Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00608


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Full Text

'.I
4
AUNO XXXI. N. 178:
-
Por 3 mezas adiantados 4,000.
Por 3 mezen vencidos 4,500.

SEXTA FIRA 3 DE AGOSTO DE 1855.
Por ando adianitado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
(MM
DIARIO DE PERNAMBCO.
IRREGADOSDA SUBSC.RIPT.A'O. I Minins -........
BCCARREGAIM)Sp.\ SUBSCRJPCA'O-
-O proprietario M. F. ile Furia; Rio de Ja-
>r. Joao Pcreira Martins; Baha, o Sr. D.
; Macei, o Si Joaquina Bernardo de Meo-
; Panhiba, o Sr. Gervazio Viclor da Nalivi-
dade ; Natal, o Sr. Joaquitn Ignacio l'ereira Jaoior;
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 1/4 e 11*/8 d.|por 1#.
Pris, 855 rs. por 1 f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Bio de Janeiro, 2 por 0/0 de rebate.


par.
-** Anronio de Leroas Braga; Cear, o Sr. Aecoes do banco 30 0/0 de premio.
|j^c- de Oliver* ; Maranhao o Sr. Joa- Pnmn,nL. V. Vf.m'u*
arqi es Rodrigues ; I'i ,uhy, o Sr. Dominas comPanl" de Beberibe ao ^ _.
ireeJanoAckilesPessoaCearence; Para, oSr. Jot-i "I companhia de seguros ao par.
. Ramas ; Aiaar.ona, o r. Jerooymeda Costa. | Diseonto de letlras de 8 a 9 por 0/0.
METAES.
|Ouro.Onoas hespanholas- 29J000
Modas de 69400 velhas. 169000
de'694 00 novas. 16*000
de-15000. 99000
| Prau.Palacoesbrasileiros. l|94ft
Pesos columnarios, 1*940
mexicanos..... 19860
PARTID-A DOS COKREIUS.
Olinda, todos os dias
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dia* 1 e 15 I Relaco, tergas-feiras e sabbados
Villa-Bella, Boa-Vista, Exe0uriduryr13e28 Fazenda, quartas e sabbados s 10 horas
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundasequintas-feiras
Goianna e Parahiba, segundas e sai las-fciras
Victoria e Natal, as quintas-feirai
PREAMAR DE IIOJe!"
Primetra s 8 horas e 30 minutos da manri
Segunda s 8 horas 54 minutos da tarda
| Juiz do commercio, segundas as 10 horas e as
quintas ao meio-dia.
I Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas
1* vara do civel, segundas e sextas ao meio dia
I 2* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia
EPIIEMERIDES. "*
Agosto 4 Quarlominguanteas 7 Loras 1 mi-
nuto e 42 segundos de tarde.
a 12 La nova as 4 horas, 32 minutos e
44 segundos da tarde.
20 Quartocrescenteas5 horas, 3 mi-
nutos e 45 segundos da tarde.
a 27 La cheia a 1 hora e 3 i segun-
dos da tarde.
PAITE FFICUL.
das da semana.
30 Segunda. S. Donatilla; S. Rufino m.
31 Terca. S. Ignacio de Loyolla, fundador dos J.
1 Quarta. As radeias de S. Pedro apostlo.
2. Quinta. N.S. dos Anjos; S. Estevio.
; Sexta.Invengo da S. Cruz. .
4 Sabbado. S.Domingos de Gusmao, fundador.
6 Domingo. 10. N. S. das Neves; S. Eu-
triquio soldado m.


JjaDAFHOVXHTCIA.
Pto a l. da oslo.
I -- Ao Eira, director geral interino da ins-
cao publica, irttairando-o de liaver, em vista de
, pronos!i, designado o professor publico da ca-
li de ietracoeo lamentar de Tacaral, Miguel
ifo Pioienle, para ir regeodo interinamente a
I da povoajao de Beberilie, e recommendsndo
que a las* *nlraj_e*n exercie ic.
MI ~%o Exnt. marecbnl eorarnendaajtada* ar-
mas, recoreiaaadaodo qoe raujde avisar aafljora
supericres para servirein de vo'gaea aa sesso
ie jastica, qne tem di rennir-se no dia3 do
i quaes deverao comparecer no palacio
len-ia, s 10 horas d< maahla, do ja men-
Ma. Fizerame as eecessarias commnn-
Ao memo, declarando qou aulorisra ao
He* d; thesouraria de fa.'.end, a mandar aba-
ea os devidos lempos a prestarlo mensal de
>**< VBB o alfares Dionizio .os do Reg preten-
ransiguar de sen sido nota provincia, para ser
Mingue a J.ieajarm Garca dos Santos.
- Aa aromo, aalorssndo-o a mandar pes-
o ai soldado do 4 balalhao da artimaa
Marques, acertando em tea la -
por ella offereeido, Coastantina Jos,
anin o lempo per qoe era ebrrgaaro1 a
servir.
i A) inspector-da Ihetouraria de fietnaa,
Iransmlltindo quatro avisos de leltras na importa*-
1 5O00S rs., sacadas pelas thesuararias geral e
provincial do Rio Grande do Norte obre essa a car-
i a favor do Joaq'iim I nac. l'ereira
> Jtazlo Ribeir j Dantas e Jo** La-
ja da Cmara. PurUcIpatva* ao
I daquella provincia.
aaaclor do arsenal de marinha, di-
enviar opporlu lmente para o pre-
irnindo, am de ser all Miado o solda-
I, Chrtovao Jos Ferreira, que
Bferraari* Jaqu-lle arsenal.
nmandiil*. da oslajao naval.
no, para alindar rasar no bri-
>s reparos que o commandan-
inisita nc oflcio que remelle
rou-seao snpraditofeoraman-
b Ao direclor do arstn.'il de guerra, recom-
i qne mando alistar na co npeohta de a-
(ajuollo arsenal, depi as di binado o ler-
Irata o art. 4. do re ;ur*a>e-u> de :l de
menor Mnnocl ./aaqnim de
H^^^Hfc apreteolado tnr parle de
Agostinho Madaira. Ollicioo^se a res-
pis* ao jafe dt orpki*.
Mote presidir a extracrao ilos bilhetes da
da 1 .a lotera a favor do Gymnisio Per-
uaaanoaano. Communicon se no ttiesooreiro das
lolerias. '
etor da theiouraria provincial,
lasque devein servir de
Hl aapp ementares da
N estrada da Pi d'A-
lh.
irlaria Ao direclor do arsenal de guerra, re-
IBdo que mande culrejar ao chele de po-
na pares de algemas com es deadot, para serem
edoi ao da otado do termo de Villa Bella.In-
teirou-ia ao snpradilo chefe.
COICtsUUIDO DAS AR1XAS,
toartas-canaral casasmaaco ota*
Parssaaalssico a* citada do Iftoatfe, asa 1
da Uso;,.
ORDEM DO DIA. 93.
0 mareclial decampo commahc'anle das armas de-
clara para os fins convenientes, que neila data ean-
trahirxm novo eatajroento por maii 6 annos nos
perda das vanlagens nos respectivos litlos como
est em lei determinado.
JtJoaquim Coelho.
Conforme.- Candido Leal Ferreira, ajndante de
ordena encarregadodo delalhe.
2
ORDEM DO DIA N. 94.
O mareclial de campo commandante das 'armas
declara para os lins convenientes, que houtem con-
Irahio novo engajamento por mais seis annos, nos
termos dojregqlamenlo de 14 de dezembro de 1852,
precedendo inspeccio de sade, o 2. sargento da
2. companhia do balalhao 10. de iofantaria, Tha-
moteo Jos da Costa, o qual perceberi alin dos ven-
cimenlos que por lei Ihe competirem, o premio de
4003000 rs., pagos na forma do arl. 3. do decreto
n. 1401 de 10 djonho doanno passado,e concluido
o eogajameolo ama data do Ierras de 22,500 bracas
qoadradas. Ficart sogeilo no caso de desercJo, a
perda das vanlagens do premio, e daquellas a qne
tiver direitu.ser.t tido como reerntado, deiconlando-
sc no lempo de engajamento o de prisao em virtude
de eulenc,!, averbando-se esle descont, e a perda
das vanlagens no respectivo litlo, como he por lei
delermioado.
Declara oulro sim o mesmo mereclial de campo
commandante das armas, qne no dia !. do correte
fez ana apresenUcjlo no qnarlel general o Sr. 2.
cirurgiao-lenenle do corpo de saode do exercilo Dr.
Miguel Joaquim de Castro Mascareohas, qoe se re-
calMao do destacameqlo da cmate* de Flores.
Jote Joaquim Coelho
Conforme. Candido Leal Ferreira, ajudaote de
Ordena encarregado do delalhe.
baveri, a|cto sob o qual este brinde fosse mais
agradavel i nossos sentimantos do que o teclo sob o
qual livemos agora a honra de ler sido proposlo.
Estamos reunidos debaijo do lelo d'uma corpora-
c3o, cojos deveres sao iotimamonle ligados com a-
quelles arranjos qoe formao ama dos mais importan-
tes elementos da nossa riqueza nacional, e qne tam
bem servem de alicetses de ame das mais importan
tes fontesdenos fore,a nacional.Ha,em vtrdade.uma
ooidade d'acrao entre o goveroo qne tem de admi-
nistrar os negocios deste paiz e a corporaro qoe fez
a honra de reeeber-nos, qoe tambo** lende a fizer
qne a honra qne nos foi feita se a-etloree mais'.aara-
davel, porque lie o mister d* corjTacao da Trinda-
de prover de pilotos o ailhares daqoillias que sol'
CU* as ondas que banho nossos praias ; e por oolra
porte erigir os pharoes que visSo ostodgaales dos-
per igos a qlie d'oulro modo iriam d'esJbeotro e Ihes
moslram o porto da salvacfio. (Oufaa, oucao.)-<-Ca-
valleiros, o- misler dos ministros he de nm genero
d'alguma sorle semelhanle. Oseo misler lie gover-
nare allnmiar ; e nos bem sabemos, toman lo o
eiemplo de vos mesmos, qoe para bem guiar deve
comerar-se por allumisr. Cavallciroi, a nos fai-
nos agora confiado o commando da einbarcar.lo do
estado, e letnos nfania em dixer que a nobre embar-
car,o jamis esleve mais lesta, jamis esleve melhor
arranjada, jamis leve a bordo urna mais nobre tri-
pulacao, do que presentemente. Esta repleta de
liomans animados do mais alta dedieacao aos seiij
devetM, e determinada sustentar no lempo esse
cmbale com honra e a salvamento aqnella estandar-
te real qne flaetaa nobre o generosamente sobre suai
eabecas, (ppimuiot... Sem dovida havemos ttdo
te o preaerKe lormenlas e diOiculdades a arrestar;
'**' *a*a*ao* eanyencidos de qoe, ./com a assislencia
dpsaa Irlpalaclo que meacionei,'tiesas difliculdades
o^ajiajiiif jo vencidas, qoe por nm forla remar,
PP9> rojassV, por um remar joncloi, couse-
entrar a.ombarraajhdo estado o an-
ta a salvamento no porto de honroza e dora-
asado ooile, na Trioiiy Ueoae,,^ ***'l"- s. A- dignou dtaerque am gover-
actual, de-
EXTERIOR.

termos do rogo
precede ndo ia
Ribeiroda Si
d artiliiria
Iva
xelra
9. eataihiV) da

O PRINCIPE ALBERTO E OS NEtOCJOB flf-
BUCOS.
Landres \6dejunho.
No jabtar aunoal da Trniity Corporation, sabba-
do prximo pasudo noite, na Trinity Us^e, S.
A. R. o principe Alberto propoz a saiide aos ras-
nistros de S. M. nos termos segainles :
Cavlleiros : O brinde que eu tenlio a propor-
vos be o do* ministros de S. M. {AvplquvuJ. -S
houvo poca *m. que ao goveroo de S, fosse
quera fosa* qoe o compozesse.se de veste apaio.e o*o
so apoio, mas a conliaoca, a boa vool.de a synT
palhia deseus coocidadaaa, he sem dovida a presen-
te. -Grandes apptdusos.) Nio he o camialio para
ser bem succedido na guerra, o approva-la, bem
qoe rdeme e eolhosialicamenle, e ao mesmo lem-
po atar eenfraqoecer as ralos daqaelles que a di-
rigen. (Apptausos.) Estamos lutaudo com um Ini-
migo poderoso, que est empregando coaira nos to-
dos estes meios raatsvilbosos que (em dflBbroclisdo
iaioflueoci., creadora da.noasa liberdifle e da
eivili.acao. Aciiamo-ha.com loo* a Torra que
3 mraW dB ""* d'*ct*.ff' "y^0 Mpeoelcayel,
.Smc. rwr, mo relf^ v'ato, procora-l ffeba*Ixo\la'iTnner!^
ca defum estado de coosai creadas paraa paz, e pa-
ra o progresto dessa mesma < ivilisaco, os froctos
da ducussao publica, do embate dos partidos, e Ja
nspecsao popular sobraogovernoe sobre o estado.
(Oi/fOo.y A rainha nao lem poder para Icvanlar tro-
pas, s pode acceitar os servipo* daque lies que se
ahstam voluntariamente. (Oae*0 O seu governo
nao pode lomar medidas p-ra continuar a guerra,
Vn que pnmeiro as exponha, no parlamento. Seus
eiercitose armada aSo podem fuer movimentos,
nem mesmopeparar-se para quaesqoer sem terem
previamente anoaocades nos jornaes.Nao pude oes-
orrer erro, mesmo ligeiro, nem dar-se ;preeisao oo
fraqoeza, que nao seja logo denunciado e algumas
vezesal exagerado com urna especietde complacen,
cia mrbida. (Grandes e prolongados avplausos ). O
embaixador da rainha nao pode entrar em negocia-
Caesalgomas sem ogoverue ler de defenderse entran-
do em lodos os argumentos qne aquelle oogociador,
em ordem ser bem succedido, careca de saber es-
conder as mais intimas dobras do seu coracao
(Grandes applaufos). Inda mais, na siluarSo a mais
crillca, quando a goerra e as uegocac.oet diplomali-
cs estao no seu fastigio, pode orna volajao contra-
ria na parlamento privar o'um momelo a rairfha
de todos os seas servidores de confianca. Cavallei-
de 14 de Jezeinbro de 1852,
de sade, os soldados Joao
' companlrla do i. halalhio
armo, Joilo Soaresda
alo, e Maaoel Dias Tc -
companhia, o segando da
e o qourio da 7.". todos do
liria, os quaes perenaerio alm
IfTqae por lei lhe eompelrem o pre-
I ri. cndaa'm, page na forma do arl.
aj. 1401 de 10 de jnnho doanno pre-
cio o engajamento una dala de ter-
bm^a* quadradas, '
mor re rao na peda d it jvanUgens
daquellas a qu. tiverem direito ; serio
consideradoseonio se fossem recrulado deseatdando-
sow n no lem ie do engajaraenl i o' de priajo em
virlade de seu enea, averbando-se este descont e a
FOLHEfaU.
TIGRES.
Peenl.
(*)
III
)
t
\
I
X
Mac-Aula]/ para sempre !! !
' ContinacSo.)
Borne mostroa logo fora >la porta s* cara
domarolo, e c marcador de cavallns. disse-lhe :
- lata am igo chame os genllenaus que esiao l
easiaixo,.
instante depois onvio-se na aseada um grande
or de bota, c de votes que allavata altamente.
Desgracadns! e\clamou Cari -r. Pode-se per-
ai ponte o sentimento da'decencia !
a-ee fora do quarlo, e alrarescia a anteca-
asara cmhu un i setU. ,
(patunclou tres palavrai, o lialalhao dos
credj Bmtideceu, como se cadu um livesse posto
as botas solas de velludo.
Ni Me levaotoo-se nem vnllonse ; esse se-
doetor tinha infusa a verdadeira diplomacia in-
gle**.
Entrera, senhores, disse elle cem inflexibili-
dade,
E eatad os odores incliuavam-se unanimeraenle,
acrescentoa sotr ndo : w^
Se Vme. me tivessem deixado taimas cadei-
ras, ea) teria o i-azer de ofl'ereccr-lh'as.
Staoatoa, I.eis, Filowski e us nitros socios la-
van! moito embarazados a respeilj da mas pessoas.
Este*, senbores estilo mullo arrependidos.....
balbacioo Oarter, e pedem hnmldeme ite descul-
i os cred-jres saudaram mu r mura i do palavras
cosstuaas. O mercador de cavallcs infoim>ra-o*de
lodr, aa antecmara : estavam diante la ^allinlia dos
o^o de ooro.
Sertares, responden Ghrislian bocejando sobe-
ranamente, pn Uro desculpa-los a perder o lempo
*" fazor-lhes reprelien>es.
~ Aqaollas ijua nos fazem nossos corncfies... co-
meco l-taswski.
taaeeesiM de Courteoay rmnoi-llie o- silen-
C' ""rj,01* tt>ia '"geafeso. e disse :
Ulamn-mo Christian simplesinenb-.
yo* same dtatineto I excUmou o alfaiale
DMindo ii fcil de reler na memoria I acres-
centoa Slaoolon, fabricante de luas.
ros, o nosso governo constitucional esl passando
por orna dura prava, e nao nos saturemos bem del-
ta, meaos que o pajz deposite sua coiifiaosa-rpatrio-
ca, ialelligentii e desinteressada, no governo de S.
M. (Grandesapplavsos).\- Cavlleiros, proponbo-
vos o beberdes a saode do visconde Palmerslon e dos
ministros de S. M.
Bebeu-se a si* sade com grande applauso.
O fiironde Valmerston respondeu:
Se vos *pret,atY. Alteza rea, e a vos, mais lorde
e cavlleiros.peco^in parlo de meus collegas e da
minha.o relribuirvos com nossos tuelliores e sincerso
agradecimentos pela boara que nos haveis feito de
beber a saode qoe S. fl^teve a bondade de pro-
pror, e pela maneira lisongeira porque livestes a
bondade de o recebar. Posso astegurar-vos que nlo
en lar
Mac Aolay proonnciaram os ou-
() fr* o DUwio n. 175.
Se Vmc. quer lomar um sobrenome de fami-
lia, tomn o moralista Carler, pode esCollier do al-
manak. O pobre Courlenay cliamava-se Bobbi
Jobaon.
4B*sa lembranca repenlioameul|! evocada arrancn
nm suspiro de iodos os peitos.
Que dira Vmcs. de Mac Aolay ? pergnnlou
Christian.
Mac Anlay repatio Carler para en-
o nome. a
Mc Aolay
Iros lambem.
Christian Mac Anlay! disse Filowski; soa
- Viva Mac Aulay aventaron Lewis.
a^T \c Aula^ par* sempre! ezclamou logo o coro
dos credores.
Chrisliau agradecen com a mao, e lornou :
oniTn1 u'r*j:ousa mais mporlante. Brommel es-
RetaiTJ* r,V,U'eollarin,">'- Waterford
?. ,m^iL. iJ ?* n*m*> UoPkin' ridicularison
os alfinetes de peito e botoes de aberlura, e de ou-
Kourunay nada daiza por faze como os-
los encraram-se Inqoielos, e Christian Ira-
duzo com uortdade :
Isso significa devnrador de ostras
Elle sabe as llnguas eslraugeiras *l mormurou
Lewn.
Slaunton eocbeu as bochechai, e Filowski liroo
para ouvir melhor o algodao prudente que tapava-
Ihe os ouvidos.
Todava he inconlesivel, coolinnou Christian
qne pin janola deve ler sua especialidade.
Sem duvida, apoiou Carler.
Havemos de procurar, lornou Lenis.
Christian repimpou-se na cadeira sorrindo, e
disse :
Ja acbei.
Soa senhoria j achon I repeli Crter com em-
phase.
Houve um graode murmurio de alegra ; os ere-
dores agitaram- Vejamos, vejamos o que achou sua senhoria I
Imaginen, lornou Chrislian, que mate! muitas
centenas de lisies na India.
De veras 1 exclamou o coro estupefacto.
Isao respondeu Christian erguendo os hom-
bros com desprezo.
~,AuJ "P,ion Crter pedantemente, he essa a
especialidade que soa senhoria quer tomar.
O mesmo sorriso appareceu no semblante de lodos
os credures, os quaes approvaram com o barrete.
Os senbores me comprarao meia duzia de pel-
Ics, prosaguio Christian ; serlo os rasos trophos.
He urna coasa admiravel nao pode dauar de
dizer o alfaiale Lewis.
Mandarlo lilhographar mea retrato, conlinuon
Chrislian, em Irage de Bengala, com orna cachina
tal, especialmenlo n'om periodo como o
B'iaeeber a generosa confianza e apoio da nacao-
Soaob.igado a diiar qoe nos temos receido esse
apoio honrada e generosamente, do paiz, e qoe o
sentimento unnime da nscao nos sustenta no cami-
nho que jolgainps do iioso dever continuar ; em
verdad* seriaraos indignos desse apoiomerecera-
mos pooco a alta posijao em que S. M. nos collo-
coo, e em que/*omos soslenlados pela confianca do
Parlamento e pelo apoio de toda a nceloseriamos
indignos dessa confianca e apoio, se u3o*estivessimos
raaolvida* a desenvolver loda rlossa energa, e ap-
provevtar ai melhore energas do pata-.par ebler
aquella Victorioso resallado do conflicto em que es-
tamos empenhados gne J po*sa,ser compativel, nio
digo com a honra e gloota, mas com a seguranza da
naeflo iagleza.O nobre Lord lornou a senUr-se na
meio de mu i lo spplaoea.fiailh betas.
t.-e noTirhi
iior :
Em presenra dos acolecimenlos que se passam
no Oriente, nao he sem inleresse demonstrar que
a poltica do governo do imperador nao be ama po-
lilica nova, e qoe smenle faz realisar o peaaameolo
esencialmente francez. *W
O que a Franja pe em pratica n'esle almen-
lo he seguramente o resollado d'uma grande? ener-
ga iniciativa ; se livesse necesssdade de justificara.
encootrar-se-hia as antigs IradiccOes polticas da
Franc*.
. Desdo os primeiros desenvolvimentos da poten-
cia Rassa, os reis de Franca au cessaram de dirigir
as suas. vistas eum aUenrfto para o lado do norte, fa-
zendo umtJcver de observar os movimentos d'um es-
tado que, apenas saina do berro, aonunciava nada
menos do qu* lomar proporroes inquietadoras para
a independencia dos Ihtros povos.
Apezar da lamentavel fraqneza vista da pr-
mera partilha da Polonia, Loiz XV nao observou
com inlelligencia os perigos que ameacava a Enropa
a ambira da Rassa, porem seo successor a vigiou
com grande actividade u proporrro que o gabinete
de S. Peleraburgo desenvolva os seos vastos planos.
A Russia, lendo conseguido o seu fim do ladu
do Occidente,procuravaentaoaproximar-sede Cons-
laninopla, Laz XVI, com vistas de tornar a sua vi-
gilancia mais segura e mais esclarecida collocou.a les-
te dos seus cooselhos da Europa, M. Vergannes, an-
ligo embaixador em Stockolmo e em Coostnlioopla,
o qgal tinha lomado parle na famosa corresponden-
cia secreta durante o reinado precedente.
a No reinado de Cuiz XVI rebentou a guerra
d'America, que absorvendo loda a alienes e a maior
parte das forjas da Franca, delxou o campo lvre
ambicio Russa. Foi durante es'ta goerra que Calha-
rjna II. abandonando a Prussi de que ja nao linha
necessidade, pocqae a Polonia eslava dividida, alliou-
se Austria para dividir a Turqua Europea. Mas,
se a Austria nao lirou vanlagem alguma d'esla alli-
anja, a Rsala nube aproveilar-se d'ella para
apoderar da Crimea e de Conban, donde pede al ao
prsenle dominar o mar Negro e aineajar Constan-
tinopla. ,
a Parece ludo provar que os armamerlosda Bus-
sa e da Austria forana, se nao a nica causa, pelo
menos lima das cansas prineipaes quii tavaram a
Franca a ojo adiar por raais lempo o reslsbeler nen-
io da paaeora a Inglalarra. Com efleitr. apenas os
preliminares d'esla paz foram asslgnaduw que o go-
verno francez ehamou a altenjao do sajaMele de S.
James sobre os perigos qne ameacavan) 1|Europa e
Turqua, ii'um foloro de qoe viemos a r testemd-
ahas, a eilensao de potfer que la adquirir a Rus*ia,
senao se pozessem obstculos aos seos inea.los'. >
Descracadamente at Inghrrerra nMpajlihou n'es-
la poca, as previdenles preoceopaedesUa Franja;
desgraciadamente tambem a Austria ternlndo a Prns-
sia (era pelo menos a escusa que invoeMa} n.lo quiz
unir os seus esforjos aos do gabinete uf Versalhes,
Em fim, a Prossia pretextando da sua parte as in-
quietares que lhe cansav* a Austria, ibsleve-se de
contratar neqiiuma ubrgaj) de qualqner nalarcza
para garantir aiolegridade do Imperio llomano.
O primeiro projeclo de l.uiz XVI a para exlo
do qual pedia o apoio de Londres, Vienia e Berlim
podia contar com a Hespanha), consista nicamen-
te em fazer simples repraacnlajes amliaveis, mas
mu respeilaveis pela sua combinara, pira disua-
dir a Russia de por em pratica os sens frojeclos da
invaso da Crimea e do Conban. O qoe quiz fazer
com a cooperacao de todos, tenlou-u sominle com a
eooperacaoda Hespanha:
( Mais larde, vendo que as suas observijoes nada
linhasn andificado os projecloS de Calhaiina II) as
uai provincias, fez novas conferencias em Londres
para obler qoe Inglaterra se alliasse cot elle, tor-
nando ao menos possivel obrigar os Rusto* a conten-
tarem-se com o Coaban. A Inglaterra reicllio anda
esta proposta. 1
<( Tendo sido eoaqdislada a Crimea e Couban e
encorporados aa>tanperioRusso, o re de I-rauca in-
sinuou o imperspaWos Ilareunir-se a elle para im-
pedir Russia o direito de conserrar una marinha
de guerra no mar Segro ou ao menos cbriga-la a
nao ter all navios alem de 20pecas. Eira por aquel-
la occasio limitar eflicazmenie as forja* navaes da
Russia no Euxino. O gabinete de Versalhes linha
(ido pois o pensamento d'esla ssmtada illianja da
Franja com a Inglaterra, pare"eenjorar um perig
que o genio poltico da nossa patria leve a honra de
primeiro indicar. Os extractos- (fue hirtlss publicar
di correspondencia diplomtica do dcima oilavo se-
cuto provarao, que temos direito de reivindicar pira
ella esta honra. Publicaremos este fact Lio impor-
tante, qoea poltica que levou as nossas a galas a
Crimea e a nossa bandeira ale exlremU le do mar
d'Axon-ei*FraoBea,qucanles de todas as ukaa
potencjavpresenlhnos. no seculo passdo, a necesiW
dada de reduzir a preponderancia Rusa* no Euximo,
eque a mesma Inglaterra enlao por arto lempo
hesitou sesuir-nos no estrada qne a couvtilamos a
e agricultura incalculaveis resultados, e o seu cus-
i, segando informa o presidente da provincia, nao
ser consideravel.
- Rio de S. Francisco.
Por dfiiculdades relevantes nao pode anda o
eagenheiro Fernando Halfeld, que foi incumbido
da explorajao deste rio, e de seu aflluenles navega-
veis, concluir as plantas e orjamenlos minuciosos
em que trabalha desde o anno passado. Cunta pn>
remdenlro em pouco terminar seas trabalhos, que
vos sera presente* logo que o governo os receba.
Rio das Velhas.
Sao snenetorias as noticia que o goveroo teta
receido sobre a navezahilioado deso rio. O eage-
nheiro De la Marliniere, que foi encarregado de
sua explorajao, informa que para esse fim ae tor-
nara necessarias apenes algumas obras de pouco al-
cance tendentes a desobstruir o sen leito, e melho-
rar o canal.
Sendo om doauuail nolaves afilaenles do S.
Francisco, e peredWondo urna rxlenjao de mais de
182 leguas desde a cidade d Suban ala a Boa Vista,
seria de manfesla importancia a sua navegajao a
vapor, pois que aproximaria aquelle grande rio do
mercado desla corle, e tornara assim possvel no
futuro completar esta comrnunicajau por meio de
orna estrada de ferro, cuja direejao al cerlo ponto
tem sido ja estudada*> vindo prender-se do valle
do Parahiba.
Ros Gequlinhonha e Pardo.
No proposito de facilitar a navegajao de-tes ros
continua o governo a empnhar seus sforjos, e an-
da no correte exercici designou para as respectivas
obras a quanlia de 20:0009. Estes auxilios tiveram
por lim promover os (rablhos necessarios afim de
facilitar as eommunicajocs dos povoados do norte da
provincia da Minas Geracs com o littoral, e merca-
dos da provincia da Haba.
Infelizmente o canal Puass, destinado i com-
miiuicajo do porlo de Canavieiras, urna das esca-
las des vapores da emprezu Pedrozo, com o rio (le-
quiltiihonha. Ja terminado no anno lindo, nao se
presta franca navegajao em todo o anno.
Este fado embarace n commercio que de prefe-
rencia *e dirige para a Babia por Canavieiras, dei-
xaudo Belmontc em razio de sua pessima barra.
Ros Potnooga 0 Japaraluba.
Lerou-se a clleilo ultimmento a aberlura do ca-
nal, que tem por fim communicar as aguas desles
rios, e do qual vos del noticia no relatono do anno
findo ; obra de nao pequeo n(erese para a agri-
cultura e commercio da provincia de Sergipe.
Em dias de lvereiru deste anno foi franqueado i
navegajao. '
Rio Mocury.
Os Irabalhos da companhia de Mucovy conliuuam
com o progresso, que he devido ao zelo e actividade
nao vulgar desea direclor. Segundo ae ultimas in-
formajoes parece que nao estar mu reatla a po-
ca da conclusao das estrada que devam facilitar a
communicajao do norte da provincia de Minas-Ge-
raes com a parte navegavel deste rio.
A estrada eptreo ponto de Sania tiara e Wiila-
delpbia, passando pela colonia militar do Uruc,
ja aprsenla mais de 7 leauas transitaveii por car-
ros.
Foram j vencidas as prineipaes diflicdldades
exitliam at aquella colonia.
, uo prximo findo, presta j nao pequea alildade,
eoncorrendo para a manuienju da polica do lu-
gar, e para a segoranj.a da vida e fortuna dos que
por allj lem de transitar.
A estrada de Philadelphia para o alto dos Bois,
que devera ser u tronco d* todas a* que de diver
Peridico dos pobres no Pe to.)
UTEBJQfL
9 DE JA1CTBBO.
de forma phanlastica aponlada para um tigre colos-
sal; ser o meu diploma.
Ah disse Carler provocando os credores com
o olhar.
Ufe admiravel I responden Lewis.
He admiravel I he admiravel.' enloou o cor
N5o nos ser difHcil, proseguio Christian, in-
ventar cinco oo seis historias de cacada eom cavallos
devorados, e Cfpov (1) lineados a sesenta ps
oar. '
Os socios derara bravos, e Christian lornou um tom
enternecido para acabar :
E poremos no meu salao um* gaiola conlendo
um tigre pequeo, o qual larei recolhHo por eari-
dade depois de ter-lhe empalhado o pai o a mal I
O* credores lanjaram-se nos brajas uns dos on-
Iros com enthusiasmo : sua fortona eslava feita '
Christian passoa negligentemente os dedos pelos
aunis dos cabellos, e disse :
Vamos s particularidades. Vmcs. me pagarao
segando a promessa do senhor Carler, trezenlos gui-
neos lodos os mezes.
Os credores perdern) immediatamente o sorriso
de alegria, ficaram immovcis como estacas.
t- Perdoe-me! exclamou o mercador de cavallos;
eu disse cem libras...
"*- Quer desmenlir-me ? pergunto Chrislian ear-
regando o subrolbo.
Os ocios estremecern! desde os ps at a cabeja.
O pobre Coortenay, disse Lewis,contentava-se
com...
Chrislian endfreiton-se, e delxou cahir estas pa-
lanas :
Creio que querem rogalear-me !
Lewis humilhou-se promptaiaenle.
-j- Nao quero aggravar-me, senhores, eontinuou
Chrislian como bom principe que era ; mas convm
aceitar ou recusar. Mea clcalo he simples e cla-
ro ; vou expo-lo med hora lio deixou-me tres mil
guineos ha dez mezes, e nada mais resta-rae. Ora,
(res mil divididos por dez sao trezenlos.
Os credores Irocaram entre si olhares dolorosos :
hesitavam.
Em summa, senhores, disse todava Carler,
quando Irata-se de tigres, nao pode-se calcular como
a respeilo de ostras.
A torea deste laciocnio impressionou todos os es-
pirito*.
Enlao acelam 1 pergunto Christian.
Aceitamos, respondern lodos alegremente.
Alm dos trezenlos guineos, lornou o graode
bomem, Vmcs. ter.1o a bondade de alugar-me para
esta mesma noile um palacio decente no bairro da
nobreze.
Isso he muito justo 1 disse Filowski.
Vossa senhoria ter seu palacio no West-End,
acrescentou Carler.
(1) Soldados indios.
i RIQ
RELATORIO
apresentado a assetavbla geril le-
gislativa na terceira seesao' da no-
na legisla tara, pelo itamistro e se-
cretario de estado, dos negocios do
imperio, Loiz Pedreafa do Cont
Ferraz.
(Conlinuaco.)
Rios da provincia do Maranhao.
Tendo a assembla legislativa desta provincia de-
cretado o eslabelecimenlo de navegajao a vapor nos
rios Itapicor, Mearim, e Pindar. resolveu o pre-
sidente conlrala-lo com l'olicarpo Francisco de Vas-
concelos, addiciouando oolra linha entre a capital,
e a cidade de Alcntara, mediante a sobvenjao an-
nual de 21:0003, mas pareoendo insufliciene esla
quanlia, cstipulou qoe o contrato deixari i de ler
elTrilo se o eraprezario nao livesse privilegio para a
nayesajao a vapor entre aquelle porlo e o do Cea-
ra, decretada pela lei geral de 18 de selembro Ue
1S.i1.
Em conseqoeocia dislo, o eraprezario e mais dous
associados r.eqaereram ao governo o privilegio re-
ferido, c sua proposla pende de exame da secrflo dos
negocios do imperio do eooseiHo de estado, qual
foi tambem remetlida para ser examinada oolra
proposla que havia sido apresenlada por Joao An-
tonio de Miranda e Silva e uniros.
A companhia denominadaCaxienseque se ti-
nha encarregado da navegajao do rio Itnpncur.
dissolveu-se.
Nesta provincia eslao em andamento dnas impor-
tantes obras :o canal do Arapapahy, e o de Mea-
rim no lugar denominadoLage.
O primeiro que principiou em 1817, e (em por
fim communicar o rio Bacanga com as aguas da
baha de Alcntara, foi auxiliado pelo cofre geral,
no'cacrenle exercicio, conl a quanlia de 2i:<>00>.
O segundo sendo destinado a facilitar a navega-
cao do rio Mearim, de modo que os vapores e em-
barcacoes de menor capacidade possam seguir
sem obstculo desde o porlo da capital da provin-
cia at o da villa da Corda, percorreodo ama linha
lluvial de quasi 200 leguas, proraetle ao commercio
que
*- suas&'szvik
Christian suOocou oulro bocejo, e levantou-se di-
zendo com um gesto de fadiga :
Pois bem, senhores, amanha escolherei en
mesmo meus cavallos e carrnageqs. Podem reli-
r^r-sc
Mas isso nao podia acabar assim. O universo in-
lero aecusa a povo inglez da laclurnidade, e nao
ha povo que ame to apitonadamente as areugas
motis.
Espero que meas companheiro* me concede-
rao a palavra, e que sua senhoria se dignar de ou-
vir-me, exclamou o mercador de cavallos. Nao
commellerei a imprudencia de pedir tres vivas para
sua senhoria : essa maoifestajSo ser feita no bao-
quele que tomaremos a liherdade de ofl'erecei ao ca-
valleiro Chrislian Mac Aulay, matador de tigres,
( attenjao! < Senhores, ouso ailirmar que sua senho-
ria ficari salisfeito 1 (Anotados.) Seria inJeciinle*da
ora em dianle pensar ainda no pobre Coortenay : o
janola he morto, viva o janoU 1 (Agilajio) Senho-
res, dizei comigo : Mac Aulav, o matador de tigres,
para sempre I
Secadio frenticamente o chapeo no ar, e os com-
panheiros fizaram onlro tanto clamando :
Mac Aulay, o matador de tigre, para sempre !
Depon todos calaram-se para esperar a resposta
de Christian ; porm este representando at ao fim
o papel de grande Lama, agradeceu-lhes cora um
gesto aflavel, e mostrou-lhes a porla.
Carler atravessoa Jogo o quarto a passos largos se-
guido pelos seus cordpanheiros obedientes^ "Antes
de passar o lomiar, o balalba vollou-se para saudar
Ires vezas, e depois deseeu em boa ordem repetindo
este grito que parta da alma :
Mac Aulay MaC Aulay para sempre !
IV
Urna titaa.
Chrislian vio-os sabir sem tirar a mascara de fre-
za ; mas apenas desappareccram, dansou urna walsa
cora a cadrira que lhe permanecer fiel em sua des-
graja.
Good bu I meas charos, exclamou elle, boa
viageml lenho rendeiros agora, vassallos, esclavos I
Toraoua altilude de jugador, e lanjou um marro
no ar. v
Ah accresoentou, a casa miseravel taajasfor-
ma-se em palacio l Techo entre as pernas *lproprio
cavallo da fortuna Ah I ah!.... Mas faojirnos por
nao eodoudecer.
As fontes ardiam-lhe, lodo tangue allluia-llie is
faces. Chegou a janella para respirar o ar fresco, e
vio o batalbao dos credores dobrando o palo do
sqnare.
O mancebo apoiou-se ao colovello aolire para-
peito. Nada havia mudado em tomo ileih?; era
anda o mesmo co cozenlo sobre soa cabeja, a mes-
ma caljada hmida a seus pes, e airas da grade
viain-se anda at meninas brincando cora a cabra
branca diante da aia magra. As casas informes e
os pevhvyrro rtttflfi
anuo correle.
A companhia pretende fundar' orna colonia no
porto de Santa Ciara ; para o qoe j mandn contra-
tar 40 familias da liba da Madeira.
Traa tambem do estabelecer outra colonia em
mais vasta escala as immediajdes da povoajao de
Philadelphia com familias alleraaas, que espera ra-i
ceber emjulho p. futuro.
O local escollado para esla coioaia promelle pela
sua posij,1o tornar-se um irapertaiite centro com-
mercial da parle do norte da^rovincia de Minas-
Geraes. A companhia possue all armazens para os
seus gneros, e fez construir ama ponte mm 112
palmos decomprimento sobre o rio Todos os San-
Ios.
O futuro abaslecimento da coloniajii se acha de
alsuma sorle assegorado, pela residencia de perlo de
100 familias que occopam na estrada, que vai ter
ao Alto dos Bois, diversas porces de lerreqps em
cultura.
Melllorado o leito do rio Mucury afim deque se
lome, como he de esperar, inais desembaracada e
proveilosa a navegajao a vapor entre o porlo de S.
Jos de Porto Alegre e o de Santa Clara, e aberlas
para o transito de carros'as duas prineipaes estradas
entre Santa Clara e Philadelphia, c futre este pon
to e o Alto dos Bois, tera o commercio desla corle
mais am mercado, eos habitantes dsquelles lagares
recursos de que al o presente Ihes lem sido ISo dlf-
ficil prover-se. A boa fe e perseveranca com qoe a
companhia lem preenchido seus'compromissos, quer
para com o governo, qoer para com o publico, a lor-
nam digna de merecidos encomios.
Canaesda provincia do Espirito Sanio.
Coiilinuam na provincia do Espirito Santo as obras,
do canal do Una, com o fim de facilitar a importa-
ra e exportajao do municipio da '.Serra ; o as do
canal das Itaunas no municipio da Barra de S. Ma-
theos, que deve ligar a navegajao do no daqclle
nome com o de S. Domingos.
O presidente da provincia lem promovido com ze-
lo a conclusao deslas obras
O governo as tem auxiliado, tanto nos anteriores,
como no corrente exercicio. -
Segando as mais modernas infonnajes, Iralava
aquelle funecionario de melhorar a direejao do i
dos ditos caoaes, visto ler se reconhecido ser incon-
veniente a anterior, em razao de ir encontrar
um grande comoro de areia.
Espera o presidente qoe se concloam as obras
deste canal com quatro mezes de trabalho regalar,
e dentro em ujlo as do canal das Itaunas.
A provincia do Espirito Sanio coota dous rios de
grande importancia pelo volumede loas aguas; sao
o rio Doce e o de S. Malheos. Nenhom deiles he
ainda navegado a vapor. No 1 lera-se feito alga-
mas tentativas infructuosas, lalvez por culpa, a rae-
nos n i mr parle dos casos, das pessoas incumbidas
de diiigi-las.
A navegajao do 2 faz-se por me.o de lanchas e
sumacas, desde a barra na cidade deste nome, onde
se eiicontram por vezes embarajos por cansa das
areias qdjtaalli costumam aecumular-se ale' pouco
acuna Vtidade de S. Malheos.
Lu re a provincia do Rio de Janeiro e a do Espi-
riluanio corrn n rio lubapoaua, que olleraae. por
espaco de algumas legua, fneilldade "ara asilveaa-
j.io a vapor.
U pastante cidado Francisca de Paula Santos,
ho intuito de facilitar as eonununicaedes de diver-
sos pontos-da provincia de Hinas-Geraes com o mer-
cado da corle, solicitoatado governo imperial um
privilegio e cerlos lavles para estabelecer no mes-
mo ci aquella navegajao, e para a alienara da urna
eslradn de da provincia do Rio da Janeiro ; visto ja have-los
oblido da assembla provincial de Minas-Geraes, na
parle concernente ao seo territorio.
Posto que nao desconheja a ulilidaile da empreza
todava eutenden o governo que, alem de mais con-
forme ao acto addicional que o privilegio o suas
condjoes para loda linha partam dos poderes ge-
raes, era mais conveniente que om s acto a eom-
prehendesse para evitar divergencias nos doos con-
tratos, e futuros conlliclo. Assim o declaran em
reolojo de consulta ; e ora aguarda a nova propos-
ta qoe (ser promptamente examinada e decidida
conforme parecer mais consentaneo aos inleresses
pblicos. 1
l.ago* Mirim.
Na provincia do RtaBBnde do Sul concloio-se
a abertura do sangreM^Hesta lamia, qne lanos
embarajos oppnnha a naTHrrao, impedindo a com-
municajao entre os seus porios e os da alagoa dos
Patos e cidade do Rio Grande, qne he o principal
mercado da provincia.
Em marj-u ultimo termiuoQ o trabalho da barca
de escavajao ; e de cinco palmos de profundidade,
que apenas coutava o sangradouro, tem boje doze.
Por esta furma remover-se-hao os embarajos eom
que anteriormente se lulava por nao poderera trans-
po-lo]o: hialcs, e ser forjoso baldear os carregamen-
,tos qoe se itastinavam ao JaguarJo e outros pontos
pe lagoi Mirim.
J foi franqueada ao publica a Sua navegajao,
leudo sdo as respectivas obras auxiliadas pelo cofre
geral.
Ro Vaccacaby.
, O dos :or linainento deste rio, de queja vos dei cu-
nheciracnlo oo raeu relalorio do mino passado. he
obra de fcil reaHsaj.lo, e segando o parecer da com-
missa, que o foi examiuar, nao exceder de 40:000
re*.
O governo, apenas foi informad des vanlagens
que devem proceder da navegajae deste novo auxi-
liar do lio Jacuhy, Iralou depara ella eoheorrer,
coadloy indo os esforjoi e diligencias do* digno pre-
sidenta da provincia
O rio Vaccacaby lem um curso calculado em 43112
leguas desde S. Gabriel ate a sua for. no Jacaliy.
Deslas 43 t|2 leguas, sao*ileiramenu de franca n'a-
vagajo mais de 32, nove careceiu I deseartina-
meiile em suas margens, e restam apenas 2 Ir2 le-
guas qoe reclaraam maiores e mais difflcais traba-
Ihoj por adiarsejsseu leito(otalmente obstruido,
Segundo o qua informa o presiilente da provincia,
a commiiso qoe foi Lm ordem sua explora-to, as-
desembarVj ftja.idaas leguas, o rio
na vecera o aiRTI mais fseit do qta* a
MssaVatasJfatai
imB|oa-S
ity. eoutrs?eat'dmitiirdu-a/o futu-
ro vapores, se frmelboraUa a sua canaliiajjfo.
Se for possivel por me,o da aberlura de um pe-
queo ci'iral communicar as iguas do Vaccacahy
com algumdus mais prximos alRuentes do Ibicuhy.
oblara a provincia de S. Pedro, e com ella o impe-
rta, impc rtanlisiimas vanlagens para o seu commer-
cio. Bai attender a que por este meio poder-se-
na navegar desde Porlo Alegre at o ponto onde ter-
mina a cavegicao do Urucaav, sem dependencia da
sua fez cu Estado Oriental.
L As vanlageas da rcaliaajao de um lal|projecto sao
(Ao clarai que dispensao qualquer demonslrajo. Va-
le pois a >cna de ser esludado, procedendo-se a exa-
roes no trredo.alim de se reconbecer se he pratica-
vel e com qae despeta.
Araguya eTocanlins.
falla de gente para o servijo do 1. desles rios,
o grandes difliculdades na preslajao de recursos e
nruVideiM ia*. lend-se de Iranspor a enorme distan-
cia que viiide presiilio Leopoldina, na continencia do
rio Vcrmulho, a cidade de BHm, fizeram com que
temporariamente se suspendesse a fuudajau dos pre-
sidios Januaria abaixo da ilha de Santa Anna, e
Santa Isaliel fronteira mesma ilha, territorio da
provincia de Matto-Grosso.
O ['residente da provincia avista deste convenien-
tes lornou a dehberajao de empregar a forja esta-
cionada nestes presidios em outros pontos mais a-tap-
iados,para livrar das aggressoes dos indios selvageos
a estrada denominada de Amaro Leile, per on-
de|se podem fazer as. comiunicaede* da capital da
provincia com as comarcas do Norte poreamiuho
mais cort.j, e assegurar a navegarSo do Tocanlins.
Comquinlo nesle rio se encntrem embarajos
maiorese nm escala mais elevada do qj no Araguay
nao deve .omludo ser desptesada a soa navegsjao.
Para isso he ufllcicnle que se aleuda extensa
que ha de povoados bandados por elle, e ao Picio de
ler-se al hoje mentido a mesma navegajao, emboca
em poni pequeo, a dcspajlo de todos os obstcu-
los que se lhe oppoe. **xT
Nao deve todava prescindir da do Araguaya, cu-
ja uiiliJade e importancia nao pode ser posta em
duvida. Para realisala, porem. he indispensaveli
elevar a verba designada p.ra temelhanles ohras, tr
adoptar-se nos Irabalhos tendentes a felicita-la, e no
eslabelecimenlo e manulenj.lo ilus presidios Ue sua
margene, novo svslema que seja mais elcaz.
O presidios do Araguaya nao se pode rao osten-
tar, estando em enorme distancia do centro da ad-
ministrajao de Goyaz, e havendo de permeio lant
lugares deaerlos ou em parle habitados por indi
idet
denegridas nao tioham aberro as tristes vidrajas de
suas anellas, e lodavia Cbrisliaj nao recoiitiecia
ais esse quadro, cuja melaucolHaombria impre-
sionara- duas horas antes. Tildo parccia-lbe ale-
gre, o eco eslava luminoso, as casas risonhas, a elle
lomava os canleiros de llores que havia no square
pelo canto mais delicioso dos jardins de Armida.
Estou cerlo de que nao sou o ludibrio de am
sooho, dizia comsigo. Essa boa gente veio volunta-
riamente oflerecer-me o laxo prodigo, a elegancia
andar., a vida como sempre a sonbei. Viva Dos I
vou fazer-m* famoso.
Ah 1 miseraveis! exclamou vollando para o
quartd e laucando as pistolas um olhar insolente;
eris vs qoe qaerieis malar Chrislian Mac Aolay de
Baltimore Um bravo que resisti as garras de to-
dos os tigres da India!
Trra inlerrompeu-se, estou sofibeado! Essas
paredes noas fazem-me horror I Lia, minha|miseria,
nao cooheco-le mais I
Tomn o chapeo e lanjou-ie para a porta. Foi
entao que reparou que Tom Borne introdazira-se
branda mente emquanto elle con versava comsigo mes-
mo janella, e qae o palife, segundo seu coslume,
eslava em p no lumiar.
Christian parou perturbado. Tom Borne sorrio
com astucia e disse:
Bom negocio, senhor Chrislian, bom negocio!
Elle escaln Techadora.' disse comsigo o ma-
tador de tigres.
Ah! lornou Tom; confesse que nao esperava
por isso .'
Chrislian raetteA a mao no bolso, lirou as duas li-
bras esterlinas que resljvam da lieranja do tio, e
disse :
Toma para beber, e cala-te !
Essa he boa! responden Tom repellindoas
moedas com diguidade; Vmc. nao me couhece, se-
nhor Chrislian .' Cada um ganha a vida como aJI
nesta valle de miserias. Somus destinados a tornara1
ver-nos!
Esfregou as raaos brandamente. e accrcseenlon :
,jBom negocio bom negocio miss Jane ha de
fi carean lente.'
Chrislian recuou Ires passos, e ficou paludo como
om cadver.
Jane I repeli curvando a cabeja.
Nao linha pensado nclla'.' pergunto Tom in-
genuamente.
A fronte de Chrislian eslava cubera de suor.
Quando ella sahio, eontinuou Tom, disse-me
qae ia buscar diuheiro para lira-lo do aperto... Coi-
lada I -
Chrislian laneou-se sobre a cadeira, e mellen a ca-
beja entre as maos. Tom Borne eonlemplou-o cu-
riosamente e pergunlou ainda :
He para ella essa carta qoe esl sobre a mesa?
Chisliao levantou-se como furioso, agarrn a caria
e rasgou-a em mil pedacos.
quu muitas vezes pratieara hostilidades. A tal dis-
tancia, nem o armamento dos presidios, nem o abas-
lecimento de geoeres alimentarios nos primeiro*
*mnos, slo facis de realisar ; nem finalmente a dis-
ciplina militar he possivel msnter-se para segurara;*
da mesma colonia.
Escusado ha realar-vos a grande difculdade que
ha era achar-sa um sacerdote, e ainda mais om me-
die que se anime a ir vi ver, em taes deserto, die-
ta udo o mais prximo dos presidios cem legua* da
cidade de Goyaz.
O melhor s'ystema a seguir-se para promover esta
navegajao, e para sustentar os presidios em saat
'";" rw i- uJnnr w cdeia do*
** mos-pieeMli, je*, asuro antrpr-aimc-j nos das
oulios, motaamente se auxiliem. coMocatido-se o
prinreiro na vizinhanja de algara lfsips onde se pos-
sam eoconter todos ou a mata) sarta dos recortas
de qoe necessilcm os immediato-. Desla serte todos
os presidios poderao ser com facilidade fornecidos
tanto de manlimentos, como de ardas, mslrysnerr-
tos de lavoara, remedios, etc.
Como a provincia do Maranhao limita com a par-
te septentrional da de Goyaz, a he aqoese ach po-
seas recursos e vizinhanja mais habilitada para presr
lar f. segunda o auxilios necessarios para maoulea-
jao i> seguranja nos presidios, convem qoe laes es-
tabe eciuienlos tenhara cornejo em territorio* tao
prximos, qaanlo for -possivel, dos povoados osis
importantes dessa provincia margem direita do rio
Tociinlis, e qoe se acbam em relajo com o merca-
do de S. Luiz.
Se guindo as margena do Tocanlins, abati da vil-
la C; rolina ale a sua cooflueneta eom o Araguaya,
se iro fundando os presidios em razolvel distancia
uns apos outros ale eacoolrar-se os da Piadade, -
Jamimb, ou da Leopoldina na linha do altimo rio.
Desta sorle, recebendo estes presidios ludo qnanlo
houverem misler opr intermedio da provincia do
Marmihlo, havendo facilidade na cdbranea dea
veocimeotos da forja, que nos mesmos presidios de-
ver estacionar, pelas relajes que, comosabeis,
man em o mercado do Maranhao com a villa Caro-
lina ler-se-ha conseguido o desidertum do governo
e das provincias ribeirinhas, qnaoto navegajatado
Tocaatins e Araguaya.
"Os presidios preparam terrenos para falnra* ja-
looias, que iro seguindo o mesmo systema en saa
fundara e collocajao, A nao ser este, nao vejo
meio mais adaptado para obter-se o fim que se do-
seja, visto cosan seria cheia da inconvenientes a pro
videncia de mandar-te fazer os suppriraettaM por
meio da provincia de Para.
A distancia era qae te acha a provincia do Us
dos pontos mais povoados dos do Para ; os ai
jos. por ora nao removidos, que eoootitra. a
jaodi rioTocanlias entre a p*tstfota casi
do I taboca e for. do Araguaya, Htariam grnitsima*
dfiiculdades conservarlo e sOManajao dos presa-
dlos.
Netas distas dn-talo o governo ullinamente soa*
orderis aos presideades das provincias ata, Maranhao
e de jo\ az.
0*r;ic3*.
A cumeaJssanile enganheiros, con qaanlo nao le-
lil i podido satisfazer a todos os importantes este*
sos, que Ibetao prescriptcj ne seu racalameBlo por
falla de aoaflirese deelemanlos indispentaveitpara
taes Irabalhos, lem comludo coadjnvado o gaverno
nao s dando-lhe saa parecer sobre as materia* em
que terh sido cootcrllada, como elaborando diverso*
Irabalhos, levantando plantas, precedendo a ex-
ames etc.
A iitspecjao das obras publicas, a cojo cargo attao
todas is qne correm pelo ministerio dos negocios do
imperio nfeiloimunicipio, lem- deteupeaJtade satis-
do. A sua roorganisajao, bem como a da coramis-
s3u de qoe acabei de tratar, ser tambem Hendida
na occasio da reforma das repartirles ligadas ao
ministerio do imperio.
5 1.
Estradas de ferro.
Poso fefizraenle annU^^Bos que considero hoja
corlados os embarajos, que i i agora, despeilo de
lodos os meus esforjes dflH eos autece-soret, te
tero opposlo proiuuja realis**
Tivn a boara de '*rf_^H passado,
que depois do superadas
o enviado exlraorrtinarioe rtenciario
do Brisil em Londres con*) lala-ia am
16 de novembro de 183^|
tores, que por sua inspmrsnj
quellapraja ofTereciam as na i ores o man
seguranjas.
Tive Igualmcnle a honra de informar-vas, qae o
estado, de dia em dia mais eetoplfcado, dos negocios
do Orieule, e o rompimento da guerra erftre as prin-
ipaes potencias da Europa paraIfsaram o andamen-
to da empreza, verificando-o o caso em que, se-
gundo a clausula 5? do contrato, suspendia-seoearso
dospnzos estipolsdos.
Nao tendo melhorado a* circnmslancias, eonlinn-
arara i a eoosas no-mesmo estado, nao te animando
os concesionarios ao roano* a mandar os engenheiros
que deiiam fazer as explorajoese aludos, e formar
os planos e orjamenlos qoe dentro de H mezo*,
contados da dala da convenjio.linbam deser sujeilos'
a appnivajlo do governo.
Inalados por muitas vezes pelo ministro do Brasil
para esle fus, declararam o* contraladores qne, a
vista dos planos apresenladot, a e-Irada oflerecia em
alguna lugares diflculdades taes qae a tornaVam im-
possivel, commercialmeoJo fallando; que laes
nos de iida ibes poderiaVtServir* e que portan!
nao sendo snfRciente a tomma filada para aa di
zas, prc pnnham ao governo, qae mniidast* 1
o fazer sua custa os pistos, secroes e
levando depois o seu importe a co'nla da companhia.
i. Nao j algo, o governo conven ien te acceitar seme-
lhanle proposjao, u (encta-lhe logo depois corana-
ido o presidente da provincia do Ro de Janeiro,
- |iii provincial n. 714 d 13 de oolubro de 18S4
i sua disposijaoa garanta de um juro ad-
-143 por ceato.como fita de facilitar o levan-
- capiles e apressir as obras dessa estrada
potito departida alos limite* daquella
le Minas ajeries e S. Paolo, ex-
. instruejoes ao
Ah! ah disse Tnm Borne espantado.
O mancebo percorria o quarto apretadamente
raurmurava:
Nao, nao posso engana-la I Mat nao acha
duas vezes semelhanle occasio de enriquecer I
Entau qoe devo dizer a miss Jane? lornon
Tom Born.
Chrislian nao ouvia-o ; pois pensava: *
-- Nao umarei jamis ningnem como a ella! Ml-
nha linda Jane I Oh! qoando en for rico, jaro qae
ella participar de minha felcidade 1
Fez om ';eslo de afeitar Tom ; mas esle nao mo-
veu-se e reoetto :
Qoe devo dizer-lh?
Chrislian despertou a achou o sorriso de Tom Bor-
ne amargo como a aecusaja de saa conscienc*. Ir-
rlou-se poique nao tinha razao,' e lanjou Tom no
meio do quarlo gritando:
, Vai para o inferno/
Depois deseco a escad de quatro em quatro de-
graos.
Toro Borne ficou muito aturdido ; mas sua philo-
sophla nlo )>ertarbou-se.
-** Vai pira o inferno murmurou elle esfregan-
do as espadnas. Essa he boa I ambos nos vamos pa-
ra l; porm lo corres mais do qae ea. '
Assenlou-se na cadeira, e ponsoo :
Eudevia ter tomado sempre as duas libras;
mas sei qual he sea novo nome, e hei de acha-lo.
No fim de mel quarlo de hora ouvio na escada a
voz de Jane que chamava alegremente Christian, e
disse: >
Eis ama viuva I
Jane abiio a porta, e lanjou-so no quarlo
mando: ,
Christian! meu Chrislian! nao sabes?
jiobre prente de Bond-Strevt morreu ha um an
e leinhrou-sc de mira: sua antiga aia entregou-m
dinheiro...
Tom eslava mmovcl escutando, e pensava :
lojelio dia dos uaulios inesperados.
rraodo-
^^Som. -urna rapariga bo-
Umenle quera consol,
ridente que nao quera
aferrada a ultima espe-

eraoca, replicis To-a,*snt)c.
le nao esl preso !
Levantou-se porque rapariga vacillava. Ella
cahio sum forja sobre o assenlo, e balbncioo oppri-
mida por n espasmo :
Eolio elle voltara ?....
Tom meneou a cabeja negativamente. Jane es-
lava mais mudada que urna defunta.
Pelo amor de Dos I exclamou ella em um ul-
timo esforro, onde esl elle, diga-me onde esta 1
Tom hesitou nm instante, depois respondeu:
Aqu oo all, pooco importa, miss Jane, (.loan-
do a ger.ta vai-*o dizendo : Hei de voltar a distan-
cia he nada... mas....
Entao Chrislian abandonou-me 1 disse Jane
cruzando os bracos sobre o peilo arquetante.
Seus clhos na linham lagrimas; ella eslava lio
bella em seu desespero qae Tom Borne leve uro
movime lo de piedade e disse-lhe :
Ooja-me, miss Jane, agora qae elle esl rico,
> me. qoerobriga-ln a desposa-la.
procurar tea
Janedl|i|;io-se a luar onde estivera acama pa-
ra laucar ali o rlale; mas parou espantada, vendo
o quarto va lio e exclamou :
Que significa isto V
AvisidntTom assenlado jonlo da mesa, e pergun-
lou-lhe:
Chrislian? onde esla Christian t
Tom tinhi os nllios filos sobre um sacco qae a ra-
pariga (razia debaixo do brajo.
O senhor Chrislian foi-se, responden elle.
Qoe loucnral exclamou Jane incrdula.
Tom ergueu os hombros. Jane cootinnava a sor-
rir; a idea da fgida de Christian nao podia entrar-
Ib e no espirito^
Ah disse ella repentinamente, os meirinhos
vieram aqoi, e metteram-no na priso I
Aquella sacco, calculava Tom, tem qualro-
ceolas ou quinhenlas libras.
se \ me. qoerobriga-ln a desposa-I
Rico repello Jane parecendo
pensamento, Christian esl rico?
Elle tem palacio, carruagem 'e Ires ipil e l
Ah I,... disse dando um longo suspiro.
Ah I... disse Jaae dando um longo suspiro.
> falln mais. Sua linda cabeja cahio para
atan seus bellos olhos fecharam-se ae mesmo tem-
eslava desmaiada.
Oh miss Jane I exclamou Tom, miss Jane!
po:
Quer que va buscar-lhe urna copo de vinho. liee
o mal das mulheies! desmaios sempre desmaiot!
l'ouiou o sacco qn eslava sobre os joelbos da Ja-
ne, e colbcou-o sobre a mesa mormurande .
Sim, sin, quinhenlas libras peto menos, lalvez
seiscenlas. Apollo que tem seiscentas!
E sem dovida para ver se teria gaobo a aposta,
Tom Borne derramou o conteudo do sacco sobre a
meta. Cuntou o ouro, dividio-o em dea* partea
iguaes e methodicamente dispostas, e accrescenlon:
Tenho piedade dessa pobre moca; estou cerlo
de que ella vedara ludo isto para sebera habita-
cao dase* palife da Chrislian ; mas tomar-i sement
melada ; porqoe devenios ter consciencia.
Tendo fallado ateim na probidade de ten coracSo
Tom loros tiroa fogo, accendea o cachimbo a lan-
jou Ires ou quatro baforadas as ventas de Jane a
qual essa medicamento elementar resliloo o aso dos
SQfilIQOSe
(f'onfinttar-nvJso)
^
r
4


*r
oiilro para que oblivesse dosconsossiona-
rios a iubstilnicao de alfiuma clausulas da conven-
o dito raez, en compeusarSo do augmen-
to da (aramia.
liam a& modifc\;oes exigidas no seguate:
ilituii.au da da jaula 3i> da convengo, re-
sxhor oa precos de transporte;
rao da clausula iii, fixando-ie o raais
lio, em que divatseni comerar oa Irabalho
Bt, e i coDs)tuaa.o da estrada : '
a redcelo do praio para a coucluso das obras
marcando le o de.seis auno para toda a linha
no caso de nao ser islo poisivel, o de ciiict^~-com-
pleta Urminacao da inesma linha aojjy" at o rio
i'arahyba. ^*-**^
Em 6 de deiembrorej^ o ministro brasileiro os
concesionaric-s,^aaa**elltou-lliea urna proposla pa-
ra novicio dj^a'Tito.
i dilacao para ai sua reaposla definitl-
daqaelle raez. visto terem de consul-
ontritonles Petloe C." ; dilato que foi ain-
togada at ti, e depois at 10 de Janeiro,
lor lina, achando-se os coniraladores, ja empenlu-
dosero tao grande numero de emprezas nos lempos
difileeiKemqueestovam, e dr clarando que nao lliea
era poiiivd incumbircin-se de taes obras, em nova
reuniain da 17 de Janeiro resolvern! os eoncesslona-
rios prcipor a rescisao de convuncao.
Aceita a desisleucia, ec tendn o ministro do Brasil
que eru melhor nao ligar-se o governo, por novoa
contratos e concessoes sein ter segurado a execucjio
da obro. Assim, depois c e proceder as necessarias
diligeriaai, contrtoo-a directamente com Ed. Pri-
ce, limitando portel a liaba parle da estrada qua
se achava nivelada, e orc-ida on urna exlenso de
17 lp milhai; e com eltocelebrou, era 9 de feve-
reiro ultimo, o contrato a anexo.
Apeiiaao goveruo o receben e examinou, julgou
3ue nao poda,, procedendo dn conformidade com as
isposii;5es da le de26 de janho de 1852, faier pe-
sar dkiaeUmente sobre > thetouro oa encargos da
conslrucjao da tirada de ferro, e conaegaintemente
trato logo de combinar os meios de organitar urna
comparta, para a qual Uansftrisse todos os direitos
e obs do mesmo contrato.
Pare eu-lhe timbera que,.le poucu provelo po-
deudo ter para o pato una enpreza que tivesse por
m a rialisacio smenle da tarto mais fcil da :m-
porun e linha autorizada peta iiada lei e 26 de )o-
""\
OURlQ DE PtBMHv uv

1
abo, c. ovinlia lano por isla consideracao, como no
intuito de levar effeito m toda a aua pleailude o
peosaniento sensato aquella lei. formara coropa-
nhia Ic-ko para toda a estrada, comprehendendo nel-
la, alm daMirecclo coalratotla pela exlincta meta
ae directores de Londres, o prolongamento do ra-
mal do norte at o porto 'Novo do Cunha, o que
abraugn aproxittadamento uimi extensao de mais 30
rnllhat.
Decidido este ponto, ptittoa o governo a nomear
urna ccmmisalul para o dito flm, composla do vii-
conde lo Rio Bonito, ,dc. Dr. Caelano Furquim de
Alaaeida, JJoao Bsotisla da Fonteca, Jos Carlos
1,0 Militao Mximo deSooza, a qual expe-
Cpes regulando a asiisnatura e distribu-
es, c formulou o contrato e estatnlos que
5 tk' companliin.
Ktrabalbos encontrareis entre os docu-
ijonlosao presente relatorio. A commissao
ilnnunciar 01 das em que devem ter
ar os pedidos para as ai (e*. lia quasi certeza
de que serao tomadas imraediatauente todas as qne
*e liveiem de emtir ; e pode-te contar que at
meiadoidomez seguinle oslannrieGnitivamente or
mnisada a campanhii.
As obras ra estrada devem coro ecar dentro eui
mni poico lempo, achando-se ja nesla corle 6 en-
Snheiro priucipal Auslin, encarregado pelo con-
itado de dirigi-las,
Espei-a-seem rev*eliegaca de vallado nu-
mero di; operarios, dos in trmenlos e material ne-
cessarioi, parte do qaal ja tem vindo.
Segundo o contrato, obriga-se Price a concluir
a obrai ato a raic da aorn no prazo de dous an-
no e ,a,ejo, a fornecer o uiacliiismo telante, tu-
tto fr necessario io andamento e cosleio
^Kmedanle a somma le 500,084 libras, se
CS. ChristovSo, o (29,*M M-pulir do cam-
pode Si Ha Auna.
tabilisando-se pela solidei das obras por
Se* 5- if0'' de concloid. epostou para este
25,1)00 libras que s lite sera restituidas pas-
lj prazo ; e presta-;* a tornar a si o costei
Ida por dona anuos, te assim o exigir o go-
inpenal,ojeiton gasoei iue veris na respectivo nitrato. *
io qie formaloo para n nova companlie pro-
curoo o governo alkfder, quar.to !oi possivel. aoa
em;s publico.1!* entretanto delia-ia unica-
uieote.i merced* garanti do juro.
sirn determinoo que t linha da estrada, depois
ifartidesla corte, e trnnspor a sorra do mar,
ndu pelo municipio tle Iguassn' se dividiise
ofln rtroaes, um dos qjaes ir ter ao porto da
aeboai a na provincia de S. Panto, no Ingar em
eeorreca a ser navegavel o' rio Parahiba. Este
ramal aitrahira'os prodoclas de muitos importan-
tes municipios de erra cima da provincia de Rio
3 Janeiro, e de outros nao roeuos importantes da
eovinc de S. Pa-nlo. O outro ir pelo valle da
Farabib i, na direccaa da |>rovinciade, Minas e-
raea, paando pelas tres berras, e termiuando no
Porto N >vo do Cnnha. Esto linha, qne devemot
r immensamenle productiva,'pela expor-
s de muitos producto! da provincia do
faneiro, como dos Ingares adjacentes da de
i i terses, assai coi.correm' para augmentar
re-- de toda a eslrad, firmar a serte-da com-
a. e assegurar em nm futuro menos remoto a
lioaiicao da linha geral al o rio de S. Francis-
>, se antes nao puder apr<*eitar a navegacao do
rio das /elbit.
ojrirouui imenle por Irinla
e tres an uo, e reserva os direilo: que constam do
central longo seria aqu referir.
o de dirigir-mo a urna asserabl.i
disptnso-me" de qnaes-
ideali9va mostrar as incalcula-
lem reaulLK para todo o im-
Jade pesa a corle, provincias
eTOorde Janeiro, desta estrada
ja importancia lobrou com o prolonga-
flina alem doa li nile contraUdos na con-
vencao ita Londres.
oro oprovar evidenleniente, lalrez que
dentro em mni pouco lempo.
pha debalde que, aperar de lodos os erobaracos,
stee o seu cornejo too. ostn estrada eocoulra-
ds todds os ohitatulos, que tantas e too
diversas circumslancia ;iierarx nascer, impe-
ndo os meus antecessores, i despeilo de tuas
roelbore intense a esforros, de realiza-la defini"
iti, e ao ministerio actual de v-la ha roais
:mpo, pnnnptsfda, tem ela despertado comanlo-
mente o ilhoiiasmo. Este enlhuiiasmo predomina
anda ho,e entre todos' o notson fazendeiros,
commenio, e em torta a popalacao.
Elle he o annuncio de urandeii beneficios e de
emelloramenlorealeriemdolda omais iro-
portante, que a muiles raspeitoi far rnudar fa-
ca do paz, assegurando-lh( om futuro risonhs, e ri-
ce resal1 ado os mais satisfa :lorios.
j| \r.itrada di Mati.
la estrada, cjo transito foi iberio em mais do
i fiodo, eoniiima n pretlar servieo re-
queeosste aogorerno que haja nelle oc-
corriiJo nenhum ncooveoii ote nolavel.
O numero de pesseas q ji por ella passaram Sesde
ow""1 Tl.*! maio (i 3I d" deral>ro, foi de
19,175, produan Jo a reodi de M.8I1J0. .-.
Emo pnmeiro de nowmliro coret-su a prestar-se
ao raneiwlede.argas, e os reifectitosfrejes ptv-
diiziram 13:301? \
, P "^,d3>ada, segundo o* calcuos apress-
tados, inchiindo-se nelaus a con;
e SW.1::
" malerfa" (fii
Na inluaae^i
poli al( o
Porto Novo-do Ci
I'elro-
Heitado
de por
arlas m-
r^l f t^*,s de
masts. e de ter mandado eliminar pelo coge-
ro civil c. B. Lsr a linha nl o Parahiba, on-
oterretwpre9ela meiores difflcnldades, jal-
gnu qne nao poda"annoir i garanta solicitada.
Aiem dos inconvenientes do lerreno. foi levado
nesta sos decuso pela neresoidada de atlendcr a que,
so na parte etaminida, forcoso llie seria garantir o
jes correspondente a nm capital nao menor de 11
mil contos de res.
Reslavaaindi o ramal do Porto Novo do Cnnha,
cuja eil.ca., no se poden*) calcular em menos
do a 10 legaH, |.*ia E ponioo a companhia dsclarasse no sea reque-
nmealo^ae, a nao ser-lhe concedida tal garentia,
desista do contrato que hatia atfiznado em 858,
pretorio o governo aceitar tal desistencia, e encor-
doraro inmal do Porto Novo doCsoha li.ha Be-
lJt65 e PBdro "' "imo T0S 'nformei
quando tratei deesa eslrsda.
Atlendeu para isso* governo a que com esla de-
icao apenas lena de garaor nm capital de 2
ionios que accresceria, lamo accrescea, ao to-
la Hulia geral. Esla uu.;a consideracao dispeu-
I^Medc entrar em oulros pormenores sobre -'
( Con'nua.)
dar da limpeza da cidade como reclama a saude
blica, cumpria qne a cmara mandesse
providencias qne devem preceder a suo|T:a trans-
ferencia.Eslando sobre a meM>*^>ro>'marao que
mandado do presidente dadacamar,), dea o fis-
cal da fregoezia de^*i~i respsiio do estado da
refer la obcj^^J^Tiatadouro, e do que se fazia mis-
ter jja*f1eT poder effeclnar a mudanca, avista della
ol cu a cmara se reipondesse a S. Exc. que nao
era possivel operar-se j s transferencia por fallarem
ao esiabelecimenlo, alem d oulras obras iodispen-
saveis, a estrada que para elle conduz, que nao esla
anda acabada, c os curraes, precisando de atorro o
lugar para estos destinado.
Outro do chafe de polica, commnnicaudo*a de-
mora da inhumarlo' no cemilerio, do cadver do
senler riadojpobre, Pascoal I.essa, -que haveode fal-
lecido na enfermara da cadeia desta cidade as fO
horas da manliaa de 3 do corrente, e o respectivo
enferineiro, tem como o carcereiro, providenciado
em lempo para a sua inhumaeao, acontecer que
expedida pelo proc6rador desla cmara a competen-
te gua ao emprezario de carrol fnebres, Antonio
Bernardo Quihteiro, i quem foi ella apresentada'iit
9 horas da manhaa do da 4, s as 4 dessa mesmo
da, tora o cadver sepultado jam estado de cor-
rupta, com offensa das medidas sanitarias e com-
promeltimenlo da saude publica. Pedia o l)r. che.
fe de polica providenciasse a cmara de modo que
se nao reproduzisse semelhante fado.Retolven-se
que o fiscal respectivo ouvindo ao dito Qninleiro,
informaste acerca deste objeclo.
Uulisdo mesmo, transmitlindo alim de quedel-
lai tivesse a cmara conhecimenlo, e Ibe detse o des-
uno conveniente, copias da- relacoes das aaslas im-
postat pela delegada e subdelegara desU^ade por
inl'raccOesas posturas.Que se transmillissem ao
prucaiador aquellas de que nao tem elle anda co-
nhecimenlo para o fim conveuienle.
Outro do mesmo, eipondo a oecessidade de te lo-
marem providencias tendentes a reprimir os'erimes
e abasos praticadns, a' cada nasso pelos condoctores
de canos, mnibus, e outrotVhiculos de couduccao
apona ido alguus desses fados, e oll'erecendo neste
sentido para que o lomasse a cmara em' contide-
raeflo, convertendo em posturas, em projecto de
medidas.A' commissao de polica para com ur-
gencia rever o trabalhoaddilando-Ihe e supprimin-
do o que for conveniente.
Oalro do advogdo, dizendo, em resposla ao que
a cmara llie 'dirigi em 31 de maio, ser soa opiniao
que i villa do art. 24 5 i2 parle) do decreto n.
722 de 35 de outubro de l&O, e da lei a que tile se
refere a mcompatilidade do exercicio simultaneo do
lugar de oflicial da guarda nacional com o de juiz
de paz, da-se em lodo o easo, quer os guardas da
companhia do mesrao oflicial resi.lam no dislriclo,
em que tem ello de funeaJDtar como juiz. qaer em
outro, e que portaulo pira entrar neste exercicio
devia deisar aquello.Inleirada, e que ueste senti-
do se ioformasse a S. Exc.
Outro do procurador, remetiendo os balances da
receila e despera desta cmara do mez fiodo, e do
cemilerio publico do trimestre fiado ao ultimo de
junho.A'commissao de polica.
Outro da subdelegado desla fregoezia, rogando
mandasse a cmara pagar ao Dr. Ignacio Firmo
Xavier o Irabalho de te prestar a 2 corridas sanita-
rias pelas Libernas, no mez de janho ultimo, demo-
rndole em cada ama oito horas consecutivas.
Qn'e te pagasse 168000.
Outro ds fiscal de Santo Antonia, ponderando ser
conveniente remover-te a lama de algnmas roas,
deitando-se em seo lugar porc,ao de areia, a fim de
(orna-las em estado de limpeza.Que indicasse
quaes ai roas qne mais precisan) de calcamenlo, a
fim da eeieprcsonlar ao Exm. presidenta da pro-
vincia obro.a neceisidade de faZe-lo.Igual ordem
mandou-se xpedr ao fiscal de S. Jbi.
Oulro do engenheiro cordeador, pediade-the man-
dasse a cmara pagar aquanlia de 89200, que des-
pcndera.com a compra, e aasentamenlos da 2 esti-
vas na ponlesinha da Tacaaa, em lugar da outras
tontos que tiraram.Mandou-se pagar.
Outro do mesmo, remeltendo asa eumprimento a
ordem de 16 de maio ultimo, a planto e orcamenlo
da estrada projectada pasa a freguezia da Varzea, a
partir d? de Pu d'AIho, na importancia.de 3:2009
>"'Ao vereador Gamero, para enlender-se com os
proprietnriosdaquelle'logar, qae prometieran! es-
pontneamente Contribuir para este melhoramento,
e ver com quanlo querem realisar aspa prometa.
Outro do fiscal de S. Jos, psrlUipaodo que na
semana de 2 a' 8 do correte se mataren) 6l retas
para consumo desla cidade.Ao archivo.
Outro do vigario da freguezia dos Afogadot, n
metiendo o mappa dos bnptisados daquella fregue-
zia no semestre de Janeiro a junho do, corrento au-
no.O mesmo destino.
Ontro do fiscal da freguezia de S. Loraoco, de-
clarando qua no primeiro dislriclo daquella fregue-
zia s malaram para seu consumo 59 retes.O mes-
mo deslino.
A cmara altendendo ao que lhe reqcereu Alha-
liba Cezar do Espirito Santo, arrematante da abra
dos reparos da casa da ra da Florentina resalveo
que corresse de 2 do correle o prazo mareado no
tormo d>; arrematacao para elle dar prompla a obra.
Mandou-se que o procarador compraste a colleo
clo das leis geraes do aono passado.
Despacharam-se es pelicoos de Aolonio de Peala
Boaventura, de Antonio Pereirade Ferias, de An-
tonio ButeUioPinlo de Mosquita, de Antonio Alvet
Barbota, de Auna Bensdicla Gomes, de Benedicto
Jas da Costa, do pretoito do Hospicio de N. S. da.
Perda, de Delfino das Anjos Teixeira, de Francisco
'Ignacio Pinto, de Jos Marlins Moreira,,de Jos Ri-
beiro, de Manoel da Cosa Rabello, de P.scoal Alves
deAgaiar, e lea|*i|ou-ss>4 sessao.
Eu Manoel Ferreira Accioli, secretorio a escrevi,
Barao de Capibaribt, presidente.Gameiro.
(Hiedra. liego.Mamde.Barata de Almeida.
' a------
REPARTIQAO DA POLICA.
Parle do dia 1 de agosto.
Illm. e Exm. Sr.Levo ao conhecimenlo de V.
Exc. que das difireme* participarOes hoje recebidu
*esta Mtiartican,consla que foram presos :
-i Pelo jaizo de direito da segunda vara, Boaventa-
sa, Jos de Castro Azevedo, por falleucia.
Pela subdelegacia da freguezia do Recito, o pre-
avo Francisco, por andar fgido, e o portu-
z Jos Francisco Galvao, para averigaacSes.
' subdeleeacia da freguezia de Santo Anlo-
bPanlino de tal, lambem para averiguacoes.e Ro-
"Antono, guarda nacional do segundo balalhao
de infamara, sendo logo pollo .dispojicao do res-
pectivo c.iminandtiite.
Pela imbdelegacia da freguezia de S. Jos, Jos
Silvestre Bezerra, por se adiar pronunciado.
E pela subdelegacia da fregoezia da Boa-Vista,
Podro de Alcntara dos Prazeres e Panto Jos Cor-
deiro, por briga, e JaliSo Francisco de Paula,por es-
tar pronunciado.
Pela commontcacao qae dirigi a esla reparlico
em dala de 30 de julho lindo, o capillo delegado do
termo do Limoeiro, consta que foram all presos os
criminosos edesertores Manoel de Franca, Manoel
da Rocha, Thom Jos de Moura, Jos Fraucisco, e
Jos Bernardo Pires, lodos proceaudot, menos os
desertores que j foram reraetlidos.ao commando
das armas.
Por communicacao que boje me fez p delegado do
priraf;iro dislriclo deste tormo, consta qne fra preaa
pela subdelegada do ditlricto de Grvala do tormo
do Bonito, a parda Lniza, escrava de Amonio Sera-
fim da Silva, de cujo poder fugra em a noile de 23
Joto l.niz de Freilas tiaimaraea, para
averiguarles policiaes.
E pela subdelegada dot Afosados, a prela escra-
va Joaquina, por andar fgida.
I)eot guarde V. Exc. Secretoria de polica de
Pernambuco 2 de agosto de 1855.Illm, eExm. Sr.
eonselheiro Jos Benlo da Cunha e Figueiredo. O
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BIOGRAPHIA DO VISCONDE DE
GOIANNA
(Hicicrhl.i a asea fllhaAyrede Altm
qnerqae l.nina. <.! iiilmitr da qaart o
ana* da Facnldade do Reclle.
On dcil egardei aux vvanti,
On ne doil rfbx mors que U verile.
( VoUttir.)
Um desses bomens, cuja vida inleira he um con-
tinuo sacrificio a prosperidade e gloriare teu paz,
om desses caracteres nobres e raros que a Providen-
cia enva de scalos ern scalos para executores de
seus planos, e desappareccm quando ja nao sao ne-
cessarios, por terem cumprkto tua missao, foi sem
dovida o Exm. Visconde' de' Goianna, cujo nome
t he o mais cmplelo elogio ; porque elle es-
lo ligados, como o effeito a causa, como a sombra
aa corpo, os grandes successos de nossa gloriosa in-
pedencia, porque elle record ai virtudes, que
adornaram esse Brasileiro illuslre, e o apresentam &
posteridade, como om typo digno de imilarao.
Urna poca tempestuosa coube por sorle a soa
exislencia, poca desastrosa e lerrivel, m qae can-
eados oi homens de arrastrar os ferros da lyrannia
Irabalhavam porscudi-ios e revndicar a liberdade
mas por isso mesmo poca de provac,das, de adhe-
soe, de sacrificios e grandes feilos. O mundo he
as grande thealro, em que cada nm de nos repre-
sento sea papel, a se as circumstoncias nao fazem o
hornero, sao pelo menos sempre a condicao neces-
saria para trae elle possa mostrar-se. Cromwell nao
seria o protedor da laglalerrase nao a pparecesse a
lula entre o Parlamento do re ; Napolc.lo I, lalvez
unnea subiste ao Ihrono da Franja se ac^ao e reac-
cao das ideas nao tivessem toncado o povo E/anoaz
em uci estado de abalimento e proslracao, de que
s poda tira-lo a vontade de ferro de um dictador.
'" Washlngtoia ote seria o libertador dos Ettados-
nidos, seoao vivesse na poca da sua independen-
cia E quanlos
abscu
PERNAMBUCO.
Iho findo, furtaodo a quanlia do IMzVigOOO rs.,
im o soldado do balalhao n. 10 de iofuo-
noel Faustino Ribeiro, qae netsa noile de-
com oulro seguir 'para tora desla cidade,
a superiores nao terao des-
cids campa na abscuridade por faltar-llies um
kaatro apropriado, em que se desenvolvessem e
adquirissem gloria '.'
Entretanto, como sempre acontece nessas occa-
tioes de crise, dispnlaram a palma dons principios
airemos, o despotismo e a liberdade desentolda.
Quando se procura destruir um syslema he raro
'qne a rcacrao conlenha-se nos deviqps limites, o en-
thasiasmo leva quasi sempre os sectarios do novo
syslema a exagera-lo tonto que o fazem degenerar
8 aquellas que prevendo os perigos do excetto er-"
gue-se corajoso para manler o equilibrio entre as
duas ideas e defender os verdadeiros principios, he
logo vfltima dts mais injustas acensares. Tal foi
a sorle do UastrerVisconda de Goianua. Homem
de principios, e dotado da precisa cura sem para
resistir s amescas do despotismo, e a turbulencia
da demagogia, o Visconde de Goianna assenlou de
trabalhar para guesua patria gozasse da verdadeira
liberdade, isenla de jugo do despotismo, dos pe-
rigos da aoarchia. Quanlot embates, porm, ca-
lumnias, persegoicoes e detgoslot lhe estavam por
sso reservados ?
l'crcorramos sua vida, o vejamos essa luta
linua que a cousttue.
Filho do coronel Amaro Bernardo da Gama, e de
soa esposa e prima 1). Francisca Mara da Concei-
C3o, ambos oriundos de urna nobilsima familia de
Portugal, ateen Bernardo Jos da Gima, na cida-
de do Recito 20 ds agosto de 1782.
A infancia he a poca d vida, que menos mere-
ce ser escripia, he a poca da innocencia e conse-
uintemenlc da ignorancia ; neste estado nao tendo
aioda o homem conseiencia moral, nao leudo verda-
deira liberdade, sem actos nao devem, nem pode
ter ipredados ; mas quanlas vezes a infancia nao
revela claramente o careetsr do homem e al mesmo
o seu futuro ? Al vicloriat de IVapolcao falgando
nal Irincheiras de glo tymbolsavtm Ansterlilz,
Wagram, e Alexnndre anda creanca respendendo
ao enviado da Persea, que elogiava as grandezas de
sen soberano :sladar principe he o maijuilo
proplielisavpor cario jut grandeza futura. Nao
direi a infuncia djlodoii mas a dot grandet ha*
meni he sempre aeompanhada de um nao sei que
de mytlerioso, que se nao tora o respeilo que os. ho-
mens tem pelo futuro, em vez de compararem a vi-
da com estas coincidencias, por ellas o prophetisa-
ram.
Sem descrevermos poit a infancia do Exm. Vis-
conde exporemos apenas urna anedoda qne valer
por ella, mostrando como ene espirit ainda lo
novo, ja porm too curioso, sa molastava com o an-
nuncio de ideas, que nao poda comprehender: tnlu
elle enUo qastro annos, e liavia perdido nma ir-
mazinha, entristecido pela falta qae lhe causava a
separacao ds que elle tonto amava, errava inquie-
to pela casa fazendo i lodos pergnntat vagas sobre
a perpeluidade de reu desapparecimenlo, qne lhe
pareca ser io temporario, e quando lhe dziam :
qae nao s sua irraaa seu.io lambem elle e todos
baviam de desspparecer para sempre chorava amar-
gamente ; u vista de tamanho sceplicismo em too
pequea idade, riam-se o prenles, e este riso em
vea de o desanimar, era para elle nm motivo mais
forte de crer no qae pensava, suppondo que s por
zombaria lhe diziam o contrario ; nem mesmo dor-
mindo o deixava socegar esta idea : muitas vezes
lvantava-se no lelo somnmbulo, e as mesmai
pergunlas sahiam-lhe dos labios ; afinal s depois
de algum roezes desappareceu a idea fatal 1 Na
CAMJUEU MUNICIPAL DO BJSCIFE.
SBSSAO' KXTRAORHINAKIA DE 11 DE
JULHO HE 185,'i.
Preiidtneia do Sr. Barao dn Ctpibariht.
Prsenles es Srs. Reg e Albuqnatsjoe, Reg,
SUmedc, QUvera, e Gameiro, aliando com causa
pariicipada as mais tenhoren, alirii-te sessSe, e
foi lida e approvada a acto da antecdanle.
Foi lido o segninte
ESPEDIENTE,
Em officio do Exm. pres dons la provincia di-
xendo que, estando aconcluir-se.a parte do roata-
dowo potJico na Cabanga, e coalindo remover-se
com a manima brevdade, matraca do lagar das
Cinee PotJat parajilli, ifim da joder-semelhor cui-
aquella subdelegacia psrle do diuheiro arlalj
dous cavallos que se presume comprados cera c
mesmo dinheiro, evadiudo-se o oulro' soldado con?
a maior qiianlidadc da somma furlad; a respeilo
do qual continuam i ser duda* as convelientes pro-1
videncias para ser capturado.
Dos guarde a V. Exc. Secretoria da ^tolicia de
Pernambuco 1-de asoslo de IKIo.Jllm. e Exm.
Sr. eonselheiro Jas Benlo da Cunha eFigueirodo.
presidente da provincia.O chefe de polica Luis
Carlot ie Paica Teixeira.
2
Illm. e Exm. Sr,Levo ao conhecimenlo de V,
Exc. qu; das differeuies parlicipacaes hoje recei-
das nesla reparlico, consta que foram presos:
Pala subdelegacia da freguezia de Sa nlo Antonio,
os prelon eseraves Gregorio e Manoel, por briga.
Pala nubdelegacia da fregaezia da Boa-Vista, w
o consigo a dito parda, sendo appretoendidoaj ajerdura de qualro annos nao poda durar
ta_mpo a impresso de um raciocinio.
(Juanlo mais avanrava elle no camioho da ida,
Bllsclaramente se manifestava osen genio verda-
deiramenie emprehendedor, mais se desenvolva
nelle o penoso frenes de querer vencer embaraces
.nesmo nos innocentes jogos da puericia, e par de
pequeas sensacOes ingratos foi provando todot
aquelles incoinmodos, queiSo consequtncias neces-
sarias de empiezas disproporcionadas;. e quem sabe
se estes desgoslos pueril nao eram um ensaio doi
embales futaros, qne baviam de compr o quadro
de toda tua vida I
Era seu pal um desses homens que pensando con-
sslir a felicidade na riqueza, strabalham para dei-
xar aos fillios, como prova sufiicienie de amor pa-
ternal, grande somma da dinheiro, como se a rique-
za podaste tupprir o vacuo immenso de um espirito
inculto; como se o espirito alo tivesse tonto oeces-
sidade da ioitrncclo, como o corpo dt alimento !
Entretantovldo de iprender, as nao ouzando
dize-lo a sen pa, lemendo deiagrada-lo, era o ten
nico pensamento adiar um meio de inlrur-se;.
mas como t Ser.-i dfficil, tenao fastidioso, expr os
embaracos que enconlrou, os obstculos com que
lalou, ai difflcnldades que vencen para adquirir a
inslruccao primaria, e algum conhecimenlo das lin-
gUat latina e franceza, sabendo islo mesmo mal, por
que entoo mal te cnsinava.
Observando esto progresso pequeo em si, mas
admravel pelo muilo que tcostoa, rogado, iostado
mesmo por algtm prenles que baviam descoberto
no mancebo o germen de um grando talento, con-
sentio ifinal sea pal, embora um pouco constrang-
do, que elle fotse completar seus estados em Coim-
bra, era ludo oque elle desejava, era e alvo que
se diriga (oda sua ambicao.
No di i. de outubro de 1801, embarcava elle
para Lisboa com a ssudade no corac,3o, e o futuro
na mtnle. Pela clevacao du sua familia, pela rique-
za de stu pa, esperava em Portugal toda prolec-
(ao ; ecomefieilo leve-a do barao de Goiapna, e
de muHos oulros prenles. Desojando lano ai-
cancar a scienci, e tendo a capacdade necessaria
para isso, fcil he prever que nao perden o lempo
no fim de cinco annos linhha concluido seus cita-
do con vinte e cinco de idade. Era nessa po-
ca que Napoleao ameacava Portugal, que Jnnol
balia as aortas de Lisboa, e a Familia Real emigra-
va para o Brasil. No dia 29 de novembro de 1807
sabio de Lisboa'a esqaadra, que ce nduzio so Rio
de Janeiro o monarcha com a Familia Real, e n'am
de seus navios vollou a palria e nosso hroe rico
de saber.
He agora que comees sua vida publica, he ago-
ra que deve ella .merecer toda allcnoao.
No menas anio da tua chegada ao Brasii foi o-
meado juiz 4e fra~do MaranfiBo, |e ahi leve de ex-
ercariotcrinimentequaii todo oiempregns.ganhando
eletado crecito de recUdao e probidade,desde que ie
observou a frmeza e prudencia com que caslgoa o
escrivaodepotado e ofiiciaes da altondega, fazen-
do recolher io thesouro sommss enormes al entao
extraviadas,. Impellido pelo mais ardenle amor
Me glora, lotos os seus serviros eram alem do com-
mam dos marstradot. Neste noviciado de magis-
tratura leve i coragem de arrestar com o soberbo
general D. Jjs de Menezes, e de coafi-lo fugir
claiideslioanente da provincia pelocrime de haver
inlercepladi e aberlo pt pregos de deis carias regias
que lhe nao eram dirigidas.
I omandoenlao inlerinataento possa do governo
apazignou invasoes do- gentos, que assassinavatn familias in-
teiras e IncmJiavam as casas, e aldeiou-os em duas
povoac^es c,ue denomioou Carar e Monro Por
occasiao dtssas correras fi descoberto um no-
vo rio, quechamou Guajahu", rodeado de maltas o
terrenos portantes, elija cultora promoveu, a-
presentand em original a derroto, que demonslra-
va as vantogens daqoelles novos estobeleclraenloi.
Servicos desta ordem dignos de recompensa, apre-
ciados peloieslrangeiros, como provara os elogios,
que Ibes fa: o historiador Henrique Kosler na soa
obra.Viajera as Provincias Seplentronaes do
Brasilforim jalgados pelo governo laajrecedores de
censara 1! t flp\
Seria fastidioso referir'todas as codsjiticadascalum-
nias, com que se procurou tirar vi nganca d'estes
processos, que foram a origem de seus trabalhos. O
imperio da intriga era poderoso : cerlos personagen
da corte estivam compromellidos e fcra preciso que
o digno magistrado acabasse mal a sua carreirt, aio-
da queja tvesseservMe com honra quarenta me-
zcs, de maio d 1809 at outubro do 1812. Baixon
urna carta regia dizendo qae a embora tloeuerazao
(i n'um officio que dirigir ao general, jkr intro-
metlcr-sc na repartir.Uo de ausento ; comtudo pe-
lo azedume das palacra com que o hacia repre-
hendido, hacia oseitlugatpor-aea-bltUKP. Quem
o acTeditarit?.'. embora ticeste ra:ao 1!
D'esla sorte quando pensava receiier dma cora
de lonro, lano pelas vanlagens, que resnllaram de
sua fiscalisacao para a fazenda nacional, como pe-
los relevajile servicos que acabava d fazer em uli-
lidade do povo, foi pelo contrario meiiosprez.ido, e
al privado da. real presenra !
Essas arbitrariedades o desgoslsram de manelra
qoe s em attenrao um amigo nao deixou para
sempre o Brasil!!
Depois de abator-lhe a espirito, e de roobar-lhe a
consideracao publica, sem deixar de reconhecer
quinto liavia sido injusto, o ministerio do Rio d
Janeiro alirou com eMe para o,lagar de ouvidor de
Sabara, onde foi obligado servir desde setembro
de 1815 al dezembro de 1818. Convencido sempre
de qae os monarcba nao tem culpa das manobras
m i nisloria es e sempre amigo do Ihrono, nSe foi in-
diferente s tosas da acclamaeao do Sr. D. Jo3o
VI, antes as fez nao s pela dignidade do seo cargo,
seu.lo lambem em consequencla do estado melin-
droso de 1817, de que era preciso dislrahir o povo,
mandando para islo construir a sua casto um ele-
gantsimo passelo publico Iluminado com doze mil
luzes. Alm de muilas obras publicas faz edificar nm
sumpluoso templo, e nm thealro raagnifieo, como
edificios preciosos lano para mnralis ir o povo, co-
mo para entreto-lo em applicaces innocentes. Com
o titulo de D. Pedro d'Alcntara foi iberio o thea-
lro, i vista de um retrato do Sr. D. Pedro I, entao
principe real ; nma circumslancia dou-lhe alguma
ceiebridade, e foi o ter elle feilo pintar no panno da
bocea as novas irmat do Brasil elevado a calgegoria
de reino, e sobr ellas voando alada*a im,agem da
Fama', de cuja bosi|a sabia este dstico heroico, que
preconisava o progresso de nossa patria :
Aos asiros levarei d'onlro heraispherio.
O brilhanto padrao do novo imperio.
, Mas sua sollicilude pela prosperidade d'essa co-
marca nao se limilou isso, aproveilando-se de
urna tabella de longitudes e latitudes de cerlos lu-
gares, obra de um jesuila por nome Capacci, fez nm
mappa geographico da comarca, o qoal vem trans-
cripto as Viagens do Brasil, de Anderson, e foi
elogiado por 5pire Martin.
Que consideracao, porm, deu o ministerio a es-
tes novo serviros? Em vea de agradecer tantas pro-
vas de.fidelidade ao Ihrono, fingi des:on(iar d'ella.e
despachando-o para Corregedor de Lisboa, desler-
rou-o para tora de seu paz. Dous annos passaram-
se trabalhando por evitar esse exlermiuto, mas cer-
lamente nanea o evitara, se nio resoasie o inspira-
do gritoConstituirn, sendo entao removido pa-
ra a relajas de Pernambuco em 4 de abril de 1821.
Aproveilandq essa poca de enthnsiasmp, para sng-
gerir ao ipvo os prlmeiros traeos da nossa Indepen-
dencia Palluca, redgio elle urna memoria de 18
paginas, em que propunha am plano gigantesco de
reassumir a Brasil seos direitos, em q je lcm brava a
respDsabilidade dos ministros d'eslado, em qoe ero
fim susleotava, que as provincias se nao ligariam ao
Rio de Janeiro senSo por meios lftres, e offerecen-
do-a em pessoa ao Sr. D. Pedro 1 mereceu-lhe ella
tonto apreco, que immedialamento a mandn im-
primir costo do governo, e espalhar por todo
Brasil.
Tendo pois de vir para Pernambuco e sendo nm
dos qne ponsavam que s por meio d'umaconslilni-
cao seria poisivel chamar as provincias i ordem, foi
encarregado pela cmara municipal da corte de rea-
lisar aqui o seu plano de reoniao do Congresso Bra-
sileiro, alim de dirigir a causa da liberdade. Esla
commissao que nao baviam podido realisar oulros,
enviados cusa da lazenda.elle aceilou-a para eftoi-
tua-la sua cusa, nao obstante os grindes perigos,
que, afora as grandes despezas, linbam feito desani-
mar osdemais emisiarios ; do qoe resullou-lhe a
ruina de sua fortuna, e da de seu i rmilo Joaquim
Fcrnandes Gama (depois seu sogro).
Chegando esto provincia no da 2 de julho de
1822 dirigi enrgicas circulares todas as cmaras
e corporales influentes, convidando-as coopera-
ren! na cansa nacional, e tallando entretanto a
nova relacao com seas collegas. Enconlrando, po-
rm, grande obstculo no governo provisorio, que
tenazmente Iluda aos incautos por meio de oulross
impressos contra a corlo do Rio de landre, toi-lhe
predio tuslenlar urna porfiada polmica em que
contaguio moslrar loda a hj pocrisia, com que se co-
bria le, e desvanecer d'esla maneira as deas pu-
ramente democrticas, qua astuciosamente procura-
va implantar, e cujo triompho nos toria lanzado nos
vrtices da auarchia.
Nao Urdou muilo que o povo e a (topa, que antes
suslenlavam o governo, porqoe o observaran) atrn.
vez da mascara com^que se cobria, vnodo entoo roto
o veo que lhet occullava os planos do mtior inimigo
da sua liberdade, nao rompesss r.o excesso de o dis-
solver. Etla fimo, qne arrastren a queda de saos
inimigoi, proporrionon ao nobre visconde mais ima
occasiao de mostrar sea desinleresse e patriotismo ;
poit que recusando a nomeacao qae d'elle fizeram
para o governo, qoe devla substituir o distolvido, deu
a prova mais irrefragavel de qoe o seu intento nao
era empolgtr empregos, mas lim libertar toa patria
do aviltanle jugo do Congresso Lusitano.
Taes porm nao ersm os do governo do posto ; tem
membroi desvairados pela ambicao, quizeram dis-
putar o poder pela forja ; mas o qae sempre acon-
tece aos que ousam oppor-se trrenle impetuosa
da opinio publica, succedeu-lhes lambem. rend-
se retirado pira Olinda, e all aberlo fossos, feilo
Irincheiras, etc., foram logo presos, e aajim fi-
coo minificado seu arrojado, mas ignoinioio
plano.
Passado o conflicto ficoo a provincia em socego,
Iralou-se das restos da aectomasao do Sr. D. Pedro I,
e elegcram-seoaJepu lados para o Congresso Brasi-
leiro. Como denotado esperava elfe ebegar d'esta
vez corte com alguma satisfacao, pois que tendo
sahido d'ella descontento, leve sempre a dignidade
de occultar sen resenlimeulo particular, para poder
uslenlar a grande causa nacional. Mu aconlecendo
qae por occasiao da acclamaeao de S. M. I. o minis-
tro Jos Bonifacio lhe dsse'um ditlinclivo too insi-
gnificante, que roubara-lhe (oda a gloria do que lia-
via feito, lomou ella a resoluco de recasar a con-
decorarn; e eniao lembrou-lhe que a nao linha pe-
dido ; que se tal tora o alvo de seos esforcos mo'
neceado os mal runflados receios^ e lal effeito pro.
duzio essa publicarao por duas veaei reimpressa, que
o dia seguinle raioa no mais completo socego, 13o
ma qne Iha conferio: a que tendo elle deixaao o mi-
nisterio por falta de saud, tempre qu* ctota ,ta
corte, ella esperara que em oulro clima presta' im
pacfico como se semelhanle commocao senSo (ves- anda scrnrossem aquelle inconveniente.
frios teriam sido elles, e que emfim nao convinha
compromeller o nome da S. M. I. diante do povo
qbe linha presenciado a qaalidide de seas ser-
vidos.
Instaltodi a nova asiembla constitninte, com a
sna habitual coherencia Irabalhoa elle na orginisa-
c.lo do regiment interne, por ser um dos membros
Horneados. Depds d'islo foi eleilo para a commissao
de legislarlo, onde bem conhecidoi sao seus parece-
res, e encarregado afinal d'organisar a lei da liber-
dade da imprensa, formulou o projecto que com pe-
queas aUeraeOes foi convertido em lei.
Introduzindo-se porm na cmara o espiri-
to de partido,' seguido da desordem, su.i ioie-
paravel campanheira, foi ella dissolvida e o
ministro da jaBlia ordenou-Ihe vollasse para Per-
nambuco, eniregando-o assim ao furor dos disslden-
les, seus inimigoi declarados e vencidos na causa da
independencia !... Debalde mostrou elle a impeluo
sidjde e audacia de toes individuos ja rebellados na
sua repnblica do Equador, e o perigo qae o expa-
nham, de balde observou o compromellimenlo em
qae se achava com sua patria, qae naturalmente ae
nao liavia esquecido das vantogens que elle lhe li-
nha afiancad era 1822 ; por 2. e 3. portara foi
violentado nao t embarcar, senSo lambem apre-
senlar-sc de urna maneira hostil as fragatas desti-
nadas para o hloqueio, que entao aqu sa achava !
Muilas vezes na sociedade o.homem nao repre-
senta o que he, mas sim o que os oulros querem que
ella seja.* Aquelle quem avillamos na propria
face por injustas desconfian (as, nao tendo mais nada
.i perder em notto joizo, nenhum escrpulo leri em
mostrar-se velhaco e impostor lal qual nao he, mas
tal qual sabe qlufelepalaraos. Pelo contrario aquel-
le quera testeaavioliamos eslima, ainda queinde-
vidamente, esforrar-se-ha por nao desmerecer o
conceito, em queche lido, e mostrar-se-ha melhor
do que na realidade he. Desta sorte suppr nos
homens vicios oa virtudes he muitos vezes um meio
delh'osdar. Crendo nesses principios, embarcou
em ama ^pacifica sumaca, confiado nicamente na
supposla honra do seu iuimigo. Mas bem depretsa
o resultado lhe fer ver, qoe ledaragra sobre as ac-
C6es fuloras da homem, fundada em presompc,oes,
he por aaa nalurrxa fallivel. Apenas foi chegando
este porlo (no dia 93 a marco ala 1824), ainda i
vela e fra da barra mandaram fondear a fraea em,
narcacSo.s oconduziram preso' fortaleza do Brum
,em lhe dectararem a razao, n3o obstante as ordena
mperiaes que trazia para, continuar no emprego de
desembargados Qajndo tozem-te prisoes sem se
apresenlar um motivo, que as justifique, he iucon-
leslavel a prepotencia. O argumento mais forte
qae se offerece contra as raonarebias absolutas, nao
he fondado erawdiod gratuitos, mas nos perigos do
arbitrio sem freio. O poder absoluto he o que lem
a perigosa faculdade de atacar honra, vida, e fazen-
da, de eucarcerar innocentes sem cnlpa formada, e
de suplantar a jusllca, sem oalre guio mais do quo
quero, por que QjterojE si ae esto o caractoris-
tico dos mos governos, que importa chamar-so elle
Monarchico, Aristocrtico, ou Democrtico ? Onde
quer|que apparaca o despotismo, he sempre delesta-
vel. As boas apparenciat s lludem o povo nos
primeiros dita deJ|asiasmo : esto nataralmenle
surcede a calma^rBleiJo, e afinal conhece-se a
deceprjo, e os verdadeiros principios v3o germinan-
do, al qae se (reduzem por novas reformas. A li-
berdade popular he om encanto arrebatador no pri-
meiro momento, mas anarchia he conteqoeocia
lio inevilavel della, qne o primeiro despoto i he
tullido emquanlo consenle no despotismo dt todas.
Attiai um magiitrado dedicado todo ao servieo da
palria, e qae tolo se eompromeolteu pela sna inde-
pendencia o liberdade, er perseguido e coberlo de
opprobrio, s porque faza guerra ao despotismo,
qualquer que fosse a forma por elle revestida, s
porque nao compreheodia ordena sem liberdade,
uem liberdade sem ordem ; s porque em ama pa-
lavra era verdadeiramente patriota.
Propostas vaotajosas e amigaveis, ameacas ater-
radoras de vinganca lhe foram enviadas pris3o,
para qae recebesse como legitimo o presidente da
provincia; porem elle tonto mais altivo, quanlo
raaii abatido o julgavam, nao s as regeitoa, leaao
lambem escreveu circulares s cmaras mooicipaei,
para que o n3o reconheceesem como tal, e fez ludo
quanlo pode para alentar o esmorecido partido cons-
titucional.
Desengaados finalmente de qua elle nonea teria
a vileza de capitular com o crime, lomaram ex-
pedienle de envia-lo para a fragata Ngtheroy, qoe
coromandava o hloqueio neste porto.
Assim repellido da soa palria, lomou a delibera-
cao de ir para a provincia da Baha, al qae termi-
nasse a cmica repblica do Kquador. Chegando
aquella provincia era 27 de maio aehoo-a receiosa
de urna nova invasao porlagoeza, e na maior per-
larbocao oda revolucao do balalhao de Periquitos
e assassioio do coramandanle das armas na occasiao
em que sania de tua casa para.os apaiiguar. Per-
suadidos os rebeldes, de qne tendo elle loffrido in-
sultos da corle fcilmente se coliigaria.com ludo
qoanto fosse conspralo, enviaram-lhe om emissa-
rio, offerecendo-lhe todas as vantogens que podiam
dar ; porem elle ai regeitou, dizendo-lhet: qu*
i linlta entrado em urna revolucao em toda tua
vida, qu fra a da independencia com urna coiuti-
tuin',o monarchica, e nunca em recoluces de polei-
ro. a N'uma provincia estranba, onde nao linha
relacoes, esperava impaciento o fim da guerra civil
de Pernambuco quando rocebeu ordem do ministro
dajuslca, datada de 14 de1 janho, para servir na
relacao do lagar i que o acaso o linha levado.
Nao era islo nm despacho gracioso, e sim ama ap.
provar.lo do ostracismo, qae tj toffria, mas como
sendo magistrado probo, e por isso infeliz conhecia
perfeitomenle a importancia de soa profissao, e sa-
bia que pelos esforcos do poder judiciario. he que o
cidadAo goza de seauranca, e que a juslira be a alma
da sociedade, nao hesilou em submciler-se a ordem
da corle, persuadido de qoe por meio dessa deipre-
zada magistratura poderia ainda fazer eftoctivas as
garantas constiluciouaes. E de feito nao se enga-
ooa; pois que deu-lhe occasiao opportuna para isso
a meima commocao dot Periquitos, origiuando essas
perseguirles injustos e vingincas pessoaes, qoe em
casos toes opprimem sempre os desvalidos, qoando
nao enconlram a proleccao de om magistrado, co-
mo devem ser lodos,um rochado immovel no mar
immenso das paixOes e dos inleresses.
No principio do aono de 1826 arrebenlon outra
nsurreicAo popular com a noticia de ler el-rei D.
Joo VI reconhecido a notsa independencia, com
a coudicao de (car com o ltalo de Imperador ho-
norario do Brasil. De lal sorle esla noticia irritou
o povo, que s observando aquelle recouhecimento
como urna quebra da eraancipacao brasileira, preci-
pilou-se brutalmente n'uma carnagem furiosa e
verdadeiramente medonhn. Nessa sauguiuosa crise,
sendo ella convidado por urna mensagem militur
para lomar posse da presidencia, ms de modo al-
gum querendo aceito-la, desappareceu occullamenlc
de soa casa, fazendo dest'arle esmorecer as tropas
que viam nelle o objeclo de seus planos, mas qae
se engiuivam, como ja se linbam engaado os Pe-
riquitos.
Depois, como o presidente te tivesse refugiado
bordo de nma fragata, tomou elle sobre li a toreto
de trinquillisar os nimos com medidas persuasivas,
para o que escreveu urna carta ptaadoiyma datva-
ii dado. Lord Stuart, que para obter a ratificado,
do dito recoohecimento ia ao Rio de Janeiro, leste-
niunha desse tocto, nao cestava de prodigalisar-lhe
o maiores elogios.
O resultado desses importantes serviros fei ser
ele chamado para a casa da Supptieac,3o, como um
homem perigoso naquella provincia. Entreunto
0) Bibianos gratos aoi servicos que dclle haviam re-
cibido, dirigiram ao Imperador um nomerotitiimo
aboixo attlgnado, para qae elle fotse dispensido
di) ir para a corle, porque muilo eanfiavam na aua
rcciid3o, porqoe t elle a Baha ara devedora de
sea tooago e prosperidade. Mai era mistor obede-
cer, era misler mostrar urna miderarao superior
emalaco dos governanles, e ao desvario dos go-
virnadns: no metmo navio, que troaxe a ordem,
eribarcou para a corle.
Neisa viagem feito "no brigue americano Ontario,
tere elle ainda de soffrer ; na'altura do Cabo Fro
o navio foi atacado por piratas argentinos que de
accordo com o coramandanle o roubaram, e todos
o senadores e depulados que iam para a aseembla,
deixando-os sem real (permilta-se-noi a expressao.)
II) verdade, que sendo depois appreheodido esse
navio dos piratas por nossa esquadra, foi arrematado
para serem indemnisados os passageiros roubadot no
Oitario; mas he verdade igualmente 'que al hoje
ainda esto depositado no thesouro o producto dessa
arrematacao, e o estar para sempre!!
Vendo entao os generoso Bahianoi baldado todo
sen esforc para rele-lo, etperaram a primeira oppor-
lunidade, em qoe lhe podenem palentear seus ten-
limenloi de ftratidao, e nio eiperaram muilo ; pela
mnrte do visconde de Caxias appareceu uau vaga no
sanado, e procedendo-se a eleicao foi ellemais vo-
lado da listo trplice ; mas nao obstante isto, nao
obstante os sacrificios feilos caosa da independen-
cia, foi oulro o escolhido! Para elle os trabalhos e os
deigoslos ; para oulros, porem, a honra de sentar-te
en ;re os representantes "vitalicios do paiz, por euja
err ancpacao tonto elle pogooo !
Sio era porem mais possivel qae por tanto lem-
po a vtrdade permanecesse oceulto : os grandes ser-
vitos que presin nacerte nos difieren tes empregos
qu; successivamente oceupou, as lutos que corajosa-
mente sustenlou all com os homem mais podero*
aqs, chamaram sobre elle a attenrao do monarcha.
lomeado chaoceller e regedor das juslicas. foi
convidado peto governo para dar um meio de aligei-
rar a chicana forense, ao que annuio, tomando vo
lu lariamente o Irabalho de organisar um projecto
de Cdigo do Processo Civil e Criminal composto de
54 artigos os mais adoptaveis ao Brasil. Foi esto
prcjeclo julgado pelo Imperador de tonto importan-
cia, que o enviou cmara dos depulados por pro-
posla do ministro da justi;a, onde foi submeltido a
urba commissao, que o approvon e mandou impri-
mir como o melhor que entao exista ; mat filando
nislo punco a pouco cahio em esquecimento, para
depois reapparecerem seas artigos como resoluroes
mi lisleriaes: Sic vo non vobis....
Nesta poca soflrendo varias molestias, qne se
agcravivim pela influencia do clima, e um pouco
sentido mesmo de certas implseles que injusta-
mente se lhes' fizeram, resolvea sahir da corte, e pa-
ra isso nao duvidou aceitar a longinqua presiden-
cia do Psr.i.- Ningaem mais que o Imperador sou-
be entao avaliar todo o peso desles sacrificios, e to-
cado de tamanha resignacao procurou remunerar
seus grandet,servidos na causa da independencia
detje aquelle lempo olTuscados pelas intriges deseus
ininigoa, dapdo-lhe o titulo deVisconde de Goianna,
lili io qne ja andava em sua familia, e que se por
um lado pagava-lhe o Irabalho, nao indcmrfistva
todava as despezas, que em 1822 linha feito para
libertar sua patria, nem rehabililava-lhe a fortuna
arruinada em servieo della. Entretanto para quem
estiva habituado aamffrer somante, qoando ja devia
lia muilo ler recebido o galardao de tanto patriotis-
mo, nio ata isto pouco.
Eaaharaf*o de sabir para o Pai por falta de
embarcara, que te dizia eslar dependente do Im
peador, qpe entao t arhava na provincia desti-
nas, esperava occasiao para partir, quando chegou
o dissaforlonado, parcm magnnimo Principa, e oa
ma or afflicr.ao pela lerrivel quatlra das garrafadas,
peio-lhe que aeeilasse apasta do imperio. Iooe-
ciso ao principio entre os movimenlos de gralidao
qnn o levavam a sacrificar-se ao imperador, e a sua
influencia para sulfurar um revolucao ja too adian-
tada, neste embale de seulimentos retolveu-se a nao
aceitar o perigosissimo servieo, para que se lhe nao
oppuzesse o dilemas que Sao Carlos ao enlrarem
urr dos seus concilios provincias oppoz aos bispqi
de ma juritdie{JM: ?
Sitanto muneri'impares curlam ambicin?
Si pare cur tam negligentes f
Mas depois instado por urna nova mensagem no
din 17 de marco de 1831, de qoe foram portadores
o general Muraos e o teu primo o desembargador
Lopes Gama (hoje visconde de Maranguape), qoe
liavia fazer elle? Desamparar o Monarcha ? Nio
era islo de quem sempre o servio com tanto desin-
teresie. Submelter-se necessidade ? Foi o qne
elle fez. Mas bem depressa os successos ulteriores
correspondern) a seas justos receios; qae ja nao era
mais possivel dele?- o impelo do espirito revolucio-
nario. Entoo coivencido de que nao poda mais
ser til ao Brasil, assenlou desviai-se daquellas sce-
njs de horror, e envdon todos os esforcos para mo-
ver o Monarcha a aceitar a sua demitaao. Nao po-
den do salva-lo nao quiz lambem ser nm espectador
impassivel da sua queda. Por muilas vezes lhe foi
negada a demissfio ; porm lano insisti qne afinal
oblsve-a, e com elle cahio lodo o ministerio.
Projectada a commocao, s esperavam os revolu-
cionarios om pretexto para o rompimeolo ; assim o
liraram- da qneda do ministerio, como se o Impera-
dor mudandu-o nao usasss de um direilo que lhe he
conferido pela constiluicao. Mus o que se quera
era a deposjc3o do Monarcha, a nao a reintegracao
do ministerio, e por isto logo qoe elle se vio aban-
donado pelas tropas, e at pala sua guarda de hon-
ra, ibdicon em leu filho, a passou-se para bordo de
nmi fragata ingleza. afl
Apenas porm liuha deeorrido um dia de descan-
so, quando pelo coronel Calle fui o visconde cha-
mado ao campo, onda acbou urna Regencia Provi-
soria ja nomaada, c nm decreto que o nomeava para
o nesmo ministerio a requer*mento do poco, tendo
ahi mesmo ameacado de ser hav ido por traidor se
030 condescendesse com o enlhusiasmo popular.
Nao acreditava elle nessa vontade do povo, qne pro-
prinmenle fallando nao a lem no meio das revollas,
mai violentado pela forra armada declarou ao go-
vernuase se achaca coacto, e que protestara tup-
is p a do Sr. D. Pedro 11, que estaca desamparado de
a si'u J'ai, e forcotamenle entregue gencrosiia-
a dt brasileira ; mas que apenas as tropas depo-
a zassem as armas no mesmo instante largan* o
a emprego, e nao contento com islo, publicou es-
to mesmo protesto no Diario do Gocerno de 39 de
abril, n. 94. Foi a Sao Christovao dar as dspotic8e.<
necessarias ao acatamenlo a respeilo do Paco Im-
perial, onde leve a honra mai disuada de ser o pri-
mero a eiercer aos ps do Joven Monarcha"'ede
suas augustas Irruas atmacaoes de tutor Interino,
prcstando-les as primeiras consolucoes pela aaaenfia
do dorado Pai. Este telo patlielico deve estar an-
da gravado na memoria da familia reinante, e mui-
lo riis ainda, por ser mais publico e raagestoso, o
da acclamaeao, em que elle leve a honra, a mais
crecida de todas, de suspender em seui bracos e
com lagrimas qjs olhos o Sagrado Penhor da Najao
Brosileira, para ser acclamado e reconhecido pelos
miihares de espectadores, de que se compaona a-
qudle numerosissimo coucorso. O som das maricas,
o ribombo do cauho saudade pela ausencia do
Pai, a alegra pela presenca do Filho, a mistura do
praier e da dor faziam este espectculo verdadeira-
mente arrebatador, e arrancavam os vivas e sioda-
cOe-i do enlhusiasmo, e os ltimos transportes daj
mais viva emocao! !! Bastara s esse fado, se ou-
lro oao houvesscm, bastara s essa honra, certa-
mente singular ua vida de um monarcha, para asse-
gurir a esse ministro leal o mais bello renome na
posleridade.
Dispertadas at tropas deu immedialamento sua
der.iitsia, par eslar conseguido o fim, que o liuha
lev; do a aceilar o ministerio
Querendo entretanto regencia provisoria-
aproveili-lo ainda depois de largar a, pasto, no-
mecu-o por decreto de 17 de maio, para h? presidir
& perturbada provincia do Par, pin o qae ja linha
ida anear lili par decreto da 83 de dezembro de
18311. icio Sr. D. Pedro.I.dizendo no honroso diplo-
Foi nesle Iranzilo qoe tocando nesla cidade una
patria, e vendo tem itmos desconsolado, perd las
ai eaperan^at de rejurarem at despezas, que havi am
toito na causa da independencia, condoeu-te i relce-
ber em matrimonio nma dst filhas do qae liona indo
mais sacrificado, e panilhando assim a soa posi jlo,
egoio pira 0 Par, de cajo governo lomo*, pee ae a
1 de julho.
Apena contova porem 18 das da preiidemto,
quaado to brascamenle depotto por inaiaacdea do
commandante dis armas, o qoil exiga orja a
despottea prisas do areyprette Jo3o BaplUta pricil-
ves Cimpos. Fi maii ama occaaaoS
lavel presidenta provarsua grandeza d'alma
qoe lendo o coronel Manoel Sebattiao offerecido
forea bastante para repellir aquella brutal agirras-
i3o, quiz antes perder a presidencia, do que der-
ramar o tangue bratiteiro, ou prender um dditdao
tem culpa formada!.'. Nao ptraram porem aqui
o irisados do partido revolucionario. Tendo dado
o primeiro ptsso brutal o medo impeli-* natas
atrocidades, e nao qoerendo, como ja distemos, tra-
var'uma loto civil entre os dous partidos, o pretU
denle nomeado pelo governo, e demillido pal po-
vo, ia embarcar para o Maranhao em nm patacho,
para o qual ja liavia feito transportar todos os seos
movis, quando mandaram na hora di salida nova
ordem, para que fosse conduzdo corte na fragata
Campista, que para aquella provincia o I
vado, e de*que er coramandanle Jos I.ami.
la, acompsnhando esto ordem a recommenda
irala-lo como preso. Emborr. encarregado p
goverao da corte da defeza do presidente, san dele-
gado, foi promplo esse oflicial em exeeoiar a ordem
do partido revoltoso, qae pertends. E de fallo,
se elle nao wfherisse revolto, se boiivaaae^ido coa-
gido a camprir, o que mandara- a'forra, nao pra
caria cerlos actos, dejiendentes s de ua"
qae s tenaiam aggravar a posicJlo do pra
como por exemplo destinar lhe para lio looij
gem ama ptqatna porcao da aute-camira a
calo e decencia indispensavol para o'transporte de
su fimlia, obrgando-o assim a fazer novo centra
lo com o mesmo patacho, nao ja para o Miriam,
mas sim para Pernambuco, pelo exeettivo pre
2:4009 rs, tem do importe do primeiro contrato,
que tamban perdeu. Desla maneira depois de sof-
frer insultos pessoaes, roobot, e lodo quanlo pode
lembrar a vinganca apoiada da torea broto, foi re
mettido preso para a corte, ao pasto qne toa cons-
ternada familia segua Viagem para Pernambuco.
Ja i esle lempo cometava a apparecer a reaecto ;
ia muitos villas conheceudo a frivolidade da pretex-
to comecivam oppor-se aos desvarios
cionarot; ja os soldados conhecendo a fststdade das
promessas dos seus cliefes, e que haviam servido de
insirumeulos um punhadode inimigosda indeaon-
dencia, come;avam a desertat; em fin a nflktJo
linha estriado o enlhusiasmo, mat infelizmante era
tarde, ludo estova feilo ; se algum lempo antea o
povo tivesse conhecido seu erro, nio pasara sobre a
provincia do Par a responsabil idade de tebavsr re-
bellado loucamenle, e contra lodtt as leis dapoado
um Brasileiro Ilustre, que sabia do mlniste
imperio para presidi-la, e que se havi a dista
as duas grandes pocas do Brasil.' *
Mas como censurar o povo que commelteu es
naso n'am desses momelos de frene
le se toma urna machina terrtvd de desl
zida pela vonlade de qne melhor o salx
mo censurar o povo, se o ministerio
mou ludo o que elle fez,' sen3o laataa
adianto 1 O povo depozo presidenta, prendan
le modo remetleu-o para a corte* o ministerio de-
lfinio o presidente; dilatou apriso.el
lisso oeargo de chancellar, i pretext de o teraban-
looado, desde qoe aceitn a dito presidencia, como
se por urna commissao da que fra encarregado pelo
mesmo goverao, podesse elle perder om lagar, coja
perpeluidade a constiluicao garanta 1 .Ainda
mais urna circumslancia veio dar ao acto do.ministe-
rio urna e'r mais negra, e foi ler elle fachado os ou-
vidos s redamaces das amaras muniripaes pa-
-aenses, que pediaro a reslituioT do crdito roub-
do a ella, a ao presidente j*--^nte detioslo, por
urna revolto de sorprezt Iramada aor homem stra-
ahos provincia e alguui ao paiz.
Conhecendo, porm, a obstinarlo e injnslica do
minislerio, superior suo, o poro-aTr>pendido a en-
vergonhado do erro quo commrttera, escolheu-o pi-
ra seu represenlaute, dando assim o (estemunho mais
autentico de que reconheciam-Ibe o mrito, qoe
por algum lempo tinham deiado dr ver, por lhes
vendarem os olhos.
Tomando em 1334 assenlo na cmara dos depata-
Jos, menos por sua vontade, que por salvar os Pa-
'faensesda injusta mancha, qoe llie attribaia a corte,
vio-se solado ao meio de tantos demagogos."
Foi nesta epoc que appareceu ja impresso om
monstruoso cdigo commercal com 1,300 artigos,
que firmava o mais odioso privilegio em favor dos
ommercianles existentes, e roubava todas ai garan-
lias aot Brasildros que quizessem abrac>r asaa pro-
lissao : nesle cato nio era possivel guardar silencio,
'cria at um crime faze-lo ; e assim depois de aaa-
lysa-lo e de mostrar quanlo era esdruxolo, casuis-
1 ico, e anlinomico, o nobre visconde repovo ueste voto o acompanhoo toda a cmara.
Pastoa-se depois ao tratado do commercio entre
Porlogali Brasil ; os Portuguezes extauriam os
ihesouros lusitanos para acariciados BrasHeiros, mas
o representante psraense inabalavel como sempre,
postergando tempre as consideraJiLpeoaT qoan-
do se tnlava dos negocios ataTaa este
tratado a opposicao tjae delta es Htaldade .
irioaarchia e fideldaaeao paiz ;y lverlido
por algaem, que moderaste suas phrases por eslar n0
tnno da eleicao, leve a firmeza da responder-ihe :
a que pouco lhe imporfaca o ficar excluido da
vrnaWtoral para sempre, com tanto que salea
sua patria, qae era a maior gloriad que
espirar um representante do poBO^-arE^ni eileito,
mo leve o prazer de ver coroades sem servicos na
cmara pela reeleicao Mas que impU t Com a
riira nelto nao foi que trabalhra ; que um homem,
cujos bellos cuas haviam sido lacrificados ao bem da
palria, nao poda recnir ante vantogens US ntet-
qoinhas.
Vilipendltdo por. todas as frmit, e despejado de
s:u ultimo emprego, uion o nobre visconde do re-
curso derradeiro, qae restova suas angoslits e mo-
l'Miai; pedio ajiua aposentadora tom algurnas van- .
tigeas das qn llie^eorael por Id ; mas negaram-
i.as todas. Iostou tef^^ai^rceira vat, e ntao
liaixou o decreto, comooTpso^flo de lodosos seus
Irabalhos, nao com o augmento da. reforma, mas s
com ,o fraco ordenado de'chinceller extincto. Em
1831 o governo hivia reputado o emprego de chan-
rdler comouma commisso de arbitrio parada-lo i
oulro ; em 1833 repntou-c/ vitalicio, s por ler de
meuor ordenado, que o da reforma Assim ai Mu-
sas mudavam de natureza, segundo era mistar psra
inrpor-lha um mal, ou priva-lo da urna vanta-
gtm !
Cansado de urna vida lio agitada, conhecendo que
, em sempre no mundo a honra he recompensada
pelas honras, disse-lhe om adeos, recolheu-te soa
patria natal, vollou ao aeio de sua familia, que an-
cosa o esperava, e afei satisfeilo com a paae aseon-
solacOes, qoe offerece o lar domestico no meio desse
mar de agitocoes, em que o homem cansa de rotar*
nivea perdoass a injustica dos homens. Ah e
porqoe lhes nao havia de perdoar aqoelle coraran
too generoto e too cheio de anecio, aquella artejo
li brasileiro? Infelizmente o nobre vlseead -de
tioianna nao foi comprehendido. Cusloa-aa a crer
q ae em umt poca em qae quasi todos s cuidtm de
promover seos inleresses, podesse apcatccer om ho-
mem que os sacrificaise patria. Custou-se a crer,
que em urna poca de ambicao podaste apparecer
um homem qne no altor da honra inundaste rique- -
zi^'posic.ao, exislencia emfim Maso certo he, qae
os-todos ahi estao para desmeolirera too insensato
scellicismo. O certo he, qae seus serviros sao in-
centestaveis, e o qae llie restova ddles ? Sis, o que
lhe resta va de 30 anuos de heroicos servicos ?A oa-
tolacaa apenas de ler dignamentepreenchido os ouii
imporlanles cargos da uc4o, sem que ella ewrsaa
causa tivesse soflrido um s ravex ; a eonsdraeii de
h; ver cumprido sempre com honra os feos deveres!
E diremos apeuas 1 nao ; se infelizmente o homem
como materia, prende-te esto mundo do nisariai,
e oredsa para' tntiifazer cerlai necessidades de meio*
milenaes, nao s3o esle que lhe oto a menor lafa
laucia.e mais vale ao justo acabar mesmo not andrajos
da miseria com a copKienda para, do que ao inle-
raieeira loan o theaeiro, qne com Ignominia tenha

V

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1
amonloado. lomando ainia ama m issento oa as-
teaabla em 1846 como snpplente por asa provincia,
apreseato om projet lo de aniveridade oum todos os
estatuios necesarios, e (oi assin approvado, como
cansa da Gazna Of/ieiai, mas abandonado pan sor
o aaputsoQsreriilo por oulrem como liona aconle-
cido om o seo odiga em 1829. (i)
Senpre escrav da le, jamis cunietVp'ou quando
linha da Tazar jsstisa, autoridades si pm ores, Iri-
bouaei le, coin lano que se livessetn extraviado
da estrada legal ; porque tambem nunra soube pu-
nir un ionocenle. Considerando o mondo como
deve ser e nao como he, com una serie de bellas
tbeorias, lodas a* suas aceces desda o comeco ata o
Jim de uta vida exprimem un > ideadever* e
H pssiiMina poltica om s piiiiameado.
\a constitucional representativa.E nada
havia no mano capaz de o fazer afaslar um passo
Bystema: nada que o. fizessa leixar os carreirss
r, Bada que o iizesse desviir-se dos princi-
pios da Uberade, progretto ordum. Nao o pode-
raofcotneffeilo ai violencia*, a opresso, as honras
e a gnadexa. Nada em Om do qui podiain dispor os
daos partidos exiremos, foi poupaio, as ludo era
*lde, que a houra er a estrella qu o guiara.
) proprio Imperador leve muils oecasies de
rehMe do seu esloicismo contra serlas pessoas de
suacorte, mas recorthecendosempie a ugenuidade
lados oa seus actos que nunca liveram outro filo
jeu.inohnl da liilauca judiciaria, venio-se locado
lJ sau aotigo etquacimeDlo, resol'eu romea-lo por
la 14 de novembro de 184<, inspector geral
caixa da amorlisacSo, onde serv o ale t849. He
ue antei dessa lempo, rindo fallido por
lUUdade seu fiador, esleve ameacaJo de ser
lo pelo ministerio ; mas sua ilutada repla-
lo a a rtconhecii a rtclidao do noso muiarchj des-
ara o'golpe at que 21 de noveuibi o foi nome-
direetor do Corso Jurdico de Olala ( hoje l'a-
culdadejle Direilo dp Rocife ). Este despacho agra-
dou-lhe am extreme-, porque o irazia a sua provincia,
a sus familia, e o enllocara no meio de urna moci-
eaperaocpsa i enlhusiasla, quo viram selle nao
ua> superior, man um pai e amigo, como por mul-
tas tuzas o paleulcaram al pela imprecsa. .
Entretanto aggr.ivaodorse consideravi'lu.eulc seus
Mmenlos phyicos, viu-se impoisibaliladu de ex-
as (anchoes desse cargo, a por isso podio por
as demisso* delle, allegando mesmo que au
iolia dar-se-llie um ordenado por _servico* que
nao pedia prestar.
Ja faxiara mais de dous anuos quu nao poda ir i
academia, quando deu a alma a Leos no dia 3 de
ojalo de 1854 coni 72 anuos de idac e. Perneas ho-
rasaotes de eipirir chegara a demiisio lanas vezesj
redamada. |
Morrea pois esw Ilustre braseiro, palnarcbn de
loasa independeucia, consumado esLidisla e modello
dos magistrados, deiwndo sua familia em pobreza ;
otas legou-llie, o cue vale msis que lodas as rique-
do inundo, um nome, que oceupando na Jiislo
na d psiz um lujar disliuclu, passir de geracSo
om gerajao e illu.lrar oa posleridade loda a sua
progooie, um oomsqoe sera para seas lillios, e mais
descendentes orna oslreila luminosa,queo >g .liara sera
pre no camioho di. houra. A campa extingue osodios
' e aa uijuslicas dos contemporneos, a ver Ja Je que se
fasta radiante sobre o p, que olla encerra, he
i oa larde cooliecida e proclamada, e quando for
rlimenle rehabilitada a memoria do Ilustre vis-
de Cioianuu, quando os Braiileios. cujo es-
e justica bu lo conbecido, despidos de pa-
>arcialidad,is, eomejarem a reflectir sobre
sen: m jm s senlimcnlo, que nao fosse
siria e a sua (iimilia, que
t nao seta para seos filhos, verem-se apontados
ouvirem dizer--aquello lie Qlho Jo Yiscoude de
alarma, patrian ha da oossa eiranciiia^ao pol-
tica ? (2). OcieSo da Gama lio.
*
DIARIO OE PERMMBUCO SECTA FfclM 3 HE AGOSTO Ut I55
V
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I

1
t
/
r
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Impresionados pela gaWsensiii;So que nos cau-
sou a entrada di. nnandade do Uiviao Espirito
Santo, na velba .reja do Collegio, na'riisislimos ao
ir duas linhas a respailo, le om fado
a majniloile pi'ra a sania n.'ligiao que pro-
fesam
Nlo-he uoeso proposito encareier u merecimenlo
da providencia, da tAadtuAo tomada pelo Exm. pre-
sldeate stilur-!nrcnno Blvlno o
que :io eallo pertoucia ; nSo he este nosso proposito
porque a* redacejw desla folha cora i olnridsde que
Iba irrecDsavekjrii fez de urna manitira digna fi em
ordem a chamar o recouheciraenlo publico, por um
que assigoaia iadelcvulmente a adm'mislracao
lolhidos em uos.niesmix, c abun-
do lias opin;Ocu da redicho, nes lirailamos por
s parte a ver iim ludo isso que :ie pansa, a infla-
eocia da divina vonlade. Feliz aiuellc a quera ca-
lla a dita de haver sido o inslromealo della. JUiri-
gimo-nos a todos os eatbolicos, a em nome da reli-
gllo oseiliortamoH para secundaren cada um, se-
gundo posea, os esforcos daquelles cue s'i empeuha-
Da nessa obra dn feliz reslanracao. O templo do
Collegio dspojado de todos os seus adornos, des-
truidos os seus pilfcfios altares pela ala^anca do in-
sensato que uelle |Vetenda achar llie ce piedade publica umn bella opportu idade para
o rico empregar d gnamcnle as sobras de saa fortu-
na, para o pobre depositar como a :semeiimha que
s entrega trra o producto de aljama santa eco-!
nimia que lho dar do eco os fruclos da vida eterna.
A irmandade do Divino Espiaito Sanio, a quem ca-
be a ventura de ii: ciar com sacrificio, digno do ob-
jeelo, os Irabalhoi de reparado do eroplo, nao ser
abandonada em seu mais que loovavel zulo e pie-
dade : como ho nitor o ja empeoaou ella a sua res-
poDsabilida< Ipcantos de res, em que foi or-
eada a des| 'Mea accopamodacues co segundo
andar dali Ka para Nceber o Iribunal da
relami. Isla] aVla sm forapara^ao cora o que
ter de despender com o templo ; confumos na sua
volitada : a mesa regada lem felh-menle em seu
seio mu resolutos irmSe e generosos piateclorcs
que corresponder!o nossa espectaliva ; mas cum-
preque iW^ejajji sos nenie heroico empenho ; a
piedade publitaijp(iDcorrec curso de lodos. K.
lem pronuncalo-^ oulros, do modo mais escanda-
loso e inaudito, que se pode dar; e querendo estes
logo pagaren) as mullas, nao foram atteniidos, sen-
do processados, e pagas as cusas lambem : de modo
que, o que se poda fazer com dous mil reis, vai sen-
do feito por Ireze, e quin/.e mil ris.
Nesle] estado succedeu,. que dous dos multados,
(Manoel Marques de Oliveira e Joao Baptista de
Macedo.) appellaram, e como o senhor subdelegado
fosse por alguem avisado, de que o seu proceisado
eslava todo irregular, chamou os dous cima j men-
cionados,e com alies arranjou que o carcereiro pas-
sasse certdao d suas entradas na cadeia sem elle9
se haverem recolhido, a logo o competente alvara de
soltura, que, para ludo ficar na completa obscuri-
dade, foi mandudo sellar no Reeife. Sendo aasim,
j se deixa ver, que o Sr. subdelegado nada sabe de
auas funeces, e que querendo encobrir suas faltas,
devia, e deve ser igual para os oulros na dislribaieao
de sua loria a manca justijo. Chegadas que foram
lodas astas coosis ao dominio publico, dijo, todas
estas fallas de cnmprimenlo dos davales do Sr. sub-
delegi\i> o jqun me reslava se nao requerer a quem
devia, para desmascarar torpezas residanles deste
quilate ? Requer pois o interrogatorio do carcerei-
ro com assitlenra do Sr. Dr. Queiroz Fonceca pro-
motor publico, o apazar das declararles por elle fe-
las, elle se conserva na cadeia, e alardeando a sua
valiosa prortec.lt!, e o Sr. snbdelegdo apenas, e
como que fulminado pelos remersos de sua conscieo-
ca, largou a subdelegada sua querida filha e a me-
nina de seus olhos.
Senhores rediclores, no estado actual das cousas
em Olinda, ludo camnha, e conspira para um des-
enlace funesto; S. Exc. e o Sr. l)r. chefe de polica
cnidem em quanlo he lempo de remover o mal, e se
a lempo nao^uidarem da velba Olinda, ella ir sub-
margindo-aa al o ponto em que se possa dizer
caliou,-se i juslira, a le he a vonlade das autorida-
des policiaes, oo]autes, e fallando com mais proprie-
dade, a vonlade de um hornero.
Basta para nao ser massanle, o publico,me deseol-
psx as minhas mal tracadas linhas.e se as autoridades
cima nao derem providencias, como nao devo crer,
os Olindenses se deverao consliluir no estado primi-
tivo da natureza, e cada um faca por melhor fazer
garantir seus dretos.
Ah vai a prnpra declaradlo debaixo de juramen-
to, interrogatorio, ou como lhe.quizerem chamar,
do jimproarcereiro, Meando om meu poder mu-
tos documentos, pelos qoaes provarei em lempo op-
porluoo ludo quanlo deixo dito. Olinda 28 de julho
de 1855.
E logo por. ordm do dito jhiz passou elle carce-
reiro a responder ou declarar debaixo de juramento,
que em das do mez prximo passado que elle ago-
ra nao pode afflrma.fdra chamado pelo Dr.Lobo or-
dem do subdelegado da freguezia da S, onde elle
carcereiro fdra ter, e ah mandara o subdelegado
passar urna certidSo por elle carcereiro, por onde
eoustssse a priso dos dilos dous Portugueses, o que
com effeito elle cumprio sendo que no dia imme-
diato o Ur. Lobo mandara apresenlar elle carcerei-
rodous alvars de soltura pira os mesmos.
Dissa mais que os ditos dous Porluguexes vieram
se recolher, mas que elle carcereiro a pedido delles
os deixou se retiraren), sendo que nao mais vieram
pnsao, e apresentram no dia seguote, como j
disse, os alvars a soltura por mao do Dr.l.bUb. cujos
alvaras estavam sellados aqoi em Olinda.
Disse finalmente que os Porluguezes nao cumpri-
ram pena alguma de prisao, porque sabiram logo
que eulraram por conienlmenlo delle carcereiro, lo-
mando sobre si a rejponsabelidade, a une o manda-
do de prisao fura assiguado pelo subdelegado da S
Salvador llenrique de Alhuqucrqne, e qaa o> lvros
da cadeia nao sabiram da mesma ; mas qoe elle pas-
sara a certdao cima dita em um papel qne lite
apresentou o dito subdelegado, em coja casa estavam
o escrivo da subdelegada e o Dr. Lobo, sendo que
elle atsiguara por innocente sen S4bcr o qoe ara.
E nada mais d.sse, a assigunu com daas (eslamu-
nhaso jui e o Dr. promotor pblico^) lerruo.
Reeife 1. de agoilo de 1855.
Jote de Barros Cavakanti.
Sfi. redactores..endo uaaa ntssivVque foi m-
preisa no Diario de I'crnambuco, com data de 15
fao, porque nao he proprio de sea dever, e)"salta as
vistas de lodos o grave prejuizo qaa soflrem aquelles
qne procuran recurso, a diga-lhe que em occasiao
maisopporluna nao me esquecerei de levar ao do-
minio'do publico o atssassinato de certa mulher feilo
por um negro de.... Fique certn e certissimo o senhor
escrevinhador de missivas do* Assii, que o acompa-
nharei em seus Irabaljios, afira de que nao fiquem
occultos os fados que por elle nao forem tratados, e
assim o publico Meara conhecendo quem jlic o ver-
dadero.
Rogo-lhes, Srs. edictores, sa dignem de imprimir
no seu conceiluado jornal estas liabas,pelo que inui-
lo saberlagradecer-lhes o
Malulo.
Srt. redaclorit.O r.iaior mal que se pode fazer
a imprensa he a sua prostituirn, cooverteudo-sc-a
em poste de carlazes nojentos contra a honra e re-
putaran de quem liver a infelicidade de cahir no
desagrado de cerlos calumniadores,(3o covardes, que
de emboscada he s como ferem. Felizmente no
mesmo, mal se poda achar o seu correclivo,fran-
queando-se defeza os mesmos canaes da aecu.
safio.
He por islo qoe nao podendo sopilar a indigna-
(3o suscitada em nosso animo pela le tura da corres-
pondencia da villa de t'.abaceirai. da Parahiba do
Norte, inserta no seu aprcciavel Diario n.. 175 de
31 de julho fiodo, vimos protestar, por meio desle
jornal, contra esse Bonifrates, que sob a capa do
anonymo se atreve a vir conspurcar o prlo, derra-
mando o fel da maledicencia, qoe destilla a sa tor-
pe penna conlra o niuilo honrado e digno jui/.
municipal e de orphaos dos termos daquclla villa,
a de S. Joao, bacharel Francisco Flix Villar de
Carvalho.
Nao he nosso proposito defender esse funciona-
rio publico, a lodos os respeitos merecedor da esli-
ma e consideradlo de que goza na sua provincia
das imputables injuriosas contra elle asneadas nsse.
aponloado de mentiras e calumnias:em lempo a
sua defeza apparecera solemne e cabal:mas de-
vemos declarar que o Dr. Villar de Carvalho, leudo
sido, ha verdade, responsabriisado peloaufposlo cri-
na de connivencia na fuga do criminoso Joflo Jos
da Silva Lima, nao s deixou de ser pronunciado,
mas al o despacho de improcedencia do summario
respectivo, proferido pelo muito recio e Ilustrado
Dr. juiz de direilo da comarca, ho um verdadeiro
padiAo de glora para aiuellejuia municipal como
lambem em lempo se vera : e mais, que he 18o so-
lido o conceito adquirido pelo mesmo Dr. Villar de
Carvalho no ejercicio de seo einprego, qoe acaba de
ser para elle recondozido.
Esle fado por i s he muilo significalivo, -e falla
altamente em abono da moralidade e zelo desse ma-
gistrado, porque anda he presidente da Parahiba o
Exm. Sr. Paes Brrelo, cajo rigorismo he bem co-
nbecido e preciado.
Esse dasprezivel Bonifrates, que lembran lo-se
das penas oslabelecidas oas FUippinas, esqueceu-se,
ou talvez ignore que o nosso cod. pea. fulmina se-
vera peualidado contra os catamadores; fique,
perianto, emprazado para dar (jjIRaa coalas de
suas aleivosias infamantes peranta%s Iribuoaes do
paiz:a he principalmente paro que a publico sus-
penda al eaUo o seu juizo, que nos, eerlo de que o
Dr. Villar de Carvalho usari da vindicta legal con-
tra o seu detractor, achavascamoa. estas linhas.
Quebrada a mscara da impostora, o nome verda-
deiro desse Bonifrates sera entregue a animadver-
slo que mereeem os assassinos da, repula ro alheia.
Rocife 1 de agosto.
dias, polo qual e seu Iheor hci por citados aoi ere-'
dores auzentes do dilo executado para o fin cima
declarada ; pelo que loda e qualquerpessoa os p-
denlo fazer scienles do que cima (lea exposto, e0
porleiro do juizo aflixar o presente no lugar 4a cos-
tume, e sera publicado pela imprenaa.
Dado e passado nesta cidade do.Reeife, en I de
agoslo de 1855.
Eu Francisco Ignacio de Torres Bandein, escri-
vo interino o subscrev.Anselmo Francisco Pe-
relti.
A cmara municipal desla cidade faz scienle
aos Srs. eleilores de lodas as parochias desle muni-
cipio, que o Exm. Sr. presidente da provincia, por
portara de 12 de julho ultimo, convocaba assembla
legislativa provincial para a nova legislatura, qoe
lleve principiar no anno de 1856. e designlo dia
26 d novembro prximo vindouro, para se proceder
a eleirao dos membrns da mesm assembloa, cum-
priinlii que os Sr. eleUores se reunam psra dilo
fim na igreja matriz desla freguezia de Sent An-
tonio, s horas marcadas na le de 19 de agoslo de
1846.Pico da cmara municipal do Reeife emses-
8,1o de 1 de agoslo de 1855.Baro de Capibarute,
presidente.Manoel Ferreira Accioli, secretario.
Pelarinspecr,lo da alfandega se fazpublico, que
no dia 6 do carrete, depois do meio da, se bao de
arrematar em hasta publica,-a porta da mesma re-
parlicao, sendo a arrematadlo livre de direilos ao
arrcmalanle, 98 duzias de baralbos de cartas de jo-
par a 3-5000 rs. por duzia, total 9i000 rs. ; appre-
hendidas pelo inspector de quarleirao Antonio Ma-
nuel Pereira Vianna.
Alfandega de Pernambuco 2 de agoslo de 1855.
O inspector, lenlo Jos Fernandes Barros.
OECLARACOES
SALI DE BAILES PBLICOS,
NA
RA M PRAIA, CASA El QUE FOI OlTft'ORA
THKATKO l'HILU.DUAMATICO.
GRANDE RAILE DE MASCARAS
EH \ DE AGOSTO.
As 8 horas da noile a banda de msica do segan-
do hatalbao da guarda nacional dcstu municipio,
dirigida pelo hbil professor o Sr, Hermogenes, an-
nunciar O comeco do baile, c pelas numerosas e va-
riadas pegas de sen repertorio deixar o publico ple-
namente satisfeUL Ao Sr. meslre sala esl incum-
bida a direcrao e boa ordem do baile, o qual termi-
nar sem pre "as 2 horas, ponco mais ou meos. Os
directores, ero visla da boa ordem que bouve no
pnmeiro baile, lem a honra de convidar o Ilustra-
do publico desta cidade para assistir ao seguudo no
dia cima indicado, cerlo de que se lem empregado
lodos os meos para a completa -alistara dos concur-
rentes. Os tullirles esta venda em casa do Sr.
JoaquimMonlero da Cruz, ra do Queimado.
_
3
AVISOS MARTIMOS.
----
COMMERCIO
l'RACA DO RECIFE 2 DE AGOSTO AS 3
DORAS DATARDE.
' Catarles officiaes.
Hqje nao bouvenlo colaroes.
A.FANl'*l.A.
Rendimenlo do dia 1......11:027(785
dem do dia 2.......15:403j6H
TRIBUNAL DO COMMEACIO.
Pela secretaria do Irrouual do commercio da pro-
vincia de Pernambuco se fazpublico. que tendn
agente de leudes Marcolino Berja Geraldes pres-
tado nova ti.mr.i na forma di le, ui coosequeacia
do fallecimenlo do fiador Dellino G Lima, houve o mesmo Iribunal uesla dala de levan-
lar a suspendo ero que havia incorrido o dilo
ente.Secretaria do tribunal do commeipiO' de
eriiambucu 2 de agoslo da tS. O secretarlo,
ti-" Antonio Siqueira.
Pcranto a junta da fazenda ha de ser arrema-
tada no dia 7 do crranle a quem mais der, a renda
annual da casa de sobrado com 2 andares e solo na
ra do Padre Floriano, que perlenceu ao fallecido
Fr. Caelano de Santa Engracia Muniz, e se acha
encorporada aos proprios nacionaes.Os pretenden-
tes comparecen) na mesma Ihesouraria as 12 horas
do referido da.Secretaria da Ihesouraria de fa-
zenda de Pernambuco em 2 de agosto de 1855.O
oflieial maior, Emilio Xacier Sobreira de Mello.
O arsenal de marinha compra no dia 10 do cor-
rele mez.sll horas da manhaa, os objeclos abaxo
declarados, sob proposta em carias fechadas, que
aprsentelo al s 10 horas do dilo dia, quem quei-
ra vende-los :
Aieile doce ou de"coco para o pharol, 120 a 200
medidas; raspa leu as, 6 ; Unta de escrever, 20 gar-
rafas ; fio de alaojao, 1 arroba ; lapis, 12 duzias ;
limas sorlidas, 50 ; cairo velho, 5 arrobas ; peonas
de palo, t.OOO; prego* de costadinho de 6 polega-
das, 1 barrica ; dilos de guarnir. 1,000 ; brozas
de caiarapiolar, 50 ; almagre, 1 barril ; bren, 5
ditos; cobre de 20 onras, 50 folhas; pregos.para o
dilo cobre, 50 libras ; saceos de condcelo, o(l ; fl-
mulas para navios, 10 ; papel almaro bom, 10 res-
mas ; dilo dilo ordinario, 10 ditas; dilo de peso
bom, 5 dilas ; piassaba, 20 mullios ; tinta prr.ta, 10
latas ; alcatrao, 2 barris ; ierro ozlez de 6 e7 oila-
vos. 20 arrobas ; oteiros dees(aubo, 6 jogos.
Secretaria da iusperrao do arsenal de mrinba de
Pernambucoeai 2 de agolo de 1855. O secretario,
Alexandre BmUgues dos Anjos.
Peranle a'Ihesouraria de fazenda serao arre-
matados de venda a quem mais der, no dia 7 da cor-
rete ao meio da, os seguintes materiaes que resul-
laram da demolir3o de um lellieiro no fort das
Chico Ponas, a saber: 2,:t00lelbas, 150 caibros, 9
linhas, 5 frecbaes e 8 pontaleles : os prelcn lentes
compareQsm no dia e hora indicados e no lugar do
coslume. Secretaria da lliesaararia de fazenda de
Pernambuco 2 de agoslo de 1855.O oflieial maior,
Emilio Xavier Sobreira de Mello.
Ililbetes
Meios
J-Vlos
Qaiuto^^
Oilavos
Decimos
Vigsimos
>
D
com descont
s

59800 Recebe por inleiro 6:000J
29900
I9<0
1K
39
1:1011
C908
552
2769
26:43f|i29
mmmmm__
Senhores Re tetares.He max; roa, que a liber-
dade da imprensa he om ros mais %rles baluartes
da lbetdade do Miado ; assim como a lvre commu-
uicar5o dos pensamenloa, ci das oploiOes he um dos
direilos mais preciosos do llomem ; pode por lano o
ter, Imprimir liremenle, fican-
' rapsondei; pelo abuso desta
HMhljaJnnados por le.
i eu u3o posio lioic deixar de
Wico fados, que revoltam, fac-
risam a sobdelngaci] do senhor
Salvador Henraae de AlPqucrqui, veieador, ma-
jor da guarda nacional, e juiz de raz, nesla cidade
de Olinda, ende s impera a vonlade caprichosa de
um hornera, que sem dotes ludo domina, u todo faz
se u bl prazjr.
Sim, Srs. reda:lores, ninguem hi, que dotado do
mais pequeo conhecimento das co isas deste man-
i deixe de anle-'er o desfecho fatal e psrigoso, que
vio apresenlandn os negocios pnbl co defta infeliz
Olioda.
Quero, jigo, lovanlar miaha dbil voi, par qoe
eheu.ua ao coohc menlo do Exm. pesidunle, do Sr.
' Dr. chafe de poli:ia, dr/Sr. Dr. juiz de direilo da
prlmeira vara criminal, ja qoe o de segunda deve-se
coniiderarsrupei.o.oa IneompeleaU.por ter um ma-
Bonolereasado ni, questoe, d'aqui, e do proprio Sr.
Dr. Queirox Foiiceca, infrac^oes de lei, com as
qoaes ninguem se deve callar, para que t persegul-
tao njo passe bo.e de raim para amanhia chegar a
aulrem. fita o que ha. O senhor sobdeiegado Sal-
vador sea dar a menor mporlaocii ao artigo inser-
lo i.o ^pierio n. 162 do rorrente, porque se julga
escudado as afluencias daqui.vai se alirnnd no o-
eondavel pe.lago das arbitrariedad es, e como que se
jaleando habilitado, vai dispensan lo na lei, a razn-
alo o que bem llie Ihe chega ao beitunlc.
Em dias de jucho (30 se me ndo encano) do cor-
tante sabio pelas tabernas, e a lorio e a direilo deu
mullas, cama j foi mostrado no citado Diario, a
estas te islo nle fosse bstanle, absolved a un-, e
(1) A praporcJioque^vancamos na descripjaoda
Vida da nosso hroe, vamos sendo miis concisos ;
esses fados que por sua proximidade existem vivos
na memoria de lodos, nem precisim d~: ser descrip-
toe, por isso qne s3o lembrados, nem podeiu porque lem intima retaceo com muilas pessoas
Apressmo-nos em declarar que mullo de qoe
ditemea, he Unid> de tres volaronsos nanuscriptos
sotMsanWtenii,seosaatoiesa saa rila publica.
de roaio desle anuo, assignada por um corresponden-
te da cidade do Ass, intituladoo Ninguemde-
parei com um dos seus arligos erp qoe prometa so-
lemuemcnle u3o desfigurar a \f rdade .do's fados,
nem calumniar pessoa alguma ; e afiaoca filialmente
que ha de fallar das cousas e nao das pessoas, incul-
cando-se desl'arta mui sincero e -consciencoso; po-
rra assim nao acontecen,e reflecliudo maduramente
conheci que o tal Ninguem nao desempenhou o seu
programraa, porque empregaado em sua correspon-
dencia a linguagnm impura, desfigurou alguns dos
fados, e ojo foi sincero com am sacerdote, meu
amigo, coja defeza corre-me a obrigacao resnela de
fazer. Diz o bom do correspondente, que a religiao
he o amor de Deas e do prximo : al aqu estamos
de accordo, mas permitlao-ma que Ihe pergunle :
aquelle qoe nao ima o prximo que nao procede
para com elle com a caridade evanglica, amar a
gajes de lodo seu enrarito, de loda sua menle? Pa-
rece que nao. O hornera verdaderamente religio-
so, verdadeiramenla earidoso nao censura o prximo
em d crdito aos boatos semeados pela oveja e
maldade, nem repele suas calumnias: mas o h\po-
crila emburrado BC manto da religiao fere de morle
a reputarlo, anda a mais bem fundada e vai propi-
nando o sublil veneno do descrdito, al qoe final-',
mente v a sua victima reduzida urna completa
nullidade. E dopois diz cora muila sinceridade : A
rainha religiao nao he a de exterioridades; e nao po-
der ser applicada ao correspondente este principio*
Deixemos aos leilores o julgarem.
Diz o insulso correspondente a Em cerlo lugar, e
em crica da, leudo-se de dar o SS. Sacramento a
nm enfermo, foi um qudam sacerdote celebrar para
hayer consagraba e haver nosso pai. Celebrou
na forma do coslume, e, acallada a raissa desccu do
altar sera a menor ceremonia, sem ao menos fazer
gnuflexo no subpedanoo, dando as costas ao Sa-
cramento, que deixau axposto no altar sobre o calix
ea patena, He pena, que nao se livesse ordena-
do esse senhor para ser Igual a certo seu amigo, que
sendo padre faz boas abras| por esses serles onde
habita. Ouea agora o respeilavel poMicn como "se
passou o caso. Estando a revslir-se o sacerdote de
qoe ss trata, para u fim de dizer tnissa em um do-
mingo, cbegou-S(! a elle o sacristao e disse-lhe que
o vigario mandava pedir-lhe que coosagrasse urna
parlicula o a collocasse no relicario, vislo como na
matriz nao ha presentemente sacrario, em cuja am-
bula se guardem as sagradas formas. Celebroq o
mea amigo antes do quod ore abri o relicario, col-
'ocou a sagrada forma e fechou-o, ficando assim
encerrado o SS. Sacramento; fazia genoflex8o sem-
pre qoe ja no meio do aliar, e, leado de virar-se pa-
ra o novo, afaslava-se algum tanto para o lado do
Evangclho, afim de nao voltar as costas ao Sacra-
mento. Acabada a missa, tomou o calix, lez gnu-
flexo, reliroa-se um poae para o lado do Evange-
Iho, deseen ao plano, onde fez a ultima genuflexSo,
foi para sacrista, lirou os paramemos e disse ao vi-
gario que havia feito o sefi ped lo, isto be, que_ a
sagrada forma estava encerrada no r ,1'icario. jerii-
gario subi immudklemeale ao.allar com as cere-
monias do coslume, deitou o relicario ao |pescoc,o, e
foi levar o sanl.ssimo viatico ao enfermo. .Eis a
Deiearregam hoje 3 de agosto.
Barca inglezaFmmabacal bao.
Barca ingleza Countess o( Zelland o rcslo.
ltale brasileirAdclaidcfamilia de trigo.
ONSULAIX) GKKAL.
Rendimenlo do di 1...... 2:5509700
dem do dia 2...... 9I9J695
:l:i70;)95
DIVERSAS PROVINCIAS.-
Rendimenlo do dial
dem do dia 2 .
KIODE
JANEIRO.
Dominfjo 5 do corrente
sahe o brigue nacional
MARA LUZI.V, s rece-
be passageiros e escravosa
fi-ete, paraos <(uaes da' as
melhore* accommodacoes e trata ment :
os senliJfes que fallaram para embarcaT
esclavos, sirvam-semanda-Ios pora bor-
do, sabbado 4, e os conbecimentos em casa
dos consignatarios Antonio^ d_e Almeida
Gomes & C., na rita do Trapiclie n. 16,
segundo andar.
MARANHA'O E PARA'. '
Segu em poucos dias o liiate nacional
ADELAIDE, recebe caiga e passageiros :
trata-se com o consignatario J- B. da Fon-
seca Jnior, ra do Vigario n. 4.
PARA O RIO DE JANEIRO-
Pretende sahir com muita brevidade.
o patacho nacional CONFIANZA, por ter
parte do seu carregamento prompto:
para o resto da carga e escravos a 'rete,
trata-ce com os consignatarios Novaes &
Companhia, na ra do Trapiche n. 54,
ou com o capitao na prar^a.
Para o Porto por l.isbo"s*egue com a maior bre-
vidade a muito conbecida galera porlugoeza Bra
chrense ; quem quizer carregar ou r de passagem,
dirija-se aos consignatarios T. de Aquino h'onseca &
l-'ilbo, na ra do Vigario u. 19, primeiro andar, ou
ao capillo, na praca.
PARA 0 RIt DE JANEIRO-
Segu esta semana a barca Mathilde, por ter o sea
carregamenlo prorrfpto, s recebe escravos a frele e
passaqciros para o que lean excedentes commodos :
a tratar com o capitao Jeronymo Jos Telles eo
com Manoel Alvcs Guerra Jnior, na ra do Tra-
piche n. I i.
CEAKA' E MARANUO.
Segu no dia 10 do corrente mez o palbabole Ve-
nus, capillo e pralico Joaquim Antomo' Uoncalves
Santos ; para o resto da carga e passageiros, trata-se.
com Caelano Cyriaco da C. M., ao lado do Corpo
Sanio o. 25.



O referido caulelisla declara e se obrjga ,
a pagar os 8 por cent da Jei, sobts*^, us biihie,
inleiros, devendo o possuidor receber rfo"c (hesou-
reiro o sen compeleule premio. Pernambucu o je
agosto de ;855. Salusliano de Aquino FerreirS.
LOTERA
DO .VMNASIOPERNAMBpNO.
AOS 6:00.s, 3:000,V E.1:000*.
Ocauli'lisla Antonio Jos Rodrigues de
Souza Jiniot, avisa ao publica que a
todas da segunda parte da primeira dessa
lotera, andam impretervelmente ama-
nh5a, sabbado 4 do corrente: os seus bi-
Ihetes c cautelas acham-se a venda na pra-
ca da Independencia ns. 4. 13, 15 e 40,
ra Direita n. 13, aterro da Boa-Vista n.
72A, u na outras do costume.
I Recebe por inleiro.
Bilhete i iteiro. 3^800 6:000*000
Meio bilhete. 2*900 iOuO^OO
Recebe com descont.
Quarto. 1*140 1:380*000
Oitavo. 720 690*TJ00
Dcimo. 600 552*000
Vigsimo. 520 276*000
O mesmo cautelista cima, declara que
os seus bilhetes inteiros em originaes c
meios bi^etes em urna s cautela, nao sof-
lrem o descont dos 8 por cento do impos-
to geral, no premios grandes, ma's se
obriga" ans 8 por cento do imposto geral
em seus ditos bilhetes inteiros, devendo o
possuidor receber doSr. thesoureiro^Reu
competente premi.
deve ao herdeiro Manoel Antonio Pereira de Abrea,
de quem be o abati assiguado procurador; a tratar
na ra Direita n. 17.
Jos Joaquim Lima BairSo. .
AI'BEMHZES DE COMPOSITOR.
Esta Ivpographia aceita meninos que
saibam.lem 1er etenham bom cOmpor<-
lamento para aprender a composirSo, 08
(juaes principiarao a ganhar logo que f-
'".^^algun trabalho que se possa apro-
W~-
6.")S305
1jil98
219JS503
Exportacao'.
Lizerpool por Macei, brigue ingle* cilceni, de
354 toneladas, conduzio o seguiule : 1,200 saceos
com 6,000 arrobas de a estirar, 79 ditos tapioca.
Buenos-Ayres com escala por Montevideo, polaca
hespanhnla Elegancia, conduzio o seguinle :-Mi6l
barricas e 200 saceos com 5,902 arrobas e 3 libras de
assucar, 150 pipas agurdenle, 10 dilas espirito.
RECEBEDOR1A DE RBNDAS INTERNAS E-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 1...... 7789183
dem do dia 2.......1:4493079
2:2273262
CONSULADO
Rendimenlo do dial .
dem do dia 2 .
PR0VIN8IAL.
2:3518007
13881609
3:639j6I6
MOVIMENTO DO PORTO.
Nados entrados no dia 2.
Rio de Janeiro15 dias, barca peruana aCondnrn
de 506 toneladas, capitao P. A. Pelcrson, cquipa-
gem 14, em lastro ; a ordem.
Montevideo17 dias, polaca hospanhola Guadalu-
pe, de 118 toneladas, capitao Junius Fontanius,
equipagem 9, em lastro ; a ordem.
Rio de Janeiro10 dias, brigue porluguez Ribei-
ro, de 334 toneladas, capitn Francisco Schmidt,
equipagem 13, cm lastro;,i Thomaz de Aquino
Fonseca v Filho.
iVocsos sahidot no mesmo dia.
Parahiba Hiate braseiro Concejero de Mara,
meslre lzidoro Ilarrelo de Mello, carga fazendas.
Passageiros, Jos de Azevedo Maa, Francisco
Jos Lopes de Albuquerque,' D. Kila Mara de
Medeiros, D. Auna Mara das Neves e I filho me-
nor, L). Joanaa Rosa da Cruz Cordeiro, Joanna
. Emilia Lucas, Adriano Jos Lucas, Ignacia, prela.
Liverpool por MaceiABrigno inglez alceni, capi-
tao Archibala Slocle, carga ssucar.
Rio da l'rataPolaca hespanholn Elegancia, ca-
pao Pedro Maristany, carga agurdenle e as-
sucar.
EDITAES
O I Um. Sr. inspeclorda Ihesouraria provincial,
em cnmprimenlo da ordem do Eim. Sr. presidente
da provincia da 21 do correnle, roukda tazer publi-
co, que no da 23 de agosto proiirn^rtodouro, vai
novamenie praca pafaser arremato" qoem por
menos fizer, a obra dos reparos do acude de Caruar,
afliiarr^iresenle e publicar palo Diario. Secrcla-
dTlbes
enfermo. ^Eit
historia, que fui adulterada E que bello corola-
rio n3o lirou ello dos principios que eslabeleceo,
querendo convencer o publico incauta de que o meu
amigo sacerdote, que al hoje lem merecido concei-
to em sua provincia, nSo acredita na hostia consa-
grada Entretanto que aquella correspondente diz,
que a sua religiao he a adorarlo Je Dos em espirito,
e verdade nao se pejou de escrever conlra um mi-
nistro de Dos, talvez com as yislas de tirar-lhe a
forra moral, aposentando o aos olbos do publico co-
mo'um padre inmoral e ignorante das funrrfjesec-
clesiaslicos Gusto muito de ver, como esta o tal
correspondente udiautado nos testos do Evangclho
para appliea-los aos sacerdotes, que elle parece odia
gratuitamente ; mas nao faz applicacao desses mes-
mos textos aos seus amigos padres, advert ndo-os, se
nao sabem que olles derem ser o sal da Ierra e luz
do mundo.
Eu aconselbara agora ao tal correspondente, que
mandasse benzir por algum padre um pooco de sol
commum, par com elle temperar, e fortificar o sen
juizo fraco e-vi-ionario, que o lem tornado voiuvei
em Indos o tempos, afim de que nao lamente a jfal-
ta de sal, com que deve temperar suas ac(oes, pro-
priaa Ce um energmeno. Acho mo prudente qne
e (al correspoac ente aconeeihe a certa Cali amigo,
fM vaohi pai onde a bem publico reclama e exi-
ge qaa elle aaeri, a qe>ao deve habitar am pottx-
1:0129000. E para constar se mandou
ar palo Diario. Secrcla-
lesouraria provincial de Pernambuco 2i de
jumo de 1855.O secretario,
, A. F, d'Annunciacao.
O Dr. Anselmo Francisco Perelli, coramendador da
imperial ordem da Rosa, ejuiz de direilo espe-
cial do commercio desla cidade do l'.ec'fe provin-
cia de Pernambuco, por S. M. o Imperador, que
Dos guarde, etc.
Fajo saber aos que o prsenle vircm, em como
por parle de Rolhe & Bidoulak me foi feito o re-
querimenlo de audiencia do Iheor seguinte :
Aos 30 de julho de 1855 nesla cidade do Reeife,
em audiencia publica, que aos feilos e parles dava
o Dr. juiz de direilo especial do commercio Anselmo
Francisco Perelli, nella pelo solicitador Feliz Fran-
cisco de Souza Magalhaes procurador dos exequen-
tes Rolhe & Bidoulac, foi acensada da Vnhora feila
na quanlia de 600$ em din'aeiro, conlra o execulado
Manoel Anlonio do Azevedo, e requerido que ficas-
sern assignados os 6 dias da lei passando-se edilaes
por 10 das para citarlo dos credores ausentes do
executado, o que sendo ouvido pelo dilo juiz man-
den apregoar pelo porleiro do juizo Jos dos Sanios
Torres, que o fez na forma do estilo, e deu f de nao
comparecer o execulado aera oulrem por elle : ler-
mos em que houve o dilo juiz a penhora por acen-
sada, os 6 dias por assignados, e o mais como foi re-
querido.
E para constar eitrahi o presente do protocolo
das audiencias.Eu Francisco Ignacio de Torre
Bandeira escrivo interino o eserevi.
E mais se nao conlinba em dito raqaerimanlo
aqu copiado, em virlude do qual passou o escrivo
que esje sobsrreveu o presente cora o praxo de 10
Acha-se recolhida a cadeia urna prela de nome
Mara, presa pelo capitao de campu Jos Patricio de
Carvalho, por fgida, e diz serescrava de Francisco
mador alenf do Cralo do Bom Jardm :
quem direitHhar arerlt apiesenle-se com sous-ti-
lulos, que justificando a identidade Ihe sera enlre-
gue. tiobdelegacia do Reeife 31 de julho de 1855.
O subdelegado em exercicio,
Manoel Anlonio da Silca Intunei.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.!
O conselho administrativo, em virtude de* ;.ulori-
sacao do Exm. presidente da provincia, lem du com-
prar os objeclos seguinles:
Para o seguudo batalhio.de- infamara.
Panne azul mesclado, covados 135 ; capeles de
panno, 63; areia prela, libras 6 ; compendios de
arithmetica por Avila, 3.
Recrutas eat deposito uo mesmo.
Esleirs, 100
Oilavn balalhao de infanlaria.
Esleirs, 318 ; mantas de laa, 355 ; panno verde
escuro entrelio, cavados 1,871.
Hospital regiraenlal.
Livro em branco pautado com 300 folhas, 1: dito
em Hito dito, com 500 dilas, 1 ; boles de lonca pin-
tados, 24; copos de vidro, 24; chicaras de loura,
H ; masteigueirasdodita, 24 ; ourines de dlla,23;
pires de dita, 48 ; pralos razos de dita, 176 ; dilos
fuudos, 87 ; raeias compridasdela, pare's 12 : man-
tas de laa, 41.
Meio balalhao do Cear.
Manas de laa, 270.
Dcimo balalhao de infanlaria.
Panno verde escuro para sobrecasacas e calcas,
cavados 158.
Nono balalhao dito.
Mantas de laa, 376, panno verde escuro entrefino,
covados 1,468.
Quarlo balalhao de arlflharia.
Panno carmesim para vivos e vistas, cova-
dos 90.
Diversos balalhOes.
Mantas de Ida, 253 ; sapalqj, pares, 1,150 ; bo-
tes convexos de metal bronzeldo grandes e com o
n. 10 ^e 'metal amarello. 2,282 ; dilos pequeos
com o mesmo numero, 1,956. .
Quem os quizer vender aprsenle as suas propostas
em caria fechada na secretaria do conselho s 10 ho-
ras do da 6 d agosto prximo futuro.
Secretaria do conselho administrativo para lome-
cimento do arsenal de guerra 30 de julho de 1855.
Jos de Brito Inglez, coronel presidente.Bernar-
do Fereira do Carma Jnior, vogal e secre-
tario.
REPARTICO DA VACCINA.
I'revine-se s pessoas, que lem do ser vaccinadas,
ou que devem voltar repartidlo no 7. dia de eon-
formidade com o arl. 5a do rgulamenlo interno, e
com o art. I- do titulo XIII das posturas manicipaes
que a mesma repartirlo passa a funecionar desde
hoja no quarlel, que foi da companhia Gxa de ca-
vallaria, no paleo do palacio da presidencia e em
frente do mesmo palacio, seudo a entrada pelo por-
tan de ferro do centro. Repartidlo da vaccina 30
do julho de 1855.Dr. Joaquim de Aquino Fonse-
ca, couimissario vaccinador provincial.
O conselho de adrninUIracao naval contrata
para os navios armados, enfermara, barca de csca-
varao e mais estabclecimenlos do arsenal, o forneci-
mento de carne secca, bacalhao e assucar branco,
nos mezes de agoslo e setembro vindoq^o, e igual-
mente a compra de brim de linho inglez, a coserlo-
res de Ua ou de algodlo : portarlo convidam-se aos
"que iuleressarem em dito fornecimenlq^ venda, a
comparecerem as 12 horas do dia 3 do mez de .agosto
vindouro, com suas amostras e proposlas na forma
eslabelecida. Sala dassesses do conselho de admi-
nistrarlo naval de Pernambuco 28 de julho de
1855.O secretario do conselho.
ChrislovUo Santiago de Oliceia.
, O secretario do conselho de direccao
do Banco de Pernambuco, avisa aos se-
nhores accionistas do mesmo Banco,
que se acha autorisado o Sr. gerente a
pagar o sexto dividendo de lOsOOO rs.
por acrao. Sala das sessoes do conselho
de direccao do Banco de Pernambuco aos
5t de julho de 1855.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernambuco sacca sobre
a praca da Bahia, e contina a tomar
lettras sobre a do Rio de Janeiro. Ban-
co de Pernambuco 25 de junho de 1855.
O secretario dk direccao, Joao Ignacio
de Medeiros Reg.
A repartirn das obras publicas precisa de ser-
ventes para se engajar na companhia de operarios,
oceupados na limpeza dos cae desla cidade, e paga
aos srvenles livres 720 rs. diarios, e aos escravos
640 rs.: as pessoas que quizerem se engajar para la-
serviro, aprescnlcm-se na obra da ponte provisoria
do Reeife. Directora das obras publicas 2<) de ju-
lho de 1855.O escriplurario,
Joo Francisco Regs dos Alijos,
Para Aracaly, no dia 6 do correnle, segde o
hiale Correio do Sorte : anda pode receber carga :
a tratar com Caelano Cyriaco da C. M., o lado do
Corpo Sanio n. 25.
Para a Bahia segu em poneos dia* a veleira
Garopeira Liirarao por j ter a anaiur parle da car-
ga prompta ; para i resto lrala-se com seu consig-
natario Domingos Alves Matheus, na ra da Gru
m
LOTERA do gimnasio.
AOS 6:000s, 0:000$ E 1:000,j.
O cautelista Antonio da Silva Gui ma-
raes, faz cente ao publico, que a lotera
doGymnasio corre amanhaa, no consisto-
rio, da igreja de N. S. do Livramento ; o
resto de seus bilhetes, e cautelas esto e.\-
postos a venda no aterro da Boa-Vista n.
48, praca na Independencia ns. 14 e 16,
ra do Collegio n. 9,jrua do Rangel n.
5 i, na do Sol n. 71A, erua do Pilar
n. 90.
Auusa regedora de Santa Anna, em
a ra dos Martyrios, fazsciente ao respei-
tavel punlco, que nao faz a festa de sua
Padi'oeira. cm a ra cima mencionada,
mas na do Caldereiro, em o dia 15, e adi-
ante se attnunciara' o programma da fes-
ta ; por ordem da mesaElias Manoel
Francisco.

Joan C Pacheco Soares comprou por coala do
Sr. Dr. Caodido (oncalves da Rocha, do engenho
Sipo, os bilhetes inteiros da segunda parle da pri-
meira lotera do tiymnasio Pernambucann de os.
175 e i(22.
Precsi-s de um caixeiro pera taberna : no
largo do Pilar n. 17.
O ahaixo assignado, lendo recbido ordem pa-
ra se reunir ao seu balalhao, em Montevideo, nSo
rv N
. /'vtixo assignado, proprieta-
no da Un.,. mnibus, faz sci-
enle ao respeitavel publico, que i.j
dias santos tarde havor um ou d
para Apipucos. As horas da partida
e meia, edo regresso de Apipucos G e 6 e meia;
o prejo ilo bilhete de ida e volia he lOOOrs.,'fi-
cando ex presamente prohibido o ingresso quando
se nao der a precedente entrega aos bolieiros dos
respectivos bilhetes, os quaes s lerao validada pa-
ra os mnibus que. partem s horas cima men-
cionadas ; dSo he altendivel redamacao de pessoa
alguma que nao esliver s horas marcadas du par-
tidas ; nao he permittido fumar-se dentro dos Om- ,
nibus: es bilhetes para os mnibus vendem-sa no ,
escripioro da ra das Larangeiras n. 18, nico lu-*
gar onde se recebem as* assignaturas. S serao
admitiid; s nos mnibus como asignantes as pes-
soas, que aprescniarem o recibo aos bolieiros, do
contrario sera obligadas a pagar por viagem na
razad de i?O00 rs. para Apipucos e 500 pan a
Passagem.
Claudio Dubeux.
% KECRE10 MILITAR.
9 Previne-se aos senhores socios qae a parli-
0 da lera lugar i>o dia 11 do corrate, e as pro-
% postas para convites de familia serta entre-
& goes at o dia 4, na casa do baixo assigoa- 4|
9 do, la do Aragao n. 12.O secretario, w
9 O alfiles Btrros.
O METHODO CASTILHO GRATIS.
A vefd ide e a sciencia sao filbas de Deaa, como o
cenero humano devem ser patrimonio da todo elle.
Emqurnlo o Eim. Sr. conseflieiro Antonia Feli-
ciano de Oaslilho s por informareis precisva a ms-
nha pouca capacidade, eu vivia dovldoso, se bem te-
ria comptehendido o seu insigne methoda de leilura,
porque tjes informac.6es poderlasn ler partid
meus am gos; porcm logo que no dia 8 dejalh
Exc. foi auricular lestemunha dos meus coahacimen-
tos pralico, S. Exc. qne ioteressado mais odos
nesla propaganda scienlifica, nao havia d rde o-
lar-me o mais pequeo pice as desensaantlw do
seu melhodo, pxiis inleressava mais em earrifir-ae,
do que en erogiar-me: por cnnsegoinle, possa em
vangloria offerecer-me gratuitamente a todo,
que se-qoizerem propor ao magisterio pnavestaco
cellenle nelhodo, tendo as_ habilita^oes precisas de
crammnti-a earithmetica. Anida honlem recebluma
caria do Illm. Sr. deputads a asscmbln provinyal
do Rio Glande do Norte, o Rvm. padre vigario Flo-
rencio Gomes de Oliveira, o qual em nome de sea*
parochicos pede o ensino pelo melhodo Castuno:
iguaes necessidades militaniem oulros mullos pea-
ios deste bello paiz, e ser jJMirel qua lanos jareas
vegetem na indolencia e quic na miserias tendo oa
raeio lo honroso de subsistencia Da miaha parta
cumpro o meo dever, a minha aula, de dia'e de noi-
le he franca a quanlns se quizerem iniciar no facili-
mo melhc do do Sr. Caslilho, e para de lodo acabar
,com as llovidas snseiladas pelos ioitnigus da>* "
do, tencicno n dia 8do prximo setembro dar!
raeira eiposicao dos meas alumnos deas
lectivos ao]Exm. Sr. eonselheiro prestdanl
provincia, e a todas as capacidades qoe se di
honrar-me, em'um dos melhores sa loes desta capi-
tal.' Aula do in'lhodo Caslilho, roa larga.do ai
rio n. 48.Francisco de Freilas Gamboa, pUj
provisioaado pelo governoda provincia.
Na larde de terca para quarla-feira, 25 da pro-
pode pela pieslea dn embarque despedirlo de lodas xioao pasjado mez, desappareceo do sitio desiaa
as pessoas di* sua amizade, e nesta impossfMtidade o
faz por mein desle annuncio, certas da que all ea
em oulra qualquer parle, Ihe poder* dirigir suas
delerminaces, que serao de boa vonlade satisfeilas.
Pedro Afloaso Ferreira.
LEILOES
O agente Borja por despacho de 8'de julho pr-
ximo passado do Illm. Sr. juiz de direilo da primei-
ra vara do commercio Custodio Manoel da Silva
Guimaraes. i requerimeulo do curador fiscal da
massa fallida de Bernardo Jo' da Cunta, farii lei
hlo dos movis, de urna srande- rulos e de um excellente cofre de ferro, perlencenle
a dita massa : sabbado, 4 do corrente, as 11 horas,
no artna/em do Sr. Jos Joaquim l'ereira de Mello,
silo uo caes da Alfandega n. 7.
O agente Borja por despacho do Exm. Sr. Dr.
juiz privativo do commercio, requerimenlo de
Adamson llowie 4 Companhia, fr leilao da loja
de fazendas, sila na ra do Queimado n. 1S A, pery
(encent a firma de Silva Araujo, consi-tindo ^M
armayao elodas as fazendas existentes na dita loja :
terca-feira, 7 do correnle, as II horas.
vO agente Borja fara'leillo cm sen armazem,
na ra do Collegio o. 15, de urna erando quanrida-
dc de objeclos. como bem; obras de marcinerir, no-;
vas e usadas, ricos pianos de Jacaranda, urna por-
rao de spalos Yrancezes de varias qualidades, 1 opli-
mo carro do 4 rodas e oulros muilos objeclos, que se
acharSo patentes no mesmo armazem, ludo islo sem
limite de preco algum : quarla-feira, 8 do corrente,
as 10 horas.
AVISOS DIVERSOS-
LOTERAS da provincia.
^fO Illm. Sr. thesoureiro
das loteras manda fazer
public, que sabbado 4 de
agosto, andam impreteri-
velraente as rodas da se-
gunda parte da primeira*
lotera, para* construeco
da casa do Gy mu asi o, no
consistorio da igreja de
N. S. do Livramento, e o
restante dos bilhetes adia-
se a yenda na thesouraria
das loteras, na ra do Col-
legio n. 15, primeiro an-
dar. Secretaria aa thesou-
raria das loteras, 3 de a-
gosto de 1855. Luiz An-
tonio Rodrigues de A Imei-
da, escrivo das loteras.
LOTERA
PUBLICAQAO LI1TEKARIA.
Acha-se venda o compendio de Theorla e Prali
ca do Processo Civil feilo pelo Ur. Francisco de Pao
a Baptista. Esta obra, alm di urna introluccno
sobre as acr,oes e cxceprOes cm geral, irata do pro-
cesso civel comparado com o commercial, eonlm
a theoria sobre a applicacao da causa julgada. e ou-
tras doulrinas luminosas : vende-se nnicamente
na loja de Manoel Jos l.eile, ia ra do Quei-
mado n. 10, a 69 cada exemplar rubricado pelo
Jntor.
GYMNASIO rERMAlBUClO.
Amanhaa, sabbado 4 de
agosto, he o indubitavel
andamento da referida lo-
tera, pelas 10 horas da
manha, no consistorio da
igreja de N. S. do Livra-
mento. Pernambuco 5tde
agosto do 1855.-0 caute-
lista, Salusliano de Aqui-
no Ferreira.
LOTKRIA 1)0 C.YMNASIO PER-
NAMBCANO.
Aos6:000B'000, 3:000S000. c 1:000^000.
Corre iudubilavelmeolo sabbado, i de agosto.
O caulelisla Salusliano de Aquino Ferreira avisa
ao respeilavel publico, que as suas cautelas eslao
sujeitas o descont de 8 por ceulq do imposto da
le. Os seus bilhetes inleiros, vendidos cm origi-
naes, e os seus meios b. libeles em ama s cautela nao
soflrem o descont de 8 por cento do imposto geral
no co do pagamento dos tres priroeiros premios
grandes ; eslao exposlos venda as loja< seguinles:
rus da Cadeia do -Reeife ns. 24, 38 e 45 ; na praca
da Independencia ns. 37 e 39; ra Nova ns. 4 e 16;
ra do Queimado ns. 39 e 44 ; ra estrella do Ro-
sario n. 17 ; no aterro da Boa-Vista n. 74, a na pra-
ca da Boa-Vista n. 7.
Melada da sorle qae sahir uo bilhete inleiro
n. 1337 da lotera qua corfe no dia 4 do trrenle,
pertence as obras da nova igreja do,Divino Espirito
Sanio.
Perdeu-s asna caria vinda do'Rio do Janeiro,
dirigida a Manoel Ignacio Pinheirn, cobr:ndo urna
oulra paran Illm. Sr. capillo Manoel Jos Coelbo
de Freilas ; roga-se pois a quem a-acbou, de re-l-
lai-U noasiTJplurio do-M.cjiado & Pmbeiro, no lar-
go da Assenibla n. 12, qu* se Ihe ficara abrigado.
No dia 30 de julho ausentou-se da roa Nova-
sobrado n. 18, urna eserava, crloula, de nome Ma-
ra, he alia, bastele chela do corpo, fula, denles
bastante alvos, bonita efarsola, tem urna marca de
chicote iio-brarjo direilo, e om defeilo no dedo pol-
i legar da mi) esquerda ; por isso roga-se as autori-
dades policiiiet a aaa captara, e enlresa no dilo so-
brado.
'JaT'' No qenrlel do dcimo balalhao d-se roupa a
qaem lave e eogonime com perfeiejo, e responda
pelas fallas.
Prechti-se alagar urna prela eserava para lod-
sanico de unta casa de pouca familia, que seja (el0
fga-se heaij no aterro da Boa-Vista n. 78, loja.
Precisn-sede urna ama para cozinhareengom-
mar : no atiero da Boa-Vista n. 36, segundo andar.
ALUA-SE vestuario para o baile de masca-
ras, tanlo a carcter como a phantasia, para qoem
uizer dansiir, 'por pouco dinheiro : na ra eslreta
o Rosario n. |-J, primeiro andar.
PREC1SA-SE alugar' urna prela captiva para
lodo servico de urna casa de pouca familia : a tratar
ua ra esire la do Rosario n. \i, primeiro andar.
Paulo Pereira Simoes faz publico, qoe a casa
terrea.com 59180, de pedra e cal, sila na travesea-da
ra Augusta sob n. 5 pcrlcnce-Ibe por bave-la ar-
rematada em 9deoulubrodo anno passado, com
execucJlocontra.Jos Maria Placido Magaljiaes c sua
niulber, cono consta do titulo qne em si lem o an-
nuuciante, e do cartorio do escrivo Conha, pela qae
desde aquelle dia esl o annuncianle na possa da
mesma, a (pial eotleclou o annuncianle em 6 de de-
zembro do mesmo anno na repartic/lo competente
Alugam-se duas escrlras paWlodo o servico de
urna casa, assim como trabem vende-se om violo
de Jacaranda e um guarda-loue> de mdeirade ama-
relio : na na dos Martyrios n. -2, segundo andar.
GABINETE PORTGZ DE
LEITRA.
Por ordem da directora se faz saber a lodos os se-
nhores socics, que de hoje em diaute estar a bblio-
Iheca aberta desde as 9 horas da manhaa as '2 da
larde, e das 4 as 9 ; no dia, porm, em que anegar
vapor da Europa, s se fechara*as 10. Tambem se
faz saber aos mesmos senhores, que para melhor o;
dem do expediente dcva/So fazer os seus pedid
para leilura externa por escriplo, designando ojU;
mero que ni margem do catalogo corresponder
obra que pedirem ; para o que se podero muir
de catlogos e supplemenlos, que com os exem
dos novos eslalnlos se achamm poder do guarj
bliolbecario para sertm distribuidos.Vieira
ro, 1. secretario.
O abaixo assignado, lendo comprado 5 bois em
Marauguape, e fugindo um boi caslanho, sem estar
castrado, cara prela, a tem ama marca de um lado
proveniente de um tiro, por isso roga a alguma pes-
soa que o lenlia apprehendido pelo camioho, de par-
ticipar ao abaixo assignado, uo engenho Peres, ou a'
Jos Xavier Cavalcanti, no engenho Uinipapo, ter-
mo de Olindi.ChristovSo de ollanda Cavalcanli
Mello.
l'rccis: -se de um bom cozinheiro para casa de
familia ; a fallar na travessa da ra Bella, com o
Sr. Andr Avelino de Barros.
Fica purlencendo a metade do que sabir no bi-
lhete inleiro n. 2989 da segunda parle da- primeira
lotera do tij mnasio Pernambucann, para as obras
da matriz da Boa-Visla, a qual lotera corre no dia
4 do corread).O irmilo da matriz da Boa-Vista.
Aluga-ie ou compra-sc urna boa ama de leile ;
no Hospicio, segando porlao depois da Faculdade de
Direilo.
Quera precisar de am coulra-mestre de alfaia-
le, chegado da corle por nao gozar saude, dirija-se
ra das Triocheiras n. 10.
Aluga-se urna eserava : na ra larga do Rosa-
rio n. 12, se dir qnem aluga.
Precisa-se de um homem para trabaftai em
nina ri'finar.'iii, se liver pralicajnelbor ; a tratar 110
paleo da Santa Cruz n. 2.
Constando an abaixo assignado. que os hefdei-
'Afos da fallcc da I). Maria Morroqnina de Jess aia-
* reno estn halando de parlilhar o engenho Uinipa-
po com sua limrica.como se (orao bens esles deixados
pela fallecida D. Maria Marroquina, quando dilos
bens pertencem aos manos do abaixo assignado por
heranca de seo pai Francisco de Paula Nigramente,
os qaaes estro em litigio ; e para que ninguem se
chame a ignorancia, declara o abaixo assiguado, co-
mo proenracor de seus mauos, o expendido ; e pro-
testa conlra aaalquer negocio oa trans icc.10 que se
fizer relativamente a dilos bens. "Reeife 2 de agosto
de 1855.Paulo Tolentino Bento Nigramente,
RETRATOS.
No aterro da Boa-Vala n. 4, terceiro andar, con-
tinuare a til ?r retratos pelo systemu chrystalotypo,
com muila rr pidez e perfeirao.
O abano assignado, autorisado pela Sra. D.
Maria Sei)horinha do Livrameulo, fax negocio com a
armarao da loja da roa do Queimado n. 50, para pa-
gamento do debito qae a casal di mesma senhora
do Brejo. no ongenho Pimeulas, IregoezU do Cabo,
um molecue de nome Domingas, com idade de 15
annos, pouco maisou meos, crioat, sheio do aat-
pu, bem preto, o olho direilo visado, orna cicalric
junio da reata do mesmo lado preveniente de oas
cuuce de -avalle, naria bem chale, ps largos ; ewa
o qual laaibem desappareceu am quarto pedrez j
velho, coin ama bexiga no espinbaco, e bom galopa-
dor ; suppe-se o moleque ler fgido no quarto. e
ambos eslirem furtados : roga-se as autoridades oa
pessoa pa-licul.ft qae soaber do dilo moleque e ea-
vallo, ou algum dos dous, digqem-se avisar o lavar
ao senhor dos mesmos, o bacharel Jlo Francisca
de Anuda Falcao, morador no sitio referido, oa
nesla pca^i ao Sr. Joaquim Manoel Ferreira deSou^_
za, no pateo do Carmo,n. 1, que ser bem recom-
pensado.
Prei-.isa-se de nma malher de boa easadocta,
que saiba cozinhar e coser, para faxer ,e servico ta-
temo da casa de um homem eslrangeiro salteiro,
perlo do liecife :' a tratar oa ra do Trapiche n. 38,
primeiro andar.
ESPIRITO SAHTO.
Anlonio de Almeida Brandao e Souza, irmo do
Divino Espirito Santo, faz ver aos nosso inaaV, que
por devo;o offerece ao mesara Divino para adjuto-
no das obras de sua nova igreja do Collegio,a meta-
de do que Ihe sahir par sorle esn o meio bilhete n.
2807 da I jleria desta provincia q 1 tem de correr
sabbado, 4 do presente mea.
O SOCIALISMO.
Pelo g.aeral Afcre a basa.
Acha-se a venda na loja de llvros dos Sis. Ricar-
do de Freilas & C, esquina da ra de Collegio, e
em casa Jo autor, paleo do Collegio, casa amarilla,
110 I.- ailar; eucadernadode lodas as formas, por
maior ou menor preco, segando o goslo dos compra-
dores. A adicao eslquasi esgotada, epoueesex-
cinplares reslam. Esta obra, em qua se acha traca-
da a marcha do genero humano desde o primeiro
homem al nossos dias, pertence a todas as classes
da sociedad*, e he, por assina dizer-se, o evangclho
social, porqoe aella esUo consignados lodos os foros
di humar idade. As suas doctrinas eslao, porlanlo,
ao al caen de todas as i nieUbjeBcias.
v J. Ilunder, alfaiate allemio, na raa Non n.
53, faz tola e qoalquer obra do seu ofticio, dando o
panuo, pe r commodo preco.
talca de (asemra de cor fina 59000
Dita de dila dita 10*000
Dita da dita 12J000-
Dita de d la prela 161000
Casaca de panno preto fino 289000
Dita de dito superior 389000
Palito de alpaca prela 1OJ000.
Dito de dila 129000
-* Desappareceu no da 27da mez prximo passa-
do am mualo de nomo Pedro, qae ucalea-se forre,
e tamos signaes seguinles : gordo, cara bstanle
larga, de bigode, e com am signal bem visivel no
braco direilo de urna deulada de parco ; leve* ca-
misa de madapolo e calca de riscadinha azul ou de
a : quem o appcehcudcr, leva-o i ra do Muu-
oro, casa de Andr Avelino de Barros. *
ataixo assigsada lem autorisado ao Sr. Jos
m l.ima Rairas para faxer lodo negocio cera
loja da i:na
mo mesu
Dado n. 50 ; podendo
I Direila n.
liolia dttUBBBBBBBl
na capital 11
Lasserre, Wglf de Bcrnar!
juizo de dire'Kda 1.a vara do .-ommer
do RecilrUfPeroambuco, contra
sen casal, qusrdisse residentes em lagares ig__
fazendo intimar a lodos tile-, aquelle seu proleato
rir edito-, e pela imprensa, para o fim previsto no $
do arl 453 do cod. comm. ; e como entre os de-
vedores all relacionados esteja o mea nome compre-
hendido como devedor da quanlia de 1:7259880 rs.,
em du.s leltras vencidas em marco de t847, por is-
so decan que nao me considero mais devedor ao
casal da v uva protestante ; porque em novembro de
1848, fiz cesso de meus bens, como a le me per-
mittia, ante o juizo da civel daquella capital, e com
previa c.iciio de meas credores, inclusive aquelle
marido da vinva proteslante ; foram lodos os meus
bens, Itvrns e papis entregues a um depositario ju-
dicial, ea mesma cessao firmada por seolenca, qoe
irausilou m jnlgado ; porlanlo, he pelo producto
daquelles bens, qoea viuva proleslanle deva procu-
rar o embolso respectivo, visto qoe nenhum direilo
Ihe assisle conlra mim ; e para que assim conste ta-
to esla declararlo nesla cidade da Parahiba do Nor-
te aos 23 dias do mez de julho de 1855.
Hojn 3 de agoslo, ir praca, depois da au-
diencia do Sr. Dr. juiz de orphaos, na porta da sala
da mesma, requerimenlo do curador da maule-
capia Marcolina Thereza de Jess, a prela eserava
Delfina.
XH1ROPE
DO
BOSQUE
0 unica deposito contina a ser na botica de Bar-
IboloineiU'faiicisco ur Souza, na ra larga do Rosa-
rio o. 36; (arralas grandes 59500 e pequeas39000.
IMPRTAME PARA 0 PUBLICO.
Para cura da phlisica era lodos os seus difiranles
graos, quer motivada por constipacOes, losse, aath-
ma, pleurij, ascarros de sangae, dr de costados e
peito, palpitacMno coracao, coqueluche, bronchite
dr na garganta, e lodas as molestias dos orgSos pol-
monares.
"*!
9
1
-I
'
biiitii inn
7^2^


ittsr
A
-^lIflIO
DE PtrtMRBUtO
Precitii-se de om caixeiro Ai 10 a 12 annos:
quem pretender, dirija-se ao pilleo do Trro n. 11.-
George Patchett. curador fiscal da raassa falli-
da de Leopoldo da Silva Quoiroz, fai'. acienle que o
Ezm. Sr. jui especial do cominercio, dosgnou o dia
3 do correnln, pelas 10 horas do dia, para os respec-
tivoe credores se reaorem Da :asa le ma residencia,
em cuja reunan lem de se a| esenlar o parecer da
coramissao norueada para rerilicaca) dos crditos.
Glande sala de barbeiro.
Antonio Barbosa de Barros, com sala de barbeiru-1
na ra da Cruz do Recife n. (i:, pr uieiro in<*", faz
ritpeilavel publico que alp- -*. oarbear,
corlar cabellos e sanurar coro tod>r'perreic.ao, Lim-
pa denles, queima, rliumbj^^ui a verdadeira inassa
adamantina, da qual teq^peu proiiujamente viuda
de Franja graiidp6rc3o, evende os Irasqoinhos por
preco eomitr^lo ; assim como ensioa como ella he
applicat*piira conservar sempre os deoles na sua
>c--rjaliiral. Tambem lem um grande deposito de
"Dichas de Hamburgo, as qnaei vende em porcAo, a
retalho, aluga a menor porreo que o fregus queira,
e <|oando teja preciso elle racismo as vai applicar ;
assim como ludo mais que cima Qca dilo, mais ba-
rato do que em oulra qualquer parle.
sa^^Bftu
CONSULTOR^ DOS POBRES
*IT^ NOVA 1 AHTDAR 50.
\
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collgic n. 2,.
vende-*e um completo sortimento
h de fazendas, linas e grossas, por
precos mais baixos do que emou-
tra qualquer parte, tinto em por-
coes, como a retalho, Juanendo-
se aos compradores um s preco
[ ])ara codos : este eslabelecimento
ulu-io-te de combinaco com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, irancezas, a llemaas e suis-
*as, para vender fazendas mis em
conta do que se tem vendido, e por
isto orerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietarto deste importante es-
tabelecumento convida a' todos os
leus patricios, eao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
liaratas, no armazem da ra do
Colleg.on. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
P~'
i Ferreira da Silva Maia vai a Portugal.
BjMmro a juros sobre perdieres de ouro
M ra eslreila do Ros.irio_loja do ourives
n. 10, se din quem da.
Precisa se alugar urna mtillicr para cozinhar e
lazer o servido interno de urna casa de pouca fami-
lia ; oo ama escrava para fazer estes doos erviros e
tambem o servico externo : na rna Direila, sobrado
n. 86, segundo andar.
No eseriplorio de Domingos Alves Malhers, na
ra da CtokIo Recife n. 5*. deeja-se fallar a nego-
cios de interese, ao Illm. Sr. capilao Innocencio
da Cunha Goiaona e Joio Paulo de Souza, e como
se nao saiba de suas miradas, |>ede-se aos mesmos
Srs. qne sedi.;neru comparecer no mesmo escripto-
rio, ou annur ciem suas moradas para serem procu-
rados. r
Manoel l.ii da Veiga.autoi isado pelo Sr. pro-
id** geral interino da veneravel Ordem Terceira
francisco da Penitencia desla cidade, pelo
[chama aos devedore* fe firos da mesma
Mrcm pagar dito* fi-os at o dia 10 de
prximo fuluro : na roa do I.ivramento n.
27, seguudo lindar lodos os dias das 6 da 'manhaa s
9, am de nao cahirem em conmisto.
O abano assignado. leudo de apreseolar o es-
(casa de seu fallecida pai Manuel Francisco
a, estat elecdu na cidade do Ric-Formoso, pe-
Indos os seus credores tenliasn a bondade de
comparecer n i roa da Praia n. SI, no dia 3 do cor-
tan* as 10 lora dedia, aim de reunidos, concor-
m a mau.-irade iba embolso, vislo estar auto-
ido para isso Wtga, ''prtaoh, a Iodos, compa-
recam. aflm de evitar demorasi visto que se acha a
can fechada, e se pdem deteriorar alguna gneros.
JoSo Francisco l'ereira.
O bdiio fraocei Villello relira-sopara lora do
imperio.
Preeisa-se alugar um preto (fue seja robusto,
agradando paga-se bom aluguel: na ra da Concor-
dia n. 8.
Preusa-se comprar om buhar de boa qualida-,
S a que eslej i em bom estado, com seos pertenec :
quem lirer annuncie para ser procurado.
Wh*alagar urna escrava para casa de um
de pouca familia : no aterro da Boa-Vis-
ta n. 12, loja.
B-se uina camarinha a orna mulher qne seja
servir de companhia a ni ile a dona da casa :
quei rfluzer, dirija-se roa Dimita, botica n. 31. -
Precisa-se deduas amas para casa de familia,
soBdo urna para engoramar, e oatra para cozinbar :
na ra da.Crux do Recife u. Sil.
Arrend-s urna casa Ierren com solao grande,
o qual tem viranda da ferro para ra, conlendo 4
salas, 4 quartos, cozinha fra, quintal grande mura-
do, cacimba propria, e uo fondo do quintal tem so-
io que sen M**'0' 6ila travosaa do Lima,
com frente para t talados, uia dos qaaes tem vista
para o mar : quera a pretender, dinja-se ra do
illegio o. 10,segando andar, qaeachara com quem
tratar.
Alaga-i) o primeiro andar, com 2 salas e 2
quartos da casa n. 22, na rna do Qoeiraado, nos qna-
tro cantos ; a tratar na laja da niesraa casa.
No dia ;, as 11 horas, ua sala das audiencia;.
denote de fiada a do Sr. Ur. juia de ausentes, se ha
de arrematar um sobrado de ua andar, tilo na ra
Imperial n. 92, com 3* palmos da frente, 79 de fun-
do a mais 232 para quintal, aval ado em 2:0009000,
pcrtencenle ; a finado Antonio di Trinilade.
- Furtarain no dia 20 do orieule, da sitio de-
nominado Malhadn, na fregue/.ia de Campia Grau-
de, provincia da Parahiba, urna negrinha de cor fula,
deidade 12acno, de nome Alejandrina ; suppoe-te
que ser noviciada em alguma.villa desla provincia
paradepois vir para esla capital : porlaulo roga-sea
qualqaer senbor comprador ou nutra qualquer pes-
soa qne nolic a liver, qneira dirigir-se roa do
Creapo, toja de goslinhq- Vieira Coelbo, ou a po-
va|ap do Bre|o do Fagundes da sesma Ircgaezia de
Campiua Grande, a Domingos Al arlius Pcreira. ,4
L0TEM1 DO RIO DE JOTRO.
No da 21 ou 3 do corrente devia *r-
rer a loteria 9- rja cultura das amoieiras,
" ainda se achanga venda alguns meios bi-
Ilietes as loja docstum;, na pfB^a da
Independencia: os premios serao pagos
logo qu se tenba eito a distribuicao J
lista. '. ,
Acha-s: para alugar om
um andar baslanta fresco em SI
alicitador Alan
arree per renda annua__
n. 1, denoninado Viveiro, com eaa'desvarado*
snrala^f|j'eiros, Kideiros e aivoredea; be a ulti-
0_ Dr. V. A^Lob^ntioscozo da consullas homeopalbicas todos os das aos pobres, desde 9 horas da
lanhaaleojflai-Tdia, ,. em casos extraordinario a qualquer hora do dia ou noite.
OBafT-se igualmente para pralicar qualquer operac.5o de cirorgia, e acudir promplamenlc a qual-
uulharque esleja-mal de parto, e cujascircumstancias nao permitan)-pagar ao medico.
SO COMLTORI DO DR. P. A. LOBO I0SG0Z0.
50 RA NOVA 50
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo de meddicina homeopalhica do Dr. G. H. Jahr, traduzido em por
tuguea,pelo Dr. Moscozo, qoalro voluntes encadernados em dous e acompanhadode
um diccionario dos termos ile mediciua, cirorgia. anatoma, ele. ele...... 209000
Esla obra, a mais imporlanle delodas as qne tratam do esludo e pratica da homeopalhia, por ser a nica
queconlm abase fundamental desla doctrinaA PATHOGENESIA OU EFFE1TOS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SAUDEconhecimenlos que nao podem dispeusar as pes-
soas que se querem dedicar a pratica da verdadeira medicina, interessa a todos os mdicos que quizerem
experimenlar a doulnna de II ahnemanu v e por si mesmos se convencerem da verdade d'ella: a todos o
fazendeiros e senhores de engenho que estilo longe dos recursos dos mdicos: a lodos os capites de navio,
que urna oo potra vez nao podem deixar de acudir a qualquer iocommodo sen ou de seos tripulantes :
a todos os pas de familia que por circumstancias, que nem sempre podem ser prevenidas, sao abriga-
dos a prestar in continenti os primeiros soccorros em soas enfermidades.
O vade-mecum do homeopatba oo traduccao da medicina domestica do Dr. Hering,
obra tambem til s pessoas que se dedicam ao eslodo da homeopalhia, um vol-
me grande, acompanhado. do diccionario dos termos de medicina...... 10*000
O diccionario dos termos de medicina, cirorgia, anatoma, ele, etc., encardenado. 000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pralica da
homeopalhia, e o propietario-deste eslabelecimento se Iisongeia de te-lo o roais bem montado possivel e
mnciiem duvida boje da grande soperioridade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 tubos grandes^ ............
Boticas de 24 medicamentos 6m glbulos, a 10, 12 e 15000 rs.
Dilas 36 ditos a ........ wnnn
Ditas 48 dilos a.................. oSinnn
Ditas 60 ditos a.............'.'.'.' So
Ditas 144 dilos a........... ZZZ
Tubosavuiso.............\..........'' S
Fuscos de meia onca do lindura. .*?....>........." SuM
DiUe de verdadeira lindura a rnica...............".'. SoO
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de lobos de crysta! de diversos lmannos,*
vidros para medicamerilos, e aprompta-se qualquer encommenda de medicamentos com toda a brevida-
de e por precos moito commodos.
TMAMEHT0 HOMOPAimcoTT
Preserva tico e curativo
DO CHOLERA mORBUS,
PELOS DRS
Kii vi*arsf<: aj.- JA.nnn
TJ." .'53,0 "" PVU P.ara Se Pdercurar de9,a enfermidade, administrandoT75nedio^ ,
eTqolao o's- '* '"""' "" me,i'C0' mtSm para CUra-,a "'ependeTte del.e. nos logare^
THALZ1DO EM PORTUGUEZ PELO DR. P. A. LOBO MOSCOZO
?tr?M.'iyrS'p.r ^ mS -^.orio^XdoTrm^'rpire'Tnrq';
Seodo o Ira lamento homeopathico o nico que tem dado srandes rnl!arnnn-,,*,, n. *., ,
i -rs ms EK.'TS. ?v:?J%^%'z^!zz
Vende-se unlelmenyoo Consultorio do traductor, ra Nova n. 52, por 29000 rs.
MASSA ADAMANTINA.
Roa do Rosario 11. 36, segondo andar, Panlo Gai-
gnoux, dentista francez, chumba os dlnles com a
massa adamaiilina. Essa nova e maravilhosa com-
posic^o tem a vanlagem de encher sem pressao dolo-
rosa lodas as anfractuosidades do dente, adqoirindo
em poucos instantes solidez igoal a da pedra mais
dora., e permute restaurar os denles mais estraga-
dos com a forma e a cor primitiva.,
i'IBLICAiAO' DO INSTITUTO H0-
EOPaTMCO DO BRASIL. g
THESOURO HOMEOPATHICO
OU &
VADE-MECUM DO &
HOMEOPATBA. O
Metkodo conciso, claro c seguro de cu- ()
Tar homcopathicamenle udat as molestias Zj
que affligem a especie humana, e part- V)
cularmente aquellas que reinam no Bra- (A
til, redigido segundo os inelhores Irala- 7Z
dos de homeopalhia, lano europeos como v)
americanos, e segondo a propria experi- ^1
encia, pelo Dr. Sabino Olegario I.udgera J"
Pinho. Esla obra lie hoje reconhecida eo- ^)
mo a melhqr de todas que Irlam daappll- /tt,
cacSo homeopalhica no curativo das mo- Vr
leslias. O cariosos, principalmente, nao S&
podem dar um passo seguro sem possoi-Ia e 2
consulla-la. Os pnis de familias, os aenho- 85
res de eugaaho, sacerdotes, viajantes, ca- i
pitaes de navloa, sertanejosete. etc., dev*m 2
le-la mo para ooaarrer promptameote a %
Jnalquer casona moles!
ous voluines em broahura por 10000
b encadernados U|000
Vende-se unicameolfeaWfc do autor,
roa de Santo Amaro n. 6. (Mando No-
vo).
Est. a sabir a luz 110 Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
H0ME0PATH4.
EXTRAHIDO DE RLOFF E BOEN-
NINGHAUSEN E OUTOOS,
posto em ordem alphabelica, com,a descripcao
abreviada de todas as molestias, a indicarlo physio-
logica e Iberapenlica de lodos os medicamentos I10-
meopalhiros, seo lempo de aceao e concordancia,
segoido de um diccionario da signifwagao de todos
os termos de medicina e cirurgia, e posto ao alcance "'jQ'
das pessoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO HORAES.
Sobscreve-se para esta obra no consultorio horneo,
pathico do Dr.'LOBO MOSCOZO, ra Nova n. 50-
primeiro andar, por 5000 em brochora, e 6>O0O
encadernado.
< O Dr. Sabiao Olecario Lodgero* Pinho,
mudou-se do palacete da roa deS. Francis-
co n.*8A, para a sobrado de dous aila-
res n.6, ruade SantoaLmaro, (mundo novo.)
Regimentle costas.
Sabio a luz ajregimento das custas judi-
ciaes, annotado com os avisos que o alte-
raram : vedVse a 500 re'is, na liviana
n. 6 e 8 da prac_a da Independencia.
mefrancez, obras
O Sr. Joaquim Octaviano da Silva tem caria
na hvraria n. 6 e 8 da praca da Iudependencia.
* 9 gas
5 t c DEHTISTA. i
Paulo Gaignoux, denIMa francez, cstabele
9 cido na roa larga do Rosario n. 36, segnudo
9 andar, colloca denles com gengivasarliliciaes,
e dentadura completa, oa.parte della, cora a
pressao do ar. J
C8S8 e3r
COMPRAS.
Compram-se acedes de|Beberibe : ua ra lar-
aja do Rosario n. 36, segondo andar.
COMPRASE
loda a qualidade de metal velho, menos ferro : na
ra Nova n. 38, defronle da igreja da Conceico dos
Militares, loja de funileiro.
Casa de commsao de escravos, na ra do I.i-
vramento u. 4.
Compram-se esclavos de ambos os sejos, de idade
de 12 a 30annos, sendo boas tiguras paga-se melhvr
do que em oulra qualqaer parle.
os dramasFernando III
talo Jooou o Poeta e a Inqoisico : auei
ver annuncie. _
Compra-ee urna preta de bonita figura e moca,
que seja* boa costurara e engommadeira : paas-se
bem agradando : ua roa do Trapiche n. 14, primei-
ro compram-se escravo* de ambos os sexos, e re-
cebem-se de commiasao para vender : na roa Direi-
13 D. 3.
'iJ- Com""a-se uma carroca.'nova 00 em bom es-
do : quem a quizer vender procure no ultimo ar-
mazem da ra da Concordia.
* Compra-se um balcAo de amarello oo oulr
maaeira boa : quem liver annoncie.
G IUCIIIUI
I eAn.
en.d.,i.
VENDAS.
^^eodem-se nozes muito novas a 1S280 por ar-
ra, ein pesos a vonlade dos compradores : no ar-
mazem de Agoslinho FerrVira de Sooza Goimaraes,
na ra que ca confronte u gieja da Mnfte de
Vende-se por muito menos do costo 00 aluga-
se ama casa moderna na Torre a beira do rio, com
todas as commodidades para familia, cocheira, estri-
barla e qoarlo para feitor :- a tratar na roa da Cruz

\
i
i-si aos credores do fallido Andr Naozer,
que em wuniSo do dia 31 de jolho foram nomeados
01 credores Jos Daarle das Nevos, Manoel da Silva
Santos e Pula 4 Sanios para enmporem a commis-
sae1 de verificarlo dos crditos, pelo que sao convi-
dados todos os credores apresntarem seos litlos
no prazo do tres dias aos membros da commisso,
aflm de poder esla apreseolar mos trabalbos no dia
7 do correlo para qoando esln' marcada a oulra
rennia.
Nau, PR\a PLBLICA.
No da de agosto, tem de ser arrexalado i casa
terrea na ra do Rangel n. 23, p>r ser a ultima pia-
<;a depois da audiencia do Illm. Sr. Dr. joiz de or-
phJoe, avaluada em 1:400J)000 em chaos proprioi.
Aluga-seum sitio no lugar dos Airo-
dos, na ra de San-Miguel n. 39: a
tratar na Boa-Vista, ruada Gloria n. 69.
' Aos senhores de engenho.
f primeiro armazem dobecee doGoncalves, ven-
dem-e meias barricas de fariu'ia da mais superior
qoalidade.
O Srs. Manoel Fernandua Rodrigues e Jo3o
Francisco da Silva, morado'es em Po-d'Alho, t:
iiham a bondade appirecer no Recife, ra do Ooei-
ruado, leja n. 10.
FINB1W.
Na fnndiro de Jos Raptista Braga, na ra Nova
11.38, funde-se loda a qnalldade de obra de bronze
e lati, assir j coroo faz-se qualquer obra tendente a
laloairo e tiioileira), com loda a per'eijao e preco
commodo. ^
O Dr. Ribeiro,* medico ala ofirKajdadede
Cambridge, iionlina a residir na ra da Gruzm>Re-
cife n. 49, 2.* andar, onde pode ser procurado
qualquer hora, e convida aos i>obres para-consultas
gratis, e meimo os visita quam o is r.ircumstanciai*
anjam, faz ispecialldade das ,noles is dos olbos e
vidos.
Precia;-se por aluguel de 2 pretas escravas
para o servir de casa: quera as liver, dirija-se
ra da S. Francisco, sobrado n, 8, cerno quem vai
para a roa ella ou Mundo Novo.
N'ovos livros de homeopalhia
lodas de summa importancia :
Uahnemanu, tralado das molestias chrenicas, 4 vo-
luntas, ........... 2O9OOO
Teste, rrolestias dos-meninos..... 69000
Hering, homeopalhia domestica. .- 73000
latir, pharmacnpa homeopalhica. 60000
' r, novo manual, 4 volomes .... 16>000
r, molestias nervosas....... 69OOO
r, molestias da pelle...... 89000
historia da homeopalhia, 2 volumes I69OOO
no, tralado completo das molestias
meninos.......... 10900n-|
. materia medica homeopalhica. 000
Fayollc, doutrina medica homeopalhica "JOOO
Clnica de Slaoneli ....... 69000
.Casling, verdade da homeooalhia. 4J000
Diccionario de Nyslen ....... IO90OO
Altlas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, conlendo a descripcao
de todas as parles do corpo humano 3O9OO0
vedem-se todos estes livros no consultorio homeopa-
thico do Dr. Lobo Moscoso, roa Nova n. 50 pri-
meiro andar.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
({uemudou a sua aula para a ra do Ran-
gel n. i i, onde continua a receber alum-
nos internos eexternos desde ja' por m-
dico preep como he publico: quem se
quizer uttlisar deseupequeo prestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
EDUCACA'O DAS FILHAS.
Entre as obras do grande Fenelon, arcebspo de
t.amhraj, merece moi particular menrao otralado
da educaran das meninasno qual 'este virtuoso
prelado ensilla como asmis devem educar suas fi-
llias.para um dia chegarem a oceupar o sublime
lugafde mai de familia ; toma-sc por tanto una
uecestidaile p,ira lodas as pessoas que desejam cui-
a;las")lverdadeirocamJnho da vida. Est a refe-
rida abra traduzida em portugoez, c voode-se na
livrariada praca da Independencia n. 6 e 8, pelo
diminalo preco de 800 rs.
O Dr. Joao Honorio Bezerra de Me-
nezes mudou a sua residencia da.ra
Nova, para a rna da Aurora sobrado n.
62, que faz esquina com o aterro da Boa-
Vista, e alii continua a exercer a sua pro-
issiio de medico.
Vendem-fe em Olioda, taberna do Amorm, nc
Varadouro, os segrales livros : Voel Cnmmen-
lanns ad Pandectas, 2 grandes volomes novos olli-
ma edictio ; Heioecci Recilationes, 2 volomes no-
vos ; Instituas de Jusliniano com a traduccao em
frente, 1 volume ; ditas do mesmo explicadas or
P" !'n^oy 3 volumes ; Jfis Civils cloga, ad
WM Pra-lecliarom, com os commentarios de Gaio
de Vlpiano Senlencasde Paolo, ele. etc., 1 volu-
me ; linniusad lostilola, 2 volumes novos ; Boeh?
tnen ad Pandectas, 6 volomes uovos muitosoutros
livros de Direilo Natural, Publico, das Gentes, Di-
plomacia, Direito Civil, Ecclesiaslico, Commercial e
Martimo, os raelhores autores e rica encadernarSo
Criminal c oulras obras completas de sabios juris-
consultos eslrangeiros, de l.itteratura, de Medicina
Cirurgia, Pharmacia, Mathemalieas ; livros para to-
dos os preparatorios que se ensioam as academias,
a Discossao no Couselho de Estado da Franca acer-
ca do sea cdigo civil, em 20 volamos ; a Legsla-
rao Brasileira alo 1833 inclusive da Ivpographia1 Na-
cional, seu sopplemenlo, Indiee a Repertorio das
l.eis tstravaganles ; e oulfos moitos livros, todo por
prejo razoavel. "^
Antigo deposito de panno de algod ao, da
labrica de Todos os Santos na Baha.
NovaesjSt Companhia, na ra do Tra-
piche n. o-, continuam a vender panno
de algodao desta'fabrica, trancado, pro-
pino parasaccQserdupa de escravos.
TEIOS ftlf VOLTARETE.
Vendem-se ricas caixinhas cm'tentos,
paravoltarete: na ra da Cruz n. 2tj,
primeiro andar.
:aftdf)t9a
I J. JANE, DENTISTA.
% continua 1 residir na roa Nova n, 19, primei- M
tro andar. Z
JS#2aj^5
Aluga- se o primeiro andar do sobrado da roa
da Croz no Recife n. 40, proprio para qualquer es-
labelecimento : a Iralar na mesma roa n. 49, pri
meiro andar.
Vende-e champagne de superior
xiualidade em caixas, por pretjo commo-
do: na ruada Cruz n. 26, primeiro an-
dar.
Vende-se Kirch e Absynthe, por pre-
co commodo: na ra da Cruz n. 26, pri-
meiro andar-
Vende-se na rita da Cruz n. 49, o seguin-
te, a precos commodos:
Cera de carnauba do Aracaly.
Cemento romano em barricas de 12 ar-
robas.
Vendem-se no armazem de Rostron
Roolfer & C, ra do Trapiche n. 47, su-
periores relogios de ouro patente inglez,
de un: dos inelhores fabricantes de Lon-
dres, por pregas mui mdicos.
TAIXAS DE FERRO.
*Na fundicao' d'Aurora em Santo
o, c tambem no DEPOSITO na
Bru logo na entrada, e dejtron
2 do Arsenal de Marinha ha' sempre
unfjgrande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e etn^unbos os logares
existem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. Os
precos sao' os mais- commodos.
Vendem-se dous pianos fortes de
Jacaranda-", construccao vertical, e com
todos os melhoramentos mais modernes,
tendo vindo no ultimo navio de Ham-
burgo: na ra da Cadeia, armazem n.
21.
MECHANISMO PARA ENGE-
NHO,
NA FUNDIQAO DE FERRO, DO ENGE-
NHE1RO DAVID \V. BOWISIAN. i\A
RA D BRM, PASSANDO O ^HA-
FAR1Z,
ha sempre um grande sorlimenlo dos.seguales ob-
jectos de iiierliaiismos proprios para engenhos, a sa-
ber : Duendas c meias moeudas da mais moderna
consIrurcSo ; taitas de ferro fundido p batido, de
superior qoalidade e de lodosos tamaitos ; rodas
deutadas para agua 00 animaes, de lodas as propor-
cOes ; crivos e boceas de forualhae registros de bo-
eiro, agoilboes, bronzes, paAfusosecavilhOes, moi-
nho de mandioca, etc., etc.
NA MESMA FUNDICAO.
se eteculam todas as encommendas com a superio-
ridade j contienda, e com a devda presteza e com-
moiliilade em preco.
Vende-se o bom e bem acreditado rap JoSo
Paulo Cordeiro da fabrica do Rio de Janeiro ; rap
este bem aceito pela sua composic^o e assemelhar-se
ao de Lisboa pelo, seo bom aroma agradavel ; ven-
de-se de25 libras para cima,110 deposito aeral da roa
da Croz do Recife, rasa-n. 17, e em libia e a reta-
lho, as lojas3egoinles: ra da Cruz do Recife,
Fortunato Lardoso de (louvea ; na roa da Cadeia do
Recife, Jos Gomes Leal, Jos Forlooato da Silva
Porto, Thomaz remandes da Cooha, Manoel Joa-
quim de Oliveira ; becco da Cacimba, Antouio Ra-
mos ; ra do Crespo, Joaquim lleoriqo da Silva ;
ra do Queimado, Hafalhacs & Silva, Teiieira &
Souza ; ra Direila, Jos Vctor da Silva Pimenlel;
paleo do Carino, Antonio Joaqoim Ferreira de Sou-
za ; ra larga do Rosario, Viuva Dias F%roaodes,
Manoel Jos Lopes, Barros di Irmio ; alerro da
Boa-Visla, Joaqoim Jos Oas Pereira, Jos Vctor
da Silva Pimenlel. .
A Boa Fama.
Na ra do 'fjueimade, nos qulrocanliw, loja de
atiadezas da boa fama o. 31, vendem-se 0:1 seauinlcs
objeetos, ludo de muiljl boas qualidades e pelos prejJ
alar cbenos a 48-500
de tartaruga 33OO0
isat 1300
nos 300 e 400
Ditos imitando a tartaroga para atar cabello toHO
Loques finissinios a 2>, .18 e 49OOO
Lindas caixas para costura 30000
Dilas para joas, mullo lindas a 600 e 800
I .uvas prelas de torea! e com borllas 800
Dilas de seda de cor e tem defeito 13000
Lindas meias de seda de cores para enancas 1:800
Meias pintadas lo de Escocia para enancas 240 e 400
Bandejas grandes e finas 39000 e !>000
I raneas de seda de todas as cores e larguras e de bo-
nitos padroes, fila fnasajaju-adas e de lodas as lar-
guras e cores, lucos fidhplnos de linho de bonitos
padroes e todas as largores, lesonras as mais linas
que he possivel eucootrar-se e-de todas a qualida-j
des, meias e luvas de todas as qualidades, riquissi-
mas franjas brancas e de cores'com borllas proprias
para cortinados, e alm de ludo isto oulras muilissi-
mas cousas ludo de bons gostos e boas qualidades,
que i vista do muito barato preco nSo delxam de
agradar aos Srs. compradores
DIMHEIKO
nao
eos mencionados, ai^
Penles de tartaruga]
Dilos de alisar lamb
Dilos de marlim pari
Ditos de bfalo moilo i
;i
rresoezia 1
n. 9, 1. andar.
Vendem-se em casa Cadeia do Recite 11. 02, relosios de ouro, chegados
hontem pelo vapor inglaz, de om do mulliores fa-
bricantes de Londres. ^
Vende-se um sellim de horraiaas cota lodos os
perlences, anda em bom eslado : na padaria da ra
Direito o. 40. y
Vende-se um estravo moro : na rna doColle-
go, loja o. 16.
Palits~francc/.es. .
Vendem-se palitos Jnncezes de hrim de lil
35500, de alpaca prelos e de cores a 7;iKJ||
bombazim a 10-5, de merino selim a 12;. de I
fino prelo e cor de rup465e I8.3 rs. : ai roa
va 11. 4.
Chale.
Na ra Nova, loja n. 4, vendem-se chale
rio e casemira a ti!), dilos bordados a seda a 1i

Luvas de pellica.
Veodem-se lavas de pellica para hoi
ra a 16280 o par : na ra Nova, toja n. 4.
-----Farinha de mandioca para acabar:'
por 18800 cada uma saeca : na roa da Cadeia
Hecite aj> 30, loja de Faria Machado,
Por 200*000 rav
Vende-se orna rabeca italiana, original Gur-
nenos, auno 1731 Cremuiia ; qutm a pretender
comprar, anuuncie por esla folha.
Vende-se uma boa escrava muilo esperto e de
ptima conducta, cozinha bem o, diario de jma cava,
e entende de engomin-do. costara clisa, marca, faz
labyrinllio e he muilo carinhosa para meninos :'rja
jua da Craz n. 52, segundo andar.
\ endose um bem escravn moco, mailo bom
coziiihciro e de boa conducta, uma-escrava parda, ile
20 annos, com principios de habilidades, amrrela
que engomma, cozinha e faz lodo o servir; ; nCTua
dos Ouarleis u. 24.
Vende-se 1 snr, 6 radeiras, 1 banca de tneio
de sala, tud de jacarand, 1 commoda de marello,
18 quadros lloarados com bonilas estampas, 4 ana*-
lOes de ouro de lei sem feitio, ludo islo hu vendiflo
por preco muito commodo por ser de uma pessoaque
retira-se : na roa da Roda n. 52.
Vende-se uma negra com muito bom leile.cooi
ama cria de 3 mezes, e uma negrinha de 8 annos,
muito bonita : na rna do Livramento n. 4.
No paleo do Carmo, quina da roa de llorlas
u. 2, vendem-se queijos novos a 2JO80, chouricSs
novas a 440, gomma a 80 rs., caf a 180, maniera
ingleza a 800. 960 e 19200, azeile doce a 610, vinho
de Lisboa a 400 rs., bolachinhas linas Lisbonenses a
400 rs. J>
He baratsimo.
Na roa do Queimado, nos qualro cantos, na toja
de fazendas n. 22, 'defronle do sobrado amarello,
vendem-se bonilas mantas de seda pelo barato prer_o
de 55OOO, lencos de seda para algibera, fazenda mui-
lo superior a I.36OO, ricos corles dos a 149 e 208, chales de merm muito linos e de
muilo bonitos padrees a 69, selim prelo maco com
pequeo toque de mofo pelo avesso a I96OO o cova-
do, lencos de seda de cores para grvalas, fazenda
muito superior a 1), lavas de seda de todas as cores
e sem defeilo algom ,1 I- n par. dilas pretas de lor-
cal, de Lisboa, o melhor que pode haver a 19 o pai,
lencos de cambraia de linho a 560, casemira prela
moilo liua a 29 o covado, merino prelo moilo fino a
39 o covado, princeza muilo boa a 300 rs. u covado,
meias brancas finissimas para senhoras a 400 rs. o
par, lencos muilo bonitos de cassa a 160, chales de
diuerentes qualidades e de bonitos padroes a 640,
800, T9,196OO e 29 cada um, Untssimos chapeos pre-
los francezes a 69000, e alera deslas oulras moilissi-
mas fazendas, qee por se torera arrematado em lei-
lao e se querer acabar com a loja, vendem-se por
precos qoe tar admirar aos compradores ; a ellas,
antes que se acabem, meus amigos.
Vendem-se 4 Iraves de emberiba prela com 30
palmosde comprid e9 a 10 pollegadas de grossora
em quadro : no cae do Ramos a Iralar com Jos
Mara Fernapdes Thomaz, oo na roa da Concordia
com Manoel Firmioo Ferreira, onde tambem se ven-
dem travs de 30 a 40 palmos, boas qualidades, eo-
xams de looro de 22 palmosde comprido, e 6 pran-
clioea de louro, ludo por commodo prero.
A. boa fama
Vendem-se moilo bonitos chapeos de -sol de seda
pequeos e com molas propros para meninas de es-
cola, pelo baralissime preco de 39000 rs. ; he cousa
lao galante qoe qoem vir nao deixari de comprar :
na ra do Qoeimado, toja de miudezas da boa fama,
Mascaras.
Na mu do Queimado, loja de miudezas da boa fa-
ma n. 33, vendem-se mascaras muito boas pelo ba-
ratinho preco de 500 rs. cada uma, a ellas antes que
se acabem, que ha falla deltas e a porra.1 he pe-
quea.
LEONOR DAMBOISE.
Vende-se o excellente romance histri-
co Leonor d'Amboise, duquesa de Breta-
nlia, 2 volumes por LsOOOrs., na livraria
n. 6 e 8 da praca da Independencia.
Vende-se uma laberna na roa da Senzala Ve-
llia o. 13, e nao havendo comprador, vende-se a re-
" todo o dono de laberna fsz negocio comprar,
6T : vinho bom, vinagre, azeile doce de Lisboa,
'endeudo junto, retalha-se pelo diminuto pre-'
ta garrafa, louciiihn superior da Santos,
cerveja, genakra de llollanda, tigelas, pralos e ba-
cas, azeile de carrapalo, sardinhas, caf de caroco,
arroz de casca, om peso de arroba, oulro ds meia, e
lodos os mais gcoeros que ncllr se acharem : a tra-
tar na mesma n. 15.
se eiigeita.
NA RA DO QUEIMADO N. 40.
Henriqne & Santos acabam de arrematar em lei-
lao grande porrau de fazendas da,seda, Ua, linho e
algodao, c qoerendo acabar, avisam ao publico, que
se vendem por diminuto preco as fazendas seguin-
tes, bem como oulras rouilas*, e dao se as amostras
com peohor.
Corles de cambraia de seda de babados, a 79OOO
Cortes de de qoadros, a 19600
Sedas de quadros e lslrs, covado a 900
Adelinas de seda de quadros, covado a 800
Alpacas de seda de quadros, covado a 600
Selim prelo Maco liso, covado a 29600
Sarja prela lavrada, covado a 29OOO
Sarja prela lisa encorpada, covado a 19300
Tutela azul claro mofado, covado a 360
Chales prelos de reros, a 99000
Chales de-seda de cor grandes, a 89000
Mantas de seda para senhora, a 59000
Lencos de seda de .cor, grandes a I95OO
Lencos de seda de cor pequeos, a 800
Lencos de seda de cor para grvalas, a 720
Corles de colletes de seda com barra, a 29OOO
Chales de merino bordados a seda, a 99500
Chales de merino com franja deseda, a .39300
Chales de 1,1a de cores, a 49300
Corles de casemira preta lina, a 49500
Corles de casemiras de cor fioas, a 49OOO
Corles de colletes de ISa, a 800
Panno preto lino, a 29500
Ourelo preto para panno, covado a 39000
Panno de varias cores fino, covado a 49OOO
Merino pretodecordao enfestaV, covado a 640
Alpaca preta de lustre Goa, covado a 300
Hrim liso de puro linho, pera a 89OOO
Aberturas Anas de cor para camisas, a 700
Corles de colletes da fusiflo Doos, a 600
Cassas francezas de cores finas, vara a 600
Ganga aiuarea de qoadros e lisa, covado a 240
Chitas francezas largas, covado a 260
Kiscadosfrancezes muito largos, covado a 220
Lencos pequenos de cassa finos, a 300
Kiros vestidos deseda de qoadros, cortea 149000
Vesiidosde seda com loqu de mofo, corle ISgOOO
Nobleza furia-cores para vestidos, covado l#40l)
com loque de mofo, covado 91OO
Lencos de selim prelo rqaco a
Pulceiras de velludo pretas e de cor a
Colletes de casemira prelos bordados, curte
Corles de colletes de seda de cores a
Alpaca de cordao prela e de cores, covado
Lencos de cambraia de linho a
Lavas prelas de torcal para senhora, o par
Casaas de cores escocezas, covado
Madapoln fino com loque de mofo, pera
Lindas laas de quadros com 4-palmos de
largara, covado
19300
300
49000
29300
340
500
720
400
39800
700
Vend-e uma refinaro de assucar dentro do
ife : quem a pretender comprar, dirija-se ao de-
Hilo de asnear, na rna da Cruz, dos Srs. Souza rS
Carvalho, que ah se dir.ucom quem le pode tratar
do ajaste.
Vende-se urna canoa que pega til lijlos da
alveoana grossa, bem construida, com boa current
e ferro por preco commodo : uo paleo do Paraizo
- Vende-se um sitio, com uro peqaenn viveiro, Vende-se uma boa vacca de leite,
proprores para mais dous ou trez glandes, na r-a-IJ^ : j '
eauezia dos Afosados:. traante paleo do Terco, Parlta ae novo : no Sitio do Cliora-me-
da labrica de.rape.
ni no,
VendemHHRgnns ps de cypreales de mag-
nolia, e vasos delouca para flores ; na ra da Croi
o. 10.
Vende-e cal virgem, chegada hon-
tem, e de superior qitalidade por prero
rtnazem de Basto & Ir-
maos, ra do Trapiche 11. 15.
roa do Vlfario n. 19, primeiro andar, ha
r relroz de primeira qualidudc,
canleSiqueiralinliasde roriz e de nume-
fio porrele, ludo chegado pelo ultimo navio vin-
> Poto, e junlamenle vinho superier, toiloria
em pequeos barra de dcimo.
55a trro da Boa-Vistan. 55.
POIIER.
aba de fater ama especie de venezianas com o
tipiaras, de nova invenrao para janellas. servem
rfiamealo e lem a vanlagem de impedir a cor-
renleza de ar nos aposentos o eutreler-lhe a frescura
necessaria. Podem igualmenle servir para arma)?
zens. Por um ertgenhoso mechanismo sSn moito
ihbr do que as jyeiieziapas auligas. S com a
ai melhor se pode saber o quanto s&o excellenles.
Brins ele vella : no armazem deN. O.
BielierTrC, ra da Cruz n. 4.
rouiEK.
ATERRO DA BOA-VISTA N. 55.
Vende-se wat carro ile quatro
rddas,^afcvo, muito elegante e
e de novo modelo: em
casa do Poirier. \
- OS MELHORES CHARUTOS.
que ha presentemente no mercado; vendem-se por
preco razoavel : na ra do Crespo, luja n. 19.
FARELOS E SEMEAS DE LISBOA.
. Na ra do Vigaiio armazem n. 7, ha
para vender semeas e farelos muito novo,
desembarcado hoje do patacho CONS-
TANCIA.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandioca
em saccas que tem um alqueire, medida
velha por 3.<000 reis :' nos armazens ns.
o, 5 e 7, e no armzem defronte da porta da
alfandega, ou a tratar ro escriptorio de
Novaes n. 54, primeiro andar.
VENDE-SE
na ra Nova 11. 38, defronle da igreja da Conceico,
dos Militares, cadinhos do norte de todos os tama-
nhos, verniz copal a 900 rs. a libra, moito bom, p-
timas bigornas para funileiro, lesooras para dito,
alicates muilo fortes, rozelas para esporas muito
boas, vidros para vidrara, em caixa e a retalho, e
todos os preparos para olliciua de latoeiro e funi-
leiro.
Farinha de man-
dioca a <2#S0O
a saeca.
No armazem de Tasso irmaos.
Vendem-se cortes de cassa preta de bom goslo,
pelo diminalo prec,o de 29000 : na roa do Crespo,
loja n. 6.
LABYRINTIIOS.
Lencos de cambraia de iinho mailo fiaos, toalhas
redondas e de ponas, e mais objectus deste genero,
lodo de bom gasto ; vende-se barato : na ruada
Craz n. 34, primeiro andar.
VINHO DO PORTOSUPERIOR FEITORIA.
Vende-se por^ireco commodo no armazem de
de Barroca & Castro, ra da Cadeia do Recito n. 4.
CAL VIRGEM:
Vende-secalde Lisboa, chegado no pa-
tacho CONSTANCA, entrado hontem, por
preco commodo: no deposito d ra de
Apollo n. 2B.
FARINHA DE TRIGO FON
TANA,
de supurir qualldade, em primeira tnSo, e por pre-
co commodo : na rna da Cruz, armazem
$ POTASSA BRASILEIRA.
4) Vende-se superior potassa, fa-
(g) tricada no Rio de Janeiro, che-
fguda recentemente, recommen-
dn-se aos senhores de engenhos o*
stus bons eTeitos ja' experimen-
tados: na ra da Cru/.n. 20, ar-
@ mazem de L. Leconte Feron &
B Companhia.
N11 roa do Vigario a. 19, primeiro andar, ven-
de-se farelo novo, chegado da Lisboa pela barca Ora-
tifiao.
MoinhoB de vento
eom bombas de repuxo para regar horlas e baixi,
de capi n, na fundicao de 1). W. Bowman : na roa
do Brun ns. 6, 8e 10.
AGENCIA
Da l'undicao' Low-Moor., Rna da
Senzala nova n. 42.
Nesi:c estabeleciment continua'a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de f'eiro batido
e coado, de todos os tamauhos para
dito.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton S C., na ra de Senzala Nova n. 42.
Sellin; inglezes.
Relogios patente inglez.
Chicotes de .carro e de montara.
Candiel tose castices bi-onzeados.
Lona inglezas,
Fio de sapateiro. m
Vaquetas de lustre para carro.
Banis de gi-axa n. 97.
Vinho Cherry em barris.
Camas de ferro.
DEPOSITO DA FABRICA DE TODOS
OS SANTOS DA BAHA.
Vende-se em casa de N". O. Bieber &
C, na ra da Cruz n. 4, algodao tran-
cado daquella fabrica muito proprio pa-
ra 8accosd assucar e roupa para escra-
vos, per preco commodo,
Em casa de J. KeUer 4 C*., na ra
da Crtizn. 55^, ha para vender excel-
lentes pianos ruidos ltimamente de Ham-
burgo.
Veiide-se uma balanca romana com lodos os
seus peri enees,em bom aso e de 2,000 libras: qoem
prelcodi r, dirija-se ra da Cruz, armazem n. 4.
COGNAC VERDADEIRO.
Vendt-se superior cognac, eso garrafas, a 129000
a duza, e 19280 a garrafa : na rpa dos Tanoeiros n.
2, primeiroaK|ar, defroule doiTrapiche Novo.
Chales de merino' de cores, de moito
bom gosto.
Venatnvse ia ra do Crespo, loja da esquina que
volta para a cadeia.
,ATTENQ8.
^'a rrapiclje 11. ~>\, lia para
vender bar We. ferro erm'eticamente
fechadas, i Ros para deposito de fe-
ses^it, fio os inelhores que se
"mi
A boa fama
gradnsc&es
4300
31600
hSO
19300
640
400
120
80
320
600
500
800
400
I9OOO
500
600
100
aooo
Vende-se papel marlim pautado, a resma
Papel de peso paulado muilo superior, re
Jilo alraaco sem ser pautado muito bom
leonas linistimas bico de linca, roza
uitas muito boas, eroza
Catiiveles finos de 2 e 3 folhas, a 240 e
apis finos enveroisados, duzia
JitOi sem ser envernisados, duzl4
^aoiilas de marfim muilo bonita*
^puchos pintado para sals
Benzalas de junco com b.Moscl|oaa
li. lo*,de.ar"ucao ap,, todas u^
iu de ditos de metal braoco
bi'a* Io arroi,S Je tarlaroia
U'lasde dita debafalo
Fivellas douradaa para calcal e collele.
Esporas finas de melal, o par 800
nntoiros"e .",? deJ>0" Parar.logio. IOOT
1 mleiros e areeiros de porcelana, o par 500
Caixas nqossimas para rap a 640 I90OO e 1560
Carleiras proprias para viagem "^ $3
Toucadores de Jacaranda com bom espelho
Charoteira. de diversa, qualidades
Meus de la muito superior para padre. 2*100
Escovas finissimas para cabellse oopa, oanOhM
lioissimas para barba, lavas de.seda de toda, aa co-
res, meia. pintadase croas de mailo boas qoalida-
des, bengalas moito linas, tinta encarnada e ainl
propria para nscar livros. Alm de Indo uto oulras
muilissimas cousas Iqdo de muilo boas qoalidade*,
e qus se vendem mais barato do qoesm ootra riaai-
quer parte : na ra do Qoeimado nos qaatro cantoa
na bem conhecida loja de miudezas da boa fama
n. 33.
Em casa de Timm Moniem & Vinnassa,
praca do Corpo Sajito n. 13, ha
vender:
Lm sortimento completo de
blanco vindos de HamburM
vm AGENCIA DA
SASBKaGA & C, BA 1 *I-
CHE N. 44.
lem para vender um comp
ment de taixas, moendas e meias 1
das para engenho, cuja superioridad
he bem conhecida dos senhores de <
nho desta provincia, dos'da Paatal
dasAlagoas, desde quando tael
do ciesmo fabricante ernm vendidos pe*
Srs. Me. Calmont&C:, desta, prara.
SVSTEMA MEDICO DE HOLLOWAY
I

eficio da sade.
lempo em tomar
guinleacofermd
pticos. 1
recobrar a
lanlilmente
desespe-
dos emcasM
recu>
ta^alscoberto para este fim, por nao
.lala em o menor cheiro,.e apenas pe-
zam li) libras, e custam o diminuto pre-
co de ilOOO rs. cada um.

.Vi:nde-i pipas, barris vazios e bar-
ricas' internada%: a tratar com Manoel
Alves Guerra Jnior, na ra do Trapiche
ir. 14.
' Potassa.
No enligo deposito da roa da Cadeia Velha, es-
criptorio 11. 12, vende-se muito superior potassa da
Hussia. americana e do Ro de Janeiro, a presos ba-
ratos que he para fechar conlas.
Ha ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
ticas para piano, violSo e flauta, como
sejam, quadriIbas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Bio de Janeiro.
Grande: sortimento de brins para quem
quer ser gsmenho com pouco dinheir.
Vands-M br i m trancado de lis tras e quadro., de po
ro linho, a 800 rs. a vara, dito liso a 640, ganga
amarella lisa a 860 o covado, riscados eneoros a mi-
PILL'LAS HOLLOWAY
Els inestimavel especifico, composte loleirameo-
le de hervas roedicinaes, nao cootm mercurio, nem
oulra alguma substancia deleclerea. Beaigno maia ,
teura infancia, e a compleico mais delicada, he
igualmente prompto e seguro para desarraigar o ma-
na coraplei<;aomais robusto; he inteiramenle il
cente em suas operaroes e eOeilos ; pois busca
moveasdoenrasde qualquer especie e grao, por
mais auligas e lenazes querejam.
SEnire nnlliares de pessoas aradas comes
medio, moitas que j eslaf***
perseverandom seu
sade e torcas', depoia.
lodos os oulros remed__.
As maisattlictasno di
racao ; fajam om comp__
efleilos desla assombrosa mi
perarao o I
au se|
qualqd
Accioe
AI poicas.
Ampolas.
Areias(malaf).
AsthinuB
Clicas.
Convulsoe.
Debiiidade ou exleona-
c'.
Debilidade oa talla de ,
fon;as para cousa.
Uesinteria. Mancli
Uor de garganta. Obslrue
.le barriga. PhloU
nos rins. pulu
Dureza no vcnlrc. Retend
Enfermidades no figads. Rhea
venere/s .. S\mp
Enxaqoeca.
Uervsipela. Tico dol roso.
Kcbri's biliosas. UlceMaV
iiitermilteoles. Venreo (mal).
Ve dem-se eslasjpilulas no estabelecmienlo sera
de Londres, n. 244, glrani, e ua luja -d todos o
boticarios, droguistas e oulras pessoas encarreiestae
de sua venda em toda a America do Sol, Uava
Hespiuua.
Veade-se as bocelinhas a800 ris. Cada urna del-
la ccnlem uma iii5trucc;io em p^tugnez para ei-
plicar o modo de se usar, d'eslas ajfalas.
O ileposilo geral he ero casa Ki. Soom, phar-
maceullco, oa roa da Croa 3HS2, m Pac Bam-
buco.
Atteiico.
t
lacno de casemira a 360 o covado, ditoe linho a
280, dito mais abaiio a 160, castores de ledas as co-
res a 200, 210 e 330 o corado : na rna do Crespo
n. 6.
Alpaca de seda.
Vende se alpaca de seda de qoadros de bom gosto
a 720 o ovado, cortes de Illa dos melhores gustos qoe
lem vindo no mercado a 4js300, ditos de cassa- chita
a Is800, sarja preta hespanhola a 23-1U0 e 28200 o
covado, tetim preto de Maco a 29800 e 39200, guar-
danapos adamascados feitosem tialmariles ,a 33600
a duzia, toalhas de rosto rindas do mesmo lugar a
9Q00 e 1280O. duzia : na ra do Crespo o. 6.
CHALES DE LAN E ALGODAO,
ESaRpSA800RS.CAD\lM.
Vendem-se na roa do Crespo toja di esquina qoe
volla pana ra da Cadeia. ^
Batatas a
10120 BIS A ARROBA',
vcnd.m-se na travessa da Madre de-Deisn. 10,
armazem de Agoslinho l'crreir 1 Senra Gimaraes, do Queimado, loja 11. 20.
b por p
& Castro
A ELLbFaNTES QUE SE ACABEM.
Vendem-se cSrles de casemira de,bnm goslo a S
49 e 59OOO o corle ; na ra do Crespo o. 6.
Taixas par& engenhos*1
Na fundicao' de ferro de D.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido 'e batido de o a 8 palmos de
bocea, asquaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-8e ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vende-se uma escrava moja com uma cria e
qoe faz todo o servico de orna casa : a Iralar na roa
Direila n. 36, primeiro andar.
Vende-se um sof novo de Jacaranda e orna
cadeira da Baha sem oso : para tratar na ra do
Hospicio canto do Aterro segundo audar por cima
da botica.
FAZENDAS DE GOSTO
PARA VESTIDOS DE SENHQRA.
Indiana de quadros muito fina e padroes novos ;
cortes de laa de quadros e llores por preco commo-
do : vende-se na ra do Crespo toja da esquina que
volla para a ra da Cadeia.
CASEMIRA PRETA A 4*500
0 CORTE DE CAL{A.
Vendem-se na rna do Crespo, loja da esquina que
volla para a ra da Cadeia.
He barato que admira.
Vendem-se saceos com feijao por di-
minuto preco : nos Quatro Can tos da ra
CORTES DE CASEMIRAS
DE COBES ESCURAS E CLARAS A 3000.
Venden-se na roa do Crespa, loja da esquina qoe
volla parn a ra da Cadeia.
Iieposito de vinho de cham-
pagne Chateau-Ay, primeira qua-
lidade, de propriedade do conde
de Marcuil, ra da Cruz do Be-
cife n. 20 : este vinho, o melhor
de toda a Champagne, vende-se
jt5t$000 n- cada caixa, acha-se
"tnicamente em casa de L. Le-
comte Feron & .Companhia. N.
B.As caixas sao marcadas a fo-
goConde de Marcuile os, ro-
tulo das garrafa sao azues.
*y
A laberna da roa Nova n. 50, qoe faz quina para
a roa de Santo Amaro, achando-se bastante sorrlda
de bons gneros e a maia bar a lo do qoe em otra
qualquer parte, ceno tejase: velas de espermaeau
de superior qualidde e minloeiova;, queijesdo rei-
no c superior vinho Fizueira e de Lisboa ; por. taso
do bom
*a.tt-
o o Af-
. rante,
ibs-naes da
para uso dos
e aquelles
Ipclo preco de
$ idre Igna-
jroacjo'e
rllegio, li-
pendencia.
Deposito do chocolate france/., de uma
das ir.ns acreditadas fabricas 'de Pars,
empasa de Victor Lasne, ra da Cruz
n. 21.
Estra-saperior, pora baunilha. 19930
Eztra fino, baunilha. I96OO
Superior. 19280
Quem ,-omprar de 10 libras para cima, lem om
abale de >0 %: venda-se aos mesmos presos e con-
diOes, era casa do Sr. Barrelier, no alerro de Boa-
Vista n. ,'.2.
Vende-se ac em euoheles de am quintal, por
prec.o m uto commodo : no armazem de Me. Cal-
moni & Companhia, piafa do Corpo Sanio n. 11.
Riscado de lstras de cores, proprio
para palitos, calcase jaquet.is, a 160
o covado.
Vende-se na roa do Crespo, loia da esquina qoe
volta pan a cadeia.
Vei dem-sc no armazem n. 60, da ra da Ca-
deia do Recife, de Hcnry Gibson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por precos
mdicos.
Vcnda-te escellenle taboado de pinho, recn-
temele obaaado da America: na rui de Apollo
trapiche 1I0 Ferreira, a entcoder-se com o adminis
ador do mesmo. ,
Deposito de cal de Lisboa.
Na ra da Cadeia do Recife, loja n. 50, contina
a vender-te barris com suparior cal virgem da Lis-
boa, por preco commodo.
avisa aos seos fregoezes e a 0
e barato ; assim coasaWooi pa
dadas, por barato
Contina a vena
yogado dos Orplios, comr
cnule ido lei das ferias a...
juslira, c o novo regiment, de
juizes, escrivSes, empregados di-
que frequentam os estudos de
3SOO0 cada eiemplar : na l
co, ra da Cadeia 11. 36 ; toja
livros, ra do Collegio n. Isa
vraria classica n. >, e na praca di 1
livraria :i. 6 e 8.
Rolo frano
Vende-se o verdadeiro rollo frin
de libra e a relalho: na ro,a larga do 1
BajSe' Paulo Cordeii
Ven lc-se o verdadeiro e moit c Paulo
Cordeiro : na roa larga do R
Vendem -se .a^doralB
e 640 rs.: oa roa la!
Vende-se uma pa..
bilidades e bonita figura
Vende-se cognac da
da Cruz o, 10.
I.H.
na roa
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Redondo de 640 para $00 a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregada. na co-
lonias inglezas e hollandezas, com grao-
de vantagein parap melhoramento do
assucar, acha-se a venda, efei latas de 10
libia-, junto com ometliodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz. n..4.
ESCRAVOS FGIDOS.
I>esappareceu no dia 26 de jando de 185o7o
escravn Raymuodo, crionlo, cor acabocladz, cabel-
los pretor, bocea grande, desdentado na fresrte, na-
riz chalo, venias grandes, pouca barba,pernas rosas
e arqueadas, altura regalar, idade mais de 35 anuos,
Irabalha de sapateiro, e coohece algumat ledras do
alfabeto portuguez, que talvez saiba pronBndar al-
guna nomes, foi comprado ao Sr. Manoel Ijasscalve
da Silva, e consta que u dito cscravo anda I lelo ser-
18o do Ico, e tem apparecdo na cidade de Sobral ;
por o roga se a todas as autoridades policiaes *
capif s de campo, que bajara de prenda-4o a hvvar
i sen senhor Ignacio Ferreira de Mello Lasan, no
engenho Camorm Grande, fregaeziade Agua-aVcJU.
oo nes a pra^a a Manoel Antonio de Santiago Lesea,
que sem generosamente recompensado.
I esappareceu na manhaa de 2 do correle, de"
bordo vincia Je Alagoas, om escravo roarinheiro de-aegen-
da viagem, de nome Francisco, crionlo, cor prela
falla gigo, estatura ordinaria ou regular, levando
com si.;o a oopa que linba, e bonet de panoe :
qual eiicravo fei de Nicolao Alves da Silva
do engenho Anhomas, na mesma provinaia
ili:imilicia delle, capturar, oo levar 4 ci
senhores Sacavem Barbosa & Compannia
cei, ou nesta cidade aoa Srs. Amorim i
Companhia, ser generosamente recompa
\
PERN. TYP. DE M. F. DE FaWA.'- 1&15.


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