Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00615


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Full Text


AUNO XXXI. N. 185.
Por 1 ntezes adiantados 4,000.
Por 3 niezes vencidos 4,500.

SABBADO II DE AGOSTO DE 1855.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
E.M: ARREGAIH S DA SUBSCRIPCA'O-
Ivecire, o proprietrrio M. 1". ile Faria ; Rio ila Ja-
neiro, o ir. Joan Pereira Martina; Baha, o Sr. .
Diiprad; Msceiii, oSr. Joaquim Bernardo de Men-
donea ; Panhilia, o Sr. (iervmio Vielor da. Nalivi-
dade Natal, o Sr.Joaquim Ignacio Pereira Jnior;
Aracaly, oSr. Antonio de Lentos Braga ;Ceari, o Sr.
ra Jos eeOlivera; Maraahao o Sr. Joa-
iarques Rodrigues ; PinulijV Sr. Domingos
|no Ackile Pessoa Ceirence; Par, oSr. Jas-
noi ; Amaiona, o Sr. Jeronymoda Cusa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 1/4 e 27 t/8 d. |por 1.
Paris, 355 rs. por 1 f.
Lisboa, 98 a 100 por 10.
Rio .le Janeiro, 2 por #/0 da rebate.
Acedes do baneo 30 0/0 de premio.
da eompanhis de Beberiba ao par.
da companhia de seguros ao par.
Diseonto de leiirai de 8 a 9 por 0/0.
METAES.
Ouro.O neis heapanholas* .
Moedis da 89400 Telhai.
de 69400 aovas.
da 41000. .
Prtta.Pitacoos brasiliiros. .
Pasos r.olumnirios, ,
msxieinos. .
29*000
169000-
16000
99000
14*
1*940
19860
aete ornciiL.
MUfO DA PIIOVINGI A.
Bu *'* agosto.
^^^Hn\*ni. marechal commandante das ar-
h de haver indeferido o requeriroen-
ITalferei J.uii d Qneiroz Coulinlto pedia
p,ira consignar de sea suido nesta provin-
IIa de IQjOOO res m:nsaes. vial f a Ihe-
l'aaend* informado, que o mencionado al-
percebia'peta mesma tliesonraria o seu sol-
Jiaver presentado sna de soecorrimenlu.
asmo, para mandar apresenlar ao juiz
municipal di segunda rara desi.a eidade, um soldado
1 cavallarin afim de letargos subdelegados 04 edi-
*a relativos prxima reun; o do (fe.Inleirou-
^Hpjpradito ?
DiloA%nesmo, reeommendaado a expedlcio de
a ordeflf para que o soldada,* 9. batnlhao de
llamara Flix Feliciano Bartsnlf v aervr na co-
I emita r de Piraenleira*.
HtoAo Exm. commandan.e superior da guarda
tonal do municipio do Reci >, Inteirando-o da ha-
r aatorsado ao inspector da thesonraria de fazen-
4a, mandar pagar 01 vencimcnlos dos ofliciaea do
exercilo, embregados na mesrra guarda nacional, e
bem assim odo cornetas relalivamenje ao mez de
iMUsno, orna ver que estojam nos termos legaes
folhne pril que S. Kxc. remetteu.
Ditoo chefe de polica, declarando qno aulori-
sra a snapsiclor da thesonraria de fazenda a man-
ijar ao alferes Francisco .los Joaquim de Bar-
ittancia das diarias abonadas aos tres re-
S. S. se refere, nma ver. que estrjam nos
1 os prets que S. S, remellen.
iBesmo, aecusandn receido o officio em
>S. S. reprsenla acerca dos inconvenientes que
^^Bb> ser f-iln pelo carecreiru da ca lmenlo diario dos respectivos presos, e ni
a reiposla que deve S. 8. continuar a seguir
lema ale agora adoptado 11 respeito de seme-
p fornei intento.Communicou-se thesoorara
acial.
,__itoAaj'iiz relator da junl dejuslica, transmil-
ndo para m r relatado em sessao da mesma junta, o
Itrucesso verbal do soldado do 2. balalhao de infan-
tera Francisco Jo Joaquim. Parlicipon-sc ao
manchal commaudanle das ar.-rias.
DiloAo director daa obras publicas, declarando
Ei leudo em vista as suas informantes dadas acerca
equerimenlo em que Manoel ('.aciano de Medei-
ros, arrematante do ti lance da Irada do ral, pedia
para sar inrfemnls ido da importancia dos maleraes,
que biyia depositado para a obra da bomba que se
pretenda fazer 110 riacho Afogadinho, lancou em di-
to requerimenlo o despacito ssguinle:Remetlido
*o Sr. inspector da Ihesouraria provincial, pam man-
dar pagar ao supplicanle a quanlia de 472)000 rei,
em que forarn avallados pela teparti;ao das obras
publicas, os rialeriaet de roe se trata e bem assim
ns IrabjUios fpilos pela aswplicanle.
DiloAo niesmo.recommendtindo, de conformid-
ile com o que requisilitu a cmara municipal detla
fctade, que promova com hrevidade o cal^amenlo
ilasraas travesas que em segumenlo da ponte
isoria dao entrada para o bsirro do Recife.In-
lairoa se supradita cmara.
svAo liiapeclor da thesoitraria provincial, re-
< oinniendandn que, de cottformidade com a sita li-
pa numero 770, mande pagar a lrinco Coellio
a, arrematante do 4. laaca da estrada da Es-
1 seis bracas cubicas de podra
Jante eilralno, desconlando-se
1 tantas bracas de trra e a*
L^ ellu empregado.Coro-
jebr poMmss-
i.nicipal 1I0 llecife, tranmt-
1 devida execucn, copia das posturas
Bu e foram rameltidts por aquella ca-
maroesque remelle por copias, ministradas pela Ihe-
souraria de fazenda.
DiloAo mesroo, inteirando-o de haver expedido
ordem.ao inspector da Ihesouraria provincial para
que, estando nos termos legaes a coala que S. S. re-
mellen, seja paca a Simplicio Jos de Mallo a quan-
lia de a&VsROt r.., ein fue importa a deapeza fsi-
ta cora o sustentaadus presos pobres da cadeia du
Brejo. >
DitoAa conimaiidante superior da guarda naci
nal do municipio de Goianna, para mandar postar
em frente ila igreja matriz daquella cidade no pri-
meiro domingo de ootubro findouro, a hora do eos-
tome, una guarda de*honra, afim do assistrr a festa
do nrago e acompanhar a procisso que lem de sal i r
'la mesma igreja na ta'rde desse da.Coromunicou-
se ao respectivo vigario.
DiloAo inspector do arseaa! de marinha, dgela-
rando^Jfcver o Exm. presidente do Rio Grande do
Norle^rliclpado, que mandara pagar o frete dos 10
barra de plvora que foram remetldos para aquella
Erovincia na barcara da que he mestre Guilharme
arbosa dos Santos.
DitoAo joiz de direilo de Po-d'Alho, eammu-
aicando qoe aulorisra ao inspector da Ihesouraria
de fazenda a mandar entregar a Smc. a quanlia de
4O8000 rs., em que mporlam os utensilios necessa-
rios a cadeira daquella villa.
DitoAo inspector da Ihesouraria provincial, in-
teirando-o de haver concedido jnbilacSo ao professor
de primeiras leltras do collegio dos orphSoa, Jos
Polycarpo de Freitas, de conformidade com a le
provincial n. 363 de 4 de maio do correte anno.
Fizeram-se as outras communicacoes.
DitoAo jniz municipal supplente em exercieio
no termo de Barreiros, dzendo que, com o parecer
qne remelle por copia do conselheiro presidente da
relacao, responde ao officio co.-n que Smc. envioa o
requerimenlo que devolve do padre Joaquim Xavier
Porlella.
DiloAo memo, declarando que com o parecer
que remelle por copia do conselheiro presidente da
relncAo, responde ao oflieio em que Smc. consulta se
o bacharel Amero Manoel de Medeiros Furlado, na
qualiiladc de delegado daquelle termo, pode oa nao
exercer a profissao de advogado, e devolvendo o re-
querimenlo de Francisco Cvalcanti de Albaquerque
Mello, o qual velo annexo ao cilado oflieio.
DiloAo ciimmainlanle do corpo de polica, re-
commendando qne mande apresenlar ao inspector da
alfandega com urgencia, miis 15 soldados e un cabo
daquelle corpo, para coadjovarem a arrecadacn dos
salvados da barca franceza Guttaeo II.Cominuni-
cou-se ao referido inspector.
TRIBUNA!. DO COMMERCIO.
Seiiilo judidaria de 6 de agosto de 1855.
Presidencia do Sr. dezembargador tirmino Antonio
de Sonza.
A' 11 horas da manli,1a eslatn
Dzs. Agosiinlio Ermeiindo de I.
Jos da Silva Santiago, e os. Srs. depulados com-
mereiantes Joao Pinlo de I.ems, Jo;To Ignaeio de
Medeiros Reg, Jos Antonio Basto e l.uiz Antonio
Sequeira, fi lida e approvada a aela da sessao an-
lecedente. W
O Exm. Sr. desembargados presidente apresenlou
um oflieio da presidencia de 3 do torrente, enviando
6 ejemplares do rcgulamenlo n. 1597 du I de majo
deste anno.
OSr. desambargador Leao mandou com
Cobre.
Tintas.
Tenido
puro
Tecidn
mes os Srs.
(fiscal) Caelano
eorador dos orphos, para dizer por parle dos meoo-
KiuA remara municipal de Uaranhuns, diien-
o qne,com n parecer qrj| remelle por copia do eon-
iieHiefro preSi lente da relaco, raspn le ao oflieio em
que t mesma camsra participando o fallecjmenlo ito
jniz de paz do 3." anno do distrieto de Palmeira, do
, do 4. anno do distrieto do Poco-comprido, e do ,1o
2.* aoim do distrelo d'aqnellti villa, consulta ao
atesoio lempti se pode ott nao chamar a um imme-
diato da cada um dospdislrielos cima raferidos, nfim
de ser emposta do ou se deve o mais votado' como
Jupplente ser o juiz de paz dos anuos em que falle-
cer. aquelles juizes.
8-
HeanAo Exm. marechal cinimaadanle das ar-
1," recommendando a exped ijo de snas ordens.
tara que, de conformidade com o disposto no ari-
to do regoUmeula n. 113 de 3 de Janeiro de 1842,'
tejam addidoi companhia de artfices os seis meno-
res da compaskia de aprendizes do arsenal de guer-
ra, mencinn*j|lHa relacao que- remelle, os qaaes
foram classHH aa mancebos. Communicou-se ao
director du aisenal de gaerra.
DiloAo mesmo, inteirando-o da haver autorisa-
do ao impedir da Ihesooraria do fazenda a mandar
cnlregar ao commandanle de nono balalhaorie infan-
laria, ,\ rmpoilancia dos feitios das sobreeaaacas que
se mandaram fazer para a msica do mesmo ba-
talhao.
DitaAo Exm. conselheiro presidente da relacao,
pira dar o sea parecer uceara do officio em qne o
jniz de distilo da comarca de Pi i-ri'Alho, consulta a
qiem competo escrever na provedoria de capellns a
residaos, s ao eserlvao de orphiM ottao escrivflo do'
jtiit municipal, em vista do aviso 11. w do minislerin
ai justica de S de jnnho de 1818.
DiloAo inspector da Ihesouraria de fazenda, re-
otmataadonde que, vista da nota que remelle, man-
as aasntasnenlos de prat.a de Francisco Jos
a Seve no Marques, qne te conlrataram para
sexto hatallio de infartara da guarda ita-
cates municipio, o primero na qualhUMe de
orntla-miir, e o segando na de corneta.-jBrlici-
pou e ao Exm. commandanle superior.
DitoAo chele de polica, devolvendo arelado
das diarias abonadas, aos recrutas de que trata o seu
Picio sob n. 34t>. afim da que expeca suas ordens no
sentido de ser ella reformada nos termos das infor-
if atmUadna^ apoellacao aatn pastos.
Appellanl* Jo.tu. Cardaao Ayres.
Appellada a viuva Mirtina de Carvalho.
Nao liaveudo mas nada a tratar o Exm. Sr. de-
sembargidor presidente, deu por linda a sessAo, le-
vantando-a ao meio da.
(Mam a va per.
Total.
Entradas a sabidas reu-
nidas. .....
ta mo
EimiOR.
IX1ERESSES MATERIAES DE ROMA-1853.
Hcincoulestavel qne adminslracao pomifical,
ibora nao lenf-'
do lalvez como o
embora nao lenhl tido um melhoramenlo t,1o rapi-
lesejariam os verdadeiros amigos
,da Sania Se, esUto mni sensivelmenle em raminho
de progresso. anos o governo esl decidido a tor-
nar enlrnr no syslema das concessoet polilicas que
iao funestas lite foram a primeira vez, mas he do
seu dever concentrar .eus estorbos sobre moa situa-
cao econmica desprezada desde teculos, e que alias
he urna das queixas das populices contra o governo
llteocralico. Esta necessidade foi ltimamente com-
prehendida m Roma, e ja demos a eonhecer as me-
didas lomadas para xtensao das vas de rommii-
nicaco, e o eslabelecimento de caminhos de ferro,
assim como a solirilude eom que se Irabalha ja para
a liquiU^ao das antigs coolas daa rends do esta-
do, j rrgularisa;io dos novos orcamenloi. Vm
tos mais importantes melhoramenlos ultiinantente
inlrodoztlns na administrarle romana lie o systema
de publicidade, que o governo adoptou para os actos
o feilos gue enlram no dominio da economa polti-
ca. Este syslema he applicado regularmente desde
IKj2 ao morimento do eomroercio externo. A ad-
miuislracao da,s alfandegas rumanas tem apresenta-
do, desde essa poca, sob o Ululo l'mspeii,, delle
merc mlrodelte ed etlratlr tul 1851 .protpcc/o
das entradate tahiiai em 1851), um resumo das
trocas do pair. cora -o eslrangeiro, cojos principies
elementos os annaes do commercio externo repro-
duzr-m, aiiiiexandn-lhcs aa informacoes d.i admi-
nslracao franceza. Assim se poder.i fncilmenlesiu-
zar approtimalivamenle das furris productivas de
uirv p.iz, ao qual para prosperar s tem fallado lal-
>ez ale hoje um impulso mais vigoroso da parle d
governo, e um pouco mais de aclitiaade da parle di
sociedade.
in^oi1'1"1 ,li,s lr0C,s em 1850 T
103,338,000 francos,
francos. O crescimt, ,
de cerca de 6 mil lotes.
1
0 IiTADOR DE TIGRES. (*)
Por PialoJrai.i.
Alfoidlrja moda.
Nasse dii havii iude movimenlo nos arroizens
da Lewis. A mnttidao dos fregner.es apinhavi-se ios
balcoes, e os caixeiros nao sabiam a quem oovissem.
As salas da experimenlacAo eslavam igualmente
eluda*. -
_ O leitor comprehender essa affl leticia quando Ihe
tivermos dito qoe um rarlaz suspenso a porta ds
Lawis mostrav orgulhoismenle nslai qmlro pla-
tias escripias nm Ultras da ouro: tornecedor de
Chrislian Mac Aulay.
Ouegenlleimn teria ousado apparecer as reu-
sites sem ler ilgami cousa de Mae Aulay 1
Kalre os homens qbe sitiivam os balces havia
lasihem algnmss mulheres ; porque Lewis pozera i
v*ida spencersChrisUip.eimszi.nasMac Aulay.
-. No fondo dos armazen havia um salo raobilha-
00 com esmero que dava para o quarlo de Uvis,
oe.de o ilfuale di moda recebia as pessoas de qu.li-
lado. gualro espelhos magnficat permiltiam aos
frtguezes verem-se de alio a baixo, e enlre os espe-
IIhis algumas poltronas do seclo XVI oslentavam
tZ'JZJx !"r,,.Mtoi junto de bahus do
lampo de El sab-lh. Esse senhor Lewis era um ho-
rnera de goslo! A prova disto era que reunir nes-
si ma destinad; n expwnnenticao dous iropheos de
amias anligas ios mais maravilhosos.
t,'uf*W. "' de inalhas, brajaes, escarcellas,
joelheiras, libtaes. celadis, goUs, lachas de armas,
espalas de duas maos, rodelas e punhars de Toledo,
Havil sabreludo nesses Iropheosdous arcabuzes com
Mas forquilhas, que excilivim vivamente o inleros-
se dos conhecedores. Enm duas espantosas machi-
nas de guerra, cujos lavores nuifundos eslavam
cheios de vener.'.vel ferrugem. O pobre Courlenav
destocara o bre{o querendo fizor portara com o
menor delle*.
' Nene salflQ adornado com arle o commodore Ro-
berto Davidsoii media-ss na DMChim melriei d car-
vilho velho qae, segando nffirmav Lewis, perten-
eriao atraale de Henriquc Tudor.
** Venha ver, senhor Lewis I r iclarnon o eom-
medora, o qual eslavn imtnovcl, de pernas tesas e
retando a respiracao. Aposlei qu: litha a mesrtia
eslUuva que elle.
-Com 1 difforenca de qmsi duas pollegldis, dis-
#a effleialque diriga 1 machina.
"LvlL'**"'' ('"das 1 prolusin o rontmodo-
c^v^.?^,rende *-wohor M,chi,s?
() VWo/Jwian.1W,
era 1R50 re ivaliado cm
> era 1851 em 109,348,000
ms. O dereseimo, pon, de um anno aoulro he
Els o quadro por impor.la-
Mac Aulay lem cinco pollegadas, e
nhoria lem sele, disse o alfaiate.
a Tr Pnii t,>ne't! Ea enviara ao diabo 1 NSo po-
de Vaic. forcejar quando digo-lhe qoe assim faca *
O oflicul toreen o parafuso, e n braco superior di
machina eslalou, lito forte era a pressa
sobre a rabera do commodore.
que exercia
Assim fre-se, Milord I disse Leis.
Nao receie, senhor Miguel! E vosse, Lewis
va cuidar em teus negocios. Aiuda ha duas polle-
gadas de dillerenca '.'
Pouco mais ou menos, responden o alfaiate.
Umi express.io de amargura issombroo o semblan-
te do commodore, o qual saltn como furioso fura
da machina, exclamando:
Duas pollegadas! houve. ron f! E demais
qaem jfvto medir com bolas? Ajode-me aqoi, se-
nhor Micluels. j t ,
O alfaiate execntoa-se como bom rapaz, e o com-
modore depois de lar alravessado a sala descalco,
vollou triumphanle s machina.
Ye-ha, Lewis, e forceje lealmenle dcsli vez I
Lewis loreeu o parafuso com toda 1 foica ; a ma-
china gema, e o commodore fazia-se vermelho
Anda ralla urna boa pollegada, disse o alfaia-
te lomando alent.
, O commodore abaixou a cabera, e volUiu s bo-
las murmurando :
De certo, Vmc nao quiz forcejar devidamenle
Todos sabem que Mac Aulay e en somos da mesma
eslaluri... Mas haver sempre invrjosos!
Bom da, Lewis, disse lord John Tanlivy o
qual entrou com o chicle na roSo ; quero urnai so-
brecasaca amarella ..
Como a de Mae Auliy I acabou o alfaiate. Mi-
chiels, v servir s Milord.
Que genle estpida sao esses imitadores! mar-
murava Roberlo Davidsoa esforrando-se por calcar
as bolas. r
Enlre, Mitadv, disse sir Arlltur, o qual dav o
braco a lady Harriel, barqnness Monteagle.
Tsso lie de goslo exquisito I comecou a baro-
neza.
Mas quando nvislou o commodore, que lulava
comas botas mulo estreilai, exclamou cohrindo o
rosto com horror :
Oh.' que cousa repulsiva!
O commodore abatido pela consciencia de sen cri-
me de lesa-decimca, occullou-se atrs de una cor-
lina, cmquanlo sir Arlhur dizia adtoi-;'
4~MMa Naqitella idade, disse o commodore quando a
baronez. relirou-se, fuer semelhanle extavagan-
cia Eai reflectia,Uwis;sua machina mtrica he
mu bella como objeclo de curiosidad!; mas lalvez
nao sea jarta. laci-me um vestido de amazona pa-
ra miiiha nit.ti. Se ella imitaste algoem, en a rene-
girit I
Balen mm o |> no cliao tanto para apoiir 1 phra-
eitrrln* 1
PARTIDA DOS COR REOS.
01 inda, lodosos das
Caruirr, Bonito e Girtnhuns nos dits 1 15
Villa-Baila, Boa-Vtu, Ex eOuricury, a 13 e 28
Goiinm e Pirabibi, segundn e seitas-feiras
Tieloria e Natal, as quintls-feirat'
PREAMAR DE IIOJ*.
Primeira as 2 horas 54 minutos! urda
Segunda as 3 horas 18 minutos dt manha
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundasequinlas-feins
Relacao, tercas-feiras e sabbados
Fazendi, quirtas e sibbados s 10 horas
Juit do commercio, segundas is 10 horas e oas,
quintas ao meo-dii.
Juio de orphaos, segundas s quintas s 10 horas
1* Tara do cirel, segundas a sextas ao meio dii
2* vara do eivel, quartas e sabbados ao meio dia
EPIIEMERIDES.
Agosto 4 Quartominguanteas 7 boras 1 mi-
nuto e 4i segundos da Urde.
> 12 Lua nova as 4 horas, 32 minutos e
44 segundos da Urde.
a 20 Quarto erescente as 5 horas, 3 mi-
nutos e 45 segundos da tarde.
27 Lua cheiaa Ilion, e 31 segun-
dos da tarde.
DAS DA SEMANA.
6 Segunda. S. Xisio p. m.; S. Filieissimo.
7 Terca. S. CaeUoo Theatino fundador.
8 Quarla. S. Cyriaco diac. m. ; S. Emiliino b:
9 Quinu. S. Romao soldadom.; S. Sectindiano
10 Sexta. S. Lourenco diem.; S. Astheria.
11 Sabbado. Ss. Tiburcio e Suzana mm.
12 Domingo. II. S. Clara v. m.; Ss. Aniceto a
Foniino raro, irs.j; S. Euprepia.
ci e expsrta;,1o e segunda a natura
ras im 1851:
fmportarao. Exporlaeao.
Escudos. (1) Escudos.
Substiuciasani-
1.785,633
mercado-
Total.
Escudos.
maes. .
Substancias ve-
getan.. .
Substancias mi-
neraes. .
Producios fabri-
cados. ...
-',224,127
995,883
5,592,618
1.510,351
5,441.701
244.714
2,506,699
3,325,984
7,665,828
1,240,597
8,099,317
Total (em escudos 10,598,261 9,733,465 20,331,726
(em francos57,108,000 52,366.000 109.381,000
Se a exportado e a importarlo eitao quasi em
equilibrio, v sa que a exportarlo qu.inlo aos ato-
daetoa fabricados he relativamente mulo iraca, en-
tretanto qae quanlnas materias primas he relativa-
mente muilo cans Jcravel.
As qualro eilegorias de mercadorias que figurara
no quadro cima se decompe pela maneira se-
guinle :
1."Importares.
Animis vites (ea-
vallosv'gado, car- Eicndos.
70,36.5 cibeeas. 337,800
18,271,000. Iibras(2 568,100
3,151,000 264,400
977,000 222,300
16,190,000 647,600
3,211,800 257,000
3,636,000 218,200
21,560.000 329,700
1,971,000 286,600
313,01)0 212,800
neiros, por eos etc.)
Peixe sallado. .
Pellame. .
Cera.....
Assncar. .
Cafe.....
Tabaco em folha.
Ferro. .
de ilgodao
3,177,000
5,839,000
de algudao
com mistura de li-
nho......
Tecdo de l.ia pura
on com mistura.. 707,000
Kazendas de seda. 11*5,000
MercearUs. 352,000
Obras de ouro e de
pnli..... 6,683
2." Exportares.
Animaes vivos. 80.893 cabci-as.
I-'1-..... 912.800 libras.
taraos e farinh?. 276,028 rublos.
Arroz.....9^l.478 libras.
Cauhamo e estopas. 52,192.000
Tecdo com mistura
de linao. 9,931
Tecdo com mistura
de ilgudao. 1,510,575.
Objtctos de irte. 419,179
Os documentos publicados pelo governo pontifical
relativamente i navegaran dizent, respeito anvlniis
principaes porlosdo paiz, Ancona.e Civila-Veechia.
Para etles dous porlos o nial das entradas e saluda.
be de 5^21 navios, e 524,229 luneladas.
Esle movimenlo se divida da maneira seguidle:
Ancona.
Entrada (N"'0 vela 1,158 navios. Toneladas
dem a vapor
ToUl
Sihidi^?vi0"le '
730,900
1,120,800
866,300
729,800
380,000
90,000
927.363
180.023
1,732,160
118,072
2<938,000
3,831
312,965
459,511
1,226
2.440
Vecchil.
1,107 uavios.
a**
99,677
197,013
Toneladas.
Total
Sabida,*"0' de veh-
(dem a vapor.
Total.
Entradas e sabidas reu-
nidas .....
KeuiuAo para oa dous
porto.
16:1,506
163.710
327,216
524,229
Desfalcadas as operafesde cabolagem.o intercor-
so apresenlou em 1851 em Anconi um movimenlo
de 1,332 navios, e de 130,781 toneladas, perlenren-
do mus do ler^o 10 pavilho romano. A Austria par-
ticipa com 902 navios, a Inglaterra e suas depen-
dencias com 119, a ('.recia eom 65, is Duis Secilias
cora 152. e a Franca com 24 somenle. O restante
toca as libas Jonias, aos Estados Sardos, Suecia,
iSiroega, a Turqua, a Toscana, etc. Nos 24 navio,
que representam o iulercurso entre Anconae os por-
los franceses nao se eonla um s navio vindo de
ierra Nova com bacalho.
Eis emm os principaes irligos do commercio de
Aneoni im 1851.
'. I.IMPORTACAO.
Principaes pahei de proveniencia.
_ ,' Francos.
Tecldosdoalgodao.......2,803,000
Ingfaterra. 1.809,000
Austria. ... 990,000
dem de laa de seda e de lioho '. 2,720,000
Iglilerra 1,701,000
Auslria. 981,000
Algodao.im broto e fiado ...... 1,569,000
Inglaterra. 1,264.000
Austria. 302,000
trro, ico, obras de ferro e onlros me-
,ae>...........1,386,000
Inglalern 993,000
Austria.... 374,000
Peixe secco. salgado e de fumo. 1,386,000
Inglalerra. .
Siena e Noruega
Assncar
Cnuros
Franca. ...
Hollanda .
Auslria .
c pelles preparadas.
701,000
571,000
320,000
218,000
129,000
697,000
521,000
(I) O escodo romano he de 5 francos 38 cenlimos."
f2) A libra romana he de 389 grammas.
se, como para assegnrar as botas, e desembaracar as
_ ~ ,A prpposilo. exclamou repenlinamenli, anda
Mo Ihe disse? Eslou agora mulo bem com Udy
Bndgeton. Que mulher! Mas nao sei porque ell'a
aborrece laomorlalrasnle o pobre-Mae Anlav. Que
rir..a?'. '"'v11" ^'"" P'wmlhe umtoineo
por cada veno; Vmc. saba sso 1
N3o, Milord, respondeu Lewis.
n 'Jempre ,udo Prim,iro que os onlros, disse
o commodore com orgulho.
Depofs approximou-se confidencialmente, e ac-
i^T."" "ar "?"""- inda..... Edgird e Mac
Auiij... 1 polica os tem impedido de reunr-e.
Ue veras ? disse o alfaiate.
Aulay.'" ma",,aa eU* Perdeo 8 P'l de Mac
noc.nfiaa',laD,'3a' tor"ou Lewi >" perfela *in-
c.,ivcT.iearmaToi,leinor pedi ""^e<"-
r^^!^ffrtte^MMW o commodore eom
son eu que os faro
" re Chris-
A11 siria. 371,04)0
llespanha 85,0(0
Duas Secilias 68.0IB
Drogas e medicamentos .... 7L 537,000
Austria. 357,000
Duas Secilias 86,009
Inglaterra. <)9,O0)]
Segoemao depois ni das iinparla{6M secundarias
as pequeas pilles em bruto e as pirateras,
Siiinralliaria, a casca de carvalho, a ntodeira de lo-
aa sorte, ocif, a cera, o annil, os >a|eos, a laa
lavada, o tabaco, o chumbo, ele. %
2.EXPORTACAO.
Principaes paizei de dcstw.
Cereaes
Sodas cruai
Tccidos
Auslria. .
Inglateira.
C. .
I ranea .
Inglaterra .
Auslria. .
Auslria. ,
libas Jonias
Grecia .
Enxofre......
Inglalerra. .
Madeira de conslruecfo
Inglaterra .
Franca .
2.022,000
1,878,00(1
yoaooii
513,000
201,000
67r,00
372,000
295,000
627",06tl
" 35,0fj'
261.000
Francos.
4,651,000
1,615,000
1,455,000
627,000
569,000
f exte-
Siniga-
O ilgarismo dos cereacs comprehendi is ixporla-
ees de trigo, milho, arroz, legumes secejs, biscou-
Ins e massas alimenticias. De Aleona esportam
alm disso massames, trtaro e crmor de trtaro,
couros e pelles preparadas e n,lo preparadas, leos,
peixe, cebo, tabaco, arafrio etc.
Um dos principaes ceirs do eommereio romano
he a pequea cidadedeSinn|aglia,em alguuia distan-
cia de Ancona, no Adri.lico. Todos os annos ha
nina reir imporlanlissima. que se abre ordinaria-
mente a 20 de jullio dura quasi tres semanas. O
seu movimenlo em 1852 operou-se por 169 navios,
eareceitada alfandega foi nessa occisiao de.......
293,560 francos 89. e. As operaces fam sobre
madeiras de carpintera, le tinturas.
canella, drogas e medicamentos, crenv
canbamo, fios de ouro ou de prata, di
los inanofictundos. graos, arroz, a;
laes, pelles, couros seceos e salgad!
des, pello de camello, peixe, seda
joi.is, rclnjotras, quincalharias e sa.._
Como o alleslam os Annaes do coi
"sor, as remessas de Franca para 1 fei _
Ka sao pouco considerareis, e lodavii poderiam ser
mui consderaveis, se em geral 11A0 fosseai de arli-
gosde subido valor, islo lie, lobremaneira fin is e
de qunlid.tde milito superior, e por consr-guinte ca-
nssimos. A adminislrac.o do commercio francez
lem minias veze feilo esta observacao ios expor-
tadoras ; ella jelgon dtver renovi-li em seas di-
versos avisos ( eutobro de 185:;.
O commercio da Franca com os Estadas Rumanas
alcou cm 1851 nm valor total de 7.678,000 francos,
dos quaes 2,599,000 sao de importac.io e 5.078,000
de eiporfacao. A importarlo consisti principal-
mente em taboado, pelles brotas de cabrito, 'cabello
de cabra e de cabrito, ossos, e cascos de gntio. (Juan-
lo a exportara eis o qnadro.
Assncar, refinado (11,000 quintaos),
Tecidos ('!'.......
,de laa.......
Cobre em lamina e balido. .
Tabaco em lolba...... .
Mercearia e boloes......
Assucar eslrangeiro. \ .
Caf. ..........
idruntem,..*-. ....
ellemlo
771,000 Fr.
6I5JJ00.
,000
3
Vlnbi
ios 6,092 heclollros). .
Elleitos de moda......
I'apelao, papel;livros e gravuras.
I'el les I rabal hadas......
Tecidos de algodao.....
Alcool(902 heclolitros). .
Diversos artigos......
L-2,000
2>,000
15)2,000
4>.-.,o K)
1"8,000
160.000
147,000
118,000
111,000
86.600
1,117,000
Tolat 5,079.080 fr.
Considerado no todo o moviroento martimo e
commerciil dos Eslados-Romanos esl longe de ser
o que poderia ser; mas baja melhurimenlo da sita-
cao financeira, desenvolvimenlodas vas de enmmu-
nieacao, como he de e.perar, seguado a marcha qoe
segu 'o governo ponlilical, que o commercio nao
lardar de participar dessa benfica influencia. Por
pouco que as populares italianas parecam proprias
para essa poderosa e incansavel aclivdasle que nos
oulros povos produz lanas maravilhas na industria.
ni navegaran e no commercio, logo que 1 admins-
lracao romana liver tocado ao grao de pcrleico.que
a sciencia comporta hoje e cojo modelo lie offere-
cem lanos paizes, o traballio tendo mais facilidades
e animarao progredir. Tudo se encadeia ni vida
das sociedades e lime boa admiiiistraeao he a pri-
meira condcao da prosperidad publica :, ella he
tambera por cousegaiule o primeira dever dos go-
verno*, e este dever he mais imperioso aindi, por
assim dizer para um governo que nao podenda f-
cilmente conceder liberdades polticas, nao lem ni
ordem temporal outras vaulagens que prometter ao
paiz sonao a paz e o bem estar.
{Annuaire des deu.r mondes).
IDTERIOR.
RIO DE JANEIRO.
SENADO.
Da -.' a Jmnfco dt IS55.
I.ida e approvada a acta antecdeme le-se o ss-
guinle expediente.
Sao eleilos por sorte para a depaUcan qae lem de
receber o Sf. ministro da marinha os Sr.. Paula
Pessoa, Vergueiro, e Sooza Franco.
ORDEM DO DIA.
Enlra em ntlima discussao a emenda ora do Sr.
Paula Pessoa, feita e approvada na 3 discussao, da
prnposic.lo da cmara dos depulados relativa i natu-
ralisarao de Ivo Edwin Roherts, e oulros.
Julgada discutida a materia he approvada a dita
emenda nova ; a* igualmente a proposicao com a
emenda da 2'discussao, para vollar a Cmara dos
depulados, devendo ir prmeiramenlo commis-ao
de redne^ao ; julgandcse prejudicada a resoluto
da commissao de constiloicSo de 19 deste inez por
estar romprehendida na sobredila emenda do Sr.
Paula Pessoa.
Sao approyadas sem dbale em 1 c 2 discussao,
para p.i-,,r 3, a proposicao da cmara dos depu-
lados pruvando a penso concedida ao furriel refor-
mado Francisco Pereira da Costa, e em 3a discussao
para ser enviada sauce,-Vi imperial a proposicao da
mesma cmara aulorsando o governo a conceder
dos anuos de iicenca cora os respeclivos ordena-
dos so juiz de direilo Marcos A ionio deMacedo.
O Sr. Presidente submelle a votaeflo os arts. 1,
2" e 3 da proposta do governo fixando as forcas de
mar para o anno linanceiro de 1856 a 1857. os quaes
liontem furam julgados disculidos, e sAo lodos os ap-
prov.tdos. .
Sendo ntroilui lo o Sr. ministro da marinha com
as formalidades do estylo, loma asenlo na mesa, e
contina a 2 disenssao, adiada na sessao anteceden-
te, do art. 4 addilivo das emendas da cmara dos
depulados sobredi* proposta.
Julga-se disentido o dilo art 1 addilivo. .
Segue-se a discussao do arl. f addilivo.,
Jolga-se discutido ; e passa-se a discutir o art. 6
addilivo.
Jnlgado discutido o arL fi addilivo, relira-se oSr.
ministro da marinha, e sao approvados os arts. au-
ditivos l,eli,f igualmente a proposta para passar
.. 3" discussao.
O Sr. Presidente da para.ordem do da ; 2" dis-
cussSu das proposii;oes do senado sobre os esladan-
les Jo3j Baplista dos Cuimaraes e JoSo da Silva P-
nheiro F'reire, e autorizando as congregarles das
Facaldades de Direilo e de Medicina a admitid- ,1
matricula os esludantcs que se aprcsenlarem al 10
das depois de fechadas as matrculas ; Ia discussao
da proposita,) da cmara dos depulados angmentan-
dj as depulaces das provincias do Rio de Janeiro,
Sergipe, S. Paulo e Piauhy ; Ia discussao
scao da mesma cmara designando o le
accesso dos capelbles do exercilo; I
proposicao da mesma cmara, auloris
no a mandar pagar a Joao Daplisla
vencraeiiios qoe sellie devem t "
30
l.e.-se e approva-se a acia da ses:
Io secretario d, contado seguinte
Um oflieio do Sr. ministro da ju*JJ_
os autograpliossanQMdas das resoliicies da assem-
blca garal approvafJBls aposenladorias concedidas
ao juiz de diresto llawoel Joaituioi de Sa Mallos, e
ao conselheiro Bernardo de Soza Franco em um
lugar de desembargador da relat.o do Rio de Janei-
ro. Fica o senado inleiridn c manda-se commui-
car ;i cmara dos depulados.
Outrojlo 1 secretario da mesma cmara, acom-
panhindj a seguinte proposicao :
a A asserabla geral legislativa resol ve :
Arl. Ia He approvada a convengan celebrada
estire o governo do Brasil e o governo de' Portugal,
m dala de 12 de Janeiro de 1855, acerca da repres-
sao e punic.io do crime de moeda falsa, na parte
que he da allribuicao da assembla geral legislativa
do imperio.
Arl. 2. Ficam derogadas quaesqaer disposi-
Ses em conlrsrio.
a Par;o da cmara dos depulados, era 28 de junho
de 1855. Viscnnde de acptndy, presidente.
Francisco de Paula Candido, 1 secretario.Anlo-
nioJot Machado, 2a secretario.
Val a imprimir, nao o estando. ^^.
Fica sobre a mesa a redactan das emenm do se-
nado i proposicao da cmara dos depulados inlori-
samio o ~
de
O Sr. Souza Franco : Ha dias o*Sr. presiden-
te do conseibo pedio quefosse a urna commissao nm
projecto aniigu que existe na casa a respeito da re-
forma eleitoral. Enteudendu cu que a occasiSo be
a mais proprn para se discutir essa materia, porque
o sanado nao lem trabalhos importantes de que oc-
cupar-se; e enlendendo lambem que um projecto
que esl na cmara dos depulados sobre a mesma
materia nao lera discussao tao ce Jo, porque aquella
cmara tem hoje raulos trabalhos importantes de
que oceupar-se, peco aos nobres membros dessa com-
missao que appresentem com urgencia o seu pare-
cer, afim de que quanto anles entre em discusslo es-
se projecto.
SSenhores, he urna necessidade do paiz ess"a refor-
m eleiloral, e ella deve passar este nono, ao menos
para evitar urna cmara unnime na legislatura se-
grate, como livemos no .principio da prsenle le-
gislatura.
O Sr. Presidente : O Sr. presidente do conse-
Iho ja fez igual requcrimenlu ao do honrado raem-
bco, e eu por essa occasiAo recommendei o negocio
as cuinmisses, que, segundo me consta, eslao ,lra-
balbando e examinando a materia. Entretanto eu as
convido novrseme para lomaren! em considerac,ao
o pedido do Sr. senador.
ORDEM DO DIA.
Enlra em 2" discussao a proposicao do senado an-
torisando as Facaldades de Direilo e de medicina do
imperio a admitlir .1 matricula es eslodlnles qne se
apresentarem at dezdias depois de fechadas as ma-
triculas, justificando os impedimentos legtimos que
(iveram.
He apoiado e approvndo o segunlo requerimenlo:
quando se tratar dos estatutos das escolas de medi-
cina.Jobim.n
Tem lugar a 2" discosslo da proposicao do senado
aulorsando o governo a mandar matricular noli" au-
no de medicina da corle o alumno Joao Baplista dos
Guimaraes.
He offerecida a seguinte emenda :
a E a todos os mais qne o governo julgar cm cir-
cunstancias idnticas.Silreira da Multa, n
He apoiada, e retirada a pedido do seu antor.
Julgada discutida a proposicao, lie approvada para
passar 3a discussao.
Segue-se a 2' discussao da proposicao rflHpMo
autorsando o governo a mandar admillir a cisme
das materias do > anno da escola de medicina da
corteo alumno JoSoda Silva Pinheiro Freir.
sonora respondeu-lhe da sal
um despejlo concentrado ; nao ,
rallar. Elles ridicularisarao por firo o pobi
lian 1
Urna voz grossa e
vizinba :
-3 Um* sohrecasaca Mac Aulay .'
O^aommodore lapoo os ouvidos, "dzendo
e."I.OI,MM0 hB 0,!Wf,!-;-,Sabe I1 >' dislan-
ciamarcada pira o duello? ym pisso e meio, 1 p
- Ouvi fallar de dezpassos, inlerrompeu Lewis.
Dene-os filiar He um passo e raeiiv.Ser
um bello espectculo I Corro apos de Mac AuTv ta
-1 qualiaade
it Hes-
VI-
anca
tres dias para rogar-lhe que areile-me
de (eslemunlu, ajii fiz-me recommem
soas de sua amiaade. Se nao conseguir ,
rei nzQes com alguem pira baler-me na
de passo e meio.
Urna casaca Mac Aalay, pediam noarmazem.
tm vestuario mleiro Mae Aulay.'
Um eslremecmento nevralgico agilou o roslo do
commodore, o qual passon a mao pela fronte se-
meada de golas de suor, e murmuran com voz al-
terada :
Esses miseraveis nao pedirlo jamis urna ca-
saca Da vid son um collele Davidson.' -~------'-
Dividsnn 1 menor cousa Davidson !
nma grvala
gaataMaaaaSkei
yC
Meu charo Lewis, lernou elle com a gravidn-
de di desgrata, Vmc. rilem-me iqui mu polidi-
mente ; releva que eu acbe M.e Aulay. Se elle lo-
mar oulra lesteraunha, sere capaz da adoecer por
isso! I ra passo e meio a p firme! Certamen! ni
nos temos dessas ideas I
Drigio-se porla com ar alarefado, mas no mo-
mento de sahh*, parou de repente, e exclamou :
Fallel-lhe a respeilo de Udy Bridgelon ? Sim I
Bem, bem I Son sen criado, mea charo Lawii I De
c-
oulra vez que eu liver menos pressa, conreriare-
mos mais lempo. .
lnclinou o chapeo convetiienlemento para asse-
melbar-sea Mac Aulay pelas costas, e.alravessou os
armazens coleando nm pouco menos que em Brig-
ton, porque a perua de Mac Aulay estav j .ntelhor.
Lewis desejava-lhe interiormente boa viagem
quando-appareceu porta o semblante diserelo e
decente de Crter. Atrs delle vinliam agrave Sll-
unlon, eo terno Fitonski.
Ests suzinho'.' pergunlou o mercador da ca-
va II os. Julguei que esse commodore fiearia aqu al
manbaa!
Aperlaram reciprocamente o dedo.
A exlraccao he abuodante aqu esta manhaa 1
disse Slauttlun.
Abundante: repcliram Crter a Filowski.
Lawis ergueu os hombros, e inurmurou :
Ha tambera sizania enlre o bom grao.
O alfaiate deu un)suspiro, qoe leve echo nos tres
pellos dos companheiros.
Oh! he eoosa verificada, disse Crter, o Mae
Aulay decabe! Os tigre di Indi comecam .1 des-
merecer; devoremos cuidar em oulra cousa. Mas
pensemos no mas urgente, senhores, pensemos nes-
se duello lerrivel, que pode ferir-nos como a raio.
I.ewis lomou um ir solemnemente modesto, e co-
rnetou :
Os senhores tinham depositado em mm a sua
conliauca. Fiz qaanlo me foi possivel... Mac Aulay
esl em lugar seguro.
Os fornecedores approximaram-se poY um momen-
to cominum. Lewis parecia dislrahdo, e applicava
a euvido a um rumor surdo que vinha do interior da
casa.
Onde? pergunlou Carler.
. Silencio! disse Lewis inquieto.
Ouvio-se como um estrepito de louca quebrada,
e depois o silencio reslabeieceu-se.
l'irarei a ola de estrago, e cid* um pagar
sua quota.
Como os fornecedores encara vam-se sem compre-
bender, elle conlinuou :
He o nosso charo lord que fiz.aquelle nioliin ;
ecliei-o forra no meu quarto.
O mesmo sorriso veio a todos os labios.
Elle tem livros, proseguio Lewis. fumo da
Turqua, champagne, Indo o que he necessario para
enlreter-se.
Bravo! inlerrompeu o coro dos socios.
O que nao impede-o de agilar-secomomn dia-
bo, e de quebrar-me Indo na ilcova. Araeai; 1 de-
nunciar-nos polica.
Carcere privado! murmurou Slaqnlon me-
neando a cibica.
Offensa llberdade de um cldadao! icercscen-
luu Filowski, Holonez pouco versado as leltras. mas
a qaem sua alma generosa dava sempre acentos
cheios de eloquencia.
Oh 1 isso durara poucis horas.
Encerrada a discussao, he approvada a proposicao
pam passy 3a discussao.
Enlra em 1a discussao a propositan da cmara dos
depulados augmentando as depulacf.es das provin-
cias do Rio de Janeiro, Sergipe, S. Paulo e Piauhy.
lia 11 a hora lica adiada a discassao. O Sr. pre-
sidente d para ordem do dia a 3a discussao du for-
tai de mar para o anuo linanceiro de 1856 1 1857,
o rest) das materias dadas para hoje ; e levanla-se 1
sessio.
CARIARA DOS SRS. OEPUTADOfr.
Siaaao' do du 27 *e Jmmtao a 1866.
l-s>se e approva-se a acta da sessao intecedMle.
Sr. primeiro secretario d conta do seguiMc ex-
pesliente:
Um requerimenlo de D. Mara Francisca de .No-
vis Fonseea, protectora da capella de Nosel Senho-
nhora da Lapa, pedindo permissao para a dita capel-
la pos-uir bens de raz al.o valor de 6:0009.A'
commissao de fazenda.
Da cmara municipal da cidade de Caravellas, pe-
dindo a crearan de orna nova provincia cuja capi-
tal seja 1 dita cidade.A commissao de eslalistica.
L-sa e approva-se a redaccao do projecto qae ap-
prova a con\eucao celebrada pelo governo do Bra-
sil com o le Portugal para represso e punicao do
crime de moeda falsa.
PRIMEIRA PARTE DA ORDEM DO DIA.
Ileform* hypothecaria.
Continua a 2a discussao do projecto que reforma
legislaran hypothecaria.
O Sr. Brrelo Pedroso louva o governo pela ini-
ciarJio de urna medida de inleresse vital para o paiz,
faz algumas observatoes acerca do projecto, e exige
que seja melhorado era algumas das respectivas dis-
posteoes.
A disenssao fica adiada pela hora. '
SEGUNDA PARTE DA ORDEM DO DIA.
Orramento do imperio.
Contina a 2' discussao dcsli maleria.
L-se, he apoiada e enlra conjunctamenle em dis-
cussao a egiiinie emenda :
Ao 35 accrescente-se.Picando (Jesde j elevi-
d.i o 01 denado de relor do collegio de Pedro II a
3:6008. -S. R.Mello Franco,
OSr. Sebiarfaz diversas observarles acerca dos
negocios que correm pela reparllcjo do imperio, e
analvsa longamenle as medidas que o governo lem
adoptado a respeito da colon isacao, aprovando ums
e reprpvando outras.
O Sr. Paula Candido depois de fazer algumas
censideracoes acerca do primeiro artigo do orra-
mento do imperio, declara que vola pelo projecto.
A discassao lica adiada pela hora. Levanla-se a
sessao.
o pa-
RELATO ai O
apresentado a' assembla gerul le-
gislativa na terceira sessao' da no-
na Iegislitura, pelo ministro e se-
cretario de estado dos negocios es-
trangeiros, Visconde de Abaet.
(Conltnuariio.)
PARTE POLTICA.
Seulralidaic do Brasil na guerra do Oriente en0
tre a fnssia por urna parte e a Franca e a In-
glaterra peta oulra.
As legaces de S. M. Britnica, e de S. M. o im
pe, ador dos Franceses nesta corte, dirigiram se em
maio do anuo passado ao governo imperial, comrau-
-aicjsiidd.llie, de ordem de seus goverros, os princi-
po >' 1 -i, 111 ii'"iji ni|iirilto*qaa PBai*BBaBafnle """' em queiam
cidadao brasileiro a Iflo Edwin, e oulros. artlusT.|,- RBliam de regular o seu procedale!
ra eom n commercio e navegacao dos neutros.
Com esla commonicacito remelteram as referidas
lagneo a declaracao de guerra publicada em 28 de
marcp pelo governo de S. M. Britnica, e em 39 dn
mesmo mez pelo de S M. o imperador dos Fnnce-
zes, nos sesulntes termos :
OoeS. M. arsinha da CrSa-Brclanha e Irlanda,
e s. M. o imperador dos Francezes, leudo sido eoro-
pellidas a tomar as ermas em apoio de um alliado,
desejavain lomar a guerra o menos onerosa, que
fosse possivel, ns potencias, com as quaes permane-
can! em paz. '
Ooe am de preservar o commercio dos neutros
de todos ns embiraros que nao fossin necessarios,
Suas Magrstadei eslavam dispostas por em quanloa
prescindir de urna parle dos direilo* que Ibes per-
tenciam, como potencias belligeraoles, pela le das
narOes.
Qne era impossivel a Suas Mageslailei ceder do
exercieio de seus direilos de appr'ehender os artigos
de contrabando, e de evilar que os neutros levem
despachos do inmigo ; e linham de manter intacto,
como potencias beiligerantes, o direilo de impedir
que os neutros violera qoalquer bloqueio efleclivo,
que possara por com forcas adequadas ,is fortalezas,
porlos ou costas do inimign.
Oue os navios de Suas Mageslados n.'.n apprehen-
deriam a propriedade do inmigo can-egida .1 bordo
de nm navio neutro, nao ser contrabando de
guerra. .
Que ndo era nlentao de Suas Mageslades reivin-
dicar o direilo ir confiscar a propriedade neutra,
n5o sendo contrabando de guerra, adiada bordo
de um navio inmigo.
Declararan Soas Mageslades por ultimo que, di-
sejando diminuir quanlo fosse possivel as males da
guerra, e reslringirasoperacOes desli s fortasregu-
Urmenle onaiusadas do paiz, nao era do seu menlo
actualmenle dar carli de marca para aatorisar ar-
mamentos de corsarios.
Os governos de S. M. a rainha da Gr.la-Brelanha
e de S. M. o imperador dos Francezes esperavam
que fossera formalmenle acolbdos por S. M. o Im-
perador do Brasil os principios adoptados naquella
declaracao.
Apreciando o governo imperial aquelles princi-
pios, qae lem por lira diminuir quanlo seja possivel
as conseqnencias desastrosas, qoe do estado na guer-
ra resultara sempre ao commercio dos neutros, en-
Irinleii enm ludo qne a renuncia feita por um bel-
igerante do exercieio de alguna direilos qae Ihe per-
lenciam, nao era por s s suflic.ienle para regular
o procedimenlo dos neutros com prejnizo dos direi-
los do outro beBigeranle.
Desejando, porem, altender o mesmo governo aos
interesses do co.nmercio dos subditos brasileiros, e
observar ama sclrWli neulralidide durante a guer-
ra, qne infelizmente existe enlre a Franca a a In-
glalern de urna parte, e a Russia pela oolra, resol-
ven adoptar assegainles medidas :
1.a Que nenhum corsario com bandeira rusia pee-
sa ser armado oa aprisionado, ou admitlido com
soas presas nos porlos do Brasil.
2.a Qoe os subdito' Wlsileiros deeem ab*ter-se
rigorosamente de lomar parte eos armamento de
corsarios, 011 em quatsq.er oulro aetai oppostos km
deveres de urna slricla nealralidade.
E nesta conformidade foram expedidas as con-
venientes ordens e inslruccoes ata aaloridades da
imperio.
O governo imperial ipressou-se dar conheei-
mento desla resol utao legado de S. M. o impe-
rador, de (odas as Kussias nesta corle.
A legatao.de 8. M. Britnica dirigiu-se poeterior-
menle ao governo imperial manifestindo a esperaa-
ca, qoe linha o sea governo, de qae *}o seria no
Brasil contrahdo nm emprestimo que 1 Russia pro-
carava obler, para a conlinuarao da guerra qoe Use
haviam declarado as potencias sitiadas.
Em virlude desta manifestarlo, por parte do go-
verno de S. M. Britnica, expedo o governo impe-
rial as necessarias ordens para que nao pudesse ser
levado a efteio nis pncas dn Brasil, aquelle em-
prestimo, quando netlas fosse tentado ; o ^K alias
nao era de presumir.
A correspondencia havid sobro estes atsumploa
vai appensa no annexo E.
Saregarao fluvial na parle do rio Amazona*. su
ii/fluentss gue corre pelo territorio peruano.
J vos comjnniquei, no raen ultimo relalorie,
que as nossasaBaaalMMUlivamenle ao decreto de
governo do PfJHMRMe abril de 1853 haviam sido
terminadas pela%remulgat3o da outro decreto eom
dala de de jaaeiro de 1854.
Esle ultimo deeceto deten
a Arl. 1. Que'os sobdifc
tremente navegar nos ril"
Amazonas, conforme o arl?]
ontuhro de 1851. 1
Arl. 2. Qoe o governo 1
porlos em qae possam carrgar
poden li-
ffluenles do
de 23 de
cada rie os
lescirregar as
Enl$o como te foi? perguujou Lewis vivi-
lilenle. ,
Crter lirn do bolso ama carleira, e desla um
rolinho de papis.
Urna lettra de cambio! exclamaram ao mes-
roo terapo os lornecedores.
Nao Ifquci de bracos cruzados, tornmt o mer-
cador de cavados sorrindo. Eu saba que sir Ed-
gard era freguez de Browne em llay-Mirkel, dirigi-
te a Browne, e comprei-lhe isto.
Abri lentamente a ledra de cambio acompanha-
da do protesto, e conlinuou :
lia jalgamento, pri-ao, el calera. .Ninguem
bate-se estando na cadeia de Fleet-Slrcel I
Filowski lomou a mao direila de Crter, cmquan-
lo Slaunton apertiva-lhe a esqnerdi, e Lewis ex-
clmntva :
Bravo!
Os senliorel eslao salisfeilos, disse o mercador
di carillos ; ha mioha recompensa. .Nao seria triste
ou pin melbor dizer intolerivel, que qoalquer es-
louvido podesse assassinor com um tiro de pistola o
crdito de negociantes honestos e activos?
Certamenle, respondeu o coro, seria inlole-
ra vi'1 !
Edgsrd Linduy refleclira na priso; mas en-
tretanto, senhores, prudencia! Curaprc que Me
Aulay seja guardado cuidadosamente.
Oh! inlerrompeu Filowski eom emorao. so-
mos a familia desse mancebo Nao ln(a-se smen-
te de um vil inleresse; lenho por Mac Aulay n co-
ncao.de um pai e de nina mai. Esla noilo "elle re-
presenlou-se-me ferido morlalmenle, e meu Iraves-
seiro-ficou humado de lagrimas !
Eslas cousas ditas com o acento slivo lem um sa-
bor que nao podemos dir-lbe. Os fornecedores co-
mecavam a cnternecir-se seriamente, quando urna
mota cubera de veo verde, e vestida com elegante
siniplicidade sabio dos armazens, e murmurou Un-
tando um olhar em tomo de si:
Meu pai linha-me dito..... estoo em casa do
Lewis, nao he virdide 'I
Creio que lenho a honra de fallar a miss Amy
Davidson'.' pergunlou o alfaiate.
A rapirig (icnu vermelha como urna rcrej.i, e
cubera lempre com o veo, bilbuciou :
Entao meu pai nao esl aqui'.'
O commodore veio, senliora ; mas jii vollou.
Miss Amy fez nm gesto de imargnra; mas nao
despedin-sc. Um observador teria coniprehendido
logo qui ella nao quera relirir-se, e nao sabia como
ficasse.
Vmc. er que elle tornar avr? pergunlou
ella hesitando.
Nao sei, respondeu, Lewis.
Porque eu quera... vinha...
Tal vez experimentar o Irage de amazona, qne
Milord seu pai incommendou-ma?
Sim, exclamou Amy, linfindo mi desse mo-
tivo inespirado, eu vinha' poiilivimente para rasa
tiro.
larfSMe
Amv cons-
EnlSo (enlu a bondatle de enlrar para a sala
das senhoras...
r Onde esl o senhor Lewis? pergunlou fra
urna voz branda, mas de acentn resoluto.
Misa Amy deu um passo para porta como queren-
do fugir.
He lady Bridgelon! exclamou Crter.
Lewis precipilou-sc para os armazens, dizerl
Por aqui, Milady Que honri
A filha do commodore linha-sasl di pi
desrendo o veo de maneira a occailrTnteiramen-
t* o roslo. Lady Brdgelin enlrou a passo vivo e ra-
valleiroso, brincando com nm ehicolinho que linha
ni mao. 1
Anda essa iriulher! murmuren
temada.
Os fornecedores rodeavam j lady Bridgelon co-
mo se fosse urna riinba.
Ea pnssava casualmente por aqui, disse ella
assenlando-se em urna poltrona, e enlrei pira esco-
llier fazenda pira a libr di meus criados.
Rendo gratas ao acaso, Milady! disse Lewis.
Lady Bridgelon lincoo um olhar "de zombaria 1
miss Davidson, qoe eslava a um canto, e disse rindo:
De veras, o senhor Lewis torna-se alfaiate dt
mulheres ?
Amy abaiava os nllros, e finga nao ouvir.
Eu n9o devia ler vindo aqui, disse ella com-
sigo, mas essa caria...
Ladv Bridgelon conlinuava drgindo-se Lewis :
O que ha de mais bello para os meus criados,
sabe ? Senhor Carler, irei hoje ver urna parelba de
cavallos.
Carler repimpou-se em sua cadeira.
Tenha a hondade, senhor Slaunton. accrcscen-
lou lady Bridgelon, de enviar-me duas ou Ires cai-
xinbns.
Eslon sempre s snas ordens, Miladv, respon-
den o fabricante de luvas saudando como um du-
que e par.
Filowski agitou graciosamente sua cabera cabel-
lada, e disse:
Linda senhora, so eu fleo privido di van-
tigem...
.A autora de David Ri:Uo rio francamente, e res-
pondeu:
Quando eu liver vergonha de minhas meias
azues, bei de romprar-lhe borieguins-
Oh 1 isso he ludio, murmurou Lewis.
He delicioso! he admiravel! repcliram os u-
tios inercadore.'.
Miss Amy tirara do seio urna caria, a qual lia oc-
cul lamente.
Parece ledra de mulher! dixia ella conmigo :
11 Hoje, ao rieio-dia, em casa do alfaiate Lewis.....
una pessoa que lew Igual inleresse em impedir esse
duello... y, *
Tornuu s fedinr a oirla/el ficou como absorta.
Repentinamente novio-se um rumor as salas.vi-
zinbis. t
mercadorias os empresarios que oblenham oa tive-
o privilegio da navegacao a vapor, se-
^fqi estipulado no arj. 1. addicional,
o com o imperio do Brasil.
e se se pretender por parla de ealros
seos seus subditos sejam 1
du Amazonas e seus conflu*
. io peruano, por ejalgar .
ella em virlude dos tratados celebrados
bliea, o governo proceder
cusa dos pedidos que Ihe
qae esliver convencional!
pelo modo e com as coi
tas convenientes.
Arl. i.o Que reconli
direilo, qae lem loslos
Amillonas, recunbece la
accordo com elles sobre
polica e mais medidas
anale.
Antes mismo da
Janeiro do anno proxii
Iro dos Esladas-L nid
ni, por
informada
para
terril
._ ella
extensiva ana Americanos, eomVme as cilipulaces
los arts. 2.. 3.' e 10 do tratado entre os Eilido-
I nidos e a Repblica do Peso, de 26 de jomo de
1851 que outorgou aos cidadaos dos meamos Estados
lodo e quilquer favor, privilegio e imraunidad* que
a respailo de commercio e navegacao tiver sido oa
for concedido pelo governo do Per aos subditos
brasileiros, dentro dos limites da Repblica, e n-
pecialmenle no que for relativo 10 trafico, commer-
cio e nivegicao do rio Amazonas on seus tribu-
anos.
O ministre das relacoes exteriores do Per, en
respnsla aquella ola, declaroa, em 16 de Janeiro do
auno prximo passado,* qoe 01 barcos brasileiros po-
dam navegar nos confluentes on tributarios do A-
mazonas, que correm no territorio da Repblica,
porque asim se pacluou no tratado celebrada eom
o Brasil, de 23 de ontuhro de 1851, e per ser reci-
proca essa coucessao, nao podendo ella ser extensi-
va aes cidndans e barcos dos Estados-Unidos, al-
tendendo-se ao leor e sentido dos tres arltgea do
tratado, que em apoio de soa reclamarlo apreaenla-
va o ministro dos Estados-L'nidos.
Na soa demonstrarlo o ministro dos negocios es-
(raugeiros do Per fez sobresahir is segaintes ob-
servaroes :
l. Qoe a declaracao de se conceder sos subditos
de um Estado os direilos de naci mas fivorecid,
suppoe sempre 1 rerprocidade por parte delle, oa
sua submissao s condites com qoe.se coBcedra
oulra esses favores. Qoe o Per permilteaos sub-
ditos e barcos brasileiros 1 livre navegacao en seas
rios interiores, porque o governo do Bnsil concede
aos subditos e lurcos do Per igual frauqneza e li-
berdade, e os Estados-Unidos nao vflerecen a mes-
ma reciprocidade era podem offerec-li, porque
nao sao ribeirinhos no Amazonas, sendo multo ex-
presso o art. 3. de seo tratado quando declara que
devem gozrgraloltimcnle de lodos os favores,
privilegios ou isencoes que forem concedidas na-
cSo n.as favorecida, se a coucessao liver sido gra-
Inla, ou mediante compensatlo se tivar sido
condicional.
2." Que a navegacao fluvial perlencanla a diver-
sos condominios he urna obrgatAo inlernacioaaa e-
mauada do senliono que cada um lem no sea respec-
tivo territorio e da siluar.au que oceupa am relacao
s aguas nnvegaveis, c que esta servidao qui be ac-
tiva e passiva ao mesmo lempo enlre o Brasil e o
Per, nio se pode transmito* a am lirceiro peln
vonlide exclusiva de m participe.
3. Qoe o governo do Per apenas fez com o da
.0 qae he aqnillo ? pergunlou lady Bridgelon.
Ha lauros taberna vizinba ?
Milady... balbuciou Lewis erobaraeado, rHr-
mo-lhe que nao he nada.
He o nosso leifo qae igiti-te na giiola, mar-
murou tjirter.
Staunlon e Filowski lancavim porta odiares in-
quietos.
Um criado precipitou se n* sala mrjito espantado
Irazendo nonlho esquerdo a marca de um morro
meneavel.
-JBBi 1 senhor, exclamou elle, he nm hornera ler-
rivel lqae Vmc. deti-me para guardar !
Bem bem Sam dizi* Lewis procurando
impor-lhe silencio, moderi-te.'
Elle quebrnu ludo, senhor, desde o pote de agu*
al ao relogio 1 Atirou com a garrafa de champagne
no meio do espellio grande, e qaiz iponlialir-me
com a laca de mesa !
Irra disse Stsunton.
Filowski sempre benfico soprava qu
no 0II10 de Sam.
llevemos ir l disse Carler. ^
Lewi. ebegou-se 1 lady Brldgiton^HH la-
bios tinham eertosorriso'cheio de hondada malkioi*.
O rumor augmenlav*.
Descuipe me, Miladv, coataeon Lewis, um meu
prenle...
Do lado materno... acrescentou Slaunton vin-
do em seu soccorro.
Atacado de doudicc... coalinuon Carler.
De loudice furiosa, seulaj| (J acaboa Fitawsk
de doudice fe-
sjja:
LeW:
iitii ainn
/
trgicamente.
He verdade, exclamou I
rosa, ah
O sorriso de lady Bridgelon lomon um liivo ds
zombaria, e ella pergunlou erguendo o lindo ehico-
linho eom geslo fanfarro :
Querem qae ea os ijude ?
Lewis eslava muilo commovido para sentir o sar-
casmo, e disse de boa f :
Obrigado, Milady ; espero que esles senhores
bastaran. Vamos, amigos 1
Os quatro fornecedores dispozerarf-se em iarma
de batalha, e entrai'nm corajosamente na alcov do
alfaiate. .
Lady Bridgelon segnio-os um instanircaaa a vis-
la ; porem quando desappareceram, liitresma por-
ta do arma tem fechou-i.
Amy deu um grilinho de terror.
Quando lady Bridgelon yartaai m, -parecia que
urna mascara linha-lhs eaUab do rosto. Na era
mais mulher di bellen ornada, a mulher Iraaa
madi pela felicidade ; era Jane, nossa querida Ja-
oe, a pobre rapariga das primeiras paginai dista his-
toria. Era Jane anda risonha, mu conmovida e
1.1o linda qm miss Davidson jnlaoa vf-la pela 'pri-
meira vez.
Jane dirigo-si a ella, e tomindo-iha as ralos,
dina:
Recebeu a rainhi cari* ? Continuar-se-h*.)


DIARIO DE IfBMIBUCO SBADO II OE AGOTO DI 1855
Brasil, cm virlude da cilailn con.veac.Ao, uui ensato
de navegaco do Amazonas, por meio de urna com-
panhia formada coni fundo peruano* brasileiros,
ncgucio exclusivo delles, qm; nAo pd aer conside-
rado como conccssAn feila a lerceiro.
4.a Que o governo na pode premaluramenle
adoptar ama poltica, na acluaiidade, conlraria aoi
neos propiios interesse ; qauoa rio interiore! alio
proprio MaranhAo nao toram ainda explorado ; mo
se lemassontado ain la nos meios mais conveniente*
para a sur nieegacao, nem ne sabe quaes os luga-
res mais proprio* para aervirem de escala ; que o
Commercic nessas paragens limil.i-se i simples per-
inola entre os telvagcn* e peni viziuhos'; a por
lano he de abaoloia neccssidiid eslabelecer prlmei-
ro a orden a a regularidad neasas reglOet aolila-
rias, macises para poner garantir-a* couveuienle-
inenlc a vida a prosperidade dos povoadores na-
cionae* e rslrangeiro*.
5. \)at se a mitras najn se permillitse eom-
raerciar polos rios peralnos, potler- mesmo favor para os cdadaos americanos, mas nun-
ca eligir, toro reptocidade, ptivilegios commerciaes
onde nao lia trauco,
Eui respe!* a esla nula, dirigi o ministro dos
Estados-Vnidos em Lima ao governo do Per oulra
eom data de i de fevereiro ri> anuo passado, decla-
rando-lhe (|ue o* edariiiut do-. Eeladoa-lJoido*. pe-
lo tratado celebrado eom o l'erii ero 26 de julho de
1851, devein ser igualados sinullaneniuente no ple-
no gozo doi direito conferidos ans barcos e subditos
brasileiros para navegtrem as aguas peruanas do
Amazonas ; que este direilo foi reeonhecido pelo
mesiuo governo na diicussao, a que deu lugar a pu-
blicarlo do tratado frito eom o Imperio do Brasil
em 23 de oulabro do mesmo anuo, e decreto que
em conseqiencia foi espedido em data de 1."> de
abril de 1853, e nAo pode ser queslionado sem urna
completa itiversAo no curapr ment das ubrigarOe*
contraliidas pelo goteruo do Per para eom o dos
Estados-Unidos, e nem ser annallado nem alterado
sob pretexto algum sera o consenlimento do governo
da Unfao.
Acrescenton mais o ministro dos Estados-Unidos
as tegointe redames : *
I." Qoe oiralado de -6 dliialho de t8.il admit-
tio uavegaclo *ob principio! de reciprocidade, vis-
to como os barcos peruanos podem frequenlar os
porlos de Ilelaware, de James, do Mississipi, e ou-
Iroa rios di Callo abertos ao commercio eslrange-
ro, nao sendo eoatrina admisilvel a de se eligir a
eonliguidaile e identidad para constituir essa reci-
procidade, tanto assim que, se o goveroo dos Esta-
do* Unidos outorgasse a qua quer naci algum fa-
vor especial na navegado daquelles rios, o gove'rno
peruano dilicilmente o creria justificado se elle re-
cusasse adiniltir os barcos peruanos ao gozo desse
favor sob pretexto de qoe o Part nao possue territo-
rios contiguos ao* mesmos rios.
2. Qoe, posto o canal principal do Amazonas
formado das aguas que affluem dos seus tributarios
navegareis, que correm atravez de cinco nacOes so-
beranas, corra em qoasi toda a sua tolalidade pelo
territorio.bmsileiro, nao he urna razio para recu-
sar-se o uso das aguas superiores e anuentes, por-
que o condominio daquelle canal comer so no pon-
to em que aquclles tributarios correm pelo territo-
rio de oulro estado, e ido se ledoz do que foi esti-
pulado no arl. 2. do tratado entre o Brasil e o Pe-
r, pola do contraro oenhum dos estados ribeirinhos
poderla celebrar tratados eom urna potencia eslra-
nlia, abrinrlo seos rios ao ciuumeejio e navegaco
etlrangeira, sem a permisjhV. eefcenlimenlo dos
ontros Estado* ribeirinhos, o quejo privara de um
es atlributos inherentes a toda a Cao soberana ;
e porlaulo, sendo admitido o Br*i'a navegar os
nos peruano* pelo tratado de 1 de oulubro de 1851,
antes do qoal ni* Kjdiam lugalmente ser admiili-
dos os vapores if Mrpaiihia brasileira as .aguas
peruanas do Atattaaas. f0i i,i0 ora favor e urna
concessAo fula Brasil, da cual devem participar
mmediataniente n*Hrtailo*-l nidos segundo os ter-
mos de scu tratado do 26 de jolito de 1851.
Que os vapores que _fazem a navegaco do
parte do Amazonas e seus confluentes que correm
dentro do territorio do Peni.
O ministro das relacOes exteriores do governo do
Per* em dala de 15 de marco do anno passado res-
ponden ao encarregado de negocios de S. M. Brit-
nica que, na expedirlo do decreto de 4 de Janeiro,
havia-e limitado a reconhecer os dirallo* do Brasil
reclamados pelo scu ministro contra o Iheor do art.
fi. do derreto de 15 de abril, fazendo desapparecer
tima reslriccjo, que coatiulia este decreto, e que pa-
reca contraria a* estipularle* da conv*nslo celebra-
da eom aquella, ptesela.
Reaumindo o que havia discutido eom o ministro
dos Esiados-l nidos soba este assumplo, conclua o
minilro d.is rehenes exteriores do Per que, como
nSo era possivel penetrar no territorio peruano por
agua sem te ler accesso no Amazonas, pela sua foz,
eis*o pao se podena conseguir sem acquiescencia do
governo do Brasil, o governo do Peri nao poda
conceder favores que eslavam alm da espliera de
suas facilidades.
U governo imperial, segando vos disse no relalo-
rio do anno passado^recebeu um convite cora a
data de 13 de julho de 1853 do governo do Per pa-
ra numear um plenipotenciario, que eom os dos
estados riheirinho* do Amazonas lomasse parle oas
conferencias, que o governo daquella repblica de-
sejava ver abcrlas sobre a navegaco daquelle rio.
O encarregado de negocios de S. M. Britnica na
su correspondencia, alludda, eom o governo do'
Peni cntendeu que (icaria em duvida pela publica- \
efe Jaquel^ ultimo decreto do governo peruano so
elle abaiiMnava a conferencia proposta por aquelle
convite. r *
O governo do Per declarou que nao negava nem
deixava em duvida quanto antes havia feito para
que o* estados ribeirinhos se reunssem em confe-
rencias e abrissem um protocolo, afirn de regular
a navegado do Amazonas: lio pouco havia relira-
do o seu convite, e se os seus desejos nao se acha- _
vam realisados, a isto haviam obstado as circuios- i necessarios. para o proseguimenlo de suas viagens
launas polticas da repblica, e nAo ler sido elle sob a cundirn da que os Estados-Unidos, em qual-
racado para abrir aquelle rio ao commercio do
mundo, quaudo pudesse faze-lo sem inconveniente,
iqnovou por decreto n. 1445, de 2 de oulubro do
anno passado, o contrato celebrado eom a enmpa-
nhia brasilera de navegaco do Amazonas, eincou-
formidade da aulorisacAo concedida na segunda
parte do art. 1. do decreto n. 726, de 3 de oulubro
de 1853.
Por esla novarlo do seu contrato renuncion a
companliia ao privilegio exclusivo, que lite foi con-
cedido pelo decreto n. 1037, de 30 de agosto de
1852, par* a navesacAo a vapor do rio Amazonas,
e a quaeaquer outras vantagens oatorgadas pelo
mesmo decreto.
A novaeflo daquelle contrato, e as eoinliees
que oom ellebaixaram enconlra-la-lieis no n. 1 do
uiinexo II.
A companhia de commercio c iiaveaaeAo do
Amazonas, co*jfcrerci, continua a ser sulivencio-
da pelo governnPTjo Per, secundo o qoe se acha
estipulado na conveu(Ao de 23 de oulubro.de 1851
e eom um aucmeuto de subven^o por parte do go -
verno imperial.
Este assumplo ainda se arha dependente de dis-
russAo diplomtica eom o governo do< Estados-Uni-
dos, a vista de um projecto de tratado que me re-
mellen o ministro daquelle*Estados nesla corle por
nota de G de dezembru lo ann prximo passado,
comprehendendo os punas de urna conferencia que
comino leve em 28 de oulubro de 1853.
O art. 10 desse projecto adiase redigido nos se-
guinles termos : '
QueS. M. o Imperador do Brasil, obriga-se a
permiltir que os cidadAos dos Eladoi-Uuicios na-
veguem litjremenlc, pelo rio Amazonas, em toda a
sua exteusAo e largura dentro dos limites do impe-
rio, eom barcos por elles construidos ou de sua
proprledade, locando nos porlos ou ontros lugares
das suas margens para se supdrirem de combuslivel
e de provises, ou fazercm os reparos, que sejam
--------- -.. .....4nun3 ni .aliena UO prO-
i peruanas hanhada* pelo Amato- gresse.
por coneguinte avaliavam Aquella lega^ao declarou que nAo derivav o di-
reilo de navegarem os barcos dos Estados-Unidos
-no Amazonas de algum tratado, c so a pertendiam
como um direito natural, como lnharn o de nave-
Amazonas entre o Brasil e o Per perleno
companhia .subvencionada pelo Brasil
|)sos, que obteve um privilegio eicla:
no imperial para navegar o Amazoi
a unos eom cortase determinadas condij'
Je o de:relo que concedeu aquelle pn1
publicado sem *e consultar o governo do Per, c
leude este ouvide, foram qoisi em sua tolalidade
repi ovadas as condicoes do contrato feilo eom o go-
rerno imperial, a exeepcao dn subsidio de 211,000.
Mi se obii^'ou o l' irelo este ufllcieiiu- para provar que a
companhia nao ha um negocio proprio do* dona go-
vernos, nao ped'endo porlanto dahi inferir-se que
opossa a navegaran ser feila
dadAns dos Esludos-Unidos.
Mkeencluirein o* Estados-Unidos
> sea tratauo de 26 de julho de 1851 tinham conhe-
^^hacarsos naloraes que offe-
recem a* ooJ -**_ .._i_j _... _.
na* seos
loda a importa a da naveg^rSo daaoelles rios; e
(fio a un puni iuealculavel o
commercio entreWEsladM-|4u* e o Per, o ao-
vara* desl* repblica nu segll |B*Mpolilic,i con-
traria aos seos inleresses.
. Que se apezar de nilo se adiar habilitado o
overo do Per para Hxar is suas ideas sobre um
assumplo. ru ainda nao est bem examinado, abr
os seus rios interiores aos barcos do Brasil, em vir-
tud* do seu MaflBsV>m esla potencia,'ha urna obri-
aaiao restricta |Kra se rcspeiUr o tradado celebrado
eom es Estados-Unidos, por '.preste de dala ante-
rior i da ccnvencAo coro o Brasil, e porlanto qua I-
quer passo qoe governo dn Por d em cumpri-
inenlo das estipula (Oes do tratado eom Brasil,
prejudican.lo os direitos dos Estados-Unidos, ser
millo e sem valor algum.
Por ultimo preleslou o ministro dos Estados-Uni-
dos contra a interpretarlo qoe pretenda o governo
do Peni dar ao tratad celebrado eom os mesmos
Estado* por ola de 16 de Janeiro, e contra quaes-
quer actos c interpretarles u eominenlarios que di-
miuuam, ou lendam a diminuir ou prejudicar o
direito dos Estados-Unido* a erern postos em com-
pleta igualdadc e idanlico gozo de vantagens eom
a narAo miis favorecida dentro do territorio pe-
raano.
Kespondt mo a esle protesto declarou o ministro
das rolarcs exteriores, por nota de 28 de fevereiro
do anno prximo passado, que nao pretenden na
sua anterior ola interpretar o tratado celebrado en-
tre o Per e os E*tados-Unidos, e que, se exami-
nando seas artigo*, deduzio que elle* naoeratn
applicaveis nem davam apoio reclamado inler-
posla, nao recorren a interpretare* caprichosas, sc-
njn smenle ao seu sentido literal e Genuino.
Que o* protestos s devem ser empregados cnnlra
actos de violacAo de ua direito, ou contra urna nega-
tiva_ ao cuniprimenlo daquillu que he legtimamente
ilevido, e no present! caso nilo se enconlram estas
nem oulra condicoes essenciaes de um acto tito
solemne, pera que possa ser admillido.
Que se xigindo o cumpriment* de um tratado
se arrogasse urna das partes coutralaates o direilo de
decidir, so por si, o sentido genuino do mesmo, re-
cuiando e a entrar em discuaaao e protestando ou
emptfgand meios que o direilo internacional
nAo recouhece, mudariam de natureza es tratados,
e converler-se-hiam em sentenras que urna poten-
cia pnderia pronunciar como jufz sobre a oulra, dea-
Iroindo assim as bases eor principios de igualdade
e Igkpendencia en#e as naeoes.
Qe admiltindo mesmo que se possa considerar
compreliendida nos artigos do tratado eom os Esta-
dos-Unidos a navegar;! do Amazonas e seus tribu-
tarios, ainda assim no ha vera motivo para um
protesto, n.lo tendo este outros elTeilns legaes alem
los que resnltam da jailira e bous fundamentos em
que elle sebasea.
O governo do Per, em sua conlestaeSo, referin-
do-ae i naloreza diversa dos dsus tratados, celebra-
do eom o Brasil e os Estados-Unido demoostno
que a obricarAo conlraliid* eom o primeiro sobro a
avcga^iti do Amazonas nao poda ser extensiva a
urna tercena potencia, sendo qoe enavegarAo do*
rios foi sempre objerto de eonvenee* especiaes que
se nao coinprehende nos termos genricos 3e um
tratado de amizade, commercio e navegacAo.
Ksta foi a baje de toda a riiscussao. o uulro li-
flo do qnal Merivava o ministro do* El*do*-Un-
do a sua reclamacAo era o decreto de 15 de abril
de 185! ; e quanto a esle, dudaron o minia** .las
relacies exleriores do Per que aquello daflp era
puramente econmico e administrativo, nao Ora um
pacto, oa convenio, ou I rata do nacional, para que
Ihe fosse precisa a areilaco ile oulro governo, e por
isso poda sor ampliad, restringido oo revogado
quanal* o governo it Per o jnlgasse convenienlo ;
ilmissivel o principio de que una fei ou
ilqner, favoravel aos inUreases do* *eb-
naeAo, na p ** naeAo, seria desooliecer a so-
e o direito que ella* tem de le-
ainds aceito, e que, alem disto, n art. 4 do decre-
to de 4 dejanero reconhecia o governo peruano o
direilo de lodos os ribeirinhos, e a necessidade de
ajuslar cum elle* o interessante asiumpto da nave-
garn do Amazonas.
O pensamento que predomina no referido ad. 4.
do decreto da 4 do Janeiro he o de um accordo entre'
os estados que tem parle no Amazonas, sobre os re
gulamenlos de polica e oulra* medidas necessarias
para tornar eflecfivo o gozo de navegar naquelle
rio.
Esle pensamento parece ser distinelo do que ap-
parece no convite quo (litigio .i legarse imperial em
l.ima o ex-minislro das relacoes exleriores na sua
circular da 13 do julho de 1853.
NSo se trata mais de eslabelecer as condicoes eom
quo o Amazonas deve ser aberlo ao commercio uni-
versal, mas amplesmente de lixar as regras a que
deve estar sujeito o commercio do ribeirinhos.
O governo imperial nao receben nula algoma do
governo do Per, lalvez pelas circumstancias por
elle mencionadas, do critico estado do paiz, expli-
cando em conformidade do decreto de 4 dejanero
as suas novasdisposicOes, modificativas da circular
de 13 de julho de 1853. '
Estas disposjc>s foram entretanto antecipadas
pelo governo imperial em (odas as suas negociares
eulaboladas e concluidas eom.Indos os governos das
repblicas que participan! das aguas, que allluem ao
Amazonas.
A correspondencia havida a esla respeilo entre as
legaroes dos Eslnslos-Unidos e da Ura-Bretanha
corn o governo do Per acha-se reunida n anne-
xo F.
Xartgarao fluvial do rio Amazona na parle
em que corre pelo imperio.
Cumpre-me agora informar-vos da corresponden-
cia que sobre o mesmo assumplo tem havido entre o
governo imperial o a legado dos Estados-Unidos
nesla corle.
Em dala de 31 de oulubro de 1853 a legado dos
Estados-Unidos dirigi urna nota ao governo impe-
rial, cobrindn tima breve exposicao dos pontos que
flzeram o objeclo de urna conferencia havida eom o
ministro dos' negocios eslrangeiros do imperio em
28 do mesmo mez, relativamente nao so a um tra-
tado do commercio e navegado eom aquellos esta-
dos, como sobre a navegarAo do Amazonas.
Nesla exposicao declarou o ministro dos Estados-
Unidos que a navegaran do Amazonas era assumplo
de milito inleresse para os 'cidadao* dos Estados-
Unidos; que estes tinham relaroes commerciaes eom
varias repblicas limilrophe* do Brasil stluadaa oa
parle superior daquelle no, e desejavam fazer aquel-
la commercio pelas aguas do Amazonas, precedeudo
cunsentimeulo do governo brasilero.
Que n presidente dos Estados-Unidos Jesejava
cultivar as mais amigaveis relacOescom o governo
I Brasil, e muilq sentira qne solTresscm ellas eom
a *ua persisiencia em urna polilica, lio opposta i
de todas as nacOes laucadas na carreira
gar o Ocano; eque esto direilo era autorisado pe*. Eslados-IHido de 31 de oulubro de 1853.
quer dos seus porlos, nAo mponham, nem cobrem
direilo algum sobre o caf produzido oo dito im-
perio.
Que fica entretanto cxpressamenle concordado
que esle privilegio n.lo se eslender ao transporte
de gneros ou de passageiros de um portee ou lagarJ
brasilero para oulro, reservando o Brasil exclusi-
vamente para si esse direito. *
O soverno imperial entendeu qua devia remet-
ter o dilo prnjeclo i sec^ao do* negocios eslrangei-
ros do conseibo de estado, aiim de responder con-
veiiienlemenlc i nota da legacAo do* Estados-
Unidos.
O encarregado de negocios de S. M. Brltannica
em l.ima, participando ao governo do Per as ins-
trucefles que lio lia ldodo sen governn para aconse-
Ihr a auerlura dos ros daquell repblica ao com-
mercio estraugeiro, acerrscenlou, que igual eonse-
Iho seria dado ao governo imperial pelo que diz
respeilo *s suas agaas inlerioros, por intermedio da
legacAo de S. M. nesla corle.
Com effeito. o ministro do S. M. Brilannica nesla
corlo dirigi ao goven.o imperial em 23 de novem-
bro de 18.53 nma ola expondo quer a altenea-i do
governo de S. M. Brilniniica liuha-se lixado ulli-
mamente na importante queslao -da navegacio do
rio Amazonas a bem dos inlereises do commer-
cio.
Expoz o ministro de S. M. Brltannica que o sen
governo sabia que o governo do Estados-Unidos
havia solicitado do da repblica do Paraguay, e de-
rmis do Brasil, a livre navegario do Amazonas; que
o governo do Per eslava disposto a conceder aquel-
la navegara por sua parte, medanle certos regu-
lainenlos e direito-. s nacOes estrangeiras qne ti-
nham oom elle tratado* de commercio, e queja
havia pregarlo ou ia propor aos do Brasil, Nova
(jranade* i Equador, por cujos territorios corre
aqurllefl okuin accordo gpral nele mesmo sen-
tido ; acW jHndo que o governo da Bolivia ha-
via polilia Hi decreto eslabelecendo a livre na-
vegacio| 1 que Ihe pertence do ro Ama-
zonas.
Em conseqencia do exporto manifeslou o mi-
nistro de S. M. Brilannica qi*Mra para senlr que
o governo imperial, em vez dfKuir a mesma po-
lilica. se limilasse pelo sen IrlTdo de 1851, cele-
brado eom o Per, a permittr a navegargo daquel-
le rio aos respectivos eslados ribeirinhos, e a con-
ceder a urna companhia brasileira o privilegio ex-
clusivo para aquella navegaciu por urna longa serie
da anuos.
Eundou-se o ministro deS. M Brilannica M seu
tratado eom o Pere outros Estados da America do
Sul, e no desejo de seu governo de cultivare eslea-
der as suas relaroes commerciaes eom o Brasil, para
acunselhaa por parle do scu governo a convenien-
cia de acabar eom todas as reslricces, e monopolio
na pnrle do rio Amazonas, que porlcnee ao impe-
rio, no proprio inleresse desle.
O governo imperial respon leudo a ola daquelle
mini-lro em 29 de dezembro do anno passado, mos-
trla improcedencia da* razies allegadas para o
Brasil abrir a navegarAo dos seas rios, pelo lado do
norte do imperio, e .reprodazio o* argumentos,
eom que linha respondido a nota do ministro do
dos negocios do S. M. -Ma*.81
Mn 1* de fevereiro do anno passado per-
governo do Per que o leu governo, ap-
plaudiiido a polilica liberal adopUda pelo decreto
de 15 de aaril de I85. que franqueou a navcga;Ao,
commercio e Iralico as agua* do Amazonas, na
parle do lilloral perlenccnle no Per at Nauta, ao*
navios e -ob tila* brasileiros, e aos de narfies que
e-iem celebrl| Miadas eom o Per, pelos qaaes
otsem-lhcs oulcemMK* os direilo* de oaeso mais fa-
vorecaaa, ileu-lasiViVietrur(es par* aconselhar ao
governo d > Per quanto seria proveitoso ao proprio
itileresse dos alado ribeiriuhas aquella mivegarao,
inediaote regulamentos que r,Ao pozeiwm embar'aco
iilcoin ao commercio licito.
I Infonnou o agente de S. M. Britnica ao governo
do Per que igual consejil seria dado ao governo
do Brasil, por intermedio do ministro britnico na
corle do Rio de Janeiro, para induzi-lo a abrir as
liandeira estrangeiras i nave^aro do Amazonas,
pely.ua loz. na pule em que esle rio corre pelo
territorio do imperio.
AcereaoMloa aquelle awi le que Il seria o effei-
Blo de I., denliril de 1853 : masque
i orna polilica diversa pelo decreto de 4
> prximo passado. concedendo e amplan-
la iiavegagko onicamenlc ana barco* e sub-
brasileirn*, em virlndo do tratado celebrad
f. 'A. Britaniea e arepablica do Per em 10
T" de 18.50, que oonliiiha iiuae diaposicOe*
*j*Te mvouava a repblica dos Eslados Unidos na
corresponilencia que haviam pn ihcado os jornaes
peraano*. via-sc na necetsidad* de reclamar par*
* rulxlilus de 8. M. Britnica o* mesmo direito*
e privilecios concetiido o- subdilos brasilero* em
virtade do tralcdo fluvial ce labrado enlre o Bradl e
e Pcru ero 23 de enlobro de 1851, em todo oque
em* reifeil* m ommerci uvegacao daquella
le iiilernacioual e a pralica seguida cm sua coa*
furmidude pelo acto d coogresso de Vienna de
1815 : nAo defcoiilieccndo que essa navegarAo de-
via eslar sujeita a algumas reslricces impnslas pelas
nacOes aira vez de cujos territorio* correm os rios
navegaveis.
Respoudcndo o governo imperial a esla nota em
13 d* ietemhro de 1854, declarou que nilo poda
eslar de accordo eom o principio e duulrin i em qoe
se pretenda fundar a reclamarAo, assemelhando-se
o Amazonas ao Ocano ; que urna tal doulrina era
repellida pelos principios do direilo-publico e das
gentes, o nAo poda prevalecer senAo pela substitui-
dlo do principio, do inleresse e da forja aos do di-
reilo c jntlica.
Que o Elados-Unidos jamis se prevalecern,
dessa doulrina ns quesles que sustentaran, sobre
a natcarao deS. I.ourenco e Missisaipi eom a lles-
panlia e Inglaterra, nAo olislanle sercm nesc lem-
po ribeirinhos.
Qoe o governo imperial eslava firmemente con-
vencido dqquejiao podiaser asse.nelliado ao Ocano
um ro, de que o Brasil possue as sua margens na
vasta cilensJo de 480 leguas, desde a foz do Ama-
zonas alTabalinga, lmite do imperio.
Que. comquanto o Amazonas fosse em varios
pontos asaaz largo, todava lem lugares estrello, on-
de urna fortaleza spdc porhibir a paasagem, ea
so.1 navegarAo nAo pode ser feila sem o repelido
us de toas margens.
Que em summao Brasil possue no Amazonas
ludo quanto, segundo os principio* receidos, ser-
ve para provar a sua soberana sobre as aguas des-
se rio.
Accrcscenlou o governo imperial que, sendo o
Ocano indispensatel ao-commercio do mundo n-
leiro, as mesmas circumstancias se nao acha o
Amazonas, e que, ainda que o seu extenso valle,
qujndo conveuientementn povoado, possa dar vasto
alimento ao commercio das naroes, era, actualmen-
te quasl inloirameiile deserto, denenhum inleresse
e vanlagem para as nares que dio Ao rbeiri-
nha.
Que a grande pirle do Amazonas que pertence
ao Brasil conlm dua* provincias, a de Para n* fox
c a do Amazonas no interior.
Que para o commercio da cidade do Para he suf-
ficienle o porto da cidade de Beletn aberto ao com-
mercio de todas as nares estrangeiras.
Que a populacao da provincia do Amazonas nAo
excede a .10 mil almas, e sendo em grande parle
de raca indgena, d escasso consamo aos produc-
ios da iniliisttia estraugeira, e por isso nlo sent a
Talla de um commercio directo eom as nagoe* pro-
doelorns.
Isto quanto ao imperio.
Qoe menos popolosoainda he o departamento de
Ha) as perlencente i repblica do Peni, que ocu-
pa a parle superior do Amazonas.
Que a populacao deala repblica, qae pode li-
menlar o commercio eslrangeiro, est separada do
vaile do Amazona* pelos Andes, o eaminbo nalu-
ral para seo snpprimenlos quer no prsenle, quer
fuiaro ser sempre 0 Pacifico.
** territorios ocenpados pela repblicas de
zuelajj^pj* Granada e Equador. que lem
lenlv* *|*sMl*gaam no Amazonas, sao escassa-
mente habitarlo*, e anda quando fosse a navega-
do do Amazonas aborta a commercio do mundo,
conlinoariam os centros das suas principies cidades
a ser siippridns exclusivamente pela navegaco do
Atlntico e Pacifico.
Que alm disso lia a considerar que os a Mnente
do Amazonas, que passam pelo territorio dos cinco
mencionados eslados ribeirinhos. nao podem ser
navegados sen ao por embarcamos de pequeo por-
te, inrapazes de navegar no Ocano, e boa parle
detse* alTIiicntes precisa de obras e Irabalho* hv-
draulico* destinados a facililar essa mesma nav*e-
gaclo.
Com estas considerares demonslrou o governo
imperial que na acluaiidade uo exislcm grandes io-
leresses nem dos Eslados-Unidos, nem de nenhuma
oulra nacAo, que pussam servir de pretexto pre-
(encAn inmediata de navegar o Amazonas, nAo
sendo entretanto a sua inlencAo conservar este rio
fechado para sempre ao transito c commercio es-
lrangeiro, assumplo grave qoe nAo deve ser resol-
vdo com nreeipilacAo, e m a camelas e segnran-
cas precisa.
No intuito de esludar praticamenle este objeclo,
em um rio, cojas margen eslo pela maior parle
desertas, c onde nAo podem ser applicaveis ais regras
e providencias lomadas na Europa a respeilo do
rios cujas margens eslAo povoadas ha muilos eco-
Ios, celebrou o Brasil com a repblica do- Peni o
tratado de commercio e navegaco fluvial de 2.1 de
oulubro do 1851. c iniciou outras convenijde* com
as repblicas de Venezuela, Nova i ranada", e Equa-
dor, eoncluindo com as iluas primeras repblicas
aquellas con venenes que leacham aiuda dependeu-
denlrs da approvacAo dos respectivo congregaos.
Com o mesmo intuito promoveu a cotonisarAo e
commzici i vapor as descras margens do Ama-
zonas, subsidiando para isso a urna companhia bra-
sileira.
No aaaiexo F faro juntar loda a correspondencia
havida a este respeilo com os ministras dos Estados-
Unidos da America e de S. M. Brilannica.
ynregariio a parle superior do fio Paraguay.
Informai-vos no meo relalorio do anno prximo
passado que o govcjno imperial nAo se oppunlia a
que se lizessem explorarle* no rio Paraguay e seus
tributarios, cima do porto Albiiniierque. aberlo ao
commercio eslrangeiro por decreto n. 1140 de 9 de
abril de 1853, mas qae para este fim deviam emprc-
gar-se barcos naciouaes.
A discussAn sobre esle assumplo progredio com
legac.lo dos Eslados-Unidos d'America.
Esla legarAosoliciloii novamente, pur nota de 3 de
julho ultimo, a cooperario do governo Imperial, pa-
ra que o IValcr IHteh. que havia sido pelo seu go-
verno mandado explorar o rio Paraguay e seus con-
fluentes pertencentes ao Brasil, podesse subir aquel-
lo rio alem do porto de Albuquerqoe.
O governo imperial deciaron em 2 de agosto que,
se a expedir dn H'afer H-'iicA liaha nicamente
por flm o adianlamenlo das scienelas, e a concessAo
do soverno imperial nAo podesse importar um ex-
emplo, ou precedente, para a viagem de qualqoer
navio mercante ou do commercio, ou al de alguma
embarcara exclusivamente de guerra, para dar ao
do* Eslados.Unidos urna nova prora de sua benevo-
lencia e considerarlo, oao teria duvida em permt-
lir as ciploracScs que pretenda fazer o comman-
danle do It'aler l^ilch no ro Paraguay, alm do
porto de Albuquerqoe e soas affluenles, perlencen-
les ao Brasil.
O ministro dos Estados-Unidos, julgando-se aulo-
niudo para declarar qne o objeclo daquella commis-
So linha por nnico fim promover a causa das cien-
cias, e nAo constituira um precedente para que po-
dessem navegar os tributarios do Rio da Prata em-
barcaciies qaer da guerra, quer de commercio, o go-
verno imperial entendeu, que, sem inconveniente,
podia expedir, c espedio orden Hislrucces ao
presidente da provincia de Mallo tirosso para per-
inillir as exploracfles do commandanle do Water
li'ileh no ro Paraguay cima de Albuquerque, e
nos seus tributario* que perteneci ao Brasil.
O jnnexo G contm esla ultima corresponden-
cia.
elaret do Bratil com o Paraguay.
O govejno imperial, prestando loda a sua alleneAo
ao estado em que se arluvam a* relarcs entre o m-
perioea repblica do Paraguay, segundo vos infor-
molJfAUimo relalorio, encarregoipde ama missAo
espeMK junio do presi lento daquella repbli-
ca elrefe de esquadra Pedro Ferreira de Oli-
veira.
He sabido que pelo artigo lerceiro da convenco
de 25 de dezembro de 1850 celebrada enlre o go-
verno imperial e a repblica do Paraguay obriga-
ram-se os.dous governo* a auxiliar-** reciprocamen-
te, afim de que a navegaco do rio Paran at o
Rio da Prata ficasse livre para os subditos de ambas
Declarou por ultimo legaeflo do* Estado-lni-
do*. como norma de so* polilica fluvial, qoe chega-
da que *eja a poca de ser aberlo o Amazona* ao
commercio do mundo, quaudo o governo imperial
o julguc opporluno, esla elle dec.ididp a nio conce-
der iieiihuma naca a navegaco daquelle rio, na
pnrle un que o Brasil po*ue ambas as margen*,
sana pur meio de convenedes, qne resguarden) o
sen direito, de prophedade e ;prevejam para eme
aeja^devidamenle manlid? flscalisacAo.e polica da
aaveuacS.
O governo imperial com o flm de ficar desemba-
as nac/ies.
Dcsla eslipularo resulta que o governo da rep-
blica recoubeceu o direito do imperio i navegaco do
rio Paraguay, e obrigon-se a franquear-fhe essa na-
vegaran, e a du Paran na parte dcstes rios que Ihe
pertence.
Se o commejcio brasilero nAo podesse subir e
descer livrcmentepelo ro Paraguay, na lia vera re-
ciprocidade naquella estipularlo, nem inleresse es-
pecial para o Brasil, como evidentemente ah se pre-
suppOe, em tornar-se livre aos subditos de ambas a
naces a navegaco daquelle rios.
O governo do Paraguay, por cuja independencia
lano fez o governo imperial, devendo is alliancas e
aos esforc* do Brasil, sem o menor sacrificio de *ua
parle, o jioder navegar o Paran ale o Rio da Prala,
ja concedeu a dillerenle* nares a navegacAo de seu*
rio, mas julgou-se com direilo e jtislica. para recd-
s ir igual coiieessAo i bandeira brasileira.
A navegacau do Paran est arwrta a todas a* na-
cfte pelo arlos dos governos de Buenos-A yres e da
l'.onfederacao Argentina, que a franquearan], mas o
Brasil nao podo aproyeitar-se della para cliegar
provincia de Mallo (irosso, porque o Paragaav pro-
hlbe-lhe a entrada e sabida dos barcos bras'ileiros
pelo* ens rio*.
O govortio imperial abri ao commercio nacional
e eslrangeiro o porto de Albuquerque naquella pro-
vincia, e o governo da repblica lem al boje in-
lerdiclo aquelle commercio a bandeira do Brasil,
nAo obstante a sua qualldade de riheirinho e a eir-
cninstancias especiaesasima ponderadas.
Por oulro lado, leudo-se obrigado S. M. o impe-
rador do Brasil, e o presidente da repblica rio Pa-
raguay pelo artigo 15 do trata lo de 21) de dezembro
de 18-50 a nomenr, logo qne o pormitlissem a cir-
cumstancias. c dentro do praz daquelle tratado, os
sen plenipotenciario aliui do recularen!, por oulro
o commercio, navegarAo e limites enlre ambos os
paizes, o governo imperial apressou-se a dar anda-
mento a eslas negociares**.
Nenhnm dos plenipotenciarios que o governo im-
perial u nncaii pude concluir o tratado, a qua se ohri-
gara opresidenlc da repblica do Paraguay pelo ar-
tigo 15 da citada convenco. .
O aj usle sobre esta* qoesles be independen te da
obrigacaociiiilrahida pelo governo da repnblica do
Pamgajiy pelo arlig 3 da mesma convencAo.
A orlgaco imposta no artigo 3 nAo poda deixar
ao governo do Paraguay pretexloalgum para recusar-
no* a livre navegacAo do rio Paraguay.
Alm disto, depoi* dos iralados celebrados pelo
presideule da repblica com a Franca, Inglaterra,
Esla los.| nido e Sardenha, aquella recata seria
urna transa flagrante vila dos eompmmisso* dos
artigos j mencionado* do .tratado de 25 de dezem-
bro de 1S50,
Enlr*tto o governo da repblica do Paraguay
nAo sequa prestar a nenhuma das negoeiacoes,alle-
gando, entre outros pretexto*, a necesiida le de re-
solverle primeiro a quctlA do* limite com o im-
perio.
O governe imperial facilitn a aceilano desle ul-
timo ajuste, fazendo aoda repblica a* mai* ampia*
proposlas, e fundando u eu direilo em ttulos que
nAo podiam a*, contestado* ; ma nio pode chegar
a um accordo eessa que*tao, de cuja solucao fazia
dependentes a governo da repblica quaeiquer ou-
lre*Jole, em vista da* prelen^Oes absolutamente
inadmissivei* do mesmo gobern.
Quandu o encarregado de negocios Filippe Jos
Parera Leal instava pelo cumprimeulo das obriga-
ce* expresia, c iolemnemenle contraliidas pelo go-
vernn do Paraguay, maii'lou-lhe este o mu* pa**a-
porlespor um modo violqjito e inslito, pretextando
olTeiisa* eaggravus que nAo exisliam, nunca po-
deriam justificar semelhanle procedmcnlo e seus
effeito*.
Assim he qu* o ajustes obre commercio, nsve-
gacAo e limites ficaram adiados indefinidamente, e
trancados os rios da repblica navegacAo brasi-
leira.
Esle uliimo acouteeimenln, do* passaportes dados
sem razOcs que o podessem justificar, pelo governo
do Paraguay, moveu o noveno de S. M. o
Imperador a procurar ama soliicAo a eslas quei-
Ics.
A missAo especial enviada ao Paraguay leve poi
por objecto:
I. Reclamar urna ntisfacAo pelo acto pralica do
com o encarregado da negocio* do Brasil Filippe Jo-
s Pereira Leal.
2. Exigir que a navegaco do rio Paraguay e do
Paran, na parle em que uina de suas margens per-
tence reptfblica do Paraguay, seja franqueada aos
navio* e subdilos brasileiros, em virtude do artigo
3 da convencAo celebrarla em 25 de dezembro de
1850.
3." Solicitar a celebrar,ao do tratado de commer-
cio, navegarAo e limites, i que est obrigado o go-
verno do Paraguay, pelo artigo 15 da mesma con-
venci.
O governo imperial pretende fazer valer os seas
direitos sem oltensa nem prejuizo doi da rep-
blica.
A missAo do chele de esqaadra Pedro Ferreira de
Olivcira foi ODmpaiihada de urna forca naval. Esta
forra era apenas urna condifAo de dignidade nacio-
na e um meio de altender a iutereises auaz impor-
tantes do imperio.
Kxplieoretiia> ao governo de ttuenottyre e
da ContederncHo Argentina, obre o fim e objec-
lo da misilo e e.rpedfrao enviada pelo governo
imperial A repblica da Paraguay.
Do* fin* a que se deslinava esla missAo e exped-
cao mando o governo imperial dar coiihecimenlo,
em 10 de dezembro prximo passado, aos governo*
do Balado de Bucnos-Ayre* e da ConfederajAo Ar-
gelina, visto cpmo a forca naval que ncompanhoa
o plenipotenciario brasilero linha de lobir o rio Pa-
ran.
O nosso ministro em Bueno*-Ayre deu, em con-
ferencia.de 21 do referido mez, e depoi* por escriplo
em 13 de Janeiro uliimo, como se Ihe ordenara, ao
respectivo ministro das relacOes exleriores, as dev-
dns explcales.
Seguindn para o porlo da cidade do Paran no da
3 de Janeiro uliimo ptra desempenrtar igual com-
missao junio do governo d ConfederacaO Argenti-
na, e chocando all no dil 6 do dilo mez, solicitou o
referido ministro immediatamente urna conferen-
cia eom o respectivo ministro das relacOes exte-
riores.
Esla conferencia leve logar no da 7.
O governos de Bnenos-Ayres e da Confederaran
Argentina ouviram as eipliccOes dadas por parle
do governo imperial, relativamente ao flm a que se
dlrigia a relisao e a expediento encarregada ao cliefe
de csquadrCPedro Ferreira de Olivcira, eom todas
as demoni^poes do reconhecimento pelo proceder
franco oalHjdo governu do Brasil.
O Sr. Gallen /.. ministril da relenos exteriores
la Confedereca, resumindoo pensamento do gover-
no argeetino acerca do importante assumplo de qoe
se Iralava, eclarou que os motivos do proeedimento
do enverno do Brasil eslavam plenamente justifica-
do ; que o imperio eslava no seo direilo ; e o da
Confederara riesejava, e persuadia-se, que o gover-
no do Paraguay viria ajustes razoaves e decoroso
para ambos os paizes sem rompimenlo de hostilida-
des, e no caso de dar-se esle rompimenlo, ou' qual-
quer oulra emergencia, na qual pudesse convr a
riicliacAn de um governo amigo, o governo da Coo-
federacAo Argentina se faria um prazer e urna hon-
ra em prestar os bons ollK-io, quo estivessem ao seu
alcance, e queenlretanlo a esquadra brasileira podia
contar com Indos os auxilios que fossem compaliveis
com a ncntralidade.
O Sr. Gutirrez autorsoo ao ministro bmsileiro ,i
levar esla resnoila ao conheeimenlo d governo im-
perial, e ratilicou todo quinto uella coutihha em 8
dejanero.
En 27 de Janeiro receben a legarlo imperial cm
liiienoi-Ayres urna Hola do Sr. Portella, na qual, re-
fenndtajie aquellas explicacOe*. declara, qne, poslo
livesse apreciado altamente a* intenees pacifica* do
imperio para com a repblica do Paraguay, no po-
dia deixar de representar contra o fado qtieacabava
de ler lugar e. aflectava o direilo* de oberania do
Estado de Boeno-\yre*a passagem do barco* bra-
sileira* pelrf rio Paran na parle perlencente aquelle
Estado sem previo cnnseiilimento.
Oh*ervouiaquelle minisiro que pefo regulamenlo
do Estado de Buenos-Ayre* de 24 de novembro de
1852, approvad por aclo da honrada assembla ge-
ral de 2de setembro do anuo prximo passado, do-
cumentos ns. 2 e 3 do annexo II, a navegarAo da-
quelle rio s he permillida aos barcos mercantes, e
nunca aos de guerra, sam previa lcenra do governo,
e que se alguns tinham subido aquelle rio nem esse
previo consenlimento, era porque a entrada nellede
um ou oatro barco de guerra eslrangeiro eom fins
innocentes e pacficos nao importara o desconheci-
ment de sen direitos perfeitos ao mesmo rio.
Acrescenton o mesmo minislroqoe nao deixava em
ilencio este aconteeimento, para nAo se estabelece-
rem precedentes qae podessem ser invocados par*
o futuro pelo imperio, ou por qnalqucr ootra na
cflo.
A legacAo imperial em Bnenos-Ayres responden
a esla nota em 3 de fevereiro do crrenle anno, que
Ihe pareca nAo poder-e com razo eslabelecer urna
dlslinccAo enlre o barco de guerra de naeoes ami-
gas, aos qaaes se havia permitlldo, ni obstante as
leis da repblica, a pa>sagem livre do mesmo rio na
parte qne corre alravz do Estado de llueno'-A; res,
e os que cnmpiinhain a divisAo naval do imperio de-
pois da* expliear6s tranca e leoes dada* ao mesmo
governo sobre os finada mUsAo e expedirn brasilei-
ra no Paraguay, e vi*t das relaroes de sincera ami-
*de lubsislente enlre o imperio e aquelle E-
tado.
De ordem do governo imperial, a legajAo brasileira
leve de dirigir nutra nota datado de 23 de marco ul-
timo ao ministro ea relifOe* exteriores de Buenus-
Ayre.
Deelaroo o legacAo imperial por esla nota:
Que o governo de Buenos-Aryies, melhor do que
qualquer oulro governo*, deve cunhecer o respeilo do
do governo imperial aos direitos de soberana das
demais naces:
Que nunca preteadeu, nem pretenda que seos vi-
zinhos Ihe fizessemeonceasoea que nio fossem com-
muns s oulra* naces, ou se nao baseassem em justa
e devida reciprocidade.
Qoe a lei de 18 de oulubro de 1852, e o< acto*
po.teriorcs qoe Ihe deram execurao, nAo exceptua-
vam xpressamente a livre navegarjo dos navios de
guerra, e segundo os eslyloa das nacoe civilisadas, a
falla de prohibicao neale caso devia entender-se co-
mo um consenlimento.
Que; nAo obstante a ilislincrAo que fazia o gover-
no do Estado de Buenos-A\ro> enlre a passagem do
rio Paran de um oo oulro navio de guerra eslran-
geiro e a dos que pertenciam expedieflo deslinada
ao Paraguay, o soverno imperial linha motivos para
crer que era'conforma s intenees e acto* do mes-
mo governo o proeedimento contra qoe e recla-
mava.
Qne multo longe eslava o governo imperial de
querer suscitar dimeuldndes ao governo de Bueno*-
Ayres noexercicio de qnalqner direilo de soberana,
nos rios que Ihe perleacem,ma* observara qae, se
alguma nacAo linha para eom os Estados argentinos
titulo especiaes para se franquear livre navegarAo
do l'araua por navios de guerra, seguramente esta
nario era o imperio do Brasil, com riboiiinhn, e
vista daseslpulacOes dos art*. 14 e 18 do* convenio*
que celebrara com os Estadosde Entre-Ro* e Cor-
rientes em 29 de malo e 21 de novembro de 1851,
as quaes-oao se faz dislinccao alguma entre embar-
cacues de guerra e de commercio.
Que fundado neale direilo, o ceiio do preceden-
te* a que se relirira o Sr. ministro das relame exte-
riores de Buenos-Ayres, o governo imperial podia
julgar-se dispensada de declarar-lhe o objeclo da
missAo que enviara o Paraguay, e dn deslino da
expedicao naval sob o commando do chefe de esqua-
dra Pedro Vcrreira de Olivera, nao poilendo por-
lanto, depoi* da fraqueza e deferencia com qoe forAo
dada* a* explicables aobre o objeclo, fin* pacficos
daquella mis*i, deixar de ciu-ar sensvel aorpreza
au guverno imperial os conceilo* da ola do gover-
no daquella repblica.
Qoe lano mais devia isto sorprender ao governo
imperial, quanto era cerlo que o governo de Buenos-
Ayres nAo podia, sem quebra da neulralidade, ler
para com o Brasil um proeedimento diverso do que
Uvera para rom o governo do Paraguay, quando per-
iniltiu que o vapor Taquary subisseb Paran sem
Ihe por o menor obstculo, sendo alias voz publica
que elle condutia grande parcAo de armamento, e o
Paraguay se havia prvido naquelle Elado de mu-
menea de guerra e linha alistado minutario* para o
scu exercllo e flotilha.
Queogeverno imperial einlim confia qoe a pre-
cedentes observaces dirigida* ao governo do Estado
de Buenos-A> res na duivariam no sen animo
a menor idea do intenc.ao, por parte do Brasil, de
ofTender e desrespeilar os seus direitos de sobera-
na.
leiro.
enlro oulra* causas, a forca naval e do Ierra quei rtria, ou rompera aquellas relaroes, que contnuou
acompanhava a missAo do plenipotenciario brasi- a manler com o cnsul geral de S. -M. na A**ump-
r.lo a mais per feila harmona, eoncluindo dahi que
nAo era possivel duvidar das boa o#; migaseis dispo-
siees do governo da repblica em chegar a mn ac-
cordo pacifico a esle respeilo com o governo impe-
rial, e que se nio fosse indicenle esta declaracao,
nAo *e recusara o mesm governo a admitlir ludo
quanto parecesse a plenipuleuciario brasilero ra-
zoavel conveniente pire torna-la mais completa.
O plenipotenciario branleiro respon leu no da 24
de marco qae eslava convencido do* seolimenlos be-
nvolos* cuncilialorios maiiifeslado pelo supremo
guverno di repblica, ma* entenda qoe, para a
conveniente suliie.io da quettao, elle loria como
completa* e satisfactoria* as explicaces dadas, ad-
dicionaiido-se-lhesuma salva de 21 l" ros de artilhl-
ria dada a bandeira brasileira ervorada em Ierra, e
fazendo-se publicar em um dos jornaes do paiz a
maueira amigavel e huurusa para ambos os governos
O governo da Confederaco Argentina, em ola
de 30 de Janeiro, proceden como linha procedido o
governo de Estado de Buenos-Avr*s depoi de pas-
sar pelo Paran a esquadra brasileira.
Esta nota foi igualmente dirigida aos representan-
te da nares estrangeiras, acreditados junto da-
quelle governo, convidando-o a *e trasladaren) o
cidade do Paran.
Para faier este convite ailegou o governo da Con-
federado, enlre oulro* motivos, as circunstancias
cm que pnderia ver-* col locado, no caso em que a
riiuicutriade* polticas que ameacavam perturbar a
paz entre o imperio e a repblica do Paraguay, to-
massem o carcter e n dimeusoe i que os xpuuha,
Eslas mauifeslaoocs erAo inconsistentes eom os
principios de benevolencia e neulralidade que sAo
devidas ao imperio, lano pelas relacOes amigaveis
que lem o governo Imperial procurado empre man-
ler com o Estado vizinhos, como pela polilica que
se tem prcscriplu de uto envolver-ie na* suas lulas
interna!.
Era ja um faci conhecidoe aceito peto uoverno
da Confederaco Argentina que o governo imperial
na expedicao que havia mandado ao Paraguay, ae
propunhaTjbler por meios pacifico, s* possivel fo*e,
o que julgava por direito perlencer-lhe em virlude
da convencAo celebrada em 26 de dezembro de 1850
com aquella repblica.
Assim as appraheuses que se lm naquella circo-
lar nAo podero deixar de sorprender ao governo im-
perial, cumo ja havia sorprendido a nula, Ir das
antes expedida pelo governo de Estado de Bucnos-
Ayres.
O governo imperial crdenuu pois au novo agent
Horneado junio da Confedaraciio Argentina, e que
j se acha acreditado junto do governo de Baenos-
Ayre, que fizesse igualmenle a ministro das rela-
Oes exteriores da(Coiifederarao,demonslra;or9 den-
lira correspondentes ao* asjumpto* deque tratara
e*le min'tro em sua circular de 30 de Janeiro.
A residencia daquelle nosso agento na cidade de
Paranirfoi prevista, tanto qaanto era possivel, nes
imlrucce* que Ihe deu o goveruo imperial, aoleci-
paudo assininesmo governn o objeclo declarado na
circular iloJfcaerno da Confederac.Ao Argentina.
O resuUadorque vos vou agora commoniear da
missAo e expedidlo confiada ao Sr PedroFerceira de
Olivera pelenlear melhor as vistas que leve o go-
verno imperial na adopcAo das medidas que lomuu
para terminar as suas quesles com a repblica do
Paraguay.
Encontrareis os documentos relativos a esta cor-
respondencia no annexo I.
Expedicao do chc/t de eiguadra Pedro Ferreira
de Olivera desde que tahio desle porlo alta At-
tumpeao.
Estado das negoeiacoes qu* fizeram o objeeto de
sua missao.
O chefe de esqaadra Pedro Ferreira de Olivera
sabio desle porto no da 10 de dezembro do anno
panado, sendo acompanhado por ama forra naval ;
rhegou a Montevideo no dia 15 do mesmo mez ; e
lomando no da lf, o commando ila divisAo all es-
tacionada, parti no dia 22 para Buenos-Arres.
No dia 25 de Janeiro eeguo do porto de Buenos-
Ayres para as ilha* denominada* Dos Herma-
nos ; chegou a 12 de fevereiro a capital de Cor-
riente*, e dahi parti a expedicao no dia 18 para a*
Tres Bocea*, aondechegou no dia 20ill ho-
ras da manlula.
Neste mesmo dia, ao approximar-sa do porto do
Cerrilo, recebeu o dito chefe de esquadra um officio
do commandanle da polica do rio Paraguav, decla-
rando-lhe que uAo baverla inconveniente algum em
aobir a AnuiopcAo, um* vez que se dirigisse rep-
blica em missao pacifica e diplomtica, e oeste caso
convidava-o a que fizesso conhecer, por urna nota
ao ministro das relac"es eileriore* da repblica, o
seu carcter publico, como era de eslyllo em caso*
laes.
Em resposla ao ofllcio snpra, dando na mesma
dala o commaiidanle em chefe da esquadra brasilei-
ra toda* as seguran;! sobre o fim de na missao, re-
mellen, para ser encaminhada ao ministro de rela-
ees exleriures da repblica urna nota parlicipando-
Ihe a posiea que havia tomado oo porto do Cerrilo
as Tres Boceas, c que assim o fizesse constar ao
presidente, bem como que S. M. o Imperador liaria-
Ihe conferido plenos poderes para Iratar e terminar
as quesles pendentes enlre os dous governo.
O governo do Paraguay receben no din 22 a nota
sopra, e nu da segunle expedio a sua resposla
concebida nos segninles termo* :
Qoe nutrinri sempre o presidente dn repblica
os mais vivo e sinceros desejos de mantrr nallera-
veis as relaroes do perfela amizade e cordial intel-
ligencia com o governo de S. M. o Imperador, re
cebia cm a mais x iva e lisongeira salisfacao a- no-
ticia de que o mesmo augusto senhor se disponha a
enviar a repblica um agente diplomtico para o
ajaste das quesles pendentes entre os dous gover-
no. a
O nnlmenlos assim manifestado* pelo governo
do Paraguay confirmaram a esperance que nunca
perdeu o governo de S. SI. o Imperador de que a
uceurrencia dos passaportes dados ao encarregado de
negocios do Brasil que se achava acreditado junto
do mesmo governo, terminara de um modo honro-
so, e sem que e allerassem as rehenes de paz en-
lre as duas nacOes.
Assim pois, apezar das observacOes qoe se lm na-
quella ola com referencia ao apparecimenlo da
forca naval do imperio na* aguas da repblica, de-
claren, o governo da mesma repblica que eslava
prompto a receber o plenipotenciario brasilero, ,e
entrar com elle em urna riiscussao e uegolacao pa-
cifica sobre as queates pende .les, urna vez que ae
afaslasse das mesmas aguas aquella torca.-
O plenipotenciario" brasilero annuio a esle pedi-
do, cuja alistaran em irada prejudicava a sua mis-
sAo, e antes era urna prova nao equivoca da sinceri-
dad* dos desejos que havia manifestado em nomo rio
governo imperial re maniere paz e amisade eom
os estados visinho*.
Em conseqencia deisa inlelligencia, resolveu o
chefe de esquadra commandanle da forca naval bra-
sileira fazer fondear a esquadra do seu commando
fora da embocadura do Paraguay, e seguir no vapor
onde linha n sua insignia, no dia 27 de fevereiro
para a Assiimpcao, em missao pacifica e diplo-
mtico.
A subida do plenipotenciario brasilero al a As-
sumpcAo nAo leve lugar no vapor Amazona.
Comi fim de accelerar a viagem, passou o dito
plenipotenciario para o vapor Ypiranga, ehegando
t AssampcAo no di* lid* marro.
No dia 15 as 5 horas da tarde foi recebido o ple-
nipotenciario brasilero pelo presidente da repbli-
ca, lendo antes sido entregue ao ministro das rela-
cOes exlerfore a ola do governo imperial de 10 de
dezembro do anno prximo passado, em resposla
daquelle ministro de 12 de agosto, de que vos dei
conheeimenlo no relalorio desla repartido do anno
prximo passado.
Naquella nota declarou o governo imperial qoe
nAo poda considerar procedentes, os mol vos qoe le-
varan) o governo da repblica a praticar o neto vio-
lento de mandar o* passaporle* ao encarregado de
negocio* do Brasil, Filippe Jos Peireira Leal, pe-
las segunle razOes :
1. Porque a desped la de qualquer agente diplo-
molico nAo pode *er justificada seoao em casos gra-
ves e argentes, vi*to como o agente diplomtico nao
depende somenle do governo, perante o qual esl
acreditado para a ana gestao.
2." Porque o governo que obliga um agento a
partir do paiz, junto rio qual esla acreditado, pondo
termo s soas finieron*, nullifiea a sua nomeacao,
que nicamente depende do governo do estado qoe
Ihe da s poderes.
3. Porque por aqnelle facto o* subditos do paiz,
ao qoal pertence aquella agente, licam privado do
eu proleclpr legitimo, e o chefe do estado en nacao
aem tereni qoem o represente.
4. Porque, tendo esta orna aitaar.Ao vilenla, o
governo que a crea perturba o exercicio de direilo
que a le internacional recouhece. e manda respei-
lar, nao pudendo assim proceder sem motivo impe-
rioso, o quaea nAo exisliam contra o encarregado
de negocio do Brasil, a quem apena se faziam im-
pularcs vagas, e destituidas de provas na ola do'
ministro de relacOes exteriores de 12 de agosto' do
anno prximo passado.
5. Porque, sendo de eslyllo, quando ha razoa-
ves quei xas contra nm agente, urna inlelligencia
previa com o governo, de quem elle (em a sua car-
la de crenja, nAo havia assim procedido, no caso
vertente, o governo da repblica.
Pelas razOes expostas nAo julgava sufficienle o go-
verno imperial a srguranca qu* por ola de 12'de
agosto riera o ministro daa relaees exleriores da re-
pblica, de que recebara com a devida considera-
cao qualquer oulro agento qoe hoiivrsse por bem S.
M. o Imperador acreditar junto do governo da mes-
ma repblica, e exiga urna reparacAo qae podesse
com honra e dignidade do imperio pdr termo a esla
desagradavel uceurrencia.
O governo imperial deu igualmente conheeimenlo
pela sua mencionada nota de UMe dezembro, ao
da repblica do Paraguay, dos outros objeclo da
missAo rio Sr. Pedro Ferreira de Olivera, con-
vidando-o ao ajuste da negoeiacoes pendente, afim
de restabelecer-se enlre o* duas estado as relacOes
de urna amigavel inlelligencia.
O governo da repblica .do Paragaav aecusando
a recepcao da nota cima por oulra dirigida ao ple-
nipotenciario bra*ileiroem dala do 17 de marco, de-
clarou a sua salisfacao por ver chegada a oceaiAo
que assim Ihe olfcrecia o governo imperial de se
abrirera eonterencas para o ajusto daquella* ques-
te enlre os dous estado,equelogoque Ihe fostean-
nouciario, segundo os eslyllo, o seu carcter repre-
sentativo, se dara andamento s correspoodenles
discusses,
Salisfez o plenipotenciario brasilero ao objeclo
daquella nota, declarando ullicialmeute em u dia
1!) eslar compelenlemenlc autorisado a por termo,
por um ajuste raznavcl, desagradavel uceurrencia
de qne tratara a do governo imperial de 10 de de-
zembro do anno prximo passado, e achar-se muni-
do larobem de plenos poderes para ajuslar e con-
cluir com o governo da repblica s negoeiacoes iu-
lerrMMIdas com a despedida .1 encarregado de ue-
8-I Lte9'1 lilinl,e Ju(u l'fe'ra Leal.
Kaquelle plenipotenciario entrar no ajus-
te |Bo* que rievi uu fazer o objecto desla
oegVaVaPeT, sem previo accordo sobre o modo da
satisfazlo que reclamara do guverno da repblica,
pelos passapurlcs dadus ao cncarregade de negocio*
do Brasil, e sobre esle ponto versa a iliscussAo qoe
pasto a referir-vos.
Sobre esla queslao manifeslnu o ministro de re-
laroes exleriores que eslava convencido de punto
importara, tanto a repnblica, comoao imperiodo
Brasil manler e estreitar boas e amigaveis relaroes ;
que este era a linha sido o constante desejo do go-
verno da repblica, assegiirando ao goveruo de S.
M. o Imperador que mui longe rio pensamento do
presidente da repblica eslava querer ofTender no
menor paulo a alia dignidade e decoro de S. SI. o
Imperador, nem romper nem alterar as relacOes
annmvcis enlre os don (governos, e que eslava
II.
Nao acreditamos em quarentena* do modo porque
al aqu te lem praticado, lano no, Brasil como em
pai.es muilo mai adianlados.a experiencia tem sem-
pre mostrado que ella* aflo imprnficua* para obstar a
commuiiiracAo da* epidemia. Cremos pormque
o un meio exilie que possa preaervar da infeccao
i populace* iJas ; esle meio consiile n* aosulu-
la incommunicabilidade do* povo* aneciado* com
aquelle* que o nao |o ; ma como nem sempr* seja
PosMvel conseguir-se is*, compre ao governo naa
eluaei clrcumilanci* aicolher um ponto ao ael da
proiincia rio Para, onde o mal nio esteja reinando,
ilulaiit* sunicienlemeiile do foco pidemico, e ah
taca deiembarcar a* pesoa*,e depoiil*Tos objecto* ou
mercidoru* qae para l houverem de aer mandado*.
Ilisa* pe*o e objeclos devaj* aer conduzido* dahi
para o leu de.lino em navioTqoe uAo devem tttet-
lar -se rie*s carreira. Se ease ponto vier a ser in- a
feecionado, escolba-se ouUo inda mai disiente.
pela qual se punba termo a desintelligencia proco- A* pessoas e cousa, que de l vierem deverAo of-
dente da despedida do encarregado d* negocios do frer a proceso da desinfecc.Ao Unto (principalmente)
no dito ponto de depotito, como no* lazareto* doaV
porloj para que i0 destinado*. A* escotilhat e ca-
Brasil.
O ministro da* relaees exteriores da repblica
responden a esta nota uu plenipotenciario brasilero
por oulra que Ihe dirigi no mesmo da, declarando
que o presidente da repblica se prestavaao que Ihe
era assim indicado
mar* dos vapore* e navios devem vir abarla* du-
rante toda a viagem, ao menos duraula o dia.
Eslas precaocoes e ainda oulra* que ae possam
.a _. ., ----- ^^ ** o* i'FT^eii
icado ; e tudu quanto se ajuslou fui lembrar, junta* aos Irabalho* saniUriui, que se de-
comprido no di* 25. vem execular tai toda a cidndea, villas e povoa-
Acliando-se concluida esla queslao, apresentoa o roe, podem proezir reiullados vanlajotos.
Sr. Pedro Ferreira au presnlenle da repblica no
da 29 de marro a carta qua acredlava no carcter
de plenipotenciario junto do supremo governo da
repblica.
O presi lente da repblica nomeou seu plenipo-
tenciario para Iratar dos assumplo* de navegacAo,
commercio e limite* ao general I). Francisco Solano
Lpez.
As conferencia entr: os dons plenipotenciarios ja
haviam comacado.
O que acabo de expnr-v** consta dos documento
do annexo |* M
(Conlinuar-M-hm.)
PERMMBttO.
'^"Wio-
ivejBnamentos
lio da Hathtica
este* melhora-
Kelalorio do servico da limpeza e asaeio da cidade,
aproseotado cmara municipal pelo administra-
dor da companhia de ribeirinhus.
I Um. e Exra. Sr. Em cumprimenlo do que V.
Exe. roe ordenara em oUlci datado do 1.- rio cor-
rete, passo a expor a V. Exc. quaes os lijj|illiiii
execulado sob minha dreccj. Ka serei exlenso,
porque entrando em exercicio no dia :I0 de julho
lindo, apena*, conlj cinco das de irabalho. Tendo
examinado o estado em qae se acham as mas desla
cidade, travessas, pateo, praias, ele, concediente
ao asseio devido, mandei principiar os Irabalho de
limpeza nos pontos que enconlre mais i inmundo*,
os qaaes sao era geral a praias, a mor parte das
travessas e algumas ras; para depis panar aos
pontos, qoe peudem menos Irabalho a esforen. Para
o que divid os jornaleiros por companhia, e dislri-
bui-as na freguezias de Santo Antonio, San Jos e
Boa Vista, as quaes conlinua-se a tiraros entulhos,
iinmuiidicies e lixos que exislem no* lugares referi-
do e lem sjrlo removido em carraca* e carrinho.
Tenhn mandado atorrar eom areia e pedregullio
parte de algoma* ra*, nos lugares mai baixos.
Tambem continua-se a remover o* grande mon-
tura que exislem em alguns terrenos por edificar,
e casas em ruinas, assim como de algumas profundi-
dades o lxo e materias immundas, que a* aterrara.
Oulra* profundidades encerrara agua represadas
que necessilam ser aterradas: todos esle terreno e
casa inhabitadas pertencein a particulares.
Tenho mais observado que, apezar do grande Ira-
balho que he misler erapregar-se na :impez* dos lo-
gare* mencionados, tornar-se-ha infruclifero este
mesmo trabalho, senAo houver protidencia* res
peito; porque tenho observado como di*se, que do-
rante .i noile despejam lixo eiinmundicies em al-
gn lagares que oo decurso do din su lem limpado.
Ainda nao dei principio a limpeza da roa na fre-
guesa do Heeife, por falla de liahilha lores, pro-
viudo lalvez etla falla em consequeqr.a da qualida-
de do Irabalho, ou do jornal estipulado de 720 rs.
diarios para o* Irabalhadores livre, e de640 rs. pa-
r os escravos, raz.0 porque tenho Umhera encon-
trado diiliculJades em fazer permanecer no servico
alguns do* que se lera engajado, porque outros se
hio despedido, Juvendo por conseguinle grande al-
teraran no iiuraeoo dianu de Irabalhadores. Toda-
va apezar de Malo quanlo expusto llca, me parece
que salisfarei (sejKne licito dizer) o philanlropi-
cos designios do Exin. Sr. presidento da provincia,
se essa illustrissima cmara, de queui espero mere-
cer toda a cooperacrj, auxiliar-me com aua* valiosas
e sabia* providencia*.
Fez-se o servido com 68 trahalhadores inclusiva
os apontadores; mas o numero diario daquelle foi
variavel, como demonstre! as folbasUaj ferias desla
semana, por freguezias. ua importancia de (679800.
Keslaiulo a pagar o servir.) de carroras e algn
ntensis que comprei.
He lado quanto ao prsenle tenho a honra de in-
formar a V. Exc.
Dos guarde a V. Exc. Recito 4 de agosto do 1855
Illin. e Exm. sr. Bario de Capibiribe, D. pre-
sidente da cmara municipal.rfoiio doi Santo Por-
to, adminittrador ra companhia de nbeirinho.
Conforme. O secretario, Afanar! /'ertefra Ac-
REPARTIIJO DA POX.ICIA.
Parte do dia 10 de acost.
Illm. e Exm. Sr.Levo ao conheeimenlo de V.
Exc. que da differenle partcpacoe hoje recebda*
nesla repartida,consta que foram presos :
Pela subdelegacia da Ireguezia do Recito, Eduar-
do Ferreira de Parias, para recrut*.
Pela subdelegacia da freguezia de S. Jos, An-
tonio Francisco, para averigiiasOes.
Pelo juizo de orphios, Feliciana da* Virgen Fer-
reira, por nao haver cumprido com o dever de fiel
depositara.
E a requisicao do depositario gajjaj o preto escra-
vo Antonio.
Por odicio desla dala communicoo me o delegado
do primeiro dnlricto .leste termo, que Ihe partici-
par* v subdelegado da freguezia do Afngados, que
no di* 6 do cerrante fura encontrado no lagar das
Arrias da mesma freguezia, o cadver de ama preta,
de nome Rosa, moradura nesla cidade, a qual lendo
por cojtuine mascatear pelos uburbios da mesma
cidade, presume-so que tora atacada n'aqoell* lugar
para ser roubada; sendo que eondnziil o referido
cadver para greja matriz daquella freguezia, *hi
proceder a vistura declarando o* petilo* ter sido a
morle proveniente de algumas puohalaria* dadas pe-
lo corpo, que tambem mostrara algoma* contuses
feilas com instrumento condundenlr. O menciona-
do subdelegado est tratando de insta arar o respecti-
vo siimmario. e empregando tola* a* diligencias pa-
ra descubrir o autor ou autore riesemelli'.'nte crime
para o* capturar.
i)eo guarde a V. Eic. Secretaria da polica de
Pernnmhuco 10 de agosto de 1855.lilm. e Eim.
Sr. conaelheiro Jos Benlo da Cunha e Figoeiredo.
presidente da provincia.O de chefe polica Mis
Cario de Poica Teixeira.
III.
lalvez qae agora ao approxmar-se lerrivelv**-
Jante de Eugenio Sue o governo do Brasil ni* i
ind dereute aos clamures da bvgiene publica.
meiio-, pelo que tomo* ouvido (a nAo ser ie
vergonliosa especularlo,' a lidia capital de Pernam-
buco lr de melhorar a tua orle quaol
de suas roas, praca e praia*. Era tntte *
graadee bella cidade, habitada por ura pe
saldo. Coberla de inmundicias, desdo nma oulra
eitremidade, exhalando rheiro infecto, e^
lemente ocrasionaudo verdadero en
qoe tanto coiilribuem para o augmento
morloaria Bem que tarde venliiin estes me|
ment* em beneficio da ade do povo j Upjl
pro no lli a a pela reapiracSo de um ar impuroB
viciacSo do genero alunenl.icio.'
Nao se pese e governo de redobrar seos cuidados
na remocAo de ledo* o foceos da infeccio, quer tos
lug; res publico quer das casa* parliculare"; promo-
inuta sem demora o calcaraento de loda* as rea, a-
liui deque a ajsias da chova nao liquem eatagnaria*,
como presenlevnciite se veem, expeeta ao* ardor
do sol,cuja acrAo fa-ia apodrecer e deterauna a eva-
porusao rie principia* nocivos, os quaesAo prejo-
dicam rnenle aoemoradores do lae roa*, BXfSlam-
bem a loda a populara ; ordeae lermioaapinenla
a comlroccAo dos caes, e marque o* logare* onde ae
deverAo fazer os despejos publico, que com o maior
escndalo dos preceilos hygieoicos te faiem anda
boje em qualquer parle. NAo e pese o governe de
dispender com ludo iss quaesquer rame* de di
nheiro, poi* que a aud do poco he ti suprema,
que nlo deve ser meuosprezada por mal eeieaj|
economa. E. assim prevenido, poriemo* coa* ra-
zio esperar que, caso venha o mal. elle quebrara toa*
torcas e nao no* poden ferir com a castuMida vio-
lencia.
IV.
segando todas a* communicaOes do Para, o cb
lera nao (em feito all estragos espantoso, relativa
mente ao que era de esperar. Avista disto, jalgn
mu qae o terror, deque se acha pos.ui.ia a popula-
cdo de Pernambucu, nao eucontra fundamento al-
gum, seuao nas noticia do jornaes, que mullas ve-
za* nAo reeebem exactas informacGe. E. pois, cum-
pre desterrar esse medo, que quaii lempre por ai
he (alucenle pira.occasionar molestia. A seguir*-
carta, que dalli nos escreveu o nosso amigo Sr. Ji
Mara da Silva, eocerra em pouco termo o qoe
a epidemia, e o Iratamenlo que se einprega para
combate-la (1).
Aqu estamos a lotar com o cholera ; mas, gra-
ii cas a leo, nlo lem ido muito mortfero eom as-
p scialidade na geota branca, em quem lem feilo
mais estrago* tem sido na gente de cor indio*
preto,) em r'zlo do* detenido* qae elle* tem de
v nao darera parle de tea estado alira de serem Ira.
i lado* imineilataineiile ; pota, quandu o fazeni, lie
' ja no perodo das coiilraccoes, com vmitos, diar-
rhea e corpo fro, que enlo h* um eslario astusla-
dor, astim mesmo se lem salvado muilo com re-
medio que e mesmo povo lem descoberlo, como
stjam : caxafa um calix, logo que apparecem o
-sv mplomas da molestia, e friefs de gurdenlo
alcanforada com urna escova no estomago, e ven-
c Ir e pelas costa. Oulro loniam cama cofa pu-
xiri ralado; outros tomam a cazar,* com al
u i occasi.lo de virem as collicas, o qae faz
cuder pira baixo ; e, se as evacuacoas nlo param
repelem mais meia chicara, que ai faz parar iny
mediatamente.
Agora pelo l*/lo d* medicina, a homeopalhia
a lem irio muito feliz ; poi anda nio perda ne-
nlium doeute do qae desde principio lera recor-
> rido i ella. Os medicamento* empregados lem
sido : pecaeuaiiba, veratro, cupro, ar*eoeo, o
outros, mandando-se igualmenle meller o* pes
era agua quelite, e fazer fric_^\de agurdenle
alcanforada, (i)
a Esla molestia fni ha:
ci lio por nAo *a saber
ni o, pois toda* a* cata* tem
ior ti
COMMIMCAIMIS
Tendo preparado um pequeo tiabalbo acerca
do cholera, afim de etpalhar por enlre o povo
o conhecimete- do* meios mais proficuos de
combater esatS^al e desejando que a leilu-
ra d'esse traban** se torne o mi geuerali*ada |ios-
sivel.rogo-lbes o obsequio de publica lo em seu con-
ceituado jornal, afim de que os seas tortores gozem
de qualquer vanlagcm qae d'elle possam tirar.
Julgoquea contealarAo, que te tom feito contra
a trantmistibilidade da epdena do Par, nlo deve
de modo algum fazer ao povo dormir o somuo da
indolencia, e Iranquillo crer em ludo que se lem
escriplo. Pede a prudencia que no* ponhamos pre-
venid par ocenrrermos promplamcnleaqualquar
evenlualidade epidmica, que nos possa accomiuet
ler eom o carcter da qae reina no Para.
Nunca sao de mai os consellios dado pelo mdi-
cos era lempos regulares, quanlo mais cm poca
tan melindrosa.
Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinito.
Cholera mofbus.
i.
Ha poneos anno* escreveu o mai Ilustre homeo-
palha rio Brasil,o sempre lembra lo liiimantarioyoo
l'icente Marlins.amt importante memoria acerea do
cholera morbus,* qual foi por el le mandada daatri huir
graloilamcnlc pelos curas de Portugal, aBm de snc-
corrercmprouipla mente aospovos de suas freguezias.
que se achavam ameacados mi edectiv menle jr. of-
friam do horrores d'esse llageii. Por ease lempo
inanduu elle para o* jornaes do Rio de Janeiro, al-
gn artigo* preventorio o povo e exhortando o go
verno para que tomasseserias providencias ailara
ltenla a probabilidade de ermos vizilado* por la
lulumu hospede. Nao deixou enl.lo de apparecer al-
gueiu que sob o p*eurionvmn de anii-choler dirl-
jsse ao phylanlropo homeopalba acerba censaras
pretenriendo provar a impossrbilidade de Iranspor
o cholera a linha equalorial, e ceorrirneller debaixo
do caracler epidmico o hemispbcrio dn ul. ha-
endo-se (se a memoria me no h infiel) principal-
menle no laclo de nunca te ter dado eue exemplo.
Comprehende-se com faciliu%de quanlo e*e argu-
mento he intuslentavel, pois quando nAo houvesaem
fados em-eoolrario, bastara o simples nenso com-
mnra para conceller que o germen naepidemia*,
pesio que deronhecido em sua eenea, existe to-
dava nas circiimslancia topograpbca. na viciaslo
da almosphera, no abuso e corrupto do* alimentos
etc. etc., e que urna vez reunidas toda essa* cir-
curoslancias, apparec* a epilemia. ou esponUnea-
menle com o carcter do elemento que eolre ellas
predominar, ou enlAo pela iullnenca al de umali-
mitadissima quaiilidade d'ar conliila no interior de
urna caria viuda de paiz infeccionado, seinelhaol*
srenlelha, qae se deslaca da cbamma u faz arder um
paiol de plvora); e ncsle caso turna a epidemia o
carcter da que reina nesse paiz.
Como quer que seja, nlo ha mai* din ida alguma
que l eslAo oijtjato irniot da bella provincia do
Pira gemendCtjJbb o peso d'esse cnel dagello. E
como seja mai provavel que o mal nlo fique limita-
do i esta regio, e lenha de seguir sua marcha c
para o Sul, a visla das frequenles coinmunicace*
do* vapores, curapre a ns.homens da medicina, qae
tato* pa
, visti
em priu-
fcr ; boj
f eadl-
u ri in immediatamente ao doentes, vitaTejue mo-
u lestia nlo d temor a qoe se espere pelo medico,
(i l.ogo que ella ataca, deve o duente lomar um ea
i meio calix de caiara ou de agurdenle de Franca
a o a de genebra, ele. ; iau faz rebater a afBicrao
a q le vem no estomago deve-se fazer immediala-
minie friccOe* no estomago a nas cosas com aguar-
ii denle alcanforada,a meller os ps em agua queulo
a eom agurdente alcanforada. Fazenuo-so isto
di lempo a que venha o medico. O in mplomas
a lio os segunle* : extremidades fras, aaciedade
ii no eslomage e no venir*, caimbras oas pernas e
a bracos,olhos encovado*, corpo fro, tem palto (este
a hu o lado mai* astatlador;; vomito* a diarrhea.
Pelo que rtito lica, ve-se que nlo ha motivo de re-
caiar-se aqu grande morlandade, ama vez que se
observen) os preceilos hygienicos, e se estoja pr*
rado para combater o* primeiro syinplomaa i
do a pralica que mais adianto indicaremos.
V.
Como se l na carta cima, publicada, horneo-
patlia lem sido lio provejlosa, qoe nem ea (ti doen-
te do qae tem recorrido i ella desde e ievatae 4o
mal tem perecido Era itto de emtfp i vida de
documento incontesl/veis que naTafcopa te tem
publicado, e que lema em nosso poder, acarea do
trataroentodo cholara, o qaaes provara evidente-
mente qae a passo qae a allapalhia perde de 40 a
80 por cenlo doa doentes por ella tratado*, a horaen-
pallii* perde de 5 .10 nos caso* man grave*. Esle
resultados lem servid muilo ptra a coovertao de
muilos medico* europeo ao svstema de llahnne-
man. Ha* nao he ** no tralamenlo curativo que
ella oderece humamdadc poderosa* arma* contra o
cholera ; maiore* So anda o* ten* servia**, opposa-
do-*e ao aeu acotnmetlimenlo por meio de remedio
preventivo* I fM allupath* nlo condece nenham a-
genle capaz depreservar a* peetoa sAa* do qoalquar
moliiilia que reina epidmicamente; e he por es**
razio qua o allopalhat aconselham ceotlaiiteraente
ao poro para que oao creiam em faiaciosos (i)iiun-
ciot de remedio secretos, com que alguns **aecnl-
dores, segundo elles dizem.1, procuran) Hlaoipi cre-
duldade publica. Outro tanto nlo aconlece lio-
mestjuhia; porquaoto cada vez que a^areaToina
epia^B, ella vai deaeobrindo meio de prevenir
sua ^H*ao nas pettoas, que ainda nao tinham ido
aflecflnas. Al agora toda a genle mai* civilitad*
tem recorrido a iuuoculac.'lo da vacciua com* meia
preventivo contra a peste das bexigal; os preesiot
aliopalha, que tanto se oppe ao remedio* preven-
tivos, empregamlodo* os seas esforcos, afim de pro- .
pagar essa ulular descoberla do immrld Jentur ;
mas digamos de passagem; elle* ignoran oa fingem
ignoiar, que promoveado propagarlo da vaccina,
preslam um ralevanle servleo homeopalhia ; visto
que de nada menos te incambem do que de provar
por iim facto iacontestavel, qua te* cvtcciu
ii preserva das bexigas,he porque lem i.proprledade
( de pro liuir no liomem sao jmjrtomas *emelh.ii-
les ao* daquella molestia.3L o.que be isto se-
nAo homeopalhia?!
Os hnmeopathas pormampfegam a vaccina como
preventivo de um modo mai* seguro administrando-*
internamente. A experiencia tem mostrado que du-
rante urna epidemia de bexiga, todo* oo quasi lo-
dos qoe tomam a vaccina licam preserve*!* da peste.
Ainda ha pouco, quando nesla cidade reinanm a
bexiga epidmicamente, tiremos occasilo de verifi-
car I.- Mo er fra de proposito que citemoi o*
fado* aeouinle: em.casa do Exm. Sr. Dr. Francis-
co de'Paula Baplista alguma pettoas sidreram de
bexiga*; e recelando nos que ella acommettcssem
loda a familia, mandamos tomar vacc. 5." em dilu-
cao, urna colherada pela manhia e ontra a noite;
era mait ma s pessoa cabio ; sendo de notar qae
nao se havendo dado a urna mulalinha o remedio
preventivo, foi eisa a uniea qne chegoo a ler hoxi-
gas. No engenbo Ouas Boceas do Sr. Jos Manoel
de Barro Wanderlev mais de 30 pessoa esliveram
doentes de hexigas; e depoi* do emprego inlerno
da vaccina, nao houve mai algucm que sodresse.
Em casa do Srv Jos Correa Leal, nn engenho Santo
Cosme, (freguezia da Varsea, onde tambem reinar*
a epldemia)lod a familia escravos tomaram a vac-
cina. e nem nm foi atacado.
No* demoramos de proposito sobre este objecto,
alim de provarmos que os prevenlvos homcopalhf-
cosilo de iraiiscendenle alildade, e que ningaem
deve jamis deixar de faier uo d-lle, sh pena de
ncorrer na pecha de negligente. (3)
Quanlo a efticacia dos preventivo* contra o chole-
ra, acha-se ella confirmada pela experiencia. O Dr.
Marenzeller deu medicamentos prnplrylalice (pre-
servativo; a 150,000 pessoa em \ ienna, e nem um*
desla foi alaradaado cholera. Os mesmos resulta-
dos foram obtidos em 80,000 individuos oa Hungra
(I) l'ublicaiiilu esla caria s tomo* em vista col-
mar o espirito aterrado da populacao.
[i) Nln ha necessidade de empregar a camphnr*
em (lo grande do** ; bastara somante l*Tin**j j
ti* de alcool campluirado adminitlrada do
que mai* adiaole iuriiearemo, para prnduzirere ,
iietico* resultado*. .
T Citaremos mais um fado a favor do* i___
livos liomeopalheo. Tinltaatet em noate aniolal
urna porcao de gailialtaa qoe foram
>
4
*
1
. >
prompln e ditpnslo para receber com as devidas con- no* adiamos encarregado da sublime, mistan de ve- peste que cosluma accoramette-la* a cesta estaca*
siderace* a qualquer agente que S. M. o Impera- lar obre asimile e vida de nos* semelhaiilet, ero- ; do auno ; lembraiuo-.no* de mudar tosoeiai
pregar lodos os esforcos afim de obviar a appariclo agua, que e Ihe* d a'beber, orna ditsetac
do mal, e no cato de nlo ser isso ponvcl, alleouir i gm glbulos de veralrum : a co> M r vi'mo*
tu* gruvidide quiodo por vealur* elle boaver de qaeniq,s6 nao tonlauou rlerid*** tmo at
ccommelier-no*. I algumas j docniet ficaram boas 1
dor quizeste enviar junio au governo, da repuldica.
Accrescenlou o mesmo ministro quetlu dislanle
elava o presidente da repblica de po**r que o
deploravel incidente otcortldocotn oSr. Leal alle-
I


DIARIO OE PERMMUCO SBADO II BE AGOSTO 0 I8&5
r
r
a
r
Polonia. Ni loglalerra obtr"ou-e que entre
quede qae tornaram medicamentos prophylatlcos
e qae furam atacado!, o nal rvelou-e debaixo da
aau forma nuia beaigaa; a paato que atacara com
gritada violeoei i aqaelln que Dito liohara patudo
palo Iralamaolo preservativo. Eala obawvarao fo.
confirmada peles homeopalba d.-> Allemanha, Rus-
aia. Bstados Unipo, ate.
VI-
l' tralament prophflaUeo oo preraraaico ao
cholera coaaisle no emprege da ruprum a ciratrum
llernadoa. Dissolvam-sn aaia globulaa de coprum
era dnas oca ifagua, serrindo-s para isso de un
vidr novo betn limpo, tome-s: ama colher pela
rtanhaa a oulra a noile a dellar |wr atpaco de tres
diaieexMeealtvot; deteaoc* irea eu cinco dia; oo
fin dalle* riistol vam-se oalros seis globaloe de vera-
Iram m miro vidro Igualmente rovo, (4) lome-
. aa nina colltcr pela maidila a a nolra a noite. Re -
piU-acino dur.nle a epidemia, dereadj-se ilTattar
maia m intervalos at oilo eu duz dina, a medida
qo ae liver leiln nao mais reqiinnle deaaea dous
agente*, guando porea a epidemia parecer lor-
nai-se maia olna, convm (omai maia frequenle-
niente 01 preventivos; por exetnplc : urna collier de
cnprum pela maiha, e outra do veralrum a noite.
Baslaro estes dnoa remedios, diz o Dr. llering, pa-
ra preservar i tolos que usarera delles.
va pessoas que lomaren] ealea medicameiloa nilo
devcrAu uaar do caf, do ehn verde, Uo acidoa, e
nem de perfumea dsqoalidade alsuma. NXo deve-
vegdaes crua, nem Irucloa frioa, taes co-
i laranja, a pinlla, a macula, ele. Podara
M aaudaveis em perfeitu eala'lo de ma-
> tetina cerillos. O vinho da Lisboa ou
Porto oneedi ios a'quam esllrer acoitumadu.
com taolo porrn que o Tarara moderadamente.
Aa comidos iiidigeslaa devem aer evitadas, bem
jamo a carne'de poreo. A carne do varea, a ga Mi-
ara, o earneiro fazem mal quando silo demasia-
damente gordos.
advertir que se deve evitar toda a expoai-
a humid ule ; par nenlium motivo
iservar-sobre o eorpu a roupa moldada;
icalarmente ileverse-ha ler ludo o cuidado cm
alo Itaier tpalos aem meiaa molhnrias, aasim como
oppressn da transpiraran, Os vestidos
' utlicienles para conservar o corpa em
na temperatura anifarrai-.
se-na faier ejercicio regular em pleno ar ;
lia a anciedade do espirito. Nao precisa
l M abstenha absolutamente de sous ha-
cicio regalar de auas funcroea; basta
qe seja em'ludo moderado.
ninaremos estas observables sem aceres-
que as casas devem ser bem arejadas e
ofrnedvos miasma*, que exhalara as suhslau-
Imaea, que* visgetae no estado de pn-
i qnnrlos de dormir clt-verAo ser vonli-
lawnservado llmpo* a eiuntoa. ">
VII
Ho'era "depende principalmente da
H- ae comh.iiero-ea primeirossvmptn-
Siraes amslslem era dorde cabera, verligens,
ga, oppreseao no peit, diarrliea, eva-
, ventoaida les, etc. Loso que csses
ameearem a appareeer, pincoe-se cm
um torrao de atascar duas gotas de espirito de cam-
ba-s na bocea o torra at desmanchar-
laolidu. tendoe o cuidado de conservar
; _re?ila-so laso de 5 em 5, de 10 em
15em 15 mfnnios, segundo a maior ou me-
waidade do symptomas. Tambem se pode
em rapio ealix deagua fra. onde se rie-
lo doaa golas do espirito, e dar-e a he-
vea, seguindo-ae os intervallos cima
9 dosnte dove logo conservarse queme
; s! ealfver rom os ps Trios, pode mel-
e-ti sa agua queme.
restrictamente nitt inslrucces,
t anea pastar dt Sua primeira pht-
empte aera bom, sendo possivet, consul-
lar ara medico homeopntha.
Iqaerqaesejaa frma/diio siibio Dr. Quin)
laejital aa aprsente o cSoltra, eate medi-
0 (o ipirtto de eampAora, ou alcool cam-
de ser dado com certera de proveito du-
meira iiora, com probabi'.idado naa horas
a em'aigaos caaos lera ido proveitoso al
la eitremidade. Elle he principalmente
naado Im entorpenmento das carne*. Se a
r combatida em lempo, baalam ordinaria*
tdaespara cmbargaiem-lho a mar-
Hedida que os symptomaa rnderem, convm
s dses em iilervallos maia lonaot; i.or eiem-
! d bora ero Iiora, rio duas em iluaa, de tres em
ira*, t., at nao ser necessario adnifniatrar-se mais
do que ama v aa dia.
d iD,eomn o medico raras vetes po-
irincipin da molestia, he indispeu-
le cada pai de familia, cada peasoa se mua
ridro'de isirlo ecamphor, preparado se-
>ropores indicadas por lltihnemann. alim
bater promptamoatuaa primeiros sjmptomas
do sal,
Quando a mole- lia liver feilo laea progressos que
l mais esperar bons resallados do em pre-
go H 'pirilocaiiiphoradn, deve-ae immediatamen-
er aos oalros medicamenloa legando as in-
1 da cada iim. Aasim : emp-egar-ae-lia :
*a : ajuarado o maiTfo ffir'o symptoma
lie, e as mauifeHar atlernativamenle com
la^ja, acom aullada d; clicas; caim-
Hera geial. (Este medicamento nanea lie pro-
i quando o mal esta em tea aqgej^a-a&_aua
Ibatioaao reseguida dtv-ea-ffliorjeoto li
ima oh dnaa koaS^irver-se-dia recorrer a
Br-^^daisar^tiVer ser de 6a glbulos dis-
teni toncin ri'aeua. da qunl -e dari urna co-
5 em ;i, de 10 em 10, de 15 em 15 minu -
le 1 ou do 2 em 2 horas se o eaao nao fr
gra-.
he o remedio capital em qnaai lodos os
; quando lia repentinas a frequen-
i por cima como por baiio; frieza
o, trande l'rjqueaou proslrarn ; do-
na barrisaa das pernas ; voz altera-
a da, pelle, etc. A dae he de urna
os Irada-da mesma maneira que lira
acuantia. Se os sympMmns ausmen-
! muitas dses e as'raimbras se muda
(Maos convahoes, ileter-s>-lia recor-
rer
ejn-se o qae flea dito no antece-
i rfrufrum.i Este medicamento lie
proveiloso depois de mrafriim quando
tornam violenlissimas e passain es-
tos. Elle He em inaitoa casos be-
ternado com rerotnini. (Ora ama co
Ibet ile teratrvm. ora eatra decuprum.t
: he principalmente indicado quando
sao de brasas ardenles ne estomaeo e
ios, acompanhada de evacuacOiis quenle-,
riolci tas, eilraordinaria prodraran de
M docorpo, iranapiracao viscosa e insup-
temor da norte. I'oder cem proveilo ser
alternado com ttratrum.'
a geral osmedicamenlot principies com
wde combaleT o cholera nes cases ordina-
rios :
toiecamphori, dorante O ptriodo da
iav, r r
anhi, quamlu houverein vornilos eeva-
Mi, i'om ligeiras inores de barriga.
i a estes symptomas aecrescerem
le, sede grande, frieza etceasiva do
corpo e caimbraa aas pernas.
ao caso de espasmos e convalides.
neirs oa diarrhea auuosa e vmi-
tos.
tana,'-tai esses symploinas aecrescerem
l braws ao stomaao e intestinos, e eva-
cn.-ir.6es.queme.
deveri aer conservado quenle ; e se for
MsariO energalhem-so os ps em agua quenle ou
m-segarrafasd'agaa qoenteaospes;dequau-
ido deate-lhe un pmtr.o d'agua fria para
se for ponivel, Immaer dar-lhe
alwim pedaro de glo.
ontilescenra dever-se-ha ter todo o
de resguardar do Trio i superficie do corpo,
ailarmenti! aa extremidades. Ueve-se tomar
fioaco alimento a de fcil digestao, embera sinla se
grande vontada de comer.
[tnpo de epidemia do chotera acontece que al-
ssoas, em quem s medo de serern atacadas
he excesaivo, soffrem de diarrhea choleiica. esle
umomllta he cfflcaz. mnrmenle ae aa eva-
iliois. Este inesmo medica menlo he
i contra o cholera, qnanrio as evacnarea
Ioms, e ezMe roncara no venlre, ooticas, pu-
, calor, etc. Algumas.tezei os avmptomas
i se rev ;rlom de cirrinndancias. que eii-
rego de oetros meriiranienlos, laes co-
miai, Phoiphori aciiiv.m, earbo-vege-
tecale-cirnutum, acii/u* hydrorian<:ut,
hyosciamut, opium, laeherit. eotccynlliit, Aconi-
tum,Belatona, China. Mereuriui, khat. Rnjonta
Slramoniumi, Sittphar, Tabacum, elr. E aos espeetaet ligem mais algum desenvofvimeato,
que daremos en om opascalo qu* :r temos organl-
le os trabalhosdoa maia celebres homen-
alhas da Europa e da America doNorle, e que bre-
Temenle sahira dos prlos.
VIH
Silo cnnclUH-enos sem reclamar do govsrno a eze-
enjSo "de orna lei provincial do auno passado, em
qae o aulorisava a mandar vir da Europa algumas
trm pitat desta capital. i.mbra-n ler lidn um offlcio
do nosso ministre- em Paria, cm que responda, qiif
para yirem easas }rmila$ ora neces-iario que fossem
acampanhadrt d; om ou alguns padres lazarislas,
qae So os seus directores. Ao ler este oflicio, ar-
i esperanza de vermos brevemente a pobre-
za dnenle frui i-o os bnheflcins da earidade, qoe
com maos largas Ins disrrlbaem cm loda a parte as-
ir anielieas. Va eiperanra Al boje
lo ao conhecimenln do publico
earea de (al nbjeclo! Qoem abe dosimmensoa ser-
vir que aa fr.-a /T
tempoa, desde sai iostiluiro, prestado u humanida-, roelhorimeulo a esses males, (alvaz al a sua
de, quer aa paz, quer na guerra, quer em lempos linecao. M n*" "
ordinario, quer durante aa epidemias, n.lo pode O qae he a lijuiene senao una ciencia loaoirada
daiMr de de,.r e, .entur._p... o eu paiz 1 Ai..- pela earidade f Pondo em nrat.c!^ nrinr t\
da agora l esto ellas na Crimea soecorreiido aos
feridos aos enfermos, e merecendo o mais profundo
reapeilo.qaer de Rusaos, quer de alllado, quer de
chrisiaoa, quer de inoqros, por sua dedicacao e por
esan admiravel earidade tilo sabiamente recommen-
dada por San Vicente de Paulo !
Dos arrede de nos o flagelln do cholera ; mas se
elle nos accommelter, o exislirom entre os essas
virtuosa/ cirgti/.t, toda a popularn lera de compa-
rar a importancia de nosaas pala'vras com a immen- que se rierem pnlr.'fJ"-""""" """"
aidad. des benelicios. que ellas 1,3o ,1. fazer ; e en-' "^^ l"""" '""""es.
to bem dir ,-i ssembla o ao governo que as roau-
ram vir.
Considere-se isso como um meio do sanidade, de
qoe se ha de tirar muito proveito, tanto no presen-
te, como no fuluro.Dr. Sabino Olegario Ludgero
Pinho.
1>la
pela cnnuaae t rondo era pralica os seas principios
tendente tanto ao corpo como alma, que exercereis
a maia sublime missio sobre a trra
hvofinnade,derri"n">,Jo no ei0 da liumanidade a
hvgiene llie Jestroe a corrupcSo e ser case o meio
W,.w conseguir* extinguir, ou modificar a io-
tensidade dos tormentos epidmicos.
Lompenctre e cad um coracao do sanio senti-
menlo de randade, a as epidemias nao resullarflo, e
emanifealarem-se, nao serao aterradora, como as
nevemos advertir que sempre que se quizer
servir de ara vidro qne ja leve remedio homeopa-
hico, ae inriisfensavel r.ize lo fener em. orna vasi-
llui de barro nava lava-lo em rnaitaa aguas en-
les, e depoa friaa. O tidres qee leaham levado
clieirosu remedio allcpUilo, nao podem ser
erapreeados b iiervco da urneupoilii.
Infeliameiile bem pucasats em Pernamfcu-
coea aastsaai em ondire- reeommenaaiaa pelas lea
tta hjttaiae. U. quartos da dormir abre lado so
era gerai lia peqoemn-i- e exaro bm mais pare-
em o ubiclo d urna prwlo do que < lugar onde
e liomem desea tica a noitu dai fadigas do da. Com
tudo faca cada iTual o qae poder para lomar sadia
AS EPIDEMIAS.
Entre os males a que o liomem esl sojeito, as
epidemia-, sio os que mais devem atemorisa-lo, espe-
cialmente se apresentam om carcter malisno. Eu-
Mu deve o liomem temer nao s por ti e por sua fa-
milia, como por seus semclhaules expostos igualmen-
te ao [ursino perigo.
Manifestada a epidemia, nem as idades, nem os
exos, nem ascoiislituices sao respeitadas em seu
furor, e ahumas ha 13o parigosa que ludo alacam,
tudu fireui, ludo aniquilan) Iransmillindo-se de in-
dividuo a individuo, ou atacando ao mesmo lempo
numero maia oa meuos'crescido de pessoas, iode-
pendente das lei do contagio. Bem felizes sao
aquellos que escapam a seus murlvrioa, anda mais
felizes sao os qoe a Providencia prrterva do golpe da
morle. .
A morle nao respeila condirdes, nem condescen-
de com as callieguraa, inllexivel arranca a vida ao
rico e ao pobre, ao grande e ao pequeo, ao uobre
e ao plebu, ao re e ao paator; na quadra epidmi-
ca porm, dissercisque aborrecida da especie huma-
na pretende apagar-lhe os vestigioa na Ierra, ou
vingar a adopcAo do vicio e a pralica do crime.
Nenhum paiz do mundo he iaento rios flagelln das
epidemias, aquello cuja moral e sabedoria forcm
perfeitas: esle sera um oulro paraizo. Mas onde
existe esse lagar? Nio obstante a reiiiis-.m do gene-
ro humano do peccado original; nao nos ser nosai-
vel marcar qual o ponto do mundo que lano preten-
da, que tanto meroca.
O paraizo s poda existir, como de fado existi
em poca de innocencia, a desobediencia deshones-
lou o liomem para elle, e o fechou a impureza. Em
quadrasem que a desobediencia lem aullido ao apo-
gu da tenacidad?, os vicio e os crimea sem rebuco
se arioplame-se praticain, a rehsio he olhada-com
indilferenlismo, a crenra na verdadeira Divindade
qnasi arrefecida; os dogmas interpretados inconve-
nientemente, he loucura procurar o paraizo na Ier-
ra, he absurdo suppor sua existencia.
Depois do peccado o liomem s lem real um bre-
ve existencia para padecer,a morle veio perpetuar
a lembraiira de sua primeira culpa, e a sepultura
sempre allrslar o sen nada.
Se antes do peccado, quando a moral era levada ao
puerismo, nao xisliam malea; se depois do peccado
foi que elle appareceram invadindo tanto o corpo
como alma, augmentando tanto em numero como
em intensidade i proporcAo que a mural perda a
sua introguidade; loria vez que a moral se for rege-
nerando, os males diminuir na razAo directa da
moralidade al desapparecerem de lodo ; e se fosae
poasivel ao liomem vollar ao seu estado primitivo,
a paz se eslabeleceria enlre o creador e a creatura.
Ser possivel a regeneraran da moral na socieda-
dc? A Dos nada lie impossivel, inda mesmo a re-
8enerac3o abaolnla, pos que s destinos do liomem. Quanto a regeaerarao relativa
he muilo poasivel, e at llevemos crer ella. Se o
liomem ba.iir de i todas aa paixdc perniciosas, se o
vicio for por elle esquecido, o crime detestado; se
o liomem ouber resistir ao peccado, tornar o seu
espirito superior aos inslinclos da carne, e elleem-
fim, obediente s lei celestesamar a Dos sobre
lorias a couaas e ad seu aemellianle como a si pro-
prioa liumanidade pensar unnime, ler.i os mes-
Inos arntiinentos, o tormentos pliysicos e. inoraes
que a flagellam nilo lerAo vigor para a superar, o
genio do mal existini para si rnenle, e Dos o crea-
dor do Universo, o redemplor do liomem abciicoan-
do-o I lie destinar um lini que ser a perfeila felci-
dade. Nio prelendemos devas.aar mais : toda a in-
telliaencia pecca quando quer preserular os altos se-
grerios do Eterno.
Colloquemo-nos anto o estado ac(ual da ociedade,
e ornearemos os seguros meios de embuir-lhe os
principios mais coiivinhaves sna existencia e a sua
missAo, ,
O homem solitario, apenas cercado de vegetaes e
animaea, enleva-se as formas e as cores dos seres
dos dos reino natnraes, encanla-se na verdura, flo-
rescencia e frutlilirarao dos primeiros, arrauba-se
oo inovimentose na voz dos sesondos ; procura-os,
deseja-ospor companheiros, cura-os, affga-os; lo-
dos Un- causara interesse, Ihe infunden! no corara
um senlimenlo de ternura, que o leva ainda a pres-
tar auxilio aos aniroaea ferozes, quando estes o im-
ploram. pelo que oblin driles muitas vezes urna
dediciicao extrema Esle senlimenlo de ternura
manifestado na solidAo nAo lie oulro senao o senl
ment de earidade; senlimenlo eaae que ligando er*
Ireilamenle o homem com as mais obras de Dos, o
irematA soa rtofla, e o identifica com o seu es-
pirito.
A earidade, pois, reciprocamente diatribuida re-
generar a moral rrue boje adulterada, abalndoos
alicercea da sociedade a arremessn para bordo da
liorrivel crtera ila perdirA phvaira u espiritual; e
as epidemias, qae lem por fim punir a sua perver-
ilo, nAo Ihe penetrar o coracao, e nao o dilacera-
r porque o homem qoe nao pecca purifica o seu
corpo easua alma.
O que he ama epidemia.? Urna epidemia sob a
signlicaco medica, lie como .liz Nyslenurna mo-
lestia qae altaca ao mesmo lampo, e no mesmo lugar l
grande numero de pessoas, e que depende de urna
causa commum egeral sobrevinda accidentalmente.
bem como a alterara do ar, rios alimentos, etc. O
carcter Jas epidemias porte ser, oa nao conlagioao,
islo he, pode dar-se a epidemia por transmissio in-
dividual, ou sem qae ess ir,insmis-ao exisla.
Sao muilas as causas das epidemias; porcm a can-
sa que branse todas as causas he a immoraiidade.
Lancemos ai vala sobro o qoadro que nos repre-
senta o mundo desde sua mais remota anliguidade.
combinemos aa suas dierenles pocas, c coohecere-
mos qne a immoraiidade tcm sido sempre a causa
das epidemias.
Os Egypcios por sua xcessiva immoraiidade, e
por nenliuma earidade para com os israelistas fo-
ram ac-rommeltidis de urna peste que o lornou in-
mundos cobnndn-os de ulceras e tumores hedion-
dos ; os Israelitas, esquecendo a moral, vociferando
contra Dose o seu pastor, senliram lmbrm o impe-
riode urna peste epidmica; os Filateos desmoralisa-
dos em extremo morrem in nmeros, victimas de lima
epidemia com ossyraptomasdailesiuleria. Nns guerras
daPaleslinaquandoa desharm-nia reina va enlre os
chefes do exercilo cristao ea immoraiidade delles des-
Cia al a r lasaos dos soldados,ns campos fdram impes-
iados de epidemia, e o;chralAoa pagaram caro a sua
desmedida libertinagem. Uspaizesem que o chrislia-
nsmo nao Inillia, e nao alumia oa seus espritus com
aea purojacho, e que por conaequencia em seu aeioa
iniinnralidade lie excesaivn, raras vezessevem lvres
do llagellos epidmico. O cholera-morbus epi-
demia boje a mais lemida, cujo ber^o he a Asia,
examinando-se as quadras de seu perigoso reinado,
ver-se-ba que emano da immornl'darie dese povo,
e que a immoraiidade dos povos do Occidente atra-
illo a seos lares : asaim lodas as epidemias que ala-
cam oa barbaros, c que se propa&aram pelos povos
civlisados, estes devem lao Tunala transmissao ao
seu desmedido orgulho, nmbicao, a rareza, e liber-
tinagem. Oa Inglezcs i China, na Francczes Al-
gas-} os Americanos ao Japflo, dcbaixo da pa'avra
commercio e socialismo l-.-v.iram e trouxeram maior
numero de vicios qae de virtudes. O commercio
oulr'ora apoiado pelas nosas leis, e hoja Ilcito
com os negros da frica, foi e continua a sera caa-
sade miiilosin>lei phxsicoa e moraes da nossi popu-
lara. E a que llevemosaltrbuir o desenvolvimen-
lo da febre amarella eulrc mu Senao a immora-
iidade que infel '.mente graea era nosso hellu paiz !
A escravidao e o barbarismo excessaivn, cmpreaariA
para com os infelizes escravos, um dos nnasos maio-
res males, tein grande parl no desenvolvimcnlo de
muitas molestias que nos affligcm. A prostituirlo
aagmenla easa pasma de infelicidad. Nao se lenlia
o menos earidade para com oa escravos que amoral
nunca se restablecer, e os malea physico se perpe-
luaro. Nao e tenba earidade para c'um a mulher,
nao se respeile o seu pudor, que a sua belleza e in-
nocencia virgens como a flor, corrompidas pelo bali-
to da libertinagem se reduzirAo ao opprobrio, que Ihe
desbolar as Tacen a os labios. Ihe encovara os olhos,
Ihe mirrari o seio, e a belleza, vida, pudor, e inno-
cencia desapparei-erio para aempre ; aiiginenle-ac o
numero dessas infelizes crealaras, que desses lupa-
nares creados pela rievasiria e pela miseria, surgi-
rflo males que pnder-se-hAn (ornar epidmicos.
Aclive-so a guerra, enlulhem-se os campos de ca-
dveres, reguc-se a Ierra de sangue, que a eslerli-
dade rebcnlar deslo mixto, a miseria produzir a
Tome, a Tome o desespero, o desespera a immoraiida-
de, c um mal epidmico vira concluir a obra da mor-
an lade derramando a por e o lulo por loda parle.
Mouopolize se romos vveres de primeira necessi-
dade, ou espalbem-se em eslado de corrupcAo pelo
povo, que em breve una epidemia invadir o seio
deasa popularlo iiheaecada na avaresa.
Neaue-se Irabnlbd, nao se anime, oa lirem-se oa
meios de Irabalhar as classes neressitadas. vole-ae
despreso a sua triste condcea, que lodos esses lio-
meus laucados na pobreza extrema, e sem recursos
para stib-islirem, csquecerAo a moral, lanrar-ae-liAo
no vicio, abrararao o crime por necesaidade, e de
suas pr.varOes surgir nao menos Turiosa que cm os
outros caaos, a endemia, que devastar sem piedade
a seara humaos.
Redosam-se cmlim os povos a grandes necessida-
de, elleacairflo em miseria, e nao podando resistir
a indigencia, priillearao horrveis allenlados. A in-
digencia Ibes fa,r esquecar a moral, a hygiene, e os
andrajo nao lites acobertandn dn'a intemperies, a To-
me hAo sendo aa afeita, ou nulrindo-scde alimentos
e bebidas de m qoaldade, auas entranhaa se irrla-
rao. o seu orear ismo se deteriorar, e desse repua-
nante e mrbido passarem contacto com o immuudo
de soa* hahitaresgerarao focas de masmasjmepliili-
eos que exhalados nvenenarAo urna popuTacflo in-
leira.
A earidade, purera profnadanente sentida peles
He por lano o primeiro dever de um povo que
como o nosso se acha amearado de um mal epidmi-
co, seguir urna aao, verdadeira, c bem delineada hy.
giano do corpo, e do eapirilo. E qual he easa l.j giene
sera smenle aquella que diz respeilo ao material da
socieoarie ? au certamente, a oulros meio he pre-
ciso recorrer. Ucueliciai os pobre, lira-os .la indi-
gencia que he sem riuviria a causa da Talla de aceio,
ja pessoal, e ja domiciliar, dai trabadlo, ou animal
a Irabalhar as clase iiccessitadas. corroborai o seu
animo com exemplos de virlude, delribui-lhes o
necessario sem os conduzir a preguien, nem os cor-
rompis com ouro ; bana-se o brbaro svslema da
auerra, procurc-se exliuguir, ou diminuir a prosli-
luieAo, cure-se dessaa claases inTelizes do eenero hu-
mano, (roque-se a miseria em a precisa abaslanca, o
vicio em honeslidaric, o crime em virlude, eis lodo o
que he m>ster Tazer para alcanrar de Dos a sua mi-
sericordia. Easaa nacOes que conheceis, e em as
quaes vos ahrmam n,1o ser lio eslr.igadora asegunria
invasao do cholera-morbus, como na primeira. nao
Miscism a soa hygiene smenle aa parle material
uessa sciencia; uao, ellas procuram, e erapregam to-
dos os meios paca extinguir aluda os mais nisianili-
caiile causas que po-sam deenvolver lio lerrivel
mal. Lancai o odios obr# a Franja, a Inglaterra.
e a llalla, e veris um numero extraordinario de s-
tabelecimenloa de beiieficencia, dedicados as classes
necesilad.ia e em qoe encoiilrain edas os soccorros
da scieucia, da earidade a da religiao. ao he dos
nossus hospilaes Onde recolher os desvalidos que
( Deo u.To permita ) Torem atacados de um mal epi-, v
T,i'?'n SCU furr ?- Q\-*P"aa reliaiosasteoncluidas, a 3.a quando
iao salnla.es ans espirito alialidos, nao para inTun- rem Teilas, c a 1. e ultii
rir i-rirr' *'m P"lt a.ni"1,,-|l>s rma-lo ua mo- caliverem coucluidas.
rahdade, aceuder no coracao rio rico o amor pela po-
bresa, e ua poliresa o recunhecimenlo a bondade de
eo. Qae desae deaapego daavaidadosmundanasque
lano e oobrecem os uorares.' Que da pralica do mais
nobre senlimenlo humano Candada T qae he do
iln."r "i Ci,,,'B n* l'fovidencia ? Nao divisamos.
Oh fallidade, lodos parerem rrruar ao ouvirem
saar a palavra earidade c nao obalaulc he na eari-
dade em que eat a unir aalvacflo !'
Nao he o enverno o iinico comprometilo prea-
lar soccorros ao povo aeeessilado em casos de epide-
mia, e oalros riessa ordem. A parle abaslada da
popularlo esl.i tao empenhad.i como elle, ou antea
lodoa de commum accordo.o devem calar.
Os hospitaes, aa casas de inalernidade, de expos-
los, de alienado-, de'mendicidade etc., ele, em que
se nolam lauta commodidade para os que dolas
precisara; ucm Indos essea calaheleciraenlos pios sao
suatculados pelos aovernoa desaas nares que os pds-
suem. O povo be que por urna s vontnde os man-
tom, e ao esses muilas vezes os que por mais lem-
po exialem. O meamo desejariamos ver em nos-a
Ierra. Aleado entre mis o aentimeiilo de earidade,
(eremos mailo a ganliar e nada a perder. Quando
licuaremos de encontrar pelas ras bandos de noa-
sos semellianli-s mendigando coberlos de andrajna e
de Teridas 1 Para aliviar-Ibes os males ser preciso
que o governo o Ta;a '.' He demasiada inaeusibili-
iladc. A feble amarella devera ler calado nos co-
racOes o senlimenlo de earidade publica e excilado a
criacao de casas pios; porcm niLo succedeu assim,
iunumeras pessoasainas-.im cop lagrimas o pao com
que se nulrem. E quem uoa dir que a febre ama-
rella na foi um experimento a noasa moralidade ?
e que a bexiga, que pestes ltimos lempos lemacom-
meltido espantosamete, nao he ainda urna maniTes-
tacAo da experiencia divina !Naoduvidamos,e pena-
lisa-uos a iiidilfercnca de que esta mos rcveslidos
para encarar o mal que nos ain/aca. O medo he
prejudicial as pocas epidmicas, pois quando-o
espirito he forte equilibra a fraqueza e o aoiTrimen-
lo da materia, porm o indiferentismo he repro-
vadu c emperdoavel.
Mulliplica-se cada dia loda casa de diverlimen-
los, e nenliuma voz se quer e eleva em favor doa
necessitados ; correm rios de ouro para a magnifi-
cencia dos Teslins e quantos de noaaoa irmAos nao
eslarao morrendo a Tome? He preciso que ludo
lehha ura- termo ; o aorfis-i deve asaomar quando
lodosos odios estancaren) o seu pranlo.
Concordamos cm occasies de epidemias com as
medidas recommendadas pela sc.encia, sao lodas
ulels e necesarias; porrn em quanto o homem por
si nAo se empenhar cm seu proprio beneficio, a sci-
ncia conseguir muilo ; mas nAo aera rnmplela
obra desojada. Porlanlo a primeira medida be in-
Tunriir no animo do povo o dever de mutuamente
se beneficiaren), que nutra cousa nao he senao a
pralica da caridad. Conseguidas medida do em-
prego da earidade mutua, ludo e realisar e a liu-
manidade ser salva. I)r. Firmo Xacier..
COMMERCIO.
:iFE 10 DE AGOSTO AS 3
AS DA TARDE.
C6es oTIiciaes.
CamH _
A (.PANDEO A.
Henilimenlo do dia I a 9.
dem do dia 10 .
78:X68j7l8
Deicarregam boje 11 de agosto.
Barca ingieraHloaling CloudTatinha de Irigo.
1 Barca iuglezayueenmercaduras.
Barca americanaCatherine Aaguttaplvora.
Brigue portuguez Tarujo /farinha, cal e vimes.
Importaca o.
Brigue porluguez Tarujo f, vindo de Lisboa, con-
signado a Manocl Joaquira Hamos e Silva, mapiTea-
tou o seguinle:
6 pipas e II harria vinho, 18 peres cabo de cairo,
60 caixas e 100 canastros batatas, 40 barril azeile do-
ce, 60 pipas abalidas, 500 liar.au de vime, 18 moiosde
sal; a Manuel Joaquina llamos e Silva.
14 pipas, 6 meias dilas e 12 barr vinho, 50 ditos
azeile doce, 100 dilos cal, 105 caixaa cera em velas ;
a Francisco Severiano Rabello & Filho.
1 aurrela azeile doce, 1 barril vinho, 1 dito vina-
gre ; a Manoel Jos Csrnciro.
- Iarris vinho a Isaac Curio & C.
> barris farinha de Irigo, 100 pipas abalirias ; a
Manoel Alves Guerra Jnior.
100 barris farinha de Irigo, 10 pipis vinagra I
Tboinaz de Aquino Fonseca & l-'illio.
3 voluntes peuciras ; a Novaos C. %
JO barris azeile doce, 21X1 canastros batalns, 1,50(1
molbos ceblas ; a l.uiz Jos da Cosa A mortal-
100 caiiaslus balala, 10 barriras TarellLsTIO dilas
cevada, 30 izas ceblas ; a J. J. Tasso J-
nior.
100 barrios farinha de Irigo ; a Manoel de Ollvei-
ra I-enseca.
5U banisral, 5barricas cera em grume ; a Benln
Candido de Moraes.
15 barricas farinha de Irigo; a Jos Vicente Ca-
laia.
50 barris cal ; a Joa da Silva Fcrrcira.
2.5 dilos dila ; a Manoel Joaquim Muniz Va-
randa,
00 canastras hlalas ; a Palmeira & II -Hrao.
1 caixote rap ; a Jos Velloso Soarcs.
1 caixa chapeos de mola e lilas ; a Jos Joaquim
da Costa Maia.
30 canastras batatas, 20 barris cliouriras, 10 dilos
loucinho ; a Miguel Joaquim da Cosln.
20 barris paios, 10 ditos eliourlea-, 60 dilos louci-
nho ; a Amoriin IrniAose; C.
1 caixinha livros ; a Sim8o de Sampaio i.eile.
1 barrica crmor, I dila incens, 1 dita mostarda,
1 dita pedra lipes, 1-diia galha, 1 fardo alecrim, 2
caixas drogas,1 barrica flor de sabugueiro.l dila ina-
cella, 1 caixinha bolo riedourar e graes de pedra, 4
caixas garrafas de agua medicinal; a Antonio Pedro
das .Noves.
118 pedr.is para moinho ; a Jos Andr de Oli-
veira.
1 barril vinagre, t dilo azeile, 1 canaslra hlalas,
12 caixas cera em velas, 15 barricas cera em grume ;
a ordem.
CONSULADO GERAI,.
Rendimenlo d dia 1 a 9. .
dem do dia 10.....,
JoAo da Rocha, Joaquim Felicio do Carmo, An-
bal Hala a J. Vaaler Grainger.
MaceiBarca peruana oCondor, era lastro. Sus-
penden do lameirao.
EDITAES.
O Illm. Sr. inspector .da Ihesoorara provin-
cial de Pernambuco, em cumprimenlo da ordem do
Excin. Sr. presidente da provincia do 28 do corrale
judio prximo lindo, manda Tazer publico qae no
dia 30 do corrale, peranlc a junta de Taztnda da
mesma Ihesourara, se ha de arrematar, a quem por
menos flzer, as obras supplemeulares a faz.-r-s-.' na
ponte sobre o ro Capibaribe na estrada do Pao
d'Alho avadada em 12:8918822, rs.
A arremataran ser Teita na forma da le provin-
cial n. J43 de 15 de mnio do anno lindo, e sob As
clausulas especiaos abaixo copiadas.
A pessoas qbe se propozerem a esta arreinatacAo
comparerara na salo das sessaes da mesma unta no
dia cima declarado pelodneio da cumpeteiileoien-
te habilitadas.
E para coustar se mandn aluzar o prseme e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da lliesouraria provincial de Pernam-
buco 4 de agosto de 1855.
O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciarao.
Clausulas eipeciaes para aarremalarao.
I. A obras supplemeulares da ponte obre o rso
Capibaribe junto ao engeiiho Camorim, sern Tedas
de ennformidarie com n orramenlo approvado pela
directora era cuiiselho e apresentado a ipprovacao
do Exm. S. presideulesja provincia, na importan-
cia de 12:8918822 r.
2. As obras da spala geral serao principiadas no
prazn de 2 metes, e de liudar-se no de 8 a contar da
dala da arremataran.
3." As mais abras serao principiadas 2- metes de-
pois do ser o arrematante intima.I pela repartirlo
para esse lim, c serao concluidas no de 6.
4. O pasamento sera feilo em qualro prcatacors
ignaes: a 1." quando esver prompla a melada das
tbras da sapala geral, a 2 quando eslas esliverem
" ido nielade das mais oblasesli-
liiina qaando lodas as obras
ias.
Para ludo o mais que nao estiver especifi-
cado nas presentes clausulas sesuir-ae-ha o que de-
termina a lei provincial n. 286.
Conforme. O secretario, Antonio Ferreira
d AnnunciorSo.
O Illm. Sr. inspector da Ihcso-iraria provin-
cial, ero cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. pre-
sdeme da provincia de 31 de julho ultimo manda
Tazer publico que no dia 23 do corrale, peranlc a
junta da iTazenda da mesma lliesouraria se ha
de arrematar, a quem por menos fizer a conwrvacao
permanente da estrada do sul, aterro dos Afogado e
Reinedioa, por lempo de 10 mezea contados do 1.
de sclcmbro do conentc auno, avadada em 5:400.
A arremataran ser feila na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de raaio do anno lindo, e sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
A pessoas que se propozerem a esta nrremtacao,
romparec.im na sala das sessOes da mesma juntad no
elia icima declarado pelo meio dia compeleulemenle
habilitadas.
E para constar se man lou alllxar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da lliesouraria provincial de Pernam-
buco 4 de aguslo de 1855. O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciarao.
Clauulaa cspccic* para a irreniatorio.
1." Exccalar-se-hao dilos trabadlos de con for mi-
dade com u orcamento approvado pela direclnria cm
consol Im e a presen I jilo approvarAo do Exm. Sr.
presidente da provincia na importancia de 5:400.
2. O pagameulo verificar-se-ha cm 10 prestaroes
menaaes.
3. Melado .lojpossoal ser de gentelivre.J
4. Se o arrematante tein cumprido todo o anno
com as suas obriaarca, e deixar a estrada cm me-
lhor eslado que a tomara, reeeber, a t'lulode gra-
tifiracSo, mais dez por cenlo da importancia total da
arrematarlo.
5.a Para ludo o que nAo se adiar determinado
nas presentes clausulaa.nein no orramenlo -ee-nr-so-
la o que dispaie a respeilo a lei provincial n. 286.
ConformeO secretario, Antonio f. d'Annun-
ciacao.
Nos das 11, 14e 16 do corrale estar em pra-
ca, no passo da cmara municipal desta cicde, a
obra de abertura rie-vuna estrada nova, que da de
Pao d'Alho conduza ao largo da matriz da Varzea,
oreada em 3:2003000 : assim como a conslrurco ja
uliuma pessoa qoe faz proflssao habitual do com-
mercio ou que lem effeelivo exercicio do mesmo,
pode dispemar-se por seu proprio interesse para
perfeiio conliecimenlo de seu gyro mercantil de (er
os livros indispensaveia, a de seguir a escripluracao
mercaulil nos termos ordenados nos artigo 14, 15 a
16 com referencia aos arligos 12 e 13 do cdigo do
commercio, qu manda dar plena T aos livros dos
commerciantcs a favor de quem se ordenar a exhi-
birlo, sendo presentados em forma legal, artigo 20,
nos casos, e pela forma regalada no mesmo cdigo,
excepto porm nos casos em que, segundo o mesmo
cdigo artigo 24, nio podem pmduzlr prova, porque
spossa ser feila pur instrumento publico oo parti-
cular : considerando que nos casos de quebra deve
ser qualillcada como fraudulenta a do fallido qoe
nao lem os livros que deve ler, ou os aprsenla trun-
cados e falsificados, artigo 802 u. 6 (sem se Tazer dis-
liuccAo de negociantes matriculados ou nilo matri-
culados); e que pode ser qualicada como culposa
quando nao lem i escripluracao nos termos regula-
dos pelos arligos (13 e 11) artigo 801 n. 1 : conside-
rando finalmente que a obrigarAo de ler os mencio-
nados livros e a vanlagcm de airibuir-se-lnes prova
plena, nao lie s para os matricnlados, e nem a pro-
leccao qoe o cdigo Iiberalisa a Tavor do commercio
provmdesse dever, mas smenle da matricula, se-
gundo o arligo 2 do decreto do I- de mnio desle an-
uo, tanto que nao fez menea dos artigos 23. 21 e
25 do cdigo, que falla dos livros: e se he proleccao
he commum, e seou pode dar sem ler os mesnios
livros, sendo que a proleCcAo especial aos commer-
ci.inles matriculados consiste nas prerogativaa esta-
bclecidas (como se v do citado artigo do mesmo de-
creto,) nos arligos 21, 22, 30, 309. 310, 825, 898 do
codiao, 1 i, 15 do til. nico do mesmo cdigo, arl.
3. 8 1-, 321 e 3i3> 3- do regulamento n. 737 de
25 de nuverabro de 1825 arligo 15 5 da lei de 19
de selembrode 1850 : considerando que esta iutel-
ligencia se deduz rorreiitemente da letra e do espi-
rito nas riladas disposicAes do cdigo, c ja fra de-
clarada anteriormente pelo tribunal do commercio
do Rio de Janeiro por deliberaea de 16 de Janeiro
de 185!, decidindo qae as obrlgares impostas no
capitulo 2 do lil. 1" parle l. do ro'diao commercial
sao relativas a todos os negociantes, sem dislinccAo
de malricu!adcs, ou nao matriculados ; e preseole-
menle se acha a mesina deliberaran ratificada e ro-
borada pelo aviso n. 168 de 20 de julho de 1853, e
pelo decreto n. 1597 do 1- de maio desle auno arl.
2. E pois convindo e sendo prudente fixar urna re-
gra uniforme e segura qae proteja os direiloa de lo-
do os commerriantes, sao convidados aquelles que
n3o lem livros rubricados e sellados para que os
mandem encadernados. numerados e sellados ru-
brica exigida pulo cdigo coinni-iei.il, arl. 13, fb
pena de nao fazerem.J prova o dilos livros como
he espresso em o arliao 23 do cdigo commercial
e arl. 141 3 do regulamenlo n. 737 de 25 de no-
,vembro de 1850.
Tribunal d sdo do 6 de eoslo*de 1855.
Secretaria do tribunal do commercio de Pernam-
buco 7 de agoslo de 185-5.
ConTorme. Muximiano Francisco Duarle, of-
ficial maior iulerino.
tONSEI.HO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, cm virlude de aulori-
saeflo do Exm. presidente da provincia, lem de com-
prar os objeclos seguales :
Para o hospital rceimenlal.
Brim branco liso fino para loadlas, varas 32; cu-
bos inodoros 10 ; livroem branca paulado com 300
Tolhas, 1 ; dito com 500 ditas, I.
Compaohia de artfices.
Livro meslre com 200Tolhas, i.
Proviinento dos armazens do almuxariTado. Officinas
de 1. e 2. classe.
Ferros de capa de 2 polegadas, 12 ; dilos lizos de
1 1|1 de polegada, 24 ; comparos de Ierro de 6 po-
legadas, 6 ; serras de volla, 2.
3. classe.
Carva de pedra, toneladas 10 ; limas chalas de
diversas polegadas, duzas 12 ; dilas moia-cannai
dem, dilas 10 ; ditas muras dem, dilas 4 ; dilas
triangulas dem, ditas 4 ; limates dem, dilas 4.
4. classe.
Trineal,libras 20;|limas chalas de diversas polega-
das, duzas 7; dilas muras idem, dila 1 ; dilas meias
caimas idem, ditas 6.
5." classe.
Filas de la a para silbas, pecas 4 ; pedes de cabra
curtidas, 200 ; meios de sola curlida, 300.
Qaem os quizer vender aprsenle aa suas propostas
em carta Techada na secretaria do conselho as 10 ho-
ras jo dia 13 do corrcnle mez.
Secretaria do conscioadministrativo para Torne-
os do sul no mesmo
Compu-tiliiu Brasileira de Paquete* de
Vapor.
O vapor
(luanabra
comandan-
te o 1 t-
llenla J. Sa-
lom, espe-
r a-s dos
porros do
norte de 15
ilo corrale
mez por
i ianle ese-
guir para
dia da sua chegada recehe-se
pnssageiroseencommendas na agencia, ra do Tra-
piche n. 40, 2 andar.
Para o Aracaly aesueeom brevidade o patacho
Santa Cruz, capiau Mareos Jos da Silva ; recebe
carga e passageiro : a Indar cora CaeUno Ciraco da
C. 11. ao lado do Corpo Sanio n. 25.
~" G- Howe, capilao da barca americana Ca-
therine Augusta, faz scienle ao publico, que nao fica
reaponaabilisado por divida alguma que a sua tripo-
la^ao e pillos fizerem.
Para Lisboa pretende seguir imprelerivelmenle
at o da 27 do correte aguato o hrigue porluguez
Hibeiro : para carga e nassageires, para o que lem
os melhores commodos, Irala-se com os consignata-
rios Thomaz de Aquino Fouseea & Filho, ou com o
capilao aa praca.
BAHA.
\a seguir cora brevidade o hinte braaileiro For-.
tuna, meslre Joaquim Jos SMveira ; para o resto
da carga trala-se cora o consignatarios A. de A. Go-
mes f Compaaha, na ra do Trapicha n. 16, segan-
do andar, ou com o meslre no trapiche do algodAo.
LEILOES.
O agente Olivelra far IcilBo, por despacho do
Exm. Sr. Dr. joiz de direiln do coraraercio, areque-
rimenlo dos administradores da massa fallida de Oli-
veira IrmAos escriptorio perlenceules a mesma massa, consislindo
em suardn-roupa, 'cariciras usuaes, americanas o de
balaneo, sof usado, consulos com pedra marmnre.
mesa de janlar elstica, dita redonda e dila de abas,
euarda-louca, aparador, lavatorios, quarlinheirn, r-
mario de coziuha, um quadro de cidade, nieo appa-
rclho de louca, copo e garrafas, bidel, toadlas e
panno de mesa, porta-Tacas, Irem de cozinha ele ; e 4
carleiraa p.ra escriptorio, 4 mochos, grade e balcao,
estante pera papei-, cadeiras, 4 venesianas, 2 teles-
copios, 2 mappas, (i livros em branco para copiar-
carias, I mesa e 1 burra de Trro : segunda-leira, 13
do crreme, as 10 horas da manhaa, no primeiro an-
dar da casa n. 9 na ra do Vigaro.
O agente Borja, por or.Icm da administrarAo da
massa fallida de Ricardo Rovle, Tara leilo de diver-
sas Tazcndas perlenceules a dila massa lerca-feira,
14 do corrale, em seu armazem, na ruado Collegio
0. 15.
O agente Borja, por autorisarao do
Exm. Sr. Dr. jar privativo do comnler-
co. a renuerimenlo do curador fiscal da
magsa fallida de Manocl Jos Dia de Car-
vallio, fara' leilo da armacao, genero
e divida da taberna sita na ra Direita.
n. ir>9, jiertencente a dita mana, hoje,
ao meio dia em ponto.
O leilao (|e clia' annunciado para
liontem, lera' lugar hoje, as 10 horas em
ponto: no armazem de Jos Joaquim
Pereira de Mello, sito no cae da alfan-
dega.
annuaciada, de canos de alvcuaria em algumas ras "mea} *. arf"' de oerri' ,le ,H,|o dc 1853.
nanda pu-i
estradas da Treguezia da Boa-Vista. Os iespec-
tivos orramenlo se Tranqueam na secretaria da
mesma cmara, a qaem os quizer consultar. Passo
da enmara municipal do Reeife em sessao de 8 de
agoslo de 185.Uarao de Capibaribe, presidente
Manoel Ferreira Accioli, secretario.
~A cmara municipal riesia
blicar, adro de que sejnm execul
nclito como ncllas se cenlem. aslisluras
naes sobre cavallarica abaixo Irafscriplas, a-iqua
Torain approvadas provisurisirient
denle da provincia em data de.
Paro da cmara municipal d
8 de agotlo de 1833, Barao d_
denle.Manoel Ferreira Aceioji
Postura addicio.
Jos de Drito Inglez, coronel presidente.Bernar~
do Pereira do Carino Jnior, vogar e secre-
tario.
O secretario do conselho de direcrao
do Banco de Pernambuco, avisa aos'se-
nhore accionistas do mesmo Banco,
iniei'ra-! '{ue e acha autorisado o Sr. gerente a
addicio-1 pagar 0 8esto dividendo de 10.S000 rs.
..,..-=,, ai quaes' r t- i i i ai
-jo Exm. pres-l Por M'fio- sala das sessoes do consellio
crreme. de direceo do Banco de Pernambuco aos
51 de julho de 1855.
ciTe em seisao de
aribe, prrsi-
cretaio.
|.dj>--.^-S1 mU1- 1- D'om e
73:2895212
5:,j7lJ0iJ(i
BACO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernambuco sacca sobre
a^ prac^a da Babia, e contina a tomar
paliaos, coincauos de esgolo para as ouriihTrtt=""tjti!'ras sobre a do Rio de^Janciro. Ban-
he permitilo
avallaricas inlfliiinTl ni i mji

lliada e ventiladas, e cujas Trentes lenh.mi mais de
30 paliijo, coniCDos de esgolo para as ouriihaie-tt=
quirins, laroM r fajeados, e tao profondos que sejam
banhados pelas aguas do mar oa ro, em lodas as
mares cheias oa sumidouros com dous palmos d'agoa
naturalmente, nao podendo admillir-se nellas sean
um numero dc cavados proporcionado ao esp ico ; e
devendo o alojamento para cada um cavado ler 7
palmos de largura : os sumidouros serAo fechados em
abobadas, e nio rereberao aa anuas de chuva.
Arl. 2. Os alojamenlos er.lo lmpos i vassoorn,
ao menos duas vezes por dia ; e diariamente serao
liradas as varredoras depositada-'.
Arl. 3. Todo os cavados ama vez por dia, oa pela manhaa on larde.
Arl. 4. Para a facturo doa cano ou sumidouros e
mais arranjos necessarios n.-is cavallariras existentes,
que esliverem enllocadas em predios.roan as cundi-
rnos do arl. I.0, he marcado o prazo improrogavcl
de 2 mezes.
Arl. 5. O alojamenlo para um al qualro cavados
de uso particular, podera ser contiguo a haln acA ;
observadas no que Tr apnlicavel, as disposicOes dos
arligos antecedentes.
Arl. 6. Os infractores 'serilo ponidos com a mulla
ile 209000 rs., que ser dolo .ida naa rom i Inicias.
Paro da cmara municipal do ReciTe em sesaao do
I. de agoslo de 1835.Bario de Capibaribe. presi
denle.Francisco Mamede de Alraeida.Gustavo
Jos do Reg. Jos Mara Freir.Gameiro.Rn-
dolpho 'JuAo Barata de Almeida.Anlonio Jos de
Olivcira. Approvo provisoriamente. Palacio do go-
verno de Pernambuco 7 de agosto de 1835. Figuei-
redo.Conforme.Anlonio I.eite de Pinito.
DECLARADO ES
8:696*329
915322
8:787j6.">l
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do,lia I a 9.....
dem do dia 10 .
1:1045370
42?l(*
1:1465738
Exportacao .
Aracaly, lialahrasileiro Exiilac.1on, de 37 tone-
ladas, conduzo osecuinte : 209 voluntes Tazen-
das e mcrcadnrias, 70cai\0es doce de eoaba, bar-
ricas com 31 arrobas e 25 libras do assucar.
RECEREOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PKRNAMRUCO.
Rendimenlo do dia 1 a 9.
dem do dia 10
ll:.V86t0
527502!
12:06IJf69
CONSULADO l'ROVLNCIAI..
Rendimcntoriodia 1 a 9..... 10:1985280
dem do dia 10...... 1:5te93,
11:3315202
MOVIMENTO DO PORTO.
i'atio mirado no dia 10.
Montevider)-*3 dias. brigue liesponhol Malhildeo,
de (64 toneladas, eapilgo Hermino Rabaza, equi-
paseui II, carga ebo e rouros; a ordem. Arri-
bou a esle porlo com agua abcrla.
Nartot sabidos no mesmo dia,
AraeatyHiate brasileiro nF.xalaoAo, meslre Jos
Joaquim Daarle, carga fazendas e maia gneros.
Passageiro, ..Coslndio Ribeiro GuimarJea, JoSoitli
_:. f .,----vu... r------: <-
COMPANHIA PERNAMBUCANA.
Esta empreza pretende contratara constrorran dos
trapiches e armazens cm Serinhaem e no Gamella,
pontos de escala de seus vapores sob as comilones
seguinle : .
Clausulas especiaes da arremataran.
? As obras para a construrrao desles trapiches
serao Tejas deconTorinidade com as plantas o orra-
mcntns approvadas pela direcrAo da companhiana
importancia, o de Serinhaem de rs. 4:8359320, o de
Gamella dc rs. 11:2675000.
2." Eslas obra devera principiar noprazodc 15
dase liudarAo no de 4 mezes, ambos contado- dodia
da assiuualura dos ronlr.ilos.
3." O pagamento tiestas obras ser feilo em 3pres-
tares iguaes, a 1.a, no dia da asignatura do con-
traa; a 2.,quando estiver feila a melado da obra ;
e a 3.a, quando ella esliver inlciramente conclui-
da ; tic-nido o arremtenle responsavel durante amaj
anno pela conservaro e solidez deslas obras.
4. O arrematante prestar urna flanea idneanes-
ta praca.*
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
Pela secretaria rio tribunal do commercio da pro~
vieta de Pernambuco se Taz publica a deliberaran
abaixo transcripta, lomada pelo mesmo tribunal cm
sessao administrativa le 6 de agosto crrente.
Secretaria 7 do agosto de 1855. O secretario,
,n; Antonio Siqurfra.
O tribunal do commercio desla provincia de Per-
nambuco : atlciiileudo que o cdigo commercial no
capilul Das ubrisaces garnatona lo los os
commerriantes ait. 10 ealabelece a seguinle:
Tollosos negociante aAo obrigado-:
I.- A seguir urna ordem uniforme d> cnnlabili-
dade e r-nipluracAn e ter os livros para e>se fim
necessarios.
_3." A conservar em boa guarda loda a esciipli-.ra-
co, correspondencia e mais papis pcrlenentcs ao
gyro de son commercio, cmquan(o nao prcacreve-
rem as aceite*, que Ibes possam ser relativas iTil. 18
do mesmo enriia': altcndeudo que o arligo i do de-
relo u. |j07 do I.- de maio desle anno lispe :
A jorisdiro roinmerrial voluntaria ou contencio-
sa e administrativa Aimpreliende a lodos o com-
merriantes matriculados ou n.lo matriculados; leu-
do j anteriormente o aviso de 23 de Janeiro de 1852
declarado que o Toro commercial be commum para
todos os cummercianlea em geral. ama vez que a
causase dirivede dreilos e obrgaedes sojelas as
disposicOes desle codigoarl. 18 do lit. nico j: al-
lendenrin que a exhibir judicial dos livros, de es-
cripluracao commercial por inleiro ou de balanru
geracs de qualqucr rasa de commercio pode ser or-
co de Pernambuco 25 de junho de 1855.
O secretario da direcc3o, Joao Ignacio
de Medeiro Reg.
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
Pela secretaria do tribunal do commercio desla
provincia se faz publico, qne o agente de leiloes
Francisco Gomes de Oliveira e acha naluralisatlo
cidadAo brasileiro, como Tez constar pela carta impe-
rial que preseiituu ao mesmo tribunal. Secretaria
do tribunal do commercio de Pernambuco 10 de
agoslo dc 1855.O secretario.
I.uiz Anlonio Sequeira.
Exislem aprehendidos na caldeira do sul do
arsenal de marinba, por falla da exhibirao dos do-
cumentos provando a propriedade e alarem em
lempo devotamente licenciados, Ires boles do servi-
r do trafico do port ; constandoperleacerem a An-
tonio Joa Vieira, ja fallecido,|l.uiz de Pinlio e Ma-
noel de tal ; necorrendu lambein par apprehrnrao
a Tal-ilicacA naa respectivas marcas e nmeros.
O que se (az publico para os interesaados agencia-
ren) o recelo ment dos referidos boles depois de
aalisfeilo qnanln cima se declara, alm da molla a
Tavor da Tazenda cm que leoh.-tm incerrido.
Capitana do porlo de Pernambuco 10 de agosto
de 1855.O secretario, Alejandre Rodrigues dos
Anios.
Pela sobdeleeacia da Trcgueza de S. Jos do
Recifc se Taz publico, qoe foi ap*prebeadido e adia-
se em deposito um cavado alazn, pequeo, com can-
galha, que vagava pelas ras desta cidade : quero
for seu dono, justificando, Ihe ser entregue. Sub-
delegada da frtsuezia de S. Jos do Reeife 10 de
agoslo de 1855.O subdelegado,
Eduardo Frederico Banks.
PUBLICAQA,0 L1TTERARIA.
Acha-sc venda o compendio de Theom e Prali
ca do Processo Civil Teilo pelo Dr. Francisco de Pao
a Baplisla. Esla pbra, alm de ama iolroduccao
sobre as aeces e eicepriies em geral, tala do pro-
cesso civel comparado com o commercial, eonlcm
a Iheoria sobre a applicaco da causa julgada, c nu-
tras doulunas luminosas: vende-so dhicamenle
na luja de Manoel Jote I.eite, na ra do Quei-
mado n. 10, a 65 cada exemplar rubricado pelo
Julor.
TIIEATRO D APOLLO.
O espectculo com o dramaO amor filial, an-
nunciado para qoinla-Teira 9 lira tai inferido para
lerca-Tdra 14 de agoslo de 1855. Os bilheles ven-
didos no primeiro dia lem ingreso no segundo.
AVISOS MARTIMOS.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Pretende sahir com milita brevidade.
o'pat.icho nacional CONFIANZA, por ter
pitite do cu carreganienlo ptouipto:
ptaVa o resto da carga e escravos a rete,
trata-se com os consignatarios Novaes &
Cotnnanliia. na rtia do Trapiclte n. i,
ou coUi o capilao na praca.
ParaVAkracaly com escala pelo Assii alie m-
preterivelineule no dia 20 do correnlc o birle An-
glica : para carga e pasaageiros lrala-e com Anto-
nio Joaquim Sevu, ua ra da Cadeia do Reeife n.
49, primeiro andar.
Para o Rio de Janeiro sabe com mili-
ta brevidade, o brigue nacional.SAGITA-
RIO, de primeira classe. o qttai tm a
maior parte de seu carrtgamenio promp-
to: para o restante e passageiro, trata-
se com Manoel Francisco da Silva Carri-
A VIS OS DIVERSOS.
LOTERAS Di PROVINCIA.
O Illm. Sr. thesoureiro manda fazer
pnblico, thesouraria das loteras, ra do Collegio
n. 15, o bilhete da o-parte da primei-
ra loteria para edificaco da casa do Gym-
nasio Pernambucano, cujas roda anchim
impretenvelmente no dia 22 do torrente
mez. Secretaria da thosouraria da lote-
ra, r> de agosto de 1855.O escrivao,
Luiz Antonio Rodrigues'de Almeida.
Saibores redactores.Ho dia 15 do passado leve lu-
gar na caricia-nova desla cidade um acle religioso,
3ue merece ser iunumerario no eu Diario. Aclian-
o-se preso ua mesma cadea o Sr. Jn.lo Ignacio Coh-
ibo, par lia ver empenhado algaos relogios, os quasa
Turara apprehendbios pela polica, ejulgados per-
tenrerem ao rouho feilo ao relojoeirnda praca da
Independencia, nenliuma duvida leve em cumprir
a promessa que hara feilo .i Sr. Mariana Augusta,
d com ella se receber em matrimonio, e dc fado
saim o fez no referido dia 15 do passado no orato-
rio daqoella prislo, que pela primeira vei vio pra-
tiear-se dentro do seus muros ete aclo importante
para o bem da sociedade calbolica romana. Praza
a lieos que es>a unio teja feliz, e qae as pessoas
candosas se lembrem daqurlles infelizes.
tlm eos aisitientes.
UMA ROGATIVA AO EXM. SK. PRESIDENTE
DA PROVINCIA.
Os habitantes Je Olinda rogam ao Exm. Sr. Pre-
sdeme digne-se de odiar para elle* com olhos de
piedade, para providenciar d'aan polavel aquella
ilesdRosa babilac.lo, cuja populacho morrer de sede
ao present vero, se se nao tapar a repreza do rio
Ueberihe, que em lempos mais felizes Toi julgada
necessaria para salva-Ios da penara do segundo l-
menlo da vida 1 Exm. Sr., a dura experiencia tem
mostrado que a salubridade em nada melhorou com
a abertura da repreza, pois o prezente anno lem si-
do maisdoenlio rio que nenhum dos oulros ; e sem
duvida assim deva acoulecer, porque einquai.lo es-
lava roberto d'agua o terreno, ujo eialava os
miasma* qoe exala presentemente. Por maia que
alunen! se canee em fazer crer que a repreza he
Eernciusa, o lempo lem feilo ver o contrario, e V.
xc. melhoi couheeer a venlade ouvindo a pessoas
residentes daqudla cidade.
SOCIEDADE NOOI.OGICA.
De ordem do Sr. presidente couvocam-fe os so-
cios a eompareccrem boje sabbado ao 8 ifi horas do
dia em sessao extraordinaria,
Secretaria da sociedade Noolo&ica 11 do agosto de
1855..1/./.de Almeida Pernambuco //nior, se-
gundo secretario.
Aos Illm* Sr. acadmico.
Cbegou i ra doQueimad n. 9, um completo sof-
limeulo dacbaruloa varetas e de S. Flix.
Jc3o Ferreira dos Sanios previe aos compra-
dore do engerido Potozv, aa fregueza de Agua-Pre-
la, da fJropriedade do Sr. Jos Anlonio Pereira, que
as Ierra do dilo engenhn eato sujeita ao pagamen-
to da quaoila de rs. :i:'Jt,o-> principal {alm doa juro
decorridos} constante de urna exeeocSl por cobraaca
de ledras que o aununcianle p.igou a tiora do Sr.
Manoel i^eTerio dos Sanios, como caraate das mea-
mas ledras, celias pelo pradictn Jos Antonia Pe-
reira, quando romprou parte do engenha Souza ;
sendo mais davedor o mesmo Sr. Jos Aatonio Pe-
reira da quantii de rs. 2:(KXt|, de principal de i lat-
irs. E porlanlo ninsuem podera comprar o meiin
engeoho sera previa remiisae dessas dividas.
O Sr. Anlonio Fernandos Tliom qaeira man-
dar buscar uns papis que deixou por esqueciroeolo
aa roa do Queimado n. 35.
O Sr. que pelo Diario de healem cliamou M.
J. S.M. a coucluir um negocio alraz da matriz da
Boa-Vista, casa n. 20; (euha a boudade de dea^^H
se o mermo annuucio se euteode coa) Migad Jo
Moraes Silva.
O Sr. Antonio Jos de Brilo qaeira ter a bon-
dade de vir ou mandar dizer aonde mora pan tratar
dc om negocio qae Ib* diz respeilo : na roa do
Crespo, loja n. 4.
Hoje 11 do correnle tero de ser arrematado i
eacravo tjermano, penhorado per execuco de Jato.
da Silva Ferias coalla a viuva e herdeiroa de Joao
Pires Ferreira, pelo juizoda sesunda vara, eaervao
Moda ; lie a ultima praca, ao lagar do coatoroe.
Precisa-se de ama ama para o servieo interno
de urna rasa de pouca familia: a tratar na rea da- *
Aguas-Verdes n.22, segando andar.
Na ra Direita, leja n. 13, da-ae dinheiro a ju-
ros obre penbores de onro, era graudes e pr|a>iiaii
quanlias.
O abaixo assignado avisa ao publico e ao corpo
de commercio, que comproa a taberna, ila aa rara
larga do Rosario n. 37, a Anlonio Eloy Rodriga* da
Silva Compaohia : quem se julgar com direilo ao
valor ria dita taberna, aprsenle seus titulo* al o dia
1"> do crreme, pois pastado esse dia o abaixo asaig-
nado nu se reaponsabiiiaa por qualqoer divida que
appareca. Kecife 10 de agual de 1855.
Manoel Ribeiro Fernandas.
Precisa-se alagar urna casa terrea ne bairro
dc Sanio Anlonio : quem liver, dirja-se roa do
Collegio d. 18, lerceiro andar.
Associacao commercial Beneicente de
Pernambuco.
A direcco da associacao commercial Beneicente
desta praca, de conforinidade cora os arligos 30 e 21.
capilnlo 1 dos estatutos qae a regem, convida a todos
os Sis. socios para eompareccrem a asaembla geral
que deve ler lunar no da 14 do correnle mez, peta*
11 horas da manhaa em ponto, na sala das ua ses-
sOes. Pernambuco 9 de agoslo de 1855. O secre-
tario, Antonio Marques de Amorim.
O hachare! A. R. de Torres Bandeira, profc- '
er substituto da rhelorica e ceographia oo 1\ ceu
desla provincia, contina a eusinar as referidas dis-
ciplinas, e bem assim a tingoa Traoceza, a inglcza a
pbilosoplua, na casa de sda residencia, na m
n. -2:1, segundo andar : quem e quizer
seu presumo, podera procura-lo para esle 8m das 7
horas ato as'J da manhaa, a das 11 da manilla a I
da larde, e deslas desde as 3 horas al as 6.
Arrendase urna casa terrea com solio e bs-
tanles commodos, no bairro de S. Jos : qoem a -
pretender, dirija-se ra do Collegio n. 10, segando
andar.
Precisa-se de um caixeiro de 12 a 14 annoi,
preferese que seja porluguez, que teuha pralica de
taberna, e qoe d fiador a aa conducta : qaem es-
liver neslas circumslancias, dirija-se i ra do Codor-
niz n. 1, no Forte do Mallos.
Precisa-ee de Ires imagen, Cooceiro, Carmo
a Santo Antonio, que nao aejam nova : quena liver,
quered ceder, va a roa Direita, botica a. 31.
No alerro da Boa-Visla, esquina da ra do
Hospicio, casa amarella, segundo andar, precisa-se
alugar. urna preta forsa on captiva,de boa conducta e
(iel, que cozinhe benre eugomme, para casa de pou-
ca Tamilia.
LOTERA do GYMNASIO pebnam-
BCANO.
AOS 6:000g, 3:000S E 1:000{|.
O cauleliala Aolonio Jos Rodrigues da Souza J-
nior avisa ao respeilavel publico, que as rodas da
(-rceira parte da primeira desla lotera andam im-
preleiivtlmenle qnarla-Tcira,-i do correnle. Todos
os seus bilheles e cauteles sdo pagos sem descont al-
gara, os quaes aeham-se venda na praca da Inde-
pendencia,lujas iis. 4,13,15 e 40; roa Direita n. 13;
travessa do Rosario n. 18 G ; aterro da Boa-Visla n.
7-2 A, e na ra da Praia, loja de fazendas.
Bilheles 59800 Recebe por inleiro 6:0OU3>(JO
Compuugida do mais doloroso senlimenlo,
participa a directora a0s Srs. socios da Socie-
dade Cultivadora da l.ingua-Pranceza, que pe-
la marte de eu vice-diVedor Rajmui)do de
Araujo tima Jnior, nao haver asilo pfir oi-
lo dias.Jos Pires Ferreira Jnior, seguu-
ilo secrel irio.
JoSu Ji liodrigues Mendos, agradece cor-
de.ilment; a lodos seus amigos, qu se riigna-
ram acoiiipanbar ao cemiloriu publico os resa-
lo mnrlaes de ac presado lidio menor.
denada a favor dos inleressado em quesillo de auc- <;0. na ra do Collegio n. 17, segundo an-
cessio. commiinhao ou ociedade. adminisIrncSo ou dai, OU como canito a bordo.
Cear.
geatao merranll por conla de o-ilrem e em oas de
quebra, arta. 18, 814 818 dn coi igo do com.-iercio;
e lambem para o conliecimenlo de urna cansa he
permitlido a requei imcnlo dn pirte on mesmo ex-
olllcio nrrienar-ae na pearieneia da lale, que os li-
vros de qualqoer op de ambos ns liligaiilea ejam
examinados na presenoa do commercianle quem
perlencerem, e dehaixo de suas vistas oa na tic pc-
soa por elle nomearia, para delles se evericnar a ex-
Irahir o loranle a quealo, arligo 1(1 do cdigo, arl.
3,"i] do regulamento n. 737 de 2"i de novembro de
18VI: considerando qae a obrga;.1o da teros livros
Segu imprelerivelmenle para o Cear al o dia
18 do correnle o brigue brasileiro Feliz Destino :
quem ao mesmo quizer carregar ou ir de passagem,
queotlerece mais barato duque oulro qualqoer navio
por ler de ir o dilo navio em lastro carregar na dita
prar;a para .-. do Para : a tratar na roa da Caricia,
Na fabrica da ra do Brura n. 28, precisa-se de
oTIiciaes de raldeireiro, latoeiro e erralheiro.
Procissao da Boa-Mc-te-
Os religiosos carmelitas desta cidade lencinnam
apresenlar i venerar dos liis, na tarde de 14 do
crrenle, em solemne procissao, a sacrnsanla imasem
que reprsenla o glorioso Irausilo ds sua mili Mara
Sanlissidia ; e para maior decencia desle relisioso
acto robara nos moradores das xua que lem de per-
correr dita procissao,- hajam de ceiar as testadas de
suas lialij la re, concn enri assim para a ordem. e
por consegu nte brilhanlismo da mesma procissao ;
sendo as ru as seguales: Camban do Carmo, ra
das Flores, Nova, Cabalga, ra larga do Rosario,
Queimado, Crines, Iravessa da ordem terecira de S.
Francisco, ra do mesmo mime, roa e paleo do Col-
legio, roa d Queimado, l.ivramenlo, Direita, palco
do Terco, ra das Aguas-Verdes a reculher.
Aos senliorcs de engenho e arrematante
dccstiadns.
Um lioiiK m branco sem Tamilia, que sabe ler, cs-
crever c contar, qae lem pleno conhecimeiito di
agricullure de seu paiz, que por ruriosidarie trabadla
de rarapina, pedreiro, Terreirri, asseula machinas
hidrulicas c movidas por ananaes, faclurelro de es-
tradas visla de qualquer base de arrematarlo das
obras publicas, ci|ipedrainen(oa e pontea, lTe"reee-ae
a quera precisar de sen presluio para enuajar-sc, e
afTanca sua conduela regalar toda despida de pre-
sumpro : qaem pretender annuncie a ana morada
liara ser procurado.
Sala de da usa.
Manoel Francisco de Souza Magalhae
participa ai respeilavel publico, que a sna sala de
ciisino, na na Direita' n. 1:19, se acha aberla ledas
as segundas, qmirlas c sexIas-Tciras. desde na7 al as
9 horas da noite; assim como lambem d I coca par-
lculares s horas coiivencionadas, lano em soa casa
como Das dos senhores qae de sea prestinn se quei-
ram ulilisar, e. mesmo em qualqucr collegio, pelo
preco que o mesmo lem marcado
Meios 3)000 a a :tK)ooooo
Quartos 19500 0 1:500|00(
Quintos 19-200 a a 1:200*000
Oitavos 70 0 * a 75O9000
Decimos 640 a (009000
Vigsimos 340 . a a t)09000
O mesmo cautelista cima dedara, qnas se abri-
ga a pagar as ito por cenlo do imposto geral can sean
dito bilhetes inleiros, devendo o possaidor recetar
do Sr. thesoureiro o sen competente premio.
LircmTRA.
O PANORAMA.
lis Srs. assignanlesdo Panorama lenham a bon-
dade de mandar procurar a conliooaylo de 11.10 a
27 do corrale auno, na loja de encadernacao e li-
vros, de Jos Nogueira de Souza, ra do Collegio
n. 8.
Precisa-s de 1.50)9000 com hypotheea: na
ra de Aguas-Verdes ir. 10, se dir coa qaem se
(rala.
Na Cidade Nova ha una encllente
casa, com commodos para grande fami-
lia a tratar com Antonio Jote' Gomes do
correio.
Precita-se de urna ama para casa de
pouca familia, (pie saiba cor.inbar, lavar
e engommar, que seja fiel e d disso sc-
encia : quem se achar nestas circums-
tancias, dirija-se a esta typog aphia.
Alberto Fosler llamn, pela presteza pe sua
viagem para Philadelpliia, nad pode despedif-se
de lodos os seas amigos, para o qae pade descnlpa
desla Talla in voluntara, e offeresse o sen peqoeno
presumo oaqnelle lugar.
Precisa-se de urna ama para cozinhar e engom-
mar : no aterro dn Boa-Visla n. 26, segando andar.
Schasliito Jos da Silva, curador fiscal damas-
va Tallida de Andrade & Leal, Taz scienle aos credo-
rea, que lendo sido nomeada a coaamissSo verifica-
dora dos crditos da mesma iiiassalaajvemRodos entre-
car commissjo seus ttulos quantojautes, visto como
Toi designado o dia 14 do correnle para a nova reu-
niao ilos mesmos credores, em qoe tem da ser apre-
sentado o parecer da mesma commissio, a qual se
compe dos Srs. Joao Pinto de temos fS Filho, |Ma-
noelde Souza (itiimar.les e Jos Rodrigues da Silva
Rocha; pede o mesmo carador a lodo os Srs. credo-
res queiram comparecer nesaa reuniao em que, ulli-
mada a verilicare| dos crditos, e lem de tratar da
concordata dos fallidos. He ai 10 horas em ponto,
em casa dn Illm. e Exm. Sr. Dr. jniz de direilo es-
pecial do commercio, rio pateo da Sania Crac
Precisa-se de urna ama preta, forra.
de bons costumes, para qpmprar e coa-
nhar para urna casa de pequea familia :
na travessa da Concordia n. 17, *e dina'
quem precisa.
Alusa-se o primeiro andar e oblo na rna Im-
perial n. 33 ; a (ralar na ra Direita n. 93, segando
andar.
Quem 'achou e quizer restituir urna cabra
bicho) toda prcla, com u 10a cria j bastante cresa-
da tarabm prela, sendo as maos e ps do joelho pa-
ra baxo branco, pode dirigir-se a ra Direita n. 93,
que sera cratifcado com gencrosidade.
THEVTRO DE APOLLO.
A comtnasao administrativa faz cerlo aos Srs. so-
cio! que ns bilheles para a recita de 11 do correnle
serao distribuidos nos dias 9, tOelldo anemona
casado respectivo thesoureiro na ra da Apolle
o. 4 A.
t'm moro brasileiro, que sabe bem ler o escre-
ver, se oderece para escrevenle de qualquer escrip-
torio, 011 mesmo nm lagar que dependa d escriptu-
raca ; como lambem para caixeiro de eass oslran-
geiras, dando fiador a aa conduela qnem de en
prestimo neqaizer ulilisir, annuncie por esla mesma
Tulla, quu ser procurado.
ra t> mesmo (em marcado : pan o que o
podaran procurar das 7 as 9 lwra< da manilla, e do 7 ""*011u a"l",nJ" inerer comprar um
meio dia as 5 horas da larde. o""1 >_alance, didj.-a roa do Hospicio n. 15,
Diaijo o Copiador he commum a todos os coioroer- escriptorio do Sr. Alano! Goecalves da Silva, tu
.-.. -"- A mesa regedora da ordem terceira do Carmo
convida aot seas diarissimo* irraans para acompa-
nharem a pi ocisso de N. S. dn Boa-Morlu no dia
14 do correrle, pelas 2 l|2 horas da larde.
Precisa-se alugar om prelo para umi cara de
nas to : na ra do Trapiche n. 28.
quasediiii quem o lera.
Alu::a-ie na Hospicio Ti. 8, um mulalinho de
15 anuos de idade, bom copeiro o proprio para pa-
gem.
Anlonio Ferreira I.ima declara -ao publico qne
diixoii de er sen caixeiro desde o dia 8 do correule
o Sr. aUnoe! rereira de Carvtlap. ,


DIARIO OE PERMIBUCQ SABIDO 11 OE AGOSTO BE 1855
** *UMi-*}*>**:S 99
S O medico Jos de Aloteida Soares do Lima t
41 Batios, mudou atoa residencia para a rua da 9
3 Cruz sobrado iimarello n. 21, segundo an- A
# dar. x
CASA E
C0M1USSAQ DE ESCRAVOS
NA
RA LABG4 DO ROSARIO.
N. 22. .SEGUNDO ANDAR.
Netta caa recebem-se escravos por cominisso pa-
ra screm vendido |H>r conl.i de sena aeiiliures, lano
para lerrn como para embarque ; aianca-se o bom
S*?"! dostnesmo, nao se poupan-
par qui> ellos sejanl vendidos com prom-
pudSo, aliui de que seaj senlioros nao solTram em-
pale com a veuda dsiles.
DfflTISIi :
I Paulo UaignotJS, denlisla frailee/., eslalielc
ido na roa lama do Rosario n. 3(i, sejnudo
"SJ andar, collocadenlescomgengvasartiliciaes, 9
dura completa, o a parle della, com a 9
9 preaaSo do ar. a
9
ESTRATOS.
Noalerr da Boa-Visla n. 4, terecirn andar, coli-
na-se a lirar retratos pelo sysluna chryslalolvpo,
com muit i rapidez a perfeicao.
O Sr. Joaquina Octav.-ino da Silva lem caria
na linaria n. 6 e 8 Ja paaca da Independencia.
O I>r. Sabino Olegario I.udgero; Tiulio, ($)
8mudou-se do palacete da roa deS. Francia- Atk
co i>. 68A,para o sobrado de dous anda-'''
reaa.fi, ruada Sanio Amaro, mundo novo.) A
t-*3,-@*S@$
Regiment de cusas.
-egimento das distas jtnli-
com c* alisos que o alte-
a 5(10 rS, na livraria
la praca da-Independencia.
EDUCACAO US FILHAS.
ira do grande renelon, arcehispo de
mu particular meocSc- oiralado
> das meninasno qual este virtuoso
deven educar suas fi-
i cliegarem a oceupar o sublime
,u8ar fmiilia ; lorna- por lano nina
necesstdade para todas as pessoas que desejam cni-
eirocaminho da vida. Est a rule-
la i;m porluguez, e vende-se na
Independencia n. 6 e 8, pelo
lefjOOrs.
ipunga, estrada do sitio do Sr.
io peqoeno com rauilo boa casa ter-
rea para morada : a tratar na ra da Cruz n. 26,
prmeiru laclar; couvenienle fiara alguma pessoa es-
traugeira. '
DE LATM.
O jiadre Vicente Ferrer de Albuquer-
queniudou a sua aula para a ra do Ran-
ftel n. 11, onde continua a receber alum-
desde ja' por m-
dico orno he publico: quem se
|uizer utilisar deseupequenoprestimo o,
pode procurar no Segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
CONSULTORIO DOS POBRES
SO ftUA WOVA 1 MBikM. O.
> I r. V. A. r.ooo Moscozo di consullat homeopalhicas todo os dias aos pobrea, desde 9 horas da
iia aloo rOeio lia, e em rasos extraordinario* a qualquer hora do dia ou noile.
ifle-ece-se igualmente para praticar qualquer operar,, decirurgia. e acudir promplaineulc a oual-
quet mulher que estoja mal de parlo, e cojascircumstancias nao permitan) pagar ao medico.
NO COmiiTORIO DO DR. P. A. LOBO lOSCOZO.
50 RA NOVA 50
VENDE-SE O SEGINTE:
Manual completo de meddlcina homcopalhica do Dr. G. H. Jahr, Iraduzido em por
luguez pelo Dr. Moscozo, qualro volumes encadernado em dous e acompauhad da
um diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc.,ele...... 9M000
Esla obra, a mais importante de todas as qoc tralam do esludu e pralica da homeor.athja or ser a nica
que conten abase fundamental d'esla doulrinaA PATIIOGEISESIA OU EFFETOS DOS MFI1H\-
MENTOS INO ORGANISMO EM ESTADO DE SAU DE-conliecimenlo, que nao podem dispensar s pes-
soas que sequercm dedicar a pralica da verdadeira medicina, ntcressa a todos os mdicos que quizerem
experimentar a doulrina de Hahnemann, e por si meamos se convencerem da verdade d'ella a lodos os
fazendeiros e senhores de engenho que eslo longe dos recursos dos mediros: a lodosos capilesde navio
que urna ou onlra vez nao podem dcixar de acudir a qualquer incommodo sea ou de seus tripulantes :
a lodos o pas de familia que por circumslancias, que nem sempre podem ser prevenidas, sao lobrica-
dos a prestar in continenli os primeiros soccorros em suas enfermidades.
O vade-rnecum do homeopalha ou tradcelo da medicina domestica do Dr. Bering,
obra lamben,) til as pessoas que se dedicam ao esludo da homeopatlia, um volu-
me grande, acompanliado do diccionario dos termos le medicina.....,' 10*000
O diccionario dos termos de medicina, cirurcia, anatoma, ele, etc., eucardenado. talKHI
Sem verdadeiros c hem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na ortica di
homeopatlia, e o proprielario desle eslahelecimento se lsongeia de tc-lo o mais bem montado possivel 'e
mnguem duvida boje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 tubos grandes................ k*,ioo
Bolicas de 24 medicamentos em glbulos, a 10, 12 e 159000 rs. ^^
Ditas 36 diios
Dilas 48 ditos
Dilas 60 dilos
Ditas 144 dilos
Tubos avulsus
Vende-e um parda de 40 annrs, mais ou me-
nos, qu cozinlia perfeilainenle, faz doces de quali-
dades e engommn : na ra Dlrcila n. 25.
KA RA OVA l n
ha relogios de ourp patente inglez do mellior fa-
hricanle de l.iver|wol, por prego malo em ronla ;
lambein ha rouilo bons ocuios g,dc tolas as numera-
roes, os qoaes silo de ac,o.
Vende-se urna parda mora com ama cria de
um mez e meio, e lem habilidades ; no aterro da
Boa-Vista n. 9, segundo andar.
Vcnde-se urna boa casa,,aila na ra da Roda,
Icndo 2 sala, 3 quartoa, cozuilia fra. quintal, ca-
cimba c porlao : quem a pretender, dirija-te ra
us MariMins, taberna n. 36.
Teiide-Ke
*................ 20J000
a................... 25*000
a.................. :10900o
a................. 601000
Frascos de meia mita de lindura..' ''. '. '...'.'.'. '. ', i$!
Ditos de verdadeira lindura a rnica............'.'.'."' o2/vh)
Na mesma casa ha sempre i venda grande numero de lubos de cryslaf de diversos lamMhna
prospera medicamentos, eaprompla-se qualquer encommenda de medicamenloscomToda
por precos muito' commodos.
de e
a brevida-
Farello em saccas de 5
arrobas a 5^000.
larinha de mandioca
em saccas a 2^500.
Tijolios de mar inore a
520.
Vnho Bo#deaux em
garrafesa lle^OOO.
JNo armazem de Tasso
r nulos.
Vende-sc um eicellenle violao: na roa
ijueiniado, loja n. li.
do
Vende-sc champagne de superior
quali Jadc eui cai\as, por preco coramo-
ao: naiua da Cruz n. 20. pnmeiro an-
dar.
Vende-seKirch cAbsynthe, por pre-
<;o commodo : na ra da Cruz n. -6, pri-
meiro andar.
V9, o seguin-
TRATAMEHIO HOMOPATHICO
Preservatico e curativo
DO CHOLERA MORBUS,
PELOS DRS.
m'.n.Sr?K':S, ,U PVU P.'" Pdercurar 'lesl'enfermidad? a,l
para alalha-la, emquanlo se recurre ao medico, ou mesmo para cura-la
em que nao os ha.
remedios mais
iidepeiidcnte desles
ellicazes
nos lugares
TKADUZIDO EM PORTUGUEZ PELO DR. P. A. LORO MOSCOZO
Estes doos opsculo, con.emas indicacoe.mas claras e precisas, so pela sua simpU, c
concisatx pcsi-
ivos, como i
elles lem sido poslos cid pralica'. """" resultados em loda a parte em que
Sendo o Iralamenlo homeopalhico o uniennue lem -I-nlo -r n, i -- i, ,
veleufermid.de. ufamos a proposito Iraduzir este, dus iwra. i n,rtsn0CUri"V0 de"a horr-
la, para deslarle facili.ar a sua leilura a quem isnoreo franca 0,,usculo, em "6U **""""-
\ende-se umcamenle no Consultorio do traductor, ra Nova i>, por 25000 rs.
Cflo la ao alcance de lodas as iulelligenca's, nao s pelo que dizreso ',......"~ *""'
cpalmenle a..s prcservirtivos que lem dado os mais salisfacl'* ~' -""'- -" ""vus comoPr'"-
v fundirio dejse Bapiisla Braga, na ra Nova
n. :W, l mide-se toda a qualidade de obra de bronze
assini coros faz-se qttalquer obra lendeiilc a
laloeiro e funileiro com toda a perfeicao e preco
eomminlo.
J bidir naroaNnva n. 19, primei- A
8ro andar, 5
O SOCIALISMO.
Fall (enera 1 Abren e Lima.
livn dosJSrs. Ricar-
l de Collegio, e
em caja Jo .ulor, paic o, casa amarella,
ernaddde (odas as formas, por
o, segundo o goslo dos compra-
dores. A eilisio esl quasi es;otada, e poucosex-
i obra, em qus se aclia traca-
o humano desde o priineiro
i, parteni a lodas as classes
igUm, o evaiigellm
aados lodos os foros
.i| esli, por lano,
lellipeucias.
DAUANTINA.
8$, segondo andar, Panlo Gai-
___ **. ebniriba os denles com a
masa adamantina. Besa nova e maravillosa com-
enchersem prestito dolo-
rosa indas as anfractuosidades rio dente, adquirindo
nslanles solidez Igual a da pedra mais
dura, e permute restaurar os eenlcs mais estraza-
de* com a forma a ccr prWiiliva.
da a maret
homeni at
da sociedad!
ocial
da humanid
ao alcance i
Ra do R
3BOUI, dei
IBLICAiAO' DO INSTITUTO 110
NiOPATIIICO DO BRASIL.,
THESOLRO HOMOPATHICO
) OU '
) VADE-MECUM DO
I HOMEOPATHA.
| Mtthodo concito, claro c seguro de cu-
(rar homcopallcamcnte ludas as molestias
que af/ligem a especie humana, e parti-
| cutamente aquellas que re'mam no lira-
sil, n.'dgido segundo os melhores Irala-
I dos de homeopatlia, taulo europeos como
| americanos, e segundo a propria eiperi-
ncia, pelo Dr. Sabino Olegario l.udsero
I I'inlio. Esla obra he boje reconhecida co- Iffj
I mo a melhor de lodas que tratara daappli- a%
cacito honvnpalliica no curativo das mo- w
leslia. Os curiosos, principalmente, niin
podem dar um passo seguro sem possui-la e S
consulla-la. Os pas de familias, os sculio- (0
res_ de engenbo, sacerdotes, viajantes, ca- ft
pitaes de navios, scrlancjosatc. ele, devem Sk
te-la milo para occorrer promptamcnle a
qoalqucr caso de moleslia. a
Dous volumes em broebura por lOftOO ^^
> eiicaderiiados tllIBOO tt
Vendo-se unicamcnle em rasa do autor, '
ra de Saulo Amaro n. 6\ (Mundo No-
vo).
||CVSA DE COHlSSAt DE ESCRV
M U Rl.4 DO L1VKAMEXf 0
MURO 4.
Compram-se escravos en'cclivamonle de 12 a 3.">
i
annos, sendo boas figuras pasase mclh-r do que
em ouira qualquer parte, embora nao lenham ha-
inisso *' lambemse recehem|).ra vcuder de com-
Compra-se urna preta de bonl ligura e moras
que seja boa coslureira e engommadcini : flasa-'se
nem gradando : na ra do Trapicho n. 14.
ro andar. '
prunei-
s
LOTERA DO GYMNASIO PERnAm-
RL'CANO.
AOS 6:000$, 0:000$ El:OO0S.
<) caulelisla da casa da Fama Antonio da Silva
tiiiimaracs avisa ao publico, que eslao a venda os
seus aforlunados billieles e cautelas da lerrcira par-
ta da^primera lotera do Gjmnaso, a qual corre no
Compram-se accoes de Beberibe e ttulos da
divida provincial: na ra larga do Rosario n. 30,
segundo andar.
. ,Compram-se obras de o uro e prata
ja usadas: na na da Guia n. iO, desde
as 7 horas at as 10 da manliaa. todos os
das.
Tompram-se rolos de pitia ou vilicica, de um
palmo para mais em dimetro : na fundirio da Au-
rora, em Sanio Amaro, e no deposito da lucsma, na
ra uo Brum n. -JH.
Compra-se efTcclivamenle bronze, Inlo e co-
bre vclho : no deposilo da fundirSo d'Aurora, na
ra do Ilrum, logo na entrada n. 28, e na mesma
lundirao em S. Amaro.-
VENDAS.
. Vcndc-so um cabrinba de bonila lisura, de 1(i
anuos de iJade, proni io para criado : ua ra do
llanijel, sobrado n. 18.
Vende-se urna morada de casa lerrea na ra
liiiptrul n. 27, com 3 perlas, 2 salas, 4 quarlos, co:
zinlia fon, cacimba c quintal murado : quem,
dia 22 do correnle, os quaes sao vendidos as seguin- tender, dirija-se ra do Vigario u. 12*
Joias.

O abaivo i siignados, donos roa do Cabos i o. 11, confronte ao paleo da matriz e
^^ova, ftrefli publico qoe receberam de oovo ri-
ca obras se ouro de moilo bons goslos e com espe-
cialraade, coireoloes ile7e6 1|> palmus de cora-
rtmeiilo, coiilinuam a responsabilisar-se pela qua-
lidade do ouro. Serafim & Irmao.
- Precisarsealogar ama ama forra ou capliva
-aiba cozahar bem, para uina casa de familia
no aterro da Jioa-Vbla n. 48.
Esl.i a sahir a luz nn Rio d Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTRAHIDO DE RUOFF E BOEN-
MNGHAUSEN E OliTROS,
o patio em ordem alohabelics, com a descripcSo
abreviada de tod||as moleslias, a indicacito plivsio-
logica e Iherapedflca de todos os medicamentos lio-
roeopalhirot, leu lempa do aceito e concordancia.
seguido de ou dicciou.irio da signilicacio de todos
os termos de medicina e cirurgia, e posto ao alcance
das pessoas do povo, polo
DR. A. i. DE MELLO MORAES.
Subsereve-i* para esla obra no consultorio borneo
palluca do Di. LOBO M0SC07.O, ra Nova n. 50-
lirimeiro andar, por 5)1000 em brochura, e 6000
encadernado.
dehomeopalhia tuefrancez, obra
l'Hiasde suimna imponancia :
Jioemaiin, tratado das molestias chroncas, 4 vo-
les casas : alerro da Boa-Vista ns. 48 e US ; na do
Sol n. 71 A ; na larsa do Bosario n. 26 ; praea da
Independencia ns. 14 e 16 ; ra do Collegio n. 9-
ra do Ransel n. 54, e ra do Pilar n. 00.
6:0003
2360|
1:380
690
Y765
bilheles
Bilheles 5OS0O Recebe por inteiro
Meios 29S0O com descont
Quarlos 1>440 a m
Oilavos 720 (1
Decimos 6001 n a
Vigsimos 320 a
O c.-iulelisla arima declara, qoe os seus
inleiios em originaos no sollrem o descomo de oilo
por cenlo do imposto geral, e sim as suas cautelas.
LOTERLA DO GYMNASIO PER-
NAMBUCANO.
Aos(i:000,s000, .1:0005000. e 1:000$000.
Corre iudubiiavelmenlc quarti-feira, 22 de goslo.
O caulelisla Salusliann de Aquiuo I erreira avisa
ao respcilavel publico, que os seus bilheles e caute-
las da terceira parte da primeira lotera do Gvinna-
sio no sollrem o descont de oilo por cenlo do im-
posto aeral: e achara-se venda as lojas seguiutes:
ra da Cadeia do Rccife ns. 24, 38 e 45 ; na pra^a
da Independencia ns. 37 e 39; ra Nova ns. 4 e 16;
ma do Qoeimado ns. 39 e 44 ; ra eslreita do Ro-
sario n. 17 ; no aterro da Boa-Visla n. 74, e na pra-
ra da Boa-Visla n. 7.
que
Vcnde-secera de carnauba em arrobas c as li-
bias ; na ra do Hospicio n. 15,
Barato admira
' vel.
Chales linissimos ile merino de lodas as cores a
.'k;2II0, dilos de pura lila com lindas r.miasen- a
68800, dilos do sansa bordados a 25700. dilos de al-
godilo c dilos de larlatana a 15000, lencos de ratltjn
seda a 19100. corles de vestidos de habados de mo-
dernos goslos a 49000, ditos de cas'* chita, muito li-
na faiend, padroes decambraias francezas, a 29O0,
lencos de pura seda com franjas, o melhor possivel,
a 800 rs., rumeira- de lindos sustos a '.9500, e ou-
Iras muilas fazendas que se vendem por menos do
que em nutra qualquer parle : na ra do Ouema-
do n. 33 A.
Relojjios ile ouro e prata sabonetes
patente inglez: no armazem de James
Halliday, ra da Cruz n. 2.
Vendem-sc 3 escravas moras de bonitas figu-
ras, e 1 moleque que cozinha bem o diario de urna
casa : na ra Dreila n. 3.
No Hospicio n. 8, vende-se urna muala boa
lavadeira, engommadeira c cnziuheira.
Vende-sc um grande silio na estrada do Sanio
Amaro para Belem. rom rasa de pedia o cal, grfi-
do baiva para planlacn ou capim, e pasto para 12
vaccas de leile. e dulciente- arvnrcdos ce fructo : ot
pretendcules dirijam-se 1 casa junio ao siliu do Sr.
major Nasciraenlo, que achuran com quera tratar.
^> Vende-e 11 m bom catTo
C^^==sr-rovor|ue serve'para 1 ou 2
ass^aCiaa cavallos, por mdico preco :
na ra do Aragao, casa de pintor n. 37,
ou na.ra- da Cruz do Recite, no arma-
zem de fazendas n. 27.
Vendera-se5 escravas crinlas, sendo 1 com 2
crias mulalinbas, 1 de 2 anuos e ouim de 2 mezes, 1
nesrnha de (i annos, 2 de 18 annos com hanilidade
e I diia de 30 annos, ptima cozinheira, enpomma-
ilcira e lavadeira, lano de sabao como de burella :
na ra de Hurlas n. 60.
A 19600 rs.
Vendcm-se saceos com farinha de mandioca pelo
baralo prero de I96OO rs. o sacco : ua ra Nova n.
Antigo deposito de panno de algo-
godao da fabrica de Todos os
Santos nafBahia.
^o^es^Iompanliia, na ra do S
Traj)iS>si- i, continan, a ven- 1
der panno de algodaodesta fabrica, S
trancado, pronrio para saceos e S
roupa de est-r/rvos. 3^
Bilheles 59800
Meios 29900
Ouarli'.- 1500
Uuinlos I92OO
Oitavos 760
Decimos 640
Vigsimos 340
Recebe por inleiro 6:0008
D 3:0001
11 a 1:000a
i> 0 1:2009
1) 0 7503
11 0 600J
i 3009
O-KMI
6|000
79000
69000
169000
69000
8000
16,-MXH)
> dos meninos.....
'Id domestica.....
r*aim*^.|H-a|,oineoplliica. .
1,4 volumes ....
Jahr, molestias nervoaas...... \
Jahr, moleslias da relie..... '.
Kapou, liislor a da hoineopalhia, 2 volumes
llarlhmann, tratado completo das molesljas
dos meiii ......lOaOOn
A Teste, materia medica homeopalhical 88000
\\ doulrina medicahoraeopalliica 79000
6SO00
. 49000
Atllas eomplc lo d'e"ana lamia ni' bellas' e
Umpat colorida., cootendo a descripeo
de toda* as parles do corpo humano 3oaOOO
^T^lTll""cumaHario '"^
unco do Dr. J.obo Mostoso, ron n> ui S..
iDoeli
jatllng, verd.-de da litmeopalhiii'.
Diccionario de N)sien
ineiro audar.
Mostoso, mi Nova D. 50 ,
pri-
CHAROPE
' DO
BOSQUE
l) un,
ina a m na botica de Bar-
1 rna larga.do Ro-a-
e pequeas 390(H).
i quer BiolKad
|l(iuri/.. e
I palpita
0 PCIUGO.
cenes
. aslh-
liiilos e
raornes"r" rPu'-
;ncia d<' P folha corrida.
Cltodino do Beso l.i.na deapaU.ap.ss.iporles para
PrVia n 4X "nP"IB f<,lh e""" : "a '"* "
-r l'recisa-ii de urna ama para casa de poma fa-
rad, sendo lorra 0,1 eiipllva, r8ga-M l^nj': na rua
larga to Retalio u. o, segundo andar
O referido caulelisla declara que se obriga apenas
a pagar os 8 por cenlo da lei, sobre os seus bilhelesJ
vendidos era originaos, indo o possuidor receber o
complemepremio-qne nelle sahir,uarodo Collegio
n. ..i, escriplorio do Sr. Ihesoureiio Franci lonio de Oliveira. l'emambuco 8 de agosto de 1855.
Salusliano de Aquiuo Ferreira.
Ao publico,
Precsa-se fallar com o Sr. Manoel Antonio de
souza, que ha -dous annos andn nesta prara, ou
cora algum prenle do mesmo, a negocio de inlcrcs-
se: alraz da matriz da Boa Vista n. 13.
AOS HOMENS DO FORO.
Declarase que pelo juizo de paz do 1. dislriclo da
rrcguezja do Santissimo Sacramento do bairro de
Santo Antonio do Kecife.se decidi que iienhura ac-
lo ou diligencia feila pelo mesmo juizo he necessano
ou exigivel sello, quer as procuraces, quer em 00-
tro papel ou documento ; vista do disposlo no ar-
ligo^B da lei n. 369 de 18 de setembrodo 1810. As-
sim esiao as parles nesse juizo livres de semclhautc
onus, e o devera estar em lodos os mais juizos de
paz.
Joaquim Jos Das Pereira declara, que (ando
arrematado em IcilSo de 9.de junho p;p. (odas as di-
vidas activas que deviam a Aulouio da Cosa Fer-
reira Estrella, com taberna na rua da Cadeia do Re-
cite, eon ida a Indos os devedores do dito Estrella,
lauto da praca como do mallo, para que venham pa-
gar so ao annuiicianlc, ou a pessoa competente por
elle autonsada, Mo coma, maior presteza possivel,
ahra de evitaren) inaiores despezas, pois promcllc
ler loda a coulemplaslo cota os que forera mais
piomplos nos seus pagamentos, podendo para is.o
dirigir-seao anuuiiciaute no aterro da Boa-Vista
n. 14.
Da'-se diulieiro a juros sobre nenho-
res de obras de ouro c prata: na rua da
Guia n. 40,
com quera tratar.
Veude-se urna arraacao,-um balcao de .imarel-
10 e dous mostradores cora vidros, ludo uovo ; quera
pretender, dirija-se a ma Imperial n. 39.
MUBCULJNA.
Na rna do Crespo n. 16, esqoiiia que volla para a
rua das Cruzes, veudem-se corles de inurculina com
11 yi covados, pelo barato preco de 29500 ; a elles
que esta se acabando: assim como aas de cam-
braia com habados, fazenda rauilo superior, a i^ioo
cada um.
Vende-se 1 crioula de 24 annos, 1 dita de 14 e
mitra de 8, e 2 negros de ii.u-nn : na rua Velha n.'/O, segundo andar, se dir quem vende.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundic-ao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
rua do Brum logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Maiinha lia' sempre
un grande sortimento de taiebas tonto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
evistem quindastes, para cartegar ca-
noas, ou carros livres de despeza. Os
precos sao* os mais commodos.
Na rua dasCruzesn. 29, vende-se jun-
co para empalbar toda a qualidade de
obras, pelo preco de 120, 2U) e 280 rs.,
e do mais superior a ."20 rs. a libra: na
mesma loja vende-se palliinba ja' prepa-
rada a 2.S500 e iJOOO rs. a libra.
wmmm
Vem
penhor.
-se na rua
;TXWAN. 197'LINDOS
ancezes de quadros para vesli-
dao-se as>-auijisjrjs com
commodo
Vondcm-se duas bonitas escravas, de 20 a 22
annos, com algumas habilidades : na rua Direita
n. 66.
uartos.
O administrador da companbia de
operarios era servico das ras desta ida-
de, precisa de trabajadores para o.mes-
mo servico, vencendo os forros 720 e os
captivos CiO ris : dirijam-se a rua Nova
n- **.
Precisa-sede urna ama que lave, co-
abe e ntenda tuna casa de pouca lamilla
rettan. 119, loja de selleiro.
para
na rua Di-
Vendcm-sc quarhios e alsuns burros, por nrern
commodo : ro pe da poole da Boa-Visla.
Acha-se a dsposirao do publico, em casa
m do hr. ^. q Rodrigues Esleves, rua do Cal-
S deireiro n. 42, ura medicamenlo, que no es-
lado actual da llierapeulica, lie o mais efli-
g caz para FEBRE AMARELLA. Condece- 1
nos o vegelal, cujas flores presentarnos era
tintura roai, por seus effeitos clnicos, e por :
isto aconselharaos. que delle se use segundo !
o rotulo que leva cada uiri dos frascos.
iManoe de Siqueira Caealcanti.
I .Aulorisados por innmeros fados
clnicos, declaramos, que este medicamenlo
lie igualmente de mu la efllcaca para osles
casos: vmica, pneumona, pleuriz. febres
Hlenles, sonnmcjiUissyphililcos. etc.
C. STARR & C.
respetosamente annunciam que no seu cxlcnso es-
tabclecimenlo em Santo Amaro.conlinuam 11 fabricar
cora a ma.or perfeicao e prorapUdao, loda a quaida-,
de de inaclniisiiio para --
COMPRAS.
menos ferro : na
greja da Conceiro dos
I-
COMPRASE
todt a qoalidade de metal velho,
rua Nova n. 38, defronle da
Militares, loja de funileiro.
,rC?>A~V> Prala,br'Ieira e hespanhola : na
rua da Cadeia do Recite n. :,. '
Compra-te um aderero de ouro usado, norm
moderno : na rua da Guia o. 61. nrmeiro andar
o uso da asiicultura, na-
vesarao e manufaclura; e que para maior commodo
de seus numerosos reguezes e do publico em geral,
leera aberlo em um dos grandes armazens do Sr.
Mesquita ua rua do Brom, alraz do arsenal de raa-
rinha
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dito seu eslabelecimeulo.
Alli adiarlo os compradores um cmplelo sorti-
menlo raeutos (algons dclles novos c orinaes) do que a
experiencia de muilos annos lem moslrado a neces-
sidade. Machinas de vapor do baia e alia prcss.)o,
tanas de lodo tamanho, tanto batidas como fundi-
da, carros de inaoe dilos para conduzir rrmas de
anucar, machinas para moer mandioca, prensas pa-
ra dito, fornos de ferro balido para farinha, arados de
Ierro da mais approvada conslrucsao, fundos para
alambiques, en vos e portas para fornalhas. e una
inlimdade de obras de ferro, que seria enfadonho
enumerar. No metmo deposito eisle orna pesoa
iiitelli^eiile e habilitada para receber lodas as en-
commendas, ele, ele, que os amiuncianles contun-
do cem a capacidadedesuas offleinase machinismo,
e pericia de seus offlciaes, se compromeltcra a fazer
exeeular, com a maior presleza, perfeirao, e ezarla
conlormidadc com ot modelos ou deseuios.e inslruc-
rfH niie lli< fnrvm rrn.pl-l..
Vende-se cognac da melhor qualidade: na roa
da Croz n. 10.
Vendem-se no armazem n. 60, da rua da Ca-
deia do Recift, de Henry.Gibson, os mais superio-
res relogios fabricados"em Inglaterra, por precos
mdicos.
Annuncio importante.
Vende-se por muito commodo prero, lano em
porrao como a relallio, pomada, relroz, petiles de
alisar, caixas de chifre para tabaco de p, lindas de
miada, llancas e requifes, ludo proiimamente clie-
Bado do Porto : na afamada foja de miudezas de
francisco AJves de Piuho, em frenle do Livramenlo.
Na loja de miudezas em frente do Livra-
mento, bem conliecida por loja dos
Tercos
acaba de cheaar a este eslabclecmcnlo, alm de ou-
tras miudezas. nm pequcuo sorliraenlode lerdos en-
grasados em rame, e vende-se a 100, 160,200 e 240
rs. cada um ; adverle-se que esles Ierres s.to os rc-
roramendiidos pelos missionaros pela comino lid.ide
e.facilidade em resar-se por ser so 5 misterios. Igual-
mente lem vernicas, cruzes, resistes e alguna cru-
ciliiosde difl'crenles vultos, todo pfoprio para povo
christ.io, e por commodo pre?o.
Sal do Ass
Vende-se sl do Assu' do muito superior qualida-
dec muilo barato para acabar o reslo ; a Iwrdo do
briguefert; Deslino, a Iralar jio escriptorio do Sr.
.Manoel tionralves da Silva, ou a bordo com o ca-
pilo.
A .1,500 JIS.
Vende-se cal de Lisboa ltimamente
cliegada, assim como potassa da Russia
verdadeira: na praca do Corpo Santo
n. 11.
A '95000 E 105000 A pei;a.
Vendem-se pecas de brim fino e haroburgo su-
perior, qoe se asseinelha ao bom panno de linho,
pelo diminuto preco xle 93 e 1115 a pera de 20 va-
tas : na rua da Cadeia do Recife, loja n. 50,' de-
fronle da rua da Madre de Dos.
Capas de burracba a 12SO00.
Quem deizar de se muir de urna ezcellcnlo ca-
pa de burracba, pelo dimiuuto preco de liij '.' a el-
las, que se eslao acabando: na rua da Cadeia do Re-
cite, loja o. 50, defronte da rua da Madre de Dos.
Pianos.
Joao P. Vogeley avisa ao respcilavel publico, que
era sua casa, na rua Nova n. 41, primero andar,
aclia-se um sorlimento de pianosdeJacaranda eraos-
no, os melhores que lem al agora apparecido no
mercado, tanto pela sua couslruccao, de armario e
lionsonldl, ilos melhores aulores de Londres e de
llamburgo, os quaes vende por prero razonvel. Vu-
de-se um pilho usado, em bom estado, por prero
commodo. O aniiuiicianle continua a aliuare con-
certar pianos com perleican.
Novo sortimetilo de fazendas
baratas.
Alm das fazendas j aimunciadas, e oulras mol-
las, que a dinlieiro 11 visla se vendem em porcao e a
relallio. por baralissimo prero, ha novas chitas de
cores lixasa 160, 180 e 200 rs. o covado, dilas para
coberla, Imnilos padroes, a 220,' dilas largas de cores
claras imitando casia a 210, riscados francezesiareo
de quadros modernos a 260, corles de ca:nbraia de
salpicot cora 6 l|2varaa por 29560. penno de linho
rouilo fino para lencos com mais de 2 varas de lar-
gura, pelo baralissimo preco de 2,*>SO0 a vara, novos
brius de linho de quadrinhos para paHIus, calcase
jaquetas a 220 e 210 o covado, corles de casemiras de
cores a 4, brins de cores para calcas a 1 a vara :
na rua da Cadeia do Recife. I.ja n. 50, delronle da
rua da Madre de Dos, a qual so acha solfrivelmenle
sorlida de boas fazendas, cujas quididades u commo-
dos preros se garantem e dao-se amostras.
Vende-se por muito menos do costo 00 aluga-
se urna casa moderna na Torre a beira dn rio, com
todas as commoddades para familia, cocheira, estri-
bara e quarlo para feilor : a tratar na ru.i da Cruz
n. 10.
Vende-se 11a rua da Cruz n.
te, a precos commodos :
Cera de carnauba do Aracaly.
Cemento romano em barricas de 12 ar-
robas.
Vendem-se no armazem de Roslron
Rooker &C, rua do Trapiche n. VI, su-
periores relogios de ouro patente inglez,
de un-, dos melhores fabricantes de Lon-
dres, por precos mui mdicos.
Vendem-se em casa de Foz Brothers, aa rua da
Cadeia do Recife n. 62, relogios de ouro, rhegados
honlein pelo vapor inglez, de um dos melhores fa-
bricantes de Londres.
A boa fama
Vendcm-se moilo bonitos chapeos de sol do seda
pequeos e com molas proprios para meninas dt es-
cola, pelo baralissimo prefo de ijOOO rs. ; he cousa
tan galante que quem vir nao deisar de comprar :
na rua do Queimado, loja de miudezas da boa fama,
n. 33.
M1HEIRO
nao se engeita.
NA RA DO QUEIMADO N. 40.
Henrqne & Sanios acabam de arrematar em lei-
lijo grande porrao de fazendas de seda, 13a, linho e
algodao, equerendo acabar, avisara ao publico, que
se vendem por diminulo prero as fa/emlns segua-
les, fem cerno tras muilas, e dao se as amostras
com penhor.
Corles de camhraia de seda de babados, a
Corles de ft quadros, a
Sedas de quadros e lislrs, covado a
Adelinas de seda de quadros, covado a
Alpacas de seda de quadros, covado a
Selim prelo Marno liso, covado.a
Sarja preta lavrada, covado a
Sarja prela lisa eucorpada, cov?do a
Ta/et.i azul'claro mofado, covado a
Chales prelos de relnis, .1
Chales de seda de cor grandes, a
Mantas de seda para senhora, a
Lenrns de seda de cor, grandes a
Lenros de seda de cor pequeos, a
Lencos de seda de cor para sravalas, a '
Corles de collcles de seda com barra, a
Chales de merino bordados a seda, a "
Chales de merino cora franja deseda, a
Chales ile loa de cores, a
Corles decasemira prela fin, a
Corles de casimiras de cor finas, a
Corles de collcles do> l.la. a
Panno prelo lino, a
Ourelo prelo para panno, covado a
Panno de varias cores fino, covado a
Merino prelo-decnrdaoenfeslado; covado a
Alpaca prela de luslre lina, covado a
Brim liso de puro linho, peja a
Aherluras finas de cor para camisas, a
Corles de collcles da fusiao linos, a
Cassas francezas de cores lina, vara a
lianza amarella de quadros elisa, covado a
Chitas francezas largas, covado a
Riscados fraucezes muilo largos, covado a
Lenros pequeos de cassa lirios, a
Ricos vestidos de seda de quadros, curie a
Vestidos de seda com toque de mofo, rrtc
Nobreza furia-cores para vestidos, covado
com loque de mofo, covado 18100
Lencos de selim prelo raac.io a
Pulceiras de velludo prelas de cor >
Collcles de casenrira prelos bordados, corle
Corles de cohetes do seda de cores a
Alpaca de cordilo prela e de cores, covado
Lenros de camhraia de linho a
l.uvas prelas do lorcal para senhora, o par
Cassas de cores escocezas, covado
Madapoblo fino com toque de mofo, pera
Lindas laus do quadros com 4 palmos
largura, covado 700
Vende-se cal virgem, ebegadabon-
tem, e de superior ipialidade
razoavel: no armazem de
maos, rua do Trapiche n.
Na rua do Vigario n. 19.
para vender superior relroz
do fabricanteSiqueira
Em casa de J. Keller&C, na rua
da Cruz n. 55 lia para vender excel-
lenles pianos vindos ltimamente de Ham-
burgo. .
Vendem-se era casa de S. P. Jolins-
ton & C, ta rua de Senzala Nova n. 42.
Sellins inglezes.
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Caiidieiros e castiracs bronzeados.
Lonas nglezas-
Fio'de sapateiro.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97.
Vinho Cherry em barris.
Camas de ferro.
CiSElIEA PRETA i 4*500
0 CORTE DE CALA.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a rua da Cadeia.
LEONOR DAMBOISE.
Vende-se o excellente romance histri-
co Leonor d'Amboise, duqueza He Bretn-
nha, 2 voitimes por 1 $000 rs., na vraria
n. (i e 8 da praca da Independencia.
CAL VIRGEM.
Vende-secalde Lisboa, chegado no pa-
tacho CONSTANC-A, entrado hontem, por
preco commodo: no deposito da rua de
Apollo n. 2B-
Em casa de'Timm Monsem & Vinnassa,
praca do Corpo Santo n. 15, ha para
vender:
Um sortimento completo de livros em
branco vindos de II a ni hurgo.
"3000
43600
900
800
600
auno
feOOO
13-100
360
93000
8^)00
3000
13-iOO
800
720
23000
93500
5S500
3-VX
i3-"i00
43 800
23">00
:1300a
jooo
610
.500
83000
"00
600
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada" no Rio de Janeiro, clie-
gada recentemente, recommen-
'la-se aos senhores de engenhos os
seus bons elieitos ja' experimen-
lados: na rua da Cruzn. 20, ar- "
raazem de L. Leconte Feron &
Companbia.
i de
40
260
220
300
143000
(21000
1WX)
13200
500
43000
23500
540
500
720
400
33800
i Ir-
iiqueiraI
i nlliinn
do do l'orlo, c jTriamenle vinho superior, feiloril
em pequeos barris de dcimo.
N 55aten-oda Boa-Vistan. 55.
PoiRIER.
Acaba de fazer ama especie de venezianas com o
norae sfore, de nova invenco parajanellas, serven)
de ornamenlo e lem a vanlagem de impedir a cor-
renleza de ar nos aposentos e entreler-lhe a frescura
necessaria. Podem igualmente servir para arma-
zens. Porum engenhoso, mechanismo s3o muito
melhor do que as venezianas litigas. S com a
visli melhor se pode saber o quanio sao escellentes.
,Brins de vella : no armazem de N. O.
Bieber & C, rua da Cruz n. 4.
POIRIER.
ATERRO DA BOA-VISTA N. 55.
Vende-se um carro dequatto
rodas, novo, muito elegante e
leve, e de novo modelo: em.
casa do Pouier. ,
Vende-se um escravo que serve para armazem
de assuear ou para qualquer servico do mallo por ja
ler pralica : a Iral.r na rua do Collegio n. 16, ler-
ceiro andar.
FAKLMIA DE MANDIOCA.
Vend*-se superior farinha demantlioca
em saccas que tem um alqueirl, medida
velha por 5$000 reis : nos armazens ns.
5, 5 e 7, e no ai mzem defronte da porta da
alfandega, ou a ti atar no escriptorio de
Npvaes & Companbia na ruado Trapiche
n. oi, primeiroandar.
Na rna do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se fardo novo, chegado de Lisboa pelo brisue -
peronea.
Moinhos de vento
omhnmbasderepuxopara regar borlase baia,
derapim. na fundirn de II. W. Bowman : na rua
doBrumns. 6,8el0.
AGENCIA
Da" Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a lia-
ver um completo sortimento de moen-
das c meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor e taixas de ferro batido
e coidp, de todos os tamaubos, para
dito. H
DEPOSITO DA FABRICA DE TODOS
OS SANTOS DA BAHA.
Vcnde-se em casa de N. O Bieber &
C, na rua da Cruz n. 4, algodo tran-
cado daquella fabrica muito proprio pa-
ra saceos de assuear e roupa na ra escra-l "oe,upr""',ill Pr
vos, por preco commodo.
Vende-se urna batanea romana com todos os
seus perlences.em bom uso e de 2,000 libras : quem
pretender,.dirija-se i rua da Cruz,' armazem n. 4.
COGNAC VERDADE! 110.
\ ende-se superior cognac, em garrafa, a 128000
a duza, e 13280 a garrafa : na rua dos Tanoeiros n.
2, primeiro andar, defronle do Trapiche Novo.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina quo
rolla para a cadeia.
Ka rua da Madre de Dos n. 38, segundo au-
uar. vende-te uro. acrava crioula, cora ma cria d,
aous mezes, pooco mais ou menos
1ECHAH1SI0 PARA EHGE-
HHO.
SV^a!?kr?J l FERR. DO ENGE-
hHLIRO DAVID W.BOVV.MAN. i.A
RUA DO BRUM, PASSANDO O A-
FAHIZ,
ha ssmpre um jrande sortimcnlo d seguinl, ob-I
jeclos le raechanitmoi proprios par nuenhos, a sa-
ber: moen(la*e meiat mocadas da mais moderna
eonttrucrao ; lanas de ferro fandido e balido, da
superior qoalidade e de lodos os lamanhos rodas
dentadas para agua ou animaes, de tedas tt propor-
ees ; crivoae boceas de forualha e regislrm de bv-
eiro, agiiilhoes, bronzes, parafusos.e civillioe, moi-
i lio de mandioca, etc., etc.
NA MESMA FUNDICAO
te executam loda* at encommenda com a superio-
ridade j conhecida, e epm a devida preslezn e com-
modidade em preett.
En casa de Tirnm Monsem & Vinnassa,
praca do Corpo Santo n. 15, ha para
vender :
Cemento romano em barricas, chegado
ltimamente de Hamburgo.
VARIADAS E GBJS.
1 m lindo e variado sortimento de modellos para
varandat e gradaras de goslo moderniwimo : na
fundicao da Aurora, ero Sanio Amaro, eno deposi-
lo da mesma, na rua do Brum.
NAVALHAS A CONTENTO E TESOBAS.
Na rua da Cadeia do Recife n. 48, primeiro an-
dar, escriptorio de Aoauslo C. de Abren, coali-
nuam-te a vender a 8*000 o par (preco fizo, at j
bem conhecidas e afamadas navalhs de-barba feilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na ezposicao
de Londres, as quaes alm de durarem ezlra/i
ramenle, n,losesent?m no rosto na acrao <
vendem-se com a cnndicSo de, no asradando, po-
derein os compradores devolve-las al 15 di
pa compra res ti tu indo-te o importe. a mes
s ha ricas lesourinhas para unhaj, feitas pelo ine*
mo fat 'cante.
A Roa fama.
Na rua do (Jueimad.i, nos qotlro cantos, loja de
miudezas da boa fama n. 1)3, veudem-te oa temiles
objeclos, ludo de muilo bons cualidades e pelo* pre-
cos mencionados, a saber :
I'enles de tartaruga para alar cabellos a 4)500
Dilos de alisar lamben) de tartaruga 35)000
Dilos de raarlim para alisar iJflOO
Ditos de bfalo muilo finos 300400
Ditos imilando a tartaruga para alar aballo -1*380
Loques liius'imos a 2f, 39 iJOOO
Lindas caiia para costura 390110
Dilas para joia, muilo linda a
l.uvas prelas de torcal e com borllas
Dilas de seda de core e tem defeilo
Lindas meias de seda de cores para mancas 1*4X1
Meias piuladas lio de Escocia para criaitfM
Bandejas grandes e finas
Tiaucas de seda de lodas at cutes larguras e de bo-
lillo padroes. Illas finas tarradas t de Joda i lar-
guras e cores, bicos finiasimos de linho de boailos
l'adres e lodas as larguras, tesourat a i
que he possivel enronlrar-se e de lodas as c
des, meias e luvas de lodas as qualidade*, riquissi-
mirs franjas brancas e de core com borllas proprias
para coninados, e alm de ludo hilo oulras i
mas colisas ludo de bom goslo e boa* qualidade-
que i visla do muilo baralo pree,o n3o deizam de
agradar aos Srs. compradores.
Attenco.
A laberna da saa Nova n. 30, qoe faz
a rua de Sanio Amaro, achando-se basli
de bons enerse o mais barato do qi
quslqoer parte, como ejam : veltt de e.prr tcele
ile nperior qoalidade e muito nova, queijosdo rei-
isso
_bom
e baralo ; assim como tem papel de lodas i quali-
dade, por baralo preco.

Ni
Wlk PARA YOLTARETE.
Vendem-se rias caixinbas com lentos,
para voltarete: na rua da Cruz' o. 2t5,
nrimpii-" .-iikIiii-
na rua Nova n. 38, defronle da igreja da Conceiro
dos Miniares, cadinbos do norle de todos os lma-
nnos, verniz copal a 900 rs. a libra, muilo bom, p-
timas bigornas para funileiro, lesnuras para dilo,
alicates muilo forlcs, rozclas para esporas muilo
boas, vidros para vidrara, em cnia e a relalho, e
lodos os preparos para ofllcina de laloeiro e funi-
leiro.
Farinha de man-
dioca a 2#$0O
a sacca.
No armazem de Tasso Irmaos.
Vendem-se corles de cassa prela de bom goslo,
pelo diminulo preso de 2JOO0 : na rua do Crespo,
loja u. 6.
I.ABY1UNTIIOS.
I.pucos de camhraia de iinbo rauilo finos, loalhas
redondas e de ponas, o tr.as nbjectos desle genero,
tildo de bom goslo ; vende-se baralo : na rua da
Cruz n. 31, primeiro andar.
VINIIO DOPORTOSUI'EIUOR FEITOIUA.
Vcnde-se por prego commodo no armazem de
de Barroca & Castro, rua da Cadeia do Recife n. 4.
A ELLES. ANTES QUE SE ACABEM.
Vendem-se corles do casemira de.bom goslo a 2,.>00
43 e 5SO00 o corle ; na rua do Crespo o. 6.
Taixas pare, engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Rowmann, na rua do Rrum, pastan-
do o clutfariz continua Iiaver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acbam-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
enibarcam-se ou carregam-sc em cairo
sem despeza ao comprador.
ATTENC
rua d,o Trapich..^R^j^p.
vender barris de ferro ermeticamente
fechados, proprios para deposito de ft-
ses ; estes barris sao os melhores que se
tem descoberto para este lira, por nf.o
exhalaiem o menor cheiro, e apenas pe-
zam 16 libras, e distara o diminuto pro-
co de 4$000 rs. cada um.
Vende-se pipas, barris vazios e bar
ricas internadas: a tratar com Manoel
A Ivs Guerra Jnior, na rua do Trapiche
n. 14.
Potassa.
Noanligo deposilo da rua da Cadeia Velha, es-
rriplono n. 1'2, vende-se muilo superior potassa da
Kussia, americana e do Rio de Jaueiro, a preco* ba-
ratos que he para fechar conlas.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
scj'am.qukdrilbas, valsas, redowas, sebo-,.,
tickes, modinbas tdo modernissimo ,' j"' de hoioet para
chegado do Rio de Janeiro.
Grande sortimento de brins para quera
quer sergemenhocompoucodinheiro.
Vende-se brim tianradn de lislras e quadros.de pu
ro linho, n 800 rs. a vara, dilo liso a 640, cansa
amarella lisa a 860 o covado, riscados escuro a imi-
lacao de casemira a 360 o covado. dilo de linho a
280, dilo mais tbaizo a I lio, ca.lores de lodas as co-
res a 200, -2H) 320 o ovado : na rua do Crespo
Alpaca de seda.
Vende-se alpaca de seda de quadros de boro goslo
a 720 o covado, corles de Illa dos melhores goslos que
lem viudo no mercado a 4j00, dilos de cassa chita
a l800, sarja prela hespanholn a ; 00 e 2J>200 o
covado, selim prelo de Maco a 28800 e 3$>00, uuar-
danapos adamasrados.feitos em (iuimaraes a 33600
a duza. loalhas de rosto vindas do mesmo lugar a
98000 e 129000 a duzia : na rua do Crespo n. 6.
CHALES DE LAN E ALGDAO,
ESCllOS A800 RS. CADA II.
Vendom-se na rua do Crespo loja da esquina que
volla para a rua da Cadeia.
CORTES DE CASEIIRAS
DE CORES ESCURAS E CLARAS A 3*000.
\ endem-se na rua do Crespo, laja da esquina qoe
volla para a rua da Cadeia.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
lio arcano da invenco' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lomas inglezas e hollandezas, com gran-
(le vant'f>Ww l-'^3 nielhoramento do
assuear, acha-se a vcnS>ttBa^
libras, junto com o metlodo
ga-lo no idioma portuguez, era i
N. O. Bieber & Companhi;.
Cruz. n. 4.
A boa fama
Na rua do OueinuBo not qualro ranli
miudezas da boa fama n. 33, vendem-s. i
objeclos petos preros mencionados, e ludVrOt i
lo I oas qualidade, a saber:
Dojja de tezooras para costura a
Duzia de penles para atar cabelles
Peras cora II varas de lila lavrada sem defnU
Pares de meias branca para senhora
Pecas de lilas brancas de linho
Peras de bico estrello com 10 varas 560 '
Carleirinhascum (OOaguIhas, sorlida
Maeoa de cordao para vestido
Caixaa com clcheles balidos, francezes
Escuvas linas para denles
Pulceiras encarnadas para menina* e senhoras -
l.inlias brancas de nvelos a. 50, 0, 70 libra'1*101)
Libras de lindas de riret de arrctl*
40
640
240
600
60
100
320
Meadas de Imhas Rnssimat para bordar
Meadas de linbas de peso
Cartileis de linhat Tinas de 200 jardas
Crozas da bolocs muilo finos para calcas
Caas eom 16 novellot de linhat de marrar
Duzia de dedaes para senhora
sii'licnsorios, o par
Macinhos de srampas
Carlas de allineles
Caitinhtt com brinquedos para meninos
Auullieiros muilo bonitos cum agullia-
Torcdat para candiciro, n. 14 ~
Caiiiiihasrom acullias francezas
Ifali.idosalierlosde linho bordados e lisos, a 120e20
Alm de ludo islo oulras muilissimas couias tudo
de muilo boas qualidade, e qoe te vende momsi-
mo bardo nesla bem conhecida loja da boa rama.
A boa fama
io
160
100
70.
280
288
100
40
50
IDO
320
;z00
80
160
Deposito de vinho de cham-
pagne Chateau-Ay, primeira qua-
lidade, de propnedade do conde
de Marcuil, rua da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a Champagne,' vende-se
a oG.sOO rs. cada caixa, acha-se
nicamente em casa de L. Le-
comte Fron & Companbia. N.
B.As caixas sao marcadas *a fc-
goConde de Marcuile os r-
tulos das garrafas sao azues.
FAZENDAS DE GOSTO
SENHORA.
PARA VESTIDOS DE
Indiana de quadros muito fina e padroes novus ;
corles de 13a de quadros e llores por pre;e commo-
do : vende-se na rua do Crespo loja da esqana que
volla para a rna da Cadeia.
Vende-se excellente laboado de pinho, recen-
temente chegado da America : na rui de Apollo
trapiche do Ferreira, a enlender-ie com oadmiois
Deposito do chocolate francez, de urna
das mais acreditadas fabricas deParis,
em casa de Vctor Lasne, rua da Cruz
n. S.7.
Eztra-superior, pora bannilha. 12*920
Eilra fino, haunilha. 19600
Superior. 19280 -
Quem comprar de 10 libras para cima, Km um
abale de 20 % : venda-se aos mesraot presos e con-
dic,es, em casa do Sr. Barrelier, oo aterro' de Boa-
Visla n. 52.
Vende-se ac em cnohelti de um quintal, por
prejo muito commodo : no armazem de Me. Cal-
monl & Companbia, praca do Corpo Santo n. II.
Riscado de Iistras de cores, proprio
paiipalits, calcase jaquetas, a 160
o covado.
Vende-se ns ras do Crespo, loja da esquina qoe
volla pai a c.ideia.
Deposito de cal de Lisboa.
Na rua da Cadeia do Recife, loja h. 50, contina
a vender-te barris cora superior cal virgum de l.is-
Vende-se papel marlim pautado, a resma a
Papel de peso pautado muilo superior, rrauaa
Diiu almarn sem s'er paulado muito bom
Peonas linissimat bico de lance, groza
Dilaa moilo boas, sroza
Cani teles finos de 2 e 3 folhas, a 240
Lapis linos envernisados, duzia
Ditos sem ser envernisados, duzia
Canelas de morfim muilo bonitas
Capachos pintados para tala*
llen;alas dejunco com boniloscatles
Oculos de armatao ac, lodas-as graduaeoas
Dilos de dilos de metal branco
Luneta com armaran de tartaruga
Dilas de dila de bfalo
Carie iras para algibeira, superiores
Fivellas duurada para calca. collcles
Esporas linas de metal, o par 800 e
rancelins prelos de borraia pararelogios 100 160
liolciros e areeiros de porcelana, o par %0
Caixas riquissimas para rap a 40 1*000 1*500
Larieiras propria para viagem 3J500*
loucadoret de jaratara! com bom espelho 38001)
Ch.tulriraa de diversas qualidadet 160
Meias de laia muilo superior para padres 28000
tscovas liuisimat para cabellse roopa, navalhs
hnissiraas para barba, luvas de teda de loda* aa co-
res, meias pintada e cruas de muilo beas qoalida-
des, bengalas muilo finas, lima encarnada e azul
propria para ricar litros. Alm de ludo isla oulras
muilissimas cousas ludo do rauilo boas qualidases,
e que se vendem mais baralo do que em alia qoal-
quer parle : na rna do Queimado nos joairo caaioi
ha bem conhecida loja de miudezas da boa, '-
n. 33.
4*000
aoo
21600
1*200
640-
400
120
80
320
$N
800
400
1*000
500
600
400
i .
ESCRAVOS FGIPOS.
Desappareceu no da 5 do correnlr, da cata de
seusenhor, o prelo de nome Jovencio, dada dt 22
anuos, estatura regular, cor Uiailo'priU, o qual ha
cozuhciro : quem o apprehender e leva-lo a 1 uz
Comes 1- erreira, no Mondego, recebar boa arat-
cajao. ~
. ~ "PPS,'e no ra 5 do correte, do collegio
daUrceitaoaCruxde Alma, um cabra de oooie
Manoel, alejado de nm dos ps, meio calvo na fren-
te, ida.le, pouco mais oo menos 40 annos. sapateiro.
papece ler tecuido para o Kio do Peiie, no oamboy
de torna viagem de Mr. Brunel, cum Imenclo o>se-
guir pura o leo donde he fillm : rotat-se a sodas as
autoridades o apprenendam, pois nSo kta ntnamm-
te, obrigendo-nos a qualquer despeza.
'.1
^
^
A
DVDN TVD DO U 17 TlB CaRlt ___ laM


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