Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00561


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Full Text
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*
ti HM^II I
!f 237
1
AnnoelMf.

.

DIARIO DE PERNAMBCO.
-
Sobscreve.se n. Ti0o?rafia do mesao Diario roa DireitaN. 567 1. andarem mezts por (UOreiihum,, folha
que satura ^oJo8 os das uteis.

Quinta Feira 5 deNovemrro. S. Zacaras.
Prcamar aos 30 minutos arde.da
1
o^w
s
CORRESPONDENCIA.
*^'Nit. Edictob. Ao 1er os desaforo", e porqui-
uades. de que se corupoem iodo o Cruzeiro 137 con-
tra iiiiu e u Padre Mestre Fivi Miguel do Sacra-
mento Lopes, qu t'-i insultado tem .sido por ineu
respeito, dirigi-meao sitio de sua residencia, e ape-
nas me apeei, fui o laudando co:n estas palavras
Que faz, meu Amigo, que.nadsahe a terreiro a
pulverizar esse infame, que tao ralumhi smente o
te injuriado por todas as formas ? Nada (res-
pondeo-nie elle) eu despiezo os latidos de hum pelu-
do, que tive a singejeza de aupdr ineu Amigo na
mesma occasiao, que lrivia acabado de escrever hu-
ma Insultunsa carta contra in?, c queixando-me eu
do Padre, Marinho, respondco me de hum modo,
que me deixasse na persuasao deque llera este o au-
thorda carta, e nao elle "
Admirci a pachorra, e nao pude acabar com el-
le a que responderse alguma censa : mas como con
ventesemos largamente na materia ; e elle q aprendo
justihc-ir-se para comigo me confiasse documentos
mcohtestaveis, nao obstante a recomendarlo, que
me.Vlle fez, de o nao deffejider por escripia ; falto-
15e a promessa, e logo-lhe, Sr. Edictor, queira dar
cabimento eni sen Diario a segumte
Reyererido Sr. Francisco Ferreira Barrete
Que Vm. Iiera patife, seo desconfiara eu de
certo leu p lora d<> co umum, agora he que o se. Desde que
Vm, vio ** duas moderadas, e urbanas cartas de Sci-
piao a Lelio no Constitucional, e a primeira do
Somnmbulo no mesmo Peridico, calcorr>ou com o
seu bestunto a cima, e abaixo, e como nunca so li-
be, nem sabe responder sem t'att commeinofacad
de alguein para o descompr, que he o que Vm. en-
tende por d sempachar-sede questo.s, atribuhio fal-
samente a(uellas correspondencias ao Padre Mestre
r. Miguel; e temeroso dasuperioridade deste a seu
respeito em materias Iliterarias, para ver. no caso de
que elle bsse o auihor das correspondencias, se a-
tenadoserecolhia ao silencio, golfou contra elle
pessoalmente insultos, calumnias, e baldoes em hu-
ma iiieiiioravel carta, que vein no Amigo do Povo
]\. 12 sob a asignatura de hum Seminarista zan-
gado : e tao prfido, e patife chega a ser, que d'ah
a,poucos dias fez, que o Padre Luil J- ze Lopes es-
crevesseaodito Padre Mestre, pedindo-lhe, eacon-
selhando-o a que nao escrevesse contra o bom Xico,
que hera muito seu Amigo, e obrigado at ; porque
o,mesmo Paire Mestre, quando redigio o Concilia-
dor naoquiz inserir huma carta iinproperosa contra
"adre Xico ; e isto tudo armado assim por ver, se
se confirmava na suspeita sobie o Scipia, e Som-
nmbulo, como para a desviar do animo do ineu A-
migo, deixando recahir toda a imputarlo contra o
Padre Marinho. A innocencia, e sincendade d'a-
quelle dera occaia a carta, que vem uanucripta
no referido Cruzeiro, como hum grande documento
nao sei deque, a nao ser da boa fe do meu Amigo'
E se Vm. da por pro va da sua innocencia a resuelto
de artigos nsultuosos contra este o n o ha ver no
prelo assignatura, e letra sua sobre isto ; dever
mostrar, que a hade Fr. Miguel as corresponden-
cias, que lhe atribue sb pena de ser tido por desa-
foradsimo calumniador pela sua mesma rasad.
Mas se he licito apellar (seivir-rne-hei quase das
suas palavras) para a consciencia de hum traidor,
de numiierfido intrigante, e manto* ; ietta a mao
niwtiHlma de Judas, nV,e coiac o de vibor-a, e
considere o grao da sua perversidade, quando egere-
veo ao Padre Mestre a caria (.,ue bir Uanscript.)
temendo-se, que elle se resol vesse a es rever, insi-
nuando ao Padie Lopes para que tmbem o rze^e
Afianzando a sua innocencia, a fim de que o meu U
migo atiras-e tudo p -ra o Padre Marinho, a ,e -
mo tempo que Vu hera o que compoz a injirjfjxie,
si na caita do Seminarista zangado : mas Vxn.
est avenado a este manejo bdiozo : tem tido a trai-
dora astucia de dizer a van .s oessoa-,, que o in ro-
pa* de auihor desta, ou d'aquelU Correspon !ec.a
lusurtuosa, eem menos presso de lgUin,- as ou.es
teiil apparecido ja,no Cruzeiro, |a no Ami" > do i>>.
vo, que nao he V>. ; ejuia, e torna ajur.r; mal
paw* de todo renalvar-se acrescenta, que lhe pan.ee
ser do'Desembargad r F. ou Nora no, smieit.w
que S.be, pasead na opiniad do Povo pur ler earri j-
to para aqueiles Peridico*; ed"ahi n mcem aaune
ditenos, quoconir^i essas pessoas tem appar-cd>
nos Jornaes da justa oppoz'.c-!?! f, uioittiu
como Vm. ? Metta ; uia nessa consejen la ro tia de
remorsos e des; lipareca do meu dos homens. Este
o prembulo : E como Vm. nesta sua Balgahada ile
desaforos insulia, e calumnia o meu Amig;| ea
mim : primeiramente tractarei da defeza d. st.-' co-
mo me cuntpre, e h.r a cou-a seria, e depo s d'a mi-
nha pessoa, e o cobrirei d'aqueile calote de ridiculo
deque Vm. se faz soberanamente crdor, asuui por
se\is escriptos, como por seus altos f itoa.
Nafi he fcil responder a os pontos de'pitifaria,
e calumnia, com que Vm. doesta o meu Amigq k>,r-
que a barafunda da sua escalvada caoeca, e o fel de
seu mo coraca esiao fielmente tiisl.dulos nes^e
Cruzeiro, que se oode chamar a alr t de Xico (Dou-
tor por escarneo) : o immun lo cano da enxovia de-
pon de lhe pe)ar o con.cao, i a bdeca, pas-n.u a' des-
pejarse n'esse irfairie papel : tocarei pois os pontos
pnncip es sem faZer caso das expresfcOei-'de hum Vi-
gano, que mais parece o ebrio Luciano, do que
num Sacerdote em seu sizo perfeito Diz Vm
que o Padre Mestre fr. Miguel he hum ignorante j
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wrn awnm o na6 suppuriba Vm., quando submettia
a censura deste os seus Sermes de traques de
bomba, Sermes verdaderamente pedantescos,
que tanto mais agrada aos indoutos, quanto rna-
is fosfricos, e formados sobre forjadas, e enxac-
cas anthitesis ; o que elle jamis praticou com Vm. a
respeto tos seus. Nao basta dizer, que o-Concili-
ador, redigido pelo meu Amigo contem mximas
revoltosas: he niister provalo : ha umita gente,
que conserva todos os Nmeros desse Peridico; e
ate se quizer, eu Ih'os enviarei: analyze-os, se be
capaz, e mostr esses principios anrquicos, mostr
Qutros, que nao tenha por padrinhos as Fallas, e
Proclamares do Imperador, e a mesma actual
Constituido : quem mais recomendou aos Pavos a
obediencia as Authoridades, o amor ao Soberano,
e ao Systema Constitucional ? Que escriptor d'esta
Provincia inetteo mais a ridiculo desd' o seu l.
N. ate o ultimo as ideas democrticas ? Quem
escreveo como elle, pozitivamente contra o batalhao
bgero? Diga-o o Sr. Francisco Antonia de Olt-
veira, diga-o a maior paite dos Srs. Negociantes
desta Praca quemfoi, que teve a coragem de regar
contra o dito batalhid infernal Quinta feira Maior
na Matriz do Corpo Santo, e isto depois que na vs-
pera esses malvados fizera o que se sabe, o que
lhe hia custando caro,
Diz Vm.mais, que Fr. Miguel esrreveo o Ca-
chete na poca do furor desta Proviucia, e .; Carva-
jo contra os honrados Europeos : meu Padr* des-
caradsimo, mentir nada custa, he o borlan dos
pfttifes. O Cahet nao passou do 4. c ou 5. N,,
e porque? Porque nessa occasia entrou Cnrvaho
na CiuveiiiMii^a, e o meu Amigo, prevendo a tem-
fstade, recolheo-se ao silencio. Quer que tabem
lie mande os Cahets ? Eu lh'os enviare; : coufrc}-
te as datas, e a sua mesma alma (se le que a ten)
mo grado seu orguifco, Ihe guinchar dentro d'essa
caixa dorsos Muito Calumniador he, meu Paure
Xico Bateu sem conta os Europeos, inimigos da
Independencia, elogiando sempre os honrados ; e
de mais como ousa Win criminar o Conciliador e
Cahet por dizerem mal dos Europeos genricamen-
te emTiuma poca, em que o Soberano fulminava
anathemas contra ettee, etinha acabado de dizer
de Portugal nada, nada, nao queremos nada ?
E Vm. no sen Relator ^aipRpauo' peridico
d ristvel recomendaba o, nao disse dos Europeos
cobras, e lagartos, qundo o batalhao ligeiro os ma-
lhaya desaforadamente ? Porque nao subi ao Pul-
piro, nao'tfovejou contra esses malvados, como fez
o Padre Mesrre Fr. Miguel ? Bem se v a difieren
$a, e que este escrevia contra os Europeos por ir de
accordp com o Soberano, que por manejo poltico
precizava de 09 intimidar para conseguir a Indepen-
dencia ; e Vm. que ao mesmo tempo* que escrevia
contra eiles, nao teve o denodo de 00 reprehender na
Chdeira da verdade, exporido-se, como lie ate a ser
as-cansinado, b'era i ni migo rancoroso, e tal vez riso-
nho espectador da batu ta. Fr. Miguel escrevia con-
tra os Europeos, e nao setrava da casa do Ex-Pre-
siefent Affbnso, e do Excellnttssimo Mrquez, pe-
dindo. por est, e por aquelle, e ate fez, que aquelle
prtegesse hum offieial3 queacabava decombatecna
Baha rtoexercito do'Madeira! Mas o Cabete fez o
que pod por mostrar as desvantagens da. souliqda
unia cOm. Portugal ; e este o motivo da a versad
que Vm. boje consagra a ssas pequeas folhas
porqne'hje encasquetou-se,. que sendo o fac to-
tu'm da Colnmna mudaria de todo a actual Coas-
truiya, e dara impulso a suspirada unia.
Avanzar que o meu Amigo foi CarvalhLsta he.
tegno de apupada. Foi Cairvarnista, e eseondeo ein
W'MftsteK) liumcaixap&Wixaine, levada pelo

Cadete Marculino Alves Das Villela para a projee-
pita Cezario, o Cadete Padilha, os dous Cadetes
flhos do Braga de Olinda ; pergunte ao mesmo Pa-
xlre Lopes, e Padre Cadjutor Manoel da Fonceca e
Silva quem foi que desentraahou docaxao o cartu-
xame, e o poz todo no throno da Igreja ; pergunte
a todos os seus colegas do Seminario, com quem
sempre soubeviver na maior harmona, pergunte ao
Palre Mestre Manoel Ignacio, ao honrado Joaqun
Jeronymo Serpa, a todos do Regiment de Artilba-
ria, quem lhe cercou, e correo o Mosteiro por ordetn
de Garvalho por denuncia, de que elle ali esconder
Europeos, e inimigos daasneira, pergunte a todos
estes, se Fr. Miguel foi Carvalhista : pergunte-se,
Padre Calumniador, asin>esmo, elembre-se, qun-
do em tempo deCaTvalho Iheappareceo de repente
para elle o oceultar no Mosteiro, que entao gover-
nava. Isto, Sr. Padre Barreto, mentiroso, e patif,
sao factos, nao sa palavras : outros por muito rae*
nosrequerera" premios.
O Padre Mestre continuou o Conciliador depoig
da entrada do General Lima a rogos deste ; e como
nao estivesse envolvido em cousa aiuna da passada
vertigem, escreveo contra aquelle partido ; mas sem-
pre goardou a decencia de nao personalisar aos com-
promettidos, excepto o Chefe ; porque hera indis*
pensavel fallar nelle, e o fulecido Joao ^o-.res Lis-
boa ; porque na realidade foi o inventor (Dos lhe
perde) da borraxeira da Cbnfderafa6, e muito
de propozto car^eg^ava a nao sobre este ja' castigado
pela mot te, para aliviar de certo modo a culpa de
seus patricios envolvidos : e Vm. denuncia as Au-
ihondades os criminosos sentenciados a pena ultima
pT seus proprios nomes, e moradas no A micro do
Povo : mas em quanto Fr. Miguel assim escrevia
contra a faceto, ena contra 09 individuos, viva
pedndo ao mesmo tempo por hum, e por outro a;
aquelle benigno General, e nao sao poucos os que
favoreceo, cujos nomes nao publico por na5 offender
a modestia do meu Amigo, factos que bem sabe o
Sr. Tenente Coronel Vilas Boas ; e tanto nunca foi
denunciante, qua por fallar contra estes no Concili
ador, g freo alguns dixotes de gente malcriada.
Vm. Paire de cara completamente surrada, tem
dito por varias vezes, j4' n'hum, ja' n'outro Peri-
dico que o General Lima aborreca o Padre Mes-
tre Fr. Miguel: queira ver, Sr. calumniador, a car-
ta, que vai transcripta no fim desta, que do Rio lhe
dirigi aquelie, e conhecera' em que conceito elle
p tem, confiando objectos, que devem Kcar secre-
tiwimos, de hum homem, a quem Vm. atrevida, e
mentirosamente diz, que aquelle General odeava ;
e com que lata ficara' Vm. quando 1er este docu-
mento irrefcagavel ? Com a mesma ; porque em fim
nao ba\ devendo haver, fe. aduras para certas ca-
ras, assim como as ha' p ira as bestas.
Q roen Aago Fr. Misruel foi escolhido para
Cfjfti ohjceo : foi Borneado Director de=te, Visi-
tador das Aulas, e o plano tal, ou qnal, que ali exis-
te, eapprovado por S M. I. foi feito por elle,
tudo sem estipendio algum : por ter escrito o Con-
ciliador contra a ficcao do Equudor, servico me-
morado na Portara Imperial, he que mereceo do
Soberano a honra de Pregadorda Sua Imperial Ca-
pella, e isto sem que elle o requeresse, como bem o-
sapeo supracitado Sr. Vilas Boas : e quaes sao oe-
servi^ps de Vm. para ser tabem Ptiegador, Viera-
rio ? Nao aponta bum so : mechen, enredou, pe-
dincbou para ser Deputado : cahira na corrila-
, esteve n' Assemblea calado, co-
me bum chifle ; e veio Parocho, e canegado de fi-
tas^ como o macho ds Reliquias. Atiento o s
nain bun swvi^o (excepto se requereo com Sonefor



(952)
.._

fe'Luiz do Reg chama ndo-o Marco Au-
relio, Nimia, e Tito, e o Sermao, em
attenta a sua nulidade absoluta, ja sedei*
xa ver, que tanta cousa nao podia ser
empolgada, se nao a forca de puras ba-
julacoes, e choradellas aos Grandes da
Corte,
Nao tocarei em sua moral privada,
e muito menos em sua familia ; talvez se-
jaoestimaveis Senhoras, e nenhuma cul-
pa tem da sua perversidade: sobr'este
poni basta so lembrar-lhe, que eu tremo
de escrever o cp: Vm. se nao ho.rorisa
depraticar----- Harissima ser a familia,
em que nao baja alguma nodoa; talvez
a muita sensibilidade, e honra migo o reduekwe a padecer em sua saude,
e interesses o que padecen, e a inda pade-
ce, e o tenha retirado do seio de sen ami-
bos, que tanto o estima ; cada hitm po-
rem responde pelas suas accoes. Ate a-
qin a apologia d< meu Amigo, fundada,
nao em suppo*i<;6Vs, mas em fados, e
escriptos : agora vamos ao que me toca ;
e como he objecto d inctssante chalaba,
tomemos huma, pitada, e descancemos,
em q-uanto o inabaravel Somnmbulo res-
ponde ao proto-rldiculo Lombriga.
Comer este pingelo de araplica
por tomar a peto a deieZa do Sabio Por-
tuguez Joze Agost.nho de Maeedo Foi
encarregado este calangro seco de pugnar
pela honra dos sabios de Portugal!! Ha
pateada nos Theatros de todo o mundo,
que bastem para apupar devida mente es-
te Hestriao ? Ridiculo* das 4 partes do
Universo, e ate das trras Austraes, se
uellas ha homens, e ridiculos, Mevios,
Quixotes, Tacoes, Tos Thomazes, Es-
gananellos, vinde, vinde todos tomara
benca ao Doutor Lnnibriga: elle he o
prototypo dos ridiculos: vos fosteis em-
blemas ; elle tem a gloria da reaidade.
Este espirro de gato cinzeiro, este son*
teiro de emplas de sabao he o valente
v ingador dos sabios, e bao de ser Portu-
Desaforo tocar na probidade
guezes
f 11
de hum Padre ( alias muito erudito ) que
tomn por seu hroe hum Principe, que
atetitou contra a existencia de sen Sobe-
rano, e Pi; de hum Padre tao attncio-
zo, e guapo para os meus intentos, que
por issoj. tenho inculcado a todos a leU
tura das suas obras ; porque arrasa tudo,
que~ he ConstlTUica", chama a todos os
Brazileiros cabrs^ melados, e bana-
nas !!! Pouca vergonha!
V. S. Lonibiigueira chama-me per-
turbador : diz que estou revolucionando
os Povos contra o Soberano, e outrs cou-
zas muito feias, como o seu focinho, e 6-
Ihinho de tamandu : e a prova de tudo
isto ? Porque nao cita, nao descoze, nao
analyza as propoziges, as palavras, pe-
las quaes excito os Povos a revolta ? Fa-
cja isto, meu Calangro. Tenho batido de
rijo as suas doutrinas ( e hei de hir ba-
tendo) dar-se-ha caso, que Vm. consi-
dere por ataques ao Soberano as so vas da-
das no Doutor Lombriga ? Ameaca este
titre a todo o mundo com a forca, como
se esti vesse as suas ordens, e em sua al-
gibeira para andar en forca ndo por casas
participares Devera-se chamar o Padre
Forca : em summa he Vm. tao impostor
( benza-o Dos ) que ate' quer inculcar-
se por Promotor da forca. Multo me
censura o escrever pordinheiro as o?/en-
(jwlharias do meu Somnmbulo ; e Vm.
estar escrevendo de graca o Cruzeiro, e
Amigo do Povo para poder com isso re-
querer algum Bispado ? Pois se tal faz,
he hum grandissimo asno alem de Lom-
briga ; porque embebe o seu tempo, que
podia empregar em cousas uteis; tem
chamado sobre a sua^abecinha de catle'
huma caxoeira de Paulo AfFonso de tozas,
tundas, e sovas mestras so" pelo aguad issi-
mo prazer de chafordar o narizinho as
pouzaderas dos Mandoes : nao Ihe inve-
jo o gosto ; eu c sigo outra regra ; vou-
o sovando a minha vontade, e vou chu-
pando os cobres pelo sovar. Sim, Doutor
tova-Deos, sou eu, que chrismei a Co-
lumna : sou eu o que bati nos peitinhoS
de frangote gosmento, e disse em alto, t
hom som perante varias pessoas, que ahi
esto vivas, e sas eu llies prometto,
que esta Constituicao ha d hir abaixo
sou jeu o que trabalho por destruir, e
metter a rediculo os principios liberaes
proclamados peio Imperador, e jurados
na Constituida^. Vm. he, que h tudo
aquHlo, que me chama, e mais Lombri*
ga, intrigante, enredador, trai^oero, e
prfido. Vm. he hum caquinlio tal, e
tao recomendavel, que comendo, beben-
do e arreganhando a dentuda ao Bispo, di<
zia a muitas pessoas, que aquello Bispo
hera o frade, 9 marinheiro mais banda-
Iho, e infame, que vira, e ao depois no
Cruzeiro f dizem que por motivos Colum-
na ticos ) polo cima de S. Joao Chris&t



>WM
T


>
fl '
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>
y
*
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(958)
tomo. Vm. behuma joia tal, quulti-
jnente ?; porque aquelle Prelado se i e-
irou,., anda mostrando alium, e a outro
.as,troyas chamadas epigramas contra o
Jiedactor do Constitucional, escriptos por
letra do mesmo Bispo, a fim de nao car-
.regar com a imputacao. Vm. li tao per-
verso, moquenco, e euredador, que ob-
servando a geral indignacao, que tem a-
trahido sobre si, na5 dos verdadeiros far-
roHpilhas C porque Vm. nasceo, e creou-
se farroupilha ) mas da melhor gente por
causa dos seus tramas Japonezes de bor-
ra, tem chegado a calumniar o Excellen-
tissimo Prezidente desta Provincia, di-
zendo impudente, e mentirosamente,

Carta priftieiva em ahorio do Padre Mestre
F.r. Miguel do Sacramento Inopes.
lllustrissimo Sr. Fr. Miguel do Sa-
cramento Lopes.

A o ignoro o manejo desta in-
triga .... Alguns outros, que me devem
toda a fortuna &c----- Desculpe V. S.
este desabao proprio de quem se acha es-
candalizado, e de quem falla a aquelle
que pensa, e cbra mui
te
deflferentemen-
De V. S.
Amigo do Coracao.
Francisco de Lima Silva.
P. S. Confio, que esta carta ficara' se-

i
/
que ee Z o que o L^Te^ha- cretina. Rio 14 de Deze.b.0 de lf5.
da. Vm. com as suas doutnnas, e mis-
.soes, e Comisas de Columnas be causa Carta segunda, ou documento da perfidia
da rcbeliao de Pinto Madeira no Cariri: do Padre Francisco Ferreira Barreto.
emfimVm. ( fra as ordens ) he o dia- i Meu bom amigo. .
o. lleceoso da sova, que llie prometti, A m
e que C com o favor de Dos ) lieide hir & Bondade do seu coracao desculpara
dando no Cruzeiro, sabio as pedradas s faltas, em que tenho cahido, faltando
para o meio da ra, e deo com toda a as respo4as, &c...
carga no meu amigo na supposicao de Queixa-se do Padre Mannho? E
que sendo este o correspondente amorda- quedire do V niela r.... Dou-lhe o pa-
r-se-hia avista de tao novo insidio: ralnmi da incumbencia que se I lie tem
elle nao Ihe responder' ; poique tem hu* feU-i de redigir, ou colaborar o novo Pe-
ma pachorra espantosa a este respeito ; rimico, que tem de apparecer.... feeu
mas eu Sur. Lombriga, hei de polo a Auiigo muito fiel, e multo obrigado.
curta (que Vm. a' curta be hun cabriti- -ir:., ^varicto.
nho importante, e divertido ) hei de mas- .
salo ate a'saciedade. Pode continuara N. B. Quem qu.zer certificar-seda
insultar, e calumniar o Padre Mestre Fr. autf.entic.dade das duas cartas supra, di-
Mio-uel, que paga por mim : que mal Ihe rija-se a Typografia de.Diario, que ah
zerao o Snr, tx Prezidente Joze Carlos Ihe serao mostradas. Adverte-se, que a
Mairink, o Snr. Ouvidor Ernesto, o Pa- do General esta' apagada em todos >s lu
dre Mestre Porto, e outros muitos Cida- gares bre qe e,ie pede^grande segre-
daos honrados, para Vm. os ter enxova- do: nao vai a carta do Padre Lopes;
Ihado tanto ja' no Cruzeiro, ja no Amigo porque Fr. Miguel a tmha perdido ; mas
do Povo ? Hei de pulverzalo ; nao o o mesmo Padre Lopes nao ouzara iiegar,
bei de deixar em quanto mao mudar de que ihe escreveo, desculpando o Xico, e
doutrina, e insolente lingoagem : nao o pedindO-lhe, e como, aoonselbanoio, que
temo em couza alguma; porque huma nao escrevesse contra elle.
Lombriga so'. pode causar njo, e nunca

medo : so' me lembro que Vm. existe pa-
ra o malhar. Fique certo nisto, que lh'
o afirma ( e vera' se cumpre, ou nao )

Leilao


O Somnmbulo.


i
i*

-..

.

.
Ue pertendem fazer Luiz Gomes
.Ferreira & Mansfielu, nodia Quin-
Feira 5 do corrente; pelas 11 horas da
manhaa, de varias fazendas da India,
Sedas, Touquins, Gangas &c. &c.

Q
ta Fe i
ternumbiico na Tipografa do Diario.


l i)
*<
--
m


Full Text
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