Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00622


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Full Text
ANNO XXXI. N. 192.
Por S meses adiantados 4,000.
Por 3 /neies vencidos 4,500.
4
DIARIO DE
-ao
NCAHRBOADDS DA SUBSCRIPCA'O-
Recie, o proprietario M. F. de Faria ; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Jon Pereira Marlins; Baha, n Sr. D-
Honrad; Macei, o Senhor Claudino Falcan Dias:
Jparahiba o Senhor Gerva/io Viclor ta Nalivi
dtjUe ; NaUl, o Sr.Joaqun) Ignacio Pereira Jnior;
aty, o Sr.'Antonio de Lemus Braga; Cear, o Sr.
aim Jos deOliveira; Maranhao o Sr. Joa-
Marques Rodrigues ; Piauhy, o Sr. Domingos
tolano Ackiles Pessoa Ceareoce; Para, oSr. Jus-
f i. Ramos ; Amazonas, o Sr. Jeronymo da Cosa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 1/2.
Pars, 355 rs. por f.
< Lisboa, 98 a 100 por 100.
c Rio de Janeiro, 1 1/2 por 0/0 de rebate.
Aceoes do banco 30 0/0 de premio.
da companhia de Bberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Diseonio de letlras de 8 a 9 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oneas hespanholas- 29*000
Modas de 69400 velhas. 169000
de 69400 novas. 169000
> de 48000. 99000
Prata.Pataroes brasileiros. 1*940
Pesos columnarios, 1*940
mexicanos..... 19860
TERCA FEIM2I DE AGOSTO OE 1855.

Por anno adtantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
RNAMBCO
PARTIDA DOS CORR
Oiinda, lodos os dias
Caruar, Bonito e Garanbuns no
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex eOur
Goianna e Parahiba, segundas e
Victoria e Natal, as quintas-fei
PRF.AMAR DE 11
Primeir as ll horas 42 minutos
Segunda as 12 horas 6 minutos
paute ornciii.
GOBOttANDO DAS ARMAS.
tsjVaarttl-a; aoral eoetnanado arme da
Ptruatk. ata da** do Rclf, a 19 de
Huta 1SJM.
ORDBM DO DA N. 99.
O laarechal de campo, eonimandanle das armas,
por occasiao de emillir o sea joizo acerca das olli-
eiae, sargentos e cadetes dos rorpos do ejercito es-
taciouados neata provincia, na informacOe. da con-
dsada relativas ao primeiro semestre do crranle an-
da, depara* cem alguma irreinlaridaaV, e rnesmo
'taaiaaa. convindo que as futuras nformacoesie-
jan confeccionadas etn harmona coro ae explica-
;e mandadas observar por aviso do minate rio da
guerra de 10 de Janeiro de 1851, e_mai* ditpotice
an vigor, passa a mencionar ensas omi-ses e irregu-
laridades, eom as observado que julgou a proposi-
to fazer, em ordem a tana-las.
Onarto bttalltfo de ar ilharia a p.
O rotulo das informaste de conduela deveria de-
laigaar baielhao a que partencia.
' A relaefo de antlguidade dos oflicars, que deve-
iria estar ligada as nforraacoes, achava-s* separada
Has.
O ofliciaes nao estavam enllocados na ordem em
que devetiam estar, visto como o ajadanle e o quar-
el-me.lre precediam os capitiies Ca.l ofricial deve
atar na ana respectiva ciaste por ordem de anli-
Uaidada.
Os aargeulos (ambem nao se achavam ilevidimen-
I* i utliad. Esles, assim como as cadtles, sem dn-
lificclo de ciaste, tmenle se precedem por auligui-
dade, de maneira que, te o targenlo-ajadaole for
nsaia moderno do qae om seguiKio-sai sent, .era na
lafocmacao eollocado abaixo deste. O* ataentamen-
lea dos omciaes nao estavam cmplelos, inclusive os
ileajor.
Nao he licito ao commandanle deixar de ajuizar
lo oflicial, sargento ou cadete, sb o pretexto de se
fichar fra do corpo por algem lempo.
Na ebtervacet dot sargenta e cadelet ae deve-
lia bar mencionado ai habilitares que tveue'm no
enlldo do artigo 28 do rxgalaiaenlo de 31 de marco
I* 1831, e na dos cadetes, alero deatn circunstancia,
i de tervn en nao failo o tervii.o de inferior, sirgen-
tlando companhia, bem ou mal, e porque lempo.
Qeeedo algum oflicial, tarieato ou cudele. du-
ran** ttajtslre, for excitado do corpo, campre,
i ido abtanle. inciu-4 as infuetaacOe, mencionan-
ikt-te na observado ene destino, te por pastasem,
(Umreo, ralledtMBle. le.
Segando batalbao da ntanlaiia.
A Mita da tnfarata$te relativa ao coateaeodanle
earaarte lar tido datad* e attigaada. O asseotamen-
lat de diveroo ofliciaes te achyaram inaotnptelne.
Ottanjeotos e cadetes oto lavatn collocadoa em
leua davWat lagar per aotifaudnde.
i Nono btlajatli. da f.nlina,
A aaiaraUdide dea afciaes, sargentos e cadelet
ii*o M laucada rtgalartneale mts informado, de-
' i principiar-se por eacrcaar-et a Iretnaxia onde
s-aaacea, para depot mencionar te a pro-
liva.
? dn folia das iafariatija. de alfae* ofi-
i a pelawa ifntl > na datet
Unida por uro pespitate Mapaeriaantal
U da aeras Maaoel de tiataaia do Nat-
t. deveria ao rjame de sai ijtaalaa n a poeto
" m; iite ae, deria-*i leeeacrfaV (Mito do
. a raevni oraittto asilen na t1iar>) do le-
Itdo Candido I al Pefaaira.
t-at/ilai alleiaet addides deve-te sam-
- [irrleflctfa, odoeat
moro dos sargentos e
i q.ue lhes tft cor res-
oram collocados regu-
ridade, e da honra e disciplina militar, de ler o pjlt
de direilo da 2.* vara crime da capital, feilo direc-
tamente ao commandanle do Porte do Castello re-
quisi(ao para remellar soa presenta oalTeresda ex-
lincla 2. linha Antonio Pereira da Silveira Frade,
qae fra recolhido preso ao dito forte, por ordem do
delegado de polica e Ihe requerera habens-corpus.
l-oi servido o tnesmo uiguslo senhor, depos de
oovido o parecer do conselho supremo militar exa-
rado em consulla de 28 de novembro do dito anno,
resolver nos teguinlcs termos, de que dou conheci-
raenlo V. Exc. parn firmar regra ein caaos seme-
Ihantea bem do tervico.
l.'Que os offlciaet da 1. on ex linda 2. li-
nha, cujas pritOes, mesmo por ordem de aulorida-
de civil nos casos em que estas podem ordena-las,
nao ilevem ser se nao em fortalezas ou qnarteis con-
forme a provisto de 19 de agotln de 1837 e viso de
29 do dito mez o anno, ficam nestes casos disposi-
cao da auloridade qae ordenar n prisao ; e o cotn-
mandnnte do fortaleza on quarlel dever cumprir
as requisi(Ses qae para a soltura ou apresentarao
do preso receber da roesma autoridade ; eamprindo
que as requi>i<;Ses sejam feitas por meo de officios
rogatorios.
2. Que a anloridade jndiciara se dirija por ignal
mel aos couimandanles das armas, quaodo precisar
do oflicial para alguma inquiri^ao on acto judicial.
'" Que, nos casos da concessAo de tiabeatcorput,
quando se tratar de rcot militares.seja pontualmenle
cumprido sempre o dispotto no aviso do ministerio
da jnslica de 12 de Janeiro de 18U.
E atsim V. Etc. ara devidamenle constar e com-
prir.
Dos guarde a" V. Exc. Mrquez de Caxias.
Sr. presidenle da provincia de Pernambuco.
Jote Joaqun Coelho.
Conforme.- Candido Leal Ferrtira, ajadanle de
ordeos encarregadodo detalhe.
I'odero ser procuradas na secretaria militar as es-
cusas das' pravas abaiio mencionadas, as quaes de-
vem substituir as qae provisoriamente receberam na
corle, na occasiao que embarcaran] para esta pro-
vincia.
Soldado, Joaquim Jos de Sant'-Anna.
Francisco Jos de Sant'-Anna.
b Jaatino l.uiz Jote da Frauce.
Joto Maximiano Hispo.
* Manee I Pereira de Souza.
b Jos Bernardo da Silva.
Komao Gomes.
Secretaria do commando dat armas de Perifambu-
6o em 18 de agoste de 1835. O secretario.
Fraacitco Cometi Peuoa a> Laceria.
ERRATA.
Na nrdem do da do quarlel general tob n- 98, o-
certa no Diaria de Pernambneo a. iM na penlti-
ma linha, em lagar deprecisa lera-teprevia.
EXTERIOR.
tetttlrdo.
OatarVa^at1
deles, qu>
pondeotes no livro i
Ot sargentos e cade
laTBMnte, por ordem de n uidade.
Uecmo batalbao de infaolaria.
Contra a regra foram os ofliciaes addidos colloca-
t"e depeit dos sargentos do corpo, e anda ntais col-
ram-se ctpitet e om majer graduado, depos
doe ajferes tambera addidos.
i itrsntos e cadetes uSo eslavam contemplados
nal hiforniafoes por ordem de r nlisudade.
Na be fufficieole dizer-te que a conducta civil
da offtrial, sargento ou cadete he ma ou irregular ;
convem declarar a causa ou o defelo.
O marechal de campo, commandanle das armas,
alera deatas o.btervacOes, recomneoda que as infor-
et sajara imprestas em bom papel, para que se
ta eserlptnrar com aceio: ot*ervou atsumas, cn-
laael embeba, e por isso a rscripluracio ae lor-
iiou defeituosa.
Reeommenda igualmente, que se nao lance nat
ifotroacoes estultos preparatorios u acadmicos,
mqueeslejam legalitados con documentos. Ile-
eomnMnrla, finalmente, que a entrega dat infrma-
le de conduela teja feila no qoarlel-general nos
ll 5 de Janeiro e julho de cada anno, no qoe nao
li inconveniente ; por isso que se podem apromplar
nos rueies de dezembro e junho.
Joitl Joaquim Coelho.
Conforme. Candido Leal f'etreira, ajadanle de
ordena encarregado do detalhe.
-20-
OBDEM 1)0 DA N. 100.
O marechal de campo commandanle das armas,
faz pablico para conhecimenlo da guarnidlo e flns
convenientei. os avisos expedidos pelo ministerio
do* negocios da guerra a 16 $Vffxo transfriplos, os quaes Ihe foram por copia
tiansmillidut pela presidencia dista provincia na d-
til de 17 do correle.
Rio de Janeiro. Ministerio don nejocios da gnerra
em 16 de julho de 1833.Illm. cJSsm. Sr.S. M.
o Imperador manda declarar V.Exc. qne, gozando
nioniiaes reformados da guara nacional as mes-
ts honrase privilegios qae corr petem aos efTeclivos
arda, nenhuma dmida ha para que os
elles potsam er r;conhecidos cadeles
na que san os deslc*; e assim ficii
o tea offlcio n. 186 de 30 de abril rindo,
sil toa decisao do governo imperial, .i duvi-
eve o ronseihd de ^irejeo nomeado para
nabreza que pretende provar o soldado
linio de infamara Antonio de Paula Ca-
Almelda, como lilho do coronel de legiSo
lo da etliocla guarda nacional dn munici-
pio toS. Anian, Tlhorlino Pin'o de Almeida.
M gaarde V. Exc Maiquez de Caxias.
Str tjrtafdarUe da provinciaVe Pernambneo.
Circular.Rio de Janeiro Ministerio dos negocios
da gaarra em 17 de julho de 1433.illm. e Exro.
Sr. Tendo obido a preseiija de S. M. o Impera-
dor ora offlcio do presidentCo Para, datado de 15
di fevereiro de 1833, sol o. 28 acompanhado do que
ao mesmo presdeme dirigir o commandanle das
armas interino da dila provincia, versando tolire o
f*5to, que este considerara alten latorio de soa aulo-

QtiESTO'ES PARA SBJJEM EXAMINADAS.
IV.
O grtale erro dos puMtettUa do scalo de/.esele
a mesmo do seclo dezoilo auntble em terem con-
fundido o estado com a nadooalidade, de torta qoe
o direilo dat genles se (em tornado a lei, nao dot
pavas, purera dos goreroos. He itto o qae tem fai-
teado a ciencia poltica ; he esta a razao porqee ot
tratados eteriplot com a upada do. vencedores, lem
reunido toda o torte de elementos refractarios, sem
la{e cornial de territorio, de lingua, de cotlumes
axdVlBiii>ju la nat it| ana aamai Veiwzaa ili-
Ho na Austria, os Polacos na Prussia, na Austria e
na Russia ; os Servios, ot Valaquiot e os Kouma-
nios na Turqua ; he por itto que vimos um decre-
to de 17 de maio de 1809 reunir Franca os Esta-
dos Romanos, e um senalus-contullus de 13 de de-
zembro de 1810 declarar que a Hollanda, as cidades
hausealicas, o I.anenbourg, todos os paizes situado)
enlre o mar do Norte e urna linha lirada desde o
confluente do l.ippe no Rheno at a Hallaren, de
Halteren a Erna, de Ems ao confluente do Yerra no
Weser.e de Slobzenau sobre o Elba.acima do con-
fluente do Sleckanilz.fariam parle integrante do ter-
ritorio fraocez. Roma e l.ubech membros do met-
mo corpo I Qoe estabeiidade pode ler o.na poltica
eslabelecida sobre liet bases! Como pdderemos esperar
que lerminem as agilac/ies e perlarbac^et da Euro-
pa, em quaalo a diplomacia nao liver principios
man conformes com a verdade histrica e com a
natureza das cousat 1
A revolara franceza mudou o ltalo da sobera-
na, considerada em saas applic^ces poltica in-
terna ; as tlieorias do despotismo se eccollam nos
livrus, que a< nao leem mais, e ot defensores do di-
reilo divino, considerados como ridculos, nao com-
promellem man sentn o partido que tem a desgra-
sa de ot ter pur orgaos. A mesma mudanra deve
operar-se no direilo internacional, esta parle da
sciencia nao pode estar por moito lempo em desac-
cordo com a socodade moderna ; al aqu ella nao
tem lido em vista seno os governos ; convin que-
so oceupe lambem dos governados, que desea do ca-
rne do edificio bate, do Estado nacionalidad?.
A historia onde vemos o antagonismo permanen-
te do principio do Eslado e do principio da nacio-
nalidades moslra-nos o Estado, crea cao artificial da
diplomacia, variando como os aconlecimentos, ven-
cido pelas revolur,es, reprimido pela conquista ;
em qnanto.que a nacionalidade desafia todas ai em-
prezas, desanmia todas as opressOes, sobrevive a
lodos os calaclymas.
Alexandre. senhor de lodos os paixes, que se es-
tendem da l.yhia ao lodus, quer formar um so po-
vo de cem nacen differenles em lingua, em coslu-
mes, em iradirnes. Esla obra luuc desapparece
com elle ; os povos conquistados reastamem sua in-
dependencia, aperar da tuperiordade da reaccao
grega.
Os Romanos sao anda mais forles e sobretodo
mais habis. Soa historia, assim como o dissemos
offerece o exemplo da mais rormidavel lenlalva,
que te lenha feilo contra as nacionalidades, porque
elles disfacam sempre a opprestao com apparencias
dejosli(a, de autoridade das leis, procuran] ah to-
das as combinafcies de urna poltica, quesera um
eterno astuuiplo de estudo e de admiracao. Elles
deixaoi no vencido sua religiSo. saas lei, teus cot-
lumes ; nao importa. Os opprimidos vingam-se do
"oppressor corrompendo-o, e mais tarde, quaodo a
corrupcao o lem enfraquecido, allrahndo para o
imperio os barbaros que o cobrem de ruinas.
A hbilidade dos Romanos linha retardado a que-
da do imperio, a furca brutal nao resisti por muilo
lempo a aceito dts nacionalidades, qoe parecam
ler-se ab)smado na invaso, e cuja vitalidade, pelo
contrario, aao mostroa-te jamis de urna maneira
moito brilliafete. Os vencedores tomaram os coatu-
mes, as leis, a lingua, a religiSo dos vencidos ; he
esla a orgem da nova civilisacAo Europa.
fOLEETIl.
(I MATADOR DE TIGRES.
Par Paula Fe-ral.
(*)
Os majores conquistadores, une o mundo tem vis-
to desde os Romanos, Carlos Magno, Carlos Qoinlo,
Luis XIV e Napoleao foram locados da meima im-
potencia. Elles empregaram inutilmenlra contra as
nacionalidades lodos os recursos, qae o genio nju-
dado da fortuna e de orna hbil diplomacia, pode
encontrar na conquista, na religiao, no poder abso-
luto, nos artificios do equilibrio.
Por occasiao da morte de Carlos Magno as nadies
violentamente anidas, reastamem a sua indepen-
dencia ; l.uiz XIV morre deitando a Franca em-
pobrecida, despovoada, as mu Hieres cultivando a
Ierra, as financas arruinadas, mais de qnalro mi-
niares de milhoes de dividas e urna paz imposta por
seus mnimos. >,\pnieAo reuni em anas maos os
retios do imperio da Carlos Magno, eelendeu o im-
perio fraocez do Bltico ao Uarigliano, do Adriali-
tico ao Ocano ; deu-lhe 130 departamentos, 42
nilhues de habitantes ; por si, por sua familia, ou
por seus ajudantes, governoo 86 milhoes de (to-
men* ,- uas ordena execotaram-se ero nm espace,
que comprehendia 19 graos de lalitude e 30 de lon-
gilude ; jqoebroo os sceptros ; calcou aos pea as na-
toes, e suecumbio ; em um detlet momentos, em
que julgava a toa ohra. quasi com a imparcialidade
da historia, deixa escapar estas palavras : A Eu-
ropa nao ficar tranqtiillia, em quanlo cada nadio
nao tiver seus limites naturacs. Depos de iguaes
ejemplos, depos de ama lal confisso, quem ousaria
negar a legilimidade e n fon; i indeslraclvel das
nacionalidades ; que governo podera crer em sua
eslabilidade, emquanlo honver na Europa ama na-
cao opprimida ?
Os discpulosd'Anacharsis, Clools, ailarlos, uti-
litarios, cosmopolilas, sonham para seas principios o
que Carlos V tonhava para a monarchia, e Grego-
rio VII para o papado ; ellesacrifican! um dos ele-
mentos eternos da sociedade ; a iiidividualidade
humana, e as iustilui^oes de liberdade anda taomal
firmadas, posto que tao penivelmente conquistadas.
Elles pensam que as linguas, as tradiees, ns cos-
tumet, as lendencaa particulares teparam os povos
e contrariara o Irabalho da civilisacao, o qoe he om
erro capital.
hsles elementos diversos dislnguem os povos en-
tre si, mas nao os separam. Est provada hislori-
camenle, qae cada povo lem sea papel particular
que deeempenhar, seus recursos proprios. toa apli-
dao, sua pagina a escrever nos annaet do mundo,
tua parle de trahalho, de dor, de gloria.
Oppoe-se v ahumandade individualidade e
n nacionalidade ; no que ha grande erro. Estas
Ires Ipalavras, longe de excluirem-se, complelam-
se ama pela oulra ; sao os termos do mesmo proble-
ma ; e d isso tmenle resulla qae, e o fim he o mes-
mo, as funec/ies sao diversas ; considerado impor-
tante que recommeudamos .-i atteocao dos cosmo-
politas.
Porque os hornens tem por toda a parte o mesmo
sol, porque respirara o mesmo ar, porque lem os
maatnot orgioa, porque dovem gozar dos mesmos di-
relos, conclue-te, que as nacionalidades sio um a-
buto de nasetmento, um privilegio,como a nobreza ;
qoe o amar da patria lie om egoismo. e por conse-
qaencia, que a patria nao tem mala direitos s no<-
saa afleiedet, a nossa dedicacao, a nostos sacrificios,
do qoe qualqaer um oulro paiz. Nesle bello ideal
da civili.acao, t razio he substituida pelo tenlimen-
lo, a ollidade pela moral, e como, depois de ludo,
he necesttrio cliegar aos fado, e concluir, chega-se
neaestaramente a proclamar urna repblica univer-
sal. Para esta repblica he neceaaario om governo
central. Onde etlabeleee-lo. A escolha do logar
he fcil. A Europa he a ranha do mundo., A
Kranc;i he a ranha a Europa. Pars he o co-
raacao da Franca, Pars, poi>, lem o direilo; o
[ui-sado poltico e social do mundo. Nt na venamos. Ha vnte annos, ha longo lempo que ou-
vimos e lemo estas renovadas exagerac,oes da argu-
inentacao de Themislocles.
Como podera patria parecer urna esphera mai
limitada a aclividade e ao espirito de um homem
poltico, emquanlo qoe as mais gloriosas nacionali-
dades sao violadas, emqaaoio qae ha paizts onde
o livre dcscnvnlviniente des povos esla ubmettldo
igualdade do knoul. onde ae eipia o amor da pa-
tria e da independencia, pela prisao, exilio, depor-
tadlo ou cadafalco '.'
lie conhecer mal a nossa poca e o curso natural
das coasas, pretender regenerar a lotalidade dot ho-
rnens antes de ler constituido as nacionalidades so-
bre ai bases que Ihe sao propras. Atacar o prin-
cipio das nacionalidades, he suffoear um dos mais
bellos senlimenlos, falsear a natureza humana, que-
brar as maos dot povos o instrumento da civili-
sacao.
Quando o cosmopolitismo pretende que o amor
da patria he Um egoismo, empresta tua. qaalidadet
aos outros. O egoismo no que tem de mais funesto
he representado por estj_.diva cosmopolita : Ubi
oeth, ubi patria ; divisa esaencialmente ftvoravel
ao nespotsmo, porqne elle entrega os povos apa-
thia, os coracoes insensibilidade, os espirito ao
indiuerentiamo. He esla a orgem do dilo de Rous-
seau : o Tel n'aime les Tarlares que pour se dis-
penser d'aimer son voisin ; Moliere lambem da-
se: a l.'.mii du genre humain o'ett pas dn tout raon
Tail. b
O principio da nacionalidade nvolve a proleccao
e ioviolabilidade iguaes de lodat as nadies, de mo-
do que nao he possivel violar urna sem ameacar to-
das as oulrat. A Prttte exige todas as liberdade*
sem obstculo., pela razao, encllenle para nos, de
qoe ellas te limilarao mutuamente, e que dabj re-
sultar a coexistencia e o accordo da liberdade de
lodos os homem. Em virtude do mesmo principio
e em nomo da lgica, desojamos a coexistencia, e o
accordo d.-.s nacionalidades livres de todos a povos,
e desojaramos saber sobre qae principio anterior e
superior se fundam os cosmopolilas para repllir es-
te desejo.
O principio da nacionalidade, diz M. Mancini, se
recommenda pela soa simpllcidade ; e na verdade
diz com razao,porque esla simplicidade he admiravel.
Com este principio, a lei suprema do direilo das
genles repousa sobre um faci, cauta limite de lo-
dos os oulros. Nesle svstema, a nacionalidade he
sempre o objeclo do direilo das gentes.e a applicarao
deste principio contlitoe eeu ataomplo e tua male-
ri. Cada nacionalidade lem ten limite natural e
sua garanta no respeito e independencia dos .ou-
tros. E se os cosmopolitas refteclirem nisso verao
qae neste svstema, o desenvolvimento livre, comple-
lo e harmnico das nacionalidadescondoz justamen-
te ao que Vico chama a a hamaoidade das nacoes. n
Que mais deaejam elles. *
Os cosmopolilas, em geral, sio utilitarios, patarra
esta tao deaagradavel de escrever-se como de pro-
nunciar-te. Porem em fim, utilitarios, ja que exis-
lem utlilarios, porque repeliera elles nacionali-
dade, esla forma natural e viva da utilidade de ca-
da povo ? E se, como estamos convencidos, elle*
nao querem separar a utilidade da eonsciencia e da
juslisa, islohe da moral, como nao reconhecem elles
as nacionalidades ama destas propriedades esttn-
ciaes e eternas da natareza humana,
va e fecunda de ideas, de senliment
c om mu ns, de serviros mutuos,
physica e geographica e prinripalm
urna garanta para a liberdade '.' I
estado presente da Europa.
1 el5
, a 13 e 2
j-feiras
manlia
larde
AUDIENCIAS.
|Tribunal do Commercio, segundase quintas-feiras I
Relarjo, lerijas-feiras e sabkados
Fazenda, quarias e sabbados s 10 horas
Ju do commercio, segundas as 10 horas e as
quintas ao meio-dia.
| Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas
11* vara do civel, segundas e sextas ao meio da
2* vara do eivel, quarlas e sabbados ao meio di |
EPIIEMERIDES. 1 DAS DA SEMANA.
Agosto 4 Quartominguanteas 7 boras 1 mi- 20 Segunda. S.Bernardo ab. dontor da igreja.
uto e 42 segundos da tarde. 21 Terca. S. Joana Francisca Romana viu.
* 12 La nova as 4 horas, 32minutos e 22 Quarta.Ss. Anihuza e Gathonica-mm.
44 segundos da tarde. 23 (Quinta. S. Filippe Benicio ; S. Daviana.
a %0 Quartocrescente as 5 horas, 3 mi- 24 Sexta. S. Barihplomco ap. ;' S. Proiolomeo.
utos e 45 segundos da tarde. 2i Sabbado. S. Luiz re de Franca f.
27 La cheia a 1 hora, e 3i segn- 26 Domingo. 13." Sagrado Goracao da SS. Yir-
dos da Urde. % izem Mai de Dos ; S. Zeferino p. m.
fonle v-
relacftes
leessdade
imS base,
leva ao
Inste.)
IIERIOR,
XVII
O tpleen.
O lempo estiva fro e earregado, o fumo das cha-
mine a vapor mislurava-se com a nevoa, a temea-
v de manchas pretaa os semblan .es tristes dos que
pastavam. Viam-se comoatravez de urna nuvem as
eawaagens cuidadosamente fechada, e t voz ronca
dos conductores de mnibus pareca cahir do co.
No faodp dat lojat aeceodia-ae o gaz, embora fotte
mi'to-dia.
I^oodre inleira eslava envolli em ten mani de
"M nevo, cujas dobras sacodem os lgubres diabrelea
1 dn tpleen.
lniaoacorda a genle com o coraran fechado como
k. m titete commellido algum crime na noile prece-
fV denle ; a cabes esl pesada e o ra, a garganta a-
pertadi Impede a passagem da respirarlo. Alravez !
dan vidracat o nevoeiro pnrece urna morlalha.
L'im ontras parles a phantasia lem delicias, e o
opio dot soohos evoca phanlasmiit graciosos; aqui
ha eenfado .inislro e deslenlo inervado. A alma
coilrahe-te envenenada por este luido lerrivel que
inipirea nt ttoiiet de Young, e Untas oulras decla-
mirje indigestas. Um crep desee sobre o espirito,
o oervo ptico ptralysa-se, e v ludo preto. Somos
I'iglezes, tamos a doenca da alegr: Inglaterra, e et-
treraecerau da prazer pensando ([ue tomos senho-
rMde cortar o petcoco, on de fazer tallar ot milo.
" perigota para a paz do mando ett afio do-
eate de ipfeen. Tm desejos de mnlher grvida :
iier 'ada o qDa outros postuem. Toma um dia a
Manda para distrthir-t de urna nxaqoeca detes_
pirada, no oulro dia Gibrillar, no oulro Terra-No.
/
'} Tiaa o Mario o. 1l.
vi; depois precisa da, India e deseo Ihesouros ex-
traordinario j das mais bellas Anlilhas, da lha de
r ranea, patsando para ir conquistar a immenta O-
ceimai; Malla, e o Archlpelago aqui, as Philippi-
naa all, e at o rochado longinqoo, prisao e tmulo
que chama-te Santa Helena 1
Era urna sala octogna, que forraava o interior de
uro pavilhao anuexo casa do commodore. Para na-
da fazer como os oulros Roberto Davidson mandara
ten armador tirar um eaboso do pavilhao de cicada
do visconde do Uouro.
Era nm aposenlo maito original na boa aceepcAo
da palnvra ; o luxo ah linha um sabor verdadera-
mente britnico; as estampas coloridas segundo a
moda adoptada para osassumpios doiur/(l)e do
ring, 2) representavam corridas e teenat de pugila-
to, hi via-se tambera o eterno Fox-Hunling com
seut genllemans de casacas encarnadas, e seas pi-
cadores a cavado tocando clarina com a mo sobre a
auca. O relralo de Paratl'lipipedo de grandeza na-
tural oceupava om lado da sala. De (odas as partes
peudiam Iropheos de tpotl, ehicoles cruzados debat-
i de capacetes do jockey*, mascaras, larvas, o cintos
de jogadores de murros.
Chrislian eslava sozinhn netentado junio de urna
mesa, e tendo a cabera enlre at maot; seu semblan-
te exprima o deslenlo mai profundo.
A chova acor, lava as vidraras, e o vento norte ia-
zia os caixilhos gemerem como nos campos.
A casa do commodore era tunada no fim de Vorck-
Terraee, e linha vlsl par o parque do Kegeni. Es-
te bello parqoes de Londres, lao piltoretcot e tao
vivos nos raros sorrisos do sol de verao, tomam um
aspecto lugabro quando o co de invern calende
sen mani escuro sobre os bosques desfolhadot. He
ootro adorno para a cidnde melanclica ; maa um
adorno sombro e severo como o enfeile de azevi-
che que o oso perrnitte.a* viuvas.
O olhar de Chrislian dirigia-te lambem ao par-
que, cuja paizagem distingua vagamente alravez dat
vidrac.it escurecidas. Tinha aceitado a hospilalidi-
de do commodore para evitar a perseguido do bom
Saunders de Newcatlle, o qoal jurara que' esse caaa-
(1) Campo onde apos!am-e ctrreiraa a cavado.
(2) Espado que rodea ot jogadoras de morro.
RIO DE JANEIRO.
SENADO. : i
DU 13 a lalha da It*4.
Lida e approvada a acia anlecedento|-se o se-
guinle expediente.
Um offlcio do Sr. ministro da jaslifa, jiiirlicipan-
do que tendo finalisado na cmara das depulados a
dicossao do ornamento da repartieran a a;u cargo,
acha-se prompto para comparecer seasti para que
foi convidado no dia e hora que Ihe fnrlclesigmido.
Fica o senado inleirado.
Oulro do 1. secrelario.da cmara ddh depulados,
participando que a mesma cmara mo atpprovou al-
guna dos arligos addilivos do senado a*rtoliM;Ao que
concede loteras a santa casa da Misericordia, expos-
tut, e hoepital dos Lazaros da cidade da Cuyaba.
Fica o senado inteirando.
O Sr. I). Manuel participa qae nao eoriparccc a
alguma* sesses do senado por motivo de mole-lia.
Fica o senada inleirado.
ORDEM DO DIA.
He sem debate approvado em 1." litcus.flo para
psar a 2." o parecer e retolur;ao da cam tismIii legislaro, aulorisando a irmandade da lauta caa da
Misericordia da cidade de Kezende par poder pos-
sair o edificio em qae tem o se hospital, c- ns terre-
nos annexot qae Ihe foram doados, e igualmente ou-
lros bens de mz al o valor de rO:0O0VMl).
En ira em 1.a dsensfio a prnpusicad menmara dos
depulados determinando qne as Ierra* ap lndiosle
aldeas ou mi.-oes exlioclas, sejam eef poradas ao
patrimonio das cmaras dos respectivos {municipios.
He apoiado e approvado o segainte rtjqu :rniulo:
i Requeiro que a proposirao va a cctairiissao de
fazenda para examina-la antlenlaroenkk.llaptista
de Oliteira. i
He approvada em 1. disrussao a prpnicao da
mesma cmara, aulorisando o governo ti indemnisar
a propriedade do ler/eno em que esto eaaucado o co-
milerio inglez, no lugar Sanio-Amaro, a* provincia
de Pernamboco.
Entra logo em 2." ditcuasao a dila propu-irio.
He apoiado e approvado o teguinle requeri-
mentu :
Itcqneiro que a prsenle retoludld'W commis-
sao de fizenda para dar o seo parecer .-Dantas.
Sao approvados sem debate em 1." djtcussao, para
passar a 2. o parecer da coinmissao de constituidlo
iiidefirindo o requerimenlo de Manuel Yeira Cou-
timlio Guimaraes, pedindo naluralsar-sii cidadao
brasileiro ; e em l.e 2. discussao para passar a 3.
b projeclo de resolucao da cmara dos depulados ap-
provando a pen-Ao concedida ao marinheii-o Jaciu-
tho Caldoso dos Santos. *
Entra em l.adiscusso a proposla do poder exe-
calivo e emendas da cmara dos depurados astori-
sandn o governo a pagar a* presas da gerra da in-
dependencia e do Rio da Prata.
He appoiado o segainte requerimenlo :
Requeiro qoe te convide o ministro respectivo
para asistir i discussSedesta proposla do gcvcrmi.
SilrHra da Molla, a
O Sr. Vitcoude de Abaet observe, qne,oaninislros
tem dtreita petrt. M da aaa^HsHf*- Je mkUIU s.ubmettendi) estas consideractSet i
discussao ilas propostas ; em vista do que o Sr. Sil- reunidas, lhes poja que interponham
veira da Molla retira o seu requerimenlo ; n o sena-
do, sendo consultado, decide ua coufurmiinde das
nb*ervaroe* do Sr. visconde de Abaele.
O Sr. marquez de Paran participa haver falleci-
do o Sr. senador,visconde de Carnvellas ; e sio sor-
teados para a depotadio queteve ssistr ac seu en-
terro os Sr. Miranda, visconde de Marangaape, mar-
quez de Ilanhaem, visconde de Jequilinhonha, vis-
conde de Abael e visconde de Alboqnerqoe.
Esgolada a materia da ordem dn dia, o Sr. presi-
dente da para a da segainte tessao a 3." discussao das
proposioAe* da cmara dos depulados aulorisando o
governo, ama a conceder carta de naloralsacao de
cidadao brasileiro a Joaquim Jos lavares e a ou
tro eatrangeiros, e oalra' a conceder
licenra com lodos os vencimenlo*
dad de Medicina do Rio de Janeiro;
Jos da Silva ; e a 1.a discussao da proponadlo da
mesma cmara approvandn a pensiio concedida ao
guarda nacional Honerio Jos Nogneir.i, e levanta-
te a sessao.
No da 14 nao houvc casa.
caiujira dos srs. deputaebs-
Sm.io de du 4 de jalho da I86li.
I.i>-e e approva-se a acta da sessao de interior.
OSr. primeiro secretario dconta do segainte ex-
pediente :
Um cilicio doSr. ministro da marinha, informan-
do acerca da represenlacao em que a assemblca le-
gislativa da provincia de S. Pedro do Rio-rande do
Sul, solicita fundos para a desubslrur;ao do canal da
lagda do* Palos, no lagar denominado Porlcirinha.
A quem fez a requisirao.
Do Sr. l.o secretario, commonieando que o sena-
do adoptou e vai dirigir i sancdlo imperial varia
resoluc,6es.Fica a cmara inteirada.
Do mesmo, enviando as emendas falla e approva-
das pelo senado i proposirao desta cmara, aulori-
sando o governo a conceder caria de naluralUacao
de cidadao brasileiro a loo Edwin Roben. e ou-
lros.Vao a imprimir para entrar na ordem do
Irabalho.
lm requerimenlo de Joao Jos Gomes Leal, sub-
dito portusiifz. pedindo dispensa de lempo para se
naloralisar cidadao brasileiro.A' commissao de
constitoicilo e poderes.
De Aana Joaquina Alvares, pedindo disp.-nsa do
lapso de lempo marcado no capitulo 209 do regi-
ment da fazenda, para receber a qaanlia de 1509
que a thesouraria de Pernambuco Ihe est devendo,
.nao tendo requerido em lempo este pagamento
por falla de procucador.A' commissao de fa-
zenda.
OSr. Barbosa (pela ordem;:Havendo om il-
luslre depalado pela provincia da Babia, qae hoje
lem asseulo nos conselhos da corda, de accordo co-
migo e algn Sr. depolados por Pernambuco, offe-
recido considerarao da cmara om projeclo de lei
declarando proporcional a redoccao dos onqs lo-
mados pela provincia qoe concedern) a garanlia
addicioual de 2 por cenlo, de 5 por cenlo
concedida pelo governo imperial, foi este projeclo
a requerimenlo de um nobre depurado remet-
lido it commssoet de contilui(o e fazenda,
'<- lavares c a un-
eder aun anno de
i ao Mate da Karul-
eiroi'% Dr. Joaquim
ment sera felo a despelo de Chrislian e meimo
de Jane. Era um deasea bravo Saxonio qne lem o
diabo lleugmatico no corpo, e para conseguir seus
Mos leria lancado fogo friamente no quatro ngulos
de Londres.
Nono momento Chrislian nio pensava em Saun-
ders de Newcastle; fazia a si mesmo ama reprehen-
sAe cspantoia.
Tenho encontrado quasi todos os meus inli-
go companheiros de univertidade, pensava elle com
amargo desgoslo. John he lenle na harte guards.
William pleitea no banco da ranha, Tony he mem-
bro da cmara baixa, Jomes he addido de embaixa-
da, al o pequeo Harry he...
Inlerrorapen-te para aperlar convulsivamente o
peito alravez da caseroira macia de seu roupAo, e
conlinuou cem urna colera concentrada:
"So en nada sou! Tenho um offlcio sem nome .'
Os oulros sao hnmeus, en toa um manequim de al-
falale, sou a insignia viva de um mercador de ca-
vados.
I.anrou ao loiro do teclo o olhar que linha Ota-
les provocando os deoses implacaveis, e gritando do
fondo de sea desespero: Obrigado eslou con-
tente !
O, vento norte fendeu as noven, e descobro nm
cautinho de co azul. Londres toda chegou s ja-
nellas, e pentou que o sol a apparecer. Os Inglezes
nao duvidamdenada:
O sol nio motlrou-te; ma hoove certa radiatao
que deu ama cor arroxeadi e falta i copla vapor-
la suspensa sobre a cidade. as margen* do Tamisa
o doentes de tpleen tiveram um minuto de alivio.
Todava eu tlnha bracos robustos I disse com-
sigo o nosto janota, linha om coraco ardenle e for-
te, orna cabe(a, onde horbnlhnva ousadamenle o
peosamento. Era superior aos meus rivaes, e lem-
bro-rae...
Urna navem veio cobrir o canlinho azul, a cabe-
?a de Chrislian recahio-lhe como chumbo as maos,
e elle eonlinnou dando um inspiro lamentoso:
Que retta-ma de Inda ato i l'ma fadigt peni-
vel qae veio-me sem que eu lenha Irabalhado I o
sombro abalimento do vencido que nao iomou par-
te nt bitalha'
\
Um gemido tordo caho-lhe do peilo; ficou duran-
te muilos minutos immovel e como enlorpecdo. -
A chuva augmentava ; mas o horitonle lomava co-
res nacarada. A nevoa dis>ipava-se, e pouco de-
pois pdd-se distinguir alm do parque o perlis re-
dondos dosoiteiros de Barrow e de Primrose. En-
(ao Londres considerada do ponto de vista do apleen
leve um melhoramenlo subrto e geral.
Chrislian Itvanton a cabera, inchou as ventas, e
o olho brilharam-lhe.
Ah exclamouelleabrindoalegremenle.i cha-
ruteira, quando eu vagava sozinho e de algbeira va-
sta pelas charnecat da Escocia, oo pelas bellas praiaa
da Irlanda, esperando a heranca de meu excedente
Un; quando deiaQava o futuro procurando urna
accao que esliverae cima de mnht audacia, como
eo era mojo, meu Dos, como era altivo "e como era
feliz!
Apresenlou ao fogo a ponta do charolo, cuja fu-
maca cinzenta sobio ao forro do teclo formando es-
piraes. Seu spleen nao era mais do que meditara,).
Veio o amor, murmurou elle comeando a
sorrir, embriaguez deliciosa Sen'i-me aguilhoado;
minba alma cresceu, minlia inlelligencia clareou,
lodo o vigor desoecupado que havia em mira ilupli-
cou-se como por magia... Jane, visao encantadora,
qoe radou-me no meio da mocidade I Olhar de me-
nina, porte de ranha, torriso doanjo! Jane, meu
primeiro e ultimo amorl..... Jane aqu.il ahan-
donei.....
Estas ultimas palavras foram ditas com um etlre-
mecimento doloroso ; porque una nuvem maldita
ehegava a Primrose Hll. Qnand > essa maldita na-
vem occaltoa a faxa nacarada qae illamnava o bo-
rsonle, Chrislian lincou no chao o charuto, e disse
balendo com o p:
Morrerei doudo, e ser bem feilo I ,
Vollou at cosas para a jnnella como querendo
snblrahr-se mysleriota inlluencia de lora. Sen-
tia-sc capaz de lular valerosameole e de afuganlar
o pesadell odioso que opprimia -Ihe o peilo. Em
samma para qae estas lenbrancas, e para que todos
estes remortns nesse dia e nao na vespera / Qoe ti-
nha aconlecido? Era elle mull ir oo poeta para
dtixar-te enervar pela malaria Iritanica?
deppis de haver sido na discussao acamando como
offensivo i onsliloicao do imperio. Nao me achava
prsenle quando esta projeclo enlrou em discussao,
e|quando pude comparecer s sesses da cmara en
conlrei encerrada a discussao do-adiamenlo, oracon-
sequencia nao poda nella envolver-me.
Foi o projeelo remellido a duat commissoe* reu-
nida, opino disse, e esl bem longe de mim fazer
qoalqoer censura a essas illnstres commissoe*. as
quaes pero que nao lomeo] nesse sentido a conide-
rac.6et que agora faro, menos por acensar urna de-
mora, que anda nao existe, do que por satiafazer a
um llover imperioso, que sobre mim particular-
mente pesa ; he esta causa especial que me faz, Sr.
presidente, pedir a V. Exc. que se digne chamar a
attendlo das nobre commissoe para lal objeclo, re-
gando-Ibes que se pronunciem sobre elle qnnnto
antes.
Tal vez, Sr. presidente, posta ser indrOerente qual-
quer poaca demora na discussao desse projecto para
aquellas provincias cajos cofres nSo coioegam desde
j a supporiar os onas contrahide em conseqaencia
da garanlia addicional, mas nao se pode dar o mesmo
para com a provincia do Rio de Janeiro, que tem
desde ja de concorrer com urna deapeza que nao
era peqoena e lende a augmenlar-se al que a es-
trada de ferro de Pedro II se complete.
Eu sei que a adopcao do projeclo nAo redoziria
desde ja o onut da provincia, mas so depois que a
companhia romecar a tirar alguma vantagem ; mas
heinnegavelque emquanlo eslamo na especlaliva
a respeilo da decislo do corpo legislativo, o governo
e a assembla da mesma provincia devem acanhar-
se na decretarlo de oulras medidas para o engran-
deciinenlo da provincia ; porquanto no estado ac-
tual das cou-as a provincia esla snjeita ao onus in-
tegral da g.iraima de 2 '., por lodo oespaco de lem-
po que s passar sem que a estrada lenlia urna ren-
da propria e excdanle a 7\.
A razao especial do pedido que faro s llattres
commissoe* be a seguate : V. Exc. eslari lembrado
das difllculdades que appareceram para se levanta-
ren) em Londres os fundos necessario afim dse
realisar a estrada de ferro de Pedro II ; estas diffi-
culdadeforam objeclo de ama communicar.io que
recebi do Sr. Sergio, ministro do Bratil naquella
corle ; ahi roe fazia elle sentir que havia nao so df-
liculd.ide como mesmo impossibilidade de se levan-
larem estes fundos somenlc com a garanta do.), e
insista pira que oblivesse da assembla provincial
a garanta addicional de 2, como fiteram a's assem-
bla provinciaes de Pernambuco e Baha. Deu oc-
casiao essa parlicipacao a que eu convidaste a tima
conferencia os Alustres membros d.i assembla pro-
vincial fluminense, e nella expondo o que acabo de
declarar, foi apresentadauma grave objecr.lo, e era,
que a despeza pela garanlia provincial nao soffreria
nunca reduccao alguma senao depoi que a estrada
produzisse mais de 5 %. poi toda renda at essa
somma seria* exclusivamente detlinada a reduzir o
onus dos cofres geraes, de maneira qae estes se l-
hertarao do todo, emquanlo oda provincia subsistir
integralmente.
A isso eu responda que era de esperar nao so do
governo imperial, como das camiraa, que ae tor-
naste proporcional a redcelo do onut, isto he, que
desde qoe a estrada de ferro tivetse um rendimeu-
lo qualqaer, etsc rendimento fotte dividido em seto
partes, sendo applicadas 5 em favor do cofre ge-
rae, e 2 em favor dos cofres provinciaes, de orle
que ambos se achem desonerados ao mesmo lempo.
Tomei poi o compromisso de pugnar por ta idea,
e desde que a assembla provincial, aceitando-a*
voloii a medida por mim reclamada, me julgo na
obrigarAo de promover a decisAo desse negocio com
a mator brevidade, e por isto pero a V. Exc. que,
s comiojMe
tea parecer
com a possivel brevidade.
O Sr. Presidente : Oaaapbres memhro da
commissoe ouviram as recfltnicei do nobre de-
pulado e as lomaran na consideradlo devida.
PRIMEIRA PARTE DA ORDEM DO DIA.
Cotlegios eleitoraet.
Entra em 3.a discassAo o projecto n. 32 deste an-
no, que crea collegio eleitorae na villa de Ma-
raca, proviocia da Baha, e oulro* lugares.
He lido. apoiado e entra em discaisSo o seguale
requerimenlo addlivo :
Fica transferido pira a villa de S. Jaoutrio do
Ub, da comarca da Pamba, na provincia de M-
nas-eracs. o collegio cleitoral da exlincla villa do
Presidio, que fra lambem transferido para aquella
povoaco por lei provincial n. (ijt de 10 de junho
de 1&53.S. a R.
Paco da cmara dos depulados, era 28 de junho
de Iti.Teixeira de Souza.Pauta Fonceca.
Paula Santos.
Julga-se a materia discutida, e posli a votos he
approvada, aasim como o arligo addlivo, he rerael-
tida commissao de redaccAo.
Peinan. ,'
Enlra era 1. Ii-cus-ao o projeclo n. 31 deste an-
uo qae approva a pensao aunual de 2109 coocedida
ao guarda nacional da 1.a serrAo do batalhao de r-
(Iharia Honorio Jos Nogueira, que perdeu o bra-
co e olho direilo na occasiao da salva que leve lugar
em .Nilherohy a S de dezembro do anno prximo
pastado.
O Sr. Barboso pede que so lenha ama discussao.
Neste sentido se vence.
Julga-se a materia discutida, e corrido o escru-
tinio, he o projecto approvado unnimemente, e re-
medido commissao de redaccao.
Dispensa de leis de 'amor litar ao.
Enlra em segonda discussao e sem debate he ap-
provado o seguinle projeclo :
A assembla geral legislativa resolve:
Arl.T. A irmandadt de Nossa Senhora do Ro-
sario da cidade do Desterro, capital da provincia de
Sania Cathariun, lica aiitotisada para continuar a
possilir at qnalro propriedades de cata que tem na
mesma cidade, e para adquirir oulro bem de raiz
t o valor de 8:0005.
Art. 2. Ela concessao he feila com a clausula
de so converlerem lies bensem apolices da divida
publica inalienaveis, realiada nos prazo* marcados
pelos compelenlesjuizes de eapellas, e reservados
sement os terreno e predio que forera preciso
para o servido proprioda irmandade!
o Arl. 3. Ficam revoladas a disposices em
contrario,
PacTdo sedado, em 13 de junho de 185.
Manac Ignacio Cacalcanti de Lacerda, presiden-
le.Jotda Silva Mafra, 1. secretarioManocl
dos SantosMartiiu l'allasques, 2. secretario.
Naturalitarao.
Eolra em 1. discussao o projecto que* aulorisa o
governo a passir caria de naluralisarAo de cidadao
brasileiro io Dr. Cesar Persani.
Tem urna s discussao, a pedido do Sr. (oes Si-
queira, na qual he approvado por escrutinio por 59
votosconlra 1, e o projeclo he enviado commissao
de redaejao.
Evocou a loura imasem de Amy como soccorro em
tao urgente perigo. (Tamben) era linda a lidia do
commodore.
He verdade que ella nao ama-me, dzia a eons-
ciencia de Chrislian.'
Mas ha de amar-me, responda o orgolho.
E, nlra disto, eiclamava a arabicao, quero
ser rico...
J que nao espero mais ser feliz! acabara a
conscbncia Iriste.
Chrislian cruzan os bracos sobre o peilo, e nSo
tontn mais combatec; fechou os olho, e os phao-
lasmas do pastado rodearam-no. Sea lio, velho phi-
losopho, dissera-lhe moilns vezes: S bom para
seres feliz. O primeiro soffrimento amargo e pro-
fundo de Chrislian dalava do dia em que abandona-
ra Jane. No dia seguinle ao levanlar-se, quando
procurara em vao o terno sorriso da companhera,
sentir aperlar-se-lhe o coraran. Debalde lanrava a
vista sobre o lempos decorridos, nao achava desde
eniao em sua vida um s instante de alegra ver-
dadeira.
Tinha lido na historia imparcial doimperadoi Na-
poleao por sir Walier Scolt a narracAo do abando-
no de Joaephina. Deu-se no prazer innocente de
comparar soa fortuna do imperador. Jane era
san Josephina, e mis* Amy sua Mara Luiza. Com
a primeira quanla felicidale tranquilla! Com a se-
gunda quanlo enfados solemnes 1
Napoleao pretextara a razao de eslado para con-
(rahir o segundo casamento; a razao de eslado, is-
to he, as dez mil libra esterlinas de rendas de mis
ll-'ridsoii desculpavam lambem a infidelidad de
Chrislian.
Eslremeceo cuidando em Santa Helena.
Mas, dise elle >-omigo, e era orna consoladlo
bem amarga, Josephina adorava o imperador 1
Ao passo que Jane! ah a inconstancia de Jane
preceder a hora de sen abandono ; Jane mesmo
Ih'o dissera em Brigton : Jane nao amava-o mais, ti-
nha distinguido oulro homem, esse odioso sir Ed-
gard Chrislian davidara muilo lempo ; porqae as
mulheres fazem-se a vezes esquiva para combale-
rem a indiflerenfa, o qoa he um remedio heroico.
Chrislian linha dito comtgo : ella disfarca-se para
Dada a hora patsa-se
sEi.l'Nlu PARTE DA ORDEM DO DIA.
(Trmenlo do imperio.
Procede-te a votar m do requerimenlo de adia-
mentoollererido pelo Sr. J. J. da Rocha, cuja dt-
cussao licara encerrada i.a ultima sessao. He re-
jeilado.
O Sr. F. Octatiano depos de fazer alguma ob-
servacoes em resposta ao discurso do Sr. SayPo Lo-
bato, conclue dizendo que pedio a palavra para pro-
testar em nome do progresso e da historia contra
esse relrospecto inexacto apreseulado pelo oradeajf,
qoem responde, e cootra essa exhuraaeao de
polilica de circumstaaciaa.
O Sr. Pedreira (tfI
orramento da rrparlreJoaTBaqiie se acha encarrega-
do, responde a diverto tpico) dot ducortot do
Sr. F. Oclaviano, Sayao Lobato e J. J. da Rocha,
declara que o ministerio ha conervador, mas nao
conservador pertinaz, que admille o progresso cal-
mo, lento e refleclido qae for exigido pela* circum-
tanciatdo paiz. Diz que em ronsequencia da poli-
tira moderada que o governo adoptara,reina a calma
em loda a provincial do imperio, excepcao da de
Pernambuco,aoiulo anda ha divergencia de opinios
polilica, mas qoe com ludo nao havia odios encar-
nizados e violentos como outr'ora houve, o que era
confeasado pelos opposicionista* radicaes.inclusive o
Sr. Souza Flanco, que boje oceupa urna cadeira no
senado.
Respbndendo a assercao aventurada peloSr. Savao
Lobato de que a o ministerio ae deixa arrastrar a
reformas perigosas movidas por tuggesloes decla-
ra que o governo nAo lem lido suggestOes de niu-
guem para o seu procedimenlo. E aproveila a oc-
caio para declarar que o governo chamando para
os cargos pblicos hmeos de merecimenlo conhec-
do, embora do partido opposto, nao fez com estes
homens a menor Iransacco. O ministerio fez certas
Hornearnos de pessoas do lado contrario para lugares
importante*, que nao ao de confiaoca publica, sa-
bendo que pensavam por maneira differenledas opi-
nioes do governo, que continuaran) a pensar do
mesmo modo, alguna ate diegaram a fazer declara-
dles nelc scolido pelos jornaes; ma, nAo obstante,
foram nomeado* sem que se Ibes impozesse urna s
condicAo. Snsieiita o projeclo de eleicoes por cir-
culo e as i incompatibilidades,romo reclamada medi-
da pela opinlo geral do paiz, c Icomo capaz de as-
segurar a liberdade do vol.
O Sr. Mello Franco, loma a palavra para defen-
der-te smenle de algomas arguiettet feila pelo Sr.
Siyao Lobcto a uppu>u;Ao radical, e conclue assim :
Deixo, Sr. presidente, a joven opposirAo, fehei-
landome por ler presentido primeiro o seu instinc*
to, as sua inri martes; previ sempre nella o demo-
nio dn intolerancia, previ que a intolerancia era o
caracterstico do nobre representante a quem res-
pondo. Deixo, poi, a joven opposicao entregue ao
seu deslino, deixo-a entregue as sua esperanza ;
e Ihe direi que, a petar de joven e adornad com o
seu collar de dam>inlcs brutos, nAo rae reqoes-
lar.
A ilisrn-'vio lira adiada pela hora. O Sr. presi-
dente marca a ordem do da seguinle, e levanta a
sessao.
Ion para eslabelecerem no porto de Pernambuco om
ou dous vapores para o ter vico do mesmo porto ;
em primeira discussao n projeelo que autoriaa o*go-
verno emprestar'ao Dr. Mello Moraet ama qaan-
lia qoe nto exceda a I.VOOOa para eccorrer a det-
pezaa da impressAo do sen Diccionario de medicina,
ciruraia e scienciat naturaes.
Emrou em segunda discussao o projecto que ap-
prova o contrato celebrado pelo governo com o ge-
rente da companhia de paqnelet vapor.
Foram apoiadas as segoinles emendas oOereetriaa
lo Sr. F'erraz, que eslo em discussao com o ara-
l.'fO numero dos barco de)vapor,qae a com na-
do imperio) defendesfr ohia <:eve ter disponivat e em servido elTectivo,ser
fuadu pelo governo de accordo com a companhia.
ii 2- O gverno igualmente marcar a forca qoe
cada barca deve ter, o mnimo da velocidade da tea
marcha, as competentes accommodac6es para pana
geirot, assim como (prestos, sobredientes e oulros
objeclo iadispeniaveis ao seu costeio e seguraoca
e o penstal sulliciente ou o numero das pestoa da
Iripol.rAo. ,
3-.* Ilaverao commstoes no porto, que o go-
verno julgar conveniente, para a fiscalisacJto dn es-
tado di barcas, na forma do respectivo contrato, da
possibilidade de seu tervico, do eslado de auaa ma-
china, de sua seguranza e accommodaoes em rela-
cilo ao>. pastageiros o o comprimento da* condi(oes
imposta.
a 4.' Nao poderao as barcas receber como pasta-
geiros escravos, excepto os que acumpinhirem
seut senhores, em certo numere, que o governo mar-
car.
o 5.a O prazo da durado do contrato lica limita-
da 6 anuos.
BAHA
' 18 de agosto.
Pelo vapor Mara If, que amanheceu honlem
nesle porto, procedente do Rio de Janeiro, recebe-
mos jornaes que alcanram : da corle ale 12. de S.
Paul> fi, Minas Cenes 2 do correnle. Rio tirand
do Sul 29 e E;pirilo Sanio 28 do pastado.
No senado coucluio-se no dia 7 a lerceira discos-
sao da reforma eleiloral, e procedenrio-se volacilo
paliaran) a dot tdas eapilaet do- projectelei-
efle por circulo incompaltbilidade
Quanlo as incompatibilidades, votaram pelo pro-
jeclo 24 c conlra 18, sendo a favor os Sr. Jobim,
Fernandet Torres, Visconde de Abael, Herculano,
Visconde de Sepeliba, B.ro de Anloaina, Foaseca,
Manoel Felizardo, Marquez de Monte-Alegre, Mr-
quez de brante, Mrquez de Caxias, Marque/, de
Paran, Visconde de Ubernba, Candido Baptisla,
Silveira da Molla, Vergneiro, Souza Franco, Vis-
conde do Alboquerque, Itirflo de PinTJar. Marquez
de Ilranh.lem, Visconde de Sapucahy, Paula Pesso,
Mafra e Alencar. Conlra : o* Srs. D. Manctel, Vi-
veiros, Dantas, Mende dos Sanios, Muniz, Viaunn,
Cunha Vasconcello, Pimenla Bueno. Visconde de
Kaborahy, Eusebio, BarAo de Muritiba, Souza Ra-
mo, lionralM' Marlin, Cassiano, Mtrquez de
Oiinda, Visconde de Maranguape, Miranda, e Val-
lasques.
Na volacao dos crculos a maioria foi de 26 conlra
Hiriendo votado a favor os Srs. Miranda e Pimenla
Bueno.
Terminou-se no dia 9 a discnsso das emendas no-
tis ao projeclo de reforma eleiloral. Como se v da
retpprliva acta, cabio a ida daeleicAo por dittrictot
para os membros da cmara vitalicia. Picando per-
ianto prejudicada toda* as di-posirtes relativas
ee svstema de eleirao.
l'j-sou em segunda discussao e lem debate a pro-
posirao, qoe declara permanentes as disposicOes do
decreto o. 800. A do 30 de juoho de 185.
Seguio-se a primeira e segunda discussao da pro-
posirao da cmara dos depulados sobre a matricula
e approvarao do esludante Antonio Feroandkda
Costa Jnior.
Contina a primeira discussao da proposita da
cantara dos depulados sobre a prelencAo do esludan-
te Anlonio Jos de iqueira e Silva ; primeira dis-
cussao da proposirao da mesma eamata, creando
varios collegios eleiloraes ; primeira discussao da
proposirao da mesma cmara, aulorisando o gover-
no a conceder um mnimo de juro addicional al 2
por cenlo companhia que se houver de organisar
para eonstruegao de urna estrada de carros de Pelro-
polis ,i margem do rio Parahyba ; segunda discussao
la proposic.au que aulori uns para oulros corpos e armas os ofliciaes subalter-
nos, com o parecer da commissao de marinha e
guerra respeito.
Segunda discussao da proposgo da mesma cma-
ra, que aulorisa o governo a fazer eslensilasna par-
te que foi applicavel a companhia, que reorgansar,.
para construir urna estrada de ferro enlre a cidade
de Sanios e S. Joao do Rio Claro, as cundirte do
contrato celebrado eom Eduardo e Alfredo Mornay
com o parecer das commissoe* de fazenda e cons-
lituiro e vol separado dot Srs. Visconde de Ka-
borahy, Eusebio de Oueiroz e Vianna.
Na cmara do depntado ealrou em primeira dis-
cussao o projeclo n. 58 deste anno, qne anlorisa o
governo a mandar pagar, na forma da lei de 15 de
novembro de 1827 aos herdeiros de Joao Ferreira
de Bitlancourt eSa qaanlia de 17:2028246, em
que te liquidaran) os prejuizo causados oos seut
engenhos Cabrito e Plataforma pela forcas qae
ftziam parte doexeroto pacificador no (empo da
guerra da independencia.
Foi approvado o projeclo q'te concede privilegio
Augusto I rederico de Oliveira e a Frederico Coa-
chorar occollamente, ama-me anda, ha de amar-
me sempre !
Isso coniervava-o em paz. S bom para ser fe-
liz. t > lio philosopho semera na rea.
Porm a f mais robusta cede evidencia de cer-
ta demonstrarte; a chave do jardn), a chave dada
por Jane no momento em que o lio Saunders volla*-
va com o vigario, era o sello da separarao e da eter-
na desoedida. O nosso janota lembrava-te bem de
qae oiTererendo essa chave. Jane linha alegra nos
olhos, e a mao nao Ihe trema.
Ingrata!
A esla palavra que esoapou-lhe, e que nllrapassa-
va os limites da ingenuidade, Chrislian deu urna
risada sardnica, e repeli -
Ingrata! Jqoeixo-me! He ama historia ex-
cdeme! Ah que seria agora demim, se ella li-
vesse cnadjuvado esse brutal palife de Saunders pa-
re forcar-me a despota-la?... Ingrata eisa palavra
Arara bem em um livro I... Nao, ella nunca fez-me
mal. e sua inconstancia he um ullimo tarrico !
Levantou-se repentinamente e repellio a poltrona
com om vilenlo ponlap.
ludo isso he bello e bom, disse franzindo as
sobrancelhas ; mas eslou encarcerado em casa desse
commodore luntico. Os cabellos de Amy tornam-
se inspido*, e seus denles alongam-se. Honlem
noile parecen-me que ella linha olhot de porcela-
na. Esta arrufada, faz de Iphigenia sacrificada
pelo pai, e enlrrvejo de quando em quando o rosto
do faluo Edgard. S o commodore mostra-mc a-
qui bom semblante, porque sou janota, o elle he
lonco !
Chegou .i janella, e contemploa a nevoa, que vol-
tara e unia-se s vidracas como om veo. Borejou
qnalro ou cinco vezes, e balbuciou com ligrimas nos
olho:
~- Qae enfado I que enfado 1 creio que nunca
hoove no mundo um homem mais infeliz do que
en !... Que enfado I' que enfado I
Sua voz (inhn intlexes inteiramente extravagan-
tes. Tentn tocar urna marcha obre ot vidros, e
depois atacado de um verdadeirn transporte, gritn
puxando ot cabellos :
Misericordia I misericordia deixo por mea
herdiiro a quem fizer-me sallar os milos I
_
T
Continua a primeira discussao do projecto n. 91 de
1839, que aulorisa o governo a tatitfazer Jote
Martin* Vieira a quantia de 1:9009000 r., em que
fra a fizenda nacional condemiiada por motivo do
injusto apresamenlo, feito ao brigoe Oriental, por
lord Cockrane, na provincia do MaranhAo.
Comecoa no dia 2 a lerceira ditcussao do orca-
mento do imperio com o artigo* addlivo e emen-
das approvada em segunda discussao.
Pediram a palavra para tomar parle nisle de-
bate :
Conlra : O Srs. Mello Franco, Ferraz. Gees Si-
qneira, Ribeiro de Andrade e Barbosa da Cu-
nha.
A (acor : Os Srs. Saraiva, Bretas, Carneiro de
Campan, Caldre e Fino, Pereira da Silva, Paula San-
tos e Almeida e Albuquerque.
Pediram depois a palavra dorante a ditcat"
sao :
Contra : Os Sr. Araujo Lima, Sayao Lobato,
Eduardo Franca, Branque e BrandAo.
A favor : 0 Sr. Taque, Figueira de Helio, Men-'
de* de Almeida.
Foi approvado o projeclo qae da deslino ao bens
da capella de Itarob.
Tormiram assealo no dia 10 ns Srs. Carrao e Sa-
le ; aqoelle como *upplenlpor San Paolo, e ala
comodipulado effeclivo pelo Para.
Procedeo-se nova eleirao da mesa e foram elei-
los : presidente, o visconde de Baependy, com 60
voto ; vice. Lata. Barbot. 61 ; 1. secretario, F.
Paula Candido, 54 ; 2. A. J. Machado, 52 ; 3. I..
J. Corroa das Nev*, 44 ; 4.* F. J. de Lima, 33 ;
upplenle* : 1., Feliciano Jote Leal, 3 vol; 2.",
Silverio F. de Araujo Jorge, 10.
Foi lido e approvado um parecer da coromatde de
conslituicAo e poderes, para qae tome astelo como
deputado effeclivo pela provincia da Babia, em tubt-
tiluirao do finado depalado Dr. Aprigio, o Dr. Ange-
lo Francisco Ramo.
Depoi foi approvado ter dbate o guinle re-
qaerimento, menos na parte que manda separar
arl. 19:
a Requeramos qae sejam destacadas do ornamen-
to depois de approvada em lerceira discussao, con-
vertida era reolncesscparadaa. a providencias dos
arl. 15, 16, 17, 18.19. 20, ^ 2, 4 e 5, do art. 21 e
22 approvados em segunda uisenssio.
a Sala das sesses em 31 de julha de 1855.Car-
neiro dt Campo.F. de Paula Santos.8. A. ie
Magalh'ies Taques.C. Mendes de Aimeidn. A.
J. Henriquet./. J. da Cunha,J. A. Saraiva.
J. J. de Lima e Silva Sobrino. >
a Foj adoptado no dia 8 depoi de oraren), o Srs.
ministro do imperio e Araujo Lima, a proposla do
orramento, e approvada a seguinle emenda offere-
cida pelo Sr. Ferraz e oulro.
a 0 toverno far remover do forte do mar da ca-
pital da provincia da Babia para om lugar mai con-
veniente o deposito de plvora all lstenle, pistan-
do o dte forte para o ministerio da marinha.-Silva
Ferraz.Get Siqunra.Chaves. J. A. Sarai-
va.Pa-anagu.Magalhaet. >
Foi approvado.en tegunda discussao o projeelo,
que dispensa as leis de amonisarAo em favor da ir-
mandade de Nossa Senhora do Rosario da freguezia
de Santo Aniao, da provincia de Pernamboco ; em
primeira discussao o projecto que marca as divisas
entre as provincias de Santa Camarina e Rio Grande
do Sul ; em primeira discussao o projecto qne ap-
prova o contrato celebrado pelo governo com o ge-
rente da companhia de paquetes de vapor ; e o que
approva > privilegio exclusivo concedido a Francisco
Antonio Pereira Rocha para ealabiltcer no porto da
capital da Babia urna cale haler.
Por decreto de 30 do pastado foi demiltido do ser-
vico doexercilo, por assim o haver.pedido, o alteres
do 2. regiment de careliana ligeira Domicieno
liba de Toledo.
dem de 31 :
Foi removido o juiz de direilo Antonio Jote Lope
Damasceuo, da comarca de Macap no Para, para a
de Guimaraes no Maranhao.
Foi exonerado o juiz de direilo Francisco Rodri-
gues Sello do logar de chafe de polica da provincia-
do IPanny.
Foram nomeado :
Desemhargador da relarAo de Pernambuco, o juiz
de direilc Pedro de Alcntara Cerqoeira Leile.
Chele dt polica do Piaohy, o juiz d direilo l.ou-
renco Francisco de Almeida Calanho.
Juiz de direilo da comarca de Macap, o joiz de
direilo Francisco Selle.
Joiz de direilo da comarca de Sent S na Babia.,
o juiz municipal Joaquim de Azevedo Monteiro.
Juiz municipal e de orphAos do termo de Ilabay-
anna, em Sergype, o bacharel Anlonio Freir de
Mallos Brrrelo.
Foram recom azi dos os juizei municipaes e de or-
phaos dos termos de
ltaboraliy e Santo Antonio de S, o bacharel
Candido di Silveira Rodrigue.
Naiarelh, em Pernambuco, o bacharel Jos Mara
Moscoso da Veiga Pestoa.
dem do 1. de aioslo crtenle :
Foi penloado a Manoel Seraphim o reglo do lem-
po que Ihe falta para cumprir a pena de. don* an-
nos de priaocom Irabalho, a que foi condemnado
Um criado vestido de libr entreabri a porta, ce-
rno te qaiteaae acudir essa chamada cheia de dea,
pero.
Que quere* pergunlon-lhe Chrisliin copian-
do involuntariamente o leoheiro de La Fontaine.
Esle' senhores desojam fallar a milord, reipon-
deu o criado.
Ijuaet senhores t
Os de tolos ot dias, o mercadtjf de cavados, o al-
faiale, o anpalero...
Christian nao o deixon acabar, e poaxe em ama
colera lerr.vel. Isso allivia ; os doenle de tpleen
procuran) occasiao de rrofar-e assim como os caes
indisposto* correm era busca de graroma.
Miteravei exclamou elle ; nao me deixarao
jamis em reponso I Vio para o inferno !
O criado inclinou-se. Christian tomoo c chapeo,
calcoo-o convulsivamente sobre cabera, e dirigi-
se ilcova murmurando :
NAo tei porque anda nao quebrei-lhet at eos-
telaM !
Que devo dizer a estes tenhores ? pergnntou
o lacaio.
Que ea qoizera v-lo cem pt debaixo da Ier-
ra responden Chrislian, o qnal im'ncllio a porta
com eslrondo, e desapparecen.
O criado voltou-se Iranquillamente para a ante-
cmara, e disse :
Tenham a bondade de entrar, senhores.
Crter, l.ewis, Slaunton, e o terno Filowtki pat-
aaram logo o lumiar, tendo o chapeo na rolo e a
bocea em coro ; ma o cumprimenlo preparada nwc-
reu-lhe noi labio.
Eolio milord nao est aqu'.' pergonlor Cr-
ter lancand) om ojhar em torno de li.
Nao, respoodeu o criado.
Elle nio diste nada para nt ? -
Oh I ism dovida, senhores*
Ot fornecedores approximaram-ie,
de cavado tornou com ar endoso :
Qoe cli.se elle f
O lacaio sandou-o mu podaaMiiB, e n-
poodeu :
Disse que Vm.cs. fossero para o inferno I
Otqoalro istociados ttocaranf odiare sombros ;
nu o criado i estar Tora.
r..^
e omtrcador
1




DIARIO DE PERNAMBUCO TERQI PEIRA 21 DE AGOSTO DE 1855




Si o jury d* tilla de Goieoninha da provincia do
Grande do Notle.
Foi icformado :
O laucle coronel do eilinclo tegundo balalhao
da guarda nacional do munkipio de Nazarelh ua Ba-
ha, Manoel Pedro da Silva,
dem de 3
Naufragou mi praias do Estrado a salela belga
Warit atornille procedente de Hamburgo ; porm
ja se linha podido aalvar parlo de eu carrega-
raenlo.
O lenle coronel Dr. Jardim continua nos seus
trabadlos de exploraro.
Em S. Gabriel os gneros alimenticios continan)
nigno lavares de Oliveira anoexoa, na provincia da Bihia, para o de 8, Ma-
llieus e Barra do 8. Matheui, oa do Espirito-Santo,
por o lia ver pedido. f
dem de 4 : j/
Foi declarado vago para er pruajMo na conform-
dade da le o oflicio de crivBJafle orphaos da cida-
de da Caclioeira da proviuWTa Baha, Picando obri-
gado o que for nomeado r orctlsr ao aerventuario
vitalicio, Silvestre Jos de .Vlnieula, a terca parte
do reudimenlo do meaoio oflicio, segundo a respec-
tiva lolacao.
Pelo ministerio da guerra foi communicado ao
presidente da Baha ler sido indeferdo o requer-
mulo da lente reformado Antonio Mircellino da
- Coala Doren, que pedir sei- raezes de [lirenra com
veneidttnlos para eu filho Antonio da Vera Cruz
Foi removido o hiiz municipal de orphaos, Be- a estar carisimoj: urna barrica de familia de Iri
I.*.. 1*__- J_ Lii-bLu ,-.. larmn rio firauall .. *..al> UN
go rusta 5U3
l.-so no Crrelo do Sul.
No bairro da Jundacanga, ninnicipio de Soro-
caba, orna infeliz mora de 19 anuos de idade foi as-
sassinada por seu marido de um modo horroroso.
Convidou a, nio sabemos a que pretexto, para r a
nina aguada pouco distante do lugar ah deu-lhe
nina forte pancada com orna pedra na parte eupe-
rior da caneca. A infeliz cabio de brujs : o roons-
tro puxou do urna faca, e deu-lhe dua grandes fa-
cadas na nuca, dexou-a mora com a face mergu-
Ihada n'agua. Dizia-se que ja hn das linha procu-
rad reali desventurada urna p rrao de solimo.
O malvado era primo irm.lo de sua mulher, que
llie deixou urna lilinb.i de ponco mais de um anuo.
da Costa DoVea, segundo cajete do corpo da guar-
niejo lixa da provincia.
_ Idam dem, ter sido approvada sua decisao sobre
pagamento do resto da gratiBcac8o de engajado ao
primeiro Cadete do corpo da goarnico fixa, Pedro
Theodoro Pereira de Mello.
dem dem, ditendo-lhe ern rseosla a commuoi-
cacao, que faz leequivar-se da commissao para qoe
foca aomeado, o capitn do estado maiorde primeira
clasie Umbelino Alberto de Campos l.impo, de de-
marcar os terrenos diamantinos da Sincor, sob pre-
texto de nito ser oflieial do corpo de engenheiros,
que faca o referido oflieial cumprtr as ordens qoe
tem, e que no caso de insistir em recosar-se, o man-
de prender e formar contedlo de investigarlo para
responder ao de guerra por desobediente, porquanto
toado elle o curso completo ra escola militar, nao
pode negar-se a desempenhar urna commissao de
engenheiro, mormente de ordem secundaria.
dem dem, ter sido coucodida passagem para o
primeirobalalhao de infinitara ao primeiro cadete
segundo sargento do segundo balalhilo de artilha-
ria a p, l.uiz Crrela de Mcraes ; para o primeiro
regiment de cavallara ligeira ao soldado do corpo
da goarnico lina da dita provincia Antonio Placido
Va Guimtraes Cova ; para o quarto da! mesma, ao
toldado do masmo corpo Jos Aleixo de Santiago ; e
para o balalhao do deposito da corte ao segundo ca-
dete do dito corpo do guarnirlo fu Joaquim Fran-
cisco da Asis.
dem idem, ler sido recebido o officio numero '268
do 31 do roez proinlo panado, acompanhado do
requer ment em que Manoel Rodrigues da Silva
Filbo pede o lugar de pharinaceutico da armada ;
significando qoe esta classe se cha completa.
Pelo mesmo ministerio foi cassada ao presidente
da mesma provincia e de outras, por se reconhecer
que he deavanlajosa ao servio, a aulorisaoao qoe
t ni li o para trocas de recrutas, vedando-lhes que os
farifm desembarcar dos vapores, que oa conduzem
para a corte, salvo o caso de enfermidade, on de re-
qoisicJo de aoloridade competente, qaando algum
recruta seja reconhecido desertor ou criminoso.
O Sr. Christiano Olloni foi reformado no posto
de capitao-tenenle da armada por immediala reso-
luto Imperial, datada de 8 do crreme sobre con-
sulta do consellio supremo militar.
Foi nomeado secretario dn Faculdade de Ureiln
do Recife o Dr. Joaquim Antonio Carneiro da Cu-
nda Miranda ; e bibliothecaro o conego Pinto de
Campos.
O Dr, Joaquim Candido Soares de Meirelles, ci-
rarglao mor da armada, foi aotorisado para nomear
om cirorgiao da mesma armada, alguna alumnos do
sexto anno da academia de medicina, boticario e
enfermeiros precisos para a enfermara, que se man-
dn estabelecer na Armaoao. em Nilherohv.
Teve logar no dia 9 a reunao da assembla geral
dos accionistas do Banco Rural e Uypolhecario pa-
ra a eleicao de directores e upplenles.
RslSo lomados lodos os 210 prazos. que o Sr. mar-
que de S. Jlo Marcos e o Sr. Honorio Francis-
co Caldas desliuaram para o projecto da povoacao
Brasila.
No da 3 experimentna-se na casa da rorrecrao n
modelo das machinas destinadas pelo Sr. Rassell
para desinfecoao das materias fecaes no seu lyste-
ma da canalizarlo. Quanol a eflc.acia das machi-
nas para os (ios, que s.lo destinadas, nem urna du-
vda pode existir aps esla experiencia, pois qoe a
desiofeccjlo he prompta e pcrfeila.
S. M. o Imperador assisl > a experiencia. Esl-
veram presentes os Sr. ministro do imperio e da
jodies e a commissao inspectora.
, Reuniram-se no dia 10 os accionistas da estrada de
ferro de Pedro I) para lixarem o quantum da gra-
lificjcflu dos directores e par* procfflerem eleicao
detlee,
Reuniram-se no dia 3 na praca. do Commercio os
accionistas da companhia Tranquillidade, para no-
mearem a direccAo ; e foi eleito seu presidente o
senador Souza Franco.
I.-se no For nal do' Commercio :
Medidas sanitarias.Em frente ao caes Pharoui
est fondeado um barco de vela fretado pelo gover-
vo. Nesle caes permanece um escaler com signal
para transportar nqoelle barco os doenlea que se
apresentirem. Corno esse barco serve tmente de
deposito temporario, os doentes para elle transpor-
tado* So condolidos urna enfermara provisoria
especial estabelecida na Jurujuh-i.
lia ordem em todos os hospilaes, arsenaes, etc.,
para serem transportados quelle escaler, e logo por
este ao navio frotado e dalli Jurujuba, os doenlea,
oa meramente suspeilos. No navio su se tralain os
doentes nosprimekos instantes, emquanlo nao so ro-
movem.
Na Jurujuba a enfermarla est a cargo dos in-
telligentes, mcansaveis e devotados|medicos do hos-
pital da Sania Isabel. Dous internos os coadju-
im.
He uolavel que se lenham salvado todos os enfer-
mos que all tem cliegado.
As casas onde enferma qualquer peasoa sao lava-
das a chlorurelo, fumigadas a enxofre, caladas e are-
jada*. No barco de deposito ha constantemente fa-
cultativos, enfermeiros, serventes, camas, boti-
ca, etc.
pas-
Espirilo Sanio.
A assembla provincial cncerrou seus Irabalhos
no dia 2.i de julho.
Foi insudada no dia lli do mesmo a Bihliotheca
publica da cdade da Victoria.
L-se no (Jarreto da Victoria de > lo mez
sado.
Burra do Rio Doce.
a (I Se capitn lenle Jos Manoel da Cosa.que
lnlia do examiuar a barra do Kio Doce, chegnu a
esta cidade no dia 21 do correnle. Consta-nos que
este digno oflieial fez alguns cstudos sobre o meio
mais apropriado de melliurar aquella barra, proce-
dendo a alguns exames, apezar de nenhum auxilio
ter recebido e de nada haver naquelle lugar, que
Ihe pudesse servir. Para ir barra leve o Sr. Coi-
la de arrscar-se m urna pequea cana, por nao
ler all urna laucha ou catraia lnforma-se-nos que
o Sr. Costa nao considera a barra do Rio Doce tan
m, como geralmenle dis-se. Com algumas medi-
das por elle lerabradas pode loriiar-ae urna barra
te nao muito franca, ao menos melhor do que boje
est."
As noticias de MonterMe alranram al 5 c de
Buenoa-Avres at ~ do correle.
Em Montevideo a qestao linnnccira era .linda
aquella que mais preocupava o govorno, e para a
qnal ninguem va sabida.
A par dessa quesUlu de vida e de morle para o
governo, outra liavia-que muito prenda allencao
puldi a, e ca a da eleicao presidencial em marco
de 1856, porque dessa eleicao depende a solurao das
dilliculdades linaneeiras, bem como das difliculda-
des da poltica interna e externa.
A importancia desla qoestao explica u inleresse,
que ella excitava ja em Moutevidco, qatndo o pro-
gramla do Sr. D. Andr Lamas Ihe foi dar novo
alent.
Commercio dePlata, conhecido pela sua mo-
deracao, e que antes apoa do que combale o go-
verno actual, dandu conladesse programma.diz que
pruduxio, como era natural, encontrados elcitos, e
suscitou antagonistas ; nas que as soas doutrinaa
conciliadoras acliaram mais adeptos do qoe era
dado esperar.
O lempo, acrescenta a mesma folha, dir al on-
de foi feliz ou desgranada a iniciativa do Sr. Lamas
mas entretanto comecou ella por operar nos espir-
tos urna reacc.So para a conciliario, que se ha de
verificar felizmente, sem que a paz e o socego pu-
blico padecilo.
" Seja tub os auspicios da iniciativa do Sr. Lamas
seja proprio movimento dos homens, o que he cer-
lo he que a concordia he considerada como o nnico
meio salvador do paiz, como o esforro supremo
para salvara soa naciooalidade.
Mitos habislomaram a iniciativa e foi ella aco-
Ihida por mnitos coracOes honrados.
Alm disso a iiparic.no do programma servio para
revelar a existencia de om club poltico com o li-
tlo do Soeiedade de Paz, qoe se enrarregou da
refutara i'.iquclle programma.
Era inui liem recebidaa candidatura do Sr. 1).
Andr Lamas presidencia daquella repblica.
Em Buenos-Av res eslavam inleramenle desva-
necidos lodos os recelos que inspirara a projectada
soblevarao capitaneada pelo general Flores, pelo
coronel Bustos, e por D. Pedro Rosas.
Foi apresenlado ao corpo legislativo um projecto
para a crearito de um conselho consultivo.
O governo de Buenos-Aj res acabava de apresen-
lar o sf u programma poltico a assembla geral, que
convocara extraordinariamente. He um passo in-
leramenle novo, e que revela as vistas da adminis
tracto, Ua nesse programma um tpico, para o qual
nab podemos deixar lie chamar a seria atlencao do
governo imperial.
Pela convencTo celebrada era 20 de dezembro en-
tre o general l'rquza c o goveruo de Buenos-Ayres
se estabeleceu a prolongarlo indefinida do JtaUt
ffuo, sto he, da separarlo do estado de Buenos-Ay-
res dos demais estados da Confederaran, e o ejerci-
cio livre para aquello estado da sua soberana exte-
rior. Agora quer o governo de Boenos-Ayres ap-
proximar-se ao da Coafederac,flo para examinar a
qne-lao na reconstrucr.io de fado e de direilo da
iiacioualidade argentina ; e' sobretudo, valo como
aquella pode adiar-se.para entender-te a respeilo da
fa entre os doutrinat, que ambot o gocemos pro-
fenam em rctarao navegaeo do Paran, difleren-
ra que em meujuizo nao he diflicil lazer desap-
pareccr ou conciliar, n *
De Corrientes n3o sao Iranquiilisadoras as noti-
cias. Diz-se que o caudilho Nicanor Caseres eslava
em Entre-Ros, armando gente com autorisarao do
general l'rquza, o que, se sa verificar, devo "trazer
um absoluto rompimenlo entre o presidente da
Cunfcderafao e ngovernador de Corrientes.
No Jornal do Commercio de 6 do correnle vem
confirmada a nolicia que demos de ler sido nomeado
presidente d'esta provincia o Exm. Sr. Dr. Alvaro
Tiberio de Moncorvo e "Lima.
Passageiros viudos do Sul no vapor/). Mara II':
Para LMoa : Jos Esteves Marques, Augusto Ro-
tb, Ramn Lopes de la Pena, 1 ranease Jos de
A.raujo, Antonio Joaquim da Costa GuimarAea, Joa-
quim Correa de Azevedn, Francisco Jos Mendes,
Manad dosSanlos Ferreira Silva, Joaquim le Snuza
Torres, Antonio de Sonza Torres, Lourenro da Cosa
Salgueiroe 1 criado, Antonio Joaquim deSouza, Ma-
noel Agoslinho, Jos Joaquim Leile, Jos Velloso de
Oliveira, Antonio Pinto Lope, Pedro Antonio Al-
ves, Antonio Vieira, ana prima Mara Men-Jcs da
Silva e t lilho menor, Anlonio Rodrigues Fraga, Al-
fredo Carlos de Lima Subid. Manoel Jos Perreira,
Manoel Juaqnim da Costa, Manoel Jos Alves Bar-
bosa, Mauoel Jos Pereira, Jos Germano da Cunha,
Manoel Joaquim da Cosa, Francisco Pereira de Son-
za, Anlonio Francisco, Jos Pereira Aruca, Antonio
Trancoso, Jeronymo Pereira de Vasconcrllos, Fran-
cisco Gonralves de Oliveira Gomes, Anlonio Manoel
Rodrigues Loureiro, Manoel Jos Correa, Antonio
de Araojo, Anlonio Fonles Pinto, Joaquim Mauricio
Lopes, Casimiro Antonio Barbosa Jnior, Jos An-
lonio Gonralves. Antonio Jos da Costa, Pedro Jos
Ferreira Alvim Furlado, Ju3o Gaspar de Oliveira,
Manuel Mariiu Marinho, sua mulher e una tiln
menor, Antonio Joaquim Gomes da Cunba, JoAo
Das da Silva, JoAo Baplisla da Silva, Joo Rodri-
gues Cantoso. Francisco Joaquim Lobato, Anlonio
Gonralves Mouleiro, Jos de Campos e sua mulher
Quileria Mara. Agoslinho Jos Villaca, Francisco
Jos Ferreira Braga, Jos F'erreira Coelho, Couslanl
Fundais, Jeronymo Arantes, Manuel Antonio For-
tunato de Almeida. Anlonio Pereira da Castro, Ma-
noel Ferreira da Silva Cunto, sua mulher e 2 fiihas
menores, Manoel Morcara de Queiroz, Fredereo
Cezar de Abreu, JoSo Rodrigues Vllella, sua mulher
e 1 filbo, Ayresde Soma Carneiro, Manoel Joaquim
da Silva o S, Manoel Jos de Lima Braga e sua ir-
m Annt Mara da Silva Braga, Domingos Luix de
Mallos, Angosto Sergio Marques de Almeida, Jo
Joaquim Fernandes da Silva. Anlonio Morcira de
Souza Meirellea, Jos Gonralves Otero, Francisco
Pedro Kamires,|l rancisen Jos Soares; ao lodo 82.
Tem-se continuado a arrenderas fogoerasem to-
da a cidade e be para notar-se que na fregnezia da
Conreirn da Praia, onde o ncansavel subdelegado
lem sempre npretentadn um grande numero dellas,
he pequeo o numero de pessoasaccommettidas, re-
lativamente as oulras freguezias, onde crescem ou
(limiouem os casos na razaodo maior ou menor nu-
mero de fogueiras accsas durante a uoilc.
Entretanto lemhrainos que seria mais convenien-
te arcendc-las s das 9 horas em liante, e sempre
par i um dos lados da ra ; nao sn porque a essa ho-
ra he limiladissimo o numero de pessoas, carros e
cavados, qne Iransilam, como porqne os que tran-
sitaren! podem eueostar-se ao nutro lado sem soffre-
rem o incommodo que causara as fogueiras no cen-
tro das ras. .
O Exm. Sr. presidente da provincia trata de
crear diversos pni'tt sanitario* em cada lima daa
freguezias desla cidade.
Tendo sido dslrahdos para algnns lugares de Tora
mdicos dos nnmeados para a freguezia de S. Pedro
nesta capital, foi bontem nomeado para substituir a
vaga de um dclles o Sr. Dr. Thomaz de Aquino
Gaspar.
O Sr. Dr. J. J. de Oliveira Junqueira, juiz muni-
cipal e delegado da Cachoeira, que, segundo nos
consla, veio na quarla-feira chamado da presiden-
cia, segoe hoje no vapor para aquella cidade.
Vao mais para Cachoeira o Sr. Dr. Elias Jos l'c-
drosa, lente da Faculdade de Medicina, na qualida-
de de director d servir medico d'tqoella cidade, e
ama irmaa de -rida le. '
Foi nomeado para Ilaparica o Sr. Dr. Francisco
Xavier dos Res, e levou uma ambulancia.
S. Poni.
Foi nomeada pelo governo urna- commissao para
tratar do ludo quanl for concernite a realisario
do monumento do Vpiranga.
A cmara municipal da capital deua provincia
represenlou ao governo contra o svslema Mac-Adam,
que tinha sido posto em pralica no calcamenlo da
ra Direila, o qnal foi por isso|suspeuso.
Mina* Geraes.
Nt da 5 do mez passado, na villa dv Curvellos,
indo o delegado de polica Anlonio Jos Soares pas-
tar uma revitta cadeia, foi estallado e morlu pe-
loa presos, que se evadram lodos ertm 8) menos
um que foi preso.
Noarraial deS. Joo Baplisla. do Morro Grande
liouve uin pequeo tremor de trra. Uma ctrla
da pessoa fidedigna, publicado uo Jornal do Com-
mercio, diz o seguinle:
" Na madrugada do dia 25 de julho sentio-se aqu
uma convulsdo terrestre, o i tremor de (erra, que a
ledos assuslou pela novidad.
Retidindo ed no meu sobrado, esle abaloU-se de
tal torl qoe os trastes cambalearam em seus lugares
por Dianeira aterradora, a
representarao e acedo exterior, pois qoe las do-
ploraveis desplelligencias entre o governo do Para-
guay e o de S. M. I. podem surgir fados, que po-
nlinm em coufliclo algum principio da soberana
nacional,
Aqui Iranscrevemos esse tpico do programma de
Buenos-Ayres para melhor o poderem apreciar os
leloret :
O grave ponto da reorgtnsarato nacional fica
porm para ser tratado depois e com a devida ma-
dureza. Por ora o mais urgente he o que diz res-
peilo representarao e acc,ao exterior.
Ser de lodo impossivcl chegar a um ajuste com
o governo da Confederara, tendente a tornar a ac-
ciio nica, ou pelo menos de accordo, ainda que se-
iarada '.' A existencia do estado de Buenos-Ayres
le a esle respeilo passiva. ao passo que a Confedera-
cao dssemina agentes diplomticos pelas cortes prin-
cipies da Europa. He isto o que conven a este to-
do glorioso chamado Repblica Argentina ? He as
sim que se consultan) os interesses de seu crdito no
exterior !
Para Nag vai uma unir ambulancia requisitada
pelo medico que U se a cha.
Vai em commissioa cidade de Sanio Amaro e
villa de S. Francisco o Sr. Dr. Felisberlo Antonio da
Silva llorts, inembro da commissao de bygiene,
para observar o estado sanitario d'aqnellas localida-
des: leva urna ambulancia de prevenrao.
Ilonlcm i larde chogou o vapor da Cachoeira rom
mais de 400 pessoas. A cidade eslava quasi deser-
ta : a popularan foge ou para o centro ou em barcos
para diversos ponto-. A povoarao de S. Flix est
inleramenle deserta.
Alem da peste, grassava a fome horrivelmenle, e
havia falta de medicamentos, porque j etlavam aca-
badas todas as ambulancias.
No vapor vieran) os medir da povoarao de S.
Flix, algnns acadmicos vieram buscar comesliveis
e medicamentos, e voltam boje, decididos a licarem
firmes no jen posto de honra.
Enlrc as pessoas que na Cachoeira se lem distin-
guido pelos servi.;os prestados bumauidade,|folga-
mos decscrever anda os n ornes respeitaveis dos Srs.
Dr. Joo Ilorges Fcrr.-./. Jnior, teneote-coronel Jo-
s Pinto da Silva, e major Francisco Martins Cur-
vello.
Os> acadmicos, enviados pelo governo para a Ca-
clioeire, merecem os raaorcs elogios.
Sua deticacau lem sido exemplar.
Gloria a eases filhos da nosa faculdade, que no
amanhecer a sna existencia medica lem sabido gran-
gear a admiraran de lodos! Gloria a elles qne no
enxergam perigo qnando solTre o seu semelhanle I
Nos os recommeodamos, a patria os coroara.
Rio Grande do Sul.
Fugiram os preso* da deja de Carapava com a
competente guarda, ficando tmente daquellet um
celebre Barata e dettes o argento commandan-
te da guarda, qoe eslava dormindo na occasiao da
fuga.
Este arontecimenlo tevo lugar na noile de 4 do
passado, que eslava muilo tenebrosa.
Diz ama carta particular publicada no/lio Gran-
dme, que o commaodanle da luamirao da villa
de Jaguarao, coronel Vargas, recebeu varias parti-
cipare* do Estado Oriental, de que por aquella
campanha andam alguns candilhot aluciando e ar-
mando gente para sorpreiidertm e expellirem da-
quella territorio a divisJo brasileira com ctpeciali-
dade o 2. regiment, qu; segundo consk, esta a-
caiapado no Itincao do Inferno.
Falleceu o coronel Vicente Paulo de Oliveira
Villas-Boas, veterano da independencia.
e O governo acredita qne nao, e que importa '
ambas as fracc5es modificar esse eslado de cousas
anmalo, vilenlo e perigoso. Tantcmo-lo pois;
BueiiosAyres, lomando a iniciativa, colloca-se oa
aitnra do de ver e do seu deslino.
a Se uma iniciativa por parte de Buenos-Ayres
naquelle sentido for ineflicaz, Bocnos-Ayres ao me-,
uotier cumprldo o' seu dever ; e cutan, podendo
fixar soas ideas e sua marcha, e possnindo, como
possne, recursos sufllcienles e a suflicieute impor-
tancia poltica e commcrcial no mando, desenvolve-
r plena e separadamente, emquanlo durar o actual
itofu /uo, o exercicio dessa soberana, que se rescr-
vod, fazendosentir no exterior, nao, como al hoje,
ni vas pulsarnos de ama existencia expectante e
inerte, mas sim a aejao desembarazada de uma vi-
da propria e activa.
o Provavelmente este caso nao chegara, c assm o
deseja vivamente o governo. Seja como for, he para
esperar que o governo da Confederarlo nao se recu-
sar a um accordo pelo menos acerca de um ponto
convencional.
a No tratado de 8 de Janeiro, ambos os governos
te obrigaram categricamente a entrar em ajustes,
se por ventura viesse a achtr-se compromettido al-
gum principio da soberana nacional. Nio digo,
Sr. presidente, que tenha cliegado esle caso : porm
digo que pode chegar em breve, e que he da estre-
la obligarlo dos governos diligentes e previdenles
premunir-se lempo contra todas as evenlualidul"s
possiveis.
b A'cerca desle ponto s lomarei a liberdade de
significar que do estado, a que lem cliegado a* de-
ploraveis detintelligencias entre o governo do Para-
guay o de S. M. I. podem surgir fados, qoe po-
nbam em conflidoalgum principio da soberana na-
cional.
( Nao reclamam pois os interesses argentinos que
ot governos da Confederaran e de Buenos-Ayres se
aproximem i ettejam de accordo pelo menos acerca
deste ponto traiuccdeute Imlubitavelmenle ; e
tanto mait, tenlioret, quanlo ha bulante di/feren-
Em falta dos medicamentos que d'aqni foram para
a Cachoeira, os mdicos e os acadmicos recorreram
ios de K, mas foram lodos improductivos; em vir-
tnde do que laucaran) mao das garrafas de tc-roi
que haviam levado, e com ellas conseguirn) alga-
mas curas.
Dizem-nos que esla lembranca foi do acadmico
Francisco da Silva Mcraes, mugo de reconhecidn ca-
paeidade e ama das esperanzas de nossa (erra.
O governo manda hoje no vapor para a Cachoeira
mais dez ambulancias, 10 barricas de familia de tri-
go, 200alqueiresde familia de mandioca,25 itiquai-
res de arroz, 100 arrobas de carne socca e 100 bar-
ricas de bolacha.
{Jornal da Bahia.)
CORRESPONDENCIA DO DIARIO
DE PERNAMBUCO.
RIO.
13 de agosto.
Caro mi Temos citolera 1 He elle, ou ella ?
asitico, europeo, turco, ou russo ? He benigno,
maligno ? He espordico, epidmico, ou transmis-
sivel'.' Foje quarentena. ao escalpello. lncela,
aos pos deseiifeclanles, ou aojejum t Entra pelo
Darla, ou pela bocea ? He allopatha, ou homeopa-
tlia ? He epcurisla, ou sceplico ? l.impo, ou as-
queroso '.'
Eis, caro mo, as grandes queales do dia, que
Irazcm oceupadas as academias de medicina, as
juntas b\ denicas, as caberas sapienlissimas de todos
os Hypocrates, e de lodos os Hahntmanna. E nos
oulros, a liiimanidade assuslada, e aterrada pelo ba-
rullo das academias, juntas, e mdicos, esperando a
decisao dessat grandes quesl&et para sahermos te
havemos de morrer cholericos, ou nivosos, epid-
micos, espordicos, sangrados, horaeopatliisados,
roartyrsados, ou famlicos pelas qunrenlenas.
Que ni nflo morrestemos da molestia, qoe nos
apronvesse, concebo eo ; porque iucootesdvelmen-
te pertence medicina barbarisar os nomes, outr'ora
(ao simpliret, das molestias, que raptiram'i nostos
aves ; mas o que nio posso soffrer he que levem
tanto lempo a denominar ama molestia, qoe liqui-
da com lamanha promplidao. O que Importa a um
pobre qus faz viagem, que tenha morrido de cholera
asitico, ou europeu, masculino,ou femnino,empes-
tado, ou Irautmillido t
Ainda uio vi tanta solcmnidade para negocio lo
simples.
Isso tem feilo com que o sceplici-mo baja invad-
do tanta gente, que multos duvidam do cholera,
nao poneos do qoe dizom os mdicos, e quasi lodos
da medicina ; o que he um verdadeiro alheismo.
O nos- Mello Moraes, que me parece um vigario
a paisana, fez um diccionario, pelo qual quer da
assembla patritica uma bagatclla de 15 coutos, no
qual to falla a definicao da paluvra medicina. Iii-
zem que trata do cholera com conhecimenlo tal, que
parece htver estado cholerico por mullo lempo. Eu
ainda nao vi a obra.
Dste-llie, que aigons duvidam do cholera ; mat
acredite, qoe quein fez a seguinle quadrt er uelle
pamente,
Se me enchem d'esle opio ()
Constantemente o funil,
Deixo cm paz por longo lempo
O meu querido Brtsil.
O remeti he fcil ; por lanto usemos da re-
ceita.
Os que porem, n,lo acreditara, osatheos, rata ma-
ligna, esses fazem o seguinle.
Soneto.
Pretendo certa genle erguer o facho
Do pnico terror com seos avisos,
.Sobre um mal no qual na vacbo risos
Nem do cholera fatal o menor cacho.
E do povo fazendo seu capacho.
Proclaman) por ah preservativos -
Mil modos de fazer os curativos;
Oulros para provar, que nao he macho.
Has drogas o poder qoasi divino
Dizem nossos jornaes ao mundo inicien
Anda o cisco, anda a lama em desalio.
Mas eu, charo letor, qoe sou matreirn,
Traduzo u'esse afn etcalapino
Aliem sensivel falla do dinbeiro
Temos, ou nao cholera''. Eis n-que Ihe nao sei
responder. Quero duvidar; mas o Exm. Paula
Candido em sua proclamar declara, que ha, e dez
vezes ha ; quero acreditar ; mas os casos sao lo ca-
ros, lao itescontiecidos, tao occullos ; c de oulro la-
do apparecem poetas d'aquclte gosto, qoe quasi in-
filtran) a cuiivicco li'alma.
Eu a fazer parte da junta bygenica fulminava
um anadenla contra quem lesse taes sonetos, c ver-
sos, bem como as prosas dos theos, aos qnaes enn-
demnava em auto de fe publico, e solemne, para
nao desvairar a f dos creutes.que teem uma conso-
lacao-salut.ir em sabercm de que morrem.
Em ludo quanlo ha, em relac,o ao cholera, de
mais real e maligno, qne tem cliegado ao meu co-
nhecimenlo lie a quarentena; porque s3o quarenta
dias do jejum de traspatio, como chamara as bea-
tas.
Vi os que escaparam da tal quarenlena licidoi, e
caiacericos como desertores do cemilerio. Dias liou-
vtra n, disse-me um d'elles, em que nao comemos,
e nem bebemos agua.Assm em verdade nao h eAo-
lera possvel.
A que.i,i Os quarenlenas lem estado feiu en-
tre os Hypocrates;uns querem que ella seja um sal-
valerio, oulros. enlro elles o Exm. Paula Candido,
sostenan) que ella be tiln da estupidez, e que he
bastante a desiufeccjlo. Aquellos suslenlain, que
a iucubarao da molestia he louga, estes que nao
passa de cinco dias. Ha muila gente, que os quize-
rtLvr incubados a todos per omnla swcula.
Das taes desii>fecr,oes quem mais soirre tao as car-
las ; pois sao dilaceradas a golpes de escalpello,
ponto de inalilitarem-se quaesqaer docuinentos.e se-
rem devassadosus intestinos das mesmas.
Muito cuidado eom as remetsas de dinheiros, e
segredos; porque ppdem fugir a medo dos golpes,
com o cholera, que esliver aninhado no veolre de
uma cartjnha.
Se me nao temesse pela inleireza d'esla dir-lhe-
hia uma viagem.que fiz a Petro'polis; mas fica para
depois das desnfeci;Oes,
Passou no senado, com pequea maioria, a lei
das incompatibilidades, toda disforme, com o rabo-
leva dos circuid. Se ate agora tinhamos governos
quadrados Itr-los-bemos redondos.J ha quem cha-
me a tal lei, o compendio das lopiaces, ou datlran-
zacOes.
Temos muila inclinadlo t negocuc,es, lie inques-
tionavel.
E quem ficar logrado, o governo ou o povo? A
experiencia o dir ; e no enlanlo digamosVivam
os circuios e as incompatibilidades locaes.
O novo contrato da companhia de paquetes a va-
por tem feiin bichas na cmara, e desafiado nma
di-cussao incommodalva companhia, e seus com-
mandanles de vapores. Os denotados pela Parahi-
bn e Rio-Grande cst.io em brazas, por nao serem
os vapores obrigados a entrar .uoj., portos de soat
provincias.
Nada mais occorre no campo da poltica.
Anle-lioulem das 8 para as 9 horas da noile, pou-
co mais ou menos, fui assustado por dous raiot, que
sem dizerem lir-te, nem guar-te, passaram muito
prximos a rainha individunlidade. Logo que lor-
nei a mim do susto, qne me causn o primeiro, vi
apparecer o segundo, arrebenlaram como duas bom-
bas.
O mea primeiro cuidado foi convencer-me da
denudada de minba pessoa, porque naquelle dia
linha ldo no Diario do /lio, o que pode verificar
se quizer, que me nao occorre aonde, ura raio mu-
dara n'um rapagao uma menina de dez anno*.
Eu ainda lenho minhas desconfianzas, atlendeo-
do a certos movimenlos, que tenli, que o primeiro
lornoa-me mulher, o o tegundo reslabeleceu-me
hornera. Quede desgostos rae nao pungiran) se eu
vindo de minha (erra feilo hornera, volto mulher e
bem mulher I...
Oh! S pensa-lo' he horroroso ; principalmente
allendendo, que nao eslou mais nos quinte, nin-
guem quercria casar comigo, lano pela idade,
como principalmente pelo receto de tornar-me um
dia o que dantes era.
Chegou orna cantora Lagrua, que lem feilo fu-
ror. En ainda me nao resolv u manda-la eslrear
porminha conla. "''
Esperam se mais cantoras, e nao sei onde iremos
parar com tantas gargantas de seis conlos mensaes.
He provavel que siga nesle vapor o nosso amigo
padre Francisco Duarte, elle Ihe dart noticias mais
cirru Distanciadas.
Stude e quanlo he bom, livre do cholera, e rnios
Iic mudara os sexos, Ihe desejo por mallos aunos.
,l
Neiihunn nolicia lenho de villa do Norte ; creio
porm que as febres all reinantes teem diminuido
de intensidade.
Houve no dia 14 do correnle ara incendio nesta
cidade prodozido pela explosXo de algumas pecas de
fogu de artificio que ae fabrica vara em uma easinho-
la : foram victimas deexplosao 3 pestoasque, tendo
queimadat gravemente, perecern).
A seguran;,) individual continua da maneira a
mais lisongeira : na primeira quinten., desle mez
nao houve atienta in algum contra vida e proprie-
dade.
A administrarlo prosegoe detembaracadamenle :
causou aqui desagradabilissma sonsacan a aggretsao
que na cmara temporaria a querco lo o Sr. depu-
tado Sobral fazer ao nosso Ilustrado vce-presidenle;
agradecemos as nohret vozes que em favor do ilus-
tre menle se ergueram naquelle augusto recinto;
parecen-nos que havia grande injutlifa em seme-
lhanle aggressao; ainda ninguem poz em duvida a
Ilustra .a do Exm. Sr. Roberto Calheirot de Mello.'
Em duas de minhas ultimas cartas abalancei-rae a
fazer-vogar a frgil piroga pelos assoberbados maros
da poltica geral; hoje porm uanja eu qoe lal l'ac i,
se anleriormenle me animei a dizer algumas pala-
vras a respeilo, he porque enlao apenas enxergava
uma nuverazinlia qoe poda ser do-foila ; mas hoje
que a tormenta est immiucule e nevtavel, hoje
que as ondas ja encapelladas principiara a hitar, os
ventos a sibilar discordes, as electricidades a ramo-
rejar furibundas, nao sere eu quem se arroje a dar
a vela por tao raedonhas aguas .' Prevejo lula mu
renhida, praza a Dos fique ella smente em pala-
vras e nao (enhamos de assislr a scenas sanguina-
rias. Adeos progresso refleclido! Adeos njjelhora-
mentos materiaesl faites placel de hoje em dianta
a senlin he compatibilidade e incompatibilidade !
Dous atiricias dignos de medir-te se apresenlaram
na arena, para qualquer parte que penda a victoria
nesle primeiro encontr sera sempre um mal ; pois
a consequencia ser lula mui reunida Ah se cor-
lo diplmala quizesse ntervir, anda ludo se poda
arruinar ; mas pelo geilo que a cousa vai lomando
creio que esse nao se dignar de ngerir-se no plei-
to !
Nao sejamos porm cassaudras, deixemos a oulros
a nccupa(ao de presagiar males.
Val*.
N. I!. Por causa da* duvidas mande-me dizer na
primeira occatiao propicia te V. he compalicel oo
incompaticel; aempre he bom a gente* aaber com
quem li la.
forem, conhecendo e da falla d e capacidadc de al-
guem: ronsta-me que o primeiro com loda a fran-
queza que Ihe he propria, lem publicamente decla-
rado que nao admilte a mais pequea velhacada ou
coosa qne a isto cheire. Confierh os Recifenses na
probidade, juslica a rcclidao de juizes que mais de
uma vezterem exibido provat de teut caracteres. O
foro do Recife sera' regenerado.
Cmara municipal.
Esla illtlrstima corporaclo eontinaa com todo a
empenho e cuidado no melhuramento do seu muni-
cipio: entre outrosum dos seas beneficio* foi livrar-
oos de uma insuporlavel saoguesuga de dinheiro,
um tal fiscal Man Mendes ; era o flngello do povo,
irincipalmenle dos comraerciantes; cm o negocio
lie cheirandn a cobre era mas lesto, promplo c agu-
do que um labias ; mascheirando-lh* a Irabalho
er mais pregair.oso, mait lerdo que om burro em-
perrado ; mandaram lal pesie para as Arabias, e fe-
lizmente em seu tugar temos um morjo bstanle ho-
nesto, eqoe vai servindo satisfactoriamente ; neces-
itamos de empregado honrados verdaderamente, e
nao honrados porque nunca parirtm.
Seguranca indicidual e de propHedade.
Contra a seguranza individual nenhum mentada
se ha pralicado, o mesmo se nao pode dizer quanlo a
propriedade, que continua de quaudo em vete a sof-
frer boles dos pas d vida ; embirraram com os ca-
vados, que nao eonsenlem que tenham um s te-
nhor por muito tempo : aleja' ot v8o tirar a fortio-
ri de dentro das estribaras, como soccedea com um
do senhor do engenho Maragi : e o mais eugracad
Oulro assigoido pelo* qualro fiscaet detta cidade,
commuoicando qu* de honlem para c oto te Ikc*
teem apresenlado as praca* do corpo de polica, dec-
linadas a vigiarem na consarvacao da limpeza da ci-
dade, nos lugares onde s lem ella feilo ; constan-
do-Ules qoe esla falta procede de ter anido pora 0
norte orna forca do mesmo corpo, para eoadjuvtr a
arreadacao do* salvados d* orna barca que encalhou
por aquel le lado. Qoa te levacte o ex pacto ao
cheto de polica para providenciar de modo qne te
nio nutilisem deade ja ai medida* tanilanat que in
lereisam a todos.
Oulro do engenheiro cordeador, pedindo man-
daste a cmara preparar para soa npcrlifAo, o qcar-
lo posterior sala da secretaria desla cansara, por
flear alu mait bem collocada, assim como aolori*e-
cao para fazer a despeza necessaria eom o forro de
algumas plantas novas, par* a toa boa cootervagao.
Mandou-te ordem ao procurador para mandar
preparar o quarto, e paia pagar a despez que bou-
ver oum o. forro das plantas.
Oulro do mesmo, pedindo Ihe mandada a cmara
satis azor a quanlia de 5->600 que detpcndea com a
compra de dous vidros grandes para encaixilhar a
plantas, em ponto pequeo, dos balrros do Recife C,
Sanio Antonio. Mandou-tc pagar.
Oulro do mesmo, informando acerca da petico
de Francisco Custodio de Sampaio, relativa a obra
de orna cocheira na Capunga. A' commissao de
edifi-acSo.
Oulro do administrador do cemilerio, remetiendo
n um inappa impreso das pessoas sepultadas no cemi-
o lerio deade o primeiro de maio de 1851 al o 1* te '
he. que parece goslar a polica deesas gracinhat, pois i marro deste anno, e mait nove ejemplares do mee-
qoe. conserva-se em inacciln esse respeilo ; nao
quer brincadeiras com os taes amigos do alheio, qoer
viver bem com Dos e com o demo ; faz muito bem,
est na poca.
Salubridade publica.
A* febres amarellas deixaram-nos completamente,
apparece ainda um on nutro caso de sezaot
Continuamos em sustos com as noticias do cholera-
morbus, apparecido no Para, e sobre o qual diaris-
mo, para serem distribuidos pelos vereadores. Re-
met a igualmente oulro mappa resumido do nume-
ro des sepultados no trimestre Ando em o dito mez
de marco do correnle anuo. Interada.
Outro do mesmo, participando que se haviam ti-
rado todos os simples da abobada da capella do ce-
milerio, sem que presentaste ella o menor indicio
de ruina, e pedindo desse a cmara dedico a m-
dcir.i dos meemos simples. Imlmonto remedia
mente falla o seu eonceiloado jornal ; tem-noscon- um 'caoqoe Ihe enviara o capellao do cemite-
Irislado bastante o estado desgracadode nossos ir- ."'. ornmentoi precisos a capella ; o aecresceo-
_ lava flim Aa ...i., .. >.-.:-__j:______ *_
Imen.
ALAGOAS.
Macei 19 de agosto.
Tenlm a salisfacao de participar a V. para qne so
digne de fazer chegar ao conhecimenlo de todos os
seos leilores do imperio, que esta provincia e acha
na mais perfeita tranquillidade. Dos guarde,
etc.
Quero desla vez considerado como om dos mais
altos poderes do estado e a esle sea humilde servo,
como um dos seus menores delegados, e por ventu-
ra nao he V. o primeiro ministro deS. M. a impren-
sa ? Quizera ter a penna critica de ales Janin oo o
estro tntyrco de Boileau Despreaux para encher
meia dnzia das columnas do seu colossal Diario com
uma disserlacao em prosa ou verso a respeilo da
grande potencia que se nppellidn imprens. ; mas
visto como o genio e o estro peetico ebem tmente
em partidla pateos quos tequns Jpiter amaril,
nao ha remedio senao desistir do nobre empenho que
tinha in mente e dizer-lhe insulsa e rasteiramenle,
que sendo V. o proprietario do 2. (se nao l.) pe-
ridico do Brasil, nao pode deixar de ser considerado
por lodos quantos manejam uma penna como nma
poteslide de primeira ordem nt repblica das lot-
Iras. /
A salubridade publica continua sem nolavef alle-
racao na capital a commissao incumbida d* pro-
mover o aceio c limpeza nao lem arrefecido em seu
nobre zelo : as visitas aos armazns c deposito* de
gneros alimenticios teem causado algum desgoslo
entre os heneados negociantes decarne do Cear, ba-
rilliao e zurrapa, os quaes importando-so pouco com
a salubridade so curam de ajuolar o* cobres por fas
ou nefas.
ama coosa, responden Car-
Mau 1 marmurou Crter.
Mau I repelram Filowtki, Slaunlon e I.twis.
Cuidado, tenhores lornou o mercador de ca-
valle*. Qaando um aoola uo tem mais que deso-
jar, melle uma bala na cabeca.
Essa he a regra inspiraran) os oulros tres em
coro.
Que faremos ? pergontou Lewif.
S podemos cp
ler, lie eata-lo.
Vao expediente di;*e Filowski em polonez,
erguendo es nombro*.
Seo noivado durark qnando muito quinze dias,
obaervou I.ewit.
Poit bem esclamou Crter ; nao fabriquemos
mais, e procuremos oolra combinacSo ; entretanto
demo* eilracao aos notsoa producios. Se no liin de
quinze dias elle sucidare...
A polla abrio-se novamente, e n lacaio amnun-
riosa o commodore.
Os fornecedores rrcohraram sua ctlilnde rcsnello-
ta. Pela porta aberlii el! viram um especlaealo
extravagante. O commmlure eslava n como um
vidro a exceprao de ornas braga* enra* que co-
bram-llie at coxai. Suua pernea magras e longas
agilavam-se a comps ; no lim de seus bracos m>-
docos c ecbellodm viam-ac-lhe as mAo* calcadas de
lavas grossas, que lancavim ao ar morros furiosos.
Tinha no rosto uma mascara de fio* de ferro.
o- Apero I gritara elle com vez cansada : a ca-
beca para Ir* t a perna de dianle livre Proteja os
pello* ; o peior golpe he no estomago... Eis o murro
de Smilh 1
Djzende isto, dea um noeco formidavel oa p-
rtele ;
O murro de Paulos he duplo e vem depdls do
iras fingimentos, trocando a mao... 'Tras tras !
trat!... Zas I
Rapelllo a porta com daa* soceos furiosos, e de-
pois entreo terapre na drjreosiva, respirando como
uma balea e tumbado de tuor.
por mim contra Jamct! James s lem por ti a Tor-
ta, eu tenho a destreza e a ciencia.
Curvou os jarraitos e moveu os puniros como do-
baduura. Os fornecedores contemplavtm no com
admirarlo.
Tenho visto muttos jugadores da marros.... co-
mecou Crter.
i E jugadores famosos accrescenton l.cwis.
Mas, lornuu o mercadur de cavados, Milord
lem certa maneira que Ihe he propria...
O melhodo inlerrompeu o commodore. Par-
to de um principie : nada fazer como os oulros. Sa-
liera porque estou lio alegre esla manha apezar da
nevoa '! He porque meu professor Daniel de Covenl
Garden ensinou-me um golpe novo, com o qual que-
brei-lhe immediatmenta o nariz.
Deveras '.' disse Crter.
Ah ninguem he como Milord para etsas cou-
sas disseram os oulros rindo.
O commodore dingio-se ao mercador Uo cavados,
e pcrguiilnuapresenlando-lhe punlio :
Vmc joga t
Nao, Milord, nada absolutamente balbuciou
Crter recuando.
Enlao, lornou o commodore, vou ensinar-lhe o
golpt.
E pondo-e ua defensiva, Miaa a cabeca para
Iraz. t'.arler seriamenlo aleirado continuava a re-
cuar.
Nao tema, dase Roberto Davidson fazendo
dous ou (res movimenlos corlezes era torno das fa-
ces do infeliz Crter ; ninguem marro por isao !
Vejam bem, Vmcs. oulros, he ao nariz que dir-
jo-ine I
Mas, Milord... topplicava o mercador de ea-
vallns.
Tenha alguma complacencit diziam os ou-
tras tres fornecedores.
O commodore eslava Iranquillo e risonbo, mas
atravez dos furos da mascara, seu odiar fateinava a
Crter. _
COMARCA DO RIO F0RN9Z0.
Cidade do Rio Formoso 5 de agosto.
Charo amigo e senhor. Saude, dinheiro, poucas
ou nenhumns prelonrOes ante o governo, nada de
visitas da sendera cholera, ainda mesmo daquella
baptisada pelns escolapios indianos com om nomo lao
corapridn que cae i lanto pronunciar, e que elles
chamam assim eAoiera-mor!iu-&enic;na-cuc7Br-
sporao-ou-esporada: irra que nome Parece
que descobrirain ser essa senhora prenla de algum
re! Emlini desejo-lhe muitas, muilas e muilas feli-
cidades, e isto ex-corde, que j nao he grara no tem-
po daa mi i laques fraucezas.
Eslou estafad >, candado, machucado e estrompa-
dissimo com nma langa viagem que fiz para for
desla querida cidade em procura de certos meios de
melhorar a vida, rutilo porque nao Ihe lenho eacrip-
lo ha mais lempo, e nem sere muilo extenso nesta
cartinha.
.Estamos no mez de agosto, mez dos desgostos, se-
gando as superstees do puvo ; e o mais he que he
o mez-de minhas qaizilas, leui-me |tido sempre fa-
tal, e por isso lemo-o muito. Dar llie-hei algumas
noticias dos ltimos dias do defunlo julho, e dos
primeiros da vida do presente: aerei breve e fiel.
Polica.
Repetirn do que ja Ihe lenho dito em todas as
minhas passadas; continua uo aulgo estado,-em na-
da ha roelhorado, as mesmas fallas de autoridades,
o mesmo delexo das em exercicio, nada de melho-
rarmos de sorle a esle respeilo, marchamos no mes-
mo terreno: al o prsenle nenhuraa providencia se
tem dado, ao menos que tenha cliegado a nosso co-
nhecimenlo.lparece que de proposito se qoer peiorar
a sorte do povo, que he quem mais soffre com etsas
fallas.
O subdelegado de Una, de quem Ihe tenho falla-
do, prosegue em dar provas da sua iocapacidada e
nhabilidade para o cargo que exerce ; e demais a
mais he hoje aconsclhado por um parodio que, et-
quecendo-se de que lie o homem de Daos an p de
teu aliar na cadeira da verdade, a porla do misera-
vet; mas que em todas as occasies mundanas be
um dos homens mais humildosos e menos ioOaentes,
o tem reduzido a mero instrumento de eus capri-
chos e de intrigas inesquinhas; esae parocho goza de
mao nome e repuUcao na ua freguezia, nenhum
respeilo merece; lem avilado a nobre classe a que
pe lenco, segundo a opiuiao publica, pois nao o co-
lillero pessoalmenle; sou apenas echo da voz publi-
ca ; e ua posiclo que lomei de seu noticiad r, nao
guardo cabras de ninguem, ponho tudo em prat
iiinpos. solTra quem solTrcr, morda-se quem se mor-
der.
Justira.
Marcha satisfactoriamente e a contento de todos,
o que contamos como uma grande felici lacle, e nao
cessamos do rogar a Dos a conserve assim per mu-
a streual. Cerloamigo e amigo deconlianc.,, coo-
(ou-mt bontem certas coasiuhas de um cerlo escri-
va do civel, que a serem coasas certas, certamente
be cerlo, que o cerlo escrivao ja Uo vai caminho
cerlo, e a convencer-me da certeza deslas certas
coasas, conto-lhe lado claramente; assim poisa-
caotele-se esse cerlo escrivao que quem Ihe avisa
seu amigo cerlo he!
Abrio-se o jury no da designado, como Ihe dlssc
na passada, mas na foi possvel reunir-so numero
sufllciente de jurados para fonecionar este tribunal,
pelo que ficou adiada i sessao para o dia 27 do cor-
rele ; c talvez nem netse din trtbalhe: os homens
cada vez vio desaeredilando esta sublime instituidlo:
bem rata o tem o nosso ministro da jastifa em pedir
a sua reforma ; nao resta duvida que o jury s deve
funrciunar em certos e determinados lagares, onde
po'ssa haver scoha de homens e verdadeira liberda-
de nos julgamontos.
O resollado dessas faltas de sessoes he lornttVs
cada dia mais sensivel o efleito da impunidade, de-
vido a ellas e oulras causas. Faca o Sr. Dr. juiz de
direilo efleclivamente cahir sobre esses raahlndroi
omissos no cumprimento de seus deveres a* penas
da lei, para ver se elles chegam ao reg. Este* meus
senhores de engenhos nao se querem abalar de sua*
casas para nada, a excepeo dos negocios eleitoraes;
isto sim, 8o capazes de dar volla ao mondo; e
qaaedo aperlados, com a maior facilidade acharo
uma alma bemfazeja que Ihes d um atteslado de
molestia: emquanlo iodos se nao convenceren) da
necessidade de trabalhar em comraam para o bem
geral, nada conseguiremos, todo ser egosmo.
A proposito : tenho visto e lido algumas Carlas de
pessoas do foro dessa cidade, nas quaes dizem estar
assas salisfeilos e cheios de esperanzas com as no-
meaces do jui{ privativo do commercio, presidente
e membros do tribunal do commercio; taes funecio-
narios garanten) o progresso e felicidade do com-
mercio desla pio>inda, que eslava entregue, com as
devidas e honrosas excepc&es, nas maos de Ira Tiran-
tes e aventureiros que especultvam com a fortuna
alhela: sugeitnbo havia (e ainda os ha) que nego-
eiava sem um real de fundo, faziam grandes e avul-
ladas compras a crdito, e afinal, depois de mama-
ren) bous pares de conlos de ris, dtelaravam-se fal-
lidos, o sempre com o maior escndalo eram consi-
derado* de boa f, ele, etc. Esses traficantes por
ah sao bem condecidos, e qnal dilles ja foi provar
a cadeia '.' Quantos estao cumprindo aentenca '.'
Mas agora iignenlem-se com o Dr. Piretli; he de
pifio vivo, nao leva enbaradella assim com duas ra-
7t, sohram-lhe intelligencia, probidade e aasteri-
dade, faz juslica sem que os que sollrem o* seus ef-
feilos dellc se possam queixar. Quem nos dera mal-
los Perettis, Campos, Paiva Teixeiras I
A par destes elogios, alias mui bem merecidos, le-
nho ouvido algumas censura* (de um lollicilador
maos do Para. Praca aos reos qoe o vapor que se
espera seja portador de mediares noticias, e que o
terrivel eaminhanle se v allongtndo de nos.
Parece-me que ot medico* dahi eslavam seceos
por um motivo, para darem a lingua.eque o cho-
lera veio ad rem.
Tenho goslado de alguns artigas a tal respeilo es-
criptos por mdicos dahi, com especialidade pelo Dr.
Carolino.
Estes meus seuhores pelo que vejo contam debel-
lar o mal, mas como se engaara ; com a ira de
Dos nio pode a forca humana, he asneira le-
mar.
Aestacao que ero qnasi lodo o mez passado foi re-
galar, vai-se tornando excesivamente calida, e se
nao apparecerem as chovas estamos mal.
0* genero* de primeira necessidade sustentam um
preco razoavel e comraodo, com parljcularidade a
carne verde, que tem chegado a cinco patacas a ar-
roba.
Chamo a allencao da policia c do Sr. fiscal, part a
falsilirrao dos pesos das casas de negocio desla ci-
dade ; impingem-nos com a maior sem-ccremonia
tres qHartas por uma libra: vao fdrlar assim na Mi-
rueira.
Serinhaem.
O mea sincero e fiel Damaseenome nada me favo-
rece nesta occasao sobre este lugar, mas sei de fon-
te para que nada ha occorrido le novo, e que me-
reca apenas ser mencionado, e muilo menos contra
a tranquillidade publica, seguranca individual o de
propriedade : o teu estado lie assas satisfacto-
rio.
Barreitot.
As cousas vao melhorando, segando ouvi dizer ao
amigo professor, depois dos apertos em qoe se tem
visto o joiz monicipal. que felizmente logroo ver re-
formada a soa pronuncia pelo mesmo Dr. juiz de di-
mito, no recurso qoe inlerpozpara o tribunal da re-
toslo. Veremos se o Dr. Ilorges emenda a mao, ou
se continuar a fazer.....
Nada ha occorrido de novo, continuando apenas a
apparecer algum fortozinho de cavado.
ou-lhe os parabens pela boa acquisir.lo que fez
de um bom correspondente desse logar ; gottei da
sua primeira carta, e mais que todo, porque me ali-
via do Irabalho de dar-lhe nolieias dahi.
.-iffua-Prefa.
Marcham as cousas da mesma forma ; em dias do
mez passado foram ah assassinados dous individuas,
e at esla dala nao foram ainda descobertos os auto-
res desse criroe : e islo nao admira em um lugar on-
de falta a acc.au da policia, o que admira he, nio se
reproduzirem diariamente desles fados.
lava que de outra vez remellara dimencees da
unacem do Seuhor Cruxificado, altar o urnas, qoe
se dovem colloear na capella; nio o fazendo ja por
alar a espera que o director das obras publica* Ihe
o enea traballiot. Maudou-e vollar a relaeao
para vr em forma, itlo he, assignada pelo capellio
c ru irirada pelo administrador. Quanlo a madeira
do limpies, resolven-ta qu* o engenheiro cordea-
dor orea*** o que pode ella valer, para serem ven-
dida em leilao; e a respeilo da imagem, mnden-
se oficiar ao referido engenheiro director para dar
quarto aules as suas dimencoe* com a compleme
cruz, c a* do aliar, que ao tsenlas fots* de madei-
ra, ifim de se fazer a encomraenda para fra do im-
peri).
Outro do fiscal de San Jos, ditendo qn* hoje Ihe
cominunicara o goarda-fiscal Manoel Francisco da
Souza Magalhaea, que nao continuava mais no ex
ercicio deste cargo, e que na ttatao vndoora propo-
ria elle fiscal quem o substluisse. A cmara fieoa
interada, e coucedeu a demisslo ao guarda aa pcli-
(3o dede.
Outro do mesmo, participando qoe na teman* de '
30 le julho ultimo a j do corrento, ae roataram
682 rezes para consamo d'esta cidade. Ao ar-
chivo.
Outro do fiscal do Poco, participando qoe, doran-
te o mez de judio ultimo, o mataran) 153 -rases
para consumo daquella fregnezia.O mesmo des-
uno
Outro do fiscal da freguezia de S. Loaroneo, ra-
quis lando de novo, o padrao de pozas c medida* pa-
ra verificar a exactidac dosda sua fregotiia.Qtta a
procirador fornecette.
Outro do mesmo, dizendo qoe se mataram, para
consumo da freguezia, no mez ulmo, 4i rezes.Ao
archivo.
O Sr. Barata fez o seguinle reqaerimento qne foi
approvado :
Ruqoeiro qoe se ollicie ao Exm. presidente da
provincia, ponderaado-lhc aobr* ts irregularidades
e deieitos da obra, qoe te est fazendo. na cadeia
velhn que crido prejudicial ao aformoseamaolo da*
edificaces da cidade, nao deva continnar, com gra-
ve infracc.lo da* postura* moncipte* c planta da ci
dade. Recife 8 de agosto de IHS,O vertedor, A
rata.Reolveo-se qne fotse em prajt a obra
nova estrada para a fregnezia da Vanea, orecaacoa
3:0tn rt., a partir da dt Pao d'Alho.
O Sr. Gameiro dectorou que ot Sr*. Dr. Maaoai
Francisco de Paula Cavtleanli (fAlbnquorqac, e
Jos Antonio Pereira de Bnto prometteram eoutri-
buir jara o fazimenlo dt mesma estrada com a quau-
Ua de 800J5 ris ambo*.
A' vista da peliclo. do arrematante da* caiinba*
das i iberas das freguezias de S. Jos e Boa-Vala,
D-me noticiai do Aldeiao.da Escada, que ha ton- resolveu a cmara que o eogenhero cordeador man-
to lempo nao apparece ; querla-lbe tanto de cora- dassn nella* ftzcr ot reparos requeridos pelo metano
cao !
E Vmc. acele os mea* respeilos, e qaeira-mc
bem de graca, que por dinheiro he chalara.
(O Rio-formorenie.
(Carla particular.)
(*) Os dozeolos conlos volados pela assembla pa-
ra o cholera.
XVIH
Curio do jboo de murros.
Bom dia, endures, liorn da, disse o commo-
dore atravez da mascara: en apostafia cero libras
Apare duas vezes o golpe direilo de cima e de
baitc, tornou elle, troque a mi... volle procurando
a cintura... (roque ainda, sao duas vezes.... ameace
embas vivamente, e lance o putilio direilo trocan-
do a mo pela lerreira vez.
Dizendo islo o commodore deu um morro no mer-
cador de cavados, o qual sallou para Iraz atoando.
Ot oulros fornecedores tiveram a cobarda de ap-
plaodir.
Nao he mais do qne isso, continnou o commo-
dore respirando ; dous fingimentos, meia volto, e
tres mudencas da mao I Espere, senhor Crter, sei
oulro golpe ainda mait lindo.
Ah : Milord, exelamou o mercador de caval-
tos poniendo a paciencia, cedo o lugar aoulru.
Pois bem po:iba-se all, senhor Filowski.
O commodore parecen mudar de resolur.io c ex-
elamou :
Mas he mnlla bondade minha dar a Vmcs. II-
roes gratis pagando dous guineos por cada nma de
li.inio He verdade que nada faro como os ootros ;
mas nao devemos esqueccr-nos da dislanda qne nos
separa. Os senhores sao commerriantes c nao sei
que idea tiveram de quererem jogar marros com um
senllcnia figo misturemos as casias, flqoemosca-
da um era nossa elasse, e nao nos induza a uma vaa
ainhir nltrapassar os luidles della.
: Ah ah inlerrompeu.se com uma alegra in-
fantil, Vmcs. podem julgar por is do um orador dislincto, se tivesse querido. Mas fal-
lemos de cuusas serias, quero renovar minhas car-
ruageus, cavados, guarda-roupa, emfim, tudo ; por-
que snu o homem mais feliz du universo, porque mi-
nha casa be um templo, onde rruera-c duas d-
vndades.o dos da moda e a deosa do amor. Lsdy
Desdemone Bridgetou, minha illnstre nova, lia de
vir hoje mesmo, e possuo ja aqu Chri'lian Mac An-
lay 1
E volvendo os punhos rpidamente em forma de
monho, tornou a pr-sa na defensiva repetlndocom
indizvel expressndeconlentamenlo :
Chrislian Mac Anlay 1
Os fornecedores fizernm como te procnrnssem em
vao paluvras de folicilacOes na altura da circuns-
tancia.
De sorle que concluio o commodore com emo-
c3o, mea ledo abrigar ao mesmo tempo a autora
de David Rizzio e o nico homem que na era mo-
derna hoten-se em doelu rom arcabuz do lempo de
HenriqueVIII!
Ter-se-'hia podido objeclar-lhe que o adversario
dahi, que para ca' escreveu) ao Dr. Perelti e desem-
bnrgador rirmlno por haver consentido, nu dado
provisao para tollicitadores no foro commerrial a
pessoas que o no mereclam; mas eslou intimamen-
te convencido qneo Dr. Perelti e;desembargadorFir-
mino rflo cassando as provisoes, a proporcio que
CMARA MUNICIPAL Z>0 KBCIFE,
SESSAO' EXTRAORDINARIA DE 8 DE
AGOsTO DE 185o.
Presidencia do Sr. Barao de Capibaribe.
Presentes os Srs. llego, Mtmede, Oliveira, Bara-
ta e Gameiro. fallando com causa participada o Sr.
Reg e Albuquerque, e sem ella os mais senhores,
abrio-se a seasao, e foi lida c approvada a acta da an-
tecedente.
Foi lido o seguinle
EXPEDIENTE.
Um odicio do Exm. presidente da provincia, di-
zendo que, estando j posta a disposicao desta c-
mara a companhia dos trabalhadores, que mandara
organiaar na forma declarada em oflicio de 19 de ja-
do ultimo, ficava assim removida a duvida ou con-
flicto cutre esla cmara e o director das obras publi-
cas e respondido o oflicio-que a mesma cmara Ihe
dirigir aos 10 do correnle.Interada.
Oolro do mesmo, communicando ler em 17 do
correnle ofciado ao director das obras publicas para
fazer calcar, com brevidade, as roas e traveasas
qoe se refere o oflicio desla cmara do 1'. do corre-
le.Interada.
Outro do mesmo, approvaudo provisoriamente as
postura* que a cmara Ihe enviara, sobre cavallari-
cas, e enviando uma copia dellas, aflm de serem en-
caladas. Que se publicassem e se remettessem co-
pias aos fiscaes, pata as fazer exteular.
Oulro do engenheiro director das obras publicas,
dirigido ao Exm. presidente da provincia, e por S.
Exc. i cmara, tratando das ruinas da estrada de
Me de Barros. Maodou-se ouvir ao engenheiro
cordetdor.
Oolro du Toreador Reg e Albuquerque, dizendo
qne, por achar-se doenla e precisar de algnm des-
canso, nio poda comparecer por algom lempo as
sesses desla cmara, podendo a cmara chamar quem
o ubstiloa. Interada, e que te chamaise o sup-
liente competente.
Outro do procarador, remetiendo o bataneo da re-
ceita e despeza municipal do mez de julho ultimo.
A' commissao de policia.
Oolro do mesmo, pedindo a quanlia de 2203000
rs. para pagar i Atlialiba Cesar do Espirito Santo a
primeira prestaran da obra dos concertos da casa da
ra da Florentina, de que he arrematante.Que se
tirasse do cofre e se entregase.
Oolro do mesmo, pergeniando, se achando-se a
companhia de ribeirinhos em effeclivo servico, de-
va continuar a limpeza das ras da cdade n cargo
loa fiscaes.Qoe se respoudesse que nao, em quan-
lo durarem os Irabalhos da mesma companhia.
Nesle sentido maodou-se ordem aos fiscaes para nio
continua rem.
Oolro do juiz de paz do segondo anno do primei-
ro dislrido da freguezia da Murbeca, communican-
do achar-se om exercicio no correnle anno, por ae ler
mudado do mesmo dislrido o lerceiro e quarto jai-
zes, e estar o primeiro volado no commando do ba-
lalhao da guarda nacional.Que se chamassem dous
supplenlee para serem juramentados, e se responden
ao dito juiz para passar a jurisdicjto ao primeiro des-
lea, logo que cstlvessc juramentado.
Oalro do administrador da companhia de ribeiri-
nhos, relatando o eslado do ervijo da mesmi com-
panhia at 4 do correte. Qae se poblicasse e se
respondesse ao administrador, qae uos Velatorios que
for dando, eapecilique as ras e lugares que te lem
limpo.
arrcnalante.
O fiscal de S. i Jos declaran parante a cmara,
que, requiticao do engenheiro director da* obras
publicas, deixou condozir para a obra do novo raa-
ladouro. at tedias do telheiro das Cinco-Ponas, em
que aliveram guardados matenaes.
Detpacharam-se as petiroes de Antonio da Coala
Rbeiroe Mello/ de Anlonio^Ptreirai de Fariai, do
Dr. Abilio Jos TavaraJT
Lopes Nelto, de Fran
quer que, de Jos
Costa o Silva, de Jo)
Carvtlbo Moraes, do
Lemos, de Luiz jote
^^a. tfjir. Filio
'" ntr*Alao-
c Joo Jos da
a, de Jofo Jos dt
idor JoBo Pialo de
osla Amorim, da Mantel
Francisco de Souza Magalhaet, do Mario Joaqoina
Candida Xavier, de Ma*noel l.oncalve da Silva, de
Mara Libania Monteiro, dt Silvino Silverio Cabral,
e levanfba-se a sessao.
Eu Manoel Ferreira Accioli, secretarlo a escrevi.
aaro de Capibaribe, prndente. Afataetf.
Gameiro. Oliveira. Reg.
O PROCURADOR DA CMARA MUMCIPLAnO
RIBClrE EM CONTA CBRENTE COM A
COMPANHIA DE RIBEIRINHOS.
Deve.
Agosto 1. Importancia que receben
de cofre da cmara municipal dd
Riicife por conla da qaaatia da
(>: JOS rs. recebido da thetourarie
da. fazenda para oceorrer aa despe-
ra) da mesma companhia. .
1:000tj000
liOfJfJJOOO
desse homem Uvera neressariamente a mesma hon-
ra ; mtt tir Edgard Lindsay nao enlravu em conta :
nao ern original.
Vmcs. ja foram admllidos a laudar Mac An-
lay esla man'haa 1 perguntuu o commodore.
Fizwno* qoanlo podemos para esee fim, Mi-
lord, responden Crter ; mas elle fugio logo que nos
approximamof.
PorqueT
Elle lem um forlissmo accetao de spleen.
De spleen I repeli Roberto Davidaon, cuja voz
Educo antes tao alegre, tonino logo inflcxoes lugu-
res; ah ah !o spleen !... o lempo etl carrega-
do !... Porque todas essas borboletos de loto na
sala ?
Deixou cahir os braros tristemente ge nendo :
Ah! ah o spleen I... o spleen !
Arrancn a mascara com furor e acllalou-a con-
tra a parede ; tirou as luvas para aperlar as fonles
com as maos, e exelamou lanrando sobre os forne-
cedores odiares desesperados;
Os senhores nflo veem quo tambera tenho o
spleen"? Relirem-se deixem-me s com o desl-
enlo qae me opprime !
Porem Milord dizia ha pouco... quiz objeclar
Crter
Silencio I J viram-me fazer alguma coosa
como os oulros t
Eu apunlialnria aquello que onsasse necusar-me
de imitar alguem Reliiem-se Mac Aolay nflo
quiz ve-los. Os senhores f. ligam-me inrrivelmente 1
Estao gordos, e alegres ; tenho lentarOes de lnza-
los pelas janellas! Ah que accesso de spleen I
Vamo-nos, amigos, disse Carler dirigindo-se
porta.
iJSim, ratirem-se Nunca vi enles 18o fastidio-
sos !
Qjaammodore mudon de resoluro no momento
em que os foruccedores passavam o luiuiar, e per-
gunlou.
Digm-me, pensam qae Mae Aulty cuida em
suicidar-se ?
Francamenle, Milord, responden Carter,o qual
conservava a dor do morro, lemos esse recelo.
Basta, senhores, protiunciou o commodore len-
tamente cruzando os braco! sobre o pello ; tato
para sempre. Vmrs. nao me verao mais nesle mun-
do. Vou snicidar-me pelo vapor do carvao.
Qae diz, Milord '! exclamaran) os fornecedores
vollau.lo sala.
Isso purece-lhet muilo commum lornou Ro-
berto Davidson refleclindo ; Vmcs, lem razao tal-
vez. Se a cscala de Nigara nao flcasse tao longe...
Oh ha lambem o rochado de Leucade, donde Sa-
pho precipilou-se no mar ; mas pode-se morrer de
tome como Monlaigu, ou devorar a propria lingua
tegoin lo o processo eogenhoso dot Malaios...Fiquem
certos, senhores, de que a morle nao desmentir
minha vida, e que hei de adiar um espedanle ori-
ginal para lancar-me ua elernidade.
Bucejim tres vezes successvas, o tilo sincerameole
que os odios eucheram-ae-lhs de lagrimas,
Que enfado que enfado que enfado repela
agitando-te como um possesso.
Repentinamente agarrou o braco de Carler e o de
Filowtki, a ordenou com voz abalada :
Ferhcm todas as portas Se Vmcs. querem,
vou conrfder-llics a honra de morrer comigo !
Emquanlo os fornecedores eslavam estupefactos,
Roberto Davidson corren a um armario, donde ti-
rou um barril pequeo.
Plvora cxrlamaram os pobres marcadores.
O commodore la ja ferir fogo qnando ouviram-se
passos ligelros no corredor visinho, e ot fornecedo-
res bradar.1m a uma voz :
Lady Bridgcton eis aqui lady Desdemone
rtridcelon !
Roberto Davidson lornoa a metter o fnzil na al-
gheira; correu no encontr da rapariga, e beijou-
llie a ralo dizendo eom accenlo trgico :
No ponto em que eslou, Milady, alguns minu-
tos de mais ou de menos nada importara. Ea falla-
va ha pouco de S.iplio, a qual certamente nao com-
puzera uma nhra lao excedente como David Rizzio,
ou seu listado sobre a Indigencia.
Mas Milord est 1,1o paludo inlerrompeu Jane
encarando-o com espanto
Anleade suc'idar-sc, respondn o commodore,
tlBo leu um tratado sobre a immortalidade (Taima.
ossflo llVros aeinelliautes na minha bibliotheca ;
a* porque imitara a Cabio, en qae nunca imitel a
ninguem ? M!.-..:> liplia em mim ura admirador en-
thusiasta...
Ea tinha I inlerrompeu Jane esclarecida pelo
pantomimo dos fornecedores. Entao Milord au ad-
mir,i-me mait '.'
Roberto Davidson moslrou o barril de polvori
declamou surdamenle :
Nao sou mais deste mundo .'
" Um- copo d'agua um copo d'agua grilou
lady Bridgelon como se esllvesse afilela.
' O commodore ficou ufano pelo efleito prodaxido ;
poda-te esperar ama sincope teria. Trouxeram
copos e om cangirao. Jane tornou esle e derranaou
0 conteudo oo barril.
Afogo a plvora exelamou ella rindo.
Ah 1 Milady. dase o commodore ; ora o men
ultimo recurso I Mac Aulay e cu temos um spleen
terrivel I
Oh 1 Milord, respondsu Jane, isso passar !
Eslou ceno do que Mc Aulay ja dea um lira
na caber;.
Nao, Milord, nao! Avlstei agora o senhor Mac
Anlay no parque, e elle linha um ar excesivamente
alegre- ... J
Esto certa disso, Milady
Muilo certa !
O commodore encarou furtivamente os fornecedo-
res murmurando :
Vejam se nao sou om cnle excepcional! Ha
Educo pentava cm maiar-me, c agora tenho o cere-
ro cheio de idae prazenteirai. Estou alegre, muito
alegre. Digo alegre apooto de corometler alguma
estravagancia!
poz se a dansara polka entoando uma cancao ver-
daderamente infernal.
Ot fornecedores cochchavam sem rir :
He adrairavel I
Verdadeiramenle nico !
Nada faz como os oulros !
Milord, disse June, inulto eslimo ler vindo ; an
nao condeca anda esse lado deletavel de seu car-
cter. Posso pergnnlar-lhe se he aqui seu aposento ?
Nio Milady ; ced lodo esto pardillo a Mae
1 Anlay. ,
I Ah exelamou Jane, a qual ficou pensativa-
Haver.
Agosto 1. Pelo qne pagou a Manoel
Pereira, importancia) de ferias do*
trabalhadores, oos dias 20 e 21 de
julho, conforme as cenias rubricadas
pelo director das obras publica* do-
cumentos os. 1, 2 e 3.....
Ideraidem, ao mesmo Pereira, des-
pozas mludas por elle feittsdocu-
mento n. 4..........
Iden 3. dem a Joaquim da Costa
Maia. ferragens que forneceo, com-
pradas pelo adminitlrador geral da
companhiadocumento u. 5. .
demidem, i Antonio dot Santos
Ferreira, aluguel de ama canda, e
canopirodocumento n. 6. .
dem dem, ao administrador geral
da companhia, ferias da emana de
30 de junho a 3 do correnledocu-
mentos n. 7,8, e 9......
demi Joa de Brilo Corra, 1* car-
rinhos de mao a 1OJ00O rs, compra-
do* pelo administrador geral da
companhiadocumento n. iO. .
dem 11. dem, ao adminitlrador ge-
ral da companhia, feria* d* a 10
do correnledocumentos ns. ll.M,
13ei4..........
demidem, ao mesmo, objeetos mia-
dos por elle comprtilosdocumeulo
n. 15...........
demidem, Joaqoimda Costa Mait,
ferragens, que forneceo, coronra-
d a pelo administrador geral ds COtn-
pinhadocumento n. 16 .
dem 13. dem, Manoel Caldas Bar-
re lo, aluguel de<*rroc*-Mlo!ieti-
tc. n. 17......-**
1I85W0
2*M
:i9W
wa
167981)0
140*000
2)65760
25l0

!*
Emqoanto lia relleclia o commodore dicto coa
fornecedores i
Vejara seengauee*t Nao be orna visito;
ella vem estabelecer-se era minha casa... E nos
lerqios em que estamos, isto nada loro de indecente.
Pode-** considerar casamento com* ferie,
disse Crter.
O commodore inellnou a cabeca torrindo, e deu
um piparole no nariz de Fllovrtki : eslava aleare.
Milord tinlia-medito, tornou Jane nesse me-
mento, que eu poda escolher em sua casa o lazar
que mais rae conviesse.
Querida lady, ludo est sua disposicao, res-
poneti n commodore, o qual accrescenton volte-
la--' para os fornecedores : ainda dovidam 7 *
J percorrl a mor parte doi quartos, diste Ja-
ne ; mas sou dflleil, quero consullar-me.
Creio que Milady deseja estar sosinha, mur-
muioii Carler ao duvido do commodore.
Qner que retirerao-nos* perguntoii este. Falle,
a sen hora est em soa casa I
Jane inclioou-se sem responder.
Vamos, senhores I exelamou o commodore. E
demias temos boa trela Comecemos pela estriba- ,
ra, Crter. Ah estoo extraordinariamente ale-
gro, juero gastar dinheiro ; vamos, vamos.
Saudou a'Jane esahio seguido dos qoalro forne- m
cedo-es.
Fi:ando s, Jane foi asseotar-se no logar Maro
anleii occopado pur Chrislian. Tinha no semblante
cerU gravidade valerosa e resoluta, o esculava oo
rum ires de fora com uma inqoielacao misturada de
esperance. -
He aqu que elle rerugou-se para evitar-fuer"'
mur nurou a rapariga ; e persigo-o. Cousa etlra-
nht A' proporcao que elle afasla-se de mim, in- I
to-rae attrahida para elle .' 1
Ficou algnns instantes pensativa e abserla cela
meditacao. Pouco depois detpertou tobresallida
ouvi ido uns passos que aproximavam-*e, Ciidlreu-
tou-ie, passoa n mo pelos cabellos, c diste encho-
gando uma lagrima que rorria-lhe nelat raer nao
lanto paludas; "
Ei-Io Oatagam, pobre Jaae4 Recobra o tor-
rtao para dar a nltima balalba 1 ,
{Contimarse-hal


.
DMIO DE KJMMBUCO TERCA FEIBA 21 0E AGOSTOOE 1855
Salda favor da compuahia ni 13 de
**..........
981280
1:0000)000
Ciaar.-. municipal
leVio.
do Recife, 13 de agesto de
O procurador,
Jore Viciar Ftrrtira Lopes
REPAHTIQAO DA POLICA.
Parta do da 'JO de agoslo.
lllm. e Exm. St.Levo ao conhecimenlo de V.
Je. i|ue das differenles parlicipaces hontem e hoje
jida neti repartir.i,consta que foram presos :
mittha ordem, os mirujis Francisco Franco e
intho Jos dos Sanios, por ebrios.
el delegada do primeiro diilricto dcste termo,
calino da" Silva Monteiro, por furto.
Id subdelegada da (reguezia do Recite, os por-
.nares Bernardo de Cerqueira Castro Monteiro,
Joaqun) Ferreira Ramos Jnnior, Miguel dos Santos
Coimb.-a, Jos de Mallos da Silva, Candido Francis-
co de Urna, lodos por crime de resistencia, Jlo
Baplista de Soma, por insultos, e o preto escrayo
Antonio, por furto. ,
E pela subdelegada da fregor zia de S. Jos,
i pardo Manoel Antonio dos Sanios, para averi-
|Oicou.
_De(W guarde a V. Exc. Secretaria da noticia de
ernaiabueo 20 de agosto de 185.5H'm. eExm.
Sr. eor,selheiro Jos Benlo d Cunl i e Figaeiredo.
Mrdente da provincia.O de chefe polica Luiz
Cortos de Pama Teixeira.
i
PUMO DE PERMBIJCO.
Chejioo hontem d* porros do sol j vapor Tocan-
i*., irazendo-nossmente jornaes ra Babia, cujas
datas-alcancam a 18 do crrante, e as carias dos nos-
sos correspondentes da corte o Maceic, que vito trans-
criptas tu oulra parte.
Kt Talla de gaielas do Rio de Janeiro tomamos o
espediente de transcrever do Jornal ia Bahitt todas
s noticias qie oelle encontramos lirodas das refe-
ridas (arelas, cujo recebiroenlo aecusaesse jornal,
como "remo os leitores no lugar competente.
O estado sanitario deta ultima provincia conti-
nuava a apreseiitar nm aspecto pouco lisongeiro,
lendo ii epidemia qoe alli^a^ms/flTatara, invadido
diversos pontos do interior,Tfm cerno a cidade da
Cachocirn, onde accommettia a popularlo com in-
eMade. O presidente da provincia moslrava-se
solicito em acudir aos lugares infestados,-enviando
lleo'i e ambalancias ; e at os mesmos alumnos da
Idade d mediaina acliavam-se em actividade,
adn mullos distribuidos por essos diversos lu-
Rsrfl.
la capilal anda grassava o mal ; porem no Rio
iiraelho, um dos primeiros logare atacados, j ti-
ulia de Minado eonsideravelmente, como se v da se-
guinle participc,ao :
Tllra. e Exm. Sr. Tenho a honra de partici-
par a V. Ete. qoe o estado sanllario desta povoarflo
ral em progresiva melhora. No dia 12 do correte
houVerim qualro fallecidos, no dia 13 doos, no dia
tldooi e hoje um. A popnlaelo esta' mais anima-
da: jangadas vao ao mar e voltam -.em oovidade, e
familia* Iratam de vollar a seus laros. A indigen-
cia; rectibeo socenrros de toda a es|>ecle e vive pe-
nhorad.i das providencias que V. Exc. tem manda-
do dar. Exislern hoje 22 doentei ao lodo, a aaber
15 an Mariquita (3 graves) 7 nai visinhancas de
igrele ('i grave.) eos goarde a V. Exc. Rio Ver-
o 15 de agosto de 1855. lllm. e Exm. Sr.
presidente. O director, l)r. Tonaiiia Abbot.n
Le-*i no Jornal da Hahia:
A Irmandade do Senhor Bom Jesas dos Santos
Patios, de>aecordo com o Eira, prelado diocesano,
lem de levar na quinta-feira 16 do eorrenle as 5 ho-
nda larde a iraagem do roesmo Senhor, em pro-
MMO a' calhedral, onde Acara' depositada al a
proxlmi sexla-feir* 24 do eorrenle, mi qoal satura'
em solemne proemio para soa igreja depois de ler
tronido algomas mas.
' Hontem as 5 horas da larde fui a imagem do
enhor Boro Jesas dos Sanios Pasaos om procissio de
sua igrsja de Nosia Senhora da A iuda para a ca-
lhedral.
Pe nolavel o concurso de devotos e devotas, a
maioT parle das quaes eutoavam, descalcas, soppli-
Poderoso. Entre aquelles iam todas as au-
toridades principa**.*
tlittlciaor Calkolieo publica, o segainle :
o dia 5 do rorrele S. Etc. Rvm. reuni no
lo de >ua residencia os parochosda capital, a-
i Ibes ordenar algomas providencias, que o
i Esm. Sr. jolgoa conveniente adoptar daran-
Mvel enfermldade, qoe actualmente grasa
Hade, para desvanecer o terror, qoe se tem
ido de grande parle da populadlo. Foram
lies os dobres. fnebres dos sinos e as eneom-
Mjoes oleran*- rara da igrej ; lomndose
llrita diversas oulras medidas para facilitar a
rtracSo det occorros espiriluaes aos mor-
ovados.
O padre Jlo Pareajis dadiva, capello da
catliedril.toi designado er S. Esc. Rvm. para exer-
cer ^^Htfe3.* n9aLdi S, durante a epi-
dem ice graasa Naaa^'^^il ; sendo igualmente
fcspeclivo cora na ad-
o padre mestre Fr.
ministra

Hado. deSaa- fcspeclivo cora na ad-
ra cao d0Ss^_ Tl
Vrandiicoda ClreSnaUv^ '
>Mta-o** que tmbeu>-v.ab de chagar do Rio
. inglez, porm at estas horan ( 11 da noite)
nanliuma esperance temo de recebe.' os jorn.tes que
c aos devem vir, por qaanto lm de passar
pelas fumigado* da saude.
orna
um
Agurdente cachar......... #e
de canoa.......
o resillada.........
> do reino........ o
Genebra............'. caada
............ botija
Licor............... uada
............... garrafa
Arroz pilado duas arrobas uro alqueire
em casca.........,
Azeite de mamona........ caada
u mendobim e de coco o
o de peixe........'.
Cacao............... (|)
Aves araras......
papagaios......
Bolachas.............. ^
Biscoilos..............
Caf bom..............
b restlolho...........
eom casia...........
muido............. ,
Carne secca ............ 8
Cocos coro casca.......... eenio
Charutos bons...........
"ordinarios........ s
regala e primor ....
Cera de carnauba......... (|)
em velas...........
Cobre novo mito d'obra......
Couros de boi salgados......
> verdal.............
o espixados........*.
de ouca..........
o- i cabra corlidoa..... a
Doce de calda...........
goiaba.......... o
secco ...... ... ... a
i) jalea ......... >"S..
Eslpa nacional........7?^#
^^_eslriingeira, mao d'obra
Espanadofes grandes........ um
pequeos.......
Farinha de mandioca....... alqueire
millio......... @
ii aramia........ *
Fu i jan................ alqueire
Fumo bom............ (|)
a ordinario .......... a
em folha bom........ a
ordinario....... a
reslolho........
Ipecacuanha ...........
Gomma .........
Gengibre...........
Lenha de achas grandes .
o pequeas..... a
a loros....... s
Pranchas de araarello de 2 costados urna
a louro. ,m...... a
Costado de amarellode35a40p. de
c. e 2 ) a 3 de 1..... o
a de dito usuaes ....... a
Cosladinho. de dilo ........ a
Soalho de dilo........... a
Ferro de dito ...........
Costado de louro.........
Cosladinho de dito N...... o
Soalho de dilo........
Forro de~dilo........
a a cedro.......
Toros de latajuba ......
Varas de parreira......
a b aguilhadas.....
a a qairis.......... >
Em obras rodas de 'sicupira para c. par
a a eixos o a a a
Melaco.....~......... caada
3
9470
480
5*480
96.50
?58l)
240
5.580
240
4600
19280
560
19760
19280
59000
IO9OOO
39000
79000
89960
492OO
39OOO
39500
69400
49OOO
39840
19400
9600
29200
119000
139000
9160
I87tf
9100
9200
I9OOO
9240
9160
9160
9320
9240
19280^
19000
29000
I9OOO
19600
alq.
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D
a
quintal
duzia
B
PliBGAfAO A PEDIDO.
Milho.............
Pedra de amolar........
a a filtrar.........
a a rebolos.........
Piolas de bol..........
Piassava.............
Sola ou vaqueta.........
Sebo em rama..........
Pellei de carneiro........
Salsa parrna..........
Tapioca.............
Unhasda boi..........
Sabio..............
Esleirs de perperi .......
Vinagre pipa ..........
Canecas de cachimbo de barro.
alqueire
urna
a

ce uto
molho
meio
a
cinto
ft
ma
a
395OO
59OOO
89OOO
39000
79OOO
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389400
39000
19500
29400
9900
109000
169OOO
79OOO
259000
109000
09000
69000
49000
69000
59200
39200
29200
39000
19280
19600
19920
19280
449000
209000
9300
19600
9640
69OOO
9800
49OOO
9320
29100
5ft200
9240
178000
49000
9210
9120
9<60
309000
milheiro 59000
MOVIMENTO DO PORTO.
^
*
s\
lllm. e Exm. Sr. presidente.Jsc da Rocha Pa-
ranlioi. lendo soffrido pieteric^o em sea direilo da
141 aria de 'atonda (Testa provincia relaliva-
te 1 eobraitt da qoantla de douicoulos e lan-
mil ris, qoe a mesma fatenda IIie he devedora,
'emente de medicamentos que o topplicanle for-
a para os hospitaes regimenlaes desta cidade, e
ni i obstante ordem expressa do thesonro que
gia iirompta infrma^o. e tambera as reclama-
m do sopplicante, nesta collislo recorrea elle s V.
Esc. por ama pellejo para ver se por este modo, se-
1 despachada a sua prelencao; mas succedendoque
1V. Exc. mandado informar mesma Ihesoora-
ria, esta por motivos que o supplict nle ignora, tem
{ido desde o l.de junho ale o peseme a refer-
la informaclto por V. Exc. exigida, caosando desta
ar'e a sapplleanle graye prejuizo ; por isso o sup-
plicanti de novo recorre V. Exc. allm de que como
priraeia autoridade administrativa da provincia se
digne mandar que a referida theaouraria baja de dar
a informarlo por V. Exc. exigida. Nesles termos,
aaOpeda a V. Exc. assim Me delira.E R. Me. Jote
~.4a Jroaka Prannos.
Informe o Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
tacic do governo 28 de julho de 1855.Figuei-
t>L
Iriculido na forma do cdigo eommercial do impe-
rio, passando por isso a exercer laes fungues.
Secretaria do tribonal do eommercio da provincia
de Pernambnco 20 de agosto de 1855.Maximiano
Franciuo Pitarte, ofllcial-maior interino.
O lllm. Sr. Dr, chefe de polica manda fazer
publico para conhecimenlo de quempossa interessar,
que na conformidade das posturas addicionaes da
cmara municipal de 18 de jalho lindo, e regala-
ment policial de 2 do correte mez, devem. os do-
no de cocheirss, bolieiros e conductores de qualqoer
vehculo de condado comprehendidos as citadas
postaras e regulamento, apresentar-se nesta reparti-
rlo para serem convenientemente matriculados den-
tro do prazo de 30 dias a contar do 'da 22 do pre-
sente*ine7.Secretaria de polica de Pernambuco 20
de agosto de 1855.O primeiro amanuense, Jos
Xavier Fautirlb /tamos.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernambuco sacra obre
a praca lettras sobre a do Rio de Janeiro. Ban-
co de Pernambuco 25 de junho de 1855.
O secretario da direceo, Joao Ignacio
de Medeiros Reg.
O conselho de administrado do fardamenlo do
corpo de policio f.z publico, que precisa comprar
300 pares de sapatos : as pessoas que se propozerem
vender deverao comparecer no dia 24 do eorrenle
mez, na secretaria do mesmo corpo, pelo meio dia,
com suas propostas em caria fechada, acompanhan-
do as competentes amostras. Qoarlel do corpo de
polica, na fortaleza das Cinco Ponas, 19 de agosto
de 1855.Epiphanio Borges de Menezes Doria, te-
nenie secretario.
De ordem do lllm. Sr. capiOo do porto, faz-se
publico que nesla secretaria sera patente a quera
queira ver, e extrahir copia, por ludo Ihe interessar,
o mapa de signaes para dia e noite qoe se execnta-
rAo no maslro collocado junto a torre ph>rol das
Salinas uo porto da Atalaia (provincia do Para) na
ronformidadedas ordena do governo imperial ; sen-
do que os para de dia funcrionarao do 1. le outu-
bro prximo em diante, a os da noite logo que
eja islo poerivel, precedendo todava os competentes
annunciea.
Secretaria da capitana do porto de Pernambuco
16 de agosto de 1855.O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Anjos.
CONSELI10 ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, em vlrtude de autori-
sarSo do Exm. presidente da provincia, lem de com-
prarlos objectos seguintes:
Para o presidio de Femando.
Farinha de mandioca, alqaeires 600 ; vinagre,
barril 1 ; cha hyson, libras -JO; madapolSo, pecas
6 ; livros em brancode 150|folhas, 6 ; oculos do al-
cance, 2 ; plvora, arrobas 10 ; braodoes de cera,
12 ; tochas de dita, 6 ; nzeile doce, gates 10 ; fa-
llas de flandres, caixa 1 ; arcos de ferro para pial,
arrobas 8.
Botica da hospital regimental desta provincia.
Emplastro mercurial, libras 2 ; brim branco liso
Pino para toalhas, varas 32.
O mesmo hospital.
Meias comprdas de la,i, pares 12 *, cubos inodo-
ros, 10 ; mantas de 1,1a, 41.
Companhia de artfices.
Lvro meslre eom 200 folhas, 1.
Arsenal de guerra.
Offlcna de lerceira elnsse.
Carvo de pedra, toneladas 10 ; limas muras de
diversas polegadas, dnzias 4.
Quarta classe.
Tincal, libras 20 ;,limas muc de diversas pole-
gadas, duzia 1.
Quinta classe.
Fitas de 13a para silhas, peras 4 ; peiles de cabra
ortdas, 200; meios de sola cortidos, 300.
2. batalhio de infantera.
Panno azol mesclado, covados 135; capotes de
panno ordinario, 63 ; areia preta. libras 6; compen-
dios de arithmelica por Avila, 3.
Recrutas era deposito no mesmo batalhao.
.Esleirs, 100
8. batalhSo.
Esleirs,348 ; mantas de ISa, 355 ;' panno verde
escuro eulreOno, covados 1,871.
Meio batalhao do Ccara.
Mantas de 13a, 270.
10. balalho.
Panno verde escoro para sobrecasacas e caigas, co-
vados 158.
Diversos bitalhOes.
Mantas de laa,-253 ; sapatos, pares 1,150; hotoes
convexos grandes de metal bronzeado com o n. 10 de
metal araarello. 2,282 ; ditos pequeucs com o mes-
mo namero, 1,956.
9."* balalho.
Mantas de ISa, 376; panno verde escaro entrefi-
no, covados 1.468.
1. batalhao deartilhara.
Panno carmeslm para vivoi e villas, Cov
dos 90.
Qnem os qnizer vender aprsente as snaspropnslns
em carta fechada na secretara do conselho as 10 ho-
ras do dia 21 do eorrenle mez.
Secretaria do conselhoadminitrativo para forne
cimento do arsenal de guerra Udeagoslde 1855.
Jote ie Brilo Inglez, coronel presidente. Bernar-
do Pereira do Carmo Jnnior, vogal
la rio.
e -secre-
ln-feira, 22 do eorrenle, ai 10 horas da mantisa,
dila alfandega.
AVISOS DIVERSOS.
THEATRO DE S. ISABEL.
Constando-nos que o Exm. Sr. presidente da provin-
cia cedep o Ihealro de S. Isabel companhia dram-
tica emprezaria do Iheatro de Apollo, para dar es-
pectculos em festejo do grande dia 7 de setembro,
anniversario da independencia do Brasil: congra-
tulamo-nos com a mencionada companhia por 13o
honrosa permissao que tilo dignamente S. Exc. deu
a dila companhia, composta de tantos pas de fami-
lias honestas.
O Apreciador.
Srt. redactores. O abaixo assignado lendo no
Diario de Pernambuco de 10 do eorrenle, um an-
nuncio do Dr. Aulero Manoel de Medeiros Furtado,
actual delegado da villa de Barreiros, em que lhe
alribue a paternidade da correspondencia do licho
l'ernambucano, firmada por um cerlo Juvencio da
mesm.i villa, e convida-o a assignar semclhante cor-
respondencia, para elTeilo de ser por elle chamado a
responsabildade peranle os tribunaes do paiz, apres-
sa-se am responder primeiro que alo he corres-
pondente de Barreiros ; o que declara, nao porque
tema a polica rondante de Sino., e nem as brava-
vatasde qualquer gaoiSo arribado, mas sim para
nilo roabar o seu a seu doob; segundo, que islo nao
obstante, o abaixo assignado esposa as ideas do dito
correspondente, e assevara a veracidade de qonnlo
lem elle publicado am aoas missivas, e espera que o
mesmo Dr. Anlero, visto como lano lhe coovem
para seus ns, indique, por si mesmo, quaes sao os
Tactos, quemis lhe cahiram em graca, e que quer
que sejam ratificados, e assignads pelo abaixo assig-
nado ; pois se forem dos ja publicados, dos qu es
exislein provas comiucentes, fique desde ja Sme.
cerlo, e descansado qoe ser completamente satis-
feilo ; porque felizmente para Smc. todo quanlo a
seu respeito, o de oulros lem o Juvencio dilo, 011 es-
l provado, ou he publico e notorio, ou finalmente
pode fcilmente provar-se,e a seu contento; lerceiro,
que o abaixo assignado como ja o declarou no Dia-
rio de 9 deste, nao receia entrar em discussao com
qnem nao for mascarada, e est prompto para to-
do ; porque nao he como o Sr. Anlero furtado
que no seu matulo alera do annimo, com qoe se
acoberln, nao se atreve a publicar sem subterfugios.
e estrategias os oomes daquelles, a quem offende no
sen pasquim o la I matulo), porque sendo infame
ralliimniador, lem meci de do peranle o tribunal competente, como de faito o
ser, se assignar seus escriplos, e nellea ferr a repu-
tarlo de pessoas, que por lodas as considerarnos lhe
sao insuportaveis, o qno ahs nunca se manchaiam
com sangue humano !
I'icu a espera da designaoo dos fados que Smc.
quer que sejam por mim ratificados, e assignads,
para voltar, visto que a islo me comprometi mu
livre e espontneamente. Qoeiram por tanto Vmcs.
publicar eslas toscas linhas, cum que muilo obriga-
L'.iro a.seu constante lelor
fj}urenro Acellino de Albw/uerque Mello.
Barreiros 18 de agosto de 1855.
Precisa-se de ama ama para servido de casa de
pouca familia : a tratar na ma das Trincheiras n. 8,
lojaile Inrlarngneiro.
_ Perdeu-se urna braceleira de ouro na noite de
15 do eorrenle, o dono recompensar a entrega : na
manaCadeia de Sanio Antonio n. 14, primeiro an-
dar.
I). Anua Joaquina de Moura faz publico, que
tem cassado os poderes de ama procurarlo passada
a seu filho Josa Camello Borba, nn qoal lhe conce-
da poderes para vender o predio Jacar em
Croangi, termo de Goian.ia desta provincia.
Quem precisar de ama ama de leile. diriji-se
a ra da Senzala Vclha n. 80, pejmeiro andar.
Domingos Figueiredo da Cruz faz ver aos Sr*.
caulelistas, que perdeu o :l oilavos que compruu, da
loleria que corre no dia 22 do eorrenle. de ns. 1124,
4111 e 2035, para qoe no caso de sahirem premiados,
nao paguem, pois todos tem o seu nome as cosas.
Loteria do <1\ innasip.
AmaoliSa andam aa rodas da lereflra parle da
primeira loteria do ymnaiio ; os restos dos meus
bilheles e cautelas estao expostes i venda nos laga-
res do costme, e na casa da Fama, no aterro da
Boa-Vista n. 48.O caatelsta.
Antonio da Sllca GuimarSet.
Adverte-se ao Sr. Salusliano de Aqaino Fer-
reira ouontro qualqoer Sr. caulelista, nao pagoe,*e
por ventora sabir premiado o meio bilhela n. 4038
da tirceira parle da primeira loteria a beneficio do
Gymnasio PeVnambucano, visto ter-se desencarai-
nhado do poder do abaixo assignado, a quem nica-
mente pertencia.Manoel Ignacio de Azevedu Car-
valho.
PreQisa-se de urna ama forra ou captiva, que
saiba engommar e fazer todo servteo de urna casa de
pouca familia : no aterro da Boa-Vista n. 33.
... Aluga-se urna casa em Beberibe, indo do Ca-
_, nlitnga para o porto da Madeira.com commodos para
' grande familia o decente, com baiibdo rio no fun-
do : a fallar no mesmo sitio, ou na ma do Ouciraa-
don. 20.
buco 91 de agosto de 181515.
O cautelista, Salustiano de
4 quino Ferreira.
Atteneao !
O cautelista Salustiano de Aqumo Fer-
reira tem toda a probabilidade de vndel-
os tres primeiros premios da terceira par-
te da primeira loteria do Gymnasio Per-
nambucano, que tera' seu indubitavel
andamento quarta-feira 22 de agosto,
iela mui rica e variada numeracaode bi-
lletes comprados em grande escala ao Sr.
thesoureiro, sao pagos em continente to-
dos e quaesquer premios que elles obtive-
rem, logo que se i/.er a distribuicao "das
listas. PeKnambuco21 de agosto de 1855.
O cautelista, Salustiano de Aquino Fer-
reira.
aa Perdeu-se um bracelete de oaro na noile de
15 ; seo dono recompensara a entrega : na ra da
Cadeia de Santo Antonio n. 14, primeiro andar.
Precisa-se de urna ama para cozinhar e engom-
mar : no aterro da Boa-Vista o. 26, segundo andar.
Oflerece-se nm bomem para eaxeiro de qual-
qoer casa de negocio de atacado i no Irapiehe, arma-
zem de fazendas ou mesmo casa estrangeira, o qoal
lem bastante pralica e a Ultra he soflrivel. O mesmo
esta arromado ha mais de anuo, porm por um pe-
queo motivo quer sabir da casa : quem precisar
annoucie por esta mesma folha para se tratar.
Precisa-se de urna ama para casa de pequea
familia : na ra do Hospicio, na Boa-Vista, n. 11.
Desapparecea no dia 17 de agosto crrante,
pelas 7 horas da noite, a preta Loorenra, de idade
35 a 40 annos, pouco roaisnu menoj, com os signaes
seguintes : um dedo da m3o nimia anchado, ma-
gra, lem marcas brancas as duas pernas, levou ca-
misa de algudaozinho, vestido de chita ruta, pao*
fino, e mais urna Iroaxa de roopa : roga-se a todas
as autoridades polciaes ou capilaes de campo que a
appreheodam e levem seu senhor Joao Leile de
Azevedo, na prar,a do Corpo Sanio a. 17, qoe lera
bem recompensado.
Precisa-se de urna ama forra, quo saiba bem
engommar e cozinhar, para urna caa de pooca fa-
milia : na ma das Cruzes n. 28, primeiro andar.
Precisa-se de ama ama para o servu-o interno
e externo de urna casa de duas pessoas : dirija-se
ru? da Alegra, na Boa-Visla n. 42.
O bacharel Jos de S.i Cavalcanti Lins embar-
ca para o Rio de Janeiro, e leva em sua companhia
seu escravo Cacimiro
Precisa-se de urna ama forra ou captiva, qoe
saiba cozinhar o diario de ama casa : a tratar na ra
do Crespo, ao p do arco de Sanio Antonio, loja
n; 3.
Perdeo-se um lenco de cassa lisa com margem
larga de labyrintlto e bico em roda, desde a roa dos
Marlyrios at a do Collegio : quem o achou, qoe-
rendo restituir, leve-o no segundo andar do sobrado,
na mesma run do Collegio n. 23, que ser recom-
pensado.
Na roa do Jardm, casa do mesmo nome, ha Uera do Dr lua muntrii.nl da acininrla
urna peisoa que d dinheiro a juros sobre penbores ,. 3 municipal aa Segunda
Precisa-se de urna am* para o servigo interno
de urna caa de pouca familia : na roa da Concor-
dia n. 26. \^
O abaixo anigindo, morador na roa do Cabu-
g ii. 4, deseja saber ia. nesta proviocia, ou na da
Parahiba, ou em oulra qwalquer, exisle Jos de Fe-
ria Coulo, ou pessoa qne por elle se inleresse, a ne-
gocio que muilo lhe inleressV.
Manuel Joaqbjm Dias de Castro.
V Precisa-se alugr am prelp eacravo ou livre,
que enlenda de tratar de ravatios ^ mais servicode
urna caa estrangeira : a tratar na ra do Trapiche
n. 12, escriptorio, primeiro andar.
Precisa-se anda de um refinador : ao paleo
da Santa Cruz n. 2.
D. Francisca Thomaza da Conceiro vende as
suas casas, na ma Augusta ns. 35, 70.90 e 92 ; na
ra Imperial ns. 18. 20, 22, 30, 32, 34, 50 e 52 ; as
Cinco Pon|as n. 34 ; no. becco do Peixoto ns. 13 e
15, e na ra Direila n. 71 : as pessoas que liverem
em ditas casas hypolheca, embargo, penhora ou di-
reilo ao exigirem ajgum onus, d^erlarem por esle mes-
mo Diario, no prazo de 8 dias ; e as pessoa que qui-
zercra comprar cada urna das ditas casas ou lodas,
entendam-se com o procurador da annaoeiaole e seu
filho Antonio da Cunha Soares Guimaraes, na roa
do Rangel n. 56, que lem lem poderes para fazer
a venda.
COMPANHIA PERNAMBUCANA.
Esta empreza pretende contratara cons-
truccao dos trapiches e armazens em Se-
rinhaem e no Gamella, (no Rio Formoso)
pontos da escala de seus vapore, ao lado
do sul, e em Itapissuma e Goianna, ao
lado do norte, sobas condiales seguin-
tes:
Clausulas especiaes da arrematacao.
1. As*obras para a construccao destes
trapiches serao feitas de conformidade
com a$ plantas e ornamentos, approvados
pela direccao da companhia, na impor-
tancia o de Serinhem rs. 4:855^(320, o
do (amella rs. 11:267<{000, e o de Ita-
pissuma rs. 7:755s000, e o de Goianna de
rs. 6:913S000.
2. Estas obrES oever3o principiar no
prazo de 15 dias, e linda rao no de 4
miv.es, ambos contados do dia da assig-
natura dos contratos.
5. O pagamento destas obras sera' fei-
to em tres prestantes iguae: a primeira,
no dia da assignatura do contrato ; a se-
gunda, ((liando estiver eita metade da
obra, ea ultima, qliando estiver tnteira-
mente concluida, (cando responsavel o
arrematante por espaco de um anno pela
sna conserva^o e solidez.
4. O arrematante prestara' urna (an-
ca idnea nesta praca : para tratar di-
rija-se ao escriptorio do Sr. F. Conlon,
ra da Cruzn. 20.
de ouro e prala at a quantia de 3509000
quizer, dirjja-se mesma, que adiar com
tratar.
quem
quem
r
COMMEHCIG
/Vatio entrados no ia 20.
Rio de Janeiro a porto* intermedios5 dias e 14 ho-
ras, vapor braiileiru Tocaolinsa, commandanle o
capilo de fragata Mancebo. Ficoa do qaarenle-
na por 15 das. Passageiros para esta provincia,
Jos Anacleto da Silva, senador Francisco do
Paula Posma e 9 aeraros, alteres Loiz Antonio
Ferrar, dito Jeronymo Alvos de Assumpclo, JoSo
Jos Baplista, Dr. Francisco de Paula Baptisla e
1 escravo, Dr. Apriglo JusUolano da Silva tui-
maraes e I escravo, Jos Mara de Vaseoncellos,
Francisco Antonio R. da Fonseca, Silvino Gui-
llierme de Barros, Laix Tilo de Barros l'aim e 1
eacravo, Wtth'elm Putlerfarchen. Jos Joaquina
do Reg Barros, 1 escravo a entregar, 5 ex-pra-
cai 2 pracM. Seguem parn o norte, Maaoel
Seraplum, brigadeiro Francisco Sergio de Olivei-
ra 2 lilhos, Manoel Correa da Cruz Guimaraes,
major Antonio Jos Fernandes Braga, Manoel E.
de Araojo, Joao Baptisla de Araujo, Dr. I.uiz
Gonralves da Silva Vaz, lenle Jos Eduardo
da Cosa Guimar3es,Wariis prajas, ez-pracei, cria-
dos e passageiros.
Rio de Janeiro e Babia-* dias, vapor inglez tiren!
Western, commandanle Bevis. Com 102 passa-
geiros para o norte.
-Vacio sahido no mesmo dia.
Melboarne Galera ingleza aStatesmans, com a
mesma carga qui "trouie e passageiros. Saipen-
dea do lameirao.
PUBLICACA'O LITTERABA.
Acha-se a venda o compendio de Theoria e Prali
ca do Processo Civil feilo pelo Dr. Francisco de Pau
a Baplista. Esta obra, alm de ama introdcelo
sobre as acedes e eicepr,Oes em geral, traa do pro-
cesso civel comparado com o eommercial, contera
a theoria sobre a applica{o da cansa julgada, e ou-
tras doutrioaa lomiooias : vende-se nicamente
loja de Manoel Jos I>eile, na ra do Qoei-
mado n.
aalor.
10, 6J cada ejemplar rubricado pelo
W ALFANDEGA.
Rendlioento do dia 1 a 18. .
do dia 20.....
184:244*126
10^329265
194:T76391
Dttcarregam hoje 21 de agosto.
larca nglar.aFloaling Ctaudfttendas.
rigne portugoezi'sr/anladiveaos genero*.
Polaca hespanliolaMathildesebo.
Eotooii broiileiraPlora farinha de Iriso.
CONSULADO GERAL.
Rendiinento do dial a 18..... 13:431*809
M do da 20....... 3:271139
16:7038248
DIVERSAS PROVINCIAS.
JBdimenlo do dia 1 a 18..... 1:3789792
lom do di 20 ...... 47*643
1:426*435
EDITAJES.
Exportacao'.
Hivre, barca francesa Havre, de 272 loneladai.
ceMu/Je oTeguiole : 101 aacca cum 542 arrobas
18 libra* de alcodao, 1,*JJ0 cauros lalgados.
Pranla*, hiato brasileiro CtmOesn, de 31 tone-
Mai, eonduaio o segninte : 65 eaiai, velas de
tetfteuba, l caiiete hilros, 13 sacos caf*, 12 ditos
arta*, 'i latas fumo, 25 latas e 11 anisas cha do Itio
do Janeiro. 5 ditas rap arta preta, 200 ditas sabao,
1 ateo farinha de milho, 1 gigo espirita cachaca, 4
aaeaos cera da carnauba, 30 arrobas eam* necea, 969
rita* charutos, 1 barrica 10 resfriaderas, 41 quaril-
bm, t barrica dem, 29 caitas dore, 6 dilas esper-
Maseii! estearina, 14 dila* cha, 10) o|iias charutos
da Ba iia, 46 ditas deesde goiaba.
BCC.BB0ORIA IrEMNDAS INTERNAS GE-
RAES 1)E PERNAMBUCO.
Rendimenu do dia 1 a 18. 18:781*260
Mata do da 20.......1:289*808
No da 32 do eorrenle contina a estar em pra-
f,a, peranle a cmara municipal desta cidade, a obra
ila abertura de urna etrada nova, que da de Pao
d'Alho coudoza ao largo da malrit da Vartea, orea-
da em 3:200*. Paco da cmara municipal do Reci-
te em sessao de 16 de agosto de 1855.Bario de Ca-
pibaribe, presidente.Manoel Ferreira Accioli, se-
cretario.
O lllm. Sr. Inspector da thesouraria provin-
cial em eomprimento da resolucao da junta da fa-
zenda manda fazer publico, qoe no dia 13 de setem-
bro prximo vindouro, vai novamenle a praca para
ser arrematado a qnem por manos Ozer a obra do
acode da villa do Bnique avaliada em 3:3009000.
E para constar so mandoo atusar o peseme e pu-
blicar pelo Ditrio.
Secr*laria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 18 de agosto de 1855. O secretario, Antonio
Ferreira da AnnuncitcSo..
O lllm. Sr. MMoeclor da lliesouraria provin-
cial em ciunprimeolo da resoluto 4a jaala da fa-
zenda manda fazer publico que a arrematarlo do*
concert* da cadeia e casa da cmara da cidade de
Olnda fo transferida para o di* 30 do correle.
E para constar se mandn afiliar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretar ia da Ihewuraria provincial de Pernam-
buco i da agosto ce 1858.O Secretarlo, Antonio
Ferr a d/ Annunciaco.
O Dr. Anselmo Frrnelteo Perelli, commendador da
al ordem c a Rosa, e joiz de direilo eaBecJal
ll'J.a ririatiA An D>ar.. .^_:-Ii>
THEATRO D APOLLO.
Sociedadc dramtica empresa ra.
QUARTA FEIRA 22 DE AGOSTO DE 1855.
Depois de encalada urna colinda ouvcrlura, su-
bir a scena a repetidlo do moito applaodido e de-
sejado drama em cinco acioi,
HA 16 ANNOS
ou
0$ 1NCENDUR10S,
No qual enlra toda a companhia.
Viualisar o espectculo com a linda comedia '
_ 0 IRMA0 DAS ALMAS.
A locledade dramtica espera do benemrito pu-
blico desta cidade toda a concurreucia ueste espec-
tculo, em qoe vai a sceua um drama qoe nao pre-
cisa mal*elogio* do que o frentico* applausos com
que foi recebido do publico primeira vez qne se
represen lou.
Principiara* as 8 horas.
20:071*068
CONSULADO PROVINCIAL.
Mndlmeotodo dia 1 a 18.
Ideas a da 20
4:4*S*329
3:518*809
27:986*998
PAUTA
te prerot corretttet do attucar, algodSo, e mais
ftntm to paiz, que se despdcham n mesa do
eomulado de Pernambuco, na ttmana de 20
avifi ale agosto dt 1855.
Afaavsaf em calas branco 1 qu* lidade
an 2." s
a a a mase........
> bar. esae. branco. ......
a nmeavado.....
renado..........
AlaTodaaa am pluma de 1." qualidade
a a;. t a
a a a 3. ,
eai c*r*o. ,....... ,
fiaflrttod aajatrdMt.......eftMtla
F.aS0.!fb.er"?*que 'bre"n' edilalvirem. q
no da 10 de setembro prosimo futuro sr ha de ar-
rematar por venda a quem mais der depois da audi-
encia deste juizo, na casa das audiencias : um sitio
de lerrai pequeo no lugar d'Agoafna,- coutendo
algims pes de coqueiros e eajueiros com ama casa
de laipa coherta de telha nova, oulra dita por acabar
porem ja coberta do telha, e mais outra dita lambem
de (aipa c nao coberla de telha em mao estado ava-
hado am dona conloi de res, penhorado a Melqua-
des Anlunes de Almeida por ex*cuc,ao de Reg Al-
baqerqne & C.
E para qoe cheiuea noticia de (odoa mandel pa*-
sar editaes, que serao publicados pelos jornaes e afil-
iados na praca do eommercio e casa das audiencias.
Dado e passado nesla cidade do Recife ao* 18 de
agosto de 1855.
Eu Francisco Ignacio de Torres Bandelra, escri-
Vlo interino o flz escrever.Anselmo Francisco Pe-
relli.
AVISOS MARTIMOS
BAHA.
Vai seguir com brevidade o hiaie brasileiro For-
tuna, meslre Joaquim Jos Silveira ; para o resto
da carga trata-se com os consignatarios A. de A. Go-
mes i Companhia, na ra do Trapiche n. 16, segan-
do audar, ou com o meslre no Irapiehe do algodao.
ARACATY
seguir, no dia 25 do mez eorrenle, o patacho .San-
ta Cruz, capillo Marcos Jos da Silva ; anda noc-
he carga e passageiros: trata-se com Cela no Cyria-
p da C. M., ao lado do Corpo Sanio n. 25.
^ Para Lisboa prelende seguir imprelerivelmento
at i da 27 do eorrenle agosto o brigue portugoez
Ribetro : para carga e passageiros, para o qoe lem
o* memores commodos, trata-se com os conslgnala-
Precisa-se da nm calielro para taberna : no
ra do Amorim n. 17.
Na sala debarbeiro da ra da Croz do Recife
n. 48, precisa-se de um oflical de barbeiro, sendo
branco ou pardo.
Deaeja-*e abor a morada do Sr. JoSo Pruden-
cio da Cruz para se lhe entregar urna caria.
Hoje, 21, as 11 horas, na sala das audiencias,
depois de linda a do Sr. Dr. jure de ausentes, se ha
de arrematar os movis e mais objectos nerlencenles
a heranca da tinada Rosa de Lima.
Est josla e contratada a compra do sitio, silo
no alerriiibo do Giqui, ao Sr. Feliz Canlalicia de
Barros ; ae alguem ae julgar com direilo a elle, nn-
nunce por ate jornal, no pra/.o de 3 dias, ou diri-
ja-so i ra Direila n. 104.
O aballo assignado, secretario da sociedade
Unio Pernambocana, faz scienle nos socios da mes-
ma, que a sociedade contina a fazer suas reoni jes
us dial lerces e seitas-fciras, como era d'antes, na
casa de suas sesses, na pa da Roda n. 50 ; assim
como espera que o* mesmos socios nao deiiem de
comparecer; e para que chegue ao conhecimenlo de
lodos, mandou a directora fazer publico pela im-
prensa. Recite 18 de agoslo de 1855.Manoel P.u-
driguesdoO', 1. lecrelario.
Precisa-se alugar urna negra que saiba vender
na roa : na Camboa do Carmo n. 6.
Precisa-se alagar um preto para padarla, es-
cravo eu forro, sojeilando-se as condir,oes : as Cin-
co Pontas n. 106, padaria.
Precisa-se de urna ama para o servico interno
de urna casa de pequea familia : na ra eslreila do
Rosario n. 10, lerceiro andar.
Aluga-se na Solcdade a casa n. 58, com quin-
tal c cacimba : a tratar na ra do Qaeimado, loja
o. 61.
Desapparecea no da 12 do eorrenle orna es-
crava de naco, de nome Cilbariin, estatura regu-
lar, de idade de 40 annos, cor preta, cabellos esti-
rados no alto da rabera de rarregar peso ; sanio
rom vestido de chadrez e panno da Cosa azul : ro-
ga-se as autoridades polciaes e capilaes de campo
que appreheudain e levem i ra eidreila do Rosa-
rio n. 19, loja, que serao recompensados.
Urna mulber da bons coslomes se offetere para
ser ama de algoma casa de pouca fanilia, on homcm
solleiro : quem precisar, dirija-se ao becco do Rosa-
rio n. 2.
Francisco Marnho FalcSo da Silva previne
que nesla daU comprou um meio bilhete de n. 1492
da loleria do Gymnasio Provincial por conla do Sr.
Gregorio Magno Borges da Fonseca, a quem parlen-
ce dito bilhete.
Oflerece-se urna ama para engommar e fazer o
diario de urna casa de homem snlteiro : qnem pre-
tendrr, dirija-se a roa Direila, lo. a de funlleiro
n. 45.
Sendo a perfeicao e limpezn no fabrico dos g-
neros alimenticios, que formam o panem nostrnm
quolidianum, a melhor e mais dcsejavel recnmmen-
dac hygiene, recommenda-se an publico a padaria da
ra eslreila do Rosario n. 13, nos artigos bolaches
Crimea, bolachinha Lisboa, dila ararula, fallas e
biscoilos, bolachinha Sebastopol, dita guerra do
Oriente, a bem assim bichas de Hamburgo de 8 pol-
legadas de eomprimento, dis quaes urna' l prodaz
o efeilo de 8 das communs.
Todo isto a cobre ou sedlas,
Ouro ou prala no hnleao :
Quaodo mesmo eiperlalhao
Seja o fregoez, compra a Ida,
> Se goslar de couia boa.
A'ssegura-se que infallivelmente bao de agradar os
presos.
, No Jia 30 de jolho prxima passado do eorren-
le anno, desapparecea do engepho Sapucagi junto a
villa da Escada, o prelo crioulo, de nome Matheus,
idade de 22 annos, lem os signaes seguintes : alto,
secco, os denles da frente sao podres, uo andar pu-
cha por um dos quarlos, um tanto coleando: o abat-
i assignado roga ai autoridades policiaes e captaes
de campo a captura do mesmo, que serao bem grati-
ficados, fazeodo entrega ao abaixo assignado, on en-
genho Noruega, e nesla praca ao Sr. Joao Piolo
Regs de Souza, defronle do hospicio de >. S. da
Penha.Joao Correa Lobo.
Quem achou e quizer restituir um cachorro de
rafa dos de Terra Nova, anda muilo novo, lem o
pello comprido, caneca toda preta, orelhas grandes,
o corpo com mal lias pretas e brancas, sendo os quar-
los quasi lodo branco, e ponta di cauda tambem
branca, pode dirigir-se ra Augusta n. 19, que se-
r gratificado com generosidade.
Aos III ms. Srt. juizes e magistrado.
He chegado a praca da Independencia
ns. 2 a 30, loja de J. O. Maia, as verda-
deras e muito superiores peiles de ar-
minho.
Carros fnebres.
No pateo do Paraizo n. 10.
Jos Pinto de Magalhaes, &z scienteque
seu esUl)elecimento de carro fnebres
acha-se completamente montado e muni-
do de todo o necessavio para qualquer
enterro, tanto de defurito* como de anjos
e donzelas; encarrega-se~"de quaesquer
armacoes, em casa ou em igreja, eforne-
ce licenc-i parochial, guiada cmara, m-
sica, carros de passeio, cera, etc., tudopor
precos mdicos, e espera bem servir a
quem se dignar encarrega-lo de qualquer
enterro, para o que tem*? precisa intel-
ligencia.
S
S
i
No dia 25 do corrente, finda a audi-
ATTERCiO.
Manoel Antonio Goncalves, com
estabelecimento de obras de ouro e
prata na praca de Pernambuco,
constado-lhe que diverso vendedo-
do eommercio duila cidade do Recife, provincia tliaThomat de Aquino Fonseca di Filho, ou com o
de Pernambuco po, S. M. I e C. ele. capillo na praca.
Para o Araeaty segu em poneos dias por j
ler parle de seu carregamento prompto, o hiate Ca-
o
i
#
2700
18800
3JJ200
(i000
5*800
.5200
1*500
1*50
pibaribe ; para o resto e passageiros, trata-** na ra
do Vigario n. 5.
Par* o Rio de Janeiro seguir por toda a se-
mana em diante o brigue brasileiro Mafra, o qual
s recebe passageiros e escravos a frele, para o que
tem boos commodos: quem pretender, dirija-se
ru da Croz n. 3, escriptorio de Amorim Irmaos &
Companhia, ou com o capiao Jos Joaquim Dias
dos Prazeres.
Para o Rio de Janeiro sabe oo da 24 do eorren-
le o brigue Sagitario, de primeira classe, o qual so
recebe eargamioda e passageiros : trala-se com -Ma-
noel Francisco da Silva Carrico, na rus do Collegio
n. 17, segundo andar, ou com o capiao a bordo.
DECLARARES
no sierro da Boa-Vis-
LEILO'ES.
-- Precisa-sede urna Ima
la n. 60.
O abaixo assignado compra qual-
quer escravo doente de mor pitea, ainda
no ultimo grau da vida, e tambem cura
qualquer pessoa livre, tanto de morpha
cotnodeerysipela, tendo ja' arestins, as-
sim como-os cancros em qualquer estado
queestejam: os pretenden tes dirijam-se
a ra do padre Floriano, esquina a di-
eita indo para a mesma, n. 18.Manoel
Borges de Mendonra.
Perden-se da matriz da Boa-Vista, ao sabir da
missadasll, do da 19 do crranle, urna pulseira
de coral encasloada cm ouro, leudo no atacador urna
Ggura, e no meio urna chapa de our i, per onde cor-
re o lio quo conlm as cotilas que firmam dila pul-
sera: quem a adiar, quereudo-a realiluir para
resguardo de sua consciencia e receber recompensa,
pode leva-la na roa da Cadeia do Recife n. 34.
LOTERA
Panorama.
SEGUNDA FAPOSHJAO.
FREDK LEMBCKE
lem a honra de avisar ao respeilavil publico, que aa
segiinda-feira 20 do crranle, vai eipdr novas vis-
las, qne nesla provincia ainda nao se lem visto, na
ra Ja Cadeia confronte do convento de San-Fran-
cisco, que sao as seguintes:
Rio de JaneiroTomada de Sanla-Thereza.
Os Russianos, habitantes dos montes, passando a
passagem sobre o Caucasus.
Bombardeameuto de Sebastopol.
Illuminacao do palacio do imperador da Russia.
O desembarque dos allados em kertsch, na Cri-
mea.
Sebastopol.
Interior da igreja do Sanio Sepulcro.
Bom-Fim, da Babia.
O prejo he 500 rs. cada pessoa, acha-se abcrlo das
6 s 9 horas da noite.
Engomma-se e lava-se com perfeicao : na roa
da Aurora, no hotel da Europa.
Desejando algumas pessoas jogarna
loteras desta provincia com um numero
semprecertoem bilhete inteiro, o caute-
lista abaixo se comprometi a reserva-lo,
devendo as pessoas que quizerem dirigir-
se a seu escriptorio na ra do Collegio n.
21, primeiro andar, alim de d'entre os
seus nmeros de bilhete designarem os
que llies convier para Ibes serem sempre
reservado. Antonio Jos Rodrigues de
Souza Jnior.
Alugam-se duas casas terreas, sitas
no lugar de Santa Anna de dentro, muito
proprias para a estacao do tempo presen-
te, por serem bastante frescas e salubres:
a tratar na ra do Trapiche-Novo n. 20.
A ahnio .signada tem constituido sea bailan-
te procurador o sea neto Francisco Xavier Rudrio
gues de Miranda, por haver fallecido o sea presad-
I filho, Joao Rodrigues de Miranda.
FIHppa Mara.
LOTERA do gymnasio PERNAM-
BUCANO.
AOS 6:000', 5:000* E 1:000,1.
O cautelista Antonio Jos Rodrigues de Souza J-
nior avisa ao respeitavel publico, que as rodas da
lerceira parte da primeira desta loteria andam im-
prrtei iyelmcnie qnarla-feira,22 do eorrenle. Todos
os seus bilheles e cauteles sao pagos sem descont al-
gum, os quaes acham-se i venda na praca da Inde-
pendencia, tojas ns. 4,13,15 e 40; ru Direila n. 13}
Iravessa do Rosario n. 18 C ; aterro da Boa-Vista n.
72 A, e na ra da Praia, loja de fazendas.
Bilheles 59800 Recebe por inteiro 6:0008000
vara, tera' lugar a ultima praca para ar-
rematarlo de um grande sitio na regue-
zia dos Afogados, no lugar da Boa-Via-
gem, com grande casa terrea de vivenda,
de pedra e cal, estribara, e senzala um
pouco arruinada, com tres mil pes deco-
queiros, boa baixa cortada pelo rio Jor-
dn ; divide ao leste com a costa do mar,
onde se pode ter bons curraes, ao poente
como rio Jordao, a N. com trras do passo
da Barreta, e ao sul com o sitio de Ray-
mundo Francisco Ventura e herdeiro do
vigario da Muribeca,' Manoel Jos de Oli-
veua Accioli, avahado em 5:000{f000, na
execucao que a Jos Rodrigues de Olivei-
ra Lima movem Antonio Pedro Alves da
Cruz e outros ; por dentro deste sitio tem
de passar ao poente a projectada estrada
de ierro desta cidade: he grande pecllin-
cha, s com a vista se fara urna idea de
^uas grandes vantagens.
A pessoa qoe annunciou precisar de 6008 so-
bre h\ pothoca era ama casa, dnja-se a ra do Li-
vramento n. 7.
REVISTA DO GLOBO.
SEMINARIO liiSIYERSAL
Proprietario e redactor principal
FERNANDO JVGOME.
RESIDENTE NO RIO DB JANEIRO.
A classe eommercial, respeitavel em lodas as na-
coes do mundo, tem-se elevado as mais alias sommi-
dades govornativa em nm imperio tilo vasto e flores-
cente como o Brasil.
E a razflo he masifesta. Ha muito lempo que el-
la se convenceo de qoe o capital, aem a idea, de na-
da vale ; e de que a iulelligencia he am elemento
que fecunda a riqueza, que, sem elle, seria qoasi
improductiva e inerte.
J hnuve qnem pensasse que o eommercio e as
lettras se repelliam mutuamente: mas hoje, feliz-
mente, esta opiniao barbaresca nao conta lenao urna
insignificante minora. E, para a combater radical-
mente, basta reflectir que os homens ignorantes e
rotineiros, vulgarmente, aleancam s orna pequea
fortuna, depois de nm improbo e arduo trabalhn, em
que consomem longos anuos de vida, ao passo qoe
as grandes e lucrativas emprezas nascem sempre de
homem cuja inlelligencia cultivada Ihes faz com-
prehender as necessidades da poca e do seu paiz.
Os primeiros embotam as mais nobre* faculdades
da alma e do coracHo, concenlrando-se em nm
egoismo desprezivel; o segundos ganham honras,
considerado e proveito,concillando a estimada seus
contemporneos com as heneaos da posleridade.
Conveucidos, pois. da utilidade de conservar esta
eminente classe ao correle de todos os conheci-
menlos que poasam interessa-la, e de animar-lhe o
gosto pelas lettras e bellas artes, deliberamo-nos a
offererer a ella, especialmente, e, em geral, ao I-
luslrado publico brasileiro um semaoMo em qoe
pretendemos reunir qoanla informacaaVtenda mais
directamente a esle nm, e qoe, de ootra maneira, se
nao pollera olilersem consultar moilos jornaes em
linguas estrangeiras, o que nem todos podem fazer.
Assim a Revista do Globo, inleiramente cslranha
poltica do paiz, deve conler : artigos sobre os prin-
cipnes assumptos deeconomia poltica, da inslrnc-
rjlo popolar, da colonisacao, do eommercio e da
agriculturalina resenta desapaixonada das phases
importantes da poltica de todas as nacOes, extrahi-
da dos melhores jornaes estrangeiros.Lina noti-
cia minuciosa de todos os progressos da Industria e
agricultura, e dai machina! e deicuberlas que as
possam auxiliar. Urna explicatn fcil daquell
parle das ciencias nalaraes que diaem inmediata-
mente respeito ,i industria e i agricultura.Narra-
cOes circumslanciadasde lodos oa fados notaveis co-
mo naufragios, incendios consideraveis e phenome-
nos naturaesBiographias de homens Ilustras e ca-
racteres dislinclos Correspondencias do Porto e
LisboaRomancea originaca ou traduzidos das. lil-
teratura* aqu meaos condecidas, como a ingleza, a
italiana, hespanhola, e a allemaaFolhelimRe-
vista dos espectculosPoesaCritica lilleraria.
Eis aqu o nosso programma. Por em qoanlp,
embora nos sobrem dse jos, nada mais prometlemos
determinadamente, para nao fallarmos ao sea exacto
eomprimento. Nao obstante, qnando o recursos da
empreza o permittirem, a Rerisla do Globo ha de
fazer todos os melhoramentos congruentes inaior
illolracSo e recreio do publico. Desde j, porm,
podemos assegorar-lhe que alguns dos escriplores
mais distinctos de Portugal nos coadjnvarSo assi-
duamente na liboriosa empreza a qu* nos abalan-
zamos.
Nao duvidair.os, sem affeclsr modeslia, Cdnfessar a
escussezda nossa inlelligencia. t a pouco cabedal de
inslruccao que possnimos. He por isso que, apezar
res de joias pelo matto. se tem er- {
vidode seu nome em eu negocio,
iaz constar para evitar engaos, que
n5o se responsabilisa por transac-
cao alguma que elle fizeoem ou
55 possam fazer, de qualquer nature-
za qae eja, poi a ninguem autori-
9 sou para isso.
Z Kecit l de agosto de 1855.
< -ee
O bacharel A. R. de Torres Bindeira, profaa-
sor substituto de rhelorica e geographia no lyceu
delta provincia, contina a ensillar as referida* dis-
ciplinas, e bem assim a lingua franceza, a ingleza e
philosophia, na casa de soa residencia, aa roa Nova
n. 23, segando andar : qnem se quizer oliliur da
sea presumo, poder procara-lo para esle Uro das 7
horas ale ai; 9 da manhSa, e da* 11 da manhii a 1
da larde, e destas deade aa 3 horaal a* 6.
U Ur. Carolino Fraociieo de Lima Santo* M
mora no primeiro andar do sobrado, sito aa #
ra das i.ruzes n. 18, onde contina no eser-
cicio de te,S*3t39-*f999m9
A ahaUo awgnada,'pelo presento anenncio
faz scienle, qoe pessoa algama compre ou taca qaal-
qoer oolra trausaccao com orna casa, sita no lugar
do Monteiro, e quintal para a roa do Quiabo ; aa-
lm come o prelo l.oiz e o pardo Benvindo, que te
achara descr pos era duvid por engao em o in-
ventario do finado Manoel Caelano Soares Carneiro
Monteiro, como do casal ; o nao sao, protestando a
abaixo awgnada haver laes bem onde quer que
exislam por accao competeole. Recife 16 da agosto
de 1855.Mara Jos de Jeso* Caoba (iuiraarte*.
Nao tendo comparecido no da 14 do correal*
mez numero nifuciente de socios reuniio de aa-
sembla geril da Assoeia;ilo Coromercil Beneucen-
(e deila praca, a directo convida novamenle (eos
socios pira cnmpareeerem ho dia 23 do corrente un,
pelas 11 horas da manhaa em poni, na (ala da* anas
sessoes. Sila da Associa^ao Commercial Beneticen-
te de Pernambuco aos 18 de agoslo de 1855.Anto-
nio Marques de Amorim, secretario.
Na ra do Crespo n. 21 ha para vender supe-
riores charoLos da Baha.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, roa do Collegio n. 2,
vende-se um completo sorthnento
de fazendas, fina e grossas, por
precos mai baixo do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como a retalho, amanendo-
se ao compradores um preco
para lodo : este estabelecimento
abrise de, combinacao com a
maior parte da casas commerciaes
ingleza, ranceza, allemaa e uia-
sas, para vender fazenda mai em
conta do que se tem vendido, e por
isto ofFerecendo elle maiores van-
tagens cloque outra qualquer ; o
proprietario deste importante -
tabelecimento convida a' todo o
*eus patricio, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem do-
seus interesses) comprar fazendas |
barata, no armazem clamado
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz do Santo 4 Rolim.
CORREIO OERAL-
O vapor Tocantin recebe as malas para os portos
do norle boje ao meio dia ; ai correspondencias qae
ylerem depois dessa hora pagarSo o porte duplo ; os
jornaes deverao ter entregues 2 hora* ante*. ,
TRIBUNAL DO COMMBKCIO.
Pela Mcrelaria do tribunal do eommercio desta
priMncia ie faz publico qae tendo o Sr. Joflo de Pi-
nho Borges, cidadSo brasileiro, domiciliado nesta
cidadr, sido despachado correlor geral desla praca
ara saaolo admioiiitraliva de 9 de eorrenle m*z, e
leddo elle prttlado flanea a jaramenlo, sa expedia e
competente Iran de panol de correlor gwal ma*
O agenle Borja far leilao em aeu armazem, na
roa do Collegio n. 15, de urna Infinidade de objec-
tos como bem : nm sortimenlo completo de obras
de marcineria, meios ailrccos de oaro, relogio* dif-
ferenles pira algibeira, vasos de pedra para jardim,
pedras para aepullura, quiuquilharias diversas, urna
porfi de cadelras genovezas de diversas cores, um
ptimo carro de 4 rodas, e outros mallo* objectos,
qu* se acharo plenles no mesmo armazem ; assim
como diversos passaros cantadores, etc.: quarta-fei-
ra, 22 do corrente, as 10 horas.
Por ordem do lllm. Sr. Inspector da alfandega
desta cidade, por eoota e ri*eo de quem partencer,
e por ntervenco do agenle Oliveira. se continuar
o leilao das fazendas avahadas d'agua salgad*, sal-
vada* de bordo da barca Iraneeta Gustart 11: quar-
ti
GYMNASIO PERNAHBOCiNO.
Aiiianha, quarta-feira
22 de agosto,andam indu-
itavelmente as roda* da
referida loteria, pelas 10
horas da manhaa, no con-
sistorio da igreja de N. 8.
do Livramento. Fernam-

Meios 29900 3:0009000
Ruarlos 19900 o 1:5009000
Quintos 19200 1:2009000
Oilavos 760 7.1O9OOO
Decimos 640 n lilKlSlKX)
Vigsimos 340 a a MiMO
O mesmo caulelista cima declara, que s se obri-
ga a pagar os oito por cenlo do imposto geral em seos
dilos bilheles inleiros, devendo o possuidor receber
do Sr. Ihesoureiroo seu competente premio.
TYPOGRAPTA DO FOVG REPUBLICANO.
Na 'Ua Direila n. 5, primeiro andar, se arha esla-
belecida urna lypograhia provida de ricas fnnles de
typos para imprimir qualquer obra, piriodicoe ludo
o qoe diz respeito ama ofcina desle genero :
quem quizer utilsar-se della, dirija-se mesma ca-
sa, que encontrar cora quem tratar. Os trabamos
feilos nesta ofcina serao sempre ejecutados por pre-
co mais commodo que em oulra qualquer parle, e
qualquer impresso ser fcita com o melhor gosto,
aceiu e promplidao.
Qaem acbpa e queira restituir urna cabra
(bicho) prenlia, loda preta, com urna cria bailante
crescida, tambem preta, sendo do joelho para bazo
branco, dirija-se ra Direila n. 93, que ser grati-
ficado com a importancia do valor da misma cabra e
filha.
*- O Dr. Ribeiro, medico, contina a residir na
roa da Croz do Recife a. 49, segando *o4u. -
ROBILAFFECTEUR.
O nico aulorisado por decitao do connlho ret e
decreto imperial.
O mediis dos hospilae* recommendam o Arrobe
de Laf/ecteur, como sendo o nico aulorisado pelo
governo, e pela real sociedade de medicina. Esle
mdicamente d'um gosto agradavel, e fcil a tomar
em secreto, esta em aso na marinha real desde mais
de 60 annos; cura radicalmente em pouco tempo,
oom pouca dospeza, sem mercurio, as affeccoei da
pelle, impgera, as consequencias das sarnas, ulce-
ra*, e os accidentes do* parto*, da idade critica, e da
acrimonia hereditaria dos humores; coovm aos ca-
tarrbos, a bexiga, as contraerdes, e fraqoexa do*
orgaos, procedida-do aboso dai iojecees on de son-
das. Como in-sv pliltico, o arrobe cera em pouco
lempo os ilusos recentes oo rebeldes, qae volvem
incestantes em eonseqnincii do emprego da copai-
ba, da cubaba, oo das injeccOe* que representen o
viras sem neatrali**-lo. O arrobe LafTecleur be
especialmente recommendado contra as doencas, in-
veteradas ou rebeldes, ao mercurio e ao iodurelo de
polissio. Lisbunue. Vende-se na botica de Brrale de
Antonio Feliciano Alves de Azevedo,praca de 1). Pe-
dro n. 88, onde acaba de chegar ama grande porfao
de garrafal grandes e pequeas viudas directamente
de Pars, de caca do dito Boyveau-Lafleeteur 12, rae
Hicheo ii Paris. Os formularios dao-se gratis em
casa do agente Silva na praca de 11, Pedro, n. 8a.
Porto, Joaquim Araujo ; Baha, Lima & Innao* ;
Pernambuco, Soum; Rio de Janeiro, lloclla & Pi-
lilo* ; el Moreira, loja de drogai; Villa Nova, Joao
Pereira de Magatei Leite; Rio Grande, Fran de
Paulo Coulo A C.
C. STARR&C.
respeiloiamente innanciam qoe no seo eiteoso es-
tabelcciticnio em Santo Amaru.coutinuim a fabricar
com a maior perfeicao e promplido, toda a qaalda-,
de do machi uismo para o uso da ag cuitara, na-
vegado e manufactura; c que para maior commodo
d* seus num .'rosos freguezas e do publico em geral,
leem aberlo em um dos grandes rmaseos do Sr.
Mesquita ii!. roa do Brum, alraz do arsenal de ma-
rinha
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dito sea eilibelecimeuto.
All echarlo os compradores om completo sorti-
menlo de moendaa de ranna, cora lodo* os melhora-
mentos (alguns delles novo* e orignaei) de qne a
ezperiencia de muitos annos tem mostrado a necei-
sidade. Machinas de vapor de beiza e alta pressBo,
taizas de todo tamanho, tanto batidas como fundi-
das, carro* de mo e ditos para conduzir forma* da
anacer, machinas para moer mandioca, prensas pa-
ra dito, fornos de ferro balido para farinha, arado* de
ferro da mais approvada couslruccJlo, fundos para
alambiques, crivo* e por! para forualhas, e urna
de eiercilados nss lides da Imprensa, nao hesitamos infinidade de obras de ferro, qoe seria- eofadouKo
em procurar auxilio de eslranhos. Por esle modo,
certos de que jomis abrandaremos uo ardor com
qne encetarmos o noso Iribalho de tanta conve-
niencia e utilidade pdblica, temos vinosas esperan-
ras de que nao serao totalmente baldados o nosso
aforeos na realisaciio parcial do pensamenlo que
no-Ios impoz.
Todava, para remover sensiveis difliculdkdes.qne
nos podam servir de grande eslorvo no feliz esilo
da nossa importante misino, vemo-nos forjados a
recorrer 11 benevolencia e franqueza do publico
brasileiro, e, particularmente, A de nossos irmaos na
patria, aqu residentes, solicitando a sua prolecfo
e bom acfilhimento, no qual muito confiamos.
E logo qne livermos reunido um namero de as-
sinaturas suflicienle para o costeio dai despezas da
imprem, Revista do Globo, dando de barato in-
teresses individuaos, comeoara a soa publicarlo, con-
lendo 16 paginas em quarlo grande, que ser feita
regularmente aos sabbados. O preco da assignatura
(pago adianlado), jue nao poder ser feita por me-
nos de um anno, a contar de qualquer dia, he de
159000 rs., para o Rio de Janeiro, e de 169000 rs.
para todas as provincias do imperio e exterior.
Todas as correspondencias e reclamare* leden-
les .ladminisIrinSo da Revistado Globo devem ser
dirigidas (francas de portel ao seo collaborador e
administrador Gaspar da Cunha Pinto FalcSo, no
Rio de Janeiro.
A presente revista que pelo seo prospecto mostr*
ser de sumira iililidade instructiva erecreativa para
todas as classes da sociedade. subscreve-se nesta ci-
dade aa loja de Jos Nrtgueira de Souza, roa d*Col-
legio d. 8.
enumerar. No mesmo deposito eiiile ama peno
inlellisenle e habilitada para receber teda* as en-
commenda*, ele, etc., queeeannuncianlea contan-
do com a capacidadedesuai officinase machintimo,
c pericia de' seas ofliciacs, se compromellem a fazer
execular, com a maior presteza, perfeicao, e exacta
conformidade com os modelos011 deseuhOs,e instruc-
ces qae Hies forem fornecidas.
1ECRMISI0 PARA EB6E-
IHO.
NA FUNDIQAO DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W. BOWNIAS, r RA DO BRUM, PAUSANDO O oHA-
eFARIZ,
ha sempre um graode sortimenlo dos seguinlH ob-
jectos da mechanisraos proprios para engeuhos, a sa-
ber : moendns e meias moendas da mais moderna
construccao ; laixas da Trro fundido e batido, de
superior qualidade e de lodosos tamanho* ; rada*
dentadas para agua on animaes, da todas a* propor-
coes ; crivos e boceas de foruaiha e registro* de bo-
iro, aguilhSes, bronzes, parafusos e catilhoea, moi-
nho de mandioca, etc., etc.
NA MESMA FND1CAO.
se execntam lodas as eacommenda com a saperio-
ridade j cenhecWa, e com a de vida prisieaae ee*a*
modidade em preco.



.,...- ....
i
DIARIO DEPERMIBUGO TERQA FEIM 21 DE AGOSTO DI 1855
-
O administradores di mas fallida de Barb-
la & Lima rogara aosSr*. eredores domesroot, para
a.presenlarem 01 ata* documento* para seren confe-
rido se poder fazer o competente dividendo pelos
memos, visto todo estar liquidado ; n> roa do
Brum n. 22, no prazo de 3 dias, depois disto nao se
admita reclamarlo alguma. Kecife 17 de agosto de
1855.
# O medico Jos de Almeida Soares de Un
S Batios, modoa a sua residencia para i
Cruz sobrado amarello n. 21,
Sdar.
c.
COM
SAO DE ESCRAVOS
1U.
CONSULTORIO DOS POBRES
ftO mu A NOVA 1 AMBMM 50.
O Dr. P. A. Lobo Moscnzo d consultas liomeopalhicas lodos os dias aos pobres, desde 9 horas da
manhaalo roeio da, e em casos extraordinarios a qualqucr hora dodia ou noite.
OOerece-se igualmente para praticar qnalquer operaco de cirurgia, e acudir promptamente a qual-
quer mulher que enteja mal departo, e cujascircumslaucias nao permittam pagar ao medico.
SUTORIO DO DR. P. V LOBO I0SCIZO.
50 RA NOVA 50
VNDESE O SEGUIRTE:
Manual completo de meddicioa homeopalhica do Dr. G. H. Jahr, traduzido em por
tuguez pelo Dr. Hoscozo, quatro volnmes eocadernados em dous e acompanhado de
un diccionario dos termos de medicina, cirnrcia, anatoma, etc., ele...... 20)000
BOA LARGIl DO ROSARIO.
N. 22. SECUNDO AMIAK.
Neta casa recebem-se escravos por commisso pa
ra serena vendidos por conta de seus tenderes, tanto
ra Ierra como para embarque ; alianza-te o bom
lamento e seguranza dosmesmos, nao se pon pan-
do tforcot para qae elles sejam vendidos rom prom-
plidSo^slim de que seus seohores nao soffram em-
pale com a venda delles.
DENTISTA, :
Paulo Gaignoux, dentista francez, estabele 0
| eido ua roa larga do Rosario n. 36, segando
'andar, collocadentearomgengivasarlifciaes,
e dentadura completa, ou parle della, com a 9J
presso do a/. q

OSr. Joaquim Oettviaoo da Silva lera carta
na livraria n. 6 e 8 da praca da Independencia.
mmm^mmmm
flor. Sabino'Olegario Ludgero" Pinho,
mudou-se do palacete da ra de S. Francis-
i co n. 68A, para o sobrado de dous anda-
1 resn.6, rnade Santo Amaro, (mondonovo.)
Regiment de castas.
Sahio a luz o regiment da cuitas judi-
ciales, anootado com o$ avisos, que o alte-
raram: vende-se a 500 res, na livraria
n. (i e 8 da praca da Independencia.
EDUGACA'0 das filhas.
Entre as obra do grande Fenelon, arcebispo de
Cambray, merece mni particnlar mencac otratado
da edocaro das 'meninasno qual este virtuoso
irelado entina como asmflis devem educar suas fi-
lias, para umdia chegarem a occopar o sublime
lugar de mii de familia ; torna-se por tanto urna
necessidade para todas as pessons qoe desejam gui-
a-las no verdadeirocaminho da vida. Est a refe-
rida obra Iradutida em portguez, e vende-se na
livraria da praca da Independencia o. 6 a 8, pelo
dfrninalo preco de 800 rs.
AULA DE LATIM*.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
quemudou a sua aula para a ra do Ran-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eexternos desde ja' por m-
dico preco como he publico: quem se
quizer utilisar deseupequeo prestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.

J. JASE, DENTISTA,
soas que se querem dedicar pratica da verdadeira medicina, interessa a todos os mdicos que quizerem
experimentar a doctrina de Ilalinemann, e por si metmos se convencerem da verdade d'ella: a todos os
fazendeiros e seubores de engenho qoe eslao longe dos recursos dos medico!: a todos os capites de navio,
qoe urna on outra vez nao podem deizar de acudir a qualquer incommodo sen ou de seus tripulantes :
a todos os pais de familia que por cirenmstancias, que n.m sempre podem ser prevenidas, sao lobrga-
dos a prestar in continenti os primeiros soccorros em suas enfermidadet.
O vade-mecum do homeopatha ou tradcelo da medicina domestica do Dr. Herios,
obra lambem til ai petsoas que se dedicam ao estudo da homeopathia, um volu-
me grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina...... 109000
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc., encardenado. .'tJOOO
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pratica da
homeopathia, e o proprielario deste estabslecimeuto se lisongeia de le-Io o mais bem montado possivel e
ninsuem duvida hoje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 tubos grandes..................... 88000
Boticas de 24 medicamentos em glbulos, a 10, 129 e 158000 rs.
Ditas 36 ditos a.............., Ofuioon
Dita. 48 ditos............... S
Ditas 60 ditos ............. tn*mn
Ditas 144 ditos a ..............[ o00
Tubos avulsos........................' IMOO
Frascos de meia onca, de tinctura...............'-!*." iMlOO
Ditos de verdadeira lindura a rnica. ;.......".".".*." 29000
Na mesma casa ha .empre venda grande numero de tubo* de cryslai de diversos lmannos
vidros para medicamentos, e aprompla-se qualquer cncommenda de medicamentos com toda a hrevida-
- por procos muilo commodos.
de e
TRATAMEHTO HOMOPATHICO.
Preservatico e curativo
DO CHOLERA-MORBUS,
PELOS DRS
ou nstriicc.ao ao povu para se poder curar desla enferraidade, administra^oTTemedio mais .Ale
para atalha-la. emquanto se recorre ao med.co.ou mesmo para cura-la independer deste, en,C3zes
etn qoe no os ha. ------oesies
TKADLZIDO EM PORTGUEZ PELO DR.
Estes doas opsculos conimas indicarles mais rlams a nr*v
cao e..a ao a.c.nc. de toda, a, inte.ligcncias nao ,6 p..o%K V^puTlo^o ^3.,
cipalmente aos preservativos que lem dado os mais ii.f.M.,~ _^_i..jL". .?,,v
nos lugares
A. LORO MOSCOZO.
como pi in-
em que
Estes dous opsculos contm as indicacoes mais claras e precisas so nela tn
-lcanee de. .oda, a, inlelligcncias nao ,6 pelo mJSXSittEfiSSE!^ ^
e.,e,tem.idoa;'.!Ple,Se"T8p;X.qUe ** f.c..rio,Presu.tdo, em^oTa"^,?
Sendo o Iralamenlo homeopathico o nico que tero dado grandes resollado. ni.,,ii..^,
velenferraid.de. jolgamos a proposito traduzir este, dous importantes opsculos eminJ," 0rr'"
la, para desfarte facilitar a sua leitura aquemignoreo francez. opsculos em lingua vernacu
Vende-se nicamente no Consultorio do traductor, roa Nova 52, po: 29000 rs
f contina a residir na ra Nova o. 19, primei- Q
ro andar. tjt
O SOCIALISMO.
Pal (swral Abrto e Lima.
Achare a venda na loja de livroado*Sti_
do de Frotas & C, esquina da roa de Coliegio,
em cata do autor, pateo do Colltjtie, casa amarella
no 1.- andar; encadernado de tedas as formas, poi
raaior ou menor preco, segundo o gosto dos compra-
decae. A edicSo esta quasi esgolad, e poneosei-
eD|>larei restara. Esu obra, em qua se cha Iraca-
da a marcha do genero humano desde o primen o
homem at nossos dias, pertence a todas as claes
da iciedada, e he, por astim 4iier-se, o evangelho
social, porque oella esUo consignados toda* os foros
da humanidade. As suas ooutrinns estao, perianto,
a* alcance de todaaai inielligencias.
MASSA ADAMANTINA.
Ra do Rosario o. 36, segundo andar, Paulo Gai-
gnoux, dentista francez, c juraba os denles com a
nauta adamantina. Etsa nova e maravilhosa com-
poticlo tem a vantagem de encher sem prsalo dolo-
roso todas as anfractuosidades dodeole, adqoirindo
eaa poseo instantes solidez igual a da pedra mait
dar, e permute restaurar os denles mais estraga-
do com a forma e a edr primitiva.
EsLi a tahir a luz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTRAHIDO DE RUOFF E ROEN-
NINGHAUSEN^E OUTROS,
posto em ordem alphabelica, com a descripeo
abreviada de todas as molestias, a indicaeflo phvsio-
logica e inerapeutiea de todos os medicamentos ho-
meopathico, ten lempo de accSo e concordancia,
seguido de um diccionario da aignifieacSo de todos
os termos de medicina e cirurgia, e posto ao alcance
dat petsoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO MORAES.
Subscreve-se para esta obra no consultorio horneo,
pathico do Dr. LOBO MOSCOZO, ra Nova n. 50-
primelro andar, por 59000 em broehura, e 60000
encadernado.
Novo* livrot de horneo patina mefrancez, obra
todatde lumma importancia :
Hahnemano, tratado das mcleslias
lomes.........
Teste, rrolettias dos meninos .....'
Herng, homeopathia domestica. ....
Jahr, pharmacnpa homeoptilica. .
Jahr, novo manual, 4 volnmes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pelle.......
Rapou, historia da homeopathia, 2 voluntes
Harthmann, tratado completo das molestias
do* meninos..........
A Teste, materia medica hemeopathica. .
De Fayolle, doulrina medica homeopalhica
CNoloa de Sfaoneli ........
Catling, verdade da homeopathia. ,
Diccionario de Nytten .......
Atllas completo da analom a com bellas es-
tampas coloridas, coulendo a deteripcao
de todas aa partea do corno humano .
vadem-se todos esle livrot no consultorio homeopa-
thico do Dr. Lobo Moscoso, ra Nova n. 3& ari-
mairo andar.
Da'-se dinheiro a juros sobre penho-
res de obras de ouro e prata: na ra da
Guian. 40,
Joaquim Jote Dial Paieira [declara, qne leudo
arrematado em leilio de 9 de junho p.p. todat as di-
vidas activas que deviam Antonio da Cosa Fer-
reira Estrella, com liberna na ra da Cadeia do Re-
cite, eoovida a lodos os devedoret do dilo Estrella,
tanto da praca como do mallo, para que venham pa-
gar aoannunciantc, ou a pessoa competente por
elle autorizada, i(o coma maior presteza possivel,
afim de evilarem maiores despezas, pois promelle
ler toda a conlemplacao com os que forem mait
promptos nos teus pagamentos, podendo para Isto
dirigir-se ao annunciante no aterro da Boa-Vista
a. li.
Na ra Direila, loja n. 13, di-te dinheiro a ju-
roa sobre penhores de ouro, em grandes e pequeua
quantias.
Sala de dansa.
Manoel Francisco de Souza Hagalhaes
participa ao respeiUvel publico, que a sua sala de
entine, na ra Direila n. 139, se acba aberU todat
as segundas, quartat e sexlis- feiras. desde a7 at ai
9 horas da noite; aisim como lambem d lines pir-
licalaret s horas convencionadas, tanto em sua casa
como as dtaaenhores qoe ram utilisar, a mesmo em qualquer colleaio, pelo
precai que o afatmo lem marcado : para o que o
poderlo procurar das 7 as 9 horas da manhila, e do
raatv dia as 3 horas da tarde.
Desappareceu dos arredores da vil-
la do Cabo, um cavallo com os signnesfc-
guintes: grande, mellado claro, tem urna
bellide noolho direito, noquadril esquer-
do tem urna marca procedida de sarna que
tee, etem na cxa direita um ferro que
representa um cinco virado : a pessoa
que delle der noticia certa, ou o levar na
ra da Cruz do Recife n. 26, primei
dar, teca' urna gratifica c3o de 9
O cautelista cima declara, que os seus bilhelaa
inleirot em origioaes nao soflrem o descont de oito
por caolo do imposto geral, etim ns suas cautelas.
Precisa-se de offlciaet desapaleiro para fazer
obras de senhora : na Iraveisa do Corpo Santo, loja
de calcado n. 29.
Vietor Lasne, lendo de fazer urna vi.gem
Europa, deixa por seus procuradores, em primeiro
logar o Sr. Jote Joaqoim de Oliveira Gonrilven, em
segundo o Sr. Pedro Augusto G.otier, em lerceiro o
Sr. Francisco Xavier de Oliveira, e em quarlo o Sr.
Jos Antonio de Araojo, com poderes bastantes para
o substituir na gerencia de sua casa.
chrooicat, 4 vo-
. 209000
. 6000
. 79000
. 69000
. 169000
. 69000
89000
19000
IO9OO0
89000
79000
69000
49000
109000
309000
.'IBLICUAO' DO INSTITUTO HO-
MEOPATHICO DO BRASIL.
THESOURO HOMEOPATHICO
OU
VADE-MECUM DO
HOMEOPATHA.
Mtthoio concito, claro e segura de cu-
rar homcopathicament lodat at molestia*
que affligem a especie humana, e parti-
cularmente aquella que reinam rto Bra-
til, redigido segundo os melhores trata-
dos de homeopathia, tanto europeos como
americanos, e segundo a propria experi-
encia, pelo Dr. Sabino Olegario Ludgera
Pinho. Esta obra he hoje recouhecida co-
mo a melhor de todas que tratam daappli-
car.lo homeopalhica no curativo da mo-
lestias. Os curioso, 'principalmente., nao
podem dar um passo seguro sem possui-la e
consulta-la. Os pais de familias, os senho-
Jtret de engenho, tacerdotes, viajantes, ca-
J pitaes de navios, serlanejoselc. etc., dovero
ile-la mSo para occorrer promptamente a
qualquer caso de moleslia.
Dous voluntes em broehura por 109000
> b eocadernados II9OOO
Vende-se nicamente em casado autor,
roa de Sanio Amaro n. 6. (Mondo No-
vo).
LOTERA DO GYMNASIO PERNAM-
BUCANO.
AOS 6:000A', 3:000$El:000f.
O cautelista da casa da Fama Antonio da Silva
Guimaret avisa ao publico, que esto a venda os
seus afortunados bilhetei e cautela da terceira par-
le da primeira lotera do Gymnasio, a qual corre no
dia 22 do correnlj, os quaes sao vendidos uas seguid-
les casas : aterro' da Boa-Vista os. 48 e 68 ; rna do
Sol n. 71 A ; ra larga do Rosario n. 26 ; praca da
Independencia os. 14 e 16 ; ra do Coliegio o. 9;
ra do Raogel n. 54, e roa do Pilar n. 90.
M^.ToDde"Se "mn esCTava de naao Angola, de
idade 12 annos pooco mais ou menq, eom alguns
S.hG?oar?.' 23! ^ d C,Dprador 5" :
caTa BoadVw.T^?Winh, de U "n": na P"-
dir H ; e a yM* d0 comprador se
dir o motivo porque te vende.
T,7ueDdem"IM. al*ma, "ve de qualidade, com
iranicheP dmB comPrin"n"'. desembarcada, no
Irapiche do Ramos : a Ir.tar na ra do Qoeimado,
Cera de carnau-
ba do
Bilhetes 59800 Recebe por iuleiro 6:0009
Meios 29800 com datcouto 2:7609
Quartos lci 1:380
Oilavos- 720 6909
Decimoi 600 O
Vigsimos 320 a a 2769
COMPRAS.
Compra-te prata brasileira e hespanhola : na
rna da Cadeia do Recife n. 54.
Compra-se orna prela de bonita Ogura e mocas
que teja boa cosloreira .e eogommadeira ; paga-se
bem .gradando : na roa do Trapiche n. 14, primei-
ro andar, f
Compram-se acees de Beberibe e ttulos da
divida provincial: na ra larga do Rosario n. 36,
segundo andar.
Compram-se obras de ouro e prata
ja usadas: na ra da Guia n. 40, desde
as 7 horas ate as 10 da manha, todos os
dias.
Compra-se um mulato bom tapateiro on prelo
com o mesmo ofllclo : na roa Direila n. 66.
C^ompra-se urna bomba de metal em bom estado:
.na estrada de Joao-de Barrus, quina do becco
do Pombal, casa do portao azul.
Compra-seurna escrava de 40 anuos,
pouco mais ou menos, embora sem habi-
lidades, comtanto que seja robusta, goze
saude e seja esperta: quem tiver annun-
cie.
Compram-se os ns. 150 e 165 do
DIARIO, ambos dejnlho: na praca da
Independencia n. 6 e 8.
VENDAS.
. ARACATY E ASSU\
n f em P?rS|* a "'""">. Por menos preco
a dlnh^rn ^ ^'^ P"r,e' P"cipalmen.e sendo
cou^.r.Va,ria5: naroadaCr^ d
Palitos baratos.
I ahlos de alpaca fio., prela e de cores a 58500.
dilo. de merm verde de ordao a 69500 dHosde
ganga amarella a 3000 ; lodo, saoKo.Xm
m1,dt.o].mn.1,dee,,CO,nmend": rua dQ--
1 Damasco larguissimo.
JLT?W1 ',e ,aa dB loda9 ai "fe' '"" q duat
hreia con-a,rgar,*K,18600oCOtado' *>**> P"
grejas, colchas, coberUs de cama e otilro nhlam
na rna do Qoeimado, loja n. 21. mlsteret.
Riscados baratos.
Riscado francez, largo, a 180 o covado, dilo azol
de quadnnhos, semelhante aos de linho, a 160 e 200
rs.. propno para calcas, jaquelas, palitos e camisas,
por^ser mutlo largo: na na do Queimado, loja
"ifcNifSE barato, por estar com
toque de avaria e em muito bom estado,
grvalas de seda de cores, ditas pretas,
mantinhas de cassa com barra de seda
para gravatas, mantas de seda para se-
nbora. ditas de cassa. seda, cortes de colle-
lles defustao, nosseguintes lugares, ater-
ro da Roa-Visla n. 58, ra do Sol n.
71A, ra do Rangel n. 5iA, ra do
Cotovello n. 46.
SYSTEMA MEDICO DE HOLLOWAY
I
sSKsr
Augusto Rangel de Farla,
- -para I.iiboa cora sua ten
Valaquia 1 jjjOOO o corte.
Linda fizenda para vestido, tem urna vara de lar-
gura, dequadros moito (vos, parece alpaca de seda:
na ra do Queimado, loja n. 21.
Vende-te urna taberna batante afreguezada,
propria para algum principiante por ter poucot fun-
dos, na ra Imperial n. 47 : a tratar na mesraa com
o dono.
Vende-te um eteravo moco, com officio de ca-
noeiro : ni ra do Livramento n. 8.
Xa loja das seis
portas,
Etn frente do Livramento.
Corles de cassa pintados a cinco patacas, casta
com deleito a seis vintent o covado, lencos brancos
linos para cabeca de senhora a pataca, vestido de'
seda para menina* de Ires a seis annot a seis mil
re, e outrat muilas fazendat por precos qoe fazem
conta.
PECH1NCHA E MAIS
NA RA NOVA N. 8, LOJA
Jos Joaquim Mor eir.
Acaba de receber pelo ultimo navio francez, um
magnifico sorlimenlo de borztgoins para senhora,
todos de duraque, mas que pela delicadeza com que
dao feitos e consistencia da obra, muito devem agra-
dar ; accrearendo alm ditto o preco, qoe apeoai he
de 29M0 n. o par, bem como, tpalos da couro de
lotlre para senhora 19600. ditos de cordavSo mui-
lo novos a 19000 res, pagos na occasiao da en-
trega.
PILULAS HOLLOWAY
Etteineslimavel especifico, composto inteiramen-
te de hervas raedicinaet, nao contm mercurio, nem
outra alguma substancia deleclerea. Benigno a mais
tenra infancia, e i corofteitao mais delicada, he
igualmente promplo e seguro para desarraigar o ma-
na eompleicao maia robusta; he inleiramenle inno-
cente em suas uperacfleie efleilos; pois busca c re-
move as doencas de qualquer especie e grao, por
mais antigs e lenazesqueiejam.
Entre milhares de pessoa coradas rom este re-
medio, muilas que ja eslavam as portas da niortc,
perseverando em teu uto, conseguirn) recobrar a
sadee forras, depois de haver tentado intilmente
todos os oulrot remediot.
At maisafflictasno devem entregar-te detetpe-
racao ; facam um competente ensaio dos efticazet
efleitot desla astombrota medicina, e prestes, recu-
perarlo o beneficio da sade.
Nao se perca lempo em tomar esse remedio para
qualquer das seguintestnfermidades:
Febre (oda especie.
Cota
Hemorrhoidas.
Hydropitia.
Iclericia.
IndigeslOes.
Inflammaces.
Irregularidades da mens-
truaejo.
Lombrigat de toda espe.
ci.
Mal-de-pedra.
Manchas na culis.
ObsiruccSo de venlre.
Phlhisicaou coosumpego
pulmonar.
Relencao d'ourina.
Rheumalismo.
Symptomas secundarioi.
Temores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
falla de
qualquer
Accidentes epilpticos.
Alporcat.
Ampolaa.
Areat (mal d' .
Atlhma.
Clicas.
ConvnlsOes.
Debilidade o exlenna-
cao.
Debilidade on
(breas para
conta.
Uesinteria.
Dor de garganta.
1 de barriga,
a not rins.
Dureza no venlre.
Eofermidades no ligado.
a venreas
Enzaqueca.
Herysipela.
Febres biliosas.
a inlermiltentet.
Vendem te eslasjpilulas no etttbelecnienlo gera
de Londres, n. 244, Slrand, e na loja de lodos os
boticarios, droguistas e outrat pessoas encarregada
de sua venda em toda a America do Sul, Havana e
llespanha.
Vende-se as bocetinhas a800 ris. Cada urna del-
tas contm urna imlruccao em portguez para ex-
plicar o modo de se usar d'eslas pilnlat.
O deposito geral he cm casa do Sr. Soum, phar-
maceullco, na ra da Cruz n. 22, em Pernam-
buco.
DE
VARA1*S E GRIBES.
Um lindo e variado sorlimenlo de modellos para
varandas e gradaras de gosto modernsimo : na
fundicSo da Aurora, em Santo Amaro, e no deposi-
to da mesma, na ra do Brum.
NAVALHAS A CONTENTO E TESOURAS.
Na ra da Cadeia do Recife n. 48, primeira an-
dar, escriplorio de Augusto C. de Abren, conli-
nuara-se a vender a 89000 o par (preco fizo, ai j
bem conhecidas e afamadas navalhs de barba feilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na ci,iosicao
de Londres, as quaes alm de durarem ex Ira ordina-
riamente, jiao se sentem no rosto na ac^ao d corlar ;
vendem-te com a cndilo de, nao agradando, 00-
derem os compradores devolve-las at 15 dias depois
pa compra resttoiodo-te o importe. Na mesma ca-
sa ha ricas lesourinhas para unhas, feitas pelo mes
ma fatrjeaote.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de 6. Star 61 Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas decannas todas de ierro, de um
modello e construccao muito superiores
CHAROPE
DO
BOSQUE
O nico deposito contina a ser na botica de Bar-
tholomeu Francisco de Sano, na ra larga do Rosa-
rio n. 36; garrafas grandes 59500 e pequeas 39000.
IMPORTANTE PARA 0 PUBLICO.
Pira cura de phtisica em lodos os seus diflerentes
graos, qjier motivada por constiparnos, losse. astli-
ma, pleuriz. etcarros de sancue, diir de costados c
peilo, palpitado no coraello, coqueluche, bronchite
dor na garganta, e todas as molestias dos orgios pul-
monares.
Fazendas baratas.
Corles de rasemira de pura l.ia e bonitos padrQea
a .59500 rs. o corte, alpaca de cordan mnilo fina a
500 rs. o covado, dila muito larga pr.ipria para man-
i a 610 o covado, cortes de hrim p.,rdo de puro li-
nho a 19600 o corle, dito cor de palha a 19600 o
corte, cortes de rasemira de bom gosto a 29500 o cor-
le, sarja de Ua de dias largaras propria par. vesti-
do de quem est de tolo a 480 o covado. cortes de
fnsiao de bonitos goslos a 720 e 10400 o corte, hrim
raneado de linho a 19 e a 19200, riscados proprios
para jaquelas e palitos a 280 o covado, crlesde col-
leles de gorgurao a 89500 : na loja da rna do Cres-
po n. 6.
Attencao ao seguinte.
Cambraia franceza de cores de muilo bom gotlo a
600 rs. a vara, cortes de cassa pretos de muilo bom
gosto a 29000 o corle, ditos de cores com boni pa-
drees a 29200, alpaca de seda com quadros a 720 o
covado, corles de laa muiln finos com 14 cov.dos ca-
da corle, de muito bom gosto, a 'iOti. lencos de
hico com palmas a 320 cada um, dilo de cambraia
de linho Brandes, proprios para cabeca a 560 cada
um, chalet imperiaea 800 rs., 19 e 19200 : na loja
dn rna do Crespo n. 6.
A 160 rs.
Lencos de cassa para grvala, fazenda superior,
pelo diminuto preco de 160,rs. cada um: na ra do
Queimado n. 33 A.
Superior vinho de Bordeaux.
SVende-se superior vinho de Bordean*a 19000 a
garrafa, e 109000a duzia : 110 nrmaztm da ruada
Cruz n. 5.
Pechinclia.
N rna do Crespo 9. loja encarnada, vende-te
pelo diminuto proco de 290110 o crtn de casemira,
assim como casemira para palito a 600 rs. o covado.
Na ra da Madre de Dos, loja n. 16, vendem-
se ezcellenles chales de laa com alguma avaha, pelo
barato preco de 19000 cada um.
Veode-e orna taberna, sita as Cinco Ponas,
carreira dv Peixolo, n. 152, a qual tero mailos bons
commodos para familia, lem no quintal um parreinl
de uvat e mai arvoredot, e com armacem de sal : a
pettoa qoe pretender e acbar a casa ter moitos fun-
dos se punto a vontade do comprador, pois com di-
nheiro vista lodo o negocio se far, porque est
muito afregoezada, tanto para o malte como para a
trra : quem pretender, dirija-se mesma taberna,
qne achara com quem Iratar.
Vende-se om sitio no aterrinhn de Giqoi, com
boas e difTerentes arvores de froclo, alguns ps de
coqueiros e muilos ps de flores, boa agua e lanqne
para banho, com casa de lijlo que lem bastantes
commodos e ejjtjbaria para 2 ra vatios: trata-sena
ra do Colegitjfcom Francisco Joso .eile.
Vende-te o sitio qne foi do finado Jos Anto-
nio Correa Jonior, que fici na Iravessa da estrada
do Arraial : quem n dilo pretender, dirija-te ra
da Concordia, a fallar com Joaqoim Jos de Oli-
veira.
Vendem-se os maismodernosebonitos
chapeos de feltrocompello, pretos ebran-
o.os.chegado ltimamente dcPaais pelo na-
vio U A VRK, os mellioresquctem vi mo a es-
te mercado, vendem-semais chapeos de pa-
Ihaaberta.ditosdepalha brasileira, ditosde
castor pretos, diosdemassa francezes e di-
tos feitos na trra, ditos amazonas para
senhora, muito bonitos e de ultimo gos-
to, ditos de molla, ditos delustre para pa-
gem, de copa alta e baiva, gaoes de todas
as larguras, tanto de ouro como de prata,'
tudo por precos mais baratos do que em
outraoualquer parte: na praca da In-
dependencia ns. 21 a 50, loja de Joaquim
de Oliveira Maia.
He chegado a praca da .Indepen-
dencia, loja de J. O. Maia ns. 24 a 30,
um variado sortiment de chapeos do
Chile de todos os tamanbps e bonitas for-
mas, e vendem-se por preco mais em
conta do qua em outra qualquer parte.
Vende-se um cavallo novo com lodo os anda-
res e tem achaques, mellado foveiro cor de ganga,
dina e cabo brancos : na rna da (loria n. 26.
nico deposito do rape ar preta da
' Baha.
Vende-se esle superior rap nicamente na roa
da Cruz n. !, escriplorio de Antonio Loii: de Olivei-
ra Azevedo.
Vendem-te caizas de velas de cera de carnao-
lia de Aracaly, tendo confeccionadas e de 6 em li-
bra, a preco de 14Q000 a arroba : na ra do Quei-
mado, loja de fazendat n. 45, de Francisco Ignacio
Ferreira Dias.
Vende-te um negro de boa idade, proprio para
lodo o servico : quem pretender, dirija-se i ra do
Aniorim n. 33.
Na ua do Crespo n. 15,
lia para vender um lindo sorlimenlo de palitos de
alpaca de bonitas cores, mais baratos que em outra
qualquer parte, e muitas mais fazendat.
Barato anda
nao visto *
Chales de pura laa a 89500, dilos de merino de
todas as cores, superior fazenda, a 59500, dilos pre-
tos de laa a 39200, dilot de ganga bordados a 29800,
dilo de algodlo e ditos de larlalana a I9OOO, lencos
de pura seda com franjas, sorlimenlo de (odas as co-
res, a 800 rs., dilos de garca e teda a I9OOO, corles
para vestidos de cassa chila, padrOet du cambraia
franceza, a 29200 : na ra du Queimada n. 33 A, na
bem coahecida loja junto a da Fama.
Attencao.
Merino preto tetim, o melhor possivel, o covado a
29OOO : na ra do Queimado n. 33 A.
A %jM>o.
Chales de ganga com franja branca de lila, fazen-
da nova e superior, pelo diminuto preco de 29500 :
na rna do Qoeimado n. 33 A.
Vendem-se cadeiras de amarello, sof, mesas
redondas, meias commodas, cama de arrm c,ao, mar-
Suezat, consolos, e mais diversos trastes : na ra da
adeia da Santo Antonio n. 18. Na musma casa
lambem te alogam roobllias. *
Vende-se urna eano nova, anda no etlaleiro,
muilo bem coottruida, que serve para conduccao
de capim e para familia ; lambem te verdem Ira-
ves de qualidade, de 30 a 40 palmos, e de louro do
mesme comprmanlo : a tratar na rna da Concordia
com Manoel Firmino Ferreira.
Vende-te nm rooleque de bonita ligara, de 14
a 15 annos de idade, 190 laboas de cedro e 500 cou-
ros miudos : na ra da (iui n. 6i, primeiro andar,
das6 as 9 horas da manhaa, e das 2as i da larde.
Continna-se a vender n07.es muilo novas, che-
gadas ltimamente de Lisboa, 1 I928O cada arroba,
peso a vontade dos compradores ; na ra confronte
a igreja da Madre de Dos, armazem de Domingos
de Sena Guimares.
Cal pedra.
Vende-se cal virgem de l.idioa, chegada pelo ul-
timo navio : na ruu estreil 1 do Rosaric, taberna
n. 47.
Vende-se um piano com mnilo pooco uso : na
ra do Cabug, loja do Sr. (uimaraes, se dir quem
vende. Assim como om loncarior de jacarando e um
berco de menino lambem de Jacaranda.
Vendem-se saceos com gomma muilo nova e
alva, chegada pelo ultimo navio do Aracaly : a tra-
tar na roa .do Brum, armazem n. 22, ou na ra da
Cruz do Recile n. 36.
Vendem-se enzaines de redro, travs de 40pal-
mos de aroeira, e saccas de ir1 oz de casca muito no-
vo, a 295OO rs. : na, ra do V gario n. 5.
Vende-se urna caJeira ide armar em bom es-
tado : na ruad'Alegra n. II.
S AVISO AO PUBLICO. 8
9 Na pad.ria de Joan Lint Ferreira Bibeiro,
0 sita no paleo da Santa Crnz n. 6, ha sempre t
Sa venda alm do grande e variado sorlimenlo (R
de boilinhos, (odas asqualidades de massasf- A
9 as propriat para cha; assim como tambem g
S bolacha Gna e bolachinha ingleza superior 0
que vem de fr.. a)
Na padaria de Bibeiro & Pinto, sita no larg
de Notta Senhora do Terco n. 63, h sempre a
venja a melhor bolacha fina qne ha no mercado:
adverle-se aas compradores qoe a tua bolacha,toda
vai marcada com a firma cima.
Vende-se um tabriolet novo>
tem coberla, muilo leve e maneirt
e vende-te lambem boa parelha de
cavallos, todos para carro, e por
preco commodo: na ra Nova, cocheira de Adolpho
Bourgeois.
Velas de car-
nauba,
SIMPLES E DE COMPOS1CAO.
Na roa da Cruz n. 15, vendem-se ditas velas, de
6, 7,8, 9 e 13 por libra, cm caizas de8al 50 libras*
fabricadas no Aracaly, pelos melhores autores, e por
menos preco qoe em oulra qualquer parte.
' MURCL'LINA.
Na ra do Crespo n. Ib, esquina que volla para a
ra das Cruzes, vendem-se corles de murculina com
11 y covados, pelo barato preco de 29500 ; a elles,
que estn se acabando : assim como saiat de cam-
braia com habado, fazenda muito superior, a 49400
cada um.
NA RA NOVA l 22
h. relogioi de ouro patente inglez do melhor fa-
bricante de Liverpool, por preco moito em conta ;
lambem ha mallo bons orlos .de todat a numera-
ce, o quaes sao de aro.
Vende-ttjcognac da.melhor qualidade: na ra
da Cruz n. 10.
VINHO DO PORTO SUPERIOR FEITORIA.
Vende-te por preco commodo no armazem de
de Barroca & Catiro, ron da Cadeia do Recife n. 4.
Tacas para engenho.
Na( fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafam continua haver um
completo sortimento de taixas -de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-sc a venda, por
preco commodo e com prmptidao' :
embarca m-se u carregam-scem carro
sem despeza ao comprador..
Capas de burracha a 12j?000.
Quem deizari de te monir de urna eicellenle ca-
pa de borracha, pelo diminuto preco de 1291 el-
las, que se eslao acabando: na roa d. Cadeia do Re-
cife, loja n. 50, defronle da ra da Madre de Dos.
Em casa de J. KellerAC, na ra
da Cruz ii. 55 ha para vender excel-
lentes pianos vindos ltimamente de Ham-
burgo.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton & C., na ra de Senzala Nova n. 4 i.
Sellins inglezes.
Belogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Candieiros e casticaes bronceados.
Lonas inglesas:
Fio de sapateiro.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa ja. 97.
VinhoCherry embarris.
Camas de ferro.
Vende-se vinho de Bordeaux em gar-
rafas, por commodo preco: na ra do
Trapiche n. 12, primeiro andar.
Brins de vella: no armazem de N.'O.
Bieber & C. ra da Cruz n. 4
m viiiiiio
nao se engeita.
! N. 40. /
malar em I
, laa, lint;
4v
/
Vende
se
Farelio em saccas de 5
arrobas a 5^000.
Farinha de mandioca
em saccas a 2$500.
Tij olios de mar more a
320.
Vinho Bordeaux em
garroes a 12^000.
jNo armazem de Tasso
Irmaos.
PPPHMOM-U
Antigo deposito de panno de algo-
godao da fabrica de Todos os
Santos na, Babia.
Novaes jjg Trapiche n. 54, continuam a ven-
j der panno de algodao desta fabrica,
I trancado, proprio para saceos e |
roupa de escravos.
VfarjMJflfaaYUiGteaVIlatfl^'taaMftad
SnBtStSTSSfiSSE
ASEIIRi PRETA A 4?500
0 CORTE DLCALCA.
Vendem-te na roa do Crespo, loja da esquina que
volla para a ra da Cadeia.
LEONOR D'AMBOISE.
Vende-se o excellente romance histri-
co Leonor d'Amboise, duqueza de Breta-
nha, 2 volumes por 1$000 rs., na livraria
n. 6 e 8 da praca da Independencia.
CAL VIRGEM.
Vende-se cal de Lisboa, chegado no pa-
tacho CONSTANCA, entrado hontem, por
preco commodo: no deposito da ra de
Apollo n. 2B.
POTASSA BRASILEIRA. 0
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio deTlaneiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenhos os
seus bons eli'eitos ja' experimen-
tados: na ra da Gruzn. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia. O
A 5,500 RS.
Vende-se cal de Lisboa ltimamente
chegada, assim como potassa da Russi
verdadeira: na praca do Corpo Santo
n. 11.
A 9J000 E 103000 A PECA.
Vendem-se pecas de brim fino e hamborgo su-
perior, que se assemelha ao bom panno de linho,
pelo diminuto preco de 99 e 109 a peca de 20 va-
tas : na ro. da Cadeia do Recife, loja n. 50, de-
fronle da ru da Madre de Dos.
Novo sortimento de fazendas
baratas,
Alm das fazendas j annunciadas, e outras moi-
que a dinheiro a vista se vendem em porfo e a
por baratissimo prero, ha novas chitas de
iue
io.
la,
fizas a 160, 180e200 rs. o covado, ditas para
cria, bonilos padres, a 220, dilas largat de cores
claras imitando cassa a 240, riscados francezes largos
de quadros modernos a 260, cortes de cambraia de
salpicos com 6 112 varas por 2$560, penno de linho
muilo fino para lencos com mais de 2 varas de lar-
gura, pelo baralitsimo preco de 29400 a vara, novot
brins de linho de qaadrinhoa para palitos, calcase
jaquelas a 220e240 o covado, corles de casemiras de
cores 8,49, bros de cores para calcas a 19 a vara :
na ra da Cadeia do Recife. loja n. 50, delronte da
ra da Madre de Dos, a qoalsa achasoflrlvelmente
sorlida de boas fazendas, cujas qualidadet e commo-
dos precos te garanten) e dao-se amostras.
I.AHVltlMIKIS.
Lencos de cambraia de iinlio muilo finos, loalhas
redondas e de ponas, e mais objeclot dette genero,
ludo de bom gosto ; vende-se barato : na ra da
Cruz n. 34, primeiro andar.
FAZENDAS DE GOSTD
PARA VESTIDOS DE SENUORA.
Indiana de quadros muito fina e padrOet novot
corles de 13a de quadros e llores por preco' commo-
do : vende-te na ra do Crespo loja da esquina que
volta para a ra da Cadeia.
Vende-se excellente taboado de pinho, recen-
temente chegado da America : na rui de Apollo
trapiche do Ferreira, a entender-te com oadminit
ador do mesmo.
A boa fama
Vendem-te moito bonilos chapeos de sol de seda
peqneoos e com molas propf os para meninas de
cola, pelo baratissimo preco de 39000 rs. ; he com
lao galante qoe quem vir nao deixar de comprar
na rna do Queimado, loja de miodizat da boa fama,
n. 33.
Casa da fama!!
Na ra Direila n. 75, vendem-se bilhetes de todat
at loteras da provincia, e pagam-se lodos os pre-
mios que sahirem nos bilhetes vendidos na mesma.
Milho e arroz de casca.
A bordo da barraca Procidencia, fondeada no
ces do Ramos, por prero commodo.
FLORES DE GOMMA.
Na estrada de Jo.lo de Barros, quina do becco do
Pombal, portao azol, ha para vender nm lindo ra-
malhete de flores de gomma, por preco commodo : e
na mesma casa faz-so com perfeicao qualquer on-
commenda deslas flores.
Scholas novas de Lisboa.
Jcheg.ram cebolat novas de Lisboa, e vendem-
se no armazem de Joiio Martina de Barros, Iravessa
da Madre de Dos n. 21.
Vende-se cal virgem, ebegada hon-
tem, e de superior qualidade por preco
razoavel: no armazem de Bastos & Ir-.
maos, ra do Trapichen. 15.
Na roa .do Vigario n. 19, primeiro andarr~b_
para vender superior relroz de primeira qualfode,
do fabricanteSiqueiralinhatde roriz e de nume-
ro, e fio porrete, todo chegado pelo oltimo navio vin-
do do Porto, e juntamente vinho superior, ifeitoria
em peqoeno barril de dcimo.
N 55 aterro da Boa-Vistan. 55.
POIRIER.
Acaba de fazer urna especie de venezianat com o
nome stores, de nova invencao para janellas, servem
de ornamento e lem a vanlagem de impedir a cor-
rentezn de ar nos aposentos e entreler-lhe a frescura
necessaria. Podem igualmente servir para arma-
zens. Por om engenhoso mechanismo sao muito
melhor do que as venezianas antigs. S eom a
vista melhor se pode saber o quanto sSo ezcellenles.
POIRIER.
ATERRO DA BOA-VISTA N. 55.
Vende-se um carro de quatro
rodas, novo, mnito elegante e
leve, e de novo modelo: em
casa do Poirier.
Vendem-se no armazem n. 60, da ra da Ca- *
deiado Recife, deilenry (ihson, os mait superio-
res relogios fabricado! em Inglaterra, por precos
mdicos.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandioca
em saccas que tem um alqueire, medida
velha por 5f000 reis : nos armazens ns.
3,5 e 7, e no armzem delronte da porta da
altandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes & Companhia na ruado Trapiche
n. 34, primeiro andar.
8

S
NA RA DO QUEIMADO
Uenriqne & Santos acabam de arrematar
lao grande porcSo de fazendas de seda, lia, ..
algodao, e querendo acabar, avisan) ao publico, F
se vendem por diminulo preco as faxendas ar*
les, bem cerno outras muitas, e do-te ns
com penhor.
Cortet de cambraia de teda de babadas,
Corles de c de qoadros, a
Sedas de quadrot e listrs, covtdo a
Adelinas de teda de qoadros, covado a
Alpacat de teda de quadros, covado a
Selim prelo Maceo lito, covado a
Sarja prela lavrada, covado a
.Sana prela lita encorpada, covado a
Tafeta azol claro mofado, cavado a
Chalet prelo de reros, a
diales da seda de cor grande*, a
Mantat de teda para senhora, a
Lencos de teda de cor, grande, a
I,ancos de seda de cor pequeo, a
Lencos de seda de cor para grvalas, a
Corles de collele de teda com barra, a
Chalet de merino bordados a teda, a
Chalet de merino com franja deaeda, a .
Cbale de lia de cores, a
Corles de eatemira preta fina, a
Corle de casemiras de cor Aaat, a ,
fortes de col leles de lia, a .
Panno prelo lino, a
Ourelo prelo para panno-, covado a
Panno de varias corea fino, covado
Merino pretodecordao entestado, covado a
Alpaca preta de lustre fina, covado a
Brim lito de puro linho, peca, a
^Ibjrlor finas de cor para camisa*-* -1
' (SrlTaTcoHetes da fuiatr-rhwer*
/
Na roa do Vigario n. 19, primeiro andar, ven
de-iefarelo novo, chegado de Lisboa pelobrigoe ti-
peran?a.
Moinhos de vento
"ombombasde reposo para regar brlate baia,
de capim, na fundicao de D. W. Bowman : naroa
do Brum ni. 6, 8e 10.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
coado, de todos os tamauhos, para
dito.
DEPOSITO DA FABRICA DE TODOS
OS SANTOS DA BAHA.
Vende-se em casa de N. Q Bieber &
C., na ra da Cruz n. 4, algodao tran-
cado daquella fabrica muito proprio pa-
ra saceos de assucar e roupa para escra-
vos, por prec,o commodo.
Vende-se urna batanea romana com lodoi
mu perlcnc.s.em bom uso e de 2,000 libras : quem
pretender, dirija-se i ra da Cruz, armazem n. 4.
COGNAC VERDADEIRO.
Vende-se superior cognac, em garrafas, a 128000
a duzia, e 19280 a garrafa : na roa dos Tanoeiros n.
2, primeiro andar, defronle do Trapiche Novo.
Chales de merino' de cores, de muito
. bom gosto.
Vendem-te na rna do Crespo, loja da esquina que
volta para a cadeia.
inacio.
Na ra do Trapiche n. 54, ha para
vender barris de ferro ermeticamente
fechados, proprios para deposito de fe-
ses ; estes barris sao os melhores que se
tem descoberto para este fim, por nao
exhalar em o menor cheiro, e apenas pe-
zam 16 libras, e custam o diminuto pre-
co de 4$000 rs. cadaHim.
_ Vende-$e pipas, barris vazios e bar-
ricas internadas: a tratar com Manoel
Alves Guerra Jnior, na'ra do Traoiche
n. 14. V
Potassa.
No antigo deposito da roa da Cadeia Velha, es-
criplorio n. 19, vende-te muito superior potassa da
Rossia, americana e do Hio de Janeiro, a precot ba-
ratos que he pan fechar conlas.
! Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
ticas para piano, viollo e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modirhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Na roa do Vigario n. 19, primeiro andar, lem
i venda a superior flanella para forro de tellins,
chegada recentemente da America.
CHALES DE LAN E ALGODAO,
ESO ROS A800 RS. CADA 11.
Vendem-se-na roa do Crespo loja di esquina que
volta para a ra da Cadeia.
Deposito de vinho de cham-
pagne Clateau-Av, primeira qua-
lidade, de propnedade do conde
de Marcuil, ra da Cruz de Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a Champagne, vende-se
a 56$000 rs. cada caixa, acha-se
nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N.
B.As caixas sao marcadas a fo-
goConde de Marcuile os ro-
tios das garrafas sao azues.
Deposito do chocolate francez, de urna
das mais acreditadas fabricas de Pars,
em casa de Vietor Lasne, ra da Cruz
n.m.
r.vtra-superior, pura baunilha. 19920
Extra fino, baunilha. 1600
Superior. 19280
Quem comprar de 10 libras para cima, Um um
abate de 20 X venda-se aos mesmo precos e con-
dcfles, em cas. do Sr. Barrelier, no aterro d Boa-
Vista n. 52.
Cusas francesas de caresTinas, vara a
Canga amarella de quadros clisa,covado a
Chitas francezat largas, covado a
Hiscadoifrancezes muilo largat, eo'vado a
Lencos pequeos de casta finos, a
Rico vestido de teda de quadra. corte
Vestidos de teda com loqoe denwfo, corla
> obrera furia-cores para vestidos, corad*
i) com loque de mofo, covado lj
Lenco de selim prelo mac.ioa
Fulceiras de velludo preta e de cor a
Colleles de casemira prelos bordado, corta 43000
Corles de colletesde seda de cores a 29500
.Alpaca de cordao preta e de cores, covado 540
Lencos de cambraia de linho a '500
Lavas pretal de larcal para senhora, e par 7M
Castas de corea escocezas, covado 400
MadapolAo fino com toque de mofo, prca 'StKMJ
Lindas la.s de qoadros cato 4 palmos da
largura, covado fffJO
A Boa lama.
Na roa do Qneimado, not quatro canta, loja de
miodezas da boa fama n. 33, vendem-se os samantes
olijectot, tudo de muito boas qualidadet e pelo pre-
tos mencionados, a saber :
Penlet de tartaruga para atar cabellos a 4fS0O
Dito, de alisar tambem de tartaruga 39000
Dilot de marm para alisar
Utos de bfalo muilo finos 300 e .
Ditos imitando a tartaruga pinatar caballo 19280
diques fimssimos a 29, 33 e 49000
Lindas calzas para cottora
Ditas para jolas, muilo lindas a 600 e 800
Luva pretal de lorcal e com borllas
Ditas de seda de cores e sem deleito
Lindas meias de teda de cores para ancas. 19800
Meias pintadat fio de Escocia para enanca 2
Bandejas grandes e finas
Trancas de.teda de lodat as cores e largaras e de bo-
nitos padroas, fitat finas tarradas e Eiirn e cores, bicoa finisiimot de linho tilos
piidroes e todas as larguras, tesoaras ai mais fina
que he possivel enconlrar-se e de todas as qualida-
diis, meias e luvat de todat ai qualidade, riquisti-
cias franja brincas e de cores com borllas propriat
para corlinadot, a alm de ludo isto o.Ira zoo
mis cousa ludo de bons gosloseboas quali [ades,
que visla do muilo barato preco nao daizaro de
agradar aos Srt. compradores.
CORTES DE CASEMIRAS
DE CORES ESCURAS E CLARAS A 39000.
Vendem-se na roa do Crespo, laja da esquina que
vo'la para a ra datCadeiaj*
ENGENHO.
ra Jbra
Dr. Eduar-
do as c-
cora gran-
AOS SENHO
Redundo de
Do arcano da i:
do Stolle em Ber
lo.iias inglezas e
de vantagem parao-melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portguez, em casa de
N. O. Bieber 4 Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
A boa fama/
fa ra do Queim.do nos quatre cantos, loja/A
miudezai da boa fama n. 33, vendem-se ottegoii
ohj ;clos pelos precot mencionado, e tuda da tfll
to boas qualidadet, a saber :
Duda de lezouraipara cottora a 19009
Ilu tia de pentes para alar cabellos Ut
Pecas com 11 varas de fila lavrada tem defeitelg
Pares de meias brancas para senhora
Pei;is de fitat brancas de linho 40
Pei;as de bico estrello com 10 varal 560 t 640
Ca teiriohtt com 100 agulhas, terlidat
Maco de cordao para vestido 000
Caizas com clcheles balidos, francezes 60
Estovas fioai para denla* .
Pulceiras encarnadas para meninas e ahora*
Lirihat brancat de nvelos n. 50, 60, 70 libra HIOtL
Litras de linhat de cures de novello
t rozas de boloet para carniza
Me idas de linhat fioissimas para bordar
Mendat de linhat de peso
Carrileit de linhai finat de 200 jarda
Grczai de boloet muilo fino* para calcas
Caitas eom 16 novello* de linhat da marear
Du:,ia de dedaet para senhora
Suspensorios, o par
Madnhos de (rampas
Carlas de alfinele
Cai'iinnecom brioquedos para meninos
Agulheirot mnilo bonitos cum aftulha
Torcidat para candieiro. n. 14
Cai tinhai com agulhat francezat
Babadosabertos de linho bordada* litas,*} 120*240
Alm de Indo isto oatras maltistimat coate* lado
de riuito boat qualidade, e qoe se vende ta*ili>H-
mo Paralo netla bem conhecida loja da boa faina.
>

k
fama
Vende-se ac em cunhetts de om quintal, por
pre;o muito commodo : no armazem de Me. Cal-
moni & Companhia, praca do Corpo Santo n. 11.
Riscado de listras de cores, proprio
para palitos, calcase j aquetas, a 160
o covado.
Vende-se na roa do Crespo, loia da esquina qne
volla para a cadeia.
Deposito de cal de Lisboa.
Na rus da Cadeia do Recife, loja n. 50, contina
a vender-se barris com superior cal virgem da Lis-
boa, por preco commodo.
Venle-te papel marfim pautado, a resma a 49000
Papsl de peto piolado muilo superior, retma 39600
Dilc almaco tem ter paulado mojlo boto SMOl)
Pennas finissimas bicoaelanca, gr*a 19W0
Dilm maito boat, roza 640
Caivetes Uno de2 e 3 folhai, a 240 c 400
Lipis finos envernisaois, duzia 120
Ditos sem ter envernitadet, duzia 80
Canelas de marflm muilo booilit 320
Capachos pintado* para salas 600
Bengalas de junco com bonilotcatle* 500
ci los de armaeo ac, teda at gradnacoat 800
Ditct da dilot de metal branco 400
Lumias cum armario de tarlaroga 19000
Dilai de dila de bfalo 00
Carlcirai para algibeira, superiores 600
Fivel lis douradas para calca* e colleles loo
Esporas fina de metal, o par 800 e 19099
Tranceln! pretos de borraxa pararelogios 100 efM
i inlciros areeiro* de porcelana, o par
Caitas rquissimis para rap a 640 19000 e
Carliiiras propria para viagem
Touradores de Jacaranda con bom etpelbo
Charoteirat de diversas qualidade
Meias de laia mailo superior para padres
Escoras fioissimat para cabellos e roupa,
finissimas para barba, luvat de teda de lodti
15B0
39500
39000
160
29060
navalkas
as ea-
ret, meias pintadas ecruat de mnito boat qualida-
det, lengilas nuito finas, tima encarnada e azul
propr a para ritcar livros. Alm de todo isto turas
muiliiiima* cousas ludo de muilo boa* qaaHdadw
a qoe t* vendem mait barato do queem nutra *Bt-
quer liarte : na rna do Qoeimado no* qaairo caolo*
na bem conhecida loja de roiiidezat da
n. 33.
ESCRAVOS FGIDOS.
Oesappareceu a 13 do correle. Joaquina, de
naci Catsange, representa ter 40 annot. aliara re-
Kular, algoma cousa cheia do corpo, edr fali, cabel-
lo aparado ealguns brancot, com carne sobre Jlho
nariz chato, falla de algunt denles doi latios, patios
pequenot e marcho*, nadegas empinadas para tr*z
lem algamas cicalrizei de relho na cotia*, e algu-
mat sarnas pelo corpo, nm lebinho on carneo no
braco ao p da m,lo, e lem nm p mait p-otao le
vou viwtdo de chita prelo basttnt* atado paan
fino v.lho, quando foge lem por costume acidar De
losambaldes desla praca : qnalquer pessoa oode-
n, pegir e levar a sen senhor Dorningo* da ftlia
Campos, ra da. Cruz*. 40, que r.eoSp,,rt
V
PEBN.:T. DB M, F. DB A1A. 1855.
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