Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00619


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Full Text
AUNO 1UI. N. 189.
\
|or 3 marea adianlados
Por 3 raizes vencidos


SEXTA FEIRA 17 DE AGOSTO OE 1855.
Por anuo adiantado 15,000.
Porte franco part o subscripto!.
IWSSSII ------
DE PERNAMBUCO

ENCMmEtADOS DA SlrJSCRIPCA'O.
Berife, o proprieU>rio M. F. Al Feria ; Rio de Ja-
n sir, o tw. Toso Pereira Marti is ; Baha, o Sr. D.
Duprad ; Macei, Sr. Joaqun Bernardo de Man-
dones. ; Parahiba, o Sr. Gsrvai.io Vctor da Nativi-
dad* ; Natal,'> Sr-Joaquim Ignacio Pereira Jnior;
Aracaly, o Sr. Amonio Je Lemns Brasa; Cear, o Sr.
Jnai|uiin Jote da Oliveira ; MaraiihAo o Sr. Joa-
quim Marques Rodrigues ; Piaiiliy, c- Sr. Domingos
Hsrcnlano Ackiles festoa Cearsioe ; Para, oSr. Jus-
tino J. Ramos ; Amaionai, o Sr.Jeronj mo da Coala.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 1/4 e 27 i/8 d. |por 1.
Pars, 355 rs. por 1 f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Rio de Janeiro, 2 por 0/0 de rebate.
Acedes do banco 30 0/0 de premio.
da companhia de Beberiba ao par.
da companhia de seguros ao par.
Discomo de ledras de 8 a 9 por 0/0.
METAES.
Ouro. ricas bespanholas* .
Modas de 69400 velhas.
de 69400 aovas.
de4000. .
Praia..Pataces brasileiros. .
Pesos columnariot, .
mexicano. .
29*000
169000
16SOO0
99000
1*940
1*940
19860
PARTIDA DOS CORREIOS. AUDIENCIAS.
Olinda, lodos os das Tribunal do Commercio, segundasequinlas-feiras
Caruar, Bonito e Gtranhuns nos das 1 e 15 Relacao, tercas-feiras e ahbados
Villa-Bella, Bea-Viata, Ex eOuricury, a 13 e 28 Fazenda, quartas e sabbdos as 10 horas
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feira
Victoria e Natal, as quinlas-feiras
PREAMAR DE IIOJE.
Primeira s 8 horas 30 minutos da manhaa
Segunda s 8 horas 54 minutos da tarde
Jui do commercio, segundas as 10 horas e as
quintas ao meio-dia.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas
Ia rara do civel, segundas e sextas ao moio dia
2" vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia
y M'HEMERIDES.
Agallo 4 Quariorninguanteas 7 boras 1 mi-
nuto e-42 segundos da tarde. ,
12 La nova as 4 horas, 32 minutos e
44 segundos da tarde.
i 20 Quario crescente as 5 horas, 3 mi-
nutos e 4 5 segundos da tarde.
27 La cheia a 1 hora e 31 segun-
dos da larde.
DAS DA SEMANA.
13 Segunda. Ss. Hypoliloe Ca'ssiano mm.
14 Terca. S. Eugenio pretb.; S. Demetrio.
15 Quar'ta. > Assumpcao da SS. Yirgem
16 Quinta. S. Boque f.; S. Jacinlho.
17 Sexta. S. Mamadam ; S. Eutriquiniano.
18 Sabbado. S. Clara do Monte Falco v.
19 Domingo. 12." S. Joaqnim pai da SS. Vir-
;;em Mi de Dos; S. Luiz f.
.
PARTE RICIAL.
A
u
1:
GOVEHNO I)A PROVINCIA.
Esjeilfaue 4o ata II ate agosto.
Ofticio Ao Exm. esmm Untante superior da
guarda nacional do municipio da Kecife, recommou-
dando aexpedigo de sua* ordtivi para qua Itarcel-
lnr Jos Teixeira nao teja chara ido para o servico mesma guarda nacional, emquiuilo lulo completar a
idada exigida por lei.
AoBxm. prndenle da Parahiba, devol-
vendo, julgado pela junta dejoslica, os processos
vsfbaesdo soldado Deodaln l'.lemenlino da Silva,
i-ente ao meio batalhAo d'alli; e bem assim os
o rafeo de policia.'Joaquim Icnacio Pe-
alo do Aranas, e do cabo de quadra Manoel Ig-
a Silva. Tambero ai devolveu no Exm.
le do Ceara o proeesso verbal do soldado do
neiobaUlhasdaquella provincia, Miguel Antonio
dd Urna, e ao das Alegoas os d s soldado, d? nilavo
balalhau de iufanluria, Jos Muas e Joao Manoel
di. Santos.
Ao inspector da thusouraria provincial.
-ovando a arrematado qae fui Jcrunymo Perei-
is da obra do 1 J. lanr.o da estrada do sul
bale de t por eruto na valor do respectivo
uicnmeulo, escudo liador Benln Jos da Cosa.
Ao mesmo, dizeadn que pode aceitar a
dala que fez Sevenno Candencia l'urlado de
Mandonea, dando par liador o l)r. Cosnie de Sa Pe-
nara, para a factura don conceilos da ponte de Igua-
raas eom o abala de um por cenlo no valor do res-
pfclivo ornamento.
i An inesmo, commauieando liaver appro-
vadoa apra que iuandou fazer o director das o-
ieas para a obra da raa de detencao. ,ie
d j*a dozias de leboaa de fuer* do amarello a 4j>80
rs. a duiia, 58 palmos iie chamb em leorol a 208
rs.i> quintal, i meo milhciro. de presos de forro a
i. o milheiro. e um dita de dito caibraes por
ib assim para o calcamenlo das ra
duele i 12 pas de ferro a iB()0 cada un... e f.
itfM 16J000 rs, Oriiciou-se ueste
do ao mencionado director.
^^Hfefi0 vaticinador provincial.
er an cirorsilo euciiresado do lio-pilal
regimental al'.'umai lamina. d(' fluido preservativo
par.i aerem vaociuadoi os remitas. Particpou-se
ao inarrclul enmmandante das armas.
lo A'almnnlracao dos eniabelecimeutos de
c.ridade, concadnelo adtorisacao que pedio para
p.i?ar nflii s oh novo e velhos di'ieitos corresponden.
..loque fet l). Joaquia Hara Pereira Vi-
aaos eslaboleciineulos de c.hdade. mas tambera
Iquer oulra deineza inherritc a referida dor.ao.
A'Cunara municipal do KscifeT Cam-
mnnicando o director d.is obri publicas, que a o-
hm do malodmirs publico, na Cahanga, j se aelia em
est.nlo de podrr-se para la Ira islerir a,malanra do
Rudo, asiim o participo a essa cmara, declarando
igualmente quo acabo de expelir ao supradilo en-
g-iilieiro asorden' que Vmt. reqursilaram em seu
olHeio u. 4!l, para continuar elle a dirigir a referida
otra, rubricando as conlas t rlspea como se pra-
tia rom a da eapella do eemiierio. Ollciou-st
oeste sentido ao sopratliln direcli r.
PortaraUer a Armenio Gustavo llorges
d) logar de boticario do presidio de Fernando, e
uirneando para o referido lug.r ao pbarmaccultcu
Bernardo da Veiga l.eilo Arto-o.
no serviro do eierci-
leseis minos, o pai-
ira, que percebera,
le Ihe compelireni, o
ani-se as Becesnarias
Hila Manda^^^H
lo como volu
su no Claudia
alin do. ve
p-einiode300OOOra;
cnnHiiunicaftes.i respi
oso rebebido o ofTicio de
B.do mez lindo, em que
BpXttorTO* pelo brgue
-glio pira sale porto,.*
HLHBs'lo no dia priinero"

f
*_
V. Eic. coba
rae comm
Hlvira, que i
pulo vapnr -
diste mez.
Cumpre-tafc IM occ^-iao, em nome da provin-
cia do Para, V. Eic. l.i acertada provi-
d mic^^I adniiUlracao em estado
di acudir a t que Ihe silo dirigidos do in-
terior da pl le a er idema reinante esta
actualmente
Pelo pare |^aVe d* Junla de h}'g rrililica desta cdade, qae por copia remeti, ver
V. Ei .1 iiati hoii! quasi desassomlna-
ivel mal que a assol u alliioamcnle, de-
clarando V. Exc. qae, desde o dia X de maio em
qua elle aqu t lenvolven, al o ultimo deju-
Mo 6711 pfssoas dos seus ter-
sosla ca|iil.l, pnis que de C-
le outrns pontos da provincia.
^^Hfem se It-m manifestado com
i com exaclidSo u numero dos ca*o
n havido ; pono, porm, asseverar
bastante avuliado pelas parlicipa-
^oe* reeeln s
l'enlio, por Ihb, a rogar \ Ee. que continu a
mas remessas de gado, e suspenda por em-
jjeetos d' qoe presentemente
i V.l.\c. os protestos Ja mais ili'lincla con-
.a de V. Esc. a quetn Dos guarde.
o governo da provincia do Para, 3 de
agosto de 18.">Y Illm. e'Etfn. Sr. presidente da
inela de Pemamhoeo. Miguel Antonio Piu-
lo Guimarex, vice-presidenle.
Antonio Comes l.ima, criminoso de morle.
Manoel Pereira, pronunciado.
Agoslinho Nogueira, dem.
Joaquim Pereira da Silva, para remita.
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
5e5o judirtarta de 13 dfagoito de 18..
Presidencia do Exm. Sr. dezembargador Firmino
Antonio de Sonsa.
A's II hora da manhaa, prsenles os Sr. desem-
bargadores Ermelno de I.eo /fi.cal), Santiago, e os
Srs. depulados Pinto de l.emo-, Medeiros Reg, Bas-
to, fallando sem causa o Sr. Sequeira.
Lida foi approvada a acta da sesso antecedente.
O hr. desembargador Ermelino apresantou a ap-
pellacn entre partes: ;
Appellanle, Joflo Frederico de Abren llego ;
Appellados, Soares & Companhia. Alim de desig-
nar-so o da do julgamenln, e sendo designado o do
hoic, e sorteados os Srs. deputado Pinto ile l.emo.
e Medeiros Kego, depois de lido o relalorin man-
dou-se pagara dzima correspondente ao pedido na
reenmvenrao pelo accordao do tribunal.
Nao bavendo nada mais a tratar, levantou-se a
aeaso ao meio-dia.
EXTERIOR.
QL'ESTO'ES PARA SEREM EXAMINADAS.
II
A quesl.lo das nacionalidades be ao mesmo lempo
o problema e o remorso da diplomacia. Esla ques-
l de aiiila-la, emquanto nao fiir bem resolvida, porque
al eutn nao havrr nem aeauranra par.i os gover-
nos, nem base para as relac6rs diplomticas, nem
posbildade de um bom systema de allinncas. Nossa
opiniao a este res|ieilo, que jolgamos ser (ambem a
da immensa mainria do partido liberal, lem chegado
a om grao lal rte demunslrarao, que com peZar lemos
visto npparecer ullimameole urna opiniao contraria
as columnas da Prense.
Crafas a Dos, a impreosa nao be urna fncclo ;
seus redactores, de accordo sobre as questr.es princi-
paes. tralam todos os assumplus com plena lberda-
de, preoecupando-se muito pouco de evitar as oppo-
sices de minuciosidades ; mas aqui, estando a oppo-
sicBo na substancia, nao procuramos faz-la publica.
A e>lc respeito temo-nos eiplicado com Mr. de Ci-
rardin, que no* respoudeu : As controversias entre
os dous pontos de vista servirn para demonstrar que
n Prrtt nao se limita a professar a liberdade, appli-
ca-a lambem, e frente de sua redaccan nao enlloca
um papa, allribuindo a si a inrallibilidade e impon-
do a anidade, que he urna mascara, debaiio da qual
se dWarra inloleraiicia. Citamos ola passagem
da caria que recebemos, primeira porque ella honra
a quem a escreveu ; depois porque no* satisfaz in-
toramenle.
luvoca-sc a autoridade de um grande poeta, que
dsse :
he que lem patria, a
A
criminosos capturads no mez di juUio
egado depoUcta do Utmo dt Filia Beih.
Manuel Florencio, pronunciada.
le Araujo, diioi.
lio Jos de Souta, couhecido por'Anlonio Ono-
fre Nenem, idi '
ira Avclno, i.onhecido por Chico da

Reg SuvelIJc, criminoso de duas
Joto de Souza Moreno Gaviao, idem dem.
Lu de Franoa, idem idem.
dro Alcaoforado, idem dem.
t Silva, condemnado a gales.
id lif ADOR DE TIGRES. (*)
Por Paulo Feral.
XIV
Urna mua.
i'
I
0
\
Era *m orna casa elegante de Portuun-Square no
di seguinte ao do terrlvel encontr de Mac Aulay
corp nr Edgard I.ndsay na tresenra do commodo-
re D.ividson. Urna mullier es.ava as'st-nlada junto da
rh nnin, lendo o colovelo apoiado sobra urna me-
siiil.a; >ua cabera iiiclinavii-sr pensativa, e seus
mignlfleos cabello* negro* cnbriam-lhe o rosto co-
11> um veo.
m eslava raobilhadocom goslo ; mal fal-
l vam-Ihe certas bagatelas qie consliloem o vade-
m da molUer. Ti:r-st-liii procurado ah debal-
de a caiiinha de costura demasiadamente cheia, e
oi podar fechar-se, as lesouraa embutidas, o dedal
deouro.o ponlciro primoroso eo bordado coraera-
las em compensacJo havia livro brilhanlemi-
rnados sobre um bifete mimoso, alguns
los espalhados, mullo papel branco, c
iiinlia mmneotal carregada de prunas
ofele acliavaiB-tc os bustos de By-
le Shak-peare sohre dona pedestaes de mar-
nore.
A questao de saber *e o ar jma lillerario embal-
s.. ma oii empesta o cau-rim ce orna mullier (em -
lilTerenleroente, fegundo osgoslos. To-
lento a liberdade tle dizer qoe em geral
ias izue* uSo dexaaa de aaseolar nas canellas
britnica.
untn da thamini! eslava vesti-
itilude lnguida e indoleute
inlia vi:r o Imfele, a esciiva-
stos, a hil.liolheca e a* a-
iccbur o pen&imenlo de qoe essa
-reatara ei era una musa, p qoe essa
fronte herm Ivia um eerelaro cheio de tra-
gedia.
O reposteiro levanlon-se. i! um diminutivo de
criado, o que na Inglaterra ch ima-s: tigre, appare-
ceu coro Ma libr encarnada guarnecida de galn.
Ao leve rumor que fez o minino andando sobre
) tapete, a mora levaulou a cabera, e os longo* ca-
bello* lantadaaaaBJriHai* desecbriran o rostod||nos-
sa Jane. *W
O que he.'Trilby? pergunlou ella.
lim geiilleman,cnjoblb(le do visita he esle,
respoudeu o menino.
() Vide o Diario n.s
cial de todos os progressos fetos pela humanidade.
A confusao das ra^as tivera sido no mondo moral, o
que he n cali, no mundo physico ; o mundo moral
se tivera perdido. Se o dedo de Deo* est em
alzuma parle, he cerlamente na maravilhosa eorabi-
nacao do principios, que cada raja traz em si mes-
more na imperlubavel harmona de todas as forras,
de que resulta o grande Irabalho da civilisagio, e
forma a historia do genera humano.
Negar-se o carcter distinctivo da. naces he ne-
gar-se a evidencia ; querer-se destruir esle carcter,
he atacar a ualureza inesmo das rousas ; tentar urna
obra, que seria insensata, se nao fosse impnasivel.
A historia do f>ovo romano offerece o eiernplo da
mais foniiidavel^tentativa, qii so tem feilo ueste ge-
nero, e que foi mallograda. Entretanto o povo ro-
mano empregou os don* maiores meios, de que o
bomem pode dispar, a lotea da espada e a autorida-
de das leis. Quando a forra bruta tem querido por
s s entrar em lula, sua* derrotas constantes lem s-
do a demonslrac.lo mais victoriosa do poder indes-
Iruclivel das nacionalidades.
Ha na historia duas pocas, a invasAo dos Barba-
ros e a idade media, na* qoaes parece que vai de*-
apparecer esle carcter particular, impresso r?m cada
raca. Entan a naces perecem, ennfundem-se e a
Europa nao nfTeRcc mais, se nao um vasto mnnto
de ruinas. Mas o germen das nacionalidades viva
no meio deslas ruinas, e o mundo moderno sabio
deltas, formado por dous grandes elemento* : o ele-
mento germnico na Europa septentrional, o ele-
mento rumano na Europa meridional. He desles
dou* elementos que se compOe a nossa historia mo-
derna ; aqui apparece a queIAo poltica, mas ante*
de tratar della, queremos indicar as difliculdades que
aprsenla a uuica definirao da palavra naciomilida-
de. A* definieftes ao a parte mais importante, mas
ao me.ma lempo a mais difcil e a, mais defeituo-
sa de todas as ciencia. Julgoe-se por este nico
exemplo:
Todos as lexicographos, philologo., philosophos e
publicistas lem procurada definir a palavra naciuna-
lidade. Trahalhos de um grande merecimenlo lem
sido publicados sobre esla quesiao.sohreludo em Tu-
rin. pelos- Srs. Vegezzi-Kuscalla, Mancini e llian-
ehj-Ciovni ; tambem lemos, Ka muito lempo, sobre
o mesmo assumpto artigo* nolavei* do Sr. Mazzini,
que sentimos nao termos rou gumas carias i O'Connell, nas quacs elle examinava
a quesiao da uacionalidade irlandeza. Todas e-tas'
delinicoes c disserlacdes diversas lancam o espirita
em uina confusao bastante grande.
O Diccionario dn Academia defini a palavra na-
Cao deste modo : a A lolalidade das pessoas nascidas
ou naluralisada* em um paiz e vivend sujeilas ao
mesmo guverno.
O dictionano nacional he mais explcito e mais
verdadeiro. Depoi* do urna definicao pouco mais oo
menos semelhanle da academia, acrescenla : o aI-
guma* vezes .se diz dos habitantes do inesmo paiz,
anda que nao vivam debaiio do mesmo gorerno.
Deste modo se diz a a naci italiana, a nagSo al le-
mas n, embora a Italia e a Allemanha estejam divi-
didas em diversos estados e em diversas governo*.
Tambem *e chama n*r,ao a um aggregado de ho-
mens que tem urna origem commum ; assim, anda
que a grande familia alava faca hoje parle de povo*
diffcreiiles, pde-se mnilo bem dizer a nacjoslava
para eiprmir esla collecAo de individuos, que lem
urna orizein commura, nlteslada anda pela denu-
dado dos coslumes e da lnguagem.
O diccionario universal dos svnonymos diz : No
sentido lilleral e primitivo, a palavra na^ao expri-
me urna relarau commnm de nascimenlu e de ori-
gem. A mesma liugua na bocea de dous povos lon-
ginqun*, annuncia que originariamente sao urna na-
;ao... e sendo o estado conquistado, aliaran propia-
mente dita he sustentada, ma* o [iovo vpermanere.
O diccionario da Cnuea chama nacno a urna gera-
clo de bomeos nascidos no mesmo paiz ou na mes-
ma cidade.
O diccionario da academia hespanhola dfine: oA
collecrao dos habitanles de urna provincia, paiz ou
reino.
O diccionario inglecdiz : uNaraa ; om povo que
venera^Su nao foram sfiRTO- egoislT?" porqa!,*!!1! *'*p''lt "'meairio paiz, qur reunido debaixo do scep-
Iro do mesmo soberano, qur snjeito ao mesmo gu-
verno. Esla palavra indica em geral mu ajunln-
menlo de pessoas que fallara a mesma lingua ou que
se rcunirain oulr'ora debaixo de um governo dis
tinelo.
O diccionario porluguez chama na^ao: a O* ha-
bitante* de um paiz, qoe lem um governo iudepen-
denle e urna lingua que Ihe he propria.
O* publicistas nao se conciliam melhor. Valtel diz:
a A* naces ou estados sao cornos polticos, socieda-
des de homens que se retiera e oembinam sua* for-
ras para couseguirem sua leltcdade e seus nteres.
ses. A' esta iliiinicao, o commeotador de Valtel, I'i-
nbeiru Ferreira, faz a obscrvaQao seguinte: a A di-
liniao que Vattel da de urna nac^o he um pouco
exacta ; para que um povo seja considerado como
perlenreudo ao numero das naces, consm que el-
le respeile a independencia da* oulras naces.n
Kluber se exprime assim : e DelinicAo e origem de
estado. Um cario numero de homens o de familias
que, lendo se reunido em um paiz, e. lendo Puado
ahi sua* babiia(es, se assoclam e se submellem a
um chele commum. formam um estado... elle* tam-
bem tem o nome de nacSo.
Um diplmala americano, Whealon, nSo he tiai*
claro, quando diz : a A* nacOes e as *ocedades po-
lticas, que se chamara estados, sao pessoas moraes
ujeil.H a um direi'.o internacional.n
Finalmente Carden se exprime assim. Designa-se
debaixo dos nomes collccuvos de naco, povo, ocie-
dade civil ou poltica, a reuniao de um certo nume-
ro de familias Atadas em um paiz, com a inlencao e
sli conv encAo expressa. ou tacita dq se mantel em
reciprocamente no pdenle todos os seus direitosna-
luraes. .Lina nacao nao ha verdadeiramente urna
nacSa, no sentida eminente da palavra, sena o quan-
do rene n maior numero possivel de ideulidades,
especialmente as de governo e de lingua.
Balbi diz que a palavra naca pode ser considera-
da debaixo de tres aspectos differenles: o aspecto
hstorico-polilico, pelo qual emende um ou mui-
los povos sojoitos ao mesmo governo, qualquer que
eja soa differenca de lingua, de religijo e de ori-
gem; o aspecto geographico, pelo que enfeude lodos
O odio e o egosmo smente
fralernidadc nfln a lem.
Isto lie muito bella em poesa, mas he pouco serio
na pro*a. e Mr. de Lamartine nao approva mais do
que mi* o uso. que e lem feito assim de seus vcr*os
e a significarn poltica, que se Ihe* d.
Quando a repblica foi proclamada pela conven-
a i, Longwy e Verdiin eslavam lomadas, Lilla blo-
queadai; os enlrineheiramentus eslavam abertos dian-
te de Theonville, dur.ei.los mil Austracos e Prussia-
nos innuniavam a fronleraf e o rei da Prussia, i
rrenle de seu ejercito, eslava ja em Champanha em
marcha para Taris ; a patria eslava em perigo.
A esta- noticia, os patralas correm de lodos os pon-
i* da Franca, e em tres das, em Pari* sement, o
enthusiasmo da liberdade aprsenla um exercito de
(.0.000 homens. Mr. de Lamartine falln magnfi-
camente deste* voluntario* que. sem pao, sem calca-
do p sem armas, ron era m i fronteira para defender
a patria e a repblica contra os res colligados. Por-
veulura esles hero. que sao a admirado da hl-
loria, a honra da Franca, o eterno uhjeclu de no-sa\
TTSTJ- egnisfTT porqeMf^HJ*
egosmo be s qae lem patria, noo pas faraWo*
egostas, c o* Piutsiano* de Bronswicko humanita-
rio* ; penlau pela eipresao.
Foi *em duvida por egosmo lambem, que 20.000
mil Polacos se fueram assassinnr por Souwarow em
Praga em 1794 ; que Varsovia se levaulou contra a
KuMla em 1830 ; que o* Italianos em 1848 pralica-
rain os gloriosos fetos de Milao, e soecumbiram em
Bresria, Vicencia, Novara ; he tambem por egosmo
qoe os habitantes deSagunlo preferirn! morrer aen-
Iregarem-se ; que os Cregos morreram nas Thermo-
pylas e em Salamina para delorem os bandos deXer-
xe, o* Kusso- da poca actual *
__He* primeira voz que apparecem estas ideas. Em
1793, Anncharss Cloots, negando lambem as nacio-
nalidades, pregava a repblica una e indivisivel da*
qualro partes do globo.. Em sen fervor de misio-
nario jacobino, elle quera municipali'ar a China e a
Monomolapa, e enlrelanlo, devorado pelo que elle
cbamava seu zelo pela casa do senhor genero
humano rlalava sua* cartas de Paria, capital do
globo.
Fallemos seriamente, e prlmero que ludo defina-
mos o* termos, se queremos enlendermo-no*.
lia dous modo de Iratar se a questao das nacio-
nalidades : philosophca ou politicamente. Em po-
ltica as nacionalidades sao a bise do Jimio das'gen-
les, do direilo publico, da jusliga internacional, e
em rigor deveriamo. limiurmo-iio* a esla parle da
questao ; ma* em seu todo, ella lem um lal ulerea-
se, representa 15o grande papel, oceupa de tal sorle
o* publicistas, e entretanto reina 1.1o cima da* ideas
13o vagas, que entendemos ser til ao* leilores, nao
trata-la a fundo, o que he impossivel em urna gaze-
la, mas indicar-lhes as difliculdades, que ella apr-
senla, o que era lalvez uiu meio de lomar mai* cir-
cunspectos aquelle* que a resol vera 1.1o cavalleirosa-
menle.
As guerras, os inv.-.snre, as conqui.tas leem agita-
do o inundo ; ma no meio dos calaclysmas, em que
os monumentos, as leis e os imperios se lem snb-
rnergido, s urna cousa lem sobrevivido, o carcter
ilistiipttivo das nates, e a historia prova que este ca-
rcter lem sido o elemento necessario e providen-
Jane tornou o papelinho encorpado, oo qual lia-
se : J. N. Pinkerlon, editor do Pinkerton's Pa-
per, no arco de Burlington em Piccadilly, n. 20.
Faze-o entrar, disse Jane.
J. N. Pinkerlon era um homemzioho de idade
mediana, que Irazia una correle grosca ao cutele
e botoes de brilhanles na camisa. Tinlia olhos vi-
vo*, porte um tanto altivo e fronte calva.
Enlrou curvado saudindo de Ir* em tres paasos
com luda* a mostraa do mais profundo respeito.
- Milady se dignar de desculpar-me, comecou
elle. Creio que lenho a honra da fallar ,i autora de
Darid fizzio?
l'm leve rubor subi faces de Jane, a qual res-
ponden polidamente, ma sem levanlar-se:
Sim, senhor.
Se Jane se houvesse levantado por acaso, Icria
perdida no mesmo instante cenlo por cenlo na esli-
ma de J. N. Pinkerlon, editor do Pinkerton's Paper.
Vou explicar-me brevemente, couUnnou etle
faiendo oulra reverencia; pois, Milady, en conside-
rarla um crime desperdicar sen lempo lio precios,
y Com effeito eslou muito oceupada, senhor, res-
|M>ndeo Jone. >
Essa resposla foi dada Iranqnlamenle ; lodavia
un observador atiento leria distinguido nella certa
embararo. Os editores de revistas observan por of-
ficio; felizmente J. Ji. Pinkerlon eslava absorto
pelo Irabalho de seu exordio.
Milady, tornou elle, o Pinkerlon'* Paper tem
vinle e qualro mil (signante*; he urna iolba ex-
relenle, masque dirge-*e sobretodo, to publico.
O publico na Inglaterra forma a terceira e oe-
ii ii 1 ti ma classt da nacao. Ha a nnbreza, a genlry, o
publico, e einfim ama quarla casia sem nome, para
a qual nao te escrevem gaielas.
Quero dirigr-me a urna classe mais elevada,
proseauio J. S. Pinkerlon. metiendo a mo no cal-
lele. F'uodei ha tres semanas urna colleccSo verda-
deiramente robre e seria debaixo do Ululo de
Ketisla do Centro. He urna concorrencia
Quarltrly Herietr. Nao venho sollicilar sua illuslre
collaboracAo para o Pinkerton's Paper, isso fura lau-
car pendas a porco*... Perdoe-me esa, liberdade,
Milady '. bta-i a Revista do Centro he oulra coosa.
Jane lomou um papel sobre a cbamiu, e disae :
O senhor falla da Quarterly ; recebo justa-
mente ma carta dos editores.
J-. N. Pjiil.eHon enrhea a* bochechas com ar de
sincera iodignacao. o exrlamoo .
lima carta a vussa senhoria I e-pelo correio
sem duvida! He possivel! escrever pelo correio a
urna prMoa le lal qualidade !... lia homens que ei-
quecem-se ei4ratiliamenle das leis da cvlidade.'
Sonin saudando como verdadeiro fidalgo, e con-
linuou:
Eu.fti nenas venho pessoalmenledepi'ir-llieans
pesa huinenagem de ininlia ailmiraeSo, c supplicar-
Ihe.....
Senhor, inlerrompeo Jaoe, isso me lisongearia
muito ; mas nada lenho para oflereccr-lhe. *
Qnando lady Desdemone Bridgetoo dignar-se
de lomar o Irabalho... comecou Pinkerlon.
Ah senhor, replicou Jane dando um suspiro ;
para escrever releva ter o espirito tranquillo.
O editor deixou escapar um gesto de espanto, e
disse:
Quem pode como Milady salisfazer seos me-
nores capricho*, nao lem cuidado*.
Meu Dos, murmurou Jane suspirando de no-
vo, nem sempre podemos conhecer bem o fundo da*
cousas. O publico v-nos de baixo, e v-nos mal.
Ha existencias roiieraveis... Oh! senhor Pinkerlon,
sta manhaa anda nao tracei urna linha; porque es-
lou afflicla, porque carero de urna somma verdadei-
ramente insignificante.
Que somma, Milady? pergunlou o editor com
vvacidade.
lie eouss incrivel! responden Jane, urna ba-
gatela, quinbenlas libras esterlina'.
Quinbenlas libras esterlinas I repeli Pinker-
lon sabiamente resfriado, Milady chama a isso ama
bagatela I
F'cz um movimeulo como para retrar-se.
Jane vollou a cahece eom indifferenc,a para a por-
ta, e pergunlou au tigre, qoe Irazia umceilinho for-
rado de selim. '
Qoe queras, Tribly?
Este apresenluu u cesto, e Jane lirn1 urna caria,
a. qual abri bocejaodo.
Da Revista di Edimburgo, disse ella.
Pinkerlon estremeces, e parou em seu movimen-
lo de retirada.
o Que leria grande satisfac,ao. cootinuou Jane
com fadiga, de cobrir depuro cada pagina de ladv
Desdemone Bridgelon. n
Tornou a dobrar a carta, a lancou-a obro a mes-
nha, arcresrentado:
Esse* senhoresslo muito amaveis I
Do ouro 1 murmurou Pinkerlon atormentando
as abas do chapeo, de ouro I ah Milady, quem re-
cebeu do co o dom lnapreciavel do engenho nao de-
va pensar em oulra cousa? Ouro!... Veja nossos
poete* 1 o grande Byron...
NSo peco mal* do que elle, senhor, inlerrom-
peo Jane com modestia, um guineo por rada verso.
Walter Scoll... conlinnou J. N. Pinkerlon.
Waller Scoll gnnhnu dez milhoCs de franco*
em sua vida.
Milady saldr sempre victoriosa em urna lula
de eluqoeocia, exclamou o editor. Nao somos ban-
queiros; se vossa senhoria quizesse coulenlar-se
com duzenlas e cincoenta libra*?...
Jane levanlou-ae, e disse framente:
Atea oulra vista, senhor Pinkerlon !
O tigre vermelho e agaloado de ouro reapparecia
justamente com o ceslinho de *elim.
Oulra carta? pergunlou Jane emqoanlo o edi-
tor hesilava. Esla he de Ijmdon Atagazine, i u
qual lem a honra da por sua caira dispuic.lu de
lady Desdemone Bridgelon. v
os povo reunidos em um territorio, cujos limites
physicos eslAo bem determinados; o aspecto lings-
tico, que secundo elle, comprehende os povo. sem
dislinrrAo de lalitade, os quaes fallara a mesma
lingua.
O Sr. Mancini, professor no Alheneo deTurin, s
v nacao em urna saeiedade natural de homens, leu-
do a unidade de territorio, de origem, de coslumes
e de lngoa, urna communhao de existencia e de
cunscienca social. E Stahl chaina a esla mudado, de
carcter de um povo na vocao.ao divina das naces;..
no que elle est inleiramente de accordo com o Sr.
Mancini, se nao nos engaa a memoria.
Segunda o Sr. Vegezzi Buscalla, a nacionaliilade
he fundada sobre a lingua, a qual he independenle
da forma e da unidade de governo, porquanto he
em sua essencia urna unidade moral e hitelleclual.
O Sr.' Binachi Ciovini nao er que a lingua e as
demarcare geographicas smenle sejam baslantes
para coiKiituiri'in urna nacionalidarie. Para que ba-
ja nacionalidade verdadeira, diz elle, he necessario
um concurso de diversa* circumslancia, nas quaes
entrem em primeiro lugar o idioma, a geugraphia,
s quaes devem reunir-se a uniformidade da* idea*
religiosas, um thesouro commum de glorias hist-
ricas, artsticas ou luteranas.
rislas rilarnos parecemsem duvida muito extensas,
entretanto temos escolliido smenle um pequea nu-
mero, e anda assim bem resumidas. Examinemos
agora o valor deslas opiniues diversas, e isto nos le-
vara naturalmente questao poltica.
(Pretse.)
IIERIOR.
d-- senado,
ilo. sexta auno
de. Janeiro ao
aira inan-
quinlu an-
da Silva I'i-
RIQ DE JANEIRO.
SENADO.
Da \ de Julho do 1855.
I.ida e approvada a acia antecedente p.-issa-se ao
seguinte expediente :
O Sr. \ Secretario le um offico do 1." secreta-
rio da cmara dos depulados, acompanhaiido a se-
guiule proposiclo:
o A assembla geral legislativa re'olve :
u Artigo nico. O governo he aulorisado para
mandar passar carta de naturalisacao de cnladao
brasileiro aos subditos portogueze* Joaquim Jos
lavares o Jos Henriqnes da Trindade, aos subditos
francezes Frederico Cuilherme, Julio Bracounnl,
Joao Jos Pn.iper Philigrel, e Felippe Hippolyto
Ach, ao subdito brilannico Cuilherme. Phillips, re-
sidentes nesla corle ; aos subditos porltiguezes Do-
mingos Mouteirc Ribeiro de Alvarenga, residente na
capital da provincia do Para ; Manoel Ignacio Ma-
chada, residente na capital da provincia do Mara-
nbao. e ao Dr. Custodio Luiz de Miranda, residente
na villa de Kezende, pruviucia de Ko de Janeiro,
dispensadas para este lim as disposir-Ses da lei em
contrario.
a Paco da cmara dos depotados, em3 d; julho de
1835.; i'isconde de Baependy, presidente. Fran-
cisco de Paula Candido, 1." secretario. Antonio
Jos Machado, 2. secretario, s
Vai a imprimir, nao o estando.
ORDEM 0 DIA.
Entra em discussao a redarrao do projeclo de lei
filando as farras de mar para n anuo dnancciro de
1856 a 1857.
Julgada discutida a materia, he approvnd.i, alim
de ser o projeclo enviado i gaiicgau imperial.
Sao approvada*, em 3.' diittissao, e remellidas i
coramissa de redacrio as pro,
urna mantlando aliniltir inar
da Faculdade de Medicina do
alumno Joan Baplisla cIon Cuim
dandu admillir a ruine das mal
no da anesmn Faculdade ao aluui
iiheiro Freir.
Entra em-2.* discussao ,eV pHePI-opisicAo di.
senado augmentando os x^crjBtnios do director da
escola militar, commandar. tS Academia de mari-
nha. e dos lentes cathedratixSis o substituios.
O Sr. Mello e Mallos : Estando em dscnssfln
oart. 1, o senda de juslira ou pelo menos do equda-
de que elle coiuprehenda a iguablaJe tamhein rela-
ti varar me aos serreUnos deesas escolas, vulo que e*
secretarios das Faculdades de Direito c de Medicina
foram contemplados no augmento que t veram os
lentes dessas Faculdades, eo eoSr. viscond? de Ma-
ranguape oflerecemos urna emenda ute sen-
tido.
He apoiada a segninle emenda : .
Aoarl. 1, depois da palavra*lentes calhedra-
ticos c substituto*accrescente-se e o respectivos
secretarios perceberilo, etc., como est no artigo.
Mello Mallos.VUconde de Maranguapr.
Discutida a materia, he approvada o irl. lea
emenda.
O* arla. 2, 3 e i sao approvado* sem debate, e
igualmente a propo.ic.ao para passar a 3." discussao,
conforme se acha emendada.
O Sr. Pxsidenie declara esgotada a malcra da
ordem do dia, e da para a da seguinte sesslo a con-
tinuadlo da primeira discussao da propusir.lu da c-
mara dos depulados, mandando proesaar, anda
quando ausentes da imperio, e julgar, logo que se-
jam prsenle*, os cidadaos brasileiros que em paizes
cslrangeiros perpetraren! cortos crimes, com o pare-
cer das commissdes de legislado ecousliluicao a tal
respeilo, e levanta a sessao.
CARIARA DOS SRS. DEPTAQOS.
fieasao' do da 3 da Julho de 1885.
I.-e. e appruva-se s acta da sessao de anterior.
O Sr. primeiro secretario d coota do seguinte ex-
pedieulp:
Dm ofllcio do Sr. 1 secretario do sealo, cora-
municando que S. M. Imperial consente em varias
resolucoes.Fica a cmara inleirada.
Sao approvedos os segundes pareceres :
a Acoinmissao de pensos e ordenados, lendo exa-
minado o requerimento que a esla augusta cmara
dirigi Dioiiysio do Azevedo l'eranha, nflicial da
secretaria de estado dos negocio* da marinha, pe-
dindo que se aulorisasseao governo a conceder-lhe
a aposenladoria com o respectivo ordenado de...
lio urna ollera mui galante! iulerrjinpeu-.se
ella laucando a caria do London Magazint juuto da
missiva da Revista de Edimburgo.
1. N. Pinkerlon eslava anda indeciso.
Eu julgava que o senhor j linha-se retirado,
diss.-lhe Jane brandamenle. Perdoe-me ; necessito
de ficar sozinha para responder a essas carias.
Pinkerlon fez um gesto trgico, e disse :
llovemos de eipor-nos a ludo; mas n.lo Pira-
remos inferiores a essas emprezas caducas. Milady,
rero-me ; mas com sua promessa ; eis-aqui as qui-
iihenla* libras.
Um sorriso illumioou o bello semblante de Jane
emquanlo Pinkerlon conlava os buhles le banco
sobre a mesinha; todava sabemos que ella rfao era
avarenta.
Quando o editor sabio, Jane agiton a campainha e
disse ao tigre que enlrou :
Vai chamal j William.
Um instante depois apresenloa-se William, cria-
do de grandeza natural.
Tome estes bilheles de banco, disse-llie Jane,
e corra i prisao por divida*, onde acnar sir Ed-
gard Lindsay encarcerado por nao poder pagar qui-
nlienlas libras esterlinas. Faca-o sollar medanle es-
la somma, e diga-lhe qoe o espero aqui sem de-
mora.
Jane lomou a assenlar-se bella o rsonha junio do
fogflo. Envolveu-se no penleadoi, o poz-se a me-
ditar. Meditnu em editores, alexandrinos Pinker-
ton's Paper o Revista do Centro; mas sua penna
nao molhou-se na Unta, e seu papel permanecen al-
vo como d'anles.
De quando cm quando ella consullava n relogo, e
pareca apressara carreira do ponlciro.
Peino sempre no semblante que leria sir Ed-
gard, disse comsigo, o eu o occuliasse atrs de urna
carlina, quando o* editores vem ver-me. Esse man-
cebo lem urna generostdade cavallcirosa !.., poderia
perder-me desde o primeiro dia.
Ah! hei de perder-me por mim me-ma in-
lerrompeo-se repentinamente; eu que nunca fiz
um verso em roinha vida acabo de prorooller qui-
nhenlo* ao senhor Pinkerlon... se eu tenUise'.'
glTomnu nm ar refleclido, e invocou a inspr.icao.
Achou fcilmente o primeiro veno, o qual era linio
e bem feilo, embora tivesse qoatorze pe* ; mas o se-
gunda u3o qulz vir, e Jane renunciou a isso como
boa rapariga qoe era.
Dizem que em Friura, nenson ella, ha offic-
nas de romances, de dramas i de poemas organiza-
das como oossas fabricas de fiar algodo, ou de fa-
zer cerveja. He um paiz ditoso essa Franca!
Os senliorcs Crter e Lewis vem receber a* or-
den* de Milady, disse o tigra deTribly i porta da
antecmara.
Faze-os esperar, respondeu Jane.
Nao posto receber a sir Edgard de roupAo, cou-
linuou ella emqoanlo o espelhn consultado reenvia-
va-lhe sen lido sorriso; vou itaviar-me um pouco
para sir Edgard.
2:1003 e no iogar de offlcial-maior, lendo em con-
siderarao os -tA documentos com que o peticionario
ioslrue seu requerimeolo, e que provam ns seus lon-
go* serviros, he de parecer que se pecara informa-
rnos ao governo imperial.
a Paro da cmara dos depulados, 2 de jolho de
1855.D. F. B. da Silteira. Gomes Ribeiro.
J. li.de A. 5. Lobato.
o Manoel Antonio Bastos Ractecliff requer a esla
augusta cmara ser pago do ordenado que Ihe com-
pete como carcereiro publico da cadeia publica da
villa do Pilar, na provincia da Parahiba do Norle,
ordenado que ha rieisado do receber de Janeiro de
1812 a marro de 1816, pois que a cmara municipal
qoe entan Ihe pagava o ordenado deixou de o fazer
prevalecendo-se do disposlu no arl. 7 4 da lei de
3 de dezembro de 1841. nos arls, 4*i. 47, 48 e 49 do
regula metilo de 31 de Janeiro do 182.
Asenla esla pretencao, que soflreo supplicanle
no decreto n.31(i de 31 de julho de I846,que marcan-
do ordenado aos carcereiro; da cadeia publica da ca-
pital da Parahiba, cidade d'Ara e Pombal, como ra-
bera de comarca, nao atienden aos carcereiro dos'
oulro termo* da provincia.
e Enlrelanlo o supplicanle lendo servido de car-
cereiro interino- na villa do Pilar desde 1834, em
183C obleve provimenlo vitalicio com o ordenado de
1009 de conformidade com a lei de 11 de oulail.ro
de 1827 c como decreto de 28 de uovembrode 183i,
ter servido sempre com bous crditos como ocerli-
licam todas as autoridade* policiaes e o presidente
sobre cuja jurisdicco lera estada o supplicanle.
Reclamando do governo o pagamento dos seus
ordenado nlrancon desle recnmmendacao para ser
empregado na mesma vaga de carcereiro que hou-
vesse, quando o supplicanle he effeciivamenle car-
cereiro na mesma cadeia em que foi provida cm
1834 e1836.
O provimenlo do supplicanle Ihe d direilo in-
questionavel a seu ordenado desdo que dei.oo de
receber, porquanto o art. 49 do rcgalamento de 31
de Janeiro citado he muito terminante e defende au
inesmo supplicanle, lauto mais que servia sempre
bem e sem nota dede 1812 al hoje ti satisfarn de
lodos os rhefes de polica da provincia e autorida-
des policiaes do termo, onde est anda agora em-
pregado.
n E por estas razdes, e mesmo por atlender n que
o supplicanle ha servido ao Estado ha mais de 50
anuos, a rommi-sao he de parecer qoe se mande pa-
gar ao supplicanle o ordenado de 1005 annnees que
Ihe fura marcado no seu provimenlo desde 18/2
quando deixou de os receber da cmara municipal
por passar o emprego de carcereiru a ser considera-
do cuino geral.coutinoaudo-sencsse pagamento como
os de mais carcereiro* da provincia.
a Requer lambem o supplicanle ser aposentado
nesse lugar, e attendendo a coramissAo ler elle ser-
vido 21 annos o emprego, e sempre bem, e achar-se
na idade de 72onnos, he de parecer que se autori-
se o governo para aposenla-lo.
E para que se reduza a effeito esse deferimeuto,
que u commissao parece dever-se au supplicanle, of-
ferece para -eren, admillidos na lei do orrameult o*
segninle* arligos addilvos.
l." Pica o governo aulorisado. a mandar pagar
a Manoel Antonio Bastos KacleclifT o ordenado de
carcereiro da cadeia publica da villa do Pilar na
provincia da Paralu'ba do Norte a razu de 1009 por
annu rundirme o seu provimenlo desde o 1 de ja
neiro de 1812, continuando a pagar esso voncimen-
to aos mais empregado, da mesma ordem da referi-
da provincia. .
ii 2." Fica da mesma sorle autorisadsf 4 governo
a aposentar, na forma da lei, no lugar ele carce-
reiro da cedeia publica da villa do PiDr, provincia
da Parahiba, a Manoel Antonia Bastos Rlctecliff que
lem servido 21 annos.
a Sala das commissdes, 2 de julho de 1855.
D. F. B. da Silcetra. Gomes Ribeiro.J. B. de
N. S. .'iliatn. n
Sojulgados ohjcclosile deliberado e vo a im-
primir para eutrar na ordem dos Irabalhos os se-
guinte* :
, Foi presente a commissao de ron-tituioao e po-
deres a petic.in de Joao Claudia Mauveruay, subdito
JJraucez, en! que requer assembla geral legislati-
va a graca de ser ualuralisado cidado brasileiro ; e
a mesma commissao, attendendo que o supplicanle
he casado e lem lillios brasileiros, e reside na cida-
de do Recife, provincia de Pernambuco, ha 17 an-
nos, nenhuma dovida oppoe a essa pretencao, Je
para esse fim offerece o seguinte prejeclo de reso-
lucao :
A assembla, geral legislativa resnlve :
Artigo nico. O governo fica aulorisado a con-
ceder caria de naturalisacao de cidadau brasileiro a
Joao Claudio .Mauveruay. subdito- franiez, eslabe-
iecido na cidade du Recife, provincia de Pernam-
bnco, revogadas para esse fim as dispusices em
contrario. '
Paco dn cmara dos depulados, 2-de julho de
1855.O. F. de Macedo.Figueira de Mello.
A commissao de inslruccao publica, n quera foi
prsenle o requerimento documentado de Anlonio
Jos de Squeira e Silva, estudante do corso jurdi-
co de S. Paulo, e achando-lhe fundamento de juslira
passa a expende-lo para justificar a resolurao que
abaiio offerece sabedoria desla casa :
i' O supplicanle frequentou o anno passado o 3
anuo jurdico ero S.Paulo: habilitado para fa/.er exo-
rne leve a desgrana de enfermar e nao pude compa-
recer immediatnmenle ; justificou esse impedimen-
to. Reqoerendo posteriormente em marca ser ad-
niillido a eiame leve do director daquelle eslabe-
lecmenio nao um ndeferimenlo absoluto, mas orna
declaracAo de que j nao havia (empo para attender-
Ihe, e que pois recurresse ao governo. Ora, como o
estudanle est habilitadoe nao pode soffrer em sua
carreira escolstica o alraso de um anno em punicao
de ter adoecido, a commissao prope vossa adop-
cao a seguinte resolurao :
i A assembla geral legislativa resolve :
fazer acto do 3 anno no curso jurdico de S. Paulo.
a Arl. 2. Ficam derrogadasa* leisem contraro.
Paco da cmara dos depulados, em 2 de jolho
de 1855.J. 1. da Rocha.F. O-taviano.Dutra
Rocha.
ORDEM DO DIA.
OrcameiUo do imperio.
Contina a 2 discussao do orea meu lo do minis-
terio do imperio, coma* emendas a pojadas nas ses
ses antecedentes.
O Sr. .1. J. da Rocha falla largamente acerca da
poltica geral, emende que o paiz deve progredir,
que a obra politice da* nace*, a obra material da
orjaiiis.ii.ao do paiz, a obra' inlellectual da orgaui-
sacao das suciedades humanas, nao para por que
nunca chega au ponto de perfeicao : cada dia musir
um progresso, cada dia o horizonte se desenvolve ;
he uecessariu caminhar constantemente, lie lei da
nossa coi oic.io ; u bem de hoje ainauhaa sera ino,
porque a mj vemos um puni mais perfeilo, que
desejamos alcarcar,
Continuando diz q'ue ludo o governo tende a abu-
sar, e por isso julga que be necessario crcarem-ae
acenles .le resistencia legal e regular para proteger
ao ddaefilo, sol pena de ver-e, debaiio lalvez de
mai* sin -tro aspecto, o que tronzo para nos a poi-
Cao de 1K48; he pois indispensavel crear resistencias
regulare;, concilla veis cnin a ordem, dictada* pelo
progresso da razao publica, para que nao fique a so-
ciedade brasileira organisada como se acha : de um
lado o governo qoe lodo pode, do oulru os cidadau*
que nada podeni ; parque um dia em que a* paizoes
te inflamaren!, pudem ir buscar a resistencia na
anarcba ; podem de novo ouvir-se lirados como es-
se de nel islas das ; venha a coiistilninte ; armmo-
nos ; curta sangue brasileiro...
Eulao o orador cooctue nt suas reflexes subre a
poltica :eral da maneira seguiule :
Senliores.lerminarei a parte poltica do meu di-
curso coir. urna nica supplica dirigida a todos nos,
supplica'que be de vantugem para lodos quantos Ihe
alleuderi'in ; quando nos oceuparmos com a lulas
do passatlu, as consideremos cumu meramente hist-
ricas, I'lubreinu-uus que sao pastadas. [Apoia-
dos.l l.einliremu-uos que nenlium de nos pode ter
ou deve ter lano urgulbo de si que pense que quem
nao estexe sempre com elle esteva em erro. tApoia-
dos.)
N* nao podemos jurar que seremos sempre to-
lerunles no futuro ; devemos porm jurar que pro
curaremos s-lo, e rectinhecer que o devemos ser i
quanlo p ueni aos erros do passado, a tolerancia, a
rao teraoao estilo e devora estar em nossos hab los,
em nossos cocres. Quem he o iodividuo 1.1o im-
mudesiu que se alravern a dizer : a Eu sempre tive
r.uau: quem coinigo au eslava -sempree'leve em er-
Vro : qi em u individuo lao anli-brasileiro que diga:
a Eu sempre Uve razao e quiz o nem da minha pa-
tria ; quuin n3p pensava como eu, errara, ou nao
quera o bem da patria ? a
B para o senhor Chrislian Mac Aulay, aceres-
rentou com maliciosa humildade; pois elle tambem
ha de vir. Em \Ao faz de cruel, nAo pode passar um
dia sem vir confessar-me que nao ama-me mai* 1
O espelbo cmplice e lisongelro pareca dizer-lhe:
He possivel ? Jane esfregou seus bellos labio* rosa-
dos como para paga-lu com um beijo, e'dirigio-se
ao loucarior com engamente de victoria.
O tigre deisra na antecmara a Crter conversan-
do em particular coro Lewis, os quaes nessa manhaa
lindara cerlo aspecto sombro.
O mei.ino nao lem inleresse em enganar-nos,
disse Carler fallando de Tribly ; Mac Aulay anda
nao vcio.
Nao comprehendo sen plano, responden Lewis.
O mercador de cavallns lancou os olhos em torno
de si, e approiimando-se magestosameoledo alfaia-
le, disse-lhe:
Fallemos mais baixo. Eu nao quiz metler na
confidencia Filowski e Stauntoo, e oulra* pessoas de
ponca considerarlo ; porque miiiha idea os leria a-
terrado. Voss pelo contrario, Lewis, he um hnmem
serio, e ganda lano quanlo cu. Minha idea he sim-
ples como o dia : esa lady Bridgelon incommoda-
nos, quero supprimi-la.
Como supprimi-la'! exclamou Lewis espan-
tado.
Falle mais baixo e raciocinemos tranquillamcii-
le. Algucm prejudica nosso Mar Aulay no espirilo
do commodore, nao he verdade'.'
Assim o receio.
Estou cerlo disto, e he lady Bridgelon.
Como o sabe ?
Ah ah! exclamou Carler; ei omitas oulras
cousas, meu charo Lewis ; leudo espas ; eu seria um
hom superintendente de polica... esse palife de Tora
Borne serve-mu muito.
Oh disse Lewis, cu nao leria jamis pensado
ueste Tom Borne!
He um garoto descarado que vende a verdade
assim como vendera a mentira. Elle dissc-ine qoe
lady Bridgelon he a anliga amante de Mac Aulay.
Lewis approximou-se curiosamente como homem
evido do intrigas.
Ella ama anda o seu Chrislian, conlinuou
Crter, e nao consentir que case com a filha do
commodore: he urna-mullier obstinada. Ora, com-
preben la-rne bem, meu edaro I.ewi ; honlero esse
casamento era o menor de meus cuidados; havia so-
bre o artigo Mac Aolay urna espantosa decadencia
de pree,o, e eu eslava quasi decidido pela minha
parte a abandooa-lo brandamenle. Mas esla ma-
nhaa, ah que rennimacAo nao falla-se mais de ti-
gres; os liares esl.lo veldos como Herodes! A his-
toria do Juello com arcabuzei acha-.e cm ledas as
gazelasc em todas ai bocea; Londres inteira ferve.
as roas, no Parque, na Bolsa, lodos enconlrarfl-se
dizendo: Sabe qae havia doze balas em cada arca-
buz, e o lo carga* de plvora? Isto producir um
efleilo niaravilhoso I
RELATORIO
apresentado a' assembla geral lefw-
lativa na terceira sessao da nona le-
gislatura, pelo ministro e secretario
de estado dos negocio, da marinha,
Jos Mara da Silva Prannos.
Augustos e dignissimo* Sri. representantes da na-
Cao.lendo o anno passado minislrtdo-sfoa infor-
raacoes lo miuocotas, quanlo me foi possivel colli-
gir, acerca da organuarao e oslado dos dUTereotes
ramos do servico do ministerio da marinha, enun-
cia ndc ao mesmo lempo minha Traca opiniao rea-
peilu das novas creares o melhoramenlo* qoe ella*
reclamSo; proseguirei nu cumprimenlo do mesmo
dever em o presente relalorio, accrescentaodo a* tnn-
dancas que desde entao occorreram,' e dando coota
do uso que lem feilo o governo das auloritajiei com
que o dabililaales.
Adminislranio central.
A ailminislracao superior do ministerio da Mari-
nha rao seacha bem constituida.
A secretaria de estada concentra em si quasi toda
a acra > administrativa, assim nos negnos vis, eo- '
mo nos militares.
O quartel general serve, be verdade, de centro a
admiii sirac.au e servido militar propriamenle di-
to* ; oas, nao tende aceito independenle senao pa-
ra os actos secundario, oti acceewrioe do movi-
meoto. disciplina e economa da armada, he oa
generalidade dos caso* apena* um iulermidiario e in-
formante.
Daqui retollam varios inconvenientes,
Em primeiro logar, urna duplcala de expediente,
do qu riel general para a secretaria de estado, e des-
la para aquelle, que alias parece eslabelecido coui
parle integrante da primeira (eparlirao. Em Se-
gundo lugar, o quartel general, que he dirigido por
um clufe militar, que deve pottoir peseual mai* ap-
io para a confecrao das orden, regulamentos e ins-
Iruccoes roiicerneutes es pessoal o material da (orea
naval, se encarrega apenas de transmillir asorden*
que emanam da secretaria de eslaclo, quando
muito de completa-las com providencias de delalhe.
Finalmente, o chele do quartel general, aobrecarre-
gado desse Irabalho de expediente, ditlrahido a miu-
do pela dependencia em que elle e o ministre es-
tao un do oulro, uio pode bem fitcalisar a execu-
Cao das orden* superiores, nem velar assidoamente
pelo Jjom estado da forca naval activa, attendendo a
lodos >s elemenlos que consliluem a sua elRciencia e
economa.
A oi'ganisacao do servrusuperior e central de mi-
nisterio da marinha he evidentemente defeiloeea, e
crea que na tem exemplo digno de ser naillido.
Soa re forma he pois, urna necessidade, para cuja sa-
tisface o couvirid que
o goveruo fots* aulorisado ao
Todo sempre quizemos, lodos queremos., besa esmo lempo que decrelaseU a U
da patria ; todos obedecemos a le du progresso o- S30 dt eonsellio naval.
cial. un* seguiudo sua razao por este caminbo, ou-
Iros seguiudo sua razao por aquell'outra : de onde a
arrogancia de querer que a minha razio se subor-
dinaste a raza* dos uutius '.' Luamos : na hora da,
lula pudimos ler sido inlolcraules : he a coudicae
l.ital da l'raqiieza humana ; no* das do lula as pai-;
x6es no* sssoberbam e nos arrastam i intolerancia
cessa porm a lula, acalmam-se as paizA, a alta
razdo, a indulgencia, a docilidadedo Brasileiro lau-
ca sobre todo o paseado o veo do e*quecimeolo.
Pari, mim nao me reslao do pastado senao as
recordar jes das afleicOe* o da amisade, da sympa-
thia para estes uu aquellas individuos ; nao me res
lain nem sombras de avertu nem reminiscelicias de
luta contra ests uu aquelles individuos, nao posto
pois fazer cun as opinide* autigas o Os erros do pas
sado um azorrague com que llagellc homens que ho-
je nao abridera a sociedade, que hoje vem, como
eu, a acualidade polilica... >
Occupando-se espccialinnile com o orrtmeuto do
imperio, declara que nm grande inconveniente des-
se orranienlo he a accumulacio de quanlidaile ex-
Iraurdintiria de serviros pblicos em seus diversos
paragraphos. Quizera que se separaste do urciimen-
lo do fin lerio. ludo quanlo diz re-peito a auxilio s
arles, as ledras, sciencias, theatros, viagens Eu
ropa, e em fim ludo isso quanlo *e despende a bem
da CivilitaclO I literaria,>rionllca e artstica do paiz,
qoe ludo istu ficasse a cargo de um ministerio espe-
cial, anlogo a esse, l.lo frequenle cm oulrot paizes
em que ha rgimen represenlalivo, o roinitlerin da
cata do rei. Enlende que as viagens scieiilficas de-
vem ter determinadas e confiadas a tlenlos eseo-
Ihdos, de modo que se au decrete ama mituo ci-
entfica para um individuo, mas que se rscolha um
individu i para urna misslo scieutifica, antecedenle-
menle reconhecida uecessaria.
lailn la subre o lliealra lyricn com que se des-
peude a quantia de 120:0009, faz diversa, censura*
ao governo, porque esle nao lem feilo que os conlra-
los sejam cumpridos.
nanlo ao collcgio de Pedro II, diz qne este
eslabelecimeoto nao lem salisfeilo especialiva
publica, que o nico presumo que lem lie dar om
titulo de hachare!, mediante a somma de qualro
ceios mi ris annuaet, a um individuo que nao sa-
be nada, pois ludo ahi se faz pelo patronato, qne os
estudante* apenas tabem Iraduiir os pontos dos exa-
mcs.nos quaes sao leccionados pelos respectivos pro-
fessores r uranle o auno lectivo, e qne acerca do la-
tn) nao ha um s estudante do collegiu de Pedro II
que o saba ; e por isso acha que os exames feilo*
nesse eslabelecimeiito ndo devem ser admitidlos como
liad litar.o para matricula nas aulas de inslruccao
superior.
E conclue u seu discurso pedindo o adiamento da
discussao al que vendara essas informarnos.
Vai nesa, le-sc c apoia-se o seguinte requeri-
mento :
Proronho que fique adiada a discussao por dou*
das, ou i i virera as informarles pedidas lia sessao
de 185i acerca do theatro lyrico.Rocha.
Nao ha vendo quem peca a palavra, e verificndo-
te nao ha ver casa para volar-se, fica a diicussao do
requerimento encerrada ; procede-se chamada,de-
signa-so a erdem du dia e levanla-se a sessao.
Ma -avilhoso repeli Lew meneando a cabe-
ea com importancia.
Alm disto,.conlinuou Carler, nao seicomo es-
palhou-*i) o boato de que Mac Aulay commandra
bandos na Itomania. e combatra oa esbirros do pa-
pa lendo duas duzias de pistolas a cila, e urna det-
sas espadas antigs, que agora s veem-se no thea-
tro de Adelphi.
Ou.'i tallar da Calabria, disto Lewis. '
Calabria e Bomania he a mesma ososa! ex-
clamou Cirter nao podendo canter seu enlhusiatmo;
ha tambem os maquis da Corsega ; roa* sao inferio-
res. Na minha opiniao nm salteador da Romana ou
da Calabria he muilo prefervel a om Uscoqoe ou
mesmo a um Paliknre. De ora em diante Mac Anlay
est soliih carao urna pirmide do Egyplo he o jai-
nota que mais se lem adorado ns* margen* do Tami-
*! Devemos segui-lo, senhor Lewis, e affaslar-lhe
os seixos lo caminho.
Concordo, inlerrompen o alfaiate ; mas para
supprimir essa lady Bridgelon ?...
Carler leve um torriso, vaidoso, baleu no hombro
de Lewit e tornou :
leudo um meio. Lady Bridgelon he simples-
mente una aldeaa do condado de Derby, que Chris-
lian sed ii,.o.
Mas esse tlenlo magnifico? objecin Lewis.
O I liento nasce tanlo na aldea como na cor-
te, respondeu o mercador de cavados. Demais isto
n.lu inteietsa-inc. O qoe nos importa he qae lady
Bridgelon he sobrinha de um fazendeiro chamado
Saunden de Newcalle, o qual anda sempre acom-
panhado de um basiao fuimidaval. Mirillas informa-
Coes a esse respeito sao cmplelas e precisas. O
bom lio lamenta anda a sobrinha, enlo faz caso de
sua fama Iliteraria. Escrevi-lbe lia pouco.
E juica, que elle se dar ao Irabalbo de vir?
pergunlou Lewis.
Ella chegou esla mantilla a Londres com o
basliio. Ah! qae btstao retpelavel 1
O olhar de Lewis exprimi cerla inquietacao.
Emao Vmc. nutre a esperanca?... comecou el-
le timidamente.
E cono Crter n>o o comprehendia, Lewit fez
nm gesto de espancar alguem para completar sua
phrase.
A quem ? a lady Bridgelon ? exclamou Car-
ler; oh! uto! O lio Saunders metiera tmenle a
autora dt David Rizzio em tua careta, como te ella
nem sout esse a orlhographia, e a levar de rota ba-
tida para a fazenda do condado de Derby* llavera
eclipse de lady Bridgelon, e nosso charo lord, livre
ao inesrac lempo delta avenlureira, e de tir Edgard
qne est ia gaiola, casar com mita Davdson quan-
do quizer. Como acha isto, seuhor Lewit?
Vmc. he um homem excessi va mente torio!
responde i o alfaiate cheio de convicc.lo.
Omni todus os merendares de cavado*sao Igual-
mente fo tes, meu charo !
E que espera esse fazendeiro de bastao?
A experiencia qae lenho podido adquirir fortalece
a comiccao que vos manifeslei relativamente ne-
ces'id; ile de om conselho de profissionaea, capaz de
auxlni o ministro na* especialidades do eivica
naval e militar, e de ser a mesmo lempo um ele-
mento conservador da* lices da experiencia, e das
iniciativas salutares que muita* vezes tao destruir
das.se iiiuifliaaln ou perdeni pela itlabilidade do*
ministerios.
A necessidade desse auxiliar he real, e lao se nal-
vel, que forcoso tem sido procuaftr-lhe algum reme-
dio, ainda que provisoria e incompleto, como per-
mi tem as faculdades. do poder execulivo.
Era 1838 cisou-se ama commissao de officiaet pa-
ra examinar ai de navios da armada, no
intuid] de conhecer-te a aptidao dos commandantet,
e o cumprlmente das ordena qae Ihe fouem dadas
relativamente ;i navegcao. Em 184 uomaou-se
urna o lira commissao, e fni-lhe iucumbidooexamc do
armamento naval e seu melhoramenlo. Finalmen-
te, em 1848 creou-se urna terceira commissao para
o esaine dat madeira* destinadas conslruccio na-
val. Beso que wi primeira leste o carcter
de permanente, licaram tudas subsisliodo, a ulti-
ma sompre circumscripU ao objeclo especial de
sua ci eaco, as duas primeira sendo lambem, e
accidentalmente, encarregadas de ostros Irabalhos.
Estas eommissots alo podiara supprir a falta da
instituicio a que me refiro. Kecorreu-se a oulru
meio auxiliar, que consiste em reunir es che fes das
repartieres ccnlraes para consullarem sobre o*
projectos ou qoettes eui que se loroa necessa-
rio o c.oucurto de sua luzet e couhecimenlos pra-
ticos.
Seria abusar de vossa paciencia demorar-roe em
demonstrar a disparidade que ba entre oa conselho
como i. que lem sido indicado, e semelhantes com-
missdes e conferencias.
Os melhoramentos moraes e ma le ra es da armada
xigeni esludos, observaooes, exames elradalhos,
que se nao compadecer com o sea-vico de eommitaoes
em eiistencia legal, sem orgauia<;ao, eujo pettoal
de summamenle varitvel e mal retribuido.
Senliodo a todo o momento a falta desse ulrtisti-
rao auxiliar, julgou o goveruo conveniente tornar
mais efficaz u servico das coimustosl te qne cima
falle, e para e posia de duas secces, o presidida pelo
graduado oo mitigo.
A nova commissao be destinada a consultar, quan-
do II. for ordenado, more lodo* oa objeclo* que
digam cespeito a orgarrisacao do pessoal e material
da armada, e designadamente incumbe-ldc o exa-
me da armamento naval, odas derrolat dei navios
do estids,
Creacao temporaria, destinada a auxiliar a admi-
njstravo suprema mellivir do que'o podiam fazer
laclara fule asenmmissoesextinctas, eraquantonSo for
creado o conselho naval, deu-se-lhe urna orgauisacao
tamhein provisoria, apenas sufficieule paraos Iraba-
lhos que della se podem espera!.
Corpo dos of/iciaet da armada.
A corporaco da armada vio realisado um de seus
mais iirdeule desojo*, o de ama premocao ge-
ral, que Sua Mageslade o Imperador lioure por
bem decretar, c leve logar oo faustoso (Ha 3 de de-
zembro.
Os limites do quadro e o rigor da lei nio permit-
tiram que fossem remunerados lodosos ofiieiaes dig-
lima ultima ptrlicularidade nao ralla de deli-
cadeza, Elle quer convencer-se pelos' seu* proprios
olhos ce que lady Bridgelon he soa sobrinha, e qu
recebe o gentleman em sua casa. He para esse fim
que oslamos aqu; te en tivesse adiado Mac Anlay
j ahi, leria ido inmediatamente prevenir o honra-
do Sar.nders de Newcaslle.
Ah.' senhor Carler, exclamou o alfaiate; isso
he verdadeiramente machiavelico I
!' Sem duvida, meu charo, disse Carler eefre-
gande as maos com faluidade, um mercader de ca-
vados que nao fosse diplmala...
Inlerroruoeu-se para appHsjrr o ouvido ao remar
quehavia a fiorta da ra, elkelamou com espanto
profu ndo: -
ijuo he aquillo?
Levis eslava de bocea abarla.
Aqaella voz!... disae anda Carler; eu jura-
ra que he sir Edgard !
Chegaram ambos porta, e a sorpresa eoaverteu-
se-lhei ero terror; pois Lewis vio pelo fnro da fe-
chadura sir Edgard Lindtay pagando o cocheiro.
Os dous associados encararam-se. A antecmara
dava para urna galera, que lerminavu em um ter-
raco lobre o jardim.
Devemos com ludo esperar, disse Crter.
IDepois da peca que Ibe pregamos hontem. res-
ponde i o alfaiate fazendo vios eaforcos para impe-
dir o tremor da voz, crein que seria" imprudencia
encontrar-nos com elle.
Que diabo pode pagar-lhe a divida ? murmu-
rou Carler refleclindo.
A tela soou e Lewis lancoa-jc para
galerii.
a porta da
*
Com effeito, disse Crter segnindo-n, podere-
roos esperar no jardim. Quando Mac Anlay chegar,
sahiretnos.
Lewis alravesara a galera correado, e/.eslava
escondido atrs de urna monta. Crter desapparecea
tambera no momento em qae Triblv ebria a perla
exterior.
O tigre inlrodnzio Edgard no camarim de lady
Bridge on, e'disse ofierecer.do-lhe urna cadeira :
Milady ha de vir brevemente.
Edgard astenlou-se, e torrio observando a phytio-
nomia Iliteraria do camarim.
C'h! pensou ella quando ficou sozindo, o ro-
mance enreda-se, e quasi perco o fio. Bis urna mu-
llier acoravetmenle formosa, que toma minha pro- '
sa e innat versos, que furia meu pseudonym, e que
paga n nha dividas por preco muilo elevado !...',.
Quand.i atcolhi ao acaso este nome de lady Desde-'
mone Bridgelcn para assignar meus ensalos poti-
co, eu oto tuspeitiva qoe elle ganharia lana,fa-
ina, e qoe eu teriacomo Pygmal'ulu una estatua ani-
mada, I Iha de minha* obras.. A aventura he mar.
vilhoia e extravaganle; vejemos em qae dar !
(Continuar-se-**-.)




PIMO DE PEflWUBCO SUTI'FEIM I7.0E AGOSTO DE 1855
pideaecefso, nm eatou erto de que oeobum del- que esta pralica nao subsista, pois he obvio que raro
H
le ddxou deparlilhar o* seiuimnlos de jubilo e
de rewioaeci ment que devia inspirar aquella acto
dn soberano.
0 mappaGaprsenla o estado das diflerenle.
classes desia briosa corpomcao.
Ache-su o quadro em gi ande parte preenchido, e
nao lobram oQicide, an.es CiUam s Tese psra o
sanrtep naval, ili actrjalir unte pr..raptos, a desem-
barcados, 1 officites, dosi|aaes i subalternos. nu-
mero dos doenles nao excede de 9, entre estes so-
meuto 5 suballcruot.
A forra naval consta, he verdade, de um uumew
de navios que nao he o ordinario, 16 araiados ora
guerra, e t como transporte*. Mas releva notar igual-
mente que os eslados-ma ores de algn* oto e*Uo
completes, e que o armamento em crcumslancias
extraordinarias, aioJa uio excedendo a previalu le-
gal, eligira malor numero de officiaes.
Nao e pode, porlaulo, adiar excessivo o quadro
dos aflicia da aneada, mas tambera nao julgo que
elle dar ser ja augmentado. A notada deficiencia
se nao dara, genio fossem as coramistOes exlranhas
ao eainislerioda marinha, "in que alguna'ae acham
empregados, commissOet qrm em parte ceasariaro-da-
do o case de circimistanciai extraordinarias. O ser-
vido dos corpos, e dos eslalielecimenlos da marinha,
posJerin eeder parte dos officiaes que nelle se aeham
empregados, te o servico naval assim o reclamasse
ferrosa mame...
O quadro est quasi pi.jenchido uas classes dos
officiaes generaos e oflieiai.t superiores, das quaes
a primeara aprsenla urna vaga, e a ultima qua-
No receio que por isso as promocoes se tor-
nen raras, urna vez que tejara ellas sujeilas no-
vas regras e condices, que gatsntam eflicazmenle
o merecido premio aos quu bem servirem, e se exe-
culero rigorosamente as dipoicoes do alvar da 16
de dezembro de 1790, e do arl. 4. da lei n. 646 de
1 de julho de 18U, relativas s reformas dos que
se forera inhabilitaodopor idad6 avanzada, molestias
e oatras riroumalaocias.
O projecto que sobre tilo importante assumpto
en tive a honra de apresentar-vos em nonie do go-
verno, e na qualidade do membro da cmara dos
ira. deputados, creio qoe traria grande benelicio ao
trrico publico, e aos officiaes de reconhecido mere-
cimento.
Couvem obstar por lodos os meios a tendencia qoe
os notaos joveos officiaes mostrara para as commissoes
de ierra, e oulras em que podem gozar vantagens
te embarcado em o Ualialho das viagens. Esta
molestia tero atacado tambero a oulras ciaste, nao so
corpo da armada, como dos servieos que Ihe sAo
ios.. A deciso do governo no basta, he pre-
ciso que a lei a auxilie eflbizmenle.
A aspirado prematura aos commandoa he ontro
i vai'desonvolveudo, e deve ser atalhado.
ra jet bem commandanie he preciso ler sido bom
suballereo. Esta he a rogra geral, e as excepcOes
sao raras,
Of/iciaes d: fazenda.
O estado dos officiaes de (atenda de embarque de-
ve chumar a vosea allencao; He a ciaste que tem
especialmente a seo cargo es interesales da fazenda
cionul a bordo dos navios de guerra. A avallada
oa que forja naval ornme em rounicoes na-
le guerra e de bocea, depende da fisealisacjio
detses empregados.
O airar de 7 de Janeiro de 1797, qoe he a lei de
soa creacao, e regula o servico fiscal a bordo dos na-
vios do estado, deterjana i|ne hajam 6 commiisario
escrivles do numero dent, 6commissarios e6
es do uomero de fragata. Assim que o refe-
alvai-a Dio d ofliciaet de fazenda effectivos se-
na para 12 navios, e isto na hvpolhese de que todos
empregados no servico naval, e nao em outrai
ceetmistott, como se acham alguna.
verdade que a dita lei previo e atienden a de-
sa tixacaa, aulorisando a nomeacAo de
iciaes extranumerarios, cojo numero foi fizado por
**Vj* 9 de dezembro de 1845 em 20 commissari.it
e bU tacrivaes, alen, de 0 diapenseiros, ciaste esta
le qoe nao trata a le, e exerce nos navios menores
as funecoe dos coramisiarios.
qoe garanta offereeem aos interesses d fa-
Hciooal empregados que nada vencem qaan-
aaembarcados, e qoe segundo os regulamenlos
devem desembarcar para prestar coolas no
lira de dous anuos '.'
A resposta aquella pergnnta est nos registros
das liquidaces reitas pela eonladoria da marinha,
i allestam a incapacidad o da maior parte dos indi-
9 prelendem taet (impregos, edosprejai-
zos dedetensde cootos dn reis que causara anuual-
raente ao calado.
ber-se que os vencimenlos que percebem
es funecionarios, quando cmbircados, nao sSo em
zerel diminuios, comquanta nao correspondam sem-
pre a importancia de suas fu iccOes. Pode anda ac-
oreacentar-ee qoe wa condicao actual ser melhora-
exiiiiudo o desembarque ao cabo de dous
a prestadlo .le conlai, medida qoe o go-
eroo (enciona adoptar na reforma da eonladoria e
intendencias da mtejnl.a.
inmstanciiii independentes da sus
vontade e dedicaedo ao atrvico pode determinar o
desembarque de um eludid de fazenda ? Neste caso
clivo tem a vantagem dq toldo, que para o mais
graduado h.. de 5QV por ma, e o extranumerario na-
rtelie, se ufto alean ca alguma commisso em
trra, o que he raro.
Hraosu-a qnal he o estado dessas
classes da aunada. Versis qoe ha 89 extranu-
merarios a bordo duea'ios armada* e transpor-
* tmenle 12 effeclivet. O lolal dos extranu-
merarios sobe a 139, dos quaes 32 te acham tem em-
prego alguni.
A eoudicao do desembarque no fim de dous anuos
para prestar conten, e em juanlo dura a liquidaco
irandoasorle ti'esses empregados, exige
I aroiudtdas uomeaci-s, qoe affrouxam anda
rigor 4a escolha, e causao ao e osiueresuiiiodaiaa gtaUa de semelhnnlss
agentes li^caes, urna duplhata de detpezat, com os
veocimenloi e pasiageus dos que devtm desembarcar
e dos que vio reude-los.
nao pode ser contestada a neeessidade
M aova organisaco ao corpo dos ofilcia-
,e que esta m:dida nio trara aug.nen
tal, sim poepara ao estado os des-
avos qoe resultao de ama gestao fis-
idividqos tem as otcessarias habilila-
livo para i| Gal comprmanlo de seus
importantes ile>eres.
tiquete contornea bordo do navios do
lo monta anonalmanti a selecentos contos de
penco mala ao menoti. i'ode dizer-se que luja
econemia em tnlroaar ta avullada fazenda lisca-
litacao de individuos qoe se presto a servir na con-
e serenj,lesembarcados de um mo-
itro, e licatem eolio destituidos dos
meios de subsistencia ?
tria razoavel exigir qie os commandantes e im-
modialos tejaro os vardadeiru* fiscaes da fazenda na-
xal, a qoe a* commitaariotaescrivaasedspenseirus
tetara penes, ot soaa execuloree?
t s> tierna seria acertado e conforme aot
urna boa administrscao fiscal, nem he
lo grande encargo pete sobre aquello-
eem oolros e mais .(..portantes deveres a
cumplir.
sudantes e inmediatos devem segura-
l telar os ioleretses do estado a bordo dos seas
u, mas querer qoe a soa saperitndeucia se e-
lo limil!, nem he conveniente, nem
liec
Corpo de taudf.
c saude da armada corapoe-te actual-
mente, alem docirarglin ura ehefe. de 13 primei-
os cirurgiOet, 27 segundos, 1 primeiro pharmacea-
undos. lia oais dous cirurgioet de com-
o, eacarregadoa da direccAo do hospital da Ba-
bia e da enfermara da Pernambuco.
O plano de orgauiaaciio do corpo de saude, esta-
ecido pelo decreto n. 739 3e 21 de novembro de
mina no art. 7, qne nao sejam prvidas
le exciderem aos dona tercos, em cada
i classes, iitn qaanto nao honver mais de 50
a que corresponda essa praca. Etla reslric-
co he tan rigorosa que d 0 cirurgiOes para 50
navios que pelt numero do tuat guarnieses os de-
vano ler.
i tercos dasdnns tlasses se acham preenchi-
do, pois temos sO eiruriiioes militares, entre primei-
ros e segando.
la actualmente 32 navios armados que demandara
aquella praca, islo he, itujas guarnir; de mais de JOhon.ens.
O bosp decupa 4 cirurgiOes, o huspi-
i I, o corpo de iinperiaes mariuhe.ros, o
halalh i i val' a com{*iihia de aspirantes a guar-
das inarinlus 3.
Slige, porta nio, o servico de saude da armada ac-
lenle 40ciiurgi6es, inclusive o secretario do
ciroraiJo em ebefe. Exigira mais 3,. se o governo
houvessn delerminailo, ha pouco, que os dous
corpos de marinha tanham um so cirurgi.lo, em-
ejuanlo esliverein aquarlsladot na mesmt fortaleza,
e se nio kave*em doi :irurgiOes de commissau,
am empregtdo no hospital da Baha, e oulro oa en-
fermera de l'emambiKo.
Ura, alem dot,crnrgirieii indispensaveis para o ser-
ijo ordinario lie prxciei ler sufiicienle numero de
dispaniveit, ofl. so para oicorrer s vagas praveni-
enlet de molestas e de liiencas. como para certas
commissoes etlraordiaa ias, que podem exigirse d
cirorgido a um navio que o nao launa pela impor-
lancia de sua gornivao, u qoe te eleve o numero
la.aillaiivos n-aqaelle-'i navios a que corresponda
sesSpre estaj praca.
ero dos pliarniaceulieos que marca o plano
do 2o de novembtu de 11150 he muilo mais reduzdo
do que o dot cirurgiOes. 0 seu estado.complete he
dedoqtprsineiros equaiio segundos. Actualmente
ha chico pliarmacenlieit, um eropregado ao hotpi-
Lal da corle, c qualre n:< navios armados. A arma-
da conla dez navios a que corresponde essa praca
e d'esles i armados. '
m chefe propce q0 o numero dos
primeiro pharinaceulicis seja elevada a *, e o dos
segando a 8, em lemp de paz.
egulamento docapo da saude, annexo ao de-
crete iinmtro 783 de n da abril de 1851, dis-
poe, oo artiga U), qul oa enfermeiros neces-aros
para embarcar nos navios de guerra tejtm lira-
dos dos nespitaesda aneada, onde deverlo habili-
lar-t.
A etpentncia leea mnslrado qae os enfermeiros
doehospilanioao se pres am para o servico de l>ordo,
e # han'etseM eslabeleeioienlos pesteal de sobra
es-e m. '
aqu resulla qoe o i enfermeiros Jet navios de
guerra sJo lirados das i latees da marinliagem, n es-
cpelo de umouoairo adividoo quese cntrala pa-
ra este trrico. A saud< de nssaas equipagens exige
ser encontrar .um marinheiro ou grumete qae seja
apto para enfermeiro.
No ha economa, ha somonte mo servico. oa a
ecoi.omi i do enfermeiro importa a dimiuaiclode am
individuo nos Imbalhos nuticos.
A tendencia para as commissoes de terra'que
vos nolei, tratando dos officiaes da armada, tem-
se manifeslado em maior grao no corpo de
saude.
Nio faltam candidatos not lugares de cirurgiSu di
armada, mas, apenas Horneado-, receiam a vida do
mar, ou prelendem que te Ihes deixa gozar dn van-
tagens da peonstlo sem os seus onus.
Os pharmaceulicos nSo fleam alraz dos cirurgioet,
nem no terror com qne dspulam ot provimeuto,
nem oas solicilacoes para os empregos sedentarios,
ou de miis commodo servico.'
Corpos de marinha,
O estado effeetivo dos dous corpos que consliluem
o elemento militar das nossas giiaroirca navaes pou-
co difiere do que era ha um auno.
O corpo de imperlaes marinheiros, como veris
do mappaA, conla 12 das vinte t quatro compa-
nhias que coinl.luem o ata quadro, e essasi2 in-
completas, stu he, com 1,231 pravas, em vez de
1,288. AsSim, pois, possue a armada 1,181 mari-
nheiros artlheiros, quando devera ler 2,505, ileduzi-
dtt tt prtcat quecorrespondem aos estados maiores,
e algumas das que formao os estados menores.
O mappa d'etle tono apenas aprsenla um aria-
mente de i I pracas.
O balalhjo naval tarabem nio pasiou ainda de tres
companhias, oem poude completa-las, contando so
mais 42 pracas em relacflo ao ultimo mappa. O ef-
feclivo das Ires companhias existentes he de 291
Convlria, nao s para impedir essa nociva lenden-1 pracas, islo he, faltao-lhe 179 para o seu estado cm-
ela, como para que os officiaes de saude da armada pieto.
Ta*
mtlhor se habilitasseao em todo ot servieos a que
sao destinados, qoe o accesso a 1.a cirurgio, nao se
concedesse ao qaecnlasse tresannos deqnalqaer
servico uo posto anterior, mas simaquelle que n'ee-
ses (res anuos liveste dous pelo menos de embarque
em navios de guerra. Semelhantemenle, para o ac-
cesso dos primeiro eirurgiOes a capilaes lenles,
se devera exigir algam lempo da embtrque no
poslo anterior, podendo com esta condiejo redu-
zir-seo prazodooitoannosquepara o dito aceesso
marca oVgo 3 do plano de 25 de novembro de
1850.
Debaito desles principios, que poderiam receber
alguma excepc.lo em favor dos primeiros cirurgiOes
que sedislnguissem no servico dos principaes hos-
pilaes da armada, seria juslo crear-se mais um grao
de access... o de capilao lenle a capitao de fragata,
com 9 qoal ficaria complela a escala das gradnaces
dos officiaes de saude, desde a do 2. cirurgio al
do cirurgio em chele. *
A respailo dos pharmaceulicos convria igualmen-
te eslabelecer disposicoes anlogas, que' os conv.das-
sem ao servico de bordo.
Officiaes do caito.
O governo ainda nao nsou da aulorisacio que lhe
ro concedida para reorganisar o corpo ecclesiastico
da armada.
A estreileza do lempo nao prrmittlo a realisacilo
d essa medida antes da vossa presente reunSo. Tam-
bem o objecto, posto que importante, nao exiga
tanta brevidade, visto como os poneos logares de
capclles estavam preenchidos, e para resolver sobre
a demistao ou conservaran do que servem actual-
mente por commisso, he de joslica observar o seu
procedimenlo.
A consideraco especial qne vos merecen o servico
religioso da armada lem sido por si t bom estimulo,
nao s para que os sacerdotes mtlhor compran) os
seus sagrados deveres, como para que ot comman-
dantes sejam mait solcitos pela pralica do culto a
bordo deseos navios.
lia actualmente um capcllo effeetivo, e seis de
comraisSo : o primeiro serve no corpo de i nperiaes
marinheiros, e dos segundos quatro servem embar-
cados, e dous no hospital da corle e no balalhao
naval.
Officiaes de nutica.
O governo nomeoo urna commssio com posta do
director da academia da marinha*chefe de divisHo
Joao Henriques de Carvalho e Mello, e dos lentes
calhednticos do 1. e3. annosda mesma scademia,
ca^ito lente Christiano Benedicto Oltoni, e pri-
meiro lente Joaqum Alexandre' Manso SaySo,
para formular om projecto coheernente s habilita-
rles dos officiaes de nutica da armada, e dos pil-
los do commercio. A dila commisso apresenlou ha
pouco oteu trabalhu elaborado sobre as bases qoe
lhe foram dadas por esle ministerio, e que com al-
gumas poucas alleracoes poder proeocher as vislas
com que vos foi solicilaJa a autorisacao que dsles
oo anigo 3 da lei n. 753 de 15 de jolho prximo pas-
tado.
A experiencia tem mostrado qoe os Brasleiros, j
pelas diffieulilades qoe enconlram em encelaracar-
reira de piloto mercante, j porque Ihes falta orna
escola onde adquiram as habilitacoes precisas, nao
exercem essa prolisso senao na navegacAo costeira,
ou na praticagem dos porlos, salva ama oo ootra
exrepc.lo. A quasi (otalidade dos pilotos de alia na-
vegacao, qoe se lem proposio a exame e oblido
caria pela academia da marTohe do imperio, sao es-
Irangeiros.
A commisso cima nomeada propfle a creacao de
ama escola pralica de pilotasen, a bordo de od na-
vio do goerra, no intuito de formar pillos nao s
para o servico da armada senao lambem psra a ma-
rinha mercante uacional.
Ela medida he lambem indicada moilo conveni-
ente pelo diere de dvisflo intendente da marinha da
Baha, Diogo Ignacio Tavares.
Ha presentemente vinte e tres officiaes de nutica.
e lodos embarcados.
artfices de embarque.
A grande revoluro que a hlice veio produzir na
erganisaco da forja naval, excluindo os navios de
vela, ou transformando-os era navios mixtos,e a im-
portancia que j tem a nossa marinha a' vapor, sao
razOes irrecusaveis para recoohecer-se qae devemos
olhar com mu sera allencao para as classes mecni-
ca dos .vapores de guerra.
Temos hoje efectivamente empregados no servico
naval militar quarenta e tres machinislas, e enlre
elle nm ou oulro Brasileiro.
Sao quasi lodo estrangeiros de diversas naees,
con'ratadns por dous ou Ires annos, ou alistados sem
cui.'licao de lempo.
He orgenle organisar o pessoal proprio dos vapo-
res de guerra, oflerecendo-lhe alguma vantagen em
cempemacao da garanta qoe deve ler o Estado, de
que nao lhe faltarao machinislas, foguistas e carvo-
eiros no momelo em que o servico dos vapores seja
mais preciso.
Esla medida ser insuflicienle, se nao instiluir-te
urna escola pratica para instruccao dosapreudzes
artfices dos nossos arsenae, que lenham aptid/lo e
qoeirarn aeguir aquella profissflo, que he das mais
lucrativas a bordo dos navios de guerra, por so
mesmo qoe exige liomens com hablitacOes que sao
raras, e o sen servico he dos mais arduos.
A neeessidade de taes providencias he de ha mui-
lo reconhecida, exislem trabalhos coinecados para
esse Um durante a adminislracao de uia dos meus
antecessores.
A organi.sac.ao nao ofTerece difficuldade, porque
reduz-se a regularisar a pralica actual, olferecendo
mais nlsumasgaranta ou vantagens a esse ulilissi.no
e indispeiisavel pessoal.
A escola pralica he lambem de fcil enao dispen-
diosa nstitjicao, aproveilando-se os elementos que
ja exislem creados no arsenal da marinha da corle, e
alguns com mnilo pouco proveito.
la all olflcnas, escolas de primeiras ledras, de
desenho, de risco, e al urna de geometra applicada
s arle*. Esles elementos, bem combinados, aperfei-
coados e dirigidos, prodazirao nao s urna escola de
machinislas para os vapores de guerra, como lam-
bem urna escola de meslres para os nossos arsenacs,
da qual tambera carecemos.
As goamiedes dos navios de guerra compfiem-se
de oulros artfices alrn dos que perleacem especial-
mente aos vapores, islo he, de calafates, carpintei-
ros, serralheiros e tanoeiro.
Temos duascompanhias militares de artfices, mas
incompletas e em crescente decadencia.
Empregar o recralamento para tirar estas pracas
d'enlreos operarios dos arseuaes do Estado, e dos
etlabelecimenlos particulares, he um meio violento,
de que n.lo convra tancar mao em crcumslancias
ordinarias.
Era ouiros paizes o governo tem companhias de
artfices militares para eses e oolros servieos da ma-
rinha de goerra, como as tem para os serviros do
exercito. O seu exemplo deve ser imitado, qoe-
rermot possoir urna marinha militar, ainda qoe
pequea relativamente a oulras. bem organisa-
da e com elementos de progresivo desenvolvi-
menlo.
O Estado nao deve eslar i merc dts circomslan-
cits, e da concurrencia dos particulares, para o ser-
vico dos seus arsenaes e composicfto da forca naval.
He preciso, pnanlo, que posa contar sempre com
am determinado pessoal de artfices para os seus tra-
badlos martimos, e para as goarnicOes dos navios
de caerla.
Os apreodizesque sao clocados e sustentados pelo
governo, e oa cascos das duas companhias de artfi-
ces que actualmente ciiste.n no arsenal da corle,
devem ser aproveitados para esse fim, impendo te-
lhes a obrigacao de servirem ao Estado um cerlo nu-
mero de anno, d-se-lhes ou au urna urzanisacao
militar.
Attenlamentns dos officiaes da armada e clas-
ses annexas.
A experiencia me fez conliecer que os tssenlamen-
toa do officiaes da armada e classes annexas nao sao
em geral feitos com a regularidade e exaclidSo ne-
cesitaras.
Este resoltado provm de dilTereoles causas; a
saber : I, as iuformacnes que servem de base aos as-
seiittmenlos to incmplelas ; 2, as eslacoes cen-
traes nao as receben) algumas vezes, oo deixao cahir
em atrazo os registros ; 3, as disp -sires vigentes,
relativamente a esse servico, nio sao asss providen-
tes.
Objecto he, porm, digno de loda a consideraco,
pois nos assentamenlos fuodao-se os direilos dos offi-
eiaes c saas familias, e por elles he que o governo
pode conhecer os precedentes d'aqnelles a quem Ic-
nha de confiar ahnura e os nlercsses do paiz.
Cunviuha eiaiMnar minuciosamente o estado d'es-
ta parle do servico do ministeiio da marinha, e em
vista do factos o disposicoes vigentes, prover de re-
medio a lao seria neeessidade. De orde.n de S. M.
o Imperador incumb este exame, e a iniciativa das
medidas que elle pudesie suggerir, a urna commisso
de nffi'iaes da armada,
A commisso. que foi composla do chefe de ts-
quadra reformado Miguel de ."touza Mello e Alvim,
encarregado do quarlel general da marinha, do che-
fe de esquadra. .nlonio Pedro de Carvalho, do che-
fe de divisao Joaqum Jos Ignacio, e do ehefe da
i, seci;aoda eonladoria da marinha. Antonio Domin-
guesdeSi', apresenlou o exposicJo aparecer qoe
consllode um dos oflicos nnuexos a esle rotatorio.
Esle rahalho, que he digno le louvor, habilita o go-
verno a tomar as providencias que exige lo impor-
tante otrfacto, no inlerttse do estado, e dos seos ser-
videro.
Pela prlmeira vez se v impresso um almtnsk dos
ofliciaes da armada. Nao est completo, pois s
com prebende os officiaes da 1, classe, mas ainda as-
sim he om documento tmporlante. Espero qae o
do tnno seuinle cemprehendern nao ido* officiaes
ds diderenles distes do corpo da armada, como
Xambnm os do corpo de saudt, e os de fazenda e ca-
pella do numere.
Este corpo, quando preenchido o seo quadro, do-
ve cooslar de 8 companhiat, oo de 1,200 pracas, in-
cluidas todas as classes.
Os nossos raappas nao apresenlnm ainda lodos os
dados necessarios para bem conhecer-se as perdas
e acqoisicoes havidas anaialmeple. Renunciando
por isso a urna cumpirar;3o rigorosa entre o mappa
pastado e o aclnal, notarei, lodavia.alaumas de suas
dilferencas, a qoe sao devidos os dimioulos accresci-
mos que cima mencionei.
Segundo o mappa annexo ao primeiro relatorio, o
corpo deimperiaetmarinheiros per leii.em cousequen-
cia de baixas, 31 pracas e por desercOes 117. Poste-
riormente, como mostra o mappa aclual, dernm-se
inual numero de baixas, e occorreram 14-1 deser-
jes.
No primeiro periodo apprehenderam-se 60 deser-
tores, eappreseularam-se 11, slohe,7l desertores
tornaran) ao corpo. No segundo periodo foro ap-
preliendidos 57, e appresenlar im-se 25, ao lodo 82
pracas.
Houve pois, no periodo a qae corresponde o pr-
senle relatorio, o mesmo numero de baixas, menos
3 desertes, mais 14 apresentados, e menos 3 priset
de deserlores.
Eslabelecendo a mesma compararlo para o bala-
lhao naval, temos que no primeiro periodo derao-se
22 baixas, houve 22 desercoej, forao apprehendidos
5 desertores e apresenlaram-se 5; e que no sognndo
periodo hoove mai 2 baixas menos urna deserjao,
maij 12 apprehensOes e menos urna apresenlnc,ao.
Apresenlando estes algarsmos nojlenho por fim
assenlar sobre elles nenhuma observarlo positiva, e
apenas indicar as diflereufas mais nolaveis do dous
raappas, e fazer sentir aos agentes do ministerio da
marinha a neeessidade de colligir e completar esses
dados eslatisticos. ,
As desertes sao mu frecuentes as eqoipagcn
dos navios sortos nos porlos do Imperio, l.'ra dos
meus primeiros cuidados foi estimular o zelo dos
nossos officiaes para obsla-las, e expedir algumas
providencies que n'esle intuito me parecern) con-
veniente.
Logo que occorre qualquer desercao n'este porto,
recommenda-se a apprehensao do desertor nao s a
capitana, mas lambem ao chefe de polica da corte
e ao presidente da provincia do Rio de Janeiro. Nos
demais porlos do imperio, os commandantes das es-
lacoes, ou os dos navios em commisso, requisiiao
sera demora a pnsao de seus deserlores s autorida-
des locaes.prevenndo ao mesmo lempo o caso deque
os delinquentet se vBo refugiar em ootra provincia,
quando a desercao se d em'districlos lmilrophes.
.Nao poucot casos de fuga de recrulas se lem dado,
e para evita las e pnni-las, iguaes reqoisicaes se fa-
cera, lendo poi Isso ordenado que os conductores se-
jao munidos de relacoes que conlenham s aignes,
e mais designarles necessarias, dos individuos qoe
Ihes forem entregues.
Segundo as insirucrr.es annexas ao decreto n. 914
de II de fevereiro de 1852, devem ha ver al duas
companhias de deposito ou de primeira instruecao,
onde sao rerel.nln lodosos recrulase voluntarios
destinados aos corpos de marinha, e das quaes, de-
pois de apurados e convenientemente preparados nos
ejercicios nuticos e militares, pass3o para os ditos
corpos, oo para as classes dos marinheiros avulsos.
Estas ceiiipaiihias leem a mesma ergani.sac.ao das do
corpo de iraperiaes marinheiros.
Actualmente s existe urna companha de deposi-
to, com 13 pracas. Na dala do mappa anterior linha
ella 16. Contou, porm, durante o nllimo anno
maior numero, pois s para o corpo de imperiaes
marinheiros pastaran) d'ella 73 dos novos alistados.
A companha de apreudizes marinheiros, anica
que existe desde a creacao do corpo, a que be a Mi-
da, consta de 170 pracas, das quaes 166 sao apren-
diz. O seu efleclivo apresenlado no ultimo map-
pa era de 194 pracas, entrando n'esle numero 191
apreudizes. A ddlrenca de 25 aprendizee para me-
nos he ainda inferior ao numero do qoe passaram
para as companhias do corpo. pois entraran) o'eslas
70 d'aquella proceden, ia. O excesso de 70 sobre a
dila dillerenca expiiea-se pela acquisicao de menores
que completaran) o seu lerapp de aprendizado no in-
ternado das dalas dos mappas a que me refiro.
. No seu estado completo deve esse pequeo vi-
veiro de jeseos marinheiros militares contar 213
pracas.
A companha deimperiaet marinheiros di pro-
vincia de Matto Crosso constava, al a dala que al-
canrnu o mappa junto, de dous officiaes, dos quaes
om pertence ao exercito, e nelle servia como addi-
do, e de 95 pracas de prel.
O mappa anterior dava 90 pracas. O estado com-
pleto dessa companha he, como o das companhias
da corle, de 106 pracas.
A deficiencia deslet elementos principaes das nos-
tas equipagens povm,- como mu bem sabis, e ja
dve a honra de expor-vbs com o detenvoltimenlo
que me foi potsivel, da etcassez da popularan bra-
dedazidas igualmente as ds estado maior e menor
e ot officiaes das companhias. Sio ao todo 1,485
pracas de prel, que podem destacar, nio sededo-
zindo as necessarias para o servico de guarnidlo
nos quarteis e not esttbolccimeutos que exigem urna
guarda militar.
Elevados ao seu estado cmplelo, o primeiro con-
tana 2,496 pracas de prel movis, e o segundo 1,184,
ao lodo 3,680 pracas destaeaveis, Desls uomero ha-
veria que deduzir 600 pracas, pelo renos, para o
servico de guarnidlo em Ierra, para preenchimenln
das rallas provenientes de baixas, desercOes e mo-
lestias, e finalmente para ncleo de inttrucrjlo des-
ses dous importantes elemenles da furia naval. Lo-
go, ainda nessa hypothese, qae' est tao longe da
realisar-se, os dons corpos apenas baslariam para o
prelienchimenlo du efleclivo de paz.
Certo poder-se-hia alargar os seus qoadros, aog-
meutando o numero das companhias. Mas isso nao
convria alem de certo limite, nio s pela conside-
ravel despeza que exigem as equipagens perma-
nentes, seoao ainda por considerare, de outra or-
dem.
O recurso ao alislamento de marinheiros avnlsos
que hoje he urna neeessidade iudeclna vel, seria, no
maior grao de prosperdade dos dous corpos minia-
res, ama medida de grande conveniencia. O des-
piezo desse recurso alienara do servico da armada
individuos de que ella precita em qualquer even-
tualidade de guerra, estancara urna fonte que lhe
deve estar sempre aberta eque ella deve alimentar.
Esta opiuiao nao 17 a a de um homem incom-
petente, he a opiuiao de professiouaos dislinclos,
me em Franja se oppozoram, nao ha moilo lempo,
idea de cooslituir as equipagens de linha por mo-
do a reduzir consideravelmenle os ro iligente.t an-
nuaes das classes empregados na marinha mercante.
As pracas da marinhagem, que tiramos principal-
mente das cUsses martimas, sao edevem ser o com-
plemento das tripolacOes da armada. Actualmente
entram ellas em numero de 1,477 na r imposirae do
effeetivo da foixanaval activa, isto he, consliluem a
maior parte das equipagens dos navios armados e
dos transeportes.
A vossa sabedoria nao desatienden neeessida-
de qae temos desse elemento subsidiario das guar-
nirte* navaes. Concedesies pela lei u. 753 de 15 de
judio ultimo nao urna razoavel elevaran no pre-
mios at entao oflerecidoa, como lambem maiores
vencimenlos.
O governo oson da vossa aolorisac.'io, como ve-
ris do decreto o. 1466 de 25 de ontnl.ro prximo
patsado, e do aviso regu amentar de 28 do mesmo
mez.
Era occasiao de preencher ama grande lacana qae
existia na legislara., da armada. O marinheiro avul-
so recrulado nao linha lempo fixo de praca, era o-
brigado a servir em quanto vivesse e lhe nao fal-
tassera as forras. S poda libertar-se dessa aroua
e perpetua obrigacao por um meio criminoso, o da
desercao, ou por urna graca especial do governo, se
nio lie mais exacto dizer-se, pela benevolencia de
seus superiores.
O decreto de ">.de outul.ro nao s estabeleceu
para essas praca o direito escusa do servijo mili-
lar no fim de dez ou doze annos, secundo cumeca-
rem na praca de marinheiros ou oa de anmete, co-
mo lambem concedeo aos voluntarios o mesmo di-
reilo depois de seis ou de oilo annos.
est'arle os nacionaet qao te alislavam, como
pralicam 01 ettrangeiros, para servirem em quanlo
Ihes convier, 011 por prazos de am a tres annos s-
mente, sap agora convIViados, pelo allractivo da isen-
c.lo do recruiameulo miliUr, alm de om maior
premio, e da vantagem do licenceamenlo, a conser-
varse por moilo mais lempo a bordo dos navios do
estado.
Melhoroo-se notavelmente a condic.lo das pracas
da marinhagem, ao passo que coocederam-se van-
tagens as do corpo de imperiaes marinheiros. '
Seria, porm, iiidesculpavcl 'llu>*0i B no P4r"
suadissemos que as referidas vantagens sao por si sos
aas efficazes para allrahir marinha de guerra os
homens de que ella carece animalmente, e della fo-
gem para a oavegacao mercante, ou para misleres
menos penosos e arriscados.
O asyto de invlidos nao pasta ainda entro nos de
um philanlropico pensamenlo, que principia a rea-
lisar-se.
As viuvat e lilhos dos marinheiros brasleiros nao
lem direito a pensiles, como se conceden) em outros
paizea. posto que nao faltem ejemplos de laes remu-
neraces decretadas extraordinariamente pelajusti-
{a imperial e do corpo legislativo.
A lei garante ao imperial marinheiro a reforma
com o sold por inleiro depois de vinte annos de
servico, e s pracas de prel do balalhao naval, nos
raesmos casos em que esta vantagem he concedida
a semelhanles pracas do exercito. O artigo 1. da
lei n. S34 de 3 de maio de 1850 fez extensivas as
disposicoes do arl. 3. do plano annexo ao decreto
de 11 de dezembro de 1815 s praca dos dous cor-
pos de marinha, que se impossibililarem, por do-
enca, ou em combale para conlinuir 110 servico.
As_ prajas da marinhagem, porm, nao tem por
lei direito reforma em caso algam, e somenle ao
asylo de invlidos, para o qual conlribuem como as
de pret, e isencaardo servir., activo, qaando po-
dem ser empregado Jem trabadlos menos pesados nos
estabelecimentos Mines.
Creio que mi/ ta muilo. oneroso ao estado con-
ceder desde. iracas da marinhagem alistadas
era conrarmi y art. 3. do decreto n. 1466 de
2.1 .le un,i! 'ino nassado, islo he. por 6, 8,
10 ou 12ann>~ IruteTbs suas crcumslancias. te-
ja extensivo oTW"tt^fcedido nu sobredilo decreto
de II de dezembro uapISlS.
O aviso do ministerio da marinha de 24 de de-
zembro de 1850 regulou o modo pirque os indivi-
duos pertencentes s differentes classes da armada
nalmcnte do^touco allractiv.. que em toda a parle
offerece a vida do marinheiro militar, canta qoe
entre nt se d. e.n moilo maior grao, pelot varia-
dos e facis recurso que o paiz ofTerece a subsisten-
cia de seus I.afiliantes.
Promover o desenvolv ment de nossa popnlacan
martima, e melhurar gradualmente, por todos os
meios possiveis, a condicao do marinheiro, lie'o ob-
jecto que reclama os mais assiduos cuidados.
As medidas para qae aulorisasles o governo na
vossa ultima sessao foram promptamenle realisaitas,
e julsareit se do modo mais conveniente. Espero
que ellasexercero benfica influencia, urna vez que
os i-sfiirros do governo sejam secundados por lodos
os chores, commandantes e officiaes. Da i niel licen-
cia, carcter e zelo dettet depende em grande par-
le o bom xito das medidas que se adoptarem a bem
das equipagens.
O decreto 11. 1,466 de 25 de oulubro do anno pas-
sado eslabeleceu novos prazos de servico para as
prajas do corpo de imperiaes marinheiros, e propor-
cionou-lhes vantagens correspondentes em confor-
inidade do art. i. da lei 11. 753 de 15 de julho de
1851. Nestas vantagens comprehendeu-se a de li-
eene 1 para servir em navios mercantes nacionaes,
regulada por modo que nem o marinheiro de guer-
ra perca durante o liceuceamenle os hbitos do ser-
vico militar, nem fique lora das vislas dos agenles
do ministerio da marinha.
O aviso resulamentar de 28 de oulubro prximo
passado cmplelo.! as dispotices do mencionado
decreto, dando-lhe a doenvolviiocnte necessario.
para sua perfeila execurao.
A experiencia tem demonstrado a insofficieocia
dos alistamentos de menores para a nica compa-
nha de apreudizes marinheiros que existe creada
nesla corle. Por outro lado todos igoalmenlo reco-
nhecem que essas companhias seriara o mais precio-
so viveiro da nossa marinha de guerra, e a seu lem-
po, da marinha mercante. A melhores pracas do
corpo de imperiaes' marinheiros (em sabido daquel-
la companha.
O governo, compenetrado desta neeessidade, e
movido pela consideraco que vos expuz o anno
passado,,aproveilou-se da autorisacao que lhe con-
cedestes; decretando a creacao de urna companha
de apreudizes na provincia da Baha, a outra igual
na provincia do Para.
A ua orgaiiisacao, adminislracao e disciplina
conslam da regalamenlo que baixou com o decreto
n. I, .17 de 4de Janeiro dette anuo.
O digno presidente da provincia da Bahia com-
municou em offlcio de 10 de abril ultimo que a
companha mandada all crear ja contava alguns
apreudizes, e esperava elle que dentro de um anno
tirana pieenchida. A crvela Berlinga, que foi des-
armada e posta rra do servico activo, pelo seu es-
tado de ruina, serve Jo quarlel provisorio e de es-
cola i dila companha.
O quarlel permauente desses menores ser esla-
belecido no arsenal de marinha, ou na fortaleza do
Mar, se, como espero, e ja reqisilei, for ella ce-
dida ao ministerio da marinha para esse fim, e pa-
ra o servico. da capitana e do registro militar do
porto. A execucao de-I medida s depende de ser
removido daquella fortaleza o deposito de plnvora
qoe uella exista, com grande perigo para a popula-
Cao da capital di provincia.
Contando igualmente com o zelo do presidente do
l'ar, creio que1 a companha, cuja organisaro lhe
foi confiada, ja estar creada, tendo alm do seo
etlado maior e menor slgunt apreudizes. Na opi-
.111., dos officiaes da armada he esla a companha
que mais promelte.
vjSe esta experiencia for bem succedida, o que mui-,
lo depende da sua execurao, ser conveniente crear
novos e iiiuaes viveiro 111 provincias de Sania 6a-
Ih.irina e do Espirito Santo.
O quarlel da companha do Para deve ser pro-
visoriamente estabelecido a bordo do brigue-escuna
Andorinha, que pouco lempo pedera conservar-se
no servico geral. Mais larde er a dila compauhia
aquartelada no arseual de marinha dn provincia, li-
caiido aquello navio nicamente dettiuado para es-
cola dos menores, fondeado e vola.
A villa de Obidos elfere.ee coudicOes favoraveis
para a creacao de urna seccAo filial daquelta eompa-
nhia. U capilao de mar e guerra, Pedro da Cunha,
director da colonia militar all fundada, juina van-
tajosa essa creacao, nio s pela facilidade do adita-
mento de menores, muito proprios para a vida do
mar, como porque se pedera assim com mais uiili-
dado montar nesta importante posico um pequeuo
etlabelecimeiilo naval, que seria mais um elemento
para a sua defeza, e mais um recurso para o seo
detenvolvimeulo.
Marinhagem.
' O corpo de iraperiaes marinheiros e o balalhao na-
val nao preenchera as equipasen da Torca naval
activa, que cm ciram'tlancias ordinarias deve com-
por-se de tres mil marinheir.w e infantes.
Como ja vos notei, o effeetivo do primeiro corpo
he de 1,234 pracas, das quaes somonte 1,207 sao de
prel. O do sagundo corpo compOe-se de 278 pracas,
poderSo deixar s suasieillm"1>ma ptrle de seus
ileira, da sua disseminacao |.........Iiniliii...... .....lilllllUlm I1i| inlllTi 1 11......1 o marinheiro
lissimo e cora poucus meios de comraonicacao, fi- avolso, as pracas de prel, e oulras que nio vencem
sold quando desempregadas, n,lo podem gozar da-
quelle favor sem ordem expressa da secretaria de
estado.
Ha para esla rosirirrao o poderoso motivo da
frequentes desercOes, e do.prejuizu que lambem po-
de solfrer o estado pelos desembarques, baixas e
fallecineolo de laes pracas. Ho, porm, mnilo sen-
ivel ao bom marinheiro a privara., do mait seguro,
senao do nico meio de prover a subsistencia de
sua ramilia. Em Franca, na Graa-Bretanha e nos
Eslados-Unidos se lem aquello favor como om in-
centivo "de que nao he possivel prescindir.
O governo coidar de modificar, quanto estirar
ao seu alcance, o rigor do aviso de 24 de dezembro
de 1850, pelo menos concedendo que o marinheiro
possa delegar ama parte dos sidos qoe liver efTec-
tivamenle vencido. N'esle caso o pagamento fa-
milia seria demorado, mas este inconveniente he
menor que o da prirarao absoluta.
O aviso nio veda absolutamente a referida con-
eessao, porque a torna dependente de ordem da se-
cretaria de estado, mat islo importa o mesmo, visto
como o receio da desercao ha de prevalecer sempre.
Os nossos marinheiros, he pena dize-lo, exceptua-
dos ilos poucos voluntarios das classes martimas que
se alistan) sem lempo determinado, ou por cortos
prazos, quando sahem do servico do estado nao van
continuar a prolisso qoe adquirirn!, ou em que se
aperfeicoaram na marinha de guerra ; a grande ge-
neralidade dellet abandonam aquella prolisso, e
vao enlregar-se t oulros misleres, senao ociosida-
de e ao vicio.
Serla til nflo s como proteccao aos marinheiros
que bem servirem ao estado,anas lambem para con-
servar na vida martima os que se reliram da mari-
nha de guerra, que sejam elles de preferencia admil-
lidos no servico naval moderado de nossos porlos,
nos das embarcarles das alfandegas e de onlras es-
laces publicas, e no das companhias de navegacao
protegidas pelo estado. Esla pratica, tao generali-
sada quanto possa ser, importa mait urna garanta
e vantagem para a marinha de guerra.
En disse cima que o augmento de premio e de
sold concedido pela lei 11. 759 de 15 de julho do
anno passado, e pelo decreto qoe era virtude della
foi promulgado, mo he um grande attraclivo. Com
effeilo esse premio e maior 'vencimento nao valen
tanto, que possam assegurar-oos, ja nio digo que te-
remos marinheiros disposto a servir V armada por
longos prazos, mas que venceremos a concurrencia
da marinha mercante, obleado voluntarios- que se
austera por curtos prazus, ou mesmo sem condicao
de tompo.
Segundo o referido decreto, omirinheiro avolsu
de classe superior percebe de 109 a 209 mensaes.
Na marinha mercante pode elle vencer, sendo ero-
pregado na de cabolagem, de 14 a 50) por mez, c
na de longo curso at 6O9, como veris de om dos
mappas aunexos.
Ha sem duvida alguma desvanlagetis relativas no
oflicio de marinheiro mercante, como tao a incer-
teza de oceupacao, os inlervallos quu passam de-
sembarcados anda os mais aptos, o abandono em
que licam os que por accidentes, molestias ou ida-
de avancada se tornan) invlidos. Mas a indepen-
dencia em que vivera, e o servico trenos arduo e
arriscado que prestan), compensan) aos nlhos de
mnilos a somma dts vantagens que offerece a mari-
nha de guerra.
Classificarao e accesso das pracas de pret e da
marinhagem. '
O exame das pracas de prel e da marinhagem pa-
ra a primeira classilicacaoe seu regular accesso he
um objeclo que a primeira vista parece de pouca
importancia, mas qae tem am verdadeiro ulerete,
assim para' o estado, como para os seos marinheiros.
Do primeiro exame depende a designacio da clas-
se em que o voluntario 00 recruta deve ser alistado,
e, porlaulo, a primeiras vantagens de premio e sol-
do qao Ihes devem ser concedida. Dos exaroes aub-
tequentes depeude o accesso de cada individuo, e a
esto aceesso esUlo ligadas novas vanlagens.
A falla de taes examet ou o abuso na sua execo-
c3o occasionarao iujuslicas, premios eaugmeolosde
sidos indevidos, detrimento do servico, e franqueza
das equipagens.
O regalamenlo do corpo de imperiaes marinheiros
prescreveu no artigo 22 os referidos exames para a
classifieacao e accesso da saas praca-t, mas na., ha-
viam inslrocsOes qoe os regulassem c provessem
sua fiscalisarao. Urna ordem do dia do quarlel ge-
neral da marinha, publicadu em 4 de marco de 1843
determinon o modo pralico porque taes exames de-
viam ser feitos relativamente as pracas da marinha-
gem, mas essas disposicoes, como lanas oulras que
se lera dado por avisos, que nem apparecem as
colleccpes, cahirara em desuso, ou erara com pouco
apreco executadas.
Tao imprtame objeclo nao poda deixar de cha-
mar a allencao do governo, no momento em qoe te
concedan) s pracas do corpo de imperiaes mari-
nheiros e da marinhagem novas vanlagens propor-
cionadas tua aptido e lempo de servico. Os de-
cretos ja rilados e os avisos de 15 dn Janeiro proii
mmenle lindo suscitaran) aquellas anligat ditpoti-
oOei, completaram-nas e regularan) e ten cumpri-
menlo.
Nesla serie da medidas ha urna lacuna, que nao
esea'pon a reflexau do governo, e tmente por falla
de lempo deixou de ser preeuchida. Refiro-me t
proraoco dos officiaes marinheiros, que nao est
regulada, qua he feita as mais das vezes tem perfei-
lo ctnheeimeulo de causa, podendo dahi resultaren)
injuslicsse augmento deinecessaro de officiaes do
numero exlranomerarios.
Organisaco dos corpos de marinha.
No relatorio do anno passado Uve a honra de ob-
servarlos que organisacao do corpo de imperiaes
marinheiros me parece exigir algumas modilicacOes
assim 00 iuleresse da eduCaco proflstional de suas
praca, e da melhor composira.. das equipagens, co-
mo para obviar o inconveniente qoe resuda de ter-
se all empregados, islo he, fora do servico naval ac-
tivo, om grande numero de officiaes da armada.
A iniciativa detla opimao, qualquer que teja o neo
merilo. devo confestar que me nao pertence. Um
dos meus antecessores a leve, e se lhe fallou a occa-
siao de mauifetla-la ao corpo legislativo, cuiduu em
leva-la a effeilo-.
O corpo de imperiaes marinheiros nao deve ser
assimilado intuiramente aos do exercito, atienta a
grande differeuca que ha enlre o servico do mari-
nheiro e o do soldado.
A organisacao desse corpo deve ler por bate a sus
admiuistracao, jnsirucrSo e emprego na forca naval.
A adminislracao nao exige a organisacao aclual, e
pode ser simplificada com vantagem do servico.
A instrurcao do imperial marinheiro compOe-se
de duas parles essenciaes arle de marinheiro pro-
priamente dito, o manobra da arlilhtria naval, e de
utras menos importantes, accetsorias. manejo das
armas de fugo portateis, jugo das armas brancas
usadas a bordo, e conhecimento dos deveres de in-
famara al a escola de peloiao.
A organisacao actual tem antes por base as partes
accessoriat do servico, do que as essenciaes.
As companhias parecen) antes elementos de um
balalhao de infamara do que de um corpo de ma-
rinheiros destinado a fornecor as equipagens dos na-
vios da armada.
- N3o ha nislo um mero inconveniente de forma,
ha exclusao de pracas essenciaes s equipagens, e
accrescimo de oulras que nao sao indispensaveis pa-
ra a adminislracao e disciplina do fqnarlelamento,
e que sSo inuieis abordo Neste ultimo caso os pri-
meiros e segundos sargentos e os forreis.
Ot officiaes inferiores das equipagens sao ot offi-
ciaes marinheiros. Esles devem igualmente t-lo,
creio en, das companhias do corpo qne fornece as
equipagens.
A Franca tem desde muilos annos, alem de gran-
des depsitos de equipagens denominadas Divi-
ses martimas, um corpo de equipagens de linha,
ou antes companhias de mariiiheros militares. A
organisacao detlas companhiat aprsenla relativa-
mente s nottas, eulre oulrat difftrencat, a de lerem
officiaes mariuUeiro em vez de primeiros e segun-
dos sargentos. Ha nm furriel em cada ama deltas,
mas nicamente para o servico de escr.pt.irarao.
O corpo de marinheiros militares recenlemenle
creado na marinha porlugueza parece urna milacao
do qosso, aasla-se, porem, da organisacao deste
quanlo aos inferiores, que sao como uas companhiat
frauceza officiaes marinheiros.
Alguns officiaes opinan que a organisacao do cor.
po era companhias nao he conveniente. Segundo
elles, o corpo devera constar de 5 divisOes, sendo
Ires de marinheiros, urna de grumetes e outra de
apreudizes. Este sytlema, que seria nconlestavel-
menle de vantagem sol. o ponto de vitla administra-
tivo, e pelo pequeo numero deoQiriaes que exigi-
ria,offerece inconvenientes pralicos de mait de um
genero, e nao parece prestar-se senao aos grandes
depsitos de equipagens de linha como o que lemos
no porto du Rio de Janeiro.
Nao enuncio juizo definitivo sobre a opiuiao ci-
ma referida, porque a creacao o organisacao de cor-
pos de equipagens he objeclo que demanda experi-
encia, que ainda se discute e examina as primeiras
potencias martimas. Demais sou em geral mais
propenso a raelhorar oque existe do que a fazer re-
formas radicaes.
O syslemar de companhias he o qoe lemos desde
a creacau do corpo, ha cerca de 20 aunos, e creio ler
aseo favor o.vol da maior 1a dos homens profissio-
naes que mais lera pensado nesta ponto importante
da organisacao da armada. '
Adoptando, porem a organisacao actual de compa-
nhias, entendo que a compasicau deslas nao he a
mais conveniente. Tonho para assim pensar, alem
da razao que ja produzi, outra au menos impor-
tante.
O corpo de imperiaes marinheiros deve fornecer
senao tripolacOes completas, pelo menos a base det-
las. As companhias actnae nao corresponden) no
effeetivo, nem a composicao de nonas equipageot,
nao so pela falta da ineslranca naval, como pelo nu-
mero e classes de suas pracas.
A composicAo das companhias convria que fosse
tal, que com ella e suas subdivises se podesse for-
mar equipagens de linha completas, se nao para
lodos, ao menos para oa primeiros navios da armada.
Bem sei que o melhoramtnto que indico suppe
urna onidade de forca naval, ou antes am plano da
loiacOes que teulia relarao com a organisacao do cor-
po da imperiaes marinheiros, e seraelhante plano
nao existe. Mas he esla urna neeessidade que nao
pode deixar de ser quanlo antes salisfoita, porque
della dependem a disciplina e a forca dos navios de
guerra.
O servico administrativo geral do corpo, em vez
de ser feilo como o das guarnirOet navaes, differe a
cortos respeito da impliridade deste, mulliplican-
do-se cnnsideTa-vehmrdle. O processi^Tle--fiscaJisAi
cao que passo a referir, cuja reforma he reclamada
pelo aclual commandanie geral do corpo, he urna
prova do defeilo que acabo de apresenlar.
Segundo o regalamenlo de 5 de junho de 1845,
devo-se formar mensalmenle para cada companhia
doas relarf.es com as mudencas n'ellas occorridas, das
quaes orna li. a no archivo do corpo, e outra he apre-
senlada ao encarregado do quarlel general da mari-
nha no aclo da mostra. Estas segundas retacees, de-
pois de verificada! e assignadas pelo escrivilo da in-
tendencia, sao enviadas eonladoria geral.
Das primeira relacf.es exlrahem-se os prets par-
dees que no de cada mez sao entregues ao escri-
vAo do corpo para por elle formar 6 prel geral, qoe
vai com aquelles a reparlirao fiscal 1 para coteja-tos
entre si e com as mencionadas retacees parciaes.
Feilo o indicado exame, fica o pret geral na paga-
doria e sao devolvidos os parciaes ao commandanie
geral do corpo, para que n'elles aulorise o pagamen-
to e^irvae de documentos-para a conla do coinmis-
sario respectivo:
Existindo actualmente 14 companhias, incluidas
a de menores e a de nslraccao, formaro-se mensal-
menle 28 relacOes e 14 prels parciaes, servico qae
esl a cargo dos officiaes e inferiores. Alem d'este
penoso trabadlo de escrpturac.ln. ha o procesto len-
to qoe cima observei para a fiscalisacao do paga-
mento.
Taes inconvenientes podem obviar-se, sendo as
pracas relacionadas segundo o processo segoido a bor-
do dos navios da armada e o pagamento feilo pelo
Ihesourciro pagador da marinha como sao os dos na-
vios; surtos n'esle porto. Ass.tri evitar-se-hia lambem
o servico principal que prestio os inferiores, |o da
excessiva eseripturacao das companhias. ,
A instruccao militar do corpo, at onde ella pode
ser dada a pracas cojo misler principal he o de ma-
rinheiro, nada soflreria com a reforma qoe deixo in-
dicada, e que como veris foi adoptada, quanto lbe
era applicavel, na organisacao das companhias de
aprendizes, mandadas crear as provincias da Baha
e do Para.
N'cslas companhias, composlas de menores, e des-
tacadas do corpo, aquella organisacao era indis-
pensavel.
O regulamento de 5 de jnnho de 1845 atienden a
11 m relo demonstrado pela experiencia em lodos os
paizes que pnssoem marinha de guerra : e vem a ser
que nao he possivel obler de um mesmo individuo
que seja igualmente bom marinheiro, bom arlilheiro
e boa toldado de infamara. Os Ires servieos podem
ter al cerlo poni prestados pelo, mesmo individuo,
mas consliluem especialidades para as quaes be pre-
ciso ter homens etpeciaes, ainda que pertencentes ao
mesmo corpo.
Todo o imperial marinheiro deve sabor o manejo
da espingarda e das armas brancas usadas a bordo,
mas os seus serviros especate sao o das manobras
navaes e o da arlilharia.
A marinha carece de habis aliradores, como de
bous arlilheiro, mas he u balalhao naval que lhe
deve fornecer os primeiros. o fogo de mosquelaria,
e as operaroes de desembarque, os imperiaes ma-
rinheiressao auxiliares da iufantaria naval, e deve
ser esle o limite da sua instruccao militar.
Esle pensamenlo he expretso no regulamento ci-
ma citado ; a ninguem boje contesta a dislioccaodos
dous servieos. As armas modernas lano de arlilha-
ria romo de iufantaria exigem homens especises para
os eus grandes effeilos.
O regulamenlo actual foi ainda ma< providente
n'esse ponto. Entre os marinheiros artilheros, como
devem ser todas as pracas! d'este corpo, creou em
cada companha urna esquadra de vinte homens es-
colhidos por soa tplidAo para o servico da arlilharia,
eespecialmente ejercitados para chefes.de peca e
carregadores.
O numero d'esles artlheiros esperiaes nio era de
certo sufficieple. O regulamento de 18 de oulubro-
de 1850 maudado executa pelo decreto n. 713 da
mesma data,elevou u numero de cada esquadra a 40,'
dispoudo ao mesmo lempo a creacao de urna escola
secundaria de arlilharia, a bordo de urna trgala ou
corveta de primeira classe, para complemento da
ustruccao que aqoellat pracas devem receber no po-
lygono ou balera fixa da fortaleza que serve de quar-
lel ao corpo.
O segundo regalamenlo lem por fim a (Ampiela
execucao da ideit do primeiro, islo he, a forraarao
debons chefes de peca ecarregadores. Um e oulro, po-
rem, nao tem sido levados a effeilo em lAo olis dis-
posicoes.
A falla do navios e o estado deficiente do corpo nao
leem permillido a instruccao quo prescrevem os re-
gulamenlos. Os imperiaes marinheiros, apenas pas-
sam da companha de instruccao, sAo logo destaca-
do!. O effeetivo que permanece no quarlel mal che-
ga para o servico de guarnie,Ao.
Esle etlado de cousas nao pode continuar sem en-
fraquecimento e atrazo successivo'da nossa forca na-
val. Releva que os dous corpos militares da armada
sejam pastos no p de organisacao, disciplina e in
truecan, qne determinara as toa ordenanras, e como
reclaman) as grandes lranformaroes e mclhoramen-
los que se vao operando nos instrumento da guerra
manlima.
0 mximo de artlheiros qae o regulsmtnto de 18
de oolubro de 1850 marcan para preencherem as
func ;oe de cbtfes de peca e carregadores, poslo quo
dupla do que etlabelece o regulamenlo de 5 de jo-
nho do 185, nao me parece ainda suflicienle.
A arlilharia he boje o elemento de que depende o
resu lado dos combales navaes, diz urna aoloridade
reaplavel. Podendo os navios cumbalercom as suas
vela 1 ferradas, o que tiver melhores canhoes e mait
peritos artlheiros este ser o victoriosa.
Oa, a arlilharia naval lem em Franca e na Gr3a-
Breti.nha melliorado tao consideravelmenle em seos
meioi de accao, que nio pode mais ser confiada a
miot de artlheiros inhabeit on bisonhot.
A regra edoplad n'aquellat marrabas Re que cada
peca de nm mesmo bordo lenha Ires artlheiros es-
peciaos para chefe, primeiro earregador e segando
servente da esquerda. Keconhecendo esta neeessida-
de, o governo franeez reformen ha pouco as suat et-
eolat praticas de arlilharia naval, e creou elementos
para conservar o effeetivo normal de Ires mil mari-
nheiros, especialmente habilitados para o servico da
arlilharia.
Ai lus os decretos cima cilados marcaran) ura dis-
(inetivo para ai pracas das esqutdras de artlheiros,
e a n.esmagratificacAo diariade sessenla reispars lo-
dos, quando exereeodo o seu mister a bordo. Julgo
preferivel o pensamenlo da ordenanza frauceza que
dislirgue o chefe de pefa do primeiro earregador, e
esle co segundo ou primeiro servente da esquerda,
nao t quanto s divisa, como lambem no estimulo
pecuniario. *
A organisacao do balalhao naval dada pelo reg-
lamelo annexo ao decreto n. 1067 A, de 24 de no-
vembro de 1852 aprsenla urna alleracao muilo no-
lavel relativamente s organices anteriores. N'esla
todas as companhias eram de iufantaria, o'aquella,
sendo o balalhao compotlo de oilo companhias, as
duas ultimas sao de artlheiros.
Esta alleracao involve questes de importancia,
qne derivara das considerares que levo exposlas no
preseute artigo, qoestes que ainda nao foram susci-
tadas na pratica, porque o balalhao naval apenas
conla tres companhias de iufantaria.
Nao he entre nos somenle qne laes creacOes, ainda
que recentes,offereeem duvidas, e sao objeclo de con-
tinuados exames e reformas. As organisacOes da
mari ha sAo em geral mais difficeis e variavei do
que is do exereiln. Jim Franca a reformas se lem
sucedido urnas, s oulras e de quatro annos a esta
parle foram enceladas em larga-escala.
(Continuar-te-ha.)
Terl mais coutai que sindicar, porem ja voo bs-
tanle extenso, e nao querendo abasar tanto da bon-
dade de Vmc, remalarei qui, reservando-me para
muito breve.
Serei enlao om pouco extenso
Nio copula de materias,
Como assim cerlo vedoias,
Que nao pensara no qae fazem
Quando e*erevtm;o que leem.
O velho Alieno.
PERNAMBUCO.
i
CORRESPONDENCIAS OO DIARIO
SE PERNAMBUCO.
PARAH1BA.
Bananeiras 1. de agosto de 1855.
A partida do notso estafeta me convida a arapu-
nhar a pluma, e enderetsar voss o pouco qae nos
inlerssa.
As cousas pur este municipio passam-se em sen
'tat quo em parle, em parle, porm, neeessitam
ser odiadas com allencao, e segundo as empreca-
ces do notso bem-eslar social, porquanto se mar-
chamos, ua prsenle quadra, na vanguarda do pro-
gressi, e se na manifestaran de lal phenomeno ve-
mos operar-te urna cmplela revolucao, sustentada
pela rivilisarao e apoiada pelss lozas de um sculo,
em qae se acham radicadas as regras e os principios
cardeaes, que tendem ao deseuvolvimenlo moral e
intellectnal da humauidade, se ainda mais, devemo-
nos encher de vida a accao, para acompanhar esse
bello inovimeolo, que faz rodar a madiina social :
parece que he lempo da irmos dizeudo alguma cou-
sa em favor da Ierra que nos vio nascer, e porque
declaramonos sectario do prugresso, nos incurabi-
remot de concorrer com o noso lantum, afim de
que lambem a Ierra de Bananeiras se v erguendo
do profundo somno em que dorme.' i I
Uevo fallar autes de todo do pernicioso syslcma de
isolainenlo a que vivemos coudemnados, em conse-
quencia dn nenhum apreco que os homens deste
canto dio aos principios de sociablidade.
A falla de commuuiracao enlre nt tem constitui-
do ara dos elementos mais poderosos para o enfra-
quecmenlo dos lacos sociaes, que prendera todos
que vivem em coramunlia.i.
Na sociedade dos homens os direilos e os deveres
se comprehendem ptimamente, os costumes se pu-
rifica m, os vicios sao combatidos era ordem con-
duziimo-nos pelos tramites legae a justa esphere de
nossa. aclividade, e se ainda assim, a corrupcao e o
selvagismo levantan) seu codo infrene, que diremos
do estado insocial aonde a forca das paixOes ruins
pode tudo aperar?!
Devemos, pois, preparar melhor sorte para os
nossos vindeuros, e convencermo-nos de que sendo o
hnni'Hii naturalmente social nao pode, sem abdicar
os principios que tendem ao seu melhoramenlo so-
cial, deixar de inniciar-se uas suas Iheorlas, que as
condic/jes de cada sociedade pode e deve abracar co-
mo consectarios necessarios ao seu aperfeicoamenlo
moral.
He preciso, oolro sim, nos convencermos, qoe a
felcidade humana nao se dirige smenle ao nosso
fiem estar material, e para coraprehender esla ver
dade faz-nos misler que nos desprendamos desse iso-
lamenln .1 qoe nos lemas sujeilado, dando incremen-
to a um amortecimenlo social, que os novos moder-
nos, remo os auligos reconheceram come prejudicial
e nocivo.
Quando em pocas remotas te levanlava am J. J.
Rousseau, e cora a forca de sua aulordade scienli-
fica tuslenlava, que a reonio dos homens em socie-
lade era o resaltado de ama convenci voluntaria,
como se semelhanle dootriua podesse nunca ser coeva
dosocialismo humano; quando e* crer-se quo o estado social nao era urna cunstquen-
'jia pronria naturea humana: hoaveram vozes
que pozeram ei.mmliararo. ao caprichoso
utopista, e mos)raram qoe nao sil o estado social
nio poda ser o resultado de convences, senio lam-
bem qoe delle dimanavam os progressos e a felcida-
de humana. Eis-aqui, porlaulo, lendo nos na his-
toria um exemplo vivo para qoe nao snjeilemos as
nossas crensas .velhns prejuzos, que leem o seo
assenlo no amortecimenlo social qoe se liam os
homens de minha Ierra, alias digna do oulro viver!
O homem aperfeicoado pela sociedade, diz Aris-
tteles, be o melhor dos animaos; he, porm, o mais
lem vel de lodos logo que vive sem justica e sem
leis, que he justamente o resoltado desse estado de
isotamenlo a que nos lemos querido prender, raale-
riatisandocompletamente as mais bellas concepcOes
do nosso espirito, e vivendo as sombras de om egos-
mo iuadmissivel, oh! isto he horrivel; islc nao pode
continuar 1
A legilimidade das aeris humanas consiste em
sua conformidade com a lei geral e absoluta, ora,
se nos diclames desta lei se acham consagrados os
principios irrecusaveis de sociablidade como dog-
mas constitutivos de nossa existencia real na Ierra,
he manifest qae, socialmenle fallando, torna-se nm
erro funesto a adopro desse isotamenlo, de qae se
nao affaslam os homens de nossa (erra. Poderia mos-
trar a familia banaoeirense os males resultantes de
sua insociabilidade. Mas devo por termo as humil-
des observares que acabo de dedicar-lhe, e porque
me devo limitar a resenha dos fados, vou entrar em
materia, rogando da bondade dos que me leem a de-
vida venia, se por ventura diste mal o que escrevi.
Temos lido nossos vexames pela nefasta noticia
dos estragos que em Camela vai fazendo o cholera
morbos, e se com efleito mnilo confiamos da incor-
ruplibilidade do nosso ameno dima, para que nao
possa.ser invadido por semelhanle flagello, com ludo
podemos ser accommellidos era consequencia do
mximo deleixo porque he regularisada a higiene
publica nesla Ierra classica das excepcionalidades.
lambem nao con lava mes com a iuvasAo da peste de
bexigas, e no enlamo a nossa populacao vai sendo
dizimada. heos nos acuda .'
J tenho fallado contra a irreligiosidade qu,e vi-
gora enlre nos, agora cumpre reconheeero nossuerro
e implorarmos da misericordia divina, o seu pode-
rusitaimo auxilio para que nos ponha a salvo dos
(erriveis effeilos a que seremos levados pelas nggres-
soes de tac brbaro inimKO Devemos fazer as
usnas preces, e termos solcitos na pralicabilidade
daquelles aclos religiosos de que se nao devem a-
faslar os chrislAos, mxime oas crises em que s a
greja nos pode eneher dve conforto e allivio.
Tamhem a nossa municiplidade nao deve cruzar
os bracos, e tratar de resto es meios preventivos que
lhe estau ao alcance. Sabemos que a medicina re-
commenda mui especialmente o estado de limpeza
como providencias acertadas prohibirlo do mal,
entretanto as nossas ras ahi vivem inmundas,
cheias de lixus e miasmas, sem que nada se lenha
feita. Os purcos se vio encharcar as proprias fon-
te iin que mandamos vir agua para o nosso cen-
sa mo, e porque a cmara nao manda malar estes
bichos Uo nocivos a saude publica ?
Outra neeessidade que devia j e j ser altendida
era a transferencia dos acougues pblicos dos lugares
em que se acham collocados, pois adiando-te elles
no dentro da ra do commercio, aonde alem disto
se rene grande parle da populacao para as reirs
nos dias de sabbado, he claro que fcilmente produ-
zir maos effeilo o cenlaclo que deve exalar os mi-
asmas de tasa acougoes entre o povo ; cooseguinle-
inenle he indispeusavel a prompla transferencia
del es! queira a cmara lomar em sua devida consi-
deraco estas reflexOes.
Oirigindo-me agora ao collega desla villa qoe tam-
bera escreve para o seu Diario, me ha de permiltir
que lhe diga, que foi sumntamenle injusto no seu
eslranl.o modo de acensar ao digno coadjutor de
nossa frogoezia, e que alem disto os dous factos que
foi maram o corpo de delicio do aecusado nAo poda-
ra 1 produzir convicrAo da parle do publico desla
villa qoe testeraunhou o engao em que cabio o
ci.llega, e a maneira porque foi trahido em sua boa
f aose lhe reforir laes historias, porquanto a mu-
Iber de que nos follara o collega, que havia falle-
cido sem lertido sacramentada, nao se den lal, eo
seu proprio marido he a leslemunha mais autentica
quu lera o coadjutor em seu abono : lambem hoove
engao manifest na historia do sapateiro, o qual
disse o colleg, falleceu em confissao morando
pe de da matriz, nao houve lal : o coadjutor apenas
re lexionou ao notso poeta Venceslao, que lalvez
nio podeste sahir com o Sacramento em eontequen-
ci 1 de achar-se a matriz em falla completado ne-
cessario, e o collega sabe perfeitamenle dislo.islo he,
queapenas exilie na matriz nina uml.ella velha o
re I, e que avetpeilo de ludo mais acha-se em de-
cadencia, resultando porem de tndo Islo que o dito
oficial receben o Viatico ante* de fallecer. J te v
portante que as informacOes dadas ao collega acerca
do que Iralo foram liorrivelmente inexaelas, e
que uio se deu igualmente da parle do coadjutor
einctamenle de interesse de especie alguma. Con-
ein portanto que o codeen seja mais juslo para com
um homem qae lem direito a ser melhormenle Ira-
taco, eque he inleiramente incapaz de comraelttr
a dea de tanta degradacao,
CJi Wat a MUMIGIPaX. DO HECJFE
SESSAO' EXTRAORDINARIA DE 23 DE.
JLHO DE 1855.
Presidencia do Sr. Bario de Capibaribc.
frsenle 01 Sr. Regata Albuquarque, Reg, Ma-
mede, Oliveira, e Gesneiro, folUiide sam cauta per-
lici'padaosmais tenhoret, abrio-teasessao, efoi lidae
approvada a acia da antecedente.
l?ol lido o teguinle
EXPEDIENTE.
I.'m oflicio do Eira, presidente da provincia, de 19
do correnle.communcaodo ter incumbido a directo-
ra das obras publicas a organisacao d'oma compa-
nha ds rbeirinhos ou trabalhadores, a rialmenle
en-arregadot da limpeza e aceio dat raatjbeeces,
quintaea, e praiat d'etta cidade, tob a dirtx ie d'es-
la cmara, e immediala nspeceflodos fiscaes, auxilia-
do 1 pela polica. Kecommendavt S. Etc. cmara
eo-pregasse a maior diligenda e desvedo em fazer
que a companhia preenchesse ot flus de toa creacao,
e Iratava de oulras medida cmicerneulet atteatet-
mo objeclo ; dedarando que licava cargo desla ea-
m".ra P'Bamenlo deste tervice, para o que llnlia
ofliciado Ihesounria da fazenda para por a dspo-
irao da mesma cmara a quantia razoavel, qua da
in.lcate ; assim como ao ebefe de plida oo tenli-
do^de auxilala com todos os meios sea alcanee.
Resolven-se que se transmudase aos fiscaes esln
ordem de S. Exc, com expressa delerminacao de a
bem cumprirem, e qoe elle indicastem a numere
de praca precisas para serem reqaisiudat aa ebefe
de polica ; bem como qoe offieiasse Iheteorarit
da fazenda, pedindo por ora, a quantia de 6:080?OflO -
rei, para occorrer as despezas qua te forem fazendo,
daodo-se disto parle ao Eira, presidenta.Igual-.
m.'nle mandou-seofliciar ao enizenbeiro director das
ohras publicas, para comasuaicar a cmara, lego qoe
lis esse orgauisadoa companhia, e dar presta a obra
do novo matadouro.
Oolro do mesmo, que mandando redoliste, qutnlo
an es, ajta cmara postnrat, ai medidas de talobr-
da le concernentes .1 cavallaricas.indicadas no oflicio,
que, por copia, remedia da commssio de hygiene
publica ; e recommendando novameole a mala
prjmpia transferencia do matadouro para a Cabanga.
A coramisaao de pelieia parn fizar este trabalhu.
no sentido de serem conservadas aquellas cavallari-
rai, qae possem ter canos de etgolo para ornar oa rio,
ou para sumidouros, e com at de mait caidscoet in-
dicadas pela committio, cama indispensaveis t soa
limpeza o aceio.
Oulro do eonsellio adminislralivo de palrimoni das
orphaos, pedindo bouvetse a cmara de ordenar qae
fotse o mesmo patrimonio dispensado de pagarquaet-
quer direilos municipaes pelo concert da cata, ao
m>tmo pertencenlc, tila na rna da Gloria, Damero
1), para o qual se havia oblido liceoca desla cmara ;
visto como sao os bens do patrimonio considerado
proprio nacionaes, e gozara das mesma rsencOet qoe
3) nherenles estes.Maodon-te oavir ao advo-
galo.
Oulro do procarador, pedindo-e-lhedesse a quan-
lin de 7508 reit, para pagar Americo Vepario de
II illanda Chacn, e Frucluoso Perera de Katci-
m.nto, a importancia das arremalarOes de obras qoe
lizeram; por nao ler em seo poder mais da qoe a
qunlia prensa para a deapeza ordinaria.Qae se'-
liratse do cofre.
Outro do emenheiro cordeador, informando qae
pedia Bernardo Anlooio de Miranda, reedifle; I pa-
rele da frente do seo armazem, no piteo da Peah:,
dnbrando-a ; urna vez qae liveese eordeaelo ; pare-
c ndo-lhe porem que nAo devia ter permelida a eans-
trurrAo da parede de dvisao no meio do mesmo ar-
mazem, alienta a dtposico da poalora addicienal
dn 16 de maio deste.Concedeu-se a licenca, qutn-
1c a primeira parle.
Outro dn mesmo, informando qoe nao falgava de
ncesdade os reparos, que pretende o fiscal da Boa-
Vista se facam. das estradas Chora Menino, e Man-
g.iinho, porque naquella se .eal fazendo o calca-
ment pelo tystemn de Mac Adam, e nesta se Irala
du fazer o mesmo ; echando porem de utilidade os
c< ocertos provisorios da estrada de .ponte d'Ucha,
d qoe lambem falla o mesmo fiscal, osqnaes pode-
riam importar em urna quantia nAo soperior a qua-
renta e lanos mil reis.Mandou-se que fizesse a
obra quejnlga neeessaria.
Ontro do contador, informando qoe posto ao exis-
la quantia consignada para as obras d'alveaaria em
certas ruase estrada da freguetia da Boa-Vista, a
que te refere a portara qoe lhe foi dirigida ; cora
ludo tendo o governo da provincia aulorisado a c-
mara a despender pela rubrica de evenluaes o qoe
for neretsario al ao fim de eierdde correnle, e exis-
tindo em cofre 10:000 reis paredt-lho qoe se po-
dam execolar a mencionadas obras. Inteirada
qoe fotsem em praca.
Outro do fiscal de S. Jos declarando que na se-
mana de 16 a 22 do correnle, se mataran) 692 relee
p..ra consumo desta cidade.Ao archivo.
Oulro do fiscal da Muribeca, remetiendo nm ler-
no dacliada do infraccao as postaras, comroatlida
p ir Kolino Antonio d'Azevedo,. qne dtixara de ter
ajuizada pelo subdelegado respeclivai. Ao proenrador
para lhe dar o destino conveniente. aHrando em
ditcnssio o oflicio do Exm. presidente da provincia,
c.brindo a resposta da commisso de hygiene pu-
blica, suppondo etla ler sido a cmara 'um piuco
exagerada na represeotacAo qoe fez sobra os. estragos
f.ntos pela varila em alcumas fragaeiiat desle mu-
Dicipio ; retolveu a cmara se respondesse i S. Exc.
q ue por mformaeOes, que ohleve. lhe dirigi a refe-
rida Tepreientaco, pedindo a providencia nella coa-
t da ; mat qoe agora poda tatemar a S. Exc. que,
s* o mal tinha declinado na fregueziat na Varza a
loco, oulro tanto nao acontecer nades Affogicdos,
onde te lem ella generalisado, e tantai victima feilo,
sagundo a assev erario_de um dea Seat eotnpaiihcros,
qne nao poda ella deixar de insistir na providencia
pedida. Despacharam-se aa petieflerde Albino Fer-
reira da Costa, de Beoedilo Jos da Cota, 1
nardo Antonio de Miranda, dt padre Frase
vier dos Santo, de Jos Lopes Perelra G.i
de Maaoel Goncalves da Silva, da viova
I Ihos, de Thomaz Barbota Coimbrt, e fevanlen-se
ii sessAo.
Eo Maooel Ferrelra Acciod. secretario a teres
Barao dt Capibaribe, presidenle. Mamtit.
Gameiro. Reg e Albuquerque.OUceira. /fa-
jo. Barata de Almeiia.
REPARTICU1.0 DA POLICA.
Parte do dia 16 de agosto.
Illm. e Exm. Sr.Levo ao conhecimento de V.
Exe. que da differentes parcipacOes honlem t
ricebida nesla ropartica.,consta que foram presos:
Pela subdelegacia-da Iregoezia de Recife, o por-
Iigaez Joaqum da Silva Macieira e Antonio Jote
de Carvalho, hmboi para averiguacOe.
Pela ubdelegacia da fregaezia de S. Jos. Epi-
fanio Fft-reira da RessorreicSo e Jos Justino Evan-
elisla, lambem para averiguaeSes.
E pela subdelegacia da fregaezia da Boa-Yi-
prela escrava Maianna, a requerimento de sen res-
pectivo senhor, o pretn escravo Manoet, por oso de
arma prohibidas, a parda eterava Anna, por briga,
Rila Alaria da Coiiceic.Ao,Maria do Carmo d'Astump-
rlo, e o pretos eseravos Matbias e Lacio, loda* para
averiguarles.
Commuoicou-meo capilao delegado do termo de
Flores, em offlcio do 1 do correnle, que dorante
mez de julho findo foram all presos os criminosos
Manoel Florencio, Jacob Ferrfeira de Ara ajo Fran-
cisco Ferreira Avedno, conheddo por Cateo da Mar-
tulla," todo pronunciados no art. 192 da cdigo pe-
ral; Antonio Jos de Souzi, condecido por Antonio
Onefre N enera, pronunciado nos arls. I16e 122 do
mesmo cdigo; Joio Soares Reg SovellAo, indiciado
c.ri mi lioso de morte na provincia do Cear, Jlo de
Souza Moreno GaviAo, tambero indiciado criminoso
le morte na provincia da Parahiba, para onde ja' foi
eraellido; Luiz de Franca, criminoso di morte no
lermo da Ingazeira para onde igualmente foi re-
medido, Manoel de Castro Alcoforado, por denuncia
de ser criminoso de morlc no mesmo lermo de Flo-
re, Joaquim Pereira da Silva, enndemnado a galea
perpetuas, fgido da cadeia de Flores, Antonio Go-
mes Lima, que est sendo procestado por crime de
morte, Mtnoel Pereira e Agoslinho ognelra, ambos
|)f se acharen) pronunciados o 1 no arl. 201 e 8 2
1 o arl. :>'.I7 do cdigo criminal, e Joaquim Pereira
da Silva, para recruta.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
i'ernambuco 16 de agosto de 1855.Illm. eBxm.
Sr. conselheiro Jos Bento da Canha e Figoeiredo.
residente da provinciaO de ehefe polkla Lttix
Carlos di Paira Teixeira.
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DIARIO DE PERMAMBUCO.
No dia 15 do correnle, pelas 4 horas da Urda, le-
ve lugar a ceremonia do assentamente da pedra
lundamental do edificio, que nesla cidade te vai le-
vantar, para servir de Gymnasio Provincial. O acto
loi bastantemente concorrido, assisliudo a elle ama
- uarda de honra com a soa banda de masica ; e *
(|uanto as oulrat particularidades, acha-las-hSo os Sal
'.eilores uo lermo qae nbaixo Iranscreven.os :
x Termo ie atsentamento da peira fundamental do
Gymnasio Procincial desta cidade do Recife.
a No anno do nascimento de Nosso Semhor Jetes
Chritlo de 1855, trigsimo quarto da independencia
1] du imperio do Brasil, aos quinte dias do mez de
agosto, dia da Assumpeo da Santissima Virgem IdAi y
de Dos, pelas qoalro horas 'da tarde, no oaar da /
toada Aurora, na margem do rio Capibaribe, fre- >
auezia do Stnlissimo Sacramento do bairro da Boa-
Vista desla cidade do Recife, capital desta provin-
cia de Pernambaco, vieram o Illm. eExm. Sr.eaa-
s-lheiro dootor Jos Re ufo JBMaha e Faueiredo,
f resjdeute da provincia }o B^Ba&vm. Sr. D. JoAo
ra Wilicacao Marques NHHHhoo desta di->-
rese de Pernambuco; o Exm. e ItvnfcSr. vigario Va-
1 ancio Henriques de Rezendt, director eei-al inle-
riaeda inslruecao publica; o Exm, Sr. marecbal
Jos Joaquim Coelho, cotamndanle desarmas; o
lixtn. Sr. bario di Boa-Villa, commandanie sope.





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DIARIO OE PEMAMBUCO SEXTA FtIR 17 DE' AGOSTO 01 18SS
rior da guarda nacionaldenle municipio do Recite;
Exm. Sr. bario de Cmara jibe; o* Sr. depula-
doi assembla provincial; venadores di cimara
municipal desla cidide ; os reverendos vigsrios des
freguezi** deeta cidede coro o respectivo clero; e os
reverendos prelados das Ir o dens religin* regu-
lares de Nossa Seuhori do Ca -roa, de Santo Aulo-
nin e de Nossa Senhora da Pe sha, com os aaus res-
pectivo raligioios; dese'mba-j:\dore da relacao;
chafe de repartirde; autoridades; homens boas
desla capital e provincia, e poto, com asaislenca do
Si. bacharc Jos Mamede Air* Ferreira. ennenhei-
r traccao deste edificio, para o f.m de solemnemente
beoier-se e collocar-se a pe Ira fundamental do
(ymnaaio Provincial desla cid ida do Recite de Per-
nambuco, mandado construir tela le provincial n.
369, de 14 de maio do correr anno. O Exm. e
Rvm. Sr. bitpo dic**aao beni.ni solemnemente, a-
companhado do sea clero, ero altar decentemente
paramentado para este acto, eolllm. e Eim. Sr.
presidente da provincia colloson a assenloa iihu-
ciuMda primeira pedra do Ovmnasio Provincial
del cidade, em presenta da ja mancionada pea-
so, e do povo.
< Esta pedra fundamental foi collocada e senta-
da ao centro e base do alicerce por baixo da porta
Ja airada do edificio. Contera ella aro grossos ca-
radores gravados e abortos sob'e a face polida da
roosma padra, que he (orinada jle urna so lamina de
mjirmorc liao, a seguMite inscripto :
< Na Ma reinado do Sr. D. Pedro II, aos lodo
i asa da agoste de 1855, n Illm. e Exm. Sr. conse-
( Iheiro Dr. JUe Bento da Cunli e Figueredo, pre-
< djale desta provincia, assemou a primeira padra
ii tiesta edificio destinado para o Gymnsiio da ins-
IrucfAo publica desla provincia, creado pela lei
provincial n. 369, de 14 de maio de 1835. O pla-
s no dsata obra foi organisado lelo engenheiro ci-
vil Jos Alameda Alves Herrera, a
ii Foi esta pedra depositada ero ama caixa aberla
:m ana grande pedra do cantan i, e cubera por urna
nutra, a qual foi precisamente c.Mocada no lagar a-
cin atencianado, sendo lodas a juntas lomadas eotn
irgamassa. Todas as insignias competentes e neces-
arias ao acto ah ie acliavam, foram levadas pelas
primeira autoridades.
E para constar se mandou lavrar esl termo em
|tj prnprio. em que aseignarain as pessoas prsen-
le, sendo referendado pelo Sr. engenheiro director
aabrica. E en, Jouquim Francisco de
Mtllo Sanios, secretario, o escravi. d
(Seguem-se as assigualurat.)
COBRESPOWIENCIA.
em favor da juslici opprimida ; um
terror contra a prepotencia, contra a na-
ide 1 I... a cansa do desvalido deve ser a
causa de lodos...
espalliome por e-le lugar a ioacredila-
vel nstici, que o Sr. Manoet ilustiano de Medei-
los foia casado Sr. Joaquini Guades Gondin pe-
dir 5009 para lite dar 600 no Bia dueles seis mezes,
para e soborno que ia tentar co itra o dircilo dos
disvalidos, uns lilhos e.uulros agraciados pelo vir-
il losa anciao desaudosa recorda ao, Antonio Danta
Correia 1
Este boato revelando o parloda raai requintada
perversiaade, lem posto na mils alu indignara*
lodca aq4les que de parte esa eiUvaiu a dacisao
de urna lid provocada pelo br ico da infamia con-
lia otsorle de tristes inserave >em apoio, sem re-
prasntacSo, som recurso mais que aquelle que es-
i issaaieule lates presta o braco da exigua philantro-
oppunhamos qun semellianle neticia
alo M era iHusio, ais que se realisa a sua
is*ani il qual a voz publica deouuciava, coja
inorali nfelizmente lem sen aiseulo no alrazo
am qima so paiz, vendo urna das tuas
mais importante* prerogativa, o poder judciario,
euUegoe as rolas da petsimos julgadores ( salvas
liiDirosas eieeptoj* ), uasestallidos por tal forma,
q e atignoram a frac rcgulandade da mais tri-
vial eteriptaraflp, airo* macs e de urna cun-
dicla tao perversa e immoral, q je lomam por io-
gnale felicidade quando galgam qualqoer vaga con-
dizida a sua porta por < ssas inlerinidades Ido fre-
aaa sociedad*, sem que Ihes d
a paila o deshonro discredilo quando mouopoli-
o de lerceiro.
ano, v* triamphasles na primeira
s ti vestes seni-.Dta i vosso favor contr i
validos a quem~?uanienle persegus, tal
'les pola vassa propria lincea quando fosles
pulir diulieir que devia Comprar sangue da inno-
cencia eseapou. que o pas e o mundo iu-
leiro ros espreitan;; asta vendo porque forma o com
ajsNrcynismo profligaesr robusto dircilo desla gen-J
i, mas, grande pela forja da juslica
que II ; o paiz e o mondo inteira cravou
conducta de un homem que sem
respailo ^^^hodo da moral publica faz
taadade alheia, tortura ludo quan-
o sal dix ufana e audaciosameute a
quem *ju' calas sua eternas patarras:
loi-ino arcar de urna diffl-
olera aslraguei consum o
leslamei ogro e islo em seguimen-
to lio banal deslio asquerosas,que euclieu ludo de
n iiinac5. poslou ao Sr. Filippe Dantas
Cela,!! 1
E In onde exista senitllianaji'f sra, pergunto eu,
birrete auloridado gu* psaatjlaiaeule se conheca
que he aulorid.' f
eeqoaii
lian, roo ceios de um euor-
raipeeeado, atada.ae alrevo a comparecer perante
saa (Milicia *asBrcaa, mofando do caso sem ter pago
seieramen de (anta lorpilude '.' l'oisjo
Sr.-Saluslians, iiav cir redolido \ es-
cravitlao FsliasM su* duas irm i Florinda e Tlie-
reca ; ao epois do ha ver enchi.l > desl'arte estes po-
ma de exeommunhflo conlra o Sr. Salustiano o qual
u3o conlenle anda pelo roubo que fez ao bens des-
la infelixes ereatura, venden as tuas propria li-
berdades {oh! horror!), e hoje com o mtior dus des-
caro* procura a lodo cusi procrastioar um dlreilo
que todos conhecero como inviolavel: os cees, Sr.
Salustiano, timben) vos olham ; os. co nao men-
lem ; a vosea causa ser a causa do assassino, que
depois de roubar a presa ronba-lha lamben) a exi-
lencia : vos avocaste conlra vos meimo um inflndo
numero de dftlculdade, quando mai nada vos
aconteca, onde quer gae chegardes encontrarais os
lhos do povo com o punhat apoolado para o voso
peilo pedindo vingan^a pelo ultrage feto a seos ir-
maos ; e entSo, Sr. Salustiano, o arrependimento se-
ra larde, j que fugisle da otasse dos horneo hone*-
tos pararos rolocardes a eiqoerda da escoria mal
vil da sociedade, desse infelzes desgratado cojo
existir salauico he firmado as lagrimas, no deses-
pero d'aquelles a quem lru!idam;ja' que afina!
lambem insullastet) da madeira a mai* inslita essas
mesmas autoridades que at hoje vos apoiam, roa
contemplam com urna certa friese laslimavel, as
quaes ao menos por comiseratAo deveries ler poo-
pado, nunca revelando um segredo, que os faz mor-
rer de infamia, tidos vt e elle como reo dignos da
mais severa panicSo.
Conlai por eerlo, Sr. Salustiano, que adiante des-
le que com vosco se misturou nesse mar de iniqui-
dad** est a aotoridade suprema, o eximio tribu-
nal da relaejlo que na qualidade de pal de sumira
Justina enxugar* a lagrimas da alflicrao, desenga-
nai-vos ainda, no vos acompanharemos passo a pas-
s af a ultima decisao; mxime porque por grande
cobarda oo por urna velhacaria calculada repudias-
te a luva quando vos convidamos para litigarde
conlra estes desvalidos ueste foro, cuja justica sendo
imparcialunicamente atlenderia ao lado da razo.
Aqu mesmo afinal acabo protestando por parle dos
herdeiros do vosso finado sogro conlra a renda i-
mulada que fuestes a Manuel Barbosa, homem indi-
geiilissimo, da propriedade Mendonra, e ao Sr.* Is-
mael da Cruz Gouvein, esse inculcado luntunqn, a
propriedade Piranha; nos vos lomaremos em lempo
restrictamente estas coalas
L'm do pota.
Ilamb em Goianna 22 de julho de 185$.
DOCUMENTO.
Illm. Sr. major Francisco Gome de Araujo.
Timbaoba 3 de Janeiro de 1855.Rogo a V. S. que
a bera da verdade me declare ao p desla se algum
dia o seu amigo e meu pai o finado Antonio Dantas
Correia Ihe disse algunia vez. que eu era seu escra-
vo ou filho ; oulro lim sa a finada minha mi Mara
Francisca, contienda por Tapuis, dissera a V. S. que
eu era eicravo do finado, cerno aflirma o Sr. Manoel
Salustiano de Medeiros em sua correspondencia in-
serida no Diario de Pernambuco de 19 de dezembro
prximo passado em resposla a minha inserida no
mesmo Diario de 13 de oovembro do mesmo anno,
pelo qoe Ihe ficar agradecido quem lie com todo res-
peilo de V. S. silencioso venerador e criado.
Filippe de Araujo Dantas.
Illm. Sr. Filippe de Araujo Dantas.Em respos-
la a presente, lenlio a dizer-lhe que mujto me admi-
ra'* animotidade do Sr. Salustiano, em invocar o
meu leslemunlio em urna correspondencia, sem co-
migo ter conversado, e ha mullos annos que nDo me
v; em lim a reipeilo lenho a di7.er-llie.que indo vi-
sitar ao mea amigo o finado capiuto Antonio Dantas
Correia, elle nessa occasiao pedime que eu fosse
sen teslameiileiro, e re-pondendo-lhc eu qoejulgava
ser melhor elle chamar seu genro, responden que
nilo o faiia porque linha o presentlmenlo de que elle
desfaria ludo quanlo elle Dantas fizesse, e linha esse
presentimenlo, porque o Sr. Salustiano o tinha tra-
tado mui grosseiramente a ponto de maltratar nim-
io e mnilo a urna mulalinlia de nome Joaquina, que
a tinha criado com estimacao e a linha dado para
ama de seu* netos; e era assim maltratada, porque
linha tido lilhos de um irmao do Sr. Salustiano, e
para que doas mulatinhas que linha e que ernm
quem Ihe tratavam, tinha-lhes passado a carta e a pe-
zar disso pretenda declara-las forras em sen testa-
mento. Nessa occasiao entrn Vmc. eelle disse-me
qoe Vmc. era seu filho, que o linha tido por sua fra-
gilnlade de urna escrava que a tinha forrado, e que
pezar de Vmc. j ter nascido de ventre lirre, toda-
va receiava qoe mesmo com Vmc. no quizesse o
Sr. Salustiano queslionar, e passou elle minuciosa-
mente a coutar-ine o estado finanreiro de sna casa, o
adiamntenlo que linha feto ao seu genro, e oulros
mullos motivos de seus resenlimcnlos etc., ele. mai
miiilas de soas declarares me esquecera.
Depois conversando en com o meo cimbado l.uiz
Anlonioda Silva-, morador no seu engenho Pindnba
debaixo, disse-me elle que sabia da liberdade de.su*
mai conhecida por Tapuia, por ler sido teslemonha
desla cariada liberdade e confirmou que o finado
Dinlas o reconhecin por lilho nascido de ventre j
livre, hp o qoe lenho a dizer-lhe e eslou promplo pa-
ra jurar o mesmo onde e quando quiser, pudendo
Vmc. ou outra qualquer pessoa faier dessa o aso que
bem Ihe eonvier.
Tenli tido boas fesla e mellmres entradas do no-
vo anno por assim Ihe desrjarquem he seuafleclooso
venerador.Francisco Comes de Araujo Pereira.
' Monte Alegre 6 de Janeiro de 1855.
(Eslava reconheeida.)
PUBLICARES A PEDIDO.
bre r**Mpr*a*fc**ai,cre>..ilss dill. uldades, para que
Dio podefla^^^^^Hawu dir do, como Ihes cum-
pria, cowparaca ousadamente penle a juslija,
que Oi^^^^^^HBriUioiido em ama masmorra,
triln de tanaoferivel iireilo de quem di-
riUi tem pe: lerrar, sea jitsl'ica publica obras-
et'.com o i,
lesapareceroteslamenlo de vos-
eis* da. reilucAo ao capliveiro,
d*t,tes desvalidos, nilo Iralasle* do vosso
N a discaaitki publiea essa lide,
npna nao vedas, qoe assim ides e-
lio tortuoso, e que, Kinio eu-
e que devia !er na freule um Carabi-
passar pela mais seria provanca.quem
mi arrajou por em almueda a jaslija t..,
trio, que o heessa familia
espreita boje um horrar, vendo a forma
purqOB procedis lio perversa mente conlra estes
radas seus gneas....
As pessoas mais gradas daqui al o Recife lambem
rol volam horror e desprexu, mormente porque o
rumor publico diz, qoe de voseos labias ahio o cla-
rim qoe *n o torpe necirio que fizesles com
otIo doalor dn l'.iraliiba, e esl! que a*ignou de
cmi: essa iuqua sentenra.
ie: que a esta hora, Sr.Salusliano, eatais mui-
ti ufano com este segundo Iriumpho, igual o que
lico.uullo e ini.o despacho do Illm.
i que aperar de remnhecer pfovado o
criine do Sr. Firmion, vosso co-ieo na reducao a es-
lilterla Florinda, revogou a pronuncia
alegado, firmando-se em urna incalculada
iiieompeUncia de joizb, e o po7. em liberdade por
um oeste* milagrea, que a corrupejo toe apregoar,
remelle-lo com segiir,ini;a para aquelle
jnl:;adi, que a criminosa simulacao acabava de
r, para que l (osse pinido, nao Ihe dando
a paila a estupida contr.idir-lu tni que cabio pondo
m individuo ecuvielo de crime ioaf-
)o desarque lhs (icn, apresen-
l ndo-e com ca^a liaoada de um quer que for...
Porm nolai, que nada te muve sem a directao
da Providencia ; ludo isso que ah vai feilo outra
* pasan raai seg'iro para le-
var-se a u videncia o vosso canibalismo.quan-
do com pertinacia atendis escarnecer da raorali-
da*je publica ; nul.i ainda que esta geracao, que
vil indo comv.isco mesmo, che a de vida como est,
horror vo consagra quando v que um
lionera sem religUo, sem respailo a divndade apre-
ancban lo as cinzas daquelle que he vo<-
o ludo do vosso existir, que vos deu
issos bens ; vi qoe pretendis ul-
I -ajar acios to puros, manados de um pai agracia-
do*, vi* que a costo do maiui iliscaro queris al
daa-nnilir, o que lod'M viran, o que vio esla fre-
SOJia em pe-o, quando por muilis vezes o finado
llantas fui aTimbabn entregar Filippe aos cuida-
do do teenle-coranel o subdelegado GnimarSes
[ara ser instruido em primeira lellrai pedindo-
llif, que o trataste com delicadeza, poi era sen
lillwl
G queris que aqu se exibi urna valent prova
desta verdad* lacimenlal? Ah tendea, Sr. Sa-
lialiana, a genuiaa respaila do Illmi Sr. major
Francisco Gamos a que v ro occorrales. quando
d i osea atqaero*a hiles conlra o mullo Rvd. lliogo
(lo Barros Araujo, o qual ao dtp lis de ler redigido
moa resposla. que vo palverinava completamenle,
achou melhor eulrenai-vosao esprezo; porque em
(ice do paiz qoe aos inda, em face de lanas men-
I (is. infamias, a espolio que praticasles ; em face
mismo da |je uo pudiste defender e
Salusliaao de Medeiros he
rru altamente convicio de pecciides sem remisslo ;
leo verdadeiro reproba, que ai phrase do Evange-
lio devu nicamente habitara irevaa exteriores.
Eu qoe faco orna parle do lodo desta fregaexia, e
que tejoioxitlirem aqu Filippe, e Florinda sob o
raanto da rectisslma justica do Illm. Sr. Dr. juiz
nunieipil Cielano Estullla Ca' alcanli Pessoa, cujos
icios apregoaai o floran de glor a a bem da reputa-
egerrimo magitlrai.n, chegando a meu
'onhecimenlo que no* antros infernaes londe Sr.
.salustiano infelizmente inculca prepoleiMia, e on-
de traspira, exala nm bafejar qoe corrompe lado
qnaalo lie honesto e decoroso. e machina contra a
desvalida torio de ISo infelzes -realuras, coja cauta
conneto pela sanlidade de sua -azac-, porque muilas
veles ouv as palavra. d* .nciio nobre quando ae
decida pelee sen* protegidos ; levanto nm tirado de
aathgnacao para qoe estes mes, nos de quem o Sr.
(Mastiane espern oaii mare venal eonhacam que
elle he o prepne qm, alarde de sna* immundat
jaclanriM ; porqap*sgraeada tiente ignora que o
ijorvir deste* ^^a revelando nm'segre-
do qae ity *aJBi oce%llar, fie de mistura com a
serle *Vt-(C individuo brnto, eino pelo srdido inte-
raoe.para quem a honra.oa aeoilmenfo* de equidad
o mai* insignificante veslumbre de monlidade nao
ebegea ; para que o mundo ialsiro larra o anathe-
AO DIA 11 DE AGOSTO
CANTO
radiado no Atbaaea Femanbacano em *ei
a'o ni{ai.
Me grato o dia que ao brasleo povo
S'abrio a era d'esperanca e luz ; .
E aqui s'erguendo mtgetloso templo
A senda abrio-se que ao porvir cooduz.
He grande o povo que o progreaso anima
Que o amor das artes, da (ciencia tem,
Embora passe : ana gloria excelsa
A historia, ao evos, aponta-la vem.
Grecia'das irte a cultora exima
Deu luz ao mundo, asciencia deu :
Se mi capliva foi captiva lluslre
Qoe a voz de um Bardo em seu prol ergoeu.
Roma, a soberba de pastadas glorias, '
Tornon-se escrava d'invasao fcr :
Mas vede o fro vencedor qne escala
as lefia do Roma da sciencia a voz.
A Franca egoe deslumbrada o Irilho
Que abrio-lhe a espada dess'here de Jenna :
Porm que louros Ihe deixou combales 1
Fnebre gloria, linda em Santa Helena !
Hoje domina lem rival o mundo
Que deslumhrado su Ihe pede luz 1
Kival da Grecia, dessa Alhenas culla
Pari, de gloria, como alo reloz I
Irmao I saudemoacom cances feslirai
A grala era que o saber nos den !
He grande o dia qne esse templo augusto
No frtil solo do Brasil s'ergueu I
J. Dtnli Ribeiro da Cunha.
Aodla j 1 de, agosto Ae 1855, an-
ntversarlo ra Faenl lart de
Ulreito de Fernaiubnco.
SONETO.
Salve da risonho e magesloso,
Em que do sabio Apollo e veoeravel
. Em transporle de goslo inexplicavel
Se recorda alio leito precioso !
Em peitos juvenis um brado honroso
De jubilo singelo, masduravel
Echda ueste instante memoravnl
Para empre nos fastos glorioso I
Dos vos salve brilhanle mocidade,
Que os anjo entre coros de harmona
J descem da immensaEleroidade.
E eulre applausos e viva de alegra
Vos laudara con) doce urbanidade
De prazer trasbordando oeste dia 1
I nuina Claro dot San toe e Si ha.
Recife11 de agosto.
lir no grande hospital e no dos lazaros doentes qoe
queiram Iralar-se nelle pagando asdeipezas.
Aauaiveraaro do fencciacMo do Exm. majar
Miaall Paulino de Goavsla DKaals FIJ'.
Ribomba hoje o magnado metal, fazendo recordar
que j i nao exilie o Exm. major Manoel Paulino de
Gouvea Muniz Feij III.........
Hoje justamente preenche-se o curso de tres jo-
os, em que elle, assallado de urna hydropiia, e
esgolados os recursos da medicina, deixou de perten-
cer a coramunhao dot vivo, paasando toa alma a
mansSo dos justos, eoseucorpo palo de hojosos
vermes I !...........
Tres anno completim-se que a malfadada comar-
ca de Goianna. hoje involta no crep da dor, priva-
da vio-sede um dot seus mais nobres e distinelo ca-
r.icleres I !............
Sim, o Exm. major Manoel Paulioo de (ouveia
Muniz'Feij, ulisfazendo o duro tributo imposto pe-
la nalureza, desappareceu da face da Ierra; ma
lendo sido um perito piloto ao leme da vida, o seu
nome deixou gravado nos corarnos daqoelles que
bem souberam aquilatar os allribulos, que o exor-
navam III............
Dotado de recursos inlellecluaes, morae* e male-
riaes, soube grangear elle um renome, que certa-
mente o faz digno de urna das pagina da historia,
ufanando-se por tanto, o paiz, a familia e a elasse,
de que fez elle parle, de ler possuido tao preslimoso,
como dislinclo membro, cujas cinzis continuaran)
ns bem justas honras.
. Basta ; deixo um mais hbil pincel a bem mere-
cida necrologa do cidadao honrado, do pai de fami-
lia virtuoso, do apiigo devolado, do poltico profun-
do e do agricultor iolelligenle.......
Prenles e amigos do filustre finado, deslizemos re-
verentes orna lagrima de saudade sobresua lousa. .
1 de agosto de 55.
F. R. L. J.
ESTABELECIMENTOS DE CARIDADE.
Relacao da ama e expoilo, qne receberam
rac;0e no mez de julho de 1855.
Amai com o ordenado de iu por mez cada urna.
1. Josepha Mara de Jess.
2. Anna Thereza de Jess.
3. Joanna Mara da Conceic.lo.
4. Mara Joaquina da ?>irvi.
>. Francisca Mara da Conceirao.
6. Mara Jos da Conceirao.
7. Mara Jess Jos.
8. Fernandina Mara da Silva.
9. Rita Mara da Conreirao.
10. Carolina Mara da Couceitao.
11. Antonia Mara da Conceicao.
15 exposlos em amimenlatAo.
62 exposlos que liveram racao.
Casa dos exposlo, agoslo 1- de 1855. O regente,
Geraldo Correa Urna.
Regulamtnto de 25 de fecereiro de 1817.
Capitulo 4. ,
Arl. 68. A pessoa que quizar ser admillida no
grande hospital, ou no do lzaro, devera :
g Conseguir allestido do parodio respeclivo
on de urna das autoridades policiaet do diilrieto
pelo qual justifique a ua indigencia.
2. Apresenlnr-ie a algum dos facultativos dos
ditoseslabelecimenlos, para o inspeccionar, o qual
adiando molestia Ihe dar um bilhete concebido nos
termos seguales: F.... tem.... (denomnacao da
moleslia) esla' na crcumslanciai de ser receido
no hvspilal.... Dala e aasignalura.
3. Oble do membro da kdminislracaoqae esli-
rer de semana, nm bilhete de recepcao,' o qual l-
menle se conceder' ao qoe exhibir 'o documenlos,
de que trata* os gumle: i... exhibi documento no devldos ter-
mos, e pode ter recebido no hospital de... havendo
vaga. Data e aasignalura.
Arl. 75. Serao recebido no grande hospital doen-
les da raoleslias agudas o-ehronicas; e os Incuraveis
na dcima parle dos leilo eiislentes.metade homens
ir.etade mulheres:
Arl. 78. O numero de leilos para os enfermo Ir
sendo augmentado e medida que o rendimentos do
patrimonio permittirem, por deliminai;ao da presi-
dencia sobra informaco da admiaiilratao.
Arl. 79. Pica aulorisada a admimilracao a idmil-
Illms. Sr. subscriptores i favor da familia do fal-
lecido dezembargador Domingos Nones Ramos Fer-
reira.He chegsdo o lempo em que julgo dever
apresenlar aos SA. subscriptores que conslam da
relacao n. 1, a con la da admioistraciio dos fondos
arrecadados, dispendidos, e empregados como da con-
t corrente n. 2, da qVul resulla que haveudo eu re-
cebido 3:1 lftjOUO r., em dioheiro e realisado com
e.la quanlia inleressede 1:538-5849 r. em descon-
t e dividendos de apolice* preliz a quanlia de.....
1:6489849, e lando pagu GI7S376 rs. ao* orphaos e
39100 de anouocios, empreguei 3:5729 em 86 npc
lices da companhia de Beberibe, fieando o saldo de
4569373 rs. para ser empregado em mais apolice
que esl;lo encommendadas a quem as costuma agen-
ciar. E havendo a maioria do senhores subscrip-
tores determinado por etcriplura publica no carlo-
rio do tabrliao Almeida a traosfereucia de 22 apoli-
ce ao filho do finado desembargadbr Ramos, l'ho-
maz Anlonio Ramos Ferreira, acabam oslas da Ihe
erem transferidas, fieando 64 apolice* em meu no-
me, perlencendo aos dous orphaos Alta F.raueelina,
e Jos Joaquim. que seacham em companhia de seu
irmao mais velho empregado no Para, para conti-
nuar a receber o* dividendos e ir empreando os
mismos junto ao dinheiro em caixa em apolice al
a sna emanciparflo, ludo em conformidade da mes-
ma escnplnra pela qual me reservti o direilo de
passar esla administratao pessoa de reconhecido
crdito logo que o julgue acertado.
Promov esta subscriptao leudo em vsla assim
como os senhores subscriptores liveram, a dar um
lestemuoho publico do alio apret que raziamos da
excelleote conducta e honradez d'aquelle magistra-
do, qoe deiiava sua familia em eircumslancias as
mais tristes, e qne esta subscripto mnilo lem me-
Ihorado. Recife 7 deagoslo de 1855.Luis Gomei
Ferreira.
Numero 1.
Lista dos senhores subscriptores acor da familia
do fallecido dezembargador Domingos Sunei
_ r.amos F'erreira.
Captad-mr Joaquim Manoel Ciraeiro
da Cuaba ........5O0JO00
Luz Gomes Ferreira.......200li000
Manoel Cameiro l.ins de Alhuquerqoe. 2009000
Pedro Francisco de Paula Cavalcanli de
Albuquerquc. .i lOftjOOO
Manoel Francisco de P aula Cavalcanli de
Alboquerque.........1009000
Francisco de Paula Cavalcanli de Albo-
que............ toosooo
Miuoel Gontalve da Silva. ; OJJOOO
James Crabiree & C........ I009OO
Deane Youle & C.........I1KI5OOO
JoSo Pinto de l.emos & Filhos. IOO5OOO
Francisco Antonio de Oliveira. 10)9000
Jos Candido de Barros...... lOOgOOO
Me. Calmonl & C........ IOO9OIIO
Amorim Irraaos......... 1090IKI
N. O. Bieber & C. ....... IWtjyji'U
Jolinstou Paler & C. .' IOO9OOO
Le Bretn Schramm & C...... lOOoOOO
Geo Keoworlhy C....... IOO9O0X)
Joaquim Aurelio Pereira de Carvaiho 1009000
Avnal Iriuaos......... 50000
l.uiz .111 Ion lude Siqueira ..... 509(100
Manuel Jos da Costa....... 5O9OOO
Francisco Comes de Oliveira..... 509000
Jos Joaquim de Moraes Sarment 509000
llenriqne Ubson........ 509000
Fox Brothers......... 509000
Manoel do Natcimento Pereira. 509000
Keller&C........... 509000
Luir Antonio Vieira.....,u P I 509000
Oliveira Irmos 4 C..... 3090IM)
BarPosa_e Ohveira. '. ."."-. .--eor ov 3090fJr)
Jo Anlonio Basto..... ,B1) 2O9OOO
J0J0 Francico de Chaby ~ -tai MJ000
Joaquim Jos de Amorim IO90OO
R. 3:1109000
l.uiz Gomes ferreira.
Numero 2.
Deve a familia do fallecido dezembargador Domin-
gos Mues Ramos Ferreira, em conta crrenle
com Lu: Gomes Ferreira, hacer.
ev-
1851Janeiro 24, por dinheiro dado a
Sr. Mara Jos com o dorecibo 839360
Fevereiro 25, por importe de enterro
de D. Mana Rcard, como da conta. 1169280
Junlio 22, por dioheiro dado a Gustavo
*.. R. Ferreira, como do recibo 1009000
dem, por dinheiro dado a ThomazA.
R. Ferreira, para tpalos .... IO9OOO
Selembro 30, por custo de 13 apolices
da companhia de Beberibe, a :189000. 4949000
dem, por cusi de 22 idem dem dem
'W'......... 8589000
vovembro 30, por cosi de 30 idem
idem dem, a dem......1:1709000
18o2junho 18, por dinheiro dado a
Thomaz A. R. Ferreira, como recibo.
1853Janeiro 13, por idem idem dem.
Selembro 17, idem idem idem idem .
Dezembro 21, por custo de W apolice
da companhia de Beberibe. a 509000.
1854Janeiro 21, por cusi de 11 idem
idem idem idem.......
1855Janeiro 27, por 1|3 do dinheiro
apurado dado a Thomaz A. R. Fer-
reira ...........
Abril 25, por annuncios at esla dala.
Junho 2, por saldo....... 4569373
. 548000
559000
559000
.5009000
55O9OOO
143976
39IOO
Rs. 4:6485819
Haver.
851Janeiro 1, por importe da subs-
cripto recebida at huje.....
dem 24, por premio de ledras descon-
tada ...........
Abril 30, por idem dem idem idem .
Novembro20, por importe du dividen-
do sobre 35 acedes da companhia de
Beberibe..........
1852maio 28, por idem idem 65 idem
dem.....( t t t
Pemuro 4, por idem idem 65 idem '.
18o3junho 4, por idem idem 65 idem.
Dezembro 5, por idem idem 65 idem .
1854Janeiro 14, por subscriptao de
Joaquim Manoel Cameiro da Cunha
recebida hoje........
Junho 15, por importe do dividendo
sobre 86 acces da companhia de Be-
beribe. ^.......
Novembro 6, por Idem idem dem
da idem.........
1855 Juuhu 2, por idem idem idem
idem..... .
2:61000O
83360
1159989
879500
1629500
1629500
1625500
1629500
5IKI*000
2159000
2159000
172&000
Rs. 4:6489849
1855Junho 2, por saldo desla conla. 4569.373
S. E. e O.
O saldo em frenle ser empregado em accBes da
companhia de Beberibe logo que as possa obter na
conformidade da determinarlo da maioria dos subs-
criptores.
Mondego 20 de junho de 1855.
Luiz Gomes Fet reir.
COMMERCIO. ~
PRAGA DO RECIFE 16 DE AGOSTO AS 3
HOUAS DA TARDE.
ColatOes ofliciaes.
Cambio sobre Londres60 d|v. e27 1)2 d.
Frele para New-York50 cents por saceos de alin-
ear.
ALFANDEC.A.
Rendimento do dia t a 14.....123:7419156
dem do dia 16.......24:1999834
HECEBEDOR1A DE KENDAS INTERNAS GE-
RAES DB l'BRNAMBUCO,
Rendimento do dia 1 a 14. i 14:493*5001
dem do dia 16....... 9089877
15:4919878
CONSULADO PROVINCIAL.
Bendlmenlodo dia 1 a 14..... 20:1889021
dem do dia 16......) i:60lsT7l
21:7899792
MOVDHENTO DO POB.TO.
Navios tahidos no dia 16.
Rio Grande do SulPilicho brasileir'u Princeza
Imperial, meslre Manoel Ignacio Feneira, carga
assucar.
dem Palabho brrsileiro Novo Trumphanle,
meslre Jos Manoel de Souza, carga tal e mais
genero.
Para pelo CearUiate bratileiro a Adela de, me-
Ire Anlonio Fernandes Loureuco Jorge, carga ge-
nero. Passageiro, Domingo Nogueiu a I.e
raislre.
EDITAES.
O Illm. Sr. inspector da Ihesourara provincial
em riimprimenlo das ordens do Exm. Sr. presidente
da prorincia. manda fazer publico que no dia 23 do
correte perante a junta da fazenda da mesma Ihe-
sourara, vai uovamenle a pra^a para ser arremata-
do a quem man der o pedagio da barreira do Moto-
colombd, avahado animalmente em 2:6729 r.
A arrematacao ser feita por lempo de 2 annos e
10 mezes, a contar do 1 de selembro do correle
anno. ao lim de junho de 1858.
As pessoas que se propqzerem a esla arrematacao
comparecen) na sala da sessao da mesma junla no
dia cima declarado pelo meio dia, com seu fiado-
res competentemente habilitados.
E para constar se mandou afiliar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesourara provincial de Pernam-
buco 11 de agosto de 1855.O ecrelario.
t A. F: d'Annunciarao.
Tilo Fiock Romano, escrvao privativo do protestos
de lellras no lermo da cidade do Recife de Per-
nambuco, por S. U. I. e C, que Dos guarde etc.
Fajo publico a quem interesar possa, que fo-
ram ultimados hoje os protestos iulerpostos por par-
le de Jame Crabiree & C. Marcellino Jos Antunes
eAulouol.uizdeOliveira Azev*do, natlellrus men-
cionadas oa deuiinciacao por mim assigoada, affixada
nos lunares pblicos, e publicada no Diario de Per-
nambuco n. 188, conforme determina a ultima par-
le do arl. 411 do cdigo commercial, em razio do
desapparecimenlo do socio Pinheiro, gerente da fir-
ma social Machado & Pinheiro, responsaveis pelas
referidas lellras, cujo destino e residencia se ignora.
E par* qoe chegae a nolicia de todos, fajo constar,
especialmente a quaesquerquesejam os responsaveis
das referida lellras, para que se deem por entendi-
dos da psesenle iiilimacao.
Cidade do Recife de Pernambuco 16 de agoslo de
1855.TOo Fiock Romano.
DECLARACO'ES.
isla provincia,
brim bronco liso
\
cubos inodo-
147:9*09990
Deiearregam hoje 17 de agosto.
Barca inglezaFloaling CUmdmercadera!.
Barca ingleza(Jurenferro.
Brigoe porluguezyiafane diversos gneros.
CONSULADO GERAL.
Rendimento do dia 1 a 14..... 10:7529836
dem do dia 16 ...... 1:199SSS8
I1:952KS4
UIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia 1 14.....
1:3499392
O secretario do conaelho de direccao
do Banco de Pernambuco, avisa aos se-
nhores accionistas do mesmo Banco,
que se aclia autorisado o Sr. gerente a
pagar o sexto dividendo de lOsOOO rs.
por accao. Sala das sessCes do conselho
de direccao do Banco de Pernambuco aos
51 de julho de 1855.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernambuco scca .sobre
a praca da Baha, e contina a tomar
lettras sobre a do Kio de Janeiro. Ban-
co de Pernambuco 25 de junho de'1855.
O secretario da direccao, Joao Ignacio
de Medeiros Reg.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, em virlude de aulori-
sacao do Exm. presidente da provincia, tem de com-
prar os objectos segoinlea:
Para o presidio de Fernando.
Farnha de mandioca, alqueires 600 ; vinagre,
barril I ; cha hyson, libras 20; madapoln, pesas
6 ; lvros em branco de 1 jOjrolhas, ( ; oculot de al-
cance, 2 ; plvora, arrobas 10 ; braodoet de cera,
12 ; lochas de dila, 6 ; nzeite doce, gales 10 ; fo-
Ihas de (landres, caixa 1 ; arcos de ferro para pipas,
arrobas 8.
Botica da hospital reg'imenta.
Emplastro mercurial, libras 2
fino para toalhas, varas 32.
O mesmo hospila
Meias compri.las de la, pare
ros, 10 ; inanias de la a, 41.
Companhia de-arli
I.ivro meslre com 200 folhasVl
Arsenal de gue
Officina de lerceira.lbhisse.
Carvlo de pedra, toueladas lj. limas muras de
diversas polegadas, dozias 4.
Quera elasse.
Tincal, libras 20 > lima mutas de diversas pole-
gadas, duzia 1. ~~"^___________'
. Quinta elasse.
Filas dtHaa para silhas, petas 4 ; pellesde cabra
ortidas, 200; meios de sola cortidos, 300;
2. balalha,) de infanlaria.
Pauno azul msela.lo, covados 135 ; capotes de
panuo ordinario, 63 ; areia prela, libras 6 ; compen-
dios de arilhmetica por Avila, 3.
Recrulas em deposito no mesmo balalhao.
Esleirs, 100
8." balalhao.
, Esleirs. 348 ; mantas de lAa, 355,; panno verde
escuro entrefino, covados 1,871.
Mein balalhao do Cear.
Manas do 15a, 270.
10. balalhao.
Panno verde escaro para tobrecasacas e calcas, co-
vados 158.
Diversos batalhes.
Mantas de la a, 253 ; tpalos,* pares 1,150,; bolSes
couvexos grandes de metal bronzeado com o n. 10 de
melal amarello, 2.282 ; dilos pequeos com o mes-
mo numero, 1,956.
9. balalhao.
Maulas de laa, ,:!,li; panno verde escuro entrefi-
no, covados 1,468.
4. balalhao de arlilharia.
Panno carmesim para vivos e vistas, cova-
dos 90.
Quem os quizer vender aprsenle a suaspropnstas
em caria fechada na secretaria do conselho as 10 ho-
ras do dia 21 do correnle mez.
Secretaria do conselhoadmioislrativo para forne-
cimenlo do arsenal de guerra 11 de agosto de 1855.
Jos de Brito Inglez. coronel presidente. Bernar-
do Pereira do Carmo Jnior, vogal e secre-
tario.
O conselho admnisdativo, em comprimenlo do
arl. 22 do regulamenlo de 14 de dezembro de 1852,
faz publico, que foram aceitas as proposlas de Joa-
quim Jos Tbemoleo, Pinlo, Eduardo Wyalt, Jo8o
Fernandes Prenle (Vianna e Souza & Irmao, para
fornecerem :
O 1., 1 livro bronco paulado de 500 folhas para o
hospital regimenlal, por 209000 rs.
O 2., 1 lvro em branco paulado de 300 folhas pa-
ra o mesmo hospital, por 109000 rs.; 6 compicos de
ferro de 6 polegadas, a 160 rs.; 2 serrat de volta, a
500 r.
O 3.o, 12 ferros de capa de 2 polegadas, a 720 rs.;
24 ditos lisos de 1 1|4 ; a 200 rs. ; 3 duzias de limas
meia-cannaa de 14 polegadas, a 79500 rs.
O 4.a, 15 duzias de limas chalas, sendo 2 duzia
de 4 polegada, a 800 rs. ; I dila de 7, por 19500
rt. ; 3 ditas de 8, a ljfeOO rs. ; 2 ditas de 9, a 29-1J0
rs. 5 2 dita de 10, a 29800 rs. ; 3 ditas de 14, a
6a40t) r. ; 13 ditas de dila meias caimas,' sendo 2
duzias de 4 polegadas, ,1 800 rs. ; 2 dila de 6. a
19200 r. ; 2 ditas de 7, a 19500 rs. ; 2 dila de 8. a
19800 rs. ; 2 dila de 9, a 29200 rs. ; 3 ditas de 12.
a 49500 is. ; 4 dilas de dilas triangulare, sendo 2
duzia de 4 polegadas. a 800r. ; e2 ditas de6, a
I900 rs. ; 4 duzias de lmaloes, sendo 3 duzias de 4
polegadas, a 19100 rs. ; e 1 dila de 10, por 39000
reis.
E avisa aos supraditos vendedores que devem re-
colher ao arsenal de guerra o referidos objectos no
dia 17 do correnle mez.
Secretaria do conselho administrativo, para forne-
cimenlo do arsenal de guerra 14 de agoslo de 1855.
Bernardo Pereira do Carmo Jnior, vogal e se-
cretario.
O Illm. Sr. inspector da Ihesourara da fazen-
da desla provincia manda fazer publico, que a arre-
malirAo dos materiaes resultantes da demolico de
um telheiro no quarlel da Cinco Ponas, nanuncia-
da para o da de hoje, fica transferida para o dia 21
as mesmas horas, devendo os pretendemos compare-
cer no lugar annunciado. Secretaria da thesoo-
rrria da fazenda de Pernambuco 14 de agoslo de
1855.O oflicial miior.
Emilio Xavier Sobreira de Mello.
De ordem do Illm. Sr. capilao do porto, faz-te
publico que oesla secretaria ter patenta a quem
queira ver, e extrahir copia, por ludo Ihe inleressar,
o mapa de signaes para dia e noile que se execula-
rao uo maslro collocado junto u torre pfurol das
Salinas no porlo da Atalaja (provincia do Para) na
roiiformi.ladedas ordens do governo imperial ; ten-
do que os para de dia funcrionarao do 1. le oulu-
bro prximo em danle, e os da noile logo que
seja islo possvel, preeedendo todava os com peten les
annuncios.
Secretara da capitana do porlo da Pernambuco
16 qjagoslo de 1855.O icrrelario,
Alejandre Rodrigues dot Anjot.
Exitlem aprehendididos na ealdeira do Sul do
arsenal de marinha, por falta da eiibicao dos docu-
mentos provando a propriedade e. eslarem em lem-
po devidimenle licenciados : Ircs bote do servir
dn trafico do porto constandopertencerem a Anuio
Jos Vieira, j fallecido, l.uiz de Pinho Manoel
de Tal. occorrendo tambero para apprehensio a fal-
ailicacio as respecliva mareas e Dameros, o que te
fat publico para o interessado agenciareni o rece-
bimenlo dos referidos bote depoi da tatisfeilo
Juan lo cima se declara, alm da malla a favor da
azenda em que tenham encorrido.
Capitana do porlo de Pernambuco 10 da agoslo
de 1855.O secretario,
Alexandrt Rodrigues dot Anios.
PUBLICAQA'O LITTERARIA.
Acha-se venda o compendio de Tbeoria e Prali
ca do Procesto Civil feilo pelo Dr. Francisco de Pao
a Baplisla. Esla obra, alm de ama introduccSo
sobro ai act&et e exceptSet em geral, trata do prc-
ceiso civel comparado com, o commercial, eonlm
a theoria obre a applicacio da causa julgada, eou-
Irai doulrinas luminosas: vende-se nicamente
na luja de Manoel Jos Lite, na ra do Quei-
mado o. 10, a 69 cada exemplar rubricado pelo
autor.
THEATRO MPOLLO.
SABBADO 18 DE JKOSTO DE 1855.
Beneficio dt Bernardina de Sena Louretrtt a companhtiro amigo, mono em 11 do correnle,
JOO' DA CRAC A GENTIL.
O producto da melade desta recita ser applicado
para pagamento das despezas do enterro do morto,
bem como de oulras provenientes de su* longa en-
fvrmidade.
Logo que 11 orcheclra execotar urna das sua me-
Ihores ouvertura, ter lugar a representacao da
graciosa cbmedia em tre actos, que tem por titulo"
0 NOYIC'.
Depois desta lefu lugar a can loria de um dueto, se
o Sr. Monteiro poder cantar.
Terminara o espectculo com a nova e graciosa co-
media entilulada :
O CALOTEIRO POR BAILES.
AVISOS MARTIMOS.
Real Companhia de Paquetes Ingleses
de Vapor.
No da 2) des-
te mez espera-
se do sul o va-
por Greal iVes-
lern coman-
le Bevis. o qual
depois da de-
mora do cost-
me senuir.i p'ra
Southamplon,
locando nos porto de S. Viceule, Tenera. Madeira e
Luboa : para passageiros, etc., trata-se com os agen-
tes Adamson Howie & C, ru.i do Trapiche Novo
n. 42.
N. B.Os velumea que pretenderen) mandar pa
ra Soulhimplon, deverao estar na agencia duas ho-
ras antes de se fecharen) as malas, depois dula hora
u3o se receber* volume algum.
Para o Aracaly segu com brevidade o patacho
5anro Cruz, capitn Marcos Jos da Silva ; receba
carga e passageiro : a tratar cojo Caetano Ciraco da
C. M. ao lado do Corpo Santo n. 25.
* Para Lisboa pretende eguir imprelerivelmenle
He o dia. 27 do correle agosto o bnisue porluguez
Ribeiro : para carga e passageires, para o que tem
os melbores commodos, trata-se com os consignata-
rios Thomaz de Aquino Fonseca & Filho, ou coro o
capilao na [iraca.
BAHA. '
Vai seguir com brevidade hiate brasilciro For-
tuna, meslre Joaquim Jos Silvcira ; para o reslo
da carga trata-se com os consicoalarios A. de A. Go-
mes & Companhia, n* n>a do Trapicha n. 16, segun-
do andar, ou com o meslre no trapiche do algodao.
-r Para o Aracaly segu em piucos das por j
ter parle de seu carregamento promplo, o hiate Ca-
pibaribe ; para o resto e passagejros, Irala-se na ra
do V gario o. 5.
Companhia de navegarao a vapor Luso-
Brasileira.
Derendo chegar al o da 19, vndo d'o tul, o va-
por D. Mara II, commandante o lente Guima-
raes, partir para S. Vicente, Madeira*; Lisboa de-
poi? da compleme demora ;'recebe passazeiros e
encommendas : os iuteressados dirijam-se ao agente
M. D. Rodrigues, roa do Trapiche n. 26.
Cear,
*
Segu imprelerivelmenle para o Cear^l o dir
18 do crreme, o brigoe brasileiro Felidttestino :
quem no mesmo qoizer estregar 00 ir de passagem,
ollerere mais barato do que nutro qualquer navio,
por ter de ir o dito navio em lastro carrejar na dila
prat para a do Par : a tratar no escriplorio do
Sr. Manoel Gonc,alves da Silva, ou com o capilao a
bordo.
ARACATY
seguir, no da 25 do mez corrale, o patacho San-
Ui Cruz, capilao Marros Jos da Silva ; ainda rece-
be crja e passageiros : Irala-se com Caetano Cyria-
00 da C. M., ao lado do Corpo Santo 11. 25.
LEILO ES
agente Borja far leilao em seu armazem.
na ruado Collegio 11. 15, de um completo ortimen-
to de obras de marcioeria, novas e osadas. 2 pti-
mos pianos de Jacaranda, modernos, obras de ouro,
relogo de varia qualidade, e oulros muitos objec-
tos ele. : sabbado, 18 do correul, as 10 horas,
O capilao Jacq, da barca franceza Gustavo II,
lar* leilao por ordem do Sr. cnsul de Franca, por
intervencao do agente Oliveira, e por conta e risco
de quem perlencer, em nm s lote, do casco forrado
de cobre, com maslro, gorups, cordoalha, e Indo
man conforme se achar da dita barca nos recifes do
lugar denominado Mara Farinha, onde uaufragoo
11a sua rcenle viagem procedente do Havre, com
desuno a este porlo e ao da Babia ; e em coolnutSo
serao vendidas em difireme lote, por ordem do
hr. inspector da alfandega, e por coma e risco de
quem perlencer, e em diversos lotes, oulras fazendas
avanada d'agua salgada, salvadas de bordo dn dila
barca : sexla-feira, 17 do correte ; o primefro lote
referido as 10 horas da manhaa imprelerivelmenle,
e o mais logo em seguida, porla da mesma al-
faudega.
O agente Borjatransferioo leilao das
fazendas de Ricardo Royle, que tinha lu-
gar em seu armazem; terca-feira 14, para
sexta-ieira 17 do corrente, ao meio dia
em ponto.
AVISOS DIVERSOS.
Desappareceu a 13 do corrente, Joaquina, de
nato Cassange, representa ler 40 annos, altura re-
gular, alguma cuusa cheia do corito, cor fula, cabel-
lo aparado c alguna brancos, coro carne sobre o olho,
nariz chalo, falla de alguna denles dos lados, peilos
pequeos e mnrehos, nadega empinadas para traz,
lem algomas cicatrizes de relho un costas, e alga-
mas sarnas pelo corpo. um lobinho ou carneo no
braro ao p da mao, e tem nm p mais grosso ; le-
vou veslido de chita prelo bastante usado, panno
fino velho, quando foge tem por costme andar pe-
los arrabalde desta prat : qualquer pessoa pode-
1:1 pegar e levar a seu senbor Domingos da Silva
Campos, ra das Cruzo n. 40, que recompensara.
Joaquim Piolo, morador nesla cidade, nego-
ciante de carne verde, estando para bypolbecar urna
casa no largo do Trro n. 58, perlencente ao Sr. Al-
bino de Jess Baudeira, pede a quem se julgar com
direiloa mesma, nppureta no dia 22 do correnle
mez, que achara com quem tratar.
A pessoa que (ver a obra do Sr. Rvm. padre
Jos Agostinho de' Macado, intituladaRecreaca.0
Philosophicaqueira annuneiar por esla folha para
ser proenrado.
Na roa do Crespo n. 3 existe 'urna carta para a
Sra. 1). Luza Francisca do Rosario, vinda de Ma-
ranhao.
O escrivSa interino da irmandade do Divino
Espirito Sanio, erecta na ureja das religiosos fran-
ciscano d cidade de Olinda, convida a lodo os seus
charissimos irmaos para comparecerem 110 domingo,
19 do corrente, 00 consistorio da handade, pelas
9 horai da manhaa, para, em mesa geral, te discu-
tir os novo estatutos, e juntamente Iratar-se de ne-
gocios urgentes a irmandade.Antonio Nunes de
Mello, escrvao Interino.
Na roa do Collegio n. 19. lerceiro andar, pre-
cisa-sai alugar urna ama ou nm criado, qfie saibaV
coziuhar.
Quem achou e queira resllnir tima cabra
(bicho) preuha, loda preta, com urna cria bastante
creseid., lambem prela, sendo do jnelho para baixo
branco, dirija-se ra Direila n. 93, que ser grati-
ficado com a importancia do valor da mesma obra e
filha.
O Sr. Anlonio Diai Fernandes lom urna cari*
no hotel da Europa, viuda do su1.
Precisa-se de urna ama para o servico interno
de urna casa de pouca familia : na ra da Cencor-
dia n. 26.
O Dr. Ribeiro, medico, contina a residir na
ruada Crui do Recife n. 49, tegnndo andar.
. Ainda est para ae aloear urna casa terrea em
Olinda, ladeira da Miiericordia n. 12, pintada de
pouco lempo ; a fallar na ra do Rangel o. 21, 00
em Olinda, ra de Malhias Ferreira n. 28.
Oabaixo anignado, morador na ra doCabu-
g n. 4, dessja taber te nesla provincia, 00 na da
Pirahib, ou em oulra qualquer, axisle Jos de Fe-
ria Cont, ou pessoa qoe por ella e interesie, a ne-
gocio que muilo Iha interessa.
Manuel Joaquina Din de Castro.
No holel da Eufopa precia-se da 2 eseravo.
Irmigo de polmica pela imprenta, mormente
Suandc ellas nAo adiantam idea, o abaixo aisignado
B umii vez para tempre responde eorrespaoden-
cia auN-ta no Diario de Pernambuco de 4 do cor-
reuta, Pmenlal, pela maneira seguinle:
Que a abaixo aasignado no anoaocio que fez in-
erir ou Liberal Pernambucano de 19 de julho, e
tamben; no Diario de rernambuco da mesma data,
nao se referi essa linha divisoria, qoe diz o Sr!
Pimentul lar mandado correr, para soppor qoa o
mesmo Sr. l'imenlel o provoeava a um pleito judi-
cial, e 1 im inveneio da venda do engenho Cauu
de que ke o-abaixo anignado proprietario. O Sr.
Piment I nao qaerendo explicar esta ua t'nrencuo,
enlendcu diversamente o mesmo aouuncio.'e vem
ainda com a sna historia da linha dicuoria, e eolio
diz qoe nem a lirada dessa linha, oa a tupposla da-
marcat; o, tenda a provocar o abaixo asiigoado
nm pleito judicial, e nem para qoe isso te fizesse
era preciso ter o abaixo aisignado oavido oa citado;
porque essa demarcacao foi das trra do engenho
Gaipio, com as da aldeia de N. S. da Escada, vis-
to que, de conformidade com os seos ttulos de *e-
maria, .1 linha divisoria do engenhoTres-Bracos,
em que est edificado o engenho Casso devia ficar
urna legua distante dessa mesma linha, entretanto
dita legua nRo existe, a Ou o Sr. Pimenlel oSo dis-
se o que quera, 00 nSo lem agnlicacao alguma o
qne elle quiz dizer no lerceiro artigo de soa corres-
pondencia. O que porm, he exacto, he, qoe e tal
demarciicao houve, ella he nenhuma. e he tambero
provocadora de um pleito judicial; porque asseve-
rmdooSr. Pimental no annuncto que fez inserir
no Diario de Pernambuco, assisnado por J. J. de
Miranda, que por essa demarcacao o engenho
Casso ficou comprehendido na Ierras do eu enge-
nho (si li, sendo o abaixo assisnado proprieta-
rio daquelle engenho, e nao leudo sido ouvido e
nem citado para tal demarcacao, tem duvida qoe
esta n3o pode produzir elTeito algum contrap mes-
mo ahaiu) assignado, sendo que o fado della se ter
feilo he inanifestamonte urna provocaejo a um plei-
to judicial, e entretanto o Sr. Pimenlel diz qoe nflo
era preciso que o abaixo assignado fosse ouvido ou
citado para ella!
Oh Sr. l'imenlel! Se por esa demarcarlo o en-
genho Catsua ficou comprehendido as Ierras do seu
engeaho Gapi, he claro que ella inleressava ao
proprietario daquelle engenho, e enlao devia este
ser citado para ver faze-la; porque a demarcarlo
feita sem cilacjlo dos interessado, he aulla ; e tan-
to mais devia o Sr. Pimentel nao prescindir da ci-
lacao do abaixo assignado, quanlo elle mesmo re-
moliere a poste que esle lem no terreno ero que e-
l fundado o engenho Cauu.
Ma diz o Sr l'imenlel que sempre proleilou
contra esta posse, al que se lizesie aquella demar-
ca tao.
Nao sabe o abaixo assignado que tal protesto fi-
zesse o Sr. Pimentel, e er mesmo que disto se lem-
brqu ello agora para fazer ainda mai Oecliva a
provocacSo que nega estar em sua intenco. O
que porm sabe perfeitamente o abaixo assignado,
he qoe o Sr. Pimentel sempre esleve convencido
de que o engenho Cassu eslava situado em Ierras
da sesmara de Tres-Bracos de que se acha aquelle
de pose ha 16 auno por si, e ha muitos mais pelos
seus antecessores, sem qenhuma conlestacao, jul-
candn i proposito e mesmo conveniente lembrar ao
Sr. Pimenlel qoe em fin do anno de 1846 lie e o
abaixo assignado, contestando sobre limites dos en
gentos Gaipio e Tres-Bracos, sendo o punto de du-
vida o sitio denominado Tanque, accordaram veri-
ficar islo, e efieclivaineute, adiando se presentes
ambos, e os Srs. Miguel Afibos* Ferreira, Jos Af-
fonso Ferreira, Antonio Aflonso ferreira, Joao Ma-
noel Martin, Manoel Ignacio t oulras pessoas mais,
o piloto Jos Antonio (ja fallecido) correa o rnroo.
vndo da serra d'Agua tomada do engenho Ciriao,
na directo deiul a norle, encontrando no alto da
errada Cacboeira, onde limita com Capobre, um
marco, e dahi principiando a picada encontrar
com as Ierras de N. S. da Escada, onde tem um
visgueiro. abri nesle urna cruz a talho de machado
e por esla picada e rumo que se correu recoubeceu
Sr. Pimenlel que se liroilavam 01 engenho Gai-
pio e Tres-Bracos, e verificoo-se que o sitio denomi-
nado Tanque perleocia sesmara de Tres-Bracos e
nao a Gaipio ; com o que se conformou o Sr. Pi-
menlel, sendo que por islo, (qoe alias pode ser altes-
lado pelas referida* pessoas que se acliavam presen-
tes e mesmo consciencio*ameiite pelo Sr. Pimenlel},
se nao reduzio diij informarlo escriplo.
Assim, resolvida a duvida, que.suscilou o Sr. l'i-
menlel, levanlou o abaixo assignado o engenho Cas-
su em Ierras de Tres Bracos, visla e face do Sr.
Pimenlel. o sem que nenhuma opposicao mais fizes-
se elle ato hoje, que lem decorrido 9 anuos.
Como, pois, pretende oSr. Pimenlel que o enge-
nho Cassu esleja situado em Ierra de sua .proprie-
dade Gaipio 1
Felizmente a prelenrao do Sr. Pimenlel oio pas-
ta de um pretexto que Ihe he necessario, para dar
ex pausan a cerlos desprclos que o animan) contra o
abaixo assignado, tem nenhuma rizad de sua parle,
e por motivos inleirainenlo eilranhos esta questau
tao extemporneamente suscitada sobre limites de
predio.
Nao admira, pois, que o Sr. Pimentel allegue ho-
je tar protestado sempre contra a posse do abaixo as-
signado, as Ierras do engenho ('.atoa, nao se lem-
braado que por tal modo comprometi ainda mais o
seu carcter, aventurando urna proposicslo, cuja
inexaetid lo fcilmente se pd,e provar ; e bem assim,
qne menos sinceramente jogue elle com o seus t-
tulos e crin os do abaixo asssignado para concluir o
qne bem Ihe parecer.
Nao he por semelhantes meos que o direilo de am-
bos se ha de elucidar ; elles sao anda mais que in-
sufficientes para Irazer ao abaixo assignado qualquer
quebra mi r;nulac.ao de que at boje tem merecido,
e que ninguero, e menos ao Sr. Pimenlel, aulorisa,
para soppo-lo capaz de um acto menos floneilo,
como de imaginar tilulos, que nunca appareceram,
para se crear um direilo que senao lem, com preiui-
zo alheio.
Se o abaixo assignado, lem ou nao ttulos capazas
de provar o seu legitimo dominio sobre essa trras,
em tempe o mostrar, defendendo oeu direilo co-
mo Ihe cumpre e Ihe oulorgam as lei do paiz.
O abaixo aisigaadoconclue, afOrmando ao Sr. Pi-
mentel, que se nao recusa firmar oseo direito as
l,erras em queslao pe* verificagao dos limites en-
tre o engenho Gaipio, e a sesmara de Tres Braco ;
mas pelos meos legaes, e intentando a acjjo com-
petente; se porern, com o desprezo da lei o Sr. Pi-
mentel usar de qualqoer outro meio, para inquietar
o abaixo assignado na posse da trras do engenho
Cassu, o abaixo asignado o obrigar a respeilar o
seo direilo, e tanto quanlo Ihe garanten! as leis, e
com o preciso esforca al onde exigir a jusla de-
feza.
Recife 11 de agosto de 1855.Antonio Luiz Gon-
calves Ferreira.
A pessoa a quem for oflereeido nns ocolos com
armaran de ouro,. em urna caixinha verde qoadri-
longo, forrada de velludo encarnado, a qual foi de-
sencaminliada de urna loja de ferrageas da roa do
Queimado, dirija-se roa da Flores o. 9, que *eni
gratificado.
Precisa-se alugar urna ama para o servico in-
terno de um.i casa de pouca familia, de muto boa
conducta : na ra de S. Francisco n. 68.
O aenhor do eseravo pardo claro, Joaquim,
que eal fogido. bnxo, grosso. barba reir, queira
dirigir-se a ra do Raogel n. 16, para se Ihe dar no-
ticia del I c.
Aluua-se ama escrava para ama, com muilo
bom leile, muilo mota e sadia, por 128000 mensae :
na ra da Cadeia de Santo Anlonio n. 7.
D. Francisca Thomazia da Conceicao vende as
suis casas, na ra Augusta ns. 35, 70.90 e 92 ; oa
roa Imperial os. 18,20, 22. 30, 32, 34, 50 e 52; os
Claco Pona n. 34 ; no becoo do Peixoto nt. 13 e
15, e na ra Direila n. 71 : a pessoas qoe liverem
em ditas casas hypotheca, embarco, penhora ou di-
reilo ao eiigirem algum onus, declaren) or este mes-
mo Diario, no prazo de 8 das ; e as pessoa qoe qui-
zerem comprar cada urna das dilas casa oa toda,
cntendam -se com o procurador da annonciaute e seu
filho Anlonio da Cuuha Soares Guimaracs, oa roa
do Rangel n. 56, que lem tem poderes para fazer
a veuda.
Roga-se ao Sr. subdelegado do Recife ladee
suas vistas para o arco da Conceicao, onde se acha
um desgn tadoa mnrrer, fallo de todo o recurso, e
at sendo chrislao a espirar tem os socrorros da re-
ligiao.
Sociedade cultivadora da lingoa franceza.
.Nao se ido possvel fazer-se o oflicio do finado
Raymundo de Araujo Lima Junir, no dia 19 do
correnle, '.orno fdra annunciado ; a dirocloria lem
transferido para o dia 10 de selembro. Secretara
da sociedade cultivadora da lingoa franceza 16 de
agosto de 1855.O 2. secretario.
Jos Pire Ferreira Jnior.
Respndese ao pergnntidor do Diario de hon-
tem, que os guardas nacionaes, presos neja no quar-
lel do der mo balalhao ou em nutro quaiqner, nao
podem sa'iir nem sahem, como quer inculcar tai
perganla para desle modo indispor os Srs. ofliciaes
de 1.a liona, alim do apernaren) os guarda, queja
soflrem mais do que solTreram os aatigos milicianos
110 tempt do despotismo, como baje se diz : pois
uaquelle lempo os milicianos eratfioveinados pelas
lea, e h i|e a inaior parte da guarda nacional he
guiada pelo capricho, sem respailo a lei.
O atropelado.
Pr-csa-sede ama ama para o servico interno
e externo de um* casa de duas pessoas: na roa da
Alegra da Boa-Vista, n. 42.
Precisa-se de um moleque ero idade de poder
fazer o servico interno e externo de urna casi estrin*
coira : a fallar no consulado britnico, na ra do
Trapiche, das 9 ni 3 horas da tarde.
. No diu 17, as II horas, na sala das audiencias,
depois di Anda a do Sr. Dr. juiz de ausentes, te ha
de arrematar uiq sobrado de um andar, silo na roa
Imperial n. 92. em chao proprio, com 34 palmos de
frenle, 7) de fundo a mais 252 pasa quintal, avalla-
do em 1:2009000, perlencente a heranca do finid*
Anlonio la Triodide.
Sao convidado lodos os credores da masaa fal-
lida de Andradc t Irmaoi comparecerem sexla-
feira, 17 rutada Cadeia do Recife n. 36.
Na roa do Cslabonco, loja do primeiro sobrado
an entrar do quartel, confronte ao oilao da casa do
bilhar, etgomma-se bem e barato.
LOTERI.i DO Rltt DE JANEIRO.
Acham-se a' venda os novo bilhete
da lotera 4. do SS. Sacramento de Ma-
celo, que devia correr d^ 6 a 8 do pre-
sent:. As listas devem chegar aqni tatvez
sabbado 18 do corrente. Os premios se-
rao pagos logo que se tenba eito a dis-
ti-ibi itjao das listas.
ajjV* Pracisa-se de urna ama forra ou captiva para o
ssrviro de ama casa de pouca familia, que taina
engorr asar alguma eoosi : a tratar no atorro da Boa-
Vista a. 33, primeiro aodar.
i'recsa-se de ama ama Corra oa captiva para
o servico de ama casa de posea familia ; a UaUr na
ru* A uguiti, sobrado q.
, So da 10 do correnle desapearceu urna preta
de noin* Felisarda, nacao Coala, repreteula tar 40
annos boa estatura, cor nao muito preta, rosto oom-
prido, nariz afilado, com talho* no rosto e oa cau-
las : qualquer putea qoe a apprhBdr, leve-a
ru* de Amorim n. 33, ou na Rio-Forrooso a Sr
Mirla Feliciina Lopes, qu* sa ihe gratificar.
]?reeita-e alagar um prelo de mala idade, pa>
gando-ae 8J000 por mei, para pouco serrijo : quem
o liver annuncie ou dirija-* roa DirdTta 1
Nao tendo-te reu-
nido numero suDir:
te de accionistas per
ser deliberada a ap-
provacao dos esi^
tos da companhia de
Fiacao e Tecidos, be convocada a.asscm-
blea jeral para o dia 17 do corrente, com
a expressadeclaractlo de que se delibera-
ra' com o numero dot accionistas que et-
tiverem presentes, na conformidat
estattitos provisoriamenteapprovados. Ri
cife 10 de agosto de 1855Francisco de
Paula Cavaicanti de Albuquerqu
dente.Jos BernardoGalrao Ale
secremrio supplente.
O escrvao da irmandade da glor
Santa Anna, erecta na igreja da Santa
Cruz da Boa-Vista, annuncia aos dev
da gloriosa Santa, que na madrugada
17 do corrente he o lerantamento aa bau-
deira com missa antes, e a Hoite prin'ci-
piarao as noyenas, sendo a festa no dia 26,
com TE-DEM a noite.
Philogone Adoor Tai a Europa.
J. P. Adoor & Companhia, na ausencia d
ci cerente Phe. Aduar, dexam orno procoradores
nesla, os Sr. Luiz Amavel Dubourcq Piul I
Caocann,
Dsippareceu do aterro da Boa-Vi
primeira .indar, um cachorro d'agu.
lendo o pello aparado do meio do j^^^
ouve p< lo nome d Janola : quem o "^
em seu poder, queira ter a bondade de
cima, que ser recompensado.
Fica perlencendo amatada d
bilhete iuleiro n. 2211 d terceira parle da primeira
lotera do Gymnisio, para ai obra* da matriz da Boa
Visla, 1 qual corre no dia 22 do crranle.
O irmao da mesma a^^^H
Sorberlo Marciano dos Santos, braiiler
lin-se i>ara fra do Imperio.
TVPdKAI'UIA DO POVO RE
Sa ra Direila 11. 3, primeiro and
belecd.i urna lypograhia prvida
lypos pira imprimir qualquer obra,
o qoe diz re-peilo a urna officina
quem quizer utilisar-se della,
sa, que encontrara com quem tral.
feilos nesla officina serao sempre execoUd
Co mai: commodo que em oulta^Ka^^^HRH
qualqu ir impressio ser* feita com o melhor gosto,
aceio e prnmplidao.
Approvado pela junta de hvgijenne pu-
blica do Rio de Janei
Com privilegio do governo de S. H.
Imperial.
m PUS ILTRi
Jos Poix y Braguero declara ao respeitavel pu-
blico que tem o prazer de Ihe oflerecer a admira-
reis virtudes, que em urna longa exeperieaeta toa
demondradoa Agua dos Amanta*, de toa eemposi
cao, e sao as seguinle: cara todas as enormidades
de pelle, como pannos, (com orna garrafa poneo
mais ou menos ), ardas (eom don garrajas pouco
mais eu menos ), e asesorabas, por muito antigs
que sejam ( com duas oa tres garrafas, p
tima mais forte oa mais carregada), a ap
mais q tente qoe moro* com nm trajriaho molhad
am.irrando-0 com um lenco. Fra, refresca, tira a
pelle f rinhosa e anavisa-a, d-lhe lustro 1
apparener a cor irigaeiri ( em olneo das do em mo-
do mai notavel ). cura a broloeja eom muila facili-
dade, for ser muilo fresca sem prejudicar a sau-
de. Instantneamente faz desapparecer o ardor do
sangoe qnando se eoca pelle, e applicado na face
um algodao mothado na dila agna e amarra 1
eom uri lenco, amanhtcem as cores nataraes omita
agradaveis. sem prejudicar enl nada a pelle, e pode-
te eontnuar quando as cores se perder Jtara
este effeiln quando se tiver temperl^^^^^H
neo). Em lavatorio he um preservtlVo opt
contra syphilis. Eipplicando-a mat^^^BaH
algodao molhado na dila agua ao ti
c;1o das bexigas, serve para neutralis*
car, li-npar o humor, e para pre-
das ma -cas no rosto ; e fai desapparecer a taflim-
macao preservando do ar e da loz, aos doentes da
bexigas. Do mesmo modo cara impingent dfffieeis de
curar. Para toueadores (loilete particular da* *nho-
ras, prero 29 a garrafa. Venden)-* unidamente no
escripicrio da roa da Cror n. 1, doUniooio Lana de
Olivein Azevedo.
A abaixo astignada tem eonsllloido seo bstan-
le procurador osea neto Francisco Xavier Rodri-
gues de Miranda, por haver fallecido o sisa presado
lilho ,J >5o Rodrigues de Miranda.
Filippa Marta.
Recil'e 16 de jonho de 1855.

ATTENCiO.
.Uanoel Antonio Goncalve, com |
estibelecimento de obras de 1
prata na prara de Pernal
constando-lheque diversos veradedo
res de joias pelo matto. se tem
vidode seu nome em seus negocios,
fez constar para evitar engaos, que
nao se respousabilisa por trausac-
cao alguma que elles nV.essem ou
possam fazer, de qualquer na ture- 0
za qae seja, pois a ninguem auton-
so 1 para isso.
lecife l de agosto de 18
GRANDE PANORAMA.
Frederik Lemb
lem di apresenlar hoje ao respeitavel publico desla
provin'ia o seu cosmor.ama na roa da Cadeia con-
frtsWte 10 convento de S. Francisco, com a* difieren-
les e ricas vistas seguintes :
Rec.-la da praia do Botafogo em noverbre de
1853.
Aete de visita do Imperador D. Pedro II.
Sebastopol como eslava antes da ehegada dos Al-
liados.
Peterhof, palacio do imperador da Rusiia.
Bah 1 vista pelo lado da Lapinh*.
Aqueduclo e Glora tomado da morro de Santo
Anlonio.
Caaeila de Tivoli perla de Roma.
-Ruina de Phili Egyplo. .
Alhambra em Heapanha.
O prse de cada j>essoa he de o rs. O cosmora-
ma acha-se aberlo lodos o das das 6 a9 bairas da
tarde. O mesmo espera na benevolencia do publico
o v honrar com sna presentas, condjuvaodo
muilat despezas qoe o mesmo lem feilo, e oerdiil-
nreote igradec* ao mesmo publico pelo bom acolhi-
menlo ue delle erpera.
Firmlano los Rodrigues Ferreira faz scienle
a eos levedore a ao pblico em geral, que tem ad-
mitlido ao Sr. Bernardo Fernandes Gama na quali-
dade dd seu caixeiro de cobnnea, e este nutorisado
a passar quaaqoer documenlos rendentes ao mes-
mo lim.
P-ecbw-M de tuna ama que alba eozinhare
fizar lodo o servico de casa : na roa Direila u. 86,
segundo andar.
Piecisa-se de um caixeiro'para taberna ; no
largo di Pilar n. 17.
Pieeia-seporalugnel de urna prela eserava,
que nao teja viciosa e mullo menos infiel para o ser-
vito externo de ama casa'1)ue eontem duaspeaseas
do>famiti.i. a para o interno, inclusive lavar.feM-
nhir eengommar mnito bem, re*poos*bilisindo-se o
seo dono pela sua conduela e habilidades, nao aa
olhaapreco: na ra do Collagie n. 21, primeiro
andar, ilis 9 horas da manhaa as 3 da larde.



[ -- HHp
fe
n.....mminm
O medico Josa de AlmeiJa Soares da Lima f
istos.mudou tua residmcia para a ra da
X (Obrado amarillo n. 21, segundo an-
CASA DE
(HllSSAO DE ESCfiAVOS
NA
RA LARGA DO ROSARIO.
N. 22. SfiGINDO .VXUAK.
Nesla cata rerebem-se escravus por commisso pa-
ra serum vendidos poreoola di seus senhores, lano
pare Ierra como pura mbarqu ; afianca-se o bom
Iralameolo e segurauc. dos meiinoa, nito se poupau-
o eaforsos para que elles aejan Tendidos com prom-
pnitao. afin de que aeus seuhmres nao soffram em-
paje* com a venda delles.
s BEHTim. :
Paulo Caignuux, dentisU fraucez, estele
*.na rua Urca do Rosario n. 36, segundo
idar, colloca denles com gengivesarlificiaes, #
i dentadura completa, ou ,urle della, cora a
Ift pressito do ar. m
2
Sr. Joaquim Octaviarlo da Silva lera carta
lia livrari n.6 e-8 da prasa d, Independencia.
MARIO DE PERRAIBCO SEXTA FEIP.A
) Dr. Sabino Olegario Lodgero* Pioho, &
P^P^r'c de palacete da roa de S. Francia- ga
> u.68A,para o sobrado de dou anda- w
6, ruade Santo Amaro, (mundo novo.) JI
t8-$$ $@@$
.Regiment de costas. '
i luzo regimenlo das custas judi-
notado com os viso que o lte-
le-* a 500 re'is, na livrari
n (i e 8 da praca da Independencia.
EDCACAO das; FILIAS.
obras do grande Fmielon, arceoispo de
wce mui particular mencie otratado
> das meninasno qital este virtuoso
cono asmis devem educar uas fi-
m da chegarem a occupar o sublime
h do (arriilia ; loria-se por tanto urna
i para todas as pewo.is que desejam gui-
'dadeirocaminho da villa. Est a rcfe-
duzida em portogaez, e vende-se na
i praca da Independencia u. 6 e 8, pelo
jIo preso de 800 rs.
AULA DE LATIM.
; Vicente Femar de Albtiquer-
sua aula para a ra do Itali-
le continua a receber alum-
externos desde ja' por mo-
como he publico: quem' se
isar deseupeqneno prestimo o,
ir nO segundo andar da refe-
|ualqueriioa dos dias uteis.
JWNMftO'.
lo de J.sc llaptisla Braca, na ra Nova
m leda a qualidade de obra de bronze
orno faz-se qualquer obra tendente a
i funileiro coin toda a perleirao e nreco
commodo. r v
J. JANE, TOTISTA, i
nua a residir ua ra Nova n. t9, primei- fe
-lar.
**> >**
i O SOCIALISMO
'lo caaeral Abroa Xatau.
na loja de livros dos Srs. Ricar-
^H na dcColletto. e
leo do Colegio, casa amarella,
ruado de oda as Formas, por
^_H So, segoodo e sosto dos compra-
disao esta quasi escolada, epoucosex-
!sU obra, em qua e ada Irasa-,
CONSULTORIO DOS POBRES
*P BA OVA 1 AKWAA SO
mnh^i'Z'Jt:}^h* MoscnM ds nsultas hoaaeopalhicas lodos oa dias aoa pobre, desde 9 horas da
*''"''?eemcaso.eilraord.narto.aaualqoorhoradodiaou noiie. *
dw nSwt? *B"7eDe para -.rafear qualquer operara de cirorgia. e acudir prompl.mentc fltul-
qnar mlher que enteja mal de parlo, e cujascireorastancias nao permiltam pagar, ao oedico
MC0SS0LI0RW DO DB. P. A. LOBO lOSCIIZO.
50 RA NOVA 50
, ,* ^^WDE-SE O SEGUINTE :
Manual cmplelo de meddtciua boraeopathica do Df. H. Jahr, traduzido em nur
mu-, nra nuunusmMu tu ESIADO l)b!)AUli-eonhecmenlos qnenlo nodem rinm-nur nBi
a lodos os pas de familia que por cirenmstancias, quenern sempre podem ser prevenida? afiobr '
do, a prealar in continenti o. primeiros soccorros e.r snas enfennidade, P ,,0'obr,a-
mnmT. l!"1meoPalna oa raducco da medicina domestica do Dr. Hering,
m. o, H aUI "JV"** que w Jedic"m ueslud0 d homeopatbia, um volu-
me grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina tn^n
04^^^rLl^^^'u^a^l^ tC encardenado". '. ". 'S
im passo seguro na pralica da
o raais bem montado possivel e
88000
Sem verdadeiros e bem pr.,r^ m^S^X'podVd,m2?l na araTS
zi?m^idVcpdalrndecf o^^r0?'^" """^ tt&JXS^iESaJi
Boticas a 2fub;JgrtdT! wPe"or'dad* dos me-hcamenlos.
Boticas de 2i medicaraeoloa em glbulo, a 10a 12 e 154000 rs
Ditas 36 ditos a "** '
Dilas 48 ditos a .' '...'.''
Ditas 60 ditos a '
Dilas 144 ditos a .'.'.'.'.'.I' '
Tubos avulsos....., *
Frascos de meia ousa de lindura. ', \ ,
ilos de verdadeira lindura a rnica.
i.lr;aJf^faSaha,,einpreave,,da 8raod o* 'de'lubos' de cryla de div
eJr^f%xrru?o,VoZoru-se qualquer --4.:^
TRATAMEBTO HOMOPATmc
reservatico e curativo
DO CHOLERAMORBUS.
PELOS DRS.
20*000
2atX)0
. 3OQ00
608000
laooo
29000
28000
versos, lamanhos,
toda a brevida-
6
-K^.^^
ou inslrucso
para atallia-la, emqua
em que nao os ha.
k.,.T?ADL'Z,D,0 EM.P0*TUGUEZ PELO DR. P. A. LOBO M0SC07O
Eales doos oposculos contenas indicares mais claras e niwis .u ra":,L'-'W-
sao es, ao alcance de todas ,s intelligencias, no pel ,SePdU Jo'm .". *""P*fS,e C0"cisa" Pr si'
cpalmenle aos preservativo que tem dado o. mais sSctorioTre^^^^ comoprin-
erles lata ido posto* em pralica. cu,"w resultados em toda a parle em que
Sendo o (ralamento homeopalltico o nico que lem dado ur.na.. .. i. ,
velenfermid.de, julgamosa proposito (radu.ir e,(e, dosm00Han10 oI,",Im""I*o deila borri-
la, para desfarte facilitar a sualeilura a quem igno'eofr,oSi 0PU*"">'em lingu. vernacu-
Vende-se on.camente no Coosulloriodo traduclor, ra Nova 52, por 2SO00 rs.
!,
9 0 gnero
humano
saasosdias, pertence a
ej^ r
desde o primeiro
^_ a todas as clas he, por assim diier-M, o evangelhn
ie nella eslao consiituados lodos os foros
As suas doulrinas eslo, porlanlo,
"lasas inielligcncias.
MASSA ADAMANTINA.
a do Rosario n. 36, egundo andar. Panto Gai-
gnjm, dentista francez, cburfbn os denles com a
msisfa adamanlm. Esa nova e maravillosa com-
pomao lem a vantagem de ene) ersem prcssSo dolo-
rota ladasat anfractuosidades rio denle, adquirindo
mies solidez iiujl a da pedra mais
dura, e permute restaurar o centes mais estraga-
do i com i forma e a cor primitiva.
iir a luz no Rio de Janeiro o
TORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
DE RIJOFF E BOEN-
NINGHAUSEN E OUTKOS,
alphabelicii, com adescripro
le todas as molestias, a indicarlo plivsio-
irapeutiea de lodos i medicamtntos bo-
.seolempo.de aeran e concordancia.
accionario da signilicacflo de todos
os termos de medicina e irurgia, e posto ao alcance
dan iituoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MULO I0RAES.
a para esta obra ou consultorio horneo,
palhico do Dr. LOBO MOSCOiO. rua Nova n. 50-
priniciro andar, por 61000 .em broebura, e 69000
en indomado.
.'(IBLICACAO' -do INSTITUTO 110-
IECPATUIGO DO BRASIL.
THESOURO HOMEOPATHICO
i ou
I VADE-MECUM DO ^
I IIOMEOPATA.
Mclhodo conciso, claro c seguro de cu- &
rar homeopulkicomenle todas as molestias .
que af/ligem a etpeci humana, e part- I
cularmente aquellas que reinam no Ora- i
til, redigido seuundo os melbores, Irata- :
dos de homeopalliia, lano europeos romo (
americanos, e segundo a prvpria esperi-
ncia, pelo Dr. Sabino Olegario l.udgera "
Pinho. Esla obra be boje reconhecida co- (
mo a melhor de todas que tralam daappli- a
cario homeopatliica no curativo das mo- '
leslias. Os curiosos, principalmente, nao i
podem dar um passo seguro sem possui-la e
consulla-la. Os pois de familias, os senlio-
res de engenbo, sacerdotes, viajantes, ca- i
pitaes de navios, aerlancjos ele, etc., devem J
te-la a raSo para occorrer promplamenle a f
qualquer caso de molestia. 2
Dous volumes em brochura por Ki.S.'NI "
encudernadus llaOOO |
Vende-se nicamente em casado autor, 2
rua de Santo Amaro n. 6. (Mundo No- '
vo),
I "T^I,es1aPPareceu dos arredoi-es da vil-
la do Cabo, um cavallo com os sipnaes se-
gu.ntes: grande, mellado claro, tem urna
bcllide noolhodireito, noquadril esciuer-
do tem urna marca procedida de sarna que
teve, etem na c\a direita um ierro que
representa um cinco virado: a pessoa
que delle der noticia certa, ou o levar na
rua da Cruz do Recife n. 2(j, primeiro au-
llar, teta urna gratiiicacao.de 20,s'00<).
Aos senhores de engenlio e arrematantes
dcestiadas.
crever .? br""C '"" fa'nilia, !"' '> **
econljir, que lem pleno conliecimrnlo da
rabal ha
macliin.s
-.iro de es-
obras nMi. eqUaT*c b,se "emilaSao das
".."' emP,'drameDlo

SUR)
para sef procurado.
i e |inntei, oflTcrere-sc
-dehomeepalliia
loras de sumina importancia :
Hihncmann, Iraliao das moles! as
lumi .......
Teste, rrolestias dos mollino* .... i
II ering, hoaaeopalhia domestica.....
Jahr, | oopalhica. .
Jabr, o iluraes .
i'vosas.......
i pe le.......
i homeopalhia, 2 volumes
ulo completo das molestias
uiefrancez, obra
clironicas, 4 vo-
. 208000
. 68000
. 79000
. 69000
. 169000
69000
89000
169000
ittaooo
89000
79000
68000
49000
109000
A Tjtfa, a^leria medica homenpathica. .
doulrina medica ht.ineopalliica
ideSlaoneli ......
r.ailing, verdade da homeopatl ia.
Di ciooario de Nyslen..... \
i de anatoma cim bellas es-
tampas coloridas, cooteodo a descripcao
de Udas as parles do corno h imano 308000
Meilodos Mies livfos no consullorio homeopa-
thico do Df. Lobo Moscoso, na Nova n. 50 nri-
DMiro sudar. '
se dinheiro a juros sobrepnho-
res de obras de ouro e prata : na rua da
Guian. 40,
istrador da companhia de
inos eraser?KX)das ru desta cida-
Je, precisa de traballiadores p*ara o mes-
mo serviqo, rencendo os forros 720 e os
capti 6*0 ris ; dirijam-se a rua Nova
n. ',
Joaquim Jos Dias Psnirt declara, que lend
anematado envleiao ds 9 de jiinlio p.p. lodas as d-
as que deviam a Anlouio da Cosa Fer-
a, com laberna na tua da Cadei do Re-
ilf, eonvida a lodos os devedoren do dito Eslrell,
uni da prasa como do mallo, para que venham pa-
gar so ao.nnunejante.ou a pissoa rompeleule por
elle, aedorisada, uto eom a maior presteza possivel,
f..^al .eT,,ar?B' asnezas, pois prometle
r,r.^-C0D,enlpl,s1"* eon qaeforemroals
d Si ""' Penlos, Prendo para if,o
i, *"!? ." tnle DO '"o da Boa-Vista
n,.ri,P,n^^hde om feilor P"r8 um '<> Ca-
piMia, qne leona pralica de plantasao, prefere-se
o a. 10. lerceiro andar.
u ~,, dsrl 1" nacidadedo
ilar u riti da l>as-
cido Sr. Ji.nuario Aleandrl-
o do mesmo abai-
gnaoo. Mw || de agosto de 1855.
Jet Angelo Marcio da Silva.
Alaga-te urna mulata para onervico iolerno
de. una casa, allrirand ludadas : a tratar
na rua da Gloria o. 86.
IjBwboa-se engomma-se rom lodo o atscio e
B'3^~l,en pre mai ommodo do que em
Vffl'lFy Par,e : Da *? *'Nogaeir .,. -2, jun-
io ao portao do muro, u qnalqmr hora do da.
i,"*1.3 raa Pir#i,. 13. ili-se dinheiro i ju-
q iiDlias. Pe rM 0,r0' "' graude e P^"euas
LOTERA DO GYMNASIO PER.NAM-
BUCANO.
AOS 6:0008, 3:000jfEl:000^.
Ocanlelisla da casa da Fama Antonio da Silva
Guimares avisa ao publico, que esto venda os
seus afortunados bilheles e cautelas da terceira par-
le da primeira lotera do Gymnasio, a qual corre no
da 22 da correule, sa quaesso vendidos as segnui-
les casas : sierro da Boa-Visl.i ns. 48 e 68 ; rua do
Sol n. 71 A ; rua larga do Rosario n. 26 ; praca da
Independencia ns. 14 e 16 ; rua do Collegio n. 9;
rua do Rangel n. 54, e rua do Pilar n. 90.
6:0009
2:760
1:380
6908
5529
2769
O cautelisla cima declara, que os seus bilhetes
inlcirns m origioaes nao soflrem o descont de oilo
por cenlo do imposto geral, e siin ns suas cautelas.
LOTERA DO GYMNASIO PER-
NAMBlieANO.
Aos 6:0008000, :000$000. e 1;000$000.
Corre indubitavelmenle quarla-lcira, 22 de agosto.
O caulelisla Salustiano de Aquino Ferreira avisa
ao respcilavel publico, que os seus bilhetes e caute-
las da lerceira parte da primeira lotera do Gvmna-
lio nao soflrem o descuulo de oilo por ceulo do im-
posto geral: e acham-se .-venda as tojas seguinies-
ru. da Cadeia do Recife ns. 24, 38 e 45 ; ua prasa
da Independencia ns. 37 e 39; rua Nova ns. 4 e 16
rua do Qoeimado ns. 39 e 44 ; rua eslreila do Ro-
; uo aterro da Boa-Vista n. 74, e ua pra-
rnr'TsMr,<'r?H liV" |,r-es,ini Waeiiaajar-se. e
,n ?,," ""el ?nlar toda despida de pre--
"^proqcuerXeleDd'ra,,nUnCe 3 *Uamr'd"
Sala de dasa.
Manofl Francisco de Souza Mapalli
jicipo o respcilavel publico, que a sua sala
Parbapa ao respcilavel publico, que a sua sala ,le
s^MmrtV3 U',re,ta m' abarla lodas
a. segundas, quarUs e sezlas-feiras. desde as 7 ale as
?l ",,e; as,im "'"o'ambem da lis^s pnr-
r^i \ horas convenciouadas, tanto em su casa
como uas dos senhores que de seu prestimo se quci-
mesmo em qualquer collesie," pelo
tem -
ram ulilisar,
prejo que
Vende-se um sitio de ten as, com casa
de vivenda, estribari *urna outra casa,
tem algumaslructeias novas, urna gran-
de planta de capim cuma plaoti decan-
na avallada em 500 pe, capaz de moer:
junto ao engenho Mtu-ingabas do capitao
Jos do Couto e SflVa, distante da ctdade
da Victoria legumpineia, a lallarcomAn-
tonio Jos Alvares na mi macidade.
Cotrriiiua-se a vender uozes muito novas, clie-
gadaf Mllimhmenle de Usboa, i9i80 rada airoba,
peso a vorrtade dos compradores ; na na confronte
a fgreja da Madre de Dos, kruazem de Domingos
de beua GuimarAes.
Vende-se uina parellia de cavallos mellados
par carro, bous trabajadores : uo naleo do Parai-
o n. 10. r
Vedern-se 3 escravas mos. de hooilas figu-
ras, e 1 moleque que coziulia o diaiio de urna casa :
ua rua Direila n. .1.
Vende-se uro relogio patente inglez, muito
bom regulador, com urna crrenle : na rua eslreila
do Rosario u. 2.
Cal pedra.
Vende-se cal virgem de Lisboa, chegada pelo ul-
limo navio : ua ruu eslreila do Rosario, laberna
a. 47.
Vendem-se lodos os perlences de balco de ta-
berna, como sej : 4 caiioes, 350 garrafas valias,
balaiifas, correnles e braco RomSo & Companhia,
medidas para lquidos e pesos, ludo por diminuto
preso ; na rua larga do Rosario n. 25.
Vende-se urna casa d# taipa com 90 palmos de
frente e 100 de fundo, com alguns arvoredos de fru-
tos, j>elo preso de 2205000 r.. na travessa do Frailas:
a tralar ua rua Imperial o. 135.
. Vende-se um preto bastante moro, com officio
de canoetro: quem o pretender dirjase a rua do
I.mamen lo, loja u. 8.
Veude-se muito boa manleiga frnceza a 800
rs. a libra, dita ingleza muito nova a 960 e 191^0,
canes de doce de goiaha muilo lino u 800 rs., talas
de saidinhas muito novas a 560, caf a 160 o 180,
velas do espermacele a 800 rs. a libra, lio jujeas do
serijo a 320 : na rua das Cruzes n. 20.
XAROFES PARA REFRESCOS.
Capilo, laranja, limao, maracuja, tamarindo*, gro-
sellas, pilaugas. uanaz, bambamllas t arara : ven-
dem-se ua travessa da Madre de Dos n. 10, muilo
baratos, lomando porcitn de garrafas.
~j Vm.le""e am p,gna com lnui, Puf0 no : na
rua do Cabuga, loja do Sr. Guimarto, se dir quem
vende. Assim como um loocador de jacarando c um
berro de meuino tambem de Jacaranda.
Vendem-se saceos com gomma muilo nova e
alva, cbegaila pelo ultimo navio do Aracaly : a Ira-
lar na roa do llrum. armazem n. 22, ou na rua da
Croz do Recile n. 36.
Vcudem-se enxamcs de redro, travs de 40pal-
mosde arueira, e sacras de anoz de casca muito no-
vo, a 29o00 r. : na rua do Vigario u. 5.
Vende-se sal do Assn', a bordo do hule Con"
ceiruoe Marta : a Iralar com o meslrc a bordo, ou
com Manuel Iranrisco do Res, em Fura de Portas,
ron do Pilar n. 103.
Na rua do Brum n. 22, ve:.dc-se superior
champagne em igos, as garrafas emeias, urna balan-
r romana, nova, que pesa800 libra, com os com-
pelenles pesos, urna machina de lavar roupa, e, ou-
tros objeclos, ludo por preso commodo.
limmit gKei
l K aviso ao rema %
^a padana de JoAo I.ins Ferreira Ribeiro, <
$ sila no paleo da Sania Cruz n. 6, lia sempre Z
i a venda alem do grande e vanado sorliineulo
g ue bollinhos, todas asqualnlades de maswis li- dat
S S*f/prla' p"* ch, I co,n" lenibem
S botaclia fina bolachiuha ingleza superior S
7 que vem de fra. ^
Na padaria de Rib-ro & Piulo, sila no largo
dcNossa Senhora do Trro n. 63. ha sempre a
venJa a melhor bolacha fina que hs no mercado
ailyerle-se aos compradores que a sua bolacha loda
val marrada com a firma cima.
Novo sortimento de fazendas
baratas.
Alm das fazendas j annunciadas, e oulras mul-
las, que a dinheiro a vista se venden) em porelo e a
relalho. por baraiissimo pre;o, ha novas chilas de
cores fixasa 160. 180e200 rs.'o covado, dilas
coberla, bonilos padrea, a -2W. dilas largas dj
claras imitando casso a SMO, ciscados francezi
de quadros modernos a 260, rrlrs de canil
salpico* rom 6 1|2 varita p muilo fino para len{o*com mais de 2 varas *H
gura, pelo baratsimo prer,, de 29400 a vara^H
brins ilelinho de iiuadrinlms para palito-, caifas e
jaquel.is a 220e2ill o covado, corles de casemiras de
core a 49, brini re cores para calcas a 19 a vara :|
na rua da Cadeia do Recite, loja n. SO, dcfronhral
rua da Madie de Dos, a qual se acha soffrivelmenle
orlida de las fazendas, cujas qualldades e comino-
dos presos se garaulem e dlo-sa amostra.
I.ABYRINTHOS.
I.erfcos de cambraia de iinho muilo finos, loalhas
redondas e deponas, e mais objectos deste genero,
ludo de bom goslo ; vende-se barato : na rua da
Cruz n. 3i, primeiro andar.
FAZENDAS DE GOSTO
PARA VESTIDOS DE SENHORA:
lodiana de quadros muilo fina e padres novoi s
corles de lAa de qoadros e llores por preso commo-
do : vende-se na rua do Crespo loja da esquina que
volla para a rua da Cadeia.
Vende-se ezcellente laboado de pinho, recen-
lemenle chegado da America: na rui de Apollo
trapiche do Ferreira. a eotender-se com oadminis
ador do mesmo.
Vende-se por muito menos do cuilo 00 alaga-
se urna casa moderna na Torre a beira do rio, com
todas as commodidaries para familia, cocheira, oalr-
baria e quarlo para feilor : a Iralar na roa da Cruz
o. 10.
Vendem-se no armazem de Uostron
Rooker&C, rua do Trapiche n. 47, su-
periores relogios de ouro patente inglez,
de un: dos inelhores fabricantes de Lon-
dres, por precos mui mdicos. "
A boa fama
Vende-se um cabriolo! oovo,
sem coberla, muilo leve c maneiru,
e ende-se tambem boa parelha de
cavallos, lodos para carro, e por
preco commodo: na rua Nova, cocheira de Adolnho
Bourgeois.
Vende-se urna escra va crioula, mo-
ra,.que cozinhaycozee engomma, pejada
de 7 parav^ males, e com urna cria dr
annoeO inz^ffbastante gorda : a tratar
na rua, Direita 1. 5, primeiro andar.
Vendem-se muilo bonitos chapeos de sol de seda
pequeos e com molas proprios para meninas de es-
cola, pelo baraliisimo preso de 39000,rs.; he cousa
13o galante que quem vir nao deixari de comprar :
na rua do Queirnado, loja de miudezas da boa fama,
n. 3J.
Casa da fama!!
Na rua Direita 11. 75, vendem-se bilhetes de lodas
as loteras da provincia, o pagam-se lodos os pre-
mios que sahirem nos bilhetes elididos na inesma.
Milito e arroz de casca.
A horloda barcasa Procidencia, fondeada no
caes do Ramos, por preso commodo. .
Vendem-se7 cadeiras. I sota, 2 censlos, 1 me-
sa redonda, ludo de pao d'oleo e novo, 1 cama com 2
enxergues. 1 baiiquiuha e 3,cadeiras usada. 1 mesa
do jantar, 1 dita para engommar, ludo por barato
preso, por seu dofto re'lirar-se para tora : na rua da
Cadcii de Sanio Antonio, sobrado n. 18.
Vendc-se urna caJeira de arroar em bom es-
tado : ua roa d'Alegria n. 11.
_ FLORES DE GOMMA.
Na eslrada de Joilo de Rarros, quina do becco do
maU i !?* "1-' 'U Para Ve,,d" um lind -
mmele de flores de gomma, por preso commodo-: e
na inesma casa faz-se com perfeisAo qualquer 011-
commenda desta* flores. H
Sebolas novas de Lisboa.
. B7rH^0,"le"S.e,l"n P:im" "Uo, ba.lanle grande
Al7 ,"'rei,0 lsun, e b,,ra i""1"'"r- pr p^-
gario 3 qUe'n qUIer' drJi,-9C '' ru' d0 V"
yehdem-sc 2 pares grandes que servein para
deposito de mel em qualquer cocheira ; a ver e
ajuslar, na ruado Collegio 11. 16, lerceiroaadar.
Vende-se feijo nula!inlio muilo novo : na
laberna da rua do Rangel n. 79, e na laberna da rua
das Cruzes 11. 22.
Capas de burracha a 12#000.
Quem deizara da se manir de urna Hediente ca-
pa e borracha, pelo diminuto preco de 12a T a el-
las i, se esUo acabando: na rua da Cadei. do Re-
cite, loi u. 50, defronte da rua da Madre de Dos.
Km casa de J. Keller&C, na rua
da Gcuzn. 55 I,a pava vender excei-i
lentes pianos vmdos ltimamente de Ham-
burg
endem-se en casa de S. P. JoL.is-
, na rua de Senzala Nova n. 42.
! ingleses. (
Relogios patente ingle/..
Chicles de carro e de monlaria.
Candieirose castirjaes bronzeados.
leonas inglezas.
Fio d<- sapateiro.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97.
Vinlio Clierrf em barris.
Camas de ferro.
CASIIIRA PRETA A 4^500
0 CORTE DE CALCA.
Vendem-se na rua do Crespo, toja da esquina que
rolla para a rua da Cadeia.
LEONOR D'AMBOISE;
Vende-se o excellente romance histri-
co Leonor d'Amboise, duqueza de Breta-
nh, 2 volumes por l.fOOOrs., na livrari
n. 6 e 8 da praca da Independencia.
CAL VIRGEM.
Vende-secalde Lisboa, chegado no pa-
tacho CONSTANCA, entrado hpntem, por
preco commodo : no deposito da rua de
Apollo n. 2B.
JA*.
Acna-se a disposicao do publico, em eaaa I
do Sr. F. O Rodrigues Esteres, rua do Cal- !
deireiro n. +2, ua medicamento, que no es- 1
Indo actual da therapeuliea, he 0 mais efli-
| cuz para FE1RE AMAKELLA. Condece-
no. o v.geui, cujea flores apresenUmotcm
tintura mli, por cUnicoi, e por
lo acousathamos. que delle se ase segundo
ro,ul" 1 Irasco.
Manecl 4t Siqueira CacalcantL
* por innmeros faci*
clm< o., qe ,, medIamenlo
dicacia para estes
Wumonia, pieuriz. febres
ment svphililico*. ele.
ate,
de mui
offrlriil
CHAROPE
DO
BOSQUE
O titileo deposilo cnlina a ser na botica de Bar-
Itiolotneu Francisco de Souza, na rua larga do Roaa-
no n. 36 ; garrafas grandes59500 e pequeas 39000.
IMPORTANTE PARA 0 PUBLICO.
Pan cara de phtisica m lodos os seu* difiranles
graos, quer moyada por constipacoes, losse, aalh-
n.,iP tKU" <* agua, dr de costados a
peito, palpuasao no coracao, coquriuch., broncbile
^^rgauta, todas as molestias dos orgaos pul-
l
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se supVrior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gatla recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenhos os
seus bons elleitos ja' experimen-
tacos : na rua da Cruzn. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
COM TOLE DE AVARIA.
mesmo lem marcado : para oque o ^asde..lg4{ozinho a l.S'000, 1*280 e
poderao procurar das 7 as 9 hora, da manhaa, e do, 2600'Pe('as (,e' madapolao a 2.S, 2*500,
meio da as J horas da tarde. "] 3*000 e 3*500 rvende-se na ua do Cres-
Bilheles 5880O Recebe por iuleiro
Metos 29800 com descont
Quartos 19440 a
Oitavos 720 '
Decimos 600
Vigeimos 320 a v
Sa da Boa-Vista n. 7.
rlilbele*
Meios
Quarlos
Quintos
Oitavos
Decimos
Vigsimos
59800
29900
IfSOO
19200
760
Recebe pur inteiro
6:0009
3:000a
1:5009
6OO9
3000
PERNAM-
0 s
O referido caulelisla declara que se obriga apenas
a pagar os 8 por cenlo da lei, sobre os seus bilheles,
veudidos em originaes. indo o possuidor receber
competente premio que nella sahir.uaruado Collegio
n. 15, escriplono do Sr. Ihesoureiro Francisco Au-
lonio de Oliveira. Pernambuco 8 de agosto de 1855.
Salustiano de Aquino Ferreira.
LOTERA DO GYMNASIO
BUCANO.
AOS 6:000*, 5:000* E 1:000*.
O caulelisla Antonio Jos Rodrigues de Souza J-
nior avisa ao reipeilavel publico, que as rodas da
lerceira parle ia primeira desla lotera andam im-
prete.ivelmenle qnarla-feira,22do.correnle. Todos
os seus bilheles e cautelr ss.lo pagos sem descont al-
gom, os quaes acharo-se venda na nraca da Indc-
pendencia.lojas ns. 1,13.15 e 40; rua Direita n. 13-
iravessa do Rosario n. 18 C ; aterro da Boa-Vista n'
72 A, e na rua da Praia, loja de fazendas
billetes 59800 Recebe por ioleiro
o
, Pr-ecisa-se de urna ama que lave, co
ztnhe e entenda de engommado,-pa/
urna casa de pouca familia : na rua Di-
reita n. 119, loja de selleiro.
Na rua Direila, loja n. 85, precisa-se alugar
prelos ou moleques mensalmenle para vcuder na
rua com laboleiro d miudezas.
Aosentou-se da casa de seus senhores na rua
da Aurora, a lerceira depois de passar a ponlesinha,
o escravo Filadelpho. idade 18 anuos, de boa altu-
ra e.bastante grosso. espadaudo, denles bem alvos
salientes, cor tulla parecendo cabra, levou calca
azul e camisa d. algodao branco, chapeo de couro
pagase a quem o apprehender e enlrega-lo na refe-
rlQii C393.
Aluga-se pelo lempo da festa ou anoualmen-
e um eicelle.nle sido a margem do Capibaribe, no
lugar do Cordeiro: a Iralar na rua Do Qaeimado
n. 30, segundo audar. *
COMPRAS.
M id COMPRASE
oda a qualidade le metal velho, menos ferro : na
Mdi^. '-38Ad?fro", da Wei d Conceiro do,
Miliures, loja de funileiro.
Compra-sc prata brasileira
rua da Cadeia do Recife n. 54.
hespanhola : na
Meios
Quarlos
Quintos
Oitavos
Decimos
29900
19500
19200
760
640
Vigsimos 340
6:0009000
3.-OOO9OOO
1:5009000
1:2009000
7509000
6OO9OOO
3009000
1 caaMisla cima declara, que su se obri-
m olio por cenlo do imposto geral em sen.
0 mesmo
h?iL Pfr ,* 7 L ceJnl d0 '"P0810 8l em seos
ditos bilheles muiros, devendo o possuidor receber
o !>r. Ihesoureiro o seu competente premio.
O bachnal A. R. de Torres Bandeira, profes-
sor substituto de rhelorica e geographia ao lyceu
desla proviucia, continua a ensillar as referidas dis-
ciplinas, e bem assim a lingua frauceza, a ingleza e
philosophii, na casa de sua residencia, na rua Nova
n. 23, seguudo andar : quem se quizer ulilisar de
seu prestimo, poder, procura-lo para este flm das 7
horas ate as 9 da manhaa, e das II da mauliaa a 1
da tarde, e destas desde as 3 horas at as 6.
J.Soum vai a Europa.
- Precisa-se da urna ama para casa de horaeui
viuvo de pouca familia.que saiba cozinhar.eusaboar
ejengommar : na rua Nova n. 5, segundo andar.
Precisa-sededuas amas, sendo urna para en-
gommar e outra para cozinhar em casa de familia :
na roa da Cruz do Recife 11. 50.
mora no primeiro andar du sobrado, silo oa S
rua das Cruzes n. 18, onde contina no eier- m
cielo de su< proQssio de medico.
D. Carolina Leopoldina Jorge Bas-
tos, viuva de Fortunato Pereira da Fonse-
ca Bastos, faz sciente ao respeitavel publi-
co que sua loja n. 4 da praca da Indepen-
dencia, continua debaixo de sua respon-
sabihdude, e sob a firma de viuva Fortu-
nato Bastos: ,-oga aos amigos e fregue/.es
deseu inaco marido lheprestem sua var
liosaprotecio. Recife 13 de agosto de
1855.Viuva Fortunato Bastos.
Compra-se urna prela de bonita figura c moras
que seja boa coslureira e engomniadcira ; pasa'se
bem agradando : oa rua do Trapiche n. 14, primei-
tO llluill .
Compram-se aescs de Bcberibe e lilulns da
divida provincial: na rua larga do llosario n. 36,
segundo andar. '
.Coropram-se obras de ouro e prata
ja usadas: na rua da Guia n. 40, desde
as7 horas at as 10 da manhaa. todos os
das.
.-T."DPTm^e ^ Diario ns. 150, 163, 165 e
l/4domezde julho do eorrenle ,-inno: ni Imana
us. b e 8 da prasa da Independencia.
S- Conpram-so sedlas de um c dous milrs.,
qne na sejam rotas, e moedas de prata tambem de
!."!.!. I- Da roa da Cadeia do 'lfe. ta-
ja de cambio n. 38.
Compra-se um molato bom sapateiro ou prelo
com o mesmo officio : na rua Direita 11. 66.
po luja da esquina que yolta para a rua
Ca deia._ ^*"V-
eias de car-
nauba,
SIMPLES E DE COMPOSIC.AO
' Na rua da Cruz n. 15, vendem-se di'las velas, de
b, i, 8, fabricadas no Aracaly, pelos mclhorcs autores, e por
menos preco que em outra qualquer parle.
O melhor piano vertical, que jamis veio a es-
ta culade ; a venda no escriplorio do senle de letaj
les Francisco G. de Oliveira.
Mi U.ILI.NA.
Na rua do Crespo n^10, esquina que volla para a
rua das Cruzes, vendem-se cortes de mureuliua com
II >,' covados, pelo barato preco de 29500 -, a elles,
que estilo se acabando : assim como saias de cam-
braia cora babados, fazenda muilo superior, a 4S00
cada' um.
Na rua dasCtuzesn. 29, vende-se jun-
co para empalhar toda a qualidade de
obras, pelo preco de 120, 2i0 e 280 rs.,
e do mais superior a 520 rs. a libra: na
mcsmaloja vende-se palliinha ja' prepa-
rada a 2S500 e 5*000 rs. a libra.
NA RUA IVA N. 22
ha relogios de ouro patente inglez do melhor fa-
bricante de Liverpool, por preco muilo em cuirt
tambem ha muito bons oculos do todas as numera-
rles, os quaes saode aso.
Vende-
VENDAS.
!
lw.erde'SV taberna que foi de Manoel Jos
Das de Caivalho, com fundos a voolade do compia-
h H.n2fcnd. Ia rua Uirei,a n- 39' dcrronl. da
igreja ae .-\. i. do Terso, local proprio para vender
para ierra, e mesmo para o mallo : quem a prclen-<
bTuern, rS" """""' U '"* 'arga d n3ari0>
m.17.Vhndc"'e um""> nv. inda no eslaleiro,
muilo bem construida, que serve para conduc-ao
de capim e para familia ; lambem se vendem 3 Ira-
es de qual.dade.de 30 a 40 palmos, e de louro do
con, Mrra,Prrae*.:," lri,ar na rua da Concordia
cum Manoel l-irinino Ferreira.
Vende-se um moleque de bonila figura, de 14
a 1o anuos de ,dade 190 laboas de cedro e 500 con-
lTq?.: """0.134, primeiro andar,
das 6 as 9 horas da manhaa, e das 2 as 4 da tarde.
Vende-se urna negra de nasao, perfeita cn"J
gommadeira e ensaboadeira, e cozinha o diario de
urna casa : na rua do Aragao n. II.
* Para senhora?
..Ch?P?" de,8da de w*. gaarnecidos com
r 4?de com um Pe ro a 109000 rs. cada um : oa rua do Cresoo
loja amarella. lado do norte n. 4.
se
Farello cm'saccas de 5
arrobas a 5,?000.
Parinha de mandioca
sin saccas a 2*^500.
Tijolios de marmore a
520.
Vinho Bordeaux
garrafoes a 12^000.
JNo armazem de Tusso
.r nios.
Relogios de ouro e prata sa bonetes
patente inglez: no armazem de James
Halliday, rua da Cruz n. 2.
. Vendem-se 5 escravas crioulas, sendo 1 com 2
crias molalinhas, 1 de 2 anuos e ouira de 2 mezes, 1
agriaba de 6 annos, 2 de 18 ar.nos com habilidade
e 1 dita de 30 annos, oplima cozinheira, enjomma-
deira e lavadeira, lano de sabao como de bnrella :
ua rua de llorlas n. 60.
em
l'ara senhora.
Corles de vestidos de laa de cores com 10
covados, a 29000 rs.
Chale* da casemira de cores muito finos a
6&000 r..
Chilas franeczas de assenfo branco e florea
de corc. ileseuhos modernos, covado 260 rs.
Cambraia de barra de urgaodv, a 500 rs.
a vara.
Sedas de lislras e quadros escossezes, 800
4attU^ruva(lB ......___
___Na rua do Crespo, loja amarelL~T7
AKAUOS) )L FMKo.
Na fundicao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara-
dos i ferro de --prr" qualidade.
Vende-se cal virgem, chegada hon-
tem, e de superior qualidade por preco
razoavel: no armazem de Bastos & Ir-
ritaos, rua do Trapiche n. 15.
Na'roa do Vigario n. 19, primeiro andar, ha
para vender superior relroz de primeira qualidade,
do fabricanteSiqueiraludias de roriz e de nume-
ro, e fio porrete, ludo chegado pelo ultimo navio vin-
do do Porto, ejuntameiUe vinho superior, fciloria
em pequeos barris de dcimo.
N 55 aterrodaBoa-Vistan. 55.
POIRIER.
Acaba de fazer orna especie de venezianas com o
nome afores, de nova invenran parajanellas, servem
de ornamento e lem a vautagem de impedir a cor-
renteza de ar nos aposentos c eutreter-lhe a frescura
necessaria. Podem igualmente servir para arma-
zens. Por um engenhosn mechanismo sao muito
melhor do que'as venezianas antigs. S com a
vista melhor se |>ode saber o quauto silo eicellenles.
Brins de vella : no armazem deN. O.
Bieber & C, rua da Cruz n. 4.
Na rua do Vigario n. 18, primeiro andar, ven-
de-se tarlo novo, chegado da Lisboa pelobrigoe Es-
peranza.
Moinhos de vento
ombombasderepoxopara regar borlase baixa,
decapim. na fundir*de W. Bowniau : na rua
do Brum us. 6, 8e 10.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Boa da
Senzala nova n. 42.
Nestt: estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de Ierro batido
e coado, de todo* os tamauhos, para
dito.
DEPOSITO DA FABRICA DE TODOS
OS SANTOS DA BAHA.
Vendc-se em casa de N. O. Bieber C, na rua da Cruz n. 4, algodao tran-
cado dupiella fabrica muito proprio pa-
ra saceos de assucar e roupa para escra-
vos, por preco commodo.
Veude-se urna balaoca romana com lodos
s.us perlences.em bom uso e de 2,000 libras : que
pretender, dinja-se rua da Croz, armazem n. 4.
pregos.
(>)bre para forro de 20 at!
cas com pregos.
/neo para forro 'com
Chumbo em barrinhas.
Alvaiade de chumbo.
Tinta branca, preta e verde.
Oleo de tahaca em botijas.
Capel de embrulho.
' demento atnarello.
f Armamento de todas as quali-
) dades.
^ Atreios para um e dous ca-J
\ vallos.
i (2hicotesJpara carro e esporas de
a (jo p rateado.
' Formas de ferro para fabrica de
|j assucar.
) Papel de peso inglez.
) Champagne marca A&C.
| iotim da India, novo e alvo.
\ Pedras de marmore.
S Velas stearinas.
Pianos de gabinetede Jacaranda',
e com todos os ltimos melho-
' lamentos.
> No armazem de C J. Astlev | na rua da-Cadeia.
Vendem-se em casa i
Cadeia do Recife .!
hunrem pelo vapor majl
bricautea de CoasasaaBal
ila:
rnvgidos
Je* melbores fa-
1 Boa I ama.
Na rua
vender barris
*chtr*rr;
ATERRO DA BOA-VISTA N. 55.
Vende-se um carro de quatro
rodas, novo, muito elegante e
leve, c de novo modelo: em
casa do Potrier.
Vendem-se no armazem n. 60, da roa da Ca-
deia do Recife, de lienry Cibson, os mais superio-
res relogios fabricados'em Inglaterra, por presos
mdicos.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior f'arinha de mandioca
em saccas que tem um alqueire, medida
veiha por o&'OOO res : nos armazens ns.
5,5 e 7, e no armzem defronte da porta da
alfandega, ou a trataren escriptorio de
Novaes & Companhia na ruado Trapiche
n. 5|; primeiro andar.
COGNAC VERDADEIRO.
Vende-se superior cognac, em garrafa, a tpOOO
a duza. o 19280 a garrafo : oa rna do* Tanoeiros n.
, primeiro audar, defronte do Trapiche Novo.
Chales de merino' de cores, de moho
bom gosto.
Venden-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia. M
ATTENfAO.
do Trapiche n. 347"Tia para
deferro ermeticamente
los para deposito de fe
ses ; estes barris sao os melbores que se
tem descoberto para este fim, por nao
exhalar em o menor cheiro, e apenas pe-
zam 1C libras, e custam o diminuto pre-
co de 4$000 rs. cada um.
Vende-se pipas, barris vazios e bar-
ricas internadas: a tratar com Manoel
Alves Guerra Jnior, na ru do Trapiche
n. 14.
Potassa.
Noanligo deposito da roa da Cadeia Velha, es-
criptorio ii. 12, vende-se muilo superior potassa da
nossia, americana e do Rio de Janeiro, a presos ba-
ratos que he para fechar conlas.
.Na tas do Qoeimaao, a
miudi'zas da boa rain n
objeclos, ludo de muilo boa aj^^H
ros mencionados, a saber :
Peole. de tartaruga para alar cabellos
Ditos de alisar tambem de tartaruga
Ditos de marfim para alisar
Ditos de bfalo muito lino.
Ditos ,
n>.vio
tan
18280
Leqoes niasimos a sjv, jas SgooO
I.inda caitas para estar 39000
Dilas >ara joias, mallo lindas a 600 e fcOO
l.uvas prelas de lorcat e eom borllas 800
Ditas le seda de corea sem defeit 19000
Linda i meias de sed* de cores para crme l$poo
Hias pintada, fio de Escocia para crisi ^ WW e 400
Bandejas grandes e finas |^Ho e 49000
1 rans.n de seda de lodas as cores a largura e de bo-
nito. [ adroes, fita, finas lavr;
guras e edres, bieoa^rissin de benitos
padrrtos e todas ae alboras, tesoeras as mais finas
qoe bu possivel enedfi ,,das as qnalida>
des, neUs e luvae, df .-todas as qualidade*. riquiwi-
jtsaVf'SSjas branca de cores i-om borlo!., proprfn
par. i:oHinaes, e alvn de ti**. rlo ontr muitis-i-
?s ludo de bou aanaaWi boa. qeidiasdVs,
h,7 ,Vende"se Pann? verde cm quanlida-le, proprio
Na rua do Crespo n. 4, loja de 4 portas, ven-
dem-se pesas de raadopoJao lino, eom minio pouca.
rartaa 3J>^)0, corles de cassa com barrf. a 2aWoT
fazenda moderna, chila frauceza larga a 280 o oval
do, riscadinho francs i 200 rs. o covado. fazenda
segura ; dao-se amostras : assim como vendem-se
ootras mullas fazeodas por pracos mpil ommod.w.
Veudemse cadeiras de amarello. sof, mesas
redonda, meias cotomodas, cama de arma cao, mir-
quezas, censlos, e mais diverso, trastes : na rua da
Cadeia da >wnlo Antonio n. 18. Na mesma cWfl
lambeDse alugam mobilim.
Astigo deposito de panno de algo-
godao da fabrica de Todos os
Santos _na Rabia.
Novaes Si Companhia, na rua do fi
g| Trapichen. 51, continuara aven- *
. der panno de algodao desta fabrica,
| trancado, proprio para saceos e
I roupa de escravos.
"nnnDBHBiim
Vende-se cognac da melhor qualidade: na rua
da Lruz n. 10.
A o.SOO RS.
Vende-se cal de Lisboa ultimtimqnte
chegada, assim como potassa da Ru&ia
verdadeira: na praca do Corpo Santo
ii. 11.
A 93000 E 108000'a PECA.
y*dero-se pesas de brim lino e bambnrgo sn-
periT, qoe se asseinalha ao bom panno ce Iinho,
pelo diminuto preso de 9 e 103 a pesa t 20 ra-
tas : na rua da Cadeia do Hecife, loja n. 50, de-I
fronle da rua da aladre de Dos.
na rua Nova n. 38, defronle da igreja da Conceiso
dos Militares, cadiiihns do norle de todos os tama-
uhos, verniz copal a 900 rs. a libra, muilo bom, p-
timas bigornas,para funileiro, tesnuras para dito,
alicates muilo fortes, rozetas *para esporas muito
boas, vidros para vidrasa, em caia e a relalho, e
lodos os preparos para clcina de laloeiro e funi-
leiro.
Fariiilia de man-
dioca a 2^'felO
a saejea.
No armazem de Tasso limaos.
Vendem-se corles de cassa prela de bom gosto,
pelo diminuto preso de 29000 : oa roa do~Crespo,
loja n. 6.
VINBO DO PORTO SUPERIOR FEHORIA.
Vende-se por preso commodo no armazem de
defiarroca & Castro, ru.i da Cadeia do Hecife n. 4.
A ELLES, ANTES QUE SE ACAREM.
Veudcm-se corles de casemira dejinm gosto a 29,j00
43 e 5JO00 o corle ; na rua do Crespo n, 6.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. *W.
Bowmann, na rua do Brum, pastan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de,ferio
fundido e batido de o a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarram-se ou carregam-se em cairo
I sem despeza ao comprador.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas' m-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Grande sortimento de brins para quem
quer ser gemenho com pouco dinheiro.
Vendc-se brim transado de lislras e qoadros.de pu
o Iinho, a 800 rs. a vara, dito liso a 640, ganga
amarella lisa a 860 o covado, riscad. escoms a mi-
10,d.e "a,emir" 3> o covado, dito de Iinho a
SO, dito mais ahano a 160, castores de lodas as co-
res a 200, 210 e 320 o covado: na rua do Cresno
n. 6. ^^
Alpaca de seda.
Vende-se alpaca de seda de quadros de bom goslo
a 720 o cavado, corles de laa dos melbores gstosque
lem todo no mercado a 43500, dilos de cassa chita
a 13800, sarja prela hespanhola a 23400 e 23200 o
covado, sotira prelo de Macao a 23WW e 33200, guar-
danapos damascados feilos em Gnlmaraes a 33600
a duzia, loalhas de rosto vindas do mesmo lugar a
99000 e 123000 a duzia : na roa do Crespo o. 6.
CHALES DE UNE ALGODAO,
ESCIROS A800 RS. CADA II.
Vendeia-se na roa do Crespo loja da esquina que
volla para a rua da Cadeia.
Deposito de vinho de cham- 0
pague Chateau-Ay, primeira qua- f&
lidade, de proprtedade do conde tt
de ldarcuil, rua da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de loda a Champagne, vende-se
a 565000 rs. cada caixa, acha-se
uniamehte em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N.
R.As caixas sao marcadas a fc-
goConde de Marcuile os ro-
tules das garrafas sao azues.
Deposito do chocolate francez, de urna
das mais acreditadas fabricas de Paris,
em casa de Vctor Lasne, rua da Cruz
n. 2-.'.
Extrs-snperior, pora bannilha. 13920
Extra lino, baonilha. 13600
Su'ieriur. 13280
Quem < omprar de 10 libras para cima, tem am
abate de 50 %: venda-se aos mesmos presos e eon-
Harrelicr, do aterro de Rea-
que i vista do muilo barato pi
agradar aos Srs. compradores.
'n Usto
aizam de

CORTES DE CASEMIRAS
DE CORES ESCURAS E CLRAS A 3000.
Vendem-se oa rna do Crespo, loja da esquina qoe
volla liara a rua da Cadeia.
AOSSENHORJES DE" ENGENHO
Redundo de 640 para 500 n. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Rerlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o n intento do
assucar, acha-ie'a vend;
libras, junto com o metbodo npre-
ja-lc no idioma portuguez, em casa de
jO. Bieber & Companhia, na Yua da
Cruz. n. 4.
A boa fama
Na ua do Queimado nos quatro canlos, loja de
miudezas da boa fama o. 33, veudem-se osseguintes
objeclos pelos presos mencionados, e ludo de mui-
to boa* qualidades, a saber :
D-jiia detezouras para costura a lyOOO
Duzia de penles para alar cabe- 13500
'eras com II varas de filalavrada sem defeilo 1320(1
l'ares de meias brancas para senhora 240
I'esas de filas brancas de Iinho 40
Pesas de bico eslreilo com 10 varas 560 a WO
Carleii ii.Mas cum 100 agolrias, sordas 240
Maro* de corito para vestido 600
Caixas com clcheles balido, franceses 60
Eacoviis finas para deoles f,00
l'ulceiras encarnadas para meninas eaenhoras 320
Lindas brancas de novelea a. 00, 60, 70 libra 13100
Libras de linbas de rres de novello
Grozas de boloes para carniza
Meadas de lindas fiuissimas para bordar
Meadas de lindas de peso
Carril U de linhas Anas de 20fjf jardas
(rozas de boloes muilo Tinos pata calcas
Caixas com 16 novellos de linhas de marcar
Duzia de dtdaes para senhora
Suspensorios, o par
Macinhos de grampas
Carlas de alfineles
Caixinhas com brinquedos para meninos
Agulheiros muilo bonilos cum Igulbas
Torcidas para candieiro, n. 14 '
Caixinhas com agulhas franeszas .
Babarosalierlosde Iinho bordados e lisos, a 120 e 240
Alcm de ludo isto nutras muitissimas eooias lado
de muilo boas qualidade., e Me se vende moil.'si-
mo ba -.ilo neala bem condecida loja da boa (ama.
A boa fama
13000
160
'160
100
70
980
880
100
40
SO
100
320
200
80
160
disoes, eni casa do Sr.
Vista o. 52.
Veide-se aso em cndelo de um quintal, por
preso m jilo commodo : no armazem de Me. Cal-
moni Companhia, praca do Corpo Sanio n. 11.
Riscado de listias de cores, proprio
para palitos, cagase aquetas, a 160
ocoiado.
Vende-te na rua do Crespo, loja da esqoioa qoe
volla para a cadei.-..
Deposito de cal de Lisboa.
Na rua da Cadeia do Recife, loja n. 50, contina
a vender-ie barril com superior cal virgem de Lis-
boa, por preso commodo.
Vende -se papel marfim pealado, a reama a
Papel d peso paulado muito superior, resma
Dnoalmaco sem ser paulado mallo bem
fennas fmissimas bco de lauca, grozt
Dilas nuitoboas, groza .
Ca!iivoiesfioosde2 a3 folhas, a 840 e
.apn finos envernisados, duzia
Ditos sem ser envernisados, dnzia .
Canelas de marfim'muilo boailss
Capados pintados para salas
Rngalas dejnoeo com bonitoseaslei
Oculos de armasao acu, lodas as gradtiieoes
Ditos Ce dilos de metal branco
Cnelas com armacin de larlaraga
Dilas ce dita de bfalo
Carleiras para algibeira, snperieres
Fivellns dourad.i para calca, e collelcs
Espons finas de metal, o par 800 e
Tranct lina prelos de borraja paralelogios 100 a 160
Tinleii os e areeiros de porcelana, o par 500
Caixas riquissimas nara rap a 640 t8000 a 19580
Carleiras propras para viagm
Toucacores de Jacaranda com bom cspelho JtoOOO
Charulciras de diversasqoalidades (go
Meias ie laia muilo superior para padres 26001)
Escovat linissimas para cabellos roopa, navallias
linissimas para barba, lova da sada de lodos aa co-
rea, mi ias piuladas e croas de mlito boas qualida-
des, bengalas moile Anas, lista encarnada e azul
propria para ri.ear HvresAUB^ tudo 1.I0 oulras
rawlissmas cousas ludoiJfmbo.s qoalidades,
eajbe vendem maisbarahtfl>4|Ueim ootra qual-
quer parle : na rua do gueinlMo neavaoatro cantos
n bem conhecida loja de miudezas da boa fama
49000
39600
28600
1J00
640
400
120
80
320
600
500
800
400
I9OOO
500
600
100
11000

v
PERN.

>
DE M. P. DE FaRIA. 855.


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