Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00623


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Full Text
)
\
AUNO XXXI. N. 193.
-
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 anexes vencidos 4,500.

QUARTA FEiRA 22 DE AGOSTO DE 1855.
Por anno adianUdo 15,000.
Porte franco para o subscriptoi.
n
DIARIO DE PERNAMBUCO
EjNCARRecados d.v subscripca'O.
Recife, o proprielario M. F. de Faria; Rio de J"
miro, o Sr. Joao Pereira Marlini; Baha, Sr. O-
Duprad ; Hacei, o Senhor Claudico Flelo Diaa;
l'arahiba o Senhor Uervazo Viclor 'da Nalivi-
dade ; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira JuDior;
Aracaly, o Sr. Antonio de l.einos Braga; Cear, o Sr.
Joaquim Jos de Oliveira ; Mnranhlo o Sr. Joa-
quim Marques Rodrigues ; Piauhy, o Sr. Domingos
Herculano Aekiles Pessoa Cearence j Par, oSr. Jus-
lino J. Ramos ; Amazonas, o Sr. Jerooyrnoda Cosa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 1/2.
Pajis, 355 rs. por f. *
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 por 0/0 de rebate.'
Acedes do banco 30 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Discanto de lettras de 8 9 por 0/6.
METAES.
Ouro.Oneas hespanholas' 29000
Modas de 69400 velhas. 169000
de 69400 novas. 109000
de4000. 99000
Praia.Patacoes brasileiros. 19940
Pesos columnarios, 1*940
mexicanos. .... 19860
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, lodos os diat
Caniar, Bonito e Otranhitns nos dias 1 e 15
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex eOuricury, a 13 e 28
Goianna e Parahiba, segundas e sexias-eiras
Victoria e Natal, as quintaa-feiras
PREAMAR DE HOJE.
Priroeira 0 a 30 mirtilos da tarde
Segunda 0 a 54 minntM da manhaa
AUDIENCIAS.
Tribunal do Comihercio, segundasequintas-feiras
Relacao, tergas-feiras e sabbados
Fazenda, q liarlas e sabbados s 10 horas
Juii docommercio, segundas as 10 horas e as
quintas ao meio-dia.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas
1* vara do civel, segundas e sextas ao meio dia
2* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia
EPHEMERIDES.
Agosto 4 Quarto minguante as 7 horas 1 mi-
nuto e 42 segundos da tarde.
12 La nova s 4 horas, 32 minutos e
44 segundos da tarde.
20 QuartocrescenteasS horas, 3 mi-
nutos e 45 segundos da tarde.
27 La cheia a 1 hora 32 segun-
dos da tarde. *
DAS DA SEMANA.
20 Segunda. S. Bernardo al. doutor da igreja.
21 Ter^a. S. Joana Francisca Romana viu.
22 Quarta.Ss. Anthuza e Gathonica mm.
23 Quinta. S. Filippe Benicio ; S.Daviana.
24 Sexta. S. Bartbolomeo ap. ; S. Proiolomeo.
25 Sabbado. S. Luiz rei de Franca f.
26 Domingo. 13. Sagrado Coracao da SS. Viv-
iera Mi de Dos ; S. Zeferino p. m.
parte ornciMa.
MINISTERIO DA JUSTICA.
3,ycfo.Ministerio dos negocios da juslica.
Rio era Janeiro, em 6 de agosln de 1855.Illm. e
lizm. Sr.Levei o conhecimenlo de S. M. o Im-
[rador o officio de V. Exc. datado de 22 de jonlio
o carrete anno, sob n. 157, acumpanhado do ofticio
"lo jaiz de direilo da comarca de Caxias, em que con-
htjt, i vista dos avisos de* de ftvereiro de 1834,
> 13 do janh de 1835, combinados coro o de 8 de
Mareo de 18*1, pedia um reo pronunciado ol>ter sol-
tura por habeas-eorpm, a pretexto de nullidade do
ara processo, sendo o crime inatianravel: e houve o
iriesmo augusto senhor por bem. approvande a solu-
c,iopor V. Exc. dada a sobredi!* duvida.t decidir que
rae pronunciado em qualquer crime nao pode ser
tollo por habeas-corpm, porquaulo nesla hypothese
a prislii he o elTeito ranal d| pronuncia (ajL (44 do
esdigo do processo, e 293 ds regulamenRs 126 de
31 de Janeiro de 18Ai,ie como tal nao pode costar em-
quanto subsistir a Sosa, que so deve ser revogada
pelos recursos e meios competentes e ordinarios ;
sondo que alias por meio do habeas-corpus se reco-
nheoeria da pro'nuncia e da senlenc,a condemnatoria,
revogando-se a prisio, que he elleito dellas.
O qae communieo a V. Esc. parasua' intelligen-
cia e em reposta ao seu citado ollicio, e para o fazer
, constar ao sobredito joiz de direilo.
Deo guarde a V. ExcJos Thomaz Nabuco de
Arawjo.Sr. presidente da provincia do Marauhao.
DECRETO N. 1626 DE 2 DE AGOSTO DE 1855.
Marca os dias em que devem ter lugar a sessoes or
linarias dos tribunaes do commercio.
Hei por bem que as sessoes ordinarias dos tribunaes
do commercio tenham lugar as quartas-feiras e sab-
I) idos d cada semana, quando nlo forero dias de
. guarda oa feriados, e sendo-o, nos dias anteceden-
de nlet aquelles ;.ficando nesla parle revozado o art.
t. do decreta n. 738 de 25 de novembro de 1850.
Jos Tliomaz Nabuco de Araojo, do mea couse-
Ih), ministro e secretario de estado dos negocios da
juslica, assim o lenha entendido a faca executar. Pa-
lacio do Rio de Janeiro, em 2 de agosto de 1855, tri-
dsimo quarto da independencia edo imperio.Com
a imbrica de S. M. o Imperador.Jos Thomaz Sa-
buco di Araujo,
MINISTERIO DA FAZENDA.
Expediente do dia 10 de julko.
A' Hietrrararia da Baha, declarando que D.
Fraudara Mara de Mallo, nao e-la por ora as cir-
ctiratlancias de obler o meio sold como lilha do ca-
pillo reformado Ignacio Ferreira ile Soulo FalcAo.por
nio ter provado sersolteira ao lempo da.morle de seu
pai, ma< caado-se Ihe o prazo de qualr inezet para
prov,i-le, sob pena de suspender-se o meio. sold, e
proceder-s andemnisarao da fazenda pelo que li-
tar recetado.
11
V directora da conlabilidade, declarando, em to-
'So a ddvida sobre qual a tata por que se deve
er aconta de jaros dos erapreslimos da cofre dos
rimos do lo do correte mez em diantc, qae,
a da le do orcameoio que; rete o actaal exerci-
eki, eaaa laxa deven ser de 5 por cento, tanto para
M qnanlias entradas al o fim do anuo financero
saso Hado, caato para as qae entraren] posterior-
A alfandega da corle.mandan lo restituir a Fran-
da Silva Aveleda, meslre do palacho nacional
M,oa direilosde consomrnoque pagoa por oer-
I qae nella Ironxe, vilo pi ovar por csrlidao
IMaga da^gUavu^a. aarer pago allucaudo
asoiei sat;>prrddJBMa\i[ Mn'ue ouve uo respectivo
mrnifastode.seV ^sssacircuinstaucia,oque deo
lui;ar bem foiPe^^ licencia do pagamento na
atlandeea da cdrla^Saa,.
A' recebedoria dorouncipio da Corle, commu-
nicando qae o tribunal do thesouro deo provimento
ao recurso iuterposlo da decisAo da mesma recbe-
te por D. Rita de Moraet Quadros, declarando
linio osl ella obrigada ao pagamento da revali-
lo do sello da caria de 14 do maio de 188, em
rfuii Francisco Jos Bitlaucourt promelteu dar a es-
era Albina recrreme e suas iluas irmas ; visto
que tal documento nao s por sua proprias expres-
asen, como pelo mais que coasta dos respectivos pa-
peiii, nlo podia ter considerado como ltalo de trans-
fer ocia de dominro; e obtervando-lhe oatrotrm qae
nAo devin cobrar os 4 por cento, nem exigir a reva-
lidarlo da pretendida doat5o ; porquanto, anda
meimO que taes direitos devidos l'ossem, era misler
qoii tvetse liando a insiuacao na forma da lei, e
pdr comeguiote qae a referida escrava nao se pode
maCfiwlar senAo quando se exhibir nessa repartirlo
ilulo li'gitimo de sua transferencia para quem de
dimito fr, fazendo-se enlao eflfeclivas as penas re-
gul imenlares qne no caso couberem.
12
Circalar lis thesonrarias, declarando qae,
vista do art. 13 da lei do orcamento qne rege o ac-
taal eiercicio, n laza por que se deve fazer a conta
de juros dos eiupreslimos do cofre dos orphaos, do
1 to corrente mez em diaute, he de 5 por cento,
tanto para as quanliat entradas ateo fim do anno
flnanceiro*prozimo pastado, como para as que en-
traren posteriormente.
A* do Paran, declarando que vista do reque-
rimento de Raymando Joilo dos Res, chefe de tec-
o Borneado para a mesma thesouraria, em que pe-
que de tea ordenado se deduza a qaantla de
10C8 aonues para ser entregue a seo procarador na
corle, pode autorsar tal deducefto por meio de ta-
ques da thesouraria sobre o thesouro, deveudo es-
rriptorar a importancia desles em receila de saques,
o lancar erd despeza o pagamento integral do orde-
nado daquelle empregado.
14
Ao ministerio do imperio, apresenlando a duvida
nn que sn acha o thesouro sobre ne o aviso do re-
ferido'minitreriode 9 de marro oltimo pode apro-
veitar a Cimillo Jos Hilariao Barata no que retpei-
ta aos exerciciot ja encerrados, anteriores a 1854
1856 ; visto haver-se verificado que a.sua prpteiicAn
ao pagamento da diflerenca entre o ordenado de
subslilulo eode proprielr.no da cadeira do la lira
nao lem apoio em disposicao alguma, quer de le,
quer de acto emanado do governo, que o constiloisse
com direilo percepr.lo inlegral do ordenado de
profess ir proprielario.
Ao 1 secretario da cmara dos Srs. depulados.
Illm. e Evi>, Sr.Uevolvaado o requerimento da
real companhia ilrilauuica de paquetes a vapor,
que acompanhou o aviso de V. Ese., de 13 do mez
pastado, dtrifii augusta cmara dos Srs. depu-
lados. pediudo : l'.iseiirao de direitos do carrao mi-
neral importado para consummo dos vapores da com-
panhia.; 2, a mesma isencao em favor dos sobreh-
lenles aqui depositados e destinados a substituir ou-
Iros objectos idnticos dos vapores, quer da lioha da
Europa, quer da do Rio da Prata : cabe-rae em sa-
tisfago do que requisitou a ntesma augusta 'cmara
ollerecer as seguieles relexoes sobre a mencionada
pretencJIo:
Segundo os clculos approximadmenle feitos, o
consummo do carvaoilos ditos vapores pode ser .iva-
liado no mximo em 1.500 toneladas,comprehepden-
do-te ueste compato, nao s ai viagens de retotuo,
como a da ida do vapor do Rio da Prata e os naque-
nos supprimentos elfecluados nos portot da Baha e
Pernambuco. Contiderando-te que os direitos que
paga o carvao naoexcedem de 5 por cenlo, e anda
que a avaliacjto da tarifa he n.i ctaalidade aenti-
velmente moderada, sendo 129 por tonelada, quan-
do o prec.0 corrente da mesma mercadura subi des-
de anuos a mais da 50 por cenlo sobre e valor ofil-
cial, fcil sera conhecer quemuilo insignificante he
ette onos, alias o nnieo que sollre a companhia a
ir das vanlagense favores que Ihe lem ja sido li-
eralisadoj. E cumpre observar que isencao igual
anda o governo imperial nao conceden a empreza
oucompanhia alguma, nem mesmo companhia
Brasileira dos paqueles a vapor, fundada com cap-
taes oacionaes, exclusivameole empregada no ser-
vito do pais, e com a qual concorre a companhia
Bnianica no transporte dos passageiros.
Accresce que o carvao consumando nos propriot
navios da armada nacional nao goza do favor de des-
pacho livre de direitos de importarlo ; e sendo es-
tes em verdade extremamente mdicos, como que
so servem para cobrir as despeas da fiscalisacio.
Pouco razoavel. senSo injusto, lora, portaulo, qae a
companhia de que se traa se achasse a esle respeilo
enllocada em melhores condicOet que o mesmo Es-
tado.
Pelo que loca ao deposito e baldearlo dos sobre-
salentes, macliinismo e provisOes, que se solicita, he
urna concessAo at aqui smeule feila aos navios de
guerra das uacOes amigas, quando os objectos e g-
neros destinados ao seu consummo sao importado
tambera em transportes de guerra, ou em navios
mercantes para isso (exclusivamente fretadus pelos
respectivos governos.
Os eslylos iuternacionaes.c o principio de recipro-
cidade l'izeraro consagrar esla disposicao uo regula-
menlo de 28 de agosto de 18*9 ; da qual alhs nao
haveria a recear abuso, porque os referidos navios
de guerra uao transportara mercadorias de com-
mercio.
Diverso, porom, he o caso em que se acham os va-
pores da companhia em qaestAo, nao s porque por
muilo lempo ainda te nao poder realizar a recipro-
cidade sobre temelhaote materia, como porque el-
les importara objectos de commercio em considera-
vel quanlidade ; e a isencAo requerida leria por ef-
feit tornar meos fcil o segura a liscalisacao das
airanileus. B demais. seria misler tornar extensivo
idenlieolavor a todas as outras companhiat que te
julgam estar em iguaes circumstanciar, parecendo-
me detaecessario ponderar a inconveniencia de tal
medida,tomada em tao grande escala em detrimento
do fisco, e sem motivo sullirieuleinenle justificado.
Do eiposlo lie necessaria inferencia que o governo
imperial entende que at isencoes facultadas .i com-
panhia brilannica, pela portara de 23 de outubro de
18 il nao devem por ora ter augmenlapas ; e conse-
guintemenle nao presta a sua acqoieseencia aos dous
pedidos, que fazem objeclo do requerimenlo incluso,
excepto no qae respeila ao deposito e baldetcao do
macliinismo, o qual alias, a requerimento da mesma
companhia, lem sido dispeusado do pagamento de
direitos, como consta da ur.lem de 22 de maio do
anno passado, expedida alfandega da corte.
A' recebedoria do municipio da corle, partici-
pando que o tribunal do thesouro deu provimento ao
recurso de AdAo Vieira Goulart, estabelecido com
fabrica de abao na Iravess de S. Januarin, em S.
Christuvo, na parte relativa ao erro do lanramenln
do mposlo que houve na sua referida propriedade,
mandando que nos respectivos livros se faQam at no-
tat iiecestariat para rectificarlo do dilo erro ; e o
indeferio no que respeila a restituirlo da dilTe/enra
do imposto ja pago, por haver tido feila a reelaraa-
CSo fora do lempo legal : cumprindo que dvirla ao
lanrador. Feliciana Joaquim de I.acerda Fieire.por
haver feito o lanramenl.i por simples info/macao da
parle, sem ir ao lugar fazer pessoalmeole os exames
exigidos pela lei.
Circular s Ihesourarias.O marquez da Pa-
ran, presidente do tribunal do thesouro nacional,
resolvendo a duvida suscitada na thesouraria de fa-
zenda da provincia de Pernambuco sobre se o di-
nheiro, papis de credito, ou objectos preciosos pe-
nhoradot a qualquer casa fallida, devem ser recolhi-
dos ao deposito publico, oa continuar as mos do
curador fiscal, depositario ou administradores ; de-
clara aos Srs. inspectores das Ihesourarias de fazen-
da do imperio, para sua intelligencia e governo,
que as disposicAes das instroccOes do 1 de dezembro
de 1845 n.lo sao extensivas s caijava. de qae tratara
os arls. 83(i e Hfin do cdigo do eotanicrcio, e bem
assim ,isadroinis(ra;es das matsaftanlidas, que sSo
exercidas provisoriamente pelo curador fiscal e de-
positarios ; e depois pelos administradores, se o se-
questro ou penhorase liver elfecluado em dinheiro,
011TD0R DE TIG
Pac PaaU Pav.1.
A
<)
XIX
Triumpho do commodore.
Clinsliau lan;ou u chapeo sobre urna poltrona
daaclo um suspiro de allivio. Vira passarem oa for-
neeolores em companjiia do commodore, e tentia-se
livre dclles por alum lempo. Quando, reconheceu
Jane, nao pode conler um gesto de espanto e bal-
"fcaeiiMi :
Voss.aqal I
' Naoetperata ver-too, Chrislian? disse a moca.
Confasao quo eslava longe de pensar...
E minha presenes conlraria-o 1
Chrislian tinlis-ee serenado. Inclinoii-se para bei-
jk a mo de Jane com galanlaria, e responden :
Perdoe-me o mea primeiro inovintenio, Jane ;
oso resto de tristeza...
E como a rapariga interrngtva-o cora a vista, el-
le accrescentou em forma de explicarlo.
Vos- nao Imagina qoanlo eo os'tava trale es-
ta mmha ; tinha ideal do oolro mando, um deses-
pero tem razio, petaras absurdos que opprmam-
me c coracao. Mas veoci, agora attronlo o pasta-
da, graras a Dos, mea humor he excellente.
Maito estimo saber, disse Jane, qua voss (em
jotivoe de alegra*
Prefiro drzeoffie que eo nto linha a sombra de
i motivo de peni. Eu forrmva simplesmente
ptiantatmat. Parecia-ine, por ejemplo, que mits
Amy nao podena jamis amar-me.
E erguendo os hombrot, continuou com ar vic-
OTMSO t
Acabamos de conversar, e ella Iratou-mc com
ama benevolencia adoravel! A' vista do paz nada
era mais sereno do que o nosso casamento.
t Sao casamento! repeli Jane.
Sera o que chama-se um casamento de razio,
aeaboa Chrislian metiendo as maos nos bolsos.
Oh ditse Jane reprimindo um suspiro, entao
estamos ambos no mesmo ponto; vou lambtm con-
trabiir um casamento de razio.
Chrislian fechou algum tanto os ribos, e pronun-
cioa framente:
Iteveras, vai casar-sc, meu anjo
lae calou-se um instante, e depois em vez do res-
pasxlar, diste:
Meu Dos, ha coasas neste mundo que ao pri-
meiro aspecto rapognam e enlristecem.
Nio comprebendo-a, interrompeu Chrislian,
caja allencao despertara, mo grado seu.
Coasas extravagantes, eonlinuava a rapariga,
canias tao inesjiersdas e 13o overonmeis...
- Vejamos que cousas to essas I
Jane laiifou ao antigo amante um olhar melanc-
lico, e prouiinriiu eom voz firme :
Chrislian, vou ser tua sogra.
Bello/ delicioso' eirlamou o janola, dando
oa qaaesquer outros elfeilos ou bens zitlsoles em
seu poder, e se nlo houver reccio de delapidac^OfOO
extravio dos mesmos elfeilos e beos : ficando smIvo
aos procuradores e mait agentes da fazanda publica,
cato o baja, requerer pelos meios competentes a re-
moiao do deposito, e qaaesquer outras providencial
que entenderem necessarias para segranos da fa-
zenda nacional.
' A' de Pernambuco, communicando a norosa-
cao do bacharel Leonardo Augusto Ferreira Lima,
substituto da cadeira das lingoas franceza e ingleza
do collegio das artes da Faculdade de Direilo da ai-
dada do Rente, para professor da mesma cadeira,
com o vencimeuto de 1:20$, sendo StXtJ de ordena-
do e 4009 de gratificado.
20
Ao ministerio da Justina.Illm. e Exm. Sr.O
inspector da thesouraria do Cear, em oflirio u. 72
de 5 de junho ultimo, da conta circunstanciada da
duvida suscitada entre o procarador fiscal e o paro-
dio da capital, por occasiao de publicar este, esta-
rci damitsa conventual,estar de poste de urna bolsa
com dinheiro, adiada as ras da mesma capital,
declarando entao o procurador-fiscal, qae, nos ter-
mos da ordenacao, L. 2, Til, 26, 17, dtvia con.
siderar-se esle dinheiro como comprehendido na
ciaste dos beos vagos ; e sustentando o parocho que,
o villa do direilo antigamenle adquirido pela igre-
ja de dispr de taes bens em beneficio dos pobres,
ou do culto, elle assim o haviade praticar, logo que
o prelado, a quem devia, sob pena de excomuohao
commuuicar o adiado, na forma da constituido do
bispado, liv. 1, til. 44, ni. 177 a 179, delerroiuasse
a sua distribuido. Em solufio a esMIill aca-
bo de declarar nesla dala ao dito impastar que, de-
vendo a cousa alheia perdida, quando-'aetiada, ser
entregue ao dono ou seohorio que nella tem pro-
priedade, coro he explcito no arl. 260 do cdigo
criminal, dar est a obrigaclo que tem a pesioa,
em cujo poder ella para, de manilesla-lo ,i aulorida-
de policial compleme, para que, fetai as diligen-
cias recommeodadas nos tris. 194 e 195 do cdigo
do processo, e nao coraparecendo quem a reclame,
seja entao remetlida ao juizo, a quera compele a ar-
recadacAo dos bens vagos. Communieo posa V.Exc.
esla deliberadlo por parecer-me conveniente dar-te
conhecimenlo della ao prelado respectivo, afim de
evilar-se algnma decislo encontrada.
Fez-se a necessaria communicacao a' thesouraria
do Cear.
21
A' thesouraria do Marauhao, communicando
que tendo dado conhecimenlo ao ministerio da jus-
lica da materia do ollicio que a' directora do con-
tencioso dirigir o procarador fiscal da mesma the-
souraria, no qual etpe at davidas suscitadas a ret-
peito da eiecuc.Au do arl. 164 do novissimo regula-
menlo dai cutas ; e da decislo sobre ellas proferida
pelo juizo dot feilosda fazeoda, fdra-lhe respondi-
do qne S. M. o Imperador honve por bem decidir
que o juiz dos feitos deferio, como Ihe compria, o
requerimento do solicitador, porquaulo o salario ta-
zado naqoelle artigo pelo aulo de deposito s deve
ser exigido quando este for o objecto principal da
diligencia, e nao cousequencia da penhora, embir-
go, ou tequeslro, porque em tal caso he acto coone-
xo, e taoto que em maitos jaizos he prate, a que
se nao oppoe preceilo algara do lei, lavrar-se um s
auto de penhora e deposito ; ficando portanto esta-
belecido qae, alera do salari lazado, so poderlo per-
ceber os ditos solicitadores 19500 pela inlimarflo que
fizerem ao execulado on arrestado, como he ezpresso
no supracilado arl. 164.
-i
11
Ao brigadeiro director, do hospital militar,Rio
de Janeiro.Ministerio dos negocios da guerra, em
11 de agosto de 1855."Levei ao conhecimenlo de S.
M. o Imperador r.s informacOet por V. ;;. dadat a
pelo primeiro medico da hospital militar, em ofllci-
os de 6 do correnlev sob/o a represenlacao do escr-
vlo do mesmo, que acompanlion oulro seu oflicio n.
72 de 21 de abril desle annot relativamente inexe-
quibilidade do arl. 210 do regulameulo respectivo :
o o mesmo augusto senhor, conhecendo que o eacri-
vAo nAo he pessoa habilitada para lomar contas ao
boticario das quanlidadas U drogas compradas para
a botica, e das qo entra* ua composicao dot varia-
dos e diversos medicamentos qaa se preparam, nos
termos do artigo em questAo : ha por bem determi-
nar que, para conhecimenlo do contamino das drogas
e dos medicamentos preparados, o,- boticario preste
contas, ou semanal ou mensalmeme, como a V. S.,
de accordo com o primeiro medico, parecer mais
'conveniente, com todat at ex jlicaccs e clareza, por
modo que o escrivAo posta fazer a lemelhanle respei-
lo urna escripturacao exarta e regular, afim de que
no fim de cada anno se posta, ara forma do balando,
fazer a comparado das drogas entradas com as quan-
lidades existanles ; e avaliar tanto quant fr possi-
vel se o consummo goardou propor^ao com os medica-
mentos que te prepararan!, e -oni as quantidadet da-
das em sabidas. E assim lira modificada a disposicao
do citado artigo, e tem elleito qualquer ordem em
contrario (loque se determina. Deosgaardoa V. S.
Marquez de Caxias.Sr. II enrique Marques de
Oliveira Lisboa.
Ao lenente-generai comraandanle das armas da
corte.Kio de Janeiro.Ministerio dos negocios da
guerra, II de agosto de 1855.Illm. e Exm. Sr.
Tendo levado ao conhecimenlo de S. M. o Impera-
dor o seu ollicio n. 407 de 9-da correte, dando par-
te de eslar cumprido o aviso de 20 de maio desle
anno que mandara dar baixaa 20 das pr,'i<-ai mais
antigs desta gnarnican, e pelindo esclarecimentos
sobre o modo porque deve estender as ordens que
em dilfereules dalas lem receido csse quarlel gene-
ral sobre baixas s pracas qua lem concluido o sea
lempo de servico, ha por bem o mesmo augusto se-
nhor mandar declarar a V. Etc. que devera dar bai-
xa a um soldado qae liver acabado o lempo por dous
recrulat que assenttrera prara, comprehen leudo V.
Ezc. no numero dot que forera escasos os voluntari-
os encajados, por modo equitativo. Dos guarde a
V. Exe Marquez de Caxiai.Sr. bario de Tra-
mandahy.
COMMANDO DAS ARMAS.
Podcm ser procuradas na secrelaua militar as es-
cusas das pracas abaito mencionarjfc, as quats de-
vem substituir as que provisoriamente receberam na
corle, na occasiao que emoararam para esta pro-
vincia.
Soldado, Joaquim Jos de Sanl'-Anna.
Francisco Jote de Sant'-Aona.
Justino Luiz Joi da franca.
* Jos Mazimiano Biipo.
Manoel Pereira de Souza.
Jote Bernardo da Silva.
Komao Gomet.
Secretaria do commando das armas de Pernambu-
co em 18 de agosto de 1855. O secretario.
Francisco Camello Pessoa de Lacerda.
IITEKIOR.
() Vida o Diario n. 192.
urna risada um lano toreada ; lodas as vezes que as
mulheres escolhem para marido um lonco, tomam
um ar solemne para dizerem: Vou contralor um
casamento de fazAo.
Ah continuou elle, eu nao eslava tao longe
da verdade naquelle dia linha poslo o dedo sobre
a ferida I Ambiciosa ambiciosa! he essa o seu bel-
lo peccadinho. Jane. Mas nao aecnso-a; ludo fica
muilo bem Urna cousa impagavel he qae este ft-
luo Edgard Liodsay nao teri ,i voss que casa com
o commodore, nem Amy que he minha; s resla-the
enforcar-se Bello! bello I eis o que chamo um ver-
dadeiro desenlace de comedia.
A colera sabia ao coracao de Jane; mas ella em-
pregava lodas as suas forras em reter nos labios o
lorriso que quera escapar-lhe.
Eu nlo ousava tratar disto em lom to levia-
no, tornou ella; mas...
Minha sogra 1 repela Chrislian. Ah .' que his-
toria excellente 1
Mas, prosegulo Jane, j qae tost d-me o
cxemplo...
Ah 1 de lodo o mea coracao! de lodo o meu
coracao! he urna situaran nica e que vale quantu
pesa. Visto que ettamoa casados razoavel e conve-
nientemente, Jane, minha querida Jane, podemos
conversar como amigos velhos.
Porque nao! exclamou Jane alegremente. Vou
dizer-ine o que moiettava nossas relaces: eram es-
sas lembracas faliganles de amor. '
Lembrancas inspidas, minha florl
Tolices, meu charistimo 1
Era urna meninice!
Oh! Cliristian, envergonho-me qusndo pens
nisso !
Von fazer-lhe orna conflsslo, Jane; eu con-
servava urna inquietarlo a sea retpeto, embora vos-
s dissesse-me qae eslava curada...
He absolottmente como eu: descoofiava de
sua frieza.
Tera-se visto raparigas enganarem-se.
Tem-se visto ciosos representaron! a comedia
do abandono.
Mas, por eiemplo, diste Chrislian, cuja voz,
lem elle o saber, tornou-se mait lenta e grave,
quando voss deu-mo a chave de sea jardn)...,
Quando vosse recebea-a com lana alegria.....
Sent como um estremecimenlo no coracao!
scabou Chrislian quasi em voz baixa.
Que! excl.iroou Jane; um estremecimenlo?
Eu pelo contrario fiquei contente 1
Porque sem duvida voss eslava melhor coMPl
da que eu, Jane. Porm ha lembrtucas qae jamis
podero apagar-te de minha memoria.
NAo era para conservar o sorriso que Jane esfor-
cava-se eotao; liavia lagrimas de alegria debaixode
toas palpebras; todava ella disse com deidem per-
feilamenle fingido:
Quer saber 1 isso faz-me pena smenle !
S us-s nutras mulheres sao mu felizet I suspi-
rou Chrislian.
Jane teria pagoesse suspiro com dez tonos de sua
vida ; mas resisti: ella mesma ditsera que era essa
a ultima batalha.
Chrislian medlava.
Aquello? pasteios deliciosos margem do ro
tranquillo! continuo elle em (om lnguido. Aquel-
MINISTERIO DA CIERRA.
Tendo-te mandado publicar un expediente del'
particlo om extracto inexacto do aviso de 8 de agosto
corrente, sobre o resaltado da intpec;o passndaaol.
regiment de caraHaria ligeira, puhlica-se integral-
mente o mesmo aviso para que se Ihe posta dar a
toa genuin.i intelligencia.
Rio de Janeiro.Ministerio dos negocios da
guerra, em 8 de agosto da 1855. Illm. e Exm. Sr.
Sendo presente a S. M. o Imperador, pelo relato-
ro da inspecrlo que o tenenle general bario de Su-
ruhy inspector dot corpot da'goarnicao da corte, pas-
soa ao l.o regiment de ravallara ligeira, haver o
lenle coronel Jos Luiz Menna Brrelo mostrado,
durante o commando interino deste corpo, bastante
zelo e intelligencia na conservarlo do asteo e bom
arraojo nao s das pracas e seu aquarlelamento, como
da regularidade da escripluraclo, da intlruccio, e
onlros ramos disciplinares eeconmicos do regimen-
t, foj servido determinar o mesmo augusto tenhor
que o referido leoente-coronel seja elogiado em or-
dem do dia. O que communieo a V. Exc. para sen
conhecimenlo e execorao.
Deo guarde a V. ExcMrquez de CaxiasSr.
HarAo de Tramandaby. a
EXPEDIENTE DO DA 9 DE AGOSTO.
Ao general harao de Traraandahy, commanican-
do-lhe que, por imperial resolac.10 de 4 do crranle,
tomada sobre consalla da seccao de guerra e marinha
do conselho de estado, houvera por bem sua mages-
tade o Imperador mandar declarar qae o mejor do
corpo de engenheiros Antonio Carneiro Lelo lem
direilo a cootar como lempo de servico militar o
decorrido desde 18 de marr;o de 18*7 al o fim do
ano de 1853, em que servio o emprego de stereo-
melra da alfandega da corte.
Communirou-sc referida scccio do cooselho de
estado.
Ao vica-pretidente do Rio-Grande do Sal, di-
zendo-lhe em resposla ao seu ollicio de 20 de julho
findo, em qae pedir decislo sobre a maneira por-
que deve ser considerado o ei-lenenle de iofantaria
Antonio Joaquim Ferreira Pinto, cunderonado pelo
crime de polygamia a 7 annot de prislo e multa cor-
respondente i metade do lempo, visto ler sido' per-
doado do resto da pena qae eslava cumprindo. que,
conforme a opiniao do dito vice-presidenle, o per-
di nao importa restituido do posto para voltar ao
ezercilo.
RIO DS JANEIRO.
CAMini as Mfl, fttc-^s.y^,^
> Seasao' do dia 5 a Jalko da a855.
les longos silencios debaito das grandes arvores!
As horas to bellas e iao lernas de primeiro amor. I
Qoe diriamos. Jane, na carruagem que aaslava-not
da casa de seu lo? Nlo sei; eu nao seolia mait mi-
nha alma; era como um sonho clieio de delicias, e
os bemaveolorados devem calar-so assim no pa-
raizo I
Sim... sim, mormaroa Jane combalendo sua
emoli victoriosa ; he verdade, era um sonho t
Voss chorava, lembro-rae bem diiso. Era
com beijos qae ea emugava-lhe as lagrimas.
Jane eslava paluda ; a voz Ireincu-lhe quando el-
la disse:
Por favor, Chrislian, nao filiemos a esse res-
pailo.
Porque ? pergantou o mancebo. Boje he o nos-
so ultimo da; amanhaa essas lembrancas seriara cri-
minosas.
I lo;e ellas sao mni dolorosos 1 balbnciou Jane
pondo a mo sobre o coracao.
Para voss, Jane, nao davido, exclamou Chris-
lian ; mas para mira he este o canlinho da memo-
ria em que o coracao levanta religiosamente um al-
tor. Oh quam profundo e ingenuo era o amor que
eu Ihe linha 1 Como nosios dous coraces eram pro-
porcionados ara ao oolro! porque voss tambera
amava-me.
Eu assim o cria, disse a moca.
Cale-sel interrompeo o janola animando-se,
nao minia 1 voss amava-mt, juro-ihe que amava-
me I Desde entao voss lera mudado, e he essa a
minha desgrana.
Sua desgrana 1 repeli Jane eomsigo, e affa-
gando esta preciosa coofissio no fondo d'alma.
Supplico-Ihe, deixe-rae essa pobre cousolacao I
tornou o janota. Diga-rae...
Pois bem, sim, Chrislian, creio que eu a-
raava-o.
devorava-as de
O janola lom ara-1 be as mos, e
beijos.
' Como eu, Jane, balbnciava elle com um ardor
crescenle, com eu, cora paixSo, eom delirio, cora
loucura 1 pois era assim que au amava-le! E como
eras divinamente bella quando leus olhos odorados
fallavain-me de amor I Meu Dos 1 nao mais bella do
que agora t Nlo sei onde eu tinha o corado qnando
pude crer que nto amava-le mais I
Jane senta vagamente que convinha resistir ain-
da, e qne da resistencia dependa a victoria; mas o
peito balia-lhe, e os olhot loldavam-se-lhe.
Tmida e desusadamente Chrislian quiz pastar-
he ama mo pela cintura.
Amo-te 1 repela elle vonlade, amo-le como
no primeiro dia, como na prime ira hora detsa ter-
nura nica era minha vida !
Jane repellia-o. Elle accrescentou com ezplosio
rodeando-a com tpus bracos trmulos:
Digo-le qae amo-te 1
E eu digo-lhe que j he larde! respondeu Ja-
ne escapulndo.
Chrittian ditperlou romo de um sonho, e conlem-
plou Jane, a qual eslava a alguna pistos (liante dal-
le commovda e trmula.
J he larde I repeli machinalmenle. He ver-
dade isso? Se vott amasse-me ainda. Jane, porque
j teria larde t Nlo somos livres al amanhaa? He
tarde jamsii para reparar urna falla ? O deslino de
L-se e approva-se a acia da seswAO de anterior.
OSr. primeiro secretario d conta do. seguate ex-
pediente : ,
Un oflicio do Sr. ministro do imperio, enviando
eom autographo sanscionado da resoluro qne auto-
risa o governo a conceder 1* mezes de licengacom
todos os sem vencimemos ao Dr. Antonio Policarpo
Cabra I, lente calhedralico de clnica medica da facul-
dade da Baha, para ir a Europa tratar de soasade.
A archivar.
Um requerimento do padre Guilhermc Paulo Til-
bury. proprielario vitalicio da cadeira publica de in-
gle/, nesla corle, pedindo que se mande pagar os or-
dtnados dos aunos durante os qnaes asteve privado
do exercicio de dita cadeira.A' 1.a commissao de
orcamento.
He approvado o segoinls parecer :
,\ commissao de pensSese ordenados tendo exa-
minado o requenmeoto de Pedro Tavares da Costa,
solicitador dos feilos da fazenda da proviocia da Pa-
rahiba, que representa contra a ordem do thesouro
de 31 de Janeiro do anno prximo, passado, que man-
dou nao t restituir diflerenca de 5009 0,ue perce-
beu desde Janeiro de 1852, de 3508 seuanligo ven-
cmenlo, mas tambera coosidara etla ultima quan-
lia como seu|erdadeiro ordenado; he de parecer que
atienta a malcra da peticao, he esta da competencia
da respectiva commissao de fazeoda.
" Paco da cmara dos depulados, de julho de
1855.D. F. B. da Silceira.Gomes Itibeiro.
O Sr. Ribeiro da Luz :Sr. presideule, quando
fallava na setslo do dia 2 de julho o nobre depulado
pela proviocia do Riode Janeiro, daodo eu um apar-
te, vi que oulro nobre depulado,dirigindo-se a mim,
respondia-me ; nao oovi nem entend o que elle dase
nessa occasiao, porm vejo agora o seguinle aparte :
a O qae o nobre depulado diz tao paltvras de ser-
vilismo. Protesto contra este aparte, e repillo cora
energa a olTensa e injuria que nelle se contara. Nao
quero que cmara e todos que lerem o joroal pen-
sem que o aceito, nao ; repillo, e repillo com toda a
forra. Limilo-me a estas palavras, porque nAo que-
ro (razer para a casa questoes desagradaveis e irri-
tantes.
O Sr. Presidente :Eu tambem nio uuvi o apar-
te do Sr. depulado peto Rio de Janeiro, nem o do
Sr. depulado por Minas Geraei, porque te ot tivetse
onvidu nao dciiaria de chamar a ordem ot honrados
memhros.
O Sr. F. ()rlaricino : Mas V. Exc. devia cha-
mar primeiro a ordem a quera me pfovocou, porque
alias en nao teria respondida.
O Sr. Presidente: J disse que chamara a or-
dem lano um como oulro senhor, se livesse ouvido
os apartes que derain.
O Sr. SaySo Lobato Jnior :Sr. presidente, no
discurso proferido pelo Sr. Secco na soasan de 2 do
correte, oque vera publicado no jornal de hoje.ap-
parecem alguns puulos sbreos quaes nao posso dei-
tar de redamar.
_ Depois de um aparle dado pelo Sr. Correa dai
.Nevos, diz o Sr. Secco.....mas erros de vonlade nio
os tenho. (Apoiados.)
Atlribue-se-me em seguida um aparle que eu nao
profer. Durante lodo o lempo que o nobre depu-
lado se oceupou em fazera defeza da sua moralidade
como magistrado, eu guardei o mais completo silen-
cio, e smente no fim de ludo disse qae a respeilo da
que-1,1 o da moeda falsa eu me liavia loav.ido no Sr.
ministro da juslica.
O Sr. Siqueira Queiroz : Apoiado.
O Sayiio Lobato Jnior : Tambem vem oulro
aparle incompleto, e heosegointe : Quem ezpedio
as ordens de prisao dot criminosos '.'
Neste ponto do discurso do nobre depulado a quem
me retiro, o aparte qae eu Ihe dirig ccropreheiidea
qualro ulerrogac,es, e forera as seguintes:Quem
colheti os esclarecimentos do crime ?Quem ioter-
rogou os cadeles ?Quem expedo as ordens em vk-
tude das quaet Toram presos os assassinos capturados
na villa da Cachoera e na cidade do Rio Pardo l
Quem dirigi o processo ?
Foram portaulo qualro olerrogagocs, e no jornal
apparecc ama s, e incompleta.
Esla reclamarlo.he indispensavel, porque* no-
bre depulado tralava de demonstrar que nio foi o
chefe de polica da provincia do Rio Grande do Sul
quem dirigi as diligencias empregada para a des-
coberla e captura dos assassinos de Manoel Jos Ta-
vares.
Para isso Irouxe o nobre depulado cata informa-
dos, e quiz com ellas desmentir ludo qua nlo eu ha-
va avanzado a respeilo. O nobre depulado disse que
o facto se linha ;dado por urna maneira complela-
raenle diversa, e eu entao dirigi-lhe eitt redama-
do :
" Completamente, nlo senhor.
Devo explicar este aparte, para qae ninguem se
persuado que eu veuhu aqui argumentar de roa fe
Depois que profer o discurso a que o nobre depu-
lado respondeu,'live occasiao de me encontrar nesla
corte cora o diefe de polica da proviocia do Ro
Grande do Sal, o Sr. Dr. Bernardo Machado da
Coila Doria...
O Sr. Presidente : Tenho a declarar ao nobre
depulado que nlo est na ordem, e que deve limi-
lar-se a fazer a sua redamaco.
O Sr. Sayiio Lobato /uniqjePerdoe-me V. Exc.
O Sr. chefe de polica dechttou-me enlAo que linha
sido procurado pelos Srs. Craz Secco e Meodonca,
que ambos estes seuhore tinham-lhe pedido infor-
maroes a respeilo dessa parle do meu discurso, que
elle lites dissera que as minhas declarares feilas
peranle a cmara liavia inleira verdade ; que fura
elle quem collicn os etclarecimenlos do crime, quem
inlerrogou os cadeles, quem expedo as ordens em
virtude das quaet foram presos os assassinos...
O Sr. Presidente: Novamente declaro au no-
bre depulado que est fra da ordem, e que deve
limitar-te a fazer a sua reclamado.
'. it tVTrlHBf Lobato Jnior :Sr. presidente,eo
i Yacessidade de entrar pestes elaliies
toda nossa vida est ahi, Jane, e falln-lhe do fundo
docorac.lo. Qae ha airas denos? um passado de
amor. Corramos um veo sobre estas pencas semanas
extravagantes e malditas, expiemo-las forra de ter-
nura, e coolinuemos nossa vida d'oalr'ora de poni
em qoe a deixmos.
Qae loucura 1 disse Jane abaixando os olhos
para que seu olhar commovido nlo podesse desraen-
tir-lhe as palnvras.
Chrislian bateu com o pe, e exclamou :
E se agrada-pos ser loucos I Renuncio a todo
de boa vonlade; no universo iuleiro s tu existes pa-
ra mim, Jane. E baldado he eoeobrir-me, s en
existo para ti!
Como voss arranja Uto I
Chrislian ajoelliou-se e murmurou ternamente :
Estou bastaote punido, Jane; olha para mim...
e nlo minias... Amas-me'.'
Nao 1 nlo! bulbuciou Jane desviando o ros-
to ; nlo quero ama-lo!
Chrislian adevinhou qae ella chorava, e nao fal-
lou mais; allrahio-a brandamenle a si e beijou-a.
Jane estreraeceu-Ihe nos bracos, c depois lancou-
Ihe as mos em torno do pescoceo. Chorava ainda,
mas sorria tambera.
Maligno I disse ella em voz baixa e tremola,
oh 1 quanln me tens feilo padecer I
Bem o vs I exclamou o janota assentando-se
junto della; he o deslino, minha pobre amiga 1 Nlo
ooderemosjamis separar-nos 1
Jane eslava imraovel, e dizia eomsigo :
Deixe-me vencer mui fcilmente !
De certa I tornou o janota cora hnndade, mis
tem nenhuma especie de lyrismo sentimental, se
nao fosse a falsa vergonha, creio qae eu casarla ago-
ra mesmo comtigo.
Nada peco-lbe, Chrislian, diste Jane empalli-
decendo novamente.
Nao le agaslesl Fallo tm lom borgoez; nSo fi-
earei contente tenAo quando fores minha raulher.
Mas qne escndalo, nesla casa onde tens um noivo
e eu nma noiva I Seria necestario um meio, um
expediente...
Jane eslava 18o alegre oaviodo-o fallar assim te-
riamenle, que licava como entorpecida era sua feli-
cidade. Tivera om medo terrivel no momento em
que Chrislian levanlra-se; roas agora a ferida de
sua alma eslava curada. Cria mais nessa prometa
simples e burgueza, segundo a expressin de Chris-
lian, do que era lodos os juramentos da alia socie-
dade.
Ah! nao podes procurar ? etelamou o janola
impacieote.
Procuro, mormaroa Jane.
Porm ella nlo procura va; conlemplava seu
Chrislian, e todas as faculdades de sua alma nao
eram bastantes para saborear essa inmensa felici-
dadel
Se ao menos, dizia o janota, o qual litara de
meditar, se ao menot podessemos achar uiji molivo
plauslvel .. qualquer que fosse... um caso de forra
maior... emlim nao sei, alguma boa violencia''...
Emquanlo elle fallava, abrira-se brandameale a
porta que ficava-lhe atrs, o no momento'em que
pronuariava eslas palavras : alguma boa violencia,
o (azerideiro Saunders de Newcaslle enlrou na sala
com suas espado vigorosas eseii bastao enorme.
,?aWl*pticaro Biottt da-tttntia *r*mt&!*oi~**
O Sr. Presidente : O nobre depulado deve re-
servar essa evplicacao para occasiAo opportuua.
O Sr. Sayao Lobato Jnior : Pois bem, reser-
vo-rae para nessa occasiao dar esclarecimentos com-
pletos a esle respeilo ; entretanto devo fazer ama
outra icclilicarao. Quando o nobre depulado tra-
tera da qoettao relativa ao Ihesoureiro da thesoura-
ria do Rio Grande do Sul, quiz pelo termo de exa-
me mostrar que nao liavia exactidlo as declarares
que eu Gza tal respeilo. No Jornal apparece eolio
o seguinle aparte : a He porque enlrou com o di-
nheiro. Leia-se para baixoj .
Eu disse islo; o qae eu disse foi que o fiador do
Ihesoureiro enlrou com o dinheiro, e islo he o que
consta do termo de exame.
O discurso do Sr. Secco, Sr. presidente, sahiopu-
blicado moilo incompletamente. Nelle nAo existe
muilas reclamaces que eu liz, e alguraas que app
recem uao ettio publicadas pelo modo porque eu
profer.
Vejo-me na necetsidade de fazer eslas reclimaopi
porque o dircurso nlo foi ouvido pela cmara na sua
maior parle, e sobretodo nos pontos a que se reie
remas minhas reclamaces, foi apenas ouvido por
13 pessoas, a saber : V. Esc, o Sr. ministro do im-
perio que assislia discussAo do orcamento, um es-
pectador que se, acha va na galera do lado de Ierra,
oulro que te ochava na galera do lado do mar, oSr.
(achygrapho que tomava o discurso, o Sr. direclorda
empreza do Jornaldo Commercio, eo, o Sr. Siquei-
ra Queiroz, o Sr. Araujo Jorge, o Sr. Sobral, o Sr.
Caldre 1'iAo, o Sr. Jacintho de Mendonca, e o Sr.
Correa das' Neves, qoe depoit que proferio o aparle
que apparece no Jornal, se relirou logo da sala.
Nao havia mais ninguem.
Sbu forrado a a presentar eslas reclamarnos, por-
que de outra sorle pastariara por eiactas (odas as
inezacldes que lenho assignalado.
O Sr. Prisiinte : Eu tenho tambem a decla-
rar que dorante o discurso do Sr. Secco por diver-
sas vezes reclamei a atiendo do nobre depulado
porque interrompia o orador com apartes.
O Sr. Leitao da Ctmka depois de ter feito alga-
mas considerarles cei*^p da epidemia que reina no
Para, manda meta um requerimento, pedindo ao
governo medidas sobre o estado deploravel daqudla
provincia.
SEGUNDA PARTE DA ORDEM DO DI.
Orcamento do imperio.
Contina a discussAo do orcamento do ministerio
do imperi* com asemendat apoiadat.
A pedido do Sr. Rodrigues Hurta encerra-se a
discusso.
Procedeu-se votacAo, to approvados lodos os
paragraphos da proposta com as emendas.
'O Sr. Presidente : Como ainda nao est dada
hora, volta-sa primeira parle da ordena" do dia.
Dispensa de teis de amortisarao.
Enlra era lerceira discissao o projeclo n. 105 do
anno pastado, que aulorisa ao collegio de Nossa Se-
nhora do Bom'Consalho de Papacara, pa provincia
de Pernambuco, a possuir al o valor de 20:0009 em
bens de raz.
Lem-se e apoam-se os seguales arligos addi-
livos :
a Ao asylo de infancia desvalida fundado na im-
perial cidade de Nilheroy, com a invocado de San-
la Leopoldina, 100:0009 S. a R.Barbosa.
a Ao recolhimento do Senhor dos Perdoes da Ba-
bia, 100:0009S. a 11../. de Goes. >
<( E irmaudade do Sanltsimo Sacramento da
matriz de Nossa Senhora do. Rosario da cidade do
Penedo, nao excedendo a 40:0009.
a E r Ordem Terceira de S. Francisco da cida-
de do Penedo, nao excedendo a 20:0009.
; ti irmmdada de S. Benedicto erecta no
convenio de Nossa Senhora dos Aujos da mesma ci-
dade do Penedo, nio excedendo a 10:0009. S. a
R.S. F. Araujo Jorge.Gomes Ribeiro. b
A capel la de Nossa Senhora da Lapa, instituida
na villa de Cuiiha, provincia de S. Paulo, tica igual-
mente autorsada a possuir bens de raz at o valor
de 6:0009.S. a K.Barbota da Cunha
a Offereco como addilivo o seguinte projeclo n.
129 de 1853.Cunha Paranagu.
a A assembla geral legislativa resolve :
Arl. nico. Concede-te Santa Casa da. Mise-
ricordia da cidade da Cachoera, da provincia da
Baha, permissAo para adquirir beos de raz al o
valor de 100:0009, com a clausula de ot couverler
em apolices da divida publica ao prazo que for mar-
cado palo juiz provedor de capellat.
Rio de Janeiro 17 de agosto de 1853.Ribeiro.
Lisboa Serra.
O Sr. Araujo Lima, no diluvio de emendas qae
cabrera a mesa, nota dous defeilos, peloi quaes he
"o a recusar-llus o seu voto. Importam taes
emendas a revalidadlo da potse debens j adquiri-
dos, ou simplesmente a faculdade para possuir ? Foi
pedido semelhaule favor com probabilidade ou cer-
teza de se tornar eflectivo, ou he apenas urna con-
cessAo arbitraria, e que tem meramente posaibilida-
de de existencia ? O bom seoso e a constituido, ob-
serva o orador, vedam que se legisle sem utilidade
publica, e neste caso est urna lei coja uecessidade
se nao conheee e cujo objeclo ninguem sabe se exis-
tir.
Ha ainda, contina o orador, incoherencia de sys-
tema no projeclo e emendas. Aqui se eslabeleee a
uecessidade da conversAo em fundos pblicos,* all
nlo.
Para o fim, pois, de se reconhecer a necessidade
da lei, bem como de faze-la coherente, o oradoi
ga necessario que vio as emendas a uiua cora
para dar sobre ellas o seu parecer, era cujo se
val mandar um aliamenlo.
u Requeiro que as emendas apresenladas vio
commissao de fazenda para o fim de dar sobre ellas
seu parecer.S. a R.Paco da cmara dos depu-
lados 5 de julho de 1855.Araujo Lima.
O Sr. Paranagu : Sr. presidente, da maueira
porque se aflia redigido o requerimento de adia-
ilWi do honrado matero que me-precedeo, nao
me parece conveniente adopta-lo, porquanto ao pro-
jeclo sujeilo a considerara'. da cata, te tendo oTere-
cidoalgons arligos addilivot, obre os quaes ha pa-
recer de commissao, he evidente que alo devem es-
tes ter comprehendidos no adiamanto qoe se requer
para ouvir-se cummissf.es que j.i foram ou vidas; taes
additivosse acham nat momas cmidires do projec-
lo, cujo adiamenlo nao pode por corlo, querer o no-
bre depulado.
OSr. Araujo Lima: Offerera urna emenda.
O Sr. Paranagu : E, pois, para corrigr se-
melhaule incoirvenienle, que sem duvida nao foi da
inlenrao do honrado merabro, eu offereco ao re-
querimento daad^enlo urna emenda concebida
uestes (ermoetH M
Ora, eu li*^| |S de oflerecar commissao um
ligo additlflHBosando das leis de amorlisacAo
ospilal daTjxtnta Casa da Misericordia da cidade
Cachoera, na provincia da Babia, afim de poder
Muir bens de raz at a importancia de 100:0009.
Paseo a-tegarar ao honrado memhro, que este arti-
go additive he de toda a juslica, e que sobre elle ha
parecer de commissao desde 185:), era consequencia
de uraa representacAo que a esla angosta cmara
foi dirigida pela meta da Santa Casa da Misericor-
dia daquella cidade. Se o honrado memhro se der
ao Irabulho de ler o relator i o d o honrado ministro
do imperio, na parte qae diz respeilo aos hospilaes,
ver que um lio po eitabelecimenlo, manlido pela
Casa de Misericordia da Cachoera, presta grande
utilidade, recebe annualraeule avullado numero de
(lenles, que a pobreza desvalida all acha um sega
ro e proveilosn asylo. Por consequencia me parece
que nao devenios por msis lempo demorar a conces-
sAo de um beneficio que he de toda equidade, se-
nao de juslica.
Devo tambera ponderar que a Sania Casa de Mi-
sericordia da Cachoera possue algans beas de raz,
mas no meu humilde conceilo n.lo os possue muilo
regularmeote ; pois que a aulorisacao para isto con-
ferida pela assembla provincial, se bem que ante*
rior le da inlerpellaclo do aclo addicional, nio he
isenla de contestaran.
K pois, para legitimar semelhanle acqiusiro. e
permillir oulras novas, offereci o artigo que se dis-
cute com o projeclo, e que nao deve ser adiado pelas
razes que acabo de expor.
a Qae vio commisiAo respectiva as emeodas so-
bre que nlo ha parecer .Paranagu.
O Sr. Araujo Jorge : Posto que me pareea
desiu cessario o adiamenlo em referencia ainda ras^
rao aos arligos additivos qae nlo lem em sea (a
om parecer de commissao, nlo lerei multa rep
nancia em volar pelo requerimento do non
mem jro pelo Cear. Parecendo-me porm qoe
pode ser votado hoje o adiamenlo, por nao estarnos
j era numero tolucente para haver votacte, dwxa-
roi di tratar proprameate do adiamenlo, para res-
ponder dp puuajplo. se me he lidio, ao boarada
membro ; ou sutes para retirar de sobre B"D,2ML
como estigma uth pouco forte qne o honrada-tajaVtB
bro pti;eceu lancar sobre todos aquellos qaa eliCTa-
ceran boje arligos additivos igpies oa flSfMKws
ao imii. ( Apoiados. )
O tionrado memoro fez considerantes acerca da
intil dade do favor que propombs, e acerca do maio
pouco proprio de qae nos servimos para fazer easas
disper tas as leit da amorliaacao.
Urna Vos : He verdade.
O Sr. Araujo Jorge : Quanlo utilidade nada
direi. Sabara lodos moi bem qulo olis alo estas
instile,icoes que procuramos assim auxiliar. ( Apoia-
dot.) Nada 13o til. ( Apoiados.) Trata-te da de-
cencia e esplendor do callo. ( Apoiados. ) Qaaoto
ao methodo, disse o honrado merabro, qoe te' hon-
vesse i>eUecjes ainda se poderiam adoptar estes arli-
gos. Tenho, pois, a honra de apresentar as petices
< mostrand9-as ) dessas irmandades ; e alera dettat
peliroes que aqui tenho em mo, j foram apreten-
ladat por mim outras para esse mesmo fimo anno
pastad], e remedidas commissao.
Lirailo-me ao que fica dilo ; nem sobre o assump-
lo principal me ser permiltido que continu.
Nao irapugnarei o adiamenlo nem delle me re-
ceio.
Julga-se discalida a malcra, mas nlo se tola por
nlo haver eaia.
O Sr. Presidente declara encerrada a ditcasslo
do adiamenlo. Levanta-so'a sestlo s 2 horas 3|4 da
larde.
X]
'" arti
da'
No mesmo instante Tora Borne apparecia no lumiar
da porta principal.
Saunders bateu com o basti, e apoiou-se nelle
como o algoz dos quadros da media idade sobre o
cabo do machado. Jane den um grilo de espanto, e
Qirislian que vira primeiro Tora Borne, vollou-se
vivamente.
Meu lio! dizia Jane eomsigo 1 elle vai deilar
lado a perder I
Chrislian sorrio francamente e exclamou :
Muito bem 1 estamos servidos : caso de forra
maior, boa violencia, nosso to e seu venervcl bas-
tao.'
Saunders de Newcaslle nlo comprehenda ainda,
e encarava-o cora ar inquieto.
Bom dia, meu lio, tornou o janota esienden-
do-lhe a mo, seja bem vndo agora, e empreste-me
sen basti... Nlo tema, he para aovar aquello pa-
tito!
Nlo lenho mais segredos, raaroto! accrescen-
tou elle dirigindo-se a Tom Borne; c de ora em di-
ante pagar-te-hei eom bengnladas.
KnlAo vou procurar om logar de porteiro, res-
pondeu Tom Borne escafedendo-se; he preciso vi-
ver de alguma cousa.
Jaue apreteolra a linda fronte a Saonderi, o
qual eslava indeciso e ainda immovel.
Ei-a, menliol exclamou o janola alegremente.
Saunders poz-lhe a mo sobre o hombro, eoca-
rou7o, e disse com om resto de raucor:
Consinto em fazer a paz, comanlo que nao
baja porta trazeira.
Chrinan deu urna risada; Saunders 'aperlou o
bastao, e accrescentou ensogando a fronte.
Ah.' ah! Vmc. podegabar-se de ler-me feilo
correr!
Tranqaille-se, meu to, diste Chrislian, een-
carregue-se tmente de ver o vigario; at teslemu-
nhas nlo fallarlo!
Foi abrir a porta por onde Tom Borne sahira.
(luvio'se um rumor de vozes no corredor, e depois
enlrou o commodore daodo o braco a sir Edgard.
Misa Amy vinha atrs abaixando o rosto para dissi-
mular teu sorriso maligno. Carler, Lewis, Slaun-
ton, Filowski, e meia duzia de oulros fornecedores
fecbavam o corlejo.
Estes senhores fizeram-me o orcamento, dizia
Roberto Davidsoo a Edgard, isso me rustan duas
mil libras esterlinas; nao he caro! Releva festejar
os dous casamento!. Eu linha-me esquecido de di-
zer-lhe qne os dous casamenlos arranjaram-se defi-
nitivamente. Tcnlia paciencia, meu charo Edgard;
lance a vista sobre si mesmo, e comprehender qae
voss n.lo tem originalidade para entrar na minha
familia !
Todava, Milord, sua lilha... quiz Edgard ob-
jeclar.
Oh! eii-aqoi Mac Aulay! exclamou o enrasno-
dore. Elle lem bom aspecto, e tinto-me forte !
Sua lilha... insisti sir Edgard I.indsay.
Hasta, mea amigo, por favor.'
Comiudo, Milord, disse Jane dirigindo-se a el-
le, te deseja alliar-te com o autor de Datid Riz-
zio.....
Com o aulor dos tibios estados sobre a indi-
gencia, accrescentou Chrislian.
Se detejo, Milady! exclamou o commodore
beijando galantemente a mao de Jane; pergnnla se
desejo 1
Pergoolo, Milord, porque sir Edgard Lind-
say.....
Que lem.elle de comraora comlady Desdemo-
ne Bridgelon'.'
Amy nao podendomais conler-se, aperlou de pas-
tagem as raaos de Jane; e lanrou-se ao peseoro do
commodore, exclamando :
Meo pai! meu pai! he elle! he sir Edgard
quem esereve debaizo do noroe de lady Bridgelon !
Roberto Davidsoo ficoa fulminado, e depois bal-
bnciou :
Como como Nao gracejemos sobre assurop-
tos Uo graves! O dilhyrambo sobre a Irlanda o
Tratado da indigencia, e esse magnifico drama que
(em feito rir e chorar os Ires reinos !...
Oh! Milord, disse sir Edgard, pero-lhe desali-
a para minha modestia, porque sou positivamente
o aulor de lodo isso.
O commodore conlemploo Edgard humildemente,
como se este houvesse crescido de repente vinle co-
vados, e murmurou :
Apre I... sempre fui sea amigo, Liodsay, voss
bem o sabe. Ah !... mas entao Milady ?...
Chrislian linha tomado a mo de Jaue, e res-
pondeu :
Charo lord. Jane be simplesmente minha rau-
lher, e alo desejo q*ie ella saiba compr dilhyram-
bos, tratados, era dramas 1
Sua raolher repclirara os fornecedores in-
quietos.
Sua mulher Mac Aulay sua raulher I ex-
clamou o cummodore com agitarlo ; mas entlo....
minha lilha ?
Meu pai nio queixo-rae diste a loara Amy
eslendendo a mi a Edgard.
O commodore cruzou os bracos sobre o peito, e
abaxou a cabera na altilude da refleAo. Repenti-
namente o tangue subio-lhe s Taces, e as veias de
sua fronle iiicharam-te.
Pens que vou enfurecer-me, loroou elle, lo-
dos aqui psrecem-me contentes ; s eu sou a vic-
tima !
Dava Iralcs ao espirito para adiar um meio origi-
nal e novo de mauife-tar sua colera. Chrislian sol-
loo a mo de Jane, e foi lirar de um dos tropheos de
sport suspensos parede um capacete de jockey e
um chicle.
Milord lem o melhor quinhlo, diste com so-
lemnidade. Eu era janola, quero voltar i vida pri-
vada ; abdico em seu favor: eis-aqui meu sceptro e
minha corda .
Apresenloo-lhe o chicote e poz-lhe o capacete na
cabera, acretcenlando :
Milord he janola legitimo !
Os fornecedores qae nlo eslavam por isso quiza-
ran: inlervir ; mas Chrislian mandou-oi segunda vez
para o inferno. Aperlou a mo do lio Saunders, o
qual eslava ja ah como em sna cata, e deu o braco
a Jane, Edgard linha-se reunido a Amy, e o vigario
la ter larefa dobrada.
Todava o commodore ticira como fulminado, tea-
do o capacete na cabeca e o chicote na mo.
Janola murmurou elle abatido debaizo dessa
honra inesperada ; -ou janola llavero colleles Ro-
RELATORIO
ap. esent ido a' assembla geral legis-
lativa na terceira sessao da nona le-
gislatura, pelo ministro e secretario
de estado dos negocios da marinha,
Jos Mara da Silva Prannos.
Continuacao.)
Rterutamento e alistamentos voluntarios.
O mappaDmottra que no anno decorrido do
1 de abril de 1834 a 31 de marco ultimo se alista-
ran! 92 voluntarios, e forjo recrotados 568 indivi-
duos.
V-se que o municipio neutro e as provincias de
Pernambuco e S. Pedro do Rio Grande do Sal he
que for leceram a maior parle dos reerulas, que as
oulras (rovnciat, nem era voluntarios nem em re-
erulas, deram contingentes correspondentes s suas
popularles e circunstancias.
ios6o estabelecer compararao entre os sga-
lo referido mappa, e os de igual periodo ao-
arejue fallcce-me esle segando dado, bem co-
la aeeaaaariot para assenlar juizo seguro o-
imporlanle asiumplo.
Convinha conhecera par d'esse mappa quaoleade-
sortores honve no periodo a que elle correaost>,
dos voluntarios quantos sAo nacionaes, quanlo es-
trangerot, de ledos ot alistados quantos pertanciam
a vida martima, e oulras circunstancias que sa de-
vem tpt'eaa visla na tacl" das oonliageotes aou-
aes, e*eo estado das medidas concementes ast-pte-
enchim:nto da forca naval.
A estilstica criminal he tambera om csmenlo
imponaolissimo para a solucAo das quesloesa que
alludo, mas, qual hoje se obtem, nlo oerece todos
os esclarecimentos que deve prestar, como veris do
mappaS.
A fall de nm syslema de providencias qoe abran-
gesse tolas as partes do servico do alista meu lo para
a armada podia ser mais um grande obstculo ao
prtenchimenlo|da Torca naval. Muilos avisos seti-
nham e (pedido sobre esse objeclo, mas uns eonti-
nham diiposiroes transitorias, onlros haviam cahdo
era desuso, eslavam alterados ou revogados pelos
poslerioret, e ueuhum regulav.i em lodas as soas
particularidades o referido servico.
Col lis r e completar essas numerosas e varias dis-
posires, era urna necessidade, qoe as novas dispo-
sicOes, relativas a premios, sidos e prazos de servi-
co, toroaram orgeole. A satisfazlo d'esla necetii-
dade foi o (un que o governo se propoz as instruc-
yes que baizaram cora o decreto n. 1591 de 1 i de
abril prximo pastado.
Estado da forra mical activa. Sua fixario
para o anno de 1856 a 1857.
O estailo da forra naval activa he o qoe moslra o
mappaE, salvas pequeas alterac&es que podetn
ter occoiTide da data do mesmo mappa al hoje.
Consta du 46 navios armados a 4 transportes, o do
eflectivo de 3,564 pracas.
A lei lixou para o anno fmnncero correle Ires
mil pracas de lodas ai clastes, e pois, .a forra exis-
tente excede esta lixacao em 561 pracas.
Nlo he possivel deitar de exceder o mximo da
lei, sempre que esle nao seja fizado nm pouco alera
.das necessidades ordinarias do servico. As moles-
tias, as d .'serenes, o inovimeulo de pracas de ornas
para oulras estacos, os excessos de lotacAet que re-
sullam d'esse moviraenlo e de novos alistamentos,
eslas e oulras eventualidades qoe nao podetn ser
previstas, exigem que a forca ordinaria seja fixada
em mais do eflectivo indispensavel para os navios
qae leem de ser armados.
O excedente de 564 pracas nao he s devido a ce-
sas occonencias ordinarias do servico naval. Ha
devido principalmente ao nolavel augmento que re-
ceben a div'sAo do Rio da Prata, e de serem postos
lodos ot*!Ut navios no p de guerra.
berto, e palitos Davidsoo 1... e Parallelipipedo ser
um cavallo celebre 1
Seos olhos enchernm-se de lagrimas, e elle tornou
com voz f:ara :
Sasleote-me, senhor Lewis, a raoslo he de-
masiadamente forte 1 Quando pens que minha filha
vai casar com urna mulher autora... isto he... Em-
lim, Vmc. compreheode-me !
Reuuam-se todos em torno de mim, cootinaou
endireitando-se; creio qae em tal circumstancia con-
vm pronunciar nm discurso... Jovens esposos nma
carreira longa abre-se dianle de vos ; ides pereorrer
veredas floridas... e o rio da ielicdade... cajas mar-
geos encalladas...
Jane tomou-lhe urna mo, e Amy oulra.
Um janota deve ser solteiro, prosegoio Roberto
Davidson com alguma melancola, serei o primeiro
janola vluvo, e isso mesmo he original.
Senhores, interrompeu-se dirigindo-se aos for-
necedore- asaombrados, hei de continoar-lh.es minha
connauca na nova e importante policio que oc-
cupo.
Ah 1 Milord !... ditse Crter.
Bravo 1 exclamaran) ot oolros.
O semblante do commodore illnminen-se, e elle
exclamou eslendendo a mi :
Seohores 1 prometi fazer todos os dias as coa-
sas mais exlraordinariat. Tenho cuidado nisso mul-
tas vezes ; estamos ainda na infancia da arte. .Os-
tras qoe ne diria de quem devorasse as cascas ? Nao
Eode alguem habituar-te a andar para tras na ra '.'
ha oulra excentricidade qae causara furor, seria
vir de noile ao parque de Saint James em traga de
corte e dar tiros de carabina debaixo das janellat da
ranilla !
Meu pai !... disse Amy assaslada.
Trauquillise-se Milord I exclamou Chris-
lian.
Senhores, scabou o commodore tnlernecendo-
se, fare o qne digo ; nada me cnstar para merecer
o ti lulo de janola Termino esle discurso improvisa-
do emillin lo o voto de qoe Vmcs. tenhnm esponta-
neamenle a idea de levar-me ero triogjjiho, median-
te o que convido a todos para as Iflks de minha
filha.
Bravo bnavissimo viva daJaWta 1 grllaram
os remecedores rodesndo-o.
Emquanlo tomavam-no sobre os hombros, o com-
modore disse-thes confidencialmente:
-- Esse pobre Mac Aalay nao jaVa maravilha!
4Nt! Que trvialidade Eis nma idea que vet-
me agora I Ha no jardira zoolgico um elephante en-
fermo ; lie i de cnmpra-lo cnslam^ue cnttar I Ma-
la-lo-hei Vn publico e sem tejnior por~meio de fo-
goetes a crogreve, e conuasfelle faremos...
Parou levado de nm escrpulo honroso. Hercu-
les, iilho dn Jpiter c de Alcmena, tendo ettraoga-
lade um letlo na floresta de Neraea, fez para si um
manto da pollo do moostro ; ora Roberto Davidson
nlo quera imitar a ningoem, nem mesmo a Alci-
des. Feliz meo le Filotski drfe-lhe algumas pala-
vras ao ouvido, a o comrAodnre conclua alagando o
quao du engenhoso I
Trie verdade, cofJp^He do elephawta faremos
bolas comnodore |
*
o comrodnre i
PfMsjW



Complese esta divisao, como veris do mappa
juoto, de 10 v*perese 9 navios de vela ; a saber:
V vapores Amazonia, Beberibe, fiama*. Mag,
Gtquilinhonh*. Ypiranga. Maraando. Camacu,
Tkelis, e D. Pedro ; doi navios de vella, crvelas
Bahiana e imperial Marinheiro, brigue barca Be-
reniee, patacho Thereza, brigues escunas Tonelero
e Col, escuna 'lybage, r.anhonira* Campista e
Activa. Moolam esle navios 126 boceas de fogo,
eestilo guarnecidos roral,9()3pr*jat de toda* as clas-
ses, isto he, com mais de melado de (odaa. Torca na-
val activa.
O pcaaoii doa 511 navios armados e transportes
eiovar-se-hia a muilo maiur numero, se os navios
pao perleooenles a divisao do Rio da Prala couser-
vaatero o san efectivo de paz, ao roosmo lempo que
aquelles foram poslos em complelo arroamenlo de
guerra. Seriara uesle caso precitas 4,199 pra jai,
iino demonstra o indicado mappa. A necessidade
de armamento exlraurdinario foi "portanlo salsfeila
coma economa de 633 prajas, pela reduecao que o
govorno ordenou se Kzesse temporariamente as lo-
lajoes dos navios empregados dentro do imperio.
Bits razoavel reduejao, quo foi de um oitavo para
os navios de vela, e da um sexto para os vapores,
operou-ie sera grande sacrificio de nossas guarui-
jooi.
As rircamslancias que tornaram neeessario aquel-
lo augmento de forca vos nao slo desepnhecidas.
haramos um missao especial repblica do Para-
guay eo plenipotenciario brasileiru nao poda dei-
xar de ir armado do todos o meios qae as eventua-
lidades dessa missao podestem exigir em defeza da
dignidad e direilos do imperio, nao abtanle as n-
lenjoet pacificas do governo imperial, e a juslica de
suas pcelenjOes.
O commaudo da divisao naval do Rio da l'rata foi
elevado cathegoria de commaudo em chefe, lten-
la ana importancia actual, e confiado ao chefe de
-Mquadra Pedro Ferreira de Oliveira.
-Tendo sido este general igualmente incumbido da
. miado especial a que cima alludi, foi o captao de
mar e guerra Francisco Manuel Barroso nomeado
chele do estado maior da mesma djviso, para coad-
jovar o commandtnle em chefe, e substitui-lo na
soa ausencia ou impedimento.
A administroslo fiscal da diviao nao poda ser
bem deserapenhada como nos casos danos e por
ato oomeou-se mais um escri ao que ttm somonte a
sea carao a escripturajao da receita e deapeza ge-
ral, sendajfl de cada navio fi-ita pelo escrivno res-
pectivo.
Todos os navios qurjcompem a dita forja acham-
se bem gaarnecidos e armados. E tenho a sati-farao
de dizer-vos que n governo pode elTecluar esse ar-
mamento extraordinario sem veame da pbpalaco.
Orecrutaroeoto fez-so como de ordinario, e se tem
sido mais eftlcaz de alguns raezes a esla parte, se-
gando indica o mappa respectivo, deve-se isso ao
zelo da algumis autoridades, entre as quae* raere-
cetn especial mencao as do monicipio da corte, e das
provincias de PeruambucoeSan Pedro do Rio Gran-
da de Sul.
O chefe da etquadra Pedro Ferreira seguio para
0 Paraguay com toda a forja sdb o sen commaudo,
a excapeto da crvela Bahiana. e do vapor Thelii,
qua Acaras no Rio da Prala. Essa expedido che-
gou ao sen destino sem o menor accidente uoiavcl.
1 A 1*1 o, 753 de 15 de julho do anno panado fixou
para o tervijo naval ordinario, no anno financeiro
prximo futuro, tras mil prayn de marinhagem
do pret dos cornos de marmita. Igual forca ser
precisa no anno financeiro de 1856 a 1857. Procu-
rara* demooslra-lo tanto qaanlo o objecto o per-
mute.
O* serv jos que a forca nital deve salisfazer em
lempo de paz podem ser assim claudicados:
1* Maoter cruzeiros effeclivos e permanentes so-
** >* a extensa costa do Brasil, divididos pelas
quatro esUcoe navaes designadas no decreto n. 1061
de 3 da aovembro de 1852, tendo por fim principal
a rapresdi do trafico le Africanos, alm de ootro*
imprtanle servicos no mean decreto declarados.
a- Conservar as aguas do Rio da Prala urna di-
vUao capaz de protegeros nteresses do imperio e de
seas sabdUos.
3- (ionsarvar igualmente ras aguas interiores da
provincia de San Pedro do Bio Grande do Sul, e
rios Caaba, Paraguay e Amilanas, flotilhas com-
potta* de embareajes apropr idas naregaeao flu-
vial das ditas provincias, para polieiar e guardar as
respeelivas fronteiras.
4" A emprestar um o mais dos nosios melhore*
navios de guerra em viagene de longo curso, nao ad
para inslrueja e exercicio de nossos ofliciaet a ma-
iiuheiros, come para fazer conhecido das nardo* es-
(rangeiras o pavilhao imperial.
r Finalmente, ter um snfiirenle numero de na-
vios de transporte para o servico eral das esl
oiidueraodc inadeiras para os arsenaes, "
inenlos e sobreaalantes para a divisao do R<
ti, de forneciraenlos e trepa para o pretl
da ilha de Femando de Nern di.
Consideremos agora a importancia de
(lase* serviros especiees a que he destinada _
naval, qual o numero e quadade de navios que el
las nspeetivaraeate exigem, e por ultime qntes o*
vaso* da que poderemo* dispor para esse fim, sem
ultrapasar os limites d. fixajo legal.
A qnatro eslacOes em qoe rielo decreto supraci-
Lido esl dividida a costa do Brasil, dea** a fot do
atrojo Chuy at ao extremo septentrional da provin-
cia do Para, apresentam ama exlensa de 1.(166 le-
itas da 20 o grao, ou 3,198 triilhas martimas, me-
dida segundo a curvatura geral da mesma costa.
O dittrido de cada orna das estajos* eomprehen-
de: o da ettaeMfjo Rio de Janeiro, desde a latitude
sul de : 45' aW 8 de 19- 399 legols; o da estadio
da Baha, desdan limite norte da anterior at a lati-
tude de 10- 30*. 187 leguas; o da ertajao de Per-
nimbaco, desde aqaelle ultime ponto at a latitude
de 5-18",'115 leguas; odaeiilarau do Maranhao,
desde a latitude de 5-'18' al a de 4- 12' norte, pou-
eo mais oojmenos 365 leguas.
Desla simples exposijo se condece eom evidencia
o crescido numero de embareajes de guerra que se-
ria preciso empregar para manter effeclivamente
permanentes cruzeiros sobre la extenso litoral. Fe-
lizmente nao exigem todos os pontos a mesma vigi-
lancia da parte dos cruzadores, ja pela na tu reza m-
luspita de anas praias, que nao admitiera desembar-
que, ja pela condicao dos hahilantes vizinlms, dos
quaes nada ha que recetar relativamente a contra-
bando ou trafico de Africanos.
Deve-se, pos, atlender, na dislrihuicao da forca
plas estages, ao maior ou menor numero de pon-
tos a vigiar que em cada urna deltas existe, appli-
Citndo Ihes respectivamente nSo s o numero de na-
< vio stnctamente preciso para fazer os cruzeiros,
mas tam'bem um excedenle destinado a alternar com
aquelles, de forma que nunca os pontos recommen-
d.i.los liquem sem ler quera do mar os vige.
A necessidide de urna divisan naval as aguas do
Prala a seus afOuenles no pt'e ser contestada, al-
lanto o estado tempre vacillaole daquelles poyos, e
as relarocs commerciaes e polticas que un clles
teos. Em lampos tranquillos tem a forca dessa
divisao constado de qualxo a circo navios de guerra,
salido augmentada em circomtdaucias extraordina-
rias na propurce exigida por essa* circurastancias.
Hf conveniente que no estado ordinario hajam
n<*u divisao tres navios de vela e dous vaporea.
Un desles, e outro.daquelles de menor porle, serao
destinados para a correspondencia das legaroes e con-
sulados imperiaes all existentes. Usdous navios de
vela de maior porto devem allornadamente estacio-
n.ir em Montevideo a Buenos-Ayres, e o primeiro
vapor servir para trazer i esta corle quaesquer das-
paclios ou communicastes urgentes dos referidos
enlcs do governo imperial.
A divisao do rio da Prala he alm disso urna boa
escola de disciplina e inslruccSo para os nossos offi-
ciaes e marinheiros.
A polica e segranos das fronleiras do imperio,
p< lo lado das provincias de San Pedro do Rio Grande
do hu o de Mallo Grosso, extem a conservado de
nolilhas as Lagoas dos Pal o Merim, nos rios
Cuiaba e alio Paraguay ; flolillias composlas de em-
barca(fiei ligeiras, que, deman lando pouca agua, le-
nliam ao mesmo lempo a necetsaria capardde pa-
ra montar boa artilharia e alojaras respectivas goar-
nfoes. Em ambas as provincias, e principalmente
S primara, as canhoneiras e vapores fazem o servi-
do correio e do transporte d* tropas.
O emprego de um ou mais dos melhores navios da
nessa armada em fazer viagens de longo curso he de
susama ulilidade, sob qualquer ponto de visla que se
considere. A constante navegagao casteira nao for-
ra* perfelos officiaes de marir.ha, eslerlisa as me-
lltores yocases, excitaos marinheiros deserto, e
ot oflleiaesaosgozos da vida de tena.
Se ao menos dah resultasso o conhecimeolo hy-
drographico de nosso littoral! mas sem esta vanta-
geni alias muilo importante, se consegue. As carias
m intimas de que nos servimos para navegar nos ma-
res do Brasil, silo anda as quo faram levantadas e
leer sido rectificadas por navegantes estrant;ei-
lio da maior conveniencia que tendamos um oo
dis navios para ompregar era recoohacimentos e
ln.oalii)shydrographicosdacos.aeilha*- do impe-
. O nassasro do* navios .le cadii establo deve lam-
bf*a ser determinado leudo em visla aquella neces-
slade.
O fornecimenlo de madeiras de conslrnc^ao naval
a*e arsenaes de marinha, demiuttmenlus, munices
de guerra e artigos de sobresal nle forca naval es-
lactouada no Itio da Parala, os suppriincnlos de car-
vao sos depsitos das estaroos t avaes.'o servido es-
pecial do presidio de Fernando de Noronha, exigem
um certo numero tle transportes maior duque o nu-
mero que actualmente lemos.
O inappaaslaprcsenta um pr.ujeclo dedislribui-
4o5jtfcrSSfcl |,ar'' P1-01'1"0 a,,no financeiro
loV>;> a IKHbrniado sobre a base do fixaeao le-
I. a das conwlcrarfies que levo expostas. Esse
jcueclo-ba^sssplicavel no anno financeiro de 1856 a
P5/, c, piH*, romasua analysi: completare! de-
iiioqslraraoque me prnpm.
A estagao do Rio de Janeiro, sendo nao s a ame
comprehende maior exlensao do cosa, comoiamBRn
aisuella onde se acna maior numero de pontos que
pedam anjaij ictiva vigilancia para obstaras lenla-
HvMjsTiralIcanles, de por isa.j a que exige maior
Jflovtro de navios para" o servijo' que Ihe com-
lesliiando, pnis, dous r.a>ios de vela para cruza-
ra*! eOectivamenu sobre a costa ra revezar com estes, aulftfsiarilos para a cusa do
.ul alo ban Sebaitiao, ejama a costa de Santa
' -libanna, lamo* sele navtis de
que como tal, deve fazer as honrasdo porlo, e servir
de deposito e escola da marinhagem.
Por igual motivo se tornam necessarios nesa osta-
Qlo dous vapores que allernem eulre si no cruzeiro e
viga dos porlosao norle ; outrosdus para fazerera
o mesmo servido so sul entro San Sebastian e o rio
San Francisco ; oulro qus deve estacionar em Santa
Calhsrina ; e finalmente outro que se raantenha
sempre prompto nesie porlo para qualquer commis-
sao accidental; o que pretal o numero de seii va-
pore* qoe estao designados nt distribuicn.
A' cslacio do Rio de Janeiro perlencem lanbem
os vasos que compoem a flottlha do Rio Grande do
Sul. Uestes um, a barca Aguia, empregi-se no re-
gistro e polica do porlo, oulro, a escuna San (Ion-
ralo, est incumbido do mesmo servigo na Lagoa
Merim e rio Jagnar.lo, limites do imperio com a re-
pblica Drio u la I do Uruguay ;c os 3 vapores Amelia,
Fluminense e CamacuH, sao destinados, um para a
eommunicac,ao ofllciil entre Porln-Alegre e Rio
Grande, oulro para o sor\ico da inspecciloios pila-
mos e lialsamenlo das lagoas, e o terceiro do maior
forca, para a-pralieagem da barra.
As eslieres da Baha e Pernambuco, cada urna
com qualro navios de vela eum vapor mixto, podem
ter dous cruzeiros permanentes e efficazes ao norte e
ao sol dos respectivos ceiros, mas nao lerao forca de
mais.
O mesmo se pikle ih/.cr a respelo da estac.io do
Maranhao, para a qual se destinara cinco navios de
vela e um vapor. Nesla eslarao, alm do cruzeiro
que nao exige lana vigilancia como as nutras pro-
vincias, ha a polica do Amazonas e o servico entre
as suas difiranles povuaces. As fortes canhoneiras
sao muilo propras para essa navegado fluvial. Um
vapor que, como o Recife, monte boa artilharia, se-
ja de marcha regular, e lenha capacdade para o
transporte de tropas, he um vaso indispensavel para
o servipo militar da provincia do Para, e prompta
eommunicacao desla com a provincia do Mara-
nhao.
A flolillia de .Mallo-Grosso compoe-se de canho-
neiras e embareacoes menores propras da sna nave-
sarao fluvial, que la leem sido construidas e perma-
necido. Nao he forca. de mais para as necessldades
ordinarias e para qualquer evenlualidnde quepossa
occorrer nessa remola extremidade do imperio. Pelo
contraro, ho preciso raelhorare reforaar o material
dessa flolilha, nddicionando-lha um oiTdous peque-
nos vapores.
O plano que icab de analysar exige, como se ve
dos mappas, adoptadas as lotacOes adoses, que sao
em geral diminutas, ltenla a qualdade do nosso
pessoal, o ('lectivo de duas mil setecentas e setenta
e duas pravas de marinhagem e de prel, eomprehen-
didas as equipagens dos tres transportes existentes, e
a du vapor. Imazona* posto emdispnnbilidade. Sen-
do a fixac.in de tres mil das referidas pravas, ha urna
sobra de duzeniss e vinte e oito procos. ^
Deve-se contar cormalgum excesso neslerporto, e
nos centros das outras eslacoes, pira occorrer al-
gum armamento accidental, de que se carera para
suppriros desfalques provenientes de molestias o de-
serroess, que s vezes reduzem cnnsideravelmenle a
suarnran de um navio de cujo servido se nao pJe
prescindir, e, finalmente, para compensar a despeza
que se f*z com o sustento de remitas.
Os quatro vapores, Beberibe, Mage, Piamiloe Ge-
i/iiiiinhonha, que figurara pela primeira vez no map-
pa da forca naval, sao os navios a hlice mandados
conslrnir em Mndres no lempo do mea antecessor,
sob a inspeccao doeapitode mar e guerra, Joaquim
Raymundo de I.amare.
S3o excedentes navios de guerra, construidos con-
forme as eondicOes marcadas pelo governo. Tem
lodos a mesma forca de 130 eavallos, e o mesmo II-
ranle d'agua, que he de 10 ps a prda e 10 X po-
p. O l'iamSo e o Gequltinhonha sao do porte de
600 toneladas, o Mag de 564, e o Beberibe de 559.
Imporlaram lodos em 109,336 libras esterlinas e ata
schillmg, ou 972:1163004 da oossa moedi, incluid*
a despeza do armamento da viagem para o impe-
rio.
Cania mis a armada ciaco navios novos, os vapo-
res a hlice Ypiranga e Maracan, o vapor .le rodas,
Camacua, o brgne escuna de vela Tonelero e
corveta leabel,
O Ypiranga e o Tonelero foram construidos no
arsenal da corle, e na soa primeira viagarn provaram
hora, principalmente o Ypiranga. Sao o* prmeiros
(raballios do nosso joven constructor Napoleao Jo8o
Bapttsli Level, e abonam o sen talento. O Ypiran-
ga demanda 9 ps d'agua, seu porlo he de350 tone-
ladas, e o molar de 70 eavallos. O Tonelero he de
210 toneladas e cala 9 ps d'agui.
A corveta leabtl foi ha ponen lancada ao uiar no
eslaleiro do arsenal da Baha, a est armando. Se-
gundo a* inforinacoes que llalli vieram, hejum navio
bem construido.
O Maracan e o Camacua foram comprados pela
-- idade urgente que houva de dous vapores que
idassem menos aguado que demanda a maior
'dos que lindamos, sendo um delles proprio
em pela su* farca par* o servico de reboque.
O primeiro he urna excedente canhoneira que de-
manda seis ps d'agua, lem urna machina de 80 ea-
vallos e o porte de 244 toneladas. Foi construido
em Londres pelos rmsmos fabricantes dos 4 novos
vapores cima mencionados, armado, tripolado e
naveaado at o Rio de Janeiro eustoa 14,440 libra*
esterlinas, au 128:3153558 da uoosa manda, egoauja
o ajusfe feito pelo ministro d\> imperio em lTon-
dros.
O Camama he da forja meehinica de 90 eavallos
e demanda 8 ps d'agua. Est arlilhado com orna
pera do calibre 68 a duas carenadas da 9. Sea
casto, i-id perfeito esUdoile casco, marhinismo, mas-
treirao, apparefho e veame, e com alguns sobresa-
lenles, foi de cento e vinte contos de ris. Esle va-
por prrtencitra urna compandia commercial do Rio
Grande do Sul, e alli sprvia de rebocador:
Nao vao contemplados nos mappas da forra naval
do prximo anno financeiro os segBintes "navios :
fragata TConetiluirOo, corveta Berlinga, brigue Ce-
irente, hrigues escunas /fndtirinAa e Legaliiade,
vapor GolfiZnko e lransporlj*jkajtj*>*<*uria e Pira-
pama.
Alfragata Cnntliluiriio e
eem de grande fabrico'. O
gue escuna Uqalidade ao n
ruinados, e no mesmo caso se aeda !
rapama. A cot veta Berlinga e o brigue escun
dorinha podem ser aproveitados, e estao des
o primeiro para qoartel provisorio e escola da com-
pandia de aprendizes marindeiros da provincia *m
Badia, e o segando pira igual servico na provincia
do Par. O brigue Pavana ser tambera aprovei-
tado para a inslruccan do corpo de imperiaes mari-
nheiros e da compandia addlda de menores.
Organisarao da forca natal.
Aforen, naval compoe-se de dous elementos muilo
dislinclos, o pessoal e o material, mas que lem entre
si relacoes essenciaes, segando as quaes devem ser
preparados e organisados.
As gnamroes dosnavios de guerra, asquaes cons-
tituetn o seu pessoal, nao estao reguladas definitiva-
mente. A grande falta de aystema e uniformidade
as consIructOes e armamenlos lem sido, croio eu, o
primeiro obstculo para urna fixarito normal e de-
liniliva. A instabilidade de disposirOes que nao teem
a sancrao de um decreta impeiial lie tal vez a segun-
da das causas desse estado provisorio e defectivo.
A liaca das classes que formara os estados maio-
res e menores das guariures nao lem variado, nem
pode variar muilo. Os principios fundamentaes de
toda a organisarao militar, as regras do servivo de
bordo eslabelecidas pelo regiment provisional, os
reglamentos fiscaes, as especialidades de certos em-
pregos, pouco arbitrio deixam a respeito daqurlla
lixarflo. Nao acontece outro tanto com as pracas da
marinhagem e de prel, cujas Macos leem pastado
por muitas e repetidas oscllac,Oes.
Umitesolucau de 14 de dozembro de 1796, tomada
sobre consultado conselho doalmirantado portuguez
fioo o numero e classes dos oslados maiores dos na-
vios de guerra. Nao confiero oulra dispotirao d'j
mesmo caracler, que seia relativa a esse objecto e
vigorarse no Brasil. le, porem, fora de david
que desde 1834 a esta parle innmero* avisos tem
sido expedidos, alterando no lodo ou em parte as
lolaroes dos navios de guerra, estabelecendo dispo-
si<;es geraes ou especiaes para navios designados.
A maior parle das lolac/ies actuaes foram eslabe-
lecidas pelo aviso de II de abril de 1852, sendo as
dos novos navios n3o coinprehen.lidos no mesmo
aviso reguladas sobre a base daquellas.
He da maior conveniencia que esse objecto seja
regulado em geral e definilivamenlo.por nm decreto.
Sua importancia nao pode ser contestada, puis he
evidente que a composicao dos estados maiores e das
equipagens dos navios de guerra, nao s lem a maior
influencia sobre u seu grao de disciplina e forja, co-
mo inleressa a saude dos nossos marinheiros e e-
cunomia dos crditos da marinha.
O governo nao n lem descuidad de to importan-
te objecto, masoflereceelle dificuldades, toja sdi-
ca o exige muila reuexo e exames.
A organisacao do material da forca naval foi re-
Ik. Pe' d*crel numero ^ de "* de Janeiro de
O pensamenla que diclon essa ordenaos ro cons-
tituir sobre bases fuas e de progressivo desenvolvi-
menlo a nossa forca naval. He esla urna das maio-
res oeeessidade* da marinha de anerra. A falta de
um plano as conslmcres e armamentos navaes oc-
casiona grandes prejuizos fazenda publica, impos-
sibilila toda organisacao normal, e di em resultado
desuniera, fraquoza e alrazo. O woblema he, po-
rem, difticil. '
O mcncinuailo decreto cslabcleceu as seguidles
bases: "
1." Oquadroda forca naval se corapor de na-
vios de vela e de vapores.
2. A marinha de vela constara : de > fragatas; 2
corvetas de balera coherta, ou de primeira ordem;
Siilitas de balera descoberla, ou de segunda ordem;
12 hrigues e briguei barras; 16 canhoneira fortes,
isto bo,-patachos ou hrigues escunas.
3-jAvnnrinha a vapor conslar : de 4 fragatas
, r? c*V,ll8 i 6 crvelas de 220 ; qualro vapores
de 100 a 160 cavados ; vaporos menores, do 40 a 80
cavados.
4." Serio construidas successivamenlc e sem in-
lerrupro as embareacoes precisas para completar o
quadro lixado. +
5. Preenclido o quadro, serao poslos nos eslali-
rosenellescouservadasde um terjo a melade do
ailiaoUmei.li,. scs embjrcanies do vela a a vapor
propras para substituir as que se forera arruinaudu!
O. Em circurastancias urdinarias cuuservar-se-
ba em completo arni:imeiiln:Ui navios o seis mais
ein.lUporiyi^dade,com lano que a guarnicao de
0W.I0 Ot KM'JBUCO QUBTI FEIB 22 DE AG0ST0OE 1855
<
as Andririnha e l
Ira nsporUeajMbtin
iiro e al ,o!
te sao navios voPB
l/iu/io rare-
nset o
muilo
trauspor
\
descoherla ; 8 brignes barcas a hrigues ; 17 hrigues
escunas, escunas, patachos, canhoneiras e hlates.
Navios a vapor : 1 vapor de 300 cavados ; 2 ditos
. } "<,".'le ,5 ; *,,ll0, ue '30,11 dito de 90,
1 ditojje 80 ; 2 ditos de 70 ; t dilo de40 : e 2 ditos
ile 2.i.
Ha portanlo grande diiTerenca entre o quadro
normal o o existente. Ha actualmente de meno* :
2 crvelas de balera coberU ; 1 dila de segnnda or-
i m.. "fS?" e br'i?"e barras ; 3 fragatas a vapor
ue jw cayados ; 4 corvetas ditas de 200; e 2 vapo-
res da ultima ciaste. Ha de mais : 2 navios de vela
da ultima elasse; 2 vapores delerceira ordem ; 1 de
90 cavados ; e2 de 25.
A passagem .leste material para o do quadro do
uecreto de 26 de Janeiro, e o preenchimenlo do
mesmo, poder-se-dia conseguir no correr dos annos.
medida que se fossem inulilisando alguns dos na-
vios actuaes, e crescessem os recursos do ministerio
da marinha. Convira, porem, manter esse quadro
como organisajao normal da forca naval ?
tComquaiito os progressos da arcditeclura naval, e
da applicacao do vapor a navegaco sejam anda ob-
jedo de experiencias e novas concepcOes, todava de
pouco lempo a esla parle es governos francez e bri-
lannico team resolvido constituir o material das suas
esqiadras sobre novas bases.
Nessasduas principies potencies maritimas trans-
forma-so actualmente era vapores a hlice lodos os
navios-Be vela que podera receber o molor mecha-
nco sem excessiva despeza e com ulilidade aprecia-
vcl. Eslabelecem-se duas categoras em cada urna
das classes dos navios do guerra: navios mixtos de
forja cftticliva e de forja auxiliar, ou, como chamara
os rraneezes, navios rpidos e de pequea velo-
etdade. r *
As nossas circurastancias actuaos, que n3o mnda-
ram rpidamente, de certo nao comportara ama ma-
rinha exclusivamente composla de vapores. Pos-
soimo* muilos navios de velae poneos vapores, ae-
crescendo que destes s dos iiTmamenlos modernos. Mas parece-me inron-
teslavel que nao podemos deixar de adoptar, lardo
quanlo esliver na proporjao de nossos recarsos. a
grande reforma qoe se est operando as marinhas
de gnerra que nos servem de modelds.
D que na occasiao era que eslabeleciamos as bases
do dtereto de 26 de Janeiro nao passava de Iheorias
o onsaos, hoje ho um progresso em grande parte re-
solvido, e roalisad'i sobre larga escala pelas dnas pri-
mearas marinhas do mundo.
A avallada despeza de comhnstivcl era um obst-
culo quasi insuperavel para o desenvnlvimento da
nossa marinha a vapor. O syslema dos navios mix-
tos, em que o motor p.le ser empregado apenas
cumo auxiliar, qnc sao apparelhados como embarca-
eses de vela de igual porle e elasse. ou com maslrea-
jao e apparelho quasi iguaes aos destes,- remo ve em
grande parte aquelle obstculo. O Koira^a, o Be-
beribe, o Mag, o Viamo e o Geqnilinkonha mos-
iraram ha pouco que podem cora vantngem dispen-
sar o auxilio de suas machinas.
A artilharia he urna parle muilo importante do
material de gnerra" naval. O decreto de 26 de Ja-
neiro nao poda deixar de comprehend-la, o com
eeile Hxou as dilTerentes especies de boceas de fogo
que devem constituir o armamento normal dos na-
vios da armada.
Foi adoptada a seguate artilharia : canhfies obu-
M de calibre 8 mglez n. 2 ; canhOes obuses dos ca-
libres 30 e 12 francezes ; pejas longas de calibre 30
rrancez, c caromdas do mesmo calibre.
A artilharia existente em nossos depsitos e a bor-
do do navios armados, consta das seguintes especies
de boceas de rogo :
Moiernat.
CanhOes obuses do svstema inglez, de calibre 68,
on de 8 pollegadas, longos e cortos.
Jilos de calibre 12, para escaleres e desembarque.
lejas mglezas de calibre 68, de duas classes di-
versas.
Ditas de calibre 32, n. 3.
Ditas do mesmo calibre, n. 4.
linas do mesmo calibre, n. 5.
CanhOes obuses a Paixhans, do syslema francez,
de calibre 80, ou de 22 centmetros, de calibre 30,
ou de 16 centmetros, e de calibre 12 de monlanha.
1 ejas francezas de calibre 30, n. 2 ; carona-las di-
tas do mesmo calibre.
Antigat. .
Pejas diversas de calibres 32, 24, 18, i*2 e 9.
Caronidas dilas de calibres 42, 32, 2i, 18 e 12.
Um oo oulro dos navios actualmente armados lem
a artilharia do armamento normal prescriplo pelo de-
creto de 26 de Janeiro. E nem podia deixar de ser
assim, anda quandn houvesse proviso do novo ma-
terial para toda a .or*J*auval,e se nao devetse apro-
veilar o axislente, vislRomo a maior parte desses
navios sao de constroejao ntiga.
O que importa examinar de se o irmamentn mar-
endono decreto de 26 de Janeiro deve ser o arma-
mento normal da nossa marinda de guerra-, porque
desse dado dependem as novas conslrucjOes, os dii-
pendiosos provlmentos do trem de guerra, e a lus-
truej-io dos nossos artildeiros.
O srmsmenlo qoe adoptamos pelo decreto de 26
de Janeiro, e que nao tem regulado anao para os
novos navios construidos no imperio, parece lar sido
designado a vista da ordenanca (rana/za de 20 de
julho de 1848, que foi ponco lampo "epois alterada
pela de 27 de jialhu de 1819. Bata -*"'
exclulo os canfines oboses de 30 on ,.... -.
Iros, c as caronad**. do raesmo calibre, inlroduzlndo
nos armamentos navas* da Franja lre nrmas novas,
os canhOes de 30, ns. 3 a 4, au. sabslilairam aquel-
las baas-tmciru .fe fogo, e o canho de 50.
Ho verdade qoe anda ho|a se contesta em Franja
a superior! lade do canha.i de 30, n. 4, em relacao a
caronada do raestuo calibre, e achs-se de fado det-
prezado o calibre 50 como artilharia naval. Mas
lambera he certo que aquellas mesmos que assim
pensam reconhecem prcferivel o canhao de 30, o. 3",
aocanhao obuz de 1(i centmetro-, que foi alli rejei-
lado, e que conslilue-oiTia parlo maita Imprtame
do systema do decreto de 26 de Janeiro.
Creio mesmo que os armamenios navaes em Fran-
ja ja leem passado por novas alterajOes devidas aos
nrnrundus exames e melhoramentus all realsados
:stes ltimos annos.
Aos nussos porlos teem chegado fnglas francezas
a batera principal guarnecida simiente de ca-
les obuzes a Paixhans de 80, calibre adoptado as
- or.lcnanjis cima citadas, e que excluimos no
ma liado pelo decreto de 26 de Janeiro.
Na marinha britnica, c na dos Estados-Unidos,
se v o mesmo emprego de grossos calibres nos ar-
mamentos navaes.
A fragata Infadigable, quo se acha actualmente
no porto do Rio de Janeiro, lem a balera inferior
toda guarnecida de canhOes obuzes de 8 polegadas,
i6io he, artlhada nicamente com a bocea de fogo
que substituimos de calibre 80 francez.
A crvela John Adams, de porle nao maior que a
corveta D. Francisca, e que sahiodeste porto para
dobrar o Cabo deHorn, era artlhada Com 16 pecas
longas de calibre 32, e 4 canhOes obuzes de 8 oo'le-
gadas.
Estes armamentos dOerem notavclmcnlc dos que
prescreve o decreto de 26 de Janeiro.
A mulliplicdade. de calibres e a variedad* as
formas, dimensOes e partes accessorias das boceas de
fogo lem mudos inconvenientes. Possuimos arti-
lharia do systema francez e do syslema inglez. em
calibres qoe sio prximamente equivalentes. Con-
ven, adoptar urna das duaMrtilharias, ao menos na
generalidade dos calibres,Wmlando-sc da oulro so-
mente alguma bocea de fogo que lenha nolavel su-
penoridade.
Na opinao de alguns ofiicaes da armada, e arti-
lharia ingleza he prefervel, por ser mais bem fabri-
cada, oflerecer mclhor armamento paraos nossos na-
vios de guerra, em razio do sea peso, calibres e al-
cances, e reunir com estas vaulageus a da baralesa.
Releva qaanlo sutes entrar na apreciarlo de um
e oulro systema, segunda a nossa experiencia, ees
exemplus que nos oflerecein as najOes mais adianla-
das, c depois de escrupuloso exame decidir a qus-
tao.
Os nossos depsitos do Irem de guerra eslao das-
providos de armamentos modernos. O material que
nelles exisle lie em grande parle intil. A acquisi-
jao de novas armas he indispensavel. Recebemos
ha pouco da Europa um pequeo supprimenlo de es-
padas, e do espingardat a Mini.
Academia de marinha.
Ji liv* a honra de manifestar-vos, no relalorio do
anuo pastado, quaes sao as minhas ideas sobre a or-
ganisacao e o plano de casino da academia de ma-
rinha.
O syslema aelusl carece de reforma, e esla refor-
ma deve ler por fim dar aos officiaes da armada
maior somma de conhecimentos profossionaes, veri-
ficar a desenvolver a sua aptidio praca,
A croijao de om ou dous callegios navaes, de que
igualmente vos fallei no cilado relalorio, seria um
elemento precioso para essa syslema da educa.;Ao es-
sencialmentc militar e prolessioual. Os jovens que
se dedicara carreira do ollicial] de marinha rece-
beriam nassescollegios conhecimenlos Iliterarios que
hoje quasi abaoUilainen(ee dispensara, hahitaar-se-
hiam desde lonra idade i vida martima,seriara pro-
parados convenientemente para a iustruccao supe-
rior Uieorica e pralica.
A despeza de urna tal insliluijso nao seria graude
o os seus beneficios pagaram sobradamente o di-
nheiro que cuslassem. O colleglo naval poderja nao
su habilitar discpulos para a academia da marinha,
senao tambera para outras prossoes martimas, que
entro nos exslcm muilo descuidadas.
A indicada reforma da academia nao exige como
base indispensavel a creaco dos collcgios navaes.
He, porem, evidente que a educarlo do ollicial .le
marinha gaiiharia consideravelmenio com essa esco-
la preparatoria.
Uo mappa respectivo veris o estado dual da
academia-.
De accordo cora a* ideas que vos Icnho apresenla-
do, ordenou o governo que. os aspirantes zesgem
via.gens de inslrucjo duranle as ferias do anne atra-
sado e as do anuo prximamente findo. A pri-
meira viagem foi de curta navegad*, e dentro -.lu
imperio, a segunda estendeu-se alau riu da Piala,
e leve lagar, na ida, a bordo de alguns dos navios
de guerra da divisao que alli estaciona, o na volla,
a bordo da charra Carioca, sob a direejao do ex-
ajammaiidaiile da mesma divisao, o capitao da mare
guerra Jasuino I.aniego Cosa.
O pxoeedimcnlo dos aspirantes em semelhanles
viagens, sua vocajilo para a vida domar, sen grao
de aptidio moral e phyaica sao ohjcclo de informa-
res que os olllciaca encarregados do us dirigir e ins-
truir remetiera ao quartel general da marinha, o es-
le rnmmuiiica ao director da academia.
N3o havia regra lixa, segundo a qual devessem os
aspirantes ser propostos para oaccesao a guardas ma-
rradas, e d'adi resullava que o respectivo comman-
daaUadireclor da academia o* elasdficava confor-
me a ordem da* matricula*. Por aviso de r, de no-
vembro ultimo foi determimdo que os dilos candi-
datos sejam clarificado* pela congregado dos lentes
SiSXa" M." mer"nentu, e nao soraenle
antig.uda.la acadmica, e nao computando nesta o
lempo de estudo sem aprovellamento.
A ni ervenjao do director e lentes da academia na
proposta dos guardas marinha* para a promojao a
segondos-lenenles he muilo conveniente, porque sao
elle* juizes compelentes para apreciar o mrito rela-
tivo dos candidatos, em vista das InformajOes
dos commandanles, e das provas escripias dadas nos
exaines do sufilciencia. Era esla a pratica amiga.
O governo julgou que deria restabelece-la por occa-
siao da ultima promojao de,ssa elasse.
O decreto n. 884 de 10 de dezembro de 1851, que
regulou as provas de aufliciencia a que cima me
refer, nao exige o exame dos conhecimenlos rela-
tivos as machinas de vapor navaes. A razio desla
dispensa lie obvia, deriva da .lillicul.lrt.le que pode
daver em proporcionar aos guardas marinhas os meios
ele adquinrem nos seus dous primeiro* annos de em-
barque, nao so a pralica da navegajao dos navios de
vela, como a concernenle aos vapores. ^_
Mo se pode, porem, desconhecer que essa dispen-
sa no tima lacuna sensivel, allontos os progressos da
marinha a vapor. Os navios mixlos, dos quaes fe-
lizmente ja possuimos alguns, preslam-se a urna o
oulra applicacao.
Releva lambem notar que nao existe mareado um
prazo dentro do qual o guarda marinha, que se nao
mostrar sufficienlemente haMlilado, ou seja por fal-
ta de applicagao, ou seja poflaaplidao, deva ser des-
pedido.
As providencias desse decreto sao em zeral uti-
lissimas, mas a sua execujao nao lem sido feita com
o devido rigor, e lem faltado navios para as viagens
de instrucjio.
He esla ama necessidade de qne se resenlem nao
so os jovens nITiciies d? armada, mas lodas as prajas
de suas guarnijOes. As viagens de longo curso sao
as que mais inslruem, e as que melhor desenvolvem
as qualidades caractersticas do hornera do mar.
A despeza que esse meio de inslrucrio pode cus-
lar nao deve ser anteosla a* necessidade qne o Bra-
sil tem de nma boa marinha de guerra.
Biblioteca di marinha.
. Este eslabelecmento, c*jja_cr*ajao data de 1846,
vai progredindo com os recursos qoe a sabedoria do
corpo legislativo e a soliclude do governo Ihe tem
proporcionado. Possue actualmente 5,020 volumes
de obras diversas, pela maior parlo das que pecu-
liarmenlc interessam as profissOes maritimas, 713
mappas e planos, <612 modelos.
Acha-se collocado eoi nm edificio do arsenal da
marinha, que s em parle Ihe foi destinado, e cojo'
pavimento terreo he oceupado por urna oflleina do
mesmo arsenal. Nem esta repartilo e a da inten-
dencia podem prescindir d'aquelle edificio, nem a
visinhanja que alli tem a biblioteca he favoravel
ao estudo dos que a frequcnlam. I temis nao con-
vera dentro do arsenal repartirn que nao lem in-
mediata relajao com o seus trabadlos.
Altendendo a estas consideramos, resolveu o go-
verno que a biblioteca fosse removida para o novo
edificio da ra do Braganja, sendo esle igualmente
aproveitado para outras servicos a que se presta.
Aquelle edificio eslsva destinado pora o quarlei
do batalhao naval, mas seudo de novo examinada a
conveniencia de scmelhante destino, entenden-sc
que era preferivel a d'liberajo cima referida.
O porleiro interino da biblioteca he um guarda
da academia da roaririha. Ambos os estabeleci-
menloscarccem do servijodesse empregado, e para
o segundo he elle indispensavel.
Releva, portanlo, que cesse esta inlerinidade, e
hoje mais do que nunca, com a mudanja da biblio-
teca para o novo edificio, cuja guarda deve er
confiada aquelle empregado.
O maior servico e responsabilidade qne lera' o
porleiro da biblioteca, e a sna separajao do em-
prego da academia, pedem qaesclhe fite maior ven-
efmenlo do qne o de MMf, que actualmente per-
cebe pelos dous emprefos.
Asylo e invlidos.
Depois de ler fello examinar varios locaes indi-
cidos ou ofierecidus como proprios para o atibente
cimento do asylo de invlidos da armada, resolveu
o govorno, da accordo eom a commisiSo respectiva
a compra de unta propriedade sita no morro da ar-
ma jan em a dtW de Nietheroy.
Esla propriedade consta da urna casa, qne talvez
posta ser aproveiadi para quarlei provisorio dos
invlidos etislentes, ealm da casa, de urna fonte de
agua nativa, a de nao pequea porjao de terreno,
parle do qual he de marinha.
O local he sauriavel, e rene doa* condijOes que
muilos cotuideravam esseuciaes, a de str boira-mar
e ter vista par* a barra.
Cuslou a sua aequisijlo a Importancia de vinte
contos de ris.
O asylo de invlidos exige maior es'pajo para o
seu edificio e eommodidade*. Ha contiguo ao so-
bredito terreno oulro que se acha desoecupado,e cu-
ja acquisir.lo he necessaria, e de pouco valor.
A lein. 5l4de 28 da outubro de 1818, a qual se
deve o sabio c phil*nlro*|*)per.samenlo da creajao
de um asilo para os invaIMaT-d_axmada, delermi-
nou que para a* .(espetas desse esls^iteeirnento con-
corrara com um dis dsoldo todas as prajas de pret
-- rfiheira tjaarinheiros da lodat as
ouappllcarpara o mesmo Um, em-
quanto nao Torem reclamados por herdeiros leiili-
mos, os sidos atrasados das desertores, e dos que
marrerem a inicalo, quer sejam ofiiciae* deraari-
nha, quer pertenjam ao* oalros emprego- da ar-
mada.
O asylo de invlidos da marinha tlevo ser destina-
do, nao s para os seus marinheiros e soldados, mas
tambera para os ofliciaet e outras classes. Creio,
portanlo, qu* os ofliciaet da armada e lodos aquel-
les empregados a quem se fizer extensivo o beneficio
do asylo, devem contribuir para elle como as pracas
que actualmente conlribuem.
, D producto conhecido dessa contribuijao monta
a 55:5625983, comprehendida a somma de.......
13:1239861. proveniente de sold atrasados de de-
sertores, e a de 1:478>>74, de sold* de fallecidos
ab intestato. Nao se comprehende naqnella somma
a importancia da contrihaijao arrecadada |em ilgu-
mas provincias, por nao lerem chegado ainda as
demonslracnes dos respectivos descintos.
Estahelecido o asylo, ser neeessario determinar
as condijdes eom que poderao para elle entraros in-
vlidos que gozera de pensOe*, odos de reforma on
aposentadoras, e resolver sobre a adopjao de oulros
principios que vigoram nos paizes onde existem ins-
tituijOes semelhanles.
O estado da actual compandia de invlidos v-se
do mappa respectivo. Releva, porm, notar que
nao he esse o numero total dos invlidos que pre-
sentemente conla a armada. Alguns exislem que
gozam de pensOet, e uutros que ainda sem esle au-
xilio, a que nlo lindara direito, nao pretenderao fa-
zer parte de urna compandia que he obrigada a cer-
tos servicos, e na qual nao teem outra vantagem
mais qoe o soceorro indispensavel para seu vestua-
rio e elimenlaro.
Ilospitaes.
O hospital da corle, o da Babia e a enfermara de
Pernambuco, eollocados, o primeiro dentro da for-
taleza da ilha das Cobras, e os ontros dentro dos ar-
senaes respectivos, sao os nicos estabelecimenlos
d* saude da armada.
O hospital da corte, que he des Ires eslabeleci-
mentas o melhor e o mais importante, nao tem ain-
da lodas as accommodajOes necessarias. O da Ba-
bia est muilo mal situado, e a sua remojao para
oulro lugar he instantemente reclamada pelo in-
tendeule da marinha daquella provincia.
A eslarao naval do Maranhao, alenlas as necesi-
dades do servijo da provincia do Par, deve ser re-
forjada, e deuiro de pouco lempo o era cora vasos
de guerra appropriados para navegajao do Ama-
zonas. Urna enfermara na provincia do Par para
as prajas dos navios que alli estacionara, e pira a
companhia de aprendizes marinheiros he j reclama-
da, e mais tarde se tornar* indispensavel.
Actualmente sao as prajas daquella esla jao tra-
tadas no hospital rcgimenlal do terceiro batalhao de
artilharia do exercito, em virlude de deliberarlo do
presidente da proviocia, qu* foi approvada Antes
eratn tratadas oajigspital da casa da Misericordia
da cidade do Para, com maior dispendio para os co-
fres da marinha.
O recurso aos hospitaes particulares e aos eslabe-
lecimeutos pi, he o que empregam os commandan-
les das estajes e dos navios sollos, oas provincial
onde nao lia hospitaes ou enfermaras da marinha,
serapro que os doentes reclaman) cuidados que nao
podem ser prestados a bordo.
Segundo as informajOes recebidas, houvc de Ja-
neiro do anno passado a feverciro deslo anno 6,783
doentes, dos quaes smenle 81 fallecern!, como ve-
ris da eslalislica feila pelo cirurgiaoem chefe da ar-
mada. Esle resudado que nao he excepcional, mas
a repelijao do que atiestan) as eslatislicas anterio-
res, abona o desvelo e pericia com qoe sao tratados
os enfermos da armada. Compre, todava, dar al-
L'uin descont a' esset algarsmos, porqutfha moles-
tias simuladas para fugir ao servijo, e o raesmo in-
dividuo pode sabir como curado, e vollar ao hospi-
tal um* e mais vezes pela mesma molestia. Acre-
dito que estes casos nao so (requemes, mis acredi-
f i\ I i tm nitrw _,___ _tu- Iv _- Z >a _-____I_
lo lambem qu* n3o sSo impossiveis.
V-se da eslatislica que as molestias que mais af-
feclam os nossos marinheiros ao as pulmonares ou
s> phililicas. Dos 6,783 doentea, 1,087 foram de
molestias pulmonares, e 792 de *\ phililicas, islo he,
o numero de casos deslas molestias esta' para o to-
tal na razaude I para 3, 6, proximimeule.
A maior parte dos que eufermiin dessas moles-
tias, principalmente os marinheiros, nao se sulimel-
lem a Iralamenlo nielhodico regular. To fatal
incuria podera' ser combatida com vantagem pelo
zelo dos cirurgios, se estes, raediaule inspcccOes e
os meios de vigilancia que Ibes devoran prestar os
cummandanles, rcuicllerem para us hospitaes os in-
dividuos atacados da mais ligeira infeejao svphilili-
ca, ou obrigarem-nos a um Iralamenlo regular a
bordo.
Reconhece-se, diz o cirurgio era chefe di arma-
da, que a maior parte dos casis de pthysica, que
leem registrado as eslalislicas da armada,' procede-
rn! de repelidas ou inveteradas adecenes s,philili-
cas. Combalendo-ss esle mal, cunibale-se aquelle
em urna de suas principaes causas.
(('onfiimar-se-/.a.)
im*t>aii
13 de agoslo.
Por decret de 7 de agosto curenle :
Foram removidos, poro haverera pedido, es juizes
municipios e de orphaos :
Cario* Augusto da Silveira Cobo, do lermo da
Barra Mansa, no Rio de Janeiro, para o da capital
da* Alaauas.
Antonio Carneiro de Campos, do* termos munidos
de S. Sebartiao da Villa-Bella, em S. Paulo, para o
da Barra Mansa.
Foram nomeado*:
Tenente-coronel commandanle do I.* batalhao de
infamara da guarda nacional do Recife, l.uiz Fran-
cisco de Barros Reg.
Major commandanle da ser.jo do batalhao da
reserva da guarda nacional do municipio do Rio
Formoio, em Pernambuco, Joaquim Francisco
Dinlz. H
Foram (ranferidos:
O lenenle-coronel commandanle do 5." batalhao
da guarda nacional da capital de Pernambuco, Ma-
noel Locas de Araujo Pinheiro, para o 1. batalhao
de infanlaria da comarca de Pao d'Alho, como ag-
gregado.
O major do batalhao de artilharia da guarda
nacional da provincia do Para, Joao Martin- do Mou-
ra, para o batalhao p. 29 da proviocia do l'.io de Ja-
neiro.
Foram reformados nos mesmos pottos:
O coronel chefe da exliucia legiao da guarda
nacional do municipio de Sania Helena, da provin-
cia do Maranhao, Antonio Celestino Ferreira de
Moraes.
O major da ex linda legiao da guarda nacio-
nal do municipio de branles e Malta de S.
Joao, da provincia da Baha, Bernardino Mauoel
Neves.
S. PAULO.
9 de agoslo.
S. I'aulo loma parle no assnmplo geral que hoje
domina o imperio. Sobresaltados os espiritos, s
urna idea avassalla toda esta gente ; idea lita qoe
ni vella os sentimenlos do ricajo e pbretao. Eu,
que slou matriculado nesla segunda elasse, sofiro
hoje de clicas como o mais opulento fidalgo deslas
alturas, como o mtior'nababo do globo, seesti-
\este ameajado, como eu. Ja se sabe do que fallo;
he delta.
Segundo as noticias do Rio de Janeiro, nao ha
ah peronha de Camela ; dizem alguns passageiros
do Josephina que nao ha cholera, nem cholerao,
nem cholerna ; sim amas consas que lem provoca-
do a aclividade do Dr. Paula Candido, que, se qui-
zesse agora tomar ares em S. Piolo, seria recebido
pela cidade em massa, que anda um poucoSescon-
fiada com as noticias da meia noile.
Mas carao Vracs., gradados a esse digno medico;
nao o dcixarau nesla phase, nem lemos aqu um
ministro do imperio que se chime Pedreira, para
esquadrinhar medidas sanitarias, ir-DOS-hemos arran-
tsodo com o que ha, qnc, vamos e venhamos, nao
le muilo.
Nao repare nesle pessimismo ; o arronlo diz qne
com dinheiro nio se brinca ; eu digo qoe com a
saude publica he que nlo se brinca, e quem nao qni-
zer ser cmara municipal nao lho visla a pede.
Vamos ao caso. Tem-se feilo aqui grande espa-
lhafalo, desde que se souhe que as barbas do visinho
eslao pegando fogo ; e nos nao estamos na ilha de
Calypso, nem nos podemos consolar com a' ausencia
de medidas sanitarias.'
Nao sei o que l vai pelo porlo de Santos ; isso
he l com o vice-presidente, por cuja conla corre
essa reparUeto nao sei mesmo se ha quarentenas,
lazarclos,*! IpfecjOes, e todos esses elementos de
linspilalitaHBtoiipede. Teuho estado pouco abe-
Ihudo etfTMnan, e he de crer que es*e porto ma-
rtimo ja esteja preparado com o seu cordao, em
que nao he bora fiar, apenar de estarmo* c a nao
ei qoantos ps. O que he certo he, que pode o seu
Rio de Janeiro estar muilo sao, e a importarlo vir
da Europa em direitura, como vem fatendas para
a casa de T. Will, oo mesmo do Para. Se pois a
entrada est bem guardada, e por cima ludo corre-
r bem; e podemos asseverar que veremos ainda
pastar as incompatibilidades, conctuir-re o semina-
rio du Sr. bispo, ou fazee-se o theatro novo.
Na capital reune-se a cmara frequentemenle pa-
ra pensar as medidas preventivas, e o governo no-
umi commissao de mdicos, composla dos
Drs. Olloni, Joao Thnmaz, Cuido, Machado e ou-
lros, a quem incumbe a questao do dia, a conside-
rarlo da molestia, os conseihos de que uecessi-
lmos.
Aioda nao sai em que accordaram ; o que posso
afianjar he que muilo se duvijla que a dwgraca do
Para seja a causa. Nao no* importa isso ; essas
!:ucsles preliminares de lodos essos conclave* qne
iquem para assabbalinas das Faculdades de Medi-
cina ; seja ella asitica, sporadic*. cholera, choler-
na, cholerao, carneirada, o que he liquido heiqua
faz obitot, enriquece aos medico* e *acriiaet.
Qoer-s* remedios e conseihos para essas (scilicet
negocia). O auto de quatificarao que fique s para
os casos marcados no regulamenlo de 31 de Janeiro.
Desenvolvere sua aclividade, varrem-se as mas da
cidade e preparam-te canoras para conduzir o lixo
quo vai ser depositado ua varzea do t.arrao. A c-
mara municipal lem feito das fraquezatjforjas, e vai-
se mexendo como os cofres ajudam ; he que ella
lambem nao he iramortal. Na ultima sesso o Dr.
Rodrigues dos Santos indicoa alguma coosn no sen-
tido que nos preoecupa ; creio que v3o pedir auxilio
ao cofre provincial.
Vi que o presidente 3e Pernambuco abri um
Hite de 6:000$ para o mesmo fim ; esperamos
I providencia, fiesta materia s urna assembla
ensata deixaria de approvr nm acto destes. Nao
assignalo o que mais vai aqu providenciado, para
prevenir que Vracs. virem folha em negocio que s
nos diz respeito.
Na f dos padrinhos vamos aqui acreditando que
a peste aioda nao abrajou o Rio de Janeiro : ere-
mos mesmo qoe S. Sebastiao salvar os Fluminenses;
as saudaveis medidas sanitarias que ah com raao
larga se derramara, mandam pensar desle modo li-
songeiro.
i-, puis, nao he do Rio que tememos imporlajao ;
sim de outro ponto por onde a caminhante por
ventura venda directa. Eis a causa de nosso susto ;
eis porque nao peusamos cin outro assumpto.
Por entre as considerajes que a aclnalidade aqui
faz nascer, vem ama que esl na bocea de lodos.
Nem uma prece nos templos, nem um signal de que
pedimos a misericordia do co ; ja se notou que,
quando o cholera devaslava a Irlanda, a calhedral
fez ouvir suas orarOs apinhada de povo ; hoje, alli
no Para, lanos irmaos se debatem no infortunio, e
ainda ninguem se iombrou de nma solemnidade pu-
blica. Veja o que he nao termos bispo, quero di-
zer, veja o qoe he haver tendencia irresislivel para
levantar seminarios e escolas de eapuchinhos. As-
sim he ; o Sr. bispo decidio-se a nao vir c, viaja
e viajar. L est elle no Trememb, lugar onde
se faz grande fesla |ao Senhor Bom Jess, fazendo
outra edijao de codela ; no enlanlo que a S pre-
cisa agora de seu pastor para orar com o rebanho.
Apre ; islo faz perder a paciencia a um sanio I 'As
folhas minio se tem oceupado com este assumplo ;
eu nao reproduzo aqui o que ellas lem dilo ; ago
quero ficar mal com o Sr. biipo. Talvez ainda o
hornero pense bem no caso. Fecho esle lopico um
pouco lgubre, desojando que o Rio de Jaoeiro ja
esleja desassombrado do pnico ; emquanlo a mis,
ser o que quizersm Ucos e a nossa protectora la do
alto da Peona.
Entre todos, o sea simplorio correspondente cor-
te mais amargaras que o mais humilde vvente ; es-
ta ameajado de morrer sem medico. Conto-lhe i ca-
so, que he 13o certo como serio. Releve ser negocio
que me he pessoal.
Commelti o enorme crime do dizer-Ihe da onlra
vez que, se eslivessemos a brajos com a epidemia,
mal seria de nos, sem mdicos e sem dinheiro. Eis
ahi como se armara ellas Eu quera dzer... olhem
que slo, como iiilerprelacao authentca, lem muila
forja ; quera dzer que nao somos ricos de dinhei-
ro, nem de mdicos, que para uma epidemsa temos
poucos.
Pois, mcu charo senhor, na junta de hygiene se
disie qne seria bem feito o cholera fazer-me
umacarela, para ver que mdicos me salvaran).
Isto nao pode deixar de ser peta ; nao esl nos sen-
tmenlos da um medico! K o juramento qne l fi-
cou na Facaldade* Ora, nao foi bom islo. he um
elogio fnebre ios sentimenlos nobres de um ver-
dadeiro medico, que nao he nenhum mercador da
rolhas, quo zangado com um freguez n3u Ihe d.
mais a fazenda.
Os qoe assim diaseram nao se lemhraram que ain-
da ha aqu um JoJu Thumaz, um Filis, um Otloni
e oolros, que enlendem que na sua missao en-
tra alguma cousa mais sublime que o dinheiro ;
o dinheiro, {que nao he anda especifico para o
cholera.
9
Agora he qne me vieram ao conhecimenlo as nro-
provdenciasapphcad*sparao porto de Santos. Tem
ellas sido expedidas sem maior publicidad.-, tiara
no aterrar o pov, que, vendo o apralo preventi-
vo, acredila-se perdido. Mas eu nao acho pruden-
cia no svstema de nceultacao ; prefiro que se saina
que o lugar do perigo esl bem guardado, qoe a pra-
ja de Sanios est defendida como he humanamente
possivel.
O povo, ignorando as medidas-expedidas de pala-
cio, lem vociferado contra as autoridades ; eu por
meu turno, tenho o prazer de consignar aqu que a
presidencia nao nos ileixou ao desamparo ; esl ludo
bem prevenido. Assim que uma commissao de Sau-
de, composla do medico Firmino, naquella cidade
esl organisada com as funejoes competentes de ir a
bordo, examinar o estado dos viajantes, e fazer re-
colhe-los ao lazareto se huuvcr necessidade. O la-
zareto esla ja orgahisadu na praia do Ges, e as me-
didas de quarentcna para os navios suspeilos foram
tomadas. Ja v, pois, que mudo ha a agradecer ao
Di. Alenla.
A commissao, uesta cidade, ja oflereceu o resuda-
do de :seus Irabalhos. Se pudjr Ih'o enviarei
pois que alguns mdicos habis sao assignalaros.
Consta-me que o l)r. Codoy parle para San-
tos, tommissiouado pelo governo para eslar promplu
enl qualquer caso superveniente.
O Dr. Fernando da Fonseca tem mostrado er?
de cooncrajan. usando das funerfics desencargo
Visita aseases de negocio, a faz sonYer as penas da
le a mudos infractores que acabara de ser proces-
sados.
Consta que se vai arredar o matadouro, sito as
abas da cidade. lie lugar de muila infeejao
Esli alugada uma rsparosa chican para os ar-
robadles da cidade, creio que uo Campo Redondo,
onde serao recolhidos os atacados.
He provavcl que Dos seja comnosco, que ella nflo
venda. Mas o goveruo nao podia prescindir destas
cautelas.
(Carta particular.)
(Jornal do Commrcio do Rlj
II" aa
'-i,''
,, I tai
BABIA.
PASTORAL.
Dom Romualdo Antonio de Seixas, por mirc de
Dos e da Santa Si Apostlica, ArcebUpo da Ba-
ha, Metropolitano e Primaz do Brasil, do con-
selho de S. M. o Imperador, grande ilignitario
da Ordem da Rosa, CrSo-Cruz da de Chriito
etc. '
Ao clero e fiel* da nossa diocete eaude, paz a
benjao em Jesu* Chrislo, nosso divino Salvador.
Depois de havermos palenleado, pal* nossa circu-
lar de 2 do crrante, a notsa magoa obre a morli-
fera epidemia, qu* tem astolado a bella provincia
do Para, e que, segundo a opinilo de pessoas com-
petemos, comee* a manifeslar-se nesla capital por
algunt casos oceorridos e principalmente pelos ea-
Iragos, que ella lem causado na povoajao do Rio
Vermelho ; depois de havermos dirigido'pelo inter-
medio dos reverendo* pinochos, na mesma circular,
psternaes exhorlajOes, procurando excitar nos vos-
sos corajOes, em vez desse terror eVvil, que abate,
e como que lira toda a esperanja do remedio, o con-
forto que inspira o temor filial contemplando ao la-
do da ju,tira, que pune, a misericordia do Pai, que
suspende o castigo, e eslende us bracos para acolher
o filho arrependido ; depois em fim de vos ministrar,
ela mao dos vossos pastores, o auxilio de algumas
rijOes pira implurarmos a especial prolecjao da
Soberana Virgem, consoladora dos affliclos e pa-
droeira do Imperio e du Inclylo Protector desla ci-
dade, S. Francisco Xavier : jolgamos nao dever
demorar por mais lempo a ninao e concert da* nos-
sas supplicas, mediante as preces publicas, que a
igreja insliluio, e recommenda no appareciraenlo de
iguaes calamidades, como um dos meios mais elllci-
cazos para moverem o coracao de Dos e incnarem
a'Sai Divina Clemencia.
A simple* nojao de uma providencia, que rege o
universo, e a cojo aceno obedece toda a nalurezi,
bastn pin que, no meio mesmo das trevas da ido-
litria, comprehendestem lodos os pavo qae do* Ihe-
souros di jaslija de Dos, irritada pelos crimes do*
homens, he que parlen estas grandes cataslrophes,
qae aflligem a huminidadeje que s Elle Ihes po-
de por o limite, como as vagas do oreano. A uni-
versal e amiga Iradijao do genero humino allesla
que nao honre aijo algama, por maisbtrbara que
fosse, que n3o reconheresse a pestilencia e ontros
semelhanles flafjtMos, romo inslrumenlo das vin-
ganjas do Co, dWdo-lhes al os nomes de enormi-
dades Sagradas on Divinas, e qne nessa conviejao
nao procuraste, por meio de sacrificios e expiajOes,
aplacar a Divindade.
Elle inslineto religioso de todos os povos foi sanc-
eionado.e deparado pela revelacao, que a cada pa-
gina dos livros santos "fulmina a piste e a fome co-
mo os mais ten i veis castigos, qoe cahem dos vasos
da sua colera piro punirem os peecados dos ho-
mens.
S um impio fatalista, discpulo de Epicaro, que
nio admilte, quando mnito, senao um Dos ocioso,
e indilferenle au governo das cousas humanas,' pdh
desconhecer esta doalrina, nao menos proclamada
pela razao, que pela f, e altribur semelhanles pde-
noraeno* ao curso ordinario da* leis physicas da na-
tureza, sem nenhuma inlerveujao da vontade divi-
na, on a esse cgo .acaso que, segundo a bella ex-
preslo do eloquante Salviano, nao pode ter lagar
sob o reinado da providencia. E oxal qne no seio
do proprio cathulicismu nao exislissem iguaes disc-
pulos de Epicuro !
Ah nao he seguramente no meio do povo Ba-
liiaoo que echarlo echo estes orculos da mentira.
Fiis aot diclames da Sania Religiao, que professa-
mos, nos reeonheeemos a mao de Dos nessa cruel
epidemia, lano mais extraordinaria qaanlo ascien-
da humana parece nao haver ainda altingido i ori-
gein e causas da sua irivasao em o nosso ameno e
outr'ora lao saudavel paiz, nem mesmo o seu ver-
dadeiro caracler e denominajao, que mais propria-
mente seria cholera Divina porque he Dos
que a envin, e os nossos peecados que a provoca-
ran). E que ontro recurso no* resta, Irmaos e Fi-
lhos modo amados, senao continnos gemidos e hu-
mildes supplicas a um Dos, ruja misericordia, na
linguagem do Apostlo, Irumpha sobre o juizo (1),
e que, castigando comojuir. recto, nao se esquece
de que he Pal terno e amoroso ? Mas esli miseri-
cordia incoramensuravel, que enche toda a Ierra,
e se eslende a todas as gerajes, nao pode ser obtida
seuao pelo temor de Dos, que, como protesta o
Psalmisla, cumprir a vontade dos que o temem.
e al tender sua oraca e es salvara ti) ; sublime
correspondencia e sympathia entre as vontades da
humilde crealura e do soberano Creador '.
Apenas se converte para elle o nosso corarao, o
seu lambem se volla para nos, e se apagam os raios
vingadores da sua juslica 1 Correspondencia admi-
ravel, que tantas vezes se manifeslou no meio das
adversidades do povo escolhido, que, apezar da sua
duro cerviz e repetidas ingratidoes, nunca invocou
o auxilio Divino com demonstrajOe* de arrependi-
mento qoe nao fosse ouvido e salvo dos males que
o opprimiam. E nos, catholicos, porjao predilecta
dos Fillios do Dos, seremos menos favorecidos, hu-
milhando-nos debaixo da mao poderosa, qoe nos fe-
re ? Oh nao de certo I Chelos de confianra detes-
temos as culpas da vida passada, e tiremos o mal do
meio de nos.
Sim : -vede e atlentai hem, n3o ji o qoe se passa
na sombra Ou esses myslerios de iniquidade, que se
escomiera aos olhos dos homens, mas o que se pra-
lica publicameute e face do sol, e jalgai se a Iris-
te pintura, qae fazia o profeta Rei, no estado da sua
cidade de Jerasalem, nao he infelizmente a historia
desta lamentavel poca.
En nao tenho vislo na cidade, diz o Sanio Rei,
senao iniquidade e contradicjao : as discordias e as
vinganjas cirenradam dia e noile os seos muros ;
nao se v no meio .leda senao mi f, injaslija e vio-
lencia ; a usuro e a fraude nao deixam suas pra-
as... porque a maldade est as suas casas e no
lindo dos seos cnrajes (3). Serao acaso demasiarlo
carrejadas a* cores deste lgubre quadro, para le-
rem applicados nossa actual situajao".' Praza a
Dos que assim seja ; mas quem nao v, e nao la-
roenli o rpido progresso na peste moral oo dessa
espantosa corropjao, que infecti o corpo social, e*-
sa pasmosa indiiTerenra, que observa com fria in-
sensibilidade, quando nao justifica, e applaude, os
maiores ademados, esse funesto habito de malaizer
e calumniar, ja quasi transformado em uma virtu-
de cvica, essa cnlpavel negligencia dos pas de fa-
milia na edacajao chrstaa de seus filhos. moitas
vezes pervertidos e viciosos antes mesmo de sabe-
rem o que he vicio, esse refleclido e sacrilego aban-
dono dos Sacramentos da igreja, sagradas fonles
sempre iberias reconciliajao do peccador, estes
desacatos e escandalosas profaoajOes dos Templos,
que. mais* que ludo, ullrojam a Mageslade Divina...
Oh que mais seria preciso para aceoder a cholera
de Senhor, e fazer pairar sobre nossas cabecas o an-
jo exterminador, encarregado de entornar sobre a
Ierra o calix da Sua ira !
Clamemos, por lano, ao Pai das Misericordias,
e pejamos-lhe do intimo da alma, mediante a po-
derosissiraa intercessao da nossa Gloriosa Mai Mara
Saiilissima e mais Sanios Padroeiros du Imperio e
era particular do da nossa cidadet, qoe se corapade
ja de nos e dos nossos infclizes irmaos Paraenses,
quebrando ja essa vara com que por vezes nos tem
visitado; a sem desprezar as providentes medidas
sanitarias, que prescreve a sciencia, einpreguemos
o nosso maior cidado e vigilancia na hygiene mo-
ral ou na limpez* das maculas da consciencia, sem
a qual he impdWvel agradar a Dos ; porque s as-
sim mereceremos o perdao, e seremos salvos.
Nesla inlelligeocia ordenamos qoe no dia 11 do
correte e nos dous seguintes se fajam preces em a
nossa S Metropolitana pelas 10 horas da manhaa ;
e as parochias assim da capital como do interior da
diocese nos dias qu* forem designados pelos Rvs. pa-
rochos respectos ; e bem assim que todos os sacer-
dotes na celebrado do Sanio Sacrificio da mina ac-
crescenlem, em quinto nao mandarinos o contrario,
aaorajOespro ritmda mortalitate, re tempore
peililentiie, e no fim de cada uma da* hora* cano-
nical a amipboiia Stelta Cait exlirpavit com
a sua orajflo. No* confiamos que na presenj* do
perigo o nosso clerd lano secular, como regular
continuar a moslrar-se digno do seu santo minis-
terio, nao so pela pureza de coslumes e sentimenlos
de piedade, com que sempre, mrmente nesles dias
de afilicjau, prosfradas entre o vestbulo e o altar,
devenios romo me.lianeiros do povu, a presentar os
seus gemidos ante o Ihrono do Allissimo e oflerecer
por clles, o singue adoravel da victima de propicia-
cao, como lambem pelo seu zelo e caridadeem acu-
dir de prompto as necessidades espiriluae* do* liis
e coadjuvar os Rvs. paroedos, sesundo as intlruc-
jes, que Ihes havemos dado. E esla ser publicada
em todas as fregoezias, estacan da musa conven-
tual, no primeiro dia festivo, e registrada no com-
petente livro.
Dada nesta cidade da Baha sob nosso signal e sel-
lo da* nona* armas aos 8 da asusto de 1855.
Lugar -|- do sello.
Romualdo, arcebispo da Babia.
Jornal da Baha.)
CORRESPONDENCIA OO DIARIO
DE PERN AMBUCO.
BAHA.
S. Salvador 18 de agosto.
Grajas ii Dos, ainda eslou lmpo e puro do mal,
qu pelos nossos neceados se mellen entre mis ; e
nestas circumslaiiciasacompanha-me a raaioria dos
habitante- desla Ierra, outr'ora cheia de vida e hoje
lo infeliz e issombrada pelo cholera-morbus.
Nao san valeale, e em materia de cautela fajo
companhia aquelles quo bulara as barbas de roolho,
quando vcra as do visinho arder ; porem nao po-
dendo correr do perigo, allUnjo-lha que no meio
dui medrosos, passo por valeotflo, dizendo que he
urna grande asneira lemermos a morte, por ser ella
uma das portas principaes da vida, que se abre para
entraaos no reino do ceo, e quem liver de morrer
de cholera, desengese que nao esrapa, porque he
uma arma que nao nega fogo, como pode attettar o
te fur alvo della.
Com esle exordio, don-lhe parte da minha impor-
inle saude ao fazer desla, e para rabisrar o que oc-
correu aqui depoit da ultima que Ihe enviei, vou
servir-me do fio elctrico das idis, pujo auxilio he
indispensavel, para proseguir na narraju dos fados
e deseini eubar a commissao de que rae encar-
reguei.
Sinlo niiu poder adoptar nesle sacrificio um eslyl-
lo proprio, ou mais correlo, para fazer correr o
peusamento livremente, sem perder de visla o en-
cadeamento da* noticias; e, apezar de er ludo f-
cil um correspondente, que ao abrir e fechar dos
(1) Jacob, fipisl. Culi, cap., 2., v. 13,
1) Ptalm. 144rvl9..
) Ptalro. 54.^v
cilios pode eneber dnas ou mais columnas de um
jo nal e apparecer como escriplor publico em qual-
qcer parte, todava eurva-se sem querer a depen-
dencia do ealro, para na escala dos poeta*, cacar a
penni eom o improviso ; e como nesle singular
consorcio imaginario, he precito haver pacioncii e
geilo para apadrinharmo* os nossos absurdo*, muitas
v*zes os pachorrento* dedo*, pondo impodimtnto ao
lu conjugii da* leltra*. deixam do bocea aborta o
pobre correspondente, oprimi o* canuda*- do va-
por das ideas em calmara podra, mo grado tea*
nejos, eixando de parta essa mistura*de gralo,
pausamos a malaria.
.V medicina, taro faite, aqat proeza*, e nao
no a* boje que esta ciencia on o* que a de-
envoivem, ajudam eftlcatraente a aggravar o mal
a *S de,"ce^l0 imprudencia*, qae sao os
nn. r ,s symplmnsde lodas a* enfermidadetqae
nos flagelara e malam.
A homaopathia, esla sciencia infusa de Hahne-
raaun, se nao excede em disparates aos filhos de
n;pocrales, acorapanha-os com mais vantagem,
porque todos os homeopathas postuem u aegredo da
immorlalidade E quera nao desejar ser mater-
ial, se para s-lo Tazem-no tao facilmnle os divi-
nos glonulosinfioitesimae* ?.... Admira, pqrem, ver
o povo, que' por amor da saude he capaz de tacrifi-
car a vida, seguir a risca ludo qaanlo Ihe aconie-
I Inum ; por isso he victima quasi sempre d* sua
inexperiencia e da imprudencia daquelles qoe *
encarregam de dora-lo, e com o privilegio scieuifi-
co nalam sem responsabilidade algon.a I
Felizmenle aioda exisiem mdicos pradeales,
qon por amor da gloria, ou levadot pela consciencia
' judam-nos a viver desassombrado so meio do eor
tejo funebrada morle, acon*elhando-nos o r livra
e ama rigorosa dieta para prevenir o desenvolvimen-
lo dos miasmas mortferos de uma lerrivel epidemia,
que ameaja eugolir ama populajio inteira alerro-
risada.
Tambem ja chegou cidade da Cachoeira elcho.
lera ou a pesie, onde, segundo corre, (ero feito
grande numero de 'victimas, abandonando o povo
aquslla cidade em desespero, apezar dos immensos a
prora pos soccor ros pira l enviados.
Qoerora alguns mdicos e homeopalhas. que o
cholera-morbus esleja entre nos, e tanlu he geral
esla opinao no circulo daquelles que a espalhant,
qae nao ha remedio senao abrajarroes o* conseihos
dos homens di sciancii, queimindo esfolandu e
maliindo ao* iofelizes que actualmente adaeeem, ao-
ja l_a de que molestia for.
No Rio Vermelho o mal vai diminaindo, depois
dos promplns soccorros enviado) da pericia do ha-
liil f.irultajtivo que se acha a tala do curativo dea
liabitaiitojMUquella povoajao.
Em cutrai lugares vo appareceodo mais oo manat
casos epidmicos, e sendo proojpamenlc enviado*
os soccorros indispensaveis, o mal nao lem prote- '
guido.
S. Exc. Rvma. maodou fazer preces, implorando
a Deus a sua infinita misericordia a favor das victi-
mas da pesi e da colera medica. Esla medicina
do cej lo proveilosa, he o nico preservativo qua
pode solvar-not, e sem ella de nada valem as droga*
e infjdiveis tisanas annunciadat nos jormes come '
milagrosos especficos.
Foram prohibidos os dobro* de linos e oolros si-
gnaen que cosluma a igreja fazer pelos morios e eo-
fermos, para nao aterrar mais a popularao.
O delegado da cidade da Cachoeira, por cansa das
duvidas veio para esla capital,onde melhor pode pro-
videnciar a respeito do que for ll neeessario. JilAo
deixa de ser eensuravel essa, escpula do Dr. Jnn-
queiri Jnior, que fogindo da pesie nlo por merlo
da mirle, e sim pelos efleiios della, drsempenha
oplirr menle o sen daver coma julz municipal, de-
legado, etc. ele, daquelle districto ; so passo oaa
seguem pira alli 15 estudanles de medicina, varios
mdicos, 3 irmaas da caridade, e orna forja policial!
Joven ainda e mojo de esperinjas, nao deve S. S.
sacrificar o seu futuro, por amor do cargo qoe alli
oceupj ; por consequencia como o morrer nao ha-
bilita ninguem para os altos cargos da magistratu-
ra, vivarh as autoridades qae desempenham tao bem
as suas tuneces desamparando o seu podo eom fri-
tis evasiva* ; pois la se foi o lempo em que
a A f ao valor corresponda^
Tempo onde Indo linha mor valia :
< E apezar do mu que nelle havia,
As rousas nao corriam revelia. *
Na quinla;(eira larde foi a imagem do Senlier
dos Panos da igreja da Ajuda para a calhedral a ala
di saldr na sexta fera vindoura em proc:**ao de
penitencia. Dos queira ouvir as nona* pnce*,
compadecer-se de nt, dindo-nos dias man Miza*.
O ooverno da provincia tem sido, ineausavel em'
acu.lii-|a todos os reclamo*, e com a* tuas acortadas
providencias loroi-s* digno d* elogios. II* na* cri-
se* de terror, que se pode avadar a eapacidade do
funecionaro publico, murmenle aquelles de eleva-
da ca hegoria e que responsavei* pelos acontecimen-
tos de uma provincia, divem ter os primeiro* a dar
o exemplo de coragem e reslgmjao, pira que o ter-
ror e o desespero nao se apodere do lodo* os nimos
e a auloridade fique sem aejao.
O Dr. Alvaro Tiberio de Moncorvo Lima, qoe
por ta ilos ttulos he eredor da estima dos habitante*
desla proviocia, acha-se nomeado presdanle da
mesma, depois de ter desempenhado dignimamt*,
como teu vicC-presidentr^Uo ardjaa comroinao.
Nada mait me occnrr' r****"""*"Th, ; nlo que-
rendo sacrificar o* bico* < ^Ao desmancho
das ideas, tenho por hoja s^^^JPo; roleve-me por
Unto, so nao pude chegar jHRonge.
H
^M
PERNAMBUCO.
meo charo amigo, e
toda*
COMARCA DE SAMO A MAO
V icloria JO de agoslo.
Le Ion messager, qui porte cette minu, eit trts
loyal; he por esta circunstancia, meo charo se-
nlmr.que iproveito lao preciosa monjo 'para Ihe
dirigir estas poucas linhas, afim de, segundo o *-
socomc-nio, noliciar-lhe o quelia occorrio por
este microcosmo. A mioha ultima carimba fez al
Suma tasnsajAo entre aajturba mulla dos papa I vos
daqui, pois que julgando-e ler en feilo voto dijre-
colher-me ao sileucio, viram-me depois da dooa
mezes, surgir impvido, como sempre, e cara geilo
de assim continuar apezar da raiva canina dos taes
menino*.
En, por amor a verdade, ..
bem a sociedade, soa capaz de amistar coa.
as carrancas do mundo, ainda as mais feiis, como
is que fazem, quando me veom, o amigo Casusa,
e o faraigerado fugueteiro, e oulros da mesma esto-
fa, pesies malditas, que se nio foste atroz barbari-
dade, deveriam subir para ahi aanirem di cxemplo
todo;; os que vivera de alicffiinas e melguei-
ras... Como Ihe ia dizeodo, os lazareato* nao
me esperavam mais, como era dito pela a bocea do
ouro a do grande, e honradissimo palrador, porqae
luppuubam-me morlo do medo ; por sao. bem
he qce se |desengai.em agora; pois Ihes digo
em altii e bom som, que em quanlo nao ficarem
regenerados, nao os deixarei por ps em ramos ver.
des: muilo erabora uivero de furor, e derramen) a
baba impura de sna feroz maledicencia eonlra lodos
que Ibes causara inveja, erabora lambem rae itasT
salhem cruelmente, en tendo bastante sangue frip
pira os desprezar, como merecem, e seguir, avante
pelo trilbo encelado, lembraudo-me do que diste
um Ilustre escriptor.Nao da hornera, ainda o
mais disidido, ) que nao seja calumniado, mas
lambem nao ha calumniador, que nao pqsu sac
confundido, porque a impostura t.iumyha, emquan-
lo nio apparece a evidencia,
Pois bem, digo eu, a verdade ha de apparecer, e
enl.lo ser chegada a occasiao de Iremerem o* hy-
pocrila!. Appellemos pan lempo.
Dein-mos por agora esla gente, que tanta nausea
nos faz, e vamos ao que importa, isto he s noticias
promedio**.
I'actn lia escandaloios se teem dado aqui a r-
pci' ''"jvj"* celebima, e decanlada filma e
tmxa.ssrTT). cmara, que desde ji chamo altencao
do governo, para que se digne dar as providencia '
necessarias, oflm d,e nao se reproduzirem oulro* se-
melhanles. Fazendo publica a lal Illm". e Exm".
que ia arremalar-se a obra do novo ajougoe, ha-
bili(,tVam-se tres pertendenles, os quaes apparece-
ram no ciia marcado.
Ora, cuno he sabido nesta,iidad. por lodo*, que
esta cmara he o rendoso palnmonio de alaant v-
re.idon:s maisespertos.era de suppor que o til uegcia
que ni* maosdeam vereidordeixa-lhe bstanle I
ero, li.tasse mesmo em cata: com cOeilo islo sucesden
porquinto um dos ires appresentou-sa como testa
de ferro, sendo os verdadeiros pertendenles o ca-
marista fogoeteiro, c mais o.. .Gomo porm eslives-
sem presentes os dous teimoso,que tambem vinbaia
lanrsr fazendo desla arle barreira aos la, tejado
preciso comentar a estes lanjadores,afim de desistir
d'aquelle intento, entrn o dita camarista, fague-
teiro de acord com o lal....... em ajustes com
elles, e por fim passou ama leltra de 09 a um, e a
oulro que era o mais imperrado, oulra de 10k IV
cando iMim o campo livre, e por consequencia o*
dous citce, fogueteiro e irrematantet da obra
do ajiugue, quo deade ja digo qa lia de ser
porquisiroa. Foi escandaloso o ajuste o acto
da arremalajao ; s se via o Jq*o de Ges, abaixan-
do-se .i oro. pedindo por carid|*)*j a outro at qu. .
os mojil cahiram na esparrella de aceit.rcm leltra.
do rogueteiro.cuja firma nlo h. rebatid, nem a n-
venla e nove, o um quarlo por cento.
Note, .jieu amigo, que este hornera lem o deaci-
ramenle de confirmar publicamente (oda esla histo-
ru, duendo mais, que te alguem, nao accedeodo
aos seus pedidos e negocios, quizeste a todo Iraos
ser arremalanle da casa do acougar, que elle o ha-
via vexi.r bstanlo com muitas exigencia* : mtiilo
pode um loleirao de um camarista deste lote I Jfara
anda mais provar o fado, de que veoho d* Miar,
lodos por aqui veem, qae o fogueleiro, e na testa
de ferri, he qoem est cuidando na ciiceajle da
obro, cujo principio vai muilo mal, poi* o* afear-
ees nen.iuma profundidade (em detcolpmdo-M o
hornera cora a muila pedra que lia no luga. .Ou-
lro que fosse o arrematante nao loria dscola*,
vez emquando Ihe irei dando conla do pro rosto
que v leudo cla casa, que par dessrac NM*ci-
dade cabio as maos do pancada, e do Casusa.
Ora, t ouvindu mais outra da nossa illoilrit-
smi.
Nao sei se estar Vine, lembrado de haver tu in-
sistido loiinosamenle cora a camera, afim de mandar
tapar as grandes covas de onja, que existitun uas
ras desla cidade : pois bem, oslo fallei milhares de
vezea.
Nao podendo a lal illuilrisiima tolerar mai*
as minha* embirraales imporlunurOes, Iralou da
mandar fazer concert; o que so poa taao pra-
lica. Mas, meu amigo, acha Y me, qu* ajotando
aqui a anpeculacSo em se* auge, nao *e tiro* ajfcam
t.
t
\
i


\
1 wro cesli obr ? Pojt tirou-e*, a de mam a m>s
*!- ganhos ao* anillados, eonprande-ee-lhes car-
ra de pedra (quisi vasioi) n 2t cada aro, pagando-
o fiscal, como administrador, tantos, e quantos
OtC.
Emllai r*i ama despeza enornio, a que se fez com
e|ieqneno, a pestimo /aparo dai ras; ditero qua
minlou a om cont de rI I Oh 1 isla he que he
sal** regular os negocios! D* genial, aproveitai-vot
l qaarrte he- lempo. O mal bonito, njeuemigo,
h* lar a apientissima eamarilhu enceladiTesTTTuT
sen remenlo, e approvacgo do Exm. presidente, a
qijim paco encarecidamente, e ah por piedada la-
en d'iriat, oa i a respeilo flo qne venho de dizer co
mr roimar-se.
Dcixo aqoi a pobre da cmara, fleando para de ou-
In ves; rallar sobre o asseio da cidade, e certas rae-
Mlt* nygenic.s: (cousas, era qie a nossa itlustris-
iia he excesivamente desmaxellada) e lambem so-
cerLis maltas do jury, das quaes engolindo-se
te, que se consegue cobrar, tocham-ie os olhos
"JP8 nca dever.
jnflni tenho de lerabrar oulris moilas cotosas di-
I a aliento. Temos panno de sobra para mao-
JJra da deites, meu .charo, du-se aqui nm fado
Ifno de reparo, e por isso lh'o vou contar.
faiendo o fiscal desta cidade edm a sua gente eor-
nc*.o de portos (he bnm lembrar-se certas cousas)e
lac'o-se a fisgar um destes bictwif, que pertencia a
alomo Loureoco, este sihlo de casa com furia, ar-
ija de un bacamarle, ameacando descarrega-lu
sobre os pobres homens, se llvessem o alrevimento
s (car no porco. Irra 1 com os diachos Pois qoe-
erequilibrarsc a vida de um homem, com a de um
leo? So de Antonio Lourenco. I'alvez o homem
ibrasie assim por ser camarista, pois n'um porco ca-
ja nao se (era ousadia da locar impunemen-
te. Par este "faci, estoa inclinado a crer na historia
la inri tiro, que segundo dzem,dera o Antonio Lou-
aeo em um individuo atraz do Rosario. O' Tofo-
llo, Teja como anda, pois eu oovi diter qae iam dar
pille ao Sr. delegado desla historiando porco cama-
rista, para elle providenciar a rnspeito, alim de se
fe reproduirem atlentados semelhnntes, procedi-
meilo tilo inslito c estpido. Eu por ser seu ami-
go, Sr. Totonio, he que llie dou este aviso, apro-
veilo-.
lien charo, por favor tija oo amiep M., (quan-
O avistar,) que o nosso Necbi Carosa anda por
lecil'e, quasi louco, pois foi confirmada, segun-
io constou por va malla segura, no egregia tribo-
Sllda relaco a senMaea. que contra ei|Bf q ex-
de direilo d'aqui, oKxm. Dr. Pereltqflro que
vio amigo M., guando avistar o fiuro do Ca-
mandar encapltr-lhe o chapeo por lgum
ens endiabrados rapazes, pura que nao ande o
'Smpanzinando a gente com innocencias, honras,
a ptooidades, qae elle nao lem.
le esqueja, amigo M., do eneaixar a jaca ao
jasusa al as ventas, e dar-lhe em quanlo elle a
a. urna pateada cerrada, acompanhada de um bello
retornado de assobios. Olhe, para voss no enga-
IT-e, adrirl em lempo que o nosso homem lem
uuiii ligura extica, nariogp, como o do Manoel (lo-
me, da Kscada, .
Que, se o calculo n > erra
Posto enlre a sal, 6 a turra
Faria eclypse lolal
melena he cor de nico, sendo assim, porque mal
*>no a pintou ; o sudar compasiado, e grave, in-
culcando *er alguma imporlnle ootabilidade. Tl-
ade agora mais de prests por causa da conGr-
aaatpo da santones, que (ex delle um pebre
rale. "^
I*""1! amigo M., com o fino laclo de que voss
he dotodo, nada mais he preciso direr-lhe.
Aeibnu o Pantalelo de dar-ine urna boa nova,
que foi conlar-mo que o redactor em chefe do fle-
IJW era o Benliona de Lamella. Dislo j eu me
11 ler lembrado, pois soi qua ,este bom moro tem
Illa geilo para fabricir pesquirs infames, para se-
eg.idos por portas, sei lamliem que elle, quan-
earador de orphaos, trafteavn com as partas, co-
iwecs leu com o testamento da um !al Rio Tinto,
abo noticias de oulras muis habilidades, que
posme.
i, deixe eslar o Lamella, que logo lia de ehegar
a ata vez de oavir-me.
brldade publica rai um tanto Iterada, pois
inversas dueiieas nos tem afilelo.
i sido geral o defluio acompanhado de fe-
MpH.
pone* abundancia de centros de primeira ne-
laJe, e por consequencia ha caresta.
peceb.-, o adeosiliho de seo amigo ex corde
O Victoriense.
(Corta particular.)
DIARIO DE PEnMMBUCO OUflRT FtlR 22 DE AGOSTO DE 1855
urna missa em aejao de gracas pelo reslabelecimenlo
do bardo de Meriiy, sogro do marquez de branles;
e consla que o Dr. (eraldo, seu particular amigo,
foi espontneamente remunerado com viule cantos
de -rci: %
Que dilTerenca dos ricos de l com os ricos de ei !
Alli espontneamente se ratifica um medico com
vin(e_joolos deris; e c nem ao menos o Irabalho
se quer pagar, salva urna 011 oulra exceprao ; e al-
gn! em havido que al ficam mal com o medi-
quaudo esle exige a remunerado do leu tra-
i
MARIO DE PERNAITO.
lo vapor inglez Great Wttt.-.rn, chegado anle-
dosul, recebemos jornaes do Rio de Janeiro
acara a 1* do crranle ; porem nada adian-
nleresse ao xlraclo das noticias que honlem
^^Ka "3o serem os por ees despachos que
re lugar vaolranscriptoi a a carta do nona
,?Br* %a iwx-
ipeUl > horas da tarde tern de ser sepullados
merio purllco os restes morlaes do Sr."Vicen-
iomaz Piren de Kigueiredo Camargo, lirasileiro
^BHMlleute paT re-Jjmi ia e bom servidor
ido. Por duas vezea leve-o Sr. Camargo em
ai rerleas da adminislrsr.to dela provin-
ftira aa qoalidaile de presidenta, e a se-
a na de vice-presidenlc, havendo lambem ad-
trado as provincias do M;ranhilo e Alagos ;
pesias exerceo maii os lugares da secretario
nd?ncia e inspector da allandega. e fallecen
aarlo o de direcKu J.u uullUrW1 UUI" Ul|lll!ltl!l.
idosessesempregos tornou-se sempre bcmqois-
la.biabando conciliar o cumplimento dos seus deve-
as coa cwisideraeao dos saos subordinados; vi-
ne, sempre parcamente, e lermjou a sua car rfira
pobre, clrcuinsiaucia que abona a xua inteireza dos
ear;;es qua servio.
COMNUNICADO.
A nona airada de ferro.
Temos riiln orna carta do Rio de Janeiro, es-
cripia por pessa que noa merecir i maior confianca,
mq;neisannunciqaeoSr. R. Mornay, um des
aq)|irexarios da eslrada de ferro d'esla provincia,
eomeenira do governo imprtalas concessoes, que
Tiea solicitar, e que oo seu entender habiUtam a
diia por elle oreanisada um Londres para le-
leilu a cxecui^o da mencionada eslrada.
iueipal d'ssas C0Ddi(Sas, he a elevarlo do
capital de 875,000 libras, em que foi oreada a es-
traila, ao de 1,00.-000.
(latras concessoes foram igualmente feilas no .in-
i de racililar a eiecucao de ama obra d a maior
Jpartancia e tiaosidencia par a nossa provi
eia,
. Mornay, que por aqui paisou no vapor
net Western rolla no mesmo vapor para Lon-
, lendo obtido em cinco diai todas as modilica-
$oei qne solicitara em seu contrato !
esteza com que essaa n,ovos favores foram
iflVMiM monra ate que poolj o governo |impe-
Inleressa pelo auginenlo c prosperidade d'es-
la provincia, e lie mais um titulo ao nosso reco-
M cimento.
B i podemos deixar n'asU nr.casiaocle dirigir os
Hwa especues agradteimentos ao digno e illastra-
do Sr. ministre do imperio, por cuja, ^kaaMicao
epf reu este negocio. Sao ja mullos o.[ jT^Vque
eaaii illuslre estndlsla (em conqmstadu B ibi-
dlo, e de eerlo Pemambuco nunca os squacer..
je dizer que para obler urna olbc*,, 15o
^Tt f,e,Bl"u*f" presencio a bem da
Malsicae da estrada de fe,co i'Agua-Prela, o Sr.
I'L'ilEfl*"* 'er """do dentro de cerlo
teco dtai, em ama epoea em que se ada
'Q,S*!**.'?0 5?^P ^WaliT.. encontrando o
maisdecidide e effleaiapoiada parlados principaes
liantesdesle paiz. lano na cmara lempo
como vitalicia ; cumpriudi-nos cala occasiso
Hm men|o honrusa em favor do reineita-
i lustrado senador o Sr. Mrquez de Olinda,
Sil desde o pnmeiro da senio ha poupado a es-
as e Irabalhos para favorecer o bom exilo de lao
grande nielhoramenlo para rata provincia.
fULICACOES A PEDIDO.
IIIm. e Exm. Sr. presidente__Jos da Rocha Pa-
raohos, lendo sorTrido pielericao ero seu direilo da
Ihesourana de (axenda d'esla provincia relaliva-
menla a cobrarles da quanlia de dous conloa e lan-
os rail re*, que a mesma fazenda lite he devedora,
provenanle de raedicamentosque o supplicanle tor-
uecera para os hospilaes regimeplaes desla cidade, e
islo nao obstanla ordem expressa do lliesouro que
exiga prorapia mrrmacao, c lambem as reclama-
coes do supplicanle, nesla eollisio recorreu elle a V.
Exc. por uma pelicao para ver se por esle medo, se-
na despachada a sua prelrnclo; mas sucredendoque
lendo V. Exc. mandado informar a mesma Ihesoura-
7a,'.. *.Pormi,,'T0i que o supplicanle ignora, tem
delido desde o l.'dejunho alo o prsenle a referi-
da inonnacao por V. Exc. exigida, causando desla
arle ao supplicanle grave prejuizo ; por isso o sup-
plicanle de novo recorre v. Exc.afimde que como
primeira autoridade administrativa da provincia se
digne mandar que a referida Ihesuuraria haia de dar
e informacao por V. Exc. exigida. Nesles termos,
pede a V. Exc. assim llie delira.E R. He___Jos
da Rocha Paranhot.
Informe o Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
i alacio do governo 28 de iullio de 1833.Ftauei-
redo. '
COMMERCIO.
PRACA DO RECIPE 21 DE AGOSTO AS 3
c HORAS DA TARDE.
ColacOea olTiciaes.
Hoje nao houveram colarles.
ALFANDEliA. *
Kendimeiiio do dia 1 a 20. .
dem do dia :>l.....
19*;7769391
9:8139368
a04:59193-2
Desearregum hoje 82 ie agosto.
Barca inglexaFloating Ctoudmercadorias
Brigne porlugoex Viajantediversos gneros.
Escuna brasileiraFloramercadorias.
Importaba o.
Hiale nacional Castro, liado da Bahia, consigna-
do a Domingos Alves Malheus, manifeslou o se-
guiule:.
* volumes e 2 pipas azeite de palma : a F. Cou-
Ion.
1 caixa bolas ; a F. Edlman.
1 ilila medicamentos ; a J. Soum. -
20 Tardos algodgo, 22 ditos lio de algedao ; a Do-
mingos Alves Malheus.
25 tardos fumo ; a Jos Marcelino da Rosa.
500caixas charutos ; a Jos Vicente de Lima.
1 dita ditos ; a Schuitlin & C.
32 cadeira, 1 saf, 1 mesa 4 bancas de msdeira ;
a Eduardo Wilson J.'
1 calxa chapeos do Chite, 533caixinhas e 5 caixas
charutos, 1 dita tabaco; a ordem.
Vapor nacional San Saltador, rindo do Rio de
Janeiro, consignado a agencia, manifeslou o se-
guinle :
3 latas queijo*, 1 caixa faxendas,2,000 charutos: a
ordem. I
1 caira essencias ; a Deoker.
1 dita selim ; a Brnno PracaerA C.
1 dita chapees ; a A. L. P. de Mello.
3 ditas mercadorias ; a C. Saunier.
1 dila casemiras, 5 ditas hiendas ; a Timm Mom-
sen & Vioassa.
CONSULADO GERAL.
Rendimenlo dodia 1 90.....' 16-7032t8
dem de dia 31....... 1:3S4g890
18:0388138
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo dodia 1 a-JO..... 1:426M33
dem do dia 21....... 219134
1:4475389
Exporlacao'.
Liverpool com escala pela Parahiba, barca ingleza
Queen, de 356 toneladas, conduzo o seguinte:
1,820 saceos com 9,100 arrobas de assucar, 400 arro-
bas arroz.
HECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PKRNAMBUCO.
Rendimenlo dodia 1 a 20.....20:0719068
dem do dia 21....... 6369230
20:7079298
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia 1 a 20.
dem do dia 21
27:9878018
1:6049726
29:391974
MOVIMENTO DO PORTO.
Naci* entrados no diai.
Rio de Janeiro15 dias, brigue brasileiro Daraao,
de 234 toneladas, capilao Cielo Marcolino Gomes
da Silva, equipagem 11, carga raiilhame ; Jos
Joaquim Dias Pernandes.
Melbourne51 dias, galera ingleza Francs Hen-
ly, de 432 toneladas, capillo Alexandre Cairn-
cross, equipatem24, carga laa e mais gneros ao
espilao, I'assageros 36. Velo refrescar e segu
para Londres.
Maccici2 dias, patacho brasileiro Amazona, de
141 toneladas, capillo Jas Luiz Brrelo, equipa-
gem 10, em lastro ; a Antonio Luiz de Oliveiu
Azevedo. W
Sidney64-dias, galera ingleza Washington Ir-
ving, de 881 toneladas, capitao Isaac Durrant,
equipagem 31, carga lia e mais gneros ; ao capi-
tao. Passageiros 36. Veio refrescar e segu para
Loadles. '
Abeto* taido* no mesmo dia. *
ParalabaHiato brasileiro Camueso, mostr Ma-
noel Sophio da Penha, carga farioba de trigo.
Pasaageiro, Snbasliao Lins Wanderlev Padrinho e
1 criado.
Soulhamplon e portos intermedios Vapor inglez
Great Western .i, commandanle Bevij. Passagei-
ros desla provincia, Julia Tegetmeier, Alfonso do
Reg Barros, I.uii Antonio de Siqueira, Joio
Soum e 1 eritde, Philogono Ad.oar, James C. Fle-
char.
Para e pollos intermediosVapor brasileiro To-
canlins, commandanle o capiiao de fragata Man-
cebo. Cassageiro desla provincia. Manoel Jos de
Vasconcellos.
EDITAES.
Jini
w
ANACRENTICA.
. De mim longe ; que he desdila
Sempre a mesa, a mallta flores,
Indolente ojbsrits.
La perdido outro, em luore,
E blasfemias, noile, e dia
Lanca os tdm illusores.
Esle inunde rodeaia
Doido baile ; e lodo olor,
Vario aqaelle A atavia.
Devaneios Eu Canlnr
So me basla, e feliz qunro
Innoctnto ser de amor.
Outra.
Uma larde ( oh reliz larde )
F.u vi lili"", e os Amores
Trebelhimdo em prado ameno,
t alirahdo-sa com fiare..
Ella veVme ; hesita, e pira ;
'Mas logo em sola alegra
Gorrendo mealira um riavo,
pe enlre os laliios seus prenda.
Os vaidosos Cupidinhos
Grave as costas llie rollaram,
contra mim doras selits
Vingalivas dispararam.
Eis arrebatada ae ene
A mim L'llna, e em transporte
Msviose, e nobre jara,
" Qe ha de amar-me te a mora.
Por A. J. ie Mello.
Mam -~
L-se aa correspondencia partir olar do Jornal da
^aaalraudajallio, o. 6o,awgainie :
i Kfmhtnt, de S. Fiandeco le Paala celearoa
No dia 22 do corran! contina a estar em pra-
ca, peranle a cmara municipal desla cidade, a obra
da abertura de uma eslrada nova, que da de Pao
d Altio conduza ao largo da malrix da Varzea, orea-
da em 3:2008, Paco da cmara municipal do Reci-
fe em seaslo de 16 de agoslo de 1855__Barao de Ca-
pibaribe, presideole.Manoel Ferrcira Accioli, se-
cretario.
O Illm. Sr. Inspector da thesouraria provin-
cial em cumpriincnlo da resolu(o d jimia da fa-
zenda manda fazer publico, que no dia 13 de selem-
bro prximo vindouro, vai nnvamente a praca para
er arrematado a quem por menos flzer a obra do
acudo da villa do Hinque avahada em 3:3009000.
E para constar se mandn afinar o piesenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
huco 18 de agudo de 1RV3. O secretario, Antonio
Ferretra da An.iunciarSo.
. O Illm. Sr. inspector da Ihesourana provin-
cial em c""-**ml:tn da resolucao da junta da ve-
xeniF-;''nda ra.i-.er putrs-^ulB_^-nla,aao dos
cocerlos da cadea e cas* da cmara dPSijaH- a,
Olilda ro transferida para o dia 30 do corrente?
Epara constar se mandou aflixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
9awelarla da thesouraria provincial de Pernam-
bucolS de agoslo de 1856.O iBcrelario, ^nfoifo
Ferrif a da Annunciacilo. .
O Dr. Vnselmo l'raaciico-A'erelli, commendador da
imperialsircufn.-'j Koia. ejuit de direilo especial
do coaunercici deala^ida'oedo fccuVirovincia
de Pernambtoo por 8. M. I e C. etc.
-.aiSOinb"*' Prsenle edilal virem, qne
no da 10 de selembro prximo futuro se ha de ar-
rematar por venda a quem mais der depois da audi-
encia desle juiw, na casa das audieucias : um sitio
de Ierras pequeo no lugar d'Aguafna, cooleudo
alguns pes de coqueiros e cajueiros com uma cata
de laipa coberla de leiha nova, oulra dila por acabar
porem j coberla de (elha, o mais nulra dila lamliem
da laipa e nao coberla de lellia m mo estado ava-
llado em dous cuntes de res, penhorado a Melqua-
des Anlanea de Almeida por exacucao de llego Al-
hiiqerquc 4 C.
paia que cheguea noticia de lodos mandei pas-
sar editaos, que serio publicados pelos jornaes e afil-
iados na praca do commercio e casa das audiencias.
Dado e panano nesla cidade do Recife aos 18 de
agoslo de 1833.
En Francisco Ignacio de Torres Baaataira, esc
vio interino o fiz escrever.Anselmo Francisco />i
retli.
Tilo Fiock Romano, oscrivo privallvo dos prolMlos
de leltras mi lermo da cidade do Recife de Per-
namboco, por S. M. I. e C, qoe Dos guarde,
Emcumprimenlodo diiposto na ultima parte do
art. 411 do cod. comm., faco publico, que me foram
Machado & Pinheiro, e se ignore qual teja seu des-
lino e residencia, nolifico pelo prsenle aos laceados
das referidas lellrat, ou a quem mais da direilo fdr,
para que hajam de dar aa razSet porque nao aceila-
ram ai referidas lettras.se accitam ou nao, para cen-
tignar nos protestos que me foram exigidos, tendo
que, passando o lermo da le, dar-se-bu ao portador
o respeclivo instrumento.
Cidade do Recite de Pernambuco21 de agoslo da
1855.Tilo Fiock Romano.
Peranle a thesouraria de fazenda desta pro-
vincia ha de ser arrematado no dia 28 do crranle a
qdem mais der, n renda annual da cata de sobrado
com deas andares e solio, na ra do Padre Floriano,
que perienceu ao finado Fr. Casiano de Sania En-
gracia Muniz. avaliada em 3209. Os prelendenles
comparecern na mesma thesouraria a nma hora da
larde do referido dia.
Secretarla da thesouraria de tazenda de Pernam-
buco em 21 de agosto iw 1835. O oflicial-maior,
Emilio Xavier Sobreira de Mello.
conla diversa, Tirios barris de ptimo vinho do
Porlo.
AVISOS DIVERSOS.
DECLARACO ES
O patacho Santa Cruz recebe a mala para o
Aracaiy no dia 24 as 4horas da larde.
O Ihesoureiro do conselho administrativo do
patrimonio dos orphaos, nbaixo assignado, convida
aos senhores inquelinos das casas nt. 33 e 34 da ra
da Madre de Dos, 48 e 55 da ra do Amorim, 71
da rna do Vigario, 78 e 81 da ra da Senzela Ve-
Iha, 83 da ra da Guia, e 2 do sitio pequeo do lu-
gar de Parnamelrim a comparecerem com seus fia-
dores em tala dasses<6es do mesmo conselho, as
10 horas da manhaa dos dias 24 e 31 do crrenle
mez, para com elle Iratarem sobre o arrendamenlo
dos dilos predios,cujas rendas deixaram de ser arre-
matadas, ou alias venham entregar as chaves, pa-
gando o qoe esliverein a dever pelo preco designa-
do no edilal de 20 de junho ultimo.
Thesouraria do conselho administrativo do patri-
monio dos orphaos 21 de agoslo de 1855.0 Ihesou-
reiro, Joaquim Francisco Duarle.
O consellindrailminislrarito do rancho do bala
Ibao 2. de infanlaria, precisa contratar os generos-
seguintes para rurnecimenlo das pracat de mesmo
batalliao m os mezes de selembro a dezembro do
correte auno : familia de mandioca, feijao arroz,
loucinlio, caro secaj.djla verde, sal, bacalhuo, azei-
te duce vinagre, leona em arhas,assucar branco.car
em grao ; devendo ser lodos os gneros de primei-
ra qualidade : as pessoat qae quizerem fornpeer laos
gneros remellam tuas proposlas em carias fechadas
secretaria do mesmo batablao, no qunrlel do Hos-
picio al o dia 24 do correnle. Gabriel de Souza
Guales, lente aseule.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernambuco gacca sobre
a praca da Babia, e contina a tomar
letlras sobre a do Rio de Janeiro. Ban-
co de Pernambuco &> de junho de 1855.
O secretario da direccao, Joao Ignacio
de Medeiros Reg.
O conselho de adrainitlxacao do4Hpenlo do
corpo de polica f>z publico, que precisa comprar
300 pares de tpalos : as pessoas que se propezerem
vender devero comparecer no dia 24 do correnle
mez, na secretaria do mesmo corpo, pelo meio dia,
com anas propostas em caria fechada, acorapaohan-
do as complanles amostras. Quarlel do corpo de
polica, na fortaleza das Cinco Ponas, 19 de agoslo
de 1835.Epiphanio Borges de Meozes Doria, l-
ente secretario.
De ordem do Illm. Sr. capitao do porto, faz-se
publico que nesla secretaria sera patente a quem
qneira ver, e exlrahir copia, per ludo Ihe interetsar,
o mapa de signaes para din e noile que se executa-
rio no maslro' collocado junio a torre phrol das
Salinas no porlo da Atalala (provincia do Par) na
conformidadedas ordena do governo imperial ; sen-
.do que os para de dia funerionarao do 1.* de oulu-
bro prximo em diaole, e os da noile logo que
seja islo possivel, precedendo todava os competente
annuncios.
Secretarla da capilania do porlo de Pernambuco
16 de agoslo de 1855.O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Anjos.
PUBLICAQA'O L5TTERAKIA.
Acha-se venda o compendio de Titeara e Prali
ca do Processo Civil feilo pelo Dr.'Francisco ne i'au
a Baptista. Esta obra, alm de uma introdcelo
sobre as accOes e excepcoes em geral, trata do pro-
cesso civel comparado com o commercial, contera
a Ihcoria sobre 4 applicaco da causa julgada, e ou-
lras doulrinas luminosas : vende-se nicamente
luja de Manoel Jos l.eilc, na ra do QuaM
Mr
Tiraram do balcao da loja de livros
da praca da Independencia, um caivete
com machina de aparar pennas : quem o
levara' mesma loja recebera' 2$000 rs., e
nao se indaga quemolevou.
Deiappareceu no dia 18 do correle, da casa
do Sr. Joaquim Euzcio, morador na na do Ran-
gel, um crioulinho de nome Manoel Salusliano. de
nilo annos de idade, o qual he arroxeado da cor, com
signaes de bexigas que sotTreu a seis mezes ; lavan-
do camisa branca e calca de quadros ja desboladot;
suppe-se eslar occullo para ser vendido como cap-
tivo: quem delle der noticia a mai do dlo criooli-
nlin retidenle no alerro da Boa Visla sobrado da es-
quina casa doSr. Dr. Aulran, sera' recompensado.
Desappareceu do etigenho S. Pedro, arredado
guas, no da 10 do correnle, o cabra Jos, que re-
prsenla ler 26 annos, cornos signaes seguinles :
a llura regular, cheio do corpo, phvsionomia luiuda.
olhos pequeos e vivos, barbado, levando cu misa de
algodfluzinho de riscado, calca de cor prela, chapeo
de bala pequeo ; o qual escravo foi comprado ha
poucos dias ao Sr. padre Gamillo de Mendonca Fur-
tado, yjgario de S. lenlo da provincia do Rio Gran-
de do Noria, jgoorando-se qoe direccao ha lomado o
fugao : o abaixo assignado, roga a todas as autorida-
des do Rio Grande do Norte, e em geral, a captura
do referido escravo, e remelle lo ao engenho Pox
de cima da Parahiba do Norte, ou ao seu ngenho
de S. Pedro, que serilo generosa mente pagas todas
as deipezas.
Flix de Mello Azio.
No dia 24, as 11 horas, na sala das audiencias,
depois de linda a do Sr. Dr. juiz de ausentes se hao
de arrematar os movis a.mais objeclos perlencentes
a herauca da finada llosa de Lima.
No alerro da Boa-Visla n. 11, loja de funilhei-
ro Trancez, precsa-se alugar um prelo de 12 a 14
annoside idade, para o servico da loja.
Os amigos do fallecido Sr. Vicente Thomaz
Pires de Kigueiredo Camargo, sao convidados
a assislirein hoje, pelas 4 horas da larde, na
matriz do Sanlissimo Sacraln nlo do bairro de
Sanio Anlonio, aos ltimos sulTragios finios
pr'o desea neo ele ru de sn:t alma; onde te'
acham exnoslos seus restos morlaes, para se-
rem levados ao cemilerio publico.
LOTERA
GTHNASIO PERNAMBUCARO.
HOJE, quarta-feira 22
de ag-osto, aud.iin indu-
bitavelmente as rodas da
referida Joteria, pelas 10
lloras da manliaa, uo con-
sistorio da igreja de N. S.
do Livramento. Pernam-
buco 22 de agosto de i 855.
O caute.ista/Sa/Msiano de
A quino Ferreira.
Aqjuino Fer-
mado n. 10, a G> cada exeraplar rubricado
autor.
THEATRO D APOLLO.
Sociedadc dramtica empresatna.
QUARTA FEIRA 22 DE AGOSTO DE 1855.
Depois de exeeOtada uma escolhida ouverlnra, su-
bir" a aceita a repeticao do muilo applaodido e de-
sejado drama em cinco actos, % .
HA .ANOS
ou
OS INCENDIARIOS,
tal entra lodaa companhia.
sari o espectculo com a linda com
0 1I8A0 DAS ALMAS.
A socedade dramtica espera do benemrito pu-
blico desla cidade toda a concurrencia nesle espec-
tculo, em qne vai a sceoa nm drama que nao pre-
cita mais elogios do que os frenticos applausos com
qu foi recebido do publico primeira vez quo se
represenlou.
Principiara' as 8 horas.
AVISOS MARTIMOS.
baha.
Vai seguir com brevidade o hiale brasileiro For-
tuna, meslre Joaquim Jos Silveira ; para o resto
d,a carga trala-te com os consicaalarios A. de A. Go-
mes & Companhia, na ruado Trapiche n. 16, segun-
do andar, oo com o meslre no trapiche do algodao.
ARACATY
seguir, no da 25 do mez correnle, o patacho .San-
ta Crnx, capitao Marcos Jos da Silva ; anda rece-
be orga e passageiros : Irata-se com Caetano Cyria-
co da C. M., ao lado do Corpo Santo n. 25.
Para Lisboa pretende seguir imprelerivelmenle
l o dia 27 do correnle agoslo o brigue porluguez
fibeiro : para carga e passageiros, para o que lem
os melhores commodos,* Irata-se com os consignata-
rios Thomaz de Aquino Fonseca & Pilho, ou com o
capitao na praja.
Para o Aracaly segu em poucos dias por j
ler parle de sen carregamenlo prompin, o hiale Ca-
pibaribe; para o reslo e passageiros, tratarse na rui-
do Vigario n. 5.
Pan o Rio de Janeiro seguir por (oda a se-
mana em dianle o brigue brasileire- Mafra, o qual
so recebe passageiros e escravoajHaMe, para o que
lem bons commodos : quem praHer, dirija-se
ra da Croz n. 3, escriptorio de Amorim Irma &
Companhia, ou com o capitao Jos Joaquim Das
dos Prazeres.
Para o Ro de Janeiro sahe no dia 24 do corren-
le o brigue Sagitario, de primeira classe, o qual so
recebe carga miuda e passageiros : Irata-se com Ma-
noel hrancisco da Silva Car rico, na roa do Collegio
n. 17, segundo andar, ou com o capilao a bordo.
PARA O RIO DE JANEIRO
"oe' com mnla brevidade o patacho nacional
eAma-pnas 0qual lem parle de teu carregamenlo
prumpi0 ; para 0 resuj e escravos trete, trata-se
com Anluuio Luiz de Oliveira Azevedo, roa da
Crut D. la
LEILOES
apretenladat, para serem protestadas por nao aceitas,
duas lellra, sendo uma da quanlia de 1:056>403 rs
Kr parte de Ferreira & Araujo, saccada no Rio de
tsico por Btrnardes lia de 4648696 rs., por parle de Jos Rodrigues Pe-
rera, saccada ni mesma praca por Manoel Albino
M^.f^ta"mb,h.-COnlr,i ,d0*,"hJ.............. ,u,u,.-,e,r. M ooeorren.ei
ro. Ecomo seja de publica notoried.de o desappa^ ras da manbSa, a' portada alfandeg. des
recfmnln da suelo Pintulrn iumm> . ..r.i m._____ miiauuvn* ueti
redmenlo do socio Pinheiro, geraole da firma social
O agente Borja tara leilfio em seu armazen?, na
rna do Collegio n. 15, de uma inlinidada de objec-
los como bem : um sortimento completo de orat
de oiarcineria, meios aderemos de ourn, reloglos dif-
feronles para algibeira, vasos de pedra para jardim,
pedras para sepultura, quiuquilharias diversas, uma
porcao da cadeiraa genovezas de diversas cores, nm
ptimo carro de 4 rodas, e oulros muilos objeclos,
que te acham patentes no mesmo armazem ; aisim
como diversos passaros eanUdores^elc. : quinla-tci-
ra, 23 do correnle, ai 10 horas. /*^~
mr Por ordem do Illm. Sr. inspector da allandega
desla cidade, por conla e riso de quem perlencer,
e por ntervencSo do ogenle/)lveira, se conlinuar
o leilao das fazendas avariadat d'agua salgada, tal-
-as de bprdo da barca fraaceza Gustavo 11 : qnar-
feira,22 do correnle, as 10 horas da manhaa, na
a auandega.
Taino I maos mzem leilo, por inlervencao do
j0rr^fL R?ber,,,> e P*T cnla de quem perlencer,
de 200 barricas com farinha de Irigo, das mircas
Haxal e Richmood City Mills, leudo algumas loque
de avaria, cliegadat pela esouna Flora do Maranhlo,
em lolesa vontade dos compradores: quinla-feira,
23 do corrente. at 11 horas da manhaa, no seu arma-
zem do beceo do Goncalves.
Os administradores da casa de Deane Yonle &
C. larao leilao por inlervencao do ageple Oliveira de
83 caixas de cha' verde, e cerca de 650 libras de ca-
ra em broto: qninla-feira 23 do correnle at 10 lio-
na da mantisa, a' porta da alfandega desla cidade.
Wo mesmo lugar serio em seguida Tendidos, por
n- ic
*- iv:'f
. ^iii
que nun-
loterias da
quem na-
ipijo caotelista
*ATTENCAO.
O qunrlo n. 2886, o quinto n. 3379 o oilavo n.
1413, os decimos ns. 157, 3126 e oa vigsimos ni.
1521 e 474 da lotera do Gymnasio. qne corla hoje,
perlencem a S. Goncalo da igreja de N. S. do Pilar
de Fra de Portas.
He digno de memoria, o Sr. Joaquim Mendei
da Cunba Azevedo, pelo zelo e amor com que sem-
pre Iratou todos os presos que merecan). Temos j
oulro novo administrador, o Sr. major Florencio,
que lomou poste oo dia 20, e aviila da sua energa
a ternura com que falla aos presos, parece que al-
guns bao de melhorar na cscatsez) de ana norte por
que enlre estes ha'presosdesvallidos pifaos ha 2 para
3 annos, tem couliecer dot teus Crimea, e te he que
ot presos nSo lem por riles sido punidos. Quarlo
n. 10 na lerceira celnla 21 de agoslo de 1855.
Anlonio da SUceira S Barrelto.
Ocautelista Salustianod
reir declaVr
ca romp iui bilhc
rovincia ao Sr. theso
a deve; vio-ge elle*
obrigado a responder ao annuncio -pu-
blicado no Liberal Pernambucanj n.
858 de 21 de agosto deste/anno, aim de
salvar a sua reputacao. [Pernambuco 22
de agosto de 1855.^Salitstiano de Aqui-
no Ferreira.
LOTERA DO RIO IE JANEIRO.
Sabio nesta provincia aortede 10:000$
rs., em o meio billiete n. 5585, aim de
outrosde 400$. 200.>e 10'>$ ris: o pos-
suidores de taes billietes, queiram ir re-
ceber os seus respectivos pt emios. Acham-
se a venda os novos bilhc.es da lotera 4-
do theatro de San-Pedro de Alcntara,
que devia correr a 18 do presente; as
listas esperam-se no dia 5 de setembro
vijidouro: os premios sao pagos depois
que se tenbam distribuido as mesmas
listas.
O abaixo assignado, cantelisla das
loteras desta provincia, lindo nmannun-
cio estampado em o eral Pernam-
bucano de 21 do corrunte, ruciara a
bem de seu crdito que nao devequantia
algumaaolllm. Sr. thexonreiro tpte-
rias desta provincia, e mesmo qjfaiWiin-
ca comprou fiado bilhetes ao mesmo Illm.
Sr.Antonio Jos Rodrifjues de Souza
Jnior.
O PANTANO DE OLINDA.
Approxlmando-se a cslacAo calmosa e achando-te
os habitantes desla infeliz e desirat;ada Olinda pro-
pinauos a morrerem de sede pala falta absoluta
d'agua, arresce que procuran lo-.e lodos ot meios de
tornar menos insalubre a cidade do Recite, se haja
esquecido.que exposlo o pantano de Olinda aos raios
do >ol, estando todo coberlo de li ma, que em alguns
lugares (em20 palmos de profun lidade,naluralmcn-
te cora o vento norte que so ap'iroxima devem os
miasmasterem levados ao Recife. principalmente
aos barros de San! Amaro e tka-Vi-la, e Dos sa-
he os males quedahi podem apparecer! no entretan-
to que se eslivesse o rombo do baldo tapado, eslava
aquella snperficie coberla d'agoa, e nao havtria se-
mclhante mal ; por estat razOet, pois, dirig no-noa
ao Exm. Sr. piesidenle da provincia para que te
digne laucar suas vistas para esl fuco de infeccao,
que pode ser remediado com Uo pouco, o qu i pode
causar grandes bens salubrdade e a sede ; se S.
Esc. ouvir aos Srt. medicoa melior saber, o que
humildemente Ihe represenlam
Os moradooes de .ianlo Amare.
Roga-se a cerlos scnhoren que asssli-am na
noile 18 do correnle ao soirce U ra Direila, que
levaram dout chnpcoi de sol ele seda furia cores,
sendo um cabo de osso oulro de madeiri, jun-
tamente outro dito de cabeca, de baela fina, cor
de chumbo, queiram mandar entrega-Ios na mesma
casa roa Direila n.9l, pois ja se loube quem loram,
e nao fazendo entrega no prazo di; 3 dias serao seus
nomes publicados nesle jornal.
Precisa-sede um rapaz porluguez de 14 a 16
annos para caixsiro de laberna.qne ja tenha alguma
pralica do mesmo negocio e que le fiador a sea con-
ducta ; na paleo do Terco n. 2. Na mesma casa
vende-se barril com mel por preco commoda,
AMA DE I.F.ll'!:.
Na ra do Queimado, sobrado 1.19 lem para alo-
gar-te uma excellenleamade lee : a fallar na loja
do mesmo sobrado.
No da 21 do crrenle per.l3u-se uma carie ira
pe algibeira, eonlcndo em dinheio 65J e vanos bi-
llietc* da prsenle loleria, enlre Mes meio bilhe-
le n. 407$, assignado por Alexancro Pinlo e Jos
Anlonio Maa, pelo que previne-io aos Srs. caule-
lelislas que nao paguem dilo bifl ele, casosuia prc-
meado.
l'rccisa-se de umaama qu! saiba cosinliar e
fazer lodo o servico de casa : na ra Direila n. 86,
segundo andar.
Alnga-te nm moleque, peeneno, muilo limpo,
esperto e fiel : na roa Direila n. 24.
Quem annunciou querer hypolliccar urna casa
no bairro de S. Antonio por (00*000 rs., tiendo a
caa livre e desembaracada : apparera na ra dos
Pires n. 23 que te dir' quem f Hiende Tazer o ne-
gocio.
Precisa-se de uma amaqoe saiba coser, engomar
e enlenda do arranjo de uma casi de pouca f. milia
a Iralar na ra da Cadeia do Ri.cife n. 53, segundo
andar.
Pede-so ao Illm.Sr. Ihesoureiro das lolerias da
prnvinria.que faca ter lirados os nmeros don hiliie-
Ihetet da urna por meninos e nao por meniass, por
n.lo saberem tirar. Islo peden diversas pessoas
mantea das loteras.
Quem precisar de nma a mi de leile. dirija-se
ra da Senzala Velha n. 80, pr imairo andar.
O meio bilhcle.n. 2018 da lotera do Oymna-
tio l'erna ni b.lea mi, que corre no dia 22)^ correnle,
perlence ao Sr. Anlouio da Cunda CarvUno Barios,
da lialiia. *
A pessoa que deseja saber a residencia do Sr.
Joao Peudencio da Cruz, (dirija-se a' ra da Madre
de Dos n. 34 1. andar.
Philogono Adour, nao lendo podido dajoaik-
se de todos os seus amigos pela brevidade daUPIa-
sem pelo vapor Great Western, pede o queiram
desculpar, e oflerece- lliet seus servicos em ParT
pouco lempo qne la' se demorar.
1
cna
Aos 1/de agoslo de 1855, desapparece
povoacao de S, Amaro de JaboaOo o prelo Jos,
crioulo do serlao, com ot signaes segainles : estatura
regular, cheio do corpo, com folla de denles na fren-
te, (co de cara, Iraz alparcas : quem o apprehen-
der leve-o ao armazem n. 14 da rna de Apollo, ou
em S. Amaro JaboaUo a seu seulior o padre Vicen-
te, que ser recompensado.
No dia 23 do correnle, peranle o Illm. Sr. juiz
de paz do 2. districto da freguezia da Bo-Vista,
se hilo de arrematar em ultima praca, 1 barril com
22 caixas de velas de Lisboa, avadado em 203000 rs.
2 pipat vasias arqueadas de forro a 75000 cada uma.
100 botijas vasias a 50 rt.; 8 ourins pintados a 100
rs., 6 bacas brancas a 360 rs., cujos bens v3o a'
praca por execucao de Francisco Jos da Fonccca,
contra Manoel Dernardino Ribeiro.
A abaixo assignada foz scienle ao publico, qne
se acha occullo Mauoel Gomes Rabello Brasil, mo-
rador na villa da Assembla, com os escravos seguio-
les .uma escrnva de nome Malhildes, um mulali-
nho Cypriano, uma mulata Joanna, uma cria de no-
mo Luiza, uma pequea e um moleque de nome Be-
nedicto, esle perlencenle a Jos de Barros Accioli e
os outros a pessoa abaixo, e por no os querer entre-
gar a teas dooos dizem ler ido ptra o Panema oa
I eroa ; qualquer pessoa com quom elle os for nego-
ciar nao ot compre que sSo furlados. e elle se acha
perseguido pelo governo e pela polica ; he crimi-
noso por se ler evadido com os bensalheios, apresen-
lando ttulos dolosos. 24 de julho de 1855.
Gerlrudes de Mello Accioli.
Quem annunciou precisar de 600000 a pre-
mio, com o juro fovoravel de um por cenlo ao mez,
sobre hypollieca em uma casa no bairro de Santo An-
tonio, que rende 14*000 meusaes, declare a sua mo-
rada para ser procurado.
O Sr. capilao da barca Gustavo, naufragada
na praia de Mara Farinhi, mande pasar ot alugueis
do cavado que o foi buscar em casa de seu dono Se-
reno Jos de Salles, do contrario lanca-se mao dos
lermoi da le.
Est fgida nesla cidade ha mais de 4 annos
uma cscrava de D. Gerlrudes, da cidade de Alagoas;
foi apprehendida no dia 14 do correnle uesla cidade,
eaoamanhecer dodia 15 lornon a evadirse ; anda
como forra com o nome sopposto, a qual lem a sig-
naes seguinies : he cabra, estatura baixa, magra,
lem um signal no peaaoco : porlanlo roga-se as au-
toridades o apprehandam ; e proletla-te com o rigor
da le a quem tver em sua casa, seja por quem quer
que for. \ *
. O Sr. Dr. Benjamim Franklinda Rocha Vieira
digne-se annur.ciar a su. morada, pois que um seu
amigo, desejando visila-lo, nao sabe aonde o dever
procurar.
A pessoa quo annunciou querer comprar orna
escrava de 40 annos, dirja-se Fra de Porlas, a
ra do Pilar n. 103, para Iratar.
Lotera do (ymnnsio.
Hojeandam a rodas da loleria do Gymnaio ; os
restos dos mcus bilbcles e cautelas esl'o exposlot a
venda ale as 9 horas do dia ; assim como sao pagas
ai mesmas caulolatindislinclamenle em qualquer lo-
ja das que vendem mens Muletee, tem haver disline-
Cjao de ter sido vendido nesta ou aquella loja.(I
cantelisla, Antonio da Silva Gnimaraes. Recito 22
de agosto de 1855.
Cusa de commissao de escravos.
Na roa Direila, sobrado de 3 andares defronlo do
becco de S. Pedro n. 3, recebem-te escravos de am-
bos os sexos, para se vender em commissao, nao se
levando por esse trabslho mais desle dous por ren-
to, e sem despeza alguma de comedorias, oflerecen-
do-se para itlo lodos os commodos precisos para os
ditos escravos.
Adverte-se ao Sr. Salusliano de Aquino Fer-
reira on oulro qualquer Sr. canlelista, no pague,e
por ventura sahir premiado o meio bilhela n. 4038
da lerceira parte da primeira loleria a beneficio do
(ijinnasio Pernambucano, visto ter-sa desencami-
nhado do poder do abaixo assignado, a quem onica-
menle perlencia.Manuel Ignacio de Azevedo Car-
valho.
Precisa-se de nma ama para servico de casa de
pouca familia : a Iralar oa ra das Trincheiras n. 8,
loja de tartarugueiro.
Perdeu-se uma braceleira de ouro na noile
15 do corrente, o dono recompensara a entrega :
ra da Cadeia de Santo Anlonio n. 14, pnmeiro a
dar.
Perdeu-se da matriz da Boa-Vista, ao sahlr da
mista das 11, dodia 19 do correnle, ama pulseira
de coral uucatloada em ooro, lendo no atacador uma
(gura, e no meio uma chopa de ouro, por onde cor-
re o fio que coolm as contat que torraam dita pul-
seira: qnem a achar, querendo-a restituir para
resguardo de ana consclencia e receber recompensa,
pode leva-la na rna da Cadeia do Recife n. 34.
Perden-se lim bracelete de ouro na noile de
15 ; seu dono recompensara a entrega : na ra da
Cadeia de Sanio Antonio o. 14, primeiro andar.
Precisa-se de uma ama para cozinhar e engom-
mar : no aterro da Boa-Vitla n. 26, segundo andar.
Offerece-ie nm homem para eaixeiro de qual-
quer casa de negocio de atacado, no trapiche, arma-
zem de rateadas ou masmo casa estranzeira, o qual
lem bastante pratiea ea leltra he tolTrivel. O mesmo
esla arrumado ha mais de anuo, porem por nm pe-
queo motivo quer sahir da casa : quem precisar
annuncie por esla mesma folha para se Iralar.
Precisa-se de uma ama para casa de pequea
familia : na ra do Hospicio, na Boa-Visla, n. II.
Desappareceu no dia 17 de agoslo correnle,
pelas 7 horas da noile, a prela Lourenca, de idade
> a 10 annos, ponen mais nu menos, cura os signaes
segu nles : um dedo da mSo direila 'enchado, ma-
gra, lem marcas brancas as doas pernas, levou ca-
misa de algodaozinha, vestido de chita rxa, panno
fino, e mais urna Irouxa de roupa : roga-se a todas
as autoridades policlaes ou capilles decampo qoe a
(apprehendam e levem i sea tenhor JoSo Leile de
Azevedo, na praca do Corpo Sanio a. 17, que ser
bem recompensado.
Precia-se de uma ama torra, que saiba bem
engominar e cozinhar, para uma casa de pouca fa-
milia < na ra das Cruzes n. 28, primeiro andar.
Precisa-se de uma ama para o servico interno
e exle'no de um. casa de duas pessoas : dirija-se n
rae da Alegra, na Boa-Vista n. 42.
O bacharel Jos de S Cavalcanti Lim embar-
ca para o Rio de Janeiro, e leva em toa companhia
seu escravo Cacimiro
Precsa-se de nma ama forra oujcapvn, qua
saiba cozinhar o diario de uma casa : a Iralar na roa
do Crespo, ao pe do arco de Santo Antonio, loja
n. 3.
Perdeu-se um lenco de casta lisa com margem
larga de labyrinlho e bico em roda, desde a roa dot
.Mari} rios ato a do Collegio : quem o achou, que-
reudo restituir, leve-o no segundo andar do sobrado,
na mesma ra do Collegio n. 23, que ser recom-
pensado.
.N'a nia.do Jardim, casa do mesmo nome, ha
uma petso^^uo d dinhciro a juros sobre genitores
de ouro e jarata al a quanlia de 3503000 : quem
quizer, dirija-se mesma, que achara com "quem
Iralar.
"Send i a perfeicao e linrpeza no fabrico dos g-
neros alimenticios, que formam o panem nostrnin
quotidianum, a melhor-e mais desejavel recnmmeu-
darao para o paladar, assim como para a corprea
hygiene, recoramenda-se an publico a padaria da
ra estrada do Rosario n. 13, nos nrligos bolaehes
Crimea* bolachinha Lisboa, dila araruta, folias e
biscoilos, bolachinha Sebastopol, dila guerra do
Oriento, bem assim bichas de llamburgo de 8 pol-
legadas de comprimento, dis quaes uma t prodaz
o efleilo de 8 das communs.
ludo islo a cobre on sedulai,
Oaro ou prala no balcao ;
guando mesmo eiperlalhSo
(ja o freguez, compra a loa,
Se (oslar de cousa boa.
Aasegura-se que 'infallivelmente hao de agradar ot
precos.
No dia 30 de julho prximo pastado do corren-
le aono, desappareceu do engeuho Sapucagi junio a
villa da Esi-ada, o prelo crioulo, de nome Malheus,
idade de 2 annos, lem os signaes seguinles : alia,
seeeo, os denles da frente sao podres, no andar pu-
cha por um dosquarlos, um lano coleando: o abai-
xo assignado rosa ai autoridades policiaes e capilles
decampo a captara do mesmo, que serso bem grati-
ficados, fazendo enlrega ao abaixo assioaiado, no en-
genho Noruega, e nesla praca ao Sr. Joao Pinlo
Regs de Souza, defronlo do hospicio de N. S. da
Penha.Joao Correa Lobo.
Quem achou e quizer restituir um cachorro de
raca dos de Terra Nova, anda muilo novo, tem o
pello comprido, cabera toda prela, orelhaa grandes,
o corpo com roadlas prefas e brancas, sendo osqaar
los quasi lodo brauco, e poula da cauda lambem
branca, pode dirigir-se ra Aususla n. 19, qoe)
r gratifica lo com generosidade.
r-tne
7
Panorama.
SEGUNDA EXPSITO.
FREDK LEMBCKE
lem a honra de avisar ao respeilaval publico, que na
segunda-frira 20 do correte, val expdr nova- vis-
las, que nesta provincia anda nae'te lem visto, na
rna Ua Caileia confronte do convento de San-Fran-
cisco, que slo as teguintes:
Rio de JaneiroToma la de Sanla-Therexa.
Os Russianos, habitantes dos montes, passando a
passagem aobre o Caucasus.
Bombardeamenlo de Sebastopol.
Illumiuacao do palacio do imperador da Russia.
O desembarqa^daa adiados era Kerlsch, na Cri-
mea.
Sebaslopol^^^B
lerior dafl Santo Sepulcro.
m-Fnn, *H Hp
eco he oWwTcada pessoa, acha-se aberlo das
hoias da noile.
Eii-'mma-ae e lava-te com perleir.io
- D. Anna Joaquina de Moura faz publico, qtfl^*0"' n0 ho,lel d,a EuroPa-
lem cassado os poderes de uma
procurarlo passada
a seu filbo Jos Camello Borba, na qua I Ihe conce-
da poderes para vender o predio Jacar em
Cruangi, lermo de Goiauaa desla provincia.
Precisa-se de uma ama forra ou captiva, qae
saiba engommar e fazer todo servico de ama cata de
pouca familia : no alerro da Boa-Vista n. 33.
Aluga-se uma casa em Beberibc, Indo do Ca-
nhenga para o porlo da Madeira.com commodos para
grande familia e decente, com banho do rio no run-
do : a follar no mesmo sido, ou na ra do Queima-
do u. 20.
Precisa-se de um eaixeiro
roa do Amorim n. 17.
pira taberna : na
Na sala de barhoiro da ra da Cruz do Recife
n. 48, precisa-se de um oflicial de barbeiro, sendo
branco ou pardo.
Deseja -se saber a
co da Cruz para te ih
la do Sr. Jo.lo Pruden-
igar uma caria.
Esl jusla e contratada a compra do sido, sito
no aterrinlio do Giqui, ao Sr. Flix Canlalicio de
Barros; se algoem se julgar com direilo a elle, an-
nuncie por esle jornal, no prazo de 3 dias, ou diri-
ja-se i ra Direila n. 104.
Precisa-se alugar uma nogra que saiba vender
na rna : na Camnoa do Carmo n. 6.
Precisa-se alucar um prelo para padaria, es-
cravo cu forro, sujeitando-se as condicAes : as Cin-
co Ponas n. 106. padaria.
Precisa-se de uma ama para o servico inlerno
de uma casa de pequea fornida : na ra estrada do
Rosario n. 10, (ereciro andar.
Aluga-se na Soledada a casa n. 58, com quin-
tal e cacimba : a Iralar ^ia ra do Queimado, loja
n. 61.
Desappareceu no dia 12 do correnta nma es-
crava'de nacao, de nome Catharina, estatura recu-
lar, de idade de 40 annos, cor prela, cabellos esti-
radlo no alio da cabera de carregar peso ; t.hio
com vestido de chadrez e panno da Cosa azul : ro-
ga-se as autoridades policiaes e capilaes de campo
que appreliendan e levem i ra eslreita do Rosa-
rio n. 19, loja, que serilo recompensados.
Uma mulhcr de bons costantes se ofleiece para
ser ama de algnma casa de pouca familia, ou homem
solteiro : qnem precisar, dirija-se ao becco do Rosa-
rio n. 2.
Precisa-se de ama ama : no aterro da Boa-Vis-
ta n. 60.
O. abaixo assignado compra qual-
quer escravo doente de morpbe'a, anda
no ultimo ftrau da vida, e lambem cura
qualquer pessoa livre, tanto de morpha
como de ery si pela, tendo ja' arestins, as-
sim como os cancros em qualquer estado
que estejam : os pretendentcs dirijam-se
a rna do padre Floriano, esquina a di-
reita indo para a mesma, n. 18.Manoel
Borges de Men Jonca.
Attencao !

O cautelista Salustano de Aquino Fer-
reira tem toda a probabildade de vender
os tresprimeiros premios da terceira par-
te da primeira lotera do Gymnasio Pe*,
nambucano, que lea' sen ndubitavel
andamento quarta-ira 22 de apato,
pela mu rica e variada niimeraciiofRRkV
ihetes comprados em grande escala ao Sr.
thesoureiro, sao pagos em continente to-
dos e qnaesquer premios que elles obtive-
rem, logo que se izer a distribuicao das
listas. Pernambuco 21 de agosto de 1$55.
Ocautelista, Salustiano de Aquino Fer-
reira.
Desejando algumas pessoas jogarnas
loteras desta provincia com um numero
semprecertoem bilhete intero, o caute-
lista abaixo se compomette a reserva-lo,
de vendo as pessoas que quizerem dirigir-
se a seu escriptorio na ra do Collegio n.
21, primeiro andar, aim de d'entre os
seus nmeros de bilbetes designarem os
que Ibes convier para Ibes serem sempre
reservados. Antonio Jos Rodrigues de
Souza Jnior.

Alugam-se duas casas terreas, sitas
no lugar de Santa Anna de dentro, muito
proprias para a estacao do tempo presen-
te, por serem bastante frescas e salubres:
a tratar na ra do Trapiche-Novo n. 20.
LOTERA DO GYMNASIO PERNAM-
BUCANO.
AOS 6:000$, 5:000,< E 1:000#.
(I cantelisla Antonio Jos Rodrigues de Souza J-
nior avisa ao respeitavel publico, que as rodas da
lerceira parle da primeira desla loleria andam im-
prelciivel cnle qnarla-reira,22 do correnle. Todos
os seus bilhetes e cauteles sa"o. pagos sem detconlo al-
gnm, os qcaes acham-se renda na praca da Inde-
pendencia, lujas ns. 4,13,15 e 40; rna Direila n. 13;
Iravessa do Rosario n. 18 C ; aterro da Boa-Vista n.
72 A, e na ra da Praia, loja de fazendas.
Bilhetes .\J880 Recebe por Inleiro 6:0008000
Meios 1Q900
Quarlos 19500
guinlos 1)200
i la vos 760
Decimos 640
Vigsimos 340
O mesmo cantelisla cima declara, que s se abri-
ga a pagar os oito por cenlo do imposto geral em seos
dilos Indicies inlcirus, devendo o possuidor receber
do Sr. thesoureiro o seu competente premio.
TVPOGBAPUIA DO POVO REPUBLICANO.
Na ra Direila n. 5, primeiro andar, te acha esla-
belecida uma typograhia prvida de ricas fonles de
typos para imprimir qualquer obra, piriodico e ludo
o que diz respeilo a nma ofllcina desle genero :
qnem quizer utisar-se della, dirija-se a mesma ca-
sa, que encontrara com quem Iralar. Os* Irabalhos
todos nesla ufflcina serio sempre execolados por pre-
co mais commodo qne em oulra qualquer parte, e
qualquer impresso ser leda com o melhor gosto,
aeeiu e pnmplidilo.
Quem achou e queira restituir nma cabra
(bicho) prenda, toda preta, com nma cria bastante
crescida, tambera preta, sendo do joelho para bailo
branco, dir'.ja-se ra Direila n. 93, que sera grall-
fieado com n importancia do valor da ineama cabra e
filha.
O Dr. Hibeiro, medico, contina a residir na
ra da Cruz do Recito n. 49, segundo andar.
Precisa-se de uma ama para o servico inlerno
de uma casa deavouca familia : na rna da Cencor-
dia n. 26.
O abaixo assignado, morador na rna do Cabo-
g u. 4, deseja saber se nesla provincia, oo na da
Parahiba, ou em oulra qualquer, existo Jos de Pa-
ria Coulo, ou pessoa que por elle se interesse, a ne-
gocio que muilo Ihe inleressa.
Manoel Joaqoim Dias de Castro.
D. Francisca Thomazia da ConceirSo vende as
suas casas, na roa Angosto ni. 35, 70, 90 e 92 ; na
ruajmperial ns. i8,fB, 22, 30, 32, 34, 50 e 52; as
Cinco Ponas n. 31 ; no becco do Peixoto ns. 13 e
3:0009000
1:5009000
1:200000
7509000
REVISTA DO GLOBO.
SEMANAIW LMVERSAL.
Proprietario e redactor principal
MMO JACOME.
UESIDE^CENO RIO DE JANEIRO.
A classe commerciSVjeipeilavel em todas as na-
eoe- do mundo, lem-se emido s mal altas eammi-
dades (overnalivaaem nm irncerio lao vasto e floret-
enle como o ISratfl. >^^
E a razio he manifesU. Ha muHo lampo qua el-
la se cmiveiiceu de que o capilal, tem a idea, daa-
da valn ; e de qae a inteligencia he nm elemento
que fecunda a riqueza, que, sem elle, seria quasi
insproctucilva e iuerle.
J honre qnem pensane qne o commercio a a*
ledras ne repelliam mutuamente: mai hoje, feliz-
mente, esto opiniao barbaresca nlo eoota aeoJe ama
insignilicanle minora. E, para a cembater radical-
mente, basta reflectir que os homens ignorantes e
rohneiros, vulgarmente, alcancam tn uma pequea
forlun, depois de nm improbo e arduo Irabalho, em
que cor somera longos anuos da vida, ao paseo qne
as grandes e lucrativas emprezas nascem sempre de
homens cuja iulelligencia cullivada Ibes fax com-
prshender as necessidades da poca a do sen paiz.
Os piimeiros embolara a* mais notares faculdades
da alma a do coracio, concenlrando-se em nm
egosmo detprezvel ; os segundos ganham honra,
considerado e proveilo, concillando a estima de seus
cu iilem pora neos qpi ai beoejos da potleridade.
Convencidos, pois, da utilidade de conservar esta
eminente classe ao correnle de lodos os contaeei-
meotos que posiam inloreasa-la, e de animar-lhe
gosto pelas leltras e bellas arles, deliberamo-n "
offerecer a ella, especialmente, e, em geral,
lustrado publico brasileiro um semanario e
pretendemos reunir quanla informaco leuda _
directanenle a esle (im. e qne, de ootra maneira, I
nao poderla,obter sem consultar mnitos jornaes ata
linguasitrangelras, o que nem lodos podem fazer.
Assim a Revista do Globo, inteiramenle ettranaa
a poltica do paiz, deve conter : arligos sobre ea priaV
cipaes assomptos deeconomia polilica, da instroe-
cao popular, da eolonisaco, do commercio a aa
agriculturaUma reseoha desapaixonada das phaata
importa otes da poltica de todas as nacaos, exlrahi-
da dos melhores jornaes eslrangeiros__lima noti-
cia minuciosa de todos ot progresan* da.industria a
agricultura, e das machinas a descubeflas qne aa
potsam auxiliar. Uma explicacao fcil daqueila
parle di s sciencias naluraes que ditem immediata-
menle respeilo i industria e agricultura.Narra-
ces cir cumslanciadas de lodos oa [actos nolaveis co-
mo naufragios, incendios consideraveis a beaaate-
nos naluraes Biographas de homens Ilustrase ca-
racteres dislinctos Correspondencias da Porto e
LisboaRomauces originaes ou traduzidos dai lie
teralurat aqui menos coohecidas, como a ingleza, a
italiana, hespanhola, e a allemiaFolhelimRe-
visto do;, espectculos PoesaCritica lilleraria.
Eis a]ui o nosso programma. Por em qaaato,
embora nos sobrem desejos, nada mais promelteraos
delertclaadamento, para nao (allanos eo seu exacto
compriioeoJo. NSo obstante, qoaodo os recorsos da
empreza o permiltirem, a Revista do Globo ha da
fazer lodos os melhoramenlos congruentes maior
idotlracao e recreio do publico. Desdeja, porem,
podemos assegurar-lhe que alguns dos escriptores
mais dii tinelos de Portugal ne* ceadjirrarae assi-
duameole oa laboriosa empreza a qn nos abalall-
amos.
Nao duvidamos, sem arreciar modestia, contossar a
escassez da nossa inlelligencia, o pouco. cebadal da
instruccao que possuimot. He por Uso que, apezar
de exercilados as lides da imprensa, nao hsitames
em procurar auxilio de eslranhos. Por cate modo,
cerlos de que jamis abrandaremos no. arder com
quo enci.'larmos o nosso trtbelho de tanta conve-
niencia e ulilidade publica, temos Ticosas esperaa-
cas deque nao serio lolalroenle baldados os aos***
esforcos na realisacio parcial do pcnsamenlo qoe
no-Ios impoz.
Ioda u, para remover sensiveis di(riculd*jdes,que
nos podiam servir de grande astorvo no feliz exilo
da nossa importante missio, vame-nos toreados a
recorrer benevolencia e franqueza |do publico
brasileiro, e, particalarmeat, d nossos irmios oa
patria, iiqui residentes, solicitando a sua protecci*
e bom icolhimeoto. oo qual muilo confiamos.
E logo que llverroos reunido um namero de' aa*
signaturas sufiiciente para o cosleio da* despeza* di
imfjraoa, a Revista do Globo, dando de barato in-
individnaes.comecara a sua publicacio, con-
i paginas em quarlo grande, qoe ser toda
nenie aos sabbados. O preco da atsignalara
Hanludo), que nao poder ser feila por roe-
ra anuo, a contar de qualquer dia, he d.
59000 i., para o Rio de Janeiro, e de 160006 r
para (odas as provincias do imperio e exterior.
Todas as correspondencias e reclamacoes tenden-
les aadiinislraQlo da Revistado Globo devem ser
dirigidan (francas de porte' ao seo collaborador e
administrador Gaspar da Cunta Pinto Fatefio, na
Rio de Janeiro.
A presente revista que pelo ten prospecta mostea
ser de inmma ulilidade iuslrncliva e recreativa para
(odas ai classes da sociedade, nrbscreve-se nesta ci-
dade na loja de Jote Nogoeira de Souza, rna do Col-
legio o. 8.
AlHKIiNA.
Estsi empreza pretende conftatar a cons-
truccao dos trapiches e armazem em Se-
rinhaeme no Gamella, (no Rio Formoso)
pontos da escala de seus vapores, ao lado
do sul. e em Itapissuma e Goianna, ae
lado do norte, sob as'condicoes seguin-
tes: s .
Clausulas especiaes da arremlacao.
1- As obras para a construccao destes
trapiches serao feitas de conormidade
com as plantas e ornamentos, approvados
pela direccao da companhia, na impor-
tancia o de Serinliaem r. 4:8.")5g320, o
do Gamejla rs. 11:267s000, e o de IU-
pissuma rs. 7:755s000, e o de Goianna de
r. 6:1)13^000.
2. Estas obres aeverao principiar no
prazo de 15 dias, e indarao no de 4
mezes, arabos contados do dia da asig-
natura dos contratos.,
5. O pagamento tiestas obras sera' fet-
to em tres pretacoes iguaes : a primeira,
no dia da assignatura do contrato; a e-
gundti, (piando estiver t'eit^a meta de da
obra, ea ultima, (uando estiver inteira-
menle concluida, cando responsavel o
arrematante por esparo de um anno pela
sna conservacao e solidez.
4. O arrematante prestara' uma flan-
ea idnea nesta praca : para tratar di-
rija-se ao escriptorio do Sr. F. Coulon,
ra da Cruz n. 2.
No dia 25 do corrente, linda a audi-
encia do Dr. juiz municipal da segunda
vara, lera' lugar a ultima. fJraoa para ar-
rematacao de um grande sitio na fregue-
zia dos Aibgados, no lugar da Boa-Via-
jera, com grande casa terrea de vivenda,"
de pedra e cal, estribara, e senzala ura
pouco arruinadas, com tres mil pes deco-
3ueiros, boa baixa cortada pelo rio Jor-
ao ; divide ao leste com a costa do mar,
onde te pode ter bons currae, ao Doente .
como rio Jordao, a N. com trras do passo
da Barreta, e ao sul com o sitio de Bay-
mundo Francisco Ventura e herdeiros do
vigario da Muribeca, Manoel Jos de Oli-
veira Accioli, avahado em .kOOO.'fOOO, na"
execucao que a Jos Rodrigues de Olivei-
ra Lima movem Antonio Pedro Alves da
Cruzeotros; por dentro deste sitio tero
de passar aopoente a projectada estrada
de ierro desta cidade : he grande pecliin-
cha, s com a vista se fara' uma idea de
suas grandes vantage'ns^
Aos lllms. Srs- juizes e magistrados.
He cliegdo a praca da Independencia
ns. 24 a 30, loja de J. O. Maia, as verda-
deiras e muito superiores pe les de ar-
minho.
n./lT
faz scienteqi
s Carros fnebres.
Pi pateo do Paraizo
Jos Pinto de MagalhSes, faz sofenteque
eu estabelecimento de carros fnebres
acha-se completameiite montado e muni-
do ne todo o necessario para qualquer
enterro, tanto de defuntos como de anjos
e donzfJas; encarrega-se de quaesquer
/ercm comprar cada urna das ditas casa) na todas,
entendam-su como procurador da anunaqUate a seu
lidio Anlonio da Cunha Soare* Guimarfles, na,ra
do Rangel n. 56, que lem lem podara* para fazer
a venda.
A pessoa qoe annunciou precisar de 500 so-
bre hypoihei em uma casa, dirija-se a ra ao Li-
vramento n. 7.
preCos oodicos, e espera bem servir i
quem se dignar encarrega-lo de qualquer
enterro, para o que tem a precisa intel-
jjgencia.
Preciia-se da efliciats de sapaleiro parafarer
obras aw se ahora : na travo*** de Corp Seat, lloia
de calcado n. 39. '

i
wmgumm Wm*^


a-^.


1

V
DIARIO DE PERMIBUCO QUIRT FEIRA 22 DE AGOSTO OE 1855
\
O medico Jos de Almeida Soares de Lima tj
% Bastos, mudou atoa residencia para a ruada
8) Criu (obrado amarello u. -21,* seguudo au-
8) dar. 3
^-^
CASA DE
MDISSA DE ESCRAVOS
RA LARGA DO ROSARIO.
tN. 22. SEGUNDO ANDAR.
Nesta casi recabem-sc escravos por commissao pa-
ra seren vendidos por cunta de seus senhures, lano
para Ierra como para embarque ; alianca-se o bom
tralamcoto e seguranza dos mcsuios, nao se poupau-
do sforros para qoe elles sejam vendidos com prom-
ptidao, alim de que seus senhores nao toflram em-
palo com a venda delles.

DENTISTA. :
Paulo Gaignoax, dentista francez, eslabele
% cidci na roa larga do Rosario n. 36, segnudo 8)
A andar, colloca denles com gengivasartificiaes,
e deatadura completa, ou parla della, coro a 9
presso do ar. 9

i O Sr. Joaquira Octaviano da'Silva lem carta
aria d.6 e 8 dapraja da Independencia.
CONSULTORIO DOS POBRES
SO BA NOVA 1 AAB 5o.
O Dr.P. A. Lobo Mosqozo d consullas liomeopalhicas todo os dias aos pobres, desde 9 horas da
manhaa aleo meio dia, e em risos extraordinarios a qualqoer hora do da ou uoile.
' Offerece-se igualmente para pralicar qualquer operacjio de eirurgia. e acudir promptamente a qual-
quer mulber que esleja mal de parlo, e cujascircumslancias nao permutara pagar ao medico.
NO CONSULTORIO DO DR. F. Af LOBO I0SC0Z0.
50 RA NOVA 50
VENDE SE O SEGUINTE:
Manual completo de meddicina boroeopathica do Dr. G. II. Jalir, traduzido em por
luguez pelo Dr. Moscozo, quatro volumes encadernados em oous e acompanhado de
mu diccionario dos termos de medicina, cicurgia,nalomia, ele, elr.
205000
Esta obra, amis importante de todas as que IratandOjesludo e pralica da homeopalhia, por ser i unir
econlm abase fundamental d'esla doulrinaA PAtHOGENESIA OL" EFFEITOS DOS HEDICA-
O Dr. Sabino Olegario Ludgero* Pinho,
mtidou-se do palacete dama deaS. Francis-
I a n. 68A,para o sobrado da dous anda-
> resn.6, ruade Santo Amaro, (mundo novo.)
0
Regiment de cusas.
Sahio a luz o regiment das cusas judi-
ciaes, anrotado com o* avisos que o alte-
raran) : vende-se a 500 re'is, na livraria
n. 6 e 8 da praca da Independencia.
EDDCACAO DAS FILHAS.
as obras do grande Fenelon, arcebispo de
Casal ', merere mui particular menge otratado
daed i^ao.das meninasno qual este virtuoso
preladc ensina como asmis devem educar suas fi-
ara um dia chegsrem a oceupar o sublime
luga- k m5i de famii.i; torua-sc por tanto urna
necessidade para lodas i pessoas que desejam gui-
a-la no verdadeirocaminho da vida. Est a refe-
rida obra Iraduzida em portuguez, e vende-se na
livraria da praca da Independencia o. &a 8, pelo
diminuto preco de 800 rs.
AULA I)E LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que mudou a sua aula para a ra do Ran-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eexternos desde ja' por m-
dico prero como lie publico: quem se
quizer utilisar dcscupequenoprestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer liora dos dias uteis.
t J JANE, DENTISTA, I
contina a residir na roa Nova n. 19, prrrnei- 8)
8) re andar. 0
O SOCIALISMO.
Palo (emeral Abren a Lima.
Acha-se venda na loja de livros dos Srt Ricar-
do'de Freilas & C, esquina da ra de Collegio, e
em cata doanlor, pateo do Collegio, casa amatejlit,
no I.- andar ; eucadernido de lodas as furnuBJ^H
maior ou menor prero, segundo o gosta dos com
doras. A edicto esta quasi esgotada, e pon
ampiares resta m. Esta obra, em que se aebf
da a marcha do genero humano desde o prlmetro
liouiem al nossos dias, perlence a lodas a* classes
da foeledade, e he, por ustim dizer-se, o evangelho
social, porque oella estad consignados lodos os rVo
da humanidade. As suis doulrinas eslo, portante,
aa alcance de todas as inielligenciai.
55MASSA ADAMANTINA.
Roa do Rosario n. 36, segando andar. Panto Gni-
jnoox, dentista francei, chumba os denles com a
mana adamantina. &* aova e maravilhosa com-
posic&o lem a vantageirf diFWftier sem pressSo dolo-
rosa lodas ai anfractuosidades ilo dente, adquirindo
em poneos instantes solidez isual a da pedra mais
conhecimentos que nao podem dispensar as pes-
interetsa a lodosos mdicos que quizerem
ivencerem da verdade d'ella: a lodos os
tai mdicos: a lodosos capilesde navio,
incommodo sen ou de seus tripulantes:
sempre podem ser prevenidas, sao |obriga-
jBnfermidades.
domestica do Dr. Hering,
da homeopalhia, um volu-
103O00
39000
qu_ _
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DESAUDj
soas que sequerem dedicar pralica da verdadeira m
experimentar a doulrina de Ilahnemaun, e por si nf
fazendeiros e senhores de engenho que estao longe d
qoe urna on outra vez nao podem deixar de acudir
a todos os pais de familia que por circumslancias,
dos a prestar in continenli os primeiros soccorros
O vade-mecum do homeopatha oo traducrao da
obra tambem ul-il as pessoas que se dedicara
me grande, acompanhado do diccionario doi termos *de medicina
O diccionario dos termos de medicina, eirurgia, anatoma, etc., etc., encardenado.
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pralica da
homeopalhia, e o proprietario deste estabelecimenlo te lisongeia de te-Io o mais bem montado possivel e
ninguem duvida hoje da grande superioridad dos seus medicamentos.
Boticas a 12 tubos grandes............. ........ 88000
Boticas de 24 medicamentos em glbulos, a 10, 12 a 159000 rs.
Ditas 36 ditos a.................. 209000
5!U* 5 "I"09 *.................. 259000
S'1" 4?2 !!0' *................ 308000
Ditas 14* ditos a.................. 6090
Tubos avnlsos.............,^........... 1(KKI
E/ascos de roeia onca de lindura. .......'........... 29OOO
Ditos de verdadeira lindara a rnica................. SoM
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de lobos de cryslal de diversos lamanhns,
vidros para medicamentos, e aprompla-se qualquer encommenda de medicameoloscom toda a brevida-
de e por precos muito commodos.
TRATAMENTO HOMOPATHICO.
Preserv^tico e curativo
CHOLERA MORBUS.
P PELOS DBS.
ou inslruccao au povu para se poder curar deata enfermidade, administrndoos remedio, I
em" ue nao o's nm<,Ua reCUn"ea medlC0 0n mesmo Para cur-' 'dependente destes nos lugares
J6 TRADL'ZIDO EM PORTUGUEZ PELO DR. P. A. LOBO MOSC070
Estes dous opsculos conlm as indicares mais claras e precisa* iiralaiatimi.-, "
cao esla ao alcance de toda, as inteligencias nao ,6 pc.o p3*Q^^Z^&
er1re.ido%X."u7..iic.q.Ue ,em dad<>0S ma'S SaU8f4C,0rOS ** em M* paneTm^qe
Sendoo tralamenlo homeopathico o nnicoque lem dado grandes resollados no coralivo desla horri-
vel enfermidade, julgamos a proposito iraduz.r osles dous imporUnles opsculos em lingua vernac,-
la, para desl'arle facilitar a sua leilura a quem ignore o francez. gua vernacu-
Vende-ie nicamente no Consultorio do lraductor, roa Nova 52, por 29000 rs.
Vendem-se dous pianos fortes de
Jacaranda1, construccao vertical, e com
todos os melhoramentos mais modernos,
temi vindo 110 ultimo navio de Ham-
burgo: na ra da Cadeia, armazem n.
21.
jMMU d\ fijmmcao
EDVV1N MAW, ESCRIPTORIODE RO-
SAS BRAGA & C., RA DO TRAPI-
CHE N. 44.
Tem para vender um completo sorti-
mento de taixas, inoendas e meias moen-
das para engenho, cuja superioridade ja'
he bem conhecida dos senhores de enge-
nho desta provincia, dos da Parahiba e
das Alagoas. desds quando taes objectos
do mesmo lubricante ram vendidos pelos
Srs. Me. CalmontiiC, desta praca.
Valaquia a JOOO o corte.
Linda rateada pira eslido, lem urna vara de lar-
gara, dequadrosmnilo vivos, parece alpaca de seda:
na ra do Queimado, loja n. 21.
Vende-se nma taberna bastante afreguezada,
propria para algum principame por ler poneos fun-
dos, na ra Imperial n. 47 : a Iratar na mesma com
o dono.
Vende-se pm escravo mogo, cora ofllcio de ca-
noeiro : na ra do Livi amento n. 8.
If a loja das seis
portas,
Em frente do Livramento.
' Corles de cnssa pirtados a cinco galacas, cassa
com defeito a seis vintins ocovado. lengos brancos
finos para rabera de euliora a pataca, vestidos de
seda para meninas de tres a seisannos a seis mil
res, e outras moilas fzendas pgr |Teros que fazem
cania.
. Vende-se urna escrava de narSo Angola, d^
idade 12 annos ponco mais ou menos, eom algn9
achaques, qoe a vista do comprador se dir : na ra
da Gloria n. 24.
Vende-se orna negrinha de 14 annos : na pra-
rada Boa-Visla n. 11 ; e vista do comprador se
dif o motivo porque so vende.
**-" Vendem-se algumas travs dt qoalidade, com
35 a 44 palmos de comprimcnlo, desembarcadas no
trapiche do Ramos : a tratar na ra do Queimado,
loja n. 6.
A 160 rs.
I.euro- de cassa para grvala, fazenda superior,
pelo diminuta prero de 160 rs. cada um: na ra do
Queimado n. 33 A.

lULICUU' DO INSTITUTO 110-
dora, e permit
dos eom a I"
restaurar os denles mais estraga-
cor primitiva.
iz no Rio de Janeiro o *
ORII) DO HEDIGO
HOMEOPATHA.
EXTRAHIDO DE RUOFF E BOEN-
NINGHAUSkN E OUTROS,
posto em ordem alphabetica, com a descripeo
abreviada da lodas as muluslias; a ndicacao physio-
logica e tberapeulica de lodos os medicamentos lio-
meopalbicos, seu lempo de acr.io e concordancia,
seguido de um diccionario da siguiliccAo de todos
os termos de medicina e eirurgia, e posto ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO HORAES.
Subscreve-se para esla obra no consultorio horneo,
pathico do Dr. LORO MOSCOZO, ra Nova n. 50-
MEOPATUICO DO BlUSIL.
THESOURO HOMEOPATHICO 2
ou O
VADE-MECUM DO 0
HOMEOPATHA. ^
Melhodo concito, claro c teguro do cu- (Sk
rar homcopalhicamente lodas as molestia 44,
que affligem a especie humana, e part- w
cularmente aquellas que rehtam no Bra- (A
sil, redigido segundo os melhores trata- J
dos de homeopalhia, tanto europeos como fpf
americanos, e segundo a propria ezperi- %
Ma, pelo Dr. Sabino Olegario Ludgero J
Pinho. Esla obra he hoje recouhecida co- 69
mo a melhor de lodas qoe Iratam daappli- gfc
carao homeopalhica no curativo das mo- J
lestias. Os coriosos, principalmente, nao 6a
podem dar um passo seguro sem possui-la e a
consulla-la. Os pais de familias, os senho- 10
res de engenho, sacerdotes, viajantes, ca- 4
pitaes de navios, sertanejoselc. etc., devem T2
te-la mao para occorrer promptamente a f9
qualquer caso de molestia. .
Dous volumes em brochura por 109000 J
b >> encadernados II9OOO O
Vende-se onicamenle em casa do autor, 2
ra de Santo Amaro n. 6. (Mundo No- w
vo). 0
lotera do gvmmasio PERNA.M-
BL'CANO.
AOS:6:0^0S, 5:000jfEl:000.
" O caulelisla da casa da Fama Antonio da Silva
Guimaraes avisa ao publico, que esto venda os
seos afortunados bilheles e cautelas da terceira par-
te da primeira lotera do Gymnasio, a qual corre no
dia 22 do corrente, os quaes sao vendidosnasseguin-
les casas : aterro da Boa-Visla ns. 48 e 68 ; roa do
Sol n. "1 A ; ra larga do Rosario n. 26 ; praca da
Independencia us. 14 e 16 ; roa. da Collegio n..9;
ra do Rangel n. 54, e roa d^H !& 90.
\endem-se dous engenhos moentesc corren-
tes, paramentados, com muito boas obras e ptima
irragens, ambos moem com agoa, lem boas mitas
virgens e pamdos por se abrirem, e bons cercados,
aiaunla.desta praja-oilo leguas e urna ao porto de
embarque : nao se veudendo tambem se arrendado-
quem os pretender e mais nfocmacoes quizer, diri-
roa das Crnzes a Dminos di Silva Campos
Manoel Eleuterio do Reg
Ver/de-se oma escrava crinula, moca, forte e
robusla, com leite por haver parido morro a 4 se-
manas ; sabe coser chao, lavar de varrelli c servir a
nma casa : na ra do padre Floriano n. 35.
ou a ra de llorlas com
Barros.
primeiro andar, por 5900C
eucaderoado.
em brochara, e 69OOO
chrenicas, 4 vo-
. 209OOO
. 69000
... 79OOO
. 69000
. 168000
. 69OOO
, -. 89OOO
I65OOO
69000
49000
IO9OOO
309000
Novo* livros de homeopalhia mefrancez, obra
lodas de summa importancia :
Hahnemann, tratado da; molestias
lumes............
Teste, rrolestias dos mei ifins.....
Hering, homeopalhia domestica. ...
Jahr, pliarmacnpca homeopalhica. .
Jahr, novo manual, 4 volumes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pelle.......
Rapou, histeria da homeopalhia, 2 volumes
Harthmann, tratado completo das molestias
dos meninos.....'....,. IO9OO0
A Teste, materia medica homeopalhica. 89OUO
De Fayolle, dqulrina mlica homeopalhica 79000
Clnica de Staoneli ...;...
Castiiig, verdade da homeopalhia. .
Diccionario de Kyeten.......
Alllas completo de anatoinia com bellas es-
tampas coloridas, conleodo a descripeo
de todas as parles do crpo humano .
vedem-se lodos#sles livros no consultorio homeopa-
thico do Dr. Lobo Hoscoso, roa Nova n. 50 pri-
meiro nidar.
Da'-se dinhei) a juro* sobrepenho-
ies de obras d'ouro e prata: na ra da
Guian. 40,
Na raa Direila, loja n. 13, da-se dinheiro a a-
1 sobre penhores de ooro, em grandes e pequeas
alias.
1-lHgtHIliflftfltMM
amaMlla.
Acha-se a disposi^ao do publico, em casa
do Sr. F. Q Rodrigues Rsteves, ra do Cal-
deirlro n. 42, om medicamento, qoe no es-
tado actusi da tnerapeoliea, he o maii efll-
caz para FEBRE AMARELLA. Conhece-
pioi o vegetal, cojas flores aprevenamos em
untura mSi, por seus effeitos dioicos, e por
isto aconselhamos. que delle se use segundo
; o rotulo que leva cada nm dos fraseos. 1
_ Manoel de Siqueira Cacalcanti.
... *Aulorisados por innmeros fados
clnicos, declaramos, que este medicamento
, he igoalmeute de milita elcacia para estes
vmica, pneumona, pleuriz, febres
Inlermiltente', soflrinentns syphiliticos, etc.
U Dr. Carolino Francisco de Lima Santos
mora no primeiro andar do sobrado, sito na
roa das Crozes n. 18, onde contina no eier-
K cirio de sua prolissan de medico.
Bilheles
Meios
Quarlos
Oitavos
Decimos
Vigsimos
800
29800
1440
720
600
320
O eaotelista cima declara,
fg Vende-se oma escrava crioula muilo moca e
bonita figura, qoe coznha e faz o servico de urna
casa, tem urna cria, vende-se por nflo te precisar :
atraz do Corpo-Saolo por cima da loja de loora en-
Irnda pela Saozala Velha n, 68.
Vende-se oma escrava moja de boa figura ave
engomnh sofrivelmente, cose e borda, cuidadosa de
meninos: na ra da Cruz n. 17 segundo andar.
Vende-se um ptimo mulato, moco, de bonita
fiera : quem o pretender f.He na ra da Cadeia do
Hecire o. a com'ose Gomes Leal.
Vende-se ama armajao de taberna, e seus per-
enres, assira como om resto de gneros nella exis-
tentes : a tratar na ra da Sanzala velha o. 15.
Vende-se manteiga ingleza da mais nova qoe
* rrCd 96 e m aoeiJo reino a
19900, cafo de caroco 1 160, cevadinha a 320, bnta-
\ a* o,?" ame"doas >m asea a 280 rs.. arroz pi
ado a 80 rs. a libra.cuia a480 cevada a 200 r. a II-
bra v.nhode Lisboa a 400 a girrafa, dito Figueh-a
a 480 r.: na taberna da roa de Hortas n. 4.
Aproveitem a occasiao.
Chegou loja da ra do Queimado n. 18, om
grande sorlimenlo de palitos francezes com pequeo
toque de mofo, pelo baratissimo prero de 29 e 39000
I rs. ; a elles, antes que se acabem.
PICHINCHA
o da Boa-Vista n. 8, defronte da
boneca.
Chegou ltimamente a verdadeira carne do ser-
V?e,0SKe",a,,8s(,Oi,lidadea' ?o" decoraa-
, bolacninna de soda, biscoitos finos inglezes mui-
iovos, e om completo sorlimento de lodos os "e-
inteiros em originaes nao solrem o descont de ojio eros de molhados dos melhores qoe ha no"merca-
por cenlo do imposto geral, a sim as suas cautelas.
O bacharel A. R- de Torres Bindeira, pro fes-
sor substituto de rhelorica e geographia no lyceu
desta provincia, contina ( ensinar as referidas dis-
ciplinas, e bem asiim a lingua franceza, a ingleza e
philosophia, na casa de sua residencia, na roa Novn
11. 23, seguudo andar: quem'se quizer utilisar de
seo presumo, poder procura-lo para este lim das 7
horas ate as9 da manhSa, e das 11 da manhaa a 1
da larde, e destis desde as 3 horas ateas 6.
do, e vende-se
outra parte-
lado por menos prec-odoqne em
N3o leiido comparecido no dia 14 do corrente
mez numero uflicienle de socios reunido de ns-
sembla geral da Associacao Commcrcial Reneficen-
le desta praca, a direcrilo convida novamente sens
socios para comparecerem no dia 23 do corrente mez,
pelas 11 horas da manhaa em pouto, na sala das suas
sessOes. Sala da Associacao Commercial Bneficen-
te de Pernambuco aos 18 de agosto de 1855.Anto-
nio Marques de Amorim, secretario.
COMPRAS.
IBLICACA'O COROGRAPHICA.
EsW a' venda aa livraria classica n. 2,
no pateo do Collegio, a obra intitulada
Breve \Noticia Corographica do Imperio
deBras\l, escriptiem 185i; e roga-se
aos 8rs. assignantes que tenham a bon-
dade de mandar buscar os seus exempla-
res, no armazem deleiloes da ra do Col-
10a

i
MORPHEA
Nutras doencas da pelle.
^ Compra-se prata brasileira e hespanhola : n
da Cadeia do Recite n. 54.
Compra-se oma preta de bonita figura e moras
que seja boa costureira e engommadeirn ; paga-se
bem agradando : na roa do Trapiche n. 14, primei-
ro andar. .
Compram-se acoSes de Beberibe e (Huios da
divida provincial: na roa larga do Rosario n. 36,
segundo andir.
4wompram-se obras de ouro e prata,
ja' usadas: na ra da Guia n. 40, desde
as7 horas at as 10 da manhaa. todos os
dias.
C^ompra-se urna bomba de melal em bom estado:
.na estrada de Joio de Barrm, quina do becco
do Pombal,casa do porUo azul.
Compra-se urna escrava de 40 annos,
potico mais ou menos, embora sem habi-
lidades, comtanto que seja robusta, goze
saude e sej esperta : quem ti ver annun-
cie.
Compra-se ama morada de casa que tenba 2
quarlos. quintal e cacimba', com chao propro, e qoe
seu cusi nao esceda a om cont de rs. : a tratar na
ra larga do Rosario n. 32, qoe dir quem compra.
Compra-se ama negra de meia idade, que en-
tenda de coznha; em Fura de Portas, ra dos Gon-
rarapes n. 16.
Casa de commissao de escravos* na ra
do Livramento n. 4-
Compram-se escravos de ambos osBexos, de idade
de 12 a 35 annos, sendo boas figuras paga-se bem ;
tambem se recebe para vender de commissao; alian-
ca-se o bom tratamenlo e segaranca dos mesmos.
Trata-ee com especi.ilidade as alTecees da *
pelle, particularmente a raorpha, no contul%&
tono honuropathico di Dr. Catanova.
28 RUADASCRU2.ESN. 28
No mesmo cousaltoi io lem sempre grande
sorlimento de earteirau de homreopathia mui-
lo em ocla. $
Carleiras de 12 medic.imenlos a 69000.
' ir o>24 a 6, 109, 129, 159 e 209000. 9
' d*|l a 890iXle 249000.
c deH 2*901)0 6 289008.
de 60 a 26nO)0 e 329000. ^
de 144 a 5%ooo e 7O9OOO.
Tobos avultos a 301), 500 e 13000.
Frseos de tintara a I90OD. .
Deposito da verdadeira tintura de amiej
II tirada da planta verde na Svizera.
[f Elemenloi de homceopaihia, 4 vol. 69000 w
Atten^ao.
Conlinui-se a vender na ra da Cadeia do Recite
n. *7, toja do Sa: (Manoel) damasco de 13a de duas
larguras, muilo proprio para coberlas de cama e pan-
no* Ha fnaai r
nos de mesa.
Vende-se urna
do Livramento 11. -i.
negrinha de 7 annns :
a ~/.i s 8 ^ra'- mi 2 pardas prendi-
das, de 14 e 20 annos, 1 preto perfeilo bnlieiro, de
19 annos, 1 crioula de 18 annos, peca,
de 13 annos, 1 cabrinha de 12annos, X
de 13 e 14 : na ra das Crozas n. 33.
dar.
. 1 crioulinha
fe 2 moleques
segundo an-
Vende-se muilo em eonla a armacSo, balan-
cas, pesos e ulencilios da merna, sila defrnnle de
H. S. do Terco n. 139, prapria para qualqoer prin-
cipame por ser o aluguel da casa muito em conta e
bom ocal para vender, tanle pira Ierra como para
o mallo : a tratar na roa larga do Rosario, taberna
Vendem-se cordas de Iripa para violao a 40 rs.,
e de retroz a C3 rs. ; na ra larga do Rosario n.
22, loja de miudezas.
Vende-se -vma negra de najan para fra da
praca : quem a pretender, dirija-se ao becco do Ve-
ras, cita o. 9, que l achar com,qoem Iralar.
Vende-se na roa da Senzala Nova u. 30, o se-
suinie: pcimas de eral, cera amarelia," mel de abe-
111a e qoeijos do sertao.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundi^ao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
ra do Brum logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Marinba la' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
existem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros Iivres de despeza. Os
precos sao' os mais conmodos.
Cera de carnau-
ba do
ARACATY E ASSU'.
Vende-se em porrao e a retallio, por menos prejo
qoe em.oulra qualquer parle, principalmente sendo
a dinheiro vista : na ra da Cru:, armazem de
couros e sola, n. 15.
Palitos baratos.
Palitos de alpaca fin, preta e Ce cores a 59500,
dito de merino verde de cordo a 69500. ditos de
ganga amarelia a 38000 ; lodos sao forrados e'.bem
cosidos como os de encommenda : nu raa do Quei-
mado, loja n. 21.
Damasco larguissimo.
Damasco de lila de lodas as cores, lem qoasi duas
varas igrejas, colchas, coberlas de cama e oalros mistares:
na roa do Queimado, loja o. 21.
Riscados baratos.
Riscado rrancez, largo, a 180 o corado, dilo'azol
de qiiadrinhos, semelhante aos de lii.ho, a 160 e 200
rs.. proprio para cairas, jaqueles, palitos e camisas,
por ser moflo largo : na na do Queimado, loja
n. 21.
itNUtfSfc barato, por estar com
toque de avaria e em muito lx>m estado,
grvalas de seda de cores, ditas pretas,
inMntnhii.*drpissacoiit barra de seda
para grayall^^^itas de seda para se-
nlioin. ditns^ la seda, cortes de colle-
tes defustao, *^ Ajuintes lugares ater-
ro da Boa-Vista n. 58, ra do Sol n.
71A, ra do Rangel n. 54A, ra do
Coto vello n. 46.
Fazendas baratas.
Corles de casemira de pura laa e bonitos padres
a 59500 rs. o corte, alpaca de corda 1 muilo fina a
500 rs. o covado, dila muito larga propria para man-
to a 640 o eovado, corles de brim\p,rdo de puro li-
iho a 19600 o corle, ditos cor de palha a I96OO o
corte, cortes de casemira de bom goslo a 29500 o cor-
le, sarja de Ifla de duas larguras propria para vesti-
do de quem est de lulo a 480'o corado, cortes de
fustao de bonitos costos a 720 e 1940O o corte, brim
trancado de liuho a 19 e a I92OO, riscados proprios
para jaquelas e palitos a 280 o covado, cortes de col-
letes de gorgora a 39500 : na loja la roa do Cres-
po n. 6.
Attencfio ao seguinte.
Cambrala franceza de cores de mello bom goslo a
600 rs. a vara, corles de cassa prelcs de muilo bom
goslo a 29OOO o curte, ditos de cores com bons pa-
droes a 29200, alpaca de seda com qoadros a 720 o
covado, cortes de laa muito finos com 14 covados ca-
da corle, de muilo bom goslo, a 4i500, lentos de
bico com palmas a 320 cada om, ditos de cambraia
de tinho grandes, proprios para cabeca a 560 cada
uro, chales imperiaesa 800 rs., 19 e 19200 : na loja
dn ra do Crespo n. 6.
Superior vinho de Bordeaux.
-? Vende-se soperlor vinho de Rordeaox a 19000 a
garrafa, e #1000 a duzia : no armazem da roo da
Cruz n. 5.
Pechincha.
o Crespo n. 9, loja encarnada, vende-se
pelo diminu" prero de -jOOO o corle de casemira,
assim como casemira para palito a 690 rs,. o covado.
Vende-se urna taberna, sila nis Cinco Ponas,
cirreira do Peiioto, rf. 152, a qual lem muilos bons
commodos para familia, tem no quintal om parreirsl
de uvas e mais arvonedoi, e com armazem de tal : a
pessoa que pretender e adiar .1 casa lermnilos fun-
dos se ponto a vonladesjo comMMbp^WPVorr di-
nheiro i vista todo o negvtarjfefar, porque esi
muilo afregoezada, tanto para o mallo como para a
Ierra : quem pretender, dirija-se mesma taberna,
que achara com quem tratar.
Vende-so om sitio no aterrinhn de tuqui, com
boas e diOerenles arvures de Tracto, alguns ps de
coqaeiros e muilos ps de flores, bo para bando, com casa de lijlo, que lem bstanles
commodos e estribara para -2 cvalos: trata-sena
roa do Collegio com Francisco Jos i .cite.
AVISO AO PUBLICO. %
# Na padaria de Joan Lioi Ferreira Ribeiro, 9
6$ sita no paleo da Santa Cruz o. 6, ha sempre flt
0 a venda alm do grande e variado sorlimento $)
0 de bolliuhos, lodas asqualidades de massas li-
9 as propriai pira ch,; assim como tambem 0
0 bolacha fina e bolachinha ingleza superior $
A que vem de fra. A
Na padaria de Ribeiro & Piolo, lila no larg
de Nossa Senhora do Terc,o n. 63, b sempre
ven Ja a melhor bolacha fina qoe ha no mercado:
adverte-se ios compradores qoe a sua bolacha toda
vai marcada com a firma acuna.
Vende-se um cabriole! novo'
sem cubera, muilo leve e maneiro*
e vende-se tambem boa parelha de
cavallos, todos para carro, e por
prero commodo: na ra Nova, cocheira de Adolpho
Bourgeois.
Velas de car-
nauba,
SIMPLES E DE COMPOSICAO -
Na ra da Cruz n. 15, vendem-se ditas velas, de
6, 7,8, 9 e 13 por libra, cm caixas de8 al 50 libras,
fabricadas no Aracaly, pelos melhores autores, e por
menos prero que em oulra qualquer parte.
MLRCl'LINA.
Na roa do Crespo n. 16, esquina qoe volta para a
roa das Crozes, vendem-se corles de murculioa com
11 X covados, pelo barato prero de 29500 ; a elles,
que eslao se acabando : assim como saias de cam-
braia com habados, fazenda muilo superior, a 49400
cada um.
NA RA i\0VA S. 22
ha relogios de ouro patente inglez do melhor fa-
bricante de Liverpool, por prero muito em conla ;
tambem ha muito bons oeulos ,de lodas as numera-
res, os qoaes sao de ac. ,
Veude-se
Farello era saccas de 5
arrobas a 5,^000.
Familia de mandioca
em aftas a 2^300.
Tij 520.
Vinho Bordeaux em
garrafoes a 12#000.
JNo armazem de Tasso
Ir raaos.
Vende-se;cosnac da melhor qualidade: na mi
da Cruz n. 10.
VINHO DO PORTO SUPERIOR FEITORIA.
Vende-se por preso commodo no armizNn de
de Barroca & Castro, roa da Cadeia de Recit n. 4.
Taixas par& engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. yf.
Bowmann, na ra do Brum, passaiy.
do o chafariz continua haver una
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 3 a 8 palmos de
bocea, as q na es acliam-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Capas de borracha a 12#000.
Quem deiiar de se monir de urna encllente ca-
pa de borracha, pelo diminuto prero de 129 '' a el-
las, qoe se estao acabando: na ra da Cadeia do lte-
cife, loja o. 50, defronte da roa da Madre de Dos.
Em casa de J. Keller&C, na ra
da Cruz n. 55 ha para vender excel-
I en tes pianos viudos ltimamente de Ilam-
burgo.
Vendem-se em casa de-S. P. Johns-
ton & C, na ra de Senzala Nova n. Ai.
Sellins inglezes.
Itelogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Candieirose casticaes bronzeados.
Lonas inglezas.
Fio de sapatetro.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97.
Vinho Cherrv em barris.
Camas d ferID.
CASEMIRA PRETA A 4*500
0 CORTE DE C\LA.
Veodem-se na roa do Crespo, loja da esquina que
volta para a roa da Cadeia.
LEONOR D'AMBOISE.
Vender o excellente romance histri-
co Leonor d'Amboise, duqueza He Breta-
nh, 2 volumes por 1^000 rs., na livraria
n. 6 e 8 da praca da Independencia.
CAL VIRGEM.
Vende-secalde Lisboa, chegado no pa-
tacho CONSTANCA, entrado hontem.por
preco commodo: no deposito da ra de
Apollo n. 2B.
-** Cal pedra.
Veode-ae cal virgeni de Lisboa, chegada peto ol-
limo navio: na roa eslreita do Rosario, taberna
n. 47.
Brins de vella: no armazem de N. 0.
Bieber & C, ra da Cruz n. 4.
.4?
i
DIlflLBIRO
nao se en
a.
i
ROO
21609
29000
1300
360
99000
_IK-L_
Antigo deposito de panno de algo
godao da fabrica de Todos os
Santos na Babia.
Novaes & Companhia, na ra do
4t Trapiche n. 54, continuam a ven-
jj. der panno de algodaodesta fabrica,
i trancado, proprio para saceos e
I roupa de escravos.
*lnJ lssfl'^al'Hsl* ntiTMf^sTInnTlasT'llaB ti
Stflt j SX 99SkBtSi' 'i"
Ja*KJf>H4"AXVXH'r>JJiaHia*fc;a^p|SgE]f*W
A 3,500 RS.
Vende-se cal de Lisboa ltimamente
chegada, assiijveomo 'ptassa da Bussia
verdadej! A 99OOO E 109000 A PECA.
Vendem-se peras de brim lino e hamburso su-
perior, que se assemelha ao bom panno de linho,
pelo diminuto prero de 99 e 109 a peca de 20 va-
as : na roa da Cadeia do Recife, loja n. 50, de-
nle da ro da aladre de Heos.
tt
t
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenhos os
seus bons elfeitos ja' experimen-
tados: na ra da Cruzn. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
f
8
8
Na roa do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se farelo novo, chegado de Lisboa pelo brigoe Es-
peronea. .
Moinhos de vento
ombombasderepuxopara regar borlase baia,
decapim, na fundirade D. W. Bowman : na ra
do Brum ns. 6. 8 e 10.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Raa da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento contina a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Nr
VENDAS.
O Vende-se urna armacjlo para taberna, com to-
dos os seus pertences, em Fra de Portas, ra do
Pilar n. 86 : a Iralar na roa da Lingoela n. 5 ; e
tambem alguus genero que agradara aos compra-
dores.
Vende-ea am silio na Torra, a margena do rio,
em lugar qaa anda nao subiram as clieii-. i nm
casa
de sobjdo, .cocheira, casa pira feltor, estribara,
casa para escravos, cacimba com bomba, e tanques
p.ira agoa, sendo o sitio lodo morado .e completo de
frucleiraa: na ra de Santa Cruz n. 70.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Companhia
em Sinto Amaro, acha-se para Tender
moendas de cannas todas de ferro, de um
modello e construccao muito superiores
Cobre para forro de 20 at 24 on-
cas compregos.
Zinco para forro com pregos.
Cl iumbo em barrinhas.
Alvaiade de chumbo.
Tinta branca, preta e verde.
Oleo de linhaca em botijas.
Papel de embrullio.
Cemento amarello.
Armamento de todas as quali-
dades.
Arreios para um e dous ca-
vallos.
Chicotesjpara carro e esporas de
aro prateado.
Formas de ferro para fabrica de
'-- assucar.
Papel de peso inglez.
mpagne marca A &C.
,m da India, novo ealvo.
oras de marmore.
Velas stearinas.
Pianos de gabinete de Jacaranda',
e com todos os ltimos melho-
ramentos.
No armazem de C J. Astley di C,
na ra da Cadeia.

m
F vr.l.
-Vendem-se os maismoder nosebonitos
chapeos de Celtio compello, | pretos e bran-
cos, chegado ltimamente deParispelo na-
vioIIAVRE.osmelhoresqutemvindoaes-
temercado.vendem-semais chapeos de pa-
lhaaberta, ditosdepalha brasileira, ditosde
castor pretos, ditosdemassa francezes e di-
tos feitos na trra, ditos amazonas para
senhora, muito bonitos e de ultimo gos-
to, ditosde molla, ditos delustre parapa-
gem, de copa alta e baixa.galoes de todas
as larguras, tanto de ouro como de prata,
tudo por precos mais baratos do que em
outra qualquer parte: na praca da In-
dependencia ns. 2ia30, loja d Joaquim
de Oliveira Maia.
He chegado a praca da Indepen-
dencia, loja de J. O. Maia ns. 24 a 50,
um variado sortimento de chapeos do
Chile de todos os tamanbos e bonitas for-
mas, e vendem-se por preco mais em
conta do que em outra qualquer parte.
Vendem-se cadeiras de amarello, sof, mesas
redondas, meias commoda, cama de armario, mar-
ueas, consolos, e mais diversos trastes : na roa da
adeia da Santo Antonio n. 18. >a mesma casa
tambem se alugam mobilias.
Vende-se orna eanou nova, anda no eslaleiro,
muito bem construida, qoe serve pira conduccSo
de capim c para familia ; tambem se vendem Ira-
ves de qualidade.de !H) a l) palmos, e de louro do
mesmo comprimcnlo : a Iratar na ro da Concordia
com Manoel Firmino Feneira.
Vende-se am mole pie de bonita figura, de 14
a 15 annos de idade, 19C laboas de cedro e 500 coa-
ros miudos : na ra da C oia n. 64, primeiro andar,
das6 as 9 horas da manhda, e das 2 as 4 da (arde.
Conlinua-se a vender nozes muilo novas, che-
gadas ltimamente de Lisboa, a 19280 cada arroba,
peso a vonlade dos compradores ; na ra confronte
a igreja dt Madre de Dos, armazem de Domingos
de Sena Guimaraes.
i. Vende-se nm piano com muilo pooco oso : Da
roa do Cahug, loja do Sivliuimaraes, se dir quem
vnde. Assim como um laceador de Jacaranda e um
herco de menino lambem de jacarand i.
Vende-se oma cadnira (de arroar em bom es-
ado :na roa d'Alegria n. 11.
Novo sortioienfo de fazendas
baratas.
Alm das fazendas j annunciadas, e outras moi-
las, que a dinheiro a vista se vendem cm poreflo e a
relalho. por baratissimo prero, ha novas chitas de
cores fuasa 160, 180e200 rs.'o covado, dilas para
coberla, bonitos padrea, a-220, ditas largas de cores
claras imitando cassa a 240, riscados francezes largos
de qoadros modernos a 260, cortes de cambraia de
sal picos com 6 112 varas por 29560, peono de linho
moito fino para lenros com mais de 2 varas de lar-
gara, pelo baratissimo preco de 29400 a vara, novos
bros de linho do qoedriohos para palils, calcase
jaqoetas a 220 e 240 o covado, cortes de casemiras de
cores a 49, brins de cores para calcas a 19 a vara :
na roa da Cadeia do Recife. loja n. 50, delronle da
roa da Madre de Dos, a qual se achasoflrivelmeiile
orlida de boas fazendas, cojas qoalidades e commo-
dos precos se garsntem e dao-se amostras.
I.ABYRINTHOS.
Lenros de rnmbraia de linho muilo linos, loalhas
redondas e de ponas,' e mais objectos desle genero,
ludo de bom goslo ; vende-se barato : na roa da
Cruz n. 34, primeiro andar.
FAZENDAS DE GOSTO
PARA VERTIDOS DE SENHORA.
Indiana de quadros muilo fina e padres novos ;
corles de laa de qoadros e flores por prero commo-
do : vende-se na ra do Crespo loja da esquiua qoe
volta para a roa da Cadeia.
Vende-se excellente taboado de pinho, recen-
temente chegado da America : na rui de Apolla
trapiche do Ferreira. a enleoder-se com o adminis
ador do mesmo.
A boa fama
Vendem-se moilo bonitos chapeos de sol de seda
pequeiMwe rom molas proprios para meninas de es-
cola, pelo baratissimo prero de 39000 rs. ; he cousa
Iflo galante qoe quem vir nao deiiar de comprar :
na roa do Queimado, loja de miudezas da boa fama,
n. 33.
Gasa da fama!!
Na roa Direila o. 75, vendem-se bilheles de lodas
as loteras da provincia, e pagam-se todos os pre-
mios que sabirem nos bilheles vendidos na mesma.
FLORES DE GOMMA.
Na estrada de Jouo de Barros, qnioa do becco do
Pombal, portao azul, ba para vender um lindo ra-
malhete de flores de gomma, por preco commodo: e
na mesma casa faz-se com perfeirao qualquer on-
commenda deslat flores.
Sebofc novas de Lisboa,
jftehegaram ceblas novas de Lisboa, e vendem-
se no armazem de Joflo Martins de Barros, travessa
da Madre de Dos o. 21.
Vende-se cal virgem, chegada lion-
tem, e de superior qualidade por preco
razoavel: no armazem de Bastos & li-
maos, ra do Trapiche n. lo.
Na roa do Vigario n. 19, primeiro andar, ha
para vender superior relroi de primeira qualidade,
do fabricanteSiqueiralinhas de roriz e de-fiume-
ro, e fio porrele, ludo chegado pelo ollimo navio vin-
do do Porlb, e juntamente vinho superior^eitoria
em pequeos barris de dcimo. /
N 53 aterroda Boa-Vistan. 55.
POIRIER.
Acaba de fazer ama especie de venezianas com o
nome lores, de nova invencao para janellas. servem
de ornamento e tem a vantagem de impedir a cor-
renteza de ar nos aposentos e eolreler-lhe a frescura
necessaria. Podem igualmente servir para arma-
rens. Por om eugenhoso mechanismo sao muito
melhor do qoe as venezianas auligas. So com a
vista melhor se pode saber o quanto sao excellenles.
POIRIER.
ATERRO DA BOA-VISTA N. 55.
Vende-se um carro de quatro
rodas, novo, muito elegante e
leve, e de novo modelo: em
casa do Poirier. ^
Vendem-se no armazem n. 60, da raa da Ca-
deia do Recife, de llenry Gibson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por precos
mdicos.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinba de mandioca
em saccas que tem um alqueire, medida
velha por 5>000 reis : nos armazens ns.
5,5 e 7, e no armeera defronte da porta da
alandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes & Companhia na ruado Trapiche
n. 34, primeiro andar.
DEPOSITO DA FABRICA DE TODOS
OS SANTOS DA BAHA.
Vende-se em casa de N. O Bieber &
C, na ra da Cruz n. 4, algodao tran-
cado daquella fabrica muito proprio pa-
ra saceos de assucar e roupa para escra-
vos, por preco commodo,
Vendc-sa urna balinra, romana eom lodos *
seus pertences,em bom uso e de 2,000 libras : quem
pretender, dirija-se ra da Croe, armazem n. 4.
COGNAC VERDADE1RO.
Vende-se superior cognac, em garrafas, a 129000
a duzia, e 19280 a garrafa : na rpa dos Tanoeiros n.
2, primeiro andar, defroute do Trapiche Novo.
Chales de merino' de cores, de muito
bom goato.
Vendem-se na roa dn Crespo, loja da esquina que
valla para a cadeia.
ATTENCO.
Na ra do Trapiche n. 54, ha para
vender barris de ferro ermeticamente
fechados, proprios para deposito de fe-
ses ; estes barris sao os melhores que se
tem descoberto para este fim, por nb
exhalar em o menor elieiro, e apenas pe-
zam 16 libras; e custam o diminuto pre-
co de 4<000 rs. cada um.
Vende-se pipas, barris vazios e bar-
ricas- internadas: a tratar com Manoel
A Ivs Guerra Jnior, na ra do Trapiche,
n. 14. _
Potassa.
NA RA DO QUEIMADO lf. 40. ,
Heurqne & Sanios acaban de arrematar en) ksi-
13o grande porcAo de fazendas de seda, laa, linhs a
algodao, equerendo acabar,' avisan) ao publico, opa
se vendem por diminuto prero as fatendaa seguav
las, bem cerno oolras rouitas, e dao-se aa amostras
com penhor.
Cortes de cambraia de seda de babados, a
Corles de a de quadros,
Sedas de qoadros e lislrs, covado a
Adelinas de seda de qaadros, covado a
Alpacas de seda de qoadros, cavado a
Selim prelo Maco liso, covado a
Sarja preta lavrada, covado a,
Sarjs preta lisa eocorpada, covado a
Tafelu azul claro mofado, covado a
Chales, pretos de reros, a
Chales de seda de cor grandes, a
Mantas de seda para senhora, a
Lenros de seda de cor, grandes a
I.euros de seda de cor pequeos, a
Lencos de seda de cor para grvalas, a
Corles de colletes de seda com barra, a
Chales de merino bordados a seda, a
Chales de meriu com franja de'seda, a -
Chales de laa de cores, a
Corles de casemira preta fina, a
Corles de casemiras de corfioas, a
Corles de colletes de Ha, a
Panno prelo fino, a
Drelo prelo para panno, cavado a
Panno de varias cores fino, covado a -
. Merino prelodecordSoenfeslado, cavada a
Alpaca prela de lastre fina, covada a
Brim liso de puro liuho, peca a
A herluras finas de cor para camisas, a
Corles de colletes da foslflo finos, a 600
Cassas francezas de cores finas, vara a
Ganga ajurella de quadros clisa,covado a 240
Chitas DMieezas largas, covado a
Kisradosfrancezes muito largas, covado a
Lencos pequeos de cassa finos, a
Ricos vestidos de seda de quadras, corle a 149800
Vestidos de seda com loque de mofo, corte 129000
Nobreza furla-eores para vestidas, covado 11400
> b com loque de mofo, eovado 19100
Lencos de selim prelo maco a
Pulceiras de velludo prelas e d cor
Colletes de easemira pretos bordados, corta
Corles de eolletesde seda de cores a
Alpaca de cordao prela e de cores, aovada 540
Lenros de cambraia de li Ao a
I.uvas pretas de lorcal para sdnhora, a par
Cassas de core escocezas, covado
Madapolao fino com toque'de mofo, peca 39800
Lindas aas de quadros com 4 palmos de
largara, covado
A Boa lana.
Na roa do Qoeimado, dos quatro cantos, leja da
miudezas d boa fama n. 33, vendem-se os senaM*!*
objectos, ludo de muilo boas qoalidades e petos pas-
eos mencionados, a saber :
Penles de tartaruga para alar cabellos a
Dilos de alisar lambem de tartaruga
Ditos de marfim para alisar
Dilos de bfalo muilo linos 300 e__
Ditos imitando a tartaruga para'alar cabello 19900
Loques flnissimos a 29, 39 a 49009'
Lindas caitas para costara
Ditas para joias, muilo lindas a 001
I.uvas pretas de lorral e com borllas
Ditas de seda de cores e sem deleite
Lindas meias de seda de cures para eriaac,ag IJ800
Meias pintadas fio de Escocia para crianeas
Bandejas grandes e finas 39880149000
Tranca de seda de todas as cores a largaras a de bo-
nitos padrdes, filas finas lavradas e de tedas as lar-
guras e cores, bicos finissimos de linho de bonitos
padres e todas as largaras, lesooras as mais inas
que he possivel enconlrar-se e de todas as qoalida-
des, meias e luvas de todas as qualidadrs,' riqoitei-
mas franjas brancas e de cores com borlotas. prvpria
para cortinados, e alm de ludo islo oolras mailissi-
mas cousas lado de bons gastos e boas qaalfdades,
que vista do moito barato preco oao dallan de
agradar aos Srs. compradores. -
CORTES DE CASEHRAS
DE CORES ESCUBAS E CLARAS A 39000.
Vendem-se na roa do Crespo, leja da esqaiaa que
volta para a ra da Cadeia.
AOS SENIK ""^JflUtENflO,
Redundo ^^4G3/ton.~~k libra
Do arcanoWnnventjao do Dr. Eduar-
do Stolle 'em Berlin, empegado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem paita u melhorametitc
assucar, acha-se a venda, em latas d
libras, junto com o metliodo de i
ga-lo no idioma portuguez, eflA
N. O. Bieber & Companhia, na r
Cruz. n. 4.
?
4
' I
4L
:o iOposii
No antigo Uposilo da roa da Cadeia Velha, es-
criptorio n. 12, vende-se moito superior potassa da
Riissia, americana e do Rio de Janeiro, a procos ba-
ratos que lie para fechar conlas.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas- mu-
A boa fama
Na roa do Qoeimado nos quatro cantas, taja da
miudezas da boa fama n. 33, vendem-se ossegaintes
objectos pelos precos mencionados, e tuda da Mint-
i boas qoalidades, a saber :
Duzia de lezooras para costara a IJOOO
Duzia de penles para atar cabellos 19500
Peras com 11 viras de filalavrada sem defelolfSOO
Pares de meias brancas para senhora
Peras de fitas brancas de linho
Pe;as de bico estreile com 10 varas 560 a"
Carleirlnhss com 100 agulhis, sor li das
Maros de cordao para vestido
Caixas com clcheles balidos, francezes
Escovas finas para denles
Pulceiras encarnadas para menina* e
Linhas brancas de nvelos n. 50, 60, 70
Libras de linhas de cores de aovello
Crozas de botoes para carniza
Meadas de linhas finissimas para bordar
Meadas de linhas de peso
Carrileis de linhas finas de 200jardas
Crozas de botoes mnito finos para calcas
Caitas com 16 novelios de linhas de marrar
Duzia de dedaes para senhora
Suspensorios, o par
Macinhos de grampas
Caries de a'lfileles s
Caitinhas com brinqnedoa para meninos
Agulheiros moilo bonitos com agulhas
Torcidas para candieiro, n. 14
Caiiinhas com agulhas francezas
0
380
WO
0
SO
too
a
200
SO
160
Sicas para piano, violao e flauta, como Babadosabertosde lintiobiMados e lisos, a i20e24O
sejam, quadrilhas, valsas, rcdowas, scho-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, tem
venda a superior flanella para forro de sellins,
chegada recentemente da America. '
CHALES DE LAN E ALGODAO,
ES'ROS A800 RS. CADA ti.
Veodem-se na roa do Crespo loja di esquina que
volla para a ra da Cadeia.

"Deposito de vinho de cham-i
fiagne Chateau-Ay, primeira qua-/ ^
idade, de propriedade do condo; }
de Marcuil, ra da Cruz do Reji
cife n. 26: este vinho, o melhdr
de toda a Champagne
a 36*000 rs. oa- n\a, acha-se
nicamente em casa de L. Le-
comte Feron 4 Companhia. N.
B.As caixas sao marcadas a fo-
goConde de Marcuile os r-
tulos das garrafas sao azues.
de mato boaaqualidades, e qae se vende aaaHissi-
mo barate oesla bem conhecida toja da Boa fama
A boa fama
Deposito do chocolate francez, de urna
das mais acreditadas fabricas de Paris,
em casa de Victor Lasne, ra da Cruz
n. 27.
Eslra-saperior, pora baunilha. 19920
. Extra fino, baunilha.
Superior. 1J280
Quem coeoprar de 10 libras para cima, Um um
abate de 20 %: venda-se aos mesmos precos e coo-
diroes, eni casa do Sr. Barrelier, no aterro de Boa-
Vista n. 52.
Venda-se aro em cunheles de om quintal, por
prero moito commodo : no armazem de Me. Cal-
mont & Companhia, praca do Corpo Santn. 11.
Riscado de Iistras de corea, proprio
pai a palitos, calcase j aquetas, a 160
O covado.
Vende-se na roa do Crespo, loia da esquina qoe
volla para a cadeia.
Deposito de cal de Lisboa.
Na ra da Cadeia do Recife, loja n. 50, contina
a vender-se barris com superior cal virgem de Lia-
boa, por preco commodo.
Vende-se papel marfim pautado, a resma a tfOtO
Papel de peso paotado muilo superior, resma 3 HD
Dilo almajo sem ser paulada moito bem MO
Peanas finissimas bico de lance, greta 1)800
Dilas moilo boas, groza 640
Canivetes finos de 2 e 3 foluet, a 240 e 400
Lapis finos envernisados, dola 130
Dilos sem ser envernisados, doria 80
Canelas de marfim muilo bonitas 320
Capachos pintados para salas 00
Rngalas dejunco com boa i los casidas
Oeulos de armario acu, toda* as graduaros
Ditos de dilos de melal brartca. 400
Lonetas com armacan de tartaruga I9OOO
Dilas de dila de bfalo 500
Carleiras para algibeira, soperioras 600
Kivellas dourades para calca a colletes .100
Esporas finas de melal; o par 800 e 19000
Traocelios pretos de borraxa para relogios 100 4160
Tioleiros a areeiros de porcelana, o par 500
Caixas riquissimas para rap a 640 I9OOO a 150f)
Carleiras proprias para viagem 33500
roncadores de Jacaranda com bom espelbo
Cheruleiras de diversas qoalidades IB^
Meias u> laia moito superior para padrea 29080
Escovas finissimas para cabellos a roapa, navaibas
i'inissimas para barba, luvas de seda de todas a< co-
res, meies pintadas e croas de moilo boas qaalida-
des, bengalas muilo finas, lima encarnada a aaol
propria para riicar livros. Alm de lodo uta outras
muilissmas cousas tudo de muilo boas qaelklade,
e qoe sa vendem mais barato do que em eolra qaae-
quer parle : na ra do Queimado nos quatro canta
us bem couhecida loja '
n. 33.
de miuiiCfM da toa fama
ESCRAVOS FGIDOS.
-^H ~
Desappareceu a 13 do correle, Joan *, de
ra(o Cassaoge, representa ler 40 annos. a a re-
snlar, algema coosa cliea do carpo, crlt tabel-
lo aparado ealgons brancos, com carne soba
nariz chalo, falla de alguna denles dos Mi
pequeos e murchos, nedegas empinadas para Iras
Um algomas cicatrizes de relho as roste,
mas sarnas pelo corpo, am lobinlio oa-cMw 1 oo
biaro ao p da mao, e lem om p mais grasas
vno vestido de chita prelo bstenla osado, panno
fino velho, quando foge lem por costura* andar pe-
los arrabaldes desta pra;a : qualquer pessoa poda-
r pegar e levar a seo seohor Domingos da Silva
Campos, raa das Crines n. 40, que recompensara
PISRN.: TTP. DB M. F. DE FaRIA. A855.



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