Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00618


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Full Text
*****
ANNO XXXI. N. 188.
-
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X
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4
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s#

fe
I
Por S mozS adiantados 4,000.
Par 3 mezc vencidos 4,500.
QUINTA FEIRA 16 DE AGOSTO DE 1855.

Por auno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
E1VCARREGADOS DA SOBHtailPC.VO.
HMcife, proprietrrio M. F. de Furia; Rio el* Ja-
neiro, o Sr. Joo Pereira Marlins; Haba, o Sr. D.
Doprad ; Maeei,,o Sr. Joaquim Boinardo de Men-
donja ( Parahiba, o Sr. Gervazio Viciar lia Nativi-
dade ; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira Jaoinr;
Aracaly, o Sr. Antonio de Lentos Braga; Cear, o Sr.
Joaquini Jone da Oliveira ; MaranhAo n Sr. Joa-
quim Marques Rodrigu* ; Piaiihy, i- Sr. Domingos
Herculano Ackilej Pessoa Ceareuee ; Pnr, oSr. Jus-
tino i. Ramos ; Amazona, o Sr. Jernimo da Coala.
DE PERNAMBUCO
CAMBIOS.
Sobra Londres, a 27 1/4 27 i/8 i. |por 19.
Paris, 855 rs. por 1 f.
Lisboa, 98 a 100 por 10*.
Rio de Janeiro, 2 por 9/0 da rebate.
Acedes do banco 30 0/0 de premio.
> da eompanhia de Uejberibe ao par.
da eompanhia de segaros ao par.
Disconto de lettras de 8 a 9 por 0/0.
Oo.ro.
Praia.
METAES.
Oncas hospanholai* . . 29|000
loadas da 69400 reinas. , 169000
de 69400 loras. . 109000
t de4000. . 99000
Patacoes brasileiros. . 19940
Pasos columnarios, . 10940
mantanos. . 19860
PARTIDA DOS CORRErOS.
Olinda, todos os dias
Caruar, Bonito e Garanbuns nos dias 1 e 15
Villa-Baila, Boa-Vista, Ex eOurieury, a 13 e 28
Goianna e Parahiba, segundas e sexlas-feiras
Victoria e Natal, as quintas-feiras
PREAMAR DE IIOJE.
Prmeira as 7 horas a 42 minutos da rnanhia
Segunda as 6 horas a 8 minutos da urde
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundase quintas-feiras
Relaeo, tercas-feiras e sabbados
Fazenda, quartas e sabbados s 10 horas
Juiz do commercio, segundas as 10 horas e as
quintas ao meio-dia.
Juizo de orphos, segundas e quintas is 10 horas
1* Tara do eivel, segundas e sextas ao meio dia
2' rara do eivel, quartas e sabbados ao meio dia
EPHEMERIDES.
Agosto 4 Quartominguanteas 7 boras 1 mi-
nuto e 42 segundos da tarde.
a 12 Lua nova as 4 horas, 32 minutos e
44 segundos da tarde.
20 QuarioerescenteasS horas, 3 mi-
nutos e 45 segundos da larde.
27 Lua cheia a 1 hora e 3 i segun-
dos da tarde.
DIAS DA SEMANA.
13 Secunda. Ss. Hy poli toe Cassiano mm. '
14 Terca. S. Eusebio presb.; S. Demetrio.
-15 Quarta. {t Assurppcao da SS. Virgen)
16 (tinta. S. Roque f.; S. "Jacinlho.
17 Sexta. S. Mamedem- ; S. Eutriquiniano.
18 Sahbado.S. Clara do Monte Falco v. .
19 Domingo. 12. S. Joaqnim pai da SS. Vir-
{~em Mai.de Dos; S. Luiz f.
PARTE OFFICIAL.
OOVBBNO DA PBQ\TNCI A.
Rio da Janeiro.Ministerio dos negocios do im-
perio en 2 de agjsio de 18V,.
m. Sr.Km resposla no olllcio de V.
tic. de 11 lo me. (indo, no qual [irtlcipa que, em
consaqaeocia de requisito que I he foi feiia pela pre-
sidencia da provincia do Para, de medicamento* e
gneros alimenticio, para acndir aos estragos da epi-
demia all reinante, e s necessida.lei da pefpulacAo.
lomou V. E\e. a reaolucao de inundar apromptar
para aegoirem nu primeira occasiao algum soccor-
ros, que lenlio a communicar i V. Kxc, que o go-
vernu Imperial apprnvou este seu procedimenlo, e
Ihe rrcommcuda que com a possivel prnmptiilao sa-
tisfaja todas as reqnisije* dessa natureza, que Ihe
forem feilas por aquella'presidencia, emquanlo na
referida provincia continuar a epidemia qae nelia
ralna.
Daos guarda i V. ExcLuiz Pedreira do Coulo
Ferrtz.St. prndente da provincia de Pernam-
buco.
seguir, os nforraava de que todas as farras da Aus-
tria eslav.m promplai para ojjrar, lugo que u dever
e a prudencia o exigissem.
Em 1821, os enngressos de Troppan e de Laybacli'
examiuam, jiiUam e condemnam as constituyos de
aples e do Piemonle, e entregan) os patrilas Ita-
(iannss arma. .1. Austria.
actos religiosos. A' segunda eommissAo de orja-
nienlo.
Lem-se e approvam-se varias redaejcs e o se-
guinte parecer:
A commissao de fazenda quem foi prsenle o
requerimenlo de Joaquim Jos de Araujo, da pro-
. viuda da Bahia, pedindo o pagamento qae Ihe lem
5"'' congressode \erona condemna a li-' sido denegado pelo governu imperial da qunlia de
11
camMKmpo/fM /ou*as.
Mu da* armas da
aa eldad* ato Zleclfe, eaa IS da
atate d 18.'
ORDEM DO DIA N. 96.
U marechal de campo ronmaudinle das armas
determina, que li (uem nesta data desligados do ba-
lalhao dcimo de infamara, ao qunl esli adeudos os
Sr.. alfares Mathia. Barbosa dos Santose Luiz le
Qaeiroz Coulinho, que aeguirao 10 paquete de va-
por A". .Salvador, elle para a provincia do Martnlito,
reunir-se ao seu balalhao quinto da mesmii arma,
e aquelle ao meio balalliAo do Otar, para o qoal
feira elassificado.
mesmo inarechal de campo dudara, que boje
Jilo novo entalmenlo por miis seis anuos, nos
Jo regularoenlo de li de dee-.embro do 1852,
inspei'jAo de saude, o soldado da pri-
tbiii do referido dec n.o balalhao, Jos
io da Silva, que percebeiei alm dos ven-
ia par lei Ihe campelii ein, o premio de
40Q9UO0 rs., pago na conformla 1e do itacrelo n.
1401 de 10 da junho do aono pretiri, e rom-luido
o eimajameulo una data de Ierran de 22,500 bragas
quadrada-
Se disertar, perder as vanlaaens do premio, e -
quellas a que tiver direilo, ser tido como recrutado,
e no lempo do engejamenlo se descontar o de pri-
, ihi virlude da eiileiiQa, averoaiido-ae este des-
ato e a neniadas vantsens in respectivo titul
como lie por lei determinado.
Joi Joaquim Cnellio.
Conforme. Caniiio Leal Ferrrm, ajadante de
ordens emarregado do deLlhe.
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
vilo judiciana de 4 de agotlo de IK.V>.
Antonio de Souza.
teia horas da manhil ciando presentes
i Srs. ilwi nbaraadores Ennelinda de LeSo (fiscal).
.19 Jos da Silva Saotiage, e os Srs. deputados
eomnierciantes Julo Pinto de Lenio, Juito Ignacio
. Reg, Jos Antonio B:sto e Luiz An-
lonio Siqueira, fn lida e approvadi a acta da ante-
cedente.
SMQ do Sr. ilesemhargador Sanliasn para o Sr.
io a appellacito : nlre parles
AftHL-nW, JoSo Krederiro de'Alweu Kego.
Appeflador, Saares & C*.
Foi distribuida ao Sr. desembargador Santiago a
appellaro do jui'o municipal de Iguarassii: entre
paites
Appnllante, Joiio Cavalcsnti de A buquerque.
Appellado, Marorl Pereira de Morar* *
tMa nada a tratar eecerrou-se a
seaaaOM mua hort'depois do meio dia.
herdade da ilespanhae a aonslitnira.. das corles, ea
I-'ranra gasta quatrn ceios milhoes para executar a
senlcnra de morle.
Em 1831, a Austria sull'nca u movimentoda Ruma-
nia ; em 1849, a Kussia reprime o dalluogria.
Destc modo* una serie de congressos reunidos e
de actos diplomticos feilos em nome do equilibrio
europeo, lem posto por (oda a parle a forja em tu-
sar do direilo, destruido os imperios, entregado a
Europa a descriprSo das potencias militares, lie
em neme do equilibrio que. ha Irinta aiiims, a Fran-
ca ea Inglaterra se alliaram com a Kussia para de-
fenderem a Grecia e abalerem o imperio Ottomauo,
e ha anda em nome desse equilibrio^ que a Franja
e a Inglaterra se alliaram boje conlra a Ku. ra sustentaren) o imperio Ollomano e reprimirem as
inurreiroes da Grecia. Que vale, pois, um sysle-
ma, que se pode invocar para actos tilo contradicto-
rios
Nole-se que esles fatlos sXo de hontem e de boje ;
seria cousa muilo diversa, se vol'.assemos atraz uns
sessenta annos smenle, e qne veramos nos ? loda a
Europa ligada para defender este equilibrio. Con-
tra quem .' conlra a Franja a nica potencia que,
o espajo de cem annos, tem feilo sacrificio, para
realisar esle equilibrio chimerico. Ainda mai-,
frente da liga se acham a Inglaterra e a Russia, is-
to he, dous astados que, por sna posijau excntrica,
tem constantemente desorganisado tuda combinajao
de equilibrio.
A Pru-sia. a Italia, a Hollanda, a Turqua procu-
ran! destruir o poder militar, que as protega
contra a Austria e conlra a Russia ; ellas atlrahcm
sysleuiaticamenle sobre si os flagcllos de urna guerra
que asdevia derribar e subjugar; ellas se eslendem
para aniquilar nosso poder marilimo em proveilo da
Inglaterra, que ameajava entSo no mar todas as ri-
quezas e obliulia por seu commercio os lucros da in-
dustria geni!.
Estes actos incoherentes e insensatos nao sao por-'
ventora a prova de que nao existia entilo nenhuma
mxima de governu, uenhum principio fixo de poli-
tica, neubuiii lajo solido de federajo '.' A revolu-
jao franceza fez ao mundo o serv jo de emprehcii-
der a desIrujAo de um pretendido"direilo publico,
que entrelnha em loda a Btaropa semslliantes ger-
mensde auarchia poltica e social. Cabe-nos agora
completar aoDra 1,1o gloriosamente comejada.
As combiDajes de equilibrio foram imaginadas,
como se diz, para proteger os fraco conlra os fortes;
al agora ellas tem nica e constantemente asseau-
rado a prepotencia dos fortes e a oppres cqs. Se esle equilibrio no lis urna chumera, lia cin-
coenia annos que a diplomacia o Uvera podido esla-
belecer qualro vezes. Em 1700 dspois da morle de
Carlos II. re da Uespanlia; em 1740* depois da
morle do imperador Carlos VI, pai de Ma'ria There-
EXTERIOR.
K3TOES PARA SEREM -EXAMINADAS-
I
i Footeoelle, quem oomparon a maior
uisBus coa urna arvore copuda, onde a
sol nunca penetra, a onde passaros de lodos
matizas alordoam os passageiros com eus confusos
mas eliega o lenheiro com o machado,
ida arvore, que cabe, ns passaros voam
Uto.
netravel luz, sA> asqueslSes obs-
tes, as pajavras equivocas ; o machado
linijAi) ; a respeito dos passaros eorgea-
imo-los de parle. Qu! de nos lem lido
9 motim, qual de nos tem tallado muilas ve-
zes sena entender a si metmn nerii ass uniros '.' En-
Irelanlo devenios entender-nos. m queremos acabar
com a confatlo que s palavras inal definidas eos
tactos mal observados, tem Irasido em alguinas ques-
loes polllicai.
Desde que coinejon a guerra, por aiemplo, nao se
la etn entra cousa, senao em p-oleger-se o equi-
librio, em restabelecerero-se as nacionalidades, e a
ae respeito cliorem as brochuras e os artigo*, de
gazetla. Silo innumeraveia os livroi, qoe ha 40 annos
soroenle se lem escriplo sobre o (qailibrio da Eu-
ropa, a m agilajoes e revolujots, pe se lem feilo
pelas nacionalidades. Quanlos dos que lem lido
estes livros, dos qoe tem feilo estas agilajoes eestas
revolujoes tem feilo a ai esta perzunla : Qu* be
urna nacionalidade? que he o equilibrio? Existe
esle equilibrio 1 esislio algom da ?
O equilibrio natural resulta dai forras proporcio-
naet e combinadas dos diversos estados. Para sa-
bor se exisleesl* equilibrio, deve-sc contar : vejamos
pois as cifras. A Earopa contem pouco mais ou
menos V) millioe de habilantes ilh ididos entre lili
estados da maneira seauinle : Ki.siia, KO milhoes ;
Austria, 36* meio; Franja, :M>; Inglaterra, 26;
Prussia, I7;'inri|uiada Europa, 10 ; Ilespanba, 14;
Daas Sicilia*, 9 ; Sardenha, 5; Snecia e Noruega. 5;
Portugal, 3 e meio ; Dinamarca, 2 e meio ; Hol-
landa, 3 e meio; Blgica, 4 milhoes. Na* fallamos
dos pequeo* estados da Italia. A respeito da eon-
i fadarajdo germnica, esta se compjie de 40 estados
diH'erenles, dessle a Austria, que lem 37 milhoes de
habilantes, at o principado de Liehlenslens, que a-
penas tem 6,000 liabitautes, com Vadotz, urna aldeia
por capital.
a forja de iiih estado resalla da combinajao
o, da popiilajo riqueza, as cifras pre-
cedentes provam, que o equilibrio natural nunca
existi, A diplomacia ha 200 annos que pro-
em lugar desle equilibrio, oulro facli-
da r i valida de natural das grandes po-
roler ;ao qoe estas dilo aos pequeos es-
tados ede uas piomessas reciprous de impedirem
-as invasoc*de um slado em prejuiio dos nutro. Os
drplomalis-openio lenrconseguido entregar a qnalro
-ou ruco potencial preponderanl-s os deslinos da
Euaepq, que velo a ser desle modo o ludibrio e a
vicliin* de *eus inleresses, de sua Embju, de seu
cime'.
Os grande estados se lem servide sempre de seo
poder para se ealenderem a costa >ln seus vizinhos,
mas so foi pelo mniada do seculo iletdlo, que se in-
trodnr.io na Europa urna poltica, leuda por fim sa-
crificar es estados frcos s combiiia geographicas Jos astado* fortes. Dej-se a esta poll-
licai o nome de poltica le conve ajilo. A primei-
ra appliearAu, que dalia se fez, foi a Polonia em
1771; depois i Allemanha. Italia, i Franja e
ilesfianhs. A repblica franceza Ir umphou das li-
gas firmadas conlra ell por es*u iwlilica ; o impe-
rio ailopluu os seu princi|iios ;,a Franja consftta-
ciona". experimenloa os seos mals funestos resulla-
dos.
Pelas quadrpliis, quintuplas esrotas llianjas, as
grandes potencias reservaram para i um Ululo con-
lra a llbardade e independencia dos povos, de que so
liiihain servido pira derriba* Napnlep. Compro-
melti'.ndo se a mpregar lodos o i.eus meios para
conservar a Irauqullidade geral e taranlr a Euro-
pa conlra novos perigos, com qne mderiam amea-
ja-la o* principios revolunionario!, ellas arrogaram
a si a Taculdade de apprevar ou reprovar a marcha
*dos novemos, o espirito das najen, sua poliliea In-
terna ou exlerna,
Eib 1818, depois do r.onizresso do Ax-la-Chapelle.
Flanea leve de sacrificar sua lei sleilnral.
Em 1819, depois dos congreisos de Csrlibad e da
Vie.ina, os diversos soberanos da Allemanha foram
obr .gados a revigar as promessas, que haviam fei-
lo os are* povos em 1813 e 1814. 1"omaram-ie me-
didm rigorosas contra a liberdade ds imprensa e n-
sino das universidades ; as conitilui^ies mai* ou me-
no liberao* j concedidas aos dados de Badn,
W'ai timbera, i Waviera,'foram modificadas, TMIrin-
giila-tou safj||piidas; commUsc; de polica ou de
juilijii, aneaoWgadas de procuran pilcar os revolu-
cionarios, a, cjoslnruer que fosse i.soiz a que perlen-
cessoni n foram ustabelecdas em loda a Allemanha;
urna circular do Sr. de Melternicl Irnjandoa todos
o* principes da Confederarlo, a mucha, que deviam
pai i
za; em 1811, qoando aple Vi era senhor do con-
tinente; em.lHI.") qiian lo os povos fatigados nao pe-
diam senAo a paz. o Iraballm e a liberdade. Todas
estas oceasiSes penleram-se por motivos que nao de-
vemos recordar aqu.
Em lodas estas pocas, havia n frente dos mover-
nos hoinens de urna experiencia e capaciiade, que
raras vezes tem sido igualados depois; entretanto
nenhum dellas couseguio dar ii Europa lantus an-
uos de verdaHeira esttbilidade, durante sjculo e
meio. E entao para que se nao lomam em consi-
derajio as ideias.daquelles que, feridos da cslerili-
dade de tantas esforjos, procurara a solujSo das df-
ficuldades at aqui insoluveis, fra dos meios ordi-
narios e das velhas cnmbinajSes da diplomacia ?
He lempo de arbannos com as palavras vazias
de sentido; a ordem nao lem sido mantida al aqui
Kalo respeito dos direitos recprocos nem pelo equi-
ibrio das forjas e dos nleresses ; mas sim pela pre-
ponderancia de qnalro potencias militares, que con-
servoueonslanleinenfa u^Hodu duui vmtUfaeda ho-
mens em armas, de modo que a paz nao lem sido,
senao asiijeijao dos Traeos ao nome da'auloridade
fundada no poder das bayonetas. Sabemos os resul-
tados qoe tem lido e vadora : ama penuria universal, nm descontenla-
menlo profundo, revolujoes peridicas, ama guerra
geraK
Por conseguinle, se a guerra achual livesse nni-
camenle por fin re-tabclecer o pretendido equili-
brio, fondado pelos tratados de 1813. seria um II.-
gello sem compensajao. Comprehendemos muilo
bem o que a Inglaterra ea Austria ganhariam nula.
mas procuramos embalde as vanlagens, qoe dahi re-
sullaria para o resto da Europa. Se querem que os
estados vivam pacificamente entre si, se procuram
consarva-los em equilibrio no exterior, cnnvm pri(
meiramenle p-los em paz e em equilibrio no inte-
rior. Aqui apresenlam-se niuitas queslOes; nao te-
mos liberdade de traa* de todas ellas, fallaremos
apenas de urna s.
{Prut*.)
IlfERIOR.
RIO SE JANEIRO.
CARIARA DOS SRS. DEPUTADOS-
Sesaao' do di. 2 Jalbo de 1865.
I.em-se e approvam-se as acias das sessdes de 28
e 30 do passad. O Sr. primeiro secretario d coma
do l"m oflicio do Sr. ministro da fazenda dando as
informajOes por esta cmara pedidas sobre o reque-
rimenlo em que ns eslabelecimenlos de caridade da
provincia de Pernambuco padem que se Ihes aug-
mente seu patrimonio com os bens qus pertenceram
ao encapellado do Engenho Novo de Goianna, en-
curporados aos proprios nacionaes.A quem fea a
requisijAo.
Do Sr. ministro de imperio, enviando o autogra-
pho da resolujAo da assembla geral legislativa qoe
approva a pensAo concedida marqneza de Jacar-
pagua, na qual S. M. Imperial cnsenle,A arclii-
var-ie.
Do mesmo Sr. ministro, enviando om ollicio de
presidente da provincia do Cear, acompanbado da
represenlarAo que assembla geral legisliva dirige
a irmandade de Nossa Scohora da ConceijAo do Ou-
leiro da Prainha, na capital da dita provincia, pe-
dimlo a faculdade de posuir bens de raiz al o valor
de 20:0003.A' eommissAo de fazenda.
Do mesmo Sr. ministro, enviando o requerimenlo
em que Fortunato Mazioli pede se fue ordenado e
graUficajio como meslre de msica de SS. MM. II.
A" eommissAo de pensos e ordenados.
Do mesmo Sr. ministro, transmittiado a represen-
lacAo que a cmara municipal da cidadeda Victoria,
da provincia do Espirito Santo dirige assembla
geral legislativa, sobra a desanneiajAo do municipio
de Ilapemirim, da mesma provincia.A eommissAo
de eslalisliea.
Do Sr. 1 secretario do senado, communieando qne
conslou ao senado que S. M. Imperial cnsenle em
varias resolujes.tica a cmara inleirada.
' Offlcios dos presidentes das provincias do Mara-
nhAo e Para, o da primeira enviando dous exemnla-
res da falla com que abri a assembla legislativa
da- mesma provincia no dia 3 de maio do correnle
auno ; e o da segunda, enviando dous exomplares
do relalorio com que no dia 14 de maio do crrente
passou-lhe a administra jAo da provincia o conselhei-
ro SebastiAo do Reg Barros, e as eollecjes das leis
promulgadas pela assembla da mesma provincia
nos anuos de 1841 a 1843.A' eommissAo de assem-
blcas pmvinciaes.
Requerimenlo de Jos Coulinho de Azvedo Vas-
concelos, subdito portuguez, e de Rafael Ariani,
pedindo dispensa na lei para poder naturalisar-se ci-
dadAo brasilciro.A' rommissao de eonsliluicAo e
poderes.
De Anlqnio Correa Maia.porteiro do tribunal do
commercio da provincia de Pernambuco, e dos offl-
ciaes.e mais empregados da secretaria do tribunal do
conselho supremo militar.pedindo augmenlo de seus
ordenados; c de Mauoel Rodrigues de M.llo Felicia,
pediodo urna merr pecuniaria em remunerarlo dos
os serv jos prestados na catechese e eivilisajAo dos
indios.A' eommissAo de pensoes e ordenado*.
Da regente e n ais irmlas do recolhimenlo do Se-
nhor dos Perdoes, da eidade da Bahia, e das irman-
dade de SS. Sai ramenlo da freguezia de Santo An-
tonio, da capital da proviocia da Baha, pedindo : a
primeira, di.pema na leis da amortisajAo para que
o dito recolhimenlo possa adquirir em bens de raiz
aM a qoanti* de3O:0009fr?O; ea segunda, permissAo
para possnireni duas cas-o que rm testamento ibes
deixou Domingos Vaz de Carvalho. A' commlVAo
de fazenda.
Da irmandade Nona Senhora da AssumpjAo das
Fronleiras, erecta na igreja da mesma invorajAu si-
la na Estancia do fallecido saeslre de campoHen-
riqoe Dias, provincia de Pernambuco, pedindo qoe
na lei do orcamenlo ae consieue urna quola para pa-
gamento de um MpellSo que celebre uaqnella igre-
ja o sanio sacrifi ;io da D*M ** preste aos demaii
8005 de ordenado que vencer como contador da
Ihesouraria de fazenda da dita provincia desde o dia
1 de selembi-o de 1842 al o fim de fevereiro de
1833, precisa obter ioformajOes do governo sobre
esta reclamado afim de dar seu parecer ; por Issn
requer que para esse fim se envi ao governu a res-
pectiva rerlamajAo.
_Pajo da cmara dos deputados. 28 de jnnho de
183iVC. Carneiro de Campot.Silo* Ferraz.
Sao lulaados objeclos de deliberajAo, e vAo a im-
primir para entrar na ordem dos irabnlbos, os se-
guinles pareceres :
a Joaquim Gianini. subdito tosrano, profassor de
msica da i-apella imperial e do Ihealro l\rico des-
la corle, onde reside ha mais de nove anuos, lendo
feilo na cmara municipal a declarajao exigida pelo
3 do arl. 1 da lei de 23 de oulubro de 1832 para
poder naturalisar-se, requer ao poder legislativo
que Ihe seja dispensado o lapso de lempo posterior
aquella declarajAo para desde ja gozar dos direilos
de ciiladAo hrasileiro.
-A eommissAo de eonsliluicAo enlcndendo que o
pretndeme he digno da graja que implora, tem a
honra de offarecer a appruvajAo desta cmara em fa-
vor dalle a seguinle resolujAo :
A assembla geral legislativa resol ve :
ic Artigo nico, O governo lira aolorisado para
conceder carta de naturalisajo de cidadAo brasilei-
ro a Joaquim Gianini, subdito da Toscana, residen-
te nesta corte, dispensados em seu favor as diiposi-
jOes das leis em contrario.
a Pajo da cmara dos depulados, ero 27 de junho
de 1835.D. T. de Macedo.G. e Vatconcelloi. *
O Sr. Sima Conralces : Sr. presidente, pedi a
palavra para fazer orna reclaraajAo. No discurso do
Sr. Pereira da Silva apparece um aparte qne se me
attribue ; diz-se ah : Apoiado a nossa constiloi-
jao nao reconbece o poder ecclesiaslico. Eu nao
profer tal aparte, nem poda proferir ; se algaem o
deu, carregue com a paiernid.de...
O Sr. Correa das toces : Huvido qoe aclie
qoem o queira. -
O Sr. Alinea Gonralces : Jolguei do meu de-
ver fazer e.la reclainajAo, visto nAo serem estas as
minlias ideas, e pejo ao Sr. lachvgrapbo que lome
nota delta.
PRIMEIRA PARTE DA ORDEM DO DIA.
^ Garanta de juro.
Contina a primeira discussAo do projeelo qoe ga-
ranto um juro para a conslrucjao de urna estrada de
Pelropolis a l'aralnbuia.
O Sr. Hibeiro du I.uz defende o projeelo conlra
asaecusajdes que Ihe furara feilas, e mostra as van-
lagens que resullarAu, da estrada projectada, em fa-
vor das provincias de Minas e do Rio de Janeiro.
NAo havendo mais quem peca a palavra. e posto a
votos o projeelo, he approvado para passar segun-
da discussAo.
Pemao.
Segoe-se a discussAo do projeelo n'io impresso, da
eommissAo de pensOes e ordenados, approvando orna
pensao ao marinheiro Jacinlho Cardoso da Silva.
He approvado o requerimenlo feilo na sessAo an-
tecedente pelo Sr. SayAo Loba lo Jnior para que o
projeelo lenba urna nica discussAo.
Julgando-se o projeelo discutido, o posto a votos
em escrutinio secreto, he approvado unnimemente.
.Yaiuraitsaro.
Entra em nica discussAo a seguinle :
Emenda feila e approcada pelo tenada proposi-
fao da cmara do% depuladot autorizando o go-
verno para conceder carta de naturaUsaco de
cidadilo braeileiro an subdito pnuslano Carloi
Frederiro Adn Iloe/er, e oulrot.
Depois do nome Haworlli Soulhara, accrescente-
ee a Jos Bouis, de najAo Frauceza ;seguindo-
se o mais conyiesljl na mesma proposito.
Pajo d* senaJo. em 23 de juiho da 18>3~.^./a-
noel Ignacio Catalcanti de Lacerda, presidente.
/ot da Sil en Mafra, 1 secretario.Jote Joaquim
Fernandet Torres, 4o secretario.
Peala a volos por escrutinio, he approvada.
SEGUNDA PARTE DA ORDEM DO DIA.
Orcamenlo do imperio.
Loem-se, apoiam-se e eulram em discussAo as se-
guintes emendas :
o Ao arl. 2 11 ^augmente-te a verba com a
quantia de 8009. Este augmento he consequencia
da resolujao de 28 de jul lio de 1851, que elevnos
venciinemos dos correios da secretaria. Fausto de
AguiarB. A. de Taques.A. J. Henriquet.
Ao arl. 2. 8 42, eleve-se a verba a 4:000->.
(Com o instituto Histrico (eograpb i en.;Fausto de
AguiarPereira da Silva.J. Je GetSiqueira.
ci Ao arl. 2, 37, addi(e-se :e auxilio as obras
provinciaes.Fautto de Aguiar.B. A. de M. Ta-
ques.A. J. Henriquet. t>
'O Sr. .S'aycT.- Lobato pro fe re um longo discurso
sobren poltica geral no qual censura a poltica do
ministerio actual ; atacaos principios e as aspirares
da oppo'rso, moslra impotencia desles principios
para promoverem a prosperidade do pais, e prova
as suas asserjes, criticando os actos desle partido
quando esleve no poder; faz apologia do partido
conservador, ou monarchico representativo no Bra-
sil, especialmente no teirpo em que este partido es-
tove personificado no gabinete de 29 de setembro de
1848, e nesta occasiAo o orador se exprimi da ma-
neira seguinle : *
Senhores o gabinete de 29 de setembro marcou
urna poca nolavel no nosso paiz. Apparece e hrilha-
o governo de hnmens que professando principio* ver-
dadeiramenle governamenlaes procedem de accordo
com as suas convicjOes ; e porque procedem de ac-
cordo com as suas conviejoes sAo proprios para edi-
ficar, e realmqnle praticaram feilos que a historia
ha de assgualar como verdadeiros monumentos lAo
honrosos para os Ilustres varoes que desempenha-
ram lAo bem a sua alia missAo.como preveitosos para
o pai*.
Senhores, vede como se procede,depois dessa poca
de eslerilidnde, de impotencia, de incapacidade cou-
fessida.vde como cum ella contrasta uo governo do
Estado o gabinete da 29 de setembro ; vede a nova
paca que surge no interior do paize no eslrangeiro.
Sr. presidente, todosreconheciama necessidade de
acabar com o mal que se tinha tornado chronico no
paiz, que por muitos era considerado ineorrigvel.por
que linba profundas raizes nos inleresses mais ca-
ros de urna grande classe, nos preconceilos e nos
hbitos Invelerados ;reflro-meao trafico de eseravos,
larefa que por (So ardua na apparencia, Uto superior
a forja humana, ou nSo foi seriamente emprehendi-
da por ndmioisirajAo nlguma al aquella poca, ou
nAo pode jamis ler um principio de exeeojJto ; no
entrelanln vede, vede esse ministerio que apparece
peranle o paiz com todas as soas conviejoes sinceras,
Com lodos os meios qoe a inlelligencia e o patriotis-
mo sabem achar como Ilumina edirige a opiuian do
paiz, como firmado nessa opiniao executa o faeto,
que eu chamarei monumental, da exlincjAodo tra-
fago (Apoiados.)
E. Sr. presidente, he esle mesmo ministerio o pri-
meiro que em um astompto mais pertinente ques-
tAo aventada pelo nobre depolado a quem respondo,
consegu dotar o paiz com urna inslituijAo verda-
deramente conveniente e necessaria, tanto ao bem
entendido inters da administrarlo da juslija, com
a melhor organisajAo do parlamento.
Apezar dos inleresses individuaos de urna classe
preponderante pelo numero nA cmara dos deputa-
dos, o digno ministro da juslija de entao propz e
fez aceilar cana lei da iiicompatibilidade indirecta,
eflicacissima para o grande fim de se arredar da po-
liliea a mxima parle da magistratura, sem ao mes-
mo lempo ferir-se o principio constitucional, que Uto
clara como precisamente regulou odiceito de votar
e de ser volado, direilo esle que nAo hadado a nin-
guem.sem commellero mais grave alten lado (ajioia-
dos, l augmentar ou coarelar'.
Vede como nesse ministerio assenla-se a prmeira
pedra aos grandes melhoramenlos materiaes que de-
vein levar o paiz a esse grao de prosperidade para
que he lalbado! ;.noi'cidoi.) Vede como as finanjas
prosperaram, rom o nobre e digno ministro qne pre-
sidio a esle importante ramo de serv jo altendeu
nrrecaclajAo e liscalisajAo dos dinhairos pblicos,
como medanlo a sua gerencia e crdito publico pros-
pera, como com a devida previdencia predispoz
ludo para que em Londres se fizetse ama opera-
jAo a mais vandajosa para o paiz. [Apoiadoi.) Em-
fim. esse nclito ministro n3o abandona a adminis-
trajAo sem dotar o paiz com ama inslituijAo de
crdito, em grande escala, que astegure ao com-
mercio e a todas as indnilriis fecundos recursos, e
8ue deve lambem muilo directamente servir ao me-
lorameolo rio meio circulante {Apoiadot.)
Vede ainda no eslrangeiro a poiijAo que lomoo o
imperio do Ilr asi I ; vede como se respeita o nome
'"N-asileiru no Rio da Prata, como o tyranno qoe es-
cravisa as margen*.daquellc grande rio, corrido e
espavorido, abandonou a Ierra da America de qu*
era a deshonra I (Apoiados.)
Senhores, laes fallos sAo verdadeiramenle monu-
meulaes, e recommrndsm estima do mundo ci-
vilisado e posteridade o gabinete que assim proce-
deu [apoiados], que deu a prova mais sincera, mas
solemne das suas conviejoes e alta eapaeidade !
(penados.) Taes feilos falla ni mais alto e convencem
melhor que a linguazem mais eloquente pro vanelo a
excelleiiciada poliliea do par lido conservador, e de-
monslrando o que he ella e como se distingue da
que Ihu anlecedeu nessa quadra de eslcrlidadc, de
impotencia e de descrdito. (Apoiadot.)
Mas, senhores, notai que o g.bioete de 29 de se-
tembro as rircumstancias em que lomou conla do
governo do Estado, desembarajado dessa opposijSo
aeintosa e moilas vezes facciosa que oulr'ora Ihe era
feila por um partido importante, desde enlAoannun-
ciou um syslema de governo que era proprio, na-
tural das uovas circumslancias. ,
Continuando moslra que a idea das incompalibi-
d.ides he inconstitucional, e conclue tralando de al-
guna negocios relativos provincia do Rio.de Janei-
ro, e defiendendo o presidente da mesma provincia,
forlemenle aecusado na sessAo antecedente.
O Sr. Cruz Secco declara que loma parte na dis-
cussAo, na para fallar sobre o orcamenlo do impe-
rio, mas para fazer algomas inlerpellajes ao res-
pectivo ministro sobre objeclos particulares pro-
vincia do Rio Grande do Sul. e para defTender oSr.
CansansAodo Siiumb, presidente daquella provin-
cia das accosajc'ies que Ihe linham sido feilas cin ou-
Ira occasiAo.
A discussAo fica adiada pela hora. Levanla-sc a
sessAo.
Banco do Brasil.
flelatorio apretenlado ci assriiiblia% geral dos ac-
cionistas do Banca do Brasil em 26 de jullio de
1835 pelo tice-presidente do Banco, risconde do
rio Bonito.
Srs. accionistas do Banco do Brasil.Cumprindo
a djsposijAo do S 1. do arl. 50 dos estatotos, venho
em nome da directora do Banco, apresentar-vos o
relalorio das operajOes e estado do dito eslabeleci-
menlo, pelo que respeita ao anuo decorrido do I."
de julb de 1854 a 30 de junho de 18S5.
Sinlo ler de comejar minha honrosa mas ardua
larefa coinmeraorando-vos a prematura e lamenla-
vel morle do primeiro digno presidente dd Banco, o
conselheiro JoAo Duarle Lisboa Serra, que, accom-
meltido de grave enfermidade em Janeiro do corren-
le anno, infelizmente suecumhio ein 16 de abril pr-
ximo passado.
Desde que nAo pd.le comparecer no Banco, fez
suas vezes, na forma do disposto no arl. 38 dos es-
tatutos, o director mais votado* o Sr. Francisco Xa-
vier Pereira, que dignamente desempenhou os de-
''resdo dito cargo at 3 de abril,' em que entre) no
exercieio de vico-presidente do Banco, lugar para o
qual fcouve por bem S.'M. o Imperador noracar-me
por decreto ele 2 do mesmo mcz.
Teajioo, pois, comejado a exercer o cargo de vice-
presidente em lempo prximo vossa reunan, e
sendo por isso asas limitado o espajo que liva para
apreciar em seo complexo os actos e particularida-
des administrativas oceorridas no anno que acaba,
aranhado em seu descnvolvimenlo ser este relalo-
rio, nAo ofTerecendo por tal motivo i vossa Ilustra-
da considerarlo lodas as informajes e esclareci-
mientos qne eu desejava, para que, vista delles,
podesseis formar perfeilb juizo sobre o estado e cir-
comslsncias do nsso'importante eetabel'ecimenlo.
Se, pnrem, l.ndes esto anno de vos resignar a
aceitar o pouco que vos posan nfferecer, he com a
mais sincera salisfajSo econsrflulando-me cemvosco
que vosannoncio seris de fu I aro am|*j*JJJAih> rom-
pensados, pois que se acha uonVado^l Hente elo
Itanco o Exm. conselheiro de aliailo viseWle de I-
labory, sea priucipal fundado*, a quein^omo sa-
bis, sobram habililajdes pari perfeilamenlo des-
empenliar lodos os deveres de lio importante cargo.
Considerareltgfrtes.
*i Banco, uu anno decorrn
solfreu das Sperajoes liquidada!
Leltras de um* so
firma, 37.....
Ditas de duas e
mais, 8,048. .
Ditas sob penho-
res, 306.....
Total exislente
de 1855 .....
Sendo em leltras
de orna s firma
da corle.....
Sendn cm leltras
de duas e mais
firmas......
Sendo cm leltras
sob penhores de
metai-. preciosos
Sendo em latirs
de nutras .
Sendo em lettras
de contas assig-
nadas ......
Sendo em lettras
de .plices .
Sendo cm lellras
de arroes de
eompanhia*. .
Cobi^pm-se:
942:8499414
.V..28li:i;Ke;y.:lN
14,908:9695514
-----------------------75,l.'l8:.iavt36
em 30 de junho
......... 24,120:0913)522
215:7iJ3?235
19,403:9969258
1.6269000
1,096:9089631
2,524:6189398
23,301:8579522
706349000
II 6009000
------------------- 24,120:0919522
PREMIOS DE DESCONTOS.
t'rimeiro
semestre.
Jnlhn .
Agoslo .
Setembro.
Oulubro .
Novembro
Oezembro
98:1559988
107:0169216
142:0969145 ...
178*719506 Abri'l
100:289.3796 Main
131:4239599 Junho.
Segundo semestre.
Janeiro .
FcVereiro
Marc-o. .
Total. 697:65:19550
117:1029539
121:0249610
118:1649485
155.1*79100
l:15:.584>9>5
190:5119379
Total. | 869:5:159068
nhum prejuizo
_ em o espera da*
pendente.). ^- --- ^">>
Seu crdito se acha consolidado e na altura qua^
Ihe dio direilo seus capilacs e recursos, e o criterioi
rom qoe tem sido ndminilradaiiai operarOes qif
Ihe permiltem seus estatutos. -*--------
Importante foi o movimento de sua caixa e o des-
envolvimenco de suas operarOes ; e todava, um e
oulro muilo tem de augmentar-so, desde que se rea-
hsarem os restantes 30 \ de sen capital subscripto
nesla corle, se der maior desenvolvimenlodo svstc-
ma das caixas filiaes, e funecionarem as que actual-
mente se adiara creadas.
A.emissAo de suas olas, com quanlo ja em ele-
vado algarismo, ainda nAo chegou ao mximo que
a circulajAo pode comportar, pois que nenhum
symploma se lem dado de que refino por supera-
bundante.
At 2* de marjo esteve ella sempre dentro do li-
mite legal, islo he, a qnem do duplo do fundo dis-
ponivel, ou da reserva em moeda correnle e ouro
em barras de 22 quilates. Nesle dia, porm, por
motivos que exporei em lugar complenle, foi esse
limite excedido, e ainda que por pequea difTeren-
ja, conlinuou o excesso at 15 de junho em que foi
reslabelecido o estado normal dos estaloloi, o que
tem continuado al o prsenle.
Os inleresses liquidados no 1. semestre, alm do
rundo de reserva, permitirn, um dividendo da ra-
zao de 9,4 annual, e no 2. semestre na de 11,29,
ou, termo medio, de 10,34 no anno decorrido. -
A liquidajAo dos exmelos Bancos Commercial e
do Brasil se concluio com muila felicidade para os
seus accionistas, pois que nAo liverara qne sorer
prejiiizos ; e do raudo mais honroso para o com-
mercio em geral desla praja, e a. adminislrajoes
que dirigiram laes eslabelecimentos, pelo cumpri-
inenlo exacto das obrigajOes contrahidas e liquida-
das com a melhor boa f.
Agora, senhores, entran-i nos detalhes econmi-
cos mais imporlanles, auxliando-os de demonslra-
joes e observajoes que vos lubililem. embora im-
perreilamenle, a apreciar as oceurrencias mais no-
taveis do anno em relajAo ao desenvolvimento e es-
tado do Banco.
Movimento e estado da caca.
Futrada Em moeda correte e
olas do Banco .
Sahida dem..........
j Em moeda correnle'e
Saldo { ff*** 8,815:2529386
i Em nota do Banco
l 380:2709000
V-se desla demonsIrajAn que o total do movi-
ment por entrada e sabida he de 226,319:199*974
que com quanto imprtame, nAo revela anda a de-
sejada curleza de prazos dos efleito, descontados, e
|r consequencia a successAo acceleracla das Ir.ns-
acjoes mercantis, da qual -em duvida depende o
grande desenvolvimento do Banco ; com ludo, com-
parando- o presante ao passado, islo he. ao movi-
menlo da caixa dos extinclos estabelecimenlos de
"edito, he evidente o progresso a semelhanle res-
117.757:3619180
108.561:8389794
9,195:5229386
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6sn'S4iriF Tiot-foT.........oi
Como se v desta deraonslrajlo, lem sido chama-
dos 70 *, do capital do Banco, subscripto aqu, es-
tando realisado* 15,393:3909, restando somenle 30%
para a sua completa realisajAo.
A par das entradas noto lambem o dinheirc rece-
bido a premio, existente no fim de cada mcz, e o
valor da carteara as mesma* pocas ou prxima-
mente, resultando desta comparajAo, que nlio lera
sido prejudiciaes carteira do Banco as chamadas
do capital.
MOVIMENTO E ESTADO DA CARTEIF.A.
Detconlaram-te :
Lellras de urna s firma da corte, 96 337:3;V>9269
de duas e mais. 7.466.....05,012:00i9666
sob penhores. 612.......16,379:29*1629
i> Em 30 de junho de 1854. 16,299:90l92i
99,258:5909888
Sendo o total no anno 1,567:1899618, e o tormo
medio dos descomo* 7,20. '
NUMERO E VALORES DAS LETTRAS DES-
CONTADAS.
Valores. Nmeros. Total.
l.esemesl. 2. semesl.
Al 199.3000 185 220 345
At 9999000 278 333 611
Al 1:9999000 .504 613 1,117
Al 1:9999000 869 1,041 1.910
Al 9:9999000 828 864 1,692
Al 14:999J000 1,175 1,317 2.192
Al 19:9999000 US 147 262
Ale 24:9999000 111 139
E dahi para cima 415 280 695
Total. 4,420 4,954 9,374
Termo medio dos valores 11:5959729,
Termo medio dos prazos 82 dias.
Deste resumo se collige que o pequeo e medio
commercio conlinuou a procurare obter recursos no
Banco, ca comparajAo do muvimcnlo do 1. com o
2. semestre resalta o progresso nessa sentido, o que
nao deixa de ser de bom presagio, visto como repre-
sentando eses cITeitos legitimas IransacjOes revelam
urna circulajAo ou permuta real de valores, e por
consequencia o descnvolvimenlo ele operaefta* uteis
que sAo as que verdadeiramenle cooperan! para o
augmenlo da riqueza publica.
A d 11 ce-loria do Banco, fiel ao sea dever. tom pro-
curado na admissAo das operajos proceder coma
devida cautella e circumspecjAo, preferindb na af-
fluencia dos negocios que so apresentam os que Ihe
parecen) melhor garantidos, pelo que tem a convic-
jAo de que serAo inlegralmonta pagos todos os effei-
losadmiltidos. nAo recejando por consequencia ne-
nhum prejuizo das operajOes pendentes.
Achando-sc concluida a liquidaban dos extinclos
Bancos Commercial e do Brasil, nAo he fra de pro-
posito ama comparajAo do estado da nossa cartei-
ra com o* das desses estabelecimenlos quando se
-fandram, afim de confcecer-se a razAo de qual-
quer dillrenja na importancia dellas, mesmo (tur
se dar a circunstancia de ser quasi igual ao al-
garismo do capital. efieclivo daqualles e desle
Banco.
Na hora da fusilo dos ditos estabelecimenlos, as
carleiras de ambos tinham em lettras descontadas
20,018:5659983, e caucionadas 8,671:9099504 ; quan-
lo s primeiras, guardando a da nosso estbeleci-
tnenlo 19.619:7049493 ha apenas para menos a pe-
quena dilTercnca de 398:8619490; e quanlo j*
se-gundas, visto que as da nossa importan em
4,500:3879029, a differeoj* para menos he de
4,171:5229475, sem duvida consideravel, mas de f-
cil explcajAo.
Como sabis, as carleiras dos exlinctos Bancos
existia grande copia de acjes de companbJas, prin-
cipalmente dos mesmos estabelecimenlos ; ora, nAo
pudendo estas ser admitllidas como penhor nesle Ban-
co, em virtude da disposijAo dos estatutos, e nem as
de outrascomnanhiassenAo com oabalimentode um
lerjo pelo menos do valor realisado, a conseqoencia
necessaria era relirarem-se para oulros estabeleci-
menlos que podem a respeito proceder com mais li-
berdade; tal a razAo dessa eltlerenja, e pela qual,
quanto a emprestnos sob penhor de laes ttulos,
pouco elevado ser sempre o algarismo de semelhan-
le emprego oeste Banco.
Quanlo ao desenvolvimento das operajes desde
qoe o Banco cumejou a existir, lera sido elle pro-
gressivo, oque se evidencia da comparajAo do balan-
jo de 30 de junho do 1854 com o do anno bancal
qoe acaba.
Em 30 de junho de 1854 o algarismo do capital
realisado era de 8,81)0:0009000. e o do tormo jnedio
do diuheiro recebido a premio 5.959:1129044, total
14.759:1129034, sendo o ela carleira 16.299:9649320.
Em 30 de junho de 1855 o do capital realisado he
de1S,393:32090O0 e o do termo medio dodinheiro
a juro, 2-901:5843176. lolat 18,294:8219170, ac-
cosando aarlera o da 24,120:0919522 ; pelo que,
feila a proporjAoe desprezadas as fracjes, ha mais
4 mil conlos em favor do movimenlo do aono que
acaba, ou quasi 25'',, mais no desonvolvimenlo das
operajes.'
Marimento e estado das contas correntes.
NAo lendo ainda o paiz abundancia de capilaes em-
quanlo esla falta de ser, nao po lera o Banco ier au-
xiliado com o deposito de dinheiros em conla cor-
rente simples, islo he, sem vencimento de juro, e he
por isso que actualmente desla especie s lem 9, im-
portando os saldos em 14:579-9696.
Das com vencimeulh de juros com diversos, lem 40
importando em 425:089trtll, e 414 com accionistas
dos exlinctos Bancos na importancia de 741:1659976,
sendo o total de todas 1,181:4289763.
Os juros laujadns a diversas laxas importan) em
164:3*39555, perlencendo aos exlinctos Bancos
112:9905060. O termo medio do juro foi de 575, em
consaqueucia de ser a taxa relativa aos saldos dos
Bancos apenas um por cento menos da dos des-
coutos.
Como se v, o movimento de laes contas, ainda
com juros, he retrogradado, e pequea ser sempre
sua importancia, em conseqoencia da restricjAo do
5 4.o do arl. 11 dos nossos estatuios.
Movimenlo e estado da emittio.
Segundo a doutrna elo i I.- do arf. 16 dos estatu-
tos, a emisso do Banco pode elevar-se at o duplo
do fundo dispouivel, islo he, dos valores que o Banco
livor efleclivameiita em caixa cm moeda correnle ou
barras de ouro de 22 quilates, nAo sendo provenien-
te laes valores de dinheiro recebido a premio ou
em conla correnle, pelo qoe nao se poelendo for-
mar funda disponivel senao dentro dos limites do
capital realisado, sem esle he nullo o direilo de
emissAo.
Se quando* o Banco en (ron em operajes nAo fosse
obri&ado a receber notas e lellras dos exmelos Ban-
cos Commercial e do Brasil, e exstissem promptas
em quanlidaele sufiicieute e de convenientes valores
as nulas que lnba direilo a emillir, devria a di-
rectora, de preferencia recepi.no de dinheiro a pre-
mio, chamar a maior somma possivel de capital,
porque assim formara desde logu um fundo dis-
ponivel de importancia e natureza tal que lornasse
menos provavel nu futuro o rompimenlu do limito
legal.
O estado porem du cousas era oulro. O servir
da circulajAo nessa occasiAo era feilo em grande par-
te por lellras d* emissAo e de juros vencidas desses
extinclos eslabelecimentos de cuja liqaidajAo se en-
carregou o Banco, que nAo podendo alm disto emil-
lir senAo notas de grande valor e em pequea quan-
lidade, o resultado foi que ponne recolhe o Banco
era moeda correnle de suas primeiras emisses. Ex-
cluindo a moeda fracs a forte, bem como a local a
geral, recoiilieceu-se logo qoe o* pagamentos ao Ban-
co seriam feilos qnaii exclusivamente em suas notas,
e que o lado da circulajAo na praja no offerecia
tioisibilidade de augmenlar-se o fundo disponivel do
lauco, notando-se mesmo um rpido desapparecimen-
lo do papel moeda, que, como meio circulante geral,
dirigio-se para onde as necessidade* da circulajAo o
chamaran).
Nao restando pois aoBanco, i vista da escagsez do
papel mu la, senAo o recurso de importar metaes
dos mercados estrangeiros, para assim elevar o seo
fundo disponivel, elleclivamenle o tem faito, mas
com o necessario criterio e prudencia, aproveitando
para isso todas as occasijes, mesmo de adquir-loa
aqui, e tanto que o movimento de conla da re-
messas e ntelaes al o fim do anno bancal foi de
3,689:6669129, dos quaes lem ja entrado em caixa
2,590". 105275, restando ainda 1,099:.56098-54, que
muilo lireve se liepiid irao ; oblendo esle resultado,
pelonque respeila as operajes com o exterior ao
cambio, lermo medio, de 27 5|8.
Al dezembro do anno passado nAo receiou a di-
rectora qjn a emissAo em circulajo podesse exce-
der o limite legal por diminuirn repentina do fun-
do disponivel; desde entilo, porem, leve essa ap-
prehensAo, pois que su nesse mez foram retirados
do Banco mais de 700:0009000 em moeda corren-
le. Esla retirada, que de modo algum podia ser
considerada symploma de superabundancia de nos-
sa emissAo, (inha fcil explcajAo, qual a necessi-
dade de remessas em mcela correnle para o Norte,
nAo s para pagamento do valor de numerosos es-
eravos aqui vendidos, como para empregos as sa-
fras, etc.
No mez de Janeiro coulinuaram as exigencias de
moeda correnle quasi na mesma razio, oreando por
""11:0005000 as quanlias retiradas para o mesmo
im, dndose mais a, desagradavel eontrareda-
de de interromper-se a commonicajao a vapor com
'Londres, de modo que, lendo o Banco nessa oc-
casiAo alH um saldo maior de 503:0009000, falbou-
llie, quando mais careca, a remessa de melses com
que cootava.
Comquanlo porem nao deixasse de inspirar re-
cejos o estado das cousas, crendo-o a directora filho
de causas passigeiras que deixariam talvez de exis-
tir antes de verificar-se o excesso do limite kgal
que se anlolhava, lendo de mais a esperar a re-
messa de melaes negociados em Londres, cuja im-
portancia, em tillim) caso poderia ser considerada
como parle elo fundo disponivel pelo governo, que.
benvolo sempre para com o Banco, nAo deixara
de attender s razes dadas pela directora, realisa-
da que fosse qualquer perturbaran na relajAo legal
do funjo disponivel com a emissAo em circulajAo
por acoiitccimciilos posteriores, que nAo eslava-em
*4U poder evitar, accresceii'lo anda a considerajAo
de que tienlium symploma se aprsenla va de de-
precajAo as aulas do Banco, cnlendeu que nAo
devia adoptar Mnhama medida extraordinaria, a-
guardando para* occasiAo mais opporluna qualquer
deliberajAo que fosse exigida por circumslancias ul-
leriores.
Assim pensando a directora, mas reeonhecendo ao
mesmo lempo que alguma medida devia tomar que
diminuisse a inlensidadc da causa qne promova o
desfalque do fundo disponivel, propoz e abri conla
crreme de crdito para movimenlo de fundos rom
o* Bancos da Babia e Pernambuco, encontrando
da parte das illuslres directoras destes imporlan-
Har eslabelecimentos as melhores diaposijes pa-
ra reciprocamente nos coadjnvarmos na salsfajAo
das necessidades da circulajAo desta com aquellas
prajas.
Nao podendo porem ler logar esla derivajAo im-
medialamenle pela necessidade de previo accordo
sobre condires que se deviam trocar, conlinuou o
mal antes que podesse ser por tal modo combalido,
rehrando-su do Banco do 1. de fevereiro al 24 de
marro mais 700:0009, cem o que venticou-se o rom-
pimenlo da rebelo legal entre o fundo disponivel e
a eraisso em circulajo, comquanlo por pequea
dQerenja, pois que nesse dia o fundo disponivel
elevava-se a 7,437:2369013 e a emisso em circu-
lajAo a 15,843:1009000, havendo por consequen-
cia para mus a difierenja de 608:6279974, corres-
pondente n 304:2099324 que demais devia existir
I no fundo disponivel para que eslivesse na relaro
segal.
; Verificado o rompimenlo, julgoo a directora do
aa rigoroso'dever dirigir-se iinmedialamenteao go-
verno por ollicio, solicitando medidas adequadas, e
lomando o governo em consideradlo Uto importante
objeclo, por decreto de 2 da abril autorisou a direc-
tora do Banco para elevar al o triplo a emissAo pe-
lo lempo de om anno, conservaodo-sa o direilo de
mesmo antes revogar essa autorisajAo se o entendes-
se conveniente ; commnnicando outrosim 41 directo-
ra as clausulas qua devia guardar no oso temporario
de tal conressAo.
De cooformidade, pois, com essas clausulas-lem a
directora procedido, procurando observa-las em sua
lctlra c espirito ; sendo para ella bastante salisfato-
rio o poder nesta occasiAo afllrmar-vos que, desde
15 de junho, foi restabelecida a relajAo normal dos
estatutos, estando desde entilo a emissAo em circo-
lajAo -qnem do duplo do fundo disponivel, com
probabilid.de de que nessa siluajAo se conservar,
a menos que nao sobrevcnbam acontecimentos ex-
traordinarios.
Emquaulo porem a directora nAo obleve solojAo
do oflicio epie dirigi ao governo, enlendeu de sua
rigorosa obiigajAo proceder de modo que nAo aggra-
vasse a illcgalidade da siluajo, nAo Ihe sendo em
tal .eslaclo possivel a I tender a todas as exigencias qoe.
cresciam na razo directa da falta de recursos de que
se resseuliam oulrus estabelecimenlos onde parle das
necessidades do commercio coslnmava ser supprida.
Aind assim a semana em que o Banco mais recursos
preslnu praja desde que enlrou em operajOes foi
justamente essa decorrida de 26 a 31 de marro, em
que se descontaran) 2,720:1379:156, importando os
n-cebiraentoseru 1,909:2523346havendoportanlouma
difierenja para mais nos descontos de 750;88590I0,
nao lendo portanlo o Banco suspendido seus descun-
tas, como se disse, o que ressalla da seguinle demons-
trado :
Mezet.
Fundo dispo-
nivel.
1854 Abril. .
er Maiq*, .-.
Junho .
ce Jubo. .
ce Acost. .
Selembro.
4 a Oulubro .
No a Dezembru
1855 Janeiro. .
ic F'e-fereiro.
ce Marjo .
ce Abril. .
ce Maio. .
ce Junho .
U:tt:56*9489
4.856:80-29475
5.389:5189765
6,022:2479389
0,1.") 1:53695*3
0,789:99899961
7,314:297988.5
8,064:3189321
7.910:6519707
7,978654)M93
7,842:9919828
7,383:9959788
7,68,5:5808980
7,847:03*9151
8,301:6409816
Emisso em cir-
mlacao.
213ll:86*V)0nO
.'>,ra."):020900f)
7^9:7809000
9,018:8809001)
9,03t;05O3O0O
10^I2:130000
12.O15:f90900O-
13JS77:6t>a00O
14,:>6l:23OfJ0O
15,350:8109009
!5,112:tl 16.343:
16,81-2:
10,080:6269000
Dial.
tfarro 26.
27.
28.
a 29.
.10.
(i* 31.
Descontos.
Recebimeulot.
282:313-9632
336:7719434
578:204-3000
468:3059890
599:2969558
455:1859812
69:4819151
114:6729010
486.1419563
303:4389242
407-4389827
588:0609523
Tolal
2,720:13793561 1,969:2529346
Por essa eccasiAo lambem se disse que a directo-
ra devii ler, em lempo, imporladomelaes dos mer-
cados estrangeiros, como medida preventiva ; esla
argujAo pa -ece directora menos justa, porque,
como ha pouco vos damonslrei, tem ella procurado
importar m<>laes, e elleclivamenle o tem feilo, mos-
trando as respectivas canias (como j vos pooderei)
um movimenlo de 3,689:066-3129, dos quaes lem ja
entrado em caixa 2,590:1059275 por operajes ante-
riores ao mcz de marro.
Podera proceder a arguijAo sobre a quanlidade,
se esla podesse ser maior sem inconveniente; mas,
como sabis, alm do cerlo limite he arriscado lomar
lellras, pois que, podendo dar-se urna baixa no cam-
bio que torne vanlajosa a exporlajAo do ouro, est
exposla-e sujeila a ella parte do nosso fundo dispo-
nivel, o qot: muilo convera prevenir.
Oulra arguijAo fui de nao ter a directora ja crea-
do a* caitas filiaes permitlidas pelos estatutos. He
innegavel, senhores, qne esses eslabelecimentos mui-
lo concorre :Ao para o augmento da circulajAo das
notos do B neo, que muilo ioteressarao as localida-
,lm sendo mesmo muilo convcuientes_ao movimenlo
de fundos ; a directora nao descoahece laes vanla-
gens, e tanlo que tom cuidado dellas seriamente ;
mas lamben be verdade qne por mais apressada que
fosse a directora em eslabelecc-las, impostivel era
que funccoiiassem em temno a evilar com sen con-
curso o rom'limanlo uccoirido em marjo, por issn
que lendo-si a directora oceupado com ellas ellecli-
vamenle, e ichando-se upprovados os estatuios de
mui.is desde marjo, nAn se pode ainda prever com
certeza qua' a poca em que devera comejar suas
operajes, por depender isso muilo principalmente
deque tenhim olas snfUcirnle* para emillir, as
quaes, para maior brevidade, mandn a directora,
sem perder empo, estampar em Londres, pois que
no paiz era impossivel conscgni-Ias senAo no fim de
annos.
Pasiarei ai;ora a offerecer i voisa cnnsiderajAo, na
seguinle deiroosIrajAo, qual u lermo mdo minsal
du fondo disponivel e emissAo em circulajAo desde
que o Uancu enlrou em operajes.
O fundo disponivel-era 30 de junho era de
8,8l.'i:5-.&386. e a emissAo em circulajAo de
17.159:7:109000.
Termo medio do fundo disponivel, 6,911:996j455.
Termo .medio da emissAo, 11,940:2469000.
Desta demonstra jilo se v qua lem sido gradaal o
desenvol rmenlo da emissAo, que, corno ja vos ob-
servei, a oda nAo locou ao mximo que a circnla-
jOo pode comportar, dependeudo isso de um aug-
mento riis pronunciado aa circulajAo e da en-
trada nella de olas de menor valor, bem como
de que funeciobeoa a* caixa* filiaes da Mioas e S.
Paulo.
N"d h sem diflicnldade e esforjos da raipeOe
commissao que se lem conseguido as chapa* para as
olas actualmente em circulajo de 5009,2009,1009
509, e 3)9, leda* aberlaa na casa da moeda desla
corte, retundo ainda a de 20J. bem- como a de 109
pareas caixas filiaes do Ouro Preto eS. Panto, das
quaes se cuida. -
Deven Jo-se desde j contar com oro prospero des-
envolvnento do Banco e atlendersuas fufaras ne-
cessidades, estando entre ella a de ama ofBeina para
eslampai suas notas, tencioua a directora monta-la
convenientemente dentro do proprio eslabelecimeu-
lo, afim de ahi concentrar e. riispor com metbodo
ludo quanlo disser respeito a objeclo 13o im-
portante. O estado de clnssificajao das notas em
lodos os neos detalhes consta dos anuexos nmeros
I e2. ,
NAo cemcluirei esta parle do relalorio sem vos in-
formar de urna tentativa de falsificajSo das noto* do
Banco de valor de 50'; 13o grosseira porm era a
imitajAo das notas apprehendidas, cama tez publico
o presidente interino do Bauco em 15 de* fevertim
do correnle auno, que depois do devido exarae Judi-
cial nAo se julgou nee Bal arto oolro qualquer proce-
dimento da parte da directora.
Caixas fiUaet.
Logo qne o Banco enlrou em opera je~.es, a eommis-
sAo de caitas filiaes, como consta do relalorio de 21
de julbo de 1854, apresenloo um projeelo de estata-
les regulando, no syslema de fusAo, a conversAp da
caixa filial eslabelecid* no Kio Grande de S. Pedro
do Sul p;loextinelo .Banco do Brasil, .a qual o* nos-
sos estatutos no arl. 7. declararan) convertida, bem
como a creada emS. Paulo, em filiis do nosso esla-
belecirnento. Depois de longa discussau julaou a di-
rectora conveniente adiar a modifica jAo do systa-
ma orgnico da dita caixa deliberando qae te rega-
laste a conversao de conforizidade cora seus primi-
tivos estatuto*.
lendo de diegar a um accordo com a respectiva
commitsio liquidadora sobre particularidades no
pjocesso da liquidajao dos antigos inleresses da
caixa que Ihe campria fiscalisar, alguma demora
houve na expedijAo das necassaria* instruejere-
gulando o modo pratico da conversAo, pelo qoe lo-
en ente om 3 de Janeiro he que pede a caixa conver-
tida entrar em operajes.
Em 31 de maio, de cooformidade com os estatu-
tos, proiedeu a directora da caixa a balan jo semes-
tral, quiiCom o devido rotatorio foi remellidn a di-
rectora do Banco. A caixa lem fohectonado al o
present! com 500:0009 de capital, di* quaes
250:000) fornecidos pelo Banco. O deseavolvimenlo
de suas operajes fui regular, permitUario os inleres-
ses liquidados nm dividendo de 69500 por acjAo,
que est.-i na razio de 18 % do capital realisdo, at-
tendend -se s pocas das entradas, cabendo por
coiiseq ii sucia ao Banco como parceiro 0:5009, que
foram oolemplados no crdito de sna conta de la-
cros e perdas.
A dir ."doria da caixa que he a mesma da anliga,
intelligente e zelosa, a lem administrado de um
modo digno della, correspondendo perfellamonfe
a conliiija qoe a direclori, do Banco nella depo-
silou.
Por decretos de 20 de dexmbro de 1854 e 21 de
marjo di correte aono foram appnivados os tala-
lulos para as caixas filiaes qoe c Banco tem de esta-
belecer las capilaes das provincias de Minas, Bahia,
Per na m juco, MaranhAo a Para, e modificando a ac-
tual organisajo das deS. Paolo e Rio Grande de S.
Pedro do Sol.
As disposijes desles eslalutos esIAo em harmona
rom as luntamenlaes dos do Banco, salvas as mod-
lieares reclamadas pelas circumslancias peculiares
das local idades, permillindo os das caixas de Minas
e S. Paolo o troco das notas da caixi central pelas
das respectivas caixas, visto que sAo esta* e *&o
aquellas que podem ser recebidas na* repartiees
publicas da* provincias. Allendendc-sa assim a
necessidiides que s podem dar desse troco, cotn-
prehendi!-*e facilmqnte quanto isso concorrera
para o augmento da circulajAo das olas do
Banco.
EsIAo nomeadas as directoras para a* caixa* do
Onro Pn-to e S. Paolo, as quaes j se eccupam dos
Irabalho i preparatorios necessario* para que pwui
entrar 1 revemenle em operajes, o que dependa
principa mente da promptilicajAo das notas que hAo
de emillir, e qu* sao as mesma*, da caifa cenital,
dislinguindo-se porm por urna inscripjAo em Un-
a de diversas cores indicativa da caixa a que per-
tencem.
Logo que a directora do Banco recabe u approva-
dos os eslalutos das diversas caixas creadas, dirigi-
se s dos estabelecimenlos bancaes das localidades
emqueAoser eslabelecidat, solicitando saber sa
na forma delles queran) ouno eonverler-se eso cai-
xas filiae-i do Banco do Brasil; e leoho a satufajAo
de poder communicar-vos qne dos Banco* da
Bahia e Pernambuco respooderam afilrmalivamenlc,
bem como a do Banco do MaranhAo, salva nina
reclamajAo allendivel quanto ao numero de ac-
jes a que se julga com direilo aquelle estabeleei-
mento.
A do anco do Par.i anuuncia lambem sua annu-
encia, mas nAo podendo grande numero de anma-
las fazer legalmente parle da assembla gera^-tntes
do fim d: jotho, por nAo potsuirem as acjdVcom
a antecadencia que o* estatuios exigem. s de-
pois desse dia podar ella deliberar definitivamen-
te sobre tal objeclo, sendo de esperar que o faja
no sentido j annnnciado pela directora do dilo
Banco.
N'Ao pedendo entrar em operaQfiee caixas filiaes
sem que tenham sulicienle provisAo de notas para
emillir, < sendo quasi impossivel obl-las no paiz em '
lempo razoavel, deliberou a directora mandar abrir
as chapai, em Londres, eahi eslampar em qoantida-
de sufiicieute as notas necessaria- a emissAo das cai-
xas creada*, lendo j lido resposla do cornejo da
promplif cajao de tal encumraenda. *
Emqoanlo. pois, sa uAO realisa a remessa de toe*
notas nAo pode a directora tratar de levar a ef-
feilo a i onversjo dos Banco* locaes, que por isso
devem continuar em suas operajes para 'satiaftzer
a* aeeaaadados dessas localidades, al qtte {io**aun
ser snbsl luidos pelas canas em qae se con verle-
reni.
LUCROS, ISSPEZAS, DIVIDENDO E FUNDO
DE RESERVA.
Primeiro Semestre.
Os lucros obtidos pelo Banco por
soasdillerentes operajes no 1.
semestie. Importaran) em. 705:2483004
As despezas, Incluidos 95:3419302
de jures pagos, importaran) em. 143:2149034
Lucro liquido
Saldo qut: passou de 1854.
6J; para fundo de re-
serva.....
4 % para commssio
dos directores. .
Dividendo a 110,000
acjes razflo de
49650.....
.362:0349870
v 4:8559567
566:890*37'
33:7229092
2i:132510
511:5009000
Saldo que passa ao 2. semestre. .
Segundo Semettre,
Os lucros obtidos. iqjlnidos 6:,500/
com que conlribuio a caixa filial
do Rio rande. mportaram em.
As desperas, incluidos 64:982984-4
da jurn pagos, e 3:371#736 gas-
565::i549602
535W35
882:9509687



te ra ohjecla
r.nn de .
de emjsj), fo-
DIARIO DE PER|UBUC0 QUINTI PClll!. (6 DE AGOSTO OE 1855
117:51335*7
l.ncro liquido ....
Saldo que paitan do 1. asumir.
786:107/160
5359835
3
/
b
para fundo de
reserva .
1 1 pira conuniw&u
dos directores. .
Divideudc a 110,000
aerees razia de
W80.....
76S.D128W5
:9:>.%/430
7711/310
690:KI*)(H)
765:5039740
' dividendo do 1. leroeslic eiUn raiAo de 9,4
auna* do capilal reeliaadc, ; o do 2. na de 11,2,
w> esjptMl, lrmo medio, uu anuo, coma j era cu-
bre latir ros indiquei.
O fundo de reserv he acto tmenle da 94:597:9025.
.4ci/uitcSo te predios.
nao lando o edificio aun que se acha estabelecido
o Banco a oapacidade iieceisaria para satisf.izer todas
as neeessidedet do servido oeo suas diversas reparli-
cdea, prinrpalreeule lenda- em conaideracia o seu
futuro deseo volviroenlo ; e desda j o eatabeleei -
metilo de ama ofllcina emque ae estampera suas o-
las a te concenlre ludo qun fjr concemeule emis-
>e, prorauveo e conteguio a direcloria a ncquisirao
de Irez predios que ficam contiguos ao Bauco. dons
pele lado da ra da Alfandesa e um pelo da Cande-
laria, oble ii do-se de mesa ndrainislralva da irman-
ilade do SS. da freguezia da Nossa Senliura da Can-
a ap.dices da divida publica de joro
i, quo inda ntio foraoi entregues, de-
ao$o pagar irniaiidadc o respectivo juro
MBatral eig quanlo nao ai; unlregar.
acierta aprsou-se a realisar esta acqusi-
aceinndo que, demonndo-a houvesjp no futuro
augmento depreco, pela locaiidade am que te acham
Ues predios, e como nao precisa actualmente do uso
de lodos fruir o Buoco doa alosados a davida renda.
Transferencias te acedes.
Desde 10 de abril al 30 da junho da 1654 realsa-
rain-se uo Banco 935 transfereociat representando
58,364 acedos.
Desde julbo da 18S1 at 30 de jonlio de I8S5 rea-
litaram-ea 591, representa a do 40,397 acijoai.
) total |>ois desde que o Banco entroo em opers-
oSee ba de 1,536 traniferenuias, representando 98,76!
aceces.
r.iquiiaro dos extinctot Bancos.
Conelnio-sc, como j cima vos declarei, a liqui-
daco dos oxlioclos Banca Commercial e do Brasil
> raodo mai satisfactorio ; durante porem o seu
so no cerrer du roez de outubro do son pas-
tado, sendo eonsideravel o saldo a favor de taes es-
|^B536i4. veucendo alio juro,
he, apunas 1^ menos di tata dosdeaconlos, econ-
asrvando-se a earleira em eslado quasi estacionario
. por falta do concurrencia le effeilo desconlaveis,
roa a directora, de aicordo com as respeeli-
ramii*o>a liquidadora), amraleio de capital na
de 1408 por actao um accioniatas dos ditos
qon o quizu-sem reoeber, como com efTeito
malta quizeram. pagando-se aoe do extinclu Banco
do Brasil 2,349:200* e aos do Commercial 680:5409.
Ao approximar-; o terno da liquidado (eve a
directora o deliberar a reipeito das medidas que
desala adoptar para sua condoli, e entendendo-se
ana as respectivas commissdei liquidadoras, as qaaes
se loavartrn na mesma directora, resolveu ella o
que Ihe pereceamai conveniente conciliando e res-
peitando lado* oa inters!, regalando Ul objecto
do leguinte annuncio que faz publicar.
Banco do Vrasil.
De orden da direcloria do Banco da Brasil publi-
co osegoinle para o eouliecituento dos ateretaados :
Qoe ticam desde j encerradas as IransfereDciaa de
aeeees dos Bancos em liqaidarao, em coosequencia
dte ir preceder troca dunas por litlos corres-
pondentes t acresdo Banca do Brasil.
Qae oa accionistas dvs flancos exllnclos deverilo
presentar as acedes de qoe estilo de posse no acto de
substituirn, que coinec.arcm ol. de maio proiimo
Potaro e lindar em 31 do metano mea, lodos os dias
uteie, desde as 10 horas da raauha al s 2 da
Urde.
Que conjuntamente com n. mbstiluicao das accOes
se pagar saldo de capital e lacros aos accionistas,
sendo-lliea permittido optar entre o reeebimento do
referido saldo, em dinheiro, orn lettra a vencer em
30 de junho prximo futuro com o juro incluido na
razao de 1 por cento ramos cue a laxa dea descon-
tus, cm deixar Picaro referid! saldo em conla corren-
le se Banco com o veneimeilo do mesmo juro, do
njnal poderlodispor nd ledo e nunca em parcellas no
m de cada 60 das doqaeriwshersoam documento :
esta concesaSo porem nao pedir ultrapaasar a poca
em qoe se realisar a ultima clamada, suben tendeu-
io-se qoe aquelles Srs. accionistas que deiiarent Pi-
car o referido saldo em canta torrente he na inleu-
r.lo de com elle ferem facti ns entradas qoe de fu-
turo se efTeoluarem. e o Baen toma a ai o encargo
de as reallstr, eraquanto o Jitnieiro depositado for
aoRieienle para ene lim.
Aos osofractasrios se eutre;arno lio gmenle as
acert Picando o sabio emccnia crranle at prefa-
r.er o capilal nominal de 20tr* por accilu.
Banco do Banco
Brasil. Com marcial.
Baleaos por Bale ios por
ecSo. iiejSo.
77J99!) 83:THl|977
da admlniatrajlo, bem como conhecer qual o eslado
do no.-so aatabelecimento.
Sala das sessoea da assemhlea geral do Banco do
Brasil, em l5dejiilijode 1855.
i.ieoiWe *o Hiooiti, vice-presidento.
PARA'
Illm. a En. Sr.Com toda a salitfacilo potso
liojo coulnnar a V. Exe. a participiclo, qoe em 3 do
correala lia fu, de que a spidemia cholenca priuei-
Piava t declintr nesta capital. He urna verdade,
Qe anegaran! oa factes.exlrahida do menor numero
de] casos mrbidos, a do muilo menor numero de
bitos. Etla capilal, pois, corneja a deaassorabrar-se
de Uo furibundo mal, e, te Daos o contrario naa or-
denar, lealio eonflanca pelo que no-lo entina a
'ciencia, que al meiados de agosto eslsramos livres
do lerrivel llagado, que mals tem persegaido a hu-
niniiidadja nao ser aquella que menciona a histo-
ria amiga, o qual assolou a Grecia e parte da Asia
no auno 431 antes de Jess Chrislo durante guerra
do Pelponso, e depoi desse a pesie negtu, qae ha
500 anuos quaai despnvoou o Vellio Mundo, segun-
do nos informam oa escriptos de Thomaz 'Alvares e
Garra de Salxedo.
Nao posso, porm, oulro tanto annunciar a res-
peito de nimios lazares do Interior da provincia'.por
1832 JohnHaird o propoz com moita cenPianca, co-
mo se pode verificar pelo n 3 do Cholera Gazetle.
O celebre medico poajnguez Garda da Horla, fal-
lando do cholera diz: s mdicos da India curam
esta doenca do modo seguinte.Fatera beber aos
doentes decoclot do arrox com pimenlae cominhos :
applicam-lhet c.uleriosaos pes, e lanrjra_Hiee nos
olhos pimenla longa em p; e contra a teosao e con-
tractilo dos musenloa tam-lhes ligaduras nos bracos
e as pernat, e dlo-lhes para mascar falla de be-
tel. Convm submellcr este genero da tralamen-
to experiencia e observacao medica bem averi-
guada.
A' lngiygem dos fsetos nada resiste. Feliz-
mente vai esfrinudonesla capilal a louca opposicao,
que algumas peasoat tem feito ao ulular recurso da
sanana contra esta doenca. Por lora da capilal tem
sido bem aceito e cortado de excelleutet successos
este meio curativo, porque porto nao ha falsos apos-
tlos da medicina, inimigos da hum.inidade, que
desvirluem as melhores inteiieOt?, e os fructos de
longas e aturadas experiencias dos mestres da scien-
cia. Decididamente a sangra he mximo remedio,
quaiido o cholera se oalenla sob o carcter sllicnico,
e dovo ser administrada com mSo larga. Cayo
diz: dilllcullosainenteseapoolaraoutraepidemia,
onde a sangra empregada de um modo oonvenien-
onde aquella Indmita doenca vai lavrando, n'umas telenha sido mais geralmenlentil do que nesla. Naa
bandas mais benigna, n'oulras mats inexnravel. Nos ,IB coino nliphologtslica, que ella he mais proveilo-
iniimcipio dos Brevet, Gurupa, Viaia. Cintra, Cu- Pot 1ue/ requer o concurso de muitoa moios the-
Joros, 10 a
10 de abril.
360SI
FQue recbenlo o
3188I1 \rateio de 140.
. 9:3149080 84:1)M788
102.641272227:2iW3977 \
Joros.lOa lyuenilorecebe-
30de abril. 399(6tl 8IB504>rao o raleio de
------------------------------i 140.
103:0*0*432 22B:0)357l) i
erretarit da Banco do Brasil, em 21 de abril de
1855.
Em resultado do qual e dn inovimenlo al 30 de
jonho. os di xionistaa to eredore era eonla
corrate por 741:165*76, e wr latirs 18:179*759.
depoailoperlea *nte atmbos os Bancos
nana lie nao prescreverem,
> oiitrns que te nao tem a pre-
sentado, ha da 90:506j890.
na a ests relatorio, sob ns. 3 e
stre a eoniparatlii do eslado dos referidos
"Ubeleeinwotos na hora da fasiio, e na prescripta
para lermo de toa liquidaeac, bem como a descrip-
i-M compltla e detalhada da todas as operares ef-
o periodo, enastando dellea igual-
laes os lucrse prejuizos occorridos durante
a laqoidacaii.
Itegulamento interno.
a directora apteaenlar-vos em or-
I dVlinitiva approvac^o o regula-
que organison u tem estado em pro-
ac^lo ; leudo pornm no correr do anno
dito regulamento al rumas modificacoes a-
i pela experieacii, e carecendo anda de
esta for indicando, nao tendo anda sido
i o tempe decorridu para que sejam conhe-
os os seas defeitos, jalga a directorio do seu
dever pondurar-vos a conveniencia de continuar o
dito re tato em provitot ia execucao al que
opporluoartienle e.approveis.
a nano demilliu-ea o ofDcial-maior da
aaerelaria, nfelieeao o ajudaule do coutador ; e nao
laudo o lempo mostrado atn agora necessidadt de
iaes lugares, alo ot tem a diructoria prvido, espe-
raudo mesmo qoe sajas dispeasaveis.
diversas repartieres, e em geral todos
ua empregados do Btiueo, Una cumprido sasfacto-
riaroeulo on aaaa deveres.
Reformas.
Em deviilo tempe aaaaaie.teu a directora do Banco
a appravasjiodogsavernoaetapuialoamodilicarOcsdos
w, preaoslas pela dkecttria e approvada, pela
aaseaiblN iptral dos Srs. at:cioatslaa na sessao pet-
saato: .
1.* ye padesao descontar latirs de astaciaeies
iinooymas bancaes, lieaa a mu de ettabelecimenlo,
pablicos de raeaakecida fundo on patrimonio, al a
rancia da decima paite do fundo ITectivo do
Batata.
9.' t}iH) Iht fasto facultado adiaular dinheiro am
ccaxUeorratUe tabrt eauteliis da casi Ja moeda, do
es; thadu para cunliar at seu -valor liqui-
.to lagal. urna vez que foesem previamente traosferi-
3.o Quu as pala ara:n rio podando o praxo era
saamham dos daata rasan aer menor de 60 dias qae e
lera no S 4 do art. 11, fosasm substituidas por estas:
So podendo itnportsatna da primeira especie
exceder i sexta parla do capital realisado do Banco.
4. Que abatitneuloan valor liquido das letlras
reeebdaa eomo penher fots; renos de 10 ',.
a 5.' Que se Iba parralII.c deseouUr letlras al o
praxo da 6 metes, conlanlt qaft a sua importancia
ao ullrapassessa a quinta lai'le do fondo effeotivo
do estabeltin oto.
Deslatin.jdi(icares prepoalas foram approvadas
por decreto da 20 da deaeaibro de 1851 smeate o
~1 *'f 5Mor'"a'sd'>ee aia la ataian e govereo o di-
reilo de revogar a ultima coneestao ae della se ae-
gaieteaa mnot resultados.
Jdminislrar.ao 1 endo signado o cargo la direlores os Srs. Jlo
Ignacio Tarares, Onagre Gracia, J. F. Eraery e An-
in Alves da SlWn Piulo Jnior, foram prenchidos
seus lugares pelos topplenusue Srs. Joa de Araujo
Coelbo, Jodo Jote de Hcia, i h Antonio da Silva
Guimaraes.cJot Machtde Ceelbe.
Havendo-se retirado para a Europa o Sr. baro de
llamaral), inembreda ceaainrssao liseal do Banco, de
conferrnid.ide eeav o daaposl no arl. 46 dos esttu-
tas, foiiaoroeadoparasaal>stitairoSr.cosMelneiro An-
luuio .Nicolao Tolentinu.
Em segtiimeato ;. appro.;ao das coolas do antao
liode. e em observancia do daapesio oo arl. 7 dos
nosao-estatuios, leiu a atseaiblca geral de proceder
m segaaales der;
1. dosiaembros da direcloria que devera ser subs-
tituidos, segundo o dtapaetii no art. 41.
i A da cineo lupoleatet annuaet, segundo a dis-
posicJo do art. 45.
3." A de am merobro da rommiseSo flseal, em lu-
gar do que for designado pula aorta d'ealra! oa dous
eleitof pela asserablea geral ; bem como oolro, em
lugar do qae fai nomeado por ettes, e cojo exercieio
niodeve ir .alera da reuniilo.da' assemblea geral.
procedendo-J* astim de cor fornaidade com a disp-
aijao do ar. 46. ^
Eis, Srs. accionistas, quan'a, em noma da directo-
ra do Banco, posso otrerecer a vossa llaslrada con-
slderat, desejando qae.auxiliados pelo balanco e
demoiislrceaanueiete rslatoro da illuatre com-
ffiitsao Usen, possais devidiraeolt apreciar a marcha
ruca e Mousars. e as freguezias de Melgayo, Col-
lares, S. Caetano e Salinas, desenvulveu-se ella
suavemente e abastardada sein manir prejuizo de
vida ; nio acontece porm o mesmo em lgarap-
merim, Clbldus e Sanlarm. aoode a morlalidade
tem sido eontMeravel, havendo perecido netta ulti-
ma cidade 200 e lautas pessnas nos primeiros 15 dias
da molestia, a qual leve principio a 19 do pas-
tado.
Da comarca de Camela sSo as noticias ainda pou-
co favoraveis, porque-so na cidnda a morlalidade tem
nolavelmcntc diminuido, em compenaaeAn tem aug-
mentado pelos dislrictos de fora, pelos sitios e ilhat,
por onde a populacho esla disseminada. Na Vigia
contina a enfermidade a grassar, porm com be-
niznidade ; a morlalidade da cidade e nos seuss|>rre-
baldes nlo lera excedido de 16 a 21) pessoas. Em
Melgacn foram atacadas 72 pessoas em 3 dias, e ape-
nas havia morrido urna s, sendo todas tratadas pe-
lo systeraa por mim lembrado ao publico em o arli-
geDua palacras sobre a epidemia reinante, co-
mo V. Exc. vera pelo documento unto. Nos Breves
lambem he diminuto o numero das victimas, obser-
vando-se o masmo tralameulo. Por toda a parte
reina o medo e desanimo, ponlo-se em fuga aquel-
es povos para os sitios e rocas mais retiradas.
A 8 do crrante regrrssou a esta capilal o vapor
Maraj, procedente da Barra do Rio-Negro na pro-
vincia do Amazonas e mais lugares intermedios, e
nos trouxeas mais desagrada veis noticias a respeito
do estado da salnbridade daquellas lougiquas para-
gens, privadas de mdicos e de uniros muitos soc-
corrot lao indespensaveis nestas calamitosas qna
liras. Naquella provincia lemitrnphe j havia feito
entrada a enfermidade, manifestaodo-se em Villa-
Bella e Serpa. Nesle ultimo povoado 4 tapuios, os
primeiros atacados, foram lodos salvos pelo auxilio
da saagria no braco, aconselhada pelo commandanle
do dito vapor, o Sr. Miguel de Miranda Vianna.
Este mesmo commandanle, forlementc atacado em
vitgem, e igualmente alguns passagairos, lambem
deveratti a sua vida a sangra. Na ida do vapor para
cima fallecern! 11 pessoas entre passageiros, colo-
nos e gente da Iripolacio.
Aproveilarei esta uccasiiie para fazer chegar ao
conhecimento de V. Exc. a noticia dos meioscurati-
vos de quu se tem laucad mao na presente cris
contra a molestia dominante, alm daquelles de
que tenho usado na minha clnica, e dos quaes j
dei cunta a V. Esc. Sobre o emprego de cada am
delles emillirei o uieu juizo critico.
As flores de tilia, sabugueiro e cemomilla, a loan
os grelos de larangeira. o aleool, o opio e seus pre-
parados, a epicacuanba, a gomma-arabira, a simar-
ruba, o etlier, a camphora e os sus composlos, a
belladona, o ammoniaco, a naostarda e a pimenla
Innga era infusOes, decoces, etn cpithmas lqui-
dos, ou mollea e em faruenlar'Ses, tem formado a
principal base do tratamento teraputico dos facul-
tativos desta capilal; e com cemprego deslcs medi-
camentos tem-te logrado a satisfazlo de restituir a
taude a muila gente, mormenle quando a enfermi-
dade se aprsenla sob o carcter de Cholerina leve,
forte, ou mesmo um pouco grave Quando, porm,
assumc o lypo do Cholera confirmado ou genuino,
nein sempre tem podido ser eflicazes taes substaa-
eias, por muilo a lempo e mais bem applicadas que
lenham sido.
Tem-se .iconselhado para uio|inlerno o gelo.recen-
lemente chegado dos Estados-Unidos, j cm peque-
as parcellas sobre a liugua, como usava o insigue
Broussaii uo Val-de-Graee. j em mixlilo com a
agua para a nevar ; poucos lera sido, porm, os be-
neficios colhidos dcsla applicacSo, a nao ser o in-
conteslavel eOeito de extinguir era breves horas a
devoradora sede, que marlyrisi os infelizes deeotet.
Igual vanlagera se tem oblido da agua nevsda, ou
mesmo nao nevada, mas bem fria, concedida a mia-
do e em pequeas porches. Nem sempre foram
salvos lodos os (lenles, que do gelo Pizeram uto ;
porque, por via de regra s se lem laucado mflo des-
la substancia quando lodas as esperance.! parecem
slar perdidas, urnas vezes porque os mdicos sao
chamados j tarde, outras porque os roesmos mdi-
cos de alguma forma dubios tem repugnancia em
aconselha-ta logo no cometo da molestia, que be
quando ella mais aproveila. Pelo meu lado nuuca
desprezei este agente medicinal, e porlanto nunca
lenho deixado de maudar dar aosmeusdoentes agua
bem fria ou simples oucom assucar.e logo que appa-
receu.no mercado o gelo fiz delle largo uso, e em
alguns casos colhi decidida vantigem. A agua mor-
ua para so interno tem sido preferida por muilns
dos pralieos aqui residentes, e u.lo lenho visto que
com Ua se alcan;asse nielhores resultlos do que
com a, fra ; pelo contrario os pobres doentes sof-
frem nao pequeos enjoos, anciaa e torturas que de
alguma sorte demoram o seu reslabelceimento. Sei,
he verdade, que esla pralica he recoramendada por
alguns escrptores, particularmente Bernstein, que
manda que os doentes beham farta agua i/ucnte;
mas tambem sei. que os de melhor nota entre outros
Brons.sa, Bouillaud, Blumenlhaj, Dante, Berres,
Muller, Bfrlet urdenam o uso illimitado da agua
fria. .
A mistura de Slroqonoff () e o sal marinho on
hydrochloralo de soda raiudo, lambem lem merec-
do a aceilaeao -da um ou de oulro facultativo Sobre
o mrito dai|uella mistura, um dos estimulantes maia
enrgicos, usada na Btissia, e dada internamente em
vinho hranco na dse de 16 a 20 gaitas, nada posso
avaucar. Se V. Exc. porm atteder accao phy-
siologica daquella preparagao, qualidade do clima,
onde fai empregada pela primeira vez, e a dillercn-
ca entre a lemperatara da nossa regan, e a da Itus-
sia, fcilmente conhecer qual dever ler sido a
aeran Iherapeulica de semelhanle composico phar-
mnceulica. Quantoao sal marinho tem sido usado
em pifhma eobre o epigastrio. Ignoro quaes os
beneficios de semelhanle Inico, e rao me record
de ler lido em autor algnm, que esle meio curativo
fosee proposlo para comba ler o Cholera. Na extensa
lista dos pralieos, que tem tratado desla molestia,
esijos nomese raelhodos se pode esludar no encllenle
Diccionario de Therapeatiea de Szerlecki, uenham
baque ensaiasse ou propozesse um tal meio. Nada
posso, porlanto, dizer acerca do valor real desle no-
vo recurso medico, e V. Exc. melhor poder aqui-
latar a sua importancia.
A pimenla longa robra ou malagueta (em sido
geralraenle empregada em enema molla na forma
'de suppositorio, quando a diarrha se lem tornado
rebelde, ou quando se manifasta a retaxarao do
sphincler do recto e syraptomas de corrupcao, ou
gangrena interna. Algunt beneficios se tem oblido
da sua applicaran.
A kt/dropathia lambem fai eusaiada em urna
enfermara militar. O doenle, que fai sabmetlido ao
methodn de Iralamento pela agua fria interna e
externameule e em clysteres, fallecen. Este motila-
do recoramendado por Casper e Husemann e prati-
cado com feliz successo em Vieaoa por varios clni-
cos, e depois em Pars por Jadelot uo hospital dos
exposlos, auprfau logo no principio, pois nao me
consta que Peaje experimentado segunda vez.
A homeowilhia. iato he, a doutrina medica,
qui a pour bateles in/iniment pelit., por bul l'im-
possibl, el pour resulta! la'nullitc, como publica-
mente tusli-ntei em 1837 em urna Ihse, nao tem
desta vez rocolhido ovacSes pela imprenta. Um ou
oulro enthusiasta oa fantico he qae se tem medi-
cado por tomelhante systeraa. Nao posso afliaorar
ao que tej.i devido esle descrdito da invencilo de
Hahnemann ; parece-me, porm. que provm do
desengao, que o povo lem roeebido a respeito da
theoria da am lal systema, e do medo que delle se
apoderou para de livre vonlade se deivar morree s
roaos de engenhosas idealidades.
Exporci ainda um meio curativo, que empri-
camente lem sido appllcadn por um eurandelro em
Curuca com felizes resallados, de 60 e tantos caso*
occorridos sm 2 dias ( 23 e 24 do junho ) nenhum s
fai fatal, lleve estes esclarecimentos ao Revd. Fr.
Boavenlura de Santa Mara, que acaba do chegar
desse lugar, e preseneiou os curativos. Se o doente
he levemente accoraraetlidu da molestia, loma ape-
nas um cha bem quelite de fallas de ayapna eu-
pntorinm Ayapna ) ou de cauruca ( Uorttenia
Braailiensis'.'), e com o tueco das raesmas plaas ht
esfregado o corpo todo, e o cobrem depois para se
promover a daaphiirse. Se, porm, a doenca apM-
racteriaa com symploroaa graves, mesmo de algidez,
be combatida logo pela faria seguinte, externa-
mente cataplasmas do malaguelas nns palmas das
mflos, dorso dos pus e ispigaslrio. fricf;es da mesma
pimenla por toda a columna vertebral, e interna-
mente iafusSo de fallas seceos de tabaco ou nico-
ciana. Dentro cm pnuco succedctn-se muitos vomi-
tse dejocedes alvinas em virtude da arcan desle
narcotico-acre, reapparece o celor perifrico e a
transpirarlo, e odoanle salva-se. O laboro he ad-
ministrad ri a olho era pugilo sein conla, nem peso,
eapezan a energa da acijo desta planta ainda fe-
lizmente nao havia suceedido cuto aigum de enve-
nennmenio.
Nao he novo para a aeenca o uso deslea meios
para debtllar o cholera. I'ilscliafte oulros pralieos
aconselliam o tabaco, e ltimamente em Loudresem
() R. Tintara etheren de vilerian
anndyna d'UotPmam.
de noz vmica
d'arniea (fl. e raix)
d'opio
Eseencia d'hoilel.
Mist, e m.c
"aas partes.
aa4 i
t
2
rapeulicos uilcirainento opposios a este, e porque os
cbolericos naomorrem ordinariamente de ipflamma-
<;ao ; mas sira, se he prrmitlido usar desta expres-
so, como anli-asplii/.riaca os indios confiara mui-
lo na sangra.
A argumentaran confirmada dos Pactos lem ido
calando na cunsciencia do povo. e por semelhanle
forma sSo pulverisados os detractores do mais efiicaz
dos soccorros mdicos, como lal aanecionado pela
pralica esclarecida dos mais insignes profrasures de
lodosos lempos, particularmente depois de 1832.
Muitos tem sido os caaoade recibidas e repetirnos
da molestia, e a maior parle delles lerminando fatal-
mente. Confirma-se aqui o dito agudo de Tittot, la
ficcrc maligne esl un cien, qui mord sans aboyer.
s que lem sido tratados pela homeopathia sao os
que lem sido mais sujeitos a este desgosto. Na casa
de um dos iiomeopalbas mais crente no systtma dat
dymnamisaces lem sido nolavel as recibidas, e elle
mesmo nao sabe como explicar semelhanle conlra-
riedade.
Desde o apparecimeulo do cholera raros lem sido
os casos observados de febre amarella. Em lodo o
mez de junho apenas Iraiei de seis doenles com a di-
la febre ; quatro foram salvos e rtous falleccram.
Consta-me, que aos mais mdicos lem acontecido
igual couaa. Acaso ter o cholera o poder de absor-
ver a febre amarella'! Substituir urna doenca a ou-
tra? Ficarao ambas endmicas, ou porullimo desap-
arecerlo ambas* Saoquestes estas Uo ponderosas
e transcendentes, que por emquanto nao he dado re-
solv-las, ainda mesmo que para ,es;e Pim me quizes-
se soecorrerdo valioso conselho da historia das epi-
demias; deixa-las-hei pois subordinadas decisao do
lempo eda escrupulosa observadlo dos pralieos, cu-
ja lu muito nos lia de illuslrar.
Em lodo o mez Pind muitos foram os casos de
saramplo. e nao poucos os de varila observados
nesla capilal. Por via de regra tem sido quasi lodos
benignos, e portento felizes os curativos. Recelan-
do eu a apparirAo da varila logo depois do citolera,
como gcralnieute trie acontecer nos lugares, aonde
este flagello lem imperado por algum lempo, c de-
pois desapparecido, Iratei de premunir-me de ioa
caccina, e qual sollicitei do digno commissario vac-
cinador de MaranhXo, e a tenho propagado. J hei
vaccinado viole e Ires individuos, e eontinnarei a
dar o maior-deseiivolvimeulo possival a este ollicaz
preservativo.
Tem solTrido algumas osclares esta epidemia,
mesmo agora no grao da sua deelinacAo, e sao ellas
devidas a alguna phenomeiios metcreologicos. Assim
pois, lein-se notado, que a epidemia se aggrava no
dll seguinte quelleem quereinou ventosul, ou su-
doeste e algaoia chuva, o desta pnuca. Tambem
se lera conhecidoque ha maior affluencia de casos
mrbidos em as noiles muilo fras e hmidas. O ca-
lor hora meridiana uos mezes de maio, junho, e
nate corrento tem regulado entre 89 e91 graos do
Ihermomelro centgrado.
Finalisarci este meu oflicio declarando a V. Exc,
que lenho lomado a'mim esla afanosa trela de u in-
formar minuciosamente de ludo quanlo diz respeito
a epidemia, tmente guitdo pelo amor da huraanida-
de, da scieucia eulo paiz. O regularaenlo de 29 de
selembro de I85l_ nao me impe semelhanle obri-
gacjlo, como V. Exc. bem sabe, porm levado da-
quelles nobrrs aenlimentos nao pude Picar em silen-
cio, quando prevejo urna mivem tenebrosa pairar
sobre toda a trra de Santa-Cruz, e ameaear de a
envolver em seu negro manto. Espero, pois, qne
V. Exc. visla destes mcus bonsdesejos, me releva-
r quaesquer impetfeices c erros, que coinincller
poss i as rainhas sngelas exposires, | que a com-
missan de hygieuo publica nao se tem dignado reu-
nir em sessAes ordinaria-, nein mesmo para este Lio
importaate lino, desde 31 de raaio do correle anno,
apezar de todas as diligencias e couviles por mim
em pregadas.
He quanlo tenho a honra de ponderar a V; Exc.
na prsenle occatiao.l'ar 17 de julho de 1855.
Illm. e Exm. Sr. Dr. Francisco de Paula Candido,
dignissimo presidente da junla central de hygiene
publica do Rio de Janeiro.Dr. Francisco da Sil-
va Castro, presidente da comraissSo de hygiene
publica desla provincia.
BARRA
2 de julho.
i. Sotietat do Per'.2. O CAoera.3. O Misii-
onario do Rio Puru's4. Habilidades de um
Profesionista, que o Snr. Conde Florestan t
ae Un Rio de Janeiro contigo.&. Assatsinalos
no Rio Madeira, ti.Caraca, e concliuao
_ Soticias do Per'. vapor Monarcha, que
d'aqui parti para Nauta no da 15 de junho no seu
regresso d'alli encnlhou no Paranamiri no Saocudo
( rarapami), prximo da Povoarao de Lorelo na ma-
drugada de 4 do crrenle ; e segundo as informa-
Ses que colhi, nao eslari, a nado senau em lint de
Janeiro, ou meados de fevereiro de 1856. Tem por-
lanto de existir ueste praia teguramente seis mezes,
porque o lal Paranamiri tica complebimeote'secco,
aervindo de ninho aos Tracajas, as Gaicotat, &,
que nella depoem seus ovos.
Semelhanle acontecimcnlo. digno de toda a lasti-
ma, posto que nao teulia occasionado avaria alguma
no casco da barca, causa nao pequeo prejuizo aos
cofres da Lompanhia, porque s no corrente mez,
perdeu ella a subvengo da viagem desla capilal a
Santa Isabel no Rio Negro, na importancia de cinco
conloado res, e quera sabe ae nao perder anda a
de oulros mezes, em que, por falle de vapores, dei-
xe de efiecloar essa-viagem '.' '
O commandanle do I-orle de Tabalinga logo que
leve noticia do eiicalhamnlo do Monarclta, mandn
os soccorros, de que poda ditpr.
Na Repblica do Per, d principalmente na Pro-
vincia do litoral de Lorelo, nada havia. No da da
chegada do Monarclta a .Nauta, fai asstssinado D.
Pedro Repolho, que embarcara de l.oreto para aquel-
la povoacao; e segundo as suspeitas que haviam,
etse hornera tentava ou contra a vida do governador
geral, ou de tramar alguma revolta contra o actual
syslema de cousas.
O cholera.Em Serpa, deseuvolveu-se com gran-
de rapidez em urna parle da fregaezia, accommet-
lendo sera excepto a dez, e doze pessoas ledas as
noiles; e sendo grande o numero de casos fulminan-
tes ; mas, gracas a Divina Providencia, e ao incan-
savcl zulo do subdelegado Damaco de Squza Barri-
ga, e do alfares l.uiz AiiIonio Brando, > de mait
dois ata Iros eidadaos, nenhuma vctima fez esse ler-
rivel inimigo. A sangra, executada por um guarda
nacional, de servico na freguezia, a applicat-ao de
lijollos quenlet sobre o estomago, e uos pe, e de
alguns dos medicamentos para all remetlidos pela
presidencia provaram grande eflicacia na lula con-
tra lao violenta enfermidade.
Os esforcos, pois, daquella subdelegado, e alfa-
res bem da humanidadr, nao devem Picar esqueci-
dos, qaando o governo liver, por qualquer modo, de
reconhecer os serviros prestados em urna qaadra de
tanto terror, a da tantas lagrimas.
O Missionario do Rio Puru'slie pena que esse
religioso (Fr. Pedro de Ceriaoa) teoha tanta ambicao
pelas cousas desle mundo Si elle Irucatte a pronun-
ciada vocacao de negociante, que sempre lem mani-
festado, pelo zlo, e desinteresas qoe deve caraeteri-
sar um bom missionario, paderia prestar servicos
humanidade, e ao estado, dignos de commemorarvae;
mas infelizmente, em qualquer misado, era que se
ache, he um perfeito regatao No rio Puns esta
elle dando provas exuberantes do que acabamos de
allirninr.Cometa a lomar vo desconsiderado, e
muito prejudicial sua ambicao pelo negocio, e bre-
vemente leremos de lastimar a sua melamorphose !
Sem guardar conveniencia alguma para com as
autoridades d'esla capital, apresenla-se.nella, vindo
da missao, com dezenas de arrobas do pirarueu', o
de polea de minleiga de ovos de tartaruga, fabrica-
dos pelos Indios da aldea !! Compra, e leva mer-
cadorias para seu trafico ; refaz-se .f ellas de alguns
dos negociantes que lem seus eslnbelecimentos na-
quelleno, em tumma, procura por todos os meos
jesuticos (ranear a faz do Puruz, para qne elle seja
o nico que lire vantagem das prodceles desse vas-
to rio, e de suas feriis maltas!
_ De ver am lal proeedimenlo, porque ti esies qoe
sloassalariados para curarem da salvaran dos deis,
si esses que fizerao voto solemne do abnegado s
cousas do mundo dao se me I lian tus exemplos rio seio
dos gentos, que esperanzas nos restan?....
Seria melhor nao ler lal ministro de Dos entre
os gentos, porque sua presenta, em vez de inspi-
rar veneracfio e aealamenlu aos catecomenos, arrei-
gam-nos nos costomes, muilas vezes prejudiciaes
esses infelizes gemios !
Ilal/ilidade de um l'rofessionista do Sr. Conde
florestan.Descobrjo-se hontcm, que quatro pia-
ras de liiiha tenlavam deaartar, levando comaigo re-
salvas falsas ptssadas pelo alemo Guilherme de lal,
que est preso na cadeia, por rrime de roubo feito
ao Peruano Ferrin. Este professioniata, que o Sr.
conde Florestan Irouxe eomsigo do Rio de Janeiro,
nao esoarmsnlado ainda cm a priado que tem aoffri-
de pelo crime de roubo, divertanse em paasar re-
aalvas falsas, cora que a habilitando a quatro pra-
rat para desertarem do servico d'esta capital. Fe-
lizmente foi a tentativa detercao deacoberla, e lam-
bem conhecido o insigne pro/essionisla, que lao boas
halnlilaccs lem apresenUdo, para grangear urna
morada Irsrrquilla e perpetua era alguma casa de
correccSo I
Esla entregue aos cuidados da polica, e vere-
mos qual ser final o premio da tamanha habili-
dad.
_ Asiassinatos.Sao raros os casos da perpetrado
d'etle horrendo crime uetta provincia ; mas l ap-
pareco um ou oulro por sua vez I No rio Madeira
farao ultimiiraenle aasassinados dous esiravosdo mis-
sionario Fr. Jonquim, e urna praea de linha, que
se achavm em diligencia por parle daquellc missio-
nario, pelos indio Muraes, reaidoutat oo sitio de-
nominado t'npan.
Ignora-se o molivo d'esse alroz crime, qae presu-
me-se ser para roubo. ,
O commandanle da far^a policial da Borba den as
providencias que estavam ao sen alcanne: mas nada
por ora se sabe do resollado d'ella.
J nao he a primeira vez, que no rio Madeira ap-
parecem crimes da ordem dease, perpetrados por in-
dio), qoe finguem-sa mais selvagens da que sao pa-
ra oa commeller.e poretn-se salvo das penas da lei.
Em quanlo nao forera devidamente escarmentados
leremos de Ittlimar a reprodujo de casot da ordem
deas*, de que traamos.
Carneo, i conclutiio.Vo\ um de*!oido, ou es-
quecmenlo de nossa parle, o ler Picado aqui o ar-
tigonoticias dicersas, que fazia parte da norsa
ultima missiva. imploramos a indulgencia do oosso
editor em favor d'essa involuntaria falta.
Encerrou a assemblea-provincial seus trabalhos no
dia 11 do corrente sera queso dsse oci:urrencia no-
lavel. Alm dos actos, de que Ihe demos noticia na
correspondencia de 30 de junho prximo pastado,
promulgarain mais os segnintet:
N. 53.Estabelecendo o plano para as loleriss
concedidas pela lei n. 16 de 19 de n jvembro de
l&3. ,
N. 54.Probibindo a facturaran da manleiga de
ovos de tartarugas em algumas praias, e dando pro-
videncias para a polica d'aqaellas em que pode ser
exercido esse ramo de indnslria.
N. 55.Creando iim coadjuctor para o vigario
d'esta capital com a congrua de 3009000 ris por
anno.
N. 56.Manda prestar um auxilio de 2009000
ris a uta joven, que se acha esludando malbemali-
cas ua Europa.
N. 57.Manda reger no anno Pirtanceiro de 1856,
a lei, que fixnu a receila a despexa municipal para
c corrente (1855).
N. 58.Manda vigorar no anno de 1856 a lei do
orr.imenlo que lxoii a receita e despeza provincial
para o corrente anno (1855).
Sahram, pois, da forja provincial, como frticlo
doslrabalhos da sesslo do corrente anno, dezesele
actos.
O lempo he pouco, e va sem ser sentido ; por isso
vejo-me obrigado a terminar esla, rogando a Dos
que nos livre do citolera, que os Srs. mdicos milita-
lares liceram a gloria de descobrir, nessa capital
Ihealro dos flagellos desse horrivel mal.
Son como sempre,
R. C.
_______ (Treze de Maio.)
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO '
DE PERN AMBUCO
MARANIIAO1.
6 de agosto.
Tendo sido na minha ultima. demasiadamente ex-
tenso ; boje por urna bem entendida :orapcnsarao
|-ie (era fcil descalpa nessa proslraco em que rae
deixoii as impresses de boiilem, adqueridaa no Ti-
touly, aberto pela vez primeira esle anno avasta con-
currencia do nnsao povo, boje que he segunda-feira,
dia era que os trabalhos da obrigacao ae resenlem
das impresses devolas uu profanas da vespera, nao
posso de modo algum deixar de ser mu e mui la-
cnico, principalmente quando os tactos que tenho
a narrar-lite, nao pastara daa proporeo- esteris de
urna calma e pacifica aclualidade.
Firme nessa intenefln passarei, sem mais prem-
bulos, a dar-lbe conla do occorrido ua ultima quiu-
zeua, indo assim depor mais urna pedra nesse ali-
cerce, que ser a base de quem. para o futuro, le-
nha de eacrever a chronica do paiz, e (tara cujo lim
o seu imprtame Diario aprsenla nlo poucos dados,
graqat ao syslema por Vmc. teguido de receber mi-
uuciosts correspondencias de quasi lodas as provin-
cias, em cujo numero, sera a menor davida, occopa
o ultimo lugar a que minha Praca penca quincenal-
mente aprsenla aos eos leilores.
A poltica marcha no mearan p de expectativa,
qfie como Ihe disse ltimamente havia -sido um mo-
mento obscurecida por essa infusao dos igueiros ou
luzias ou nao aei o que, com os ratazanas da Estrel-
la, as quaes sendo lodas verdadeiras irmaas, e por
couseguinte incestuosa a sua unan, nao poderi ella
deixar. de trazer fructos, que araaldicsjem lo estra-
nlio laca. A esle, a anciedade, a desconfianza e a
incerteza que quasi sempre antecede a contratos de
semelhanle natureza, appareceram anda no momen-
to da consuminaro matrimonial I.. u agora, que
a nao ler havido pacto dolal.deve comerar commu-
nlido das falias planejadaa, tem-se traducido em ve-
hementes arrufns entre os dignos cheles: o qae bem
prova, que essa pobre gente nem ao menos gozarao
ns deleites da la de mel 1 O que se poderia em ver-
dade esperar do consorcio do co cora > galo Em
que conla podem ser lomados ca ampenos da gente
do /Voz>Tes.so,com os tf Messalina da ra da Estrel-
la '. Fjlcktjaafi anda uflosararam as frulas, que tpu-
luaraoiil^taJiuraiu|ron.le n injuria, a calumnia que
nelles seT^S^mJlSzuagem do costme, de envolta
com cec.is verdades, que nunca se de erara dizer,
ainda nao se apagaran! da lemhranca de muitos, co-
mo nao devera apagtr-se dr face delles, se acaso al-
gum brio nella Ibes luziAe! I se acaso entre tiles a
dignidade da v^aL^ysaliiica nao fosso comparada ao
viver de infamia^a^jida de urna prostituta '. !
i Como Ihe ia fienJo, sim, ainda aiutusao foi de
wralem, e boje comer a decoraposc,ao le 13o eslra-
o melindre das mens palritios elevado a ta alto
grao, e chegnei por um pouco a eiprobar-me, fal-
gando lodtvia por h.ver exigido de Vmc, eomo
condicao de noeso contrato, o guardar sigylo do mea
nomeaE cora etfeito -e elles soubetsem-no, onda me
escondera eu para nao me ver na ImperioMoeces-
sidade de exhibir oa fado? Falizmeule andam por
ah at conjecturas, e ainda ninguero se lembron da
mim, ou Jo noma desle seu introuvable, |on invisi-
vel ; mas aflual pode ter que o facaro, e por isso re-
comendo-lhe cntela, v Vmc. negando por l, que
eu arel o mesmo por c : o peior ha que duaa nega-
tivas fazem ama allrmalivo... Poit o correspondan!
do Ccarense nao ebegou a pedir-me que aponlatte
os facto< dat barbaridades quenista provincia so tem
commellido ?! Ora de cerlo, ot meus patricios sao
muilo esquecidoa, ou comem muito queijo, j nlo
se lembram queaa bexigas e a febre amarella nunca
fuerana entre nos victimas Uo respeifaveis como o
trabuco, eomo ainda se l hoje as lapidas postas em
seusjazigos! Ahi mesmo nessa provincia ha um
documento vivo para alteslar que o trabuco he mais
estragador do que a febre amarella. beoSr. lente
Lauda Franra de Carvalho, que aqui lendo eslado
no lempo da febre, queixa-se todava muilo mais d-
quelle. Com isto nao se quer dizer que o Cearen-
ses sao barbaros, porqoe no Rio de Janeiro tambem
ha facinorosos como o Molla-Coqueiro, mu lia toda-
va urna lillerenra, he que etse e seus c-ros foram
jasliados, e os assassinos do coronel Jos Lelo, que
empregarara a faca de pona, o trabuco al o fago
para fazerem de una s vez sete victimas, vagara
impunet I Findo aqui a relacao dos factos para nao
desaliar mais as iras dos meus patricios, que aa in-
llammam por uraexcetsivo zelo dos bons crditos da
mai patria, e fazem escarceos por ter en escripto
agora o que elles tantas vetes lem dito. Julgo por
isaolmuilo bem cabida aqui aquella mxima de efris-
lolelesamicu Plato ; sed magit rnica vertas.
He lambem verdade qoe at pessoas eslranbaa
provincia, e que nao aaaialiram aa nossas lulas de
taugue, o de exterminio de familias inleirat; e que
hoje esidam nella, tem alguma razao para morali-
zar o meu dito ; porque o Cear de hoje nio he o
Cear.-i de eulao.
As lulas dos Moires esto acabadas, a at barba-
ridades praticadas com o finado coronel Jote Lelo da
Cunha Pereira, foram em 1849 ; hoje cala provincia
esta desenfeslada deeses bandos de sicarios, e dos
quadrilheiros de 1850, gracat a energa dos dous
presidentes Silvera da Molla e do actual conselhei-
ro Piret da Molla ; mai nem por iato deixarara de
ter roubndos no mez panado dous Pazendeiroa, como
Iba mandei dizer, e de lerem havido tres ou quatro
assastinatos na provincia, um em Mecejana, oulro
era Maranguape, e oulro na Granja, e finalmente
um no Cralo ; e dizem que praliqpdu com batante
crueldade amieui Plato ; tedmagit rnica ceritas.
He tambem certo que segando am proloquio por-
lugoez, chamado da rr//ia, nem lodas as verdades
se dizem, porm se recorrermos as sentencas dat ve-
Ihaa, lambem me dizia minha av, que quem quer
bem diz do que sabe e d.i do que lem a e eu como
nao tenho cousa digna de fazer um presente a Vmc.
entretanto que Ihe quero bem, vou Ihe contando o
que tai epedindo-lhe segredo; bem entendido,quantn
ao nome da pesaoa, poit qnanto ao mait desejo que
me mande publicar etla com lodoJ os ponlos e vir-
gulas, porque he a minha defeza ; do contrario fi-
carei privado de continuar na minha tarefa, e car-
regare com a peche de estar birbarisando a miuha
provincia.
Ja Ihe nandei dizer na minha ultima, que ainda
nao ppareceu as paginas do sea jornal, que as mor-
tes de Sauta Hila.em Quexeiramuabins, se nao veri-
ficara m. mesmo Ihe linha di tonque a noticia precisa va
de confirmarlo, porm como amigo da verdade torno
a repetir esla assercao.
Tambem Ihe maudei dizer que ns ladrona que ac-
commetteram e roubaram um lal Lima, fazendeiro
do Inliamuns,faram lodos capturados, e tomados to-
dos os ohjeclos roubado, grac^sa energa da polica,
o que confirmo.
Vamosagora depois do competente cavaco entrar
no curaprimenlo da minha promestada Ihe ir dando
oexlraclodo luminoso relatorio do Sr. consellieiro
Pires da Molla, e desla vez o Cearense (papel) me
forrou muilo Irab.ilho,porque apresentou oto extrac-
to mesmo da parte que eu linha de seguir em rela-
tan com o principio que j Ihe dei na minha passa,T
da, que era sobre a exportacao de producios da pro-
vincia, e sobrejobras publicas, por isso copiarei aqu
aa palavras desse jornal.
Conslruccoes na capitalO paiol e ceta da guar-
da faram faifas, no que se ditpendeu 5:2169643 rs.
Progrido a obra do qnartel militar, qoe em breve
estara concluido. Picando a melhor obra da capilal.
Tem-se nelle dispendido 47:5419386 rs.
A maiszelosa, diligente e econmica administra-
(30, lem presidido o trabalho do qnartel. O qnar-
tel de polica esta tambem o concluir-te, e lem-se
nelle diependid 4:7835380 rs., tem herido bastante
zelo a economa.
O chafara da prainha esln quasi concluido, dis-
pendendo-se nelle 3:3763520 rs., com canos, freles e
outros maleriaes, ele.
c7aa da assemblea. Cnmpraram-se 5 casas na
Erara da Carolina para se edificar a cata da assem-
lea, por ser o local mais apropriodo. Custaram essas
casas 5:650000 n. J comecaram os trabalhos pre-
parativos para easa obra.
A ponte do desembarque contratada por.......at
26:8369050 rs., acha-se adiantada.
Hospital (fe caridade. Nao fai possivel inaogu-
rar_no''ia 25 de marco esle pi ettabelecimenlo ;
ditliculdadea que seencontram naronslrucclod'etsas
obras, nao permilliram ,ao encarregado d'ella con-
clui-la, apezar de seu recoohecido zelo.
qae >t limites da provincia etlavam a 2 groi a 43"
lome folego, j eslava principiaudo a sofrer coljcei,
na atneaeos da cholorina.
Convm referir em abono da verdade qua alo he
o Ce.ir que o tal novo geograpbo coloca a om grao,
e sini os limites do norle da provincia ; todava ra-
pai um bom susto, luppuz qua algum cataclysma oa
ravolusao do globo terraquio noa linha empurrado
la para dabalxo do Equador quod Deut aicrtat :
feltziaenle linha ildo smenle um engao na gra-
duaglo da lal caria, que dizem fai mandada exami-
nar pela assemblea por urna eommiatao externa.
So nos a 9. Bala no pe rio o vapor que deve cou-
duzu etla, e nada mais ccorre digno da menrao.
L'nrgtnt et Sam. ,lurivor_
PARAHIBA.
10 da agotto.
Maii &om Snhor.
Suppondo o sen mu digno correspondente fo an-
go) ausente deata cidada, pois que ha muilo nao
nos tolas, vou lomar o Irabalbo, poslo que recouhera a
minha inaufliciencia.ile relalar-lhe oaallimosacoute-
ciinentos desla Ierra, que Dos tenho em sua grac,a,
afim de que possamoa ser preservados do lerrivel__
cholera mor bus.
Asdm pois esem mais aquella, principiemos pela
igrej, por ser desla o prneiro lugar.
Ti vemos a fasta de nossfpadroeira a Sr\das Nev
que esle anno Poi festejada com bastante pompa e
brilhanlisrao. Al novenas que sao eomo sabe di-
vididas por clases de nossa sociedade, foram lodas
feilas com esplendor.
Na primeira a dajuslira e medicina hoave
logo grande apralo ; livemos alvorada, Te Deum,
illuii inacao, msica pelat roas, soirolo etc.
Na segundaa dos arliitas, alem do que hoave
na primeira, livemos algum fago de vila feito
marta dejaei eafatnadoi reguloa.de aldeia, reduzi-los
a nullidade que Ihe be propria. n.egar-ae s uas
iiiipoaices, nao os ouvir em oas exageradaa e tem-
pe odiosa preleac6es, prendej fipalmenle d'eulre
elles os criminosos e roauda-lo refrescar na enxovia
dsGaranhans? Fique o mea diaja*amigo certo de
q ia o Sr. Camitao a ausenlou d'ad|a> n abeiicoa-
di pela parla sa a honesta do povi desla comarca,
pido pequeos, palos pobres : nio ral manivela dot
mandes; pelo contrario alguna o qualiQcaram de
violador das Immunidadet, que iodevidamenle te at-
Iribaern.
lienra e louvor. poit, ao illuslre fluminense.
Aceita elle noaso adeos sincero.
Oulro lano be de esperar do novo delegad* o Sr.
ctpiao Manoel Clsudno, que dever sempre lem-
lnar-se. de qua os refractarios, oacrhniuosoa, os.que
cunvidaram aos horneas inrxparienle dp campa a
se banqaelearem por oeciiilo da retirada de aep an-
tecessor, e que se regocijaran) por iato, eaaes feliz-
mente nioconsliluem a maioria dos habitantes des-
la comarca : nao ; esset conali loera apenas urna iu-
signiGcaule meia duzia de reos de polica despeita.
d}. por nao haverem tido, era noesa opinio, sufli-
cieulemente reprimidos. Nao he nota* intencao fa-
zer iiisinua;es desfavoraveia a este oa aquella ;
iaso perlence excluaivamente a unj pequeo banda,
que nao tendo tido possivel ter em sua lotalidade
piliciado, em virtude da enligo priviUgioscotlama
a;rupar-te alraz de qualquer autoridad* que vm
p. ra este lugar, a quera procurara reduzir a ins-
ir imeulo de viaganca e de iniquas persegai(9et :
sii vam, sim, eslat toscas reflexOes para pJr avisada
a io va aolondade contra laes alicantinas a marjot,
e le pouto de partida para urna excellenle adminis-
(rar.io policial, que de S. S. esperamos.
1 de agosto.-^
No dia 26 do mez ultimo eneerrou-se a correio
luste termo; consta-nos que depois da proiitna ao-
#
4
4
_----------(> j \iv ai-a >.>. DOr i -----------i----
um fngueleiro d ah,-que aqu para nos, nao he l s" 0 )ury> 'ra o Sr., jul de direilo
grande cousa. Na alvorada dessa nole. alem da ''uver da lei em o novo lermo de Buiqae.
uhos elementos! Segundo roe conloo um dos satu ^^'!ei^<*'M--*>^i*Vt^=^o;^^
La. (iei'lni > imn fann^. ,i. !.. .1...____l!J_a__ cnni oaii^mum nln.. Jt_ __*' at. 1__1__.____^*"*'s
ciados, a confeccio da i^Uapa.dovcandidatos ,i a.
anhli'j tirnviiiaiair e alo aos da ainda bem remola
geral, > outros carlns planos do alto inloresse barr-
gal, foi que leu origem a essea desagnIzados, que
tem apparecido eolre os rrbssos alliadoa de ainphi-
bia especie ..
A mea ver, a melhor prova ao raenes para com
os incrdulos da sinceridade da infuzao, que ellas
poderiam dar, era por ejemplo: denu.iir-se o Dr.
Vallo (ligaeiro)do lugar de advogado da eamara mu-
uicipal, para ser restituido ao Dr. Tavares estrella)
de quem foi, ainda nao ha muilo, etbulhado pelo
bando ligoeiro para ir confortar aquello Dr., que al
fazia parle da lal cmara!
A reconciliar/io, em these, como a querem os ac-
luaes opposicionistas do nosso parlameulo, deve eo-
mecar pelat ideias. Entre us, porm, a cousa mu-
da muilo de figura: para com tal genle, deve ella
abrir carainho pelos erapregos ou por qualquer cou-
sa em que se esgoe o pingue leite da mil patria !
Aquelle passo, como dizia, alias de juslra para
com o ex-advogado da cmara municipal, dever
ser o priraeiro que desse a gente do progresso, logo
depois de seu consorcio com a estrella, a menos que
esla sanecione hoje em dia as le;itima(6es dessas e
oulras que taes inonstroosdades, pelo principio do
tubsequenle matrimonio.
Como leigo que son, deaejava sobre esse ponto de
direilo ouvir o nosso entendido fiscal da fazenda....
Nlo quero ser noliciador antes de tumpu, e por
isso aguardarei o momento da explotan qae deve em
Ul mysto apparecer, logo que se Ihe couimuniquc a
mecha iuleresseira du Jos dos boisinhoi !
Aguardamos anciosos a chegada do Iv.m. Sr.Cruz
Machado. Que planos gigantescos de gigantescas ba-
julaijOes nao Ihe far o Jos dos boit, qae seja dilo
de patsagem, nesto momento deve estar em conti-
nuos ensaios, por causa da inlcrruprlo lio longa,
que lem lido em exercila-la, ante o sol nasceole de
um presidente !
Felizmente que hoje cm dia nao temos mais pre-
sidentes cargueiros, eque o fierue dos odres grqn-
des, j he demasiadamente conhecldn.
S. Exc, o Sr. Dr. O. Machado, acha-se aluda por
ordem do governo geral, na presidencia desta pro-
vincia, espera de_ ten tucceuor: no qoe faz nao
pequeo sacrificio,'ltenlo o estado do sua saude,
que mais do que nunca, demanda lodo o socego, e
o que he mait anda, urna mudanra para clima
mais ameno, seguudo Ihe acontelham todos os mdi-
cos.
Por ora, gracas a divina Providencia, o cholera
nao nos tem altingido. A ultimas noticias do l'a-
r dao o mal como em grande diraiuuieto, qur era
relacao sua vehemencia, qur em rehran ao nu-
mero dos individuos que ataca. O que-lera reinado
entre nos, tiaasi epidmicamente, sao aezes. Na co-
lonia do Turo tem atacado a quasi lodos os colonos
ltimamente chegados. Actualmente, eegundo es-
lou informado, acham se doenles dellas perto de 30
pessoas e ja haviam fallecido 3. Seriam acaso tam-
bem os colono os introductores das sezOes, assim
como, segundo a opinilo do Estandarte, o foram das
bexigas, que ha pouco grassaram! A redaccao me-
dica dease peridico faz-lhe na verdade muita honra I
No dia M do mez prximo paseado, s 5 horas da
larde, collocoo-sa a primeira pedra do edificio, que
na Praia Grande deve servir de mercado a praca
commercial. Asaistiram a esle acto lodas as autori-
dades e ofiiciou o Exm. bispo diocesano.
Acaba de inslallar-se urna nova assochcao intitu-
lada Iiiduslria Maranhense, cujo fim he o fa-
brico de sab.lo e velas stearinas : o seu lundo be de
30:000.
Como ja Ihe disse, abrio-se honlem o Tivoly'. Bre-
ve esiao a chegar oulros muitos jogos, que dizem
desaliar ainda mais a concurrencia aquello nico di-
verlimento que actualmente potsoimos.
Acaba de fallecer em Patios Bont um individuo
de nome Smelo Ferreira de Goes, natural desla
provincia, com a avanzada idadede !55annosI De-
xou numerosa posleridade: montava ptimamente
a cavallo, conservava lodo o uso de suas facultades
inlellecluacs, ao ponto de ainda recitar os versos,
qno cm sua mocidado aprender! Eise macobrio
he digno de merecer a aiienrao daquel.es que cslu-
dam a longevidade humana.
Nada mais tenho a dizer-lhe, e por isso aqui po-
niio poni final.
------ ata i
CEAHA'.
Fortaleza 9 do agosto.
Meu amigo.Vou principiar esta n.lo s com an-
tecedencia chegada do vapor, que a deve condu-
zir, como cscrevo-lhe eom toda a madureza e dis-
rricao de que mu capaz, pera nio dui alguma no-
ticia, que posta accarretar dltcredito n minha pro-
vincia, nem deagoslo a este seu criado. Nlo digo
islo tem juila causa, pois a minha ultima missiva deu
motivo a alguuiaa discusaoes, e al a publica;Ocs uo
peridico Cearense. por baver eu dilo qae a maior
peste que persegua os Cearenaet, era o trabuco, e a
faca da pona O cominunicante do Cearense diz
que o correnpondente do Diario eom osla proposi-
{lo alcunha os Cearenses de barbareis e chama o
odioso das provincial do sul contra ella, o pede a
apresentac^o de fado* I Na verdade gosiei do ver
com successo algoriao, caf e fabrica-se assucar
agurdenle, alm da creac.lo doa gados, um dos mais
importantes ramos de sua -'produeao, raauufaclura-
se lambem quanlidnde da calcados, e velas de cera
de carnauba e exporta-se gomma elstica, qoe o an-
no pastada suido a 5,814 arrobas no valor ofneialde
107:7219980 rt. Sua qualidade foi reconhecida sem
igual a melhor do Para porm, pila sua m prepa-
raran e falsificasao, tem se desacreditado a ponto de
quasi nada valer. .
Os generas exportados no anno findo faram :
Algodio.47,885 arrobas no valor oftlcial de
235 conloa, no anno anterior tinha subido a 290 con-
loa. A cultura do algodao deace pera dar lugar a
oulras.
Assucar.Regulou nos seguintes annos 52 a 53
12,143 arrobas, no valor do 18:227853 a 54 23,207
no de 31:6109000 rs., nos ltimos 11 mezes 35:819,
oode5l:819tSrs.
Caf.A safra dotte anno ainda nao est conclui-
da, o realo da do anno pastado foi de 6.103 arrobas.
,JP?ur*-~Tem 'Ogo'sdo : 1852, 67:5809800 rs.
18*1. 131:7799300 rs., II mezes allimo,.............
131:5609920.
Cera de carnauba.-Nos tres annos ul limos 2,735
arrobas, de exportarlo.
Cateado. Netles tre annos 29,867 pares.
Sola.Exporlou-se pela alfandega nos 3 anuos
21,489 arrobas.
Commercto etc.Pela comparac3o dos valorea im-
portado! e exportados pela alfaodega da provincia se
ve que o seo commercio vai em augmento.
No triennio ultimo regulou:1855 a 52 a impor-
tarlo 612:1923, a exportacao 332:689, 52 a 53 im-
poriaciio 1:116:2503, exportacao 600:280 rs., 53 a
>933:u279 rs-., exportacao 619:976 rs., II mezes
ltimos importam 1,041:669 rs., exportacao........
623:633 rs.
Tomado o tormo medio do triennio o comparado
com os 11 mezes ltimos ha em favor destes o ex-
cesso de 2I50630(iO. ua imporlacito, e 146:8919000
na exportacao. ^Mr^tasaV
Al aqui o relatorio, agora vamoaaTgnBia coosa
de casa ou da nossa lavra.
A obra da casa de caridade, com quanlo estoja
pouco adiantada todava esle pioestabelecimento vai
o melhor possivel porque j coala de fundos cerca de
12 conlos de rs. em moeda, gracas ao prestigio, Ira-
balbo, e esforcos de S. Etc. oSr. Pires da Molla.
Falta-nos ca urna D. Joaquina, como aquella aua
patricia, que deixou para os oslabeleciraenlos piot
cerca de 100 conlos I Com efleito easa senhoralem
rasgos de pbilanlropia superiores ao sexo frgil !
Quanlo as industrias, gracas as vas do progresso
em que marchamos tambem devo mencionar duas,
que vio progredindo muilo bem ; sao as fabricas de
rap e de sabio do Dr. Marcos Jote Theophilo, etla
moco emprehendedor, e de urna constancia digna de
louvor acaba de apresenlar rapo fabricado por elle
senao superior, ao menos igual ao que nos vera dat
fabricas aperfaic.oadas das oulras provincias do im-
perio ; e o sabao do sua fabrica, itan resla a menor
duvida que he superior a lodo e qualquer que vem
de fra da provincia. E Vmc. sabe que ea nao le-
nho espirito de bairirismo.Jpois como Ihe disse, pre-
firo dizer a verdade, essa zelo de provincia, mal
entendido ; por iaso devo ser acredilado quando
Pallo ca da minha Ierra da carne-secca.
Daqui a pouco eslou vendo que oa rapase esiao
querendo lomar-me cuntas, por eu chamar a patria
Ierra da carne-secca; pois quando quizerem cu da-
re a eiplicarao, e se apertarem muito contigo, liro-
lhes a carne fora, e elles qu fiquem com o resto,
que anda assim Ihe assenta bem.
Por ora nao temos novidades a referir, apenas oc-
corro dizer-lhe, que vieram luz, assim a moda fa-
Ihetira, no Pedro II. uns taes alforgea, contendo
elles algumas carapuras a algunt marrecos, nao es-
capando os deputados da augusta, que estrnpiam oo
assassinain a lingua materna. Depon o Pedro II nao
quiz mait, ou o autor nao Ihe convelo, segundo de-
clarou, que essa crianra Posse nutrida por aquella
mai lypographica, e lomos taes alfarjes hoje por mai
adopliva a lypographia do Commercial, em cujo
jornal sepablicam.
Esla crianra, comquanloseia muito lenra ja falla
sorivelmente, o quo he i-ma prova do progresso
rpido em que marcha o secuto. Felizmente o cor-
respondente do Mario vai indo Inclume.
Fallou-se aqui era unu historia de tnatulao em
opposicao aos alforges. mas osla creanea. aborlou.
Entre parcnlhcses, reliro o caso como me conlaram,
faco o meu dever de noliciador; depoia nao venbam
com reelamaeflea patriticas. Eslou gostando de
ver os rapazes oamorarera-ae com a mal patria.
Muilo bera, nao resla duvida, o progresso vai a
vapor : s me resta urna pena, he ser velho e nao
poder ditfrular easa idade de ouro qoe elle nos pro-
meta, porque c oa janeiros tambem correm a va-
por, e o medo do cholera lambem mata.
A proposito, ppareceu agora aqu urna nova ar-
la topographca que colloca o Ceani a nm grao de
lalilude, Sul, metiendo-nos atsim sein caridadede-
baixo da zona epidmica. Oh I meu amigo, quaa-
do me conlaram isto apoderou-se de mim um cerlo
lorpor, que nlo sei de nojo como o cont I Recor-
r imraediufitmcoie a carta do Paulle, e quaodo vi
bandisira que se costuma levar, apresentaram um
vapor construido era cima de duas carretas, euja
lembrauca mereceu a approvacao dos cecoto desse
acto, ao qual concorreram em grande numero.
Esfarcando-se os artistas por fazer orna boaooile,
sempre lizeram arfes de artista, do verso que com-
pozeiam para ser cantado na lalvorada, que foi o
seguinte :
Salve, O' dia glorioso '.
Salve, O' dia sem igual,
Dos artistas a padroeira
Seja o dia principal !
Ora, ja vio Vmc. um poeta mais petulante do que
o que compoz essa quadra -.... Em fim, he mana do
secuto... nao ha Jlo que aAo se mella a fazer ver-
sos I Meus senhores, fagam versos a suas namoradas,
digani-lhes quanta asneira lhes vier a caxolla, mas
com aSr". das Neves nao... o neguciu heserie:
pecara a quem sabe.
Dizem que o nosso mu digno vigario ficon bas-
tante.vezado com isso, e que protestara de rever
para o taluro ot versos de todas as alvoradas;ser
bem expediente.
Todas as mait novenas foram faitas com esplendor,
o tiveram fago de visla, excepto a dos vendelbes,
por falla de cobres.
- A -uncurrencia doraadtmitmo foi extraordinaria,
mxime as ultimas noiles. Depois da oltima no-
vena distribuida au belfa sexo, queimou-se algum
fago em maior escala, que a das noites anteriores,
sollando-se alem de oulros, dous balees, qae mais
allraliiram a atlencao do publico; era um represen-
lando nma estrella e oulro nma moca, que depois
de ler subido a urna altura regular arden fago......
Que bello epigrama 1.... as mocas nao gottaram
diaso.
Em todas as novenas honveram serrases, e ot
preg.-dores desempenharara bem a sua missio. Na
fesla pregou o nosso vigario, e escusado he fazer-lhe
qualquer elogio, que (caria quem de sea mrito.
A larde houve urna procissao feila cora todo o
aeceio e pompa,' que somenle corren as ras da ci-
dade alta, o qoe dea motivo a alguns sugeitos met-
terem a catana nos jnizes, mas sem razio alguma.
Tenho fallado em ludo que compde nma festvi-
dade, deixando para por ultimo, tratar sobre o ot"-
tigo msica, que esle anno deu motivo a muita des-
compostura e inimisade, eomo ver do que patso a
referir-lhe.
Unidos juizes da fesla. nao sei porque razio, de-
cidise contra a mozica da Ierra, e cootralon com o
padre Eduardo, mandar este vir ama msica de fora
para locar nns novenas e fasta. O padre consegoio
contratar em Goianna urna msica, qoe se nao era
boa, io menos era aoflrivel. Dahi naaceu o detpeito
da parte de posta masica, que eslava lo relaxada,
a ponto de cada um dos msicos, por mais inhbil
qae fisse, te considerar meslre, e capaz de organisar
urna irehestra. Vejo com efleito a msica de Goi-
anna, e appareceram dous partidos de apreciadores.
O artillas na sua noite agradecern) aquella m-
sica e apresentaram a da Ierra.
N'tuna das noites de novena tocaram ambss as
musi\is era occasiao dse queimar o fago, princi-
pio inm bem, porque tocava urna quando a oulra
acabiva ; mas por arle do diabo a msica da Ierra,
a pedido de seus partidistas, tocou em occasiao que a
de Gwanna eslava com a palavra, o continuaram
ii Locar assim juntamente, duro eomo quera briga.
Nflo se poda mais apreciar as harmonas, porque
os gritos de vivas e bravos eram lanos que sobresa-
hiam as msicas.
O cato eslava se enfarrnscando, qaando um dos
procuradores desaa noile dirigio-ss a msica do Goian-
na e disse-lhes que parassem de tocar, que linham ja
ganho o teu dinheiro... Mas qual !... historias i... 04
bomem nlo pensou qne a rapazeada Ihe dsse.lama-
nhp troje. Todos dissarnij y. B ailii-.Sua affei-
' coa datuina
Se he exaclo o que me disserara algunas pessoas
que astltlirara a audiencia, a doutor juiz de direilo
n.'lo smente se moslrou de urna grande erudicio em
jurisprudencia, senao tambem, o que mai aprecia-
mos, pussoido do firme proposito de por ama vez
acabar eom esses trales desmandes, que tanto con-
cerrera para o discreto da administrarlo da justica,
principalmente oo foro criminal; pela applcaro das
penas a teu alcance ; e ja deu principio a iaso ins-
ta arando proceasos de respoosabilidade : censorou
al|uns actos dos Srs. juizes pastados* e prsenles;
suapendeu corrercionalmenlc do exercieio de suas
fu acres a dous Srs, escrivles, qae achou colpados ;
exborlou a lodos para qae eumpram religiosamente
os seus deveres ; louvou o proeedimenlo de alguns
fuuccioiiarios, fazendo particular e honrosa menrao
do ei-delegado de polica o Sr. major Ca miado, da
actual juiz municipal o Sr. Dr. Duarte, do Sr. Dr.
Julio, promotor publico. He notavel qae
aiinoa nao livetse bavido urna s correcio nesto
lermo!
Resta dizer-lhe qua o Sr. Dr. SBandeira de Mallo,
inlelligenle e austero como be, honra a nobre elas-
i, a qoe perlence ; e se continuar como vai, muito
gatibaremos cara a sna serventa : sea compoctimen-
Ic na correicao linda agradoo-nos sobre maueira, a
bu ama garanta sobre o futuro proceder de nlguns
erapregados de juslija c mais fuuccionarioa pblicos
desla comarca.
Ua poucos dias o Sr. doutor juiz municipal Joan
Duarte deu a sua pronuncia era um processo, que re-
vela a maior perversidad da parte doi agenta do
crime : eis o facto : Manoel Carlano era morador
noa campos da fazendj Jo Mar lint ; ana mulher
Anna d tal, qne maolinha relaciies illicilas cara
ara lal Manoel Dnndom, mandou por esle i
sea filbo i (libo della e Jo marido) assassinar ao
liz consorte : a qualidade de pal e de esposo qua I
ola na pesaoa assasainada, torna esse alleolado i
cravel: que far o juryl
Ao concluirmos esta.famos informados de que ten-
do o Sr. delegado do Caruar, a requia
major Cair.iaao, prendido a Manoel Pioheii
salteador da quadrilha do /f^^M
qce em outro lempo lautos tssassin
te lermo, e tendo sido entregue,esse preso ao Sr.
subdelegado de S. liento, esle senbor o nio recebe-
ra, teguiudo-se desla omitsio do referido Sr. subde-
legado,a qlial nlo queremos qualiDcar, o regresa,
escolta que conduzira o preso, sem saber o q
zeste para o lugar do Retiro, onde fug
Porque nao receben esse preso o Sr. subdele-
gado? .
Desde o fim do mez passadb lem chuvid
danleuiente. A carne fresca anda aereada
res; a farinha he que lem baixado em preco.
(Qarta particular.)
BEPABTIQAO OA POUGIA
Parte do dia 14 de agesto.
Illm. e Exm. Sr.Levoao conhecimenlo de V.
Eic. qne dat differentes participa {tes boje recebldis "
iieda reparlca.-,consta que foram presos :
Pela subdelegacia da freguezia do Recifc, o por-
lu.zuez Antonio Francitco, para averiguarnos.
E pela subdelegacia da freguezia da Boa-Visla, o
pardo Antonio Joaqoim, o o prelo escravo Jos,
ambos timbera para averiguares.
Dos guarde a \". Exc SecreUra da polica de
Pernarabuco 14 do agoato de 1855.Illm. a Exm.
Sr. consellieiro Jos Beato da Caoba a Figaeiredo.
presidente da provincia.O de chafa polica tr;
Carlos de Paiva Teixeira.
sido provocada "p"la oulra,- e que nao
cediam o campo, e com farca de vinle eavillos grita
ram... msica msica !...
Qussi que ftree o pao, e olho que se isto se pas-
sasse ahi, teria frvido ferro. ltimamente aecora-
raodo i-se o negocio, e sabio a msica de Goianna
victoriosa, tocando pela roa, emquanto a oulra linha
descido do puleiro, e os serapioes desapontados,
raarchavam para as suas casas, envergonhados do
quanlo linham solfrido.
O caixeiros que, no annos antecedentes, sempre
eslo desintelligenciados com os estudantes, unirara-
se netta fasta, dividindo-se entre s por causa da m-
sica.
Eit o que se passoa com essa rapazeada, o qne Ihe
refiro mais miudamente, por pedido de um interca-
lado,
Teodo tido nomeados quatro procuradores para a
noite dos caixeiros, eslavapi a ponto de regeilarem
essa noroeaco, por nao se poderem incumbir desse
Irabalho, em virtude de suas oceupacoes; mas ppa-
receu um mo(o, que se comprometan a substitui-los
nesse Irabalho, se elles assignassem certa quola. As-
sim (ralaram ot procaradores declarando-lhes que
nao se incumbiriam de cousa alguma, alm de paga-
rem a sua asaignalura.
O mojo qae figurara nico encarregado, tratou de
arranjar ludo que era preciso para o boro desempe-
nho de sua missao ; mas depoia dous dos procurado-
res impozeram-lhe a cAdirao de que a msica qoe
tocarii pessa noile seria a da Ierra. O rapaz nlo se
quiz sugeitar a eondicOes, e dahi appareceram dea-
goatns, e os partidistas da msica da Ierra juntaram-
se afi'n de fazerem oulra alvorada, etc. Tlnha por
consequencia de apparecer duas alvoradas o dous
alcva lamentos de bandeira ; mas oo dia em qoe
inm apparecer esses actos, apparecen quera podesse
accommodar estes enthusiatmados partidistas, qae
concordaran! em uns fazerem os actos da alvorada e
oulros os da novena.
Fzi rain com elTeito urna boa nole ; mas a nica
cousa qoe desagradou foi ver na alvorada um portu-
guezilo lodo enfeitado, qae cavallo cooduzia o es-
tandarte brasileiro Dei o cavaco. Nao gasto dessas
coosas...
Bi pois o que appareceu-nos com a Pesia das
Neves.
Cabu-me aqui Felicitar os juizes pela boa lembranca
que tiveram em mandar vir muaica de tora, quando
nlo leriamos de aguenlar a pilula musical doa nns-
sos fulalgos. Honra seja feila ao Sr, Conrado e seas
compaiiheiros, qua Lio nem se portaram aqui, e o
Sr. padre Eduardo que tantos esforcos fez a bem de
nossos ouvidos.
Fallel com o Meirelea para me dar algumas noti-
cias das que tem colindo para o teu correspondente;
mas elle desculpou-se. dizeodo-me que eslava muilo
alrapalhadc, a qaa andava procurando emnenhos
afim de que o seu Filippinho faja exame no Brevia-
rio. Decidi-me eniao a ir ao X mnlambinho, que
apezar de eer alguma cousa oecupado, disse-me que
eslava promplo ; mas qua de honlem at hoje nao
tinha lempo para fazer cousa alguma, que por tanto
retervava-se para outra occasiao.
Adeos, meu bom senbor.
Descjo-lhe ara bem crescido numero de asignan-
tes dos qoe pagam em da. Cinto que son seu ete.
O Caringa.
PFM4MBIC0.
COMARCA DE (.\iUUll\S.
31 dejulho.
Por entre am grano hrilhanle de trinta o lanas
pessoas gradas residentes na villa de Garanhuns, qae
Ihe li..erara companhia al a distancia de tres leguas
entre as quaes se nolava oJ)r. juiz. de direilo, o ve-
neravel Sr. vigario NemlR, o Dr. promotor, o Dr.
juiz municipal, todos os escriviles moradores na vil-
la, o colleclnr, o delegado e juiz municipal supplen-
le, o Sr. Silva Burgos ; todos os olliciaes do desla-
camenlo, o advogado Dr. Machado, parti hontem
para essa eapiUl o Sr. major Carlos de Moraes Ca-
mislo, varflo fortee prudente que 18o dignamente
deseu penhou a ardua commisso de noticiar esta
comarca, ba dous annoa confiada a sua reconhecida
pericii pelo Exm. Sr. consellieiro presidente desta
provincia. Essa manifestacao leda espontanea pro-
duzida por um pequea, lie verdade, rana impor-
tante [racc.ao da nossa anda limitada sociedade, so-
bejanenle prova o grande apreco em qoe temos lio
dialinclo eidadio e a gralidas qoe Ihe devemos pelo
bem qae Pe a esla terra.iA presenca do Sr. Camisao
por Lio longo periodo nesla comarca, longo porqoe
o lempo gasto em sacrificios por breve que seja tal
sd>ioi figura ; para os bom eidadaos foi urna ga-
rant da vida e propriedade ; para o reos de poli-
ca, uin verdadeiro flagello. Pois he couaa de pe-
quea monta o lermos ama auloridade prestigiosa
vclanc o com solicitud sobre a commum seguranca,
sobreiraem todos descancan desde a primeira auto-
ridadn do lugar al o pobre' carapono cercado da
rnulhtr e dos filhinhos 14 nessea antros sombros
laM lo dos centros da populacho e da farca publi-
ca 7 Naoheierv$o rolevanla arrestando o baca-
II
m
>
I
t
J
THfillO [)E PEBVUBlrCO.
Pelo vapor Guanaftara, chegado no da 14 doa por-
los- do norte, recebemos gazeta da Amazonas coso
dalas al 25 do passado, do Parai al
du Maranbao at 6 e do Oar at 7.
Conlinuava a declinar a epidemia na provinr.ia.do
Vi ra, c na cidade de Belem achava-se quasi exHnc-
la. Em oolro logar acharao oa leitores a ullim par-
licipajao nflicial feila polo peesideote da respectiva
commiasao de hygiene pabliea ao presidente da jtan-
la central da corte, acerca da marcha a doasstsdo ao
luid daquelle lerrivel flagello.
.No dia 31 do passado asumira all a administra-
ran da provincia o Sr. Migoel Antonio Pinto Gaiana-
rans, terceiro vice-presioiaate.
\ situarao do povo tambera linha raelborade em
relacao aos alimentos, tendo chegado capilal gene-
rus de di versar partes do interior, asain esse do Ma-
ranbao e Cear.
I.-se no Treze de Maio :
Do Acara chegarara cento o tantos alqaeires de
farinha. alguna bicos de gallinbas o 509000 rs. em .
dinheiro para soccorrer aos pobres da capital. Foi
islc agenciado pelo mai digno sabdelegado o Sr.
Aniceto Clemente Malcber por mojo de ama sobs-
rnprau voluntaria entre os honrados Acaraenses.
Bera assim vieram mais 300 alqaeires de Parraba com-
prados por 19600 rs. para erem aqei rendido, pea-
igual preco. O Sr. Aniceto Clemente Malcber tem
cos este acto adquirido mai um Ululo etlima de
seus concilladlos.
< Por carta de 20 da julho viada de Camela Ha-
beros que a epidemia linha all absolutamente sns-
perdido o seu exercieio ( na cidade ) nto se havendo
de todo despedido do municipio. Calculava-ae a
moi-talidade na cidade no poucos dias de seu terri-
vel 0,!"',0, e.m 60 PBWM 5 ora todo o municipio
eru d.OOtr Illa
A fc'/re/a do Amazonas, cora referencia a pro-
vincia deste nome, onde he publicada, natkia o a-
guite:
Na freguezia de Serpa o cholera manifaatou-se
em grande escaria era uma parte do povoado, ac-
commellendo durante s noiles quaai exclusivamen-
te ; c legamos de lastimar algaras victimas deste
implacnvel inimigo, se nlo tivessem chegado tem-
pp os medicamenlot enviados por S. Exc. para all,
os quaes faram ministradas pelo sabdeiegado, o l-
ente Dimazo de Souxa Barriga, e oalrot cidatMos,
qoe faram incansaveit era soccorrer oa nao enfer-
ma vam.
Era Villa Bella da Iraperalriz tarabean, em me-
nos de o das, faram atacados 34 pesaoa, dat quaes
felizmente nenhuma auceombio. Aqui o zafo, e
philntropia do Sr. Joaquim Jos da Silva Meirelea,
aindiado por oolros cidadios, cencerrea elllcaxmen-
if para litrar das garras da mora, qas a peste as
ia levando, muitas vidas.
Temos lambem noticia de haverem apparecido
ale um caios, cuja inlensidade ignoramos, na fre-
guezia do Ander, para ande a rommissao encarre-
gaia dos soccorros publico de Villa Bella, enviara
logo que recebera essa triste noticia, algona medi-
cainenlcs, pira serem applicados nos enfermos. Otea
queira permillir, qae nessa freguezia Dio haja a
lastimar victima alguma dejas molestia.
c Nesla cepial, ara oa oolro caso grave aa aaaai-
fesiou, e alguna honveram moi benignos, qae nao
apieicntaramtymploma algum de ter a molestia
passado ao segundo periodo da cholerina. Gracas a
Divina Providencia, alguns dias tem ja' pastado
sem qae della lenha lido pesaos algama aeeoramel-
tala,
" A? Pfoelssoes de penitencia, a racOes a preces
lera ndo mivida. pelo Altisaimo, que, por sbi inti-
nila miaencordia, nos hade eonlmnar preaarvados
do efleitos destruidores de tamanha o hedionda en-
fermidade. a -^,
Quanlo ao Maranbao a Cearn nenhoma novidade
eraos a referir, limitando-nos por isso a remetter o
leilores para as duas cartas do notaos corretpon-
der tes, que vio exaradat em oulra parte.
irs. redactores. A esla hora ja Vmc. bao de
sater da premolar morte do eximio parense
o llr. Angelo Custodio Corroa, denotado a assen
bla geral legislativa por esta provincia, e seo
melro vice-preiideute, victima da epidemia que tero,
reinado por aqu. Suas qoalidades como hornera
particular Ihe haviam gangeado a eslima geral a
simara amisade de rauilo; ua illmtracao o havia
collocado em uma brilhanie pooHo na sociedade -
o-at carcter, o principio, como hmera publico
Ihe linham teinpre merecido grande coas.deraclo :
e o seu proeedimenlo com administrador da dt(
vm. ia, cujo governo Ihe pauu u miat *
rada do Exm. conselheiro SsbasUie do Bes,; Barros,
Ihe havia conquistada rauita, &/***?E$U-
cao. a cingido a frenle cem Ij^^MSwaK
poi! qae appronv.ndo Providea^nivioaTw
em seu governo te deseovolvease enSCns ama ler-
rivel epidemia, do cholera morbus segondo a opl-
niic de abiUsados medico, teve elle occotiia de dar
nao equivocas provas da reclido de sea espirito, a
do c sanio era bera formado o sea eoracSo, eropre-
garvl lodoi os meio, de qoe pedia dipor, para ;
1


*
a

>
A
VA
nlo melhornr, io muios suavitar a torta dette infeliz
poto, com o que rrievauliulnio tarrico prtatou
laumanidade.
Logo qoe appweeeramw primero casos di rao-
latlia. meara na duvida, em que laboravam lodos
m ieria urna epidemia, que coiner,ava a gratsar, ou
meramente algosa casos teolndo, carcome o Sr.
Of. Angelo dea medico*** lh indicarem, oqo
convinli faz*r, e convitleu a romninaa do hygiene
oniiltlrijaioadljrMmiiohlM, que deviio aer
tomadas ; o que iendo euniptiilo, para logo os aeu
cuidados se ooiieeolrnram en p-las em eieeocSo
juntamente com oulnia rudas providencias, que
alta entenda tertm uleii.
Foi astim que o* correa genos foram abertoa para
oceorreran s neceisi Jadea don iudigeotes, taxendo
distribuir por elles, por luternedio dos facultativos,
sufUcieote quantia para poderum observar a dieta
Jue lhe era imposta,aomesmo lempo qnelhes man
na dar os medicamentos de i ac,a, ordeuanJo aoi
pliarrpaceuticos que aviatsem as roed!**, em que
>iesse declarado pelo medico, que eram pira pebre-
e que,depois as apreseoUsseni a lliesourara para
serern tatitfeitos do tua importancia ; e para nao lu-
ver demora na promptificac^o deltas, mandou que
ludas as aoila* fices urna botica em cada bairro
"harta at de manida ; fea p;rtir agentes do gover-
iiii comprar farinha, gallinhai e oalroigeoeros ali-
menticios pelo interior da provincia par* terem ven-
dido* ao pavo pelo mesino pre ;o, e isto em conse-
loencii da falla que so dava Do mercado pelo medo
ue te apodereu dos tavradoret, o qoal os privava
virem a capital, o perneo naquelles gneros que
rtrtva serem vendidos por preco* ezhorbi-
HHV ; fea vir dat Calenda nacionaea o gado, que
poda ter exportado para coni.umo da eapital, por
isso qoe laml>em hVia escasset, de carne verde de
lodo* estes beneficios ainda hoja estamos gozando ;
oreo ama ommissao para dar ronpa aos que della
nicetsitisms para o que abri ora crdito na tlte-
ll, o mesmo fez em todas as cidades e
'illas do interior, que eram accummellidas pela epi-
ndo alem disso ttaedieiimentos, medi-
os e dinheini para eimolas aos pobre; deposilou
ruprtic.6es publicas os remedios, que
linistrados logo que o individuo era ataca-
do; taspeadeu ai aulas,e escalis do entino primario
om mez,lempo que ejulftva durarra forja da
I em lim fez todo qoanto era humauas
monte possivet para minorar o mil, que nosaflligia
oolenl,com isto, saliendo que a cidade
iota eslava sendo horrirelmenta atacada do
olera-morbus, e que os seu? habitantes cstsvam
Manimados, quix ir peuoilmente levar-lhes
h inedicameiilos precisos e coni sua presenta dar-
iragem, sendo acompanhado nesta louvavel
*Oc*o por um dlstinelo medico o Sr. Dr. Cnntao.
fian tambem tave o Ilustre Tinado com esta
agem e foi Irazer >.* adorad* consorte, e ama-
dos ftlhos.
Koi esle neeaso de palriolisno e dedicarlo sua
familia, aos seo* conterrneo, que Mcrilicou a
ijs que foi en Camela qae elle ad-
i|oirioa molosti, que rainifestando-se em vitaem
ilaquella cidade para esta capilil, o tai soecumbir.
E como njo bavia de assim acontecer, se elle ia
nmpesaoa pelas casas dos pobre' Jistribuir-llies as es-
iolas, dar-llm os medicamentos, e ao oiesmo lem-
gir-lhe* palavras aninudoras, e de conso-
larlo?
Ja vem Vmcj.qno sentida d * realmente o foi al pelos mai generosos de seus i ni
migo potilico. (aicos que tic lia.) O momento de
iiuu morte foi para elle aquelle que justamente de-
orque tendo feilo un gnverno glorioso e
, o seu ultimo suspiro tambem de-
la no meio de una ru di ante aureola
le gloria, cocao o foi.
i lenitivo que sm sua pungente dor
l o* Pancosos, assim como a certeza de
<|M Uo meritorias acc/Je, quinas que elle prali-
ooii, Ihe deslinaram am logar Mitre os justos. .
i sua perda para esta malfadada
icia, e tanto mais quaoto iquellea quera cou-
igir (atilda que por emprsilimo) os seas desli-
ms, tange de o imitar i.oseu patriotismo e dedica-
oao a pobreza, tornou-se ao contrario, um segundo
lligdlo dos Paraenses. Esle hn o Dr. Joao Mara de
lones. ,
elle coulie dirigir a provincia por em-
l lal foi que atsurno ogoverno al qoe chegasse o 3.
rae reside em Santarem.
Disse qoe K tornou um segundo flagello dos Pa-
nenses, porque em ve* de esquecer rivalidades pbli-
Keupar-ie dn enxagar as lagrimas, e ma-
lar fome ao necessitado, nenhum caso disso fez. e
taranteo lempo que esleve na presidencia oceupou-
a tnicamente, de motilar os ten correligionarios, e
(jiietrear oa leus adversarios. Hequaii impossjvel
fie crer-se,que umhoniem, quiquer ter os foros de
illuslrado e honesto como o Dr. ornes, assim pro-
ludo he Mo omi realidade. Ao ver-
otiimo, que elle raos-
travaas incewanles reclamafd>s,quede todas aspar-
os soi corros precisos, dir-
se-hia qoe em sen paito nao polsava um corado hu-
riaoo.
Foi ira verdadeiro contralle do Df. Angelo ;
cuiralodigao dubenciHdo poto paracnse se lor-
noii esle, lio amaldi(oado lorriou-se aquelle ; os
es* proprio* amigos nao exaltados e mais cordatos
de, qoe a Cim.irilha. qoe hoje o ilomna. se revolta-
rioi cbm eseii proeediniento ; os indiRerentrs eslo
actiialmenle irregimeolados na* Bleiras do partido
do r. Angelo, que icmpre foi o
Mn
Mlr.OTiisiaspnnc.p.es che-
^aMQeloeMagalnle*, oom.tudo anda es-
isv forte para balur-se coro os seos adversarios,
e ni i- se c onjtidera, porque o
DUBIQ D PERWAWBUCO QUINTA FEIRI 16 E IG9ST0 DE It55
Conseguir altestido do "parodio respeclivo
oo de ama das autoridades pnlciaes do dislrict**)
pelo qual justifique so* indigencia. '
9. Apru*enlar-se a algum do* facultativos dos
ditos estaboltcimentos, para o inspeccionar, o qual
achaudo molestia lhe dar um blhele concebido nos
termos leguntes: F.... tem.... (deDOmioico da
molestia) esia as cireamsiancias de tr rtcebido
ao hospital.... Data e assignalura.
9 3- Obter do memoro da dminutracao qa esli-
ver de semana, ira bilhele de recepcio, o qual so-
meote se conceder' o que exhibir o documentos,
de qoe tratan os t aoleeadenles **r do Iheor se-
VIMa: y. exhibi documentos no devidos ter-
mos, e pode ser receido no hospital de... luyendo
** Dala e assignalura.
Art. 75.Serto recebido* no graode hospital doen-
ts de molestias agudas e chroniea*; e o< ineuraveis
na decima parte des leitoj existentes,melade homens
melada molheres.
Art. 78. O numero de leilos para os enfermo ira
sendo augmentado a medida que os rendimenlos do
patrimonio permillirem, por deteiminarlo da presi-
dencia sobre isformaclo da administradlo.
Arl. 79. Pica aotorisada a administradlo a admit-
dr no grande hospital e no dos lazaros doentes que
queiram tratar-se nelle pagando asdespezas.
A um botdb de rosa.
Desle-me um cravo
l.iliu mimoaa,
l)a-me ama rosa
Inda em bollo,
Que reprsenle
Teu corarlo.
Nao qoeres dar-m'a
Qoe mil le fiz .'
Sou bem infeliz !...
Nem ama flor
Merejo em paga
l)o meu amor !...
Pois um saspiro
Vou-le pedir,
Estis ,i sorrir ?...
Nlo me dais, ulo ?
Eu doa-te em troca
Mea coraran.
Uuvidas ? ollia;
Se ja amei,
Iluso nlo sei.
Hoje, oh! querida,
Juro ceder-le
A propria vida.
Parahiba 17 dejullio de 1855.
.
COMMERCIO
PRAtA 1)0 RECIFE 14 DE AGOSTO AS 3
HORAS DA TARDE.
Cola;oes ofliciaes.
Cambio sobre Londres27 1| d. 60 djv.
Dito .obre o Rio de Janeiro15 d|v. 1 ir % de re-,
bate a dinheiro.
ALFANDEGA.
Reodimento do dia i a 13. .
dem do dia 14 .... ,
106:50IJ669
17:2399487
123:7418156
Dttearregam hoje 16 it agosto.
Barca ingle*Weieorbacalho.
B*rca inglez*Queenferro e mereadoriis.
Barca franceza^-Z/nrremercadorias.
Brigne porluguez najantearinha, cal e ceblas.
Polaca hespanholaA/a/AiWpipas e sebo.
Imporlaca o.
Barca franceza Havre, viada do Havre, consigna-
da a J. R. I.asserre & Compinhia, manifestou o se-
grale : ^
50 barril e 50 meios dilos m*nleiga ; a Isaac, Ca-
rio & C.
i caixa chapos de pallia. 2 dita* dilos para ho-
rneas ; a J. R. I.asserre & C.
1 caixa objeclos de relojoeiro ; a F. Germano.
3 caixas lecidos de algodlo, 20 ditas cooservis,
dita cliapcos para homem ; a 1. Kelier & Comna-
nhia.
1 fardo e 2 caixas lecidos de algodlo, 1 dita cha-
peos para homem, 1 dita castiraes de zinco, 3 dilaa
vidros, 2 ditas mangas de dito; a K. Sauvage & Com-
panhia.
2 caixa* camisas ; a M. Joaquim.
1 dita lecidos de seda ; a ordem.
7 .lilas papel ; a L. I.cconte Feron A Compa-
uhia.
5 ditas mercearias ; a Feidel Pinto & Compa-
nhia. v
2 caixas mangas ; a A. Roberl.
I djla cutilaria, 1 barril vmho ; a Poumateau.
OMSDLADO .UERAL.
Kendimento dodia 1 a 13. .
dem do dia 14 .
9:8608696
89281'<0
10:7528836
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dial a 13..... 1:2963181
dem do di U....... J35-2II
1:2198392
r
prepriu Dr. Moraes foi quem so enerregou de mos-
li'ir que a tolerancia, a honesliilide e os verdadeiros
alimentos pelos inlaresaes da proviocia existem no
I ido epposto do seo. Stm, foi elle quem deimacarou
( ico. Ha veruade, qoe dixem nlo ler sido elle
(|um desla ver. eoveroim o Pin, que nlo foi mai
ilo qneom coinparca execotor dus vozes de um* ca-
marilha n i o rodeoq. Eu non'u poltico, e poris-
tque poni he venladeira esta aner$lo.
ifianear he, qun o Mora* nlo leve
aojutUa liona de eoadae'.a da-iilcM vezes, qoe, co
ao vice-pfesidenl* tara goraroal. Mas conloa-me
um amigo, que passando urna noite pela adrada de
(ondamor* o Moraes1 onviouma vozmui-
u,aguda, um Unto (anliosa e txpellida cora toda *
ospuliodesdo sujeilonada de contempla-
llamos com a faca e o AqaelUvoi, accresoentou o amigo, bem
, er do Dr. Tilo, minino tiontraquin**,
qoanto inslenla.
i v qoe isto lem malta fela<-ie com a existencia
ila camarilha governanle, e quf "alcom fundamento
lia para dizer-se que o Moraes tilo passou de eom-
liatta.
aro aqoi porque a mala eat quasi fechar-se, e
perder a occmUo ; enntinuirei ; dar-lhe
noticias de que oeeorrer.
la-me esqaecendo de dizor-lho qoe o 3.-vice-
j tomoa peste, e pi melle fazer om go-
rn-aa igual 10 do Dr. Angelo, i
Mtaraes eat dasMpenda, porque iap-
aquello ulo vlr lomir posae do go-
i chegavara a apostar nlo pequeuasqoan-
I idea de qoal seria d seudesaponlamen-
aberem da chocada do por Amazona, e
borde vinha Sr. et lonel Miguel Anlo-
Bin Piolo Guimarle?.
Para 3 de agosto d* 1855.
aunaan i
redactanteRogo-lhei o especial favor de
- .inserir em ten eonceiluado Diario as poucae uaaui-
lUfim que leaho aoje appretentir acerca do meu
jirojecto relativamente a (abr ai de lecidos de al-
isadlo.
Ha con bstanle pecar, Sr*. redactores qoe depoit
ile haver emprtgade um estudilo trabalho, e des-
pendido lacla* dg*s allm de ileanfar o estabelc-
(inunlo nealii provincia de um i iurica de lecidos
catitgoda*, coja utilidade nincuam contestara, ha-
j i de aie ver lioje braco* com contrariedades e in-
cerleza de podar oblar o resultido que tanto alme-
jsvi, no <> reltivatneiiteao* meas empenhos co-
no par* dar a esta aaovineia. um Mtabelecimtnio
! aodtria oderacer atilmenln trabalho para mais
ile 200 pessoas de idade de 10 minos para cima.
1 na minrt* correspondenci* de 10 do crrenle
mei, Tiz vereilensamenteeanius designios acerca
lala ettabeleoirnenlo, e por isio nlo occoparei mais
ii aua alinelo tobre este ponto, pois qoe vendo qoe
Iaaiaafcoisacrificios hio tido empregados de rqinha
liarte sem qoe bajaalcxncade uit delle, desejo ao
inenot que o publico fiqne inteirado da maneira pe-
la qoal esle raeus s*cr-llcio leal ido reeebidos por
aquelle, qoe pelo lea rMlriollno e deslnleresse de-
ii*m proteger as emproiadeata naloreu.
E o verdad*, he para admirar como em um ne-
oeio de Me grande inlereaw publico,se haia somenle
remido iu*esao do dii 10 do trrenle, o nume-
io de 15 nenbrosqae tendo insaflieienle para de-
lllieraremcouiaalguma, foi alada para o dia 17
co correle t c uem Uo penco tum at hoje, doas ho-
ra da larde, apparecido o* aioiuncios do costme
avlaaado os socios des'a empro;a para a reaniao
denla da : falla esla que nao sei a quem allriboa,
fl *e melhor me possa exprimir, qnaes os motivos
f|*e tem levado os directores deie negocio acommel-
lur semelhante esquecimenlo ; tundo estes senhoret
lasolvido qae qoilquer que ros*) o numero dos mera.
liro* que appareeese* na prxima sesslo se reolve-
il* deiinili vamenle (obre os esta lutos qoe presente-
rumie se ichiim em di (cralo.
Prtanlo ei|iero que d vista r'* lemelhante reso-
luclo, nenhuna do* socio* deintro de faltar esta
leaniav do di* 1" docorrente. ; lira de Iralarem nlo
i da* sea* iniereates como do i ilereise geni desla
provincia, poit queiendo encontrado algum* relnc-
' da parte aos senhores di'ectoret, espero pelo
aria encontrar lod* a proli celo e aeolhimenle
t iqueiles que me tem feilo a loara de atsignar os
sciis oomes na minhis lisias, cujas assignalura
alud* mais me hoorayam pela exprossao da decla-
raranqoem* as davam om virlnde da conljanca
que em mloi deposltavam, de p ider desempenhar o
preposiloaqoeme proponha.
Soo,y5r. iiactoree, com resieilo e venerarlo de
*" ,_ opraf. '
Pernanbaee 14 deatoo de
rn iiConlianr.i,
" sle : 680 c-
.i caixas sapalos,
je sola, 1 barril de
e cabra. 76 aaceas
_ 'dio, 110 saceos ar-
3 pipas agaardeule.
Rio de Janeiro
le 107 toneladas, x
co* milho, 100 pedf
2 ditas barrisdij
5.* eplritor60 mol
com 5IT ai robases libras
roz^2>iatas doce em calda,
,-Tr, hiate Lrasileiz-tiAdela'id'eu. de 155 tonela-
das, cooduzio o segoinle '. 1 caixote espoletas, \
dilo agua da Goionia, i6 barricas farinha de Irigo,
20 caixas veiat, 800 galinhis, 100 garrafn espinto,
40 barricas e 25 barriquinhas assucar reunido.
Pajo de Camaragibe, hiale brasileiro Santa I.n-
zian, de 24 toneladaa, cooduzio o tegninle : 56
voiuraes eneros estrangeirn* e nacionaes, 4 arrobas
de carne do Cear, 1 sellim promplo, 1 baca de fo-
Iha, 12 saceos bolacha. 6 latas bolacliinha regalia,
7 ditas maisas doces, 100 alqaeires sal.
S. Pedro do Sal e Porlo Aleare, patacho brasilei-
ro uNovo Triiiniplianles, de 177 toneladas, corfdazio
o segaiale : 1,500 ilqueres sal, 5.100 cocos, 6 ','
barriea* e 50 meias ditas com 269, arroba* e 25 libras
de assucar refinado, 140 barricas e 54 meias ditas
com 1,383 arrobase 4 libras de assucar, 1 pipa espi-
rito. .
Rio Grande do Sal, patacho brasileiro Princesa
Imperial, de 137 toneladas, conduzo o seguate :
950 barrica com 7,032 arroba e 10 libras de as-
socar.
RECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-
UAES DE PKRNAMBUCO.
Kendimento do dia 1 a 13.
dem do dia 14 ,
13:258*435
1:2348566
14:4938001
CONSOLADO PROVINCIAL.
Rendimeniodo da 1 a 13.
dem dodia 14
18:9208432
1:2678589
20:18*5021
MOVIMENTO DO PORTO.
PBBH6MPS A PEDIDO..
ESTABELDlalENTOS DE CARIDADE.
fegtiUmienlo i 25 it fettrtir,, de 1847.
Captulo 4.
AH.68. A pateo que qul;w ser admittlda no
gr.Utda bota 1*1, oa no do* Latiros, dever :
Vario entrado no dia 12.
Para e portos intermedios10 diai e 4 horas, vapor
braiHeiro rtiuanabira, commandanlc o 1. le-
nente Salom, l'assageiros para esla provincia,
Dr. Louren;o Francisco de Vlmeda Calanho,! so-
brinho, 1 criado e 2 etcravos.e Jos Bernardo Te-
xeira. Seguem para o sol, capillo Firmino Jo
de Oliveir, sua snhora e 4 lilhos, cnpilSo Joa-
quim Cavaleanli de Bulhfies, sua enhora e 7 fi-
llios, lenle Antonio Fernandes Bornes, aua se-
hora, 3 Olhos e 1 criado, alteres Pedro da Cunha
Barbosa de Vasconcellos, Dr. Jlo Qurino Rodri-
gue* da Silva, sus senhora, 4 lilhos e 3 escraves,
Jo Marn de Sonza, Manoel Candido Barbosa
Jnior, Joaquim A nomo da Nalivdade, I.uiz Jos
da Nalivdade. Jos Rofino Rodrigues de Vascon-
cellos, 5 preces do exercilo, 62 recrutas idem, 34
cscravos a entregar.
ii'ac'o tahido no meimo dia.
BahaLancha brasileira Livra^oo, msslre Joa-
qnim de Souza Cont, carga azeile de earrapalo e
tnais gneros.
Mavioi entrados no dia 15.
Au'l6 diis, hiale brasileiro Scrgipano, de 54
fondadas, meslre llenrique Jos Vieira da Silva,
equipagem 6. carga sal ; a Jote Texera Bastos.
Pasiageiro, Cosme Barbalho de Souza.
Parahiba2 das, hiale.brasileiro Flor do Brasil,
de 23 toneladas, meslre Jlo Francisco Marlint)
equipagem 4. carga toros do mangue ; Vicente
Ferreira da Cotia. Passageiro, Severiano da Cos-
a e Silva.
dem2 das, hiale brasileiro Conceicao Flor das
Virtudes, de 26 tonelada, meslre Izidoro Bar-
reto de Mello, equipugewi. carga loros de man-
gue ; a Paulo Jos Bapliata. Pmeageira, D. Rila
Maria de Medeiro* e 1 filha menor.
Navios takidos no mesmo dia.
CamaragibeHiale brasileiro Santa Luzia, metlre
Eslevao Hibero, carga baca Iban. Patsageiros,
Manoel de Paiva Oliveira, Joaquim dos Santos.
Rio de Janeiro Patacho brasileiro Confianra,'
meslre Emidio Ribeiru da Silva, carsa agoardn-
te e mais eneros. Passageiro*, Jeui Coelho da
Maia e Jo da Costa l.eile.
dem e portes intermediosVapor hra-ilriro Ona-
nabara, commajidanle o 1. lenle Salom. Pa-
aaseiret desla provincia, o vigario Manoel Maria
.Marco Accioli. Ira Franci*ca Urna, Joaquina
Rosa da Conceicio, Dr. Candido Jos Casado Li-
ma, Lalz Manoel Rodrigues Valeoca, 2. sargenta
Arulidei Baltiiar da Silveira, 1 preta liberta e
sua fillja. Seguio o vapor debaixo de qoarenlena.
EDITAES.-
No*din 11. lie 16 do eorrenleestani em pra-
C*, no puso da cmara moniclpal desla cidade, a
obra de *b*r:ura de urna estrada nova, que da de
Pao d"m condoz* ao largo da matriz da Varzea,
oreada em 3:20f*J0(J0: anim eomo a cooslrucctoj
annunciada, de caaos de tlveaari* em algamas rn*i
e eslrtdas da freguezia da Boa-Visla. Os respec-
tivos orceraenlos se franqueara na secretaria da
nie-iiia caraira, a qoem os qoizer consultar. Patso
da cmara raouicipal do Recita em seesio de 8 de
agosto de 1855.Bario de Capibaribe, presidente
Manoel Ferrtira Accioli, ecretrio.
Pela inipectio da alfandega se rnpublicoque
no di* 16 do crranle depoi* do meio da se hilo de
arrematar em hasta publica i porla d* meim re-
parliclo de conformidade comdisposlo no art. 276
e 277 do resulamento de 22 de junho de 1836, |-
vre* de direitoiao arrematante, as mercadoria abii-
xo descripla, jij annunciada por dilaes de 30 da,
datados de 16 de fevereiro, 10 de maio, e 15 deju-
nho desle anuo, a nber.
Vrmazem n. 6.
Sem marca, sem numero, 1 embrnlho com ama
grade de ferro por 18000, vnda na barca portugue-
sa Ligeira, entrado em 24 de novembro de 1852.
Lelreiro sem numero, 1 dilo, 2 ceroias de panno
d algodo a 500 r*. total 18000, 2 carnizas do mada-
pollo a 18000 total 28000, 3 calca* de ganga azul i
>00r. lolal 18500, 1 tranceln! de cabello por 200
r*.,l de ementes por 500 rs.. viudo no mesmo
navio cima, entrado na inesina data.
Marea C P,1(210,1 barrica, 2 pratea de taca
redondoa al 10 pnlegadat n. 2 a 67 rs.,total|134 rs.,
1 dilo dilo n. 1 por 34 r. don* caues de chicara* e
pire*n. 2a 60r*.o eas*l, total 120 rs., 1 ligella n.
3 por 85 rs., 1 baca n. 1 por 250 rs., 1 bule n. i por
2oO rs., 1 dilon. 3 por 350 r., 1 orinol n. 3 por 400
rs oa barca iogleza Columbus, em 21 de fevereiro
de 1855.
Lelreiro, sem numero, 1 lata,8libra*de carneen-
sacada a 300 rs., total 28400, oo brigue porluguez
Maria Feliz, em 5 de lelembro de 1853.
Sem marca, sem numero, 2 mullios de talha de
louro por 500 r., vindos na barca portuguesa Olim-
pia, era 18 de outubro de 1853.
dem idem, 1 dilo dito por 200 r., vindo na barca
porlugueza Boa riagem, em 20 de abril de 1854.
Marca C F, sem numero, 1 ggo com I baca n.o
4 por 800 rs., 1 dita n. 1 por 250 rs., 3 pralos redoo-
dos ato 10 polegadas n. 2 a 67 r, total 201 rs,4 pire
n. 3 a 34 rs.136 rs., 1 caneco n. 3 por 160 rs., 1
dita n. 1 por 80 rs., 2 ligella* n. 2 a 66 rt., total
IJ2, vindo* na barca inglcza Stcordfisk em 12 de
maio de 18.54.
Marca TBL.iem nnmero.l barril com 45 caoadas
de vioho deteriorado a 400 rs., total 188000, vindo
na "arca Triumphante, em 19 de abril de
Marca S M, n. 319, paroleiras com atetonas em
meo catado a 20 rs., total 68980 rs. vindas no brigue
porluguez Laia 11 em 29 de dezembro de 1854.
dem B e C. *em numero, 1 barril vasta por 18
r*., vindo no mesmo brigue cima, 21 de agosto de
1854.
Lelreiro, em numero, 2 caixes com 6 poles de
barro com marmelada arrumada de 2 lbrai cda
pote a 160 rs., total 960 rs., vindo na barca San-
ta-Cruz em 19 de dezembro de 1853.
IdemSM, tem numero, 1 embrulho 1 1|2duzia
|Jf"ici Pra corlar cipim, vuria 28000 r., lolal
38000 r, vindas na barca porlugueza Boa-I-iaacm
em 20 de abril de 1854.
Idtm dem, lem numero, 12 taboas de pinho de
20 polegadas cada ama, de 6 polegadas de largura e
1 de grossura 400, lolal 48000, vindas no brgoe
dinamarqus .tnna-Catharina em 16 de abril de
1854.
dem VV V, aera numero, 4 barr* de 45 me-
didas cada om cora viuho do Porlo commom con-
lendo 180 medidas a 400 rs. total 728000, viudo
no brigue portugus .S. Manat /.">, em 22 de abril
de 1854.
Armazem n. 7.
Lelreiro, sem numero, 1 embrulho com 22 libra*
de lypos a 600 rs., total 138200, na barca francesa
Hatre m 31 de maio de 1853.
Marca DSC, numero 374; 1 caixa com 1088 li-
bras de grampatpara cabellos a 300 r., total.........
3268400, na barca francesa Hatre em 4 de junho
de 1853.
Armazem n. 8.
Marca J S L C, numero 20, 1 caixa, 30 libras de
al-amargo a 70 rs., lolal 28100 rs___na barca fran-
ceza Come Itoger em 31 de marc.o de 1852.
dem P. numero 24, 1 barrica, 36 gigos de 2 li-
bras cada um de sal refinado, total 72 libras a 80 r.
total 58760 rs.,na eicuua ingleza Token em 11 de
abril da 1853.
Armazem n. 9.
Marca S sera numero 22 fogareiros de ferro
quebrados, pesando 10 arrobas a 28, total 208, vn-
do lOijaH
dem S. M. dem15 rodas de po para ap-
parelbo de navio a 100 r., total 18500, vindas na
barca ingleza Bella, em 17 de Janeiro de 1852.
Marca S In. I 1 ceslo com 7 vidro grossos
para lanleroas de carro a 18, total 78, vindos na ga-
lera inglesa Linda, em 1 de marco de 1853.
dem C. P. sem n. 1 barrica com ama baca
de louc. n. 4, por 400 rs., ama salladeira n. 4 por
JOO rs., um orinol com lampa n. 4 por 900 rs., om
bulle n. 4 por 400 rs., um anucareiro n. 4 por 400
rs., urna raanlegueira n. 4 por 400 rs.^uma ligella n.
4 com lampa por 160 rs., um prato traveso n. 4
com lampa por 160 rs., um pralo traveso n. 4 de
18 pullegadas por 300 r*., ama leileira n. 4 por 400
rs.. don casaes de chicaras e pire* o. 4 a 80 rs., to-
tal 160 rs.
Alfandega de Pernambaco 11 de agosta de 1855.
O inspector, Bento Josc Fernandes Barros.
O Illm. Sr. inspector d lliesourara provincial
em cumpjtiaa.u'oa 0t Jeua ucfrfaEh. ^.^Ir^rwCTrft
aTirovincia. manda faser publico qoe no da 23 do
correle peraole ataula da fasenda da mesma the-
sooraria, vai novamente a praca para ser arremata-
do a qoem mais der o pedagio da barreir do Moto-
colombo, avahado annualmenle em 2:6728 r*.
A arrematarlo ser taita por lempo de 2 annos e
10 meses, a coalar do lo de Miembro do eorrenle
anno, ao lira de junho de 1&58.
As pessoa qne se propozerem a esla arrematadlo
comparecam na tala da sesso da mesma junta no
da cima declarado peta meio'dia, com teut Hado-
res ^competentemente habilitado.
E para constar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da lliesourara provincial de 1'eriiaui-
buco 11 de agosto de 1855.O secretario.
A. F: *f Annunciarao.
Tilo Fiock Romano, eserivlo privativo dos protestos
de ledras no termo da cidade do Recife de Ter-
naraboao, por S. M. 1. C, que Dos guarde etc.
fcm cumprimenlo da ultima parle do art. 411 do
fsdigo commercial fajo publico, qoe por parle de
ames Crablree ct C. me tai apresentada para ser
protestada por nao paga, ama ledra da qantia de
I:46o804b rs., e oulra por parle deMarcellino Jos
Anlunet, daqaanta de 2508, ambas aceitas por Ma-
chado & Pinheiro, e vencida hoje : e por parle de
Antonio I.uiz de Oliveira Asevedo, oulra letlra da
quanlia de 1:0005, saccada na Babia por Aulonio de
Oliveira Barros, contra o referido Machado & Pi-
nheiro, para ser protestada por nlo aceita. E como
leja publico e notario o desapparecimento instant-
neo do socio Pinheiro, gerente da firma social Ma-
chado & Piuheiro, e se ignore qual o sea destino e
residencia, notifico pelo presente aos responsaveis
das referidas leltras, ou a quem mais de direilo for,
para que oo praso de 3 das, a contar desla dala, ha-
jam de dar razio porque nao pagaram c nlo acei-
liram as referidas leltra, para serem consignadas
uos prolestos requeridos, tendo que passado esse
lermo dar-*e-ha ao portador o respeclivo instru-
menlataa^t>'4kta*"'
Cidade do lTecife de Pernambuco 14 de agosto de
1855.Tito Fiock llomano.
O Dr. Anselmo Francisco Perelli, commendador da
imperial ordem d* Rosa e juiz do direilo especial
do commercio delta cidade do Recita, provincia
de Pernamboco por S. M. I. e C.
Fajo *ber era como por este juizo i ha de arre-
matar por venda a quera raals der em praca publi-
ca no dia 16 do crranle, na casa das audiencias us
bens segninles :
Jlo Congo idade 40 auno, aval'iado em 4008000;
Laelano Mocambique, idade 35 annos, porjtttJlXH);
Maria de tacio, idade 30 annos, por 5008000 ; um
relogio e todos uleucilios de padaria por 50JOOO ;
penhorados a viava Foroo e Filhos, por execucio
que Ihes movem Tasso Irmlo* e Manoel da Silva
Santos eoutros.
E para qae chegae a noticia de lodos, mandei pai-
tar o prsenle e mais dooa do mesmo Iheor, tendo
um publicado peta imprensa e dous afHxado pelo
respectivo porleiro nos lugares do cosame.
Dado e pascado nesla cidade do Recita, em 4 de
agosta d 1855.
Eu Francisco Ignacio de Torres Bandera, eseri-
vlo interino o subscrevi.Anselmo Francisco Pe-
relli.
Recife i' de agosto de 1855.xm. Sr.
Francisco de Paula Cavalcanti le Albu-
querque, dignittitEo presidente da direo
co do Banco de Pernambuco.O presi-
dente da assemblca geral do Banco.Ba-
rfio de Camaragibe.O primeiro secreta-
rio, Jos Bernardo Gal vilo Alcoforado.
O secretario do consellio de direccao
do Banco de Pernambuco, avisa aos se-
nhores accionistas do mesmo Banco,
que se acha autorisado o Sr. gerente a
pagar o sexto dividendo de 10*000 rs.
por acrao. Sala das sessoes do conselho
de direccao do Banco de Pernambuco aos
51 de julho de 1855.
BANCO DE PERNAMBUCO.
0 Banco de Pernambuco sacca sobre
a praca da Bahia, e contina a tomar
letlras sobre a do Rio de Janeiro. Ban-
co de Pernambuco 25 de junho de 1855.
O secretario da direccao, Joao Ignacio
de Medeiros Reg.
TRIBUNAL O COMMERCIO.
Pela secretaria do Iribunal do commercio da pro-
vincia de Pernambuco. ae fas publico, que por de-
liberadlo tomada em testlo administrativa d hoje,
nenhura contrato de tociedade commercial, trata hy-
polheca, nomeares de caixeiros e ouiro quaesquer
papis sujeilosa registro, nlo serio admilldo* sem
despacho do mereliuimo Iribunal tobre petirao da
par ; i*to em conformidade do arl. 10 do decreto
1597 do M*)a maio do ebrrenta inno.
Secretaria do tribunal do commercio da provincia
de Pernambaco 13 de agotto de 1855.Maximiano
Francisco Duarle, ofiical-maior inlerino.
CONSELUO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, em virlude de aulori-
MQlo do Exm. presidente da provincia, lem de com-
prar os objeclos segaioles:
Para o presidio de Fernando.
Farinha de mandioca, alqaeires 600 ; vnigre,
barril 1 ; cha hyson, lbrat 20 ; madapollo, p*^as
6 ; livro* em brancode 150|folha, 6 ; ocalo* de al-
cance, 2 ; plvora, arrobas 10 ; braodoes do cera,
12 ; lochas de dila, 6 ; aseite doce. galBes 10 ; fo-
Ihas de (landres, caixi 1 ; arcos de tarro para pipas,
arroba 8.
Botica da hospital regimenlal desla provincia.
Emplastro mercurial, libras 2 ; brim brinco liso
fino para toalhas, varas 32.
O mesmo hospital.
Meias comprida de lia, pare* 12 ; cabos inodo-
ros, 10 ; mantas de lia, 41.
Corapanhia de artfice*,
liivro meslre com 200 folhas, 1.
S Arsenal de guerra.
Ofiicna da lerceira classe.
Car*vO de pedra, toneladas 10 ; limas unirs de
diversas pofegadas, dnsias 4.
Hilarla classe.
lineal, libras20 ; limas muras de diversas pole-
gadas, duzia 1.
Quinta classe.
Fitas de lia para sllus, pesas 4 ; pellende cabra
ortidas,200; meios de sola corlido*. 300.
2. balalhao de nfanlaria.
Panno azul mesclado, covados 135 ; capotes de
panno ordinario, 63 ; area prela, 1 i liras 6 ; compen-
dios de arilhmetica por Avila, 3.
Recrutas em deposito no mesmo balalhao.
Esleirs, 100
' 8. batalhlo.
Edeiras, 348 ; mana* de lia, 355 ; panno verde
escuro entrefino, covados 1,871.
Meio balalhao do Cear.
Manas de la, 270.
10. balalhao.
Panno verde escuro para sobrecasacas e calcas, co-
vados 158.
Diversos balalhOes.
Mantas de laa, 253 ; sapalot, pares 1,150; botOes
convexos grande* do metal bromeado cora o n. 10 de
metal amareilo, 2,282 ; dilo* pequeos com o mes-
mo numero, 1,956.
9. balalhao.
Mantas de lia, 376; panno verde escuro entrefi-
no, covados 1.468.
4. batalhlo dearlilharia.
Panno carmesm para vivos e vistas, cova-
dos 90.
Quem os quizer vender aprsenle a suaspropnslas
em carta fechada na secretaria do couselho as 10 ho-
rasdo dia 21 do eorrenle mes. .
Secretara do conselho administrativo para foroa^1
cimento do arsenal de guerra I i deagoslodc.1855/
Jos de Brito Inglez, coronel presidente. Betfnar-
Real Corapanhia de Paquetes Inglezes
de Vapor.
No dia modes-
te mas espera-
se do ul o va-
por Great We-
tern, enroman-
te Bevis, o qual
depois da de-
mora do crta-
me seguir p'ra
Soalhamptou,
tocando nos porto* de S. Vicale, Tenerla7. Maderae
I.Hboa : para pasiageiro*, etc., Irata-secom os agen-
les Adamson llowie & C, ra do Trapiche Nura
'c" *T"^* TolamM 1" prelenderem mandar pa
ra Soiilhampton, deverlo estar na agencia duas ho-
ras antes de se fecharen as mala*, depoi dista hora
nlo se recebera volme algum.
PARA O RIO DE JANEIRO-
Sahe no dia 15 do cpente, o patacho
CONFIANCA : s recebe passageiros c es-
cravos a fete, o qual tem excellentes c-
modos.
Para o Rio de Janeiro sahe com mul-
ta brevidad, o brigue nacional SAGITA-
RIO, de primeira classe. o qual tem a
mator parte de seu carregamenio promp-
to : para o restante e passageiros, trata-
se com Manoel Francisco da Silva Carri-
to, na ra doCoilegion. 17, segundo an-
dar, ou com o capitao' a bordo.
Para o Aracaly segu com brevidade o patacho
Sania Cruz, capillo Marco Jo*6 da Silva ; recebe
carga e passageiros : a tratar com Caetano Ciraco da
C. M. ao lado do Corpo Santa n. 25.
Para Lisboa pretende eguir imprelervelmente
to o dia 27 do correnta agoslo o brigue portugus
Ribeiro : para carga e passageiros, para o que tem
os m'elhores commodos, Irala-se com os consgnala-
nos Thomas d* Aquioo Fonseca & Filho, ou com o
capillo ua praca.
H.VII1A.
>al seguir com brevidade o hiate brasileiro For-
tuna, metlre Joaquim Jos Silveira ; para o resto
da carga Irata-sn com os coosigoalarios A. de A. (Jo-
mes & Companhia, na ruado Trapicha n. 16, segan-
do andar, ou com o meslre no trapiche do algodo.
Para o Aracaly aegoe em poueos dias por ja
ler parte de seu carregamento prompto, o hiate Ca-
p'baribe; para o resta e passageiros, Irata-se na ra
THEATRO DE SANTA ISABEL.
Sou poeta de alta esphere,
Na danta tou om prtenlo /
Canto como um rouxinol,
Na tcena tou um laleulo.
Se no Rio paleado.
Fui not veno do dillho
Hoje not de Migalhle
Ver*, povo, comobrilho.
Coii'iida-M a lodos o amadores da sceoa dram-
tica para inm hoje admirar o deurapenlio do subli-
me artista dramtico, o discpulo do conservatorio
real de Lisboa, membro do de Pernambuco, primei-
ro artii.ta da mesraa provincia, aspirante a lente de
declareacjlo e recia pronuncia ferrada, o Illm. Sr.
Joe di Silva Rei, na parle de Antonio Jos oa O
Poetan a Inguisicao. Ide, povo, ao Ihealro de
Sania Isabel admirar o genio que vai terrilicar esse*
artilla! raesqunhos, baldo* de talentos, qoe *e arro-
jara a querer hombrear com o luseiro, que lem ve-
rificado a arte dramtica em Portugal e Brasil ;
esses rr itero atentureiros que se arrogara o direilo
de acto -es, onde existe o transcendente e nunca ad-
mirado talento de Jos da Silva Res.
, Certa Allemlo um dia exasperado
Ao dinbo nivoso a sombra deu.
Tu, grSo prtenlo, t pr'a le mostrares
Vergonha e contciencia lhe venden.
D. Cezar de Bazan.
REVISTA DO GLOBO. .
SEMINARIO U.MVERSVL
Proprietario e redactor principal
do Vigario n. 5.
.&
Companhia de navegacao a vapor Luso-
Brasileira.
Devendo chegar al o dia 19, vindo do sul, o va-
por D. Maria II, commandaote o lenle uiroa-
rles, partir para S. Vicente, Madeira e Lisboa de-
pois da competente demora ; recebe passageiros e
encommeiidas : os iuteressados dirijam-se ao agente
M. D. Rodrigues, ra do Trapiche n. 26.
LEILOES
7
C-0
O agente Borj, por despacho do Exm. Sr. Dr.
juix privativo do commercio, i reqaerimtSuto de
Adamson llowie & Companhia, tan leilio da taja de
fasendas, sila na ra do Queimado n. 18 t, perlen-
ccnle a firma de Silva & Araojo, coosiitfndo n'um
grande e variado sorlimento de raxenda/ francesas e
inglesas, urna escolenle armaclo deiraarello en-
vidracada, e todas as dividas da dita/loja : quiula-
fera, 16 do eorrenle, as 11 horas eon ponto.
O agente Borj far leilio ta seu armasem.
na ra do Collegio n. 15, de um jompletoaorlimen-
lo de obra* de marcmeria, novas e osadas, 2 pti-
mos pianos de Jacaranda, modernos, obrat de ouro,
relogioi de variat qnalidades, e outros muitos objec-
los ele. : sabbado, 18 do correute, as 10 horas,
O capillo Jacq, da "barca francesa Gustavo II,
lar leilio por ordem dio Sr. cnsul de Franca, por
iniervenclo do agenle/Oliveira, e por conta e risco
de quem perlencer/em um solle, do casco forrado
de cobre,
_________DECLARADO ES.
/.
Pel* nbdelegaci de Sanio Antonio se fas pn-
blico, que se acha recolhido adeia por suspeila de
er captivo, um crioulioho de li anuo, pouco mais
on menos, que dis chamar-se Anlonio Andr e ler
vindo de Canri Novo ero companhia de um tal To-
lomo que trouxera gado para Santo Ailo e do po-
der de quem fugira desla eidade, sendo encontrado
em Espiono Preto, onde tara capturado, conduzindo
um cavallo que furtnra em Ssnto Aullo : quem li-
ver direilo sobre dilo crioalioho, comprela nesla
mesma subdelegaci, para que provando, ihe seja
entregue. Subdelegad de Santo Antonio 11 de
agosto de 18o..O subdelegado supplent em exer-
cicio, Josc da Cosa Dourado.
Pela subdelegada da fregaesia de S. Jos do
Rea le se tas publico, que tai apprehendido e acha-
te om depon lo u m cavallo alasao, pequeo, com can-
galla*, qoe vagava pelas ruai detla cidade : quera
for seu dono, jutlilicando, lhe lera eaalregue. Sub-
delegada da freguesia de S. Joto do Recita 10 de
agosta de 1855.O subdelegado,
Eduardo Frederico Banks.
r BANCO DE PERNAMBUCO.
CommunicoaV.Exc. que na sesto ordi-
naria da asaemblageral dos accionistas do
BancodePernambuco.emo'ldejulho ulti-
mo, foi resolvidoque contrauasse a func-
cionar a actual recrao na gerencia do
Banco, assim como a corarnisto de e\a-
me de contas e os membros da mesa xda
assembla geral. Dos guarde a V. Exc.
,-
pi inienln do
aro de 1852,
postas de Joa-
rdo Wyati, Jlo
isa & Iiralo, para
do l'ereira do Carmo
Uria,
O conselho admioisl
art. 22 do regulameoto d
fas publico, que foram a
qaim Jos Theraoteo Pini
Fernandes Prenle Viann
tarnecerem :
O 1., 1 livrobraoco paut
hospital regiraenti
0 2., t'livroc'
rao mesmo hospit
ferro de 6 polegad/j
500 r\ **
12 feL__-de capa de 2 polegadas, a 20 rs.;
21 ditosJtVsoT^le 1 1|l; a 200 rs.; 3 dtcias de lima*
roeia-cannas de 14 polegadas, a 7;500 rs.
O i., 15 duzias de limas chalas, en;s2 dosias
de 4 polegad.,, a 800 rs. ; 1 dila de tjjgb^r 1d500
rs. ; 5 dilat de 8, a 19800 rs. ; 2 ditas nST, a 23200
rs.; 2 dita* de 10, a 23800 rt. ; 3 dilat de 14, a
63100 rs. ; 13 ditas de ditas meias canoas, sendo 2
duzias de 4 polegadas, 1800 rs.; 2 ditas de 6. a
I3200 rs. ; 2 ditas de 7, a 1*500 n. ; 2 ditas de 8. a
13800 rt.; 2 ditas de9, a 2*200 rs.; 3 dila* de 12.
* 43500 rs. ; 4 ditas de ditas triangulares, sendo 2
duzias de 4 polegadas, aSOOrs. ; e2 dita* de6, a
I--JOO rs. ; 4 duiias de limalees, sendo 3 dosias de 4
polegidas, a 1100 rs.; e 1 dita de 10, por 3*000
reis.
E avisa aos supradilos vendedores que devem re-
colher ao arsenal de guerra os referidos objeclos no
dia 17 do eorrenle mes.
Secretaria do conselho administrativo, para forne-
cimentu do arsenal de guerra 14 de agoslo de 1855.
Bernardo Pereira do Carmo Jnior, vogal e e-
cretario.
O Illm. Sr. inspector da Ihesooraria da fasen-
da desla provincia manda fazer publico, que a arre-
malicio do materiaes resultantes da deinoliro de
um telheiro no quartel das Cinco Pontas, annuncia-
da para o dia de hoje, fica transferida para o din 21
as mesmas horas, devendo os pretendontes compare-
cer no lugar annunciado. Secretaria da tbesoa-
rrria da fazenda de Pernambuco 14 de agoslo de
1855.O oflicial intior,
Emilio Xavier Sobreira de Mello.
com m*itros, gurups, cordoalha, e lado
mais cooform^/se achar da dita barca uos recitas do
lugar denoronnado Maria Farinha, onde naafragou
na sua recanle viagem procedente do Havre, com
destino aieSte porto e ao da Bahia ; eemeontinuacio
terio verdadas em differeiiles lotes, pur ordem do
Sr. irispeclor da alfandega, e por conta e risco de
quera pertencer. e em diversos lotes, oulrat fazenda
a/vanada d'agua salgada, salvada de bordo da dita
f barca : sexla-feira, 17 do correlo ; o primeiro tale
referido as 10 horas da manilla impreterivelroenle,
e o mais logo era seguida, porta da meama al-
faudega.
O agente Borjatransferio o leilaodas
fazendasde Ricardo Royle, que tinha lu-
gar em seu armazem, terca-eira t4, para
sexta-feira 17 do corrente, ao meio dia
em ponto.
Brunn Praeger & C., fazem leilao por
intervencao do agente Oliveira, de um
grande sortimento de fazendas de seda,
Snho c algodao ltimamente despacha-
cas, e tamhem de algumas fazendas ava-
jadas salvadas do GUSTAVO II: quinta-
feira 16 do corrente, no seu armazem,
ra da Cruz 11. 10, as 10 horas em ponto.
PUBLICACA'p LITTERARIA.
Acha-se venda o compendio de Theoria e Prali
ca do ProceMo Civil taita pelo Dr. Francisco de Pao
a Baplisla. Esta obra, alem de urna introdcelo
sobre as acrOes e excepcOes em geral, (rata do pro-
cesso civel comparado com o commercial, contera
a theoria sobre a applicaco da cansa julgada, eou-
lrat doutrinas luminosas: vende-se nicamente
na taja de Manoel Jos Leile, na ra do Quei-
mado n. 10, a 6* cada exemplar rubricado pelo
Julor.
THEATRO
QINTA-EEIRA 16 DE AGSTO.
Espectculo em proteilo do ador Antonio Jorge.
Depois de urna escoltada ouverlura subir scena
a seinpre applaudida tragedia do poeta brasileiro
atagllales.
ANTONIO JOS OU O POETA E A IN-
Qb'ISICAO'.
Os papis de Mariauna e Anlonio Jote serio des-
erapenhitas pelos eximia* artistas Maria Leopoldi-
na e Jos da Silva Keis, que generosamente se pres-
taran) a esla representadlo, em que o publico ainda
lera de admira-tos.
fersoiiaaeis.
Antonio Jos. .
conde de Ereceira
Frei Gil .
Mariauna ....
Lucia.....
Um criado.
Adores.Os Srs.
Keis.
Scbastiao.
O beneficiado.
U. Maria Leopoldina
D. Rila.
Lima.
Terminara o espelaculo com agrasiota tarea
O JUDAS FM SABBADO DE ALEELLTA.
O actor Antonio Jorge agradece vivamente ao
Exm. Sr. presidente da provincia por lhe haver con-
cedido o theatro, aos teus collega* que se prestaram
a coadjuva-lo o ao publica de quem espera beoevo-
lencia e prolecc.ao.
A pequea porclo de bilhetas qae restan, eslo
venda na mi do beneficiado, na ra Belfi. n. 30.
Principiar a oito hora*.
AVISOS MARTIMOS.
Pr Aracaly segu com brevidade o hiale
Invencivel: quera quizer carregar, trata tin* & Irmao, ra di Madre de Dos n. 2.
un inn
AVISOS DIVERSOS-
LOTERAS da provincia.
O Illm. Sr. thesoureiro manda fazer
pblico, cjue estao expostos a venda na
tliesourana das loteras, ra do Collegio
n. 15, os bilhetesdaparte da primei-
ra loteria, para edificado da casa doCym-
nasio Pernambcano, cujas rodas andam
impreterivelmente no dia 22 do corrente
mez. Secretaria da thesouraria das lote-
ras, 6 de agosto de 1855.O escrivao,
Luiz Antonio Rodrigues de Almeida.
No dia 10 do corrente desapparecea urna prela
de nome Felisarda, nac,3o Costa, representa ter 40
annos, boa estatura, cor nlo muilo preta, rosta com-
prido, nariz afilado, com talhos no rosta e as coi-
las : qualquer pessoa que a apprehender, leve-a
ruado Amorim 11. :l.l. ou no Kio-Formoso a Sra. D.
Maria Feliciana Lopes, que se lhe gratificar.
Preeisa-se alagar um prelo de meia idade, pa-
gando-se 89000 por mez, para pouco servir? : quem
o liver annuncio ou dirtja-sa rua Direila'n. 95.
Nao tendo-se reu-
nido numero suIInen-
ie de accionistas para
ser deliberada a ap-
provaco dos estatu-
tos da companhia de
Fiacao e Tecidos, he convocada a assem-
bla geral para o dia 17 do corrente, com
a expressa declaraco de que se delibera-
ra' com o numero dos accionistas quees-
tiverem presentes, no conformidade dos
estatutos provisoriamenteapprovados. Re-
cife 10 de agosto de 1855.Francisco de
Paula Cavalcanti de Albuquerque, presi-
dente.Jos BernardoGalvo Alcoforado,
secretario supplente.
A sociedade CULTIVADORA DA LIN-
GFJA FRANCEZA, convida a todos os so-
cios e mais esttidantes do Collegio das Ar-
tes, para que comparecam no dia 19 do
corrente, as (i horas da .manhaa, na igre-
ja de Santa Rita, alim de assistiremao of-
jicio do finado Ruy mundo de Araujo Li-
ma Junior. Secretaria da Sociedade
Cultivadora da Lingua Franceza, 17
de agosto de 1855.O segundo secreta-
rio, Jos' Pires Ferreira Junior.
O escrivao da rmandade da gloriosa
Santa Auna, erecta na igreja da Santa
Cruz da Boa-Vista, annuncia aos devotos
da gloriosa Santa, que na madrugada de
17 do corrente he o levantamento aa ban-
deira com missa antes, e a noite princi-
piarao as novenas, sendo a festano dia 2(i,
com TE-DEUM a noite.
Acham-se a' venda os novos billietes
LOTEKIV 110 RIO DE JANEIRO.
ida
da loteria 4. do SS. Sacramento de Ma-
celo, que devia correr de (i a 8 do pre-
sente. As listas devem chegar aqui talvez
sabbado 18 do corrente. Os premios se-
rSo pagos logo que se tenha feto a dis-
tribuicao das listas.
I'recia-te de urna ama forra ou captiva para o
ten ico de urna casa de pouca familia, e que taita
engommar alguma conta : a tratar no aterro da Boa-
Vista n. :)3, primeiro andar.
Precintada noaa aro forra ou captiva
o tervico de orna cata de poaca familia ; a Ira1
rua Auausla. sobrado a. SO.
IIESIDENTE NO RIO DE JANEIRO/
A classe commercial, respeilavel era todas as na-
etdo mundo, lem-se elevado s mai at summi-
dade governalivas em um imperio tao v.isto e flores-
cente como o Brasil. /
E a iatao hemanifesta. Ha muito empo que el-
la se ce nvencea de qae o capital, sem, a idea, de na-
da vale; e de qae a intalligencia he; um elemento
que fecunda a riqueza, que, sem elle, seria quasi
-nsproducllvae inerte. /
J hriuve quem pensaste que o commercio e as
leltras .e repelliam mutaanien'.c: mu hoje, feliz-
mente, esta opiniSo barbaresca nao conta senSo urna
insigni icanle minora. E,. para a combiter radical-
mente, basla refleetJr que os homens ignorantes e
rolineiios, vulgarmente, .lcanc.am s nina pequea
fortuna, depois de um improbo e arduo trabalho, em
que cousomem lungos'annos de vida, ao passo qae
as gran Jes e lucralivs emprezas nascera sempre de
homem; coja iolellgeucia cultivada Ihes faz com-
prelicu ler as necejssidadet da poca e do sed paiz.
Os primeiros mbotam as mais nobres facilidades
da alma e dtv coracao, cnnceolrando-'o em um
egoitmo deatprezivel ; o* segundos gaoham honras,
coaasideraapo e proveilo, conciliaudo a eslima de ieui
conieoiporaneos com as beucaos da poateridade.
Convencidos, pois, d* alilidade de conservar esta
emiiy'ei le ciaste ao corrente de lodo* os conheei-
meaitos que possain interessa-la, e de animar-lhe o
*bsto pelas leltras e bellas arte, deliberamo-nos a
ofTeceriar a ella, especialmente, e, em geral, ao il-
laslrad 1 publico brasileiro um semanario em que
pretent emos reunir quanla intarmacao tonda mais
directamente a esle fim, e que, de oulra maneira, se
nao poileria obter sem consultar muitos jornars em
lioguaseitrangeiras, o que nem todos podem fazer.
Assirs a Revista do Globo, inleiramente eslranha
politiza dn paiz, devo contar : artigo*sobre 01 prin-
cipara iissumptos deeconomia poltica, da instrnc-
cSo popular, da colonisaco, do commercio e da
agricul uraUrna resenta desapaixonada da* phaae*
importante da pulitica de todas as nare-, e\lrahi-
da dos melhorcs jornaes estrangeiros.Urna noti-
cia minuciosa de todos o progressos da industria a
agricul ura, e dai machinas e descocerlas que as
possam auxiliar. Urna eiplicatao fcil daquclla
parte das sciencias nalaraes que diam immediata-
mente respeilo Industria e agricultura..Vtrra-
;Set circumslanciadat de lodos os tactos notaveis co-
mo oaufraaio, incendios considera veis e pbenome-
nos naturaesBiographias de homens Ilustre e ca-
racteres dislinctos Correspondencias da Porto e
LisboaRomances originaet ou traduzidos da lit-
eraturas aqui menos condecidas, como a ingleza, a
italiana, hespauliola, e a allemilaFolhelimRe-
vista des espectculosPoesaCritica Iliteraria.
Eis 1 qni o notso programma. Por em qoanto,
embora nos sobrem desejos, nada mais promtllemo
delerrci fiadamente, para nDo taltarmos ao sen eiacto
compri nenio. Nao obstante, qnando os recursos da
empreza o permillirem, a Revista do Globo ha de
fazer todos o* melhoramenlns congruentes maior
illalra;3o e recreio do publico. Desde j, porm,
podemos assegurar-lhe que alguns dos escriptores
mai dislincloi d Portugal nos coadjnvarao assi-
duamei le oa laboriosa empreza a qae nos abalan-
zamos.
NSo duvidamos, sem aflectar modestia, confetsar a
escassev.da nossa intelligeucia, o pouco cabedal de
inslruc;3o que possuimo. He por isso que, apezar
de exercilados as lides da impreosa, nAo hesitamos
em procurar auxilio de eslranhos. Por esta modo,
cortos de que jamis abrandaremos 110 ardor com
qae eniretarmos o noso traballio de tanta conve-
niencia e ntilidade publica, tamos vicosas esperan-
cas de que nao ser.lo totalmente baldados os nossos
esforro 1 na realisacao parcial do peutamenlo que
no-Ios impoz.
Todava, para remover sensiveit diflieuldades.que
nos poiliam tervir de grande eslorvo no feliz etilo
d nossa importante inssao, vemo-nos tarjados
recorrer benevolencia e franqueza do "publico
brasileiro, e, particularmente, de nossa* rmelos na
patria, aqaii resilientes, solicitando a sua prolecc^lo
e bom acolhimenl'.a. no qual muilo confiamos.
_ E logo que livermos reunido om numero de as-
signaturas surTidente para o costeio das despezat da
imprensa, a Revista do Globo, dando de barato in-
leresse individoaes, comeraraa sua publicarlo, con-
lendo 16 paginas ero quarto grande, que ser taita
regularmente aos sabbados. O prec,o da assignalura
{pago aiiianlado), qoe nao poder* ser feita por rae-
nos de um anno, a contar de qualquer dia, ba de
15^)00 rs., para o Rio de Janeiro, e de 169000. r*.
pjra toilas as provincias do imperio e eilerior.
Toda as correspondencias e reclamacoes -tenden-
tes .1 administrarlo da Revistado Globo devem ser
dirigidas (francas de porta' ao seu collaborador e
administrador (aspar da Cunha Pinta Falcao, no
Rio de Janeiro.
A prsenle revista qoe pelo seo prospecto -mostea
ser de sumroa ulilidade instructiva e recreativa para
todas as classes da sociedade, subscreve-se nesta ci-
dade na taja de Jos Nogoeira de 9euza, rua do Col
legio n. 8.
O abatan assigaado, dono da loj de ourivesda
rua esticila do Rosario n. 7, junta a igreja, faz pu-
blico que ha chegado de uovo ricas obras de ouro de
bomgoeln, por preco commodo, e garanlindo a qua-
lidade doooro, e um grande tortimeuto de trancas
de cabello de lodo gosto, e eieeotadas por M. Man-
d ; recebem-se encommendas ao goslo dos compra-,
dores, a quem se dar amostras, e por barata preca.
11. F. da Silva.
Na roa do Calabouco, loja do primeiro sobrado
an entrar do quartel, confronte ao oiliio da casa do
bilhar, ongomma-se bem e barato.
Pbilogone Adoor vai a Europa.
, J. P. Adoar & Companhia, na ausencia do to-
cio gerente Phe. Adour, deiiam como procuradores
nesla, 0:1 Srs. Luiz Amavel Duboorcq e Paal Pascal
Caucanas,
Pergonta-ie qoem souber responder, sa oa
guardas nacionaes presos no quartel do dcimo ba-
lalhao tem licenca para passearem as ras desla ci-
dade, a se no quarlel ha qaem possa dar laes licen-
eas, o para lauto quera aulorisou a quem quer que
as concede ? pois he escndalo ou relazado o qoe ae
d a lal respeilo.
pet:appareceu do aterro da lina-Vista p. .17.
primeiro andar, um cachorro d'agua lodo brnaaco,
Iendo o pello aparado do meio do corpo al a cauda,
ouve pelo nome de Jauola : quera o adiar en liver
em seu poder, queira lera bondade de levar a casa
cima, que sei recompensado.
Fica perlencendo a instale do qae sabir no
bilhele inteiro n. 2211 di lerceira parta da primeira
loteria du Gy mnasio, pira as obras da matriz da Boa-
Vista, ,1 qual corre no dia 2-2 do correute.
O irmao da mesma matriz.
Prucisa-se alugar nm silio da Ponte de L'cha
Eira cima, junto do rio : quem liver, dirija-te i roa
ova n. 40.
No-berto Marciano dos Santos, brasileiro, re-
lira-se para tara do Imperio.
TYPOI.RAPHIA DO POVO REPUBLICANO.
Na'us Direita n. 5, primeiro andar, se acha esta-
blecida urna lypnirahia prvida de riets fnntes de
lypos para imprimir qualquer obra, ptViodieo e todo
o qne diz respeilo orna ofTicina desle genero .
quem quizer ulilisar-se delta, dirija-se mesma ca-
sa, que encontrar com quem tratar. O trabalho
feitos nesla oflicina sera o sempre eiecu lados por pre-
co mais commodo que em nutra qualquer pirle, e
qualquer mpresio ser feita com o melhor gosto,
aceio e Tomplidao.
No dia 17, a 11 horas, na sala das audiencias,
depoi di linda a do Sr. Dr. juiz de ausente*, ae ha
de arrematar um sobrado de um andar, tilo na roa
Imperial 11. 92. em chao proprio, com 34 palmo de
frente, 79 do fundo e mai 22 para quintal, avilia-
do em 1:2009000. perlcncenle a heranra do linado
Anlonio da i'rindade.
T '*r5ci,''a",B aa ma ama tecea para cata da pou-
ca lamilla, ni ra, da Prail,taberna n. 5i.
Pf cita-te alugar urna preta nerava, que *aiba
cozi aliar c engommar, e sobre lado qae *eja de mui-
lo bw co nducla, para terjieo de pequea familia,
ato te 01 la a preeo: na rua da Cruz o. 10.
Ni > te tendo dignado o Sr. Miguel Jote Barb-
la lj uimi re* re*ponder-rae a caria *bai*o lr*ncri-
pta, qae a lhe escrevi no dia 6 do carrete, O qoe
ea 1 io e*terava, vou por este meio rogar-lhe baja
de rsponojer para poder o publico tambem reconhe-
cer |ue ellci se escota a declarar o que te ajuMoo en-
tre mira, lie a Jos Joaquim Firia Machado com
relajao a h'Wanca de meu primo tallecido Manoel
RoilrigoeiWcotta.
Illm../gr. Migad Jote Barbosa Guimaraes.Rago
a V'bc. bajada me retponder ao p detla *eheou
nao rverdade ler anigoado commigo a cora JotJoa-
quim Faria Machado qualro eteriptos de nm metmo
tb/eor, do ajustes que flzemos antes de eu e aquelle
Ftaria Machado parlirmo* daqai para Portugal a Ira-
ta.r de negodir a heranra de mea primo Manoel
nlrigues Costa com o**eu* legitimo* berdeiro*, 00
qlut I ae firmaram o mesmo* ajude* que fizemo a
respeilo. Aquello eteripto que tleea va mea
er foi vilto aqoi em Pernambuco, em Litboa a
<"> \Porlo por diflereoles pes*os, du qaaesaa teoho
dociimeo:os para me servir, i nccetsarioflM for.em
publ ico e em joizo, mis nao querendo era suppor
que Vmc. ae escuse a rasponder-me o que a tal re-
peiVio aabe, que w paatou entre nos, prefiro a sua
rea posta a laet documentos, metrao par* poder reba-
tai qualquer suspeila qoe te taca a respeilo 1 me.
respeilo aos negocio* daquella haraoca. Contando
com a sua prompta anuencia a ette meu pedido. 80a
com toda estima, de Vmc. atienta 'venerador e
cralo, Manoel Rodrigues Costa Magalbiee.
ATTENCAO.
Manoel Antonio Goncalve, com
LStabelecimento de obras de ouro e
prata na praca de Perranuco,
constando-lhe que diversos vendedo-
res de joias pelo matto. %e tem ser-
aidodeseu nome em seu negocios, J
"a/, constar para evitar engaos, que
nao se responsabilisa por transa
cao alguma que elles fizessem ou j
]30ssam t'azer, de qualquer natu
/.a qae seja, pois a ninguem autort- 4
iou para isso.
Recite i 3 de agosto de 1855.
Qoem precisar de ama ama de leile, dirija-te
roa atraz da matriz da Boa-Vla n. 52.
l'ilippe Honorata da Cunha Meninoa nada deve
nesla praca, porm se algucm te julgar seu creder,
queira aanunciar por eale jornal.
S8<> convidados todos o eredores da maasa fal-
lida de Andrade Irmaos comparecerem utla-
feira, 17 de agoelo. nu escriptorio de Soalhall Mellor,
rua da Cadeia do Recita o. 36.
Cose-se e engomma-se com (oda a perfeicao e
aceio, por preco commodo : 'na roa airas ata matriz
da Boa-Vistan. 11, loja.
Jo j C.Pacheco Soare comproa por conta do
Sr. Dr. Candido l'ioncalvto da Rocha o hilhetes in-
loko da terceira oarte da primeira loteria do Gym-
nasions. 3925e 3892.
Precsi-se de um caiseire para taberna, e que
nao seja conta que nao presta: n* largo da S*
Crui. a. 2.
Perdeu-se 00 dia 29 do mez de jolito, do Cliora-
nien no ate o Cachaug, um alfinele de bilhaale: a
pesio* que o achar a quizer rectitahs dirij*-*e a*
metr.10 Chora-menino, tilia de Antonio Jos de Cas-
tro, ou na rua do Vigario ia. 31, que ser reeamptjn-
tldo.
100$ de gra-
tifleacao.
A 10 do corrente perdea-*e desde a ral Direita
al a Soledad*, e dabi al a rua da Saode, 300*000,
sendi urna tedula verde de 2008 o outra de 1009,
send 1 esta urna nota* do Banco : roga-te a peatoa
que ichou, querendo restituir, dirija-se i roa 1
ta n. 72, a entender-se com Soaret 4 Gomr.
qae eos mesauos reeeber a gratificarlo cim
ada.
Precisa-se de ama ama forra para ttCimar o
diaria de urna casa de pouca familia; na nu daCznr
do Recita n. 31, te dir quem precisa.
GRANDE PASORAIi.
Frederik Leinbqke
lem de apresentar hoje aa respeilavel publico dada
prov ncia o seu eosraorama oa roa da Cadeia con-
fronte ao conrelo do S. Fraociscu, com as difieren-
tes e rica* vista teguinte :
Regala da prata do Botafoga em novembro da
1cl53.
, Acto de vititi do Imperador D. Pedra II.
Sebastopol como eslava antes da chagada da* Al-
liados.
Pelerhof, palacio do imperador da Rusta.
Babia vida pelo lado da Lapiaha.
Aquedacto e Gloria lomado do morro de Santa
Antonio.
Caseala de Tivoli perte de Roma.
Ruina de Phili Egypto.
Alliambra em Hespanha.
O >ref o de cada pessoa he da 500 rs. O eaamora-
ma acha-se aberto todo* o* dia* da 6 as 9 han da
tarde. O mesmo tapera na benevolencia do publico
o v honrar com tua preseneaa, coadjuvando a*
muilas desperas que o recamo lem teito, e cordial-
men e agradece ao mesmo pablico peta bam acollii-
menlo qae delle espera.
PERDA.
Perdeu-se no di* 9 do eorrenle, aro Fra da Por-
tas, da rua do Pilar al a roa do* Goararapet, ama
carteira de marroqnim vente com mola imitando
chave, conlendo o segninte : 1 nota e 209, 3 ditas
de 109, 1 dte de 5, 1 jlit da 0% a 1 dita da 19 :
pede -s a pana* qoe liar da entregar a seu dono
Antonio Raymundo Pie* de Lira, na roa da Cadeia
do Recita n. 29, primdro andar, que ser* gratificado
generosamente.
Preeisa-se de ama ama qae saba bem ei
mar o cozinhar, para urna casa de poaca familia : 11a
rua das Cruzes n. 28 primeiro andar.
Precisa-se de om feitor para engenho ; na
Camlioa da Carmo n. 18.
Aos senhores de engenho e arrematantes
dcestiadat.
Um homem braoco sem familia, qne sabe ter, es-
crever e contar, qoe tem pleno conhecimenlo da
agricultura de seu paiz, que por eorioaidade Irabaaha
de cirapina, pedreiro, ferreiro, ausenta raachioas
hidrulicas e movidas por aniraaet, faclordro d* es-
Irada 1 vista de qualquer bate da airoanlatl das
obra publicas, empedraniealw e aonle, atTaraaa >u
a quom precisar de seu presume para eosajar-ae, a
afiauca sua conducta regatar toda despida da pre-
sumpeo : quem pretender anauade a ua matada
para ter procurado.
Sala de dansa.
Manoel Francisco de Souza Magalhes
participa ao respeilavel publico, que a tua *ala d
ensino, na rua llireila n. 139, ae acha aberta toda*
as seg indas, quarlas e seilas-feiras. deade a*7 ate as
0 hor s da noilc; asaiajtcomo tambem d UcAe* par-'
nula -e* *s horas conveneionad*, tanto em aua caca
como as do* senhores qoe de sen preslimo se quei-
ram ulilitar, e mesmo era qualquer collegio, pelo
prei;o que o metmo tem marcado : para o qae o
podero procurar da* 7 a* 9 hora* da ntaabaa, e do
meio da as 3 horas da tarde.
Precisa-se ue urna ama que lave, co-
zinlx: e entenda de engommado, para
urna casa de pouca familia: na rua Di-
reita n. 119, loja de selleiro.
i'irmiano Jos Rodrigue* Ferraira fu adtate
a seas devedores c ao poblico ero geral, quatien ad-
milldo ao Sr. Bernardo Fernandes Gsroa na wali-
dade te seu caiieiro de cobranza, e ede aatariaado
a (taar quaesquer documenta tendente* ae mes-
mo fim.
Precisa-se de urna ama qae taina cozinhar e
fazer lodo o servico de casa : na roa Direita u. 86,
seguido audar.
Precisa-se de um caiieiro par* taberna ; no
largo do Pitar n. 17.
Prerita-te alugar ame preta captiva pira ven-
der, iaada mesmo alguma de idade : qaem tiver,
procui e no alerro da Boa-Vista, obrado n. 33, que
achara com quem tratar.
I'recisa-se poraluguel de orna prda escrtva,
que nlo teja viciosa e inoito meno inliel para o ter-
vico eilerno de ama casa que conten da patsoa*
de familia, e par o interno, inclusive tavar,|cozi-
nbar ia engommar muito bem, responsabilMndo-e o
seo dono pela su* conduela e habilidad*, nao se
olha a prego : na rna do Collegio n. 21, peinadlo
udar, da* 9 hora* da mauha a* 3 da tarde.
Na roa Direita. loja n. 85, precisa-ta alagar
2 prelit ou moleques mentalmente para vender na
rua con laboleiro de miudezas.
Tlterean de Jess Morcira.viava de Jos Aftanso
Moreii*. rogo a todas a* pessoa* que teuhara lado
Iransaccoe coma sua casa 'Viava Moreira) ou que
de seu casal se julguem credoras, qoe.no prazo de 8
das ae apresentem na rua de Apollo n. 14, para de-
pois dn tegalitadas, terem devidamente pagas. Re-
cita 14 % agosto de 1855.
Ausentou-s da casa de teus senhore* na rua
da Aurora, a tercaira depoit de passar a panteainha,
o escravo Fitadelpho, idade 18 anno*. da boa altu-
ra a baslauta growo, espaaauda, denles bem alvo* e
talieut;, cor folla parecendo cabra, leven calca
azul a camisa d algodo branca, chapeo de caaro:
pigax a quem o apprehender a enlrega-lo na refa-
rida casa.
O Sr. Francisco Jote Martiifs Penna queira
procun r na rua do Vigario n. 5 ama carta rinda do
Alaga-te pelo tempe da testa eu annualmen-
le nm mediente silio a toargem do Capibaribe, no
lugar do Cordelro: a tratar n rua do Qoaimado
n. 30, legando andar.
Ni roa Direita, loja n. 43, d-se dlaheiro a Ja-
ros sobre peohore* de oaro, em grandes e peqoena
aouuss.


PJJI

O medico Jote de Almeida Soaret del Lima 9
Bastos, mudou a ana rcsidoncia para atoada tjt
Cruz tobrado amarello n. 21, legando; ao- tj)
dar, m
CASA D^
CMIIS8A0 BE ESCLAVOS
NA
ROA LARGADO ROSARf
N. 22. SEliNDO ANDAK. M_
Nesta cata recebem-se escra ios por commissao pa,-
ra aerera vendidos por coala de seus genitores, lano
pura Ierra como para embarque ; alianc.a-se o bom
testamento seguranc dos meninos, nao se poupau/-
do forros para qoe elles sejam veudidos com pronv-
plida, afim de que seu senhores nao sofiram eqn-
pale com a venda dalles. /
DEHTISfA. 2
Paulo Gaignoux, dentista frailen, eslabele W
Scido na ra larga do Rosario o. 36, segando <
andar, colloca dentescom tensivas arlificiaes #
,e dentadura completa, ou parte dol*, com a
DIARIO OE PERMICUCO QUINTA FEIR* 16 DE AGOSTO DE 1855
1
tfl,
t prestao do ar
_r
O Sr. Joaquim Oclaviano da Silva lem carta
na livraria n. 6 8 da praja da Independencia.
, 0 0S6tt-OO'nt-gggSg
O Dr. Sabino Olegario Ludgero" Pinho, fp
mudou-ie do palacete da iroa de S. Francis-
co o. 68A, para o sobrado de dous anda-
resn. 6, ruada Sanio Amaro, (mundo novo.)
Regiment de castas.
aio a luz o regiment das custas judi-
ciaes, annotado com os avisos que O alte-
vende-se a 500 re'is, na livraria
n. 6 e 8 da praca da Independencia.
EDCACA'O DAS FILHAS.
Entre as obras do grande Fenelon, arcebispo de
Cambray, merece mui particular mencAe otratado
da educado das meninasno qual esle virlnoso
jrnlado entina como asfmais ilevem educir suas li-
li, -, para un di ehegarem i. oceupar o sublime
ugar de mi de familia ; toma-se por tanto urna
necessidade para todas as pessens que desejam gui-
ii-lee no verdadeiroeaminho dn vida. Est a refe-
rida obra traduzida em portui;uez, e vende-so na
livraria da praca da Independencia n. 6 8, pelo
diminuto preco de 800 rs.
AULA DE LATIM.
dre Vicente Ferrer de Albuquer-
i|uemudou a sua aula para a ra do Ran-
gel 11, onde continua a receber alum-
nos internos eexternos desde ja' por m-
dico preco como he publico: quem se
quizer utilisar deseupequeoprestimo o,
]iode procurar no segundo anaar da refe-
ridav a a' qualquer hora dos dias uteis.
iFUDIVO*.
Na fundirlo de Jos Baptista Braga, na raa Nova
ii. 38,fonde-se toda a qualidade de obra de brome
( laUo, aatim como faz-se qualquer obra lendeule a
I iloeiro funileiro com toda a perfeira e prejo
commodo
i nm, DENTISTA, X
i contina a residir na ra Nova n. 19, primei-
IO SOCIALISMO.
Pelo traseral Abran Lima.
te .i venda na loja de livros dos Srs. Ricar-
do de Freitas & C, esquina da roa de Collegio, e
am can do autor, pateo do Collegio, casa amarella,
no I.* andar ; encadernado do lodas as formas, por
niaior au menor prei;o, segundo o goslo dos compra-
dores. A edioAo esl quaii escolada, e poueosex-
emplares reslam. Esta obra, ara que se acha trata-
da a marcha do genero humano desde o primeiro
hornera at nossos dias, perteno; a todas as claa-ies
di noeiedede, o be, por aasim dir,er-se, o evangelho
social, porque Bella estao consignados lodos os Toros
da humanidade. As suas doulnnns eslo, porlanlo,
ao alcance de todas as inielligencias.
MASSA ADAMANTINA.
. Hua do Rotarlo o. 36, seguno andar, Panlo Gni-
gnoui, dentista francs, ebumha os denles com a
mana adamantina. Etta nov e maravilliosa com-
potas i a vaolsgemde eneltnr sem prestito dolo-
r>s.i todas as anfractuosidades lo dente, adqnirind
ecn poneos instantes solidez i;rual a da pedra mais
dura, e permute restaurar os tientes mais estraga-
dos eom a forma e a er primili ra.
Est tebir a lux no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
JHIDO DE RUOFF E BOEN-
NINGHAUSEN E OUTROS,
m ordem alphabelica, eam a descripcao
a ir viada de todas as molestias, a indicacao pli\sio-
lcgica e therapeplica de lodos os medicamentos bo-
rrecpalhicos, su lempo da acco e concordancia.
seguido de am diccionario da signilicac,ao de lodos
o termos de medicina e eirurgi.i. a posto ao alcance
das pestoat do povo, pelo
DI.. A. J. DE MELLO MORAES.
subscreve-se para etta obra ao consultorio horneo,
pathieo do Dr. LOBO MOSCOZO, ra Nova n. 50-
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dos meninos..........
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Clinica de Slaoneli .......
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de todas ai parles do corpo humano 309000
vedam-ee lodos estes livros no consultorio homeopa-
1 'iee do Dr. Lobo Moscoso, na Nova n. 50 pri-
meire sudar.
Da'-se dinbeiro a juros sobre penho-
res dcobras de ouro e urata : na ra da
Guia n. 40,
administrador da companhia de
operarios em serviro dai. ras desta cida-
de, precisa de trabalhailores para o mes-
mo serviqo, vencimdo es forros 720 e os
captivos 640 res : dirijitn-se a ra Nova
r..44
Joaqoim Jos Dias Pereira declara, que leudo
Jrremalado em leilSo de-9-.de junho p.p. (odas as di-
v dea aclivas que deviam a AnIonio da Costa Fer-
reira Estrella, com taberna na na da Cadeia do Re-
cite, convida a todos 01 devedor 31 do dito Estrella,
tinto da prea como do mallo, para que venham pa-
gar so ao aoniincianle. on i |iesioa roropelente por
elle autoritada. islo com a maior presteza possivel,
ahmdo evilarem ma ores dctpezas, pois paemelle
lr toda a .contempla;flo con os que forem mais
promptos nos seus pauamenloi, podendo para is.o
dirigir-se ao anocaciante no aterro da Boa-Vista
Aluga-so o primeiro andar e 0IS0 na roa Im-
perial n. 33 ; a datar na ra Direila n. 93, segundo
audar.
Precisa-se de sm feilor para ora sitio naCa-
I unga, que tenha pratica de plantado, profere-se
r*rtnguez : quem etlirer neslaa circumstancias, di-
rija-se a ra do Cabugi n. 6.
Precisa-te de urna ama para o serviro interno
1I0 urna casa de pequea faroiliii : na roa eslreita do
osario n.iO, terceiro andar.
-0 abaiio assignadodeclira, que na cidade do
Kecife teas eocarregado a en irmo Olimpio Marce-
100 e Silva, para alugar ou arrendar o tilio da Pa
lagem, qne fot do fallecido Sr. Januario Alejandri-
no da Silva Rabeilo Caneca, (ogro do mesmo abai
xo aesigiiado. Macei 11 de goslo de 1855.
Jote Angelo Maicio da Silva.
Aloga-se urna mulata para 11 serviQO iolerno
de urna casa, afianzando suas liabil.ddea : a tratar
ua roa ta (loria n. 86.
^" Enaaboa-se e engomma-to com lodo o asseio e
lierfeirao, sendo o pre^o mais oommodo do que em
nutra qualquer parle : na roa iloNogueira n. 2,.juu-
'.o ao portao do muro, a qualquur hora do dia.
CONSULTORIO DOS POBRES
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...ha/^ik'^!. loscoio da consullas homeopathieas lodos os dias aos pobres, desde 9 horas da
manilla ateo meloda, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noite.
a Mmente para pralicar qualquer operac.o de eirurgia, e acudir promptamente a qual-
quer muinerque esleja mal de parto, e cujas circumslanrias nao permiltam pagar ao medico.
M CONSULTORIO DO DR. P. A. LOBO I0SC0Z0.
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VNDESE O SEGUINTE:
Manual eomplelo de meddicina homeopathica do Dr. G. H. Jahr, traduzido em por
-tuguez pelo Dr. Moscozo, qualro volumes encadernados em dous e acompanhado de
um diccionario dos termos de medicina, eirurgia, anatoma, ele, ele...... 209000
Esta obra, a mais importante de todas as que (ratam do etlndo e pratica da homeor.alhia, por ser a nica
qneconlm abase fundamental d'esla doutrinaA PATHOCiENEsIAOUEFFETOS liTKMFniC*-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SAUDE-conhecimento, qife nao podem dispensar as pes-
soas que sequerem dedicar a pratica dn verdadeira medicina, interessa a todos os mdicos que Quizerem
experimentar a loulnna de Hahnemann, e por si meamos se convencerem da verdade d'ella a todos os
fatendeiros e senhores de engenhoque etlao longe dos recursos dos mediros: a lodosos capilaesde navio
que urna ou oulra vez nao podem deixar de acudir a qualquer incommodo ten ou de seus tripulante:
a todos 01 pas de familia que por circumstancias, que nam sempre podem ser prevenidas, saolobriga-
dos a prestar in confnenla os primeiros soccorros em suas enfermidades.
O vade-mecum do homeopatha en traducen da medicina domestica do Dr. Hering
obra lambem til as pessoas que se dedicam ao esludo da homeopathia, um volu-
me grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina...... 109000
O diccionario dos termos de medicina, eirurgia, anatoma, etc., etc., encardenado ts(KI0
, Sem verdadeiros e bem preparados medicamentoi nlo te pode dar om paseo seguro na pratica da
rtfimeopathia, e o proprietano desle estabelecimento se lisongeia de te-lo o mais bem montado possivel e
ninguem duvida lioje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 tubos grandes.............. R*nnn
Botic* de 24 medicamentos em glbulos, a 10, 129 e 159000 rs. ^^
Ditas 36 ditos a............ oauvi
Ditas \ 48 ditos a......k......" gZX.
Ditas ^0 dito. a.......... So
Ditas 144 ditos a........... ...... 309000
Tubos avolse ....... .........
Frascos de rafia mira de (indura.
Ditos de verdadeira tinctura a rnica.
Vmde-se sal do Assu', a bordo do hiale Con-
ceifo dt Marta : a tratar com u mestrn a bordo, ou
com Manoel Francisco do Hcis, em Fra de Portas,
ra do Pilar n. 103.
Na roa do Brum n. 22, vende-se superior
champagne em gigos, as garrafas e meias, urna balin-
es romana, nova, que peaaSOO libras, com os com-
petentes pesos, urna machina de lavar ronpa, e 00-
Iros objeclos, ludo por preco eommode.
AVISO AO Pl'BLICO. t
Na padarla de JoUo Lint I erreira Hibcjro,
f tila no pateo da Santa Cruz n. 6, I11 aempre Sfe
% a venda alm do grande e variado torlimenlo $
5* de bollinhos, todas aaqualidados riemassasfi- dfi
# nas propriaa para chi; aatim como lambem $
at bolacha fina e bolachinha ingleza superior i y
^ que vem de fra.
:
19000
39000
4fl0flfl
Namesmacasa ha sempre venda grande nomero de lobos de cryita de diversos lmannos,
vidros para med.camen os, e aprompta-se qualque' encommenda de medicam.oloscom toda a brevida-
" por procos mmto commodos. uieviu*
de e
\
.'LBLIC1C-40' DO INSTITUTO HO f)
MEOPATIIICO DO BRASIL.
THESORO HOMEOPATHICO
OU 0
VADE-MECUM DO I
HOMEOPATHA. $
Melhodo concito, claro e seguro de cu- t
rar homcopatliicamente toda* ai moletliat 2Z
que affligem a especie humana, e parti- %9
cularmenle aqiiellai que reinam no Bra- (A
til, redigldo segundo os melhores (rala- z
dos de homeopalhia, lano europeos romo 9
americanos, e segundo a propria experi- ^A
ncia, pelo Dr. Sabino Olegario Ludgera J
Pinho. Esta obra he hoje recouhecida co- Bf
mo a melhor de todas que tratam daappli- ffk
carao homeopathica no curativo das mo- w
lesiias. Os curiosos, principalmente, nao tA
podem dar am passo seguro sem possui-la e
consulta-la. Os pais de familias, os senho-
res de engenho, sacerdotes, viajantes, ca-
pilaesde navios, sertanejosetc. etc., devem
te-la inflo para occorrer promptamente a
qualquer caso de molestia.
Dous volumes em brochura por 109000
encadernados 11000
Vende-te nicamente m casa do autor, ,
roa de Santo Amaro n. 6. (Mundo No-
1 *)
TRATAMENTD HOMEOPATHICO.
Pr^ervatico.e curativo
DD CHOLERA-MORBUS.
PELOS DRS
ou ins rncjo ao povo para te codeXcurar desta enfermidade. adminisIraiidoZTenwdiot" mais enica,,.
ePm que naV oi U*'1" "^"^^ ou P- cura-.a M^^SXStTtlSSZ
TRADUZDO EM PORTlWz PELO DR. P. A. LORO MOSCOZO
Estes dous opsculos conlem as mdicaroeS mais claras e precisa sn neta ana ,mni.
,30 esta.no alcance de toda, as in.el.igencia\. ngo a pelo wSn^
M,.a.r.emn.tHa"S r'"^'"?.8 qUe ,emdad00' m>is <'fcloMosPresull.do, em loda ipare em ae
elles iem sido poslos em pratica. pane em que
Sendo o Iralamenlo homeopathico o nico que Jem dado grandes mnharim n ..;.. j. u t
velenfermid.de. julgamosa proposito traduzir* steK dous importantes^^ oduscuo, m ,n.f hrr"
la, para desl'arle facilitar a sualeitura a quem ignoV'o francei. opuscul' em'"'8ua vernacu-
Veode-se nicamente no Consultorio do traducios) roa> Nova n. 52, por 29000 rs.
deseu finado marido (he prestem sua~va"
Iiosaproteojao. Recife 13 de agosto de
i 800.Vjuva Fortunato Hastos.
Desappareceu dos arredores da vil-
la do Cabo, um cavallo com os signaes se-
guintes: grande, mellado claro, tem urna
bellide noolhoxiireito, noquadtil esquer-
do tem urna marlja procedida de sarna que
teve, etem na c\a direita um ferro que
representa um cinep virado: a pessoa
que delle der noticia c^rta. ou o levar na
ra da Cruz do Recife n. 20, primeiro an-
dar, teta" urna gratiicarao de 20$000.
MECHANISMO PASA EI6E-
HHO. \
NA FUNDICAO DE FERRO DolSKGE-
NHEIRO DAVID W. BOVVNIAxNlA
RA DO BRUM, PASSANDO O utS
FARIZ,
ha sempre um grande sortimento dos seguinles ob-
jeclos de mecnanumos proprios para enheiihos, a sa-
ber :moendwe meias moendas da mais moderna
constrocae ; la.xas de ferro fundido e balido de
superior quahdade e de lodos os tamaitos ; rodas
dentadas para agua 00 animaes, de (odas as propor-
ces ; crmjse boceas de fornalhae regi.lro. de bo-
eiro, agu.lhSes, bronzes, parafusos ecavilhoes, moi-
nho de mandioca, ele, etc.
LOTERA do gymnasio pernam-
BUCANO.
AOS C:000.s, 3:000$ E1:000<.
O cautelisla da casg da Fama Antonio da Silva
Guimares avisa ao publico, que eslao a venda os
seus afortunados bilheles e cautelas da lerceira par-
le da primeira lotera do Gymnasio, a qual corre no
dia 22 do corrente, os qoaes sao vendidos nas seguin-
les casas : aterro da Boa-Visl.i ns. 48 e 68 ; ra do
Sol n. 71 A ; ra larga do Rosario n. 26 ; prac.a da
Independencia ns. 14 e 16 ; ra do Collegio n. 9;
ra do Raugel n. 54, e ra do Pilar n. 90.
NA MESMA FUNDICAO.
te execulam lodas as encommendas com a superio-
ridade U conhecida, e com a devida presteza e com^
modidade em preco.
Bilheles 59800 Recebe por inteiro 6:0009
Meios 29800 com descont 2:7609
Quartos 19440 e m 1:380
Oilavos 720 Decimos 600 0 ar 5529
Vigsimos 320 0 2769
0 cautelisla cima declara, que os seus bilheles
inleiros em originaes nao solTrem o descont de oito
por cenlo do imposto geral, esim as soas cautelas.
LOTERA DO GYMNASIO PER-'
NAMBUCANO.
Ao*6:000if000, 3:0005000. e 1:00 Corre indubilavelmenle quarta-feira, 22 de agosto.
O caulelisla Salusliano de Aqnino Ferreira avisa
ao respeilavel publico, que os seus bilheles e caute-
las da lerceira parle da primeira lotera do Gymna-
sio nao aoflrem o descont de oilo por cenlo do im-
posto geral: e acham se venda nas lojas aegointcs:
rus da Cadeia do Recife ns. 24, 38 e 45 ; na praca
da Independencia* ns. 37 e 39; ra Nova na. 4 e 16;
ra do Qoeimado ns. 39 e 44 ; ra estreila do Ro-
sario n. 17 ; no aterro da Boa-Vista n. 74, e na pra-
<;a da Boa-Vista n. 7.
Recebe por inteiro 6:0009
Bilheles
Meios
Quartos
Quintos
Oilavos
Decimos
Vigsimos
59800
29900
19500
1900
760
640
340
I) 3:0009
01 1:5009
1:2009
1) 7509
D 6009
a 3009
O referido caulelisla declara que se obriga apenas
a pagar os 8 por eento da lei, sobre os seus bilheles,
vendidos em originaes. indo o possuidor receber o
competente premio qne nelle sahir.'uarua do Collegio
n. 15, escriplorio do Sr. Ihesoureiro Francisco An-
tonio de Oliveira. Pernambuco 8 de agosto de 1855.
Saluttiano de quino Ferreira.
Quem achou e quizer restituir urna cabra
(bicho) toda preta, com urna cria j bstanle cresci-
da lambem preta, sendo as maos e ps do joelho pa-
ra baixo branco, pode dirigirle ra Direila n. 93,
qne ser gratificado com generosidade.
LOTERA do gymnasio pernam-
BUCANO.
AOS 6:000;, 3:000$ E 1:000$.
O cautelisla Antonio Jos Rodrigues de Souza J-
nior a>isa ao respeilavel publico, que as rodas da
lerceira parle da primeira desta lotera andam im-
preteiivelmenle qnarta-feira,22 do corrente. Todos
os seus bilheles e cauteles iflo pagos tem descont al-
gom, os quaes acham-se venda na praca da Inde-
pendencia,k,ja* ns. 1,13,15 e 40; ra Direila n. 13:
Iravessa do Rosario n. 18 C ; alerro da Boa-Vista n.
72 A, e na ra da Praia, loja de fazendas.
Bilheles 59800 Recebe por inteiro 6:0009000
Meios ""
Quartos
Quintos
Oilavos
Decimos
Vigsimos 340 .
COMPRAS.
Na padaria de Riheiro & Pinlo, sita no largo
deNossa Senhnra do Terco n. 63, h sempre a
ven.la a melhor bolacha una qne ht no mercado :
adverle-se aos compradores que .1 sua bolacha toda
vai marcada rom a firma cima.
Vende-se um cabriole! novo,
sem robera, muito leve e maneiro,
e vende-se lambem boa parelha de
cavallos, lodos para carro, e por
preco commodo: na ra Nova, cocheira de Adolpho
Bouigeois.
\ende-se umaescrava crioula, mo-
ca, que cozinlia, cozee engomma, pejada
de 7 para 8 mezes, e com urna cria d^
annoel mezes bastante gorda : a tratar
na ra Direita u. 36, primeiro andar.
COM TOQIE DE AVARIA.
Pecasdealgodaozinlioa l.s'000, I$280 e
2,s"000, pecas de madapolao a2.s, 2$500,
3.S000 e 3$300 : vende-se na 1 ua do Cres-
po loja da esquina que volta para a ra
da Cadeia.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acha-$e ,para vender ara
dos ferro de -rir-- qualidade.
' NAVAI.HAS A CONTENTO E TESOl'RAS.
Na ra da Cadeia do Recife n. 48, primeiro an-
dar, escriplorio de Augusto C. de Abreu, conti-
nuam-se a vender a 89000 o par pirro fio, as j
bem conhecidas e afamadas navallias de barba, feilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na ex,x>sicaoJ
de Londres, as quaes alm de duraren) exlraardina-
riamenle, nao se sentem no roslo na accao d corlar;
vendem-se rom a eoMlfaao de, nao agradando, po-
derem os compradores devolve-las ale 15 diasdepois
pa compra restiloindo-e o importe. a mesmj ca-
sa ha ricas lesourinhas para unhas, feilas pelo mes
mo fai'irnle.
Velas de car-
nauba,
SIMPLES E DE COMPOSICAO.
Na ra da Cruz n. 15, vendem-te da.velas, de
6. 7,8, 9 e 13 por libra, em caixas. de8al 50 libras,
fabricadas no Ararat;, pelos melhores autores, e por
menos preco que em outra qualquer paite.
Vende-se um bonito moleque com idade de 15
annos, excedente cozinheiro, bom copeiro, trahalha
de sapaleiro e be muito proprio para pagem por ler
muito bonita figura e boa conduela : trala- vessa da ra Bella n. 6.
O melhor piano vertical, que jamis veio a es-
ta cidade ; a venda no escriplorio do agente de lei-
les Francisco G. de Oliveira.
Vendem-se 3 hons esrravo*. de idade de 8 a
14 annos, bonitas figuras, esperlos e sadios: quem
os pretender, dirija-sc i ra da Senzala Velha n. 36,
primeiro andar.
MRCLT.INA.
Na rna do Crespo 11. 16, esquina que volla para a
ra das Crnzes, vendem-se cortes de imirrulina com
11 ,'j cavados, pelo barato preco de 29500 ; a elles,
que estao se acabando : assim como saias de cam-
braia com hallados, fazenda milito superior, a 49400
cada' um.
S^Na ra dasCruzesn. 29, vende-se jun-
co cara empalhar toda a qualidade de
obr^pelo precjijrde 120, 2i0 e 280 rs.,
e do m!rTfcvSupe^)r a 320 rs. a libra: na
mesma loj^jtej^^arajalliiniia ja' prepa-
rada a 2;r>00\ rs. a libra.
NA RIJA^VA N. 22
ha relog^
bri
"Jlenle inglcz do melhor fa-
or prcro jnuilo em jconta ;
las as nnmera-
Compra-se effectivamente hronze, lalaoTco"-
bre velho: no deposito da fundco d'Aurora, na
ra do Brum, logo na entrada n. 28, e na mesma
fundicao em S. Amaro.
Compra-se um cordao on Irancelim de ouro de
le sem Teilio, que lenha de 6 a 8 oilavas : quem li-
ver annuncie. s
,, COIPRASE
toda a quahdade de metal velho, menos ferro : na
ffliSSalJded,Srod.a grea da '* d'
ra^^,rUoC.^raehe,p^
Compra-se urna preta de bonita figura e moras
que seja boa coslureira e engommadeira ; pag.Ne
bem agradando : na roa do Trapiche n. 14, primei-
Compram-se acc.5es de Beberibe e litlos da
divida provincial: na ra larga do Rosario n. 36
segundo andar. '
iComprarh-se obras de,ouro e prata
ja usadas: na ra da Guia n. 40, desde
as 7 horas at as 10 da manliaa. todo os
dias.
VENDAS.
29900
19500
19200
760
60
3:0009000
1:5009000
1:2009000
790|0M
6OO9OOO
3009000
O mesmo cautelisla cima declara, que s se obri-
ga a pagar os oito por cenlo do imposto geral em seus
ditos bilheles inleiros, deveudo o possuidor receber
do Sr. Ihesoureiro o seu competente premio.
O bacharel A. R. de Torres Btndeira, profes-
tor tohslilulo de rhetorica e geographia no lyceu
des.ta provincia, contina a ensinar as referidas dis-
ciplinas, e bem aasim a lingua franceza, a ingleza e
plnlosophia, na cata de sua residencia, na roa Nova
n. 23, segundo" andar : quem se quizer utilisar de
seu prest mo, poder procura-lo pata esle fim das t
horas ale ai 9 da manliaa, e das II da manhaa a 1
da Urde, e destas desde as 3 horas al at 6.
J. Soum vai a Europa.
Precita-se de urna ama para casa de horaein
viovo de pouca familia,qaesaiba cozinhar.eusaboar
ejengommar.: na ra Nova n. 5, segundo andar.
Precisa-se de daas amas, sendo urna para en-
gommar e ootra para cozmhar em casa de familia :
na ra da Cruz do Recife n. 50.
ti ur. Carolina rraucisco de Lima Santos aj
% mora no primeiro andar do sobrado, silo na
9 ra das Iruiet n. 18, onde contina no exer-
% icio de la prolisso de medico. u
D. Carolina Leopoldina Jorge Ras-
tos, viuva de Fortunato Pereira dB Fonse-
ca Rastos, faz sciente ao respeitavel publi-
co que sua loja n. 4 da praca da Indepen-
dencia, continua debaixo de sua respon-
sabilidade, e sob a firma de viuva Fortu-
nato Bastos: roga aos amigos e fregueze
Vende-se um sitio de trras, com casa
de vivenda, estribara e urna outra casa,
tem algumas fructeiras novas, urna gran-
de planta de capim euma planta de'can-
na avahada em 300 pues, capaz de moer:
junto ao engenho Meringabas do capito
Jos doCouto e Silva, distante da cidade
da Victoria legua emeia,. a fallar com An-
tonio Jos Alvares na mesma cidade.
.I" Co",inua-se a vender nozes mnilo novas, clie-
gadat: ultmameole de Li.boa, a I928O cada arroba,
KJn'Jedot compradoras ; na ra confronte
a .greja da Madre de Dos, armazem de Domingos
de Sena Ouimaraes. 6 .
- Vende-se urna parelha de cavallos mellados
zo n ClT' lraball' Vendem-se 3 escravas motas, de bonitas figu-
ras, e 1 moleque que cozinha o diario de urna casa :
na ra Direita n. 3.
Vende-se um relogio patento
bom regulador, com urna correnle :
do Rosario n. 2.
inglez, mnilo
na ra estreila
Cal pedra-
Vende-se cal virgem de Lisboa, chegada pelo ul-
timo navio : na ra estreila dn Raaari. i.h~..
n. 47.
na ra eslreita do Rosario, taberna
Vendem-se- lodos os perlences de balcao de la-
beriid, como seja : 4 calxOes. 350 garrafas va.ias,
balancas, correnles e braco Romao & Companhia,
medidas para lquidos e pesos, ludo1 por diminuto
preco ; na ra larga do Rosario n. 25,
Vende-se urna casa de laipa com 90 palmoTde
rente e 100 de fundo, com alguna arvoredos de fru-
tos, pelo preso de 2209000 rs. na Iravessa do Freilas:
a tratar na ra Imperial n. 135.
Vende-se um prelo bastante moco, com ofiicio
de canoeiro: quem o pretender dirija-te a roa do
Livramenlo, loja n. 8.
J8 Vende-se urna prela crioula, moca, perleiln
lavadeira e cotinheira : na roa das Cruzes n. 13.
Veude-se muilo boa manteiga franceza a 800
rs. a libra, dila ingleza muilo nova a 960 e 191'Jfc
caiiOes de doce do goiaba muilo lino a 800 rs., latas
de sardinhas muilo novaMh 560, caf a 160 e 180
velas de espermacete a 800 rs. a libra, linguicat do
seriao a 320 : na ra das Cruzes n. 20.
XAROPES PARA REFRESCOS.
Capil, laranja, limao, marncuj, tamarindos, gro-
selhas, pilangas, ananaz, bambarollat e araca : ven-
dem-se na Iravessa da Madre de Dos n. 10, muilo
baratos, tomando poican de garrafas.
Vende-te um piano com mnilo pouco uso : na
ra do Cabugjoja do Sr. Guimarae, se dir quem
vende. Assim tomo um mocador de Jacaranda e um
barco de menino lamben de Jacaranda.
Vendem-se taceos com gomme muito nova e
alva, chegada pelo ultimo navio do Araealy : a tra-
tar na roa do Brum. armazem n. 22, ou na ra da
Croa do Reciten. 36.
e-ise
Novo sortimento de fazendas
baratas.
Alm das fazendas j annunciadas, e oulrat mal-
las, que-a dinbeiro a visla se vendem em purcSo a
1 etalho. por haralissimo preco, ha novas chiles de
cores filas a 16O, 180 e 200 rs. o corado, dilas para
coberla, bonitos padres, a 220, ditas largas de core*
rlarat imitando eaasa a 240, riscados france7.es largos
dequadros modernos a 260, rrlet de cambrala de
salpicotcom 6 1|2 varas por 29560, penno de linho
moilo fino para lencot eom mais de 2 varas Se lar-
gura, pelo haralissimo pre?o de 29400 a vara, novot
hnns de linho de quadrinhos para Millo", caifas e
jaquelas a 220e240 oeorado, cortea de casemirat de
corea a -o, brina de ores para caifas a 13 a varal
na ra da Cadeia do Recife. loja n. 50, delronla ala
ra da Madre de Dos, a qaalsa aehatolTnvelmenlt
sortida de boas far.endas, cojas qualldadcs e commo-
dos preros se gartntem e dAn-se amostras.
LABYRINTHOS.
Lencos de cambraia de iinho muilo finos, loalhas
redondas e de ponas, e mais objeclos desle genero,
ludo de bom goslo ; vende-se barato : na ra da
Cruz n. 34, primeiro andar.
FAZENDAS DE 60STD
para vestidos de seniiora.
Indiana de quadros muilo fina e padrees novos ;
corles de Ua de quadros e flores por preco commo-
do : vende-se na ra do Crespo loja da esquina que
volla para a ra da Cadeia.
Vende-se excedente laboado de pinho, recen-
temenle chegado da America : na rus de Apollo
trapiche do Ferreira. a enlender-se com oadminis
ador do mesmo.
Vende-se por muilo menos do coito 00 aluga-
se orna casa moderna na Torre a" beira do rio, eom
lodas as commodidades para familia, cocheira, etri-
baria e quarlo para feilor : a tratar na rna da Cruz
n. 10.
Vendem-se no armazem de Rostron
Rookr & C, ra do Trapiche n. 47, su-
periores relogios de ouro patente inglez,
de un: dos melhores fabricantes de Lon-
dres, por precos mui mdicos.
A boa fama
Vendem-se moilo bonitos chapeos de sold seda
pequeos e com molas proprios para menina* de es-
cola, pelo haralissimo preco de 39000 rs.; he cousa
lao galante que quem vir nao deixar de comprar :
na roa do Queimado, loja de miodezas da boa fama,
n. 33.
DIIHEIRO
nao se engeita.
NA RA DO QUEIMADO N. 40.
Henriqne c Sanios acabam de arrematar em lei-
13o grande porr.ao de fazendas de seda, laa, linho e
algodao, equerriido acabar, avisam ao publico, qne
se vendem por diminuto prefo as faendas seguin-
les, bem cerno oulras-muilas, e dao se as amostras
com peuhor.
Cortes de cambraia de seda de babadas, a 79000
Cortes de de quadros, a 49600
Sedas de quadros e li-li.is. rovado a 900
Adelinas de seda de quadros, covado a 800
Alpacas de seda de quadros, covado a 600
Selim preto Maco liso, covado a 29600
Sarja prela lavrada, covado a 29OOO
Sarja prela lisa encornada, covado a 19300
Tafela azul claro mofado, covado a 360
Chales prelos de retrt, a 99000
Chales de seda de cor graude, a 89000
Mantas de seda para senhora, a 09OOO
Lencos de seda de cor, grandes a 19500
Lencos de seda de cor pequeos, a 800
Lencos de seda de cor para grvalas, a 720
Cortes de colleles de seda com barra, a 2JO0O
Chales de merino bordados a seda, a 99500
Chales de merino om franja deaeda, a 59500
Chales de 1,1a de cores, a 49500
Corles de casemira prela fina, a 49500
Corles de casemiras de cor finas, a 49OOO
Corles de coMetes de lia, a 800
Panno prelo fino, a 29500
Clrelo prelo para panno, rovado a 39OOO
Panno de varias cores fino, covado a 49OOO
Merinprelodecordao entestado, covado a 640
Alpaca prela de lustre fina, cavado a 500
Brim liso de pnro linho, pera a 89000
Aberturas finas ilc cor para camisas, a 700
Cortes de colleles da fustao finos, a 600
Cassas francezas de cores finas, vara a 600
Ganga amarella de quadros e lita, covado a 240
Chitas francezas largas, covado a 260
Riscados francezes muilo largos, covado a 220
Lencos pequeos de cassa finos, a 300
Ricos vestidos de seda de quadros, corte a 149000
Vestidos de seda com toque de mofo, corle 129000
Nobreza furia-corea para vestidos, covado laiOO
i> cun loque de mofo, covado 19100
Lencos de selim prelo maco a
Pulceiras de velludo prelas e de cor a
1-3200
500
11
Farello em saccas de 5
arrobas a 5^000.
Farinha de mandioca
em saccas a 2^500.
Tijolios de marmore a
520.
Vinho Bordeaux em
garrafoes a 12,?000.
A o armazem de Tasso
3 raos.
Vende-te cera de carnauba em arrobas e as li-
bras ; na roa do Hospicio n. 15.
Barato admira
ve!.
Chales fioissimos de merino de lodas as cores a
59200. ditos de pura laa com lindas rnieagens a
69500, dilos de ganga bordados a 29700, dilos de al-
godao e dilos do larlalana a 19000, lencos de cassa e
seda a 19100, cortes de vestidos de babadds de mo-
dernos goslos a 49000, ditos de cata chita, muilo fi-
na fazenda, padrees deuambraias francezas, a 29200,
lencos de pura aeda com franja-, o melhor possivel,
a 800 rs., iomeira- de lindos goslos a 29500, e ou-
tras muitas fazendas que se vendem por menos do
que em oulra qualquer parle : na ra do Queima-
do n. 33 A.
Relogios de ouro e prata sabonetes
patente inglez: no armazem de James
Halliday, ra da Cruz n. 2.
No Hospicio n. 8, vende-se urna muala boa
lavadeira, engommadeira e coiiolieira.
Vendem-se 5 escravas crioulas, sendo 1 com 2
crias mnlalinhas, 1 de 2 annos e ooira de 2 mezes, 1
negrinha de 6 annos, 2 de 18 nnnos com habilidade
e 1 dita de 30 annos, oplima eozinheira, enpomma-
deira e lavadeira, lano de sabao como de barella :
na ra de 1 lorias n. 60.
IBaBaaMaaMaaaaaaBBaatli
| Antigo deposito de panno de aigo-
godao da fabrica de Todos os
Santos na Babia.
Novaes& Companbia^na ruado 2
gg Trapiclie o. 54-, continuara a ven- *
der panno de algodao desta fabrica, H
trancado, proprio pata saceos e |
roupa de escravos.
Vende-se cognac da melhor qualidade : na ra
da Crnz n. 10.
Vendem-se no armazem n. 60, da ra da Ca-
deia do Recife, de Henry Gibson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por precos
mdicos.
A 3,500 RS.
Vende-se cal de Lisboa ltimamente
chegada, assim como potassa da Russia
verdadeira: na praca do Corpo Santo
n. 11.
A[99000 E 109000 A PECA.
Vendem-se pecas de brim fino e hamburgo su-
perior, que se assemelha ao bom panno de linho,
pelo diminuto prcro de 99 e 109 a pe;a de 20 ra-
lis : na ra da Cadeia do Recife, Urja n. 50, de-
fronte da ra da Madre de Dos.
Pianos.
J0S0 P. Vogeley avisa ao respeilavel publico, que
em tua casa, na ra Nova n. 41, primeiro andar,
acha-se um torlimenlo de pianos de Jacaranda emog-
no, os melhores que lem al agora apparecido no
mercado, lano pela tn construccao, de armario e
borisonldl, dos melhores autores de Londres e de
Hamburgo, os quaes vende por preco razunvc!. Ven-
de-se um piano usado, em bom estado, por prero
commodo. O aonunciante conliua a aliuaraco-
cerlar pianos com perfeicao.
540
500
720
400
39800
700
irles de colleles de seda de cores a
Alpaca de cordao prela e de cores, covado
Lencot de cambraia de linho a
l.uvas prelat de torcal para senhora, o par
Caasas de cores escocezas, covado
Madapolao lino com toque de mofo, pera
Lindas laas de quadros com 4 palmos de
largura, covado
Vende-se cal virgem, chegada hon-
tera, e de superior qualidade por preco
ta/.uavcl: no armazem de Bastos Si Ir-
maos, ra do Trapichen. 15.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ha
para vender superior reros de primeira qualidade,
do fabricanteSiqueiralinhasde roriz e de nume-
ro, e fio porrete, ludo chegado pelo ultimo navio vin-
do do Porto, e jumamente vinho superior, feitoria
em pequeos barris de dcimo.
f 5. aterroda Ba-Vstan. 55.
POIRIER. I
Acaba de fazer urna especie de venezianas com o
nomo sfore, He nova invenrao para janellas, servem
de ornamento e lem a vantagem de impedir a cor-
renleza de ar nos aposcnlos e enlreler-lhe a frescura
necessaria. Podem igualmente servir para arma-
xens. Por om engenhoso mecbanismo sao muilo
melhor do qne as venezianas auligas. Scoma
visl melhor se pode saber o quamo sao excedentes.
Brinsdevella: no armazem de N. O.
[Bieber & C, ra da Cruz n. 4.
POIRIER.
ATERRO DA BOA-VISTA N. 55.
Vende-se um carro de qual ro
rodas, novo, muito elegante e
leve, e de
novo
em
casa do Poirier.
Vende-se um escravo que serve para armazem
de assucar ou para qualquer serviro do mallo por ja
ler pratica : a tratar na ra do Collegio n. 16, ter-
ceiro andar.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandioca
em saccas que tem um alqueire, medida
velha por .IjOOO reis : nos armazens ns.
5,5 e 7, e no armzem defronte da porta da
alandega, ou a tratar 1:0 escriptorio de
Novaes & Companhia na ruado Trapiche
n. 5V, primeiro andar.
na rna Nova n. 38, defroole da greja da Conceicao
dns Militares, cadinhos do norte de todos os tama-
ndoa, verniz copal a 900 rs. a libra, muito bom, p-
timas bigornas para funileiro, tesnuras para dilo,
alicates muito fortes, rozelas para esporas muilo
boaa, vidros para vidraea, em caixa e a relalho, e
lodos os prepares para efflcioa de latoeiro e funi-
leiro.
Farinha de man-
dioca a 2$50O
a sacca.
No armazem de Tasso Irmflos.
Vendem-te corles de casta prela de bom goslo,
pelo diminuto preto de 29000 : na ra do Crespo,
loja n. 6. '
VINHO DO PORTO SUPERIOR FEITORIA.
Vende-se por preco commodo no armazem de
de Barroca & Castro, ra da Cadeia do Recife n. 4.
A ELLES,. ANTES QUE SE ACABEM. *
Vendem-se corts de casemira de,bnm gosto a 29,500
49 59000 o corte ; na ra do Crespo o. 6.
1 Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, pastan-
do o chafariz continua liaver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com prmptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Capas de burracha a 12#000.
Oum deitari de se muir de urna excedente ca-
pa de burracha, pelo diminuto preco de 12? el-
las, qiie se eslao acabando: na roa da Cadeia do Re-
cife, lo|a n. 50, defrenle da rna da Madre d Dos.
-Em casa de J. Kp|flr.4C., na ra
da Cruzn. 55 ha para vender excel-
lenttKpianofvindos ltimamente de Ham-
burjp.
Vepdem-se em casa de S. P. JoUn-
ton (k Ct. na na de Senzala Nova n. 42.
Scllinslnglezes.
Relogio* patente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Candieiros e casticaes bronzeados.
Loii s ingleza?.
Fio de sapateiro.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de gr.axa n. 97.
Vinho Cherry em barris.
Camas de ferro.
CASEMIRA PRETA A 4?50
0 CORTE DE CALCA.
Vendem-se na ra do Crespo, loja da esquina que
volta para a ra da Cadeia.
LEONOR D'AMBOISE.
Vende-se o excellente romance histri-
co Leonor d'Amboise, duqueza He Breta-
nha, 2 volumes por 1 $000 rs., na livraria
n. 6 e 8 da praca da Independencia.
CAL VIRGEM.
Vende-secalde Lisboa, chegado no pa-
tacho CONSTANCA, entrado hontem, por
preco commodo: no deposito da ra de
Apollo n. 2B.
*#*# M(
10 POTASSA BRAS1LEIRA. 0
0 Vende-se superior potassa, fa-
^} bricada no Rio de Janeiro, che-
atx gada recentemente, recommen-
f* da-se aos senhores de engenhos os
r seus bons elfeitos ja' experimen-
t tados: na ra da Cruzn. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
O Companhia.
*

/
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se farelo novo, chegado dt Lisboa pelobrigue Ht-
peran^a.
Moinhos de vento
ombombaide repulo para regar horlat e baixa,
decapim, na fundirade I). W. BoWman : narut
do Brum ns. 6, 8el0.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Roa da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das c meias moendas para engenho, ma-
chinas Je vapor, e taixas de ferro batido
e coa do, de todos os tamauhos. Dar
dito. P
DEPOSITO DA FABRICA DE TODOS
OS SANTOS DA BAHA.
Vende-se em casa de N. O. Bieber 4
C, na ra da Cruz n. 4, algodao tran-
cado daquella fabrica muito proprio pa-
ra saceos de assucar e roupa para escra-
vos, por preco commodo.
Vende-se urna balance romana eom lodos *
seos pertences.em bom uso e de 2,000 libras : quena
pretender, dirija-te a ra da Cruz, armaxom a. 4.
COGNAC \ERDADE1B0.
Vende-w superior cognac, em garrafa, a 12J000
a duxia, e 19280 a garrafa : na rna dns Tanoeiros n.
2, primeiro andar, defronte do Trapiche Novo.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na ra do Crespo, loja da esquina que
volta para a cadeia.
Na ra
n4s
ados,
ses ; estes
tem desfiobertl
exhalar em o m
zam 16 libras,
ATTENCAO.
do Trapiche n. 34,
:te
sito de fe-
Ihores que se
fim, por nao
!x>, e apenas pe-
ra o diminuto pro-
co de 4$000 rs. cada um.
, Vende-se pipas, barris vazios e bar-
rica internadas: a tratar com Manoel
Alve? Guerra Jnior, na ra do Trapiche
n. 14. H
Potassa.
No ango deposito da roa da Cadeia Velha, es-
criptorio n. 12, vende-se muito superior potassa da
Russia, americana e do Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he para fechar conlas.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
cicas para piano, violao e flauta, como
scjam, quadrilhas, valsas, redowas, schc-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de J?ieiro.
Grande sortimento de brins para quem
quer ser gsmenho com pouco dinheiro.
Vende-se brim trancado delistras e quadros.de po
ro linho, .1 800 rs. a vara, dilo liso a 640, ganga
amarella lisa a 860 o covado, riscados escuras a imi-
lacao de casemira a 360 o covado, dito de linho a
280, dilo mais abaixo a 160, caalores de lodas ai co-
res a 200, 210 e 320 o corado : na ra do Crespo
n.6.
Alpaca de seda.
Vende-se alpaea de seda de quadros de bom goslo
a 720 o covado, cortes de la dos melhores goslos que
lem viudo no mercado a 49500, dilos de casta chila
a 19800, sarja prela hespanhola a 29400 e 29200 o
covado, selim prelo de Maco a 29800 e 39200, guar-
danapos adamascados feitotem tjoimaraes a 39600
a duzia, loalhas de roslo rindas do mesmo losara
99000 e 129OOO a duzia : na ra do Crespo o. 6.
CHALES DE LAN E ALGODAO,
ESCUROS A800 RS. CADA H.
Veudem-te enxama de cedro, travs de 40 pal-
mo de areeira, e saccas de arroz de cuca muito ne-
vo, a %00 rt.: m ra do Vigario u. 5.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & tompanbia
9B, Santo Amaro, achare para vender
nac-endas decannas tedas de ferro, de um
modello e rjorjttruccio muito superiores
Vende-ttebemebem acreditado rap Joan
Paule Coide.ro da fabrica do Bi0 de Janeiro ; rap
eaiii stem aceiji la sua eompo.iclo e aasemelhar-at
ao Je Lisboa f >*" > roma agr.davel ; ven-
de-ie-d*25 litt para clma.no deposito Reral da ra
da i>ox do Recata, casara. 17, e em libra e > reta-
da Crui do Kecife
lato Cardse de (.ouvai na rea da Cadeia do
Ren*, Jos Gomes Leal, Jet Fortnalo da s|v
Pul lo, Tliomai Kernandes la Cunha, Manoel Joa-
quim de Oliveira ; beece da Cacimba, Antonio Ra-
'1101; ra do Crespo, Joaquim Ueuriqae da Silva ;
roa do Qoeimado, MagathUee rS Silva, Teiiesra &
Sotiza ; ra Direita, Jet* Vietor da Silva Pimenlel;
patuo do Carme, Aulonio Joaqoim Ferreira de Sou-
za ; ra torga do Rosario, Viuva Dias Fernandes,
Manoel Jos Lopet, Barros 4 Irmao ; arierro da
Bes -Visla. Joaquim Jos Dias Pereira, Jos Vlelor
da 5iUa Pimenlel.
Vendem-se dous pianos forte*' de
Jacaranda", construccao vertical, e com
tocios os melhoramentos mais modernos,
tendo vindo no ultimo navio de Ham-
burgo: na ra da Cadeia, armazem n.
21.
PECHINCHA 1 1AIS lUMGIA.
NA RA NOVA N. 8, LOJA DE
Jos Joaqnim Moreira.
Acaba de receber pelo ultimo navio frasees:, om
maimiftco sortimento de borzeguins para ahora,
todM de duraque. mat qne pela delicadeza cea que
dao felot e consistencia da obra, muito deven agra-
dar ; accrescendo alm diste o preje, que apenas he
de :5>400 n. o par, bem tomo, aapalot de eouro do
lustre para tenhora a19600, ditos ale cordavo mui-
to novos a 19000 res, pagos na eccatiao da en-
tres*.
AGENCIA DA FIMICAO
EDWIN MAW, ESCHIPtOKl DE R0-
!>AS RRAGA & C, RIJA DO TRAPI-
CHE N. 44.
Tem para vender um completo sorti-
mento de taixas, moendas e meias moen-
dan par engenho, cuja superioridade ja'
he bem conhecida dos senhores'de stnge-
nho desta^rovincia, do* da Parahiba e
da Alagoas. desde quando taes objectos
do mesmo fabricante eram vendido* pelos
Sis. Me. Calmont&C, desta praca.
Vendem-te em cata de Fox Brolhert. oa ra da
Cadeia do Recife n. 62, relogiot de euro, ekef/doa
honlem pelo vapor inglec, de am dos ntelrioret fa-
bricaolet de Londres.
A Boa fama.
Na roa do Qoeimado, uoe qualro cantos, leja do
miudezat da boa fama n. 33,'vendem-se os teaoiolet
ohjiclos, ludo de muito boas qoalidadet e pelee pre-
ro mencionados, a saber :
Denles de tartaruga para atar caballee I9500
Dilos de alisar lambem de tartaruga
Dilos de marfim para alisar
Dilos de bofalo moilo linos 300 400
Kilos imitando a tartaruga pan alar cabello 19980
Legues fioissimos e
Lindas caixat para castora
Ditas para joiat, muito lindas a
Lu as prelas de torcal e con borllas 800
llil 1 de seda de eres sem defeito 19000
Lin dat meias de teda de corea para entecas I9SOO
Meias pintadat fio de Escocia pare criaug. 1240 a 400
Bandejas grandes e fina* e ajOOO
1 ra"icoi de teda de lodas es cret e largarle e de bo-
nito 1 padrees, filas finas torradas edetedot at lar-
surta e cores, bicot nnnsimn* de linho de bonitos
padioes e lodat at larguras, trtearat at mais finas
que he possivel enconlrar-se e d lodas as qualida-
des. meias e luvas de lodaa ae qualidadot, riqrisii-
inas franjas brancas e de ceVes com bar Mat propriaa
para cortinados, e aln 1 aira* mailiasi-
maa couaaa ludo de boa 1 qualidades,
que visla do muilo b 1 deliam da
agradar aoe Srs. compradoret.
CORTES DE 1ASEMIRAS
DE CORES ESCURAS 5 A 39000.
Vi;ndem-ae na roa do Crespo, loja da esquina que
volla para a ra da Cadeii
AOS SENHORES DE ENGENHO.
' w- a libra
EK> arcano da'TrWgnca o Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, e ^R|Wla>^^% j/
lonias inglezas e hollan comVywislP^
de vantagem para O >ramento do
assucar, acha-se a venda1, a latas de tO
iibns, junto com o metliodo de empre-
ga-ln no idioma portuguer, em casa de
N. O. Bieber 4 Companhia, na ruada
Crut. n. 4.
A boa fama
N ra do Qoeimado ote qualro cantos, loja de
miuriezat da boa fama n. 33, veudera-te oteegoinlet
ohjei tos pelos precos mencionados, e lude de mui-
lo hits qualidades, a saber :
Duzia de lexouras para coalora a I9OOO
Duzia de penlea para atar rabellts
Peca 1 com 11 varat de fila lavrada tem deftilo 19200
Pares de meias braneat para tenhora
Pecas de lilas braneat de finhe
Peca 1 de bieo etlreito eom 10 varas MO e 640
Carli irinhaa com 100 agnlhat. tortidat 240
Mac, de cordao para vetlido 600
Caixis com clcheles balidos, franceses 60
Escoratfinas para denles 100
Pulcsiras encarnadas para seeninas e senborat 320
1
4

4<
-
Vendem-se na ra do Crespo loja di esquina que
volta para a ra da Cadeia. -
Deposito de vinho de cham- fsf
pagne Chateau-Ay, primeira qua- ?
lidade, de propriedade do conde fl
de Marcuil, ra da Cruz do Re-
; cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a Champagne, vende-se
a 065000 rs. cada caixa, acha-s*
uncamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N.
B.-As caixas sao marcadas a fo-
goConde de Marcuile os r-
tulos das garrafas so azues.
Linhat brancas de nvelos o. 50, 60, 70 libra 19100
Libras de linhat de corea de novello
Groztt de boloes para camisa
Meadas de linhas finissimas para bordar
Meadas de linhat de peto
Carrileis de linhaa linas de 200 jardas
tiroz.is da boies mnilo fiaos para calcas
Caixis eom 16 novillos de lionas de marcar
Duzia da dedaes para tenhora
Suspensorios, o par
Machima de grampai
Carlas de alfinetes
Caixinhas com brinqnedot para meninos
Agulheiroa mnite bonitos eom agulhas
Torc Jas para candieiro, n. 14
Caiii ihat com agulhas rrancezat
Babadosaberlosde linho bordados e lisas, a 120 e 240
Alrm de ludo islo ontrat mailissimas causal todo
de muito boat qoalidadet, e qe *e vende mniliui-
mo barato netta bem conhecida loja da boa fama.
l boa fama
19000
160
160
100
70
280
280
100
40
50
100
320
200
80
160
av-
Deposito do chocolate francs, de urna
das mais acreditadas fabricas deParis,
em casa de Vietor Lasne, ra da Cruz
n. S:7.
Ftlrs-superior, pnra bauoilha. 19920
Extra fino, baunilha. I96OO
Superior. 19280
Quem comprar de 10 libras para cima, tem um
abale de 20 % : vendo-te aos mesmot precos e eon-
diedes, em casa do Sr. Barrelier, 00 aterre de Boa-
Vislan. 52.
Vende-se at" em eonhelet de ara quintal, por
preso muito commodo : no armazem de Me. Cal-
moni & Companhia, prac,a do Corpo Santo a. 11.
Risca io de listras de cores, proprio
par 11 palitos, calcase aquetas, a 160
o covado.
Vende-se na rus do Crespo, loi.i da esqoina que
volla para a cadeia.
Deposito de cal de Lisboa.
Na ron da Cadeia do Reeife, loja n. 50, Vtntinia
a vender-te barril com superior cal virgem de Lis-
boa, por prero commodo.
Vende-se papel marfim pautado, a resma a
Papel de pese paulado muito superior, retasa
Dito almaco sem ser pautado muilo bom
Peonas finissimas bicode lauca, greta
Ditos moilo boas, Broza
Caivetes fiuot de 2 e ,1 folhtt, a 240 e
l.apis finos enveruitadot, duzia
Ditos sem ser enveruitadot, duzia
Canelas de marfim muito bonitas
Capachos pintados para talas
Henala* de junco com bonitos cuides
Ocolos de armacSo ac, tedas as gradnacoe*
Ditot de dilos de metal branco
Lonelat com armario de tartaruga
Dilat de dila de bfalo
Carlcirat para algibeira, superiores
Fivellas douradas para calcas e colleles
Eaporas finas de metal, o par800 e
Tranc-.elint prelos de brrala para relogios 100 o 160
Tioleiros e areeiros de porcelana, o par 5oO
Caixas riqusimas para rape a 640 19000 e 19500
Carleiras propria para viagem 39500
Touciiriores de Jacaranda com bom rspelho 39000
Charuteiraa de diversas qaalidades sgQ
Meias de laia muilo superior para padrea 29000
Escovas finisimas para cabellos e roepa, navalhat
linitsimas para barba, luvas de seda de todas as co-
rea, meias pintadas e ernas de moilo boaa qualida-
des, bengalas muilo finas, linta encarnada e azul
aria para riseer livrot. Alm de lodo uto outras
i isimas cousas ludo de muilo boas qualidades
e qne te vendem mait barato do qne em ootra qual-
quer parle : na ra do Queimado not qualro cantos
na bem conheeida loja de miudezat da boa fama
n. 33.
49000
39600
29600
9300
640
400
20
80
320
600
' 500
800
400
9000
500
600
100
19000
ESCRAVOS FCQIDOS.
- Desappareeet no da 5 de crvenle, do bllegio
da Ceieeieto a Cruz de AIiim, VBI abn d, JE,
Mano.il, alejado de um do, pe, mel calvo na fren-
te, idade, pouco mais ou menos 40 anoe. sapaleiro.
parecr ler secuido para Rio dsIPeize, no combo v
detona vi.cem de Mr Brnneff'eufjjjbtonfao de se-
guir part o leo donde he lilho : rosjFee a lodas as
aolorl ladea o apprehendam, pois nleteva pattaaor-
le, ob.gando-nes a qualquer despeta.
V
FBBF. TYP.
1r
DE
M. F. DEFARA.-1855.


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