Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00612


This item is only available as the following downloads:


Full Text
/
AUNO XXXI. N
Por 3 mates adiantados 4,000.
Por 3 mases vencidos 4,500.
QUARTA FEIRA 8 DE AGOSTO DE 1855.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!,
DIARIO DE PERNAMBUCO
11 CVRREGADOSD.VSHSCRa'CA'O. CAMBIOS. METAES. i PARTIDA nos rnnnKins '. .,,,,,..,., ---------------------
:'j5 .. .u..;.-.. di. rf. i- c-lJ !.... .o- ,u .>-., J i .* ~ MtlAKS- I "AUTIDA DO! CORREIOS. AUDIENCIAS. EPUEMERIDES. DAS DA SEMANA.
\
EGADOS DA SUHSCRIPCA'O.
Recife', o propiietario M. F. de1 Varia ; Rio da Ja-
neiro, o Sr. Jo Pereira Martina Baha, o Sr. D.
I Duprad ; Macelo, o Sr. Joaqun llerna'rdo de Men-
doea ; Panhrtn, o Sr. Gervazio Vielor da Nativi-
dade ; Natal, o .Sr. Joaqun) Ignec Pereira Jnior;
Araeaty, o Sr. Antonio d Lawoa(kmga;<'.ear, o Sr.
Joaqeim Jos Ca Oliveira ; Maraiihao n Sr. Joa-
quini Marques Ilodrigues ; PUntis, t Sr. Dora jugos
HercataaoAekiles Peasea Cearcuc ; Para. oSr. Jus-
tiii" J. Ramos ; Amazona, o Sr. J ronyraad. Custa.i
CAMBIOS. ~W
Sobre Londres, a 27 ^f e 27 j/8 d. |por 1.
Pars, 355 rs. por 1 f.
Lisboa, 9S a 100 por 100. afa,
la 'Janeiro, 2 por 0/0 de rebata,
afo 30 0/0 de premio,
af anhia de Beberibe ao par.
impjnliia de seguros ao par.
Dissonto da le i wat da 8 a 9 por 0/0.
METAES. j
Ouro,Oncas hespanholaa*
Modas de 69400 re
de 69400 nova*.
de4000. .
Praia.Paiaroes brasileiros. .
Pesos columnarios,
mexicanos. ...
PARTIDA DOS CORREIOS. AUDIENCIAS.
29*0001 Olinda, iodos osdias Tribunal do Commercio, segundasequintas-feira*
16?000 Caruar, Bonito e Gmnbuns nos das 1 e 15 Relacao, tercas-feiras a sabbados
16*000 Villa-Bella, Boa-VisU,ExeOurieury,.! 13e28 Faaenda, quartas e sabbados s 10 horas
98>000*jGoanna e Parahiba, segundas e seXIas-feiras Juiz* aWommercio, segundas as 10 horas e as
1X940 Victoria e Natal, as quintas-feiras quintas ao meio-dia.
PREAMAR DE HOJE. Ju'zo oe orphos, segundas e quintas s 1.0 horas
19860 Primeira 0 a :10 minutos da larda 1" vara do nivel, segundas a sextas ao meio dia
| Segunda 0 a 54 minutos da manbia | 2* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia
EPUEMERIDES.
lo 4 Quartominguanteas 7 boras 1 mi-
nuto e 42 segundos da larde.
12 La nova a< 4 oras, 32 minutos e
44 segundos da larde.
20 Quarto crescente as 5 horas. 3 mi-
nutos e 4 5" segundos da tarde.
27 La cheia a 1 hora a 3i segn-,
do da tarde.
DAS DA SEMANA.
6 Segunda, 8. Xisto p. m.; S. Filiis-
7 Terca. S. Caelano Thaatino fundador.
8 Quar'a.S. Cyriaco S. Emiliano L.
10 Quinta. S- Komo-AWadom.; S. Secimdiano
11 Sexta. S. Loo renco dic- m.; S. Atibara.
12 Sabbdo. Ss. TiburcioeSuzana i
13 Domingo. i!. S.Clarar, m. ; Ss.Anicetos
Forrtiuo mm. irs.; S. Euprepia.
I'
V
"je
>
Y
y

\
i

v*~

>.
PMiE imcuL
GOVERNO DA PHO'JTMia A.
namlawa da 4 tai agesta.
Oflicio\n Isxib. mareehal com man Unte das ar-
mas, iBttkaodo-o da bawr expedido ai convenien-
te onlens, ata no no in.pector da heaooraria irnda para .andar pataar guia rtc socorrimenlo ao
alferes Malbi Barbosa do Santn mas lambem o
agente da eoropinhia da barras do vapor para dar
paesagatn so vapor que se espera do sol nao s a ene
ofllcial e sea fauilia, bem como a. inulher ifc altere*
I.uiz de Queiroz Coulioho.Expedirn)-se as ordens
de fue se trata.
CitoAo mesmo, declarando qui ficam expedidas
as eouvenienles jrdens, para seren transportado no
vai*r Paran, is ofciaes e pracas de prel.que se-
cunda-a raiacao que remelle, leein de seguir par a
corla a Babia, bem aasim as basagen* do capilSo
erreinj e do tanle Jos Cesar de
Sampaio ; quann porm a os offlciaei desuados para
a provincia das Meada.., nao pdein seguir nesta oc-
casi.Io por nao ter o'referido vapor de tocar na parlo
-Es; edfouo-st este sentido as coove-
aiea tea arde
al dos Et'.idos-Unilos. dizeodo que
mandar, pasear d porInria que S. S. pedio para o ci-
dadio amerie ao Atberi Eorsler Danran roder seguir
aoaeudealii
DioAo juiz re torda junta de jus.ii;*, trans-
mitlmdo pira ter relatado era essio da mesma jun-
ta, o proceato verbil do tambor Manuel Simpli-
pertawenle a^^^^^^HHipBe
I'arlicipou-se a ^^^Haadanle das
armas.
DitoAa com r provincial, para
apronpUr cora rgencia alguma- lamijaade pui
vaccinieo, adra d
daEscada.
Uiio-Aa!
milti ido pi
das dupeZW
da ojra
Oil
ceda^
lo priivil
passado,
publi
raa a^^^H
Uto-Ao ibjm
fez Filippi-
do lauco
'bate de
-meo
i >ara rreguezia
>vitKal,lran-
pta da ralacAo
la repartidlo
o de que pro-
o re.'ulamcn-
nno prximo
tor das obras
;i lo o calfamenln
rou-so aoaapradito di-
iproiandoa (rremalajao que
>uqui!rque di obra da segun-
ribeca, dando por fiador
ue Knior, e e'om o
ordo r:,pei:tiva orra-
sopplenle de Barreiros.
iiiode Sino, de 30 de junlio
na liavendo l'orfa daponivel
e poder mandar por algumas piracas sua dis-
posHio, requesile Smc. ao commamlaiile do desla-
ramenlo volate il) Rio Furmoso, i quero nesla da-
w iiecessidade para alguma
cao de que 93 traa. .1
H| rampanhii dai barcas de
^^^Hhpgem por eoola do go-
^^Bar Paroni, a mulhar do
inoel de Otiseir..Parlici-
andanle da, armas.

o seguinte artigo acarea do oli-
?elissier, que bonlem publicamos :
he lateaetsa:
general Pelistier, de 22 de ja-
relaca c a actjgo do dia
^^pais imporlanla aHaJncu^i
^^^Ban-Miva lincura, ^^^^(,
inanle tfena de credilo, do que H.
rurnas oulras nodaBBBj loado dado causa
lomado logo no dia 7 as
agorar eiln vanlagem, foi
talos proprios Ros-
rrasoadamenle pe-
as suas obras: alguns
generaet eilacam hebados,
. pedido. O general Pelis-
tomada das obras exteriores
as coraos baso de um ataque
Karabelnaia, Porcm ni o se
nein outras, e a arlilliaria
a 650 varas da torre Ma-
it cireuDutaiicias extraordina-
rias ordenoa-ae am asallo depois do bombardea-
roeulo do dia 17, devendo ser dirigido quasi ao mes-
mo lempa pelos Franceies conira Malakoff, e peloj
Inglctea centra e Hdenle. Acerca desla corobina-
CAo apresenta-ae oulra observarflo de grande impor-
tancia.
Ha mister diwr, que o Hdenle he urna obra que
se pAjeel.1 baabite para a frente de MalakolT, e que
a fogo da Collina Verde o bale de flanco. O Hden-
le Dea mais baixo que essas obras, e he dominado por
ellas.
A dupla opernsao delude joiilio pode portaoto
reduzir-sea este dilemjBjr-Se o ataque francez
contra MalakolT lie mariccedido, he totalmente
iinpossivel no excrcito ingle, ou a oulras quaesquer
tropa oceupar o Hdente, ou suslentar-se nelle an-
da quan lo hajam atravesado o los'o ; porrn se o
aUque fr.nca conira MalakolT he bem succedido,
he impossirel aoa Russos conlinuarcm a oceupar o
Rdente; leudo inevilavelmente de o abandonar em
poucas horas, fincados pelo fogo de Malakoff e da
Collina Verde, e este resultado alcanca-se com cer-
teza, e sem necessidade da dar assallo ao Ridcnte.
Exprimindo a roesma prapoaicao em poucas pala-
vras ; nao sendo tomadas as obras de Malakoff, o
Radente mo poda ser sustentado por nos. e se fos-
sem lomadas, us Russos nato podam suslentar-se no
Radente. Em caso nenham a lomada do Radente
podio contribuir para a tomada das obras de Mala-
koff, porqoe ests ultimas ficam rectaguarda do
primeiro. e batem-no completaroenle de enfada.
Desde este .iraomeoto ncootestavel, como nos pa-
rece, o resultado he que-'o Radeule nlo devia ser
atacado, 011 quando muito poderia dar-se uro ataque
simmulado para dislrahir a allenro do inimigo da
iponto principal. O verdadeiro .laque iogtez, o que
teria lido tnn resultado mais serio, devia aar dirigido
conira balera dos Quarleis, o ponto atacado pelo
general Eyre, e se um lorie corpo de tropas pene-
trare nessas baleras lomara os Russos no Hdenle
pelo flanco e pela rectasuardi. L'm Radenlq he um
reducto no fechado pela par posterior, he atca-
lo justamente por onde elle he Mal orle. O foso
cruzado e das baleras flanqueadoras he completamente ir-
resislivel.e a coiiequenciu disto he qu nenbum ho-
mem pode .ivanrr vivo dentro de 50 vara para a-
quem do fosso. Par tanto nada pode justificar aimW
lliante tropreza, sen.lo a obrigacHu moral que'. lor Ragln tinliade quinhoar os perigos dos nossoi al-
liados.
^neajMM^^H
pm*sbbbb1
que 11
que o-
a que
em em giiral o (flci do
^^aacla diia frnci-
sa> faz com
;ierda
------... u.H..,b(
1a, _^S&1
ilUvtl ieAlfflS^e|<
iqr '..e&aii !,*
o en-
j :.:. frente
ras en redor
fia, a qaa contra
principaes
nrta
:, Mar
[la (M\
esla ponto deven
Cues do '|a#|B^H^^^^_
Varde,^^^^^^^^^^^^Hp^^^^H
de juulio, e a qu
lo Branciou, be 1
oarem aasu
700 varas p jrre Mal.ik.
que ante -nsegoinle lov.intaf I
ens aproe: erjjia conlia a principal
posigio. A sorpreza que manifestamos antariormen-
liiivia porcm urna dilTerenca na nossas poti^Ses;
e o Iwaaeezes luinassein Malakofl teriam decidido
sorte do sitio ; ae os luglezes lomassem oltadente,
nao teriam deciMido coosa alguma.
He esle o desgrajado mas infal
urna tentativa preiiialiira para dar a,saltaa obras
conservando i.ida a auperioridade do sea fogo; a-
gora he claro oque cumpre fazer aos engenheiros.'
Agora podem adia'ntar os aproxes regulares da po-
lista da Colliua conira a (orre Malakofl, e estabele-
cer as obras avancadas com bateras de Torca sof-
Dcienle, para subjugar o fogo do inimigo, e leaos
raides para crer qu esla operario j esta comesa-
0 general Pelissier diz no seu despacho lele-
(rapiiieo de :l, qae as nossas obras progridem satis-
factoriamente, e re provavel que islo serefira ope-
rac,ao a que .lladimos. Ale agora, despeilo dos
prodigioso recursos empregados contra Sebastopol.
o logo dos sitiantes ainda estamuilo distante e muilo
ctpalhado para ter um resollado decisivo sobre qaal-
quer poni.
O sitio agoe toroou urna directo mais coocen-
:om algum lempo, Iraballio e arlilliaria os
Mira a larre de Malakoff adquirirao mais
quella certeza, a quel al agora tem sido o brazilo
Jatcienria da eugenharia militar.
a nm.i correspondencia de Kamiesck
licnda pelo yornai de Coiwianinopla, na qual
a leerrr curiosos pormenores sobre a deslruiriio de
Kerlch :
Kertch ja n3o existe. No dia II, qualro vapo-
1 duna inglezese ilous francezes, se apreseularam,
Idos de acabar com esla cidade, deslruimlo
1 ainda eslava de pe. O celleiroa edeposi-
Irigo eram ao longo da praia ; por uccasio
mtira eipediro liuha-se lanzado fogo aos tri.
as unicameule a superficie tinha sido con-
lida. Para acabar cora elles por ama vez, metle-
ram-se por enlro os depsitos de Irigo urna especie
de obuses que os fizeram voar inlciraroeole. Depois
. visitariim-se ininucioumeote todas as casas parlicu-
1 ver se aellas lavia plvora ; fe i lo islo
jprreram a cidade, iuceu-
a poderiam ser empre-
esUbeltoimantos de alilidade,
*a aera de destrnira.o compleloa-se uo
F0LHETI1..
0 UTADOR DE TIGRES. (*)
Por Paaia Fatal.
VIII
l'om Borne.
praia estova datarla, o mar encina laucando
sobre a arela aeb h, e cada sopro de'ven-
li. espalliava a e lodos silo poetas
a vista do mar. assenloa-sc sobie urna
tiedri, e fin ti 011 a
A pritMira vez que me lora ero urna
vereda aae alravessj' la ao ribei-
,ro, ooow-o pastor da Sauuder tevat os ani naes a
beber.
Em 1 larde de vero mis; lae eslava
assenlad.i sobre a la, e tend na ix-Jo um
livroaberlo; Christiin lemhrava-so bem (pie esse
era a historia do impunez sicripta
por OKtier Goldsmilli. affat.lado *o
chape ello negros
nundavnrn-l:
CJri parlioulari-
dades como so esse enr |0 lugar na
vetpe mlnava-sc
das palavr n-llie cabido dos labio quen-
dp approxi: Jane ; mas via-llio as farola
da boec enlreaberta pelo orriso, e o vivo rubor
que subiru-llie na ficta; oavia otchu de sta voz
harmonios, como nr,i caato, e dizia comsiga :
L ver ao mnjo tocio ama crea-
tura mais n .-,, jr Edgard
Liods
A sei'.unda 1 ^Bam debahu Jos
salgneiros : o odiar .a rapa-
riga j wa mais liro lo. Camiaharam muilo lempo
a par seguindo torio tranquillo do ribeirc. A
() Vida* Diario a. 181.
-cu nada m encontrn ;, lado fdrt
ado.
O que porm he curioso, he qaa n
-------:-----
longe o gado magia nos pastoa; urna sinela
nn fazenda de Sanaders e lae rugir immed1.
mente. Cliri'lian pozera as miios a pergunlra :
Tornarei a v-la^aqui".' Jane responder em voz bal-
sa : Talvez. E no dia segoinle passera mais lempo
debaixo dos salueiru.
Ah : eslavam bem longe es salgaeiros do Der-J
vrenl! E anda mnislonge as delicias encantadoras
do amor nascenle 1 C.hristian tirou o chapeo para re-
frescar sua fronte ardente, e repeli :
Ellaama-o! Era urna entrevista que baviam
de ler no bosque I
Urna entrevista! Que bella converaaejo noile
no pomar sem recelo do cita da fazenda tornado mu-
do por am earinho da Jane '. Urna entrevista I Ti-
nha ella esquecido seus juramentos tantas vezes re-
pelidos? Tinha esquecido a noile tempestuosa em
que Torcoso fui procurar um abrigo aa choupaoa a-
handnnada de um pastor? Jane chorava asea noile
quando vultou lazeuda, fot ella quem pergun-
lou : Tornarei a ve-lo .'
Christian batea com o p contra o rocliedo excla-
mando :
Ella amaMi.' ella araa-o I
Tentou cuidar na fronte virginal de misa Amy, em
torno da qual duzentoi a cincoenta mil francos de
rendas fnrmavain urna aureola tilo digna de inveja ;
porm nao eslava mais em seus dias da calculo, a a
imaiem de Jone brilhava Ihe dame dos olhos. 'A-
lm dislo eucoiilrava ainda ah o joven Edgard Lind-
say, o qoal parecia er viudo ao mundo' para Iser-
vir-lhe de obstculo tanlo adianle como air.
A colera dissipou lie a languidez do eonho, e le-
vantando-se repenliiiuroenle, exclamou :
O diabo leve eise vaidoso! vio-te jamis um
lioinem Uo ihcommcdo".' Acbo-o por toda a parle,
junto de Amy, junto de Jtne. Pelo co! ajustare-
mos conlaa brevemente !
Dizendo isso, elle diriga-se a passoa largos para a
cidade. O pemameiilo confuto vagava-lhe ao acaso,
e elle murmurava :
lae he muito mais frmala do qae Amy*; tem
mnis txprettao no olhar, e que porte Porm de-
pois de Jane, Amy hu cerlaraeate a moca mais linda
que lenlio encontrado... Soppooho quefise lir Ed-
algumaqoe Dito eslivesse ricamenie mubiliada; os
movis eram fabricados moda da Europa; em to-
das as casas, sem excepto, se tncoulraram dous ou
tres pianos. Porm esla paixSo musical da gente de
Kertch era insignificante ao lado da sua paixgo pelo
jogo, se julgarmos pela grande quantidade de mesas
de jogo que se encontraranymi tpdas as casa. Nao
ba quarlo que nao tivesse dus ou tres dessas me-
sas com lodos o seus accessoros. Em compensa-
co poucas mesas de jantar, pouco trena de cozioha,
e ale poucas camas.
Todos os movtis foram aproveilados, e podis
imaginar como seria curioso o aspecto dos acampa-
mentos anglo-francez-turco, com os movis dos Ker-
Ichensesalli accumolados. Toda estas presa foram
conduzidas para Kamiesch e Conslantinopla.bem co
mo os dous navios apresados cujo carregameolo coos-
lava de fazenda finas, sedas, etc., no valor de
45:000 libras :500000 rs. )
Os habitantes de Kertch lambem retiraran), foram
para Constanliuopla 1:200 delles, quasi todos alle-
maes, chamados para colonisar a Crimea, de profis-
sao sapateiros a alfaiatei.
( Do Jornal do Commercio de iibov. )
INTERIOR.
RIQ DE JANEIRO.
SENADO.
21 da Jaaka a I86S.
acta antecedente l-sa o seguinte
Bu
Approva-ie a
expediente:
Um ollieio do 1 secrelario da cmara dos depala-
dos, participando lerem lido sauccionadas as resolu-
cOes da assembla geral legislativa creando vatios
collegios eleiloraes em algumas provincias e conten-
do differenles disposiroes a bem da naturalisa^ao
dos colonos estrangeiros.Fica o senado inleirndo.
Oalro do mesmo, acompanhaado as seguintes pro-
posites :
a A assembla geral legislativa resolvt :
a Art. uniro. O goveruo tica aulorisado para man-
dar matricular no 6 anno da F.culdade de Medicina
da Baha o esludante Bernardo Jos Affonso ; revo-
gadas as disposiroes em. contrario.
Paro da cmara dos deputados, em 19 de junho
de 1855Francco de Paula Candido, i secreta-
rio serviodo de presidente.Antonia Jote Machado
2 secrelario servindo de primeiro.Lindolfo Jote
Correa dat Necee, 3 secretario serviodo de e-
guudo. '
A aasembla geral legislativa resolve :
. Art. 1. O goveruo Gca aulorisado para mandar
admitlir o esludante Martim Leocadio Cordeiro n
exame das materias do 3 anno medico, e lambem
matricala do 4, te for approvado.
Arl. 2.' Fica lambem aulorisado para mandar
admitlir o esludante I.uiz Jos Pereira da Silva
Mauotl a exame das materias do 4 anuo medico,
e (auibem i matricula do 5, se fdr approvado.
r Art. 3. Para as ditas matriculas os referido,
csludautes devem justificar previamente qae tem fre-
quenladcuas aulas dos anuos respectivos e que nil0
tem dado um numero de faltas niaior do Aae o mar-
cado nos estatufT: revogadas para esla effetlo as
disposircs eiobntra
c Paco da J.^ra dos deputados, eni.7 de junho
de tC>.F. ncisro de Paula Canaido, lo secre-
tario servindo de presideule.Antonio J t Macha-
do,* secretario irvindo de .. /.-W ,-., """"' ""Z'ZZcZlTv"' ""l"'*!' ~"7<>l b P queslao dcsla natureza ; a opi-
Curraa da, Xecu, 3 secrelario ^SSgtSS *S&?l*f^^ a administrarao
gundo.
So a imprimir, nao estando impressos.
Lem-se os segointes pareceres:
1.a Foi presente commissao de consliluirao o
ollieio do ministro e secrelario de estada* dos nego-
cios estrangeiros, datado de 7 de maio ultimo, em
que participa ler sido encarregado de urna missu
especial o Sr. senador viaconde d Uruguay, e soli-
cita a autoritario a que se refere o art, 34 da cons-
liluc,Jo.
A commissao, nao deacobrindo razoes que em-
baracem que o Sr. senador possa exercer urna com-
missao para a qual alias o governo julga necessaria
a nomeaco de qae se trata, he de parecer que se
conceda a autorisac,ao solicitada.
a Paco do senado, 19 de junho de 1855.I itcon-
de Sapucahy.Hutehio de Queiroz Coutiuko Mal-
loto Cmara.Mrquez de Olinda.
. a 2. O Francs Carlos Taniere, desojando nalu-
ralisar-se cidadao brasileiro, pede dispensa do lem-
po que falla para preencher os dous anuos contados
do dia da declararlo feila na cmara municipal, em
7 de marco ultimo.
i Allega o supplicanle que reside ha muilosaonos
nesla capital, oude se acha eslabelacido ; que be ca-
sado, e lem lilhos aqui nascidos, e qae na sua pes-
soa concorrem os demais requisitos necestarioa para
ohter carta de naluralisajao segando as leis do im-
perio, aa
Os documentos junios provam esla allegacio, e
moslram que o supplicanle esta em circunstancia
iguaes, seno superiores, sde muitos ooiros estran-
geiros qae lem merecido a dispensa requerida.
Nestes termos a commissao de constituido, qae
por mandado desla augusta cmara examinou esla
materia, he de parecer qae se defira ao supplicaate
com seguiste resoluto :
a A assembla gral legisla lirtresolve :
, Artigo nico. Fica o governo aulorisado para
Conceder carta de natoralisacjlo de cidadao" brasileo
ao Francez Carlos Taniere, dispensada para esse Tim
l disposiQao do decreto de :) de agosto de 1841.
ittde junho de 1855.Viteonie de
^df Olinda.
Idos demercador; bastar o
roa
b 3.o Nao haveodo qae providenciar sobre a ma-
leria'do ollieio do presdeme da provincia do Rio de
f----:.. J- t A~ -:- J. lo'n___I' r-V-._, ._;.......
Janeiro de 8 de maio de 1850, com o qual foi remel-
lado ao senado o parecer da commissaa nomeadapela
presidencia da mesma provincia, para piapor os
meios de vedar o desfalque que toffria a renda del-
la com osyslema de guias na exportacJo do caf.eo-
lende a,commissao de fazenda que dtve arcliivar-se
o referido ollieio.
a Paco do senado, 16 de junho de 1855. /. F.
/'i(iiina. Vitconde de laborahy. Mrquez df
branla, n
t 4.o A assembla legislativa provincial do Rio
Grande do Sal na representado inclusa dirigida ao
leado no anuo de 1852,pede que por coala doi cofres
geraes corra a despeza do cosleio com os phares
estabelecidos na Lagoa dos Palo, a qual ap;zar de
ser geral, tem sido feila por conla da renda da pro'
vincia, porque os seus minguadot recursos nlio per-
mittemique continu a pesar sobra alies semelhan-
le despeza, mas ainda que se nutorise a cooslrucco
de mais um na mesma Laga no lagar denominado
Itapofta.
o Parece i commissao que nada ha mais que re-
solver a respeilo de semelhaiile prelenrao, qun foi j
favoravelmenle deferida com a disposicBo dn n. 7
do 7 do arl. 11 da lei de 28 de seiembro de 1853,
n. 719, em que foi o governo aulorisado a despender
ao exercicio de 18>i a 1858 a quanlia precisa com a
adminislracao e cosleio dos phares da Laglia dos
Palos, e com a conlrucc.ao de maii um precisamen-
te na pona de Ilapoaa ; e portaoto qae deve archi-
var-se a represenlacao.
t Paro do senado, 16 de junho de 1855. /. F.
Pianna.Vitconde de Itaborahy. Mrquez de,
branle.
a 5.o A directora da Associacao Auxiliadora da
Colonisacao do municipio de Pellas pede, no teque-
rimeuto junto ,que por um acto legislativo se decre-
te a senecio do imposto da sita na compra das Ier-
ras que lem de ser distribuidas pelos colonos que se
estabelecerem em urna colonia que parece pretende
ella all formar.
Este requerimento nao veio acompanhado de
am s documento que esclareca o negocio e justifi-
que semelhanle prelenrao, de modo que absuluta-
menle se ignora se exisle j o ncleo de alguma co-
lonia no municipio de Pellas, ou se ainda se lia de
fuudar, e quem ola da fazer ; quaes sao os recur-
sos que lem apanesma a ssociarJo para levar a effeilo
essa empreze, o syslema adoptado, e finalmente
quaes sao os estatutos dalla
o Alm deslas consideraroes, que baslariam por
si lmenle para a rejeirao de semelhanle pretncao,
necresce que as circumstancias do Ihesouro nao per-
miltem qae se desfalque os seus recursos sem haver
probabilidade ao menos, de que o Estado eollieria
algum resultado da medida ratlarnada, muilo prin
cipalmenle podendo ella dar I
isso enlendc a commissao de
indeferida a mesma' prelenrao
a Paro do senada, 16 de jan!
lianna. Hscondc dellabor,
branles.
a 6.o A' commissao de lecnU IPKi presente o
requerimento da mesa da sadpp u da Misericor-
dia da cidade de.Rczende), na J|ncia do II io de
Janeiro, no q"' r*J\'ljiraT__J'"t* de amorli-
sacao para poder possuir o edificio em que lem o se
hospital, eoi terrenos anuexos que Iba
Vao a archivar varias memorias sobro industria,
otlerecidas por J. D. Slorz.
OKIIEM DO DIA.
Entra em 1.a discussio o parecer da commissao de
inslruccao publica, ollerecendo urna proposigao em
que se autorise s f.culdades de direilo e de medi-
cina a malricularem, al 10 dias depois de fechadas
as matriculas os estudantes que perante ellas justifi-
caren! legtimos os impedimentos que tiveram.
Depois de urna pequea discussau de ordem susci-
tada pelo Sr. presidente, e era que lomaram parte
os Srs. Fonseca, Dantas, e Baplisla de Oliveira, sao
apoiados o voto em separado e a resnlurao que se
'he segu, e enlram em iliscuasao conjuntamente
com o parecer e projecto da commissao.
Discutida a materia sao approvadas as tres propo-
sites para passarem 2. discussao.
Segue-se al.' discussao da proposito da cmara
dos deputados anlorisando o governo a conceder car-
ta de naturalist^io a Ivo Edwiq Roberto, Goilher-
me George Ilarvey. Chritliauo Emilio Hess, e ao
paire I.uiz Degrossi.
litigada discutida a materia, heapprovadaa pro-
posito para passar a 2. discussao, oa qual enlrou
logo, eheapoiada a seguale emenda :
Igual favor se faca ao padre Joo Baplisla Roc-
eatasliala, natural de Genova.Baplisla de OU-
teira. t ,
Terminada a discussao he approvada a proposicao
com a emenda para passar i 3. discussau. .
Tem lugar a 2." discussao do parecer da commis-
sao de negocios ecclesiaslics, sobre a desmembra-
cao da freguezia do Engenho Velho.
Or. Jubim: Eslou convencido de que a com-
missao a que esle negocio foi enviado nao poda dar
oulro parecer seuao o que se acha sobre a mesa,
visto que s tinha para se guiar a infurmac.ao dada
pelo Sr. hispo diocesano, a qual baseou-se na do vi-
gario do Engenho Velho.
OSr. hispo diocesano iuformou ao%tverno, a re-
querimento d cmara, que nao havia oecessidade
da creadlo dessa freguezia, >or isso que nao se dava
falta de admiiiislra;o de sacramentos, o as distan-
cias nao eram lamauhas como viram a ter para mul-
tes freguezes depois de creada a uova freguezia em
S. Chrislovao.
Eulendo pois que a commissao nao se devia a fas-
lar do parecer do Sr. bispo, fondado na informarlo
dovigario. Mas, qoando se considera o que se pas"
son dnpois de lavrado esse parecer, nao podemos
deixar dealtender necessidade que ha, pelo menos
de adiar esta materia por algum lempo.
Devemos ler em vista que urna grande quantida-
de de habitantes de S. Chrislovao. -400 e tantos, es-
Uo assignados nesse requerimento, que fui Teilo ha
4 anuos ; e so em oulra occasiao j deferimos pre-
(enco idntica do alguns moradores da freguezia do
Sacramento, por que razan nao havemos de alten-
der desses habitantes de S. Chrislovao,oa pelo me-
nos esperar por informares ulteriores necessaria
para a decisao do senado '.'
Essa nformac,Oes ao a formarlo do censo, deter-
minada pela lei ot 1850. Nao sei por que razao at
agora nao lem sido possivel conseguir-so a realisa-
cao desse Irabalhos que considero suinmamente im-
portantes para o paiz, e mesmo urna necessidade ar-
gentissimh. E he necessario aproveilar esla occasiao
jiara fazep sentir que devemos desde j esfurrar-nus
aue lem o seu pjjjezer esse servico imporlantissimo. (Apoiados.)
*fcj|(ft Portanlo eu animo-me a pedir ao senado que ade
esla materia al qae o governo cumpra com a lei, oa
por qualquer modo que seja nos informe do censo
da populacao. Se he impossivel nos sertdes do Bra-
sil fazer-so isso, nao o he por ceito as (icandes ci-
dades aonda a cirilisarao se acha mais adiantada, e
onde nao podem vingar essas intrigas que servirn)
de base a desordem que houve em Pernambuco, e
que foi causa do governo retroceder : eu acho que
o governo se liaba motivos para retroceder uessa
proviocia ou ueises lagares, de cerlo nao o tinha pa-
ra retroceder as cidades populosas ; e assim propo-
nho o adiameuto desla materia nosegainte requeri-
mento que fajo ao senado. (Le.)
He apoiado e approvado o seguale req'ueri-
menlo :
o Requeiro o adiaroento desle parecer al que o
soverno ponha em execuco o 3 do arl. 17 da lei
de 6 de selembro de 1850.Jobim.
L-se o seguiole parecer: .
t A commissao de marinha e guerra, a quem fo-
ram presente as emendas da cmara dea deputados
a proposla do governo que fixa as forjas do Ierra pa-
ra o anno finaneeirode 1856 a 1857, he de parecer
que entrera em discussao. reservando-se para fazer
suas refleues vista das inlormacoes verbaes que
"der o Exm. Sr. laiaalru respectivo.
o Paco do seaatflHh 20 de junho de 1855.M.
/". de Souza e tfelm^Barao de Murilloa.lie-
conde de AWuguerqut
Vai a imprimir conjunclaraenle com a proposla
do governo e com as emendas da cmara dos depu-
tados.
O Sr. Presidente declara espillada a ordem do dia,
e d para a da seguinte sess3o3.' discussao da pro-
posta da cmara dos deputados, abrindo ao governo
um credilo para pagar' ao l.o lenle reformado du
exercilo Manoel Sores de Figueiredo os sidos qne
se Ihe devem ; 1 discussao da proposla do governo
e emenda da cmara dos deputados sobre a iacao
das forras de Ierra para o anno fiaanceiro de 1836 a
1857, e levanta a sessSo.
J.F.
Mrquez de
mandador Antonio Pereira Leite e suas molhcres, e
oulrosim para poder possuir oolros quaesquer bens
de raiz at p valor de 60:0008. Esla preledc lo foi
iodeferida pelo senado em virlude do parecer de
soa commissao de legislarlo d"o anoo de 1853, em
razao de se nao mostrar essa irmandadt, por docu-
mentos luthenticos. legal mente instituida e regid,
por eomprumisso confirmado. E por qae esle repa-
ro se acha agora saljsfeito .por haver a mesira ir-
mandade .presentado o leu compromitao, composto .
de 18 opillos e 98 arligos, a approvado nos termos'
du it do arl. 2. da lei de -21 de selembrotje 1828,
na parle religiosa pelo respectivo prelado era pao
visao de i de agosto de 1851, e na parte civfl^aW
governo imperial em caria de 20 de setembro do
mesmo anno, com modificarlo e restriego rJe al-
giins arligos, est as circumstancias de ser alie mu-
da, como sa lem praticado a respeilo de outras cor-
poracoes no mesmo caso. Para o que lem a commis-
sao a honra de olleracer a esla augusta cmara a se-
guinte resoluto :
a A assembla geral legislativa resolve :
a Arl. l.o Fica aulorisada a irmaodade da sania
casa da Misericordia da cidade de Rezende, na pro-
vincia do Rio de Jaueiro, para poder possuir o edi-
ficio em qut tem o sea hospital, e os terrenos anne-
tos que Ihe foram doados pelo capitao-mr Custodio
Ferrpira I.eile e commendador Antonio Fen-eira
Leite e suas raulheres, e igualmente para poder poi-
suir onlros bens de raiz at o valor de sessenta eoli-
tos de ris.
a Arl. 2. Esta coacessao he feila com a clausula
da convenio de (aes bens em apatices inalienaveia
da divida publica, realisada no prazo marcado pelo
competente juiz de capailas, e reservados somenlo
os terrenos e predios que forera precisos para o ser-
Tico proprio da irmaodade.
a Arl. 3. Ficam para esle effeilo dispensadas
as leis de amorlisacao, e quaesquer. outras em con-
trario.
c Paco do senado, em 18 dejando de IH-V.
Menes dos Santos.Vitconde de Maranguapc
Pntenla Bueno.
He approvado o terceiro parecer, e os outroi fi-
cam sobre a mesa.
saudarero, e Crter que era o mais eloquente, to-
mou a palavra.
He-nos permillido, disse elle com um soriiso
de cortesas, apresen!; r ao nosso charo lord a ex-
presivo de notaos senlimentos dedicados".'
Ihristian ergoen os hombros, e tornou a lomat a
gazela respondendo com mo bumor:
Ainda Vmcs.!
A associacao perdet. os sorrisos.
Senhores, exclamou Christian carregando o
tobrolbo, eslou mu triste.
O balalhao do* foruecedores agiton-se, e Crter
balbucion:
Se vossa senhoria livesse a bondado de der-
nos.....
Deixem-me inlerrompeu Chrislian, suas roa-
neirns da orador desagradara-me, senrfor Crter I
O merendor de cavallos escondeu-se logo atrs de
Filowiki e de Slaunlon ; I.ewis consternado fez es
tnudacjoes como director de Iheatro, e dase :
Queremos tmenle saber...
Vme. deve adeviohar! exdamou Christian mm
rudeza. Repito-lhe que eslon mui trille!
Levantou-se e molteu a mao por baixo da casaca.
Podemos fazer alguma cousaT.... perguniou
Filowski tremendo. ,
Christian voltov-lhes at costal, e os foruecedores
Irocaram olharet ainicloi.
Na tala vizinha ouvio-se urna voz esbaforida qae
dizia :
Eslou no auge da lnqoielac,o, mbi posiliw-
nvenlel
Est voz pertencia ao commodore Davidson. o
qoal lanrou-se na tala agitando os bracos como tule-
grapho, dingio-staus fornecedores e 'epelio :
No auge da inqnielacio, senhores! Pens fue
furlaram mlnlia filha 1 Algum de Vmcs. vio-a t
Vendo que ninguem responda, el e accretcenton
mudando de lom e com
lina:
repentinamente disse:
la praia lie um lugar excellenle para cor-
lar-se opetcoco a alguem.
O sol bavia dcsapparecido no horisonte, e o cre-
psculo comecava. Chrislian estremeced, a diste :
J deve ter noile no boiqne...
O prente de Bood-Streel! lornon. elle me-
neando a caneca. Tudo isso he muilo bom ; mas
ella he menor. Eu devia ler-lhe pedido explicaces
maia ampias... Se por acaso...
Suas roaos crazadas aperlaram-se convulsivamen-
te, a alie interrampeu-se com calor:
Oh nao.' nao I contieno Jana, he o eoracjlo
mais digno e maia altivo que ha no mundo 1... E de-
raaii, accresceutou dando um suspira, que. me im-
porta agora isso? A conducta de misa Jane nao me
interetsa mais!
Vulto* parn Brigton, e seguio a roa do Principe,
cujas largas calcadas estavam momentneamente
desertas. Era a hora 'do jantar, e s eneonlravam-se
o aeeandedores de gnt. Christian subi a escada do
estabelecimento real, a enlrou em urna tala, onde
achou as metas vasias. Toiuou urna aazeta, e poz-se
a ler os debales do parlamento francez oa do parla-
mento belga, se niooram os rio congrtnso america-
no. Mal didicil ter-ttie-bit sido' dizer-nos alguma
coosa a ease respeilo; pois nessas columna mons-
truosas cheias de phiratei fatigantes s havia: Ella
ama-o! ella ama-o.'
Emquanto Christiau eslava ahi occullo atrs da
Immenaidade de sua gazela, e parecia absorto nessa
leilura, o nobre balalhao do fornecedores asocia-
dos appareceu porta principal, pesda a manhaa
eises senhores procuravam urna occasiao para uffe-"
recer no janola tua lioraenagem reipeitoea. Adi-
aiiktram-se diicrttaineole a de chapeo na mao, lea-
do a tua frente Crter, I.ewis, Staunlon e Filowski
como os mais Importantes. Parrara todos diante da Porm ha oulra eousa mai grave : lady Dei-
mesa, e esperaram qae Chrislian se dignaste de
va-loa.
Eslarao .inda no bosque? dase Christian re-
pentinamente i'marrolando a gazela con) raiva.
Ot furuecedaret aproveitaram esta momento para
deinone BridgetSn defeuppareceu esla manhaa. Ti
dos viram-na partir com Maa Aulay... e este vol-
loa sosinho a p.
Chrislian que passetva na ula ouflo tan nome,
a ptroa para eteutar. *
dos sacramentos islo he, que o paslo espiritual nao
falla aos habitantes de S. Chrislovao, Pona do Ca-
j e Henifica, nao he sufllcienle ; porque a popula-
cao desses bairros cresce consideravelmenle Assim
nao me parece que houvesse ratao siilliciento para
a desmcmbracSo da parle da (regaezia do Sacra-
rnenlo e consliluirao dn nova Iregaezia chamada de
Sanio Antonio, porque nao havia base, visto qne es-
sa base he o censo e o conhecimeuto do numero 'de
Togos alim de que haja igualmente nat freguezias,
pelo menos as da corte. A formaeo do censo da
pogularao he reconhecida como de absoluta necessi-
dade em lodos os paizes, e nao devemos fazer aba-
traccao dessa jiecessidade ; quando se nao possa ha-
ver as provincias, ao menos procare-se alcancar na
corle e as cidades populosas onde ha mais civilisa-
cao. Tenho noticia do" que a esle respeilo se paisa
nos onlros paizes, e lodos nos sabemos que he orna
necessidade all reconhecida como indispensavel, de
maneira que se preenclie isso .ou se trata desla ma-
neira ero cerlos e determinados periodos, por exem-
plo, de K em anuos, ou de 6 em 6, ou de 8 em 8
anuos. E tanto esla necessidade he reconhecida que
ltimamente urna gazela allemai, fallando da Tur-
qua, diz qe essa narao era amis ignorante que
havia na Europa, porque at nao sabia o numero de
habitantes que tinha o seu imperio, nao sabia se
com effeilo lem i milhes de habitantes na Europa e
12 milhes deGregos, desorle que parecia que o ira.
perio turco devia perleacer mais nos Gregos do qae
aos Turcos, visto que aquelles formavara tres quar-
los dos habitantes da Turqua. Por que razao pois
nSo havemos de resalvar-nos desla pecha de ign-
renles ? Em oalro lempo alada alguma cousa se ra-
zia, e ainda em Portugal boje se faz ; mis herdroos
os coslumes porluguezes, mas a respeilo daquillo
que he bom e necessario parece qae nos esqaeeemos;
nao traamos dissu.
Em Portugal ainda hoje te faz alguma cousa ; os
capiaes-mores dao informaoes, e entre us lambem
esses capitaes-mores alguma cousa faziam; ms, aca-
bados elles, u3o lemos tido mais noticias nem de
nascimentos, nein he bitos, nem de cousa alguma
que respeite popolacSo : ha, quanlu a tudo islo, a
mais completa ignoraucia.
Ah! que tem essa gente? interrompeu-se o
commodore percorrendo com a vista o circulo modo
dos fornecedores.
Vio lodos os olhares voitados tmidamente para
um personagem qae eslava em p na outra exlre-
midade da sala. Applicou a luneta e exclamou com
alegra :
Mac Aulay 1
Parti impetuosamente e atravessou a sala de Iret
pernadas.
Esqueci-me demanqaejar! dsss elle comsigo
chegando diante de Christian. Mo principio!
Senlior, disse em voz alta, nao ignoro que en-
tre ot gellemans lulo se falla sem ter sido apresen-
lado ; mas desprzo os usos, seohor; sou um ori-
ginal.
Chrislian lancou-lhe primeramente sem respon-
de! seu olhar desdeuhoso; mas mudou logo de re-
solocSo, e inclinou-se cortezmenle, dizendo :
Ah 1 o senhor commodore Davidson?
O commodore recuou um passo fulminado pela
alegra, e dizendo comsigo :
Ella sabe o meo nome!
Como Chrislian tinha a mao debaixo da casaca, o
conimodora tomou a mesma allitude, 'o diuc com
modestia, mas sem baiieza :
Seohor Mac Aulay, creia qae eu tinha alguma
razao para vir fallar-lhe. Qoeria saber se foram
canto e viole oilo, como dli o Times, ou canto e
trintae dous como aflirma o Standard os tigres que
vossa senhoria matn na Indi?
-- Foram cauto o trlnla Milord, responden
Chiislian.
Vejara qae gazelas I exclamou Roberto David-
son Tazando am geslo de iadiguacao ; nunca dizem
a vnrdade Quer dar-me a mao, senhor Mae Aulay ?
Chrislian eslendeu-lhe am dedo com er lio ania-
vel que o semblante dos fornecedores terenou-sr
CARIARA DOS SRS. DEPUT/DOS-
SetaaaV do du 23 de Juabo a 18 55.
I.-se approva-se a acta da sessao anlecudenla. O
Sr. priraeiru secrelario d conla du seguinte expe-
dienle : j
Um requerimento dos profetteret pblicos de pri-
meiras letras do municipio da eort, reiterando os
seus pedidos para melhorarnentde seus s encmen-
los.A' commissao a que sandia afleclo ele ne-
gocio.
De Manoel Gomes da Silva Braga, pedindo o lugar
de guarda das galeras desla cmara.A' mesa.
Sao approvadas varias redac;es e o tegjinle pa-
recer : >
-Frederico Guilherme, subdito francez, agente
de leiloes nesla corte, onde reside ha 29 annos; Do-
mingo Monteiro Ribeiro de Alvareifga, suhdilo por-
loguez, agente de leiloes na capilal da proiiocia do
Paf, onde resido desde 1819; Julio Braconol, subdi-
to francez, correlnr de fondos pblicos, residente nes-
ta corle ha 31 anuos ; Joaqun) Jos Tavaris, ubdi-
lo pnrluguez, residente no Brasil desde 18*2, em
pregado na marinha merca o te ; e o I)r. Custodio
I.uiz de Miranda, lamba* porluguez, e residente no
Brasil desde 1839, formado ero medicina nesliTcorle
e moradar na villa de RezenoklSo Hio de Janeiro
estao no caso de merecerem a *graa qae implorara
para que seja em seu favor dispensado o lempo de
residencia exigido pela lei de 30 de agosto de 18*3
afim de se nalaralisarem cidadaos brasileiros; por isso
he a commissao de conslitnicao de parecer, que seus
nomessejam addicionadot aos de outros eslrangeiros
de que faz menino a resoluto n. 26 desle anno que
ollereceu consideracao da cmara.
a Paco da cmara dos deputados, 22 de junho de
1855.Teixeira de Macedo.G. e l'atcoiicellot.
L-se e he remellida com urgencia commissao de
poderes a seguate indic.icao :
Constando que nao comparecer i presente tes-
3o o Sr|*apulado pela provincia do Par;i Angelo
Custodio Correa, indico que se ollicie ao governo
afim de ser chamado o sopplente a quera competir
subslilui-lo.
a Pa^o da cmara dos deputados, 23 de junho de
1855.Fautto A. de Aguiar.lMlHo da Canda*.
O Sr. Batios de Oliveira depois de fazer algumas
consideraces geraes, manda mesa o segoinle pro-
jecto :
Vai mesa, l-se, he julgado objeclo de delftaera-
aoevaia imprimir para entrar aje ordem dua Iraba-
lhos, o seguinte projecto:
A assembla geral legislativa resolve :
Artigo nico. Fica revogada por ser conlraril i
consliluicao, a lei provincial da Parahiba a. 1* de
30 de selembrode 1851. *
a Paco da cmara dos depuladus, era 22 dn junho
de 1855.A. B. de Oliceira.
L-se e sem dbale he approvado o seguinte pa-
recer :
A commissao de consliluirao e poderes, i vita
da indicacao dos Srs. depuladus pelo Para Fausto de
Aguiar e Leilo da Cunha para qae se chame o sup-
pleule a quem competir substituir o Sr. dnputado
pela mesma provincia Angelo Custodio Corraa, que
consta nao comparecer a esla sessao, he d parece1'
que se ollicie ao governo para a ex'pedicao das orden
necessarias para o fim indicado.
a Sala das commissoes, em 23 de junho de 1855.
D. T. de Macedo.G. Vatconcellot.
L-se e approva-se a rdacrao do projecto {ae aa-
lorisa o governo t eslabelecer o processo que su deve.
urna volublidade repe- Era urna nuvem, disse Crter; ella pode ga-
bar-se de ler-nos feiloum bello medol
Vossa senhoria lem ouvido fallar de mim ? ex-
clamou o commodore.
Sim, reipondeu Chrislian, o famoso commodo-
re DavidspD.' o excntrico por exccllencia I o !io-
mam que nada faz como o oulrns!
Nada, seuhr Mac Aalay. Antes morrer!
Opaida linda miss Amy, accrescentou Chris-
tian.
O commodore endireitou-se, a pergonteu in-
qoieto:
A proposito, vossa senhoria vio-a por tcaso ?
Nao tenho tido essa honra.
O commodore tirou a carteira, o tomoa am palito
que melleu na bocea. Depois disse com voz tran-
quilla :
Sabe a idea qae tenho? Seta duvida ella
fogio.
Como/ fogio! exclamou Chrislian vivamente.
Miss Davidson, senhor Mac Aulay, lem mos-
trado sempre muilo carcter.
Mas ronvin correr, Milord, conven...
Nao! disse o commodore cujos olhos eslavam
meio fechados.
A asilarao de Chrislian contrastava eslranhmien-
te cum a serenidade do commodore. Essa serunida-
de era iao extravagante que Christian jalgou ser
aracejo. Exprimi suas duvidas a use respailo, e
Roberto Davidson esleve prestes agastar-ie.
Irra! diste elle, fallo seriamente, e eslon
promplo para apostar-mil libras.
Apostar o qae ? pergantou Chrislian.
Que miss Davidson fugio, reapoodeu o com-
modore.
Christian ficou pasmado. Roberto Davidson, nao
pudendo mail eonler-ie, deixou apparecer ten legi-
timo orgulho.
Ah ah! exclamou estregando is m3os ; nao
cofnpreheod. itso, seuhor Mac Aulay t Son un ter-
rivcl original!
E segurando-o pelo bollo da casaca, oonlieuoa :
Diga-me, he verdade que um. vez na India
um ligre agarrou-o pelo peicoco, e levou-o para o
covil ?
Ue verdade, Milord; mis vollemos a misi Da-
vidson...
Enlao o senhor pode dfzei-me te he maio in-
terestanle o interior do covil dt am ligre.
Pelo amor de Dos, Milord, basta deloacuras!
exclamou Chrislian. Sua filba?
O commodore eslava verdadeiramente encanlndo:
ciusava admirajao ao proprio Mac Aulay !
Minha filha? repelle elle. De duai couta**imi,
r.i observar para detapropriacao do predio e terre-
nos neeessarios pira conilrucro da estradas de ferro
no Brasil.
ORDEM DO DI A.
Reprettao do crime i tordo'falta.
Entra em 3.* ditcnasio e projecto que tpprova a
convencao celebrada entra o governo 4a Brasil e a
de Portugal, para reprsalo e puuico do crime da
raoeda falsa..
O Sr. Araujo Lima faz algumas observaces acer-
ca do projecto, e conclue pedindo qaa te Ihe desse
oulra forma de redaccSo, pois qae nelle observa nao
s ohscuridade, mas lambem inobservancia das re-
grat qae sao ordenadas oa legistsco criminal, e al
ommisses, de forma que em sua applicacio appare-
cero mailas duvidat.
OSr. Taques responde tdavidataprettntadas pele
precedente orador, e declara que vola pelo projecto.
O Sr. Pranhos (ministro dos negocios eslrangei-
ros ) lambem sustenta o projecto.
O Sr. Fereira da Silva dentara que, visto a ques-
lao ler sido Uto claramente discutida, emende que o
projecto deve pastar tal como Tora redigido pala res-
pectiva commisslo.
Achando-se sobre a mesa o segniult parecer, ha
lido e sem debate approvado :
A commisslo de constituido e poderes, a quem
fui presente o diploma expedido pela cmara mnni-
cipal da capital da pa^^^H Bahia.au Sr. Dr. Jos
Augusto Chaves, para lomar astate atla cmara
como deputado pelt respectiva provincia, tchon-o
conforme e o memo Sr. Chavea ja reconhaeMo corno
lal pela cmara, por isso he de parecer qae te Ihe d
astenia.
u Sala das commissoes, em 23 dejando de '
D. T. de Macedo.B. Pedrow.
He introdazido o Sr. Dr. Jos Augusto Chaves cora
as formalidades do eslylc, presta juramento e toma
aasenlo.
Continuando a discussao interrompida, e tilo ha-
vendo mais quem peca a pal,
terceira discussao, e remedido a' commissao de
dac$lu, o projecto relativo a' reprettao do crin,
raoeda falta.
Esgolada a segunda parte da ordem du dia, val-
la-tea'1.
Liceneaao Sr.Dr. Antonio Polycarpl Uretral.
Proeede-se a' volara da dispensa t! duas ditcias-
soe do projecto qoe concede qaaVloze incaes da li-
cenca cora lodos os vencimenlos eo Dr. Cabral para
ir a' Europa tratar de soa sande.
He approrada a dispensa, bem como em
projecto por 18 votos centra 1.
(Jaranita de juros adiicionats.
Procede -se a' volarlo do requerimeoto.de edia-
mento do Sr. Ferreira de Aguiar, do projecto sobre
garanta de Juros addicionaet, cuja dscu
encerrada na ullir&a setso.He approvado.
Saturalisaroet.
Enlra eml. discussao o projeclo n. % cooeeden-
do caria de naloialis^irao a Pbiligrel e Acn, Fran-
cezes ; Guilherme Phipps, Ingles, e a Manoel Igna-
cio Machado, Porluspez.
A pedido do Sr. I.uiz Caries lem ama s discussao.
O Sr. Dias de Carvilhu manda a' mesa segatnle
emenda :
ii E a Jos Henrique da Trindade, subdito pertu-
guez residente nesta corle.Dias de Carvallw.
Consullando-se a camara.se considera a materia
luflicientemente discutida, verifiea-aa nio haver
caa. 9 Sr. presideule declara encerrada a dieeaesao
do artigo,' manda proceder a c limada, e lev
sessao as duts horas da aj^^|
CORRESPONDENCIA SO O1JLBI0
DE PERNAMBUCO.
RIO GRANDE DO NORI
Golaaumla. U da Jalao.
Ja ha de saber (e se ainda nao ube, tai.
foi iuslallada a assembla desla pro
crreme. Mas, ou Y roe. sai!)
crever o qae cerlo amigo da c.
em data de 12 do que vai regendo. Anl
porm, peco ao collega i:.i capilal que nio enleada
que com esta missiva procuro invadir o ten ter
ro : nao nicamente quero *juda-lo: assim taiizes-
se elle pagar-roe a divida na mesma rooeda. La vai
a carta, a que me reBri, a tai sean causa qae duvi-
da faca daqui perante Dos :
Meu amigo.por ora Iriz ue a assembla nao
Toi installada Nos dias 28 e 29 do pastada apenas
cuiapareceram 7 deputados para as prer
Caso tirgera, e talvez nuoea imaginado fl|Ka
lugar a que se dissesse que caraira municipal esla-
va funecionando no paco da assembla : e porqn
era de boje de lthai a baixo ainda o impouicel he
possivel, melti-me em roopas domngueiras, e Tai
ver para crer. E o que vi f Apenas sele depula-
dos Euiao assentei com os meus boloes que os cr-
ticos tinham razio de sobejo de parodiar a assem-
bla ; visto que ella (para usar da linguafem ata- -
themalica) eslava rednzida a txpressao maiafeniples,
que era possivel! O menor numero legal de rea-
dores para'urna sessao foi o maior noxnero de depu-
ladus, que se poderlo reunir. Jurei pois MI meus
peuates nio perder um s dia de irmtlii
a Diziam uns : a assembla ulo aera imlallada:
respondan) oulro : at ver nao he tarde : todos
tinham razao ne que diziam. Muito a coste nrran-
jou-se a conlinha do chales : e depois da grande
massada, e hiatos dos que,'como en, all eslavam na
cortume, QBKgar a duvldosa inslallacio pelas tras
horas da taisF! S. Exc. lea o sen re i lorio : dizem
os entendedores que eslava bem elaborado.
No dia 2 ainda havia a conlinha io talas: fo-
ram Horneadas aa commissoes de estilo.
a a 3 a maro ja repontava ; comparecern) 12
membros (inclusive 3 snpplenlta.)
ci Ne dia pedio dispensa des irabalhea am deno-
tado ; mas permaneceu 0 mesmo numero com a en-
trada de um sopplente, o mejor Bolachinha, o qoal
sem encareeimenlo te pode chamar um des orna-
mentos da aasembla: muito ganhoa a proviocia
com esla acquisicao ; lodos Itm a mira na ana illat-
Iracao e probidade.
ou ella fugio, ou nao fogio. Tenha a bondad* do
seguir meu raciocinio. Se ella fugio, lano petar!
Ma... quiz Christian interromper. '
Perdoe-me! Se ella nao fugio, tanto melhorl
""" All leeael
Meu Dos, senhor Mae Aulav, detafio-e a a-
cliaroulra alternad'
Milord nao qner ouvir-me...
Essa he boa!... Vasta senboria tara que pre-
vi tudo. No cato de que ella (rio li veste fogido
do licaria no mesmo estado. No caso de que livesse
fgido, eu a desherdaria.
Chrislian fez nm movimenlo. O commodorealen-
carou-o piscando os olhos como quem vai dar um
grande golpe, e repeli :
Eu a desherdaria, e vossa senhoria leria meu
.nico herdeiro, ae o quitaste.
Chrislian recuou espantado, eroquanle o cornrno-
dore exultava de alegra, dizendo comsigo:
Certameute Mae Aolat le etperava por isso !
Vti de iorpreza em sorpreza, e produzo sobre elle
um effeilo prodigioso 1
Que qner esle labregn? inlerrompeu-se vorlan-
do-se ao choque de urna espadua larga e robaste.
L'm homem de pernos curtas, vestido de ama ve-
llia casaca preta demasiadamente jaita, linaa-se
mellidu tem ceremonia entre os dous genllemans.
Os fornecedores baviam trocado algumaa palavrai
conlemplando-o com desconfianja, e i.provrmaraiu-
se para proteger Mac A ula y ao caso de qae tua pre-
cila aade fone ameacada.
Boa noite," disse o rccem-chegailo eslendendo a '
Christian sua mao srdida : como tem pinado t
O janota moslrop certa perturbaban no semblante,
e pergantou -
Quem es 5
Oh 1 oh responden o reeem-liegado,aj ja et-
qaecca-ta l da cata?... afmesa e da cadaira ?.....
Qoeea toa ea ? Tenho sade, e nao modo de cara
lodo ot mete. Sou Torn Borne, seu amigo velho,
foe veio de Uoadret a Brigton, e comnrou ama es-
taca preta de proposito para ler noticias de votta se-
nhoria.
Falla mais baixo, dise Chrislian.
Felizmente o commodore dav trato ao eipirito
"ara achar ama excentricidade que fotat admiravel.


*^
DIARIO DE PERMIIBUCO QUARTI FtlRI 8 DE AGOSTO D 1855
k
\
i.
i
A asseinbla vai caminhuiido regularmente; nao
houw caso nos dia* 5, 6 e ti Jn v pois que no
oso ileale! leriados coasiato i reeu'aridade no tra-
. balos de nm ateetnblea : a tlireiln do anzol lie aer
(orto ; se I te lirarem a odla, ja nlo aera anzol.
Qoa bella s.ns cura Ms o c.|oo aa ka ds fmer, ae
oa diputados legiilara para ai. O co addiciiiiial diz
rnuilo ahertamenl* que oa zoembrai da **arm|>lei
provinciae tarto diana ; mu ua laca legisladores,
solelrando n nome diaria,[TODunciara intuidlo 1
JqYor iaan ni falla do catopa'-eeiiretito*, oicom-
pareeimentot do largtnt j a Ue purgue duas cou-
sai Iguaei a ama lerceii, at> guasoolre i.
a Alguna prajtclos da pequ-na mporlanria, que
aobrararo d auno pastado, Ittam talo* agora aura
ordem alo dia. Traton-*eiio dia 10 do projeeto da
inqnMtlo flo do'. Gotloi taminsment* de nu-
vir filiar o Bnlaeninhacentrn eil* ii Cornal projeeto :
o Mallo aeislo*-e a afta upnilo : > Jos Alejan-
dre procuro suslentar douirina Inquisitorial do
projeeto, era se lombrar du que nerita provincia o
gario he n uugue do agreste.
j Anda dorme na secretaria o pnjaclo magno da
ruejio fublica ; ido tarta que alie se remecha.
Nao iei creo te hv*ni mi i utar, teodo asiiamdo
como memoro da commisdo dn in ocdjo, o parecer
em sentido *ntrario 1 ] a nppareeeu o projeeto d
transferencia da eapitejajara a eid.ide da S. Joa.
Se apparaear. tora da pasear ntmini discrepanli ;
porque, segundo uuc dizer, ella basia-ae *m forts-
siroas raioeti d entre ellas imie caliente he haver
bom capim no suburbios de S. J<5, -o que nao h i
iieslu capital.
'olala a carta, que ae poce chumar a acia geral
dos trabadlos, a r Irabalho da anserabla uestes
E qoa bella censa be se- E iwe seatoas, ou taiaa sent em alguma
"* le Jogoe, Htm esl, quvd dem miel, he aquel-
le araxla.
Paseando agora de om polo oulro: nao sabe V me.
que cerfo teertvao e deila Ierra rota de/W e vit
gre coro este seo criado? E porque 1 Eu lhev__
dizer: parque calii na gravissinio pechado de commu-
ear JVqic. qoa certa caraira documeulava-se
para demudar do cojo ascria > (renre bem : o -c-
docui'onXo tem eedilha.) Ora, cao as bexigas em
Cosme ; a l ae vai DamMo A caveira dacumeola-
e, e au seo o que hei de pagar o pilo 1 Que cui-
de que n oscrivlu paste oertides falsas ?
ir, on por un entilado pro labore
lance nos liara* de notas de lilierdade sem despacho
do itali, o na sa lar pago o implanla sallo i* Que
aria* lenhe aa da que per engao (us por engaito
elle lacfl sun publcala as r islas dos inventarios '.'
Qae culpa trabo ende que elle estoja no gozo vitad-
do do cartorio.sem litlo, ha neis de 5 anoos ? Que
colpa lenho en de qoa tlln alo la i lia comparecido
em urna s audiencia '.' Qne :olpa tenlio en deque
o ei-juiz d( direilo o Or. M randa deiasse provi-
mentos ordenando a resliluijao de muitas cusas
lesivas,
Disse-me a Nafean qae ai.la minia eommunieacio
importa lembrar aa jnii da dii ilo c. que em sua cor-
reifflo dever eiaminar. Ah ata a engao do a-
uan. Seriii preciso deseonliei-er a rectidRo do nosso
de dinio, para suppor que srjain necessarios
laes aponl- nentos para o bem deseuipenho do suas
0briga5C.es. V vendo ae leuho ou nlo rixilo no que
Ihadigo.
Suppaaliii Vnjc qae o juU abre n sua correijao
oa 9. Jos : ahi encont>arar< elle em rertos aulos
ama eertuttu' do tal eaerivao, prln qual flear co-
nheoando, ?ue para o lancnenlo ca caria de liber-
dade do su posto liberto Btirrardo nao se pagou o
Mo.' Por este nico feito Re o.,niz tendo de m;
f a ft do atrivao. Sabe de S. Jta o joiz, e vem
1 correa lo : n lo pede deisar'de ver
aijRaidenliflcada ormente oure urna vos, qae he diz sem sessires-
amina ecri\polosameiite os feilos doste escrivao.
Ora, o jure, qae denlm de si (em este mentor, e fura
da si observa que todos tem 11 mira na* providen-
rreifao, o que far? lio cerlo que nao
1 ci camaro pela roalha : por milito
aja, elle prezar incomparavelmrnti'
au aome a a intugridade do scu
ie a eommada da escrivao, a respeilo do
os feilos, qu ii los 01 crimes quo com-
raelle. Dtmaia, o juiz que em derredor de i
1, deitarn de eligir o titulo que Hi-
relo ? Logo ( lie a condado que tiro),
lo o Nanan : o ji.iz, anin estes apona-
la obrar o que teve, e entao... quidquid
lalet apparebit. O mes de igosljesl.i m.s balando
a porta ; tem-de liaver jury mase tempe, e lie natu-
ral qne hala eorreicAo, ea htniver.
Milito (em que adaelrar
as coosas que IhYo narr.ir 1
E se na i bouver ?
O' la. penna minha, caluc ,1 !-
C mvem qne fiques c;oedaa rauda.
ii aa minhi ultimk que via perfei-
lainente per sonho o juizo nnivcisil na thesouraria
de fatenria detta provincia1; I'ois saibn que o nego-
cio anrla multo em queofe, 11 tromlista do anjo nao
non a um ei-collecter, cuja reposicJo em face
Mo> que tem, hn depouco mais de 2?
res. Nao sei [iorem se o snm da Inimbel ferira o>
tmpanos de lodos o* ef-co'.liclurca. Esopo em sen
lempa diw. queeoiiviuli 1 efroiiiar o cordao d
aroo. Man aa nesse interim liouvrr algnm juizo do
se l da corle daiser o minislro da
fazendarl ego juitilias juieatK, e der-llie oa
cgbeca comear urna eommisnao espedid para cia-
foi bem ou mal applicad a eensellio de
' opat Me Inborl Ou assim 00 assado, a
thesourari? vai Ando de sol* e basto !
r em thesouraria. lemhro-ine de dizer I lie
qucali crejo que auiu ser per omnia *w-
cult taemorum) nadase fez pata se cobrar certa
quantia que foi dada em' pi$;amenln da certa ron-
grua de ce,- lo vigario de cena freguezja desU
^^^Eqie, p:ira ser
1, queeer/M doulores eha'mam
Halo he o llegando tomo de
Sebastopol. A
indo tu.lo. Se (01 irnos mais avi-
era de*, diramos a mis
a Egipto pmdteac Sot a Farad, e
medidas' iki cautela. Porque nfln
'de 1855 oque foi o de >, 35 e 45 ?
ppallo para .1 misericordia de Dos.
1 alguma ainnitla, estamos per-
didos.
ira-se a enda da em S. Jos o jo't
I mao lempo lem elle de chegar, o
s H.trnla->e na esperance de livrar-se
juiz, terrivel dilenima 1 Se esposar
lento, rere o sen dever, se procurar
C, calla ao desagrad) de certas influ-
encias 1 Mieu. I'otrc ami. K.
PEHAiftim
COIAB DO 110 F0S10S0.
Barreiroe 19 ile jallw.
1 ocenpar is columnas doseo lumi^
quine por um la Jo me fa|iam as
pea, por outro os nieus Iraballiosa-
'omem todo (1 lempo : hoje, porm,
arj mea retomo, tirando al-
' para nnliciar-lhe o que for oc-
a pedazo ile toiro de nossa bella
le rompa n vn do esquecimrn-
idu, por (Ileso passa.
N* *t- el delieido, a nem linlas finas,
para lejcrever-llie o< fados com bonita',
agradaviia corea, ao conlrnrio, alm do ser roo o
piucel, ha ella dirigido pala ma.o de um matlo es-
trejaamenJe grosia a pesada, palo uso da emada
do arado, pavm. espere Vun:. senipie pela verdad,
anda que aardesen^racadi pintura.
Nal* (Mito eonhaeimealo du historia para que pos-
as florear 1 minia niiisiva ; por ii,lo nada espere a
tal reaaai*.
Nao son juriscensulla pan que poeaa devidamen-
le aprecia r o modo porque mi administra por aqui a
, porm, aau inuitc amigo de cerlo
Dr., eaaa qae iiei daeonscllar, porque me d"es-
II* am liotnem sublime em materia
> un anoaien., eiprimi-m mal, he
a de leis, deiTCtot, aviso ; por-
l.inlo, fique cario, qae darei goales nessa malaria.
iiei da mu aacupar da ludo par *]oi, da igreja, de
la intre ces fiscaes, ele, ele. lato posto voa prlneiplir 1
minha trela.
Igreja.
A religi.li> nao he por aqui raspeilada, comodeve
ser, o sagrado* principio da nossa igreja no sao ob-
servados como merecem. Ponra concurrencia ha na
misaa, e moiu falta de respeilo eos domingo* e das
i* 1",pecialidade na agricultura e no com-
Elitndem os senhores negociantes que de-
^^Ttnaii caas de negocio aberzas nos domingo*
? '* aaaloj, e no meimogyro como em qualqoer
di* de traklho. Sao poneos os sericultores qua
guardam ene preuiln, ealgunslia, que nem an me-
nos dSo o* domingos para a deseanse da suas fabri-
ica" M He leploravel om proeedimento la* im-
snoral !. .
A obra da nova matriz ese). parad por falla de
raaleriaes, csti algoma cousa adianleda, para o que
Um eoneorridn oineansavel selo eeennomiado nono
reveredo ligarlo Joo Baptisla goares, a- qual sm
minha opinilo lem feito muito em relecJto no pouco
dinheiro que (em recbido. Tem-se tornado digno
do venerando tugar que ocenpa o vigario Jo5o Bap-
tisla Soaies, ) pela moralidade de sua condaeta, e
ja por ler sacrificado os seos recursos particulares
pela obra da matriz. Me parece, porm, que er
dlllcil o concluirle cssa obra, porque a qaota mar-
cada pela assemblc.i provincial he pequea, e pou-
eus recursos tem elle encontrado nos particulares j
no que nula a falla de religiao, que por aqui ha:
porquanlo a freguezia de Barreiros nao he pequea,
e nem nobrs. e com pequeo esforeo do particula-
res a obra ila malris se concluiria ; mas isto nao se
reahsa, porque urna igreja, nao he nm theatfq, um
outro qualquerobjecto de divertimentos e recreios
humanes....
Reonio-seemsessao a irmandade de Santo Anto-
nio elegeu o Lima procurador da mesme, e o Ave-
liuoadvoaado. lia grande somma de dinheiro a ar-
recadar-se, proveniaile de frjs de casas e terrenos
de engcnhon pertencenles ao patrimonio de Sanio
Antonio: porm, desde j agourn muilo tosa for-
tune de Santo Antonio porque j a cmara muni-
cipal do Rui Formoso leve o Lima por procurador e
o 4vellino por advogado, e nao colheu um resultado
segundo um representacao da mesma cmara, di-
rigida ao Esta. Sr. Francisco Antonio Ribeiro, em
1852.
Est o lente coronel Jo Antonio Lopes na pre-
sidencia da cmara do Rio Formoso, e veremos se
este dislincto e honrado proprielanodeita sepulta-
dos no esquiicimenlo estes fados em detrimento de
Fortuna municipal .
Junlica.
Aju'lija vai marchando'Avellinalicamente !...
Adevinhe o qmzer, queeu agora nao explico-lhe.
Deiieu o Dr. Ilorges o exercicio da vara de oit des-
le termo, porque foi pronunciado no 6 do art, 129
do eod. pen., (segundo me disse o tal Dr. que
eu nao sei de ardaos de cdigo) em iyn proces-
0 de responsabilidade contra elle instaurado de-
nuncia do Ur. Albuquerque Mello ; a proposito,
digo, AlbuquerqueMello com o mesmo flm que leve
em vistas, quando para fallar ao Ezm. Sr. Ho-
norio, prefidente desta provincia, nfriou o nome
porque he conhecido, para o da Albuquerque
Mello, com o que disse-me o jfatheus lovou do
mesmo presidente um formidavel subao. J sabe,
pois, Vmc, quem ho o Dr, Albuquerque e Mello.
Coosla-me que o Dr. II irga recorreu da prono li-
sta, a he de esperar que o illuslrado Dr. Campos,
magistrado que honra o lugar, qoe oceupa, reforme
a pronunci 1 avist de documentos, que me consta,
foram j un I js ao recurso.
Como toco nislo, devo diter-lhe qne o fundamen-
to desee, processo foi (er o Dr. Ilorges eligido em
orna p-lic.iu de protesto, que o Dr. Albuquerque e
Mello Ihe fez e assignou em nome de um individuo,
o ululo de advogado do mesmo Dr. Albuquerque e
Mello, a procnrarilo do individuo por quem elle
requereu ; e dahi concluio-se que o Dr. Borges pro-
curou e Ihe foi requerida, em razan de sen oflicin. Alero
desse processo elle tem mais nutros i denuncia do
mesmo Dr., dos qoaes q Ur. Campos deitou por Ier-
ra Ires. Foi bem infeliz1 este anno para o Dr. Bor-
ges, acabou de perder sua chara consorte, e ainda
nao linlia fechado as cicatrizes, que.Ihe havia felo
dura parca, soffreu o descosto de urna pronun-
cia 1 ...
Pens porm que as denuncias quo ha contra o
Dr, Borges o honram e. honrara mullo 1 porque
taesjdenuni'iasconslituem umaprovairrefragavet que
o Dr. Borges nao lem em sua vida de magistrado
relos que depoiiham contra sua repulacaoe honra,
vistocomolendoaquelledoiitor vividoro.lanleroen-
le com o Dr. Borges desde o primoiro acto de soa
magistratura al hoje. e leudo revolvido (oda a vi-
da publica daquelle Jais, e pretendendo esmaga-lo
eom lodo o peso de teu corpo, apprcsentou conlra
elle oilo dmiuncias, af maleria nao passa de me-
ros descoidos, e pequeos erros de Inlelligencia, em
que nao se da a menor criminalffiade; e, do fado,
alm disto nao poderk pas'ir aquella doulor : por-
que em piol da honra o probldade do De. Borges
est para atteatar a con-dencia publica desle termo,
o allesla o estado de indigencia e extrema pobreza
em que se acha o Dr. Borges, que lendo-se casado
senfl rico, ao menos bem arranjado, hoje se acha ex-
tremamente pobre. He juiz ha mais de set annos,
uao possue um cavado, nao possue um pagetn, e lem
gasto ludo quanlo receben da legilima de sua finada
raulhcr, e ltimamente venden tima escrava para
poder pagar as despezae do funeral de ana mes-
ma mullier !... E quem uusa calumniar este jais,
responda-mo o termo de Barreirbs, respnda-
me o (ermu do Rio-Formoso ( onde foi lie li-
rado pelo Exm. Honorio de primeiro supplenle de
juis munieipal para o ultimo em menos de doos me-
zes le_ ejercicio, porqoe 'nao podia ser demillid*
dentro ia quatrienoio} responda-me a cidade do
Rccife, responda-me a provincia inloira : ja vou
muito estenio nesse panto e convem larga-hv... Ora
como disse. largou ^Br. Borses o exercicio, e en-
trou o primoiro supplenle Francisco Santiago Ra-
mos, eajuttu.-a foi logo marchando Avellinatimente,
na segunda misiiva nao Ihe ser diflicil adevinhar o
que quer dizer a palavra Avellinalicamente.
Polica.
A polica vai marchando bem,granas a prudencia, ti-
no e acimdaderioDr. AnloroedoSr. Joao Guilherme
de Mello, subdelgedo em ex-rcicio, que lem sabido
manutenir a ordem e a seguranea individual com os
seus incansaveis esforcos. Os erimes lein-se exlraor-
ilinarlamenle diminuido, e apenas apparecem alguna
furtos de cavados. Nada ha de novo, apenas eons-
ta-me que o delegado lem suspeilas, que se preten-
de dar um desembarque de Africanos, e tem lomado
providencias, para que isto nao se realise, sendo pu-
blico, qu tem alo empregado dinheiro ne proeedi-
mento deltas averiguac,oes,
InstruceHo publica.
A inslruccao publica' vai marchando bem. Sao
zelosose cumprem com seus deveres os professores
da inslrnc o primarla : nada ha de notavel senSo a
intriga meaquinha de Joaquim Cavalcanli e do Lnu-
rento Avellino conlra o professor de Barreiros JoAo
Manoel Percira da Silva, o qual Cavalcanli como
juiz de p? illegsl he inspector do circulo, e tem de-
negado os iltestados iquclle professor para que el-
le nao posaa recebor seus ordenados. O Exm. Sr.
director geral da mesma inslruccao deve olhar para
estas cousas, faieovj sanar esses abasos.
Collecloria.
A collecloria val bem, he o chefe della o Sr. An-
tonio Marques da Silva, moco intelligenie, probo-e
diligente no camprimenlo de seus deveres. Nada
por essa reparti^ao ha de notavol senao a inimizade
do Dr. Albuquerque Mello com esse empregado, pe-
lo que tem procurado pr-lbe tropejos na arreeada-
cjW planlando a in-ubur.iinaran contra aquella arre-
Cfdaco movendo os hegociaoles a nao pagarem o
imposto geral de suas easas de negocio, allegando
qoe o nao devem fazer, pjr asneiras propriss de
quem nao lem cebera.
Jury.
Trabalhou o jury desle termo, e esse tribunal lor-
oou-se escandaloso em algumas decises, apezar dos
incansaveis esforcos do Dr. promotor Francisco Gon-
calves da Rocha, qoe fez aecusatoes luminosos e
sublimes, que cumprio os seus deveres de um modo
iue Oca acuna de lodo elogio. Nao Gz idea qoe
aquello promotor fosse Wo (alentoso e instruido, e
he pena que o governo 0S0 se tenha lemhrado ain-
da de recompensar os servidos desse cmpre.ado que'
se tem distinguido sem cootradiccao de ninguem
pela i.aamensa probidade e Inlelligencia, que em to-
da a erise e a todo lempo lem toaalrado. Dos adro-
gados s o Dr. Gaspar se disinHio, e os mais nao
fixeram seno am aranzel, que nao fedeu e nem
cheirot.
Cuara nacional.
A guarda nacional est desmontada por aqui, ba
cousas importantes a respeilo, na segunda misiiva
Ihe direi. ,
Adeos, qae do 4 horas da madrugada, malulo
nlo pode calar acordado a, esta hora.
Basta. Sau apreciador critduiho,
O malulo.
(Carla particular.)
'Mili
CAMA1U MTJNlCIPal. DO RECirB.
SES8A0' EXTRAORDINARIA DE 18 DE
JULHO DE iar>5.
Presidencia do Sr. fiordo de Capttaribe,
Prsenle* os Sr*. Reg, Ollvelra,. Barali, Ml-
made, e emeiro, fallando sem causa participada
os mais senhores, abrio-te a lessio, e foi lida e
pprovada a acta da antecedente.
Foi lido oseguinle
EXPEDIENTE.
Um offlcio do Exm. presidente da provincia, trans-
mitlindo a informadlo dada pelo commissario vae-
cinador provincial, a quem ouvira acerca do offlcio
desta camarade ido crrenle.Adledo at que om-
parec* o Sr. Reg e Albuquerque. _
Oulro do mesmo, lembrando ser conveniente com
a transferencia do maladouro publico para a Caban-
ga, converter-se em azilo de mendigos ojbarrac.io,
que al agora he destinado para as balanzas da ma-
tan;, fazendo-se-lhcs os reparos e eceios necessa-
rios, visto que o armazem que se havie mandado
despejar na roa do Calaboaco, ha mpraticavel para
tal fim e inui insalubre.Que ae responder a S.
Exc. que logo que seelTeclue a mudanza da malan-
ga, Iratar a cmara deste ohjecto.
Outro do masmo, declarando em visla do que es-
ta cmara Ihe expender em offlcio de 11 do cor-
renle, que o que reala a fuer relativo obra do
matadouro, deve correr por conla de.la municipali-
dade comprimi que seja feito, quanto antes como
convem a salubridade publica.Que se respnndesse
a S. Exc. que sendo convenieute que o director das
obras publica, que principiou a dirigir a obra con-
tinu a dirigi-lb, houvesse de neste sentido expe-
dir-lhe suas rdeos; ficando o mesmo engenheiro
incumb lo de commnnicar quando se pode ellectuar
a-transferencia da malanga e do rubricar as folhas
das desperas, como se praiiea com a obra da cepeda
do reimterio.
Outro do subdelegado da freguezia da Boa-Vista,
comraunicando ler mudado a Victorino de Souza
Pinto, morador na travesea do Martyrio n. 1, na
quantia de 89 rs., por infrae^ao du art. 22 titulo 4
das posturas, e que houve proreiio lenrio a lenlenca
passado em julgamenlo. Inteirada, e mandou-se
recommendar no procurador que recebesse a mull
Outro do fiscal de Santo Antouio, Irazendo ao
eonhecimenlo da cmara afim de que esla cousul-
tasse commiiso de hysiene publica, se julgasse
necessario o ter descoberlo por queixa que Ihe fez o
Dr. Fernando Aflonso de Mello, um deposito de os-
sos de aado exhalando mo eheiro na ra da Praia,
na loja du sobrado em que habita o mesmo Dr., peteS
(encent Luiz Jos da Silveira, que o ronservava
fechado.Mandou-se responder que fizesse remover
quanlo antes a ossada para foi a da cidade
Outro do mesmo, transmiltindo a resposta em
original do emprezariu dos carros fnebres Antonio
Bernardo Quinleiro. relativa ao offlcio do Dr. chefe
de polica 4e 5 do crranle, Iralando da demora da
inhumarlo do cadver de um sentenciado pobre,fal-
lecido na radeia, no dia'3 do crreme.Inteirade.
Outro do mesmo, indicando as mas que meis pre-
cisan! de calcamento para se tornarem em estedo
de limpeza.No mesmo assumplo leu-se outro do fis-
cal de S. Jos,Que se oftlciesse ao Exm. presi-
den le da provincia, fazendo-lhe sentir a necessidade
de seren essas ras calcadas fe preferencia.
Outro do hachare I Francisco Gomes Velloso de
Albuquerque Lins, parlicipando ter entrado no dia
10 do cerrentoso exercicio do juizo municipal da
primeira varo** qualidade de 4 supplenle.In-
leirada.
Oulro do contador parlicipando achat-se exlincla
e ja excedida a quota volada para limpeza e calca-
monto de ras.Que stofllciasse ao Exm. presiden-
te da provincia pedindo autoritario par* se conti-
nuar a gastar pela mesma verba al o fim do exerci-
cio correnle.
. Oulro do fiscal de S. Jos, informando que alem
de ser sugeit incendio o (elheiro coberlo de pe-
dias que pretende levantar Antonio Soares de Car-
vallo), o terreno em que pretende faza-io est -des-
tinado pela capitana do porto para deposito de jan-
gadas de pesca.Denegoa-se a licenca.
_Oulro do mesmo, dizendo que na eemana de 9 a
15 do correnle se matarain para consumo desta ci-
dade 691 rezes.Ao archivo.
Oulru doivigarJo da freguezia de S. Joic, remet-
iendo o mappa dos b'aplisados da mesma frezuezia,
no semestre Ando em junlio ultimo (147.)Ao ar-
chivo.
Oulro do fiscal da Vanea, parlicipando qae na-
quella freguezia sa malaram no raez de junho alli-
mo 32 rezes para seu consumo.O mesmo destine.
Foram approvados os seguinles pareceres de cora-
missoes.
Um da commisso de policia, apresentando con-
vertidas em posturas as medidas propostas pelo Dr.
chefe de policia para o hora servido dos carros, seges,
mnibus o oulro. vehculos de condcelo, e fim de
que fossent submeltidas sanccjlu provisoria do
Exm. prndenle da proviheia.Foram estas postu-
ras approvadas com algumas alleraces.
Oulru dacommissao de edifica^ao, sendo de voto
que se construissem por serem necessarios e uleis,
os canos de alvenaria projectados as roas do.Corre
dor do Hispa, Funnosa, Esperanza e eslradsLji
Allliclos. no caso de poderem os cofres municipa
com por lar essa despezi,para oque ae deveria ouvir
eoirtadoria, o sendo as obras postas em arrema-
toeao.
Oulro do mesmo, pao se oppondo as prelenroes de
Jos JacomoTasso Jnior e Antonio Aunes Vieira
de Souza. sobre entrmenlos de terrenos de meri-
nhas na continuadlo da rna de Santa Rila, por ela-
rem esses terrenos destinados a ediflcecSes particu-
lares e nao seren precisos ao uso publico.
Oulro do mesmo, expondo as raines porque en-
feude qae Nicolao Gadaut nao tam direilo a indem-
nisadto que pede pela parle do ten sitio, que segun-
do planta da cidade foi destinada para ra.No
sentido deste parecer mandou-se informar a S. Exc
Oulro do mesmo, upinando que se devia respnn-'
sabilisar pelos meios leg&es ao arrematante da obra
do caes as Cinco Ponas, Manoel da Paixao Paz,
e seu fiador, por nao ler preenrbido es coudices
do contrato respectivo subtrabindo-se ao teu (um-
primento com requisicoes extemporneas.
Despacharam-se as pelices 'Ip Amerieo Vespnclo
de Holln la Chacn, desAutonio Soares de Carvalho,
do liacliarel Altillo loso lavares da Silva, de Ber-
nardo Antonio ile Miranda, de Bernardo Jos Ro-
drigues Pinheiro, de I). Candida Senhorinha Vieira
Lasserre, de Delfino dus Anjos Teixira, de Fran-
cisco Custodio de Sampaio, de Fructuoso Pereira do
.Na-cimenlo. de Joaquim Francisco Uarle, de Joa-
quim Lopes Pereira Guimaracs, de Margarida Fran-
cisca da Conceicao, de Manoel Nogueira de Souza,
de Vicente Jos de Brilo, e levan(ou-se a sessao.
Eu Manoel Ferreira Accioli, secretario a escrevi,
Baro ie Capibaribe, presidente. Mamede.
Gauuiro. Reg e Albuquerque. llego. OU-
veira.
ncipaesi "s-
niirai n obertn Dai'idioo tinha a de
asa* deoccupidas, mi para aluga-las,
eios que era 1101 original.
Depois 00 dia em que o vimos pele primeira vez no
pobre qua rio de Cliristian, tinha visitadoduaaou tres
duiiai de aposentos; assim a cara de Tom Borne
nao Ib irnhume lembrnca.
al Ihe apprljver, respoawjea e*le.
Unln qae vussu se dioria seja raroavel para
Wnigo.
Quequetes, perguntoi Chriilian..
Quero somante cinctei la librai por ora.
-O Cniroenla lilarats I
el de *ar porteiro, conlinoou Tom Borne
Iranqaldaoiete. Nao quera maii Irabalhar... pre-
Or nm Hoaai rendas.
tt
Lady Detiemcnt Britlgeton.
litos rreqaentadorsa comecs'im a circular as
galena, ti auvUn-te tlailu malallicos do lado das
salas de jogo. ChristUo lanroo uaolhesem lornu
da i, e vio que muda mes. astavam ja oceupadas.
Tom Borne consrvala-.0 no mesmo lugar eom a
mo estn lula, e leudo no- labios ura torrso ins-
lenle. Era um diploaaata essa Tom '. Esperara pa-
eienleroeule um mezdidianda lofmar-se a poicjo
de Clrrisl au ; pois cuinpreliendia inaravilhosameiite
quanlo o:a posi(o edificada solne o puff era vacil-
laotaa (~m\\.
Enuio, pergiintou con deauoibaracoi ser pre-
ciso fazer rumor '.'
Chrisliau abri a carien e liroa um bilhet de
banco no momento em que o cammodnro voltava.
Ele pode ler no canto do pipel 1 palavra: Fifly es-
cripia era letra grande e iiothi :ai.
leoi Ih'apaoe, dizia neo* inslanle Tom Bor-
ne coa lia gratidSo irapioa.
anta libra* 1 dlme consigo o commodnre,
urna esmola decineoeota liaras nlirlinas! En* Me
Aula) dure ler urna riqucia rolos,al I
Tom voliou-o para (.arlar, e disse stendondo-lhe
ando:
En lenho Vine. U seguro carao a ella. Exe-
cnla-so ('.ama kajl mercader ( ello.
O* foroacqdores meiluraia a mao no olio por am
REPAKTigAO BA POLICA
Parte do dia 7 de agosto.
Illra. e Exm. Sr.Levo ao eonhecimenlo de V.
Exc. que da difiranles participadles hoje recebidas
nesta repartida.*,consta que foram presos :
Pela subdelegara da freguezia deSanto Antonio,
o prelo africano Silvestre, por espancamenlo, o pre-
to escravo /..icarias, a requerimentu do senhor, e
Antonio Andr da Fonsece, por suspeilo.
E pela snbdelegacia da freguezia de S. Jos, Eu-
frozinio Odelon da Encarnadlo, para averigoa^Oes,
e Jos Joaquim de Amorim, para recruta.
Communicau-me o delegado d primeiro dislricto
desle termo em offlcio desta data que hoje pelas 7
horas da manhaa tallecer de am laque apopltico
na ribira do peixe da freguezia de S, Jos o pardo
Anlonio do Moute de idide 54annos, offlcial de al-
faiate, lendo-se procedido a competente vesloria.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco 7 de agosto de 1855.Illra. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Benlo da Cunh'a Figueirad*.
movimenio coinmuin, e Tom Borne leve ama ampia
colhei le.
Eis thi negodanles de bem murmurou elle
conlando mi a recolta... O scuhor nao he do bando '.'
pergunton dirigindo se ao commodore.
Roberto Davidson relledia prolundameole. Ti-
rou a carbura com vagar, abrio-a da mesma manei-
ra, esculheu um bilheie de cem libras esterlinas.
Couservoii-o am instante entre o dedo indica e o
nollegai i as valas de Tom Borne alargaram-se Mas
o. commodore balando de repente na fronte, romo
quem acha a solibio de urna grande difikutdade,
tornou a meller o bilhtle na carleira, a esla no bol-
so, dizendo :
Saiba, amigo, que nada faro como os oulro.
Tom Borne reimungou, e sabio assim como tinha
entrado.
Clirisliarf approximou-se vivamente do grupo dos
forneceduros, e diste:
Vmrs. impedirao de ora em diaale esse liomem
de ehegar al/i minha pessoa.
Sim, senhor, respeudeu Cnrler.
Ah '. exclaraou o commodore, j qne vossa se-
uhoria d esmolas de cincoeula libras, nao uecessile
de minha lieranca; sialo muilo isso Mas lenho ou-
tra idea ; darei lodos os mcus bens a lady Desdamo-
ne B.ridgelon.... O senhor Mac Aolay nao a co-
nhece !
Nao, Milord.
Isso he admiravel I linham-me dilo... Ea lam-
bem nao conlie{o-a.
E quer dar-lhe todos o* toas bens ? perguuto*
Chrisliau sorrindo.
8im,sen>or, responden o commodore. E iqael-
les quo i|i*erem que essa acc^lo nao he original, sa-
rao miscraveis pteveaidoe contra mim 1
Mus iolerrompeii.se framente, e com nm lave
loqae do daspeilo, todas esses beHoi projeclos do
vaos, senhor Mae Aulay; porque miss Davidsoo fa
fgsio.
E wlendendo a mao para a porta principal, em
cojo tintinar a loura Amy eslava em pe em orna alli-
tude tintilla e embarcela, disse : .Veja 1
Hit ella 1 exclamou Chrisliao.
Vnnha si, mise, acreaoontou o commodore aso-
nooo-lie con o dado.
presidente da provincia.O chefe de polica Luix
Carloi de Paiva Teixira.
3:
ERRATA.
No balenceledos enlabeleclmenloide carididepn-
blicado honlein, no titule despezado paragrapUo
que dizze Manoel Antonio de Jesos etc. 94 (>. 26
e 80|0de polei-ie40 ig), 26 S 1 8 0|Q.
C0M1UIG4D0.
TRATAMENl'O HOMEOPATHICO Di) CHOLE-
RA EPIDMICO PELO DR. CUARGE'. (>
Prologo da ovara edirSo.
Pela qaarta vez doo ao prlo o Tratimento ho-
meoptico pretertatino e curativo do CMera Epi-
dmico.
Tinha eu ni adietes precedentes multiplicado as
notas justificativas para provar qoe todas as pro-
posijes emiltidas baseavam-se na autoridade dos
fados.
Taes olas, supprimo-as hoje. E'porqce? porque
eotao ea escrevia para os mdicos.
Crueldeeepsao I Eifurcoi toperfluos !
Os mdicos dissidenle conservam-se si rdos a nos-
sa voz.
Os medicoi homeopalha* lodos devem saber o que
sabemos.
Desla vez escrevo para 01 doenles ; e com o fim
de Ihes ser verdadeiramenle til, s direi que lie
essencial que elles conhecam.
Nade mais, nada menos.
Prefacio da quarta edicio.
A rapides com que se esgotaram as odieSe desle
Irabalho, jl Iraduzido em heipanhol, em italiano,
atiesta aos ollios menos perspicazes u seo alio grio
de utilidede.
Em face do lal successo o aulr de boamenle se
excusa de chamar a alinelo seuio para o seguinle
brilhante fado :
A homeopathia, na applirac.io dos remedios aos
doentes, procede em virlude de urna lei de lal mo-
do flxa, mmutavel, que quando conhece de urna
manrira positiva o inimigo quo lem a eombaler, sa-
be igualmente si emseu, arsenal Iherapeulico pos-
sue o agente que delle deve Iriumphar. A orna mo-
lestia eonhecida por seus symplomas, ella oppoe um
medicamento conhecido por seus efieilos.
Ora :
1. Todo 11 mundo eonheee o cholera ; nao ha re-
cejo de qne os horaeni de boa vonlade o confundan!
com ontras molestias ;
2. A homeopathia possue de ha muilo especfi-
cos, os quaes por lode a parlena Ademanha, em
Inglalerra, na Italia, em Francaleem prodnzido
magnificas e nnmerostiisimas curas no cholera epi-
dmico.
Assim, pois,fornecendo a homeopat'iia a todos
os que ronherem o cholera em seus svm plomas me-
dicamentos conhecidos pOr seus efleilc*. islo he,
capases de curar, lodo o mundo, sem ser medico,
poda e deve curar cholera, grecas homeopa-
thia.
Fundado ueste raciocinio, desde 1849 aguardo o
maior bem desla Instruccio ao poco ; boje, porm,
toldado de numerosos lesleniuuhos, nffirmo que
pelo soccorro nico deste Irabalho mulla gente tem
carado grandissimo numero de cholencos, influen-
ciados em diversos graos pela epidemia.
E-la afllrmaliva, que onlra cousa mais nao he do
que a fraca expressao da mais estricta serdade, lem
eom ludo escandalisado muito os medios da enliga
escola ; he lia linda ( permilU-se-me suppA-lo ao
menas ) que me lem valido a honra de despertar a
susccptibilidade, alias mui louvavel, da Sociedade
de Medicina de I.yao.
A esse proposito per-untam-me de todo os lados
aonde est a inquirido publicamente annunriada
pela Sociedade ileMedicina de Lvo na Gazette da
mesma cidade.
Eu nada disso sei offlcialmente, porque ninguem
me fez a honra de exigir u relalorio. dus meas tra-
badlos, nem dos lestemunhos que possuo, nem d*s
proras que posso exibir em prol da verdade d* tac-
tos que euunciei.
A voz publica foi nicamente quem tne fez sabe-
dor de que a Sociedade de Medicina ds l.vau tinha
escripto e de Merselha ; que esla havia nomeado
urna commisdo; ignoro quem sejam os membros
dessa connnisdu, ignoro ainda o que ella Um feilo.
Esperamos que ella se dar breve a eonheccr, e
pelo sau Irabalho a julgaremos.
Mas desde j vou dizer lodo o que pens a res-
peilo.
Urna rommissao.nomcada em urna sociedade da
qual eu fazia parte desde 1832, da qual por muilos
annos fui o orgao offlcial, como secretario geral, e
3ue mesmo live a honra de presidir ma s larde, mas
o seio da qual essentei de relirar-mu em conse-
quencia de urna opposirao sistemtica, muitas ve-
res injutioia, que encontr! entre os mdicos ; ama
commisdo, digo, composla de taes elementos n,o he
para me inspirar tanta confanos como os mdicos
eslrangeiros, proceilendo por si proprius on por iu-
lasiofflliode pessoauHuradas, collocadas fra das
paiiOeataradicas. .
A meo vJhaaaora "liesar a resollado) mais con-
clodenie, e;~-.^s sarja urna inquiridlo por via
idministrill ie voto eipu-lo a .'iociedade de
Medicina de
Espero-a r
Ningnera s
me faja dize^
ser ; eu da modoWhum contesto a honra, a leal-
dade, a probla salifica, as boas intencOes de
commisdo med Mselhesa, davido rnenle da
sua imparcialidanj^B^^^^-'
riny anao el dona fere* les
Mujmvresejo que tenha de fazi ,,, mais larde
id conhtdo publica do meu delicio ; po,, 0 na-
de mesmo o presente, do aisaz doloresos pata que
me seja permitilo chamar legitimas as apprehen-
Ses da/que me nio posso livrar.
Como nessa inquiridlo se trata, nao de discutir o
valor da homeopathia, ma sanenle do verificar si
os fados que avancei do verdadeiris ou falsos,
pens e sustento qae por via administrativa ter-se-
hia mais seguramente chesado a resultados de Irre-
cusavel aulhenticidade.
Mudas pessoas do da minha opinlo : mas eu nao
confio menos na bondade da causa qw deteudo, e
espero.
Se as minhas apprehencoes nao fossn compre-
hendidas. 011 parecessem pouco fondadis, eu pode-
csclareciir a cousciencia de meus contradictores
fados mni rcenles. I erbi grulla:
|)jury medico das Boceas du Rliodano, qae
_ la ebslido al hoje ( 17 annos ), inspeccionou
em 5 de selembro ultimo duas pharmacias horoeo-
pathicasque existiam nessa cidade. Contra o* pro-
prielarios dessas offleinas especiaes verificam-se di-
versas contravencSes, e o processo verbal foi dirigi-
do por Mr. Pral, commissario de policia ( cito tex-
tualmente a nota do Nouoeltiste ).
Seroelbanle aggresdn be o que menos me in-
quieta neste nruudo ; a homeopathia nadi lem a
deslindar com a analvse chiraica, era que nao en-
jergo senao urna rrobrulhada pueril., mas o fado
prova ao menos pouca benevolencia.
2. Em Toulon om homem que n, ultima epi-
demia moslrou-se um auxiliar dos mdicos homeo-
pathas dessa cjdarie, est sendo perseguido por exer-
cet illegalnienle a medicine.
fisum teucalis !
8 de selembro de 1854.
TRATAMENTO HOMEOPATHICO DO CHOLE
11A EPIDMICO.
Conselhos hggienicos.
Quando se he ameacado de orna epidemia chole-
nca, o primeiro cuidado deve ser inorar em um lu-
gar perfeitamenle isento de humillado 11 abundante-
mente fornecido de ar e luz ;
Evitar-se-ha o dormir grande numero de pes-
soas no mesmo qnarlo, e cobrirem-se com pannos
muilo tapados;
Demanhaa, muitas vezes durante dia segan-
do a uecessidade, renoyar-se-ha o nr do quarlo
brindo as janellas
Todos os lugares da casa serao coniervados em
ama exacta limpeza ;
> jioslfca de minhas inlencoes. e
sp< digo, o queno quero di-
lle-*Jium
(*) Por affluencia de materias deixar.-im eslas ins-
Iruriies de ser publicadas em seguida ao comrauni-
cadodoSr. Dr. Motcoso de 19 dejolho prximo pas-
Ainy laucou-se logo para o pai, e disse-the :
Procuro a Vmc. ha muilo lempo.
Sir Edgard Lindsay eolrava no sallo por oulra
porta.
O commodnre apertou a mao da filha ingleza, *
vollando-se para Chrisliau. conliuuoii :
Illa lem dezcsele annos, senhor Mac Aulay ;
casci-mA muilo mojo.' Amy, falla vamos a leu res-
peilo, aciescenlou elle solemnemente. He rara que
nao oecapes-me o pensamenlo ; porm pretendo ser
original mesmo no meu amor paternal...
Bom dia, sir Edgard 1 inlerrompeu-se.
0 mancebo inclinuu-se, e abri a bucea para fazer
ocumprimento do uso ; mas Robera Davidson ex.
cUmoii encarando allcrn.ilivamenle a Edgard e a
Chrisliau
Os sUjhores conhecem se '! nao ? Pois bom, le-
rei a honra de apresenta-loi um ao oulro.
E collocando-se enlro ambos emperligado, levan-
Ion o chapeo obra de duas pollegadas e respiroa for.
teinenle ; depois recuou um pnsso, e pronunciou
com um recolhimenlo profund a formula ordinaria
da apreseularno ingleza :
Senhor Mac Aolay, sii Edgard Lindsay I.....
Sir Edgard, o senhor Chrisliau Mac Aulay 1
1 siialmrnte depois disto cada um dos presentados
levanta o chapeo imperceplivelmeule, e murmura
duas ou tres palavra* ioinlelligiveis. A's vezes se
he depois de um janl.ir esmazam maluamenln a mao,
e lia mesmo pessoae seta ceremonia qae passeam le-
go de bracos dados.
Sir Edgard e Chrisliau eaciraram-se, arriado am-
bos de urna mancirj eslranha.
Senhor, disse Edgard, muito eslimo encen-
tra-lo.
Eu lambam, senhor, respondeu ClirUtian in-
clinanilo-se.
Eu tinha precisamente de fallar-lhe, teraao
Edgard curraspondendo saudafio.
Eu lamben, senhor, dus* anda OirisHan.
Como acha-se Isso exclamou o commodore ;
nAu se incommodem muito me eOIigiria ser indis-
creto 1
Amy laacoa um odiar supplkanle a Edgard,
qua! desviou o roW, e segoio Chrisllan parte.
Jan* entreva aeeee momento apoiada ao braco de
Para lavar oa regar as calcadas das casas, servir-
se-bao exclusivamente de agua limpa epura, em la-
gar de agoas su jas e carregsdas de eorposestranlios,
cujas emanacOes i.lo insalubre.
II.
Evitar-se-ha com cnidado a passigem (abita do
calor ao fri, bem como a freicara da nolle ;
Al roupns dsverao ser qaentes, a neste fim se-
r bom Inzer por cima do* vellidas commons um
oulro fcil de tirar, mas qoa ajaste exacta
mente a o pescte ao* plaos, ao pescoco sobre-
todo ;
Tem-se mnito acertadamente reeommendado o ato
do calcsdo e de ama einla de la*, para mrlhor pro-
teger os pe* a o ventre ;
Deve liavar sempra o maior cuidado na limpeza
pessoal.
III. > '
Quanlp lo modo da nulrir-e, recommendo a ca-
da um que conserve os seus costumes. Habites mes-
mo viciosos nao poderiam ser corrigidos bruscamen-
te, de repente, sem que a economa fosse impressio-
nada por mudncs to repenlina, e essa impressao,
esia modificado levada a todas as funcc&es pode-
riam ler o funesto resudado de lornar o individuo
mai fcilmente accessivel influencia epidmica.
!>ao ser preciso acrescentar que as comidas ligei-
ras do mais uleis do qae as copiosas ; a que cada
um deve reconhecer a necessidade de absler-se da
alimentos que por experiencia propria forem de dif-
licil digesao.
Podem asar de Troclas, com tarlto qoe eslejam
bem madoras e sejam de boa qualidade ;
Dos legumes cozidos, como feijOes, lcnlilhas, er-
vilhas, ser raelhor servir-se di massa ifelles do qae
eome-les inleiros;
As carnes gordas (pato, canco, pareo), os peixes
gordos, oleosos enjutas os moluscos (mariscos, ou-
rcos), as loucinhadas, as massas pesadas, as comidas
cruas, nao deverlo fazer parle de am rgimen bem
enlendido ;
A carnes de vacen e carneiro, as aves voadoras,
os peixes leves, o arroz, as batatas, serao os alimen-
tos preferidos;
O vinho com agoa he de (odas as bebidas a mais
conveniente ; a cerveja, quando se nao lem grande
habito della, nao deixa de ser inconveniente ;
Evitar-se-ha lomar em jrjum bebidas aquous e
acidas, laes como limonadas, groselha, laranjada,
orchalas ; estas bebidas frias serao mu pengosas
lomadas quando o corpo estiver quenle pelo traba-
dlo on pelo andar;
As pessuas que liverem o cosame de lomar caf,
nao abandonaran o seu uso, mas nao abusarao tam-
ben! dille ;
Recommendo a maior reserva de licores aleooli-
eos: as infusOes mediramentosas tortela, lidia,
cha, macolla do formalmente prohibidas.
IV.
As emortles vivas ao para temer, bem como lo-
dos os excessos nos trabadlos de corpo ede espirito.
Com animo e sangue fro deve cada am proseguir
em suas necupaeoes ordinarias, evitando vigilias,
mui grandes uu mui pequeos disperdicios de foreas
corporaes.
V.
O chioro, os" chloruretos, o tinagre aromalieo,
ele, ser,lo de non vez proscriptos do interior das
casas, porque do sempre impotentes para fazer ne-
nhum bem, o em alguma; circorastancias podem ser
prejudicises.
Preservativos.
Nao ha oatros meios de preservar-se do chole-
ra alen da observeclo cuidadosa dos precede* hy-
-ie 11 icos ?
As antigs doutrinas medicas nao conhecem en-
tras ; e (ambem nestes lempos de calamidnde publi-
ca fezem ellas da hygiene seu dolo.
A hygiene lem na venlade sua importancia e nli-
lidade pratiras, cslou longe de o querer contestar,
e os comedios que cima trncei riescendem de
meus principios: tenho-os dado seriamente pera
que tambera seriamente sejam seguidos, mas
nao se dever exagerar scu alcance a ponto da
crer que lodos aquelles qae poperem p-loa
em pralica estarn seguramente ao abrigo, emquan-
lo que os oulros, e em maior numero, a quem o de-
ver ou a miseria obriga numerosas prlvaccs, serao
infadivelmeute atacados.
Ullrapassa se a mea \er o intento todas as vesos
que se fazem recommen lacoes higinicas alem das
que exige a mais restricta necessidade.
Scienlificame11le.be um erro, porque he da me-
dicina e nao da hygiene que se deve exigir modifi-
cadores da influencia epidmica ; e sob o ponto
relativo humiuidade he lempo mal gasto o qae se
empresa em apresentar o conforto da vida como o
nico caminho de salvacao na occasiao em que o
flagello vem se ajuntdr miseria publica, e lornar
este conforto irapossiv.el ao maior numero de pes-
soas.
Ninguem mais do que eu pode desejar que se te-
nha o maior cuidado no asseio das cidade*, que se
favoreca por todos os meios possive*is a rorrenteza
livre das aguas,aque se (ir regularmente de nossas
roas as lamns e immaiidiciet.
Potem em lodos os lempos temos lido lamas e
immundieies pelas roas ; em nossas casas, lojas bai-
las e hmidas, degas mal arejadas, ralrinas ineom-
modas, e nao consta que jamis tenha sabido d'ahi
o cholera.
Deixemos a allopathia encubrir sna pobreza coor
a apparecencia de Ihesouros hygienicos, Ihesouros
estes muitas vezes esteris : a horoeupalliHr he bat-
anle ncatem si mesma para e\tra>iTr de seus pro-
prios recursos com que nos pn
como ja desde muilo lempo nos t
servarmos da febre escarladua epi
AconseAo. Iros medicamentos, c^_
servatival a experiencia tem veriticn
branco i|r,i'rnni o cobre cupru
{arsenicuj). (I)
Logo que duvida nenliuma baja de qae se esleja
no meio do cholera, deve-se lomar orna dose de
quatro em quatro dias, ora de um ora de oulro des-
les medicamentos, cuinecaodo por veralrum.
A dase para os adultos be de Ires glbulos: para
os meninos dous glbulos somente.
A experiencia me autorsa a affirmar da maneira
mais absolsna quo de todos aquelles qae loroam es-
tes preservativos alguns podem ter urna indisposi-
cao, porem nunca o cholera.
Tratamento do cholera em todos os seus periodos
t em suas diversas manifeslacSes sgmploma-
ticas.
Em lempo de epidemia cholenca, as in lisposiqoes
em apparencia mais ligeirM nao devem ser despre-
zada, porqoe ellas do metas vezes o preludio ou o
principio da molestia mesma.
Pode-sa a deve-se considerar como influenciada,
ainda que pouco, pelo genio epidmico, toda a pes-
soa qne aprsenla as coudiedes seguintes:
Alquehramenlo, iudisposco geral (mataise), an-
gustias ;
CabccaJamada, impossibilidade de estar de pe ;
PhysiaMMa triste e abilida ;
Rosto flllido e Trio ;
Demora do pulso ;
Adormecimenln, zuido no* oavidot;
Resfriamenlo geral ou parcial ; -
Abfaiamcnlo no estomago;
Sensibilidade da bocea do estomago quando se
apalpa ;
Ligeiras caimbras as barrigas das pernas e nos 00-
tros msculos;
Dormencia nos dedos ;
Pouca sede ; falla de vmitos e de diarrha.
Logo que se manifeslam esles symptomas, deve-
se a (oda a presea fazer deilar o doenle em um leilo
sufflcientemente coberlo, e depois admiuislrar-se-
(he o espirito de camfhora de Hahneman na dose
de duas golas em urna colher de agua fra. Repi-
ta-se esta dose de cinco em cinco minlos al qae o
calor reapparera, qoe os batimentos de corado c
do pulso teiiliam tomado sua frequencia, que um
suor geral se tenha estabelccido, o que tem lugar
ordinariamente depois da quinta ou sexta dose.
A propircau que o doenle melhora, afaslar-se-
hao os inlervallos das doses, continuando-as toda-
seu cavalleiro offlcial, o meslre de cerero tnias. Chris-
liau empallideceu veno-a. Jane den urna volla
para chegat a elle, e disse-Uie em voi baixa sem
parar :
Venho serv-lo junio do comroodoie.
Obrigado 1 responden o janola.
Jane passou sorrindo maliciosamente. O eommo-
dore havia lomado o braco da (Iba, e pasees va no
salao. A pobre Amy trmula nao perd :a um inslan-
le de visla a Edgard e a Chrisliau.
navia peisoas ainda mais inquietas, se he poesi-
vel, do que a loura Amy. Os senboreii Crter, Le-
wis, Filowski & Companhia seguiam Indos os movi-
menlos de seu querido senhor com oran solicilude
inexprimivel; porquanlo se o amor lem odios de lia-
ce, a cobic 1 be om telescopio.
Aquellecolloquio nao ebeira-me bem disse
Crter meneando a beca com Iriitezn.
Jane despedio o meslre de ceremonia, e dirgia-
do-se ao commodore, pergunloa :
He o senhor Davidson '.'
Ile.elte mesmo, senhora.
Tenho que eommunicar-lhe om negocio.
Diga o qae he, senhora.
He uegocio particular.
Amy deixou o braco do pai, nao paia obedecer ao
desejo exprimido pelas ultimas palavras de Jane :
mas porqueoir Edgard levantaras voi na uulra ex-
tremidade do salao, e a rapariga .vira-o diser eom
o accenlo da colera :
Oueaco-lhe absolutamente oa.ro Unto, se-
nhor /
E ChriiUan Hiera am gesto, que Amy trdzia
assim :
Falle mais baixo, senhor I nao estamos 10* 1
Niuaueni onvia-o mal. Mh s Davidson morrln
de meslo, e Crter dizia aos ce mpac heiros espan-
tado :
Elles disputan), taso lie ma ito evidente !
Jane junto do commodore comecou issim parater-
rir os inleresses de Chrisliau :
Milord, concede rouita cenfUi.ci ao sanlwr
Hac Aulay.
Muda confian, senhora, malla tima, maila
admiracao.
Milord Dio lem razao lian iass.
via al completo reslabelecimenlo. (Para bebida,
agoa fra on algans pedis de gelo.) (2)
Hilarin n .,__.:_ L _. ._ ._ i
fvar do cholera,
jou a nos pre-
lica.
kvirtades prer
e o arsnico
Quando a molesla he assim atacada em sea
prlueipio, a cura he Uo corla como rpida ; po-
rem un momento nao ha a perder. -Elle primei-
ro periodo da molestia, periodo chamido de ava-
do, he rpido, de corla duraeao ; e iiole-sq que a
eomphnra nao he o especifico da mnleslia. senao
eom condic^u de qoe seja deda miste primeiro
periodo. Se os vmitos e a diarrha liem lido lem-
po da appareeer, a indicado da camphora est
paisadn, Dio he mili lempo de racocrer a'ella (3j.
CoocJae dizendo que cada am devalar em teu
poder ata fraseo de ipiri'to de camtanra de Ha-
nemann, e qae em caso de ntcestUade, sob pre-
texto algara, dyroore sua appcacao imer a si qnar
a pesana que lh* ptrlencs.
Supponhamoequese tenha deiada passar de-
sapperoehido este primeiro momenK. da molestia
( nica momento, repilo,em que a camphora tem
sidoadmiravelmenle olil ), que en quadro dos
symplomas precedentemente descriptos se deva
ajunlar, para (er o quadro completo da molestia,
symptomas novos provenientes de desordens fanc-
ciatues do estomago e dos intestinos.
Beles novos symptomas podem ter de duai que-
lldades :
Ou.ua vomites predominara eom nauseas ;
Affluencia de saliva bocea ;'
Vomilns mucosos ou 'amarelladot ;
Pouca diarrha on diarrha ainarellada rom le-
nesmo muilo doloroso depois nal cimeras.
Neste caso deve-se recorrer ;; ipeatcuanha, Ire
slohulos de ama vez. Kepila-se a lose de meia
em meia hora at obier-so om alivio notavel nos
symptomas.
Ou a lingua se faz nolavel por um emboco ima-
rellado. bastante espessu, ao qual o dedo pegs quan-
do Ihe loca ;
Vmitos nenhans oa raros ;
lirandes roncos no ventre ;
Colicascom fraqueza de pernas ;
Ai cmaras sao a principio composlas de material
recaes; depois turn.-im-se cada vez mais lanosas,
esbranquicadas sem-lhanles a sro de lelle mal
clarificado ou i agua de arroz concentrada, milla-
radas de frocos albuminosos.
Estas evacuacOea ftidas oa sem eheiro appare-
cera sem esforcos, sem doro* como por esloa-
ros.
Urina em diminutsima quanlidade ;
A face decomposla.
O acido phoiptwricu (plwspliari addum ) ha
nesti occasiao o remedio por excedencia, e tres
glbulos depositados na lingua do diente bastaran
na maioria dos casos para fazerem deiapparecer
este cortejo de symplomas ja bastan! ;menle aterra-
dores. ( Agua fra para beber, sem ire em muilo
pequea quanlla le.
Se urna hora depois a melhora rio odiante, he
preciso repetir o nfesmn medicamento na mesma
dse.
At aqoi nao te ha Iralado senao dus casos de
cholera ligeiro, pouco intenso, mas convem mui!
nao esquecer eslas nossas reconmendadias, porque
ellas dizem respeilo ao principio da mnleslia, isto
he. ao momento em que hsjmai. fcil domina-la.
Sejam eslas i nslruccesanguidas ao peda ledra,
eeslon cerlo conforme minha experiencia e a de
mudas centenas de rnlleges, que o.cholera ser
alalhado em sua marcha, sem que o doenle d um
passo mais para a morle, sem meimu qae elle soffra
novos tormento*.
Se nos objeclar, lano quanlo qn zerem, qae nao
livemos de ladar contra ataques travs do cholera;
mas na verdade para sali*razer s exigencias de
nossos adversarios, dever-se-hia deixar a moleslia
chegar a seo miis alio grao de ntcnsidade, quan-
do em nossas ndos temoso poder dn o impedir ?Se
he bello curar o mal, nao he meaos glorioso, e alias
he mais seguro preveni-lo.
Chegamos agora aos symplomas mais essenciaes e
mais caracicrisl-os do cholera :
A voz est aderada, enfraquecida, apenas percep-
tivel, oa tambera rouca e como flautada ;
O doenle (em exeessivamenle emmigreciao ;
A fraqueza he excessiva ;
Olhos fundos, visla exlincla ;
Sentidos amortecidos ;
Fro glacial por lodo o corpo e principalmente as
extremidades, no rostoe na lingua ;
A pi lie esl banhada de um suor fri, visgoenlo ;
A urina supprmida ;
As cmaras correm involuntariamente, frequentes,
abundantes, chelas de grumos, o sem eheiro de
qualidade alguma ;
Sede violencia com desejo d'agua fra ; mas logo
depoft de beber, vmitos dan bebidas inge-
ridas ;
Os vmitos incessanles^iao producios scmelhantes
aos das cameras:
O ventre esl deprimido, ordinarianente insensivel
a prestan ;
Os batimentos do palto do cada vez menos sensi-
veisao apalpar ;
A respiraco se difllcolla, lorna-se mui penivel ,
O habito he fri.
O elleboro branco( lerairum ) he o rcmedio-so-
berajjg. Deite-seoito a dez ulobnlus em um copoc
d^^Ha*>J-se ao doenle urna colherada das de
opa deslalB"3*a d* 10em 10 minlos ao princi7
pi, depois de meia hora, alongndose mais as d-
ses proporcao da melhora.
Son a influencia desle remedio, rer-se-ha os v-
mitos e as cmaras diminuirem de frequencia, e
pararem ; o fri lornar-se menos ii tenso ; o pulso
fazer-ie semivel. a respiraco roas livre, aavJon
dosenvolvcrein-sc. etc. etc.
Deixar-se-ha que se desenvolv! livremenle est
IfflaJtaccao. e dar-se-ha a beber aVi doenle agu
'"?* .....e*,-il* nl'TTI Ira
dade. .
Se o complexo dos symplomas
emboUdos, particularmente
(I) Desde a epjalemia de 1819, que eu ajunlei.o
arsnico aos doo primeiros medicamentos aconse-
Ihados unanimenente por todos os medico* homeo-
palhas d'Ademanha, de Franeo, etc., ele. Era com
os tres medicamentos que abracara em sua esphera
de acclio o quadro dos symplomas da febre inler-
mdtente perniciosa, que o nosso amigo o sabia Ale-
xis Hpanet sabia (ambem prevenir em frica o
ataques morlaes dcs.se hoirivcl flagello.
:---- ,T ," r
Mac Aulay maln cento Irin-
pu-
Oh senhora
ta tigres...
Ah Milord, exclamou Jan erguendo os hom-
bros com piedade, o senhor Mac Aulay nada malou
absolutamente!
O commodore encaroii-a com detdem, e murmu-
rou iuclinando-se :
Parece que a senhora nao le ai folhas
blicas !
O nfenos que posso, Milord.
Se a senhora lase as folhas publicas...
Ah interrompeu Jane, o senhor commodore
er nos jornaes ?
A imprensa, senhora, declamoo logo Roberto
Davidson, a imprensa em um paiz cniittitacion.il po-
de er considerada... sim, direi mismo, deve ser
considerada como urna machina necessaria, oa antes
um contrapeso indispeiisavel...
Emquanlo elle procurava o fim dessa phrase la-
boriosa, Jane pronunciou Iranquillamenle:
Os'jornaes s coulem mentiras, Milord.
Esta mulherlem firmeza, dizia comsigo o com-
modore ; nao he falta da origiaalidade.
Par fallar assim, senhora, tornou elle em voz
alia, para ultrajar esees grandes emprezas que um
pensador eminente dcuuminou o pao quotidiaoo da
inlelligencia, seria mistar ao menos. ..
Conbece-las, nao he assim ?
Precisameule, senhora.
Pois bem, milord, conheco-as mailo. ,
A (ahora acaba de dizer-me que nao as le.
Faco mais ainda, redijo-as.
O commodore eeulemptou tua liada companheira
sorraleiramenle, e aciieu-lhe alguma excentricidad
real; todava leve urna inqoiaicio, elle o segundo
Cesar, o vice re dos janolas, teaaeu comproraeller-
se com um pessoa da dcima-quinta ordem, e diste
em tom de dosconfianca :
Senhora, detejo saber a quera tenho a honra
de fallar t
Sou lady Bsidgelon. Milord, respondeu Jan.
Ambos eslavam na extremidad* du salao. 11,10 Un-
ge do lugar em que Edgard e Christian conlinoa-
vam uta coov er sacio confidencial.
Ao nome do lady Brulgeion, Edgard etlremecoa
vivataen*, date voliando-ae pan ver Jane:
que induziram a
escolha do veralrum, a observacao il.i, como simp-
loma dominante, caimbras muilo lepetidt* e modo
dolorosas, que arrancam gemidos, i grilos aos doen-
les, o cobre ( caprum ) he imperiosamente indi-
cado.
Oilo a dez glbulos em um copo d'agua por co-
Iheradas das de sopa de hora em hura, ou alterna-
das com as colberadas de veralrum, tendo o cuida-
do de afaslar as doses proporcao do alliviu de lo-
dos os symptomas.
Veratrum e rupntm abrangem sim em saa es-
phera de arcao os symplomas mais essenciaes e mail
caraderislicos do cholera confirmado ; lmbemenos
casos mais graves he a elle* qud su dere recorrer
na mor parle das vezes.
Digo na mor parte das vezes e nil sempre, por-
que os symplomas Ho cholera grave ido do con*-
lanteroeule os mesmos uniformemente, e porque
um remedio, para ser o especifico dejaroa moleslia
he preciso que abrenja a- lotelidade a*s symplumasi
pelo que pode conceder ( e h esta a grande diffi-
culdade da homeopathia ) a necessidada.de variar
o tratamento tanto quanlo a moleslia pode venar
em suas mnnifeslaroes symplomalicas.
Nao se deve perder de vista que au he lal ou tal
nutro s\ raploma isoladoque poder decidir da esco-
lha do medicamento, porm sime exclusivamente o
quadro completo des symplomas.
Ora, mesmo no chotera, esse quadro dos symplo-
mas pode variar, e eis o que explica a raan por-
qne o teratrum e o cuprum, devendo ser classifica-
dos cm primeiro lugar, podem entretanto nao ser
sufficientes.
Lembrem-se do quadro da moleslia como o pin.
lei, liara que elle podesse ser destruido por tera-
trum ejunte-se-lhe :
Urna grande angustia cora temor di morte ; 1
Urna agilacao extrema que obriga o doenle a 010-
ver-sfl constantemente, a sabir da cama, a deseo-
btir-se ;
.Um calor ardenle na boca do etlontago eumo pro-
ducido por um carino em braza.
A observacao desle ltimos symr tomas, emqoal-
quer periodo da moleslia em que se apresentem,
reclama em primeiro lugar arirnictim, Ires glbu-
los em um copo d'agua, para lomar por colher de
sopa de meia em meia hora ao principio, e depois
em inlervallos mail longoi quando o medicamento
produz o desejedo efieito.
Nos individuos traeos, cachelicos, debilitados pela
idade ou por soflmenlo antecedentes, o senteio
espigado (scale cornutum ) tara pbjecto digno da
toda allencao, a sobretodo not casos que apretenla-
rem por caracleret diOereneiaee :
A cabec embaracada. alordida, cmo por urna be-
bedeira;
O sentidos
vido;
Desenimo profundo preocapacao eonsUnlr da
morte.
Esta mdicamente be einda aprgoado com
devs ter em teu muda vtntageia quando a vomite lio de lodo oa em
part aplacado, mas que ai dejeccoe ilvinss nao
mudam de cor, quando todo a uno acia que a bija
nlo lem reapparecido no canal intestinal. Sobioa
influencie, ai camaras'lorrramie amarella uu ver-
des, o que he excedente agoura para a terminacho
prxima e feliz da moleslie.
sus maneira ds ad minislrar he a meama qoe a de
teratrtun, ea mesma* eToses ii/epeliiOe.
Deve-se sappor cato* em qne o eliolera alo tenha
ido alalhado em toa marchasompre crescente, quer
por negligencia dos cuidados conveniente, qoer por
Impotencia da arte.
A palle aprsenla em toda toa eileado, am*
cor azul bronzead ( eyanoir J ;
A mi aplicada sobre o corpo do dnale loflY
urna'teusacao de fri glacial, como It rotea car-
po de am cadver ;
O globo do olhoeal rollado para cima da rbita,
e a pparece o branco pedido encovado;
A voz inleiramente exlincla ;
Oppresiao excessiva ; o doenle lem falta de r
e agita-te pera proeura-lo ;
. Respiraco lenl. diflicil. hlito Trio e galado ;
Os balimate das arteria alo pode Tois per-
>cebr.
Neste momento snpremo, a homeopathia olio d
anda o desengao, e o carbo regelabtlii tara mal-
tas vezes produ/.ido boos resoltados, ri inesperada, para fazer reapparecer ama vitallda-
de qae pareca exlincla,
Sedeilari oilo a dez globuloi de eoroo teytta-
bilis em om copo ri'agos, e dr-se'-ha urna colher
de sopa desla solucao de 5,10,' 15 oa 30 minutos,
conforme a maior oa menor gravidade.
Depoosde ama hora de espera, -si a carbo veg.
alo fizisr effeito, d>vcr-s-lu recorrer aa edo hy-
drodenico (hydrociani addum ). Tres globalos da
cade vez, repelidos por intervalloi mait oa menos
longos.
Passei succesiivamente em revista at pertorbe-
tles funeciontes, os accidentes mais importantes
que caraclensam o cholera desde o primeiro mo-
mento de sus invado at tea grno maior da inlen-
sidade. Arranjei esla phenomcooi mrbido* ero
calegorias disididas, e indique! o medicamento mais
conveniente a cada urna deesas cathegnriu, porm
a minha intencAo nao est saUsfeila.
Se o doenle nao succombe datante o periodo e^o
principio e do fro, a moleslia moda de aspecto
revesle lodos os caracteres do estado febril, geral-
menle conhecido como nonie de periodo de reae-
C*>i ou de lransformac4o.
Hesta-mc esladar a maleslin nesle ultimo pe-
riodo.
O pulso toma algum desenvolvtmeoto, lorna-se
cada vez mais santisel, o fri das rxtremrdadei tle-
sapparece pouco e poaeo, e a proporc4U> qae opal-
so se levanta,! respiraco lorna-se mala lenga amis
profunda.
Se a reaecu he franca e moderada, basta. Ur tol-
dado no rgimen do doenle, e impedir qae cite nao
lome muilo depressa alimento* para que saa
saude e reslabeleca cmplela 1 nem sem-
pre as coosae passem com lana felieldade.
Pude acontecer que areaeco se faca ipcomple-
ta mente.
A reaccio incompleta se manifesla pelo' restabe-
cfmenlo imperfeilo do calor, por ama iraca Iranspi-
racao. urna pequea excrecc^o de orina ; melhoras
que desapparecem logo para dar luiur a mudos dos
symptomas caraderislicos da moleslia, precedente-
mente descriptos.
A reaccao sera sempre efllcazmenlo sotleolada
pelos medicamentos que a hoover
em laes casos nao se devera trepidar em rep*Hr o
mcdicamenlo que houvesse prodi
reper as doses quanlas vezesrt
Pode acontecer que a reacedo seja dV forma in-
dammaloria, caraclerisada por
pede, grande sede, pulso duro
de caneca, olhos vivos, e que fatlgam
labios esli >ofBHeaHisssssssl "D"
gua esl um poaeo vermelha em loda a saa
sao, arespiracjlo se acedera, etc. etc.
Aconitum, o grende regulador da eireulecae, res-
labelerer logo o equilibrio.'
Maneira de administrar.Qaalro glebuloe em
seis colheres d'agua, das de sopa, para tomar ama
colherada de duas em duas horas.
Pode-se ainda observar, sempre na reaccSo, om
delirio com grande agilacao, qoe era efficazmente
combatido pela belladona, tres glbulos em sel co-
lheres d'agua para lomar urna colherada de daas em
duas hora, atestando' at doses proporjlo da toe-
Ihura.
Ouiras vezes a expressa* da face he a da imbe-
cilidade ; o olhar he estpido, como de embasba-
cado.
A linsnn lerna-se vermellia, secca, asnera, alga-
mas vezes muito denegrida e crostosa ;
Os doentes, atacados de uro estado de estopor,
resftondem mui difficilmente s pergnnlas qoe so
Ihes faz ;
Ufada de obrar),
plomas, coja lolalidide contlitue o es-
ide, acharan seu especitice ,em bn
tilos em seis colheres rTag,
__de qoalru em qaalro horas. ,
Mas ea paro aqoi : tea reaccao he susceptivel de
forma mail particulares, esls ciiutnem complica-
coes ajstinctas, molestias novas que dinero forcosa-
mentea presenca do medico, e que nao pode entrar
em minha aleada desenvolv-lo aqui.
Coaiotetcenra du. cholera.
O tratamento bumeopalhic actuando serop
via direela ou especifica ataca a moleslia em su
gem e poe os doentes ao abrigo dessas eonvalescea-
cas iulermioaveis, que do exclasivamenle o apana-
gio damelicina alopathica; enlretaiilo depois do
om choque Uo violento, nao serla de admirar qoa
muilos d lentes se queixassem de orna fraquesa fe-
ral.
Remediar-te ba cerlamenle a esta fraque* com a
juina, na dose de tres global**, r
Ires vezes com o inlervallo ^^^^^^^^^^^H
ris.
Note dos medicamentos designados nesta inslruccao
e qoe do indispauveit no Ira Lmenlo do cho-
lera.
I." Spir
2. Ipec .o-io.
3." Acid. pkoiph.
4. Vermtr
1 Secme cornil
8. Carbo veg'. 6. a
8. ^feia". hydroc. I
10." Aconilum
1l. Belladona
I Bryonia
13." Ch
Deve-se estar munido derxia deslesme-
dicamentos para nlo se loa perder tem
po precioso no momento do perigo.
(2) Recommcndam todos os outros autores que a
agua seja dada em mui pequea quintidade .: algu-
mas colheradas de cada vez.
(3) O Dr. Jahr lodavia accnselha a camphora ero
cerlos casos, mesmo no segando pe iodo, como ver-
te-ht dotan tratado transcripto jauto.
Ah eis o qoe he extraordinario! Nlo sonhp !,
Que significa islo?
Oh! exclamou Mac Aulav pegamlo-lhe de
braco para forca-lo a ouvi-lo, osenhor leve lempo
de sobra para ver essa senhora uo parque do prn-
cipe de Galles!
' Essa senhora !... eu?... respenden Edgard ca-
da vez maia espantado, no parque do principe de
Calles!... e '
Tratemos de nossas condinies, interrompeu
Mac Aulay resolutamente.
O commodore havia dado um salto atraz, e tinha
as ralo postas na atlitude da ador;cao.
I.ady Desdemouc Bridcelen! exclamen com
inexprimivel inflexao de voz, aaulcra de David Hiz-
zio! A senhora me acensara de incivilidade ie eu
servisse-me da lela para v-la mellior '/ Dezoilo
annos 1 he sobre tuda o arco das obranculhaj que
brilha pela toe erigiualidade !
E pondo a mao sobre o coracao. que desfalleca,
esfregou languidamenle o vidro da luneta. Depois
laucn um olhar rpido para ver) suas suiras con-
servavam a syraelria conveniente, e tornou':
Senhora, li seu dilhj rambo coaira o impera-
dor da Ru'sia.
Vai com ospesno sangue, algtz-dot Polonesas,
Cossaeo desalmado.....
E seus versos sobre a Irlanda :
Chora, pobre Un,'devora ai lagrimas!
Onde esl a espada de leus gibantes ?..,
E sua elega da Jbi'Mi Gregal e seos artigo* 10-
bre a indigencia I Esloii mui commovido, senhora .'
(.toando o negro Millo voltou babiiac.1o, acnou
o cadver de Ephigenia, tuamnllinr, estendido de-
baixo da* baoaoeiras; esteva atada) bella, e a morle
nao Ihe titira o aorriso. O menino hrineava entra t
cannas. E o mait 1 dezoilo,anno 1!
Tiroa prexipdadaminte o Itvrliho de aolat, o
qual deixoa cahir na desotden'i em que te chava,
e exclamou tentando escrever coro pona do lapir
que ri* eslava apanda :
PermilU-me qn* escrev* esli dala memoravel:
Hoje conversei familiarmente com lady Detdemont
Brldgetoo, f CbristUn Me Aulay 1
6.* a
li. a
6.* a
6. <
AO CORRESPONDENTE DO PARA".
Srs. Redaetns.O (en correspondente do idH
cmpresta-DO desla vil intencoes qne nao lireme,
quando escrvemos favor da candidalara ds Sr.
arrebispo senatoria ; por isio permilll-nos qu*
dejap-lhcs nma ligeira resposta.
Dlss* qua fui imprudencia a compasicAo desea ar-
tigo ; tem duvido foi imprudencia pare tantos quan-
lo defendiara eegamenle as outras candidaturas,
porqoe de alguma forma deitamo* moslra a calva
de todas as preleridles qoe S. Exc. tem soffrldo, *
por conseguinle a neceasidada da reparacAo, em
tempo, de loda essas injuslicas. S oque disiemea
ha ama execlidao, onde evt a imprudencia de se
dizer a verdade, qutndo ella deve ter tbida 1
Imprudencia requintada foi a desse pn. dente, de-
pois da escolha, ainda vir faier a coinparacao da sa-
Y
Tinha lagrima nos olhos. Bnrtirelioa-se repenti-
namente, e eontinuou em lom firme:
Semilady ido.absrrece-me, aera minha mu-
llier.!
Jane qae fazia vaus esforc* para guardar a terie-
iljde, releva o commodore no momento saj que elle
ialancsr-se-lhe aos ps dianle de lodo*. Roberto
Davidson nao caba na palle de contente, e balbuca-
la com o delirio do sua paixao :
Sou um original! Pergunte a Crter se uno
sou um original! Pergnnle ledos esees tenhores !
Tenho quati o nome de tea David Rizzio.
Com pistolas a des passoa, pronunciou Cltris-
tian em voz htixa.
Contordo, respondeu Edgard da mesma ma-
neira.
Ouvindo islo, a pobre miss Amy cncc*ton-se a
urna mesa para ngo cahir.
Estamos arrumados I exclamou o mercader
de cavados Hielo.
Slaonlon blasphemava, Lewis (arela os bracos, *
Filowski. qae liaba ama ndole mais lerna antucava
silenciosamenle. Os eulrot tocios imsiravam iual
anguslia. '
Nesse momento oaviram-te as primeiraj notas da
oKhestra da sala de baile. Jane, leudo sempre u
sorriio noi labios, embota nada houvesse perdido do
que passava-se em torno da si, estendea toe al va
mao ao commodore. u qual beijou-a eom embriaguez,
Milord me erara agora 1 percaatou eilav
Oh 1 senhora! respondeu Roberto Davidapa
enlhastasmada.
Ao mesmo lempo Edgard e Chrisllan sopararam-
se depois de terem trocida nm vigoroso aporto de
mao. *
mieE|"tam0*de ,MOrd0' dm* Ed8wd', bn^-
Al breatmeaie / repeli CUrislian.
Man Amy reuni luda Man lorras, e eorreodo
Pu,a'"'" m" e"! !^,,, P*la a"
Elles vio baler-se, senhor !
O commodore, encarou-a espantado, e reipondeu ;
Irra.' farai por er lesiemunha do duello.
{Conlinuar-st-ha.)
1
1



/
_ *
S>
DIRIO DE PERHAIIBUCO QUABTa FIRA 8 DE AGOSTO DI 1855
\
bedoria da prelado com dneu candidato trum-
P"**to, ditendo qae n Sr. Soma Franco incantcs-
laOtlmenle o ezcede em materhs seriaos polticas.
Ei qoe se fundar ase inconleitarilmaU* 1 So nao
foi ero algoni ezame Mo de |irozimq em robo* oa
candidatos, porque se foi em tero|MH em que S.
Kze. andava palo Para, de orillo para ei lem estu-
dado nrailn, poda ser qua alo soja maia ignorante
ncsaas malarias, que n3o sle os,dVtireviario, per-
lilla-nos que deelme do ara nconftlatulmetf ;
>Jl* J emendada nc. nlo eramos peana
aiorea**Un dogmalica, que a'tti.oser molla im-
prudencia, fin rauida eom .imita mawrtnrt fir-
meza. \
Tambero nSoquzemos, e ntun priciMTanoa moa-
Ir o merecimenlo de 8. Ezo. com ignorancia e
ralla decaracter ^scnlhi,l,.enad>r ; n8o ; isto
m invenc3o do Sf. corresponde ite; o que diaaemoa
foi qua uenhum ara preferivel a S. Bir que eflec-
livamenle so lem feito pessims ecolhs, nada im-
portando que lenham ido faite pelo poder modera-
dor, porqoe *s actos deste poder a ala* iaentot da
rospontabild irie legal, mas da tespoiisabilidade mo-
ral nunca puolieiaU nenhnm de mundo leve a louca
protocolo da isenta-los, e ae ja leu sao em lguem,
que mereca crdito, mande diter para c, que mullo
hade inioreasnr aoa acadmicos : mande diter mes-
ino em auas oorreapoudeeias, qoe nao ae tmente
noliciadaras, tambem sao nolilieas, aperar de ser*
centra a vonU.de do propietario do Diario, qoe a
deseja qoe sena leitorcs saibo do noticias, que Ins
ulereasem, a nao de iulrigazinlus leeaes de qualquer
genero que el! ai sr jaro. *
Recia % dt agosta de 1855.
ftW^tlHB A PEDIDO,




Sobre o timlo do nosso amigo e col-
lega Manad Joaquim Pinto Lisboa.
Jla Dos, Senhor mea Dos,
tutumo mundoQHeniosejasoffrer?
htmtm na*C4, Pipa wai $ ilutante,
Etaffre al morrer !...
6. Dias.
Morreo ainda no verdor dos annos.
Baleado Ihe no peilo lana vida,
gera vida de mala para seus aonhoa,
yue, m a* leve, lavoq para o si*ilchro I...
Morreu ainda lio moco I qoanUo apena*
Tao eeaco Iba fallava p'ra que m luiiros
Colliem da atiencia, indo dep-.os.
Como aacasso tributo, aoa pea ca patria .'...'
nlnrrau, sin morrea, miie pot um termo
A' vida-de. tormentos que levava :
Tara elle, qutl pama um meteoro,
l.tgeira se paisou a mocidade
Pos-Ojo* da juvenlude ot doce risos
Jamis sena pitres labios roaclaram !
Para ella foi ella um d'esses sonlios,
Qaa eunham-se, e jamis se reatisaro...
Qua*) do mundo desprendeu-si, vendo
Uuebrado o duro lo que o prenda
A' attate fim de solirimenlo*
Qoe araaole --4e vida lera o neme ;
Sobraeoo-ae ecm Dea* para nlri;ar-lh
To paro con dalle recebara
Base ralo (la lar, eti'alma d'anjo L
- .......
De ata mli, nnsaos nicos aores,
Eipirou repollado o doce ora* I
otra nome indisli neto, que worreu llie
No alHmo suspiro i flor dos labios...
Ss nm'arvore brotan nocivos fructos.
Deve eeds railes desecada,
B ataH^Moe l*nado no olvido ;
e os frustos bons,
l)eve aqaalla lomeadaser podada, *!*
E cates |ar colliidoa cora disvote ;
Porque tea duro tronco na seguirm !...
Tal lele, meo amigo.... mas be jen,
QaajMremio da virlude a nos eioa
Por apairoae \*m* reraber...
Koala mal compensado tobr'alem,
Se ama mli entremeta o cu te den,
Tambera' le den un) pai, que aulot nlo (ora...
Morraate... d'nma vida immncnlida
l'ur galinrd O ti vate indiflerenra
Se lalado vivante nesle mundo,
leliro liem poocoa le levaram !...
Foraro poucos, he eerto ; mas ani'gos !...
Alil consola-te poia, que s nao late
Quam na vida sorreo tragos amn-gos...
Qnasi MOfre r o* bous he este o premio !
Saocaaieoa Dioea faltos, que mcrrendo,
Apoleose recetem ; masjn tarde...
Eis e'ra fun;rea, qoe le ofTerlc :
ior mim para deporte
Sobraa lousa da campa que t'agu.irda :
U o aliimo prsteate oTnm amigo,
Goarda-o no pello, a dorme o sbrino eterno.
Kecife 4 de agosto de 1855.
A. L. i 'Morati Rigo Jnior.
insana.
re o cmiattr dn collega extineto
Una Xagrimaaa meiun se derrame
OL'TRA.
I anille ruidosa
lo Rico a dubll Mesa
A fome da Pobreta.
\o brodio nesla relva
Reelina-sea gloria
Melhor doce Alegra.
A Brisa esparte aromas,
E a l.ua melga, e pura
Rcalja esta ventara.
Aqoi ritonhos copos,
O' candida Amiaada !
Feliz simplicidade 1

A. J. de .
Errata da poesa Jtablieada no Diario n. 181. Na
5* hnha da 5 slropne, em ve degracala-se
garrea; na ll" linha da 10 strophc, em ve de
praiala-sepatria. Algumas fallas na pontua-
clo he desncccssario ratificar.
VARIEDADE.
Mov
y
V'

?
Y
mt
4
! na flor da vida soa
i lern adoine torria
arTragil flor qua o vento arranca,
Ao ieo ro arremessado !
Perr: j,i sem fort
Por ni:.,- '..i : 'i11 a combatido,
A' Ierra ( i adeosadaot extremo
Do mando despedio-se resignado .'
Foi br la morte o sopro
Aliro pa, sem que ao ni-nos
Seas rlbof moribundos divisassem
l'alii. ultima vez o berjo amado !..,
Agora que o rulurotlie torria...
B nateam Matji esptrava ver cornudas
vaina morle
[a da Misten
o sepulcliro !...
linda em breve asanle
i#cab.m,
frm>so 1
i eno tepulcliro
apida frii. ram
Souhos doaradoa, Uloaoet formotas.'...
Qucot o ria antro nos temor* Uto liiate
Ta calado, a tiloso.. 1
Um-quja-d*albeio ao m1 ga' mora
Com Sea sello fatal ma
Coilado I tempre bom jamis o vimos
licagostar um eollega l,. sempre airavel
Bem qeisto era de todos !... ab pir elle
Unta JagrloM a menos se derrame !...
Como chrislle tiffrau resip, oado
Ihi vida o pasna nanlo Uo preeote...
Me af m espilo
le ao tomao cierno !..
I resplendente de virludei
a,
Subki como tur perfume aos ps lo E(froo,
E aeo anjo da cu arda radial
peo por linda ni tefra a inissao sa.
Sabr o i-jd.iver do eollega extinelo
lima lagrima au manos ae derrame.
J. D. R. ia Cnh%
Agosto da 18)5.
ai
Par occa'iio da sakiia do delegado o mvjor (Jar-
les di Montes Camito.
COLCHE I A.
Vo honrado Comiilo,
l-.udeco a alta sentir.
GLOSA.
Me inquieta o coracAo,
K me fu vivar em lida,
A haeliioaa partida
Do honrado Cami.uio.
Fica pea ale serllo
Eulrepaa ao Unte porvir ;
Ao menos quero imprimir
Ita menl'este Liberal,
Por nao vir lalvax igual,
Emite? a falta tentir.
OUTRA.
f'Vdeeo a falla stn'.ir,
Vo honrado Camisio.
GI.8A.
Vaf-ae, uao torna mnis vr !
Que petar e perda inlens!...
lio CaniisRo a presenca
Bu decir a falla sentir
O que devo presumir
Com eslu separaeflo ? I
Gar.inliuns perdsla a mi
Qoe ks redraa diriga
A polic a e energiat
Do honrado Caaisao'.
Gsranlmns 30 de fnlho de 1855.
Manoel loaquim Pirtira Helio.
ANACRENTICA.
I)e amores Uo liados,
Que adilam a Gente
O' Lyra, no cenes
O canto innocente.
uso mentido
N lo sabes vender
Aoserimet i i lustres .
Os i inmune Poder,
Mis brincas mimosa,
W Pa. a ventura
0
Nos da na ternura
Eiulla, qua Amor,
E L'lina gentil,
Brilhante renome A '
Ti dio no Brasil. p
:o do espirito publico em aplas
1653.
Setnelas, artes e iltmralura.
No etlade.aeloal das eousas polltic.- o melhor par
lid.i que poasam os Napolitanos tomar, he darem-se
aos trabalhos serios do espirito. O dominio das le
Iras, das arles, edassciencias abre um vasli3simo
campo i aoa actividade, a urna consoladora divertAo
as suas preoccuptOes politicks. He do interesse do
govvrno dirigir para esae lado, as imaginacoes, e he
juslo confetsar que a proleeelo do re nunca falln
aos sabias a aos artista. Todava, compre notar
que, too-o a'pecio Iliterario e scenlifico a socieda-
de napolitana acha-se boje, como nn mor parte dos
paizes da Europa, n'um periodo de transiciio e de
espcclac^o. Urna gerae.no dislineU esln acabada;
restando apaqas alguna espritus emineules, e a viu -
donra, que iem de a aubstiluir, u3o te aprsenla
era condices assns favoraveis para que se posta
mullo esperar dos seus esforco-.
as sciencias moraes, o bario Galuppi, fallecido
ha annos, ainda nao foi substituido, culrelauto elle
lem um suceestor, o Sr. Luiz Palmieri, que profes-
sa a pbilosopliiacom grande dislincc.lo na ahiiversi-
dade de aples, cultiva tambem com feliz succetso
as*ciencias phjsicat, e he conhecido na Europa por
'JPP*'anles descobertas. O eusino da medicinu con-
radous professores mu Ilustrados, os Srs. Cutillo
e Melchionna. Os Srs. Flauli, Mendia. Padula,
/.anuoli, Tucc, Bru, Trudi e Avolio sustentara
honrosamente a anliga gloria italiana nos diversos
ramos ds matlieroatkas. Com ludo, as ciencias
exartas aSo uo presente scalo inaij senilmente cul-
tivada no ponto de vitla theorico que praJico.
A astronoma he represntala pelos Sr<. Capocci e
de Gasparis. O pnmeiro tcm-se distinguido por
seus escnplos, o segundo pela descobrrla de inuitos
planetas. Alm do Sr. Palmieri, de quem ja falla-
mos, o abbade Giordano e o professor Pace slo in-
signes e fazem auloridade n ensiifo a phvsica. Em
chimira cilam-se os professoolb Presulli, Scarpati e
de Napol ; esle nllimo lie dlrtclor de um jornal da
clnmica.
A mineralogin he ensinadn pelo Sr. Scacchi, di-
rector do mu-eu de mineraloga, e autor de diver-
sas memorias sobre esta sciencia.
Em botnica, o cavalleiro Tenore lie celebre por
sua Flora napolitana, e urna indnidade de deseo-
bertas muilo apreciadas nn Europa. Os Srs. Cosa
delle Chiaje e Laruccia prnfcssam a zoologia, e suas
obras nesle genero silo classicas, e como taes reco-
nhecidas na Europa.
A eslMitlica e a economa poltica slo cultivadas
pelos Srs. Morena e Rotoudo, autores de diOeeenles
obras que interesssm ao commercio, a industria e i
admini.lrnro.
A, Juri.piudenca he eiuinadu e pralicada com
suecsto digno da patria de lanos legislas eminen-
tes, e de Filangien principalmente. Nicola Ncolini
continua-essas tradi(Ces por sua eloquencla, e seu
eoiibeoimeiito profundo de todas as legisla(es an-
tigs e modernas da Europa. Elle ha o nico que
resta d.iqoella nolavel reunan de jurisconsulto* en-
carregades de applicar o cdigo napolelo no reino
de aples, e que com to Jiom resulUdo desempe-
nlinram essa larefa.
A erudcrio e a historia lambem lem representan-
tes dislinelos no reino de aples. Desle numero lie
o cavallsio de Cesare, autor de dous volumes no-
lavis sobro o rci Manred, qoe perdeu a vida na
balalha do Renevenlo, e cujo reino passou ao domi-
nio de Carlos d'Anjou, irm.lo de S. Luiz. O Sr. de
Cesare descreveu a poca em que foi a Sicilia reto-
mada a Franca, e especialmente a das vesperaa si-
ciliaraas, no seu romaneo histrico intitulado Erri-
eo d Abbale. Km lira elle lancou grande luz sobre
os annaes das repblicas italianas com os seos cora-
menlarios sobre o poema de Dante. Alm disto,
elle he o autor das Cartas romanas relativos a al-
gainas particulardas das Historias de Tcito.
O Sr. Carlos Troja est oceupado desde alguns
annos eom a eompoMcao de urna historia da Italia
na idade media. Os volumes ja publicados desla
obra, e especialmente o ultimo, conten um iute^
restante cdigo lombardo, e tero assegurado ao au-
lor um lugar honroso enlre os historiadores moder-
nos da Italia ; e as suas investigacOei sobre a idade
media sao admiradas pelos sabios. O Sr. Nicola
Corcia escrevea a Geographia historien do reino de
vp|es- Kaoobslanle o sea espirito de systeroa,
ettiaMIBfM^aW'lltivida que os Pclasgios, em ve de
receber a civilist^lo da Italia, toram elles mesmos
os promotores da. civilisaclo italiana. E demais,
a tua onra he certamerfle a de um erudito j-oao-
tor est crrente de ludo qutnlo ale hoje aa lem a
esle respeilo escripto em toda a Europa. O Sr. Mal-
leo Cmara, e os religiosos Volpicelli e Minien llic-
ci applicnm-sc igualmente ii chrnnicas do paz.
Cmara publicuu a historia de Amalli e os annaes
das lluas SicIRas, dgitos de elogios pelas invesliga-
rfies profundas e scienliflcas, cujo froclo sao.
Na archeologin, o Sr. Sjntangelo tem direilo a
sor o ptimeiro nomeado, como um eonhecedor emi-
nente om ludo que diz respeilo Is Bellas-Arles ; el-
le recebe com a raaior complacencia os eslrangeiros
Iue vio visitar o seu rnuseu, um dos primeiros da
lalja enlre as coUenOes particulares. O principe
da S. Jorge he o aolor de urna explicacrio das moe-
das dos primeiros res de aples. O cavalleiro
Quaranla, secretario d* academia de II eren laen, e
prufessor de Archeologia na Universidade, be um
dos priucipaes interpretes da ciencia archeologica
em aples ; elle escrevea diversos opsculos e me-
morias que lodos lem por objeclo esta sciencia.' Ci-
taremos ainda enlre os archeologos o cavalleiro
commandador 4'Aloe, que publicon o jutVt de a-
ple e seus arrabal les, assim como inleressanles
memorias sobre as pintaras de Giollo e de /.incaro.
Em fim recordaremos os Irahalhos do Sr. Carlos Bo-
nonci, que por esparo de 24 annos foi director das
escavaroes de Pumpea e de Herculanea e de todas
as mais do reino ; elle he o autor de ama impor-
tante obra, sobre Pompea e Herculanea, traduzida
em varias lingaas, nica em seu genero, o seu lio-
rna est aesociado s mais imponanles descobertas
archeol'Jgicas feilas no reino, taes como a do grande
mosaico de Pompea, e da necropola de Carnes. Se
Ihe deve o desenlulho do amphilbealro de Pozzuoli
e o de um quarlo templo em Peslum ; elle se oceu-
pa com os edificios subterrneos de Herculanea.
Odoque de Venticnano, e os Srs. Genuino, Cam-
Eagna, Ricci, Cuccinello, de Slva, Taran tino, de
ise, Avilabili, a de Cesare, lilho do historiador sao
os nicos sustentculos ,lo Ihealro em aples. O
cavaTleiro de Slerlich, Baldacchini,.de Siva, Mus-
Irtani lem publicado jocosas e interesantes obras de
imaginadlo, e se reconhece no senhor Slerlich urna
grande pureza de estylo. Com ludo o romance nlo
lie a parte mais brilhanle da litleratura napolitana.
Qannio poesa, debaxu de um clima como o de
rapoles, e com urna llngua eminentemenle poti-
ca he grande a teoiacao e muilos nella naufragam.
Os altores mais dislinclos nesle genero slo presen-
lemenla mulheret, anlre as quaes se nota a senhora
tiuaoci, recenlemenle fallecida, as senhoras Taddei,
Fohero, Auliva, Msncini, Rcciardi, Capeclalro,
a condessa GaeUm, as tanhoras Adelaida, albo-
na e Virginia Pulli. A senhora I.anra Terracina,
mollier do cavalleiro Bnnueci, cujo nome a assigna-
lamos, publieou novellas em verso. Ella desc-nde
de .aura da Terracina to celebre por sua foruiosu-
f* e suas apreciaveis poesas que Ihe ndqueriram Un
grande famn no secnlo XVI, qoe o rei da Inglaterra
npiz a oonhecer, a a condecoroa cero o ordem da
Jarreleira.
A imprenta peridica he mol restringida. Ao la-
do da gazela olllcial nlo ha lugar serio para oulras
follus polticas. Todava ha em aples um certo
numero de peridicos especiaes de medicina, de chi-
mic, de msica, de litleralura, de archeologia, de
sciencias e arles.
A critica luterana e artstica be representada por
Anzelml, Rorco, Scrugli, Malonli, Fliilippe, Vol-
picclle, ftatli Anjello, Vlloa, Mudestino a Cirelli.
as Bellas Arles e pintara, o remo de aples
conta alguns homens nolaveis.* Os mais celebres
pintores de historia slo Guerra, de Vivo, Manci-
nelli, de Napoli, Rico. Morano, Morelli, Scelli e
Allanuera, d'Auria eCalalano, o mererem honrosa
meneo I'orgula, Palitzi, Giganli, Carelli e Solari.
Slo esculpieres de fama Cali Rica, Angelio, de
Cresecnto, Irdi a Solari.
Em architectora nolam se Genovesi, Valenle Sa-
ponierl a Alvini. lo lepen lenlemenle das constrac-
es que lheso devidas, lies tem publicado diver-
sos opsculos sobre ai Bellas Artes.
Em msica, Mercadanle, director do conservato-
rio de aples, ha dos compositores acluaes o que
mais honra taz a Italia depois de Verdi. As com-
pusiese de Mercadanle ao conhecidas em Franja ;
o firnro, urna das suas ultimas produecet, foi re-
pretantado era Paris ella be autor de ama longa
serie de partituras, e a de ana predilccclo he o Ju-
ramento. Depois de Mercadanle o maestro mais em
voga he l'etrella toas composicOes respiram a pu-
?za, J ,'n,p''lda da escola de Cimaxosa e de
PaislellO. Os irmSoi Hicc^ dignos discpulos de Zn-
garelli alo induhiavelmente os composilores mais
acreditados no ,{enerojoco-serio. Pappalardo he au-
tor de diflerenta quarlelos que tem lido grande acei-
tadlo. O maestro Gennaro Parisi dislingu-se na mu-
sica sagrada pal gravidsde do-estylo proprio a este
genero da competirlo. Enlre os pianistas, os rasis em
voga como ejecutores e compositores sao Coop, Ce-
rimel, Russo, Litio. Albanese a l.ault. Esle ulti-
mo compoz um niethodo para piano. Dos concertis-
tas cilam-te Bragho, conhecido como violoncelista,
Piulo como rebequisla, Sebastiani qoaoto clari-'
nata e Scaramella qoanlo i (lauta. Mullos dalles
tem publicado diversos melhodof.
----------------------^.^..^^
Neste rpido expesto, temos aasignalado quasi to-
dos oa nomes dosasbios, dos oscriptores e artistas
que gotam alguma crlebridade ; porm, axcepclo
de alguns, v-sa o qoanto linhamoa raao para Hi-
zermos que a lilleralora napolitana acha-te n'umn
dessas pocas inlermediarias e indecisas em que ne-
nhoma iltuslracae nlo ha suflicientemenle reconhe-
eida para dominar as oulras e dar-lhe o impulso e
jqntamente o exemplo. Menos ainda se deve exigir
dos escriptores do reino de aples urna diraccio
commum, um pensamanlu philosophico e poltico.
Us aconlecimentos dos ltimos annos deviam natu-
ralmente reagir sobre a sociedade napolitana, e eao-
sar-lhe um grande desanimo. O dominio da ima-
mnario he o nico que permanece livre. attim co.
mo o da erudiclo pura. A essa respeilo o co, e o
solo de aples slo mais propicios do qoe em ne-
nhom oulro paz ; mas^pcoas a historia quer dea
seus mudos tirar nsneTphlosophicot. apenas bus-
ca a interpretarlo das tradroes nacionaei, a incer-
leza se aprsenla oparalysa todos os esrortos. Os
axcessus da revoluclo, assim como a reacelo que
elles provocaran! lo pooco proprioa para fixar as
crencas, e antes de retomar a larefa doaescriplores
sem liher.es da geraclo linda he bom esperar urna
siluar,lo mais clara e lempos maia calmos. Toda
tentativa /cita para desperlar hoje directa ou indi-
rectamente o debate enlre a sociedade e o poder se-
ria Uo perigosa quanlo nopporluna, ella oqaiela-
ria urna tem proveito algom para a outra.
, {Annuaire des dettx mondes.)
COMMERCIO.
PRAGA DO RECIFE 7 DE AGOSTO AS 3
HORAS DA TARDE.
Cotares odiciaes. .
Hoje nao houvaum colacOes.
ALFANDEGA.
Rendimenlo do da 1 a 6.....60:72939)1
Idara do dia 7....... 5:015*361
65:7453302
CONSULADO (ERAL.
Rendimenlo dn dia 1 a 6.....
dem do dia"7.......
6:58! SOS
1:1213766
. 7:709*570
LMVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dial a 6..... 7185257
dem do da 7....... (5659
8321916
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 1 a 6...... 9:7009701
dem do da 7....... 919)703
10:6503401
CONSULADO PROVINCIAL.
Kendiroenlododa 1 a 6..... 7:2269l(M
dem do dia 7 ....... 1:505988
8:732:091
PAUTA
dos preros eorrenles do assucar, algodo, e mais
teneros do paiz, que se despacham na mesa do
consulado de Pernambuco, na semana de fe
a 11 de agosto de 1855.
Assucar cmcaixas branco 1. qualidade
d 2. I)
mase.........
b. bar. esac. branco.......
." mascavado.....
refinado ..........
Algodlo em pluma de 1. qualidade

s
em caroro. .
Espirito de agurdente
Agurdenlo carbura .
de canna .
2.
3."
i)
caada
Genebra
restirada
do reino .

........... caada
........... botija
.......... caada
.......... garrafa
duas arrobas, om alqueire
@
urna
um
a

i)
ecnto

D


Licor .....
.....
Arroz pilado
' cm casca
Azeite de mamona .
mendobim e de coco
de peixe .......
Cacan.............
Aves araras .-.....
papagaios.......
Bolachas .'. ,........
Biscoi|os -. 'j, ....;. .
Caf bom %,......
b resslolho.....,.....
com casta i........
muido .
Carn secca -'.......
Cocos com casca......
Charutos bons .......
ordinarios ....
regala e primor
Cera de carnauba.....
em velas.......
Cobre novo mo d'obra .
Couros de boi salgados .
> verdes........ .
espitados.....
de 005a.........
cabra corlidos ....:'
Doce de calda.....^.
goiaba .... Jl ... a
seceo............ ,,
J'............ b
Eslpa nacional.......... (f)
eslr.ingeira, mo d'obra a
Espanadores grandes. .
pequeos. ,
Farinha de mandioca .
milho.....
arurula .
Fcjlo..........
Fumo bom...... .
b ordinario .....
em foi ha bom. ...
o ordinario .
b reslolho .
Iperacuanlia ,.....
Gomma .........
Gengibre.........
Lenha de adas grandes .
b pequeas
b b loros .
Planchas de amarello de 2 costados urna
a b louro.........
Costado de amarello de 35 a 10 p. de
c. e 2 ^ a 3 de 1.....
b de dilo .usu-ies.......
Costadinho de di lo .........
Soalho de dilo...........
Ferro de dito ,4f......
Costado de louro.........
Costadinho de dilo........
Soalho de dito...........
Forro de^diu .1.........
" cedro ..........
Toros de tatajuba.........
Varas de pnrreira.........
b aguilhndas........
b b quiris..........
Em obras rodas de sicupira para e.
as
Mclaro...............
Milho...........
lada
I
9

2J700
19800
39200
6*000
5*600
59200
19500
9700
9*70
9180
9180
9700
9580
210
9580
9210
49600
19600
9600
19760
19280
59000
109000
39000
79OOO
49500
33000
39500
C34O0
49000
39810
-91C0
9600
23200
11*000
139000
9160
187;,'
9100
9200
159000
9240
9200
9160
9400
9320
19280
19000
29000
I9OOO
B
alqueire
B
B
B
B
alq.
. .<3>
cento

a
B
a
a

B
quintal
duzia
B
par
a
eniiada
alqueire
Podra de amolar.........umi
b filtrar........
b rebolos ,.....,
PonUs de boi......, ,
Piasaava .'...........
Sola ou vaqueta........
Sebo em rama.........
Pelles de carneiro v ...... ,
Salsa parrilba ........ .
Tapioca............,
Unhas da boi .........
Salilo.............
Esleirs de perperi.......
Vinagre pipa .........
Cabccas de cachimbo de barro,
a
a
, cenlo
molho
, meio
,$>
1 urna
@
1 B
, cento
, .
urna
, B
milhero
2*000
33O0
59OOO
89000
39OO
79000
49OOO
.19000
389100
39OOO
I9500
2940O
9900
IO9OOO
169000
79000
259OOO
109000
99000
69000
49000
69000
55200
3>200
29200
39OOO'
19280
19600
13920
19280
449OOO
30900(1
Jr300
196O0
9640
69000
9800
49000
320
29IO0
'5200
9240
179000
49000
92 tO
SI20
9160
30^000
59000
MOVIMENTO DO PORTO.
.Varios entrados no da 7.
Assii20 dias, patacho brasileiro Santa Cruz, de
102 toneladas, capillo Mareos Jos da Silva, equi-
pagem 10, carga sal a Caelano Ciraco da Cosa
Moreira. Passageiros, Domingos Jos da Costa La-
ges a tua senhora, Jlo Manoel da Cosa a Silva. 1
Liverpool15 dias, barca inglesa oQueonn, de 253
toneladas, caplao William Naul, eqoipaaera 11,
carga (atcndis a mais gneros ; a Me. Calmont 4
Companhia.
liba de S. Thomaz73 dias, barca americana C-
Aogostas, de 351 toneladas, capillo Howe, eqnl-
pagam 12, carga carvio ; a ordem.
Navios saludos no mesmo dia.
AracalyHiale brasileiro Aurora, medraEslaco
Mendes da Silva, carga fatendas e mais gneros.
ParahibaPolaca hespanhola Guadalup, capillo
J. Foolanis.em lastro. Suspendeu do lameirio.
Liverpool por MaceiBrigue ingle/. nEmma-, ca-
pillo Thomaz White, carga assncar.
Rio de JaneiroBarca braiileira Malhildea, eapi-
Uo Jerouymo Jos Talles, carga carvln da peda.
Cnnduz a familia do capillo com 3 ea:ravos, a 2
ditos n entregar.
PhiladelphiaPalichd americano aScolhiib, capllo L
James B. Fisher, carga assucar e couros. Paisa- % Pe Jaizo co""u"
geiros, Alberto Foster Damon e 3 marojos presos a ^P'1"' ,e f publico para conhacimanto de
--- -........= o marojos presos
remedidos pelo conul americano.
AlcobacaHilie brasileiro -rConceicSo Fsliz, met-
Ire Manoel Jos da Bua-Morle, em lalro. Pas-
sageiros, Antonio JosoViegas, Jlo Fanciseode
- Medeiros.
EDITAES.
-- Olllm. sr. inspector da thesooraria provin-
cial de Pernarnbuco, em cumprimenlo da ordem do
Excro. Sr. prndenle da pravincia de 28 do correnle
julho prximo lindo, manda fazer publico que no
da 30 do correle, peranle a junta de fnzenda da
inesma thesourana, te ha da arrematar, a quem por
menos lizer, as obras supplementsres a lazer-se na
ponie sobre o rio Capibarlbe na estrada do Pao
d Albo avahada em 12:8919822 rs.
A ,rre.ma.li,ci,. fela na forma da lti provin-
cial n. 343 de lj de rnnio do auno lindo, a tob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrematarlo
compareram na san das sessoes da mesmi janla no
da cima declarado pelo meio dia cumpeleulemen-
te habilitadas.
E para constar se mindou afiliar o presjnte e pu-
blicar pelo Diario.
Secreiaria da Ihesouraria provincisl du Pernam-
buco 4 deagosto de 1855.
O secretario,
Antonio Ferreira da Annuneiarao.
Clausulas especiaes para aarrematcro.
I. As obras supplcmenlares da ponte sobre o rso
Capiburilie junio ao engeiiho Camorim, sarao feilas
de conrormidade com n orcamento npprovado pela
directora era conselho e presentado a approvacao
do Exm. S. presidente da provincia, na importan-
cia de 12:8919822 r.
2." As obras da tpala geral serlo principiadas no
prazo de2mezes, e de lindar-s no de 8 a contar da
dala da arrematadlo.
3. As mais obras serilo principiadas 2 metes de-
pois de ser o arrematante intimado pela reparticio
para esse fim, c serlo concluidas no de 6.
1. O pagamenlo sera feito em qualro prestarles
icuaes: a 1. quando estiver prompla a melade dos
obras da apala geral, a 2 quamto estas .Miverem
concluidas, a 3. quando melade das mais obrasesti-
rem feilas, ea 4. e ultima q jando todas as obias
esliverem concluidas.
5." Para ludo o mais que nlo estiver especifi-
cado as presentes clausulas seguir-te-ha o que de-
termina a lei provincial n. 286.
Conforme. O secretarlo, Antonio Ferrei
d' Annuneiarao.
O Illm. Sr. inspector da thesn-irari.-i provin-
cial, em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia de 31 de jolbo ultimo manda
fazer publico que no dia 23 dn correnle. perante a
junta da fazenda da mesma Ihesouraria se ha
de arrematar, a quem por menos lizer a corservaeflo
permanente da estrada do sul, aterra dos Afogados e
Remedios, porlempode 10 mezes contados do 1.
de setembro do correnle auno, avahada era 5:4009.
A arrematarlo ser feita na forma dn lei provin-
cial n. 313 de 15de maio do anno lindo, 13 sob as
Clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrematarlo,
comparejam na sala das sessoes da mesma junta, no
dia cima declarado pelo meio dia competentemente
habilitadas.
E para constar se mandn afiliar o presente e pu-
blicar pelo Diario. ,
Secreiaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 4 de agosto de 1855. O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciacao.
Clausulas especiaes. para a arrematarao.
1." Eiecular-se-hilo ditos trabalhos deconformi-
dade com o orcamento approvado pela directora em
conselliq e apresenladn approvaclo do Exm. Sr.
presidente da jrovincia na importancia de 5:400.
2.1 O pasarneoto verilicar-se-lia em 10 prestarles
mensaes. ] 1
3." Melade do pessoal ser de genleliire.
4.* Se o arrematante tem cumprido lodo o anno
com as suas obrigacOes, e deixar a estrada em me-
lhor estado que a lomara, receber, a titula de gra-
tificarlo, mais dez por cento da importancia total da
arrematarlo.
5." Para ludo o que nlo se adiar determinado
as presentes clausulas.nem no orcamento segair-se-
ha o que dispon a vespelo a leitorovincal 11. 28JL
ConformeO secretario, Jn^^io F. d'Annun-
ciarao.
do crrante pelas 11 horas da manliaa
na casa do Banco, afirn de Ihe seren apre-
sentados os estatutos revistos pela respec-
tiva commissao, e. approvados defliniti-
vamente. Kecife 4 de agosto de 1855.
Bario de Caraaracibe, presidente.
Jo8o Ignacio de Medeiros Reg, secreta-
rio.
I Pelo juzo commorcinl de primeira instancia
[wi. u.:i., __ ._ >. ... .
qoem interessar posta, qut no dia 8 do correnle pe-
la 10 horas da manhSa, terfl lu^ar na rasa da resi-
dencia do Exm. Sr. Dr. AiraBmo Francisco Piretle
a reunilodoscredores-da masta fallida da casa com-
mercal de Andrada A Leal, fim de ler logar a ve-
rificaco dos crditos e deliberar-sa sobre a concr-
dala e administrarlo da referid cas. Cidade do
Recife 6de agoslo de 1855. O escrvo interino,
Francisco Ignacio de Torres Banieira. |
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, em comprimnntn do
arl. 22 do regulamenlo de 11 de dezembro de 1852,
faz publico, que fnraui aceitas as proposla* de Joa-
quim Anlonip l'ereira e Jlo Ferreira de Carvalho,
para fornecerom :
O 1., 18 copo devidro, a 160 r. ; 176 pralos ra-
tos, a 100 rs. : 87 ditos fundo, a 100 rs.
0 2., 6 copos de vidro lapidados, a 500 r. ; 48
casaes de chicaras e pires de louca piulada,.-! 150; 24
manteigueiras da dita, a 640 r.; 17 onrinet hran-
cos, a 480 rs.; 6 ditos pinlidos, a 640 rs. ; 34 bu-
les de Inora piulada, a 700 rs.
E avisa aos supradilos vendedores qno devem re-
colher ao arsenal de guerra os referidos objeclos no
da 8 do correnle rae.
Secretaria do conselho administrativo para fnrne-
rmenlo do arsenal de guerra,7 de agosto de 1855.
Bernardo Pereira do Carme Jnior, vogal e secre-
tario.
PUBLICAQA'O LITTERARiA.
Acha-se i venda o compendio de Theoria e Prali
a do Processo Civil feilo polo Dr. Francisco de Pau
a Baptisla. Esta ebra, alm de urna introdcelo
sobre as accSes e cxcepcOes em geral, trata do pro-
cesso cvel comparado com o eommercial, eonlm
a Iheoria sobre a applicaco da causa julgada, e ou-
lras doctrinas laminosas: vende-se unicamenle
toja de Manoel Jos Leite, na ra do Qoei-
10, a 69 cada exemplar rubricado pelo
mado
Jutor
TIIMTRO
m
O Illm. Sr. inspector da .
cial, em cumprimenlo da resolu
zendt manda fa/.r publico, que
rente vai uovamcnle a praca ar
quem por menos fizer a obra
cmara municipal e radei
avaliada em 2:2009000 ra.
E para constar te mandn a
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria
buco 4 de agoslo de 1855.
A. F. d"'Annunctoffii.
provin-
I do cor-
ematada a
da casa da
de Olinda,
presente e pu-
de Pernam-
11 IlillPIJlJrl
C0MPANHI1 GYMP4STICA MANCHA.
QARTA-FEIRA 8 DE AGOSTO DE 1855.
Depois de uma-brilhante ouverlora. abrir-seha a
scoua adarn principio ao espectculo
t-a PARTE.
DANSAS NA TORDA.
1. UM PASSO, pelo joven Afionso.
2. DANSA GRACIOSA por madameaella Alexan-
drina.
3.o GRANDE DANSA e cvolacao pelo Sr. Flix.
I. Por pedido geral a GRACIOSA G\ VOTA pela
Sr. Williams. ^
5.-> GRANDE TRABALHO'scm maromba.
6. A GRACIOSA POLKA sobre doat cordas pa-
rallclnsdansado pelos prineipacs actores da compa-
nha.
7." AS PYR\MIDES ARBICAS do carnaval
por loda a rompnhia.
8. AS CORDAGENS AMERICANAS grande
Irabalho gymnaslico por cinro artistas.
9. O GLOBO AMBULANTE eaeculndo sobre
urna bolla e diversas dansas e exercicios, pelo Sr.
Flix.
lO.o A PASSAGEM DO COPO, dos arcos c da ca-
deira secuido da DE8LOCACAO.
11- l'or innmeros pedidos O TRAPEZIO VO-
LA INTE.
12.o A
DECLARACO'ES.
O arsenal dq m sr i n ha compra no dia 10 dj cor-
renle mez,s11 horas da manljaa, os objeclos aonixo
declarados, sob propostas em cartas fechadas, que
aprsentelo al is 10 horas do dilo dia, quera quei-
ra vende-los :
Ateile doce 011 de coco para o pharol, 123 a 200
medidas; raspadeira, ti ; Unta de escrever, 20 gar-
rafas ; fio de alsodao, 1 arroba ; lapis, 12 duzias ;
limas sortidas, 50 ; cairo velho, 5 arrollas ; peonas
de palo, 1.000; prego de cosladinho de 6 polega-
das, 1 barrica ; dilos de guarotlo, 1,000 ; brotas
de caiare pintar, 50 ; almagre, 1 barril ; breu, 5
dilos ; cobre de 20 onras, 50 folhas ; prego pa
dito cobre, 50 libras ; saceos de condcelo, 50
mutas para natos. 10 ; paprl almaco bom, 10
BMa ;_dilo dilo ordinario, 10 lilas ; dilo de peso
bom, 5 dilas ; piassnba, 20 mullios ; tinta preta, 10
latas ; alcalrlo, 2 barris ; ferro ioglez de 6 7 oita-
vos, 20 arrobas ; linleiros de eslanlio, 6 jogos.
Secretaria da nspecelo do arsenal de marinha de
Pernambuco em 2 de agoslo de 1855. O secretario,
Ale.vanare Rodrigues dos .lujos.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conaelho administrativo, em virlude de aolori-
saci do Exm. presidente da provincia, tem de com-
prar os objeclos segomtes:
Para o hospital regimental.
Brim branco liso fino para loalhas, varas 32 ; cu-
bos ino loros 10 ; livroem branco paulado com 300
rutilas, 1 ; dilo com 500 dilas, 1.
Companhia de artfices.
Livro mostr com 200 folhas, 1.
1'roN menlo dos armazens do almoxarifado. ( llicinas
de 1 > e 2." classe.
Ferros de capa de polegsdas, 12; ditos lizos de
I 1(4 de polegada. 21 ; compacos de ferro de 6 po-
legadas, 6 ; serras de volla, 2.
3. classe.
Carvio de pedra, toneladas 10 ; limas chitas de
diversas polegadas, duziat 12 ; ditas meia-cannai
dem, ditas 10 ; dilas muras dem, ditas 4 ; ditas
triangulas dem, ditas 4 ; I1111atr.es dem, ditas 4.
4. classe.
Trincal,libra 20;|limas chalas de diversas polega-
das, duzias 7 ; ditas mujas idem, dila 1 ; ditas mcias
raimas idem, ditas 6.
5. classe.
Fitas de lia para silbas, pecas 4 ; pelles ds cabra
curtidas, 200 ; meios de sola curtida, 300.
Ouem os quizer vender aprsenle a suas propnstns
em caria fechada na secretaria do conselho s 10 ho-
ras do dia 13 do correnle mez.
Secretaria do conselhoadminislralivn para fornc-
ciinenlo do arsenal de uuerraO de agosto de 1855.__
Jos de Brito Ingle:, coronel presidente. Bernar-
do Pereira do Carmo Jnior, vogal
lario.
1WX1 /IdliLiiV-'
A Sr.s Williams tornar., a azer esta diflirilima aa-
cencao por mullos pedidos e por nlo terem lodos
podido bem apreciar.
A companhia agradece cordealmente ao respeita
vel publico desla capital o bom acolhimento e pe-
de-lhe anda urna vez tha prniecrao.
Os bilhctes so acham a venda boje do meio dii
ate as 6 da larde no escriptorio do theatro, e ama
nhSa das 10 alea hora do espectculo.
As pessoas que mandaran) separar bilheles para 1
e boje do pigio da al 6 horas da larde, e nlo vindo
buscar serlo vendidos.
THEATRO DAPOLLO.
Sociedade dramtica emprezaria
QUINTA FEIRA 9 DE AGOSTO DE 1855.
Depois da nrchestra executsr umn das suas inellio-
re* ou veri ora, lera limar a representar! do muilo
appiaudido drama em 5 acls que lem por titulo
kmo& riiaiAL
ou
6S SALTEADORES DA I0NTANHA DO POBRE
Terminara o espectacalo com a muito jocosa farra.
0 IRMO das almas,
Principiar as 8 horas.
O abaixo atsgnado constando-lh-i qoe offlciaes
de jottica desta comarca pasarsm por f lerem-no
notifleado para a demarcarlo do engenho Bambur-
ral, oslando elle fora desta comarca ,o qoe prova-
r te necestario forj, e para evitar taes facilidades,
declara que tjualqoer citaelo ao mesm; para ler val-
lidada devera ser a certidlo do oflicial tambem as-
signada pelo annuncinte ; prevengan que declara
em taes casos,para todas as comarcas desta provincia.
Francisco AntonioJi'ontual.
Dosapparecau no dia 5 do correnle uraaaacra-
va parda escura donme Francica, t e 35 a 40 an-
nos de idade, groca do corpo, altura regular, olhos
grandes, bem parecida, lem no quaiio do lado es-
querdo um signal com cabello bastantes grandes,
lovou sai.1 de chila a oulra da melim prelo por
cima, baeta preta e mais alguma toupa de seu
uso ;. foi escrava de ndr Cavalcnnli de Albuquer-
quo Areoverde no serxao do Buique, a foi vendida
aqu por Goveia A Leite; roga-sa a qualquer pes-
son que a pegar raande-a entregar a Domingos A nlu-
nes Villana no sitio da Torre oa na rua da Aurora
n. 51, quesera' bem recompensado.
Nn.dTa 10 a II horas, na sala dnsaudiencias,
depoisde Anda a do Sr. Dr. julz de ausentes, se ha
de arrematar um sobrado de um andar n. 92 tilo na
rua Imperial em chlo proprio, com 31 palmos de
frente, 79 de fundo o mais 252 para quintal, avahado
em 2:0009, perlencenle ao finado Antonio da Trln-
dade.
O Sr. Joaquim da Silva Cisneiro'Guimaraes,
lem urna encoramenda era casa de Kolh&Bido-
lac, na roa do Trapiche n. 12, priraeiro andar.
A pessoa que nnnonciou precisar de 7009000
rs. dirija-se i rua do Livramenlo 11. 7, loja.
31t
N0RPHE4
e outras doentjas da pellc.
Trata-sa com especalidade as airecc,6es da
9 pelle, particularmente a morpha, 110 consul-
w torio honuropathieo do Dr. Casanora.
* 28 RUA DAS CRL7.ES K. 28
No mesmo consultorio tem sempre gmade
m sorlunenlo decartelras de hommopalhia mui-
* lo em conta.
* Carleiras de 12 me licamenlos a OJtOOO.
de 24 a 69,10, 129,159 209000.
9 a de 30 a I85DOO e 249000.
de 48 a 229000 e 289000.
> u de 60 a 26OO0 e 329000-
de I i a 553000 e 708000. V
9 Tubos,avulios a 300, 500 e I9OOO. &
Frascos de tintura a 18000.*
S Deposito da verdadera tintura de rnica f|
9 tirada da planta verde na Svizera.'
Elementos de homu-opalliia, 4 vol. 69000 9
O senlioreis que sao devedores de
contas de mais de anno na loja de calca-
do, praca dr. Independencia n- .", ha-
jam de r ou mstoaar satislazer seus d-
bitos no pra/.o de quinze dias, visto nao
ser nossivel mais espera r : alias serao clia-
mados pelos seus pivjpnos nomos e se usa-
ra' dos meios leffaes. Kecie 7 d aposto
de 1855.
Da'-se dinliciro a juros sobrepenhe-
res de obras de ouro e prata : na rua da
Guia n. 40,
O administrador da companhia de
operarios em trrico das ras desta cida-
de, precisa de traballiadores para o mes-
mo servico, vencendo os forros, 720 eos
captivo 640 re'is : dirijam-se a rita Nova
n. 44.
999CSS8-9$M9i9e3A
9 Desencaminhoii-sedo pdenlo abaita as- 9
signado, meio bhcleda nona lolcria das amo- 9
9 reiras e bicho de seda do Rio de Janeiro, cu- *)
!t jo numero ni o est cerlo o abaiio asignado, 0
' so sabe qoe he da casa de tres mil, ms linha 9
~ as cosas o nome por eatenso do abaixo as- 9
aado; por "o previne-seaos Srs. raule- 9
v lisias que no caso de sabir algom piemio era 9
3$ sillo meio bilhele nao o pa?oe senio ao auai- J^
9 o asssnado.Jos Antonio da Sllra Maia. 9
$$9989998-99S<99&e<9999
Sr*. Redactores.Tendo coaataulemonte |ido ca-
lomnado em minha honra pelo peridico Echo
cm unas correspondencias soba assiitualura deJu-
vencio-que sao feilas, segundo he publico, pelo
Dr. I.ourenrn Avelino de Albuqnerqoe Mello, ve-
^ihopor meio desla desafu-!o, bem cono a ourem
qn.dquer, para que declare-si autor diqueltas cor-
respondencias ; porque quero, peranle os Iribunaet
comp icti'.cslrs, convence lo de complelncnlumnis-
dor.em ludo quinto rnnlr.i a minha hira se lem
escripto em dito peridico ; porquautn sou iuimiso
de ler discussoes com individuos que su escrevem
debaitQ do annimo.
Queirlo Sr. redactores dar poblicidade a estas
ludias pelo qne muito obrigado Ihe ueaiei. Ilarrei-
ros 2 do agoslo de 1855.
.talero Manoel de Meieiros Furtado.
AVISOS martimos.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Pretende sabir com muita bre,vidade.
o patacho nacional CONFIANCA, por fel-
parte do seu carregamento ptomp*to:
para o resto da carga e escravos a rete,
trata-se com os consignatarios Novaes &
Companhia. na rua do Trapiche n. 5i,
ou com o capitao pa praca.
CEARA' E MAHAMIO.
Segu no dia 10 do cotrcule mez o palhabole Ve-
nus, capillo e pralico Joaquim Antonio Gonralvrs
Sanios ; para o resto da edrga e passageiros, Irta-se
com Caelano Cjriaco da C. AI., ao lado do Corno
Santo n. 25.
Para a Babia segu em poneos dias a veleira
Garopeira LicrarSo por j> ter a maor parle da car-
ga prompla ; para o resto tralarse com seu consig-
natario Domingos Alvet Matheus, na rua da Cruz
n. 54
I'ara o Aracaly com escala pelo Ass abe m-
preterivelmenle no da 20 do correle o hiele An-
glica : para carga e passageiros lrala-se com Aolo-
nio Joaquim Sevo, ua rua da Cadea do Recife n.
49, priraeiro andar.
LEILOES
1
Estabelecimentos de caridade.
Salustiano de Aquino Ferreira olferece gratuita-
mente ao hospital Pedro II melada dos premios qne
sahirem nbs bilhetet intuiros ns. 2289, 3176, 4784 o
5183 da terecira parle da primeira lotera do Gyra-
oasio Pernambocano.
le urna ama para casa da penca fi-
iptiva, paga-se bem : na rua
n. 46, segundo andar
Os Sw.''Antonio Altes Barbota. Antonio Mar-
ques de Antoras e Francisco de Astis Brito tem carta
na rus da Florentina n. 3.
Georga Patclielt. curador fiscal daimassa falli-
da de Leopoldo da Silva (Jueiroz, faz scieole sos ere-
dores do mesmo, "que o Etm. Sr, jaiz especial do
commercio designou o dia i' 1 .' correnle para sa
proceder a nomeado do* administradores, na cata
de ua residencia, as 10 horas do dia, o para asta fim
devem os innimos credores comparecer.
T1ISTUREIR0.
Na rua de Horlis n. 19, reside um lintureiro qua
se prope a tingir fazendas a obras, o chapeos de to-
das as qualidades, por prec* mais eommodo do qoe
em outra parte, e lambem entende de armador, tan-
to da igceja como de vattir anjot-
fo sitio de Henry Gibson, a Ponto d# L'choa,
prreisa-se de trabalhadore de eniada, sendo boas
paga-se 800 rs. por dis.
Quem anouoeioo precisar de 7O090OO, dando
de hypolhaca urna cata, dirija-ae rua das Crazas
n.29.
O Sr. eslrangerp qae fieoo de vir no sabbado
patudo tratar da compra do sitio na eticada dos Af-
ilelos, pode procurar no me- egoar ora do.
dia, que se far lodo e qualquer negocie.
Liberal Froto do Brasil Vidal ae assignar de
ora em ditnte Liberal Moreira Vidal,' iicand*. abri-
gado pelas transacc,oes qoe assignar coas a firma
cima ale esla dala.
Precisa-se de orna ama qua taita bem eogom-
mar e coziuhar, para o ertico da portas dentro do
urna casa de pooea familia: na roa dns Crozes n.
28, segundo andar.
Luiz Borges de Cerqueira comproa por conta
do Sr. Jos Martina Ferreira (do A-
les inleiros da terceira parte da primeira lotera do
Gymnasio Pernambucano de ns. 5317 e 1391.
Precisa-se de ama ama qoe emienda de caaba
e compre : na rua da Cruz n. 7, terceiro andar.
LOTERA DO GYMNASIO PHtt-
NAMBUCANO.
Aos6:000,sOOO, o:000)!(0Q0. e l:OOO000.
Corre iiidobilavelmenla quartt-leira, 22 da agoslo.
O cauteliila Salustiano do Aqoino Ferreira avisa,
ao respetavel publico, que os aeus bilhetet e caute-
las da terceira parle da primeira lotera do Gyntna-
sio iin solTrem o descont de oito ajar soto do im-
posto geral: e acham se t venda as lojas segu 1
rua da Cadea do Recife ns. 24, 38 e 45 ; 0 i
da' Independencia ns. 37 a 39; roa No**. 4 e 1;
rua do Qoeimado ns. 39 e 44 ', roa estreita do Ro-
sario 11. 17 ; no aterro da Boa-Vista n. Ti, e na era-
ra da Boa-Vista n. 7.
Recabe por inteiro 6:000*
a 3:000
0 1:5009
a a 1:2009
a B 7509
n a. 600
- )) 0 1
REPARTIC.VO DA VACCINA.
I'rcviiie-seiis pessoas, que lem de ser vaccinadas,
00 que devem voltar reparlirilo no 7. dia d con-
formidada com o arl. 5- do regulamenlo interno, e
com o arl. 1-do titulo XIII das poiluras inun cipaes
qoe a mesma repartirlo passa a funecionar desde
hoje 00 quartel, que foi da companhia fiza de ca-
vallaiia, no paleo do palacio da presidencia e em
frente do mesmo palacio, sendo a entrada pelo por-
lao de ferro do centro. ReparlicSo da vacuna 30
de julho de 1855.Dr. Joaquim de Aquino Fonse-
ca, commissario vaccinador provincial.
jOsecreftriodo conselho de direccao
do Banco de Pernambuco, avisa aos se-
nhores accionistas do mesmo' Banco,
que se dfclia autorisado o Sr. gerente a
pagar n sexto dividendo de IO.S'000 rs.
por acnio. Sala das sessoes do conseilio
de direccao do Banco de Pernambuco aos
31 de julho de 1855.
SANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernambuco sacca sobre
a praca da Bahia, e contina a tomar
lettras sobre a do Rio de Janeiro. Ban-
co de Pernambuco 25 de junho de .1855.
O secretario da direccao, Joao Ignacio
de Medeiros Reg.
Osassignatariosd'accie para a com-
panhia de Fiaccao e tecidos de algodo,
sao convidados a comparecer no dia 10
O agente Borja far leilao cm seu annazem
na rua do Cullegio n. 15, de urna grande quanlida-
dc de objeclos. como bem : obras de inarcineria, no-
vas e usadas, 2 ricos pianos de jacarando, urna por-
,_ can de spalos francezes de varias qualidades, 1 opli-
e secre-' mo carro ,,e r Ocharlo patentes no mesmo armezem, ludo isto sem
limile de preco algum, o ao meio dia em ponto irao
tambem a leilao os movis pertencentes ao Illm. Sr.
Dr. AgYipino Xavier Pereira de Brito, cm conse-
quencia de se ler retirado para a Bahia : quinta-fei-
ra, 9 do crreme, as 10 horas.
Autonio Luiz de Olivera Azevcdo far leilao
por intervengo do agente Borja, por conta o risco
de quem perlencer, de 144 libras de cha livsson em
catxlnhas do6 libras: sesta-feira, 10 do correnle, nH
11 horas, 110 armazem de Jo- Joaquim Pereira de
Mello, sito no caes dn alfandega ni 7.
Beroardino de Souza Pinlo faz leilao de soa ta-
berna, sita em Fra de Porlas, rua do Pilar n. 86,
em lotes, de gneros e ulencilios perlencelles a mes-
ma, a vonlade dos compradores, a quem perlencer,
no dia 9 do crreme, as 10horas da maohaa.
AVISOS DIVERSOS
LOTERAS Di PROVINCIA.
O Illm. Sr. thesoureiro manda fazer
ppblico, Ihesouraria das loterias, ru do Collegio
n. 15, os hilhetes da 3-parte da primei-
ra lotera, para edificacSoda casa do Gym-
nasio Pernambucano, cujas rodas andam
impreterivelmenteno dia 22 do crtente
mez. Secretara da Ihesouraria das lote-
ras, 6 de agosto de 1855O escrivao,
Luiz Antonio Rodrigues de Almeida.
Precis:i-se de tima ama que lave, co-
zinhe e entenda de engommado, .para
urna cata de pouca familia : na rita Di-
rata n. 119, loja de sHeiro.
THE VTRO DE APOLLO.
A commissao administrativa faz cerlo sos Srs. so-
cios que os bilheles para a recita de II do correle
serilo distribuidos nosdias 9, 10 e 11 do mesmo na
casa do respectivo thesoureiro na rua do Apollo
o. 4 A.
Precisa-se de nma ama para casa de homem
solteiro: na roa da Praia n. 12.
Agencia de passaportes e folha corrida.
Claudino do Reg Lima despacha passaportes para
fora e dentro do imperio e folha conida : na roa da
Praia n. 43.
Da-se dinheiro a juros em pequeas qoanlias
sobre penhores de ouro e praia : na rua da Aguas
Verdes n. 102.
A viuva Dias Fernandes, avisa ao corpo de
commercio qae Manoel Kibero Fernandes deiioa
de ser seu cazeiro desde o da 6 do correnle.
' Rog-so ao Sr. M. J. S. M. qaeira fingir-se
xa* da malru da Boa-Vista n. 20, afirn de eonclair
o negocio que no ignora, do contrario lera de ver
seu nome por eztenso nesla folha,
Prec9-se de una ama para coziuhar om casa
depouca faTnilia, e queseja de boa conducta: a tra-
tar na rua da Cadia do Becfc n. 45.
Desappareceu no dia sabbado, 28 de julho OT
1855, do engenho Mupan da comarca Uo Cabo, tendo
ido pira acidada da Victoria, o cscravo Antonio,
com oS signaos sezuntes: idade 2J annos, pouco mais
ou menos, mulato muilo claro, descolado, que
parece branco, cabello bem estirado, pardo, quasi
louro, corlado a nazarena, porm bsizo, oouca bar-
ba, lem urna pequea cicalriz no roslo, olhos pardos
e pequeos, cara chupada, nariz afilado, bocea re-
gular, beicos finos, olllcial de sapslero, gusta de an-
dar limpo, tem um meio gingar no andar, e qoando
anda he com o corpo mailo cm p, bota o chapeo de
banda purm eafndo para dianle, o pisa forle, bem
fallante c milito ladino, fuma charuto, improvisa de
forro; levou chapeo preto de miwi, jaquela de li-
nho azul, porm desbolado, Wc.a branca engomma-
da, sapahlo de rooro de lustre, motilado (m nm cn-
vallo raslanlio ainafetlo, cavallo de mei >, galopa
bem, lem um carrego corto, muito esperto, sellado e
enfreiado por ter sabido a mandado do senhor; sup-
poe-se elle ler randado de roupa e mesmo o nome. e
desconfia-se ter ido sentar praca em prin eir lioh.i
ou marinha, ou ter procurado a companhia d Sra.
Lurianna. av do pnmeiro senhor qoe leve, a qnal
he moradora na provincia da Parahiba do Norle, no
engenho t'.apuii ; o mulato he natural da comar-
ca de Sanio AnlKo da cidade da Victoria, foi pri-
meiro escravp do finado Jacinlho Theodori de Sou-
za, depois do Jos Josquim de Snnl'Anna Carneiro,
mora lor na inesma cidade, e de prsenle eseravode
Joflo Paes larrelo do.Lacerda, senhor rju engenho
Mupan, e pritesla contra qualquer pessas que o li-
ver ncoitado, e roga a lodas as autoridades policiaes
e capitaes de) campo' a captura do dilo escravo, e
quem o apprehender e leva-lo aa sobrediln engenho
a sea senhor, sera, alm de pagas as despez,is,genero-
samenle recompensado.
PER<;i"NTA-SE AO SR. J. J. DE M.
1. Se esl lembrado de um (ralo qne fu em ju-
nho de 1841 com qm sen erednr de nao pequea
quanlia.de .'lie dar em pagamenlo ,1 finarla parte de
sua safra e assim todos os annos at real embolso.
2. Seja deu principio a moagem, porque sendo
de cnsliime ter priucipio em outobro estamos em
julho (10 mezes) ainda no apparee'eu dilo asaocar.
.1. Se moeu s as tres partea da safra, q>ie em soa
imaginacan-Ihe pareeeu pcrlencer-lhe, drizando a
que linha destinado para pagamenlo do creior.
1." Se como nSo declarasse o anno.se por ventura
he o de 55 para 56.
5. Finalmente ae acha qoe faz favor pagar a
qnem deve, ese o seu credor he qae Ihe deve pres-
tar homenagem, a se acha que o lempo he pouco
Cara sua cajuada, nao se lembrando que uros nao
1 pai de singuen). Bita pergunta faz o
Admirador. '
No dia 9 do correte, depois da audiencia do
Ezm. Sr. Dr. jniz do coramercie,, ser arrematado
por venda, c por ser a ullima praca, o sobrado de
um andar e soiao, sito na roa estreita do Hosario n.
35, por execotlo promovida contra seu propietario,
Henry tbson madoa sea armazn o escripia-
rio para o 11. 52, roa da Cadeia do Kecife.
Bilheles 5)800'
Meios 2(000
Quarlos i.y)0
Uuiolos 1a00
Uitavos 760
Decimos 640
Vigsimos 340
O referido caulrlisla declara qoe so abriga Mpeas
a pagar os 8 por cenlo da lei, sobre os seus b
vendidos em originaes, iodo o poetodor recei
competente premio qne nella sahir.oarua do Collegio
11. 15, escriptorio do Sr. thesoureiro
Ionio de Olivera. Pernambuco 8 do a)
Salustiano de Aqulr.
Casa da Fama.
O cautelista Antapio da Silva Guima-
raes vendeu na sua casa da Fama, noater-
ro da Boa-Vista n. 48 e as outras do cos-
tume, o bilheteinteiron. 2T7, com^:000
reis, divididos em 20 vigsimos, da
dn ptirteda primeira loteria do Gymna-
sio ; logo que sahira lista, os possuidores
podem vir receber.
Precisa-se do ama ama de leite, Mo se olha a
preco : na rua do Livramenlo n. 4. '
LOTERA 1)0 GYMNASIO PERNAM-
BUCANO.
AOS 6:000s, 3:000# E 1:000.
t) cautelista Vicenie Tburcie. Corneiio Fer
avisa ao publico, qae os seas bilheles e cautelas da
terceira parle da primeira lotera da Gymnasio se
acham venda nos logares do rftlisaiii a saber :
rua Nova, loja do Sr. Avellar ; roa ^Cabog, ion
do Sr. Manoel. Domingos ; rn
do Sr. Monleiro da Cruz ; travesea d taaario, loja
do Sr. ilermino ; pateo do Carmo, loja do Sr. Tnpi-
namb, e un rua do Livraraento. loja do mesmo.
Bilheles 59800 Recebe por inteiro 6:0008000
Meios 29800 a com descont 2:7608000
Ouarlos 19*40
Uilavos 720 6909000
Decimos 600 b d
Vigsimos 320 o
O mesmo cautelista declara, que os bilheles inlei-
ros em originaes, nao so/fram o descont dos oko por
cenlo nos Ires premios maiores. a um ficaai obriga-
dos ao descont as cautelas.
O Dr. Ilibeiro, mcdira| pela oniversidadeda
Cambridge, conlina a residrna roa da Cruz do Re-
circ n. 49, 2. andar, onde pode ser procurado a
qualquer hora, e convida aos pobres pau consullas
gratis, e mesmo os visita quando as circumslarrciaa o
ezijam, faz especalidade das molestias dos olhos e
ouvidoa.
Precisa-se alugar um.sitio perto da proe*. que
lenha frucleirns ebaiza : quem tiver anou
No alarro da Boa-Vista a. 77, fabrica de cha-
rutos, precisa-se de ofaciaes para a mama fabrica.
Precisa-se de urna ama forra oo cap
urna casa de pouca familia: na rus estreita do Ro-
sarlo, deposito de pao o. 4.
Na pbvoacao de Grvala, no dia 98'ala jullio
proiimo passado, pelas 8 horas da manhita, foi preso
< desertor Manoel Faustino Ribeiro, que traite em
sua companhia urna parda captiva, de nome Lozia,
a qual foi remedida pelo respectivo subdelegado a
seu senhor, quo disse ella sor Antonio Seripliun da
Silva, morador no Recife, roa do Cres| No acto
ila pristi se lomou ao mesmo desertor 1245000 em so-
dulas, i palacoes velhos, 5 de 29000, 9 moedas de
qualro patacas, e 1 em ouro de I69OOO, 1
objeclos estao depositados. O quo pela delegada do
Bonito se faz publico para oa lins convenienles. Bo-
nito I. de agosto de 1855. Uelphino Angosto Cu-
valcanli de Albuquerque, julz municipal delegadi
O lente Antonio Jos de Siqualra, inorado-
negociante ha muilos aonos.na villa do
dre-de-Dos, faz publico que se nao eatei 1 eom
elle o annuncin publicado pelo Sr. Manoel
Ramos a Silva, leslamenteiro do fallecido Joaquim
Jos Ferreira, no Diario a. 137 de 15 do janho p. p.
ezigind'i de um seo devedor do mesmo nomo a quan-
(ia de IOO9OOO rs., cujo docuioeulo com efleitoeiis-
te em dita casa, mas felizmente com a firma muito
diferente da daqueUe Siqueira dn Breja, e com a
declaradlo seguinle : Antonia Jos de Seqaeir*.
morador no sitio do Caldeirffo em Pian, proviocia
da Parahiba, lilho de|(labriel da Coala Porto le(f-
de 1009000 rs., 11. 8, passada em 26 de junho do
1816 qualro mezes. {filo foi possivel ha maia lampo
fazer-se a prsenle declarar,) par falta de Urep
da parte daquelle lestamenieiro para averigaaco do
caso, felizmente tanto osle como os maia eocarrega-
dos hoje na prensa da algoriao qoe j o ram no
lempo daquelle fallecido-, em poder de qnem.se acha
o tal docusjfuto, eque muito bem eoobeer a este
Squeira do orejo ; eslo convencidos nao ser alte o
seo devedor e nem de outra qualquer quaatia e qne
como negociaola do malo lem lido grandes Iransa-
ces nesta praca, o que anda nenhnm de seos cao-
dores o ehamou ao cumprimenlo de saos devores,
particular 011 publicamente, que para isle oao di lu-
gar, e se por ventura qualquer pessoa que delle
aprsente titulo legal de qualquer quaola dentro do
pro/o UeS dias sera inmediatamente pago, na rua
larga do Rosario u.
Joaquim Jos Dias Pereira declara, que leudo
arrematado em leilao de 9.de junho p.p. lodos as di-
vidas activas que deviam' a Anlenio da Coala Fer-
reira Estrella, cora taberna na roa da Cadeia do Re-
cite, convida a todos aa devedores do dito Estrella,
tanto da praca como do mallo, para qua venturo pa-
gar s no annuncinte, ou a pessoa competente por
elle aulorisada, iito com a maior presteza pessive!,
alim de evitarem maiores deepeas, pas promelle
ter toda a conlemptacjlo cora aa que forem mais
promplos nos^seus pagamentos, podeudo para isso
dirigirse ao annuncinte no atorro 9 Boa-Vista
n. 14.
Joaquim Jos Dias Pereira vai ao Aracaly, o
doranle a sua ausencia, qne deve ser por poocos
das, deiza por saos procaradores a sua mulher D.
Margarda Rodrigaes Tereira, e oa senhoras Anto-
nio Jos da Rosa e Antonio Rodrigues Pinlo.
O abaizo asignado declara qoe deizou de ser
eaizeiro dSr. viuva Dias Fernandas desda o dia 6
de agosto correare, e ao mesmo lempo approveilo a
10 para agradecer cordealmente u mesma se-
nhora o bom Iralameuto e as mauelras atlenciosas
com que te dignou bnnrar-me durante 6 annos e 15
diasque estive era su casa. Recife 6 de agosto de
1855. Manoel Itibtiro Fernandas.
Quem precisar de urna ama sacca para todo
servico desuna casa : dirija-se a na Baja o. 32,
qae acharr.com q.iem tratar.
Ao publico,
Precisa-se fallar com 9 Sr. Maaael Anlenio da
Souza, que ha daos toaos, ando* nesla praca, oa
com algum parele do mefrno, a negocio da interes-
se: atraz da matriz da Boa Vista n. 13.
Ea abaiio assigaado declaro qoe deizei do tor
veada na freauezia do Poco da Paera desdo o dia
12 de julhudo crranle anno,- a qualaperlence aoSr.
t;siavo ACgoito da Fignriredo. Jos Aoloow
Teizeira,


.
-Vi
OE PERRA!BUCO QUARTA FEIRA 8 OE AG8ST0 OE 51855
Quem precisar de tomarjuro, sobre penho-
resdeouroou prela, qualquei auaalia, dirija-se ;i
bolita da pra;a da Be*-Yisla n. 22, que achara com
quem tratar.
A pessoa que anmincioo querer cemprar un
balco, dirij.i-se rua Nava o. 52; e tambera na
mesma vends-se mu armario.* S
>l>*sS*MR-a>!a^a,
9 O meili -ii Jos.' de Almeid.i Soare* da Lima %
9 Ba-lOi, inuduu a to parn a ra da ej;
Qt Cruz sobrado ama 2
O dar. S
Precisa-se d escra-
va; nopal
Aluga-se o^^^^B*a> Crespo, proprio lUeutl ou escriplorio:
trata-so oa loji da mesma casa.
CASA DE
COIIISAO DE 15SCRAV0S
NA
RDALUG4 DO MARIO.
N. 2. SEGUNDO AvDAR.
icebem-se escr\os por'dommissao pa-
i vendidos por conta de ;(us senhuret, Unto
a embarque ; ahanca-se o bom
165a dos mesmos, nio se poupau-
(oreos panqu elles ejam vendidos com prom-
ifim de que seus seuhoros nao soflram em-
pate com a venda delles.
#)
DEHTISTl 1
Paulo Gait;noax, dentista fnncez, estabele 9
t) cido na roa larga do Rosario n. 36, segnudo
i dentescomgeniivssartihciaes, 9
;ura completa, ou parte della, com a
presa do ir.
Precisa- de um bom cozinlieiro para caa de
albir oa travesa da roa Bella, com o
Sr. Andr Avel uo de Barros.
iga-sa no compra-se ama boa ama de le te ;
sqpiudo poriao depo.s da Faculdade de
ItO.'
RETRATOS.
No aterro da Boa-Vista n. 4, teweiro andar, con-
tinua-se a tirar retratos pelo systeria chryslalotypo,
coiu msita rpitas e perfeirao.
) Sr. Jo(|uim Octaviaoo dj Silva lem carta
na livraria a. 6 u 8 da praca da Independencia.
lino Olegario Ludgero" Pinho, ^J)
mudou-se do palacete da ra ce S. Francia- 441
: n. 68A, para o obrado dn dous anda- w
^^H nto Amaro, 1 mundo novo.) (A
Regiment de castas.
regiment das custas judi-
notudo com os avisas que o alte-
a 500 re!, na livraria
i da Independencia.
EDCACAO DAS FILHAS.
Entre as obras do grande Fenelc n, arcebispo de
roes mui particular niencSe otratado
la educara das meninasno qml este virtuoso
Cismajs devein educar suas fi-
ara u din chegarem a octupar o sublime
logar familia ; torna-se por tanto orna
neces-: 1 lodasas pessoas que desejam gui-
oeamintio da viciii. Esta a rfe-
1 ero portugus, e vende-so na
1 lodepeudeoaa n: 6e 8, pelo
eco-le 800 rs.
Victor l.asne Val Europa.
aponga, eslra a do sitio do Sr.
l)ub< unq.um sitio peqoeno com muilo boa casa Ier-
re para morada : a tratar ua ra da Cruz o. 26,
primeiru andar; .conveniente para al zuma pessoa es-
srau.;
CONSULTORIO DOS POBRES
*0 RA NOVA 1 JXWAJBL 50.
IJkV. P. A. Lobo' lioscozo d oonsullaa homeopalliicas todos os das aos pobres, desde 9 horas da
at o meto da, em caso extraordinarios a qualquer hora dodia ou noite.
areceVse igualmente para praticar qualquer operado do cirurgia. e acudir ptomplamezite a qual-
aulncr que esteja mal de parto, e cujas circunstancias nao permitlam pagar ao medico.
SO WBLIORIO DO M. P. A. LOBO lOSCOZO/
50 RA NOVA 50
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo de meddicina homepalhica do Dr. G. H. Jahr, tradiuido em por
luguez pelo Dr. Moscnzo, qualro volumes encadernados em dous e acompanhadode
ara diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele. "08000
Esta obra, amis importante de todas a que tratara do eslodepralicaa>homeopa'thi.Dor ser nica
que conten aliase fundamental d'esla doalriiiaA PATHOGENESIA OUEFFE1TOS llXMKnirt
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADODE SAUDE-conhecimento, que nao, did "pensarJeV
soas que se querem dedicar a pratica da verdadeira medicina, interessa a todos os mdicos que quizerem
experimentar a rfoulrina de Hahnemann, e por si mesmos se convenceren) da verdade d'ella: a lodos os
fazende.ros e senhores de engenho que estao longe dos recursos dos mdicos: a todos os capules de navio.
que urna ou outra vez nao poden, deixar de acudir a qualquer incommodo seu ou de seus Iripulanles :
a lodos os pas de familia que por circumslancias; que n.m sempre podem ser prevenidas, sao lobriaa-
dos a prestar n coniineni os primeiros soccorros em soas enfermidades.
O vade-mecum do homeopalha ou Iradoctao da medicina domestica do Dr. Herios
obra tambera otil as pessoas que se dedicam ao esludo da homeopalbia, um volu-
me grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina.....
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, ele, ele, encardenado'
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo 'seguro na prali..
homeopalh.a, e o proprielano desle estabelecimento se lisongeia de te-lo o mais be.n montado possivel e
ninguem. duvida hoje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 tubos grandes............
Boticas de 24 medicamentos em glbulos, a'lO, 12 o 158000 rs.'
Ditas 36 ditos a ....... *
Dilas 48 dilos a..............
Dilas 60 ditos
Ditas .144
Tubos avulsos
10*000
:iaoix)
89000
ditos
Frascos de meia onca de lindura. ... I
Diios de verdadeira lindura a rnica. .
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de tubos de cryslat de
208000
258000
3O000
601000
18000
28000
28000
^Pmedc.-^^^^^
de. e por precoj muito commodos. urevioa
TRATAMENIO HOIOPATHICO.
Preserva tico e curativo
DO

CHOLERAMQRBUS,
PELOS DBS.
iliS?/"^0*0 ""P^V"*' d"'a nfermidad^ad^s'ranTo*
-L J? f n,1uant0 x "curre ao ou roesmo para cura-la ii.depen
CIll (JUc UaO 08 Mil.
TRADUZIDO EM PORTUGUEZ PELO DR.
Estes dous opsculos contenas ndicacoes mais claras
remedios "mais eflicazes
dependente desles nos lugares
Vende-se cognac da melhor qualidaile: na ra
da Cruz n. 10. ^
VepdenvHM no armnzem n. 60, da roa da Ca-
deia do Recife. de Henry (iihson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por precoz
mdicos.
Vende-se ezcellenle taboado de pinho, recen-
temente cheaado da America : na rui Je Apollo
trapiche do Ferreira, a entenderse com oadrainis
ador do mesmo.
Vendem-se (ravas de qualidade de ti) a 50
palmos, dila. de louro 30, O e 100 palmo", encha-
mes, ludo por commodos prpros par* foefcar contas :
quera prelenderdirija-se a A. I., de Barios na ra
do Vicario n. 1/.
Vende-se urna eserava deNaHo.com urna cria,
e que faz lodo o servico de urna rasa : a Irnlar 1,1
ra Direila n. 36, primeiro andar.
Superior rap areia^reta da Baliia.
Acaba de rheaar pela garnpeira Ucraan, orna
pequea porcSo deslrrap. e se vende de cinco li-
bras para cima, no escriplorio de Antonio Luiz de
Oliveira Azevedo : ra da Cruz n. 1.
Retro/, prej, azul e de cor.
Vende-se na ra drtroz n. 1 : escriplorio de An-
tonio Luiz de Oliveira Azevedo.
P. A. LOBO MOSCOZO.
cipalmeote a..s preservativos que lem dado os mais -Lr.-" "o...0,.m10'c.Br.*,l,M> comoprin-l
elles tero sido pos ios em pratlca.
Sendo o Iratamenlo homeopathico o
salisfaclorios resultados ein toda a parte
pr
era que
velenfermidade. iu.gam.sa pro^osUo <^>;^^^
boas
-irios
la, para dest'arle.facilitar a sua leilnra
Vende-se nnicamenle no Consultorio do traductor, ra Nov
I
o. 52, gor 23OOO rs.
la Costa, partuguez, relira-se
doE
paral
a nei
da di
mola
srs.
No
1 pira ama casa estrtngeira de pouca
familia, de una nulher que tenln estado em ou-
sailiaw entumes ; paga-se bera : na ruado
ai-mazan.
Gonralves Ramos retiri-se para o Por-
BracI, rense a tratar do sua sande.
alagar orna mulber para cozinhar
1 no de orna casa de pouca fa-
lla, ou urna eserava para Cazer es es dous servidos
o tambero o servido externo : na rus Direita, sobra-
do de dous audar-is n. 86, no segund > andar.
la do Trapiche Novo n. 22, lem
e pelo prsenle annuncio, que
ser Hebrard pai e filho, ambos
Hebrard lillio lem o direilo
'd e qualquer (ransacro do
aji1ionjeia-ie que todas as
inpo de 13 annos lem o
conltaoca, queiram U mbem dar-lh'a
todos os seus esferros e' esles do
sea filno por flm de rasrecer-lli'a. O restau-
smo local, os amador; da tioo coini-
ida as horas comida para salisfazer
as gostos.
TfilAIDADE DO DIVINO
ESPIRITO SABIO,
o culto 'da santa relii.iao eatholica a
irlo 1 jesutas, magnillia em suas di-
toUlmenle destituida los adornos In-
veis a um templo eatholieo, lem a irmanda-
de do Divico Espirito Santo, a queni por deliberaro
ao da proviucia foi confiado, de su-
sdifllcaldadusafimde prepara-la cora
para a celebrarlo dos ofticios
^^^ninda qae bsiilutamenle bal-
lecuniarios, vai ousadamente meller
^^^Hbca de que toda a populacho
pobre, cada un com urna es-
I as suas posses, a coailjuvarUo
tnpenho. Para lid fim acha-se
o, sWdo as pessoas encumlii-
-la, 00 bairro do Iticife, em urna
Cardoso Ayrei, Xisto Vieira
oaquim da Costa Mai; ; em outra os
kdesdaCunha, Manoel da Silva
los Carneiro: na bairro de San-
H ^^^BBrandao da Eocha. Jos de
liveia, Antonio Aotruilo dos Santos
^Hbnrs de Carvalho e Joao Baplisla
ni deS. Josees Srs. Aulooio Joa-
lida Cmz, JoSo Alves Machado e Joao.
alio: e na Boa-Viss*o Eim.'Sr. briga-
teiro : te Oliveira e os Se*. Ignacio Jos
Fernandes Kibero. Aquelles
mente quizerero fizer suas oDer-
qaalqoer d'slns senhores, ou
a ra da*Cadeia do Recife, tojas n. 39. 41 e 44; ra
do (lueimado n. 2; praja da Indept^ndencia ns. 24
o. 18 ; praca da Boa-Vista,
bsWai da Sr. Ignacio Jos do Coulo.
LADELATIM
Vicente Ferrer dcotfbuquer-
dou a sua aula para a ra do Ran-
gel 1 I*: continua a rei:eber alum-
eetternos desde ja' por mo-
coiio he publico: quem se
Jar de seu pequeo prestimo o,
pode procurar ao segundo ailar da refe-
rida mlquer hora dos dias uteis.
fWMKV.
Na fundiro de Jos Bapfista Braga, na na Nova
n. 38,nmds-*e toda a qualidade de obra de bronze
lalilo, assim come raz-se qoalquer obra (endent a
laloeiro e !anileir> com b)da a perreicao e preco
commodo. r *
I ri JaJAW, DENTISTA; 8
& continua a residir na ra Nova n. 1, ptimei- tai
A ro andar. 'r J
O SOCIALISMO.
Palo (moral Abro, o Liaaa
Aalia-se vjnda na toja de livras dos Srs. Ricar-
do de Freitas & C esquina da rBJ de ColteSo?
emeasa Jo aolor, mus do Collegi,), casa amarella.
no 1.- andar ; encidernado de tedas as formas, por
raaior ou menor prejo, segundo o ponto dos compra-
ilores. A. edicto esla quasi esgotadi, o poucosei-
emplares reslam. Esla obra, em qua se arli traca-
da a archa do gnnero -hamano desde o primeiro
homem ale nossos das, perleoce a todas w elasses
da sociedade, e lie, por assim dizer-ie, o.evaugelho
ocial, porque oella esto consignados lodos os foros
da huroaoidade. As sois doutrinas iislao. lorlanlo,
ao alcance de todas as Iniellgencias.
MASHA ADAMANTINA.
Koa do Rosario o. 36, sef nodo andar. Panlo Gai-
unouz, dentista trancez; chumba ou denlos com a
massa adamantina. Esta nova e maravi hosa com-
posible lem a vaotsgem de encher sem prsalo dolo-
rosa lod/s as Bfracloosidades do derde, adiiatrindo
em poneos instantes solidez igoal i da pe-ira mais
dura, e permiile resUorar os deotm mais eslraga-
dos com a forma e i cor primitiva.
lotera do gimnasio pernam-
BL'CANO.
AOS 6:000s, :000^ E 1:000i'.
i-mV^"-"'"". da c,9a da Fama Antonio da Silva
- ?S* av'9a > Publico, que eslo venda os
eus aforlun.dos bilheles e culela. da terceira par-
L%l'!!"e'r" '?"r,a d0 tOm. a qual corre no
lia 22,1o correnle, os quaes sao vendidos nassecuin-
Z -Y?1'"" 'la Bo-Vi"^> "' e68 ; m do
Sol n. ili ra larea do Rosario n. 26 ; praca da
Independencia ns 14 e 16 ; ra do Coll'egio n. 9;
ra do Rangel n. 54, e ra'do Pilar n. 90.
Bilhete
Meios
Quarlos
Oilavos
Decimos
Vigsimos
VjHOO
28800
tsHK)
720
600
320
Eecebe por inteiro
com descont
6:0005
2:760a
1:3S0
I ^UBLICjC.40' do instituto ho- ^
MEOPATIIICO DO BRASIL. g
THESOURO HOMEOPATHICO
. OU
i VADE-MECUM DO $
HOMEOPATHA. <$)
Melhodo concito, claro e seguro de cu- (f
rar homeopathicamente ludan as molestias 2*
que af/ligem a especie humana, e parli- W>
cularmenle aquellas que rehiam no Bra- (A
til, redigido segundo os melhores Irala- 7?
dos de homeopalbia, tanto europeos como fp)
americanos e segundo a propria ezperi- 4i
encia, pelo Dr. Sabino Olegario Ludgero t9
Pinho. Esta obra he hoje recouhecida co- A
mo a melhor de todas que tratara daappl- /a
caca homepalhica no curativo das mo- w
eslias. Os curiosos, principalmente, nao 6)
podem dar um passo seguro sem possui-la^e L
consulla-la. Os pas de familias, ossenho- V#9
reSj de engenho, sacerdotes, viajantes, ca- ((i
pitaes de navios, serlanejoselc. etc., devem S
te-la a mao para occorrer promplameole a V
qualquer caso de molestia. *
bous volumes em brochura por 109000 ^'
encadernados II9OOO (A,
Vende-se nicamente em casa do autor, EL
' ra de Santo Amaro u. 6. (Mundo No- w
Novoshyrosdehomeopathia uiefrancez, obra pequeas quaulias: quem pretender, procure
todas de summa importancia : *.*. AragSo n. 17, que se dir quem faz esle.
5.523
2763
bilheles
chronicas, 4 vo-
. 203000
69000
. 79000
. 69000
. I69OOO!
. 69OOO
89000
169000
10800o
89000
79000
60OOO
49000
103000
nojooo
Hahnemann, tratado das molestias
lumes. .'. .
Teste, rroleslias dos meuinos ,
tlering, homeopathia domestica.....
Jhr, pharmacnpa homepalhica. .
Jahr, novo manual, 4 volumes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pelle........
Rapou, historia da homeopalbia, 2 volumes
iiarlhmann, tratado completo das molestias
dos meninos............
A Teste, materia medica homepalhica. .
De Fayolle. dotitmij medica homepalhica
Clnica de Slaoneli w.......
Casling, verdade da homeopalbia. .
Diccionario de N>sien.......
Altlas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, cnoteodo a descripcao
* de todas as parles rio corpo humano .
vedenvse lodos esles livros no consultorio homeopa-
thico do Dr. Lobo Hoscoso, ra Nova n. 50 pri-
meiro andar.
Esla a sabir a luz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA. '
EXTRHIDO DE RUOFF E BOEN-
NINGHAUSEN E OUTROS,
posto em ordem alphabelica, com a descripcSo
abreviada de lodasas molestias, a indicado physio-
logica e Iherapeulica de lodos os medicamentos ho-
meopathiros, seu lempo de accao.e concordancia,
seguido de uro diccionario da significa(lo de lodos
os termos de medicina e cirurgia, e posto ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO MORAES.
Snbscreve-se para esta obra no consultorio horneo,
palhico do Dr. LOBO MOSCOZO, ra Nova n. 50-
primeiro andar, por 59000 em brochura, e 69000
encadernado.
- Francisco Gonc.alves Mello Junmuvai a Eu-
No aterro da Boa-Visla n. 17, precisa-se ama ama de leite, forra ou captiva.
Guilherrainode Alboquerque Marlins Perora,
escnvSo interino do Tribunal do Commercio da se-
gunda instancia, lem o seu escriplorio na ra do
Collegio n. 17, primeiro andar.
CONSULADO DE PORTUGAL EM PERNAM-
BUCO. .
Por ordem do Sr. comal de Porlagal se faz pu-
blico a bem do commercio e navegacao que por de-
creto de 5 de jalho do corrente anno, foi de novo
auloTisado pelo governo de S. M. F. a prorogacao
alo 31 de Janeiro de 1856, da importado e admissao
de cereaes: Irigo, milho, cevada e aveia, jnos porlos
do continente do reino de Portugal, nos termos do
decreto de 20 de dezeatVo de 1854. Consulado de
Poatugal em Pernambaco aos 6 de agosto do 1855.
O chanceller interino, S. M. J.lfrdoso.
Aloga se o lerceiro andar do sobrado da 10a do
Rosario estrella 11. I 00 primeiro andar do mesmo.
Prelende-se lomar a premio a quaolia de 8OO9
rs., nao ezcedendo o premio a um por ceoto ao mez,
hvpotecando-se para isso urna casa terrea no bairro
da Boa-Vista, nao se duvidaodo pagar o premio lo-
dos os mezes : a quem convier esle negocio procure
na roa larga do Rosario o. 48.
Offerece-se um rapaz brasileiro para caixeiro
de alguma laberna, o qual anda se acha arrumado :
quem pretender, snnuncie.
Precisa-se dn urna ama para cozinhar e en-
gomraar : na roa do Rangel n. 11, primeiro andar.
-<- Amda precisa-se de urna ama deleite : em '-
ra de Portas, casa do professor publico.
O caulelisla cima declara, que os seus
inleiros era originaes nao soflrem o descont de oito
por ceulo do imposlo geral, e sm a suas cautelas.
Roga-se a quem compelir possa-.quera dar soas
Pvis e.islemes dentro da cidade, pos que o aroma do
sangue polr.do e mesmo do curo, pode mui bem
produzr urna peste com o vento terral que abafa to-
do o largo da Cinco Ponas e ra Agusla. Iso
pede um que nao deseja ser asfmado pela peste.
I OITerece-se urna mulher rauilo capaz oara o
semCo de ca.a de um homem solteiro ou de raa^l
sar.dinja-seaBoa-Visla, becco dos Ferreiros n. 4.
.11-a"_e_din,,eiro ,?bre Penhores de ouro ou pra-
negocio.
COMPRAS.
Colla milito superior.
Na ra da Cruz n. 1 : escriplorio de Antonio Luiz
de Oliveira Azevedo.
j- Vende-se nma negrinha de 7 para 8 annosjmoi-
to bonita : na ra do I.ivramenlo n. 4.
Vende-se por prero commodo no
lugar do Porto da Madeira. um terreno com .50 pal-
mos de Trente e fondos t o rio Beberibe.n.i eslrada
que vai do Cachanga' dividinrio com o nascenle e
poenle com Ierras de Aleandre Jos Dornellas : a
iralar as Cinco-Ponas n. 66.
Vende-se meia legua de ierra na provincia das
Alagoas, na nbeira do rio S. AntonioGraude.com
ezellentes Ierras lano para crear romo para planlar
canoas e caleqile ja (em uma boa plaa qne d
fruclo o pode fazer-se engenho d'agua, sendo co-
peiro, por ler mulla ferirta, lodo era malla virgero
com lodasas madeirai de ronslrucjao : os pertenden-
les dinjam-se a Aulono Leal de Barros, na ra do
Vigano n. 17 que dar todas ai informaedes a res-
peilo.
Vendem-se mil lijlos He alv.enaria balida, de
superior qualidade, mais bsralo que em oulra qual-
quer parle : a Iralar na rua da liloria, olaria do
Jundao, |unlo a Tabrica do fallecido Gervasio, onde
foi quarlel.
CAPAS DE PANNO FINO.
Na roa do Queimado, loja n. 18, vendem-se ricas
capas de panno fino proprias para viagem, pelo ba-
rahssimo prejo de I89OOO. i
Atten^ao.
Vendem-se les bonilas n'egrinhas. sendo uma de
16 annos. oulra de 17 e uma de 13. lado'peras muilo
"-- : quem as pretender, dirija-se i rua dos Marlv-
n. 14.
Annuncio importante.
Vende-se por muilo commodo prer-o,
porfi como a relalhn, pomada, relroz, penles de i, "cs ,le seda ue cor- grandes a
prero, tanto em
Vende-se um eicellcnle violo : na roa do
(lueimado, loja n. 14.
Vende-se champagne de superior
qualidade em cai.vas, por pre^o commo-
do: na la da Cruz n. 26, primeiro an-
dar.
Vende-e Kirch e Absynthe, por pre-
co commodo: na rua da Cruz n. 26, pri-
meiro andar.
Vende-se na ru da Cruz n. 49, o seguin-
te, a precos commodos: '
Cera d carnauba do Aracary-.
Cemento romano em barricas de 12 ar-
robas.
Vendem-se no armazem de Rostron
Rooker &C, rua do Trapiche n. 47, su-
periores relogios de ouro patente inglez,
deum dos melhores fabricantes de Lon-
dres, por precos mui (modicos.
Vendem-se em casa de Fox Brothers, .ia na da
Cadeia do Recife n. 62, relogios de ouro, chegados
hontem pelo vapor inglez, de um dos melhores fa-
bricantes de Londres.
A boa fama

Vendem-se muilo bonitos chapeos de sol de seda
pequeos e cm jimias proprios para meninas de es-
cola, pelo baratsimo prero de :19000 rs. ; he couss
lo galante que quem vir nao deixar de comprar :
na rua do Queimado, loja de miodezas da boa fama,
.mmico
nao. se engeita.
NA RUA DO QUE1MADO N. 46.
llenriqne*& Santos acabam de arrematar em lei-
llo grande porreo de fazendas de seda, la, linho e
algodao, eqiiereudo acabar, n\isam ao publico, que
se vendem por diminuto pr^o as fazendas segua-
les, bem como oulras muitas, e dilose as amostras
com penhor.
Corles de cambraia de seda de babados, a
Corles de de quadrs, a
Sedas de q muiros e lislrs, covtdo a
Adelinas ile seda de quadros, covado a
Alpacas de seda de quadros, covado a
Setim preio Maco li-o, covado a
Sarja prela la\ rada,-covado a
Saria prela lisa encorpada, covxlo a
Tafela azul claro mofado, covado a
Chales pretos de reros, a
Chales de seda de cor graudes, a
Manas de seda para senhora, a
COMPRA-SE
ggugg'&KSsV-
Militares, loja de funilejro.
~ Crmfr:"*! Pl braslleira e hespaohola :
rua da Cadeia do Recife n. 54.
CASA DE COMMISSAO DE ESCRA-
JOS NA RIA DO LIVRAMEiMO
, MUERO 4.
Compram-se escravos cucclivamente de*12 a 35
anno, sendo boas figu(as pagase melhor do que
em oulra .qualquer parte, embora nao lenhara ha-
missao"1 recebem P"ra venJ" de com-
Compra-se uma preta de bonita figura e mo<
que seja boa coslareira e engommadeira ; paga-'sc
JS?. : Da rua d0Tra',ic"e P*iX
Compra-se omcaixilho para vidrara de alcova
nrBaoaD-v?ia"S!'l.0; DOSObrad0d08qUalr Canlos'
alisar, raizas de chifro para labaco de p, liulms de
miada, Irancas e requifes. ludo prximamente che-
gado do Porto : na afamada loja de miudezas de
francisco Alves de Pinho, em frenle do Livramonlo.
Na loja de miudezas em frente do Livra-
mento, bem conhecida por loja dos
Tercos
acaba de chegar a esle eslahelccmcnlo, alm de ou-
lras miurtezas. um pequcuo sortimenlode lercos en-
grasados em rame, e vende-se a 100, 160,200 e 240
rs. cada um ; advrle-se que estes tercos ao os re-
commendados pelos misionarios pela commodidade
o ranlidade em resar-sepor sers5 misterios. Igual-
mente tem vernicas, cruzes. resistos e algons cru-
cifijos de differenles vullos. ludo proprio paia povo
chrislfln, e por commodo preco.
palitos e alpaca.
Saceos, partidos e inteiro.
Por seis mil reis compra-se um, .
Na loja do novo barateiro.
Na rua do Queimad^
dem-se as seguintes fazendas :
Palitos de alpaca de cores a
Corles de casemiras finas de cores a
Dilos de collelcs de gorgurjo de seda a
Dilos decasemira prela fina a
Dilos de seda Iranspnrenle a
Dilos de dila dila com babados a '
Chales de casemira de cores a
Corles de cambraia de seda a
ue pequea porc,ai
Na^^na.-'e'joilo Baplisla dos Sanios Lobo,
- do guerra n. 1 A, vendem-se os
muilo em cunta: manteiga ingle-
anha de porco a 520 a libra, azei-
fdlUa'garrafa, toucinho de Lis-
nJto.do Porlo engarrafado a 900
Lisboa em pipa a 480 a gar-
vinagre a 160 a garrafa,
ejas de espermacele a 8fW rs. a
do reino, canella, cravo,
*""c Bor diminu 1 pre-
queijos do
58, ven-
60000
4500
aifioo
49500
100000
123000
79500
59500
uem, aulesqujiseacabciii, poisa pechincba lie
.Srna
Iravessa do
seguintes (5
za 060 a
le doce de 1
boa a 320 a.
rs. a garra
rafa, dito da~l->"
vinho liraurn a *
libra, caf a 1
ervadoce, com
ro, arroz pU
o serlo a 50^ ".' ahra7ch
o uma rozeta
Na fabrica de oleo de ricino, roa dos (iaarara-
Sa^ k |,am'M C4Cra,,wt Prisa lerera habili-
dades, basla seren elles moros e robustos.
Compra-se um Irancelim fino
na rua do Nogueira sobrado n. 39.
Compram-se accoes de Beberibo e I,lulos da
Compram-se obras de ouro e prata
ja usadas: na rua da Guia n. 40, desde
as 7 horas ate as 10 da manhaa. todos os
das.
VENDAS.
Vende-so um bonito moleque de 13 para 14
annos, por barato preCo : na cidade de Oliiida, so-
brado confronte a igreja de S. Pedro Novo.
Vendem-se 5 escravas crioulas, sendo 1 cfim 9
crias mutalinhas, 1 de 2 annos e oulra de 2 mezes i
negrinha de 6 annos, 9 de 18 annos com ln.bilid.de
c I dila de 30 annos, ptima cozinhera, engomma-
dcirl c lavadeira. tanlo rio ah-m ^nm .1. .___11- .
deira, tanlo de sabao
ua rua de Horlas n. 60.
como de barella :
Joias.
Os abaiio assignados, donos da loja do oorives lia
roa do Cabug n. 14, confronte ao pateo da matriz e
rua Nova, fazam publico que receberam de novo ri-
cas obras de ooro de muilo bons goslos e com espe-
cialidade, coirenloes de 7 e 6 1|2 palmos de com-
primenlo, conlinuam a responsabilisar-se pela qoa-
lidade do ooro. Scrafun e Irmao.
Attencao.
A pessoa que annunciou por esla folha quem li-
vesseum oculo de alcance para vender,-dirija-se a
roa Bella n. 9 que se dir quem vende.
Precisa-se alogar ama ama forra ou capliva
que saiba coziehar bem, para ama casa de familia :
no aterro da Boa-^'Uta a. 48.
1.1 ~7 Aima-,eani eserava crioula, de 17 annos de
idade, a qual coziaha o diario de uma casa, lava de
MVaS *'* "i0 ,em yicim< adianUndo-se
*l a JOS para ser descontado no alugnel, levan-
do-se em eonla o premio do dinheiro, o quai uo
ezceder de um por cents : quem qnizer fazer esta
negocio dirija-se a rua da Assumpcao u. 36 1
andar.
-- Na taberna do largo do Pilar n. 17, boln um
preio um saeco com feijo, o qual eao pertenco a
mesma quem ror sen dono, pagando o frele eo an-
nuocto Ine sera entregue.
- Vende-se um prelo cscravo, ja de idade, rom
ofticio de sapaleiro : quem precisar, dirija-se roa
das Lruzes n. 29.
- Vende-se vinho de Bordeanx em garrafa, por
preco commodo : na rua do Trapiche n. 12, primei-
- Ka rua das Crasas n. 22, vende-se uma bonita
crioula de2 annos de idade, que engomma, cose
chao, cozmha e lava ; ama negrinha d 14 anuos de
idade, propria para ser educada, e uma eserava de
3o anuos de idade, que lambem engomma, cozinha
e lava, assim como outra dila muilo possante de 40
naTua qUB cozinl"'lava de *>*> vende
,_ CARNAUBA.
BVendem-se saceos com carnauba do Aracaly : na
rua Nova n. 20, loja. '
A 13000 rs.
Vendem-se saceos com farinhade mandioca pelo
baralo preco de 19600 rs. o sacco: a roa Novan.
-U, loja.
Vende-se um negro moco, bonita fi-
gura, o qual sabe botar canoa : no larpo
do Pilar em Fra de Portas, casa do Sr.
Jos Bernardo de Souza.
m
os
o em saceos e a relflM,Ui
lilo do serian a Rlak
m a 25240 a libra.
Iravessa do arsenal, armazem n. 9, vende-
do Maranh.lo em saceos e a relalho al oito
qual se faz muilo recommendavel por seu
grande rendimenlo, ssim como farinha da Ierra
muilo lorrada a 29560 a sacca.
Sal do Assi
Vende-se sal do Assu' de muilo superior qualida-
de e mullo baralo para acabar o resto ; a bordo do
liriSueffiD/ino. a Iralar no escriplorio do Sr.
Manoel (joncalvcs .da Silva, ou a bordo com o ca-
pilao.
A .mOO RS.
Vende-se cal de Lisboa ltimamente
chegada, assim como poassa da Russia
verdadeira: na pra^a do Corpo Santo
n. 11.
AL99000 E IO9OOO A PECA,
v endem-se pecas de brim lino e hamburgo su-
perior, que so asseraelha ao bom panno de linho,
pelo diminuto preco de 99 e 109 a peca de 20 va-
las : na rua da Cadeia do Recife, loja n. 50, de-
fronte da rua da Madre de Dos.
Capas de burracha a 12000.
Quem deixar de se munir de uma excellento ca-
pa de burracha, pelo dimiuutn preco de 129'! a el-
las, qne se esto acabando: na rua da Cadeia do Re-
cife, loja n. 50, defroole da rua da Madre de Dos.
'Lencos de seris de cor pequeos, a
Lencos de seda de cor para grvalas, a
Corles de collelcs de seda com barra, a
Cjiales de merino bordados seda, a
Chales de merino com franja de seda, a
Chales de lila de cores, a
Corles de casemira prela fina, a
Corles de casemiras de cor finas, a
Corles de collrles de lia', a
Panno prelo lino, a
Oarelo prelo para panno, covado a
Panno de varias cores fino, covado a
Merino prelo deconto enfeslado, covado a
Alpaca prela de lustre fina, covado a
Brim liso de puro linho, pera a
Aberturas finas de cor para camisas, a
Cortes de col leles do fuslflo linos a
Castas francezas de cores finas, vara a
Ganga amarella de quadros e lisa, covado a
Chilas francezas largas, covado a
Risoados francezes muilo largos, covado a
Lencos pequemos de cassa finos, a
Ricos veslidos d seda de quadros, orle a
Vestidos de seda com toque de mofo, corle
Nobreza fur(a-corc< para veslidos, covado
79000
49600
900
800
600
21600
*)00
10300
360
99000
80000
5)000
10-300
800
720
tfKX)
9J00
59500
49500
19300
4)000
800
29500
:taOO0
49000
(O
500
89000
700
600
600
240
260
220
CASEMIRA PRETA A 4?S00
0 CORTE DE CAUCA.
Vendem-se na roa do Crespo, loja da esquina que
volla para a rua da Cadeia.
LEONOR D'AMBOISE.
Vende-se o excellente rotnamx histri-
co Leonor d'Amboise, duqueza' de Breta-
nha, 2 ""mes por 1000 rs., na livrfiB
n. 6 e 8 da praca da Independencia.
CAL VIRGEM.
Vende-secal de Lisboa, chegado no pa-
tacho CONSTANCA, entrado hontem, por
preco commodo: ho deposito da rua de
Apollo n. 2B.
Em casa de Timm Monsem & Vinnassa,
praca do Corpo Santo n. lo, ha para
vender:
Um sortimento completo de livros em
branco v indos de Hamburgo.
s
<0
POTASSA BRASILEIRA. tj)
Vende-se superior potas*a, fa- A
bricada no Rio de Janeiro, ebe-
gada recentemente, reconimen-
da-se aos senhores de enger los os
seus bons elfeitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruzn. 20, ar-
as/ mazein de L. Leconte Fe ron &
8Companhia.
0-SS(aS
Na roa do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se Trelo novo, chegado de Lisboa pelobrigae Es-
peranza.
Moinhos de vento
*ombonn>asderepaxopara regar horlas e baixa,
decapim, nafundicafideD. W. Bownan: uarua
doBrumns.6,8el0.
AGENCIA,
Da Fundicao' Low-Moor. Rua
Senzala nova n. 42,
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento- de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ierro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito. ,
da
ARADOS DE FERRO.
Na fundiqao' de C. Starr. 4 C. em.
Santo Amaro acha-se para vender ara
os d ferro de -ic 8 Papel <
Cernen
pregos.
e verde.
botijas.
quali-
Cobre para forro de 20 ate 2* on-
cas com pregos.
_ Zinco para forro com
~| Clminbo em barrinhas.
Aivaiade de chumbo.
Tinta brncaj preta
Oleo'de nhaca em
de embrulho.
Cemento ama relio.
Armamento de todas
0 dades.
Arreios para um e doui ca-
(A vallos.
/A Chicotesjpara carro e esporas de
aO ac, prateado.
j Formas de ferro para fabrica df
w assucar.
^ Papel de peso inglez.
($) Champagne marca A&C.
(g| Rotim da India, novo,e alvo.
fOk_ Pcdras de marmore.
8 Velas stearinas,.
Pianos de gabinete de Jacaranda'
M e com todos os ltimos mellio-
raraentos.
No armazem de C J. A
na rua da Cadeia.
8
X*
>?*
0-
Vstiev \j.t
Pianos.
Antigo deposito de panno de alg
godao da fabrica de Todos
Santos na Babia.
Novies & Companiia, na rua do
jg Trapiche n. 3i, continttam a ven-
s der panno de algodao desta fabrica,
i trancado, proprio para saceos
V roupa de escravos.
. \ endose a 4o rs. a sacca muilo bc-a farnba de
mandioca, alva e fina : no caes da, altiiudega arma-
zem n. /, de Jos Joanaim Pereira do Mello,'
Vende-se na rua
DO CRESPO, LOJA N. 19, LUNDOS
cortes de meados francezes de quadros para vesti-
dos, por prec)) commodo; dao-se as amostras com
penhor.
Joio P. Vogeley avisa ao respeilavel publico, que
em sua casa, na rua. fiova n. 41, primeiro andar,
acha-se um sortimento de pianos de Jacaranda e moa-
no, os melhores que lem al agora apparecido uo
mercado, tanto pela sua conslrucrao, de armario e
honsonlal, dos melhores autores de Londres e de
Hamburgo, os quaes vende ptor prejo razoavel. Ven-
de-se um piano usado, em bom estado, por prero
rointnodo. O annuncianle contjua a afiuare con-
certar pianos com perfeirilo.
Algodao da fabrica de Todos os Santos da
Baha: -
vende-se na rua da Cruz n. I, no escriplorio de An-
tonio Luiz de Oliveira Azevedo. Este algodao he
muilo proprio para saceos de assucar e roupa d es-
cravos. r
Camisas francezas com peito de linho:
vende-se ua roa da Cruzn. 1, escriplorio de Antonio
Luiz do Oliveira Azevedo. *
Couro de lustre de superior qualidade :
vende Antonio Luiz de Oliveira Azevedo, no seu es-
criplorio, na rua da Cruz n.l.
{! Vende-se no lugarj do| Kosarinlio um grande
sitio capaz de conservar annualmenle 12 vaccas de
leile. com ptima baiza para capim e inuilas arvores
de fruelo ; a tratar oa rua do ueimado n. 63, que
sedirt quem he.
Novo sortimento d fazendas
baratas.
Alm das fazendas j annunciadas, o oulras moi-
las, que a dinheiro a visla se vendem em poreflu e a
relalho. por baralissimo prero, liassovas chitas de
cores filas a 160, 180 e 200 rs. o covado, ditas para
coberta, bonitos padre, a >0, dilas largas de cores
claras imitando cassa a 240, riscadoa francezes I irgos
de quadros modernos a 260, corles de cauhraia de
salpicos com 6 1|2 varas por 29560, peono de .'nho
muilo fino p3ra lencos com mais de 2 varas de lar-
gura, pelo baralissimo preco de 24O0 a vara, novos
brins de linho de quadrinhos para palitos, calcase
jaquelas a 220 e240 o covado, corles de casemiras de
cores a 4*, brins de cores para cairas a (J) a vara
ua rua da Cadeia do Recife. .loja n. 50, delroala da
rua da Madre de Dos, a qual so achasolTriveuieute
lorlda de boas fazendas, cojas qualidades e coirmo-
dos presos se garaniem e dao-se amoslras.
Vende-se por muilo menos do cusi 00 aluga-
le uma casa moderoa na Torre a beira de rio, com
todas as commodidades para familia, cocheira, jstri-
baria e qaarlo para feitor : a tratar oa rua da Cruz
n. 10.
TEXTOS PARA VOLTARETE.
Vendem-se ricat,cai\inlias comtentos,
para voltarete: na" rua da Cruz n. 2tj,
primeiro andar.
com toque de mofo, covado 18100
LeUfos de setim preto maco a 18200"
Pulceiras de velludo prelas e de cor a 500
I. dleles de casemn-a prelos bordados, corle 45000
Cortes de col leles de seda de cores a 28500
Alpaca de cord.10 prela o de cores, covado 540
I.euros de cambraia de linho a 500
Lavas prelas dk lorral para safahors, o par 720
Lassas de cores escocez.is, covado 400
Madapolao libo com loque de anofo. per* 3.--800
Lindas laas de quadros coilr4 palmos de
largura, covado 700
Vende-se cal virgem, chegada hon-
tem, e de superior qualidade por preco
razoavel: no armazem de Bastos & li-
maos, rua do Trapiche n. lik
Na rua do Vigario n. 10, ffCeiro andar, ha
para veiKler superior relroz de priiaeira qualidade,
do fabrcenleMqueira-linhasde rorix e de nume-
ro, e o porrele. ludo cheaadopel ulnu navio vih-
do do Parto, e-juilamenle vinho sujislBI, lUuiia
om peqajenos barris de dcimo.
^-3-J>5aterrada Boa-Vista^n. 55.
~i PolRlEK.
Acaba de fazer orna especie de vnezianas com o
nome stores, de nova iuvenrao para janellas. servem
de ornamento e lem a vanlagem de impedir a cor-
renleza de ar.nos aposentos o enlreler-lhe a frescura
uecessaria. Podem iuualmenle servir para arma-
zens Pornm ehgenhoso mechanismo> sao muilo
iiielhordo que as vnezianas auligas. S com a
vista melhor se pode saber o quanio sis excellentes.
Brins de vella : no armazem de N. O.
Bteber & C, rua da Cruz n. 4.
rOIRIE.
ATERRO DA BtJA-VISTA N. 55.
Vende-se um carro de quatro
rodas, novo, muito elegante e
leve, e de novo modelo:
casa do Poirier.
DEPOSITO DA BRICA DE TODOS
OS SANTOS DA BAHA. ------
Vende-se em casa de N. O. Bieber &
C., na rua da Cruz n. 4, algooao tran-
cado daquella fabrica muito preprio pa-
ra saceos de assucar e roupa para escla-
vos, por prero commodo,
JA fiDA DO CRESPO H 4,
LOJA DE QUATRO PORTAS,
vendem-se pecas de madapolao fino com pequeo
loqoe de avaha a 1000,chila franceza com padrors
/le cassa a 280 o covado. riscadinho trancez de cores
segaras a 200 rs. o covado, e oulras militas fazendas
por presos commodos.,
Vendem-se 2 bonitos escravos de naiflo Costa,"
de elegante figura, sem vicios nem molestia ; he
bonita parelha para palanquim e para liabalho de
armazem de assucar, ou denharem na ros oa oalro
qualquer servico : na rua dos Qoarleis n. S!4.
300 Vende-se a laberna, sita na rua da Rada n. 23,
148000 que deita o Ulo para a.praca.do capim, com poucos
125000 mndos, muilo afreguezada para a Ierra e mallo, e o
1*408 motivo da venda se dir ao comprador; vende-se
metade vista e a oulra a prazo, a vonla le do pre-
lendenld. dando lellra de Iwas firmas, sendo Indo a
dinheiio melhor negocio fari.
em
0SLH0RES CHARUTOS.
que hapresenlciueule no mercado; vendem-se por
preco razoavel: na rua do Crespo, luja n. 19.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandioca
msaccasquetem um alqueire, medida
velha por SOOfl reis : nos armazens ns.
3,5 e7, e no armzem defronte da porta da
alfandega, ou a tratar ro escriptotio de
Novaes &Companhia na ruado Trapiche
n. 54, primeiroandar.
VENDE-SE
na rua Nova n. 38, derronte da igreja da Conceicao
dos Mililares, cadinhos do norle de lodos os lma-
nnos, varis copal a 900 rs. a libra, muito bom, p-
timas bigornas para fuuileiro, tesouras para*dito
alicates muilo torios, rozelas para esporas muilo
boas, vidros para vidrara, em raixa e a relalho, e
todos os preparos para officina de laloeiro e fuui-
leiro.
Farinha de man-
dioca a 2$S0
a sacca.
Vende-se uma balance romana com todos os
seus perlences.em bom oso e de 2,000 libias : quem
pretender, dirija-se rna da Cruz, armazuro n. 4.
COGNAC VERDADE1RO.
Veode-se superior cognac, em garrafas, a 128000
a duza, e 1J280 a garrafa : oa roa dos Tanoeiros n.
2, primeiro andar, dtfronle do Trapiche Novo.
Chales de merino' de cores, do muito
bom goato.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volta para a cadeia.
. ATTENSO.
Na rua do Trapiche n. 4,115^Jara
vender barris de ferro ermeticamente
tfeclnrcrOS, praprioe \idiH u'piaiUl d*l^-
ses ; estes barris ,sao os melhores que se
tem descoberto para este fim, por nao
evhalaiem o menor cheiro, e apenas pe-
zara 16 libras, e custam o'diminuto pre-
co de 4^000 rs. cada um.
Vende-se pipas,, barris vazios e bar-
ricas internadas: a -atar com Manoel
Alves Guerra Juniqr, 11a rua do Trapiche
n. 14. p
Potassa. *
No antigo deposito da roa da Cadeia Velha, es-
criplorio n. 12, vende-se muito'superor potassa da
Russia, americana e do Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he para Techar conlas.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender versas m-
sicas para piano, violo e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, sclio-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Grande sortimento de brins para quem
quer ser gsmenho com pouco dinheiro.
Vende-se brim lrancado de hslras e quadros.de pu
ro linho. 11 800 rs. a vara, dilo liso a 640, ganga
amarella lisa a 860 o covado, riscados oscuros a imi-
larao de casemira a 360 o covado, dilo de linho a
280, dilo mais abaiio a 160, castores de loo as as co-
res a 200, 240 e 320 o corado : na rua do Crespo
n. 6.
Alpaca de seda.
Vende-se alpaca de seda de quadros de boro goslo
a 720 o covado, corles delaa dos melhores gustos que
lem viudo no mercado a 4>500, ditos de cassa chita
a 18800, sarja prela hespanholn a 28100 e 28200 o
covado, selim prelo de Mani a 2800 e 38200, guar-
danapos adamascados feilosem nimarSes a 38600
a duzia, loalhas de roalo vindas do mesmo lugar a
98000 e 128000 a duzia : na rua do Crespo n. 6.
CHALES DE LAN E ALGOOAO,
ESCI10S A800 RS. CADA 11.
Vendem-se na roa do Crespo loja da esquina que
volla para a ruada Cadeia.
Attencao.
A laberna da roa Nova n. 50, que f^z qoina para
a rua de Sfcnlo Amaro, acbando-te basUnte sortida
de bons generse o mais baralo do qne ero oatra
qualquer parle, como ejam: velas de esperroaceU
de superior qoalidade e muilo novas, queijosdo rei-
no e superior viaho Figoeira e de Lisboa; par isso
avisa eos seus freguezes e a qnem he amaute do boa
e barato ; asaioa como lena papel de ledas as quali-
dades, por barato preco.
Continua a vender-se a obra de direilo o Ad-
vocado dos OrphSos, com um apndice iroportaotr,
conlendo a lei das ferias e aleada* das Irbemaes da
juslira, e o novo regiment de ei tas, para aso do*
juizes, escrivaes, empregados de ji lea, e aquelles
qne frequenlam os estudos de riirtilo, pelo prreo de
38000 cada ezemplar : na loja do Sr. padre Igna-
cio, roa da Cadeia n. 56 ; loja de eneaderoafao a
livros, rua do Collegio n. 8 ; pateo do Collegio, li-
vraria classica n. 2f e na praca da Independencia,
livraria a. 6 e 8.
CORTES OE CASEMIRAS
DE CORESJEEOtAS E CLARAS A 3WO0.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esqaina que
volta para a rua da Cadeia.
AOS SENHbRES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. ai fibra
Do arcano da invencao' do
do Stolle em Berln, empi-egado as co-
lonias inglezas e hollandezas, c
de vantagem. para o melhoramei
assucar, acha-se a venda, em 1: | de 10
libras, junto com o methodo d empre-
ga-lo no idioma portnguer, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz.^ji. 4.
A boa fama
Na rua do Qneimado nos quatro cantos, loja de
mindezas da boa fama n. 33, veudem-se gaintes
objectos pelos preros mencionados, e ludo de tnni-
lo boas qualidades, a saber:
Duzia de tezoaras para costura a 48000
Duzia de peales para alar cabellos 18500
l'eras coas tt viras de.filalavrada sem defeito 18200
Pares de meias brancas para senhora 240
Pecas de fitas brancas de linho 40
Pecas de blco estrello coro 10 varas 560 t 640
CarUirnhas cum lOOagullus, aorlidas 240
Alaros de corda para vestido 600'
Canas com clcheles batidos, franceses 60
E-covas linas para denles 100
Pulcejias encarnadas para meninas e senhores 320
I.inlias blancas de nvelos n. 50, 60, 70 libra 1*100
labras de linhas de corea da aevetlo 18000
lirozas de boldes para camisa
Meadas de Imhas liniseimas para aontar
Aleadas de linhas de peso
Carrileis de linhas finas d900 jardi.s
brozas de boldes mullo finos para cateas
Caitas com 16 novellos de linhas ds^^H
Duzia de dedaes para senhora
Suspensorios, o par
Alacinhos de crampas
Carlas de alfinetes
Caisinhas com brinqaedns para meninos
Agalheirosmoito bosnio, curo agulhas
lorcidas para candieiro, n. 44
Caisinhas com sgelhas francezas
abadosabertosde linho bordados e lisos, a 120 e 240
Aloro de t ieae.ldo
de mudo boas qualidades, eque se vende mattlssi-
mo baralo nesla bem conhecida loja da boa fama.
A boa fama
Vende-se papel m resma a 49000
___________________ ^ 38600
Sm
fyw
640
400
120
80
320
300
500
800
400
(21000
too
19000
160
160
100
70
*w
50
100
160
elraai
Papel de p |l>aUi< ,, resma
Dilo almiiro ero JjJJJJJJJJjl
Pennas finis^in ,za
Dilas 111
Caivetes finos de 2 e 3 folhas, a 2J0 a >
I.apis finos eavernisados, duzia
4 -
Irma os.
No armazem de Tasso
Vendem-se corles de cassa prela de bom goslo,
pelo diminuto preco de 280Q0 : ua rua do Crespo,
loja n. 6.
I.AHVKI.NTIIOS.
I.enros de cambraia de inho muilo finos, loalhas
redondss e de ponas, e mais objectos desle lionero,
ludo de bom goslo ; vende-se barato : na roa da
Cruz n. 34, primeiro andar. ,
VINHO DO PORT SUPERIOR FEITORIA.
Vende-se por preco commodo no armazem de
de Barroca & Caslro, rua da Cadeia do Recife n. 4.
A ELLES, ANTES QUE SE ACABEM.
Vendem-se corles de cjsemira'de.bom goslo a 29,500
49 e 59OOO o corlo ; na rua do Crespo n. (>.
Taixas pare engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Rowmann, na rua do Brum, pastan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
FAZENDAS DE GOSTO
PARA VESTIDOS DE SENUORA.
Indiana de quadros muilo fina e padrees novos;
corles de 1,1a de quadros e flores por preco commo-
do : vende-se na rua do Crespo loja da esqaina qne
volla para a rna da Cadeia.
Farinha de mandioca para acabar : vende-se
Ear 19600 cada ama sacca: na rua da Cadeia do
ecife o. 30, loja de Faria Machado,
Deposito de Tnho de cham-
pagn^Chateau-Ay, primeiraqua-
lidade, de propriedade do conde
de Marcuil, ruada Cruz do Fie-
cife n. 20 : este vinho, o melhor
de toda a Champagne, vende-se
a 36<(000 rs. cada caixa, acha-se
nicamente em asa de L. J^e-
comte Feron 4 Companhia. N.
B.As cai\as sao marcadas a fo-
goConde de Marcuile 0$ r-
tulos das garrafas sao azues.
Deposito do chocolate francez, ce uma
das mais acreditadas fabricas de Paris,
em casa d Victor Lasne, rua d,i Cruz
n. 27.
Extra-superior, pora baunillia. 19920
Eslra lino, bannilha. 1960
Superior. I92&O
Quem comprar de 10 libras para cima, (em uro
abate de 20 % : venda-se aos mesmos precos e con-
diefles, em casa do Sr. Barrelier, no aterro de Boa-
Visla n. 52.
Vende-se ac era cimbeles de um quintal, por
preco muito commodo : no armazem de lie. Cal-
moni & Companhia, praca do Corpo Sauton. II.
Riscado de listras de cores, proprio
para palito, caifas e jaquetns, 1160
o covado.
Vende-se na raa do Crespo, loia da esquina qne
volta para a cadeis. .<
Deposito de cal de Lisboa.
Na rua da Cadeia do Recife, loja n. 50, contina
a vender-se barris com superior cal virgem de Lis-
boa, por preco commodo.
Vende-se ama parda moca, com algomas ha-
bilidades e bonita ligara : m roa do Trapiche n. 1 i.
Ditos sem ser envernisados, doaia
Canelas da marfim muito bonilas
Capachos pintados para salas
Bencalas de junco com bonitos castes
Oculos de armaco ac, tedas as gradnacoes
Ditos de dilos de metal branco
Lunetas com armario de lrtaroga
Dilas de dila de bfalo
Carleiras para algibeira, superiores
Fivelles douradis para cairas e colleles
Esporas liiias de metal, o par 800 e
TranceUa prelos de borraja pararelogkw 100 e'ifiQ
1 inteiros o areeiros de porcelana, o par 590
Canas riquissimes para rapa 640 I9OOO e
Carleiras proprias para viagem
Toucadores de Jacaranda com bem tspellio
(.baraturas de diversas qualidades
Meias de laa muilo superior para padres
hscovas limsiimas para cabellos e roana, navalhas
lin*s,imas para barba, luvas de seda de todas as co-
res, meias pintadas e cruas de raailo boas qualida-
des, bengalas moito fioas, tima encarnada azol
propria para riscar livras. Alm de lado islo entras
muilissimas cousas tudo de muilo bota qualidades
o que se vendem mais baralo do que era oulra qual-
quer parle ana rua do Qneimado nos qoalro canlos
na bem conhecida loja de miudezas da boa fama
n. 33.
I950O
39000
99000
ESCBAVOS FGIDOS.
Desappareeeu do engenho Guararapes, sw da
3 do correnle, o cscravo Job, da Costa, moco, toaos
e pes bem feilos, falla anda muilo mal, llura re-
gular ; lem a primeira junta do aegundo dedo do pe
esquerdo cortada, e unta nodoa come nos panno,me-
nor do que um palacio, ero cima do lombo dolado
esquerdo ; levou na gancho no pescoco e um co-
bertor : quem o apprehender leve-o ao engenho
-iDesappareeea ao da 5o correnle, de casa de
seu senhor, o prelo de nome Jovenete, idade da 22
annos, estatura regular, cor muilo prela, o qual be
cozinhe.ro : quem o apprehender e leva-lo Luiz
onmes rerreira, no Hondego, receber boa tralili-
caeao.
Attencao.
Desappareeeu nos llimos dias do mez d jalho
prozimo passado o escravo de nome Anin, pardo
claro, de 24 a 2o annos de idade. ponco maasaitne-
110, estatura regalar, secco do corpo, olhos nardos
pouca barba, o qaal, tendo sido isundado poTseu
do engenho Hopan da freguez.a do Cabo, a ejdade
da yiclona, desappareeeu dall, dlzendo qua vinhr
a esla capital ; sospeila-se, porm, que t,rt>kS
para provincia da Parahiba, d'onde fora vendi.lr
ao Sr. Carneiro, morador na cidade da v^H
ovendeuhapoacomaisdsum mea ao aetoal ts!
su.dor. Elle foi monlado em om cava sellado
de edr castanha : qoem o apprzhenderirt^.i
ga-lo a sen senhor no dilo ESSZulE!^
L, cidade s.P^rn AleMndrin^BJri*K;vlUr
na rua d.Saudade, pelo q.e rd r2^RIao;a.n,,
esc7.v.rbu.aa?itgrrcot 2" T
loja a. 2, que taro ganerosamejle recompensado.
, fl________ ____^
PERN. TYP. DE M. F. DB FaRIA. 1855.
i

I
4
^*


Ni
*
v

\
4


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID E9UG4169H_HGZCQZ INGEST_TIME 2013-03-25T15:59:54Z PACKAGE AA00011611_00612
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES