber de mili em meta ho-
ra ama chicara de eh da India, ou >melhorde
iafmte de camomilla ( macolla gallega ), oa de or-
Sa depois disto feilo appirecerem os Jacios dar-
se-fcii lago um clister de amido ( aomma ) com 10
U"A' Hits de ludano de Sydenham. Se a diar-
8 iVjsvalidR, e de mo caraeler, convem logo mu-
,j~ dalaja Mlureza : entilo o chefe de familia Tancar
lago aaia de orna pilula de extracto aquoto tebaico
da- aaitiaia a. 1, e dar ao enfermo ae elle for
adata ; te fer adulto porera fraco, a pilula aera
ntiada caiiinha a. 3; a te for do 14 ou 15 anuos
taradla de n. 3. E sendo ama erianca que nao powi
tomir niiuitt dar-ta-ha S a 6 gottet de ludano de
Vtjtateartai am ama colher de agaa atancarada.
a* parata, em lagar da molestia principiar pelo
modo acaaM dito, romper a teeoe poroolra, como
teja amnitoi, jada* incestantes com Mimbras
imaaaoiatimente se devara dar ae doenle, de meia
em mala hora, nma pilla de nitrato dr bismulh ; e
te fu loap dh pernea una estregaejo do alcool a-
queza inslita, dor de c<
etmtto, peto no eitt
erigomos) etc.. se o
H'BLIaO A PENDO.
Deosqoiz, e o relogio fatal da existencia marcoa a
hora derradeirada vida do hornera joilo J nao vive
vida mortal, porque o sea espirito foi viver vida
eterna na mansao dos bemarenlarados. Em piga das
suas boas_obras, era recompensa de suas virtudes,em
relribaico de sua caridade, recebeu o premio que
Ihe eslava destinado palo supremo e recio juiz.
Na hora Icrrivel do passamenlo, robustecido pela
f elle encara sem temor a morle, tranquillo e re-
signado pattou desta para a outra vida, deixando
em sua passagem um brilhanle listio de luz, no qoal
sempre se lera o seu muito charo e preslimoso Dome
Francisco Paet Brrelo.
Descendente de uma familia illoilre a aballada,
qual lie a dot Srt. Kego Barros Cavalcinli, e da
jal era o seu respeiUvel decano, o Sr. Francisco
aes Brrelo, Tazando mais apreco da beneficencia,
d'essa rainha de todas as virtudes, do que de loda a
sua nobreza herdada, que quasi sempre fascinam os
olhos e gerara o orgnlho, nanea dovdoo nivelar-te
com os membros da ultima carnada da tociedade,
quando doS seut soccorroj precistvam. O rico a o
pobre, o Ddalgoa o plateo, todos,' todos reeebiira
em sai casa fraternal tceolhimento. Como amigo
leal da sua patria, em loda a sua vida, nanea des-
meollo pelo ten uobre proceder, as facanhu glorio-
sas de seos Ilustres anlepaasados.
Dedicido a teus patricios, elle sempre os conside-
rou como irmaos; e no exercicio de soas (uncfocs
publicas, como autoridad! a lodos distribua jostica
com igualdade, nanea perdendo de vista a eqoidade
al mesmo na puuicao dot crmes. Ja nao vive! t E
o Braiil perdea nelle urna columna forte do tea edi-
ficio social; Pernambuco e a familia Reg Barros
Cavalcinli um dos seus muars ornamentos, e a
briosa comarca do Cabo ama das suas mais radiantes
estrellas, cuja influencia sempre foi benfica a lodoi
ot habitantes daquelle novo edn.
Perdemos um amigo illoslre; mas Dos assim o
qoiz e o relogio fatal da existencia marcoa a hora
derradeira do homem josto. Dos o receba era tea
santo reino, e a Ierra Ihe seja leve.
Quoiram; senliores redactores, dar pnblcidade a
estas toscas liabas, como urna eipressSo de saudade
qoe respeitosameote tributo a memoria do ineu mui-
to amigo, bemfeilor e compadre o Srl Francisco
Pies Brrelo,
- Sou, seuliores redactores/sea venerador e criado.
Flix Itibeiro de Carv'alho.
COMMERCIO
i'HAtA DO RECIFE 23 DE A
'HORAS'DA TARDE?
ColacCet officiaes.
Hoja no hoaveram colicoli.
aLFANDEUA.
Rendimento do da 1 a 22. .
dem do dia 23.....
E.
'O AS 3
229:06489W
14:9289593
2!3:993542
^escarrega hoje 24 de agosto.
Barca americanaCatherine Augustaanuamente.
Imporlacao.
Barca porlogoeza Mara Jote, vinda de Lisboa,
consignada a Francisco Severiino Rabello &i Filho,
manifeslou o seguale :
135 mois de sal, 20 birris izeile doce, 43 eslas
batatas, 60 barris, 22 ancoretas e 10 latas chouricas ;
- Novacs C'
96 barris toucinho, 40 barricas farioha de trigo, 83
barris azeite doce, 100 ditos cal, 6 dilos cera em gru-
ma, 77 eixas cera im velas, 10 barril cevada. 10
saceos erva-doce, 1 caiole livros1 irapressos, 1 calza
com 1 estola, 900 molbos ceblas, 20 canaslras bta-
las ; a Francisco Severiana Rabello Filho. '
1 caiio objeclos de ooro, teda, laa a algodo, 5
pipai, 3 barris a 30 ancoretas vinho, 50 barris vina-
gre, 1 canastra llhos, 10 barris chouricas, tu ditos
paios,5 ditos toucinho, 999 roolhos ceblas, 50saceos
lomea, 1 barrica alpila ; a Thomar. de Aquioo Fon-
seca lt Filho.
1 calile peridicos, 1 caix mpressos ; a Ignacio
Francisco dos Stnlot.
1 barril floret medicinaes ; a JoSo da Concelcjo
Bravo. ^
2cjxm drogas, 2 ditas vidros ; a Antonio Pedro
das Nev*.
8 barris vinho ; a Augusto Cesar de Abreu.
20 barricas cevida, 150 ditas farinha de Iriso, 8
ditas alpista ; a Anlooio I.ulz de OTeiri Aze-
vedo.
1 caiiinha gon\ma-arabica, 3 dilas drogas, 1 dita
broxis, 1 dila vidros varios, 1 barrica cavada, 1
sacco soraagre ; a Barlhotomeu Francisco de
souza.
de trigo ; a Manoel Alvi
i azeite do-
25 barricas firinha
Gnerra Jnior.
50.ibarri' 1' a Macll,tl0 & Gaimaraes.
1 dito vinho, 1 caiiote doce, I ancoretaa
ce ; a Jordao Jos Fragoso.
3 eaias livros, folhetose 1 estojo ; a Miguel Jos
7 caixotes latas de oleo de linhaca ; a Polycarno
Jos Liyne. v
3.5 pe'dru de canliria ; a irmandade do Sinlissimo
Sacnmenlo da nutriz da Boa-Vista.
3 caiifies palitos; a Jos dos Santos Pereira Jar-
dim.
30 barril cal; a Luii Jet da Cotia Amo-
rim*.
M canaslras hlalas, 1 caiao rdlroz ; a Jos Aires
da Silva Guimaraes.
1 caiio bolacha, 1 dijo chocolate ; a Antonio Fer-
ro ira Lima.
1 caia livros mpressos a Rcirdo de Freilas &
Compaahia.
100 barricas farinha de trigo ; a Manoel Jaaqora
Nunes lleirao. ,
7 ditas cera em grume ; a Jos Raptista da Fon-
seca Jnior.
30 barris pe xa*; a liento Candido de Mo-
rae*.
150 barris cal ; a Fonseca, Mideirot & Com-
panhia.
50 ditoi cal a 1 caiiote rap ; a Jos Velloso
Soares.
50 barril cal ; a Joflo Peres Soares.
40barris toucinho, 10 barricas cevada, 8 ditas al-
pista, 6 barril izeile doce, 20 canastrat batatas ; a
Antonio Casemiro Gouveia.
10 barricas cevada, 4 saceos alfazema, I caiiinha
chocolate-; a Francisco Alves Monteiro Jonior.
50 saceos semeas ; a Joaquimfot de Amorim.
1 barril queijos, 1 dito toucinho, 1 dito paioi, 2
embrulhospenles e livros ; a Duarte Antonio Serba.
1 pacole panno de rame ; a ordem.
50 barra cal, 1 dito presuntos, paios e chouricas,
2 ditos toucinho ; a Manuel Ignacio de (Uncir.
1 borra de trro, 1 globo-lerraqoeo, 1 balanza,
1 emlirulln livros, 1 vaso com roteira ; a Ra> inun-
do Carlos Le le, ,
16 pipas vinho ; a Francisco Severiauo Rabello t
Filho.
I cana oleo de alfazema, 1 dita oleo de Inrulo, 1
barrica linha;a, 1 dita cevada, 1 fardo retalhos de
pellica, 1 caita drogas,'i fardo plantas medicinaes ;
a Vrente Jse de Bnto.
1 fardo macella ; a JoSo Soum.
1 embrulhu igoora-te ; a Tarroso & C.
1 dilo litas de seda ; a Joaquim do Costa Maia.
- 1 dito galoes de teda e uro; a Antonio Joaquim
Panasco.
1 carleir dinhero de ouro ; a Jos Ferreira
Lessa.
1 embrulho panno, t viveiro e 5 gaiolas passaros,
1 embrulho semeotes, 1 dito igoora-se; a or-
derq.
CONSULADO GERAL.
Rendimento do dial a 22 .' 18:9809476
dem do dia 23 ...... 92*5183
I9:90ij(i59
LMVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia 1 a 22. l:47993ii
dem do di 23....... 6J270
1:4858614
Exporlacao.
Barcellona, brigue heipanhol Segundo Emilia,
de 284 tonelada*, conduzu o teguinte : 880 sac-
cas com 4,686 arrobas e 22 libras de algodao.
dem, barca hespanhola ChristiaoaD, de 330 to-
neladas, condozio o seguinte: 880 uceas com
4,781 arrobas e 1 libra de algodio.
HECEBEDORIA l)K RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia 1 a 22.....22:9609692
dem do dia 23....... 858f966
23:8199658
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendlmenlododa I a 22..... 30:3889040
dem do dia 23....... I:476a841
31:8649881
MOVIMENTO DO PORTO
Navio entrado no dia 23.
Bostonl dias, brigue americano Noble, aW2(17
toneladas, capiao I.indberg, equpagem 10, wrga
mtnlimentos e mais gneros; ao capitao. Veio
arribado com agaa aberla. Seu destino era para o
Cabo de Boa Esperance.
Nados taidos no mesmo dia.
BarcellonaBarca hespanhola Chrisanao, capitao
Marianno Roig, carga algodSoe mais gneros.
demBrigue hespanhol Segundo Emilio, capitao. J>
Francisco Sust, carga algodao e mais gneros. '1
Par e porlos intermedio!Brigue brasilero Feliz.
Desuno, capitao JaMmin Soares Estanislao, car-
ga fazendas e maii gneros. Passageros, Manoel
Jos da Silva Grillo, Manoel Gomes da Silva e
Antonio Jos Correa da Silva.
EDITAES. W
O Dr. Anselmo Francisco Perelti, comroendador da
imperial ordem da Rosa, o juiz de direilo especial
do commercio desta cidade do Reoife, provincia
de Pernambuco por S. M. I e C ele.
taco saber aos que o prsenla virem qoe
no da 10 desetembro prximo futuro, te ha de ar-
rematar por venda, a quem mais der, depois da au-
diencia deste juizo e na casa das audiencias, 1 casa
terrea cita ua ra Imperial- n. 72, avaliada em
1:2008000, penl.orada a Jos Dias da Silva e sua
mnlher, pof eiecucSo de Paulo Jos Gomes.
E para qoe chegae a noticia de todos mandei pas-
tar edilaes que sero publicados pelos jornaes a afil-
iados na praca do commercio e cata das audien-
cias.
Dado e pesiado nesta cidade do Ricfe aos 18 da
agosto de 1855.
Eo Francisco Ignacio de Torres Baodeira, eeri-
vio interino o escrevi. Anselmo Francisco Pe-
relti.
O lllm. Sr. Inspector da thesooraria provin-
cial em cumprimento da resoluclo d junta da fa-
zenda manda fazer publico, qoe no dia 13 de selem-
bro proiimo vindooro, vai nnvamenle a praca para
ser arrematado a quem por menos fizer a obra do
acude da villa do Buique avaliada em 3:3009000.
E para constar se maodoa afiliar o peseme e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 18 de agosto de 1855. Owcretario, Antonio
Ferreira da Annunciaco.
, O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial em cumprimeolo da resolucao da junta da fa-
zenda manda fazer publico que a arrematarlo dos
coucertos da cadeia e cata da cmara da cidade de
Olinda foi Irn ferela para o di 30 do correte.
E para constar se mandou afiliar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria proviociat de Pernam-
bnoo 18 do agoslo de 1856.O secretario, Antonio
Ferreita da Annunciaco.
Perante a Ihesouraria de fazenda desla pro-
vincia ha de ser arrematado no dia 28 do correle a.
qnem mais der, a renda annual da cata de sobrado
com dous andares e soiao, na roa do Padre Fioritura,
que pertenceu ao fioado Fr. Caelano de Santa En-
gracia Muniz. avaliada em 3209. Os pretendentee
comparecerao na mesma Iheiouraria a ama hora da
tarde do referido dia.
Secretaria da Ihesouraria de fazenda de Pernam-
buco em 21 de agosto de 1855. O ofilcial-maior,
Emilio Xavier Sobrera de Mello.
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
em cumprimento da resoluto da jauta da fazenda,
manda fazer publico, que o pedagio da barreira do
flioiooolombo vai novamente praca no dia 25 do
crranle.
E para constar se mandou afflxar o prsenle e du-
bhcar pelo Diarta. H
Secretaria da Ihesouraria provincial da Pernam-
buco 23 de agoslo de 1855.O secretario,'
A. F. da Annonciacao.
O Dr. Ernesto de Aqaioo Fonseca, jaiz municipal
a de orphos, desta villa ecomarca do Gibo, pro-
vincia de Pernambuco, por S. U. Imperial e C.
o Senhor D.'Pedro II, qoe Dos goarde, etc.
Faco saber qoe no dia 21 de Miembro proiimo
vindouro, pelas4 horas da tarde, em poblica praca
nesta villa do Cabo, tem de ser arrematado por
venda e por quem mur pateo offerecer, o engenho
denominado Aobo. tito no termo desla villa, penho-
rado ao coronel Francisco Jos da Costa e sua mu-
Iher, por eiecucSo qoe lhes move Joao Vieira da
Cunha, avahado o engenho com todo o terreno com-
prehendido a da propnedade. serra esitio Calilo co-
mo foi hypothecado, e as bemfeitorias da dila pro-
pripriedade, serra e as do litio Caito, denominado
hoje Sanio Ignacio, tudu por cera contoi de ris,
como da ultima avaliarno, c para pagamento da di-
ta execucao da quaotia de cincoenta e um conloa
duzeotos e setenta e teit mil setecentos e cincoenta
e tres r. Mando que este seja afiliado no lugar do
costme, eoporleiro desle juizo traga a pregao os
dias da lei. Dado e pasudo sob o signal e sello que
leve nesle ioizooo valha sem sello ex-causa neita
villa do Cabo, aos 22 de agosto de 1855, trigsimo
quarlo da independencia do imperio do Brasil. En
Manool Jos de Sanl'Anna Araujo.Ernesto de
Aquino Fonseca.
DECLARADO ES
O hiale Conceirio Flor das Virtudes recebe
mala pin a Parahiba hoja (24) ao meio dia.
A mala qoe lem de condozir o patacho Santa
Cruz ser fechada hoje (24) a 1 hori di larde.
O hiale Flor do Brasil recebe a mala para a
Parahiba dovfforte boje (24) as 2 horas da tarde.
Tendo sido designado o dia 28 do correnle para
ler lugar a apresenlac.ao por parle de Beolo Candido
de Moraes, administrador da massa fallida de Victo-
rino fj Moreira, das respectivas contal na forma do
arligo 868 do cdigo commercial e artigo 170 do de-
ereto n. 738 de 25 de novembro de 1850, peto pre-
sento sao convocados lodos os creaores da mesma
masa para qoecomparecam no dia indicado, na casa
do Exm. Dr. jaiz de direito especial do commercio
as 10 horas da raanhaa, para que sendo approvadas
as referidas contas obtenha aquella administraran a
compleme quilaco. Cidade do Recife 23 de agos-
lo de 1855.O escrivao interino do commercio,
Francisco Ignacio de Torres Bmdein.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O cooielhd administrativo, em comprimento do
art. 22 do regulameoto de 14 de dezemhro de 1852,
ftx publico, que fonm aceitas ai propostas de Ctio-
dno dos Sanios Ferreira, Manoel Antonio Marlins
Pereira, Ricardo de Freilas &C, Joao Fernandes
Parante Vianna, Henry Glbson, Jos Antonio de
Araujo, Jos Rodrigues da Silva Rocha, Francisco
Maciel de Souia, Keller & C, Ju; quim Monleiro da
Cruz, para fornicerem:
O I., 20 libras de ch i hyson, a 29300 rs.
O 2., 10 galoes de azeite doce, a 39900 rs. ; 1
barril de vinagre de primeira qualidade, por 359000
res.
O 3., 6 livros em liranco, papel paulado e de 150
follias, a 59000 rs.
O 4., 8 arrobas de arcos de ferro para pipas, a
29900 rs. ; 1 cana de tulla de (landres dotrada, por
27WXX) ; 200 pelles de cabra eorldas, a 509000 rs.
o culo ; 12 pares de meias compridas de laa para o
hospital regiroeolal, a 28000 rs.
O 5., 32 viras de hrim para loalhat pira a botica
do hospital regimenlal, a 420 rs. a vira.
; O 6.(\10 toneladas de carvao de pedra ; a 1j000
res.
O 7., 4 petas de filas de laa para silbas, a 89000
rs. ; 6 libras de area preta, a'400 rs.
O 8., 250 pares de spalos feilos na provincia, a
18800 rs.
O 9., 311 mantas de laa, a 29700 rt.
O 10., 448 esleirs de palha de ca na liba dnbra-
das, a 240 nf
E avisa aos supradatos vendedores que devem ,rc-
colher ao arsenal de guerra os referidos objiclos no
dia 25 do crrente mez.
Secretaria do conselho administrativo, para forne-
cimento do arsenal de guerra 23 d agosto de 1855.
Bernardo Pereira do Carmo Jnior, vogal e se-
cretario.
CONSELHO ADMINISTRATIVO. .
O conselho administrativo tem da comprar os se-
gninte* objeclos :
Para a escola de primeirat leltras do 9. balalhao de
iofantaria.
Livro para matricula com 200 folhai, 1 ; papel al-
mar.o, resmas6 ; peonas de canco, 400 ; caivetes,
2 ; tinla preta, garrafas 6 ; lapis, 72 ; areia prela,
libras 6 ; colleccjlo de cartas para principianles,
exemplares 20 ; laboadas, ejemplares 20 ; grarama-
lica portugueza por Monte ultima edcrao, exempla-
res 6 ; pautas. 6 ; exemplares de escripia ou trasla-
dos cursivo, 20.
Provirnento dos ariuazens do arsenal.
Meia lona ou brim da Russia bem encorpado para
motilas, varis 1,000 ; brim branco liso para embor-
naes e lceos para inarmilOes, varas 1JJOO ; arcosde
ferro de polegada a meia, feiies8.
Quem os quizer vender aprsenle as suas propostas
em carta fechada na secretaria do coosell.o s 10 ho-
ras do dia 28 do correnle mez. i
Secretara do conselhoadminslrativo para forne-
cimenlo do arsenal de guerra 22de agosto de 1855.
Jote de Brito Ingle:, coronel presidente. Bernar-
do Pereira do Cfrmo Jnior, vogal a secre-
tario.
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
O Exm. Sr. deserabargadar presidente do tribunal
do commercio desla provincia, manda fazer publico,
que leudo de ser prvidos ot dous ofllcios de escri-
ves de apptllac,oei e aggravos do referido tribunal,
creados pelo regulameoto n. 1597 do 1' deraaio do
correle anno, convida os pretendentes a aprewota-
rem-se oa secretaria do mesmo tribunal com seus
requerimentos, no prazode 60 dias, a contar da pu-
blicacao deale edllal, datados e atsignadot pela parta
ou seu procurador, acompandados defolha corrida e
mais documentos que enleoderem coovrnienlts,sen-
do lodos devidamente sellados e instruidos, alm dis-
to, com cerlidao de idade e do eiame de suRiciencia,
pan que, tendo informados, lenha depois seu com-
pleme deslino. .
Secretaria do tribunal do commercio da provincia
de Pernambuco 17 de julho de 1855. Maiimiano
Franciaco Duarte, ofilcial-mator interino.
O conseibo de administraran do rancho do ba-
lalhao 2.- de infamara, precisa contratar os gneros
seguintes pan fornecimenlo das pracas do mesmo
balalhao, em os mezes de tetembru a dezembro do
correnle'anno : farinha de mandioca, feijao, arroz
toucinho, carne secca, dila verde, sal, bacalho, azei-
te doce, vinagre, lenha em adas, assucar brinco,
e caf em grao ; devendo ser todos os gneros de
primeira qualidade : it pessoas que qnizenm foroe-
cer laes gneros, remellara suas propostas em cartas
fechadas secretaria do mesmo balalhao, no qoarlel
do Hospicio, al o dia 24 do correte.Gabriel de
Souza Guedes, lente agente.
O lllm. Sr. Dr. chefe da policia manda fazer
obljco paraconliecimeqUi de qnem posta inleresssr,
ue na conformidad* -das posturas addicionaes da
cmara municipal de 18 de julho lindo, e regula-
raenlo policial de 2do correnle me/, devem os do-
nos de cocheiras, bolieiros e conductores de quatquer
vehculo de conducrilo comprehendldos as citadas
posturas e regnlamenlo, apresentar-se nesta reparli-
eflo para serem convenientemente matriculados den-
tro do prazo de 30 dias a cootar do dia 22 do pre-
sente mez. Secretaria de policia de Pernambuco 20
de agoslo de 1855.O primeiro amanuense,
Jos Xavier Fiustino Ramos.
O thesooreiro do conselho administrativo do
patrimonio dos orphaos, abaio assiguado, convida
aos senliores inquelinos das casas ni. 33 e 34 da roa
da Madre de Dos, 48 e 54 da roa do Amorim, 71
ila ra do Vigarin, 78 e 81 da ra di Seozela Ve-
Iha, 83 da ra da Guia, e 2 do sitio pequeo do lu-
gar de Parnameirira a comparecerem com seus fia-
dores em a sala das sesades do racimo conselho, as
10 horas da manha dos dial 24 a 31 do correnle
mee, para com elle tratante sobre o arrendamenlo
dos ditos predios,cujas rendas deiararh de ser arre-
matadas, ou alias venham entregar ai chaves, pi-
gando o qoe etliverem a dever ptlo preco designa-
do no edilal de 20 de junho ultioaomf'
Ihesouraria do conselho admioatJativo do patri-
monio dos orphaos 21 de agosto deflfc.U thesou-
AVISOS MARTIMOS.
BAHA.
Vai seguir com brevidide o tiiate brasileiro For-
tuna, meilre Joaquim Jos Silvoira ; para o ratio
da carga Irala-se com os coosieoaiarios A. de A. Go-
mes & Companhia, na ra do Trapicha n. 16, segun-
do andar, ou com o mestre no trapiche do algodao.
Pan Lisboa pretende seguir impreterivelmenle
li o dia 27. do correle agosto o brigue portuguez
Ribeiro : para carga e passageros, para o que tem
o melhores commodos, Irata-se com os consignata-
rios Thomaz de Aquino Fonseca & Filho, ou com o
capitao na praca.
Para o Rio de Janeirotahe no dia 24 do corren-
le o brigue Sagitario, de primeira clitie, o qoal s
recebe carga miud e passageros : trita-se com Ma-
noel Francisco da Silva Carrito, ni roa do Collegio
n. 17, segundo andar, ou com o capitao a bordo.
PARA O RIO DE JANEIRO
segu com umita brevidade o patacho nacional
Amazonas o qual lem parte de seu carregamioto
prompto ; para o resto e escravos frete, Irata-te
com Antonio Luiz de Oliveira Azevedo, raa da
Cruz n. 1.
Para o Rio de Janeiro segoe com brevidade o
brigue brasileiro Damao, de primeira marcha, for-
rado e pregajlo de cobre ; para escravos e passage-
ros, Irata-se com a consignatario Jos Joaquim Diat
Fernandes, ou com o capitao na praca.
. PARA LISBOA
o brigue porluguez Viajante pretende tegoir Imv
preterivelmente, no dia 12 de selerabro, por ler a
maior parte da carga prompta : quem nelle quitar
carregar o resto da carga ou ir de passagem; dir
ja-se aos consignatarios Thomaz de Aquino Fonse-
ca f& Filho, oo ao capitao, o Sr. Manoel dos
Santos.
Real Companhia de Paquetes Inglezes a
Vapor.
No lim do mez
espera-se da
Europa um dos
vapores da Rea I
Companhia,
ASSOCIAfA COMERCIAL.
BEOTF.COTE.
*NSo tendo comparecido nos dias lie
23 do corrente mez, nmero sufliciente
de socios a'. reuniao da assemblea geral
da associacao commercial beneficente, a
direcooconvida novamente"seusassocia-
dos para comparecerem no da 28 do
do corrente, pelas 11 horas da manhaa,
na sala de suas sessoes. Pernambuco 24
de agosto de 1855.Antonio Marques
deAmoriro, secretario.
GABINETE PORTUGUEZ DE
LEITURA.
Por ordem di directora ae faz tiber a lodo* o
Srs. soeioi, qae a bibliolheca contina a estar abar-
la desde 9 rai da maohaa ai 2 di Urde, e da 4
ai 9 ; oo da purera, am que chegar vapor da Euro-
pa io te fechar as 10. Timbera at tai saber ios
mesmot sentimos, que para melhor ordem do etpe-
dienle deverao ralet ot seus pedidot para leilun e-
terna por escripio, detigoaodo o namero qae oa
margein do catalogo corretpouder a obra que pedi-
rero : para -o qu te podero muuir de catalogo* e
supptemerlos, que eom os eteinplans dos novos ea-
lalutos se acham em poder do guarda bbliolhecario
para seren dislribaidos.Vieira Ribeiro, 1. saae-
tario.
qual depois da
demorado cos-
lume seguir!
para os porlos
do sul: para
Bssageiros, ele, Irala-se com os agentes Adamsoa
owie rS C, ra do Trapiche-Novo n. 42.
Vende-se o hiate nacional SANTO
ANTONIO TRIHJIPHO, de 126 tonela-
da, novo e'prompto de um tudo para na-
vegar : os pretendentes querram e.vami-
na-lo, o qual se acha no ancoradouro da
carne secca, e para tratar com os con-
signatarios Novaes & Companhia, na ra
do Trapiche, n. 54.
Para Parahiba tabe a barcaca Carolina; lem
seu carregamcnlo quasi completo ; para o resto e
passageros, para oa quaes tem encllenles commo-
dos, Irala-se ua roa da Cadeia do Recife n. 56, ou
com o mestre Francisco Thomaz de Aisis. ns trapi-
che do algodo.
Para Maceiciahir nesles dias a barcaca Lau-
renlina, por ter grande parle de tea carregamenlo
prompto ; pera o reslo, Irala-se na roa da Cadeia do
Recife n. 36, ou com o mestre no trapiche do al-
godao.
LEILOES.
J> P. Adoor d C. farao leltao por intervengan
do agente Oliveira, era presenra do Sr. chanceller
do consulado de Franja, e por conla e rtsco de qaem
pertencer, de oito caixas de fazendas com a marca
JPA & C, e ns^l73, 1736, 1740, 17*2, 1745,1746,
1747 e 1744, Iradas em oslado sao do navio fran-
cez Gstate II, cipitao Jicq, recentemenle naufra-
gado, e oontendu carneiras francezar, sola e couros
de poreopnra corrieiro, papel de lita, chinelas, sa-
palos para senhora envarniados e de selim, brose-
guius elsticos para homem, plumas para enfeitar
chapeos de senhora, coedoes de seda, liras de conro,
forros de seda, palas, azas de lalo, chapeos enfei-
lados para meninos, ditos- de montara para se-
nhora, chapeos de fellros para homem, fil de seda
bordapo e liso, bicos de algodlo, grata para arreios
e um par debetOes, e 3 pulceirai de ouro : sabba-
do 25 do correnle as 10" horas em ponto : no seu
armazem sito na roa da Cruz:
Por ordem do lllm. Sr. inspector di alfandega
desla cidade, por conla e risce de quem perlencer,
e por intervehrao do agente Oliveira, te continuar
o leilao dat fazendas avariadaa de agua salgada, sal-
vadas de bordo da barca fraoceza Gustavo II i sex-
la-feira, 24 do correle, as 10 horas da manhaa, na
dita alfandega.
AVISOS DIVERSOS.
reiro, Joaquim Franciaco Duarte.
BANCO DE PERNAMBUCO,
O Banco de Pernambuco sacca sobre
a praca da Bahia, e contina a tomar
lettras sobre a do Rio de. Janeiro. Ban-
co de Pernambuco 25 de junho de 1855.
O secretario da direccao, Joao Ignacio
de Mediros Reg.
De ordem do lllm. Sr. capitao do porlo, faz-sa
pblico que nesla secretaria lera pitele a quem
qoeira ver, e eitrahir copia, por ludo Iba nlcressar,
n mapa da tignaes para dia e noile qoe se ezecula-
i no no maslro collocado junto a torre pharol das
Salinas no porlo da Atalaia (provincia do Par) na
ronformidadedas oedens do goveroo imperial ; ten-
do que os para de dia funceionarao do 1. le outu-
bro prximo em diante, e os da noite logo qoe
seja islo possivel, precedendo lodavia os compleme*
annunciot.
Secretaria da capilania do porlo de Peroamboco
16 de agosto de 1855.O secretario,
Alexandre Rodrigues dot Anjot.
PUBLICAgA'O LITTERARIA.
' Adia-se venda o compendio de Theoria e Prali
ca do Processo Civil feilo pelo Dr. F'raocisco de Pao
a Baplisla. Esta obra, alm de ama introdcelo
sobre as accSas, e exceprOes em geral, Irata do pro-
cesso civel comparado com o commercial, eootm
a theoria sobre a applica;3o da causa julgada, e ou-
lras doutrioai laminosas : vende-se nicamente
na luja de Manoel Jos Leite, na roa do Quei-
mado n. 10, a 69 cada exemplar rubricado pelo
autor.
THE AIRO I) APOLLO.
Sociedade dramtica empresana.
DOMINGO 26 DE AGOSTO DE 1855.
Beneficio dos actores PINTO e BEZERRA.
Ir a scena pela primeira vez o drama em 3 actos,
IraduccAo do fraacez
l SEGREDO
OU
O CAIZEXSCk
Personagent,
Eugenio DarbertBin-
qiieiro .....
Liville, depon Daver-
nayCaita, -i -
VerneuilLe
Julio Frcmir
da Vercuuil."
I^uislalAdlo
Ura criado. .
Fiony Uarbert
Actores.
O Sr. Senna-
'Amigo
Lisboa.
Mouleiro.
Mendet.
Sebisliao.
Rozendo.
- A Sr. D. Leonor.
Aurelia Verneuil Maria Amalia.
A scena passa-seem Paris, em casa do banqueiro
Darberl.
No fim do drama lera logar o engranado duelo
AS T1S0MKE11MIAS
pelo ador Mouleiro e a actriz a senhora D. Maria
Amalia.
Terminara o espectculo com a representarlo da
nova comedia em 1 acto
A SOMBRA DE IM MARIDO.
Actores.
O Sr. Jarales.
Bezerra.
a Monleiro.
a Sania Roa.
/'ersonaaeiM.
ClovisEscrevenle .
Fernando l.imonier
Sirgenlo.....
RagotPorleiro. .
Um cabo da guarda mu-
nicipal .....
AduleMuiher de Fer-
nando ... a Sr. D. Orsat.
Fanny-PrimadeAdle. a a Mara Amalia.
Os beneficiados esperam que esl t espectculo seja
do agrado do respeilavel publico, le qaem esperam
concurrencia.
Os bilheiei estarao randa no diado esneclicalo,
das 9 horas da raanhaa em diante.
Principiara' as 8 horas.
LOTERAS da provincia.
lllm. Sr. thqsoureiro manda fazer
pnblic, cjue estao expostos a venda na
thesouraria das loteras, ra do Collegio
n. 15, .os bilhetes da 4-parte da primei-
ra lotera, para edificacSoda casa do Gym-
hasio Pernamliucano, cujas rodas andam
iinpreterivelmente no dia 12 de setem-
bro. Secretaria da thesouraria das lote-
ras, 23 de agosto de 1855O escrivSo,
Luiz Antonio Rodrigues de Almeida.
Permuta-e a morada de um primeiro andar
de Uma casa nov na ra do Rangel, decente para
familia, pelo mdico preco de 18ft)000, por om so-
brado de um andar no barro de Santo Antonio, e
que tenha commodos para familia, ou mesmo um
primeiro audar; os motivos de permuta se dirto : na
ra do Rangel n. 11, taberna, oo aonuneie.
Precisa-se da uma ama para ama cata estran-
geira com poaca familia, que enlenda da coznha e
engomme: na ra Nova n. 17, se diat qdam pre-
cisa.
Alaga-te a loja do sobrado da roa Drela n.
93, com irmac.io para taberna un sem ella, faz-sa
lodo o negocio a vonlade do pretndeme : a tratar
no segundo andar do mesmo sobrado.
Um eslringeiro deseja alogar uma casa qoe
lenha commodidades para familia e quintal sofTrivel
para jardim. que esteja perlo do Recife oa mesmo
nos bairros de Santo Antonio oa Boa-Vista : quem
lver annuncie. r
Aloga-se uma ama forra para'coiinhir a fizer
o roiis servico de casi, para homem tolleiro: na roa
dasCrozes n. 33, segundo andar.
llesappareceu a 4 de agosto do corrente um
crioulo alio, pooco corpo. mtio fula, rosto peqoenn,
licicos vermelbos e om tanto volteados, quando anda
tem as pernas um tanto zambas, ps compridos,
por nome Agostiuho, foi cria do Gnado Cordeiro, no
Brejo da Madre do eoj: rnga-ie a todas as autori-
dades e cipilaes de campo de appreheode-lo e lva-
lo rna do Cabog u. 6, qae 'seo generosamente
gratificados.
Precis.i-ie de uma ama qua tenha bom leite :
na ra do Queimado.loja n. 41, ou do paleo da Sao-
la Cruz o. i, sobndo de um andar.
No dia 29 do correnle estar em praca, no pa-
to da cmara municipal desta cidade, para ser arre-
matada por quem mait der, a madeira de pinho qae
foi do simlos da capaila, avaliada em 3759 ; assim
como a obra da estrada nova para a fregoezia da
Varzea : qaem quizer examinar a madaira, "dirija-so
ao cemiterio a fallar com o respectivo administrador.
Na raa do Viglrio n. 7, ha para lugar am ei-
celleote cozinheiro.
A pettoa qoe anaonciou querer comprar oma
eterava de 40 annos, querendo uma de 35, sem vi"
eioa e com algumas habilidades, diriji-se Soledade>
passando o sitio dos leoes, o primeiro porlo do boc-
eo do Boi.
Aloga-se um prelo para condozir fazendas
quem tiver para alugar, dirija-sa roa do Queiraa-
do n. 7.
O abaito assignado faz scieoleao publico, qoe
lem dse retirar para Lisboa.
Domingos Jos Lopes da Silva.
JOIAS
Os abaixo assigoados, donos da loja de ourives, na
ruado Cabog n. 11, confronte ao paleo da malriz
c ra Nova, fazem publico, qae estao tempre surti-
dos dos mnis ricos e melhores goslos de todas as obras
de ouro necesarias, tanto para seohoras como para
homens e meninas, conlinuam os presos mesmo ba-
ratos como lem sido ; passar-te-ha nma conla com
responsehilidade, especificando a qualidade do ouro
de 14 a 18 qailatet, ociado assim garantido o com-
prador te apparecer qualquer duvida.
Scraphiro & IrmSo.
LOTERA DA PROVINCIA.
Os cautella* Oliveira Jnior & Companhia avi-
sam ao respeilavel publico, que pela primeira vez
lem exposto venda os seus bilhetes e cautelas da
ultima parle da primeira lotera do (ymnasio Per-
nambucanu, as lujas abaixo declaradas : ra da
Cadeia ns. 9 e 50; ra do Collegio o. 15 ; ra do
Queimado n. 63; ra do Rosario n. 30 ; aterro da
Boa-Vista n. 16. Declarara que os bilhetes inteiros
em originaes sao pagos sem descont,' e qoe as cau-
telas soflrem o descomo dos oli por canto na forma
da lei.
Croa pessoa convenientemente habilitada^
.nfferece-'ie para leccionar em algara collegio
ou casas particulares,' arithmeliea.grammali-
ca pililo oplnca. francez, rhelorica e geogra-
phia ; protesta bom exercicio era qualquer
deslas disciplinas, medanle um mdico esli-
pendi : na ra do CamarGo n. 3.
385Sa8KsSCc5*?cr3c{K
i Oescrivao da irmandade do Senhor
Bom Jesii! das Dores em S. Goncalo, avi-
sa tos sniores rmaos da mesma, que he
tempo de contribuirem com a quota de
(aj^iUO rs. para a construccao das cata-
cumbas di irmandade no cemiterio pu-
blico, algumas das quaes ja' feitas, ao contrario se tera' de parar com
a obra, o que nao he de esperar do zelo
dos mesmos senliores irmaos.
Na ru do Collegio n. 19,|lerceim andar, pre-
cisa-se alugar urna ama ou um criado, forro ou cap-
tivo, que taiba coznhar bem.
Qoemo-Terece umaescrava sobre lOJOOO rs.,
procure na ra do Rangel n. 2.
A peiso.i qoe annuncfou precisar de 1509000
sobre bypolhica em uma preta, dirija-te a ra do
Caldeireiro n. 60, que se Ihe dir quem faz etse na-j
gocio. ,- J I '
lauto
- Offerece-se um rapaz brttileiro para caixeiro
de liberna o qoal ainda est arrumado: quera o
pretender annuncie.
O Sr. Francisco Sotter de Fijjraeiredo Ciitrn
queiri procurar na roa do Queimido n. 35 a Joa-
quim Luiz doi Santas, pan realisar o
contrahio no P,io Grande do Sul com Narc
Ferreiri.
O Sr. capitao da barca Gustato, naufragada
na praia de Mura Farinha, mande pagar osalugueis
do cavallo qua foi buscar em casa de sea duuo'Sere-
noJos de Salles, do contrario lanca-se mo dos
termos da le.
Virgilmii Piclieco de Mediros declara as pes-
oaaque liveri.m ttansaccoes cora o seu tinado ma-
rido Joao Pacheco de Queiroga Jnior, lonto antes
como depois rio seu casamento, e pelo que exiitem
dividas, urnas anteriores ao matrimonio ,e oulras
contrahidas na constancia do raesrnjB que o dilo seu
marido nAo de xou hens auuiii, a ponto de nao ter
a abaixo innunciaule de que faiandavenlario ; e
para que em lempo algum uno seja Tncommodada,
como lendo sabido sem cousa alguma rio seu casat,
faz a prsenle declarado, afim de chegar ao conhe-
cimenlo de lodos! Recife 24 de agotjo de 1855.
Virgiline Pacheco de Medeiroa.
Precisi-e alugar um sitio perlo da praca com
casa que tenha commodos para familia, estribara,
cocheira, algumas frucleiras e capim : a fallar nesla
typographia.
-r- O abaixo assignado roga a todos ot seus deve-
dores o obsequio de mauaVrem salislazar os seus
dbitos, aflm deque nao seja necessario lancar mao
de meios judiciaes.Jos Rodrigues da Silva Rocha.
Attencao. ,
Respondendo aos annuncios dos Srs. cautelisias
Salusliano d'Aquno Ferreira e Antonio Jos Rodri-
gues de Souza Jonior, publicados no Diario e .toe-
ral de 22 e 23 do corrente mez, declaro que be exac-
to Ss. Ss. hoje nada me deverme, mas qoanto a di-
zerem que nunca compraram bilheles fiado, nao sei
a que vem islo, pos que em todas as loteras extra-
hidas al 13 de Janeiro, inclusive a das amoreiras,
que o primeiro saldoo a 16. e o segundo i 19 de Ja-
neiro, quando i extraerlo leve ligar no dia 13 de
Janeiro, por tanto como esla succedeu com as nutras
anteriores da matriz da Boa-Vista, hospital Pedro
II, thealro de S. Isabel, malriz de S. Jote, matriz da
Boa-Vista outra vez, N. S. do l.ivramelo a da col-
ln d'amoreiras, qae sempre for.im vendidas a pra-
zo, e nao como hoje Ss. Ss. comprara a dlnheiro :
por tanto peco-lhes que oceupera-se nos seus afaze-,
res, que como os meus devem-lbes roubar lodo o
lempo, por issn nao me reta para oceupar-me em
mnoncios, a este meimo o fi;o a pedido de argoni
amigos meos. Rectre 23 de agosto de 1855.fr*an-
cuco Antonio d'Oliveira.
Precisa-se de una ama para casa de pouca fa-
milia, sendo fera da cidade^pagu-se bem, e prefere-
se a qu<- ouher onsommar-f na rua estrella do Ro-
sario n. 8, se dir quem precisa.
Joao Fernandes Magalhaes e Silva vai ao Rio
de Janeiro por causa de sua molestia, atoante sua
ausencia ficam seus procaradores, era 1-logar o Sr.
Marcellino Antonio Pereira, em 2- Angelo Baplisla
do Nascimenlc, e em 3' Manoel Jote Guedes Maga-
lhaes
Preciaie de uma ama de leile, sem filho : ua
na da Cadeia do Recife, loja n. 50, delronte da rula
da Madre de Dos.
AO PUBLICO.
Os herdeiros de D. Filippa Maria da Exallarao
protestara contra qualquer veoda ou transiere s que
facam com os beos da mesma senhora, e para livrar-
e de-litigios ffzera o presente annnnrio.
*
Rlheles 59800 Recebe 6:0009000
Meios 29800 o 2:7609000
tercos 28000 Qoirtos ijuo 1:8109000
1:3809000
Oitivos 720 o 69fJ9000
Decimos 600 a 5528000
Vigsimos 320 2769000
Trali-se de pretos doentes, e enra-se da frial-
dide e boba : na rna da Concedi n. 1.
IRMANDADE DA GLORIOSA
SANTA RITA DE GASSIA.
Tendo a meia regedora de festejar no dia domin-
go, 26 do corrente mez, sua miraculosa PADRUEI-
RA cora toda nolemoidade, principiando na madru-
gada do dia 25, cem o levantamenlo da handeira da
mesma SANTA, a qoal conduzida por um'lro de
vraens, a acoinpanhada pela banda de msica mi-
litar, percorrer as ras mais proximisi sua igreja,
na noile deste dia havera vesperal, e naquelle se
preenchen' a feslividade, com uma eiceltenle mis-
ta que pretendem apresentar o Rvm. padre Primo
e Alexaudrino, professores de orcheslra ; a bandi de
msica militar do balalho de S. Jos locar anles
de entrar os actos festivos e depois desles, os dii-
lnclns oradores da capella imperial Fr. Espirito
Santo e padre-meslre Capistrano, pregarilo ot ler-
moes, sendo o pryneiro na fetta, e o segundo oo TE-
DEUM; lindo o qual se recolhera' a handeira cota
i mcsmaiJorinalidades do levanliraenlo: a rnaaa
regedora Iproveila a occatiio para convidar a lodot
charissimos irmaos, a qae comparec,au) aos referidos
actos.O escrivao, Jos Franciico de Paula llamos.
Sacca-se qualquer quemtia sobi e a
vrarfi do Rio de Janeiro, com toda a se-
guranca: i>.a rua do Trapiche, n. 40, se-
gundo andar. m
ATTEHAO. f
O cautelista da casa da fama do Aterro
da Boa-Vista n. 48, Antonio da Silva Gui-
maraes, faz sciente ao publico, que ven-
deuobilhete inteiro n. 4206,com 6:000$
de rs., dividido em quatro qua ros, as-
sim como outros premios de 200.SUO0 e
lOOjjOOOr*.
Quem aclion e queira rmlilrj|ia>ajaa cabra
(bicho) prenha, loda prela, com uma *jp"t>aslanle
crescida, tambam preta, tendo do joelho pin bailo
branco, dirija-so rua Direila n. 93, que sera grati-
ficado com a importancia do valor da mesma cabra e
filha.
O Dr. Ribeiro, medico, contina a residir na
rua da Cruz do Recife u. 49, segundo andar.
Noiabbido 18 do corrente lusenloo-te de ce-
sa de seo Sr. o major Aotonlo da Silva GosmSo, o
seu escravo Ignacio, crioulo, cor preta, les'.a grande
e grandes cantos, olhos vermelhos, um dedo de am
dos ps partido que parece uma forquilha, he mui-
to contador de petas; quem pega-lo sera' generosa-
mente recompensado levaodo-o a roa Imperial n.
61, caa d residencia de seu senhor.
llesappareceu no dia 19 do corrente um mole-
que por nome Thomaz, crioulo, com idade de 22 an-
uos, pouco mais oo menos, baixo, pernas fins, na-
riz chalo, os lientos da fronte podres, cabellosaver-
melhados.com duas empingens seccasnos cotovellot e
marcas de chicle as costas: qaem o appreheoder
leve-o ao engenho S. Francisco da Varzea, ou no Re-
cife a Mauoel Joaquim Gomes, oa rua da Cadeia de
Santo Antonio, que ser recompensado.
Precisa-se alagar om canoeiro esclavo: na raa
Nova n. 27, depotilo de caldeireifo.
Precisa-se. de nma criada para o servico de
uma casa de pooca familia (aero meninos) qoe silba
bem desempeohir este logir; pagi-te bem, e pre-
fere-se alguma portugueza, ainda que se Ihe faca
algum adiamntenlo para pagar algnm encargo di
ana viagem : a tratar na rua do Qaeimado n. 35,
loja dajierragens.
Preeia-te para cata da um bomem viovo a tem
familia, aligar uma eterava da meia idade, nmliataj
nao tenha labilidades, com lano qae tarbi comprar
e fizer o mais ter vico interno de uma casa. -
Jardim publico em Pernambuco, rua da
Soledade n. 70.
Nesle jar lira ha muilo grande variedade da nern
qnalidadet de rosas, vinda de Franca esfe armo, as-
sim como timbem daliis e oulras flores como tajara:
camelias, iraetuzes, gloscioia de flor azul ele.:
seohoras mants da* flores, e qae pela fesli quiza-
rera ler em seus jardiot novis qnilidida da roas,
uao percam lempo a mandar por alias; tambam ha
quatro novas qualidadet de figos, uvas detoiio qna-
lidades eecolliidas, alvot que dio amoral, tnedto-
nheiros, magnolia, fior, aapotas a sapolii, frucla-
3o e larangeira* para encliartoa etc. : recebem-se
prompta m-e encommendas a precos modendos,
lo par o eenlro desta provincia "como timbem
ri.'hiin nnl "" ** mali pravinciai u> sola norte, e e afiaoca a
s-arcso jo..: Terfei,a "" dade d!f- p1"-.
Preclii-ae de ama pessoa un eriido : na rua
Nov n. 2, jirimeiro andar, filiar dat 10 horas ao
meio dii.
Praeha-ie de am caixeiro qna linha prilica de
taberna pan lomar conti de uma por bataneo: a tra-
tar na roa da Senzalla-Velha pidarii n. 98.
Desappareceu no dia 18 do correnle, da cata
do Sr. Joaquim Euzeblo, morador na roa do Ba-
ad, om crioalioho de nome Manoel SatotUano, de
oito annos ds idade, o qual he arroxeado da cor, com
signis de bexigas que solTrea a seis mezei; Jevan-
do camisa brinca e calca de quadros ja desbotados ;
suppoe-se liar occulio para ser vendido como clp-
livo: nho residente no aterro da Boa 'Vista sobrado da es-
quina can do Sr. Dr. Aolran, sera' recompensado.
No dia 21, as 11 horas, na sala das audiencia!,
depois de linda a do Sr. Dr. de a latente, u hto
de arrematar i.moveii e maWobjeclot pertencentaa
i herao(a da finada Besa de Lima.
i No atirro da Boa-Vista n. 11, loja de fruirlhei-
ro francei, precisa-se alugar om prelo de .12 a 14
aonoside idnde, para o servico da loja.
Ocautclista Salustianode Aquino Fer-
reira declarafmui positivamente, que nun-
ca compiou bilhetes liados dasloterias da
provincia jio Sr. tbesourefo, adjb'em na-
da deve; vio-se elle propt io cautelista
obrifjado a responder ao annuncio pu-
blicado no LiBeral Pernambucano n.
858 de 21 de agosto deste anno, afim de
salvar a sua reputacao. Pernambuco 22
de agosto de 1855.Salustiano de Aqui-
po Ferreira.
8S; ->(
ATTENCAO.
Manoel Antonio UoncalveejsB|m 2
ai estabelecimento de obras de ouro e (
* prata na piara, de Pernambuco, fl
2 consta ndo-llie que diverso* vendedo- ?
Sres de joias pelo matto. se tem ser- aa>
vidoduseu nome en seu* negocios,
I faz constar para evitar engaos, que j
nao se responsabiliss. p'or transac-
cao alguma que elles fzessem ou
possam fazer, de qualquer nature-
za qae seja, pois a ninguem auton-
soupara isso.
Reciie. 13 de agosto deJ855.
as,.......Tt taMptaltltr
lllm. e Exm. Sr. presidente.JeC da Bocha P-
rannos, tendo soffrido pietericlo em ten direaapaa
thesouraria de fizenda d'etta provincia relativa-
mente a cobran da qnantia de doos coalas e lan-
os mil ris. qoe a mesma fazenda Ihe he devedon,
provenienlE de medicamentos qoe lopplicante for-
necera pan ot hospitaes regimentaes delta cidade, e
islo pao obilanle ordem eipressa do Ihesonro que
exiga prorr pti mfrma<;ao. e tambera as reclami-
Cfles do suppliraute, nesla collisao recorreo elle a V.
Etc. por uma peticao para ver se por esle modo, se-
ria despachida a sua pretenco; mas tuecedeodoqaa
teodo V. E:ic. mandado informar mesma thesoora-
ria, esta por motivos qoe o sopplicante ignora, tem
delido desde o 1. de junho al o preaanle a referi-
da nformacao por V. Exc. exigida, causando desla
arte lo sur plicanle grave prejoizo ; por lito o lop-
plicante de novo recorre V. Exc. afim de que como
primeira autordade adminislra(iva.da provincia se
digne mandar que a referida thesouraria haja de dar
eioformasao por V. Exc. exigida. Neflts termos,
pede a V. Exc. assim Ihe defira.E R. Me Jos
ia Rocha Prannos.
Informe n Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
Palacio do governo 28 de jolho de 1853.Figuei-
Tedo. ,
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Saliio nesta provincia a sorte de 10:000>}
rs., em o meio bilhete n. 5385, aim de
outros de 400jj. 200$ e 100$ res: os po*-
suidores de taes bilhetes, queiram ir re-
cetar os m:ijs respectivos premios. Acham-
se a venda os novos bilhetes da lotera 4-
do theatro de San-Pedro de AlcanUra,
que devia correr a 18 do presente; as
listas esperam-se no dia 5 de setembro
vindouro: os premios sao pa^os depois
>M*nie se tenham disli-i buida as mesmas
* listas.
O alaixo assignaejo, cautelista das
loteras desta provincia, lendo um annun-
cio estampado em o Liberal PeaMam-
bucano de 21 do corrente, decWra o.
bem desau crdito que nao deve quantia
alguma ao lllm. Sr. thesoureiro daslote^L
rias desta provincia, e mesmo que nun-
ca cornprou fiado bilhetes ao mesmo lllm.
Sr.Antonio Jos Rodrigues de Souza
Jnior.
I
3
1
O PANTANO DE OLINDA.
Approxiniando-te a etlacao calmosa a achando-se
os habilanlts desla iofelii e detgracada Olinda pro-
pioguos i morrerem de sede pela falla absoluta
d'agua, acresce que procurando-se lodaaja meios de
lomar menos insalubre a cidade da Jj jB, te hija
esquecido.qie exposlo o pantano dedMMk aos raios
do sol, estando todo coberto de lama, qoe em algoni
logares lem 20 palmos de profaodidade.nalnralmen-
te com o venlo norte que se approxiraa devem ot
miasmas serem levados ao Recite, principalmente
aos biirros de Santo Amaro e Boa-Viita, a Dece sa-
be os males que dahioodem apparecer I no entretan-
to qoe se eslivette o rombo do baldo tapado, estiva
aquella snporfice co'berta d'agoa, e nao haveria ae-
melhanle mil ; por esbis raines, pois, dirigimo-not
ao Exm. Sr. piesidenle da provincia pira que te
digne laucar suas vistas para esle foco de ioftecao,
que pode ter remediado com tao pouco, a qoe pode
rauar grandes bem i salubridade e aajM i a te S.
Exc. ouvlr ios Sn. mdicos melhor
humildemente Ihe represenlim
Os moradooet de Santo'.
AMA DE LEITE.
Na roa do Qaeimado, sobrado n. 19 lem pera alu-
gir-se uma excedente ama de leite : a fallar n loja
do mesmo sobrado.
Aluna-te na Soledade a cata n. 58, eom quin-
tal e cacmb : a (rilar na roa do Queimado, loja
n. 61.
que
Necetsita-se de nm mossp brasileiro qoa
bailante pratica de loja de fazenda, e qoe d
a saa conduela para uma loja Tora da cidade
roa da (juia n. 64, primeiro andar.
Joao Fernandes Mirques e Silv vii ao Rio de
Jaueiro por cauta de sui molestia. *
Perdeu-se ha dias o 1/ volaaee da Caatelai San-
guinaria : quem lver acbado, lave a rua Nova a.
26, qae te recompensar o un trabadlo.
Precits-se alngar nm prelo oo moteqne : na
rna da Senzalt Nova n. 38. ,
abaixo designado compra qual-
un etOMaro doente de morpljea, ainda
no ultimo grau da vida, e tambem cura
'i hualquer pessoa livre, tanto de morphea
'- cmo deUtrysipela, tendo ja* restins, as-
im CC-Oaf os dineros em qualquer estado
esteja m : os pretendentes dirijam-se
rua do padre Floriano, esquina a di-
reita indopafc mesma, n. 18.Manoel
Borges de Mendoncja.
P^
t


.-i-SS-:




nppom

^_
OIMIO DE PERMIBUCO SEXTA FEIRA 24 DE AGOSTO DE 1855
Regiment de curias.
Sahio a luz o regiment da custas judi-
ciaes, annotado com os avisos" que o alte-
raram: vende-te a 500 re'is, na U mura
n. 6 e 8 da praca da Inderjendencier:
*** '^
DENTISTA. :
Pialo Gaigooui, denlista francez, estbele
cido ni IW sarga do KoMrio ti. 36, seunndo
andar, coBoca denles com gengivas artificien,
e dentadura completa, ou parte della; cora a
' presso do ir. tj)
EDCACA'O DAS FILHAS.
Eolre as obras do grande 1-enelou, arcebispo de
Cambray, merece mui particular menudo otratado
da educacSo das meninasno qual este virtuoso
irelado mo* come as m.'iis devem educar suas fi-
fias, para uin dia chegarein a oceupar o sublime
lugar de mii de familia ; torna-se por tanto ama
ncessidade para todas as pessoas que desejara cui-
a-las no verdadeiro camiulio da vida. sl a refe-
rida obra traduzida em purtuguez, e veode-se na
livraria da praca da Independencia n. 6 e 8, pelo
diminuto preco de 800 rs.
CONSULTORIO DOS POBRES
50 MU A SIO VA 1 AHBA& 50.
0 Dr. Sabino Olegario Ludgero^Pinho,
raudoa-se do palacete da ra deS. Francis- *
. eo D. 68A, para sobrado de dous anda- J
resn.6, ruide Santo Amaro, (mundo novo.) (g)
: AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que mudou a sua aula para a ra do lia n-
n. 1 i, onde continua a receber alum-
no internos eexternos desde ja' por m-
dico preco como he publico: quem se
quiza,utiUsar deseu pequeo presumo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida* casa a' qualquer hora dos dias uteis.
O SOCIALISMO.
Pele itaWil Abrem *e Lima.
Ma de livros dos Srs. Ricar-
Bni da roa do Collegio, e
iSkcasa Jo autor, paleo do Collegio, casa amarella,
1.* andar encdernado de todas as formas, por
aior ou menor preso, segundo o gesto dos compra-
dores. A edicao est quasi esgotada, epoucosex-
plares restam. Esta obra, em que ie aclia trata-
di a marcha do genero humano desde o primeiro
homem aj nossos dias, perleoce a todas as classes
da sociedad!, e he, por assim diier-se, o evangelho
ella estao consignados todos os foros
. As suas loulrinns estao, portanlo,
ao alcance de todis as iuielligencias.
MASSA ADAMANTINA.
ton. 36, segundo andar, Panlo Gai-
gnoui, d minia francei, ebumba os denles com a
mam adamantina. Essa nova e maravillosa com-
posijao tem a vantagem de encher sem prestito dolo-
rosa todas as anfractuosidades do dente, adquirindo
em poneos instantes Solidez igual a da pedra mais
dora, e permute restaurar os denles mais estraga-
dos com a forma e i cor primitiva. ,
Eat sahir a las no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTRAHIDO DE RUOFF E ROEN-
NINGHAUSEN E OUTROS,
posto asp orden) alphabelica, com a descripcao
abreviada de (odis as molestias, a iodiea;ao phjsio-
logica e therapeutica de todos oa medicamentos ho-
meopathicot, seu lempo de aejao e concordancia,
seguido de um diccionario da sjgnificac,So de todos
os termos de medicina e cirnrgia, e posto ao alcance
das pwas do povo, pelo
DR. X. J. DE MELLO NORAES.
Sabscreve-se-para esta obra no consultorio horneo,
pathico do Dr. LOBO MOSCOZO, ra Nona n. 50-
pcimeiro andar, por 59000 em brochura, e 69000
eucadernado.
vos livros de homeopathia mefraucez, obra
todas de sumira importancia :
rlahnemanu, tratado das molestias
^Turnes. ,........
Teste, n-oleslias des meninos.....
Hcring, homeopathia domeitica. .. .
Jahr, pharmacnpa homeopalhica. .
Jalir, novo manual, 4 voluntes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pelle.......
Kapou, historia da homeopathia, 2volutnes
Ilarthmanu, tratado completo das molestias
dos meninos..........10900o
A Teste, materia medica homeopalhica. 89000
De Fayolle, doutrioa medica homeopalhica 79000
Clnica de Slaoneli .......69000
Ring, verdade da homeopathia. 49000
"^jiriodeNvslen.......109000
1 completase anatoma com bellas es-
tampas colortp<, contendo a descripcao
A todas as parles do corpo humano 309000
s-se lodos estes livros no consultorio homeopa-
lhica do Dr. Lobo Hoscoso, ra Nova n. 50 pri-
meiro andar.
O baeharel A. R. de Torres Baudera, profes-
aor eabslitulo de rhelorica e geographia do lyceu
desla provincia, contina a eusinar as referidas dis-
ciplinas, e tora assim a lingni franceza, a ingleza e
pbilosophia, na oasa de saa residencia, ni roa Nova
n. 23, segundo indar : quem se quizer olilisar de
sea preslimo, poden procara-lo para esle'fim das 7
horas ale as9 da manhaa, e das II da manida a 1
da Urde, e destaa desde as 3 horas at as 6.
O Sr. Joaquim Octaviano da Silva lem caria
na livraria n. 6 e 8 da praca da Independencia.
O Dr. I'- A. Lobo Moscoo di coniullas homeopathicas lodos, os dias aos pobres, desde 9 horas da
manhaa al o meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noite.
ORerece-se igualmente para praticar qualquer operario de cirnrgia, e acudir promplameote a qnal-
quer mulher que esleja mal de parto, e cujascrcumstaucias Sopermillam pagar ao medico.
DO COlliLTOlU DO DR. P. L LOBO MOSCOZO.
50 RA NOVA 50
VENDE-SE O SEGINTE:
Manual completo de meddicina homeopalhica do Dr. G. 11. Jahr, traduzido em por
tugaez pelo Dr. Moscozo, qualro volumes encadernados em dous e icompanhado de
nm diccionario dos termos de medicina, cirnrgia, anatoma, ele, ele...... 209000
Esta obra, a mais importante de todas as que tralam do estado e pralica dahomeopalhia, por ser a nica
qOecMlm abase fundamental d'esladoutrinaA PATHOGENESIA OU EFFEITOS DOS MEDICA-
MENTOS NO OKGANISMOEM ESTADO DE SAL'DEconhecimenlos que nao podem dispensar as pes-
soas que se querem dedicar a pralica da verdadeira medicina, interessa a todos os mdicos que qnizerem
experimentar a doulrina de II ah nemann. e por si meamos se con ve ucerem da verdade d'ella: a todos os
fazendeiros e senhores de engenhoque eslSolonge dos recursos dos mdicos: a lodosos capitesde navio,
que urna on oulra vez nao podem deixar de acudir qualquer incommodo sea ou de seus tripulantes :
a todos os pas de familia que por circumstancias, que nem aempre podem ser prevenidas, ao abriga-
dos a prestar in continenti os primeros soccorro em aaas enfermidades.
O vade-niecum do homeopalha oa tradcelo da medicina domestica do Dr. Hering,
obra tamhem til as pessoas que se dedicam ao esludn da homeopathia, um volu- ,
me grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina ...... 109000
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc., encardenado. 39000
Sem verdadeiros e bem.preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro oa pralica da
homeopathia, e o proprietario desle estbelecimeoto se lisongeia de te-Io o mais bem montado possivel e
ninguem dnvida hoje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 tubos grandes..................... 85OOO
Boticas de 24 medicamentos em glbulos, a 109, 129 159000 rs.
Ditas 36 ditos a.............t..... 209000
Ditas 48 ditos a................. 58000
Ditas 60 ditos a................, 309000
Ditas 144 ditos a.................. (iOaOOO
Tubos avubws....................... 18000
Frascos de meia onca de tinctura.................. 28000
Ditos de verdadeira tinctura a rnica................. 25<)ii
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de lobos de crystal de diversos lamanhos,
idros para medicamentos, e aprompta-se qualquer encommenda de medicamentos com toda a brevida-
por precos
I
muilo com modos.
TRTAMENTO HOMOPATHICO.
Preservatico e curativo
DO CHOLERA MORBUS.
PELOS DRS.
ou instrucr,ao ao povo para se podercurar desla enfermidade, administrndoos remedios mais efficazes
para alalha-la, emquauto se recorre ao medico, 00 mesmo para cura-la independiente desles nos lugares
em que nao oa ha.
TRAMADO EM PORTUGUEZ PELO DR. P. A. LORO MOSCOZO.
Estes douCeflhcnlos conlmasindlcacOes mais claras e precisas, so pela sua simples c concisa posi-
;3o esUiaoilcanl ^Btdas as inteligencias, nao > pelo que dizrespeito aos meios curativos, como prin-
cipalmente SjPpreservalivos que lem dado os mais satisfactorios resultados em toda aparte em que
elles lem sido postos%m pralica.
Sendo o traTamenlo homeopathico o nico que lem dado grandes resultados no curativo desla liorri-
velenfermidade, jnlgamosa proposito traduzir estes dous importantes opsculos em lingos verncu-
la, para desl'aAe facilitar a sua leitura a quera ignore o francs.
Vende-se unicamenle no Consultorio do traductor, ra Nova n. 52, por 29000 rs.
chronicas, 4 vo-
. 209000
. 69000
. .. 79OOOJ
. 65000
. 169000
69OOO
89000
I69OOO
Precisa-se de urna amaque saiba coser, engomar
e enlenda do arranjo de nma casa de pouca familia :
a Iralar na roa da Cadeia do Recife n. 53, segundo
andar.
Quem annunciou precisar de 6009000 a pre-
mio, com o juro favoravel de um por cenlo 10 mez,
sobre hypolheca em urna casa n.o bairro de Santo An-
tonio, que rende 149000 mensaes, declare a sui mo-
rada para ser procurado.
Casa de commissao de escravos.
Na ra Direita, sobrado de 3 andares defronte do
becco de S. Pedro n. 3, recebem-se escravos de am-
bos os sexos, para se vender em commissao, nao se
levando por csse Irabalho mais do que dous por cen-
lo, e sem despeza alguma de comedorias, oflerecen-
do-se para islo todas os commodos precisos pira os
ditos escravos.
Precisa-se de urna ama para o servico interno
de urna casa de pequea familia : na ra estreila do
Rosario n. 10, lerceiro andar.
Aos Illms. Srs. juizes e magistrados.
He chegado a praca da Independencia
ns. 24 a 30, loja diw. O. Maia, as verda-
deras e milito superiores pelles de ar-
minho.
i
Sendo a perfeifSo e limpeza no fabrico dos g-
neros alimenticios, que formam o panem noitrnm
quotidianum, a roelhor mais desejavel recommen-
daco para o paladar, assim como para a corprea
hygiene, recommenda-se ao publico a padaria da
ra eslnafaylkAosario n. 13, nos orligos bolachei
Crimea, Jelnioha Lisboa, dita araruta, falias e
biscoitos, bolachinha Sebastopol, dita guerra do
Oriente, e bem assim bichas de Hamburgo de 8 pol-
legadas de comprimenlo, dis quaes urna s prodoz
o efleilo de 8 daa communs.
Todo islo a cobre oa sdalas,
Ouro oa prata no balcao ;
Qnando mesmo eiperlalhao
Seja o fregnez, compra a Ida,
Se goslar de cousa boa.
Assegtira-se que infallivelmente hao de agradar os
prejos. '
i'UBLIGAijAO' DO INSTITUTO H0- $
IE0PATBTC0 DO BRASIL.
THESURO HOMEOPATHICO
O
VADE-MECUM DO
HOMEOPATHA.
Mttkodo concito, claro teguro de cu- '
rar homeopathicamente todas ai motetliai
gut af/ligcm a especie humana, e parti-
' eularmente aquellas que reinan no Bra- \
sil, redigido segundo os melhores Irata-
dos de homeopathia, tanto europeos como '
americanos,, e segundo a propria experi- ,
encia, pelo Dr. Sabino Olegario Ludgere
Pinho. Esta obra he hoje reconhecida co- '
mo a melhor de todas que Iratam daappli-
cacao homeopalhica no curativo das mo-
lestias. Os curiosos, principalmente, nao
podem dar um passo seguro sem possui-la e
consulta-la. Os pais de familias, os senho-
re* de ajWjfg aacardotes, viajantes, ca- 1
pitaes de na Mk/sertanejos ele. ele, devem
te-la mfe^Ka occorrer promptamenle a
qualquer casjde molettii.
Boas volumes cme>rochura por 10S000
> eocadernados 119000
- Vende-se unicamenle em casa do autor,
reja de Santo Amaro n. 6. (Mundo No-
-Da'-se dinheiro a juros sobrepenho-
1c obras de ourQ e prata: na ra da
iuian. 40,
ImANIIA PERMMBliaNA.
Esta empieza pretende contratara cons-
truccao dos trapiches e armazens .em Se-
rinhaem^enpGamella, (no Rio Formoso)
pontoe dstdkpala de seus vapore, ao lado
do sul, M Itapissum e Goianna, ao
Jado do norte, sb as condiedes seguin-
tes:
Clausulas especiaes da arrematacao.
1. As obras para a cosutruccao destes
trapiches sero feitas de- conormidade
com as plantas e ornamentos, approvados
pela direccao da companhia, na impor-
tancia o de Serinhaem rs. 4:835^(320, o
dG^BS*- 11:267*<>00. eode Ita-
P" P:75500 eode Goianna de
2- ra*}jJsT>br8s aeverSo principiar no
prazo de 15 dia, e findarSo no de 4
mezes, ambos contados do dia da assig-
natura dos contratos.
5. O pagamento dj-sju obras sera' fei-
to em tre prestaros '(Sittsfc| a printeira,
no dia da assignatura do contruto i a se-i
gunda, quanio -estive "
obra, ea ultin
mente c<>*!HflS* c, i o
arrematanttfpor espasjj
sha conservasfip e solid.
4. O arreositantc prestara' urna fian-
za idnea neia pra^a: para tratar di-
rija-se ao escriptofio do Sr. F. Couln,
ra da Cruz n. 26.
_____
Panorama.
SEGUNDA EXP0S1CA0.
FREDK LEMRCKE -
lem a honra de avisar ao respeilavel publico, que na
segunda-feira 20 do correle, vai ex por novas vis-
las, que nesta provincia anda nao ae tem visto, na
rna da Cadeia confronte do convento de San-Fran-
cisco, que sao as seguintes:
Rio de JaneiroTomada de Santa-Thereta.
Os Rustanos, habitantes dos montes, passando 1
passagem sobre o Caorasos. -
Rombardeamento de Sebastopol.
Illuininarao do palacio do imperador da Russia.
O desembarque dos alijados em Kerlsch, ns Cri-
mea.
Sebastopol.
Interior daigreia do Santo Sepulcro.
Rom-Fim, da Rabia.
O preco he 500 r. cada pessoa, acha-se aberlo das
6 s 9 horas da noite.
TYOGRAPHIA DO POVO REPUBLICANO.
Na ra Direita n. 5, primeiro andar, se acha esla-
belecida urna lypograhia provida de. ricas fonles de
lypos para imprimir qualquer obra, piriodico e lodo
o que diz respeifo a urna officina desle genero :
quem quizar ulilisar-se della, dirija-se i mesma ca-
sa, que encontrar com quem tratar. Os trabalhos
feilos nesta officina serio sempre ezeeotados por pre-
co mais commodo que em oulra qualquer parte, e
qualquer impressao ser feila com o melhor gosto,
aceio e promptidao.
Para vestidos de
seuhoras.
' A AflOC'O o corte.
Na loja n. 17 da ron do Queiroadof vendem-se
corles de novas bausorlnas de laa, de padroes iolei-
ramente modernos, chegados pelo ultimo navio de
Hamburgo, proprioa para vestidos de senhora, pelo
baralo pre^o de 89 cada corle.
Vende-se um violflo em muilo hom estado: na
roa das Cruzes n. 33, segundo andar.
.Vendem 45 barris vazios de qualro e cinco em
pipa: na re do Livrameulo 11. 32, padaria.
A 320 RS.
a peca de froco para bordar, das cores as mais su-
blimes que lem vindo de Franca : na ra Nova
loja n. 41.
Vende-se um sitio na Torre, i margem do rio,
em lugar que anda nao sbbirain as cheias, com casa
de sobrado, cochera, casa para feili*, estribara,
casa para escravos, cacimba con% bomba, e tanques
parS agua, sendo o filio lodo morado e completo de
p-ucteiras : na roa de Santa Cruz n. 70.
Vendem-se dous engenhos mocles e corre-
les, paramentados, com multo boas obras e ptima
ferragens, ambos moem com agua, lem boas malas
virgeus e partidos por se abrirem, e bons cercados,
disiaie.desla praca oilo leguas e urna ao porlo de
embarque : nao ae vendendo lambem te urrendarau:
quem os pretender e mais informacoes quizer, diri-
ja-se a ra das Cruzes a Domingos d Silva Campos
ou a ra de lionas com Manoel Eleulerio do Reg
Vende-se nma escrava crioula, moca, forte e
robusta, com leile por haver parido morto a 4 se-
manas ; sabe coser chito, lavar de varrella e servir a
nma casa: na ra do padre Florano n. 35.
Vende-se urna escrava moca de boa figura qoe
engomma sofrivelmeole, cose e borda, cuidadosa de
meninos: na ra da Crut"n. 17#egundo andar.
Vende-sen ptimo mulato, moco, de bonita
figura : quem,o pretender ralle ua ra da Cadeia do
Kecire n. 53 com Jos Gomes Leal.
Vende-se urna armacao de taberna, e seus per-
ences, assim como um resto de gneros uella exis-
lenus : a tratar Da roa da Sanzala velba o. 15. '
. ~~ Vende-se manleiga ingleza da mais uova que
ISS, me;cad0 960 800 r... queijos do reino a
I9SO0, cafe de caroco a 160, eevadinha a 320, bala-
as a d rs., amendoas com casta a 280 rs., arroz pi-
lado a 80 rs. a libra.cuia a 480 cevada a 200 r. a li-
bra, vmho de Lisboa a 400 a garrafa, dito Figueira
a o rs.: na taberna da ra de Hortas n. 4.
Aproveitem a occasiao.
Chegou loja da roa do Qoelmado n. 18, nm
grande sortimenlo de palitos francezes com pequeo
loque de mofo, pelo baralissimo preso de 2) e 39OOO
rs. ; a elles, antes que se acabem.
miiiuiu
COMPRAS.
' Compra-se urna casa larrea nos bairros de San-
to Antonio, S. fos e Boa-Vista, que nao exoeda de
1:0009000 ; qiuta a liver annnucie.
Compra-s)%ma cata al o valor de lrt)009000
para dar a urna orphaa : na praca da Boa-Visla n.
33, botica.
Compra-se metal velho, cobre, bronze e laiao :
ndhia Nova n. 27, deposito de caldeireiro.
Compra-se prala brasileira e hespsnhola : nn
ra da Cadeia do Recife n. 54.
Compra-te urna preta de bonita figura1 e mocas
que seja boa costureira e eogoramadeica ; paga-se
bem agradando : na rus do Trapiche n. 14, primei-
ro andar.
Compram-se accOcs de Beberibe e ltalos da
divida provincial: oa ra larga do Rosario n. 36,
segundo andar.
3ompi
oras 1
ram-se obras de ouro e prata
na ra da Guia n. 40, desde
at as 10 da manhaa. todos os
-Co
ja' usai
as 7 hor
dias.
Compra-se urna escrava de 40 anuos,
pouco mais ou menos, embora sem liahi-
Iid.idcs, comanto que seja robusta, goze
saude e seja esperta: quem tiver annun-
cie.
Compra-se orna morada de casa que lenha 2
quarlos, quintal e cacimba, com chao proprio, o que
seu cusi nao exceda a ara cont de rs. : a tratar na
ra larga do Rosario n. 32, que dir qaem compra.
Compra-se urna negra de meia idade, que en-
lenda de coznha: em Fra de Portas, ra dos Uua-
rarapes n. 16.
Casa de commissao de escravos* na ra
do Livramento n. 4.
Compram-se escravos de ambos oa sesos, de idade
de 12 a 3 annos, sendn boas figuras paga-se bem ;
lambem si recebe para vender de commissao; afian-
HP bom Iratamento o seguanla dos mesinoe.
lUaCorxipram^se rolos de pitia ou vticica. de nm
po para mais em dimetro : na foudic,ao da Au-
tora, em Sanio Amaro, e no deposito da mesma, na
ra do Brum n. 28.
^5^
AS
Not qoatro canto da Boa-Viala n. 1, ha ne-
gada a pentacha dos bota figo de comadre, pelo di-
minuto pieco do 320 a libra, e o bom peixe de tu
cabeze, vindo de Lisboa, de ptima qualidade.
_| Na roa das Cruzes n. 22 vende -e ama escrava
cabra com urna cria de dous mezes, com muilo le-
te, engommadeira, cozinheira e lava de sabao,
urna dita que coznha e lava, urna crioula .que en-
gomma, coznha e lava e um escravo crioulo para
lodo servijo.
Vende-te urna escrava crioula com 30 annos
de idade, a qual sabe tozinhar, coser e engommar :
na ra estreila do Rosario, loja de cera n. 8.
Vende-se farello bom, o mais recente chegado
de Lisboa: na ra do Vigario, armazem n. 7.
Na loja dag* seis
portas,
Em frente do Livramento.
Corles de cambraia a dous mil res, lencos brancos
para cabeca de senhora a pataca, ditos pintados pira
mao a seis vinlens, vestidos de seda para meninas de
ires a seis annos a seis mil res.
Vende-se um escravo da Costa, mojo, sem vi-
cios e muito fiel, proprio para lodo o servico, e mes-
mo froca-se por outro lambem moc,o, mas que en-
lenda de servico de campo: a tratar na ra larga de
Rosario n. 22, segundo andar.
Colletes,
Na ra Nova n. 10, vendem-se cortes de colleles
de tuslao, lindos padroes, pelo baratsimo preepde
MO rs. o cor le, com diminua avaria.
De sol.
Na ra Nova n. 10, vendem-se chapeos de sol, as-
teas de balea, com avaria, por 15000.
. Vende-te um escravo da Costa, manso e de bo-
nita figura, coslumado atrsbalhar em armazem de
assucar e outro qualquer servido da roa : no arma-
zem da ra Nova o. 67.
Farinha lina para mesa.
Na roa da Cruz n. 54, eacriplorio de Domingos
Alves Maltiem, ha para vender muito superior fa-
rinha de mandioca, propria para mesa, em barricas
e saccas, por preco commodo,
Vende-se um moleque de idade 6 annos : a
Iralar na rna do Livramento n. 35.
Para o esquadrao.
' Vende-se um uniforme completo para nm guarda
do esquadrao de cavallaria de guarda nacional, por
diminuto preco : na ra do Queimadd n. 35.
Vettje-se urna mulata de 22 annos
de idade, boa figura, perita engomma-
deira, boa cozinheira,' costureira e lava-
deira, he muito diligente e nao tem vi-
cios, nem molestia alguma, o que se alli-
anca; assim como um moleque de San-
nos de idade: na ra do Hospicio, sitio
da Senhora Viuva Cunha, n. 6.
lirins de vella: no armazem de N. O.
Rieber & C, ra da Cruz n. 4.
Cera de carnau-
ba.
Vende-te cera de earnanta do Aracaly: na ra
da Cadeia do Recife n. 49, primeiro andar.
AOS PALITOS FEITOS.
Na ra ra do Crespo n. 15,
ha para vender um bonito" sortimeoto de palitos de
alpaca de diflerenies cores, mais batatos que em ou-
lra qualquer parle.
Com toque de
v avaria.
Vende-se panno fino prelo, prova de lynSo, panno
este que por sua boa (,'oalidade e Wstre vale 129 o
covado, porm como be grande porfo e para se aca-
bar, vende se pelo diminuto preco de 39500 o cova-
do : oa rna do Queimado n. 33 A.
Na ra da Madre de Dos n. 16, vendem-se por
barato pr'cc,o chales de 13a com pequeo loque de
avaria e prec,o de 15000; n mesma se vendem cha-
peos de sol de paoninho a 19400 com algum loque
de avaria.
Veode-s urna taberna na roa da Senzalla-
Velha u.,104, a qual vende muito a relalho e est
collocado em um dos melhores lugares do Recife,
em razo da passagem da ponte nova : a Iralar com
Manoel Jos Gomes Braga, na mesma padaria n.98.
Farinha de mandioca.
A bordo do hiale Castro, fondeado defronte do
caes do Ramos, ha para vender muito superior fari-
nha de S. Malheus, por prec,o commodo ; a Iralar
no escriptorio de Domiugos Alves Malheus.
Vende-te ou arrenda-ie o sitio Estiva de ci-
ma, no logar da Ibura, com cata de vivenda, bailan-
te Ierra de plantario, criacao e mallas, e porlo.de
embarque : quem pretender, dirija-se ao paleo da
matriz de Santo Antonio, casa o. 8.
Vende-se sal do Ass, a bordo do hiale Con-
teirao de Mara, por meos preco que em oulra
qualquer parle : defronlo do caes do Ramos, a Iralar
com o mestre, ou em Fra de Portas, ra do Pilar
n. 103. Na mesma parta 00 casa vende-se nma es-
crava de 40 annos, pouco mais ou menos, sadia, sem
vicios nem achaques, bem postante, sabe lavar, co-
ziuhar o diario de urna casa, e lambem vende na
roa ; ao comprador se dir o motivo d venda.
A 4jf0Q0 E 50000 O COVADO.
Vende-se panno fino prelo, prova de limo, sem
defeilo algum, pelo baralo preco cima, por ser gran-
de porc,3o e se querer acabar, pois he panno que se
lem vendido por 109 e 129 covado, mas como fosse
comprado em leilao grande porclo, convida-se ai
pessoas que conhecerem fazenda superior, que nao*
dcixarao de comprar vista da qualidade e do pre-
co : na rna do Queimado n. 33 A.
Vendem-se bombas dt pao para cacimba de si-
tio, e lambem os senhores queja aparlaram alga-
mas, venham tira-las, do contrario serto vendidas :
na rni da Praia n, 14.
Vende-se um cabriole! novo,
sem coberla, muito leve e maneiro,
e vende-te tambem boa parelha de
cavallos, todos para carro, e por
preco commodo: na roa Nova, cochera de Adolpho
Bourgeoit. s^^ ^^
Velas de car-
X

nauba,
SIMPLES E DE COMPOSICAO.
. Na ra da Cruz 11.15, vendem-se ditas velas, de
C, 7,8, 9 e 13 por libra, em caixa de 8 al 50 libras,
fabricada no Aracaly, pelo melhores autora, e por
menos prcc,o que em oulra qualquer parle.
MI RI.'.fLl.NA.
Na ra do Crespo n. 16, esquina que volla para a
ra das Cruzes, vendem-se cortes de murculiua com
ll,1, covado, pelo baralo preco de 29500 ; a elles,
que estao se acabando : assim como saias de cam-
braia com liabados, fazenda muilo superior, a ipiOO
cada um.
NA RIJA NOVA N. 22
ha relogios de ouro palele inglez do melhor fa-
bricante de Liverpool, por preco muilo em coola ;
tambem ha muito bons oculos dc toda a numera-
eses, os qaes sao de ac.o.
J^J**e*^*'^^^*a#VtjSSuPSiSSS --------.--------
Q Antigo deposito de panno de algo-
godao da fabrica de Todos os
Santos na Baha.
, Novaes & Companhia, na "ra do
Trapiche n. 54, continuam a ven-
der panno de algodao desta fabrica,
trancado, proprio para saceos e
roupa de escravos.
A 3,500 RS.'
Vende-se cal de Lisboa ltimamente
chegada, assim como potassa da Russia
verdadeira: na praca do Corpo Santo
n. 11.
CAL VIRGEM.
Vende-secal de Lisboa, chegado no pa-
tacho CONSTANCA, entrado hontem, por
preco commodo: no deposito da ra de
Apollo n. 2B.
CASEMIRA PRETA A 4?500
0 CORTE DE CALCA.
vo^pa^rru^dTcadeuT' *+ '" "?""" qM
Vende-se
contina
de Lis-
ein
Aterro da Roa-Vista n. 8, defronte da
bon cea.
SIChegou ltimamente a verdadefra carne do ser-
tao queijos de todas as qualidades, figo, de coma-
dre, bolachinha de soda, biscoitos finos inglezes mni-
to novos, e um completo sorlimenln de lodos o ge-
neroi de molhados dos melhores que lia no merca-
do, e vende-se ludo por menas preco do qoe em
outr parle.
' Attenco.
"Clinua-sc a vender na ra da Cadeia do Recite
n. 47, loja do Sa (Manoel) damasco de laa de duas
larguras, muito proprio para cuberas de cama e pan-
nos de mesa. .
Vende-se ama negrinha de 7 annos : na rna
do Livramento n. 4.
Vende-ie muito em conla a armacSo, balan-
C?s, pesse ulencilios da taberna, sila defronle de
*. S. do Terjo n. 139, proprja-para qualquer prin-
cipame por ser o Mugue! da 'casa muilo em conla e
bom ocal para vender. Oau|o para Ierra como para
o mallo : a Iralar na ra larga do Rosario, taberna
A 99000 E 109000 A PECA.
Vendem-se peras de brim fino e hamburgo su-
perior, que se assemelha ao bom panno de linho,
pelo diminuto preco de 99 e 109 a peca de 20 va-
tas : na ra da Cadeia do Recife, loja n. 50, de
fronte da ru da Madre de Dos.
Novo soitmenlo de fazendas
baratas.
Almdas fazendas j annunciadas, e oulra mul-
las, que a dinheiro a visla se vendem em porcSo e a
relalho. por baratissl'o preco, ha novas chilas de
core fitas a 160, 180 e*20 rs. o covado, ditas para
coberla, bonitos padroe, a 220, dilas largas de cores
claras imilando cassa a 240, riscado* francezes largos
dequadros modernos a 260, corle'de cambraia de
lpico com 6 li2 varas por 29560, penoo de lindos
muito lino para lencos com mais de 2 varas de lar-
gura, pelo baralissimo preco de 29400 a vara, novo
brins de linho de quadrinhos para palitos, calcase
jaquetas a 220e 240 o covado, corle de cesemiras de
cores a 49, brim de cores para calcas a 19 a vara:
na ra da Cadeia do Recife. loja n. 50, delronlMa
ra da Madre de Dos, a qual se achasoffrivelmenle
ortida de boa faxenda, cojas qualidade e commo-
do precos se garanlem e dao-sc amostras. *
LABVRINTHOS.
Len;os de cambraia de iinho muito finos, toalhas
redondas e deponas, e mais objeclos desle genero,
lodj^je_bom gosto; vende-se barato: na ruada
Farello em saccas de 5
arrobas a 5^000.
Farinha de mandioca
eiu saccas a !#300.
Tifollos de marmore a
320.
Vinho Bordeaux
garra toes a 12#000.
JNo armazem de Tassb
friiia-os.
LEONOR D'AHBOISE.
Vende-se o excellente romance historia
c Leonor d'Amboise, duqueza de Rreta-
nha, 2 volumes por 1^000 rs., na livraria
n. 6 e 8 da praca da Independencia.
POTASSA BRASILEIRA. 0
0 Vende-se superior potassa, fa- )
} binada no Rio de Janeiro, che-
gv gada recentemente, recommen- t
m da-se aos senhores de engenhos os 1
seus bons eTeitos ja' expessmen- 3
tados: na ra da Cruz n. 0, ar-
mazem de L. Leconte Feron w
Companhia.
8
8
Vende-se ac em cunheUs de um quintal, per
rece muilo commodo : no armazem dt Me. Cel-
nonl i Companhia, praca do Corpo Sanio a. 11.
lEUscado de Istras de core, proprio
para pajitos, caifas e jaquetas, a 160
o covado.
Vende-se na roa do ^^ W esquina que
'olla para a cadeia.
Deposito de bal del
Na ra da Cadeia do Recife, li
> veoder-se barris comiuperior
boa, por preco commodo.
CORTES DE CASI
!>E CORES ESCURAS E Vendem-ie na roa do Crespo, loja da equiava JIM
volla para a ra da Cadeia.
A boa fama
Na ra do Queimado nos qualro canto, k>j de
miudezas da boa fama o. 33, vendem-se ostegoinli
objeclos pelos presos mencionados, e ludo de mui-
lo boa qualidade, a saber:
l.'uzia de lezouras para oslara a
tiuzia, de peni para ajar.cabelle
lecas com 11 viras da llalavrada sem i
Vares de meiai brancas para senhora
Vec,as de fitai'braneai de linho
Veca de bico estrello com 10 varas 560
t'arteiriaisMCom iOOagolhas, sortidas
Maro, de caraao para vestido
Caisai com clcheles balido, franeesee
Licovas finas para denles .
I ulceirasencarnadas para meninas e senhores
l.inhas brancas da noveloi n. 50, 60, 70 libra I
Libras de linhas de corea de novello *"~
'ro de bolOes para carniza
.ileadas de linhaefinissimas para bordar
leadas de linhas de peso
l-arrileu de linhas fina de 200 jardas
t;roza de boloe muilo finos para calca
l~>iias com 16 novellos de lioliai de marea
Iluza de dedaei para senhora
Suspensorios, o par
Maciuhos de grampas
liarlas de alfioeles
Caizinhas com brinquedos para meninos
Agulheirof muilo bonitos cum agulhas
1'orcida para eajidieiro, n. 14
Caiiinhascom agulha franeezas
I^badoasjbrlos de linho bordados e liaos, a I
Alm da ledo islo oolrai T-'linapu
de muilo beeal qualidades, e que sa ;
mo baralo nafta bem conhecida loja I
ndar, ven-
gue Es-
Rua-
da
Vende-e na ra da Senzala Nova n. 30, o se-
sumte : peuuas de ema, cera amarella, mel de abe-
lha e queijos do lerlao.
Valaquia a 5$000 o corte.
Linda fazenda para vestido, lem urna vara de lar-
gura, dequadrosmailo vivoi, parece alpaca de seda:
na rna do Qaeimade, loja n. 21.
Vende-se um escravo mojo, com oflicio de ca-
eiro : ua ra do Livramento n. 8.
Cefa'de carnau-
ba do
ABACATY E ASSU'.
Vende-se enajorao e a relalho. por menos preco
que em oulra qSalquer parte, principalmente sendo
a dinheiro a Jpa : na roa da Cruz, armazem de
couro e tola, WP&.
K Palitos baratos.
Palitos de alpaca fina, prela e de cores a 5S500,
ditos de menn verde de cordao a 69500, ditos de
ganga amarella a 38000 ; todos sao forrados elbem
cosidos como os de encommenda : na roa do Quei-
mado, loja n. 21.
Damasco larguissimo.
Damasco de laa de todas a cores, lem quaii duai
varas de largura, a 1&600 o covado, proprio para
igrejas, colchas, cuberas de cama e oulros mistere:
na ra do Queimado, loja n. 21.
Riscados baratos.
Riscado Trancez, largo,,a 180 o covado, dito azul
de quadrinhos, semelhanle aos de liuho, a 160 e 200
rs.. proprio para calcas, jaquetas, palitos e camisas,
por ser mullo largo : na ra do Queimado, loja
""ifcNDJfaE barato, por estar com
toque de avaria e em muito bom estado,
gravatas de seda decores, ditas pretas,
mantinha de cassa com barra de seda
para gravatas, mantas de seda para se-
nhora, ditas de cassa seda, cortes de rolle-
tes defustao, nos seguintes lugares. ater-
ro daRoa-VJsla" n. 58, ra do Sol n.
71A, ra do Rangel n. 54A, ra do
Cotovello n. 46.
Fazendas baratas.
Corle de casemira de pura laa e bonitos padroes
a58500 rs. o corte, alpaca de cordao (moilo fina a
jOO rs. o covado, dila muito .larga propria para man-
to a 640 o covado, corles de brim p*rdo de puro li-
nho a 1600 o corle, ditos cor de palha a l600 o
corte, corles de casemira d bom gosto a 2J500 o cor-
le, sarja de Ua de duas larguras propria para vesti-
do de quem eili de loto a 480 o covado. corles de
fusiao de bonitos goslos a 720 e 18400 o corle, brim
trancado de lioho a 1 e a 19200, riscados proprios
para jaqoelai e palitos a 280 o covado, corles de col-
leles de gorguasa. a 3300: na loja da rna do Cres-
po n, 6.
Attenco ao seguinte.
Cambraia franceza de corea de muito bom gosto a
600 rs. a vara, cortes de cana pretoi de muito bom
goslo a 29000 o corte, ditos de cores com bons pa-
drees a 29200, alpaca de seda com quadro a 720 o
covado, corles de lfla muilo finos com 14 covado ca-
da corle, de muilo bom goslo, a 49500,*leuc,os de
bico com palmas a 320 cada um, dito be cambraia
de linho grandes, proprios para cabeca a 560 cada
um, chales imperiaesa 800 rs., 19 e I92OO : na loja
da roa do Crespo n. 6.
-rVendem-e os mais modernosebonitos
chapeos de fcltrocompello, pretos e blan-
cos, chegado ltimamentedeParispelo na-
vioHAVRE.osmelhoresquetemvindoaes-
temercado, vendem-semais chapeos depa-
lhaaberta,ditosdepalhabrasjQpira,ditosde
castor pretos, ditosdemassa francezes e di-
tos feitos na trra, ditos amazonas para
senhora, muito bonitos e de ultimo gos-
to, ditos de molla, ditos de lustre para pa-
gem, de copa alta e baixa, guies de todas
as larguras, tanto de ouro como de prata,
tudo por precos mais baratos do que em
outra qualquer parte: na praca da In-
dependencia ns. "2i-a 50, loja de Joaquim
de Oliveira Maia.
He chegado a praca da Indepen-
dencia, loja de J. O. Maia ns. 24 a 30,
um variado sortimeuto de chapeos do
Chile de todos os tamanbos e bonitas for-
mas, e vendem-se por preco mais em
conta do que em outra_ qualquer parte.
AVISO AO PUBLICO. \
Na padaste de J0A0 Lina Ferreira Ribciro, i
aila no pausada Santa Cruz n. 6, ha sempro |
a venda alm do grande e variado sorlimeolo j
de bollinhoa, todas ai qualidades de massas fi- j
as proprias para cha; aieim como tambem |
bolacha fina e bolachinha ingleza superior |
8 que vem de fra.
34, primeiro andar.
FAZENDAS DE GOSTO
PARA VESTIDOS DE SENUORA.
Indiana de quadro muito fina e padroes oovoi;
cortes de laa de quadro e flores por prejo commo-
olla para a ra da Cadeia.
Vende-se excellente taboado de pinho, recen-
temente chegado da AmerieaK na rui de Apollo
trapiche do Ferreira, a eotoarder-se com oadminii
ador do mesmo.
A boa fama
Vendem-se moilo bonitos chapos de sol de teda
pequeos e com molas- proprios para meninas de es-
cola, pelo baralissimo preco de 39000 rs.; he cousa
13o galante queTjuem vir n3o deiiar de comprar :
a ra do Queimado, loja de miudeas da boa fama,
Gasa da fama!!
Na ra Direita n. 75, vendem-se bilbetes de toda
ai loteras da proviocia, e pagam-se lodos os pre-
mios que sahirem nos bilheles vendidos na mesma.
Sebolas novas de Lisboa.
J4chegaram ceblas novas de Lisboa, e vendem-
se no armazem de Joao Martina de Barros, Iravessa
da Madre de Dos n. 91.
Vende-se cal virgen, chegada hon-
tem, e de superior qualidade por preco
razoavel: no aimaZem de Rastos & Ir-
anios, ra do Trapiche n. 15.
Na roa do Vigario n. 19, primeiro indar, ha
para vender superior relroz de primeira qualidade,
do fabricanteSiqueiralinhas de roriz e de nume-
ro, e fio porrele, ludo chegado pqlo ultimo navio vin-
do do Porto, e juntamente vinho superior, feitoria
em pequeo barris de decima.
l N 55 aterroda Roa-Vistan. 55.
POIRIER.
Acaba de fazer orna especie de veaezianas com o
nomo stores, de nova invenco para janellas, serven)
de ornamento e tem 1 vantagem de impedir a cor-
renleza de ar not aposentos e entreler-lhe a frescura
necessaria. l'odem igualmente servir para arma-
zem. Por um eogeohoso meclianismo sao muelo
melhor do que as venezianas auligas. S com a
vista melhor se pode saber o quanio sao excellenles.
POIRIER.
ATERRO DA ROA-VISTA N. 55.
Vende-se um carro dequatro
rodas, novo, muito elegante e
leve, e de novo modelo: em
casa do Poirier.
Vendem-se no armazem n. 60, da ra da Ca-
deia do Recife, de Henry (ibson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por presos
mdicos.
FARINHA DE MANDIOCA. .
Vende-se superior farinha de mandioca
em saccas que tem um alqueire, medida
Velha por 5$000 reis : nos armazens ns.
3,5 e 7, e no armzem def rOnte da porta da
allandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes & Companhia na ruado Trapiche
n. 54, primeiro andar.
Vende-secognac da|melhor qualidade: na rna
da Crnz n. 10.
VINHO DO PORTO SUPERIOR FEITORIA.
Vende-se por preco Commodo no armazem de
deBarroca & Castro, roa da Cadeia do Recife n. 4.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de W.
Borvmann, na ra do'Rrum, passan-
do o chafariz continua haver 1
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acbam-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Capas de burracha a 12,s000.
Quem deiiar de se muir de urna excellente ca-
pa de burracha, pelo diminuto .preco de 128 ? a el-
las, que se estao acabando: na roa da Cadeia do Re-
cife, loja n. SO, defronte da rna da Madre de Dos.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton & C., na ra de Senzala Nova n. 42.
Sellins inglezes.
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Candieirose casticaes bromeados.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiro.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97.
Vinho Cherry em barris.
Camas de ferro.
Vende-se pipas, barris vazios e bar-
ricas internadas: a tratar com Manoel
Alves Guerra Jnior, na ra do Trapiche
n. 14.
Moinhos de vento
ombombasderepuxopara regar borlase baixa,
decapim, uafundi;adde D. W. Bowman: naraa
do Brum ns. G, 8 e 10.
Na ra do Vigario n. 19, primeHSkapd
de-se Trelo novo, chegado da Lisboa ptsobri
peronea.. ^J?*
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor.
Senzala nova n. 49.
Neste estabelecimento t continua a ha-
ver um*completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os 'tamauhos, para
dito.
DEPOSITO DA FABRICA DE |
OS SANTOS DA RAHfA.
Vende-se em casa de N.- O Rieber di
C, na ra da Cruz n. 4, algodao tran-
cado daquella fabrica, muito proprio pa-
ra saceos de assucaive? oupa para escra-
vos, por pregs> commodo.
Vende-se urna balance romana com todos os
seus perlences.em bom uto e de 9,000 libraa : quem
pretender, dirija-se ra da Cruz, armazem 0. 4. '
COGNAC VERDADEIRO.
Vende-se superior cognac, em garrafa, a 12SO00
duxia, e 11980 a garrafa : na ra dos Tanoeiros n.
i, primeiro andar, defronle do Trapiche Novo.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se aa ra do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
ATTElitSO.
Na ra do Trapiche n. 54, ha para
vender barris de ferro ermeticamente
fechados, proprios para deposito de fe-
jes ; estes barris sao os melhores que.se
tem descoberto para este im, por. nao
exhalar em o menor cheiro, e apena.* pe-
zm 16 libras, e custam o diminuto pre-
co de 4.J000 rs. cadaum.
Potassa.
No ntico deposito da ra da Cadeia Velha, es-
criptorio n. 19, vende-se muilo superior potassa da
Kossia, americana e do Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he para fechar contal.
Na ra do Vigario n. 10, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
ticas para piano, violao e flauta, romo
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo' modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Na roa do Vigario n. 19, primeiro andar, tem
i venda a auperior flanella para forro de eellius,
chegada recentemente d America.
CHALES DE LAR E ALGODAO,
ESCIROS A800 RS. CADA II.
Vendem-se na roa do Crespo loja di eiquina qne
volta para a ra da Cadeia.
Deposito de vinho de cham- W
tiagne Chatcau-Av, primeira qua-
idade, de propriedade do conde C*
de Marcuil, ra da Cruz do Re-
cife n. 20 : este vinho, o melhor
de toda a Champagne, vende-se
a 36$000 rs. cada caixa, acha-se
nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N.
R.As caixas sao marcadas a fc-
goConde de Marcuile os r-
tulos das garrafas sao azues.
Deposito do chocolate francez, de urna
das mais acreditadas fabricas de Paris,
em cas de Vctor Lasne, rna da Cruz
n. 27^
Extra-superior, pora baunilha. 19920
Extra fino, baunilha. 19600
Superior. 19980
Qaem comprar de 10 libras para cima, lem nm
abate de 90 % venda-se aos mesmo presos e con-
Viita n. 52.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Redundo de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do "Stolle em Rerlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezs, rom gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Rieber 4 Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
A Boa fama.
Na roa do Queimado, noa qualro cantos, loja de
miudezas da boa- fama n. 33, vendem-se os seguintes
objec.0, tudo de muito boas qualidade e pelos pre-
sos mencionados, a aber
Peni de tartaruga para atar cabellos a 4J500
Dito de alisar lambem de tartaruga 38000
Ditos de marflm para alisar I94OO
Dito de bfalo moilo floo 300 e 400
Ditos imitando a tartaruga para'atar cabello 18280
l.eques finissimos a 25, 39 e 40000
Lindas calas para costura 3J0O0
Dilas para joiai, moilo lindas a 600 e 800
Luvas prelaa de torcal e com borlla! 800
Dilas de teda de core e sem defeilo 18000
Lindas meias de seda de cores para enancas 18800
Meias pintadas lio de Eieocia para criancas 240 e 400
Bandtj'i grandes e linas 38000 e 48000
Trancas de teda de todas as cores e largura e de bo-
nitos padrees, fitas finas lavradas e de todat aa lar-
guras e cores, bico finissimos de linho de bonilos
padrfics e todas a larguras, tesoura as mais fina
que he possivel encontrar-se e de todas as qualida-
des, meias e luvas de todas as qualidades, riquissi-
mas franjas brancas e de cures com borlote proprias
para corlinados, e alm de ludo Uto ootra muitissi-
mas cousas ludo de bons goslo e boa qualidades,
que i visla do muito baralo preco oto deixam de
agradar aos Srs. compradores.
ieliso,a S^^B
issiaaas eeaa^a^a^Lv
ojM^taT'
A boa fama
Vnde-e papel-marfim paitado, a resma a 48080
Papel de peso pautado muito knperior,Tema 3*600
l ilo almaco sem ser pauladoennilo boca
reunas jinissimas bico de lance, greta
Ditas m'pito boai, sroia
Caivetes finos de 2 e3 fotoa, a 249
Lapis finos enveruisados, dozia
Hitos sem ser enverniaados, dozia
Canelat de marfim muilo>benitas
Capacho pintados para sale
Henalas dejunco com bonitoseastOes
Ocolo de armacao acv, toda ae
llites.de ditos de metal bronco
Loneta com armario de tartrica
Ditas de dila de bfalo .
C.irleirai para algibeira, tuperioree
V- vella dooradn para calca e
Eiporasv Mi de metal, o par
TraaS Hprelo* de borraxa pa1
TiJta^Wwretiros de porcelan
Oiixaa riqsrieshnaspara randa I
C> rteiras proprias pera vi agen
Ti ucadore de Jacaranda com bt
Cl aroteirtt de diversas q
M iis de laia muito iu|>e*|r
Ecova nisiimai para o
fir issimas para bar:
re>, metas pintadas etruas
des, bengalas enuito
propria para ri
m iilissimai co1
e i|ue se vende
qcerparle: a r
na nem' conhecida
n. S3.
Desap_pan
nagio Cassaoge,
Rular, algorne e
lo aparado ealg
na riz chalo, fal
penenos mi
lea algtmas ei
mus sarna p
br 1 co ao p da mao,
vou vestido de chita
fino velho, quaaio 1
lo- arrabalde desta
ni pegar e levar a,
Campos, ra dai Cro
' Deesmareceu
pelas T hdh da noile, 1
35 a 40 aunes, ponen I
sei;oinrcs : nm dedo ds rujo diri
gra, lem marcas brancas as duai
misada aljrodtoziuho, vestido de L.
fino, e mais ama irona de roupa :'
as autoridad policiaes ou capitaM I
apprehaodam e levem u sen tenhor Jo_
Aievedo, ha prar;a do Corpo Santo 1.17?
be n recompensado.
Desappareceu do engenho S. Pedro, ai lado
da cnpilal da provincia da Parahiba do N
go.is, no dia 10 do correle, o cabra Jae-, re-
presenta ler 26 annoe, com oe sigoae* rtoe :
altara regalar, cheie do corpo, phyetenoaait d,
olhoi pequeos e vivos, barbado, levando ca sede
alpodioxioho de riscado, calca de cor prela, chapeo
de baeta pequeo ; o qual eacravo foi cemprade ha
poneos dias ao Sr. padre Caralo 1- Mandra Fui
lado, vigario de 8. Beoto da provincia da- Bi Gran-
de do Norte, igoarando-se qoe direetao \i.lissslfj l
futao : o abaixe auignado, roga a todas m
deijdo Kie Grande da Norte, e esa Mralpt
do referid eeerave, I remelle lo ao e*en_____
de cima da Parahiba do Norte, otfaoee gngusThu
de S. Pedro, que serio generouaaeute pagas todas
as despeza,
Flix de AHo AUek
Aos 17 de agosto de 1855, dewif pavwti da
povoacao de S, Amaro de Jaboatao prettv Me,
crinlo do seilao, com os tignaes tegnialea : eitHora
regular, cheio do corpo, com falla de dente* na fren-
te, feio de cara, traz alparca : quem 0 pprlwn-
der leve-o ao armazem n. 14 da roa de Apolle, on
em S. Amaro JaboalSo a tea leahor o pedre'Vieen-
te, que ser recompensado.
-- Esl fgida nesla cidade ha maii da 4 annos
urna escrava de D. Gertrude, da ctdad* ate AaaajMs;
foi apprehendida no dia 14da carrea** aceta desde,
e ao amanliecer do dia 14 larnou a evadir* i anda
como forra com o nomo aappoele, a qsMl tea g-
naes seguintes : he cabra, estator baiie, aagCa,
lem um signal no pesclo : portanlo roga-e a au-
toridades o apprehaodam ; o protesta-te com rigor
da lei a quem liver em inaeasa, seja por qaem qaer
qun for.
100,000 BS. JE
GRATIFICACA'O.
Em 28 de marco' do corrente anno,
fugio o escravo crioulo, de nome Domin-
gos, de 20 annos idade, pouco mais
ou menos, rosto redondo*, dentes lima-
dos, cabellos carapinnes, cor tula ecotn
principio de barba, levou vestido calca
di; algodozinho azul e camisa de chita
cor de rosa, e mostra ser muito humilde
pela mandao com que falla : este negro
ti u ando fllgio esta va-te curando de urna
fstula que tinha na verilha esquerda, e
apresentava grande quantidade de pannos
nc peito e rosto, foi escravo de urna viuva
moradora no Bonito, para onde suppde-
se ter-se ausentado, em razao de constar
que elle tem filhos na mesma comarca; ja*
nao he a primeira vez que foge, depois
que sahio do poder da dita viuva, e nev
tas occasioes inculca-se forro, e cono tal
trabalba por jornal em' diversos enge-
nhos, ou obras: roga-se pois as pessoas
quu do mesmo tiverem noticia, queirauv
api'ehende-lo econduzi-loarua do Vib-
rio n. 5, querecebero a quantia cima
estipulada.
Attenco.
Lesappareceu no dia 20do correle mes anmaitra-
vo de nome ioe, o qual he conhecid neju arara
por Jos Manleiga, de necio S. Thom, jznUe bien
fallante, esratora alia e cheio do corpo, -rmedaaTei.
fechado, muito prelo, cabello um tanto granea, o-
brancelhai um tanto fechadas, bocea grande, denl.
mullo claro, quando anda pea-lhe os pea, totano
p esquerdo varias costara de urna eacaldadaikv o
p um tanto grotto, e sobre urna da coeturae ato ci-
ma do p ama pequea ferida ; levou calca de gan-
ga, e por baixo della urna de rucado azul branca
por .sso nede-se as autoridades policiaes e capilies
de c.impo que o appreheodata e levem n rea larga
do Rosario, loja de mindeas de Manoel Jote Lopes
que serSo bem recompensad*.
'!
PEIN.: TYP. DE M.
C -**i*.r-

ItJOk. 1855


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