Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00621


This item is only available as the following downloads:


Full Text

. ... -
v i mm
mm

AMO UXI. N. 191.
I
\
>
a
\
\
\

|
, i
Por 3 meses adiantados 4,000.
Por 3 motea venados 4,800.
SEGUNDA FEIRA 20 DE AGOSTO DE 1855.
Por auno adianlado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
DIARIO DE PERNAMBUCO
ENCARBEOADOS DA SUBSCRIPC.A'O-
Reeife, o preprietario M. F. de Faria ; Ro de Ja-
neiro, o Sr. Joan Pereira Msrtins : Baha, n Sr. D-
Diiprtd ; Macei, o Senhor Qaudino Fardo Dias;
Paralaba o Seohof Gertazlo Vielor da Nalivl-
daie ; Natal, o Sr. Joaqulm Ignacio Pereira Jnior;
Aracaty, oSr. Antonio de Lemos Braga; Cear, o Sr.
Joaquim Jos de Oliveira ; Maranhlo o Sr. Joa-
quim Marques Rodrigues ; Piauhy, o Sr. Domingos
Herculano Ackil'i Peesoa Cearence Pari, oSr. Jus-
tino J. Ramo* ; Amazona', o Sr. .Icronymo da Cusa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 1/2.
Pars, 355 rs. por .
Lisboa, 88 a 100 por 100.
Rio de Janeiro, .1 1/2 por 0/0 de rebate.
aVccoes do banco 30 0/0 de premio.
> da eompanhia de Beberibe ao par.
> da eompanhia de seguros ao par.
Discomo de le iras de 8 a 9 por 0/0.
METAES.
Ouro,Onca hespanholas' 291000
Modas de 69400 Tenas. 169000
de 69400 aovu. 16*000
> de4000. 99000
Prata.Patacoes brasileros. 19940
Pasos columnarios, 1*940
a mexicanos..... 19860
PARTIDA DOS C0RREI0S.
Olinda, todos os das
Caruar, Bonito e Giranbuns nos-dias 1 e 15
Villa-Bella, Boa-Vista, ExeOurieury, a 13 e 28
Goianna e Parahiba, segundas e sexlas-feiras
Victoria e Natal, as quinta-feiras
PREAMAR DE IlOJE.
Primeira s 10 horas a 54 minutos da tianha
Segunda s 11 horas a 18 minutos da tarde
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, secundase quintas-feiras
Relaco, tercas-feira e sabbadoa t
Fazenda, quartas e sabbados s 10 horas
Juiz do commercio, segundas as 10 horas e as
quintas ao meio-dia.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas
1* tara do civel, segundas a sextas ao meio dia
2* tara do citel, quartas e sabbados ao meio>dia
EPHEMERIDES.
Agosto 4 Quarto minguante as 7 boras 1 mi-
nuto e 42 segundos da Urde.
12 La nova as 4 horas, 32 minutos e
44 segundos da tarde.
a 20 Quartocrescente as S horas, 3 mi-
nutos e 45 segundos da larde.
a 27 La cheia a 1 hora e 31 segun-
dos da Urde.
DAS DA SEMANA.
20 Segunda. S. Bernardo ab. dontor da igreja.
21 T< rea. S. Joana Francisca Romana viu.
22 Ojiarla.Ss. Anthuza e Gathonica mm.
23 Quinta. S. Filippe Benicio ; S. Daviaaa.
24 Sexta. S. Bariholomeo ap. ; S. Protolormo.
2> Sabbado. S. Luiz rei de Franca f.
26 Domingo. 13. Sagrado Corego da SS. Vir-
gem Mai d Dos ; S. Zeferino p. m.
PARTE OFFICIU.
GOVERNO DA PROVINCIA
Circular. Kin de Janeiro. Ministerio dos negocios
da guerra, en 17 de julho de 185..Illm. e Exro.
Sr. Tendo subido* presenga ile S. M. o Impera-
dtr Btn oflicio do presid nle do Para, dafado de 15
de fevereiro de 1853, arib o. 28, arompanhido do
que ao mamo prndenlo dirigir o commandanle
das armas Uterino da dita provincia, versando sobre
o laclo, que esle considerara altenlatoriu de sua au-
iot idade, da honra e disciplina militar, de ler o
juiz de direito da seganda vara crime da capital fri-
to directamente ao commaodanlii do Forte do Criol-
lo requisiglo para remeiler su presenga o alfere
da extinta segunda Italia, Antonio Pereira da Silve-
r Frade, que fra recolhido preso ao dito forte por
Sdem do delegado de polica, e llie requerir
ibeat-corpus; foi servido o mesmo augusto se-
nhor, depois de ouvido o parecer do ronselho sopre-
, mo militar, exarado em conselho de 28 de novembro
do dito anno, resolver nos seguintes termes, de que
doa conhecimento a V. Etc. par firmar regra em
cos seroelhantes i bem do servio.
I." xTH os ofliciaes da primeira ou exilada se-
ganda linha, cujas pritAes, mesmo por ordem de
au oridsde civil nos casos em que estas podem orde-
ua-las, no devem ser enlo em fortalezas ou quar-
coaforme provisto de 19 de agosto de 1837, e
aviso de 19 do-dito me/, e anno, ficam nesees casos a
dispoaiglo da aulnridade que ordenar a prislo ; e o
roinmrndante da fortaleza ouq.iartel deveri cum-
plir aa reqnisigoes que, para a soltura nn apresen-
laqao do preso, recebar da mesina aulnridade; mm-
prindo que as reqnisigoes sejam foilas. por meio de
ollicios rpgalorii'
idade judiciaria se dirija por igual
cmiaafc commandantes das armas, quando precisar
d'> offleial para alguma inquiricao ou acto judicial.
I." Qoe, nos estos de concesclo de Habeos cor-
pm>, qaindo se tratar do reos militares, seja poo-
lutitmeiile enmprido sempre o dieposto no aviso ilo
ministerio da justira de 12 de Janeiro di 1844.
E assim V. Eic. far (levidamenle constar e cum-
plir. Deoe guarde V. lite Afargue z de Cxiat.
Sr. presidente da provincia de Pemambuco.
COHMAMDO DAS ARMAS
ti artal-ianaral ca afana , Pertaaaabaco ma cidade de- Raeife, n. 18 do
>fto d* aw.
ORDEM DO DIA N. 98.
O raerechal de campo cnminandanle das armas
dei'lar, para qae tenha devido eflelo, que o gover-
no de S. M. o Imperador liouve por bem, por de-
cntlo de 12 de julho ultimo, conceller que trocassem
entre i de cor|>o5, os Srs. capillos Fernando Anlo-
i dos Santos Nones l.ima, este da
l1; arta eompanhia do terceiro halalhao de inf.intaria,
aquelle da primeira do nono da mesma arma, se-
Rundo constou de odelo da ntesideneia dotado do
16 de correle, rom referencia a aviso do roinisle-
os negocios da guerra n> (6 do sobredilo mez
de j'ilhe. O Sr. capitQ Roaarrn cnntinuarn a ser-
vil'como addido no none, em quanto nao cegu para
o jat;ilhao a que ficou perlencendu.
mesmo mnrecbal de cacapo camman-
em eiecofM do artigo 1. da cir-
ilio desle anno, que os corpos do
exercilo aqai exlslenles, faram os exercicios aue com-
pali ] forem coa* pequea loica do servido, com
|>eeialidade os de foco e de tiro ao alvo ; para este,
c i:nm raapeilo aos corpos de infaularia, fica desig-
nado o lagar da Cabanga : o qunrto bstalliSo de ar-
tilharia a pe que artualmentr permanece aqoar-
le ado em Ulind, pmcurani i lli o logar que fr
miisapropriado.
OsSt. eommandantea dos owpes darlo parle ao
qu artel-genera I no l. de cada mez doa etercicios
iverem fe tu no anterior, e do progresso que
obseivado : o de artilliarla^aacetieionani os
m mes dos individuos que mais adestrados se mostra-
ren) era alirar.so alte.
He conven^nte que quando qualquer corpo, com
e.clusao do quarto de arlilhatla, lenlia de fazer exer-
cieio de fogo, d disto precisa cciencia ao quarlel-
grneral. #*
Joic Joaqnim Coelho.
Conforme. Candido Leal Ferreira, ajndanle de
ordeu encarregado do delallic.
^ "1
Podem ser procuradas na aerretaria mililar as es-
cusas das orabas abati mencionadas, as quaes de-
vora substituir as que prvbori miente receberam na
corte, na occatiSo que embarcaram para esta pro-
vincia.
Soldado, Joaquim Jos de San.'-Anna.
Francisco Jote de Sa il' Anna.
Justino Luiz Jos da Franca,
a Jos Maximiano Bitpo.
Manoel Pereira de Souza.
Jos Bernardo da Sitia.
Roalo Gomes.
Secretaria d" romnuindo da armas de Pcrnambu
cj em ISdugoslo de 1855. O secretario.
rr*
onctico Camello Pessoa di Lacerda.
tEBilOR.
RIO BE JTAtiEIBO.
SEMOO.
Da 9 de ]cdkt> de 1855.
I.ida e approrada a acia antecedente l-te o se-
cede 14 meces de licenca ao Dr. Antonio Polycarpo
Cabra!.Fica o senado inleirado.
Outro do mesmo, acompandando a seguinle pro-
posito :
a Aassembla geral legislativa resol ve:
o Art. nico. Fica approvada a penslo de 125
monsaes concedida por decreto de 14 de setembrn
do 185.'!, ao marinheiro do lanchito de guerra n. I
Jacintho Oirrioso da Silva, o qual ficou reduzido ao
estado de completa ceRueira em conseqnencia de
urna exploslo no paiol da plvora do mrsmolanch.1o
em serviro na provincia de S. Pedro do Rio (rande
do Snl. E creto que a couferio : revosadas para esle lim quaes-
quer dispusieres ern contrario.
- d .1855.Luiz Antonia flaroosa.vice presidente.
Francisco de Paula Candido, Io secretario.Anto-
nio Jos'Machado, 2" secretario, n
Vai a imprimir nlo o estando,
OSr. Prndente declara que'se acha sobre a
roesa o parecer das commisscs reunidas de consli-
toitlo e legislado sobre o projecto II de 1818,
acerca de eleiroes por circuios ; e igualmente dous
votos separados, um assignado pelos Srs. Pimenla
Bueno e visconde de Sapacaliy, e outro pelo Sr.
Meniles dos Sanios.
Vai lodo* imprimir.
O Sr. Manoel Fetizardo : Em novembro de
1850 e fevereiro de 1851 foram organisados os corpos
de saode do exercilo e armada. Nos regutnmentos
respectivos se determinaran) as condicesqne dpviam
ler os candidatos para poderem sr admiltidos como
alferes ou segundos lenles ne das circunstancias de carta de dontor, hom compor-
tamento, s,ude, ele, desrjando-sc ter pessoal o mais
escolhido pnasivel. delenniuoii-se tamben) qua os
candidatos livessem :i anuos de pratica, e passassem
por um concofso.
Apezar de c lerem augmentado as vanlacens pe-
cuniarias, e de havor grande numero de vagas, ne-
nhnm concurrente te apresenlnu. Os doutores
em medicina, leudo um titulo pastado pelos homens
mais qiialilicartos da ciencia, entenderam que n,1o
o dcviam ubmeller a urna revisln de medico-i que
pelo menos nlo lorio maiores h ibililaces ; e assim
o governo, tendo necesaidade de cirurgiSes pira tra-
larero da cauda de soldados e m iriubeiros, no po-
dia oble-los.
Vio-sepoisobrigado, em julho de 1851. e abril do
mesmo anno, a alterar esses reaulamentos, dispen-
sando o concurso para as primeiras numeaedes, e
tornando-o smente netessario para depois de esta-
reni completosns quadros.
O quadro do curpo de saode do exercilo ficou com-
pleto em principio desle anuo ; nlo sei se o da ma-
rinhtt est on nlo rumpMb ;tna nlo poder tar-
dar. Ora depois de completo o corpo de saude do
ejercito, var^s vagas se tem dado, e estas nlo se-
rlo, prcencidas se se continuar a eligir o concurso
para o preenchimenlo deltas. -
Sendo poiaile absoluta necestid ;i existencia dos
corpos de'saude, o_u governo nHo~~^"*podendo pra-
encher pela Iciislarlo exilenle,, algo necessario
que continueni como permanente as disp,)Sic^es
provisorias de abril e julho de 185 rj c he ueste sen-
tido que remeti mesa o seguinle projecto de re-
soluclo :
A atsemhla geral legislativa resolve :
Arliao nico. Slo permanentes -as disposices
do decreto n. 8!X). A de M dr junlio de 1851, e as
do artigo 29 do decreto n. 781 de 21 de abril do
mesmo auno ; tirando assim revozado o artigo 26 do
regulamenlo do 22 de levereiro de 1851. e o art. 2
do plano mandado execnUr pelo decreto de 25 de
novembro de 1850S a REm 7 d. julho de 1855.
Manoel FeHzardo de Souza e Vello.
ORDEM DO DIA..
Slo approvadas as redarroes das proposires do
senado sobre o cslodanles Joio Bapltsta dos Guima-
rles, e Jola da S^va Pioheiro Freir, alim de screm
remeltfdas cmara dos deputados.
sa sls dV pareceres de rominissOes : Io, de conStitui-
tao, sobre a aulorisarlo pedida pelo governo para
que o Sr. senador visconde, de-Urugay pussa eonli-
nuar na misslu especial em que se acha a Europa:
2 de fazenda, sobre a representarlo da nssembla
provincial do Kio Grande do Sal, em que pede, que
seja feita pelos cofres geraes a despea com os pha-
'res da laga dos Patos ; e 3, sobre oreqnerimenlu
da A-soriarlo Auxiliadora da Colonisaclo do muni-
cipio de Pelotas, em que pede isen^lo do imposto da
sisa na compra de terrenos ; em 3 discusslo, para
ser enviada a .anecio imperial, a proposiclo da c-
mara dos deputados declarando o lempo de servico
exigido para o aecesto dos capall^es do eiercito aos
poslos de tenante e capules ; e em 1 e 2" discusslo,
para postaren) n 3" as proposires da mesma cma-
ra, urna aulorisaudo o governo a conceder um anuo
de licen(a com todos os vencimentos ao lente da F-
coldade de Medicina o Dr. Joaquim Jos da Silva ;
e oulra aulorisaudo o governo a conceder carta de
naluralisacln de cidadln hrasileiro a Joaquim Jos
lavares, Jo llenriques Trindade, Frederico liui-
Iberme, Julio Bracounol, Jou Jos Prosper Pliill-
gret, Filippe Hipolylo Adi, (iuilherme Philipps,
Domingas Mouleiro Riheim de Alvarensa, Manoel
Jgnacio Machado, e ao Dr. Custodio Luiz de Mi-
randa.
O Sr. Presidente declara esgolada a materia da
ordem do dia, e da para a da seguinle sesslo : a 3"
discusclo das proposiqoes da cmara dos deputados,
urna autorisando o aoverno a mandar matricular no
6 anno da Faeoldade de Medicina da Bahia oesto-
danle Bernardo Jos Aflonso, e oulra approtando o
prmleuio concedido Associa^lo Sergipense, eo ao-
lilio pecuniario de 12:(XX>9 para a rreacfa do servi-
{o de rehoqne por meio de barcas de vapor as diffe-
.renles barras da provincia de Sergipe ; e se compa-
recer oSr. ministro da justira, a continuarlo da dic-
guiule espediente.
I"m oflicio do Sr. ministro do.imperio, participan-
de qse 8. M. o Imperador se digna receber no dia
Jdocorrenle, peh 1 hora da tarde, no l-us.adjhdiada em 5 do correle, do projeclo de lei
l depulaslo do senado que tem de ,ohrr rrim(,s rommellidos por Brasileros em paizes
aogoslo .senhor as leis que (J, ectrangeiros, parecer das commisses de legislaclo e
Tras de Ierra e de mar para o eiercic.o de eonstiloicao, e voto separado dos Srs. visconde de
Maranguapo. e marquez de Olinda, sobre o mesmo
Outro do Sr. ministro da guerra, remetiendo um
dos aatagraphos sanecionados da resolnclo da assem-
blca'geral quo manda abrir on crdito para pagar-
se ao 1 leante do exercilo Manoel Soarec de Fi-
gueiredo os toldas que se Ihe devem.Fica o sena-
do inleirado e roanda-se conuounicsr cmara dos
iieput;
Ontro d% I" secretario da mesma .cmara, parti-
cipando ter sido aanecionsda a resolurlo que con-

*
0IATAD0K DE TIGRES. (*)
Por Faca Fenal.
XVI .
Aporta trazeira.
Crter e Ltwis estavam to impacientes como a
opria Jane. Vagavam hivia mais de urna hora no
jtrdim, ecoinecavam a receilir que Christian Alo
sisase.
O honrado Saonders leri canc.-.do de esperar
ni rus. dizia eorosigo o mercadot' de cavallos, e
l>ees sabe onde lomaremos a acha-lo!
O mercader de csvalos no conlieca Saunders
ie Newcastle. Saunders era capaz de ficar a p-
qoedo desde a manhla al uoite ; porm adianle
tetemos que elle leve em que empregar o lempo.
Os. fernecedores adevinharam a approiimac,!o de
OirMttan pela sbila alegra que appareceu no eni-
Idaole de Jane, e troraram um sorrisu vendo-a lan-
t:r-st ao espelho, e reparar a desorden) de seus
etavies,
Enfelta-te bem, mrmorou Lenls.
Faze-te bella, acrescenteu Crter.
Todo para o to Saunders, disseram ambos ao
Mesmo lempo, dando urna risada.
O janota entrn com ar preoocupado, e certa a-
margura provocante no olhar todava beijon a mo
Bom da. minha rica.
Bom dia, meu Christian, espondeu ella sem
Air-se ao trnbalho de ditfarc.ar sua.alegria.
Collada', di-se Mac Aulay zombando, pass-
mus urna manhla bem triste !
Porque'.'
Mo vimos nossos amores...
Quera IJi'o disse
Christian,mV' prorure eneanar-me;
conheco os infortunios do hroe desea romance.....
A prio por dividas...
Isso tmente? exclcmon Jane rindo; era nm
gracejo : quinhenlas libras esterlinas 1
Anda assim rcjleva psga las, diste Chrlttian.
E j cagoi-iae, responleu Jane com negli-
gencia.
{) VldaoDan'on.190.
objecto, e levanta a sesslo'.
No da 10 nlo liouve casa.
II
I.ida e approvada a acta antecedente lo-so o se-
guinle expediente :
Um oflicio do Sr. ministro da fazenda, remetien-
do os mappes ns. 559 e 560, das operar/es occorri-
das na scelo da assignatura e tubclituc*f do pcpel-
moeda nos meses de maio e junho ltimos.A'
commisslo de fazenda.
Oulro do mesmo, remetiendo um dos aulographos
sanecionados da resolurlo da assembla geral que
approva a nposentadoria concedida ao baeharel F'ran-
cseo Antonio Ribeirn, no emprego de procurador
fiscal da thesouraria de fazenda da provincia da Ba-
hia.Fica o senado inleirado e mandase participar
a cmara dos deputados.
Outro do Sr. ministro do imperio, remetiendo o
qnadro do numero de eleilores das provincias do im-
perio, segundo as ultimas eleicaes.A quera fez a
requis;lo.
Dous officios do mesmo Sr. ministro, remetiendo
os aulographos sanecionados das resolocoes da as-
sembla geral, urna aulorisando o governo a ettahe-
lecer o proresso da destopropriaco dos predios e ter-
renos neressarios para a conslrucc,!odasobras e mais
serviros da estrada de ferro de D. Pedro II, e ontra
approvandu a penslo animal concedida ao furriel
F'rancisco Pereira da Costa.Fica o senado inleira-
do, e manda-se communicar cantara dos de-
purados.
Um "Hiri doa%. ministro da justira, remetiendo
unidos aut"2raph*is sanecionados da resolucSo da
assembla geral aulorisando o governo a conceder
dous annos de licenca, com os respectiuos ordenados,
ao juiz de direito do IrJilarros Antonio de Maeedo.
Fica o senado inleirado, e manda-se communicar
a cmara dos deputados.
Outro do Sr. 1- secretario da sobredita cmara,
acompanhando as seguintes proposicoes :
A assambla geral legislativa resolve :
.< Art. nico. Fica approvada a penado annual de
2103 concedida por decreto de 21 de fevereiro de anno ao guarda nacional da 1" sen-So do ha la I ha o
de artilharia Honorio Jos Nogueira, que perden o
braco e olho direito por occasio da salva que leve
lugar em Nilherohy a 8 de dezembro do anno pro-
limo passado ; revogadas para este tira as disposircs
em contrario.
Paqo da cmara dos deputados em 10 de julho
de 1855. Vitconi de Raepeudi, presidente.
Francisco de Paula Candido, 1 secretario.An-
tonio Jote Machado, 2o secretario, n
a A assembla geral legislativa resolve :
Arl. 1. Ficam creados os seguintes collegios
eleiloraes :
1.' O da villa de Marac, na provincia da Ba-
ha, composto dos eleilores da respectiva parochia.
2. O da villa de Propri, da provincia de Ser<-
gipe, eomposto dos eleilores da parochia da mesma
villa e dos da villa de S. Pedro do Porto da Falla.
a Arl. 2. O cqllegio eleiloral da cidade de Uba-
luba, da provincia de S. Paulo, se compora dos elei-
lores do respectiva parochia e dos da villa de S.
I.uiz de Parahilinga.
Arl. 3. Fica transferido para a villa de S. Ja-
nuario de Ub, da comarca da Pomba, na provincia
de Minas Geraes, o collegio eleiloral da exlincta vil-
la do Presidio.
o Art. 4. Revogam-se as disposiec'n-s em con-
trario.
< Paco da cmara dos deputados entelo de julho
de 1855. l'isconde de Baependy, presidente.'
Francisco de Paula Candido, I secrelirio..sfnto-
itifl Jos Machado, 2 secretario.
Vio a imprimir nao o estando.
L'm requerimento de Thomaz Norton Mural, pe-
dindoser admittido a fazer exame do .'! mino me-
dico, e con-id-rar-v como do 1 a matricula do 3.
A' commtssjlo de inslrucr o publica.
Ontro do provedor, ofllciaes e mesarioc da santa
casa da misericordia da cidade de Porto-Alegre, pe-
dindo a approvaclo do projjclo de lei da cmara dos
depulados concedendo loteiias au hospital de cari-
dade da mesma cidade.A' commisslo de fazenda.
L-se e approva-se o seguinle parecer :
A commisslo de marinha e guerra, a quem foi
remeltida a proposiclo da cmara dot depulados qe
autorisa o governo a pagar ao Io lenle da armada
Augusto Mximo de Atmeida Torrezlo os sidos a iri-
sados que ihe frem devidos, necessita, para emillir
seu parecer, que o governo preste os esclarecimenlos
que eiistirem a respeilo, inclusive a copia da con-
sultare documentos que servirn) de base reinte-
graco do me>" '^j-*^"
Pa* \^ 1855M. F.
de Souza yitiba. n
O Sr._ Jinha participa que
a deputat^ai^Mpaq1jj__at^^Jpresen(ar a sancro
imperial os projeclosdrle^xfBV; fiam as forras da
Ierra o mar para o etercicio de 1856 a 1857, havia
desempenhado coa misslo ; e que S. M. o Imperador
lendo recebido os aulographos, se dignara responder
qua eiaminaria.
He recebida a resposta com muilo especial agrado.
O Sr. Baplista de OUceira : Sr. presidente,
permita V. Eic. que eu fara um pedido. O lea-
do e V. Eic.-sabein que desde a sesslo paseada elis-
ia nesla casa ama propositlo providenciando acer-
ca-do pagamento das presas do Rio da Prata. Esle
negocio inleretsa i consideravel clatse dos ofliciaes
da armada, e a muilas familias que tal e/. se acham
boje na desgraca. Esperam os interessados que o
senado nlo querera terminar esta sesslo sem decidir
esse negocio, que est pendente ha cerca de 30 an-
uos, e que, sendo asura decidido, ao menos dar aos
interessados, a essas familias que lalvcz se achem na
miseria, a consolarlo de poderem repetir as pala-
vrac do poeta latino : Sero tndem.
Nlo sei se ha inconveniencia neste meu pedido ;
reporto-me inteiramenle a sabedoa de V. Eic. e
da casa, para que o lomem na devida considerarlo.
OSr. Presidente:Tomarei em cons'uleraclo o
pedido que acaba de fazer o honrado memoro.
ORDEM DO DIA.
Entra em 3a discusslo a proposiclo da cmara dos
deputados mandando matricular no 6a anno da Fa-
culdnde de Medicina da Bahia o estudanle Bernardo
Jos Afionso.
O Sr. Silceira da Molla :Sr. presidente, nlo
sei que razoes se allegara pro ou contra esta resolu-
clo ; c entretanto vejo que o senado vai votar sobre
ella tambem sem saber nada a esle respeilo.
A 'nica cousa qne o senado cabe he que esta re-
soluco foi approvada pela cmara dos Srs. depula-
dos ; mas creio que uio devemos dmillir de nos o
direito de eiaminar o que vem da oulra cmara.
Parece que a respeita desles negocios devia esta-
belecer-se a regra de serem sempre remedidos s
commisses respectivas, para que ao menos essas
commisses possam estoda-los e darem o senado
informa;Oes, embora simplices, sobre aquillo que se
liver de volar ; alias he mera adevinhaclo.
J na sesslo pastada por cautela volei contra lo-
Ah.' ah murmuroa o janota com um vilen-
lo movimento de despeito; vose Jnoe? Irra 1
Meu amigo, interrumpen a rapariga branda-
menlc, pergunlo-lbe: deiiaria voss em embararo
sua amada por somma tilo miseravel .'
Chrisliau fez urna careta.e lofuoj em vez de res-
ponder :
Enllo vosso vio?
Ello sahio ha pouco -daqui.
Moilo bem. Jane felicito-a sinceramente por
iacu.
Masdica-me, continuou mudando de tom e
recoslaiidn.se na poltrona ; minha visita n5o he in-
teiramenle desinltressada, e eu nlo vinha s para
ter noticias detse inestimavel sir Edgard. Diga-me ;
fez alguma cousa por mira junto do commodore.
Jane suslentou o olhar inquisidor que Chritlian
lanc,ava-lhe, e respondeu:
Cerlassaenl \\i. alguma cousa, muilas cousas!
PrimeiramWe travei rela^es com o senhor David-
srin. Elle me tem em grande ennta,- e sua lillia he
minha intima amiga.
J eiclamou o janota; na verdade isso he
bello Enllo meos negocios devem ir moilo bem ?
Ah I... suspirou Jane.
- Qoe significa esse ah ?
Vio muilo mal seut neaacios, mea pobre Chris-
tian 1 Eslou triste porque rnaaW estorbos foram imi-
tis ; debalde elevei-o s nuvent...
Voss falln lalvez demasiadamente bem de
mlm, Jane, pronunciou o janota com um laivo de
zombaris.
Crter e Lewls alravessavam nesse momento a ga-
laria a pasco subtil, e ganhavam a antecmara.
Est seguro murmurou Lewis.
Praza a Dos que Saunders esteja em su pos-
to, accretc'entou o m'crcador de cavallos, o qual abri
com pi-ecaujao a porta da ra.
Ilesappareccram sem que Tribly os visse.
Chrisliau, conlinuava Jane, s vejo urna raa-
neira de explicar nosso infurluniu. Sem duvida al-
guem dqcjac'.editou a voss no espirito do commo-
dore.
Que Ua 1
Eu o aflirmaria.
' Ah o nlo adevlnha o nome do maligno?
Comopoderia eu adevinha-lo? disse Jane com
um sorriso chelo de candara.
Procure, insisti Christian, procure bero, que
lalvez achara.
Seu olhar irnico e duro robria Jane, a qual per-
lorboq-se emiim e eorou balbociando :
Nlo sei../
J que vois nlo acha, interrorapeu o janota
com zumbara niais amarga, vou, ajada-la. Foi orna
das estas resolacaies ; mas vendo que o senado volou
a favor de todas, e crendo que elle havia de ler suas
razOcs para proceder assim. he que agora desejo sa-
ber o que ha em favor de laes resoluQes, visto que
da leilura dos simplices projectos enviados (la ontra
cmara nlo pude colligir informarlo alguma, lalvez
por infelicidade minha, porque pode ser que o se-
nado caiba ruis alguma cousa do que cu a Cste res-
peilo.
Creio que o senado tem volado a favor de-las pre-
lences nicamente pela razo de terom passado an-
teriormente algumai nutras idnticas; mas julao que
he preciso invosligarmos a diffcrenca que por ventu-
ra haja entre essas prelences ; porque talvez que
estes pretendentes nlo alleguen) molivos iguaes, ilo
valiosos como esees primeiros, e assim potsa sabir do
senado algum absurdo que nlo (levo sabir.
Porlanto, requeiro que este negocio e outros se-
melhantes vo commisslo respectiva.
O Sr. Presidente :Acho inui razoavel o que o
honrado memhro ajaba de dizer sobre a convenien-
cia de serem ouvidas as commisses antes da discus-
so dos projectos vindos da cmara dos depulados ;
mas vista do art. 7 do regiment (t), eu nlo me
julgo habilitado para s por mim remellcr laes pro-
jectos ? respectivas commisses.
He apiado o seguinle requerimenlo e posto em
discusslo :
Kequeiro que v i commisslo de inslrucc5o.
Silceira da Molla.
O IN>. l'isconde de Jeauilinhonha :Nlo duvido
volr pelo requerimenlo, mas receio que o a llmen-
lo inutilice a dispensa pedida.
O Sr. Silceira da Molla :Que demora pode ha-
ver.
OSr. l'isconde de Jequilinhonha :->"5o temos
direito de coagir as enmmissOes a darem parecer
dentro de um prazo marcado...
O Sr. Silceira da Molla :Pode-se accrescentar
que d parecer seja dado rom urgencia.
OSr. l'isconde de Jequitinhonlia:A votarlo
de urgencia nao obriga s rommi recer dentro de am prazo certo ; e por isso voto con-
tra o requerimenlo.
Senhores, nlo lenho realmente escrpulos em re-
tablo I estas concesses; porque as mos das Facili-
dades est evitarem qualquer inconveniente que
possa resollar de algumas dispensas dadas mais be-
niguamente. Se o eslndanle fr digno de ser matri-
culado, porque razao'ha de perder o anno? E se
nao he digno, se nlo (em estodado as materias ne-
cessarias, as mos dos lentes est inutilisar laes dis-
pensas quandnscproceder a exime.
O Sr. Silceira da Molla :Reforrae-se o syslcma
de estndos.
O Sr. I'itconde de Jcquilinhonlia : Porlanto,
geralmente fallando, nlo me opponho a laes dis-
pensas. Nlo quero que sobre mim recaa a respon-
sabilidade de ter concorrido para Inutilisar um anno
a um estudanle ; eu leria remoraos se por minha
causa am eslulnnlcviesse a perder um anno, porque
sei quanto importa ora anno na vida de qualquer
pessoa.
Nlo tendo eu, nois, oc escrpulos que uulre o
honrado inembro por Goyaz, e vendo que um adin-
metito pode inutilisar a prelcnro de que se (rala,
vol ron ira o seu requerimenlo.
O Sr.Jobim ;Sr. piesidente, tambem bei deva-
lar contra o requerimenlo em discusslo, porque exa-
minando os papis desle pretndeme sei que elle lie
digno de loda a alinelo.
OSr. Silceira da Molla : J o requerimenlo
servio'para o quecu qurria. ^
O Sr. Jobim : Este o-iud.intr alleg, que. par-
lindo da corle rom intenrlo de tricalar-se no sex-
to anuo da escola de medicina dBj^hra, e'queceu-
se de levar a necessaria guia. eaHaVrendo a encom-
mendado a alguem do Rio deZmtro, Ihe fui re-
medida com dala de 5 de marmol e I chegou a 18
do mesmo mez, isto he, Ires diasnepois de fechsilas
as matriculas, razio porque o dirletnr daquella esco-
la nlo o pode matricular. \ /_
Ora, por tal motivo deve e-ssejBudanlo perder um
anuo ; isto parare rrul ; c ao^Hue o prel-ndenle
he digno de toda a atlenro, vvviwqoe a dilTerenca
foi nenas de tresdias, e por urna circunstancia im-
prevista e independenle de sua vontade.
Creip, pois. qoe^*"'"aaaaiiuieno de adiamenlo nlo
deve ser approvadf
O Sr^Xjjfctiixtftir Molla : Sr. presidente, o
fim do meu requerimenlo esla conseguido, c foi fazer
apparecer alguma explicarlo a respeito daquillo so-
bre que iamos volar. Al agora apenas dolamos a
proposiclo nua e eran, e por isso requer que fosse
commisslo respectiva.
A' vista das infonnarcs dadas pelo nobre senador,
acho que he de muita eqoidadefazcr-se o 'avor que
esle estudanle requer, e que a cmara dos Srs. depu-
lados ji coucedeu. Pela demora de Ires das naapre-
seuta(lo de ora documento para matricula nlo se fa-
c.n perder um anno a um estudanle.
Mas, nlo obstante ludo isto, Sr. presidente, hei de
Klar contra a resolurlo, por ser cohcrenle com os
eus principios.
Desculpe-me o nobre senador que falln depois de
mim ; mas nlo posso aceitar o principio de que se
deva sempre admittir matrcula os estudantes que
o requererem depois de lerem sido riscados da lista
dos que devem ser admiltidos a came, porqualqner
que seja a causa. Nlo posso aceitar temelhante prin-
cipio ....
O Sr. Jobim : A' vista da lei, nlo.
O Sr. Silceira da Motta : ... porque os nos-
sos esludos eslao assenlados em base inteiramenle
oppostas. O syslema da nossa legislarlo he fundad
na frcqaencia ; eiigem-se certas rundirnos de fre-
quencia ; qnaudo estas se nlo dio, sabentende-se
que'o estudanle nlo tem adquirida o necessario es-
ludo, ac necessariaS liabilitaces para ser admittido a
eiame.
Se julgais que esle syslema nlo convm, se enten-
dis que elle nao deve continuar, nlo duvido dar o
meu vol para ser adoptado o syslema das inscrip-
ffles, o da frequencia livre. Mas enllo ref irme-sc a
legislarlo actual, acabe-se com essa formalidade d
todos os dias marcar-se fallas as academias ; ahram-
se as aulas, quem quizer va e aprenda, e no fim do
annoapresente-se para ser examinado.
Eslou de accordo com o nobre senador ; nlo que-
ro que se deiie de admittir a eiame um moco hbil
s porque esteve doente ; mas para isto lie necessa-
rio reformar o plano de ettudos ; alias nao ha cohe-
rencia em consentir que a nossa legislarlo progrida
com esle syslema de frequencia, e estar o corpo le-
gislativo dizendo lodos os dias :nlo he preciso fre-
quencia.
anliga amiga minha, urna linda creatura que conhe-
ci loUca e boa, generosa, eslouvada e franca. Infe-
lizmente ella tornuu-se ambiciosa antes da idade;
isso acontece s tatas. O commodore Davidson he
lio rico quanto ridiculo ; mas a linda crealura, de
que fallo, fechou os olhos para nlo ver o ridiculo, e
quer casar com a riqueza. Eic o obstculo: o com-
modore tem urna lidia, a qual linha dous pretenden-
tes. A linda creclura para affaslar ao mesmo lempo
ambos, fez-se amar de um, e calumnia o oulro.
Oh'. disse Jane (Morosamente, he voss que
falla assim, Christian?
Tudo para conservar o dol acabou o janota
desapiedado. A linda creatura desenvolveo urna sa-
gaeidade de fada.
Vosee nlo er isso 1 murmurou Jane com la-
grimas nos olhos ; voss deve conhecer-me, Chris-
tian, e saber se o amor do dinbeiro...
Os goslos mudara. Demais os fados ah esli.
Se voss yo ama-me mais, como explicarei de ou-
lra maneira sua conducta para com o commodore ?
~Janc levanlou a rabera com altivez, mas as for-
ras trahirara-na ; tomou as mos de Christian para
apertar entre as suas, e repeli com as faces banlia-
das de lagrimas:
Nao amo-o mais I E se voce se euganasse? Se
meu pobre corarlo...
Sua finarlo communienva-se j a Christian, o
qual desviava ns olhos para nlo v-la chorar. Esla-
va (lo bella, e elle a linha amado tanto I
Veja! disse ama voz junto da porta entrea-
berla.
Christian e Jane estremecern).
Muilo bem, meus filhos, nlo se ncommodem!
disse outra voz bata e forte.
As maos de Chrisljan estavam anda entre as de
Jaue. O lio Saunders aflaslou o reposteiro 'c entrou
no quarto seguido do alfaiate e do mercador de ca-
vallos, os quaes triumphavam malicioiamente.
Era o mesmo hornera de estatura vigorosa; po-
rm seus cabellos comeravam a pintar. O famoso
bastan pendia-lhe do pulso por urna correia.
Janeeatava estupefacta. Christian lancoosobresala
e depois sobre o to Saunders um olhar de descon-
fianza. O boro fazendeiro dirigio-se ehamio ha-
tendo a cada passo com o battao no assoalbo, e che-
gando dianle de Jane, diese:
Rom dia, minha sobrinha ; ninguem pude im-
pedir as raparigas de amar, nein os pascara* de ren-
tar. Nao eslou mais agaslado contra ti.
Vollou-se depois para Christian, e disse-Ihe fran-
camente :
Bom dia, meu sobrinho.'
Lewis e Crter troraram um olhar de sorpreza.
Chrislian quiz lomar um ar sobranceiro ; mas Saun-
ders continuou sem arrufar-se : s
Procuro-o ha muito tempo, meu charo Ago-
ra que acho-o, emfim, vamos ajusfar tontas. Nlo
sejamos altivos! Previno-o de que cabio na ralo-
eiral
O bom lio rio com satisfarlo.
Urna emboscada! murmurou Christian lan-
raodo sobre Jane um olhar de soberano desprezo.
Tenho perlo daqui, na quina da ra, proseguio
Saunders, meia duzia de bous rapares de minha
Ideia.
Nlo dolamos aisenlado nisso murmurou Cr-
ter ao ouviJu de Lewis.
Que homcm I que bomcm' resmungou o al-
faiate. i
E o vigario de nossa parochia, acciescentou
Saunders, veio comnosco para ver, urna vez em sua
vida, a grande cidade de Londres.
Os fornecedores deixaram cahir os loaros. Jane
permaneca immovel, e asemelhava-se a urna bella
estatua do Espanto. Christian fazia oslnos inau-
ditos para conservar a presenca de espirito.
Quando eslo presentes os dous noivos e o vi-
gario, acabou Saunders, o negocio anda rpidamen-
te, nao he assim, amigos'! Vamos casar-nos como
Inglez.es alegres, com os psao fogo sem tambor nem
clarins.
Crter e Lewis ambos abatidos conservavam-se *
porta, certamenle nlo era para chegarem a esse re-
sultado que lauto haviam trabalhado I
Bom dia, disse-lhet Tom Borne, o qual acha-
ra todas as portas aberlas, e entrara, segundo Seu
costuras;, sem pedir licenca ; cada em daAmcs. de-
ve dar-rae Irinla libras pelas informares tabre a ra-
pariga.
Crter e I.ewis metieran) a mo na algibeira com
deslenlo. Tom Borne, tendo recebido o dinbeiro,
deu um passo para o grupo pi incipal; mas o hastio
do lio Saunders o fez sem du zida rellectir; pois elle
voltou logo, e enlrou na gale ia.
\ Meu lio, supplicava Jaue, pelo amor de
Ueos!...
Cala-te, meu corarlo! Inlerrompeu Saunders.
Vou buscar o vigario, eacooselho-lhes qoe nio se
impacienten!, meus filho.
Dirigise para a porta, Jane agnilhoat'a pelo o-
lliar de Chrislian ceguio-o, repelindo de mos
postas:
Meu lio, meti lio, leuha piedade de mim 1
Calu-le, lonqninha I redondea Saunden ; de-
pois de domesticado, esse rapaz sera a penda dos
maridos 1
E Vmrt. querem ficar iqui? lornou elle dirf
gindo-sea Crter il.ewis, cijos {semillantes tricto-
N io posso, pois, deixar da votar contra a resolu-
rlo, posto que reconheca que be deequidade o favor
que ora se pede, e que j tenha conseguido alguma
vanlagcm com a a presentarlo do meu requerimen-
to, que foi obter alguma informarlo a respeilo desla
preterirlo, porque contino firme na minna opiuilo,
ja emillida nesla casa, e firmada era parecer, de que
ao corpo legislativo nlo deve competir o conhecimen-
to de pontos disciplinares, econmicos das acade-
mias, porque esls perteheem a materia administra-
tiva, e porlanto, o seu conhecimento perlencc a ou-
lro poder doestado.
Discutido o requerimenlo, he rejeitado, e approva-
da a proposiclo para subir sanelo imperial.
He sem debate approvada em 3.a discusslo, para
ser enviada a sanrrlo imperial, a proposic,!, da c-
mara dos deputados approvando o privilegio e o au-
xilio pecuniario de 12 conlos de rs. concedido n<-
soriarlo Sergipemc para a crea{lo do servido de re-
boque por meio de barcas de vapor as differeute<
barras da provincia de Sergipe.
O Sr. Presidente declara esgolada a materia dt
ordem do dia, e d para a 1.a sesslo : 3.a discussao
da proposiclo do senado, augmentando os vencimen-
tos dos lentes da escola militar e academia de mari-
nha ; 1.a discusslo do parecer da commisslo de le-
gislaclo offerecendo una resolurlo pela qual he au-
torisada a irrnandade. da Santa Casa da Misericordia
da cidade de Kezende, provincia do Rio de Janeiro,
para possuir em bens de raiz al o valor de 60 con-
tos do res ; 1 ,c discusslo da proposiclo da cmara
dos depulados encorporando ao patrimonio das cama-
ras mnnicipaes as Ierras doslndios de aldeiasoumis-
sOesexdnclas; 1.a discussao da proposiclo da mesma
cmara, aulorisando o governo a indemnisar a pro-
priedade do terreno em que est edificado o ceraite-
rio ingle/ no logar Smlo Amaro, na provincia de
Pernamhuco ; 1 .a discusslo do parecer da comniis-
sao de constituidlo, indeferindo o requerimento de
Manoel Vieira Coulinho Guimarlcs, em qne pede se
Ihe conceda caria de nalnralisa(lo de cidadlo hrasi-
leiro, e e levanta a ses __ 43__
Lida e approvada a acta da sesslo antecedente,
passa-se ao seguinle eipedienta :
He apoiadn c vai a imprimir o projecto de resnlu-
rao do Sr. Souza e Mello, que ficou sobre a mesa em
11 do correle.
Vem mesa o seguinle projecto :
A assembla geral legislativa resolve :
(( Ailigo 1. O governo be aolorisado pelo tempo
de um anno a transferir do um para outro. corpos,
e armas do exercilo, os ofliciaes subalterno', guar-
dadas porm as dtsposieOcs do regulamenlo de 31 de
marro de 1851.
a Arl. 2. F'ica revogada a disposiclo em contra-
rio.
u Paro do tenada; 12 de julho de 1855.S. a R.
M. F. de Souza e'Mello. k'iscondr, de Abaelf.
f'itconde de Jequilinhonha. .*/. de Moni'Alegre.
Pimenla Bueno, o
Tendo o Sr. Dantas requerido verbalmenle que
ete. projecto fosse remedido commisslo de mari-
nha e guerra, assim se decide.
ORDEM DO DIA.
Eolra em (erreira discussao a proposiclo do se-
nado, augmentando os vencimentos dos lentes da
escola militar e academia de mariiilia, com a emen-
da dos Srs. Visconde deMamanguape c Mello Mal-
los, approvada em segunda discussao.
Slo apoiados os seguintes fequerimento.
Kequeiro que o projeclo va a Ilustre commisslo
de fazenda para sobre elle interpor seu parecer.
Souza Ramos. t
- V tambem o projeclo commissao de inslruc-
clo publica, ou smente a ella. Vitcondc de Je-
quilinhonha.
Discutidos os requerimentos, approva-se que o
projecto seja remedido s commisses de fazenda e
ill-triicrlo publica.
Entra em primeira discusslo o parecer e resolurlo
da commissao de legislarlo, aulorisaudo a Sania
Casa da Misericordia da cidade de Rezende para po-
der possuir o edificio em que tem o seu hospital, e
os termos anneos que I lio foram doados, e igual-
mente para poder possuir outros bens de raiz ale o
valor de 6i3:00u>.
_ Verilicando-se nlo liaver casa, o Sr. presidente
declara adiada a discusslo, e d para ordem do dia
o resto das materias dadas e mais a primeira dis-
cussao da proposiclo da cmara dos depulados, ap-
provando a penslo conced la ao marinheiro Jacin-
tho Cardosvi da Silva, e a primeira discusslo da pro-
posta do poder eieculivo, com as emendas da c-
mara dos deputados sobre a in '.emnisaclo das presas
da guerra da independencia e do Rio da Prata, e
levanta a sessao '
niversario de sua crearlo. Pela manhla eoncorre
rara a casa onde se acha o mesmo gabinete militas
pessoas di.linrlas, e oessa occasilo leu o presidente
da mesma sociedade um relatorio.no qual data coti-
la do estado do estabetecimenlo e que os leilores en-
contraran) em outro lugar.
A noite esteve a casa Iluminada dentro e fr a ;
nolando-se o magnifico docel suspenso no fondo de
um dos sales dcbaiio do qual estavam collocadas
as efflgies de S. M. I.oSr. D. Pedro II. e S. M.
El-Kei D. Pedro V, futuro rei de Portugal. Oes-
tabolccimeuto esteva aberto e franco para todas as
pessoas.e ab.ndade dos socios do gabinete porluguez
nlo fui perdida, por isso que um numeroso e es-
plendido concurso de pessoas all te apresenlarum,
nolando-se mesmo muilas senhoras que encantando a
vista dos mais vizilanles, e concorrendo por conse-
giiinle para mais abrilhaotar o festejo, enlralinham-
se alegres ja' em percorrer as bem sortidcs estantes
da bibliolheca, ja'em eiaminar 01 formosoa quadros
que ornavain as salas, e finalmente em folhear len-
do os rieos voluntes que sobre a mesas |eslavam.
Foi certamenle ama noile bem appruveilada. Rei-
ran sempre b>i ordem, sendo digno de roensao a
prompti lio e gosto com que os .-mprezadot da casa
c alguns dos socios se prestnvam a salisfazer lodosos
pedidos dos vizilanles. Desejamos ao Gabinete Por-
luguez de Leilura felizes resultados, e longa exis-
tencia.
No mesmo dia 15 pelas quatro lirras da tarde, foi
solcmnisada a collocarlo da primeira pedra do edi-
ficio, que ucslaadade vai cer ronslruide, eque ha
destinado para aHifinasio Provincial, creado pela
assembla provineMt'este anno.
OsExtns. Srs. BitM.diocesano, presidcnleda pro-
vincia, commandanxarrias armas, algn depulados
provinciaes, \ereadnres da cmara, chefes das corpo-
raedes religiosas e mitras muitts pessoas gradas as-
sitiram a esle acto ; ao qual esteve presente urna
guarda de honra e una banda de msica. Ao C\ui.
Sr. presidente da provincia cuube a satisfazlo de as-
sentar a mencionada pedra fundamental, depois da
a ler benzid > o Exm. Sr. bispo diocesano. F'azemos
volot para que o nosso Gymnasio Provincial seja (lo
fecundo em bons resultados, qoanlo >e pode esperar
do agradavel apparalo com que fui sotemnisado o
assentaraento da primeira pedra do edificio, que Ihe
he destinado. Esla semana ja' appareceram algu-
mas nomearies doc lentes que tem de tervir neste
novo eslabtlecimenlo Iliterario e ccienlilico, cujot
nomes dispensamo-not de repetir, enviando os nos-
sos leilores para o numero desle Diario em que se
puhlicaram as nomeacoes.
Consta-nos que S. Eic o Sr. presidente desla pro-
vincia, que to ollieito ce tem mo-taado em tomar
todas as medidas pjs.iveis para que sejamos preser-
vados da terrivel epidemia que no Parase maiufeslou,
acaba denomeardcanle mo mediros incumbidos de
soccorrer asjpessoas pobres das fregueziat desta cida-
de, no caso de qus lenharaos a des.Jita de entre nos
apparecer aquello mal ; c bem assim que mandara
imprimir um grande numero de exemplares de um
follieto. contendo conselhos hygienicds e Iherapea-
licos, o qual sendo elabvrado pela junta de hygiene
publica a requisirlu de S. Exc., deve ser distribui-
do por todos os pontos desla provincia. S.Exc, poi,
se tem tornado credor deluuvores pelas providen-
cias que tem constantemente lomado, para que es-
capemos epidemia.
Fallecern) esta semana 39 pessoas, sendo livre,
8 homens, 13 mulheres e 6 prvulos ; escravos, 6
homens. .'I mulheres e 3 prvulos,
Rendeu aalfandega 97:119^929.
--ecaisaaaai a
C0MARC4 DO BOMT.
13 de agosto.
Nada ha por c, e ha vendo, porque l para as
parles do RibeirloVerde unt capules de campo
foram a riba com dous pretos escravos, que vinham
fusillo do engenho Vicente Campello, os quaes vi-
nham. montados em dous qualripedes ; e, eahe de
baixo, cabe de cima, pan pegan) um,e o outro foi-se;
o prqado morreu pouco depois, diz-se, brigon por
muilo tempo primeiro que se rendesse :
Durme, lulador, que assaz luoslo
Fui duro o afn, asperrima a contenda
Ser fundo o descanso.
PERNAMBUCO.
KECIFE 18 DE AGOSTO DE i835.
A'S G HORAS DA TARDE.
RETROSPECTO SEMANAL-
. No domingo, 12 do correle, chegou dos portes do
snl o vapor ,S. Saltador, que nos Irouxe em geral
noticias favoraveis desle lado do imperio. Na cor-
te prenda a alinelo publica a discussao do senado
sobre a lei das incompatibilidades e eleicrs por cir-
cuios. O governo, que se mostra interessado na
adopelo desla lei. linha todava encontrado serios
embarazos, mas nlo obstante slo ia gaubandn ter-
reno, e he de esperar que (riumphe. Tomavam-se
lli medidas hygienicas runi serias contra o cholera,
que felizmente" l ainda nlo tem apparecido. Na
Babia o eslado sanitario nlo era muilo salivatorio,
em consequencia de se ter all desenvolvido, se bem
que em pequea escala, urna epidemia a que os m-
dicos tem qualificado de cholerina, ou cholera spo-
radico ; todava poneos eram os casot de morte.
Do norte chegnu, no dia l. o vapor Guasbara,
qoe (rooxe ainda a feliz noticia de ir cada vez mais
declinando a epidemia que tanto aflligio aos habi-
tantes do Para. J raros eram os casos que apparc-
ciam, e esles em geral de carcter benigno. Assim
fui Dos servido que esle flagello se reliasse daquel-
la provincia, deixando smenle urna recordarlo bem
laraenlavel pelaa muilas vidas que reif.ui. As mais
provincias do norte estavam na mais perfeita pai, e
precavendo-se quanlo Ibes sera possivel contra o mal
que po Para reinara, e nitto Ihe achamos bastante
razio.
Quarta-feira, 15 docorrente, celebrou a sociedade
do gabinete porluguez de leilura desla cidade o an-
nboc merariam ser pintados. Voupr quatro rapa-
ges de senlinella na antecmara, e.ningnera saldr.
Crter e I.ewis encararam-se.
Nada mais lemos a fazer aqui, disse o merca-
dor de cavallos erguendo os olhos ao ero.
Que homcm que homem! repela Lewis a
parle.
Enllo rctirem-se ordenou o lio, mostrando-
tiles a porta.
K.salindo airas dalles, murmurou na antecmara:
Sengenlleman tentar passar, derribem-no ;
respondo por tudo.
Jane e Chrislian estavam cus no camarim. Tom
Borne conlemplava-os por nma jaoella da galera.
Nlo comprehendia bem o que pacsava-sc, mas co-
nhecia que a occasilo era favoravel para urna pesca-
ra. Jane voltou para Christian que eslava apoiado
ao colovelo na chamine e disse-Ihe :
Creia-me, juro-lhe que sou eslranba a tudo
itlo!
Ah I senhora, respondeu o janola com amar-
gura, comeco a crer que eu tenha-me engaado ha
pouco. Sua conducta he ana enigma que nlo pode
decifrar-se primeira vista. Tela minha parte, per-
co-me nesse ddalo de intrigas !
A chegada de meu lio, protestou Jane, cansou-
me mais sorpresa do que a vost.
Sinlo, senhora, nlo poder dar crdito s suas
palavras.
Nlo cr-me exclamou a rapariga, cojos olhos
eneberam-se de lagrimas ; Chrislian, Chrislian vos-
s offende-me cruelmente!
A mea pezsr, senhora, e peco-lhc perdi.
Seu lio o disse : eslou era urna raloeira.
Vio Ingrimas correrem pelas faces de Jane, e sua
boa ndole prevalecen.
Voss chora! interrompeu-se mudando da
lom.
Janeenchugou os olhos precipitadamente : nlo
quera piedade.
Choro porque sou louc! exclamou ella. Meu
charo Chrislian, nlo estamos em nossos papis ; lu-
do isto he comedia, e minhas lagrimas ahi ficam to
deslocadas como sao sarcasmo demasiadamente
amargo.
Era urna rapariga forte. Censeguio sorrir apezar
da angustia que atormentava-lhe o corarlo, e con-
tinuou : .
Eia, sejamos razoavei*. Tenho am meio mui-
lo simples de provar-lhn que suas decconancas "o
insensatas. Voss julga-se prlsioneiro ; quer ficar
livre ?
Que/ exclamou Chrislian moilo alegre, ha ou-
lra sabida?
Etsa alegra lio franca e Uo viva acabou de aba-
fl
CONCEITO.
Seus olhos, oh 1 cot,
Slo pedras brilhanlec,
Seu lalhe, seo lodu
Nos faz delirantes.
Ja enlrei na sepollura
No seu principio parel
Adianle mait manas vi,
Atraz ninguemnconlrai.
I cylaba.
Tenho como boa rali
Remedios espiritares
Vos outros filhos perversos
Ingratos me desprezaes.
CONCEITO.
Quem esta charada ler
Lugo a nlo decifrar
O nome que elle eneerra
Promplameole nlo dir.
Concluo esta cora as doas seguintes pacas de ar-
cbilelura, legitimas filhas da peuna de certo capado-
co que ja morou nestas alturas, e am pouco raet-
tido 4 sebo :
- Illm. Sr.Vai para eaaa serra do Teixeira ou po-
voac,lo los Canudos o meu filho mais moca (Gedelo),
esse rapaz implme da aciencia, quer cazar-ce, e o
que fazer se nlo emhriaga-lo no Sanio ocio da ber-
ineueul ca '.' eu deposito esle contrato de antigs e
modernas eras nat mloc draslricas. e ecalombicaa
de V. S., e espero que far com o sea recomendada
todo aquillb que se pode esperar ota ama conscen-
cia idraulica, pois por muilas vezee lem protado
com favores sita guimalicos, e eu Ihe provarei com
palavras nlo apocalv picas a eralido que Ibe tributo
por tal servico. Aqui tico na Trada da serra do
pratn no cilio Jaracalla ac suas dieposicet carao
quem so prezaserde V. S.elc.
Amabiiissinio e sumptuaco compadre de mi-
nha alma. Na mais sublima e (lmanle cauda
Ihe dirijo estas insondaveis e arlificiaes rabisca* em
eompanhia di Illma. e fulgurante Sra. futura co-
madre para goslos de um compadre novo e saciante
que o estima com todo o desvedo e poder de teas
indubUveis pulmoes. Por sludavel cffeito das rayc-
leriosas palavras do Santo rrymeneu, deu ao prelo
esta noite sua estupenda comadre e minha syib-
Itca companheira um iunocente e bem lalhado me-
nino macho, esla infantil changa me faz crac o que
diz Sneca a Salumlu, que o melbor gosto da vida
he ter amigos ; este que eu reprodujo e conlir as
eshiliisticase coruscantes pessoas de V. S.e de minha
pudibunda e marcial comadre, a quem desde a aju-
marlo desle masculina! feto destinamos a honra de
o apreseular na casa de Dos vivo pia baplcraal,
lio propicia occatiao nio devem desprezar, lano
para gosto de um nfleicoado que lano os estima,
como porque S. Lucas no capitulo 9, liv. 1 diz : fa-
zei votsos amigos. Com licenra de.minha coma-
dre vou passar do serio ao palusro, participando-lhe
qne nossa escrava, que Ihe chamara outros fogo vivo,
por ser moilo dada as arles do mando, dea-lita
.com decida alinelo nma escorr... que conforme oc
altos conhecimenlus qoe lenho eslirpado da saeta
medicina ja vai me xeirando a epigaimia, mnde-
me pois de seu jardim brilahico algum arbusto de
saude para lio boa^negrinha, como lodoadizem, esta
pobre Sancha, que al j vai dando para apanhar
seus peixiulios nos covos ; o man, meu esterilisado'
compadre c scientifico amigo, he ter com toda do-
cilidad'; o metodcente afect.. De V. S. compadre
futuro, que Dos o permita.
N. r). Incluso remello meas inqualilicaveic afec-
tos a Illma. pratenteira comadre. Good fty.
Au reeoir.
(Carfa particular.)
divo o Sr.
proceder crimi
_ Const.i-me que o subdclegadu rsped
Santos Souza fez vesloria, e vai procer,
nalmenle.
Foi em Garaiiliuns capturado nm signor Lucas,
que ha lempos inatou seu irmo Pedro, conhecido
por Pedro do Campo Grande. Esle bom brnther
eslava ausente de Bezerros, porque a polica o linha
em vistas, tanto que urna vez prendera a OUlro por
suppor ser o cujo, e andava-lhe nat ancas.
Se se encontrar ah cora o Canticio de-llie lam-
braas minhas, diga-lhe que por c deixou muilas
simpathias. .
O nosso alfcres quecommanda o destacamento de
Bonito e Caruar vai indu excellenlemente, e me
informara que em muita harmona com as autorida-
des. O Sr. Caria alem de ser um moco de llustra-
clo, lem maueiras nimio altenciosas, e oalras qua
lid.id.-s que o tornara assaz r ero minen da \ el.
Esl muilo curlinha, nao he assim ? Vejamos
mais alguma cousa, As bexigas de Bezerros vio se
acabando, o verlo eslH na Ierra, seguido de bastante
chaleur, e eu von indo rery ice/ fo your dlspoi-
tion. ,
Ao seu \V.: agradero-lhe suas recommendages, e
c onde em heros lempos j eslive, e por signa 1 que te-
nho de l bem boas lembranras. Quando se^encon-
Irar ahi com nSr. D. F. P. M. d-lhc am abraco e
saudades minhas, e comprmeme de minha parle a
sua preciosa e Exm.". familia. Fara-me bem' tem-
brado aos collegas de Garunhuns, Bananeiras e Sou-
za, ao de Ignaras.li : incluso Ihe remedo estas duas
rharailinhas para asdecifrar e ler, visto que me pa-
rece goslar de charadas, tilo lenho muita cadencia
para as laes, por isso Ihe pego venia, perdoe Sir col-
lega, a minha snbremaittira. Pec.a o sea corres-
pondente de Sergipe qM'fjiiandn escreverpara a Est..
d muitos recados ao copip--.' quem allirmar qoe
me acho ainda no estada quo ante bellum ; tenho
ainda em lemhrancas aquellas rinhas felizes e de
sempre saudosas reeordaces, aquellas enterradas...
elle o comp.... se ha de recordar.
CHARADAS.
Indica limite ) 1." e 2.a aviabas.
Sou nome de mnlher ) 3.a e *:
ter a pobre Jane, a qual pouco antes esperava ainda.
Sin), ha oulra sabida, repeli ella.
Ah Jane, disse Christian toraando-lhe as ralos ;
que lance !...
era ao menos da-se ao Irabalho de disfarrar
sea conlentameato, dizia a Jane corasigo desespe-
rada.
Escolheu nma chave, e (ornou :
l-lo abre a porta do jardn..
Voss he am anjo exclamou o janola apodo-
rando-se da chave como de ama presa.
Quiz ao mesmo lempo beijar a mao de Jane ; mas
ella repellio-o tmidamente, e disse-Ihe com tris-
teza :
Apresse-se, meu charo Chrislian; mOa lo ha
de vir brevemente e nlo desejo esse casamento mais
do que voss!
Bem queria Christian portar-se como quem nio
ama mais; porm experimenlava urna colera, extra-
vagante, quando Jane dava-lho a eulender que nlo
era mais amado.
Justamente disse elle com despeito, cu nlo
leinhrava-inc do feliz sr Edgard Pobre lolo que
suu'. minha presenga incommodava-a. Pois bem,
adeos !
I.anrnu-se para e porta da galera que conduza
ao jardim ; mas Tora Borne que ahi eslava em p
com suas largas espaduas e seu sorriso insolente,
disse-Ihe :
Vossa senhoria lem muila paessa '.'
Em vez de responder, Christian lentou emprra-
lo para um lado; porm Tom Borne licou Arme
como um pilar de calhedral, e accrescentou :
Posso flel-lo aqai al volta do lio, salvo se
vossa senhoria me der minha renda:
Quanto queres 1
Desla vez cem libras.
Christian langou-lhe a carleira cara, e fugio
corre ndo.
Tom Borne assentou-se junto da porta alim de exa-
minar a carleira.
Jane cahira em unta poltronee linha a cabera en-
tre as mos. Tudo eslava acabado t a nllima'espe-
ranga morrera-lhe no corarlo.
.Oh oh dizia a voz du commodore Davidson
na ante remara ; bom da, meu reverendo ; se ha
bodas, Unto melhor. Deixe-me enlrar, pois sou es-
perado.
'i Velhaco mnrmurava Tom Borne fechando a
carleira de Chrlslju ; s ha aqu nvenla e cinco
libras !
Jane apenas leva o lempo da enchutar os olhos.
O commodore appareceu tra/endo um tumor na
fronte e o brago atado.
Ah Milady, exclamon elle, ah I Milady, qua
KEPARTI^AO SA FOUCXA.
Parte do dia 18 de agesto.
Illm. e Eim. Sr.Levo ao conhecimento de V.
Eic. que das (diferentes participages hoje recebidas
nesla repartgl|Contla que forarrt presos :
Pela subdelegacia da Ireguezia do llecfe, Thea-
dora Mirada Conceiglo e Jacintho Roque da Cu-
nta, ambos para averiguagors.
eo guarde a V. Eic. Secretara da polica de
Pemambuco 18 de agosto da, 1855.Illm. eExm.
Sr. conselheiro Jos Bento da Cunta e Figueiredo.
presidente da provincia. O de chefe policia Luiz
Carlos de Paa Teixeira.
ATHENE PERNAMBCANO-
Discurso pronunciado pelo presidente honorario io
Alheneu Pernambucano MK& istje do dia ti de
agosto.
Sniores.Un na vida dos povos relos to im-
portar lew to fecundos em bens, que marcando ama
poca assignalada em seus fastos nlo se Ibes apagara
jamis da memoria ; pois qoe ficam escriptoscom
caracteres ndeleveh em monumentos, que sobrevi-
vem c idades. Estes lacloc nlo se reproduzam
muilas vezea ; mas por isso mesmo sente-se o mais
I doce jubillo sempre que o dia coramemorativo delles
' vem dispertar e avivar a lembranga : porque enllo
ludo be etquecide, e todos os senlinienlos, e todas as
commogocs d'aroa fundem-se em um s tentimeclo,
em nina s commoclo.quc Ibes pertence comente.
E o que he que vemos boje nesla brilhaote reu-
nido, que enche o recinto augusto vio tallo de hon-
ra desta Faculdade, se nlo mais urna prova deesa
verdade? Nlo vemos em lodos os semblantes res-
Mimbrar a alegra, era todos os olhos scinlitlar o
prazer ? E nlo slo todos aqui condolidos pela mes-
mo motivo ? Nlo vem todos <|qai commemor.it e
applaudir o mesmo Tacto ? E toda esse majestoso
apparato, a,fragrancia deseas Odres, a harmona des-
ses sons, que anda ha pouco oovimos, nlu revelara
urna doce recordarlo, qoe nos transporta arreba-
ta Ah! er.hores, ajuizando o qoe devela sentir,
pelo que pasta em minha alma, ros dizer qneaos-
nos coragOes se afogam n'un mar de jubilo -.porque
cornos lodos apreciadores do progresso intcllectuat ;
porque prestamos lodos callo a aciencia ; porque
amamos lodos esta Ierra tao bella, lo cheia de re-
cursos, lao digna de representar no mondo civilisa-
do am papel brilhanle ; porqtve em somma somos
lodos rhri.tlos, esabemoc que o homem he todo pelo
espirito, e que seu principal de ver he culliva-lo u
aperfeigna-lo. e qoe ac nagoes, em que ce allende
comente para as necessidades maleraee. nio alic-
zem o grande fim, para qoe Deas iottiluio a socie-
dade.
Ha >8 anuos, senhores, que se crearan aa Acade-
mias desciencias jenidicaa a saciaos, hoje Faculdades
corrida! Parallelipipedo dlanfuio-ce moilo 1 Ca-
hi quatro vetes era quatro fosaos differenles.
Mostrou o brago e a fronte com triumpbo.
Mas que lem a senhora ? inlerrompeu-se v an-
do a pallidez de Jane.
Nada, Milord, respondeu a rapariga.
Tanto melhr eu receiava uina enxaqaeca.
Tres gentlemaot morios na passagem do muro gran-
de, um cavado eslripado, onte pernas quebradas.
Apropusito ha um vigario na antecmara, Milady,
sabe disto i
Sim, Mllord.
Roberto Davidson empertfgou-se a apprajtiman-
do-te de Jane, disse-Ihe .-
*- Milady, j declarei-'lhe meus sentimentos. Se
quer nproveilar essa vigario, vamos casar-nos agora
metaa*.
Entre, entre, mea reverendo, dizia a vosgrot-
ca de Saunders; lenho os papis, lodo esta prorapto.
O fazendeiro Irauspoz a porta e lancou nn olhar
em lomo de si. O commodore lomara a luneta e
conteinplava-o curiosamente.
Saunders examinou alternativamente Tora Borne,
lloberto Davidson, a vollou-se para os aldeoaaqo
ealaxlo atraz para interroga-loa..
Mo vimos ninguem, disseram esles, e o viga-
ro repeli : Nao ti ninguem !
Eu nome do diabo onde esl elle ? eicla-
mou Saunders faoso, e eperlando j o ponho do
basti,
Jaso dirigio-se ao lio respondeu framente :
Faglo. .
Por onde? pergunlouSannders incrdulo.
Por aqui, diste Jane mostrando a porta do
jardim.
EntSo deste-lhe a chave ?
Sim, senhor.
Porque *
Jane besitou, e respondeu com lagrimas nos olhos:
Porque amo-o.
Saunders encarou-a com espanto, o murmurou :
Creio que miuha pobre sobrinha "esta'lauca '.'
fita, meus amigos, tornou brandudo o bastao,
temos de recomecar a tarefa Reverendo, promet-
ti-lhe ora casamento, e nlo me detdieo. Paremos
esle t cacheiradas, se preciso for; mas havemoa de
faze-lc !
Sahio frente de seu balalhlo. O commodore se-
Kuiu-o com a* vista, e depois eiclaraou, langando-se
aps delle :
Perdoe-ma Milady, procuro ha muito tempo
urna bengala original; vou comprar o basti da-
qaelle homem.
(Cofirfntiar-s*-Vfl.)



i poderes
a acieocL _
monopolio de maic duiia de favuri-
q8 podum ir Mludi-t* do mllga
Ue no n.?,\ P^teijo; h. a annoi que se aceen-
rlnrii .r l?^ ". e*ip,,r a. Ireva* da igno-
".eZt?,.,,>l'Ull 0 "'""ment he o raai,
rto rt^Ki ,u *nHOS r.i., tPV* pro""r ,0 eMino d ciencia do di
leilo, al* entao
lo dsrfortuiii,
mondo.
CooUvimoi j (1 anuos de existencia poltica, e
Jiniumos adptalo o goverio monarehieo repreten-
talivo ; hu. entretanto icenca que mait direcla-
nienle nflueoosdcsUno da sociedad*..1 que escla-
rece o hornera i rwpoitodt ti us dircto e deveres.do
quaes nao podo ella prese 111 lir ; a qoe lano entina
o grao de liberdade, qoe Ihe he uacessario para Ucar
"ma woalur moral,* uio r etmagallo peljugo de
"i!* "om'nt*o e*g*rd >. injuala. como o Brea de
obediencia, quo elle deve pietlar, para snsleiilar-se
com o aqxilo de urna le coiimum a sagrada 110 lar
vito que coustitue narao ; a quo regulando as
rclares nalurae e necetsarins do hornera, e (liando
oa limite* da soberana huriaiin, ensilla oa princi-
pios e o fundamento da ju. 115a, principal missodo
estado, era quaai geralinenle ignorada.
Sabidos do estado colonial como saliera quasi to-
das as culonlai, cujas melropiless procoram absor-
ver-lhe a substancia ;, sem nslruectto, era eerda-
deiraeinlisaO, com um moulio de Icis extrava-
gante!, mcorapallvei mesme com a forma de gover-
no^que ha vi amo adoptado, com le penaos de urna
lodo barbara, trabamos necessidade exlrema
da tener com avidez as verdadeiro principios de
juiiica, de goreriio.o adminislricaoemtoiitesporas;
o o derramamenlo das luzes, que devia ser a conse-
queocia do euiuio das scieni a jurdicas e sociacs,
nao poda ser addiido por mais lempo.
O cosime, lenhore, t mensa sobre a legislacSo de um povo, mas a legisla-
jio, qaando lio bem dirigida,e nao se limita tmen-
le a coinagra-lo, tnnsfurmindo-os em regras es-
cnpto,temopoderderoodirtcii-toscsubsli(ui-lo'-raes-
100por uniros mais raioaveis, mais consenlanros com
o principios eternos da verda le.He bIo o que consta
>la historia da todos os povos,que nos mostra a legis-
lar.lo sempre como um des principaes meios de civ-
lisarao. L se a legislicflo he sempre o trar.sumpto
dos principie* professados pelos legisladores, o que
senara noetai lesainria mesroohoje. sem o nniilin
qoe w luzes (em prestado nossasetcolas de Dimit?
>io quera exagerar os beneficios, que o paiz ha
colindo da instituido, eujq aniversario boje feste-
jamos ; mas he mistar ceder evidencia dos fados,
e rocouhecer mesmo que nao he smenle pelo nu-
mero dos que* em nossas escolas de Dlreilo tein pro-
lado eoMida a ciencia, que podamos julgar do
ten no que ellas lem prestado. A in*(rncoao, senlio-
res, he como um So elctrico, urna vez laucada em
urna porcao da lodedadedilluride-te, communca-se,
e propaga-se prodigiosamente.
Mas ociemos em redor de nos : nflo temos por
(oda a parte brilhando vivamente, como fulgurantes
estrellas No firmamento, lantoi- e tantos laicatos,que
aqoi vieran desenvolverle ? Olhemos para as nos-
lias aimaras legislativas, para oseonselhqt da cor,
para a magistratura, para a foro, para as mais im-
portantes poiices da sociedade ; nao vemos insig-
nes oradores, habis estadistas, consumados magis-
trados, abalisados advogados, intellizenles funcio-
narios, todos eitos as nossas oselas E qoantos
quanto* deste nada seriam ? guante e quanlos ta-
lentos, qoe hoje honrara o paiz, e que sao oolras
tantas flores, que o esmaltara, i! abrillantara, paisa -
nnoi inleiraincnle desconhecidos, oa pelo menos lian
seriam mais do, qoe flores plidas, sem forja, infe-
las, e mordas logo ao tardo desabrochar ? E o
movlmanto, e a vida, e o progrsao, que ha sidocom-
muuicados a loda 11 lociedide, ajo Valerio alguma
roua Comparamos nossas discussoes as cmaras,
nossas debale no fdro, aossos eiicriplos na imprensa,
iiosim produceOe litlatarias du (odo genero, e fcil
nos sera concluir que leaos vrneido algum cami-
uho nessa l.iitga earreira, que compra n lodos o po-
vos percorrer, para poderem chegar um venladei-
deiro progresso.
Ungo de mim, senhores, a louca presumpcilo de
que limitamos falto ludo, da que Imitamos feito
milito, ile que tenltamos feilo iresmo quanto pode-
ramos ler faito; nso,|ieohores, cssa crenra nao ess-
leem mim.
Ha infelitmenle e sempre entre nos nm no sei
que, que retarda o desenvolvimenlo das melhcrcs
insli(ui{6cs, que as acanita, e roslringe soa fecoitdi-
ilade, quando as mo estenlsi conipleUimeiUo; e
'urque somente as Academias ite sciencias jurdicas
o saejaes, hoje Kaculdades detDireilo, seriara sen-
la* desse mo fado 1
Mas. senhores, nao venha esli lembranca produ-
m mis o deslenlo, dar-nos no sceplicimn,
neaa mesmo aguar o prazer, qoe nos embriaga hoje.
Bota rensnade pessoas lo coMpcuas, que com
os socios do Atheuu Pernambucano vieram appl.iu-
, lim luterano, he um proteste vivo coutr* estas doo-
Irmai materialistas, que nao vendo no hornera e-
uauoseu pliNsico, que despiezando intelramente a
parla intelleclual e moral, que somente o ennobre-
irecoain o, iiielhoramcntos maleriacs como os
orneas que devem merecer prolec^Se, e tendem a
li/.er d um povo um punha lo de estupidos e de-
vradadoesibaristas.
Im, senhores nflo temos conseguido muilo;
aas lemas obtido alguma coua, e sto basla para
croe nos felicitamos. (U progressos iulellecluars de
um povo nao podem mesmo ser obra de um mome-
lo; sao sempre o resultado, de aturados trahalhos,
*e eiecatam sem grandes obstculos e resislen-
cas.
Contemplamos o pastado, otilamos para o presen-
il!; mas temo* diante de nos 11 futuro; o pasiado
loi-se, o nao nos pertCnce mais se nao como urna rc-
curdarao, como um campo de experiencia, donde
mdenios tirar uleis lir?s; o prusente he anda nos-
^e filho do pastado, pronde-te ao pastado,
irte nao podemos modificar; o futuro porm, se-
11 torea, pode ser lodo nosso, segundo o que formo
1 presente. E quem, liavera d'entre nos,
''"i" le de etpianca c enlliusias-
)TrltoDg*iro. que Unto nos sor-
n eafagaf
Ahi tendea, senhores, essa mocidde esperancosa,
que. comprehendea alia misao, que lite Al roer-
veda, esabe perfeilamenle, que quando se interroga
o pastado so os pontilices do p-usamento rompem
aj monolonias do omiio, que diimem o povos, so
ellos se levantara do tuniuio prolando, em que lu-
da a* geracOes i-epousam, para i presentaron eos vi-
vs o ihesuuro, que Ihes ha legado; ahi tendea essa
mteidade clteia de vid, rica da IradcSet do pas-
tado, adverllila pelat decepces do presente, que su-
.hiido sobre os nosiot hombros 11 vendo astim mili-
to mais ao longe marchar desempeada na carrei-
progretso,
el, senhores pelo grande acon-
lecimento, cojo annirersario ccmmemramos lioje,
c addb gra{as ao Eterno, depoiihamos cada um de
bc* a expressao de iioho* sentinientot de alegra no
aliar da tciencia, mostrando-no* dignos companhei-
rodeslB augusto fetlim,
Kecife 11 de agosto de 1&">5.
Dr. Joaquim l'ilella de Catiro Tacares.
1 recitado tut do 11 de agosto, em testal
magna do Alheen Pernambuca.w, pelo socio t[-
fteticu Antonio Marques Rodrigues.
Senhoret.Iuvesligar os arcanos da sciencia ; col-
livar ai lloret que vcctjjam nos jardns lillerario ;
imitar o que ha de bom em materias de goalo, ou
se.a na eloquencia, ou na prosa, mi na poesa, ou
no ilylo, lal he o fim a que se dirigen os esforeos
do Alltencu Periuuibucano. e hoje, como socio de-
sa Ilustre corporacao, vou tmidamente apiesenlar
'!!,!a."!a, i*" r" do prostdor contemporneo
Widolfo Topffor.
I ilt'o de Genebra, Ierra eminentemente celebre
pelo uatcimenlo d J 1. Komsoau, viu Topffer a
lu do dia no.anno de 171K), e se por ventura a Sus-
t* ja tiulia dainasiado orgulho por haver sido o her-
a do mimoso escript*|das Confttsdes e da .Voro le-
touw, por malorla ffiiOes devo ser grande o seo
derraBocroenloqoando a repulilien das ledras me-
a admira essa paginas esplendidas que se clia-
rniim Hosa e Gertrudis, A bibtiotheco de met lio,
O pmbyttrio, Elisa e Wiimt\; As rejtexves sobre
o bello, muitas outras. aondt a mos largas der-
ramen Toplfer o sal cmico, o aidesmo no eslylu.
a siogtlle/.a ni obrase e a rac,ii originaldade que
ta proprias de vultos grandiosos como l.afonlaine
e uervanles.
Xio sendo vehemente no genio como Rousseau, ha
com lodo, n'um e n'outro alguns pontos de contac-
to. Fllhosdessa Ierra potica templram o mesmo c, e admiraram o murmurio
das cscalas, o rugir dos furaioss de nev, as inon-
tauhaa alpinas, es chalis solitarios, os lmpido la-
gn, e timbo estudaram nos'livros de Man.t e Mon-
taigne o eolorido suave destas descripee, qoe nos
puilavl ao vivo a cr local dos objectos, e a subli-
mo natnreza da patria.
O ettylo he o homem, ja o diste pessoa entendida,
e lajrnItiante doulrlna passou ero julgado. Quem
estadar Hoflon, Bocage. nu Almeida (arrelt ver
nu slyln tienes escriplore como n retrata a carc-
ter.* tn.lole, a rbcajgo do cada um. A venlaileira
paciencia, o amor da solidan, o conchegu da vida, o
culto sincera da arta desenliara -su un asina) i m-
m irtaea do philosoph* de Monllinrd : nos versos liar-
ninic*is d* Bocage coran que te desala o existir des-
reiirado, atribulad, tniiuiclo, rdante do poeta in-
feliz, o Camoes e D. franca, Vr. LuiztCil I i-
ctnletu l'taijens na rninka te ra convinam^nos a
ai)iiurr os csiihaciwentot ene olopedic*, a* ma-
tieiras Bdalgas c a elegancia do um leui* nrivile-
giiule. D '
Mas, seahores, se onslylo Ijp o hornera, arle,
o estado, o gusto muiln concurre n para que ella dei-
je aja ser akscur, incorrecto, frouio ou dilTasn.
kaver a idem, n rntiTsmeblo das
iga-las eslreitanicnle xjue. ser con-
l.icilo pndereinoa
namir i h -etilo* en weia duzia dli-
nha.Jl#ri, iloina, e milenio monarehieo,
a rtfubnea dupois, os consulcii, o dictadores, 09
aJeeemvirns, 1^ (ribuims, o duninio de Scvlla. as
f.uarras do l'ompcti e Crat*o, d.i Anlonio e Lapido,
afurlana da Auaulo. Hi nao ell*rmo a ara.
|ii:uidad* na representaeo dot ptrjcetns, se nao os
i islinguirmot olaranrenle. se desprearntos a erdem
neaeoaaria das ideas, ahi veromc" sardir a expretsa 1
alambicada, os coucaitas horriiilanlet e campa-
otiHla ehranotoiiia dascltrgslat taima, a dos ara-
da* elegancia, quaortura-nia Plteni* Renasri-
dii. Entao o ealylo dtia de ser claraj (orna-t obs-
curo, vaoiM*, Iropeca, etht. He por ino qoe de-
vemos fugir das exprestOea superfinas, e dar foros
de nobraia ao pensamenlo. e amar a natoralidade
arliliciosa que se enconlra na Vida do Arccbispo,'
naluraliilade qoe por si conflmj* o orilico Boileau :
Sonreale naturel esl un iffef de tari.
Estabelactda estas' regras indispensaveis do etlv-
lo, pod* considerar-* ascriptur qoem tonber caor-
denar as ideas, quem for escrupuloso na etcollta das
pressoc, quem aborrecer n esfarrapada lngua-
gem dot massaertf a earnaoamt, qoem liver o genio
que Inspira, a iaiagiiincJlo que pinta, o goslo que
distingue, e n**|* hvpoihese ha de arrebaUr-ve* a
delicadeza de Virgilio e de GarcS :
Malo me Calatea petll, lasara paella,
El fusil a4 saiiees, el se cupil ante rideri.
Oftabujot britnicos alindo
No fundo calis assutlam
A quieta pastora, que aturdida
Larga da milo o foso.
A enerta praduzira impressOcs profnndas :
Ll campos ubi Troja fail..
Mto fiquei homem no, mas mudo e quedo,
i. junto de um penedo outro penedo.
A vehemencia desenhara imagen* grandiosas :
IncUnarit arlo el deseeniil.
O sublime do pensamenlo Iraduzir-se-ha em pa-
lavras magnilira :
ligo sum quisum, Fiat lux el faca esl lux.
E o sublime sentimental desprendera lampejos
desla ordem :
Morra e cingue-te.
Contra tant ifennemis, que caus reile-l-il ?,. Moi.
Que coutiiz-rous qn'll fa contra troitl... (Ju'il
(mourul.
Sao estes os principios severos da arte, quo Topf-
fer esludou fielmente nos bons autores, e, sendo
assiin. nflo he para eslranhar qoe na Franrja rece-
bessem o seus escriplos carta de nalnralisac.ao. e
Tossem lidos e festejado com geral applanso. He
na fibliotlicca de meu tio, anude aqu e all admi-
ramos aliumas dcatas bellezas clissicas, a par de
urna Iravessura zombelcira, e de tima linguagein
humorista, como aquella que sabem dizer os bous
entendedores.
(loando Slemo se poem a caminho nao te esqoece
de_ mencionar qualquer incidente, e, vendo na
gaiola o passarinho preso, raciocina como profundo
pliilosophosubre a liberdade, ou nos commove nar-
rando a historia da louca Maria, ou enumera pau-
tada, cmicamente as especies diversas de viajantes,
sejam elle* ociosos, orgulhosos, curiosos, mentiro-
sos, criminosos, ou seoliraenlaes como elle proprio.
Esta escola, que deve nascer em huta roela de li-
belis, linnra-se de ler um tal discpulo como Topf-
for, e a Bililiotheca de meu tio sera sempre um ex-
cedente modelo.
TopOer. visitando a bibliolheca do lio as horas
vaga, s furtadelas, pinta o mundo em miniatura,
as magoa, o prater, ns illusfs. o riso, as lagrimas,
e ri e graceja c conversa .1 larga com o leilor, como
Xavier de Manir no remanso do seu qnirto. Qoe
mimo, que pinceladas de meslre uiio ha nese Mr.
Ralin, ligara burlesca, lid retrato do pedagogo mo-
ral e pedante, respeilavel e ri-ivel, gravo e ridicu-
lo, transpirando pelos poros quanl* lalinidade exis-
ti na anliga Roma, e citando Sneca ou Tilo l.ivio
a proposito de un borrflo no Ihema, um erro, ou
qoalquer traquinado escolstica! Vele e*a descrip-
jao delicada e minuciosa do neaouro. Sosiobo no
quarlo, com o Julio Cear aberlo. o Magnura l.e-.
leon ao lada, nao se importa o mancebo com o 110-
nunalivofce verbos e sintaxe, mas sira como o besou-
ro medido no vidro. Ora o pobre auimalzinho leu-
la subir aelo* paredes do vidro, e cahe de cosas, e
o e-ttidantc, com o amor de naturalista, observa
a soa louganiraidade, c us esfor;os em esleniler as
seis pernas, eprorurar um punto de apoio, que nao
existe. Ma* la vem a raao caridosa quo etende a
pona dapenna, e lvra u animal densa postura n-
commoda, e o animal segura-sc. Iranqullisa-se, des-
ee, approxima-se do tinteiro, e molha na tinta o
bico da cabeca. Qus lembranca feliz nao se apode-
ra do esludaiite N'um momento buca orna folha
de papel branco ; em cima collera obesouro, e ana-
lya os poulos variados, a linhas curvas, rectas,
convexas, ohliqtias, IrcmulsTs, e urna como seme-
Ihanga de S, e guiando o animal ohiga-n *ecre-
ver o scu itoiue, primor digno de se ver, e dk na
forja do cnlhutiasmo o que escapou a Biiflou : a A
mais nobre conquista do horaem he... o besouro
Na feriat o bom do lio recommenda ao sobiinho
a leiliira de Groliot, de Burlamaqu, daaf uffemlorf,
lellura alsuma cnusa detprezada no lempo lectivo,
e o sobruiho, como Zorrilla, antes prefere festejar
a oiaginacto, e poem i margem as argucias da sci-
encia. Cora ludo, para obedecer s orden de quem
muilo estima, levantase nt/amauliecer do dia, vai
mesa, asseota-se, cruza a peroas, c, decidido a
eslodar de veras, abre o cartapacio, porm vede o
qo surcede.
No fim de meia hora o seu espirito peregrina
direila e a esquerda. Ao principio raspa na mjr-
gi>m do in quarlo urna pequea mancha amarella,
assopra um cabello, ou lira um* palha com a mais
cugeithosa precauriio, ou examina a rollta do lintei-
ro, as particularidades minuciosa que nclla se con-
tera, e na argola inlrodiiz a penna deescrever, im-
primindo nm movimenlo delicioso-de rolarao, que
parlicul.irinenle a satisfaz. Depuia repollra-se no
espaldar da cadeira, eslende as perita, cruza as
raaos sobre a calicha, refocida o espirito, 00 dirge-
se janella, 1 v dcscuilosatncnte as pesioat qoe
passmn, e nesse far niente compuera esle chistoso
pauegyrico : A janella, diz elle, he a melhor dis-
(racrao do cstudaude, quero dizer, do esludanle que
fo.liea os livros, que nflo freqiienta cafs, que ileles-
la o cabulistas. Oh quo nbcn<;oada crealura os
pais depositara nclle loda a conlianca, porque o jul-
gam estudioso e econmico, eos profe*sorcs qoe nao-
o encontrara nos passeios, nem a cavado por essa's
mas, nem sentado banca do rear/ salisfeitos af-
riaueara quo ser grande cousa, e, lat enlanlo, elle
nao larga a janella.
.\ilo he mellos graciosa R veia humorista quando
encarece Topfler as vantagent que traz eomsigo a
ociosidade, cousa necessaru ao menos tlgtin mezet
na vida, emboca eja provavel nao ser esso o lempo
que baste para um grande genio, porque Scrates
desafogou-te muilos anuos 110 ocio, Rousseau ato aos
quarenla, Laloulaiue *m quanto vveu. Se acres-
eenlarmos a esles quaalrot, imageni fiel do coraran
humano, a historia pungente de ieloisa e \heilard,
e os amores caslissiiiios de urna alma virgen de
quinze anuos, sem du\ida que pdenlos affoulamen-
le allirraar que Topffer he nesle genero o irni.io g-
meo de Slerne; Xavier de Maislre, 011 de Almeida
arrelt.
Arrrbala-se o homem quando v, escuta, c senle
os prodigios qne fallara ao corarlo e ao espirito. As
formas graciosas da uatureza, os primores da arte,
o milagrea da poesa, o oslremccimcntos do amor
materno, os aflectos de patria, o sacrificios genero-
so! grava m na inledigencia humana o senlimento
divino do bello e do sublime. He um e oulro que
nos fazem admirar na moiitanha ns palmeiras, no
campo a verdura 110 mar as ondas revoltas, e na
tempestada o rugir do vento, o fuzilar do relmpa-
go, o eslalar daraio. O mesmo enleio nos possue
quando encarame* as obras primas da arle, o espi-
rito absorto como qne parece enrarnar-se no mar-
more qoe representa as conlorsOes dolorosas de Iio-
cooute, e quando abvsmados coVempiamos o colo-
rido sombro do Juizo Final, ou recitamos 09 ver-
sos enrgicos de Dante, o episodio da inoile fam-
lica de L'goliiio, e o cruel desespero da victima :
Ambo U mani per dolor me morsi.
e o tupplicio de Ruggieri :
.... con gli occhi torti
lliprrw 'l fne/iio misero .denli
Che furo alf -tsso com dmcan forti...
o sublime he terriveljr o torpe estremece, osea
bellos errUsam-sc !
Nesle assumplo melindroso, as ne/lexiies sobre
o bello as arles he que Topffer detentla as regras
abolutas da clhedca. e nao ha ahi qoe ver descar-
na-Ida syllogiMiius, nem melhaphvsicas nebulosas,
mas sim inuitu mimo no ettylo, milita fragancia de
poesa, e dcscripces e pormenores que deleitara, e
a sciencia que eiisiitv Senbor da materia declara
Topffer guerra encanijada aos artistas qne se per-
suaden! ser a Imitadlo o lint, e nflo o meio, a con-
diedo da arte. Se fosse a perfeita imitacao da na-
lureza o Um da arle, sesue-se que seria tira assom-
bro quem imitas.o os ohjeclo sem tirar nem ptir.
Sapponliaraos duas palmeiras : urna, verde, frond-
fera, cheia de Tico : oulra, caneada pelos anuos,
lasc;ida pelo ^ao, seceos os froctos, amarella las as
folha*, e, cm parte, enroscada pelos festees lustro-
sos da bauuilh*. Venham dous pintores do pulso de
Huytdael, ou Karel du Jardn, preparem as lilas,
prcuem na palhela e nos pinceis, e copiem enes
dous modelos, nao servilmenle. mas segundo os
principios du bello ideal, o as duas palmeiras hio de
cnfeilirar os odios, a nova como a velha, talvez a
segunda' mais que a primeira a que era feia, qu;
ucnhnma impressao causavn. Logo a imitacao nflo
he o lim da arle, he meio. Qn*j ser pois o lim que
procura o artista as diversas parles da eieeucio,
no desenlio, no relevo, na cor. na musir, na esta-
tuira, na prosa, no verso ? Qual ser. o lim ? O
bello. O quo he o bello 1 Cousa dllicullosa do di-
zer-st, d*fiuiiao desencoulrada na maioria dot au-
tores. O bello d'arle..diz Topffer, procede ni-
camente da inlelligciicia humana, lvre do qualquer
tervidao, que nao seja a de se manifestar por meio
da representaeo dos objeclns naturaes. o Abra-
ran lose esla ddiiiit;ilo, o bello atea do pensamen-
lo : Dos creo'i o pensamenlo. logo cm Dos reside
o bello : Dos he o autor da belleza, o bello que*
intelligencia congeha he a cenlclha sagrada. A ar-
le rifra-se neslet dous pontos : conceller o bello, e
Iradnzl-to. Para se conceller o bello he necessaro o
sexto sentido, a iosst, ot. a queda ; he necessaro
desenvolver a bossa pelo esludo constiencioso dos
bons meslre, eojas oliras prima despertara o goslo,
a larca creadora. Asaim Homero iuspirou a Virgi-
lio, Boileau a Diniz, Horacio .. liarrao. Ma, para
que se posta tradozlr o bello, qu o pensamenlo
roiiiebc. he necntaiii, ocnnliecimento dos segredos
da iinitucao natural, lie necessaro o emprrgo dos
rrrur-o* do procosso plstico ao ser vico da roncepcao
ideal. Miguel Alija, em primoiro lugar, tiulia a for-
ra ere adora do bello ihal, depois etludou os gran-
des mestroe, adi|uirio o otlo, de.haslou marraores,
e\cictnj o braco, e, quando chegon o momanlo
falz da intpiraeao, concelieu e creou estatua1 pere-
giina de Movsos. A sorts de Miguel Anju he a sor-
te dos grandes genios, embora julguem oseugenho
tacanhos que os oradores, os poetas, os verdadeiros
artistas, em so mina, esli livres desse lyrocinio la-
borioso. He um erro desgranado : nao surgem fe-
tos os primores d'arte como do cerehru de Jpiter a
do*** Minerva : a nossu conscieuela proclama o
contrario, e tu.lossabem ai obstinada* tentativas de
eino*tUoue, a geitacie lenta da LwpoBo Rob*r-
OIMIQ DE KRI1UBUC0 SEGUNDA rtli2{. OE GASTO DE (65
(o, e as le ras ah esla Virgilio, qne da cincuenta
versos distillava oitoT>o nove ; Horacio, peiiosameu-
le colhendo oslomilhos de Tibor ; Fenelon, copian-
do, corr.gindo, emendando por alguma* dewsete
vezos o scu Telemaco ; Boileau, de quado palanas
que eserevia rise.nd,, (res ; o os no.sos Fr. Lut de
Sou/a e Vieira e Nicolao Toleniino, sera que as
raaos bes doetsem, pulindo, arredondindo o sea
periodo precioso*. He que na pintura, oa poeiia.
nt minien ordinariamente o colorido ha pallido os
sons amortecidos, n palavras rebeldes para Irad'uzi-
rem a concepcJIo grandiosa do genio.
Ressombram mi ReflexBes sobre o bello toques
de ettylo, paginas amenas, quo o melhor he l-l. e
rel-laj, porque lodo o louvor sera pouco para se
encarecer tamaito mrito, e pede o gosto que men-
cineme* em prraeiro lugar o inimilavel tratado
sobre n tinta da China ; a historia maguosa das con-
cepcoss de Leopoldo Roberto ; a pintura da natu-
reza dos Alpe*, e o galhofelro etogio do animal sor-
rredor, victima dat injuslcas do amigo rabulisl*.
Em Rosa e terarudes, Topffer, anda fiel s suas
doulnnas, segu desas*ombrado a escola idealista.
Km.punto Walter Seo'tl nosdescreve iniiuclosameo-
te o rosto, a voz, ligora, o andar, o gesto, e mes-
uu o vestuario dos leu* personugena, Topffer, pelo
contrario, analya o phenumeno interno, o despoja
o invisivel dos involucros exteriores, e desenlia o
effcilo das paixoes, iramiilavei* sempre no homem,
nos lempos e lugares; A idea, o enredo, e |a nar-
racao do romance he do timplieidadc extrema. Em
um da de invern, o cura Mr. Bernier enconlra nai
ras de Genebra duas meninas abandunadas, sem
protocolo alguma, e as leva para sua casa. Dahi
c.tmcca o enredo, e bom do cura he o historiador
singlo dotauccedmeutos do Rosa e Uertrudes, eu
leilor idenlifica-se com as virtudes do velho sacer-
dote, c syrapalhisa com a sincera amisade do (ier-
trudes, e corapadece-se da culpa de Rtna, e derra-
ma lagrimas na morle anglica da infeliz crcatura.
Mr. ilcriifer, que, sendo pobre, reparte o que he
seu pelos desvalidos, he a consoladora imagem da
caridade chrisia i, e as desgranadas meninas, que
lidie eiicontr.ini amor qoasi-palerno, fazem-nos lem-
hrar as avesnhas do Evangelho, que nao semeam,
nem cesam, nem ainonloam cedeiros, porque o Pa
Celestial as suslenla. Ma, o trabalhador ha de ler
a paga do Irabalho, a boa arvore produzira saboro-
sos frurlo. e o cura abeuca as arai do hymeneo
a querida Oartrudes, que vera a ser a paz, o orna-
mento, a flor mimosa de seu das caneados. Exs-
lem sceiim hellissimas, diz Saint Beuve, ueste ro-
mance delicado. Quando Gerlrudes innunria a Mr.
Bernier a milernidade de Rosa, arranca lagrima,
nena atribularan, o pensamenlo do cura, qtit s
ambiciona ver e abeuroar a joven mai, e no. por-
menores da tnorle de Rosa aviiita o bello moral, qoe
nos enternece com i l'triimu euvelvid.i uas ondas,
ou a misara Manon sudando o espirito em plaga
inhspitas !
Que d* luave tristeza nu Iransparece nos amores
de Elisa e ll'idmer'. A rilaassem.dlta-se flor da
primavera, assiin o dizi a nsTpcJto funrea, e as-
sini o repeta quera no cemlerio. curtido pela ma-
gua, contemplava em ospinlo as geraeoes coberta
pelo p que pisamos. Na verdura dos annos arre-
bala o amor u curaO de Elisa, que prometi a
Widmer a f nalleravel. Nessa paix,lo inflamraa-
da as suas almas apuravam-se no fugo celeste, u-
niam se, coufundam-se e n:lu clava longo o lem-
po em que deviam proferir o labios a promessa in-
dissoluvel na prenenca do altar. Mas. ai u cora-
jo de Elisa era demasiado sensivel ao extremas
impetuosos do aranr Dc*liolada as rosas do rosto,
diminuido o melindroso da fecfs, a pallidez e a
magretaVpor deraais eiprimiam que urna alma ar-
dente iiiinava aos poucos ese corpo gentil Era a
lonra flor que se debrucava na lousa do sepul-
cro !
Debalde se empregara os recursos da medicina o
a mu.laura do ares: a fraqueza redobra. a a morle
approxima-se. Entao he que Widmer ecreve. qua-
si I ojeo, mai du Elisa, c pede, c mjura e supplica
para que soja o seu amor aboncoa lo aos odios de
Dos. t( Outr'ora, escrevia elle, oulr'ora netses
das, saiidoaos para sempre, joravamos que seriamos
um para o outro, mas os nos*os juramento limila-
vttm se ao curto espaco desta vida... Quero que esla
nnao seja sellada diaule do Deo quero que a m-
nha esposa me seja dada por vos ante o altares, e
que a morto me roobe a esposa'* nao a aman-
te ....
A mai le Elisa, conhecendo ser rapossivcl ir de
encontr ao desejodo* dous amantes, cede e apresta
a rcalisarflo das nupcias, e Widmer, de joellios, re-
cebe face da vrgem moribunda o nomo de esposo,
e pouco depois aporta om sotucos o corpo de Elisa,
esse corpa fro,
fiinho sem rouxinol, templo vasto
Alampada sem lu ;,
como podra exprimir-se a muta elegiaca !
lie digno aqu de reparo a maneira como Topffer
considera o amor. Em /'an/o Virginia essa pa-
X*o he um como engao d'alraa, unta como remi-
niscencia grega, lisougi-ando um pouco aas'iilidos.
Em Manon /.cau a formosura plstica Tas tormat
reina -com ludo o imperio; a imagijia;a.i ombra-
M-te dcsenvolla as cousas terrenas, e o amor he a
Venas I dalia pisando rosas, recedendn aromas, e
despreudendo a furto o delgado ceudal. queinflam-
ma desejos. Mas, era Elisa e Widmer o amor he
Ideal, e remonta-.e .1 patria divina, aonde eterna-
mente os myrtos llorescem, as lagrimas enchugam-
M, a vonlaile farla-se. liaste moilo urna intelligen-
cia illiislrada avaliou magistralmeole o lim moral a
qoe Topfler se propOc : o melhurameiito da hu-
mani.iade pela excedencia das i A' vi-ta dessts maravilhas litlerarias he pois Inil-
lil, senhores, mostrar os qailates de ouro flnissmo,
que resilandece uas l'iagc.u em /Uguezague, no.
Presbiterio, c muitas obras de Topffer, e podemos
comparar ludo isso a um fio do perolas, qual dolas
mais fina, a mais transparente.

os
i
GABINETE PORTfillEZ DE LKITRA.
Acia t'a sessao solemne do Gabinete Purluguez de
tritura em Pernambuco no auniversaro de sua
abertura em 15 de agosto de 1855.
At II horas da manhi reunidos na sala da liihlin-
leca (lo Gabinete Porluguez de leilura osEtms. Bis-
po Diocesano, Presdeme da provincia, Director da
'actildadc de Huello, director geral da instrucc.lo
publica. Presidente do tribunal do comniercio. o,re-
verendssimo provincial dos carmelitas, os Ilms.
inspector da lltesourara da fazenda, lentes da Fa-
culdade de Drelto, c do (iynnasio Pernambucan.i,
grande numero de ontros illuslres visitantes, e de
socios de dillerenles rlsstes ; o film. Sr. Director
Joto de Almeida Soares de I,un i Bastos, tomando
asseuto a esquerda do Muono, em que se achavam
enllocadas as cfllgies de S. M. 1. o Sr. ti. Pedro II,
e de S. M. Kidelisima o Sr. Pedro V, declarou
que em virlnde dodisposlo no artigo til dos esta-
tuios se achata iberia a sesflo, recitando imme la-
lamente um rrudlissimo discurso anlogo solem-
udade do din ; cm seguida oblendo a palavra, e to-
mando siirccssivamenle asseuto a dircita do Illm.
Sr. Director os Illms. Srs. Dr. Manocl Pereira de
Moraea Pinheiro, l.aurentino Antonio Moreira de
Carvalho, e Francisco Antonio Cezario de Azevedu
discorreram os dous prmeiros sobre a ulilidade das
insliliiices litlerarias, recitando o ultimo urna lin-
da oompOsiCio potica, linda a qual, foi recehida
enm ts tlevidas formalidades tama commissao, que
em nome da Sociedade Noologica veio felicitar a do
Gabinete Porluguez de Leilura ; e leudo o Illm. Sr.
dilecto agradecido esla falirilaeflo, nflo havendo
quem lomassc a palavra, deu por'linda a sessao. da
qual eu Jo.lo Baplisla Vieira Ribeiro, 1. secretario
da directora lavrei a prsenle acia.
ORAQA'O.
recitada no Gabinete Porluguez de leilura nesta
c'tdnde no dia 15 de agosto, dia do anniversario da
abertura do metma Gabinete pelo tea director, o
Sr. Dr. Jos d' Almeida Soares de Urna Bastn.
Eslmaveis hospedes, e presa.los socios do Gabine-
te Porluguez de leilura.
Nao me mandas contar eslranhr historia
as inandas-nie louvar dos metis a gloria :
Assm objecla. senhores com delicada resisleucia o
illuslrc Vasco da Gama, no dizer do nosso Homero
para ecusar-sc ns instancias do Re de Melnde, que
o convida-a uarrar-lh* as facanhas dot ,Porlumie-
zes ; do mesmo argumento, mas era ouli senluln,
me valcrei cu agora com denculpavel ardil; nflo pa-
ra declinar, antes cumprir a niissflo, que me foi im-
posto ; semelhaura daquello, que lanca mflo (le
artilcio de urna alavanca afira de transportar peso,
a qoe seos hombros nflo baslariam.
Na presenta aessflo, senhores, solemnsa o Gabinete
Portugus do leilura o anniversario da sna abertura,
e o art. (H dos respectivos estatuios, ao mesmo lem-
po, que convida as illustraries di localidade a vi-
rem aqu trazer mimosas produeces do esmerada la-
vra, determina expressantonte, que ueste dia o seo
director, comoem bomeu.ucm a Iflo bella aurora re-
cite um discurso appropriado do motivo da reuniao.
As orare, com que laes solemnidades so adoruio,
coloca-as a arle do bem dizer no genero encomisti-
co ou laodalorio. Para aqu por(anlo,*enhores.smiis
sublimes pensamenlos, e escolhidas exprestoos, as
mai bellas liirura, e mignifiras imagens, o mais
vivoe puro esij lo, para aqu litfalmetito as gallas
todas, todos os lomes cTcsse dotlf celeste, que pe-
la voz domina inledigencia* e vonladesa eloquen-
ria.Ma- possuo eu porventurn. senhores, ot thesou-
ros, donde se extrabem estas riquezas'.' Domis que
poderla eu ditar ** era aliono das excedencias, em
que pruna a sciencia, e a iontrnctjio quer olhada
iiiilividualmtnlequrr em commum t Sdraaqui o lu-
gar ttroprio a occaiao asada para fallnr-vos do seu
imracnso podero no progresan e futuro da naces;
do seu inlluxo saludar e vivificante no cnracler mo-
ral, e social dos povos ; de seas don em sumina c
altos favores, que com mito larga reparte pela huma-
nidade '.' Fura islo sem duvida. senhores, um oobre
iitpcnho, por demais inloressanlc e presladio. mis
sflo t|ufstocs e-las, qua alllrmalivamenle resolvidat
seachaojada direiio entreguen ao dominio do con-
senso universal, e por muilo repetid** orremo ris-
co de tornar-o desagrailavei", :. semelhaura de um
ramnlhcle eoniposlo do flores preciosas, (como ou-
lr'ora o dsse um dilinclo puela notso: quo a tor-
ea de pastar de man em man perdido u che:ro iras,
o a cor inurchada o.
Asura balido de venios Wo contrarios a que porto
amigo iroi refugiar-me!.. .. Oh : mil raca*. santa
inspirarlo de mor patrip, quo rae aoccorres I Bel
viuda sejas! Ser lu hoje para mim Isse porto de
bouani;a, mi le iroi abrigar o man frgil batel con-
tra o* insultos da proceda. Fallar-vos-hei, senho-
res. da sciencia e da iuslruccao, mas uio er
mais em abstracto, nem enlerpreladas luz de ama
metaphytica subid ; mas personificadas em um po-
vo oulr'ora Ilustre e gnnde, hoje vergado ao sobro
de amarga fatalidade, mas como quo renaicendoem
suas gloriosas tradieces *ob a influencia de um ou-
lro sol, d'eilrSnho clima ; fallar-vos-hni da sua lil-
teratura, e como cm apndice, d'esla eipancao *n-
blima ta su antiga ledieactto e amor ,is ledras, to-
mando altivo inrlo em torra amiga, a er juendo-se so-
branceira aos obstculos d* localidad:, como que
para dar patria om leslemunho, patria o exem-
plo, do modo como deve honrar-ie a patria. He*
historio, senhore, d'esl* instituto, cajos prtico em
signal do regosijo, hoje sa franqueam a explendido
concurso.
Agora, senhores, no locante am cabelaos precitos
aus oradoros etcoiados me sao ja tste* lltosouros d'en
genho, earte; por quanto ai toes illuslres nada
perdem na aingeleza da phrase, que as canta, que
levio ellas emii mesmas a facundia com qoe encan-
Iflo ; o pelo que respoila os luis dos meiraos orado-
res, em relicto a tot.doodssimos hospedes, ja que
eu nao era possivel em assumplo algum inslruir-vos,
e por la uto convaneer-vot, recrearei ao loeuot o vo-
so amor ai ledras, lembrando-vos as gloria de orna'
itaco, qoe tanto as prosa ; e respectivamente aos
eslmaveis socios d esle instituto, recrearei tambera
o teu amor a patria, elogiando hroe, que de di-
reito Ihet perlencero. Apelar de ludo indulgencia e
desculpa preciso de oblo-la. mas nflo haverei msler
pedi-la ; a ter de implora-la hislar-me-ia lembrar
a.qui o bello pensamenlo, que ao nosso Den inspi-
rou u ua das suas mait lindasslrophes :
Por largo campo indmito e fremenle
Corre e> \lo espumoso ;
Feloz alarga a rpida crrante
O Egypto fabuloso;
Mas se na gram earreira s ondas grato
Tributo de randaes ros aceita,
Soberbo no regeila
Pobre feudo d'incgnito regalo.
Atiene i i por mira, senhores, a pede o objeclo de
que vou tratar.
Portugal, senhores esse lerreno de beneflo, qoe a
tantos hroe servio de patria ; esse colosso immenso,
que por lanos seclo*, qual oulra Roma,......mliroii
ornando rom a fama de suas conquistas ; eso gi-
gante de brome, que com o peso de sen brac,o suh-
jugou tanto povos, e levou 0 seu nome as mais lon-
-iii pas regiesda Ierra; Portugal de Salado, Ato-
leiros, Lelria, Tranroso, Samaran. Badajoz; Coa,
Mombaca, Diu, Ormiiz, Ceuta, e Oamo......Sin-
(o, senhore*. que telilla .le recordar-vos essas po-
cas de podero e de gloria, que ja lavflu! Me accres-
cer sem duvida a agona de una grande iiacflo, que
ora delinha as angustia .le urna obscuridade degra-
dante e repulsiva ; he enluctar-vos lalvez o coracao
de amarga saudade, boje que lauto precisamos le-
lo livre para enlrcgarmo-nos seid reserva s "doces
emoces da nussa festividad^ Mas de forc,* ha que
no remontemos a esses lempos, j que nada on pou-
co temos no presente, que dcpunha em nosso favor,
paludos r'eflexos, quainio muilo, .i'csse prestigio qne
jaz hoje anniquilado, mas que semelhanle a um
mereolo luminoso deixa muda afos de si bruxulean-
le claran me Portugal,senhore*, que netseidas de gloria eonquis-
lou as alluras de lucilo sem rival, corre na tipjniAo
do alsura, que deves lodo o seu cngrandeciineolo
exclusivainenlo ao seus feitos militares, vaslidao
la suas conquista, exlenso de seus descubri-
briroenloi. E*pirlo*supcrficiaes (que de outro mo-
do nao podem rla-silcar-se i ou enlao compeddos
de raesqiiinba nveja e torpe emularflo; ehegam mes-
mo alancar sobre elle ncsla parle affruntoso discre-
dilo. Um Heuman (i; por exemplo, um Juglar (i;,
um rwttn (3), um Unck (I), um Dchatela/ (i),
uta Pedro Cjrrere (6), e nflo tei quem mais, sflo
d este numero. He um favor de mais, perdoe-se-
me a irona, que recebemos da urlianidadc, e llus-
Iracao do eslrangeiro! Que bem no* cabe, senhores,
a fbula do Leflo moribundu do Phmdro Deixeraos
porem, que assiin nos julguem espirlos incompe-
lenles, que pouco roal nos faz a tua critica mordaz
e truculenta. I.embrando aqu lao feio proceder s
(ive em vista arrancar espinhosa urzc, plantada por
raao inimiga no jardn da nossa lilleralura, sera que
fosse bstanle a beleza de lanas flore, que o enri-
quecein para entorpecer o braco do intruso e dam-
ninho hospede.
Como adizendo, Portugal naci valenle e deno-
dada, e cujos fetos d'licroismo militar se remontara
aos lempos mais remotos nflo em a mesma idade era
seus fetos o glorias litlerarias. Nao vos stlo e-Ira nho,
Srs., esses tcinpusde tortuosa recordacao, era que es-
quadrOet Grego*. Phenicios, Carlhaginezes, Roma-
nos, e por ultimo bandos Godos e Sarracenos pisaram
uns apoi ouiros o territorio lusitano, mpondo-nos
um jugo de ferro, assolundo ludo, tudo devastando,
qoacs aojos de exterminio, servndo de execulores
s iras do Ceo. Procurar ahi ne-ses lempos de alvo-
rolo, a do terror um corpo de lilleralura, que palen-
(eio o espirito da poca, fora o mesmo que procurar o
combuslivel na chamen* que se extingue poc falla de
alimento ; no espaco e sulco do rato; que se despren-
den das nuveos. O muto on pouco, quo a lal respai-
lo enlflo possuiamos. perdeu-te, ejazenvolto na imi-
to dos lempos. Nao he d'essat pocas por conseguid-
le, que dolamas nossas inaiores e medrares riquezas
Iliterarias, nem he tambera do prmeiros lempos da
monarcliia, em que alenlo* os nossos maiores a con-
solidar as bases da j.s*.i emanciparan poltica, nem
tiveram terapo nenjJ"ccasiao para cnlrcgar-to a gran-
des Irabalho nToijL .\>t. a As ledras, spnhore*, como
muito bera o disst,'>iSage(7),ifolgara no seiodapaz
cojo apree.o e dv>;urt fazem aoborear ; ao contrario
porem descoram e o norec'ra uas proximidades das
publica* perluibaces, ^.exlraviam -e no meio atas
rominoriies civis, ctirtompciii-se e desapparecem de
todo era preani;a"t*awcal.imiiladc dilatadas.
.Ma* n..i -:i\ igLi argiiineuto em desfator da
nosa lilleralura. (fWltlo erara tambera nesa po-
cas muilas outras iia;es da Europa mais bom imi-l
ulioa las do favnre do Minerva. Encaremos ToF*^
lugal du secuto XII cm duMiajiaJfeis do renascihienlu
das delira*, qua.li. ir.io^aM ilrpa, e desaf-
fronla.I de ambiciosas as%, ^^^^incipiou ei.ca-
initliar-se para O templo s. .-ncias. tT; He en-
tao, Srs., que Portugal j rao ? militar ino.iia evidenleinenle ao mundo, que ae no
peilo Ihe bato um coracao tlenle e aguerrido, nflo
Ihe mora menos n'alm a o genio e a aptidflo para at
lulos litlerarias ,- e ciitnpellida d'ese nobre orgulho
nacional, que anda nesse (empnera timbre lusitano,
ci-lo que prosegue na estrada da gloria como que
para arrancar fama o ultimo titulo que devia 1ra-
ze.r-lhe completa intmorlalida.le.
As.un era preciso, senhores. Esses luiros adqueridos
emcrueula refregas, embora muito honrosas, consli-
tuiara apenas a amelado da coroa, que devia depoi*
cirriiui lar-lbe a fronte. Portugal poda j euUlo dizer
ao mundo, Grecia, a ve)ha Roma ensoberbecida de
seu Iriumphos e da sen hroes. Mais do que vos,
era niaur numero, e mais valenles livo eu lambem
Sipioes, Cesares, Axandrei. e Augustos, a mas nao
poda aulepor sua coroa Iliteraria l'irgilios. Od-
ios, Punios, e Celsos ; poda ollusca-las com ot
tropbeos das suas victorias, mas linha de humilhar-
se diaule dos inouuineiitos da sua lilleralura. Muto
s ufanara sera duvida a Grecia nos Iriumphos de
Mtlciades, Arisiidat, Themistocles e Cfmon.porem o
su maior orgulho etlava no escripias de Sophoclet,
Xenophonlc, Scrates e l'lnlai ; Alhenas eugraiide-
cera-se com as victorias) de Cimon, mas os seus dia
de ouro succederam aos trabadlos de Pericles; Roma
mimorlalsra-se era Scipiao, Mario, Lucillo, rom-
pen, e Cwir, mas o verdadeiro padrflo da tua gloria
elava est levantado as pennas de eTicer Tilo,Licio
Tcito, l'irgtlio, e Horacio.
Era muito, senhore, para urna najflo nobremente
altiva e orgullwsa, masa queslao era de lempo. Alinal
depois de lautos dias de procello* tormenta, l sar-
go no horisonle lusitano a aurora de bonanca. l)e-
sassorabrados enlfluo nimos do (aulas guerras.de
(au(as lulas sanguinolenta-, c-los, que se vollflo pa-
ra a cultura da sciencias. De tu la a parte se levan-
ta o goslo pelas ledras ; o genio paranlo lempo en-
carcera lo, o como que esmagado sob o peso de fer-
reos o apacelesvoa lvre a noves oampos em busca de
novo* loiros; enroque, que ato enlo s batcrain ao
clangor das lubas, e ao alarma dos combates come-
cara a palpitar batojados das sublimes insprales
das musa*. Portugal rival as armas, emulo cm bros
das najoes mai* famosa da antiguidade, ei-lo que
surge rival lambem cm suas.maiores glorias e com-
quislas lillerarias.
Quem. senhore, ao leras comedia do nosso Dra-
maturgo Gil Vicente (8) se nao sentir como subju-
gado por esse titulo ameno e jocundo, que merecen
a Planto, Terencio,e Menandro as honras tic primei-
ruspoetos'curaicu* da antiguidade ? Quem leudo a
bellas conipnsires Iragicat do nosso Anlonio Ferrei-
ra ty pensar anda em SopUorles, e Euripide*"' T-
nhamoi saudades de Virgilio de Theocnto, eis
que apparece um Drago Bernardes (10 e um Bernar-
dm Ribeiro (111 para nos arrebataren) aosom da sna
ra campestre, e fazerem-nos esqnecer a*sim o*
>us maiores genios, que o mando vio em poesa
pastoril; o genio pico de Homero surge em l.uiz de
Camoes ; Tito-Licio, o granito historiador modelo,
que traja anda boje a coroa do re entre o historia-
dures da antigilidado, eneon(ra-se em aeu caminho
para a poslcridale com Dioga de Tei ve i\i) Uamiflo
deGoe* dlic Fernflo Lopes da Caslanheda (14);
Cicero lio por mais do urna vez reproduzido ra ge-
nios porluguezes, Dom Jeronymo Otoro representa
a toa primeira copia, o talvez a mais fiej, pelo me-
nos no locan,le a eloquencia profana ; Pitillo rena-
ce lambem em Francisco de S de Miranda ; ^ecto
em Jorge de Montemor (15); Ovidio em Mareal de
Gooveu ; Aritlharco em Henrqoe Cayado (16) J e
finalmenle, senhores, as Decada da Asia do noiso
Joflo do Barroi, (bula pirata seo elogio) grangeam-
Ihe no Vaticana em lempos de Po IV, urna estatua
junio a de Plalometi 17) oolra em Venez empare-
Ihando com n deseo* varOes mait insignes (18)
Mais adianto la surge om padre Antonio Vieira,
por antonomasia o Cicero tagrado.o pa da eloquen-
cia porluguei* ; um Mircal de Faria e Souza ; um
fre Bernardo de Brilo; om frei I.olr de Souza, a um
Fnncsco do Brllo Freir; por allimo ura DuarteNn-
neide l.eao, frei Antonio Brandio.Jacintho Freir de
Andrada e Gaspar Alvare da l.omadi, tio todos,
senhores, verdadeiros ornamento da* ladras porto-
guezas.sflo mimes, que ndito presos a umidas pocas
mai biilhsnles da nossa lilleratnr*.
A pooiia revive anda em Gabriel Pereira de Cas-
tro ; Vasco Mnnsinho de Quebedo cinge-a de novos
louros; Francisco de. Si de Menezct ergoe-lhe no-
vos monumentos ; e finalmente Antonio de Souza
Macedo parece iolloeneiado da mesmas inspiraee*.
quo moveram a penna ao immortal cantor das nossa
conquista da India. A Ulgtsea. o Affonso africa-
no, a Malaca conquistada, e o Olissippo o, senho-
res, verdadeiros padrOei da glora pira as ledra*
portoguezas, padrfies, que o lempo nunca lograr
derribar. r
Em lilleralura propramenle dita ninguem, se-
nhores, affjito o digo, poder apresentar-vO n'um
portento de sciencia e de memoria, qoal foi o nosso
rre Francisco de Santo Agoslinho Macedo. Por tal
modo conli.ua na sua vastissima erudicflo, que nao
Irepidou em sustentar dieses publica em Roma e
\ eneza por espaco de dias consecutivo, tendo ellas
por ohjeclo ledos o ramo do conhecimeulos hu-
manos sem exerpeflo de um s. (19)
Um padre Theodoro de Almeida, um Jo Correa
da Serra abbade da Serrad, um Pedro Antonio Cor-
rea Garcao. um Anlonio Diniz da Cruz e Silva, um
Manocl Mara Itarbosa du Bocage, um Antonio Ri-
beiro dos Santos, um Francisco Manoel do Nasc-
mentn (Filinlo Elgslo) ; e pr parto do Brasil, e-
nhores, um fre Jos de Sania Rila Durflo, ura Jos
Ignacio Alvarenga, um Jos Basilio da Gam*. os
dous padres Cald a, um Alcxandre de Gusmao e um
Jos Bonitocio de Andrada, lajn anda, senhores, en-
genhoi lilleratio de elevadissimo mrito, e quo re-
prrieutain para assm dizer o ultimo complemento
da nossa lilleralura.
Depoi* de Iflo brilhanlc noticia, senhores, have-
rei ntislor anda auxiliar-me ao secuto que vai cor-
ruido, ..lim de arrescer cora elle as pompas da nos-
sa historia Iliteraria '.' >,,o. senhoju ; que poderia
parecer adulador, quando nao fosoWmais que jutli-
ceiro. A esle resnoilo direieom QuinlilianoPar-
co nomimhiis cicenlium ; reme/ eorum laudi suum
lemput i|; alera .le que o genios que o adornara
sao para assiin dizer asiros,^jue on se acham ainda
no comeco da soa rbita, ou uoa compietarara
anda na sua lolalidade. A posteridade, aquem.de
(Uredo perlence o seu elogio, Ihes fari a devida
jusliea,
f. no enlanlo, senhores, vou ja longe, e apenas vos
lonhu fallado das noarai personagens mai illuilre
no que toca a cunhecmentos histrico, melhodo de
Historia, poesa, erudeflo e bellas ledras. Nada vos
diste ainda do quanlo lloreseeram lambem em Por-
tugal em lempo* mais remotos as sciencias severas,
de mai immediaia applcajao ao movimenlo aocial,
ou as uecessidades dos povo. Mas aqui, senhores,
lallam mais alto os fados do que a minha voz fraca
de si_ ej> cansada ; as nossas emprezis marilima
d ootr ora, esses caminho intrpidamente abertos
por mares nunca dantes navegadas,esset melho-
ramenles inlrodiizi lo por maos porluguezaa cm mui-
los instrumento nuticos, (>{) ainda hoje em voga.
exprimem inelhor do que eu poderia dze-lo o quan-
to llorec-ram ja enlre nos a arle de navegar, e co-
nhccimeiilo que Ihe sflo auxiliares, (i) Em juris-
prudencia baslar-me-hn nomear-vos aqoi um Joao
das Regres; em medicina um Dr. Ribeiro Sanche ;
eui Ideologa, sendore.,. tsao tantos com igual d-
relto a esla inencAo donrusa, que nao sei a quem
d a preferencia] um D. frei Caetano BrandAo, por
exemplo. Nflo passa ludo islo, senhores. de urna
simple amostra, e hem mesquinha dos thesuuros,
que po*sunnos em cada urna deslas especialidades,
mas sera sufficienle para poderdes por ella ajuzar
do resto.
Ja vedes, senhore, comquanla sem razflo nos ac-
sam de nimia pobreza em materia de lilleralura ;
comquanla iujuslica se empeuham em votar o nosso
nome aa despiezo das itacates cultas e illaslradas ;
e he Vranea, principalmente, que assim procura
enegrecer os nossos furo Iliterarios He que a Fran-
ca, senhores, ja se nao lembra, de que muilo antes
que ella podesse orgulhar-se nos seus Desearles,
Gassendis, Molieres, Rocines, Buffons, Condillacs,
Lacoitiers, e La Places, ja Portugal enviava para
as suas Academias na qualidade de meitre, ricot de
sciencia e de iuslruccao um Diogo de Teive por
exemplo, (de quem ja vos fallei); um Pavo Rodri-
gues do Villarinho ; nm Francisco Sanche* ; e ou-
tro muilo que ora me nao lembram.
TJo depresa, senhores, esquece o beneficio rece-
bido, quando por Infelicidad* recahe em gente in-
grata !
Agora, senhores, que conheceis ja o empenho com
que Porluzal prorurou sempre disliuguir-se no dis-
velo e Cultora das sciencias, nao ser difllcil encon-
(rar luz (lestes fragmentos histricos o pensamen-
lo nobre e grandioso que presidio i. origeni desle ins-
tituto.
Faz hoje 4 annos, senhores, que urna familia nn-
morou ^iy||tB14esaa_.ierr,i lao illuslrc as armas e
ledras ^olvWj l^tf^pWt'W^a-
irm.l.s essa vida iV ^miem as-
sislem lodos os can ^^aiis genero-
sa hiupilalidad, irm^^^^^^^^^ doces e-
moces de inlellecliilkajfaJHMPiBlBIl^B^BWes
pela maior parte e mchinaes, qne nem outras com-
petiam a iutellgcncias desprovidas da necessaria il-
lustraco resuiniam quasi na sua lolalidade o viver
de grande numero de individuos perlencenles a essa
familia, em raudos dosqoaesnemmingaava o talen-
to para o descuipenho de mais altos mlsteres sociaes,
nem o decedido gosto e manifesta tendencia para os
estudos libones. Faltavam somente as necessarias
proporcSes para aperfei;oar um esilisfazer ao oulro.
E no enlanlo, senhores, nflo era justo que min-
gna de cultura assim fenecesse o engeuho. A arte
devia inlervir se nflo rom essa regularid.ide e vas-
lidao, em que primara os estahclecraenlos acad-
micos (porque a tanto tenso preslavam as circuns-
tancias) pelo menos de modo, e cm harmona com
as exigencias mais imperiosas da stuacao.
Era este sem duvida, senhores, um pensamenlo
sublime e eminentemente humanitario, ma forca
he confesar, que em face das despeza enormes,que
desmandava a sua eterucjto, e sobretodo a posieflo
social de cada um dos inleressados, cujos haveres
professionaes nflo podiam nem deviam ser corapro-
metlidos, nunca se pensou em leva-lo a effeiln, ou
ante* nunca e achou o modo de superar as difticul-
dades qne obslavam a sua realisacflo. Havia porem
um meio que liidelidade no resudado, reuni urna
grande facilidade na execorflo ; lo certo he, se-
nhores. que a maiores difliculdades encontrara raoi-
las vezet prompla sulucflo em ptocessos bem facis
e Iriviaes. Alguem, que de vista eexperiencia po-
dara rerouhecer a ulilidade dot eslabelecimentos
(leste genero, aprsenla a dea. Hoove como que
um appello geral a eniiimunhfln porlugneza desla
localidade; a santa causa da instrucrao popular foi
posta conlribuicao directa de cada'um, conforme
as suas torcas e vuntade ; e nova prova do quanlo
pode a forja collecliva tle esforeada gente, eis surge
este instituid, qoasi .le repente, ainda trmulo e va-
cilante, he ver.lade, qual tenro infante nos prmei-
ros dias qne segucm o nascimento ; mas ja rico de
o-porane.s. thesouro de promessas. ltimos reflexos
de anliga Uedleacjlo e amor s ledra motavam an-
da no seo desse povo, que no meio das asperezas de
urna vida laboriosa e afadigada, soubera conservar-
se fiel ssuas Iradices Iliterarias.
Assiin nasceu, senhores, ele instituto O alia lo
de agosto de 1851 ser sempre raeraoravcl nos fastos
da nossa lilleralura, nao porque a teuh enriqueci-
do de novos hrilhos e novo genio, que isso ho obra
dos seculos, au de dias ; mas porque trouxc em si
a aurora da regeneraran intelleclual de urna grande
raassa de individuos, coja educarlo Iliteraria cor-
rer al cnISo exclusivamente por conta dos capri-
chos da fortuna. Qua(ro annos (em apenas decor-
rido, senhores, depois que elle viu pela primeira vez
a luz do dta, e no enlanlo ei-lo ja rico de vida, for-
ja o lourania. Mas que maravilha, senhores, que
(1) In. Conspccl. Reipiihl. Lder, cap. i.
(i) Bibliol. Ilisl. I,id. de Joa, 1752, cap. 5 } 7.
(o) Siecledc I..UIS XIV, chap. :I8.
2. chap. :s.
(5) Vuyago du c-devanl. Duc. de Chalelet. en
Porlumu, s.
((i) Voyage em Portugal, el parliculicremenle
l.ishonni! ou tablean moral, civil, npliliqne... Pa-
i 1798 (An. VI.; .
(7) Alia llislor. Chromolo etc. por le Sage. n.
:> l.illeral. el BeautAols.
(8) M. Hmonde de SgsmoHdi-I.ttoratnre du Midi
del'Europe, chapil. .1'.).
(91 Ho a Castro o primor dat tragedia* de Anto-
niu Ferreira nleeeaienienlra, como em senlimen-
to. Nem a Italia cora a Sophonisba .le l're-* no.nem
a Franca cora a Clcopulra, e depois con. a Ddo
do Eslevao Jodclle, Iragodias coeva du Catiro, po-
daramofuscar a gloria do e\im o trgico porluguez.
(10) M. Ftrdmaiul Deniz.Ranme de ITlitloire
l.ilteraire de Portugal.chap. l, pas. 193.
(III Manoel de Faria e Souza.Fanle di: Agau-
pel'arl. 1.a no Discurso dos Soncl.
Mem. Ilistnr. sobre o minitl. du Pulpito. Appcn-
dJxa pan. 3. 2*
(l) Joao Varean.Citrn. Tom. 1. cap. I.
(13) Giinrda-morda Torre do Tombo, e' Clirouisla
mor do Reino um (erapos de I). Juio III.
(14) Foi o primeiro que crreteu a hiloria do des-
crubrlinento e das armas porlogiiezat na India. Sao
10 vol., dos quacs porem 8 sotuento se achira iin-
prcitoi.
(15) Fernilo Ijipes do Oriente.I.usil. Trantform,
impressa cm 1741.Prefacio.
(16) Meslre Resende.Oracflo de Sapienlia com
que foi altcrla a Univcrsidade de Lisboa no 1 de ou
(libro de (&31.
(17) Manoel Sereripo de Furia.Vida de Joflo
de Barros.
(181 Sflo insuspeitos o elogios, que a.penna de
Joflo de Barro* consagraren) muilos sabios esrransei-
rb*. Sirvflo para ex-mplo o de Antonio Possevino,
o qual fallando de Joao de Barros na sua llibliolheca
Selecta diz assim Joannes de Barros Eusilnnu* in
Asia ab se descripta, qui egregium se scriplorem
hnc noslra tale prmtiiii ele ; o de Affonso da
l'thon na dedicatoria da sua tradueflo italiana da
Decada dirigida no duque de Mantua : Sanea delta
rare. e preliosc ni gidi siena slale re hite ele.
19) Veja-se o inappade Portugal do padro Joflo
Baptisla de Castro. Part. i., cap. 5 16.
(20) Inslil. Oral. I.ib. 3, cap. I.o.
l\> Parece que fot o infante D. Ileurique, filho
de D. Joflo I, quera pela primeira vez fez applica-
{flo da Bussula s Ioniias viagens mariliraas6>n-
graphie-de Iji Croi.r, edil.'do 1809, lom. I..
Portugal. SSo-llie atlribuida lambem com fun-
damente as cari* tle marear planas, ou de graos
iffuaes.
O Atlrolahio Martimo he invento porluguez;
assim como he lambem porluguc o aperfoiroamento
5ue Ihe Iroaxe Pedro Sanes, recebenda dahi o in*.
iimento a deunrainaeflo de Voitf, pda qual an-
da hoje ha conhocdo.Veja-te ilaillg, Hislor. de
l'Asiron. Mo lente en Europa, liv. 9., 8 7. edil.
de Pars1805J v.d. de K.<\
(c; The ancestors of Ihe presenl Port^ueze
were certoinlg hg wossette of more Irue l.nowlcdge,
wilh regard to tstronomy, qcoerafg, and nariga-
tion, thnn perhaps ann oher European nati'on,
about ihe mildle afilie ithceutnru and for tome
lime ofler.(indine, cit, por Freire.-fLlteral. de
Portngil.
ssim medrasse infante (lo exlremecido dos seu e
do* eslranho ? i .
He a vos, eslmaveis hospedes, que ora me dirijo,
como representantes do povo pernambiieano A v
me curapre em nomo desle instituto render aqui ai
devidas gneas por Untes finezas de amor cora que
vos tende dignado amercia-W. Deve-vos etla esla-
beleciraenlo urna grande parle, a maior talvez do
teu elnal esplendor e prosperidade ; aviperteu-
eem por cooseguinla de direto et nottot respeilot e
homenigens. AceiUi-as, lenliores, qne sao ella*
franeai tioceut, como m> (arabem sinceros e
rrineo* o* votoi qoe fazemos pala gloria, prosperl-
dado e engrandeciincnio de Brasil.
Diste.
Discurso proferido pelo Sr. M. P. de Maraes Pf-
nAero, peto dmiii'*rario do Gabinste l'orluguez
de leilura, em 15 de agosto de 1835.
Senhores. A historia- das assocraciiet, nao o he
rail* do qoe a historia do homem : as pilases por-
que passam os povos no seu dascnvolvimeiito he urna
verdade, que se traduz pela perfeicao do mesmo
homem.
O amor de si mesmo. a nversflo a dor, o desejo do
gozo, o anhelo pela felicidad?, pela gloria, pela ri-
queza, loes forain al primeras causas, que impelli-
ram as suciedades primitiva fazendo-as paisar do
estado brbaro e selvagem pira o citado civili-
Stfllo,
Os primeiroi homens, (I) orrantes nos bosques e
as margens dot ros, era continua lula com as fe-
ras, cercados de perigos, atormentados pete fome, I
sentiram a toa fraqueza individual ; e obrigados-j
pela necessidade commum de seguranca e pela ex- |
periencia dos proprio* malea uuirim seus meios de j
aceta),
Desla asociacflo individual, em qoe s a necesti- I
dades mai comeziohas da vida serviam de laco es-
Ireito enlre aquelles homens ensopado nai Ireva da
ignorancia, nflo poderia por cerlo resultar os lien
que a homanidade ispirava pdr ura impulso secreto,
pela torca eslranha a que a cncaminbuv.-i a Provi-
dencia.
Mas logo que se organisaram o prmeiros eibocos
das nacionalidades, logo que os rsteme, os uos,
as lea, serviram de governo a um mesmo povo,
era impostivel que a troca de impresset, o cora-
inercio continuo da novas ideas, aperfei;oa-
menlo pbyiico ou moral, nflo tendedera a arrai-
gar no nimos o espritu, anda que frouxo, dai *a-
sociacoes.
Uas sociedades primitivas partiram o prmeiros
rudimentos uas artes, na industria, no commercio,
na agricultura, e as sciencias.
Ot Egypcios observando as cheia do Nilo, a in-
fluencia dos astros obre a cultura dos campos, con-
ceberamas prmeiros deas da mntheinaca, nbrindo
am um vasto campo anase das sciencias cosmo-
graphicai.
O Phenirins, cabendo-lhes em surte a praias are-
nosas do Mediterrneo, c oppriraidus pelos povos e
inontanhas do Lbano, flzeram-se pescadores, depois
navegantes, cummerciaulcs. Forrado* da necessi-
dade l.incaram-se animosos a descoberla de ora
trras, hilando om frageis balis coidra as procellai
do Mediterrneo. Em qnanlo un* vflo ao longe et-
palhando as riquezas, o poder, o'nome da Phenicia,
uniros na i olvidara na patria o aperfeicoarapnlo da
industria.
Porm. senhores, se ns Egypcios relehrisaram-se
peloi progresso da agricultura, ao os Pheniciot ro-
roaram-te cora as pajinas do commercio e industria,
aosGregos estavam reservados os primeros panos na
senda escabrosa da sciencia.
O Gregos, dotados de um espirito poderoso e de
urna imaginaran fecunda tracaram pelo-r-noee te
psumes primeiro esclarecintenlos philusophicot,
quedepoisde tantos seculos haviam tomar a vanguar-
da da primeira das sciencias hontanas.
Da as-oriares tacitas ou expresaas, mas onani-
mes, entre os homens Ilustrados, ou que preten-
diam se-lo, e assim dos povos industriosos a livre*
procederam as rearc,oes contra a ignorancia e pre-
guica, que flzeram florejar asaociedades municipaes,
industriaes, militares, acadmicas a lillerarias, e as
sociedades de beneficencia que he copla gigante
do espirito de associacao.
Porm, nem Soln, uem \euoplioule na Grecia,
vigorosainente fazendosaor plantar nos *au concda-
dos o espirito municipal que havia conduz-loa or-
canisacao poltica da repblica federativa; nem
Roma, a conquistadora, respeilando lano o princi-
pio da associacSo municipal dos povos*que submel-
lia ao ou puder.jfponto de permittir qu goveras-
i tuas leis, poderiam jamis *t-
tociabilidarie.
"|oe, senhoretfa religiflo chrislfla,
s ao cumprimenlo .dot mesmo*
a rrenca, a* metmas esperanca*,
o incentivo poderoso do espirito de
assuracao ; e as vai da .le* humanas, a frivolas dis-
lincres de classe ou de riqueza driappareciam pe-
ranle conu'deraces mais poderosas, perante o nada
termo de tudo quanlo he humano. Fui por isso que
os povos amigo ao quererem ampliar o espirite de
associacao vram-se limitados: o Egypcios nos
arenes dos seus desertos.oo as penedia da Thebada;
t Gregos no acanhado circulo* de seo munici-
pios, ou as formosa* ilhas do archpelago ; os Ro-
mano nos profondo bosques da Gemiana e da Gal-
li. on nos distes arcaes da Mauritania.
Kaltava ao Egypcios, Gregos e Romanos, a con-
lianca intima que infunde o espirito do ehrisliiiiismo,
fazendo cura que animosos tnlquemot os mares, e *
despeito dos huleos, lancmonosas mais longin-
quas praias das nossos lares.
Hoje, porm, a sociabilidada lem ibransido a
lodos os puvos, conaliluinJo-os era urna fartrtflejttr-
(enta.
^_Seas sociedadesjnjjnicipacs aiuliadas_^jelo espi-
rito do cbstiauisino infundio nos'povosa aspiraeflo
da liberdade polticas, se da uniao dos capilnli-las
resultaran] as gigantescas emprezas comraerciaes e in-
dustriacs, nao e deve menos as sociedades militares
e scieutilicas.
sem-se conforn
linsir a verdad
(2) E porque?
que rene o ho]
devere, as me
eslave reservado1
Poryentura serao ns soldados arresimentados pe-
los re e pelas repblicas, o que te?m salvado at
nacionalidades ao Inlarem comas vasca* do aniquila-
ment proprio, ou(da conquiste ? nao.
- O hroe de Sagonlo e da Numancia. dai Tder-
mopilas e Maralhonia, dos Guarnrapos e Piraj, nflo
foram .soldados assalariados por alsum mmiarcha, ou
alsum tyranno. Os paisanos de Lucerna o do L'ri,
que expelliram para sempre de sua inontanhas as
phalanget dos soberanos allemfles nflo erara soldados
estipendiados.
A independencia das naroes americanas, onde se
pralicaram tantos actos de herusmo. e na expulsao
dos conquistadores de todo o povo, vC-se como
entusisticamente se dctcnvolvem as associncOei
dos bellicoso filhus de Marte ; e logo ao* grito de
guerra as legiet populares arrollando os poderes
aborridos sahirem da lula coroado' com os loaros
''a victoria ao cntico delirante dos hyranos nacio-
nae.
Como em ontras associaces que caminham na
senda do progresso, a municipal em defender a li-
berdade do povo, a mil iteres sflo uulras lautas bar-
reiras erguidas contra as conquistase contra as usur-
pantes da autoridade. He por isso que as milicias in-
glezas. os laminera alleme, os pospolilas russos, os
guardas francezes, o milicianos americanos, sao
outras tantas sociedades respeilaveis 'prestes *
lancarem mao das armas ao primeiro (oque de re-
bate.
Se das sociedades manieipaes e niillare? ns na-
res. o mundo, tanto lem comido, i assoriacflo sci-
enlflica esteva reservada a mais bolla coroa que he
dadu ao poder humano adquirir.
Os collegios egypcio. a sedas philosophicas da
Grecia e da India modelaram' at primeras socieda-
des acadmicas e litlerarias. Dos prticos athenien-
se echoaram por moilo lempo as vuzes dos philo-
sophos, e as pra^a publicas reb tarara as vozei dos
oradores e poeta. .
Mas. senhores, nem un nem outros podiam der-
ramar pea* mundo as lucubrantes adquiridas em
nones de fonda meditaran. Os meio de cummuni-
caeflo limitados a poucos povos. a barbaria que do-
minara quasi todas as uace, e sobre ludo a falta da
imprenta que esparge peto mundo em milbOes de
cxemplares as ideas de um s hornera, empeca a
propagarlo dos conhecimentcs dos Gregos, Egypcoi
e ludio. .
Alm dsso, osJGrcgos, qne Irabalharam para ele-
var as arles, a esculplura, a archileclura, pintura,
a um ailo grao de perfeigao, ainda laucando os ali-
corees das sociedades Iliterarias e cultivando cuida-
dono a philosophia e a geographia, virara-so em-
baracados por urna religiflo em que Vernesa iina-
aem da lascivia era um modclu ultorccido aus odio*
grosseirosdu povu. .
(3) A philosnphia para er til ao cencro liumano
deve miniar e dirigir u hornera decahido e empre
dbil ; ella nflo o deve arrancar a sua pVopria na-
lureza, ora abandonado a currupran. O qtlc a re-
ligiflo pagfla nflo fez.uem poda faz-lo, eslava reser-
Jado ao chrislianismo. Eucerraudu nolivro sagrado
o Evangelho a mais pura das philosophias, os mai*
sublimes devere do homem, os inais bellos princi-
pios du mural, tambera explicava a queda rehabi-
litaran doraesmo homem, eimpellia-o paria igual-
dade e fraternidade.
Em quanto a Europa retroceda da sua civilisac.au
peloflagellode Dosque partido da'margens do
Nova c Duina, do Danubio e do Rheiin, horrivel-
raeula assolou-a, o ctirislianisnao conservou a des-
peito de todos os horrores e perseguices a arvore
da sciencia e da associacao para Irausmilti-la as ge-
raroes, que souhessem rcua-la cora uas lagrimas,
rulliva-la com seus suures, o fecundada caen tea
sanguc.
A* ideas mal fermentadas dos Gregos e Egyrios,
tendentes as assocuces scientificas, deu o chrislia-
nismo lodo o desenvnlvimnnlo. Vejamos como se r.
percuti na nosta palria esse'bradar incestante dos
|>ovo europeui para o prugressu, paraj paz, e pura
a associacao.
Um nagflo empreheudedora, como fura oud'ora
a dos riienicios, Lusilani, alrcvera-sn ulear
mares, nunca d'anles navegados, descokrildo (erras
desconhecidas as nacOcs europeas.
Urna d'esla (erras, bella, rica, esperanroia, foi o
Brasil.
Porm, ou porque a poltica daquelles lempoi ii-
sm o entendesse, ou porque tost ura pensainento
dominante do secuto, he corto, que o espnilo de as-
ocaco enlre nos foi quasi nullo.
Mis logo que as luzes do chrslianisino c dasici-
enciai transpondo o mere* refleclio-te ubie o oovo
povo, a independencia (ornon-se indipenavel : e
o Brasil tende ndependeule pelo vigor das assoda-
Oei raililares. monarchi* constitucional pela socie-
dades municipaes,n3u pdedeiiar em plvido as so-
ciel*de agricole, induitriaee e scienlificai.
O espirito, publico, porm, con ve t indo no pri-
meiro*auno* da Independiad* pare a lal* de soa
emencipaco, e depois para os movimentos desas
iroio. de mulla presrlnelii, at quaet huleando u
faeio dii guerra civil lugrebejjente allumlavam ot
ceiai d horror, nao podi. appHcar-se ao detcn-
voWimento da iiwclaee**, quaet pelo citado vol-
cnico do paiz roorriam rewquid.iao lopro violento
dos pampeiroi polticos.
i:>e*la sorte con*rvarm-e enfeuda ai primeira
arvore da ociabilidade, que tantu flore e frueloa
promelllem: e per muito* eunoi quinta* emprezas
appireciam, desaniroada, nm uodidii, nem la-
grimal morriam sem qoe dtsautorpecose a opiniao
publica.
M as.logo quo paH*ram-ta os primeiroi tremores da
nanio em consliluir-se, e em luffocar o* movlmeu-
lui desorganisadores ds provincial, o eipiritot lo-
maram urna direccao mais nobre e digne do secuto
XIX.
As idai sociaes, qoe trmula diipontivam em o
nomo horisonle, para logo se afufar nn pelago das
uueiras fratricida, surgiram vigorosa! d'entre as
ruinas do passade. E a capital do novo imperio, co-
mo erar natural, mais adlatitada na elvilhacle ri-
queza moslrou a provincial, que ni pa, no traba-
dlo i; uniao, consista a grandeza, s celebridide, a
gloria, lodo o porvir da necio.
As companhiis de vapore*, o banco* de commer-
cio, as fabricas de fazenda, ai companhia* de soco-
ro, as de vehculos de commonicaelo, ai tociedades
promotoras da industria, agricultura, colonisncflo,
commercio, arte e ledra, e em ultimo lugar ts
vil frreas que sbilassem pela malte* virgen* de
lornambuco, Minaa, S. Paulo, e Rio de Janeiro,
veio sellar o notso*progresso, impedir o espirito na-
cional para om futuro de gloria.
A provincia de Pernambuco, senhore*, dolida de
um espirito altivo e bellicoso; e embalada no con-
t heroicos de tua biitoria inmortal, ainda aim
fot urna dai qne com mal enlhotteimo e con-
tentamente abrararam a arvore mimosa da asto-
eiac.3o.
O ardor de seus filhos dividio-te : um wffrega-
menle *e lancaram ao abrigo dos porlicot acadcrai-
cos, lazeudo apparecer estes homens de engeuho *
qaam a posteridade he toreada a bnptitar com ot no-
mes immorlae* de poeta, oradores, naturalistas, mi-
neralogista, legisladores, litlcratos : ootro* nflo rae-
nos a ociosos pela gloria forain-na procurar com a
espada em punho nos pampas das repblica do .
Prata.
Porem, se as primeira tendencia! pira e melho-
ramento material e mor.il do paiz rem at o preaen-
te caminhado com felicidade ; se i :tcc,6cs do nos-
sos ai lepaisa.los lem lido descinlidis em Ivras na-
cionaoi, ja poderemo* crer, que leja arraigado no
nimos pernambucano* o espirite da asiociacflo ?
Senhores, nflo esquecamo-no* de que o progresso liu-
mano, no he a obra de poucos anno* ; mai sim om
afanoso Irabalho enm mirlyrio perseverante em
que a par do sacrificio dos Individuo*, tambem oc-
correm o de popoliedea inteirat, que por muilo se-
clo pogium a prol di liberdade poltica, civil,
religinta.
A poltica, que atlrahira toda* a* noas atpira-
ci.es, toda* a nossas tendencia, empecendo o pro-
gresio da ledra e industria, ha pouco afronta o
seu*pirto destruidor e intrigante. Congregado
o* nimos, arrefeeidot o odio, a fraternidade quo
s pedia moslrar-e paluda em o noso horionte
veio risonha hbilnr em o nosio tolo.
Do ystadd prospero que ae no olferecia, do soce-
go daspaixoos, nasceu o vehemente detejo pelos (ra-
billws arlitdcos e luteranos, que com a fecunde! ih>
nosso solo, as recordares gloriosas do nono* ante'
passados, e at esperanca nos lidio do nosso eeo,
determina-nos a augurar o rpido engrandecimentu
da notsa Ierra.
Em quinto ha bem poucosanno ouvia-te relnmbar
o griln de guerra e o 0n do clarim tela encuatas
e montan)*, e a elle responder o vozear da tur-
bal ; oje ouve-se as eaolilenn montona dos srr-
lanejos trazando para a capitaloslprorioclo* da pz.
Au enronquecido cantar do guerreiro soccederam
t lerda populare de um efleito admirare), qn-
do ourida na solidso do bosque*, as praias rio
mir, no fundo.dot vale, on n ermpa da rocnla-
nhas : *o pesado poseo dos balalhoes entopido* 'no
sango) di*Iotas fratricidas urcederam a tropa
to* mirradore, aos lamentos os riso, as lagrima* a
aleara, riesolacflo pa*.
E, enflore, d'onde pYovinba tal mudincn f da
civili,i5a.i a inslrurcfln difundida pales mit remla*
povoi(;oes da provincia. A paz qoe ospargio por to-
da e parte o desejo do bem ealar, tambem disperlou
a apreciarlo do gozo moral, resultando dahi a har-
mona e a intima uniao de que no* felicitamos
Se na ordem material se d a gradaeflo da aldea,
povosrao, villa.e tdada. na ordem moral se nota a
a garerssflo das escolas ao collegios, destes a acade-
mias, ou reuniflo de sabios.
Do movimenlo imprimido pelos sabio* e auxilia-
do pela mocidade retuttaram esta sociedade qua
se dedicam a eoltura do espirito, ioeitando a nova
geracan para o trabadlo, para gloria, para a mo-
ralidatle.
D'enlre as que tendero a eneaminhar A provincia
para um porvir de esperara;*, avnllam (i) o Con-
servitr rio Dramtico, Alheen, o o Gabinete Pertu-
ez de
Faltava-not nm centro para onde'convergitfem a*
imagina;es dos poetes, qoe *6 dadicaisem a re*
presentar no palco >s seenas variad* '*> costumes
nacionies. Muilos mancebos, que se poderiam oc-
copar .la comed, d tragedia, de drama, qoe il-
luslraodo u titeado nacional, ajautattetn ilguns loa-
ros a naacente lilteralura patria, crueavam os bracos
e arrefeciam o fogo da inspiracao, porque nio l*vi*v
quem n instigante, nem o* ;*lardoi*se do impro-
bo era bal los.
Elle empecilho, qoe se orgot como barred
bronze a* aipracSes 4a mocidade. foi lineado por
Ierra pela creaeflo do conservatorio dramitico: crea-
eflo, que planlou nos lumos a confiiiica de que la-
vera ama corporcflo jula, patritica a illusli
qua dignamente apreciatse e remuneraste a prudue
toe! dos escriptores de mrito.
O thoatro qu* nos uutro* paize lem feito desabro
ehr tantos engenho,e tanto* irliilai.entr
nhumaoonsjderacao mereca. Reduzidua represanla-
coes de-pennas porroguezas, a raras de Brasil
e IrariuccOes Iranceza, qoe pela maior parle
passavair. de mooumeulos dos delurpadore* da lio-
agua de Cambe, o nutto (healro deliiihaaaW de todo,
se por ventora o Conservatorio nio o doaW arran-
car do leu aniquilamenlo.
Estimular o engeuho, remunerar e Irabalho, glo-
rificar o tlenlo, vivificar a litteralin nio-
ralit*r n povo por meio deexemplos que ferissem a
imaginreflo, lal foi o lim gigantesca a qoe se diriga
o regenerador do nosso theatru.
(1) Volnevas Ruinas.
(8) A. de tborde.
(3) J. B. VicoHistoria da phlotopliu.
O impulso qoe a provincia havia de recebar com
a creaclo do Conservatorio Dramtico desperiou na
mocidade acadmica a id* de ama sociedade deno-
minada Albeneu.
Se *e eseriplore ja (inham a cartea* de urna in-
demnis.- cao pelos scut [rabalhot, aos joven* cade-
mico faltava ainda um lugar onde se proporeionas-
se o meio mais facjl, commodo e proveitoto de daten-
rolverein-e pelo esta.belociraenlo de um commer-
cio de deas, pela truca de mediUeoe*, pela combi-
naeflo de opinifie, pelo auxilio mulo* no* trabadlos
do entendimeuto.
O qun nao poda fazer o Conservatorio pelo fim a
que se diriga, f-lo e Atheneu ereando tambem ura
estimulo nobre para o engenho, anriudo urna esco-
la de oradores e eseriplore*, e um campo d* gluria,
aonde o mancebo por ora enllment devinto fa-
rau por primar, a mostrar-** digno* dos touro da
victoria ; o esaeamor de glori* dispertando o lalen-
lo excitando o a vigilia no trabadlos luteranos pro-
mover* a cultura do espirito.
Tal foi o fim desla associacao, que promovida pe-
lo espirito* endure dai sciencia sociaes e jurdica.
lem diio prelenderara fazer objeclo de ua vigi-
lias a psycologia, a lgica, mural, a eldetici, a
eloquencia ; e a-critica lKleraria e historie:
Porem, enhoret, do que servirla o (intervalo*o
e o Atheneu para os mancebos, que pe maior par-
te pobres, nao tinham livro* onde bdtcssem os co-
nhecimento da lilteralura?
Urna lembranca feliz. (5) deslas qoe hjlerrompem
a aridez da vi.la do homem, atlrahinito sobre sua
cabera um orvalho de benc^os e gralidoe, obviou
sementante inconveniente fazendo apparecer oulra
insliluiiflo. que lago depon cresceu, vigorou, a ho-
ja produz formo'o a doriferosrrnr
V iuslituicao foi o Gabinete l'orluguez de Lei-
lura. Ante* da sua creadlo corra attrt*torad para
os prostbulos a seiva do nos povo. onde embra-
gadu eni prazeres verganhosos oWMavam o culto sa-
grado das ledra.
O Gabinete Portuguc de .itnr, novo elemente
para o iiosio porvir, logo qua (evo centena de li-
vro e Cezenii de socio*, logo que a mocidaile cont-
peuelroa-se da su* necetstd.de e ulilidade, logo que
dlfundM o gosto pelo romance, pelo drama, pela
poesa, Dla sciencia, orgulhoto difien cabed*!, al-
tivo pelos seus fin, veio esteneleceV-e om frente Uc
nm templo.
O fim d* tua creaco e o local onde se eslabcle-
cera, nao poda ser mais expreuivo : de urna parle,
aqui, eslava a penna e a srioncia, da oulra, all o
Evangelho ea cruz.
a i i. i
_ A' vista poisdas tendencias qoe transpiraran mo-
ndado, e do gosto que e tem desenvolvida nos cul-
loro das ledra nui sen ramos t* variados, nite se-
remos utopistas vendo, que com algum amias da
pizatrAliilho e iiuiflo, ser etla provincia, qaella
que unindo a gloria do seculos transarlos legara
novo louro paginas da historia. A esla coinpe-
lir trat smlllir posteridade a.glorio, progresso tS-
vilisarao, moralidade, usos, coslunte, e leis da no,
sa provincia, que nflo contente de ciugr oa huiros
bellicos, tambera foi illustrecultura das artes, tol-
das e ciencia.
Tal he senhores, desenvolvimenlo-de.principio
tublime la associacie, qoe funda. felielnade os
poH, e llrma a pez atsegorande-lhe o repooio.
tilo lu, senhores, p*ra de*crevcr-voio*incalcula-
reis benellcios, que derramara tobre a homanidade

r
i
*

A
(4) CreacHo do Sr. Dr. Ja
(5) Alljcucae de Sr. J.
presidente do Atheneu.
AZVtdo.
deCeitro Tarares,
1
1
'^W"
k%mnm^':i


-. .--..'

f.
I

*
n*c
DIMIO DE' PEMAIBUCO SEGUNDA FElfi 20 DE AGOSTO OE 1855
os eslibeleeimenlus liileririoi; nilo hs pira fizer re-
seiihn diquelle quo ogabinqle porluguez de lellu-
ra tf a diflunddo tobre a popularlo delta cidade,
que ii vos dirijo a palavr.i mita e rio tolemna :
nlo ; ero eo o podara fazei. Comprobando quanlu
lo giaudiizas as empresas dota ordem. Um esla-
btlec mcnlu Iliterario lie, quanlo a m en, um foco de
civilacao. A reuntao do* escripias inesliraavels,
que ai iulelligencias esclaricida lera legado .i seui
eoulemporaneo e posttrdade; n tradcelo do
pentatiento humano, ou assania ftma seria e gra-
ve da sciencia, ouse atavie coni as tijas da poesa,
qor (lale o luvo a a pompa'Ja eluquc-ncia, qoer
rtvittt a phraeologi.i seductora do romance : a reu-
nido da taes escriploa; aa difiranles formas' dewa
tradcelo ; os livroi, em summa, s3o ebra do lama-
nh roiguiluie, que fica muilo alm le imnhas for-
Sas o clissertar sabr elles, e disserlii da um modo
gao desti assembla, correspondente a grandeza
do da, cuusenlanen com o assumplo e com a so-
lerouidade que nosteni reunjdo. Om flm lio di-
verso : consi Israrei aste eslabelecimenlo, nao pelos
oueitai intellecluaas que elle pode e j deve ler pro-
duzidc, anas em reltco ios aeu* rffeilos moraes, e
alo seo ae o deva dizer, em relapso aoi seas efleilos
nocla es.
O gabinete porluguez de leitura cni Pemambuco
he maii um taco que une as duas nugoas irmaas;
he mai.i um paseo quo dao os Portuguezet para os
Brasileire ; he mais urna preva da confianza, que
estea merecem quelles.
Portugal e o Brasil nao poilem mi duas nai-oes
mimlgas. A communhao de crticas religiosas; a
idenlidiide de linguigem ; a cnnfnrmidaile de costa-
mes, e mil 011 tras eonsider ace, fazein desle dous
povos iiidependentes urna se mesma familia. Os
odios do antigs eras ja nilo podeio adiar echo em o
confio da duas nacOes, que lanos lujo approii-
rnam. A independencia do Brasil be nm faci t'o le-
gitimo, qoe nem pode j Portugal contestar ao Brasil
os foros de nacao ; nem pode o Brasil suppr em
Portugal, a aeu respeilo, oulrossenlimenlos, qne nlo
sjam oh de ana verdadeira e nohre a liada. Ja ea-
hlram ou lempos em que as naques faz.am consistir
a saa grandeza na e-xleiuao do territorio ; no nu-
mero de conquista*; lia eteravido dos vencidos e
na glon dos ejrcitos. JJoje om estado o oais es-
tieilo pide ser um astado floretenle, se as sciencias
e as letras forema sua ambic.io; se asarles, so a
industria e o commereio forero os instrumento* po-
i que coostrua e consolide o edificio de
sua eivilisarAo. Os brinj nucime! sao os verdidei-
ros incentivos da grandeza de um povo; os brios
nacianaei resomcni ludo quanto pode contribuir pa-
ra a gloria de un naci.
Ha islo, sealiores, o que tero eomprehendido Por-
tugal; e lio islo Umbem o que o Brasil eomprehen-
de. Portugal ontt'ara um graude povo, oulr'ora fio-
reiceulo ojio est morlo para a eiviliarao moderna :
nao ; uro oulra misado mais gloriosa lira etl anda
reservad; ; uemdevrm o Portuguazei, ufanos do
anligo re lome, esquecer que nao he a vida oriental
a vida que Ibes quadra. Urna nacao qn* se espre-
guira descuidota no leito glorioso das antigs Ira-
rlicjes, no pode representar um papel que a dis-
tingos mi drama do futuro. N3o~he da* .glorias pre-
tritas que ama afio se alunan! las n
Imtnria ellas tmente deven) servir de incentivo i
Hfalica di? nobres feitos. A bunuir.idada nlo para,
sua marcha he Incestante ; ama civiliscHo succede
* outra; e por mais fulgente que tenha' sido a que
acaba, sempre a nova Iba eclipsar o bi'itbo.
Camet cantou os feitos lusitano*; mas a leitura
dos LtuUdas arrebata da (al mudo, que esquecemos
as pceeau dos hroes para admirarmo i o genio do
cantor, (jarrel cantn Camors; a gloria do segando
refulgi sobre o primeiro.
.Niodcem os Porluguezes parar zlasiadot na
conleraplntjao de tenis hroes u d'alm Inmuto.
Ooiroa genios Uo alie ealevaatam. A historia
de Portni;al, cssi obra collottal do Sr. \. Hercula-
no lie un inuuuincntu cootagrade aa 'uturo espe-
rnucoso de toa pal jakdn, ruidosa sa a-
18..
Quindo o*ol queim? oulras llores
Com seos estivos ardores,
Que far da flor-violeta f
Que far d'outras mais bellas,
l'nrem humildes, singellas,
l)e que o prado se atapela *
Morrerao todas crestadas,
Ou murclus e desfolhadas
Deizarlo de ser roait flores !
Assim meu canlo, coitadu I
lia de morrer abafado
Pela voz d'outros cantores.
Morra embora '. Aqoi das salas
Nlo vlm Irazer rais:as fallas,
Com que se adorna a mentira.
Trovador disse a vordade,
Pallel com mais liberdade
De qaanlo u'alma sentir.
Aqu houve tontimenlo ;
l>ei largas ao pensamento,
lie.leslei a hypocrisia ;
ffe festa da inlelligencia
Com mais forte vehemencia
Deve follar-sc a poetia.
E deve''. Se a nalureza
Keveslio-se de belleza
Para laudar esle dia ;
Nlo havia de acanhado
Sulfurar no peito o brado.
Que me arraucou a alegra.
Aquise linda meu canlo :
San belleza, tem encanto,
Sem estudada cadencia,
Ha a pobre violeta
Que o chlo do templo atapela
Na fesla da inlelligencia.
F. A. Cesario tfAzeteio.
gila ete revolve > pal-
ma do genio. Os Leaea^^H
rim ees Serpas r
nov cr-le florencia a
ve ditpontar no borne i
direi do llr
Atada na infanc
menos de roeio tecul'. mos-
trado no mundo eroico,
quando a libeivl
o aclarec'. |:ma juveulude ag*tcr las es-
eolaslicas marcha afana e orgullinta pela estrada do
pntgresso. O nosso futuro be brilhanle, he obra do
nono esfoToo. As lellras ju lecm um ctiltn ; as arles
j team pcoselytot; e-o commercio e a industria, se
nem que ilrazadm. rio a pooco e pouco conquis-
tando a Ha poticao respectiva na ordiim dot ele-
mentos que eonslituem a civilisi r,lo de um povo.
Portugal Brasil marcham de raao* cadas para o
mesmo poazsvnr> o seu engrandecimento. Portu-
gal ni novo, ambo* re-
presentarlo o mesmo papel grandioso ; o futuro de
una he o fu taro de oulra afio. A gloria porlaguc-
za refulgir sobre u Brasil; o- nsplemUr dos Brasi-
laiio Mfl delira cam fulgor sobre a fronte gloriosa
de son an iza anatrapole. Avante, senliorta, tomo*
os inembros de urna mesma fandha ; nos e v so-
mos urna eraedo. .
A religi.lo, a liugoa, os eoslumes, a firma de go-
verno, na lacot de sangoe, emliin, fazemde no* urna
umdade sccial, tob dous poderes diversos; o tal he
a harmona que Providencia quer qus entre nos
eziMa. que he n mesma dimntslya.he logostaicasa
de Bragao<;a que tem ella confiado os*
dous pavo* dianos por lautos ttulos de alcancarem
a gloria a \ feliclidst
I) gabinete itotua%(, pji-, eu o retilo, he mais
um taco que ti; povos ; he mais um pe-
da es^^^^^^fee uas relaeOes.
(jingratu horei, enesle dia
de regozijc openhoeshibrmos
mutuas prq
(rense
/^lurertM^H
no do ptiB^^H
cilo.
AO ttJaBanannnl
ndcianal, de in-
e cordial afleclo.
V Can'alho, allum-
lUifli de dimito do Re-
rto do fablnete Por-
e de leitura
As bi i teimeit e as lellras
i e o que sflo '.'
0 em ules o progesso
Detlu nova, gigante ge
Ha pooco horda de barbaros mesquinh
Como cbaninu-o a Europa decaderlr ;
Hoje e^eii i lio mundo
Com pas- valor ingenie.
Com 'm no iu sol
Chei e Mi,
Qoe rao nos astros elle va r eus curies,
Onde a ave nlo chega eiifraquerida ;
Urna nobre e brilhanle mocidade
ergue-se llira;
Areai resernla.
Invade at lellras, a* arle* altiva.
Seu vio nunca paira e a Europa ibsor
mpla, a v e admira I
Nunca peas; oaco lempo
Seal ojos vira.
roes tcienfietf,
Aendimiit, Templo
Onde e talento vae orar nos livroi.
-pe'eo at contemplo.
marcha rpida,
Com |ue ( vilitarle
Bemladado por Dos p'ra serN1530.
Porto lor mecido,
Oue paaadaige liraeita,
V cota orgullio a Naelo, que fol ina fillia,
E que boje livre eulre as migues se ostenta.
luda lemhrado do teme anligo,
Oue Ihe alcancsram seos anlepauados,
Uiltliindo ana fama e o seu imperio
Por n*rei nunca Sanlet naTjados;
De pmzerestremece ; e t contento
N>, seus lillws d'oul'rora, ennobrecMos
Camiiiharmoe gloria independen te*,
Somenle como i irmloa ice nana inidos.
O qoe fomos entao? E o que boje somos '.'
Todos o sabern, ja ninguera duvid :
Um povo, (pie busenu a liberdade,
E qu ,cancn lie sua vida.
B qu<; boje independcnle (is braroi abro
A'anelropole, que foi toa madranlu,
Oue (squeee os odios do pastada* era*,
E em nraleei gozos o presente gasta.
Oue boje snis do que nunca aqui unidos
Vcciw saudar esta aurora alvi^areira,
Oue ii qusi um lustro vio iiascer do nada
'o a srienria hrasileira.
onde todos reunido,
Brasil e Por(us:l
ia, que se poz I inlelligencia,
ios, (oro respeilo igaal.
Salve, dia pomposo Aot Braaileiros,
Vana marear ama era da ventura .'
Apona* no horftorde o anniversano
Do nevo Gabinete "e Leiturs.
Ni viu do progreno nm patso av.inle
Mai nulro... e nutro na civiiisacao ...
i em far recuar na toa marcha
Ella nova aigaule geracao 'l!
Hoje laud
Seja rile dia vara i
eropre o vejamos de prazrr banhados.
O SR. MAJOR CARLOS DEMORAESCAMISA'O.
Olinda, essa velha e decrepila metropole de orna
das mais bellas e ricas estrellas que cingem o diade-
ma imperial ; Olinda, esta cidade, que oul'rora lio
cheia de vida e^animaclo vin em sen eio fermenta-
|em lodos os grmens da grandeza futura que se Ihe
anlelhavv ; hoje triste e abat la pareca para sem-
pre dormir o somno letrgico dj nirle, se nao revi
veste anda urna vez, para teslcmunhar urna dossas
scenas locantes que bem provam que a virlude e a-
misade nao sBo ephemeris, e que o homem por um
senlimeutu innato, lio levado a ren ler preito e ho-
menagem a todo aquella que por taes dous toube
tornar se diatinclo enlreseus iguaes.
Eram cinco horas da tarde, quando fomos honlem
despenados pelos sons festivo* de urna banda ro,1r-
cial ; as ras por ella percorridas, e oulr'ora lio de-
serlas, tornaram-se anmalas ; asjanellas abriram-
see esses rosto radiantes de belleza e mocidade,
aqui e all brilhavam como- flores cin abandonado
jardim. V officialidade do quarlo balalhlo de irli-
Iharia a pe, precedida da mu*ica, e toda em unifor-
me, acompanhavain ao disliiulo majer Carlos de
Mones Camisato : esto oflicial, hoje commandanle
do curpo de artfices da corle, e anligo companhelro
desses com qoem militara desde o posto de primeiro
lente, lando chegado do interior da provincia,
nde Sempra lio relevantes servicos (em prestado,
j abracar e despedir-se dos companbeiros que por
lanos (talos Ihe emni charos: sua visita inesperada
veio causar-lhes urna agradavcl surpre ; cadetes,
toldados, ofllciaes e sargento, tolos foram dizer o
ultimo adaos ao nobre major na ponle de Tararuna,
e ahi, onde anda a alegra irraiiiava de lodos os
semblantes, houve urna mclaroorphose completa,
1 breve allocuelo foi dirigid., por um dos oflici-
Caroisao, c esas palavras tan imples e
rociadas com a dor do snlimenlo, fi-
lagrimasa esse, qoe com rosto calmo
n sabido alfronlar a morie. Quem
irar taes senlimenlos de mudar
lristcza, he cerlamente digno desses
', que saadotos fazem voto* pela prospera via-
jor, e a elles me uno, com quanto
inra de me dar com o Sr. Carabao,
Modas as prosperidades de que be
por suas virtudes. M. fl.
Olinda18de agosto.
TRIBUTO AO VERDADEIRO MEJIECIMENTO.
A cidade de Olinda foi honlem teatro de orna
arena pathelica e sohrcmaneira loca "S ; deu a ella
lugar vizila feita pelo major Carlos Moraes Ca-
milla [ios ofliciaes do *. batalhlo di Arlilliriasalli
aqoarlelario, E.sle lio hrnvo, quai.l, inlelligenlee
iDodetlo oflicial. i-eapitao daqueih*/ balalhao, ha-
vendo lido tambero 1. lenle .l'elle a que perlcn-
eeu durante 11 annos; e hojocommandante do cor-
no de artfices da curte por tuaa brilhantet quali-
dades e inconleslavel roerecimenlo, recebeu deseus
anligos caraarada* e dignos companbeiros de arma
as mais merecidas e enlhusiaslicat ovaccs, queen-
tretanlo, em relaclo at suas ditlinctat qualidades,
furain bem pequeas !
lepis do juntar d verdadeiros soldados qqe elles
Iheoffereccram e no qualllie forero feitos diversosc
repelidos brindes ao tora de msica marcial, o acom-
panharam todos em uniforme al o quartel qoe esle
vizilou detfMuuiiiineiite, r>lirniidn-te depois com o
msnio sequilo, a que se unioo leen te-coronel com-
inaudantc e que o jcompanliou. ao tom de bellas
Sat locadas pela Banda de msica do balalhao, al
m* Rraajjle dislnnei da cidade : ahi, antes de se
op*ljtefin!o luslrc.sior.umuee capiiaes daqael-
e balalhlo, como intcrnl>i0 ,|e j^, collegas, pro-
fetiu atenuinle lireve-a.'i.,..v.
Orgao de meus companlveuoi, eu fare por p-
i leolear-vos os diversos e opposlos seutimcnlos da
ii qoe nos adiamos possuidos. Nossos coraes Irans-
ct bordam de prazer ao lar esta tenue manifestar,,1o
a do quanto appreciam as nobres e ilislinclas qua'li-
dadet do bravo, generoso e valeule major C.amislo;
ao mesmo lempo nos senlimu* pesarosos porque o
o destino nlo quiz que elle licasse entre nos ; fa-
los-llie pois, nossas despedidas e unamos nossos
irdenles volos por ,*ua prosperidade ;
fiada a qual lodos o abracaran! com elluso, ofliciaes,
eadeles e sargentos e al um soldado dos muilos que
segoiam o prestito, que assim procedendo espont-
neamente parecen representar teus companbeiros
que d'esl'arle quierarn dar urna prova inequvoca
do quanlu saliera apreciar as bellas e ezcilUnles
qualidades que ornim o distinelo major. () o qual
lia sobremodo cumraovido por um etpeclacu-
> solemne quanto tocante e enteroecedor, a que
peder, resistir por mais lempo, deizaudo lodos
utsensibilisados prorompercm nos mais fervo-
proluslos de sincera ainiziide e dedicacao ao
seu'bom e uligo caroarada.
Taet demonstracAes, e liocordiaes, valem mais do
que tliesouro*. do que urna corda ; e de cerlo como
|Ucs as apreciara o eximio major Camisan, cujasvir-
oje por demais as jostilicuin e nos levaram a es-
irever esla pequea e imaerfeila descripcao, a nos
que not presamos de ser seu sincero amigo e admi-
rador. um espectador.
Olinda 17 de agosto de l&jj.
i e as ledras
itnusiasmados :
El
Que valia triste vilela
Vum prado, que te atapela
nlis, fragrant rosa t
a pobre bonua,
Linda flor, lio pequenina,
Onde lia oulras mais virosas ?
Que vile a rajlelrt granuna,
Qu tada.'
liento desabrochada
DebaUo u'ilios arboslos ?
racler, nao he meno verdade que consolar os que
sofrrem, luavisar-lhes as panas, inimir-lhes o espi-
rito, minislraudo-lhes novas forfis para encararem
de animo resoluto a adversidade, he a mais sublime
dat virludes chrislias, he a cardade. Mas nao foi
osla a nica virlude que revelaram meus credores
quando Ibes fallei dn'trlsle siluaco era que achava-
me collocado a 4 de dezembro do anuo prozimo pat-
sado : a par das. eipressOes consoladoras com que
procurayum atlenaar o amargo snlimenlo que ezpe-
rimenlet quando nlo pude em dii cumprr rueus
conlractos, fulgurara a generoidade com que se dig-
navam de conceder-me um prazo razonvcl para que
eu podesse salisfazer lodos os compromissos ; e so-
bretudo avultava a ranqueza com qae depositavam
em mim-a maior coniianca, permillindo que eu enn-
Unuasse na gerencia de minba casa commercial pira
no gozo della proseguir a liquidacao necesaria em
ordem a solver lodos os debito.
Para os espirtos que comprehendem o alcance de
semelhantes obsequios, escusado he manifestar at
que ponto acba-se penhorada minba gratidlo para
com os honrados commercianles desla praea, a qoem
eu devia naquella dala. Para compensar orna divida
(ao sagrada fallecero-me absolutamente ot meios :
um posto que insufllcenle, me reslalie a lineen
confissau de quanto Ihet sou devedor. tenue porm
verdadeiro trbulo, que do intimo de minba Urna
Ihet ollereco, como um protesto de meu eterno rc-
conhecimento.
Teulum a -bondade de dar publicidartc a esla o as
duat carias anneas, Sn. redaelores, que saber-lhet-
ha agradecer seu venerador e criado
_ ,. JoSo Mar ti iis de Barros.
Recife 18 de agosto de 1855.
Illms. Sr. Me. Calmonl A C, Aranaga & Bryan,
N. O. Bieber & C. e viova Amorim i Filho.Com-
pondo Vv. Ss. a (Miumissao Humeada por meus ere-
dores em 4 de dezembro p. p para o tim de regu-
lar as nperaces mercanlis leudenles liqui lac.io de
minba casa commercial, segundo o prazo que dilos
meus credores liveram a benevolencia de conceder-
me na data supra, permitlindo que ultuivi.se meus
pagamentos em dezoilo mezes, divididos em cinco
prestares de seis mezes, sao Vv. S*. presentemente
as pessoas mai* habilitada* para conhecerem, ae
eram ju*tos os motivo* que alleguei para phter aquel-
la espera, bem como te a minba diligencia em pro-
ceder a predicta liquidaran tem correspondido a
coniianca em miro depositada pelos mencionados
meus credores. Ilo posto, rogo a Vv. Ss. que com
o criterio que os earaeterisa e tb anas palavras de
honra te dignen) de declarar ai p danta.
1." Se vista di ev .mi" a que procedern) no ba-
lance e escripturacHo mercantil de miqjjg oata foi
verificado por Vv. Ss.. que o* motivos que inhibi-
ram-me de satisfajar opporlunameute meds,contrar-
ios con)inerciaes,4aVice liain do incidentes imprevis-
tos, superiores aos clculos da prudencia, e inleira-
menle estranhos a minba vontale.
2.- Se na liquidaran de minba casa tenho empre-
gsdo esforcos ronsentaneos a celeridades bom xito
della, demonstrando sempre os fervorosos desejot
que animam-me'de por-me em da cora a prar.i.
Permillir-me-hflo Vv. Ss. quo d publicidadc as
suas respotlas netla praca. e cni qualqucr oulra,on-
de mioha prubidade e reputacao commercial tejain
ultrajadas pela calumnia ou mesmo abaladas por in-
formifOes nieladas.
Prevaler, i-me do entejo para reiterar a Vv. Ss. os
protesto* da sincera estima e ron-i.lerurao com que
sou de Vv. Ss. mui aliento venerador e criado obri-
gado. /oio Martin* de Barroi.
Recife 6 de agosto de 1855.
Illin. Sr. Jo3o Marlins .le Barros. Em Msposla
a carta quo V. S. nos dirigi Vii data de K'do cr-
renle, para que como mombro* da cnmmiMo que
loi noioeada por mair.ru da seus credores, declarat-
seroos o que toubetseroo*, quanto ao seu proced-
ment, como pessoa empregada no commercio do*(a
prafa, a depois doaconteciinenlo que tulerrompeu a
aclividadc de suas transaecet; devemos satisfazer ao
seu pedido, pela considerarlo que nos merece e
sempre mereceu, e ora homeuagem a Verdade, res-
ponderemos aos tpicas quo fazem o conlbeudo es-
pecial da referida sua caria :
Ao i. Polo Mime a que procedemos no bala uro
e escripluraclo mercantil de sua casa verificamos
que os embaracns e Iraoslornns que V. S. toffrera, e
que o haviam inhibido de dar liel cumprimentu s
obrigacOet eonlrabida*, provieram de causas impre-
vistas, alheias a sua volitado, e a que es sujeito
qualquer neaecianle, embora aclivo o honrado seja ;
e lano assim foi, que nem um s de seus ere lores
se recusou concesslo dos prazos que V. S. julgsu
ndispensavcl.pedir-Ibes; ludo Ihe fui francamente
oulorgado.
Ao segundo quisilo de sua caria, cuinpre-nos res-
ponder, que o seu procodimenln subsequeule na li-
quidacao deseus negocios lein correspondido ao con-
ceilo honroso que sempre de V. S. bienios ; porque
lodos os seas passos leni sido dados no sentido de
cumprr religiosamente as condieves aquescrom-
promellera no firme e sincero deaeju de habilitar-se
salisracloramenle. e seguir com probi la.le na car-
reira a que se dedicou ; fazendo desl'arle mui hon-
rosa ezeepclo a innmeros oulro* succe*sos idnti-
cos ao seu, mas que infelizmente tero lido deplora-
vel resultado para oncrodore*.
Sendo quanto fica ezpsto a ezpressao sincera dos
nossos senlimenlos para com V. S., ehavendo dito a
pura verdade. pode fazer u'esfas nossas mal tracadas
linhas o uso que mais proficuo teja aos teus inleres-
ses nesta ou em oulra qualquer praja de commer-
cio. Somos mui altenlainenle de-V. S. muitn alen-
los veneradores e criado*. Pfp. de Me. Calmonl
C, P. F. Xeedham. Aranttga 4 Bryan. __y,
U. Bieber 4 C.f- tuca Amorim & Fif,"
Pernambuco 8 de agosto de t85.>.
gneros do paiz, i 1 transporte do governo em com-
mis*lo.
E\istem no porlo 35 a saber : 1 americana. 22
brazileiras, 1 francczi, 5 betpaobolas, 3 inglez.it, e
3 porlugueza*.
PRACA DO RECIFE 18 DE AGOSTO AS 3
------UOiUS DATARME.
CotafCei ofliciaes.
Cambio sobre Londres27 1|2 I. 60 div.
aLFANDEOA.
Rendiroento do dia 1 a (7. 104:109*792
dem do dia 18.......20:1.IteM
184r244sl26
Detcarregam hoje 20 de agosto.
Barca inglezal'toating Cfuudmercaduras.
Brgne portuguez Viajantediversos gneros.
Polaca hespanliolaMalhildesebo.
Barca americanaCalherine Augustacanon.
Escuna hrasileiraFlor:ifarinha e sola.
CONSULADO OKRAL.
Rendimento dndia 1 a 17..... 43:0405:170
dem do dia 18....... 391-3139
13:4314809
CORRESPONDENCIA.
clores.llavendo recebido dos commer-
prara, com quem linha reanles mer-
Srs.
clanles
eanlis, um obsequio d summa importancia, ja que
tsulro roeio nlo divitava de rcmunerar-lhet a bene-
volencia com que me trataran) em ulna siluaco cri-
jca, eu aguardava um entejo opportunn para dar-
es uro leslemunho aulhemico de minba gratidlo.
Ease eusejo n.io eslava mui distante ; por isso que
apenas eu terminaste a liquidarlo de minba casaf o
que pens conseguir brevemenle, ponera fallar fran-
camente acerca dos favores que tenho recebido dot
dilos commercianle*, sena que te suppozesse que mi-
nbat palavras se retentiam da prelencao fie conse-
guir novas grecas. Mas urna circumsiancia empre-
vrsla obriga-me a buscar o auilin.de seu conceitua-
do Diario mais cedo do que dasejava. Consta-me,
que alguma pessoa. que em duvida me he desaffei-
eoada, ha procurado marear minba reputarlo fura
desta prara, por mrio de inrrraai;oes em sentido
mu contrario do que realmente succedeu, fazendo
com que seja ml interprtala a generosidad! de
meus credores; e pois, prevalero.me daoccasia para
significar ao publico o quanto penhoraram minba
gratido pela maneira com que se dignaram de con-
ceder-me orna espera, e bem assim para dar publi-
cjdade i opinilo que formaram a face de documen-
los aulhenlicot tobre os motivos que induzirara-ine
a pedi-la e sobre meu proccdimcnln ufieriur.
Em urna sltnacJo dilllcil consollei o voto de meus
credores,, que em reuniao de 4 de dezembro do anno
provimo pastado, sem a menor hesila;ao, concede-
ram jne o prazo de 18 mezes, divididos em 5 prosla-
lacoes de 6 cada ama para o pagamento integral de
meus debito*, sendo d'enlre elles Horneada urna cora-
rassao para om meu auiilio regular as operarOes
lendenles liquidarlo de minba rasa cuunnercial.
Essa corninssao, que exarainou o babihen e mais es-
cripuracao de minba eisn, he, por insuspeila s im-
pnrcial, a mus competente pira julgar sobre os mo-
tivns, que obricaram-mo a implorar nos meus credo-
res um prazo para pagur-lbes inlegralmente, bem
como para apreciar as diligenciase esbirros por mim
empregado* no intuito de nltimat; a liquidadlo : lou-
vo-me plenamente era seu parltcr, que vai abaiio
transcripto.
Nlo pretendo negar que algn de meui credores
lem lido pagos com desceios por elles offereci-
dst,' visto hes parecer mais ventajoso receberem de
promple, anda que detsa maneira, do que aguarda-
ren) os venrinienlos dat pretlacOet. Mas nenhoma
oulra vanlagem me ha resultado disto, do que abre-
viar a liquidacao ; porque, nao leudo dinheiro em
caiza, como he sabido por ment credores, para ble-
lo com mais celeridade me ha sido preciso lambem
ujeilar a recibir de alguns dos meus devedores
com abales, resullando-me daqui nao pequeo pre-
juito.
Do que levo ezpendido pretendo concluir que nlo
oblive de meus eredoies umi moratoria 10b pretex-
tos simulados; e com n torpe prelencao de locuple-
tnr-me em prejuizo delle*.
Nlo ; mea debito j est moilo limitado ; aquella
de ment credores a quem anda reslo ligaron qaan-
(la, devem estar pro.'undamenle convencido, que
seut crditos achara-se perfetamente garantidos.
Agora duas palsvras aos honrados commercianles,
que foram, e aos qae ainda slo ment credore.
Se ansmerriar afOteclo ao afilelo he ncontesla-vel-
menle urna prova aullientica da malignidade de ea-
(*) Sea atUlg teneaie e capilo.
----_
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia la 18..... 1:3785792
Exportacao .
Aracaly pelo Assii, hiato brasileiro aAngelica, de
82 toneladas, omduzio o Mntale : 1 volume 1
lampean, 3 ditos biscoilos, 38 ditos doce de goiaba,
3 dilos assucar refinado, 2 dilos espirilos, 4 dito* a-
hSo, 2 ditot caf, 15 ditot charutos, 3 dilos bolacha,
3varandas da ferro, 1 cama, 1 carteira, 3 taboas de
amarello.
Colinguiba, sumaca hrasileira Flor de Colnjui-
ba, de 116 toneladas, rnnduzio o segainte : 120
arrobas de carne secca, 10 quintaos de ferro arcos, 2
harria piche, 4 dilos alcalrlo, 12 arrobas de estopa.
KECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS (iE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia 1 a 17.....I7:227S29(
dem do dia 18....... I:553|9M
MOVIMENTO DO PORTO.
A'att entrado no dia 18.
Assu'27 diis, barca hrasileira Impertidle do .fin-
tilo, de 550 tonelada, capillo Maooel de Agona
Lopes, equipagem 15, carga tal e pallia ; a Aroo-
riro Irmlos & Compauhia. Veio largar o prilico
e tegue para o Rio de Janeiro.
A'aolo entrados no dia 19.
Londres48 dias, galera ingleza Slntesman, de
874 toneladas, capillo J. F. Trivetl, equipagem
22. carga (alendas e.mais gneros; ao capilao.
Condoz 87 passageiros. Veio refrescar o segu pa-
ra Melbourne.
Parahiba2 dits. vapor inglez de guerra Reflcman,
coramnndante Christian.
Nados saludos no mesmo di:
Aracaty pelo Assu'Uiale brasileiro Anglica,
meslre Jos Joaqun) Alvet da Silva, carga fazen-
dasemiisgenero. Passageiros, Manoel Pertira
Pacheco, Jos Mendes, Francisco Jos Pereda Li-
ma, Jeronymo Ribeiro Rosado e 1 criado, Antonio
Iravwso da Co*la, Francisco Silverio de Brito
(Hierra e 1 criado, Manoel da Silva Bomfim, Can-
dido Anlanio Goncalres Matveirt, Manoel More-
ra de Campos.
Rio de JaneiroBarca brlsileira Imperalriz do
Brasil, com a mtsina carga que Iroute. Suspen-
den do lameirlo.
Assu'Sumaca hrasileira Ventora Feliz, meslre
Marrolno Jos Bilancoiirt. em lalro.
ColinguibaSumaca hrasileira Flor de Colingni-
ba, meslre Antonio Francisco dos Santos, em las-
tro. Passageiro, Antonio Ettcvln Ermelo.
18:78l50
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendlmenlodedial a 17. 23:452-3112
dem do dia 18....... 1:016:217
24:4<8S329
Assucar
PRACA O RECIFE 18 DE AGOSTO DE 1855,
AS 3 HORAS DA TARDE.
fecista semanal.
Cambios ... Os saques regularan) duranle In-
da a semana n 27 1|2 d. por I
sobre Londres, 355 rs. por fr. so-
bre Pars, e 4-r2 por rento de
rebate sobre o Rio de Janeiro.
O mercado lem estado qtiasi para-
litado pela falla.
Algodao -.-- Vendcu se de .'600 a 53900 por
arroba de.primeira sorte, e algum
muilo superior a 69100. temi en-
trado nesta semana 869 taccas ; e
do primeiro de julho al hoje 4864
saccat delta t nutras provincias.
Bacalho Retalhou-se de 129500 a 133 Pf
barrica do melhor. e de 69 a 109
do inferior; o deposito andan
por 3,000 barricas.
Carne secca- Vendeu-se de 49200 a 59200 por
arrroba dado Rio Grande, a de
9100 a 49400 da de Buenos A>-
res, (icando- em ser 5,000 arrobas
da primeira, e 7.000 da.segunda.
Chumbo------^ dem de 219 a 223500 por quin-
tal do de muirn.
r-ariiilu.Me trigo- dem a 289 por barrica da de Bal-
limore, de 32 a 343 da bogada
do Par, a 369000 da do Trieste e
Fontana, e a 279 em sacros da de
Valparaizo e de Inglaterra. Ez-
islem om aer 1,600 barricas da
primeira, 800 da leganrla, 500 da
lercera, 200 da quarta a. 4.400
taceos de Valparaizo e 1,300 diloa
de Inglaterra. Vemleu-te lam-
ben) n 389000 da drogada de Lis-
boa cum a marca J. 11.
Manteiga- Vendeu-se a 7(M) rt. por libra da
ingleza e de 6U0 a 620 rt. da fran-
ceza.
Presunlot- Idoni a 109 por arroba do Porlo.
Toucinho--------dem a 89 por arroba do de Lisboa
Viudos---------- dem 12799 por pipa do de PRR.
bretes----------- l)n nssucar pan New York a50
c. por sacco.
Disconlo--------e7 a 9 por cento ao ann>.
Tocuram no porlo desla provincia 2 vapores Ne-
chel-on. com laa e tebo.
Entraran) 8 das provincias do imperio e 1 de Tor-
luoal.
Sahiram 7 para as provincias,! pan Porlagal com
EDITAES.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial
em cumprimenlo das ordena do Exm. Sr. presdanle
da provincia, manda fazer publico que no dia 23 JoJ
correnle peranle a junta da fazenda da mesma Ihe-
souraria, vai iiuvamenle a praja para ser arremata-
do a quem mais der o pedagio da barreda do Molu-
colomhft, avadado animalmente em 2:6729 rs.
A arfcmalarao ser feita por lempo de
2 annos e
10 mezes, a contar do 1 <\ telembro do correle
anuo. t> lira de junho de 1858.
As petaos! que se propozerem a esla arremalar, comparecam na sala da sesslo na mesma junla no
dia cima declarado pelo roeio dia, cora seu fiado-
res competentemente habilitados.
E para constar se maudou aflisar o prsenle e pu-
blicar pelo Diaria.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco U de agosto de 1855.O ecrelario.
A. F: d'Annunciariio.
No dia 22 do correnle contina a estar em pra-
ra, peranle a cmara municipal desla cidade, obra
dii abertura de urna estrada nova, que da de Pao
d'Alho conduza ao largo da malriz da Varzea, orea-
da em 3:2009. PCO da cmara municipal do Reci-
fe cm essao de 16de agosto de 1855 Bario de Ca-
pibaribe, presidente.Manoel Ferreira Accipli, se-
cretario. *
O Illm. Sr. Inspector da Ihesouraria provin-
cial cni cumprimenlo da resolucao d junla da Ca-
lenda manda fazer publico, que no din 13 de teten -
bro prozimb viodouro, vai mivamenle a praca para
ter arrematado a quem por menos fizer a obra do
acude da villa do Buique avadada em 3:3009000."
E para constar se mandou allixiir o peseme e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 18 de agosto de 1855. O secretario, Antonio
Ferreira da AnnunciarSo.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provine
cial em cumprimenlo da resolucao da junta da fal
/ma manda fazer publico que a arremataron dos
cotcenos da cadeia e casa da cmara da cidade de
Olinda fui transferida para o dia 30 do correle.
Ii para constar te mandn alii var o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria la Ihesouraria provincial de Pernam-
buco IR de agosto de 1856.O secretario, Antonio
Ferreia da Annunciaca.
O Dr. Anselmo Franc-co Perelti, commendador da
imperial ordem da Rota, o juiz de dimito especial
do rointnerrio desla cidade do Recife! provincia
de Pernambuco por S. M. i e C. le.
Faro saber aos quo o presento edital virem, que
no lia 10 de setembro prximo futuro se ha de ar-
rematar por venda a quera mais der depois da audi-
eucia desle jui/.o, na casa .la* audiencias: um silio
de Ierras pequeo no lugar d'Aguifria, contando
alguns ps de enqueiros e cajueiros cum' urna casa
de laipa caberla le teiha nova, oulra dita por acabar
porem j cobcrla de lelha, e mai* oulra dita tambera
de laipa c nao robera de telb"'Nii inao estado, ava-
dado em dous'cotilos d
des Anlunes de Aducida
buqrrqtie & C.
E para que cheg
ir editaos, que ser
vados na prara do
Melquia-
Regu Al-
Para Lisboa pretende seguir imprelerivelminlc
t o dia 27 do correnle agoilo o nrigue portuguez
fHbeiro : para carga e passageiros, para o que tem
os raelhoret commodol, Irala-se com os consgnala.
ros Tliomai de Aquino Frmeos & r'ilho, ou com
capilao na praca,.
Pan o Aracaly segu em poneos dias por j
ter parte de tea earregiroento proroplo, o hiate Ca-
piboribe; para o resto a passageiros, trala-se na ra
do Vigario n. 5. i
Pan o Rio de Janeiro seguir por toda a sn-
roana em dianle o brigun brasileiro Mafra, o qual
s recebe passageiroa e escravos a frete, para o que
tem bont enmmodos : quem pretender, _diriji-!e
ra da Cruz n. 3, escriplorio de Amorim Irmaot &
Coropanbia, ou com o capilao Jos Joaquim Dias
los Prazeres.
\L
LEILOES.
Por ordem do Illm. Sr. inspector da a'fandega
letla cidade. c conta e risco de quem pertencer, e
por intervenclo do agente Olivaira, se conlinoar o
leilao das fazemias avariadas d'agoa salgada, salva-
das de bordo da barca francez Gustavo II: segun-
da-feira, 20 do correnle, as 10 horas da manida, na
dita alfendega.
O agente Borja fara leilao em seo nrmazer, na
ra do Collegiu n. 15, d urna infinidade de objec-
tos como bem : um sorliraenlo completo de obras
de marcineri.t, meios aderaros de ouro, relogio de-
ferentes para algibeira, vasos de pedra para jardim,
peilras para sepultura, quiuquilharias diversa*, urna
porrao de cadeiras genovezas de divenas cores, um
ptimo carro de 4 roda*, e oulro muilos objeclos,
que se achara patentes no mesmo armazem ; as-im
como diversos pastaros cantadores, etc.: quarla-fei-
ra,22do correnle, as 10 horas.
AVISOS DIVERSOS.
Jos Candido de Barros, ofilcicial da imperia
ordem da Hoto e viee-consul de S. M. o Imperador
l todas as Russiat nesta provincia, faz saber a lo-
as os subditos rutsns, qus por ventura aqui resid'
direm, que S. M. se lem dignado por om manifest
publicado em 27 de marco ultimo, conceder amnis-
ta a lodos os subdito* de sin nicao, que, tendu dei-
udo o imperio em autoritario" gen!, oo havendo
prolongado sua residencia no etlrangeiro depois de
espirado o prazo de teus pusaporles, declarara no
prazo de um auno, contado da dala do supra dito ma-
nifest que (eocionam lomar i Rnssia, urna vez que
nao lenham commellido crimes ou delicias, pelos
quses eslejam tojeilos a alguma pena decretada pe-
Jo cdigo da metma narao. Para que chegue ao
conhecimentn de lodos, a presente oeclaraclo leen
publicida pelos jornacs. Ilecife 17 de agosto de
1855.Jos Candido de Barros.
_ Perdeu-se um bracelete
15 ; seu dono recompensara a
Cadeia de Sanio Antonio n. 14,
SANCO ,PT
O Ha^eo -de'Pernambuco saccu
a pi\ira--vi lettras sobre a do Rio de Janeiro. Ban-
co de Pernambuco 25 de junho de 1855.
O secretario da direccao, Joao Ignacio
de Medeiros Reg.
O conselho de adminislrarlodo fardamenlo do
curpo de polica f 300 pares de sapalos : as pessoa* que se propozerem
vender deverlo comparecer no dia 24 do correnle
mez, na secretaria do mesmo corpo, pelo tuno dia,
com suas proposlas em carta fechada, acumpanhan-
do as competentes amostras. Quarlel do corpo de
polica, na fortaleza das Cinco Ponas, 19 de agoslo
de ts.y,Epiphanio Borges de Mcnezts Doria, l-
ente secretario.
l)e ordem do Illm. Sr. capillo do porto, faz-se
publico que nesta secretaria sera patente a quem
queda ver, e eslraliir copia, por ludo Ihe inleretsar,
o mapa de signaos para dia e noile que se etecula-
rao no maslro collocado junio a torre plural das
Salinas no porlo da Alalaia (provincia do Para) na
ronformi.lade das ordena do governo imperial ; sen-
do que os para de dia funcrionarlo do 1. de outu-
hro proiimo em dianle, e ot da noile logo que
seja islo possivel, precc leudo todava oscampeten(e9
annuncios.
Secretaria da capitana do porto de Pernambuco
16 do agoslo do 1855.O secretario,
Alexandre Rodrigues dot Anjos.
IIIEAIRO DAPOLLO.
Sociedadc dramtica empresana.
QUARTA FEIRA 22 DE AGOSTO DE 1855.
Depois de ezecnlada urna escomida nuvertura, su-
bir a scena a repelicao do muilo applaudido e de-
sejado drama em cinco icios,
IIA.fiAWOS
ou
OS INCENDIARIOS,
No qual entra luda a companhia.
Finalisari u espectculo com o engranado duelo
AS TROMBEflNHAS.
Cantado pelo Sr. Moniciro e D.Amalia.
,A sorie.lade dramtica espera do benemrito pu-
blico desla cidade toda a concurrencia ueste espec-
tculo, cm que vai i .cena um drama que nao pre-
cisa mais elogios do que os frenticos applautos com
que foi recebido do publico primeira vez que se
representou.
Principiara' as 8 horas.
AVISOS martimos.
Real Companhia de Paquetea Ingleses
* de Vapor.
No dia 20des-
le mes espera-
se do tul o va-
por (irtal Ifet-
tem, comman-
le Bevis, oqnul
depois ila de-
mora do cost-
me seguir p'ra
SoulharoploD,
locando nos porlos de S. Viceule, Tcnerifl. Madeira i:
I.Uboa : para passageiros, ele, trala-se cura os agen-
tes Adamsou Home & C, mu do Trapicho Novo
n. 12.
N. B.O* voluraes que prvlenderem mandar pa
ra Soulhainplon, deverflo eslir na agencia duas ho-
ras aniel de se fecharen) as malas, dep lis desla hori
nao se receben volume algum.
BAHA.
Vai seguir com brevidade o hiate brasileiro For-
tuna, rnetlre Joaquim Jos Silvcira ; para o resto
da carga trala-se com os consiaualaros A. de A. Go-
mes & Companhia, na ra do Trapiche n. 16, segun-
do andar, ou rom o meslre no trapiche do algodao.
ARACATY
seguir, no dia 25 do mez correnle, o (alacho .San-
fu Criir. capilao Marco* Jos da Silva; ainda rece-
be carga o passageiiot trata-se com Ci.'tano Cyria-
co da C. M., ao lado do Corpo Sanio u. 25.
primeiro andar.
Precisa-se de urna ama para/sozinhar e angom-
mar : no aterro da Boa-Vista u. 26, tegundo andar.
OITerece-e nm homem para caiciro de qual-
quer casa de negocio de alacado. no trapiche, arma-
zem de fazendas ou mesmo casa eslranceira". o qual
lem bstanle pratica ea leltra hesoffrivel. O me*mo
esla arrumado ha mais da anuo, porm por um pe-
queno motivo quer sabir da cata : quem precisar
nnnunciepor esla mesma folha para se Iralar.
Precisa-se de urna ama pira casa de pequea
familia : na roa do Hospicio, na Boa-Vista, n. 11.
O PANTANO DE OLINDA.
rgApproiimnndu-se a eslarau c Iroosa, e achando-se
os habitantes Tiesta infelis e detgracada Olinda pro-
pincuos morrerem de sede pela falla absoluta
d'agua, aeresce que procurando-te lodot o* meios de
tornar menos insalubre a cidade'do Reaife, se baja
esquecido, que ezposto n pantano de Olinda aos raios
do sol, estando lodo coberlo de lama, que em alguns
losare* lem 20 palmus de profundidade, naturalmen-
te com o venl norte que so approvima devem os
miasmas serem levados ao Recife, principalmente
aos bairros de Santo Amaro e Boa-Visla. e Deot sabe
os males qae dahi podem a|iparerer no entretanto
que se estiveanfo rombo do baldo tapado, eslava
aquclle superficie coberla d'agua, e nao haveria se-
raelkanle mal ; por estas razes, pois. dirigimo-nos
Em. Sr. Presidente d Provincia, para qoe se
digne laucar suas vistas para este foco de inferen .,
que pode ser remediado com (ao pooco, e que pode
causar grandes beh* saliibriiladc, e a sede ; > te
S. Exc. ouvir ao* Srs. mdicos melhor saber, o quo
humildemente Ihe representan).
Os moradores de Santo Amaro.
Desapparcceu no dia 17 de agosto *renle,
pelas 7 hora* da noile, a preta Lourenra, de idade
35 a 40 anqat, ponco mais mi menos, cm o signaes
seguintcs : nm dedo da mao rtireila anchado, ma-
gra, lem marcas branca* as duas peritas, levou ca-
misa de algodaozinho, vestido de chita roxa, pinno
Quo, e mais urna trousa de rnnpa : roga-se n ludas
is autoridades policiaes ou ra pilles do campo que a
apprehendam e levem V siu senhor Joao l.eite de
Azevedo, na praja do Corpo Santo n. 17, que ser
"jn recompensado.
No dia 2 do correte a senlo u-se o escravo
cisco, com o signaes segoinle : idade 40 annos,
a regular, hombros largos, peritas linas, ps dat-
ados e pequeos, cor fula, cabellos sollos e com
ns brancos, pouen barba smenle no qtieivo,
a muilo manto e descansado, usa- do matear fu-
Jl^iippoa-se andar (rabalhando por algum litio ;
^a^guma roupa toda de algodao de listra eazul,
___^^> de palba novo ; quem dello der noticia ou
apprehender, dirija-se i ra do Crespo n. 16, loja.
que sera recompensado.
Precisi-te do urna ama Torra, que sajba bem
engommar e cozinhar. para urna casa de Bouca fa-
milia : na ra dat Cruzes n. 2R, primeiro andar.
Precisa-se de urna ama para o servio interno
e cvternn de urna cata ile duas pessoas : dirija-se a
ra dn Alegra, na Boa-Visla n. 42.
O hachare! Jos de S Cavalcanti I.in embar-
ca para o Rio de Janeiro, e leva em sua companhia
seu escravo Cacimiro
Precisa-se de urna ama forra ou captiva, qne
taba cozinhar odiariu de urna casa : a Iralar na ra
do Crespo, ao pe do arco de Santo Antonio, loja
n. 3.
O dono da cata da travessa do Mundo Novo,
em que morava a finada Rosa de Lima, dirija-se i
ra de Moras, casa n. 22, para receber do curador
da Iteranra as chaves da casa.
Perdeu-se um lenjo de casa lisa com margen)
larga de labvrnlho e hico em roda, desde a ra dos
Marlv rio al a do Collegio : quero o achou, que-
rcndii restituir, leve-o no segundo andar do sobrado,
na mesma ra do Collegio n. 23, que ser recom-
pensado.
Por despacho do Sr. Dr. juiz do civel da pri-
meira vara, he a ultima praca.por renda da casa, si-
la na ra da Roda n. 41, para ser arrematada oo dia
20 do correte.
Na na do Jardim, cus do mesmo nome, ha
urna peasoa que d dinhew a juros sobre pcnhore
de ouro e prala al a qulntia de 3503000 : quem
quizer, dirija-se mesma, que achara com quem
tratar.
Sendo a perfeicio aUioipeza no fabrica dot g-
neros alimenticio, que forman) o panem nuslrmn
quulidianum, a tnclhur e mai* desejnvel recnmmen-
darao para 6 paladar, assim como para a corprea
hygicne, recorainen.la-so ao publico a padaria da
ra estrella do Rosario n. 13, nos arligot bolachOe*
Crimea, bolachiiiha Lisboa, dita aramia, faltas e
biscoilos, bolachinha Sebaslupul, dila guerra do
Oriente, e bem assim bichas de Hamburgo do 8 pul-
legada* de compriraento, dis qnact urna s produz
o elleito de 8 das communs. r
l'u.lu i.lo a cobre ou tedula,
Ouro ou prala no baldo ;
Oiianilo mesmo espertatbao
Seja o freguez, compra a toa,
Se goslar de coasa boa.
Assegura-se que iafallivelmenle bao de agradar ot
precos.
No dia 30 de julho projim.) pastado do crran-
le anuo, desappateceu rio engenho Sapucagi junto a
villa da Escaria, o preto crioulo, de nome Matheus.
idade de 22 auno, lem os signaes seguintntj alto,
secco, os denles da frente s3ii podres, no andar pa-
cha por um dos quarlus, um lano coleando : o abai-
zo assignado ruga a autoridades policiaes e capilSes
decampo a captura'do mesmo, que setilo bem gnli-
ficados, fazendo entrega ao abaizo assignado, no en-
genho Noruega, c resta praca ao Sr. Joao Pinto
Reg de Sotiza, defronlo do hospicio de S. da,
Penba.Jo3o Corra Lobo.
A. E. de M. comprou por crJem de J. F. D.
J. o meio bilhele n. I US da quarla lotera concedi-
da a irni.inda.lc do Sandsimo Sacramento da cidade
de Maraj. '
Qum achou e quizer restituir um cachorro de
rafa dos de Terra Nova, ainda muilo novo, lem o
pello cimpridn, cabeca toda preta, oreihat grandes,
o corpo com raalhas pretas e brancas, sendo osquar-
losquasi todo branca, e pouta da cauda lambem
branca, pode dirigir-sen ra Augusta n. 19, que se-
r gratificado cum generotidide.
GABINETE PORTUGUEZ DE
LEITURA.
O dia 16 de setembro prximo he o desuado pa-
ra tomar as redeas do governo de Portugal"S. M. F.
o Senhor D. Pedro V, e pira esso dia preparara ot
porluguezes no seu paiz bastantes dcuiouslraroes do
seu regosijo, pelas esperanzas que ot animan), de
que tal reinado sera de militas prosperidades, Pa-
rece-nos, pois, muilo proprio, qoe no gabinete te
preparen) ligninas demonstrarse* de que o teut so-
cios possuem senlimenlos iguaes aos que aniniam os
seus compatriotas no seu paiz ; muilos oslao desejo-
sos do que assim se pratique, or sto o levamos por
este meio ao conhecimenlo do Illm. Sr. Dr. direc-
tor da soeicdarie, o qual de cerlo estar animado de
iguaes senlimeiilo A despeza que em lal sentido
se fizer, a soeiedado a dar por bem empregada se
S. S. sa dignar dispar rnmo bem entender, o que
proprio dcita tociedid all apresootnr Ihe parecer.
One a colonia portngueza ero Pernambuco merecer
ser sempre considerada em Portugal, como agora o
lem sido, he o nomo desejo.
Panorama.
SEGA EXPOSIfAO.
FREDK LEMBCKE
tero honra de avisar ao rispeilavel publico, que na
segnnda-feira 20 do correnle, vai eipr novas vis-
tes, que nesta provincia ainda nao se lem visto, na
ra Ja Cadeia confronte do convento de San-Fran-
cisco, que san as teguinles:
Rio de JaneiroTomada de Saiita-Therezi.
Ot Ruisianot, habitantes dos montes, pastando a
passagem sobre o Caucasus.
Hombardeamento Illnminarao do palacio do imperador da Rutsia.
O desembarque dos adiados ero Kerltcb, pa Cri-
mea.
Sebastopol.
Interior da igreja do Sanio Sepulcro.
Bom-Fim, da Babia.
O prejo be 500 rs. cada pcsso, acha-se aberlo das
6 ns 0 horas da noile.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Hoje esperam-se as listas da lotera 4-
doS. S. de Macei, pelo vapor brasileiro,
ou pelo porturjuez 1). NAKIA II, ou pe-
lo inglez ; aihda existe um pequeo nu-
mero de bilhetetv da referida lotera, nos
lugares ja' sabidos. as pessoas que teem
apartado bilhetes, queiram quanto antes
ir busca-Ios, por nao se aceitar qualquer
reclamacuo, logo que faca signal de qual-
quer dos mencionados vapores.
Engomma-se e lava-te com penfeijao : na ro
da Aurora, no hotel da Europa.
COMPANHIA PERNAMRUCAM.
Esta empreza pretende contratara cons-
trueco dos trapiches e armazens em Se-
rinhaemeho Gamella, (no Rio Formoso)
ponto da escala >li seus vapores, ao lado
do sul, e era ltapissma e Goianna, ao
lado do norte, sob as condirOes seguin-
tcs :
Clausulas espec'.aes da alfematacao.
de ouro na noile de As obras para a coDntrucco destes
entrega : na ra da trapiches sero i'eita* de coiiformidade
om as plantas e orcamentos, approvudos
pela direccao da companhia, na impor-
tancia o de Serinh3e.pi rs. 4:835,sl-20, o
do Gamella rs. 11 .-267.S0, e o de Ita-
pissuma rs. 7:755,S'000, e n ^^Kb de
es. :91s000. '
2. Estas obres.aevero pNaHr no
prazo de 15 dias, e indarao no de \
mezes, ambos contados do dia da assig-
natura dos contratos.
5. O pagamento destas obras lera' fei-
to em tres prestacies iguaes: a primeira,
no dia da assignatura do contrato ; a se-
gunda, quando estiver feita metade da
obra, ea ultima, quando estiver inteira-
mente concluida, licanclo responsavel o
arrematante por espaeo de utn armo pela
sna conservae3o e solidez.
4. O arrematante prestara' urna fian-
za idnea nesta praca : para tratar di-
rija-se ao tocriptorio do Se. F. Coulon,
ra da Cruzn. 20.
No dia 25 do corren te, (inda a audi-
encia do Dr. juiz municipal da segunda
vara, tera' Tugar a ultima praca para ar-
rematacao de um grande sitio na regue-
zia dos Afogados, no lugar da Boa-Via-
gem, com grande casa terrea de vivenda,
de pedra-e cal, estribarla, e senzala um
pouco arruinadas, com tres mil ps deco-
3ueiros, boa baixa cortada pelo rio Jor-
ao ; divide ao leste com a costa do mar.
onde se pode ter bons curraes, ao poente
como rio Jordao, a N. com trras do passo
da Barreta, e ao sul com o sitio de jlay-
mundo Francisco Ventura eherdeirX to
v'rgarioda Mtuibeca, Manoel Jos de Oli-
veira Accioli, avahado em 5:000.^000, na
e\ecucao que a Jos Rodrigues de Olivei-
ra Lima raovem Antonio Pedro Alves da
Cruz e ou tros ; por dentro deste sitio tem
de passar ao poente a projectada estrada
de Ierro desta cidade: he grande pechin-
cha, s com a vista se fara' urna idea de
suas grandes vantagens.
'Desejando algumas pessoas jogarnas
loteras desta provinciacpm um numero
semprecerto era hilhetSjnteiro, o cante-
lista abaixose compromette a reserva-lo,
devendo as pessoas que quizerem dirigir-
se a Seu escriptorio na ra do Collegio n.
21, primeiro andar, a(im de d'entre os
seus nmeros de bilhetes designaren* os
que Ihes convier para Ibes serem sempre
reservados. Antonio Jos Rodrigues de
Souza Jnior.
----Alugam-te duas casas terreas, sitas
no lugar d Santa Anua de dentro, muito
proprias para a estaro do lempo presen-
te, por serem bastante descase salubres:
a tratar na ra do Trapiche-Novo n. 20.
A peasoa queannunciou precisar de 600S so-
bre bypolheca em nota casa, dirija-se a ra do l.i-
\ mnenlo n. 7.
Na ra do Crespo n.
Sra. D. Lulza Francisca di
ranhao.
O escrivaa interino da irmandada do Divino
Epirilo Santo, erecta na igreja dos rslipsos fran-
ciscanos da cidade de OliOd.i, convida a lodot ot teus
cbaristimos irmSot para ebroparerorcm Bo domingo,
19 do correnle, no consistorio da irmandade, pelas
SI hora da. nianhU, para, em mesa geral, se disen-
tir os novos etlatulos, e jontamenle Iratar-se de ne-
gocios ursentet a irmandade. Antonio Nunes de
Mello, escrivao Interino.
GRAHDE PAJOBill.
Frcdertk Lembcke
lem de aprcicntar hoje 10 reipeilavel publico desta
provincia o-seu cotmoramn ni ra da Caonia con-
froule ao convento de S. Francinan, Com as dilleran-
les e rica v ta teguinte :
RegaU dn praia do Botalogo em no^embTo de
lrx)3>
Acto de vlaila do Imperador O. Pidr II.
Sebastopol como eslava antes da ehegada dot Al-
liadot.
I'eterlof, |ulacio do imperador da Basaii.
Bibia vista pelo lado da Laplnha.
Aqoeductt e Gloria lomado do morro de Santo
Antonio.
CaseaU de Tivoli perto de Homa.
Ruina de Phili Egypto
Alhatnbra em Itespanha.
U preco de cada pessoa he de 500 rs. O cosmora-
ma a cha-te liberto Indas os dias das 6 as 9 liara da
tarde. O roeimo etpera na benevolencia do publico
o v lloarar con san* presenras, coidjuvaudo ai
moilai deapnzai que o mesmo lem feito, e eordial-
meote agradece ao mesmo publico pelo bom acolbi-
mento qoe dlle etpera.
Precisa-se alagar urna ama para- o servico in-
terno de urna casa de pooca familia, de muito boa
conduela : na roa de S. Francisco n. 68.
Aloga-ie ama escrava pira iraa, com muilo
bom leite, muilo moca e udia, por 1-2*000 menties :
na roa da Cadeia dn Santo Amonio n. 7.
D. Francisca ThomnCtn da ConcecSo vende as
sus casas, na ra Angosta nt. 35, 70, 90 e SS ; na
ra Imperial ;ii. 18,20, 2. 30, 32, 3), 50 e 52 ; aes
Cinco Pona ti. 34 ; no becco do Peisoto ni. 13 e
15, e na ra E'ireita n. 71 : as pessoas que tiverem
em dilai catas bypolheca, embargo, penhora ou di-
reiloaoeiigircnt" algum onu*, decarem por esle oies-
roo Otario, no prazo de 8 din ; e as pessoa qoe qui-
zerem comprar cada urna da* ditat casal oo todas,
enlendain-sc <:om o procarador da aununciaule e seu
filho Antonio da Conha Soares Gumaraes, na roa
do Rangel n. 56, que tem tem poderes para fazer
a venda.
TYPOGRAI'HIA DO POVO BEPUBMCANO.
Na 'ua Dircila n. 5, primeiro andar, te arha enla-
belecida uma typoerahia provida da rens-fnotas de
typos para imprimir qualquer obra, piriodico e Indo
o que diz rutpeito a ama offleina diste genero :
qoem quizar nlilitar-se della, dirija-na mesma ca-
ta, que encontrar com quero Iralar. Os Irabalhos
feito netla ol:cia serao sempre eteculados por pre-
ro mais commodo qoe em oulra qualquer parla, e
qualquer mpretsao tera feita coro o raeihor gasto-,
aceio e p'nmp.idao.
Approvado pela junta de hygit
blica do Rio de Janeiro.
Com privilegio do govemodeS. M.
Imperial.
fl niS (LTRA.
Jos Poix y Braguero declara ao rnapeiUvel
blico que tem o prazer de Ihe ollereeer at admira-
vei virtudes, joe em ama longa eieperiencia lem
demonstrado a Agua do Amante, de sua coropoti-
Cao, e to ai segnintes : cura todas as enferntidadcs
de pellc. como pannos, ( coro nasa garrafa pooco
uiais ou menos ), tardat ( com don garraja* pone
mais ou menos ), e as espinh.it, por muito antigs
que sejam ( cem duat ou tres carrafas, pede-se n ul-
(ima roait fori: ou roait carregada), e appHeaDdo-a
mait quenle que morna com um Irapinho molhado a
amarrando-o com um lenco. Fria, refresca, tira a
pello farinhot? e suavisa-a, d-lhe luitro o te des-
apparecer acor Irigueira ( em cinco dias de aro mo-
do mui nolavel). cura a brotueja coa multa facili-
ilade, por ter muilo fresca n sem prejndiear a san-
de. Instantneamente faz desapparecer o ardor d<
sangue quando te coca a pella, e pplieado as facas
om algodao rcolbado na dWa ana e amarrando-*
cora um lento, amanbecem as cores nateraes muito
agrada veis, tera prejudicarsm nada a pelle, a pde-
te continuar q jando as cores se perderem ( causara
este efteilo quando se (iver temperamento taogoi-
neo ). Ero lavatorio ho om preservativo ptimo
contra typhilis. E applicando-a morna nat faces Bro
algodao molha lo aa dila agua aa lampo da appari-
cAo dat beigr, serve para neuttalitar ou purifi-
car, limpar o humor, e para prevenir a formajao
da marcas do rosto ; e faz desapparecer a inflam-
mac.lo preserv ando do ar e da loz, nos doioles de
beiigas. Do mesmo modo cara impingeos difflcew de
curar. Para toucadores loilele particular das senho-
ras, prer.o 25 ti garrafa. Vendem-te nicamente no
etsriptorio da ra da Crnx n. I, de Anlanio l.uiz de
Oliveira Azev;do.
inaaaQBHna
A*ValnVln'lilT*Ei**K K '
Arba-e a ditposicao do publico, em cata '
do Sr. F. <) Rodrigues Estevet, ra do Cal- i
deireiro n. 42, um mcdicamenlo, que no es- j
lado actual da iberapeutica, he o mait l-lii-
caz para FEBRE AMARELLA. Conhect-
mot o vegetal, cujas flores apresentamos ero
tintura m.li.por teus effeitos clnico, e por
islo aconte'hamos, qae delle *e ose segando
o rotulo que leva cada um dos frascos.
Manoel de siqueira Cavalcanti.
P. S.Vulorisados por innmeros faclos I
clnicos, declaramos que este medicamento^
lie i-u,lmenle de umita elucida para estes |
i oniica, pneumona, pleoriz, febres j
intermitientes soll'rimentn typhililicos, etc. |
LOTERIA 1)0 GYMNASIO PFR.NAltf-
BLCANO.
AOS ti:000j, 3:000 E lrOOs.
O catilelitla Antonio Jos Rodriguet de Souzi J-
nior avisa ao espeilavet publico, qoe as rodas da
terceira parlad primeira desla olera andira im-
prele.ivelmenleqnarla-feiri,22 do correnle. Todos ,
os seus bilhetei e eauletcstao pagos
gum, otquaet acharo-te i venda na rrai
pendencia,luja > ns. 4,13,15 c aita n. 13:
Iraveasa do Rosario n. 18 C ; aterro da Boa-Visla D.
72 A, e na na da Praia, loja de fazendas.
Bilhelet 5800 Recebe por Inteii
alista urna carta para a
rio, viada de Ma-
Na ra do Collegio n. 19, lerceiro andar, pre-
cisa-se a lugar urna ama ou um priado, que saibam
cozinhar.
tjtjj
Qaem achou e queira restituir uma cabra
'bicho, prenda, (oda preta, com urna cria batante
crescid, tambera preta, sendo do Jaelbo para baiio
brauco, dirija-te ra Uireila n. 93, qae ser grati-
ficado com a importancia do valor da mesma cabra e
lilha. "
Precisa-M de uma ama para o servido interno
de uma casa de pouca familii : na ra da Cencor-
dia n. 26.
O Dr. Ribeiro, medico, contina a residir na
ruada Cruz do Recife u.'*9", segundo andar.
Ainda esta para se alagar uma casa terrea em
Olinda, ladrira da Misericordia n. 12, piulada de
pouco lempo ; a fallar na ra do Rangel n. 21, ou
em Olinda, ra de Malinas Ferreira n. 28.
O ahaizo atsignndo, morador na ra do Cabu -
g n. 4, deteja saber so netla provincia, oo na da
Parahiba, on em oulra qualquer, exilie Joto de Fe-
ria Coulo, ou pessoa qne por elle se inleresse, i ne-
gocio que muilo Ihe interetsa.
Manoel Joaquina Dias de Castro.
No hotel da Europa precisa-se de 2 escravo.
A pessoa a quera for oflerccido unt oculot com
armartlo de ouro, em uma caiiinba verde quadri-
longo, forrada de velludo enramado, a qual foi de-
sencaminhada de uma loja do ferrasen* da ra do
Qucimado, dirija-M ra dat Flores n. 9, que terti
gratificado.
O abtiin assignado, dono da loja de ourivesda
ra eslrcita do Rosario n. 7, junto a igreja, faz pu-
blico que ha chegado de novo ricas obras de oorode
bom goslo, por proco commodo, e garanlindo a qua-
Inlade doouro, o um graude trlimciilu de trancas
de cabello de todo goslo, e ejecutadas por Si. Han-
de ; recebein-tc encommendas ao goslo dos compra-
dores, a quem se dar amostras, e por barato preco.
II. F. da Silva.
ilypolheca-sc uma caa no bairro do Santo
Antonio", a qual rende 113000 mensacs, por 6003000,
por espaeo gocio, auuuncie para ter procurado.
A abaizo titignada tem eonslituido seu bastan-
te procurador o seu neto Francisco Xavier Rodri-
gue de Miranda, por htver fallecido o sen presado
filho, Joao Rodrigues de Miranda.
Filtppa Mara.
Precisa-te alugrir nm prelo cravo ou livre,
que enlehdn d iralar de cavalloa e mais servico de
uma cata etlrangeira : a tratar na ra do Trapiche
n. 12, escriplorio, primeiro andar.
Precisa-se aindi de um refinador no paleo
da Santa Cruz n. 2.
Meios
(.litarlos
Ouinloa
Oitavot
Decimos
39900
150l)
!*200
760
649
Vicsimos 34)

1:2009000
'7509000
$009000
300000
O mesmo cautelisla cima declara, que a sa obri-
ga a pagaras oito por ccnlo do imposto geral ero seus
dilot bilhetes Inteiros, devenda o pmsuidar receber
do Sr. thesoumro o seu competente premio.
Aos Illms. Srs. juizes e magistrados.
He chegndo a prat^a da Independencia
ns. 2i a r>0, loja de i. O. Maia, as verdu-
deiras e muito superiores pe les de ar-
minbo.
Carrot fnebres. -
No pateo do Paraizo 10.
Jos Pioto de Magalha,es, faz aCrCnte (|ue
seu estabelecimento de carros fnebres
acha-se completamente montadoe muni-
do de todo o uecessrio para qualquer
entrro, tanto de defuntos como de anjos
e donzelas; encarrega-se de qtiaesquer
armaroes, enf casa ou em igreja, e forne-
ce licencaparochial, guia da cmara, m-
sica, carros depasseio, cera, etc., tudopor
precos mdicos, e espera bem servir a
quem se d;nar encarrega-Io de r|unlquer
enterro, para o tue lem a precisa inlel-
ligencia.
O hachan) A. R. de Torres Bandeira, profes-
sor tubtlitulo de rhetorica e geograpbia np lyceu
detla provincie, contina a entinar as referidas dis-
ciplinas, o.bent atsiro a tingua (ranceza, a ingleza
philosnpliia, na casa de sua residencia, na roa Nova
n. 23, segando indar : qoem se quizer ulilisar de
seu presumo, poder procura-lo para ette firo dat 7
horas ato at 9 da manhaa, e das 11 da manhaa a 1
da larde, e de; tas desde as 3 horas al as G.
n Ollr. t.;rolino l'ranciiep de Lima Santbs 0
]i mor no primeiro andar do sobrado, silo na 0
9 ra das Cruzet n. 18,onde coniina no cier- #
$ cicio de sua profissan de medico. njt
igp,'- A abaixo assignnd, pelo presento annuncio
faz tcienle, qne pestoa alguma compre ou lalja qual-
quer oulra Irarsaccto cora uma cata, tita no Ingar
do Monleiro, e quintal para a ra rio Qutabo is-
sira como o prr lo l.uiz c o pardo Benvindo, qne se
nchnm descriplos sem duvida por engao em o in-
ventario do tinado Manoel Caelano Soares Carneiro
Montciro. romo do casal ; e nSo tilo, protestando a
abaito atsignada haver taet bens onde qoer que
existan) por ac;iln competente. Herife 16 de agosto
de 1855.Marta Jos de Jetos Cunhr Guimaritoa.
Nlo leudo comparecido no dia 14 do rorrele
mez numero luiBcSnle de locioa reuniao de as-
sembla geral di AsWiaro Commercial Bcneficen-
le desla praca, i direcro convida novaroenla teus
tociot para cororarecerem no dia 23 do crrente mee,
pelas 11 horas da manliila em ponto, ni sata dai sois
sessOes. Sala dn Associarao Coiuraerciiil Benelicen-
te de Pernambuco ao 18 de ngodo de 1855.Anto-
nio Marques dn Amorim, secretario.
Na roa de Crespo n. 21 ha par* veirdr snpe-
rinres charutos da Babia.



'**
DIARIO DE PERMIBUCO SEGUNDA FEIM 20 DE IGOSTO DE 1855
!i
/
9 O medico Jos de Almena 8oares de Lima
S Bastos, mudoa a na residencia para a ruada
Cruz obrado amare .Ion. 21, segundo au- 9
CASA DE
connissAO de escravos
KA
RA LARGADO ROSARIO.
N. 22. SEGUNDO ANDAR.
. Neala casa recebem-se escravos por commiisao pa-
ra seren vendidos por cnnla do seos aenlioret, lano
para Ierra como para embarque ; afianea-se o bom
(calamento e seguran; dosmesmot, nao se poupan-
do estorbos para que ellcs sejam vendidos com prom-
ptidao, alim de que seus senhores nao soflram em-
pale com a venda Mies
I. DEHTISIA.
W Paulo Gaignoui, dentista fraocez, estabele
cido na ra Una do Rosario n. 36, segundo #
andar, colloca denteiicom gengivasarliliciaes, 9
o dentadura completa, ou parle della, com a
presso do ar. O Sr. Joaquim Octaviano da Silva lem caria
na livraria n. 6 e 8 da piafa da Independencia.
O Dr. Sabina Olegario I.adger0; Pinbo, $
mudou-se di> palacete da roa de S. Francis- *
co n. 68A, para o sobrado de dous anda- 1
retn.6, ruada Santo Amaro, (mundo nove.) (B
Regiment de castas.
Sahio a lu o regiment das custas judi-
ciaes, annotado coro os avisos que o alte-
raran! vende-se a 500 rti na livraria
n. Ct e 8""da praca di Independencia.
EDCACA'O DAS FILHAS.
ntre a obra* do grande Fenelon, arcebispo de
Cambray, merece mu particular menjac otral.ido
da educara das meninasno qnal este virtuoso
prelado ensina como as ruis devem educir suas fi-
Ihas, para um di* chega -era a occupar o sublime
lugar de mai de ftmilia ; torna-sc por lano urna
necessidade para todas a- pessoas que desejaao gui-
a-las no verdadeirocamialio da vida. sl.-i a refe-
rida obra Iradnzida em porluzuez, e venderte na
livraria da praca da Independencia o. li e 8, pelo
diminuto preso de 800 rs.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
quemudou a sua aula para a ra do fran-
ge! n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos externos desde ja' por me-
dico prec_o como he publico: quem se
qnizer uttlisar deseupequeo presumo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
FUNDHJaO.
Na fiiidico de Jos B.ipiisla Draga, na ra Nova
n. 38,fnnde-*e toda.a qualidade de obra de bronze
e lalSo, assim como faz-so qualquer obra tendente a
latoeiro e (anileiro com toda a perfeicao e preco
commodo.
S J. JANE, DENTISTA, S
9 contina a residir na rea Nova n. 19, primei-
&0 andar. *a
f***
O SOCIALISMO.
Paje (raeral Abras Liana.
Acha-se a venda na loja de 'livros dos Srs. Ricar
do de Frailas & C, esquina a ra de Collegio, e
em casa Jo autor, pateo lio Collegio, casa amarella,
no !. andar; encadernado de todas as formas, pe
maior ou menor preco, segundo o goslo dos compra-
dores. A edico ala qui.'i esgolad, e poucoset-
emplares restara. Esu ora, em qn se acha Iraca-
1 marcha do genero rumano desde o primeiro'
homem at noeans dias, pertence a todas as classea
da soeiedade, e he, por as social, porque ella eslo consignados lodos os foros
da humanidsde. As suas doatrinns eslo, portanto,
ao alcance de todas as inielligencias.
MASSA ADAMANTINA.
Ra do Rosario a. 36, segundo andar, Paulo Gai-
gnooi, dentista francez, chumba os denles com'a
masa adamantina. Essn nova e maravilhosa cora-
posiedo lem a vanlagem di) enchersem pressao dolo-
ros.i iod is anfracluosidides do denle, adqoirindo
em pouco instantes solidez igual a da pedra mais
dora, e permute retlaur; r os denles mar estraga-
dos com a forma e a cor primitiva.
Est a sabir a luz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO IEDIC0
HOMEOPATHA.
KXTRAHIDO DE ftOFF E BOEN-
NINGHAUSEN E OUTROS,
o posto em ordem alphabelica, com a descripciio
abreviada de todas as molestias, a indicacao physio-
lofca e Iherapeotica de todos os medicamentos lio-
meopaujiros, seo lempo dn accao e concordancia.
seguido de um diccionario da signilicac,ao de lodos
os termos de medicina e cirjrgia, e posto ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DR. A. J. DE IELL0 MORM
Subscrevu-se pa esta olira no consullorio horneo,
pathico do Dr. LOBO MOSCOZO, ra Nova n. 50-
primeiro andar, por 59000 em brochura, e 69000
eucidcrnado.
i Notos livros de home ipalhia mefranCcz, obra
todas de sumrna imporlancia :
Hahnemaon, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
luntes. ........... 2U9000
CONSULTORIO DOS POBRES
tfO BA NOVA 1 ANDAR 50.
O Dr. P. A. Lobo Moecnzo d consultas horaeopathieai todos os dias aos pobres, desde 9 horas da
manbSaatomeio dia, e em casos extraordinario* a qualquer hora do dia ou noite.
Oflereee-se Igualmente para pralicar qualquer operacao de cirorgia, e acudir promplamenle a qual-
quer mulher que esteja mal de parlo, e cujascirearoetancias nSo permiltam pagar ao medico.
NO CONSULTORIO DO DR. P. 1 LOBO I0SC0Z0.
50 RA NOVA 50
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual completo de meddiema horneopalhica do Dr. G. H. Jahr, traduzido em por
tuguez pelo Dr. Moscozo, qualro volumes encadernados em dous e acompanhado de
um diccionario dos termos de medicina, cirorgia, anatoma, ele, ele..... 1>09000
Esta obra, a mais importante de toda* as qoe tralam doestudoe pralicadahomeor.aihiii.Dor sera nica
que contera base /menla 1 ^'esla doutrinaA l'ATHOUENESIA OL' EFFETOS DOS MFDICA.
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SAL E-conhecim.nto. que n.o podem drW^i U
soas que se querem dedicar i pratica da verdadeira medicina, interessa a todos os medico, aoe auizerem
eiperimenlar a .'ouIriDa de Hahnemaon, e.por si niesmos se convenceren! da verdad d>lla a lodos os
razendeirosasenbores deengenho que eslo lonee dos recursosdo mdicos: a todos os capiles de navio
que urna ou oulra yei nao podara deixar de acudir a qualqoer incoromodo seu nudo sCUs tripulantes-
aoa09n0reatar, dos a preatar in contincnti o pnmeiroa soccorros em suas enfermidadea.
lecum do homeopalha no Iraduc^ao da medicina domestica do Dr. llerin-
obra- lambem til as pessoas que se dedicam ao esludo da homeopethia, um vol-
me graude, acompanhado do diccionario dos termos de medicina .
O diccionario dos termos demedicipa, ciruraia, analomia, ele, ele, encardendo"
! bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pralicada
palhia. e o proprielario desle estahelecimeulo se lisonsela da le-lo o mais bem montado nossvale
ninguem dovida boje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas a 1 tubos grandjx...............
Botica^ de 24 medicamentos em glbulos, a 10, 1 e 15SO06 rs. fct* *
Dilas 36 ditos a .........
a : ..... :...... a
Dilas 60 dilos a........... ..... ).
Dita, 144 ditos a.......... S
Tubos avolsos............-'... ..... nnti
macos de meia onca de tinctura. ....... i !...... .iSni
Dilos do verdadeira linctura a rnica............"..'* ^nSf
ti mesmacasa lia sempre venda grande Romero de fabos de crvsta de diversna i k
s-se qualquer encommenda de mediracnloscn, lX. brevid^
de e por precos rouito commodos. ^r -
I090M
:1900o
tica da
' possivnl e
89000
Estos d
elle
opusc
- Compraro-se
mil rs.'
m de
ecife, lo-
41 TEATAIERTO HOMOPATHICO
Preservatico e curativo
DO CHOLERAORBUS,
PELOS DRS.
ou uislructao u povo para se poder curar desla enfermidade. adml^slTanTi.'^TTr ,* =
par. al.lh.-la, e,Banto recorre ao medico, ou mesmo p ri,,-. dependCue .'.r, '"'* e"icM'
em que nao os lia. '""epeDaente desles nos lugares
EM PORTGEZ PELO DR. P. A. LOBO MOSC070
Memas indiearoes mai. claras e precisas, s p.U sua simle, p
Hinlelliacncias. nao s pelo qoe^dizrescit*m~ ecoi'^ P^-
kos qoe 'emdadoo.m.l?1lraclorKXd^ comoprin-
em pratlcH. em '"da a parle em que
cnlo homeopatbico o nico que tero dado iriailHnnii.j.
laamosa proposito Iraduzr estes douslmp.,^ TtnZZ'Xl! V d"la ',0rr'-
Scililar a sna leilnra a quemigporeo franreV opusculos em lingua vernacu-
camenlc no Consultorio du traductor, ra Nova n. 52 por 28000 '
g .'UBLICAC40' M INSTITUTO 110
HE0PATH1C0 DO BIASIL.
g THESOURO HOMOPATHICO
OU
0 VADE-MECCM DO
Q HOMEOPATDA.
tf Mclhodo conciso, claro e seguro de cu-
rar homcopahicamene todas as molestias
ove affligcm a especie humana, e parti-
|A cularmente aquellas que reinam no lira-
w til, redigido secundo os melhores trata-
dos de homeopalhia, lano europeos como
americanos, e segundo a prupra ciperi- j
encia, polo Dr. Sabino Olegario Ludgero ^
Pinbo. Esla obra he boje reconhecida co- (&)
A mo a melhor lo loda que Iratam daappli- &a
W cacao homeopailuca na condivo das: rno- ^rf
Bfe lesli.is. Os curiosos, principalmente, nao (
podem dar um passo seauro sem possoi-la e X
consulla-la. Os pais de familia, os sendo-
res de engenho, sacerdotes, viajantes, ca- ft
pitaes de navios, serlanejoselr. ele, devem 2
le-la mao para occorrer promplamenle a %fr
qualquer caso de moleslia. 4*
. Dous volumes em brochura por ITJ9OOO 2^
d > encadernados 118000 O
|A Vende-se nicamente em casa do aator, *
' roa de Santo Amarq n, 6. (.Mundo No- W
^aoPumbal, casa do porlo azul.
Vende-se o bom e hem a/rcdilado rap Jo9o
Paulo Cordeiro da fabrica do ,Rio de Janeiro ; rap
ele bem aceito pola sua corDposicilo e assemelhar-se
ao de Lisboa pelo.son bom aroma igradavel ; ven-
de-se de25 libras para clma.no depesito setal da roa
da Cruz do Recife, casa.n. 17, e fin libra e a rela-
II10, nas lojas seauintfs : ra da {'.rus do Becife,
Forlnnalo Cerdoso de (iouva ; na roa da Csdeia do
Becife, Jos Gomes Lenl, Jos Fur.nalo da Silva
Porto, Thomaz Fernam.es da Cunha, Manoel Jaa-
quim de Oliveira : becco da Cacimba. Antoio Ra-
mos ; ra do Crespo, Joaquim
ma do (ueimadn, Macall
Iletiriqoe da Silva
iieira
Fazendas noratas. .
SttW'J*^,"1'"",0* PUra laa psdrfle.
VHr .0^le *lp"c" de cordo mnio |ia
,100 rs o covado, dila inuilo l^a prooria1 oara man
nnoaiobot, o corte, ditos cor de oalha a infido n
^ffi^^i^v,ebon^^^r,:
ie, sarja ne IJadeduas larguras VoDria i.ara vrali.
lelase^^,:^^^^;:--^-
l^deKorgurao a llSOO : n, loja da ITo ceil
'Atten^o ao teguinte.
Cambra, rranceza decora de muilo bom goslo a
i!!.O."2?05*ort^ }a de cores com bons p
com quadros a 720 o
dd'is ca-
LOTERA DO GYMNASIO PERNAM-
v _. BLCANO.
AOS G:(IO(),s, r,:00,sEl:O()0.S.
oaiiKlisla da rasa da Fama Antonio da Silva
uimaraes avisa no publica, que eslao a venda os
seus afortunados bilhetese canlelasda lerceira par-
te da primeira lotera do Gymnasio; a qual corre no
dia 22 do correnle, osquaesio vendidos nassegoia.
Iesea&a> : aterro da Boa-Vista ns. 48 e (i,S ; roa do
Sol n. 71 A ; na laraa do RosariojSss ; praca da
Independencia ns. lie 16 ; rna dvFCollegio n. 9;
ra do Rangel n. 31, e ra do Pilar n. 00.
G:000
2:7608
1:380
690
5523
2769
O cautelisla cima dfttora, que os seus hillieles
inleiros em oriainses nlo sofl'rem o descont de oito
por cenlo do imposto geral, e sini as suas cautelas.
BillieU's ,V*00 Recebe por inteiro
lelos 29800 com descont
Quarlos 190
Oilavos - 720
Decimos 600
Vigsimos 320
Teste, rrolestiai dos meniniM 69000
llering, homeopalhia domeilica..... 79000
Jabr, pharmaenpabomeopalhica. SIWOO
Jahr, novo manual, 4 volumes 16-3000
Jahr, molestias nervosas....... 69OOO
Jahr, molestias da pelle....... 89000
Rapou, historia da liomeopilhia, 2 vulumes I69OOO
Barlhmano, tratado completo-das molestias
dos meninos.......... 10900o
A Teste, materia medica homeopalhica. 89OO
De Favolle, doalrina medica bomeopathica 79000
Clnica do Staoneli ....... 69000
Casting, verdade da homeopalhia. 49OOO
Diccionario de Nysten....... 109000
Atllas completo de anaton ia com bellas es-
tampas colorida*, conlendo a descripjao
de.todas as partas do coipo humano 309OOO
vedem-se todos estes livros no consultorio homeopa-
tbico do Dr. Lobo Mascse, ra Nova n. 50 pri-
meiro sudar.
D'-se dinheiro a juros sobrepenho-
res de obras de ouro e prata: na ra da
Guian. 40,
Joaquim Jos Dias.Poreira declara, que tendo
arremslado em leilio de 9 Je junhop.p. todas as di-
vidss^clivas que deviam a Antonio da Cesta Fer-
reira Estrella, com taberna na roa da Cadeia do Re-
cite, convida a lodos os devedores do dito Estrella,
tanto da praca como do mallo, para que venham pa-
gar s ao annuneianle, ou a peuoa complanle por
elle aolorisada, ilo coma innior preslesa possivel,
afiro de evitaren) maiores delpezas, pas pr'oroetle
ter toda a cootemplasao com os que forem mais
promplos nos seus pagamentos, podendo para isso
dirigic-seao. anuunciante no aterro da Boa-Visla
n. 14.
Na ra Direila, loja o. 1:1, d-so dinheiro a ju-
ros sobre penhores de ooso, em grandes e pequeas
quantias.
Sala de dansa.
Manoel Francisco de Souza Magalhaes
participa ao respeilavel publico, qoe a sna sais de
ensino, na tua Direila n. 139, se acha aberta lodus
as segundas, quarlas e setas-feiras. desde ai 7 at as
9 horas da noite ; assim como lambem d licoes par-
licolaress horas conveneionadas, lano em sua casa
como nas dos senhores qoe de seu prestlmo se quei-
ramulilisar, e mesmo em qoalquer colleaio, pelo
PS;1.qBa ro"mo ,wn a" poderlo procurar das 7 as 9 horas da manliaVa do
meio da as tiaras da larde.
lesappareceii dos aradores da vil-
la do Cabo, um cavallo com os signaea se-
gutates: gtande, mellado claro, tem urna
bellule o olbo direito, nocjuadril esnuer-
tlo lem ma marca procedida de sarna que
(efe, etem na cxa direita um ferro que
representa um cinco virado : a peuoa
que delleder noticia curta, ou o,levar na
ra da Cruz do Recife n. 2C, primeiro an-
dar, tera' urna gratificarlo de20j?000.
Adelo Augusto Rangel .le Parla, subdito
portuguez, regressa para Lisboa com sua sonhora e
1 filhos menores.
* '' Na
LOTERA DtT GYMNASIO PER- r
NAMBUCANO.,
Aos iOOOsOOO, r):000i!J000. e l;000,s000.
Corre fndubilavelmente quarta-feira, 22 de agoslo.
O cautelisla Salustiano de Aquino Ferreira avisa
ao respcitavel publico, que os seos bilheles e caute-
las da lerceira parte ila primeira loleria do (iv mna-
sio nao "ollrem o deseen lo de ortsjjjbr ceuto do im-
posto geral: o acliam se a venda nas lejas spuiuies:
ra da Cadeia do Recife ns, z', 38 e 4o ; na praca
da Independencia ns. 37 e :!',!; ra Nova n. i e 16;
na do Uueimado rs. 39 e 44 ; ra estreila do Ro-
dres a 29200, alpaca' de seda
evado cries de Ida muilo (nos cmjT "co"*.
da curte, de motlo bom 8o|u a iini i..
bico com palma, a S^X um,3 d^lie 'iZZ
de l.nho arailes, proprios para beca a 560 ca, a
A 160 rs.
Lencos de cassa para grvala, faCnda Fupj
Cird,oT3JTde,6or?- :.-*.
Vende-se urna escr.iva crionh, de 2(i auno
iHinila figura, engommadeira c cozinheira c
e lava de sabao, com urna (liba de2mezes
ta cora as mesmas habilidades, e um cscravo crioT
nropr.o para lodo servico na rna das Cruzes n. 22'.
- Superior vinbo de Bordeau\.
ganara, e IffljOOO a duza : no nrmazem da ruada
Cruz n. 5.
Pec.'iincJia.
..'/0" d.Cresp ", 9- 'oj encarnada, venttavse
a^im^:'U,OpreC0,le'2!5000 ^ledecasernTra,
assim como casemira para palito a 600 rs. o covado
& Si! va, Tei
Sousai ru.i Difeila, J> Vctor d Silva Pimentel -,
paleo do Carmo, Antonio Jnuquim Karreira de Sou-
za ; rna Ursa do Rosario, Vuva l)ia. remandes,!
Manoel Jos Lopes, Barros t\, IrrnUn ; aterro da
Boa Vista, Joaquim Jos Dis l'creira.jostj Viclor
da Silva Pimentst. ^
Vendem-e o^s maismodernosebonitos
cliaposdefeltrpcompello, tireto ebran-^
eos,cliegado ltimamente de Parispelo na-
vioHAVRE.osmellioresquetemvindoaes-
temercado. yendem-semnis chapeos He pa-
lhaaberta.ditosdepalliabrasileira.ditosde
caslorpretos. ditoscetnassa hancezese di-
tos feitos na trra, ditos amazoffiTpara
senlioia, muilb bonitos e de ultimo gos-
to, ditos de molla, ditos delurtre para pa-
gem, de copa alta e bai\a, gales de todas
as largura, tanto de ouro como de prata,
rudo por precos mais barate do que em
OUtra qualquer parte: ja praca da In-
dependencia ns. 2ia oO, loja de Joaquim
de Oliveira Main.
He eliegado a praca
dencia, loja de J. O. Maia
um variado sorliiuento de clin neos do
Cliile de todos os tamaitos e bonitas for-
mas, o vcndein-se por preco mais em
conta do que em outra (|iia!quei- parte.
^fcde-se um cavallo novo com lodos (Manda-
res e sem achaques, mellado foveiio cor do ganga,
dina cabo hrancos : ns ra da Gloria n. 26.
Vende-se urna nejra de meia idade com algu-
ma habilidades : na Camboa do Carmo n. 22. .
tilico deposito do rape rea preta da
Rabia.
Vende-se este superior rap unicimentc na ra
da Cruz n. 1, csrriplorio de Antonio I.oiz de Olivei-
ra Azevedo.
' Vendem-se caisas de velas de cera de carnau-
ba de Aracaly, sendo confeccionadas e de ti em li-
bro, a preco de ti>000 a arroba : na roa do Quci-
mado, loja de fazendas n. i, de l'iancise3^nacio
Ferreira Dia.
Vende-se nm negro de boa idade, prnprio para
lodo o servicp : quem pretender, dirifat-sc ma do
Amonio n. 33.
Na ma do Crespo n. 1.",
ha para vender um lindo sorlimrnta de palitos de
alpaca de bonitas cores, mais baratos que em oulra
qualquer parle, e militas mais lazendac.
Barato anda
nao visto.
hales de pora la.i a 8*500, ditos de merino d
as as cores, superior fazenda, .159500, dilos pre-
los de 13a a 39200, dilos de ganga bordados a 29800,
dilos de algodSo e dilos de larlatana a 13000, lentos
de pura seda com franjas, sorlimenlo de todas as co-
res,, 1 800 rs., dilos de garra e seda n l>000, corles
para vestidos de cassa chla, padrOrs de cambraia
franceza. 1 29200 : na ra do Queimada n. 33 A, na
bem contienda loja junio i da Fama.
Atleiicio.
Merino prelo selim, o melhor possivel, o covado a
29OOO : na ruado Queimado n. 33 A.
A 2j500.
Chales de'gana' >in:
da nova e soperi
na roa
-sT-^/Tufciilseon ;
n peqneno"loque de mo-
.1 um : na ra do C
10 do norle 11.
mex-m
verde em quanlL..
Crespo n. 3, prtiim
,o VI
fio t
sario n. 17 J[> aterro da Roa-Vista 11. 7i, e na pra-
ca da Roa-Vista n.
Kilheles
Meios
Quarlos
Quiulos
Oilavos
Decimos
Vigsimos
O refefid
o pagar os
.SS800
9900
' 1*500
1S2(X)
760
640
340
Recebe por inleiro 6:0009
a 3:0003
o 0 1^003
o " 1:2009
11 750
D 600
. 1) 3009
.ellen^^aS^rigtm^varl
barato preco de IJJOOOcada um. S ,a' pe'
dos se porau a yonlade do comprador, pois com di-
nheiro 4 vista lodoonesocio so f.r. porque esta
maiioarreEoezada, lano para o mallo como para a
te ra: quem pretender, dirija-* mesma taberna
que achara com quem tratar. '
uiclisla declara que se obriga apenas
_ r rento da'tai, sobre os seus bilheles,
vendid^M n on-inaes. iado o possuidor receber o
compelenle premio que nelle sahir.uarua do Collegio
11. 15, escriplorio du Sr. Ihesoureiro Francisco An-
tonio de Oliveira. Pornambuco 8 de agosto de 1855.
Salustiano de Aquino Fcrreinx.
Trecisa se de um mnleque com idade de poder
fazer o snico interno e evlerno d urna casa os-
Iranseir a fallar em casa de Widow Ravmond (
Compaohia, na ra do Trapiche, das 9 as 3 lloras da
larde.
No dia 20 do crrante, depois
Exm. Sr. Ur.juiz privativo do com
remalado pori| da em ultima prac,a, o sobrado da
um andar e sotSoaia ra estreila do Rosario n. 35.
ual j se dtn o abate da quinta parle, que tivera
1 nvaliacSo na forma da lei.
Precisa-aa.de um rapaz' porluguez, de 14 a 1
anuos, paraca^ieiro da taberna, que j lenlia iiIeu-
ma pralica do mesmo negocio, e que d fiador a sua
conduela : .no pateo do Terga n. 32. Na mesma
casa vtndem-se barriscom roel, por preco commodo.
Precisa-se de ofliciaesdesapaleiro para fazer
oliras de senhora : na Irgvent.do Corpo Santo, loja
de calcado n. 29.
Os administradores da rhassa fallida de Barbo'
sa $ Lima rogam aosSrs. credores dosmesruos, par"
apreaaaUrein os seus doeomentos para serem confe"
ridos a se poder fazer o compelenle dividendo pelo*
mesmng, visto ludo estar liquidado-, na ra do
Rrum n. 22, no prazo de 3 dias, depois disso no se
admitle reclamadlo aiguma. Recife 17 de agoslo de
1855.
Viclor Ijsne, lendo de fazer urna viagem
Europa, deisa por seus procuradores, em primeiro
lugar o Sr. Jos Joaquim de Oliveira Goncalves, em
segundo o Sr. Pedro Aoguslo Gaulier, em (ercejro o
Sr. Francisco Xavier de Oliveira, e em quarto o Sr.
Jos Antonio de Araojo, com poderes bastantes para
o substituir na gerencia de sua casa.
COMPRAS.'
k ~ V?Idc-'c om lio no alerrinho de Giqoia, com
boas e d.frerenles arvores de fructo, ,|- S
coqueiro. e muilo, ps de flores, boa ag,?Te Cqe
parabanho, rpm casa de lijlo que tem. bstanles
commodos eslribaria para' 2 cLllos-"1,,, e n
Wa do Collegio com Francisco Jos Leit.
Vende-se o lio que foi do finado Jos Anlo-
"'0;r.ca,Jon,or.'enej iravessa da estrada
doArmal: quem ,, dito dfcunder, airr^-.e ra
i. "''oaquim Jos de 01,-
AfiE\CI4 Di Ft\DC\
KDWIN MAW, BslPXRlf)VDE 60-
^,Sr,BKAGA *-C- RUA l)0' TRAPI-
CHE N. 44.
Tem para vender um completo sorti-
mento de taixas, moendas e meias raoen-
is da audiencia do as P engehho, cuja superioridade ia'
- he hem oonbecida dos senhores di: enre-
nho desta provincia, dos da Parahiba e
das Alagoas. desde cpiando taes ohjeclos
do mesmo fahriinte eram vendidos pelos
Srs. Me. Calmont&C, desta,praca.
Vendem-se dous pianos fortes de
Jacaranda", construccao vertical, e com
todos os melhoramentos mais modernos,
tendo vindo no ultimo navio de Ham-
btirgo: na rna da Cadeia, armazem n.
1. .
'oj de i(porl
eni-IF peas de madnpol.io lino,^^ muj
varia a 33200, corles de cassa tMn.
Tazenda moderna, chita franceza largn a 280 o cova-
do. riscadinho francez a 200 rs. o covado, fazenda
segura ; dao-se amostras : assim como vendem-se
outras militas fazendas por precos minio commodos.
Vendem-se cadeiras de amarello, sof, mesas
redondas, meias commodas, cama de armarn, mar-
quezas, consolos, e mais diversos Iras es : na roa da
Cadeia da Sanio Antonio n. 18. Na. mesma casa
lambem se alugam mobiliss.
Vende-se a taberna que foi de Manoel Jos
In'as de Caivalho, com fundos a vonlade do compra-
dor, sita no fundo da ra Direila n. 39. defronle da
iitreja de N. S. do Terco, local proprio para vender
para Ierra, e mesmo para o mallo : quem a preten-
der, dirija-se o mesma, 011 i ra larg do Rosario,
taberna n. 29.
Vendo-te urna eanoa nova, anda no eslaleiro,
muilo bem construida, que serve para condcelo
de capim c para familia ; tambeui se vendem tra-
vs de qualidade, de 30 a 40 palmos, mesmo comprimenlo : a Ira lar na ra da Concordia
com Manoel l'irmino Ferreira.
Vende-se om moleque do bonita figura, de 14
a 15 anuos de idade, 190 laboas de cedro e 500 cou-
ros mrjdijs : na ra da Guia n. 64. primeiro andar,
das 6 asSJioras da mantilla, e das 2 as i da (arde.
Continua-se a vender nozes muilo novas, che-
Badas ltimamente de Lisboa, a 19280 rada arroba,
1 peso a vontade dos compradores ; na ra confronte
a igreja di Madre de Dos,
de Sena Gnimares.
armnzem de Domingos
PECHl\CH\ E MAIS PECHINCHA.
5NA RUA NOVA N. 8, LOJA DE
Jos Joaquim Moreira.
Acaba de receber pelo ultimo navio francez, om
magnifico soriimeulo de borzeguins para senhora,
lodos de dnraque, mas que pela delicadeza com que
in
dao fcilos e consistencia da obra, muilo devem agr-
COMPRASE
toda a qualidade de metal velho, menos ferro : na
rna Nova n. :t8, defronle da igreja da Concedan dos
Militares, loja de funileiro.
Compra-se prata brasileira e bespanhola : na
roa da Cadeia do Recife n. 54.
Compra-se urna prela de bonita figura e mogas
que seja tana coilurcira e eogommadeir.i ; paga-'sc
bem agradando : na ra do Trapiche n. 11, primei-
ro andar.
_Compram.se accSes de Reberibe e litlos da
divida provincial: na rna larga do Rosario n. 36,
segundo andar.
Compram-se obras de ouro e prata
ja' usadas : na ra da Guia n. 40, desde
||7 horas at as 10 da manhaa. todos os
dias.
Compra-se nm mulato bom sapateiro ou preto
eom o meiimo ofllcio : na ra Direita n. 66.
Vcndem-se 3 cscravas mocas, de bonitas figu-
ras, c 1 moleque que cozinha o diaiio ele urna casa :
na ra Direila n. 3.
Cal pedra.
Vende-se cal virgem de Lisboa, chegada pelo ul-
timo navio : na ra eslreila do Rosario, taberna
limo ii
n.'47.
Vende-se um piano com muilo pouco uso : na
ru do Cabug.i, loja do Sr. lininnuaes, se dir.i quem
vende.'Assim como um toucador de Jacaranda e um'
tierno de menino lambem de jacarando.
Vendem-se saceos com gomma muilo nova e
aiva, chocada pelo ultimo navio do Aracaly : a Irn-
tar na roa do Rrum. armazem n. 22, ou na ra da
Crnz do Redle n. 36.
Vndem-se enxams de cedro, travs de 40pal-
mos de arueira, e saccas de arioz de cosca muito no-
vo,a2$500rs. : na ra do Vigarion. 5.
3 a S9 S
AVISO U PtBLICr.
S& Na padaria de .lo.lo Luis Ferreira Rjbeiro,
$$ sila no pateo da Santa Crnz n. 6, In sempre Ot
@ a venda alm do grande e variado arrunenlo
de bollinbos, todas asquilidadei de inassasli- c
A nas proprias para cha ; assim como lambem $
S= bolaclia lina e bolachinha ingleza superior f
@ que vem de fura.
SS
14"BI11" 'em disto o preco, que apenas he
ue 2-SiOO rs. o par, bem como, sapatos de couro de
lustre para senhora a 13600, dilos de cordavao mui-
to novos a 18000 reas, pagos na occasiao da en
trega.
iechamsmo para esse
HHO.
NA FUNDigAO DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W. BOWNIAN. >VA
RUA DO BRUM, PASSANDO O ^HA-
FABIZ,
ha sempre um graode sorlimenlo dos seguinles ob-
jccjps de inechanismos proprios para engenhos, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
construccao ; taixas de ferro fundido e balido, de
superior qualidade e de lodos os lamanhos ; rodas
dentadas para agua oo animaes, de lodas as propor-
coet; crivos e boceas de fornalhae regiitros de bo-
eiro, aguilhOes, brow.es, parafusos ecnvilhoes, moi-
nho de mandioca, ele, ele.
NA MESMA FUNDICA'O.
se executam todas as encommendas com a, superio-
ridade j conhecida, e com a devida presteza e com-
modidade em preco.
Na padaria de Ribeira & Pinlo, sila no largo
de Nossa Senliora do Terco n. 63, h sempre a
venja a melhor bolacha flia que lia no aereado :
adverle-se aos compradores que a sua Iiolacha loda
vai marcada com a firma cima.
Vende-ne un. cab-iolcl novo'
sem cubera, muito leveemaneiro,
e vende-so lambn'boa parelba de
cavallus. todos para carro, e por
proco commodo: na ra No ra, cocheira de Adolpho
Bourgeois.
Velas de car-
nauba,
SIMPLES E DE COMPOSICAO.
Na ra da Cruz n. 15, vendem-se di'la velas, de
6, 7, 8, 9 e 13 por libra, en caiai de8at 50 libras,
fabricadas no Aracaly, pelos melhores autores, e por
menos preco que em oulra oalqaer parle.
. MURCL'LINA.
Na roa do Crespo n. 16, esquina que volla para a
ra das Cruzes, vendem-se :rles de murc,ulina com
11 't covados, pelo barato preco de 2$00 ; a ella,
que estn se acabando: asiim como sitias de cam-
braia com habados, fazenda muilo superior, a 4>iO0
cada um.
U RUA UVA 122.
ha relogics de ooropatenl) ingles do melhor fa-
bricante de Liverpool, por preco muito em conta ;
lambem ha muilo hons oru ios Bde lodas as numera-
rles, osquaes sao de a(o.
Veude-se
. Farello em saccas de 5
arrobas a 5^000.
Farinha de mandioca
em saccas a 'i#S00.
Tijollos de marmore a
520.
Vinho Bordeaux em
garraoes a 12^000.
JNo armazem de Tasso
Irmaos.
I Antigo deposito de panno Je algo-
g godao da fabrica de Todos os
m Santos na Baha.
| Novaes & Companhia, na.ra do
|j| Trapiche n. i, continuam a ven-
j der panno de algodao desta fabrica,
trancado, proprio para saceos e
2 roupa de escravos.
nmmwmmmmi
a r>,:iooKs.
Vende-se'cal de Lisboa ltimamente
chegada, assim como potassa da Russia
verdadeira: na praca do Corpo Santo
n. 1,.
A, 9KK)0 E lOOOO A PECA.
\ endoa-se pecas de brim fino e bambnrgo su-
perior, que se asseiiielha,o |,0m panno de linlio,
pelo diminuto preco de 9? e\l9 a peca de 20 va-
las : na ra da Cadeia do Recie, loja n. 50, de-
fronle da ru da Madre de Dos.
Novo Sprtimenlo de fazendas
^baratas.
Alm d,-i< fazenMs j annunciadas, e oulras mul-
las, que a dinheir a vi-la so \cuan em poreflo e a
retalho. por baritissimu preru, na novas chitas de
cores fuasa.160, 180 e 200 rs.'o covido, dilas para
coberla, bonitos padres, a 220, dilas largas de cores
claras imitando cassa a 210, riscado francezes largos
de quadros modernos a 260, corles de cambraia de
salpicoscom 6 1p2 varas por 23560,- penno de linbo
o fino para lencos com mais de 2 varas de lar-
*Io baralissimo prern de 29400 a vara, novos
delinho de quadrinbus rram palils, calcase
jaquelas 220e 210 o covado, corles de casemira de
cores a.4j>, brins de cores para calcas a 13 a vaira {
na roa da Cadeia do Recife. loja n. 50, delronle da
ra da Madre de Dos, a qual se achasoffrivelmenle
sorlida de boas fazendas, cujas qualidades e comino-
dos precos ve garsnlem e dilu-se amostras.
LABYRINTHOS.
l.enr,ou> cambraia de linho muilo finos, toalhas
redondaa'j de ponas, o m.iis objeclos deste genero,
ludo da bom goslo; vende-se barato: na rna da
Cruz n. 34,'primeiro andar.
FAZENDAS DE GOST
PARA VESTIDOS DE SENHORA.
Indiana de quadros muilo lina e padroes novos ;
cortes de laa de qnadros e llores por preco commo-
do : vende-se na ra do Crespo loja da esquina que
volla para a ruada Cadeia.
Veude-se escellente taboado de pinho, recen-
lemente chegado da America :" ra rui de Apollo
trapiche dokfc'erreira. a eotender-se com oadminis
ador do mesmo. ,
A boa fama
Vendem-se moito bouilos chapeos de sol de seda
peqnenos e com molas propriospara meninas de es-
cola, pelo baralissimo preco de 33000 rs. ; he cousa
13o galante que quem vir nao deixar de comprar :
na ra do Queimado, loja de miudezas da boa fama,
n. 33.
Casa da faina!!
Na ra Direila n. 75, vendem-se bilheles de lodas
as loteras da provincia, o pagein-se lodos os pre-
mios qoMhirem nos bilheles vendidos na mesma.
Milho e ar,roz de casca.
A bordo da barcaca Procidencia, tundeada no
caes do Ramos, por (reco commodo.
Vemlc-se orna eaJeirn .le arruar em bom' es-
tado : na ra d'AlegrUi n. i I.
FLORES DE GOMMA.
Na e'lrada de Joflo de Barros, quina do becco do
rombal, porlfin azul, ha para vender um lindo ra-
malhete de llores de gomma, por preco comod~c
na mesma casa faz-se com pe*rfeie3o qualqoer on-
commenda dcslas flores.
Sebolas novas de Lisboa.
Jchcgaram ceblas novas do Lisboa, e vendem-
se noarmazera de Joo Marlii.s de Barros, Iravejsa
da Madre de Dos n. 21.
Vende-se um op'.imo cavallo, bstanle grande
e gordo, sem defeiloalgum e bom andador, por pre-
so commodo : quem quizer, dirija-sc ra do Vi-
gano n. 3. J
Vendem-se 2 parees grandes qoe servem para
deposito de mel em qualquer cocheira ; a ver e
ajuslar, na ruado Collegio n. 16, lerceiroandar.
Vndese feijao mulalinho mnito novo : na
taberna da ra do Rangel n. 79, e na taberna da ra
das Cruzes n. 22.
Para senhora. J3(
Corles de vestidos de lia de cores com 10 W
Jgf covados, a 29000 rs. 9
^ Chales da casemira de cores muilo finos a x
M 65000 rs. B
i Chitas francezas de assenlo hranco e flores *f
^ decores, desenhosmodernos, covado 260 rs.
w Cambraia de barra de organdv, a 500 rs.
a vara.
Hj Sedas do (airas e quadros escossezes, a 800
Sg e 1(200 rs. o covado.
Na ra do Crespo, loja amarella n.4.
Vende-se cal yirgem, chegada hon-
tein, e de superior qualidade por preco
ra/oavel: no armazem de Bastos & Ir-
maos, rita do Trapiche n. 15. '
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, lia
para vender superior relroz de primeira qualidade,
do fabricanteSiqueiralinhasde roriz e de nume-
ro, e fio porrele. lodo chocado pelo ultimo navio vin-
do do Porto, e juntamente vinho superior, feiloria
em pequeos barris de dcimo.
N .")") aterrada Boa-Vistai-n. 55.
POIRIER.
Acaba de fazer orna especie de veneiianas com o
nomo (ores, de nova invenrao para janellas, servem
de ornamento e lem a vanlagem de impedir a cor-
renteza de ar nos aposentos e entreter-lhe a frescura
necessaria. l'odeni igualmente servir para arma-
tena. Por um engenhoso mechanisma san muilo
melhor do que as venezianas antigs. S com a
vista melhor se pede saber o quanio sao encllenles.
feRIER.
ATERRO DA BOA-VISTA X. 55.
Vende-se um carro de quatro
rodas, novo, muito elegante e
leve, e de novo modelo: em
casa do Poirier.
Vendem-se no armazem n. 60, da ra da Ca-
deia do Recife, de Henry Gibson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por prejos
mdicos.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandioca
em saccas que ten) um alqueire, medida
velha pqr 5$000 reis : nos armazens ns.
5,5 e 7, e no armzem defronte da porta da
alfandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes & Companhia na ruado Trapiche
n. 54, primeiro andar.
\ENBE-SE
na ra Nova n. 38, defronte da igreja da CaneeicSo
dos Militares, cadinlios do norte de todos os lama-
nhos, veruiz copal a 900 rs. a libra, muilo bom, p-
timas bigornas para fauilro, tesouras para dito,
aliles muilo fortes, roletas para espora muito
boas, vidros pura vidraca, em cuita e a retalho, e
oflicina de latoeiro e funi-
* Vende-se cognac da melhor qualidade: na ra Vende-se vinho de Bordeaux em ear-
VINHO DO PORTOSPERiOR FEITORIA. ;afa8: ,Pr W Preco : na ra do
Vende-se por preco commodo no armazem de rapiclie n. 12, primeiro andar,
de Barroca & Cairo, rna da Cadeia da Recife n. 4. __Bring de vea nQ trmaMm^, N. 0.
v r ?*, par6 ensenho. |Bieber & C. ra da Cok n. 4.
Na tundteao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, passan-'
do o chafariz continua haver u|
completo sortimento de taixai de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, asquaes adiam-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-e ou carregam-se em carro
tem despeza ao comprador.
Capas de burracha a 12s000.
Quem deiiar de se muir de urna escellente ca-
pa de burracha, pelo diminuto prego d 129"! a el-
las, qoe se eslao acabando: ::a ra da Cadeia do Re-
cife, toja o. 50, defronle da ra da Madre de Dos.
Em casa de J. KelleriC, na ra
da Cruzn. 55 lia para vender excel- f>t.m ?'*
^-v5i- g, ftM |iyrtd, eoygao ,
lentes pianos vindo ltimamente de Hsim- Sarja preta lita encorpada, covedo a
burgo. Tafeta atul claro mofado, covado a
r n i C"!* pretM de reir, a
Vendem-se em casa de S. P. Johns- Chales de toda r rende*, a
ton & C.', na ra de Senzala Novan. 42.
Sellins nglezes.
BIIH1IRO
tao se engeita.
NA RUA DO QUEIMADO N. 40.
ntos acabara de arrematar em lei-
lao grande porco de fazendas de seda, laa, linho e
algodao, eqoerendo acabar, avisara ao publico, que
se veodem por diminuto preco as hiendas seguin-
les, bem cerno oulras rouilai, e dao-ie as amostras
com peohor.
Corles de cambraia de toda de babsdos, a
Cortes de de quadros, a
Seda* de quadros e littrt, covado a
Adelinas oe seda de qoadros, covado a
Alpacas de teda de quadros, covado
I
Relogios patente inglez.
Chicote de carro e de montara.
Candieirose casticaes bronceados.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiro.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97.
Vinho Cherry em barris. J
Camas de ferro.
CASEMIRA PRETA A 4*500
0 CORTE DE C41C4.
Vendem-se na ra do Crespo, loja da esquina que
volla para a rna da Cadeia.
LEONOR D'AMBOISE.
Vende-se o excellente romance -histori-
co'Leonor d'Amboise, duqueza de Breta-
nha, 2 volumes por l.sOOOrs., na livraria
n. e 8 da prarada Independencia.
CAL VIRGEM.
Ven de-seca I de Lisboa, chegado no pa-
tacho CONSTANCA, entraH
preco commodo : no deposito da na de
.lio n. 2B.
Na roa do Viaarii
4e-se trelo aovo, chegado de Lisboa p
ri^raifi.
Moinhos de vento
"ombombasde reputo para 'egar
decap'im, nafondicadeD. W. Boi
do Brumus.6je0.
V, AGENCIA
Da Fundiie
Sejzala nova n. 48.
Nestc esfabelecimento continua a
ver um completo sortimento de moen-
das e mejas moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixa* de ferro Jbatido
e coado, de todos os tamaubo, para
dito.
DEPOSITO DA VAHIGA DE TODOS
OS SANTOS DA BA1TIA.
Vende-se em casa de-$L-Oi Bieber &
C, na ra da Cruz n. 4, algodao tran-
cado daquella fabrica muito i
ra saceos de assucar wT
vos, por preco-conim<3o,
v*"rtn m r~- hjjun-".....m
seos prrleiires.em bom nsn e de 2,000 librar;
prtlcnder, dirija-se ;i roa da Cruz, armazem u
COGNAC VERADEIRO.
Vende-se superior cognac, em garrafas, a 1!
a duna, e |J2S<) a garrafa : na roa
2, primeiro andar, defronle cloTra
Chales de merino' dfl
bom gosto.
Vendem-se na ra do Crespo, loja nina que
volla para a cadeia.
lodos os preparo* para
reir.
Farinha de man-
dioca a 2$50O
a saoca.
No armazem de Tasso Irmaos.
71000
4600
900
800
600
29600
**m
19300
-360
99000
88000
59000
19500
800
720
29OOO
99500
39500
49500
4t00
45000
890
29500
38000-
490OO
610
500
89000.
700
600
600
240
260
220
300
149000
I29OOO
19400
ra loque de mofo, covado IglOO
Manas de seda para senhora, a
Lencos de soda de cor, grande* a
Lenco* de teda de cor pequeos, a
Lenco* de seda da cor para grvalas, a
Corte* de coltetes de teda com barra, a
Lhalet de merino bordada* seda,
i-hales de meriu, con) franja deaed, a
Chales da Iga de core, a
Corle* de casemira preta fina, a
Corte* de case miras de cortinas,
Corlesdeco!ielesdelaa,a
Panno prelo fino, a
Oorelo prelo para panno, covado a
Panno de vana* cores fino, covado a
Merino preto decordao entenado, covado a
Alpaca prela; de lustra fina, covado a
Brim liso de puro Unh^^^^^H
Aberlurat finas de cor para camisas, a
Corte* de rollete- da fuiljo lino*, a
Casses francezas de core* finas, vara a
Ganga amarella de quadros e lita, covado a
Chitas francezas 1 j0 a
Kiscados francezes n.ui'.: -. os, covado a
Lencos pequ a finos, a
Ricos vestidos datada de quadros, corlea
i toque d mofo, corle
des, covado
largura, covadci
lo mae
prelas
prelos bordados, curte
de seda ile cores a
prela e de corea, covado
ahora, a par
ado
le d* mofo, peca
com 4 palmos de
.19900
- 500
45OOO
'9300
540
500
720
400
39800
700
POTASSA BRASILEIRA.!
Vetade-se superior pofn
bricada no Rio de Janeiro,
gada ecentemente, 1
da-$e aos senhores deS
seus bons elfcitos ia'
tados: nai
mazem.
Compai
A ] loa Pama.
Na ra
de lezouras para ca
lpenles
m j|
a^^H
ATTENQI0.
do Trapiche n. 54,
vender barris de ferro ermt
techados, proprios para depoti
ses ; estes barris sao os inelho
tem descoberto para etaat fin
exhala 1 em o menor cheiro, e apenas!
zam 16 libras, ecustam o diminuto pit>
90 de 4$000 rs. cada um.
Vende-se pipa,- barris vazios e ba
ricas internadas: a tratar com Mana
Alves Guerra Jnior, na ra do Trancl
i -,
n. 14.
560e
Potassa.
No antigo deposito da roa da Cadeia,
criplorio n. 12, vende-se moito superior!
Rnssia, americana e do Rio de Janeiro, aj
ralos que lie para fechar confas.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender dv
sicas para piano, violo e
sejam, quadrilhas, valsas, redo
tickes, modmhas, tudo moderniss
chegado do Rio de Janeiro.
Na ra do Vigario n. U>, primeiro andar, lem
i venda a superior flanella para Torro de sellins,
cliegada recenlensejite da America.
CHALES DE LAN E ALGODAO,
ESCIROS Aftl RS. CADA IM,
Vendem-se na roa do Crespo loja di eaquii a qoe
volla para a rna da Cadeia.
leudas de linbas I
a^HtTclar
Caitas 1
le dedaes para senliora
para ralea
ni de marcar
ospensonot,
*2
Deposito de vinho de cham'"
fiagneChateau-Ay, primeira qua- f
idade, de propredade do conde
de Marcuil, rita da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o mellioc
a 065OOO rs. cada caixa, acha-se
nicamente cin cata de L. Le-
OOmte Feron & Companhia. N.
B.As caixas sao marcadas a fo-
goConde de Marcuile os ro-
tulo das garrafas sao azues.
mumm
Deposito do chocolate francez, de urna
das mais acreditadas fabricas deParis,
em casa de Vctor Lasne, rita da Cruz
n. 27.
Entra-superior, pora baunillii. 19930
Etlra fino, baunilha. 19600
Spperior. 19280
Quem comprar de 10 libras para cima, lem om
abate de 20 % : venda-te aos mesraot)prer;os e con-
dicfif s, em casa do Sr. Rarrelicr, na aterro de Boa-
Visla n. 52.
Vende-se aoa em cimbeles de um quintal, por
preco muito commodo : no armazem ue Me. Cal-
moni & Companhia, praca do Corpo Sanio o. 11.
Riscado de listras de cores, proprio
para palitos, calcase j aquetas, a 160
o covado.
Vende-se na ra do Crespo, loia da esqoinaqoe
volla |>ara a cadeia.
Deposito de cal de Lisboa.
Na ra da Cadeia do Recife, loja n. .V), contina
a vender-te brri com superior cal virgen) de Lis-
boa, por preco commodo.
Vende-so papel marfim pentodo, a reama a 49800
Papel de peso paulado muilo superior, resma 30600
Hilo almaco seas ser paulado moito boto 39600
Peonas flnissimat bico de lanca, groza 19900
lulas n.-an boa*i a-oa v 640
Caivetes unos de 2 e 3 folhts, a 240 e 400
Capis Unos eovernitadot, duzia 120
Ditos tern ser enverniadot, duzia &u
Canelas de marfim mnito bonitas 320
'^Capachos pintados para talas 600
enea las de junco com bonitos catlet 500
denlos de armac.30 aeu, toda* as graduicOes 800
Ditos de ditos de metal branco 400
Lunetas cen armaclo de tirlaraga 19000
Ditas de dita de bnfalo ,joo
Cirteiras para algibeira, superiores 600
Fivellas doorad** para calr;ai e rlleles 100
Esporas linas de metal, 'o par 800 e 19000
INI
100
70
280
280
100
40
50
100
:(2o
200
80
460
I lisos, a 120e240
_Smas coutas lodo
da moito boas qualidade, qn te vende mailissi-
no fearnlo neala beta conhecida loja da boa fama.
\ boa fama

lamidos de
irlas de al I.
is< com bril
tniaos
Ibas
I.
A
ro canto*, loja de
ndero-se os sesoinles
^^Hm** e pelas pre-
ir cabellos a 49500
^Bmu 39000
19400
.100 e 400
^^falar caballo 19280
29, 39 e 4J000
39000
MU 800
* 800
19000
^^|St 1*800
^^HM240e4OO
39Uqt* 49000
larguras ode bo-
.Jf^d* e de todas as lar-
Stt ata lioho de bonitos
^^t mau Onat
^^Ms quflida-
|des, riqusl-
m borlla* proprias
isla oulra mnilissi-
iioas qualidades,
qoe i vtsl ;o nao deixam de
CORTES DE CASEIIRAS
DE CORES ESCURA RAS A |p00.
Vendem-*e na ros do Creapo, toja da etqoina qoe
volt* para a rita da Ctdi
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 64*>par 500rs a libra
Do arcano da invenc,ao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado nas co-
isWMM ingleza e liollande/.as, com gran-
de vantagem pa ia o rqelhoramerito do
^11 latas de 10
nlo de emprc-
ez, em casa de
N. O. Bieber ti Compan na. ruada
Cruz. 4.
A. boa fama
os, loja de
boa fama o. rrt-se os seguinles
ibjectos petos precos mencionados, eUNtdt mui-
o boa [nalidades, a saber ^*"
500
19500
39500
33000
160
29000
1S00O
im d*feitol29l
2
40
640
240
600
60
100
senhora 320
i, 70 libra IslOO
1 raocelins prelos de borr.ua pararelogios 100 e 160
Tmleiros e areeiro* de porcelana, o par
Ciitat riquissimas para rap a 640 I9OOO e
Cirleiras proprias para viagem
Tiucadoroe de Jacaranda com bom etpelbo
Cliaroteirat de diversas qualidades
Meia* de laia muito superior para padre*
Eicova finisiimat para cabello* e roapa, navalliat
lin sumas para barba, lovas de teda de loda as co-
ren, meias pintadas e croas de moito boas qualida-
des, bengalas moito finas, lima encarnada e atnl
propria pira riscar livro*. ^m de lodo ilo oolras
muilissimas cousat lado de muilo boas qualidades,
e i|oe te vendem mais barato do queem ootra qual-
quer parte : na rna do Queimado nos qoatro cantos
na bem conhecida loja de mindezat da boa fama
n. 33.____________________
. ESCRAVOS FGIDOS.
Desappareceu a 13 do correnle, Joaquina, de
nai;5o Cassange, representa ler 40 minos, altara re-
sol ar, Igoma coasa clieia do corpo, cor fula, otbel-
lo aparado e algn branco*, com.carne sobre o olbo,
nariz chato, falta de algn dente* dps lados, peito
peqnenos o murehos, nadegas empinada para (ras,
len algumas cicatrize* de relho nas cosas, e algu-
ma.'i sarnas pelo corpo, om loUnlio nlli ini[ii no
braco ao p da mi, e lem om p#*ait iosso ; te-
vocrvottido de chita prelo bastante urtido, panno
fino velho, quaudo foge tem por costurar andar pe-
los srrabaldes desla praca : qaalquer peuoa i pode-
r.ijiecar e levar Atoa enhttWk minaos da Silva
Campes, ra d*sM*ii.e n. Vine rrcompcnsaro.
^^^^^^ ____________________________________
PE1RN.: TW. DE M. F. DE FaRIA. 1855.


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EXMOA3HF7_0GCX8A INGEST_TIME 2013-03-25T12:49:21Z PACKAGE AA00011611_00621
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES