Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00611


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Full Text
/
ANNO XXXI. N. 181.
1
Por 3 moies adiaiitados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
I
V
TERQA FEIRA 7 DE AGOSTO DE 1855.

Por anuo adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
DIARIO DE PERNAMBUCO
iMffifiADOc, DA SUBSC.MPC.VO. j CAMBIOS. METAES. PARTIDA DOS COI.l*aOS. ^ j AUDIENCIAS rPl.FMFlUI.FS ^,.tntttu
^.IsrwM.F.deFaria.Riod.J.- Sobra Londres, S7 1/4 e 27 d. Ipor 1*. Ouro.-Oncas hesoanholas- S91000 OKnd... ,*. *.. t.:k.., ,. ^_l"'!" .,_.._,,._ .,__. ~**"*?**"** ... ***.D* SEMANA.
o proprielario M. F. de Faria; Rio le Ja-1 Sobre Londres, a 27 1/4 e 27 i/8 d. Ipor 1J
Foor. Joao Pereira Martin; Babia, o Sr. Pars, 3ao rs. Por i f
Diarad; Macei, o Sr. Joiquim Berra r.lo e Me-n-
dinea; Paralaba, o Sr. G-ervario Vicliir da Natii-
dde>; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Prreira Jnior;


po
Lisboa, 9S a' 100 por 100.
Kiod Janeiro, 2 por 0/0 de rebate.
Aracaij-, oSr. Aotono"d'cI.emosBrga;Ceera, o Sr. I Af^oes do banco 30 0/0 de premio
JaqiiuB Jos de Oliveirn ; Maranlrao o Sr. Joa- da companhj, d8 fieberiba ao nar
Juim Marques Uodrigues ; Piauhv,c!.r. Domingos V "" ae DeoeriDe ao par.
Urculano Ackiles Pcssoa Cearence ; Par.., oSr. Jus- aa companhia de seguros ao par.
tito J. Ramos; Amazonas, o Sr.Jernimo da Cusa. I Discanto de lettras de 8 a 9 por 0/0.
METAES.
|Ouro.Oncas hespanholas- 29)000
Modas de 640 velhas. 163000
> de 69400 novas. 16)000
de 4000. ... 95000
|Prata.Patacoes brasileiros. 1)940
Pesos columnarios, 1)940
mexicanos. ... 19860
PARTIDA DOS CORR
Olinda", todos os dias
Caruar, Bonito e Garanhuns nos
Villa-Bella, Boa
Goianna e Parahiba.
Victoria e Natal, as quintas-ei
' PREAMAR DE II
Primeira s 11 horas 42 minu
Segunda s 12 horas e 6 minu
lo e Garanrmns nos das 1 e 15
a^ista.ExeOuritfry.a i:,e2
ihiba, segundas e alattas-feiras
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundasequintas-feiras
Relacao, tenjas-feiras e sabbados
28 | Fazenda, quartas e sabbados slO horas
Jgiz do commercio, segundas as 10 horas o as
quintas ao meio-dia.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas
1 vara do nivel, segundas e sextas ao meio dia
2" vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia
mi-
EPIIEMERIDES.
Agosto 4 Quarlominguanteas 7 horas 1
uto e 42 segundos da tarde.
* 12 Lita nova as 4 horas, 32 minutos e'
44 segundos da tarde.
HTEMIOR.
IIAS DA SEMANA.
(i Segunda. S. Xisto p. m.; S. FilicissimoS^
7 Terca. S. Caelano Tlieatino fundador.
8 Quarts.:K'Cj,riaco diac: m. ; S Emiliano b.
10 (Quinta. S. Romo soldadora.; S. Secucdiano
20 Quartocrescenteas5 horas, .'I mi- 11 Sexta, g.. Loureoco dic. in^S. Attheria.
notos e 45 segundos da tarde. 12 Sabbado. Ss. Tiburcioe Suzanavmm.
27 La cheia a 1 hora e 3* segn- 13 Domingo. 11. S. Clara v. m.;'Se. Aniceto'e
dos da tarde. Fontino mm. irs.; S. Euprepia.
COStBBSPONSENCXA DO DIARIO
DE PERNAMBUCO.
PARS.
7 de julho.
O mi' que acafca de sumir-se fui atsignaladu por
deas teirivei baSlnn* que flcaran unlel.-veis iih his-
lorii. A 7, depoisle urna, hora de cruento cm-
bale, a baodeifa Itauceza fura lineada na Colina
l'-.rde e no *us\rediicl> da Carena. I'cla sua
pirle, es I agiotes loiriavaru as obras il,i; Currara.,
O Mellas se e*ti*lecam depois de urna-raiie de cs-
fuicos dtes>radns da liarle dos Rumo, picaran)
eniussa* boder-60 boceas de rogo, IUI! ,>risioiitfiros,
sendo t'\ ofliciaes. O exercitu allia.li) leve 2,400
horneas lora de cmbale ; os Rosso* .lH).
Este Iriuoijho us auimara alentar uin assalto
contra a torre Malakuff. que lie, no exterior, a ulli-
i e mais formidavel obra de defeza de Sebasto-
poli Atsn, o* Kussns tinliam accumulado ahi for-
fas roa.i.teraveis dr homens e de arlitharia.
aillo foi dado a 18 pela volla das Ires horas da
mauhaa. As uossas columnas de faque for.im re-
cebidas |ior mais de 400 bocea' de fogo ; em todas
Qgoas da torre! MalakofT, ni pra(a e na fro-
I ossos iiifelizcs soldados ealiiaui como espi-
uaiixo da fouco do cegador petar desla hor-
cbnv.i de bala e metra Iha. com a intrepidez
a de que s|o dotados, elles cousenuiram duas
fincar a bandeini Trncela sjbre a torro Mala-
Bliisaeii>o iiij era'susleiiUvel, e o seneral
:hefti fiii obri^a.l i 4 ordenar a re.rada que se
enodadamenle e em boa ordem. embura debai-
sfou do inimigo. C unu devo peus.ir, as uossas
i foram coiisideraveis. Eis-aqui o algarismo
jflicial: ofliciacs morios 37; prisioneiros 17 ; en-
treno) lias ambulancias % ; ofHciac* inferiores e
soldad! IBOTlos 011 deiapparecidos 1,,'iil; eiitraram
nen ambulancias l,'ii. Eis-aqui o algarism dos
lu itezea : mortos 011 fallaeidos em consequencia
de Jeriuientos : t general, i coronis. 7 capitjes,
9 tnsolrs, 14t soldados ; ofHciacs feridos oa diisaji-
pmecido!- 169, soldados feridos l,0."i. desoppare-
lj('.
O principe (iorlschakoll a a lia as nu perdas.
daicaarfe o-assalto e o bombardeaineuto di vespera
mu i ollicial superior, 4 eHiciaes e ifJO soldados
ortos ; 6 olciacs superiores, 42 ofliciaes e 3,.'178
soldados feridos.
^fca do varias maoeiras o mo exifo desla
ej : :o ewi vistiiMe. Os fuglezes, segundo o seu, aUaza-
rain-s* tima hora : em compensacao, a diviso do
ge teral Hoaet come^ou o ataque antes do signal
fiveneiimado : os fossos cavadus poMBsbiaaos dian-
da torre MalakofT se euconlraram oeiiii profundos
que se suppoMha ; oqurlornava aa noasas sca-
ds; deruTuado curtas ; os primeiros anidados que
eaiiscguiain oscalar a torre foram fulminados tela
ei|ilosao do urna mina, -le. ele. Remello-o |>a-
ar as nu.ncroias correeptodciiciai ineiezas e freo-
Laaaaafr-
1 deploravel revez da 18, e a propHa victoria lito
baaeiati; paca de 7 de agoslo, excilarain enlre nos
leatecialiiKiiili; eatlre os loglezes. gritos d inaldl-
"Lepetli-a o neneraiPelissier. Compreheade-ae a
Idewspcro de tantas familias faridas as uas
[hars aflcicffs; mas sao as neceeaidades
I da guerra. O general Pe iser Cilo'foi ol-
I duate de Sebaslapol para quo crozesse os
eje*'; loes para que loinea*pri;a a todo o cusi ;
aa honra se acha eropeeliada nes!e negocio.
l||Va)euncilo qut um segundo aUque nos lor-
.'" asnaliorcs da torro MalakofT, e enlai a face das
He ff ei' irndjr^^. _
IJm CM4UlMis|^leTto de 18, yppareceram gra-
ven disaei.sofs entre ford Ragln e o general Pelis-
sier; e*ti: escrovru aniuiperadur que seiia^briga-
do a dni a su a demissao se lord Ragln nol'usse
rojiocado. O gabinete de Londres nao i'-lava resoi-
vid dar satiaforao ao nosso genera! em ebefe ;
masfk) marte de lord Ragln veio muilo o proposito
resalver sjnieltiantc difliculdade.
1 de 18 nao se passou nada importante na
Crimea. l.evanUim-se aovas balerias de grosso ca-
li abrem sa caminhus para minar atorre
MalakofT ; eiuliin, loinam-se todas as disposieocs
pata qae o ataque seje mais feliz que o priioeiro.
Os succe'sos do interior sao ura pouco paludos em
preseuca dos acunlenmeolo que se passam no
Oriente. Senda-feira, 2 Te julho, o imperador
fe/, a abeilnjj|a sasslo exlraardmaria do corpo le-
Rislalivo i! ddrenado, em preienra de todos os altos
. funecioaarios do estado e do corpo diplomtico.
Triilava-i) do pedido de um novo empreslimu de7.")()
1111 ies, de novos imposlos destinados renda dos
. Ire empruslimi-s, ainlim de um appello de 140,001)
buinens. O imperador, no seu discurso, fez a Insto
(erencias de Vieuua, e da nossa
mcderacHO U9 mal recompensada.
tu propostas, diz elle, que chama
Sf em consequencia do sen desinteres-
1 ao principio foram approvadas pebi Aus-
ta Prossia e pala propria Russia, se desva-
Deteram na conferencias. A Russia que Hnha
cor sentido Iheoricamente em pir l'un sua prepon-
derancia no mar Negro, rewisou qualquer linuta-
. (3i das sras (oreas navaes, e anda estamx ctpe-
. r 71W (j mura cnm>ra o *eus cumprumunos
fin miifiliatO em tornar o nosso tratado de allian
ra offensioop defensivo, sa as negociarles nSo fo.t-
stni b*m succediias.
Esle.ullimn membro de phrse e espucialmente o
(0111 aunque o imperador o pronuuciou, xivamciilv
iuipraaMonou o auditorio: sein duvida isto ilcve
' animara imperador. as commi-soes, os memhros
neis ministoriaes se declararan! contra imposto do
dizimo de guerra ; tencionam rogeilar inteiramenle
o (njecto ; mas urna palavra de -M. de Moni' ou
de !i. Baroclie lara bem depre'sa que estes discipii-
los sBtreni nos seus deveies. Segundo parece, es-
tos lenharsaja vflo adiando que ha talvez.um pe-
queo inconveniente em colluc.ir, pm sindicancia,
de um s homem, a direceo dos negocios
intnriora e exUriore.
Um miBbro, n'ura irroubo rwlriolico, digno dos
bellos te'npos de Rnia e de Sparla, propoz nina
enrienda fel qualos depjilados se ohrigariam, du-
rante a rtaraefto d guerra, a abandonar melade dos
seiis subsidios, os altos funecionarijs o dcimo.
Jepalndna ficariam sorprendidos se esla emenda
te adoptada ; mas uao he provavel que o seu pa-
ftiotismo-seja expuslo a urna tao rod provaeflo.
rr foi encarregado de fazor o relalorio
f bre o (ejeelavf e let relativo ao empreslimo de
^e-*e relalorio :
quiz inqoarir da situaeao
a dar-vosconia daaialiir-
do consclho de estado Ihe
gonerno. I
keslimo, anda ha 100 milhocs
parseren receh.dos. Estes lOOmilhes, posto que .justificar. J.inin qne nao he tolo loma Rachel so-
ainda nao gastos sao destinados a fazer face a des- bre o colla, e s" justifica o mais que'pode. No
pezas ordenadas Vue conduzrao a guerra ale o mez i meio deata cena pathelica de reconciliaeao, ouve-
ueoncuero. Neiiliama parle dos 7j0inilli0es que s-urna chave vollar-se na fechadura
se nos pede se acha comprometida preseiilemenle ;
emtim, para ser mais claro, se a guerra parar sbi-
tamente, o novo emprestimn lornar-se-ha intil ;
e segundo as previses do gqverno, estes 750 mi-
IhOessIevem largamente satisfazer .,t lim do auno
de 1855 e o auno inlciro de 18.56 s necessidades
dos dnus ministerios da guerra e da marinha. n
Os |no-(is inceuiins depulados (icarain Iflo fasci-
nados eoui siviielhanles protestos quo volaram en-
thusiastica c uiianiineineiite o -ama empreslimu.
Pela sua parle, a Ualaa, wido diggdo o rmpres-
limo aleo mez de outubro recobrou coufianea.
Mas ejs-aqui o quo sei hoje de fonle pura. O
governo se cha em lacs apuros que honlem tuioau
60 milhes ao Banco de l'ranea, e 15 mllbnes ci-
dade de Paris, e o empreslimo qae segando as suas
declaraces solemnes devia ser pmitlido o mais ce-
do at o mez de outubro, sera emiltido... a 10 desle
mez!... Releva confessar que os nos-os homens de
eslado sAo grandes feiliceiros, e que M. de Morny
he um hbil rompadle !
As cartas particulares que nos efiegam da Crimea
cortam o curacao. As duas dirisoes dos generaes
Monnet e Alagran, o primeit-aorlo a frente das
soas tropaa, o segundo das corrteqiieiicias das fon-
das que recebera, estn quasi aniquiladas ;. o corpo
de euseiibeiroi, a artilliana, os zouavos rolo leni mais
ofliciaes : as ambulancias estn obstruida de feri-
dos, os cirurgioes cshlo opprimido. de fadiga. Ua-
qui pirtiram vanos regimenlos do campo do Norte
para encher as lacinias do mez passado : lodos os
olliciaes inferiores que querem ir para Crimea rece-
bem iminediatamente as dragonas.
O almirante Bruat narra va om urna das soas car-
ta* escripia antes do feilo de, 18 que, se achandu
um dia com um nfticial de zouavos, dera-llie ospa-
rabens pela intrepidez e disciplina desles intrpidos
soldados: ufaiiar-me-hia, Iha dizia elle, de condu-
r.ir a Franca, em iniuha esquadra, semclhanles h-
roes. Se permaiiecermos aqu ainoa por mnilo
lempo, almirante, respondcu-lhe trislcineiite o olli-
cial, V. Exc. nao lera necessidade da sua esquadra
para iiosconduzir, bastar uinacanoa.
Els-aqni urna historieta que se narra, ueste mo-
mento,' nos sles niiuisteriaes, e que d lugar a
niuilos eonimenlarios.
Uepois de niguas dias, o imperador pareca Icr
recobrado as sua veleidades
. a porta se
abre, e veem n principe Napoleao. Jann julga ver
a cabera de Meduza ,- d um pulo, e silla Rachel
que recobrando o sangue fri, brada : em summa.
ja nao ha nada commum entre mrm e o principe
desde alguna dias O nobre Janiu eslava Inste,
balbuciando desculpas : Senhor, assevero-lhe.... Se-
uhor, acredile... Emtim, eslava estpido. O prin-
cipe ria-se como um principe'nao costuma rir-se....
Como he isto, Mr.- Janin. dar-se-lia caso que eu
Ihe cause modo "-Selior, responden a final Jaoin,
que ja se achara tranquillo : vusa alteza sabe que
nao faz medo a ninauem....
O mundo da etpecular.Ao lio urna verdadeira ca-
verna de ladroes ; as homeus de bem que ah vio
dar casual mente, de eadiitarin sahem nu como pe-
queos S. Julo. Tosas a dias se dao exemplos
que pnivniu osla (risla verdade ; mas o exemplo
mo corrige a tiiusuem ;cada um sejnlga mais es-
perto que seu vizinho ; a a mama do dia que con-
sisteein fazer fortuna maisdepressa possivel lie ex-
plorada quasi sempre com felicidade por estes ha-
bis velhacos. Nos seculos menos civilisados que o
osles senhores roubanias passagiros na estrada real
ou nos bosques, apunhalaudo-os e com a pistola
engatilhada ; boje, os velhacos se loruaram bomens
distiuctos ; usam luvas brancas e luneta ; sao pb
lautropns e ecunomislss. Mau.lriu he considerado *cis. 0 marqoez expoz illuslre assemblia o fin
na Bolsa, Cartouche lornou-se director de urna "a reuaiao: (rajou com ndmiravcl ptecisaao osla
a, que esla parlida apresenlava os
maiores nerigos; que sabia de boa foute que os l.e-
gilimistas e Orleamstas eslavnn de accordo com os
generaes exilados c contavam aproveitarda sua au-
sencia, uo caso'de mo xito na Crimea, para tentar
um movimenlo realista em Franca. O imperador
ao principio despreznu esla reflexao ; comludo li-
cou preoecupado ; alie sabe, mu bem, pot expe-
riencia propria, qae em lempos como os nossos,
uenhuma reslauracao he impossivel. Sexla-feira
passada,-no lim do conselho, o imperador disse a
-\1. Fould : coate a estes senhores oque me diste
acerca din
o que
generaes exilados. M. Fould repeli a
ua historia. 'Depois de ler escolado com muila al-
encao, o marorJial Vaiilanl e o almirante Hamelm
declararam ao imperador que o fado era verdadei-
ro, e alem disto eslava asseulado entre oS dieres da
rueft rpalala que, no cisu em qne a A11 siria sa al-
liaase com a Russia contra nos, o duque d'Aumale
irla Bruxellas, e'acompanhado ilos gen/raes exila-
dos, tentara entrar em Franca e proclamar llenri-
!'"' ^A S*U"do seu eostume. o imperador nao
rz reflexao alguma sobre seuMlliaulcs boatos, a au-
-^-trx* nos io. apwieiiius seirr Trana dtaer; iss pa-
rada estar cuidadoso. Verdade he que una serie
de revezes na Crimea faria hem depressa empalli-
decer a eslrella de NapnleSo III. e qoe urna res-
laaiacila realista leria entao proh-ibilidade do Irium-
pho. O. paruSlo republicano, posto que tenha pro-
fundas raizas oopaiz, anda sangra das feridas mu
rcenles ; he-lhe inislcr anda' algn anuos para
rrar-se
As provincias danubianas que receberam succes-
sivamente, segundo os sucessos da guerra, a prolec
cao dos Turcos, dos Russos o dos Austracos, exi-
sem boje com grandes gritos, que os entreguem aos
seos antigos dono?. Como v, isto faz honra aos
vernos chrisiaos. Eis-nqui ni fado qae Ihe pode
dar urna idea da maneira porque a Austria protege
as infelizes provincias.
No inverna passado, um general auslriaco entra
em Bochares! a frenle dos seus regimenlos : encon-
tr um bello pavilho contiguo a om parque e fa-
zeudo parta da propriedade de. um cidadao de
Bucharesl. O general apodera-se deste pavilho e
nella se inslalla mililarmenle, sera fazer se quer ao
propriolaria tuna simples vizila de cividade. De-
pois, de algom lempo esla senhora d um baile em
ua casi por occasiao do -carnaval. No meio da
esla, um destacamento de granadeiros austracos
eulra na sala do baile, rom a espingarda no braca).
O general Irajadn de nina maneira mais que incon-
veniente, eslava de ccroulas, com as iusignias da
sua patente 1 dirige-se dona da casa espantada e
Ihe diz : entao, a tenhora d um baile, c nao me
convida'.'Mas, mcu charo senhor, nao lenho a
honra ile conhece-lo. Como ".' Nao me dbnhece a
mim que sou seu hnspede.ha cnusa de um mez !
Aassa devia ser, pois que uao live a honra de ser
vizilad pelo senhor.Para provar-lhe que- nao Ihe
lenho odio, venlio dansar urna valsa com a seuhoia.
General, o senhor esquece as alienen que se de-
vem a urna mulher da miaba jdade.Varaos la,
senhores mnsicos, nada de ceremonias.A orches-
Ir.i '.intimidada loca urna valsa, o general auslriaco
forja osla seuliora respeilavel e faz-lho execalar
varias vollas ua sala, no meio da assenbla estupe-
facta de semellinle audacia. Ninguem ousou pro-
testar entra larnanha desallenrao ; mas os odios se
iccumulam siirdameutc lio fundo dos coraee,
quan lo chegar a occasiao, as represalias sero ler-
riveis.
Depois da represenlaeao dos Horados dada no
Iheatro francezem honra de el-rei de Portugal,
passou-se no camarote de Rachel urna pequea sce-
na mu fngraeda. Julio Janin. o celebre crilico
do jornal des Debis e um dos mais- frenticos ad-
miradores de /'is'tori, entra em casa da trgica fran-
ceza. Esta, nquelle raoraeuto, eslava
k Dant le simple appareil.
Dur.c beaul m'on vienl d'arracher an sommeil:
oa para fallaras^iiguagem vuliar, Rachel eslava
em camisa : mas entre artistas nao se olha para islo
de lao perla. Anda loda irritada dos elogia que
Julio Janin e seus collegas da imprensa (libara pro-
digalisado sua rival, Rachel chama ingrato- a Ja-
nin e repelc-lhe a phraso celebre de Julio Cesar .1
Bruto : fu i/uoi/ne : e tu tambera, Janin Quandu
urna mulher em camisa dirige censuras a um ho-
mem, cumpre que esle seja um tolo |mf nao se
sociedade em commaudila. Neste momento, a jus-
tca esta oceupada com urna deslas velhacadas a
respeilo da qual lenho promenores tnui curiosos
queme foram minislrados por urna das victimas.
Ura dos meus amigos^ Mr. V... hornera de probi-
dadee de lialdade experimentada acabava de.reti-
rar-sedos negocios com urna pequea fortuna. Tein
a deigraca de encontrar no inundo um desses hu-
men* de exterior grave cuja nica prolissao he illu-
idir. Esle individuo se fazia chamar o marquez de
Rivier. Venda em M. V... urna presa que Ihe
convinha, fz-sc apresenlar a elle como urna pessoa
respeilavel, cuino iuventur de urna idea que torna-
ra dentro era ponen inplumarios aquelles que o aju-
dassem a explora-la. Hqje lodos os velhacos tem
uraa idea, nsvezes mu appiicavel, mas de que s
se servem como de um manto pata esconder a sua
industria criminosa. M. de Uniere Iralava crear,
sob o titulo da igreja orna sociedade em commandi-
le parlida para a Cri- tai que |illna pr (m ,e?urjir 08 sinos e 04 ornalnell.
mea. m. Fould, um dos mraislms mais opposlos a -
esta viagem, Ihe disse, a e%te respeilo, em orna con-
versaban intima,, que esla parlida
0 MATADOS TIGRES. (*)
Por Paalo Paral.
VI
eitrelU xas.
Ali! meu eharo senhor Crter, dizia.o commu-
t enchugaudo a fronte, crelo qce he pcrmiltiijo
tirar Igiim repoiiso. Ha tre horas de relogio sigo
Mac Aula\ passo apasio! '
18 locando no braco do marcador de cavallo, per-
guntoujUe seriamente:
VW- vio-me assoar ha pouco?
N3o, Milord. respoodeu Crter espantado.
Pois easn rouccao entre nossos vizinbos costea de
perto es margen* do paiz shoking, e he misler loda
a loga de Mac Aulay para explicar o bom suecesso
de neu lenco.
Sabe que sou unvoiisinalT lornou, o commo-
dorn sorrianki ; quando asso-me Vine, jhlgaria ver
Mac Aula) assoare !
Vh leveras!1 dime Crter vivamente.
indo ando tambera; veja! cxelaraou Ito-
berlo atillson, n qual den algn* pasaos durando
minairi de ( hrisltan ; esludei a cnusa no silencio
do (abinel'... lie um simples movimenlo de anca-.
IT detrs qualquer jurara que lio Mae Au-
lay De anda '. dase Crter com admiraran.
E sor dianle? pergnnlou o commodorc vol-
Undo-ee rivamenle.
Por dimite anda melbor !
Ah ali! exclamou Roberto Daviilson, nada
e como o ootro l'enha a bondade dedizer-me,
enlior Crter, porque adatirava-so lauto esse llr 1111-
snel e esse Couitena> ; Cerlsmente nao cahi nes.a
corraH 1
--Milord tem modo gosto, e no [odia fazer
Tino, senhor Crter, basla o lino!
E tirou involuntariamente o chape > para atfr
nplo, he um gramlj |,0_
Rea que cJ^galou
ndeu Car-
c trinla e
{I Vide o />in'o n. 180.

cenlar
Mac Aula), por i'sem
mem.' o Time de I.....Itta ,
na India cento e vinle oilo ti|
r.i o Standard e___
ter, gravemente, e o filan
dous.
Senhor observou o commodore com alguma
severidade na voz, o Times he urna gazeta ordina-
riamente bem informada..... e se elle diz cenlo e
vmle oilo, pnde-se apostar...
Inlerrompeu-se repentinamente para pcrgunlar !
Nao vio minha lili,a esta manhaa, senhor
Carler J
Nao, Milord, responden o mcrcador de caval-
los, o qual saudava nesse momento um genlleman
que iie.da o poirl exterior.
Seria in tisrneo perguntar-lho a quem Vmc.
saoda'.' disse Roberto avidson.
Absolutamente nao, Milord. Me um membro
da cmara dos cnmmuns que encomraendou-mc um
Ijlburv seraelhante ao de Mac Aulay.
Oh que imiladores exclamou ojeommodo-
ro com aniaigo desdem ; le-oarrhTi servil como diz
o poeta ; aborreco essa gente do fumb d'alma. Oli-
seryou nieif vestuario esta manhaa'.'
Carler andn aifrcdor do commodore, e disse com
pasmo :
Ah! Milord, despojou Mac Aulay?
O commodore leve vintade de lancar-sa ao pes-
coeo do Crter, porin re-pondeu simplesroenle :
I.ewis serve-me ineia hora depois delle; mas
connece Mac Aulay, senhor Crter?
Como om pobre fornecedor pode conliecer um
homem de sua importancia.
Aperte! exclamou o commodore a
impetuosamenle a mao.
Carler retirou a sua com t%0,
r '\Prlll1rePpii-1' Ruperto itavi'd'son, n qual ac-
cresceaiiajjriTi^hnaiido-ser^,,,,1 do .
-yOiando liver urna carruaiie igual i dalle,
>nic. a guardara para miim V
Slm, Milord.
O diebo beque Indos coipj.nvno, m(n cnaro
los sagrados de todas as igreje* de I-ranea contra o
incendio e o roubo. Esla idea tem bases serias.
Ha 100.000 grejas pouco mais ou menos em Fran-
ca ; calculando o termo medio do seguro em dO fr.
por auno, este algarismo mdico prodozia ja doos
milhoes para a corapanhia. Deslumhrado por se-
melhante eloquencia, M. V... lauca imprudente-
mente toda a sua fortuna nesta empreza. Pediam-
se apenas seis mezes para levar-so esle negocio a
ollcilo ; pa-a-se um anuo, e nada se termina ; o
qae nao impede qile M. de Riviere passe *ida ale-
gre na sociedade do seu subdirector um cesta mar-
qoez Papn cuja historia ja Ihe cootarei. M. V...
advertido por amigos oaTiciosos qae este marquez
Papn lie simplesraenlc um cavalleiro de indus-
tria, ruinera a assustar-sc* vai mullas vezes procu-
rar o dircelor, ma esle asta sempre ausente ou oc-
cupado. Alinal M. V... perde a paciencia e enlra
a forra no gabinelede 11. de Riviere que enetencon -
Ira em companhia do marquez Papn.' Trata a
este ultimo de ladran, de rellmco, brga a M. de
Riviere a lanca-lo fora da administradlo, se ello
firoprin na.1 quizer ser denunciadora policia. Mr.
de Riviere cede a estas menlas e Jaspede o in.ir-
5"i t'apoatqusi f.......1........ Maaiis de fu 1 1
za de seu socio vai procurar os crcoores. e Ihes re-
vela a siiuaeao do director : os credores nslallam
nlislinadamenle um proeesso e conduzcm Clechy
o bar.ln de Riviere. Este pela sua fiarle denuncia
o sen amigo o marqoez Papn; maso marques, mu
sagaz, ja tinha atravessadn a. Maoclia. A juslica
inteirada desle negocio, descubri primeirameme
qoe o chamado harao de Itivieri Iffiha ora nome
mais ignohil.que ja linda sido can lemuado a varios
anuos de pnslu por velhacadas. .V accasarocs con-
tra elle tao de tal gravidad'a que o 'iraram da Cle-
chy para transporla-lo prisao Mazas. Aproveita-.------------.. K^ ==....- ,,,
vase da sua posicao de director da sociedade afile bella, apenas cnnlemplara-iia ; ella falla,
'
n rainal i- -
de deco
.pon tinha
valleiros de
habilidades
ix.sreal. A-
llio rei e a
banil.i .11
desenlace,
.ron de
'BSpOII-
-Mon-
et-rei azradecido nomeou o coronel
la, dcu-lhe um marquezado, aecum
carnes e favores. Mas o novo marq
um Irem de principe; como todos os
industria, era jogador, e apezar das s
n.lo era sempre feliz.entao dirisia-se
final as sua. exigencias fatigaran] o
propria valida; o marquez Papn
curie. Como elle sempre esperav*
tinha tomado as suas precan<;ues. e
ma pequea caixinba, que contin
dencia amorosa de el-rei de Baviera
los. Estas cartas, segundo parece,
sas ; o-marquez ameaeou a el^ei
publicaran, el-rei a-su.la.lo pagoa-as a peso de ouro.
A revnlucjo de I84S acabava de rebenlar, o mar-
quez Papn se d"u pressa a vir pata Friura, repu-
tando o momento favoravel nara pescar as aguas
lurvas. Chegado a l'aris, se fez legilintisla, e com
o dinheiro de el-rei de Baviera cora pro u jornal a
Mode. Ahi, iinaginou um dia urna scena digna do
Sgurjr com bom exilo em urna comedia de coslu-
mes. Enderecou cartas a lodos os chefes mais ri-
cos do partido lesilimisla, /ogando-lhes qoe se diri-
glssem ao gabinele da direedio do jornal pira urna
coniuiuiiir.ie.io importante. Para receber digna-
mente estas nobres persnnagens. o marques Iinh.
vestido a sua casaca de gala, ornada de oaayns es
trangeras: um praio do prala eslava cnlloeaito so-
bre a mesa, destinado a receber as ofl'readas dos
Igreja para comprar a crdito qualquer especie de
mercadorias que mandava vender por um bando de
raanles com quem eslava associado. Antea da sua
J prisao eslava em vespera de receber 500,000 fran-
cos em vjnhos destinados, dizia elle, casa do im-
perador, commissao que oblivera por intermedio
do hispo de Saucy, csmoler de S. M. 1., como
amostra do seu Irem de casa, durante o seu reinado
de um inno, gastn 18,000 francos era carruagens.
Por islo julgue do resto.
O marqoez Papn he um hornera mui superior ao
marquez de Riviere ; primeiro que ludo sempre se
desembaracen dos negocios, o isto annuncia urna
intelligencia e um^iabilidade raras, vista dascir-
cumslancias delicSb era que se achou. A- vida
desle homem he 11 m romance. Se elle algum dia
publicara, suas memorias, serao melhorsuccedidas
do que foram as de Vidocq : Podc-se julgar por
este esboro biographco.
O marquez Papn leve por pai um hispo de Mar-
selha e por m.ii a mulher de um marinheiro do Por-
to. Fez os seus prifleiros esludos no Cullegind'Aix
era Provence. Visitando am dia o arcebspo de
Polosa este collegio, o joven Papn foi encarregado
de ilirigir-lh ora discurso. O arcebispo maravi-
Ihado da gentileza e da intelligencia precoce desle
menino, qniz encarregar-se da sua educaran; mel-
teu-o 110 seminario de Tolosa com o dcsignis de o
fazer cnlrar as orden-. Depois de ter terminado
os seos estados rla.siros, o joven Papn qae nao se
senta com vocaco para o estado erelcsiaslico, eva-
dio-se n'uin cesto dia do seminario e foi pedir pro-
leceao a mulher do prefeito de Tolosa. Bello como
um anjo, espirituoso como um demonio, insinunu-se
de tal sorte no coracao desta nohre dama que ella o
deo ao marido por. secretario. Esla existencia ahor-
receu-o logo ; ao cabo de dous anuos, fugio de To-
losa, conduzindo, sem duvida como recordaran, os
diamante-lia sua protectora. Para evitar as pes-
quizas, se di-l'.ii enu em fraile mendicanle, e, sob e-
le trajo, illudio a muilos devotos. Uepois,de mul-
los mezes desla vida nmada, foi para a Austria, e
-eiiiiui praca 110 regiment dos Croatas em que den-
tro de poucos annos obteve o posto de coronel
Achandn- Aguas, enroulrou a celebre I.olla Montes, le uraa
corte. lancia: era breve liulum travado relares de ami-
zade. Neste.momento el re de Baviera se acliava
em Bade; coronel Pepn quo percebera que o ve-
Iho mnnarrha coufemplavaa espirituosa hespanhola
com olho* de cubica, encarregoo-se do ajuste deste
negocio delicado, e como se sabe, foi bem soccedi-
do. De volta para a Baviera com a sua conquista,
do de anarchia era que se acliava a Franca, a re-
pulsa das classes elevadas pelas InsliluicOes repu-
blicanas, as uas.sy mpalhias mais ou menos dedara-
das pela realeza tradicioual. Acredila-se fajjlmen-
I n. que se descrevo : o auditorio j eslaye preve-
nido favorsrelmeole : era chegado o momento de
entrar na queslifi. importante: o nosso parii.ln,
disse o marques, qiie cucarra lanos nome iuslres.
destacadamente nao possue homens devolados c
intrpidos, capares de sacrificar seu sangue e eialm 1 ule as suas rodonas ao triumpho da lio* cau-
sa. P.iis hem, alrevo-me a declarar qne sao um
dcstes homens ; mas, infelizmente s lenho o meu
saiiue para dar e o sangoe nao hasla : eos nosso
seclo o dinheiro he todo, o dinheiro M o ervo
da goerra e da diplomacia, ele, ele,, A perora-
cao foi laoeloqnente que todo o auditorio Acn ar-
rebatado : as bolsas se desalaram, as carleiras se
alinea in e o prato de prala ficon dentro cin ponen
lilleralineiitecoberlo de ouro e de bilheteado banco.
Foi um lauco de rede de urna cenlena'de rail fran-
cos... O marquez Papn venden euhtn o
nal a Moda, fez urna pequea viagem para si
esquecer, e ao vallar, passou-se para o cam.
Bonaparlislas. Foi ahi qoe contrado re
amizade com o hano de Riviere que
poz fundar com elle a sociedade da Igreja.
de Inr explorado durante nm aono os tolos do seu
novo partido, os dous socios se malquistaran!, e o
mais esperto venden erentro. Ao passo que b ba-
rao de Riviere refleclia Irislemenle na sua cellala
de Mazas, acerca dainslnbilidade das prosperidades
humanas, o brilhaote, o feliz marquvz Papn pro-
segu! nos paito-, eslrangeiros o curso dos seus Iri-
umphos. Ha poucos dias podia-seler, em lodosos
jnrnacs, na lisia do eslrangeiros de distinccilo que.
se chavara nos banhos de Uainburgqi^p nume do
marques.a)if: Qifafi.T.i elle liver corrido.* Cu-
ropa, passara para America. ll vez logo poa|n>pa-
ree.i. O marque/, falla com a inesma faciuepn to-
das as linguas ; conhecc o Porlugaez ; portaeito he
bom que esteja prevnolo.
O genio tem militas vega um deslino singular :
pote permanecer longos annos diaiil1 dos otaji ig- ai,. .-
MaWaaswwtn qoe Ihe paasomam ;. jiWWaxI di- ,n d
poiM^ um cerlo dia, nm caso, sima circumslalci im
prevista o torna patele, e a ineltidilo ileslumbraSla
admira-o e applaudc. Ha consa ile um mez, os co-
mediantes de el-re da Sardenln vieram dar alguma
representadles en, Paris : ao principio feram acolbi-
dos rom iinlirrenca. quai com desprezo Na sua
eslra, a sala ,eslava meia razia. Ilcpresenfavam
Myrrha, tragedia de Alteri. No primeiro ato, o
publico l'raneez hoceja ou diz pilherias; alguiiieSpec.
ladores al se retirara antes dn lim. Comer o >. ae
lo, appareceama mulhcralla, um pouco magra, pl-
j'da e um pouco abatida : como nao he precsameos
o meiaf
Rachel deixai Paris a > de julho com urna com-
panhia de tragedia ede comedia: depois de dar 4re-
presentaees em Londres se embarcar em. Southamn-
ton, para New-Vork, dahi percorrer todas as gran-
des cidades dos Estados-Unidos, o Mxico e Havana-i
Boa Viagem. m
Ninguem se deve apressar nunca em julgar, se nao
se quer expor muitas vezes a graves erros. He o que
acaba de acontecer a lodos, Francezes e eslrangei -
ros, acerca da exposicao universal. Ao verem que
durante os primeiros mezes da abertura reinava des-
uniera e coufusto, bradanun : exposirao naufra-
g"ii I0nto a exposigjo nao existia, eslava no esta-
jo ebrysalida, de ostra grnsseira ; boje a bnrbolela
sahiodo in vulnero, a parola da escama. O elleilo ex-
cede todas as esperaneas, todas as proviso ... O In-
gieres e o proprios Allem.les que nao tinham mui-
los analheraas conlraa admiuistracao do palacio da
Industria, pediram perdi eenloam liymuos em lo-
dosos ton-. Utas reunio jurados ingleze quo leve
lugar a -2 de julho deei lio -mr uiiauimidade que era
desejarcl informar immedialamcule ao publico jn-
glez a respeilo da magnificencia da exposicao e dos
progressos nolaveis que a prsenla 111 os objeclosex-
postos sobre a exposicao de 1851 ; que a exposirao
he emiiientemenle digna da aliene 10 dos artistas,
dos manufacturaros e dos seus operarios, e emim
de todas as cbisses da populacao do Reino Unido.
O*eslrangeiros que tinham sido assuslados pelos
seus juriiaes e que chegavam Paris com hesitaran,
correin agora em mullidao e se dao os pacabens pela
viagem. Creio que o mundo civilisado nunca foi
chamado a gozar de Uo magnifico espectculo; a cada
passo a gente pura espantada ao ver al onde pode
chegar a inteligencia humana. '
Nao creiaque estou fascinado pslo sentimenlo de
palriotismo; hem sabe que nao sou mui apologista
da minha natureza. Pois hem, vull.ui lo ha oilo
das an palacio da Industria, liquei deslumhrado,
Iranspiirtado ; por isso julgo do meu dever de cor-
respondente rogar ao seus compatriotas que pre-
tendain vir a Paris, que proveilem una orrasijo
que se nao oflerece duas vezes na vida da ura ho-
mem. Segundo a opiuiao dos proprios Inglezea que
com ludo, como sabe, tem um corlo amor proprio
nacional de alguma sorte just, a expusiera de Lon-
dres deve ahaler bandeira dianle da exposicao rte
Pari.
O bom lempo continuo de que gozamos, ha cousa
de quitize dias, dcstruio os serios receios que come-
cavamos a cxperimenlar acerca da collieila de 1855.
Assira a baixa dos cereales se maniera em lodo os
mercadus. As btalas san mui hndanles e d per-
feila qualidade : se o bom lempo continuar, pode-
mos esle anuo guardaKgiohos as uossas adegas, e
dar a beber aos uossoSBigos do alem-mar.
IITERIOR.
da voz he puro elurmomoso : esculam-a, medida
que a aceao se vai desenvol vendo, a phsionomia da
Iragica se Iransligura, a sua palavra ordena a alten-
cao, ninguem j u hoceja, ninguem j nori ; a-
quelles mesmos que uao eatendem o italiano, con.-
prehendein esse paulomirao el.iq 11 ente, apaixonadn;
emliui, nu 4. acto, em qoe o genio dramtico de
Rislnri se revela em lodo o seu poder, a mnliidan
commovida, palpitante, prorompe em Irovoesde ap-
i1 ixi-.i.- miiliii. ...1 ^- *e ___ n' 1___* 1____...a.
RIO DE JANEIRO.
CARURA DOS SRS. OEPUTADuS.
Da 11 de Junh da 1855.
I.e-se e approva-se a acia da sesso anterior.
O Sr. primeiro secretario d conla do seguinte
expediente.:
Um ollicio do Sr. i. sefrelario do sen,
mullicando q-io d senado udopluu e vai
sancrau imperial varias resolure.,. Fica a can
iuleirada.
Do mosmo, enviando a proposicao daquell* cma-
ra que prohibe qualquer acto eleiloral dentro das
grejas, salvo as ceremonias religiosas que prescrove
BlCOe. A MMHUIII. entrar 11a or-
BBPawaT^^^^^^^^^^*^
I^-fe e approva-se e seguiute parecer :
3.1 commissao do ornamento foi presante .1
A'
reprotonlacao qde era 27 de novembro do anno pr-
ximo lindo dirigi a esla ranura a assemblca legis-
lativa da provincia de S. Pedro do Rio'tiraude do
Sul, solicitando fundos para a desobstruccao do ca-
HcTa Laga dos Patos, 110 lugar denominado Por-
lejrinha, ile summa importancia para o commercio
e navegaco daquella provincia ; e necessilaudo a
cootmissau para dar o seu parecer de ouvir a opi-
niSo do governo sobre este objeclo, reqeer que se
Ihe pegara informadles pela compleme repartidlo.
Sala das commrssOes em 2 de junbo de 1855.__
Candido .Mandes de Alineida.J. J. de Urna e Sil-
va sobrinho.Jos Joaqun da l'nnhi.
He julgado objeclo de deliberaran, e vai a impri-
mir, para entrar na ordem nos Irabalhos, a segua-
le resolucjo :
A commissao de peiisos e ordenados he de pa-
recer que se approve a pensao annoal de 240 con-
cedida por decreto de de feveriro deste anuo ao
uarda nacional dal.'seccjlo do balalho de arli-
plausos cnlhusiastas, frenticos ; Rislori desconhe. Iharia, Honorio Jos Nogueira, que nerdeu o braco
cida honlem, he celebre hoje, a olra tornou-se pe
rola, a pedra diamante. Os mais severos criticos sao
un.iuiiii's as suas a precia cues ; uns igualara i
Rachel, pulros at achara-na superior. Para serums
ju qualidades diHerenles ; Rachel tem mais gosto, mais
nobreza ; Ristori mais sensibilidade e p 1 ix.i-. A
imprensa e o publico ficarara encantados de encon-
trar urna rival lemivel para oppor Rachel, cujo
cnmporlamento, depois de certo lempo, lera subleva-
do nina indignaban goral. As saas prelence-, as
suas exigencias', os suus caprichos continuos com o
"icalro fraucez, a quera deve o sen rennme, o- seus
e olho direilo em consequencia de liaver disparado
a pera em que Irabalhava por occasiao da salva que
leve lugar em Nitheroby a 9 de dezemhro do anuo
prximo passado, licando impossihililado, por esla
causa, de alimenlar-se e a sua familia por meio do
ollicio de carpinteiro de que se maulinha ; e para
islo olfereee cousiderarao da cmara asejzuiulo re-
solucao;
a A assembla geral legislativa retolve :
Artigo nico. Fica approvada a pensao de 2108
concedida por decreto de -i de-feveriro dc.le anno
ao guarda nacional da |. seccao de batalao de arli-
Iharia, Honorio Jos Nogueira, qae perdeu o braco
mente comprometiera sua existeucia. se nao liver o
.leseen.--1 e o Ira! menlo qne Ihe he aconselliado por
todos os medicas que o tem observado. Nestas cir-
cunstancias, e porque com effeilo A supplicanfe he
sobrerarreaado de uumerosa familia, julga a com-
missao que devora ser decretada a autorisac.m que
se faz precisa para que o governo possa conceder ao
pelicionario a licene.i de que se trata ; e pois pro-
poe que para esle (im se adopte a seguiute resolu-
cjto :
A assembla geral legislativa resolve :"
Artigo nico. O governo he aulorisado a ron-
ceder um anno de lirenca com lodos os veaclme dos
por inleiro ao lente da cadeira de palhulogia ioter-
na da escola de medicina da corle, o I)r. Joaqnim
Jos da Silva, para trala^ de sua saude oade melhor
Ihe convier ; revogada para isso quaesquer dispo-
sices em contrario. "
o Paco da cmara dos depulados. 22 de jontio de
18.5.)./. li. de N. S. Lobato .Gomes Itibeiro.
D. F. II. da Silceira.
O Sr. Paula Fonseca: Quero appellar para a
generosidade da cmara aliin deapprovar um reque-
rimenlo que vou fazer-Jbe. O eiUdo laslimavel de
aude em que se acha o Sr. Df. Joaquim Jos da
Silva exige que elle obtenha.o inai breve |K>ssivel a
licenra de que Irala o perecer d commissao de pen-
siles e ordenados que acabo* dp ser lido ; por isso
per;o cmara que baja de dispensar a irapresso
desse parecer, e que tambera approve a urgencia
para que o mesmo parecer enlre ja em discussao.
Consultada a cmara a esle respeilo, he dispensa-
da a uipre.s.io e approvada a urgeucia. Entra, por
lano, em prirneira discussao o prujeclo relativo a
esta malcra.
O Sr. J. J. da Rocha diz que nao condece o in-
dividuo deque se trata, e assira, para volar consci-
enciosamente sobre a materia, deseja que se Ihe \
deem niguas esclarecimenlos.
O..Sr. l.uiz.Carlos e onlros senhores depulados
dao n. esclarecimenlos exigidos pelo precedente or-
dor.
O Sr. Augusto de OUceira oppoc-se ao projeclo,
porque cutende que he noli-econmico.
ORDEM DO DIA.
Proeesso para desapropriacio de predios.
O Sr. Ferreira de Agular requer urgencia para
ser discalido o projeclo n. 24 de 1855 que aulonsa o
governo a eslabelecer o proeesso para as desappro-
priaces dos predios e Ierre*) para a conslruccao
de estradas de ferro do Brasil.
Esle requerimenlo he approvado ; e entrando em
lerceira discussao o referido projeclo, he adoptado
sem debate c remeltido a commissao. de redacrao.
Trras de Indios.
I.-se e apnia-se o seguate artigo addilivo, que
sendo apoiado enlra em discussao jnnlameole cora o
projeclo:
Os bens de patrimonio do; municipios exlinclos
perleiiccm aos municipios a cujo territorio os maui-
cipios exlinclos se reoairem. S. a R. Site* Ftr-
ra:Carneiro de Campos.
O Sr. Ferraz sustenta o artigo addilivo.
O Sr. Taques falla em oppustrao ao artigo.
l.eem-se, apoiam-se e enlram'em discussao con-
juntamente com o projeclo, os segulntcs artigo* ad-
dilivo*.
Ao arl. l.0acrescenle se : Se excederem a
ineiaxegua era quadro somente, orna exlensau igual
pertoncer ao patrimonio das cmaras.
O rl. 2 oppriina-se e suhslilua-so pelo se-
guiule :
No municipio era que nfcBjiojuec Ierra das
meiicionadas no arl. I.\ sera concedida para patri-
meuio municipal i* cmaras que asnia tivorca
meialeuua em quadro (TaslenMl UBfBIBtS* do mu-
nicipio.
W arl. :i., depoisde Indios-
sc das Idcias ou misses cxlnctas.
O art. supprima-se B. A. de M. Tagutt.
Sao tambera apoiadas e entrara em discussao as
seguales emendas :
Em lugar de mein legua, diga-seurna legua.
Santos e A.incida.
Diga-se duas leguas de crear.Saraica.
a Acresceule-se o seguinte : sendo terrenos de
crear. Paranagu.
Julga-sc a materia sullideotemente discutida, e
procedendo-se votacio, sao pprovados ns artigos
addilivo.' e juntamente as emendas,
PunicSo do crime de moeJa falsa.
Enlra em primerra discussao, e he approvadp
sera debate, o projeclo ollerecido pelas curamisses
de diplomacia e juslica criminal, approvandu .con-
veliera celebrada enlre o governo do Brasil o de
Portugal para repressao e punicao do crime de.moe-
da falsa.
Tendo dado a hora o Sr. presidente marca a or-
dem do dia segrale, e levanla-se a sessio.
senhor Carler, de sorlc que parejo fazer como lo-
dos... Eu que jamis...
O mercador de cavaos acabou a phrase com
nm gesto, e o commodorc entlenle baleu-lbe no
hombro.
M i Inr.i he servido por Filowski ? disse Carler
observando-lhe os pes,
O commodore fez um bello a ceno com a cabeca,
e Carler l'ornnu vendo-lhe s maca:
E por SI a 11 nlou la 111 hora ?
Vmc. nao me apandar desapercebidn! excla-
mou o commodore ; lenho lodos os fornecedoresque
elle lem. llevemos ler alguma originalidade. Per-
mita que fara-lhe urna pergunla inquiranle.
A's suas orden-, Miloid.
Roberto David.un lirou novamenle o chapeo, e
disse com urna especie de recolhimenlo :
I.ady Desdemone Bridgeton nao he sua fre-
gueza ?
Vendi-|be o coup qoe lem.
Ah lornou o commodore com inveja, Vmc.
mcrcadores silo muilo felizes! frequeotam o que lia
de melhor ; nao ha pessoa por mais elevada que seT
j de quem os senhores nao pos-ara approximar-sc.
Em um instante, por exemplo, Vmc. poder gahar-'
se de ler conversado familiarmente com o commo-
dore Davidson, o primeiro dos nossos janolas derois
do Mac Aulay !
Porque depois, Milord? pergunlou Carie/rom
um sorriso lisongeiro. r^*
O commodorc empallideccii, poz a^rfo sobre o
peilo, e exclamou com vec alleradA^jela emocSo :
Penea qae eu poderia^ bnTai cora o nosso Mac
Aulay?... Nao^riji/js-^ider, accrcscentou "sacu-
dindo a cahejareniiin para repellir os Tumos de urna
o sobremaneira exlravaganle ; isso he impos-
sivel! cenlo e vinle oito tigres!..... Di/eui que he
linda essa Lid*/ Bridgeton?
Mais que linda, encantadora
'Ser encantadora, suspirou o commodore, e ler
feilo os cinco aclos de David Hizzio, o prologo a o
epilogo! Ah! senhor Carler. eo dara ja mil libras
para beijar-lhe somente a pona dos dedos I.i o
ultimo artigo que ella esrreveu sobre a Irlanda ;
he original ao ultimo ponto. Que idade tem ella ?
Dezoilo annos.
processos escandalosos com os autores, cujas pe;as el- e o olho direilo na occasiao da alva que leve lugar
la recusava represenlar, depois de as ler aceilado, e -
at ensalada ; as sois demissoes dadas, castadas, e
dadas anda oulra vez, o seu conliato com a Ameri-
ca do Norte, no momento em que a Franca convida
o mundo inleiro, para qUevenha admirar as soas
glorias, todas estas cousas, e muitas oulra* lem af-
faslido dola a opiuiao publica. Como os seus anlc-
passados, Rachel nao tem outro cnllo sanan o do lle-
zerro de Ouro. Compreheiide-sc cabalmente quo
uraa artista queira explorar a sua reputadlo ; coin-
preheuite-si! que Rachel aceita os milhoes que se Ihe
offereccn na America ; mas s tendo lagar a sua
parlida no lira de julho, nao podia represenlar no
Iheatro francez durante os tres primeiros mezes da
exposicao ? OITereciam-lhc 2,000 francos por cada
representarao ; recusou estas olleras que nao aclia-
va sullicenles. O imperador durante a residencia
de el-rei de Portugal e do duque do Porto, desejava
naturalmente que os seus nobre hospedes vissem a
nossa celebre trgica ; madamaselle Rachel recusou ;
era no momento em que a opiuiao ia comecaodo a
oceupar-se de Ristori. Rachel afledava nm sobe-
rano desprezo por aquella qoe a imprensa ousava
chamar son rival : al liilha recasado ir t-la ; mas
a curio-i.lado he mui forte n'iinu filha de Eva;
n'um dia decfdio-se. No fin do I." acto, o talento
e o bom exilo de Rislori excilaram-llie o orgulho, e
depoisde urna crise vilenla, inandou dizer ao Ihea-
tro francez que representara no dia seguinte. lor-
tanlo, be Rislori queelrci de Portugal deve co-
nliecer Kachel.
He menor! disse o commodore deixando cahir
os bracos; dexia ler quinte anuos qusndo fez o pla-
no do ana tragedia! Estou sinceramente enamorado
della, senhor Crter, digo-lhe islo em segredo. Em
ininh.i opiuiao a maior felicidade nn 1I11 imjjiilu mi i i
ser amigo de Mac Aulay e espos de lady Bridge-
ton. Dezoito anuo! Cenlo e vinle oilo liares.' He
u lime* quera d>diz. S
Bem o sei, dizia comij(Tfj o mercador de oaval-
los; pois isso custou-mejtz libras!
O commodore lirourilb bolso um relogio asss bel-
lo, e exclamou : r
Meia hora di, iarde! Ninguem pode imaginar
- dilllculdade qi/e experimento em ser 10 mesmo
lempo um hom.em da moda e um pai exccllenle !
Como Carler ralo observava o relogio, o commo-
dore lornou com ar oflendido:
Muitos achara esle modelo disliuclo.
O relogio de Mac Aulay! disse Crter ; Mi-
lord me far gritar: pega o ladrSo !
Huberto Davidson leve o riso silencioso que Coo-
pec da ao Oeil-de-F'aucon, e disse tornando a mel-
tier o relogio na algihcira :
Senhor Carlor, aprecio muilo sua conversaran ;
mas atoa positivamente ilquido por mis David-
san. Adeos.
Conversando, elles linhain descido o poial exte-
rior do cslabclecimciilo, e achavam-se no meio da
ra. O commodorc dirigi-se para casa a passo igual
e lirme; mas pouco depois balen na fronte, c en-
toga a coxear. Carler mo cuidava mais nelle, quan-
do vio-a vollar correndo.
era Ntlhcrohr a 8 de dezembro do anno prximo
passado, revogadas para esle lim as leise disposiroes
em contrario.
Pago da cmara dos depulados, 21 de junbo de
1855. Coates Itibeiro.J. /-;. Je A'. S. Lobato
D, /'. Ilallhazar da Silceira.
Acha-se sobre a mesa o vai a imprimir para en-
trar na ordem dos Irabalhos a proposla do governo
relalivamenlo i lixarao das desperas do ministerio
da guerra, convertida em projeclo de lei pela '.).
commissao do orcamenlo.
Lirenca ao Dr. Joaquim fose da Silva.
I.c-sc o seguinte parecer :
A commissao de peuses e ordenados, a quem
foi presente a petidto dirigida a esta augusta cmara
pelo Dr. Joaquim Jo da Silva, leute da cadeira de
palhulogia interna na escola de medicina da corte,
tendo em coosideracao as muilo fundamenlaes ra-
zOes em que o supplicanle se basea para implorar a
graea de ihe ser cuncagVia uraa licenra de nm .111110
cum os seus vencimenlns por inleiro* enlendc que,
era visla dos precedemos batidos para cora oulros
peticionarios, seria da mais manifesla njuslica que
fosse desaltendida a prelonro do supplicanle, que
na verdade be ura dos lentes mais amigos daquella
escola, c que no desempenho das funecoes desle car-
go se lera havido sempre com muila assiduidade, ze-
lo e iuleltigencia, sendo exeraplar no cumprimento
do lodos os seus devores ; e por outro lado nSo pode
a commissao entrar em duvida de que o supplicanle
padece urna gra^maManfermidade, que segura-'
acrescen *.e-
12 de julho.
BibUofrpala jurdica.
Compendio id thtoria e pralica do proeesso civil.
Pelo Sr. Dr. F. de Paula Baplisla.
as tres grandes Iransformaces porque passi a
silencia do direilo para realisar na sociedade a sua
raissao de ordem e de juslica,o proeesso nao he de
certo a menos importante e a menos delicada
A verdade do* principios absolutos, a prudencia i
a -abe.hu la da lei seriara inelligazes se nao tivessem
sobre a sociedade urna aceau prorcpla e salular, re-
vestida da forra e da anlondade necetsaria para be
zerem-sc respeilar.
He pela influeocia beucQca des! 1 accao,he pe-
la raalerialisacao social da leus los pieceilos da ra-
zio, |iclas formulas e gara o lias du proce-so,que se
maniera es-a tranquillilailacivil, bio Tecuoda eio
inelhoramenlos, tao rica de vatiUdeiros elementos
de prosperidade.- j
Kan etanl^ita gente lem sSre o proeesso civ il
nina idea seaMlhanle que exprimi 11111 advogado
nance/. Para estes he uma simples questao de
memoria aderolina,zima coilecrao de formulas e
termos arbitrarius'qae so arroga o nom* desciencir.,
e que nao oIlcraflKJMMespirito era a profondeza
de principios, "eroHpejooza de Iheorias o a varie-
dado do que,Ides qoeTansliluein o inlcresse do di-
reilo civil,,iprende-sssesn esludo, sem en-luo, sera
discussao, pela pralica nicamente, e quasi que da
inesma maneira que ura caminlio que e percorre
ledos os dias.
Infelizmente anda hoje em nosso paiz este pensa-
menlo lera urna graude parle de verdade. Os nossos
magistrados mais dislinclos, os advogado mais ha-
bis do nosso foro, perdera-se neslc vasto labyrinlho
de usanras caducas e de formulas sacrameolaes, era
que a razao, o bom sensu. a clareza e a lgica luan
e sao impunemeole aerificadas inviolabilfdade de
ccrlos eslx los absurdos.
E por isso, em vez de nm santuario de juslica. c
foro lio apenas o campo de balalha dessa guerra de
proeesso, guerra de chirana, que he tambera guerra
civil, porque na phrase de um escriptor,se nao
mata com a es iada, corroe e pollue pela dasmorali-
s ac.lo e pelo escndalo.
A incerteza n ai conlradiccSes se revelam as da-
cisoes do* (ribiioaes superiores, que deviam. dar
exemplo da juslica e da verdade. E esse antago-
nismo, essa discordancia prejudicial, fazem qoe as
nossas leis de proeesso, de mas que sAo, se lomera
arbitrarias e inBxeqoiveis. '
Qanlo aos juizos inferiores, o* ha lao aferrados
rolina dos antigs rbulas, que se revollam contra
a mais i 11 ocoi le e a mais ligeira inoovacao. Ta- '
do qae nao he aquella prolixa argumeolacao dos
lajm arrazoados de outr'ora, feila em termos da
tarifa e .do formulario,parece-Ibes absurdo, pare-
ce-Ibes um desses erros que fazem ranger nos sena
tmulos os ossoii carcomidos de Pegas, jdo Lobdo, e
de Vangoerve.
, J he lempo le compreliendrnuos que o proeesso
lie urna verdadeira ciencia que deve marchar de
accordo com os coludo do direilo e cora o deseo vol-
vinienlo prugressivo da jurisprudencia, eqoe mere-
ce a aitenc.io dos espirito* esclarecido, o Irabalhos.
dos liumens prolensionaes, e leda a solicitude do le-
gislador.
J he lempo de levarmos a critica a esse depalo
obscuro, era quo reina como soberana a praxe com o
sea cortejo da a lachrouismos e de palavra sacra-
mentes. Desde que acieucia abandonou oa enor-
mes in-folios em que dorma sob a guanta dos ve I los
juristas para esp ilhar-se por loda as claasas da so-
ciedade, he necessario qoe a juslica a acompauhe
por loda a parlo onda houver um direilo a defen-
der, urna oll'on-i a reparar.
lina reforma desta ordem nao se rtaliag tao rpi-
damente como ella se opera na opinil* ; he neces-
sario esluda-la | rofuodameule, he preciso preparar
os elemento qon devein um dia auxiliar a toa exa-
cucao, e tornar nenos aensivel, menos forle, o ha-
lo de urna transijan repentina.
O progresso lem no sea seio enlre os gormen do
Iuluro, de euvod como -eu poder creador, om
principio de des.rucao que conven saber diri
a lim de que as rsformas se ell'ecluem lentamente
medida que o paiz vai com prebende ndo a aa ne-
cessidade, e como que exigindo a sua realisaeao.
Assim, antes de orgauisar delinilivanunle Jo nosso
proeesso civil, di vemos Iralar de esclarecer metho-
disar as disposifies actuae, de corapee'dia-las com
clareza e ordem. Desle primeiro Irabalho resulla-
rao esludos proficuos sobre os defeilos dar leis
actuaos, sobfe an suas omissoes, e obre' aquellas
ideas que podem ser anda aproveiladaV em urna
nova orgamsar.li) do proeesso.
OSr. r. pao a Baptista, escreveodo om compen-
dio para as academias de direilo, lomou de alganu
maneira a Iniciativa da reforma, e eslabelecen as
primetras bases de um Irabalho qoe espertaos ha de
ser continuado pm qoeltes que desejarem prestar
um ver.ladeiro servido ao paiz.
A sua obra be fructo ao mesmo lempo dosseus es-
ludos no magisterio, e de sua experiencia como ad-
vogado ; lem, como um compendio, o melhodo, a
clareza e a orevidade necessarias; tanto acert node-
senvolvimenlo da Iheuria, como precisan ns exposi-
eao da pralica.
Cingindo-se inleiramenle ao fim a que se prepnz,
o autor se absten de qualquer discussao a respeilo
dos inconvenientes das leis em vigor, e at mesmo a
respeilo de alguus nonios dovidosos e de algumas
quesloes que nao. so achara definitivamente resol-
vidas. .'
Escrevia urna 'Ara elementar, esrrevia para seus
discpulos, a por cnnseguiute a sua- missao era aai-
camente expor c-.m clareza, precisar as ideas e sys-
(hematisar o esle dado nosso proeesso, lal como elle
existe, UljaMp) onuariamenie >a pralica 00 foro.
Cortamente a iodo este irabalho-preceden no seo
espirito, no sea gabinete, urna discussao profunda
sobre os pontos rootroversos; ma o de-onvolvimeo-
to desta discuss.ii perlencia a urna obra de oulra
natureza, a urna obra didalica.
N'um compendio s ,io liam entrar as conclusoes
do-sa argumentarlo, o* corollarios desses principios
examinados e dis-ulnlos. e as ctlaces necessarias
para fuudamenla las.
[Correio Mercantil do Rio.)
IERNAMBUGO.
procurar minha filha, "ex lomo algumas olas r-
pidas. * Dezoito tigres! interrompeu-se escrtveu
nao, cento e vinle oilo annos.'... Nao !... he pa
I |iorilerniuiin!
"^"SriT Mllor;). enlorque-se! disse I.ewis. lloai
veo encontr. Christian Mac Aolay o lady Bridge-'
too saudaram-se no parqne.
Os labios do commodore tremetam, c elle ficou
paludo como ara raorlbuudo. Depois deixa.ndo esca-
par uraa exclamarlo Iragica, lancou-se d cibera
baila no meio da mullidao, que comecava a sabir da
eslabclecimenlo.
Tem a febre de Mac Aulay, respondeu Carler,
essa chara febre, que ha de encher uossas caixas. He
un furor, um delirio As despezas j foram caber-
las. No fim de um mez leremos ganlio trczenlos por
cenlo !
Desde honlem smente, disse I.ewis, lenho
vendido duzenlos e cincoenta colletes Mac Aulay.
Eu oitenla pares de bolas Mac Aulav, aceres
cenlou Filowski.
E eu quinheiilas duzias de luva* Mac Aulav,
disse Slaunlon, de cor Mac Aulav c perfume Mcjma do
Aulay
Os oulros merradores apresentaram resultados nao
menos satisfactorios.
Mac Aulay, Mac Aulay '. pronuuciou Carler
com religiosa ternura; ha milhoes nesse nome! El-
le goza anida boa saiide, nao he xerdade ?
Sim, respondeu Fibinski, apezar de um mise-
bu quena saber quanlo diz o Standard', per- ravel callo no p que Ihe lem 'oilo sofirer bailante .'
guuio'i Davidson. ()s remecedores enaararam-se era silencio
O Standard, Milord ? repeli o mercador "de Tenho ouvido dizer, roraerou I.ewis com ar
eavallos, o qual nao pensava mais nisso. triste, que-ps callos desprezados pdam tornar-so n-
0uanlosas tigres? rgosos. '
Ah quanla ao* tigres ? Cento e trinla e doua, No principio deslo serulo, accrescenlou Stnun-
u k 1 ix 1 Jlon, ura joven irlaudez, chamado Pelerl.oughe rc-
Roberlo Davidson lirou o livrnho de olas, fc sidaale em Casllebar, no condado da Mayo ln-lo
murmnroii molhando a pool do lapis : maldad fazer operaran em um callo com" um ins-
Dezoito annos!... tragedia... trtimeelo pnuro conveniente, acsinlecaokone n,j,
Nesse momento I.ewis, Slaunlon, Filowslon aos resullon urna fehre nervosa, ,- des-raannn unir
oulros socios desciam os degraos do poial conversan- morreo de lela no. '
do em voz alia. Um grito de terror foi suflocado em lodo' os nei-
Boa larde, senhores, disse o commodore ; roo tos, a Cnrler diise com afflicrao: L,
Senhores, um comboy especial poda trazer aqu
* 'uas horas os primeiros mdicos de Loudres.
medico, suspirou Slaunlon, nada podem
1 letano!
B! cxelaraou Carler; nao posso deixar de
estremecer .jaaiulo pens que nosso charo lord lu:
mortal como nos !
Ninguem respondeu ; as imaginar/es trabalhavam.
Todos olhavemj com inquietaran para o peristilo
esperando quasi ver apparecer 'Chrislian paludo e
desfeilo lulando conlra o callo prfido, que havia de
cunduzi-lo sepultura.
Hknnle veio parar ao pe da cs-
O rnunti Bridgeton .' disse Crter ; ella
goza boa saiide, iRSas coslurciras nada leem que rc-
eeiar.
Todas as raberas descobriram-se ao mesrao leln-
po, como se um mecanismo eogenhdso liouvesse ar-
rancado repentinamente Indos os chapeos da associa-
eao. m.boin vento de serenidade passou por todas
essas, frontes nuas, e os labios Irislcs recobraran! lo-
go o sorriso.
Clirislian Mac Aulay acabava deapparecer em c-
poal dando o braco uina mora deslumbra-
dora pelo seu xestuario, csobredi lo "pela sua foi-
lez fresca, os olhos bullanles, c
de lelatio moslrava-su* era sua
1 liuha a
mosura.
Curislian liu
ncuhum sx
pessoa.
Os lurnecedores reliraram-sc a uraa distancia res-
iciliisa -audandu eiuii ainao e com todo o corpo.
A mullidao ealallia-.a ja os degraos do poial,' c enlre
o murmurio confuso quo elevava-se dsUnguiam-s;
do ludas as parles esles dous nobles radiosos: Chris-
lian Mac Aulay lady liiidgasan !
Chrislinn ollereceu a mo *a moca pa
carro, onde enlrou aps della; aprliulral
se, e a magnifica parelha do eavallos deseen
para a praia.
I.onvadn seja Dos! disse Carler; elle lem
hora aspecto !
I>* genlleman* que penen anles roxeavam alie
de lirisiian, e alguna oulros genllemans espalbados
na mullidao vieran reunir-so aos foruecedoras, o.
quaes levaram-nos s Arma* de Cumberland, oodn
GOMAIIiCrV.DE SAMO AMA 0.
Victoria 4 de agosto.
Mea amigo. Bem ardua he a larefa de quem
naojdM'saodo de um homilde, e obscuro campouiu
seasgb'nio, gesto, graea, ou sabor, quer coaae eu, le-
mar em rabiscar, escreviiihar, oncoino melhor qai-
zerem dizer, par 1 as grandes columnas do sen ras-
peilavaljnrn.il, onde primam e campeara illuslres
collega--, de cuja- peonas cahem com muita faciKda-
de, e como a borbotos, palavras, e expressqes mui
limadas, bellas, e sempre adequadas aos objeclo,
que tratara.
Sendo isto assim, acho que he forle leima, e arro-
jo de um pigmeo, como ca a pessoa, querer appare-
cer eulre gigantes.
.Viuda bem qun eo confesso o que sou, e confiero
quanlo posso. Niio sou eheio de fofice, e vaidosa
jactancia, como ccrlo cavalleiroprotertorque vi-
ve urna vida de rosas la para a Passagem, d'onde,
como brincando, levanta de quaodo em quando ru-
lilanle, e hnralo (ira, vibrando valenles golpes
conlra os fracos adversarios de seus honradissimos
protegidos. \ -
Dou-lhe os panibens de puguar por urna boa, e
santa causa, qual a dos santinhos, e innocente per-
seguidos e marlyrisadiis. Boa gente!!! Ser assira n
protector ? Bem 11 parece, pela parle activa, qae lo-
ma 11,1 irresislivef. e.brilbanle defe/.a. Oh que rapaz!
que peuiia d'uio qae elle lem que espantse, e
prodigiosa fecuudi lado, que elle possue. O' poco
sem fundo de humana sauedoria, eu le suido To-
dos os grandes, e calebres lagaiellas da rafUe aili-
ga, e moderna cora loda a sua estrepitosa torrele
de bacharelices di nenhuma sin te podem deshancar
esse moderno Ai islardiot'acadinlia.
Aiuda siolo ilocr-me a cabeca com sua infernal
balburdia.
Acredito que menor estrago fez o Visuvio de
aples na sua ei upeo, do qoe amcaca fazer esle '
lerrivel Volcan de nova especie. Faz tremer at o
corceo Jess, i ue horror!., esse phantasma vin-
gaudor das alheia miserias atiuuiicia to'Jo esmagr
cora soas bualas. Dos me guarde -de arrosta-lo :
com ludo se nao I ouver oalro remedio, se por algu-
ma falalidade me vir eulre a cruz e a caldeirinba,
por certo que hei de tirar bem boa destarra delle,
assim mesrao temivel como se inculca; e lambem
dosseus innocentes; ae mais vexado me vir, chama-
re minuciosas cuotas adasafamado, e ssnhudo pre-
citocapataz dos tolos, e alantesHej; boborum ;
ao esgarabulhao e turbulento chilrc.-idorpancad* ;
ao zote, o aparsMhado amigo Cazuza, fonle inex-
golavei* de humanas miserias, e entao venha mui-
lo ombora o lestudaco, c respingan do AiHtartho
havia um bom almoen. A-senlaram-se i mesa, e a
saude de ChrisliD.11 fui o brindo detodos o) snembros
dessa grande familia, qae vivia per elle e para elle.
Sera necessario dizer que lm dos genllemans eaa-
pregados pela assoriacao havia mulheres? Aquelles
que saliera com que cuidado perfeitu a industria Jos
nnsso vizinhos organisa tudo, podero airmar que
as mulheres sao mais uteis no lodo das operaciies.
A sociedade dos applaudidores de nossos Iheatro,
ensaio .desforme e groaseiro, nao pode dar urna idea
da sublimidade da grande arle que doma a sorte e
subjuga os caprichos da voga.
Os Ingleze* arharam o termo puff para designa-
ren! essa divindadeaaais forle que o acaso. Nos,
Francezes, zorabamos do puff porque nSa o corapre-
lien loiiin- ; porm os verdadeiros philosophos bem
sahem que sera o puff o mundo civilisado licaria
sem futuro.
Emquanto os socios directores da grande empre-
za e os genllemans sabsreavam o vinho do Porto e
o palhele, Chrislian tinha enlre as ni aos a maozinha
da linda lady Bridgeton, e as duas Estrellas Fixas
nchav,-im-sc#rcunid'.-is.
Chrislian nao farlava-se de contemplar a compa-
nheira, a qual tinha os olhos hmidos e as faces co-
radas.
Ah querida Jane, exclamou o mancebo le-
v.'ii lo ans labios a ra|'da mora, ests cem vetea
mais linda que oulr'era! *
Deveras, senhor Mac Aulay ? diste lady.Brid-
geton requebrandn-se.
Estas adoravel! Mas eolio enriqaecesl,
Jane?
A mora lomou um ar om tanto* serio a res-
ponden :
Tenho urna bella abastanza.
A carruagem rodava si lencioiamenle sobre a areia.
lina da praia | o ar era braudo, e o mar tranquillo
centava agitando;ua leve franjado escoma. A mul-
lidao eslava ja longe. Chrislian poz a mo de Jane
sobre seu corarlo palpitante, a a rapariga sorrindo
e mais pillida olIereceu-lha-jsJinda fronte.
Nao hoeem libras, nao he mil libras, Ira loda a
sua riqueza que o commodore.ltavdson lea dado
*" "" "mo poriavsm-ie en parlicular as duss
Estrellas Fizas!
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...;!

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V

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DIARIO DE PERNAMBUCO TERCA FEIRA 1 OE AGOSTO DE 1855
t
eom leda i so? parliniM; vcnlta, qae sempre me to
liar. Mai uSo, torno atraz eom a palavra, visto
au lar fallando sfitaiente, pois eslou le acord
< o l.il valenlaco; primo,
Yristarcho, visto escre-
idn, o qual liz teu-
Icr, lareniru t mesm > lodo* os homeus
sentte* d'aqui : secunoo, porque voto om loberano
i tana vil malulo de lioinens Je eterna fa-
P>*quemi ien,:$ protector,
I 1 enlre os O | abril gom seus bigodes
rHi o gro capia jgodes.
(uei o Arisi o lea, ralea, que o labe
o (|ue inesinu com sollreguidilo o devora,
I,cerdada e ferame no, defend o jusio. }
slo ain qualqotr oulro papal, a* "'''' seja
nalhemalisado palo bom senio ; f feremos, >%ec
minha nthilidade, queu rara*"-...
Ora, meu amiaBape me coi na
um mogo, alinaJVRrooa jessoa, a da
piMti''loiivaduiaentaM
. para mostrar a la 'I
pandillia da ente icai viU'que1
reparar, que o podn rttclir pela mesma
O vosso futuro, Aristarbho, mu brilliaole se apr-
senla : queris antea de a ello chngar, desojis, antes
de rcalisar-se o vosso querido pe lisamente de lodos
o* dias, que se vos enchovalh, que se vos deslustre'.'
Se assiin pensis, se assim queris, he mo vosso
pensar, lie peseiino vosso querer.
He smiipre de rev/, oltiado quem dafeude urna
ini caesa. Vede, lornai ao boro caminho ; levantai
someule a voasa bella < (loquele voi em prol d'a-
quelles,, era qoe eonhec;rdes virtude, honradez, e
prolndada ; assiin obniu lo lodos vos beudirflo, e
VOS ap jlaililiran.
DealH ve, Sr. araigo.'penso qoe o muc,o amua, e
aperar do eonaellio prudente e amigavel, vamos ver
algnma solTrivel escarapela, e medonha Irovoada de
pataratas. Eu estou por ludo...
Yallii-me Dos Eu ,;astar o meu lempo com
semelh.tiite bacalellas, e 'a missiva por escrever
Poi agora nao baile ser assim, por que de urna s
pallieuda vou ao cabo. De nma palhelada''.
Oh! no, nao! Pora preciso er cu um V.
Aristarrho para levar assim a cousa, a historia
com lana ligeireza e facilidade. lie defiois de
multo pensar, cismar, parafusar, ollur mil vezes
para o ledo da minlia triste choupaua, oulras tuntas
balar na arrugada testa.que pode sabir alguma cou-
sa do meu beatnnta, e anda assim nada sabe capaz i
so a nimia bondade do meu amigo he que me pode
supporlar. .',
Continuemos sem mus importunas dicresscs.
Como ha dous mezes llie nao don um ar da miuha
rafa, liem he que principiemos as noticias desta
terrinlii abeocoada pelan datas mais antigs a aca-
bar pelas mais rcenlos : em ludo he bom a or-
den), i '
Assiin pois, acabe de lomar a boa pitada, que ain-
1 da leai ao dado, firmo mais os oculos, c va vendo o
que te legue.
Naneado o Eia. Sr. l)r. Anselmo Francisco Pe-
relli pera juiz especial ilocommercin deasa eidade
Recite, parti d'aqui no dia 11 dejunbo. indo
companhado al a distancia de 3 legoas por muitos
avalleiroi, pareles, e amigos.
Deixou o Sr. l)r. Perelti na comarca um vacuo
efundo nos eoracOes il'aquelles, que sabein aprc-
devidamente assoaslwas e excellentes quali-
'. Ilouiem muito ntlencioso para com todos,
le honrado, e de rrobidaie, magistrado de
ironheeimenlos, e integerriuao, elle tem sa-
eumprir as alias raiisriea do importantes car-
s, qu.'iem dignamente oecopado no imperio;
lam seirpre seguido os nvartaveis principios da
lade edajuslioa. lis por isso que elle tem
oouqoulido as affecacs de todos os homeus conspi-
t. (Juantoa,mfm, sern ser ceuspicuidade, muito
sympiiiMso com n integro carcter do Sr.' Pe-
ratii.
Koleoda-so bem que cora isto, que venhodedizer,
nio quero, lisungear este Sr., o que nao sei, pois
ato suu de porte, e neni vivo em palacms : gozo de
urna la' on qual independencia, qne me noe a co-
berlo de toda tuspeila de incensador. Rendo a de-
vida homcoagem ao venia leiro mrito, pois qoe re-
i'ouhec/, qua 110 mundo inorl a verdadeira arista-
crela he so a do mrito : s tal aristocracia he di-
go* de lodee os respeitos ; essa reconheco no Exm.
Sr. Or. Perelli.
Felicito, e mil paraban don ao respeitavel corri
de ctminercio deat capital por ter i sua frente um
13o benemrito magistrado.
O Eim. Sr. Perelli foi dignamente sobsliluido pe-
lo Exm. Sr. Francisco Xavier Patas Brrelo, hornea-
do para juiz do direito desla comarca. N3o conheco
bemeslo senhor, mas lenbu ouvido elogiar molida
excedente administradlo di provincia da Parahiba,
de qie he elle presidente : disto lia que intiro estar a
eoinarca muito bem servida da juiz de direito.
me queira ouvir, e os anjos res'poudata
niA5.^^oZi!todfJ! a) d?iuH,0. Dt.;Anl?-| BALANQO^A RECEITA E DESPEZA DOS ESTABELECIMENTOS DE CARIDADE,
^J^&^i1?E\ VERIFICADO NOMEZ DE JULHODE 1855.
Dos
amen.
O das de SanloAntcn o, S. Jai, e S. Pedro fo-
ram este anno aqui mais fislejadoi que o auno pas-
sado. Ilouveram illuminijea, mudas togneiras,
fogos, ele. As ma9icaip;r:otreram as ras da .eida-
de. Nenies das faz por aaui grande fro, mas houvc
muito ciuamenlo. Neaei se nesla pree^ aoecedau a
mesma cousa.
He muito provavel. A vozesoa grandes regosi-
joa alo turbados por lfcum -caso fnneslo. Na vea-
pera de S. Joao, no lugar do Bra;o, estando o infe--
liz Mausel Jos Gomes accendewto sua fogueira, foi
asaasaioado com uui tiro d> bacaniarte ; nao te pou-
de saber quem fui o aasassino, mas atlribuiram esta
morle um tal i.ouinri> (lomes, o qual o auno pas-
sado, tendo urna briga com llnnoel Jos (jomes,
desappareccra d lugar sem qut. ningoem mais o po-
dease viir,
Depois esle aisassinalo, foi ellis nessa mesma noi-
le encontrado como de fueda ; o que iudozio a 9up-
porem ssr elle o criminoso. Diaseram que l.ouren-
>;o Gomes ia refugiando-se la pa/a as bandas das 1.a-
gea. He de notar qne o morto, segundo, me allr-
inaram, neoliuma oulra intriga tiulia, e at era uam
visto oci lugar de sua n-d loneta.
A poiaztam fcitoas pesquizas necessarias^aj
No diajTde jiilho, sendo Manuel Diooiiio
do por urna diligencia mandada pelo inspeetl'AB
(Jamejeira tugar desta comarea) afira de. o preaakr
por andar se rapte com armas prohibidas, e ser m-
auV como criminoso, poude ser alcanzado nos
l<*Agua (termo de Pao d'.VIho onde entrando
I uuiii casa', e dahi resjstindo, nao qocrendo de
hur modo entregar-se ao cabo da paltulba Se-
hini Warbusa,Mtedeslecli(Hi*ohreelta um lirO.qne
omaleti. Sahitido este malvado de dentro da casa,
'etahada oulro ssassinalo a arma branca na pessoa
do infeliz Flippe Nery, qoe immediatamenle suc-
ciiiiibio tilo violent golpe. O Hinco e a resisten-
cia, que esta malvado ernprcgou para nao ser preso,
aacrificiindo duas viclimas. denuiicicu-o, como, um
grande criminoso.
Nao ;e poude pilbar esla fera, mas esta se instau-
rando o competente proceso. Ouvi tambera fallan
que para as balarlas do Passagem de Pedro, bouveram unas facadas .dad
em um individuo, qne beiu mal estove, por um. pai,
e am (libo, Eslovao, c Bei edicto erque sendo aale
ultimo preso pelo subdelegado dalli, por elle mesmo
fora sollo. Islo. meo amigo, me fez arripiar as car-
net, lios malvados sol tos 1!! Permita Dos que
seja faba esla historia, man o caso ha qne estes dous
lobos evafejraram-se do lagar. Indagare! com vagar
o caso para melliur Ihc noticiar d'oulra oecaaiSo.
Achq cnnveaieiile, e bom qne o inspector Caelauo
do -2" districto abra bem os olhos, visto por aqui o
osarum de ci.Tlas cousas, qoe eu mo quero dizer
mallo. Tome tent, Sr. Caetano, se no qoer que
en arilc, e diga a certo amigo que veja como anda,
se nao...
legado supuienU \jr. JJarros tem desenvolvi-
la n5t"aTnprcgo, e dado muitas providen-
ao bom rgimen da polica. Fez ja
enir iqm na eidade todos os inspectores, ansquacs
dirigi >esoal*enlo as snas ordeos para qoe fizes-
|ker o mo, 5 pernicioso abuso de an-
dar ala): pajiado : Um se continuado lomar ar-
ma* aipRj cjrer que appareja com ellas pelosca-
minho. eesa-a,!,.
Aeho exeeniite ala medida, qoe tomou o Sr.
Orne l.ima, a segu u Sf Barros.
Quem anda sempre f rmsdo, inuita facilidade lerri
ale perpetrar um crimt. Reprima-se pois com lodo
o eafonyenjalJ>ante aluno, tahez%io appareearn
moa, que deshooram, e envergonliain
ao nosio bailo paiav
pertinaz, e cual doenja, que o ralou de dores.fifiou-
se-como um vardadeiro christao. Sua alan '"da
purificada dasenvancilliando-se do ao'A,,r'u mor*
laes, subi as azas dos anjos ao *" 9eu Crea-
dor. ] Vur. Ponen de Len
pRnode resignaeflo a pleda-
^^Tousagrou seus ltimos deve-
^^aaWus amigos na noite de -li, leudo
as suas plidas frontes' a tristeza, acom-
ao sombro jazigo dos morlus seus Trios res-
bii donde nunca mais se levaolarSo, mas
a Que importa que na terrea sepultura,
Baquee o rorpo, a victima do nada,
Se Iriuinplia nos Ceos um alma pora ".' o
Deiiou o Dr. Ponca de Len cobertos do amargo
prauto da saudade aua viuva e fllhoa. Era terno
esposo, carinhoso pai, bom amigo, e probo cidadao.
A Ierra Ihe seja leve....
Tem causado aqui meu amigo, alguma sensacao a
noticia do cholera, que est ceifando horrorosamen-
te i milhares de pessua, na provincia d(. Para. O
Pai das misericordias nos livre que este mouslro
gangelico faca alguma pvnlurao ale a nossa bella, e
importante capital, a dahi d'uin agigantado passo
chegoa aqui. *
Se nesla eidade por causa de nao se tomarem cer-
tas providencias, ha quasi lodosos anuos epidemia,
o que nao succederia, se no visitasss o cholera *
Seria a uessa Victoria a Camela de Pemambuco.
Misericordia A nossa cmara, composta de
pettrat, a cousa nenhnma se move, nada llie da aba-
lo, excepto os inleresses particulares, que delta li-
ram os seus dignissimos, c houradissimos membros.
Ahi eslSo grandes barreiros muito perlo das ca-
sas: na ra do Meio, urna das priucipaes, asiste
um montura 13o immundo, e infecta, que por forrea
ha de causar grande mal. Os porcus passeam pelas
ras, e v.lo encharcar-se nos muilos lamacaes p-
tridos dos rccaulos da eidade ; esla he dominada pe-
los miasmas do inaladouro publico, qne Den do lado'
sul, e mui perro das habitac/ics. O assougue, fera
e cadeia esto juntos, e ludo em m posi^u. N3o
tomos um rio correnle, c uo pobre e immundo ria-
cho que* ha, nenhum melhoramenlo se tem feito.
He por estes asteios, meu amigo, be pelos cuidados
da nossa philanlropica cmara, que somos visitados
lodos 09 annos por epidemias, itogo a quem pode
qnase apiede dos Victoneoses.
Iliiuveram aqui Iras dias de preces, mandadas fa-
zer pela piedade do alossn bom, e virtuoso diocesano,
segundo vi de urna apastara!,' ciu que o veneravel
prelado exhorlava 09 fiis a, implorarem a Divina
Providencia, alim de afastar dos nossos rmios do
Para o lerrivel (lagello, com qne sao aullidos. O nos-
so vigario, attendendoao commodo dos seus paro-
cliianos fez, 'as preces de madrugada ; concorrea
lano povo, que a igreja matriz, nao sendo pequea
ficou cheia, sem poder comer 09 que por ultimo vi-
uliam.
De aalubridade publica nilo estamos perfeitmen-
le boro, pois quo as bexigas, ainda de lodo nao nos
deixaram. Depois da minha ultima, immensidnde
de gente morreo desta peste.
As cIiuvhs escassearam aqui.s no oltims dias de
julho, e hoje lem chuvido com abundancia.
Os generas alimenticios estao caro9.
Faca obsequio de dar lemJirancas minhas ao ami-
go M. do Rccife, e pergunle-llie como vai eom a
sua caterva de endemoniados. Sen amigo certo
O I ictoritiue.
(Carta particular:
as 1 aaa .
dimita DO BOMTO.
29 de julho.
Estamos, sir compadre, no lim de Julio. Tudo
vai em pat menos o costado de certo bpede viudo
do Limoeiro, qoe est em termos de fazer-se de vela
para os portas doSr. Citronte, porque foi victima
em Bezerrosde amliroxarlido nao sei de onde; di-
zem-me que o snotelegldo riaquelle |ugr tomou na
devida attencao o acontecimento, e tem procurado
saber de que sitio sabio a bocha, Dos o aju.de, e per-
muta que venha o (al marrero para "a 'castalia dos
malfeitores, en que o veja e tossignoria qae o'saiba.
11 "je entrn para a referida casinha om sugeilo,
ignoro ainda o motivo ; s Ihe affirmo que nio ha-
de ser pelo que en fiz; nesla data seguem para o Re-
cito Ires sucios* e entre elles um patuscorio catado
com duas mulbcres, au sei se na ultima Ihe fallei
dellc. por isso nadn mais direi a respeilo, porqne nao
gosto de repelieres.
Estes cinco das tem dado alsuma clin va.se bem que
esla restos de maior quanlia. Est assaz petile a pre-
sente epistolazinha, porm careen de assumpto, eque-
ro aproveilir o portador. Comprmanle de minha
parle aonovo eolleza do Catle; diga-lbe quesinlo o
estado em qae se arha sua trra; ja l resid creio
que Ires mezea} 0 assaz gostei dme lorraoiinho
preciosoo aoroveitavel se anda oao eslivessemoa lilo
alrazadns. PecaataVivo collega me rccominenJeaos
Srs. Manuel Jl.ev.* Fga., sflirmc-lhe que ainda rae
lembru de S. S. as. e lenho bem -boas saudades dos
etcellcntea baubosjlo riaeliiulio que no mez de 00-
lubro surge como por encanto as proximidades da
villa.
Quando escrever para Minas, sir compadre, fa'ca-
ntccila.
Saldo em caxa em 30 de junlio a saber:
Em letras.......1:0743945
Km recibos por adanlamcnlo 8:250350
9:3ii295
Recebido da lliesouraria provincial, por
saldo das quotas votadas pela lei do
orcamento p. p. para o costeio dos ei-
labclecimenlos........4:I25J|000
Do Sr. Jnaquim Francisco Dnarle, como
testamenleiro do finado seo to o Rvd.
Domingos Germano Altanso Kigueira,
importancia por saldo do legado por
este feito ao hospital de Caridade. 2689061
De D. Maria Francisca Marques de A-
inorim, pelo iralamenlo de sen escra-
vo Kaphael, no hospital dos Lazaros,
desde 10 de maio do 1834 at 30 de
ntiln do correnle anno..... 1669800
Dn Sr. Salusano. de Aquino F'erreira,
importancia da parle qne eonbeao-
hospital Pedro II, na sociedade que
gratuitamente deu ao mesmo hospital,
nos bilhetes inleiros da segunda parto
da sexta lotera da matriz da Boa Vis-
la ns. 3,169, 3,397, 3,791 e 3,819. jgOOO
Da lliesouraria provincial, por conla da
quola votada na lei do orcamento vi-
gente, para conlinnaoSo da obra do
hospital Pedro II........7:0ptJ0OO
Da cmara municipal desta eidade. im-
portancia do curativo do Africano li-
vre, de nome Tiago, que se echa ser-
viudo no semilerio publico .... 173640
Da lliesouraria de fazenda, importancia
do snbsidio dos vnhos nos mezes de
maioejunho ltimos, de conformi-
dade com o dsposlo na lei do orna-
mento n. 719 de 28 deselembro de
1853.....:.......1:6885389
Do solicitador dos eslabcleciatenlos de -
caridade, importaucia do curativo do
Porluguez Francisco Jos da Silva. 1363003
Do procurador dos mesmo eslaheleri-
menlos, importancia do rendimeulo
dos predios arrecadados nesle mez. 1:7953000
Dttptsa.
Pago aosempregados dosesubelecimen-
los, seus ordenados al junho. .
Aos enfermeiros e serventes, dem,
dem .1.........
Ao regente do grande hospital pelas dos-
pezas de junho........
Ao dito do hospital dos'Lazaros, dem,
dem...........
Ao dito da asa dos expostos ....
A Loureiifo Jostiuiano da Bocha l'cr-
reira, importancia de sanguesugai. .
A Minu. (loefcVi da Silva, imporlancia
de culxea e Iravesseiros. ....
-V Joao Ti vares Cordel ro, importancia
de gneros, qoe forneceu ao hospital
dos Lazaros, de julho do auno lindo a
junho do crrante anno.....
A Manoel da Silva Santos por 92 e 1|2
alqoeires de farinha......
A Adamson & C. por fazendas para ca-
sa dos expostos........
A vuva de? Deltino Gonfalves Pereira
Lima, importancia de sab3o. .
A Manoel Antonio de Jess, importan-
cia de'.1 i arrobas, 26 libras e 8 0|o
de pao e bolacha qae forneceu aos cs-
lahelecimentos de caridade de mar ;o
a dezeir.bro' de 1854.......
A C. Stari 4 C. por 4 camas de ferro
para a hospital dos lazaros. ,
A Jos ieixeira Baslos por 77 alqueirss
e 3|4 i farinha........
A Joaqulm da Silva Castro, importan-
cia de 377 arrobas e 21 libras de car-
ne verde qae forneceu aos eslabele-
cimentos de caridade, de abril a ju-
nho dn correnle anno......
A Va* (St Leal por 100 saceos com fari-
nha. ,.........
Coro a obra do hospital Pedro II, nes-
le mez come do livro respectivo .
Por saldo em caite, a saber :
Km letras ...... 1:0715915
Em recibos por adanlamenlo 4:64D6.'>1
Em cobre e mrrasv ... 3:9059590
1:4679506
323J500
5609510
LlMiiXiSO
3069600
IOO9OOO
389100
7099410
5089750
2439OOO
1839910
4:3739294
469000
2729200
1:2359160
2109000
4:0919110
viradouros, apparelhos, alm da gente precita para
o trabalbo, tendo eocarregado o dito pralico-mr de
dirigi-lo, e precedendo a esla providencia a eom-
municac;ao do occorrido t autoridades quedisso de-
viam (er conlieeimenlo.
No dia segainle flionlem) oulras mais providen-
cial foram dadas pela mesma capitana com a re-
messa de novos soccorros, lendo alm disto o Sr.
consol Trance* oblido dar de sna prte urna provi-
dencia iniporlante, fazendo seguir o vaporjoglez
flifieman lambem em soccorro daquelle navio, por
Ic-lo posto i sua disposii;o o cnsul de s. ,M. B. de
accordo com o commandanle dease vapor.
COMMl'MQIMIS.
ORASO 9A-
ICO DOS JUS-
24:5279190
11:9069001
9:6219186
24:5273190
Adminstrac^lo geral dos eslabelecimentos de caridade 19 de julho de 1855.
O^escrivao, O lliesoureiro,
Antonio Jote domes lo Comi. Jos Pires Ferrelrn.
MAPPA
do rao vi ment
1855.
dos es t a boleo metilos de caridade no mez
Adspinstraijao geral dotaslabelecimcotos de cari
________:___________ o
BALaNC.O da recatare despezaba obra d
marcos 7>i de julho de 1855.
1mceiia.
Por saldo em 28 de fevereiro, como da
conla publicada no Diario de Pe-
nambuco n. 68 de 23 da raaataallimo 3:42096(>9
Recebido da thesonraria BVovtoelal. 11:0009000
Do ir. Victorino l'ereira Maja da ida-
de da Parahiba.....
Do Sr. Augusto' Frederco de Olivelr.
Do Sr. Salostiaoo da Aquino lerreira.
.ila julho de 1855.
o,Antonio Jos (ornesdo Cornio.
ital Pedio II, xaSi'iiicado do 1. de
1009000
109000
479500
14:57891
Despera.
Por .despenas Mas ale esta data,
do livro respectivo ....
Por salfraanaaau ;,.sajjer;
13:6919147
me icinluadu ao sea >V. Olhe, que o Sr. tem.feito
realmente urna conquista 110 mundo noticioso aWi a
idea de correspondentes que Ihe vao apparecendo
das maia remolas plagas Acho qoe tossignoria he
iligno sem duvida de um brecet incention ou pre-
mio Monthyon ; nao enlie com o gracejo qne lem
algum fundo de seriedade.
Muito rae ba affligido a triste siluacao dos nossos
irmaotdo Norte,os Paraenses, Densse compadeca de
sua sorte, e os livre de to cruel inimigo, que os vai
ceifando 11 O qoe nos resta a sollrer, sir compadre ?
A principio libamos a bexiga, depois uos veio a fe-
bre amarella, e agora o cholera se me n,iu engaito,
mais lerrivel que a segunda.
Antes, ou mil vezes, moncher,* gnarra que a pesie,
pois ,10 menos a primeira lem em seu favor armisli-
eios, eongressos, conferencias, ajustes, protocolos,
tratados e toda a mais caterva de recipes que se en-
iC.ralrf na panacea diplomalica Parece-me que
ja liajf nao he tao invejavcl o bello e doce clima, e
esta primavera eterna, de que fallara em urna de
tnas cartas o seu currespendeule de Pars, qoando
lamentando os glos e iiiundacOes que acommeltiam
a sua Franca, nos julaava por ca em mar de rosas,
enlretenlo que, por ama coincidencia bem nolavel,
a tabre nos Oagellava!
E o Sr. Vesuvio que ngora arordou, c est vomi-
tando [ic iras e ros de fogo pobre hnmaoidade, nao
le condeces I de que te servem essas grandezas, esse
orgulho desmarcado so l nada s !! Se Dos pode
em menos de um instante reduzir-te ao p, donde
sahiate Basta, meu bom amigo, eslas cousas mui-
to me commovem e enlrislecem.
Seu compadre
Au recoir.
N. B. Em BezeTros, me conlam reina a be-
l.*'ga- {lim.)
laiaiaai
5431:0
34396th2
8879022
Jt
14:5783169
julho dn 18.W. ^tsWWW
liesouriro,Jos Pires Ferreim.
Adminislrarfo grl dos eslabeleelmenlosi
O escrivc.Antonio Jos Gomes do Crrelo.
OBSERVADO
Tem-se despendido com a obra doVioipllal Pedro II. desde mato de 1849 at 31 de julho de 1855 a
qnantia de 116:3529897, inclusivo a de 1 iiidJjObiVque se despenden com a factura do qu.irlos para lon-
cos, de conformidade com as ordena da presidaneja ; pelo quu Ceduzindo-se esla daquella quanlia fica a
despeza importando em 115:1179817.
54 a 73 107*000
41 a 55 819000
37 a 45 889000
1 a 3 e 2 4 163000 429000
a preta ascrava
Pufo Joap,
REPARTIIJAO DA POLICA.
Parte dariia 6 de agosto.
_ Illin. e Exm. Sr.I.evoao conliecinjenlo de V.
Etc. que das dilTerenles parlicuqes hiten) e hoje
receblas nesla repartidK>|caaa^Hp^atMm presos :
Pela dele-acia 4o priinajaj p*(e 'armo,
o prelo escravo Aaestinlio, para avriglaWe-.
Pela tubdelegacia ^Antonio,
o porluguez Joao Comes da C<
Antonia, ambos por ebrios, ci
pata averiguacOes. ^t
Pela snbdcleeacie da fijafl S. Jos, Pauli-
no da Silva Barbosa, l.ufl Ht* Silva Diniz,
Pedro de Alcntara Karnsfla] BBnolomau Jos da
Cosa, Jos Germano de tlliveira Bigodc.Aleixo Ce-
lano Amaro Santos .Pernambiico, Joaquim Izidro
Pacheco, o msico Flix Francisco, Anna Maria
Francisca Goncalves, e o prelo escravo Antonio, lo-
dos para averiguacOes, Goncalo de Abreu, por estar
pronunciado, e Umbelino Severino da Silva, para
averiguacOes.
E pela tohdelegacia da fregnezia dos Afogadns, o
partuguet Joo Alves de Moura, lambem para ave-
riguacOes.
Oeos guarde V. Exc' Secretaria da polica de
Pemambuco 6 de agosto de 1855.lllin. e Exm.
Sr. couelheiro Jos Bento da Cimba e Figueiredo.
presidente da provincia.O chafo de polica Imx\
Carlos de Parta Teixeira.
CMARA MUNICIPAL DO BEC1TH' _
Balaaca da recelta desposa 4a cmara ataaU
cipal do Recite no mea de malo da laaM
RECEITA.
Saldo em 30 de abril de 185.) 9:1669888
Exercicio de 1854 a 1855.
Imposta de cordeaces
clicencas. 194 a 224 2199600
Mullas pelo fiscal do
Recito.....49 a 64 869OOO
dem pelo fiscal de S.
Antonio ....
dem pelo fiscal de S.
Jos.'.....
Ideiii pelo liscal da
Boa-Vista. .
dem pelo fiscal do
Poco .....
dem pelo cdigo .
Imposto sobre logo ar-
tificial .....
dem sobre eslabeleci-
mentos o\ fregue/U
do Recito. .229 a 234
dem sobre eslabeleci-
mentos da freguezia
de Saiilu.xuionio 481 a 491
dem sobre eslabeleci-
mentos da freguezia
de San-Jos 116 c 117
dem sobre eslabeleci-
mentos di freguezia
dn Boa-Vista. 160 a 162
dem sobre eslabeleci-
mentos da freguezia
do Poro. .
dem sobre carrosas .
dem de onlros veh-
culos .
Multas de 3 por cenlo.
dem de 50 por cenlo.
Depsitos.....
dem de eslabelecimen-
tos da freguezia de
Jaboalao.....
Casa dama da Floren-
tina .....,
dem da ra da Sole-
dade .....
62 a 67 79200
209000
369000
9000
89OOO
Hdtonio .559 a 565 249000
200 porcenU 627 a 636 6KJ00
558 a 562
209000
exercicio de 1852 a 1853.
Imposto de estahele:i-
tnenlos la freguezia
de Sanio Antonio
dem de 500 rs. por
cabera de gado .
dem deeslabelecimen
loa aja freguezia do
Pos..... 17
!lullat;de200porcenl. 752 a 758
mpostode eslabeleci-
mentos da freguezia
do Recita .' :i:,;i
?
lixercicio de 1851 a 1852.
Imposto de eslabeleci-
uienloi da freguezia
do Poco .... .
Mollas de 200 por
cento .....
1119000
7 5099367
29OOO
329000
4:5000
---------- 5879367
15
501
29OOO
494WO
6.9OOO
Imposto de eslabeleci-
mentos da fregnezia
du Poco ....
dem sobre cariocas .
Mullas de 50 por cento
Imposto de estal.eleci-
inenlot da freguezia
do Rccifc ....
dem de eslabeleci-
mentos da fregnezia
vir
A comtriara-) particular.
Hrieroie Tom Borne dera a Jane as indicares
naoassarias para adiar Chiislian, e lodavia este nno
tornara a v-la depois que deiiara o domicilio com-
rqom. Tinha dilo comsigo : Ella perdeu-me a pista,
redomoinho de sua gloria nova o arrebslra. ,
Com todo mais de orna vez a ijpagaM de Jane vi-
sitara-! lie nolle. Jane appa-neia-ajbe ora risonba
e alegre como nos dias de sna filicidade ; ora triste,
de fronte inclinada e olh u banliaent em lagrimas;
mas tanta na alegra como no jwanlo apparecia-lhe
bella.
A ambicio apoderara-so dall, o cerebro enrhia-
se-lhe de fumo ; portm amava sempre a Jane no
fundo lo coracao.
Quauto a Jane, o crrfjlc ha que um mez inleiro
pastra-se sem que dsse a aitiior passo para appro-
ximar-ie de Chrislian. Ellaliverana verdade oc-
eupaces 1,1o graves cont Bl da aroprio Chrislian.
Oa editores de revistas ella ditoraa de (healro. nao
davam-lhe um instante d; repoato. Jane tinha lam-
ben *eu palacio em Limites nn West-Eud, passava
una vida brnanle, e le certa lorSrania pura (.lian-
do ha pouco responden 1 JubrciUB : i.ozo de urna
modesta abastanza. Ws%r
Ha irua oa*c ine nura f. a baUlidade das mnlrisras. Jane deixra a
Sleuda do lia Saunden para leauir Chrislian ; nao
via lar aaa em ana vida j como podera sem o ro-
ociinentop primeiri e rio negando compor esas
elagiasde que fallava Ierra, osses dithv-
rarabos ardeeles a ese drama eslranbo de ariff
Itizz,0 (|oe ainaavava derrKii pelos seus applausos
aa paredes vellias de Covent (tarden '.'
grao de invslerio nio prejudica. ,Sem duvi-
I consagrara poesa as horas ifaijamno ; as-
anlo os tolos fazemvginnde niotOT com suas
s, espirito superiores ccultam-tc inui-
| cuidadosamente para produzirem obras
la.
Jai e era ladv Bridgeton, O segredo de sea Iraba-
lUaperlencia Ihe, ose late bem succedida dormin-
do, tanto raellior para ella.
Chrislian Ignoava ctmole. mente a Iransformt-
S*o de Jane- Quaudc sse wductor peusava un sua
Era
19 a 21 50 89OOO 69000
35 e 36 1 a 20 1 a 3 2 e 3 129000 19980 3a000 129000
1 29OOO
9 e 10. 219000
1 729000
le 1853 a 1854.
17 e 18 1 a 9 14 690OO 69000 39OUO
8569780
DESPEZA.
Com o e.\| adenle e mpres-
; soes........9 e til
Com a folha dos ordenados
relativa ao mez de abril
prximo pastado. 15 e 14
Cnni o tribunal do jury e elei-
. et ....... 7
Com Inzes para 1 cadeia dej-
la eidade...... 11
Com limpeza e calamento
dasrnas.......147 e 172
Com negocios forenses .... 5
10:7289035
829640
1:1139147
99000
259200
5279500
309061
Saldo
I..
1:787548
de mnio......8:94(19487
10:7289035
DIARIO DE PERMITO.
339 49000
N'o dia 5 do correte, pelas 11 horas da manbaa,
deu a costa nos arrecifes de Maria Farinha a barca
Trncela i.'us.'at'o //. procedente do Havre, consig-
nada iietli eidade casa dos similores J. J. Lasserre
A C, coni um carregamenlo do valor de 300:0009.
A falla na litoral desta provincia de nina ramilicacao
leleajapbica den lugar a que a rapitauia do porto
so Imaso couhecimento dessa oceurrncia a noite,
por meio de um oflico do capataz de Marangnape :
mas em seguida aorecebimento desse oflico, come-
cou 1 providenciar quanto a respeilo era necessario,
maaitudo o pralico-mr na lancha de soccorro com
os objectos que as circunstancias d'J momento pa-
recam lomar precisos, laes como ancoras, amarras,
A MOITEA CIDADE A, D
RA'O DOS FINADOSO CA
TOS-C) O QUE E AMO.
I a
0 veo calligiupso da noite envolver de lodo a su-
perficie da Ierra. Eu amo a noite, quando o vento
rodomoinhando pelas ras perde-se rumorejanle as
ramas das arv ores. Quando eslas confrangndo-se
pela aopro da procella eslallam-se. Quando as mas,
as pr.ic.as. as ponte*, cesta de todo, o borborinho
da genlalha. e a solidan Inmutar pesa como brouze
sobre a eidade corlesaa do Norte.
Amo ver as nu.vens negras as horas lardias pas-
-areni e repassarem tacando as grlmpas das torres,
qus sus avullam alvejairtes no ocano de tocios de
urna grande eidade. Amo, sim, n sibilo do venda-
1 refluindo as aguas do rio ao trazer-me um som
cavo, como o da cscala tambada'dengreme dn ser-
ra, oudo ocano a esmigalhar-se as paaedias da
costa.
Amo ; mas he a solidao qoe a dez horas se casa
com a alma, qoe peiina, que solTre, qoe medita, e
que aburrida do real v perpassar visOes de malas-
sombrados lugares, ou deixa a imaginado colorir-se
de cores ennegrecidas,pesadas, como as qoe vendam
o sciiitllar das estrellas no desfazer-se o aspecto car-
regado do firmamento.
a Eu amo o aconte do vento, como o rugido do
mar.
II
A \ aneza do Adritico baloncando-se-so meio das
lagoas, con 11 ere-se tambera pelas gndolas, pelos' ca-
nees, pela regalas, pela panto dos Suspiros, pelos
doges, pelo leaode S. Mareros.
Se vil ha, a cortesa a uiourisca, destaca-se do fundo
do horisonte, com as colamoM e rendados dot pala-
cios rabes; e uo alvor do loar he a liury do Orienta,
na como ao sabir dat indos do Allah, e naroorada
da belleza da noile, a/aspirar a bafagem odorfera
dos jardn; a trrele l Giralda be o symbolo da
eidade dot cali'
S. Salvador^ eidade das monlanhas. alonaando a
vista na,vasMrjo da sua baha, serrindo balicirat,
a< raiias/aos brKiies. ,-fs Tratarlas, que alejam com
aza/>(iinrmC9 em derredor dos edificios tunados
secutas, he a eidade das volhas reeordafdl
potico Piraj, e do -eu abundante Paraguas*
Ion/ella de sorrir melanclico, qae perdidos es
encantos do primeiros anuos, derrama lagrimas de
saudades em vasta bada que lem aesps.
O Recito entre-cortada de canaes riainrae*, com
os caea bordados de palacetes, beijando eom ot ali*-1
cerces aa praas do mar,ou viudo os liymnos taudesos
descantados na muralha qoe a separa do furor das
0 ondas, unida pelas pontes magestosas e poticas, en-
01 nobrecida pdr recordac/)es histricas, he lude :**-
neza pelas ponles, pelos cumies, pela poesia ; Sooi-
llia pelos jardins e arvoredos ; S. Salvador pela pers-
pectiva formosa.
O Recita he a rainha dentro as cidades do Brasil,
pela belleza, riqueza, e homenagens de todas as na-
(Oet, quando em vasos elegantes sulcam-lhe aa ma-
res da Me. Tem o sorrir ao infante, quando os
primeiros rams do sol ainda frouxos beijam-lhe os
muros : a poesa da donzella, qoando ao ratas argn-
teos da la embraaquecendo-lhe oa palacios e 09
campanarios, rellerlindu-.e as aguas dot ros, em-
bala-a em volopluosos sonhos de amor.
Eu amo o Recita,quando no silencio da noite dar
bruco-me na varanda das ponles. medindo a prsv
fundeza daa aguas, e embeveceudo-me auto a bel-
leza do co.
> Amo-o anda mais ; qnando com a alma inebria-
da de ddr, vejo sylphides terrenas de mapas soltat,
leves, brancas, onde morrem os beijot da aragein,
passarem otcillando as caberas graciosas povoadas
de formosos casos, que bastos e negros abrigam-lhet
01 eolios'; e pelo co da imaginario revoam esses
pensares febril de amores impossiveis,porque s nad-
ies existo 1 iilealidade.
III
Era por urna dstas nuiles, em que aos ardores da
imaginadlo e aos sonhos da volopia, succede a no-
cessidade da fren de um tmulo. Abandonei a el-,
dade dos vivos e foi ao p do cruzeiro do cemiterio
aljfar de lagrimas abundante os tmulos, os mau-
soleos, as campas sem nome, tem grandeza, sem os-
lenlaclto entalla.
Transmudou-se o co. Aigiimas nuvens negras
que ate enlo vagueavain a paaso pelas chitas do co,
correram acodada ; o vento tornou-te fri e rpi-
do, a solidio abasta o leclriea.
Soou roeia taVda torrinha golhica da capella, a
a ti nota lanajd^h' nio inrislvel dobroaa redobroo
o toque d'agania.
Fngi do meio das catacumbas, e cotloqaei-me ao
abrigo dos muros sagrados: alguma cousa de borri-
vol ia passar-sa. ,
As poucas aavens negras, que corritm rpida:-
para os horhontos, reuniram-'sa em urna s ampia
e feia. '
O Irovao ribeatboo horrivol pelas profundezas do
co : os ralampaitos rasgaran ai naiveos e allumia-
ram as campas, otatnausoleos, e as enlrenebrecidas
cores que enlutara o firmamento. As llores, ot ar-
Ibuslos, as aores acoutadas pelo hlito ardenle do
(Juicio dobrararC as bastease varreram as campas.,
Mndo, quedo, com os cabellos ericados, o sangua
gelado, o enracao oppresso, os olhos filos, os pos pre-
sos na Ierra, vi o espectculo assombroso que anta
mim se desenrolou : en o sarao dos finados que
ia em principio.
Com ludo, eu amo a solidao dot tomulot e a noi-
te de luar. assim como o tripudiar dos finados.
IV
Abriram-se ai campas, e milliOet de cadveres
moveram-sc dentro das morlalhas, rasgaram-nas em
parle e moalraram as caveiras alvacentas.
Ao estampido de om novo trovejar oabiram as
morlalhas de todo, e os esqueletos sacudMfo o po das
caveiras chocalharam a ossadu com um am caden-
ciado de msica infernal. ResujPnlepois urna gar-
galhadi herrivel com o desdar das quexadas da-
quelles-railhoes de reprobos.
E urna confnsao immensa encheu o vasto mbito
do cemiterio, com o ranger dos denles, os solucos, o
choro, os ditos blaspliemos, as imprecacOes, 09 ge-
midos de agona, converlendo a morada dos finados
em feio chaot de maldcelo. ll
Anta mim passaram milhares de mulheres, qn
dos senlimenrbs mais nohres do liomem lizeram um
ludibrio em homenagem as suas vaidades parvas :
iam caminhando em desalado choro.
Os orgulhosos e pedantes envoltos no sen nada
exhalavam batas miasmticas. O rica avsrenlo ar-
rasando a burra de bronzr, qne empecera-lhe a
manso dos justos, estorcia-se de dr. O senhor do
escravo alrellado com o polnico infame, e coto o
guerreiro traidor, lambem all andavam sem cessar
azorragados por legiOes de condemnatos. O seduc-
tor horrirelmeiitc aterrorsado dos males commelli-
dos onvia o solucar das viclimas de sua llevas.idao.
O negociante sem f nem probidade corra de um a
oulro evlremo do cemiterio seguido por urna mali-
lba hydrophobica que o dilacerava na medula-dos
ossos. O aasassino alfastando as ensanguenladas vic-
limas confrangia-se na agona. Todos os especula-
dores das miserias humanas tripndiavam ao om es-
tridente das gargalhadas.e dos grifos de ddr; e qnan-
do o relmpago separando as nuvens ennearecidas e
ampias allumiava a hediondez da seena um bradar de
horror feria g co.
Ao approximir-se de urna hora, ot elementos re-
dobraram de furor, e os gemidos e solocot, e o ran-
ger dos denles, e o riso infernal, e a corrida no am-
hilo rio cemiterio, c ot latida da malilha, e o choro
de deseapero, encheu a vasta habitado dot morios'
como despedida solemne.'
Era nma liara da manbaa quando aquellas rai-
IhOes de esqueletos toearam a relinda, embudndo-
se nos sudarios e recaliindo as camas eternas.
Reslabelecido o silencio 00 co a na Ierra, reco-
Ihidos os phantasmas do crino, deifeila a negra edr
do tirmamenlo, a noite ostontou-ie amena e riso-
nha.
V
Aos primeiros albores da manbaa as estrellas co-
mecaram a fnglr ircmulas e empallidecidas. As
ultimas nuvens ealligiubsas, que pendiam tristes no
arqueado do co, correram aprestadas para ut hori-
soulet do norte, e o firmamento tornou-te em azul
puriisirno. Era lempo ; porque o disco esplendido
do astro do dia annunciava-se aos viventet petas
cores rubicundas da aurora.
O ar embalsamado pelas flores plantadas nos car-
reros das sepulturas, e pelas arvores movidas de
briza exhalavam urna bafagem fragrant : e os anjos
e os ju-lus.e aa virgens ceifadas nos primeiros anhe-
los de amores castas, ideaes, cantaram hosannas. Pelo
meio da cortina do pardaceuto nevieiro vi os anjos
adejarem em vasto circulo retomando a miusao dos
escollados de Dos.
A' asceucjio dos justos, as aves aunliadat as co-
pulas do arvoredo do cemilerio irinaram esvoa-
caniln alegres e folgasas em derredor da crozinha
da capella.
J o sol librava-se nos extremes do Oriente, e
os seus raios trmulos espargiam urna luz frouxa na
eidade dos morios. S a capellinlia alva e solitaria,
as catacumbas enfileiradas, as arvores e llores or-
valladas me recordaram o sarao dos precilos, e a
noite qne tanto amo.
Sulfoquei no peilo nm suspiro de inveja pelas
aves que livrese iuuoccntes soltavam gorgeio's har-
moniosos ; dos olhos deixei que corressem lagrimas
senlidas,qtTe reuniran-se ao roci un li lo daa cam-
pas ; dos labios trmulos sahirain murmurios de
saudades e um adeos magoado a noile que passara.
Depois cabi na realidade da vida.
VI
Oh eu odio a realidade da vida : porque nos
homeus encontr a vileza e a infamia, o intereste e
o egosmo, o orgolho e a miseria.
E odio-a maia; ainda : porqne as mulheres des-
te secuto venal, sAo iucapixet de comprehender
o que seja o amor, quando he nobre, ardenle, sin-
cero e potico. E quando muito, dao-nos .em tro-
ca, amores fingidos, affeicfies mentidas, beijos sem
expressSo, grucas seta Sabores, prazeres vendidos,
sorrisos esludados, a materalidade e o nada.
Por isso eu amo o fusilar do relmpago e o
ribombaf do Irovao, o rugido do mar c o louquejar
da cscala, a negrura trellas, o acaule do venta e a bafagem daa auras, o
encapellado das vagase o grasnar da coruja, o sarao
dot finados e o cntico dot justos, ,1 pallidez do luar
e os albores da aobra.
nMn" f* "nriun n,i,i" l'iir
slaaa
A rettaurafao' do taagaataaa toasaJo do Colto-
4* 1 ana conceisaa' faita aatla avoaideada a
traaaaaade do Diiiaa bealrtta laaaa.
/iiiiiiiMa/e fufar gente gtoriam ejus,
in mnibus popuH' itirabtia ejus.
'^^ Do Re Prophela.
Foi com effelo grande o rcgosij.i qoe penetran de
nosta eacacao quaado peina 4 1|2 horas da tarde do
dia29de julho ouviutos o estampido de varia gi-
rndolas de tosuetes, e a saudac.io qne ro
deramqoii lodos 01 temples da espita!,
da teus campanatiao no entejo err que a
de do Diviuo Eapirito Santa, entra
Collegiia-HK^^HlWtas.
Oeaeaajo prazer trasbordando dos
teas mentabas, aareeeulava em os embla
dot, traeos dataf ^^Bfeo de que
justamente pouulslao, ata inlsrior
urna voz dizia : H-r- < aaw Oei ,- doni
nis voeabitar.
Mas qne uo pbtai|^^^^HIrido do averno,
prefanou le eraude monutaanlo aagrado e o trans-
fonnou em ninho de aves carnivoriH, ou antes ser-
ralhe de ferao i I He al on
lullicia humana, atompanhada
requintada 1
A inauguraos o de
rado ama gloria |
unaafcanrn ao
d;
taar
y*
-r-Templao--; o 2.,
flntorios ; o 3.", pa
ir1 a ea-
aodacia
conside-
a relizi.ao,
e proflcoi-
U, porque estes
c para offerecer-
luqni se chamaos
se denominan
ervir-to hemorifica-
ot homens ; he a cata de Dos, cata verdadeire de
oracao, como elle motmo afllrma por teu evaige-
lista.
Se compulsamos ai dooradat paginas do cdigo
sagrado, ah veremos qoaato Deot he solicito da
honra de sua casa, c quanto se ofrende e coelristi
ttu coracao o desprezo e abandono, e as profanar-Oes
emlm que nella descommunalrnenle te commeltm.
Bate mesmo Deot he na verdade loda chcio de'
compaxoe de tornara para com todos ot pecea-
doret, j no deserto, recebando os homeui com ad-
miravel aQabltldade, e caricias e j comando com
otros e famliarisando-se ctm todos de maneira et-
panlosa, para assim inotlrar al que ponto devia
subir a humildade ; porm para com ot profana-
dores dos templos, elle faz desapparecer toda toa
masueiuile e bondade ; ten telse accende, sua dor
se profunda quando entra era Jerntalem, e vi mal-
los de seus habitantes mercadejtndo e vendende na
porta do templo; e sem maisdeixar hicolame Uo
inqoslilcavel procadimento, lauca fura inmediata-
mente du templo aquclles homens oosadot, a Coa
vehemencia deila por trra as bancas dos que dee-
honraraui a sua casa : II intrarit Jetut in templas*
Dei ; et ejecielur omnes rendentes, et imenttm
templo, et mensas numlariorum, elcalnedras t*n-
denlium columbot ecerlit |3); e eniao mostrndolo
impaciente por este ahominavel acto diz : esla et-
criplo ; i minha ca
rm a convertesles em caverna de ladrees (4): Ht
dexit eis : $eript*m esl ; domus mea, doma ora-
tioni* vocabilur, ros aulem fttisHs illam spelun-
cam lalronum.
Nao foi s no templo de Jerasalm qde ot vendo*
dores, cegos pela ambicio manctiaram a casa do
nhor, em nossos dia, (com dor acerba nos temi-
mos em nossos dias, qoando urna nuvem fuala i
clipsava o horisonte Uto prasenleiro, um rata med
nho com ten eslrepidovelozmente locou, ferio,
quasi an,iquilla o bello templo do Collegio, ontrV
asj lo de piedadedos antigos lilhes da Santo Ignaeii
lugar onde Dos era glorificado, 01
os- liis insirui-los da palaaraafl
ciencias purificadas, oa animas coo^
verdad ?iro chrislflo acbava de prol
lar, o p.lo dos anjos ; o peceadoB
le s suas colpas ; o pobre" dadet e o libertino-conversan ; onde'
chavam tudo que a religian, este laeoi
amor de Deo para com os homens, aya"!
para eom Dos, prodisalisi como rrrili coinosof
Sim, o philosopbisino marchando pari-pif
zenilh de um consumado libertinismo, e f
manestosa casa Ue Dos, e depois de baver I
rojo de pralicar nella ut actos mais torpes e- ne__
as scenao mais tristes e doloroas, ousno ainda 1
vid,,ros fiis, e com elles nifelizmenle mercadeja
representacoes thealraes e.. .'basta; nao am-
pliemos mais, porque receiamos que recordace.es fu-
nestas que contrista-nos o corar.1o, enfraqoecam no-
so brac.0 e nos inhibam terminar a farota conse-
cada.
Parece, eom.efleUo, que Den, por Uo execrandos
crines, devia lastmente fazer as mesraas queH
mostrar sua sensibitidade {permita se-nos a etptloe-
sio como se venfieon em lempo do re Naboebodo- .
nosor, que, apenas violn a casa da Dos por fazer
transportar para Babilonia os vasos preeJositeimos, o
por suas impiedades e delicias de seu povo, 01
go estas palanas frisanles e astas ass-stadoras 56
Sti et universi principes sacerdotum et populm
pnearieati sunt infque, juxta unicersas sUmmina-
tiones gentiam el pottuerunt domam Domini. (5)
Nio soffre a menor dnvida quea aboliejn do per-
petuo tacrilicio, a profanncao rio lugar tanto, lie
considerado como um prenuncio de espanlosat ca-
laslrophes ; o desprezo e abandono para coas estes
preciosos monumentos, he sempre aponlado cono a <
causa motora de seccas, tomes, pestes e de mil ou-
lras calamidades que opprmem sobremodo homo-
nidade. Islo esta escriplo em caracteres indeleveit
no sacro repertorio das verdades eternas : u Cmo
dispresarlet, diz o Senhor, minha cata, e a olhitlea
eom indifferenca, en liz que o cos vot nrgtaeomirii
orvathe, qoe a fertilidade nao deacesae aos voosot'
campos eque a trra requeimada pela tabre dat etta-
rtJes, nao produzisseseu germen, a Ip* Quia do-
mus mea deserta'ett, propter koc mperciiproriibeti
sutil ea-ll ne iarent rorem, et tterre\ proktbila t
dar germen ruum.
Mas gricasAmonilKcncia divina, ella amercean-
do-te de j| Be. e to enorme crimei dot honMaa
pelas iafl adot justos: Oculi Domini nm
justos, eticwre ciu* in preces eortia {7) fac qo
esaat vlelsalaMes, esses revezos dolo os loan*
orno a sombra, e um liorisontoJ|
reappareceste. E na verefade, -e
por tanto lempo fez adormecer tuU
zer, de todo te aniquilla, urna a|
man beca,- o sol com seus prataaaaB
Ierra, a faz enroupa-la de gallaf pfltoTa, e 1
buco he o lagar qqe se exhulla de maior jnt
-chegt o dia, e o dia lie assizaalado o em que te so-
lemnitava com cuitada duliaiKttlda Mil de u>
a gtoriota Santa Anua, e a antevi a eslava reservada
presidencia do*Kxni,Jfrr. eooselheiro Je< Bento da
Cunha o F'igueiredo. 1 ifervel a gloria qne
cabe ao integro admuiHfeador da provincia, qoando
por amor .1 religlo do Marlvr do Colgla premo-


mele as reliquias e imagen dos saaJaW e enUo da-
te o nome deBaslicas ; o 4., pata minislrar-te
os sacraroentas e pregar a palavra divina ib povo,
donde recebe o noma de larejas .
Electivamente o universo inleiro ht o templo de
Deot. ERe est presente em toda 1 as partee-e om
todos o logaras ; mas urna isreja be o Ingar espe-
cialmente qne elle ha reservado.e designada para
sea coito a adorarlo ; he igreja qae Deot en ene
com tua gloria eeom sua presenta ; lugar onde ello .
retido de am modolmai particular ; lugar em queot veu.cerceoii difliculdades, e lornoa oSecliva enlrt-
lioetv ajuniam camgreiain cara or
cnticos e louvores a micestade divina
victima, lamentava-a de lodo o coracao.
e nao t nba qoalidades de Lovelacio.
eslava na altura de seu papel de janola ;
ma importancia que dava a esse papel pro
gcuuidade de sna alma.
1. Jane era urna dessas malhers .pie t.tmau'
vez. e que araam de tal sorte que levantara um ,.
deslal ao seu dolo. .Na lula qua lltravai-se, ella
linha sobre Chrislian a vaatagem de cpithec-ln, de
saber o tarta e o fraco de seu amigo amante. Chris-
lian so vira .lae debaixo de ctjBa aspectos, e nao jJ
suppnnha nma miilher de u^K^ O rumotifue
fazia-se em torno delta havaS 1 toruanaVesur-
do ; tinha tem duvida uuvhhajl JfejCdvBrid-
gelon ; mas qne imporlava-lhe etsJ^HoTosa que nao
ginva em seu co '.' Eslava bem lonWde pensar que
lady Bndgelon e Jane eran una mesma pessoa.
Nao era lady Ifridgelon que elle encontrara no
parque ; era Jane. Emqoaoto os bashaqoes maravi-
iliavain-so do encontr das duas Estrellas Flx.19,
Chrislian como bom rapa/, que ali era, dcscia uni-
camcnle para nSo tratar com altivez urna auliga. co-
nhecid.i. No primeiro inslaiiln digamo-lo em sen
louvor elle linlia-sc cutres ido sem recalo ao pra-
zer, e se alguin otcrnpido pcrlucb.iva-lhe ,1 aleara
era poique este vestuario bullanle e essa magnfica
carruajera devia'm Ur urna origenj^rnais ou menos
romntica.
Cliristian lemor.iva-se bem de
no quarlu urna mesa e urna cadeira.
Vlinbi pobre Jane, disse elle provocando logo
urna r ifljcasle, deves ter-rae aecusaoa moi cruel-
mente r* t 4-
i dous alolkrespnii leu Jane.
encarori^p julgaudo quo ella ia conti-
nuar 1 mas a rapariga tosleiilou-lho o olhar com nm
sorrnjri.
Dea dias 1 aAelio o mancebo.
Acliat inurteTfmpo ? oaraantuu Jane rindo.
Chrislian vollou a cabeta Jane tomou-lbe a nulo
e apeituu-a ao coracao, mormurando em lom com-
moviilo:
! 110 momento eru que me abandom-
a luui contento frazenda dinlieiro para
iparjgi
i,eiQj| ma
l!Wx
ado smenle
- M
vas, fita
salvar-'
Ah disse CliraRiar", bastante para cumprar
na carruagem 1 ^ ,
Meu prente de Bond-Street (nha morrdu,
spondeu Jane.
Chrislian suspirn mais livrem
roseguio, tornando-te seria :
Sosinh.i naquclle juarlo vasio !... ntm orna
palavra de despedida I Era para isso, Chrislian, qne
linha.-me tirado da casa de meu lio Saunden ? 4
minha felicdade innocente e tranquilla ?
,. Chrislian ergneu os olhos ao co, e pronnnciou
com arrelo (healral :
Tuas repreliensoes jamis igualarSo meus re-
inorsos.
Enlao ii.io fallemos mais nisto eiclamou Jane
vivamente. Tambera lendo-le ji adiado farei por
cre que nunca le perd. 1
Ella apertava-lhe as raaos lernamenle, e sen olhar
fagueiro pedia um sorriso. Chrislian, sem o saber,
tomou um lora prolector :
a, Ah minha pobre Jane, lenho dilo a mim mee-
lno quanto pode-se dizer em laes circumslancias ;
mas nao devo medir-me pela medida coiumum.
Bom sabes que a gente nao faz-se. Evidentemente
ha alguma parle de dora Juan na rainha ndole.
As p.ilpehras de Jane nhaixaram-se para enc-
brr o relmpago escarnecedor que acudio-lhe aos
olhos.
E demais, ronlinuou Chrislian, cuja emphase
augmeulava ; a ainbic.io, minha querida, vais ooin-
prehender... ha pessoas que sao predestinadas ; nin-
goem nega mais esse tacto. Vj como eslou alisfeiio
debati de minha rapa de rf da moda Esta mao
habiluou-se ao^ptro mui naturalmente. Confio
em ti, Jane, e paaso dizei-le islo lenhofnuhado atn
casamento colosaal !
Qirislian parou julgando que ia ouvir alguma ex-i
probrac^o enerulca; mas Jane limiloii-sc a fazer om
gesto malicioso e lindo.
AjJMaiotlto de casamento, murmurou alta, re-
cela noticias da fazenda por (ibbie, o oaal vtlo ven-
der una bois em Smilhheld. Pobre Gibbia 1 abra-
cei-o de bom coracao por amor do lio Sauodara... E
1 Gjilibie disse-me que meu lio linha junde act aeoi
epor lodos os sanios que le quebrara os Ossos, se
(*) Em resposla .1 porzuntaO qoe amjs 1feila
pelo meu amigo o Sr. Francisco Pinto Pattoa, do
quarlo anno da Facilidade de Direito desla eidade, a
quem dedico eslas liabas em sigual da inlimn ami-
zade que nos liga.
e entoar
ir alBm
em que Dos recebe benigqamenle nossas suppli-
ca, ouve piedotamenle nessos rogos, tendo porlanto
mais de seu agrado e proveitu nosio, 1 oraco aue
te faz nos templos-; tudo islo moi jertjake'evierSia
das promessas feilas pelo Senhor a Satomo Ouvi
bem a loa oracito : eu sanliliquei ^il* casa que edi-
ficastes, pa'a,que o meu noma seja sempre ahi|"
rado e glorificado ; mena, olhot e meu coraejn
rao lodos os dias propicios sobre ella (2,. Exaud
orationem tuam... Smelificad domum Uanc, quain
irdificaslt, ut ponern nomen meitm tX rn teaapi-
lernum, el erunl oculi mci.et cor iteum ibicisswlis
diebus ; donde eoncluem os Santn Padres, que o
qoe foi concedido aquelle templn pelo rogos de
Salomo, concede o senhor aos nossos templos, ou-
vidos os rogos da igreja, que em sua ereccJo Ihe
pede o mesmo que Saloman impetran.^
Me'Tora de duvida que, quando nina tolemnidade
pomposa nos chama ao recinto do Sanctoario,
0 que nelle te depira, respira magnificencia m
dade ; tudo eleva, sorprende e exatia o espirita do
hornera vnrdadeiramenle orlhodoio. A magestade
dos ornamentos dos Chrislot do Senhor ; 01 minis-
tro do Sanctoario paramentados em torno dos alta-
res : os perfames qoe sohetn ao cea em nnvens en-
roladas, que eaeapam do Ihuribulo sagrado ; a gran-
de meloda das vozes ; o concert dos instrumentos
msicos, que retumbam pelas abol idas ; as orai;Ges
que entoam os Levitas da casa de Dos ; a magrf
tude das ceremonias; o fervor, a modestia qoe te
descubre era ot fiis devotos ; ja de urna parta ot
bustos, as imagen sacrosantas, que puvoam o tem-
plo ; a vctima sagrada que se eleva sobre 0 Himno
de gloria e se deixa ver dos homens no taait astom-
broso estado sublimo de tolos os milagres ; de
oulra parte, a piabaplisnal onde pela vez primefra
foram oovidos nossos votos e nossas prometeat de
adheso, afferro e consagraran lieos, e peta gra;i
adquirimos o ineslimavel direito a heranca eterna ;
aqui, j 1 os pulpitos, onde trovejam os oradores do
evangelho, donde tem j partido tantas reformas de
vida, tantas emendas de coslumet, tantas mudanzas,
tantas exemplos, tantas verdades ; llalli, os coalissio-
narios, depositarios de nossas fraqnetas, de -notos
delicio, leslemunhas sagradas de nossos proteslot a
de tiosso arrependimenlo, e tantas vezes recados de
lagrimas, elTailo de dr pungente e compuncao ver-
dadeira ; mais adianle a ernz de Jess Chrislo, Di-
vino Salvador que morreo por nos ; altar em que
elle te sacrifica quolidie, e por modo incruento pa-
ra nos applicar o fruclo de toa piixao sacrosanta ;
em somma, por toda circunferencia do templo, a
torra toda purificada e sinta em q je repoumii nos-
sos pc, e onde o pai depara com o jazigo do lilbo
amante ; o consorte divisa a campa da capota chira ;
o irmao v a tonta do consaguine adoindo ; o ami-
go olha o carneiro do amigo fiel; o servo encontra
o moimento do bemfeitor verdadeilj lodos este e
1 oolrot objectos sao sobremaneinr tocante e dis-
pertan] nma submissiio sincera ; ludo falla ao ho-
niein; e fallando grita m coraicao temo, o tributo
de um acatamenlo profundo, de um respeilo pro-
fundo e de urna venerarlo profunda ; porque o tem-
plo he urna especie de co em qqe Dos habita com
aa .1 rmandade doj
(empfo lia muil
perspectiva, de reeordac5es
a Esposa do Cordeiio Inmacula
Santo, d# flfjfr
Re ematM
flm desvae
, nao.eativesse por
maittanpo privada detis grande cata s*o oracao 00-
Ir'ora o freqaeolida peleo1 liis : o a ma, poi, do
Exm. Sr. Jos Banto, ficar re^raaV paginas
da historia, e sua vrlhodosia iy)ae la)j
este acto la"o assignalado em PJ^^^H
era olvidado do povo pernanbucano, 1
larmente, e con a Ihaneza de noso corara lie tri-
buamos os mais ingenuos e merecidos neo
Seriamos sobremaneira injustos se deiaattmot de
dirigir vivos emburas respeitavel irmaudad
vino Espirito Santo, e felicita-la de ter -fila*V|
ventora de ser incuajJMI ao seo zelo o al
ment de urna obras magnifica ; gloria esta que
a mita do tempo jaj f apagar, qaBdo;deiempe-
nliando o espirito rHifiosnqaelhe heflvprio.moui,-
ciar tos liis que o templo entilo pi
nova casa de Dos, e chamar coi
Christoi do Senhor para sobre a Aro
rem ao Daos das clemencia,
ci perenes pelo bem da i
dade.
I
lisudo,
lencial
replicn Jane,
Ctia de rendas '.
nao casasses comigo... Lembras-le do basUo de roen
Uo ?..,
Nao gracejes 1 disse Chrislian erguendo lve-
ntele ot hombros.
Se honve jamis baslito slsu
he certamente o de meu lio Saui
Du/.enlos e cincoenla mil
lornou Chrislian em lo'ns confiden
Ah I disse Jane endircilanilu-ie ; a rapariea
loura c iusipida que cnconlrmos na barca de Rleli-
raund ? \
Chrislian meneoii a calmea lanfw para responder
uflirmelivamenle como para repellir a palavra : in-
tipida. 'v
Anda pensas nsso t pergunlou JaVe.
Mais do que nunca Estes arrabalaV de *"?-
ton sAo deliciosos. Enconlro muitas vezes Biiss Amy
110 passeio, e lenho julzado perceber... 'V
Elle tem-se lomado deploraselmenle laVuo !
disse Jane comsizo. >l
Abri a poriiuhola do carro, e lanrou um loiRo
olhar sobre a praia, murmurando : \
Cora etlcilo. osle lugar he favoravel aos aman-
tes.
Chrislian tomn isso por urna queixa desse pobre
coreeaMgguado. c leve compaixao. Enearou Jane
cnmvmitaor etemeule e piedoto, e exclaiuun :
Sbea que eu eslava louco por li'{
E eu! diste Jane; qoando ruido 110 meo amor
'de outr'ora, pergenio so no om tonho .'
Chrislian eslremeceu como te una abellu o lives-
se mordido, e pergunlou ingenoamaule :
Nao me amas maia
Essa he boa !... resaandeu Jaao eobfuta.
Chrislian guardou o silencio ; mas dizia comsigo :
Cenflai ns mullitreal
Afaslou-te de Jane, 9 po/. a cabe;a a outra porli-
nbola. Jane seguia-lhe eom a visU lodos os movi-
mentas, e dizia comsiuo :
Meu pobre amigo, anda nao .-.llegaste ao flm I
Vou fallaffle francamente, meu Chrislian,
lornou ella em M alta. Fizesle muito mal emaban-
denar-me asaim.' Para que nao guardaste a rearas
di civilnfado 'i Basta va-te dizer umi palavra.
Qua diste Chrislhm, uaquell; lempo.'
Resla agora que o 1
gioso como he, e qoe
do amor e afferro ,i re
ra de saus avoengos, <
beneficio da casa de DflaL.
expensas da irmandade correr un^^^H
magntlude.
Odia, prtenlo, 29 da julho, jamis ser rateado
di memoria dos liis, por isto, que en>, momee!o eai
que os campanarios dos tamploi^aja^Bam, e seas
bronzes como quediziam a Igreja do Collegio pra-
sou do poder profano' ao divino urna viva ea
(aa deprazer e jubilo tanto penetroo os con
que assistiram o acto de poase, e garalmealj
dot os christgos, que ate fizera verter li
olhos; porque lambem ha prazer tao I
eom lagrimaste exprime.
A mo da Providencia Divina lance suas beorios,
ajiide a irmandade do Divino Espirita Santo, e pro-
digalise-lhe meio preciso, e o mesmo DivJalo Espi-
rito iuflammo maia a zelo detlat almas rtligtosas, pa-
ra que assim acoroenados leveal n elteilo a.obra qea
jemprehenderam, visto como ser toda*ella coacer-
nenle ao bem da regido, doria i igreja,- nFoveito
humanidade. Se conseguirem este desiderfSjfci, nel-
la se verificara a prvmessi da Senhor rertt'vea a-
raechos ; nm nome sobre lodos singular, e ama ajo- .
ra imperecivel sera o premio de seus labores,da-"
.00 eis i'n domo mea, et in'muris meis locum, el Hu-
men melius afilia et fiUabus ; nomen tempiur-
nwn dabo eis guod non peribit. (8)
V religiao de Jess Cliristo f inslltoida no meio
de difliculdades, lem-se propasado no maio de dif-
liculdades, e ha de ser sustenladain meio de difH-
culdadcs at a coosumacan dos sequo*.
Fre /,111o do Monis CsvrmtUo.
(1) JeaialsTBiTarm. lib. 3 de culi, saocl. cap. 4.
(2) Lib. 3. reg. cap. 93.
Ter-nos-biamos separado amigavelmente, aca-
bon Jane.
Enlo nao anavas-me mais'!
Jane leve nma hesitado nolavel, c respondeu co-
mo contra vontade:
Chrislian, eu comec,uva a reflectir.
Ella linha os olhos baixos e urna altitude elegan-
te que mostrava os graciosos Ihesourot de seu tallie ;
alm disto um raio de sol lancavn-lhe vivos reflexns
sobre os anneis mageslosos dos cabellos. Chrislian
nunca a vira Uto formosa. O coracao aperlou-sa-lhe
verdaderamente; seos labios cerraram-se, e orna
leve pallidez cubrio-lhe at faces.
Nessa poca ja linhis distinguido oulro lio-
mem '.' balbncloo elle. ,
Ah !.., dase Jane.
E agora o amtt t
Receio muito qoe assim seja !
Maravilliosamente! axclamou Chrislian ; e lie
a mim que vrns dizer isso !
Oh! respondeu Jane com brandara ; como
fazias-me las confidencias a respeilo de teu ca-
samento....
Casamento de dinheiro !... mas pode-se saber
o nome do diloso mortal ?...
\Jane pareceu recolher-te, e um sorriso pensalivo
iliuninuii-llic o semblante; depois pergunlou :
^\ Encontraste .ligninas vezes nm fidalgo moco de
ar hrivJo o disluclo '! cabellos negrea, estatura al-
tiva, olliar^rofonlu e senlimenlal'.'
O caixeiro'de l.ewit? meu alfaiate, esseraellia-
te um tanto a esse rWlato', disse Chrislian insolente-
niente. |
Tena chimes, Chrislian? rjergaVllou Jane eom
timplicidade.
Eu '.' que lucura! .
Poi bem, o joven Adatan de que le fallo uie
fea o caixeiro de teu alfaiate Lewis ; be baronele, e
chama-se sir Ed^ard Liudiay.
Ah exclamoo Chrislian espantado, o noivo de
Amy 1
O noivo repeli Jine emperligando-te ; ve-
remos .'
E ha esse aenlleman '.'...
Tambem nao o acbas beMo T
Conforme ot gostos, disse Chrislian com seceu-
ra u voltando-se repentinamente, pois senta que li-
nha; um semblante ridiculo.
Jane lem rafia, dizia elle comsigo em ten des-
peilo crescenlc, ealoo eioto be o ultimo grao do
burlesco !
Sera inquielar-ae Une examinava-o i sufdina, e
davi-lbe urna siqnlteacao aos menores movimenlos.
O ceracao palpilaT-llie ; ella cuslava a dissimulir
seu triumpbo, e dizia comsigo :
Elle ama-me anda!
. Men Chrislian, lornoa em voz alia e fagueira,
aconlecs o que acontecer.seremos sempre bous ami-
gos, nao he assim... Mas que le s .' ests arrufado?
Kao respoadeu o anota.
Se infelizmente eu livesse continoado a amar-
le, isso teria eslorvado leus grandes pcojectos...
Evidentemente!
E considera quanto eu leria.-toffrido !
Sem duvida. /
Porm radcalmcutOa*rrda como eslou... con
liuuou Jane.
O janola saoafiio a cabeleira e interromp*u-a lo-
mando-lhe anau vivamente :
' Oh I Idus razao, Jane nao eramos destinados
um para o ou'ru. Somos amigos velliot!
Fallando assim, elle examinare Jane tambem. Es-
la apertou-lhe a nao e repeli em tom alegre :
Sim, somos amigos velhos V
Mas o diabo nada perda nisso ; Jane linha von-
tade de chorar, e dizia 00 fondo do coracao:
En linha esperado muito 1
I Eia Jane, torna Chrislian que nao a perda de
vista, entre amigos nao ha ceremonia. (Jueres tazar-
me um pequeo servido relativamente ao meu ca-
samento '.'
- Com muilo gotlo, retpondeu Jane sem pesta-
nejar.>-
Malheret-^jnullieres diasn Chrislian comsigo.
Fallemos agorvci'l"nenle,|coiiliniiou elle em
voz alta. Sabes, Jaf>,*Ce ":"'" possuoapezarde lo-
do o rumor que fazem em wrno llp m^1"* "'a do
conmover he millonarlai- f',r'1 ">'anr a ella ne-
cestilarel talvez de apea* E* excellenle, lem ma-
neira mui datincliti- *K,m crio Iole wia facil
entrar em raleciW*m ml" Amv e ** f**:
Maia fcil do flM P00*8 P"r. Chnstun.
3) S. Malh. cap. 2112.
pLMalh. cap. 21-13,
^\ Paralp cap. 36 v. 1
tgga; cap. 1 9 e 10.
CPtal. 33 v. 15.
(8) I sai cap. 56 v. 5r~
E taris neo ?
Com mailo gosto.
Chrislian licou de bocea aborta; pota acbava que
islo exceda os limites.
A carruagem deixta a praia. e gaaavata a aveni-
da que rond'iz ao famoso pavilbao ehnee edificado*
pelo rei Georges. 1
Nao lenho neceasidade de agradecerie, (ornon
Chrislian depois de om breve aileocio.
Ah nflo, respondeu Jane ; tobretudo lendo
eu tambem de pedir-le nm favor.
O que? pergunlou Chrislian.
Dick! diste Jane, para o cocheiro, pra-t,
O cocheiro puioa as redeas. A carruagem eatavn
em nma vereda tortuosa e assombraria que peuelra-
va no parque do principe de Galles.
Deves apear-le aqui, Chrislian ; cada am tem
seus negocios.
Tinlias.dc pedir-me om favor? balfcaejoa o
janola perturbado.
Sim, respondeu Jane, eu quera pedir-teqae
nao ne segnisses.
Chrislian linha descidu e eslava em p ua avenida
com e chapeo nano.
Procuras alguem ? pergnnlou elle,
Jane fez com a cabee,a um lindo tigoil que aasii-
valia aotira mais explcito.
O bello sir Edgard '.'... disse ainda Chrialian
tentando zouibar.
O senhor Mac Aolay he muito curtoto 1 tx-
clamou Jane com um sorriso altiva,... Vintet, Dick!
tls cavallo parliram a lile largo, n naltaaaja au
avenida sombra que alraveisava o pataja Jaae
poz a cabera fura da poriiuhola, e como so Huevate
tido piedade do pobre anota qae Qtava pendo
110 meio da estrada, enviuu-llia au gricieae keHo
dizendo :
At-a oulra vista, men Chrislian !
E a carraagem desappareetu por Ira* toa carvt-
Ihos. Um latanle depois a uns cem pattot dahi
Chrislian via am lilbury que alravettava 1 tilri
a galope e ganhava lambem o parque. O mam
ahaixou o-rliap sobre o Ibas e faltn^arTa
praia.
(Contimtar-se-ha.)
*


V
i-i
HtESPOMA.
=
Si
\
\
a

S
PARABIM.
Bananeiras 19 ilu jalho.
NinTie nm chrouic i, chara tola,
Bicha Neta tem pi como trabo, i,
fien unhas de inminJu.
Mu o qu* tora em sentido histrico ? Perlenw-
llio uin pe iodo uccinlo. He urna abreviada hiiio-
ri fio sanlUo clirnnoloiico, lie o bii:io relevo, on-
d o c*crr*ai a imitaran de pintor dnlinea curo cores
Nt ivas, or* amortecida* a ida human Sa a imi-
tado de Tic ano coma coloridla iniaailavel que ra,
>> ettriptor tricaste o seu pincel, e debutasse a
rerdadena crea, nu ob-imle all magoar este
ju aquello ; taWet que a sociedade, cami-
oliaixiu sombra d'essa severi lade de costames po-
los um da gozar d'eaee* das irn*, qaara pasnm
can i ia o pubere, que so v ao derredor de
i.eu ledo um jterno sorriso am >us labios, lie o aor-
ta inmecncia osea; porque a sua vida esta
.oda Iraaqolla, corno o manantial perenne que pla-
-tilananle, voliando sobresea! |ws*o)i dolra .1* mar-
gan* de M leilo. E, quecn n.lu jul?. r-se-hia felii
como elle, virando sombra do su ventura '.'
l'odos, excupto o criminoso, que rito vive um so
momento sen) remarsos, sem m nuciros, que o
aeompanham pedindu ama Uirima pan lavar a
inaooria do el me, sabido de un man- e que anda
iio foi punido.
let-he o hornera, dl*ro """ 'I0*"1 InrnVse reo
anchilo, lorna-te urna
fsra lia p'rv isiedadi como he prejudi-
aial aa mamo cardeirinlio a companhia do tigre ;
-so be nseesaarh qoe pcli iinirna procla-
ineraa-lhes 1 vereda que a lloni stiilade aprega co-
mo ana apolheosa. He necessari i que pela imprensa
r ;pilamo-lhes e-las poucas pslavt'as para o amedt un-
tar ua carreira liorrivel docriire. Ol Musa, pinta
rdiinta e crime horrendo a o sculos vin-
i Jo o escriptor loma a v.jrdade'por pe-
o detesto a ealomoia, proclamando verdade,
nunca podes detestado, antas pelo contrario a im-
I re osa semprn docilisoa os coelnme*. So ella seria
cipaz de abril ansa nova era moderna dos aovo, e levar por .oda a parle o olho
du entnidimento, regenerando n genero humano.
'lie a impreuHi, charo mi, como dil o sabio Lamar-
tine, o olho da inteligencia coi 11 a :iol a lampada
liverao, li quem nega-lo st atrevera ? Quem
juem. Pcisbetn 6a lrei prn-
segain i. censurando de uns, criti-
ca n.lo d i concluir nimia misio de cliro-
Aquelles quo Jorem por miui azuretlidos e se jul-
(tarem orillaren com a.ver-
duda, quando eferimo-lhes os acontec menlos denla
villa, apparecan na arena da inirem para discu-
licnioaos fa n a verdaue triumphar. I-
lo digo de pisaagem a algucai. Ja lie sabido
por aqui por carta anda rio Rio que he com Dos
icla Varahilia, o Sr. Manoel
de Carvaiho Paes d'Andrade dsalcrnasl umina-
rias. Se. aXo foise o respeito que soai damos as cin-
xai dos morios. saos da Matara pasinas do
lluro da sua vi e -t-'ir sah se nao en-
contrariamos aluoraa reliquia papal ein seo desabo-
no '.' JMat ala, llnf esquecimonu. eterno votamos ns
ciiiznaaH| e log* sque-ei -se de sua
mJ dostiti rodilla, que, enlregan-
do-se a d essiaece-se do au'.or de seus
diat. Parale li-icjlo para senador est pro-
xiria ; o ana di aprnzado ser bmve designado pe-
loigovenic veis conhecer 01 homons es-
gleba, oa nracterescom mpidoi, e de mo-
da urna! N3(i vas Taco iai-
l>o-.-a.. ns exceltentiasimos:
M Manoel Carueiio da Cu-
U

Pereiri Rocha.
Kont-ei:,
[dea Santos (rnnea l.eitc,
vaAcaoan;
a de laraclerw mais dis-
s em vota provincia para
',0. Eiti he qae sao os
^^Bb devenios confiar cargo
^^B* em nos da vndalos
oamneuli no ajnvaro qusl-
^^Hko eun ellos tare toma-
1 da lber tade, j seu amor
o*r nao oulras tantas provas
utismo ; portanti), Parnhiba-
enciosamerile prtsUreao vos-
declurados porque tilles
leretem.
inici nm [10ico e riei pasto a
^^Kfa communicar-llm os mais
por suspeilu ,de ter vendido
seo Bezei ra Civalcanti de
rcquitilado relochefede
>r por i.emelhnnte Tacto.
[etico nimvon que o juii
^^^{irtadcs; masqde
lt vida sobre ellos.
JH ma, um tal Manoel
irolaio com o fiscal d'alli em
menli) Inclume da ba-
niliva, par querer matar o
vagava pelas mas da po-
avtrigiiado pela polica,
jur. rr uniipal; e isto
tata desejain^entorvac os.
acha-so na S'i.i fazenda,
dativa* por uto ser lison-
;de.
so ada na villa da lnr ependenria
1 l)r. Jlo Rdrig uiis Cliaves,
morar ni*>. !)c;os quoira
e seu aulecessor, c nao se
n -t prejodi-
Inito,
M.,e
ion
Como c captivo na estrangoira praia
A* cadeiai depOe, se o da raa,
Que praia o recondut, .
Dcpoaisleno exilioam carpo fri ;
Ninho lera roaiinnl !templo vasio I
Alampada sem lu I
Sobre elleo adeos extremo (a dirijo :
Se o mnr foi tormentoso, e o vento rijo,
Bonanca li leras ;
Da virlude seguiste o duro trilho
Foale awigo fiel-roste bom fill.o ;
Adeo 1 repousa em paz!
Meu Dens Se em minlia vidaagora calma
Lanc;rei provacoe*,d que minh'almn
Saia deltas assim !
fc que um amigo sobre a minlia loosa,
luvocanJa lea nome, a inesma consa
Oiier possa de mim t
Recie1 de agosto de 1855.
.4, Joaguim Franco de S.
> ----------
Se a verdade guiasse sempre a penna do escriplur,
seos facloj relatados foiseni sempre em sua essencia
os mesmos, ci d noloredade tal qno dispensassem
provas, de cerlo eonlariam i-nos livres de qualquer
co/ilcsiupio, mas seguros da verdade, e convictos da
juslica que tricando estas linlins fnzeinos ao mrito,
nito Irepidarnis, antaiporin animados coma coos.
ciencia duque ratanos, eolregamo-nos o um tribu-
nal sempre justo e independenle. a opiniAo publica.
Qoem nos podar contestar que a cidade do Para-
cal?!, de Mii' Geraes, era o Iheatro dos mai horri-
vei* crimes? t.)uc all a Inora, vida e propriedade
nito enciMilravaiu a garanti uecessaria ? Qu a gen-
te lire^ou liberta de cY preta vivia ame'.cada, e
era victima sacrificada no' immundo holocausto da
ambicio; eqtio de moment*>do livre gozo de urna
liberdade naln passava a ignominia do urna escravi-
do deploVavel Que all era o canal por rinde cor-
riam as enxmi as de uotas Talsas? Que alli o or-
pbao la men ligar o pao na porta daquelle que em
permita prodijalldade e completa orgia esbanjava o
moniodeisa misero orphao que pedia pao pelo
amar de I>6s? Que alli a viuva supplicsnti- pedia
jusilla e ampiiro a ana viuyei. e o caminho da pros-
tituiio llie em indicado, como o nico recurso .'
Para qne canrar-nos com similbanle narrasao, par
que fatigar o publica cem oceurrencias tao diminutas
quando os fados nfonstros (alla'n mais alto do qne
soSo as Irombetas da fama ? AbrSo-sceises enriarlos,
revolvan-se essos armarios,p.iienleem-sp essas gavetas
particulares, ojlros tantos cartorius, ravnlva-se e-sa
papelada, a que acharemos Oh -tudo quanto a
mais requintarla] malvndeza. pode conceller e produ-
lr. Justina, ra o bracio que so o'uvia ; ju tica, era
o pao qae se pedia, juslicja era o que Ibe faliava, e
so urna resignndjlk evanglica era quem. susientava
esse poto necesWldo e oppriinido. A rrfcnac?o o
fez vencedor pirque seus clamores eram justos; Dos
os ouvio e por sobre esse povo vetado mandn um
raio de sua omnipotencia, c aurora de paz, seguran-
za e justica raiou para elle.
, Dignm agora essas familias que anoilecendu na
bonja de urna crtera julgavam nao amauhecer ; di-
gam este* fatemieiros quQspbpondo de seus bens
queriam ir descansar a somb da juslica em outro
lugar ; din.lo essas orphAus se suas lagrimas forao
enxuias, e ja coutam cm om porvir mais esperan-
50**); digam e tra eaide adiando juslica e paiavras de fonsolacao ;
digam estes apostles da infame mximafara'-me
teslamenteiro, e sejUnrdeiro qaem qoizerq'nanlo
lem Ibes distarlo prisSo eaequeslro: digam esses lu-
fore* se as legii mas de. seus tutelados sao agora seu
patrimonio : diga finalmente a Paraeat se ja ha le,
justi;a e garanta !! E quo mudanra repentina Di-
Jim, nos esquei:ia, os cofres geral o provincial de
Midas qual a di fereuca nos seus rditos, o desde
quando! Se dar ume;esmola a nm mi-ero, se conso-
lar nm allliclo, se soccorrer una viuva, amparar
um orpbao sao abras meritorias, e quo nos olho
da humanidade lie um beneficio, como esquecermos
nos daquelle que lomando sobre seus hombros, ar-
ralando lodos 01 pongos, veio salvar mo a urna fa-
milia mas a inilhares.que veio remir n.1e a um or-
pliSo mas a om numero infinito delles Como nao
tribularmos, nao homeuagens, mas cultos de venera-
cao a um homem que para nos he urna divindade I
Sim, magistrado honrado, jaiz prudente e.anergicu,
ha a vos a quem dirigimos nos-a dbil voz, a vos que
nos remisle urna violencia, ba a vos que o Paraca t
deve applaudir. Manejai como lenJesal agora, essa
espada fulminante contra os transgres'ores das leis.
das iasliiuices patrias. Reconstiluistes esse.lemplo
sagrado dy! Themis, que sncrlega* maos, movidas pe-
lo homicrdio.esliipro e arpias, laucaran) por trra,
e debaixo de seu lelo recebei esse povo que vos far
juslica. Continuai na vnssa carreire encelada, mos-
Irai que o patronato hem entendido he o que se faz
dos prnprius recursos do protector, o nflo com ajusli-
Ca. Sede constan le neslezelo que leudes mostrado
ferdos em soas l.-aficancias.obstados em anas preben-
das, vos parecem morder,cdles ficaraa como sao conlie-
cidos por toda esta pruvincia de Minas r. do Rio de
Janeiro, o Anlor.io Joaquim de Fgaeiredn Seahra,
magistrado recto, probo e jasliceiro, esso salvador
do Parac ''
colume, e respeilado, e un po*leridadeJ Ta goza-
aquillo a que lem riirefta e se Ibe nega.
Um que a sua legitimado fez perseguido.
Min*s, U de maio do 1855.
Jornal do Commercio do lio.
PIMO QE PEKrUMBUC TERga FlRl 7 DE fiOSTO DE 1858
Aracaty, hiale brasileiro Correio do Norte, de
37 toneladas, couduzio segointe : 309 vulumes
eeoeros eslrangeros, 7 barricasasiucar, 200rcaixa* e
1 pocote* charutos, 1 caixo sibao, 1 varanda de
ferro, 2 barricas garrofas de licor.
S. Joao da Terra Nova, barca ingleza aSnowdon-,
dei 438 toneladas, condoli o segoinla : 5 tune-
adas carvflo da pedra, parle da carga qne (rouie e
lastro de arca.
Liverpool com escala por Macei, barca inglesa
uiuiile* orlland. conduzio o seyuinle :2,100
arcos com 10,500 airlas de assuear, 500 arrobas de
05SOS.
Rio de Janeiro, brigue brasirairo Mara I.uzia,
de 303 toneladas, conduzio o seguinle : 1.800 bar-
ricas rarinhD de Irigo, 13 canastros rolhas da corli-
ca, 1 caixa garrafas de vioho.aiO ditas velas de car-
naoba. 160 rolos Oe salsa, > sacea ale
^f-'a. r0'! ," 8'"' ** cM4Todao, 138 W r-, por libro, i axcefcao dos pesos de duas arroba
"uzias de cocos de beber agua, 1.900 ditos com cas- quo so pagaro na razio de 20 rs. por libra,
ca, 3 caniles pares de calcados, 73 pranc" "
setim, 1,623 mcios ile vaquetas.."*
No da 8 do rorrele conlinuam a estar cm
praca ub paco d,i cmara municipal desla cidade, as
obras de canos de alvcnarra ja annuncitrias : um na
roa Formo*, outro na do'Corredor do Rispo, outro
na ra da Esperauca, o o quarlo na estrada dos Af-
ilelos, I-oreado em 2815680 ; o 2- em 300o; o
3- em 43WO0 ; o 4- em J869. Os prcteudcnles
podem comparecer ua secretaria da cmara para
r.onsiiltdrem os respectivos orcainenlos, (cando na
inlelligcncia rie que para arreinalarcm as obras de-
verao dar fiadores.
Paco da cmara municipal do ReC'ifc i- de agoslo
de fS.'),").Bnro de Capibaribe, presidente.Ma-
noel Ferreira Accioli, Kcretario.
. O lllm. Sr( inspector da tbeseoraria provin-
cial de Pernambuco. em cumprimenli da ordem do
Exciii. Sr. presidente da provincia de 28 do correnle
jiillio prximo Ando, manda fazer publico que no
da 3I> do correle, perante a junta de fazenda da
_ mesma Ihesouraria, se ha de rrornalar, a quem por
Paracal, esse amigo da humanidade nassacsu jnenos Bzer, as obras supplemenlares a faaer-se na
Sime sobre o rio Dapilianbe na estrada do Pao
Alho avahada cm 12:8919822 rs.
X^rremalaca sera feila na forma dalei provin-

IrrmrRvrri. Sr.Corre por aqui que a bexiga est
grassaivio uessa povoaeao ; digne se S. S.' de infor-
mar-me-vjahj^ji^^ noticia, e em co all'irma-
tivp qualTrrocremenlo ^, tem'ioinailo Tr-tejte, e
se ha receio de que** e/n aVffrWiiln.pira queTB f
do eiponha ao Ecm. Sr; conselhero presidente da
provincia. e~soJtcda-er lempo providencias que m-
norem a inlensidade) do mal, c tornera menos peno-
sa a eorle dos pohres.enlre os qoaes roslumam os con-
lasin* fazer quasi sempre malor numero de victimas
peloa-fracos recursos de que dlspem.
Dees guarde a V. S.Bonilo 28 de julho de 1855.
9. e Rvm. Sr. Manoel Clemente Torres Galindo,
Ifjaissimo' vigario collado da fregueza de S. Jos
ttosllezcrros.Dellino Augusto Cavalcanli de Albu-
qjierque. delegado e juiz municipal.
na ajana* 1
ln. Dr. Ais s Ho :la, que ja
1 embarcar no vapor
111 detiii) 1 njrte, e
^^^a, 'mmo um
b-se de priposilo manchar
* aares
liibano, para
r sua provincia
depntado vai
i-loii no calor
fina se de inuilo inleresse,
a nccusacJo seria aoa seus reve-
Hue 11 Eiiin. Asi Rocn n;io be-
es** mea du-
r a sua repu-
Illm. e Exm.ISr.
cmara municipal da
Co parte, como vereai
mejor Joao Baptii'
"Francisco l.llz Vi
Carvaiho Siqoeira
exercer dito cargp,
com os cargos qe<
monstrar, venlio
ir
jt
#
n;i).
8o)>re o do nosso tinii|;o e col-
toga Manoel JoaqoimFbito Lisboa-
ij ^ lt e eimee,
U ioonioinpace.
TanaJir. lilieral.
dus
:ios;
. nao leve 1'
infanci'. do vive a aurora,
ivanlm! le ara'liora,
nao fosse de dor ;
se 1 uta ;
mi tari da vida ama a gola,
Qae olo fosse m.ir{;or !
m am da no horizonte escaro 1 triste
Urna estrella de luz brilhaodo viste,
liadorando-a talvet
u olliar contente....
rod repente
nbra se desiez I
do-se em esercicio du
de Oluda, da qual fa-
e son em exercicio, e
Mangaiuho, o capitn
idadAo Joo Antonio de
quaes todos nao podem
[dor por ser incompalivel
m, como passarei a de-
_ eonhecimeiiiq de V. Exc.
a lira de i|ue 1I6 as providencias que julaac em sua
uta sabedoria, para quo aquella cmara' no conti-
mie a funrcionar illegalmenle. O major JoBo Hap-
lista da Silva Manguinliu, he continuo ervindo de
bedel f|^MpMe de reij, vai lodos os dia a
HBMra donde volla ao meio da. lie ofll-
eamara episcopal, lia commandanle da pri-
merra campanilla do bataltiao da mesma cidade, e he
vereador em exercicio Tem contra s a ordem 2.
de "" Suri' Q* IK:1:I- e llyi,,"s ,le de junho do
18*7, da*15 de aetembro de 1818, de "i e 2fi de
aril de IcHjf.osrruaes julgam iucompalvel a aecu-
mulacaodedillerenles eropregos com o cario re
vereador, o exeroicio de diversos empregos, e os
empregados de fazenda com o carino .le vereador. O
cap 10 Francisco I,uiz Virios esta no mesmo caso,
por ser continuo lervindn de bedel da mesma Facul-
dade de Uir.lo, capillo da segunda companhia da
mesma guarda nacional, e, veroador em exercicio I
B Jeto Antonio de Carvaiho Siquera J-
nior, tem contra si a espressa e l'rntinanl* disposi-
rio do aviso de 2 de abril de 1850, o qual julg in-
csmpativcl o lugar da inspector de obras publicas
com o cargo de. vereador, emprego esle ou equiva-
1 lenlo que o dlo Jo3o Antonio de Carvaiho Ceqaeira
, Jnior oceupa do que resulta, que sendo elle obri-
gado como he, 1 se adiar em difierenles parlrs da
provincia onde o chamam seus deveres, deiiar de
comparecer 3 e '\ metes successvos as sessoes da
csina cmara; aasim como para satisfazerse a aecu-
ios empregados da Faeulriade de Direilo,
^^easoesda cmara para os das de
qulnla-folra por serem feriados, do que igualmente
resulta que as semanas em que ha da sanio* dexa
dbhavcr sessao om prejoizn do servico publico.
Dos guardes V. Exc. como Iheaproover. Cidade
de Olinda em 2* de julho de 1855.Illm. e Exm.
Sr- l>r. Joi Benli da Cunlia e Figuairedo, diguis-
slmo conselheiro e presidente desla. provincia.
Arilonio Lobo Aloeritm de .tufando Ilenriqun, ve-
reador supplente em exorcicid.
A *y olaste
frgil aslc,
lo de sol !
Masas sspi lesventuia
E.levau-se lu.i almn inda mais para
Dasmagoasnn
.'ensiodo em Dospassasl pelo mundo
liar no ludo in mundo
aul;
l'oro*Fynr*aVlvJp*Utal impuro
lo q cliarco escoro,
leo azul
Heajefasiaper fip Fntflo, voandu,
nir-le ao bando
d< ')eos
i! ao mando. -te vnreno,
tsm petare 10 fereini,
Disieifo o ultimo a J30S I
aves dalle*. Se nm Iran 1
De cabellosle dava inda a wrr*nr,a
I 'e um amor de n
t.tkatrd ,,,te eiircilo ;
Mnguem ouiioi |
O seu noin > se quer.
COMMERCIO
PRACX DOllECIFt 6 DE AGOSTO AS 3
HORAS UA TARDE.
Colarles olliciaes.
Hoje nSo houver.lo entarOes.
Al.FANJ)E(iA.
Ren^imenio do dia 1 a iV, .
dem do dia ......
K:7fco|6*-
60:729*941
CONSULADO GEItAI...
Rendmenlo dodia.JLa4.....
dem do dia 6 .
1:6115809
6:584*805
BIVERSAS PROVINCIAS.
Rendlmenlo dodial a 4.....
dem do dia 6 ...
4739165
2758092
Que tus
consime,
^^^H*e aia
1 '0011 ;
Boma santo,
* mavriiinlo
**'*** e 1 jo.!
lliora,
tinae Tudo he [i
1 nrirpor eaoa dor mil asnsfia ;
Por cada oda amarga qae bebiis
Mil amphor de mat.
74882,57
ICxportacao*. *
hiladelphia, |>atachoamericano Scoth*, de 197
, coudur.lo ..seguinle : 1,500 saceos com
7.M arrobas de a.sucar, 3,343 couros de boi sal-
gados.
Rio de Janeir, patacho brasileiro aConslancla,
de 201 tonelada, conduzio seguinle : 181 tone-
ladas, carvao da pedra, 21 barris axeile de carrapa-
to, 1 cunhele e 1 fardinbo doce, 2 garrafoes agur-
denle, 2 papagaios.
Aracaly, hiale brasileiro oDovidso, de 43 lone-
lias,oiiduio o icgolhte : 120 volume* gneros
eslrangeros, 1 cana e 37 esliles doce de goiaba. 8
barrica* com 44 arrobas e 24 libras de assuear, 2 di-
las bolachnha dico, 3 canas chapos de mama, 1
caixole charutos, 319 otitis doce, 3 saceos jnhame,
1 erabrulho 50 tanos, 1 marqueza de ainarello.
hOes de pao
Liverpool por Macei^brgue intrlez Emmao, de
-JO tonelada, conduzio o seguinle : 1,100 saceos
com i,000 arrobas de assuear.
Aracaty, ltale brasileiro ((Aurora, de 37 tonela-
das, conduzio o seguinle : 130 volumen gneros
cslranceiros e nacionaes, 7 caixas chapeos, 66 bona-
tes, 3 barricas biscoilo, 5 ditas licor, 1 barril agur-
denle do reino, 40 caixas 4,000 charol**, i Jilas
cafe.
i-i?*'j*?e J'1',t!ir0> ,)arca rasileira oMatliilde, de
233 loiebidas, condu/.io o seguinle : 220 tonela-
das enrvao de podra, 69 volumcs gneros nacionaes.
RECEBEDORIAs DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DK PKRNAMBUCO.
Rendimenlo do lia I \i 4.....8:990S002
dem do dia 6 ^..... 7I0J699
9:7005701
CONSULADO
Reudirnenlodo da 1 a 4.
dem do dij 6 .
PROVINCIAL.
5:270j057
1:9.565019
7:226jl06
MOVIMENTO DO PORTO.
A'aei'o entrado no dia 6.
Baha5 das, barca franceza Havre, de 25.5 to-
neladas, capitao Jo3o Baplista Dorruly, equipa-
gem 15, em lastro ; a Lasserre & Companhia. F-
cou de quarenlena por 10 das.
Xarios UHidot 110 mettmo dia.
AlcobacaDate brasileiro Ferrao, mcslre Marti-
niano .los Santos Miranda, om lastro.
Aracaty-Biate brasileiro Duvidoso. mestre Joan
Manriques de Almeida, carea fazendas c mais g-
neros. Passageiros, Jos Joaquim-da Silva Malu-
lo e 2 criados. Antonio Percira da Orara e 1 es-
cravo. Cicero Teixeira Verreira Chaves.
Liverpool por MaceiBarca ingleza Cnunless o
/"'land.i, em lastro. Passagciro, James llunter c
sua familia.
Rio de Janeiro Brigue brasileiro Mara Lnzia,
capilao P'eilro Vulele Filho, carga farinha de Irigo
e mais seeros.
Rio de Janeiro e portos intermedios.Vapor brasi-
leiro ((Paran*, commandanle Borges. Passagal-
ros desla provincia, Dr. Antonio AgripinXavier
de lirilo, suasfamila e 6 acravos, 1 cadete sar-
gento, sua scnhnra e 1 filho, I soldado desertor o
sua mulher, Alfredo Youle, sua familia 2 cria-
dos, Jos Francisco de Olveira, Dr. I.uiz fenacio
de Mello Brrelo, sua familia e 1 esrravd, Fiar.lo
Vllelle, 1 desertor imperial raarinheiro. capitn
Antonio Jos Lauca e sua familia, dito Joao Pires
Gomes e sua familia, nitores Dionizio Joso de Ol-
veira, 2 segundos sargentos, e 2 escravos a en-
tregar.
Observarlo.
O vapor de guerra nglez Rlleman. suspenden
do mosqueiro a soccorrer a barca franceza eGusla-
ve II* .
EDITAES.
de ninio do auno lindo, sol as
xo copiada*.
pozerem a esla arrematarlo
sossOes da mesma junta no
meio dia cempcleiitemrn-
cial
clausulas
As pessoas qf
comparecam na
dia cima declar
le habilitadas.
E para conslar'so rnTunni allli
felicar pelo Dia1"'0-
Secroitsu d Ihesouraria provincisl de Pernam-
buco i deitgojio de 1855.
O serrlarin,
Antonia Ferreira da .innunciarao.
Maustilas especian para aarremalacao.
1." As obras supidcmenlares da ponte sobre o rso
Capibiiribe junto ao engenho Camorim, serio fetas
le confiirinidadc com o orcamentn approvailo pela
directora em conselhn e apresenlado a approvarn
do Exm. S. presidenle da provincia, na importan-
cia de 12:8919822 rs.
2." As obras da sapala geral sern principiadas no
prazo de 2 metes, c de Hndar-se no de 8 a contar di
dala da arremataba o.
3.a As mais obras serio principiadas 2 mer.esde-
pois de ser o arrematante, .intimado pela reparlicao
para esse Am, e serio coheluidas no de 6.
4. O pagamento ser feilo em qualro preslacoes
uaes: a 1. quando esliver prompta a melade das
obras da sapala geral, a 2 a quando esla* esliverem
concluidas, a 3." quando meUae das mais obrasesti-
rem Icilas, ea i. e ultima (faindo todas as obras
csGverem concluidas.
5.* Para tudo o Vnais que nio estiver especifi-
cado as presente* clausulas seguir-sc-ha o qne de-
taxfninaa lei provincial n. 286.
Conforme. O secretorio, Antonio Ferreira
A'Annunciaro. ,
O Illm. Sr. inspector da Ihcsonraria provin-
cial, cm cuir.primento da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia de 31 de julho ultimo manda
tazer publico que no dia 23 do correnle, peranlc a
jonta da fazenda da mesn Ihesouraria se ha
denrreiiidlar, a qium par menos fizer a conservarlo
permanente da estrada do *ul, aterro dos Afogados e
Remedios, por lempo de 10 inezes contados do J.
do setembro do correnle anuo, avahada em 5:100,-s.
A arrematado seni feita na forma da lei provin-
cial n. 313 de 15 de maio do anuo lindo, o s>b as
clausulasesperiacs abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrematarlo,
comparecam na sala das sessOes da mesma junta' no
da cima declarado pelo meio da eotnpelculemenle
habilitadas.
E para constar se mandou afluir o piesente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretan] da Ihesouraria provincial (fe Pernam-
buco 4 de agosto de 1855. O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciaro.
Claunila* etpcciaes para a arreihalarao.
\. Executar-se bio dilestrabalhos de conformi-
dade com o orcamento approva lo pela directora em
conselho e apresenlado approvarao do Exm. Sr.
presidenle da provincia na imporlancia de 5:4008.
2." O pagamento verificar-so-ha em 10 preslacoes
meusaes.
3." Melade do pssoal ser.i ilc genlelivre.
le o arrematante lem cumprido todo o anno
as obrigaroes, e dexar a estrada em me-
l que a lomara, rereber, 1 tlulode gra-
icacSo, mais dez por cento da importancia total da
arrematacio.
.-'Para ludo o que nito se adiar delcrmfnado
as preseutes ctausulas.nem no ornamento eguir-se-
ha o quidispoe a respailo a lei provincial n. 286.
ConfermeO secretario, Antonio F. d'Annun-
Clarao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da resolucio da junta da fa-
zenda manda fazer publico, que no dia 16 do cr-
tenlo vai novaroanle a praca para ser arrematada a
quem por menos fiter a obra dos reparos da casa da
cmara municipal o cadeia da cidade de Oliuda
avahada em 2:2009000 rs.
E ptirasconslnr se mandn affitar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco de agoslo de 18550 secretario,
A. F. "JnnunelarSo.
A cmara municipal desta cidade manda pu-
blicar, para conhecrfnenlo de todos, a reforma do
regulamenlo das afericoes, abaixo transcripta, que
foi approvada pela lei provincial n. 371 da 8 de ju-
nho desle annn,'arl, 27.
Paco da cmara municipal do Recito em sesaje di
I- do agosto de 1855.Bario de Cjpibarihejftc-
sidenle.Manoel Ferreira Accioli, sccra^^H
llegulamento para a afericoes de balanrat, peiotilk
e medidat da municipio'do Recife, upproiado
pela lei provincial n. 371 de 8 de junho desle
anno, art. 27.
Todos os armazens, deposito*, casas da negocio
eslabcleclmenlos de industria de qualquer natoreza
qae sejatn, fixos ou volantes, onde se compre nu
venda, em grueso ou a relalho, mercadera* ou g-
neros, solidos ou lquidos que tej necessrio pesar
00 medir, serlo abrigados yer colleces eomplelas
de pesos e medidas, segundo a na I meza do objeclo
de sen commercio, na forma do padrio do imperio.
Todas ai pessoas assim obrigadas a ter bataneas,
pesos e medida*, pagaro a iferirAo '
guile
pagaro 01 logislas do fazenda* 25000 rs., osdTiia-
deuit IJjOOO.e os mscalos e boceteira* 34) rs. v
Art. 2. Por um torno ou collecSo completa de psol
cujaquantidadetotal soja de um quintal,! principiar
de um peso de duas arronas,e seguindo suciwivarm.nto
as quaulidades menores ale o peso minimn,segundo n
di visito adoptada, pagarllo *8O0Ori.
Por orna meia collecao, que principala por urna
arroba e seguindo successivainenle como cima al
o peso mnimo, 28560 rs.
Por urna coliecao menor, principiando de 8 libras
seguindo sucesivamente ato l|8de libra, 1J000 rs.
Os estabelecamentos que oerecerem mais de ama
collecao completa de pesos, pagara peln que exce-
dereni do peso total-da collecao, na razao de 20 rs.
por libra.
Os pesos avulsos para completar collecao, pagaro
P
Arl. [3. Por lium .lerno ou pequen,) collecao
de pesos, vulgarmente chamados marco*, pagarlo
nar.izaodc 80 rs. por radaouca que penar lodo o
marco, nao excedendo esle de urna libra.
Os marcos, que etcederem de urna libia pagaro
a razio de 40 rs. por cada onca.
Por cada batanea de duas "conchas, denominadas
porluguezas, que nio exceder a sua cap.icidade de
16 libras, pagaro de atoncHo 500 rs.
Se for de capiculado maior de 16 librai. emenor
de arrobas, pagarlo tJfigK) rs. '
Todas as que excedercm de 4 arrobas, pagarlo
2|J00O rs. (
As hallaras de marco pagarlo 32 rs.
As bataneas romanas edecimaes, pagsra> por afe-
ricao de h .1 nr.i e pesos conjouciamente li#000 r*.,
al 600 libras de capaeidade, e as que excedercm
pagaran I09rs.
Arl. 4. Por urna collecao de medidas dn capaei-
dade, vulgarmente chamadamedidas de seeco,
que conten 9 vazilhas principiando pela da alqueire
e dalii seguindo a divisln adoptada al o mnimo,
que representa l|l,56 liarles do alqueire. pagarn
pela rencao 13600 rs.
Por meio lerno ou collecao de seis vasilhas, prin-
cipiando pela medida de 1|8 de alqueire e seguindo
siicessivamcnto al o minimo, como cima, paga-
rlo pela aferico 1,">000 rs.
Arl. 5. Por um temo de medidas para lquidos,
contando 8 vaitllias principiando pela caada e dalii
seguindo a divislo ale o mnimo, que reprsenla
1)128 parles da caada, vulgarmente chamada me-
dida nova, pagarlo de.afericao 15500 rs.
Por meio lerno de 6 vastlhas a principiar de 1|i
de caada ( ou urna garrafa) al o minimo, como
cima 1&200 rs.
Arl. 6. Os armazens ou tabernas, onde le vende-
rem os seguinle* lquidos :azeile doce, dito de car-
rapalo, vinho. vinagre,, e bebidassperitooiias, con-
tinuarlo a ler um tomo de medidas para :ada um
destes lquidos, podendo porem ser cada lerna de 4,
6 ou 8 medidas, conforme couvier ao cslabeleci-
meuto.
Arl. 7. As medidas avulsas para completar col-
lecao, ou lerno, sejam de lquidos 011 seccon, pap-
rlo na razio de 200 is. por cada orna.
.\rt. 8. Aquelles que venderem pelas mas e mer-
cados da ciaade. gneros lquidos 011 seceos, como
sejam : azeile. mel, leite.- fejio, milito, arroz etc.,
pasarlo de afericao de cada medida, de queusarem,
320 rs.
Igual afericid pagarflo os ranociros e baicaceiros
que lelalh.ircm cal, sal e clrnt gneros.
Arl. 9. Os que venderem lquidos cm barris ou
ancoras, serlo obrigados a trater aterida* essa vasi-
llias, in..re,.iwlo sobre o lesto de cada vasilht o que
olla he capaz de couter singularmente, e nii' n par,
e pagaro de africlo-por cada caada 10 rs.
Arl. 10. Por cada urna regoa do 10 palmos cra-
veiros, pagarlo 200 rs. ; sendo della obrigados a usar
lodos os mestres de obras, como carpinas, peireirns,
cantos, vendedores de ma,.leras, e lodos quelles
qne pela qualidade de sua prulisslo, tem necessida-
de desle instrumento.
Art. 11. As eslacoe* publicas conlinuam 11 pagar
as -jiferieOes', segundo o disposto neste regola-
ment. '
Arl. 12. Em.geral lodosos pesos, medidas, balan-
cas, c o mais que houver de ser aferido, pagarlo
pela revisao melade do valor da^iferic.lo : os pesos
e medidas, que pela primeira vez forcni aferido.
pagarlo mais melado do valor da aferifio aqu pros-
cripta.
Art. 1:1. A afeiico serio feitus dentro (o anno
financeir'o munciial, e nos metes de ouluhro a de-
zembro e a revfHo ser feila nos mezes de abiil a
junho ; contrnjpnndo porem os a^ougiies a rnver de
3 em 3 mezes contados do din de soas aferiees.
Paco da cmara muuicipal do Recife 24 de selent-
bro de 1852. Jos Camello do Reg Barros, pro-
presidente. rrancisco Mamede de Almeida.Joa-
quim Lucio Monleiro da Franca.Josa Pires For-
reira.Jos Joaquim de Souza.Joaquim Canulo
de Figuciredo.
Joo Ignacio de Medeiro Reg, secreta-
rio.
UBLICAgA'O LITTERARIA.
Aclia-ses venda o compendio de Theoria e Prali
ca do Procesio~ivil fulo pelo Dr. Francisco de Pau
a Baplsla. EsuVabra, alera de urna introducc.1
sobre as acedes e excpcOes em geral, trata do pro-
cesto civel comparado con o commercial, eonlra
a theoria sobre a applieacoHa causa julgada, eou-
tra* doulrnas luminosas: vHde-ae nicamente
na luja de Manoel Jos-Leile, 'iaSj.ua do Quei-
mado n. 10, a 6-cada exemplar rumbeado pelo
Julor.
THEATRO
LOTERA
DO GYMNASIO
RCANO.
lAOS 6;000o', 3:000 E 1:000,S-
0 caalelisla Vicente Tlburcio Corirlio Ferreira
avua ao publico, que os sous bilhei
lorceira parle da primeira lotera
aeliam venda nos'logares do cosl,
ra Nova, toja do Sr. Avellar ; ru
do Sr. Manoel Domingo* ; ra do Quel
do Sr.-Monleiro da Cruz ; Iravetsa d" Kosro, m
do*Sr. ilermino ; pateo do Carmo, lojn do Sr. Tupi-
"^ e na na do I.ivramenlo. loj 1 lo mesmo.
PERNAM-. LOTEltlA DO GYMNASIO PERNAM-
BLCANiO.
AOS 6:000>J, 3:000j E i :000#.
(Icauldisla da casa da Fama Antonio da Silva
blico, que esli venda os
Recebe por inlciru
com descoulo
&OOO0OOO
2:7609000
1:380*600. -
690900f* Oitavo*
""
276JO0O;
1 pormadamesella Alexao-
DECLARADO ES.
Acha-se rcrolliido a cadei
cife um mulato do nome Vicente
um ravollo, o qual diz ser escra
ts Virgen, morador no cngenho|
mbem estar fug
pareca ncsla subdelegaca*N(ue prc|
nio llio sera entregue.
Subdelegacia da fregueza da
de 18.55.0 subdelegado, Pn
citado.
de agosto
luim Ma-
O arsenal de marinha com, ...
rente mez.nsll huratda manha, o*
doctorados, sob propostas em cafli
apresenlent at in 10 hars do dito dia, q
ra_vende-tos: '"
Aztte-doc'ou de coco para o pharol, 120
rnediil.oi; raspadeira,*B ; tinta de escrever, !
10 Jo cor-
COlsMNHlA GVRNASTIGA FR.UIGEZA.
# QUARTA-FErRA 8 DE AGOSTO DE 1855.
Depolsde urna brilhanle ouverlura. abrir-sc ha a
scena e dar principio ao espectculo
1 PARTE.
DANSAS U TORDA.
I. UM PASSO, pelo joven AITonso
2.o DANSA GRACIOSA poramadam
drina.
* 3. GRANDE DANSA e evnluc-io pelo Sr. Flix.
1. Por pedido geral a GRACIOSA G. VOTA pela
Sr. Williams.
." GRANDE TRABAI/IIO sem maromba.
6. A GRACIOSA POLKA sobre duas cardas pa-
rallelasdaosado pelos princpaes actores da compa-
nhia.
7. AS PVRVMIDES ARBICAS do carnaval
por toda a qpmpanhia..
8. AS CORDAGENS AMERICANAS grande
Irabalbo cymnasllco por cinco artistas.
."O GLOBO AMBULANTE exec.ilado'sohre
urna bolla e. diversas dansas e exercicos, pelo Sr.
Flix.
10. A PASSAGEM DO COPO, dos arcos e'la ca-
deira seguido da DES LOCA CAO.
. .1i,"r '"nmeros ped)do OTRAPEZIO VO-
LANTE.
I.A-
GRAME ASCENCO.
A Sr." Williams torharii a Tazer esta dlfllclima as-
ceneao por muilos pedidos o por nao lerem lodos
podido bem apreciar.
A eampaiibia agradece cordealmenl ao respeila-
vel publico desla capital o bom acolhimenlo e pe-
de-llie anda una vez sua proteceo.
Os blheles se arham a vekda 'imja do nielo da
ato as 6 ila Urde no escritorio do Iheatro, 0 ama-
nliaa das 10 al a hora do espectculo.
As pessoas que mandaran] separar blheles para o
espectculo gymnastiro, queiram mandar buscar,
boje do meio dia al 6 horas da tarde, e nao viudo
buscar serao vendidos.
THEA1R0 0AP0LL0.
Sociedade dramtica emprezaria
UARTA FEIRA8 DE AGOSTO DE 1855.
Depois da orcheslra cxecuttr nina das suas melho-
res ouverturas, lera lugar a representacao do muto
applaudidn drama cm 5 actos quo lem por titulo
AlOR FldLiaZ.
ou
OS SALTEADORES DA IOOTAW-1 DO POBRE
Terminara o espectculo com a muto jocosa far..
0IRMAO das LM4S,
Principiar as S horas.
AVISOS martimos.
rafas ; fio de algodao, 1 arroba ; lapis, 12 ddl
limas sorlidas, 50 ; cairo velho, 5 arrobas ; pe|Prtas
de palo, 1.000; prego* de cosladnho de 6 polega-
das, 1 barrica ; ditos de guaroicao, 1,000 *, brotas
de caare piolar, 50 ; almagre, 1 barril ; b'eu, 5
ditos; cobra de 20 olidas, 50 tolbas ; prego* para o
dilo cobreL50 libras ; saceos de condcelo, 50 ; fia
cidade, |o Re- PARA O ARACATY
sabe com brevidade b hiato Anglica, por ler parte
da carga prompta : qoem quizer r.im-ar ou ir de
pas*agcrh dirija-se a Antonio Joaquim Sevc, na ra
da Cadeia do Recife n.49 primeiro andar.
PAISA O RO DE JANEIRO.
Pretende suliir com muita brevidade.
o patacho naci nal CONFI ANCA, por ter
parte dafl ea carregainen.to prompto:
ctos abaixo I para o"reste da carga ^"^^J^aJ^si com os consignatarios Novaos &
^fcmpanhia, na ra dorTrapiche n. ,1i,
'un
muas pMJSuvios, II) ; papel almaco bm, 10 res-'
ma. ; dito dito ordinario, 10 ditas ; dito'du peso
bom, 5 ditas ; piassaba, 20 mnlhos ; tinta prida, Ig
latas j alcatnlo, 2 barris ; ferro ipglez de 6 e 7 oila-
vos, 20 arrobas ; linleiros deeslanho, 6 jugos.
Secretaria da inspeccao do arsenal de manaba de
Pcniamnuco em 2 de agosto de 1855. O secretario
Alejandre Rodriguen dos .lujos.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, cm virlude de rulori-
safie do Exm. presidente da provincia, lem do-com-
prar os objeclos scgiinles:
Para o hospital regimenlal.
Brim branca liso fino para toalhas, varas 32 ; cu-
bos inodoros 10 ; livroem branco pautado com 300
folhas, 1 ; dito con) 500 ditas, 1.
Companhia de artfices.
I.iyro meslro com 200folhas,'1.
Proviinrnto dos armazens do alniuxai ifa lo. Olllcinas
de I.i e 2.i classf.
Ferros de capa de i polcgadas, 12 ; Mitos I zos de
1 1|1 de polegada, 2i ; compacos de ferro de 6 po-
legadas, 6 ; senas lo volla, 2.
3.a classe..
Carvao de pedra, tonelada* 10 ; limas chalas de
diversas polegadas, duza* 12 ; ditas meia-cannas
ideni, ditas 10; ditas muras dem, ditas 4 ; ditas
(rihgulas idem, ditas i ; lunates ideui, ditas i.
i." classe.
Trinral.libras 20;|limas, chalas de diversas pilega-
das, duzias 7 ; dlas inucas dem, dila i ditas meias
caimas idem, ditas 6.
5j classe.
Fitas de Ua para silbas, pecas ; pelles de cabra
curtidas, 200 jjneios do sola curlida, .100.
Oucm os qufter vender aprsenle as suaspropnslas
em carta fechada na secretara do conselho as 10 ho-
ras do dia 13 do corrale mez.
Secretoria do conselho adminislr'alivo para forne-
cimenlo do arsenal de guerra 6 de agosto de 1835.
Jote de rilo Ingle:, coronel presidenle.Bernar-
0 l'ereira do Carn\o funlor, vogal e Decre-
tado.
* REPARTIC.YO DA VACCINA.
ou com o capitao ra praca
PARA 0 RIO DE JANEIRO.
Segu esta semana a barca Malhtlde, por ler o sen
carregamenlo prompto, so recebe escravos a frete e
passageiros para o que tem encllenles enmmodos :
a tratar com o capitao Jerouymo Joso Telle ou
com Manoel Alves Guerra Jnior, na ra do Tra-
piche n. U.
1CEARA' E MARAMIO.
Segu 110 dia 10 do correte mez o palhabote Ve-
nus, capitao epratico Joaquim Antonio Gonralves
Santos ; para o resto da carga e pnssageirosf trala-se
com Caetauo Cyriaco da C. M., ae lado do Corpo
Santo 11. 25.
Para a Balda segu em pouens das a veleira
Caropeira /.icranio por ja ler a maior parle da car-
ga prompta ; para o resto trata-se com seu consig-
natario Domingos Alves Malheus, na ra da Cruz
o. 5.
LEILO ES
O agento Roberto far lailn por conla e risco
de quem pertencer, de cerca de 32 barris de quarlo
com viulio branco de Malaga, viudos ltimamente
pelo patacho hespanhol Culebra : terca-feira 7 do
crranle,- s 10 horas da manh.la, na porta da al-
fandega.
O agente Borja far leilao cm sen armazcm
na ra do Collegio n. 15, de urna grande quantida-
de de objeclos. como bem : obras de marciieria, no-
vas o usadas, 2 ricos pianos de Jacaranda, urna por-
can ilespalos francezes de varias quididades, 1 pti-
mo carro de i rodas e .nitros muilos objeclos, que se
acharao p denles no mesmo armazem,. ludo isto sem
limito de preso algum, o ao meio dia era ponto rao
lambem a leilao ns moveisperfencenles ao Illm. Sr.
Dr. Agripino Xavier Pereira do Brilo, cm conso-
quencia de se ter retirado para a Baha : quinla-fei-
ra, 8 do crreme, as 10 horas.
O leilao da loja de fazendas de Silva 4 Arau-
jo anniincia lo para boje, Oca transferido p?ra quan-
do seannunciar.
avisos diversos.
LOTERAS Di PROVINCIA.
O Illm. Sr. thesoureiro manda fazer
Prcvine-eel,,1,eSTO.1,,quB.emdeserv,cc^ 3 Ve'lda "a
, n.. .i. -n i ...,:.,_____.,_ Hiesotiranadas loteras,
Artgo 1. Por cana um covada 011 cada urna var,
ou quo devem vollar reparlicao no 7. dia de con-
formdade com o arl. 5- do regulamenlo inleruo, e
com o art. t- do titulo XIII das posturas mnnicipaes
quo a roosma reparlicao passa a fnnecionar desde
boje noquartel.quo (oda companhia fxa dt- ea-
vallaiia, 110 palco to palacio da presidencia e em
Trenle do mesmo palacio, sendo a entrada pelo por-
15o de ferro do centro. Reparlicao da vaccia :0
dojullto(le1855. Dr. Joaguim de Aguino Fmse-
ca, commissario vccinador provincial.
O secretario do conselho de di re cao
do Banco de Pernambuco, avisa aof. se-
nsores accionistas do mesmo Banco,
que se acha autorisado o Sr. gerente a
pagar o sexto dividendo de lOsOOO rs.
Soraccao. Sala das sessoes do consellio
edireccao do Banco de Pernambuco aos
31 de julho de 1855.
' BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernambuco sacca sobre
a praca da Babia, e contina a tomar
tetras sobre a do Rio de Janeiro. Ban-
co de Pernambuco 25 de junho de 1855.
1O secretario da direccao, Joao Ignacio
de Medeiros Reg.
OsassignaUriosd'aceots para a com-
panhia dcr'iac<;ao e teci'dca de algodfto,
sao convidados a comparecer no da 10
do corrente pela II horas da manbaa
na casa do Banco, afim de Ihes serem a pre-
sentados os estatutos revistos pela respe-
tiva commiss5o, e approvados definiti-
vamente. Rec fe 4 de afosto *J lr!5.j.
Ka rao de Cnuaragibe, presidente,
is, ra do Collegio
n. 15, os bilhetes da 3- parte da primei-
ra lotera, para edilicaraoda casa dovni-
nasio.Pernambucaiio, cujas rodas andam
mpaterivelmente rro dia 22 do.corrente
mez'. Secretaria da thesouraria das lote-
ras, 6 de agoip de 1855. 0 escrivao,
Luiz Antonio Rodrigues de Almeida.
Ocautelista Salustianode Aquino Fer-
reira avisa ao possuidor do bilhete inteiro
n. 5C80, da segunda parte da primeira
loteriado (ymnasio Pernambucano, em
que sabio o premio de 5:000^080 rs,, po-
de vir receber os oito por cento do impos-
to geral, que he 2M)j000 ts.,logo qttesa-
hir alista geral, na ra do Trapiche n.'
36, segundo andar ; o referido bilhete foi
vendido na ra do Queimado n. 30, loja
de fazendas de Sr. Manoel Florencio Al-
ves de Moraes. Pernambuco 6 de agosto
de 1855. Salustiano de Aquin Fer-
reira.
Casa da Fama*.
O catitelista Antonio da Silva ("utima-
rQes venden na sita casada Fama, no ater-
ro da Boa-Vista, n. 48 e as outras do cos-
tume, o bilhete inteiro p. 277, com U:000fl
res, divididos em.20 vigsimos, da segun-
da parte da primeira lotera do Gimna-
sio ; logo que sabir a lista, os pssidores
podem vir receber.
lreeisa-se de ama ama de leite, nSo se olha a
piaco: di roa do LiTramulo n. 1.
namb,
Bilhetes 59800
Meio 2800
Cuartos 1)M40
Oitavos 720
Decimos 600
Viuesimo* 320
O mesmo cautsliita declara, que o* Mllietes htel-
os em origiiaes, uao ollrem o.descoulo dos.oito por
cwo no| tres premios maiorc*, e sim ficam obriga-
do- T^lesconlo as caolcla.
No\ja 3 do corrente furlaram de abaixo assg-
nado um rels^o de onro patente snisso., o qnal este-
va sem vidro^r e ler quebrado, e lem o* signar*
seguinle* : duasViavrs, sendo urna do metal de dar
corda e oulra dos pantoiros, machina cubera de eu-
ro, moli fran/.ina, lie modo que molgii com facili-
dad* roga-se a quenWor oflcrecido^por venda ou
emptnhu, o apprelionda) (Vi er generosamente re-
compensado, na ruado KancFl i.. 00, acuiisiic de
Pedro Marqus d Allavde.
O lr. Itibeiro, medico peTa unversidadede
Cambridge, conlina a residir na ra daCrui dn Ke-
cife 11. 49, 2." andar, onde poda ser procurado a
qualquer hora, o convida aos pobrje*. para consultas
gratis, e mesmo 09 visita quando as crcumslancia* o
esijam, faz etpccalidade das molestias dos olho e
ouvidos.
Precisa-se alagar um sitio perlo da praca, rjne
lenha fructeirase balsa : quem tiver annunce.
Prcci*a-se de 70OJ000 a premio por 6 mexe,
dando-se por garanta urna casa no bairro de Sanio
Antonio, a qual venco mensalmenle 149BOO : quem
quizer dar annunce.
No aterro da Boa-Vista n.. 77, fabrica de cha
rotos, precisa-se de olliciaes para a mes-na fabrica.
Precisa-se de urna ama'torra ou captiva, para
urna casa .lo pouca ramilla: na rui estrella do Ro-
sario, deposito de pao n. i.
Na povoa^.lo de Cravita, no Oa 2S de julho
prximo passado, pelas S hora* da manhfl 1, foi areso
c desertor Manoel Faustino Itibeiro, qno trazia ein
sua rompanbia urna parda captiva, de nomo Lniia,
a qual foi remeltida pelo respectivo subdelegado a
seu senhor, que di.se ella ser Antonio Scraphini da
Silva, inorador no Recito, ra. do t>c la prisiloso toinou no mesmo desertor 12tr)000 em *e-
iliilas, 14 palacoes velbos, 5 de -^9000, 9 inoedas de
qnalro patacas, lem oir.i de 16J00Q, o* quaes
objeclos es tao depositado', t) qoe pela drd-gaoa do
Bonito se faz publico mira os lins convenientes. Ilo-
lto-l.o do aifixlodft.afl^ Dclphino Auaosl.i Ca-
valdnti de Albuquerque, juiz municipal delegado.
U lenle Ai)lonaN|os de Siqueira, morador
negocanlc;iia muilos inues.iia villa do Brejo da Ma-
dre-dc-Deos, fax fnb co- qne e nilo outcmto com
elle o annuncio publicado pelo Sr. Manoil Joaquim
Ramos e Silva, teslamenteiro do fallecido Joaquim
Jote Ferreira, no Diario 11. I37.de 13 de 1111I10 p. p".
exiifindo du umseu devedur dn*ar*mo noina a quan-
lia 1I0 100^000 rs., cujo dcilrlito com offeitoexis-
to cm dita casa, ma* felizmente com a firma muto
diferente da daquelle Siqueira dn Brejo, e com a
derlaracilo seguinle:Antonio Jos de Soqueara,
morador no sitio do Csldeirilo em Pianc, provincia
da l'drahili.. lillm de F. (nome por estnse), lellra
rte IfJOSOl) rs., 11. 8, passada em 20 d; junho de
1810 qnalro mezes. Nao fui pos,iveiha mais lempo
fazer-se a prsenlo declaradlo por' fall de lempo
da parle daquelle tealamenleiro para averignacao do
caso, rdizmcnle lano esle como o. mais ncarrega-
.los hojrii.i prensada algodao quej > erara no
lempo daquelle fallecido, em poder de qoem *e acha
o tal documento, e que mullo bem coulieco a este
Siqueira do Brejo-; estao convencidos nao ser elle e
seu dovedor e nem de onlra qualquer'quJintia e qne
como negociante do malo lem lido grandes trama-
enes nesla pra^a, e que anda nenhnm de seus ere-
dures o chamou ao ciimprimcnlo de seis deveres,
particular 011 publicamente, qoe para iso ndo d lu-"
gar, e se por ventura qualquy pesaoa que delle
aprsenle titulo legal de qualqnar tfnnla dentro do
prozo iicS .lias ser iminediatamoR pj jo, na ra
larga do Rosario o. 33.
Joaquim Jos^areira declara, q(fk lendo r*
rematado em laJIjg tie-t de junho p. p. todas as di-
vidas activas quasneriam a Antonio da Costa Fer-
reira Estrella, com tabeaa na ra daCadoi* do Re-
cito, convida a Indo* osdevedores dodilu Estrella,
tanto da praca como do mallo, para que venbam pa-
gar-s aoannunrianto, ou a pessoa rompelenle por
elle auloii-.ida, i.io coma maior presteza possive!,
alim do cvilarem maiorcs despeza, poit sromelle
ler toda a conlemplacao rom os que torem mais
promplos nos seus pagamentos, podendo para isio
dnifr-se ao annuncianle' no atorro da Boa-Vista
n. 14.
Precisa-se de urna ama que cozinh?, lave, e
engomme, para urna cusa de pouca familia : na roa
Dreita n. 119, loja de selleiro.
O adiiiinislfador geral da limpeza
desta cidade, precisa d| ttabalhadois
para o mesmo servico, vencendoos forros
720 e os captivos 610 reis : diiijam-se a
rua Nova n. i.

Joaqnim Jo*"Dias Peretra vai ao Aracaty, e
dorante a *ua ausencia, que deve ser por pouens
das, deixa por seus procuradores a sua mulher 1).
Margarida Radrigoes i'ererra, e os senhores Anto-
nio Jos da Roa e Antonio Rodrigues Pinto.
O aballo assignado declara que dei.ou de ser
caixeir da Sr. viuva Das Feriiaudes desde o dia 6
do agosto corrente, e *o mesmo lempo approveilo a
occasiiepar* aaradecer cordealmenl a iriesma se-
nbora o bojn Iratamenlo e as manchas allenciosas
comqiie *e diguuu honr*r-me durante (i anuos e 15
diasque ostive era sua casa. Recito 6 de agosto de
18J5- Manoel Ribciro Ferr.indes.
yuem precisar de urna ama *ecca para todo
servico d* urna casa : dirija-se i rua Bella n. 32,
qoe achar. com quom tratar.
Ao publico,
Precisa-se fallar com o Sr. Manoel Antonio de
Souza, qui ha dous anuos andou nesla praca, ou
com algum prente do mesmo, a negocio do nteres-
se: alraz da matriz da Boa Vista 11. 13.
Eu iiliauo assignado declaro quo deii.ei de lar
venda na freguezja do Poco da Panella do*de o dia
12 le julho do correnle anno, a qual perlencc ao Sr.
Gustavo Augusto de Figueiredo. Joan Antonio
Teixeira.
CONSULADO DE PORTUGAL EM PERNAM-
BUCO.
Por ordem do Sr. cnsul de Portogal se az pu-
blico a bem do commercio e navegarn que por d#
crcto do do j 111 lio do correnle anno, foi de novo
.mi.irisado [icio Enverno de S. M.*F. a.prorosaco
ato 31 de Janeiro de 1830, da impurlaco e adinissAo1
de cereaes: Irigo, mHlio, cevada o aveia, Jnos porto*
do conlnentoAlu reino de Portugal, nos termos do
decreli. de 20 de dezembro de 1851. Consulado de
Poalugal ora Pernambuco aos G de agesto dn 1855.
fjchanceller interino. A'. .1/. 1. Carioso.
Prelende-se tomar a premio a quanlla Je 8005
rs., nao excedendo o premio a um por rente ao mez.
Iiypolcc.indii-se para isso urna casa torrea no bairro
da Boa-Vista, n.lu se duvidando pagar o premio to-
dos os mezes: a quem ennvier este negocio procure
na rua hlrga do Rosario n. 48.
Aluga se o lerceirp andar do sobrado da rua do
Rosario eslreila n. II : no primeiro ailar demoamo.
Hoje, 7 do'correale, a reqiierimenlo do tutor
dos orpb.los do coronel Joaquim Jos I.uiz de Sou-
za, depois da audiencia doSr. Dr. juizito* orphos,
lem de ir .. praca os escravos Lzaro, Joaquim e
Ventora, perlencentes, aos ditos orpbitos, cujo es-
cripia de praca se acha em mSo do portoiro do refe-
rido juizo.
Desappareceu do engenho Guararapes, no dia
3 do corrente, o eacravo Job, da Cotia, nuco, maos
e pos bem feilo*, falla anda muilo mal, altura re-
gular ; lem a primeira junta do segundo dedo do p
esquerdo corlada, e urna uodoa como um p*nno,me-
fior do que um palaco, em cima do tombo do lado
esquerdo; levou om gancho no pescoco n un co-
bertor : quem o tipprthender leve-o ao engenho
cima.
OflVrecu-se um rapaz brasileiro para caixeiro
de alguma taberna, o qual anda se acha arrumado :
quem pretender, annunce.
Precisa-se di- una ama gara cozinhar e-en-
gominar : na rua do Rangel n. 1T, primeirri andar.
Anda prccsi-se de ma ama deleito ; em F-
ra de Portas, casa dn professor publico.
Joias.
0* abaixo assignados, donos da loja de onrivrs na
rua do Cabusa 11. 14, confronto ao pateo da matriz e
rua Nova, fazem publico que receberam de novo ri-
cas obras dciouro do muto bons goslos e com espe
rialidado, cnrrenles da.7 0 l|2 palmus i'a coro-
primenlo, conlinuam a respuusahilisar-so pela qua-
lidade do ouro. 'erq/iui e Inmio.
Attencao.
A pessoa que innunciou por esla folha quem li-
vesso um ocu lo de alcance, para vender, dirija-se a
rua Bella n. 9 que se dir quem veude..
DesapparcceuMio da 5 do correnle, de casa de
seu senhor, o prelo de nome Jovencio, idade de 29
annos,eUluia regular, cor muilo prela, o qual he
cozinheiro : quem o apprehender e leva-ln Luiz
Gomes Fmetra, no Mondego, reeeber boa gratifi-
carao,
Precisa-so alognr urna ama forra ou rapliva,
quo saiba rozahar bem, para nina casa do f imilla :
no aterro da Boa-Ylsia 11. 48.
bilhetef cautela*da ter
O
no
x39
Dcimo*
Vigsimos
O caulelis
inteirns em
por cento do imposto geral, e
Koga-se a quem competir poasa.quera dar suas
orden* para serem removidas as salgadeira* de couros
eiistents dentro da cidade, pe* que o aroma do
sangue.palrido e maamo
produzir urna peste com o vento terral q
do o larga da* Cinco Ponas e rua Aacusta. Isto
pede uro que uo deseja ser astillado pala
Offerece-se urna mollr
servieo da casa de um li
nhora de idade, ai
ar, dirija-se
Dase diuheiro sobre penhore* de aro ou
la em pequeas quanlias : qoem pretender, pi
na rua do AragRo n. 17, que sa dir que
negocio.
- Na taberna do lamo do Pilar 1 11 nm
prelo om sacco com reijo, . mesma : quem for seu done, pagn
nuncio Ihe ser entregue.
REMEDIO IMCOIJPARAVEL
UNGENTO UOl
Militare* de individuo* de 1
tcsleinunhar as virtudes deste rnadie
e provar, em caso necessrio, ii
le lizeram, tem seu corpo e membrosj
dos, depoi de haver emprezii
Iralameuto*. Cada pessoa poder-.
dessas curas rnaravilhosas pela le
que Ih'a* relatam todo* o* Mu"
a maior parte della* sao lio ni
lam o* medico* mais clebres.
cobraran! com este soberano r<
bracos e perli.n, depois
lempo nos bospitaes, onde di,"
laclo Dellss ha inuitasqne'
isj los de padeciinento, para
essa operario dolorosa, forarnj
le. medanle o uso datse prj
mas das laes pessoas, n
ment, declararam estes res^
do lord corregedor, e o J
mais autenticaren! sua j
Ninguem desesperara1
(ivesse bastante confianc
constantemente, seguindo
ment que nesessitasse a naturl
aullado seria provar inconiesta
cura !
O ungento he til tnail pa\
seguintes catg
Alporcas.
Cambras.
Callos.
Canceres.
Corladuras.
Odres de cabeca.
das costa*.
dos membros.
Enfennidades da cutis
em geral.
Enferniidades do ai
EriHi;oes ascorbiii
Fislulas no abdomen.
Frialdade on falto de ca-
lor as extremidades.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
ln chaces.
|Jnflammacao do ligado.
da bexige.
Vende-sc esto ungento no eslabeleci
de Londres, n. 2li,.VIraint,a*firt de
(.icarios, droguistas e MIMi
ua vonda em toda a America do !
Hespan..
\'ende-se a 800 rcis cada bo.
insIruc^Ao em porlugncz par
fazer uso desle ungente.
O deposito geral lie em cas
maceulico, na ra| da Cru. eri.n
buco.I
GHAROPE
DO
BOSQUE
O nico deposito contina a
llinluineu Francisco de Sodttj^^H
rio n. 36; garrafas graudes 59.
IMPORTARTE PARA
Pira cura da pbusiea^
eraos, quer motivada por a
ma, pleuriz. escarros de sa
peito, palpitarlo ao cortsfl^^^^l
dr na garganta, a todas a* 1
inouares.
Lepra,
Matea
Murd.
Pulm.
Sarna
Tren
Veas
das
40 PUBLICO.
No armazem de faa
tas, rua do Collegio n
vende-se um completo
de fazendas, linas e grocsa
preces njais bixos do que ei
tt-a qualquer parte, tanli
eoes, como retallio, 1
se aoa compradores u
para todos : este estab
alirto-e de combina rao com a
maior parte dn
ingle/
conta do i por
isto oilerecendo elle maioi
L tagens doque outro quali
proprtetarto deite mportuitr
tabelecimento convida a' todos os
seus patricio, e ao publico em ,
ral, para que venbam (a'-bem 1
seus interesses) comprar faz
baratas, no arrtaafcem da rua do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz do Santos & 1
ROIi LAFFECTEUR.
O nico autorisado por teisao do conselho
decreto imperial.
Os medico* dos hospilaos r(l^^^H o Arrobo
de Laffecleur, como sendo o nica alanado pelo
governo, e pela real sociedade de mediciua. Bita.
medicamento d'um goslo agradavel, e fcil a tornar
em secreto, esla em uso na marinha
de GO anuos; cura radicalmente em
oom pouca despeza,
pelle, impigens, as consequen
ras, e os accidentes dos partos,
acrimonia hereditaria dos hum
larrlios, a bexiga, as coi
orgSos, procedida 1
da*. Gimo .inti-S\
lempo os fluxos r^^^^H rebelde*, tfar vetvpm
"neessanles em conse I^Er*n~
ba, da cubeha, 00 das 1
viru sem ncutralisa-b
especialmente rerommrndad. >
veteradas ou rebeldes, ao mer
potasso. Lisbonne-Vende-se na Indica de Brrale de
Antonio Feliciano Alves de Azeveri '. Pe-
dro 11. 88, onde acaba de cliegar nm
de garrafagraudese pequeas viadas dltoetaiu
de Pars, da casa do dilo Bov v
Rldteo
lo gente Silva na pr'
Porto, Joaquim Argojo ; Bhla,
Pernambuco
Iho* ; el Moreira, loja di Joao
Pereira de Macales I.
Paulo Cooto,
PUBLlCAC/fO COROGKAPIIICA.
Esta', a* venda na liviaria cla*iea 11
bo pateo do Collegio, *vobra intitulada
Breytj Noticia Corographica do Imperio
djkBrasil, (cripta em 185; e roga-se
aos Sr. assignantes que tenham a bon-
dade deinaai- buscar os seus exumpla-
re, no armazem deliloes da rua do Col-
io n, 15-


DE PERMMBUCG TERQA
i.mu.
Anac
^hinhadt (loas bilhtles da se-.
^^^Biii da (, yniinsiii do u*.
issisnalura mea, Vntonic Moreira del
IHWKlt'11104 Jojo Jos de
UOi
CONSULTORIO DOS POBRES
so mv* woVa i anu so.

ocla para
llrangciro,
a
piein 11
lale i
riesma vende- um aaj
(ifTerec,
casa dr lumn.
nliwr ; na ra da Koda 4. 2.
Va raa da Crnz n. 17 c is vin-
cas do Par, una para o .Sr. Joc Rhc.ro Uias. o
nulra para i lo Theodoro Rodrigues Pinto.
O medico J do Lima fe
( Bastos, n.udou a asa residen a. pira a mada A
9 Cruz aobrtdu amai ndo an-
ia de leile, forra ouescra-
; sobrado ii
ruailo conhecidu saro do Cajueiro,
<*m t a de vivendl, rraade viveiro, bai-
pioa, ei otheira, etc., e aluRa-sc
independeiile las asas | equena: : quem u preten-
der, di i mesmo silio, que adiar i com quem
liio aesignados, leinosa houra de fazer
do prsenle aununcio. <|ue a suciedade que
c a Ornta Hebrard & Blandin foi dissol-
\idii oom convencta da ambas a' parles desda o da
liebrard, 'stau Ju encarregado
, todas as peisoasque poderiam
tir algmis negocio com a ei-sociedade de dirig-
rera-se a alia. Hecife 3 de agosto de 1855.
libran. blandin.
andar da casn n. 10 ua ra do
" para rapai solleiio o a escriplorio :
esina cata.
Muga-se iria casa grande na Siledade na na
tsVieira n. 26: a trjlar no paleo
aria tu 6.
CASA DE
CMI1SSA0 DE BSCKAVJDS
BOA LARGA DO OSARIO.
i) ANDAR.
ebem-se escravos por i-ommissao pa-
conla de si:us senhores, lauto
rque ; aliinea-sc o bom
|* dos mesmos, n lo se poupau-
*lles sejam vendidos com prom-
tau senhorci. no soffram em-
:
fa
I HRA.
m, dentista frutees, eslabelc 9
a do Rosario a. 36, segundo 9
f ten tes com genitivas artiliciaes,
^^^Bt>, oq parle delln, com a
#*$ e a >i ao
de um bom con iciro pura caa de
r na travs Sk roa BiSla, como
.'.lilil Ave no de Barros.
ii comprase orna boa ama de leile
segundo porUo depuis da laculdadt de
e de um homem jara tr.'balhar tm
, -q liver pralica mcilior ; o tratar no

RETRATOS.
4, tereeiro andar, con-
syslema chryslalolypo,'
.So.
m\m BE COMPOSITOR.
^^ypo -rapia aceita meninos que
emb tenham Ixrm compor-
ler a composirao, os
ganhar logo trabalho que se possa apro-
uim Octaviano da Sv.' Icm caria
8 da prar da Independencia.

O Dr
rio Lurgern] Pinho,
da ra ileS. Fiancis-
_ brado da dous nda-
lo Amaro, i aiundo novo.)
Ref-imento de cu alan
rvgi Ment das costas jucli-
cotn os avisos que o alte-
e-a ;"00,r!;, na livraria
i da Independencia.
CACAO DAS FILIAS.
do grande Fenrion, arcebispo de
i particular uienc,,' e otratado
da meniuasno qual sin virtuoso
ia cont as in.lis deveui educar suas fi-
ihegarem a occopar o sublime
mlia ; torna-se por lano urna
las* pessoas qoe detejam gui-
caminlio da vina. Lsln. a rfe-
i m porluguez, e veode-se na
l Independer m n, ti e 8, pelo
rs.
alugar u ensalme lie inia escrava
M i na, respoiisalHliSc-'iido-S n senhor da
asfaltas : qirem assiiu qii/er alugar,
:ia Gloria ri.
ie vai Europa.
a Capunga, estrada do n'lio do Sr.
i filio pequeo com omito boa casa ler-
i na run da Cruz n. -X,
7 eoenio ite para ilsunia pessoa es-
por uguez. relira-so
ira orna casa estraiigiir) de pouca
nuliier qoe Itnlia pila io em uu-
igmes; paga-e bem': na ra do
rtruzm.
i calvas Ramos reir-' para o Bt-
tu lia barca Brarharenie a Iratai deaua saode.
Precisa-se alosan Sfilie- so cara cozinbar
a f.iier o ervic,o interno de orna casa de pouca fa-
milia, ou umn e-ierava para fazer lisies dous servidos
,o estenio : na na Direita, lobra-
ndares n. 88.ino segundo andar.
NO CONSULTORIO DO DR. P. A
AGOSTO OE 1655
illas homeonathicas lodos os dias aos pobres,
os extraordinarios qualquer hora dodia ou noite
insssle (jra pratiear qualquer operarao de cirurgia, e acudir
lia esleja mal de parto, e cujascircurostaucias oSoparmillam pacar^HToiedico.
9 horas da
fita a qual-
50 RA NOV
VENDKrSE O Si
Manual completo da meddicina homeopalhica do n^psf,. II. Jahr, traduzido em por
luguez pelo Dr. Moscozo, qualro volumes encaiafrnados em dous c acompanliadn de
um diccionario dos Icrmos de niediciua, ciruja, analoniia,ele. ele. ..... 209000
Esla obrii, a maisimporlanle de todas asjusctralan do esludo e pralica da homeor.athia, por ser ii nica
qoeconlcm libase fundamental d'esla duyfjinaA PATHOUENESIA Ol.EFKETOS D()SME1)IC\-
MENTOS NCi ORGANISMO EM ES1'AJ>0 DE SALDEconhecimeulos que nao podem dispensar as pes-
soas que se qiicrem dedicar a pralica drf verdadeira medicina, interessa a lodos os mdicos que quizercm
eiperimeiilai a ''oolnna de Hahnemann, e por si mesmos se convncerem da verdade d'ella: a lodos os
fazendeiros e senhores de encenlir qun'esUlo longedos recursos dos mdicos: a lodosos capilesde navio
que urna ou oulra vez nao podem dcixar de acudir a qualquer incommodo seu ou de seus tripulantes :
a lodos os pas de familia que por circumslansjiaa, que nm sempre podem ser prevenidas, sao lobriga-
do a prestar n contincntxas primeiros socorros em suas enfermidades.
O vade-mecum do homeopaTha ou irsduccao da medicina domestica do Dr. Heriog,
obra taniliem ulsl as pessoas que sa dedican! ao esludo da homeopaliiia, um volu-
.. me grande, acompanhadn do diccionario dos lermos de medicina ....'.. 103000
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele, encardenado. ", .15000
Seta verdadeiros c, bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo segur na pralica da
homcopall.ia, e o propnelari deslc estabclecimenlo se lisongeia de Ic-lo o roais bem montado possivele
ninuuem duvula boje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 tubos grandes.................. 8S000
Boticas de 2i medicamentos em glubulos, a 10, 129 e 159000 rs. "
Ditas 36 (litos a.......... onwnnn
Ditas 48 dilos a.................. SSoS
Ditas 60 dilos a............'.!;''' 3MmO
Dilas 144 dilos a ........... ',SS
Tubos avulsos 1..... .'......... I ..'.'.' iSSKa
frascos de meia noca do lindura............! ."!."] aDOA
Dilos de verdadeira lindura a rnica............".'.'." "sKKI
Namesmacasa ha sempre venda grande numero de lobos de cryslal de diversos (amaTiiios
vidros para medicamentos, e aprompla-se qualquer encommenda de medicamenloscom toda a hrevidi-
por precos mmlo commodos. "
de e
TRTAMEBTO HOIOPATHICO.
Preservatico e curativo
DO CHOLERA WSORBUS,
PELOS DRS I
011 ins ncalo au povo para se poder curar desla enfermidade. adminislrando osTniedioT 1
n qunto M l1u>,nl0 x """ ao edlco,ou mesmo para cura-la ..dependente des.e
TRADLZIO EM#0T(;UEZ PELO DR. P..A. LOBO MOSCOZO
as indicacoes mais claras e precisas, so pela sua simples c concisa sil
04*11 gene as nao so.pelo qoe ,liz respeilo aos ni'eios curativo."
le lera dado os mais salisfaclorios, resaltados em toda
mais eflicazcs
nos lugares
Estes doos opsculos co
to esla ao alcuncd de lodas aj
cipalmente a^*s preserva
elles Icm sido po?los ein
Sendo o tralainento
vel enfermidade, julga.ne
la, para desl'arle facilitar
Veode-se nicamente no
como prin
a parte em que
pathico o nico que" le.n dado grandes resollados no curativo desla ho'rri-
propos.lo Iraduz.r osles dous importantes
sua leit'.ra a quem ignore o fraucer.
opsculos em lingua vernacii-
Consulloriodu lraduclor,.tua Nova,n. 52. por 2SO0O
'UBLlCAtAl'TrO INSTITUTO 110- ^
K9PATHIC0 DO BRASIL. #
g THESOURO HOMEOPATHICO
00 <$
49 VADE-MECUM DO (jfr
HOMEOPATHA.
n Methoo coheito, claro e seguro de ai- fcfjl
rar homeopalhicamente lodas as molestas l
que afftigem a especie humana, e parli-
M| cularment aquellas que reinara no Bra- ftjk
" til, rcdigtdo seaundo o melhores Irata- 2
dos'de homeopalhia, tanto europeos como ($)
fc*> americanos, e segando a prupria esperi- ^
g enca, pelo r. Sabino Olegario l.udgera jj'
t)9 Pinho. Esla abra he boje rcconliecida co- &
mo a melhor.de lodas que Iralam daappli- A
cacao liomeopalh.ca no curativo das mo- w
fot leslias. Os cariosos, principalmente, nao )
podem dar um passo seguro sem possui-la e L
consulla-la. Os pais de familias, os senlio- <5%
res_ de enaenlio,- sacerdotes, viajantes, ca- A
^. pUcs de navios, serlanejosajc. ele, devem S
Ip) le-la man [iara ocrorret pTomplanienle a s^r
t qoalquer caso de moleslia. (t*.
2^ Dous volumes em hrociiura" por 10-5000 ^
Sk vnde-se unicamenle em casa do aolor, u*.
' roa de Santo Amaro o. 6. (Mundo o- W
Novos livrosde homeopalhia uiefrancez, obra
lodas de summa importancia :
Hahnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes. .......... 209000
Teste, rroleslias dos meninos.....69000
Bering, homeopalhia domestica....."9000
Jahr, pharmacepn horaeoparliica. 69OOO
Jalir, novo manual, 4 volumes
JaUrj-moios^as nervosas.......(5000
Jahr, Tfiolesliasda palle......, 89OOO
Ka pon, historia djjSsmeopalhia, 2 volumes 169000
llarlhmann, Iraladjscompleto dasmolcslias
dos menitioslMHr, ......
A Teste, materia Medica liunieopalhica. .
De Fayolle, dulrinadedica homeopalhica
Clnica de Staonel'
Francisco Goncafces Mello Jnior vai a Ea-
No aterro da Boa-Vista n. 17, precisa-se de
orna ama de leile, forra oo captiva.
Guilherminode Alboquerque Martins Eereira,
esenvao interino do Tribunal do Cornmercio da se-
gunda ...slancia, lem o seu escriplorio na ra do
Lollegio .1.17, pr.muirn andar.
COMPRAS.
Compram-se acjoes de|Beberihe : na ra lar-
ga do Rosario n. 36, segando andar.
COMPRASE
loda a qualidade de nidal velho, menos ierro : n:
ra Nova 11. 38. defronle da-igreja da ConceirSo dos
Militares, toja de funileiro.
Compra-se prala brasilaira e hespanhols : na
ra da (.adea do Recifc n. 54.
Compra-se*uma escrava moca, que leona bom
leile, quer seja prela ou parda: quem a tiver, dir.-
ja-se a ra do Hospicio n. 19.
CASA DE COMMISSAO DE ESCRA-
VOS U RIA DO UWmTO
MMER01
Compram-se escravos cITedivarrrenle de 12 a 33
annos, sendo hoas finuras paga se melliio-. do que
err. oulra qualquer parle, embora nao lenliam ha-
bilidades; tambem se recebem para vender de'com-
missilo.

Compra-se urna prela de bonil ligara e mora
que seja boa coslureira e- engommadeira ; pasa-'sc
hem gradando : na roa 'lo Trapiche n. 11, primei-
ro andar. ^
Compram-se escravos de ambos os sesos, e re-
,-2w! cebem-se de comroiasao pura vender : na ra Direi-
a n. 3.
Compra-ie um hlelo de amarello ou oul
madeira boa : quem tiver annuncie.
K Na ra da eras n. 17, compram-se com pouco
uzo 12 cadeiras de amarello, 2 consolos, 1 meza re-
donda.
Casling, verdade da homeopalhia.
Diccionario deNysten
10800o
89OOO
"9000
(iSMHI
49000
100000
n do Trapiche Novo a. 22, lem
p sciente pelo presente aununcio, que
1 Hebrard tai e illio. ambos
ule. Hebrard lilao lem o direilo
eSfliprai, vendas e qualquer lransacc,ao de
I pa. uaoi.jfi;-io que todas as
|ampo de 13 annos lem^)
^^^Bsiram tamiem dar-lh'a
JS o seas e-foren e. estes do
1 de merecer-ll.'a. O reslau-
o me-mo local, os amadores la bnS romi-
a- todas as horas comida para salisfazer
seus go
IRIUDADE DO D1VIH0
ESPIRITO SANTO.
1:ligia., eall.olica a
i.iflc em suas di-
Hda do adornos In-
'f., veis a 1 ti trmp 1 calbolico, lera a irmanda-
, a quem por deliberado
rovincia foi confiado, de u-
inarai difficuldadesari.-n de prepara-la com
neis pan, a celeliracto dos ofliclos
*rtm, anda qoe 1 bsolntamenle bal-
idamcnte meller
esperanca de qtu. toda i< populacao
co e o pobre, ca la um com urna s-
mtia^^M (nada as mas posnus. a iioadjuvarao
f ', swpenlio. Pata tal lu. acha-se
:'...o, sendo m pes>u eocuml.i-
laj oo liairro do Recif?, em dma
Jalo Lardoso Avres, Visto Vieira
osla tlaia ; em oulra os
iomi Fernaodes da. Conl: 1, M ti.oel da Silva
e Manuel Jos (larneiro no )rro deSu-
dr Rocha. Jas de
nio J iguslo dos Santos
Alllas rompido de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, odteodo a descripejio
de lodas as parles do corpo human 309000
vedem-se lodos estes livios no consullorio l.omeopa-
thico do l)r. Lobj Moscoso, ra Nova u. 50 pri-
meiro sudar.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado d roa
da Cruz no Recife n. 40, proprio para qualquer es-
tabclecimenlo : a Irilar na mesma ra. p. 49, pri-
meiro andar. t
M.ASSA ADAMANTINA. .
Ra do Rosario n. 36, segundo andar, Paulo G.ii-
gnoux, dentista francs, chumba os denles com a
ira-so adamantina. Essa nova e maravilhoss com-
posirao lem a vanlagem de enchersem pressSo dolo-
rosa todas as anfractuosidades do dente, adqnirindo
em poucos instantes solidez igual a da pedra mais
dora, e permita restaurar os denles mais estraga-
dos com a forma e 1 cor primitiva.
Esla a aahir a luz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
extrahTdo de ruoff e boen-
ninghalsen e oltros,
posto em ordjm alphabelica, com a descripeo
l|brcviada de lodk* as molestias, a indicacto pl.vsio-
logica c Iherapeulica de lodos os medicamentos l.o-
roeopalhico, seu lempo de acr.ao e concordancia,
seguido de um diccionario da signilicacao de lodos
slennos de medicina e cirurgia, e posto ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO MORAES. *
Subscreve-se para esla obra no consullorio horneo,
palhico do Dr. I.OBO MOSCOZO, ra Nova n. 50-
primeiro andar, por SJOOO em brochara, e 691)00
eocadernado.
O SOCIALISMO.
Palo general Abren a Lima.
Acha-se i venda na loja do livros dos Srs. Ricar-
do de Freilas & C, esquina da ra de Cotlegio, e
em casa Jo autor, paleo do CaUegio, casa amarclla,
no 1.- andar ; encadernado de lodas as formas, por
n.aicr ou menor preco, segundo o goslo dos compra-
dores. A edicao esla quasi esgolada, e poneos ej-
emplares restan.. Esta obra, em qua te acha trata-
da a marcha do genero humano desde o primeiro
homem at nossos dias, perlence a lorias as elasses
da sociedade, e he, por assim diser-se, o evangellio
social, porque odia eslao consignados lodosos foros
da humauidade. As suas doolrinas eslao, porlanlo,
ao alcance de lodas as ii.iclligencias.
AULA DE LATIM.
JTO'S UE ALPACA.
Saceos, parlidot e inleiro,
Por seis mil reis compra-se um
Na loja do novo h iraleiru.
Na rita do Queitnado n. 08, ven-
dem-ee as *3gttintes fazenda :
Palitos de alpaca de cores a 60000
Cortes de casemiraatinas de cores a 49500
Dilos de colleles Oo goraurto de -ida a 29500
Dilos de casomira prela lina a 49500
Ditos de seda Iraiisparenlc a IO901MI
Dilos de dila fila com bailados a 12900O
Chales de casemira de coros a 79500
Cortes de carofcraia du seda a 59500
Cheguem, ules que se acabe..., pnisa pecl.incha he
de pequea poican.
Na laberna de Joo llappsla d'os Sariios Lobo,
Iravessa do arsenal de gue.n. n. I A, ven Irm-se i.s
seguinlesgneros, muito em mua: manleiga ingle-
za a 960 a libra, banha de porro a 520 a I i ira, azei-
le doce de l,i boa a 320 a libra, vinho dn Parlo eegarral.do a 900
rs. a garrafa, dilo de Lisboa en. pipa a 4SO a gar-
rafa, dilo da Figueira, vinagre 160 a carrafa,
vinho brauco a 480* velas de espermaede a 800 r. a
libra, caf a 180. pntenla do reino, eauella, cravo,
ervadoce, eominl.os. ludo novo e por diminuto pre-
co, arroz pilado em saceos e a relalhn, queijos do
reino a 29240, dilos do serlao a 500 rs. a libra, cha
muito bom a 2S210 a libra.
Na Iravess do arsenal, armazem n. 9, vende;
se arroz do Maranl.ao em sarcos e a relalho al nilo
libras, o qual se faz muilo recommendavet por seu
grande rendiimnlo, i.ssini como fariuha da Ierra
muilo lorrada a 2V.MI a sacca. .
Vende-se um ctcellcnlc violAo : na ra do
Queimado, loja n. 14.
Sal do Ass
Vende-se sal do Assu" de muilo superior qualida-
ile e muilo barato para acabar o resio ; a bordo do
brigueFW; Deslino, a Iralar 1.0 escriplorio do Sr.
.Manuel Goncalves da Silva, 03 a bordo com o ca-
pilao.
A 3,500. RS.
Vende-se cal de Lisboa ultim.mente
chegada, assim como potassa da Russia
na praca do Corpo Santo
verdadeira
n. 11.
Vcnde-sc um negro mo^o. de nacao Angol.,
proprio para servir urna ca>a c pagar semana, pois
Me de boa condinla, o que se alianca : na ra larsa
do Rosario n. 22. segundo andar.
Vende-se I molequinl.o de 8 anuos, m jilo lin-
do c csperlo^l negra engommadeira, 2 dilas sem ha-
g negros robustos : na ra largfi do Ro-
sario n. 22, segundo andar.
A 99OOO E KI9OOO A PECA.
\eDdem-se pe;asdebrim lino e b.unbnrgo su-
perior, que so assemelha ao hom panno tlelinho,
pelo diminuto preco de 9 e 108 a peca de 20 va-
ras.: na ra da Cadeia do Recife, loja 11. 50, de-
ronte da ra da Madie de Dos.
Capas de burracha, a 1 i, tjuem di-ixara de se niunir de urna excrlhinle ca-
pa de borracha, pelo diminu., prero de 1>? a el-
las, qoe so eslao acabaudo: na ra ila Cadeia do Re-
cife, loja o. 50, defronle da ra da Madre de Dcos.
Pianos.
J0S0 P. Vogeley avisa ao respeilavel publico, que
cm sua casa, na ra Nova n. 41, primeiro andar,
acha-se utn -oniment de pianos de jacarjnd 1 emog
no, os melhores que lem al aeora spparerido no
mercado, lauto pela sua conslruccao, de anuario c
horisontdU dos melhores aulures de Londres e de
, lla.nhurgo, osquacs vende por niego razoavd. Ven-
de-se um piano usado, em bom* estado, por preco
commodo: Oanuunciaiue coolinji a afinare con-
certar pauoscom perl'eicao.
Alfjodaoda fabrica de Todos o Santos di
Babia: '
vende-se na roa da Cruz ... 1, no escriplorio de An-
ti.nu Luiz de Oliveira Azevcdu. Esle algudto he
muilo proprio para saceos de assucar e roupi de es-
cravos.
Camisas francezascom peitodeliriho:
vende-se na na da Cruz n. 1, escriplorio de Antonio
LuizdeOliveiru A^Vedo.
CouVo^eiItlfrt 1
vende AsSa ly-fz de Oliveira Azevcdo, no seu es-
criplorio, V
Vend
da Boa-Vi'
Vend
silio rapati.
leile. comopl
de froclo t
se dir qoe
Ven
pria fura
de superior quaJidado :
de Oliveira '
la Cruz n.1.
2 eicdlenleennolequcs .- 1 a praA
ado 11. .10.
- ">JB'5"r do Kosarinl.o um era...le
^rvar aiinualmeulc 12 vaccas de
.a para capim e nimias arvores
^^aa ra do Queimado n. Ii3, que
^NJipajnuW deidade30anno, pro- de^j-naiincrij
o sTrviro de intwi ... .,: a reid" ue J
1 irHk.c;,,,.,
casa de Barlholome
na esquina do
incisco de Souza.
Vende-se um silio, com um pequeo viveiro,
e proproedes para mais dous o tres grandes, na
freeuezia dos Afoliados : a tratar uo paleo do Terco,
... 9, 1. andar.
Por 2009000 rs.
Vende-se una rabeen italiana, original Gnar-
nenus, anuo 1731 Cremona ; quem a preleoder
comprar, annuncie por esla falla. ^
Vende-se orna boa escrava'moilo esperla a da
oplima conduela, cozinha hem o diario de urna casa,
e enlende deengommdo. costura cha, marca, faz
lal.yrintlioe he mito carinfiosa para meninos : na
ni-i'da Crsz n. 52, segundo andar: -
No pateo doCarmo, qoina da roa de Hurtas
n.2, verdem-se queijos novos a siso, cl.ouricas
novas a i JO, cn.nuia a 811 rs., c.f a 180, manleiga
ingle/a a 800. %() e 19200, azeile doce 640, v.uho
de Lisboa a 100 rs., bolarhinhas finas Lisbonenses a
400 rs.
A boa fama
Vendem-se mnilo bonitos chapeos de sol de seda
pequeos e com molas proprins para meninas de.es-
cola, pelo bardissimo prego de 39000 rs. ; he cousa
Iflo galante que quem vir nao deizar de comprar :
na ra do Queimado, loja de mn.dezas da boa fama,
n. 33.
piiHiiao
nao se engeita.
XA RA 1)0 QUEIMADO N. 40.
Henriqne 6 Santos acabam de arrematar em lei-
lao grande porcilo de fazeudas de seda, laa, linho e
algodao, equereudo acabar, avisam ao publico, que
se vendem por diminuto preoo as fazeudas seguin-
les, bem como nutras mullas, e dilo se as amostras
com peulior.
Corles de caml.raia de seda de babados, a
Corles de a de quadros, a
Sedas de quadros c lislrs, covado a
Adelinas de seda de quadros, covado a
Alpacas de seda de quadros, covado a
Setim prelo Maco liso, covado a
Sarja prela lavrada, covado a
Sarja prela lisa eheorpada, covado a
Tfela azul claro, mofado, covado a
Chales prelos de reros, a
Chales de seda de cor grandes, a
Maulas de seda para senhora, a
Lencos de seda de cor, grandes a"
Lenco* de seda de cor pequeos, a
Lencos de seda de cor para grvalas, a
Corles de colleles de seda com barra, a
Chales de merino bordados seila, a
Chales de merino com franja deseda,' a
Chales de laa ric cores a
Corles de casemira prela fina, a
Corles de casemiras de cor finas, a
Corles de colleles de laa, a
Panno prelo fino, a
Ourelo prelo para panno, covado a
Panno de varias cores fino, covado a
Merino prelo de cordao entestado, covado a
Alpaca prela de lustre fina, covado a
Brim liso de puro linho, peea a
A helluras linas de cor paf a camisas, a
Corles de colleles do fuslao linos, a
Cassas francezas de cores finas, vara a
Ganga amarclla de quadros e lisa, covado 1
Chitas francezas largas, covado a
Riscadosfraucezes muilo largos, covado a
Lenco- pequeos de cassa finos, a
Ricos vestidos de seda de quadros, corlea
Vestidos de seda com loque de mofo, corle
Nobreza furia-corea para vestidos, covado
com loque de mofo, covado 19100
Lencos de selirn, prelo maco a
Pulceiras de velludo prelas e de.cr a
ColleJesde casemira prelos bordados, corle
Corles de collelesde urda de cores a
Alpaca de cordao prela c de cores, covado
Lencos do camnala de linho a
Lavas prelas de lorcal para senhora, o par
Cassas de cores escocezas, covado
.Madapoln (no com loque de mofo, pega
Lindas laas de quadros com palmos de
largura, covado
Vende-se urna boa vacca de leite,
parida de noy: no sitio do Cbora-me-
nino, sobrado da labrica de rape.
Ventle-se cal virgem, chegada hon*
tem, c de^superioi" quadade por preco
ra7.oavel: no armazem de Bastos ii li-
maos, na do Trapiche n. 15.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ha
par.-, vender superior relroz de i^imeira quadade,
do fabricanteSiqueiralinhasde roriz e de nume-
ro, e lio porrele, ludo chegado pelo ultimo navio vin-
do do Porto, e jumamente vinho superior, fejloria
em pequeos barris de dcimo.
N. i3aterrada B^"^'1
POIRI
Acaba de fazer urna espea enczianas com o
J^jioine stores, de nova inven^gPByaneUas. servenv
mjnji 1 n 11......u^lm 1 ar.no! "Penlos c ctilrdr-|he a fr,
Gompra-se um caiiilho para vidrara de alcova,
anda mesmo sevido ; no sobrado dos qualro cantos,
na Roa-Vista o. I.
Na fabrica d oleo de ricino, roa dos Guarara-
pes, compram-se escravos, nao precisa lerem labili-
dades, basta seren elles moros e robustos. .
N
u_
Part
rgues de oarvall
e Ji.ao Bopiisia
1 Ribelro : 110 de S. Jos* os Srs. Aulonio Joa-
1 deAlmeidaCruz^JotoAlvis Ma'chado e Jo;1o
uiaCoelhn: e napoa-Vista o Eim. Si. briga-
deieo Alaizo Jw de Olheira e o j Srs 1 guacia Jos
iB.io-e-M.moel Fernaodes R
que voliiniariameiile quizeren fazer suas olMr-
U11, Bodefhdirigir-e a qualqoer deslc. enhares, ou
a roa da Cadeia do Recife, tojas 11. 39. 41 e 4*; roa
de Qoeimado 11.2i prao> da Independancia ne. 24
e 17 ; toa do -Cabnga b. 18 ; priga da Boa-Viila,
botica do Sr. Ignacio Jos do Cont
VENDAS.
Vendem-se Iravcs de quadade de 40 a .50
palmos, dila de louro :10, 40 e 100 palmos, encha-
pas, ludo por comino us preces para fechar cotilas
qrera pretender dirija-se a A. L. de Barros na ra
do Vigario n. 17.
Vende-se urna escrava deNarao.com urna cria,
e que faz lodo o servigo de urna casa : a Iralar na
ra Direita n. 36, primeiro audar.
Vendem se muito em conla 1,180 totiros de
cabra de superior quadade: no armazem do sal.
"Superior rap areia preta da Babia.
Acaba de chegar pela garopeira Licraciui, urna
pequea purgo desle rap, e se vende de cinco li-
bras para cima, no escriplorio-do Antonio Luiz de
Oliveira Azevedo : ra da Cruz n. 1.
Retroz preto, azul ede cores.
Vende-se na ra da Cruz n. 1 ; escriplorio do An-
tonio Luiz de Oliveira Azevedo.
Colla muito superior.
Na ra da Cruz n. I : escriplorio de Antonio Luiz
de Oliveira Azevedo.
VeisHe-se urna negriaha de 7 para 8 annos,mui-
lo bonita : na ra do Livramenlo o. 4.
Vende-se por preco. commodo no
lugar do Porto da Madeira. nm terreno com 50 pal-
mos de frente e fondos al o rio Beberihe.nu estrada
,qoe vai do Cachauga' dividindo com o nascenle e
poente com Ierras de Aleandre Jos Dornellas : a
Iratar as Cinco-Pontas.n. 66.
Vende-se meia legua de ierra na provincia das
Alagoas, na ribeira do rio S. Antonio Grande, com
ezellenles Ierras lano para crear como para plantar
caimas e cal que tem una boa plaa que d
fruclo e pode fazer-se engenho d'agua, sendo co-
peiro, por ler muila ferida, lodo em malta virgem
com todas as madeiras de cnstruegao : os pertenden-
les dirijam-se a Antonio Leal do Barros, na'roa do
Vigario n. 17 que dar todas as inform'agOes a res-
peilo.
Vendem-se mil lijlos de alveuaria batida, de
superior quadade, mais barato que em ouisa qual-
quer parle : a Iralar na ra da Gloria, olaria do
l'undaoj junto a fabrica do fallecido Gervasio, onde
fui quarlel. '
CAPAS DE PANNO FINO.
Na ra do Queimado, loja n. 18, vendem-se ricas
capas de panno fino proprias para viagem, pelo ba-
ralissimo prego do 189000.
sortimenlo de
baratas.
TTJmdas fazepdasj annunciadas, e oulra* ai-
las, que a dinheiio a vista se vendem cm poirto'e a
idalho. por baralissimo prego, ha novas chitas de
cores fizas a 160, 180 e 200 rs. o covado, dilas para
eobcrla, uomlos padroes, a 220, dilas largas de cores
claras imitando cassa a 210, riscados francez-s largos
de quadros modernos a 260, corles de cambraia de
salpicni com 6 1|2 varas por 2-9560, penno de linho
uno Uno jpara lencos com mais de 2 varas de lar-
gura, pelo baralissi.no prego de 29IOO a vara, novos
nrtns d-eliono de quadrinhos para paliw, calcase
jaquetas a 220e2'.l) o covado, curtes de case,iras de
*>.br"'* de cores para caigas a 18 1 vara :
I "I" ',, Y'1"" I Recife. loja 11. .V, defronle da
ra da Madre de Dos, a qual se achasoffrivclmenle
sorlida de boas fa/eiida cujas qualidades e commo-
dos pregos se garanlem e dao se amoslras.
Attencuo.
sendo orna de
ludo pegas muilo
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
quemadou a sua aula paraa ra do Ran- Vendem-se ires bonitas ,
gel n. 11, ondeconttnua a receber alum- L> annos, oalrade 17 e umadeli, u
nos internos eexterns desde ia' or mo-1boas: 1fm a' Prelender, dirija-se t rua'do's Marh -
1 i- J rls n. 14.
ateo preco como he publico: quem se
quizer utilisar re seu pequeo prestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
Aluga-se um sitio no lugar dos Alio-
gados, na ra de San-Miguel n. 39 : a
tratar na Boa-Vista, ra da Gloria 11. i).
Na fandigao le Jos Bapiista Braga, na ra Nova
n. 38,funde-se loda a qualhjade de obra de bronze
e lal.lo. assim romo faz-se qualquer obra tendente a
laloeirb a fundeiro com loda a perfigao e prego
commodo.
**':# J
t J. JANE, DENTISTA,
contina a residir na ra Nova n. 19, primei-
ro andar.
Precisa-si. comprar um l.ill.ar de bft quada-
de e qnc esteja em hom estado, com seos perlence* :
quem liver annuncie para ser procurado.
AlafS-se o iteanndo andar da casa da roa da
lora n. 8 : a Iralar com o Iln. Sr. Joao Piolo de
Jnior, no primeiro andar di mesma casi.
I
7
!
Annuncio importante.-
Vende-se por muilo commodo prego, tanto em
|forg!lo como a rctall.o, pomada, relriiz, penles de
alisar, caizas de chifre para tabaco de p, llnhas de
miada, (rangas c requifes, ludo prximamente che-
gado do Porlo : na afamada loja de miudezas de
Francisco Alves de Piuho, em frenle do Livramenlo.
Na loja de miudezas em frente do Livra-
mento, bem conhecida por loja dos
Tercos
acaba de. chegar a esle estabclecimenlo, alm de ou-
IHI) miudezas, nm pequeuo sedimento de lergos en-
grasados en. rame, e vende-se a 100, 160,200 e 240
rs. cada um ; adverte-se qde esles lergoi gao os re-
co'mmendados pelos missionarios pela commodidade
e facilidade em resar-sepor ser su 5 misterios. Igual-
mente lem vernicas, cruzes, resislos e alguns cru-
cifijos de dill'erentes vullos, "ludo proprio para povo
cl.risiao, e por commodo prego.
Vendem-se dous pianos fortes de
Jacaranda", consjruccao vertical, e com
todos os melhoramentos mais modernos,
tendo vindo no. ultimo navio de Ham-
burgo: na ra da Cadeia, armazem n.
21.
Barato admira
vel.
Chales finissimos de merino, lindo sorlimenlo de
lodas a* cores a 5-9200, dilos de pura Ha com uonilas
ramasens em qua li o a 6-9500, ditos de ganga horda-
dos a 29700, (orles de vestidode cassa e seda, bo-
nilns padrees, a 119, lencos com franja de pura seda
a 800 rs.; na ra do Queimado 11. 33 A.
A SOCO rs. o
covado
de selim maco superior com toque do mofo somen-
te pelo avesso, e sem defeilo alsum pelo direilo, pelo
diminuto prego de 29 o covado ; na ra do Queima-
do n. 33 A. ,
Pelo barato pre*
CO BE 2,800.
Corles de vestidos de cambraia lisa, fina, a 29800,
39, 19, 59 e 69 o corle, dilos de vestidos de cambraia
de hslrascom 81|2 varas a 29800, romeir;%ile mo-
dernos goslos a 29500. e oulras mais f jzendas pelos
baratos pregos: na ra do Queimado n. 33 A.
Vendem-se ndies muilo novas a 19280 por ar-
roba, en. pesos a vonlade dos compradores : uo ar-
mazem de Aenslinho Ferreira de Souza Guimaraes,
na ra que tica confronte a iqieja da Marre de
Dous. '
Vende-se por muilo menos do cosi 00 alaga-
se urna rasa moderna na Torre a beira do rio, com
tudas as commodidades para familia, cocheira, estri-
bara e quarlo para eitor : a Iralar na roa da Cruz
n. 10.
TENTOS PARA YOLTARETIE.
Vendem-se ricas caixinhas com tentos,
para voltarete: na ra da Cruz n. 2o,
prime.ro andar. aAjt
Vende-se champagne de superior
quadade em caixas, por preco commo-
do: na ra da Cruz n. 2"6, primeiro an-
dar.
Vcndc-se KircheAbsynthc.po- pre-
co commodo: na ra da Cruz n. 2(i, pri-1
me.10 andar.
Vende-se na ra da Cruz n. t), o se gui-
te, a precos commodos:
Cera de carnauba do Aracaty.
Cemento romano em barricas de 12 ar-
robas. *
Vendem-se no armazem de Rostron
Rooker &C, ra'do Trapiche n. kl, su-
periores relogios de ouro rpatente hglez,
de 11 re dosmelnores fabritsintes de Lon-
dres, por preqos mui inodicos.
Vendem-se en easa de Foz Brothers, rui roa da
Cadeia do Recife n62, relogios da ooro, clienndos
hontem pelo vapor ingiez, de um dos melhores fa-
bricantes de Londres. -
7.9OOO
900
900
800
600
2600
-KXXI
19300
360
99000
89OOO
53000
19500
800
720
29000
99500
59500
4*500
49500
4aooo
800
29-500
39000
49000
. 610
500
89000
700
600
600
210
260
220
300
149000
129000
19100
CASEMIRA PRETA A 4*500
0 CORTE DE CALCA.
\ endem-se na roa do Crespo, loja dn esquina qne
volla para a ra da Cadeia.
LEONOR D'AMBOISL.
Vende-se oexcellente romance hi8toi*.|
co Leonor d'.Vmboise, duqueza de Breta-
nha, 2 volumes por H'000 rs., na li\tari;-,
n. G e 8 da piarada Independencia.
CAL VIRGEM.
Vende-feCaldu Lisboa, chegado no pa-
tacho CONSTANCA, entrado bou lem, por
preco commodo: no deposito da ra de
Apollo jl.2-B.
Em casa de Timm Monsem & \
praca do Corpo Santo n. 1
vender:
Um sorlimento completo de livros em
branco \inilos de llambur;
(0 POTASSA RRASLEIRA.
0f Veqde-te superior potista, fa-
() biitada no Rio de Janeiro, che- 0
{. gada recentemente, reconime
^ da-f.e aos senhores de enger los
7 seus hons eli'eitos ja' expe
' lados: na ra da Cruzn. 20, r-
mazem de L. Leconte Fti
(9 Companhia.
.innassa,
ha para
1920
500
19000
2950(1
540
500
720.J
400
39800
700
nlozav ...... ..,.,,, u f"ii>br-lhea rrjBsrjmUBa-v*.t,.c i,,
uccessaria. Podem igualmente servjrnafijarma-^ *e*^ r*lcs
en.' Por um engenhoso meclianisiu sao muilo *'
melhordo que as venezianas antigs. So com a
visl^ melhor se pode saber o quaiuo sao czcellenles.
Brinsde vella: no armazemd4
Bieber &.C., ra da<]ruz n. 4.
TOIRIER.
ATERRO DA ROA-VISTA N. 55.
Vende-se um carro dequatro
rodas, novo, muito elegante e
leve, e de novo modelo: em
casa do Poirier.
OS MELHORES CHARUTOS.
que ha presentemente, no mercado ; vendem-se por
prego razoavcl : na roa do Crespo, loja n. 19.
PRELOS E S*MEAS DE L1SROA.
Xa ra do Vigario armazem n. 7, ha
|. ara Vender semeas clrelos muito novo,
desembarcado boje do patacho COXS-
TANCIA.
FARIIIA DE MANDIOCA,'
Vende-se superior farinba de mandioca
em saccas que tem um alqueire, medida
velha por 3j00Q reis: nosarmazens ns.
5, 5 e 7, e no armzem delrnte da porta fia
alandega, ou a tratar no escriptotio de
Novaes & Companhia na ruado Trapiche
34, primeiroandar.
VENDE-SE'
na roa Nova n. 38, defronle da igreja da Conceicao
dos Militares, cadinhns do norle de todos os liia'.i-
nhos, verniz copal a 900 rs. a libra, muito bom, op-
limas bigornas para funileiro, (rsnuras para dilo,
alicales muilo fonlcs, rozetas para esporas muilo
boas, vidros para vidrara, emcaia e a relalho, c
lodos os prepares para dlicina'de laloeiro e funi-
leiro. ,
Farinha de man-
dioca a 2$gOQ
a sacca.
i ar
-\'i
pelo diminuto prego de 29000 : na roa
loja n. 6.
LARYRINTUOS!
Leojos de cambraia de iinho muilo finos, loalhas
redondas e de ponas, c mais objeclos desle genero,
lodo de bom goslo ; venderse barato : na ruada
Croz n. 34, primeiro andar.
VINHO DO POR TO SUPERIOR FEITORIA.
Vende-se por prego commodo no armazem de
de Prroca & Castro, ra da Cadeia *Jlecife n. 1.
A ELLES, AMES QCF. SE ACABEM.
Vendem-se corles de casemira de.bmn goslo a 29,500
49 e 59000 o corto ; na roa do Crespo n. 6.
i
Tabeas para engenhos.
N fundicao' de ferro de D. W.
Rowmann, na ra do Rrum, pallan-
do o chafariz continua haver um
completo sorlimento de tahas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, asquaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
FAZENDAS DE GOSTO
PARA VESTIDOS DE SENHORA.
Indiana de quadros muito fina e padroes novos ;
corles de laa de quadroS e llores por preco commo-
do : vende-se na rna do Crespo loja da esquina que
volla para a ra da Cadeia.
Farinha de mandioca para acabar : vende-se
por 19800 cada una sacca : ni roa da Cadeia do
Recite n. 30, loja de Faria Machado,
Na ra do Visarlo n. 19, primeiro andar, ven-
de-se Trelo aovo, chegado da Lisboa pelj brigue lis
pcraiu-a.
Moinhos de vento
'ombombasde reputo para regir borlase baila,
derapim. na fundicade D. W. Bowman : nana
doBrum ns. 6,8el0.
,- AGENCIA
Da Fundicao' Lo.w-Moor. tlua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua ajia-
ver tira completo sortimeBrlo de Emen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e tai xas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos. para
dito. P
Vendem-se eHasa de S. P. Johns-
ton & C^., na na de Senzala Nova n. 4 2.
Sellins inglezes.
Relogios patente ingiez.
Chicotes de carro e de montaria.
Candjeiro e casticaes bronzeadr*.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiro.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de jraxa^n. 97.
VinhoCherry em barris.
Camas de ferro.
DEPOSITO DA MUG DE TODOS
OS SANTOS DA BAHA.
Vende-sc em casa de N. O- Bieber &
C, na ra da Cruz n. 4, algodao tran-
cado daquella fabripa muito proprio pa-
ra, saceos de assucar e roupa para escra-
vos, por preco commodo,
Em casa de J. Keller&C, na ru
da Cruz ii. 55 ha para vender* excer*
lente* piano1* vindos ltimamente de Ham-
burgo.
Vende-se uma,6alanca romana com lodosos
saus perlcnces.era bom uso e de 2,000 libras : quem
pretender, dirija-^,ri roa da Cruz, armazem n. 4.
COGAC VEKDADEIRO.
Vende-se superior coBnac, em garrafa., a 129000
a dnzia, o 19280 a garrafa : na rna dos Tanoeiros n.
2, primeiro andar, defronle do Trapiche Novo.
Chales de merino'de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na ra dn Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
ATTENQO.
Na rga do Trapiche "m-TA jij ptrn
vender barris de ferro \ ^nente
lechados, proprios para xlcpl wde fo-
bari iy^e^c4dolhores que se
tem deseoberto para este fim, por nao
exhalaiem o menor cheiro, e ]-erias pe-|
zam lfi libras, ecustam odimiruto pie-J
(o de 4s000 rs. cad'um.
Vendem-se no armazem n. 60, daiua da Ca-
deia do Recife, de Hen.y (iibaon, os dK superio-
res relogios fabricados en loztelerra, por precos
mdicos. *
Vende-se encllenle taboado de pinho, recen-
temente chegado da America : na ra de Apollo
trapiche do Ferreira, a entender-se com o admiuis
ador do mesmo.
Attenco.
A labor* di roa Nova n. 50, que faz quina
a ra de Santo Amaro, acl.andu-aa batanle sortida
de hons gneros e o maie borato do que era oulra
qualquer pa jaro: velai de espermaeda
de superior quadade e muilo nova, queijos do rei-
no e superior vinho Figoeira e de Lisboa ; por isso
avisa aos seus fregueses e a qmem be amante do bom
e barato ; assim como lem papel de lodas as quali-
dades, por barato preco.
Continua a vender-se a obra de direilo o Ad-
vogdo dos Orphaos, com um apndice imprtanle,
conlendo a lei daa ferias e aleadas doa Iribunars da
juslita, e o novo regiment de cusas, para aso dos
joizes, esenvaes, empregados de juslina, e aquellri
que frequenlam oa estudos de dirtilo, {pelo preco de
39000 cada exempUr : na loja do Sr. padre Igna-
cio, ra da Cadeia n. 56 ; loja de encaderuaran o
livros, ra do Collegio n. 8 ; palto do Collegio, li-
vraria eTaasica n. 2, e na praca da Independencia,
livraria :.. 6 e 8.
CORTES DE CASEMIRAS
DE CORES KSCRAS E CLARAS A 3000.
Vendem-se na roa do Crespo, loja da etqoina que
volla para a ra da Cade
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Redondo de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da nvencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma porttiguez, em casa de
/

N. O.
Cruz.
Bieber ti Companhia, na ruada
n. 4.
apa
100
nhoras TO
i libra 19100
1)000
A boa fama
Na roa do Queimado nos qualro cantos, loja de
miudezas da boa fama 33, vendem-se os seguinles
objeclos pelos precos mencionados, e ludo de oioi-
lo boas qualidades, a saber :
Duzia de lezooras para;oslora a 190U0
Duzia de penles para alar cabe 19500
l'etys com II vara de fitalavrada sen defeila 19200
Pares de meias brancas para sobara 240
Pejas de lilas brancas de 40
l'ecaa de bico eslreii 6JO
(-irteirinhss com 1 ----------
Maro de COn^^^^l
Caizas com cok
Estovas liua pi
PulceirMn.
I. i libas bta,.cti 4
I.iliras de Ii
'rozas d6 b
Meadas de
Meadas de I i:
Carrileis de linhas fii
ti roza* de beloes ibuii
Caitas com 16 novelK
Duzia de dedaes para
Suspensorios, o pa"
Macinhos de gramp;
Carlas de alflneles
Caiziiihat com briDq_
A'^ulheiros muilo bop:
torcidas para candi
<'.amn!idseoin agall
Rabtdosaberlosde lin
Alm de ludo islo o
de muu boas qualidad
mo^bar.ilo oesla bem i
NA VALVAS A I,
Na ra da Cadeia
dar, escriplorio de
nuam-se a vender a I _
bem condecida e afamadas ua>; ..": i.a feila
pelo hbil fabricante que foi kiscu
de Londres, as quaes ^^H aardia-
lametile, nAo se semen. corlar ]
vendem-se com al^^^H aaradaodo, pan
deren. os cor.pradores de
pa compra resliloindoi-se o in
sa ha ricas lesourindas para un
mo fakricante.
Em casa de Timm Monsem i
praca do Corpo Sa
vender :
Cementorotnauo^^H
ltimamente de Hamburl
\
i, chegado
nmm
lindo -'^^^^HP rara
varandat e evada i
fundicao da Aun ,ro. ano
lo da mesma, na roa do I
Vende-se pipas, barris vazios e bar-
ricas internadas: a tratar com. Manoe.,
Alvos (incita Jnior, na rna do Tra pichel
n. 14. K
Potassa.
No artigo deposilo da ra da Cadeia Velha,
cnptorio n. 18, vende-se muilo superior polassa
Rosaia, americana e do Rio da Janeiro, a precos
ralos que he para fechar conlas.
Na ra do Vigario n. 19, primeij'
ro andar, tetn para vender dtve.-sas .milfl
ticas para piano, violao e flauta, como
cjam,quadrilhas, valsas, redow.s, schc-
tickes, modinhas, tudo luoderoissimo^
chegado do Rio de Jpneiro.
Grande sortimento de brins pata quem
quer ser g:menho com poucodinheiro. '
Vende-se brim I. aneado de hstras e quadros,de pa
ro linho, 800 rs. a vara, dilo liso, a t-40, ganga1
amarella lisa a 860 o covado, riscados esc ios aimi-
licao de casemira a 360 o covado, dilo de linho a
280, dilo mais abaiio a 160, castores de I idas as co-
res a 200, 210 e 320 o covado : na ra do Crespo
n. 6.
Alpaca desela.
Vende-se alpaca de seda de quadros de bom ge
a 720 o covado. curies de lila dos melhores ge
lem viudo no mercado a 9')00. dilos de cassa chili
aljSOO, sarja prela despalillla a 2940C 0*2
covado, selim prelo de .Mani a 29800 e 39200, guar-
danapos adamascados feilosem (iaimarde.. a 39600
a doria, loalhas de rusto vindu do mesmo lugar a
99000 e 129000 a duzia : na ra do Crespo n. 6.
Abo
a lama

Aaas,
es faos de
49htl
29600
19200
No armazem de Tasso'limaos.
ehdefn-se cirios de cassa preta de bom goslo,
do Crespoi
CHALES DE LAI E ALGiDDAO,
ESCIROS A800 RS. CADA II.
Vendem-se na roa do Crespo loja d esqui
volla para a ruada Cadeia.
ii .. de bublo
Carleiras P*fl^^^^|
Fivellas duu
Espoms finas de mel.
Trancelins prelos
Tintnos e arecirat 4
Caizas riqm
Carie i
Charu
prupria para
muiliie
e que se ven
quer parle :
na bem condecid..
n. 33.
500
600
100
I9OOO
relogios Wo e160
' f*r
I9OOO o
500
e aznl
oulras
^Hniada
^^^lldarit-
itiro dflB
MOEN
Na fundicao
'ERIORE
arr & Companhia
1 ha-e para vender
ts todas de Ierro, de um
conStruccao mui o superiores
Vende-se cognac di melhor qualidade: na roa
uz n. 10.
I
Deposito de vinho de cliam-
tagne Chateau-Ay, primeiraqua-
_ dade, {le p'ropredade do ainde
de Marcuil, ia ila Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o mflhor
de toda Champagne, vende-se
a aoSOOO rs. cada caixa, acl.a-se
nicamente em "fcsa di L. Le-
comte Feron & Companhia. N.
B.As caixas sao marcadas a fc-
goConde de Marcuile os ro-, (
tulos das garrafas sao azues.
Deposito do chocolate francez, de urna
das mais acreditadas fabricas deParis,
em casa <*le Vctor Lasne, ra da Cruz
n. 27.
Evtrn-superior, pura bannilha. 19920
Ezlra do, baunilha. 19600
Superior. 1,9280
Quem comprar de 10 Ulnas para cima, tem nm
abale de 20 X : venda-se aos mesmos pnKoa a con-
dices, em casa do Sr. Barrelier, no aterro de Boa-
Vista n. 52.
Vende-se acn em cunheles de um quintal, por
preco rmiilo commodo : no armazem di Me. Cal-
mont & Companhia, praja do Corpo Saulii n. 11.
Riscado de listras de cores, proprio
para palitos, calcas e aqueta*, a 160
o covado.
Vende-se na rpa do Crespo, loi.- di eiqoioa qoe
volla para a cadeia.
Deposito de cal de Lisboa.
Ni ra da Cadeia dn Recife, loja n. 50. contina
a vender-se,barris com superior cal virgem de Lis-
boa, por preco commodo.
ESCRAVOS FGIDOS.
*i-~ "';sa.PPfreci;u ""I casa do abaito assjgnadoT..
lo alenos ;
emula
o assiguado
ira de Bar-
a 20 de jalho, o prelo Jos, com osttenaVs seguin-
les : alio, cheio do corpo, aarfnla, nariz grosso, pes
apalbelados, sendo s p direilo 1 echado al ao torno-
zello e leudo os dedos grandes irt
falla como se fosse velho ; le\
de algodao, e chapea de palha ji
cravo eslava em poder do ni,
na qualidade de fiador de Joaqm
ros Lobo : porlanlo, roga-aeas aiitoTidadrpolTees^
cap.lAes de campo emait;a qualquer pessoa que o
pegir o leven-1 a casa do abaixo astignado, no lagar
da estrada da Torre, pelo que se aralificara e proles-
la-se contra qualqoer pessoa que d asylo 00 acuite
o [referido escravo.-Vodo /rfeeiro Pessoa de La-
cerda Jnior.
AttencSp.
Denppareceanog oliimos dias do me de jolho
prximo pastado o esetavo da norae Antonio, pardo
claro, de 21 a 25 annos de idade. ponce mais ou me-
nos, estatura regular, sacro do corpo, odos pardos e
pouca barba, o qual, tendo sido mandado por seu
seuhor Joao Paes Brrelo de Lacerda, praprieturio
do engenho .Mopan da freguezia do Cabo, cidade
da Vicloria, desappareceu dalli, riizendo que vinho
a esla capital ; tatpeila-se, porm, qoe tmlwl ido
?ara a provincia da Parahtba. d'onde fova vendido
o Sr. Carneiro, morador"ria cidade da Viciara, que
o venden ha ponco mais de um mez ao aeloal'pos-
suidor. Elle foi montado* em um cavalln sellado e '
de cor caslanha : aaem o apprehender poder eotre-
ga-lo a seu senhor no dilo engenho Mua ou nes-
la cidade a Pedro Alejandrino de Barros Cavalnnti.
na ra da Saudade, pelo que ser recompensado.
No sabbado, do eorrent, desappareceu urna
escrava cabra, quas. negra, con, Um defeilo no 0II.0
dtoeilo e urna cicatriz no queizo inferior do lado di-
reilo, na poucqleve um tomar no p direilo, que
I eslorou entre o oltimo e penuliim, dedo o mnimo;
levon vestido de. dula da Cosa
azul com llsiras ei aaem aprehender
ou della liver nolieia, dirija-se ,, roa do Queimado,
loja n. 2, que sera generosame.ile recompensado.
Vende-se urna parda moca, com algomas ha----------------------------.__________*"_____________
bilidades 1 bonila figura : na ruado Trapiche o. 1. PERN. TYP. DE' M. F. DE FaRIA. 1855.
I
1
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